Está en la página 1de 15

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE MEDICINA PATOLOGIA

Pigmentação. Calcificação

Hamilton Martins Borba Júnior Ítalo Fernando Renata Freire de Souza Samira Oliveira Silveira Victor Coutinho

Belém – Pará 2009

que é o produto final do catabolismo do grupo Heme da hemoglobina e em doses normais no corpo esta substância tem as seguintes funções: Ação antioxidante (combate aos radicais livres).Pigmentações Endógenas 1. 3) No trato digestório. O restante da bilirrubina se origina de outras . “cor para pintar”. 2) A bilirrubina está associada a diversos distúrbios hepáticos e o conhecimento de seu metabolismo é fundamental para entender essas doenças. da xantofila (amarela). também inibe a produção de IL-2 (induz a maturação de linfócitos B e de células T).PIGMENTAÇÃO Pigmentação: Vem do latim. quando o pigmento é produzido pelo próprio corpo. que quando obstruído causa sério quadro de pancreatite aguda e esteatonecrose. quando a substância entra no corpo e se acumula em alguma estrutura. Metabolismo da bilirrubina Formação da bilirrubina: 80% Provém da destruição das hemácias por macrófagos (feita na medula óssea.1. digestória e parenteral. vale lembrar que a pigmentação pode ser um processo fisiológico normal ou patológico. Geralmente as substâncias coloridas da natureza estão diretamente relacionadas à sua coloração. 1. pelos seguintes motivos: 1) A bilirrubina não conjugada em excesso no sangue pode levar a dano neurológico severo. Aplicações da Bilirrubina na Medicina: Os médicos estão sempre interessados neste pigmento. como é o caso da clorofila (verde). uma substância com cor própria. este excedente é grande fator de formação de cálculos pigmentares associados ao cálcio. a porta de entrada dessas substâncias pode ser a via respiratória. O aumento de bilirrubina sérica (hiperbilirrubinemia) se dá por dois mecanismos lógicos – ou há aumento na produção da bilirrubina ou há problemas em sua degradação.1. inclusive com risco de morte.Pigmentação. Calcificação I . os licopenos (vermelhos) e os carotenoides em geral (de amarelo a vermelho) que são precursores da vitamina A. colédoco) bem como obstruir a saída comum com duto pancreático.Pigmentos biliares: O principal pigmento biliar é a bilirrubina. as pigmentações podem ser de origem endógena. a presença destes cálculos pode obstruir os dutos biliares (cístico. Clinicamente a hiperbilirrubinemia se manifesta pela icterícia. a melanina (pigmentação da pele). esses processos podem ser endógenos geralmente por alterações bioquímicas. Modulação do sistema imunológico ao inibir a fitoemaglutinina (substância derivada de plantas leguminosas com feijão) cuja função é estimular a mitose de linfócitos. fígado). Sendo assim. as quais causam acúmulo ou redução de pigmentação em certas doenças. o aumento de bilirrubina na bile é consequência de distúrbios hemolíticos. O processo pigmentação em si consiste na formação ou acúmulo de pigmentos em determinada região do corpo. o conceito não é restrito. Por dedução se trata de uma tinta. ou de origem exógena. como o bilirrubinato de cálcio.Hemoglobínicas (derivados da hemoglobina) 1. da hemoglobina (vermelha). baço.1. São 8g de Hb desintegradas por dia.

substâncias que usam o anel de porfirina (citocromo P450. A Bb diesterificada é inócua. triptofano. por ser bem solúvel em água. MRP-3 – Quando há obstrução dos canalículos essas proteínas transportam a bile conjugada para o plasma. O nome kernicterus vem do alemão kern=núcleo + icterícia. A Bb não conjugada no plasma é transportada 91% ligada à albumina. formando a biliverdina. no intestino e se converte em estercobilina. É uma dupla reação de esterificação (ácido + álcool --> éster + água) em dois sítios da bilirrubina. Abre-se então o anel de porfirina do grupo Heme por oxidação. Dentro do citoplasma do hepatócito a Bb é então ligada a duas proteínas que as mantém fortemente hidrofóbicas (ligantina e proteína Z). esta proteína não pode ser eliminada diretamente. Sua conjugação ocorre nos lisossomos e é feita pela enzima Bb Uridina Difosfato (UDP) Glicuronosiltransferase 1A1 (Bb UGT 1A1) é um grupo de 15 enzimas que fazem transporte de porcarias ligadas ao ácido glicurônico no fígado. Transporte no Sangue: A bilirrubina (Bb) que cai na circulação e insolúvel e podo ou não estar ionizada é chamada de bilirrubina não conjugada. que dá a cor característica das fezes. impregnando-os com uma cor amarelo-ovo. catalase) e do que tem de Hb livre no sangue. ela precisa ser conjugada com o ácido glicurônico (hepatócitos) para ser solúvel e eliminada. Conjugação com o ácido glicurônico: A partir daí a Bb passa a ser chamada de bilirrubina-conjugada. Excreção nos canalículos biliares: Do hepatócito para os canalículos biliares. o restando é monoesterificada. trabalham ao proteínas MRP (Multidrug Resistent Protein): MRP-2 – Faz o transporte para os canalículos com uso de ATP. Na bile. Em crianças. No intestino: Há reação da Bb com bactérias da microbiota e formação de urobilinogênio (pode ser reabsorvido e excretado nos rins). Captação e transporte pelo Hepatócito: Ocorre no espaço de disse (entre os capilares sinusoides e os hepatócitos) por sistemas transportadores de ânion independentes de sódio (transporte ativo) que parecem ser modulados por hormônios sexuais. se os níveis de bilirrubina não conjugada chegarem a níveis superiores a 300 micromols por litro de sangue. Baixos níveis de ligantina estão relacionados com a icterícia fisiológica do recém-nascido. . essa captação também pode ser feita por difusão. O mecanismo de produção da bilirrubina segue as seguintes etapas: Separação na hemoglobina do grupo heme (proteína com ferro) do grupo globina (proteína isolada). A partir daí a bile segue a anatomia do fígado até desembocar nos dutos hepáticos e vesícula biliar. ferro e CO. o restante a apoliproteínas D. O urobilinogênio então sofre oxidação natural. cerca de 70 a 90% de seu conteúdo é Bb diesterificada. por meio da enzima heme oxidase. bilirrubina atravessa a barreira hematoencefálica e se liga à núcleos cerebrais por receptores N-metil-aspartato. sem ação de enzimas. se liga fracamente à albumina e pode ser excretada pela urina quando está em excesso no plasma. A biliverdina é rapidamente então reduzida pela enzima bilirrubina redutase (uma fosfoproteína). além de compostos intermediários.

1. armazenamento e utilização.Hemossiderina: Trata-se também de um pigmento resultante da degradação da hemoglobina e que contém ferro. proteínas.3. Tem a cor vermelho-alaranjada intensa e pode apresentar-se sob a forma de pequenos grânulos. mucosas. circundadas por agregados de membranas similares à bainha de mielina. À microscopia eletrônica. Junto com a ferritina. na deficiência de ligantinas). Já a bilirrubina não conjugada. ela precisa ser posta para diluição e esterificação com algum álcool para somente depois reagir com o diazo reativo.1. Sua deposição se dá predominantemente na pele. porque o transporte a conjugação e a excreção do bebê ainda são baixos.2. por exemplo. muito visíveis no citoplasma dos hepatócitos e das células de Kupfer. podendo peroxidar lipídeos. provavelmente representando cristais de colesterol. 1. transporte. Em concentrações elevadas. a partir do sexto dia após o sangramento.Bilirrubina direta e indireta: A bilirrubina conjugada. fígado e rins e a coloração vai de amarelo-negra à tonalidades de verde. A fototerapia é um tratamento simples e adequado a essas fases. por se tratar de um metal altamente reativo. com nome particular de “cilindros biliares” para a deposição anormal. se faz necessário um constante equilíbrio entre sua absorção. não se conhece repercussões deste para o organismo. daí o seu nome: bilirrubina indireta. E. vital para todos os seres vivos e em razão de sua participação em diversas funções celulares. portanto. por ter mais sítios de lição e ser uma proteína mais aberta. os cristais de hematoidina são constituídos de uma parte central formada por fendas vazias. 1. Tem origem conseqüente à degradação das hemácias extravasadas pelos macrófagos locais. . Vale lembrar que a icterícia após o nascimento é benigna e transitória. Configurando-se. variando suas dimensões entre 2 e 200 µm. 2) Redução na captação e transporte pelos hepatócitos (em situações de isquemia. Sua coloração (vermelho-alaranjada) parece ser resultante da adsorção do pigmento de Bb-símile hidrofóbico pelos lipídeos acumulados. sendo um composto solúvel. Icterícia: Bb acima de 35micromols por litro de sangue. até então. constituem as principais formas de armazenamento intracelular de ferro. ela transforma a bilirrubina insolúvel em lumibilirrubina por um processo de fotoisomerização que quebra algumas ligações de hidrogênio e polares na proteína e a deixam mais aberta. é capaz de catalisar a formação de radicais livres de oxigênio. DNA. sem mutias pontes de hidrogênio (devido a sua esterificação) reage diretamente com os diazo reagentes sendo chamada então de bilirrubina direta. Metabolismo do Fe O ferro participa de diversos processos metabólicos. Sendo assim. Microscopicamente a bilirrubina depositada é vista como grânulos os glóbulos amorfos castanho-esverdeados a negros.Hematoidina: Trata-se de uma mistura de lipídeos e um pigmento semelhante à bilirrubina (Bb) que se forma em focos hemorrágicos. podemos classificar as alterações de bilirrubina como: 1) Aumento da produção de bilirrubina (como na destruição precoce de hemácias). como transporte de oxigênio e de elétrons (hemoproteínas) e síntese de DNA (enzima ribonucleotídeo redutase). 3) Diminuição da conjugação de Bb 4) Redução na excreção celular de Bb 5) Obstrução na eliminação canalicular intra e extra-hepática de Bb. além de ser possível visualizar na luz dos canalículos biliares. em que as bombas iônicas falham. de filamentos delicados ou de pequeninas placas romboidais ou cristais dispostos radialmente.

a pele adquire tonalidade verde-azulada a amarelada e. Conseqüências do excesso de Fe A deposição excessiva de hemossiderina nos tecidos pode ser localizada ou sistêmica. capaz de armazenar até 4. nas mioglobinas.500 moléculas de ferro. linfonodos e. pode haver deposição de hemossiderina no parênquima de alguns órgãos. onde há aumento da absorção do ferro sem causa conhecida) e secundária (onde há aumento da absorção de ferro associado com doenças genéticas). em geral. na maioria dos pacientes. pâncreas. coração e glândulas endócrinas. com a formação de hemossiderina.entre outros componentes celulares. medula óssea e linfonodos. ser encontrada nas hemácias como resíduo da ferritina do eritroblasto. A deposição sistêmica de hemossiderina (hemossiderose sitêmica) ocorre em consequência do aumento da absorção intestinal do fero. baço. a hemossiderina aparece como grânulos intracitoplasmáticos grosseiros. a hemorragia é vista como uma área vermelho-azulada ou negroazulada. Esta proteína promove a nucleação e mineralização do ferro. da transferrina e das heme e metaloenzimas. e como ferritina e hemossiderina (20-30%) nos hepatócitos e macrófagos do fígado. não há. Sendo a primeira encontrada nas hemorragias. onde a hemossiderina é encontrada no interior de macrófagos cerca de 24-48 horas após o início do sangramento (hemossiderose localizada). Com o início da degradação da hemoglobina e a formação de biliverdina e BB. Esta última encontra-se amplamente distribuída pelo citoplasma sob a forma de micelas (partículas eletrodensas. Armazenamento e transporte de Fe A apoferritina é uma proteína de 24 subunidades. 1-3 dias depois de sua ocorrência. medula óssea. arranjadas em tétrades. É. nos da derme pâncreas e rins. Distribuição do Ferro no organismo O ferro corporal encontra-se distribuído na hemoglobina (60-70%). finalmente. Como exemplos de . a ferritina forma a hemossiderina. da lactotransferrina. mais esparsamente. da melanotransferrina. mostrando-se diminuída na anemia por deficiência de ferro. Sendo a quantidade deste de aproximadamente 35mg/Kg do peso corporal das mulheres e 45mg/Kg do peso corporal dos homens. cor ferruginosa ou amarelo-dourada. Ao microscópio de luz. Quando há oferta excessiva de ferro. Mesmo ocorrendo deposição intraparenquimatosa do pigmento. Podendo. A associação desta proteína (apoferritina) com o ferro. lesão celular suficiente para provocar distúrbio funcional dos órgãos afetados. persistência de agregados maciços e insolúvais de ferro (hemossiderina). citocromos e enzimas que contêm ferro (10%). deste metal em excesso. armazenado e/ou seqüestrado por várias proteínas. com cerca de 6mm de diâmetro). A quantidade de ferritina nas hemácias reflete o balanço entre a oferta de ferro para a medula óssea e a necessidade de síntese de hemoglobina. da origem à ferritina. para evitar o efeito oxidativo. baço. desnaturação seguida de degradação enzimática das proteínas da membrana envoltória. Seguindo 3 fases descritas a seguir: incorporação da ferritina do citosol a lisossomos secundários (siderossomos). a exemplo da ferritina. potencialmente lesivo. além de estabilizar a armazenagem desse metal por longos períodos . então. devido à presença de hemoglobina desoxigenada. também. como o fígado. castanho-escuros ou amarelo-dourados. Em longo prazo. Logo após um traumatismo. O pigmento acumula-se nos macrófagos do fígado. A hemossiderose sistêmica pode ocorrer segundo duas causas: hemocromatose primária (idiopática. A transformação progressiva das hemácias extravasadas em hemossiderina na área de hemorragia pode ser evidenciada macroscopicamente nas contusões cutâneas. observado especialmente nas anemias hemolíticas e após transfusões de sangue repetidas. da hemossiderina.

O pigmento malárico também parece estar relacionado com a anemia malárica.6. capacidade de realizar a fagocitose. o aumento da sua absorção resulta no acúmulo desse metal em vários órgãos. expressão do complexo maior de histocompatibilidade classe II.5. bem como na cor castanha. acumula-se nos macrófagos do fígado. anemia sideroblástica hereditária ligada ao cromossomo Xe deficiência da enzima piruvato cinase). atividade da proteína cinase C. enquanto o pigmento. inicia em seu tubo digestivo a produção deste pigmento. 1. pele. aí permanecendo por muitos anos. pâncreas. e redução dos níveis de IL-12 pelos monócitos repletos de pigmento malárico. Diversos estudos mostram diminuição ou bloqueio de importantes funções celulares. quando obtido in vitro pelo tratamento da hemoglobina com soluções diluídas de ácidos ou bases fortes.1. rompem-se as hemácias e os parasitas são liberados. tais como geração da explosão respiratória. substância que poderiam estar relacionadas aos episódios de febre característicos da malária. provocando diabetes (conhecido como diabetes bronzeado. expressão de CD54 e CD11c. mas sua retenção maciça em grande número de monócitos circulantes e macrófagos pode contribuir para a redução da resposta imunitária observada em muitos pacientes portadores dessa parasitose. sob a forma de hemossiderina (a quantidade de ferro atinge 3-5 g/100g de tecido seco. 1. este pigmento pode ser encontrado no lúmen dos túbulos renais. da talassemia maior. sob a forma de grânulos castanho-escuros. Esse processo resulta em cirrose hepática. A formação do pigmento esquistossomótico. devido à pigmentação bronzeada da pele nesses pacientes). baço. caracterizada por aumento de três a quatro vezes dos níveis da absorção intestinal diária do ferro e sua deposição progressiva nos tecidos. Nos casos de transfusões maciças ou após hemólise excessiva.1. Com a formação de merozoítas. Além da destruição das hemácias. O pigmento malárico é inerte e não-tóxico. hipotrofia do pâncreas exócrino e endócrino. Algumas das drogas utilizadas no tratamento da malária. embora com elevada prevalência na população de ascendência norte-européia. sendo originado de hemólise ou ainda pode se formar em cortes de tecidos fixados pelo formol com pH abaixo de 5. Além disso. tem continuidade pela ação de uma . linfonodos e de outros locais.Pigmento Esquistossomótico: O verme adulto do gênero Schistosoma. Pode ser encontrado ao redor de vasos ou em áreas hemorrágicas. demonstrou-se que o pigmento malárico induz a síntese e liberação. além de outros órgãos. A deposição excessiva de hemossiderina nos macrófagos. interstício e células parenquimatosas do fígado. Aparece como grânulos de cor negra ou negro-azulada. 1. A quantidade de pigmento nos tecidos aumenta com a duração da infecção.1.4. impedem a continuação do processo e o seqüestro de novas moléculas de uma substância produzida durante esse processo (heme).0 g em condições normais). possivelmente um fator inibidor da migração de macrófago liberado pelos macrófagos após fagocitose do pigmento malárico ou de hemácias parasitas.5-1. como a cloroquina. após ingerir no sangue do hospedeiro. de herança autossômica recessiva. levando à morte do parasita por acúmulo desta substância (heme) não seqüestrada. Devido à limitada capacidade do corpo humano de excretar ferro. trata-se de outro derivado da fração heme contendo ferro. MIP-1β.Hematina: Também conhecido como ferriprotoporfirina IX.hemocromatose secundária tem-se a deficiência da proteína plasmática transportadora do ferro (transferrina) e a eritropoese deficiente (a ex. como TNFα. de IL-1β e IL-10. resultando da ação de um ácido forte sobre a hemoglobina. no interstício ou dentro de macrófagos. contra 0. A hemocromatose primária é uma doença rara. como fonte de nutrientes. hipogonadismo e insuficiência cardíaca. produz hipotrofia e fibrose do parênquima.Pigmento Malárico: O hemozoína ou pigmento malárico é produzido a partir da degradação da hemoglobina pelos parasitas da malária durante sua evolução no interior das hemácias. a anemia resulta da inibição da eritropoese por uma substância ainda não identificada. hipófise e coração. medula óssea. pelos monócitos do sangue periférico e macrófagos. e de pirógenos endógenos.

locus ceruleus e núcleo dorsal do vago. presente no intestino deste parasita. Esse pigmento tem como funções a determinação. intemitentemente. pelo verme adulto na circulação sanguínea do hospedeiro. na fronte e nos epitélios genital. dendríticas. contribuindo significativamente com a diversidade da cor observada na pele. Os melanócitos se originam da crista neural de onde migram. sintetizado por células (melanócitos) que estão dispersas entre as outras células da camada superior da pele. no topo da papila do pelo. Nesta. não traz maiores repercussões para o organismo do hospedeiro. camuflagem em várias espécies animais e reforço da cutícula de insetos e parede de células vegetais. Existem duas classes de melanina: a eumelanina. que além de produtores. com ação fotoprotetora e antioxidante. que não é um derivado da hemoglobina. que é regurgitado. e a feomelanina. absorção de calor. a pele teria uma coloração branco-pálida com tonalidades variáveis de rosa decorrentes do fluxo sangüíneo através da pele. que degrada a globina (proveniente do sangue ingerido). o número de melanócitos pode ser o dobro do de outras áreas. neurônios em algumas regiões cerebrais. O principal pigmento da pele é a melanina. como a substância negra. os queratinócitos. também exercem a função de distribuir a melanina às células da epiderme diretamente relacionadas. Além disso. tendo como produto desta degradação enzimática. um pigmento endógeno. A síntese da melanina ocorre nos melanócitos. este pigmento se acumula como grânulos castanho-escuros ou negros nas células de Kupffer. junto com outros pigmentos.2. na face. a qual é insolúvel. Sem pigmentação. . à microscopia de luz e corados. da impressão visual da cor da pele. globo ocular e leptomeninge (pia-máter e aracnóide). a proteção contra a radiação ultravioleta B (fotoproteção). mucosas e epitélio folicular e interfolicular da pele. a qual é um polímero complexo formado de melanina. enretanto. 1. nos macrófagos do baço e no conjuntivo dos espaços portobiliares. além de células de Langerhans e fibroblastos. A melanina é amplamente encontrada em animais e plantas. para o sistema nervoso central. de cor amarela a vermelha e com efeito antioxidante.cisteína proteinase (hemoglobinase). dopamina e peptídeo. estruturas oculares. bem como da plumagem das aves. marrom-escuro ou preto. um polímero do heme. dopa. cabelos e olhos dos seres humanos.Melanina A cor da pele é determinada por uma combinação dos pigmentos produzidos na pele e das cores naturais das camadas superiores da pele. de cor castanha a negra. A deposição deste pigmento. A diferenciação dos melanócitos é propiciada por mediadores químicos produzidos pelos queratinócitos vizinhos. especialmente na pele. a epiderme. os melanócitos se apresentam como células claras localizadas entre os queratinócitos basais da epiderme e da matriz do pelo. nasal e oral. durante a vida embrionária. Os melanócitos são células modificadas. sintetizam neuromelanina. Depois de formado. cosmética. A relação entre o número de queratinócitos basais e de melanócitos é ao redor de 1 para 10. solúvel em solução alcalina.

6-diidroxiindol-2-ácido carboxílico (DHICA) e a proteína relacionada com a tirosinase-1 (TRP-1). na eumelanogênese. Dessa forma. Duas outras enzimas participam ainda da eumelanogênese: a proteína relacionada com a tirosinase-2 (TRP-2). A formação de eumelanina ou feomelanina parece depender da presença de cisteína durante o processo de melanogênese e dos níveis de tirosinase. há adição redutora da cisteína à dopaquinona. Se tiver altos níveis de tirosinase nos melanócitos produz-se eumelanina. o qual é característico da feomelanina. incorporada em pequenas vesículas delimitadas por membrana. posteriormente oxidado a melanina DHICA pela TRP-1. o precursor da eumelanina. O retículo endoplasmático rugoso dos melanócitos sintetiza tirosinase. destacando também uma via de formação da melanina 5. Em uma outra via. na presença da dopacromo tautomerase (também chamada TRP-2). que tem atividade funcional como dopacromo tautomerase. Posteriormente a enzima tirosinase hidroxila a tirosina em dopa e oxida esta substância em dopaquinona. e limitante. o primeiro. pode formar a cisteinildopa. este é o precursor comum da eumelanina e feomelanina. também conhecida como DHICA oxidase. Por um processo de auto-oxidação e ciclização espontânea.Melanócito A biossíntese da melanina (melanogênese) inicia-se a partir da tirosina. Por outra via enzimática. que foi originada da fenilalanina através da fenilalanina hidroxilase. catalisando a isomerização de dopacromo para 5. ainda. benzotiazeno. convertida em feomelanina num processo de oxidação. ciclização e polimerização.6-diidroxiindol (DHI). A fusão dessas vesículas com .4-diidroxifenilalanina (DOPA) e sua subseqüente oxidação em dopaquinona. A tirosinase catalisa a hidroxilação da tirosina em 3. produzindo cisteinildopa e. enquanto baixos níveis resultam na síntese de feomelanina. posteriormente.6diidroxiindol-2-carboxílico (DHICA). esta é empacotada no complexo de Golgi e. é convertido a ácido 5. na presença de glutation ou cisteína. a dopaquinona produz a melanina 5. passo na formação da melanina é mediado pela tirosinase.6-diidroxiindol (DHI) a partir da dopaquinona. Já na feomelanogênese. oxidando a DHICA. o intermediário dopacromo. A eumelanogênese é iniciada pela endociclização redutora da dopaquinona. Correr (2004) também fez um estudo sobre a síntese da melanina. resultando em dopacromo. a dopaquinona. que tem atividade funcional como DHICA oxidase. onde inicialmente de formam monômeros de melanina. A cascata melanogênica encontra-se resumida na figura abaixo.

aumento do AMP cíclico e ativação de cinases. e formação de eumelanina.Ácido Homogentísico É um pigmento em forma de grânulos de cor castanho-avermelhada variável até o negro. é o principal fator estimulante da produção de melanina na espécie humana.proteínas estruturais derivadas separadamente do retículo endoplasmático rugoso resulta na formação do melanossomo. TRP-1 e TRP-2. transferindo a melanina para seu interior. • Diversos hormônios. Outro exemplo desse quadro é a hipopigmentação dos núcleos do tronco encefálico. 1. Hiper e hipopigmentação melânicas A produção excessiva de melanina caracteriza a hiperpigmentação(as mais comuns são efélides ou sardas. sendo uma das alterações mais evidentes na doença de Parkinson. Os lisossomos vão digerindo os melanossomos. cada melanócito distribui a melanina para cerca de 36 ceratinócitos adjacentes. visto que a pigmentação da pele é determinada primeiramente pela quantidade de pigmento transferido. • Luz solar. levando à estimulação da adenilato ciclase. . progesterona e o hormônio concentrante de melanina (MCH). liberando então a melanina. O ACTH e o α-MSH se ligam ao MSHR na membrana plasmática dos melanócitos. ACTH. Essa transferência para o ceratinócito é de suma importância. Os ceratinócitos estimulam a formação dos dendritos dos melanócitos e fagocitam os terminais dendríticos carregados de melanossomos. O deslocamento dos melanossomos se dá através dos dendritos dos melanócitos e depende de microtúbulos. nevos e melanomas). Atuam na formação da melanina: • Genes que regulam o hormônio estimulante do melanócito (MSHR). que. estrógenos. • Níveis dietéticos adequados de tirosina e fenilalanina. além disso. • Defeito na eliminação da melanina através da epiderme. a proteína P da membrana do melanossomo e as proteínas relacionadas com a tirosinase.3. • Estrutura anormal dos melanossomos. • Redução da transferência dos melanossomos para os ceratinócitos • Aumento da degradação dos melanossomos nos melanócitos. envolvendo a participação da cinesina e da miosina V associada à actina. as quais utilizam a energia derivada da hidrólise do ATP. O albinismo representa um grupo de doenças congênitas caracterizadas por hipopigmentação melânica. • Diminuição da melanização dos melanossomos. via indução das proteínas P. • Redução da atividade da tirosinase. Na epiderme. como o hormônio estimulante do melanócito-α (α-MSH). resultando em aumento da atividade da tirosinase. Já a hipopigmentação pode ser produzida por: • Migração e diferenciação anormal dos melanoblastos. durante o envelhecimento também há perda de pigmentação melânica dos cabelos. a qual pode ser produzida por: • Aumento do número de melanócitos normais e neoplásicos. resultando na formação de cabelos grisalhos e brancos. que se forma em pacientes com ocronose (alcaptonúria). • Incremento de melanogênese. por meio dos raios ultravioleta B.

tendões. sob a forma de polímeros não-degradáveis derivados da degradação oxidativa de várias macromoléculas celulares. Portanto. tal como ocorre na cartilagem hialina das grandes articulações periféricas e dos discos intervertebrais. Na sua constituição há principalmente proteínas e lipídeos na proporção de 30-70% e 20-50%.4. autofluorescentes e PAS-positivos. é oxidado. O ácido homogentísico. podendo também ser denominado de lipocromo. e da ingestão de dieta com restrição calórica (na qual os processo oxidativos são reduzidos) na formação de lipofuscina. pigmento do envelhecimento e ceróide. em contato com o ar ou com o oxigênio dissolvido nos tecidos. esse pigmento acumula-se especialmente em células pós-mitoticas como neurônios. A fagocitose de constituintes celulares. C e E. pardo-amarelados. 1. é acompanhada pelo acúmulo do ácido homogentísico em diversos tecidos e por sua eliminação urinária. algumas das quais são transformadas em corpos residuais (pigmento de lipofuscina).Lipofuscina Esse pigmento é considerado um marcador biológico do envelhecimento celular. cunhado há quase 150 anos. Cora-se com alguns corantes dos lipídeos (Sudan e Azul-doNilo) e reduz sais de prata. Os processos relacionados com o acúmulo de lipofuscina são: • Aumento de autofagocitose ou de captação celular de material não completamente degradável. . A diminuição da atividade dessa enzima. Com o envelhecimento. como a vitamina A. de caráter autossômico recessivo. formando um pigmento polimérico de coloração marrom-avermelhada conhecido como piomelanina ou alcaptona. que codifica a enzima homogentisato-1.2-dioxigenase. pigmento de desgaste. resulta no acúmulo dessas substâncias polimerizadas e peroxidadas em lisossomos secundários. • Redução da síntese e/ou da eficiência das enzimas proteolíticas lisossômicas. esse pigmento é depositado nos tecidos conectivos de olhos. que se expressa principalmente no fígado e nos rins. sendo que a lesão celular por ação de radicais livres constitui a teoria do envelhecimento pelo estresse oxidativo. válvulas cardíacas. • Diminuição da eliminação de resíduos não-degradáveis. Aliás. A lipofuscina aparece como grânulos intracitoplasmáticos delicados. cercadas de mucopolissacarídeos. Dessa forma. emprestando-lhes uma coloração amarelada típica. tanto a lesão celular quanto a formacoa de lipofuscina serriam decorrentes da ação de radicais livres (O2*. cartilagens e ossos devido a sua alta afinidade com as fibrilas de colágeno. O termo ocronose.A alcaptonúria é uma doença hereditária e rara do metabolismo dos aminoácidos fenilalanina e tirosina. células musculares cardíacas e esqueléticas e epitélio pigmentar da retina.OH*. derivou-se do depósito de piomelaninanas nas cartilagens. a formação desses corpos decorre do desequilíbrio entre o processo de autofagocitose contínua e a incapacidade da célula de eliminar os resíduos da autodigestão. Observe na figura abaixo o acúmulo de lipofuscina (grânulos amarelados) no citoplasma de neurônios na idade avançada. causada pela mutação do gene HGD. orelhas. Há evidência de que a formação de lipofuscina seja causada pela peroxidação de material previamente autofagocitado no interior de lisossomos. respectivamente. como ocorre normalmente durante a autofagocitose. pele. Também é conhecido o efeito protetor de vário antioxidantes. H2O2) produzidos no metabolismo normal da célula a partir do oxigênio molecular.

poderia refletir a dificuldade para eliminar substancias tóxicas residuais. A causa mais comum de argiria localizada é a impregnação mecânica da pele por minúsculas partículas de prata em indivíduos que trabalham com esse metal. alimentos deglutidos. a formação de quantidade insuficiente de lipofuscina durante o envelhecimento em células de grandes dimensões e com grande quantidade de proteína. tendo as partes ventrais dos lobos mais afetadas que as dorsais. observada em mineradores. Observamos algumas consequencias. processamento de material fotográfico. Têm caráter inócuo. livre ou fagocitado. porém quando de forma excessiva podem causar fibrose pulmonar. . verifica-se as partículas como pigmento negro. como os trabalhadores de minas de prata. devido a deposição de tais pigmentos como: antracose.Arigiria É uma doença que causa descoloração acinzentada permanente da pele. Siderose. Em análise microscópica. argiria. nota-se um pulmão com aspecto enegrecido ou piltagado. uso prolongado de medicamentos .2. 2. ou são introduzidos por via parenteral. 2. Por outro lado. Saturnismo. Em uma análise macroscópica.Pigmentações Exógenas Pigmentações Exógenas são diversos pigmentos que penetram no organismo juntamente com o ar inspirado. entretanto.A deposição nas células musculares cardíacas parece não afetar a função do miocárdio. porém sua evolução pode originar disfunções pulmonares graves. além de fumantes. Bismuto.tratamento odontológi co. As partículas de carvão permanecem no tecido pulmonar ou nos linfonodos por toda a vida.1.Antracose É uma lesão pulmonar caracterizada por pigmentação por sais de carbono. contribuindo para a degeneração e/ou morte celular. muito finas e não-refringentes. como os neurônios. conjuntiva e órgãos internos resultante da utilização contínua de sais de prata. crisíase. que é a principal causa de cegueira ou distúrbio visual grave nos seres humanos nos países desenvolvidos. o acúmulo no epitélio pigmentar da retina está associado à degeneração macular relacionada com a idade. populações de grandes centros urbanos ou de áreas poluídas. Tatuagem. sendo afetados também os linfonodos regionais. principalmente em profissionais que constantemente entram em contato com a poeira de carvão. manufatura de jóias. 2.

e temporal tanto quanto a vida. metalurgia de aço. é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas. oxigênio. pode haver linfadenomegalia. Tendo coloração azulada ou negra. os pigmentos são fagocitados pelos ceratócitos. Pode acometer trabalhadores expostos a atividades extrativas de minério de ferro (hematita. acupuntura. 2. a contaminação por sais de chumbo ou bismuto produz uma coloração negra denominada de Linha de Burton. na artrite reumatóide. A composição química dos pigmentos utilizados na tatuagem varia bastante. ou colorir) é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Caso não sejam tomadas medidas cuidadosas de esterilização das agulhas. Nos indivíduos com tatuagens extensas. o procedimento de tatuagem pode transmitir diversos agentes infecciosos virais e bacterianos. magnetita. ou dermopigmentação ("dermo" = pele / "pigmentação" ato de pigmentar. são observadas nos fagolissomos dos macrófagos da derme papilar e reticular 2. Pode ser causada pelo uso terapêutico parenteral prolongado de sais de ouro. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana que. em um soldador de arco elétrico. inicialmente descrita por Doig e McLaughlin. dependendo da profundidade do tecido onde se encontra. O pigmento inoculado na pele é fagocitado pelos macrófagos da derme e. pelas células endoteliais e por fibroblastos. uso de brincos. titânio e carbono os elementos mais comumente encontrados.Crisíase É a deposição de ouro nos tecidos. um procedimento que durante muitos séculos foi completamente irreversivel (embora dependendo do caso.3. glândulas sebáceas e folículo piloso. junção dermoepidérmica e vasos sanguíneos. As partículas de prata são encontradas são encontradas ao longo da borda externa das membranas basais das glândulas sudoríparas. produção de pigmentos naturais contendo óxidos de ferro em tintas e pisos. Na mineração de ferro. Quando inoculados na córnea. tecnicamente. ferro e ligas. e transitório se o mesmo for depositado no estarto córneo da epiderme. quando o pigmento é introduzido na derme. 2.Tatuagem Também referida como tattoo na sua forma em inglês. A motivação para os cultuadores dessa arte é ser uma obra de arte viva. .4. que é uma pneumoconiose causada pela inalação de poeiras e fumos contendo óxidos de ferro. sendo o alumínio. existe exposição a outros agentes potencialmente lesivos. 2.Siderose Essa doença proporciona lesão pulmonar. mesmo as técnicas de remoção atuais possam deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele). em menor escala. sob a forma de grânulos de negros densos e irregulares. Na gengiva. por exemplo. causando lesão pulmonar mista chamada siderossilicose. quando inalados juntamente com o ferro.6. em maior quantidade na porção glandular quando comparada com a porção ductal. Dependendo da atividade profissional. sendo encontrado também no interstício.Saturnismo É a contaminação por sais de chumbo.tópicos que contêm nitrato de prata. ou implantação cutânea de agulhas de acupuntura e raramente. em 1936. polimento de metais com óxidos de ferro em cutelaria de aço e prata e outras atividades afins. limonita). As partículas de ouro. As tatuagens podem ser permanentes. solda a arco elétrico e oxietileno. os óxidos de ferro podem estar associados a sílica em concentrações variáveis.5.

o subcarbonato de bismuto são usados em medicina. provocando as chamadas reações inflamatórias. mas também. • O subnitrato de bismuto é um componente dos esmaltes produzindo um brilho iridescente. quando na forma elementar nativa. ou hiperparatireoidismo (primário ou secundário). substâncias estranhas aos tecidos. tuberculose. etc.Bismuto É um metal frágil com uma tonalidade rosácea e com brilho iridescente. • O bismuto é usado para a produção de ferros maleáveis. tem uma alta resistência elétrica e. naturais no organismo. que surge em situações de hipercalcemia. Quando aquecido em presença do ar queima com chama azul e seu óxido (óxido de bismuto) forma vapores amarelos. A hipercalcemia que a origina pode ter como causas: absorção aumentada de cálcio. e com carcinomas . • Usado também como um material em termopares.7. Esse tipo de calcificação pode ocorrer também em áreas de necrose antiga (IAM. mobilização excessiva de cálcio dos ossos. Entre os metais pesados . A calcificação metastática é a mais disseminada e ocorre em tecidos normais.2. ocorre um aumento considerável da resistência elétrica quando colocado num campo magnético. Os agentes pigmentadores exógenos. que não depende dos níveis plasmáticos de cálcio e a calcificação metastática. É importante ressaltar que a patologia das pigmentações centra-se no fato de que estão presentes não somente cores diferentes no local. A calcificação distrófica é a mais frequente. onde os sais de cálcio envolvem detritos orgânicos podendo formar cálculos. e o subnitrato de bismuto. Não existe outro metal mais diamagnético que o bismuto. Alguns outros usos são: • Imãs permanentes fortes podem ser feitos com ligas Mn-Bi denominadas bismanol. constituem. cuja presença indica que o tecido está sofrendo algum tipo de agressão não necessariamente provocado pelo pigmento. magnésio e outros sais minerais. que as tornam ideais para este propósito. II – CALCIFICAÇÃO Calcificação ou mineralização patológica é a deposição de sais de cálcio. é o único que praticamente não é tóxico. ao contrário dos agentes pigmentadores endógenos. ou seja. Este metal. O subsalicilato de bismuto é um líquido cor-de-rosa usado como antidiarreico. fatores de agressão. • Muitas ligas de bismuto apresentam baixos pontos de fusão. também tem o mais alto efeito Hall entre os metais. exceto o mercúrio. Existem duas formas de calcificação patológica.) e em órgãos tubulares. por isso são usados para a produção de dispositivos de segurança de detecção de incêndios. em tecidos frouxos nãoosteóides gerando endurecimento desses tecidos. juntamente com pequenas quantidades de íons ferro. a calcificação distrófica. O oxicloreto de bismuto é usado extensivamente em cosméticos . e principalmente. • O bismuto foi usado também em soldas. • Em reatores nucleares como suporte para combustível U-235 ou U-233. Essa hipercalcemia também pode estar relacionada com a insuficiência renal crônica. • O bismuto está encontrando uso como catalisador para a produção de fibras acrílicas. antes de mais nada. e ocorre principalmente em tecidos conjuntivos frouxos hialinizados de lesões antigas de progressão lenta. assim. O bismuto e muitas de suas ligas ( de estanho e chumbo ) apresentam baixos pontos de fusão e se expandem ligeiramente quando solidificados. ocorre de maneira mais localizada.

As únicas complicações das calcificações são o acometimento de valvas cardíacas. sendo que neste ultimo a doença evolui mais rápido do que processo de calcificação. e a propagação. Pode ocorrer a formação de lamelas concêntricas de deposição de minerais formando corpos psamomatosos. A propagação consiste na progressão autocatalítica da deposição de sais após o rompimento das vesículas da matriz os quais se propagam extracelularmente ou invadindo menbranas. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas). fosfatases e metaloproteinases (reprimem os mecanismos inibitórios da cristalização do cálcio com o fosfato. desta forma a maioria dos pacientes vai a óbito antes que ocorre o processo patológico em questão. Já na fase extracelular a deposição ocorre nas vesículas da matriz. Referências . pirofosfatos e proteoglicanos (antagonistas das metaloproteinases). o que pode ocorrer no meio intra ou extracelular. Na fase intracelular as moléculas são depositadas no interior de mitocôndrias de células mortas ou danificadas. Essa deposição ocorre em duas fases: a nucleação. Elas possuem em seu interior fosfolipídeos ácidos e proteínas (que captam cálcio). Macroscopicamente apresenta-se como nódulos ou regiões de consistência firme resistentes ao corte e com coloração acinzentada. estabilizando a precipitação desses íons). Vitamina D3 e suprimento sanguíneo. À microscopia de luz observa-se acidofilia inicial com o surgimento posterior de grumos basófilos que podem ser pequenos ou agrupados formando grânulos maiores. Elas podem ser benéficas quando encarceram um agente agressor.C. J. 123 F. dentre eles: a concentração de cálcio. embora o mecanismo envolvido não seja ainda esclarecido. Essas vesículas são organelas extracelulares que possuem fisiologia e morfologia diferentes das membranas que as originaram (geralmente células degeneradas por necrose ou apoptose). pH local. Curitiba. fosfato e fosfatase alcalina extracelulares. A nucleação é a deposição de hexágonos de fosfatos básicos de cálcio nas moléculas de colágeno ou de osteomicina. Universidade Federal do Paraná. Os cristais de fosfato básico de cálcio depositados nos dois tipos de calcificação são semelhantes à hidroxiapatita.(somente em 5% dos casos).Correr. Disponível em: . 2004. Corpos apoptóticos e produtos da degradação da membrana celular também podem servir como núcleos de calcificação. a complicação de placas ateromatosas e a formação de cálculos. Esse processo depende de vários fatores. Uso da calibração multivariada na determinação de ácido kójico em forma farmacêutica de uso tópico.

Capítulo 5 .fo.Brasileiro Filho.Bogliolo Patologia. 5º tiragem. Patologia . Geraldo . 1 . cap.http://dspace. . 7ª Edição.br/lido/patoartegeral/patoartepig. Guanabara Koogan. 2006.htm.Robbins & Cotran.br/dspace/bitstream/1884/1246/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o %20Cassyano%20J%20Correr. . 7º Ed.http://www.Bases Patológicas das Doenças.pdf .ufpr.c3sl.usp. Unidade I.