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Refugiados Honduras para EUA

Sete mil imigrantes sobretudo oriundos das Honduras, fugindo à fome e à violência, já percorreram a pé
800 kms, mas ainda restam 3.000 para chegarem à fronteira com os Estados Unidos, onde Donald Trump fala
de "atentado à soberania".64% da população hondurenha é pobre ou extremamente pobre e as Honduras são
um dos países mais violentos no mundo com 43 homicídios por cada 100.000 habitantes.
Uma caravana com cerca de 3.000 pessoas deixou as Honduras no dia 13 de Outubro marchando em direcção
aos Estados Unidos, mas ao longo de 800 kms, atravessado o Guatemala e o sul do México, esta já atinge cerca
de 7.000 pessoas, segundo a ONU, que alerta para a existência de "pessoas em perigo" e afirma que "os que fogem a
perseguições e violência, tem de ter acesso ao país e ao processo de determinação do seu estatuto de refugiado e ao
sistema de asilo".
O México afirmou esta terça-feira (23/10) ter recebido 1.699 pedidos de estatuto de refugiados,
designadamente para crianças.
Segundo organizações humanitárias, que esta terça-feira (23/10) acolheram os imigrantes no Estado de Chiapas, no sul
do México, cerca de um quarto das pessoas são crianças e muitas mães com por vezes menos de 20 anos, fugiram das
Honduras para escapar à miséria e violência de grupos armados ligados ou não ao narco-tráfico, que recrutam os seus
maridos e filhos à força e violam as mulheres.
Entretanto uma segunda caravana com cerca de 2.000 pessoas deixou este domingo (21/10) as Honduras em
direcção aos Estados Unidos, em cuja fronteira o exército já está em alerta, pois segundo o Presidente Donald
Trump trata-se de "um assalto e um atentado à soberania" pelo que travar a sua entrada, constitui uma "urgência
nacional".
Há anos que tem lugar esta "transigência humana" entre as Honduras e os Estados Unidos, a última ocorreu com
sucesso em Abril último, segundo um testemunho veiculando pela agência de notícias Reuters, embora com muito
menos imigrantes e na indiferença das autoridades norte-americanas.
Mas em plena campanha para as eleições intercalares de 6 de Novembro, o Presidente Donald Trump que fez
da luta anti-emigração ilegal o seu cavalo de batalha, decidiu encarar este movimento de populações em direcção aos
Estados Unidos, como um desafio à sua política de tolerância zero à emigração ilegal.
Esta terça-feira (23/10) o seu vice-presidente Mike Pence sugeriu que organizações hondurenhas de esquerda,
financiadas pela Venezuela, financiavam estas caravanas para desafiar a soberania dos Estados Unidos, ao que
o deputado hondurenho da oposição Jari Dixon respondeu através do Twitter, que os seus "compatriotas não corriam
atrás do sonho americano mas apenas fugir ao "inferno hondurenho", onde reina a miséria e a violência.
Entre 19 e 21 de Outubro quase 4.000 hondurenhos decidiram abandonar a caravana e estão a regressar ao
seu país, onde o Presidente Juan Orlando Hernandez que acusou a oposição de fomentar estas caravanas, anunciou
esta terça-feira (23/10) um plano orçado em 27 milhões de dólares, para garantir o seu "regresso em condições de
segurança", através de subsídios, habitações, projectos agrícolas, trabalho nas obras públicas, créditos para
microempresas e bolsas de estudo.
Muro fronteiriços Estados Unidos-México

O muro fronteiriço Estados Unidos – México é um muro de segurança construído pelos Estados Unidos em parte da sua
fronteira com o México. O seu objectivo é impedir a entrada de imigrantes ilegais, sobretudo mexicanos e centro-
americanos procedentes da fronteira sul, em território dos Estados Unidos. A sua construção teve início em 1994,
durante o governo de Bill Clinton, para reduzir o transporte de drogas ilegais fabricadas na América Latina e imigração:
Operação Gatekeeper na Califórnia, Operação Hold-the-Line no Texas e Operação Salvaguarda no Arizona. Actualmente
é formado por vários quilómetros de extensão na fronteira de Tijuana - San Diego. O muro inclui três barreiras de
contenção, iluminação de muito alta intensidade, detectores antipessoais de movimento, sensores electrónicos e
equipes de visão nocturna entrelaçados com radiocomunicações com a polícia de fronteira dos Estados Unidos, bem
como vigilância permanente com veículos e helicópteros artilhados. Outras secções do muro foram erguidas nos
estados de Arizona, Novo México e Texas. Além de ser um muro que separa geograficamente a fronteira San Diego -
Tijuana. O muro já está presente em cerca de 33% da fronteira EUA - México. A presença do muro em 100% da fronteira
foi uma das propostas de Donald Trump em sua campanha eleitoral. Após o lançamento de Donald Trump como
candidato, Bill Clinton se arrependeu por ter construído o muro na fronteira entre Estados Unidos e México. Se o muro
fronteiriço for construído na selva americana e mexicana, pode inviabilizar o estabelecimento de populações dos
animais, já que pode deixá-los em maior perigo de extinção.