Coleção Fábulas Bíblicas Volume 16

JONAS
E O PEIXE
Mitologia e Superstição Judaico-cristã

JL
jairoluis@inbox.lv

Sumário
Introdução .................................................................................. 4
1 - Jesus Cristo acreditava na lenda do peixe ................................... 5
2 - Diversão bíblica para adultos e crianças ..................................... 6
3 - A Farsa de Nínive .................................................................... 7
4 - Jonas e Deus, os dois idiotas .................................................... 9
5 - Deus controla a natureza.........................................................12
6 - Marinheiros burros e passageiro dorminhoco..............................14
7 - Jonas, comunicações do interior de um peixe .............................17
8 - Peixe, baleia, monstro marinho ou ovni? ...................................23
9 - Zoologia cetácea ....................................................................26
10 - O incrível e intragável Jonas ..................................................28
11 - O Deus caprichoso e manipulador ...........................................30
12 - Jonas, uma lenda para crianças e adultos idiotas ......................32
13 - Mais desculpas cristãs idiotas .................................................34
1 - James Bartley, o “Jonas moderno”...................................... 38
14 - A moral da história? ..............................................................43
15 - Referencias e fontes..............................................................44
16 - Mais bobagens do Cristianismo >>> .......................................45
Mais conteúdo recomendado ................................................... 46
Livros recomendados ............................................................. 47
Fontes: ................................................................................ 56

3

Introdução
Quando abrimos a Bíblia e lemos histórias como esta, é que
percebemos a dificuldade do crente cristão em manter a sua fé.
Certamente não é nada fácil ver a "fé" de toda” uma vida de ilusão
servindo de piadas para os descrentes. Mas pouco ou nada podem
fazer e devem redirecionar suas reclamações e frustrações aos
autores de seu livro “santo”, QUE ESTÁ CHEIO DE MERDAS
MITOLÓGCAS E FÁBULAS INFANTIS.

(Clique na imagem e surpreenda-se)

4

1 - Jesus Cristo acreditava na lenda do peixe
Antes de mais nada, o mais engraçado e incrível nesta história é
Jesus Cristo associar o evento mais importante da “História” (sua
ressurreição dos mortos) com um simples conto de fadas. Jesus
Cristo acreditava nesta lenda infantil? Ou seriam três contos de
fadas? Parece que temos um empate, pois o que é mais conto de
fadas?
1. Mortos ressuscitarem das tumbas;
2. Viajar 3.000Km no estômago de um peixe;
3. Ou o filho de um deus andar sobre a terra?
Mateus 12:40
"Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da
baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio
da terra."

E o mais irônico: Jesus não ficou três noites no seio da terra,
MAS DUAS. Se morreu na sexta e ressuscitou no domingo, foram
apenas duas noites e não três. Tantos problemas em um só
versículo!

5

2 - Diversão bíblica para adultos e crianças
Há histórias bíblicas que quando vistas de um ponto de vista alheio
ao religioso, são no mínimo risíveis, ridículas ou simplesmente
absurdas. Praticamente todo o “santo livro” está cheio deste tipo
de histórias, mas a de Jonas e o peixe está muito longe do resto,
tão longe que deveria estar pelo menos entre as três melhores
histórias bíblicas que desafiam a lógica e o minimamente racional,
devido aos absurdos e barbaridades que contém. Nela se pode ler
como o deus bíblico “onisciente” apresenta comportamentos
incompatíveis com um deus minimamente competente (como
sempre) e como até seus profetas o ignoram, negando-se a
cumprir suas normas absurdas e desprovidas de qualquer noção
de moral. Isso sem mencionar o resto dos absurdos desta história
que poderíamos deduzir tão só vendo a imagem ou lendo o relato
desde um ponto de vista racional (coisa que o religioso suspende
quando afeta a credibilidade das histórias da religião que lhe
gravaram no cérebro).

6

3 - A Farsa de Nínive
Nestes versículos podemos ver que Jonas viveu na época do rei
Jeroboão II, durante seu primeiro reinado; supostamente em
torno de 780 AEC.
2 Reis 14:23-25
No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou
a reinar em Samaria, Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, e reinou
quarenta e um anos. 24 - E fez o que era mau aos olhos do Senhor;
nunca se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de
Nebate, com que fez pecar a Israel. 25 - Também este restituiu os
termos de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície;
conforme a palavra do Senhor Deus de Israel, a qual falara pelo
ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de
Gate-Hefer.

Já no versículo 2 do primeiro capítulo do livro de Jonas, podemos
notar a primeira contradição ou anacronismo:
Jonas 1:1,2
Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque
a sua malícia subiu até à minha presença.

Segundo este versículo, Nínive era uma “grande cidade” nos
tempos de Jonas; algo completamente falso. Nínive foi uma
“grande cidade”, era a capital do império Assírio quando Judá, no
reinado de Manassés, pagava tributo à Assíria; mas nos tempos
de Jonas, Nínive se encontrava em decadência e não era uma
ameaça, apenas uma pequena cidade da província. Na época de
Jonas, a capital da Assíria era Calá, uma “grande cidade” que foi
assim durante 5 séculos, desde o reinado de Salmanasar. (e
Resém, que fica entre Nínive e Calá, a grande cidade. Gênesis
10:12). Não foi senão quase um século depois de Jonas, que
7

Nínive passou a ter alguma importância e só porque o rei
Senaqueribe estabeleceu sua residência real nela. Mas este é o
menor dos problemas desta fábula do peixe gigante.

8

4 - Jonas e Deus, os dois idiotas
Jonas 1:1-3
E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: 2 Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque
a sua malícia subiu até à minha presença. 3 - Porém, Jonas se levantou
para fugir da presença do Senhor para Társis. E descendo a Jope,
achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e
desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da
presença do Senhor.

Deus fala com Jonas!!! Ao que parece naquela época Deus se
comunicava com mais frequência com os seres humanos, mas
hoje em dia está limitado a aparecer em torradas e manchas na
parede ou em janelas de vidro sujas. Ok! Deus fala com Jonas e
lhe ordena que vá pregar em Nínive, ou melhor: ir a Nínive para
advertir aos cidadãos da cidade que desistam de “sua maldade”
9

ou seriam castigados ao mais puro estilo de Deus: destruindo tudo
e matando a torto e a direito.
Jonas, inexplicavelmente, ele se recusa a ir para onde o Senhor
ordenou. Não só não se dirige para Nínive, mas decide tomar um
barco para outro destino completamente diferente e distante do
local onde o seu Deus ordenou que ele fosse, Tarsis, a mais de
3500 km de Nínive para “fugir da presença de Deus”. Que tipo de
profeta, juiz ou iluminado é Jonas, que não sabe que Deus é
onipresente? Este é o tipo de pessoa que Deus escolheu para
salvar Nínive? Um que nem sequer conhece as qualidades de
Deus! Por acaso Jonas não conhece as antigas histórias bíblicas
de desobediência a Deus, onde o amoroso Deus matava sem
piedade os desobedientes? Se todos os profetas de Deus são
idiotas e fora da casinha como Jonas, já vemos porque o mundo
é um desastre. Apesar de o deus bíblico ser conhecido durante
gerações como “onipotente e onibenevolente”, seus escolhidos
não parecem fazer muito caso disso quando recebem suas ordens.
Por quê? Este livro (a Bíblia) cheio de anacronismos e contradições
não explica, mas explica o que este ser antinatural faz com eles
quando essas desobediências acontecem.
Alguém se preguntará porque chamamos Deus de absurdo e
incompetente. Bem, para responder a quem duvide destes
adjetivos para este deus bíblico relembramos, caso não se lembre,
desconheça ou faça de conta de que não sabe, que este deus é
entre outras coisas onisciente (sabe tudo o tempo todo) e
onipresente (está em todas as partes). Se possui estes dois
atributos, tal como se pressupõe, porque não adverte diretamente
aos cidadãos de Nínive em vez de avisar somente a uma pessoa
para que esta mensagem demore três dias para chegar ali? A
imutabilidade deste personagem é outra coisa contraditória com
todo tipo de narrações bíblicas e com sua onipotência: Se é
10

imutável, não pode mudar de opinião. Um momento! Não pode
mudar? Sim querido leitor, imutável é imutável, não é uma coisa
que se ative ou desative à vontade ou por conveniência de alguém
(mesmo que isto seja outro paradoxo, já que se não pode mudar
sua imutabilidade, significa que não é onipotente) e se o faz não
é imutável.
O incrível é que com todas estas características, Deus se comporta
exatamente como um humano ignorante dos tempos em que
foram inventadas as lendas bíblicas. Tem alguma coisa muito
errada com esse Deus, pois parece muito com um humano
ignorante tentando se passar por um deus para enganar outros
ignorantes.
Deus é um idiota ou idiota é quem acredita nesse deus idiota?

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5 - Deus controla a natureza

O dilúvio não deixa dúvidas que Deus controla a natureza.

Muitos cristãos gostam de afirmar Deus é o responsável por tudo
o que acontece no universo: “Nem uma folha de
uma árvore cai sem a permissão de Deus”.
Mas quando alguém questiona que se isto é correto, Deus é
responsável pelos fenômenos da natureza que são prejudiciais ao
homem como terremotos, tsunamis, avalanches, vulcões, etc.
Esses mesmos crentes se apressam em responder algo como:
“Não, não, não; Deus não é responsável por isso. Assim é a
natureza. ” Mas são desmentidos pela própria Bíblia:
Jonas 1:4

12

Mas o Senhor mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma
forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se.

Correto? Deus controla as tempestades e desastres naturais!
Inclusive com o propósito para causar danos às pessoas.
Entendido? Portanto, o crente cristão deve ficar atento às notícias
de terremotos, inundações e vulcões que matam centenas ou
milhares de pessoas e lembrar que Deus está por trás de tudo
isso como responsável direto e inequívoco. Pelo menos é o que se
deduz claramente deste versículo bíblico.
Como de costume, este deus literário sempre escolhe como
"enviado" os personagens mais inúteis, imorais e estúpidos, e,
como sempre, pagam por sua fúria as pessoas inocentes que não
têm nada a ver com o caso. Por quê? Escolhe alguém que não
seguirá suas ordens (apesar de saber disto com antecedência - é
onisciente - para corrigir este erro fazer com que seu “escolhido”
faça o que foi ordenado) e manda uma tempestade contra os
pobres marinheiros que se dirigiam para Tarsis apenas porque seu
inútil mensageiro, Jonas, decidiu ir com eles. Este, apesar de estar
em plena tempestade, segue dormido sem tomar conhecimento
do que acontece no barco. (Ou tinha um sono muito pesado, a
tempestade não era para tanto ou os marinheiros eram uns
mentirosos).

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6 - Marinheiros burros e passageiro dorminhoco

Jonas 1:5-16
5 - Todos os marinheiros ficaram com medo e cada um clamava ao
seu próprio deus. E atiraram as cargas ao mar para tornar mais leve
o navio. Enquanto isso, Jonas, que tinha descido para o porão e se
deitado, dormia profundamente. 6 - O capitão dirigiu-se a ele e disse:
"Como você pode ficar aí dormindo? Levante-se e clame ao seu deus!
Talvez ele tenha piedade de nós e não morramos". 7 - Então os
marinheiros combinaram entre si: "Vamos tirar sortes para descobrir
quem é o responsável por esta desgraça que se abateu sobre nós".
Tiraram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. 8 - Por isso lhe
perguntaram: "Diga-nos, quem é o responsável por esta calamidade?
Qual é a sua profissão? De onde você vem? Qual é a sua terra? A que
povo você pertence? " 9 - Ele respondeu: "Eu sou hebreu, adorador
do Senhor, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra". 10 - Com isso
eles ficaram apavorados e perguntaram: "O que foi que você fez? ",
pois sabiam que Jonas estava fugindo do Senhor, porque ele já lhes
tinha dito. 11 - Visto que o mar estava cada vez mais agitado, eles lhe
perguntaram: "O que devemos fazer com você, para que o mar se
acalme? " 12 - Respondeu ele: "Peguem-me e joguem-me ao mar, e

14

ele se acalmará. Pois eu sei que é por minha causa que esta violenta
tempestade caiu sobre vocês". 13 - Ao invés disso, os homens se
esforçaram ao máximo para remar de volta à terra. Mas não
conseguiram, porque o mar tinha ficado ainda mais violento. 14 Então eles clamaram ao Senhor: "Senhor, nós suplicamos, não nos
deixes morrer por tirarmos a vida deste homem. Não caia sobre nós a
culpa de matar um inocente, porque tu, ó Senhor, fizeste o que
desejavas". 15 - Então, pegaram Jonas e o lançaram ao mar
enfurecido, e este se aquietou. 16 - Ao verem isso, os homens
adoraram ao Senhor com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendolhe votos.

É curiosa e ridícula a atitude dos marinheiros diante da tormenta.
No versículo 5 podemos notar que a crença dos marinheiros era
muito variada já que “cada um clamava ao seu deus”. Obviamente
oravam e rogavam a seus deuses para que acalmassem a
tormenta. Mas Jonas, ao ver a enorme tormenta que quase afunda
o barco, simplesmente decide: - “Bah, melhor descer e tirar uma
soneca”. E enquanto todos estavam apavorados, Jonas está
roncando no interior do navio. Ao ver isto o capitão lhe diz: - Ei!
Dorminhoco! Acorda que estamos afundando! Então jogam a
sorte, Jonas perde e confessa que a tormenta é por causa de sua
covardia. E depois ocorre uma incrível mudança na crença dos
marinheiros. Se esquecem por completo de seus deuses e
começam a crer no deus hebreu. A tal ponto que:
14 - Então eles clamaram ao Senhor: "Senhor, nós suplicamos, não
nos deixes morrer por tirarmos a vida deste homem. Não caia sobre
nós a culpa de matar um inocente, porque tu, ó Senhor, fizeste o que
desejavas".

Pela frase final do versículo parece que conheciam muito bem a
Jeová. Então lançam o preguiçoso Jonas no mar e a tempestade
se acalma.
15

Jonas 1:16
Ao verem isso, os homens adoraram ao Senhor com temor,
oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos.

Depois de um redundante temor, os marinheiros fazem sacrifícios
a Jeová. Sacrifícios? Havia animais para sacrificar no barco ou
simplesmente sacrificaram um marinheiro que se descuidou?
Bem, já sabemos que
Deus adora os sacrifícios
animais e também os
sacrifícios humanos. Veja
exemplos de sacrifícios
humanos para Deus em
Levítico 27:29, Juízes 11:30-39, Números
25:4-11, 2 Samuel 21:6, 8-9, Números
31:40 e Ezequiel 20:25-26. Confira no
livro ao lado >>>

16

7 - Jonas, comunicações do interior de um peixe

Beirando ao mais incrível absurdo, esta história adquire já até
certo toque de comedia. Jonas, encontrando-se dentro do peixe
pede a Deus que o libere e o resgate. Não se supõe que Deus é
onisciente e que planejou tudo? Se for assim, e o seu plano
desconhecido por Jonas era de que ele morreria dentro de um
peixe (pelo visto de aborrecimento), por que pedir-lhe ajuda? Por
acaso duvidam dos “desígnios” deste deus onisciente?
Esta é uma das contradições mais impressionantes nesta religião:
Se deus existe e é onisciente, portanto já tem o futuro de cada
um pré-fixado, de que adianta rezar ou pedir qualquer coisa? É
PORQUE OS CRENTES DUVIDAM DE SEUS DESIGNIOS? Aos
“crentes” eu lhes pergunto: QUESTIONAM O DESTINO TRAÇADO
POR DEUS E QUEREM QUE ELE FAÇA ALTERAÇÕES?
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Jonas 2:1-10
Lá de dentro do peixe, Jonas orou ao Senhor, ao seu Deus. 2. Ele
disse: "Em meu desespero clamei ao Senhor, e ele me respondeu. Do
ventre da morte gritei por socorro, e ouviste o meu clamor. 3. Jogasteme nas profundezas, no coração dos mares; correntezas formavam
turbilhão ao meu redor; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre
mim. 4. Eu disse: Fui expulso da tua presença; contudo, olharei de
novo para o teu santo templo. 5. As águas agitadas me envolveram,
o abismo me cercou, as algas marinhas se enrolaram em minha
cabeça. 6. Afundei até os fundamentos dos montes; à terra cujas
trancas estavam me aprisionando para sempre. Mas tu trouxeste a
minha vida de volta da cova, ó Senhor meu Deus! 7. "Quando a minha
vida já se apagava, eu me lembrei de ti, Senhor, e a minha oração
subiu a ti, ao teu santo templo. 8. "Aqueles que acreditam em ídolos
inúteis desprezam a misericórdia. 9. Mas eu, com um cântico de
gratidão, oferecerei sacrifício a ti. O que eu prometi cumprirei
totalmente. A salvação vem do Senhor". 10. E o Senhor deu ordens
ao peixe, e ele vomitou Jonas em terra firme.

Quem quer comprar a história mais absurda da Bíblia? Um peixe
engolindo uma pessoa e despois vomitando-a sã e salva como se
nada tivesse acontecido! Quem dá mais?
Jonas 3:1-4
Lá de dentro do peixe, Jonas orou ao Senhor, ao seu Deus. 2. Ele
disse: "Em meu desespero clamei ao Senhor, e ele me respondeu. Do
ventre da morte gritei por socorro, e ouviste o meu clamor. 3. Jogasteme nas profundezas, no coração dos mares; correntezas formavam
turbilhão ao meu redor; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre
mim. 4. Eu disse: Fui expulso da tua presença; contudo, olharei de
novo para o teu santo templo.

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Agora analisemos a situação: um estranho chega à cidade e
começa a gritar que a cidade será destruída (pelo deus pacífico e
benevolente que os crentes querem nos vender – esses crentes
que nunca leram sua própria Bíblia e da qual só admitem as partes
politicamente corretas). O que faz a cidade? Duvidam do
estrangeiro que saiu da boca do peixe, mesmo que inicialmente?
NÃO. NÃO MESMO!
Jonas 3:5
5. Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram jejum, e todos eles, do
maior ao menor, vestiram-se de pano de saco.

Melhor dizer que eles acreditaram em Jonas. Mas já sabemos qual
é o objetivo dos autores religiosos, neste caso, bíblicos.

Este recurso de assumir que o escrito ou afirmado por um
religioso é o que foi dito pelo personagem que querem nos
vender, não é algo desconhecido para qualquer um que
tenha debatido com frequência com esse tipo de pessoa.

Jonas 3:6-8
6. Quando as notícias chegaram ao rei de Nínive, ele se levantou do
trono, tirou o manto real, vestiu-se de pano de saco e sentou-se sobre
cinza. 7. Então fez uma proclamação em Nínive: "Por decreto do rei e
de seus nobres: Não é permitido a nenhum homem ou animal, bois ou
ovelhas provar coisa alguma; não comam nem bebam! 8. Cubram-se
de pano de saco, homens e animais. E todos clamem a Deus com todas
as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência.

Claro homem: todos sabem que os animais também têm parte da
culpa por “seguirem um mau caminho”. E o melhor de tudo é a
19

solução que se propõe: “jejum” e “cobrir-se de saco”. (Colocar
vestimentas austeras. O que atualmente seria vestir-se de luto.)
Jonas 3:9-10
9. Talvez Deus se arrependa e abandone a sua ira, e não sejamos
destruídos". 10. Deus viu o que eles fizeram e como abandonaram os
seus maus caminhos. Então Deus se arrependeu e não os destruiu
como tinha ameaçado.

No fim das contas, Deus repete o que se tornou costumeiro: sua
incompetência. Mesmo sendo capaz evitar a viagem de Jonas e o
susto aos pobres marinheiros se comunicando diretamente com
as pessoas de Nínive para dizer-lhes que não concorda com sua
maldade (embora, segundo ele mesmo, não voltaria a matar
porque "a intenção do coração do homem é má desde a sua
juventude "- Gênesis 8:21, coisa que descumpre logo depois com
as pragas do Êxodo), ele decide fazer Jonas passar por uma
provação, fazendo-o portador de más notícias, causando uma
tempestade contra os marinheiros inocentes e alheios ao assunto,
fazendo com que Jonas permaneça por três dias dentro de um
peixe (permitam-me rir um pouco) e depois ter que viajar mais 3
dias até a cidade de Nínive.

E tudo isso para que?
Bem, para a mesma coisa: para que todo mundo lhe
suplique e o adore.

O que traduzido para a vida real e prática é: para que o crédulo,
mediante o argumento do medo deste personagem ciumento e
vingativo, siga ao sacerdote ou pastor como tem sido desde
sempre.
Não satisfeito com o absurdo do peixe, o autor desta história
decide aumentar a sua quota de estupidez sem sentido
20

adicionando um final apoteótico: Jonas estava indignado não se
sabe por que (se por fazê-lo perder tempo ou por não destruir a
cidade como havia prometido), então o Senhor fez crescer uma
aboboreira para lhe fazer sombra e alegrá-lo um pouco, mas em
seguida envia um verme para destruí-la e depois, se isso já não
fosse tão estúpido o suficiente, envia também um vento do leste
(seco) para atordoar Jonas, porque ficou bravo com a aboboreira
(porque secou) desejando outra vez a sua morte. E tudo isso para
deixar como moral a Jonas (e ao leitor crente) duas coisas:
1. Que se você tem piedade de uma aboboreira crescida em
um dia e morta no outro, também deve ter compaixão com
uma cidade como Nínive. Que teria sido salva se não tivesse
sido enviado para lá para seguir suas ordens. Lembre-se
que a ideia de destruir a cidade não foi Jonas, mas de
Deus. Jonas 1:1-2.
2. Ao leitor, (da parte do autor desta história) que o Senhor é
"misericordioso", coisa que pode ser descartada, lendo o
resto dos relatos e ordens que dá contra todos os povos
que não o seguem – leia o Velho Testamento.
Jonas 4:1-9
Mas isso desagradou extremamente a Jonas, e ele ficou irado. 2. E
orou ao SENHOR, e disse: Ah! SENHOR! Não foi esta minha palavra,
estando ainda na minha terra? Por isso é que me preveni, fugindo para
Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo
e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. 3. Peço-te,
pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que
viver. 4. E disse o SENHOR: Fazes bem que assim te ires? 5. Então
Jonas saiu da cidade, e sentou-se ao oriente dela; e ali fez uma
cabana, e sentou-se debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria
à cidade. 6. E fez o SENHOR Deus nascer uma aboboreira, e ela subiu
por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim
de o livrar do seu enfado; e Jonas se alegrou em extremo por causa

21

da aboboreira. 7. Mas Deus enviou um verme, no dia seguinte ao subir
da alva, o qual feriu a aboboreira, e esta se secou. 8. E aconteceu que,
aparecendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental, e o sol
feriu a cabeça de Jonas; e ele desmaiou, e desejou com toda a sua
alma morrer, dizendo: Melhor me é morrer do que viver. 9. Então
disse Deus a Jonas: Fazes bem que assim te ires por causa da
aboboreira? E ele disse: Faço bem que me revolte até à morte.

O Deus troll também lhe envia um calor sufocante e ainda tem a
audácia de perguntar por que ele está irritado. Faz isso por
zombaria? Lembre-se que Deus é onisciente e conhece a
verdadeira razão para a raiva de Jonas. (Pelo menos essa é a
posição teológica do religioso. Posição que esquece quando
precisa justificar as inumeráveis contradições nos relatos
bíblicos).
Jonas 4:10-11
10. E disse o SENHOR: Tiveste tu compaixão da aboboreira, na qual
não trabalhaste, nem a fizeste crescer, que numa noite nasceu, e
numa noite pereceu; 11. E não hei de eu ter compaixão da grande
cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens que
não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e
também muitos animais?

22

8 - Peixe, baleia, monstro marinho ou ovni?

Jonas 1:17
Então o Senhor fez com que um grande peixe engolisse Jonas, e ele
ficou dentro do peixe três dias e três noites.

É aqui onde começa a guerra dialética/zoológica a respeito de que
tipo de animal engoliu o pobre Jonas.

A grande maioria dos cristãos insiste que: - “Se a Bíblia diz
que um peixe o engoliu, então foi um peixe. Ponto final! ”
Nenhum peixe tem o tamanho nem a capacidade de engolir
um ser humano. Ponto final!
23

Várias versões bíblicas dizem que o animal que engoliu Jonas foi
uma baleia, embora as versões mais conhecidas dizem
simplesmente “grande peixe”; outras versões dizem coisas muito
interessantes, principalmente na referência que Jesus faz no
evangelho de Mateus sobre Jonas e suas férias no interior do
animal:

Mateus 12:40 – Almeida Corrigida e Revisada Fiel - pt
Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia,
assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.
Mateus 12:40 – Almeida Revisada Imprensa Bíblica - pt
pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande
peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio
da terra.
Mateus 12:40 – Bíblia Católica - pt
do mesmo modo que Jonas esteve três dias e três noites no ventre do
peixe, assim o Filho do Homem ficará três dias e três noites no seio
da terra.
Bíblia das Américas
Porque como estuvo jonas en el vientre del monstruo marino tres dias
y tres noches, así estará el hijo del hombre tres días y tres noches en
el corazón de la tierra.
La Nueva Biblia de los Hispanos
Porque como estuvo jonas en el vientre del monstruo marino tres dias
y tres noches, así estará el hijo del hombre tres días y tres noches en
el corazón de la tierra.
Reina Valera Gómez

24

Porque como estuvo Jonás en el vientre de la ballena tres días y tres
noches; así estará el Hijo del Hombre tres días y tres noches en el
corazón de la tierra.
Reina Valera 1909
Porque como estuvo Jonás en el vientre de la ballena tres días y tres
noches, así estará el Hijo del hombre en el corazón de la tierra tres
días y tres noches.
Biblia Jubileo 2000
Porque como estuvo Jonás en el vientre de la ballena tres días y tres
noches, así estará el Hijo del hombre en el corazón de la tierra tres
días y tres noches.
Sagradas Escrituras 1569
Porque como estuvo Jonás en el vientre de la ballena tres días y tres
noches, así estará el Hijo del hombre en el corazón de la tierra tres
días y tres noches.
King James Bible
For as Jonas was three days and three nights in the whale's belly; so
shall the Son of man be three days and three nights in the heart of
the earth. (Baleia)
English Revised Version
for as Jonah was three days and three nights in the belly of the whale;
so shall the Son of man be three days and three nights in the heart of
the earth. (Baleia)
Vulgata
40sicut enim fuit Ionas in ventre ceti tribus diebus et tribus noctibus
sic erit Filius hominis in corde terrae tribus diebus et tribus noctibus
(Onde “ceti” significa Baleina”)
Igreja Ortodoxa grega 1904

25

ὥσπερ γὰρ ἐγένετο Ἰωνᾶς ὁ προφήτης ἐν τῇ κοιλίᾳ τοῦ κήτους τρεῖς
ἡμέρας καὶ τρεῖς νύκτας, οὕτως ἔσται ὁ υἱὸς τοῦ ἀνθρώπου ἐν τῇ καρδίᾳ
τῆς γῆς τρεῖς ἡμέρας καὶ τρεῖς νύκτας. (Onde “κήτους” significa baleina)

Podemos notar que o nome do animal que engoliu Jonas, vai
depender muito da versão Bíblica que o crente utilize. Na grande
maioria das Bíblias Jesus afirma muito claramente que Jonas foi
engolido por uma Baleia (que não é peixe, mas um mamífero) ou
“monstro marinho”. Algumas bíblias trocam o bicho de uma
versão para outra, como versão Reina Valera 1960, em Mateus
12,40 diz “grande peixe”, enquanto na versão anterior de 1909
diz “baleia”. Como explicar esta mudança de animal de uma
versão bíblica para outra? As desculpas dos pobres e iludidos
crentes são tantas quanto engraçadas, vão desde um monstro
marinho pré-histórico a visitantes de outros mundos com
embarcações marinhas parecidas a submarinos; e que diante dos
olhos atônitos dos pescadores da história, pareceriam peixes
muito grandes ou baleias.
9 - Zoologia cetácea
Quando o cristão deixa de lado o “peixe” e sensatamente decide
admitir que na realidade pode ter sido uma baleia; começa outra
discussão, agora sobre que espécie de baleia engoliu o pobre
Jonas. É aqui onde os cristãos que se desesperam em defender a
veracidade da lenda decidem tornar-se zoólogos e geralmente
adotam duas espécies: o tubarão baleia ou um cachalote. Porque
estas duas espécies de animais marinhos possuem uma garganta
suficientemente ampla para engolir uma pessoa inteira; coisa que
o resto das baleias e tubarões não têm. Mas a realidade é que
estas espécies NÃO comer presas do tamanho de um ser humano,
no máximo polvos e lulas de tamanho médio. No caso do particular
26

do tubarão baleia (Rhincodon typus), jamais foi relatado algum
ataque a humanos. Na verdade, são bastante dóceis e brincalhões
com os mergulhadores, nada agressivos ou perigosos. Sua
alimentação é a base de fitoplancton, necton, macroalgas e krill,
mas as vezes também comem crustáceos, como larvas de
caranguejo, lulas e cardumes de peixes pequenos, como
anchovetas, sardinhas, cavala e atum. Supor que poderia engolir
um ser humano é cair no maravilhoso e fantasioso mundo da
fantasia cristã.

27

10 - O incrível e intragável Jonas
Outro ponto interessante que normalmente é um tema quente na
discussão sobre a história de Jonas, é sobre a possibilidade de
sobrevivência de uma pessoa por três dias dentro de um peixe ou
baleia. A resposta mais óbvia é não; e as razões básicas que
impossibilitam um ser humano de fazer esse acampamento
inusitado e sair ileso são várias.
Oxigênio
A ausência de ar para respirar é incompatível com a vida.
Pretender que uma pessoa possa estar no estômago de uma
baleia e poder respirar é no mínimo risível. E mais engraçadas são
as desculpas idiotas dos cristãos: “Às vezes há ar suficiente em
forma de bolhas para poder respirar no estômago do peixe.” Ou
“O buraco dorsal das baleias proporcionou ar suficiente para Jonas
poder respirar”.
Ácidos estomacais
Obviamente o estômago do animal segrega ácidos e enzimas para
digerir o alimento. Jonas teria sido digerido rapidamente por
causa dessa química estomacal. Depois de 3.500 Km o peixe teria
cuspido ou cagado apenas seu esqueleto.
Afogamento por imersão
O estômago destes animais costuma estar cheio de água do mar.
Um ser humano morreria afogado rapidamente.
Compressão digestiva
28

Pretender que Jonas tenha estado três dias no estômago do peixe
sem passar pelo trato digestivo posterior é ridículo. Os
movimentos digestivos naturais fazem com que os alimentos
percorram os intestinos do animal para absorver os nutrientes. O
estômago e o resto do aparelho digestivo costumam comprimir e
macerar as sustâncias alimentícias para facilitar sua absorção. O
estômago das baleis pode exercer até 500 libras de pressão,
similar à força de impacto de um cachorro de 4.5 kg no parabrisas de um carro a 22 km por hora. A parede muscular da
primeira parte de algumas espécies pode chegar a medir até 7,5
cm de espessura. Em pouco tempo o desafortunado Jonas teria se
convertido em papinha pronta para ser absorbida pelas
vilosidades intestinais.

29

11 - O Deus caprichoso e manipulador
E claro, nesta lenda bíblica não podia faltar esse carácter tão
manipulador e rabugento de Deus, que os cristãos costumam
ignorar, mas que nesta história de Jonas é mais que evidente.
Também já não é mais de estranhar que Deus utilize os animais
para realizarem seu “trabalho sujo:
Jonas 1:17
Preparou, pois, o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas;
e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe.

Deus, em sua onisciência, já tinha preparado o “grande peixe”
para que, apesar da forte tormenta provocada por ele mesmo,
subisse à superfície, estivesse atento e com a boca aberta para
tragar o desventurado Jonas. E não podia faltar a confirmação
absoluta de que Deus faz o que lhe dá na cabeça sem se importar
com nada. Felizmente, para nossa sorte, tudo acontece apenas
nas páginas de um livro velho de lendas infantis para idiotas.
Jonas 1:14
Então eles clamaram ao Senhor: "Senhor, nós suplicamos, não nos
deixes morrer por tirarmos a vida deste homem. Não caia sobre nós a
culpa de matar um inocente, porque tu, ó Senhor, fizeste o que
desejavas".

Sim; Deus faz o que deseja, sem importar o sofrimento dos
animais ou pessoas. Tinham razão os desventurados marinheiros
em temer a esse Deus tão instável e caprichoso.
Esta característica de Deus está tão arraigada entre os cristãos
que até a utilizam como desculpa e defesa diante das
barbaridades e absurdos que contém o santo livro: “Assim é Deus,
ele faz o que quer”. O que o cristão não percebe é que esta
30

desculpa é um tiro na cabeça de Deus e do crente, pois SIGNIFICA
QUE DEUS NÃO É CONFIÁVEL, PORTANTO, NÃO É FIEL AO
CRENTE NEM A NINGUÉM >>> ELE FAZ O QUE QUER. Se Deus
faz o que quer, ninguém pode confiar em Deus para nada.

31

12 - Jonas, uma lenda para crianças e adultos idiotas
Pretender que a história de Jonas, não só possa ser plausível, mas
qualificá-la como um “fato real”, é francamente ingênuo e infantil.
Na verdade, é frequentemente associada com a história de
Pinóquio. Por simples sentido comum se nota a léguas que é
simplesmente uma fábula baseada no conhecimento primitivo que
se tinha sobre os animais marinhos e que é utilizada para mostrar
o poder de Deus; e sobre como o crente pode se meter em sérios
apuros se não obedecer a Deus. E as explicações dos crentes para
não admitir a verdade de que é uma lenda, são tão idiotas quanto
a própria história.
Vejamos um curto exemplo:

Como Jonas sobreviveu?
Quanto a se um homem poderia sobreviver "três dias e três
noites" em tais condições, há três respostas possíveis que
poderiam ser sugeridas na defesa da narrativa Bíblica.
1 - Naturalmente. Em primeiro lugar, foi estabelecido que
a frase "três dias e três noites" em uso hebraico antigo era
uma expressão idiomática que significa simplesmente "três
dias", e era aplicável embora o início e o fim dos dias do
período eram apenas dias parciais. Portanto, isto poderia
significar um período tão curto como cerca de 38 horas. Há
sempre um pouco de ar no estômago de uma baleia, e
enquanto o animal engolido estiver vivo, a digestão não vai
começar. Assim, a experiência de Jonas poderia ter
acontecido inteiramente de acordo com as leis naturais.
2 - Milagre. É uma probabilidade que o acontecimento
tenha implicado em milagre divino, como a Escritura o
afirma. "O grande pescado" foi preparado e enviado a juro,
como foi a intensa tormenta que ameaçou o barco em que
32

Jonas viajava. A tormenta cessou quanto Jonas foi lançado
na água (Jonas 1:4, 15). De certa maneira, era bastante
provável que Deus conservasse milagrosamente a vida de
Jonas até o final da experiência que o horrorizou.
3 – Ressurreição. Uma terceira possibilidade consiste em
que Jonas na realidade se asfixiou e morreu no grande
pescado e depois Deus mais tarde o devolveu dos mortos.
Há pelo menos outras três de tais “ressurreições”
registradas na Bíblia, assim como a ressurreição corporal
gloriosa de Cristo, sendo da mesma forma, a experiência
de Jonas em particular um sinal profético como o disse
Cristo. Motivado também pelas orações de Jonas, quando
disse: “E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele
me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a
minha voz." (Jonas 2:2). De qualquer perspectiva, isto era
uma experiência poderosa, claramente conhecida e certa
em seus dias, provavelmente contribui significativamente o
fato que todo o povo de Nínive se arrependeu e se voltou
para Deus (Jonas 3:5) quando Jonas foi devolvido "dos
mortos," tal como foi, ele lhes pregou. Até nos dias de
Jesus, era tão conhecido que Ele podia usá-lo como
"Símbolo" de Sua própria morte e ressurreição, que devia
se constituir na prova suprema de Deus sobre a divindade
de Seu Filho e do grande trabalho de salvação (que Ele
conseguiria na cruz para todos aqueles que o receberam).
"...Mas agora Deus ordena que todos os que habitam este
mundo se arrependam e só a ele obedeçam.
Fonte: http://www.christiananswers.net/spanish/q-eden/edn-t004s.html

Só se pode rir diante da ingenuidade e do desespero deste tipo
explicações sobre o conto de Jonas e o pescado.

33

13 - Mais desculpas cristãs idiotas

E como já é normal, as desculpas idiotas dos crentes cristãos para
explicar o alojamento de Jonas na barriga do animal, beiram à
demência e ao ridículo.

Efetivamente a tormenta cessou e Jonas foi tragado por um
enorme peixe. (Este fato, extraordinariamente raro, é,
entretanto, possível. Há baleias, chamadas em inglês de
"Fin-Buck," que alcançam 26,8 metros de comprimento. No
estômago existem de quatro a seis compartimentos, em
cada um dos quais caberiam vários homens. As baleias
possuem respiração aérea e em sua cabeça possuem uma
câmara de reserva com muito ar (686 pés cúbicos). Já se
encontraram nos estômagos das baleias restos de animais
e até homens vivos. O tubarão-baleia, de 21,3 metros de
34

comprimento, também pode conter um homem sem lhe
causar danos físicos).
Ou também:

Deus era capaz de realizar isso se quisesse; negar a
possibilidade de um milagre é ateísmo. O acontecimento
real deste milagre em particular está suficientemente
sustentado pelas afirmações bíblicas, e duplamente
confirmado segundo o testemunho de Cristo. Animais
inteiros tão grandes ou maiores que um homem, têm sido
encontrados nos estômagos de cachalotes, tubarões-baleia
e tubarões brancos.

A única resposta "sensata" para explicar este fato (do ponto de
vista cristão) é admitir simplesmente que foi um milagre que
rompeu com todas as regras da fisiologia básica. Ou seja, que o
deus imaginário em sua onipotência, desenhou um “peixe”
especialmente para que engolisse Jonas, que tivesse oxigênio em
35

seu estômago e que os movimentos gástricos e a secreção de
sucos e enzimas se detivessem só com a intenção de torturar o
pobre Jonas durante três dias, por não o obedecer em algo que
seguramente já sabia em sua onisciência. Para humilhação pública
dos cristãos, esta parece ser a melhor explicação cristã até o
momento: milagre de um ser imaginário para explicar uma
história imaginária.
Podemos
ver
algumas
desculpas
irracionais dadas por um site cristão:

completamente

Qual era "O GRANDE PESCADO"?
"O grande peixe" pode ser uma baleia, um tubarão ou mesmo um
peixe especialmente preparado pelo Senhor, por essa razão.
(Pronto e na bandeja!).
Mas o melhor vem na pergunta seguinte quando este tenta
explicar como isso poderia ter acontecido "naturalmente".
COMO SOBREVIVE JONAS?
Quanto a se um homem poderia sobreviver “três dias e três
noites” em tais condições, há três respostas possíveis que
poderiam ser sugeridas na defesa da narrativa Bíblica.
1. NATURALMENTE. Em primeiro lugar, a frase "três dias e três
noites" em uso no hebraico antigo era uma expressão
idiomática que significa simplesmente "três dias", e era
aplicável mesmo que o início e o fim dos dias do período
fossem apenas dias parciais. Assim, poderia significar um
período tão curto quanto cerca de 38 horas. Há sempre um
36

pouco de ar no estômago da baleia, e como o animal
engolido está vivo, a digestão não será iniciada. Assim, a
experiência de Jonas poderia ter acontecido completamente
de acordo com a lei natural.
Aqui, como sempre, o religioso começa a tentar interpretar ao seu
gosto utilizando vários fatores:

Reduzindo a margem de horas para tentar fazer parecer
que este fato tenha um pouco mais de coerência. Digo ao
gosto do crente porque na bíblia não se dá mais informação
do que a que aparece no texto e digo tentar porque uma
pessoa jamais poderia sobreviver nem 3 dias nem 38 horas
dentro de uma baleia.
Afirmando que uma pessoa poderia sobreviver com o ar que
se encontra dentro do estômago do animal. Isso omitindo
claro, que a garganta da baleia não tem tamanho suficiente
para digerir um ser humano inteiro e que no estômago da
baleia (que é um mamífero e não um peixe) se encontram
os ácidos digestivos.
Afirmando que, como a baleia não realiza a digestão até
que o que tenha comido esteja morto. Claro homem, todos
sabemos que as baleias, que se alimentam de enormes
quantidades de peixes de reduzido tamanho, crustáceos e
plâncton, possuem um dispositivo eletrônico interno que
lhes diz quando estes estejam ou não vivos para que
comece a digestão (permitam-me gargalhar a cântaros
aqui).

Se aos crédulos e ingênuos (e supersticiosos) tudo isso não lhe
parece lógico (ironicamente), o religioso volta a recorrer ao seu
argumento padrão como uma segunda possibilidade (o milagre),
que você pode ver (se você quiser rir um pouco) na web onde este
37

mito hebraico é defendido com outras explicações que você não
sabe se ri ou se chora.
http://christiananswers.net/spanish/q-eden/edn-t004s.html



Deus era tão burro que não sabia que não existiam peixes
(e nem baleias) capazes de engolir um homem inteiro?
Ou eram absolutamente ignorantes as pessoas que
escreveram todas as fábulas bíblicas?
Por que em quase todas as imagens para ilustrar esta
fábula os crentes usam uma baleia e não um peixe, se
nenhum dos dois consegue engolir um homem inteiro?
Peixe fica ridículo demais? Ou pensam que baleia é peixe?

James Bartley, o “Jonas moderno”
No desespero para dar alguma credibilidade à possibilidade de
uma pessoa sobreviver dentro de um peixe ou baleia, alguns
crentes cristãos utilizam a surrada e refutada história de James
Bartley.
- Cristão oceanógrafo e biólogo marinho: Claro que a história de
Jonas pode ter acontecido!!!, de fato há pessoas que foram
engolidas por baleias e sobreviveram. Aí está James Bartley para
provar.
A história costuma ser contada assim:
O curioso caso de James Bartley, acontecido em 1891, suscitou
uma peculiar controvérsia porque, devido ao extraordinário do
fato era difícil de crer. Tudo começou quando este marinheiro,
inscrito como aprendiz em sua primeira viagem no baleeiro "Star
38

of the East", foi engolido por uma baleia próximo das ilhas
Malvinas. Segundo a maioria das histórias, foi avistada uma
baleia, os barcos se puseram em marcha e fazendo uso de seus
arpões caçaram a baleia com êxito. Na violência que se seguiu,
entretanto, um dos barcos menores virou, lançando dois membros
da tripulação ao mar. Um deles se afogou e o outro, este homem
do relato, chamado James Bartley, desapareceu. Transcorridas
algumas horas a baleia foi presa, por sua vez, pelo próprio
baleeiro de Bartley, que ignorava que seu camarada desparecido
estava há uns poucos metros de graxa deles. Caia o sol quando
se iniciou o corte do animal e não foi concluído até o dia seguinte.
Ao amanhecer se reiniciaram os trabalhos, e ao chegarem à
barriga, um descomunal caroço chamou a atenção dos
marinheiros. Pensando achar um tubarão ou algum peixe grande,
o abriram e, diante se sua surpresa, como saído de um armário,
caiu desmaiado seu companheiro. Estava sem sentido,
desfigurado, (pelos sucos gástricos, segundo se especulou) mas
respirava debilmente. Ao que parece a experiência foi similar a
um parto, mas ao inverso. Entrou com os pés primeiro e acabou
como um nascituro em algo parecido a um útero. Seu corpo havia
aberto passagem suavemente, como uma faca na manteiga,
através das dobras do estômago do cetáceo. Seu destino final foi
uma espécie de bolsa onde cabia confortavelmente e se podia ficar
em pé, onde dividia espaço com outros peixes que tinha sofrido a
mesma sorte que ele. Tudo isso deduzido às escuras, tateando
naquele lugar escuro e fétido. A falta de oxigênio e a atmosfera
viciada, de um calor asfixiante, lhe fizeram perder os sentidos.
A maioria das histórias também inclui uma descrição detalhada do
que Bartley viveu e sentiu durante sua "viagem" dentro da baleia.
Disse que se lembrava de estar voando pelo ar quando a baleia
golpeou o bote com sua cauda, e de repente se encontrou na
escuridão deslizando por uma tubulação sem obstáculos de
39

nenhum tipo. Depois entrou em um espaço maior marcado por
uma sustância viscosa que parecia s esquivar ao seu contato. Por
fim, se deu conta de que estava dentro da baleia. Contou que não
podia respirar; e que fazia muito calor ali... Uma vez fora e após
três meses inconsciente, Bartley recuperou os sentidos e pôde
levar uma vida quase normal. Nunca recuperaria seu tom de pele
e veria com alguma dificuldade (outras versões contam que ao
encontrá-lo os companheiros o lavaram com água do mar, o
acomodaram na cabina do capitão e depois de duas semanas de
recuperação, estava de volta ao trabalho). O caso se tornou
tremendamente popular e se publicaram numerosas notícias,
informes e relatos de supostas testemunhas daquele caso
fenomenal, com fervorosos partidários e também detratores. Do
lado dos primeiros se incluíam pessoas de prestígio. Em 1914,
Monsieur de Parville, diretor científico do Journal des Débas,
revisou a documentação existente e chegou à conclusão de que o
caso havia sido medicamente possível. Bartley, sempre segundo
a lenda, nunca mais voltou a navegar e se instalou em Gloucester,
sua cidade natal, onde trabalharia como sapateiro. Morreu em
1909 e em sua tumba se podia ler o epitáfio: “James Bartley 18701909. Um Jonas moderno”. Também se diz que jornais locais
publicaram notícias que diziam coisas como: “A pele de Bartley
exposta à ação dos sucos gástricos sofreu uma mudança
dramática. Sua cara e as mãos mãos ficaram tão brancas que
apresentava uma palidez mortal, e sua pele ficou tão enrugada
que parecia meio cozida”.
Mas claro, como sempre acontece com este tipo de histórias
“verídicas” que são utilizadas pelos crentes ignorante para apoiar
alguma sandice da Bíblica, TUDO É FALSO.

40

A investigação definitiva sobre esta história foi realizada por
Edward B. Davis, profesor do Messiah College em Grantham,
Pennsylvania. Foi curioso tentar documentar a história, que foi
tantas vezes repetida na literatura cristã e que chegou até a
aparecer em vários comentários da Bíblia. Sua investigação se
resume em um artículo no “The American Scientific Affiliation”,
publicado em 1991.
Davis não só recorreu aos arquivos de jornais, documentos
originais e bibliotecas, mas passou um bom tempo na Inglaterra
rastreando algumas das fontes. Verificou, por exemplo, que na
realidade existiu um buque chamado “Star of the East” e que seu
capitão era um homem chamado J B Killam. O resultado da
investigação de Davis foi que não conseguiram encontrar
nenhuma evidência confiável para apoiar a história de James
Bartley. Ao contrário, encontraram evidências que fizeram a
história parecer ainda mais questionável. A primeira coisa que se
descobriu é que o navio em que supostamente viajava Bartley, o
Star of the East, na verdade não era um baleeiro e nem mesmo
se caçavam baleias nas Falklands naquela época. Ele verificou um
relato dizendo que Bartley tinha sido tratado em um hospital de
Londres para remediar os efeitos dos sucos gástricos do estômago
da baleia, mas não conseguiu encontrar qualquer prova disso.
Quando ele leu os documentos sobre a viagem em particular,
durante a qual ocorreu o alegado incidente da Baleia, James
Bartley não foi listado como um membro da tripulação. E a esposa
do capitão estava convencida de que ninguém da tripulação se
perdeu no mar. Uma das presumíveis fontes da história de James
Bartley foi um artigo de um jornal publicado em Great Yarmouth,
na costa leste da Inglaterra. Davis, visitou o porto e encontrou um
artigo que falava da história, mas não dava dizia nada que
pudesse ajudar a verificar os fatos dela.
41

Davis também encontrou uma história de baleias com data de
1891 (o mesmo ano citado na maioria das histórias sobre James
Bartley). Segundo a história, uma baleia minke causou um
rebuliço quando chegou perto da costa em frente à cidade de
Gorleston, perto de Great Yarmouth. Ele atacou a doca da cidade
e ficou presa enquanto era perseguida por vários barcos. A baleia
se converteu em uma celebridade local e ficou conhecida como "a
baleia Gorleston". Quando seu cadáver foi recuperado ficou em
exposição durante dois dias, depois passou a ser exibida no
Aquário de Westminster, em Londres. De acordo com Davis, com
dois dos recortes que encontrou sobre a balena Gorleston, entre
eles um escrito durante os dias do evento, a história tinha se
"inspirado em uma série de contos exagerados".
Fonte: "Man in a Whale's Stomach / Rescue of a Modern Jonah",
publicado no jornal Yarmouth Mercury newspaper de Great
Yarmouth, na Inglaterra. Página 8.
Portanto, quando o crente usa a história de Bartley para esquentar
a história de Jonas, apenas demonstra sua ignorância, usando
uma lenda para explicar outra lenda.

42

14 - A moral da história?
O não cumprimento das ordens contraditórias do deus bíblico é
ruim, mas segui-las é, além de confuso, ainda pior. (Para um
religioso, seu deus não erra mesmo quando comete um erro).
Conselho? Nunca navegueis com marinheiros que são crentes
religiosos: as soluções deles para resolver problemas navais
podem acabar com você na água e dentro de um peixe!
Se você ignorar este conselho e, eventualmente, for para o mar,
leves suas próprias provisões. Pois três dias dentro de um peixe
sem comida pode ser angustiante.
E se você quiser sombra: entre uma cabana construída para você
e uma aboboreira, fique sempre com a cabana. Vai que enviem
um verme faminto que devore a sua sombra!

43

15 - Referencias e fontes

BÍBLIA SAGRADA, EDIÇÕES POPULARES
http://ateismoparacristianos.blogspot.com/
http://ateismoparacristianos.blogspot.com.br/2015/08/jonas-y-el-gran-pez-10-razonesde.html
http://www.ateoyagnostico.com/2011/11/21/superando-el-absurdo-con-jons-y-el-pezde-yahv/

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expanded to book length in
1858, The Two Babylons
seeks to demonstrate a
connection between the
ancient
Babylonian
mystery
religions
and
practices of the Roman
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surpreendentemente silenciada peols mesmos meios de
comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a
compreensão
do
surgimento
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monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
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gratuitos si no fuese porque
van de la mano del dato
elocuente y del argumento
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demás,
de
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tradición volteriana."
Fernando Savater. El País,
20 de mayo de 1990

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Papa.
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libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo
dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.

49

1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua: Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios

50

7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III

Sua obra mais ambiciosa, a “Historia
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Tratase da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por uma corte em Nuremberg acusado
de difamar a Igreja. Ganhou o processo com uma sólida argumentação,
mas aquela instituição reagiu rodeando suas obras com um muro de
silêncio que não se rompeu definitivamente até os anos oitenta, quando
as obras de Deschner começaram a ser publicadas fora da Alemanha
(Polônia, Suíça, Itália e Espanha, principalmente).

51

414 páginas
LA BIBLIA DESENTERRADA
Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico
israelita,
director
del
instituto
de
arqueología
de
la
Universidad de Tel Aviv y coresponsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le
debe
igualmente
importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos
sobre
los
primeros
israelitas en tierra de Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras
de
Cisjordania.

Es un libro que es necesario conocer.

639 páginas
EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII
¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un
Concordato
con
Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.

El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.

52

513 páginas

326 páginas

480 páginas

En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres
casados,
algunos de los cuales
renunciaron
a
sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes,
sadistas
y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante
sus
días
vendiendo
objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron

Santos
e
pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento
soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim,
uma
de
suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas
em
nenhum
momento soa incompleto
ou
deixa
lacunas.

Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están
de
plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado
durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida
de
Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor
de
ficción
histórica al que proponen
escribir
un
bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.

53

padres
de
hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...

576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul
Johnson's
exceptional
study
of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar
and
author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.

La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico
Richard Elliott Friedman
que se ocupa del proceso
por el cual los cinco libros
de la Torá (Pentateuco)
llegaron a ser escritos.
Friedman sigue las cuatro
fuentes del modelo de la
hipótesis
documentaria
pero
se
diferencia
significativamente
del
modelo S de Julius
Wellhausen
en varios
aspectos.

An Atheist Classic! This
masterpiece,
by
the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.

54

391 páginas
PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA
En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir
esos
comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento

Robert Ambelain, aunque defensor de
la historicidad de un Jesús de carne y
hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y Los
Secretos del Gólgota) de un Jesús para
nada acorde con la descripción oficial
de la iglesia sino a uno rebelde: un
zelote con aspiraciones a monarca que
fue mitificado e inventado, tal y como
se conoce actualmente, por Paulo,
quién, según Ambelain, desconocía las
leyes judaicas y dicha religión, y quien
además usó todos los arquetipos de las
religiones que sí conocía y en las que
alguna vez creyó (las griegas, romanas
y
persas)
arropándose
en
los
conocimientos sobre judaísmo de
personas como Filón para crear a ese
personaje. Este extrajo de cada religión
aquello que atraería a las masas para
así poder centralizar su nueva religión
en sí mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al imperio
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había

55

jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.

concedido dicho imperio (el consejo
judío).

Fontes:
http://ateismoparacristianos.blogspot.com/

56

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