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Alberto Flores Galindo-Arguedas

Este documento resume una conferencia dictada por Alberto Flores Galindo en 1988 sobre José María Arguedas. En la conferencia, Flores Galindo analiza la trayectoria intelectual de Arguedas y la relación entre intelectuales, sociedad e identidad en el Perú a través de su obra, particularmente sus últimos años y la novela Los zorros. Explica que en sus primeros textos Arguedas presenta una imagen dual de la sociedad peruana, pero que esta visión dualista estuvo influenciada por el cristianismo popular y las ideas comunistas de la época

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Alberto Flores Galindo-Arguedas

Este documento resume una conferencia dictada por Alberto Flores Galindo en 1988 sobre José María Arguedas. En la conferencia, Flores Galindo analiza la trayectoria intelectual de Arguedas y la relación entre intelectuales, sociedad e identidad en el Perú a través de su obra, particularmente sus últimos años y la novela Los zorros. Explica que en sus primeros textos Arguedas presenta una imagen dual de la sociedad peruana, pero que esta visión dualista estuvo influenciada por el cristianismo popular y las ideas comunistas de la época

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ALBERTO FLO RES

G AI I N D O H A B L A
D E A R G l'E D A S
~ E s te a r tíc u lo es u n a d e la s d o s c o n fe r e n c ia s q u e
d ic tó A lb e r to F lo r e s G a lin d o s o b r e J o s é M a r ía
A r g u e d a s . U n a fu e en C u s c o en d ic ie m b r e d e
1 9 8 6 y la o tra en J a u ja en a g o s to d e 1 98 8 .
A m b a s c o n fe r e n c ia s fu e r o n p u b lic a d a s p o r
C ec ilia R iv e ra b a jo el títu lo d e Dos
ensayos sobre José María Arguedas, en la
e d ito r ia l S U R C a sa d e E s tu d io s d el
S o c ia lis m o en 1 9 9 2 . E n el p r ó lo g o d e
es ta p u b lic a c ió n C e c ilia R iv e r a s e ñ a la
q u e el g ra n p r o y e c to d e A lb e r to F lo re s
G a lin d o era h a c e r la b io g r a fía d e
A r g u e d a s q u e c o n d e n s a r ía la h is to r ia
s o cia l y cu ltu r a l m á s im p o r ta n te d e l
s ig lo X X . A m b a s c o n fe r e n c ia s
fu e r o n el in ic io d e ese p r o y e c to
q u e su m u er te tr u n có en m a rzo
d e 1 99 0 . Anthropía p u b lica la
c o n fe r e n c ia d ic ta d a en J a u ja ,
p o r q u e c r e e m o s q u e es la
m e jo r fo rm a d e p r e s e n ta r a
J o s é M a r ía A r g u e d a s co n la
s e r ie d a d y la in te lig e n c ia q u e
él se m e r e c e , y n a d ie m e jo r
q u e u n o d e lo s m a y o r e s
in t e le c t u a le s q u e el P er ú
p r o d u jo : A lb e r to F lo re s
G a lin d o u n o d e los m á s
lú c id o s le c t o r e s d e
A rg u ed a s. Q u erem os
agrad ecer sob rem an era a
C e c ilia R iv e r a , e s p o s a d e
Tito co m o ella lo lla m a , p o r
h a b e r n o s fa c ilita d o esta
p u b lic a ció n y p o r h a b er n o s
p r o p o r c io n a d o las fo to s y
la ca r ic a tu r a q u e
a co m p a ñ a n al a rtíc u lo .
A N T H R O P ÍA R ev ista de A n tro p o lo g ía y o tra s co s as

L O S Ú L T IM O S A Ñ O S D E A R G U E D A S T r a y e c to r ia d e A r g u e d a s
IN T E L E C T U A L E S , S O C IE D A D E B ajo e sto s tre s s u p u e s to s m e r e fe riré a la tr a ­
ID E N T ID A D E N E L P E R Ú * y e c to ria d e A rg u ed as . T odo esto p a ra d e s e m b o c a r
en sus ú ltim o s a ñ o s y en los Z o rro s. Y p ara, a p a rtir
M e v o y a re fe rir a los ú ltim o s añ o s d e A rg u ed a s. E n d e los Z o r r o s , e la b o ra r d o s o tres h ip ó te s is a lre d e ­
rea lid ad , m á s q u e a A rg u e d as co m o tal, a la rela ció n d o r de la re la c ió n e n tre in telec tu ales , so c ie d a d y p r o ­
en tre in te le c tu ales , s o cied a d e id e n tid ad en el P erú . b le m a d e id e n tid a d en el P erú .
P ara p e n s a r es ta rela ció n creo q u e A rg u e d as p u ed e E n lo s p rim e ro s te x to s d e A rg u e d a s re s u lta a b ­
se r u n ca so p a rtic u la rm e n te ejem p lar. E sta a p ro x i­ s o lu ta m e n te tra n s p a re n te u n a im ag en d u al de la s o ­
m a ció n se rá b á sic a m e n te h is tó rica y re fe rid a a las c ie d a d p e ru a n a . M e re fie ro b á s ic a m e n te a los c u e n ­
id e as, la id e o lo g ía q u e s u b y a c e n en los te x to s d e to s q u e se p u b lic a n b a jo el títu lo d e A g u a . A llí se
A rg u e d a s . tra ta d e re s u m ir el m u n d o d e la s ie rra d el P erú co m o
u n m u n d o en el q u e e x is te n b á s ic a m e n te d o s tip o s
L o s s u p u e s to s d e la in d a g a c ió n d e p e rs o n a je s : in d io s y m is tis. In d io s y m istis es tá n
El p rim e r s u p u e s to es n o c o n s id e r a r a A rg u e ­ en un e n f r e n ta m ie n to p e rm a n e n te . E n tre e llo s no
d a s co m o el in d io , el in té rp re te d el m u n d o in d íg e n a , h ay m á s c o m u n ic a c ió n q u e la v io le n c ia . U n in d io
el a u té n tic o re p re s e n ta n te . E ste es u n e s te re o tip o no p o d rá se r n u n c a u n m isti, y u n m isti d e s p re c ia rá
p r o p a la d o p o r M a rio V arg as L lo sa , en p a r tic u la r p e r m a n e n te m e n te a los in d io s. E s u n m u n d o d u al
en el p ró lo g o a u n a d e las e d ic io n e s d e L o s R ío s d e c o n tra p o s ic io n e s ra d ic a le s . U n m u n d o ca si m a -
P r o fu n d o s . P ero es u n e s te re o tip o al cu a l el p r o ­ n iq u eo .
p io A rg u e d a s d io c a b id a , y q u e h a lle v a d o in c lu s o a E n tran d o en el te rre n o de las h ip ó te sis , el m u n d o
q u e u n a u to r p o la c o lle g u e a d e c ir q u e A rg u e d a s m a n iq u eo q u e se re tra ta a llí2, m ás q u e co n las c o n ­
a p re n d ió en re a lid a d el c a s te lla n o re c ié n d e s p u é s c ep c io n es d e m u n d o a n d in o en el sen tid o in d íg en a,
d e in g re s a r a la U n iv e rs id a d d e S an M a rc o s, lo q u e p u ro , d e la p a la b ra , tien e q u e v e r co n el c ris tian is m o
es u n d is p a ra te to tal. E s el e s te re o tip o m á s r e p e ti­ p o p u la r q u e d e b ió d ifu n d irse en los p u e b lo s d o n d e
d o y lo d ejo d e lad o . N o v o y a h a b la r d e A rg u e d a s A rg u e d a s p a só su in fan cia . U n cris tia n is m o de im á ­
c o m o « el in d ie c ito » . g en es a p o c a líp tic a s y c o n tra p u e s ta s 3.
P or el c o n tra rio - e s t e se ría el se g u n d o s u p u e s ­ E s u n d is c u rs o q u e ta m b ié n tien e q u e v e r co n las
t o - v o y a h a b la r d e u n a u to r q u e tien e u n a o b ra b a s ­ im ág en es y las p ro p u e s ta s q u e en los añ o s 30 elab o -
ta n te co m p le ja . N o es un a u to r e lem en ta l o p rim iti­
vo. P o r m á s q u e se p re s e n te co m o a b s o lu ta m e n te
e s p o n tá n e o , h a r e fle x io n a d o s o b re su s p ro b le m a s
b as ta n te m á s d e lo q u e él m is m o s u p o n e o su g iere.
H a le íd o b as ta n te m á s de lo q u e d eja traslu cir. E sta
p a rtic u la rid a d es q u iz ás u n b u en p rete x to p a ra q u e
a lg u ie n d e las c ie n c ia s s o ciales se in tro d u zc a en su
o bra. N o só lo es la o b ra d e u n n a rrad o r; es ta m b ié n
la o b ra d e u n p o eta. Y no só lo es u n a o b ra d e ficc ió n ,
es ta m b ié n la o b ra d e un an tro p ó lo g o , de un fo lk lo ­
rista, d e u n h o m b re q u e h a re c o p ila d o te stim o n io s
o rale s d el m u n d o an d in o . E s la o b ra d e u n a p e rs o n a
q u e h a p u b lica d o d o cu m en to s d e e x ce p cio n al im p o r­
ta n c ia , c o m o D io ses y h o m b res de H u aro ch irí, p o r
ejem p lo. N o es, p u es, só lo u n a o b ra «literaria» ; ab arc a
d iv e rs id a d d e ca m p o s. L a m e n ta b le m e n te m u c h o s de
los q u e se h an o c u p a d o d e la o b ra de A rg u ed as h an
d e s c u id a d o o n o h an p re s ta d o el m ism o in te ré s a
es ta s o tra s fa c e ta s .
El te rc e r s u p u e s to es q u e se tr a ta d e u n a o b ra
d e u n a te rrib le c o h e re n c ia , d o n d e d e s d e el p r in c i­
p io se a s p iró a d a r u n a im a g e n d e la to ta lid a d d el
P e r ú 1. 17
A N T H R O P ÍA R ev ista d e A n tro p o lo g ía y o tras co sa s

ra ro n los c o m u n is ta s so b re la re v o lu c ió n en g en era l b ié n en eso s añ o s q u e A rg u ed as v ia ja a M é x ic o y


y so b re la so c ie d a d p e ru a n a en p artic u la r. L as id eas q u ed a im p resio n ad o p o r el estado m e x ic an o y p o r la
d e cla se c o n tra c la se tra n s p o rta d a s a lo s an d e s lle ­ co n ex ió n en tre estad o y cu ltu ra. V islu m b ra u n a p o si­
v an a la co n tra p o sic ió n en tre m istis e in dio s. A h í ta m ­ b ilid a d q ue lu ego fo rm a rá p arte d e su tra y e cto ria v i­
b ién se p o d ría ra s tre a r - c o m o lo h a su g erid o u n a u ­ tal: la de u tiliz ar los ap ara to s del estad o p ara p ro m o ­
to r c h ile n o - , la in flu e n c ia de alg u n o s re la to s d e Va- v e r u n a p o lític a cu ltu ral q u e p e n n ita cam b ia r las c o ­
llejo q u e im p ac ta ro n p a rtic u la rm e n te a A rg u e d a s 4. sas, res catar la cu ltu ra an d in a y a su v ez elim in ar el
L o cierto es q u e co n u n a s u o tra s fu en te s esto s d o s ab ism al co n flicto en tre la cu ltu ra an d in a y la cu ltu ra
m u n d o s están retra ta d o s co m o ab so lu ta m e n te c o n ­ o ccid en tal. S in em b arg o , co n esto n o su p era b a ni d e­
tra p u e sto s, sin n in g u n a p o s ib ilid a d de c o n c ilia c ió n y ja b a de lado las p reo cu p a cio n es an terio res.
co n la v io le n c ia c o m o ú n ic a fo rm a d e re la c ió n e n tre E n rea lid ad , la s ep arac ió n no es tan n ítid a , fo rm a
m istis e in d ios. p a rte d e d ilem as y c o n flicto s in te rio re s m u y fu erte s,
P e ro h ay un p ro b le m a q u e ap a re c e en esto s p r i­ q u e in clu so p o d ría n re s u m irs e en las re p e tid a s m e ­
m e ro s rela to s: ¿có m o p u e d e c a m b ia r es te m u n d o ? tá fo ra s d el p u e n te y el río . H ay o c a s io n e s en q u e
L o q u e se an sia , lo q u e se d e sea , a trav é s d e alg u n o s in sis te en las im ág en es d el p u en te . A rg u ed as se p re ­
p e rs o n a je s, es q u e es te m u n d o cam b ie . Q u e se p ro ­ s en ta a sí m ism o co m o u n a su erte d e p u e n te en tre el
d u z c a un g ran in c en d io en es tas p ra d e ra s an d in as. m u n d o in d io y el m u n d o e sp a ñ o l, en tre el m u n d o o c ­
Q u e n o h a y a m ás p rin c ip a le s, q u e no h a y a m ás m is ­ cid e n ta l y el m u n d o an d in o . E n o tra s o c a sio n e s, A r­
tis. S in e m b arg o , es u n a in v o c ac ió n q u e n o p arec e g u ed as p a re c e s im p a tiz a r m á s b ie n co n la im ag en
e n c o n tra r un v e rd a d e ro su sten to . E s u n m u n d o tan del río , co n es ta im ag e n del Y aw ar M a y u y d el río
je rá rq u ic o , tan b ru ta lm e n te d ife re n c ia d o , q u e la p o ­ q u e irru m p e y a rra s a c o n to d o . E s d ecir, o la p o s ib i­
s ib ilid ad del ca m b io n o ex iste, n o se av izo ra p o r n in ­ lid a d d e co n cilia ció n , de en cu e n tro de m u n d o s, o la
g ú n lado. p o s ib ilid a d d e la ru p tu ra , de la q u ie b ra , del ca m b io
E n u n a s e g u n d a e ta p a es ta s im ág en es v an a se r ra d ic a l de es to s m u n d o s. L a p o s ib ilid a d d el e n c u e n ­
re e m p la z a d a s p o r o tras q u e h ab la n m á s b ien d e la tro ap are ce m ás clara; m ie n tras la p o s ib ilid a d de la
p o s ib ilid a d d el e n c u e n tro e n tre d o s c u ltu ra s . L o s ru p tu ra n o se v is lu m b ra co n la su fic ie n te clarid ad .
m u n d o s sep arad o s de los m is tis y de lo s in d io s p o ­ C o m ie n z a a a v izo rarse c o n m ás c la rid ad en L o s r ío s
d ría n h alla r alg u n as p o s ib ilid ad e s de re c o n c iliac ió n o p r o fu n d o s , a trav é s d e las c h ic h eras , y se h a c e e v i­
d e e n c u e n tro . d en te añ o s d es p u é s en la ú ltim a p arte d e T o d a s la s
A p a rtir d e 1941, co n la p u b lic a c ió n d e Y a w a r s a n g r e s , d o n d e su rg e la im ag en d e es ta su e rte de
F ie s ta , su s artícu lo s so b re fo lk lo re q u e se p u b lica n río s s u b te rrá n e o s q u e h ac e n te m b la r el m u n d o y q u e
en B u e n o s A ire s, su d e s c u b rim ie n to de la a n tro p o lo ­ lo v a n a ca m b ia r. P e ro es te río s u b te rrá n e o tie n e
g ía, su in terés p o r los es tu d io s an tro p o ló g ic o s , A r­ alg u n as ca rg as m ás b ien d e tip o ap o ca líp tic o , in c lu ­
g u ed as p o n e el a ce n to y a no en el co n flic to so cial so alg ú n sa b o r a m ile n a rism o , o u n a te n d e n c ia o c o ­
e n tre m istis e in d io s, sin o m á s b ie n en el c o n flicto rrie n te de ese estilo .
c u ltu ra l. A sí a p a re c e , p o r e je m p lo , en el c a s o de V ien e d es p u és u n te rc e r m o m en to , u n m o m e n to
Y a w a r F ie s ta . E sto lo llev a tam b ién a p la sm ar aq u e lla fin al q u e es im p o rta n te su b ray ar: la ru p tu ra de A r­
id e a q u e sirv e d e títu lo p ara el lib ro de u n au to r c h i­ g u ed as co n los m e d io s in te le c tu a le s, en p a rtic u la r
len o: la id e a d e L a salv ac ió n p o r la c u ltu ra 5. Se tra ta co n los g ru p o s q u e a h o ra c a lific a ría m o s d e d erec h a,
d e q u e p o d ría h a b e r u n a sa lid a si se lo g rara re c u p e ­ a los cu ales h a b ía estad o m u y v in c u la d o . Y ad em ás
ra r la c u ltu ra an d in a. Ir tras lo s m ito s a n d in o s, al co n los m e d io s o fic ia le s, lo q u e se e x p re s a en su
igu al q u e el m u c h a c h o q u e en ese cu e n to , O ro v ilc a , re n u n c ia al M u se o N a c io n a l d e H is to ria en 1966 y
en las d u n as d e le a se v a tras la im ag e n m ític a de la d e sp u é s en su ju b ila c ió n . E scrib e u n artíc u lo d o n d e
siren a. H a y ah í ta m b ié n u n a p ro fu n d a a m b iv a le n c ia critic a fe ro z m e n te la p o lític a cu ltu ral del E sta d o y
p o rq u e , al ir tras los m ito s an d in o s, ese m u c h a ch o co n c lu y e m á s o m e n o s q ue, re s p e c to de la cu ltu ra ,
e n c u e n tra la m u erte. n o se p u ed e e s p e ra r a b s o lu ta m e n te n a d a del E stad o
In teresa referirse a este p asaje sim p lem e n te p ara en el P erú , c u a lq u ie ra q u e se a la clase so cial o el
su b ray a r q u e co m ie n za a esb o zarse la idea de qu e la p a rtid o p o lític o q u e es té en el p o d er. T erm in a así
cu ltu ra de los d o m in ad o s p o d ría ex p licarse a los d o ­ ec h a n d o al ta ch o lo q u e d u ran te m u c h o s añ o s h ab ía
m in ad o res; de q ue p o d ría m o strá rse les la riq u e za de sid o su p ro y e c to de tra b a jo en la a d m in is tra c ió n p ú ­
ese m u nd o . D e esa m a n era tal v e z p u d ieran su p rim ir­ b lica. T e rm in a d e ja n d o a un lad o la id e a de q u e a
se las m u rallas q u e se p aran a u n o s de otro s. E s ta m ­ trav é s del E s ta d o p o d ría re s c a ta rse la c u ltu ra an d i-
A N T H R O P ÍA R e v is ta d e A n tro p o lo g ía y o tras co sa s

n a o p o d ría n tra z a rs e o c o n s ­
tr u ir s e p u e n te s e n tr e el la d o
o c cid en ta l y el lad o an d in o del
P e rú .
S o n los añ o s d e ra d ic a liz a -
ció n - e n 1965 - 6 8 - d e c ie rto s
sec to re s ju v e n ile s en la s o c ie ­
d ad p eru a n a . A lg u n o s d e esto s
jó v e n e s serán su s a lu m n o s en
la U n iv e rs id a d A g ra ria d o n d e
e n c u e n tra un c ie rto re fu g io al
r e n u n c ia r a la a d m in is tra c ió n
p úb lica. E s p articu larm en te se n ­
sib le al d e safío d e esto s a lu m ­
n o s rad ic ales q u e v iv e n el im ­
p a c to d e la rev o lu c ió n cu b an a.
S o n ta m b ié n los a ñ o s del e n ­
cu e n tro co n la e tn o h isto ria y los
d e la e lab o rac ió n d e los Z o rro s.
Q u isiera u tilizar esta n o v ela
p a ra su b ra y a r alg u n o s rasg o s en to rn o a la relació n n ie ro n d e o tro s s itio s del P erú . D e s e m b o c a ro n en
entre in telectu ales, so cied ad e identidad. U n p rim er C h im b ó te , p e ro p r e v ia m e n te h a b ía n re c o rrid o u n a
rasg o , sig u ien d o este d esarro llo un tan to es q u em áti­ serie de p u eb lo s y lu g are s del P erú . L o q u e los d efin e
co, es q u e en esa n o v e la no ex iste un p erso n a je ce n ­ - h a y d o s o tre s fra s e s c la v e s re fe rid a s a es ta id e a
tral, co m o en el caso de L o s r ío s p r o fu n d o s . E x isten d e c a m i n a r - es lo q u e p u e d e s ig n if ic a r c a m in a r
v ario s p ers o n a jes, co m o C ecilio R am írez o E steban co m o m e d io de co n s tru ir u n a id e n tid ad . E sto s h o m ­
d e la C ru z o D on D iego , q ue h ab lan co n sta n tem en te b res son m ig ran te s q u e d ejaro n atrá s su p u eb lo de
en la n ovela. A d e m á s h ab la n d e igual a igu al co n los o rig en . P e ro en ello s n o se h a p ro d u c id o u n a ru p tu ra
d o m in ad o res: con los d u eñ o s de la fáb ric a de h arin a to tal o rad ic al; h an co n se rv a d o a lg u n o s ras g o s a n te ­
d e p escad o , co n los em p resa rio s o co n los curas. E rio re s, u n o de los cu ales es la so lid a rid ad . S o n m i­
in clu so los p o n en en aprieto s, en retirad a, an te d es a­ g ra n te s q u e h an su frid o u n a ru p tu ra , p ero q u e ta m ­
fío s y p reg u n ta s q u e esto s p erso n ajes no p u ed en re ­ b ién han c o n s e rv a d o elem en to s de su p ro p io m u n d o
solver, co m o o cu rre en la co n v ersació n entre C ecilio y q u e ca m in a n d o , re c o rrie n d o p u eb lo s, y lle g an d o a
R am írez y el cu ra C ardo so . Ya n o h ay el silencio o el C h im b ó te , h an ido c o n s tru y e n d o u n a id en tid ad . E s ta
h a b la r a esco n d id a s de los p erso n aje s de A g u a . id e n tid ad es p o r u n a p arte in d iv id u al - tie n e n n o m ­
N o tra ta ré so b re la c u es tió n d el le n g u a je - c e n ­ b res p ro p io s, su p ro p ia m a n e ra d e e x p res arse, sus
tral en es ta n o v e la - , del cu a l se han o c u p a d o E s c o ­ p ro p io s p r o b le m a s - p ero ta m b ié n tien e u n a d im e n ­
b a r y lu eg o A n íb al Q u ija n o , en u n a re se ñ a del te x to sió n co le ctiv a . S on los h a b ita n te s de C h im b ó te . E s­
d e E s c o b a r6. L o q u e m e in te re s a s u b ra y a r es q u e to s h o m b re s só lo c o n fía n en ello s y y a n o cree n en
so n u n co n ju n to d e p e rs o n a je s, n o h ay un o q u e sea los cu ra s, p o r eje m p lo .
cen tral. E ste co n ju n to de p e rs o n a je s h a b la un e s p a ­ H ay u n a le c tu ra d e es ta n o v ela q u e m e p a re c e
ño l m u y p a rticu lar, llen o de té rm in o s q u ec h u a s y co n erró n ea , a la q u e la te o lo g ía de la lib e rac ió n in v ita a
u n a c o n stru c c ió n m u y p ecu liar. H a b la su p ro p io e s ­ tra v é s de G u stav o G u tié rre z y J a v ie r T rig o 7. C reo
p a ñ o l, p e ro lo h a b la en v o z alta, sin te m o r, sin ta rta ­ q u e en la n o v e la A rg u ed as es p ro fu n d a m e n te crítico
m u d ear. H a b la n d e ig u al a ig u a l, p o r e je m p lo , co n un d e la te o lo g ía d e la lib e rac ió n . Q u izá s no A rg u ed as,
h o m b re d e o tra cu ltu ra ap are n te m e n te su p erio r co m o p ero u n p e rs o n a je co m o C e cilio R am írez no tien e
se ría C ard o so . El d iá lo g o con C a rd o so n o es el de m u c h a c o n fia n z a en los cu ras q u e en ca rn an la te o ­
alg u ien q u e h a b la d e ab ajo p a ra arrib a, sin o el de lo g ía de la lib erac ió n , co m o C ard o so . E sto s p e rs o ­
alg u ie n q u e es tá h a b la n d o al m ism o n ivel. n a je s n o c o n fía n en lo q u e los cu ras p u e d a n d ecir, ni
¿ P o r q u é h ab la n de igu al a ig u al?, ¿có m o c o n s i­ au n en los cu ras m á s rad ic ales ; c o n fía n en sí m is ­
g u ie ro n h a c e rlo ? L o h a c e n p o rq u e an tes d e h a b la r m o s, en q u e ello s p u ed en c a m in a r y en q u e sab en
h a n c a m in a d o ; so n c a m in a n te s , p e rs o n a s q u e v i­ p is a r b ie n , en q u e sa b en p is a r fu erte la tierra so b re
19
A N T H R O P ÍA R ev ista de A n tro p o lo g ía y o tras co s as

la q u e se lev an ta n . D e ig u al m a n e ra ta m p o c o so n rio s an alis ta s d e la o b ra de A r g u e d a s - p o r u n a im a ­


p e rs o n a je s q u e estén d o m in a d o s p o r el m u n d o m íti­ g en p lu ra l: n o se trata d e u n a n a c ió n sin o de v aria s
co p reh is p án ico , p o rq u e los d o s zo rro s q u e es tá n en n acio n es. C a d a u n o de los d iv e rs o s p e rs o n a je s tien e
el o rig en del relato , y q u e p rim e ro a p are ce n co m o su p ro p ia d efin ició n , su p ro p ia id e n tid ad , su p ro p ia
p e rso n a je s m ític o s , te rm in a n sie n d o in c o rp o ra d o s a e x p e rie n cia . El n u ev o m u n d o en C h im b ó te n o los ha
este m u n d o d e seres h u m a n o s c o n cre to s a trav é s de d is u elto , no los h a u n ifo rm iz a d o , n o los h a v o lc a d o a
u n p e rso n a je co m o D on D ieg o . El m ito te rm in a e n ­ to d o s en el m is m o p atró n . A p e s a r d e to d a la m ise ria
c o n trá n d o se co n la h is to ria , p ero p a ra d is o lv e rse en del c a p italis m o , de la in d u stria liz a c ió n , de la fáb ric a
la h isto ria . Y a no son p erso n as q u e es té n d o m in ad as d e h a rin a d e p es ca d o , de la sid erú rg ic a, esto s h o m ­
p o r el m ito : son p e rso n a s q u e co n tro lan es te m u n d o b res n o h an sid o u n ifo rm iz a d o s, n o h an s id o c o n v e r­
m ítico. tid o s en p ro d u cto s d e u n a serie. H a n lo g rad o c o n ­
H ab ría q u e re la c io n a r esto co n el p o e m a de A r- s e rv a r su id e n tid ad . L o q u e se su g iere, ju s ta m e n te ,
g u ed as a V ietn am , cu an d o él d ic e q u e el h o m b re es es la v ig e n c ia d e es ta p lu ra lid a d , d e es ta d iv e rsid ad .
D io s y D io s es el h o m b re. N o se tra ta e x a c ta m en te H a b ría q u e d e s p e ja r si es ta in te rp reta ció n no es
d e u n ateísm o , p e ro es d e ja r d e lad o c u a lq u ie r p o s i­ u n a in v e n ció n d e le cto res co n te m p o rá n e o s. A q u í he
b ilid a d de u n d iscu rs o d e tip o m e sián ic o . E sto s h o m ­ re co g id o co sas q u e se m e h an o c u rrid o o q u e se le
b res no co n fía n y a en q u e v a a v e n ir un m esía s q u e h an o cu rrid o a o tro s. P ero h a b ría q u e p re g u n ta rse si
los v a a salvar. C ec ilio R am írez n o cree q u e las c o ­ es ta le ctu ra tien e b ase o, p o r el co n tra rio , es a b s o lu ­
sas v a y an a c a m b ia r p o rq u e v e n g a un g ran h o m b re, ta m e n te a n a c ró n ic a .
un p e rso n a je e x ce p cio n al, q u e lo salv e. N o son h o m ­ E n el su p u es to d e q u e no se a u n a le ctu ra a n a c ró ­
b res q u e co n fíe n y a m ás en id e as m ilen aris ta s: n o v a n ic a y d is p a ra ta d a , lo q u e in teres a p re g u n ta rse es en
a h a b e r u n a g ran id e a q u e es té p o r e n c im a d e su q u é m e d id a es ta tr a y e c to ria in te le c tu al fu e co lec tiv a
h is to ria , u n a su erte d e río su b te rrán e o q u e los v a y a o in d iv id u al. E n m u c h o s asp ec to s fue, al p arecer, m ás
a liberar. Si ello s se v an a lib erar es p o rq u e sa b en u n a tra y e c to ria in d iv id u a l y so litaria q u e u n a tra y e c ­
cam in ar. to ria co m p a rtid a co n m u c h o s p erso n a je s de su g e ­
O tro rasg o d e es ta o b ra es la d is cu sió n so b re el n erac ió n . E s m á s, el en tro n q u e de A rg u ed as co n cie r­
so cialis m o y so b re có m o éste d e b e im p lic a r en el to s c re a d o re s d el m u n d o p o p u la r h a b ría sid o m ás
P erú un en cu e n tro en tre lo trad ic io n a l y lo m o d ern o . im p o rta n te q u e el q u e tu v o con a lg u n o s in te le c tu ales
E sto es lo m ás cla ro y e x p lícito , y no ir, m á s a llá de co m o F ran cisco M iró Q u esad a . P ero eso llev aría a
es ta m e n c ió n , a u n q u e no p o d ría p a s a rs e p o r alto el o tro p ro b lem a: p o r eje m p lo los d an za n te s de tije ras ,
e n tu sia s m o q u e tra s u n ta p o r la e x p e rie n c ia cu b an a. el m u n d o de los co liseo s o el d e los clu b es de m i­
M á s b ie n q u is ie ra s u b ra y a r la ru p tu ra q u e los g ran te s. E n to d o caso , en té rm in o s del m u n d o e s­
Z o r r o s im p lic an co n cierto s p a ra d ig m a s c lá sico s de tric ta m e n te in telec tu al p arec e se r m á s u n a a v e n tu ra
ra z o n a m ie n to d e la s o cied a d p eru an a . E s e v id en te s o lita ria q u e u n a a v e n tu ra co lectiv a.
q u e en A rg u e d a s h ay u n a ru p tu ra co n el h is p a n is m o , D e se r así, la p re g u n ta s ig u ie n te se ría ¿ có m o s u r­
p e ro en es ta o b ra ta m b ié n h ay u n a ru p tu ra co n la g ie ro n estas id ea s en A rg u ed as ?, ¿ p o r q u é se le o c u ­
m a n e ra d e ra z o n a r q u e te n ía n los in d ig en istas. rrie ro n e sta s c o sa s q u e a h o ra n o s p u e d e n p a re c e r
T an to h is p a n ista s co m o in d ig en is ta s b u s c a b a n u n tan c o n tem p o rán ea s? , ¿p o r q u é en 1 968-69 se le o c u ­
c e n tro p a ra la s o c ie d a d p e ru a n a . L o s h is p a n is ta s rrie ro n e stas co sa s? E sto s ig n ifica ría p re g u n ta rse p o r
p o n ía n el cen tro en la tra d ic ió n o cc id en tal. P o r e je m ­ la rela ció n o la ru p tu ra e n tre A rg u ed as y su tiem p o .
p lo , la idea d e la h is p an id ad era tran sp are n te en R iva- E n o tra s p a la b ra s p o r el h u m u s h is tó ric o en el q u e
A g ü e ro en 1939. Y la id e a d e q u e ex istie ra u n a tr a ­ a p are ce n estas id eas: cuál es la te m p e ra tu ra , el a m ­
d ic ió n o c cid en ta l q u e fu era el c en tro del P erú era b ie n te en el q u e fu ero n fo rm u lad a s.
ev id e n te n o só lo en R iv a -A g ü e ro , sin o ta m b ié n en H ay p o r lo m e n o s cu a tro c o sa s a su b ray a r. L a
o tro s p e rs o n a je s c o m o B e la ú n d e . E n la v e rtie n te p rim e ra y la m ás ev id e n te so n los d es afío s p o lític o s
o p u e sta , los in d ig e n is ta s p o n ía n este cen tro en lo q u e en los q u e e s ta s id e as ap a re c e n . L a c u e s tió n m á s
p a ra ello s era la c o lu m n a v erte b ra l d el P erú : la tra d i­ im p o rta n te se ría la de la re v o lu c ió n c u b a n a y lo q u e
ció n in d íg en a o la tra d ic ió n an d in a. E sta m a n e ra ce n ­ e lla sig n ific a p a ra los jó v e n e s es tu d ian te s u n iv e rs ita ­
tral, o d ual en to d o caso , de p e n s a r el P erú - in d io s y rio s de esa ép o ca. D e s d e lu e g o h u m u s h is tó ric o a
e s p añ o le s, in d io s y o c c id e n ta le s - y a n o e x iste en los v ec e s se c o n fu n d e co n h u m u s p erso n al, h is to ria se
Z o rro s , y a n o ex iste en el A rg u e d as de en to n ces . E s m e z c la co n b io g ra fía. A sí, en se g u n d o lu gar, h a b ría
re e m p la z a d a - y esto y a h a sid o s u b ray ad o p o r v a ­ q u e te n e r en c u e n ta to d a s las p ro fu n d a s te n sio n e s y
A N T H R O P IA R ev ista de A n tro p o lo g ía y o tra s co s as

c am b io s d e los ú ltim o s añ o s d e la v id a d e A rg u e d as :
su d iv o rcio , la n u e v a a v e n tu ra s e n tim en ta l, lo q u e
esto v a a s ig n ific a r en la so c ie d a d p e ru a n a de e n to n ­
ces. C as arse co n u n a m u je r m e n o r q u e él, q u e co m o
ag ra v a n te era ch ile n a y b a s ta n te in d e p e n d ie n te , era
un d e safío d ifícil d e so b rellev ar.
P ero m á s allá d e es tas c o n tin g e n c ia s p erso n a le s
h ay o tro s d o s h ec h o s q u e m e p a re c e im p o rta n te su ­
b ray ar. E l p rim e ro es la m ig ra c ió n , el ca m b io p ro ­
fu n d o q u e v a a im p lic a r en la s o cied a d p e ru a n a el
c re c im ie n to d e su p o b la c ió n , q u e rec ié n co m ie n z a a
a lc a n z a r los n iv e le s q u e h a b ía te n id o en los tie m p o s
p re h is p á n ic o s . E n u n cá lc u lo c o n s e rv a d o r el P e rú
en los tie m p o s p re h is p á n ic o s h a b ría te n id o en tre 6 y
8 m illo n e s d e h a b ita n te s. S ó lo d es p u és d e los añ o s
c u a re n ta se a c e rca a es ta m e d id a. P ero q u iz á m ás
im p o rta n te q u e el a sp ec to c u a n tita tiv o es el asp e cto
cu alita tiv o m is m o , el ca m b io , el tras la d o d e esa p o ­
b la ció n d e los A n d e s h a c ia la co sta. E s te h ec h o , q u e
afe c ta rá a g ran p a rte d e los p e ru a n o s es u n en la ce
im p o rta n te y fo rm a p arte d el h u m u s h is tó ric o en el
q u e se p ro d u c e n las re fle x io n e s d e A rg u e d as.
L a m ig ra ció n p ro d u c e u n n u ev o tip o d e ciu d ad : la
b a rria d a . Y la b a rria d a p o r ex ce le n c ia es C h im b ó te ,
q u e es casi só lo u n a b arria d a: el ca sc o u rb a n o es
p e q u e ñ ísim o , es u n a ciu d a d q u e h a su rg id o en el a re ­
n al, d e la n a d a y en m u y p o co tiem p o . E s la ciu d a d
d e la m ig ra c ió n p o r e x c e le n c ia , d o n d e u n o p u e d e
e n c o n tra r ta m b ié n es te n u ev o u n iv e rso q u e es el de
la b arria d a.
A q u í q u izá h a b ría q u e re c o rd a r q u e es ta d is c u ­
sió n a c e rca d e la m o d e rn id a d es u n a d is cu sió n m u y
referid a al u n iv ers o u rb an o . E n B au d e la ire , p o r e je m ­ co sas p u e d e n existir, p ero u n o n o se d a cu e n ta, no
p lo , la re la ció n e n tre m o d e rn id a d y c iu d ad es m u y las ve. D e h ec h o - s i es cierto lo q u e e sto y p e n s a n ­
ev id en te. A q u í ap are ce u n n u ev o tip o de ciu d ad , d o n ­ d o - m u c h o s no v ie ro n e sta s co sas. E n to n c e s ¿p o r
de la g ran m a y o ría d e su s h ab ita n te s v iv e en b a rria ­ q u é sí h u b o alg u ie n q u e las v io y las p e rc ib ió ? ¿ P o r
das. Y si se re v is a n las p ág in as d e E l Z o r r o d e a r r i­ q u é eso fu e un m o tiv o p a ra o rg a n iz a r u n a re fle x ió n
b a y e l Z o r r o d e a b a jo , son frec u en tes las d e s c rip ­ so b re e sto s te m as ?
cio n e s d e la v id a en las calles , d el ab ig a rra m ie n to en E n o tra s p a la b ra s , se tra ta d e p re g u n ta rse p o r la
ellas re c o rd á n d o n o s cierta s im ág en es de D o sto ie v s- v is ib ilid a d . T ie n e q u e v e r d ire c ta m e n te co n el h ec h o
k y en re la c ió n co n S an P ete rb u rg o , p o r ejem p lo . L a d e q u e A rg u ed as era un in te le c tu al, p ero ad em ás un
v id a en las calles , el ab ig a rra m ie n to , la m is e ria , p o r in te le c tu al m estizo . Y co m o tal u n h o m b re u b ic ad o
u n lad o; p e ro so b re to d o el h ec h o de có m o la m is e ­ en la fro n te ra en tre el m u n d o in d io y el m u n d o d e los
ria, la p o b re z a y la in m u n d ic ia de u n a c iu d ad co m o m istis, e n tre el m u n d o an d in o y el m u n d o o cc id en ta l,
C h im b ó te n o lo g ran d e s tru ir a esto s p ers o n a je s. en tre el P e rú y E u ro p a. A rg u ed as es u n h o m b re q u e
A sí, d e ja n d o d e lad o cu es tio n es p e rs o n a le s o d e ­ h a estad o en E u ro p a , q u e h a leíd o lite ra tu ra e u ro ­
safío s p o lític o s co m o el de la re v o lu c ió n cu b an a , h ay p ea ; v ia ja a E s ta d o s U n id o s p o r esa é p o c a y h a sta
d o s elem en to s ce n tra le s q u e c o m p o n d ría n el h u m u s h a c e re fe re n c ia s en a lg ú n te x to b as ta n te an te rio r, a
h istó ric o en el q u e ap a re c e n las re fle x io n e s de A r­ un au to r n o n e c e sa ria m e n te ta n d ifu n d id o en el P erú
g u ed a s: la m ig ra c ió n y la a p a ric ió n d e la b a rria d a, el co m o H u sse rl, p o r ejem p lo . E s u n h o m b re q u e es tá
d e s c u b rim ie n to d e este m ed io . A h o ra, ¿ q u é h ac e q u e e n tre d o s m u n d o s: el m u n d o in d io y el d e los m istis,
e s te h u m u s h is tó r ic o p u e d a s e r fr u c tíf e r o ? E s ta s el an d in o y el o cc id en ta l, el P erú y E u ro p a. E sa u b i-
A N T H R O P ÍA R ev ista d e A n tro p o lo g ía y o tras co sa s

h is tó ric o en el q u e se e n c o n tra b a , co m o
p ro d u c to d e los ca m b io s q u e la so cied a d
p e ru a n a es ta b a ex p erim en tan d o : los fe n ó ­
m e n o s de la m ig ra c ió n y la a p a ric ió n d e
es te h ec h o n u ev o q u e es la b arria d a.
T anto d esd e u n a p ersp ec tiv a h is tó rica de
larga d u ració n co m o de su m e d ia ta b io g ra­
fía, p o d ría ser ú til raz o n a r el co n flicto cu ltu ­
ral en el P erú u tilizan d o la n o ció n de G ra-
m sci de en c ru cijad as h istó ricas, de los m o ­
m en to s y los lug ares d o n d e se en c u e n tra n y
co n fro n tan d iv ersas trad icio n e s, y la c rea ti­
v id a d y p o sib ilid ad de am p liac ió n d e h o ri­
zo ntes qu e las en crucijad as h istó ricas abren.
A rg u ed as fu e u n a p erso n a q u e se en co n tró
c ac ió n p u e d e ten er, co m o en el caso de A rg u e d as, en u n a de esas en cru cijad a s h istó ricas, q u e la v ivió
g ra v e s c o sto s s ic o ló g ic o s y p e rs o n a le s, p e ro ta m ­ co n u n a inten sid ad p erso n al ex cep cio n al, h asta qu e
b ié n el e s ta r u b ic ad o en u n a z o n a fro n teriz a, en tre esto s co n flicto s co n trib u y e ro n a su su icidio. P ero el
d o s le n g u as, en tre d o s cu ltu ra s, o to rg a u n a v is ib ili­ co sto p erso n al dio co m o resu ltad o u n a o b ra ex ce p ­
d ad m a y o r q u e la d e las p e rso n a s q u e están u b ic a ­ cio n al q u e abrió la p o s ib ilid ad de p en sar de o tra m a ­
d as a u n o u o tro lad o. E s ta v is ib ilid a d m a y o r se v io n e ra la so c ied ad p eru an a, m ien tras, en o tro s terren o s,
ale n ta d a o so ste n id a en el h ec h o d e q u e es te h o m ­ las cien cias so ciales p erm a n ec ía n en o tros esq u em as.
b re de fro n te ra se e n c u e n tra en e s a situ a ció n en u n
m o m en to en el q u e la so cied a d p e ru a n a c o m ie n z a a (C o n fe re n c ia en Ja u ja. A g o sto 1988)
e s ta r a tra v e s a d a p o r u n co n flicto m a y o r: el c o n flicto
en tre el m u n d o o c c id e n ta l y el m u n d o an d in o , los NOTAS
d e safío s d e la m o d e rn iz a c ió n y la m o d e rn id ad . Y en
m e d io d e ese co n flic to A rg u e d as e la b o ra E l z o r r o 1 A n to n io C o rn e jo P o la r: Los universos narrativos de
José M aría Arguedas, B u e n o s A ire s , L o s a d a , 1973.
d e a r r i b a y e l z o r r o d e a b a jo . E l c o n flic to en el
2 S e p o d ría ab u n d a r en u n a serie d e d etalles q u e ap a rec en
sig lo X X es sim ila r al q u e las s o cied a d es an d in as e n es to s p rim e ro s rela to s.
s o p o rta ro n d es d e fin es d el sig lo X V I h a sta in icio s 3 E n el d e b a te q u e s ig u ió a la e x p o s ic ió n d e A lb e rto
d el sig lo x v ii: el ch o q u e co n o ccid en te . C o n la ú n ic a F lo re s G a lin d o , a n te la p r e g u n ta d e u n o d e lo s p a r tic i­
p a n te s a b u n d ó en e s ta d u a lid a d : « E s tilo c ie lo e in fie rn o :
d ife re n c ia - s u s ta n c ia l e im p o r ta n te - q u e en el sig lo
o se e s u n o o s e e s o tr o , n o se p u e d e s e r las d o s c o s a s a la
X X el m u n d o o c cid e n ta l es tá co n fu n d id o co n el c a ­ v e z . H a y q u e te rm in a r c o n es to d e u n a m a n e r a d e c is iv a ,
p ita lism o . Y lo s m e c a n is m o s d e im p o s ic ió n y de e x ­ d ra c o n ia n a . S e p a ra r la c iz a ñ a d e la p a ja y e c h a r la c iz a ñ a
p a n s ió n d e l m u n d o o c c id e n ta l so n los m e c a n is m o s al fu eg o . H a y q u e a c a b a r c o n lo s « p r in c ip a le s » , d e s a p a ­
ta m b ié n d e e x p a n s ió n d el ca p italis m o . C o n la d ife ­ re c e rlo s . E s to v a a te n e r u n e fe c to p u rific a d o r, p o rq u e
lo s m is tis e n c a rn a n el m a l, p r o p a la n el m a l p o r to d o el
re n c ia d e q u e en el sig lo X X , la c u ltu ra an d in a y en
m u n d o . H a y q u e p u rific a r. L a id e a d e la re v o lu c ió n e s tá
g en era l to d a s las cu ltu ras tra d ic io n a le s del P erú , las e n c a rn a d a a llí c o m o p u r ific a c ió n , c o m o s a lv a c ió n . L as
c u ltu ras no o c cid en ta le s, p arec en e sta r co n d en a d as h u e lla s d e u n d is c u rs o c ris tia n o s o n m á s q u e e v id e n te s .
irre m e d ia b le m e n te a d e s a p a re c e r, c o m o e s tá o c u ­ C u a n d o A rg u e d a s fu e n iñ o el m a e s tro to d a v ía n o h a b ía
d e s p la z a d o al cu ra . P ero e s to n o p a s a d e s e r u n a h ip ó te ­
rrie n d o p a ra le la m e n te en o tro s lu g a res d e A m é ric a
sis . H a b ría q u e in d a g a r q u é se e n s e ñ a b a en lo s c o le g io s .»
L atin a o en o tro s c o n tin en te s. E l d es afío d e la m o ­ 4 S ilv e rio M u ñ o z : José M aría Arguedas. E l mito de la
d e rn iz a c ió n q u e ac a rre a el ca p ita lis m o es b as ta n te salvación p o r la cultura. E d ito ria l H o riz o n te , L im a , 1987.
m a y o r q u e el d e safío q u e o c c id e n te ac a rre ó b ajo la 3 Ibíd.
fo rm a de la s o cied a d es p añ o la , o b ajo la fo rm a de 6 A lb e rto E s c o b a r: Arguedas y la utopía de la
lengua. In s titu to d e E s tu d io s P e ru a n o , L im a , 198 4;
las re la c io n e s serv ile s o feu d a le s q u e los e sp añ o le s
A n íb a l Q u íja n o : « A rg u e d a s : la s o n o r a b a n d a d e la
q u is ie ro n tra e r a esto s te rrito rio s . s o c ie d a d » , en H ueso H úm ero N ° 19, o c t.- d ic ., 1 9 8 4 ,
El h e c h o d e se r u n h o m b re u b ic a d o en las fro n te ­ p p . 1 5 7 -1 6 2 .
ra s c u ltu ra le s h izo q u e A rg u e d a s fu e ra p a rtic u la r­ 7 G u sta v o G u tié rre z : « E n tr e las c a la n d ria s» , en Páginas
N ° 1 0 0 , L im a , d ic ie m b re d e 198 9; P ed ro T rig o : Arguedas:
m e n te s en sib le a este co n flicto . Y el h ec h o d e p e rc i­
mito, historia y religión, C E P , L im a , 1982.
b irlo fu e lo q u e le p erm itió fru c tific a r es te h u m u s

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