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MINISTERIO PUBLICO FEDERAL GABINETE DO PROCURADOR-GERAL DA REPUBLICA ‘SECRETARIA DE COOPERAGAO INTERNACIONAL Pedido de Cooperagao Juridica em Matéria Penal Peru/Brasil Autoridade rogante: Ministerio Publico da Repiiblica do Peru Caso Lava Jato - Subcaso Odebrecht PCI n. 1,00.000.008776/2017-34 - PGR Objeto: depoimento de Marcelo Bahia Odebrecht Processo: AJ n? 68-17 TERMO DE COMPROMISSO DE ESPECIALIDADE E DE LIMITACAO DE USt DE PROVAS © Ministério Publico peruano (Tercer Despacho de la Segunda Fiscalia Supraprovincial Corporativa Especializada em Investigacin de Lavado de Activos y Perdida de Dominio), 6rg0 competente para a investigagéo e 0 processo penal e a Unidad de Cooperacién Judicial Internacional y de Extradiciones, autoridade central peruana, competente para cooperagao juridica intemacional em matéria penal no Ambito do Acordo de Assisténcia Judicidria em Matéria Penal entre 0 Governo da Republica Federativa do Brasil e 0 Governo da Repliblica do Peru, firmado em Lima, em 21 de julho de 1999, ao receberem os documentos e 0 depoimento anexos, enviados pela Secretaria de Cooperagao Internacional (SCI) da Procuradoria-Geral da Republica Federativa do Brasil, em cumprimento ao pedido de assisténcia juridica internacional acima identificado, assumem 0 compromisso em nome do Estado rogante de nao os utilizar contra o colaborador MARCELO BAHIA ODEBRECHT, contra qualquer das empresas do GRUPO ODEBRECHT e BRASKEM ou contra qualquer outro colaborador do Ministério Publico Federal brasileiro, que tenha firmado acordos de colaborag4o premiada no ambito do caso Lava Jato e/ou terceiros empregados e/ou ex-empregados da ODEBRECHT que venham a aderir ao Acordo de Leniéncia celebrado entre a Odebrecht S.A. € 0 Ministerio Publico Federal - MPF em 1° de dezembro de 2016 e homologado perante os juizos competentes seja para instruir ages penai ages civeis ou processos administrativos XS MINISTERIO PUBLICO FEDERAL GABINETE DO PROCURADOR-GERAL DA REPUBLICA ‘SECRETARIA DE COOPERAGAO INTERNACIONAL em sua jurisdigao. Para este fim, e considerando que os colaboradores renunciaram ao seu direito ao siléncio e a garantia contra a autoincriminagao em troca de beneficios legals limitagao de responsabilidade penal ja ajustados na jurisdicao brasileira, as autoridade signatarias declaram ter competéncia para assumir os compromissos constantes do presente Termo de Compromisso, obrigando-se, em nome do Estado rogante, a observar e cumprir os artigos 32' e 37° da Convencdo das Nagées Unidas contra a Corrupcao TA 32, Protege a testemunhas, perio e vitimas 1. Cada Estado Parte adotar: medidas apropriadas, em confonmidade com seu ordenamento jridico intemo ¢ dentro de suas possibilidades, para proteger de mancira eficaz contra eventuas atos de represilia ow inimidagdo as testemunhas ¢ peritos que prestem testemunho sobre os deltas qualificados de acon com a presente Convengo, assim como, quando proceder, a sous familiares e demais pessoas proxinas 2. As medidas previstas no parigrafo I do presente Artigo poderto consist, entre outras, sem prejuin «dos direitos do-acusado e incluindo 0 dreto de garanias processuais. 4) Estabelecerprosedimentos para a protegfe Fisica dessas pessons incluida. na medida do necessiio e do possivel. sua remogao, e permit, quando proseder, A proibiglo total ou parcial de revelar informagio sobre sua idenidade e paradcro: by Estabelecer normas probatérias que permitam que as testemunkase peritos prestem fstemuno sem por em perigo a seguranga dessas pessoas, por exemplo,aceitando @ testemunbo mediante tecnologias de conunicagao como a videaconfersncla ow outros meios adequados. 0 Estados Partes considerario a possibiidade de emosio das pessoas mencionadas na parigrafo | do presente Arti, rar condos ou tratados com outros Estados para a 4. As disposigdes do presente Artigo se aplicardo também as vitimas na medida em que sejam muha 5. Cada Estado Parte permit, com sujeigho a sual ‘opinives e preaeupagses ieitos de dees, jslagio interna, que se apresentem¢ vonsiderem as dds vitmas em etapas apropriadas das ages pena contra os criminosos sem menosprezar os At, 37. Cooperagao coin as autoridades encarregadas de fazer eumpir ale 1. Cada Estado Parte adotaré as medidas apropriadss para restahelecer as pessoas que participem ou que tenhom partcipad na pritica dos delitos qualifieades de acordo com a presente CenvengBo que proporcionem is auloridades competentesinformag20 itil com fins investigativos & probatérios e as que Thes presiem ajuda efetiva © ‘oncreta que possa contibuir a privar os eriminosos do produto do delito. asim como ecuperar esse produto, 2, Cada Estado Parte considerar a possbil pessoa acusada que preste cooper ‘coma presente Convengao, lade de prever. em casos apropriados, a mitigaglo de pena de toda 10 substancial investigaglo ou 30 indciamento dos delitos qulifcados de aeordo MINISTERIO PUBLICO FEDERAL GABINETE DO PROCURADOR-GERAL DA REPUBLICA ‘SECRETARIA DE COOPERAGAO INTERNACIONAL (Convengao de Mérida), especialmente os paragrafos 2°, 3°, 4° e 5° do art. 37, que permitem ao Estado rogado condicionar 0 acesso a provas derivadas de acordos de leniéncia e de acordos de colaboragao premiada a garantia de que os colaboradores do Ministério Publico Federal da Repiblica Federativa do Brasil, no caso Lava Jato, sejam pessoas fisicas ou juridicas, ndo seraio processados civil, administrativa ou criminalmente nessas jurisdig6es pelos fatos revelados e documentos fornecidos voluntariamenté as autoridades brasileiras, assim como pelas provas derivadas dos referidos fatos € documentos e teréo a sua identidade e paradeiro preservados e mantidos sob confidencialidade. Comprometem-se ainda as autoridades signatarias em nome do Estado rogante e conforme a praxe interacional a respeitar 0 principio da especialidade, sobre limitagao do uso da prova, que ¢ objeto dos seguintes dispositivos de tratados internacionais, sem prejuizo de outros que sejam aplicaveis aos Estados Partes: a) arts. 4.1, 5.1 e 5.2 do Acordo de Assisténcia Juridica em Matéria Penal entre 0 Governo da Republica Federativa do Brasil e o Governo da Repubblica do Peru, celebrado em Lima, em 21 de julho de 1999: ° 3 Cada Fstado parte considerard a possbilidade de prever, em conformidade com os prineipios fundamentas de sua legishagio interna, a concessio de imunidade judivial a toda pessoa que preste cooperagto stibstancial na investigagao a4 no indiiamento dos deltos qualifcados de acordo com a presente Convene. 4A protege dessas pessons seri, mutatis mutandis. a previsia no Antigo 32 da presente Convene. 5. Quando as pessoas mencionadas no pardgrafo | do presente Artigo Se encontrem em um Estado Parte € possam prestar cooperasio substancial 4s autoridades competentes de outro Estado Parte, os Estados Parte interessados Dodero considerar a possbilidade de celebrar acordos ow tratados, em conformidade com sua legislago interna. a Fespeita da eventual concesso, por esse Esra Parte, do trato previsto nos parigrafos 2 ¢3 do prevent Arti 3. AML 4.1.A Parte requerente ndo usar quaigusr informagio ow prova oblida nos termos deste Acordo para fins diferentes dos declarados na sliitaglo de asssténci juridiea, sem previa autorizagao da Parte requetda Art. 5.1. Aautoridade competente da Parte requerida se considerar que o atendimento a una solicitagdo poder’ ria obsticulo a alguma investizagio ou pracedimento penal que esteja emt curso em seu territério. poder ane o sew tumprimento ou condicion-la a forma que considere necessria 2, A Autoridade Central da Parte roquerida dari conhecimento 4 Autoridade Central da Parte requerente do