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Cálculo de Sapatas

Apostila de cálculo de sapatas
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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA UNESP - Campus de Bauru/SP Departamento de Engenharia Civil : 2133 - ESTRUTURAS DE CONCRETO III SAPATAS DE FUNDACAO Prof. Dr. PAULO SERGIO DOS SANTOS BASTOS Disponivel em: wwwp.feb.unesp.br/pbastos (paulo.ss.bastos@unesp.br) BaurwSP Junho/2019 APRESENTACAO Esta apostila tem 0 objetivo de servir como notas de aula na _disciplina Estruturas de Conereto III, do curso de Engenharia Civil da Universidade Estadual Paulista - UNESP — ‘Campus de Baurw/SP. (0 texto apresenta o dimensionamento de sapatas de fundago, conforme os procedimentos contides na NBR 6118/2014 - “Projeto de estruturas de concreto — Procedimento™, Sio estudados os seguintes tipos de sapatas: isoladas, corridas, com viga de cquilibrio ¢ associedas. E segundo a classificagio de rigidas ou flexiveis. Criticas ¢ sugestdes serdo bem-vindas. SUMARIO 1. SAPATAS DE FUNDACAO. 11 Inmooucto. 12 Derncois. 13 Tos oF Saravas 1.3.1 Sapata Isolada. 41.3.2 Sopata Corrida 13.3 Sapata Associada 1.3.4 Sapata com Viga Alavanca ou de Equllbrio, 14 CLASsFiCAGhO RELATIVAA RiGioeZ 1.5 DisTmBUIGkO DE TeNSOES NO SOLO. 1G PROJETO OF SAPATAS sOLADAS 1.6.1 Comportamento Estrutural L611 Sapatas Rigas 16.12 Sapatas Flexve's 16.2. Detalhes Construtivas. 163 Estimativa das Dimensdes de Sapatas com Carga Centrada 1.63.1 Balangos (abas) Iguals nas DuasDireges 1.63.2 alangos Ndo iuais nas Ouas Direcdes 1.6.4 Verificaséo 8 Pungo. 1.64.1 Tensio de Cisslhamento Solctante em Pilar Interno com Carregamento Si 1.642 Tensiode CsalhamentoSolicitante em Pilar Interna com Momento Fetor Aplcado 116.43 Vericacio de Tensio Resstente de Comoressio Diagonal do Conereto na Superfce Critica C 1.644 Tensio Rsistente na Superficie Critica Cem Elementos Estrutrais ov Techos sem Armadura de PungSo 23. a 1 2 4 4 6 7 8 3 1.65 Projeto com Considerasées do CEB-70. o 25 165.1 Dimensionamentoe Dsposicdes das Armaduras de Flexio 2s 165.2 Ancoragem da Armadura de Flexo 29 165.3 Verticagio da Forsa Cortante 30 165.4 Exemple 1 Sopa lsolada Riga Sob Carga Centrada 30 165.5 Exerccios Propostos 38 1.6.6 _Projeto Conforme o Método dos Bielas.. ns 36 166.1 Example 2- Sapata lolada Riga Sob Carga Centrada ~ Método das Beas. 39 1.6.7 Sapatas Sob AgBes Excéntricas 4 167. entiedade em Uma Drege 4 1.67.2 Excentrcidade nas Duss Diregéer a 1.67.3 Exempla 3~ Sapatalolada sob Forga Normal um Momento Fletor. a7 157.4 Exemplo 4 ~ Sepata lsolada Sob Flexo Obiqua 3 16.8 Sapata Flexivel Sob Carga Centrodo. 56 1581 Verticario de Sapata Fexvel &Forga Cortante quando by > Sd 60 1682 Exempla S~Sapata Flexvel 60 1.7 SaeaTaConaion 6s 1.7.1 Sopata Rigida Sob Carga Uniforme 66 172. Sapata Flexivel Sob Carga Uniforme 67 173 Exemplo 6 ~ Sapata Corrida Rigida Sob Carga Centrada 69 174 Exercicio Proposto. vn : 70 175. Exemplo 7 ~ Sapata Corrida Flexivel Sob Carga Centrada. 7 1.7.6 Exercicio Proposto. a 1.8 VERFICAGKO OA ESTABILONDE OF SAPATAS. : fon TB 1.9 Veniicn¢io 00 ESCORREGAMENTO DA ARMADURA 0 FLEXKO EM SAPATAS 8 1.10 SaPaTaNADivsA com Vica 0 Equulani, 78 1.101 Roteira de Céleulo. 7 110.2 Esforcos Solcitantes na Vigo de Equilbrio. 78 1.10.3 Recomendagdes para o Pré-dimensionamento de Vigo de Equillbvio. a 1.10.4 — Dimensionamento da Sapata do Divisa ss : at 1110.5 Exemplo 8 Sopata na Diviso com Viga Alavanca a2 1106 —Atividade ns : 38 1410.7 Viga Alavanca Nao Normal é Divisa a8 1.10.8 Exercicio Proposto 88 1.11 SaPATAEXCENTRICADE DISA... . 89 1.12 SaPATAASSOCIADA 93 4.12.1 Sapata com Base Retangular. 93 112.2 Verficagées e Dimensionamento, 95 1.12.3 Sapata Tropezoidal, bn 7 112.4 —Sapata Associada com Viga de Rigidez 98 1125 Exemplo 9~ Sopata Associada. 98 QUESTIONANO 1105 107 ONES, Bauru Sapatas de Fundasio 1 1, SAPATAS DE FUNDAGAO 11° Introdugao A subestrutura, ou fundagio, é a parte de uma estrutura composta por elementos estruturais, geralmente construidos abaixo do nivel final do terreno, e que s20 os responsiveis por transmnitir a0 solo todas as agdes (cargas verticais, forgas do vento, etc.) que atuam na edificagao, A estrutura posicionada acima e que se apoia na subestrutura é chamada superestrutura. As ages ‘que atuam na superestrutura das edificagées sio transferidas na dirego vertical geralmente por pilares ou paredes de conereto. Como 0 solo geralmente tem resisténcia muito inferior 4 do concreto do pilar, necessério projetar algum outro tipo de elemento estrutural com a fungdo de transmitir as agées ao solo. Os elementos mais comuns para cumprir essa fungo slo as sapatas ¢ os blocos, sendo que os blocos atuam ‘como elementos de transigo das agdes, dos pilares para as estacas ou tubuldes (Figura 1.1), Figura 1.1 —Exemplos de elementos de funda, UNESP, Bauru Sapatas de Fundasio 2 1.2 Definicbes A fundagio superficial, também chamada fundago rasa ou direta, & definida no item 3.1 da NBR 6122" como o “elemento de fundacdo em que a carga é transmitida ao terreno pelas tensdes distribuidas sob a base da fundacao, e a profundidade de assentamento em relagao ao terreno adjacente & fundacao é inferior a duas vezes a menor dimensao da fundacdo.” © elemento de fundagio superficial mais comum & a Sapata, que pela drea de contato base-solo transmite as cargas verticais © demais ages para © solo, ddiretamente, conforme ilustrado na Figura 1.2, onde B é a menor dimensdo em planta. Existe também o elemento de fundagdo profunda (Figura 1.3), definido na NBR 6122 (item 3.7) como 0 “elemento de fundagiio que transmite a carga ao terreno ou pela base (resisténcia de ponta) ou por sua superficie lateral (resisténcia de fuste) ou por uma combinagdo das duas, devendo sua ponta ou base estar assente em profundidade superior ao dobro de sua menor dimensdo em planta, e no minimo 3,0 m. Neste tipo de fiundacao incluem-se as estacas ¢ os tubuldes.”* <2 8 |B menor dimensio da sapata em planta, Figura 1.2 Sapata de fundagdo e a condicao Figura 1.3 ~ Condigao geométrica para a ‘geométrica para a fundacdo superficial. fundagio profinda, [A supata é definida na NBR 6122 (item 3.2) como o “elemento de fandagio superficial, de concreto armado, dimensionado de modo que as tensées de tragéo nele resultantes sejam resists pelo emprego de armadura especialmente disposta para esse fim.” Na NBR 6118" (item 22.6.1), sapata é definida como as “estrutwras de volume usadas para transmitir ao terreno as cargas de fundagao, no caso de fundacto dhireta.” Na superficie comespondente base da sapata atua a maxima tensio de tragdo, que supera a resisténcia do. conereto a tragdo, de modo que toma-se necessério dispor uma armadura resistente geralmente na forma de malha® (Figura 1.4). & recomendado e comum escolher a altura da sapata grande 0 suficiente para eviter a armadura transversal (vertical) resistenle 4s forgascortantes, que também atuam na sapata pos os esribos teriam atures variéves Figura 1.4 ~ Sapata de fundagto com a armadura principal ' ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS, Projeto eexeeupo de fundagdes, NBR 6122, ABNT, 2010, 91p. 2 Os tubules sero estudados no Capitulo “Blocos de fundagio ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. Projeto de estrturas de concrto ~ Procedimento. NBR 6118, ABNT, aquola com barras em duasdiegies, goralmente pespendiculares, com os espagametos ente as baras das das dregdes no necessariamenteiguss. UNESP, Baws Sapatas de Fundasio 3 Quando elemento é projetado com grande altura e a tenso de tragio maxima diminui e pode ser resistida apenas pelo conereto, sem necessidade de acrescentar armadura, o elemento é chamado bloco de fundagio direta, definido na NBR 6122 (item 3.3) com 0 “elemento de fundagdo superficial de concreto, dimensionado de modo que as tenses de tracdo nele resultantes sejam resistidas pelo concreto, sem rnecessidade de armadura.” Para que as tensdes de trago sejam resistidas pelo concreto, elas precisam ser baixas, de modo que & altura do bloco necessita ser relativamente grande, O bloco assim trabalharé preponderantemente & ‘compressio. Para economia de conereto, os blocos tém geralmente a forma de pedestal, ou as superficies laterais inelinadas (Figura 1.5). me “5° soto Figura 1.5 ~ Bloco de fundasao superficial. z ‘BR 6122 (7.8.2) estabelece que o angulo f (Figura 1.6), expresso em radianos, satisfaga a! ‘onde: yin = tensdo admissivel do terreno, em MPa; ‘ Figura 6 Angulo 8 nos blacos de fandao superficial. Um outro elemento, muito aplicado em edificagSes residenciais de pequeno porte em conjuntos habitacionais, é 0 radier, definido na NBR 6122 (3.4) como o “elemento de fundagdo superficial que abrange parte ou todos os pilares de uma estrutura, distribuindo os carregamentos.” Quanto ao dimensionamento, as fundagGes superficiais devem ser definidas por meio de dimensionamento geométrico e de céleulo estrutural UNESP, Bauru Sapatas de Fundasio 4 1.3 Tipos de Sapatas Dente todos os elementos de fundago superficial, a sapata é 0 mais comum, e devido a grande variabilidade cxistente na configuragio c forma dos elementos estruturais que ncla se apoiam, existem diversos tipos de sapatas, como isolada, corrida, assoviada, de divisa, com viga de equilibrio, etc. 1.3.4 Sapata Isolada ‘A sapata isolada é a mais comum nas edificagées, sendo aquela que transmite ao solo as ages de ‘um nico pilar. As formas que a sapata isolada pode ter, em planta, sdo muito variadas, mas a retangular & a mais comum, devido aos pilares retangulares. (Figura 1.7) h=var hecte Figura 1.7 —Sapataisolada ‘As agdes que comumente ocorrem nas sapatas sio a forga normal (N), 08 momentos fletores, em uma ‘ou em duas direges (M, ¢ M,),e a forga horizontal (H), Figura 1.8 u_ ELEMENTO DE Figura 1.8 —Sapataisolada de fundagto superficial Um limite para a sapata retangular € que a dimensio maior da base nio supere cinco vezes a largura (A< 5B)", Figura 1.9. Quando A > SB, é chamada sapata corrida* * Nanotagso ulzada, A €a maior dimensio da saata (em plana), eB éa menor dimensio, UNESP, Bows Sapatas de Fundasio s Figura .9~ Limite para a sapata retangular (A= 5B) Para sapata sob pilar de edificios de miltiplos pavimentos existe a recomendagio de que a dimensio ‘minima em planta seja de 80 om." Para a NBR 6122 (7.7.1), a menor dimensio no deve ser inferior a 60 © centro de gravidade (CG) do pilar deve coincidir com o centro de gravidade da base da sapata, para qualquer forma do pilar (Figura 1.10 e Figura 1.11), Figura 1.10 ~Sapatas isoladas com o CG do pilar coincidente com o CG da sapata 7 Figura 1.11 ~ Sapata isolada com 0 CG do pilar coincidente com 0 CG da sapata UNESP, Bows Sapatas de Fundasio 6 Para o dimensionamento econdmico € indicado que os balangos da sapata nas duas diregdes, as dimensdes cy € cp , sejam iguais ou aproximadamente iguais (Figura 1.12). Existe também uma recomendagio pritica de A <2,5B.° A Ce c & Figura 1.12 ~Sapata com balangos iguais (ex ~ ev) No caso de sapata isolada sob pilar de divisa, e quando no se faz.a ligagdo da sapata com um pilar interno, com viga de equilibrio por exemplo, a flexdo devido a excentricidade do pilar deve ser combatida pela propria sapata em conjunto com 0 solo. So encontradas em muros de arrimo, pontes, pontes rolantes, etc. (Figura 1.13) u e N divisa Figura 1.13 ~ Sapata isolada de divisa. 1.3.2 Sapata Corrida Conforme a NBR 6122 (3.6), sapata corrida é aquela “sweita d agdo de uma carga distribuida Tinearmente ou de pilares ao longo de um mesmo alinhamento.”, Figura 1.14 ¢ Figura 1.15, As sapatas corridas so comuns em construgdes de pequeno porte, como casas ¢ edificagdes de baixa altura, galpSes, muros de divisa e de arrimo, em paredes de reservatérios e piscinas, etc. Constituem uma solugdo economicamente muito viével quando o solo apresenta a necesséria capacidade de suporte em baixa profundidade. parede 5 a sapata ou PLANTA, Figura 1.14 ~Sapata corrida para apoio de parede © Neste texto & dada énfase sapatas retangulres, gral irculares a sapata tem também a forma cireular em planta J aplicadas nos pars retangulares. No caso, por exemiplo, de pilaes UNESP, Bauru Sapatas de Fundasio 1 Toa a oO Figura 1.15 ~Sapata corrida para apoio de pilaresalinhados. Para diferenciar a sapata corrida da sapata isolada retangular, a sapata corrida é aquela com ‘comprimento maior que cinco vezes a largura (A > SB)", Figura 1.16. PAREDE Ee) A> 5B Figura 1.16 ~ Comprimento A minimo para configurar a sapata corvida 1.3.3 Sapata Associada Conforme a NBR 6122 (3.5), sapata associada é aquela “comum a mais de um pilar”. Também & chamada sapata combinada ou conjunta. Geralmente ocorre quando, devido a proximidade entre os pilares, no € possivel projetar uma sapata isolada para cada pilar. Neste caso, uma Ginica sapata pode ser projetada ‘como a fundagio para dois ou mais pilares (Figura 1.17). A sapata associada pode ser projetada com viga de rigidez (VR), como indicada na Figura 1.18. LTT TTT Figura 1.17 ~ Sapata associada sem viga de rigides: UNESP, Bows Sapatas de Fundasio 8 UW U1 ELEVAGAO ‘CORTE A Figura 1.18 ~ Sapata associada com viga de rigides (VR). 1.3.4 Sapata com Viga Alavanca ou de Equilibrio Segundo a NBR 6122 (3.3.6), viga alavanca ou de viga de equilibrio é 0 “elemento estrutural que recebe as cargas de um ou dois pilares (ou pontos de carga) ¢ & dimensionado de modo a transmiti-las centradas ds fundacées. Da utilizagao de viga de equlibrio resultam cargas nas fundacdes diferentes das cargas dos pilares nelas atuantes.” A viga alavanca & de aplicago comum no caso de pilar posieionado na divisa de terreno, onde ‘corre uma excentricidade (¢) entre © ponto de aplicagio de carga do pilar (N) e 0 centro geométrico da sapata, O momento fletor resultante da excentricidade é equilibrado e resistido pela viga alavanca, que na utra extremidade € geralmente vinculada a um pilar interno da edificagio, ou no caso de auséncia deste, vinculada a um elemento que fixe a extremidade da viga no solo (Figura 1.19). ,sapata 1 sapata 2 | Vga alavanca (VA) Figura 1,19 ~ Pilar de divisa sobre sapata combinada com viga alavanca (VA) UNESP, Bauru Sapatas de Fundasio 9 1.4 Classificagao Relativa a Rigidez A classificagdo das sapatas relativamente & rigidez & muito importante, porque direciona a forma como a distribuigio de tensdes na interface base da sapata/solo deve ser considerada, bem como 0 procedimento ou método adotado no dimensionamento estrutural, ANBR 6118 (item 22.6.1) classifica as sapatas como rigidas ou flexiveis, sendo rigida a que atende a equagio: A LL b>. ‘onde: = altura da sapata (Figura 1.20); ‘A= dimensio da sapata em uma determinada direg30; 4, = dimensio do pilar na mesma diresio. AEgq, 1.1 deve também ser verificada relativamente as dimensdes B e by da outta diregdo da sapata, sendo que para ser classilicada como rigida a equagio deve ser atendida em ambas as diregdes. No caso da ‘equagio nao se verificar para as duas diregGes, a sapata serd considerada flexivel. Ge Ge Cy a Cy Figura 1,20 ~ Dimensbes da sapata, As sapatas rigidas tém a preferéncia no projeto de fundagéecs, por serem menos deformaveis, menos sujeitas a ruptura por pungao e mais seguras. AS sapatas flexiveis sio caracterizadas pela altura “pequena”, © segundo a NBR 6118 (item 2.6.2.3): “Embora de uso mais raro, essas sapatas sao wlilizadas para fundacao de cargas pequenas ¢ solos relativamente fracos.” Segundo Montoya", dificil estabelecer um limite para a classificagao das sapatas, e de qual método dove-se empregar no projeto. Ele, por exemplo, classifica como sapata rigida aquela onde o Angulo f é igual ‘ou superior a 45° (B > 45°, ver Figura 1.21). Em caso contrario a sapata é tratada como flexivel ( < 45°)" ‘Uma norma que pode ser considerads no projeto de sapatas é a do CEB de 1970 (CEB-70"), que utiliza um critério diferente © considera como sapata rigida quando o angulo B (tg B = hic) fica ‘compreendido entre os limites: OS 1,5 ndo é sapata, ¢ sim bloco de fundago direta (aquele que dispensa armadura de flex porque o concreto resiste @ tensdo de tragio maxima existente na base do bloco). 7 A pungio esté apresentade no item 1.64, sendo importante no projeto de supstas flexives e prncipalmente nas ljeslisas © coum. ¥ 0 tngulo i & tomado pel eta enteo vrtice na extremidade da base da saps & face dopilar em contato com a superficie superior a sopam, UNESP, Bows Sapatas de Fundagio 10 ~"Balango Figura 1.21 ~ Angulo Be blanco. 1.8. Distribuigao de Tensées no Solo A tensdo ou pressdo de apoio que a drea da base de uma sapata exerce no solo & 0 fator mais importante relativo & interface base-solo, Diversos estudos analiticas e de campo indicaram que a pressio exercida no solo ndo & necessariamente distribuida uniformemente, e depende de varios fatores, como"! ~ oxisténcia de excentricidade do carregamento aplicado; intensidade de possiveis momentos fletores aplicados; ~rigidez da fundago; ~ propriedades do solo; ~mugosidade da base da fundagao, A Figura 1.22 e a Figura 1.23 mostram a distribuigdo de presto no solo aplicada na base de uma sapata, carregada concentricamente, em fungo do tipo de solo e da rigidez, se rigida ou flexivel. Sapatas perfeitamente flexiveis curvam-se € mantém a pressao uniforme no solo. Sapatas perfeitamente rigidas no se curvam, e 0 recalque, se ocorrer, é uniforme, porém, a pressdo no solo ndo & uniforme. Devido a complexidade da andlise a0 se considerar a pressio como nio uniforme, é comum assumit- se a uniformidade sob carregamentos concéntricos, como mostrado na Figura |.22c, c adicionalmente porque ‘© erro cometido com a simplificagdo nao é significative. Sapatas apoiadas sobre solos granulares, como areia, a pressio & maior no centro ¢ decresce em iregdo as bordas da sapata. No caso de solos argilosos, a0 contrario, a presso € maior nas proximidades das bordas © menor no centro, Essas earacteristicas de nio uniformidade da presso no solo so comumente ignoradas porque sua consideragdo numérica € incerta ¢ muito varidvel, dependendo do tipo de solo, & Porque a jnfluéncia sobre a intensidade dos momentos fletores e forgas cortantes na sapata é relativamente pequena!” No caso de radier’, que ¢ comumente flexivel quando comparado as sapatas, devem ter uma avaliagio das tensdes de flexio e da distribuigdo da pressdo no solo de maneira mais cuidadosa. ‘A NBR 6118 (item 22.6.1) permite que, no caso de sapata rigida, se possa “admitir plana a distribuigdo de tensdes normais no contato sapata-terreno, caso no se disponka de informagées mais detathadas a respeito. Para sapatas flexiveis ou em casos extremos de fundacao em racka, mesmo com sapata rigida, essa hipdtese deve ser revista.” E no item 22.6.2.3 relativo as sapatas flexiveis: “A distribuicdo plana de tensoes no contato sapata-solo deve ser verificada.” A NBR 6122 (7.6.1) recomenda que a “drea da fundacdo solicitada por cargas centradas deve ser tal que as tensdes transmitidas ao terreno, admitidas uniformemente distribuidas, sejam menores ou iguais & tensdo admissivel ou tensdo resistente de projeto do solo de apoio.” No item 7.8.1: “As sapatas devem ser calculadas considerando-se diagramas de tensio na base representatives e que sio fungéo das caracteristicas do solo (ou rocka).” ° Segundo a NBR 6122 (3.4), 0 radier € um “elemento de fundacdo superficial que abrange parte ou todas os pilares de uma estrutura, dstribuindo os carregamentos.” NES, Bauru Sapatas de Fundagio ul no Figura 1.22 —Distribuicao de pressio no solo em sapata sob carga centrada: a) sapata flexivel sobre argila ») sapata flexivel sobre areia; c) sapatarigida sobre argila;d) sapata flexivel sobre areia; ©) distribuiedo simplificada, pay il aso Figura 1.23 —Distribuigdo de pressdo no solo em sapata sob carga centrada: a) sapata flexivel sobre argila; LNESP, Bauru Sapatas de Fundagio 12 Como se observou, a distribuigdo real ndo é uniforme, mas por simplicidade, na maioria dos casos, admito-se a distribuigo uniforme, o que geralmente resulta esforgos solicitantes maiores (Figura 1.24). Rigisa Oo Figura 1.24 Distribuicao de tenses no solo 1.6 Projeto de Sapatas Isoladas Neste item seré estudado © dimensionamento estrutural de sapatas isoladas, com maior énfase as sapatas rigidas, para as solicitagdes de carga centrada e carga excéntrica (com um ou dois momentos fletores solicitantes independentes), de base retangular ou quadrada, e com © centro de gravidade da sapata coincidente com o centro de gravidade do pilar, Os métodos de projeto abordados so 0 do CEB" de 1970, do ACI 318" e o tradicional “Método das Bielas”, de Blévot, Os procedimentas de projeto de sapatas isoladas sio largamente bascados nos resultados de investigagdes experimentais de Talbot” © Richart", eles vém sendo reavaliados em mais recentes pesquisas, com interesse nos efeitos da forga cortante ¢ da tragdo diagonal.” (© trabalho de Talbot em 1913, com ensaio experimental de 197 sapatas, representou o primeiro avango para o entendimento do comportamento estrutural de sapatas, dos mecanismos de ruptura, © ressaltaram a importincia da forga cortante nas sapatas.!" Richart apresentou em 1948 resultados de ensaios de 156 sapatas de varias formas e detalhes construtivos 0 relatério do ACEASCE"" de 1962 apresentou uma sintese dos diversos dados experimentais e o desenvolvimento de andlise e projeto de sapatas atualmente utilizadas nos Estados Unidos. Os modelos sd0 simplificagdes do comportamento das sapatas, porém, so conservatives e seguros, sendo por isso utilizados até os dias de hoje, com varias justificativas, conforme apresentadas por Coduto, © projeto da sapata isolada tem as seguintes fases: estimativa das dimensdes da sapata, dimensionamento das armaduras de flexio, e as verificagGes: das tenses de compressio diagonais, da pungo (para as sapatas flexiveis), da aderéncia da armadura de flexio ¢ do equilibrio ret tombamento ¢ ao deslizamento, 1.6.1 Comportamento Estrutural A sapata isolada pode ser representada como tendo volumes de conereto em balango que se projetam 4a sogdo transversal do pilar em ambas as direges, e submetidos & presséo do solo de baixo para cima. ‘Assim, a sapata pode ser comparada a uma laje lisa invertida, em balango ao redor do pilar, onde se apoia diretamente, esubmetida aos esforgos solicitantes internos de momento fletore forga cortnte. (Figura |.25). evploso sous ) laje tsa ») sapata de findacao Figura 1.25 ~Analogia entre laje lisa e sapata. UNESP, Bows Sapatas de Fundagio 13 (© mecanismo de ruptura da sapata por efeito de forga cortante & semelhante ao da laje isa, € a resisténcia da sapata & maior que a resistencia de vigas, desde que a caracterstca tridimensional da sapata contribui para esse fendmeno. A sapata sujita a clevadas cargas verticais tem o projeto direcionado mais pela forga cortante do que pelo momento flctor."*! No entanto, ha obscrvar que a verificagio da sapata & forge cortante © a puncio é muito importante no caso das sapatas flexiveis, conforme indicado pela NBR 6118 eapresentado no préximo item, Segundo o item 22.6.2 da NBR 6118, se eliminada a complexidade da interagdo solo-estrutura, 0 comportamento estrtural das sapatas pode ser analisado segundo arigidez da sapat, se rigida ou flexivel 1.6.11 Sapatas Ri las Conforme o item 2.6.2.2 da NBR 6118, o comportamento estrutural das sapatas rigidas pode ser descrito como: “a) trabalho a flexdo nas duas diregdes, admitindo-se que, para cada uma delas, a tragio na flexdo seja niformemente distribuida na largura correspondente da sapata. Essa hipétese nao se aplica @ compressaio nna flexdo, que se concentra mais na regiiio do pilar que se apoia na sapata e nao se aplica também ao caso de sapatas muito alongadas em relacdo d forma do pilar; (Figura 1.26) 5) trabalho ao cisalhamento também em duas diregdes, ndo apresentando ruptura por traco diagonal," e sim por compressdo diagonal verificada conforme 19.5.3.1. Isso corre porque a sapata rigida inteiramente dentro do cone hipotético de pungdo, ndo havendo, portanto, possibilidade fisica de pungao. A admissio da uniformidade da tensio de trago ao longo da largura da sapata, em cada diregdo, faz ‘com que a armadura de flexio A,.s, por exemplo, paralela & dimensio B da sapata, seja disposta constante a0 Iongo de toda a dimensio A da sapata, ¢ de modo semelhante quanto a armadura A,, na outra diego. As ‘duas armaduras so perpendiculares e formam uma malha, posicionadas proximas a superficie da base da sapata (Figura 1.27). ‘Como se observa na Figura 1.26, as trajetérias inclinadas das tenses principais de compressio justificam a inelinagZo das superficies superiores da sapata, com a consequente economia de conereto. see Figura 1.26 Trajetérias das tensdes principais etensio de trago (o,,) uniforme na sapata vigida néo alongada, No caso de sapatas alongadas, ou seja, onde a dimenstio A é muito superior a dimensio B, a tragdo uniforme nio deve scr admitida, © neste caso, 0 critério do CEB-70 pode ser aplicado como solusio para a istribuigdo da armadura, o que seré mostrado na Figura 1.55 e Figura 1.56. " A palavea “diagonal” define a ago inctinade (no paalela& superficie da base ds saps) LNESP, Bauru Sapatas de Fundasio 14 p= Figura 1.27 ~ Armaduras positivas de flexdo de sapatas isoladas, com A, « paralela a0 lado de dimensio A, € A, paralela & dimensio B, ‘A possivel ruptura devido as tensdes de compressao diagonais (6n), deve ser verificada nas segdes correspondentes ao perimetro do pilar (superficie critica C conforme o item 19.5.3.1 da NBR 6118 (Figura 1.28), ‘Sedo a ter compresso = verificada (item 19,5.3.1 | da NBR6118) Figura 1.28 ~ Tensdes principais na sapata iolada © caso mais tipico de possibilidade de ruptura por efeito de pungdo é aquele existente na liga laje lisa com 0 pilar de apoio (Figura 1.29), A sapata rigida, devido as dimensGes em planta e & altura, nfo rompe por puneo por estar inteiramente dentro do cone de pungdo (Figura 1.30). a Figura 1.29 ~ Laje apoiada diretamente em pilar (laje lisa). UNESP, Bauru Sapatas de Fundasio 1s frente Figura 1.30 ~ Sapata rigida eo cone de puncao. 1.6.1.2. Sapatas Flexiveis Segundo a NBR 6118 (item 22.6.2.3), o comportamento estrutural das sapatas flexiveis pode ser deserito como: a) trabalho a flexdo nas duas diregdes, ndo sendo possivel admitir tragdo na flexdo uniformemente distribuida na largura correspondente da sapata. A concentragdo de flexdo junto ao pilar deve ser, em principio, avaliada; 1) trabatho ao cisalhamento que pode ser descrito pelo fendmeno da pungio (ver 19.5) A distribuigdo plana de tensGes no contato sapata-solo deve ser verificada.” A Figura 1.31 apresenta o diagrama de momentos fletores, que variam ao longo das sapatas flexiveis. ‘A sapata flexivel deve ter o comportsmento a pungao verificado, porque, devido a pequena altura h relativamente as dimensdes da sapata em planta, hé a possibilidade de ruptura por pungao (Figura 1.30), CLOT xy p> ve) Figura 1.31 ~ Momento fletor na sapata flexivel, Possivel superficie de ruptura por pungo Figura 1.32 ~ Sapata fleivel e possivel superficie de ruptura por punedo ‘A sapata pode romper por efeito de forga cortante como uma viga larga (Figura 1.33a ¢ Figura 1.34a) ou por puncionamento (Figura 1.33b, Figura 1.34b e Figura 1.35). UNESP, Bours Sapatas de Fundagio 16 Lee pa =) fae 13 4) anilise como viga andi 3 pando, Figura 1.33 ~ Segdescriticas na anise da sapata @forgacortante: 4a) superficie de ruptura por efeito de b) superficie de ruptura por puncio. “forca cortante, como viga; Figura 1.34 ~ Possivelssuperficies de ruptura de sapatasflexiveis.") Figura 1.35 ~ Superficte de raptura por pungo nas sapata flexivets. NES, Bauru Sapatas de Fundagio 7 Nos Estados Unidos, os métodos normalizados para o projeto de sapatas enfatizam a possibilidade de ruptura por dois modos: por efeito de forga cortante e por flexdo, A Figura 1.36 mostra a ruptura por forga, cortante, considerada uma combinagdo de tenses inclinadas de uago com forga cortante, evitada principalmente pela adequada altura da sapata. A ruptura por flexio (Figura 1.37) pode ser evitada pela adequada atmadura de flexio, posicionada proxima & base da sapata Figura 1.37 — Ruptura de sapata por flex." 1.6.2. Detalhes Construtivos A NBR 6122 (item 7.7.3) estabelece que “Todas as partes da fundagio superficial (rasa ou direta) em contato com o solo (sapatas, vigas de equilibro, ete:) devem ser coneretadas sobre um lastro de concreto rndo estrutural com no minimo 5 em de espessura, a ser lancado sobre toda a superficie de contato solo fundagao. No caso de rocha, esse lasiro deve servir para regularizacdo da superficie e, portanto, pode ter ‘espessura varidvel, no entanto observado um minimo de S cm.” Segundo a NBR 6122 (item 7.7.2), “Nas divisas com terrenos vizinhos, salvo quando a fundagao for assente sobre rocha, tal profundidade nao deve ser inferior a 1,5 m. Em casos de obras cujas sapatas ou ‘locos esteiam majoritariamente previstas com dimensées inferiores a 1,0 m, essa profundidade minima pode ser reduzida.” © Anexo A da NBR 6122 apresenta procedimentos executivos relativos as fundagds superticiais ‘A superficie de topo da sapata deve ter um plano horizontal (mesa) maior que a sego transversal do pilar, com pelo menos 2,5 ou 3 em, que facilita a montagem c apoio da forma do pilar (Figura 1.38) Para evitar a possivel ruptura nos lados da sapata é importante executar as faces extremas em superficie vertical, coma seguinte sugestao para h, 1" UNESP, Bows Sapatas de Fundagio 18 { s 15cm maaan 25a 106m | Ta3to.d6 conereto simples © Seml>Gamaed Figura 1.38 ~ Detalhes construtivos para a sapata © Angulo a, de inclinagio da sapata, deve ser preferencialmente igual ou menor que 30°, que & Angulo do talude natural do conereto fresco, a fim de evitar a necessidade de forma na construgio da sapata,"" © posicionamento de outros elementos em relagdo 4 sapata pode variar caso a caso, como as vigas por exemplo, conforme a Figura 1.39, Viga alirme > we} Figura 1.39—Posicionamento de viga em relagao d sapata 1.6.3 Estimativa das Dimensées de Sapatas com Carga Centrada Observe na Figura 1.40 que cq ¢ ¢y sto distancias da face do pilar & extremidade da sapata, cm cada diregio, Para obtengio de momentos fletores solicitantes ¢ armaduras de flexio no muito diferentes nas Sp ‘ aby BBA bp Multiplicando por B e resolvendo a equagdo do segundo grau tem-se: S.p—B? = (ay —b,) B 1% pab,-a)e Eb S .s 2 UNESP, Baws Sapatas de Fundagio 20 com Syp definida pela Eq. 1.6 ou 1.7. 0s lados A ¢ B devem ser preferencialmente miltiplos de 5 em, por questées priticas. No caso de sapata sob pilar de edificio, a recomendagio € de que a dimensio minima em planta scja de 80 cm." Para a NBR 6122 (7.7.1), a menor dimensio nao deve ser inferior a 60 em. 1.6.3.2 Balangos Nao Iguais nas Duas Diregdes Neste caso, onde cx # en (Figura 1.41), recomenda-se a seguine relagio entre os lados: Asso B Considerando R como a relagdo entre os lados tem-se ALR + A=BR B 1.10 Deve-se definir um valor para R entre 1 ¢ 3, ¢ calcular a area da sapata (Sq) com a Eq. 1.6 ou 1.7, 0s lados A e B dever ser preferencialmente miiltiplos de 5 em, A Ce a cn Figura 1.41 ~Sapataisolada com balancos nao iguais nas duas diregées, 1.6.4 Verificagao a Pungao A vetificagdo das sapatas & pungo se faz conforme o item 19.5 da NBR 6118 - “Dimensionamento de lajes & pungdo”. A superficie de ruptura por pungio esté indicada na Figura 1.42. tga-2 , fazendo a=27° LNESP, Bauru Sapatas de Fundagio 21 ~pilar superficie de ruptura de -uma laje por efeito de Pungao = 25° a 30° x ~laje Figura 1.42 —Superfcie de raptura de uma laje por efeto de puncao, “0 modelo de célculo corresponde a verificagio do cisathamento em duas ou mais superficies ceriticas definidas no entorno de forcas concentradas. Na primeira superficie critica (contorno C), do pilar ou da carga concentrada, deve ser verificada indiretamente a tensio de compressio diagonal do concreto, através da tensdo de cisalhamento.” (NBR 6118, 19.5.1). A Figura 1.43 ilustra as superficies criticas Ce C’ 2a Figura 1.43 ~ Superficieserticas Ce C “Na segunda superficie critica (contorno C’) afastada 2d do pilar ou da carga concentrada, deve ser verificada a capacidade da ligagao puncio, associada a resistencia & tracao diagonal. Essa verificagao também ¢ feita através de uma tensao de cisalhamento, no contorno C’. Caso haja necessidade, a ligagao deve ser reforcada por armadura transversal. A terceira superficie critica (contorno C") apenas deve ser verificada quando for necessério colocar armadura transversal.” (NBR 6118, 19.5.1) No estudo aqui apresentado de puncdo, aplicado as sapatas, sero apresentados somente os tens relacionados 4 dispensa da armadura transversal. ‘A verificagio ¢ feita comparando a tensio de cisalhamento solicitante (¢,:) nas superficies eriticas, ‘com a tensio de cisalhamento resistente (tka), dada pela NBR 6118 para cada superficie critica. Dispensa-se ‘@ armadura transversal para a pungfo quando ts Tau2 1.6.4.1 Tensao de Cisalhamento Solicitante em Pilar Interno com Carregamento Simétrico A tensfo de cisathamento solicitante & (NBR 6118, 19.5.2.1) Fu Lil ud onde: (a, +4y) ‘ : 4 = altura stil da laje a0 longo do contomo eritico C°, extemo ao contomo C da area de aplicagdo da forga e distante 2d no plano da laje; dye d, sto as alturas iteis nas duas diregdes ortogonais; 1u= perimetzo do contorno eritico C"; uu. d = 4rea da superficie critica; Fs = forga ou reagdo concentrada de céleulo. UNESP, Bauru Sapatas de Fundagio 2 No caso da superficie critica C, u deve ser trocado por uy (perimetro do contomo C). “A forca de puncdo Fxg pode ser reduzida da forca distribuida aplicada na face oposta da laje, dentro do contorno considerado na verificagiio, C ou C'” 1.6.42 Tensao de Cisalhamento Solicitante em Pilar Interno com Momento Fletor Aplicado “No caso em que, além da forca vertical, existe transferéncia de momento da laje para o pilar, 0 ‘efeito de assimetria deve ser considerado,” ¢ a ensdo de cisalhamento solicitante &: 1.12 sendo: K = cocficiente que fornece a parcela do momento fletor Ms transmitida ao pilar por cisalhamento, dependente da relagdo C\/C; (ver Tabela 1.1) jimensdo do pilar paralela a excentricidade da forga, indicado na Figura 1.44; dimensio do pilar perpendicular a excentricidade da forga, Tabela 1.1 - Valores de K em fungin de C)€ Cs G 05, 10 2,0, 3.0, K 045 0.60, 0.70, 0.80, “Para pilares circulares internos, deve ser adotado 0 valor k= 0,6." — W, = médulo de resisténeia plastica do contomo C’. Pode “ser caleulado desprezando a curvatura das cantos do perimetro critico” por [eae d= comprimento infinitesimal no perimetro critico u; = distancia de df ao eixo que passa pelo centro do pilar e sobre o qual atua o momento fletor Mss +0, C, +4C; d+160?+2ndC, (para pilar retangular) 14 (D+ 4a)? (para pilar circular; D = diémetro) Lis ‘Nota: para pilares de borda e de canto, ver a NBR 6118 (item 19.5.2.3 e 19.5.2.4), VM / b Figura 1.44 Sapata submetida & forca normal e momento fletor. UNESP, Baws Sapatas de Fundagio 23 1.6.43 Verificacao de Tenso Resistente de Compressdo Diagonal do Concreto na ‘Superficie Critica C “Esta verificagao deve ser feita no contorno C, em lajes submetidas & puncio, com ou sem armadura. Deve-se ter.” (NBR 6118, 19.5.3.1) Lis “0 valor de ty: pode ser ampliado de 20 % por efeito de estado mitiplo de tensdes junto a um pilar quando os vos que chegam a esse pilar nit diferem mais de 50% ndo existem aberturas junto ao ‘A superficie critica C corresponde a0 contomo do pilar ou da carga concentrada, e por meio da tensio de cisalhamento nela atuante verifica-se indiretamente a tensio de compressio diagonal do concreto (Figura 1.45). A tensio de cisalhamento solicitant &: Fea usd 18 Ts com: Fa.= forga solicitante de eéleulo; uu ~ perimetro de contorno critica C w= 2 (ay by) 1, d= area da superficie eritica C; <= altura itil ao longo do contomo critica C. Figura 1.45 ~ Tensiio de cisalhamento na sapata 1.6.4.4 Tonsdo Resistente na Superficie Critica C' em Elementos Estruturais ou Trechos sem Armadura de Puncao “A verificagdo de tensoes na superficie critica C’ deve ser efetuada como a seguir:” (NBR 6118, 1953.2) Lis LNESP, Bauru Sapatas de Fundagio 24 pai = 3) 14, ]22 ](100p-F,,)5 + 0.1005 1.20 Va onde: p= bx -Pys (a,+4,) = S22 407 — stata itil da lye ao longo do contomo critica C da érea de aplicagdo da forga (em); 2 p= taxa geométrica de armadura de flexio aderente (armadura nao aderente deve ser desprezada); Px py =“taxas de armadura nas duas direcdes ortogonais assim calculadas; = na largura igual @ dimensio ou rea carregada do pilar acrescida de 3d para cada um dos lados; = na caso de proximidade da horda, prevalece a distancia até a barda, quando menor que 3d.” fem MPa. No caso de sapatas de fundagio, a tensfo de cisalhamento resistente &: ) soap 2 Tm 20st ta fea resisténcia de célculo do concreto a compressio para regies nio fissuradas, at <2d (,_f Fogg =0,6( 1-2}, fear = 0,6 4s) ed U : em MPa 1.22 ut =2a, + 2b, + 2na* 123 ‘Supertiie C Tperimate= ot) Figura 146 ~ Distancia a” UNESP, Bows Sapatas de Fundagio 25 Para pilares com momento fletor solicitante, tsa & By, KMsy utd! W,d tsa 124 1.6.5 Projeto com Considerages do CEB-70 © método proposto pelo CEB-70" para o céleulo de sapatas e blocos"? sobre estacas foi traduzido pelo Professor Lauro Modesto dos Santos." Para @ método poder ser aplicado, as sapatas devem apresentar a seguintes caracteristicas geométricas (Figura 1.47): h lle fscsan ou ss=< z (ou 7s$ 82) 1.25 Se c > 2h, a sapata pode ser considerada como viga ou como placa, e caleulada de acordo com a tworia correspondente. Se o balango (aba) for pequeno (c < h/2) em qualquer diregdo, ¢ admitido que se trata de bloco de fundagio, c o método apresentado nao ¢ aplicével. Figura 1.47 ~ Balanco ¢ na sapata isolada, “Admite-se que 0 comportamento do solo seja elistico © que a estabilidade seja assegurada unicamente pelas forcas eldsticas que ele transmite d sapata através da superficie de apoio."""® Portanto, a distribuigdo das tensdes devidas as reagdes do solo sobre a superficie de apoio da sapata é plana (Figura 1.48), Forgas horizontais que atuem na sapata so equilibradas unicamente por forgas de atrito desenvolvidas ‘entre a superficie de apoio da sapata e 0 solo, ¢ as forgas de atrito nio podem ser consideradas para reduzir a armadura principal (tera 6a 30980) Distribuigdo admitisa para ‘quando existrem tanebes do — stat ‘Wapdo na base da sapata ~ pana Figura 1.48 ~ Distribuigdo da reagio do solo na base da sapata 1.6.5.1, Dimensionamento e Disposi¢ées das Armaduras de Flexo ‘As metodologias para projeto de sapatas diferem quanto sego para considerago dos momentos fletores.”” No aso do CEB-70, 0s momentos fletores séo calculados, para cada diregao, em relagdo a uma segdo de referéncia (Si, ou Sis) plana, perpendicular & superficie de apoio, ao longo da sapata e situada intemamente ao pilar, distante da face do pilar de 0,15a, , onde a, & a dimensio do pilar normal a sego de referéneia (Figura 1.49). "20 blocos sobre estaces slo apresentados em ours apostia, ® Alguns autores consideram es faces do pila como as sepes para dterminagio dos momentos Netores a saat, UNESP, Bows Sapatas de Fundagio 26 ‘A altura itil d da segio de referéncia é tomada na seg paralela a S, e situada na face do pilar e ndo deve exceder I,Se. Para a sapata da Figura 1.49, d< 1,5cq Figura 1.49 —Segdo de referéncia Si. relativa dimensio A da sapata, ‘© momento fletor relativo a uma sesio de referéncia $, é calculado considerando a reago do solo ‘que age na rca da base da sapata, limitada pela segGo S, e a extremidade da sapata mais préxima de S (Figura 1.50). As duas diregdes devem ser consideradas, e o menor momento fletor deve ser pelo menos 1/5 do maior momento fletor, isto é, a relagdo entre a armadura de flexio menor ¢ a maior na dirego ortogonal deve ser> 1/5. 0 caileulo da armadura de flexio que atravessa perpendicularmente a seco S; ¢ feito como nas vigas 4 flexdo simples, considerando as caracteristicas geométricas da seedo de referéncia S Figura 1.50 Diagrama para cilculo do momento fletor na secao de referéncia S; Na avaliago dos momentos fletores no devem ser considerados o peso da sapata e do solo acima dela, porque nio causam flexio na sapata. Se 0 momento fletor que resultar for negative, deverd existir uma ‘armadura negativa na parte superior da sapata, ‘Os momentos fletores so calculados nas segdes de referéncia Sq ¢ S, 0s lados A ¢ B da sapata, Os balangos e, ¢ ¢, , como indicados na Figura 1.51, so: relativas respectivamente AS B-b, 1.26 A presso que a sapata exerce sobre o Solo, ¢ que cortesponde & reagio do solo, é Ne AB ‘onde, como jé comentado, ndo ¢ necessirio considerar em Ny 0 peso proprio da sapata e do solo sobre a sapata AS distncias x, e x3 so: xa=cq+ 0,158, xn = ent 0,15b, ONES, Bauru Sapatas de Fundagio 21 0.188, 5a, Saf 4 Su LOTT): Figura 1.51 ~ Notagées e segdes de referencia Size Sip AAs reas da base da sapata (Figura 1.52), a serem consideradas no céleulo dos momentos fletores Aw Aw Aw A Figura 1.52 ~Areas de referéncia no céileulo dos momentos fltores nsiderando a pressio no solo, atvante em cada area de influéncia, pode-se determinar a forga resultante (Figura 1.53): UNESP, Bours Sapatas de Fundagio 28 Ry=P-Au=p.%4-B Tl « Rip=p-Ais=P-Xa- A. : [ Os momentos fletores relatives as segdes de referencia S;4 € Sip sic: Ris Figura 1.53 ~ Resultante da pressao no solo, portanto: 127 Nas sapatas com superficies superiores inelinadas, a seg comprimida de conereto (A’,) tem a forma de um trapézio (Figura 1.54), ¢ 0 céleulo exato das armaduras de flexio deve ter essa consideragao, ‘Como uma alternativa simplificada, Machado!” ! considera 0 célculo admitindo uma segdo retangular com Drago de alavanca 7 = 0,854, e que neste caso 0 erro cometido nao ultrapassa 10 %, ea érea de armadura é: Mg A= Me 1.28 O850.F,3 Figura 1.54 ~ Area comprimida pela fledo (A) A fim de evitar possiveis problemas no preenchimento do conereto na forma e entre as barras, € diminuir a possibilidade de fissuras, recomenda-se que o espagamento entre as barras da armadura de flexdo cesteja compreendido no intervalo de: 10cm a, + 2h (Figura 1.55) Deve-se concentrar uma parcela da armadura total A, na extensio B sob o pilar, segundo a fragdo: 2B ren) 129 onde h é a altura da sapata, O restante da armadura deve ser distribuido nas duas faixas além da dimensiio B. 8 Armadura a 1 Jel Hl Hl Hl i i A Figura 1.55 ~ Distribuicdo de A, quando B >a, + 2h b) se B h Figura 1.57 ~Ancoragem da armadura quando ¢ > h. 2’easo: se 0 comprimento ¢ da aba for inferior a h, a armadura deve ser totalmente ancorada na vizinhanga imediata da borda da sapata, sendo 0 comprimento de ancoragem medido a partir da extremidade retilinea da barra (Figura 1.58). Figura 1.58 ~ Ancoragem da armadura quando ¢ < h 1.6.5.3 Verificagao da Forca Cortante © método do CEB-70" considera que a forga cortante deve ser verificada nas duas diregées da sapata, atuantes em uma segao de referéneia (2) distante d/2 da face do pilar, e que a forga cortante atuante deve ser menor que uma forga cortante limite (maxima). Segundo Machado!" a forga cortante limite preconizada pelo CEB-70 & muito baixa e, portanto, muito conservadora, de modo que nio deve ser considerada no projeto de sapatas rigidas. Nessas sapatas, a NBR 6118 (item 22.6.2.2) preconiza que no ‘corre ruptura por trago diagonal, ¢ sim a possibilidade de ruptura da diagonal comprimida, de modo que apenas a superficie critica C necessita ser verificada (conforme 19.5.3.1). Portanto, a forga cortante atuante na sapata rigida nio sera verificada. No caso das sapatas flexiveis, tanto as forgas cortantes atuantes quanto a pungio devem ser verificadas 1.6.5.4. Exemplo 1 — Sapata Isolada Rigida Sob Carga Centrada Dimensionar uma sapata de fundagio superficial para um plar com sesio transversal 20 x 80cm, que tranfere 4 sapala uma carga vertical eenfrada folal de 1.250 KN’ (Nj ~ valor caracteristica), com armadura vertical no pilar ‘composta por barras de 16 ram (qa, nso admissivel do solo (ty) de 0,26 MPa (2,6 kate) ‘momentos Mleloressoicitantes extemos inexistentes (M, ~M, = 0 coefcientes de ponderagio da sepuranga: Ye= y= 14; Y= LIS; ‘materiais: concreto C25, ago CA-50 (fy 43,48 kNicm') cobrimento de conceeto! ¢= 4 em. Resolugio 4) Dimensdes da sapata Estimativa das dimenses da sapata em planta (Figura 1.59), considerando o fator majorador de carga (Ky) de «1 a fim de levar em conta 0 peso préprio da sapata e do solo sabre a sapate'® (Eq. 1.6) 52.885 cm? 0026 “ essas cargas verieais e porventura outas prevists gue stustem sobre a sapata, que aumentam @ pressto no solo, dover ser omputadas no clculo da ave da bate da sapat Sapatas de Fundagio 31 A o cA a, Ss 80 Figura 1,59 ~ Dimensbes (om) do ilar e notagées da sapata. Pazendo sapata com belangos iguais (¢, ), a dimensio do menor lado da sapata em planta é (Eq, 1.9) l fr Ps BaF bye) +5 Opa) se = 20-80 [Fans Sans -2019em Y ‘como as dimensies devem ser preferencialmente valores miltiplos de em, adots-se 205 em para B. Com c lado maior da sapata & (Eq. 1.5) A-Beaj-by > A=205=80-20 > AW265 em (ver Figura 1.61) A tea comtigida da base da sapata &: Sap 265.205 ~ $4,525 em®> 52.885 em? > okl Osbalangos, iguais nas duasdieySes,resutam (Eg, 1.26) 265-80 2 2,Sem A. altura da sapata, supondo-a como rigida conforme a NBR 6118, deve atender'® (Eq, 1.1) A- 285805 61.7em —_, e como eq~ cq ,ndo 6 necessirio verificar na diresio do lado B. ara possbilitar a ancoragem da armadura longitudinal do pilar dentro do volume da sapata, a altura Gtil d deve ser superior a0 comprimento de ancoragem (f) ds armadura do pilar: d > 4, (Figura 1,60). © comprimento de ancoragem, considerando regio de boa aderéncia, conereto C25, gy, = 16 mm e ancoragem com gancho,"* & f = 42 ‘em, conforme @ Tabela A? anexa, Portanto, d > 42 em, Adotando h = 70 em, a sapata é classificada como rigida (> 61,7 em), e para a altura itil d pode-se considerar: d= h= (+1) “b= 0410) —h-Sem=70-S-65em > d=6Sem>2,~A2em > okt Para a altura das faces verticas nas extremidades da sapata tem-se (Eq. 1.3): > h,=25 em (geralmente adote-se um valor miltiplo de 5 em) © fngulo da superficie inelinada da sapata & 5 Sendo os balangos igus, nfo € necessiio verfiar na fo do lado Bd spat, Porque as baras veces dos pilars so goralmentefitas com ganchos na extemidade, ¢apoiadas sobre as armaduras da base da LONESP, Bauru Sapatas de Fundagio S| d>% Laie > Figura 1.60 ~ Altura itil minima para a sapata e demais notagdes. ») Determinagio dos momentos fletores internos solicitantes (0s esforgos solicitantes atuantes na sapata podem ser computados em funeo da pressio no solo calculada considerando as ages externas que atuam na sapata (forgas e momentos fletores) jé majoradas pelos coeficientes de pponderago das agSes. A pressi0 no solo assim calculada é ficticia e nfo deve ser comparada & tenséo admissivel do solo. Isso permite que diferentes coeficientes de ponderagio das agGes (permanentes,variives, etc.) sejam considerados dliretamente. A pressio no solo seré um valor de céleulo, de modo que os esforcos solictantes decorrentes serio também valores de cileulo. As cargas relaivas ao peso proprio da sapala e do solo sobre a sapata no necessitam ser consideradas no céleule do momento fletor, pois sfo transferidas diretamente ao solo, sem causar flexto na sapeta, diferentemente da carga do pilar, que inclina-se em diresio 4 superficie da base da sapata, Com 7; = 1,4, a pressio no solo!” ¢ (ver Figura 1.61) Ng _ 14.1250 Ne 0.03221 kNiem? Kop” 265-205 Pa [Nota-se que os limites impostos na Eq. 1.25 para aplicar © processo do CEB-70 sio atendidos!: Becca + Bees20 4 a< 2 2 925em<140em > ok! As distincias das segGes de referencia S, is extremidades da sapata sio (Figura 1.61) a= eq 4 0)15ap=92,5 + 0,15, 80= 104.5 em y= on +0,15h, =92,5 + 0,15 .20=95,5 em Cileulo dos momentos fletores nas segdes de referencia Sia © Sya (Eq, 1.27) Miga =Pu2S-B= 003221 74F 205 -36,055 Nem BS 965 =38.924 kN.cm Miya “Pe2Z-A=0403221 2 A Figura 1.62 ilustra os momentos letores solcitantes na sapata 7 A press no solo € uniforme porque a carga na sapataécentada, devida unicamente aN * No caso de belangos io igus (c,# cy), verificasio deve ser fia nas dots reyes da spel, UNESP, Bows Sapatas de Fundagio 33 A assem 10% suf § L as ~ T \ 0,18a,= 12.0 LUT: Figura 1.61 ~ Dimensbes (om) da sapatae segito de refevéncia Sia B=205 a Myp.a = 38924 16053 Ming Figura 1.62 Momentos fletores atuantes na sapata. [As armaduras de flexio segundo 0s lados Ae B da sapata, considerando y,~ 1,15, © f= SO/1,15 = 43,48 kaN/om® para 0 ago CA-50, sia (Ea, 1.28): UNESP, Bows Sapatas de Fundasio 34 Mang 360 so1em? Aggy =e = 30083 S01 a ORSd. fz O85.65.348 Mins 9 2 An 38994 16200 OB5d1, 085.65. 4548 ‘A cscolha das armaduras pode ser feita com suxilio da Tabela A-L1 (ver anexo A) de armadura em emtim. E aneoessério transformar a armadura de em para imi: as, 15.01 205 Na dimensio =782eméim + na Tabela A-L1: 6 10mm e/10 em (8,00 em*im) Na dimensio B: 4 6ilemim > na Tabela A-1: 6 10 mm/13 em (6,15 em"/m) Para a srmadura de flexio, na pritica recomenda-se que o espagamento entre as barras esteja compreendido centre os valores: 10 em < e < 20 em, “Para barras com @ = 25 mm, deve ser verficado o fendithamento em plano horizontal, uma vez que pode ocorrer o destacamento de toda a mabha de armadura.” (NBR 6118, 22.6.4.1.1). Esta verificagdo esté apresentada no item 1.9 desta apostils. Como o didmtro das barras de flexo neste exemplo & 10 mm, essa verificagio ndo é necesséria. © detalhamento das armaduras esti mostrado na Figura 1.64. A NBR 6118 nfo especifiea uma armadura ‘minima de flexio para as sapatas. Alguns autores aplicam a armadura minima especificada pela norma para as vigas, 0 4que geralmente resulta armadura minima maior que a calculada no caso das sepatas rigidss, devido & sua grande altura ‘Outros autores adotam a armadura minima de lajes, de 0,0010by d. O ACI 318 (item 10.5.1) recomenda a armadura minima espeeificada para os elementos fletidos, sendo que a armadura minima especificada para as lajes com altura tuniforme pode ser muito pequena e insuficiente, e que nio & uma boa situagio na combinagéo de altas tensdes de cisalhamento e baixas taxas de armadura de flexio (p). Desse modo, recomendam armaduras minimas de 0,0018b, d ou 0,0020), d, dependendo do tipo de ag. 'No caso por exemplo de se utilizar a armadura minima do ACI, de 0,0018by d = 0,0018 . 205 . 65 = 23,99 em? (relativa ao lado A da sapata — momento fletor Myq,), tem-se uma armadura minima muito superior @ armadura calculada (15,01 cm’), ou seja, muito conservadora, Desse modo, slo serd aplicada @ armadura minima até que a NBR 6118 defina seu valor ©) Verificagdio da diagonal comprimida ‘Como # sapata é rigida, no corre a ruptura por pungl0, por isso basta verificar a tenséo na diagonal de ccompressio, na superficie eritca C. =2 20+ 80)=200 om (perimetro da superficie critica C = perimetro do pilar- Figura 1.63) Conforme o item 1.6.4, fazendo o eéleulo da forga Fs, sem considerar a possivel redu ‘baixo para cima na base da sapata, proveniente do solo, tems: dovida & & 80 Fug Nga N= 1. 1250= 1.750 kN ZI a a Figura 1,63 Superficie evtica C ~ contorno do pilar. Tensio de cisalhamento atuante (Eq, 1.18): BoE = 0135 kNom? = 1,35 MPa ‘Tensio de cisalhamento resistente (Eq. 1.17) teaz =02Tay fy =0,27(1- 25 350) Ta 0,434 kNiom?= 4,34 MPa ® Observe na Ey 1.27 que o moment Near Mia 6 relativo & presto do slo uate 2 longo do lado B 6 apt, de modo que a sven Ay deve se dstbuida em B (205 cm).

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