Rev Bras Anestesiol 2004; 54: 2: 190 - 203

ARTIGO CIENTÍFICO SCIENTIFIC ARTICLE

Cardiac Arrhythmias and ST Changes in the Perioperative Period of Elderly Patients Submitted to Transurethral Prostatectomy Under Spinal Anesthesia. Comparative Study
Beatriz Lemos da Silva Mandim, TSA 1; Renato Enrique Sologuren Achá 2; Neuber Martins Fonseca, TSA 3; Fabiano Zumpano 4
RESUMO

Disritmias Cardíacas e Alterações do Segmento ST em Idosos no Perioperatório de Ressecção Transuretral da Próstata sob Raquianestesia. Estudo Comparativo *

Mandim BLS, Achá RES, Fonseca NM, Zumpano F - Disritmias Cardíacas e Alterações do Segmento ST em Idosos no Perioperatório de Ressecção Transuretral da Próstata sob Raquianestesia. Estudo Comparativo
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Idosos representam 25% do total dos pacientes cirúrgicos. Muitos pacientes com doença arterial coronariana (DAC) apresentam eletrocardiograma (ECG) pré-operatório normal, e alta incidência de infarto agudo do miocárdio (IAM) silencioso na 1ª semana de pós-operatório. As disritmias aumentam com a idade, sendo observadas extrassístoles supraventriculares (ESSV) e ventriculares (ESV), fibrilação atrial e distúrbios da condução intraventricular. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de disritmias cardíacas e de alterações do segmento ST no perioperatório através do Sistema Holter em pacientes idosos submetidos à cirurgia de ressecção transuretral da próstata (RTU) e herniorrafia inguinal sob raquianestesia (controle). MÉTODO: Foram avaliados 21 pacientes com idades entre 65 e 84 anos submetidos a RTU da próstata e 16 pacientes com idades entre 65 e 86 anos, submetidos à herniorrafia inguinal, sob raquianestesia. Avaliação pelo Sistema Holter no pré-operatório (12 horas), intra-operatório (3 horas) e pós-operatório (12 horas). RESULTADOS: A prevalência de extrassístoles supraventriculares (ESSV) entre os grupos RTU e controle foi, no pré-operatório 85,7% vs. 93,7%, no intra-operatório 85,7% vs. 81,2% e no pós-operatório 76,2% vs. 100%. As extrassístoles ventriculares (ESV) tiveram prevalência de 76,2% vs. 81,2% no pré, 80,9% vs. 68,7% no intra e 80,9% vs. 81,2% no pós-operatório. A prevalência de alterações do segmento ST entre os grupos RTU e controle foi, no pré-operatório 19% vs. 18,7%, no intra-operatório 4,7% vs. 18,7% e no pós-operatório de 14,3% vs. 18,7%, sem significância estatística.

CONCLUSÕES: Os paciente idosos apresentam alta prevalência de ESSV e ESV. O número total de ESSV e ESV, e alterações do segmento ST, presentes no período pré-operatório, não foi alterado pela cirurgia de ressecção transuretral da próstata, bem como pela herniorrafia inguinal, nos períodos intra e pós-operatório. Unitermos: CIRURGIA, Urológica: prostatectomia; COMPLICAÇÕES: disritmias cardíacas; TÉCNICAS ANESTÉSICAS, Regional: subaracnóidea SUMMARY Mandim BLS, Achá RES, Fonseca NM, Zumpano F - Cardiac Arrhythmias and ST Changes in the Perioperative Period of Elderly Patients Submitted to Transurethral Prostatectomy Under Spinal Anesthesia. Comparative Study. BACKGROUND AND OBJECTIVES: Elderly account for 25% of surgical patients. Several patients with arterial heart disease have normal preoperative ECG and a high incidence of silent myocardial acute infarction in the first postoperative week. Arrhythmias increase with age and supraventricular and ventricular premature complexes, atrial fibrillation and intraventricular conduction abnormalities are observed. This study aimed at evaluating the prevalence of perioperative arrhythmias and ST changes through Holter System in elderly patients submitted to transurethral prostatectomy and inguinal hernia repair under spinal anesthesia. METHODS: Participated in this study 21 patients aged 65 to 84 years submitted to transurethral prostatectomy (TUP) and 16 patients aged 63 to 86 years submitted to inguinal hernia repair under spinal anesthesia. Monitoring with Holter System was performed in the preoperative (12 hours), intraoperative (3 hours) and postoperative (12 hours) periods. RESULTS: The prevalence of supraventricular premature complex was 85.7% vs. 93.7% in the preoperative period, 85.7% vs. 81.2% in the intraoperative and 76.2% vs. 100% in the postoperative period, respectively for groups TUP and control. The prevalence of ventricular premature complex was 76.2% vs. 81.2% in the preoperative period, 80.9% vs. 68.7% in the intraoperative period, and 80.9% vs. 81.2% in the postoperative period, respectively for groups TUP and control. The prevalence of ST changes was 19% vs. 18.7% in the preoperative period, 4.7% vs. 18.7% in the in the intraoperative period, and 14.3% vs. 18.7% in the postoperative period between groups TUP and control, without statistical significance. CONCLUSIONS: Elderly patients have a high prevalence of supraventricular and ventricular cardiac arrhythmias. The total number of preoperative arrhythmias and ST changes was not changed as a function of transurethral prostatectomy surgery or inguinal hernia repair, in the intra and postoperative periods. Key Words: ANESTHETIC TECHNIQUES, Regional: spinal block; COMPLICATIONS: cardiac arrhythmias; SURGERY, Urologic: prostatectomy Revista Brasileira de Anestesiologia Vol. 54, Nº 2, Março - Abril, 2004

* Recebido do (Received from) Departamento de Anestesiologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), MG 1. Co-Responsável pelo CET/SBA; Professora Substituta Mestre da Disciplina de Anestesiologia da UFU 2. Professor Titular Doutor da Disciplina de Cardiologia da UFU 3. Responsável pelo CET/SBA; Professor Adjunto Doutor da Disciplina de Anestesiologia da UFU 4. Ex-ME 2 do CET/SBA da UFU Apresentado (Submitted) em 25 de março de 2003 Aceito (Accepted) para publicação em 17 de junho de 2003 Endereço para correspondência (Correspondence to) Dra. Beatriz Lemos da Silva Mandim Rua Berenice Rezende Diniz, 300 - Casa 22 - Gávea 38411-162 Uberlândia, MG E-mail: mandim@uol.com.br Ó Sociedade Brasileira de Anestesiologia, 2004

190

a arteriosclerose cardiovascular. a hepatopatia e a nefropatia 5 . em pacientes submetidos a este tipo de cirurgia. bloqueio do ramo esquerdo. 54. pós-operatório: 12 horas após o término da anestesia.842. Bertrand e col. sob raquianestesia. usando gravador Dynamics 3000 e analisado pelo programa Cardiosistema. baseado na duração do anestésico local bupivacaína. Algumas são freqüentes em pacientes idosos (extrassístoles. A mortalidade por causas cardiovasculares após RTU é de 0. 191 . São relacionadas como doenças prevalentes no pré-operatório de idosos as alterações eletrocardiográficas. A Organização Mundial de Saúde. durando 60 segundos ou mais e seguida por retorno à linha de base por pelo menos 1 minuto 21 . porém não foram encontrados estudos que verificassem a prevalência das disritmias durante o período intra-operatório. Foram excluídos do estudo pacientes portadores de sorologia positiva para doença de Chagas. bloqueio divisional ântero-superior esquerdo e bloqueio do ramo esquerdo) e bloqueio atrioventricular de 1º grau. versão ALT V5 08C. entre outras. fibrilação atrial. nos períodos pré-operatório: 12 horas antes do início da anestesia. ESTUDO COMPARATIVO INTRODUÇÃO ão existe uma definição precisa para “velho”. e 16 pacientes portadores de hérnia inguinal unilateral (grupo controle). freqüentes no idoso. exame físico. com alterações do segmento ST no eletrocardiograma.Abril. Realizou-se o eletrocardiograma dinâmico de longa duração (Sistema Holter). Os pacientes foram avaliados na fase pré-operatória por meio de anamnese. Nº 2. no Brasil. “idoso” ou “idade avançada”. Muitos pacientes com doença arterial coronariana (DAC) apresentam eletrocardiograma (ECG) normal antes da cirurgia 7. o infarto agudo do miocárdio prévio. foram estudados aleatoriamente 21 pacientes portadores de hipertrofia benigna da próstata com idade variando de 65 a 84 anos. hepatopatias. laboratorial e eletrocardiografia de 12 derivações. Revista Brasileira de Anestesiologia Vol. sendo observadas: alterações da onda T e do segmento ST. À medida que o indivíduo envelhece. portadores de nefropatias. Isquemia miocárdica foi definida como horizontalização ou depressão do segmento ST por 1 mm ou mais ou elevação do segmento ST de 2 mm ou mais. Nos pacientes com angina. intra-operatório: durante todo o procedimento cirúrgico. Todos os pacientes foram consultados sobre a participação no projeto. 80% dos episódios isquêmicos são silenciosos 9. utilizando eletrocardiografia dinâmica (Sistema Holter). MÉTODO Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia. bloqueio do ramo direito e bloqueio divisional ântero-superior esquerdo) 14 . a insuficiência cardíaca congestiva. A incidência de alterações eletrocardiográficas em pacientes idosos aumenta com a idade.20 . Porém. distúrbios da condução intraventricular (bloqueio do ramo direito. as funções fisiológicas declinam à razão de 1% ao ano após a idade de 30 anos. Há uma alta incidência de IMS na primeira semana de pós-operatório. idoso é toda pessoa com 60 anos de idade ou mais (Lei 8. ocorrem mudanças fisiológicas no coração que afetam o miocárdio e o tecido de condução. Existem trabalhos avaliando as alterações do segmento ST ou IMS durante a cirurgia de ressecção transuretral da próstata. considera idoso todo indivíduo com 65 anos ou mais. informados sobre as finalidades da pesquisa e assinaram termo de consentimento esclarecido. A primeira suspeita clínica de isquemia perioperatória se apresenta como baixo débito cardíaco 11. 2004 N Mudanças estruturais levam a aumento do tecido colágeno e da substância amilóide no miocárdio e redução das células do tecido específico de condução 17 e também da sensibilidade aos estímulos adrenérgicos 18 . Isquemia miocárdica silenciosa (IMS) detectada pela monitorização da eletrocardiografia dinâmica de longa duração (Sistema Holter) é comum durante as atividades diárias em pacientes assintomáticos com doença arterial coronariana e que têm testes de esforço na esteira positivos 8. já que o envelhecimento não ocorre abruptamente. distúrbio de condução intraventricular e alterações de ST). mas se apresenta como um processo contínuo 1 . infecções e também aqueles que apresentassem contra-indicação para raquianestesia. de janeiro de 1994) 3 . hipotensão arterial ou disritmia 13. 15 (1971) relataram incidência de 48% de disritmias durante a recuperação da anestesia geral. Idosos representam 25% do total dos pacientes cirúrgicos. sendo 28% ventriculares. extrassístoles supraventriculares (ESSV) e ventriculares (ESV) e fibrilação atrial. no período de novembro de 2001 a agosto de 2002. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de disritmias cardíacas e de alterações do segmento ST no perioperatório através do Sistema Holter em pacientes idosos submetidos à cirurgia de ressecção transuretral da próstata (RTU) e herniorrafia inguinal sob raquianestesia. A cirurgia de ressecção transuretral da próstata (RTU) é realizada na população idosa e associa-se com morbidade considerável. e estima-se que 50% das pessoas com mais de 65 anos sofrerão uma cirurgia antes de morrerem 6 . submetidos a RTU da próstata (grupo RTU). como não há também um marcador clínico específico para o paciente geriátrico. variando de 21% 10 a 60% 11. Março . enquanto outras correlacionam-se melhor com a presença de alterações anatômicas associadas (onda Q patológica. Estas alterações independem das que resultam de processos patológicos. que é de 180 minutos 22 . o metabolismo basal é de 40% do normal 4 . De modo geral. com duração de 3 horas. do ponto de vista legal. anemia. Diversas alterações na eletrofisiologia cardíaca relacionadas à idade se assemelham às produzidas pelas doenças 16 . sendo que com 70 anos. baseada em fatores sócio-econômicos. aumentando para mais de 2% nos pacientes acima de 80 anos 19. desde o início da anestesia até o seu término.DISRITMIAS CARDÍACAS E ALTERAÇÕES DO SEGMENTO ST EM IDOSOS NO PERIOPERATÓRIO DE RESSECÇÃO TRANSURETRAL DA PRÓSTATA SOB RAQUIANESTESIA.5% a 1%.12 . com idades de 65 a 86 anos e submetidos à herniorrafia inguinal sob raquianestesia. A população geriátrica é única por sua heterogeneidade 2 .

Abril.2 ± 1.05 A tabela IV mostra o número de pacientes que apresentaram bradicardia sinusal (FC < 60). foram mantidas. foram administrados 14 mg de bupivacaína hiperbárica a 0. não sendo observadas diferenças significantes entre os grupos. intra e pós-operatório.05 ± 6. exceto pela média de pausas sinusais no intra-operatório do grupo RTU. Imediatamente após a injeção.67 ± 0. considerando os períodos pré.76%) 3 (14.07 * Dados expressos pela Média ± DP. quando se comparou idade. quando comparou-se os períodos de cada grupo e também os dois grupos em cada período. classificação (supraventricular ou ventricular) e complexidade (extrassístoles isoladas.50%) Grupo RTU (n = 21) 73. freqüência cardíaca (bradicardia e taquicardia sinusal).7%) * Dados expressos pela Média ± DP.6 111. Para as variáveis em que as amostras são relacionadas. com altura de até 50 cm em relação ao paciente.24 ± 13.11 65. Na avaliação pré-operatória. Foi realizada raquianestesia. Tabela I . Em todos os testes. que no grupo controle não havia 192 nenhum.05 Tabela II .50%) 2 (12. O teste t de Student foi aplicado entre médias de amostras independentes. Os demais parâmetros avaliados foram semelhantes nos dois grupos. para comparar os dois grupos em cada período analisado. onde 1 paciente apresentou 107 pausas. utilizando irrigação contínua de água destilada em temperatura ambiente. sem diferença significante (Tabela II). esfigmomanômetro para controle da pressão arterial pelo método Riva-Rocci. pausas e alterações do segmento ST. de disritmias.Avaliação Clínica Pré-Operatória Parâmetros Infarto agudo do miocárdio Hipertensão arterial sistêmica Diabetes melito Tabagismo *Teste t de Student: p < 0.52%)* 9 (42.5%.7 ± 36. observou-se que dois pacientes no grupo RTU já haviam apresentado infarto agudo do miocárdio prévio. foi administrado o vasopressor efedrina (10 mg). Na sala cirúrgica foi estabelecida hidratação venosa.50%) Quanto aos exames pré-operatórios.5%) 12 (57.7%) Grupo Controle (n = 16) 15.7 115. Os resultados observados na tabela V mostram o número total de extrassístoles supraventriculares e ventriculares nos grupos RTU e controle sendo que. com exceção da aspirina.5%) 7 (43. presença de bloqueios atrioventriculares e/ou de ramos do feixe de His. com o paciente na posição de decúbito lateral direito e infiltração prévia da pele e subcutâneo com lidocaína a 1% no local da punção. RESULTADOS Os grupos foram homogêneos quanto aos dados demográficos e estado físico (Tabela I).81%) 14 (87. com agulha tipo Quincke 25G com bisel cefálico. quando então o paciente foi colocado na posição cirúrgica. intra e pós-operatório. A RTU da próstata foi realizada na posição de litotomia.13 ± 10.5 ± 6.Dados Demográficos Parâmetros Idade (anos) * Peso (kg) * Altura (m) * Estado Físico ASA II ASA III 16 (76. 30 minutos antes de iniciar a anestesia. Março . não foram encontradas diferenças significantes. verificado pela perda de sensibilidade ao frio. 54.86%) 1 (4. As doses usuais de medicação anti-hipertensiva e cardiovascular.04 Grupo Controle (n = 16) 70. indicando-se com asterisco os valores significantes.1 2 (9. presença de disritmias cardíacas. fixou-se em 0.19%) 5 (23. Nº 2.05 ou 5% (p < 0. Teste t de Student: p > 0. com diferença significante entre eles. Revista Brasileira de Anestesiologia Vol.9 ± 1.13 1. intra e pós-operatório.29 1. atingisse o nível T10. FONSECA E COL Foram avaliados o ritmo cardíaco.MANDIM. para comparar cada grupo no pré. Os pacientes de ambos os grupos não receberam medicação pré-anestésica. bem como a média por hora estudada em cada período.28%) Grupo Controle (n = 16) 0 (0%) 8 (50%) 2 (12. Após a identificação do espaço subaracnóideo pela presença do líquor cefalorraquidiano.69 ± 0. com 500 ml de solução de Ringer com lactato. enquanto. Teste t de Student: p > 0.50%) 2 (12.05 Grupo RTU (n = 21) 2 (9. A analgesia pós-operatória foi realizada sistematicamente com dipirona (1 g) por via venosa administrada a cada 6 horas. comparando os grupos RTU e controle no pré.79 69.5 4 (25%) 6 (37.05) o nível para a rejeição da hipótese de nulidade. o paciente foi colocado na posição supina até que o bloqueio. ACHÁ. Para as variáveis em que as amostras são independentes. por via mediana. em L2-L3 ou L3-L4.3 ± 27. pareadas ou em salvas). com aferição a cada 5 minutos e oximetria de pulso para leitura contínua da saturação de oxigênio (SpO2). prevalência de bradicardia. foi aplicada a prova U de Mann-Whitney.Exames Pré-Operatórios Parâmetros Hemoglobina * Glicemia * ECG normal ECG com disritmias ECG sinais indiretos de infarto agudo do miocárdio Grupo RTU (n = 21) 13.1%) 14 (66. de alterações do segmento ST e complexidade das disritmias entre os grupos . observamos uniformidade entre os grupos (Tabela III). A monitorização constou de cardioscópio na derivação CM5. 2004 . pausas sinusais e alterações do segmento ST. Tabela III . foi aplicada a prova não-paramétrica de Wilcoxon. Quando a pressão arterial atingiu um nível de 20% abaixo do valor inicial.

5 18 (86%) 46.8 59.8* 1 (6.2%) 0.9 1131.03 18 (87%) 46 ± 10.12 ± 0.Número Total de Extrassístoles Supraventriculares (ESSV) e Ventriculares (ESV) nos Grupos RTU e Controle Extrassístoles Supraventriculares Grupo RTU Pré (12h) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Média DP 63 2 94 1650 4 335 11 128 31 24 1 1374 0 143 345 0 434 5 0 192 11 230.003 ± 0.04 ± 0.3 3 (14.n (%) Média/h ± DP Alterações ST ST . Mann-Whitney: valor de U.05 Tabela V .15 ± 0. ESTUDO COMPARATIVO Tabela IV .6 ± 10.007 ± 0.2 1931.1 Controle (n = 16) Intra-Operatório (3 h) RTU (n = 21) Controle (n = 16) Pós-Operatório (12 h) RTU (n = 21) Controle (n = 16) * Teste t de Student p < 0.8 11 (68.7 107.7 ± 7.8 2420.12 ± 0.2 803. Pausas Sinusais e Alterações no Segmento ST nos Períodos Pré.02 1 (6.n (%) Média/h ± DP 4 (19%) 0.6 493.7%) 0.04 2 (12.07 3 (18.3%) 0.7 ± 10.Abril.6 106.n (%) Média/h ± DP Pausas sinusais Pausas .7%) 54.2%) 0.03 ± 0.8 Extrassístoles Ventriculares Grupo RTU Intra (3h) 0 6 0 149 4 376 3 41 20 2 1 15 214 0 118 1 93 3115 0 59 22 201.1 45.11 3 (18.1 117.12 1 (5%) 1.25 2 (9%) 0.06 ± 0.01 ± 0.7%) 52.1 20 (95%) 43.7 ± 10.7 435.6 516. Nº 2.1 803.Bradicardia Sinusal.5 21. Intra e Pós-Operatório do Grupo RTU e Grupo Controle Pré-Operatório (12 h) RTU (n = 21) Bradicardia sinusal FC < 60 .08 3 (18.25 1 (5%) 0.03 ± 0. p ara comparar os dois grupos em cada período.0 Pós (12h) 14 7 90 1674 0 415 23 129 19 24 0 1595 3 203 154 0 750 0 0 362 11 260.2 11 (68.4 2 5 110 161 1 1173 4199 30 6 0 203 2081 31 0 0 268 Grupo Controle Pré (12h) Intra (3h) 2 0 31 13 1 22 290 4 8 0 85 174 0 0 0 323 Pós (12h) 1 12 117 99 3 1344 2804 2 6 0 126 1130 4 0 0 1313 Teste de Wilcoxon: valor de Z entre os períodos.4 34.0 Pós (12h) 3 41 0 440 0 1457 6 389 74 1 1 61 342 4 144 7 688 11178 0 1140 0 760. sem significância entre eles (Tabelas VI e VII).6 ± 13.8%) 0.7 ± 12. 193 .8 447. 54. 2004 mero de pacientes que apresentaram ESSV e ESV e a média por hora.02 ± 0. Março .7%) 0.7%) 0.8 58.4 54 20 0 56 8 445 19 34 90 4 47 59 3 6 2 92 Grupo Controle Pré (12h) Intra (3h) 98 0 0 17 7 62 5 15 21 1 10 3 1 0 1 101 Pós (12h) 49 15 2 32 9 158 66 17 81 9 37 62 1 5 4 177 Pré (12h) 0 29 0 3211 0 1469 3 94 90 34 4 60 614 0 168 32 692 8499 0 209 1 724. NS Os grupos RTU e controle apresentaram alta prevalência de extrassístoles supraventriculares e ventriculares nos períodos estudados quando foram avaliados o núRevista Brasileira de Anestesiologia Vol.2 Intra (3h) 7 1 74 168 0 67 8 24 7 4 0 529 1 20 16 0 21 13 1 22 90 51.34 1 (4.9 674.4 12 (75%) 52.5%) 0.DISRITMIAS CARDÍACAS E ALTERAÇÕES DO SEGMENTO ST EM IDOSOS NO PERIOPERATÓRIO DE RESSECÇÃO TRANSURETRAL DA PRÓSTATA SOB RAQUIANESTESIA. no mesmo grupo NS.

1 5 (31.3 15 (71. alterações da onda T e do segmento ST 14 .6%) 0.9%) 52.14 ± 0.8 ± 4.MANDIM.23 ± 0.58 0 (0%) 0.0 13 (81.2%) 0.7%) 15.05 ± 0.2%) 0. cardiovasculares. sendo relatada incidência acima de 80%. por isquemia ou degeneração de estruturas do sistema de condução.2 ± 211.4 ± 9.2%) 21.9%) 67.9 13 (81.52 ± 1.2 ± 66.7%) 4.2%) 7.Extrassístoles Supraventriculares (ESSV) Pré-Operatório (12 h) RTU Total n (%) Média/h ± DP Isoladas n (%) Média/h ± DP Acopladas n (%) Média/h ± DP Taquicardia supraventricular n (%) Média/h ± DP Teste t de Student p > 0.76 ± 1.08 ± 0.2%) 0.51 6 (28.5 ± 33.7 ± 41.9 16 (100%) 3.4%) 0. são notadas apenas eventuais disritmias e a incidência é menor que 20% 23 .47 6 (28.1%) 7.9 ± 157.Abril.8 13 (81. quando se realiza apenas inspeção casual. No presente trabalho. neurológicas ou de grande porte.Extrassístoles Ventriculares (ESV) Pré-Operatório (12h) RTU Total n (%) Média/h ± DP Isoladas n (%) Média/h ± DP Acopladas n (%) Média/h ± DP Taquicardia ventricular n (%) Média/h ± DP Teste t de Student p > 0.1 18 (85.2%) 60. torácicas.2 12 (75%) 42.05 3 (18.00 5 (23.3 8 (38.75 ± 1.7%) 0.9%) 63. A presença de distúrbios da conRevista Brasileira de Anestesiologia Vol.1%) 0.9%) 0.9 ± 8. como os bloqueios atrioventriculares e bloqueios de ramo e a disritmias cardíacas diversas.7 11 (68.2 9 (42.2 17 (80. sendo que a incidência de alterações eletrocardiográficas aumenta paralelamente com a faixa etária.07 ± 0.2%) 0. As disritmias mais freqüentes são: extrassístoles supraventriculares e ventriculares (bloqueios de ramo direito.2%) 59.37 ± 9.2%) 14.22 ± 0.7%) 3.1%) 2.33 18 (85.35 ± 1.7 11 (68.1 ± 94.5 16 (76.9 ± 8.2 ± 93. Março .62 ± 1.3 ± 34.06 2 (9. 2004 .5%) 0. Nº 2.11 ± 0.2 ± 37.3%) 0.0 ± 0.8 ± 27. FONSECA E COL Tabela VI .14 ± 0. atingindo 100% quando se realizam cirurgias intra-abdominais.1 ± 28. observou-se bradicardia durante todos os períodos estudados. ACHÁ.6%) 5.5%) 0.7%) 15.5%) 0.3 ± 37.5%) 0.3 17 (80.41 ± 1.2 ± 11.02 8 (38.3 13 (81.3 ± 160.02 ± 0.1 3 (14.7%) 19.7%) 19. bloqueio da divisão ântero-superior do ramo esquerdo e bloqueio de ramo esquerdo).9 11 (68. 54.8 ± 35.3 15 (93.7 13 (81. Alterações hidroeletrolíticas. levam a distúrbios de condução.02 16 (76.9%) 0.12 2 (12.5 15 (93. a perda de células marcapasso e condutoras.8 ± 66.06 ± 0.7%) 17.25%) 0. metabólicas e autonômicas estão entre as maiores causas ou fatores agravantes das disritmias perioperatórias 24 .14 1 (6.2%) 36.7 17 (80.7%) 0.25 18 (85.55 16 (76.3 ± 224.2%) 5.0 ± 158.05 4 (19%) 0.005 ± 0.15 ± 0.9 Controle Intra-Operatório (3h) RTU Controle Pós-Operatório (12h) RTU Controle DISCUSSÃO No idoso.05 9 (42.06 8 (38.7%) 19.1 8 (50%) 0.5 Controle Intra-Operatório (3 h) RTU Controle Pós-Operatório (12 h) RTU Controle Tabela VII .18 5 (31.16 ± 0.8%) 0.5 5 (31.4 16 (76.2%) 43.9%) 58.2 5 (31.2 10 (62.14 ± 22.2%) 35.06 ± 3. Entretanto.03 ± 0.9 10 (62.5 17 (80.4 ± 201.9 18 (85.1 ± 39.15 16 (100%) 3. 194 A monitorização contínua possibilita o estudo de todos os tipos de desordens do ritmo cardíaco.

As principais alterações que ocorrem no coração dos pacientes idosos são a hipertrofia ventricular e o aumento do átrio esquerdo. Wajngarten e col. 25 . e pacientes intubados versus não intubados (72% vs. 77% tinham ESV. monomórficas e isoladas nesses pacientes. no grupo RTU versus controle em: (76. 36 (1972). 37%). A constituição do nó modifica-se com diminuição das células sinoatriais. Gravações de ECG contínuo foram usadas em dois estudos de disritmias em um total de 254 pacientes submetidos à cirurgia não cardíaca 15. ESTUDO COMPARATIVO dução e disritmias nos idosos não significa necessariamente a presença de doença cardíaca 16 . particularmente durante a intubação e extubação traqueal. freqüentes e com função ventricular anormal foram observadas no período perioperatório. não houve correlação com o aparecimento de disritmias ventriculares. com substituição por tecido adiposo. 54. O paciente foi tratado com droga parassimpatolítica. foi verificado em nosso estudo que as disritmias ventriculares (isoladas.29 . As ESSV não foram responsáveis por maior incidência de morbidade. A incidência intra-operatória foi significantemente maior do que a fase de pré-indução (84% vs. Dietz e col.2% no intra-operatório e 100% no pós-operatório (Tabela VI). 81. Esta incidência foi maior durante anestesia geral versus anestesia regional (66% vs. e média de 75 anos 29 .9% vs.2% nos pacientes com mais de 60 anos de idade. O trabalho de Tammaro e col. sendo 28% ventriculares. Esses estudos. um paciente apresentou um número extremamente elevado de pausas sinusais (107 pausas) no intra-operatório.7% no pré-operatório. pacientes com antecedentes de cardiopatia. pareadas e taquicardia ventricular) não foram responsáveis pelo aparecimento de complicações cardiovasculares. 90% vs. O outro estudo 15 encontrou uma incidência de 84% de disritmias em 100 pacientes submetidos à cirurgia não cardíaca.9% dos pacientes com menos de 75 anos. não identificaram as faixas etárias. freqüentes em 23% sendo polimórficas em 50%. no entanto. sem modificação do volume de tecido conjuntivo. Esse comportamento anatômico seria o responsável pela redução da freqüência cardíaca intrínseca 26 . Nenhum paciente apresentou fibrilação atrial. principalmente em pacientes com antecedentes de cardiopatias e levaram a graves complicações e alta mortalidade cardíaca.2% vs. 68. Conclusões semelhantes foram encontradas em outro trabalho 28 . encontrou disritmias supraventriculares em 33. 52%). 27 (1983). tanto no intra quanto no pós-operatório e que apesar da alta prevalência de disritmias supraventriculares e ventriculares nesta faixa etária. que é a disritmia mais comum nos idosos e está presente em 0. disritmias ventriculares complexas. No grupo RTU. ao ecocardiograma. a prevalência das ESV aumentou com a idade. sendo de 31% no grupo de 20 a 39 anos. (80. 44%). O nó sinoatrial sofre redução do volume total. Revista Brasileira de Anestesiologia Vol. 33 (1987) relataram que 87.2% nos pacientes com mais de 75 anos e em 23. Vinte e um porcento das disritmias foram ventriculares (extrassístoles em 18% e taquicardia ventricular 3%).7%) no intra e pós-operatório (80. Em 32 pacientes com mais de 100 anos de idade. A incidência de disritmias foi de 70%.7% no pré e intra-operatório e 76. quando estudados pelo Sistema Holter. Diferentemente do trabalho realizado por Marshall e col. 56%). O primeiro estudo 34 foi conduzido em 154 pacientes submetidos à cirurgia não cardíaca que revelaram uma incidência de disritmias de 62%. cirurgia neurológica e torácica versus cirurgia periférica (100%. há destruição irregular das áreas periféricas. Entretanto. um aumento da massa ventricular com a idade. 32 (1985). 59%). No estudo de Rasmussen e col. As extrassístoles ventriculares eram geralmente raras. porém sem resposta adequada e teve indicação de implante de marcapasso.Abril.2%) no pré-operatório. houve uma prevalência de 93. com função ventricular anormal e presença de disritmias ventriculares freqüentes e complexas tiveram maior número de complicações e com uma elevada taxa de mortalidade 35. Dependendo do método empregado para a sua detecção. com conseqüências sobre o comportamento do ritmo 25 . 195 .34 . doença cardíaca preexistente não apresentou influência na incidência de disritmias (62% vs.2% dos idosos com média de idade de 80 anos tinham extrassístoles freqüentes. não foram fatores de risco para complicações cardiovasculares perioperatórias. No presente trabalho verificou-se que as ESV estiveram presentes.2% no pós-operatório.9% vs. 68% no grupo de 40 a 59 anos e de 84% nos grupo de 60 a 79 anos. utilizando eletrocardiografia convencional em 605 pacientes com mais de 60 anos de idade. em pacientes assintomáticos e com função ventricular normal. que estudou pacientes com idades entre 40 e 90 anos e encontrou ESSV em 21.5% dos pacientes. o que está de acordo com outros autores 28. teste de esforço e ecocardiograma) 31 . 81. Março . Disritmias ventriculares isoladas. observou-se 31% de ESSV comparados com prevalência de 4% na população com idades entre 63 e 95 anos. Apesar de observar-se. não houve diferença significativa quando foi realizada a raquianestesia. A maioria (80%) apresentava menos de uma extrassístole ventricular/hora.DISRITMIAS CARDÍACAS E ALTERAÇÕES DO SEGMENTO ST EM IDOSOS NO PERIOPERATÓRIO DE RESSECÇÃO TRANSURETRAL DA PRÓSTATA SOB RAQUIANESTESIA. 2004 (1990) estudaram 26 pacientes com mais de 70 anos de idade. temos prevalências diferentes. Taquicardia ventricular não sustentada ocorreu em 11. Surpreendentemente. Nº 2. 81.4% dos pacientes com menos de 60 anos e 74. 28%). Estas podem ter sido devidas à predominância vagal (doença do nó sinusal) que ocorre quando há bloqueio do nervo simpático pela raquianestesia. As ESV ocorrem em 30% a 84% dos indivíduos com coração aparentemente normal à avaliação pelos exames clínicos e não invasivos (eletrocardiograma. quando ocorreram 72% das disritmias.2%).4% da população geral e em 3% a 5% daqueles com mais de 65 anos 30. Todas as formas de disritmias supraventriculares são encontradas nos idosos e aparentemente a prevalência aumenta com a idade. No grupo controle. maior em pacientes com doença cardíaca preexistente (60% vs. A cirurgia de RTU da próstata não apresentou aumento do número de disritmias em comparação ao grupo controle e nenhum paciente apresentou sinais de síndrome da RTU durante o estudo. Entretanto. uma incidência de 43% de disritmias ventriculares. Os pacientes do grupo RTU apresentaram uma prevalência de ESSV de 85.

resultando em redução no débito cardíaco.Abril. Não houve diferença estatística na mortalidade que foi de 14.7%). foi maior que 6%. a falência cardíaca ou morte. ventriculares e alterações do segmento ST não foram responsáveis por complicações no intra e no pós-operatório tanto no grupo RTU como no grupo controle. no entanto.3% vs. Evans e col. 2004 . no intra-operatório (4.4% na RTU e 8. contribuindo para o aumento na morbidade e mortalidade cardiovascular. Também observaram que o período de ressecção da próstata não está associado com alterações hemodinâmicas significantes. infecções. 42 (1999) compararam a morbidade e a incidência de infarto agudo do miocárdio em pacientes submetidos a RTU de próstata. 41 (1995). comparadas com as demais cirurgias. desequilíbrios ácido-básicos. Houve um aumento na incidência e duração da isquemia miocárdica após a operação com ambas as técnicas anestésicas. no pré-operatório (19% vs 18. sem diferença estatística entre os grupos. Um número de fatores de risco tem sido identificado em populações selecionadas 37. Março . contribuindo para o aumento na morbidade e mortalidade cardiovascular que tem sido encontrada após RTU. Diversos trabalhos demonstraram a relação entre o infradesnivelamento do segmento ST no pré-operatório e a freqüência de eventos isquêmicos. graves resultados adversos (morte.7%). dois dias antes da cirurgia. aleatórios para receber anestesia geral ou espinhal. No presente estudo.38 . 54. Acreditamos que a presença de um elevado número de extrassístoles não contra-indica uma cirurgia de ressecção transuretral da próstata em pacientes idosos. A incidência de IAM após prostatectomia. 40 (1994) foram analisadas as variáveis hemodinâmicas dos pacientes submetidos a RTU sob anestesias geral e espinhal e concluíram que ambas as técnicas anestésicas estão associadas com grandes alterações nas variáveis hemodinâmicas.8% vs 18. demonstraram incidência de 25% de episódios isquêmicos no período intra-operatório. Concluímos que os paciente idosos apresentam alta prevalência de disritmias supraventriculares e ventriculares e que o número total de disritmias supraventriculares e ventriculares e alterações do segmento ST presentes no período pré-operatório não foi alterado pela cirurgia de ressecção transuretral da próstata. observou que a isquemia miocárdica registrada pelo Holter antes da cirurgia aumentou em 9. 35 1990. logo após a indução da anestesia. 39 (1991) quantificaram as alterações hemodinâmicas durante RTU usando transdutor de Doppler esofágico e verificaram que ocorreu um aumento na pós-carga do ventrículo esquerdo indicando um aumento do trabalho miocárdico e da demanda de oxigênio que pode resultar em isquemia miocárdica. A freqüência cardíaca e volume sistólico apresentaram diminuição progressiva nos primeiros 30 minutos de cirurgia. que é de 2. Mangano e col. mas a detecção de isquemia miocárdica silenciosa pode ajudar a identificar essa subpopulação com risco aumentado de efeitos cardiovasculares adversos. Aumento da pós-carga do VE indica aumento no trabalho miocárdico e na demanda de O 2 o que pode resultar em isquemia miocárdica. O interesse na monitorização perioperatória da isquemia miocárdica reflete a possibilidade de usá-la como um fator de previsão de resultados cardíacos adversos. FONSECA E COL As disritmias cardíacas após cirurgias extracardíacas são freqüentes e podem ser precipitadas por outras complicações não inerentes ao coração.5% na prostatectomia convencional.7%) e no pós-operatório (14. com ambas as técnicas.2 vezes o risco de evento isquêmico pós-operatório 35 . Shalev e col. hidroeletrolíticos e hipoxemia 36 . como: sangramentos. mesmo em pacientes de alto risco. prostatectomia convencional e outras cirurgias não cardiacas. em 200 pacientes estudados. sendo que estas são maiores com a anestesia geral. A incidência total de isquemia miocárdica passou de 18% no pré-operatório para 26% no pós-operatório. com um aumento significante na pós-carga do VE desde o início do procedimento. Estes achados demonstraram que as respostas hemodinâmicas que não são detectáveis usando métodos convencionais de monitorização ocorrem durante a RTU. utilizando monitorização com Holter de dois canais em cirurgia eletiva não cardíaca. As disritmias supraventriculares. Em estudo envolvendo 474 homens com alto risco ou sabidamente portadores de doença arterial coronariana. Edwards e col. 41 (1995) estudaram a incidência e duração da isquemia miocárdica perioperatória usando ECG ambulatorial em 100 pacientes submetidos à cirurgia transuretral da próstata. 18. as incidências de alterações do segmento ST para os grupos RTU versus controle foram. ACHÁ. Nº 2. bem como herniorrafia inguinal. durante e dois dias após.MANDIM. Estes resultados são comparáveis aos encontrados no estudo realizado por Edwards e col. tais como o infarto agudo do miocárdio.5%. infarto ou angina) são raros. nos períodos intra e pós-operatório. Pacientes com doença cardíaca isquêmica tiveram uma incidência significantemente maior de isquemia miocárdica após a operação do que os pacientes sem doença isquêmica previamente conhecida. Em estudo prospectivo e aleatório. A realização da eletrocardiografia dinâmica (Holter) antes da cirurgia pode estar indicada frente à suspeita de isquemia miocárdica silenciosa em paciente com doença coronariana. No estudo de Dobson e col. não houve diferença significativa entre as duas. No entanto. 196 Revista Brasileira de Anestesiologia Vol.

In angina patients. in the period November 2001 through August 2002. but no studies were found evaluating the prevalence of intraoperative arrhythmias using dynamic ECG (Holter System) in patients submitted to this surgery under spinal anesthesia. Structural changes lead to collagen tissue and myocardial amyloidal matter increase and specific conduction tissue cells 17 and adrenergic stimulation sensitivity decrease 18 . M. Geriatric population is uniquely heterogeneous 2 . atrial fibrillation. Several age-related heart Revista Brasileira de Anestesiologia Vol.D INTRODUCTION There is no clear definition for “old”. as there is no specific clinic marker for geriatric patients since aging is not an abrupt. right bundle branch block and left bundle branch block) 14 .CARDIAC ARRHYTHMIAS AND ST CHANGES IN THE PERIOPERATIVE PERIOD OF ELDERLY PATIENTS SUBMITTED TO TRANSURETHRAL PROSTATECTOMY UNDER SPINAL ANESTHESIA. ST changes at ECG. TSA. there are physiological heart changes affecting myocardium and conducting system. Some are frequent in elderly patients (premature complexes. intraventricular conduction abnormalities (right bundle branch block. intraventricular conduction abnormalities and ST changes). participated in this randomized study 21 patients with benign prostate hypertrophy aged 65 to 84 years and submitted to TUP (Group TUP).12 . The World Health Organization. Usual anti-hypertensive and cardiovascular drugs doses. liver and kidney diseases. Patients of both groups were not premedicated. “elderly” or “old age”. 54. Neuber Martins Fonseca. Cardiac rhythm: heart rate (bradycardia and sinus tachycardia). classification (supraventricular or ventricular) and complexity (isolated. Several coronary disease patients have normal preoperative ECG 7 . and at 70. considers elderly all individuals aged 65 years or above. while others are better correlated to the presence of associated anatomic changes (pathological Q wave. and 12 hours after anesthesia. Uberlândia Ethics Committee approval. increasing to more than 2% in patients above 80 years of age 19. 2004 electrophysiological changes are similar to those caused by diseases 16 . M. All patients were informed about the research objectives and have signed the informed consent.D. Renato Enrique Sologuren Achá. intra and postoperative periods. Comparative Study Beatriz Lemos da Silva Mandim. The first clinical sign of perioperative ischemia is low cardiac output 11. Post-TUP cardiovascular deaths are 0. Fabiano Zumpano. congestive heart failure. and 16 patients with unilateral inguinal hernia (control group) aged 65 to 86 years and submitted to inguinal hernia repair under spinal anesthesia. Transurethral prostatectomy (TUP) is performed in elderly patients and is associated to considerable morbidity. Patients were preoperatively evaluated by history. physiological functions decrease 1% a year after 30 years of age. followed by return to baseline for at least 1 minute 21 . There is a high incidence of SMI in the first postoperative week. There are studies evaluating ST changes or acute myocardial infarction (AMI) during transurethral prostatectomy. left bundle branch block. anemia. supraventricular (SVPC) and ventricular (VCP) premature complexes and atrial fibrillation. Monitoring consisted of cardioscope at 197 . T his study aimed at evaluating the prevalence of perioperative arrhythmias and ST changes through the Holter System in elderly patients submitted to transurethral prostatectomy (TUP) and inguinal hernia repair under spinal anesthesia.. previous myocardial infarction. M. Silent myocardial ischemia (SMI) detected by long duration dynamic ECG (Holter System) is common during daily activities of asymptomatic patients with coronary disease and positive treadmill stress tests 8 . being observed: T wave and ST changes. Março . physical. during the surgical procedure from anesthesia beginning to completion with 3 hours duration. paired or cluster premature complexes) of arrhythmias. Nº 2.5% to 1%.. based on bupivacaine’s duration which is 180 minutes 22 .Abril. TSA.D. presence of atrioventricular blocks and/or of His bundle branches and ST changes were evaluated. January 1994) elderly is all individuals aged 60 years or above 3 . among others. Common preoperative elderly diseases are ECG changes. METHODS After the Universidade Federal. 15 (1971) have reported 48% incidence of arrhythmias during general anesthesia recovery. As people age. In Brazil. presence. left bundle branch block and first-degree atrioventricular block. were maintained.. In general. The incidence of ECG changes in elderly increases with age. considering pre. liver and kidney diseases 5 . lab and 12-lead ECG evaluation.20 . Venous hydration was installed in the operating room 30 minutes before anesthesia with 500 mL lactated Ringer’s. 12 hours before anesthesia. 80% of ischemia are silent episodes 9 .D. Long duration dynamic ECG (Holter System) with Dynamics 3000 recorder was analyzed by the Cardiosystem program. Elderly represent 25% of surgical patients and it is estimated that 50% of people above 65 years of age will undergo one surgery before death 6 . COMPARATIVE STUDY Cardiac Arrhythmias and ST Changes in the Perioperative Period of Elderly Patients Submitted to Transurethral Prostatectomy Under Spinal Anesthesia. baseline metabolism is 40% of normal 4 . according to the law (8842. M. arterial hypotension or arrhythmia 13 . varying 21% 10 to 60% 11 . which are frequent in elderly. release ALT V5 08C. cardiovascular arteriosclerosis. infections and spinal anesthesia counterindications. being 28% ventricular arrhythmias. based on socio-economic factors. These changes are not dependent on pathological changes. but rather a continuous process 1 . Myocardial ischemia was defined as ST horizontalization or depression for 1 mm or more or ST increase of 2 mm or more during 60 seconds or more. Exclusion criteria were positive serology for Chagas disease. except for aspirin. Bertrand et al.

04 ± 0. Intra and Postoperative Periods for Both Groups Preoperative (12 h) TUP (n = 21) Sinus bradycardia HR < 60 .7%) 0.69 ± 0.8%) 0.7%) 54.05 Table IV shows the incidence of sinus bradycardia (HR < 60).28%) Group Control (n = 16) 0 (0%) 8 (50%) 2 (12.81%) 14 (87.11 65.19%) 5 (23.05 Table II .7%) 0.5%) 0. and arrhythmias complexity were compared between groups.8* 1 (6.5% hyperbaric bupivacaine were injected. Postoperative analgesia was systematically induced with 1 g intravenous dipirone every 6 hours. sinus pauses and ST changes.03 18 (87%) 46 ± 10.03 ± 0.50%) 2 (12.MANDIM. patients were placed in the supine position until blockade is established evaluated by the loss of sensitivity to cold test.07 3 (18.79 69.7%) 52.12 1 (5%) 1.7%) 0.6 ± 13.7%) Group Control (n = 16) 15.05 4 (19%) 0.29 1.7 ± 12. When the block reached T 10 level patients were placed in the surgical position.Preoperative Evaluation Parameters Hemoglobin * Glycemia * Normal ECG ECG with arrhythmias ECG indirect signs of acute myocardial infarction Group TUP (n = 21) 13.50%) Group TUP (n = 21) 73.34 1 (4.4 12 (75%) 52. intra and postoperative periods.06 ± 0. ephedrine (10 mg) was administered.1 Control (n = 16) Intraoperative (3 h) TUP (n = 21) Control (n = 16) Postoperative (12 h) TUP (n = 21) Control (n = 16) 198 Revista Brasileira de Anestesiologia Vol.7 ± 10. Other parameters were similar between groups and without statistical significance (Table II).2 ± 1. up to 50 cm higher with regard to patients. 2004 .52%)* 9 (42.86%) 1 (4. FONSECA ET AL CM5 lead.Sinus Bradycardia.Preoperative Clinical Evaluation Parameters Acute myocardial infarction Systemic arterial hypertension Diabetes mellitus Smoking * Student’s t test: p < 0.Abril. comparing TUP and control groups in the pre.2%) 0.02 ± 0.n (%) Mean/h ± SD ST changes ST . Table I . The needle was introduced medially at L2-L3 or L3-L4 with cephalad bevel. For all tests.13 1. Student’s t test: p > 0.007 ± 0. and pulse oximetry for continuous oxygen saturation (SpO 2 ) reading.03 ± 0.76%) 3 (14.8 11 (68.6 ± 10.6 111. Mann-Whitney’s U test was used for independent samples to compare both groups in each evaluated period.02 1 (6.01±0. TUP was performed in the lythotomy position with continuous room temperature distilled water irrigation.7 115. Março . After spinal space identification by the presence of CSF. with statistical significance. intra and postoperative periods.25 1 (5%) 0.04 2 (12.9 ± 1.1%) 14 (66.2%) 0. 0.11 3 (18.003 ± 0.13 ± 10.5 ± 6.2 11 (68.1 20 (95%) 43. RESULTS Demographics data and physical status were homogeneous between groups (Table I).5%) 7 (43. Table III . sphygmomanometer to control blood pressure by the Riva-Rocci method at 5-minute intervals. Nº 2. 54.3 ± 27.05 or 5% (p < 0.5 4 (25. During preoperative evaluation it has been observed that 2 group TUP patients had already previous acute myocardial infarction as compared to none in control group. Student’s t test was used for independent samples when age.n (%) Mean/h ± SD Sinus pauses Pauses .5 18 (86%) 46.7 ± 36. Sinus Pauses and ST Changes in the Pre.24 ± 13.3 3 (14.7 ± 10.67 ± 0.12 ± 0.15 ± 0.12 ± 0.05 Group TUP (n = 21) 2 (9. 14 mg of 0.50%) 2 (12.0%) 6 (37.25 2 (9%) 0. Student’s t test: p > 0. ACHÁ.5%) 12 (57.1 2 (9.08 3 (18.50%) Preoperative evaluations were homogeneous between groups (Table III).Demographics Data Parameters Age (years) * Weight (kg) * Height (m) * Physical Status ASA II ASA III 16 (76. Non-parametric Wilcoxon’s test was used for related samples to compare each group in the pre. arrhythmias and ST changes. as well as Table IV .n (%) Mean/h ± SD * Student’s t test p < 0. Immediately after injection. prevalence of bradycardia.7%) * Data expressed in Mean ± SD.05) was considered null hypothesis rejection level and significant values are identified with a asterisk (*).3%) 0.07 * Data expressed in Mean ± SD.05 ± 6.04 Group Control (n = 16) 70. Spinal anesthesia was performed with patients in the right lateral position and previous skin infiltration with 1% lidocaine at puncture site. a 25G Quincke needle was used.7 ± 7. If blood pressure reached 20% below baseline.

7%) 15.8 58.2 ± 37.4 54 20 0 56 8 445 19 34 90 4 47 59 3 6 2 92 Group Control Intra (3h) 98 0 0 17 7 62 5 15 21 1 10 3 1 0 1 101 Post (12h) Pre (12h) 49 15 2 32 9 158 66 17 81 9 37 62 1 5 4 177 0 29 0 3211 0 1469 3 94 90 34 4 60 614 0 168 32 692 8499 0 209 1 724.9 10 (62.8 447.16 ± 0.Total Number of Supraventricular (SVPC) and Ventricular (VPC) Premature Complex in Both Groups Supraventricular Premature Complex Group TUP Pre (12h) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Mean SD 63 2 94 1650 4 335 11 128 31 24 1 1374 0 143 345 0 434 5 0 192 11 230.2%) 7.1 ± 28.7 435.3 15 (93.23 ± 0.06 8 (38. COMPARATIVE STUDYL means by studied hour in each period.Supraventricular Premature Complex (SVPC) Preoperative (12 h) TUP Total n (%) Mean/h ± SD Isolated n (%) Mean/h ± SD Paired n (%) Mean/h ± SD Supraventricular tachycardia n (%) Mean/h ± SD Student’s t test p > 0.0 13 (81.9 ± 8.4 2 5 110 161 1 1173 4199 30 6 0 203 2081 31 0 0 268 Group Control Intra (3h) 2 0 31 13 1 22 290 4 8 0 85 174 0 0 0 323 Post (12h) 1 12 117 99 3 1344 2804 2 6 0 126 1130 4 0 0 1313 Wilcoxon’s Test: Z value among periods in the same group NS.9%) 0.2 1931.1 8 (50%) 0.3 15 (71.CARDIAC ARRHYTHMIAS AND ST CHANGES IN THE PERIOPERATIVE PERIOD OF ELDERLY PATIENTS SUBMITTED TO TRANSURETHRAL PROSTATECTOMY UNDER SPINAL ANESTHESIA.2%) 5.5 ± 33.06 ± 3.6 493.33 18 (85.1%) 2.8 59.5%) 0.7 11 (68.5 15 (93.2%) 21.2 ± 11.75 ± 1.2 10 (62.6 106.4%) 0.9 1131.5%) 0. Mann-Whitney: U value.07 ± 0.7 107.2%) 14.0 Post (12h) Pre (12h) 14 7 90 1674 0 415 23 129 19 24 0 1595 3 203 154 0 750 0 0 362 11 260.05 ± 0.08 ± 0. 2004 199 .1 3 (14.11 ± 0.1 18 (85.47 6 (28.7%) 15.3 13 (81.2 Intra (3h) 7 1 74 168 0 67 8 24 7 4 0 529 1 20 16 0 21 13 1 22 90 51.5 Control Intraoperative (3 h) TUP Control Postoperative (12 h) TUP Control Revista Brasileira de Anestesiologia Vol.8 Ventricular Premature Complex Group TUP Intra (3h) 0 6 0 149 4 376 3 41 20 2 1 15 214 0 118 1 93 3115 0 59 22 201. Table V shows total number of supraventricular and ventricular premature complexes in both groups and no statistical dif- ferences were found when periods of each group and both groups in each period were compared.7%) 3.6%) 0.4 16 (76.37 ± 9.0 Post (12h) Pre (12h) 3 41 0 440 0 1457 6 389 74 1 1 61 342 4 144 7 688 11178 0 1140 0 760.7%) 17. 54. to comp are both groups in each period. Nº 2. without statistical differences between groups. Table V .4 ± 9.15 16 (100%) 3.18 5 (31.9 674.2 803.7 ± 41. NS Table VI .9 18 (85. except for mean intraoperative sinus pauses in group TUP.2%) 0.7%) 0.6 516.25 18 (85.9 16 (100%) 3.5%) 0.12 2 (12. without statistical differences (Tables VI and VII).8 ± 4.1 ± 39.7%) 4.8 2420. There has been a high incidence of supraventricular and ventricular premature complexes in both groups during the studied period.14 ± 0.05 9 (42. Março .3%) 0.9 ± 8.5 21.2 9 (42.52 ± 1.3 ± 37.1 117.76 ± 1.4 34.02 16 (76.Abril.15 ± 0.9%) 0.1 45.1 803. where 1 patient had 107 pauses.7%) 19.

Patient was 200 treated with parasympatholytic drug however without adequate response and was referred to pacemaker implant.MANDIM.9%) 52.9 13 (81.02 ± 0.8 ± 35.7 17 (80.9 ± 157.8 ± 66.2%) 0. 81. Dietz et al. Nº 2. T wave and ST changes 14 .2% of patients above 60 years of age. left blunde branch .02 8 (38.22 ± 0. only sporadic arrhythmias are observed and the incidence is below 20% 23 .2%) 36.2 17 (80.4 ± 201.0 ± 158.35 ± 1.1%) 7.58 0 (0%) 0.06 ± 0. which is in line with other authors 28.2% intraoperative and 100% postoperative SVPC (Table VI).5 17 (80. This anatomic change would be responsible for intrinsic heart rate decrease 26 . leads to conduction abnormalities. All supraventricular arrhythmias are found in the elderly and it seems that prevalence increases with age.2%) 43.05 3 (18.005 ± 0. being 31% in the group aged 20 to 39 years. Sinus node has its total volume decreased.Abril. metabolic and autonomic disturbances are among the main causes or worsening factors for perioperative arrhythmias 24 . ACHÁ.2% of patients above 75 years of age and in 23.Ventricular Premature Complex (VPC) Preoperative (12 h) TUP Total n (%) Mean/h ± SD Isolated n (%) Mean/h ± SD Paired n (%) Mean/h ± SD Supraventricular tachycardia n (%) Mean/h ± SD Student’s t test p > 0.03 ± 0.5 16 (76.3 ± 34.8%) 0.3 17 (80.2% postoperative.9%) 58.14 ± 22.8 13 (81. have found supraventricular arrhythmias in 33. Março .14 1 (6. cardiovascular.9 11 (68.2 ± 66. the incidence of ECG changes increases in parallel with increased age. which has found SVPC in 21. neurological or major surgeries are performed. being reported an incidence of more than 80%. 32 (1985) VPC has increased with age.2%) 60.2 12 (75%) 42. 54.7%) 19.51 6 (28. 27 (1983).0 ± 0. VPC was present in 30% to 84% of individuals with seemingly normal hearts at clinical and noninvasive tests (ECG.3 ± 224.1%) 0. SVPC were not responsible for a higher incidence of morbidity. FONSECA ET AL Table VII . In a study by Rasmussen et al.9%) 67. reaching 100% when intra-abdominal.3 ± 160. there are different prevalences. Continuous monitoring allows for the study of all types of cardiac arrhythmias.partial or complete block).7 13 (81. 2004 . No patient had atrial fibrillation.9% of patients with less than 75 years of age. with consequences on cardiac rhythm 25 . The presence of conducting disorders and arrhythmias in the elderly does not necessarily mean the presence of heart disease 16 . Depending on the method used to detect arrhythmias.62 ± 1.9 Control Intraoperative (3 h) TUP Control Postoperative (12h) TUP Control DISCUSSION The loss of pacemaker and conducting cells in the elderly.4% of patients below 60 years of age and in 74.2 5 (31. Hydroelectrolytic. Major elderly heart changes are ventricular hypertrophy and left atrium increase.8 ± 27.7% preoperative. Our study has observed bradycardia during all studied periods. by ischemia or conducting system structures degeneration.05 4 (19%) 0. such as atrioventricular blocks and bundle branch blocks.14 ± 0.06 2 (9. stress test and echocardiogram) 31 .7% pre and intraoperative SVPC and 76. Ventricular premature complex was in general uncommon. monomorphic and isolated in those patients. 68% in the group aged 40 to 59 years and 84% in the group aged 60 to 79 years. However. Most frequent arrhythmias are: supraventricular and ventricular premature complexes (right bundle branch block. which might have been due to vagal predominance (sick sinus syndrome) following spinal anesthesia sympathetic block.2%) 0.00 5 (23.25%) 0. there is irregular destruction of peripheral areas with replacement by fatty tissue.55 16 (76.41 ± 1.7%) 0.1 5 (31.6%) 5. as well as several arrhythmias.2%) 0. using conventional ECG in 605 patients above 60 years of age. which is the most common elderly arrhythmia and is present in 0. 33 (1987) have reported that 87.1 ± 94. when there is casual inspection.2 ± 211. Most (80%) had less than one ventricular premature complex/hour.5%) 0.2%) 35.2%) 59.7%) 19.3 8 (38. chest.29 . Node constitution is changed with sinus cells decrease without connective tissue volume changes. Control group patients had 93. Group TUP patients had 85.2% of elderly patients with mean age of 80 years had frequent premature Revista Brasileira de Anestesiologia Vol.4% of general population and in 3% to 5% of people above 65 years of age 30 .9%) 63.2 ± 93. Tammaro et al. One group TUP patient presented a very high number of intraoperative sinus pauses (107 pauses).7 11 (68. It has been observed 31% of SVPC in patients above 100 years of age as compared to 4% in the population aged 63 to 95 years and mean of 75 years of age 29 .5 5 (31. Similar conclusions were drawn by a different study 28 with patients aged 40 to 90 years.

2% vs. being 28% ventricular. The first study 34 was performed with 154 patients submitted to non-cardiac surgery. have not identified age brackets. 37%). Edwards et al. A different study 15 has found 84% of arrhythmias in 100 patients submitted to non-cardiac surgeries. Post-prostatec201 . 54. Surprisingly. infection. especially during tracheal intubation and extubation. preexistent heart disease had no influence in the incidence of arrhythmias (62% vs. Isolated ventricular arrhythmias in asymptomatic patients or with normal ventricular function were not risk factors for perioperative cardiovascular complications. This incidence was higher during general anesthesia versus regional anesthesia (66% vs. In a study involving 474 males at high risk or with known heart disease using two-channel Holter System monitoring during elective non-cardiac surgeries. which may result in myocardial ischemia and contribute to increased post-TUP cardiovascular morbidity and mortality. there has been no correlation with ventricular arrhythmias. it has been observed that Holter-recorded myocardial ischemia before surgery has increased 9. where 77% had VPC in 23% they were frequent and in 50% they were polymorphic. there have been no significant differences when spinal anesthesia was used. such as bleeding. Nº 2. Non-sustainable ventricular tachycardia was present in 11. severe adverse events (death. They have also observed that prostate resection period is not related to significant hemodynamic changes. paired and ventricular tachycardia) were not responsible for both intra and postoperative cardiovascular complications. Mangano et al.2% in the preoperative. Março . even in patients at high risk. These studies. two days before surgery.CARDIAC ARRHYTHMIAS AND ST CHANGES IN THE PERIOPERATIVE PERIOD OF ELDERLY PATIENTS SUBMITTED TO TRANSURETHRAL PROSTATECTOMY UNDER SPINAL ANESTHESIA. Ventricular arrhythmias (18% premature complexes and 3% ventricular tachycardia) were responsible for 21% of cases. 59%). Intraoperative incidence was significantly higher as compared to pre-induction phase (84% vs.34 . 39 (1991) have quantified hemodynamic changes during TUP using transesophageal echocardiography and have observed an increase in left ventricle afterload indicating an increase in myocardial work and oxygen demand. Increased LV afterload indicates increased myocardial work and oxygen demand. and 80. during surgery and two days after surgery. and that in spite of the high prevalence of supraventricular and ventricular arrhythmias in this age bracket. complex and frequent ventricular arrhythmias with abnormal ventricular function were observed in the perioperative period. 68. neurological and chest surgeries versus peripheral surgeries (100%. resulting in cardiac output decrease. with significant LV afterload increase since the beginning of the procedure. however without significant difference between them. Differently from Marshall et al. Dobson et al. VPC was present in group TUP versus control in: 76. conventional prostatectomy and other non-cardiac surgeries.2 times the risk for postoperative ischemia 35 .Abril. Patients with ischemic disease had a significantly higher incidence of postoperative ischemia as compared to patients without previous ischemic disease. Although ventricular mass increase with age was seen at echocardiogram. Several risk factors have been identified in selected populations 37. Several studies have shown the relationship between preoperative ST depression and the frequency of ischemic events. However. 56%) and intubated versus non-intubated patients (72% vs. 90% vs.9% vs. abnormal ventricular function and frequent and complex ventricular arrhythmias had a higher number of complications and higher mortality rate 35. 2004 silent myocardial ischemia in heart disease patients. 25 (1990) have studied 26 patients above 70 years of age.9% vs. heart failure or death. Preoperative dynamic ECG (Holter System) may be indicated when there is suspicion of Revista Brasileira de Anestesiologia Vol. 81. TUP has not increased the number of arrhythmias as compared to control group and no patient had TUP syndrome signs during the study. Evans et al. In our study. 44%).38 . especially in patients with history of heart disease and have led to major complications and cardiac death.2% in the postoperative periods. Shalev et al. 28%). Patients with history of heart disease. 80. In a prospective randomized study. infarction or angina) are uncommon. Heart rate and systolic volume are progressively decreased during the first 30 minutes of surgery. However. 42 (1999) have compared acute myocardial infarction incidence and morbidity in patients submitted to TUP. acid-base and hydroelectrolytic disturbances. The incidence of arrhythmias was 70%. Total myocardial ischemia went from 18% in the preoperative period to 26% in the postoperative period. 41 (1995) have studied perioperative myocardial ischemia incidence and duration using outpatient ECG in 100 patients submitted to transurethral prostatectomy and randomized to general or spinal anesthesia. Wajngarten et al. The detection of silent myocardial ischemia may help identifying this population at increased risk for cardiovascular adverse events. with higher incidence in patients with preexisting heart disease (60% vs. These findings have shown that hemodynamic responses non-detectable by conventional monitoring methods were present during TUP. 35 (1990) have shown 25% of intraoperative ischemic episodes in 200 patients. 81. such as acute myocardial infarction. Continuous ECG records were used in two arrhythmia studies in a total of 254 patients submitted to non-cardiac surgeries 15. when there were 72% arrhythmias being 43% ventricular arrhythmias. 40 (1994) have studied hemodynamic variables of patients submitted to TUP under general and spinal anesthesia and have concluded that both techniques are associated to major hemodynamic changes right after anesthetic induction. COMPARATIVE STUDY complex when studied by Holter. however. 52%). and hypoxemia 36 . The interest in perioperative myocardial ischemia monitoring reflects the possibility of using it as a factor to predict adverse cardiac results. which may result in myocardial ischemia contributing to cardiovascular morbidity and mortality. being more severe with general anesthesia. 36 (1972) our study has shown that ventricular arrhythmias (isolated.5% of patients. Post-extracardiac surgery arrhythmias are frequent and may be triggered by other complications not inherent to heart. There has been increase in postoperative ischemia incidence and duration with both anesthetic techniques.7% in the intraoperative. who presented a 62% incidence of arrhythmias.

Disturbances of cardiac rhythm during anesthesia and surgery.150:1212-1216. 25.Reinfarctation following anesthesia in patients with myocardial infarctation. Walter J. 28. Muravchick S .7% in the postoperative period without statistical differences between groups. N Engl J Med. FONSECA ET AL tomy AMI incidence with both techniques was higher than 6% as compared to other surgeries. 41 (1995).Association of perioperative myocardial ischaemia with cardiac morbidity and mortality on men undergoing noncardiac surgery.17:2217-2221.Semiologia Médica. Landesberg G. 18.Correlation between preoperative ischemia and major cardiac events after peripheral vascular surgery. Management. Atlee JL .Premature ventricular beats in healthy adult subjects 20 to 79 years of age. Lee BG . Z Kardiol. Marshall BE. 1977. Steen PA.Tratado de Anestesia Raquidiana. 07. These results are comparable to those found by Edwards et al. Stower MJ. 36. 1983. Brodsky M. Wyche Jr MQ . Denes P et al . Our conclusion was that elderly patients have a high supraventricular and ventricular arrhythmia prevalence and that the total number of preoperative supraventricular and ventricular arrhythmias and ST changes has not been changed by transurethral prostatectomy or inguinal hernia repair in the intra and postoperative periods. JAMA. 1983. Bratanow N. Minamikawa T et al . Takamatsu T. Hollenberg M et al . Porto Alegre. Wyatt MG. Guanabara Koogan. Lakata EG . Rio de Janeiro.80-93. JAMA. 2001. Br J Urol.Importance of long-duration postoperative ST-segment depression in cardiac morbidity after vascular surgery. Supraventricular and ventricular arrhythmias.Arritmias no idoso.Characteristics and clinical significance of silent myocardial ischemia in unstable angina. 1987. N Engl J Med. 1990.22-35. where it is 2.Frequency and significance of cardiac rhythm disturbances in healthy elderly individuals.85:2176-2184. Grupi C. 31. 32. 14. 1989.81: 3C-15C. 17. S Afr Med J. Recognition.165-197. 20.61:24-37. Iwa T . 10.The relationship of aging to histological changes in the conduction system of the normal human heart. Raby KE. 18. Grindler J .Aplicações clínicas do eletrocardiograma no idoso. 1999. Deans GT.2140-2156.Cardiac arrhythmia’s during anesthesia and surgery. 37.Prostatectomy in the over 80 year-old.35:365-368. Rasmussen V.7% in the intraoperative period. Jameson AG et al .58:26B-33B. Deedwania PC. 02. Taylor WF et al .The peri-operative care of the geriatric patient. Moffitt EA. 08. Plumlee JE.74:1313-1318. 2001. Março . JAMA.3% vs.4:185-200. 33. 202 15. Pacing Clin Electrophysiol. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo. 1972. Nippon Ronen Igakkai Zasshi. We believe that a high number of premature complexes does not counterindicate transurethral prostatectomy in elderly patients. 1972.8% vs. 1996. Minerva Med.15:122-131. There have been no statistical differences in mortality. Luria MH.23:171-176. 26.Abril. em: Porto CC . Br J Anaesth. J Electrocardiol.Perioperative arrhythmia’s. Oskvig RM .24:13-20. 1992. 04. Utsu F et al . Intarachot V.37:178-209. 1985. 1985. Manhães WL . 1952. Nademanee K.Myocardial reinfarctation after anesthesia and surgery. 23. Bertrand CA. Rao TL.8:117-126. The study of perioperative ischemia research group. 22. 05.MANDIM.Diminished beta-adrenergic modulation of cardiovascular function in advanced age.Perioperative Cardiac Dysrhythmias. Anesthesiology.39:390-395. Lawson WE . 16. Seminars in Anesthesia. 1994. Jpn Heart J. 4. 1972. 1991. Haagensen R. em: Atlee JL Cardiac Dysrhythmias and Anesthesia: Mechanisms.6:335-341. em: Manica J .Semiologia do Idoso. 1983. Steiner NV.341:715-719.Anesthesia for the Elderly.Prostatectomy in a district hospital.5%. Cardiol Clin. Simonetti MPB . 1993. 1989. J R Coll Surg Edinb.220:1451-1454.Anestesiologia Princípios e Técnicas. 1999. Anesthesiology.59:499-505. A clinical perspective.Perioperative myocardial infarction. 1983.239:2566-2570.REFERENCES 01.Farmacologia dos Anestésicos Locais. 27. Boettner RB . Okamoto Y. Jacobs KH. 1986. 09. El-Etr . Chest.Myocardial infarctation during and following anesthesia and operation. 11. em: Imbelloni LE . Tarhan S . 1990. Carbajal E . 38. Arch Intern Med. 29.7% in the preoperative period.Special problems in the elderly. Vale NB. 1989. 12. ACHÁ. Steen PA . 54.63:855-860. Curitiba.Acute treatment of atrial fibrillation why and when to maintain sinus rhythm. Shipton EA . JAMA. 1987. 21. 13.5% for conventional prostatectomies. Jensen G. Friedmann AA.Myocardial infarctation after general anaesthesia. and ST changes were not responsible for intra and postoperative complications in both groups.323:1781-1788. Bellotti G .65: 886-889. the incidence of ST changes for group TUP versus control was: 19% vs.64:417-419. Eur Heart J.26:101-110. Wajgarten M. Serrok-Azul JB .115:(Suppl5):158S-164S.85:763-778. 1998. 34. Smith PJ et al .Silent myocardial ischaemia.4% for TUP and 8. Okada R. Goldman L. Am J Cardiol. 1986. Priebe HJ . 03.321:1296-1300. 1998. Waktare JE. Tammaro AE. Kuner J.9:286-292.Hypoxemia during and after anesthesia.Arrhythmia’s in the elderly. Artes Médicas. em: Miller RD .Arrhythmias documented by 24 hour continuous electrocardiographic monitoring in 50 male medical students without apparent heart disease. 24. Am J Cardiol. New York. Hashiba K . 1990.Cardiac arrhythmias in active elderly persons-age dependence of heart rate and arrhythmias. 18. Shiraishi I. 2000.Characteristics of silent myocardial ischemia during out-of-hospital activities in asymptomatic angiographically documented coronary artery disease. Bracharz H et al . Cohn PF. 2000. 35. 19. Tinker JH. Lancet.Quantitative histological analysis of human sinoatrial node during growth and aging.59:746-749. Almeida JC et al . 30. Porto CC. 06. In our study.The aged cardiovascular risk patient. Browner WS.101-113. Posigraf. 1988. Wakida Y.Arrhythmias in centenarians. which has been 14. Wu D. 1997.Anesthesia. 2004 . Bonaccorso O et al . Tarhan S. Circulation. Churchill Livingstone. REFERÊNCIAS . Arakawa K . Fujino M.151:2373-2382. South Med J. Santos SCM.O Risco e o Prognóstico na Anestesia. Enescu V. Revista Brasileira de Anestesiologia Vol. 18.Arrhythmia’s in the elderly. Creager MA et al . Singh PN et al . Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo. Br J Anaesth. Am J Cardiol. Camm AJ . Mudd DG. Dietz A. Ronzoni D. Wajngarten M. and 14.216:1615-1617. Costa EFA. Chicago: Year Book Medical Publishers.76:89-94. 1971. Atlee JL . Mangano DT. Nº 2. Cotev S et al . Am J Cardiol. Schnohr P . 1978.

Evans JW. Br J Anaesth.2% en el pre. COMPARATIVE STUDY 39. y alteraciones del segmento ST.Haemodynamic evidence for peri-operative cardiac stress during transurethral prostatectomy.7% vs.Abril. 100%. Dobson PM. 1999.Changes in haemodynamic variables during transuretheral resection of the prostate: comparison of general and spinal anaesthesia. Evaluación por el Sistema Holter en el pre-operatorio (12 horas). Chapple CR et al .7% en el per y 80. Las extrasístoles ventriculares (ESV) tuvieron prevalencia de 76. fibrilación atrial y disturbios de la conducción intraventricular.7% vs. y alta incidencia de infarto agudo del miocárdio (IAM) silencioso en la 1ª semana de pos-operatorio. 40. RESUMEN Mandim BLS. sometidos a RTU de la próstata y 16 pacientes con edades de 65 a 86 años. presentes en el período pre-operatorio. Richter S.7%. 18. Achá RES.Long-term incidence of acute myocardial infarction after open and transurethral resection of the prostate for benign prostatic hyperplasia. en el intra-operatorio 4. en los períodos intra y pos-operatorio. 68. Edwards ND. J Urol. Zumpano F . Revista Brasileira de Anestesiologia Vol. Br J Anaesth. 81. White T et al . 1994.9% vs. 80. en el pre-operatorio 85. Estudio Comparativo JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Ancianos representan 25% del total de los pacientes quirúrgicos. Kessler O et al .7%. 1991. 18. MÉTODO: Fueron evaluados 21 pacientes con edades entre 65 y 84 años.161:491-493.2% en el pos-operatorio.Disritmias Cardíacas y Alteraciones del Segmento ST en ancianos en el Perioperatorio de Resección Transuretral de la Próstata sobre Raquianestesia. Muchos pacientes con enfermedad arterial coronariana (DAC) presentan electrocardiograma (ECG) pre-operatorio normal. Callaghan LC. Las disritmias aumentan con la edad. 2004 203 . 41. 1995.7%. no fue alterado por la cirugía de resección transuretral de la próstata. bien como por la herniorrafia inguinal. Shalev M. sometidos a herniorrafia inguinal. en el intra-operatorio 85. Br J Urol. 93.74:368-372. La prevalencia de alteraciones del segmento ST entre los grupos RTU y control fue.2% y en el pos operatorio de 76.67:376-380. 54. 81. Gerrish SP et al . El número total de ESSV y ESV. El objetivo de este estudio fue evaluar la prevalencia de disritmias cardíacas y de alteraciones del segmento ST en el perioperatorio por intermedio del Holter en pacientes ancianos sometidos a cirugía de resección transuretral de la próstata (RTU) y herniorrafia inguinal bajo raquianestesia. R E S U LTA D O S : L a p r e v a l e n c i a d e e x t r a s í s t o l e s supraventriculares (ESSV) entre los grupos RTU el control fue. CONCLUSIONES: Los pacientes ancianos presentan alta prevalencia de ESSV y ESV. Singer M. sin significancia estadística. siendo observadas extrasístoles supraventriculares (ESSV) y ventriculares (ESV).3% vs. no pre-operatorio 19% vs. 42.2% vs. 81. intra-operatorio (3 horas) y pos-operatorio (12 horas).72:267-271. 18. Caldicott LD.2% vs.9% vs.CARDIAC ARRHYTHMIAS AND ST CHANGES IN THE PERIOPERATIVE PERIOD OF ELDERLY PATIENTS SUBMITTED TO TRANSURETHRAL PROSTATECTOMY UNDER SPINAL ANESTHESIA.7% vs.Perioperative myocardial ischaemia in patients undergoing transurethral surgery: a pilot study comparing general with spinal anaesthesia. Fonseca NM. bajo raquianestesia. Março .7% y en el pos-operatorio de 14. Nº 2.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful