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ELEMENTOS DE CALCULO : S es . ( , ee Oe ee 8 fen =} f us . < [roetare : Ws [raw foe 0. TRADUZIDO DO INGLES PORJ. ABDELHAY PROFESSOR DA UNIV. DO BRASIL INDICE (das matérias) CALCULO DIFERENCIAL CariruLa I. FORMULABIO ......0..00-06c005 Formalas da Algebra e geometria elementares, 1. Férmulas da tri- gonometria plana, 2, Formulas da geometria analitiea plana, 4. F6r- mulas da geometria analiticn do espago, 6. Alfabeto grego, 8. Carituto II. VARIAVEIS, FUNCOES © LIMITES Varidveis e constaates, 9. Intervalo de uma varidvel, 2 Variagio continua, 10. Fungdes, 10. Varigveis dependentes e independentes, 10. NotagSo de fungdes, 11. Impossibilidade da divisio por zero, 11. G@rfifico de uma fungio; continuidade, 12. Limite de uma va- ridvel, 13. Limite de uma fungfio, 14. Teoremas sobre limitea, 14. Fungdes eontinuas e deseontinuas, 15. Infinito, 16. Intinitésimo, 20. Teoremas relativos a infinitésimos e limites, 20. Cariruto IIT, DERIVAGAO Introdugio, 23. Aeréscimos, 23, Comparagéo de acréscimos, 24, Deri- vada de uma fungio de uma yaridvel, 25, Simbolos para as deriva- das, 26. Fung6es deriviiveis, 28. Regra geral de derivag&o, 28. In- terpretagio geométrica da derivade, 32. Carituto IV. REQGRAS DE DERIVACAO Formulas de derivagio, 34. Derivada de uma constante, 35. Derivada de uma varidvel em relag&o a si propria, 35. Derivagio de uma soma, 36. Derivada do produto de uma eonstante por wma funchio, 37. De- tivagéo do produto de duas fungées, 37. Derivade do produto de n fungdes, sendo n fixo, 38, Derivacio de uma fungio com expoente constante, 39, Derivacio de um quociente, 39. Derivacio de uma fungéo de fungio, 45. Derivacio da funcdo inversa, 46, Fungées, implicitas, 48. Derivactio das fancies implicitas, 48, CariroLo V. VARIAS APLICAQSES DAS DERIVADAS .. Diregiio de uma curva, 51, Equagées da tangente e normal; subtan- gente e subuormal, 53. Méximo 0 minimo de uma fungdo, introdueio, 57. Fungées erescentes e deerescentes, 61, Méximo » minimo de uma fungio, definigses, 62. Primeiro método para o exame de uma fungio no que concerne @ méximos e minimos, 64, M6ximo e minimo quando f(z) & infinite, 66. Aplicagies dos méximos e minimos, 69, Deri- yada como velocidade de variagio, 77, Velocidade num movimento vetilineo, 79. Carfrure VI. DERIVAQAO SUCESSIVA E APLICACOES ...... Definigio de derivadas sucessivas, 89. Derivagéio succssiva das fun- «es implicitas, 90. Concavidade de uma curva, 92. Segundo método para o exame de méximos e mfnimos, 92. Pontos de inflexio, 96. Tra- qado de curvas, 98, Accleragio num movimento retilineo, 101. Ix 23 34 51 89 x INDICE Capiruto VI. DERIVACAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES. APLICACOES .. Férmulas de derivagho, segunda liste, 105. O numero e; logaritmos naturais, 106. Fungdes exponencial e logaritmica, 108. Derivacio de um logaritmo, 109. Derivagdo da fungho exponercial, 110. Deri« vagio da fungio exponencial geral, 111. Derivagio logaritmica, 112, A fung&io senx, 117. Derivacio de senv, 119, As outras fun- ges trigonométricas, 120. Derivada de cos, 121. Fungées trigono- métricas inversas, 126. Derivagio de aresenv, 127. Derivagio de arecosv, 128. Derivaghio de arctgv, 129, Derivagio de arc-etg v, 180, Derivagiio de arcsec» e are cossec », 130, Derivada de arc vers v, 132. CarittLo VIII. APLICACOES A EQUAQOES PARAMETRICAS, EQUAQ6ES POLARES E RAIZES ... Equagées paramétrieas de uma curva; ecoeficiente angul: . Equagées paramétricas. Derivada segunda, 143.Movimento enrvilineo, velocidade, 144, Movimento curvilineo. Accleragtes componentes, 145. Coordenadas polares, Angulo entre o raio vetor e a tangente, 149. Comprimentos da subtangente polar ¢ subnormal polar, 152, Rai- zeg reais das equagies, Métodos grificos, 155. Segundo métedos de localizagéio das raizea reais, 157. Método de Newton, 158. CapiruLo TX. DIFERENCIAIS . Introdugho, 165. Definigdes, 165. Aproximagao dos acréseimos por diferenciais, 167. Erros pequenos, 167. Férmulas para achar as dife- renciais das fungdes, 170, Diferencial do arco em coordenadas retan- gulares, 173, Diferencial do areo em coordenadas polares, 175. Ve- locidade como rapidez de variagao do arco, 178. Diferenciais como infinitésimos, 178, Ordem de infinitésimos, diferenciais de ordem gu- perior, 180, Capituto X. CURVATURA. RAIO E CIRCULO DE CURVATURA .. Curvatura, 182. Curvatura de um efrculo, 183. Formulas para a cur- vatura, eoordenadas retangulares, 183, F6rmules pare a curvatura, eoordenadas polares, 186. Raio de eutvatura, 187. Circulo de curva. tura, 188. Centro de curvatura, 193. Evolutas, 194. Propriedades da evoluta, 198. Involutes, sua construgio mecfnica, 201. Trans- formagéio de derivadas, 203. : Capitulo XI. TEOREMA DO VALOR MEDIO E SUAS APLICAQOES Teorema de Rolle, 208, Circulo oseulader, 209. Ponto limite da inter- cessio de normais conseeutivas, 211. Teorema do valor médio (Leis da média), 212, Formas indeterminadas, 215. Forma indeterminada 4, 216. Forma indeterminada = , 210, Forma indeterminada 0.0 , 220. Forma indeterminada » — », 221, Formas indetermi- nadas 0°, 17, «°, 223. Toorema geral do valor médio, 225. M&- " ximos ¢ minimos pelo método analitieo, 226, CALCULO INTEGRAL CariruLo XII. INTEGRAQAO; INTEGRAIS IMEDIATAS ......... Jntegracio, 230. Constante de integragio; integral indefinida, 231. Integrais imediatas, 234. Férmulas de integracéo ‘imediata, 235. Di- ferenciais trigonométricas, 262, Integragio de expressfes’ contendo Ve ou Vu? La’ por substituiggo trigonométrica, 271, Inte- grachio por partes, 274. Comentérios, 280. 105 138 165 182 208 229 INDICE Carfryro XIIL CONSTANTE DE INTEGRAQAO ..........00.005 Determinagko da constante de integragsio, 282. Significado geomé- trico da constante de integracio, 282, Significado fisico da constan- te de integracho, 288. Carirolo XIV, INTEGRAL DEFINIDA .. eases Diferencial da frea sob uma curva, 203, gral dofinids, 294. CAleulo de uma integral definida, 205. Mudanga dos limites corres- pondentes a uma mudanea de varidveis, 296. Caleulo de dreas, 298. ‘Area sob uma curva dada por equagdes paramétricas, 299. Repro- sentagio geométrica de uma integral, 303. Integragio aproximada; regra. da trapézio, 303, Regra de Simpson, 306. Troca de limites, 309, Decomposigio do intervalo de integracio da integral definide, 209, A integral definida como fungio dos limites de integragio, 310. Integrais impréprias, Limites infinitos, 310. Integrais imprépras; fung&io descontinue, 312. Cariruto XV. INTEGRACAO COMO PROCESSO DE SOMA ...... > Introdugiio, 316, Teorema fundamental do edloulo integral, 316, De- monstragio analitica do teorema fundamental, 319, Areas das eurvas planas; coordenadas retangulares, 321. Areas das curvas planas, coordenadas polares, 327. Volumes dos sélidos de revolugio, 330. Volume de um sélido dco de revolugio, 333. Comprimento de ume curva, 336. Camprimento das curvas planas, coordenadas reten- gulares, 339; Comprimento das curvas planas, coordenadas polarés, 343, Areas das superffcies de revolugio, 346. Sélidos com segea transversais conbecidas, 353. Cariruio XVI. INTEGRACGAO FORMAL POR ARTIFICIOS ...... Introdugio, 362. Integragio das fungdes racionais, 362. Integracio por substituighe de nova varidvel; integrag&io por racionalizacdo, 372. Diferenciais binomiais, 376, Condicées de integragio por racionali- znetio da diferencial binomial, 379. Transformagio das diferenciais trigonométricas, 381. Outras substituiges, 383. CariTuLo XVII. FORMULAS DE REDUGAO. USO DE TABELA DE INTEGRAIS Intro@ugio, 387. Férmulas de redugio para diferenciais binomiais, 387, Formulas de redugio para diferenciais trigonométrices, 393. Uso de tabelas de integrais, 398. Carivuio XVIII. CENTROIDES, PRESSAO DE UM FLUIDO 5 QUTBAS APLICACSES Momento de frea; centréides, 404, Centréide de um sélido de revo- luge, 408, Preasée de um fluido, 410. Trabalho, 414. Valor médio de uma fangio, 421. CALCULO DIFRERENCIAL E INTEGRAL CaPirulo XIX. BERIEG ...ecce cee e ces eee seen nese sees cnet et teens Definigées, 427. Série geométrica, 428. Séries convergentes e diver- gentes, 430. Tecremas Gerais, 421. Regra do confronto, 439. Regra de D’Alembert, 437. Série alterada, 439, Convergéncia absoluta, 440. Sumério, 440. Série de poténcias, 443, Série binomial, 447, Ou- dro tipo de série de poténcias, 449. Carituno XX, DESENVOLVIMENTO EM SBRIE vo, s.ceeeeees eee Série de Maclaurin, 451. Operagdes com séries infinitas, 458. Deri- vagio 6 integragio das séries de poténcias, 462. Férmulus aproxi. madas deduzidas da série de Maclaurin, 464. Série de Taylor, 466. Outra forma da série de Taylor, 469. Formulaa aproximadas deduzi- das da série de Taylor, 471. 293 316 362 387 404 427 XII INDICE Cariruro XXI. EQUACOES DIFERENCIAIS ORDINARIAS ........ Equagies diferenciais, ordem ¢ grau, 475. Solugdes, coustantes de integracdo, 476. Equagées diferenciais de primeira ordem, 479. Dois tipos especiais de equagdes diferenciais de ordem mais elevada. Equagéo linear de segunda ordem com cceficientea coustantes, 493. Aplicagdes, lei dos juros compostos, 505. -Aplicagdes a problemas da mecdnica, 509, Euagdes lineares de n-egésima ordem eom coeficientes eonstantes, 516, Cariruto XXII. FUNQ6ES HIPERBOLICAS Seno ¢ cosseno hiperbélicos, 524. Ontraa fungdes hiperbélic Tabela de valores do seno, cosseuo e tangente hiperbélicos. Gra- ficos, 526, Fungdes hiperbélicas de w+ w, 528. Derivadas, 531. Belagées com a hipérbole equildtera, 531. Fungdes hiperbélicas in. versas, 535. Derivadas (continuagic), 537. Linha telegréfica, 540. Integrais, 540, Tntegrais (continuagio), 546. A gudermaniana, 549. Carta de Mercator, 553. Relagies entre funcdes trigonomé- tricas © fungdes hiperbélicas, 556. Carfruto XXIII. DERIVAQGAO PARCIAL . Fungies de diversas varidveis, continuidade, . erivadas par- cinis, 563. Interpretagéo geométrica da derivada parcial, 563. Di- ferencial total, 568. Valor aproximado do-acréscimo, pequenos erros, 571. Derivadas totais velocidades, 576. Mudanga de varifveis, 578. Derivag&io das fungdes implicitas, 580. Derivadas de ordem mais alta, 586, Carirovo XXIV. APLICAQSES DAS DERIVADAS PARCIAIS .., Envolt6rig de uma familia de curvas, 591. Evoluta de uma curva eonsiderads como envoltéria de suas normais, 595, Tangente e plano normal & uma ¢urva reversa, 597. Comprimento de arco de uma curva reverse, 600. Reta normal e plano tengente a uma su- perficie, 603. Interpretagdo geométrica da diferencial total, 605. Outra forma para as equagdes da tangente e do plane normal a uma eurva reversa, 609. Lei da Média, 612. Méxiroos e minimos para fongies de vérias variGveis, 613. Teorema de Taylor para fungdes de duas ou mais varifveis, 619. Cariruto XXI, INTEGRAIS MULTIPLAS ..... Integracdo parcial e sueessiva, 623. Integral dupla definida, in- terpretagéo geométrica, 624. Integral dupla extendida a ume regifo, 630, Aree plaua como integral definida, coordenadas retangulares, 621. Volume sob uma superficie, 635. Diretrizes para formar uma integral dupla com dadas propriedades, 638. Momento de Area e centréides, 638, Teorema de Pappus, 638, Centro de pressio de un fluido, 642, Momento de inércia de uma Grea, 644. Momento polar do inéreia, 647, Coordenadas polares, froa plana, 649, Pro- blemas resclvidos com coordenadas polares, 652. Método geral para achar a érea das superficies curvas, 656. Volume por integragso tripla, 662. Volumes com o uso de coordenadas cilindricas, 665, CariroLo XXVI. CURVAS DE REFERANCIA . Carfruio' XXVIT. TABELA DE INTEGRAIS INDIO 3 : 475 524 561 591 623 674 681 701 CALCULO DIFERENCIAL Capiruto I FORMULARIO }, — Formulas da Algebra elementar ¢ da geometria. Para a comodidade do leitor, daremos nos §§ 1-4 as seguintes listas de f6rmulas, Comegaremos pela algebra. (1) Equagio po seauNnpo Grau Ax? + Br tC =0. Soivgaho: 1. —Por fatorag&io: Fatota-se o primeiro membro e cada fator igualado 4 zero fornece uma reiz. 2. — Completando o quadrado: Passe-se C para o segundo membro, divi- de-se pelo coeficiente de 2’, acrescenta-se a ambos os membros o quadrado da metade do coeficiente de ze extraise a raiz. -BavEo 3. Pela férmula oo RE AAC, Natureza das raizes. O bindmio B?—4 AC sob o radical da fér- roula chamarse descriminanie. As duas raizes aio reais e desiguais, reais e iguais ou imagindrias, segundo o descriminante seja posi- tivo, zero ou negativo, respectivamente. (2) Locarrrmos log ab = log a + logb. log a" = nloga. log 1 = 0. log = log a — log. tog Va = + log a. logga = 1. 2 FORMULARIO cap. E (3) Férmuna po Bromo (sendo ” um inteiro positivo) (a-L by" =0"--na™" + Dat + 4p MA=D) (r~2) “ (—r+2) n(n—1) (n—2) 13 artht f , arte (4) Némeros ratoriais. nt = n= 1.2.3.4...@—-D)a0. Nas férmulas seguintes, da geometria‘elementar, r ou FR indica taio, a, altura, B, drea da base e s, geratriz. (5) CireuLo. Comprimento da cireunferéncia = 2ar. Area = tr’, (6) Swror crreviar. Area dra, onde @ = Angulo eéntrico do setor medido em radianos. (7) Prisma. Volume = Ba. (8) Pir4mipe. Volume = ; Ba. (8) Cruanpro cracutar RETO. Volume = ar’a. Area late ral = 2ara. Ares total = 2 ar (r + a). (10) Cone crreuLaR Reto, Volume = z Tra, Area late- tal = mrs, Area total = ar (r + 8). (i1) Esrwra. Volume = 4ar. Area da superficie = 4 ar? 3 (12) Tronco pe CONE circULAR RETO. Volume = = $70 (R? +724 Rr). Area lateral = ms (R + 1). 2. — Férmulas da trigonometria, Muitas das seguintes serio usadas. (1) Mzpiwa ve Anavnos. Hé duas unidades muito usadas. Grau. B a medida de um Angulo que subtende um arco igual 1 . . = 560 da circunferéncia. Radiano. E a medida de um Angulo que subtende um arco cujo comprimento é igual ao do raio do arco. §2 FORMULAS DA TRIGONOMETRIA 3 A relacdo entre essas unidades 6 dada pela equagéo 480. graus = 7 radianos (7 = 3, 14159...), que, resolvida, fornece x . . 180 730 0,0174... radiano; 1 radiano=—— = 57,29... graus. 1 grau= Da definigéo acima resulta arco subtendido Numero de radianos num dngulo = raw Estas relagdes nos permitem mudar de uma unidade para outra. (2}, ReLagoes etg a = } seca = ———; Gossec x = . tex cos & seng sen 2 cos zr te = ;ogr=——. cont sen sen?z + cost?x = 1; 1+ tg?z = sec?x; 1 + otg?z = cossec* sz. (3) F6RMULAS DE REDUGAO AO PRIMEIRO QUADRANTE. Angulo Seno | Cosgeno | Tangente orange Secante — -2 —sen = coez | —tg z | —etgz | see x |— b). oF etywoh Hipérbole com centro na origem e fecos no etzo dos xx. ey z oak Hipérbole equildtera com centro na origem e com os eixos coordenades por aastntotas. ay=e. Veja também o Capitulo XXVI. 4, Férmulas da geometria analitica do espaco. Serio dadas algumas das mais importantes. QQ) Disrancia vz Py (a1, 41,21) a Po (2, yay 22)» a= Vie — a) +i — wy + a. (2) Liza peta Cossenos diretores: cosa, gos 8, cosy. Pardmetros diretores; a, b, c Entdo cos? @ + cos’ 8 + cosy = 1. : a b ¢ EVeth TS cos a = cos 8 = coy = a4 FORMULAS DA GEOMETRIA ANAL. DO ESPAGO 7 Se a reta passa,por (a, Yay 21) @ (Ley Ya, 22) B_—~ ty Ye — Ys 2 ~ 21 cos a eos8 _ cos (3) Duas RETAS Cossenos diretores: cosa, cos, cosy; cosa’, cosf’, cosy’ Pardmetros diretores: @, b, cj; a’, 0’, ¢’. Se @ = Angulo das duas retas, cos @ = cosa cosa’ + cos 8 cos ft’ + cosy cosy’, ‘cos 0 = aa’ + bb’ + ec . Vat t b+ Va + bP + ct Retas. paralelas. 2 = b = a : a b ¢ Retas perpendiculares. aa’ + bb! + cc’ = 0. (4) Equacdes DA RETA COM PARAMETROS DIRETORES, 4, b, PASSANDO POR (1, ¥/1, 21) wu yon _~ *r4 a 6 € . (6) Puano. Dado o plano Ax + By + Ce+ D = 0, 08 eoefi- cientes A, B, C, sio os pardmetros diretores de uma reta perpendi- cular ao plano. Equagéo de um plano passando por (a1, wis ai) e perpendicular & reta de pardmetros diretores A, B, C. A(e—a)tBy-—ywt+C@— 2) =0. (6) Dots rLanos Equagoes: Ax+By+Cz+D=0, A’ln+ By + C24 D'= 9. tl “Parfimetros diretores da reta intersegao: BC’ — CB’, CA’ — AC', AB! — BA’. 8 FORMULARIO cap. T Se 6 = Angulo entre os planos, entéo AA! + BB’ + CC’ / Vip RTO Vat TOT (7) Coorprnapas ciLinpricas*. A distdneia z de um ponto P(x,y,2) a0 plano XY e as coordenadaa po lares (p, #) da sua projecio (x,y, 0) sébre o plano XY so chamadas coordenadas cilin- dricas de P. As coordenadas cilindricas de P sao indicadas por (9, @, 2}. Se as coordenadas retangulares de Pago 2, y, 2, tem-se, pelas definigdes e pela figura cos 6 = z=pcos8, y=psend, z=2; p= sty, 6 = are tet. (8) Coorpenapas gsréricas*. 0 raio vetor r de um ponto P, o Angulo @ entre OP eo eixo OZ eo Angulo @ entre a projegao de OP sébre o plano XY ¢ 0 eixo OX so as cha- madas coordenadas esféricas de P. o dizse colatitude e 0, longitude. Escreve-se (r, @, 8) para indicar as coordenadas esféricas de P. Se 2, y, 2 so as coordenadas retangulares de P, tem-se: z=rsendcosf, y=rsendsen 6, z=recos¢: prime oo? by? + 22, 6 = sretg % o = actg 5.— Alfabeto grego. Lereas Nomes | Letras Nomes Lerras NomEs Aa Alfa It Tota P p Ré B 6 Beta K «Kapa Zas Sigma Troy Gama Ad Lambda Tr Tau A & Delta Mn Mu Tv Upsilon "E «Epsilon N v Nu go i af Zeta EZ & Csi Xx Qui Hy Eta O o Omicron vy Psi Q@ 6 Teta or Pi Qe Omega 7 Para um estudo das coordenades allindricas ¢ esférioss, oonsultar Smith, Gale, Neslisy, “New Analytic Geometry, Revieed Edition” (Gina and Company), pp. 320-322, Capiruto IT VARIAVEIS, FUNCOES E LIMITES 6. — Variaveis e constantes. Quando numa investigagao fi- gura uma grandeza 4 qual se pode dar um ntimero ilimitado de va- lores, diz-se que a grandeza 6 uma varidvel. Se figura uma grandeza com valor fixo, diz-se que ela 6 uma constante. Uma constante em todos os problemas, como 2, 5, V7, ete., diz-se absoluta. ‘As varidveis sfio indicadas usualmente pelas wltimas letras do alfabeto, as constantes pelas primeiras, Assim, na equagéo da reta He. tah als ze y sio varidveis (coordenadas de um porto mével sobre a reta), enquanto @ e b sfio constantes e representam, respectivamente, og segmentos determinados pela reta sobre os eixos dos zx e dos yy. No caso, dizemos que a ¢ } sho constantes arbtirdrias porque no es- tudo da reta, podemos fixar valores quaisquer para a e b. © valor absoluto de uma constante a serd indicado por fal. Assim, |—2| = 2 = [2]. O simbolo [a] ké-se “valor absoluto de a”. 7. — Intervalo de uma varidvel, Muitas vezes nos limitamos apenas a uma parte do sistema de ntimeros. Podemos, por exemplo, fazer a varidvel tomar apenas os valores compreendidos entre ae 8, incluindo ou néo um ou ambos os nuimeros a e 6. Empregarem.os o simbolo [a,b], sendo @ menor do que b, para representar todos os niimeros compreendidos entre a e b, eles inclusive, a menos que 0 contrério seja estabelecido, O stmbolo [a,d] lé-se “intervalo de @ para 6”, ou simplesmente, ‘‘intervalo ab”. 10 VARIAVEIS, FUNQOES E LIMITES cap, IT 8. — Variacio continua. Diz-se que uma vacidvel x varia continuamente num intervalo [a, 6] quando z cresce do valor a para o valor b de tal modo a tomar todos os valores compreendidos entre aed na ordem de suas grandezas, ou quando a decresce de x = b para * = a totando sucessivamente todos os valores intermedigrios. Isto pode ser ilustrado geométricamente pelo diagrama abaixo. Sébre a reta em que se fixou uma origem O, marquemos og pon- tos A e B correspondentes respectivamente aos ntimeros ae b. Mar- quemos também o ponto P cor- @ z 4 respondente a um valor da va- o——_—_—>-—_---__»_ ___» ridvel x. Evidentemente o in- 4 ’ s tervalor [a, b] é representado pelo segmento AB. Quando 2 varia continuamente no intervalo [a,b], 0 ponto P desereve o segmento AB se x cresce, ow 0 segmento BA se x deeresce. 9.— Fungdes. Quando duas varidveis esto relacionadas de modo tal que o valor da primeira 6 conhecido quando se dé o valor da segunda diz-se que a primeira varidvel 6 uma fungdo da segunda. Praticamente em todos os problemas cientfficos intervém gran- dezas e relagdes desta espécie e na nossa experiéncia didria conti- nuamente encontramos situagdes ilustrando a dependéncia de uma grandeza da de outra. Por exemplo o peso que um homem pode levantar depende da sua forga, a distancia que um garoto percorre depende do tempo gasto no pereurso. A dtea de um quadrado 6 fungao do comprimento do lado, o volume de wma esfera & fungiio do seu didmetro. 10. — Varidveis independentes e dependentes. A segunda varitivel, & qual se podem atribuir valores arbitrariamente eseolhidos dentre os limites impostos pela natureza particular do problema, diz-se varidvel independente ou argumento. A primeira varidvel, aquela cujo valor é determinado quando se dé o valor da varidvel independonte, diz-se varidvel dependente ou funcdo. | Freqiientemente, quando se consideram duas varidveis inter- relacionadas, é-nos permitido fixar qual delas é a varidvel indepen- dente; feita a escolha, a troca de varidvel independente sem outras precaugées nao é permitida. Por exemplo, a Srea de um quadrado 6 fungao do lado, e reciprocamente, o lado € fungéio da Area. $12 IMPOSSIBILIDADE DA DIVISAO POR ZERO lh 11. — NatagSo das fungdes. O sfimbolo f (x) 6 usado para indicar uma fungdo de a e lése “f de 2”. Para indicar diferentes fungdes, muda-se a primeira letra como em F (x), ¢ (2), f' (2), ete. No curso de um problema, um sfmbole funcional indica a mesma lei de dependéneia entre a fungie ¢ a varidvel. Nos casos mais sim- ples esta lei toma a forma de uma série de operagées analitieas sobre a variével. Neste caso, o simbolo funcional indicaré as mesmas operagdes ou séries de operagées aplicadas aos diferentes valores da varidvel. Assim, se f@=22-92+, tem-se i= 9yt wh Tem-se também fOtN=O+Y-9G+ YF HHH -7d+6. FQ =O -9.04 14=14, f(D =(- IP - -D+ 4 =-24, f@Q)=8-9.34+14=-4 12. — Impossibilidade da divisio por zero. O quoeiente de dois niimeros a e b 6 um numero z tal que a = br. Desta definigao ° resulta que a divisio por zero é impossivel, pois se 6 = 0, o pro- duto de 6 por um nimere qualquer 6 zero € pertanto néo existe 2, sea#0e 2 pode ser um ntimero qualquer se a = 0. As operagdes a 0 0’ 0? siio, pois, imposstveis. Deve-se ter cuidado nas divisdes. Dividir por zero inadverti- damente conduz a absurdos, como o seguinte: Suponhamos a=b. Entio ab = a’. Subtraindo 0°, ab — b? = a? — BP. Fatorando b(a—b) = @ +b) @—d). Dividinde por a — 6b, b=atb. Mas, a=b; logo b= 2b. ou seja 1=2. O absurdo proveio da divisio por a -~ 5=0. 12 VARIAVEIS, FUNQOES E LIMITES cap. IL PROBLEMAS 1. Sendo f(z) = 2? —52%?- 42+ 20, mostre que FU) = 12, $6) =0, FO) = -2(3), FO) = 54(-0). 2, Sendo f(x) = 4— 22? + xtache f (0), f (1), F(-D,7 2), F(-2). 3. Sendo F (6) = sen26+ cos 6, ache F (0), F (#7), f (x). 4. Sendo f(@) = 2? — 52?— 42+ 20 mostre que fG+D) =8-20-1144+ 22, 5. Sendo f(y) = y? — 2y+ 6, mostre que FYTR=Y-2y+6+2y—-DAtH. 6 Sendo f(x) = 2'+ 32, mostre que SQM —F@=38@ + YA+ 3ah? +h. 7. Sendo f(z) = 4, mostre que f (z + A)—j (z) =— wee 8. Sendo ¢(2) = 4", mostre que o(2 + 1) — o(2) = 3¢(). 9. Se d(x) = a*, mostre que H(y) . d(2) = bo (y +2). l-«2 10. Sendo (x) = lees mostre que ow+e@=o(224). ti. Sendo f(z) = sen zr, mostre que F(x+2h) — f(x) = 2cos(z + h) sen h. Svausrio. Use (6), p 3. 13. — Gréfico de uma fung%o. Consideremos a func&o 2! e ponhamos (D yon! Esta relagiio d& um valor de y para cada valor de 2, isto 6, y é definida para todos os valores da va- riével independente. O conjunto de todos os pon- tos que satisfazem (1), uma pardbola (v. figura), é chamado 0 grdfico da fungio z*. Se z variar con- tinuamente (§ 8) dez=aaz-=b, y variard con- 6 x tinuamente de y = a? a y = 5° eo ponto P {z, 9) desereverd, com movimento continuo a porgéio do gréfico que vai do ponto (a, a) a § id LIMITE DE UMA VARIAVEL 13 {b,b%). Dizemos, ent&o que “a fungdo 2* é continua no intervalo [a,b]. Como a e b podem tomar valores quaisquer, entdo “x? é continua para todo o valor de 2”. 1 Consideremos a fungao ze ponhamos @) yor, Esta equagéo dé um valor de y para cada valor de x, exceto z = 0(§ 12). Parax = 0 a fungiio ndo é definida. O grafico, o eonjunto de todos os pontos que satisfazem (2), 6 uma hipérbole equilétera (v. figura}. Se x creseer continuamente nunk intervalo [a, ®] que n4o contenha x = 0, y decresceré continuamente 1 . : de = azeo ponto P (x,y) descrevera a porgio do grafico que vat 1 do ponte fa i afd, a . Entdo, “a fungio — é continua para BP "a bh £ todo valor de z, exceto 2 = 0”. Estes exemplos ilustram o conceito de continuidade de uma fungaio. Uma definigéio é dada no § 17. 14.— Limite de uma varidvel. A idéia de uma variivel aproximando-se de um valor limite 6 dada em geometria elementar quando se estabelece a f6rmula para a area do cfrculo. Considera-se a drea de um poligono regular de n lados inscrito no circulo, e a seguir faz-se n crescer indefinidamente. A drea varidvel tende entéo a um limite e éste limite 6 definido como a Area do cfrculo. Neste caso a variével y (a Area) cresce constantemente e a diferenga a — » onde onde a é a Srea do cfroulo, decresce tornando-se menor que um nu- mero prefixado a partir de um certo valor de n, qualquer que seja 9 numero prefixado ainda que muito pequeno. Definigéo. TDiz-se que a varidvel v tende a uma constante 4 ou que o limite de v é 2, se, dado um mimero positive qualquer e, ainda que muito pequeno, os valores sucessivos de » se aproximam de I de modo tal que a diferenga » — I seja, em valor absoluto, menor do que ¢. Esereve-se lim vy = 2. Usa-se, também, por comodidade, a notagio vl, que se 1é “y tende a J” (alguns autores usam a noO- _tagdo 9 = d. 14 VARIAVEIS, FUNQOES E LIMITES cap. IT Exemplo ilustrativo, Sejam os seguintes os valores de v: 1 1 1 BEL Q@+o, 2+ TMH tem-se, dbviamente, lim » = 2, ou » > 2. Se marcarmos sobre uma reta, como no § 8, o ponto L, corres- pondente ao limite /, e a seguir o segmento de centro LE e compri- Mento Ze, entéo os valores sucessivos tomados por v representam, @ partir de um certo momento, pontes do segmento. 15. — Limite de uma fungao. Nas aplicagdes, o que usual- mente aparece 6 isto. Temos uma variivel » e uma dada fungio z dev. A varidvel independente vy toma vatores tendendo ai e temos que examinar os valores da varidvel dependente z, em particular, determinar se z tende a um limite. Se existe uma constante a tal que lim z = a, entdo se escreve lim z =a, ead que se 1é “‘limite de z, quando » tende a 1, é igual a a”. 16. — Teoremas sobre limites. No cdlculo do limite de uma funcio, podem-se aplicar os seguintes teoremas, cujas demonstragdes serio dadas no § 20. Suponhamos que u, v e w siio fungdes de uma varidvel x e que limuw= A, lims= 8, limw=C. =a se a Tem-se, entfio: @ lim (wu +o—w) =A +B-C. poe Q lim (wow) = ABC, poe 8) tim B= 4, so B nto 6 zero Em palavras: 0 limite de uma soma algébrica, de um produto, ou de um quociente & igual, respectivamente, & soma algébrica, pro- duto ow quociente dos respectivos limites, feita a ressalva, no tltimo caso, de ser néo nulo 0 denominador. $17 FUNQOES CONTINUAS E DESCONTINTAS 15 Se e 6 uma constante e B ndo é zero, ent&o, do que ficou dito acima, resulta: () lim(e+o)=A+o, limeu=ecd, an 2a Consideremos alguns exemplos: 1. Provar que lim (2? + 42) = 12. m2 soLugke. A dada fungio 6 a soma de 2? e 42; primeiro achamos, entéo, os limites destas fungies. Por (2), lim 2 = 4, pois n? = az 248 Por (4), lim 45 = 4limz = 8. 22 eon Logo; por (1), a resposta 6 4-+8 = 12. _ @-9 3 2 Prove que lim STF F- Sow cio. Considerando 0 numnerador, lim (2? —9) = — 5, por (2) e (4). me Para o denominador, lim (2 +2) +4. Logo, por (3), obtém-se o resultado. a) ]7. — Fungées continuas e descontinuas. No Exemplo I do § precedente, onde se mostrou que lim (0? + 4.2) = 12, 22 observamos que a resposta é o valor da fungéo para x = 2, isto é, o limite da fung&o quando « tende a 2 & igual ao valor da fungéo pata t = 2. Dizse que a funcdo 6 continua para z= 2, A defi- nigdo geral é a seguinte. Derinigdo. Uma fungdo f(x) diz-se continua para x = a se 0 limite da fungio quando =z tende a a é igual ao valor da fungiio para 2=a. Em sfmbolos, se lim f (2) = f (@), ent&o f (x) é continua para x = a. A func&o diz-se descontinua para x = a se esta condigio nao é satisfeita Pede-se a atengdéo para o seguinte. 16 VABIAVEIS, FUNGOS E LIMITES cap, II A definigdo de fungaio continua num ponte @ supde que a fungdo esté definida para x =a. Se isto nfo se dA, 6 possivel, eontado, em alguns casos, atribuir um valor & fungéio no ponto a tal que dla resulte continua nesse ponte, O teorema seguinte diz respeito a isto. Trormma. Se f(x) nao é definide para t = ae se lim f (e) = B, entéo J (x) serd continua para x = a se o valor B for atributdo a f (x) para © = a. Assim, a fungao wa 4 z—2 nado € definida para x = 2 (pois nao é possivel a divisiio por zero) Mas para todo outro valor de «, ze-—4 a-2 Tere ora, lim (« + 2) = 4; = winw4 hi sm 4, tre in e-2 4 Embora a fungao nao seja definida para +=2, se the atribuirmos o valor 4 para z = 2, ela tornarse-& continua para este valor. Uma fungio f (2) diz-se continua num intervalo quando é continua para todos os valores de x deste intervalo.* Freqiientemente devemos ealcular o limite de uma fungio de uma varidvel » quando » tende a um valor a de um intervalo em que a fungdo € continua. O limite 6 o valor da fungilo para v = a. 18. — Infinito (©). Be v é uma varidvel tal que, dado um numero qualquer, existe um valor de y maior que o ndmero dado, dizemos que » fendea +o, Se existe um valor de » menor que o * Noate Livro considernremos spenam ge funcdes que a&o continuas em geral, iste é, continuss part todvs og valores de 2, com 8 posefvel exceefio de certon valores ieoiados, ficando, pois, enten- cide ue of nossos resultadoa ko vélidos em geral para os valores de z nos quais » fungio em atudo 4 continua. § 18 INFINITO 17 niimero dado, dizemos que v tende a — . Dizemos que v tende ao infinito quando |v| tendea+. A notagiio usada para os trés casos € lmy=+o, lmy=—o, limv=o, Néstes casos, » nfo tende a um limite como foi definido no § 14. A notagdo limy = ©, ouv— © lése “y tende ao infinito”. * Tem-se, por exemplo lim — =, a3 OT ou Beja 2 tende ao infinito quando 2 tende a zero,** Do § 17 resulta que se lim fe) =, 20 entéo f(z) 6 descontinua para z = 4. Uma fungao pode tender a um limite quando a varidvel inde- pendente tende 20 infinito. Por exemplo, lim i. 0. moe © Se a fungdo f («) tende a um limite A quando x -+ ©, usaremos a notagio do § 17 e escreveremos fim 7 @) Alguns limites especiais ocorrem freqiientemente. Sao os dados abaixo, A constante ¢ nao 6 zero. . Limites Formas abreviadas (de muito uso) . e € © Bybee Gas (2) lim cy = @, c= @, woe : ny fem @ @) im . * Semelhantemente, »—> + © Ld-se “p tende a mais infinite", »—>— a lé-ne “r tende a menos infinito™. Egta nomenclatura € cdmoda; contudo, o leitor nic deve esquecer que o iniinito nfo 6, abso~ utamente, um nitmero. *# Disemos que lim f(z) = ©, se dado um mimero & qualquer, pode-se determinar um né- = mero positive & tal que Lf (x)! > & para todo z do intervalo (¢ - 8, a + 8) (N.T.). 18 VARIAVEIS, FUNQUES E LIMITES oap. IT (4) lim & = woe 0 £=0. = Estes limites especiais siio titeis para achar o limite do quociente de dois polindmios quando a variével tende ao infinito. O exemple seguinte ilustrara o métedo. 2e-3e+4 2 Exemplo ilustrativo, Prove que im San olte "7-7" Sonvgao. Dividamos o numerador e denominador por 2%, a mais alta poténcia de z. Temos: © limite de cada termo do numerador ou denominador contendo x & sero, por (4). Logo, por (1) e (3} do § 16, obtemos a resposta. Em todo caso seme- Ibante, 0 primeiro passo 6, portanto, o seguinte. Dividir 0 numerador e denominador pela mais alta potncia da varidvel, quer ela Jigure no numerador ou no denominador, Se u ev sho fungdes de z, se limu=A, lim» =0, = se e se A néo 6 zero, entdo _ lm — ao? = @, Com a convengio 4 = «, vése que (3), § 16, vale para todo B quando A no 6 zero. Confronte também os § § 18 e 20. | Prove cada uma das igualdades abaixo. L lim 272 2 wee 824527 5 5-2 _, 5-22 i Pewowmmmasto. Je gay5a7 IRS : 2 [Dividindo o numerador e denominador por 2]. O limite de cada termo do numerador @ denominadot contendo 2 é sero, por (4). Logo, por (1) © (8), § 16, obtemos a resposta. § 18 5. lim hme lim bw 6 a. 10. 1l. 12, 13. 14. 15. 16. Dewonstaagio. forma indeterminads ¢ (§ 12). INFINITO lim az 45 zoe 2E4+3 40 4+3t+2 P+ 2t— 2 2. 3. lit 4. lim ad Qrh + 5h? - BA+2eRt+ eH 22° 4—-3ch- 20h ™ (Qe43k— 4k 22(22—k Goa” aye" ber” + bye aga? + att + bot” + biz" 4 at! + bette _ dx + ext + fz act -thette dat Fest +fetg lim ae lim = lim oe im 0 lim _ Bek lim mt iB h okt Beet i 1 as A substituigio h = 0 nfo dé o limite, pois que conduz & 19 1 2. £ 2 _ 4y— 3 im gpray ~* Oat Ba2+3 _ im geyae-7 be on ba (x — inteiro positive) Deve-se, pois, transformer a expressio de modo conveniente, precisamente, racionalizar 6 numerador. como ae fez absixo. vaTh-ve Vatht+ve athoe 1 h x ihtvs A(VethtVa) Vathtve Logo lim METER VE tig 1 _ eo mo Vetht+ va Be 17. Serido f(z) = x7, mostre que 20 VARIAVEIS, FUNQOES E LIMITES cap. IT a Sendo f(z) = ax? + br + e, mostre que tim 2+ - f@) z = lim % =2ax+b 19, Sendo f(z) = » mostre que x fa +h) — fe) 1 fin FEF OR LO mm Se ache im L@+M—1@) | hoo h JS, --Infinitésimo. Uma varidvel » que tende a zero diz-se tum infrni!és¢mo, ou um infinitamente pequeno. Escrevese (§ 14) limnv = 0 ou v0, e@ significa que os valores sueessivos de v se aproximam de zero de modo tal que a partir de dado momento o valor absoluto de v tor- asc © Dermancee mener do que um nimero qualquer prefixado aiuda ie muito pequeno. Se iim vy = /, entao lim (v — 2 = 0, isto 6, @ diferenca entre a va- ridvel ¢ o sew limite 6 um infinitésimo. Reclprocamente, se a dife- renca enire uma varidvel e uma constante & um infinitésime, entdo a raridert vende & constante. 29. -- Teoremas relativos aos infinitésimos e limites. Nas cousider:gdes a seguir, supde-se que todas as varidveis sejam fungdes de ums nuesma varidvel independente e que tendem aos respeetivos limites, quando esta varidvel tende a um valor fixo a. A constante € 6 mm atmero positive prefixado, tio pequeno quanto se queira, as 180 wero, Hemonstraremos primeiro quatro teoremas sobre infinitésimos. ma soma algébrica de n infinitésinos é um infinitésimo, sendo nue mimera Jiro. Realmenic, o valor absoluto da soma fica e permanece menor do qas @ quando o valor absolute de cada infinitésimo fiea e per- e ee menor do que -—— - n § 20 TEOREMAS RELATIVOS AOS INFINITESIMOS E LIMITE 21 Il. O produto de uma constante c por wm infinilésinw ¢ um bufi- nitésime. Realmente, o valor absolute do produto fieari © permanccerd menor que €, quando o valor absolutode infinitésimo for ni. 208 que a le] ” IIL. O produto de n infinitésimos € um infini nismero fizo. mn, SCAG te ut Realmente, 0 valor absolute do produto ficaré G permaneccerd menor que €, quando o valor absolute de enda infiniteésiing for ¢ per- manecer menor que a raiz n-egésima de €. IV. Se lime =1e 1 & diferente de zero, enliio uo quociente de um infinitésimo 1 por uv é também um infinitésimo. De fato, podemos escolher um niimero pusitiva ¢, menot «te lal, tal que |v] se torne e permancgu maior que ¢ e tal que Jz] se torne e@ permaneca menor que ce. Entao o valor absolute de quo- ciente se tornard ¢ permaneccrd menor que €. Demonstragées Dos TEOREMAS Do § 16. Seja «@ u-A=iu-B=j,w—-C=k. Ent&o 7, j, & so fungdes de x e cada uma delas tende a zeru quando 2x— 4a, isto é, elas so infinitésimos (§ 19). Das equagdes (1) obienaos (2) uto—w~(A+B-C)=ity—k. O segundo membro é um infinitésimo pelo teorema J reins, 10%, pelo § 19, (3) lim(@e +e-w)=AtB~C. a De (J) deduzimos u = A +i, v=B+ J. Multiplicando e nuidiado AB de membro, obtemos (4) uv ~ AB = Aj + Bit q. Pelos teoremas I-III acima, o segundo membro 6 um infinitésinia; logo (3) lim w = AB. aa 22 VARIAVEIS, FUNQOES E LIMITES cap, IT A demonstragéo se estende facilmente ao produto upw. Finalmente, podemos escrever @ % 424th AL Bin aj » B B+j B” BOT) - 0 numersdor Bi — Aj & um infinitésimo, pelos teoremas I e II. Por (3) e (4), lim B(B + j) = B*; logo, pelo teorema IV, o segundo membro de (6) é um infinitésimo, e portanto (7) lim 2=4. ae Y B Conseqitentemente as afirmagtes do § 16 estio demonstradas. Capiruto III DERIVACAO 21, — Introducdo. Vamos agora investigat 0 modo como uma fung&io muda de valor quando a varidvel independente varia. O problema fundamental do Célculo Diferencial é estabelecer uma me- dida para a vafiag¢éo da func&éio com preciso matemética. Foi investigando problemas desta natureza, lidando com grandezas que variam com continuidade, que Newton* foi conduzido & descoberta dos principios fundamentais do Célculo, o mais cientffico e poderoso instrumento do técnico modeme. 22, —Acréscimos. Acréscimo de uma varidvel que muda de um valor numérico para outro é a diferenga entre este segundo valor eo primeizo. Um acréscimo de x é indicado pelo simbolo Az, que se 18 “delta x”. Observe o leitor que o simbolo Ar néo representa um produto e pertanto ndo 6 “delta vexes 2”. Um acréscimo pode, evidentemente, ser positivo ou negativo**; . & positive se a varidvel cresce, negative se decresce. Semelhante- mente, Ay indica um acréscimo de y, Ad indica um acréscimo de ¢, Af (z) indica um acréscimo de f(x), ete. Se em y = f(z) a varidvel independente x toma um acréscimo Az, entio Ay indicaré o correspondente acréscimo da fungéo f (z) (ou da varidvel dependente y). O acréscimo Ay 6, pois, a diferenga entre o valor que a fungao toma em #-+ Az eo valor da fungéo em x. Por exemplo, consi- * Teneo ywton (1642-1727) neaceu oa Inglaterra. Foi um homem de extrsordindrio talento. Desenvaiven a cltnois do esleulo acb o nome de Fluxious, Embors tonhs descoberto e felto uso ds nove niéncia por volta de 1670, seu primeiro trabalbo sobre o aasunto foi publicado em 1687, om 6 t{tulo de “Philosophise Naturalie Principia Mathematica”. Este foi 0 principal trabalho ‘da Newton. Déle disse Lapisce: “seré sempre uma obra proeminente entre todas ss que produ- sit 9 engenko humano”. V. frontespfcio. ** Alguna autores chamam um seréscimo negative de um deoréacimo, 23 24 DERIVAGAO car. IT deremos a fungéo y = 2, é Tomemos x = 10 para valor inicial de x, portanto y = 100 para valor inicial de y. Supondo que # cresca para x = 12, isto é, Az = 2, entdo y cresce para y = 144, e Ay = 44. Supondo que x decresga para x = 9, isto 6, Ax = — 1, entgo y decresce para y = 81, e Ay = — 19, Néste exemplo, y eresce quando x cresce e y decresce quando decresce. Os correspondentes valores de Az e Ay tem o mesmo sinal. Pode acontecer também que y decresga quando 2 cresce, ou o contrério; em ambos os casos Ax e Ay terio sinais contrarios. 23. —-Comparagiio de acréscimos. Consideremos a funcdo (1) y= Tomemos um valor inicial para x e demos a este valor um acrés- cima Av. Entdo y receberd um acréscimo correspondente Ay, e temos yt Ay = (@ + Az), ou yt Ay =x? +22. Art (Ar), Subtraindo (1), ¥ = a? (2) Ay = 22. de + (Az) obtemos o acréscimo Ay em termos de x e Az, Para achar a razdo entre os acréscimos, dividamos ambos os membros de (2) por Ax; temos Ay Ay eat Ae Se o valor inicial de x é 4, 6 evidente (§ 16) que A lim “Y= 8, Aso Ar Observemos o comportamento da razdo entre os acréscimos de a ey quando o aecréscimo de z decresce. § 24 DERIVADA DE UMA FUNQAO DE UMA VARIAVEL 25 Valor ini | Nove va- | Acréscimo| Valor ini- | Novo va- | Acréscimo] Ay cialdez | lordea] Az | cialdey | lor de y dy 4 5,0 1,0 16 25, % % 4 48 08 16 23,04 7,04, 88 4 4,6 0,6 16 24,16 5,18 36 4 4y4 of 6 19,36 3,36 84 4+ 4,2 0,2 16 17,64 1,64 8,2 4 41 O14 16 16,81 0,81 81 4 4,01 0,01 16 16,0801 0,0801 8,01 Vé-se logo que Ay decresce quando Ax decresce e que a razdo A . z toma os valores sucessivos 9; 8,8; 8,6; 8,4; 8,2; 8,1; 8,01, mos- A . . trando que Z se aproxima de 8 tanto quanto se queira quando se toma Ag suficientemente pequeno. Logo lim Me 8. 24.— Derivada de uma funcdode uma varidvel. A defi- nigdo de derivada, fundamental no Célculo Diferencial, é a seguinte. Derivada de uma fungdo é 0 limite da razdo do aeréseimo da fungao para o acréscimo da varidvel independente, quando este tiltimo tende a@ zero. Quando existe o limite mencionado, diz-se que a fungi é deri- vdvel OU due possui uma derivada, Derivada de uma fungdo () y=4{@ é, pois, 0 seguinte. Supondo que z tenha um valor fixo, d&-se a 2 um aeréscimo Az: ent&éo a fungiio y recebe um aciréseimo Ay, ¢ se tem 2) yt Ay= fet a), ou seja, tendo (1) presente, 3) Ay = $(@ + Ax) — 4 (@). 26 DERIVAgaio cap. 11) ~~“ Dividindo ambos os membros pelo acréscimo da varidvel, Az, tem-se Ay _ f@t As) ~f@ @ x iE ; que 6 a razdo entre os acréscimos Ay e Ar, OQ limite desta razio quando Az — 0 é, por definigéo, a derivada de f (x), ou, por (1), de dy y, @ se indica pelo simbolo x Portanto GY jy 108+ Ax) = fe), (A) ae 7 im Ae define a derivada de y (ou f(z) } em relagdéo a x. De (4} obtemos também dy _ Ay Semelhantemente, se u 6 uma funcdo de #, entéo du Au . Slim = . im Fy derivada de u em relagiio a &. O processo para se achar a derivada de uma fungio chama-se derivagio ou diferenciagéo. 25. — Simbolos para as derivadas. Como Ay e Az so ni- meros, & razio Ay Be & 0 quociente de Ay por Az. O s{mbolo dy dz’ * . we Ay contudo, néo representa um quociente; ele é 0 valor do limite de ie quando Ar tende a zero. Em muitos casos o simbolo se comporta como se fosse um quociente e a razao disto seré vista mais tarde; qi - tenha-se presente, porém, que, por ora, # nado é um quociente ¢ deve ser tomado como um todo. “ § 25 SfMBOLOS PARA AS DERIVADAS 27 Como a derivada de uma fungio de z 6 também uma fungéo de z, o simbolo f’ (2) é também usado para indicar a derivada de f(x). Logo, se y= $f 2), podemos escrever qd; etl @h que se 18 ‘‘derivada de y em relag&o a x igual a f linha de 2”. O simbolo o£ dx considerado como um todo, chama-se operador de derivagéo ¢ indica que uma fungfo escrita & sua direita deve ser derivada em relagio az. Assim, dy qd... 5 zeal indica a derivada de y em relagio a x; z J (@) indica a derivada de f(x) em relagdo 4 2; = (22? + 5) indica a derivada de 22? + 5 em relagio a z. y’ € uma forma abreviada para we + O simbolo D 6 usado por alguns autores a0 invés de <. Por- tanto, se y= f(z). podemos escrever tie = Di@=s. Deve-se observar que quando se faz Az tender a zero, & Az, endo x, a varidvel. O valor de x foi fixado de inicio. Para pér em destaque o valor de x fixado de infcio — digamos z = x», es- creve-se «f(t + Az) — f Gm) 7 =i — f(a) = lim ~~ eerie 28 DERIVAGAO oar. TIL 26. — FungGes derivaveis. Da teoria dos limites resulta que se a derivada de uma fungdo existe e 6 finita para um certo valor da varidvel independente, entdo a fungdo é continua para esse valor da variavel. A recfproca, contudo, néo é sempre verdadeira, pois existe fungdes que sio cont{nuas para um certo valor da varidvel e no entanto no siio derivaveis. para esse valor. Tais fun¢gdes, con- tudo, néo aparecem muito na mateméatica aplicada e neste livro sero consideradas somente as funcdes que possuem derivadas para todos os vadores da varidyel independente salvo, eventualmente, valores tsolados da varidvel. 27,-—Regra geral de derivagio. Da definicdo de derivada, vé-se que o process» para 4 derivacdéo de uma fungdo y = f (x) con- siste em tomar os seguintes guaire passos distintos. Recra GERAL DE Derrvacio* Primeiro Passo. Substitui-se x por x + Ax e calcula-se 0 novo valor da funcdo, y + Ay. Secunxpo Passo. Subtrat-se o dado valor da funcdo do novo valor, achando-se, assim, Ay (0 acréseimo da fungéo). Tercemo Passo. Divide-se Ay (aeréscimo da funcdo) por Ax {acréscimo da varidvel independente), Quarto Passo. Acha-se o limite de quociente quando Ax (acrés- eimo da varidvel independente) tende a zero. Este limite é a derivada. O leitor familiarizar-se-4 com esta regra aplicando-a a um grande niimero de exemplos. Vamos aplicd-la agora a trés, com todos os detalhes. Observe-se que os teoremas do § 16 s&o usados no Quarto Passo, tendo-se fixado o valor de ¢. Exemplo ilustrativo 1. Derivar 3 2? + 5. Souugxo. Aplicande os sucessivos passos da Regra Geral, obtemos, depois de por y= 3245, ‘ Primeiro passo. yt dy = 3 (e+ Axe +5 = 32 + 6x, As +3. (Az)? +5 + Também chamada 9 regra dos quatro passos. § 27 REGRA GERAL DE DERIVACAO 29 Segundo paseo. y + Ay = 322 +62- Ar + 3(Ax? +5 ¥ =3r +5 ‘ay 6a: Ac + 3x? Terceiro paseo. AY gag Ag, az Quarto passo. Fagamos, no segundo membro, Az—0. Vem, pot (A), dy Ge 7 82 Resp. d . Portanto y= 7 Ga? + 5) = 6 x. Exomplo ilustrativo 2, Derivar 2? - 22 +47. Sonvgio, Ponhamos y = 2 — 22+7. Primeiro passo. y + Ay = (@ + Az)3— 2(a@+ Ax) +7 = 8432. Aet3z-(Ax?+(A2)-2 2-2-Azt7, Segunde paso. y + Ay = a? +32? Azt3 2 (Az)+(Ac)3—2 2—2.Art7 v =2 -20 +7 Ay= Ba? Axt3 x(Az}?+(Ax)) —2-Ac Tercairo passo. ou =3a2+3n-Ae+ (Ar? -2 Quarto passo. Fagamos, no segundo membro, Ar->0. Vem, por (A), wy gee Ge = 82° — 2. Rep. Portanto yao w_aetn =32-2, Exemplo ilustrativo 3, Derivar a: Sonugio, Ponhamos y = = : Primeiro passe. y + dy = —“pm (e+ Ax? Segundo passo. y + Ay = apa : me: Aalta + Az) wz + Bz)? 30 DERIVACLO cap. ITI Terceivo passo. Ay 2atAs Az oR G+ Aa Quarto passo. Facamoa no segundo membro, 42-0. Vem, por (A). a a2 (2). 22 ae ° Bap Par ( ae () = PROBLEMAS Use a Regra Geral para derivar as fungdes abaixo. Resp. Resp. , 1 di 2 hy=2-32. 0 y'=—-3. lh y= TTR: é Gla 2. y=me+bh yam. , dp 2 3 y=art, yf =2 ax, 13 p= 7 O+a 4, 3=2t-# g=2-20. Ai+B ds — AD-BC =er?, = 3 ex? =p, Se Be y=or’, y =3 ex. 14. 8 GED a7 +t 6 y=8r—2 xy’ =3-327. B+ dy 1 =4y? 1 yf og ye SH eee =. 7 uRdott2ul, u'=8ut Get 1s. y =O 22 F, 8. y=xt, y =n __2 dp _ 2 __ 1 dy _ 2e PFT WO Oe Ya de ral __3 dy Gz _ = dy iv loys BID ge @soe Yes a GD _it4 ads_ 4 _ dy _ 8% Mess Oe: OU ae a 19 y=32?-42-—5. 26. 8 = (a+ bi). 20. s = al’+bite. _ x 2 w= 2 — Bet, US ot iat 22, y= ant bet t+ertd. 2 a+ bx? a y=—_—: 23. p= (a ~ df) a 24. y= (2-2) (1-22). at as. y= (Ae +B) (Cr+ D). a § 28 INTERPRETAQAO GEOMETRICA DA DERIVADA 31 28. —Interpretacgao geométrica da derivada. Nas aplica- des do Célculo Diferencial 4 Geometria é fundamental o teorema que damos abaixo. Para estabelecé-lo, ¢ mis- ter, primeiro, recordar a definiga&o de reta tangente a uma curva num ponto P da curva. Por P e por um outro ponto Q da curva (V. figura) tracemos uma reta PQ. Fazendo Q tender a P, movendo-se sobre a curva, a reta PQ giraré em torno de P e a sua posicéo limite é a tangente em P. Seja @) y=J@ a equagio da curva AB. (V. figura). Derivemos (1) pela Regra Geral e interpretemos cada passo geome- tricamente pela figura. Escolhamos um ponto P (z, y) sebre a curva e um segundo ponto Q(@ + Ax, y+ Ay) préximo a P, também sobre a curva. Primero Passo.’ yt Ay =f(e + Az) =NQ Sxcunpo Passo. yt Ay =f(z + Ax) =NQ y = f(x) = MP=NR Ay =f@ + Ax)~f@) = RQ Ay _ f+ 42)—-fl)_ RQ _ RQ Ay Le + Os) ~ He) ‘Tercerro Passo. 7 = jin = Pr tg ang. RPQ = ted coeficiente angular da reta PQ. Vemos, pois, que a raziio entre os acréscimos Ay é Az é igual a0 coe- ficiente angular da reta que passa por P (2, y) e Q(x + Ax, y + Ay), situados sobre o grAfico de f(z). Examinemos 0 significado geométrico do Quarto Passo. O valor de x esté fixado, logo P 6 um ponto fixo sobre acurva. Quando Az varia tendendo a zero, 0 ponto @ também varia. Varia sobre a curva e tende a P. Conseqtientemente, a reta PQ varia, rodando 32 DERIVAGAO cap. IIT em térno de P e aproximando-se cada vez mais da tangente & curva no ponto P, com a qual, por fim, coincide. Na figura, @ = inclinagiio da reta PQ nclinagdo da reta tangente PT; r logo, lim @ = 7. Supondo que ted seja uma fungée continua Aro {v. § 70), temos pois, dy Quarto Passo. ie FP @) = lim tg @ = tg7, = coeficiente angular da reta tangente em P. Obtivemos, assim, o importante Tronema. O valor da derivada na abscissa de um ponto de uma curva € igual ae coeficiente angular da tangente a curva nesse ponto. Foi este problema da tangente que conduziu Leibnita* & desco- berta do Calculo Diferencial. Exemplo ilustrativo, Achar os coeficientes angulares das tangentes & paré- bola y = 2? no vértice e no ponto onde z= 4. Souugio. Derivando pela Regra Geral (§ 27), obtemos dy @ get 22 = cocficiente angular da tangente 4 curva num ponto (z, y) qualquer. Para achar o coeficiente angular da tangente no vértice, fag-se z= 0, 0 que dé dy dz Conseqiientemente, a tangente no vértice tem o cocfi- ciente angular igual a zero, isto 6, ¢ paralela so eixo dos or e, néste cago, coincide com ele. Para achar o coeficionte angular da tangente no ponto P, onde z=4, asubstituamos em (2), z pelo valor $5 vird isto 6 a tangente no ponto P faz um Angulo de 45° com o eixo dos xr. * Gottfried Wilhelm Leibnitz (1646-1716) nasceu em Leipzig. Contribuiu notavelmente para o desenvolvimento de diversos ramos do saber. Suns descobertas no Céleulo foram publica- das pela revista Acta Evuditorwm, de Leiptig, em 1684. Sabe-so, contudo, que as épore }4 existiam manuscritos sobre os ‘'Fluxions” de Newton e alguns acham aue deles Leibnits tirara as novre jdéing, Considern-so stualmente, a0 que parece, que Newton e Leibnitz inventaram o Céleulo indupendentemente um do outro, § 28 INTERPRETAGAO GEOMETRICA DA DERIVADA 33 PROBLEMAS Achar por derivagiio o coeficiente angular ¢ a inclinag&io da tan- gente a cada uma daa curvas abaixo, no pontoindicado. Verificar o resultado tragando a curva e a tangente. 1 y=a?—2, onde r= 1, Resp.: 2; 63° 26’. 1 2. y= t-Ze, onde ¢ = 3. 4 3a ¥ = 7, onde z2=2, 4 y=3+ 3x —2), onde x= —1. 5. y=ax'i— 322, onde z= 1, 6. Ache o ponto sobre a curva y = 5x —~ x? onde a inclinagfio da tangente é 45°, Resp.: (2,6). 7. Ache os pontos sobre a curva y = <*-+ x onde a tangente é paralela A reta y = 42, Resp.: (1,2), (-1, —2). Em cada um dos trés problemas seguintes achar (4) os pontos de intersegéo do dado par de curvas; (b) 0 coeficiente angular e a inclinagdo da tangente a cada curva; (c) o Angulo entre as tangentes em cada ponto de intersegiio (v. (2), p. 3). B&B y= l—2r Reap.. Angulo de intersegao y=at—i. = are tg 4 = 38 S y=r’, 10. y= 2? — 32, e-yt2=0. 2e+y=0. il. Ache o Angulo de intersegdéo entre as curvas 9y = x e y =6+82— (4 ~ 92) 25. y = = w = . Va? ~ at de (a — at : 2% /@=-@-508. fQ=-— (2-568 27, =(o-+). dy 20, 5 “ue x dz x z by dy 6b oy on y= (+5): Ho 8 (a+d —_— dy Qa+ 3br 29. yo ava t be. o , yo eens dr Qa4 bz ds a+ att =ive@deA os _ are, 30. s=t Verte. a teh REGRAS DE DERIVAGAO cap. IV wy _ ea dz (a+ay dy _ _Aake dz” (a? — x} ay Gs, dz zvai+a? wy _ @ dz = (a? — 2#)3 wa dr 66-108 35. r= 8 V3 — 48. 2 ae W340 l-ex dy e 36. =. . wl YS Vite dz G+ ex) Vi — os! ays jaro ay _ Zatz . ES NG dt (qt — 2) Vat — at 8/24-3¢ ds 4 2—3t dt 43a — 30 dy p 39. y= V2pe. ay vase dy __ Ye y= @— zi, a ay _pt_ yt uy ay = (ae — 2t)¥, ae : Derivar as fungdes 42. f(a) = V/204+ Wz. 47. y= 22V5— 22. 43. ye POS. 48, yorW24+3q. 44, 49, 3= yee _- = . 45. a= ete 50. y =o +2) VED. 46. p= WEED si y= ee YO NT 432 § 38 DERIVAGAO DE UMA FUNGIO DE FUNGLO 45 Em cada um dos exerefcios seguintes achar o valor de we para o dado valor de z. 52 y = G@- ze = 3. Resp. 540. 53. y= Vet Va; a= 64, Resp. 4. 1 2 54. y = (2a) + Qa)t; r= 4, 3. 5a Oy = OF 42 eH 2 3. 1 56. = ee a ¥ Visa it 3. a 16 sr. y= Vib 3s, 3. 4 58 yaa V8 — 2% c= 2 0 59. ygeoVltaje=2 20. 6. y= (4-252 = 3. 63 yoaV3 + 20; = 3. a “a. ye dz+1 . r YS NGe i ee — 6 62. 65. yo (ere 8 —DerivagSo de uma funcio de funcHo, Acontece mui- tas vezes que ¥, 80 invés de ser definida diretamente como fungédo de z, 6 dada como fungéo de outra varifivel v, a qual é definida como fungio de x. Neste caso, y 6 uma fungao de z através de v e é cha- mada uma funcaéo de fungdo. Por exemplo, se y= e v=l-2, entiio y 6 uma fung&o de fungiio. Eliminando », podemos exprimir y diretamente como fungao de z, mas, em geral, quando se quer @ oo . achar ¢ , & éliminagéo naéo é o melhor caminho. Se y=f(v) ev = $ (2), entdo y & fungio de z através de v. Por isto, dado um acréscimo Az a 2, » serd acrescida de um certo dv ¢ também y de um certo acréscimo Ay. Tendo isto presente 46 REGRAS DE DERIVAGAO cap. IV apliquemos a Regra Geral simultAneamente as duas fungdes y=f[@ e v=@(2). Privetno Passo, y+ Ay=f(v + Av) ot dv=¢ (2 + Ar) Secunpo Passo. y+Ay=f(v + Av) v-+ Av=o (x + Az) yy =F = () Ay = fo + An)—Jo) Av= (z+ Ax)— oa)” Ay _fe+Av)—Jo)* Av _ p(z+Az)— (2) Av Av * Ar Ax . TrrceEino Passo. Os primeiros membros mostram uma forma da razdo entre o acréscimo de cada fungdo e o acréscimo da correspondente varidvel e os segundos membros fornecem as mesmas razGes em outra forma. Antes de passar ao limite fagamos o produto. destas duas Tazbes, escolhendo, para isto, as fornias dos primeiros membros. Viré Ac Av Ax Quarto Passo. Fagamos Az—»0; entiio Av—0O e a igual- dade acima fornece A) a dy de por (2), § 16 Isto pode ser escrito também sob a forma # -¥ Hee) (B) Sey =f(z)e v= @(z), a derivada de y em relagdo a x é igual ao produto da derivada de y em relagéo @ v pela derivada de v em re- lagéo @ x. 39. — Derivagdo das fungédes inyersas. Seja dada a fungéo y =F@) e suponhamos, o que suceder& com muitas das fungdes consideradas neste livro, que a equacéo y = f(z) permita exprimir x em termos de y. r= $y); * Supondo dv » 0 (N, T.). § 49 DERIVAGiO DAS FUNCOES INVERSAS a7 dizemos, néste caso, que f@ e $@) silo Jungdes inversas uma da outra. Como f (2) foi dada inicialmente ea partir dela construimos $(y), costuma-se também dizer que f tx) 6 a funcdo direta e ¢ (y) a Junge inversac. Esta nomenclatura é usada somente quando hé interesse em distinguir qual das fungdes foi dada a princfpio. Assim, nos exemplos que seguem, dando-se inicialmente as fungdes da primeira coluna, as correspondentes da segunda sio as fungdes inversas. yeor+), zearvy~-l, y= a, x = logey. y= senz, x = are sen y. Pela Regra Geral dertvemos, simult4neamente, as fungdes in- versas y=f@) e «= $y). Temos, sendo Ag arbitrério, Primemo Passo. y+} Ay= J (e+ Ar) atAr= ¢(y+Ay). Szeunpo Passo. ytAy= jf (z+Az) atAr= oly +Ay) y= i) z= oy) . Ay=f(etAs)—fe) — Ae=o(yt Ay)— $y) by_fle--Ae)—1@) At_ out Ay)-d0)* | Ax Aw Ay dy Trrorro Passo. Tem-se, pois, multiplicando membro a membro; {@+ 42) -J@) oy + dy) - &) =1 Az Ay , Quanto Passo. | Fagamos Az—30. Entio Ay— 0 porque f(z) é doriv4vel, e se tem: . * Supondo Ay #0 (N. T.). 48 REGRAS DE DERIVAGAO cap. IV di a: © om! por (2), § 16 ou Hy ae be (D) £@ o@ A derivada da fungio inversa de uma fungi f (x) & tgual ao in- verso da derivada de { (x). 40. — Funcdes implicitas. Quando uma relagdo entre rey & dada por uma equagéo da forma f(x,y) = 0, diz-se que y é uma fungéo implicita de x. Por exemplo, a equagéo a) wi~-4y=0 define y como fungéo implicit de x, Evidentemente, a equagdo define também « como fungao imp\icita de y. Algumas vezes 6 possivel exprimir uma das varidveis por inter- médio da outra, obtendo-se, assim, uma fungdo explicita. Por exem- plo, a equagao (1) fornece 1 yey ou seja, y como fung&o explicita de 2, Em geral, porém, tal fato ou é imposstvel ou entéo muito complicado para Wso conveniente. 41. Derivacdo das funcdes implicitas. Quando y é defi- nida como fungao implicita de 2, pode nio ser oportuno, como foi explicado no ultimo pardgrafo, achar y em termos de x ou Z em termos de y (isto 6, exprimir y como fungéio explicita de x, ou 7 como fungéo explicita de y). Néste caso, aplicamos a regra: Derivamos os membros da equacio dada, considerando y como funcio de x ¢ depois achamos 0 valor de te : Esta regra serd justificada no § 231. Sé valores correspon- dentes de x e y que satisfazem a dada equagéo podem ser substi- tufdos na derivada. . - a Apliquemos a regra acima pata achat a de art + 2aty — yx = 10. § 41 DERIVAGAO DAS FUNQOES mpLicrras 49 Temes (ee) + Las - £0) =F 09: Gast + 2002 H+ gaty— yl Tap St = 0, ae—Tap tay ~ Gas’ — 62°y; dy _¥ —Gart — 6aty | aw 28 — ay Resp. O leitor deve observar que, em geral, 0 resultado contém ze y. PROBLEMAS Obter ay de cada uma das seguintes fungdes 2 you, u=1+2 Vn. 2 y=V2u-¥, u=o—x. Ja er 3 a7 walt. dy 4ab . ote be a a+ ure +a) —— 2 4 ysuve—w@,u=V1-2 5 we _*@u—o) v o Ww) Ve-wa-2) 5. 152 = 15y + 5y' + 34. dy _ de ae 2 — di Gy re VatVi. wy oe aye +2 7 y= 2pe. 13. P+ 38cyt y= Cc & 2@+y=r. 14. & +2Vay ty =a. 9. bez? + a¥y? = ab’. 15. etary + y= 1. Vet Vy = Vo. 16 ett taty ty! = 20. 2 a 2 lL at yaa, 17% 0 at — 8b%xry +ey = 1. 3 = & je 12. at Bany+ y= 0 18 q+ 778 Achar 0 coeficiente angular de cada uma das curvas abaixo, no ponto. dado. 50 REGRAS DE DERIVAGAO car. IV 19, 22 ay + 2y =.28; (2,3). ~ . Resp. — 20. at — Barty = 1; @, -)). a. V2e+V3y=5; (2,3). 23. Bary t+Bay?= 8a" | (4, a). 22, 2t—20/ry—y'=52; (8,2). 24. et-arv/zy— y=; (4,1). - 25. Mostrar que as pardbolas y? = 2px + p? ey? = p? — Ipxr cortam-se ortogonalmente. ales wl 26. Mostrar que a circunferéncia x? + y*—122—6 yt 25 = 0 é tangente A circunferéncia 2? + y? + 22 + y= 10 no ponto (2, 1). 27. Sob que dngulo a reta y = 22 corta a curva 2° — xy + +24? = 28? 28. So f(x) e (y) sao fungdes inversas uma da outra, mostre que o grafico de (*) pode ser obtido como segue: construindo-se o grafico de — f (#) ¢ farendo-o girar em volta da origem, no sentido ante-horério, de um Angulo de 90°. OUTROS PROBLEMAS 1. O vértice da pardbola y* = 2 px é o centro de uma elipse. O foco da parébola é um extremo de um dos cixos principais da elipse. A parabola e a clipse cortam-se ortogonalmente. Achar a equacéo da elipse. Resp. 422+ 2y' = py 2. Uma eircunferéncia de centro em (24, 0) corta ortogonal- mente a elipse b’x? + a’y? = a’b?. Achar o raio da circunferéncia. Resp. r= 3 (at + 6%). 3. Deum ponto P de uma eclipse tragam-se retas passando pelos focos. Prove que estas retas fazem Angulos agudos iguais com a normal & elipse no ponte P. 4. Prove que a reta Br+Ay= AB 6 tangente a elipse b%x? + a*y? = a%b? se, @ somente se, B'a® + A? = APB. 5. Ache a equacdio da tangente & curva ey" = a" num ponto qualquer. Prove que a parte dela compreendida entre 08 eixos 6 dividida pelo ponto de contato na razdo m/n. Resp. my; (@ — a) + nai (y — 11) = 0. 6 Sek 60 ooeficiente angular de uma tangente & hipérbole bx? — ay? = a2, provar que y= ke & Va"k* — 6? 6 a equagao dela e que o lugar dos pontos de intersegéo das tangentes perpen- diculares 6 x? + y? = a? — b?. Carituto V VARIAS APLICACOES DA DERIVADA 42. —Direg3o de uma curva. Viu-se no § 28 que se y=J@) éa equagdo de uma curva (ver figura), entao d; a = = coeficiente angular da langente & curva no ponto P(x, y). A diregiio de uma cur- va em um ponto qualquer 6, por definig&o, a diregdo da tangente & curva nesse ponto. Seja 7 = inclinagio da tangente. Entao, coefi- ciente angular = tg, e portanto & = igr = cocficiente angular da curva no ponto Py: Em pontos como D, F, Hf, onde a divegio da curva é paralda ao eixo dos xz, ou seja, a tangente & horizontal, dy 7 = 0; portante le Em pontos como A, B, G, onde a diregao da curva é perpen- dicular ao eixo dos x, ou seja, @ tangente é vertical, d see 7 = 90°; portanto é infinita. 51 5 t = 52 VARIAS APLICAQOES DA DERIVADA cap. V Exemplo ilusteative 1. Dada a curva y= % — 2? +2 (ver figura): P 3 (a) Achar a inclinagdo + quando 2 = tb) Achar 7 quando x = 3; (ce) Achar os pontos onde 2 diregio da curva & prralela a OX; {d) Achar og pontos onde +r = 45°; (e) Achar os pontog onde a diregdo da curva é& paralela & reta 2x — 3y = 6 (reta AB). Sorveio. Derivando, ae =e —22—tEr. (a) Para x =1, tg r = 1 —2 = —§; logo + = 135°. Resp. (b) Para s = 3, tg 7 = 9-6 = 3; logo + = 71°34’, Resp. Xc) Para 7 =0, tg r =0; logo 2° —22=0. Resolvendo esta equagia, obtemos s = 0 ou 2. Substituindo na equagdo da curva, achamos y = 2 quando 2=0, y= $ quando z= 2, Logo, as tangentes em € (0,2) ¢ D (2 3) sido horizontais. Resp. {a) Quando + = 45%, tg r = 1; logo 2 —22= 1. Resolvendo esta equa- go, obtemcs t= i+ v2=2,41 e — 0,41, abscissua de dois pontes onde o coeficiente angular da curva, (ou tangente) é a unidade. (e) Coeficiente angular da dada reta = 2 jlogo, YW — 225 . Resolvendo, § = 2,29 e — 0,29, sbscissas dos pontos F e F onde a diregéo da dada curva (ou tangente) 6 paralela A reta AB. obtemos «= 1 + Como uma curva tem, em cada ponto, a mesma diregéio que a tangente a ela nesse ponto, o Angulo entre duas curvas num ponto eomum serd o Angulo entre as tangentes a elas nesse ponto. Exemplo ilustrative 2. Achar o Angulo de intersegio dos cfreulos (A) Pty-4e=1, ® Pty ey =9. Souugko. Resolvendg o sistema, achamos «ne ov pontos de intersegéo sio (3,2) ¢ (Ll, — 2) § 43 EQUAQOES DA TANGENTE E NORMAL 53 Seja m; = coef. ang. da tangente ao cfrculo (A) em Y (vy) . e mz = coef. ang. da tangente ao efreulo (B) em (32) (zu). « dy 2-2 Entiio, de (A), m= 9 = pelo § 41 dy z ¢ de (B), m=, Toy! pelo § 41 Fazendo + = 3, y = 2, temos mo + = coef. ang. da tangente a (d) em (3, 2). my = — 3 = coef, ang. da tangente a (B} em (3, 2). A férmuta para achar o Angulo @ entre duas retas cujos coeficientes angu- lares fo mie ma é =m. wo= 7 mame 2), $3 -34+3 Substituindo, tga= 1; st. 0 = 45% Resp. i¢s Este 6 também o Angulo de intersegdo no ponto (1, — 2). 43, —- Equagdes da tangente e normal; subtangente e sub- normal, A equacgio de uma reta passando pelo ponto (x1,y.} e tendo o eveficiente an- gular m é€ yy m (ez ~ 2) (3), § 3 Se a reta 6 tangente & curva AB no ponto Py (x1 y1} entéo m 6 igual ao coeficiente an- gular da curva em (x, y1). Indiquemos este valor de m por m. Entao, no ponto de contato P; (x1, y:) a equagdo da tangente TP € () ¥— y= 1m — #1). Sendo a normal perpendicular & tangente, o coeficiente angular dela 60 recfproco de m, com sinal trocado ((2), § 3). Temos, pois, que a equacao da normal P\N 6 (2) yom nm te — 2), Wy pois que essa réta passa pelo ponte de contato Py (et yy)- 54 vARIAS APLICAQOES DA DERIVADA car. V O comprimento da porgéo da tangente compreendida entre o! ponto de contato.e OX diz-se 0 comprimento da.tangente (= TP) @ 4 projegao dessa porgio sdbre o eixo dos zz chama-se sublangente (=TM). Sémelhantemente, temos 0 comprimento da normal (= P\N) e a subnormal (= MN). No tridngulo TPM, ter = mm = oe logo @). TM = MPL we comprimento da subtangente. my, my No trifngulo MP\N, ter = m = ae logo 4 4 4 MN* = mMP, = my = comprimento da subnermal. © comprimento da tangente (TP) e o comprimento da normal (PiN) podem, pois, ser obtidos diretamente da figura, pois cada um deles é 4 hipotenusa de um tridngulo retangulo tendo dois ca- tetos conhecidos, Quando o comprimente da subtangente ou subnormal em um ponto de uma curva 6 conhecido, a tangente e a. normal podem ser construfdas facilmente. PROBLEMAS 1. Achar ag equagdes da tangente e normal ¢ os comprimentos da subtangente, subnormal, tangente e normal, no ponto (@, a) da issgide yt at cissolde nr y 2a—7 yy . dy _ 3er— 23 Souucio. iz “pGena? Fazendo z=, y =a, temoa Pf{a,0} 3a — at 6 WX ™ = Fe@a—ai™ 2 = coef. ang. da tangente. ‘A substituigio em (1) dé y = 22 — a, equagio da tangente. A substituigfio em (2) dé 2y +2 =a, equacdo da normal. * A subtangente © subzormal allo segmentos orientados. Quando T osté a eaquerds de M, 8 ubtangente ¢ positiva; em ciao contrério, megativa. Convengko vemelhante fasse para a eub- ormnal. § 43 EQUAQOES DA TANGENTE E NORMAL 55 ‘A substituigiio em (3) dé TM = + = comprimento da aubtangente. A substituiggo em (4) di MN = 2a = comprimento da subnormal. Logo, PP-=. VEIT PIO f= +a! = $ 4/5 = comprimento da tang. © PN = (EN? + (PMY = V4c® Fa? = a V5 = comprimento da normal. Achar as equagées da tangente eda normal no ponto dado. e382; (2,2). Resp. 9t—y—16=0, x4+9y—20=0. 2 1 3. y= Ett (20. Ti—y-9=0, 2+ 7y—37=0., 4 Wwi-ay ty = 1G; 3,2) 5. tt 2y—4e4+4=0; (1,-2). 6. Achar as equagdes da tangente e da normal & eclipse be? + + ay? = ab? no ponto (2, y1)- Resp. Bxy2 + a®yy = 0°, Pye — Dey = xy (a? — b%). 2 y 7. Achar’as equagées da tangente e da normal e os compri- mentos da subtangente e da subnormal no ponte (74, y1) do circulo P+y=r, Resp. xz -+ yy = 77, cy — wit = 0, — ne . 1 8. . Mostre que a subtangente & parabola y” = 2 pr ¢ dividida ao meio pelo vértice e que a subnormal é constante e igual a p. Achar as equagtes da tangente e da normal e os comiprimentos da subtangente e da subnormal a cada uma das seguintes curva nos -pontos indicados. 9% ay = x; (a, 4). Resp. 22 —y=a,2+2y = 34,5, 20. lo. 2? - 4y? = 9; (5,2). 52-8y = 9,82 + Sy = 50, ¥,4- HW. 922+ 4y? = 72; (2, 3). 12. zy ty? + 2=0; (3, —2). 13. Achar a drea do triangulo formado pelo eixo dos zz, a tan- gente e a normal A curva y = 62 — 2? no ponto (5, 5). Resp. “= 14, Achar a 4rea do tridngulo formado pelo eixo dos yy, a tangente ¢ a normal a curva y? = 9 — x no ponto (5, 2). 56 VARIAS. APLICAQOES DA DERIVADA cap, V Achar os Angulos de intersegao de cada um dos seguintes pares de curvas. 1% ye=rtil, vty ts 13, Resp. 109° 39’, 16 y=6—2%, 72+ y? = 32. Resp. Em (+ 2,2), 5°54’; em (+ 1, 5), 8° 58". 7m ys ety — By = 2x. 18 z+ 4y?= 61, 22? ~ y? = 41, Achar os pontos de contato das tangentes horizontais e ver- ticais a cada uma das curvas seguintes. 52) 4° 8 20. Sy? —by-—2=0. Vertical, (—3, 1). 19. y= be — 2a Resp. Horizontal, ( 21. at+6ay+25y?= 16. Horizontal, (3, —1,) (-3, D. Vertical, (5, ~ 3), (— 5, $)- 22. 2? — Say + 25y? = 81. 23, xt — 2ry+ 169y? = 25. 24. 16927 + 102y + y? = 144. 25. Mostrar que a hipérbole x? - y?=5 e a elipse 42%+ + 9y? = 72 cortam-se ortogonalmente. 26. Mostrar que o circulo x?+y?=8az e a cissbide (2a —x)y?=2'. (a) sdo ortogonais na origem; (b) cortam-se sob um 4ngulo de 45° em dois outros pontos (V. figura no Capitulo XXVI). 27. Mostrar que as tangentes ao folium de Descartes x? + y? = = 3azy nos pontos onde ele encontra a parabola y? = ar s&o para- lelas ao eixo dos yy (V. figura no Capitulo XXVI). 28. Achar a equacdo da normal A parabola y = 52+ x? que faz um dngulo de 45° com o eixo dos 2x. 29. Achar as equagdes das tangentes ao circulo 2? + y? = 58 que sao paralelas 4 reta 3a —7y = 19. 30. Achar as equacées das normais a hipérbole 42? — y? = 36 que sfo paralelas & reta 22 -+ Sy = 4. 31. Achar as equagées das duas tangentes 4 elipse 4 x? + y? = = 72 que passam pelo ponto (4,4). Resp. 2x + y = 12, Ida+y = 60. § 44 MAXIMO E MINIMO VALORES DE UMA FUNCAO 57 32. Mostrar que a soma dos segmentos interceptados sobre os eixos coordenados pela tangente em um ponte qualquer da parabola 1 1 1 x? + y? = a? é constante e igual aa, (V. figura no Capitulo XXVI). 33. Dada a hipocicléide at + ve = a, mostrar que o com- primento da porgdo da tangente, em um ponto qualquer da curva, compreendido entre os eixos coordenadys é constante e igual a a. (V. figura no Capitulo XXVI). 34. Uma bola foi langada. A equagdo da trajetéria que seguiu 2 éy=ar- 0 ;a unidade de comprimento é o metro, o eixo dos ae é horizontal e a bola foi atirada da origem. Pergunta-se: (a) sob que Angulo foi a bola atirada; (6) sob que Angulo a bola en- contrard um muro vertical situado a 75 metros do ponto inicial; {c) se a bola cai sobre um telhado horizontal de 16 metros de altura, qual o dngulo de incidéncia; (d) se atirada do cimo de uma casa d¢ 24 metros de altura, qual o dngulo de incidéncia com a solo; (¢) se atirada do cimo de uma coluna com declive de 45°, qual o Angulo de incidéncia com o solo. > 2 ; od 35. O eabo de uma ponte péncil se prende 0 em forma de pardbola a dois pilares distantes entre si de 200 metros. © ponto mais baixo do cabo esté 40 me- tros abaixo dos pontos de suspens&o. Achar o Angulo entre o cabo e os pilares de suspensao. 44, — Maximo e minimo valores de uma funcSo; introdu- eao. Em um grande nimero de problemas praétieos devemos lidar com fungées que tem um maximo valor ou um minimo valor,* e é importante saber que valor da varidvel independente fornece um tal valor para a fung&o. Suponhamos, por exemplo, que se quer achar as dimenstes do reténgulo de érea maxima entre os que podem ser inscritos numa circunferéncia de raio igual acm. Tragando-se um circulo de raio 5, inserevendo-sc-lhe wm retangulo qualquer e ehamando de « uma das dimensiecs désse retAngulo, a figura abaixo fornece wM A=zV100—2, tendo-se indicado eom A a drea do retdngulo. Somos levados, * Pode existir mais de um de cada, como se mostra no parisrafo 48. 58 «ARIAS APLICAQGES DA DERIVADA » cap: V assim, & pesquisa de um valor para z que torne.maiimo 0 correspon- dente valor da fungao (1). : Que um reténgulo de drea méxima deva existir podese ver camo guc. A drea é uma fungdo continua de x, ¢ © varia no inter- valo [0,10]. Quando z toma um dos valores extremos, a drea 6 zero; quando ecresce de zero para 10,a drea cresee até certo ponto e depois decresce; podemos, pois, suspeitar que a Srea seré maxima quando a base z do re tingulo ‘fér igual & altura DE, mas isto é advinhagdo, Um modo melhor ser4, eviden- temente, desenhar o gr&fivo da. fungdo (1) e examinar o comportamento deste. Facilita-nos o tragado do gré fico observar que (a) pela natureza do problema, tanto « quanto A sao positives; (b) 0s valores de x vao de zero a 10 inclusive. Construamos, pois, uma tabela de valores e tracemos o grifieo, como na figura abaixo, Que nos ensina o grafico? A 50 & Es 6 49,7 CarsaEenes & S 33,6 10 6,0 (a} Se desenhado com cuidado, podemns achar com precisio a firea do retangulo correspondente a cada valor de x, medindo 0 com- primento da eorrespondente ordenada. Assim, quando a = OM = 3c, entado A = MP = 28,6 em quadr.: § 44 MAXIMO H MINIMO VALORES DE UMA FUNGAO 59 “quando : x = ON = 440m., entdo =NQ= aproximadamente 39,8 cm quadr, . {achado por medida). (b) H& uma tangente horizontal (£8). A ordenada TH do ponto de contato é maior que qualquer outra ordenada; logo, esta observagao: um. dos retdngulos inscritos tem uma drea maior que a de qualquer outro retdngulo insertto. Em outras palavras, podemos in- ferir daqui que a fungdo definida por (1) tem um valor mdximo. Com a medida ndo podemos calcular exatamente este valor mas podemos fazélo facilmente com o cdlcula, Observamos que em 7 a tan- gente é horizontal, logo seu coeficiente angular é zero neste ponto (§ 42). Portanto, para achar a abscissa de P, achamos a derivada da funcio A, pomo-la igual a zero e resolvemos a equagio em 2, Assim, temos a) A=vvVio0—#, dA 100-22? gy da Resolvendo = 572, Portante 9 retdngulo de diea mAxima inserit{vel numa circun- feré; éncia 4 um “quadrade de diea Substituinde, obtemos DE = 100 — A= CD xX DE= 5V2x5 42 = 500m quadr. - O comprimento de HT é, pois, 50. Tomemos outro exemplo. Deve-se construir uma caixa de ma- deira, sem tampa, com a capacidade de 108em*. O fundo deve ser um quadrado; quais as dimensées a se tomar para que o custo da caixa seja minimo. Seja x = comprimento do lado do quadrado base, em cm, ¢ y = altura da caixa. Como o volume da caixa é dado, podemos exprimir y em fungéo de como segue: Volume=zx*y = 108; logo y = 8. 60 VARIAS APLICAQGES DA DERIVADA cap, V Podemos também exprimir a drea de madeira necesséria em funyéo de z, pois, chamando de M essa drea, temos M = Area da base mais 4rea das quatro faces. Ora, Arca dd base = 2? em quadr. Area das 4 faces = 4ay = 2 cm quadr.; logo, (2) 433 220 153 i24 11i 108 Hi 118 129 143 Sewuhs bene A formula (2) dé a drea de madeira necessdria para a construgao da caixa, Tracemos o grafico da fungéo (2), como na figura. Que nos ensina o grdjico? (a) Se tragado com cuidado, podemos medir a ordenada corres- pondente a qualquer comprimento (= z) do lade do quadrado base e assim determinar a 4rea de madeira necesstfiria. (b) H& uma tangente horizontal (728), A ordenada do ponto de contato T é menor que qualquer outra ordenada; logo, esta obser- vacdo: uma das caixas reguer menos madeira que qualquer das outras. Em outras palavras, podemos inferir que a fungio dofinida por (2) tem um minimo valor. Vamos ach4-lo, usando o cdéleulo. Deri- vando (2), para obter o coeficiente angular em qualquer pento, temos aM _ 9, 422 dx 7 § 45 FUNQOES CRESCENTES E DEGRESGENTES 61 No ponto mais baixo T, 0 coeficicnte angular é zero; logo 432 2e— ro7 isto 6, quando z = 6 tem-se a menor drea de madeira necessdria. Substituindo em (2) vemos que esta drea é M = 108 em quadr. O fato de que o minimo valor de M cxiste, ¥ése também com o seguinte raciocinio. Se a base ¢ muito pequena, a altura, devé ser muito grande e por isto a érea da madeira necesadria 6 grande. Fazendo a base crescer, deve decrescer a altura e a Area da ma- deira decresce. Isto, porém, acontece até certo ponto, pois, quando a base é excessivamente grande, o consumo de madeira 6 também “muito grande. Portanto, M decresce de um valor muita grande até um certo valor e depois déste torna a crescer novamente até outro valor muito grande. Resulta dat que o gréfico deve ter um ponto ‘‘mais baixo”, correspondendo, precisamente, ds dimensées que requerem menor drca de madeira. Passaremos agora ao estudo detalhado do assunto concernente a méximos e minimos. 45. —Fungdes erescentes e decrescentes.* Uma fungiio y= f (@) diz-se crescente, se y cresce (algébricamente) quando « cresce. Diz-se decrescente, se y decresce (algtbricamente) quando « decresce. O grdfico de uma fungao indica elaramente se ela 6 crescente ou decrescente. Por exemplo, consideremos o grdfico da Fig. a. Quando nos movemos sobre a curva da esquerda para a direita, observamos que ela sobe, isto é, quando x cresce, a funcSo (= y) cresce. Obviamento, Ay e Ax tém o mesmo sinal. No grafico da Fig. 8 quando nos mo- x, vemos sébre a curva da esquerda para a fay direita, observamos que ela desce, isto 6, Bz quando zx cresce, a fungiio decresee. Nes- Ol 2, f’ (x) & positiva, logo f (z) 6 crescente, Estes resultados estéo de acordo com as conclusdes acima, obti- das do exame do grafico. 46. — Maximo e minimo valores de uma func3o; defini- cées. Um maximo (valor) de uma fungao f (x) 6 um valor da fun- g&éo — digamos f (a) — maior que todos os valores que a fungao toms quando z 6 sufieientemente préximo a 2). § 46 MAXIMO E MiNIMO VALORES DE UMA FUNGAO - oC Um minime (valor) de f (x) 6 um valor f (x,;) menor que qualquer outro valor f(z} quando z é suficientemente préxime de x. Assim, na Fig. c, § 45, 6 claro que a fungéo tem um mdximo MLA (= y-= 2) quando’ z = 1 e um minimo NB(= y = 1) quando a2 , O léitor deve observar que um mAximo (valor) n&o é necessiria- mente o maior de todos os valores que a fungiio pode tomar, nem ° um minimo,.o menor. Assim, na Vig. ¢ vé-se que a fung¢do (=.y) tem valores a direita de B que s4o maiores que o mdximo MA e va- lores & esquerda de 4 que'sféo menores que 0 minimo NB. Se f(x) € uma funcfio erescente de « quando 2 é ligciramente menor: que @ e deereseente quando x 6 ligeiramente maior que a, isto ¢, se #’(z) muda sinal de + para — quando zx. cresce passando por @, entio f(z) tem um mdximo quando += a. Portanto, se continua, jf’ (z) se anula para =a. Assim, no éxemplo acima (Fig. c),. f' (2) 6 positiva em C, jf’ (x) = 0-em A, f’ (2) 6 negativa em D. Contrariamente, se f (2) 6 decrescente quando . ¥| z é ligeiramente menor que a ¢ crescente quando x € ligeiramente maior que a, iste ¢, se f’ (2) muda do sinal — para o sinal + quando g cresce atravessando a, entéo f(z} tem um minimo para « =a. Portanto, se continua, f’ (x) deve ser nula para « =a. Assim, na Fig. c, jf’ (x) € Big. ¢ negativa em D, }’ (xz) = 0 em B, jf’ (x) € positiva em EZ. Podemos, pois, estabelecer as condigées gerais para maximo e minimo da fungao f (x). f(x) € um mdzimo se f' (x) = 0 ¢ f’ (2) muda do sinal + para —. f () é wm minimo se fi (x) = Oe f (2) muda do sinal — para +. Os valores da varidvel satisfazendo a equagéo f’ (x) = 0 cha- mam-se valores crificos; assim, de (2), § 45, 2 = 1 e x = 2 so os valores criticos da varidvel para a func&o cujo gréfico é o da Fig. ¢. Os valores eriticos determinam pontos de retorno onde a tan- gente é paralela a OX. Para determinar o sinal da derivada em pontos préximos de um particular ponto de retorno, substitui-se nela, primeiro, um valor da variével ligeiramente menor que a abcissa do ponto de retorno e, a se- 64 VARIAS APLICAQOES DA DERIVADA cap. V guir, um ligciramente maior. Seo primeiro sinal é + e o segundo —, entéo a fungdéo tem um mdximo para o valor eritico considerado. Se o primeiro sinal € — e o segundo é +, ent&éo a fungdo tem um minimo, Se o sinal 6 o mesmo em ambos os casos, entéo a fungio nio tem nem méximo nem mfinimo para o valor eritico considerada, Tomemos, por exemplo, a fung&o (1) acima, § 45. qQ w= f@) = 209-92? + 15 — 3, Entéo, como vimos (2) £@)=6@-1@- 2. Pondo-se f’ (z) = 0, achamos os valores ecrfticos = 1, 2 = 2. Examinemos primeiro z = 1; consideramos valores de x préximos deste valor critico e examinamos o segundo membro de (2) para estes valores, no que diz respeito & variagio do sinal (confronte § 45). Quando 2 < 1, f’@) =(-) (=) = +. "1? Quando x > 1, f'@) =(4+}(-) = -. Logo f (x) ‘tem um maximo quandozr= 1. Pelo 3 2 quadro, este valor 6 y = f (1) = 2. Vejamos agora z = 2. Procedendo como antes, tomemos valo- res de x préximos do valor critico 2. Quando r <2, fe) = 4) (-)=-, Quando «> 2, f’ @) = (+) (4) =4. Logo, f(t) tem um minimo quando x = 2. Pelo quadro acima, este valor 6 y =f (2) =1. Em suma, temos a seguinte regra prdtica. 47.— Primeiro método para o exame de uma func&o no que concerne a maximos e minimos. Regra prAtica, Prrueiro Passo. Achar a derivada da fungéo. Secunvo Passo. Igualar a derivada a zero e achar as ratzes reais da equagao oblida, Estas ratzes sdo os valores criticos da varidvel. Tercyiro Passo. Considerando um valor critica dev cada vez, examinar a derivada, primeiro para os valores da varidvel ligeiramente menores* que o rator crifteo ¢ depois para os ligetramente maiores.* * Aqui o tormo “ligoiramente menor” signifies qualquer valor compreendido entre 6 valor erftico considerado @ 0 valor orftica que imediatamente o precede, oso baja este dltimo. Se este DK existe, 6 qualquer t que o valor erftico em exame, onde a funcko seja definida; 0 térmo “‘ligeiramente maio qualquer valor entre o valor erftico considerado ¢ 0 que itne- diatamente o rogue, oaso sate existe. Se nfo éxiate, € qualauer valor maior que o valor erftien, aude fungko sess definide. g 47 EXAME DE UMA FUNQKO 65 Se o sinal da derivada & + para os ligetramente menores ¢ — para o8 ligetramente maiores, enttio a funcde tem wm mdximo para o valor ert- tico em exame; se é 0 contrdrie que se dd, a fungdo tem um minimo. Se o sinal ndo muda, a funcdéo ndo tem mdximo nem méinimo, No Turcurro Passo é convenientc, muitas vezes, fatorar J @), como no § 46. Exemplo ifustrativo 1. No primeiro problema resolvido no § 44 mostra mos, por meio do gréfico da fungio AazrvV100— 2, que o retdngulo de érea maxima inserito numa circunferéncia de raio 5 m, mede 50 m?. Isto pode ser provado agora analiticamente pela aplicagio da regra acima. Souvgio. flay = 2100 2. 100-22 | Vi00 — 2 Segundo Passo, Pondo f'(z} = 0, temos ze 5 V2=7,07, que 6 0 valor critico. Toma-ve apenas o sinal positive do radical, pois, pela na- tureza do problema, o sinal negativo néo tem sentido. Primeiro Passo. re= Tereeiro Passo. Quando z < & V2, entéo 227 < 100, e f(x) € +- Quando # > & V2, entdo 2 2 > 100, e f(z) é — - Como o inal da derivada primeira muda de + para —, a fungéo tem um méximo valor j (6 2) =5-V2 +5 -~/2 = 50. Resp. Exemplo ilustrative 2. Examinar a fungdo (2 — 1)* (e + 1) no que con- eerne a m&ximos e minimos. Sorugio. f(@) = @—- UF 4+) Primeiro Passo. fla) = 2 —Wiz+)2+3@—-1Pe+ y= a @-N@t+1PGrt)- Segundo paso. (@— I) @ +1? G2— 3) = 0. Log, 2 =1, —1, 4, sto os valores orftieos. Terceiro Passo. f(a) = 5(t — + DXe— db. Exaniinemos primeiro a valor erftico z = 1 (C na figura). Quando z < 1, /'(c) = 5(—) (44) = —- Quande # > 1,f'(@) = 4+) (+) = +- Logo, quando z = 1 fungao tem um mfnime f (1) = 0 (= ordenada de C). Exa:ninemos agora o valor erftico z= + (B, no figura). 66 VARIAS APLICAQGES DA DERIVADA car. V Quando < £9 (2) = 5 (~) (4 (-) = 4. Quando = > 2,9 @ =5 48 (4) = -: Portanto, quando + = 4, 4 fungéo tem um méximo f ® =1,11 (= or- denada de B) Exsminomos finalmente o valor erftico ¢ = —1 (A na figura} Quando z < ~ 1,7 (z) + 8(-)(-(-) = +. Quando > —~ 1,7’ (2) = 5(—) (+7 (-)= +. Consequéntemente, quando = — 1, a fungéo ndo tem nem méximo nem mainimo. - 48.— Maximo ou minimo quando /’ () € infinita e f (x) continua, Consideremos o gréfico da figura abaixo. Em B, ou G, f (#) 6 continua e tem um maximo, mas j (x) 6 infinita, pois a Fig. d tangente em 8 6 paralela ao eixo dos yy. Em E, f (x) tem um mt. nimo e jf‘ (x) é infinita. Na pesquisa dos méximos e minimos de f @), devemos, pois, incluir como valores eriticos os valores de x para os quais f’ (x) € infinita, on, o que é a mesma coisa, valores de x satis. fazendo 1 ® rw 0. 0 Secunno Passo da regra do pardgrafo precedente deve ent&o ser ampliado, devendo-se considerar também a equagdo (1). Os outros passos néo sofrem modificagao, Na figura d acima, observe que /’ (x) 6 também infinita em A, mas a fungéio néo 6 nem mdxima nem mfnima na abscisaa désse ponto. § 48 MAXIMO E MENTMO QUANDO f’(%) % INFINITA 67 2 Exempto ilustrativo, Examinar a fungfio a — b (x — <)#no que concerne & mdximo e minimo. 2 Y Boxwelio. i@ =a-b(e-—0)*. Va) = — 2b — 1 BG oF eed 2 1 ate — o* (ey 2k Como 2 = ¢ 6 um valor orftico no qual i775 = 0, msa no qual f (2) nfio & infinita, examinemos a fungiio mo que concerne e méximo e minimo quando zm ee Quando = <4, f'@= + Quando z> ¢, f'(@=—-- Logo, quando « = ¢ = OM, a fungdo tem um méximo f’ (c) = =a=MP. PROBLEMAS Examine cada uma das seguintes fungdes no que concerne 208 mfximos e m{nimos. wo st — 62? +92. Resp. z= 1, d& max, = 4. a= 3, dé min. = 0. 2 104+122—32'— 228. a= 1, dd max. = 17. , 2= —2,démin. = — 10. 3. Qt + Ba?+ 122-4, Nem max, nem min. 4 a+ 22? — 152 — 20, 5. 2at— ah 2 = 0, dé min. = 0. a= 1, d4 méx. = 1. e=1, dé min. = —3. 6 w—4ez. gy whe ait dl 8 32t— 4a — 1223, z= —1, d& min. = —5. z = 0, dé max. a= 2, dé min, 9 t— Sat @= 0, dé méx. = 0. z= 4, d&é min. = ~ 256. 10 325 — 2024. : 1 apie. 2=a, d4 min. 1 ao & 68 12. 13. 14, 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 25 24. 25. 26. 27. VARIAS APLICAQOES DA DERIVADA cap. V a ata’ gi ve+20 zi+a? Q@+x2)7(1- 2)? (24+ 2)? (1 — 2}. b+e(e— alt, a-ble—oF, 2 3 (2-4 2/8 (1-2) a(a ta) (@— zy. (Q@2—at (z — a)5. e+2 w+ 2e+4° wsttet4 z+1° w@tat4 a+ 2at4” Resp.: . Resp.: 2= ta, di min,=20". g=—a, dé min, = — 3. az =a, d& max, = 4. a= a, d4 min. = b. Nem mfx. nem min. x= 1, dé min. = 0. a= —1, dé méx.= V/4 = 1,6. = —a, dé max, = 0, a d& min, = ~ ge’. Row | 8 ee Be BR a s § 49 VALORES MAxIMO E M{NIMO 65 {ze — a) (b — 2) _ 2ab _ (b- a}? 28. —a = Typ dhmax.= tab a? o : __ _(a +b)? 29. : enn: Resp... r= ati? dé min,=———— . = OL, dé mix, = 2 a—b a (a- 2) -4 = fs 30. anon: x q7 dé min. = 350 vitae l a SST 49,— Valores maximo e minimo. Problemas de apli- cacgio. Em muitos problemas devemos, primeiro, construir, das dadas condigées, a fungéo cujos valores méximo e minimo se pro- cuzam, como foi feito nos dois exemplos desenvolvidos no § 44. Isto, algumas vezes, 6 muito dificil. Nao hé regras aplicdveis em todos os casos, mas em muitos problemas podemos nos guiar pelas seguintes Diretrizes gerais. (a) Na relagho que envolve as grandezas do problema, pomos em destague a fungéo cujos valores mdximo ou minimo sto procurados; (b) Se @ relacéo contém mais de uma varidvel, procuramos expri- mir em Jungio de uma tunica delas todas as demais usando para isso as condigées dadas pelo problema; (c) Aplicames para a fungéo oblida, de uma a6 varidvel, a regra jé vista (§ 47) para achar os valores mdximo e minimo, notando que nos problemas prdticos 6 usualmente facil dizer qual dos valores crtticos dé um mdzimo e qual dd um minimo, de modo que ndo € sempre neces- sdrie aplicar 0 terceiro passo. (d) Tracamos o grdfico da fungée para controle, O trabalho de achar m4ximos e minimos pode frequentemente ser simplificado com a ajuda dos seguintes princfpios, os quais resul- tam logo do nosso estudo sobre o assunto. (a) Os valores mdximo e minimo de uma fungée continua ocorrem alternadamente. : 70 VARIAS APLICAQUES DA DERIVADA cap. V (b) Quando ¢ é uma constante positiva, cf (2) é um mdximo ou um minimo para, e sémente para, os valores de x gue tornam mdxima ou minima a fungéo f (x). No exame do comportamento do sinal de j’ (z) bem como na determinagao dos valores criticos de x pode-se, pois, omitir qualquer fator constante. Quando ¢ é negativa, cf (x) é mdzima quando f (x) & minima e rect- procamente, (c) Se e é uma constante, f (x) ¢ ¢ +f (x) tem mdzimo ¢ minimo valores para os mesmos valores de x. PROBLEMAS 3. Quer-se fazer uma caixa sem tampa de um pedaco quadrado de lata, cujo lado mede ¢, cortando-se dos cantos da lata quadra- dos iguaia e depois dobrando convenientemente a parte residua, Qual deve ser o lado dos quadrados cortados afim de que a caixa encerre o m4ximo volume? Bouvgic. Seja += lado do quadrado cortado = hw tot = altura da caixa; i. 4 | entéo, a—2z= lado do quadrado formando 4 © fundo da exixs; portanto V = (a@—2:2)'2 6 0 volume da caixa ate| H { Esta 4 a fung%o cujo méximo se procura. Aplicando a regra, § 47, temos Primeira Passo. WF wm (a — 29) — dole — 2.2) ao! — Bar +127, Segundo Passo. A resolugio de a? — Sax +122 = 0 fornece oa valores a . & erfticos 2 = 2° 3° Bevidente que z= deve dar um minimo, pois neste caso a lata 6 toda corteda no sobrando material para fazer a caixa, © outro valor eritico x = fornece @ volume maximo = + COMO B6 pode comprovar pela regra do § 47. Logo, o lado do quadrado a ser cortado de cada canto da lata 6 um ‘rexto do lado da lata. Deixa-se ao leitor neste, e nos problemas seguintes, 0 tragado . do grifico da fungio. § 49 VALORES MAXIMO E MiNIMO ‘ Wa 2. Admitindo-se que a resisténcia de uma viga de segdo trans- versa retangular varia na razdo direta da largura e do quadrado da profundidade, que dimensdes deve ter uma viga a ser sertada de um tronco de drvore de didmetro d, para que seja a mais resis- tente possivel ? as Soiugio, Se « = largura e y = profundidade, entio a viga terd mAxima resisténcia quando a fungdo zy? for um méximo. Da figura, y° = d — 2%; logo, deyemos examinar a fungio f@=e@—-s). Primeito Passo. fiz) = -22+4+d—-2P=~P-32. Segundo Paseo. @-322=0. .7. z= SR = valor eritico que d& um 3 mfximo. Portanto, se a viga for serrada de modo que Profundidade = 4/4 do didmetzo do tronco, e Largura = ¥Feo diametro do tronco, ela teré a maxima resisténcia. 3. Qual a largura do reténgulo de maxima drea que pode ser inscrito num dado segmento OAA’ de uma parabola? Sugestao, Se OC = h, BC =h-ze PP’ = 2y, entdo a frea do retfngulo PDD'P’ 6 2 — ay. Maz como P esté sobre 9 pardbola y°=2 pz, a fungio a ser examinada 6 J) = 2 —2) Vopr Resp. Largura = gh 4. Achar a altura do cone de m4ximo volume inscritivel numa. esfera de raio r. B Sugestdo, Volume do cone = 2 a'y. Mas # = BC XCD = y (2r— 9); a logo, a fungiio a ser examinada 6 AT Tr — '@) = av @r—y. D Rexp. Altura do cone = <1. § Achar a altura do cilindro de méximo volume inscritivel num dado cone circular reto. 72, VARIAS APLICACOES DA DERIVADA cap. ¥ Buazerio. Seja AC =re BC = h, Volume do ci- lindro = mz%y. Mas dos tridngulos semelhantes ABC e DBG, timshthoy oc, onthav, Logo, a fungdo a ser examinada 6 2 @) = Fuh — wy Reap. Altura = 4 4, 6. Cada um dos trés lados de um trapézio é igual a 10 em. Qual o comprimento do quarto lado para que a drea seja maxima. Resp. 20cm, 7. Qual a raziio entre og lados de um terreno retangular de drea, dada para que ao murélo e a seguir dividtlo em dois por um muro Paralelo a um dos lados, seja mfnimo o comprimento total dog muros. Resp.: 2/3. 8. Quais devem ser as dimensdes de um jardim retangular de 482 m* de drea para que ao muré-lo gastese o minimo possfyel, sabendo-se que o vizinho do lado paga a metade pelo muro que limita sua propriedade. Resp. 18m xX 24m. 9. Um fabricante de rédio acha que pode vender x aparelhos por semana a p cruzeiros cada, onde 5 = 375-—- 3p. O custo da produgdéo 6 (500+ 152+ dz eruzeiros. Mostrar que se obtém o méximo Iucro quando a produgdo 6 aproximadamente de 30 aparelhos por semana. 10. Supondo-se no problema anterior que a relagéo entre ze p seja, P f= 100 - 20 2 5° mostrar que o m4ximo luero 6 obtido quando o fabricante produz aproximadamente 25 aparelhos por semana. 11. Suponha-se no problema 9 que a relagdo entre e pé 2? = 2500 — 20 p. Quantos instrumentos devem se produzidos semanalmente Para que haja maximo lucro? § 49 VALORES MAXIMO E M{NIMO 7B 12. O custo total da produgdio de x artigos por semana 6 (ax? + bz + ¢) cruzeiros ¢ @ prego (p cruzeiros) de venda de cada um déles 6 p = 8 — ax®, Mostre que o maximo lncro é obtido quando a produg&o é Vai = 30(8 —b)—a 3a . z= 13. No problema 9 suponhamos que incida sobre cada aparetho um imposto de ¢ cruzeiros. O fabricante acrescenta o imposto ao custo de produgio e determina a produgio e o custo nas novas con- digdes. (a) Mostre que o prego cresce pouco menos que a metade do imposto. (b) Exprima a receita provetiiente do imposto em fungéo de ¢ e determine é para que ela seja m&xima. {c) Mostre que o prego aumenta aproximadamente 33 por cento quando vigora o imposto ¢ determinado em (b). 14 Q custo total de produgiic de z artigos por semana ¢ (az? + + bx + ¢) eruzeiros, incluidos os impostos de ¢ eruzeiros por artigo. O prego (p eruzeiros) de venda de cada artigo 6p = 8 ~ az. Mostre que o imposto fornece a méxima receita quando t= 3 (8 — Be que o aumento no prego 6 sempre menor que o imposto. Nota. Nas aplicagdes em Economia a, b, ¢, a e B s&io ntimeros positivos, 15. Uma siderirgica pode produzir x toneladas por dia de aco de baixo teor e y toneladas por dia de aco de alto teor, onde y = 40— 52 --7° Se o prego no mercado do de baixo teor é metade que o de alto teor, mostrar que aproximadamente 5% toneladas do de baixo teor 6 a predugdo diéria que fornece a mdxima renda. 16. Ums companhia telefénica acha que tem Cr$ 300,00 de luero liquido por aparelho. se tem 1000 assinantes ou menos por es- tagio. Se hi mais de 1 000 ussinantes, o lucro por aparelho decresce de 20 centavos para cada assinante acima daquele nimero. Quantos assinantes dara o mAximo lucro liquido? Resp. 1250. 17. O custo da manufatura de um dado artigo é p cruzeiros e o nimero de artigos que pode ser vendido varia na razéo inversa 74 VARIAS APLICAQOES DA DERIVADA cap. V da raiz‘n-egésima do prego de venda. Qual deve ser este para que o lucro liquido seja m&ximo. AP, Resp. n- 1 18. Qual deve ser o didmetro de uma panela de aluminio com capacidade de 58cm’, cuja construgio requer o minimo de aluminio (a) se & panela nfio tem tampa, (b) se tem tampa. «| 464 £932 Resp. (a) a 5,29cm; (b)} = 4,20 om. Tv 19. A drea lateral de um cilindro circular reto 6 47m? Do cilindro corta-se um hemisfério cujo didmetro é igual ao didmetro do cilindro, Achar as dimensdes do cilindro para que o volume res- tante seja méximo ou minimo. Determinar se hé um m4ximo ou um minimo, Resp. Raio = 1cm, altura = 2cm; m4ximo. 20. Dentre os retangulos de lados paralelos aos eixos coordena- dos ¢ inscritiveis na figura limitada pelas duas pardbolas 3 y = 12 — — 27, 6y = 2? — 12, achar 2 rea do de m4xima Area. Resp. 16. 21, Dois vértices de um retingulo estéo sobre o eixo dos x, os outros dois sobre as retas y= 22 e 3a+y= 30. Para que valor de y ser mdxima:a drea do retdngulo? Resp. y = 6. 22. Uma base de um trapézio isésceles 6 0 didmetro de um efr- culo de raio a ¢ as extremidades da outra base estéo sébre a circun- feréncia do circulo. Achar o comprimento da outra base se a drea, € méxima. Resp, a, 23. Um retaéngulo 6‘inserito num segmento parabélico e tem um dos lados sobre a base do segmento, Mostrar que a raz&0 entre a rea do retdngulo de drea méxima e a drea do segmento 6 V3 24, A resisténcia de uma viga retangular varia na razdo direta da largura e do quadrado da altura. Achar as dimensdes da viga mais resistente que pode ser constrifda com um tronco de drvore cuja segdo transversa 6 uma elipse de semi-eixos a e b. Resp. Largura = ays ; altura = aay . § 49 VALORES MAXIMO E M{NIMO vis 2s. A resisténcia de uma viga retangular varia como o produto da largura pelo eubo da altura. Achar as dimensdes da viga mais Tesistente que pode ser cortada de um tronco cilindrico cujo raio 6 a. Resp. aX av3. (m2) 22 800 , onde a origem é 0 ponto do qual a bola é lancgada e m & 0 coeficiente angular da curva na origem. Para que valor de m a bola atingirA (a) a maxima distdncia sobre 0 mesmo nfvel horizontal, (b) a m4xima altura sobre uma parede vertical distante de 300 pés. Resp. (a) 1; (b) 4/3. 27. Uma janela de perimetro p tem a forma de um retdngulo encimado por um tridngulo retangular isésceles. Mostrar que a luz pela janela é mdxima, quando os lados do retdngulo sio iguais aos lados do tridngulo. 26. A equacéo da trajetéria de uma bola 6 y=mz— 28. Dada a soma das dreas de uma esfera e um cubo, mostrar que a soma dos seus volumes ser4 minima quando o didmetro da esfera fér igual 4 aresta do cubo. Quando é que é m4xima a soma dos volumes ? 29, Achar as dimensdes do maior retdngulo inscritfvel na elipse S+he Resp. av/2 Xb+/2. 30. Dentre todos os retangulos com base sdbre 0 eixo dos az . : - 8a e com dois vértices sébre a curva de equagao y = 4 dai wW. figura no Capitulo XXVI), achar o de méxima drea. Resp. Area 40%, 31. Achar a razio entre a 4rea da menor elipse que pode: ser circunscrita # um retAngulo-e a drea do retangulo, A drea de uma. élipse 6 rab, onde a e & s&o os semi-eixos. Resp. $7. 32. Os dois vértices inferiores de um trapézio isdsceles séo os pontos (—6,0) e (6,0). Os dois Vértices superiores estio sdbre a curva 2? -+ 4y = 36. Achar a ftea do méximo trapézio nestas condigées, Resp. 64, 33. A distancia entre os. centros de duas esferas de raios a ¢ U respectivamente 6 ¢. Achar de que ponte P sobre a reta dos cen- 16 VARIAS APLICAGOES DA DERIVADA cap, V tros AB vé-se 0 m&ximo de superficie esférica (A Area da super-. ficie de uma zona de altura A é 2 wrk, onde r é 0 raio da esfera). a —F | midades de A. az + bF Resp. 34. Achar as dimensdes do m4ximo paralelepipedo com base quadrada que pode ser cortado de uma esfera de raio r. Reap. neirvV. 35. Dada uma esfera de raio 6, calcular a altura de cada um dos seguintes sdlidos: {a) cilindro circular reto de maximo volume inserito na esfera; {b) cilindro circular reto de méxima drea total inscrito na esfera; (c) cone reto de minimo volume circunserito na esfera. Resp. (a) 4/3; (b) 6,31; (0) 24. 36. Prove que uma barraca cdnica de dada capacidade neces- sita do minimo de fazenda quando a altura 6 4/2 vezes o raio da base. Mostre que quando a fazenda 6 estendida no chiéo tem-se um efr- culo do qual se cortou um setor de 15279’. Quanta fazenda é neces- sdria para uma barraca de 10 pés de altura? Resp. 272 pés quadrados. 37. Dado um ponto sobre o eixo da parabola y? = 2 pz a dis- tancia a do vértice, achar a abscissa do ponto sobre a curva que 0 mais préximo do ponto dado. Resp. & = a—p. 38. Achar sdbre a curva 2y =z? o ponto mais préximo do ponto (4, 1). Resp. (2,2). 39. Sendo PQ o maior ou o menor segmento que pode ser tra- gado do ponto P (a,b) a curva y =f (x), provar que a reta PQ é Perpendicular 4 tangente & curva em Q. 40. Uma férmula de eficiéncia de um parafuso é E= ae, onde @ 6 o angulo de fricgaio e h o passo do parafuse. Achar h para mdéxima eficiéncia. Resp. h = secd — tg@. 41. A distancia entre duas fontes de calor A e B com intensi- dades a e b respectivamente, é1. A intensidade total do calor num $50 DERIVADA COMO VELOCIDADE DE VARIACAO WW ponto P entre Ae B 6 dada pela formula 4p potye—*., Ez ag d= a) onde x 6a distancia de Pa A. Para que posi- odo de P serd mais baixa a temperatura? 1 Resp. 2 = wt . at + bt 42. A base inferior de um trapézio isdsceles é 0 eixo maior de uma elipse; as extremidades da base superior séo pontos da elipse. Mostrar que o maximo trapézio deste tipo é tal que o comprimento da base superior 6 metade do da base inferior. 43. Dentre todos os tridngulos isésceles de vértice em (0, 6), inseritos na clipse b2e* + a’y? = a%b?, achar a base do de drea m4&- xima. Resp. 2y+b=9. 44, Achar a base e a altura do tridngulo isosceles de 4rea mif- nima que circunscreve a elipse b’s* + a?y? = ab? e cuja base 6 para- lela ao eixo dos ax. Resp. Altura 56; base 2a V3. 45. Seja P (a,b) um ponto do primeiro quadrante. Pelo ponto P tracemos uma reta cortando os semi-eixos positives OX e OY nos pontos A e B respectivamente. Calcular os segmentos determinados sibre OX e OY nos seguintes casos: (a) quando a drea OAB é minima; (®) quando o comprimento AB é minimo; (©) quando a soma dos segmentos determinados sébre os semi-eixos 6 minima; (@) quando a distancia de 0 a AB é maxima. 13 #1 Resp. (a) 24, 2b; (db) a+ atb®, b+ as bi; — a+b? a+b at va,0+ Ve @ SEE, STE, 50. —Derivada como velocidade de variacio. No § Ba relagéio funcional qd) you? deu como razio entre of correspondentes acréscimos 2 Maoet Ae. 8 VARIAS APLICAQUES DA DERIVADA oap, V Quando z = 4 e Az = 0,5, (2) fornece 3) fe = 85. Dizemos, ent&o, que a velocidade média de variagio de y em re- lagdo a x, ou que a rapidez média de variag&o de y em relagdo a x, 6 igual a 8,5 quando x cresce de x = 4 para z = 4,5. Em geral, a razéo (A) a = velocidade (ou rapidez) média de variagio de y em re- lagéo « x quando x varia de x a x + Az. Velocidade de variacgéo constante. Quando ) yrar+b, temos =a, isto é, a velocidade média de variagéo de y em relacio a x é igual a G, coeficiente angular da reta (4), e constante. Neste cago, ¢ sd- mente neste, a variagéo de y(= Ay), quando x varia de qualquer valor = para x + Ax ¢ igual ao produto da velocidade de variagdo a pelo aeréscimo Ax. Velocidade de variagdo inataniénea. Se o intervalo de x a z+ + Ax decreace e Az» 0 ent&o a velocidade média de variagdo de y em relagio a < neste intervalo tende a velocidade de variagée ins- tantanea de y em relagdo a 2. Logo, pelo § 24, (B) a = velocidade (ou rapidez) de variagio instanténea de y em relagéo a x para um dado valor de z. Por exemplo, de (1) acima, dy _ (5) jg = 2. Quando z = 4, a velocidade de variagio instantanea de y ¢ 8 vmidades por unidade de variagiio de 7. O térmo “instanténeo” mauitas vezes omitido em 8. Interpretagéo geoméirica, Tracemos, como na figura, 0 gréfico de @ . y=F § 51 VELOCIDADE NUM MOVIMENTO RETILINEO 19 Quando x eresce de OM para ON, y cresce B de MP para NQ. A velocidade de varia- ¥, gio média de y em relagdéo a # & igual ao coeficiente angular da reta PQ. A velo- cidade de variagdéo instanténea quando zx = OM éigual ao coeficiente angular da 9 tangente PT. Logo: A velocidade de variagéo instanidnea de y em P (a, y) € igual & relocidade de variagio de y ao longo da tangente em P. Quando z = a, a velocidade de variagdo instantinea de y, ou J), por (6), 6 f (x). Se x varia de 2)-para t+ Av, a variagiio exata. de y nao 6iguala f’ (m) Az, a n&o ser que f’ (x) seja constante, como em (4). Veremos mais tarde, contudo, que este produto 6 aproximadamente igual a Ay quando Az 6 suficientemente pe- queno. 5}. Velocidade num movimento retilineo. FE importante nas aplicagdes a velocidade de va- tiagdo em relagdo ao tempo. Neste ————_!_____.45,_ caso esté, por exemplo, a veloci- pr B dade num movimento retilfneo. Consideremos 0 movimento retilineo de um ponto P sébre a reta AB. Sejas a distancia de P a um dado ponto fixo — digamos O — num dado instante ¢. A cada valor de ¢ corresponde uma po- sigio de Pe portanto uma distancia (ou espago) s. Logo, s é uma fungaio de ¢ e podemog escrever s=f. Demos a # um acréscimo Af; entdo s receberé, um acréscimo As, e qa) a = velocidade média de P (quando o ponto se move de P para P’) no intervalo de tempo At. Se P se move uniformemente (isto 6, com velocidade cons- tante), a razéo acima terd o mesmo valor para todo intervalo de tempo e 6a velocidade em cada instante. 80 VARIAS APLICAQOES DA DERIVADA car. V Para o caso geral de um movimento de natureza qualquer, uni- forme ou ng0, definimos a velocidade num dado instante como o@ limite da velocidade média quando At tende a zero, isto 6, ds () v= A velocidade num dado instante € a derivada da distancia (= es- paco) em relacdo ao tempo, caleulada nésse instante. Quando » 6 positiva, a distancia s é uma fungdo crescente de ¢ e 0 ponte P se move na diregao AB. Quando » é negativa, s é uma fung&o decrescente de t e P se move na diregéo BA. (§ 45). Para mostrar que esta definigéo de velocidade est& de acordo com a que j4 tinhamos intuitivamente, procuremos a velocidade de um corpo que cai, no fim de dois segundos. A experiéncia mostra que um corpo que cai livremente da po- sigéo de repouso num v4cuo perto da superficie da terra segue apro- ximadamente a lei (2) 8 = 408, onde s = altura da queda em metros, ¢ = tempo, em segundos. Aplicando a Regra Geral (§ 27} & fungao (2), temos: Prziro Passo. s+ As = 4,9 (t+ Al)? = 4,984 9,8f.At+ + 4,9 (AO Seaunpo Passo. - As = 9,8¢. At + 4,9 (At)*. TEROEIRO Passo. As = 98t-+ 4,9At = velocidade média At ji no intervalo de tempo At. Fazendo ¢ = 2, (3) = = 19,6 + 4,9 At = velocidade médiano intervalo de tem- po At depois de dois segundos de queda. Nossa nog&o intuitiva de velocidade nos diz logo que (3) ‘néo pode dar a velocidade no fim dedois segundos, pois mesmo'que At § 52 ‘YELOOIDADES INTER-RELACIONADAS 81 . . . 1 1 seja muito pequeno — digamos joo °" To00 de um segundo, (3) continua dando sdmente a velocidade média durante 0 correspon- dente pequeno intervalo de tempo. O que entendemos, pois, por velocidade no fim de dois segundos é 0 limite da velocidade média quando At diminui tendendo a zero, no caso atual, 19,6 metros por segundo, como resulta de (3). Assim, a nocéio de velocidade que adquirimos com a experiéncia, envolve a idéia de limite, ou . ds v= im ue 19,6m por segundo. 52. — Velocidades inter-relacionadas. Fm muitos problemas aparecem diversas varidveis, sendo cada uma cleclas uma fungio do tempo, relacionadas entre si pelas condig5es do problema. As re- lagdes entre as velocidades de variagiio, em relagdio ao tempo, das varidveis sio obtidas por derivagio. ‘A regra abaixo 6 muito util na resolugio destes problemas. Primero Passo. Trace uma figura ilustrando o problema. In- dique por %, ¥, # ete. as grandezas que variam com 0 tempo. Seaunpo Passo. Obtenka ttma relagGo entre as varidveis, vdlida em cada instanie. Tercemo Passo. Derive em relagio ao tempo. Quarto Passo. Faga uma lista dos dados e das incégniias. Quinro Passo. Substitua as grandezas conhecidas no resultado que achou par derivagdo (terceiro passe) e resolya a equagdo assim oblida. PROBLEMAS 1. Um homem anda & razio de 5 milhas por hora em diregéio a base de uma torre de 60 pés de altura. Com que rapidez ele se avizinha do topo quando esté a 80 pés da base da torre? . Soivgic. Aplicande a regra acima, Primeiro Passo. Tracemos a figura. Sejam z = diatfncia entre o homem ea base, y = disténcia entre o homem e © t6po da torre, em cada instante. Segundo Passo, Como temos um triingulo retangulo, v= 2 + 3600. 82 VARIAS APLICAQOES DA DERIVADA cap. V Terceiro Passo. Derivando, obtemos | ay = 22%, ow at | a #. Isto significa que, em cada instante, (Velocidade de variagio de y) = + vezea (velocidade de variag&o de 7). Quarto pasta. = = 80, = — 5 milbas por hora = — 5 X 5280 pés por hora. yn VE + 3600 dy 100 a7? Quinto Passo. Substituinde em (1), ay 80 D7 Toe % 8 X 8280 pls por hora = — 4 milhas por hors. Resp. 2. Um ponto move-se sobre a pardbola 6 y = 2? de modo tal que quando’ x = 6 a abscissa cresce com a velocidade de 2em por segundo. Com que. velocidade cresce a ordenada nesse instante? Bowwgho. Primeiro Passo. Desenhemos a pardbola Segundo Passo. By =a. , wv od Terceito Passo. 6 di 2 aot dy a de (2) #73 a Isto significa que, em cada ponto da pardbola, {velocidade da ordenada) = $ vezes (velocidade da abscisaa) Quarto Passo. a=6 = 20m por segundo. z dy pene em Quinto Passo.. Substituindo em (2), WS x2 = dem por segundo, Resp. Do primeiro resultado notamos que no ponto P (6, 6) a ordenada varia duas vezes mais rapidamente que a absciasa. § 52 VELOCIDADES INTER-RELACIONADAS 8&3 No ponto P’ (— 6,6), tem-se oe = — 40m por segundo, eo sinal menos indica que a ordenada é decrescente quando a abscissa cresce. 3. A dilatagdo pelo calor de um prato circular de metal é-tal que o raio cresce com a velocidade de 0,01 cm por segundo. Com que velocidade de variag&o eresce a Area do prate quando o raio tem 2cm? sorgio. Seja z= raio e y= érea do prato. Entio year. @) Wome . Portanto, em cada instante a érea do prate eresee, em em quadrados, 2% z vezes mais rapidamente que o raio em centimetros. : dz dy aad, ZrO. Get Subetituinds em (3), a = 24 X2X0,01 = 0,04 wom" por segundo. ‘Resp. 4. A 12.pés de altura de um passeio reto € horizontal, esté presa uma fonte de luz. Sobre o passeio e afastando-se da fonte com a velocidade de 168 pés-por minuto, caminha um rapaz de 5 pés de altura. Com que rapidez varia o comprimento da sombra do rapaz? Powugko. Seja « ~ distancia do rapaz de um ponte situado diretamente sob a luz L e y =-comprimento da.aombra do rapaz. Da figura, Lb yiyto a5 212, ou at, uy 7™ 4, a2 : 4 . dy — Bdz. Al = Derivando TT a g M F portanto, a rapidez com que varia o comprimento da som- . bra so os 5/7 da rapider com que anda o rapaz, ou 120 péa por minuto. 3. Um porto move-se sobre a pardbola y? = 12 de modo-a que sua abscissa cresca uniformemente na yazio de 2em por se- gundo. Em que ponto crescem a abscissa e ordenada com igual Tapidez? Resp. (3, 6). 84 . VARIAS APLICAQUES DA DERIVADA cap. V 6. Ache os valores de x para o# quais a velocidade de va- riagéo de - we 122*+ 452-13 . é nula, Resp. 3e 5. 7. Faz-s¢ a atracagéo de um bareo cujo tombadilho esté 12 pés abaixo do nivel do cais por um cabo passando por uma argola no assoalho do cais. O cabo é arrastado por um guindaste na radio de 8 pés por minuto. Qual a rapidez com que se move o barco quando est&é a 16 pés do cais? Resp. 10 pés por minuto. s. Um barco est& preso pelo cabo de um guindaste situado 20 péa acima do nivel em que o cabo se prende no barco. Hate afasta-se 8 pés por segundo. Com que rapides se desenrola o cabo quando o barco esté a 36 pés do ponto diretamente situado sob 0 guindaste? Resp. 6,86 pés por segundo. 9. Uma extremidade de uma escada apéia-se num muro per- pendicular ao plano onde esté a outra extremidade. O pé da es cada, 6 afastado da parede & razio de 3em por minuto. Pergun- ta-se: (a) Com que rapidez desce o topo da eacada quando o pé esté a 14em da parede; (b) quando o pé 6 o topo se movem com igual Tapidez; (c) quando deace o topo a razéo de 4m por minuto. Resp. (a) < em por minuto; (b) quando a 25 V2em do tauro; (c) quando a 40cm do muro. 10. Um navio dirige-se para o sul com a velocidade de 6 km por hora; outro para o este com 8 km por hora. As 16 horas 0 se- gundo passa pelo ponto onde o primeiro estivera duas horas antes. Pergunta-se: (a) como variava a distancia entre eles As 15 horas; (b) como as 17 horas; (c) quando a distdncia nfo variava. Resp, (a) Decrescendo 2,8km.p.h.; (b) crescendo 8,73 km.p.h.; (c} 15h. 17 minutos. 11. O lado de um trifngulo equilétero mede @ cm e cresce k ci por hora. Com que velocidade cresceré a Srea do tridngulo? Resp. }ak ~/3cm? por hora. 12. A aresta de um tetraedro regular mede 10 cm ¢ cresce 0,1 cm por minuto. Com que velocidade cresceré o volume do tetraedro? 13. Se num determinado instante as dimensbes de um retfn- gulo sio a e b 6 variam com velocidades # ¢ 1 respectivamente, mos- trar que a 4rea do reténgulo varia com a velocidade an + bm. § 52 YVELOCIDADES INTER-RELACIONADAS 85 14. Num determinado instante os trés dimensdes de um para- Iclepipedo retdngulo a%0 6 em, 8 cm, e 10cm e crescem com as velo- cidadea de 0,2cm por segundo, 0,3 cm por segundo, 0,1 em por se- gundo respectivamente. Com que velocidade cresceré o volume do paralelepipedo? 15. O perfodo (P seg.) de uma oscilagéio completa de um pén- dulo de comprimento | pol. 6 dado pela formula P = 0,324 V1. Achar a velocidade com que varia o periodo em relagio ao compri- mento quando 1 =9 pol. Por meio deste resultado dar aproxima- damente a vatiagdio de P causada pela variagfo de I de 9 para 9,2 pol. Resp. 0,054 seg por pol; 0,0108 seg. 16. O didmetro ea altura de um cilindro reto regular sio num determinado instante 10cm e 20cm -respectivamente. Se o did- metro crescer Lom por minuto, como variar4 a altura do cilindro ge seu volume permanecer constante? Resp. Decresceré 4m por minuto. 17. © raio da base de um cone eresce 3.om por minuto e sua altura decresce 4em.por minuto. Como variaré a drea total do cone quando o raio fér igual a 7 cm e a altura 24cm. , Resp. Cresceré 96% cm? por minute, 18. Um cilindro de raio re altura h tem um hemisfério de raio r colocado em cada extremidade. Se r crescer } cm por minuto, como deverd A variar para manter o volume do corpo o mesmo que no ins- tante em que 7 6 igual a 10cm eh igual a 20cm. 19. Deixa-se cair uma pedra num pogo e, ¢ segundos depois, outra. Mostrar que a distancia entre as pedras creace com a velo- cidade de t.g pés por segundo. 20. Um balao contém 1000 pés ctibicos de gds & pressiio de 5 libras por polcgada quadrada. Se a pressio decreace na razio de 0,05 libras por polegada quadrada por bora, com que velocidade eresce o volume (use a lei de Boyle: pu = c). Resp. 10 pés citbicos por hora. 21. A lei adiabdtica para a expansio do ar é PV4=C. Se o volume observado num determinado instante, é igual a 10 pés 86 VARIAS APLICAQOES DA DERIVADA car. V etibicos e a presséo é de 50 libras por polegada quadrada, como va- riaré a pressfio se o volume decrescer de 1 pé ciibico por segundo? Resp. Crescerd 7 libras por polegada quadrads por segundo. 22. Se y=42— 2' e = cresce constantemente de 1/3 de uni- dade por segundo, achar com que velocidade o coeficiente angular da curva varia no instante em que x = 2. Resp. Decrescendo 4 unidades por segundo. 23. De uma torneira cai fgua em um vaso de forma hemiafé- rica, com 14cm de diAmetro, & raziéc de 2em™ por segundo. Com que velocidade estd a 4gua subindo: (a) quando ocxpa a metade do vaso? (b) quando comega a transbordar? (O volume do segmento esférico 6 trh? — ark, onde k é a altura do segmento). 24 Deum balao esférico eseapam 1 000 cm! de gés por minuto. No instante em que o raio é igual a 10cm: (a) com que velocidade o vaio deeresce? (b} com que velocidade a superficie decresce? Resp. 200 cm? por minute. 25. Ser representa o raio de uma esfera, S a superficie e V dV rds o volume, provar a relagio Goa. 26. © leito de uma estrada de ferro forma com uma estrada de rodagem um 4ngulo de 60°. Uma -locomotiva est’ a 500m da in- tersegéio e se afasta dela com a velocidade de 60 km por hora. Um automével esté a 500m da intersegfo e pars ela se dirige com a velo- cidade de 80km por hora. Qual € a velocidade de variagio da distancia entre a locomotiva e o automével? Resp. Cresce 15 km por hora ov 15 3 km por hora. 27. Uma tina horizontal com 10m de comprimento tem como segdo vertical um tridngulo retdngulo isésceles, Enche-se a tina de agua a razio de 8m por minuto. Com que velocidade sobe a superficie da agua quando a mesma tem 2m de profundidade? Resp. tm por minuto. 28. No problema 27, que volume de dgua deve ser derramado por minuto para que o seu nivel suba im por min. quando a fgua tem 3 metros de profundidade? 29. Um reeipiente horizontal com 12m de comprimento tem como. seco vertical, um trapézio. O fundo déste mede 3m e seus § 52 VELOCIDADES IN'TER-ELACIONADAS a7 lados sio inelinados, em relag&io 4 vertical, de um Angulo cujo seno é 4 Néste recipiente a d4gua esté sendo derramada & razio de 10 m? por minuto. Com que velocidade sobe o nivel da Agua quando ela tem 2m de profundidade? 30. No Problema 29, com que velocidade a agua deve ser reti- rada do recipiente para que o seu nivel baixe de 0,fm por minuto quando ela tem 3m de profundidade? 31. A abscissa da intersecfio com o eixo dos xx da reta tan- gente ao ramo positivo da hipérbole zy = 4 ererce de 3 unidades por segundo. Seja B a intersepio da mesma tangente como eixo dos yy. Achar a velocidade de B no fim de 5 segundos, sabendo-se que a abscissa da intersegio com o eixo dos zz parte da origem. Resp. — Fp unidades por segundo. 32. Um ponto P se move ao longo da parabola y? = x de modo que sua abscissa cresga na razéo constante de k unidades por se- gundo. A projegio de P sobre o eixo dos az 6 M. Com que velo- | cidade varia a drea do trifngulo OMP quando P est& no ponto para o qual z = a? Resp. 3 k Va unidades por segundo. OUTROS PROBLEMAS 1. Ret&ngulos inscrites na drea limitada pela pardbola y?=16 2 ea sua corda focal perpendicular ao eixo e tais que um de seus lados esteja sempre sobre a corda focal, servem de base a paralelepfpedos reténgulos cujas alturas séic sempre iguais 4s do lado paralelo ao eixo dos sx. Achar o volume do maior désses paralelepipedos. Resp. 28/5 = 73,27. 2. Dentre as eclipses simétricas em relagdo aos eixos coorde- nados, passando pelo ponto fixo (fh, &) achar a de rea minima. Resp. ko2x? + hoy? = 2hk?. 3. A curva z'?— 32y¥+7=0 tem um trecho no primeiro quadrante simétrico em relagio A reta y= 2. Tridngulos isésceles tendo um vértice comum na origem e bases sobre a reta 2 + y = a, estao inscritos nesse trecho. Para que valor de a se obtém um tri- Angulo de frea maxima. Resp. 4 (i + V/18) = 2,303. 4. De um ponto P, do primeiro quadrante, situado sobre a curva y = 7 — 2, tragou-se uma tangente, que cortou os eixos coors 88 VARIAS APLICAQOES DA DERIVADA cap. V denados em A e B. Achar a posiggo de P para a qual AB é um minimo. Resp. Ordenada = s. O custo da construgao de um edificio é $50.000 para o pri- meiro pavimento, $52.500 para o segundo, $55.000 para o terceiro e assim sucessivamente. Outras despesas (terreno, plantas, ali- cerces, etc.) importam em $350.000. A renda Ifquida anual de cada pavimento é $5.000. Que ntimero de pavimentos proporcionaré& o maior rendimento neste investimento? Resp. 17. 6 O consumo de um artigo, que se vende aos quilos, é inversa- mente proporcional ao imposto que incide sobre ele. Sabendo-se que o consumo 6 de m quilos quando o artigo nfo é taxado e é den quando a taxa é de ¢ cruzeiros por quilo, achar a taxa que deve ser imposta a cada quilo para se ter a m4xima renda possivel. 7. Um tridngulo ABC é formado por uma corda BC da pard- bola y = k 2? e as tangentes AB e AC em cada extremidade da corda. Se BC permanece perpendicular ao eixo da pardbola e se aproxima do vértice com a velocidade de 2 unidades por segundo, achar a velocidade de variagéo da 4rea do tridngulo quando a corda BC esté a 4 unidades do vértice. 8. Um tanque cilindrico vertical de raio igual a 10 polegadas tem um orificio de raio igual a L polegada em sua base. A veloci- dade com a qual a 4gua contida no tanque escapa é dada pela fér- taorila v? = 2gh, onde & é a profundidade da Agua e g é a aceleragao da gravidade. Qual ¢ a rapidez de variagio da velocidade? Resp. Decresce ® g pés por segundo quadrado. 9. Uma luz dista 20 pés de uma parede e est4 10 pés acima do centro de um corredor que é perpendicular & parede. Um homem com 6 pés de altura percorre o corredor em direcéio & parede com a velocidade de 2 pés por segundo. Quando ele esté a 4 pés da pa- rede, com que velocidade a sombra de sua cabega se Move ha pa- rede? Resp. % de pé por segundo Capituto VI DERIVACAO SUCESSIVA E APLICACOES 53. Definic&o de derivadas sucessivas. Vimos que a deri- vada de uma funcdo de x é também uma fungGo de . Esta nova fungdio pode também ser derivavel e neste caso a derivada da deri- vada primeira 6 chamada derivada segunda. Semelhantemente, a derivada da derivada segunda chama-se derivada terceira e, assim sucessivamente, a derivada da derivada (x — 1)-egésima chama-se derivada n-egésima. Por exemplo, se y = 324, dy oy 42 dz 22, d[ 2 (#)]-, « 2[2 3) = 722, ete. Notagdo. Os simbolos para as sucessivas derivadas sfio os s¢- guintes: d(dy\_ dy ad fd By z(# * di! z( ) ote. Para y = f (x), as derivadas sucessivas 3&0 indicadas também por dy dy eit Y tf @s Gam =f" @); £Y om cre. SY oy ae pm Ew ym ir (ay, FE = ym = 9G). No exemplo dado acima 6 mais cémoda a notagio y = 32+, y = 1224, y’ = 3622, y” = 722, yl” = 72. 90 DERIVAGAO SUCFSSIVA E APLICACOES cap. VI 54. Derivacio sucessiva das fungdes implicitas. Para dy . ilustrar o que ficou dito acima acharemos ae da ‘equacdio da hi- pérbole q) bx? — aty? = a7b® Derivando em relagio a x (§ 41). ad 2b% — aay oe =0, ou da biz @) oo dz ay” Derivando de nove e lembrando que y ¢ fungiio de x dy 24h? — beat ay _ a@yd' bea: ar dx? aty? Substituindo de pelo valor dado em (2) ate 2p2y — arhiz ( 2 oy (FE) poe) det ay? ” atyt . Mas, a equag&o dada fornece bx? — a?y? = a2)? fy * dat atys” PROBLEMAS Verifique os resultados abaixo ay kL g=Sat— 2224+ 62. ger 7 368 122. Be 2 = Vo+ bt. ao. 8a-+ DYE ye the @y dab * ~ a~ br" dz? (a — bry” 2 4 u= Vator ae -—t. (a? + 9) a dy 208 a+z Ge? (ata § 53 DERIVAGAO SUCESSIVA DAS FUNQGES IMPLicITAS 91 t ds - (+2) 6& §= a. moe E41 attr ot — 222 ~ is % §@= 7: IG) = Gra 8 __2 ayy 2(-1"|n UTE de @+ip. a 2 % epty=r, ere dty 4a? t= =e. lo daz. det ¥ aty bt dy Boss 2. 242 me gg 2hP, Hse et Hi. biz? + a2y? = a%b?, a ar ae zy ay hi — ab 24.9 2m f= 12. ax?-+ Qhay + by?=1. det Ga Phy = ay, _ 22 1. thy = 1 mt Pe @y — Qys— ty? — at tot = gt —= = 14. 4 Qaty? = at. Ge zy . Nos exerefeios 15 - 25 achar og valores de y’ ey’ para os valores dados as variéveis. 15. y= Wart Gein Resp. yO y= a 16. y= V25> Bae = 3. vy =- 4, v= i. ys eVetooas y =9, 9" =o 18. gt 4y2= 92 =5, y =2. v=, =-& 19, 2tedayby?+3=0; 2=2,ys—1. y=0, 9” = ~}. 200 y= 3-2) 2=1. a. y= Vit2ae=4. 22.0 y= Wrtt4; = 2. 2. y+2ey=16; 2=38, y=2. 23. ysav3a—-2; t=2. 26. Poay?ty=8; r=2, y=2. . A @ Para as fungées abaixo achar fy. 26. yoo 3. 2. yor 92 DERIVAGAO SUCESSIVA BE APLICAGOES gap. VI 4 27. ae 30 oy — 4ay = 16. 2. y= W2-35. 31. wt — ary + y=d, 55. — Concavidade de uma curva. Quando © ponto P (z, y) percorre uma curva, o coéficiente angular da tangente & curva no ponto P varia. Quando 4 tangente esté abaixo da curva (Fig. a), o areo da curva nas proximidades de P, é cdncavo para cima; quando a tangente esté acima da curva (Fig. 6), 0 arco 6 céncavo para baixo. Na Fig. a, o coeficiente angular cresce quandu P descreve o arco AP; logo, f’ (x) 6 uma fungéio crescente de x. Por outro lado, aa Fig. b, quando P descreve o arco QB, o coeficiente angular decresce e J’ (z) € uma fungao decrescente. No primeiro caso, portanto, jf” (2), 6 positiva, no segundo caso, tegativa (§ 45). Temos, poia, o seguinte critério para determinar o sentido da concavidade num ponto. O grdfico de y = f (2) € céncavo para cima se a derivada segunda de y em relacéo @ x é positiva ¢ céncava para batze se esta derivada é negativa. 56. — Segundo método para o exame de m4ximos e mi- nimos. Em A, oa Fig, ¢ do pardgrafo precedente, o arco 6 cOn- cavo para cima e a ordenada tem um méaximo, isto ¢, f’ (x) = 0, J” (@) 6 positiva. Em B, na Fig. 5, f’ (2) = 0, f' (@) € negativa, Podemos, entdo, estabelecer condigdes suficientes para mAximo e minimo valores de f(z) para valores crfticos da varidvel, como segue: JG@) 4 um mdzimo se f’ (x) = 0 ¢ f'' (x) = mimero negative. F(z) é um minimo se f' (x) = 0 € J’ (x) = niimero positivo, Temos, pois, a seguinte regra prdtica para o exame de mAximos e minimos de wma fungdo. Primetno Passo. Achar @ derivada da fungéo. Szeunvo Passo. Igualar a derivada a zero ¢ achar as rates reais da equagdo obtida (0a valores ertticos da varidvel). Terceino. Passo. Achar a derivada segunda. § 56 ” gmauNpo Mitropo Ds MAXIMOS & M{NIMOS 93 Quarto Passo, Substituir cade valor erttico da varidvel na deri- vada segunda, Se o resultado ¢ negative, entdo a fungio fem um md- wimo para esse valor critico; se o resultado & positivo, entdo a funcéo tem um minimo. Quando f” (x) = 0 ou ndo existe, o processo acima falha, em- bora possa haver, eventualmente, m4ximo ou minimo para @ fung&o; néste caso, o primeiro método, dado no § 47, deve ser aplicado. Usualmente, 0 segundo método nfo falha e, se o processo de achar a segunda derivada no é muito longo ou monétono, é éste, geral- mente, o métode mais cémodo. Exemplo ilustrativo 1. Apliquemoa o método acime no exame da fungiio Maney, = encontrada no exemplo desenvolvido na pdégina 60. Sonn gio. j@a2+ 2 . Primeire Passo. j(@) =2 -2 . Segundo Paseo. 22-0, z = 6, valor eritico erosive Passo. fia) 2+ a Quarto Passo. : rO=+. Logo (6) = 108, mfnimo valor Exemplo ilustrative 2, Examinar 2* — 32? — 9z +5 no que concerne aoa mézximos e mfinimos. Usar o segundo método y, Boiugic, {@)=—=2-32-O2+5. qh Primsito Pano, f(z) = 32? 62-9. i Segundo Passo. 3a? 62-9 ~ 0; portanto, o4 valores eriticns alo z= — 1 6 3. Terceiro Passo. Xz) = bz — 6. Quarto Paso, f’(— 1) = — 12. «'-J(— 1) = 10 = (ordenada de A} = m4ximo valor £'@) = +13. .*. 4 (B) = — 22 (ordensda de B) = minimo valor, 94 DERIVACAO SUCESSIVA E APLICAGOES cap.. VI , 7 PROBLEMAS Examinar cada uma das fungdes abaixo, no que conceme aos méximos e minimos. 1 2 +32%— 2, z= — 2, dé max. = 2 x , dé min. = — 2. 2 2 -3a+4, z=-], dé max. = 6. x= 1, d4 min. = 2. 3 «225 — 8az? +a. (a> 0) x = 0, dé max. = a*. «=a, min. = 0, 4. 24+ 122+ 327-224, z=2, dé méx. = 22. e=—1,d4 min. = - 5. a Se 3x-2at— 42. 2 = 4%, dé méx. = z. z= —4, dé min = — 2 6 3at- 408 — 12224 2, a= 0, dé max. = 2. e=-—1,d4 min. = - 3. 2 = 2, dé min. = ~ 30. we wt 4x 4d, 2 = 0, d& max. = 4. a= + +2, di min. = 0. 8 a a= 0, d& méx. =}, “+e? z=—a, dé min. = — 3. co om % B+ 929+ 2724-9. 12. Pts Tt 10 122+92?— 42%, 2 2 2 a We xt(r — 4). 3 2 a 14, Deve-se fazer uma caixa retangular com base quadrada e sem tampa. Achar o volume da méxima caixa que pode ser feita com 1200 pés quadrados de material. Resp. 4000 pés ctibicos. 15. Deve-se construir um tanque de base quadrada e sem tampa com capacidade para 125 m® de 4gua. Sendo de Cr$50,00 o prego do mm? de material para as faces e de Cr$ 100,00 para o fundo, quais as dimens6es Para que 0 prego seja minimo, Resp. Um cubo de aresta = 5m, 16. Deve-ge fazer um canteiro com 800m? ¢ em volta um pas- seio com 3m de largura.ao longo de dois lados paralelos e 6 ao longo § 56 SEGUNDO METODO DE MAXIMOS ¥ M{NIMOS 95 dos outros dois. Quais devem ser as dimensdes do canteiro para que a Area total do passeio e canteiro seja minima? Resp. 20m X 40 m. 17. Um terreno retangular a conter uma dada drea deve ser raurado ao longo de trés dos seus lados. Mostre que a despesa com o muro é minima quando o comprimento do lado néo murado é o débro do comprimento do outro lado. 18. Deve-se fazer uma tina de uma pega retangular de metal, dobrando-se as quinas de modo a que uma segéo transversa do s6- lido obtido seja um retangulo. Sendo 14em a largura da pega, qua] deve ser a profundidade da tina para que tenha maxima capa- cidade. . Resp. 3,5 cm, | 19. Uma janela formada por um ret@ngulo encimado de um tridngulo equilitero tem 15 pés de perfmetro. Achar as dimensdes | da janela, sabendo que por ela passa o maximo de luz. | Resp. O retdngulo tem 3,51 pés de largura e 2,23 pés de altura. 20. Uma esfera de madeira pesa w quilos. Qual o peso do ci- lindro circular reto mais pesado que se pode cortar de esfera. =~ quilos. ve 21, A geratriz de um cone circular é uma dada constante a. Resp. a Achar a altura se o volume é m&ximo. Resp. WV | 22. Uma lata de gasolina consiste de um cilindro encimado por . 2 . um cone cuja altura = 3 do diémetro. Mostre que para uma dada | I capacidade, tem-se o minimo de material necessdrio & construgéc da lata quando a altura do cilindro é igual & altura do cone. 23. Dada a parabola y* = 82 e 0 ponto P (6,0) sdbre o eixo, achar as coordenadas dos pontos da parabola que mais se apro- ximam de P. Resp. (2, + 4). 24. Um tridngulo isésceles tem 20 pés de base e 8 pés de altura. Quais as dimens6es do méximo paralelogramo inserito com um lado sébre a base do tridngulo, se o Angulo agudo do ‘paralelogramo é are tg 40 Resp. 5 pés X 10 pés. 25. Quer se cavar uma passagem do ponto A para um ponto B, situado 200 pés abaixo e 600 pés a esquerda do panto A, (; ter- ee 96 DERIVAGSO SUCESSIVA E APLICAQOES cap. VI reno & pédregoso abaixo do nivel de A e-arenoso acima. Sendo de 5 cruzeiros por pé linear o prego da cavagiio em ‘terreno arenoso e de 13 erugeiros em terreno pedregoso, achar o minimo prego da empreitada. Resp. Cr 5 400,00. 26. Uma folha de papel para cartaz deve conter 16 pés qua- drados. As margens superior e inferior devem ter 6 polegadas e as laterais 4 polegadas. Quais as dimensdes para que a drea impressa seja méxima? Resp. 4,90 X 3,27 pés. 27. Uma corrente elétrica atravessa uma bobina de raio r e exerce uma férga F sbbre um pequeno imé cujo eixo esté numa reta passando pelo centro da bobina e perpendicular ao seu plano. A forga 6 dada por F = —_, , onde x éa distAncia entre o centro (7 + 2)? da bobina e o fm&. Mostre que F 6 mdxima para x = $7. 57. —Pontos de inflexSo, Um ponio de inflezdo sébre uma curva sepata areos de concavidades voltadas para diregdes con- trarias (V. § 55). Na figura abaixo, B é um ponto de inflexéo. Quando o pon- to que descreve uma curva passa por um ponto de inflexfo, & deri- vada segunda muda de sinal e, se continua, deve anular-se no ponto; logo, temos: r¢8) Nos pontos de inflexto, f” (x) =0. Entre as raizes da equagéio f’ (z) = 0 estéo as abscissas dos pontos de inflexio. Para determinar a direg&o da concavidade na vizinhanga de um ponto de inflexdo, examine o sinal de ” (z), pri- meiro, para valores de x ligeizamente menores que a abscissa do ponto de inflexiio e, depois, para os ligeiramente maiores. Se f” () muda do sinal + ‘para o sinal —, a concavidade 6 para cima & es- querda e para baixo a direita; em caso contra- rio, a curva 6 céncava para baixo & esquerda e para cima A direita. Na vizinhanga de um ponto onde a curva é céncava para cima (como em A) a curva fica acima da tangente e num ponto onde a curva 6 céncava pata baixo (como em C), a curva fica abaixo da tangente. Consequentemente, nuth,ponte de inflexéo (como B), s tangente atravessa a curva. § 57 PONTOS DE INFLEXAO 97 Vamos dar uma regra para achar pontos de inflexdo de uma curva de equacao y = j (a). Primeino Passo. Ache j” (2). Secunvo Passo. Iguale jf’ (z) a zero e ache as vatzes reat da equagio. Tergurro Passo. Firade uma destas ratzes, examine o sinal de f(x), primeiro para valores ligeiramente menores que a raiz e depois para valores ligeiramente matores. Se f' (@) muda de ginal . ao, passar de um valor menor para um maior, entdo o ponto é de in- Slexéo. 4 Se f” (a) = +, a curva & céncava para cima ue .* Se j (2) = —, a curva é edncava para baizo _, Algumas vezes 6 conveniente fatorar J” (x) antes do Terceiro Passo. Admite-se que f’ (#) e f" (x) séo continuas. A solugio do Pro- blema 2, abaixo, mostra como interpretar o caso em qué ie) e f(z) sio ambas infinitas. PROBLEMAS Examinar as curvas seguintes no que conceme a pontos de in- flexéo e concavidade hk y=Set—4e4+]1. Souugio. f(@) = Bat —4e8 2. Primeiro Passo. f(z) = 36.27 — 24.2. Segundo Passo. 362° - 242 =0. .',¢-— Goa =0 fo as raises, Terceiro Passo JG) = 36 2(@ — 2). Ser< Of" @=at. Se Z>a> Oj" Ge. x Portanto, a curva é céncava para cima 3 esquerda e céncava para baixo & direita de += 0(A na figura). Quando O<2 $j") = +. # Jato pode ger lembrado facilmente se dissertoa que um vseo modelado pela curva, quando esta é eneava para cima, contém (+) égus ¢ quando é cdncava pars baixo entorna (—) égua. 98 DERIVACAQ SUCESSIVA E APLICAGORS oar, VI Portanto, a curva 6 cdncava para baixo & eaquerda e céncava para cima A direita de @ = 2 (B us figura). ‘Logo, of ponton 4 (0,1) e B(Z, 2) sho pontos de inflexso, A ourva é, evidentemente, cbncava para cima em todo ponto A esquerda de A, ebncava para baixo entre A (0,1) e B @ 2, e cdncava para cima em todo ponte & dirsita de B. 2 (y~ = (@— 4). : SoLugio. yet+@—4, at) Primeiro Passo. Segundo Passo. Para 2 = 4, as derivadas primeira e segunda afo infinitas. Perceira Passo. aca a =+. a>4Gbe—, Podemos, pois, concluir que a tangente em (4,2) é perpendicular ao eixo dos aa, que & esquerde de (4, 2) a curva é eOncava para cima e A direits para baixo; logo, (4,2) 6 um ponto de inflexio. 3. y=at Resp. Céncava pata cima em toda parte 4 y=5-Q2e—- 2% Céncava para baixo em toda parte. Sy =a. Céncava para baixo a es- querda e ecéncava para cima & direita de (0, 0). Céncava ‘para cima em toda parte. 7 y= 22'— 82? — 36 2+ 25. Céncava para baixo 4 es- querda e céncava para cima a direita de z = $. 6 yor 1 1 . = 2 gt, . = , . =~, & y= 222 — ot %® Y ats 10. y +e 88. — Tragado de curvas. O método elementar de tragar uma curva cuja equagiio 6 dada em coordenadas retangulares 6, como o leitor jf sabe, o de exprimir uma das varidveis, digamoa y, em. § 58 TRAGADO DE CURVAS 39 fungéo da outra, digamos z, dar valores arbitrdrios a esta ultima, calcular og valores correspondentes de y, marcar os pontos (x, y) que assim se obtém e, finalmente, tragar a curva passando por eles. Este processo 6 muito laborioso e nem sempre aplicdvel pois pode n&o ser possivel exprimir ums das varidveis em fungdo da outra, como no caso da equacéo de uma curva algébrica cujo grau seja superior ao segundo. Como 6, usualmente, a forma geral da curva que se quer, o cAlculo nos fornece meios mais poderosos que 0 acima reeordado para, a determinacdo da forma de uma curva; de fato, a derivada primeira fornece o coeficiente angular da curva em cada ponto, a derivada segunda, a diregdo da concavidade em cada inter- valo. Combinados estes resultados, temes uma idéia da forma da curva. Para ajuda ao estudante de como proceder neste sentido damos abaixo a Regra para o tragado de curvas (em coordenadas retangulares). Priterro Passo. Ache a derivada primeira; iguale-a:'a zero e ache as raizes reais da equacao obtida. Como as abscissas dos pontes de mdximo e mtnimo estéo entre estas ratzes, eramine-as uma a uma. Srcunpo Passo. Ache a derivada segunda; iguale-a a zero e ache as ratzes reais da equacdo obtida. Como as abscissas dos pontos de inflexéo est&o entre estas rafzes, examine-as uma & uma, Tercero Passo. Calcule as ordenadas correspondentes aos va- lores das ratzes achadas nos dois primeiros passos. Calcule tantos pontos quantos necessdrios para dar wma boa idéia da forma da curva. Faca um quadro como o que fizermos para o problema desenvoluido abaizo. Quarro Passo. Marque os pontos determinados e desenhe a curva passando por éles, valendo=se, para isso, dos resultados fornecidos pelo quadre. Quando os valores das ordenadas calculadas sfo grandes, 6 melhor reduzir a escala sobre o eixo dos yy afim de que o desenho, tragado dentro dos limites do papel usado, mostre a forma geral da curva, Deve-se usar papel quadriculado. Os resultados devem ser tabulados como nos problemas que resolvemos. No quadro, 08 valores de « devem seguir um ac outro, crescendo algébricamente. PROBLEMAS Trace as curvas seguintes, fazendo uso da regra acima. Ache também as equacgées da tangente e da normal em cada ponto de inflexao. 100 DERIVACAQ SUCESSIVA E APLICAGGES cap. VI lL y= 2?—O2?4 242-7. Sorugio, Pela regra acima, Primeiro Passo y = 827 — 182 + 24, 327 -182+%=0, a=2,4. Segundo Passo. y= 62-18, 6r-18=0, Terceiro Passo. o=3, ¥ | v | ig | Observ. | Coneavidade i | conse P- bao { . | concay. p. cima, Quarto Passo. Marcando os pontos e tragando » curva, obtemos a figura ao lado. Para achar as equacies da tangente e da normal no ponte de inflexio P, (3, 11) use as formulas (1), (2), § 43. Isto dd 32+ y = 20 para a tangente e 3y— z= 30 para a normal. 2 8y=e8-32°- 92+ 1L Resp. Max. (-1, gy min. (3,—- zg; ponto de inflexdo, (1,0); tangente, 42+y—-4=0; normal, z-4y—1 = 0. 3.) Gy=12— Ma - 12-22, Resp. Max. (— 1, 2); min. (— 4, — 2), ponto de inflexao (- $2 4. y=at— 82x, Resp. Max. (0,0); min. (4: 2, ~ 16); pontos de inflexao (+ 2 V3, - @ & y= ba 2 Resp. Max. (1,4); min. (—1, —4); ponto de inflexio (0, 0). 6x P+3 Resp. M&x. (3, 3); min. (--V3, — V3): Pontos de inflexdo (- 3, - P, 0,0), (3, 3). 6 y= 7% y=u+6r 18. ay= gp 2@ a yoa+3e— 2. § 59 ACELERAGAO NUM MOVIMENTO RETILINEO 101 4 9 Sy=4e— W2t?+1l5z, 1D aya e+e. lo y=(e- aF+od. 5 LL. 12y = (@@- 1) -24(@— 1). 20. ay Sa + 5. 12. y= a9 ~ 27). 8a 3. y= 2a6—B2 21. Yop ae 4.0 y= Sah - 5a z = 2 bet . = ———_.. 16. y= 2 Sat 22. y ea)? 16. y=u@i— 4) 23, xty = (2? ++ 1)*. 4 ly ayaa te. 24. y+ ly— 2 =0. 59. — Aceleragdo num movimento retilineo. No § 51 de- finimos a velocidade de um movimento retilineo como a derivada da distincia em relacio ao tempo. Pois bem, a aceleragéo 6, por definigto, a derivada da velocidade em relagéo ao tempo, isto 6, (A) Aceleragéo = a = a . De (C), § 51, obtemos (By ois o = a, pod Tendo em vista os § § 45, 47 e 56, podemos dizer que num dado instante ¢ = f: v 6 creseente, se a > 0; v é decrescente, se a < 0; s tem um minimo valor, sea > Oe v = 0; s tem um mé&ximo valor, sea — 1 pela direita, y tende a +. As retas y= 1 e x = — 1 sio assfintotas. No Capftulo XX veremos como se calcula o valor de ¢ com um ndmero qualquer de decimais. Logaritmos naturais, ou neperianos, sio os que tem o nimero ¢ por base. Estes logaritmos tem uma importancia extraordindria em MatemAtica. Para distinguir entre logaritmos naturais e loga- ritmos comuns usaremos a notagio Logaritmo natural de » (base ¢) = Inv. Logaritmo comum de v (base 10) = log». Por definigéo, o logaritmo natural de um nimero N € o ex- Poente x na equagdo @). e = N: isto 6,2 = InN. Ser=0,N=lelnl=0. Sex=1,N=eeme=1. Sex—-— ~, N-— +0; escreveremos In 0 = — &. Ao estudante é familiar o uso das tébuas de logaritmos comuns, onde a base 6 10. O logaritmo’comum de um niimero N € 0 expo- ente y na equagao (4) la =N, ou y=logn. Exprimamos a relagdo entre InN e log N. ; Tomemos em (3) os logaritmos dos dois membros, em base 10. Temos, entfo, por (2), p. 1, cloge = logN. 108 DERIVACAO DAS FUNCOES TRANSCENDENTES cap. VIE Resolvendo e lembrando que x = In N, por (3), obtemos a re- lagdo desejada log N yx O84 (4} hv = Toge * Logo, obfemes o logaritmo natural de um niimero dividindo 0 seu logaritmo comum por loge. A equacio (A) fornece (6) log N = loge .InN. Logo, obtém-se o logaritmo comum de um nimero multiplicande o seu logaritmo natural por loge. Este multiplicador 6 chamado o médulo (= M) dos logaritmos comuns. Pelas tébuas, loge = 0,4343 e 1__ 2,303. loge A equagéo (4) fomece portanto @ InN = 2,303 log N , © que permite construir uma tébua de logaritmos naturais a partir de uma tdbua de logaritmos decimais. 62. — FungGes exponencial e logaritmica. A fungéo de x a) yse (e = 2,718...) chama-se fungéo exponencial. O gréfico dela é 0 da figura abaixo. Ela 6 uma fungao crescente de x para todos os valores de =z, coma veremos mais tarde, e continua em todos os pontos. ¥ De (1) resulta, por definicao. (2) .2=ing. As fungoes e* e In y go, pois, fungdes inversas uma da outra (§ 39). Trocando o nome das va- Oi x Tidveis em (2), temos @) yong, na qual y é, agora, uma fungdo logaritmica de x. O grifico desta funcao é o da figura abaixo. Ela nado é definida para valores nega- tivos de x nem para z= 0. FE uma fungéio crescente para todos os valores de z>0 e continua para todos estes. valores, isto é, (§ 17), para todo valor a de x maior que zero, (4) lim Inz =Ine. s § 63 DERIVAGAQ DE UM LOGARITMO 109 Quando x— 0, entéo y-—» — =, como se observou acima. O cixo dos yy é uma assintota da curva. As fungdes a* e log, (a > 0) tém as mesmas propriedades que e* e Inz e gréficos similares aos de acima. 63. — Derivago de um logaritmo. Seja y=lne. (> 0). Derivando pela Regra Geral (§ 27), considerando » como va- ridvel independente, temos Painxino Passo. yt Ay = in(ut Av). Secunvo Passo. Ay = In(@v + Av) — Ine = m (ee yas in(i +4), Por (2), p. 1. Av, a ( fe Tercetro Passo. Ay Ap 1+ . Nao podemos caleular o limite do segundo membre, na forma em que estdé, pelas regras do § 16, pois o denominador Av tende a zero. Eserevamos, entéo, a equagfo como segue ay ae fen(i+ ) ba por <] 1 ( Av )* =—1 “yy. 2 7 all + > Por (2), p A expressdo que segue In esté na forma do segundo membro de A (2), § 61, com z= =. dy 1 1 Quarto Passo. boy Ine = a [om v0, Wo, Loge lim ( + Anyi =e | (1), § 61. ‘por (4), § 62, obtemos o resultado. Como o que se quer 6 derivar In» em relagio a x @ como v 6 fungdo de x, devemos usar a formula (A), § 38, ds. derivagdo de uma 110 DERIVACAO DAS FUNGOES TRANSCENDENTES cap. VIL jungdo de fungdo, precisamente, Substituindo o valor de # do resultado do Quarto Passo, obtemos d dz id x => (nv) "Ta A derivada do logaritmo natural de uma fungdo é igual a derivada da fungdo dividida pela fungéo (ou, o rectproco da fungéo vezes a deri vada.) Como logy = log e Inv, temos logo (IV, § 29) d _ loge dy Xa a (log v) = yada 64, — Derivacio da func&o exponencial. Seja y=? (a> 0) Tomande os logaritmos em base ¢ dos dois membros, Iny=vlna. ou pe Iny _ 1 De (C), § 39, tratando-se de fungées inversas, obtemos wm may, ou dy _ . a ap 7a. Como v 6 uma fungéo de ze se quer derivar a’ em relacio a 2, usamos a férmula (A), § 38. Obtemos, assim, § 65 DERIVAGAO DA FUNGAO EXPONENCIAL 111, dy ng ge dp 98 8 ae _ 4 ya XI we gq @=ine a Xia seat A derivada de uma constante com expoente varidvel é igual ao pro- duto do logaritmo natural da constante, pela constante com o expoente varidvel ¢ pela derivada do expoente. —Derivacio da fungZo exponencial geral. Demons- tracHo da Regra de Poténcia. Seja yaw. (u > 0). Tomando de ambos os membros os logaritmos de base e, Iny=volnu, ou y= chin, {Por 3 § 61) Derivando pela férmula XI ¢, -ereZoiny) dy Gee) por Ve X =u(2%+me#). du dv *) fw = ru <=. XII we 2 us) vu! pt ine: ue A derivada de wma fungdo com expoente varidvel é igual & soma dos dois resultados que se obtém quando se deriva, primeiro, conside- rando 0 expoente coma constante (por V1) e depois considerando a fungaa como constante (por XI). Seja v igual a uma constante qualquer 7; neste caso, XII reduz-se a Zz Qe) = ye 1 . 112 DERIVAGAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES cap. VIL Fica, assim, provado que a Regra da Poténcia VI 6 verdadeira para qualquer valor da constante n. Exemplo ilustrativo 1. Derivar y = In (2? +). d gy ete - dy _ ar Sougio. as he por X w=2 +a). 20 “ata Ber 22 1+2 Exemplo ilustrativo 2. Derivar y = log Souugio. Por (2), p. 1, temos y= log2z “te dy loge loge Donde az" 22 de 2* i 5¢ (i +2%) por Ile Xa = loge{ + — 22.) =toge4=%. ok BN ite eeratay OP Exemplo ilustrative 3, Derivar y = a. Sonveko. # nina att Saath por XI =62ina-o™, Resp. Exemplo ilustrativo 4. Derivar y= ber*¥#*, ay Souvgio. Hab ¢ (er) por WV m neti S ee + 2°) por Xla =2 neta Resp. Exemplo ilusteativo 5, Derivar y = 2. Sonugio. ae = ety 5 5S e (2) +27 ln te (ge) por XI = ol a in. oF = ex (z +h ) + Resp. 66. — Derivac%o logaritmica. Na derivagao das fungdes loga- ritmicas deve-se, antes de aplicar X e Xa, verificar se n@o é pos- sivel simplificar os célculos com o uso conveniente das f6rmulas NN ES! SCOS*~é“‘<«“aiés<; I “SS. a, § 66 DERIVAGAG LOGARITMICA 113 de (2), pagina 1. E importante que estas férmulas sejam usadas sempre que possivel. Exemplo ilustrativo 1, Derivar y =in V1— 2°. Sotugio. Usando (2), p. 1, podemos fibertar a fungio do radical, como sogue: y=hina— 2). d s- a4) Dat 2 por X —2n bepretaT- Bee. 2 Exemplo ilusteative 2, Derivar y = In ¥ t te : Sonugio. Aplicando (2), p. 1, y=$ln(l +2) —ing - 2). | d d 1 +2*) = (1-2) dz de ] por Ile X Donde -3["ge7 - So dz + . Resp. = L+2 Na derivag&o de ums fungao exponencial, especialmente no caso ' de uma varidvel com expoente varidvel, o melhor caminho é tomar primeiro os logaritmos naturais da fungdo e depois derivar. Assim, o Exemplo Ilustrativo 5, § 65, é resolvido de modo mais elegante como segue: Exemplo ilustrativo 3, Derivar y = 2. Sonugio. Tomando os logaritmos naturais Ing =e ing. por (2), p. 1 Derivando ambos oa membros em relagio a x 2 |Si& -¢8 antinegd © por Xe V we Lines, por Xe XIa ——eEeEOEOEOOOeee ee 114 DERIVAGAO DaS FUN(OES T4ANSCENDENTES cap. ¥i' dy 1 ou 7° (2 +i 9) I = ota (Z +In ) - Reap. Exemplo ilustrativo 4, Derivar y = (4.2 — 7)? + V# Soxugio. Tomandao os logaritmos naturaia Iny=Q+VP—5)n (42? - 7). Derivando ambos os membro em relagio a a. lay 2 Gag "Ot VE-D AG tina 7- ae - Ve 5. 2+ ve 7 4. ag — 7+ VFSB pe +¥ putas |: Resp. az ; Ve o No caso de uma fungdo contends fatores 6, algumas vezes, con- veniente tomar os logaritmos naturais e aplicar (2), p. 1, antes de derivar. Assim, (—)@~2) @-3G-4 " Tomando os logaritmos naturaia, Exemplo ilusteative 5, Derivar y = Sonveio. Iny = 3 [In (z ~ 1) +1n (x — 2) — In(@ — 3) — n(x — 4)}. Derivando ambos os membros em relagio a x. a 227-102 +11 — @=)@-DEDE-h’ 2x - 10e+ 11 = - > SS T dy ou bk 1 8 —? (© — 1)F @— 22 ~~ 3)F@ — 4) PROBLEMAS Derive cada uma das fungdes abaixo: = dy a 1 y=In(ar+). Resp. dc aD 2 y= In(az*+). dy _ _2ar de aa? +b § 66 3 6 Te & 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. DERIVAGAO LOGARITMICA 115 y =In(a@e +5)*. y = nas. y= ins. y = n'a [= dn] y=hQe- 32+ 4). 2 y= logs: y=lbs-lT Ti y= invo— 22% y = In(axr Va t+ 2). f@ = «loz. {@M amet Vie. ow eee. ce Nh f(a) = eins y= or, y= 10, yar. 2 ye s= ev, z= by, dz ue Fo dy _ _62(z-1) dx 28 — Bata dy _ tome | dy. 2 “ao @a=1+inez. 1 () = te PO" Fite ds ab a eee i (@) = 2a (1 + 2inz). dy ax dy de dy de ay 2 dz eo = mer. =n 10 In 10. ds € dat da @ 2b nh dy 2b In b, 116 DERIVAGAO DAS FUNQUES TRANSCENDENTES caP. VIE 22, w= set. Resp. & =e(e+ 1. 25. y = In (w'e*). wets 2 y= ot t-eop 2% y= we, W = oan 2") 28. y= 2(e— 64). wo 1 (Sy 8), a y= ote" ze wre se f(@)=mVE@tl2 pwye—c. Vetite Veit Sugeatdo. Racionalize primeiro o denominador 32.0 yore Reap. y = 2*(1 + Inz). ve a. yaa’ y=t_ @+iny, avn e é a da @ a wu en(4)- 4-(4) (4-1). eye teatro dy | [4 1 L | Ser Aree. od Le taeta dete 56 vee dy [ & -44+745] . eVi-e d@ “Lata? g¢ “aa mW [ mb ]: 37 y = a* (a+ br). ie ztadhe Nos exercicios 38-47 achar o valor do fe para o dado valor de z. 38. y= in@?+2);2=4 Resp. y= % 39. y= log (4e— 3); 7 = 2, y’ = 0,8474. § 67 A PUNGQAO SEN & 117 40. y=oh Vet 3; 2=6. Resp. y’ = 1,4319, 4. y=ue™, ez =h, y =0. inz? 4 y= eS ae 4, y’ = — 0,0483. 2 e _{8y, _ 43. yaretah 46. v= ) ;2= 44. y = log V 28-45; 2c = 5. ‘ vere =4 Ze = . 45. y= 10¥¥ 52 = 4, u> Yao 32 d Ache “y qe Pare cada uma das seguintes fungdes 48. y=Ince. 49. y = 8, 52. 50. yo=axlne. o soya BB. y= Derive as fungées abaixo Vee ga In YO sa, oF In V2. 55 In Va? — 2? 65. 10'log?t. . x , 60. (aey*. x? + a? 8 92 56. log q tte 61. 2 a, t ve 37. In ————- 62. 3) * V2t+3 a 67,— A funcio sen x. O grdfico de @ y = sen ye-l € o da figura acimsa. Cada valor de z é a medida, em radianos (§ 2), de um Angulo. 118 DERIVAGAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES cap. VIE Assim, para «= 1, y = sen (1 radiano) = sen 57° 18’ = 0,841. A fungao senx 6 definida e 6 continua para todos os valores de 7. Ei importante notar que sen x € uma fungdo periédica com periodo 27. Realmente “ sen (x + 27) = senz, isto é, quando o valor de x é acrescido de um perfodo, o valor de y 6 repetido. A propriedade de periodicidade tem a seguinte interpretagio no gr&fico da p4gina anterior; a pergde da curva compreendida enire as paralelas x = 0 e x = 2m (arco OQBRC da figura) pode ser deslo- cada paralelamente a OX quer para a direita quer para a esquerda de uma distdncia igual a um miltiplo qualquer de 2m e continuar a ser ainda parte do grdfico da fungaéo na nova postcdo. 68.—Teorema. Antes de caleular a derivada de senz (§ 69) é necessdrio provar que (B) lim S22 0 22? > cosa, 5 6% DERIVAQAO DE SEN! 119 sent Loge, quando « 6 pequeno, @ valor de esté compreendido entre 1 e cos. Mas, quando 0, lim cosz = cos0 = 1, pois cosz € continua para c= 0. (V. § 17). Assim, fica provada a igualdade (B). & interessante notar, pelo grifico, 0 comportamento da fungéo _ Benz A fungdo n&o é definida para + = 0. Atribuamos, contudo, o valor 1 & fungio para «= 0. Obtém-se, assim, uma funcdo defi- nida para todos og valores de z e continua para todos estes valores (VW. § 17). 69, — Derivacio de sen v. Seja y = sen. Pela Regra Geral, § 27, considerando » como varidvel inde pendente, temos Prierro Passo = y + Ay = sen + Ae). Sucunpo Passo Ay = sen @ + Av) — sen. Para o célculo do limite, no Quarto Passo, deve-se transformar o segundo membro. Para isto, é mister usar a formula de (6), § 1, sen A — gen B = 2cos}(A + B) sen} (A — Bi, fazendo A=vtAv, Bev. Entao F(AFB)=044hdr, $44 - B) =A Substituindo, sen (v + Av) — senv = 2c08(v + § Av) sen } Av. Logo Ay = 2 cos (> + ) sent . 220 DERIVACAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES CaP. VIL TERCEIRO Passo. se = cos (° + 2) 2 d Quarro Passo. we cos eB. dy Av " 3 Av ia li Set - i =). Pore im a 1, § 68, © lim cos (+ z) e088, Substituindo este valor de y em (A), § 38, obtemos Y = cosy 2 Gg 7 COBY. . @ _ dy XII ae Ge CEB) = cone. © enunciado da regra correspondente fica a cargo do leitor. 70. — As outras fungées trigonométricas. A fungéo cos x é definida e continua para todo valor de z. FE periédica, com perfodo 2m. O grafico de y = cosz obtém-se do grifico de sen x (§ 67), tomando-se a reta z = 4 como eixo dos yy. O grifico de yutge (V. figura) mostra que a fungao tg x é descontinua para um nimeio infinito de valores da varidvel independente 2, precisamente, para a= (n+ 4)7, onde 2 indica um numero inteiro Positive ou nega~- tivo. De fato, quando s 4m, tg 2 tende ac infinito. Mas. da igual- dade tg (r + 2) = tg x, vemos que a fungéio tem o pertodo m e og va- lores z=(n+9)7 diferem de por um miultiplo do perfodo. A fung&o etg x tem o perioda § 72 DEMONSTRAGAO DAS FORMULAS 121 x. Ela € definida e continua para todos os valores de 2 exceto x = nm, sendo 7 um inteiro. Para éstes valores ctg x torna-se infi- nita. Finalmente, sec x e cossec x sto periédicas, tendo cada uma © perfodo 27. A primeira & descontinua s6 quando = (n +4) 7 e a segunda s6 quando «= nr. Os valores de x para os quais estas funcdes tendem ao infinito determinam assintotas verticais nos gréficos. 71. — Derivagio de cos Seja y = cose. Por (3), p. 2, pode-se escrever = sen (z _ r) : y 2 Derivando pela férmula XIII, ay (z-)2¢ L ) dz ~ SAG dx \2 -o(-C8) Na INT ae dy = 7 senva. [voi we (F -+) = env, por (3), P. 2.] . 4 =e i) XIV sae (cos v) = sen 97 . 72, — Demonstracdes das formulas XV-XIX. Estas férmu- las podem ser facilmente obtidas exprimindo-se a fung&o em causa em termos de outras fungdes cujas derivadas j& tenham sido achadas, e derivando. Demonstragio DE XV. Seja yrtge. Por (2), p. 2, pode-se escrever _ sen v cos vd 122 DERIVAGAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES car, VIL Derivasco pela forma VII, (oon) ~ sent cos v ue sen 2, sen ue cos v) dy _ dz cos? y dy dy 2 ae tye __ coe o> + sen’ = ~ cos? vy ay = = sec?» & : Usando (2), p. 2 cos? a dz , ad dy - = gee? y =~ XV OE {tg v) = sec? » a Para provar XVI-XIX, basta lembrar que XVI ctgs=—L. xvi. seep = —b tay XVIEL. cossec vy = XIX. verseno » = vers» = 1 - cose. seny * - 73. —ObservacSes. Para a deducdo das férmulas I-XIX foi necessirio aplicar,a Regra Geral, § 27, apenas para as scguintes a du dy dw 4 . IL iz (etev-uw= ie + we ae Soma algébrica a _, de du 3 Vv ie (uv) = Ur tu x Produto du u dy pot iy . dfu\) "ad de . VU is ( - ) = — - Quociente dy dy dir = a aX a VIII de ie ie Fungéo de fungio dy 1 as I +i, Fungdo inversa x da dx § § 73 OBSERVAGOES ade x a (nv) = — Logaritmo NII + (sen v) = ¢os ve. 123 A dedugiio das demais baseou-sc nestas e delas dependerio também todas as férmulas de derivagéo que deduzirmos. Vé-se, pois, que a dedug&o das {6rmulas fundamentais de derivagdo en- volve o cdleulo de upenas dois limites de alguma dificuldade, preci- samente, . env lim “2% — 1 mo 8 2 e lim (1 +)? =e. 40 PROBLEMAS Derivar as fungées 1 y = sen ax?, i we of gagt Souugio. de 7 os at? az") lo = as]. = 2acosaz*. Resp. 2 youteVvi-ew. Ks ty soot a 4 Soxugio. dg TOV ; il - 2) fu=VI—a. = eee? VI = 2 -$ (12) (- 1) Keap. au 3. oy = costa. Sonucio. Podemos também escrever y= (cos 2)%, ay * de 78 (cos 2} & (cos 2) [eo =cosz @ n= 3). = 3 cos® z(— sen 2) = —3sen zcos? 2, Resp. por § 68 por § 61 por X11] por XV por VI por XTV 4 DERIVAGAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES cap. VIE 4. y = sen ne sen” x, Sorugio. dy - ven nz (sen 2)" + gen” se (sen nz) por V [w= sennz,e »v = sent az], = sen AZ -n (sen arf oon x) ++ 800 xeon nz 2 (na) por VI e XIII neen nz sen"! zcoa 2 + naen® = cos nt = ngen* 1 r (gen nz cos x + cos nz een 2) = naen*1 geen (n +1) 2. Reap, 5. y= senna. Resp. y/ = acosar. 6 y= 3cos2x, y = — 6sen2z. 7% s=tg3i. a’ = 3 see’ 3 f, _ » du _ 22. 8 uw Qctg 5 dp =~ C0ssec? <> % y=sec4da. y' =Asecdztg4z. 10. p = acoasec? bf. p’ = ab cossec? bf ctg b0. ll. y = Esen’z. y = sen x cos 2. ds — sen 2 12 s= Veos2t. >= SS: a Voos2t " ——— 2 1s p= Wea. 4 = 230. (tg 307 a ye te. dy _ = Big “V sec x dz. secz 15. y= reosa. y’ = cosa — sen x. 16. f@) = tgé- #. PO= tee wy. p= 08, ap _ 8 cos? — send . 6 db @ 18 y=sen2z cose. y’ =2 cos 2x cos —sen 2x sen z. 19, y = Ingen ar. y = actg ax. 20. y= In Veos 2a y = — tg22, 21. y = sen br. y! = e% (a.sen bz + b cos br). 22. s= etcos2t. a’ = — + (2sen2¢+ cos22). § 78 25. a4, 25. 26. 27. 28. 29. OBSERVAQOEB 125 = 2, faloty = see. y=lntg 3 Resp. y' = 9 ety 3 sec? 2 1 sen a | + sen « i {(@)= sen (6-+4) cos (@-a). f (8) = cos 28. f(z) = sen? (rw — 2x). f(z) =—2 sen (w#—2) cos (r— 2). p=Ftge@—tgOt+o. p' = tg di sey y = anenz, OU gwas( "EE cos zine): y = (cos x). y’ = y (in cose — 2 tg). Ache a derivada segunda de cada uma das fungdes abaixo 30. 31. 32. 53. 34. 35. 36. 37. Ache 38. 39. 10." y = sen kz. Resp. — k? sen kz. = 1 gos 2 _ 26 p= 700826. cos 28. w= tye. Qsec?y tee. y =e coss. = — 2senu— cooser. sent 2sen x ~ 2acosz—x2 sen zr y=. sen Teese y x a 8 = cfcosl, — 2esené. s = e+sen 21, = — et(3sen 26+ 4 cos 20). e* sen br. @ [(a?— b*) sen bx +-2ab cos br). u dy a para cada uma das fungdes dx d sen (a —~ 4 yecote a Rew. The Sey dy cos (t + y) = sen (x aH eT & sen (ety). dx e — cos(e@+y) dy =i cosy = In(w + y). de ~Trutpeny 126 DERIVAGAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES cap. VIE : = dy Nos exerefcios 41-30 achar o valor de - para o dado valor he de 2 (em radianog). 4k. y=2— cost; ¢= 1. Resp. y' 1,841. 42. y= asen 5 : y = 1,381. 45. y = Incosz; x = 0,5, y' = ~ 0,546. 4400 yao = — 0,5. Resp. y! = — 3,639, 45. y=senzeos2aixc= 1. yl = — 1,7o4. 46.0 y= la Vigz; xa=am. y= 47. * sen.2; y’ = 3,643. 48. y= Wet eosmey c= 1, y’ = 8,679. 49. y= jel aon HE trad y= ~ 21,35. 50 y= 10 sen ezpa= fh yf 74, — Funcées trigonométricas inversas. A equacao ay ¥ = sengz, diz que “e 6a medida de um 4ngulo em radianos enjo seno é igual ay’. Para um dngulo céntrieo de um céreulo com raio igual a 1, x é também igual an areo interceptado (¥. § 2). Simbdlicamente, oxereve-se (2) ~ © = aresen y, que se Ié “2 igual arco sena y”. As fungées (1) e (2) sao inversus uma da outra (§ 39). Como estamos habituados a chamar de zx a varidvel indepen- dente ¢ de ¥ a fungan, faremos a troeu destas letras om (2), obtendo asnini @) y = are sen x, Esta fungio 6, pois, definida para todo valor de x cujo valor abso- luto seja menor ou igual a I, Para a fung&o (3) usa-se muitas vezes a notagdo y = sent r, que é inconveniente, pois pode ser tomada como sen + com expr= ente -1 a expressio sen a. § 75 DERIVAGAQ DE ARC SEN Y 127 Consideremos, em (3), 08 valures de y determinacos por x = 3, isto 6, (4) y = are sen i Um valor de y satisfazendo (4) 6 y = ba, pois sen da = = sen 30° = 3. Um segundo valor 6 y = ba, pois sn 2 r= = sen 150° = }. Para cada um destes valures de y podes centar ou subtrair um mutltiplo qualquer de 2a. Logo, « némero de valores de y sate endo (4) é rlimiinds. Wiz-se, entdo, que a fungio are son x (¥. figura) é de “infinitos valores acres- O grafico de are sen a (¥. figura) mostra bem esta propriedade. Quando «= OM, y= M2, MP. M's, wy MQ, MQoy ... £ perm-ssivel e acousclhdvel num grande mimero de problemas escolher wn dus muitos valores dey. Esco- lhemos, entio, o valor entre — 4m ¢}n, iste 6 0 menor dos valores em valor absvitde. Por exemplo, (5) are sen 3 = 477, arc sen 0=0, are sen (—1j=—4 7. € Com isto, a fungio arc sen ¢ tornaese de um sé valor, arcsenz, entio —34 0) no intervalo [~ 1, + 1]. Se y = are sen g, y-we Q grafico Va & 76. — Derivacdo de arc cos ¥. Seja y = are cos v; (OSy¥S7) entéo v= cosy. Derivando em relagéio a y por XIV, ‘do sen y; dy = Us dy 1 logo dw 7 yeny : Por (€), § 39 Mas, come v é fungéo de 2, isto pode ser substitufdo em (A), § 38, dando dy A ete dz seny dz V1 — 2? de [oy = Vi — cosy = V1, tendo-s- tomado o sinal + do radicsl, pois sen y 6 positive para todos oa valores de y entre O e w inclusive, S17 DERIVAGAO DE ARC TCU 129 ae d dz XXL 2. > (are cosv) = — dx Via 1 Se y = are cos z, entdo y! = — Vi —. Quando z eresce de —1la +1 (areo PQ da segunda figura du pigina 127), y deeresce demad Gy <0). 77. —Derivacgio de arc tg ». Seja (1) y = arc tgv; entéo (2) v= tey. A fungdo (1) torna-se de um sé valor se escolhermos o minimo valor a Jute de y, isto é, um valor entre — £aedn, 7 da figura. Ainda, quando v->— ©, } —— $4; quando to + &, yor. Ou, simbdlicamente, (3) arctg(+ ©) =$m, arctg(- ©) = —37. z Derivando (2) em relagio a y por XV, a = sec? y; dy 1 + * logo ey Por (C), § 39 Como »v é fungao de 2, isto pode ser substituido em (A), § 38, dando XXIL 130 DERIVAGAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES cap. VII ea funcie é crescente puri 1 Se y == are tex, entdo y/ = The todos os valores de z. i A fungio are tg — fornece um bom x exemplo de funedo descontinua, Vemos, limitando-nos a um y re t ] = aretg—-+ 4 ay que quando x tende a zero pela esquerda, y tende a ~ 4 e quando a tende a zero pela direita, y tende a + $a. Logo a fungao é dew continun para z= 0 (§ 17). 78. — Derivaciio de are ctg x. Seguin- do o método do tiltimo pardgrafo, obtemos de cx a re o_o ¢ XXIII & {are ctg v) = Tee A funedo 6 de um sé valor se, sendo y=arcetgy, O< y <7; 0 gréfieo dela 6, neste easo, o arco AB da figura. Tom-se também que yO quando v+ @, yom quando v>— isto 6, simbdlicamente, . are clg (+ ©) = 0; arcetg(- @) = 7. 79. — Derivagao de are sec » e are cossec uv. Seja (1) y = are seer. Esta fungdo 6 definida para todos os valores de » nile sittados entre — Le +1. Para torné-la de um 96 valor (v. figura), escolha-se y entre 0 ¢ 3 m (arev AB), quando wv é positive; escolhaese y entre — 7 ¢ — $m (arco CD). quando v 6 negative. § 79 DERIVACAG DE ARC SEC Y E ARC COSSEC U 1381 Ainda, se r+ 0, ym; se po, yo Rt. Resolvendo (1), » = sec y. Derivando em relacio a y por XVII, dy — = secy te y; dy logo | #1 Por ©, 8 89 dv see yig y Como » 6 funciio de 2, tem-se, por (A), § 38, 1 dv tek de = ¥/077, tendo-ge tomado 0 sinal + do re] ay 1 dr yley [re re tey = visecty © pols te y 6 positive para tovlog oa valores de y entre Oe > ¢ entre— 7 e-s- dv t x 25 XXIV .°.-(aresees} = ——=—- ' de rvuen dl m, Derivacio de arceossec v. Seja | Yy = arc cossec v5. entao e = cossec ¥. Derivando em relacio a y por XVIII ¢ procedendo como acima, obtemos | XXV A fungdo y = are cossee » 6 definida para todes os valores de « exceto os compreendidos entre — 1 ¢ - 1, e 6 de mais de um vale Para tornf-la de um sé valor (w. figura acima), quando ¢ é positive, escolhe-se y entre 0 ¢ $ m (areo AB), quando v é negativo, escolhe-se y entre — 7 ¢ — 4m (arco CD). ee 132 DFRIVAGAO DAS FUNGOES TRANSCENDENTES cap. WIT 80. — Derivag&o de arc vers v. ¥ Seja y = are versv; * a entéo vs vers y m P Derivando -em relag&o a y por XIX. | ‘ a OL iY ay 7 sen : dy 1 > = r(C 9 portanto ae Beny Por (€), § 3 Como v é fung&o de x, tem-se, em virtude de (A), § 38. Peeny = Vi—eesty = Vi —(—versu)! = V20—0%, tendo-se tomado o sina! + do radical. pois sen y € positivo para os valores de y entre 0 € 7F inchisive. dy a de XXVI — (are vers) = = - de V2u—9 PROBLEMAS Derive as seguintes fungdes lL y= arc tg az. 4 az’) Souugho. i. ts por XXII fv = az"). 2az . ~ THe” Re. 2, y=aresen (32 — 42%), d a Ba —-42) Sonvgio. oY por XX dz Gr— 49, lp=32- 42). a SE, Vi-ve+ir— lee VIN * Dofinida apenas para om valores de + entre 0 ¢ 2 inclusive, ¢ de mais de um valor. Para tornar & funco de um 96 valor, toma-se y come o menor arco positive eujo seno vero 6 9, isto 4, # esté entre 0 ¢ @ inclusive. Logo, limitamo-nos a0 areo OP do grifico. Resp. § 80 DERIVAGAO DE ARC VERS U 133 a1 3 0 6y = are seo + Sonugio. at por XX1V @ -2e~ G+1) 2 = (= 1? 2 #+l 20 Pi’ Peep. 2-1 g—-1 2 du 4 y = are ene Resp. 7 dy. az ay az 5. y = are sec 6 y = arc etg 7. y = are sec aj- els ala & y= arccossce 22. 9. y= are sen Vi 10. @ = areversp’. dy 2 i. = garcsen 22. * <= =aresen 2r + y de Vi - 42? ay . 120 y = a arc cosa. = rare e082 a? 13. JQ) =u Ve =e + at are sen fiw=2 Ve =u 14. jt) = Vata + aoresen— - ro=¥ are u dv a? are sen > — u Va? — . =e 15. 8 I 7 u —aresen—* — = a u 16. v= Vai du (@— wyt 194 DERIVAGAO DAS FUNQOES TRANSCENDENTES cap, VIE 2 17, » = arc sen uve oe a u ue 18 v= aareea{ 1) + V 2au— ui, a+r . = ts . 19, = arctg loa 20 f= rare vers -H — Mary — y. 2. oy Nos problemas 22 - 27 achar o valor de de z, 22. y=@arcsena; x=% 2 23. y= care cost; 2= — 3. are tgx 24. y= x=1. 2.0 «y= Ve arog ia = 4. arc sec 2 a j=l. Va 27. ys 2° arc cossec vs; a= 2. 2 y= Derivar as fungdes 28. are sen V2. 33. 29 are t 2 34 . s z m z 30. ware cos . 35. are ctg 22 1 ———-- 5 r 36. 32. arc vers{1 — 2). a7. PROBLEMAS tet arctgx +4in (e+) 4 2. a dy an 5 dy V2aun-w? au dp 1 dG 1+r) ir v dy V2ry— yt a7 «are tg x. ay dx para o dado valor Resp. yf = 1,101. y = 2,671. y’ = — 0,285. y = — 0,054. y’ = 0,058. y’ = 2,142. are see Vz. are Cos x. In arc tg x. V are sen 22. are cos: Va Trace as curvas abaixo e ache o coeficiente angular cm cada ponto onde a curva corte os eixos de coordenadas. Lo oy=ing. Resp. Em (1,0), m= 1. 2 y=loge2. Em (1,0), m = 0,434. § 80 DERIVAQAO DE ARC VERS 135 w + y=in(4—2). Em (3,0), m= — 1 1 em z=0,m=—q%, 4 y=ln V4 z 2 8. Mostre que se y= ga(- e °) entdo y! = a. a Ache os Angules de intersegfio de cada dos pares de curvas abaixo 6 y=ln@w@+1), y=In (7 — 22) Resp. 127° 53’. 7% y=ln(e+3,¥=hG- 2. & ys sent, ¥ = Cosa, fesp. 109° 28’, 9 y=tgr, y = eter. 53° 8%. 10. y= cosa, y = sen22, Ache os pontos de miximo, de minimo ¢ de inflexio sdbre as curvas abaixo e trace o gréfico de cada uma delas. L lo y=«elne, Resp. Min. (., — 12, Min. (e; ¢); ° * ponto de inflexde (2,4 &). 15. Max. (4, In 16). Md ypsre. Min. ( adn ') é ponto de inflesio ( 2- 1s y= 2 16. Um cabo telegrifico submarino consiste de um nucleo de fics de cobre com uma capa de material isolante. Se « indica a razio do raio do nucleo para a espessura da capa, sabese que a : eye : 1 velocidade da sinalizacdo varia como 2? In z= Mostre que a velo- cidade mdxima se obtém quando z-= a. ve 17. Qual ¢o mfnimo valor de y = ac? + be-™#? Reap. 2Vab. 18. Ache o ponto mdximo e os pontos de inflexio do grafico de y = &* e trace a curva. 1 I Resp. Max. (0, 1); pontos de inflexéo (+ —= » =) Pp (0, 1); pontos »( Va? va) 136 DERIVAGAO BAS FUNQGES TRANSCENDENTES cap, VIL 19. Mostre que o méximo retdngulo com um lado sobre a eixo dos zx que pode ser inscrito na curva do problema 18 tem dois de seus vértices nos pontos de inflexao. Ache o méximo, o mfinimo e os pontos de inflexdo nos intervalos indicados, e desenhe as seguintes curvas. 20. = 32—senz; 0 a 21). Resp. Min. (gm, — 0,3424); max. (21, 3,4840); pontos de inflexéo (0, 0), (7, 3 7), (27, 7). 21, ys=2x—-tgz; (0am). Resp. Max. (br, 0,571); min. @7, 5,712): pontos de inflexao (0,0), (1, 27). =tg2—4x; (Oa az). Resp. Min. r, — 2,457); max. (3m, — 10,11: pontos de inflex&o (0, 0), (7, — 47). 22. 2 23. y = 3sene — 4coszx; (0 a 2m). Resp. Mx. (2,498, 5); min. (5,640, — 5); pontos de inflexéo (0,927, 0), (4,069, 03. 24. yo=r+teoos2z; am). 25. y= sen 7% — cos mx; (0 a 2). 26. y=kx+sen22; Oa 7). 27, y=a—2cos2z; Oa 7). 28. = 3x + senza; (0 a 2). 29. Mostre que o maximo de y= asenz +b coszé Va? +b. 30. Se@ éo dngulo que um leme de navio faz com a quilha, Mostra-se tedricamente que o efeito giratétio do leme é k cos @ sen? 6, sendo k uma constante. Para que valor de @ 6 0 leme mais eficiente? Resp. Af por volta de 55°. 31. Num ecopo cSnico cheio de vinho mergulha-se cuidadosa- mente uma esfera de modo tal a causar o maior transbordamento. Sabendo que a altura do copo € a e que o Angulo gerador é @, mostre que o raio da esfera é asen & sena + cos2a " 32. Achar as dimensbes do cilindro de méximo volume que pode ser inscrito numa esfera de raio igual a 6cm. (Use o Angulo ¢@ § 80 DERIVAQAO DE ARC VERS U 187 subtendido pelo raio da base do cilindro inscrito, como pardmetrn Entéio r = 6 sen 6, k = 12 cos6). 33. Usando o mesmo parimetro, resolva o problema 32 ne easo de se querer um cilindro com 4rea lateral maxima. 34. Uin corpo de paso W 6 arrastado ao longo de um plano horizontal por uma forca P cuja linha de agao faz um angulo # com o plano. A grandeza da forga 6 dada por mW = —_—_—__, msene + cost onde m indica 0 coeficiente de friegdio. Mostre que a resisténcia é minima quando tg 2 = m. 35. Se um projetil é langado de O, o seu aleance R sobre um plano que em O faz com o plano horizontal um Angulo igual a a é 20? cos 6 sen (0 — @) a) g cos? a onde v e g sie constantes e @ 6 o Angulo de elevacao. Caleular o valor de 8 que d& o maximo aleance. Resp. 0 = datha. 36. A eficiéncia de uma verruma de declive @ e Angulo de fricgdo @ é dada pela férmula Be tho tg@ +o) +) onde jf 6 uma constante. Achar o valor de @ pata maxima eficiéncia quando @ é um Angulo constante conhecido. OUTROS PROBLEMAS 1. As curvas y=a:-Inz ey=az-In(l— 2) cortam-se na origem e num outro ponto A. Achar o Angulo de intersegaio em A. Resp. 103° 30’. 2. Usando os mesmos eixos desenhe as curvas seguintes e depois ache os dngnlos de intersecao: you(®—i), y=mn(se—-=—1). Resp. 32°28", q ry 7 7 3. Areta AB é tangente A curva de equagio y = e* + 1 em A e corta o eixo dos zt em B, Ache as coordenadas de A quando o comprimente AB é um mfnimo. Resp. (0, 2). Carirero VOT APLICACOES A EQUACOES PARAMETRICAS, EQUACOES POLARES E RAIZES 8].- -Equagées paramétricas de uma curva. Coeficiente angular. As coordenadas x ¢ y deum ponto sobie uma curva s&o expressas muitas vezes como funcgdes de uma tereeira varidvel, ou pardmetro, t, sob a forma {ie D v= 40. Cada valor de ¢ d4 um valor para z e um valor para ¥ e determina, pois, um ponte da curva. As cquagdes (1) so chamadas equagées paramétricas da curva, Se eliminarmos £ das equagées (1), obte remos as equacdes retangulares da curya. Por exemplo, y| 5 { r=reost, \ @) y= resent OSi< aa _? sda cquagdes paramé¢trieas do efrculo da fi- gura, sendo ¢ o pardinetro, pois xe eliminur- mos t, 0 que se obtém quadrando e somando os resultados, obtemos x? y? =r? (cos’t + sen?é) = 77, que 6 8 equagdo retangular do circulo. O pardmetro ¢ deve variar de 0 a 27 para que o ponto P (2, y) descreva toda a cireunferéncia. Como, por (1), y é uma fungao de fe f uma fungdo de x (fungito inversa}, temos ay dy dt -_ = A 38 dz dt dz por (t), § 138 EEE EO § 81 EQUAQOES PARAMETRICAS DE UMA CURVA 139 dy 1 = ae? por (C), § 39 “dt logo, oe mts (A) oe = = = a = coeficiente angular em P (zy). ae ( dt Por esta formula podemos achar o coeficiente angular de uma curva cujas equacdes paramétricas sio dadas. Exemplo ilustrative 1. Achar as equagGes da tangente e normal e os comprimentos da subtangente ¢ subnormal d elipse*. a = acos ! 3 ® (pres no ponto onde ¢ = 4 Sonugko. Sendo ¢ o pardmetro, et wn g, "Fy eo soko. Sent A = -aang,-" = devs 6. CR et Pe 1 aS a ub cos d. ay bos ar lar num ponto qualquer = im. b se = {se = codligienle angu- Substiluindo em {A}, asng Substituindo @ = 45° nas dadas equagoes (3), obtemos 2 = = 452 como coordenadas do ponto de contuto ¢ 0 coeficiente angular m torna-se b b my = — — ety dge =n. @ « Substituindo em (1) € (2), § 43, ¢ reduzindo, obtemos ® Tyacemos, como na figura, 08 efreulos auxilisres maior e menor da clipse. Por dois pontos Be € aobre o mesmo reio tracemos BA paralela a OY e DP paralela a OX. Estas retas so ca- contram nun ponto F (2, y} da elipac, parque ¥ em UA = UF cos $6 = acoso e y= AP = UD = UC men = send, IP fxn) ou 2 mcosge 1 = ung. a ° Quadrande ¢ somando, cbtemos Bg Em con? + son? ate equagdo retangular da eclipse; @ chama-se algumas vezes Angulo exeéntrico do ponte P da elipse. 140 APLICAQOES A EQUAGOES PARAMETRICAS cap, VIL bz pay = W/2ab = equagdo da tangente V2 (az — by) Substituindo em (3) € (4), § 43, a — }? = equagdo da normal tov ( - +) = —40 4/2 = comprimento da subtangente, yov2(- =) =- ove comprimento da subnormal. 2 Exemplo ilustrativo 2. Dadas us equagées da cicldide* sob forma para- meétrica ® {zr c@- ame, y= a(2 — cos 8), sendo @ o pardmetro, achar os comprimentos da subtangente, aubnormal e normal no ponte (e y1) onde 8 = Gh. Souugko. Derivando, “ = a (a — coe 8), “ = asen 6. ab Substituindo em (A), § 81, fu _ 8008 = eoeficiente angular num poate qualquer. dz 1 — cos ang! quer sen Ay Quando @ = #1, y =m =a(1 — cos Ay), m= my = --——_—-. = cos By Como no § 43, achamos (ver figura ao pé desta pégina) — oe 8) TN = subtangente = 24 — £9" «yy = gubnormal = asen 8. wen by MP = comprimento da normal = a \/2(1 — cos 6)) = 2asen}6;. Por (6), p.3. Na figura, PA = asen 0 (se 8 = 6;) = subnormal NM como acima. Logo & construgio da normal PM ¢ tangente PA 6 a indicada. * © lugar deserito por um ponta da cireunfergacia de um cfroulo que roda sem arragtarse sdbre uma rota fixa diane cicléide. Seja a o rio do cfreulo, P o ponto mével e M o ponte de contato com a rete fixe OX, que se chama # base. Be o nro PM = OM om comprimente, entilo P tocar 0 ae 0 cfroulo roda para a esquerds. Tema, indicando por @ 0 angulo PCM: 2 = ON = OM —NM = of —o seh 8 = 0 (0 — sen 8}, y= NP = MC— AC = a— cog 4 = a (i ~ c08 8), que sBo as equagdes paramétricas da ciolbide, sendo parametra o Angulo @ que o raic do cfreuto rolante desere- ve. OD = 27a disse base de um arco da cicléide e V disse vértice do arco, Eliminande @, obtemos a equagio retangular rm aare om (22!) - Via § 81 EQUAQUES PARAMETRIGAS DE UMA CURVA 141 Tangentes horézontais e verticais. De (A) e tendo em vista o § 42, vemos que os valores do pardmetro £ para os pontos de contato destas tangentes aio determinades assim: dy Tangentes borizontais: acha-se fem Fa =0 sos dz Tangentes vortienis: acha-se tem 7 = 0» Exemplo ilustrativo 3. Achar os pontos de contato das tangentes horizontais e verticais A eardidide (V. figura) w 1% Ly =asen #— }asen26. , cos 8 —$.a.c0s28 — $a, Sorcha, Sf = a(— sen 6 +sen28); 2 2 ateosd — 0826). Tangentea horizontais: Deve-se tet cos @ — cos2@ = 0. Substituindo (usan- do (5), p. 3), 0826 = 2cos?@ — 1; resolvendo, obtemos @ = 0, 120°, 240°. Tangentes vertienis. Deve-se ter —sen@-+sen20= 0. Substituindo {usando (5), p. 3), sen2@ = 2sen @ cos @; resolvendo, @ =0, 00°, 180°, 300°. A rais comum 8 = 0 deve ser rejeitada pois o numerador e denominador de (A) ee anulom e o coeficiente angular é indeterminado (V. § 12). De (6), z= y=0 quando @=0. O ponto O disse uma eispide. Substituindo os outros valores em (5), os resultados séo os seguintes: r . . 3 3 ay Tangentes horizontais: pontos de contate (— ja, + 7a V3). Tangentes verticals: pontos de contato (ja, 434 V3), (— 24,0). Duag tangentes verticais coincidem, dando uma “tangente dupla”. Bistes resultados estdo de acérdo com a figura. PROBLEMAS Achar as equagées da tangente e da normal e os compriimentos da subtangente e subnormal a cada uma das seguintes curvas, no ponto indicado. Fangente Normat Bubl. Subn. 1. c=, y= 2t+h; t=1. Resp. z—y+2=0,; aty—4=0, 3, 3. 2. 2=6, y=3t; t= —1, a—-y—-2=0, zrtyt4=0, —3, —3. 2 g+6y—12=0, 6x—y—35=0, 3. 2=3t, ya ;é #4. rae, y= Be t=0. 8r+y—6=0, z—-3y+8=0, 142 APLICAQOES A EQUAQOES PARAMETRICAS cap. VIJT 5. z= cos 28, y=sen 0; bola 6. 2=B, y=2—-t) t= 1, ll. c=tg 9, y=ctg 0; @=4 1. 7. Be=B, Qy=e?; t= 2. 12. 2=—B3e*, y=2 et; t=0. 8. 2=6t—-, y=21438;t=0. 13. =3 cosa, y=5 sena;a=4tr. 9. c=, y=U43E t= 1. 14, z=sen 26, y=cos 6; O=4 x. 1 10. os y=; t= 1 15. z=In ((—2), 8y=t; t= 3. Em cada um dos exereicios seguintes trace a curva e ache os: pontos de contato das tangentes horizontal e vertical. 16. x=3i—#, y=i+1. Resp. Tangentes horizontais, nito ha; tangentes verticais (2, 2), (—2, 0). i. £=3~—4s8en8, y=4+8cosé. Resp. Tangentes horizontais (3, 1), (3, 7); tangentes verticais, (7, 4), (—1, 4). 18. c=2—2t, y=F—12k. 20. r=sen 2t, y=sen t. 19. z=h+rcos6, y=k+rsen 8, 21. x=cos 6, y=sen'é. Nas curvas seguintes (figuras no Capitulo XXXVI) achar os com- primentos da (a) subtangente, (b) subnormal, (c} tangente, (d} nor- mal, em cada ponto. 2 = a(cost + ésent), 22, Curva y = a(gent — t cos t). Resp. (a) yetgt, {b) y tei, © aT ue, (d) 4. 2 =4acostt, 23. Hipocicléide | y= 4asentt. @—.. eos? Resp. (8) ~ yetet, (0) ~utet, © a, z= roost, f 24, Cfreulo \ y=rsent . w= a (2 cost — cop2é), 25. Cardiéide y = a(2sené— sen 22). § 82 EQUACOES PARAMETRICAS — DERIVADA SEGUNDA 143 f= 26. Folium le 82. ~ Equacées paramétricas. Derivada segunda. Usando y’ como simbolo para a derivada primeira de y em relagiio a x; (A), § 81, dara y’ como fungiio de ¢, a) y = hh. Para achar a derivada segunda y” usa-se de novo a férmuls (A), substituindo-se y por y’. Temos entéo oy 7 at ae ) 0a dae PB’ dt caso t =f (8), como em (1), § 81. Exemplo ilustrativo, Achar y para a cieldide (Ver exemplo ilustrativo 2, § 81). { z=a(@~sen$), y =a(l — cos). Souugic. Achamos y’ = ~ c # =a(l —coaé), Logo, derivando, dy _ (1 — cow 8) cond — sen L de ( — cos 02 i= cos 6 Substituinde em (B), L et exp, y ad code MP Note que y”’ & negativa e, portanto, a curva ¢ edneavit para baixo, como mostra a figura, p. 140. 144 APLICAQORS 4 FQUACOES PARAMUTRICAS cap. VIT PROBLEMAS 1. Em cada um dos exe:nplos seguintes achar a e ou em térmos de ¢. . dy ey ajr=t-ly=PHt. Resp. T~ = 21, = 2. @) y + OP ae de? & du Lo dty 1 bhz=>,yHl-et. —S=---, =, (b) = 27% da t? det i {e) = 2& y= (e) z= acost, y = bsent. (f) & = 2(1 — sent), y =4deust. a 3 @d)2=—,y= : (g) & = sent, y = sen2/. 2 5 ‘ (h) « = cos2t, y = sent. 2, Mostrar que 4 curva x = sec @, y = tg@ nfo tem ponte de inflexdo. 3. Em cada um dos exemplos seguintcs, desenhar a curva @ ' achar os pontos de mdximo, de minimno e de inflexiio. (a) & = 2actgé, y= 2asen’G. Resp. Max. (0,24); pontos de inflexdo ( (b) x = tgt, y = senfeost. Resp. Max. (1, 3); min. (— 1, — 2; - 3 ~ Vz pontos de inilexdo (- Va a) , (0, 0), (vs. ¥3) . 83. — Movimento curvilineo, Velocidade. Quando o pard- metto # das equagdes paramétricas (1), § 81, 6 o tempo e aa fun- gies f@) e @(f so continuas se ¢ varia continuamente, o ponto P descreve a trajetéria de um movimento curvilineo e (1) r=fO,4= oO sin ehamadas as: eguagdes do movimento. A velocidade do ponte mével P (x,y) em cada instante é deter Minada pelas suas componentes horizontal e verticel. § 84 MOVIMENTO CURVILINEO 145 A componente horizontal rz ¢ igual 4 velocidade ao longo de OX da projecio M de P e é, portanto, de acordo com (C), § 51, onde s é substituida por x, de (ce) =P: Do mesmo modo a componente vertical ry é dy (D) ty Tracemos os vetores v, @ ty a partir de P como na figura, com- pletemos o retangulo e tracemos a diagonal passando por P. Esta diagonal orientuda a partir de P representa o vetor velocidade em 2. Vé-se pela figura que a grandeza e a diregiio déle sau dadas pelas formulas dy “dé de “de () Comparando com (4), § 81, vemos que tg7 é igual ao caefi- clente angular da trajetéria em P. Portante, a diregiio de » é 40 longo da. tangente A trajetéria em P. A grandeza do vetor velo- cidade chama-se velocidade. 84.— Movimento curvilineo. Aceleracées componentes. Mostra-se em Mecinica que num movimento curvilinea o vetor acc- leracdo @ n&o é, como o vetor velocidade, dirigido ao longo da tan- gente, mas em direcdo do lado céncavo da trajetéria do movimento. Ele pode ser decemposto numa componente tangencial, o1, @ numa componente normal, @,, onde de a = ie 7 On = (R 60 raio de curvatura, Ver § 105). A aceleragdéo (vetor) pode também ser decomposta em compo- nentes paralelas aos cixus coordcnados. Seguindo o mesmo mé i 140 APLICACOES A EQUAQOES PARAMETRICAS car, VIE todo ustdo ne § $8 parn as veloeidades eomponentes, definimes ateleragses componcnics paralclas a ON « OY, dh. ah —* tay (FP) Oy, > dt dt Portante, construindo um retiugida gom yértice Pe lades a, € Gy, Ventos que a & a diagonal pas ande por P; Lemos pois (©) que di a grandeza do yetor acclericio em eada instante, No problema I abuixe faxemos uso das equagdes do moyinento de um projétil, que ilaytra mei no bem ésle eo panigrafe precedente. PROBLEMAS 1, Despresando-se a resisténgia do ar, as equagdes do mov mente de wm projélil sao = recog. t ait, gb = gonte e é= tempo de pereursu cm segundos, yorsengd. 1-498 onde ry = veloeidade ini angelo de projegfio eom o here 8 nde ae y medilos em metros, Achar as vele y cidades eoimponentes, as acelerigdes eomponcn- |, tes, a veloeidude ea aecleruede (a) em ead ins ie lante; (b) no fim do primeiro segundo, sendo © AL r= S0tm por segunda, @ — 30°. Achau (c) a diregdo do movimento no fim do primeiro segundu; equagdo retangular da truetdria. Souucio. De (6) e (D), ta) te =e @, 1, Sa sen gg — O8F De ( Lie (Fc (3, ae = 0; ) ¥ $, diregan para baixo. ndo t=1 30" néstes tudes, obtemoa a, = 0. ay = Sm por (wor) re a = 9,8m por (seg. () or Saret ingulo de direg’o do. mo- yimento com a horizontal. § 84 MOVIMENTO CURVILINEO 147 (2) Quando v1 = 30, @ = 30°, as equagées do movimento sio r=1tv3, y=1bt—-490. arene ze _ 49 Bliminanda 4, 0 resultado € v= — i= = Gag #, uma partbola. 2. Mostrar que a equacdo retangular da trajetéria do projélil no problema 1 é 49 * ° yarted—— y+ ted) a. 3. Um projétil é langado numa diregdo inelinada de 45° relati- vamente & horizontal com uma veloeidade inieial de 160 pés por segundo. Achar (a) as componentes da velocidade no fim do se- gundo edo quarto segundos; (b) a velocidade ¢ a diregdo do movi- mento nos mesmos instantes. (*) Resp. (a) Quando t = 2, v, = 113,1 pés por seg., ty 7 = 48,7 pés por seg.; quando §= 4, v, = 113,1 pés por seg., xy = — 15,7 pés por seg.; : (b) Quando t=2, »=123,1 pés por seg., r= 207187; quando t=4, v= 114,2 pés por seg., T= 172° 6". 4. Com os dados do problema 3 achar a mdxima altara alean- gada pelo projé horizontal com que foi atirado, achar o tempo de pereurso e o 4n- 1. Seo projétil cai sobre o solo no mesmo nfvel gulo de impacto. 5. Um projétil com a velocidade inicial de 481m por sog. bate numa parede vertieal a M4m de disténcia. Mostrar que uo ponto mais alto da parede que pode ser utingido pelo projétil esté a 75,9m de altura relativamente ao eixu dos zx. Qual é @ para esta altura. Resp. = 59° aprox. 6. Se um ponin move-se relativamente a um sistema de coor- denadas retangulares segundo a lei z=acositb, yoasenEte, mostre que sua velocidade tem grandeza constante. 7. Se a trajetéria de um ponto mével é a curva fesat, | y= bsenat, * 9,8 metros = 32,2 pés (N. T.). 148 APLICAQOES A EQUAQOES PARAMETRICAS cap. VIII mostrar (a) que a componente sobre OX da velocidade & constante; to gth aut Ga, a",a’’, wy aproximando-se da raiz exata. A tangente pode também ser tragada em Q (Fig. 6). Entao, | substituindo, em (K), @ por b, obtemos b’ e de b’ obtemos 6b”, etc., ou seja, valores bb," oy aproximando-se da raiz exata. Exemplo ilustrativo, Achar a menor raiz de . etge—2=0 pelo método de Newton: Sovugio. Aqui f (2) = ctg z— z, f(a) = — cossec? z — 1 = — 2 —otg? x. : Pelo exemple ilustrative do § 88, tomamos a = 0,855; logo, pela tabela do § 88, F@ = 0,014. Tem-se também J (a) = — 2 — 0,869)? = — 2,76. Logo, por (K), a’ = 0,885 + ea = 0,860. Resp. Se usdssemos b = 0,873 em (KX), terfamos te — 0,084 W = 0,873 — Sa = 0,861. Por interpolagio achamos z= 0,860. Os resultados acima sio vélidos até a terceira casa decimal. Nas iiguras da pégina 159 observamos que o gr&fico atravessa : o eixo dos tx entre a tangente PT e 9 corda PQ. Logo, a@ raiz exata estd entre o valor achado pelo método de Newton e 0 achado por inter- polagéo. Este resultado vale, contudo, com a ressalva de que i” (e) = 0 nfo tenha raiz entre a e b, isto &, com a reasalva de que ndo exista ponto de inflexGo sobre o arco PQ. eee § 89 METODO DE NEWTON 161 PROBLEMAS Deter minar grificamente o ntimero e a posicéo aproximada das raizes reais de cada uma das equagies abaixo. Calcular cada raiz até a segunda casa decimal. 1 2. 3. 4. 5. 6 Te & Ln 10. ll. w+2e4-8=0. Resp. 1,67. zt—42+2=0. — 2,21; 0,54; 1,67. em 82-5 =0. — 2,44; — 0,66; 3,10. 2—3z2-1=0, — 1,53; — 0,35; 1,88. et—3e7+3=0. — 0,88; 1,35; 2,53. zi+32?— 10=0. 1,49, v—3a'-4247=0, — 171; 1,14; 3,57, a+22?9- 52-8 =0, ~ 2,76; — 1,36; 2:12, Qe! 423+ 224+5=0. — 0,51; 0,71; 6,80 at+8a2—12=0. — 2,36; 1,22. at—42t— 627+ 202+9=0. — 2,16; — 0,41; 2,41; 4,16, a+ 4a'-~62x7- 202—23=0. — 4,60; 2,60, Determinar graficamente o ntimero de raizes reais de cada uma das seguintes equagées. Calcular a menor raiz (diferente de zero), usando a férmula de interpolagiio e a de Newton. 13. 14. 15. 16. 1. 18. 19. 20, 21. 22. 23. cost +2 =0. Resp. Uma raiz; « = —~ 0,739, tge~2z=0. Nimero infinito de rafzes. cos 2a —c = 0. Uma raiz; z = 0,515. Saenz — x = 0. Resp. Trés raizes; r = 2,279. Zane —zi= 0. Duas rafzes; « = 1,404. cose =— 22? = 0, Duas rafzes; x = 0,635. etg +2? = 0. Numero infinito de rafzes; z= 3,032. 2een 22-2 = 0. Trés ratzes; 2 = 1,237, seng¢sc—1=0. Uma raiz; x = 0,511. coe+2—1=0 Umea raiz; 2 = 0. e* — cost = 0. Numero infinito de rafzea; x= 1,29. 162 APLICAQOKS A EQUAQOES PARAMETRICAS cap, VITT a4. tge-logr=0 Ntimero infinito de raizes; 2 = 3,65. 25. &F#+2-3=0. Uma raiz; x = 0,792. 26. son 8z — cos 2x = 0. Nvimero infinito de rafzes; r=O0,314 , 27. 2sen}x—cos2x=O. Niimero infinite de rafaes; #= 0,517. 28 tgr—2e7 = 0, Numero infinito de ratzes; c= 1,44. 29. O raio interior 7 e o exterior 2, em polegadas, do volunte de uma maquina a vapor, que transmite H cavalos forga com a velocidade de N rotagdes por minuto, satisfazem a relagio R4 — ri = STR TW Se H = 2500, N = 160 ey =6, achar FR. 30. Uma euba cilindrica de fundo hemisférico tem d polegadas de didmetro e uma capacidade de V pologadas ctbicus. Sabendo que 0 comprimento da parte cilindrica 6 de h polegadas, mostrar OL que @ + 3a = "2%. Dados k= 20, ¥ = 800, achar a Resp. d = 6,77. 31. Se s6bre um agude de B pés de largura, caem Q pés ctibicos de Agua por segundo, tem-se 3 Q = 3,3(B — 0,2H) H® (formula de Francis). onde H é a altura da Agua acima da crista do agude. Dados a Q@= 12,5 e B= 3, achar HW. (Tire H? da férmula e depois de~ senhe) Resp.: H = 1,23. 32. Se V pés ettbicos é 0 volume de uma libra de vapor A tem- peratura de T° F. e A pressio de P libras por polegada quadrada, V = 0;6490 4 -= a pt Dados V = 2,8, 1 = 420°, achar P. 33. Acorda cde um arco sde um efreulo de rgio r 6 dada aproximadamente pela fér- mula Se r= 4 pés, ¢ = 5,60 pés, achar s. Resp. s = 6,23 pbs. § 89 METODO DE NEWTON 160 34. A drea ~ de um segrmento cireular cnjo arco s subtonde 1: Angulo eéntricn ¢ (em radianoxs) & w ri(e-senz). Achar 6 valor de x ser = 8 polegadas eu = 64 polegudas quadrad: Resp. 54 radianos, 35. O volume V de um segmento esférico de uma hase, de altura CD=h & Vs aki — day Achar ko se r= +t pés, V = 150 pés elibieos. ftesp. h = 4,32 pés. 36. O volume F de una coroa es- fériea de raio & e@ espessura t é Vadne(e—ee+te) Deduza éste resultado, Se R= 4 pés eo VF Ga metade do volume de uma esfera de igual raio, uchar & Resp. t= 0, pes. 37, Uma esfora de madeira de peso especifico 8 e didmetro eja x= Afd e mostre mergulha na dgua a uma profundidade A que 2c 32! +80. (Ver problema Achar x para 8 = = 0,786. Resp. 0,702. 38 Ache o menor vilur positive de @ para o qual as curvas p=cosf ep =e? se cortam, Acho o Angulo de intersegéo néste: ponte. Resp. 1,29 radianos; 29°. OUTROS PROBLEMAS Achar a Angulo de intersegéo das curvas p — 2eas0 © no ponlo de intersegdio mais afasiado da origem Resp, O pouto de intersegdo 6 0 = O54 radiano: 75°56". 1 . 2. Mostre que a clrva p = ascent? cortu-se a si mesma en fngulos retos. 3. Um rain vetor da cardidide p= a (! tewl) 6 OP. Do evntro C do eireulo p = @ cos @ rake um rais CQ paralelo a OL eda mesmo sentido. Prove que ’Q é& normal A eardiéide. 164 APLICAQGES A EQUAQOES PARAMBTRICAS cap, VIII 4. Um quadrado tem uma das diagonais ao longo do eixo polar. Esté circunscrito & cardidide p= a(1—cos@), Mostre que sua frea é q (2+ V3) a. caeet : € 5. A trajetéria de uma particula é a elipse p = To 7008)” A‘particula move-se de modo que o raio vetor p descreve frea com velocidade de variagdo constante. Ache a raz&éo entre aa veloci- dades da particula nos extremos do eixo maior. l-e Ite Resp. Cariroro IX DIFERENCIAIS 90.~—Introduc&o. Até agora representamos a derivada de y = J (2) pelo simbolo dy Ge TO. Com insisténcia chamamos a atengdo do leitor para o. fato de que o simbolo oy dz devia ser considerado néo como uma fragéo de numerador dy e deno- minador dz e sim como um todo, um tnico simbolo para indicar 0 limite de Ay Ar quando Ar tende a zero. Ha problemas onde é importante dar sentido a dz e dy separa+ damente ¢ outros onde isto 6 muito util, como veremos nas apli- cagdes do cAleulo integral. Como fazé-lo 6 0 que vai ser explicado a seguir. 91.—Definicdes. Se f’ (z) 6a derivada de f(x) para um parti- cular valor de z e Az 6 um acréscimo arbitrariamente escolhido de z, ent&o a diferencial de f(x), que se indica pelo simbolo df(z), é definida pela equagdo dy (A) df (2) = fi (@) An = 7 Ae. 165 166 DIFERENCIAIS cae. IX Para f(x) =, temos fo (4) = le (A) reduzse a dx = Ar, Logo, quando « 6 a varidvel independente, a diferencial de « (=dz) Signal a Az. Portanto, pode-se esxcrever a equagdo (A) sob forma a Se te det = LL a (B) lym f Cry de ap tf A diferencial de uma funcdo é igual ad sua derivada mulliplicada pela diferenctal da varidvel indepeniicnte, y Vejamos o significado geométric» disto. Traeemos a curva y = f(z). Seja f/ (2) 0 valor da derivada om P, ‘Yomemos dx = PQ; entiio Qr “py POR ae dy =f' dr =ter. PQ= Logo dy, ou df (2, é 0 acréscimo (= QT) da ordenada da tangente ime de. correspundente ag acré fsto d& a seguinte interpretagdo do simbols da derivada coma fragdo. Se um ac isctmo arbilrariamcnte escolhido da varidvel indepen- dente x relative & abscissa x de um ponto P (x,y) sobre a curva y = = f(z) & indicado com ie, entio a derivada ir) = ter, tudica o correspondente ucréscino da ordenada da tangente vin P. Observe 6 estudante que a difereneial (= dy) e 0 acréscuno go Ay) da fungde correspondentes ao mesmo valor de dz (= Ar) nao siv em geval ignais. Assim, na figura, dy = QT mas Ay = QP’. * km virtude da posigfio que a derivada /' (z) oenpa em (#2), eustutoa-se chamila, alguns vores, de cosficiente diftroncial de f(r). § B38 ERROS DEQUENOS 167 92, —- Aproximacgdo+de acréscimos por diferenciais. Pela figura do § precedente vé-se que Ay (QP’ na figura) e dy (=Q7) sao aproximadamente iguais quando dz (= PQ) 6 pequeno. Portanto, quando ge quer apenas um valor aproximade do acréscimo de uma fungdo é mais fucil usualmente calcular o valor da correspondente diferencial ¢ usar éste valor. Exemplo ilusteativo 1. Achar, aproximadamente, 0 volume de umn coroa esfériea de difmetro exterior igual a 10 pése de espessura igual a 1/16 de pé. Sotugio. O volume V de uma csfera de difimetro 7 € a) Obviamente, o volume exuto da coroa é a diferenga AV entre os volumes de duas caferas com diimtreos LO pés ¢9 Z Noo" aponas um valor aproximado de AV, podemes achar dV. De (1) e (B), pés, respectivamente. Como sc quer _ av sinP ; We dV s3rvde, pois Fe Pondo z = 10, dz = — , obtemos dV = 19,63 polegadas edbiess, aproxi- madamente, onde desprezamos o sinal que significa meramente que V decresce quando £ deeresce. © valor exato é AV = 19,4 pol. cub. Note-se que a apro- ximagiio € acentuada porque di é relativamente pequeno, isto 6, pequeno com- parado com (= 10). © método nao valeria a pena, do contrério. Exemplo ilustracivo 2, Caleular tg 46°, aprosimadamente, usando dife- 3, dados tg 45° = 1, see 45° = \/2, 1° = 0,01745 radiano. Soucgio. Scja y =tgz. Entio, por (B), renei: ay dy = see z dz. Quando 2 muda para z + dz, y muda para y + dy, aproximadamente. Em (1) facamos 2=4 9 (45°), dz =0,0175. Entdo dy = 0,0350. Como y= = tg 45° = 1, y + dy = 1,0350 = tg 46°, aproximadamente. Resp. (Tabuas de 4 decimuis dao tg 46° = 1.0353). 93.—Ercros pequenos. Uma segunda aplicagio das diferenciais apresenta-se quando se quer computar pequenos erros nos cdlculos. Exemplo ilustrativo 1, Mediu-se o difmetro de um cfreulo e achou-se 5,2 polegadas, com um erro mfximo de 0,05 pol. Achar o méximo erro aproxi- mado da fren quando caleulada pela formula Azlare (2 = didmetro) Sotugio. O maximo erro exato em A é, dbviamente, a diferenga (AA) entre a valor dado por (1) quaudo 2 = 5,25 0 valor dado por (1) quando = 5,2 O erve aproximado ¢ 0 correspondente vulor de dA. Logo a) dA =}nrds=4n X52 X0,05 = 0,41 pol. quadr. Resp. 168 DIFERENCIAIS cap, IX Erro relativo e erro per cenium. Se du 6 0 erro em u, entdo (2) gu érro relativo; u a @) 100 o = érro per centum, Por derivagao logaritmica (§ 66) pode-se achar diretamente o erro relativo, Exemplo ilustrativo, Achar os erros relativo e per centtim no exemplo precedente. Soxrucio. Tomando, em (1), 08 logaritmos naturais, log A = loghw + 2logz. Derivando, ee Pondo z = 5,2; dx = 0,05, achamos Erro relative em A = 0,0192; erro per centum = 1,92%. Resp. Os erros em c&lculo considerados aqui séo devidos a pequenos exros nog dados sobre os quais se basea o cdlculo. Estes tiltimos nao devidos a falta de preciso nas medidas ou podem também re- sultar de outras causas. PROBLEMAS 1. Sendo A a drea do quadrado de lado x, ache dA. Desenhe uma figura mostrando o quadrado, dA e AA. Resp. dA = 2xrdz. 2. Ache uma férmula aproximada para a drea de uma coroa circular de raio r e largura dr. Qual a f6rmula exata? Resp. dA = 2ardr; MA = 3 (2r + Ar) Ar. 3. Quais os erros aproximados no volume e drea de um cubo de aresta igual a 6 polegadas se um erro de 0,02 pol. foi feito ao se mnedir a aresta? Resp. Volume, + 2,16 pol. cub; area, + 1,44 pol. quad, 4. As f6rmulas para a drea e o volume de uma esfera sAo, res- pectivamente, A = 4ar7r?, V= $77. Mediu-s€ 0 raio e achou-se 3 polegadas. Pergunta-se: (a) qual o maximo erro aproximado 169 § 93 ERROS + PEQUENOS em A e ¥ se se mediu com a aproximag&o de 0,01 pol.? (b) qual © m&ximo erro per centum em cada caso? Resp. (a) A, 0,24m pol. quad.; V, 0,36 pol. cub.; (b) A, $%i V, 1% &. Mostre com o uso de diferénciais que ‘ 1 1 dz * the 2 (aproximadamente) 6 Ache uma férmula aproximada para o volume de uma del- gada coroa cilfndrica de raio r, altura & e espessure &, Resp, 2 rht (¢ muito pequenc), 7. Deve-se construir uma caixa de forma edbica com a capa- cidade de 1000 pés cub. Qual a precisio da medida da aresta’ inte- rior afim de que o volume seja correto a menos de 3 pés cub? Resp. Erro § 0,01 pé. 2 8 Se y=2* e o possivel erro na medida de 2 6 0,9 quando = = 27, qual o erro possfvel no valor dey? Use este 1esultado para a obter valores aproximados de (27,9) e (26,08, Reap. 0,2; 9,2; 8,8. Use diferenciais para achar um valor aproximado de cada uma das seguintes expresses , n. 7120. LB. %. 1s. W/35. W158 « 9. 66. 10. 98. az. WOO. | 14. 46. Vil 17. Se In 10 = 2,303, aproxime In 10,2 por diferenciais. Resp. 2,323. Resp. 8,13. 18. See? = 7,29, aproxime e*! por diferenciais. 19. Dados sen 60° = 0,86603, cos 60° = 0,5 6 1° = 0,01745 ra- diano, use diferenciais para o cémputo dos valores de cada uma das expressties abaixe, com quatro decimais: (a) sen 62°; (b) cos 61°; (c) sen 59°; (d) cos 58°. Resp. (a) 0,8835; (b) 0,4849; (c) 0,8573; (d) 0,5302. 20. © tempo de uma oscilag&o de um péndulo é dado pela fér- mula # = = onde ¢ € medido em segundos, g = 32,2 e 1, 0 com- Achar (a) o compri- g primento do péndulo, 6 medido em pés. mento de um péndulo oscilando uma vez por segundo; (b) a mu- 170 DIFERENCIAIS cap. 1X danga em £ quando o péndulo de (a) é alongado de 0,01 pé; (c) de quanto se atrazara ou se adiantaré por dia um relégio com este erro. Resp. 3,26 pés; (b) 0,00153 seg; (c) — 2min., 12 seg. 21. Com que exatidio deve ser medido o didmetzo de um cfr- culo afim de que a Area seja exuta a menos de 1 por ceuto? Resp. Prro <4 iO 22, Mostre que o erro relativo no volume de uma csfera, do- vide a» um erro na medida do didmetro, é trés vezes o erro relative no raio, 23. Mostre que o ero relativo na n-égesima poténcia de um numero é 2 vezes o erro relative no utimero, 24. Mostre que o erro relativo na raig n-egésima de um ntimero é ljn vezes o erro relativo no niimero, 25. Quande um bloco ctibico de metal é aquecido, cada aresta cresce 1/10 por conto por grau de aumento na temperatura. Mostrar que a superficie cresce 2/10 por cento por grau e que o volume cresce 3/10 por cento por grau. 94, - Formulas para achar as diferenciais das funcées. Come a diferencial de uma fungdo é igual & derivada multiplicada pela difercucial da vaiitvel independente, resulta logo que as fér- mulas para achar diferenciais sio as mesmas que as para achar deri- vadas dadus nos § § 29 ¢ 60, sc multiplicarmos cada uma delas por dx. Isto dé i d(e) = 0. Ul d(x) = de. IIL dtu — wy 2 duty — dw. Iv ede. Vv ude + edu VI rare lee, Via = ue da, vu wide = edo ye Vila = fe 7 x a v XL @ ln a ay.