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Construindo

Relacionamentos
{ # princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos
A Justiça do Reino
“... se a vossa justiça não exceder...” – Mt 5:20.

A entrada no Reino de Deus é impossível sem uma justiça


maior do que a dos fariseus (Mt 5.20) [homens religiosos sem verdade no
relacionamento com Deus].

É porque tal justiça é evidência do novo nascimento, que


ninguém entra no Reino de Deus, sem ter nascido de novo (Ef 2:10). A
justiça do cristão é maior do que a dos fariseus porque é uma justiça
do coração. Esta é a justiça que agrada a Deus, pois ela é interna, de
mente e de motivação, “pois o Senhor (vê) o coração”. (1Sm 16:7; Lc
16:15).
A Justiça do Reino
“... se a vossa justiça não exceder...” – Mt 5:20.

A promessa divina para uma nova justiça de coração era:


“na mente lhes imprimirei as minhas leis...” – Jr 31:33.

Como isto seria possível:


“Porei dentro em vós o meu Espírito...” – Ez 36:27.

É neste ponto que deparamos com o grande milagre da graça


de Deus: Ele cria uma nova criatura capacitada a expressar a Sua justiça
e santidade, conformada com a Sua imagem e coparticipante da Sua
natureza divina (2Pe 1:4; Tg 1:18; Rm 6:18; 14:17; Ef 4:24; Fp 1:11).

É esta nova criação (2Co 5:17), que reflete a justiça, a retidão, a


santidade e integridade em toda sua maneira de viver (1Jo 3:10). A
justiça do Reino de Deus é praticada em todas as dimensões da vida
humana. Criados para boas obras (Ef 2:10; 4:24; 1Jo 2:29).
A Justiça do Reino
“... se a vossa justiça não exceder...” – Mt 5:20.

Esta justiça que excede a dos fariseus, é resumida no amor a


Deus acima de todas as coisas e ao nosso semelhante como a nós
mesmos.

Meu Amor a Deus precisa refletir no meu próximo!


Vivendo o Amor ao Próximo
# princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos
O que é?
Os princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos
nada mais são do que maneiras práticas de expressarmos o amor de
Deus Pai, uns pelos outros (Ef 5:1-2). É o grande desafio da vida cristã:
é o que nos faz sermos parecidos com JESUS.

Encontramos no Novo Testamento 25 mandamentos, de caráter


recíprocos, instituídos por Deus em sua Palavra para estabelecer o
padrão de justiça do Seu Reino nos relacionamentos entre os filhos de
Deus.
O projeto eterno de Deus é o de ter uma família com muitos
filhos semelhantes a Jesus. Por isso esta família não pode viver de
qualquer jeito, de modo que as pessoas se relacionem “umas com as
outras” segundo os princípios que vigoram no mundo.
Vivendo o Amor ao Próximo
# princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos
O Senhor quer que a Sua glória, natureza e maneira de ser
sejam vistas pelos homens através da maneira como nos relacionamos
(Jo 17:22-23), e a grande ênfase destes relacionamentos deve ser o amor
(Jo 13:35 e I Jo 3:23), porque Deus é amor (I Jo 4:7-8).

É fundamental entendermos que estes


mandamentos apenas poderão ser
praticados por aqueles que genuinamente
nasceram de novo e são guiados pelo
Espírito Santo. Somente por intermédio
do Espírito Santo é que conseguiremos
viver esses mandamentos recíprocos em
sua plenitude (Rm 5:5 e 8:9).
Vivendo o Amor ao Próximo
# princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos

1. Mandamentos que visam criar relacionamentos


1.1. - “Amai-vos uns aos outros”
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei,
que também vos ameis uns aos outros” (Jo 13:34)
Este mandamento se reflete em todo o NT (Jo 15:12-17; Tg 2:8; Gl 5:14;
I Ts 3:12; 4:9-10; Rm 12:9-10; 13:8-10; I Pe 1:22 e 3:8; I Jo 3:11, 16 e 23; 4:7, 11, 12,
21 e II Jo 5, 6) e é tão fundamental que os demais mandamentos não poderão
ser fielmente cumpridos sem que nos amemos uns aos outros.

A obediência a este mandamento é o distintivo universal de todo o


discípulo. Este mandamento não é optativo. É uma ordem!

Não é algo automático. Nossa vontade entra em ação. Amamos se


quisermos amar (I Co 13:1-13).
Jesus disse que, assim como Ele nos amou, devemos amar uns aos outros.
Vivendo o Amor ao Próximo
# princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos

1. Mandamentos que visam criar relacionamentos


1.1. - “Amai-vos uns aos outros”
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei,
que também vos ameis uns aos outros” (Jo 13:34)
Formas de expressão de amor de Cristo:
- Tornou-se servo a nosso favor – Fp 2:7
- Deu-se a si mesmo por nós – Tt 2:14
- Carregou em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados – IPe 2:24
- Deu a sua vida por nós – Jo 10:11
- Faz constante intercessão por nós – Hb 7:25
- Tem compaixão de nossas fraquezas – Hb 4:15
- Socorre-nos quando somos tentados – Hb 2:18
- Exerce paciência para com os nossos pecados – IIPe 3:9
- Perdoa os nossos pecados – IJo 1:9
- Dá-nos vida abundante – Jo 10:10
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1. Mandamentos que visam criar relacionamentos


1.2 – “Acolhei-vos uns aos outros”
“Portanto acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de
Deus Pai” (Rm 15:7)
Acolher-nos significa aceitarmos livremente, sem constrangimento ou
reservas, em pleno conhecimento de irmão em Cristo, um ao outro. A idéia aqui
é a de aceitar dentro da nossa comunhão toda a pessoa que afirma ser Jesus seu
Senhor, mesmo existindo falhas visíveis em sua conduta, lacuna em seus
conhecimentos das Escrituras ou diferenças de opiniões, até sobre pontos
essenciais da doutrina. Isto não significa aprova-las, mas aceitarmos a pessoa
como irmão com o propósito de ajudá-la. Pode ser que as vezes admitimos um
falso irmão e tenhamos de excluí-lo. Mas o mandamento é também: “Acolhei ao
que é fraco na fé” (Rm 14:1).
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1. Mandamentos que visam criar relacionamentos


1.3 – “Saudai-vos uns aos outros”

“Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” (Rm 16:16)


Saudar é um ato de reconhecimento externo, visível, da vida em união
com Cristo que mutuamente compartilhamos, e do amor fraternal que temos
uns para com os outros. O significado principal do mandamento é que os
cristãos não devem ignorar a presença uns dos outros ao surgirem
oportunidades de se comunicarem. (I Co 16:22-23 e At 21:7).
O modo de saudação mencionado pelos apóstolos é o ósculo santo,
uso comum no oriente.
A forma de saudação pode ser diferente em épocas e lugares
diferentes, mas o princípio imutável é que os cristãos devem reconhecer uns
aos outros e saudar uns aos outros de uma maneira santa, tão santa e amorosa
que o irmão saudado receba a mensagem dos dois mandamentos já estudados:
“eu amo você e aceito você agora, assim como você é e está”.
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1. Mandamentos que visam criar relacionamentos
1.4 – “Tende igual cuidado uns pelos outros”
“Para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns
pelos outros” (I Cor 12:25)

Ter igual cuidado uns pelos outros é o mesmo que mostrar igual
interesse pelo bem estar da vida e pelo sucesso do ministério de cada membro,
tendo por motivo o pleno reconhecimento e aceitação do valor que esse irmão
tem e da função que ele recebeu de Deus para um ministério útil ao corpo (Mt
6:26; 10:31 e 12:12; Mc 8:36-37).

Este mandamento, no contexto de I Coríntios, trata de certas questões


relacionadas com os dons espirituais.
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1. Mandamentos que visam criar relacionamentos
1.4 – “Tende igual cuidado uns pelos outros”
“Para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns
pelos outros” (I Cor 12:25)
Implicações na prática deste mandamento:

Não deve haver arrogância ou orgulho da parte daqueles que são mais
maduros ou tenham dons e ministérios mais visíveis (ICo 12:21; Rm 14 e 15:1-3).

Não deve existir inveja ou ciúmes da parte dos que possuem dons ou
ministérios menos visíveis (ICo 12:15-16).

Todos devem reconhecer que seu ministério e dom são importantes para
o bem estar de todo o corpo, exercendo-o diligentemente de acordo com a
medida da fé que tem (Rm 12:3-8).
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1.4 – “Tende igual cuidado uns pelos outros”
“Para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns
pelos outros” (I Cor 12:25)
Implicações na prática deste mandamento:

Se algum membro sofre (física, espiritual, emocional ou


financeiramente) todos os outros devem interceder e se interessar pelo seu caso,
de modo compassivo e ativo (ICo 12:26; Rm 12:15).

Se um dos membros tem uma honra especial, todos os demais •


deveriam alegrar-se juntamente com ele (ICo 12:26; Rm 12:15).

Quando cumprido este mandamento, a unidade entre os irmãos


aumenta e se preserva.
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1. Mandamentos que visam criar relacionamentos
1.5 – “Sujeitai-vos uns aos outros”
“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5:21)

Sujeitar-nos, submeter-nos ou subordinar-nos uns aos outros significa


que cada um se considera debaixo da autoridade, da influência da medida da
graça que o Senhor deu aos irmãos, cooperando facilmente uns com os outros.

Este mandamento está relacionado intimamente com “preferindo-vos


em honra uns aos outros” (Rm 12:10) e “considerando cada um os outros
superiores a si mesmo” (Fp 2:3).
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1.5 – “Sujeitai-vos uns aos outros”
“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5:21)

É este o Espírito de Deus e é esta a estrutura da autoridade em Deus:


Pai, Filho e Espírito Santo são iguais entre si;

O Pai “enviou o Filho” (Jo 4:34); o Filho veio (Jo 16:28); o Filho é obediente ao Pai
(Jo 8:28; 12:49-50; 14:28; Fp 2:5-11; Hb 5:8-9);

O Filho “enviou” o Espírito Santo (Jo 14:26; 15:26); o Espírito Santo “veio” (At
2:32-33); o Espírito Santo é “obediente” ao Filho (Jo 16:12-15);

Um procura agradar, dar vitória e glorificar o outro (Jo 12:27-28; 17:4; 16:14; Fp
2:9-11).
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1.6 – “Suportai-vos uns aos outros”
“Suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4:2)

Na igreja primitiva se encontravam, lado a lado, pessoas das mais


diversas camadas sociais, tendo uma variedade de opiniões, bem como
diferentes graus de maturidade e fé.

A situação hoje nas comunidades locais, geralmente, é muito


semelhante com aquela da igreja primitiva.

Nesse quadro é muito fácil surgirem conflitos de opiniões, rejeição por


comportamentos e cultura diferentes, antagonismos, antipatias, formação de
“panelinhas” etc (At 6:1). Assim, o mandamento divino para evitar tais
situações é este: “suportai-vos uns aos outros”.
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1.6 – “Suportai-vos uns aos outros”
“Suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4:2)
O amor tudo suporta (I Co 13:7).

Jesus, mesmo sendo Deus no meio de pecadores incrédulos (Mc 9:19),


suportou os homens até o fim, mesmo a Judas Iscariotes (Jo 13:1-5) e por amor
de nós suportou até mesmo a grande afronta da cruz (Hb 12:2).

Paulo também tudo suportava por amor do evangelho e dos irmãos (I


Co 9:12; II Tm 2:10).

Um dos principais valores deste mandamento é que ele contribui


decisivamente para preservarmos a unidade do Espírito, para compormos
realmente a família de Deus, o corpo de Cristo, e para chegarmos à unidade da
fé.
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1. Mandamentos que visam criar relacionamentos
1.7 – “Confessai os vossos pecados uns aos outros”
“Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para
serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação” (Tg 5:16)
Confessar os pecados uns aos outros, com a consequente oração uns
pelos outros é uma das maneiras mais poderosas para que haja libertação,
restauração e cura, não só ao nível individual, mas também em nível de
comunidade.
Pecado, não existe só quando ofendemos ao irmão ou a Deus, mas
toda vez que “erramos o alvo” (significado original da palavra pecado) nós
pecamos.
Por ser algo muito forte em seus efeitos e conseqüências espirituais,
não devemos sair por aí confessando pecados a qualquer pessoa, de qualquer
forma. Devemos discernir como e para quem confessar.
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1. Mandamentos que visam criar relacionamentos
1.7 – “Confessai os vossos pecados uns aos outros”
“Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para
serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação” (Tg 5:16)
Estamos pecando (errando o alvo) quando:

 Não estamos produzindo os frutos em nossa vida que deveríamos (Jo 15:8);
 Não estamos sendo testemunhas de impacto no mundo (Mt 5:16);
 Não estamos cultuando a Deus como deveríamos (I Co 14:26);
 Não estamos contribuindo para o aperfeiçoamento da comunidade local;
 Estou me deixando dominar pela ansiedade (Fp 4:6),
 Estou me deixando dominar pela tristeza (Fp 4:4),
 Estou me deixando dominar pelas dúvidas (Rm 1:17);
 Não estou agindo com fé (Rm 14:23).
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1.8 – “Perdoai-vos uns aos outros”
“Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos
outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4:32)
“Suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver
queixa contra o outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós
também” (Cl 3:13)
A palavra “perdão” no grego, aphiêmi, desde a antiguidade significa a
“soltura voluntária de uma pessoa ou coisa sobre a qual alguém tem controle
legal ou real”. O significado pode ser ainda “deixar ir”, “soltar”, “deixar
passar”, “deixar ir sem castigo” etc.
O significado da palavra perdão é muito importante para que
possamos entender as elevadas dimensões espirituais da prática do perdão de
uns para com ou outros.
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1. Mandamentos que visam criar relacionamentos
1.8 – “Perdoai-vos uns aos outros”
Quem não perdoa a quem lhe ofendeu então sofre as seguintes
consequências:
 Suas orações ficam bloqueadas e o perdão dos seus próprios pecados também
fica retido (Mt 6:12-15);
 Atrai para si verdugos (espíritos atormentadores) (Mt 18:21-35;

Implicações na prática deste mandamento:


 Perdoar não é uma opção, mas um mandamento;
 Deve ser de coração (Mt 18:35);
 Perdoar é muito mais um ato de vontade do que de emoção;
 Para a prática do perdão precisamos cada vez mais nos encher e andar no
Espírito, porque também ao perdoarmos temos a obrigação adicional de fazer
todo o possível para restaurar no ofensor uma consciência limpa e uma vida de
justiça, assim como o Senhor fez e tem feito conosco (Gl 6:1s; Lc 11:20-24).
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.1 – “Não vos julgueis uns aos outros”
“Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1)

Rm 14:1-4, 10-13 e Tg 4:11-12.

O Senhor nos proíbe de julgar as pessoas, os irmãos, pois que por


causa de nossa natureza imperfeita e ainda influenciada pela carne, os nossos
julgamentos são sempre negativos, injustos, parciais e tendenciosos. Além do
mais nossa posição dada por Deus em relação aos irmãos não é a de juiz, mas a
de servos uns dos outros.
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.1 – “Não vos julgueis uns aos outros”
“Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1)

Por outro lado o que a palavra de Deus nos manda julgar não são as
pessoas, mas “todas as coisas” (I Co 2:14-15; 6:2-3 e 14:29; I Jo 4:1-6 e I Ts 5:21).
Mesmo quando a liderança é obrigada a julgar o pecado da desobediência e
rebeldia de membros da comunidade local, nunca é para destruir, mas para
colocar tal pessoa numa situação de temor espiritual que provoque
arrependimento e salvação (I Co 5:1-5).

Quem é condenado é o pecado, o erro, e nunca o pecador (Jo 8:1-11) e


assim que este se arrependa deve ser restaurado à comunhão plena do corpo (II
Co 2:5-8).
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.2 – “Não vos queixeis (murmureis) uns dos outros”
“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados”. (Tg 5:9)

Queixar-se do próximo é o mesmo que expressar (geralmente em


conversas reservadas, às escondidas) descontentamento, impaciência ou
desagrado para com ele.
Quando pensamos ter motivo de queixa contra o irmão, só temos duas
atitudes bíblicas a seguir:
 Suportamos em silêncio;
 Perdoamos ao irmão (Cl 3:13).
E, além disso, podemos ir falar com ele, para exortá-lo ou admoestá-lo
(I Ts 5:14; Rm 15:14).
O queixar-se uns dos outros é um pecado grave, porque semeia
contendas entre os irmãos (Pv 6:16-19), é caminho aberto para a maledicência
declarada e para o ódio que nos levará a nos consumirmos uns aos outros.
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.3 – “Não faleis mal uns dos outros”
“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu
irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz”
(Tg 4:11)
Quando começamos a falar mal de alguém estamos num processo
muito forte de deterioração íntima em relação a esta pessoa; significa que já
julgamos (e condenamos) esta pessoa, já vivemos murmurando (queixando)
contra ela, e agora passamos claramente a falar mal daquela pessoa.

Falar mal é estar comunicando abertamente à outros, aspectos


negativos do caráter, das atitudes, dos fatos, das palavras, da vida do próximo,
com a intenção deliberada de ferir, diminuir, rebaixar, macular a imagem, o
conceito, a reputação, o valor, a honra e a dignidade desta pessoa na mente dos
que estão me ouvindo.
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.4 – “Não vos mordais e devorais (consumais) uns aos outros”
“Se vós, porém, vos mordeis e devoreis uns aos outros, vede que não sejais mutuamente
destruídos” (Gl 5:15)
Este é o grande objetivo de Satanás quando ataca nossos
relacionamentos no corpo de Cristo e na família: que nos destruamos
mutuamente. Quando isto acontece começamos a nos morder e a nos devorar
uns aos outros, nos retaliando como feras. Em quantas partes do corpo de
Cristo e em quantos lares isto não está acontecendo hoje, tornando impossível a
comunicação do Espírito da vida de Cristo para todo o corpo e na família.
Resultado: fraqueza espiritual, morte, juízos, relacionamentos e alianças
quebradas, desejos íntimos homicidas, que o próximo seja arrasado, humilhado
e até mesmo que morra fisicamente.
Vivendo o Amor ao Próximo
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.4 – “Não vos mordais e devorais (consumais) uns aos outros”
“Se vós, porém, vos mordeis e devoreis uns aos outros, vede que não sejais mutuamente
destruídos” (Gl 5:15)

Tudo isso é o avesso do amor e da verdadeira vida


(I Co 13:4-7 e I Jo 3:10-15).

Para evitar tudo isso eu preciso de continuamente estar me deixando


encher pelo Espírito e pela Palavra, porque “a boca fala do que o coração está
cheio” (Lc 6:45).
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.5 – “Não vos provoqueis uns aos outros”

“Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns
dos outros” (Gl 5:26)

Provocar significa incitar briga, estimular o ânimo para confusão,


chamar para o combate ou duelo.

Neste contexto, Paulo diz que a atitude de vanglória, gera provocações


no outro, o fazendo sentir-se inferior ou pior, agindo no senso de justiça
próprio do próximo.
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2.6 – “Não tenhais inveja uns dos outros”

“Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns
dos outros” (Gl 5:26)

Invejar significa desejar ter um bem alheio ou de ser como alguém,,


acompanhado de sofrimento pela incapacidade de realizá-lo.

Neste contexto, Paulo diz que a atitude de vanglória, além de causar


provocações, gera também sentimentos de inveja. Sentimento este que não deve
haver na vida de um discípulo de Jesus.
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.5 – “Não vos provoqueis uns aos outros”
2.6 – “Não tenhais inveja uns dos outros”

“Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns
dos outros” (Gl 5:26)
O versículo que contém estes dois mandamentos chama a atenção
para a questão da “vanglória”.
Mas o que é vanglória? É uma atitude de presunção, vaidade, é um
desejo exagerado de atrair a admiração a atenção dos outros.
Assim, quantos relacionamentos e alianças não são quebrados porque
irmãos se deixam dominar totalmente pelo desejo de glória pessoal, gerando
competição e desafios aos outros. Irmãos que oram, jejuam, servem, pregam
etc, só para mostrar que são mais espirituais que os outros, que trabalham mais
que os outros, que são mais consagrados que outros. Isso é atos de vanglória.
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.5 – “Não vos provoqueis uns aos outros”
2.6 – “Não tenhais inveja uns dos outros”

“Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns
dos outros” (Gl 5:26)
Quando temos desejo de glória pessoal, estamos
idolatrando/adorando e servindo a nós mesmos (II Co 10:12 e 18; Rm 1:25, 26a e
29).
A vanglória é o avesso do amor, e a inveja pertence à velha natureza
sem Cristo, sendo uma das obras da carne que impedirá, aquele que a pratica,
de herdar o reino de Deus (I Co 13:4; Tt 3:3 e Gl 5:21).
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.5 – “Não vos provoqueis uns aos outros”
2.6 – “Não tenhais inveja uns dos outros”

“Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns
dos outros” (Gl 5:26)
Então, à luz da Palavra de Deus, pela fé, deixando que o Espírito
Santo, atue em nós, temos que nos despojar destas atitudes de vanglória, de
provocar e de invejar uns aos outros (I Pe 2:1).

O único alvo a ser glorificado em nossa mente e ações deve ser o


Senhor e sua cruz (II Co 10:17; Gl 6:14 e Jr 9:124).

Se tivermos que nos gloriar em nós mesmos que seja nas nossas
fraquezas, porque elas nos fazem depender mais do Senhor (II Co 12:5-10).
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.7 – “Não mintais uns aos outros”

“Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus
feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo
a imagem daquele que o criou” (Cl 3:9-10)
Mentir é, de alguma forma, transmitir aos outros uma falsa impressão
da verdade. Mentira, do grego pseudo também significa “falso”. Exemplo:
pseudoprofeta, significa “falso profeta” (Ap 19:20).

Jesus disse que Satanás é um assassino/homicida porque ele fala a


mentira (pseudo), e quando ele fala a mentira ele está falando de sua própria
natureza decaída, porque ele é um mentiroso (pseustes) e pai da mentira.
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.7 – “Não mintais uns aos outros”

Mentir é também “distorcer a verdade”


Outros tipos de mentira:
 Meias verdades (At 5:2, 4, 8, 9) – Ananias e Safira;
 Enfeitar ou exagerar a verdade (Pv 30:5-6);
 Prometer a Deus e aos homens e não cumprir (Mt 5:37: Ec 5:4-6 e Tg 5:12);
 Gabar-se daquilo que não fez (Pv 25:14);
 Inventar falhas dos outros (Mt 5:11; Pv 6:16-19);
 Enganar nos negócios (Pv 11:1);

A mentira é abominação ao Senhor, pois o ofende frontalmente já que


Ele é sempre absolutamente verdadeiro (Is 45:19; Sl 31:5; Nm 23:19; Jo 14:6,
16:13, 17:17 e 19; I Jo 5:6).
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2. Mandamentos que visam proteger nossos relacionamentos
2.7 – “Não mintais uns aos outros”

Mais de 70 vezes, somente nos quatro Evangelhos, Jesus fez


afirmações começando com a expressão “Na verdade, na verdade, vos digo...” e
transmitia os pensamentos e juízos do Senhor sobre as mais variadas
circunstâncias.

“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com seu


próximo, porque somos membros uns dos outros” (Ef 4:25).
Vivendo o Amor ao Próximo
# princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos

Os mandamentos recíprocos podem ser agrupados da seguinte maneira:

1. Mandamentos que visam criar relacionamentos:


1.1 – Amai-vos uns aos outros;
1.2 – Acolhei-vos uns aos outros;
1.3 – Saudai-vos uns aos outros;
1.4 – Tende igual cuidado uns pelos outros;
1.5 – Sujeitai-vos uns aos outros;
1.6 – Suportai-vos uns aos outros;
1.7 – Confessai os vossos pecados uns aos outros;
1.8 – Perdoai-vos uns aos outros.
Vivendo o Amor ao Próximo
# princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos

2. Mandamentos que visam proteger nossos


relacionamentos:
2.1 – Não julgueis uns aos outros;
2.2 – Não queixeis (murmureis) uns dos outros;
2.3 – Não faleis mal uns dos outros;
2.4 – Não vos mordais e devorais uns aos outros;
2.5 – Não provoqueis uns aos outros;
2.6 – Não tenhais inveja uns dos outros;
2.7 – Não mintais uns aos outros.
Vivendo o Amor ao Próximo
# princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos

3. Mandamentos que visam mútua edificação:


3.1 – Edificai-vos uns aos outros;
3.2 – Instruí-vos uns aos outros;
3.3 – Exortai-vos uns aos outros;
3.4 – Admoestai-vos uns aos outros;
3.5 – Falai uns aos outros com salmos e cânticos espirituais.
Vivendo o Amor ao Próximo
# princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos

4. Mandamentos que visam o serviço mútuo:


4.1 – Sede servos uns dos outros;
4.2 – Levai as cargas uns dos outros;
4.3 – Sede mutuamente hospitaleiros;
4.4 – Sede benignos uns para com os outros;
4.5 – Orai uns pelos outros.