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LA

EN EL SIGLO XIX,
JP O IR , 3D . J ? . B E N O I T ,
DOCTOR EN FILOSOFÍA

Y TEOLOGÍA, ANTICUO OIKECTOfi OE SEM IKARtO.

TR A D U CID A

POR D. FRANCISCO DE P. RIBAS Y SERVET, PBRO.

P A R T E P R IM E R A .

LOS ERRORES MODERNOS


PRIMIR4 EDICION ESPAÑOLA

TOMO II.

CON LICENCIA ECLESIÁSTICA;

BARCELONA:
Lib re ría y Tipografía c a tó lic a , P in o , 3-
1888.
LIBRO SEGUNDO.

SEMIRACIONALISMO Ó 8EMMTURALI8M0 Ó SEMIUBERALISMO.

PRELIMINARES.

632. D e spués de los e rro re s radic ale s q u e re c h a z a n 1.° N oeion ge·


neral del sem i-
a b ie r ta m e n te el d o g m a católico, se ve n a p a r e c e r e rro re s raeiooalismo 6
m itig ad o s, q u e son com o ensa y o s d e conciliación e n tr e semiliberaüsmo.
los p rim e ro s y la d o c tr in a de la Ig lesia . E sto s n u e v o s
e rro re s, hijos d el deseo d e p on e r d e a c u e rd o con el d o g ­
m a el e r ro r e x tre m a d o , p a rtic ip a n d e u n o y o tr o ; e n
p a r te a c e p ta n la h e re jía re p ro b a d a p o r la Ig le s ia , y en
p a rte c o n se rv a n el d o g m a q u e ella d e f ie n d e ; son d o c ­
tr in a s m edias, q u e ni son el d o g m a ni la h e re jía p r i m i ­
tiva, pero q u e son u n o y o tra m ás ó m enos m ezclados
y aliados. T a le s fu e ro n e n otro tie m p o , tr a s la h e r e jía
a r ria n a , el se m ia rria n ism o , y d e sp u é s d e la h e re jía de
Pelagio, el se m ip e lag ian ism o .
E n n u e s tra época se h a n fo rm ad o, e n tr e la Ig lesia y
los racio nalistas, p a rtid o s m edios q u e h a n p re te n d id o
conciliar «el e sp íritu m o d ern o » con el e sp íritu e v a n g é ­
lico, «los p rin cip io s d e la rev olución» con el d o g m a
católico. Los h o m b r e s d e estos p a rtid o s no son raciona­
listas ni literales p u r o s ; p u e s h a ce n profesión de. c re e r
T. 11.—2
6
e n la d iv in a m isión de Je su c risto y el o rig en divino d e
la Ig lesia . No so n tam poco católicos p u r o s ; pu e s, no
sólo e n la p rá c tic a , sí q u e ta m b ié n e n la t e o r í a , a d m i ­
te n ciertos p rin cip io s ó aplic ac io n e s del racio nalism o .
S o b re u n g ra n n ú m e r o de c u e s tio n e s p ie n s a n y h a b la n
com o los católicos; so b re a lg u n a s o tra s pien san y h a ­
b la n com o los racion alistas. P o dem os, por c o n sig u ie n te ,
llam arlos semiracionalistas, seminaturalistas, semilibe-
rales, y su d o c tr in a ó p a rtid o , semiracionalismo, semi-
naturalismo, semiliberalisrno.
E n el libro p rim e ro d e e sta ob ra e m p le am o s los
n o m b re s d e ra cio n alism o , de n a tu ra lis m o y de lib e ra ­
lism o com o sin ó n im o s ; e n el p r e s e n te libro, e m p l e a r e ­
m o s ta m b ié n com o sin ó n im o s los de sem iracion alism o,
s e m in a tu ra lis m o y sem iliberalisrno. Los p rim e ro s n o m ­
b re s d e s ig n a b a n los e r ro re s r a d ic a le s ; estos nu e v o s
n o m b re s d e s ig n a r á n los m ism o s e rro r e s m itigados. No
o b s ta n te , h a re m o s n o ta r m á s ta rd e q u e cie rto s e rro re s
m itig ad o s lle v a n p r e fe r e n te m e n te el n o m b re d e s e m i ­
racio n alism o , y otros el d e sem ilib era lisrn o ; c u a n to al
n o m b r e de s e m in a tu ra lis m o , co n v ie n e in d is tin ta m e n te
á todos.
í . # T res e l i ­ 63 3 . Los sem ira cio n a lista s u n o s son heterodoxos, or­
ges de sem i-
ra c io D jIis tii y todoxos otros. Los p rim e ro s lle v a n el e r ro r h a sta la h e ­
de te m ilib e ra -
lej. re jía y el c is m a ; los se g u n d o s ha ce n profesion d e p e r m a ­
n e c e r e n c o m u n io n con la Ig lesia y r e s p e ta r to das las d e ­
finiciones d e la a u to r id a d d o c en te, á lo m e n o s las d e fe.
E n tr e los se m ilib e ra le s o rto d o x o s , se d istin g u e n
t a m b ié n d o s c la se s: un os e x a g e ra n la lib e rta d con
p e rju icio de la a u to rid a d en el orden religioso; o tros,
s in a d m itir n a d a d e los p rincip io s del liberalism o en
el ó rd e n á la R e lig ió n , s e c o n te n ta n con q u e r e r u n a
a m p lia p rá c tic a d e la lib e rta d en el órden político y c i­
vil, lo c u a l no afecta d i r e c ta m e n te á la c au s a d e la I g le ­
sia. P o r e je m p lo , so n p a rtid ario s siste m á tic o s del g o ·
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bierno p a rla m e n ta rio ó de u n a r e p ú b lic a d e c e n te . P e ro
preciso es c o n fesa r, q u e son pocos los q u e , h a b ié n d o s e
declarado a rd ie n te s c a m p e o n e s d e las lib e rta d e s p ú b li­
cas e n el ó rd e n político, no h a y a n c aído, e n u n a ú o tra
época d e la v id a, e n las falsas d o c trin a s del lib e ralism o
en m ate ria s religiosas. Con todo, se h a n halla d o y se h a ­
llan alg u n o s todavía.
H a b lare m o s de los e rro re s y a b e rra c io n e s d e e stas
div ersas clases de se m ilib e ra le s.
0 3 í . E n n u e s tr a ép oca, á los se m ilib e ra le s se les d e ­ 3 .°A qué 50
llam a catoli­
signa c o m u n m e n te con el n o m b re á t católicos liberales, cism o liberal y
y á su d o c trin a con el d e catolicismo liberal. E m p le a r e ­ catolicos rales.
lib e -

m os a lg u n a vez estas e x p resio n e s á c a u s a de su fr e c u e n ­ nesO bservacio­


sobro el
te uso. Pero las e v ita re m o s con m u d ií s i m a m a y o r f r e ­ uso de estos
nom bres.
c u e n c ia ; tie n e n , en efecto, dos in c o n v e n ie n te s .
Y de sd e lueg o , d a n lu g a r fá c ilm e n te á c o n fu sio n es,
por d e s ig n a r , s e g ú n los p a ís e s , e r ro r e s m u y d iv e r s o s :
así q u e cie rto s lectores fran c e se s j a m á s oirán p r o n u n ­
ciar el n o m b re de católicos liberales, sin p e n sa r al p u n to
e n M o n ta le m b e rt y su e s c u e la ; los lectores a le m a n e s
p e n sa rá n , al c o n tr a r io , en los h e r m e s i a n o s ; y los le c to ­
res italianos en aquello s católicos q u e sacrifican la i n ­
d e p e n d e n c ia tem p o ral de la S a n ta S e d e al su e ñ o d e la
u n id a d ita lia n a. Ño podem os, p u e s , e m p le a r las e x p r e ­
sio n e s de católicos liberales y catolicismo liberal sin
cierto te m o r d e ve rla s to m a d a s p o r c a d a lector e n el
s e n tid o lim itado q u e tie n e n e n su pro p io p a ís : d e esta
s u e rte , m u ch o s p u d ie ra n c re e r, e n F r a n c ia p o r e j e m ­
plo, q u e h a b la m o s d e los católicos lib e ra le s fran c e se s,
a u n c u an d o lo q u e d ijésem o s c o n v in ie ra tan sólo á los
católicos lib e ra le s de Ita lia ó A le m a n ia .
63o. E n se g u n d o lu g a r, el n o m b r e d e católicos libe­
rales no n os p a re c e c o n v e n ir á todos c u a n to s se d a .
Se d a, en efecto, sin d istin c ió n á los se m ilib e ra le s
ortodoxos, y á los s e m ilib e ra le s h e te ro d o x o s, y t a m b i é n ,
e n cie rta s c o m a rca s, á los viejos católicos.
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E m p e ro , p u e d e p ro p ia m e n te lla m arse católicos libe­
rales á los se m ilib era le s o rto d o x o s, c u y a s teo rías lib e ­
rales se refieren e x c lu s iv a m e n te al o rd e n civil y p o líti­
c o ; p o rq u e s u s te o ría s p u e d e n m u y bien se r c o n tr a r ia s
á los in te re s e s p ú b lico s y h a s ta ch o ca r á v e ces con el
b u e n se n tid o , p ero n o c o n tra d ic e n , á lo m e n o s por lo
c o m ú n , n in g u n a e n s e ñ a n z a d e la Ig le s ia ; por esto p u e ­
d e n llevar el n o m b r e de católicos.
L os se m ilib era le s ortodoxos c u y as teorías liberales no
se lim ita n al ó r d e n civil y político, siuo q u e se e x tie n ­
d e n al o rd e n religioso, p u e d e n todavía, a u n q u e no tan
e x a c ta m e n te , lla m arse católicos liberales; como lib e ra ­
les, no son cató lic o s; pero , aunque lib e rale s, son c a tó ­
licos. E s d e c ir, su s teo rías son c o n tra ria s al e sp íritu de
la Iglesia, h a n sido c o n d e n a d a s p o r n u e v a s é in au d itas,
por te m e ra ria s y ta m b ié n por falsas, p e ro no p o r h e r é ­
ticas ó cism á tic as. No se p u e d e n r e te n e r sin fa ltar á la
docilidad á las e n se ñ a n z a s de la I g le s ia , h a s ta sin co­
m e te r u n p e ca d o g r a v e d e t e m e r i d a d ; pe ro se p u e d e
sin p e rd e r la fe ó ro m p e r con la c o m u n io n católica. E n
e ste s e n tid o , los se m ilib e ra le s ortodoxos p u e d e n se r li­
be ra le s y católicos, y lla m arse, p or c o n s ig u ie n te , cató­
licos liberales,
C3C. P ero, c u a n to á los s e m ilib e ra le s h e te rodo xos,
sólo p or u n abuso d e le n g u a je se p u e d e c o n tin u a r d á n ­
doles el n o m b r e d e católicos. ¿ S e llam ó a lg u n a vez
a rría n o s católicos á los se m ia rria n o s, ó católicos p e la -
g ian o s á los s e m ip e la g ia n o s ? V erdad es q u e estos se m i-
liberales c o n se rv a n u n a p a rte de las v e rd a d e s rev elad a s;
pe ro ta m b ié n a d m ite n m u c h a s los p r o te s ta n te s : sin
e m b a r g o , ¿ s e los h a llam ado a lg u n a vez caxólicos? S e ­
g ú n el c atecism o se d eja de fo rm ar p a r te d e la Ig lesia ,
y , p o r c o n s ig u ie n te , d e s e r católico, d e sd e el m o m e n to
e n q u e se r e h ú s a o b s tin a d a m e n te c r e e r u n a v e rd a d de
fe definida po r la Ig lesia, ó q u e no se e stá y a e n c o m a -
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nion con los leg ítim os p a sto re s : los se m ilib era le s h e te ­
rodoxos son h e re je s ó c is m á tic o s; ¿có m o , p u e s, les d a ­
ríam os a ú n el titulo d e c atólicos? M uchos p u d ie ro n lle ­
v a r el n o m b re d e católicos lib e rale s a n te s q u e sus
e rro re s fuesen co n d en a d o s p o r h e rétic o s, ó a n te s de
h a b e r roto con la fe ó la c o m u n io n d e la Ig le s ia ; mas,
d e sd e q u e no tie n e n ya Ja fe d e la Ig lesia , y no viv en
y a d e n tr o su u n i d a d , es im p osib le se g u ir dán d o le s el
n o m b re d e católicos, p o r m ás q u e q u izá s lo r e iv i n ­
d iq u e n .
C37. E n r e s u m e n , el n o m b re d e católicos liberales da
fá cilm ente lu g ar á confusiones, y no c o n v ie n e á lodos
los q u e lo llevan. P o r e sto p re fe rim o s se rv irn o s g e n e ­
r a lm e n te de los té rm in o s de semililerales y semiracio-
nalistas.
(¡38. E s tu d ia re m o s : 1.° los caracteres comunes de to­ 4.° División
de la m ateria.
dos los se m ilib era le s ó se m ira c io n a lis la s ; <2° las formas
principales del se m ilib era lism o ó sem iracion alism o.
DIVISION PRIMERA.

TÍTULO ÚNICO.

CARACTERES COMUNES DE LOS SEMI RACION ALISTAS


Ó SEM ILIBERALES.

Division. C39. A c ab a m o s d e d ecir q u e el se m iracion alisrao ó


se m ilib e ra lism o es u n té rm in o m ed io e n tr e el r a c io n a ­
lism o p u ro y el catolicism o p u ro , y q u e nació del d e sea
de con cilia r á un o y o tro . La pretensión de conciliario
lodo, h é a q u í, p u e s , el p r i m e r c a r á c te r de los se m ili-
b e rales.
E ste falso e sp irita d e c o n ciliació n se o rig in a del en­
flaquecimiento del sentido católico y la disminución de
las verdades sobrenaturales, y e n g e n d r a la pretensión
de aconsejar y dirigir á la Iglesia.
¥ así la falla ó la d is m in u c ió n d e las v e rd a d e s y s e n ­
tid o católicos, la ind o cilid a d d e e sp íritu á las e n s e ñ a n ­
zas de la Ig lesia , la m is m a p r e te n s ió n d e ilu s tra rla y
d irig irla, so n los d e m á s p rin c ip a le s c a ra c te re s d e los
se m ilibe rales.
11

CAPÍTULO I.

P rim er ca rá c te r g en e ral de los se m ilib erales: Un falso


esp irita de m oderación y conciliación.

CíO. Decim os e n p r im e r lu g a r q u e los se m ilib era le s I. Falso es­


p íritu de con­
p r e te n d e n conciliar e n tr e sí el ra cio nalism o y el c a to ­ c iliació n .
lic ism o ; q u i e r e n , com o lo re p e tía n a n te s á m en u d o ,
reco n c iliar á la Ig lesia con la sociedad m o d e rn a , c o n la
civilización, con el p ro g re s o , con la re vo lució n ( 1 ).
P o n g a m o s a lg u n o s ejem plo s.
G i l . Dice la Ig lesia : Je su c risto , Dios y h o m b r e j u n ­
ta m e n te , reveló al h o m b re v e rd a d e s, to d as las c u ales,
h a sta las q u e son s u p e rio re s á la razó n , d e b e n s e r c reí­
das de todos por la a u to rid a d d e la pala b ra d iv in a .» Los
ra cio n alistas d ice n , al c o n tr a rio : «No p u e d e oblig a rse á
la razón h u m a n a á q u e a d m ita lo q u e no s e le p r e s e n ta
in tr í n s e c a m e n t e e v id e n t e ; por c o n s ig u ie n te , r e c h a z a ­
m os la rev elación d e J e su c risto .»
Los se m iracionalistas v ie n e n á colocarse e n tr e a m b o s
partid os. « V e rd ad e s , d i c e n , q u e Je su c risto es Dios y
a u to r de u n a rev elac ió n d iv in a ; pe ro es v e rd a d t a m ­
b ién q u e to d a s las v erdades re v e la d a s p u e d e n h a c e rse
e v id e n te s po r m edio d e d e m o s tra c io n e s in trín se c a s.
P o r c o n sig u ie n te , vosotros, los ra c io n a lis ta s , no ten e is
razón de p r e te n d e r q u e se p u e d e r e c h a z a r el d o g m a
cristiano, so p re te x to de q u e c are ce d e in trín s e c a e v i ­
d e n c ia ; y v o so tro s, católicos, no te n e is razón de p r e ­
t e n d e r q u e el sabio d e b e c r e e r lo q u e no c o m p r e n ­
de, como si h u b ie r a v e rd a d e s q u e fu e se n su p e r io r e s

(1) Rom anus P onlifei potest ac debet cum progressu, cnm


liberalism o et cum recenli civilitate sese reconciliare et com po-
nere. (S y llab, prop. 80).
12
á la ra z ó n .» A. c o n se c u e n c ia d e e ste falso r a z o n a ­
m ie n to , co n la m ir a d e p ro b a r la e v id e n c ia i n t r í n ­
se c a d e tod as las p a rte s d el sím bolo católico, estos
se m ira c io n a lista s e m p r e n d ie r o n u n trab a jo de in v e s ti ­
g a c io n e s y e sp e c u la c io n e s te m e ra ria s sobre los m is te ­
rios d e la fe. V e rem o s m ás ta rd e su s m u c h o s y g r a v e s
e r ro re s bajo el título d e hermesianismo ó semiraciona-
lismo de Alemania. El Concilio del V aticano h a b la de
e sto s d o c to re s y d e s u e m p re s a e n estos térm in o s: E x ­
tra/ciados p o r diversas 'doctrinas extrañas, y confun­
diendo la naturaleza con la gracia, la ciencia humana
con la f e divina, se permiten alterar el sentido propio
de los dogmas, tal como lo posee y ensena nuestra santa
madre Iglesia, y poner en peligro la integridad y la
sinceridad de la fe ( 1).
642. Dice el r a c io n a lis ta : «La rev o lu c ió n e m a n c ip ó á
la h u m a n i d a d ; a n te s d e ella la ra zó n e s ta b a so ju z g ad a
por la fe, la filosofía p o r la teo lo gía, el E sta d o por la
Ig lesia . Con la re v o lu c ió n co m e n zó la civilización v e r ­
d a d e r a ; a n te s , r e in a b a n la b a rb arie y la su p e rstic ió n .»
Dice el c atólico: «L a re v o lu c ió n es im p la c a b le e n e ­
m ig a d e Je su c risto y d e la Ig le s ia ; d ebajo los n o m b re s
d e « p rin cipios del 89 ,» « d e re c h o s del h o m b r e ,» y « e s ­
p íritu m o d e rn o ,» se o c u lta u n a in m e n s a re b e ld ía co n tra
el ó r d e n social c ristia n o . Por ta n to , todo com prom iso
con la re v o lu c ió n e s im p o s ib le .»
Dice el s e m ilib e r a l: « L a re v o lu c ió n es u n a reac ció n
d el e s p ír itu de lib e rta d c o n tr a la tir a n ía del ré g im e n
feudal y las m o n a rq u ía s a b so lu ta s. F u n d ó las lib e rta ­
d e s p ú b lic a s . E s b ie n h e c h o r a d e los p u e b lo s, s in d u d a
m u y in ferio r á la Ig lesia, pe ro d ig n a sin e m b a rg o de
e te rn o r e c o n o c im ie n to . Los p rin cip io s del 89 e n c ie r r a n
las sem illas d e p ro g reso s in a u d ito s p a ra el p o r v e n ir de

(1) Defidecath. Prooem.


13
las n aciones. C uan to á los excesos de la re v o lu c ió n , por
ejem p lo, el despojo y la proscripción del clero católico,
fuero n las c o n se cu e n cia s inev itab les, b ie n q u e in d ire c ­
tas, de la reacción c o n tra el a n tig u o r é g im e n : el a lta r
se ha b ia un id o de m a siad o e s tr e c h a m e n te con el trono,
p a ra no ser a r ra s tr a d o con é l. La Ig le s ia , p o r c o n s i­
g u ie n te , p u e d e y d e b e re co n c iliarse con la re v o lu ­
ción ( 1).»
Gfl3. S e g ú n el lib eral, todas las re lig io n es son i g u a l­
m e n te in d ife re n te s, ó ig u a lm e n te m alas, ó ig u a lm e n te
b u e n a s . N adie tie n e obligación de a b ra z a r m ás bien una
q u e otra. P u e d e el E stado a d m itirla s y p ro te g e rla s todas,
pero no d e b e p ro fe s a r n in g u n a .
S e g ú n el católico, la religión in s lita íd a por Je su c risto
es d iv in a , y desd e luego la ú n ic a v e r d a d e r a ; por con si­
g u ie n te , los in d iv id u o s , las fam ilias y los E stad o s d e ­
be n se r católicos.
El se m ilib era l a d m ite la p re m isa del católico, y p a rle
d e las conclu sio n es del ra cio n alista al m ism o tie m p o :
«La Religión c atólica e s d iv in a , y no o b s t a n te , sólo los
in d ividuo s y las fam ilias e stá n o bligados á a b ra z a rla y
p ro fesarla : el E stad o no tie n e o bligación d e re cono cer
su v e rd a d y tr a ta r la com o ú n ic a religión v e rd a d e r a .»
G I L El racio nalista re iv in d ic a e n favor del E sta d o el
m onopolio d e la e n s e ñ a n z a , h a s ta re sp ec to d e los c léri­
gos, á q u ie n e s tra ta de «fu n c io n a rio s religiosos.»
El católico d e c la ra q u e la Iglesia tie n e el d e r e c h o de
vigilar la e d ucació n p ú b lic a , e x c lu ir á los m a e stro s h e ­
re jes ó sospechosos, d e s e c h a r los libros peligrosos pa ra
la fe y las c o s tu m b re s , h a c e r de la Religión el objeto
princip al d e la in stru cc ió n y como el a lm a d e toda la
educa ció n .
El sem ilib eral re s tr in g e los d e re c h o s de la Iglesia

(1) Syllab, prop. 80.


14
y e x a g e r a los d el E stado. E s p a rtid ario de u n a e n s e ­
ña n z a n u e v a , d e m étodos n u e v o s, « m ás en a rm o n ía con
la c o rrie n te d e las o pin io n e s d e la ép o ca .» H asta se p e r­
m ite d a r consejos á los obispos so b re la re fo rm a de los
se m in a rio s, y el m odo d e e n s e ñ a r teo lo gía y e d u c a r á
los jó v e n e s c lé rig os. No a n d a lejos á veces de a d m itir
q u e el E stad o p u e d e in m isc u irse e n la direc ció n de los
se m in a rio s, e x a m in a r á los profesores y v igilar su e n ­
s e ñ a n z a ( 1).
6 lo . El r a c io n a lis ta ,a m a y e n sa lz a á todos los q u e
h a n c o n tra d ic h o á la Iglesia. Gozan d e s u s favores los
h e resia rca s. R e cib en sus elogios los p e rse g u id o re s. L as
sectas, las m an iq u e as sobre todo, ex citan su s sim p atías.
El católico ve e n las h e re jía s y cism a s re b elio n e s
c o n tra el E te r n o y su C risto; los h e re s ia rc a s son, á sus
ojos, las m a y o re s plag a s del pu e b lo cristiano.
E l sem ilib era l c o n d e n a sin d u d a las h e re jía s y los h e ­
re je s ; pero se c o m place e n v e r e n las h e re jía s « g ra n d e s
m o v im ien to s del e s p irita h u m a n o ,» en p re s e n ta r á los
h e rejes com o « g ra n d e s h o m b r e s ,» c u y o s escrito s lee y
c u y a s v ir tu d e s a d m ir a .
6 íG. El ra cio n alista so stie n e con a r d o r y de u n a m a ­
n e r a a b so lu ta la to le ra n c ia re lig io sa, ó q u e se p o n g a n
tod as las d o c trin a s bajo u n m ism o p ié d e i g u a ld a d ; p o r­
q u e tal s iste m a e n c ie r r a la n e g a c ió n del o r ig e n divin o
del d o g m a c ristia n o .
E l católico c o m b a te en prin cip io el ré g im e n de la li­
b e rta d é ig uald a d d e c u lto s; p u e d e c o n s e n tir e n a d m i ­
tirlo d e h e c h o en el g o b ie rn o y la legislación, «p a ra
e v ita r un m al m ay o r, ó p a r a no im p e d ir un m a y o r bien .»

0 ) Es preciso h acer n o tar q u e a q u í, com o en m achos ejem ­


plos que preceden ó siguen, no hablam os de todos los semilibe-
rales, sioo de p arte de ellos solam ente. Asf, por lo q u e toca á la
libertad de e o seaaaza, m uchos católicos liberales han sido sus
ilustres defensores.
15
P u e d e h a sta c o m p ro m e te rs e á to le rar este r é g im e n , e n
tan to q n e el e x tra v ío de los e sp íritu s im p o s ib ilita re la
proclam ación del d e rec h o s u p r e m o d e la v e r d a d . Mas
do lo m ira com o u n id eal, y , si lo a d m ite c o m o u n a n e ­
cesidad ó c o n v e n ie n c ia social, n o se p riv a de d e se ar y
persu ad ir á todos q u e d e se e n com o él el yugo p re fe rib le
de la v e r d a d . H ace votos por la profesion social d e la R e­
ligión católica. Se a le g ra rá si v iere de n u e v o c o n s ig n a ­
dos e n la C o n stitu iio n los su p re m o s d e rec h o s de J e s u ­
c risto y la Iglesia.
£1 católico lib eral es a m a n t e d e la to le ra n c ia civil de
cultos y de la in d if e r e n c ia d el E sta d o e n m a te ria s re li­
g io sa s; h a sta la p ro c la m a c o n fo rm e con el e s p ír itu del
E v a n g e lio , se a v e r g ü e n z a de la c o n d u c ta s e g u id a p o r la
Iglesia y los p u e b lo s cristianos e n los pasados sig los; la
disim u la ó la c o n d e n a a b i e r t a m e n t e ; le d a p e n a q u e la
Ig le s ia r e h ú s e e n n u e s tr a época e le v a r e sta to le ra n c ia á
la c a te g o ría d e u n d o g m a so c ia l, y q u e sus fallos c o n ­
d e n e n d ic h a teoría.
657. B asta con estos eje m p lo s.
El católico tie n e nocion es m u y p re cisa s d e los d e r e ­
chos de Dios, de la m isión y p o d e res de la Ig le s ia , de
las oblig a c io n e s d e los ind iv id u o s y los E stados, en u n a
p a la b ra, d e lodo el ó rd e n d e las cosas h u m a n a s y d iv i­
nas, n a tu r a le s y s o b r e n a tu r a le s . El racio n alista tiene
pa ra las m ism as c u e s tio n e s afirm ac io n es ta m b ié n m u y
p re cisa s, pero d i re c ta m e n te c o n tra ria s á las del c a tó li­
co. El sem ilib era l no profesa ni las d o c trin a s del c ató li­
co oi las del racio n alista, sino d o c trin a s m edias, q u e
ta n p ro n to se a c e rc a n á la fe com o al ra cio n alism o , á
veces m e r a m e n te sosp echosas y a tre v id a s, te m e ra r ia s á
m e n u d o , o tra s veces h a sta h e ré tic a s y c ism á tic as. Se
d e se n tra ñ a b uscando conciliaciones e n tr e Belial y J e s u ­
cristo, el ra cion alism o y la re v e la c ió n , el liberalism o y
el Catolicism o, la re v o lu c ió n y la Ig le s ia . F lu c tú a p e r -
16
p e tu a m e n te e n tr e la v e r d a d y el e rro r . No e s a m a n te
del m a l, no e s a m a n t e del b i e n ; q u is ie r a u n té rm in o
m edio e n tr e u n o y otro. No q u ie r e n a d a , d ice , «del a n ­
tig u o r é g i m e n ;» re ch a za el 9 3 ; p e ro d e c la ra q u e le
g u s ta el 89.
ii. H o rro r 6 i 8 . El s e m ilib e ra l tie n e h o rro r á «los p a rtid o s e x -
a los partidos , ,. , , . . _ r
extremos. Irem o s,» «odia a los v io lentos.» P o r u n a p a rte n o e sta
con los racionalistas q u e p ro p a g a n el a te ísm o y el p a n ­
teísm o , y m en o s to dav ía co n los q u e a ta c a n el ó rd e n
social, p re d ic a n el pillaje ó el r e p a rto d e b ien e s, la m a ­
tanza d e los sa c e rd o te s y de los ricos. Por o tra p a rte , se
halla asa z disp u e sto p a ra c e n s u ra r á los obispos q u e se
n ie g a n á o b e d e c e r las le y e s a te n ta to r ia s á los d e re c h o s
d e la Iglesia, ó le v a n ta n la voz c o n tr a los in v aso res de
los d o m inios d e la S a n ta S e d e , c o n tr a los vio la d o res de
las i n m u n id a d e s d e la Ig le s ia y los u s u rp a d o re s d e sus
b ien e s. T ie n e re c rim in a c io n e s p a ra los se g la re s q u e sos­
tie n e n a lta la b a n d e r a d e la fe, re iv in d ic a n con a r d o r los
d e re c h o s d e la I g l e s ia , y se a lz a n d e n o d a d o s c o n tr a las
a b e r ra c io n e s de la m o d e r n a sociedad y los p o d e re s p ú b li­
cos. «¿Por q u é n o se h a d e h a c e r a lg u n a c o ncesio n? dice.
Q u e rie n d o sa lv arlo todo n o s e x p o n e m o s á p e rd e r lo todo.
¿ P o r q u é o p o n e r á e ste p rín c ip e u n a re siste n c ia a b s o ­
l u ta ? C ediendo algo, le c alm aríam o s· ¿ P o r q u é ch o ca r
s ie m p re con la op in io n p ú b lic a ? A n te s h a r ía m o s r e t r o ­
c e d e r el S a n L orenzo h á c ia s u s fu e n te s q u e d e te n e r la
c o rrie n te d e las ideas m o d e rn a s . ¿ P o r q u é n o a c e p ta r
d e fin itiv a m e n te e s te e sta d o d e cosas tal com o h a salido
d e la re v o lu c ió n ? M ás fá c ilm e n te v o lv eríam os á p o n e r
á u n h o m b re en su c u n a q u e los p u e b lo s m o d e rn o s en el
e stad o social de la edad m e d ia .» Asi h a b la el s e m ilib e -
r a l. Los católicos q u e p ie n s a n d e o tra m a n e r a le son
an tip á tico s. Los q u e él a p re c ia , son los « e sp íritu s m o ­
d e ra d o s,» e s d e cir, a q u e llo s « c o n se rv a d o re s d e c e n te s»
q u e , p o n ie n d o e n p r i m e r té r m in o la tra n q u ilid a d públi-
17
ca y la p ro p ie d a d financiera, no m ilita n ni p o r el bien
ni p o r el m al, se co n fo rm a n g u s to s a m e n te con «los h e ­
c hos c o n su m ad o s,» a u n q u e fu e re n in ju stos, y s e cu id a n
poco d e sacrificar su re p o so p a ra d e s t r u ir los e rro re s
d o m in a n te s . E stos son «los h o m b re s in te lig e n te s» q u e
sab e n c o m p r e n d e r su épo ca , a d m itir lo b u e n o q u e h a y
e n «el e sp íritu m o d e rn o ,» y re c o n o c e r «los ju sto s s e r ­
vicios d e la rev o lu c ió n .» Los elogia en su s discursos,
los ensa lz a e n sus e sc ritos, y po n e el m érito m ás in s ig -
niíican te casi á la a lt u r a del g e n io . ¿ N o les h e m o s visto
m u c h a s veces m o v e r e strep ito so ru id o al r e d e d o r de
cie rto s p e rso n a je s q u e b la so n ab a n d e católicos, cu y o
p rin c ip a l título á la fam a e ra su sim p a tía por «las m o ­
d e rn a s id eas?»
F e n ó m e n o s in g u la r : los se m ilib era le s de ja n fre c u e n ­
t e m e n te v e r e n sí c o n tr a «los h o m b re s d el p a rtid o de
Dios» u n a a c ritu d q u e e s tá n lejos d e d e m o s tra r r e s ­
pecto d e los m ás a r d ie n te s ra cio n alistas . Al d e c ir d e
m u c h o s d e ellos, «los e x ag e rad o s ,» «los u l tr a m o n ta ­
n o s ,» « l o s c ab a lle ro s del Syllahv.s,» todo lo c o m ­
p r o m e te n y e c h a n á p e r d e r. Si u n G obierno a te n ta
c o n tr a las lib e rta d e s d e la Ig lesia, «los e x tre m a d o s f u e ­
r o n los p ro v o c ad o re s.» Si el su fra g io u n iv ersal pone al
f re n te del pa ís u n a a s a m b le a hostil á la R eligión católi­
ca, «los u ltra m o n ta n o s» h a b ía n c an sad o á la nació n con
su s e x a g e ra c io n e s. Si el e sp íritu público no v uelve á la
Ig lesia , los católicos m ilita n te s tie n e n la c u lp a ; p u e s el
p u e b lo , dice n a q u é llo s , ¡es ta n b u e n o , ta n se n sa to , tan
justo! I la y q u e im p u ta rle s to d as las victo rias d e la r e ­
vo lu ció n , to das las re ac cio n e s q u e s e o b ra n c o n tr a la
Iglesia; p u e s las m a s a s ¡so n ta n in te lig e n te s ! Los solos
excesos de los cle ric a le s las irrita n .
Se h a visto á se m ilib e ra le s p id ie n d o á la S a n ta S e d e
q u e im p u s ie ra silencio á los m ás p u ro s defen so res d e la
Ig lesia , q u e c e r r a r a la boca d e los q u e so stie n en con
18
m á s d e n u e d o el peso del c o m b a te po r Jesu c risto . ¿Pues
q u é ? Sois a m a n te s de la lib e rtad del p e n sa m ie n to , d e la
lib e rtad de la p a la b ra , d e la lib e rta d d e im p re n ta ; pa rec e
q u e te n e is e sc rú p u lo s d e c o n c ie n c ia e n p e d ir á los G o ­
biernos la r e p re s ió n d e los im píos q u e blasfem an ó de
los n o v e lista s q u e u ltra ja n la m oral; y ¿ n o te m e is p e ­
d ir al pod er eclesiástico q u e h a g a callar las voces q u e
a ta ca n á los im píos y á los n ov e lista s, y r e c u e rd a n á
u n a g e n e ra c ió n d e a p ó statas los d e re c h o s de Dios y de
la Ig le s ia ?
G19. R e co n o c em o s las b u e n a s in te n c io n e s q u e a n i ­
m an á b u e n n ú m e ro de se m ilib e r a le s ; a d m ira m o s los
tale n to s q u e d i s t ia g u e n á m ucho s, y nos d e clara m o s
p r o f u n d a m e n te reconocidos á los b rilla n te s servicios
q u e a lg u n o s h icie ro n á la c au s a católica. Pero do p o d e ­
m os m en o s de d e p lo ra r su s c o n c e sio n e s á la rev o lu c ió n ,
s u s in ju sticias y vio le n c ia s d e le n g u a je p a ra con los
m ejores católicos, y los d e sg ra c ia d o s efectos q u e esta
fu n e sta a c titu d no cesa d e p ro d u c ir. M uy á m e n u d o pa­
reció q u e se p e rsu a d ía n de q u e el león d e p o n d ría sus
ira s c u a n d o ya nadie d e fe n d ie s e á las ovejas, q u e los
o p resores se v o lv e ría n h u m a n o s c u a n d o «la v iu d a y los
h u é rfa n o s,» e s d e c ir, la Ig lesia y su s hijos, a b a n d o n a ­
ría n sin re sisten c ia á su h e r e d a d ; y q u e se h a ría la paz
e n p ro v e ch o d e la C iu dad s a n ta c u a n d o h u b ie s e n d e ­
p u e s to las a rm a s su s defen so re s. M uchos no te m ía n
d e s a n im a r á los c o m b a tie n te s con im p o rtu n a s l a m e n ­
tacio nes, h a c e r c a e r las a r m a s d e las m a n o s de los s o l­
dado s d e C risto, y fo rtalec e r á su s a d v e rsa rio s. H a b i ­
t a n te s de la C iudad d e Dios, lla m a b a n á e lla al e n e m i ­
g o ; alistados e n el e jé rcito fiel, d e s e rta b a n de su
b a n d e r a . N o q u e d ó por ellos el n o h a b e r en cie rto s m o ­
m e n to s c o n trib u id o á las in v asio n e s de la re v o lu c ió n , y
d e te n id o la e x p an sió n del m o v im ie n to católico ta n to y
m á s q u e los m ism o s ra cio n alistas . P o r esto el in m o rta l
19
Pontífice q n e p re sid ió con ta n ta g lo ria y c o n sta n c ia m ás
de t r e i n t a año s los c o m b a te s d e la Ciudad s a n ta con la
Ciudad a n tic ris tia n a , alzó á m e n u d o su a u to r iz a d a voz
c o n tr a los se m ilib e ra le s.
« E n e stos tie m p o s d e confusion y d e s ó r d e n , decía
e n 1861 d irig ié n d o se al u n iv erso e n te r o , n o e s r a ro v e r
á cristianos, á c ató lic o s,— ta m b ié n los h a y en el clero
se c u la r, los h a y e n los c la u s tr o s ,— q u e tie n e n sie m p r e
e n boca las p a la b r a s d e t é r m in o m ed io , c o nciliación y
tran sac ció n . P u e s b ie n , yo no titu b e o en d e clara rlo : estos
h o m b re s e stá n e n u n e r ro r, y no los ten g o por los e n e ­
m igos m e n o s p elig ro so s d e la Ig le s ia ... Así com o no es
posib le la conciliación e n tr e Dios y Belial, tam p oco es
posib le e n tr e la Ig le s ia y los q u e m e d ita n su p erdició n.
Sin d u d a es m e n e s t e r q u e n u e s t r a firm eza va y a a c o m ­
pa ñ ad a d e p r u d e n c i a ; pe ro n o e s m e n e s t e r i g u a lm e n te
q u e u n a falta d e p r u d e n c ia nos lleve á p a c ta r con la
im p ie d a d ... Xó, se a m o s f ir m e s : n a d a d e conciliación,
n a d a de tran sac ció n con h o m b re s im píos; n a d a d e t r a n ­
sacción v e d a d a é im p o sib le ( 1).»
Lo que aflige á vuestro pa ís y le impide merecer las
lendiciojies de Dios, d e cia e n 1871 á un o s ro m e ro s f r a n ­
ceses, es la mescolanza de principios. D iré la palabra,
y no la callaré; lo que para vosotros temo no son esos
miserables de la Commune, verdaderos demonios escapa­
dos del infierno; es el liberalismo católico, es decir, este
sistema 'fatal que siempre sueña en poner de acuerdo dos
cosas inconciliables, la Iglesia y la revolución. Le he
condenado ya , pero le condenaría cuarenta veces, si ne­
cesario fuera. Sí, vuelco á decirlo por el amor que os
tengo; sí, ese juego de balancia es el que acabaña por

(1) Discurso después del decreto relativo i la canonización


de los veinte y tres m ártires franciscanos del Ja p ó n , 17 Setiem ­
b re 1S61.
20
destruir la religión entre vosotros. E s menester, sin du­
da, amar á los hermanos extraviados; pero para esto
no hay necesidad de amnistiar el error, y suprimir por
consideración al mismo los derechos de la verdad.
E s muy necesario guardarse lien, a ñ a d e el ilu s tre s u ­
c esor del g ra n Pió IX , es necesario guardarse lien de
estar de manera alguna en connivencia con las opinio­
nes falsas, ó combatirlas más flojamente de lo que con­
siente la verdad ( 1).

CAPÍTULO II.

Segundo ca rá c te r de los sem iliberales: D ism inución de


las verdades y enflaquecim iento del sentido católico.

Articulo I . — Abundancia de las verdades, y desarrollo del


sentido católico en los fieles debidamente instruidos.

I. A bundan­ GoO. Los fieles d e b id a m e n te in stru id o s c u y a e d u c a ­


cia de las ver­
dades. c ión h a sido d irig id a se g ú n las re g la s d e la Ig lesia , p o ­
se e n la abundancia de las verdades. Conocen á Dios, á
Je su c risto y á la I g le s ia ; e s tá n in stru id o s e n los d e r e ­
chos d e Dios, d e Je su c risto y de la Ig lesia; y sa b e n sus
obligacion es p a ra co n Dios y el p ró jim o . Q u iz á s i g n o ­
r e n , si no h u b ie re algo q u e s e g ú n s u g é n e ro d e V id a le s
o b lig a re á cono cerlo , la h isto ria profana; p ero conocen
á fondo la h isto ria s a g ra d a , es d e c ir, el fu n d a m e n to de
lo d a d o c trin a so b re el o rig en y d e stin o s de la h u m a n i ­
d ad. P o d rá n e s t a r poco in stru id o s e n g e o g rafía, c á lc u ­
lo, física é h isto ria n a t u r a l ; h a s ta p o d rá n no t e n e r l e ­
tra s ; p e ro no se les p u e d e n h a c e r p r e g u n ta s so b re el fin

(1) Cavendum ne quis opinionibus falsis a u t ullo modo con-


Diveat a u l mollius resistat quam veritas patiatur. (Encycl. Im-
moríale Del, 1 Nov. 1885].
21
del h o m b r e y la re g la d e v id a, sin q u e al m o m e n to d e n
u n a r e sp u e s ta p re c isa . No tie n e n in c e r tid u m b r e a lg u n a
so b re los g r a n d e s p ro b le m a s q u e m ás a to rm e n ta ro n á
los a n tig u o s filósofos. Su a lm a v iv e e n el se n o de u n a
luz sin so m b ra , c u y a s c laridad es se p ro y e c ta n so b re t o ­
dos los a c o n te c im ie n to s d e la vida, p ú blicos ó p riv ad o s,
y les p e rm ite n ju z g a rlo s todos coa la s e r e n a c e r t i d u m ­
bre de u n a c ie n cia d iv in a .
C ol. Pero el íiel form ado se g ú n la disciplina d e la iJd 'e|D¿ “ {¡2;
Iglesia tien e so b re todo el sentido de la verdad, q u e el t* té i¡c o .
Concilio d el V a tican o llam a sentido católico. E ste s e n t i ­
do católico c o n siste e n u n a so b re n a tu ra l disposición
p a ra d isc e rn ir p ro n la y s e g u r a m e n te la v e rd a d del e rro r.
E s u n a especie d e g u sto so b r e n a tu r a l q u e lleva com o
e s p o n tá n e a m e n te al a lm a c ris tia n a al a lim e n to p u ro y
sa lu d a b le de )a p a la b ra de Dios, q u e b a c e q u e e n ella
se com plazca y la sa b o re e , y q u e al c o n tra rio sie n ta
a v e rsió n al v e n e n o d e las o p in io n e s v a n a s .
E n tr e todos los católicos del m u n d o , los fíeles d e la
Ig lesia m a d re y m a e stra pose e n en a lto g ra d o el s e n ­
tido católico. B ossuet d e c ía : «Los R o m a n o s tie n e n el
oído d e lic ad o .» Se re fe ria al clero ro m an o , p rin c ip a l­
m e n t e á los c a r d e n a le s y al P a p a . Pero ¿ q u ié n no se ha
ad m ira d o , si h a ten id o ocasion d e v iv ir e n R om a, d e la
e x q u is ita d elic ad e za del se n tid o católico d e los m ás h u ­
m ildes fieles, y h a s ta d e las sim p le s m u je re s d el p u e ­
blo? Se d iria q u e e ste p u e b lo todo e n te r o p a rtic ip a de
la infalibilid ad d e su Pontífice, ta n g r a n d e es, si así cab e
decirlo, el in stin to q u e tie n e d e la v e r d a d .
P o r m á s q u é e sté m á s desa rro llad o y se a m ás u n i v e r ­
sal e n la c iu d a d ro m a n a , el se n tid o católico no d e ja d e h a ­
llarse ig u al e n todos los católicos c u y a edu ca ció n fue
p r o fu n d a m e n te c r is tia n a , so b re todo si e stu v o libre d e las
influen cias p e stile n c ia le s d e la h e r e jía . Decid á e se s e n ­
cillo lu g a re ñ o : «Se q u ie r e q u e los r e y e s , e n el g o b i e r -
t. n .—3
22
no d e sus E stad os, no c s lé n y a m á s su je to s al P a p a ,
a b s o lu ta m e n te com o si católico s no f u e ra n .» V u e stra
p roposicion h a rá e n sus oídos el m ism o efecto q u e u n a
n o ta falsa e n los d e u n m úsico e je rc ita d o . Decidle á
u n a m u je r q u e q u izá s no s e p a leer: «Se q u i e r e q u e el
m a e s tro no e n s e ñ e ya m ás el c atecism o en ia e scuela,
y q u e sólo lo e n se ñ e el sa c e r d o te e n la iglesia.» V u e s ­
tr a s p a la b ras s u b le v a n su s e n tid o católico. El rústico y
la h u m ild e lu g a re ñ a q u iz á s n o p u e d a n a n a liz a r la im ­
pre sió n q u e h icie ro n e n s u á n im o ; p e ro p a ra uno y o tra
e sta im p resión h a b r á sido p e n o s a .
I I I . O bser­ 6 53 . El d e sarro llo del s e n tid o católico no está s i e m ­
vación.
p r e en re lación con el d e la in te lig e n c ia n a tu ra l. ¡C u á n ­
tos g ra n d e s ta le n to s , c u á n to s sa b io s ilu s tre s, c are ce n
por com p le to del se n tid o católico ! E ste m ism o d e s a r r o ­
llo no s ie m p re c o rre sp o n d e al g r a d o d e co n o cim ie n to s
teológicos ra z o n a d o s: en la é p o c a d el Concilio del V a ti­
c a n o , ¡c u án to s sim p le s fieles p e n a b a n p o r la oposicion
q u e obispos llenos d e c ie n cia h a c ía n á la definición de
la infalibilidad p o n tif ic ia !

Articulo I I . — Disminución de las verdades y enflaqueci­


miento del sentido católico en los semiliberales.

653. El Concilio del V aticano se ñ a la la d ism in u c ió n


de las v e rd a d e s y el e n fla q u e c im ie n to d e l se n tid o c a tó ­
lico com o p rin c ip a le s c a rá c le re s d e los se m ilib era le s.
Bajo la influencia, dice, del racionalismo, ha sucedido
por desgracia que en gran, número de hijos de la Iglesia
católica, las verdades han disminuido insensiblemente, y
se ha embotado el sentido católico ( 1).
I. D ism ioo- 65 4. E n p r im e r l a g a r los se m ilib e ra le s d a n c o n fre ­
c io n d e la s
v e r d a d e s ea c u e n c ia el e sp e ctácu lo d e u n a t r is te ig n o ra n c ia d e las
los sem ilib e- . >
rile s .
(1) De fide cath. Pro®ra.
23
v e r d a d e s re v elad a s. Los dejais á veces a so m b ra d o s p r o ­
c la m a n d o en su p re se n c ia d o g m a s e x p r e s a m e n te c o n t e ­
nidos e n el sím bo lo de los A póstoles. I g n o r a n los h e ­
c h o s m ás notorios de la h is to ria s a g ra d a , a q u e llo s q u e
sabia a n te s c u a lq u ie r niño de ocho años.
Tal s e m ilib e ra l soltó en u n a c o n v e rsa c ió n tre s p r o ­
p osiciones c o n d e n a d a s por la Iglesia, tal o tro siete ú
o c h o : ni u n o ni o tro lo so s p e c h a b a n s iq u ie r a (1). A q u e l
sem ilib era l pasó todo el dia h a b la n d o de r e lig ió n ; p r o ­
b a b le m e n te al e x a m in a r p o r la n o c h e su concien c ia d a ­
ría gracias á Dios por h a b e rle he ch o la g ra c ia d e d e f e n ­
d e r tan d e n o d a d a m e n te la v e rd a d c a tó lic a ; y sin e m ­
bargo, re p e tid a s veces in cu rrió e n g ra v e s e rro r e s , y
h a s ta e n h e rejías.
A d e m ás, los m isterios de la fe d e s p id e n m u y poca
luz p ara el se m ira c io n a lista . £1 m iste rio de la vid a d iv i­
n a e n la T r in id a d , el d e la re sta u ra c ió n de to d as las co­
sas por el Y erbo h e ch o c a r n e , el d e la tra n s fo rm a c ió n de
la d e c a íd a h u m a n id a d e n Iglesia d e los santificados, las
d iv in a s locuras de la c ru z, los e xcesos del a m o r d e Je sú s
e n la E u ca ristía ; todos estos m iste rio s c u y a m e d itac ió n
fué el su s te n to d e los S a n to s, y q u e to d a v ía c o n m u e v e n
h o n d a m e n te á to das las g r a n d e s a lm a s católicas, o c u p a n
poco sus p e n sa m ie n to s . Casi ta n ta luz e n c u e n tr a e n la
le c tu ra de P la tó n com o e n la d e los e sc rito re s s a g r a ­
d o s ; á v eces halla m ás g u sto e n re c o rr e r las p á g in a s d e
los p o e ta s p a g a n o s q u e e n e s tu d ia r las d e los P ad re s d e
la Iglesia; y ta n to le d a c u ltiv a r la g e o m e tría ó la q u í ­
m ic a com o a p lic a rs e á ( a d i v i n a teología.

(1) Estos rasgos si bien convienen fi la totalidad de los sem i-


liberales, no convienen quizás á tal ó cual clase de sem ilib era-
les. Aqui, en especial, deberíam os hacer una excepción en fa­
vor de m uchos sem iliberales de la escuela de U on talem b ert.
La m ism a observación es aplicable &algunos otros párrafos de
este articulo.
24
Lo q u e m ás le in te r e s a e n la I g lesia es la p a rle n atura).
R aras v e ce s la c e le b ra com o la in stitu c ió n so b re n atu ra l
cu y o tin e s le v a n ta r á los h o m b re s h a s ta la visión i n tu i ­
tiva de Dios y la e te r n a b ie n a v e n tu r a n z a . P ero se le oye
á m e n u d o p e d ir g ra c ia para ella en n o m b r e de la civ ili­
zación q u e le d e b e sus p ro g reso s, e n n o m b r e de la su a ­
vidad de las c o s t u m b r e s , d e la edificación d e las
ciu d a d es, del p ro g re s o de las a rte s, de las ciencias, de
la in d u slria y de la a g r ic u ltu r a . Como si el Verbo de
Dios no se h u b ie s e e n c a r n a d o ni h u b i e r a m u e rto e n
c ru z , sino p a ra e n s e ñ a r á los h o m b re s las v irtu d e s n a ­
tu ra le s , y p ro p o rcio n a rle s el m ate ria l b ie n e sta r. Como si
el fía d e la e con om ía de la R e d e n c ió n , y el objeto p r i ­
m e ro á q u e d e b e n t e n d e r todos los e sfuerz os del h o m ­
b r e , no fuese la ju stic ia so b re n a tu ra l, á la q u e se p ro ­
m etió todo lo d e m á s por a ñ a d id u ra ( 1).
E stos sem ilib era le s tan poco in stru id o s e n las v e rd a ­
d es de la fe, ó poco p e n e tr a d o s d e ellas, re cib en los Sa­
c ra m e n to s d e la Ig le s ia ; q u izá s tie n e n s e n tim ie n to s de
devocion al S a g ra d o Corazon d e Jesú s y á la S a n tísim a
V irg e n . Su piedad es b u e n a y p ro v e ch o sa p a r a la sa lv a ­
c ión de su s a lm a s; p e ro com o no se a p o y a e n el do g m a,
es s e n t im e n ta l, su p erficial y p r e c a r ia : h a y to d av ía c a ­
lor e n su c o r a z o n ; p e ro com o h a y poca luz e n su m e n te ,
e ste calor es d ébil y se h alla e x p u esto á d e sv a n e c e rs e .
II.E a flaq u e - P e ro el se m ilib era l es a ú n m ás p o b re de sentido ca­
cim iento d e l
sen tid o c ató ­ tólico. A n te él a p a re c e n la v e rd a d y el e r ro r , se c ru za n
lico.
y se p e le a n : n o sabe d is c e r n ir lo v e rd a d e ro de lo falso,
a d m itir lo v e r d a d e r o y d e se c h a r lo falso. Ni siqu iera al­
c a n z a bien c uál se a la d ifere n cia e n tr e la v e rd ad y el
e r r o r ; y se v e ria á m e n u d o m u y a p u ra d o p a r a se ñ alar
a lg u n a . Si se a d h ie r e á la v e rd a d , es m ás p or hábito y
po r p re su p o sic ió n q u e p o r el s e n tim ie n to vivo de su luz.

(1) lla lli), vi, 33.


25
Por esto, c u a n d o a p a re c e a lg u o e rro r, fá c ilm e n te se le
p e g a algo. «Pero e ste e r ro r, le decís, c o n tra d ic e d ir e c ta ­
m e n te á v e rd a d e s q u e p ro fe s á is;» no lo s o s p e c h a b a s i ­
q u ie ra . £1 e sp íritu de ios se m ilib e ra le s e s im a g e n fiel
de su sig lo : fu era, a n d a n v e rd a d y e r r o r m ez clado s por
d o q u ie r a ; en s u in te r io r , re in a la m ism a con fu sioo . Su
e n te n d im ie n to se p a re c e á a q u e llo s e stó m a g o s e n fe rm o s
q u e ya c are ce n d e fuerza p a r a s e p a ra r las p a r te s sa n a s
d e los a lim e n to s , d e las p a rle s in ú tile s y nociv as, y q u e ,
a d m itie n d o in d is tin ta m e n te u n a s y o tra s e n la eco n o m ía
del c u e rp o , ocasio n a n la form acion d e h u m o r e s m a lsa ­
nos y las e n fe r m e d a d e s q u e les son c o n s ig u ie n te s . S.
veces el sem ilib era l se po n e á t e m b l a r t e m i e n d o q u e á
la Iglesia la c o n v e n z a n d e e s t a r e n el e r ro r , q u e se r e ­
conozca q u e es falso el E v a n g e lio , y q u e a r g u m e n to s
q u e no son conocidos d e n la ra zó n al e r r o r c o n tra la
v e rd a d . H a b ien d o p e rd id o en ta n to g ra d o el s e n tid o d e
lo v e rd a d e r o , ¿ p u e d e d e ja r d e a c e p ta r á m e n u d o el erro r
con la m is m a facilidad q u e la v e r d a d ?
606 . De e sta d ism in u c ió n d e las v e rd a d e s, d e e s te II I. O t r o s
c aracteres ge­
e n fla q u e c im ie n to del s e n t id o cató lico, r e s u lta n a lg u n o s n e r a l e s re ­
m itió le s d e
otros c a r a c te re s g e n e r a le s q u e d e b e m o s s e ñ a la r. los prim eros.
1.· El se m ilib e ra l y a no tiene horror a l pecado dehe-
rejía. L a h e r e jía p a ra él no e s ya u n c r im e n , e s u n a
falta leve. Se le e sc an d a liz a al d e cirle q u e la h e re jía es
m a y o r c rim e n q u e el a d u lte rio , y q u e los p e rio d ista s
q u e tra b a ja n p o r d e s t r u ir la fe e n las a lm a s son m ás
culp a b les q u e los b a n d id o s q u e s e c u e s t r a n ó a s e s in a n á
los v ia n d a n te s e n las c a rre te ra s .
2.° La m ay o r p a rte d e los se m ilib e ra le s sou bastante
indiferentes acerca del dogma. A lg u n o s, sin e m b a r g o ,
se a p a s io n a ro n por las e s p e c u la c io n e s de los m iste rio s
c ris tia n o s; o tro s a lte ra ro n los d a lo s d e la fe: h a b l a r e ­
mos d e ello m ás ta rd e . E m p e ro , lo r e p e tim o s ; la m a y o r
p a rle s e m u e s tr a n in d ife re n te s a c e r c a de las v e r d a d e s
26
d o g m á t i c a s : son á s o s ojos, e sp e c u la c io n e s d e m a sia d o
e le v a d a s ; dice n q u e « p re tiere n las v e rd a d e s p rá ctic a s.»
La m oral c ris tia n a re cib e á m e n u d o sus elogios: «Con la
sa n tid a d de la m oral e v a n g é lic a m ejo r q u e con otra cosa
pro b ó su m isión J e s u c ris to ; é sta es la q u e so b re lodo
d e b e n p re d ic a r con frec u e n cia los sa c erd o tes. C uanto al
d o g m a , es d e m a siad o s u p e rio r á la razó n p a ra p ro d u c ir
fruto en la m e n te .» A ve ce s se m a ra v illa n d e q u e los
P ad re s de la Iglesia p a sa ra n ta n ta s vigilias y e m p le a ra n
tan to s añ o s e n a c la ra r n o c io n e s p u r a m e n te e sp e c u la ti­
vas, ó h a sta en p re cisa r el s e n tid o d e u n a sola p a la b ra .
Se p a sm a n de q u e , e n el d e cu rso d e los siglos, c ató li­
cos y h e re je s m ir a r a n y r e m ir a r a n po r to das su s caras
lodos los p u n to s del sím b olo, m o s tr a r a n tal a r d o r de
discusión por « c u estio n es a b stra c ta s,» y h a sta se e m p e ­
ñ a ra n e n lu ch a s s a n g rie n ta s po r u n a e x p re sió n . Sin d u ­
da q u e no se rie n con Y o llaire d e v e r á los católicos y
á los se m ia rria n o s lu ch a r e n tr e sí po r u n a jo ta ( 1). Pero
no p u e d e n m en os d e d e p lo ra r q u e g r a n d e s g e n io s gas­
taran el tie m p o e n a q u e lla s c u e s tio n e s «su tiles y casi
ociosas,» q u e los obispos m á s san to s se p re o c u p a ra n
ta n to por c o n tro v e rsia s d o g m á tic a s, y q u e los c ató li­
cos s o s tu v ie r a n con ta n ta te n a c id a d y calor d e b a te s
q u e v e rs a b a n s o b re d o c trin a s c o m p le ta m e n te e s p e c u ­
lativas.
C u an do oy e n á los P a d re s y á los Concilios a ta c a r con
ta n ta v e h e m e n c ia á los h e re je s , c u a n d o v en á los obis­
pos e s tr e m e c e r s e d e in d ig n a c ió n , ta p a rse los oídos y e n ­
colerizarse á veces al oír p ro n u n c ia r u n a sola pala b ra
c o n tra r ia á la fe, n o p u e d e n m e n o s d e so n re ír de c o m ­
p a sió n : «¿A. q u é v ie n e ta n to a c a lo ra rse p o r cuestio n es
(1) Los católicos sostenían, según la fe cristiana, q u e el V er­
bo es con su ftan cial al Padre, ¿¡ioo-jmo?; los sem iarrianos p reten ­
dían q u e sólo le era sem ejante en sustancia 0 |j .o l o - j < j ! o ; . Las dos
expresiones se diferenciaban en una jola.
27
e sp e c u la tiv a s y a b s tr a c ta s ? » L a Te se b a d e b ilita d o e n
estos c ristia n o s: p a ra los v e rd a d e r o s católicos el d o g m a
Ya d e la n te d e t o d o ; p a ra los se m ilib e ra le s v ie n e d e s ­
p u é s de todo lo d e m á s.
3.° T a m b ié n el s e m ilib e ra l se turba fácilmente con
las declamaciones de los racionalistas. No te m e d e c ir q u e
h a lla fu e rte s su s objecio nes. S in e m b a r g o , a ñ a d e , q u i e r e
s e g u ir c r e y e n d o : se d ir ia q u e h a ce u n a g ra c ia á J e s u ­
c risto no a b a n d o n á n d o le . S ig u e c re y e n d o m ás p o r co s­
tu m b r e ó po r c ie rta d isp o sic ió n se n tim e n ta l, q u e p o r
a q u e lla v iv a fe q u e h acia d e c ir á S a n Pedro: « ¿ A .q u ié n
irem o s, S e ñ o r? V os ten e is p a la b ra s d e v id a e t e r n a ( 1).»
í.° El s e m ilib e ra l se s ie n te inclin ad o á restringir
el campo de lo sobrenatural. C re e e n los m ila g ro s q u e
n a r r a el E v a n g e lio ; m as, c u a n to á los d e m á s , no los a d ­
m ite fá cilm e n te . L a m u ltitu d d e h e c h o s m aravillo so s
q u e se re fie ren en la v id a d e los S a n to s le parece m ás
p ro p ia p a r a h a c e r b a m b o le a r la fe q u e p a ra s o s te n e rla .
Si e sc ribe h is to ria , p re sc in d e c u a n to p u e d e d e lo m a r a ­
villoso. Si n a r ra la v id a d e los S a n to s, d e ja á m e n u d o
e n tr e s o m b ra s ó i n te r p r e t a d e u n m od o n a tu r a l las v i ­
siones y re v elac io n es, los m ila g ro s y las profecías.
5.° Todavía tiene menos sim patías por los milagros
nuevos. Q u ie n le o y e r a c r e e r ía q u e ha p e rd id o Dios su
p o d e r, ó, si lo tie n e to d avía, q u e no se d ig n a y a s e r v i r ­
se d e él e n favor de su s h u m ild e s sie rv o s, ó q u e el m u n ­
do es d e m a siad o razo n a b le p a ra q u e p r u e b e Dios d e m o­
v e rle con pro digios. R e ch a za las a p a ric io n e s d e la V i r ­
g e n q u e en n u e s tr a é p o ca ta n to h a n c o n m ovido las a l­
m a s ; h a sta d e s p u é s del fallo d e los obispos y la a p r o b a ­
ción de la S a n ta S ed e , se m a n tie n e , d ice , « e n u n a p r u ­
d e n te re serv a .»
6 .® Le gustan poco las grandes manifestaciones de

(I) Joao. vi, 69.


28
la fe. Las r o m e r ía s , c ie rta s fiestas p o p u la re s , p rovo can
su s c e n s u ra s. H a lla e n ellas m ucho e n tu s ia sm o y p a sió n ,
p o c a d e v o cio o , y m e n o s ra zó n todavía.
7.° Las devociones populares le son asaz indiferen­
tes. A un a q u ellas q u e e stá n e n boga en la Ig le s ia , y q u e
la p rá c tic a d e los siglos c ristia n o s ha c o n s a g ra d o , le p a ­
re c e n bueDas á lo m ás p a ra niños ó m u je re s ig n o ran tes.
C u a n to la p ied a d tie n e d e tie rn o , in g e n u o y e x p resiv o ,
le p a rec e so specho so . Desde las a ltu r a s d e s u razón n u n ­
ca b aja á d a r c u lto á las im á g e n e s y á las sa g ra d a s reli­
q u ia s .
8 .” S u trato tiende á disminuir la fe . P e r p e tu a ­
m e n t e falsos p u n to s d e vista, a p re c ia c io n e s inexactas,
c e n s u ra s ó a la b a n z a s in d iscre tas. A un aquello s se m ili-
b e ra le s q u e tie n e n fam a de devo tos, p a r e c e n in c a p a c e s
d e h a b la r con le n g u a je fra n c a m e n te c atólico . Oid á ese
católico liberal al le v a n ta r s e d e la s a g r a d a M esa. Q u i ­
z ás h a b la co n u n a e sp e cie d e e n tu s ia sm o d e la fe c r is ­
tia n a y d e la Ig le s ia católica. Mas poco á poco se n tís en
vos m is m o c ie rto m a le sta r. ¿ E n q u é se e q u iv o c a ? Q u i ­
zás no p o d ré is d e c irlo to d a v ía . Sin e m b a r g o , c ie r ta im ­
p r e s ió n q u e se n tís os a d v ie rte q u e , en l u g a r de u n hijo
h u m ild e y s u m i s o d e l a Ig lesia, teneis d e l a n t e á u n h o m ­
b re lleno d e u n e s p ír itu sin g u la r y c o n idea s incom ple
ta s a c e rc a d e las cosas de Dios. Los d isc u rso s y libros
d e lo s s e m ilib e r a le s , á m e n u d o se d u c to re s por la form a,
o c u lta n e n el fondo c ie rto en fla q u ec im ie n to de las v e r ­
d a d e s q u e s e p e g a á los d e m á s y d is m in u y e la fe.
H a y n e c e sid a d de sa lirse d e a q u e lla a tm ó sfe ra m alsa n a
é irse á r e s p i r a r el a ire libre, el a ir e p u r o de la d o c tri­
n a c ató lica.
9.° E l sem ilileral conoce y ama todavía á Jesucristo;
pero este conocimiento y este amor no imperan en toda
su vida. C o n c ed e á Je su c risto m o m e n to s re g la m e n ta rio s;
p e ro «n o es C risto su v iv ir.» P ie n sa e n El d e vez en
29
cuando ; pero «su n o m b re no es óleo d e rra m a d o q u e e m ­
ba lsam a todos su s a cto s.» L e c o n sa g ra a lg u n o s i n s t a n ­
tes de la vida; p e ro todo lo re s ta n te se su s tra e á su i n -
lluencia. Le g u s ta tr ib u ta r su s h o m e n a je s á Jesu c risto ;
pe ro á esco n d id a s. H a b la de Je su c risto ; pero en el h o ­
ga r dom éstico: en la vid a púb lic a s u le n g u a je y su s actos
son los de u n ra c io n a lista . Q u iz á s h a s ta e n el h o g a r d o ­
m éstico te m e p ro n u n c ia r su n o m b r e , y se c o n te n ta con
h a b la r con É l c u an d o reza. A u n o c u p a u n lu g a r e n su
a lm a Jesu c risto , p e ro u n lu g a r re d u cid o . No e s el d u e -
üo de la c asa, q u e e n t r a lib r e m e n te e n todas p a rte s, y
q u e en to das d a su s ó rd e n e s . P are cid o á un re y confi­
n a d o en un palacio, se le tr ib u ta n h o n o re s todavía, pero
ya n o tiene el p o d e r re al. ¡O h Je sú s ! ¿ n o sois n u e stro
R e y ? Y ¿ p u e d e el c r is tia n o lla m arse v uestro «fiel» si no
s u je ta á v u e stro im p e rio el a lm a con lodos s u s actos y
p otencias ?

CAPÍTULO III.

T e rc e r c a rá c te r; Independencia y presunción de espírítn.

657- El t e r c e r c a r á c te r g e n e ra l d e los sem ilib era le s,


e s la i n d e p e n d e n c ia d e e sp íritu re sp ec to d e las decisio ­
n e s y actos del P a p a y d e los obispos, y la p re te n sió n
de ilu s tr a r y d irig ir á la m ism a Iglesia.

Articulo I .—Docilidad del verdadero fiel.

OaS. El v e rd a d e ro católico c re e c om o d o g m a r e v e l a ­
do todo aqu ello q u e com o tal tie n e ó define la Iglesia;
a b raz a co m o v e r d a d c ie r ta todo a q u e l l o q u e c o m o c ie rto
p ro p o n e n los P a p a s y los d o c to re s ortodoxos. E m p e ro
no le basta esto á su filial d o c ilid ad . S ié n te se inclin ad o
á a b ra z a r todas las o p inion es q u e fav orece ó r e c o m ie n -
30
d a la sa n ta Ig lesia r o m a n a ; p ro c u ra s e g u ir h u m ild e ­
m e n te lodas las r e g la s d o c trin a le s d e la S a n ta Sede; y
a c e p ta gustoso c u a n to h a n e n se ñ a d o los m ás sabios
y piadosos docto res. Desconfiado d e su propio j u i ­
cio, asaz in d ife re n te á las d is p u ta s y o p in io n e s d e los
h o m b re s , no tien e otro deseo q u e a d h e r ir su flaca i n t e ­
lig e n c ia al Y e rb o d e Dios todo lo m ás e s tr e c h a m e n te
p o sible, á fin d e n u t r ir l a con el P an d e la v e rd a d in ­
c re a d a . C reer e s su gozo e n la p r e s e n te vida, com o ver
s e r á su d ic h a u n día: a n te las h o n d u r a s d e la p a la b ra
d iv in a , lejos de e x p e r im e n ta r desconfianzas ó tem o res,
s ie n te ín tim o s e s tr e m e c im ie n to s : le in u n d a n delicias al
p e n s a r q u e e s Dios tan g r a n d e q u e n o le p u e d e c o m ­
p r e n d e r , y se co m p la ce en a b is m a r su razón a n te Él e n
u n a ad o rac io n q u e es todo a m o r. L as e n se ñ a n z a s d e la
Ig lesia so n lu m in o sa s p a ra él, p o rq u e tie n e el e sp íritu
y el c orazon d e la Iglesia: v e, j u z g a y s ie n te com o la
Ig le s ia : « C uanto p a rec e b ie n al E s p ír itu S a n to y á la
Ig lesia ,» le p a re c e bien á él, p o rq u e le d o m in a el d iv i­
n o E s p ír itu q u e a n im a á la Iglesia; y, p o rq u e tiene el
m is m o M aestro q u e la Iglesia, ve, com o E lla, e n la luz
c u a n to E lla c re e y c re e él con E lla. E n u n a p a la b ra,
p o rq u e tien e el espíritu católico, n o h a c e n in g ú n s a c ri ­
ficio difícil p a ra p e n s? r y c r e e r como la Ig lesia católica.

Articulo II.— Disposiciones conlrariasde los semiliberales.

t. lodociii- 659. A l c o n tra rio , el católico lib e ral se m u e s tra i n -


muiberaies?*' d ó c il ; se c u id a poco d e las re g la s d o c trin ale s d e la
S a n ta Sede; lim ita c u a n to p u e d e el cam po de las v e r d a ­
de s definidas; y s ie n te c ie rto d isg u sto cad a vez q u e sale
u n a encíclica d o g m á tic a . L a d o c tr in a d e la Iglesia es un
y u g o p a r a él: ni se a tr e v e á soltarlo ni á ro m p e rlo , p e ­
ro p ro c u ra a lig erarlo . Las definiciones de los P a p a s y los
Concilios l e son odiosas com o los b a rro te s de u n a c á r -
31
cel: g u s to s a m e n te a p a r ta d e e llas la v ista. Las v e rd a d e s
re v e la d a s son u n m olde q u e le oprim e,’ su fre y se q u e ­
j a ¡ay! e n cam b io del sacrificio de las falsas lib e rta d e s
de su e s p ír itu ; no p a rec e g o z a r d e n i n g u n a « de a q u ellas
ilu m in a c io n e s de la e m i n e n te c ie n c ia d e C risto.» £1 ca­
tólico liberal e s un fiel indócil á q u ie n m o le sta la e n s e ­
ñ a n z a d e la Ig lesia, p o rq u e d is m in u y e la lib e rtad de
a b r a z a r el e r r o r . £ s un e n fe rm o q u e p one m ala c a r a á
los r e m e d io s , p o rq u e le sa c a n d e u n d e lirio e n q u e se
re c re a .
6G0. Mas, p o r indóciles q u e sean á las e n s e ñ a n z a s de s í oII.d deP dirigir
r e tr n ·

la Iglesia los se m ilib e ra le s, m an ifiéstanse tod av ía m ás á U Iglesia.


in d e p e n d ie n te s re sp e c to d e los acto s d e su g o b ie rn o .
«No es difícil c o m p ro b a r, d e c ía u n d ia León X I I I , q u e
e n tr e los católicos, á c a u s a sin d u d a d e lo c alam itoso d e
los tie m p o s, h a y q u ie n e s , poco c o n te n to s d e la c o n d i ­
ción d e sú b d ito s q u e tie n e n e n la Ig lesia, c re e n p o d e r
to m a r a lg u n a p a rte e n su g o b ie rn o , ó q u e p ie n s a n c u a n ­
do m en o s q u e les es lícito e x a m i n a r y j u z g a r á s u m a ­
n e ra los acto s d e la a u to rid a d (1).» C u an do la Ig lesia
m a n d a ó d irig e , son poco aficionados á o b e d e c e r. D iría­
se q u e no le re c o n o c en el d e re c h o d e re g u la r la c o n ­
d u c ta de los fieles tan to c om o su fe. Por lo m e n o s p r e ­
te n d e n ó p a rec en p r e te n d e r q u e sólo v ie n e n o bligados
á o b e d e c e r e n a q u e lla s m a te ria s ó e n a q u ello s casos e n
q u e goza de infalibilidad.
T a m b ié n h a y pocos s e m ilib e ra le s q u e no c r e a n sa b e r
m ejor q u e la Iglesia q u é m ed id a s le c o n v ie n e to m a r , y
q u é c o n d u c ta h a de s e g u ir s e g ú n las d iv e rs a s c o y u n ­
tu ras. Los h a y q u e se a r ro g a n d e v e z e n c u a n d o el c a r ­
go de d a r a d v e r te n c ia s y re g la s de c o n d u c ta á los P ap as
y á los obispos. H em os oído á m u c h o s a c o n s e ja r al P a p a

(I) Carta d e S . S. León X lll al cardenal G uibert, }7 Junio


1885.
32
q u e se p u s ie ra al fre n le d e la re v olución y p ro c u ra se
g u ia r la , e n vez d e o b stin a rs e e n c o m b a tirla.
«Pero el P a p a c o m p ro m e te á la Ig lesia ¡ a le n ta n d o lu ­
c h a r con e ste p rin c ip e . Í r r ita los á n im o s con su s i n te m ­
p e stiv a s E n cíclica s. P a ra él el silen cio se ria d e oro.»
O así: «¿Por q u é el P a p a v a tan allá e n la conciliación?
T u r b a á los católicos con sus a c o m o d a m ie n to s con los
d isid e n te s ó con c ie rto s liberales.» Callaos, alm a s p e ­
q u e ñ a s : ¿ sois acaso com o el P a p a , e n se ñ a d o s por el E s­
p ír itu S a n to ? E l Papa ve desde las a ltu ra s : h o m b re s c o n ­
finados e n u n e stre c h o horizon te, te n e d h u m ild a d b a s ­
ta n te á c r e e r q u e no veis ta n bien com o el V id e n te s e n ­
tado en la m o n ta ñ a sa n ta .
lie m o s oído á sem ilib era le s in sta r á los obispos á da r
u n a e d ucación m ás liberal á los jó v e n e s clérigos, á h a ­
cerlo s tra ta b le s y m o d era d o s con la im p iedad ó la i n d i ­
ferencia, aco m o daticio s y de b u e n h u m o r con todo el
m u n d o , m ás bien q u e á h a c e r de ellos h o m b re s a u ste ro s
y e v a n g é lic o s, h o m b re s d e p e n ite n c ia y o ra c io n ; y á
h a ce rle s a p re c ia r y e s tu d ia r las c ie n cia s h u m a n a s , las
bellas a r le s y la a g ric u ltu ra , y h a sta el com ercio tanto
com o el d o g m a y la m oral. H em os oído á sem ilib era le s
ac o n s e ja r á los sa c e rd o te s q u e no in s is tie ra n d e m a siad o
sob re los m iste rio s d e la fe, y q u e d e m o s tr a r a n las v e r ­
d a d e s católicas con ra zo n e s m ejor q u e con textos de la
E sc ritu ra ; q u e se d e c la ra ra n á m e n u d o a m ig o s de la li­
b e rta d é ig u a ld a d , y p a rtid ario s del p ro g re s o , ¡a cie n cia y
las ideas m o d ern a s. V e n d rán otros á a c o n sejar á los fie­
les q u e te n g a n « u n a fe ra zonable» d e sc a rta d a d e «prac-
tiq u illa s y d e v o cio ncillas,» u n a re lig ió n «sólida é i lu s ­
tra d a ;» q u e se d irija n m á s á Dios m ism o y se d e a m e ­
n o s al cu lto d e la S a n tísim a V irg en y de los S an to s; q u e
h o n r e n á la p e rso n a de Je su c risto sin fijarse tan to en su
sa g ra d o C orazon; q u e ru e g u e n por las alm a s del p u r ­
g a to rio , siu b a ja r á « a q u ellas p rá ctic a s q u e tie n e n c o n -
33
c ed id as in d u lg e n c ia s.» E n u n a p a la b ra, el s e m iü b e ra l,
en m a te ria de re lig ió n , tie n e consejos pa ra lodos y r e s ­
pecto de todo: si s e q u is ie ra n a c e p ta r d ó c ilm e n te , todo
iria bien p a ra la R eligión; pe ro todo v a mal p o rq u e no
se le e sc u c h a .
GGI. Los católicos lib e rale s h a n llegado á veces h asta
p ro b a r d e h a c e r presión al Papa y á tos obispos pro v o ­
can d o m an ifestac io n e s de la opinio n p ú b lica. Se los ha
visto su scitar a n te un p úblico in c o m p e te n te c u estio n es
q u e d e b ía n q u e d a r re s e rv a d a s p a ra el trib u n a l d e la
Ig le s ia ; con a rtíc u lo s de diario s, con folletos y libros
ha n a g ita d o á to das las clases de la so cied ad, y h a n p r o ­
cu ra d o c rea r u n a o p in io n p úb lic a q u e im p u s ie ra á la
Ig le s ia s u s decisio nes. Se h u b ie r a d ich o q u e , p a ra p r e ­
v e n ir se n te n c ia s q u e te m ia n , ó a lc a n z a r c o n cesiones q u e
d e se a b a n , q u e r ía n s u s tr a e r á la Iglesia d e la dirección
del E sp íritu S a n to , y su je ta rla á la presió n tu m u ltu o sa
de las m u c h e d u m b re s .
002. E m p e r o la falta d e su m isió n d e los s e m ilib e r a - m . Cau»
les, su p r e te n sió n de d irig ir ó d a r consejos i la Ig lesia, f ” 81* espul"
tie n e n su o rig en e n u n a p e g o d e s o rd e n a d o á su propio
ju icio. El católico p u ro o to rg a fírme a d h e s ió n á todo
cu a n to la Iglesia le p r o p o n e com o de fe ó com o c i e r ­
to. T o c a n te á sus o p in io n e s, si las tie n e , poco se a p e g a
á ellas, p u e s sa b e q u e la h u m a n a in te lig e n cia to m a fá­
c ilm e n te la a p a rie n c ia d e la v e rd a d por la m ism a ve r*
dad. Así q u e no le d a p e n a sacrificar u n a op in io n á la
e n se ñ a n z a de la Iglesia.
El se m ilib era l, al c o n tra rio , s e h a c e casi d o g m a s de
su s o p in io n e s ; e n te r a m e n te p e n e tra d o de la i n d e p e n ­
d e n cia y a u to rid a d d e su razó n , poco le falta q u e no se
a p e g u e tan f u e rte m e n te á ellas com o á los artícu lo s d e
la fe. De allí s a deseo de hace rla s p r e d o m i n a r e n las d e ­
cisiones de la I g le s ia ; d e a h í su p e n a en a b a n d o n a r ­
las a n te las definiciones d e los Concilios y d e los P o n ­
tífices.
34
E l h e r e j e e stá m ás a p e g a d o á sus opin io n e s q u e á
c u a lq u ie r v e rd a d , y re ch a za los d o g m as definidos a n te s
q u e su s p ro p io s se n tim ie n to s. £1 sem ilib eral da, á lo
m en o s casi sie m p re , la p re fe re n c ia a las v e rd ad e s d efi­
n id as; p e ro c o n s e rv a un a p eg o m u y fu erte á sus o p in io ­
n e s , h a s ta el p u n to d e no po d e r d e sh a c e rse de ellas sin
violento e sfu erz o y con e x tre m a d a re p u g n a n c ia . C u a n ­
do una d e cisió n d o g m ática v ie n e á c o n tra d e c ir su o p i-
n io o , s i e n te desconfianzas de la infalibilidad de la Ig le ­
sia, y tie n e h o rrib le s te n ta c io n e s de d u d a r d e Ella. Con
lodo, se d e c id e , g e n e r a lm e n te c u a n d o m en o s, á h u m i ­
llar su ra z ó n a n te la a u to r id a d de la Iglesia; pero al h a ­
c e r esto s i e n te los te rr o r e s y a n g u s tia s d e u n g r a n d e y
doloroso sacrificio.
No tie n e espíritu herético, p u e s pone la a u to rid ad de
la Iglesia s o b r e la d e su razó n; pero se le a p ro xim a:
p o rq u e , si n o pone en u n a m ism a linea las o p in iones de
s u ra zó n y las d e cisiones de la Ig lesia, e n c u e n tr a q u e
h a y u n a d is ta n c ia asaz p e q u e ñ a e n t r e u n a s y otras p a ra
c r e e r q u e e s d e g r a n m érito la p re fe re n cia q u e da á é s ­
tas re sp e c to d e a q u é lla s.
A c e rc a d e e s te p u n to , como d e lodos los d e m á s, el se ­
m ilib era l se m a n tie n e , p u e s, e n u n té rm in o m edio e n ­
tre el c a tó lic o p u ro y el racio n alista. No t ie n e la fe s e n ­
cilla del fiel, no tie n e el o rg u llo del r e b e l d e ; p a rticip a
d e u n a y o t r o : d e m a siad o a p e g a d o á su pro pio s e n tir
p a ra m e r e c e r figurar e n tr e los v e rd a d e ro s católicos, d e ­
m asia d o a p e g a d o á la fe pa ra s e r co n ta d o en las filas de
los r a c io n a lis ta s ; católico im perfec to y racio n alista i n ­
c o m p le to , q u i e r e se r d e la C iudad de Je su cristo , sin
sa lirse co n u n sin c ero a n a t e m a de la C iud ad del P rín c i­
pe del m u n d o .
DIVISION SEGUNDA.

FORMAS PRINCIPALES DEL SEHIBACIONALISHO Ó SEUILIBEBALISMO.

P R E L IM IN A R E S .

6 6 3 . D espués d e h a b e r in d ic a d o los c a ra c te re s c o m a - 1.« M ultipli­


n e s de los sem ira cio n a lista s ó se m ilib e ra le s, v a m o s á cidad de los
sistem as lib e ­
p a sa r re v is ta á las p rin cipales form as d e s u d o c trin a . rales.

M u y co m p lica d a e s la t a r e a : h a y ta n to s p a re c e re s com o
s e m ilib e r a le s ; las form as son t a n n u m e ro s a s com o los
e s p ír itu s : quot capita, (oí sensus. E n tr e el católico p u ­
ro q u e se h a lla e n el p u n to m ás alto d e la e sc ala, y el
ra cio nalista p u r o q u e e s tá e n el in ferio r, h a y s e m ilib e ­
r a le s e n lodos los g ra d o s in te rm e d io s. C ierto s s e m ir a ­
cio nalistas n o se d is tin g u e n d e los racio n alistas sino p o r
u n a v a g a profesion de c r is tia n is m o ; otro s no se d ife re n ­
cian de los católicos m á s q u e p o r u n o s m a tic e s ; y los
d e m á s j u n t a n e n las m ás d iv e r s a s p ro p orcion es las d o c ­
tr in a s d e la fe con las del racionalism o. H ay cierto
n ú m e r o q u e sólo po r u n a b u s o de le n g u a je p u e d e n co n ­
s e r v a r el n o m b r e d e c ató lic o s; o tro s sólo d e b ie r a n s a ­
crificar a lg u n a s o p in io n e s so sp ec h o sa s p a ra no m e re c e r
y a el de liberales. E n g e n e r a l, lodos los se m ilib era le s
tie n e n a lg ú n d e r e c h o , p e ro c a d a c u a l d e re c h o s d e s ­
ig u a le s, á los calificativos d e católicos y liberales.
E n tr e el blanco p u ro y el n e g r o p u ro h a y m illa re s de
tin ta s, m u y d ife r e n te s u n a s d e o tr a s si se c o m p a r a n las
36
m á s le ja n a s ; m u y p a re c id a s, al c o n tra rio , si se c o m p a ­
r a n las c erc an a s. El color d e la Iglesia y el de la r e v o ­
lu ción a p a r e c e n e n la b a n d e ra d e todos los s e m ilib e r a -
les; p e ro a m b o s colo res se j u n t a n de todas las m an e ras,
y las b a n d e r a s q u e lle v a n los d iv erso s g ru p o s ofrecen, á
c a u s a d e e sta v a ria b le asociació n, las tin ta s m as dife­
r e n te s .
GGí. N o o b s ta n te , por m ú ltip le s y varia d o s q u e sean
los e r ro r e s se m ilib e ra le s, p o d e m o s a g r u p a r lo s e n tre s
clases g e n e r a le s :
1.® Errores sobre Ja f e , la razón y las relaciones en­
tre la f e y la razón;
2.® Errores sobre la Iglesia, el Estado y las relacio­
nes entre la Iglesia y el Estado;
3.° Errores sobre la Santa Sede.
SUBDIVISION PRIMERA.

Errores sobre la fe, la razón j las relaciones entre la fe j la razón.

GGo. El p rincipal e r ro r so b re los dos ó rd e n e s d e co- 1. División.


co n o cim ie n to es el hermesianismo ó serairacionalismo
de Alemania ; otro es el tradicionalismo, y el terc ero el
ontologismo.
E l hermesianismo c o n cede dem a siad o á la razo D ; el
tradicionalismo d e m a siad o p o c o , y a m b o s c o n fu n d e n
m á s ó m eno s el o rd e n de la fe con el d e la razón. El
ontologismo trasla d a á la p re s e n te v id a lo q u e e s propio
de la fu tu ra , á s a b e r, la visión ó in tu ición de Dios.
El hermesianismo es p r o p ia m e n te u n e r r o r sem iracio-
n a lista ó s e m ilib e r a l; p o rq u e e x a g e ra las fuerzas é i n ­
d e p e n d e n c ia de la razón. No su c e d e lo propio con el
tradicionalismo; p o rq u e é ste d e p r im e las fu erzas de la
razón, y e x a g e ra la n e ce sid ad jd e la rev elación y de la fe,
ya d iv in a , ya h u m a n a : el trad icio n a lista no es, p u e s, un
se m ira cio n a lista , sino un católico extremado. El ontolo­
gismo g u a rd a m ás relación con el h e rm e sia n ism o q u e
con el trad icio n a lism o . Com o tr a ta m o s a q uí del sern ili-
beralism o ó sem ira cio n a lism o , d e b ié ram o s h a b la r tan
sólo del hermesianismo y del ontologismo; pero, ya q u e
los e rro re s del tradicionalismo c o n ciern e n com o los del
h e rm e sia n ism o y del ontolo gism o, á los dos ó rd e n e s de
c o n o cim iento , tra ta re m o s d e ellos al m ism o tiem po .

t. ii.—4
38

TITULO I.

EL HERMESIANISMO Ó SEMIBACIONALISMO DE
ALEM ANIA.

Prelim inares.

i.° Nombres 66 G. £1 hermesianismo se lla m a así del n o m b re de su


diferios. p r ¡m e r a u to r , H e r m e s , profesor de teología del S e m i­
n a rio d e Colonia. Se le lla m a ta m b ié n semiracionalismo,
p o r q u e e x a g e r a las fuerzas d é l a r a z ó n ; y semiliberalis-
mo, p o r q u e re iv in d ic a p a ra ella u n a in d e p e n d e n c ia ex ce ­
siva. S e le d e sig n a á m e n u d o con los n o m b r e s d ^ semi­
racionalismo de Alemania, semiliberalismo de A lem a­
nia, y catolicismo liberal de Alemania, po r razó n de la
p a tria d e su s p rin c ip a le s a u to re s. E l Syllabus lo llam a
racionalismo moderado (1). Los n o m b r e s q u e m ás fre­
c u e n t e m e n te lleva so n los d e hermesianismo, y racio­
nalismo moderado 6 semiracionalismo.
J.» Sumtiio 66 7 . H e r m e s « p o n ía la duda metódica p o r ba se de la
del sistema. c ¡e n c ¡a teológica, y s e n ta b a po r principio q u e la razón
es la regla suprema y el medio universal que tiene el
hombre p a ra adquirir el conocimiento de las verdades,
tanto sobrenaturales como naturales (2 ).»
S e g ú n é l, todo h o m b re , a si el católico com o el ra c io ­
n a lista , d e b e e x p e r i m e n t a r el valo r de su s c o n o c ím ie n -

(1) §11. Rationalism us m oderatus.


(2) Tenebrosa m ad erro ru m om nigeaum viam m olitur (Her-
. mes) ¡n dabio positivo tam q aam basi om nis theo lo g ics disqui-
sitionis, et in principio quod statuit rationem principen! nor­
m a m ac unicum m édium esse, quo hom o assequi possit su per-
naturalium verilatum cognitionem. (Greg. XVI, Brev. i d augen-
d as).
39
tos, y a s e g u ra r s e de q u e po see la v e rd a d sin m ez cla de
e rro r. P a ra esto de be e m p e z a r p o r colocarse e n u n e s ­
tado d e duda real y universal. L u eg o e x a m in a r á uno
p o r uno todos su s c o nocim ientos a n te r io r e s ; y a d m itirá
todos a q u ello s q u e la razón le d e m o s tr a r e co n argumen­
tos intrínsecamente evidentes, y d e s e c h a rá to d os los
dem ás.
H e rm e s se e m p e ñ a b a en q u e re d u c iría á c u a lq u ie r
h o m b r e , con el solo raciocinio, á la a lte rn a tiv a de se r
escéptico ó católico. Con las solas lu ces d e la razón, sin
aducir jam ás el argumento extrínseco del testimonio d i­
vino, p r e te n d ía p ro b a r d e sd e lueg o to d as las v e rd a d e s
del deísmo, luego las del cristianismo, y fin alm en te las
del catolicismo; d e su e r te q u e , con a d m itir una sola
verdad natural, e r a preciso a d m itir todas las verdades
de la revelación, com o ten ie n d o todas la m ism a in tr í n ­
seca e v id e n c ia ; de s u e r te q u e , con re c h a z a r u n a sola
v e rd a d re v e la d a , e r a p re ciso r e c h a z a r las m á s e l e m e n ­
tales no ciones del b u e n se n tid o , co m o si no fu e sen ya
e v id e n te s, d e tal m a n e ra q u e no h a b ia y a p a rtid o p o si­
ble e n tr e el e sc epticism o a b so lu to y el cato licism o p u ro .
G68 . Así p re te n d ía H e rm es i n a u g u r a r a n a n u e v a
apologética. « D e sd eñand o el p a trim o n io d e la a n t i g u a Cl
sa b id u ría , prefirió c o n s tru ir d e n u e v o , á e n s a n c h a r y
p e rfe c c io n a r el viejo edificio (1).» Su m éto do g u s ta b a á
u n siglo c uyo c a rá c te r pro p io es u n a so b e rb ia confianza
e n las fu erzas d e la razó n. Así q u e t u r o m u ltitu d de
discípulos é im ita d o re s. F u e ro n los p rin c ip a le s F r o s -

(I) León XIII, Encycl. JEterni P atris, 4 Aug. 1879. Puede de­
cirse de él lo q ae de Aroaldo de Brescia dijo Otón de Frisinga:
«Vir quidem naturas non hebetis, plus lam en v e rborum pro-
fluvio quam santentiarum pondere copiosas, sin gularitatisam a-
to r, novitatis cupidus, cujusm odi hom ioam ingenia ad fab ri­
can das haereses, schism atum que p erturbationes su n t pro n a.
(Otto Frising. De A m o ld o di B riscia, Lib X, 10,19).
40
c h a m m e r , G ü n t h e r , B allzer, Doellinger. Los e rro re s de
los n u e v o s teólogos in ficion aron á toda la A le m a n ia ca ­
tólica, e sp a rc ié ro n s e p o r u n iv e rs id a d e s y se m in a rio s, é
in v a d ie ro n á clérigos y legos.
4 .· Sos peli­
gro*.
6 6 9 . E n tr e todas las form as del se m ilib era lism o , el
h e r m e s ia n is m o e s la m á s p e lig ro sa ; p o rq u e es la ru ina
d e la fe so p re te x to d e d e fe n d e rla , y lan za los e sp íritu s
al ra cion alism o, m ie n t r a s a p a r e n ta c o m b a tirlo . I n d u d a ­
b le m e n te , no es el ra c io n a lis m o ; p u e s no es la ra zó n
e n a b ie r ta re b e ld ía c o n tra la fe. Pero se le a c e r c a ; p u e s,
si la ra zó n no rech a za la fe se ig u a la con ella, y, e n
lu g a r de so m e te rs e h u m ild e m e n te á su s lu ces su p e rio ­
re s, la ju z g a y la s o m e te á sí m ism a.
5.· Su con­ 67 0 . L os Pontífices R o m an o s se c o n m o v ie ro n al v e r
denación.
el p e lig ro . E x c e p tu a n d o el racio n alism o , q u izá s no ha y
e r r o r a lg u n o q u e la Ig le s ia h a y a re p ro b a d o ta n á m e n u ­
do y con ta n ta e n e r g ía c o m o el h e rm e s ia n is m o . G rego­
rio X V I, c o n d e n a b a las o b ra s d e H e rm e s e n 18 3 o , por
el b re v e A d augendas. Pió I X r e n o v a b a la m ism a
c o n d e n a c ió n e n 18 4 7 , p o r u n nu e v o b re v e . El m ism o
Pontífice c o n d e n a b a los e r r o r e s de G ü n t h e r en las letras
al arzobispo d e Colonia Exim iam tuam, d e 13 de Junio
d e 1 8 5 7 ; los d e B allz er e n las le tras al obispo de B re s­
lau Doloreliaudmediocri, d e 30 de A bril d e 1860, los de
F r o s c h a m m e r en las c é l e b r e s le tras al arzo b isp o de M u­
n ic h G ratm im as inter, d e 11 de D ic iem b re de 1862. Con
m otivo d e la c e le b ra c ió n ó proy e cto d e c ie rto c o n g re ­
so, c o n d e n a b a n u e v a m e n t e á los n o v a d o re s en otras
le tras al m ism o a r z o b is p o : T vms libenter, de 21 d e Di­
c ie m b re d e 186 3. F i n a lm e n te , el Concilio del V aticano
h irió con su s a n a te m a s el m étod o h e r m e s ia n o m ism o ;
p roscrib ió c ie rto n ú m e r o de e r ro re s p a rtic u la re s , y se
p ro p o n ía c o n d e n a r los d e m á s c u a n d o los a co n tec im ie n ­
tos v in ie ro n á i n t e r r u m p i r su s trabajos.
41
E n tre m o s a h o r a e n los p o rm e n o re s del siste m a h e r -
m esian o ( 1).

CAPÍTULO I.

Los tres e rro re s fandam entales.

G71. P o dem os d is tin g u ir tre s e rro re s fa n d a m e n ta le s E n u n c ia ·


cion de los tres
e n u n c ia d o s e n las p ro p o sic io n e s 8 . ', 9." y 10.* del S y l- errores.
labus.
Proposición 8 .* Equiparándose la razón humana a la
religión misma, hay que tratar de las ciencias teológi­
cas como de las ciencias filosóficas ( 2 ).
. Proposicion 9.* Todos los dogmas de la religión cris­
tiana indistintamente son objeto de la ciencia natural ó
filosofía, y la rizón humana con los solos conocimientos
histórícos puede según sus principios y con las meras
fuerzas naturales llegar a l conocimiento verdadero de
lodos los dogmas, hasta los más recónditos, con ta l que
estos dogtnas se hayan propuesto como objeto á la r a ­
zón (3).
(1) Quizá sea ú til a d v e rtir que la m ayor p arte de los herm e-
siauus do se ad hirieron de uoa m anera expresa á todos los e rro ­
res que vamos á e xponer: algunos sentaban principios sin sos­
ten e r expresam ente las consecuencias; otros adm itían las c o n ­
secuencias, sin conocer siquiera los principios. Aquí exponem os
la totalidad del sistema herm esiano, en sus principios generales
y principales consecuencias, y no los sistem as particalares de
tal ú cual doctor.
(2) Q uum ratio hum aoa ipsi religioni sequiparetur, idcirco
theologic® disciplina: perinde ac philosopbic® tractandao sunt.
(S yllab. prop. 8).
(3) Omnia indiscrim inatim dogm ata religionis christiaoce
su n t objectum naturalis scientiae seu pbilosopbiae, et hum ana
ratio historice tantum exculta potest ex suis n aturalibus viribus
et principiis ad veram de óm nibus eliam reconditioribus dog-
m atibus scientiam perv en ire, m odo heec dogm ata ipsi ratioui
tan q u am objectum proposita fu e ria t. (S yllab. prop. 9).
42
Propo sicíon 10. Siendo una cosa el filósofo, y otra, la
filosofía, aquél tiene el derecho y el deber de someterse
á aquella autoridad, que hubiere conocido ser verdadera;
pero la filosof ía ni puede ni debe someterse á autoridad
alguna ( 1).

Articulo l . — Primer error fundamental: Error de método.

toiáfieo°4e ios ^ ^ Pr ' m e r e rro r p u e d e s e r llam ado e r r o r d e mé-


b«im esianos. todo. H a y que tratar de las ciencias teológicas como de
las ciencias filosóficas; e n otros térm in o s: el método de
la teología es el mismo método de la filosofía.
P a r a H e rm e s y s u s discípu lo s, el m étodo d e la filoso­
fía es el m éto d o c artesia n o , tal cual vien e ex p u esto e n
el Discurso sobre el método, sin las m itig a c io n e s y t e m ­
p e r a m e n to s q u e D escartes in tro d u jo m ás ta r d e e n sus
c a rta s . £1 filósofo se coloca d e sd e lu eg o e n el te rre n o
d e la d u d a u n iv ersal; e n se g u id a re c o n s tr u y e pieza por
pieza el edificio d e su s c o n o cim ie n to s, sin a d m itir más
q u e lo q u e se im p o n e á la razón con su e v id e n cia . Así
q u e 1 .° la duda re al es la base de toda d o c trin a filo­
sófica ; 2 .° el c rite r io d e la v e rd ad es la evidencia in­
trínseca.
í«oí¿fftíoél#dí Em Per0 H e rm e s q u ie r e q u e se tra te de teología s e -
ios bermesia- g u n el m ism o m é to d o : tkeologicm disciplinaperinde ac
" “ i p r i m e r philosophica sunt tractandce ( 2).
* " OT,EipoM- E n c o n se c u e n c ia :
c ío d <¡tierror, i . ° E l fiel, s e g ú n é l, p u e d e c o l o c a r s e e n el t e r r e n o d e
u n a duda real y universal r e s p e c t o d e t o d a s l a s v e r d a ­
d e s re v e la d a s , b a s ta ta n to q u e se las h a y a d e m o stra d o

(1) Q uum aliud sit philosophus, aliud philosophia, ¡He jus et


ofliciuna babel se subtniU endi aucto rilati, quam veram ipse pro-
baverit; a l philosophia Deque potest, ñeque debet ulli sese sub-
m itte re a u c to rita ti. (S y llab . prop. 10).
(2) Syllab. prop 8.
43
c ie n tífica m en te. Ila s ta d e b e h ace rlo , si q u ie r e lle g a r á
te n e r u n c o n o cim iento ra zonado y p ro fu n d o de sus
c ree n cia s ( 1). T o c a n te á la c ie n c ia de la re v elac ió n , el
fiel se e n c u e n tr a e n la m is m a con d ic io n q u e el infiel:
éste pa sa de la d u d a á la fe; a q u é l d e b e c o m e n z a r por
la d u d a si q n ie re d a r s e u n a d e m o s tra c ió n científica de
los do gm as.
H é a q u í, p u e s, al fiel in v ita d o á p o n e r e n d u d a todo
el c o n ju n to d e las v e r d a d e s s o b re n a tu ra le s . S a b e m o s,
e m p e ro , por la e n se ñ a n z a de la Iglesia, q u e todo fiel q u e
d u d a v o lu n ta ria m e n te d e u n a v e r d a d re v e la d a p ie r d e el
h á b ito de la f e . Desde luego, n o p u e d e el fiel in te n ta r
la d e m o s tra c ió n científica d e su c re e n c ia , sin a r ru in a r
en sí m ism o la fe d el b au tism o . - Q u é m o n stru o sa c o n ­
se c u e n c ia !
G 7í. El Concilio del V aticano c o n d e n ó s o le m n e m e n - C ondena·
del p ri·
te e sta d o c trin a : n u n c a , e n s e ñ a n los P adres, e n n in g ú n m er e rro r.
tie m p o , e n n i n g u n a h ip ó te sis, le es p e rm itid o al fiel la
d u d a v o lu n ta ria : Aquellos d ic e n , que abrazaron la f e
bajo el magisterio de la Iglesia, jam ás pueden tener mo­
tivo justo de cambiarla 6 ponerla en duda (2). P o rq u e
los solicitan á p e rs e v e r a r e n ella, e n s e ñ a el m ism o Con­
cilio, po r u n a p a r te las p r u e b a s e x trín s e c a s d e la r e v e ­
lación, p o r o tra los in te r io r e s auxilios d el E s p ír itu S a n -

(1) O m nibus bisce m eis studiis propositum m eum sánete


servavi u bique dubitandi, qu am diu posseni. E rat m ihi p e r varios
anfractus dubiorum eluctandum , in quos ingredi in u tilii labor
vid eb itu r ei qui nu n q u am a d s e n um dubium progressus est...
D ebent (futuri doctores religionis) lab y rin th u m d u b io ru m per
ornees c irc u itu s p e rag ra re, u t deinde ipsi d u b ita n tib u s per om-
nes anfractus com ités se daré possint. (G eorg. H erm es. Introd.
phil. ad theol. Pracf.).
(2) lili en im , qui fidem sub Ecclesi® m agisterio suscepe-
ru n l, Dullam u n q u a m h a b ere possunt ju stam causam m utandi,
aut in dubium fidem eam dem revocandi. (D e fld ec a lh . cap. m , 6).
44
to (1). «Hijos de la luz (2),» se sie n ta n «con los Santos»
al b a n q u e te d e «la v e rd a d (3),» y n o p u e d e n sin c u lpa
g ra v e « d e ja r su asiento (í)» y volverse á «las tinieblas
ex teriores (o),» es d e c ir, á la infidelidad.
Por lo cutí, c o n cluy e el Concilio, es muy diferente la
condicion de aquellos que, gracias al don celestial de la
fe , se adhirieron á la verdad católica, y de aquellos que,
guiados por las humanas opiniones, siguen una fa lsa
religión (C). E stos viven e n el e r r o r y la d u d a a n te s de
lleg ar á la v e rd a d ; a q u éllo s n o p u e d e n d e ja r la v e rd ad
p a ra v o lv er á la d u d a .
S i álguien, p u e s, dijere ser igual la condicion de los
fieles y de aquellos que todavía no han llegado á tener
la verdadera fe , de suerte que los católicos puedan tener
justo motivo de suspender su asentimiento á la f e que
recibieron por el magisterio de la Iglesia y de ponerla
en dvAa, hasta que hubieren acabado la demostración
científica de la credibilidad y verdad de su fe , sea ana­
tema (7).
i . 0 Segnodo 675 . 2 . ° E | f ie l h a d e rrib a d o con la d u d a el edificio
a. Eiposi· d e sus c ree n cia s religiosas; lo levanta de nuevo por me-
cion del segun­
do error.

(1) [D e fid e c a lh . cap. m , 2, 4, 5).


(2) Joan, x ii , 36.
(3) Col. i, 12.
(4) J u d » , 6.
(5) M alb. viii, 12.
(6) Quocirca minim e par est conditio eo rum , qui per cceleste
fidei donuffl catbolic® veritati adbaeseraot, atque e o ru m , qui
ducti opiuiouibus hum anis, falsam religiooem sectantur. (D e
fide ca lh . cap. m , 6).
(7) Si quis dixerit, paretn esse couditiooem fidelium atque
eorum q u i ad fidem un ice veram uondum p e rv e n e ra n t, ita ut
catbolici ju stam causam h a b ere possint, fidem , quam sub E c-
clesiae m agisterio jam susceperuot, assensu suspenso io dubium
vocandi, doñee dem ostratiouera scieatificam credibilitatis et
veritatis fidei suaj absolverint: anatbem a sit. (Ibid. can. 6J.
45
dio del criterio de la evidencia intrínseca. «La razó n ,
se g ú n H e rm es, es la r e g la s u p r e m a y el ún ico m edio
q u e tiene el h o m b re p a r a lle g a r al c o n o cim ie n to d e las
v e rd a d e s s o b re n a tu ra le s ( 1),» lo m is m o q u e d e las v e r ­
d a d e s n a tu r a le s . E l fiel no se p re g u n ta : « ¿ R ev e ló Oíos
el m isterio de la T rin id a d , el de la E n c a rn a c ió n ? » Sino:
« ¿ E s e v id e n te p a ra la razón el m is te rio d e la T rin id a d ?
¿S e p re s e n ta com o a b s o lu ta m e n te n e c e sa rio el m isterio
d e la E n c a rn a c ió n ? » La ta r e a del teólogo no con siste
e n d e ja r se n tad o el h e ch o d e la re v e la c ió n , e n c o n c lu ir
q u e el h o m b re h a d e c re e r todo aqu ello q u e Dios reveló,
a u n q u e no lo c o m p re n d a la razón ; sino q u e c o n siste e n
p ro b a r con ra zo n e s in trín se c a s c a d a u n a d e las v e rd a ­
d e s de la fe. C u a n d o u n h o m b re q u i e r e a p r e n d e r teo re ­
m as de g e o m e tría , no se c o n te n ta co n d e cir: «S on c ie r­
tos, p o rq u e lo dijo E u c lid e s .» C u a n d o q u ie r e a d q u ir i r
la ciencia de la a stro n o m ía , no se lim ita á d e c ir: « K e -
plero aíirm ó las ley e s q u e lle v a n su n o m b re ; N e w to n
en u n ció el p rincipio de la g ra v itac ió n u n iv ersal; lu eg o
a q u e lla s ley e s y e ste principio so n v e r d a d e ro s .» C uan do
q u ie re in s tru irs e e n filosofía, no se c o n te n ta con c re e r
las v e rd a d e s p o r la p a la b ra d e A ristóteles, d e P la tó n ,
d e S a n A g u s tín ó d e Santo T o m á s. Nó, a q u e l q u e q u i e ­
re pose e r la cie n cia de la filosofía, d e la a s tro n o m ía ó
de la g e o m e tría , bu sc a la d e m o stra ció n d e la v e rd a d
con p ru e b a s in tr ín s e c a s . Por s e m e ja n te m a n e r a , el fiel
q u e q u ie r e t e n e r c ie n cia de su fe no d e b e lim ita rse á
d e c ir: «Dios habló; luego las v e rd a d e s d é l a fe son c ie r ­
ta s ;» d e b e d e m o s trá rse la s c ie n tífica m en te c o u p ru e b a s
sac ad a s de la m ism a n a tu ra le z a de las v e rd a d e s; e n otros
té rm in o s, no d e b e c o n te n ta rs e con la evidencia extrín ­
seca de las m ism as, p o r el c o n o cim ie n to q u e tiene del
testim o n io d iv in o , sino q u e d e b e llegar á la evidencia

(I) Greg. XVI, Brev. A d augendas.


46
intrínseca, p o r m edio d e a rg u m e n to s h alla d o s e n el exá-
m e n m ism o de la v e rd a d ( 1). £1 teólogo, pu e s, segú n
los n u e v o s do c to re s, conoce la v e rd ad d e los m isterios
revelados por la e v id e n c ia in trín se c a , com o el filósofo ó
el g e ó m e tra la d e los c o n ocim ie ntos n a tu ra le s. E l mis­
mo método c o n v ie n e á la cie n cia d e las v e rd a d e s sobre­
naturales y á la de las v e rd a d e s natv/rales. « H a y q u e
t r a t a r de las ciencias teológicas com o d e las filosófi­
cas (2 ).»
b. Dos coro- 676. E ste prin cip io lle v a b a á H e rm e s á las dos s i-
gundo error.6" gu ¡entes afirm aciones.
E n p r im e r lu g a r , el acto de fe no es s ie m p r e la c r e e n ­
cia e n la p a la b ra re v elad a por la autoridad de Dios;
p u e d e ser, y es p a ra el teólogo ilu stra d o , la ad h esió n á
la p a la b ra re v e la d a por su misma evidencia.
E n se g a n d o l u g a r , el acto d e fe no es p a ra todos
fru to libre de la gracia, sino q u e es p a ra todo s los fie­
les in stru id o s efecto necesario de una demostración cien­
tífica.
E s cosa m anifiesta, en efecto, q u e el g e ó m e tra a d m ite
su s teorías por razón de su evidencia; e s a sim ism o cosa
m anifiesta q u e e sta ad h esió n no es Ubre, sino q u e se s i­
g u e necesariamente de la d e m o s tra c ió n . Si, p u e s, el
teólogo p u e d e a lc a n z a r, com o p r e te n d e H e r m e s , la e v i­
d e n cia in trín se c a de los d o g m a s , ya no los c ree rá por la
autoridad de q u ie n los re v eló , sin o q u e se c o n v e n c e rá
de ellos por su evidencia misma, y desd e e n to n c e s no se

(1) O m nibus hisce meis stu d iis propoiitum m eu m sánete


servavi ubique dubitand i, quam diu possem; e t t u m demuro de-
finitive pro alterutra parle d ec e m e D d i, q u and o absolutam ne-
cessitatem rationis pro una sententia ex b ib ere possem... Pers-
pexeram pro hominibus nullum aliud tutu m criteriom veritatis
dari prseter necessitatem rationis. (Hermes, Introd. phil. a i
theol. Praef.).
(2) Syllab. prop. 8.
47
a d h e rirá libremente, m ovido por la g ra cia á q u e p u e d e
re sistirs e, sino necesariamente, oblig ado p o r la fuerza
de u na d e m o stra ció n científica. £1 acto de la Te y el d e
la razón n a tu ra l no d ife rirá n ya e n el motivo del a s e n ­
tim ien to , sino e n el origen de la v e rd ad a d m itid a : e n
uno y otro el m otivo de la a d h esió n e s la evidencia in ­
trínseca; sólo q u e con el u n o nos a d h e rim o s á los datos
de ¡a revelación, y con el otro , á los datos de los senti­
dos y de la razón. Se o b jeta b a á M erm es con los textos
d e los P a d re s y h a sta de la E s c r itu r a y los Concilios q u e
explican el acto de fe com o o b ra s a lu d a b le d e la g ra cia,
y no com o p ro d ucto científico de la d e m o s tra c ió n . Los
n u e v o s doctores re sp o n d ía n q u e a q u ello s textos se re fe ­
ría n á la fe v iv a q u e o bra p o r la c a rid a d , y no á la fe en
g e n e r a l : sólo p ara a q u é lla , no p a ra é sta , d e c ía n , es n e ­
cesaria la g ra cia.
677. E stas d o c trin as trasto rn a n tod a la econo m ía de
la fe. Asi q u e las c o n d e n ó e x p re s a m e n te el Concilio del
Y aticano.
E n se ñ a el Concilio q u e la fe es e se n c ia lm e n te u n a v ir­
tu d so b re n a tu ra l m ed ia n te la c u al c re e m o s las v e rd ad e s
re v e la d a s, no por su intrínseca evidencia, sino por la
autoridad de Dios. La Iglesia católica, dice, enseña que
la f e es una virtud sobrenatural mediante la cual, p re­
venidos y ayudados de la divina gracia, creimos ser ver­
dad las cosas que Dios nos reveló, no &causa de su verdad
intrínseca conocida con la luz natural.de la razón, sino
por la autoridad del mismo Dios que las revela, que no
puede engañar. Pues la fe , según el testimonio del
Apóstol, es la sustancia de las cosas que liemos de espe­
rar, y el argumento de las que no aparecen ( 1).

(1) Ha n e v e ro fidem , quae h u m a o s salutis ioitium est, Ec-


clesia catholica profitetur v irtutem esse su p ero alu ralem q u s,
Dei aspiraDte et adjuvaote g r a t i a , a b eo revelata vera esse c re-
dim us, dob p ro p ter io trio se c am reru m veritatem ^raturali ratio-
48
S e g ú n el Concilio, p or m á s e v id e n te s q a e sean las
p ru e b a s d e la revelac ió n , 6 , com o se dice, los m otivos
d e c red ib ilid ad , las v e r d a d e s re v elad a s q u e d a n e n si in­
trínsecamente sin evidencia; el h o m b re , lejos de v e rse
ja m á s obligado p or la e v id e n cia in trín se c a de las ra z o ­
n e s, q u e d a sie m p re libre de re h u s a r su a se n tim ie n to á
la p a la b ra de Dios: el acto d e fe no p u e d e ser efecto n a ­
tu ra l de la d e m o stra ció n , sino q u e d e b e se r fruto sobre­
n a tu r a l d e la g ra c ia , d e su e rte q u e ésta es ne ce sa ria no
sólo p a r a la fe viva, sí q u e tam b ién para la fe m u e rta .
Aun cuando el asentimiento de la fe no sea un movimien­
to ciego del ánimo, d ice el Concilio, nadie, sin embargo,
puede asentirá la predicación evangélica, como contiene
para alcanzar la salvación, sin luz é inspiración del E s­
píritu Santo, que á todos mueve suavemente á consentir
en la verdad y creerla. P or lo cual la fe en sí misma,
aun cuando no obra pm%la caridad, es un don de Dios,
y el acto de fe es una obra que se refiere á la salvación,
con el cual el hombre obedece á Dios libremente, dando
su consentimiento y cooperador á su gracia, á la cual
se podría resistir ( 1).
Los P a d re s del Concilio fu lm in a n a n a te m a c o n tra los
q u e so s te n g a n d o c trin a s c o n tra ria s:

nis lum ine p e n p e c ta m , sed p ro p ter auctoritatem ipsius Dei re -


velaotis, qui nec fallí nec fallere potest. Est enim lides, testaote
Apostolo, sp eran d aro m substantia re ru m , argum entum non
a p p aren tiu m . (D e fide cath. cap. ni, 1).
( I) Licet autem tídei asseosns nequaquam sit m otas a D im i
caecus, Demo tauneo evangélicas prxd icatio o i consentiré potest,
sicut oportet ad salutem consequendam , absque illumioatioDe
et inspiratione Spiritus Sancti, q u i d a t om nibus suavitatem in
eoDseotieodo etcred e n d o veritati. Q uare fides ipsa ¡n re, etiam-
si p e r c h arita tem non o p e retu r, donum Dei est, et actus ejus
est opus ad salutem pertioens, quo hom o liberam praestat ipsi
Deo obedieotiam , g r a tis ejus, cui resistere posset, coosentieodo
e t cooperando. (D e fld e c a th . cap. iti, 3).
49
S i alguien dijere que la f e divina no se distingue de
la ciencia natural de Dios y de las cosas morales, y que
por tanto no se requiere para la f e divina que la verdad
rezelada sea creída por la autoridad de Dios que la re ­
vela, sea anatema ( 1 ).
S i álguien dijere que el asentimiento de la fe cristiana
no es libre, sino que es necesariamente producido por los
argumentos de la razón humana; ó que sólo es necesaria
la gracia de Dios para la f e viva que obra p or la cari­
dad, sea anatema ( 2 ).

Articulo I I . — Segundo error fundam ental: Confusion de


los dos órdenes de conocimiento.
I. E xposi­
ción sum aria
67 $ . El s e g u n d o e rro r fu n d a m e n ta l v ie n e e n c e rra d o del erro r.
e n los p rin cip io s d el m éto do m is m o . H e rm e s a ca b a d e
d e cirn o s: « L a e v id e n c ia in tr ín s e c a es el ci'iterio de la
certeza, ta n to respecto d e las v e rd a d e s so b r e n a tu ra le s
com o de las v e rd a d e s n a tu ra le s .» Debe c o n c lu ir y c o n ­
c lu y e , en e f e c t o : «T odos los m iste rio s de la fe p u e d e n
se r d e m o s tra d o s con razo n e s i n tr ín s e c a m e n te e v id e n ­
tes;» en otros té rm in o s: Todos los dogmas de la r e li­
gión cristiana indistintamente son objeto de la ciencia
natural (3); ó ta m b ié n : « L as v e rd a d e s revelad a s son del
d o m in io de la razó n , y la teología e s u n c ap itu lo d e la

(1) Si quis dixerit fidem divinara á n alurali de Deo et rebus


m oralibusscienlia dod distinguí, ac propterea ad fidem divinam
non re q u iri, u t revelata ve n ta s p ro p ter au cto ritatem Dei reve­
íanlas c red a ta r: anathem a sit. (D e fide c a lh . cap. m , can. 2).
(?) Si quis dixerit assensam fidei cliristianas non esse libe-
ru m , sed argum eotis hum anae rationis necessario produci; a u t
ad solam fidem vivar», qu¡s p e r ch aritatem o p e ratu r, gratiam
Dei necessariam esse, anathem a sit. {Ib id . can. 5).
(3) S yllab, prop. 9.
50
filosofía.» «La n a tu r a le z a y la g ra cia, la c ie n cia h u m a ­
n a y la fe div ina se c o n fu n d e n ( 1)» e n c o n se cu e n cia .
6 79. L a m ay or p a r te de los h e r m e s ia n o s ad m itió c ie r ­
tos te m p e ra m e n to s . E n p rim e r l u g a r , la ra zó n h u m a n a ,
s e g ú n ellos, p a ra lle g a r á la e v id e n c ia d e los m iste rio s,
n e c e sita no sólo desa rro llarse, sino ta m b ié n t e n e r a lg u ­
n o s cono cim iento s histó ricos. E n efecto, H e rm e s y sus
discípulos ten ía n en s in g u la r a p re c io la h isto ria y las
c ien cias con ella re la cio n a d as; el estu d io d e e sta s c ie n ­
cias, d e cían , era u n a p re p a ra c ió n n e c e s a ria al d e la teo ­
logía, ó por lo m en os sin e sta p re p a ra c ió n e ra im p osib le
a s p ir a r á la p le n a e v id e n c ia del d ogm a.
E n s e g u n d o lu g a r, la razó n p o r sí m is m a n o p u e d e
hallar, sólo p u e d e probar las v e r d a d e s so b re n a tu ra le s;
á su alc an c e e stá la demostración, no la invención; sin
la rev elación no p u e d e c o n o c e rla s; d a d a la revelació n
p u e d e a lc a n z a r la e v id e n c ia de las m ism as.
A m b a s restric cio n e s v ie n e n m en c io n a d a s en la n o v e ­
n a prop osicion del Syllabus : «La razón h u m a n a , con los
meros conocimientos históricos, p u e d e , s e g ú n s u s p r i n ­
cipios y con su s fu e rz a s n a tu r a le s , lle g a r a l v e rd a d e ro
c o n o cim ie n to d e tod os los d o g m a s , h a sta d e los inás r e ­
c ón ditos, con tal que estos dogmas se hayan propuesto
como objeto á la razón (2 ).»
P e r o , p ro p u e sto s á la ra z ó n c o n v e n ie n te m e n te c u lti­
v a d a , é sta c o m p re n d e los d o g m a s d el m ism o m odo q u e
los te o re m a s d e la g e o m e tría , las le y e s d e la a s tro n o ­
m ía , y los p rin cip io s y c o n clusio nes de la filosofía.
II. La doc­ 68 0 . L a Iglesia católica, define el Concilio del Vati­
trina « j t i l i e i
sobre los dos c a n o , siempre ha profesado y profesa por unánime con­
órdenes de co­ sentimiento que hay un doble órden de conocimientos dis­
nocim iento.
l.° P r in c i­ tinto, no sólo por el principio, sí que también p o r el ol·-
pios generales.

( 1) De fide c a lh . Procera. 5.
(2) S y llab. prop. 9.
51
jeto; distinto, en ‘p rimer lugar, por el principio, jorque
en el uno conocemos con la razón natural, y en el otro
con la fe divina; distinto luego por el oljeto, porque ade­
más de las cosas que la razón natural puede alcanzar,
se nos proponen para creer misterios ocultos en Dios, que
sin revelación divina no podemos conocer ( 1).
Define luego el Concilio q u e n u n c a p u e d e lle g a r la
razón á t e n e r e v id e n cia in trín se c a de los m iste rio s r e ­
velados: E s verdad, d ice, que cuando la razón ilu stra­
da por la f e investiga cuidadosa, piadosa y prudente­
mente, alcanza, por don de Dios, cierto conocimiento su-
mámente provechoso de los misterios, pero jam ás puede
llegar á hacerse apta para conocerlos como aquellas
verdades que constituyen su propio objeto (2). P o rq u e ,
a ñ ad e el Concilio, son los m isterios d e tal s u e r te s u p e ­
riores á los alc an c e s de la in te lig e n cia c ria d a , q u e , á u n
d e sp u é s de h a b e r sido rev elad o s, n u n c a p o d rá n l l e g a r á
ser e v id e n te s. Los misterios divinos, en efecto, de tal
suerte son por naturaleza superiores a l entendimiento
criado, que, áun transmitidos por la revelación y acep-

(1) De flde cath. cap. iv, 1. El Concilio apoya su doctrina en


la E scritura: Quocirca Apostolus, q u i a geotibus Deum p e r ea
quéc facta su o t cognitum esse testa lu r, dissereos »amen de gra·
lia et veritate q u # per Jesum C bristum facta est, p ro n u o tia t:
L oquim ur Dei sapientiam iom ysterio.quaeabscoD dita e st.q u a m
p rseiestinavit Deus ante ssccula in gloriam n o stram , quam n e ­
nio principum b ujus síeculi cogoovit; nobis autem revelavit
Deus per Spiritum suum : Spiritus enim om oia sc ru tatu r, etiam
profunda Dei. ( I C or. ii, 7, 8,10). Et ipse Dnigenitus confitetur
P atri, quia abscondit haec ñ sapientibas et p ru d e atib u s, et r e ­
velavit ea parvuli.·. (Math^ xi, 25.)
- (2) Ac ratio quidem , fide ¡Ilustrata, cum sedulo, so b rieet pie
qucerit, aliquam , Deoda ole, m ysteriorum intelligentiam , eam -
q u e fructuosissim am assequitur, nunquam tam eo idónea reddi-
tu r ad ea perspiciunda in star v e ritatu m , quae proprium ipsius
objectum constituunt. (D e fide ca lh . cap. iv, 2).
52
todos por la fe, permanecen cubiertos con el telo de la
fe misma, y como envueltos en cierta oscuridad, mien­
tras peregrinamos en esta vida mortal lejos de Dios, pues
caminamos d la luz de la fe y no de la clara visión ( 1).
í.'Tres mi- 68 1 . De e s la e n s e ñ a n z a del Concilio sa le n estas tres
imias teoiógi- c 0n c iu s i0nesj q Ue p ro p ia m e n te son u n a sola: el órden
d el c o n o c im ie n to s o b re n a tu ra l es esencialmente distinto
d el ó r d e n del c o n o cim ie n to n a tu r a l; es irreductible á
e ste ó rd e n ; y es superior al m ism o.
a. Primera E n p rim e r lu g ar, los dos ó rd e n e s de con o cim ie n to son
Ina· esencialmente distintos. P o rq u e por u n a p a r te , los me­
dios d e co n o ce r son d ife re n te s, e n el u n o e s la in te li­
g e n c ia natural, en el otro es la in te lig e n c ia ilustrada
p or la f e . P o r o tra, son d ife re n te s los objetos conocidos:
e n el u n o , so n los vestigios de las p erfe c cio n es d iv ina s,
y, po r c o n sig u ie n te , es Dios e n la relación q u e tiene
con las c r ia tu r a s ; en el otro es la naturaleza íntima, de
Dios y los Ubres decretos d e su v o lu n ta d .
b. segunda 682. E n s e g u n d o lu g ar, el órden del cono cim iento
máxima. so b r e n a tu r a l es irreductible al del c o n o cim ie n to n a t u ­
ra l. E n efecto, la razó n n a tu ra l sólo conoce de Dios lo
q u e le r e p re s e n ta n las c ria tu ra s; pero ja m á s p u e d e n és­
tas r e p re s e n ta rle la n a tu ra le z a ín tim a y los d e cre to s li­
b re s. P a r a la in te lig e n c ia n a tu r a l, el m u n d o es como un
espejo d o n d e brillan a lg u n o s d é b iles y lejanos rayos de
Jas d iv in a s p e rfe c cio n es; dé u n a y mil v u e lta s so b re sí

(1) Divina enim m ysteria suapte n atu ra intellectum creatum


sic excedunt, u t etiam revelatione iradila et fide suscepta, ip -
sius tam en fidei vela m ine contecla et quadam quasi calígine
obvoluta m aneant, quatn d iu in bac m ortali vita peregrinnm ur
á D om ino; per fidem enim am bulam us, et non per speciem .
(De fide calh. cap. iv, 2).
El Concilio no hace m ás que rep ro d u cir, com pendiándolas,
las enseñanzas de Pió IX. en las letras al arzobispo de M unich,
G ravísim as in tery Tuaslibenler.
53
m is m a , dé u n a y m il v u e lta s al espejo, n o p u e d e v e r e n
él lo q u e no e stá e n él re p re s e n ta d o , el S é r div in o e n sí
m ism o y e n su s q u e r e r e s .
Los m iste rio s, p u e s, lejos d e p o d e r ja m á s , s u p ó n g a se
lo q u e se q u ie r a , e n tr a r e o el do m in io d e la razó n n a ­
tu ra l y se r objeto d e la filosofía, tie n e n tal su b lim id a d ,
q u e , se g ú n e n s e ñ a n u n á n im e m e n te los teólogos, son
naturalmente im p e n e tra b le s , no sólo p a ra n u e s tr a razón
ofuscada y enflaquecida por el pecado o r ig in a l, sí q u e
ta m b ié n p a ra u n a razón sa n a y p e rfe c ta ; n o sólo p a ra la
h u m a n a in te lig e n c ia , si q u e ta m b ié n p a r a to d a in te l i ­
ge n cia criad a; m as to d avía, p a ra toda in te lig e n c ia q u e
p u e d a s e r criada (1). L a e v id e n c ia d e los m ism o s, sólo
n a tu r a l á Dios, si así podem os h a b la r, nos e stá p ro m e ­
tid a p a ra la vida v e n id e r a , p e ro com o r e c o m p e n s a esen­
cialmente sobrenatural: si aq u í a b a jo te n e m o s el e n te n d i­
m ie n to h u m ild e m e n te ca u tiv o del Y erbo d e Dios e n v u e lto
e n los bastos p a ñ ales de u n a p a la b ra h u m a n a , m e r e c e ­
re m o s v e r d e sp u é s d e e sta v id a a! V erbo d e Dios e o su
e sp le n d o r in cre ad o , y e n él todas las cosas.
083. E n te rc e r lu g a r el ó rd e n del c o n o c im ie n to s o ­ e. T e r c e r »
m tx im i.
b r e n a tu r a l domina al del c o n o c im ie n to n a tu r a l com o el
s u p e rio r al in fe rio r. E s ley u n iv e rs a l q u e lo m e n o s pe r­
fecto se re fie ra y s u b o rd in e á lo m á s p e rfe c to . L a n a t u ­
ra le z a , p u e s, es p a ra la g r a c i a ; la ra zó n d e b e baja rse
a n te la re v elac ió n y «la filosofía e s la s ir v ie n ta d e la
teología.»

(1) Et sane cum haec dogm ata siot su p ra D alaram , id circo


n a tu ra li ratione ac natu ralib u s principiis ad hujusm odi dogm a­
ta scienter tractanda eflici h a u t polest idónea. Q oodsi b a c isti
tem ere asseverare a u d ea n t, sciant se c erte non á q u o ru m lib e t
doctorum opiniooe, sed á com m uai et n u n q u a m im m utata E c-
clesiae doctrina recedere. Ex divinis enim Litteris et saDctorum
P a tru m traditione, etc. (Epist. ad Arcb. Monac. G ravissim as
inter).
T. I I .— 8
54
n i. Princi- 6 8 1 L os se rn irac io n a lista s d e A le m a n ia descon ocen
dM ofü e m e- e stos prin cip io s.
sianos. p a ra ellos no h a y distinción a lg u n a esencial e n tr e el
ó rd e n del c o n o c im ie n to n a tu ra l y el d el con ocim ien to
s o b re n a tu r a l. L as v e r d a d e s so b r e n a tu ra le s llegan, es
v e r d a d , á n u e s t r a ra zó n p o r m ed io de la re v elac ió n ;
p e ro «la re v elac ió n no e n c ie rra v e rd a d e ro s m isterios
p r o p ia m e n te dichos ( 1).»
E l ó rd e n del c o n o cim ie n to so b r e n a tu r a l es reduciile
al del c o n o c im ie n to n a tu r a l; «lodos los d o g m as, á u n los
m ás p r o f u n d o s , p u e d e n h a c e rse e v id e n te s á la r a ­
zón ( 2);» «todos in d is tin ta m e n te son objeto de la filoso­
fía (3).» «L a filosofía, s e g ú n s u v e r d a d e r a acep ció n , pue­
de n o sólo p e r c ib ir y e n te n d e r aquello s d o g m as del Cris­
tia n ism o q u e son c o m u n e s á la razón n a tu r a l y á la fe, si­
n o ta m b ié n los q u e c o n stitu y e n p r o p ia y p rin c ip a lm e n te
la religión y fe c ris tia n a s. El m is m o fin so b re n a tu ra l del
h o m b r e y c u a n to á él se refiere, el a d o ra b le m iste rio de
la E n c a r n a c ió n d el S e ñ o r, son d el dom inio d e la razón
y de la filosofía; y la ra zó n , d a d a la re v elac ió n d e estos
m is te rio s, p u e d e con s u s pro p io s p rin c ip io s d e m o s tr a r ­
los c ie n tífic a m e n te ; p u e s so n de a q u e lla s v e r d a d e s q ue
c o n s titu y e n la v e r d a d e r a y pro p ia m a te ria d e la ciencia
ó de la filosofía (i).»

(1) Cooc. Val. D e fid e c a lh . cap. iv, cao. 1.


(2) Syllab. prop. 9.
(3) lb ii.
(<) A uctor (F roscham m er) ¡o prim is edocet philosophiam,
si recta ejus h a b e a tu r notio, posie d o d solum p ercipere et in-
telligere ea ch ristiana dogm ata quse natu ralis ratio cum flde
b a b e t commuDia (lan q u a m com m uoe scilicet perceptiouis ob-
je c tu m ), verum etiam ea quse christianam religionem et fidem
m áxim e e t proprie eOiciunt, ipsum que scilicet superaaturalem
hom iais finem et ea om oia quse ad ip s u m spectaot, atq u e sa-
cratissim um D o m io ic s locaro atio o is m y steriu m , ad hum anam
ra tio n e m et philosophiam pert'm ere, ra tio D e m q u e , d a to hoc
El ó rd e n de la razón y a no está subordinado al de la
fe; al con tra rio , «la razó n es la re g la su p re m a y el ú n i ­
co m edio q u e tie n e el h o m b re p ara fo rm ar ju icio de las
v e rd a d e s m ism a s so b re n a tu ra le s (I).» La razón su je ta á
sus in v estig a cio n es las v e rd a d e s inefables p ro p u e stas
po r la re v e la c ió n , com o si e stas v e rd a d e s fuesen su o b ­
je to prop io (2).» E je rc itá n d o s e e n los m iste rio s d e la
m ism a m a n e ra q u e e n las v e rd a d e s n a tu ra le s , p re te n d e
d e ja r s e n ta d a la e v id e n cia in trín se c a d e los m ism os s e ­
g ú n las solas leyes de la dialéctica, y po r e n d e forzar
á toda in te lig e n cia á a d m itirlo s. «La razón h u m a n a lo
ju z g a ,» p u e s, «to do,» h a s ta las v e rd a d e s d e fe.
G85. C oncluyam os con el Concilio del V aticano; S i sion. IV. Conelu-
Alguien dijere que la revelación divina no contiene ver­
daderos misterios propiamente dichos, sino que todos los

objecto, suis propriís principiis scienter ad ea posse pervenire.


Etsi vero aliquam in te r haec et illa dogm ata distinctionem d o c­
tor inducat, e t hcec ultim a m inore ju re rationi a d trib u at, (am en
clare a p erteq u e docet etiam b s c cootioeri inter illa q u » v eram
propiam que sc ie n tis seu philosophise m ateriam coDstituunt.
Quocirca ex ejusdem auctoris sententia concludi om nino possit
ac debeat, rationem abditissim is etiam d iv in s S apienti» e t Bo-
nitatis, im o etiam e t lib e r s ejus voluotatis m ysteriis, licet posi-
to revelatioois m ysterio, posse ex seipsa, non jam ex d iv in s
auctoritatis principio, sed ex o alu ralib u s suis principiis e t viri­
bus ad scientiam seu certitudinem pervenire. (Pius I I , E pist.
ad Arch, iío n a c . G r avis sim as inter).
(1) Greg. XVI, Brev. A d au gen das.
( i ) Recens illa ac p r e p o s t e r a p h ilo s o p h a n d i ratio... inefTabi-
les veritates ab ipsa divina revelatione propositas b u m a n s r a -
tionis investigationibus s u p p o n i t u r , perinde ac si ill s v e r ita te s
rationi s u b je c ts essent, vel ratio sais principiis e t viribus possit
consequi iatelligentiam et scientiam om nium su p ern aru m sane-
tis sim s fid e i n o str» veritatum e t m ysteriorum , q u s ita supra
h um anam rationem su n t, u t b s c nunquam effici possit id o D ea
ad illa sais viribus e t ex nalu ralib as suis priDcipiis iD te llig e n d a
a u t dem ostranda. (Epist. Tuas libenter).
56
dogmas de fe puede entenderlos y demostrarlos por prin­
cipios naturales la razón debidamente cultivada, sea
anatema (1). Y con León X I I I: Respecto de estas innu­
merables verdades del orden sobrenatural, que evidente­
mente sobrepujan con exceso las fuerzas de toda criada
inteligencia, guárdese la razón humana, conociendo su
flaqueza, de aspirar á más de lo que puede, y no intente
ni negarlas, ni medirlas con sus propias fuerzas, ni in ­
terpretarlas según su capacidad, antes acéptelas con fe
sincera y humilde, teniéndose por muy honrada de que
se la adm ita á desempeñar el cargo de fiel y sumisa ser­
vidora de las ciencias celestiales, y , de poder, por favor
de Dios, acercarse á ellas en cierto modo (2).

Articulo I I I . — Tercer error fundamental: Ilimitada


libertad de la filosofía.

1. E x p o s i ­ C86. El te rc e r e r ro r f u n d a m e n ta l de los sem iraciona-


ción del error.
1.° P rin ci­ listas d e A le m a n ia tie n e la m ás e s tr e c h a tra b a z ó n con
pios de los con­ los dos a n t e r i o r e s : c o n siste e n re iv in d ic a r p a ra la filo­
trarios.
sofía u n a libertad ilim itada.
S e g ú n ellos, la filosofía se h a lla a b s o lu ta m e n te desli­
g a d a de to d a a u to rid a d , c u a lq u ie ra q u e se a : La ciencia
no conoce otras leyes que las de la ciencia (3). E s in d e p e n ­
d ie n te d e l m a g is te rio d e la Iglesia: L a filosofía no p u ­
de n i debe someterse á ninguna autoridad (i). No está

(1) Si quis d ix erit, in revelatione divina nulla vera et pro-


prie dicta m y steria conlioeri, sed universa fidei dogm ata posse
p e r ratiooem rite eic u lta m e n aturalibus principiis intelligi et
d e m o n stra n ; an ath em a sil. (D e fid e c a th . cap. iv, cao. 1).
(i) Encycl. AZterni P atris, 4 Aug. 1879.
(3) L ibertatem sc ien lix consistere in ju re sequendi sine ulio
im pedim ento solas leges scienti® , quin aliunde quovis modo
lim itetu r vel circ u m scrib a tu r. (Froscham m er, De libert. scientj.
(*) Syllab . prop. 10.
57
o bligada á te n e r e n c u e n t a la d o c tr in a re v e la d a : La filo­
sofía debe ser ensenada sin tener p a ra nada en orienta
la revelación sobrenatural (1). T e n ie n d o d e re c h o la filo­
sofía á u n a c o m p le ta lib e rta d , la Iglesia tie n e el d e b e r
de no p o n e rle restricció n a\%ma-.Nosólonodebeen nin­
gún caso la Iglesia condenar la filosofía, sino que debe
tolerar sus errores, y dejar que ella misma se corrija ( 2 ).
G87. Los p a rtid a rio s d e e s ta lib e rta d ilim ita da i n v o ­ S.° B lZ O D C S
alegadas.
caron dos p rin cip io s d ife re n te s. a. Prim era
D istin g u ía n u n o s « ; filósofo d é la filosofía. £1 filósofo razón.
es c ris tia n o : por c o n sig u ie n te v ie n e o b lig ado á c r e e r e n
la revelac ió n y so m e te rs e á la a u to rid a d d e la Iglesia.
Pero la filosofía no es c ris tia n a ni p a g a n a , ni m ás ni m e ­
nos q u e no es francesa ó c h in a : n o con o ce , p u e s, ot. as
leyes q u e las s u y a s : Siendo una cosa el filósofo, y otra
la filosofía, aquél tiene él deber y el derecho de some­
terse á una autoridad que él mismo reconoció como ver­
dadera; pero la filosofía no puede ni debe someterse á,
ninguna autoridad (3).
De e sta s u e rte e n el filósofo c ris tia n o se ha ce d i s t i n ­
ción e n tre el c ris tia n o y el filósofo, co m o a n te r io r m e n te
¿e h a b ia h e c h o e n el fiel c ristiano e n t r e el fiel y el la i­
co, y com o m ás U r d e se h a r á e n el re y c ris tia n o e n tr e
el cristia n o y el p rín c ip e .
688 - O tro s h u b o q u e p re te n d ie r o n q u e u n a m is m a i . Scguod
razón.
cosa p o d i a s e r filosóficam ente v e r d a d e r a y te o ló g ic a m e n ­
te falsa: «D iscurro filosóficam ente, te o ló g ica m e n te, q u i ­
zás no te n d ría r a z ó n .» A q u e l obispo y a q u e l filósofo se
c o n tra d ic e n : tien e razón el obispo; ta m b ié n la tie n e el

(1) Philosophia tractanda est, nnlla su p e ro ata ralis revelatio-


nis habita ratione. (S y llab . prop. 14).
(2) Gcclesia non solum Don d eb et in pbilosopliiam iiDquam
aoim ad v ertere, v erum eliam d e b et ipsius philosophiae tolerare
e rro res, eique relinquere ut ipsa se corrigat. (S yllab. prop. l t ) .
(3) S y llab. prop. 10,
I
58
filósofo, p o rq u e el obispo d is c u rre se g ú n los principios
d e la fe, y el íilósofo se g ú n las luces d e la ra zó n .» «Mi -
le n g u a je es d ife re n te del de la Iglesia: ¿ q u é q u e r e is ?
L a Iglesia h a b la teología, y yo hablo filosofía.» Mas «la
Iglesia te n d r ía m a ld ita la g ra c ia de e m p e ñ a r s e co n tra
u n a d o c trin a q u e se p ro p o n e e n n o m b r e d e la filosofía
á u n c u a n d o c o n tra d ije re á la teología; d e la m is m a m a - .
ñ e r a q u e la filosofía p o r su p a r te no te n d ría ra zó n de
c o n d e n a r u n a d o c trin a teológica, po r m a s q u e fuese con­
tr a r ia á s u s p rin c ip io s.»
6 89. Así q u e la Ig lesia ya no tie n e d e re c h o , e n v ir­
tud de s u d iv in o m ag iste rio , d e «o bligar á todo e n te n d i ­
m ie n to á so m e te rs e á C risto .» El filósofo, com o sim ple
p a rtic u la r, p u e d e y d e b e c r e e r ; p e ro el filosofo h a b la n ­
d o e n n o m b r e d e la filosofía, el filósofo, com o filósofo,
n i p u e d e ni d e b e so m e te rse . Ya no tie n e d e re c h o la
Ig le s ia d e p ro sc rib ir toda d o c tr in a c o n tra r ia á la div ina
p a la b ra : si el e r r o r se p r e s e n ta e n n o m b re d e la filoso­
fía, á u n c u a n d o lo e n se ñ a ra n católicos, á u n cu an d o lo
e n s e ñ a r a n o bispos y sa c erd o tes, la Ig lesia d e b e callarse
y g u a r d a r su s a n a te m a s p a ra aqu ello s q u e s o s tu v ie re n
e r ro re s e n n o m b r e d e la teología.
II. R e fu ta . C90. Da p e n a c r e e r q u e h a y a h a b id o católicos q u e ha­
cita.
ya n a b ra z a d o y d e fe n d id o tales e r ro r e s ; p u e s s o n e n efecto
la ne g ac ió n m ism a del m ag iste rio de la Ig lesia . La Igle­
sia, d ice Pió IX al A rzobispo de M u n ic h , tiene por su mis­
ma divina institución el cargo de guardar con la mayor
diligencia el depósito de la f e en su integridad y pureza,
de tela r fervorosa é incesantemente por la salvación de
las almas, y de rechazar con sumo cuidado todo cuanto
pudiere ser contrario á la f e ó poner en peligro de cual­
quier clase la salvación de las almas. P or tanto, la Igle­
sia, en virtu d del poder mismo que le confirió su ditino
Autor, tiene no sólo el derecho, sino el deber de no tole­
rar, antes a l contrario de proscribir y condenar todos
59
los errores, según lo exigieren la integridad, de la fe y la
saltación, de las almas; y es un, deber de todo filósofo que
quiera ser hijo de la Iglesia, y también de la filosofía,
no decir jam ás cosa alguna contraria á lo que enseña la
Iglesia, y retractar todo aquello que les hubiere repro­
bado. Pronunciamos y declaramos que el sentir en con­
trario es absolutamente erróneo y sumamente injurioso
ú la fe y autoridad de la Iglesia (1).
T ie n e la Ig lesia n o sólo el d e re c h o , sino el d e b e r de
p roscrib ir los e rro re s q u e a p a re c e n e n n o m b re d e la filo­
sofía; y los filósofos com o todos los cristiano s tie n e n
olbigacion de s o m e te rse .
La m ism a e n se ñ a n z a r e p ro d u c e el Concilio del V a ti­
cano: La Iglesia, que junto con el cargo apostólico de en­
señar, recibió la órden de consertar el depósito de la fe,
tiene también de Dios el deber y el derecho de proscri­
bir la falsa ciencia, á fin de que á nadie engañen la filo­
sofía y los vanos sofismas. Por lo cual todos los fieles
cristianos no sólo no deben defender como conclusiones
ciertas de la ciencia opiniones tenidas por contrarias á
la doctrina de la fe, sobre todo si las hubiese reprobado
la Iglesia, sino que al contrario vienen absolutamente
obligados & tenerlas por errores que se encubren con en­
gaños y apariencias de verdad (2 ).
El Concilio fu lm in a a n a t e m a á c u a n to s e n s e ñ a r e n lo
co n tra rio : S i alguien dijere, que de las ciencias huma­
nas se debe tra ta r con ta l libertad, que sus afirmacio­
nes, áun siendo contrarias á la doctrina revelada, pue­
den tenerse por verdaderas, y no puede la Iglesia conde­
narlas, sea anatema { 3).

(1) Epist. ad Archiep. M onacb. G ravissim as ínter.


(2) De flde calh . cap. iv, 3.
(3) Si q u isd iíe rit,.d isc ip lin a sh u m an a se a cum lib ertate trac-
tandas esse, ut earum assertiones, etsi d o c trin * reveíalas a d v er­
sen tu r, tan q u am v en e retin eri, ñeque a b Ecclesia proscribí
posse; analhem a sit. (D e fide c a lh . cap. iv, can. 2).
60
69 1 . N n n c a j a m á s re iv in d ic a ro n los m édicos, e n n o m ­
b r e d e la lib e rta d d e la m e d ic in a , el d e r e c h o de d a r v e ­
n e n o s e n vez de re m e d io s : ¿por q u é los filósofos, e n n o m ­
b r e d e la lib ertad d e la filosofía, h a n d e te n e r el d e rec h o
d e p e r v e r tir la fe y con e rro r e s c o r ro m p e r las c o s t u m ­
b r e s , e n vez de c u r a r y s u s te n t a r las a lm a s con d o ctri­
n a s sa lud ab les? A u n q u e d ije ra el m édico: «La m e d ic in a
n o reco n o c e otras le y e s q u e las su y a s; n in g u n a a u to r i ­
d a d tie n e d e re c h o d e r e p r e n d e r su s e x tr a v ío s ; tócale á
ella m is m a c o rre g irse ;» ja m á s , so p re te x to d e la in d e p e n ­
d e n c ia d e la m e d ic in a , le p e rm itiría is p r o p a g a r y a p li­
c a r te o ría s m o rtífe ra s. ¿ P o r q u é p e r m itir , p u e s, al filó­
sofo lo q u e al m éd ic o p ro h ib iría is ? O c o nced eis la lib er­
t a d del h om ic id io á la m e d ic in a , ó n eg áis á la filosofía
la lib e rta d d e p e r v e r t ir las a lm a s. Si recon océis en el
p o d e r c ivil el d e b e r y el d e re c h o d e c a s tig a r al m édico
q u e a b u s a r a d e s u a r te p a ra m a ta r los c u e rp o s, no r e ­
h u sé is á la Ig lesia el d e b e r y el d e r e c h o d e c o n d e n a r al
filósofo q u e m a la las a lm a s con su s do c trin as.
69 2 . A lé g ase la d istin c ió n e n tr e el filósofo y la filoso­
fía. ¿ P o r q u é no se h a d e a le g a r la d istinción e n tr e el
m éd ic o y la m e d ic in a ? D eberían d e c ir a sí: Siendo una
cosa el médico y otra la medicina, aquel tiene el deber
y el derecho de no dar venenos en lugar de remedios;
pero la medicina ni puede ni dele someterse á ninguna
ley moral.
N o, d ire m o s c o n L eó n X I I I , no es lícito tener dos
reglas de obrar ó d e h a b la r , una privadamente y como
c ris tia n o , otra pública y com o filósofo, de suerte que
se respete la autoridad de la Iglesia en la vida privada
y en el h o g a r do m éstic o y se rechace en la vida pú bli­
ca y d e sd e las a lt u r a s de u n a c á te d ra . Esto seria poner
de concierto el bien con el mal, y a l hombre en lucha
consigo mismo, cuando, a l contrario, dele siempre ser
consecuente y no apartarse en ninguna cosa n i género de
61
vida, no menos que de enseñanza, de la virtud cristia­
na, y de la verdad católica (1).
Preténdese que una misma doctrina puede ser filosó­
ficamente verdadera y teológicamente falsa. ¿Puede ha­
ber cosa más contraria no menos á los principios de la
razón queá las enseñanzas de la Iglesia? No puede darse
jamás, dice el Concilio del Vaticano, verdadera discor­
dancia entre la fe y la razón; pues el mismo Dios que
revela los misterios y comunica la fe, dió al alma hu­
mana la luz de la razón; y 110 puede negarse Dios á S í
mismo, ni la verdad contradecir jamás ala verdad. Esta
imaginaria apariencia de contradicción viene principal­
mente ó de que los dogmas de fe no se han compren­
dido y expuesto según la mente de la Iglesia, ó de ha-
lerse tomado por juicios de la razón los errores de las
opiniones. Declaramos, pues, que es absolutamente falsa
toda aserción contraria á una verdad cierta de fe (2).
Así que, aquel que admite una proposicion contraria
á la enseñanza de la Iglesia, se aparta igualmente de la
sana razón y de la fe. Lo que la revelación nos enseña es
ciertamente verdadero, dice León X III, y lo que es con­
trario á la fe es ciertamente contrario á la razón: debe,
pues, saber el filósofo católico que violaría los derechos
de la razón lo mismo que los de la fe, si admitiera una
conclusión que viere ser contraria á la doctrina revela­
da (3).
G93. Reconoce la Iglesia una justa libertad en la filo· m. Algunas
sofía y en todas las ciencias humanas. La filosofía, es- 0
cribe Pió IX al Arzobispo de Munich, tiene el derecho niMoñís cieñ*
de servirse de sus principios; método y conclusiones, co- «·** humanas.
rao todas las demás ciencias ; tiene el derecho de no ad-

(1) Eocyc). Im mortale Dei, 1 Nov. 1S85.


(2) De flie calh. cap. ív, 8.
(8) Encycl. Aiterni Palris.
62
m itir cosa alguna que no adquiera por si misma obran­
do según, sus leyes, ó que sea ajeno á la misma (1).
León X I II habla como Pió IX : S i se trata, dice, de
aquellos punios de doctrina que puede la humana inte­
ligencia conocer con sus faenas naturales, es justo, en
estas materias, dejar á la filosofía su método, sus prin­
cipios y argumentos, con tal sin embargo que jamás
tenga la osadía de sustraerse á la autoridad divina (2).
Como Pió IX y León X III habla el Concilio del Vatica­
no: Ciertamente, dice, no prohíbe la Iglesia que las.
ciencias humanas, cada cual en su esfera, se sirvan, de
sus propios principios y de su método particular.
Pero, añade el Concilio, al mismo tiempo que reconoce
esta justa libertad, vela atentamente para impedirles
admitir errores que las pongan en oposicion con la doc­
trina ditina, 6 que traspasen sus límites respectivos,
para invadir y turbar lo que es del dominio de la fe (3).
La libertad de la filosofía, dice Pío IX, tiene sus ju s­
tos límites. No será lícito jamás, no sólo al filósofo, pero
tampoco á la filosofía, ni adelantar cualquier cosa
contraria á lo que enseña la revelación ó la Iglesia, ni
poner en duda cualesquiera de tales enseñanzas, so pre­
texto de no comprenderlas, ni rehusar someterse al ju i­
cio que la autoridad eclesiástica hubiere resuelto emitir
solre una conclusión de filosofía, anteriormente libre (4).

II) Epist. fíravissim as inler.


( i ) Eocycl. M lerni Patris, 4 Aug. 1879.
(3) De fide catli. cap. iv, 4.
(4) Sed hacc justa phitosophi;» libertas suos limites noseere
et experiri debet. Nucquam enim non solum pbilosopho, verum
eliam Philosophi® licebit, aal aliquid contrarium dicere eis quse
divina revelatio et Ecclesia docet, aut aliquid ei eisdem ic du-
bium vocare, propterea quod non inlelligit; aut judicium non
suscipere, quod Ecclesix auctoritas de aliqua philosophi® con-
clusione, qn<e hucusque libera erat, proferre constituit. (Epist.
Gravissimas inter).
63
GOL Por lo demás, debemos advertir que alguuos de 2.° Secreto
motivo de al­
los nuevos doctores no sostuvieron la libertad ilimitada gunos contra­
de la filosofía sino para prevenir ó eludir las condena­ rios.
ciones de la Iglesia. Antes de ser condenados, parecían
decir á la Iglesia: «No nos condenes, porque vivimos
en una región que no te está sujeta.» Después de con­
denados, decían: «La Iglesia ha podido condenarnos,
porque ba juzgado teológicamente nuestras doctrinas;
pero podemos conservarlas, porque aunque teológica­
mente falsas, siguen siendo filosóficamente verdaderas.»
G9o. Gracias á estos subterfugios, estos semiracio-
nalistas, al mismo tiempo que profesaban creer en la
autoridad de la Iglesia, se ponian á cubierto de sus fa­
llos. La Iglesia era infalible; pero no podía ejercer au­
toridad en filosofía; luego no los podía condenar, por­
que eran filósofos. Si á pesar de todo, los condenaba, no
se sometían todavía, y sin embargo, no rechazaban la
autoridad de la Iglesia, porque el fallo de la Iglesia ha­
bía declarado teológicamente falsas sus doctrinas, pero
nada había decidido ni podido decidir sobre su valor
filosófico. Asi que estos doctores concedían la infalibili­
dad á la Iglesia, pero de manera tal que le rehusaban
el derecho de emplearla contra ellos; aún más, acepta­
ban las condenaciones, pero sin rechazar los errores
proscritos. Reconocían, pues, la autoridad de la Igle­
sia, al paso que se lisonjeaban de prevenir ó eludir sus
juicios.
C9C. Es menester también añadir que una gran parle
eran racionalistas disfrazados. No admitían la autoridad,
pero procuraban no negarla públicamente para no su­
blevar conlra ellos la opinion pública. Los pretendidos
principios de la libertad de la filosofía, de la posibilidad
de una contradicción real entre Ja filosofía y la teología,
les proporcionaban el medio de rechazar las condena­
ciones de la Iglesia sin verse forzados á rebelarse con­
lra ella.
64
3.· La líber- G97. Y áun, á primera vista, pudieran ciertos lecto­
de la filosofía
J la de U ra­ res sentirse tentados de confundir juntamente «la li­
zón.
bertad ilimitada ó independencia de la filosofía,» y «la
libertad ilimitada ó independencia de la razón,» y, por
consiguiente, de ver á puros racionalistas en todos cuan­
tos han sostenido una ú otra. «El racionalismo, dirán,
se encierra todo entero en este principio: La razón
humana, sin tener en cuenta para nada al mismo Dios,
es el mico juez de lo verdadero y de lo falso, del lien y
del mal, y ella es su propia ley (1). Y Froschammer
dice: La ciencia tiene el derecho de seguir sólo las leyes
de la ciencia, sin obstáculo alguno, sin que nadie pueda
trazarle límites 6 circunscribirla. En ambos casos, ¿no
hay la misma rebeldía contra la palabra de Dios reve­
lada?
Sin duda que sí en algunos, respondemos, pero no en
todos. En efecto, aquellos que reivindican la libertad
ilimitada de la razón, desligan no sólo las ciencias, si
que también á los sabios, de la obligación de someterse
á la revelación; al contrario, aquellos que sostienen la
libertad ilimitada de la filosofía, desligan de esta obli­
gación nó á los sabios, sino las ciencias; son, pues, ra­
cionalistas los primeros; los otros, á lo menos parle de
ellos, son semiracionalisías.

C A P ÍT U L O I I .

Errores de aplicación y de detalles.

098. Los semiracionalistas de Alemania aplicaron los


principios de su método á todo el conjunto de las ver­
dades reveladas. Según ello?, como acabamos de ver,
«•todos los dogmas indistintamente son objeto de la filo-

(1) Syllab. prop. 3.


65
sofía,» «la inteligencia natural puede conocerlos con
intrínseca evidencia.» Siendo imposible tener evidencia
intrínseca de los misterios entendidos en su verdadero
sentido, los nuevos doctores, para adaptarlos á la hu­
mana inteligencia, los entendieron en nuevos sentidos.
Asi alteraron la doctrina católica sobre la Trinidad,
sobre la Encarnación, «sobre el estado de nuestros pri­
meros padres, el pecado original y las fuerzas del hom­
bre caído; sobre la necesidad de la gracia y su distri­
bución; y sobre la retribución de premios y casti­
gos (1).» Yiéronse además arrastrados á alterar muchas
verdades que son del dominio de la razón, especial­
mente la verdadera doctrina «sobre la esencia de Dios,
su santidad, su justicia, su libertad, y el fin de sus ope­
raciones exteriores (2).»
No podemos entrar en detalles sobre todos estos erro­
res. Contentémonos con señalar los más graves.
G99. Siempre ha dicho la Iglesia: En Dios hay una i.Errores
sola sustancia y tres personas, Padre, Hijo y Espíritu d«£el*Tnn'*
Santo; el Hijo procede del Padre, y el Espíritu Santo
del Padre y del Hijo, no por multiplicación, sino por
comunicación de sustancia: una es, pues, la persona
det Padre, otra la del Hijo y otra la del Espíritu Santo;
pero no es una la sustancia del Padre, otra la del Hijo
y otra la del Espíritu Santo (3); el Padre, el Hijo y el
Espíritu Santo son realmente distintos entre sí, pero no
son realmente distintos de la sustancia; se diferencian
en origen, que es propio de cada uno, pero no en natu­
raleza, que es común á los tres.

(1) Greg, xvi, Brev. A i augendas.


(2) Ib i ¿
(3) Licet igitur alius sit Paler, alius Filias, alius Spiritus
Sanctus, non lamen aliud: sed id qnod est Paler, et Filius et
Spiritus Sanctus, ídem omnino:ut secundum ortbodcxam et
catholicam fidem, consubstantíales esse credanlur. (Conc. La-
ter. IV, cap. Firm ilerJ.
64
3.· La líber- G97. Y áun, á primera vista, pudieran ciertos lecto­
de la lilosolia
J la de la ra­ res sentirse tentados de confundir juntamente «la li­
zón.
bertad ilimitada ó independencia de la filosofía,» y «la
libertad ilimitada ó independencia de la razón,» y, por
consiguiente, de ver á puros racionalistas en todos cuan­
tos han sostenido una ú otra. «El racionalismo, dirán,
se encierra todo entero en este principio: La razón
humana, sin tener en cuenta para nada al mismo Dios,
es el único juez de lo verdadero y de lo falso, del lien y
del mal, y ella es su propia ley (1). Y Froschammer
dice: La ciencia tiene el derecho de seguir sólo las leyes
de la ciencia, sin obstáculo alguno, sin que nadie pueda
trazarle límites 6 circunscribirla. En ambos casos, ¿no
hay la misma rebeldía contra la palabra de Dios reve­
lada?
Sin duda que sí en algunos, respondemos, pero no en
todos. Ea efecto, aquellos que reivindican la libertad
ilimitada de la razón, desligan no sólo las ciencias, si
que también á los sabios, de la obligación de someterse
á la revelación; al contrario, aquellos que sostienen la
libertad ilimitada de la filosofía, desligan de esta obli­
gación nó á los sabios, sino las ciencias; son, pues, ra­
cionalistas los primeros; los otros, á lo menos parle de
ellos, son semiracionalistas.

C A P ÍT U L O I I .

Errores de aplicación y de detalles.

098. Los semiracionalistas de Alemania aplicaron los


principios de su método á todo el conjunto de las ver­
dades reveladas. Según ello?, como acabamos de ver,
«•todos los dogmas indistintamente son objeto de la filo-

(1) SyUab. prop. 3.


65
sofía,» «la inteligencia natural puede conocerlos con
intrínseca evidencia.» Siendo imposible tener evidencia
intrínseca de los misterios entendidos en su verdadero
sentido, los nuevos doctores, para adaptarlos á la hu­
mana inteligencia, los entendieron en nuevos sentidos.
Asi alteraron la doctrina católica sobre la Trinidad,
sobre la Encamación, «sobre el estado de nuestros pri­
meros padres, el pecado original y las fuerzas del hom­
bre caído; sobre la necesidad de la gracia y su distri­
bución; y sobre la retribución de premios y casti­
gos (1).» Yiéronse además arrastrados á alterar muchas
verdades que son del dominio de la razón, especial­
mente la verdadera doctrina «sobre la esencia de Dios,
su santidad, su justicia, su libertad, y el fin de sus ope­
raciones exteriores (2).»
No podemos entrar en detalles sobretodos estos erro­
res. Contentémonos con señalar los más graves.
G99. Siempre ha dicho la Iglesia: En Dios hay una i.Erróte»
sola sustancia y tres personas, Padre, Hijo y Espíritu d«?.6'*7""'*
Santo; el Hijo procede del Padre, y el Espíritu Santo
del Padre y del Hijo, no por multiplicación, sino por
comunicación de sustancia: una es, pues, la persona
det Padre, otra la del Hijo y otra la del Espíritu Santo;
pero no es una la sustancia del Padre, otra la del Hijo'
y otra la del Espíritu Santo (3); el Padre, el Hijo y el
Espíritu Santo son realmente distintos entre sí, pero no
son realmente distintos de la sustancia; se diferencian
en origen, que es propio de cada uno, pero no en natu­
raleza, que es común á los tres.

(1) Greg, xvi, Brev. A i augendas.


(2) Ibid~
(3) Licet igítur alius sit Pater, alius Filias, alius Spiritus
Sanctus, non (amen aliud: sed id qaod est Pater, et Filius et
Spiritus Sanctus, ídem omniDo:ut secundum orthodciam et
catholicam fidem, consubstantiales esse credantur. (Conc. La-
ter. IV, cap. FirmiterJ.
66
Dicen los nuevos doctores: Hay en Dios no sólo tres
personas, sino tres sustancias; las procesiones no sólo
comunican, sino que multiplican la sustancia; el Padre
produce no sólo la persona, sino también la sustancia
del Hijo; y Padre é Hijo producen no sólo la persona,
sino también la sustancia del Espíritu Santo: una, pues,
es la sustancia del Padre, otra la del Hijo y otra la del
Espíritu Santo. Y, sin embargo, Padre, Hijo y Espíritu
Santo son un solo Dios, á causa de la semejanza perfec­
ta y absoluta igualdad de las tres sustancias, por una
parte, y por otra, á causa de la relación que une las
tres conciencias de las tres personas en una sola con­
ciencia absoluta. En efecto, según su doctrina, loque
constituye esencialmente la persona es la conciencia de
si mismo; ya que en Dios hay tres personas, hay tres
conciencias, pero por las relaciones que unen las tres
personas, de las tres conciencias resulta una sola con­
ciencia compuesta, y, por ende, las tres personas son
un solo Dios.
II. Errores 700. 1.® Los Padres y los teólogos enseñan unánime­
sobre U crea­
ción. mente que las operaciones exteriores de Dios, ó, según
los términos usados en la Escuela, las operaciones a i
extra, son indivisible é indistintamente comunes á las
tres personas.
Los nuevos doctores pretenden que el mundo hubiera
podido criarlo una sola persona; confiesan que realmen­
te fué criado por las tres, pero distinguen tres opera­
ciones como distinguen tres personas.
Ambos errores se desprenden de su doctrina sobre
«la trinidad de sustancia.» En efecto, laoperacion viene
de la sustancia; si en Dios hay tres sustancias, no puede
haber una sola operacion coman á las tres personas.
701. 2.° La Iglesia enseña que Dios produjo libre­
mente las criaturas, para su gloria, sin que no obstante
tuvieran aumento su perfección ó su bienaventuranza.
67
Los semira'cionalislas dicen que las procesiones ex­
ternas son propias de la vida diviua como las internas,
y que son, por consiguiente, necesarias. Añaden que la
perfección y bienaventuranza de Dios no fueran com­
pletas si no comunicara sus bienes fuera de sí, haciendo
á otros dichosos, y que por tanto la creación dió á Dios
un aumento de perfección y bienaventuranza. Llegan
hasta afirmar que el mando no fué criado para la gloria
de Dios, sino tan sólo para la felicidad del hombre;
porque, dicen ellos, «Dios no seria santo, si pudiese
buscar su propia gloria;» «alSérinfinitamente bueno no
le mueve á obrar sino el amor de aquello que no existe
todavía.» Otros, sin ir tan lejos, pretenden que la glo­
ria de Dios y la felicidad del hombre fueron los dos mo­
tives iguales de la creación (1).
702. Estos errores fueron expresamente condenados
por el Concilio del Vaticano: Dios, definió el Concilio,
por su bondad y virtud omnipotente, no para aumentar
ó adquirir su bienaventuranza, sino para manifestar su
perfección en los bienes que reparte á las criaturas, crió
de la nada, al ‘principio del tiempo, y muy libremente,
ambas criaturas, espiritual y corporal, á salcr, la an­
gélica y la mundana, y luego la criatura humana como
participante de una y otra, estando compuesta de espi-

(1) Deus est objectum tam motivam quam terminativum


divjoaa volantatis; taomines, sicot et cster® crea tur® non sunt
nisi objectum materiale. lia passim theologi.
El error de que hacemos aquí mención, lo mismo que an
buen número de los anteriores 6 siguientes, se hallan en mu­
chas obras publicadas no sólo en Alemania, sí que también en
Francia y otros países. Muchos de ellos pasaron de Alemania &
otras comarcas. Pero en su mayoría nacieron en los diversos
países de la influencia misma del racionalismo: en efecto, el na­
turalismo invadió doquiera á los católicos que no estuvieron
alerta.
68
rüu y de cuerpo (1). S i alguien negare que el mundo
fué criado para la gloria de Dios, sea anatema (2).
111. Errores 703. 1.® Es de fe católica que hay en Jesucristo una
sobre la En­
carnación. sola persona y dos naturalezas; una sola persona, la
misma persona del Yerbo de Dios; dos naturalezas, la
naturaleza divina, propia del Verbo desde toda etemi-
nidad, y la humana, que el Verbo tomó en el tiempo.
Los semiracionalistas contradicen esta enseñanza. Se­
gún ellos, como hemos recordado ya, «el constitutivo
de la persona,» ó «la forma de la personalidad,» es «la
conciencia de si misma;» en otros términos, toda na­
turaleza inteligente que tiene conciencia de sí misma
es una persona. Es asi que en Jesucristo la naturaleza
humana es naturaleza inteligente que tiene conciencia
de sí misma; luego hay en Jesucristo dos personas como
hay dos naturalezas. Conclusión nestoriana de un falso
principio filosófico.
Los nuevos doctores sostienen expresamente tanto la
conclusión como el principio. A su manera de decir,
aquel que piensa que la naturaleza humana de Jesucris­
to no tiene subsistencia propia y no es persona distinta
de la persona del Yerbo, cae en el abismo del panteís­
mo. Y según siguen diciendo, no puede negarse que la
naturaleza humana de Jesucristo sea una persona, sin
negar á esta naturaleza la conciencia y, por consi­
guiente, ei conocimiento de sí mismo, y por consiguien­
te todo conocimiento; y sin desconocer en Jesucristo la
inteligencia y voluntad humanas, y sin negar que tenga
una naturaleza humana verdadera y perfecta.
Con todo, afiaden los doctores, de la persona divina
y de la humana resulta una sola persona compuesta, á

(1) D e/id ecath . cap. i, í.


( i ) Si quis... mucdum ad Dei gloriara conditum esse nega-
veril; aoallicma sít. (Ibid, cao. 5).
69
causa de la maravillosa comunicación y de la especie
de comunion que hay entre la conciencia divina y la
conciencia humana.
70í. 2.° Enseñan todos los teólogos que el alma de
Jesucristo es absolutamente impecable por razón de la
plenitud de gracia que se le concedió en su creación, de
la visión intuitiva con que fué favorecida desde el prin­
cipio, y sobre todo de su unión hiposlática con el Verbo
de Dios. Enseñan que esta impecabilidad absoluta en
nada perjudicaba á su perfecta libertad; porque la facul­
tad de pecar no es esencial á la libertad; de otra suerte
la libertad no convendría á Dios, cuya voluntad es por
naturaleza indefectible, ni á los escogidos, cuya volun­
tad es indefectible por gracia.
Los bermesiaoos dicen: No hay libertad humana sin
facultad de pecar. El alma de Jesucristo era libre, por­
que satisfizo y mereció con sos padecimientos y muerte
libremente aceptados y soportados. Luego en Jesucristo
podía pecar el hombre.
70o 3.° Dicen comunmente los Padres de la Iglesia y
unánimemente los teólogos, que nada ignoró el alma
de Jesucristo, ni siquiera el día del juicio; que gozó,
desde el primer instante de su existencia, de la visión
intuitiva, y que nada aprendió ni de los ADgeles ni de
los hombres (I).

(1) Sumí». Theol. m p. q. x, xi, xii.


Catholici uoonulli inscientiam homini Cbristo Iribuerunt...
Postea autem ejt hasresis notata, eoque nomine pro hsereticis
damnati suDt Agaodae. (Petav. De Incarn. lib. ti, cap. i, 5,15).
Nulla est hactenus, non dicam ínter doctos ac theologos, sed
ínter cbristianos de hac re controversia, affirmantibus universis
nullum, ex quo prímum extitit, vacuum praeteriisse tempus
homini Christo ab intuitu divinitatis... (Ibid. cap. iv, 2, S).
Atiqui existimant simpliciter esse de fide (oempe aoimam
Christi visione intuitiva fruitam esse á primo instanti Incaraa-
tionis), sed non videtur... Alii soium dicunt esse opioionem ita
T. 11.—6
70
Los semiracionatistas quieren que el alma de Jesu­
cristo haya tenido, como su cuerpo, un desarrollo lent<*
y progresivo, semejante al que vemos en los demás ni­
ños: no gozó desde el principio de la visión de Dios;
hasta ignoraba su unión con el Yerbo; y «se despertó
para la vida intelectual lenta y sucesivamente, gracias
á la instrucción que recibió de sus padres y de la socie­
dad.» «El Cristo glorioso de los escolásticos me da mie­
do; prefiero un Cristo más semejante á mí.»
706. 4." La Iglesia aduce incesantemente los mila­
gros y profecías de Jesucristo, como las principales se­
ñales de su divina misión.
Muchos de los nuevos doctores no parece que vean
en Jesucristo al taumaturgo y al profeta. Al contrario,
se complacen en ensalzar «las ternuras de su corazon
humano,» y «las gracias de su cuerpo.»
707. 5.° En una palabra, Cristo, tal como lo pintan
estos nuevos maestros, no es el Cristo lleno de verdad,
de sabiduría y de poder, que conocieron los doctores
católicos. Es un Cristo rebajado casi hasta las propor­
ciones de un hombre vulgar, «un Cristo humano,» que
desagrada menos al naturalismo dé la época.
iv. Errores 708. La visión beatífica es, según la enseñanza de la
bren!iora”.£* Iglesia, una recompensa esencialmente sobrenatural.
Es, según común sentir de los doctores, inmóvil en cada
elegido, es decir, que el bienaventurado conserva eter­
namente el grado de caridad que tuvo en el instante de
la muerte, y, por consiguiente, tiene un grado de glo­
ria fijo (1).

veram, ut contrarium opinari temerarium sit. Et liaec censura


est mitissima omnium quce fieri potest; existimo enim contrariam
senteotiam etiam erroneam el proxim am hceresi esse... (Suarez,
De Incarn. disp. xxi, sect. i, 6).
(1) Sic igitur unaquaeque creatura rationale a Deo perduci-
lur ad finem beatitudinis, ut etiam ad delermiQatum gradum
71
Creyeron muchos hermesianos que el entendimiento
criado estaba llamado en virtud de su misma naturaleza
á ver á Dios cara á cara, y que podia alcanzarlo con las
fuerzas naturales. Y fueron aún muchos más los que
llegaron á afirmar que los bienaventurados crecían eu
luz y gloria «sin fin, por eternidades de eternidades.»
709. La justicia y la santidad concedida á Adán era V. Errores
sobre el estado
propiamente sobrenatural: así lo ha creído siempre la de justicia ori­
Iglesia, fira un hábito ó cualidad infundida en el alma, ginal.
que la hacia participante de la naturaleza divina y la
disponía á hacer actos de que es naturalmente incapaz.
Algunos semiracionalistas dijeron que la justicia y la
santidad original consistían en dones gratuitamente
otorgados por la divina munificencia, pero que el hombre
hubiera podido conseguir con el debido empleo de sus
facultades y el progreso de su naturaleza.
Según el decir de muchos, consistía la santidad ori­
ginal en la sujeción perfecta de las fuerzas inferiores
del alma á las facultades superiores, esto es, eo la sim­
ple exención de concupiscencia, y en la buena disposi­
ción en que por ende se hallaba el hombre para prac­
ticar las virtudes adecuadas á su naturaleza.
710. Según la doctrina católica, consiste el pecado VI. Errores
original, única ó principalmente á lo menos, en la pri­ sobre el peca­
do original.
vación de la gracia: ésta, en efecto, es debida á la na­
turaleza humana en virtud de la primera institución de
Dios, pero no la recibe ya por razón de las actuales con­
diciones de la generación humana.
Muchos de los nuevos maestros hacen consistir el
pecado original en la concupiscencia misma ó en la sim­
ple rebeldía de la carne contra el espíritu.

beatitudinis perducatur ex prsedeslinalione De¡. Gode,consecu-


to ¡lio gradu ad altiorem transire non potest. (Sum. Theol. I.'p.
q. liii, a 9).
12
vii. Errores 711. Los doctores católicos enseñan que la gracia
santificante es un hábito ó cualidad infundida en el al­
Bcac?oo.Jlltl1’
ma, que la levanta á un estado y á unas operaciones su­
periores á su naturaleza.
Enseñan que la gracia actual es un auxilio transito­
rio, esencialmente sobrenatural, concedido para hacer
actos saludables.
Según muchos hermesianos, la gracia habitual con­
siste meramente en una benevolencia que se digna Dios
tener coa nuestra naturaleza, ó también en una restau­
ración del imperio del espíritu en la carne. La gracia
actual es un socorro otorgado para aquellos actos que
la naturaleza íntegra podría hacer, pero de que ya no es
capaz la naturaleza viciada por el pecado.
712. Estos errores sobre la gracia medicinal de Cris­
to, la gracia original de Adán y el pecado original, son
reproducciones de los de Lulero, Bayo y Jansenio.
viii. Brro- 713. Según los doctores católicos, el alma es la for-
hVmb?e^re *' ma sustancial del cuerpo; es decir, el alma da al cuerpo
la vida sensitiva, la vida vegetativa, y además, aunque
sobre este último punto haya muchos contradictores, el
mismo sér sustancial: el cuerpo y el alma forman, pues,
con su unión inefable, no solamente una sola persona,
sí que también una sola naturaleza.
Muchos hermesianos llegaron á decir que habia dos
almas en el hombre, una inferior que vivificaba el cuer­
po, y la intelectual distinta de la primera.
Esta doctrina fué machas veces condenada en los pa­
sados siglos, singularmente en el X IV por el Concilio
de Yiena. También la condena Pió IX en dos célebres
documentos (1), afirmando de nuevo la católica doctri­
na: E l hombre, dice, de tal manera se compone de alma

(1} E p ist ad Arch. C o Io d . Exim iam tuam, 15 Jan. 1857.—


Epist. ad Epic. V ra tisl. Dolore haul m diocri, 30 Apr. 1860.
73
y cuerpo, que el alma, y el alma racional, es verdadera­
mente por sí misma é inmediatamente la forma del cuer­
po (1). La doctrina, dice asimismo, que admite en el
hombre un solo principio de vida, á saber, el alma racio­
nal, de quien recibe el cuerpo el movimiento y todo vivir
y sentir, es muy común en la Iglesia, y parece á la ma­
yor parte de los doctores, sobre todo á los más insignes,
tan estrechamente enlazada con el dogma católico, que
es su legítima y única verdadera interpretación y no
puede negarse sin error contra la fe (2j.
714. 1.° Según los Padres y los doctores de la Igle­ IX. Errores
sobre la insfi-
sia, los libros de la sagrada Escritura son libros inspi­ racion de los
rados, es decir, es su autor el mismo Dios, y por tanto »agrados
bros.
Li­
contienen la palabra misma de Dios.
Para tos nuevos maestros, los sagrados Libros no son
propiamente inspirados; sólo fueron compuestos con la
asistencia de Dios, como los decretos de los Concilios;
ó también, escritos con el trabajo ordinario del enten­
dimiento humano, recibieron luego la aprobación de la
Iglesia, como monumentos auténticos de la revelación.
El Concilio det Vaticano condenó estas aberraciones de
los semiracionalistas y definió nuevamente la doctrina
católica. S i álguien negare, dice, que los libros de la sa­
grada Escritura... fueron inspirados por Dios, seaana-

(1) Noscimas iisdem libris (Gantheri) laedi catholtcam seatea-


tiam ac doctrioam de homine, qu icorpore et anima itaabsolvatur,
ut anima taque ratíonalis sit vera per se atque immediata corporis
form a. ( Epist. Eccimiam tuam. It. Epist. Dolare h a u i mediocrij.
(2) Quod quidem noo possamus veberoenter improbare,
considerantes hanc sententiam, quce unum in homine ponit vi/ce
principium, animam scilicet rationalem, A qua corpus quoque et
motum et vitam omnem et sensum accipiat, in Ecclesia Del commu-
nissimam, atque docloribus plerisque, et probatissimis quidem m á­
xime, cuín Ecclesice dogmate ita videri conjunctam. ut kujus sií
legitima solaque vera interpretatio, tiec proinde sine errore in flit
possil negari. (Epist. Dolore haud mediocri).
74
Urna (1).» Estos libros los tiene la Iglesia por sagrados
y canónicos, no porque compuestos por la sola habilidad
humana, fueron luego aprobados por su autoridad; ni
tampoco solamente porque contienen la revelación sin
error algv.no, sino porque, escritos bajo la inspiración
del Espíritu Santo, es Dios su autor, y como tiles fue­
ron entregados á la misma Iglesia (2).
2." Según los Padres y los doctores católicos, los Li­
bros sagrados fueron inspirados en todas sus partes, y
por consiguiente los relatos históricos referentes á las
obras de Dios y á las humanas acciones, como también
las enseñanzas dogmáticas y las prescripciones morales
y disciplinares, reconocen] por autor á Aquel que no
puede engañarse ni engañar á nadie, son absolutamen­
te verdaderos; en este sentido son científicos, ó mejor,
son la misma ciencia divina comunicada al hombre, son
una admirable participación de la ciencia increada, pri­
mer origen y regla universal y suprema de todas las
ciencias.
Según los semiracionalistas, los sagrados Libros no
son inspirados ni infalibles sino en la parte dogmática
y moral. En la parte histórica son libros humanos, com­
puestos con las solas luces de la razón, según las tradi­
ciones y recuerdos de la época; libros que encierran
sin duda muchas verdades, pero quizás ¡ay! algunos
errores; libros entregados, como todos los demás do-

(1) Si quisSacrae Scripturaelibros Íntegros cum ómnibus sais


partibus... divinitus iospiratos esse negaverit; anathema sit.
(De fiie cath. cap. n, cao. i) .
(2) Eos vero Ecciesia prosacris et canonicis babet, dod ideo
quod sola humana industria concinnati, sua deiodeauctoritate
sint approbatijnec ideo dumtaxat, quod revelationem sine erro-
re contioeant; sed propterea quod Spirita Sancto inspirante
conscripti Deum habent auctorem, atque ut tales ipsi Ecclesiae
traditi sunt. (De fide calh. cap. u, 3).

75
cumentos de la historia, á la critica de los sabios. En
las materias indiferentes al dogma y á la moral cada
autor inspirado habla según los conocimientos é ideas
de su tiempo.» «Los escritores sagrados hablaron déla
vida de los patriarcas y sus generaciones no tanto con
exacto rigor de términos como según las opiniones de su
país y tiempo. Por esto puede la ciencia moderna,
sin temer las censuras de una sana teología, alargar á
su gusto los cinco mil años de la cronología vulgar.
Haced retroceder cuanto quisiereis hasta cincuenta mil
años, cien mil y más todavía, la antigüedad de la raza
humana, esto no atañe al dogma, y podéis pensar de
ello lo que bien os pareciere.» E l católico puede per­
fectamente admitir que Moisés compuso el Génesis con
trozos de fecha mucho más antiguos que él: la Biblia,
en efecto, en sentir de los mejores críticos, es una com­
pilación de antiguos cantos populares de origen y fe­
chas muy diversos. Por esto puede la crítica comprobar
la verdad de los relatos genesíacos sin atacar la veraci­
dad del compilador.» Y además: «Los relatos de nues­
tros Libros sagrados revelan en los autores preocupacio­
nes más bien morales y simbólicas, que cronológicas
é históricas.» Por ejemplo, «iMoisés, en el primer capí­
tulo del Génesis, ¿no quiso simplemente enlazar el re­
cuerdo de las diversas obras de Dios con los siete dias
de la semana, como algunos pueblos enlazaron con es­
tos mismos dias el recuerdo de la Luna, de Marte, de
Mercurio y demás planetas (1)? Y por consiguiente, ¿no
puede decirse que el valor del relato de Moisés es todo
moral y ritual, pero de ninguna manera histórico ó cien­
tífico?» «Lacreación, la bondad del mundo, el descan­
so del dia séptimo, hé aquí lo que quiere enseñarnos

(1) Luna dies, lunes; iia rlis dies, martes; ilercurii dies, miér­
coles, etc.
76
Moisés, ó mejor el Espíritu Santo; todo lo restante es
estilo figurado.» «Es, pues, tan falso como inoportuno
ora buscar en la Biblia tesis en favor de opiniones cien­
tíficas, ora combatirla eo nombre de la ciencia. Los
escritores católicos que lo hicieron se dejaron extraviar
por el entusiasmo.»
E l Concilio del Vaticano sentó el principio de conde­
nación de estos diversos sistemas en estas sencillas pa­
labras : « S i ¿¡guien negare qut los libros ie la sagrada
Escritura fueron inspirados en su totalidad y en todas
suspartes: l ib r o s ín t e g r o s com o m m b l s s e i s p a r t ib c s , sea
anatema (1).»
3.° Algunos semiracionalistas fuéron hasta relegar
entre los mitos muchos relatos bíblicos. «¿Quién vaá
creer en el origen genesíaco del mar Muerto? ¿Quién
va á admitir la verdad de los hechos y hazañas de San­
són? ¿Quién va á aceptar tantos otros relatos maravi­
llosos? Son leyendas inventadas para representar á la
imaginación un dogma ó una ley; son mitos, ó, si lo
preferís, son parábolas.» ¿No creeríamos oir á los ra­
cionalistas de la escuela mítica? ¿Puede uno llamarse
católico y burlarse así de la palabra divina?
Conclusion. 715. Todas estas doctrinas de los semiracionalistas
son «nuevas, temerarias, erróneas, destructoras de la
fe, olientes á herejía», hasta heréticas, «y ya muchas
veces condenadas (2).» « La razón humana, rechazando
la autoridad de la Iglesia, y confiada en sus propias
fuerzas, se ha tomado la libertad de andar por un terre­
no que no es el suyo, y se ha precipitado en abismos
de errores (3 ).»¿Necesitamos advertir que los que sos­
tienen los principales errores de que acabamos de ha­
blar, sólo por abuso de lenguaje pueden conservar el
nombre dt católicos liberales?
(1) De fide cath. cap. ir, can. 4.
(2) Greg. XVI, Brev. A d augendas.
(3) Pius IX, Allac. consist. 9 Dec. 1859.
n

CAPÍTULO III.

Tres caracteres de los erro res anteriores: Observaciones


generales.

Articulo I. —Tres corolarios.

716. El método y principios de los semiracionalistas i. Tres erro-


de Alemania eran contrarios al método y principios de r” >coroi»-
las escuelas católicas. En vez de decir: Los doctores ca- é^coíasucis-
tólicos no pudieron errar, nosotros somos los que nos “ »·
equivocamos, decían: Nosotros no podemos equivocar­
nos; luego no tienen razón los teólogos escolásticos, ó por
lo menos su manera de enseñar la ciencia de las verda­
des reveladas no se halla ya en armonía con los progre­
sos del espíritu humano. E l método y principios con
que los antiguos doctores escolásticos cultivaron, la teolo­
gía no se acomoda de manera alguna á las necesida­
des de nuestros tiempos y al progreso de las ciencias { 1).»
717. Las nuevas doctrinas disgustaban á la SaDta * »Colorarlo
Sede; se había condenado severamente á los autores; ^ ‘¿''cfoo«
habíanse calificado desfavorablemente muchas proposi-
ciones, y puesto en el Índice muchas obras. A menudo
los nuevos doctores hacían protestas de respeto á la auto­
ridad pontificia, pero se desataban en invectivas contra
las Congregaciones romanas. «Las Congregaciones de
Roma son un hormiguero de inteligencias limitadas in­
capaces de abarcar los vastos horizontes de la ciencia
moderna.» «Es triste que esté rodeado el Tapa de tantos

(1) Methodus et principia quibus antiqui doctores scholas-


tici theologiam excoluerunt, lemporum nostrorum necessila-
tibus scientiarumque progressui mioime coogruunt. (Syllabus,
prop. 13).
76
Moisés, ó mejor el Espíritu Santo; todo lo restante es
estilo figurado.» «Es, pues, tan falso como inoportuno
ora buscar en la Biblia tesis en favor de opiniones cien­
tíficas, ora combatirla en nombre de la ciencia. Los
escritores católicos que lo hicieron se dejaron extraviar
por el entusiasmo.»
E l Concilio del Vaticano sentó el principio de conde­
nación de estos diversos sistemas en estas sencillas pa­
labras : « S i alguien negare que los libros ie ¡a sagrada
Escritura fueron inspirados en su totalidad y en todas
suspartes: l ib r o s ín t e g r o s com o j im b g s seis p a r t ib c s , sea
anatema (1).»
3.° Algunos semiracionalistas fuéron hasta relegar
entre los mitos muchos relatos bíblicos. «¿Quién vaá
creer en el origen genesíaco del mar Muerto? ¿Quién
va á admitir la verdad de los hechos y hazañas de San­
són? ¿Quién va á aceptar tantos otros relatos maravi­
llosos? Son leyendas inventadas para representar á la
imaginación un dogma ó una ley; son mitos, ó, si lo
preferís, son parábolas.» ¿No creeríamos oir á los ra­
cionalistas de la escuela mítica? ¿Puede uno llamarse
católico y burlarse asi de la palabra divina?
Conclusion. 715. Todas estas doctrinas de los semiracionalistas
son «nuevas, temerarias, erróneas, destructoras de la
fe, olientes á herejía», hasta heréticas, «y ya muchas
veces condenadas (2).» «La razón humana, rechazando
la autoridad de la Iglesia, y confiada en sus propias
fuerzas, se ha tomado la libertad de andar por un terre­
no que no es el suyo, y se ha precipitado en abismos
de errores (3 ).» ¿Necesitamos advertir que los que sos­
tienen los principales errores de que acabamos de ha­
blar, sólo por abuso de lenguaje pueden conservar el
nombre de católicos liberales?
(1) De fide cath. cap. ir, can. 4.
(2) Greg. XVI, Brev. A d augendas.
(3) Pius IX, Allac. consist. 9 Dec. 1859.
n

CAPÍTULO III.

Tres caracteres de los erro res anteriores: Observaciones


generales.

Articulo I. —Tres corolarios.

716. El método y principios de los semiracionalistas i. Tres erro-


de Alemania eran contrarios al método y principios de r” > coroi»-
las escuelas católicas. En vez de decir: Los doctores ca- é^coíaVuci*-
tólicos no pudieron errar, nosotros somos los que nos “ »·
equivocamos, decian: Nosotros no podemos equivocar­
nos; luego no tienen razón los teólogos escolásticos, ó por
lo menos su manera de enseñar la ciencia de las verda­
des reveladas no se halla ya en armonía con los progre­
sos del espíritu humano. E l método y principios con
que los antiguos doctores escolásticos cultivaron, la teolo­
gía no se acomoda de manera alguna á las necesida­
des de nuestros tiempos y al progreso de las ciencias [ 1).»
717. Las nuevas doctrinas disgustaban á la Santa 2 °Coiorar¡o
Sede; se había condenado severamente á los autores; ^ ‘¿''cfoD«
habíanse calificado desfavorablemente muchas proposi- r®"“ °»s·
ciones, y puesto en el Índice muchas obras. A menudo
los nuevos doctores hacían protestas de respeto á la auto­
ridad pontificia, pero se desataban en invectivas contra
las Congregaciones romanas. «Las Congregaciones de
Roma son un hormiguero de inteligencias limitadas in­
capaces de abarcar los vastos horizontes de la ciencia
moderna.» «Es triste que esté rodeado el Tapa de tantos

(1) Methodus et principia quibus anliqui doctores scholas-


tici theologiam excoluerunt, lemporum nostrorum necessila-
tibus scientiarumque progressui mioime coogruunt. (Syllabus,
prop. 13).
78
personajes sistemáticamente hostiles á la filosofía.» «El
clero de Ruma es piadoso; pero no comprende las aspi­
raciones actuales de los espíritus; en vez de ponerse al
frente del movimiento científico de la época, combate á
los que abren el camino para una nueva apologética de la
Religión.» Muchos envolvían en las mismas censuras á la
Santa Sede misma y á las Congregaciones romanas. Los
decretos de la Sede apostólica y de las Congregaciones
romanas impiden el libre progreso de la ciencia (1).
3.°Corolario 718. Las doctrinas hermesianas contradecían toda
cion católica, la tradición católica; contradecían la enseñanza de los
Padres, como también la de los teólogos y hasta las
mismas definiciones de los Concilios ecuménicos. No
queriendo ni abjurar el error ni rechazar la autoridad
de los Padres, de los doctores y de los Concilios, pre­
tendieron los hermesianos que transcurriendo los siglos
y gracias al progreso de la ciencia, se podía llegar á
entender en nuevos sentidos las verdades reveladas:
La revelación divina es imperfecta, y por tanto se halla
sujeta á un continuo é indefinido progreso, que corres­
ponde al desarrollo de la humana inteligencia (2).
E l modo de entender los dogmas cambia, dicen, con
el tiempo: los cristianos de la época apostólica les atri­
buían sentidos imperfectos; los Padres alcanzan ya sen­
tidos más perfectos; pero en nuestra época, gracias al
desarrollo de la filosofía y de todas las ciencias, pode­
mos aspirar á un conocimiento sublime de las verdades
reveladas. «Sentidos desconocidos hasta el presente se
revelan á las inteligencias deslumhradas; es como una
nueva revelación; ante esta tan luminosa irradiación de
los dogmas, la incredulidad no podrá sostenerse en pié;
todos los racionalistas volverán á creer.»
(1) Apostolic* Sedis, Romanarumque CoDgregalionnm de­
creta liberum scientise progressum impediunt. (Syll. prop. 12).
(2) Syü. prop. 5.
79
Mas, si ia Iglesia entiende los dogmas tan pronto en
un sentido como en otro; ¿qué va á ser de su infalibi­
lidad?
La Iglesia, respondían los doctores, es infalible, lo
creemos; pero es preciso entender bien su infalibilidad.
De los diferentes sentidos de que es susceptible un dog­
ma, elige y define siempre la Iglesia «el más conve­
niente y discreto, según la época,» hé aquí de que ma­
nera es infalible; pero el sentido que admite puede no
ser absolutamente verdadero. Habrá siempre, pues, en
sus definiciones «cierta verdad,» pero no «la verdad en­
tera.» Cuando después la ciencia hubiere entrado en
una nueva fase, quizás no corresponda ya á sus progre­
sos el sentido anteriormente admitido; entonces la Igle­
sia alcanzará un nuevo sentido de la verdad, y dará
una definición más perfecta.
Hé aquí un ejemplo. Hubo en el siglo V unos herejes
que separaban ambas personas en Jesucristo. Por razón
«del estado imperfecto de la ciencia psicológica de
aquella época,» no se podia condenar la separación de
las dos personas sin afirmar la unidad de la persona.
La Iglesia, pues, definió en el Concilio de Éfeso la uni­
dad de persona en Jesucristo. Mas «los progresos que
ha hecho la psicología desde Descartes y Kaat, nos
permiten hoy concebir en Jesucristo dos personas de
manera alguna separadas, antes al contrario perfecta­
mente unidas.» Por consiguiente, la Iglesia va á rechazar
el primer sentido de la unidad de persona y á concebir
en Jesucrsto «una persona compuesta de dos personas.»
En verdad, otra vez lo preguntamos, ¿puede uno lla­
marse católico, y proponer errores tan monstruosos?
719. Pió IX defendió la teología escolástica délos 11. conde-
ataques de los hermesianos, como de los ataques de ««'errores.108
protestantes y jansenistas lo habían hecho Sixto V, Jj°n**-
Pio VI y tantos otros Pontífices. “ ero.
80
No ignoramos, escribe al arzobispo de Munich, que
se han propagado en Alemania falsas prevenciones con­
tra la antigua escuela y la doctrina de aquellos doctores
eminentes á quienes teñera la Iglesia por su admirable
sabiduría y santidad de vida. Estas prevenciones ponen
en peligro la autoridad de la misma iglesia; porque no
sólo, por tan larga serie de siglos, permitió la Iglesia
que fuese universalmente cultivada la ciencia teológica
en las escuelas católicas, según el método y los princi­
pios de aquellos doctores, sí que también se ha compla­
cido á menudo en ensalzar con los mayores elogios su doc­
trina teológica, y la ha vivamente recomendado como un
fortísimo antemural de la fe y armadura fmnidable
á sus enemigos (1).
2.· tonde- 720. £1 mismo Pontífice reprendía á los nuevos doc-
□ación del se- , 1 . . .
gundo. tores por las invectivas con que atacaban los decretos
de la Santa Santa Sede y de las Congregaciones roma­
nas: Esos católicos, dice, por un lamentable extravio,
se asocian ú menudo con los que declaman y vociferan
contra los decretos de esta S illa apostólica y nuestras
Congregaciones, repitiendo que estos decretos impiden el
libre progreso de la ciencia. Con. esto se exponen al peli­
gro de romper los sagrados vínculos de obediencia, que,
por voluntad de Dios, los unen á esta S illa apostólica,
erigida por el mismo Dios en maestra y vengadora de la
verdad (2).

(1) Epist. ad Arcb. Uonac. Tuas libenter.


Eq otro lugar el mismo Pontífice enumera entre los principa­
les defectos de las obras de Güother los ataques contra los esco­
lásticos: «Accedit nec ea sanctos Paires revereDtia haberi quam
Conciliorum cánones praescribunt, quamque splendidissima Ec-
clesiae lumina omnino promerentur, nec ab Os in eathalkas Scho-
las dicleriis abslineri, q u e recolendce m em oria Plus VI decessor
noster solemniler condtmnavU. (Epist. ad Arcb. Colon. Eximiam
tuam).»
(2) Epist. Tuas libenter.
81
¿Puédese, en efecto, atacar á las Congregaciones ro­
manas sin menoscabar la autoridad del Vicario de Jesu­
cristo? ¿No son los órganos del Sumo Pontífice en el
ejercicio de su cargo pastoral?
721. Pero Pió IX condenó aún más fuertemente la ter- 3.° Conde­
nación del ter­
ceradoctrina de los hermesianos sobre las variaciones del cero.
dogma católico. En 1857 decia en su carta el Arzobispo
de Colonia: Debemos en gran manera reprobar y conde­
nar esa temeraria pretensión de otorgar á la filosofía y
á la ciencia, que en materia de religión no debe dominar
sino servir, de otorgarle, decimos, el oficio de maestra;
pues introduciendo con esto la perturbación en materias
que deben qvedar á salvo de iodo ataque, se destruye la
distinción entre la fe y la ciencia, se desconoce la per­
petua inmutabilidad de la fe, que siempre es una mis­
ma, cuando ¡a filosofía y las ciencias no siempre se ha­
llan acordes consigo mismas y no pueden sustraerse á
una multitud de errores diversos { 1). En 1802 el mis­
mo Pontífice se levanta aún con mayor energía con­
tra aquellos que no temen afirmar que la revelación es
imperfecta y se halla sujeta, como las ciencias huma­
nas, «á un continuo é indefinido progreso (2).»
En 1870 el Concilio del Vaticano condena solemne­
mente el mismo error: La doctrina de la fe, que Dios
reveló, no fué entregada, cual invención filosófica, al hu­
mano ingenio para que la perfeccionara; sino que fué
confiada, cual depósito divino, á la Esposa de Cristo,
para que fielmente la guardara é infaliblemente la en­
señara. Por tanto hay que mantener perpetuamente el
sentido de los dogmas sagrados que una, tez declaró la
santa Madre Iglesia, no siendo jamás licito apartarse
de él so pretexto y á nombre de un conocimiento más pro-

(1) Epist. Eximiam luam.


(2) Alloc. consisl. 9 juo. 1862.
82
fundo de los mismos. Crezca, pues, y progrese poderosa
y copiosamente, en cada uno como en todos, en cada
hombre como en toda la Iglesia, con el transcurso de los
siglos y las edades, la inteligencia, la ciencia y la sa­
biduría, pero sólo en su género, es decir, del mismo dog­
ma, del Tfiismo sentido, y de la misma doctrina (1).
V o obsei- 722. Admite, pues, la Iglesia un progreso en la doc-
e°clyerdadero lrma· Pero consiste en penetrar en la inteligencia del
doctrinad* '* dogma, no en alterarlo: lo que primeramente se admi­
te implícitamente y se enseña con menor claridad, se
cree después explícitamente y se propone escuetamen­
te: nada se ha cambiado, nada añadido, nada suprimido;
sólo que el mismo dogma se ba vuelto más luminoso,
porque se ba formulado con mayor precisión, enseñado
con mayor insistencia y cultivado con mayor solici­
tud (2). Pero no consiste este progreso en entender el
dogma en diferente sentido de aquel que antes se le da­
ba: S i alguien dijere, son palabras del Concilio, que á

(1) Ñeque eDim fidei doctrina, quam Deus revelavit, velut


philosophicum inventum proposita est humarás 'ingeniis perfi-
cieoda, sed tanquam diviaum depositum Christi Sponsfc tradi—
ta, fideliter custodieDda et infallibiliter declaranda. Hinc sacro-
rum quoque dogmatum is seDsus perpetuo est retinendus,
quem semel declaravit sancta mater Ecclesia, nec unquam ab
eo seosu, altioris intelligentiae specie et n o m iD e recedendum.
Crescat igitur, et multum vehementerque proficiat, tam singu-
lorum quam omoium, tam u d íu s homiüis quam totius Eccle­
sia}, aetatum ac sxculorum gradibus, ídtelligeotía, scieotia, sa-
pieolia, sed io suo dumtaxat genere, in eodem scilicet dogmate,
eodem seosu, eademque sententia. (De fide catk. cap. iv, 5).
(2) Christi vera Ecclesia, sedula ac cauta depositorum apud
se dogmatum custos, nihil íd bis UDquam permutat, nihil mi-
ouit, nihil addit... Quid unquam aliud conciliorum deoretis
enisa est, Disi ut quod antea simpliciter credebatur, hoc ídem
postea diligentius crederetur;quod antea lentiusprsedicabatur,
hoc idem postea instantius praedicaretur; quod antea securius
colebatur, hoc idem postea sollicitius eicoleretur? (S. Vine, Li-
rin. Commonit).
83
los dogmas propuestos por la Iglesia pudiese dárseles a l­
gún dia, i causa, delprogreso de la ciencia, otro sentido
diferente del que entendió y entiende la Iglesia, sea
anatema (1).

Articulo I I .— Últimas observaciones.

723. Los nuevos doctores habían querido hacer una i. Resumen,


apología demostrativa de la Religión, y atacaban sus
bases y hacían bambolear todas sus verdades. Prome­
tían volver á la fe á los racionalistas, y abrazaban sus
principios y renegaban de los dogmas. Pretendían ser­
vir á Dios y á su Cristo, y combatían la autoridad de los
Padres, de los teólogos y de los concilios. Habia todas
las apariencias de la piedad y habia todo el veneno de
la herejía.
Los racionalistas triunfaban. Estos negaban lo sobre­
natural, los hermesianos lo reducían á lo natural. Los
primeros rechazaban la divina autoridad de la Iglesia,
los segundos combatían el ejercicio de la misma. Eran
las negaciones de los unos más completas, pero eran las
de los otros más peligrosas.
724. Durante muchos años vimos á Alemania pren- ii. u cien-
dada y admirada de su «ciencia.» También las demás ClaaemaDa·
naciones empezaron poco á poco á hablar de la «cien­
cia alemana» y á enzalzará «la docta Alemania.»
En todas partes eran los racionalistas, los primeros
en formar coro en aqnel concierto de alabanzas; pero
aplaudían también á porfía un buen número de católi­
cos. Si preguntábais á aquéllos porque tenían en tanto
aprecio á la «ciencia alemana,» alegaban los trabajos

(1) Si quis diierit fieri posse, ut dogmatibus ab Ecclesia pro-


positís, aliquando secundum progressum scieatiae seDsus tri-
bueodus sit alius ab eo, quem intelleiit et intelligit Ecclesia;
anathema sit. (De flde calh. cap. iv, can. 3).
84
de la escuela de Kant, ó los de los racionalistas de Tu-
binga. Si interrogábais á ciertos católicos, citaban, en
prueba de « la ciencia alemana,» « las grandes especu­
laciones de las universidades y seminarios de Alema­
nia, » es decir, las aberraciones de Herrnes ó de sus
discípulos. A ciertos ánimos los pasmaba el poderío mi­
litar de Alemania, y admiraban el incremento de sus
ejércitos y el perfeccionamiento de su material de gue­
rra: ¿podría, pues, en efecto, negarse el título de « na­
ción sábia» á la que cuenta con los cañones de mayor
calibre y el mayor número de soldados?
« Hubo en la tierra antiguamente famosos gigantes,
hombres de gran talla, hábiles guerreros; pero no co­
nocían la verdadera ciencia. Los hijos de Agar, los ha­
bitantes de Merra y de Teman buscaban la prudencia
terrena; narradores de fábulas é inventores de doctri­
nas nuevas, ignoraban el camino de la sabiduría verda­
dera y no supieron descubrir sus huellas y senderos. La
Sabiduría estaba en Dios desde toda la eternidad; en el
tiempo apareció en la tierra y vivió en medio de los
hombres (1);» mora en la Iglesia y «se revela á los
humildes y sencillos.» Dichosos los que escuchen sus
lecciones, por más que los soberbios del siglo los traten
de ignorantes. ¡Desdichados los que no la conocen, aun­
que ensalce su «ciencia» el mundo entero!

(1) Barucb, ni, 26, 27, 28, 38.


85

TÍTULO II. — E L TRADICIONALISMO.

CAPÍTULO I.

Exposición del erro r.

725. El tradicionalista es un sistema que exagera la I. Punto co­


mún i todos
flaqueza de la razón, así como exagera sus fuerzas el los sistem a s
tradicionalis­
hermesianismo. Los hermesianos ensalzan la razón has. tas.
ta pretender que puede alcanzar la evidencia intrínseca
de los misterios de la fe; los tradicionalistas la depri­
men hasta sostener que no puede, con sus propias fuer­
zas, adquirir la certidumbre de las mismas verdades
naturales, sino que ha de recibirlas de la tradición, es
decir, por revelación divina ó por transmisión social.
Los primeros pecan por excesiva confianza en el poder
de la razón, los segundos por excesiva desconfianza de
su flaqueza.
726. Muchos son los sistemas tradicionalistas. Hé II. V arios
sistemas.
aquí los más famosos. 1.· Sistema
Dice Bonald: « Para hablar el pensamiento, es preciso de Bonald.
pensar antes la palabra;» el pensamiento, antes de ex­
presarlo exteriormente con una palabra, debemos inte­
riormente darlo á luz con una primera palabra: el pen­
samiento debe resonar en nuestros oídos en su expresión
para bajar al alma y subir desde ella á los labios en una
segunda expresión; el terbo interior no puede existir
en la inteligencia, si no lo despierta ó lo trae allá el
terbo exterior. Indudablemente puede haber percepcio­
nes sensibles sin auxilio de la palabra. Basta para ello
abrir los ojos. Podemos también tener imágenes; pues
las imágenes son objeto de los sentidos. Pero, sin auxi­
lio de la palabra, no pueden darse conceptos intelectua-
T. II .—7
86
les: lo inteligible debe traerlo al alma la palabra, como
le trae el sentido lo sensible. En resúmen, no puede
haber concepto inteligible ó seapensamiento en la men­
te humana, sin haber m its palabra, y, por consiguien­
te, un parlante.
Saquemos las conclusiones. Luego el niño no puede
pensar sino después que los padres le han hablado.
Luego la humanidad no pudo pensar antes que Dios le
hubiese hablado. Luego el primer desarrollo de la inte­
ligencia en los primeros hombres supone una palabra
divina dirigida al hombre por Dios mismo, que es lo
que llama Bonald revelación primitiva.
En otros términos, el hombre no puede conocer los
inteligibles sin auxilio del lenguage. Es así que no pudo
inventarlo, puesto que la invención del lenguaje supo­
ne el desarrollo de la razón, y por consiguiente la exis­
tencia del lenguaje. Luego el lenguaje fué primitiva­
mente recelado por Dios. Así que la revelación es nece­
saria no sólo para conocer las verdades sobrenaturales,
sino que lo es asimismo para el primer desarrollo de la
razón humana.
Este es, según el modo de ver de Bonald, el principal
y casi único argumento decisivo que pueda aducirse, no
sólo para probar el hecho de la revelación, sino áuu la
misma existencia de Dios.
drt’p vratun* ^entura aten“ a sistema precedente.
n r*‘ El hombre, dice, al momento que ve el sol no sólo tie­
ne de él la percepción sensible, sino que puede formar­
se el concepto intelectual. No sólo puede tener imágenes
de las cosas sensibles, sino que puede abstraer ^ in te ­
ligibles correspondientes. Puede, pues, sin auxilio de la
palabra, y por tanto de la revelación, adquirir un cono­
cimiento intelectual, y hasta razonado, del mundo sen­
sible, y poseer las ciencias físicas, químicas y hasta
matemáticas. «Bonald, dice, que negó este punto, se
excedió.»
87
Pero, prosigue, el hombre no puede, sin auxilio de
la palabra, y, por consiguiente, de la revelación; re­
montarse al muudo suprasensible; asi como son necesa­
rios los sentidos para poner á la inteligencia en comu­
nicación con el mundo sensible, del mismo modo es
necesaria la palabra para descubrirle las realidades su­
prasensibles.
El P. Ventura no concluye con Bonald: Sin h pala­
bra, y, por consiguiente, sin una revelación primitiva,
no puede conocer el hombre ningún inteligible. Sino:
Sin la palabra, y, por consiguiente, sin una revelación
primitiva, no puede conocer el hombre los inteligibles
espirituales, es decir, abstraídos y separados por natu­
raleza de toda materia sensible, como Dios, el alma, el
bien, el mal, etc. Eu otros términos, sin la palabra, y,
por consiguiente, sin una revelación prim itiva, no pue­
de conocer el hombre las verdades religiosas y morales
del órden natural.
728. Laraennais tiene un sistema completamente
distinto de los dos precedentes. n>is. am n"
La razón individual, dice, es esencialmente falible;
«la razón universal» ó «el sentido común,» es decir,
«la razón del género humano,» es la única infalible.
Puede un hombre engañarse fácilmente; muchos hom­
bres se engañan más difícilmente; sólo el género huma­
no nunca se engaña. «La razón limitada, por lo mismo
que es limitada, se halla siempre y en todo sujeta á
errar;» es así que la razón de un hombre es limitada;
la de una nación es limitada; solamente es universal la
del género humano.
El autor concluye: Sólo produce certidumbre el testi­
monio universal de los pueblos.
Concluye además el autor: El hombre sólo «por el
sentido común» ó «la razón social» puede estar cierto
de su existencia y áun de su pensamiento. Antes de Je-
88
sucristo el género humano tenia la creencia universal
de las verdades fundamentales del Cristianismo; el sím­
bolo católico es cierto porque nos lo atestigua el con­
sentimiento general de los hombres.
729. Hagamos de paso tres observaciones:
1.a Jesucristo concedió la infalibilidad á la Iglesia;
Lamennais la transfiere á la humanidad. Según su sis­
tema, si es infalible la Iglesia, no tanto parece serlo
porque es la enviada de Jesucristo y el órgano del Es­
píritu Santo, sino porque es la intérprete del género
humano, ó mejor, el mismo género humano.
2.* Rousseau pretende que el poder reside esencial­
mente en la mucbedumbre; Lamennais pone en ella la
infalibilidad. Uno y otro sistema pueden, pues, ocupar
un logar entre las teorías «humanitarias.»
3.° Según Lamennais, mis facultades individuales
no pueden en ningún caso darme certidumbre, porque
son falibles. Pero son mis facultades personales lasque
darán fe del testimonio universal de los hombres. Si
nada pueden enseñarme con certeza, estoy condenado
á dadar de la existencia misma de este testimonio.
Heme aquí reducido á un escepticismo universal y
perpetuo.
1.° Sistema 730. DiceBautain: La razón humana es esencialmen­
de BaulaiD.
te falible; la razón divina es la única infalible; luego
toda certidumbre viene de la fe.
En consecuencia:
Si no se tiene fe, do se puede estar cierto de la exis­
tencia de Dios (1);
Si no se tiene fe, no se puede estar cierto de la reve-

(1) Ratiocinalio Dei eiistentiam cum cerlitudine probare


Fides, doDum coeleste, posterior est re v ela lio D e ; proiade-
v a le t.
quead probandam Dei eiistentiam contra atheum allegaricon-
venieater nequit. (1.· Prop. a D . Bautainsubscripta 8 Sept. 1840).
89
lacion hecha á Moisés, ni tampoco de la revelación he­
cha por Jesucristo (I).
El incrédulo ha de empezar por creer; mientras no
tenga fe, no puede haber demostración evangélica
cierta (2).
Los raciocinios no pueden conducir á la fe; ésta debe
precederlos; debe abrazarse antes de toda demostración,
á causa de su propia claridad, por la razón de que, si
do se la admite, no se puede llegar á certidumbre a l ­
guna (3).
Muchos son los tradicionalistas que profesan doctri­ S.° Otros sis­
temas.
nas más vagas; no tienen sistemas precisos, sino más
bien tendencias generales. Disputan á la razón la facul­
tad de probar tal ó cual verdad natural; ó, si le conce­
den que puede probar ciertas verdades naturales, pre­
tenden que no hubiera podido encontrarlas. Y de esta
suerte, en este ó en aquel grado, hacen depender el co­
nocimiento de las verdades naturales de una revelación

(1) Revetalio Mosaica cutn certitudioe per traditionem ora-


lem et scriptam syoagoga: et christianismi probatur. (2.* Prop.
subscripta).
Ratio cum certitudine authenticitatem revelationis Judiéis per
Moyseo et christianis per Jesum Christum factae probare valet.
(6.a Prop. subscripta).
Revelationis ebristíanae probatioex miraculisChristi desump-
ta, quae testium ocalarium sensus mentesque percellebat, vim
suam atque fulgorem quoad subsequentes generatiODes d o d
amisit. llaec eadem probatio in traditiODe omnium christiano-
rum orali et scripta reperire est. Qua duplici traditione íllis de­
monstra nda est, qui eam vel rejiciunt, vel quin admittant re-
qairunt. (3.a Prop. subscripta).
(2) Non habemus jus ab incrédulo requireridi, ut divini Sal-
vatoris oostri resurrectionem admittat, priusquam certa: pro-
bationes ipsi administra!® fuerint: isUeque probationes ex ea­
dem traditione per ratiocinationein deducuntur. (4.* Prop. subs­
cripta).
(3) Hationis dsus fidem praecedit, et ab cara hominem ope
revelationis et gratiae conducit. (5.* Prop. subscripta).
90
primitiva, cuanto á los primeros hombres, y cuanto á
sus descendientes, de una transmisión social.
Observa­ Muchos de ellos hacen del poder civil una institución
ción.
positiva de Dio», posterior á la misma creación de la
naturaleza sociable del hombre. Cuanto á esto confun­
den la institución del poder seglar y la del poder ecle­
siástico. A veces han hablado muy severamente de las
teorías de la Escuela sobre el origen, del poder social.

C A P ÍT U L O I I .

Poder de la razón en el ¿rden natural.

732. Es tan peligroso conceder demasiado como de­


masiado poco á la razón. Por esto la Iglesia condenó á
los herrnesianos, que conceden demasiado á la razón, y
á los tradicionalistas, que le conceden demasiado poco.
Contra los primeros hemos recordado lo que no puede
la razón; veamos, contra los segundos, qué es lo que
puede.
Prelim iDS' 733. La filosofía antigua había dado del hombre una
res: Análiíis
de las faculta­ definición de que se han ruborizado los filósofos moder­
des humanas.
nos, pero que no han sabido reemplazarla sino con de­
finiciones inexactas ó difusas. E l Imibre, dijeron Matón
y Aristóteles, San Agustín y Santo Tomás, es un ani­
mal racional.
Como animal, tiene las facultades de los animales,
es decir el conocimiento sensitivo y el apetito sensitivo:
el cowcimiento sensitivo, que se ejercita por medio de
cinco sentidos externos y cuatro internos, analizados
con precisión admirable por Aristóteles y Santo To­
más; y el apetito sensitivo, que se divide en concupisci­
ble é irastille, susceptible el primero de seis clases de
movimientos y pasiones, y de cinco el segundo.
Como racional, tiene el hombre, las facultades espiri-
91
tuales de las naturalezas angélicas, es decir, la inteli­
gencia y el apelilo racional, ó sea la voluntad; inteli­
gencia y voluntad que son intrínsecamente, ó en su
mismo sér, independientes de los sentidos, pero que,
en el estado presente, no pueden ejercitarse síd el con­
curso extrínseco de los órganos.
73í. Por medio de los sentidos percibe el hombre las i. Conocí-
realidades sensibles;yw medio de la inteligencia perci- inietigibUs
be lo inteligible en lo sensible, lo universal y la esencia malenales·
abstracta en lo 'particular y concreto: el ojo le hace ver
este árbol, esta roca, esta montaña, y la inteligencia per­
cibe árbol, roca, montaña. En una palabra, cada facul­
tad percibe en los seres materiales su objeto propio: el
sentido, lo sensible; la inteligencia, lo inteligible (Ij.
Concluyamos, pues, contra Bonald, que la inteligencia
puede, sin auxilio de la palabra, y por consiguiente con
exclusión de toda revelación primitiva, en el sentido que
él da á estas expresiones, conocer en forma inteligente
las realidades que son del dominio de los sentidos.
73o. Todavía más, la inteligencia puede subir de lo 11. conoc¡-
sensible á lo inteligible, tan lejos hasta donde sea capaz
de llevarla lo sensible, mannducere, dice Santo Tomás;
es decir, puede conocer todo lo inteligible que tenga
relación necesaria con el mundo corpóreo.
Ejemplo. Comparo el mundo con una casa; en uno
y otra observo los mismos caracteres de imperfección,
de mutabilidad, dt contingencia·, y concluyo que, como
la casa tiene autor, asimismo tiene el mundo un gran
arquitecto.

(1) Xoraen inlellectus quamdam intioism cognitiooem im­


porta!: dicitur enim inUlligere, quasi inlus legerc. Gt boc mani­
festé patet considerantibus differentiam ictellcctus et sensus:
nam cognitio sensitiva occupatur circa qualilates sensibiles ex­
teriores; cognitio autem iotellectiva penetral usque ad essen-
tiam rei. Objectum enim intellectus est quod quides!. ¡Sum.
Iheol. 111.* p. q. vm, a. 1].
92
O también: Me consta que no he existido siempre,
reconozco que mi padre debe la vida á u q padre, y éste
también á otro padre. Me convenzo de que hay en esta
serie un primero, pues es absurdo el número infinito;
y que, áun en caso de no haber habido un primero, hay
fuera de la serie un sér superior que es causa de la mis­
ma, porque, siendo producido cada sér de la serie, toda
la serie entera no tiene su razón de ser en si misma.
Así voy subiendo hasta concebir un Sér autor de los
hombres, que no reconoce autor.
Las generaciones de los animales, los movimientos y
cambios de todos los seres visibles me llevan á la mis­
ma conclusion: hay un primer móvil inmóvil.
O también. Lo que existe esencialmente es inmuta-
ble; los seres que veo son mudables; luego no existen
por si mismos, sino por otro, que es inmutable.
Con estos razonamientos y otros cien del mismo gé­
nero, la inteligencia humana sube desde la considera­
ción de las cosas visibles hasta el concepto de su Autor
invisible y el conocimiento de algunas perfecciones su­
yas (I).
Puede igualmente probar con argumentos evidentes
la espiritualidad é inmortalidad del alma, la libertad de
la voluntad, los derechos y deberes naturales del hotn-

( I ) Ex sensibilium cogoitione qoq potest tota Dei virtuscog-


nosci, et per consequens вес ejus essentia videri. Sed quia sunt
ejus effectus a causa dependentes, ex eis in hoc perduci possu-
mus, ut cognoscamus de Deo an cst, et at cognoscamus de ipso
ea qaae oecesse est ei convenire, secundum quod est prima
omnium causa, excedens omnia sua caosata. (Jnde cognoscimus
de ipso babitudinem ipsius ad creatures, quod scilicet omnium
esl causa; et differentiam creaturarum ab ipso, quod scilicet
ipse non esl aliquid eorum qu* ab eo causantur; et quod haec
non removenlur ab eo propter ejus defectum, sed quia su-
perexcedit. (Summ. theolog. I.* p. q. in, a. 12).
93
bre, y en general las verdades religiosas y morales del
orden natural.
Concluyamos, pues, contra el P. Ventura que, sin
auxilio de una revelación primitiva, y contra Bonald
que, prescindiendo de la fe, puede el hombre conocer
con certeza, no sólo las verdades del órden físico ó ma­
temático, si que también las mismas verdades natura­
les de la religión y de la moral. Bautain tuvo que fir­
mar la proposicion siguiente: E l raciocinio puede prolar
con certidumbre la existencia de Dios (1). Bonnety tuvo
que firmar esta otra: E l raciocinio puede demostrar con
certidumbre la existencia de Dios, la espiritualidad del
alma y la libertad del hombre (2). Uno de los primeros
frutos de la razón humana, dice León X l l l en una de
sus más memorables encíclicas, fruto grande y pre­
cioso entre todos, es la demostración que nos da de Ja
existencia de Dios; pues, por razón de la magnificen­
cia y hermosura de la criatura puede ser tisto de una
manera inteligible el Criador de estas cosas. (Sap.
xiii, ü). Muéstranos luego la razón la singular exce­
lencia de todas las perfecciones que Dios reúne, princi -
pálmente la de su infinita sabiduría, ú la cual nada
puede escapar, y la de sujusticia suprema, que no pue­
de torcer ningún afecto depravado (3). El Concilio del
Vaticano define: Nuestra santa Madre Iglesia cree y
enseña que Dios, principio y fin de todas las cosas, pue­
de ser conocido con certeza por medio de las cosas cria­
das; pues las cosas invisibles de Dios son conocidas, desde
la creaciondel mundo, por el entendimiento pormediode
la contemplación de aquellas que fv.exon criadas (í). El

(I) 1.a de las 6 proposiciooes firmadas.


(i) 2 * de las 4 proposiciones firmadas.
(3) Eacyc/. /E terai Patris.
(*) Eadem saocta water Ecclesia tenetetdocet Deum, rerum
omnium priDcipium et fiaem, é rebus creatis certo cognosci
94
Concilio fulmina anatema contra los que negaren esta
doctrina: S i álgvÁen dijere que Dios uno y verdadero,
Criador y Señor nuestro, por medio de las cosas criadas
no puede ser conocido con certeza con la luz natural de
la razón humana, sea anatema (1).
ni. uiiii- 730. ¿Tendremos que inferir de lo que acabamos de
cesíáad’ dé'u decir que la revelación no favorece el conocimiento de
E S í m S las verdades naturales? No puede pretenderse tal sin
faíes*des natu verse desmentido por los hechos. lo s más célebres filó­
sofos de la antigüedad, advierte Pió IX , en obras nota­
bles, por otra parte, mancharon sus doctrinas con los
errores más grates (2). En los modernos tiempos, aque­
llos que han rechazado la revelación no han sabido con­
servar aquel conjunto de verdades que puede probar la
razón. Al contrario, en los pueblos cristianos, todo el
mundo basla los niños conocen las verdades religiosas
y morales del órden natural, de suerte que, en razón de
esta abundancia de verdades de razón, merecen en ver­
dad el titulo de filósofos todos los cristianos. Gracias á
la revelación divina, define el Concilio del Vaticano,
aquellas mismas cosas divinas que no son por sí mismas
inaccesibles á la razón pueden, aun en la actual condi­
ción del género humano, ser de todos conocidas fácil­
mente, con firme certidumbre y sin mezcla de error al -
guno (3).

posse: invisibilia enitn ipsius, a creatara mundi perea quae fac­


ta suot, intellecta conspiciuntur. (De fide calh. cap. n, 1).
( ! ) Si quis dixerit Deum unum et verura, Creatorem et Do-
mioom nostrum, per ea quae facta sunt, natural) rationis hu­
mans lunaine certo cognosci non posse; anathema sit. (Ibid.
can. 1).
(2) Alloc, consist. 9 Dec. 1859.
(3} Huii; divioce revelation! tribuendum quidem est, ut ea
quae in rebus divinis humaoae raliooi per se impervia non
sunt, in praeseoti quoque generis humani conditione ab omni­
bus expedite, firms certitudioe et Dulloadmixtoerrore cognosci
possint. (De fid« calh. cap. n, 2).
95
La inteligencia humana quedó, en erecto, vulnerada
por el pecado original; para conocer las verdades natu­
rales como pudiera hacerlo UDa inteligencia integra,
necesita que Dios le ayude con un auxilio extraordina­
rio, como son las luces de la revelación.
Pero queda siendo capaz de conocer, con sus solas
fuerzas, gran número de verdades religiosas y morales;
pues, según enseña la Iglesia, «la luz natural de la ra­
zón no quedó apagada, sino sólo debilitada (1),» con la
caída original. Por esto el Concilio del Vaticano declara
que la revelación no es absolutamente necesaria para el
conocimiento de las verdades naturales, sino tan sólo
para el de las verdades sobrenaturales (2).
737. Añadamos aquí dos observaciones. iv. obser-
Primeramente, al don del lenguaje hecho por Dios á los ,T°'lociicío-
primeros hombres, tal como lo defiende Bonald, á laco- Se’cíeríosT“
municacion primitiva de las verdades religiosas y mora- díeíonaiisias.
les, tal como la sostiene el P. Ventura, no deberían dár­
seles el nombre de revelación. En efecto, la revelación
consiste en la manifestación de verdades sobrenaturales,
y tiende á elevar al hombre á sobrenatural perfección.
Mas, lo que Bonald llama revelación prim itiva del len­
guaje, lo que llama el P. Ventura revelación prim itiva
de las verdades religiosas y morales, no trae al hombre
sino conocimientos naturales, y sólo produce en sus fa­
cultades un desarrollo natural.
Dios, según los teólogos, dió á los Angeles, al criar­
los, las ideas ó especies de las cosas naturales; jamás á
esta comunicación de la verdad natural se le llamó re­
velación en la Iglesia. Tampoco se debe dar este nom­
bre al don primitivo del lenjuage, ni á la manifestación
de las verdades religiosas y morales.
(1) Conc. Tríd. Sess. VI, De juslif. cap. I.
(2) Non hac lamen de causa absolute necessaria dioenda est.
(Defide cath. cap. 11, á).
96
sionde ambos se£un<*° ' u8ar>decir con Bautain que la fe,
órdenes. decir sin explicación con otros tradicionalistas que la
revelación es necesaria para que la humana inteligencia
conozca alguna verdad, cuando menos las religiosas y
morales del órden natural, es confundir á la vez el ór-
den natural y el sobrenatural. Es pretender, en efecto,
que dones sobrenaturales, como son la revelación y la
fe, son necesarios para la integridad del órden natural,
y que, sin los medios sobrenaturales, la humana natu­
raleza se ve privada de todo desarrollo natural, por lo
menos de toda perfección moral ó religiosa.
739. Esta confusion de ambos órdenes es, asimismo,
tan común como grave. Podemos decir que constituye
el fondo del hermesianismo y del tradicionalismo, como
en pasados siglos, del pelagiauismo y de las herejías
contrarias de Calvino, Bayo y Jausenio.
Puede expresarse el sistema de Pelagio en el siguien­
te raciocinio:
La gracia no se distingue esencialmente de la natu­
raleza;
Es asi que sin la gracia, puede el lib e albedrío hacer
las obras naturales;
Luego, sin la gracia, puede hacer las obras sobrena­
turales.
Calvino, Bayo y Jansenio, sacan del mismo principio
esta conclusión enteramente contraria:
La naturaleza no se destingue esencialmente de la
gracia;
Es asi que sin la gracia no se pueden hacer las obras
sobrenaturales;
Luego, sin la gracia, no se pueden hacer obras natu­
ralmente buenas: «las obras de los infieles todas son pe­
cados, y vicios las virtudes de los filósofos.»
Los hermesianos discurren á poca diferencia como
los pelagianos:
97
E l órden del conocimiento sobrenatural no se distin­
gue esencialmente del órden del conocimiento natural.
Es así que la razón, con sus fuerzas naturales, puede
alcanzar el conocimiento evidente de las verdades natu­
rales;
Luego con sus fuerzas naturales, puede llegar al co­
nocimiento evidente de las verdades sobrenaturales.
El sistema de los tradicionalistas implica el mismo
principio, pero va á parar á una conclusión enteramen­
te contraria:
E l órden del conocimiento natural no se distingue del
órden del conocimiento sobrenatural.
Es así que sin la revelación, sin la fe, no podemos co­
nocer las verdades sobrenaturales;
Luego sin la revelación, sin la fe, no podemos conocer
las verdades naturales.
710. Los herraesianos ensalzan, pues, las fuerzas de
la razón, como los pelagianos las del libre albedrío; los
tradicionalistas rebajan las fuerzas de la razón, como
los calvinistas y jansenistas las de la voluntad. Unos y
otros confunden el órden natural coa el sobrenatural:
los primeros para hacer de las verdades sobrenaturales
un objeto del conocimiento natural; los segundos para
hacer de los dones sobrenaturales un medio necesario
del conocimiento natural.
La Iglesia se aleja igualmente de estos errores con­
trarios, porque rechaza su principio común. Mantiene
la distinción necesaria entre el órden natural y el so­
brenatural. De esta distinción infirió en otro tiempo
contra los pelagianos que el hombre, sin la gracia, con
las solas fuerzas del libre albedrío no puede hacer nin­
guna obra sobrenatural, ni siquiera tener un pensa­
miento saludable ó pronunciar en el Espíritu Santo el
nombre de Jesús; y, contra los protestantes y los janse­
nistas, que sin la gracia puede hacer algo bueno, aun-
98
que ao todo lo naturalmente bueno. De la misma dis­
tinción infiere ahora contra los hermesianos que nunca
en la presente vida puede el entendimiento alcanzar la
evidencia de los misterios, sino que debe creerlos por la
autoridad de Dios que los reveló; y, contra los tradicio-
nalistas, que sin la revelación y sin la fe puede conocer
más ó menos, aunque no perfectamente, las verdades
naturales.
v. Poder de 741. Antes de pasar adelante, hemos de resolver una
la r a io n s in la t i * * · i
sociedad. cuestión: ¿es aosomtamente necesaria la sociedad para
i.°Cuestión. q U e e| |10m|)re conozca |as verdades naturales, ó las re­
ligiosas y moralescuando menos? Acabamos.de decirque
puede, sin la revelación y sin la fe, conocer en general
las verdades naturales; preguntamos ahora, si puede sin
ayuda de la sociedad, es decir, si haciendo abstracción
de la sociedad, tiene en las fuerzas mismas de la razón
medio suficiente para llegar siquiera á conocer algunas
verdades naturales.
Es evidente que la sociedad es absolutamente necesa­
ria al hombre, en tanto que su razón es incapaz de tra­
bajar: al hombre, en efecto, se le dió la razón por guia
como el instinto á los animales: en tanto que la razón
no puede desempeñar su papel, se le confia al cuidado
y dirección de sus semejantes.
Tampoco podemos dudar de que la educación facilita
y acelera el desarrollo de la razón y la adquisición de la
verdad; el lenguaje, en efecto, tiene poder maravilloso
para despertar el pensamiento y llevar la verdad á la
inteligencia.
Pero la sociedad, pero el lenguaje, ¿son absolutamente
necesarios para el primer desarrollo de la mente, de tal
manera que atendida la naturaleza de nuestras faculta­
des, jamás sin su auxilio llegar pudiéramos á emitir un
pensamiento, á conocer una verdad?
Si lo afirmamos, hé aqui la consecuencia: Dios no ha-
99
hia podido criar al primer hombre sin darle, si no el len­
guaje, á lo menos la ciencia infusa (1). Sabemos que
Adán fué realmente criado con ciencia universal y per­
fecta; según la opinion de que hablamos, hubiera po­
dido, en verdad, ser criado sin esta ciencia universal y
perfecta, pero no sin alguna ciencia.
742. Teológicamente, no repugna en absoluto la con- 2." Respuei-
secuencia; porque, aun en caso de ser necesario para la
integridad de la naturaleza el ion de una ciencia primi­
tiva, de ningún modo podría inferirse que fuesen nece­
sarias la revelación ó la fe; por consiguiente, la distin­
ción esencial entre el orden natural y el sobrenatural
quedaría en pié.
Pero, filosóficamente, esta opinion nos parece insoste­
nible. En efecto, ¿cómo obra la sociedad en el niño? Con
la palabra, es decir, con sonidos que hieren el sentido
externo del oído y llegan hasta el sentido interno de la
imaginación.
£1 hombre no puede penetrar basta la inteligencia
misma; obra solamente en los sentidos, determinando
percepciones sensibles; de esta suerte, solicita la inte­
ligencia á ponerse en acto, porque hace llegar á los
sentidos una materia en la cual aquélla se ejercita. Para
servirnos de una comparación familiar á los antiguos,
proporciona á los sentidos el libro que éstos presentan
á la inteligencia; y la inteligencia es aquella que, con

(1) Quizás pensarán muchos que la ciencia infusa supone nn


lenguaje revelado 6 infuso. Es uo error: la ciencia infusa se da
por especies, como decían los antiguos, ó por ideas, como dicen
los modernos, impresas por Dios en la inteligencia. Mas en el
estado ordinario, el bombre no puede servirse de las especies
intelectuales sin el concurso de imágenes sensibles, pero puede
sin el concurso de la palabra. Por lo demás, esto es lo que dire­
mos algunos renglones más allá.
100
su propia virtud, lee el sentido escondido debajo los ca­
racteres, intelligit, intv.s legit (1).
Empero las criaturas pueden obrar mediante sus cua­
lidades, como el hombre por medio de la palabra, en
los sentidos externos y los internos. ¿Por qué la inteli­
gencia, que sabe percibir el inteligible en el sonido, no
habría de poder conocerlo en los otros objetos sensibles?
¿Por qué la inteligencia, que es solicitada á pensar por
medio de imágenes que otro hombre produce, no lo ha­
bría de ser por las imágenes que ofrecen las criaturas?
Si puede en un sonido percibir el inteligible corres­
pondiente, ha de poder percibir también en los objetos
sensibles los inteligibles que implican, tanto más cuanto
entre el sonido y el inteligible la relación es las más de
las veces convencional, mientras que es natural entre
los objetos sensibles y los inteligibles.
Sin duda producen las palabras imágenes muy senci­
llas, á las cuales no corresponde generalmente más que
un solo inteligible, de suerte que una vez ha conocido
esta relación el entendimiento, pasa con la mayor faci­
lidad de la percepción del sonido á la concepción de la
inteligible. Pero de que, gracias á la palabra, es más fá­
cil el trabajo de la mente, ¿hay que inferir que es im­
posible sin aquélla? Si la inteligencia Ice aprisa el in­
teligible en una imágen sencilla pero convencional,
¿no podrá leerlo en una imágen natural, aunque más
compleja?
Concluyamos, pues, que la humana inteligencia tiene
la virtud de elevarse desde las cosas sensibles á las in­
teligibles correspondientes, por sí misma, sin las ayu­
das que le proporcionan la sociedad y la palabra.

(1) Nomen intelleclus quamdam inlimam cognitiODem im -


portat: d ic itu r enim inteiligere, quasi tutus tegere. (Sum. theol.
111.a p. q. vin, a. 1).
101

CAPÍTULO III.

Poder de la razón en orden i la revelación.

743. Acabamos de ver lo que puede la razón en el


órden de las verdades sobrenaturales. Fállanos deter­
minar lo que puede en el órden de las verdades sobre­
naturales.
En primer lugar, puede probar el hecho de la reve­
lación. La razón puede probar con certidumbre la au­
tenticidad de la revelación hecha por Moisés & los judíos
y por Jesucristo á los cristianos (1).
En efecto, puede probar con argumentos evidentes la 1. La razón
puede probar
posibilidad de la revelación, del milagro y de la profe­ el hecho de la
cía, discernir los verdaderos milagros y las verdaderas revelación
d ed u cir la
y
obligación
profecías, y por ende reconocer el origen divino’de la creer. de

revelación. S i álguien dijere que la divina revelación 1.· Puede


probar el he­
no puede hacerse creíble con señales exteriores, sea ana­ cho de la rebe­
tema. S i alguien dijere que los milagros jamás pueden lación.
ser ciertamente conocidos, y que con ellos no puede pro­
barse el divino origen de la religión cristiana, sea ana­
tema (2). Tales son los anatemas fulminados por el Con­
cilio del Vaticano contra los tradicionalistas más extre­
mados. El Concilio explica esta doctrina: A fin de que
el homenaje de nuestra fe, dice, fuese conforme á la ra ­
zón, quiso Dios añadir á los interiores auxilios del Es­
píritu Santo pruebas exteriores de su revelación, á sa-
(1) Ralio cuco cerliludioe a u tb eD ticita tem revelalioD Ís Ju-
daeis per Moysen et cbrístian¡s per Jesutn Chrislum factae pro­
bare potest. (6.* Prop. d D. Baulain subscripta).
(2) Si quis dixerit revelationem divmara exterais sigáis cre-
dibilem fieri o o d posse...; aaathema sit. Si quis dixerit... mira-
cula certo cogoos;i nunquam posse, aec iis divinam religionis
christiame origioem rite probar), aoatbema sit. (De fide cath.
cap. m, can. 3, 4).
t. ii.—8
102
ber, hechos divinos, en especial los milagros y las profe­
cías, los cuales, mostrando por brillante manera la
omnipotencia y la infinita sabiduría de Dios, son seña­
les ciertísimas de la divina, revelación y acomodadas á
la inteligencia de todos (1). La razón, añade León X III,
nos declara que la doctrina evangélica fué desde su ori­
gen confirmada con milagros, argumentos ciertos de una
verdad cierta, y que por consiguiente, los que creen en
el Evangelio no lo hacen temerariamente como si creye­
ran en hermosas fábulas, sino que sujetan su inteligen­
cia y su juicio á la autoridad divina con т а obediencia
enteramente conforme á la razón (2).
Aún mas, como enseña el Concilio del Vaticano,para
que podamos cumplir con el deber de abrazar la verda­
dera fe y permanecer constantemente en ella, Dios por
medio de su H ijo único instituyó la Iglesia y la pro­
veyó de señales visibles de su institución, á fin de que
pudiere ser conocida de todos como depositaría y maes­
tra de la palabra revelada. Porque sólo la Iglesia cató­
lica posee los muchos y admirables caracteres que Dios
dispuso para hacer evidente la credibilidad de la fe
cristiana. Aún más, la Iglesia á causa de su admirable
propagación, de su eminente santidad é inagotable fe­
cundidad para todo lien, á cama de su católica unidad
é inconmovible estabilidad, es por si misma grande y
perpetuo argumento de credibilidad y testimonio irre­
fragable de su divina legacía (3). .Mas, según observa
León X III, la razón es la qv.t formula todas estas prue­
bas (4). E l uso de la razón precede, pues, á la fe, como
enseña la Iglesia, y guia á ella al hombre mediante la

(1) De fide cath. cap. ш, 3).


(2) Encycl. vEíerm /’aíris, 4 Aug. 1879.
(3) De fide calh. cap. iii, 5.
(4) Encycl. sElerni Palrls.
103
revelación y la gracia (1). Mientras no hayamos proba­
do al infiel el divino origen de las verdades que le anun­
ciamos, no tenemos derecho de pedirle que crea; mas
luego que le hubiéremos propuesto motivos evidentes
de la credibilidad de nuestros dogmas, no puede rehu­
sar razonablemente su asentimiento(2).
744. Después de haber probado que Dios habló, de2.° La razón
puede demos­
aquí infiere la razón su obligación de creer las verda­ trar la obliga­
ción de erter
des reveladas, aun cuando fueren superiores á sus na­ en la revela­
turales alcances. La razón, dice León X III, nos hace ción.
comprender que Dios es no sólo veraz, sino la verdad
misma, que no puede engañarse ni engañarnos. De don­
de con toda evidencia se desprende que debe & la palabra
de Dios la fe más entera y la sumisión más absoluta (3).
Puesto que el hombre depende todo entero de Dios, como
de su Criador y Señor, dice el Concilio del Vaticano,pues­
to que la razón criada está absolutamente sujeta & la
razón increada, estamos obligados & tributar & Dios,
con la fe, el pleno homenaje de nuestra inteligencia y
voluntad (i).
Tío. Todo el trabajo que precede es lo que se llama II. La raion
demostración evangélica, ó demostración de los funda­ Íiuede cultivar
a ciencia del
dogma.
mentos ópreámbulos de la fe.
La razón puede algo más: alumbrada con la luz de la
fe, puede cultivar la ciencia de las cosas reveladas.
La recta razón, dice el Concilio del Vaticano, demues-

(1) Ratioois usus fidem prsecedit, et ad eam homioem ope


revelatioois et gratiae conducit. (Prop. subscripta á D. Baulain
et D. BonnettyJ.
(2) Non habemus jus ab incrédulo requirendi ut divint Sal—
vatoris costri resurrectionem admiltat, priusquam cerUe pro-
bationes ipsi administra!» fuerint: istaeque probationes ex ea-
dem traditione per ratiocinationem deducuniur. (Prop. <.* á
D. Baulain subscripta).
(3) Encycl. jEterni Patris.
(4) De fide cath. cap. ni, 1.
104
ira los fvndamenlos de la fe, y alumbrada con su luz,
cultiva la ciencia de las cosas divinas (1). Gracias á la
ayuda de la filosofía, dice á su vez León X III, la sa­
grada teología torna y retiste la naturaleza, la forma y
el carácter de verdadera ciencia (2).
La razón, en efecto, reúne en un solo cuerpo las ver­
dades reveladas, las prueba con argumentos propios, y
deduce de ellas numerosas conclusiones. E lla , dice
León X III, reme como en un solo cuerdo las muchas y
diversas partes de las celestiales doctrinas, por manera
que, dispuestas con órien cada una en su lugar, y de­
ducidas de sus propios principios, se hallan fuertemen­
te enlazadas entre si. E lla confirma con pruebas ade­
cuadas é indestructibles, todas estas diversas partes y
cada una de ellas en particular (3).
746. La razón vindícalas verdades reveladas de los
ataques de sus enemigos. Mientras que los enemigos del
nombre católico, continúa diciendo León X III, en sus
luchas con la religión, pretenden tomar de la filosofía
la mayor parte de las armas de que se sirven, á la filo -
sofia igualmente piden más de una vez los defensores de
las ciencias divinas los medios para vindicar los dogmas
revelados. Y es triunfo no pequeño para la fe cristiana,
que las armas tomadas, para combatirla, de los artificios
de la razón humana, la razón humana las desvie con
tanto vigor como destreza, (á). Es por cierto, añade el
mismo Pontífice, un bello y honroso título para la filo­
sofía, ser el baluarte de la fe y como fuerte antemural
de la Religión (5).
4

(1) Cum recta ratio fidei fundamenta demonstre!, ejusque


illustrata lumine rerum diviuarum scientiam excolat. (De fide
cath. cap. ív, 4).
(2; Encycl. JU erni Patris.
(3) Jbid.
(4) Ibid.
(5) Jbid.
105
747. En fin, la razón, profundizando humildemente
los dogmas, halla en ellos luces admirables que llenan
de unción indecible al alma, y cuyas claridades irra­
dian en el mismo órden natural. Cuando la razón alum­
brada por la fe, dice el Concilio del Vaticano, busca di­
ligente, piadosa y prudentemente, adquiere por don de
Dios cierta inteligencia, inteligencia muy fructuosa de
los misterios, sea por la analogía de las cosas que natu­
ralmente conoce, sea por el enlace de los misterios entre
sí y con el último fin del hombre (1). Por esto, como
enseña LeoD X III, es preciso no omitir ó descuidar este
conocimiento más profundo y fecundo del objeto de
nuestras creencias, y este conocimiento más distinto,
cuanto es posible, de los mismosmisterios de la fe, desde
que San Agustín y los demás Padres lo tomaron por
tema de sus elogios y objeto de su aplicación, y que el
Concilio del Vaticano la declara & su tez sumamente
fructuosa (I).

C A PÍT U LO IV.

Algunos oíros errores ó aberraciones de los


tradicionalistas.

748. Gran número de tradicionalistas sostuvieron, i. Pretendi-


como ciertos hermesianos, que podia haber verdadera eBtreu'ralon
contradicción entre la razón y la fe. Los hermesianos,1,4 fe·
según vimos, afirmaban esta contradicción, á ñn de te­
ner un medio para evadir las condenaciones de la Igle­
sia. Los tradicionalistas lo añrmaron con intención
completamente distinta, á consecuencia de excesiva
desconfianza de la razón. Según estos últimos, la razón

(1) De fide cath. cap. iv, 2.


(2) Encyc). A Eterni Patris.
106
es esencialmente falible, es tan incapaz de ser jamás
regla segura de la verdad, que puede reconocer en el
error todos los caracteres de la verdad, de tal manera
que, por un uso legítimo de sí misma, después de un
estudio el más prudente y más paciente, puede mirar
como absolutamente cierta y evidente una proposicion
contraria á la fe; en una palabra, puede hallar contra­
dicción propiamente dicha entre las verdades naturales
y las sobrenaturales.
Lo hemos dicho ya, esta doctrina es tan contraria á
los principios de la razón como á los de la fe. Por esto
JBonnetty hubo de firmar la proposicion siguiente:
Aunque la fe sea superior á la razón, no obstante jamás
podrá hallarse entre las mismas oposicion ni desacuerdo
alguno, originándose ambas de la misma y única inmu­
table fuente deverdad, Dios óptimo y máximo, y ayudán­
dose asi una á otra (1). Ya hemos recordado la conde­
nación del Concilio del Vaticano: Aunque la fe sea
superior á la razón, jamás puede haber verdadero des­
acuerdo entre la fe y la razón; porque el mismo Dios
que revela los misterios y comunica la fe, dió al alma
humana la luz de la razón; y no puede Dios negarse á
si mismo, ni la verdad contradecir la zerdad (2).
ii. Errores 749. Algunos tradicionalístas hacen, en este ó aquel
dad^ivii?01'" grado, quizás aun sin pensarlo, hacen, decimos, de la
sociedad civil una institución positiva de Dios. Si les
damos oídos, la sociedad religiosa y la doméstica son
las únicas que hubo primitivamente; sólo mucho tiempo
después fué instituida la sociedad civil. Al principio

(1) Gtsi fieles sit supra ratíonem, nulla tamea vera dissensio,
Dullum dissidium ínter ipsas invenir! unquam potest, cum am­
bo ab uno eodemque immutabili veritatisfonte, Deo 0. Al.orian·
tur, atque ita sibi mutuam opem ferant. (I.1Prop. subscripta á
D. BonnettyJ.
(2) De fide cath. cap. iv, 3.
107
confió Dios inmediatamente á algunos hombres el poder
social; luego sólo lo ejercieron legítimamente aquellos
que lo recibieron de los primeros por transmisión autén­
tica. Dios, al instituir el poder público con voluntad po­
sitiva, con voluntad positiva determinó sus atribucio­
nes: por largo espacio de tiempo no tuvo el Estado de­
recho de imponer pena de muerte al homicida; y sólo
lo tuvo cuando «después del diluvio hubo Dios decre­
tado, que seria derramada la sangre de aquel que san­
gre derramara.» Finalmente, el sacerdocio siempre do­
minó á la realeza, y él fué quien la instituyó. Samuel
elige primero á Saúl y luego á David; Abías quita diez
tribus á Roboan y las da á Jeroboan y luego á Daasa;
Elias y Elíseo dan á Jeliú la corona.
Así, después de haber presentado el desarrollo natu­
ral de la inteligencia como un don positivo otorgado al
hombre, después de haber hecho del lenguaje objeto de
una «revelación,» el tradicionalismo señala como ori­
gen de la sociedad civil la institución positiva de Dios.
730. Remitimos al lector á lo dicho arriba sobre el
origen y la naturaleza de la sociedad civil. Recordemos
solamente que, según enseñan la filosofía y la teolo­
gía, la sociedad civil, y por consiguiente el poder pú­
blico, es una institución natural, proveniente de la na­
turaleza sociable del hombre, instituida por consiguien­
te en la misma creación de la humana naturaleza. Re­
cordemos que, á consecuencia de esta doctrina, se halla
el poder público en toda humana muchedumbre desde
que ésta existe; que si no es muy numerosa la muche­
dumbre y se halla reunida en un mismo lugar, puede
en rigor conservar y ejercer el poder corporativamen­
te, pero que si es numerosa y se halla diseminada en
vasto territorio, debe delegarlo á alguna cabeza; y que
por lo tanto el poder del príncipe no viene inmediata­
mente de Dios como la autoridad del Papa, sino que antes
108
bien sale de la muchedumbre, que lo tenia en potencia
antes de ponerse en acto en el elegido de la tal muche­
dumbre. Recordemos también que, según enseñan tanto
la filosofía como la teología, las atribuciones del poder
civil vienen determinadas por la naturaleza misma de
su fin, y, por consiguiente, son, en el fondo, de institu­
ción natural de Dios, y que especialmente el derecho de
emplear la espada corresponde esencialmente á la so­
beranía, por su misma institución, sin necesidad de un
acto positivo de Dios. Observemos finalmente que los
tradicionalistas, tan apartados por espíritu general de
los revolucionarios, se ven arrastrados por su error á
enseñar, como éstos, que la sociedad civil no es una
institución natural, sino positiva y arbitraria, si bien
instituida inmediatamente por Dios mismo.
t\ai')MBlipí* ^ UC*10S tradicionalistas declamaron contra los
lásiícos?5*se#"escolásticos, yen especial contra Santo Tomás, el An-
cionéS*61*11"" Sel de la Escuela. «El método de los escolásticos, dije­
ron, lleva al racionalismo.» «Los padres del racionalis­
mo contemporáneo son los escolásticos, porque hicieron
intervenir la razón en el estudio del dogma.» «La Su­
ma de Santo Tomás sólo sirve para formar soberbios.»
A menudo se complacieron los tradicionalistas en
contraponer los Padres de la iglesia á los teólogos de la
Escuela, como en otro tiempo los protestantes contra­
ponían la Sagrada Escritura á los Padres y á los esco­
lásticos. «Los Padres, decían, representan la pura tra­
dición de la Iglesia; los escolásticos una tradición alte­
rada.» «Si quereis crecer en la fe, leed á los Padres;
leed á los doctores de la Escuela, si quereis caer en el
racionalismo.» ¡Cómo parece amar á los Padres de la
Iglesia aquel tradicionalísta! ¡Con qué elogios habla
de sus escritos! En el fondo, no ensalza tanto á los Pa­
dres, sino porque cree por ende rebajar á los escolásti­
cos. Ved cómo recomienda la lectura de los teólogos
109
que explicaron el dogma con textos de los Padres. Sí,
pero no aconseja el estudio de Petavio y Tomasino, sino
para apartar del de Santo Tomás.
752. Vimos anteriormente á los escolásticos comba­
tidos por los hermesianos; ahora los vemos atacados por
los tradicionalistas. Los hermesianos les echaban en ca­
ra haber hecho de la filosofía «la servidora de la teolo­
gía,» en vez de darie el rango de señora y reina; los
tradicionalistas los acusan de haber empleado abusiva­
mente la razón en el estudio de los dogmas. Según és­
tos, los doctores de la Escuela otorgaron demasiado á
la razón; según aquéllos le otorgaron demasiado poco.
753. Reconoce la Iglesia que ni le otorgaron dema- *.· lojmti-
. el» de eslos
siado ni demasiado poco, sino cabalmente lo que con- tuques,
viene. Por una parte mantuvieron la razón su¡nisa á la
palabra de Dios; por otra le permitieron explorar y pro­
fundizar las verdades reveladas. No se excluye á la ra­
zón, pero no se da aires de señora; tiene la libertad de
admirar «la altura, la anchura, la sublimidad» de los
dogmas; pero no tiene la de negarlos porque no los
comprende, de interpretarlos, de alterarlos, ni de cam­
biarlos para acomodarlos á sus alcances. ¿No es ésta la
parte que los Padres concedieron á la razón en el estu­
dio de la religión revelada? ¿No es ésta la que cada día
le concede la Iglesia?
¿Sois enemigos de los escolásticos? Pero, notadlo,
los escolásticos son, en todo el período de la edad me­
dia, los principales testigos de la tradición. En efecto,
enseñan en todas las escuelas de Occidente, á la vista
y con la aprobación de la Iglesia; fueron discípulos su­
yos casi todos los obispos de aquel tiempo. Verdadera­
mente, si erraron los escolásticos, la tradición de la
Iglesia quedó interrumpida.
Contraponéis los escolásticos á los Padres. Sin em­
bargo, no los contrapone la Iglesia. Oid. Los doctores
110
de la edad media, conocidos con el nombre de escolásti­
cos, dice el Papa León X III, emprendieron la, olra colo­
sal de recoger cuidadosamente las sobreabundantes mu­
ses de doctrina, esparramadas acá y acullá en las innu­
merables obras de los Padres, formando con ellas como
un solo monton, para uso y comodidad de las generacio­
nes venideras (1). Las obras de los escolásticos son resú­
menes ó sumas de los Padres. Su doctrina es la de los
Padres, no son dos doctrinas, es la misma doctrina ex­
puesta por dos métodos. Los Padres son predicadores;
profesores los escolásticos: los primeros emplean un
género oratorio y popular; los segundos otro clásico y
didáctico.
Decid que tienen más unción los Padres, y son más
metódicos los escolásticos; pero no digáis que se con­
tradicen: de olra suerte se pondrá en duda que los ha-
yais leído con atención é inteligencia. La Iglesia mués-,
tra á los discípulos del santuario tres fuentes principales
de la palabra revelada: la Escritura canónica, los Pa­
dres y los escolásticos. Es, pues, tan contrario al res­
peto debido á la Iglesia contraponer los escolásticos á
los Padres y á la Escritura, como contraponer á la Es-
- entura los Padres y los escolásticos. Los escolásticos
explican la Escritura y los Padres, como éstos la Es­
critura: E l conocimiento y el método de la teología es­
colástica, decia Sixto V, fueron en todo tiempo muy ven­
tajosos para la Iglesia, ya por la sana inteligencia y
verdadera interpretación de la Escritura, ya para leer
y explicar más segura y provechosamente los P a ­
dres (2).
3.° ei Ancei 754. Entre los teólogos escolásticos elquefuémás
de ta Escue a. alaca(j0 es santo Tomás. Sin embargo, entre todos los

(1) Encycl. AEterni Patris.


(i) Bulla Triumphanlis, an. Ia88.
111
doctores, quizás ninguno tenga tantos títulos al respeto
de los católicos como el Angel de la Escuela. Los Papas
han declarado sn doctrina verídica y católica (I). La
doctrina de Santo Tomás, dice Inocencio VI, reúne so­
bre todas las demás, excepto la canónica, propiedad en
las palabras, mesura en la expresión, verdad en las
proposiciones, de tal suerte que á los que la siguen no se
los sorprende nunca fuera del sendero de la verdad,
y que cualquiera que la combata fué siempre sospechoso
de error (2). Entre todos los doctores escolásticos, dice
á su vez León X III, brilla con resplandor incomparable
el príncipe y maestro de todos, Tomás de A.quino,
quien, como observa Cayetano, por haberprofundamen­
te venerado á los santos doctores que le precedieron, he­
redó en cierto modo de la inteligencia de todos. Tomás
recogió sus doctrinas, como los miembros diseminados de
un mismo cuerpo; las reunió, las clasificó con admirable
órden y las enriqueció de tal manera que se le considera
con justo motivo como el defensor especial y la honra de
la Iglesia. De ingenio dócil y agudo, de fácil y segura
memoria, de integridad perfecta de costumbres, sin otro
amor que el de la verdad, muy rico en divina como en
humana ciencia, justamente comparado con el sol, ca­
lentó la tierra con la irradiación de sus virtudes, y la
llenó del esplendor de su doctrina. Nada en sus obras
falta, ni la abundante cosecha de las investigaciones, ni
la armónica ordenación de las partes, ni el excelente
método del procedimiento, ni la solidez de los principios
ó fuerza de los argumentos, ni la claridad del estilo ó
propiedad de la frase, ni la profundidad ó destreza con
que resuelve los puntos más oscuros (3).

(1) Orbano V, Comí, data ad Univ. Tol. 3 Aug. 1368.


(2) Serm. deS. Thoma.
(3) EQcycl. AEterni Patris.
112
*.· Cood«- 7oo. Bé aquí lo que son los escolásticos: hé aquí el
nación de los - , 1 n , , , , . m , . .
detractores, aprecio de que los rodea la Iglesia. También los ha de­
fendido la Santa Sede de los ataques desús detractores.
Hemos visto á Pió IX en sus cartas al arzobispo de Mu­
nich, echar en cara á los hermesianos su aversión á los
doctores de la edad media. Igualmente los defendió de
los tradicionalistas. k Bonnetly se le obligó á firmar la
proposicion siguiente: Es falso que el método de que se
sirvieron Santo Tomás, San Buenaventura y otros es-
lásticos después de éstos, lleve al racionalismo y haya
sido la causa de que la filosofía, en las modernas escue­
las, cayera en el naturalismo y en el panteísmo; y por
lo mismo no puede acriminarse á aquellos doctores y
maestros de haberlo empleado, sobre todo teniendo como
tenían en su favor la aprobación ó por lo menos el silen­
cio de la Iglesia (1).
En los pasados siglos, los Pontífices Romanos habian
ya alzado la voz contra los enemigos de los escolásti­
cos. Sixto V, en nna bula por siempre memorable, ce­
lebró las eminentes cualidades que hacen la teología es­
colástica tan formidable á los enemigos de la verdad, &
saber, aquella cohesion tan estrecha y tan perfecta en­
tre causas y efectos, aquel órden y simetría, parecidos á
los de un ejército formado en batalla, aquéllas lumino­
sas definiciones y distinciones, aquella solidez de argu­
mentación y sutileza de controversia, cosas todas á fa ­
vor de las cuales la luz queda separada de las tinieblas,
distínguese lo verdadero de lo falso, y las mentiras de

(1) Methodus qua usisunt D. Thomas, D. Bona ven tura et


alii post ipsos scholastici, non ad rationalismum ducit Deque
causa íuit cur, apud scholas hodiernas, philosophia in natura-
Jismuon et paotheismum impiogeret. Proinde non licet in cri­
men doctoribas et raagistris illis.vertere, quod metbodum hanc,
praesertim approbante, aot saltem laceóte Ecclesia, usurpave-
rint. (4.* Prop. á D. Bonnetly subscripta).
113
los herejes, despojadas del prestigio y ficciones que las
envuelven, quedan descubiertas y desnudas (1).
£1 mismo Pontífice declaraba que «en aquellos tiempos
en que se alzaban doquiera hombres soberbios, blasfe­
mos, seductores, que crecían en maldad, que erraban y
hacían caer en el error á los demás, la ciencia escolástica
era más que nunca necesaria para confirmar los dogmas
de la fe católica y refutar las herejías (2).
756. A estas horas el Vicario de Jesucristo reco- «.«Esperan-
mienda con las más vivas instancias el estudio y ense­
ñanza de la filosofía y teología escolásticas. Es absolu­
tamente necesario, dice León X lll, enseñar la teología
con la gravedad escolástica, á fin de que, con el auxilio
de las fuerzas reunidas de la revelación y la razón, no
cese de ser el inexpugnable baluarte de la fe. Declara­
mos á todos los maestros, añade, que nada lomamos
tanto ápecho, ni nada deseamos tanto como verlos su­
ministrar larga y copiosamente á la juventud estudiosa
las aguas purísimas de la sabiduría, que en apretadas
é inagotables olas derrama el Doctor angélico (3). Mas
todavía, el gran Pontífice puso todas las universidades
y escuelas católicas bajo el patrocinio de Santo Tomás.
En todas partes se hacen eco los pastores de los de­
seos de su Cabeza; y, allí donde no está bajo el domi­
nio del Estado, se lanza con ardor la juventud al camino
que se le ha indicado. Y ciertamente, estas reglas tan
prudentes del Vicario de Jesucristo, este apresuramiento
de los obispos en secundar sus designios, este ardor de
la juventud en entrar en las miras de los Pontífices, nos
dicen que tras la noche de los actuales errores brillará
otra vez el dia de la verdad católica.

(1) Bulla Triumphantis.—Eocycl. AElerni Patris.


(i) Bulla Triumphantis.
(3) Encycl. A E lem i Patris.
i
114

T IT U L O III. — EL ONTOLOG1SMO.

CAPÍTULO ÚNICO.

Articulo I.— Exposición del error.

^j.ideagtoe- 757. El outologismo es un sistema que atribuye á la


inteligencia, desde el primer instante de su existencia,
mientras dura la presente vida, la intuición de Dios in­
mediata. Esta intuición es desde luego directa, es de­
cir, sin que el hombre tenga conciencia de la misma;
esta conciencia la tiene más tarde, y entonces aquélla
se vuelve refleja. Pero es esencial á la inteligencia; y
algunos llegaron á decir que era su misma esencia. Se­
gún este sistema, el primer sér, ó, según la palabra sa­
cramental, t\primer ontológico, es el primer objeto co­
nocido, ó el primer lógico, ó también el primer filosó­
fico (1).
íi. vario» 738. Podemos distinguir dos sistemas generales: el
sistemas. . ° °
i.» ei onto sistem a absoluto y el sistem a moderado.
\uiomo abso~ El ontologismo absoluto podemos expresarlo por me-
eioóde* error” *as dos siguientes proposiciones:
1·° Vemos á Dios en sí mismo;
2·° Vemos todas las cosas en Dios.
deJ¡a proposi- a(I u‘ ^os argumentos aducidos en prueba de
cíodprimera, la proposición primera:
1 o Dios es el sér infinito; el sér infinito no puede
ser representado á la mente por ninguna imágen ni
idea; de otra suerte habría necesidad de una imágen ó

(1) Desde muy antiguo se llama ontologia aquella parte de la


filosofía que trata del sér y sus propiedades. Pero hasta estos últi­
mos tiempos do se ha llamado ontologismo el sistema que hace
del S ir infinito el primer objeto del conocimiento.
115
idea infinita, habiendo así dos infinitos, el infinito re-
representado y el infinito representante. Luego, si co­
nocemos á Dios, le conocemos en si mismo.
2.° Dios es inteligible, el alma inteligente; Dios in­
teligible está presente al alma inteligente; luego ésta le
conoce inmediatamente. Pretender que no podemos co­
nocerle sino por medio de otro, es querer que tenga ne­
cesidad de intermediario Dios para ser inteligible, ó el
alma para ser inteligente; ó ambos para ponerse en con­
tacto inmediato.
3.° Dios es el sér: Ego smn qui snm. Según todos los
filósofos, el objeto de la inteligencia es el sér. Luego
Dios es el primer objeto del conocimiento.
i. ° El órden del conocimiento debe ser semejante al
órden de los seres, ó, como se dice, elórdea lógico con­
forme al órden ontológico. Dios es el primero que fué.
Luego debe ser el primer conocido.
5.° El primer objeto que queremos, es Dios; pues la
voluntad, en todos sus actos, tiende hácia el bien infi­
nito. Luego es Dios el primer objeto que conocemos: en
efecto, no podemos querer una cosa sin conocerla: N ih il
volitvM, quin pr&cognitum.
Conclusión: Luego, desde su origen, la inteligencia
se halla en relación con Dios por intuición inmediata
directa, sino refleja.
760. Hé aquí las principales pruebas de la segunda c. P r u e b a s
U proposi-
prOpOSIClOn. cion seguida.
1.° En Dios hay todas las razones de todo lo que es:
<tes, se dice, un palacio de ideas.» Pero Dios está pre­
sente inmediatamente á la mirada de la mente. Desde
luego, también están presentes en él las razones, y por
consiguiente puede el alma conocer en él todas las co­
sas.
2.” El sér de las criaturas es esencialmente relativo,
porque, en eljondo, dependen de Dios, ó mejor, son la
116
dependencia misma. No puedo, pues, tener verdadero
conocimiento de las criaturas, sin conocer su sér como
relativo. Pero lo relativo no puede conocerse sin su co­
rrelativo. Por consiguiente, en todo conocimiento de
las criaturas hay el conocimiento de Dios; en otros tér­
minos, vemos todas las cosas en Dios.
Hay ciertos ontologistas que discurren algo diferen­
temente. Dios es propiamente el sér; porque sólo Él es
esencialmente; las criaturas son cosas existentes ó exis­
tencias (ex, sisterej; porque tienen el sér participado.
Alas el verdadero conocimiento debe representar fiel­
mente las cosas, es decir, representar los seres tales
cuales son, con sus verdaderas relaciones. No se pue­
den, pues, conocer las criaturas, sin verlas en Aquel de
quien dimanan; por consiguiente, las conocemos viendo
al Sér que cria las existencias: Ens creans existentias.
3." Conviene reconocer que la inteligencia, en lodos
sus actos, se halla en absoluta dependencia de Dios. No
puede darse mayor dependencia para la inteligencia
que la de no poder tener conocimiento alguno sin vol­
ver los ojos á Aquel que es la razón de todos los inteli­
gibles.
d Observa- 761. Así discurrieron, con algunas variantes ea las
CÍOD.
formas, en el siglo X V II Malebranche, en el X V III Ger-
dil, y Gioberti en el X IX .
Con todo, siendo católicos estos autores, pretenden
que esta intuición natural de Dios, en la presente vida,
difiere esencialmente de la sobrenatural visión de la vi­
da futura. «Aquí bajo, dicen, conocemos la divina esen-,
cia de una manera relativa; en el cielo la conoceremos
en su sér absoluto: ahora la conocemos como arquetipo
de las cosas, como representativo de cuanto entende­
mos; en la vida futura la conoceremos en si misma, ca­
ra á cara.
Creen estos autores conservar'porende una distinción
117
esencial entre el conocimiento natural y el sobrena­
tural.
762. El ontologismo moderado admite la primera ^
proposicion del ontologismo absoluto: vemos á Dios en do.
si mismo. cion. x p
Cuanto á la segunda distingue los inteligibles de los
sensibles, «las ideas ó verdades necesarias» como la
idea de sér, de unidad, los primeros principios, etc., de
las cosas contingentes que perciben los sentidos. Ve­
mos en Dios las primeras, pero las segundas en si mis­
mas. El ontologismo moderado podemos, pues, expre­
sarlo en las tres siguientes proposiciones:
1.® Vemos á Dios en sí mismo;
2." Vemos los inteligibles en Dios;
3.° Vemos los sensibles no en Dios, sino en sí mis­
mos.
Tales ontologistas quieren distinguir en el hombre
tres facultades: la razón pura, que pone al alma en re­
lación inmediata con Dios y sus ideas ó los inteligibles;
la conciencia, que la pone en inmediata relación con­
sigo misma; los sentidos, que la ponen en inmediata re­
lación con los objetos sensibles; razón pura, concien­
cia, sentidos, que perciben su objeto propio por intui­
ción.
763. Los ontologistas moderados prueban la proposi- *.Pniebi».
cion tercera por la evidencia misma de nuestras per­
cepciones. ¿Ño es evidente que veo aquella mesa, aquel
árbol, aquella casa? ¿No es evidente que los veo en si
mismos y no en Dios?
La primera pruébanla con los mismos argumentos
que los ontologistas absolutos.
Cuanto á la segunda, hé aquí su principal argumento.
Las esencias, ó inteligibles, ó universales, son nece­
sarios, eternos é inmutables; las cosas sensibles son
contingentes, momentáneas y mudables; luego la in-
t. í i . —9
118
telígencía no puede ir á buscar el conocimiento de los
inteligibles en las cosas sensibles. Los inteligibles son
los arquetipos ó ideas conforme á las cuales crió Dios
las cosas sensibles; por consiguiente, no podemos ver­
los sino en la inteligencia que las concibe. Las esencias
son los modos ó grados comunicables delSér divino; es
necesario, por consiguiente, llegar hasta la divina esen­
cia para conocerlas.
Observa - 764. En el siglo actual ha habido muchos ontologis-
cion.
tas moderados. Han sido los más célebres: en Francia,
Fabre, Hogonin, firanchereau; Ubaghs, en Bélgica, y
en Italia, Vercellone y Milone.
Como los ontologistas absolutos, han pretendido tam­
bién mantener la distinción esencial entre la vision na­
tural de Dios en esta vida, y la sobrenatural en la otra.
Sobre este punto, sus explicaciones no diGeren de las
de los ontologistas absolutos.

Articulo I I. — Crítica de los sistemas precedentes.

Solucion di ¡ 765. Las razones de los ontologistas distan mucho de


los argumen
tos. ser concluyentes. Un rápido exámen bastará á conven­
cernos de ello.
l . ° Dicen: No hay idea alguna que pueda represen­
tarme d Dios; luego, ya que le conozco, le veo en sí
mismo.
Basta á destruir este argumento una distinción muy
sencilla. No hay idea alguna que pueda representarme
á Dios: perfectamente, si; imperfectamente, no.
En la vision intuitiva no hay idea ni especie que re­
presente á Dios; la misma divina esencia, sin cosa al­
guna intermedia, se une con la inteligencia, como ob­
jeto visto y como forma de vision: así lo enseña Santo
Tomás (1).

(1) Sum. Theol. I.* p. q. x x ii , a. 2.


119
Pero en el conocimiento imperfecto que en esta vida
tenemos, hay una especie 6 idea que nos proporcionan
las criaturas mismas.
Estudiando, en efecto, las criaturas, me convenzo de
que no tienen en sí mismas la razón de ser; de donde
concluyo que existe, fuera de ellas y superior á ellas,
un Sér supremo que las produjo; deduciendo también
que su Autor tiene todas las perfecciones que en ellas
resplandecen. De esta suerte me formo ana cierta idea de
Dios. Esta idea es imperfecta sin duda; parécese bastante
á la que del hombre tendría una inteligencia que le cono­
ciera tan sólo por los caminos que ha abierto ó por las
casas que ha construido. Pero, precisamente porque es
imperfecta esta idea, podemos formarla por abstracción
y raciocinio.
766. Insisten diciendo: Tenemos verdaderamente la
idea del infinito; es así que lo finito añadido á lo finito
no puede dar lo infinito; luego no hemos sacado esta
idea de las cosas criadas.
Contesto: Concedo que tengamos ana idea propia del
infinito, porque distinguimos el infinito de todo lo que
no es él; tenemos una idea ■positiva del infinito, distin­
go: tenemos una idea pura y simplemente positiva, lo
niego; tenemos una idea en parte positiva y en parte
negativa, ó, como dicen muchos modernos, una idea
positivo-negativa, lo concedo. Expliquemos esta res­
puesta.
El nombre es negativo, la cosa positiva, y la idea po­
sitiva y negativa á la vez. En efecto, en la idea del in­
finito, es menester distinguir la cosa que es infinita, y
la misma infinidad: La cosa que es infinita se presenta
á la mente como un coacepto positivo, pero imperfecto;
en un concepto positivo, porque el infinito se me apa­
rece como un sér real; en un concepto imperfecto, por­
que no entiendo toda la realidad oculta en el infinito.
120
La infinidad se presenta á la mente en un concepto ne­
gativo; porque no me represento la infinidad por loque
es en sí misma, sino por lo que no es; la concibo como
el modo de una sustancia que no tiene limites, y que ex­
cede á toda realidad percibida ó concebida (1).
Cierto que no puedo abstraer de las sustancias finitas
el concepto perfecto y adecuado del infinito; las criatu­
ras, en erecto, son un espejo muy imperfecto del Cria­
dor. Mas puedo abstraer de ellas un concepto imperfec­
to, como aquel de que acabo de hablar. Basta para esto
que vea y compare las criaturas: todas se me presentan
como teniendo cierta perfección, en otros términos, una
perfección limitada. En virtud de la fuerza de abstrac­
ción de que está dotada la mente, puedo fijarme en la
perfección y separar la limitación; de esta suerte me
remonto del concepto de finito al de infinito, por la to­
tal exclusión del límite en lo que es finito (2).
767. 2.° Prosiguen los ontologistas: Dios es el mis­
mo inteligible inmediatamente presente á la inteligen­
cia. Luego le conozco en. si mismo sin intermediario.
Hé aquí mi respuesta: Dios está inmediatamente pre­
sente á la inteligencia, como primera causa, lo concedo;
como objeto de conocimiento, lo niego.
No basta que un inteligible esté presente á la inteli­
gencia para que ésta lo conozca; es preciso que baya

(1) Dúo íd coDceptu reí icfinit®: res qu® est infinita, et in-
finitas qua praedila est res infinita. Id idea infinili, habetur re-
praeseotatioinfinitatis non positive, sed negalive per eiceasum sen
repraeseatatio rei infinites, positive quidem, sed con adeequate; si-
quidem repríesentatur id quod est infinitum,sed non omne id
quod latet in infinito. (Card. Zigliara, Sum. phiíos.J.
(4) lo finito, habetur et enlifas, et entitatis limítatio, seu ne-
gatio majoris entitatis. Meas, per saam virtutem abstrabentem,
potest attendere ad entitatem, quatenus entitas et perfectio est,
et excludere omnem limitationem. Entitas autem, á qua exclu-
ditur omnis limes, est infinita. (Card. Zigliara, Sum. phUos.}.
121
proporcioD entre uno y otra. Mas Dios, como 'vimos en
otro lugar, es un inteligible tan sublime que no puede
naturalmente conocerle en si mismo ninguna inteligen­
cia criada ó criable.
768. 3.° Dicen los ontologistas: Dios es el sér, el sér
es el objeto de la inteligencia. Luego Dios es el objeto
propio de la inteligencia.
Este argumento es un juego de palabras. Dios es el
sér, no el sér en general, de otra suerte ó seria un ente
de razón, como dicen los ateos, ó todo sér, como quie­
ren los panteístas; sino que es el sér infinito, ó singu­
lar, simple, real y esencialmente distinto del mundo, é
inefablemente superior á todo lo que es ó puede ser
concebido fuera de él (1).» Podemos, pues, conocer el
sér en general, podemos conocer ciertos seres, sin por
el mismo hecho conocer necesariamente aquel sér de­
terminado que es Dios.
769. í.° Dios es el primer objeto de la voluntad,
luego es también él primer objeto de la inteligencia.
Este argumento ofrece la misma confusioa que el an­
terior. El primer objeto de la voluntad, es el bien en
general ó la felicidad, no el bien infinito ó Dios.
770. Dicen los ontologistas: E l sér de las criaturas
es esencialmente relativo; luego sólo puedo conocerlo en
Dios.
Prosigo el argumento: El sér de las criaturas es esen­
cialmente relativo; luego no puedo conocerlo sin tener
conocimiento indirecto y abstracto de su correlativo,
lié aquí todo lo que tendríais derecho de inferir.
Pero es falso que las criaturas tengan sólo sér relati­
vo; pretenderlo es caer en el panteísmo. Tienen sér dis­
tinto de Dios, por consiguiente sér propio y absoluto.
¿Qué es lo que me impide conocer este sér absoluto?

(I) Conc. Val. De fide cath. cap. i, 1.


122
Sin dada está la dependencia en el fondo mismo de sn
sér; asi que, no puedo conocerlo perfectamente, ó, co­
mo dice la Escuela, adcequate et comprekensive, sin ver
su actual dependencia de Dios; pero como tienen sér
propio, puedo conocer este sér sin percibir aquel de
donde dimana. Los panteístas, observaba el cardenal
Pecci, hoy León X III, y el cardenal Sforza, en una sú­
plica que presentaron al Concilio del Vaticano pidiendo
la condenación del ontologismo, los manteistas han
puesto siempre singular empeño en negar á las cosas in­
teligibilidad propia; porque velan muy lien que no pue­
de negarse la inteligibilidad de las cosas, sin ser lleiado
á negar su misma realidad. Pero, según los ontologis­
tas, las cosas no son inteligibles en si mismas, sino sola­
mente en Dios. Luego no tienen en si mismas realidad
propia, sino solamente en Dios, como sostienen los pan-
teístas (1).
771. 6.° Los ontologistas moderados dicen: Los uni­
versales son necesarios, eternos é inmutables. Luego no
podemos ir á buscar su conocimiento en las cosas sensi­
bles, que son contingentes, mudables y perecederas.
Respondo. Las esencias son necesarias, si, pero con
necesidad lógica; son eternas é inmutables, si, pero en
cuanto hacen abstracción del tiempo y de las mudan­
zas. La necesidad de los universales no es la necesidad
ontológica del sér divino; su eternidad é inmutabilidad
no son la eternidad é inmutabilidad de Dios. Ya que su
necesidad, su eternidad y su inmutabilidad se distin-

(1) Orones paotheistae toti io eo snnt ut negent rebns pro-


priam intelligibilitatem, optime providentes, quod negata serael
rebus intelligibilitate sibi propria, negaoda est etiam ipsa earum
realitas. Al vero juxta ontologos res non snot iotelligibiles ia
seipsis, sed solum ia Deo; igitur res non habent ¡n seipsis rea-
lilatem sibi propriam, sed habent in Deo, ut docent pantbeista.
Postulatum contra Onlologismum a i Cone. Vat. directum.
123
guen de las de la divina esencia, no son las razones
eternas subsistentes en la inteligencia increada.
Cada criatura tiene su esencia; la esencia es el objeto
propio de la inteligencia, como lo particular lo es del
sentido. Cuando se presenta á mi vista una criatura, el
sentido y la inteligencia perciben cada cual en el mis­
mo objeto lo que le es propio: el uno, lo sensible con
sus caracteres concretos; la otra, lo inteligible con sus
caracteres abstractos. No conozco, pues, los inteligibles
por su intuición en Dios, sino por abstracción de los
mismos de las cosas sensibles (1).
772. En el fondo de la mayor parte de los argumen­Obsemcien.
tos de los ontologistas hay una profunda ignorancia de
la naturaleza y del juego de las humanas facultades. El
alma y el cuerpo forman una sola sustancia completa ó
una naturaleza; el principio de todas las facultades es
el alma. Pero hay ciertas facultades que las ejercita sin
órganos corporales; son las facultades propias del hom-

(1} Objectum cogooscibile proportionatur virtuti cognosciti­


va;. Quaedam autem cognoscitiva virtus est actus orgáni corpo-
ralis, scilicet sensus; et ideo objectum cujuslibet seositivae po­
len ti* est forma, prout in materia corporali exislit; et quia
hnjusmodi materia est individuationis principium, ideo omnis
potentia sensitiva partís est cognoscitiva particularium tan-
tum... Intellectus autem humanus non est actus alicujus orga-
ni, sed tamen est quaedam virtus animae quae est forma corpo-
ris; et ideo proprium ejus est cognoscere formam in materia
quidem corporali individualiter existentem, non tamen prout
est in tali materia; cognoscere vero id quod est íd materia in­
dividúan, non prout est in tali materia, est abstrahere formam
á materia individual!, quara repraesentant phantasmata. (Sum.
Theohg. I.’ p. q. l x x x v , a. 1).—Intellectus est uníversalium,sen­
sus autem siogularium... Sic igitur contingentia, prout sunt
contingeatia, cognoscuntur directe quidem á sensu, indirecte
autem ab intellecta; rationes autem universales et necessariae
contingentium coguoscuatur per intellectum. (Ibid. q. l x x x v i i i ,
a. 3).
124
bre, la inteligencia y la voluntad; las hay que comuni­
ca á los órganos ejerciéndolas por medio de éstos; son
las facultades Jinferiores, en especial la de sentir (1).
Pero el cuerpo está unido con el alma no para el bien
del cuerpo sino para el bien del alma; pues no se orde­
na lo perfecto á lo imperfecto, sino antes bien lo imper­
fecto se subordina á lo perfecto. De donde se sigue, que
las facultades inferiores sirven á las facultades superio­
res, y que el sentido es para la inteligencia. ¿De qué
manera? £1 sentido presenta á la inteligencia la mate­
ria en que debe ejercitarse, lo sensible, lo concreto, lo
particular; la inteligencia lee lo inteligible en lo sensi­
ble, la esencia en lo concreto, y en lo particular lo uni­
versal (2).
Por ende el objeto del pensamiento, como dice Santo

(1) Los modernos dan á menudo el nombre de sentir y de


sensación á ciertos afectos del apetito sensible. Los antiguos da­
ban estos nombres á todas las operaciones de los sentidos. Nos­
otros las entendemos aquí como los antiguos.
(2) Nod potest dici quod anima intellectiva corpori uniatur
propter corpus; quia nec forma est propter materiam, nec mo­
tor propter mobile, sed potius é converso. Máxime autem vide-
tur corpus esse necessarium anim* intellective ad ejus pro-
priam operationem, quae est intelligere; quia secundum esse
suum á cor pore non dependet. Si autem anima species intelli-
gibiles secundum suam naturam apta nata esset recipere perin-
fluentiam aliquorum separatorum principiorum tantum (aut
res in Deo immediate intueretur), et non acciperet eas ex sen-
sibus, non indigeret corpore ad intelligendum: unde frustra
corpori uniretur. (Sum. Theolog. I.* p. q. iin t v , a. 4).—Ad hoc
ergo quod perfectam et propriam cognitionem de rebus ba-
bere possent (anims human*), sic naturaliter sunt instituye,
ut corporibus uniantur, et sic ab ipsis rebus sensibilibus pro­
priam de eis cognitionem accipiant, sicut bomines rudes ad
scientiam induci non possunt nisi per sensibilia eiempla. Sic
ergo patet quod propter melius aD im s est ut corpori uniatur,
et intelligat per conversionem ad phaDtasmata. (Ibid. q. m u í ,
a. 1).
125
Tomás, corresponde al sujeto que piensa. El sujeto que
piensa, en efecto, es el alma humana que informa una
materia, el alma «forma sustancial del cuerpo;» y el
objeto tfel pensamiento es una forma inteligible abs­
traída de lo sensible (1).
773. Acabamos de examinar el ontologismo con las ·!· conside-
■ 1 I I ~ 1 j I « c io n e s teoló-
solas luces de la razón. Si lo estudiamos con las de la gicas.
1 ^ Novcdid
teología, hallamos en él dificultades aún más serias. dei' ontoiogís-
En primer logar, es un sistema nuevo. ¿Qué Padre, mo·
qué doctor de la Iglesia habló jamás de visión natural
de Dios? ¿Qué Padre, qué teólogo dijo jamás que en la
presente vida vemos á Dios en si mismo y en Él todas
las cosas, por lo menos las inteligibles? Los escolásti­
cos, después de los Padres, decia el futuro León X III
en el documento que acabamos de citar, prueban con
razones evidentes que la tision inmediata de Dios sobre­
puja á las fuerzas naturales de la inteligencia criada, por
'perfecta que fuera, y con mayoría de razón, y,por con­
siguiente, las de la humana inteligencia en el estado ac­
tual; enseñan unánimemente que el hombre no tiene acá
bajo más que un solo camino para llegar al conocimien­
to de Dios, y este camino único consiste en subir desde las
criaturas á Dios por medio del raciocinio. Pero los P a ­
dres y los escolásticos creen que este procedimiento a

(1) También los ilustres cardenales que pidieron al Concilio


del Vaticano la condeoacioD del ontologismo, observan que este
error contradice la famosa definición del Concilio de Viena: «El
alma intelectual es por sf misma y esencialmente la forma del
cuerpo humano.» «Omittimus hanc immediatam Dei cogoilio-
nem conc liari non posse cum alia veritate catholica á Concilio
Vienneusi defioita et in Lateranensi sub Leone X confirmata:
Anima intellectiva est forma humani corporis per se et essenlialiter.
Nam ex hac definitione sequitur animam non pos*e naturaliter
cognoscere immateriale in seipso, sed sub forma aliqua seüsibi­
lí, cum notum sit axioma: Modas operaodi conformis est modo
existendi.»
126
posteriori es necesario no para que el conocimiento in­
mediato de Dios, tal como los ontologistas lo atribu­
yen al alma humana en virtud de su misma naturaleza,
sea claro y distinto, sino para que la mente adquiera el
conocimiento de Dios, y pueda probar su existencia con­
tra los ateos (1). E q lo que no se puede dejar de con­
venir por poco que se hayan estudiado las obras de los
Padres y de los teólogos.
77L Verdad es que los ontologistas nos oponen siete
ú ocho textos tomados de San Agustín, Santo Tomás,
Sao Buenaventura y algunos otros doctores. Pero á to­
dos estos textos se les altera el verdadero sentido (2).
Además, San Agustín, Santo Tomás, San Buenaventu­
ra y los demás Padres tienen centenares ó millares de
pasajes en los cuales explícita ó á lo meaos implícita­
mente niegan que el hombre pueda acá bajo ver á Dios
ó cualquier cosa que fuere en Él. Desafiamos á los con­
trarios á que nos citen un solo texto en que los Padres
hayan distinguido dos visiones de Dios, una natural y
otra sobrenatural, una con la que seamos favorecidos
ya acá bajo, y otra que sea objeto de nuestras esperan­
zas para la vida venidera.
Es, pues, el ontologismo una doctrina «nueva,»
«inaudita,» nova, inaudita, «contraria á la enseñanza de
los Padres y de la Escuela,» contraria doctrina Patrum
et scholasticorum (3).
i 0 Coofu- 775. En segundo lugar, el ontologismo suprime la
sion del oooo· j· ,· · ♦i t i · · . * i i
címieato aatu- distinción esencial entre el conocimiento natural y el
brenitúríiso* sobrenatural. Todos los teólogos han dicho constante­
mente, que ambos órdenes de conocimiento se diferen-

(1) Postulalum contra Onlologismum, m.


(2) Demuéstralo muy bieD eD tre otros el ilustre cardenal Zi­
g lia ra , eo su admirable obra Della luce inlelleltuale e dell'ontolo-
gismo.
(3) Postulalum pracitatum contra Onlologismum.
127
cían en que en el uno conocemos á Dios indirectamente,
porque percibimos sus perfecciones reflejadas en el es­
pejo de las criaturas, y en el otro conocemos inmedia­
tamente á Dios en sí mismo. Si, pues, la misma razón
natural se halla en relación con Dios por intuición in­
mediata, ¿en qué se diferenciaría del conocimiento so­
brenatural? Por tanto, como observaban los ilustres car­
denales que presentaron al Concilio la súplica de que
hemos tratado, el ontologismo aire ancho camino al ra­
cionalismo. En efecto, si la mente no sube desde las
criaturas á Dios, si naturalmente tiene la visión de
Dios inmediata, es preciso concluir que naturalmente
puede ver & Dios cual es en sí mismo, no sólo por consi­
guiente en la unidad de su naturaleza, sí que también
en la trinidad de personas;porque es cosamanifiestaque
tener el conocimiento inmediato de un objeto, es conocer­
le tal cuales. En consecuencia, los misterios déla fe po­
drían ser, lo mismo que las verdades de la ciencia, co­
nocidos naturalmente por la mente, y «no sobrepujarían
á las fuerzas naturales de la razón humana,» como mu­
chos ontologistas abiertamente lo han sostenido (1).
776. Verdad es que algunos ontologistas pretenden
distinguir la esencia divina de la divina sustancia: «Ve­
mos inmediatamente, dicen, la sustancia de Dios, pero
no vemos inmediatamente su esencia.» Mas, respondía
el futuro León X III, siendo Dios infinitamente simple,
no hay en él distinción entre la sustancia y la esencia;
luego es imposible que el humano entendimiento vea en
Dios la sustancia y no vea la esencia. Además, no dife­
renciándose en Dios el sér de la esencia, como lo enseñan
iodos los teólogos, no se puede ver á Dios sin que se vea
su esencia al mismo tiempo (2).

(1) Postulalum contra Ontologismum, x.


(2) Ib id. v.
128
777. Otros ontologistas acuden á una distinción en­
tre la esencia de Dios y sus atributos. « El término de la
intuición natural de la razón, dicen, no es la esencia
divina, sino los divinos atributos.» Empero, sigue res­
pondiendo también el gran doctor que acabamos de ci­
tar, la doctrina católica no‘permite ninguna distinción
real entre los atributos de Dios y su esencia. Todo atri­
buto divino es la misma esencia, divina. Por esto la hu­
mana inteligencia no puede ver un atributo de Dios, sin,
ver la divina esencia (1).
778. Finalmente, hay muchos ontologistas que discu­
rren de otra manera. «Con el conocimiento natural, ve­
mos la esencia divina como arquetipo de las criaturas
sin verla en lo que es en sí misma.» Pero Santo Tomás
y toda la Escuela responden que no se la puede ver co­
mo arquetipo de las criaturas, sin verla en si misma.
Es imposible, dice el Doctor Angélico, ver las razones
de (as criaturas en la divina esencia sin verla á ella
misma. Porque la misma esencia divina es la razón de
las criaturas, de suerte que los arquetipos no anadea á
la divina esencia sino una relación ideal con las criatu­
ras. En segundo lugar, se conoce una cosa en sí misma
antes de conocerla en sus relaciones con otras; es,
pues, necesario conocer la esencia divina en sí misma
por medio de los actos beatíficos, antes de conocer en
ella las razones eternas de las criaturas (2).»

(1) Postulatum prcecilalum contra Onlologismum, vi.


(3) Non est possibile quod aliquis videat ratiooes crealura-
rum io ipsa divioa esseotia, ita quod eam doq videat: tum quia
ipsa divioa esseotia est ratioomoium rerum qu* fiunt, ratioau-
tem idealis non addit supra diviaam esseDliam d ísí respectum
ad creaturam ; tum etíam quia prius est cogooscere Deum ut
estobjectum beatiludinis, quam cogooscere illum per cotripa-
ratioaem ad allerum, quod est cogooscere Deum secundum ra-
tioaes rerum iQipso existentes. fSum. Tlteol. II.*, II. ¡s, q. c l ix u i ,
a.l).
129
779. Pero no consiste todo en esto. No sólo el onto- 3.» confu-
logismo confunde á un tiempo el conocimiento natural cimiento de t*
con el sobrenatural, sino que traslada á la vida presente
lo que es propio de la futura. En efecto, no se contenta <°ri.
con sostener que la razón natural ve á Dios inmediata­
mente, sino que pretende que le ve ya en esta vida. De
esta suerte hace la visión de Dios objeto natural de la
razón en esta misma vida presente. Esto es añadir á la
confusión de ambos órdenes de conocimiento, la confu­
sión del estado depreparación y de prueba con el de
consumación y recompensa.
780. ¿Dirán los ontologistas que «la visión natural»
de los hombres en la tierra y «la visión sobrenatural»
de los santos en el cielo se distinguen en que la prime­
ra es oscura, mientras es clara la segunda? Mas, por
una parte, toda visión inmediata de Dios es clara; por
otra, según el testimonio de la Escritura y el unánime
sentir de los Padres y los teólogos, la diferencia entre
el estado del santo y el del hombre viador no consiste
en ser clara la visión del primero, y oscura la del se­
gundo, sino en que el primero ve á Dios y el otro no le
te. S i la. visión natural de Dios es inmediata, dice el
futuro León XJ1J, es clara y distinta, y por consiguien­
te no se diferencia de la visión beatifica (1). La visión
del bienaventurado y del hombre viador, liabia antes
dicho Santo Tomás, no se distinguen en que el uno tea
más perfectamente y menos perfectamente al otro, sino
en que el uno ve y el otro no te (2).
781. La Santa Sede censuró las principales fórmulas ni. Coode-
. ntcioo.
de los ontologistas.
En 1861, la Congregación del Santo OGcio califica­
ba (3) siete proporciones, siendo las cinco primeras las
siguientes:
(1) Postulalum contra OnMogismum, vn.
(2) Qmsl. DD. De verilate, q. ivm, a. 1.
(3) Tuto tradi no» possunf. Resp. Congr. toquis. 18 Sept, 1861.
130
E l conocimiento inmediato de Dios, & lo menos habi­
tual, es esencial al humano entendimiento, de tal suerte
que nada puede conocer sin él; porque es la luz mtelec-
tual misma.
Aquel sér que entendemos en todo, y sin el cual nada
entendemos, es el Sér divino.
Los universales considerados a p a r t e r e í no son una
realidad distinta de Dios.
La nocion innata de Dios, como simplemente del sér,
incluye eminentemente todos los demás conocimientos, de
tal suerte que por medio de ella conocemos implícita- ■
mente todos los seres, lajo todos los respectos que pueden
ser conocidos.
Todas las demás ideas no son otra cosa que modifica­
ciones de la idea por medio de la cual entendemos á Dios
simplemente como sér (1).
En 1862, la misma Congregación calificaba otras
quince proposiciones, cuyas 12.* y 13.* son:
La mente, desde el primer instante de su existencia,
goza depercepción ideal, no refleja, ciertamente, sino di­
recta.
Entre las verdades inteligibles que idealmente per­
cibimos, ocupa el primer lugar Dios, cuya percepción,

(3 ) 1. Im m e d ia ta D ei co g n itio , h a b itu a lis sa llen ), in tellectu i


h u m a n o e sse n tia lis e st, ita u t sin e ea n ih il c o g o o sc ere p ossit:
siq u id e m e s t ip su m lu m en in te lle c tu a le .
2. Esse illud, quod in ómnibus et sine quo nihil intelligimus,
est esse divioum.
3. Uni v e rsa b a , á p a rte re i c o n sid é ra la , á Deo re a lite r n on dia-
tin g u u n tu r.
4. Congenita Dei, tanquam enlis simpliciter, notitia omnem
aliam cogoitionem eminenti modo involvit, ut per eam omne
eos, sub quocuroque respectu cognoscibile est, implicite cogni-
tum habeamus.
5. Omnes alise ideae non sunt nisi modificationes idese qua
Deas tanqaam eos simpliciter intelligitur.
131
aunque esencialmente distinta de la intuición de los bien­
aventurados, no tiene por término una imágen repre­
sentativa, sino al mismo Dios (1).
782. En 1870 dos cardenales de los más ilustres, el
cardenal arzobispo de Perusa, Mons. Pecci, elegido Pa­
pa ocho años después, y el cardenal arzobispo de Ná-
poles, Mons. Sforza, dirigieron una súplica al Concilio
del Vaticano, como más arriba dijimos, rogándole con­
denara la proposicion siguiente: Hay un conocimiento
de Dios directo é inmediato, natural al hombre.
£1 Concilio, obligado á interrumpir sus trabajos á
causa de lo calamitoso de los tiempos, todavía no ha
podido fulminar contra el ontologismo una condenación
directa. Pero lo condenó ya indirectamente, al definir
que hay dos modos de conocer á Dios: uno natural, que
consiste en conocerle en sus obras; y otro sobrenatural,
que consiste en conocerle en sí mismo.
La santa madre Iglesia, dice el Concilio, cree y en­
seña que á Dios, principio y fin de todas las cosas, se le
puede conocer con certidumbre con la luz de la razón
natural por medio de las cosas criadas, e r e b c s c r e a t is ;
porque desde la creación del mundo, percibe la inteli­
gencia las perfecciones invisibles de Dios por medio de
sus obras, p e r e a qüjE f a c t a s u n t . Sin embargo, plugo
á la sabiduría y á la bondad de Dios revelarse É l mis­
mo á nosotros y revelarnos los decretos de su voluntad,
SE1PSÜM AC /ETERNA VOLUKTAT1S SCjE DECRETA REVELARE,pOT
otra via, que es la via sobrenatural, conforme á lo que

(1) 12.* A primo existeotiae instan« mees perceptione ideaii


fruitur, con quidem reflexe, sed directe.
13.* Inter veritates intelligibiles, quas idealiter apprehendi-
mus, imprimís reponitur Deas, cujus inlellectio, licet ab iotui—
tione beatoram esseotialiter distiocta, doq ad imaginem reprae-
sentativam, sed ad Denm ipsum terminatur.
Tuto tradi non possunt.
132
dice el Apóstol: «Dios que halló á nuestros padres por
medio de los Profetas, nos habló últimamente y en nues­
tros dias por medio de su H ijo { 1).»
Asi que, según el Concilio, la razón natural sólo co­
noce á Dios en el espejo de las criaturas; de donde de­
bemos concluir que no tiene conocimiento de Dios di­
recto é inmediato, sino sólo mediato é indirecto. Según
el Concilio, el conocimiento de Dios en si mismo es un
beneficio de la revelación; debemos decir, por consi­
guiente, que no es don alguno de naturaleza.
783. Mucho antes del Concilio del Vaticano, habia el
Concilio de Yiena condenado la proposicion siguiente:
E l alma para ver en Dios no tiene necesidad de ser ele­
vada con la luz de gloria. Es asi, observa el cardenal
Pecci, que, segm los ontologistas, la visión de Dios es
natural al humano entendimiento. Luego, concluye, no
tiene necesidad de la luz de gloria para llegar á la v i­
sión de Dios. Por tanto, los ontologistas están condena­
dospor el Concilio de Viena (2).

(1) Dt fide cath. cap. n.


(2) Poslulatum contra Ontologismum, vi.
133

SUBDIVISION SEGUNDA.

Errores semiliberales sobro la Iglesia, el Estado j las relaciones entre la


iglesia j el Estado.

78í. Los errores sobre la Iglesia, el Estado y las Objeto de


esta parle.
relaciones entre la Iglesia y el Estado, forman un gran
número de sistemas diferentes. l*or esta razón dividi­
remos la materia, y trataremos sucesivamente: 1.° de
los errores sobre la Iglesia; 2.° de los errores sobre las
relaciones entre la Iglesia y el Estado, y 3.° de los erro­
res sobre el Estado, es decir, de ciertas tendencias re­
volucionarias en el órden político.

SECCION PRIMERA.

ERRORES SEMILIBERALES SOBRE LA IGLESIA.

78o. Los semiliberales reconocen el origen divino deDivisión de


la Iglesia, pero caen en muchos errores sobre su natura­ U materia.
leza y sus poderes. Muchísimos son los que desconocen
su completa independencia en el gobierno de las almas,
y preteuden que no tiene derecho de vigilar la educa­
ción de la infancia y de la juventud, y que tampoco tie­
ne el de adquirir y poseer bienes. Hay muchos que re­
chazan la máxima católica: «Fuera de la Iglesia no hay
salvación.» La mayor parte mutilan su magisterio, y le
niegan absolutamente el poder coercitivo.
Hay otros errores todavía.
Muchos de ellos estarán mejor en su lugar cuando
hablemos de las relaciones entre la Iglesia y el Estado.
t . n .-I O
134
Aquí dos contentaremos coa reseñar los errores sobre
la necesidad de la Iglesia, su magisterio y su poder coer­
citivo.

TÍTULO I.
INDIFERENTISMO, LAT1TUDINARISUO, Ó SEA ERRORES
SOBRE LA NECESIDAD DE LA IGLESIA.

Troerrom. 786. Hay en lodos los países, cierto número de semi­


liberales que pretenden do ser Decesario para salvarse
pertenecer á la Iglesia católica. Este error viene desig­
nado en el Syllabus cod el nombre de indiferentismo y
latitudinarismo. Podemos distingair tres formas ó gra­
dos de este error, expresados en ías proposiciones 16,
17 y 18 del Syllabus.
Proposicion 1G: Pueden los hombres hallar el camino
de la eterna salvación, y saltarse efectivamente en el
culto de una religión cualquiera (1).
Proposicion 17: Л lo menos puede bien esperarse la
saltación de todos aquellos que m son del gremio de la
verdadera Iglesia de Cristo (2).
Proposicion 18: S I protestantismo no es otrü cosa que
una forma diversa de la misma religión cristiana, en la
cual lo mismo que en la Iglesia católica es dado agra­
dar á Dios (3).

(1) Homioe* in cojusvi* religionií calta viam seternx sela-


tis reperireaeternamqueaalatemaeseqai pouuat. {Syll. prop 16).
(2) Saltem benespersndnm estdeillorum omnium salóle, qui
íd vera Chrieti Eccleeia nequaquam venador. {Syll. prop. 17).
(3) Protestantismos d o d aliad est quam'diversa ejusdem re·
iigioois chriítian® forma, íd qna seque ac íd Ecclesia catholica
Deo placera datom est. (Syll. prop. 18).
135

CAPÍTULO I.

Latitudin&rismo extremo ó indiferentismo.

787. Hay semiliberales que llegaron y llegan basta Expoílcion


del error.
pretender qae puede ano indiferentemente salvarse en
todas las religiones: Loshombrtt, dicen, pueden hallar
el camino de la eterna saltación y alcanzar la vida
eterna en el cuito de una religión, malquiera (t). Por
ana parte, hacen profesión de creer en la «salvación
eterna,» en ia «vida eterna,» es decir, en el fin sobre­
natural, la vista y posesion de Dios, credo vitam ater-
nam; y en este pnnto se separan de ios racionalistas.
Por otra parte, pretenden qae todas las religiones lle­
van igualmente á la vida eterna; luego todas son bue­
nas, ó si así lo preferís, indiferentes. La igna! bondad,
ó indiferencia de todos los cnltos, tal es el punto en qae
se bailan de acuerdo con los racionalistas.
788. A los semiliberales de que hablamos les causa
grande horror la máxima católica: Futra de la Iglesia
no hay saltación. ¿Qué importa, dicen, bonrar á Dios
en una ú otra forma, con este ó aquel callo, en tal reli­
gión ó tal otra? £1 Eterno acepta los obsequios qae se
le tributan, vengan de donde vinieren, sea coal fuere
la forma en que se le ofrezcan.» «Lo esencial es respe­
tar á Dios, bacer bien á los semejantes, practicar la mo­
ral; admitir uno ú otro símbolo, sujetarse á tales ob­
servancias religiosas ó á tales otras, es cosa indiferen­
te.» «El hombre de bien, sea coal fuere la Iglesia ¿que
pertenezca, es justo y santo.» «Un mahometano since­
ro es casi tan digno de aprecio como un buen católico.*
«La mejor religión es la qae mejor se sigue: geaeral-

(i) S|fU. prop. 16.


136
mente es aquella ей que fuimos educados, la de nues­
tra juventud, la de nuestros antepasados y de nuestro
país.» «Cada cual debe atenerse á la religión en que
nació. Al soldado que cambia de bandera se le censura;
no apruebo mucho más la conducta de aquel que deja
sa religión por otra. El bombre de honor es fiel á sus
convicciones; cambiar de religión es prueba de incons­
tancia y ligereza.» «Nací en ia Heligion católica; doy
gracias á Dios, porque mi religión es buena, la mejor
quizás. Pero si hubiera nacido en la religión judia, per­
severaría en ella.» Con todo «un cambio de religión
no es mucho más reprensible que un cambio de moda;
puede hacerse con ligereza, pero jamás puede ser un
crimen.· «Las diferencias de los cultos son los acceso­
rios indiferentes del sentimiento religioso necesario.»
Son cuestiones de opiniones, apreciaciones, sen­
timientos, libres como las opio iones, apreciaciones y
sentimientos. «¿Cómo es posible que la Religión católi­
ca sea el único camino de salvación? ¡Es Dios tan bue­
no y misericordioso Padre! Si no hubiera salvación
fuera de la Iglesia, ¿podría permitir que no pertene­
cieran á ella la mayor parte de los hombres? Del corto
número de católicos infiero la indiferencia de reli­
giones.»
II.CoDdeDi- 789. Los Romanos Pontífices han alzado á menudo y
CÍOD.
fuertemeate la voz en este siglo contra el error ó here­
jía, mejor dicho, que acabamos de recordar: Os seña- ,
laníos ahora, escribe Gregorio X V I á los obispos de todo
el mundo, os señalamos otra causa la más fecunda de los
males con que nos duele ver actualmente afligida á la
Iglesia; queremos hablar del indiferentismo^ es decir,
de aquella perversa opinion, propagada por doquiera
con los artificios de los malos, que sepuede alcanzar la
saltación eterna del alma con profesar cualquiera fe,
con tal que se tengan costumbres conformes á la honra-
137
dezy á la justicia. En cuestión tan clara y evidente,
os será fácil sin duda arrancar de en medio de los pue­
blos confiados á vuestros cuidados un error tan perni­
cioso. E l Apóstol nos lo advierte: No hay más que un
Dios, una fe y un bautismo. Tiemblen, pues, aquellos
que se figuran que toda religión lleva por camino llano
a l puerto de la felicidad; y reflexionen seriamente sobre
aquel testimonio del mismo Saltador, que están contra
Cristo desde luego que no están con Cristo, y que por
ende miserablemente desparraman, porgue no recogen con
él; y por consiguiente perecerán eternamente sin duda
alguna, si no guardan la fe católica, conservándola ín ­
tegra y sin alteración. Oigan á San Jerónimo refiriendo
como en la época en que la Iglesia estaba dividida en
tres partidos, fiel á su promesa, repetía sin cesar á los
que se esforzaban en atraérsele: Quien quiera que esté
unido á la S illa de Pedro, está conmigo. Emano trata­
rían de hacerse ilusiones diciendo que también ellos fue­
ron regenerados con el agua; pues precisamente respon­
día: También conserva la forma de la vid, el sarmiento
que está separad!o de ella; ¿pero de qué le sirte aquella
forma si no vite de la rato? (1).
Pió IX , ea los primeros dias de su pontificado, en
una encíclica dirigida á los obispos de todo el mondo,
condena el sistema que pretende que «los hombres
pueden alcanzar la salvación eterna en el coito de cual­
quiera religioD,» por horrendo y sumamente contrario á
la luz mima de la razón natural (2).
Algnnos años más tarde encarece nuevamente á los

(1) E o c y c l. ¿/¡rari vos, 15 A a®. 1932.


(i) Hac ipectat horrendum ac vel ipsi naturali raUoni» lumini
i r á « repugnan» de cajuslibet reJigioois indiífereotia lyitema,
quo ipsi veteratorei... hotnioe» in cojusvú religioni· calla seter-
nam salolem auequi pesie commioiscaotnr. (Eocycl. Quiplu-
ribut, 9 Nov. 1846).
138
pastores que combatan celosos este error: Conforme &
los deberes de nuestro cargo, dice, encomendamos enca­
recidamente á vuestra solicitud y á vuestra vigilancia
episcopal apartar de ¡aumente de los hombres, por todos
los medios posibles, esta opinion funesta á la vez que
impía, que sepuede hallar el camino de la salvación en
una religión cualquiera (1).
Poco tiempo después se dirige de naevo á todos los
obispos del mondo señalándoles el mismo error. E l
mismo infierno es el que ha vomitado en todo el mundo
este sistema de la indiferencia de religión, según el cual
los hombres que se han apartado de la verdad, enemigos
de la verdadera fe, olvidados de su salvación, maestros
de doctrinas contradictorias, seguidores de opiniones va­
riables, no admiten diferencia alguna entre las diversas
profesiones de fe, predican conciliación y alianza con
todas las sectas, y pretenden que por todas las religio­
nes puede llegarse a l puerto de la vida eterna (2).
111. RetoU- 790. «Amó tanto Dios al mando, qne le dió sn Hijo
cion de lat ob-
jftcicoe» prio- unigénito, para qoe cuantos creen en Él no perez­
cipales.
can, sino qoe tengan la vida eterna. Aquel que en Él
cree no es juzgado (3).» No basta, pues, practicar
las virtudes naturales; es preciso acreer en el nombre
del Hijo unigénito de Dios (4).» «Nadie va al Padre,
sino por él (5).» «Nadie sube al cielo, sino aquel qne
baj6 del cielo, el Hijo del hombre qne está en el cie­
lo (6).» Puede el hombre sin la gracia de Jesucristo ha­
cer obras naturalmente buenas; pero si no estuviere
incorporado con Él no puede alcanzar el fin sobrena­
tural.

(1) Atíoc. 9 Dec. 185*.


(9) Encycl. Singrti&iri juidem, 17 Mari. 1856.
(3) Joan, iii, 15,18.
(«) Ibid. 18.
(5) /&ií. iit , 6.
(6J ¡bid. ni, 13.
139
«Aquél qne de arriba vino, está sobre todos (1),»
hasta sobre los verdaderos Profetas, y con mayoría de
razoo sobre los inventores de religiones falsas. No di­
gáis, pues, que dejando á éstos para ir á Jesucristo, os
pareceis á un discípulo inconstante qne tan pronto
se adhiere á un maestro como á otro. Porque dejais
á los impostores para seguir a) Maestro bajado del
cielo.
«Los bombres son de la tierra, y hablan de la lie-
na (2),» pero «Aquel que vino del cielo nos dice lo que
vió y oyó (3}u en Dios; «aceptando su testimonio rendi­
mos homenaje á la veracidad divina (i);» y rechazán­
dolo «tratamos á Oíos de mentiroso (o).· «El que cree
en eí Hijo, tiene, pnes, la vida eterna (6);o a) contra­
rio, quien cree en Mahoraa, áua cuando hiciera algo
naturalmente bueno, «no verá la vida, sino que la có­
lera de Dios pesará (7)» sobre este pretendido justo.
«Sólo en Él hay salvación (8).» «Toda alma qne no
oyere á este Profeta, será exterminada de) pneblo (9)»
de los escogidos. «Es necesario invocar su nombre para
tener vida (10);» «¿cómo lo invocarán si no creyeren en
Él (11)?» «Busca el Padre adoradores verdaderos que en
espirita y de verdad le adoren (12);» sólo el Hijo enseñó
¿ los hombres el culto espiritual y verdadero: para ser

(1) Joan, i», 31.


(I) Ibid.
{8| Ibid. 32.
O) Ibid. 33.
(3) 1Jt>an. i, 10.
(6) Joan, ni, 36.
(7) Ibid.
(8) Act. iv, 12,
(9) Ibid. ni, 23.
(10) /6M. 11,21.
(II) Rom., i, 14.
tíij Joar. iv, 43.
140
verdadero adorador del Padre, es necesario ser discí­
pulo del Hijo.
■Aquel que oye mi palabra, pasa de la muerte á la
vida (t),v «de la» tinieblas á la luz (2),» «de la servi­
dumbre á la libertad (3);» se le puede comparar al
muerto que sale dei sepulcro, al ciego que recobra la
vista, al preso que deja el calabozo· No le acuséis, pues,
de inconstancia, de ligereza, menos todavía de infideli­
dad al honor.
« Yo y el Padre, somos uno (i);» «soy el principio (5);»
«soy (&)« Dios. £1 que deje á Maiioma ó á Confucio para
ir á Jesucristo se parece no ¿ nn soldado que pasa del
ejército de uu príncipe al de otro príncipe, sino al que
se marcha de la partida de un súbdito rebelde para reu­
nirse con su Rey.
«Vino la luz al mundo, y prefirieron tos hombres las
tinieblas á la luz, porque sus obras eraa malas (7).»
«Quien quiera que obra mal aborrece la luz, y do se va
á la luz, para que no se juzguen sus obras (8).» «La luz
verdadera alumbró á todo hombre al venir á este mun­
do; el mundo había sido hecho por él, y el mundo note
conoció (9);» al contrario, el mundo se levantó contra la
luz, y hace diez y ocho siglos que conspira para apagar­
la. «Aquellos que reciben la luz se hacen hijos de Dios
(10);» pero oes infinito el número de los necios (11);*

(1) Joan, v, 24.


(2) Ibid. ’vin, 12.
(3) Ibld. 32.
(*} Ibid. x, 30.
(5) lbid, vía, 25.
(6! Ibid. 58.
(7) ibid. tit. 19.
(8) Jbtd. 20.
(9} lbid. 1,9,10.
(10) Ibid. 12.
(11) Eccles. i, 15-
141
«todo el mondo está de asiento en la maldad (1),» «la
mayor parte de los hombres no va o á la verdad para
qae ella los liberte (2),» porque bacea obras de iniqui­
dad, y atodos aquellos que cometen pecados soq escla­
vos del pecado (3J.· «El ñauado no os ba conocido, Pa­
dre mió; pero os be conocido Yo y conmigo os conocen
estos discípulos mios (4).» Del corto número de católi­
cos no hay que inferir, pues, la indiferencia de reli­
gión, sino la depravación de )a bu mana naturaleza.
«Id, enseñad á todas (as naciones, bautizadlas en
nombre det Padre, del Hijo y del Espíritu Santo, y en­
señadles á cumplir todo cuanto os be mandado (5).»
«Aquel que creyere y fuere bautizado, se salvará; el
que no creyere, se condenará (6).* Concluyamos; la in­
corporación con Jesucristo por el bautismo, la admisión
de todas las verdades reveladas, la observancia de todos
los mandamientos son cosas necesarias para ia salva­
ción; la Religión católica es obligatoria para todos; el
coito católico es el solo agradable á Dios: futra de la
iglesia no hay saltación.
791. Fijemos, empero, de un modo más preciso el iv.Eipiiu
sentido de la máxima: fuera de la Iglesia no hay sal- * i0·prinei
ración. ¿Enséñala Iglesia que todos cuantos no esta-pl#*eoer*L
vieren visiblemente incorporados á ella, serán repro­
bados, y que ninguno de aquellos que vivieren extra­
viados en las religiones falsas se salvará? Enseña lo
contrario.
Es necesario tener por cierto, dice Pió IX , que aque­
llos que viven en la ignorancia de la religión verdadera,
(i) I Joan, v, 19.
(4| Joan, vui, si.
(8) Ibid. S4.
(4} ibid. xvii, 25.
(3 ) tta tlh . u v im , 1 9 , SO.
(6) Marc. xvi, 1$.
142
si es invencible esta ignorancia, están exentos de toda
culpa delante de Dios (1). Os es notorio, corno lo es &
Nos mismo, escribe á ios Obispos de todo e! mundo,
que aquellos que viven en la ignorancia invencible de
la Religión, y observan con cuidado la ley natural y
sus preceptos grabados por Dios en el corason de cada
m o, y, prontos á obedecer al Señor, llevan una vi­
da buena y justa, pueden, por la virtud de la luz y gra­
da divinas, alcanzar la tida eterna (2). Jamás dejará
Dios perecer á oq infiel que practique la moral natural
y se sirva de las laces de la razón para complacerle lo
mejor que pudiere. Le instruirá sobre el órden sobre­
natural y le llevará ¿ la fe ya con ilustraciones interio­
res, ya por medios exteriores; y, como observa Santo
Tomás, antes que dejarle morir eo la infidelidad le en·
viaria milagrosamente un Ángel para instruirle; de
suerte que »en el gran Uia de las revelaciones,» apare­
cerá claro que todos aquellos que no habrán salido de
esta vida teoiendo fe, será ó que la habrán voluntaria­
mente rechazado, 6 que se babrán hecho indignos de ella
por haber quebrantado los preceptos de la ley natural;
por tal manera que ningún adulto se condenará por el
solo pecado original: Dios, dice Pió IX, que te, escudri­
ña y conoce perfectamente y las mentes los ánimos, los
pensamientos y los hábitos de iodos, jamás, en s» infi- '

(i) Pro cerlo pariter habeodom est, qui vera religión» ig-
norantia laboren!, si ea sit invincibiUs, milla ipsos obstringi hu-
jusce rei colpa ante ocnlos Domini. (AUoc. 9 Dec. 1854).
(i) Notum Nobis Vobisqoe est, eos qai i#umc¡f>iíi circt sane.
litsimam noslram religionem ignoran lia labora nl.quiqae nala-
ralem legem ejujqoe praecepta in omniam cordibaa á Deo ios-
col pta aedolo íervante», ac Deo obedire parati honestaos rec-
lamqoe vitam agunt, pone, divina lacia el gratis operante vir-
tute, sBlernam consequi vitam. (Encycl. (>wnto confleiamur, 10
Aug. 1868).
143
nita bondad y clemencia, permitirá gue tea castigado
con los suplicios eternos quien no tuviere reato de culpa
voluntaria (1).
El infiel que vire en ignorancia invencible de la ver*
dadera religión, y que procura servir á Dios tan bien co­
mo puede ayudado de las laces de la razoo, puede,
pues, llegar á conseguir la vida eterna. £a cierto modo
pertenece también á la Iglesia. No se baila exteñor-
tnenU incorporado á la Iglesia, no hay dada, ó, como
dicen los teólogos, no forma parte del cuerpo de la Igle­
sia; quizás ignora su existencia misma. Pero pertenece
á ella por el deseo; tiene, en efecto, voluntad de bacer
cuanto dejó Dios ordenado; y en esta voluntad gene­
ral «de obedecer á Dios« tiene ia voluntad implícita de
entrar en la verdadera Iglesia. Mas todavía, le vivifica
el Espíritu ¿santo «autor de toda santidad;» tiene fe,es*
peranza, caridad, y gracia, «sia las caaies nadie puede
alcanzar la salvación; está, pues, unido á la Iglesia por
secreta, pero íntima manera, puesto que vive en la fe y
caridad de la Iglesia, puesto qae le anima el Espíritu
de la Iglesia; y, como dicen los teólogos, pertenece al
alma de la Iglesia. No puede, pues, decirse de un mo­
do absoluto que se baile fuera de la Iglesia, y queda
siendo verdad que es necesario pertenecer ¿ la Iglesia
para alcanzar la vida eterna, y que fuera de ia Iglesia
no bay salvación.
792. flé aquí, pues, el sentido preciso de la célebrei . · M íiin u»
particular«».
máxima.
1 Fuera de la Iglesia no hay salvación. Es decir,
cualquiera que conozca á Jesucristo como á Dios, y á la

( ! ) Cam Deas, q a i omniam mente«, animo», cogitatíonea,


habilusque ptaoe intoetar, acralatar et noscit, pro suama sna
boniUta et clemeatia tnlaiane patialar quemqaam aelernia po-
nirf aupplicia qai voluntan» calps reatam non habeat. (Encycl.
R í t a n l o e o n / tc ia m u r , 10 Aag. 1863],
144
Iglesia católica como ¿ la única por Él instituida; cual­
quiera que sepa que Dios quiere ser servido de lodos
los hombres en (a Iglesia romana, y sin embargo perma­
nezca fuera de su seno á sabiendas, no puede salvarse.
Porque se niega á cumplir el grao mandamiento dado
por Jesucristo á todos los hombres de entrar en la Igle­
sia verdadera.
2.° Fuera de la Iglesia no hay saltación. Es decir,
aquel que no pertenece á la Iglesia ni en realidad ni
por el deseo, no puede salvarse.
Para ser glorificado en el cielo, es menester ser justi­
ficado por el don de la gracia en la presente vida. Es,
pues, la justificación, medio absolutamente necesario pa­
ra alcanzar el fin sobrenatural, ó, como dice la Escuela,
es absolutamente necesario de necesidad demedio. Mas,
según el órden por Dios establecido, el Espíritu Sanio
no obra la justificación sino en la Iglesia y por la Igle­
sia; por consiguiente, según la ley ordinaria, nadie se
justifica si realmente no está incorporado á la Iglesia.
En este sentido la incorporaron real á la Iglesia es ne­
cesaria también de necesidad de medio, puesto que es el
medio ordinario establecido por Dios para la justifica­
ción. No obstante, en el órdeu de la salvación, el deseo
puede suplir la cosa, cuando ésta no es un medio abso-
lulamente necesario, y además se ignora de buena fe su
necesidad: asi es como justifica el deseo del bautismo,
del mismo modo que el bautismo, á aquel que no pue­
de recibirlo. Asimismo el deseo de formar parte de la
verdadera Iglesia suple, en aquel que vive en ignoran­
cia invencible, la incorporacion real, y produce sus esen­
ciales efectos. Y de esta suerte aquellos que no tienen
conocimiento de la verdadera Iglesia pueden salvarse
por el deseo mismo de formar parte de ella.
3.“ Fuera de la Iglesia no hay salvación. Es decir,
aquel que no pertenece á lo menos al alma de la Igle­
sia do puede salvarse.
145
El fiel que vive ea gracia está asido á la Iglesia con
doble tazo, nao visible, invisible el olro: el lazo visible
es ia recepción del bautismo, la participación de los de­
más Sacramentos, la profesion de la fe de la Iglesia, la
sumisión á los legítimos pastores; el lazo invisible, es
la comunión con el Espíritu de la Iglesia, la participa·
cion de la fe y caridad de la Iglesia, la unión sobrena­
tural con la Santísima Trinidad: mediante el primer la­
zo, pertenece el bel al cuerpo de la iglesia; mediante el
segundo, al alma. Empero, como arriba decíamos, la
unión con la Iglesia por medio del segundo lazo es ab­
solutamente necesaria de necesidad de medio, puesto que
la gracia es el medio absolutamente necesario para lle­
gar á conseguir la gloria. La unión con la Iglesia me­
diante el primer lazo es sin duda necesaria, puesto que,
según el Orden gtneral establecido por Dios, nadie se
justifica sino con los Sacramentos de la Iglesia y en su
comunion visible. Tero no es absoluta y universalmente
necesaria. Porque, si un infiel ignora el órden estable­
cido y cumple lo mejor que puede la ley natural, y tiene
deseo de hacer cuanto tiene Dios ordenado, el Espíritu
Santo, que según la ley ordinaria no vivifica sino á los
que forman parte del cuerpo de la Iglesia, se infunde en
él sin embargo, aunque se baile fuera del organismo vi­
sible de la Iglesia; y, por la misericordia divina, se ha­
ce así miembro vivo, aunque secreto, de la Iglesia. Del
mismo modo que el fiel que está en pecado forma parte
del cuerpo de la Iglesia sin pertenecer al alma, así el
infiel que, sin conocer la verdadera Iglesia, procura con
todas sus fuerzas agradar á Oíos, pertenece al alma sin
formar parte del ctterpo. Pero no puede pura y simple­
mente decirse que está fuera de la Iglesia: está cierta­
mente, si quereis, faera del cuerpo de la Iglesia, pero
no fuera de! alma.
Es verdad, pues, en general, que fuera de la Iglesia
no hay salvación.
146
3.® Ultima 793- Si asi es, dirán quizás algunos lectores, puede
eipücacion.
uno salvarse en todas las religiones.
Respondo: La salvación no es fruto de la religión fal­
sa; se obtiene á pesar de ella. Sólo la religión católica
es medio de saltación; todas las otras son obstáculos en
vez de medios. Sólo la religión verdadera salta por sí
misma: las religiones falsas pierden por sí mismas. Sólo
el católico se salva porque es católico; el pagano pnede
salvarse aunque sea pagano.
La iglesia es el único camino que lleva á la vida eter­
na; fuera de ella sólo hay caminos de perdición. £s ella
el arca única qne flota en el mar del mundo; todos los
que no están dentro del arca son presa del furor de ias
olas. Sucede, no obstante, que algunos de los que andan
por los caminos de perdición ó se baltan en medio de
las olas, es decir, que viven en las religiones falsas, se
escapan de la muerte. Empero, no es debido al camino
de perdición ni al furor de las olas, es decir, no es por
un beneficio de la religión falsa;antes al contrario, por
nn socorro qne reciben de la Iglesia verdadera. £1 Es­
píritu Santo, que mora en la Iglesia como en su templo,
extiende su acción á todos aquellos que sin saberlo andan
extraviados por los caminos tenebrosos del error, y, lle­
nos de buena voluntad, suspiran en secreto por la luz.
Si se salva, pues, el pagano, no se salva en su reli­
gión, sino fuera de ella, como esté Qnido al alma de la
Iglesia; no le salva su religión, sino él Espirita de la
Iglesia, la fe y caridad de la Iglesia, y, en este sentido,
la misma Iglesia. No puede, pues, decirse que el infiel
pueda salvarse en la religión pagana: fuera dar á
entender que alcanza la salvación por los medios que
le proporciona la religión pagana, ¿s menester decir:
también el infiel se salva en la Iglesia y por medio de
la Iglesia, por la virtud del Espíritu de la Iglesia y uni­
do al alma de la Iglesia. Luego, nna vez más, fuera de
la Iglesia no hay salvación.
147

CAPÍTULO II.

Latitudinarismo moderado.

79í. Ilay una segunda formadel latíludinarismo, que I. E x p o si­


ción del error.
se diferencia de la primera en ser más templada. 1.® E r r o r
«La religión católica, dicen, es la única verdadera; principal.
por consiguiente, es el único camino de salvación pú­
blica y socialmente abierto. Pero quizás tiene Dios dis­
puesto fuera de este público camino, junto á la jerar­
quía católica, á la enseñanza católica, á los Sacramentos
de la Iglesia, lodo un conjunto de medios Secretos que
salvaD, á lo menos á la hora de la muerte, á todos cuan­
tos nacen y viven en las religiones falsas ó á la mayo­
ría de ellos. Es preciso, pues, esperar en verdad, la eter­
na salvación de lodos aquellos que no viten en el seno
de la verdadera. Iglesia de Cristo (1).
Condesan muchos que no osarían afirmarlo de una
manera absoluta: «Porque Dios, dicen, nada nos ha re­
velado acerca de ello.» «Pero, añaden, es cuestión de
misericordia para Dios el hacerlo, y para nosotros es
piadoso creerlo.»
Estos semiliberales no niegan que la profesion de la
Religión católica es de necesidad para lodos aquellos
que conocen su verdad. Confiesan que no es posible
salvarse sin un cierto deseo de pertenecer á la Iglesia
verdadera, sin ser vivificado por el Espíritu de Dios,
sin Te, esperanza y caridad. Pero piensan ó se inclinan
á pensar que, además de la comunicación de la vida so­
brenatural por medio de la acción jerárquica de la Igle­
sia, se obra por secretos medios una comunicación más

(1) Syll. prop. 17.


148
abundante todavía, de que participan lodos ó casi todos
los hombres. A sus ojos, pues, todos los hombres ó ca­
si todos pertenecen al alma de la Iglesia, á lo menos en
el instante de la muerte, y alcanzan la vida eterna.
795. La Iglesia católica no les parece á estos semili-
berales otra cosa que una «porcioncita de la Iglesia de
los Santos.» «La Iglesia católica es una fracción de la
humanidad; la humanidad es la Iglesia de los Santos.»
Eo sus discursos les gusta dirigirse á «esta inmensa
Iglesia de los Santos;» gloríanse de pertenecer á ella; y
la celebran con entusiasmo. «Mi corazon es grande co­
mo la humanidad; necesito saber que la humanidad está
en paz con su Dios.» «Oh humanidad, eres demasiado
sublime para no estar revestida de la gracia de arriba.
Creo en la Iglesia católica, es decir, la que encierra
en su seno á la universalidad de mis semejantes.» La
Iglesia romana es demasiado estrecha; no reniegan de
ella, sino que tratan de extenderla, poniendo en comu­
nión invisible con ella á los sectarios de todas las reli­
giones.
796. Estos seoailiberales aprecian poco el beneficio
de pertenecer á la Iglesia verdadera. Porque se persua­
den de que el Espíritu Saalo se difunde casi tan fácil­
mente en aquellos que siguen las religiones falsas como
en los que profesan la fe verdadera. Verdad es que los
primeros «hallan algunos obstáculos en los errores y eu
las supersticiones, pero en cambio los segundos, liga­
dos con más preceptos, tienen más ocasiones de ofen­
der al Criador.» Por poco más debieran los paganos
dar gracias á Dios por no haberse todavía convertido.
2.·[Horror i 797. Los semiliberales de quienes hablamos tienen
cóuoCnúmero el “ ás vivo horror á la doctrina del corto núnwro de los
decios escoRi- escogidos. Se indignan contra ella con frecuencia. «Es,
dicen, una doctrina monstruosa, que mueve á odiar á
Dios. Es una doctrina que hace de este Dios, á quien
149
el pueblo cristiano ha llamado siempre el buen Dios (1),
un tirano cruel que parece halla su gloria y su gozo en
la perdición de los hombres.»
Si les citáis la inmensa serie de doctores católicos que
han enseñado ser corto el número de los predestinados;
ó no os creen, ó responden que en este punto pensaron
con ligereza. «Esta doctrina es la más cruel y absurda
que jamás se haya propuesto, y tan absurda, que na­
die nos persuadirá jamás que la crean verdadera aque­
llos que la defienden. Cuando nos vienen con semejan­
tes cosas, nos estremecemos, y deploramos la ceguedad
de aquellos que, en vez de correr la cortina en estos
lugares de los antiguos, los ponen al descubierto y se
glorian de ellos. Son prodigios de crueldad que no cree­
remos jamás pueda digerirlos en el día un hombre de
buen sentido.» O también: «La civilización, propagando
doctrinas humanitarias, ha traído nuevas luces sobre la
naturaleza de la Divinidad. Cuando el hombre veía en
su semejante uo rival, y á menudo un enemigo, se fi­
guraba en Dios á uo Sér supremo á quien poco intere­
saba la desgracia de los hombres. Pero, desde que el
hombre ha probado la doctrina de la fraternidad uni­
versal, se forma de Dios un concepto más humano. La
antigua opinion del corto número de los escogidos no
puede sostenerse ante las luces derramadas por la filo­
sofía. » ¡Como si no fuese el Evangelio la ley misma de
la caridad! ¡Como si «la humanidad y benignidad de
nuestro Dios (2)» pudiesen aparecer más esplendorosas
que en el Calvario! Pero las inmensas ternezas de la
misericordia no impiden las severidades de la justicia.

(1) Adviértase que el autor es francés. Por esto cita el modo


comuo de nombrar á Dios qae tienen los franceses. También en
Duestra Cataluña se le ha llamado y eo alguoas partes se le lla­
ma todavía ‘I bon Déu. No ast en la lengaa de Castilla. (N. i d T.J.
(i) Tit. ni, *.
T . II.— t i
150
Citad á los contrarios las frases del Evangelio: «¡Cuán
ancho y espacioso es el camino de la perdición, y cuán
innumerables son los que andan por él! ¡Cuán estrecho
y angosto es el camino de la salvación, y cuán pocos
dan con él (1)!» Citadles los demás textos inspirados que
la tradición constante ha interpretado en sentido del
corto número de los escogidos. Si habíais con un seglar,
os dice: «No soy teólogo para poder contestaros.» O
también: «Habíais teológicamente; yo hablo filosófica­
mente.» Si es sacerdote, os aduce interpretaciones nue­
vas que no puede apoyar en la autoridad de ningún doc·
c¡one?'>Se,Va" 101 anl'SU0·
i"*ó’bser*a- ^98. Lo primero que puede echarse en caraálos se-
don primera, miiiberales de que hablamos, es que no aprecian sufi­
cientemente el beneficio de pertenecer á la verdadera
Iglesia. Puede sin duda el Espíritu Santo extender su
acción más allá del cuerpo que anima; pero su acción
ordinaria y principal la ejerce en este cuerpo. Los que
no forman parte del organismo visible de la Iglesia, no
reciben generalmente tantas gracias ni tan intensas; y
los arrastran á la perdición las creencias y las prácticas
de su religión. Al contrario, los que son miembros de
la Iglesia deben solamente, por decirlo así, no contra­
riar la acción del Espíritu Santo; por todas parles les
llegan gracias, muchas y poderosas, por los canales de
que están rodeados. Así que, la vocacion á la fe es se­
ñal de predestinación: los Santos dieron gracias á Dios
por ella como por uno de sus mayores beneficios: San
Luís no se firmaba Luis, rey de Francia, sino Luís de
2.' Observa- Poissy.
,ion segunda, ,-gg g s t a ^ agradecimiento á la gracia de la
vocacion proviene de persuadirse con harta ligereza de
que pertenecen al alma de la Iglesia la mayoría de los

(I) Ma t t h . vil, 1 3 , 1 4 .
151
que no forman parte de su cuerpo. Sin duda, «nos guar­
daremos mucho de poner límites á la divina misericor­
dia, que es inliDÍta (1); do trataremos de determinar
el número de los que están de buena fe.» Seria esto,
«una arrogante presunción (2),» como dice Pió IX.
Haremos notar, sin embargo, que jamás los Padres y
los doctores ortodoxos enseñaron ni supusieron siquiera
que la gran muchedumbre de aquellosque do son miem­
bros de la Iglesia vivan en la fe y la gracia. A los ojos
de los Santos, muy lejos de ser alumbrados por el Es­
píritu Santo, «están sentados en las tinieblas y á la
sombra de la muerte (3);»v la Iglesia no cesa de lamen­
tar su suerte y suplicar á Dios que les envie apóstoles,
á fin de que «se salven y alcancen el conocimiento de la
verdad (í).»
800. Sosteneis que la mayor parte de los que viven
fuera de la Iglesia procuran agradar á Dios con su buena
conducta, y aspiran sinceramente á conocer la religión
verdadera. Pero, si así fuese, Dios, que tiene en su ma­
no á todos los hombres y que dirige misericordiosa­
mente todos los acontecimientos de este mundo, ¿no
enviaría un predicador del Evangelio á los sectarios de
las religiones falsas, para hacerlos entrar eu esta Igle­
sia hacia la cual secretamente tienden y proporcionar­
les el medio no ya de vegetar en la vida sobrenatural,
sino de producir copiosos frutos? En este siglo X IX , en
todas las regiones hay misioneros católicos: ¿dónde hay
(1) Absit, Venerabiles Fratres, ut misericordia divina, quae
infinita est, términos audeamus apponere. (Alloc. Singrulari gua-
dam).
(2) Quis tantucn sibi arroget, ut bujusmodi ignoranti® (¡n-
vincibili.«, designare limites queal, juxta poputorum, regiooem,
geniorum, aliarumque rerum tam multarum ratiODem et varié·
talem? (Ibid.).
(3) Luc. i, 79.
(4) IT im .il, 4.
152
conversiones en masa? en ninguna parte. Luego, en
ninguna parte hay, como pretenden nuestros adversa­
rios, muchedumbres de almas sinceramente deseosas de
la verdad.
Verdad es que, á los ojos de los hombres, lo que pa­
rece retener cautivas á las almas, es más frecuentemen­
te la preocupación que la mala voluntad. Mas, si pudié­
ramos penetrar en el fondo de los corazones, como Dios
mismo, veríamos que la preocupación no se disipa, por­
que bay en la voluntad desórdenes secretos, ordinaria­
mente orgullo muy vivo, y asimismo afectos impuros
con muchísima frecuencia. Dios, «cuya naturaleza es la
bondad, y cuyas obras son todas misericordia (1),» «no
cesa,» como dice el Concilio del Vaticano, de invitar á
su Iglesia á todos los pueblos de la tierra mostrán­
doles «esta gran señera enarbolada en medio de las na­
ciones,» y de llamar á la puerta de todos los corazones,
«para excitar y ayudar á los que andan por las sendas
del error, á fin de que puedan venir en conocimiento
de la verdad (2).» Mas la mayor parle de ellos no ven
«la gran bandera» ni oyen la voz de Dios, porque hacen
obras de tinieblas; y se quedan en el camino de la per­
dición, porque en ello se complacen. «Quien quiera que
obra mal odia la luz, y no se viene á la tuz, para que no
sean juzgadas sus obras; para aquel que obra verdad se
viene á la luz, pero que sean patentes sus obras, puesto
que en Dios han sido hechas (3).» «Brilló la luz en las
tinieblas, mas las tinieblas no la comprendieron (<i).»
«La sabiduría hace oír su voz en todas las plazas: Hi­
jos, ¿hasta cuando amaréis la locura (o)?» Los hombres

(1) S. Leo.
(S) De flde cath. cap. ni, 6.
(3) Joan, ni, 2», 81.
(4) /Wd. i,5.
(5) Prov. i, 2í.
153
son sordos á su voz, porque aman la vanidad y el pe­
cado.
801. «A lo menos, replicarán los semiliberales, hay .3.°ot
que admitir que la mayor parte de los hombres se jus-clon ler
tilica en la hora de la muerte. En efecto, jamás consen­
tiremos en creer en el corto número de los escogidos.
La doctrina del corto número de los escogidos es incon­
ciliable con el dogma de la bondad y misericordia de
Dios.»
Pues preciso es que sea conciliable, cuando la admi­
tieron los doctores católicos, cuando los Santos la admi­
tieron. Suárez la llama «doctrina común y verdade­
ra (I);» los demás teólogos en general hablan como él:
¿diréis que no tenían conocimiento de la bondad y mi­
sericordia de Dios?
«Es cosa tan sublime la vida eterna, dice Santo To­
más, que á la naturaleza humana le cuesta mucho en­
tenderla y dejarse llevar á ella por la gracia; lo cual,
añade el gran Doctor, hace que brille mucho más la di­
vina misericordia obrando, áun en aquel corto número,
una salvación tan difícil (2).»

(1) «Est commuois et vera sen teD tia nuroerum reproborum


esse majorera.» lroo «seoteotia communior est ex christianis
plures esse reprobos quam predestínalos.» (Suar. De prcedest.
lib. vi, cap. ni, 2, 5.
(2) Bonum proporliooatum communi slatui oalur.-c accidit
ut in pluribus, et déficit ab hoc bono ut in paucioribus;sed bo-
Dum quod excedit commuoem statum oaturx, ¡oveoitur ut in
paucioribu9, et déficit ab boc bono ut in pluribus... Cum igitur
beatitudo ¿eterna io visione Dei consisteos excedat commuoem
statum natura, et p>xcipue secuodum quod est gratia desti-
tuta per corruptionem origioalis peccati, pauciores sunt qui
salvantur. Et in hoc máxime etiam misericordia Dei apparet,
quod aliquos in ill&ra salutem erigil, áiqua plurimi deficiuotse-
cundum commuoem cursum et inclinalioaem natura. (Sum.
Theol. I.* p. q. ixm. a. 7, ad 3).
154
En rigor podría permitirse que dijérais: «Encuentro
diñcultades en conciliar ia doctrina del corto número
de los escogidos con la idea de la misericordia;» pero es
intolerable que se diga: Es inconciliable. El católico di­
ce: «Una doctrina comunmente admitida por los Pa­
dres y los doctores no puede ser opuesta á la bondad de
Dios; luego no lo es la doctrina del corlo número de los
escogidos.» Yos decís, al contrario: «Tengo para mí que
si la gran muchedumbre de ios hombres no se salvara,
no fuera Dios misericordioso; luego, sea lo que fuere lo
que hayan pensado los Padres y los doctores, rechazo
la doctrina del corto número de los escogidos.» Ponéis
vuestra opiaiou sobre el común sentir de los doctores y
de los Santos: ¿quiénes sois vosotros, espíritus teme­
rarios, para pretender que conocéis mejor lo que con­
viene á Dios, que los Padres y los teólogos católicos?
Con todo, si creemos en el corto número de los esco­
gidos, porque es éste el común sentir de la Iglesia, le­
jos estamos de aprobar las exageraciones de algu­
nos autores de los siglos X V II у X V III. Considerado en
si mismo, el corto número de los escogidos forma «una
inmensa muchedumbre que nadie puede contar (1),»
«cuya suma es igual á los granos de arena de la mar y
las estrellas del cielo (2),» muchedumbre tan grande
que será la admiración de los mismos escogidos (3).
4.e Observa· 802. A los latitudinarislas de que hablamos les acu­
eioQ cu arta.
saremos, finalmente, de demasiada curiosidad en inves­
tigar los caminos de Dios tocante á la salvación de los
hombres. Hay ciertos espíritus, observa Pío IX , que no
cesan de preguntarse con curiosidad cuál será después
de la muerte la condicion de aquéllos que no profesan la

(1) Арос. vji, 9.


(2) Gen. xv, 5.
(3) Is. lx , 5-6.
i 55
verdadera fe, y tratan con toda clase de nanas conjetu­
ras y fútiles argumentos de tranquilizarse acerca de la
suerte de los que no son, miembros de la Iglesia (1).
Citando estaremos libres de las ataduras del cuerpo, pro­
sigue el Pontífice, y veremos á Dios cual es, conoceremos
con qué estrecho y magnífico lazo se unieron la miseri­
cordia y la justicia divinas; mas en tanto estamos en la
tierra, oprimidos bajo el peso de una carne mortal, que
embota el vigor del alma, creamos firmemente que no
hay más que un Dios, una fe y un bautismo (2); sepa­
mos que «todos los caminos del Señor soa misericor­
dia (3);» «no nos salgamos de los límites que pusieron
nuestros padres (i),» es decir, no dejemos con ligereza
la común doctrina de los doctores católicos: fuera de
estos puntos, las excursiones é investigaciones no dejan
de ser peligrosas (o). Guardémonos de querer escudriñar
temerariamente los secretos, consejos y juicios de Dios,
que son abismos profundos, impenetrables al humano
pensamiento (6). «A nosotros toca, escribía Bossuel,
aprovecharnos del remedio que nos trajo Jesucristo, y
no inquietarnos por lo que venga á serde aquellosque,
por cualquier causa que fuere, no se sirven de él; bien

(1) Alloc. Singulari quadam.


(2) Enim vero cum soluti corporeis hisce vioculis videbimus
Deum sicuti est, iotelligenous profecto quam areto pulchroque
nexu miseratio ac justilia divina copulanlur; quamdiu vero
io terris versamur, morlali hac gravatí mole quoe hebetat ani­
m a r a , firmissime teoeamus ex calholica doctrina unum Deum
esse, unam fidem, unum baptisma. (Ib ii.j.
(3) Ps. xxiv, 10.
(4) Prov. xxii, 23.
(5) lillerius ioquirendo progredi nefas est. (Alloc. Singulari
quadam).
(G) Absit ut perscrutari velinaus arcana consilia et judicia
Dei, quac sunt abyssus multa, nec humana queunt cogilatione
penetrar!. (Alloc. Singulari quadam).
156
así como seria un insensato aquel que en un hospital ó
en un departamento de enfermos viendo venir hácía sí
al médico con un remedio infalible, en vez de tomarlo
y aprovecharse del mismo, se inquietase por saber qué
va á hacer de los otros enfermos, enteramente dispues­
to á despedirle si se negase á darle aclaraciones sobre
el particular (1).»

C APÍTULO III.

Segunda form a m oderad a del latitudinarism o.

I. K ip o si- 803. El primer error sobre la necesidad de la Iglesia


c ío d d e l e iro r.
pretende que puede el hombre salvarse indiferente­
mente en todas las religiones; el segundo, sin negar la
obligación que tiene de abrazar la Religión católica el
que la conoce, sostiene que á lo menos la mayoría de los
que no la siguen tienen ignorancia invencible, y que
por tanto «hay que esperar su salvación.» Otro tercer
error circunscribe estas afirmaciones y esperanzas á los
miembros de las confesiones cristianas: E l protestan­
tismo no es más que una forma diversa de la misma
Religión católica, forma en la cual se puede agradar á
Dios del mismo modo que en la. Religión católica ¡2).
Estos semiliberales confiesan que los que no son cris­
tianos se hallan fuera de los caminos de la salvación, y
admiten que la gran muchedumbre de los infieles pere­
cerá infaliblemente; pero pretenden que cuantos creen
en Jesucristo, cualquiera que fuere la confesion á que
pertenezcan, se hallan igualmente en camino de salva­
ción. Se reserva comunmente para este error el nombre
de latitndinarismo.
i

(i) Carta 8.* á la Hermana Cornuau.


( i) Syll. prop. 18.
157
80i. Al principio, como en nuestros dias, buen nú­
mero de protestantes declaró que puede salvarse el
hombre en todas las confesiones cristianas, y en la
misma Iglesia romana. «La Iglesia romana, la griega,
la armenia, la egipcia, la abisínia, la rusa y mucbas
otras, decían losauglicauos de los siglos X V I y X V II por
boca del rey de Inglaterra, Jacobo I, son miembros ála
verdad más excelentes en doctrina unos que otros, pero
con todo miembros de la Iglesia católica.» «Negamos,
decia en nombre de los calvinistas de Francia el minis­
tro Jurieu, que para resucitar sea necesario agregarse á
ninguna Iglesia particular. Respecto de la Iglesia uni­
versal es verdadero este principio: fuera de la Iglesia
no hay piedad, ni caridad, ni gracia, ni remisión, ni
salvación. Esto no es verdad respecto de niDguna Igle­
sia particular.» «La unión exterior de las Iglesias, por
más normal y deseable que sea, por más conforme con
la voluntad de Dios que nos parezca, dicen en el si­
glo X IX con el doctor Pusey un buen número de pro­
testantes, no es al fin una condícion esencial y absolu­
tamente necesaria para la existencia de la Iglesia uni­
versal. Aquí está ia historia, que nos da de ello las
pruebas más concluyentes. En efecto, los anales ecle­
siásticos nos muestran, áun en el período indiviso, la
comunion frecuentemente interrumpida y á las Igle­
sias particulares separadas de Roma repetidas veces.
¿Deberemos decir por esto que hubo lesión esencial en
los miembros momentáneamente dislocados? Las almas
salidas del centro de la unión visible ¿se hallaban por
este mismo hecho fuera de la Iglesia y de la senda de
la salvación? seguramente que no (1).»
En este siglo, cierto número de semiliberales, dando
la recíproca á los protestantes, han pretendido que

(1) Acta Cono. Val. Schema de Ecclesia.


158
puede salvarse el hombre no sólo en la Iglesia ro­
mana, sino también en las confesiones protestantes y
cismáticas. Este error se ha difundido sobre todo en
ciertas comarcas donde viven mezclados católicos con
proleslantes. El comercio diario, los intereses, alguna
vez también los matrimonios mixtos, hacen caer lasan-
liguas barreras que separaban á la verdadera Iglesia de
las sectas disidentes. Se acercan, viven juntos, se apre­
cian mutuamente. Bajo la influencia del soplo raciona­
lista que domina en nuestra época, se tiene á las di­
versas confesiones cristianas como formas masó menos
indiferentes de la única Religión de Jesucristo. De ahí
el afirmar: Puede el hombre salvarse en todas las con­
fesiones cristianas. Esta proposicion prepara otra se-
miliberal: Puede uno salvarse en todas las religiones; y
aun otra tercera que expresa el dogma fundamental del
racionalismo: Las religiones positivas son absolutamente
indiferentes.
803. En 1857 algunos protestantes fundaron en Lon­
dres una Asociación destinada kprocurar la unidad de
la cristiandad. Se invitaba á entrar en ella á los cató­
licos, á los protestantes y á los griegos cismáticos. La
tolerancia sobre los puntos controvertidos, el espíritu
de concordia, el aprecio y caridad mutua debian ser el
alma de la nueva sociedad. Los miembros podian seguir
con entera libertad las creencias de su respectiva con­
fesión, y debian abstenerse de toda controversia sobre
las cuestiones que no estaban umversalmente 'admiti­
das. Los legos debian rezar oraciones, y los sacerdotes
ofrecer el santo Sacrificio por las intenciones de la So­
ciedad, á saber, por la reunión en una sola Iglesia de
las tres confesiones católica, protestante y griega.
Un cierto número de fieles católicos y hasta algunos
sacerdotes, se dejaron seducir y se alistaron en la nue­
va Sociedad. La Santa Sede tuvo que levantar la voz, y
159
señalar el pérfido veneno que se escondía bajo las apa­
riencias de conciliación y paz (1).
806. «A aquel que no oye á la Iglesia, dice Jesucristo, D J*nddJ¡
tenedle por gentil y publicano (2).» El hereje y el cis- error prece*
raático se hallan, pues, fuera dei camino de la salvación denle'
lo mismo que el infiel. «El que os oye me oye, sigue
diciendo Jesucristo; el que os desprecia me desprecia,»
«y el que me desprecia, no me desprecia á Mi solo, si­
no á Aquel que me envió (3):» todo lo que puede espe­
rar, es «la tempestad de las tinieblas (í),» y «el rechi­
nar de dientes (o),» y «el llanto sempiterno (6).»
No faltan hombres, escribía Gregorio XVI, que tratan
de persuadirse á sí mismos y de persuadir á los demás
de que puede uno salvarse no sólo en la Iglesia católica,
sí que también en la, herejía. Por cierto nadie puede ig­
norar con qué fervor y constancia de celo trabajaron
nuestros padres para imbuirnos en el dogma que esos
novadores se atreven á negar, á saber, que es absoluta­
mente necesario parala salvación tener la fe y la unidad
católica (7). Es dogma de fe, dice Pió IX, que fuera de
la Iglesia apostólica, romana, nadie puede salvarse, que
es ella la mica arca de salvación, y que perecerá en el
diluvio aquel que no entrare en ella (8).
(1) Supremce S. Rom. et Univ. lnquisilionis Epístola ad ornees
Angli» episcopos, 16 Sept. 1864,—Responsum card. Secrel. S.
Inquistlionis ad Anglicanos Minutellos, 8 Noy. 1865.
(2) Matl. xvni, 16.
(3) Lúe. i, 16.
(4) Judae, 13.
(5) Matl. vm, 12.
(G) Ibid.—Bossuel.
(7) breve ad episc. Uavarice de Malrimoniis mixlis, 27 Al ají
1832.
(8) Tenendum quippe ex fide est, extra Apostolicam Roma-
Dam Ecclesiam salvuto fieri Demioem posse, base esse unicam
salutis arcam, banc qui non fuerit iogressus, diluvioperiturum.
(Alloc. Singulari quídam).
160
En los pasados siglos, ya babia la Iglesia declarado
solemnemente y con frecuencia este dogma. En el si­
glo X III el Concilio IV de Letran daba la definición si­
guiente: No hay más que una sola Iglesia, universal,
fuera de la que nadie absolutamente se salva (1). Inocen­
cio III prescribió á los Valdenses esla profesion de fe:
Creemos de corazon y confesamos con la boca que no hay
más que una sola Iglesia, no tma Iglesia de herejes,
sino la santa Iglesia católica, apostólica y romana, fv.era
de la cual creemos que nadie se salva (2). Eugenio IV
insistió en la misma doctrina: Cree firmemente, profeso,
y predica la Iglesia que iodos los que no están en la
Iglesia católica, no sólo los paganos, sí que también los
judíos, los herejes y los cismáticos, no pueden participar
de la tida eterna, sino que irán al Juego eterno prepa­
rado para Satanás y svs ángeles, si antes del fin de su
tida no entran en su seno; que la unidad del cuerpo de
la Iglesia es importante; que es menester permanecer en
ella para recibir con fruto los Sacramentos, para adqui­
rir méritos con los ayunos, limosnas y otras obras de la
piedad y los ejercicios de la milicia cristiana; que nadie,
por limosnas que hiñere, aun cuando derramare la san­
gre por el nombre de Jesucristo, no puede salvarse, si no
permanece en el seno y la unidad de la Iglesia católi­
ca (3J. En efecto, la Iglesia no dice: «Fuera délas con­
fesiones cristianas no hay salvación;» s\w. Fuera de
la Iglesia no hay salvación.

(1) Una est vero fidelium uoiversalis Ecclesia, extra quam


duIIus omaioo salvalur. (Adven. Albigenses).
(2) Corde credimus et ore confiteinur unam Ecclesiam non
haereticorum, sed sanctam romanara, catholicam et apostoli-
cam, extra quam Demmem salvari credimus.
(3) Bulla pro Jacobtlis Canta Domino.
161

CAPÍTULO IV.

Otros dos errores.

Artículo I . — L a libei’lad de conciencia.

807. Quizás es éste el lugar de notar de que modo


entienden los semiliberales la libertad de conciencia.
Según los racionalistas, ninguna religión es de origen
divino; todas fueron instituidas por los hombres. Al de­
cir de muchos, las religiones positivas son malas todas;
según algunos, todas son útiles, 'á lo menos para el pue­
blo; y según muchos otros, ni son buenas ni malas,
sino indiferentes. En todo caso, según dicen todos,
ningún hombre viene obligado á seguir una con prefe­
rencia á otra, ni siquiera, según los más, á tener nin­
guna: La-conciencia es esencialmente libre 6 indepen­
diente respecto de todas las religiones. Cada cual es li­
bre de decidir según entendiere en materias religiosas, y
puede lícitamente abrazar la religión que prefiera, 6 no
seguir ninguna, si ninguna le satisfatiere (1). Por con­
siguiente en un país cristiano, lalibertad deconciencia,
es propiamente en el sentido de los racionalistas, el de­
recho de apostasía.
Empero los semiliberales, áun los más avanzados,
entienden de otro modo la libertad de conciencia. Po­
demos distinguir eDtre ellos cuatro teorías principales.
808. Los latitudinaristasextremados hacen profesion La libertad
de creer en la vida eterna, y admiten también el orí- ossemí
gen divino de la Iglesia. Sólo que, con manifiesta in- ^ " ^ ¿ o r u
primera.
(1) CoDsentaueum erit, judicio singularium permiltere om-
nem de religione quxstiooem; dicere cuique aut sequi quam
ipse malit aut omnino nullam, si naliam probet. (Eacycl. tm-
mortale Dei, 1 Nov. 1885).
162
consecnencia, niegan la necesidad de la profesion cató­
lica, y pretenden que puede uuo salvarse indiferente­
mente en todas las religiones. Todo hombre, pues, según
este sistema, tiene derecho de profesar la religión que
le pluguiere elegir. Dicen los más, que tiene la obliga­
ción de profesar una; pero que no viene obligado á ad­
mitir una con preferencia á otra. No es, pues, libre la
conciencia en el sentido de poder rechazar todas las re­
ligiones; es libre, empero, eu el sentido de poder ele­
g ir entre todas la que le convenga.
2.» Teoría 809. Los latitndinaristas que admiten que puede v.no
u ' salvarse en todas las confesiones cristianas, pero sólo en
las cristianas, sostienen que todo hombre tiene obliga­
ción de ser cristiano, pero que puede entrar en la con­
fesión que más le plazca. En este sistema, la libertad
de conciencia no es, como en el de los racionalistas, el
derecho de ser extraño á toda religión, ni, como en el
de los latitudinaristas extremados, el de elegir entre to­
das las religiones, sino tan sólo el de elegir entre las
confesiones cristianas. Ambas teorías sobre la libertad
de conciencia son absolutamente falsas. Todo hombre,
en efecto, tiene obligación de encaminarse hácia la vida
eterna; «fuera de la Iglesia no hay salvación;» luego
todo hombre viene obligado á entrar en el único ca­
mino que lleva á la vida eterna.
3.» Teoría 810. Otros semiliberales, principalmente ciertos her-
'iceia. mesianos, tienen una tercera teoría sobre la libertad de
conciencia. Todo hombre, dicen, tiene derecho de exa­
minar y juzgar sus creencias, y tieue el deber de seguir
la religión que le parezca verdadera. Si, pues, el cató­
lico, al estudiar las diversas religiones, llega á conven­
cerse de que la religión protestante, la musulmana ó la
judia es la religión verdadera, no sólo tiene el derecho,
sí que también el deber de salirse de la Iglesia católi­
ca, y abrazar la religión que le parezca verdadera. «La
163
Iglesia no debe condenar más á los católicos á quienes
sus estudios llevan á hacerse protestantes 6 paganos,
de lo que reprueba á los protestantes y paganos que se
hacen católicos.» Cada hombre es libre de abrazar y se­
guir la religión que, guiado por la luz de la razón, hu­
biere juzgado verdadera (1). «Puede justificarse todo
cambio de religión.»
Hemos indicado ya el error que se esconde en esta
teoría. Completamente distinta, dice el Concilio del Va­
ticano, es la condicion de aquellos que. gracias al don
celestial de la fe, se adhirieron á la verdad católica, de
la de aquellos que, llevados por las humanas opiniones,
siguen una religión falsa: en efecto, aquellos que reci­
bieron la fe por el magisterio de la Iglesia, no pueden
tener jamás motivo alguno justo para dejar ni poner en
duda esta misma fe (2). Por una parte brillan á su vista
las divinas señales de la misión de la Iglesia, y por otra
las luces interiores los solicitan á perseverar en el ca­
mino en que se hallan. A los secuaces de religiones fal­
sas los excitan, al contrario, aquellas mismas señales y
las gracias interiores á reconocer su error y á discernir
la verdadera Iglesia. La Iglesia, sigue dicieudo el Con­
cilio del Vaticano, como señera alzada sobre las nacio­
nes, llama d sí á aquellos que no habían creído todavía,
y da á sus hijos la seguridad de que la fe que profesan
descansa en solidísimo cimiento. Añádese áeste testimo­
nio el auxilio eficaz de la virtud de arriba; porque el
Señor tnisericordiosísimo excita y ayuda con la gracia á
los que andan errantes, para que puedan llegar al cono­
cimiento de la verdad; y á aquellos que desde las ti­
nieblas trae á su admirable luz, confírmalas con su
(1) Liberum cuique homioi est eam amplecli ac profileri re-
ligiooem, quam rationis lumioe quis duetns veram putaveril.
(Syll. prop. 15).
(i) De fide cath. cap. m, 6.
164
grada, ú,fin de que perseveren en esta misma luz, por­
que no falta É l, si no le faltamos nosotros (1). Por con­
siguiente, si se hace de buena fe, el examen lleva á los
adeptos de las religiones falsas á la convicción de que
se hallan fuera de los caminos de salvación, y engen­
dra en los católicos una persuacion más firme de la ver­
dad de su religión. Es, pues, imposible que el liel se
crea obligado en tiempo alguno á salirse de la Iglesia,
porque es imposible que, bajo la influencia de la luz
del Espíritu Santo, reconozca falso aquello que es la
verdad.
<··* T e o ría 811. La mayoría de los semiliberales reconocen qu
cuarta.
la Religión católica es la única verdadera, y que es ne­
cesaria para la salvación; por donde concluyen que el
infiel tiene obligación de abrazarla, y el fiel de perseve­
rar en ella. Pero pretenden al mismo tiempo que ni la
Iglesia ni el Estado pueden castigar con penas corpora­
les á los católicos que no siguen ó que abjuran su reli­
gión, ni más ni menos que á los infieles que se niegan
á abrazarla. La libertad de conciencia no es, pues, á su
modo de ver, el derecho de seguir sinpecado la religión
que agrada, sino de seguirla sin coaccion exterior; es,
como dice la filosofía, no una libertad moral, sino una
libertad física. «Dios, dicen, haciendo libres á los hom­
bres, los dejó en manos de su consejo; no puede pre­
tenderse forzarlos á tributar contra su gusto homenajes
á Dios sin que se atente á los derechos más sagrados de
la naturaleza.
Volveremos á hablar de este error, cuando tratare­
mos del poder coercitivo de la Iglesia y de las obliga­
ciones del Estado para con la religión.

(1) De flde cath. cap. m, 6.


165

Artículo I I . —Aversión al dogma del infierno.

812. Hay un dogma que niegan ó alteran la mayor i. Diversos


parte de los latitudinaristas y áun algunos otros semi- s"mu?ber»iés
liberales: el dogma del infierno. sobre el mfier-
Niegan algunos de un modo absoluto la existencia de
los suplicios del infierno: «Al morir caemos en brazos
de un padre; el padre lloralos extravíos del bijo, pero
no le tortura.» «¿Quién se persuadirá de que el mejor
de los padres se goce en tender al hijo en unas parri­
llas?» «Oh mortales, sentid dignamente de la bondad de
Dios. La madre preGere padecer á ver padecer al hijo;
y ¿quisiérais que se compluguiera Dios en hacer pade­
cer á sus criaturas?» «Amenazó Dios arruinar á Níni-
ve, y Níoive no fué destruida; amenaza á los pecadores
con el fuego, mas no se quemarán los pecadores.»
Otros hay, y son muchos más, que niegan sólo la éter-
nidad de las penas. «Todas las penas son esencialmente
medicinales, y por consiguiente temporales.» «Es nece­
sario que se castigue el pecado, de otra suerte no que­
daría reparado el desórden. Pero es justo que la pena
sea proporcional á la falla; la falta fué pasajera, luego
ha de tener fin el castigo.»
Muchos conGesan que Dios amenazó con suplicios
eternos á sus enemigos; pero que fué suponiendo que
no se convertirían. «Dependerá del líbre albedrío del
hombre el hacer temporal el inGerno. Dios, que quiere
la salvación de todos, cuyos caminos todos son abismos
de misericordia, sin duda tiene preparada después de la
presente vida una especie de segunda prueba en que se­
rá posible el arrepentimiento, y, si quieren desagraviar
á la divina justicia, podrán los pecadores, después de ha­
ber padecido penas temporales, llegar á la bienaven­
turanza eterna.»
T. I I . — 12
166
Además, los suplicios de la vida futura no serán tan
rigurosos corno suponen los católicos. «Los predicado­
res se complacieron en pintar con los colores más som­
bríos las penas de la vida futura; los oyentes habrían
debido rebajar lo que exageraba la elocuencia.» «La
imaginación ha trabajado en todas esas pinturas del in­
fierno que hallamos en los autores.» «La pena debe ser
leve, pues leve fué el placer ilícito que castiga.» «No
estoy lejos de creer que todos los suplicios del infierno
se reducen á un vivo remordimiento de la falta.»
En fin, hay muchos semiliberales que creen gustosa­
mente que después de esta vida sólo habrá castigo para
los grandes pecados contra la moral, como el adulterio
y el homicidio. ¿Hay que maravillarse de esta doctri­
na? Ni siquiera tienen por falta la herejía; apenas re-
prneban la apostasía, y la blasfemia misma les parece
cosa muy leve.
ii. observa- 813. ¡Ay! el infierno no lo destruyen ni cierran las
c*iVei ¡Dfler- negaciones impías. Jesucristo dirá un dia á los «incré-
«Tcioo".1* re' dolos (1):» «Id, malditos, al fuego eterno (2);» ¡ojalá
los insensatos merecieran con su arrepentimiento no
ser del número de aquellos de quienes está escrito: «E
irán ellos al suplicio eterno, mientras que los justos irán
á la vida eterna (3)!» «El gusano que los roe no mue­
re, y el fuego que los quema no se apaga (4).» «Que­
mará la paja con fuego inextinguible (o).» «Serán ator­
mentados con fuego y azufre noche y dia, delante de
Dios y de sus santos Angeles; y el humo de sus supli-

(1) Incredalis... et ómnibus mendacibus pars illorum erit in


slagno ardenti igne etsulphnre, quod est mors secunda. (Apoc.
n i , S).
(2) Matth. xxv, 41.
(3) Ibid. 46.
(4) Marc. íx, 43, 45, 47.
(5) Matth. ni, 12,—Luc. m, 17.
167
cios irá subiendo por los siglos de los siglos (1).» Esta
es la palabra de Dios, «que no pasará (2).» «Refunfuñad
y chanceaos cuanto os plazca: tiene el Omnipotente sus
reglas, que no cambiarán ni por vuestras refunfuñadu­
ras ni donaires; y sabrá perfectamente haceros sentir,
cuando le pluguiere, lo que ahora os negáis á creer. Id,
arriesgaos, mostraos bravos é intrépidos aventurando
cada dia vuestra eternidad (3).» Mas no, impíos, no ne-
gueis el infierno, temedlo; porque temiéndolo, lo evi­
táis; y negándolo, caéis en él.
Siempre ha creído y enseñado la Iglesia que «los que
obran bien, van á la vida eterna, y los que obran mal,
al fuego eterno (í).» Solemnemente definió muchas ve­
ces esta doctrina, en especial en el Concilio 11 de Cons-
tantínopla (o), y en el IV de Letran (6).
O creed, ó dejad de llamaros católicos.
$14. Decís que no podéis comprender los rigores de
la divina justicia en el suplicio eterno de los condena- 2 ° £ i ¡ n G e r -
dos; ¿los comprendéis mejor, empero, en la pasión y ?¡ó/el Cs,vl"
muerte de Jesucristo? Aquel que expira en la cruz en
medio de tan horribles padecimientos ¡es el Hijo de Dios!
¿Os fijáis bien en ello? Sin embargo, no decís que en su
persona se castiga coa demasiada severidad el pecado:

(1) Apoc. ix, 10.


(2) Uattfa. xxiv, 35.
(3) Bossuet, Sermón para ¡a fiesta de Todos los Santos.
(4) Qoi bona egerunt, ibuat ¡n vitam íeteroam,qu¡ vero ma­
la, in ignem aeternum. (Symb. Athan.).
(5) Anatbema pronuntiatum est contra errorem Origenia-
num dicentem «temporánea esse daetnonum et impiorum bo-
miDum tormenta, finemque ea tempore aliquo habitura; atque
impíos ac daomones in priorem suum statum restitutnm irí.»
(Act. conc. ax. V).
(6) Omnes cura suis resurgent corporibus... ut recipiant se-
cundum sua opera sive bona fuerint, sive mala, isti cum dia-
bolo poenam perpetuara, et illi cum Christo gloriam sempiter-
nara. (Conc. Lat. IV, cap. i).
168
¿por qué hallais su castigo demasiado riguroso en el
condenado? En éste el castigo es eterno, pero el que
padece tiene una dignidad finita, ó mejor dicho, es su­
mamente despreciable; en aquél es temporal el supli­
cio, pero la dignidad infinita: si el suplicio temporal de
un sér infinito es la pena justa del pecado, ¿por qué el
suplicio eterno de un sér finito, más aún, de un sér vo­
luntariamente degradado, ha de ser una pena excesiva?
¡Ah! no comprendéis la gravedad de la ofensa de Dios:
hé aquí porque os maravilla la eternidad de las penas.
Decís: «En el Calvario veo la misericordia; mas no la
veo en el infierno.» ¿Veis la misericordia en el Calva­
rio? Pues bien, de sus excesos en el Calvario deducid la
necesidad del infierno. E l pecado fué castigado, como
lo tenia merecido, en el Hijo de Dios inocente; y ¡no
querreis que lo sea luego en el pecador obstinado que
despreció y profanó la sangre de su Dios! En el Calva­
rio, Dios llevó su amor hasta la locura; empero el amor
despreciado se trueca en ira: veo, pues, en el amor que
hizo derramar sangre en la cruz, el amor que cavará el
infierno. No os rebeleis contra el infierno ; os rebela­
ríais contra el amor de Dios.
No sé si os parecerá concluyente este argumento, pe­
ro cristianos conozco á quienes, para hallar la solucion
de todas las objeciones contra el infierno, bástales dar
una nóirada al Crucifijo.
3.° Econo- 81o. Según el plan divino, la vida presente es un es­
rai* de la vida
presente j de tado de prueba, de paso, de preparación, y la vida fu­
la futura. tura un estado de reiribvdon, de morada fija y de con­
sumación. El hombre por sí mismo crea aquí bajo con
sus buenas ó malas obras su futuro estado de bienestar
ó desgracia; levanta, como dice la sagrada Escritura, el
edificio que lo albergará un dia (1), la casa donde iráá
vivir por toda la eternidad (2).
(1) Rom. x v , 29.—I Thess. v , 11.
(2) Domum non m anafactam ,® ternam in cobIí s . (II Cor. v ,l ] .
169
Así que el libre albedrío es flexible en la vida pre­
sente, pero será inmóvil en la vida futura. Ahora pode­
mos sucesivamente querer, no querer, ó querer lo con­
trario; por esto podemos siempre arrepentimos del mal
que hubiéremos hecho. En la vida futura, al contrario,
la voluntad permanecerá inmutablemente adherida al
objeto que hubiere una vez querido; hceret fixiter, dice
Santo Tomás; luego el pecador será incapaz de arrepen­
tirse.
Por consiguiente, aquel que en el momento de la muer­
te se hallare en estado de alejamiento de Dios, eterna­
mente se quedará odiando á Dios: «el árbol, según ex­
presión de la Escritura, allá quedará donde caído hu­
biere (1).» Pero es justo que aquel que odia á Dios
eternamente, quede privado de El eternamente. Esta
privación eterna, es el suplicio más horroroso del in­
fierno, el que la teología llama pena de daño (2). Dice
el impío: «Lo que me da más pena aquí bajo es el pen­
sar en Dios; si el principal castigo de los condenados
es estar privado de Dios, ya no me da miedo el infier­
no.» No os riáis, impíos, porque si conociérais un poco
lo que es la pena de daüo, todos los huesos os tembla­
rían y se os helaría la sangre eu las venas.
El alma fué criada para gozar de Dios; no puede sa­
ciar el hambre que la atormenta sino en Aquel que es
el Pan de los vivos (3); no puede apagar la sed que la
devora sino en las aguas vivas del Sumo Bien (i). Si
después de esta vida no entra Dios en el alma, se en­
gendra en ella un vacío inmenso, y empieza el rechi­
nar de dientes, y el llorar (5) y el rabiar. Por una parte

(!) Eccl. ir, 3.


[i] Damnum, pérdida, privación.
(3 )Amos, v i » , 1 1 ,— Jo a D . v i , 3 3 , 3 5 .
(4) Apoc. vil, 17.
(5) Mattb. viii, 13.
170
su misma esencia la impele hácia Dios, porque para Él
fué criada; por otra, con su voluntad depravada le re­
chaza: queriendo y no queriendo, siente despedazarse
en lo más íntimo de su sér, hasta las últimas «honduras
del espíritu (1).» Y Dios, á quien rechaza, la rechaza;
siéntese despreciada de Aquel que es la verdad y la jus­
ticia mismas, aborrecida de Aquel que es misericordia
y amor. Siéntese justamente despreciada, justamente
aborrecida; y al sentir su degradacióná la vista de Dios,
cuyas divinas miradas la penetran, se horroriza de sí
misma y quisiera ser aniquilada.
816. A más de la privación de Dios, hay un segundo
suplicio. Todas las criaturas se arman eternamente para
vengar á su Hacedor de la eterna rebeldía del pecador,
porque es justo «que peleen por Dios contra los insen­
satos (2).» Arde sobre todo un horrible fuego en las ve­
nas y tuétanos del impío, y le atormenta asimismo el
alma. El suplicio de este fuego tenebroso que penetra y
encadena al condenado, y esta persecución de parte de
toda criatura, es el segundo castigo del infierno, lla­
mado por la teología pena de sentido.
817. La pena de sentido y la de daño son eternas, por­
que es necesario que á una voluntad eternamente obs­
tinada y endurecida en el mal, eterna pena la castigue.
Es, pues, evidente que el estado de condenación es
obra del mismo condenado. El pecador dijo á Dios: «Idos
de mí ¡3);» y Dios se fué: hé aquí todo el suplicio. La
jmpenitencia fioal va seguida del odio eterno á Dios;
Dios odiado se sustrae al pecador: esto es la pena de da­
ño; á Dios odiado le vengan sus criaturas: y esto es la
pena de sentido. Muriendo en pecado, se halla el hom-

(1) Hebr. iv, lí.


(3) Pugoabit cum illo orbis terraram contra inseosator. (Sap.
V, 21¡.
(3) Job, m , 14.
171
bre para siempre en estado de rebelión contra Dios y
todo el universo: Dios castiga al rebelde hurtándose á
su vista; y el universo le castiga armándose contra él.
El pecador quiso guerra, guerra tiene; su miseria es
obra suya. No nos admiramos de que el forzado que se
asesta una puñalada se dé la muerte; no debemos tam­
poco admirarnos de que el impío, al entregarse al pe­
cado, ocasione en él lo que llama muerte segunda la
Escritura (1). Oh hombres, mientras vivís aquí bajo, se
abren ante vosotros dos caminos: uno que lleva á la tie­
rra que mana miel y leche (2), otro que guia al preci­
picio; á vuestro libre albedrío se deja la elección: si
cayéreis en el precipicio, no culpéis á Dios, culpaos á
vosotros mismos.

TÍTULO II.

ERRORES SEM ILIBERALES SOBRE E L MAGISTERIO


S E LA IG LESIA.

818. En primer lugar haremos mención de los erro*


res generales; luego examinaremos la actitud de los se-
miliberales respecto del Syllabv.s y de los decretos del
Concilio del Vaticano.

CAPÍTULO I.

Errores generales.

819. Dos clases de verdades distinguen los doctores i . M ip isie-


católicos: las verdades de fe católica, De fid e , y las ver- ¡!í.de '* ,gle*
dades que están debajo de la fe, i s f r a fioem. des<fefr.rd* "

(1) Apoc. xx, 14.


(2) N u m ,n v ,8 .
170
su misma esencia la impele hácia Dios, porque para Él
fué criada; por otra, con su voluntad depravada le re­
chaza: queriendo y no queriendo, siente despedazarse
en lo más íntimo de su sér, hasta las últimas «honduras
del espíritu (1).» Y Dios, á quien rechaza, la rechaza;
siéntese despreciada de Aquel que es la verdad y la jus­
ticia mismas, aborrecida de Aquel que es misericordia
y amor. Siéntese justamente despreciada, justamente
aborrecida; y al sentir su degradacióná la visla de Dios,
cuyas divinas miradas la penetran, se horroriza de sí
misma y quisiera ser aniquilada.
810. A más de la privación de Dios, hay un segundo
suplicio. Todas las criaturas se arman eternamente para
vengar á su Hacedor de la eterna rebeldía del pecador,
porque es justo «qoe peleen por Dios contra los insen­
satos (2).» Arde sobre todo un horrible fuego en las ve­
nas y tuétanos del impío, y le atormenta asimismo el
alma. El suplicio de este faego tenebroso que penetra y
encadena al condenado, y esta persecución de parte de
toda criatura, es el segundo castigo del infierno, lla­
mado por la teología pena de sentido.
817. La pena de sentido y la de daño son eternas, por­
que es necesario que á una voluntad eternamente obs­
tinada y endurecida en el mal, eterna pena la castigue.
Es, pues, evidente que el estado de condenación es
obra del mismo condenado. El pecador dijo á Dios: «Idos
de mí ¡3);» y Dios se fué: hé aquí todo el suplicio. La
jmpenitencia fioal va seguida del odio eterno á Dios;
Dios odiado se sustrae al pecador: esto es la pena de da-
So; á Dios odiado le vengan sus criaturas: y esto es )a
pena de sentido. Muriendo en pecado, se halla el hom-

(1) H ebr. iv, 12.


(3) P ugoabit cam illo orbis te rra ra m contra insensato». (Sap.
V, 21¡.
(3) Job, m , 14.
171
bre para siempre en estado de rebelión contra Dios y
todo el universo: Dios castiga al rebelde hurtándose á
su vista; y el universo le castiga armándose contra él.
El pecador quiso guerra, guerra tiene; su miseria es
obra suya. No nos admiramos de que el forzado que se
asesta una puñalada se dé la muerte; no debemos tam­
poco admirarnos de que el ¡rapio, al entregarse al pe­
cado, ocasione en él lo que llama muerte segunda la
Escritura (i). Oh hombres, mientras vivís aquí bajo, se
abren ante vosotros dos caminos: uno que lleva á la tie­
rra que mana miel y leche (2), otro que guia al preci­
picio; á vuestro libre albedrío se deja la elección: si
cayéreis en el precipicio, no culpéis á Dios, culpaos á
vosotros mismos.

TÍTULO II.

ERRORES SEM ILIBERALES SOBRE E L MAGISTERIO


S E LA IG LESIA.

818. En primer lugar haremos mención de los erro*


res generales; luego examinaremos la actitud de los se-
miliberales respecto del Syllabv.s y de los decretos del
Concilio del Vaticano.

CAPÍTULO I.

Errores generales.

819. Dos clases de verdades distinguen los doctores i . M ip isie-


católicos: las verdades de fe católica, De fid e , y las ver- ¡!í.de '* ,gle*
dades que están debajo de la fe, i s f r a fioem. des'<feft.rd* "

(1) Apoc. xx, 14.


(2) N u m ,n v ,8 .
172
Las verdades de fe católica son aquellas que el ma­
gisterio de la Iglesia propone como reveladas por Dios,
aquellas que por consiguiente deben creer como tales
Jos fieles. Es, pues, primeramente necesario que hayan
sido reveladas por Dios, ó, como se dice, que sean ob­
jeto de fe divina, ó simplemente que sean de fe di­
vina; y en segundo lugar es menester que las proponga
como reveladas la infalible enseñanza de la Iglesia.
Se llaman dogmas de fe, ó simplemente dogmas. Tales
son la mayor parte de las verdades negadas por los se-
miliberales, según vimos en el capítulo anterior, como
la necesidad de la Iglesia para la salvación, la eternidad
de las penas; tal ha sido siempre en la Iglesia la divi­
nidad de Jesucristo; tal es desde 1834 la Inmaculada
Concepción de la Virgen; tal desde 1870, la infalibili­
dad pontificia. No puede el fiel negar una sola sin pecar
contra la fe, es decir, sin hacerse reo del crimen de he­
rejía, sin dejar, por consiguiente, de ser miembro de la
Iglesia.
De dos maneras se proponen estas verdades á los fie­
les para que las crean: unas son objeto de definición so­
lemne de la Iglesia, ya sea del Papa, ó del Concilio;
otras las enseña como dogmas revelados el magisterio
ordinario de la Iglesia, es decir, la cotidiana enseñanza
de los pastores diseminados por la haz de la tierra.
.2.° verdades 820. Las verdades que están debajo de la fe católica,
Jw«n* in/>a i n f i u f id e m , son aquellas que áun cuando pertenezcan al
depósito de la revelación, no las propone la Iglesia á los
fieles para que las crean como reveladas, ó que, sin per­
tenecer al depósito de la revelación, conciernen sin
embargo al órden de la salvación tal como se halla es­
tablecido en la Iglesia, y por esta razón son objeto de
su magisterio.
La autoridad doctrinal de la Iglesia tiene, en efecto,
un objeto primario é inmediato, á saber, la misma pa-
173
labra revelada, contenida ya en la Escritura ya en la
tradición. Tiene un objeto secundario y mediato, á sa­
ber, todas Jas verdades que, sin ser propiamente reve-
veladas por Dios, interesan al órden de la salvación; son
ante todo aquellas verdades cuya enseñanza y defini­
ción son necesarias para conservar con seguridad, y ex­
poner con certidumbre y defender con eficacia las ver­
dades reveladas (1). Las verdades íilosóficasócientíficas
estrechamente ligadas con las verdades reveladas, los
hechos generales, es decir, los hechos que interesan al
estado y gobierno de la Iglesia universal, la canoniza­
ción de los Santos y gran número de instituciones dis­
ciplinares pertenecen á este objeto.
Las verdades de la primera clase pueden todas ser de­
finidas como reveladas, y convertirse, por consiguiente,
en objeto de fe católica; pero pueden también ser pro­
puestas sólo como ciertas, cercanas á la fe, siendo, co­
mo dice la Escuela, certa infra fidem. Tales eran la
Inmaculada Concepción ó la infalibilidad pontificia an­
tes de ser solemnemente definidas; tales son hoy diael
poder de los Papas sobre los príncipes, la visión intui­
tiva del alma de Jesucristo, desde el primer instante de
su concepción, la Asunción de la Madre de Dios y mu­
chas otras verdades.
Las verdades de la segunda clase no pueden ser defi­
nidas como reveladas, puesto que no pertenecen al de-

(1) Dnplex est m a g iste rii o b je c to m , princeps a lte ru m a c im -


mediatum, ad quod p ro p ter ipsu m io fa llib ilita s sp e e ta t, id q u e
re sp o n d e! fidei dep o sito , estq u e lo tu m Dei v e rb u m re v e la tu m ;
a lte ru m secundarium a c mediatíim, ad q u o d p ro p ter illud iofalli-
b ilita s se p o rrig it, id q u e re sp o a d e t d i vini dep o siti cu sto d ien d i
o ffic io ; h u ju s a u tem o fficii tre s su n t p a rte s, tu m d iv io i v e rb i
coD servatio, e a q n e s e c u r a , tu m eju s p ro p o sitio e t e ip líc a tio ,
ea q u e c e r ta , q u a q u e o m o is f i D i a t u r q u jcstio , tu m fju s d e m a s -
ne olio Dei v e rb u m io fic ia tu r
sertio vel defeosio, ea q u e v a lid a ,
errore. (Act, Conc. Vat. Scbema de Ecclesia, Adoot. p. 1 0 J).
174
pósito de la revelación; jamás pueden ser, pues, objeto
de la fe de la Iglesia. Pero pueden ser propuestas á los
fieles para que las crean como verdades absolutamente
ciertas, bien que con certidumbre inferior á la certi­
dumbre de fe. Tales son en general todas las verdades
no reveladas, que han sido definidas com verdades cier­
tas por el juicio infalible de la Iglesia, ó que tienen por
tales los Padres, los doctores y los fieles piadosos. Tal
es en particular la bienaventuranza de los Santos cano­
nizados, y la necesidad de la independencia temporal
del Sumo Pontífice en las actuales circunstancias para
el libre ejercicio de su poder espiritual.
El fiel está obligado á creer estas verdades ciertas so
pena no de herejía ó pecado contra la fe, sino de pecado
mortal en materia de fe.
3.°DociñoM 821. En segundo lugar, las verdades de ambas cla-
u'Sw T’ntt· ses, ya aquellas que forman parte del depósito de la re-
iTigíestí.5 p#r elación, ya aquellas que, sin ser reveladas, se hallan
sin embargo estrechamente enlazadas con el órden déla
salvación, pueden enseñarse en la Iglesia no todavía
como absolutamente ciertas, sino como cercanas á la
verdad, probabilísimas, favorables á la fe, á la piedad,
á las buenas costumbres. Soa entonces doctrinas que la
Iglesia recomienda, aprueba y favorece, generalmente
admitidas por los doctores más sabios y más santos, y
amadas de los fieles más piadosos. Pueden negarse sin
caer en herejía; quizás sin cometer pecado mortal; pe­
ro no sin ser, á lo menos hasta cierto grado, temerario
ó sospechoso de error, y sin faltar á aquella docilidad
sencilla é íntegra que tiene á la Iglesia el liel humilde.
Torque, como dijimos arriba, al católico verdaderamen­
te digno de este nombre gústale seguir el sentido de la
Iglesia áun cuando la Iglesia se abstiene de definir, áun
en las cuestiones en que no es ella infalible: á fuer de
católico, no puede pensar de otra suerte que la católica
Iglesia.
175
821 En resumen, el magisterio de la Iglesia puede
proponer las verdades como de fe católica, como sim­
plemente ciertas, 6 áun tan sólo como comunes y proba­
bilísimas.
823. Algunos semiliberales ban llegado á sostener I I . Errores
sem iliberales.
que la Iglesia es incompetente para definir que ella es 1.® La Ig le­
sia d o p u e d e
la sola Iglesia verdadera: La Iglesia no tiene poder para d e f i n ir que s ea
e l la s o la la
definir que únicamente la religión de la Iglesia católica Iglesia v e r d a ­
es la religión verdadera (1). dera.

Pocas verdades hay que tan evidente y esencialmente


pertenezcan al depósito de la revelaciou como las con­
cernientes á la institución, naturaleza y caracteres de
la Religión católica. O negáis que pueda la Iglesia de­
finir cosa alguna, ó confesáis que puede definir la ver­
dad y la necesidad de la religión que profesa y enseña.
Además, si no toca á la Iglesia pronunciar esta defi­
nición, ¿á cargo de quién queda? ¿A cargo de un con­
cilio del género humano? Entonces la infalibilidad
pasaría de la Iglesia al género humano. ¿A cargo de la
razón individual ? En tal caso, la cuestión religiosa más
fundamental se remitiría á la decisión de la razón indi­
vidual : tal aserto es racionalismo puro.
82í. Los mismos semiliberales ban pretendido que 2.« La Igle­
sia d o es u o i -
los Sumos Pontífices y los concilios ecuménicos podían versalmeole
errar, hasta en las definiciones solemnes. Los Pontífi­ infalible e a las
definiciones
ces romanos y los concilios ecuménicos, dicen, se extra­ excathedra.
limitaron de su poder, usurparon los derechos de los
principes, y erraron también en las definiciones de las
cosas de fe y de costumbres (1).
Toca á los príncipes, añaden, conocer y prevenir en

(1) Ecclesia oon habet potestatem defioieodi religiooem ca-


tholicse Ecclesia esse uoice verana religiooem. (Syll. prop. S I ) .
(i) Romani Pontífices e l coocilia cecameDica & limitibus suse
potestatis recessernnt, jura principum asurparunt, atque etiam
in rebus fidei et morum definieodiserraruot. (Sytt. prop. 23).
176
adelante estas usurpaciones, y á los individuos tomar
acta de la falsedad de estas definiciones.
Los príncipes, empero, son inüeles, ó son cristianos.
Si son infieles, están fuera de la Iglesia; luego deberán
juzgar á la Iglesia aquellos que están fuera de su seno.
Si son cristianos, son hijos y súbditos de la Iglesia;
luego deberán juzgarla los inferiores.
Además, siguiendo esta doctrina, toca á los indivi­
duos conocer y corregir los errores de la Iglesia: hé
aquí á la razón individual erigida en «regla suprema de
lo verdadero y de lo falso, del bien y del mal (1),» juz­
gando y enderezando á la misma Iglesia. La verdad no
llega á los individuos por transmisión social; queda
abandonada á la investigación privada.
Pueden estos semiliberales aspirar al nombre de ca­
tólicos, pero en realidad son racionalistas ó protestantes.
3.· u uie- La mayor parle de los semiliberales conliesan
sia do es m ía - J . r
libreen el ejer- que la Iglesia es infalible cada vez que define solemne-
güuriÓ oríC mente un dogma. Pero hay muchos que pretenden que
nar,°· sólo es infalible en estos casos, de suerte que el fiel no está
obligado á creer las verdades que no hayan sido objeto
de definición solemne, aun aquellas que propone um­
versalmente como dogmas el magisterio ordinario de la
Iglesia. La obligación que liga & los maestros y escrito­
res católicos se limita á lo que haya sido definido por el
juicio infalible de la Iglesia como dogmas de fe que de­
ben ser creídos por todos (2).
Resultaría de esta doctrina que, en los primeros tiem­
pos, no hubieran los fieles tenido obligación de creer
verdad alguna revelada. Resultaría que, en todas épo-

(1) Syll. prop. 3.


(2) Obligatio, qua calholici magistri et scriplores omnioo
adstr'iDguütur, coarctatnrio iistantum quae ab infallibili Eccle-
siae judicio veluli fidei dogmata ab ómnibus credenda propo-
nuDtur. (Syll. prop. 22).
177
cas, las verdades que aún no habían sido negadas, aque­
llas que en los siglos anteriores habían sido más uni­
versalmente admitidas, eran verdades libres todas in­
distintamente. Resultaría en particular que, hasta el
Concilio de Nicea, los Heles no tenían obligación de
creer en la divinidad del Verbo; en la unidad de per­
sona y dualidad de naturaleza en Jesucristo, hasla los
de Éfeso y Calcedonia; más todavía, en la distinción
esencial entre el orden natural y el sobrenatural, hasta
el Concilio del Vaticano. Por esto Pió IX se apresuró á
condenar este error, ó mejor dicho, herejía. La sumi­
sión que debemos prestar á Dios con el acto de fe divina,
decia al Arzobispo de Munich, no debe limitarse á aque­
llas verdades que han sido definidas por decretos expresos
de los Concilios ecuménicos 6 de los Pontífices romanos y
de esta Silla apostólica, sino que deben extenderse á aque­
llas que propone como divinamente reveladas el magiste­
rio de la Iglesia diseminadapor toda la tierra, y quepor
consiguiente con universal y constante consen timiento
tienen por 'pertenecientes á la fe los teólogos católicos ( 1).
La misma enseñanza renueva el Concilio del Vatica­
no : Debe creerse, dice, con fe ditina y católica cuanto
se contiene en la sagrada Escritura y la tradición, y lo
que la Iglesia, ya con solemnejuicio, ya con su ordina­
rio y universal magisterio, propone que debe creerse como
divinamente revelado (2).

(1) Etiamsi ageretur de iiia subjectione, qu® fidei divinie


actu est prestanda, limitanda tamen non esset ad ea qu* ei-
pressis occumenicorutn conciliorumaotRomanorumPontificum
hujusque Apostolices Sedis decretis definita sunt,sed ad ea quae
ordinario totius Ecclesiae per orbem dispersa) magisterio lan-
quam divinitus revelata traduntur, ideoque universal! et cons-
tanli consensu á catbolicis tbeologis ad fidem pertinere retinen-
tur. (Epist. Titas Ubenler, 91 Dcc. 1S63).
(2) Porro fide divina et catbolica ea omnia credenda sunt
qu® ia verbo Dei scripto vel tradito continentur, et ab Ecclesia
178
s¡a no« otros sem'I¡l)eraIcs que reconocen la obli-
libie eo las de- gacion de creer todas las verdades enseñadas en la Igle-
Pafidem. s*a como dogmas de fe, y como tales propuestas con de­
finición solemne ó por el ordinario magisterio de los
pastores. Pero niegan la obligación de creer las demás
verdades, sea cual fuere su certidumbre. Se puede sin
pecado y sin ningún detrimento de la profesion católica
negar el asentimiento y la obediencia á los juicios y de­
cretos de la S illa apostólica relativos al lien general de
la Iglesia, y á sus derechos y disciplina, con tal que no
traten de los dogmas, de la fe y de la moral (1).
Cuando el Papa y los Obispos deciden sobre materias
que no pertenecen á la revelación, sino que dependen del
conocimiento científico del derecho natural y de la apre­
ciación de hechos humanos, los Papas y los obispos no
hablan como pastores de la Iglesia, sino como doctores
particulares; y su sentir vale lo que valgan sus razones.
Toda decisión dada por los doctores de Israel no sobre
una verdad dogmática ó moral, sino sobre hechos ge­
nerales, no tiene más autoridad que la de cualquier
tribunal jurídico; y tiene menos todavía, ó mejor, no
tiene ninguna, á cansa de la incompetencia de los jue­
ces. Por ejemplo, la cuestión que se ventila entre el
Pontífice romano y los italianos, ó mejor, los revolucio-

sive solenonijudicio sive ordinario et universali magisterio, tan-


quam divinitus revelata credenda proponnntur. (De fide calh.
cap. iii).
(1) Silentio praeterire non possumus eorum audaciam, qui
sanam non sustinentes doctrinam, contendunt «illis Apostolice
Sedis judiciis et decretis, quorum objectum ad bonum geoerale
Ecclesiae, ejusdemque jura ac disciplinam spectare declarator,
dummodo fidei morumque dogmata non attingant, posse assen-
sum et obedientiam detrectari absque peccato, et absque alia
catholic® professions jactara.« (Encycl. Quanta cura, 8 Dec.
1864].
179
nanos de Italia, sobre el poder temporal, de ningún
modo es de la competencia del magisterio eclesiástico. E l
establecimiento del poder temporal del Papa es ocho si­
glos posterior á la revelación; es un hecho que no puede
figurar entre las verdades reveladas; es un aconteci­
miento natural, qne depende de las leyes humanas y de
la ciencia jurídica; la Iglesia es incompetente para dar
nna decisión obligatoria sobre esta materia. Aun cuando
el Papa y los obispos unánimemente declaran que la
Iglesia necesita actualmente el dominio temporal y de­
claran excomulgados á cuantos piensen de otra manera,
sigue siendo lícito á lodo católico opinar diferentemente
y trabajar con todas sus fuerzas en destruir el princi­
pado civil del Pontífice Romano (1). Es necesario creer
los dogmas, y es piadoso admitir las doctrinas que no
son de fe (2). E l que las acepta, hace bien: llega hasta
á tener la sumisión de consejo; pero aquel que no se so­
mete, no hace mal, porque le basta tener la sumisión de
precepto. E l primero es digno de alabanza, el segundo
110 merece reprensión; y ambos son creyentes.
827. Lo dijimos ya, la Iglesia tiene la misión de
conservar íntegro en medio del género humano el órden
de salvación, tal como fué instituido. Mas, para cumplir
con este oficio, es necesario que pueda enseñar infali­
blemente muchas verdades que, sin ser inmediatamen­
te reveladas, tienen sin embargo íntima relación con la
economía de la salvación. Por ejemplo, el principado
civil del Pontífice Romano do lo instituyó Jesucristo;
pero es, en las presentes circunstancias, absolutamente
necesario para el libre ejercicio del poder espiritual.
Conviene, pues, que la Iglesia pueda declarar su legiti-

(1) Acta Corte. Vat. Schema de Ecclesia, p. 161 et seq. edit.


Conc.
(2) «Respecto de las verdades de fide, necessilas fidei; res­
pecto de las decisiones infra fidem, píelas fidei.o
180
midad y necesidad con infalible juicio y condenar los
errores contrarios.
Asimismo la santidad de San Francisco de Asís, de
San Vicente de Paul, de San Benito Labre, no es una
verdad revelada; sin embargo, es muy útil para la sal­
vación de las almas que sea conocida ciertamente; y la
Iglesia recibió la asistencia del Espíritu Santo para com­
probarla infaliblemente.
Lo mismo sucede con una multitud de otras verdades,
cuyo conocimiento es necesario para la transmisión ín­
tegra del depósito de la revelación, y la conservación y
progresos de la Religión.
Todas estas verdades, una vez declaradas por el in­
falible magisterio de la Iglesia, serán creídas no inme­
diatamente por razón de la autoridad misma de Dios,
puesto que no las reveló, sino por razón de la autoridad
de la Iglesia, á quien se confirió el cargo de conocerlas
y de proponerlas infaliblemente.
Además, como también decíamos, es á menudo útil
que las verdades reveladas sean propuestas como cier­
tas, áun antes de serlo como dogmas de fe. La Iglesia,
pues, ba de haber recibido el poder no sólo de enseñar­
las con definiciones de fe, sino también con definiciones
de órden inferior; y el Gel deberá creerlas, si no todavía
con un acto de fe en la veracidad divina, con un acto
de fe cuando menos, en la infalibilidad de la Iglesia.
82$. En la Iglesia se ha enseñado constantemente
esta doctrina. Pío IX, en sus cartas contra los semilibe­
rales de Alemania, y luego el Concilio del Vaticano, la
recordaron solemnemente.
No basta á los católicos sabios, dice el primero, acep*
tar y venerar los dogmas propiamente dichos, sino que
es menester someterse á las decisiones que las Congrega-
dones pontificias dan en materias doctrinales, como tam­
bién á los puntos de doctrina que el común y constante
181
consentimiento de los católicos admite como verdades teo­
lógicas y conclusiones de tal manera ciertas que las opi­
niones m itrarías, aun cuando no puedan llamarse heré­
ticas, merecen sin embargo otra censura teológica. (1).
No se puede, dice asimismo, negar el asentimiento y
la obediencia á los juicios y decretos de la Santa Sede
que tienen por objeto el bien general de la Iglesia, sus
derechos y disciplina, áun cuando no traten de los dog­
mas de la fe y de la moral, sin ponerse en abierta
contradicción con el dogma católico de la plena po­
testad de apacentar, regir y gobernar á la universal
Iglesia, divinamente conferida al Romano Pontífice por
Jesucristo mismo (2).
A su vez el Concilio del Vaticano termina su primera
constitución dogmática con estas palabras:
Mas porque no basta evitar la herética malicia, si no
se huye también cuidadosamente de los errores que más
ó menos á ella se aproximan, advertimos á todos el deber
que tienen de guardar asimismo las constituciones y de­
cretos con que esta Santa Sede condenó y prohibió di­
chas perversas opiniones, de que no se hace aquí mención
expresa (3).
(1) Sapieutibus catholicis baud satis est ut praeíala Ecclesia
dogmata recipiant ac venerentur, verum etiam opus est, ut se
subjiciant tum decisionibus, quae ad doctrinam pertinentes á
Pootiflciis CoogregatioDibasproferuntar, tum iis doctrina ca-
pitibus, quac communi et constaoti catholicorum cooseosu re-
tinentur, ut theologicae veritatcs et conclusiones ita certa, ut
opiniones eisdem doctrina; capitibus adversa, quaoquam ba-
recticae dici nequeant, tamen aliam theologicam mereantur
censuran). (Epist. Tuas UbenterJ.
( i ) Encycl. Quanla cura.
(3) Quoniam vero satis non est bxreticam pravitatem devi-
tare, oisi quoque errores diligenterfugiautur, qui ad illam plus
minusve accedunt, omnesoflícii mooemus servandi etiam Cons-
titutiones et Decreta, quibus prava ejusmodi opiniones, qua
isthic diserte dod enumerantur, ad bac Sancta Sede proscripta
et prohibita snnt. (De fiie cal)i. conclnsio).
t. a . —13
182
«precio de fas k u e n númer0 semiliberales profesan el
regias dociri- más profundo respeto á todas las doctrinas definidas co-
“« “ omunés? mo ciertas, pero reivindican su plena libertad para todo
lo demás. Los tiene sin cuidado el saber lo que se en­
seña en Roma, lo que Roma aconseja, aquello á que se
inclina. Los autores católicos cuyos escritos son acogi­
dos en la Iglesia con el mayor favor, tienen á sus ojos
tan poca autoridad, que apenas si se paran en ellos.
Tienen muy poco en cuenta las reglas doctrinales de la
Santa Sede, se apartan fácilmente de las doctrinas en­
señadas por el común de los teólogos y admitidas por la
mayoría de los fieles. «Todo aquello que la Iglesia no
propone como absolutamente cierto, dicen, es dudoso;
en materia dudosa está en posesion la libertad: in du-
Mis libertas; puedo por lo mismo creer lo que me plaz­
ca.» Leen alguna vez los documentos pontificios y los
libros de los doctores; pero no para buscar reglas de
dirección, sino para ver hasta donde pueden llevar la
negación sin lastimar la fe. «He estudiado esta cuestión,
os dicen; pero no está definida.» Les respondéis: «Sin
duda no está definida, pero la Santa Sede ba manifesta­
do sus intenciones, no quiere que se enseñe esta doc­
trina, y aconseja seguir tal opinion.» Os dicen: «Pero
ahí no hay definición, y queda en pié la libertad.» «Des­
de Santo Tomás y San Buenaventura, dicen asimismo,
desde Belarmino, Suárez y Petavio, la ciencia ha pro­
gresado; esos autores no vieron el fondo de las cosas;
si vivieran en nuestros dias, reformarían sus opiniones.
Al fin y al cabo, no son la Iglesia: sólo¿ ésta tengo por
infalible.» £stos razonamientos encubren un triste ape­
go al propio juicio.
A menudo, sin sospechar siquiera su impertinencia,
oponen su opinion personal á la autoridad de los docto­
res y de los Papas. «San Agustín, Santo Tomás y la
mayor parle piensan de esta manera; yo pienso de otra.
183
£1 catecismo del Concilio de Trento, la Congregación
del Concilio, la Congregación del índice, se declaran en
pro de esta opinion; pero yo creo lo contrario. En Roma
comunmente se tiene esto por verdadero; yo lo tengo
por falso.» No contraponen autoridades á autoridades,
sino á las autoridades contraponen su propio parecer.
«Yo pienso; yo creo; yo admito.» Con que ¿pensáis?
Con que ¿creeis? Con que ¿admitís? Pero ¿quién sois
vos?¿Teneis más penetración que todos los doctores
cristianos? ¿Teneis más luces que las Congregaciones
romanas? ¿Sois más sabio que todos los fieles junta­
mente? Al verdadero católico le gusta pensar como se
piensa en la Iglesia; á vos os gustan las opiniones sin­
gulares, nuevas, conformes al espíritu del siglo. E l ver­
dadero católico se complace en andar por los anchuro­
sos y trillados caminos de la tradición; á vos os gusta ir
por los senderos solitarios, sospechosos, cercados de pre­
cipicios.
S30. Es cosa frecuente oir á semiliberalesque dicen: c.° u igie-
Me someto á la Iglesia en todas las cuestiones religiosas aU\0D
r¡Vdd”
y morales; pero á menudo se mezcla en cuestiones po- JrlÍ“satl0*“, 1*!
líticas y económicas: cuanto á éstas, me creo en el de- utieas y c it í -
recho de no deferir á sus opiniones.» Y así, so pretexto les'
de que la autoridad doctrinal de la Iglesia no se extien­
de á las cuestiones politicás y económicas, se niegan á
seguir ciertas reglas doctrinales de la misma.
Verdad es que no tiene la Iglesia autoridad especial
en las materias del órden natural que de ningún modo
afectan al órden sobrenatural; por esto deja para el po­
der seglar las cuestiones puramente civiles, políticas y
económicas. Pero no es menos indudable que es com­
petente en todo lo concerniente al órden de la salvación;
porque tiene el cargo general de guiar, apacentar y de­
fender á las ovejas del Señor. Hay, empero, cuestiones
como las de la libertad de imprenta, de la separación de
184
la Iglesia y del Estado, de la tolerancia de cultos, que
ciertos semiliberales tienen por cuestiones puramente
económicas, políticas y civiles, y que en realidad afec­
tan á la religión y la moral. Los católicos sostienen
contra los semiliberales que en esta clase de materias
es competente la Iglesia, y que bay que someterse á
sus decisiones y aceptar sus reglas de dirección.
7.® Tenden­ 831. TieDen, en general, los semiliberales tendencia
cia de los se-
míliberales á á determinar por sq propio juicio los límites del magis­
tratar a ia Igle­
sia la esfera de terio de la Iglesia. Jamás dirá el perfecto católico: «Tal
su enseñanza.
materia es puramente humana,- luego, sin desconocer
la autoridad de la Iglesia, puedo desviarme de la direc­
ción que pretende darme en esta cuestión.» Dirá: «Tal
materia me parecía puramente humana; mas, ya que la
Iglesia me da una regla de dirección, no es cuestión
puramente humana, y me someto.» El verdadero cató­
lico no dice: «Esta materia no es de la competencia de
la Iglesia; luego puedo Degar mi asentimiento.» Dice:
«Esta materia incumbe á la autoridad de la Iglesia,
puesto que así lo ha juzgado; me adhiero y obedezco.»
El semiliberal señala á la Iglesia sus dominios, se somete
en tanto que ésta no se sale de los límites que le ha
trazado, y si los traspasa la acusa de usurpación y se
resiste. Tiene para con la Iglesia una docilidad acom­
pañada de independencia; declara que se someterá á la
Iglesia, pero al mismo tiempo determina las cuestiones
en que deberá mandarle; hace profesion de admitir sus
enseñanzas, pero se reserva el derecho de darle leccio­
nes; reconoce que el Papa y los Obispos son amaestra­
dos por el Espíritu SaDto, pero obra como si el Espíritu
Santo se sirviera de él para guiarlos.
185

CAPÍTULO II.

Actitud de los semiliberales respecto del Syllabus y de


los decretos del Concilio del Vaticano.

832. Podemos comprobar este espíritu y estos erro­


res de los semiliberales por la conducta que guardaron
al aparecer el Sylhbus y al definirse la infalibilidad
pontificia.

Articulo I. —Los semiliberales y el Syllabus.

833. Después de la aparición del Syllabus, continua­


ron algunos semiliberales sosteniendo las proposiciones
' condenadas, so pretexto de que no eran condenadas
solemnemente y como heréticas, que sólo lo eran por
las Congregaciones romanas, y que se referían á cues­
tiones civiles y políticas (1). «El Syllabus, dijeron mu­
chos, no es un documento infalible.» «El Syllabus, de­
cían otros, tiene un valor puramente directivo; se puede
piadosamente asentir á él, pero se puede libremente
conservar las propias opiniones.»
83í. No obstante, la mayoría declaró que admitía la
condenación. Pero pocos fueron los que abjurasen todo
error sinceramente.
Muchos, persuadidos de que á sus teorías, según ellos

( i ) Algunos católicos pretendieron que el envió del Syllabus


á todos los Obispos constituía un jufcio ex cathedra. Esta opinion
no es la comunmente admitida. La mayoría conviene en que
las condenaciones del célebre documento tienen el mismo va­
lor que en las piezas originales de donde están sacadas. En todo
caso, como las proposiciones se condenan en los documentos
originales como absolutamente falsas, ninguna bay que pueda
admitirse sin error y ain pecado mortal.
186
evidentemente verdaderas, no podían alcanzarlas las cen­
saras de la Iglesia, y que por coDsiguieDte las doctrinas
condenadas por la Iglesia no podían ser las que ellos pro­
fesaban, sin quizás leer el Syllabus y demás documen­
tos pontificios, ó, si los leían, sin tratar de comprender su
verdadero sentido, continuaron sosteniendo los mismos
errores. Por una parte afirmaban que se adherían á la
condenación de las proposiciones; por otra, continua­
ban enseñando ea las cátedras de filosofía é historia, en
libros y diarios, las mismas proposiciones condenadas.
Mucbas veces hubo mala fe; pero á menudo era sólo
cuestión de ignorancia y de loca manía.
833. Admitieron otros la condenación de las propo­
siciones, pero se reservaron interpretarlas; atribuyeron
á las proposiciones un sentido que no tienen ni en sí
mismas ni en los documentos originales; hasta forzaron
los textos con gran dispendio de sutileza y glosas; y
llegaron á hacer decir á Ja Iglesia todo lo contrario de
lo que intentaba, tratando de esta suerte de escapar de
las condenaciones.
Dijeron algunos: «El Syllabus y la Encíclica conde­
nan la libertad ilimitada de cultos, la libertad ilim ita­
da de imprenta, considerada como el ideal universal,
absoluto y obligatorio de iodos los siglos y todas las na­
ciones (1).»
Por consiguiente, se puede sostener que la libertad
actual de cultos es no solamente buena y legítima, sino
que es el ideal presente de las humanas sociedades.
83C. Los menos avanzados hicieron, después de la
aparición del Syllahis, una evolucion singular. De re­
pente se pusieron á protestar que muy lejos de sos­
tener las proposiciones condenadas, las habían siempre

(1) El Convenio del 15 de Setiembre y la Encíclica del 8 de Di·


ciembre de 1864.
187
tenido por falsas y dignas de condenación. «Hay, di­
jeron, la verdad, el derecho, y la aplicación de la ver­
dad y del derecho, ó, como dice la Escuela, la tesis y
la hipótesis. La verdad y el derecho no varían, pero su
aplicación debe variar según las circunstancias.» La
verdad más cierta, en efecto, el derecho más indispu­
table, pueden ser peligrosos en su aplicación, perjudi­
ciales y áun imposibles. «Las doctrinas, pues, que se
enseñan en las encíclicas pontiGcias, por ejemplo el de­
recho de Jesucristo á reinar en la sociedad, son verda­
des absolutamente ciertas. Pero su aplicación es peli­
grosa é imposible en nuestra época. Por esto, y por el
bien mismo de la Iglesia, no pedimos que estas verda­
des, por indudables que sean, sean reconocidas y pro­
clamadas por el derecho público. Al contrario, censu­
ramos á esos espíritus ardientes y temerarios que, al
reclamar indiscretamente la aplicación social de los de­
rechos de Jesucristo y de la Iglesia, introducen la per­
turbación en la sociedad y provocan las iras de los re­
volucionarios. No, pues, en tesis absoluta, sino en la
hipótesis de las actuales circunstancias, hemos sostenido
las proposiciones condenadas; y seguiremos haciendo lo
que hemos hecho.»
Con este juego creyeron escapar de las condenacio­
nes pontificias. Continúan aceptando sin protesta alguna
las condiciones impuestas á Jesucristo por la revolución;
no reclaman contra el olvido y la víolacion de las leyes
del Evangelio por parte de las Constituciones y legisla­
ciones nuevas; no reprueban el humillante estado á
que se ve reducida la Iglesia en el seno de las moder­
nas sociedades; y conservan en fin la misma antipatía
á los católicos puros. Y sin embargo, con la simple de­
claración de no aceptar todo esto sino como un mal
menor, evitan Ja oposicion directa á las encíclicas de la
Santa Sede. Su espíritu, su lenguaje, su conducta, si-
188
gueu siendo los mismos, y coa todo parece que piensan
como la Iglesia.
837. Esta nueva actitud de los semiliberales provocó
las protestas de los católicos. Mientras los semiliberales
sostuvieron sus opiniones como tesis absolutamente ver­
daderas, la diferencia entre ellos y los católicos era lim­
pia y determinada, tanto en el orden de los principios
como en el de su aplicación. Gracias á esta evolucion,
sin baber cambiado nada en el orden práctico, pareció
que habia de desaparecer toda diferencia teórica. Hasta
entonces la falsedad de los principios que defendían
colocaba la oposicion de los católicos en un terreno cla­
ramente determinado. En lo sucesivo, habiéndose redu­
cido todo á cuestión de oportunidad, de aplicación, no
se sabe ya por donde coger al adversario.
«Vuestras conclusiones son falsas, les decíamos an­
tes, porque se derivan de principios falsos.» Pero ¿qué
vamos á decir ahora á unos adversarios que, admitien­
do todos nuestros principios, se limitan á no darse pri­
sa á aplicarlos porque declaran que lo encuentran in­
oportuno y peligroso? En efecto, es evidente que, si la
solemne proclamación de los derechos de Jesucristo y
de la Iglesia hecha por el Estado debe convertirse en de­
trimento de la Religión, hay que abstenerse de hacerla.
Mas los semiliberales pretenden que existe el peligro;
desde luego ¿los inculparemos porque guardan silencio
acerca de la apostasía de las modernas sociedades?
Puesto que admiten Duestros principios, no podemos ya
confundirlos en el terreno de la verdad; y porque en
teoría hablan como nosotros, nos vemos rechazados en
el terreno de los hechos. Verdaderamente, nos es más
difícil probarles que se equivocan en la práctica, que
no lo era convencerlos de error, tanto más cuanto de­
bemos concederles que la plena y absoluta aplicación
de los principios ortodoxos es imposible ó peligrosa en
las actuales circunstancias.
189
838. Coa todo, si los semiliberales declararon que
admitían los principios de los católicos puros, no se les
pudo conceder que no se sacase absolutamente de ellos
ninguna conclusión práctica. Si basta modificar las fór­
mulas sin variar de espíritu ni de tendencia, son vanas
las condenaciones de la Santa Sede, y no tienen ya
aplicación ni utilidad.
«¿Qué es eso de principios de que indefinidamente
no se pueden sacar las consecuencias? ¿No es eliminar
prácticamente la tesis, relegarla indefinidamente á los
recuerdos del pasado ó á las nubes del porvenir? ¿Qué
es eso de leyes fundamentales de la sociedad sin las
cuales, no obstante, pueda la sociedad subsistir y pros­
perar (1)?»
No entiende la Iglesia que sus actos doctrinales se
queden en estado de letra muerta; según sus intencio­
nes deben reformar ó regular la conducta de sus hijos.
No aspira en esta materia á formular meras teorías;
sino también, y sobre todo, á formar sobre estos princi­
pios, que declara ciertos, la vida práctica de los fieles.
Al proclamar el reinado social de Jesucristo estado nor­
mal de las sociedades cristianas, entiende, pues, que
los católicos se persuadan bien de que los pueblos, ne­
gando los derechos de Jesucristo y de la Iglesia, se han
constituido en estado de aposlasía, y deben, so pena de
perecer, volver á aquel «que tiene palabras de vida
eterna.» Quiere que los católicos trabajen, con pruden­
cia y discreción sin duda, pero con celo y ardimiento,
con la palabra y con la pluma, en público y privada­
mente, por la restauración del estado social cristiano.
. Los semiliberales, muy lejos de sacar estas conclu­
siones de las enseñanzas de la Santa Sede, pretendie-

(1) Mons. Pie, Tercera instrucción sinodal sobre los errores de


nuestro tiempo.
190
ron persuadirse de que el Papa trazaba el ideal pura­
mente teórico de una sociedad cristiana. Siguieron
conformándose con la apostasia de los Estados moder­
nos, y procuraron convencerse de que la Iglesia se con­
formaba ó se preparaba á hacerlo, no de derecho y en
teoría, sino de hecho y en la práctica. La Iglesia, en
su concepto, se había reconciliado ó se reconciliaría con
«la civilización moderna.» V cuanto al reducido núme­
ro de católicos embrollones, de espíritu estrecho, de­
cían, que aún echaban de menos el estado social de la
edad media y se alzaban contra la revolución, no tenia
la Iglesia enemigos más peligrosos.

Artículo I I . — Los semiliberales y la definición de la


infalibilidad pontificia.

839. Cosa más difícil era para los semiliberales el


rechazar ó eludir la definición de la infalibilidad ponti­
ficia; porque se trataba de un dogma de fe solemne­
mente definido por un concilio ecuménico.
Con todo, algunos rehusaron adherirse á la defini­
ción, é, incurriendo ea anatema, se volvieron cismáti­
cos. En esto consistió en Alemania, Suiza y Oriente el
cisma de hs viejos católicos. Hablaremos de él más tar­
de. Estos cismáticos pretendieron conservar el nombre
de católicos liberales; muchos protestantes y también
algunos católicos se lo dan. Pero ya no son católicos, y
no tienen ya derecho á este título, y el único nombre
que en adelante les conviene es el de liberales cismáti­
cos ó liberales herejes.
J.® Prim e r 840. La mayor parte de los semiliberales se sometie­
género de «la­
que«. ron á. la definición; algunos, sin embargo, lo hicieron
con algunas restricciones.
Estas restricciones fueron de dos géneros; unas mi­
raban á las circunstancias de la definición, otras á la
definición misma.
191
841. «Se lia dado la definición, dijeron los primeros;
nos sometemos; pero era inoportuna. Por consiguiente,
al mismo tiempo que bajamos la cabeza ante la autori­
dad dogmática de la Iglesia, no podemos menos de re­
probar su ejercicio.»
¡Ay! estas pretensiones revelan una extraña presun­
ción. £1 Concilio del Vaticano, al definir la infalibilidad
pontificia, declara esta definición no solamente oportu­
na, sí que también absolutamente necesaria: n e c e s s a r iu m
OMNLNO e s s e c e n s e m ü s (1). Y no obstante, lo que los Obis­
pos del mundo entero, lo que la Iglesia universal y el
Espíritu Santo conocieron ser necesario, ciertos católi­
cos de Francia, Alemania y otros países no temieron de­
clararlo inoportuno y lamentable de hecho, y se vió
caer en esta aberración á hombres piadosos, sacerdotes
y hasta prelados. Alegaron las perturbaciones que ha­
bía ocasionado la definición en ciertas partes de la Igle­
sia. Mas entonces deberían también haber censurado á
los Padres de Nicea por haber definido la consustancia-
lidad del Verbo, á los de Éfeso y Calcedonia por haber
definido la unidad de persona y dualidad de naturalezas
en Jesucristo, y haber declarado inoportunas la mayor
parte de definiciones dogmáticas dadas por los concilios
ecuménicos. No quisieron ver que aquellas perturbacio­
nes, al descubrir la profundidad de las llagas, probaron
cuán urgente era aplicar el remedio.
842. Dicese que otros semiliberales fueron más lejos *.» segundo
todavía: sus restricciones alcanzaron al dogma mismo, friccione*/” *
Según ellos la definición no sólo fué inoportuna, sino

(1) At vero, cum hac ipsa asíate, qua salutífera Apostolici


muneris eflicacia vel máxime requiritur, d o d pauci ¡avernao-
tur, qui illius aucloritali obtrectant, necessarium omnino essecen-
semus, proerogativam, quam Unigeoilus Dei Filius cum summo
pastorali cilicio coDjungere digoatus esl, solemniler asserere.
(Const. Pastor AEternus, cap. ívl.
192
que «tiene necesidad de explicación.» «Los Padres del
Concilio definieron la infalibilidad pontificia; pero su
definición pide ser explicada. Se reunirá nuevamente
el Concilio, y dará esta explicación.»
Si esto se dijo en serio fuera menester mucba indul­
gencia para no calificar de herético y cismático seme­
jante lenguaje. Si se admite la tesis de que las defini­
ciones de fe aguardan nuevas explicaciones para obligar
plenamente, se podrá siempre, como lo hicieron algunos
herejes de los siglos pasados, eludir todas las conde­
naciones. ¿Quedará siendo dudoso hasta que véngala
explicación el dogma definido ? ¿ Esta misma explicación
no abrirá la puerta á una nueva espera? ¿Cuándo,
pues, habrá obligación definitiva de creer? Pió IX , en
medio del Concilio, definió en estos términos la infa­
libilidad pontificia: Adhiriéndonos fielmente á la tradi­
ción que se remonta á los primeros tiempos de la fe cris­
tiana; á mayor gloria de Dios Salvador nuestro, para
exaltación de la Religión católica, salvación de los pue­
blos cristianos; con aprobación del sagrado Concilio, en­
señamos y definimos que es un dogma divinamente reve­
lado, que el Romano Pontífice hablando e x c a t h e d r a , es
decir, cuando ejerciendo el cargo de pastor y doctor de
todos los cristianos, define, en virtud de su suprema au­
toridad apostólica, que una doctrina sobre la fe ó las
costumbres dele ser creída por la Iglesia universal, goza
plenamente, en fuerza de la divina asistencia, que le
fuéprometida en la persona de San Pedro, de la misma
infalibilidad que quiso el divino Redentor tuviese la
Iglesia para definir las doctrinas sobre la fe ó costum­
bres, y que por consiguiente tales definiciones del Roma­
no Pontífice son irreformables de sí mismas, y no en
virtud del consentimiento de la Iglesia. S i alguien,
pues, lo que Dios no permita, presumiere contradecir
193
esta nuestra definición, sea anatema (1). ¿Qué explica­
ción puede darse más precisa y más completa que la
misma definición?
843. Por lo demás, si algunos semiliberales llegaron,
seguo se dice, hasta tal punto de temeridad en las ex­
presiones de los primeros dias y en el calor de las con­
versaciones privadas, cuando sentían vivísimamente el
dolor de su derrota y la inutilidad de sus prolongados
esfuerzos, no tardaron en comprender unánimemente
' que tal lenguaje y tales disposiciones eran incompati­
bles con las exigencias de la fe, y á nadie se hallaría
hoy entre los católicos que quisiera sostener una tesis
tan manifiestamente sellada con el espíritu de rebelión.
S íí. ¿Nos detendremos á indicar otra actitud de los 3.° Oír» ac­
titud da algu­
semiliberales después de la definición ? nos semilibe­
rales.
Algunos sin atacar la definición misma y sin decla­
rarla inoportuna, procuraron no sólo excusar sino hasta
ensalzar á los opositores. Tributaron elogios indiscretos
á los que más se señalaron por su hostilidad apasiona*
da al dogma de la infalibilidad pontificia ó al proyecto
de su definición; presentaron su oposicion como un de·

(1) Itaque Nos, IraditioDe á fidei chrislians exordio recepta:


fideliter inhaerendo, ad Dei Salvatoris Nostri gloria m, religionís
catholicae exaltatiooem et christiaoorura populorum salutem,
sacro approbante concilio, docemus et divinitu9 revelatum dog­
ma esse definimus: Romanum Ponlificem, cara ex cathedra lc-
quitur, id est, cum omnium christianorum Pastoris et Docto-
ris muñere fungeos, pro suprema sua Apostólica auctoritate
doctrinara de flde vel moribus ab universa Ecclesia lenendam
definit, per assistentiam divinam, ipsi io beato Petro promií-
sam, ea infallibilitate pollere, qua divinos Redemptor Eccle-
siam suam in deflnieoda doctrina de flde vel moribus iostruc-
tam esse voluit ídeoque ejusmodi Romani Pontificisdefinitiones
ex sese, non autem ex conseDsu Ecclesi®, irreformabiles esse.
Si qais autem baic nostrae definitioni contradicere, quod Deus
advertat, prssumpserit, aoathema sil. (Const. Pastor A Eter·
ñus, cap. iv).
194
ber de conciencia; y casi los trataron de mártires. Por
otra parte, guardaron un mal disimulado rencor á los
obispos qoe definieron la verdad católica, y hasta á ve­
ces se aprovecharon de las influencias políticas para
lomar de ellos mezquinas venganzas; é insultaron á los
defensores de la infalibilidad del Vicario de Jesucristo,
hasta tratarlos de abajo corrillo,» de «puñado de secta­
rios.» Estos semiliberales afectan gran respeto al dog­
ma definido; pero el recuerdo de la definición los im­
portuna, y, no osando atacarla abiertamente, procuran
rebajarla como pueden, denigrando á sus autores y de­
fensores y ensalzando á sus adversarios. Su polémica es,
como se ha dicho, «un desquite de los mantenedores de
la minoría del Concilio contra la mayoría.»
Oíd.
«Estos grandes hombres,—se trata de los oposicionis­
tas,—vivirán en la admiración de las generaciones ve­
nideras y el reconocimiento de la Iglesia, hasta mucho
tiempo después que sus adversarios,» es decir, los de­
fensores de la infalibilidad pontificia, «estarán ya sepul­
tados en el polvo.» «Su espíritu liberal, su animosa acti­
tud en medio del Concilio, no pueden proyectar la som­
bra más ligera en su pura y gloriosa memoria.» «¡ Qué
celo del bien de la Iglesia! ¡ Qué actividad! ¡ Qué mi­
ras! ¡Qué ardor! ¡Qué desinterés! ¡Eran unos san­
tos ! ¡Qué almas! ¡Qué corazones! La independencia
de sa carácter, el alcance de su talento, la magna­
nimidad de su corazon, los hacían héroes. ¡Qué in­
teligente y valiente ejército!» «Sostengo el derecho
indisputable, absoluto de los obispos de proponer y de­
fender sus opiniones en un Concilio hasta el momento
en que se hubiere dado una definición contraria. Por
más que hubiesen llegado hasta combatir no sólo la
oportunidad de la definición, sino la definición y la doc­
trina misma, estaban en su derecho, y era su obligaciou.
195
Se les ha echado ea cara haber llevado al dominio de
Ja opinion pública una cuestión que debia haberse re­
servado para el Concilio; pero échese esto eu caraá los
diarios católicos que habian tratado coa calor de esta
cuestión, y sobre todo á aquel diario que proponía la
definición por aclamación. Se los ha acriminado por ha­
berse esforzado á arrastrar á su oposicion á sus cole­
gas, por haber multiplicado al intento las reuniones,
los pasos, las solicitaciones urgentes. ¡Ay! hicieron lo
que otros, sin incurrir ea anatema, hicieron en todos
los Concilios, y hasta en el del Yaticano. ¿Fueron, em­
pero, vencidos? Sí, fueron los vencidos de la fe y de
Dios. ¿Se equivocaron, empero? Sí, también; se equi­
vocaron como San Agustín, que escribió el libro de las
Retractaciones, como Santo Tomás de Aquino, que rec­
tificó eu la Suma teológica muchas opiniones que había
enseñado en las obras anteriores, como San Alfonso de
Ligorio y tantos otros. Sabían que esta cuestión susci­
taría acaloradas controversias, que la mayoría se ren­
diría á los deseos de Pió IX , comprendieron que sacri­
ficaban su popularidad, empero no vacilaron, y fueron
hasta el ñn fieles á la misión que les imponía su con­
ciencia. Sí, hay en ello udí grandeza de alma y una
generosidad ante las cuales la posteridad bajará respe­
tuosa la cabeza.»
8í5. ¡Qué lenguaje!
Elogiad la actividad, el celo, el desinterés, la doctrina
y la virtud de los obispos oposicionistas, no lo bailamos
mal; sólo sentimos que al encarecer tan estrepitosa­
mente el mérito de aquellos que se oponen al Espíritu
Santo, procuréis guardar absoluto silencio respecto de los
obispos que están con el Espíritu Santo. Pero es intole­
rable oíros glorificar con tanto énfasis la oposicion mis­
ma hecha ála verdad ó á su proclamación cuando menos.
E l otispo, decís, tiene el derecho deproponer sus opi­
196
niones al Concilio. Pero ¿tiene el derecho de mirar
como opiniones doctrinas umversalmente admitidas
por los tieles piadosos, constantemente seguidas por to­
dos los doctores católicos, y claramente enseñadas en la
Escritura misma? Dais el nombre de opinion á la caes-
tion de la suprema potestad é infalible magisterio del
Pontiíice Romano; empero, desde el siglo XVI, vienen
llamándola Belarmino «doctrina próxima á la fe,» y Suá-
rez, «doctrina cierta y de fe.»
Ardientes defensores del Papado, añadís, habían lle ­
vado la cuestión de la infalibilidad al dominio de la
opinionpública. La habian allí llevado no para excitar
la opinion pública contra la definición de la verdad é
imponer por medio de ella al Concilio una regla de di­
rección, sino para alimentar la fe de los fíeles. Habian
enseñado una verdad, la verdad siempre creída en la
Iglesia; no habian suscitado dudas contra una doctrina
constante y cierta, ni turbado las conciencias católicas
sembrando dudas intempestivas y temerarias.
Fueron los vencidos de la fe y de Dios. Sí, el hereje
que vuelve á la verdadera creencia es el vencido de la
fe y de Dios; el criminal que va á arrojarse á los piés
del sacerdote es el vencido de la gracia y de Dios: ¡glo­
ria, pues, á la gracia, á la fe, á Dios, pero confusion y
arrepentimiento en el hombre!
Se equivocaron como San Agustín, como Santo To-
m&s, como San Alfonso Ligorio. No, se equivocaron co­
mo Juan de Antioquía y sus partidarios, que, en el Con­
cilio de Éfeso, sostuvieron la herejía de Nestorio. Citad
una opinion que San Agustín, Santo Tomás ó San Al­
fonso Ligorio hubieren sostenido con calor y apasiona­
miento contra el sentir notorio del Papa y de la in­
mensa mayoría de los obispos. Y además, si la retrac­
tación de errores escapados á la humana flaqueza honra
á aquellos santos Doctores, jamás imaginó nadie hacer
197
de los errores mismos un título de gloria para ellos: no
lo hubieran permitido; empero, lo que aquí elogiáis es
el error mismo y los persistentes esfuerzos hechos para
sostenerlo y hacerlo prevalecer.
Cumplieron su deber hasta el extremo oponiéndose con
todas sus fuerzas ú la definición de la infalibilidad.
¿Con qué será un deber impedir la irradiación de la
verdad, un deber hacer frente al Papa y á seiscientos
obispos, turbar las conciencias, y agitar al mando en­
tero?
Espíritus imprudentes y temerarios, «á fuerza de in­
vocar las buenas intenciones de la minoría del Conci­
lio, de insistir en su derecho, de elogiar su buen espí­
ritu, de glorificar á sus jefes, acabaréis por hacer creer
á las almas sencillas que casi tenia razón.»
¿Cómo por lo demás puede alabarse una actitud que
se extremó basta la fuga cuando se hubo cerrado la dis­
cusión, con menosprecio de las censuras eclesiásticas?
Quisiéramos no recordar aquel triste ejemplo dado á los
fieles por los mismos que deben enseñarles la sumisión
á las leyes y mandatos de la Iglesia. Sabemos que en el
Concilio del Vaticano, como en otro tiempo en el de
Éfeso, la Santa Sede usando de indulgencia, no se apre­
suró á exigir con rigor las penas en que se había incu­
rrido; pero el gran Pió IX , en su alocucion al 6n de la
sesión cuarta, reprobó aquellas fugas y ausencias, y es
para nosotros intolerable que se atrevan á elogiar pre­
cisamente lo que tan grave reprobación mereció del Vi­
cario de Jesucristo y de todo un Concilio ecuménico.
Muy necesario es asimismo no dejar que el silencio y
el voluntario olvido de esta escuela borren la condena­
ción fulminada por los Padres contra muchos escritos
publicados durante el Concilio para atacar el dogma de­
finido. Aquellos escritos, como también los alegatos de
Dcellinger y del abate Gratry, habían sido altamente
t . íi.— H
198
autorizados y alentados, y propagados con la más ex­
traña actividad por aquellos mismos cuya conducta se
alaba sin reserva como tipo y modelo de celo concien­
zudo y verdaderamente católico y episcopal.
No permita Dios que tratemos con estas palabras de
enconar las heridas de nuestros hermanos. Empero, nos
obliga á recordar tales hechos la defensa de la verdad.

TÍTULO III.

ERRORES SEM ILIBERALES SOBRE E L PODER COERCI­


TIVO DE LA IG LESIA.

CAPÍTCLO ÚNICO.

Esudo Hablaremos luego del derecho y del deber de


cuestíoo. * * desenvainar la espada en defensa de la Iglesia que tie­
nen los principes cristianos. Oiremos que recibieron el
poder para trabajar no sólo en favor de los intereses
temporales de los pueblos, sino también y sobre todo
en favor de los intereses espirituales; no sólo para ase­
gurar la paz y la tranquilidad pública de los ataques de
los enemigos de la sociedad civil, sino todavía más para
proteger á la Iglesia y ásus súbditos cristianos de los
enemigos de Dios. Sentaremos que una de las obliga­
ciones más graves del príncipe cristiano es reprimir,
bajo la dirección de la Iglesia y hasta donde lo permitan
las circunstancias de tiempos y lugares, á los corrupto­
res de la fe y á los violadores de las leyes de la Iglesia.
Empero la Iglesia no sólo tieüe el derecho de exigir
que la defiendan los principes terrenos; tiene el dere­
cho y el deber de defenderse ella misma. No sólo pue-
199
den los príncipes, bajo ia dirección de la Iglesia, casti­
gar á cuantos ataquen la Te y desprecien las leyes ecle­
siásticas; sino que la misma Iglesia puede por derecho
divino decretar penas corporales contra los cristianos
que violaren las promesas del bautismo y atacaren á Je­
sucristo y su Religión. De Dios tiene recibido pleno po­
der judicial y coercitivo, y, asi como puede entregará
los culpables al poder seglar, puede igualmente, si asi
lo prefiriere, castigarlos inmediatamente por sí misma.

Articulo I .— Violenta oposicion de los semiliberales al po­


der coercitivo de la Iglesia.

847. Este punto de la doctrina católica es uno de los


más fuertemente combatidos por los semiliberales. La
represión de los herejes y de los pecadores públicos por
el poder seglar excita ya sus murmuraciones; pero su
represión por la Iglesia misma provoca mucho más sus
reclamaciones. La Iglesia no tiene derecho de emplear
la fuerza (1). Ko tiene la Iglesia derecho de reprimir
con penas temporales á los violadores de sus leyes (2).
«Sólo el Estado puede servirse de la espada.» Son és­
tos para los semiliberales dogmas fundamentales. Ver­
dad es que los Pontífices Romanos y los Concilios em­
plearon el poder coercitivo; pero en esto los Sumos Pon­
tífices y los Concilios ecuménicos se salieron de los lí­
mites de su poder y usurparon los derechos de los prín­
cipes (3). \
(1) Ecclesia vis ioferends potestatem qod babet. (Syll
prop. 24).
(2) Ecclesi® jus non competere violatore» legum suarum poo-
nis temporalibus coercendi. (Fropositio damnata in Eocycl.
Quanta cura.
(3) Romani Pontífices et concilla cccumenica á limitibus
su® potestatis recesserunt, jora principum usurparan!. (Syll.
prop. 23).
200
Otros más moderados, bascan el orígeo del poder
coercitivo ejercido por la Iglesia, no en una usurpación
de ésta, sino en una concesion del Estado. Sostienen al
mismo tiempo que esta concesion, dependiente del Es­
tado en su origen, lo es también en su extensión y du­
ración. Además del poder inherente al episcopado, hay
un poder temporal que expresa ó tácitamente le fué con­
cedido por la autoridad civil, revocable por consiguiente
a l arbitrio de la autoñdad civil (1).
]\Iás todavía, la mayoría de ellos lamentan que la
Iglesia haya consentido en servirse del poder coercitivo
concedido por los príncipes. Declaran que la inquisición
eclesiástica es una de las instituciones más difíciles de
justificar, y la que da lugar á las más fuertes objeciones
contra la Iglesia; y, en medio de su preocupación por
el porvenir, advierten á la Iglesia que no acepte ya más
la espada de manos del Estado, cuando los reyes y pue­
blos volviendo á ser cristianos se la ofrecieren nueva­
mente. «La Iglesia es madre: ¿conviene que la madre
encarcele á sus hijos, los entregue al tormento y los
baga subir á la hoguera?» «La Iglesia vence las resis­
tencias y rebeldías con el poder de la fe, y no con la
fuerza de la espada. Subyuga las almas con las armas
de la persuasión, y no con la violencia de los suplicios.
Gime, llora, ruega; no da la muerte, ni conoce otros su­
plicios que aquellos que los perseguidores hicieron pa­
decer á sus hijos.»
818. Asi que, según los semiliberales, la Iglesia tiene
la misión de enseñar y hacer cumplir el Evangelio; pe­
ro no puede jamás emplear otros medios que la persua­
sión. Si contra ella se desencadena uq príncipe, por

(1) Praeter potestatera episcopatui inh xreD lem , alia est at-
tributa temporalis potestas á civili imperio vel expresse vel ta-
cite coocessa, revocauda p ro p terea , cum libuerit, a civili im­
perio. (SyU. prop. 25).
201
más autoridad que tenga sobre los pueblos, debe pre­
sentar sus manos á las cadenas y su cabeza á la cuchi­
lla. Si los fieles desprecian sus leyes, sean cuales fue­
ren las circunstancias en que se encuentre, debe con­
tentarse con dirigir sus ruegos al Señor, para que se
digne mover los corazones endurecidos. Si hombres
malvados apostatan de la fe del bautismo y trabajan
para perder á pueblos enteros, no debe oponer á la in­
vasión del mal sino su palabra, sus gemidos y sus lá­
grimas.
Todo el poder coercitivo de la Iglesia se reduce al
derecho de imponer penitencias en el tribunal de la
confesion, es decir, en el foro interno, y de fulminar«»
el foro externo censuras eclesiásticas, excomuniones, en.
tredichos y suspensiones (I). También tiene el Estado,
según muchos, por razón del cargo que le incumbe de
procurar la tranquilidad pública, el derecho de fiscali­
zar el uso de las censuras eclesiásticas. Puede prohi­
birlo si no hubieren sido todavía fulminadas por el juez
eclesiástico; puede además perseguir por abuso, y hasta
castigar con multa y prisión, á los obispos que turban la
conciencia ó la paz de los ciudadanos. Pero, «jamás, ya
fuere contra los Celes que desprecian las leyes de Dios
y de la Iglesia, ya contra los infieles que persiguen á
los misioneros del Evangelio, jamás, ni en cuestiones
de fe y doctrina, ni en cuestiones de costumbres y dis­
ciplina, jamás, Dunca jamás, tiene la Iglesia derecho
de emplear la fuerza.» «Si la Iglesia se sirvió de la fuer-
(1) No queremos decir, sin embargo, que todos los teólogos
que, en este siglo, bao restringido de tal suerte el poder coerci­
tivo de la Iglesia, merezcan el borron de semiliberales',ó católicos
liberales. Muchos de ellos, completamente ignorantes de la tra­
dición y doctrina de la Iglesia en esta materia, sufrieron sin sa­
berlo la influencia de las preocupaciones del siglo, al paso que
conservaban sobre todo lo demás el espíritu y las ideas católi­
cas. Creemos que merecen mucba indulgencia estos autores.
202
za en los pasados siglos, hay que atribuirlo ya á intru­
sión del poder eclesiástico en los derechos del poder ci­
vil, ya á concesion de éste.»

Articulo 11.— Exposición de la doctrina católica sobre el


poder coercitivo de la Iglesia.

819. Dichos sistemas han sido solemnemente conde­


nados por los Papas; se hallan desmentidos por la prác­
tica de la Iglesia; y son contrarios á la sagrada Escri­
tura y á la razón misma. Vamos á demostrarlo.

§ 1 Pruebas del poder coercitivo.

I. Actos pon' 850. Acabamos de ver á Pió IX condenando en el


lificioj.
Syllabus y en la encíclica Quanta cura á los que niegan
á la Iglesia el derecho de emplear la fuerza (1), el dere­
cho de reprimir con penas temporales á los violadores de
sus leyes Ya en el siglo XIV, Juan X X II condenó
por «errónea y herética, errónea et hareticalis,» la si­
guiente proposición de Marsilio de Padua: N i el Papa
ni la Iglesia entera pueden castigar con pena coactiva
ó, hombre alguno, por criminal que fuere, si no les diere
el emperador autoridad para ello (3). Benedicto X IV
declara que la opinion que niega á la Iglesia el poder
coercitivo lleca á uti sistema perverso y pernicioso, ya
anteriormente reprobado por la Santa Sede y expresa­
mente condenado por herético (í). Pió VI, en la bula
(1) Syll. prop. 34.
(4) Encycl. Quanta cura.
(3) Papa vel lela Ecclesia siraul sumpta nullum homioum
quantumcuraque sceleratum potest puniré punitiooe coactiva,
Disi loperator daret eis auctorilatem.
(4) Inducens io pravum ac perniciosum systema, jatnpri-
dem ab Apostólica Sede... reprobalum ac pro bxretico expresse
damnatum. (Bened. XIV, Brev. A i aisiduas, 5 Aug. 1753J.
203
Auctorem fidei, renueva más solemnemente todavía ]a
misma condenación: Laproposicion, dice, que trata de
ahuso del poder eclesiástico el empleo de la fuerza en
aquello que depende de la persuasión y de la toluntad,
y 110 le reconoce el derecho de exigir por la fuerza exte­
rior la sumisión á sus decretos, esta proposicion, en
cuanto reconoce como divinamente conferido por Dios &
la Iglesia el solo poder de dirigir por medio del consejo
y de la persuasión, pero no el de obligar por leyes y re­
prim ir y compeler á los delincuentes y contumaces con
el juicio exterior y penas saludables, induce á un siste­
ma otra vez condenado por herético (1).
$31. Estas declaraciones de los Papas son decisivas; n. pricuei
no lo es menos la práctica de la Iglesia. Siempre que dela W*5“ ·
lo reclamaron las circunstancias, reprimió con la fuerza
á los herejes y á los pecadores públicos y peligrosos; é
infligió penas temporales no sólo á los simples particu­
lares, si que también á los grandes de la tierra y hasta
á los mismos emperadores.
Innumerables son los testimonios. No pretendemos
reproducirlos lodos, ni siquiera presentar un resúmen
de los mismos. Nos contentaremos con citar las actas de
algunos concilios ecuménicos.
El 111 Concilio ecuménico de Letran priva de toda

(1) Propositio affirmans abusum fore auctoritatis Ecclesiae,


eam exteadeado ad res exteriores, et per vim eiigendo quod
peadet á persuasiooe et corde; tum etiam multo minus ad eam
pertinere exigere per vim exteriorem subjectioaem suis de-
cretis... púa parte ¡nsinuat Ecclesia m d ú d habere auctoritatem
su b je ctio n is suis decretis exigendse aliter quam per media qus
peadeat á persuasiooe; Quatenus iutendat Ecclesiam, non ba-
bere collatam sibi á Deo potestatem non solum dirigendi per
coDsilia et suasiooes, sed etiam jubendi per leges ac devioscon-
tumacesque exteriore ju d ic io ac salubribus pucaiscoercendi at-
que cogendi... Inducens in sy ¡tema alias damnatumut hoereiicum.
[Bulla Auctorm fidei, n. 4).
204
autoridad temporal á los herejes maniqueos del Medio­
día de Francia; ordena la confiscación desús bienes;
exhorta á los fieles á tomar las armas contra ellos y
hasta permite á los príncipes que los reduzcan á servi­
dumbre (1).
E l IV Concilio ecuménico de Letran concede á aque­
llos que tomen las armas contra los albigenses las mis­
mas gracias espirituales que á los que hacen la guerra
santa en Oriente (2); manda denunciar al Papa los prín­
cipes temporales que fueren negligentes en extirpar de
sus Estados la herejía, á fin de que la Cabeza de la Igle­
sia pueda absolver á sus súbditos del juramento de fide­
lidad, y entregar sus tierras á la conquista de príncipes
más celosos (3); quiere que los adeptos y fautores de los

(1) De Brabantionibus et Aragonensibns, Navariis, Bascoii«...


qui tantam in christianos immanitatem eierceot, ut nececcle-
siis Dec monasteriis d eferaD t, non viduis et pupillis, non seni-
bus et pueris, nec cuilibet paread setati aut seioi, sed more
pagaoorum om Dia perdant etvasteDt: similiter constituimus ut
qui eos conduxerint... per ecclesias publice denuntientur, et
eadem omnino sententia et poena cum preedictis beereticis ha-
beantur adstricti... Relaxatos autem se noverint á debito fide-
Jitatis et dominii et totius obsequii... Ipsis a u t e m , cuDctisqne
fidelibus, íd r e m i e s i o n e m peccatorum iD j u D g i m u s ut tantis cla-
dibus se viriliter opponaDt et contra eos armis populum chris-
tiaDum tueantur. Con6sceDturque eorum b o n a , e t l i b e r u m sit
priDCipibas hujusmodi h o m i n e s subjicere servitati. (III Codc.
Lat. i i v i i . De hmret. Labbe, t. x, col. 1522].
(2) Catbolici vero, qui crucis assumpto charactere ad hx-
reticorum eiterm inium se accinieriDt, illa gaudeant iodulgen-
tia, illoque sancto privilegio siot muaiti, quod accedentibus íd
térra sanct® subsidium con cedí tur. (IV Codc. Lat. ni. Dehcerel.
Labbe, t. xi, col. 1(9).
(3) Si vero domiaus temporftlis requisitas et mooitus ab Ec­
clesia terram suam purgare oeglexerit ad bac híP,retica focdita-
te, per m e t r o p o li t a D a m et cseteros comproviociales episcopos
excommuDicatioois vinculo ioaodetur. Et, si satisfacere con-
tempserit iofra annum, significetur hoc Summo Pontifici: ut ex
tune ipse vassallos ab ejus fidelitate denuntiet absolutos, et ter-
205
herejes, si se mostraren incorregibles, sean declarados
infames, incapacitados para ser elegidos ó elegir para
cargos ó consejos públicos, é incapacitados al propio
tiempo para testar ó heredar ( 1).
£1 Concilio de Lyon, en virtud de la suprema potes­
tad de atar y desalar dada por Jesucristo á la Iglesia,
pronuncia la deposición de Federico II, emperador de
Alemania, en castigo de sus crímenes (£}. Nótese bien,
el Concilio se apoya no en concesion alguna de los prin­
cipes, ni en algún derecho público humano, sino ea el
divino poder de las llaves.
El mismo Concilio decreta que «toda persoua ecle­
siástica ó seglar, que hiciera asesinar á algún fiel, sea
castigada no sólo con excomunión, sino además con de­
posición de toda dignidad, honor, órden, oficio y bene-

ram exponat catholicis occupandam, qui eam extermioatis fas-


reticis sine ulla contradictione possideant, et in fidei púntate
conservent. (IV Conc. Lat. 111 D» haret. Labbe, I. si, col. 148).
(1) Crecientes vero, prseterea receptores, defensores et fau­
tores baereticorum, excommunicationi deceroimus subjacere:
firmiter statuentes ut postquam quis Ulium fuerit excommuoi-
catione notatus si satisfacere contempserit infra annum, ex tune
ipso jure ait factus infamia, nec ad publica oUicia, seu concilia,
nec ad ejusmodi, nec ad eligendos aliquos ad ejusmodi, nec ad
testimonium admittatur. Sit etiam iotestabilis, ut nec testaodi
babeat facultatem, nec ad bsreditatis successiooem accedat.
(Ibid. col. 150).
(2) Nos itaque super praemissis et compluribus aliis ejus ne-
fandis excessibus, cum fratribus aostris et sacro conciliodelibe-
ratione praehabita diligenti, cum J. C. vices licet immerito te-
neamus in terris, nobisque ¡a 6. Petri Apostoli persona sit die·
tum: Quodcumque ligaveris, memoratum principem, qui se
imperio et regáis omnique bonore ac dignitate reddidit tam in-
dignum, quique propter suas culpas ä Deo ne regnet vel impe-
ret abjectus est, suis Iigatum peccatis et abjectum, otanique
bonore ac dignitate privatum ä Domino osteodimus, denunciá­
is us ac nihilominus sententiando privamus, etc. (senfentia con­
tra Freder. II, ab ln. IV, in Conc. Lat. lata, Labbe, Ibid. col. 645).
206
ficio.» Añade el Concilio: «El culpable será tratado
como á enemigo de la Religión católica, y él mismo con
todos sus bienes declarado sospechoso en la república
cristiana (1).»
El Concilio de Trento, al recomendar á los jueces
eclesiásticos que emplearan las censuras con mucha dis­
creción, declara que se les permita castigar á los cul­
pables cod multas, cárcel y otras penas de este géne­
ro (2).
El mismo Concilio da el siguiente decreto: «El em­
perador, los reyes, los principes, los marqueses, los
condes y demás señores temporales, cualquiera que
fuere su titulo, que permitieren el duelo en sus tierras,
serán excomulgados por el mismo hecho y privados del
dominio de la ciudad, villa ó aldea donde tuviere lugar
el duelo. Los combatientes y sus padrinos incurrirán en
la excomunión y serán castigados con la confiscación de
todos sus bienes (3).»

(I) Sacri approbatione concilii statuimus, ut quicumque


princeps, praelatus sen qusevis alia ecclesiastica saecularisve
persona,qaemquamchristianorum per praedictos assassinos in-
terfici fecerit, vel etiam mandaverit, quamqaam mors ex hoc
forsitan non sequatur, sut eos receptaverit vel defenderit, aut
occultaverit, excommuDicationis et depositionis á digoitate, ho-
oore, ordioe, ofíicio, et beneficio, incurrat sententias ipso fac­
ió: et illa libere aliis, per illos ad quos eorum collatio pertiaet,
conferantur. Sit etiam cum suis bonis mundanis ómnibus tan-
qoam christian* religionis aemulus, á toto populo christiano
perpetuo diffidalus. (Labbe, t. n, col. 662).
(?) ..., Abstioeant se tam in procedeudo quam in definiendo
k censuris ecclesiasticis seu interdicto; sed liceat eis, si expe-
dire videbitur, in causis civilibus ad forum ecclesiasticum quo-
modocumque p e rtiD e n tib u s, contra quoscumque, etiam laicos,
per muletas pecuniarias, quíe locis piis, ibi existentibas,eoipso
quod eiactae fuerint, assignentur.seu per captionem pignorum
personarumque districtionem... aliávejuris remedia procedere
et causas definire. fSess. xxv. De reform. cap. in).
(3) Ibid. cap. xu.
207
II I, La sa­
8a2. Los concilios, los Papas, los obispos, los jueces grada Escritu­
eclesiásticos, ejercen el poder coercitivo sin hacer ja­ ra.
más remontar su origen á derecho humano alguno. Y
es porque, en efecto, Jesucristo mismo lo concedió á la
Iglesia.
La Iglesia recibió de Jesucristo no sólo suprema au­
toridad doctrinal y sacerdotal, sino también plena po­
testad legislativa y judicial, poder legislativo eficaz,
poder judicial eficaz, y por consiguiente, derecho de po­
ner sanción en las leyes y proveer al cumplimiento de
sus fallos.
«Todo lo que atareis en la tierra, atado será en el
cielo; y todo lo que desatáreisen la tierra, desalado
será en el cielo (1).»
«Quien dice todo, nada exceptúa (2).» El Papa y los
Obispos tieneo, pites, el derecho de atar á todos los cris­
tianos, clérigos y legos, grandes y pequeños, por medio
de leyes eficaces y fallos eficaces; tienen, pues, el de­
recho de emplear la fuerza para procurar el cumpli­
miento de las leyes y la ejecución de las sentencias.
«Apacienta mis corderos, apacienta mis ovejas (3).»
«Apacienta, es decir, rige: rige soberanamente, con to­
dos los poderes necesarios para corregir á los pecadores
que se presten á la penitencia, y reducir á la impotencia á
los endurecidos. «Apacienta», pórtate con mis fieles
como pastor con su rebaño; el pastor se sirve de la voz
para guiar á las ovejas dóciles; pero echa mano á la vara
para volver al redil á las indóciles; y emplea la fuerza
para ahuyentar á los lobos. Sin duda al buen pastor le
gusta más perdonar que pegar; pero hay circunstancias
en que seria enemigo de su rebaño si no emplease una
discreta severidad; «porque, dice la Escritura, aquel
( I) Matlb. xviii, 18.
(i) Bossuet.
(3) Joan, xxi, 1517.
208
que excusa la vara, cuando es necesaria, aborrece á su
hijo ( 1).»
Dijo además Jesucristo: «Si pecare contra tí tu her­
mano, repréndele en secreto; si no te quisiere oir, to­
ma contigo á una ó dos personas más, para que se haga
todo ante dos ó tres testigos; si no los oyere, dilo á la
Iglesia; y si no oyere á la Iglesia tenlo por gentil y pu-
blicano (2).» Aquí, observa el Cardenal Belarmino, Je ­
sucristo ordena una denuncia; supone la instrucción de
una causa; y habla de condena: luego la Iglesia tiene
el poder judicial y coercitivo,
ív. Larazón. 853. Toda sociedad perfecta é independiente tiene
el derecho de castigar á los violadores de sus leyes. En
primer lugar, puede hacerlo, porque le corresponde
castigar el crimen, ad mndictam; en segundo lugar, á
fin de defenderse á sí misma y preservar á sus miem­
bros de la seducción, ad tutamen; y en tercer lugar,
para mover á los culpables á enmendarse, ad sanamen.
¿Negaréis que sea sociedad independiente y perfecta
la Iglesia? No podéis, sin dejar de ser católico; porque
cree y enseña la Iglesia que es ella un verdadero im­
perio, aunque espiritual, plenamente libre, indepen­
diente de toda humana autoridad, y con todos los dere­
chos y poderes de una sociedad perfecta, regnum ccelo-
rtm . ¿Negaréis que los pecados contra la fe y las leyes
de la Iglesia clamen venganza? Ciertamente serian cas­
tigados justamente los ultrajes hechos á un principe de
la tierra; y los ultrajes hechos á Dios, el desprecio de
su Iglesia, ¿no podrán serlo sin injusticia?
¿Oiréis que el castigo de los culpables no es necesa­
rio parala conservación de la Religión?Empero, nos
enseña la experiencia que hay hombres indóciles que

(1) Prov. xhi, 24.


(2) Uatth. xvni, 15-17.
209
no se pueden reducir á la impotencia de perjudicar á
ios demás sino encerrándolos ó dándoles muerte: «hay
hombres seductores, que yerran y hacen caer en el
error á Jos demás (i);» «rebeldes á toda verdad (2),»
que hallan un gusto satánico en pervertir á los senci­
llos: do es posible salvar á éstos de sus asechanzas sino
reduciendo á tales perversos á la impotencia de dañar.
¡Cuántas almas se hubieran escapado de la muerte eter­
na, si á ios grandes heresiarcas se los hubiera al prin­
cipio encerrado en la cárcel para siempre ó se los hu­
biera castigado con la muerte! A causa de la inclinación
hácia el mal que tiene el hombre, el mal ejemplo es de
sí mismo contagioso; es, pues, necesario castigar á los
culpables para impedir que tengan imitadores. Un dia
conoceremos cuántos lieles propensos á violar la ley de
Dios y hasta á caer en la herejía, en las épocas en que
la Iglesia ejercía libremente su poder coercitivo, se
mantuvieron Geles á sus deberes gracias al saludable
temor de las penas corporales.
¿Diréis que el poder coercitivo de la Iglesia no puede
servir para convertir á los extraviados? Muchos son los
culpables que vuelven en si y se convierten merced á
los castigos. «Si nos limitáramos á amonestar á ciertos
pecadores, sin intimidarlos, decia San Agustín, no se
resolverían, para volver al camino de la salvación, á
vencer el entorpecimiento del entendimiento y de la vo­
luntad. El empleo simultáneo del temor y de las amones­
taciones disipa las tinieblas del error y rompe las cadenas
de una larga costumbre.» El pecado embriagaba al cul­
pable; se excedía de desórden en desórden, y se despe­
ñaba de abismo en abismo; el castigo le abre los ojos,
apaga la pasión y excita el arrepentimiento. La volun-

(1) II Tiro, ni, 13.


(2) Ib id. S.
210
tad no tenia fuerzas para rechazar el placer prohibido,
y, aprobando el bien obraba el mal (1); las penas tem­
porales atenúan la vehemencia del atractivo; la volun­
tad deja de ser abajada hácia el mal, y recobra la liber­
tad de obrar bien.
¿Por qné deja de creer aquel hombre que creía? ¿lia
conocido la falsedad de la fe? Decir esto fuera incurrir
en ios anatemas del Concilio del Vaticano. Porque su
orgullo y demás pasiones se avienen mejor con la here­
jía, ó con la apostasia. La Iglesia, con la aplicación de las
penas, pone de parte de la fe el mismo interés tempo­
ral. Gracias á este socorro, la fe se halla preservada de
los desfallecimientos de la viciada naturaleza, y tal hom­
bre que, si no le hubiere corregido la Iglesia se habría
perdido, corregido por ella se salvará.
Aquel cristiano que cumplía las leyes de Dios y de la
Iglesia, deja de hacerlo: ¿cuál es la causa de este cam­
bio? La violencia de las pasiones, la ilaqueza de la ra­
zón y de la voluntad. ¿Qué hacen las penas temporales?
Fortalecen la razón y la voluntad contra el empuje de
las pasiones, y de esta suerte aseguran al libre albedrío
la victoria de las fuerzas conjuradas para perderlo.
Aquel á quien sin esta saludable disciplina hubieran
arrastrado al abismo los perversos instintos de la natu­
raleza decaída, es preservado por ella de sus desfalleci­
mientos, y llegará un dia á la plenitud de la luz y de la
gloria.
Hase dicho á menudo, que «hay en todos los hombres
algo del niño.» Empero, la experiencia universal de los
pueblos atestigua que la corrección aplicada con mode­
ración é inteligencia es uno de los medios más eficaces
para reformar en el niño los defectos del carácter y los
caprichos de la mente, y para adiestrar su razón á gus-

(1) Rom. vil, 15.


211
lar de la verdad y su voluntad á gustar de los hábitos vir­
tuosos. «La vara, dice la Escritura, destruye el haz de ne­
cedad acumulada en el corazon del niao (1)·.» «El castigo
da sabiduría (2).» «El padre que escusa la vara, aborre­
ce á su hijo (3). # Pues bien, lo que hacen los padres con
los hijos al darles la primera educación, lo hace con los
ñeles la Iglesia; por medio de justas penas, pone á la
razón individual en la dichosa necesidad de estarse su­
jeta á la razón eterna, y á la voluntad en la de confor­
marse con la perfecta regla de la ley divina. Aquel ilus­
tre magistrado, aquel gran príncipe deberán quizás á la
corrección maternal la profunda sabiduría, el noble ca­
rácter, que son la admiración de sus contemporáneos;
y asimismo aquel escogido deberá á la corrección ma­
ternal de la Iglesia la sublime gloria con que brillará
por toda la eternidad. Así que, del mismo modo que el
magistrado y el príncipe bendecirán toda la vida á sus
padres por haberlos educado con saludables castigos,
así también el escogido eternamente dará gracias á la
Iglesia «por haberse ido á él, como dice el Apóstol, con
la vara (i)» de las penas corporales.
834. No os asombra ver á la sociedad civil castigar
con penas corporales á los violadores de sus leyes; ¿por
qué os sorprende que la Iglesia pueda obrar de igual
manera? La Iglesia es, como la sociedad civil, sociedad
perfecta é independiente; como ella, se compone de
hombres; y como sociedad humana perfecta, tiene los
medios de represión que en su estado actual reclama la
humana naturaleza. Es sin duda al mismo tiempo so­
brenatural y divina, pero este carácter no destruye el
primero: como sociedad humana, tiene el poder coerci-

(1) Prov. xm, 15.


(2) Ibii. xxix, 15.
(3) Ibid. xm, 24.
(4) 1 Cor. iv, 21.
212
tivo; como sociedad sobrenatural, sólo lo ejerce en in­
terés de las almas.
No os asombra que el poder civil detenga á un insen­
sato que corre puñal en mano por las plazas públicas;
tampoco debe asombraros más que la iglesia detenga
al infeliz que va á llevar la muerte á las almas. Apro­
báis que el Estado castigue á los violadores de la ley na­
tural; aprobad también que castigue la Iglesia la viola­
ción de la ley evangélica; porque el órden sobrenatu­
ral, como el natural, lo estableció Dios y es obligatorio,
y es más perfecto y necesario que éste. «¿De qué le sir­
ve al hombre ganar lodo el mundo, si llega á perder el
alma (1)?» Y con tal que llegue á ver y poseer á Dios,
¿qué le importará todo lo demás (2)? Ciertamente, os
indignaríais si viérais al poder civil dando libertad álos
incendiarios y envenenadores; y ¿os lamentais de que
tenga cárceles la Iglesia para los malvados que espar­
cen por todas parles el veneno de las malas doctrinas ó
encienden el fuego de las pasiones?

§ 2 .— Eximen de algunas objeciones.

I. D eclara­ 835. Se objeta: «El reino de Jesucristo no es de est


ción d e las
p r in c ip a le s mundo (3); luego no puede disponor de la fuerza como
o bjecion es.
los reinos de la tierra. £1 mismo San Pablo declara que
«sus armas no son carnales .sino espirituales (d).» La fe
es esencialmente libre. No gusta Dios de homenajes for­
zosos. Los mártires probaron la verdad del Evangelio
dando su sangre y no derramando la de los demás. Hay
que dejar para los fanáticos discípulos de Mahoma este

(1) Matth. xvi, 26.


(2) Quid mihi est in coelo? etá te quid volui super tcrram?
Ps. l x x i i , 25).
(3) Joar. x v i i i , 36.
(4) II Cor. x, 1.
213
bárbaro grito: Cree ó muere. No es una perseguidora
la Iglesia, sino una madre. A más de que, ¿no son libres
las opiniones?
806. Lo dijimos ya: el reido de Jesucristo no es de I I . R ettm es-
la s á las o b je ­
este mundo, pero está en este mundo. No tiene su ori­ cio n es.
gen en la voluntad de los hombres, pero contiene á los ta 1á.· laRespues­
prim e­
hombres en su seno; no es un reino puramente huma­ ra .
no, pero es un reino humano. El origen, los poderes y
el lio de la Iglesia son celestiales; pero tiene todos los
poderes que convienen á una sociedad compuesta de
hombres; á título de tal tiene poder judicial y coerci­
tivo.
857. Las armas de que habla el Apóstol son espiri­ •2.° A la se­
tuales y no carnales, es decir, se ordenan á un fin es­ gunda.
piritual y no carnal; porque, como él mismo lo declara,
son «armas poderosas en Dios, para destruir las resis­
tencias, y para reducir lodo entendimiento á servidum­
bre á linde que obedezca á Cristo (1).» Tal es, en efecto,
el poder coercitivo de la Iglesia; no favorece á intere­
ses temporales, sino á los intereses espirituales de las
almas.
858. La fe es libre, entiéndese que es un acto libre 3.® A la ter­
ce ra.
de la zoluntad, pero no en el sentido de que no es obli­
gatoria. «El hombre está obligado, según define el Con­
cilio del Vaticano, á tributar á Dios por medio de la fe
el homenaje de su entendimiento y voluntad (2);» y, al
recibir el bautismo, se compromete solemnemente á la
faz de la Iglesia á tributar á Dios este homenaje. Por
consiguiente, si se vuelve infiel, puede ser castigado por
traidor á Dios y á la Iglesia. El cristiano jamás reniega
de la fe del baatismo sin ir contra las luces de su razón,
siendo el orgullo y demás pasiones lasque le arrastran;

[1) IICor. x,4, 5.


(í) De fide cath. cap. m, 1.
t . 11.— 15
214
y el efecto del castigo será, como más arriba decíamos,
devolver á la razón el dominio sobre las pasiones. Sin
duda le fuera al hombre preferible creer sin necesidad
de la pena, pero la pena acude en su ayuda, y vale más
que crea ayudado por el temor de la pena, que no que
no crea privado de este auxilio; en estas circunstan­
cias, el acto de fe conserva sin embargo su libertad esen­
cial; y con (al acto se cumple el precepto de la fe.
t . 0 A lic u a r - 859. ATo aceita Dios homenajes forzosos. Si, induda­
blemente, si un hombre hace una genuflexión ante el
Crucifijo, é interiormente blasfema del Crucificado, no
aceptará Dios tal homenaje. Pero si un hombre por te­
mor del castigo se pone á bendecir á Jesucristo, de quien
renegaba, aceptará Dios este acto de culto.
Diréis: «El temor de los castigos cria hipócritas. Aquel
hereje no creerá, solamente fingirá que cree.» Contesto:
«El solo temor de los castigos bastará á evitar la mayor
parte de las faltas. Con todo pecarán algunos; pero se
convertirán sinceramente bajo el peso de la pena. Y si
después de todo hubiere algunos hipócritas, á lo menos
estos infelices sólo á sí mismos dañarán con su disimulo,
y dejarán de ser para las muchedumbres una causa de
ruina.»
s.°AUqu¡n- 860. La Iglesia, decís, al esgrimir la espada se re-
'· baja al nivel de los procedimientos de la secta de Maho-
ma. Empero Mahoma es un impostor, y su Islam un te­
jido de fábulas; Jesucristo es el Verbo del Padre, y su
Evangelio la ley de la salvación. La espada de los maho­
metanos sirve, pues, á la impostura; mas el poder coer­
citivo de la Iglesia protege el reinado de !a verdad en
la tierra.
Además, nunca ha dicho al infiel la Iglesia, como di­
cen los sectarios de Mahoma á los que no creen en él:
«Cree ó muere.» Porque, como diremos más abajo, el
poder coercitivo de la Iglesia se limita, respecto de los
215
infieles, al derecho de proteger á los misioneros de los
rúalos tratamientos de aquéllos; jamás ha usado de vio­
lencia para imponer la fe al infiel; en efecto, solemne­
mente declara que no tiene el derecho de «juzgar,» ni,
por consiguiente, de castigar «á los que viven fuera de
su seno (1).»
En cuanto al fiel, se halla sujeto á so jurisdicción; y con 6.° A la sel­
la.
él emplea discretamente su poder coercitivo al objeto de
atraer al culpable al arrepentimiento, y por lo menos de
preservar á los demás del contagio. No lo olvidemos ja­
más, el fiel no puede nunca, tener, según la doctrina del
Concilio del Vaticano, motivo pisto para dejar óponer
en duda la fe (2); y por tanto jamás se rebela contra el
Evangelio, sino á consecuencia de la depravación de sa
voluntad y contra las luces de su inteligencia. No hay,
pues, otra semejanza entre la conducta de la Iglesia y
la de los mahometanos, que la que hay entre los pro­
cedimientos del juez que legítimamente condena y la
del bandido que asesina.
801. No le conviene á la Iglesia hacerse p ‘ erseguido­ 7.° A la sép­
ra. Pero castigar una rebeldía culpable no es perse­ tima.
guir, es administrar justicia. El príncipe que multa á
un criminal, que le encarcela ó condena á muerte, es
vengador de las leyes, no perseguidor, y la Iglesia al
hacer uso de su poder coercitivo contra los culpables,
no persigue más que el príncipe. Perseguir es emplear
la fuerza en favor de una preocupación, de un error ó
de un pretendido derecho; cuando la Iglesia castiga,
emplea la fuerza en defensa de la verdad y la justicia.
862. «Pero ¡la Iglesia, decís, es una madre!» la
Iglesia es una madre: por esto ruega, suplica, más que
castiga. La Iglesia es una madre: por esto áun cuando
(1) Quid enim mihi de iis qui foris suol judicare...? Nam eos
qui foris sud Deus judicabit. (I Cor. v, 14,13).
(í) Defíiecath. cap. iv.
216
castiga, sentimos más la ternura de la madre que la
severidad del juez. La Iglesia es una madre;pero, pre­
cisamente porque es madre, coge la vara, aunque á
pesar suyo, y pega para corregirlos á los hijos indó­
ciles, cuando sus avisos, sus ruegos y sus lágrimas no
los reducen al cumplimiento de su deber.
8 .° A la úl­ 863. ¿Por qué ensañarse con las opiniones? las opi­
tima.
niones son libres. ¿Ha de llegar hasta autorizar los crí­
menes la libertad de opiniones?¿Deberáquedar impune
el asesinato, porque el asesino profesará esta teoría? ¿Se
tolerará el·robo bajo la capa de las opiniones que nie­
gan la propiedad? La rebeldía contra la palabra de Dios
no es una opinion inocente é inofensiva á que pueda
darse libre rienda; la autoridad divina de las verdades
reveladas impone á los hombres la sumisión del enten­
dimiento como un deber riguroso, y los que la niegan,
no usan en esto de un derecho y una libertad legítima;
y en esto no hay lugar para ellos á reclamar la preten­
dida libertad de opiniones. Las opiniones libres son las
elucubraciones discutibles del humano entendimiento,
las teorías que éste engendra y que no puede sustraer á
la discusión. Pero la palabra de Dios se impone á la ad­
hesión respetuosa de todos los hombres.

§ 3.— Conclusiones y observaciones.

I. Conclusio­ 861 Concluyamos:


nes.
1.° Es herético decir que la Iglesia no tiene poder
coercitivo.
2.“ Es falso, cercano de la herejía, y áun, según mu­
chos, herético decir que el poder coercitivo de la Igle­
sia no se extiende á las penas temporales.
La verdad de estas dos proposiciones resalta de las
pruebas aducidas más arriba (1).
(1) Asi califica Suárez las siguientes proposiciones:
La Iglesia tiene el poder de castigar y reprimir á los herejes.
(Proposicion de fe).
217
S6o. ¿Por qué, sin embargo, tienen á una doctrina n.obsem
tan cierta tan grande aversión los semiliberales? Com­
prendemos los arrebatos de los racionalistas contra la
Inquisición eclesiástica, su desenfreno contra los Papas
y los Concilios que mandaron perseguir á los herejes,
sus invectivas llenas de furor y rabia contra la Edad
media, en que la Iglesia reprimía con la fuerza á los
enemigos de Dios y de su Cristo. Porque á sus ojos Je­
sucristo no es Dios; el Evangelio no es de origen divi­
no; son indiferentes las religiones todas; desde luego es
criminal la represión de los herejes; son fanáticos los
hombres que los persiguieron, y los siglos en que es­
taba proscrita la aposlasia eran siglos de ignorancia y
de barbarie.
¿Pero cómo á católicos, convencidos del divino ori­
gen y de la necesidad de la Religión de Jesucristo,íper­
suadidos de que el iiel educado en la verdadera Reli­
gión no puede jamás excusarse con la buena fe cuando
falta á las promesas del bautismo, puede parecerles
extraño que la Iglesia tenga derecho de emplear la
fuerza para reprimir á los corruptores de la fe y á los
violadores de sus leyes? Otra vez lo preguntamos, ¿no

La Iglesia tiene el poder de castigar á los herejes coa pecas


corporales. fProposicion de fe).
Eo la Iglesia, el castigo de los herejes con penas corporales
corresponde & los principes con exclusión de los prelados. (Pro-
posicíon errónea y por lo menos sospechosa de herejía). «Dico ergo
potestatem punieodi baereticos etiam temporalibus et corpora-
iibus poenis, jure divino esse ¡o pastoribus Ecclesire, et prreser-
tim in Romano Pontífice, quamvis secundario etiam pertioeat
ad cathoiicos principes, praesertim ut Eeclesiae protectores, et
juxta ejusdem Ecclesia! determinationem.» (Suar. De fide theol.
disp. xx. sect. ni).
Siempre que hemos hablado de la Iglesia en toda esta tesis,
constantemente hemos entendido hablar de los pastores de la
Iglesia.
218
son las leyes divinas tan sagradas como las humanas, y
las verdades reveladas tan ciertas como las naturales?
Si las sociedades temporales pueden legítimamente per­
seguir á los despreciadores de sus leyes, ¿por qué la so­
ciedad divina no ha de poder castigar á sus miembros
rebeldes?
86G. La mayoría de los semiliberales no entienden
estas verdades tan sencillas y elementales, porque no
se hallan vivamente penetrados de la certidumbre de la
revelación. A muchos de ellos apenas les afectan los
ultrajes que se hacen á Jesucristo, porque no tienen de
su divinidad una convicción profunda. Esta reprensión
no puede convenir, lo sabemos, á todos los semilibera­
les, especialmente á Montalemhert y su escuela, ilus­
tre por los servicios que por otros títulos prestó á la ver­
dad; pero, á los ojos de una inmensa mayoría, si la re­
beldía contra la Iglesia y el desprecio de sus leyes, deben
quedar impunes, es porque no conocen ó conocen poco
á la Iglesia, su naturaleza, su fin y sus derechos. Estos
no rechazan como los racionalistas las verdades revela-
ladas; pero ñolas admiten ya con pleno y firme asenti­
miento como los católicos puros. No tienen la malicia
de la herejía ó de la apostasía; pero tampoco tienen la
perfección de la fe.
En esto, pues, como en todo lo demás, son cristianos
medianos ó racionalistas moderados; son semiliberales
en verdad.

Artículo I I! . —Extensión del poder coercitivo de la Iglesia.

8C7. Fáltanos determinar hasta donde se extiende


el poder coercitivo de la Iglesia. Pocas palabras bas­
tarán.
Y en primer lugar, ¿tiene alguna vez la Iglesia el
derecho de emplear la fuerza contra los infieles? ¿En
qué circunstancias y dentro de qué límites?
219
8C8. La Iglesia recibió de Jesucristo la misión de
predicar el Evangelio á todos los pueblos de la tierra:
«Id, enseñad á todas las naciones (1),» dijo el Salvador
á los Apóstoles.
£ q consecuencia, los misioneros tienen por derecho
divino el poder de recorrer toda la tierra para predicar
el Evangelio. Ningún poder humano puede, pues, legí­
timamente cohibir su libertad.
Por consiguiente, si un Estado les cierra obstinada­
mente sus fronteras y sus puertos, y, con mayoría de
razón, si persigue la Religión, tiene la Iglesia el dere­
cho de obligarle con la fuerza á darles libertad. Y por
lo mismo puede apelar jcontra él al poder de las armas
cristianas (2).
Más todavía, si el pueblo infiel se muestra obstinado
en la persecución, si no puede esperarse que algún dia
se enmiende, puede la Iglesia privarle de su autono­
mía y conceder á un príncipe cristiano el derecho de
reducirle á su dominio. Así lo ha hecho en el transcurso
de los siglos (3).
Empero, el poder de la Iglesia sobre los infieles no
va más allá. No son súbditos suyos, porque no recibie­
ron el bautismo; no puede, pues, castigarlos si se nie­
gan á convertirse.
«Cuanto á aquellos que viven en la idolatría, escri-

(1) Matth. « v i» , 19.


(i) Sunt lamen (gentiles et judasi) compelleodi h fidelibus,s¡
adsit facultas, ut fidem non impediaot, vel blasphemiis, vel ma-
lis persuasiooibus, vel etiam apertis persecutionibus. Et prop-
ter hoc fideles Christi frequeoter contra infideles bellum roo·
veot... ut eos compellaot ne fidem Christi impediaot. (Sum.
Theol. 2a, 2se, q. x, a. 8).
(3) Ecclesia h a b e t ju s d eíen d en d i p raedicaíores suos e t ex-
pugoandi eos q u i p e r potenliam et vim p rie d ica tio n e m im -
p ed iu n t seu non perm ittU Q t. (Suar. De fide calh. d isp. xvm,
sect. i, 4].
220
bia el Papa Nicolás 1 á los obispos de Bulgaria, d o em-
pleeis violencia alguna para convertirlos; contentaos
con exhortarlos (1).» «Es costumbre de la Iglesia, dice
á su vez León X III, velar con gran cuidado para que á
nadie se obligue á abrazar mal de su grado la fe-católi­
ca, porque, como sabiamente enseña San Agustín, el
hombre no puede creer sino toluntariamenie (2).»
A primera vista, parece que algunos hechos históricos
contradicen esta teoría, mas en realidad, no constitu­
yen excepción; porque se trataba de bárbaros que ha­
bían vuelto á la idolatría después de haber recibido el
bautismo, ó que, habiendo sido traidores á su soberano,
los perdonó éste, bajo la condicion de renunciar á sus
supersticiones: cuanto á éstos, no fué causa de ello la
Iglesia; cuanto á los primeros, tenia los derechos que
ejerció.
Observa­ 8G9. Es cosa rara usar la Iglesia de sus derechos con­
ción.
tra los infieles. La sangre de los mártires es más eficaz
que la fuerza material para fundar las nuevas Iglesias y
autorizar la predicación. Así le place á Dios retirar todos
los socorros humanos á los misioneros de su Evangelio.
No obstante, tiene la Iglesia derecho de servirse de
estos socorros cuando se los ofrece la Providencia. Y
éste es el derecho que aquí defendemos.
I I . R espec­ 870. El poder coercitivo de la Iglesia se extiende
to de los fieles.
mucho más sobre aquellos que recibieron el bautismo.

(1) Resp. a i consull. Bulgar. Iofidelíum quídam sunt qoi


nuoquam susceperuot fidem, sicut gentiles et judasi: et tales
nullo modo sunt ad ñdem eompellendi ut ipsi credant;quia ere·
dere voluntatis est. (Sum. Thtol. 2», q. i, a. 8).
(í) Atque illud quoque magnopere cavere Ecclesia solet, ut
ad ampleiaudam fidem catbolicam nemo invitus cogatur, quia
quod sapieoter Augustious monet, credere non polesl homo iiisi
volens. (Tract. ДАТ/ in Joan. Eocycl. ¡mmortak Dei, 1 Nov.
1885).
221
Porque, siendo súbditos de la Iglesia, están obliga­
dos á guardar la fe y observar sus leyes; obligación que
solemnemente contrajeron eu el bautismo. I'uede, pues,
la Iglesia juzgar á los que faltan á los deberes esencia­
les de la vida cristiana; puede castigará los culpables
siguiendo las reglas por su sabiduría establecidas, den­
tro la medida qae permitieren las circunstancias de
personas, tiempos ó lugares, ó reclamare el interés
general de las almas.
$71. Eu primer lugar «tiene la Iglesia por derecho
divino la facultad de tener tribunales y de tratar en
ellos las causas religiosas, tanto de seglares, como de
clérigos.»
Nótese bien, sólo hablamos de causas religiosas; por­
que las causas civiles ó criminales no dependen por sí
mismas de la jurisdicción eclesiástica.
Las de los clérigos ¿deben depender de ella ratione
persona por razón de la naturaleza misma de la Iglesia
y en virtud de su derecho divino? Aun cuando lo hayan
sostenido ilustres canonistas, no nos empeñamos en
ello. Gustosamente concedemos, conforme en otro lu­
gar hemos recordado, que, eu esta clase de causas, los
clérigos sólo están exentos del foro seglar en virtud de
una institución de la Iglesia ó del Estado. Pero la Igle­
sia tiene el derecho de tener tribunales para entender
en ellos de todas las causas religiosas.
En las épocas de fe se le ha reconocido universal-
mente este derecho. Al principio, los Obispos los juzga­
ban por sí mismos; más tarde instituyeron oficiales para
entender de ellas.
872. Asimismo «tiene la Iglesia por derecho divino
la facultad de imponer á los fieles que hubieren violado
sus leyes, no sólo penas espirituales, sí que también
penas temporales.»
222
Así lo enseñan lodos los teólogos católicos, siguiendo
á su príncipe Santo Tomás (1).
Sin duda ha usado y usará siempre en sus juicios de
mucha mansedumbre é indulgencia: la misericordia
es su natural atributo. Desde Constantino hasta la revo­
lución francesa, siempre gozó el foro eclesiástico fama
de moderación, que le hacia ser preferido á la jurisdic­
ción seglar. La jurisprudencia de la Iglesia introdujo
en los procedimientos y juicios una prudencia y benig­
nidad que pasaron luego á los tribunales seglares. Em­
pero, la moderación no excluye la prudente firmeza, y
la Iglesia, que siempre comenzó por emplear contra los
culpables las armas de la palabra, de la oracion y las
lágrimas, no ha vacilado en castigar con penas tempo­
rales á los rebeldes obstinados, sobre todo á los corrup­
tores de la fe, cada vez que el bien de la Iglesia y el de
los culpables lo han reclamado.
873. Pero ¿cuáles son las penas temporales que pue­
de imponer la Iglesia? Sobre el particular permiten los
doctores gran libertad deopinion.
La mayoría de los teólogos, y los más célebres entre
ellos, tienen por doctrina cierta que la Iglesia tiene el
derecho de castigar con pena de muerte á los violado­
res de las leyes más graves, principalmente á los here-
siarcas, ya entregándolos aí brazo seglar, ya condenán­
dolos ella misma por medio de sus propios tribuna­
les (2).

(1) Alii vero sunt infideles qui quandoque fidem suscepe-


runt, et eam profitentur, sicut hseretici et quicumque aposta­
te; et tales sunt etiam corporaíiter compellendi, ut impleaot
quod promiserunt, et teoeant quod semel susceperuat. (Sum.
Theol. 2*, 2 », q. i, a. 8).
(2 ) M e r u e r u n t (h a e re tic i) n on solum ab Ecclesia p er ex c o m -
m u D ica tio o e m se p a ra ri, sed elia m p e r m o rte m á mundo e ic lu -
d i. Multo e n im g ra v iu s est c o rru m p e re fid em , p er q u am est
animae v ila , q u a m fa lsa re p e c u n ia m , p er q u am tem p o ral) vitae
223
Y, en efecto, no es la Iglesia sociedad menos perfec­
ta que el Estado; la violacion de ciertas leyes de la
Iglesia, sobre todo la herejía, no es un crimen menor
que los que el poder civil castiga con pena de muerte;
en fin, exige á veces el bien de la Iglesia enérgicas re­
presiones (1). Parece, pues, que el poder coercitivo de
la Iglesia se extiende tanto como el del Estado.
Con todo, muchos son los teólogos que niegan á la
Iglesia el derecho de dar sentencias de pena capital,
pareciéndoles tal derecho poco conforme con la manse­
dumbre y bondad de la esposa de Jesucristo y madre de
los hijos de Dios.
La Iglesia no ha reprobado esta opinion. Puede,
pues, seguirse, con tal que en general se reconozca á la
Iglesia el derecho de imponer penas temporales.
87í. La doctrina sobre el poder coercitivo de la Igle­ I I I . O bser­
va cio n.
sia, que acabamos de exponer, con ser absolutamente —B sta doe-
U ioa es en el
cierta, no es por manera alguna de aplicación actual ó día m ás leóri-
próxima en la mayor parte de los países. ca q u e p ra c ti­
ca.
Una cosa es la existencia de un poder, y otra su ejer-

subvenitur. Uade si falsarii pecunias vel alii malefactores statim


per saculares principes juste morti traduntur, multo magis bae-
retici statim ex quo de haeresi conviocuntur possuot non so­
lum excoramumcari, sed et juste occidi. (Sum. Theol. 2‘ , 2a, q.
xi, a. 3).
(1) Postmodum vero si adbuc pertinax (baereticus) invenia-
tur, Ecclesia de ejus conversioae noa speraas, aliorum saluti
providet, cum ab Ecclesia separando per excommuoicationis
sententiam; et ullerius relinquit eum judiciosteculari ä mundo
exterminandum per mortem. Dicit enim Hieronymus (super
illud Gal. v, Modicum fermentum, et babetur 24,qu®sl. 3, cap.
16). «Besecandae sunt putridae carnes et scabiosa ovis á caulis
repeliendo, ne tota domus, massa, corpus, et pécora ardeant,
corrumpantur, patrescant, intereant. Arius in Alexandria una
scintilla fuit; sed quoniam non statim oppressus est, totum or-
hem ejus flamma populata est. (Ibid.).
224
cicio. La existencia del poder legitima sus actos; pero
si el ejercicio del poder es inútil ó imposible, no está
obligado á usar de él el que lo posee, porque nadie vie­
ne obligado á lo inútil ó imposible. Más todavía, si el
ejercicio de un poder se vuelve perjudicial, se está
obligado á no usar de él; porque es cosa manifiesta que
todo poder se da en atención al bien general; no pue­
de, pues, usarse licitamente de él en perjuicio de la so­
ciedad. Por tanto, si bien sostenemos la existencia del
poder coercitivo de la Iglesia, no reclamamos su ejer­
cicio en las actuales circunstancias. Cuando el mal es
inveterado, dice San Agustín, es para la Iglesia tiempo
de llorar mejor que de emplear el rigor (1). La Iglesia,
á imitación de Dios, añade Santo Tomás, á menudo se
abstiene de impedir el mal para evitar males peores ó
para no impedir ua bien considerable (2).

(1) Quaodo ita cujusque crimen notum est, et ómnibus ex-


secrabile apparet, ut vel nullos prorsus, vel non tales habeat de­
fensores per quos possit schisma contingere, non dormiat sevc-
ritas discipliox. ln qua tacto est efficacior emendatio pravitatis,
quanto diligentior sine labe pacis et uoitatis, et sice laesione
frumentorum geri potest, cumcongregationis Ecclesi» multitu-
do, ab eo crimine quod analhematizatur, aliena est. Nec enim
esse potest salnbris á multis correptio, Disi cum ille corripitur
qui non babet suciam multitudinem. Cuca yero idem morbus
plurimos occnpaverit, oihil aliud boois restat, quam dolor et
gemitus: ut per illud signum quod Ezecbieli sancto revelatum
est, illaesi evadere ab illorum vastatione mereantur. (Aug. con­
tra Parmen. lib. iii, cap. 2).
. (2) Humanum reg im eo derivatur á divino regí mi De, etip-
sum d e b e t imitari. Deus autem quamvis s it omnipotens etsum-
me bonus, permittil tamen aliqua mala fieri in universo, quso
probibere posset; ne eis sublatis, majora bona tollerentur, vel
etia m pejora mala sequerectur. Sicergoet in regim iD e humano
illi qui prxsuot recle aliqua m ala tolerant ne aliqua boGa im-
pediantur, vel etiam ne aliqua mala pejora iacurranlur. (Sum.
Theol. 2·, 2®, q. i, a. 11).
225
La iglesia, si así pluguiere á la divina misericordia,
volverá uo diaá ejercer su poder coercitivo, pero antes
es preciso que las sociedades vuelvan á ser cristianas;
es preciso que los ataques á la fe y la violacion de las
leyes de la Iglesia sean de nuevo tenidas por crímenes
por todo el mundo; es preciso que la conciencia públi­
ca, formada en la escuela de la verdad, proclame que
el castigo de los culpables es justo, saludable y necesa­
rio. Hasta entonces esta doctrina será del órden espe­
culativo; y siendo útil para apreciar debidamente los
hechos históricos, no podrá dirigir prácticamente la con­
ducta de los católicos.
SECCION SEGUNDA.

Errores semiliberales sobre las relaciones entre la Iglesia j el Estado.

División 875. Llegamos á los errores semiliberales sobre las


la m ateria.
relaciones entre ambas sociedades.
Estos errores pueden referirse á tres clases principa­
les. Los de la primera reivindican para el Estado res­
pecto de la Iglesia independencia completa en el orden
temporal; los de la segunda, confleta independencia en
el órden espiritual, y los de la tercera, cierta suprema­
cía en el órden espiritual mismo.
Según algunos semiliberales, tiene el Estado obliga­
ción de abrazar y seguir la Religión católica; pero en
los asuntos temporales jamás depende de la autoridad
de la Iglesia. Según otros, ni siquiera está Obligado á
abrazar y seguir la Religión católica. Otros, en fin, en
gran número sostienen que tiene cierta autoridad so­
bre la Iglesia sus derechos é instituciones, pudiendo
restringir ó extender á su gusto sus poderes é interve­
nir su ejercicio.
Vamos á estudiar cada una de estas tres formas del
semiliberalismo, empezando por la segunda, que, en
Francia sobre todo, ha ganado mucho terreno en la
opinion.
221

TÍTULO I.

SISTEÜA SEM ILIBERA L DE LA INDEPENDENCIA DEL


ESTADO EN E L ORDEN ESPIR ITU A L.

876. El error cuya exposición emprendemos ha te­


nido múltiples grados y formas. ¿Quién, por ejemplo,
confundirá, á lo menos en las intenciones, el semilibe-
ralismo de Montalembert con el de Emilio Olivier? Fá­
cil seria multiplicar las subdivisiones de opiniones,
tanto más cuanto hay pocas inteligencias distinguidas
en estas escuelas que no tengan sus matices particu­
lares.
La mayoría de esta clase de semiliberales eran más
bien hombres de acción que especulativos; buscaban
soluciones prácticas que sirviesen para justificar su lí­
nea de conducta, más bien que decisiones teológicas
conformes á los principios absolutos del derecho. Eran
políticos que tenían no un sistema razonado y completo,
sino algunos principios aislados de donde sacaban ex­
pedientes prácticos é interinos. «El liberalismo católico,
dice el eminente historiador del cardenal Pie, se quedó
para muchos en estado de opinión más bien que en el
de doctrina claramente definida. Fué para una multitud
de hombres, cuestión de conducta, de temperamento y
de tendencia más bien que de principio (1).»
No probaremos describir todas las variedades que
los distinguen; nos contentaremos con resumir los ras­
gos que les son comunes. Reduciremos todos los siste­
mas particulares á una teoría general de que dependen
y con la que se enlazan todos. Quizás niDgun semilibe-

(1) Baunard, E l cardenal Pie, t. h, p. 198.


228
ral haya aBrraado ó sostenido en todas sus partes esta
teoría, á lo menos como sistema completo y seguido;
pero todos han admitido principios que lógicamente
llevan á él y lo encierran por entero.

CAPÍTULO I.

Exposición del sistema.

Arliculo I — E rror principal.

i. Las dos $77. El sistema de que hablamos fué compendiado


erro" Venen! en dos célebres fórmulas: La Iglesia libre en el Estado
que expresan. m re¡ ia jgjesia libre y el Estado libre. La primera
fórmula es de Cavour: es equívoca y hasta parece con­
tradictoria; y se aviene con el genio astuto que dirigió
la obra de la unidad italiana. Es la segunda de .Monta·
lembert: es más franca; y corresponde al carácter leal
y caballeresco de su autor (1).
Hé aquí el error general encerrado en ambas fórmu­
las : La Iglesia debe ser libre respecto del Estado y el
Estado debeser libre respecto de la Iglesia. La Iglesia no
puede imponerse al Estado, como no puede el Estado
pretender dominar á la Iglesia. «La Iglesia y el Estado
son dos sociedades independientes una de otra, unidas
juntamente con el único lazo de una benévola amistad,
persiguiendo separadamente sus intereses respecti­
vos (2).» «La ley fundamental del mundo moderno es la
recíproca independencia del poder espiritual y del po­
der temporal.»

(1) Nombramos aquí á Montalembert y Cavour, como po­


dríamos también nombrar á E.Olivier y á otros mil. No lo hace­
mos, porque so es la penona de Montalembert ni la de E. 01i-
vier, ni otra alguDa, lo que nos ocupa en este escrito, sino el
error coman de todos los semiliberales.
(2) Conc. Podiac, an. 1873,
229
878. Esle error general encierra tres errores partí- n.Treserro-
culares que pueden expresarse de este modo: éVeYerrorge-
E l Estado no conoce á Cristo; “ '"»'primer
La ley no conoce á Cristo; err°r especial.
La espada no está al servicio de Cristo.
879. En primer lugar, el Estado no conoce & Cristo;
y no dele haber religión del Estado. En otros términos,
el Estado, como á tal, no viene obligado á abrazar y
seguir la Religión verdadera; también en otros térmi­
nos, el Estado, como á tal, no tiene el deber de ser ca­
tólico. No conviene ya en nuestra época que se considere
á la Religión católica como la única religión del Estado,
con exclusión de cualquier otro culto (1). Aun en país
católico, el príncipe seglar debe, en el gobierno de la re­
pública, sustraerse por completo á la maternal dirección
de la Iglesia (2). «Pasó el reinado de las religiones de
Estado.» «En adelante la Religión católica no debe ya
pretender dominar exclusivamente al Estado; ya sólo
puede reivindicar un sitio al sol de la libertad, con el
mismo derecho que el protestantismo y las demás con­
fesiones religiosas.» «El sistema de las religiones de
Estado descansa en una lamentable confusion del orden
humano y el divino, y establece el dominio de los sa­
cerdotes en las cosas seglares.» «El régimen de las re­
ligiones de Estado es el régimen más odioso, el de la
teocracia.»
880. En segundo lugar, la ley no conoce á Cristo, a.» Segundo
Deja de tener preferencias para la Religión católica, y errot eípecia1,
de rodear de honores y privilegios especiales á los mi­
nistros de la Iglesia. Asegura á todas las religiones los
mismos derechos, y á todas impone las mismas obliga-

(1) JEtate hac Dostra non amplius eipedit religión em catho-


licam haberi taoquam unicam Status religiooem, caeteris qui-
buscumque cultibus eiclusis. (Syll. prop. 77).
(í) Conc. Podiac.
t . I I .— 16
230
ciones. Crea un derecho común para todos los cultos.
Por lo cual, «con razón ha dispuesto la ley, en algunos
países católicos, que todos los extranjeros que allí fue­
ren puedan públicamente practicar sus cultos particu­
lares (1).»
3« Ter cer 881. En tercer lugar, la espada no está al servicio de
error especial. £n· ^ « E l Estado reprime los ataques dirigidos á las
diversas religiones cuando la tranquilidad pública lo
reclama; pero fuera de estos casos, toca á cada cual de­
fenderse á sí misma con las solas armas de la persua­
sión.» «La verdad no tiene sino una espada, lá, de la
palabra (2); reina por medio de la convicción, la per­
suasión y el amor. La inteligencia obra sobre la inteli­
gencia, el alma sobre el alma, y las inteligencias se
abren bajo la impresión de la luz, los corazones se en­
ternecen al contacto de la caridad; semejantes áaque­
llas Qores que instintivamente buscan el sol, se abren
á sus rayos al punto que los reciben, beben con avidez
su luz, se nutren y viven de ella (3).» La mejor condi­
ción de la sociedad civil es la de no reconocer en el poder
civil el derecho de reprimir con penas establecidas á los
violadores de la Religión católica, sino en caso de recla­
marlo la paz pública (4). Por esto es, por ejemplo, que

(1 ) H ídc la u d a b ilite r in q u ib o s d a m catholici n o m in is re g io -


n ib n s lege c a n tu m est, u t homÍDibusilluc im m ig ra n tib u s liceat
p u b lic u m c u ju s q u e cultus e x e r c itiu m b a b e r e . (Syll. p ro p . 78).
(2) Leemos, do obstante, en una famosa bula: I d hac (Eccle-
sia) ejusque potestate dúos esse gladios, spiritualem videlicet et
temporalem evangelicis dictis instruim ur. (Bulla Vnam sanctam).
(3) Discurso del Congreso de católicos de Normandia, 1 Diciem­
bre 1885. Hemos sabido con gusto que el autor de este triste dis­
curso manifestó á la Saota Sede que sus palabras habiaa ido
más allá de lo que pensaba.
(4) Contra sacrarum Litterarum, Ecclesise, sanctoramqua
Patrum doctrinam, asserere non dubitant «optimam esse cod-
ditionem societatis, in qua Imperio non agnoscitur officium
coerceodi saocitis poonis violatores catholicae religionis nisi
guateaos pax publica postulet.» (Eiicycl. Quanta cura).
231
hay qm abolir la ley que, por ratón del culto de Dios,
prohíbe las obras serviles en ciertos dias (1).
Hay dos clases de represión de los ataques criminales
dirigidos á la Religión, una y otra empleada en el decur­
so de los siglos cristianos contra los enemigos de 1a Re­
ligión : la represión ejercida por los príncipes y tribu­
nales seglares, que podemos llamar inquisición política;
y la represión ejercida por la Iglesia misma y los tri­
bunales eclesiásticos, que podemos llamar inquisición
eclesiástica propiamente dicha. De esta última tratamos
más arriba. Los semiliberales de quienes ahora habla­
mos, la reprueban casi todos. Pero en su mayoría se
oponen aún más á la represión por parte del Estado de
los delitos contra la Religión. Hubo en esto, dicen, «una
iniquidad que clama al cielo,» «una monstruosa injus­
ticia.» Se ruborizan de vivir en un país donde las leyes
de Dios tienen el apoyo de la fuerza de las leyes hu­
manas, y van á gozar «en la tierra libre» de una patria
extranjera de la «encantadora plenitud de las facultades
sociales, políticas y morales del hombre libre de toda
traba de policía, y únicamente sujeto al freno de la
conciencia y del respeto de las personas honradas por
sí mismas (2).» La inquisición política era «una institu­
ción maldita,» «obra de una política del Bajo Imperio,»
«máquina de gobierno digna de la execración de los si­
glos.» Ciertos semiliberales no podían oir pronunciar
el nombre de inquisición sin estremecerse de indig­
nación.
882. El sistema que acabamos de describir ha sido w. otra*
designado con los nombres de separación de la Iglesia ,res riD 8'

(1) Atque etiam impie pronuntiaol... «de medio tollendam


legem qua certís aliquibus diebus opera servilla propter Dei
cultum prohíbentur.» (Ibid.).
[i) Discursos de Malinas, 1863.
232
y el Estado, libertad é igualdad de cultos, y seculariza­
ción del Estado.
c¡«nd*Sep,ra‘ **° S eP araci°n te Ia Iglesia y el Estado. La Iglesia
'iajei¿ud!T dele ser separada del Estado, y el Estado separado de

Mbreu sepi- Vimos que los racionalistas tienen dos maneras de


ración de I*
W«'· i «i Es- entender la separación de la Iglesia y el Estado. Los
unos intentan por este nombre la total absorcion de la
Iglesia en el Estado, ó sea la total destrucción de la
Iglesia por el Estado. Porque, dicen, el Estado separado
de la Iglesia, es el Estado soberano en su propio domi­
nio; empero «el dominio propio del Estado y todo el
órden de las cosas humanas, incluye la Religión.» O
también: el Estado, al separarse de la Iglesia, se lleva
en esta separación cuanto le pertenece y de él depen­
de; mas, como nada hay en las cosas humanas que no
dependa del Estado, no le queda ya á la Iglesia cosa
alguna, y su jurisdicción se queda sin objeto. «Vaya en
adelante la Iglesia á reinar en el cielo, y deje al Estado
reinar en la tierra.»
Los demás racionalistas declaran ser de incumbencia
del Estado las cosas civiles y políticas, dejan para la
Iglesia el dominio de las cosas religiosas, y reivindican
para ambas sociedades una mutua independencia. La
separación de la Iglesia y el Estado no implica para
éstos la servidumbre ó destrucción de la Iglesia, sino
tan sólo la completa independencia del Estado en asun­
tos religiosos, es decir, la negación de toda subordina­
ción del Estado á la Iglesia.
»■suuma 883. Como los semiliberales hacen profesion de ca-
fS D lllb c rils Q · i* · *»
breia sepan- tolicismo, es evidente que ninguno de ellos admite la
^y*?E*tfdo! separación de la Iglesia y el Estado á la guisa de los ra­

íl) Ecclesia á Statu, Statusque ab Ecclesia sejungendus est.


(Syll. prop. 55).
233
cionalistas de la primera clase. Eotiéndenla como los
racionalistas moderados y decentes. «En la antigua so­
ciedad, dicen con ellos, el Estado andaba perpetuamen­
te mezclado con la Iglesia y la Iglesia con el Estado.
En efecto, por un lado los soberanos legislaban en ma­
terias religiosas, convocaban también concilios y hasta
llegaban á presidirlos. Por otro lado, el Papa y los obis­
pos se servían del poder seglar para defender y hasta
extender las conquistas de la fe. Ea lo sucesivo deberá
el Estado encerrarse d e D t r o los límites de su domiaio
propio, y la Iglesia reducirse á sus atribuciones espe­
ciales. Los obispos no dominarán ya á los príncipes, ni
pretenderán los príncipes dominará los obispos; el po­
der eclesiástico no podrá disponer ya de la espada del
Estado, ni el poder seglar ingerirse en las cuestiones
que son de competencia de la Iglesia. Esta, con las ar­
mas de la palabra de Dios y las censuras eclesiásticas,
combate por los intereses del cielo; el Estado, con la
fuerza en la mano, cuida de los de la tierra. Los minis­
tros sagrados se encierran en el órden espiritual, sin
tratar de inmiscuirse en el temporal; los reyes se dedi­
can á dirigir los asuntos civiles y políticos, sin buscar
entrometerse en la dirección de las conciencias. Unos y
otros excluidos de la esfera que es para ellos ajena,
tienen entera libertad en la que les es propia.»
Así entienden la separación de la Iglesia y el Estado
los semiliberales. Este sistema es el mismo que expusi­
mos en aquellas tres proposiciones: el Estado no conoce
á Cristo, la legislación no conoce á Cristo, la espada no
está al servicio de Cristo.
88í. La misma teoría viene expresada con los nom- 2.» Liberna
bres de libertad é igualdad de mitos. «Todos los cul- eu]!oslld*d d8
tos que respetan la moral natural y'la constitucioa del
país tienen derecho á la libertad.» «El Estado tiene el
deber de conceder á todas las religiones la misma tole­
234
rancia ó la misma protección.» «Queremos simplemente
la libertad moderna, la libertad democrática, fundada
en el Atrecho común y la igualdad, regulada por la ra­
zón y la justicia (1).»
Esta libertad y esta igualdad de cultos son, dicen los
semiliberales, de derecho natural. La libertad de con­
ciencia y de cultos es un derecho propio de cada hombre,
y que la ley debe proclamar y defender en todo Estado
bien constituido (2). «Son ellas, dicen, el glorioso patri­
monio de las naciones adultas (3).»
El mismo bien de la Iglesia las reclama. «En los lu­
gares donde la verdadera Religión señorea, debe con­
ceder la tolerancia á las religiones falsas, á fin de que
éstas se la concedan á su vez en todas las comarcas
donde dominan. Los católicos deben dar libertad á sus
adversarios en los países en que están en mayoría, á fin
de que les sea otorgada donde están en minoría. Sólo
siendo tolerante con el error, le obligará la verdad á
hacer lo propio con ella.» Estos argumentos fueron fa­
miliares á ciertos católicos liberales. «Cuando do estáis
en el poder, decían á los católicos que no participaban
de su modo de sentir, pedís la libertad á vuestros ad­
versarios en nombre de sus principios; mas cuando sois
los amos, se la negáis en nombre de los vuestros.»
A menudo aducen también este argumento: «La pro­
tección exclusiva dada á un culto, lo hace odioso; la
verdad servida por la fuerza material, pierde su fuerza
moral; el Estado no puede declararse en favor déla
Religión verdadera, sin provocar coDtra ella las celosas

(1) Discursos de Malinas, 1863.


(2) Haud liment erroneam illam fovere 'opimonem..., nimi-
rum «libertalem coosqentix et cultuum esse proprium cujus-
cunaque h o m i n i s j u s , quod lege proclaman et asseri debet in
omDi recle constituía societate.» (Encycl. Quanla cura).
(3) Discurtos de Malinas, 1863.
235
desconfianzas de los sectarios de los cultos falsos. Por
tanto la Iglesia, en vez de pedir al gobierno civil un
apoyo que le es más perjudicial que provechoso, debe
sobre todo y casi únicamente desear que se le deje la
mayor libertad, sin reclamar jamás contra la tolerancia
de todos los cultos.»
88o. También se designa el mismo sistema 'con los 3.®secuUr¡-
. , . . , , i laciondelaso-
nombres de secularización del Estado, delgobierno, y de cíedad.
la sociedad. «El buen estado de la sociedad pública y el
progreso de la civilización reclaman absolutamente que
se rija y constituya la humana sociedad sin tener para
nada en cuenta la Religión, como si no existiera, ó por
lo menos sin hacer diferencia alguna entre la verdadera
y las falsas (1).» «La única obligación del Estado es la
de ser honrado; el único deber del príncipe es el de ,
respetar el derecho natural.» «Es ésta una ley funda­
mental de las modernas sociedades: los particulares, las
familias mismas, pueden ser y son católicos; empero el
Estado es y debe ser laico, es decir, no tener religión.»
Quizás se quejen algunos semiliberales diciendo:
«Jamás hemos hablado de secularización de la sociedad.
Estas expresiones sólo tos racionalistas las emplean.»
Es verdad, la mayor parte de aquéllos no usan estos
términos; pero todos aprueban lo que ellos expresan.
Según la teoría semilibera!, en efecto, puede la Iglesia
imponerse á los individuos y á las familias, pero de
ningún modo al Estado; ante éste, la condicion de la

(1) Probe noscitis, venerabiles Fratres, hoctemporenon pau-


cos reperiri, qui civili consortio impinm absurdumque natura-
Usmi, uti vocant, principium applicantes, audent docere «opli-
mam socielatis publicas rationem, civilemque progressum om-
d íd o requirere, u t humana sacíelas constituatur et gubernetur,
d u IIo habito ad religionem res pee lu ac si ea d o d eiisteret, vel
saltem nullo facto veram ínter falsasque religioues discrimine.
(Encycl. Quanta cura).
236
Religión católica es la misma que la de cualquier culto
que respete la honradez nalural; tiene derecho á la li­
bertad con igual titulo, ni más ni menos, que el protes­
tantismo ó el judaismo. La sociedad civil no tiene, pues,
el deber de abrazar y seguir la Religión católica; Jesu­
cristo y su Iglesia no tienen derecho de reinar en el
Estad«» en la legislación y en todo el órdeo público.
Esto es precisamente lo que los hombres de la revolu­
ción llaman y en otro lugar llamamos nosotros la sem-
larizacion de la sociedad civil.
IV . Conclu­ 886. En resumen, los semiliberales de que hablamos
sión de lo pre­
cedente. se unen á los racionalistas para rechazar el reinado so-
cial de Jesucristo. Dicen los católicos: «Jesucristo es
Dios; luego tiene derecho de reinar en la sociedad del
mismo modo que en toda criatura.» Responden los ra­
cionalistas: «Jesucristo no es Dios; luego no tiene de­
recho á la realeza social.» Intervienen los católicos li­
berales: «Confesamos, dicen, la divinidad de Jesucristo,
y no obstante do le reconocemos derecho alguno de
reinar en la sociedad.»
Mas, cuantos son partidarios ’del Estado laico, no
confesando que el primer deber del Estado es el de se­
guir y proteger la Religión católica, áun cuando reco­
nozcan el origen divino de la Iglesia y reivindiquen
brillantemente su independencia,[áun cuando se los vea
asociarse á la vida religiosa de los católicos y practicar
los actos de la misma, se quedan siendo semiliberales ó
católicos liberales.

Articulo I I . —Algunos corolarios del error precedente.

I. Libertad 887. El Estado «separado de la Iglesia,» «seculari­


de hablar y de
imprenta. zado» y «laicizado,» otorga la libertad de hablar y la de
imprenta en todas las cuestiones religiosas. «Es evi­
dente que hallándose el Estado fuera de las religiones,
237
no puede impedir á nadie que bable ó escriba en pro
ó en contra de todas y cada una.» Todos los ciudada­
nos tienen derecho á la más omnímoda libertad de ma­
nifestar todas sus opiniones, cualesquiera que seao, por
medio de la palabra, de la imprenta y por cualquier
otro conducto, abierta y públicamente (1).» «La liber­
tad del error es legitima y necesaria consecuencia de la
libertad de la verdad.» «Queremos libertad, pero liber­
tad completa, no la libertad política sin la libertad re­
ligiosa (2),» la libertad religiosa más todavía que la li­
bertad política.
Puede el Estado poner algunas restricciones á la li­
bertad de opiniones y de imprenta en materias religio­
sas, cuando la tranquilidad pública lo exiga; mas fuera
de este caso, se queda siendo «espectador impasible de
todas las luchas religiosas.» «Del choque de las inteli­
gencias, brota la luz; en el conflicto de la verdad con
el error, siempre logra la verdad darse á conocer, y aca­
ba por reportar la más brillante victoria.»
«Es falso,» pues, «que la libertad civil de cultos y el
pleno poder que á todos se deja de poder abierta y li­
bremente manifestar todas sus opiniones é ideas, llevan
más fácilmente á los pueblos á la corrupción de ánimos
y costumbres, y propagan la peste del indiferentis­
mo (3).» Al contrario, «la libre manifestación de las

(1) Haud timent erroueam illam foverc opioionem... «jasci-


vibus inesse sd omnimodam libertalem nolla vel ecclesiastica
vel civili aucloritate coarctandam, quo saos conceptos quos-
cumque, sive voce, sive typis, sive alia ratiooe palam publice-
qua manifestare ac declarare valeaüt.» (Eocyci. Quantaiura).
(2) Discursos de Malinas, 1863.
(3) Eoimvero falsum est civilem cujasque cullus libertalem,
itemque plenam potestatem omoibus atlributam qaaslibet opi­
niones cogitatiooesque palam publiceque manifestandi, condu­
ce re ad populorum mores animosquefaciliascorrampendos, ac
¡□diílerentismi pestem propagandam. (Syll. prop. 79).
238
opiniones es el pleno día que hace que todos vean la
verdad.» Los semiliberales son amantes de las grandes
discusiones de la tribuna, de las luchas de la prensa y
del choqae de las opiniones. «En el seno de las tem­
pestades es donde el relámpago de la verdad hiende las
nubes y alumbra al mundo; en medio de las tormentas
es donde el trueno de la palabra revelada domina todos
los ruidos.» «El Estado, que es débil, se defiende con
la espada; pero la Iglesia, que es fuerte, po quiere otras
armas que las de la fe y de la palabra.» «La Iglesia es
esencialmente militante; nació y creció en medio de la
contradicción; y con luchas compró todos sus triunfos.
Así que muy lejos de temer á sus contrarios, provoca,
por decirlo así, sus golpes, y á fin de alcanzar brillante
▼ictoria, reclama libertad para ellos.» «¿No es grande
y magnánima esta Iglesia que, segura de la verdad de
sus doctrinas, quiere triunfar de sus enemigos con el
solo poder de la palabra, y no invoca en su favor otras
armas que las de la persuasión?»
ii»eIiM>"deBei' estos sem *'’^era'es P '^en ^ *a Iglesia
iglesia con i* que se reconcilie solemnemente con la revolución. E l
Revoiucion. R omano Pontífice puede y dele reconciliarse y transi­
g ir con el progrese, el liberalismo y la civilización, mo­
derna (1).» «La esencia de la revolución, del progreso y
de la civilización, es la tolerancia universal; esta tole­
rancia es el resúmen de los principios del 89, el alma
de la declaración de los derechos del hombre, y el fon­
do de las ideas modernas. Pero ¿qué es ella misma sino
el fruto y la más pura expresión de la caridad cristiana?
no debe, pues, ni puede la Iglesia rechazar los nuevos
principios, porque no puede ni debe faltar á su espíritu

(1) Romanos Pootifex potest ac debet cum progressu, cum


liberalismo et cum receoti civilitate sese reconciliare et compo-
nere. (Syll. prop. 80).
239
de paz y mansedumbre.» «En el 89, Francia toda en­
tera se alzó en favor de tres principios que nunca ja­
más ha abandonado desde entonces: la igualdad civil,
la libertad política y la libertad de conciencia,» ó liber­
tad de apostasía; «las dos terceras partes de Europa, en
el espacio de setenta años, aceptaron de Francia este
órden de ideas y esta norma de vida. Los gobiernos
que á ellas se conformaron son gobiernos nuevos; los
que no los han admitido son gobiernos del antiguo ré­
gimen (1).» ?¿ Puede la Iglesia tomar partido en favor
del antiguo régimen contra el nuevo órden de ideas?
Es en vano que intente la Iglesia luchar con el pro­
greso aioderno. ((Antiguamente perseguía el Estado á un
culto en nombre de otro; ahora á todos otorga la mis­
ma libertad. Acabó para siempre el régimen protector;
en los ánimos y en las costumbres de las nuevas socie­
dades ha penetrado la libertad. Más fácil fuera hacer
salir de la tumba á todos los hombres de la edad media
que hacer probar á los de nuestra época el sistema de
una religión de Estado. Deja la Iglesia de echar de
menos el dominio que en otro tiempo ejerció en los go­
biernos: un derecho nuevo reemplazó al antiguo para
siempre.»
La Iglesia misma, añaden los semiliberales, debe
aplaudir este cambio. «La libertad religiosa no tiene
mejor apoyo que la libertad pública.» «La Iglesia vaá
ganarlo todo en el régimen de la libertad común; ábre­
se para ella una era de gloria. Una sola cosa le piden
los pueblos modernos, que reconozca el principio de la
tolerancia universal. Así como están prontos á consu­
mar su separación de la misma, si no quiere entender
como ellos la civilización y el progreso; del mismo mo­
do están prontos á entregarse á ella y tributarle el ho­

(1) De ¡a libertad de la Iglesia y de Italia, 1868.


240
menaje de su filial sumisión, si consiente en saludar coa
ellos la bandera de la libertad.»
«Cnanto á mí, confieso francamente que en esta soli­
daridad de la libertad del Catolicismo con la libertad
pública,» es decir, con la libertad común de todas las
religiones, «veo un inmenso progreso (1).» «Siento osa­
damente esta fórmula: en el órden antiguo, los católicos
nada tienen que echar de menos; en, el meto órden, nada
que temer (2).» «Sin duda el Estado cristiano fué una
maravilla en los antiguos tiempos; eternamente le da­
remos gloria á causa de las obras civilizadoras llevadas
á cabo á su sombra; pero una nueva evolucion de la hu­
manidad puso fin a este antiguo ideal y dió á luz el ideal
superior de la libertad de todas las religiones: aquí se
halla por siempre más el progreso, y la Iglesia tiene
que conformarse con él y hasta aclamarlo.» «La Iglesia
hizo bien en encargarse de la tutela de las naciones
durante su menor edad; pero no puede ya pretender
conservar la tutela de las naciones adultas, á quienes su
mayor edad emancipó. El origen de la religión de Estado
era el régimen de la infancia de los pueblos, el régimen
de la libertad de conciencia y de cultos es el de su ma­
durez; áeste perfeccionamiento fué tendiendo el traba­
jo de los siglos, y todo el pasado se encaminó á este
término: éste es el estado adulto de las naciones y la
condicioD ideal de las sociedades. A él hemos llegado á
costa de muchos trabajos; debemos sostenernos en él;

(1) «Trabajemos según la medida de nuestra influencia, en


hacer que desaparezca una mala inteligencia que, treinta años
ba, divide & los católicos, agota inútilmente sus fuerzas, regoci­
ja á DUeslros enemigos, y que, 6 decir verdad, no tuvo jamás
ninguna grave razón de ser.» Hemos hecbo ya notar que el
eminente autor de este discurso babia retractado lo que de exa­
gerado y liberal habia habido en sus palabra;.
( i ) Discursos de Malinas, 1863.
241
y la Iglesia, en lugar de entristecerse por nuestra eman­
cipación, debe tenerse por dichosa de vernos mayores
de edad.»
Así es como, en nombre del derecho natural y de los
intereses religiosos, piden los semiliberales á la Iglesia
que se reconcilie con «el nuevo régimen,» «las ideas
modernas,» «los principios del $9,» «la civilización»
y «el liberalismo.» Obstínanse en declarar que sólo hay
una mata inteligencia entre la Iglesia y la revolución,
deploran la reserva en que se encierra la Iglesia para
con las nuevas sociedades, y la oposicion que manifies­
ta al nuevo derecho público. .Muchos atribuyen este
estado de hostilidad á nefastas influencias que rodean
al Papa; se complacen en persuadirse de que tarde ó
temprano la Santa Sede abrirá los ojos y acabará por
aceptar espontánea y gozosamente las nuevas condi­
ciones creadas á la Iglesia por el liberalismo. ¿Qué hay
de extraño en ello? los católicos liberales necesitan
creer en el catolicismo liberal de la Iglesia.
889. Así que, para emplear las palabras de un emi- ni.Conciu
nenie defensor de la Iglesia, «apasionado por la justi-6,on'
cía,» los semiliberales cuyos errores acabamos de descri­
bir «creyeron defender su causa colocando bajo el mis­
mo pié á incrédulos y fieles, y no reconociendo derechos
en éstos, sino en virtud de su asimilación con aquéllos.
Para ellos toda desigualdad era injusta, insoportable
todo privilegio. Parecióles más caballeresco que la ver­
dad aceptara la lucha en el terreno escogido por sus
enemigos; que de común acuerdo se guardara silencio
sobre los derechos de Dios para no dar la batalla sino
en nombre de les derechos del hombre; y que la libertad
de conciencia, invocada por los reformadores del si­
glo X V I, viniese á ser con el nombre de liberalismo,
la principal divisa de los católicos del décimonono.
Creyeron que esta táctica era al propio tiempo la más
242
hábil; renegaron públicamente de sus padres que la ha­
bían desconocido; y, viendo que el arca bamboleaba, se
imaginaron que no podría ya continuar su camino á
menos de ser sostenida por sus manos (1).»

CAPÍTULO II.

Refutación del sistema.

890. E l Estado tiene el deber de abrazar, seguir y


proteger la Religión católica: tal es la doctrina que con
la Iglesia oponemos al sistema semiliberal. En otros
términos, Jesucristo tiene derecho de reinar no sólo en
los individuos y en las familias, sí que también en los
pueblos, es decir, tiene derecho de reinar en el órden
social. Todavía en otros términos, el Estado no es in ­
dependiente de la Iglesia, sino que la Iglesia tiene su­
premacía sobre el Estado.
Hemos hablado ya de ¡a supremacía de la Iglesia sobre
el Estado, del reinado social de Jesucristo, y de la obli­
gación que tiene el Estado de seguir una religión. A
causa de la importancia del asunto, creemos necesario
insistir en las pruebas y responder á las objeciones.

Articulo I . —Argumentos que prueban la supremacía de la


Iglesia sobre el Eslado.

i. Argumen· 891. Vamos á presentar tres argumentos en favor de


9rigeo*de **· 'a suPren3ac*a de la Iglesia sobre el Estado. El primero
y - u y ¿el está sacado del origen de ambas sociedades, el segundo
de su naturaleza, y de su fin el tercero. ·
892. Desde luego probamos la supremacía espiritual

(1) ChesDel, Los derechos de Dios y las ideas modernas, 1.1,


p. 168, 169.
243
de la Iglesia sobre el Estado por el origen de ambas so­
ciedades (1).
La naturaleza individual, la familia y el Estado son
el desarrollo del viejo Adán; la Iglesia es el desarrollo
de Jesucristo.
Babia dicho Dios á Adán inocente: «Creced y multi­
plicaos;» y, en virtud de estas palabras, debían salir
de Adán con la vida natural y la sobrenatural las hu­
manas generaciones: de esta suerte Adán quedaba cons­
tituido padre ó cabeza de la humanidad en el doble ór­
den de la naturaleza y de la gracia.
Pero Adán se vuelve prevaricador, y pierde la gra­
cia; desde entonces no puede transmitir lo que no tiene,
y la vida divina se encuentra secada en su manantial.
Conserva la facultad de comunicar la humana naturale­
za: pero la humana naturaleza que sale de él es una
naturaleza manchada, inclinada al mal, que nace para
morir. Ya no puede ser el padre y la cabeza de una hu­
manidad santa, que viva al mismo tiempo con natural
y sobrenatural vida, sino tan sólo de una humanidad
que nace en la muerte y para la muerte.
Parece, pues, que va Dios á revocar las palabras que
dijo antes del pecado: «Creced y multiplicaos. Porque
¿puede aquel que ha dejado de ser cabeza de la hu­
manidad en el órden sobrenatural, continuar siendo su
padre en el órden natural? ¿De qué sirve nacer para
una vida que se parece á la muerte? ¿Qué provecho se
saca de recibir una existencia destinada á la miseria?
El pecado del primer hombre va, pues, á acarrear la
destrucción total de la humana naturaleza.

(1) Tomamos esta prueba de un magnifico tratado de la Igle­


sia publicado re;ientemente: De la iglesia y su divina constitu­
ción, por D. Grea. Nos permitimos llamar sobre toda la obra la
atención de los lectores. Es uo tratado sublime por el fondo y
brillante por la forma; á nuestro modo de ver no se ha publi­
cado en este siglo ningún libro tan notable.
244
No obstante, Dios no revoca las palabras dichas á
Adán: «Creced y multiplicaos.» Adán continúa, pues,
siendo el padre de las humanas generaciones, y de él
saldrán las muchedumbres, privadas de la gracia, es
verdad, porque su prevaricación ha sido el pecado co­
mún de todos los hombres. Pero, si nacen de Adán los
hombres, no es para permanecer en la muerte.
En efecto, á Adán prevaricador sustituye Dios en el
órden sobrenatural, una nueva cabeza de la humanidad,
su mismo Hijo, encarnado en el seno de la bienaventu­
rada Virgen María. Esta divina cabeza tomará á las hu­
manas muchedumbres, salidas de Adán muertas y man­
chadas, y las hará renacer en sí mismo. Serán bauti­
zadas en su muerte, para morir en él para la vida de la
concupiscencia y resucitar para la vida divina. Regene­
radas en Cristo, incorporadas á Cristo, constituirán la
nueva humanidad, la congregación de los sacerdotes re­
yes, la Iglesia de los Santos, en la cual debe reinar el
Adán nuevo con cetro de misericordia, y á la cual está
prometido el imperio del mundo venidero; de suerte que
ja humanidad, decaída en su primera cabeza, es repa­
rada en la segunda, y los hombres, después de haber
recibido del primer Adán una vida natural sujeta á la
concupiscencia, reciben del segundo, junto con la natu­
raleza reparada, la vida sobrenatural de los hijos de Dios.
Hé aquí toda la economía de la Religión cristiana tal
cual la expone San Pablo en cada página de sus subli­
mes epístolas. Dos cabezas y dos órdenes provenientes
de estas cabezas: dos cabezas, Adán y Jesucristo; dos
órdenes, el órden de la naturaleza caída, desarrollo de
la primera cabeza, y el órden de la naturaleza repara­
da, desarrollo de la segunda cabeza.
893. El órden que proviene de Adán comprende al
iDdividao, á la familia y al Estado. El individuo es Adán
reproducido en su naturaleza caída, la familia es Adán
245
con su fecundidad natural, y el Estado es Adán rigiendo
á la muchedumbre salida de su seno.
El órden que proviene de Jesucristo es la Iglesia que
es «su desarrollo y plenitud,» su Esposa formada de su
carne y de sus huesos, como de Adán fué formada Eva,
su cuerpo místico engendrado de El mismo, animado de
su espíritu, y viviendo de su divina vida.
En definitiva, el Estado viene de Adán; la Iglesia, de
Jesucristo.
89 í. Estos principios nos llevan á las siguientes con­
clusiones:
Las relaciones entre la Iglesia y el Estado son las
mismas que hay entre Jesucristo y Adán. Porque am­
bos órdenes se encierran en sus cabezas, como los arro­
yos en el manantial; el lugar que corresponde á las ca­
bezas á ellos mismos corresponde.
Es así, por una parte, que Adán es la única fuente
de la vida natural en el tiempo presente; luego sólo el
Estado tiene autoridad en todo áquello que sólo se re­
fiere al bien de la presente vida.
Mas, por otra parte, Adán es inferior á Jesucristo, só­
lo para él ha sido conservado y en él tiene su Gn; luego
el Estado es inferior á la Iglesia y tiene su fin en ella.
Adán tiene e! deber de reconocer á Jesucristo por Sal­
vador de los hombres, de ir á Él, de someterse á É l y
de servirle; el Estado tiene obligación de reconocer á
la Iglesia por madre de los hijos de Dios, de acatar su
autoridad suprema, de defenderla, protegerla y ayu­
darla.
Tan contrario fuera á la economía establecida por
Dios pretender qne Adán no está obligado á ir á Jesu­
cristo para recibir de É l el bautismo, como seria con­
trario á la razón querer que el Estado sea independiente
de la Iglesia. Si Adán rechazara al Salvador en lugar
de aceptar de É l la regeneración, se hundiría en una
i . H .- 1 7
24C
muerte irremediable; cuando el Estado rechaza á la
Iglesia, se encamina bácia las tinieblas y las calamida­
des. Para Adán, no es Jesucristo un rival ó un enemi­
go, es el Autor de la vida sobrenatural que perdió; para
el Estado, no es una contraria ó émula la Iglesia, es la
maestra de la verdad, y el principio de la salvación y la
grandeza. Así que, Adán debe clamar por la venida del
Mesías; y el Estado debe invocar el reinado de la Iglesia:
adveniat regnum íuum.
n. Argu- 893. La supremacía de la Iglesia sobre el Estado en
STií0natura- el órden espiritual puede, en segundo lugar, deducirse
le« dei» igie- ja naturaleza de ambas sociedades.
i. ° Argu- La Iglesia es la sociedad divina que liga de nuevo (1)
deT^círácter a *os h °mbres con Dios al incorporarlos á sí misma;
obligatorio de el Estado ó sociedad civil es una agrupación de estos
la verdadera , . , . . i· j
Religión. nombres que han de ser nuevamente ligados con Dios
mediante su incorporacion á la Iglesia.
Luego debe el Estado entrar en el seno de la Iglesia,
y someterse á su autoridad espiritual para confesar su
dependencia de Dios y servirle. En otros términos, las
humaDas sociedades, no menos que los individuos y las
familias, tienen obligación de reconocerá Dios por prin­
cipio y último fia de todas las cosas, y por consiguiente
de tener una religión y practicar un culto; mas Dios
mismo prescribió la forma del culto con que quiere ser
honrado, y determinó la forma de la Religión que debe
practicar el género humano: la Religión católica y el
culto católico.
Luego el Estado, igualmente que los individuos, tie­
ne el deber de ser católico. Oigamos al gran PontíGce
que rige y alumbra hoy á la Iglesia: «Si la naturaleza y
la razón imponen á cada cual, dice León X I II en la En­
cíclica Inm orlale Dei, la obligación de honrar á Dios

(1) Beligio, re-ligare.


247
con nn caito santo y sagrado, puesto qae de su poder
dependemos, y que, de él salidos, á él volver debemos,
obligan á la misma ley á la sociedad civil. Los hombres,
en efecto, unidos con los lazos de ona común sociedad«
no dependen menos de Dios que aisladamente conside­
rados; y, tanto á lo menos como el individuo, debe dar
gracias á Dios la sociedad, que recibió de É l la existen­
cia, la conservación y la multitud innumerable de sus
bienes. Por esto, asi como á nadie es lícito descuidar
sus deberes para con Dios, siendo el mayor de todos
ellos abrazar con alma y corazon la religión, no aque­
lla que prefiere cada uno, sino la que Dios prescribió y
que pruebas indudables demuestran ser la única ver­
dadera entre todas; así tampoco las sociedades políti­
cas no pueden sin cometer un crimen portarse como si
Dios no existiera de manera alguna, ó pasarse sin la
Religión como si fuera cosa extraña ó inútil, ó admitir
una indiferentemente según les pluguiere. A.I honrar á
la Divinidad, deben estrictamente seguir las reglas y ma­
nera según las cuales declaró Dios que quería ser honra­
do. Los jefes de los Estados deben, pues, santificar el
nombre de Dios, y contar entre sus principales deberes
el de favorecer la Religión, protegerla con su benevo­
lencia, ampararla con la autoridad tutelar de las leyes,
y nada decretar ni decidir que á su integridad contra­
rio fuere.»
S9G. Este mismo argumento podría proponerse en 2.« Argu-
términos algo diferentes. « “«‘ omÍÍÍÍ
La Iglesia es la sociedad una y universal de los hom- S“ ueígi¿*u*
bres regenerados en el Espíritu de Dios por su unión
con el Verbo de vida; es una por la autoridad suprema
de su única cabeza, Jesucristo visible en el Romano
Pontífice; es universal porque fué instituida para abar­
car la humanidad entera tanto en sus individuos como
en sus sociedades. Por esto deben convertirse á ella «to-
248
das las familias de las naciones,» entrar en su seno y
recibir de ella la ley de salvación.
Tomaríamos el desarrollo de este argumento de la
magnífica bula Unam sanctam, si no fuera porque pron­
to vamos á citarla casi por entero.
iii. Argu- 897. En tercer lugar, podemos deducir la suprema-
mentó sacado , i . . . . · . , n . , , - ,
dei fin de am- cía espiritual de la Iglesia sobre el Estado del fin de
bassociedades. am¡ as ¡ocie¿ a¿ eS- E ste argumento es familiar á los teó­
logos y á los modernos publicistas.
El Estado tiene por ña el lien temporal de los hom­
bres, la Iglesia su felicidad sobrenatural. Dios entregó
al príncipe una porcion de la humanidad, con el cargo
de proporcionarle en la tierra, según la expresión de
San Pablo, «una vida quieta y tranquila (1);» Dios en­
tregó al Papa toda la humanidad, con la misión de in­
corporarla á Jesucristo y de proporcionarle, en esta in­
corporación y mediante la misma, laadopciony filiación
divinas con todos sus bienes, es decir, la posesion in­
mediata de la esencia divina, es decir, la vida inefa­
ble que eternamente constituye la felicidad del mismo
Dios.
E l fin de la Iglesia swpera infinitamente en excelen*
da el fin del Estado. ¿Qué son, en efecto, dicen los
Santos, los bienes temporales comparados con los eter­
nos? ¿Qué son las herencias que constituyen la riqueza
de los hombres al lado de la herencia increada que es la
riqueza de Dios mismo? ¿Qué son las criaturas ante
aquella sobreeminente é infinita esencia que ve, que
ama y de que disfruta el bienaventurado?
Mas, ya que el fin del Estado es inferior al de la Igle­
sia, está subordinado á él. Es efectivamente ley univer­
sal que lo imperfecto sea para lo más perfecto, y no lo
más perfecto para lo imperfecto; los reinos inferiores de

(1) I Tim. ii, 2.


249
la naturaleza están ordenados al hombre; para él exis­
ten las plantas y los animales, y él no fué criado para
el servicio ó la utilidad de estos seres menos perfectos.
Todos los bienes criados son, pues, mediosdadosal hom­
bre para llevarle á la posesion del bien increado. Y por
esto el fin natural y temporal del Estado está subordi­
nado al fin sobrenatural de la Iglesia.
Prosigamos. La subordinación del fin lleva consigo la
subordinación de los medios; porque los medios toman
su razón de ser y las condiciones de este su sér de la
naturaleza misma del fio: «El arte del piloto, dice Santo
Tomás, regula el del marinero; el arte del arquitecto,
el del albañil, y las artes de la paz, las de la guerra.» A
fines independientes corresponderán, pues, medios re­
ciprocamente independientes; á fines subordinados, me­
dios subordinados.
Concluyamos. El Estado es el medio ordenado al fin
natural y temporal; la Iglesia el medio ordenado al fin
sobrenatural. Luego el Estado está subordinado á la
Iglesia como el particular y el inferior al universal y
al superior.
898. Verdad es que el fin y los medios naturales bas­
tan á constituir un orden completo. Asi que, hubiera
Dios podido dejar al hombre en un estado puramente
natural. En esta hipótesis es probable que sólo el Es­
tado regiría el humano destino. Aun después de haber
levantado al hombre al estado sobrenatural, pudo Dios
dejar al Estado resolver con entera independencia las
cuestiones del orden puramente natural. Mas, habiendo
querido levaotar al género humano al estado sobrena­
tural, como el órden sobrenatural exista junto al orden
natural y siéndole superior, lo penetre y envuelva, to­
dos los medios naturales, sin perder su propio fin, reci-

(1) Siim. Theol. 1.* p. q. 1, a. 5.


250
ben un destino sobrenatural; y el Estado, áun conser­
vando su legítima independencia en el órden de las co­
sas civiles y políticas, debe concurrir en cuanto esté de
su parle á la salvación eterna de los hombres; debe
abrazar, seguir y proteger la Religión sobrenatural; y
debe someterse á la autoridad del Papa. «Es un dere­
cho de Dios mandar tanto á los Estados como á los in­
dividuos. No á otra cosa vino á la tierra Jesucristo Se­
ñor nuestro. En ella debe reinar, inspirando las leyes,
santificando las costumbres, dando luz á la enseñanza,
dirigiendo los consejos, y regulando tanto los actos de
los Gobiernos como los de los gobernados. Doquiera no
ejerce Jesucristo este imperio, allá hay desórden y de­
cadencia (I).»
Toda la humanidad pertenece, pues, á la Iglesia y á
su cabeza. Pertenece á la Iglesia con los individuos, las
familias y los Estados de que se compone; con todas las
instituciones públicas, todas las cuales, lejos de contra­
riar el fin sobrenatural, lejos también de permanecer
ajenas á este fin, están obligadas, cada cual según su
naturaleza, á servirlo y ayudarlo. La humanidad es del
Papa; y, habiéndola recibido él de Jesucristo, deberá
un dia devolverla á Jesucristo. «El mundo me disputa
este grano de arena sobre el cual estoy sentado, decia
Pió IX, mas sus esfuerzos serán vanos. La tierra es mia,
Jesucristo me la dió; á É l solo la devolveré, y nunca
me la podrá arrancar el mundo (2).» Sí, Pontífice, «Vos
sois el Pastor de las ovejas y el príncipe de los obispos;
Dios os entregó todos los reinos del mundo (3).»
Definitivamente, pues, tiene el Papa plena y uniur-

(I) Palabras de Morís. Pie á Xapoleon III, 22 Marzo 1856.


(i) Discurso de Pío IX después de la consagración de monseñor
Mermillod.
(3) Tu es Pastor ovium et Princeps Apostolorum: tibi tradi-
dit Deas omoia regoa muadi. (Offic. SS. Petri et Pauli).
251
sal autoridad sobre los Estados, no mnos que sobre las
fam ilias y los individuos; y los Estados, 110 menos que
las familias é individuos, deben, recibir de él la ley y la
verdad.
899. £1 imperio universal de Jesucristo y en especial tJ¡^sAlí;un0S
su realeza espiritual sobre los Estados y sus jefes, se
hallan proclamados en cada página de los sagrados
Libros.
«Estén sujetos á Vos los pueblos y adórenos las tri­
bus,» dice Isaac dirigiéndose proféticamente al Mesías.
«Sed el Señor de vuestros hermanos; y póstrense ante
Vos los hijos de vuestra madre. Aquel que os maldijere,
será maldito; colmado será de bendiciones aquel que os
bendijere (1).»
«Le adorarán los reyes todos de la tierra, dice David,
y le servirán las naciones todas (2).» «Oh Dios,» sigue di*
ciendo, «vuestro Dios os ungió con óleo de alegría sobre
los reyes todos (3).»
«El signo del principado, dice Isaías, le pusieron en
el hombro (í).» «Inmenso será su imperio ( 0).» «Serán
los reyes sus ministros (6).» «Perecerán el reino y la
nación que se negaren á servirle (7).»
«Después de todos estos imperios, dice Daniel, susci­
tará Dios un reino que jamás será destruido, reino que
no pasará á otro pueblo, que derribará y reducirá á pol­
vo todos los reinos anteriores, subsistiendo él eterna­
mente (8).» «Ha dado Dios al Hijo del hombre el poder,

(O Gen. x x v ii , 29.
(«) Ps. LXXI, 11.
(3) Ibid. i i .iv , 8.
(4) 1«. li, 6.
(3) ¡bid. 7.
(6) Ibid. l x , 10.
(7) Ibid. li.
(8) Dan. li, kk.
252
el honor y la realeza; y le servirán todo pueblo, toda
tribu y toda lengua (1).»
«Te he puesto, dice Dios por el profeta Jeremías, so­
bre las naciones y los reinos, para que arranques y
destruyas, para que pierdas y disipes, para que edifi­
ques y plantes (2).» «Nadie hay semejante á Vos, oh
Señor» Jesús, entre los reyes de la tierra; «sois grande»
por la inmensidad de vuestro imperio, «y grande es
vuestro nombre por la fortaleza de vuestro poder. ¿Quién
no os temerá, oh Rey de las naciones? Vuestra es la
gloria, y entre todos los sabios» y príncipes de los pue­
blos, «nadie en toda la tierra tiene un poder al vuestro
comparable (3).» «Dios, dice San Pablo, le exaltó y dió
un nombre sobre todo nombre, para que á este nombre
se doble toda rodilla en el cielo, en la tierra y en los
infiernos (4).» Los Angeles están sujetos á Jesucristo;
los mismos demonios le obedecen; ¿sólo el Estado mo­
derno reivindicará la independencia? «Dios sujetó á Él
todas las cosas (o);» pues, si le sujetó todas las cosas,
«nada dejó sin someterle (6);» ¿por qué habría de ex­
ceptuarse á los reyes en la gobernación de sus Estados?
«Cristo está» en medio del mundo «como el hijo en su
casa (7),» todos los que viven en la casa son servidores
suyos. «Dios le ha constituido sobre todo cuanto se
nombra en este y en el futuro siglo (8).» «Es la cabeza
de todo principado y de todo poderío (9)» terreno ó ce­

(1) ¡bid. vil, d*.


(2) Jer. i, 10.
(3) Ibid. x, 6, 7.
(4) Phil. h , 9,10.
(5) I Cor. iv , 26.—Ilebr. ii, S.
(6) Hebr. n, 8.
(7) Ibid. ni, 6.
(8) Eph. i, 21.
(9) Ibid.
253
lestial. «En todo» y sobre lodo «tiene la primacía (1).»
«Cristo era ayer» dominador naciente; «hoy es» domi­
nador conquistador; y «será por los siglos de los si­
glos de los siglos (2)» dominador triunfante. «Yos sois,»
on J e s ú s , e n t ie m p o y e t e r n id a d « e l R e y d e l o s b e y e s y
S eñor de lo s señ o r es (3 ).»

Artículo I I . —Examen, de algunas objeciones.

900. Examinemos las principales objeciones de nues­Primera ob­


jeción.
tros adversarios.
«Aquel que es incapaz del fin, dicen, no puede ser
obligado al medio. El Estado no viene llamado á un des­
tino inmortal; no puede, pues, obligársele á obrar el
bien sobrenatural. No puede esperar el Estado ver á
Dios; desde luego no tiene obligación de creer. No tie­
ne el Estado alma que salvar; por consiguiente do está
obligado á ser católico. En otros términos: la existencia
del Estado se limita á la vida presente; deben trabajar
en levantar un edificio sobrenatural, aquellos que han
de pasar en él una vida futura; por consiguiente, puede
el Estado permanecer ajeno al órden sobrenatural.»
Pero también la familia es persona moral que no está
destinada á sobrevivir á la presente vida. ¿Es menester
inferir de aquí que pueda la familia permanecer fuera
de la economía sobrenatural? De manera alguna. ¿Por
qué se pretende, apoyándose en esto, que no tiene el Es­
tado obligación de ser católico?
Sujetáis al Estado á la obligación de observar el de­
recho natural y el derecho de gentes. Para el católico
no es menos obligatorio ni menos cierto el derecho
evangélico. Debe, pues, confesar el católico que el Es-
(1) Col. 1,18.
( í) Hebr. xin, 8.
(3) Apoc. n i, '16.
254
tado liene el deber de ser católico, del mismo modo que
el de ser honrado.
£1 Estado, sér abstracto, no tiene alma. Pero tienen
alma los que ejercen el poder público; por consiguien­
te, sus actos, públicos ó privados, deben dirigirse á es­
tablecer en sí mismos y fuera de sí mismos el reinado
del Evangelio. Porque, como dice León X III, «no es
lícito tener dos maneras de portarse, una en particular,
otra en público, de suerte que se respete la autoridad
de la Iglesia en la vida privada, y en la pública se re­
chace (1).» No tiene alma el Estado, pero la tienen los
que viven bajo su dependencia; por esto debe el Estado
usar de su poder no sólo para su bien temporal, sí que
también para su bien espiritual, y hacerse auxiliar de
Jesucristo y de la Iglesia para la gran obra de la salva­
ción de todos, y sobre todo de los pequeños y de los
flacos.
No liene alma el Estado. Pero tampoco tiene cuerpo;
no se dice, sin embargo, que debe permanecer indiferen­
te á lo que á la vida corporal interesa: ¿por qué, pues,
se quiere que se desentienda de cuanto á la vida sobre­
natural pertenece?
No tiene alma el Estado. Pero representa & todos los
ciudadanos; no liene alma individual, pero es el ge­
rente de los intereses de una muchedumbre de almas.
Por consiguiente, sus actos obligan en verdad al con­
junto de todas las personas de que se compone. Desde
luego la sumisión del Estado á Jesucristo y á la Iglesia
es la sumisión de todo un pueblo, y la indiferencia del
Estado es la apostasia de la nación.
901. Continúan diciendo los semiliberales: «Es pre­
ciso ser teólogo para decidir las cuestiones de religión.
E l Estado no es teólogo, el príncipe no es pontífice. No

(1) Eocycl. fmmorlah Dei, 1 Nov. 1885.


255 -
toca, pues, al Eslado investigar y determinar cuál sea
la verdadera Iglesia; el príncipe es incompetente para
fallar entre las diversas religiones y obligar con su de­
cisión á todo el pueblo.» *
Este razonamiento se parece á estotro: «Veoque bri­
lla el sol en el cielo; pero como no soy astrónomo ni
físico no me atrevo á asegurarlo.»
Tiene la Iglesia señales tan evidentes de su misión
divina, que no es posible se engañe el que busca la ver­
dad con entera buena fe: «Para que pudiéramos cum­
plir con el deber de abrazar la verdadera fe y permane­
cer constantemente en ella, dice el Concilio del Vatica­
no, Dios por medio de su único Ilijo instituyó la Iglesia
y la proveyó de señales visibles de su institución, á ün
de que pudieran lodos reconocerla como guardadora y
maestra de la palabra revelada. Porque sólo de la Igle­
sia católica son propios estos caracteres, lautos y tan
admirables, dispuestos por Dios para hacer evidente la
credibilidad de la fe cristiana. Más todavía: la Iglesia
por sí misma, á causa de su admirable propagación, de
su santidad eminente y fecundidad inagotable en toda
clase de bienes, á causa de su católica unidad y estabi­
lidad inquebrantable, es un grande y perpetuo argu­
mento de credibilidad y testimonio irrefragable de su
misión divina (1).» Por lo cual, según dice el mismo
Concilio, «es como una señera alzada sobre las Dacio­
nes, que llama á si á aquellos que no han creído toda­
vía, la cual confirma á sus propios hijos en la certidum­
bre de que la fe que profesan descansa en firmísimo
fundamento (2).» Pues de la misma manera que no se
necesita profunda ciencia astronómica para distiuguir
el sol entre lodos los astros; así no se necesita profunda

(1) De fide cath. cap. ni.


(í) Ibid.
256
teología para discernir á la verdadera Iglesia de las fal­
sas; podrá fácilmente el príncipe, sin ser teólogo, re­
conocer la verdad de la Religion católica; y el Estado,
sin ser juez competente, en las ciencias sagradas, pue­
de discernir con certeza el culto que le manda Dios
practicar y proteger.
¿Por ventura los mismos simples fieles tienen la cien­
cia de los teólogos? ¿Son doctores los cabezas de fami­
lia? Sin embargo, se confiesa sin dificaltad que indivi­
duos y familias están sujetos á la obligación de seguir
la Religion católica; no puede, pues, negarse que igual
deber incumbe al Estado. La decision del jefe del Esta­
do tendrá consecuencias más extensas; pero no hallará
más dificultades que la del simple particular ó del ca­
beza de familia. «Cuanto á decidir, dice Leon X I II res­
pondiendo á esta misma objecion, cuanto á decidir qué
religión sea la verdadera, no será esto difícil á quien
quisiere juzgar coa sinceridad y prudencia. En efedo,
muchas y brillantes pruebas, la verdad de las profecías,
la muchedumbre de los milagros, la prodigiosa rapidez
de la propagación de la fe, áun entre sus enemigos y á
despecho de los mayores obstáculos, el testimonio de
los Mártires y otros semejantes argumentos, prueban
claramente que la única religion verdadera es aquella
que instituyó el mismo Jesucristo, dando á la Iglesia la
misión de guardarla y de propagarla (1).»
Tercera i- 902. Se nos dice: Vosotros, los partidarios del Syl­
J e c io D .
labus, os contradecís y faltáis á la lealtad; porque
cuando estáis en el poder negáis en nombre de vuestros
principios, es decir, en nombre del derecho exclusivo de
vuestra Religion la libertad á los adversarios; y cuando
mandan vuestros adversarios, pedís la libertad en nom-

(1) Eacyc!. Immortale Dei.


257
Iré de sus principios, es decir, en nomlre del igual de­
recho de todas las religiones.
Podemos distinguir tres diferentes condiciones en que
coloca el Estado á la Religión verdadera: ó la reconoce
y protege, ó la persigue, ó simplemente la tolera. Si el
Estado la reconoce y la protege, lo aplaudirá el católico;
porque, dirá, sólo la verdad tiene derecho de reinar en
la sociedad. Si la persigue, reclamará la libertad; por­
que, dirá, la verdad tiene á lo menos el derecho de no
ser perseguida. Si simplemente la tolera, ó están los
ánimos vivamente persuadidos de su divino origen; de­
seará y pedirá entonces que se proclame religión del
Estado la Religión verdadera; porque, dirá también,
tiene la verdad este derecho. O no tienen fe las almas,
ó la tienen enflaquecida, no creyendo ó creyendo ape­
nas que Jesucristo es Dios y la Iglesia católica su en­
viada; en este caso el católico se contentará con pedir
para la verdadera Religión una parte de la libertad co­
mún; porque, dirá, la verdad tiene á lo menos el dere­
cho de no ser tratada peor que el error.
En todos estos casos, pide el católico tolerancia y
protección, no en nombre de un pretendido derecho
igual de todas las religiones, sino en nombre de los im­
prescriptibles derechos de la verdad.
903. Verdad es que los católicos invocaron á veces
los mismos principios de sus adversarios para alcanzar
de ellos la libertad. Dijéronles: «Proclamáis la libertad
é igualdad de todos los cultos. No sea, pues, la única
proscrita la Religión católica. En nombre de vuestros
principios dadnos la libertad.» Empero, no es esto re­
conocer en estos principios el valor de un absoluto de­
recho que debe ser universalmente proclamado, sino
tan sólo un derecho relativo y secundario, que puede
invocarse para hacer triunfar reivindicaciones por otra
parte legítimas.
258
Valgámonos de ana comparación. Si el Estado vio­
lentamente se apoderase de las propiedades particula­
res para convertirlas en bienes comunes de la nación,
irían sin duda los ciudadanos á reclamar una parte de
la distribucioQ periódica de los socorros. ¿Lo harían en
nombre de un pretendido derecho esencial y absoluto
de ser mantenidos por el Estado que tienen todos los
ciudadanos? No, á menos de profesar los principios del
comunismo. Haríanlo en nombre del derecho de reco­
brar sus bienes que tiene el robado, en parte y en for­
ma de indemnización periódica, si no puede totalmente
y de una sola vez. Con todo, ¿podrían, sin contradecirse,
y sin dejar de profesar los verdaderos principios sobre
la propiedad, reivindicar la indemnización á que ten­
drían derecho, en nombre de los principios profesados
por los ladrones? Sin duda alguna, si no tuviesen otro
medio de lograr que se les hiciera justicia. Así es, em­
pero, como obran los católicos cuando, para obtener
libertad para la verdadera Religión, invocan á veces el
principio de la libertad común. Las reclamaciones se
fundan, ásu modo de ver, en los derechos de la ver­
dad; pero como sus adversarios no reconocen estos de­
rechos, se sirven, para hacerlos triunfar, de un arma
que estos mismos adversarios les ofrecen. «En nombre
de los verdaderos principios tenemos el derecho de rei­
nar; en nombre de los vuestros tenemos el derecho de
ser tolerados; pues bien, ya que no quereis que reine­
mos, á lo menos toleradnos.»
No hay, pues, ni contradicción ni deslealtad en los
católicos que en Francia piden, en nombre del derecho
exclusivo de la verdad, que la verdadera Religión sea
la religión del Estado, y que, en Suecia, Inglaterra y
los Estados Unidos, recurren, para obtener la libertad,
al principio constitucional de la tolerancia universal, y
«reivindican el derecho común que la moderna legisla-
259
cion se jacta de conceder á todas las religiones, y basta
á la úoica que sea la verdadera (1).»
904. Pero, se dirá, ¿no aconseja á lo menos la pru­
dencia que los católicos de Francia no reclamen para su
Religión el titulo y privilegios de religión de Estado,
temiendo ver que en Inglaterra y los Estados Unidos á-
los protestantes prohibiendo, por via de represalias, el
ejercicio del culto católico? ¿Merecerán ser tolerados los
católicos, cuando se hallen en minoría, si no toleran
cuando están en mayoría? ¿No conviene que los católi­
cos estallezcan el régimen de la lilertad común cuando
se hallen en el poder, á fin de poder experimentar sus
leneficios cuando fueren dueños de él sus advmarios?
Este lenguaje es el de los convenios, pero no es el de
los principios. La verdad no puede tratar con la herejía
como uu soberano con otro soberano; y la verdad es la
sola solerana, no siendo sino una rebelde la herejía. La
verdad no puede pactar con el error; la verdad contra­
dice, combate y excluye el error; y dejaría de creer en
sí misma, si reconociere en el error el derecho de ocu­
par un sitio al lado de ella.
Además, ¿para qué sirven estos convenios? Pretén­
dese con ello inspirar moderación al error. ¿Se amansa
á las fieras con dejarlas entrar en el redil? El error es
como una fiera que quiere perder y devorar. Cuando
está encadenada, reclama la libertad; quisiera ver ro­
tos los hierros de la jaula en que se la tiene presa. ¡Ay
del imprudente que por una falsa generosidad le en­
treabriese la puerta de su cárcel!
¿Han sido algana vez tolerantes con la verdad los
errores? No dejó el paganismo de perseguir, sino cuan­
do acabó de reinar. Si en nuestros días el protestantis-

(1) Chesnel, Los derechos de Dios y las ideas molernos, 1.1,


p. 177.
260
mo oprime con menor violencia á la verdad que en los
primeros dias de su aparición, es porque su dominio va
cada dia debilitándose en provecho del racionalismo. Y
el mismo racionalismo, que tan á menudo habla de li­
bertad, hace ya un siglo que viene despojando, pren­
diendo y matando á religiosos y sacerdotes.
Cítese una nación protestante que en el siglo X IX
haya hecho concesiones á los católicos en cambio de la
libertad otorgada por éstos en otros países á sus corre­
ligionarios. ¿Hay siquiera un diplomático, un ministro,
nn senador, un diputado protestante que alguna vez
haya pedido tolerancia para los católicos de su nación,
porque en otros países los católicos eran tolerantes con
los protestantes? Toda doctrina es de sí misma exclusi­
vista, sea verdadera, sea falsa: si es verdadera, porque
es propio de la verdad excluir el error; si falsa, porque
usurpando el nombre de la verdad, se arroga sus dere­
chos. Querer, pues, hacer al error tolerante, pidiendo
que la verdad le dé libertad, es sacrificar los derechos
de la verdad para ir en pos de una quimera. No, es fal­
so que la mejor garantía de la libertad de la verdad sea
la libertad de todos los errores.
Coarta obje­ 905. La teoría de la religión de Estado, siguen di­
ción.
ciendo los semiliberales, lleva necesariamente al predo­
minio de la Iglesia en el Estado, ó al predominio del
Estado en la Iglesia. S i los sacerdotes son los señores,
los principes serán sus esclavos; si predominan los reyes,
la Religión estará enprisiones. Y asi la teocracia ó el
regalismo (1) acompañará, infaliblemente á todo sistema
de unión de ambas sociedades. En consecuencia, para
que el Estado sea libre en $v, esfera, y lo sea la Iglesia
en la suya, debe el Estado 'permanecer extraño á la Re-

(1) Empleamos esta palabra siguiendo 6 machos de caes-


tros adversarios.
261
ligion verdadera y contentarse la Iglesia con la libertad
común; en otros términos, debe el Estado estar separado
de la Iglesia, y la Iglesia del Estado.
Católicos ilustres han llenado luminosas obras con
esta objecion; han recorrido la historia, y han creído
hallaren ella argumentos decisivos contra la teoría de la
religion deEstado y en favor del sistema de la separación.
No fuera difícil hacer ver á estos eminentes católicos
que es incompleta su exposición de los siglos católicos,
y que han dejado á la sombra todo un conjunto de co­
sas á propósito para hacerles modificar los juicios que
haa formado, y que la mayor parle de hechos desgra­
ciados atribuidos por ellos al régimen protector fueron
debidos á causas extrañas á este régimen. Pero este es­
tudio rebasaría los limites de un sencillo bosquejo. Por
lo cual remitiendo al lector á las obras que tratan espe­
cialmente de estas materias, nos contentaremos con al­
gunas observaciones generales.
906. Desde Constantino hasta Luís X V I, en todas
las naciones católicas se reconoció el Cristianismo como
religion de Estado. Los Padres y los teólogos de la
Iglesia, los obispos y los Papas, los concilios provincia­
les y ios generales, proclamaron unánimemente, por
explícita ó implícita manera, con sus actos ó decretos,
que el régimen de la religion de Estado es la condicion
normal de la constitución de un pueblo cristiano, y que
es tan favorable á la Iglesia como al Estado. Hé aquí
un testimonio universal, brillante y de una autoridad
incomparable. Y cuando un católico liberal del si­
glo X IX viene á sostener que esta teoría esclaviza la
Iglesia al Estado ó el Estado á la Iglesia, y propone el
nuevo sistema de la separación de ambas sociedades,
sistema desconocido de las edades anteriores, ¿qué di­
remos de pretensión tan temeraria? ¿No halla una re­
futación sin réplica en su misma novedad?
t . II.—18
262
«Pero, se dice, el régimen de la religión de Estado
encierra abusos.» Y ¿cuáles son las cosas de acá abajo
que se bailen completamente exentas de ellos? ¿No
son los abusos inseparables de la débil humanidad? Si
la posibilidad de abusos debiera importar la condena­
ción de las instituciones, ninguna pudiera hallar gra­
cia, y preciso fuera abolir la familia, el Estado y áun la
misma Religión.
Pero hay más todavía; el sistema de la separación no
hace más que aumentar los inconvenientes á que pre­
tende poner remedio. En efecto, este sistema no puede
prevenir los conllictos; éstos serán siempre posibles en­
tre dos sociedades que no están una á otra subordina­
das. Por tanto, en caso de conflicto, ¿á cuál de las dos
tocará arrogarse la decisión, y hacer prevalecer su pre­
tendido derecho? La fuerza material será la última
ratio; y, como esta fuerza se halla en manos del Esta­
do, no tendremos, es verdad, la teocracia, pero sí el
predominio del Estado en la sociedad religiosa, predo­
minio sin freno y sin intervención posible; la fuerza
material oprimirá la fuerza moral, y el Estado oprimirá
á la Iglesia. Es sin duda una consecuencia prevista y
deseada por los racionalistas inventores del sistema de
la separación; las buenas intenciones de los católicos
liberales no impedirán que este sistema produzca sus
naturales frutos.
Pero ahondemos más en el estudio de la objecion.
907. ¿Es realmente verdad que el régimen protector
de la verdadera religión lleve á la teocracia ó al rega-
lismo?
Precisemos bien los términos. La teocracia (1) es

(1) Lo hemos advertido ya, la palabra teocracia es muy á


meando, en el lenguaje de ciertos semiliberales, ud término in­
jurioso con que designan et régimen mismo de la religión de Esta­
do. En este sentido, la teocracia es lo que defendemos como ver­
dad y derecho.
263
el predominio de los sacerdotes en las cosas pura­
mente temporales; el regalismo es la dominación de
los príncipes en las cosas espirituales. ¿Cómo es posi­
ble que la subordinación del Estado á la Iglesia en
materia espiritual lleve al predominio de la Iglesia en
el Estado en las cosas temporales? Al proclamar la
Iglesia la obligación que tiene el príncipe de seguir y
defender la religión ¿no proclama al propio tiempo su
independencia en todo aquello que sólo afecta al bien
temporal?
«Pero, se dirá, toda autoridad tiende, naturalmente,
al despotismo; la subordinación del Estado á la Iglesia
en lo espiritual traerá poco á poco el predominio de la
Iglesia en el Estado en lo temporal.» Esta objecion no
tiene ningún valor para los católicos. Creen en la infa­
libilidad de la Iglesia. ¿Cómo, pues, la Iglesia, asistida
por el Espíritu Santo, podrá reivindicar y usurpar in­
justamente la herencia de los príncipes? Y si todavía se
objeta que la infalibilidad de la Iglesia no se extiende
á los particulares, y no puede defender los derechos del
Estado de las intrusiones de obispos y sacerdotes,
apelaremos á la importante serie de concilios celebra­
dos en la época en que el poder de la Iglesia sobre re­
yes y pueblos era de todos reconocido; y remitiremos
al lector á aquella multitud de decretos en los cuales
oyen los clérigos como se les dice de nuevo, después
del apóstol San Pablo, que «los que se hallan sirviendo
en la milicia de Dios y de su Cristo, no deben entro­
meterse en negocios seglares (1).» Nó, muy lejos de as­
pirar al gobierno de las cosas temporales, siempre la
Iglesia lo ha naturalmente rehuido; y siempre que
bajó de la esfera de las cosas espirituales para cuidar
de las cosas del tiempo, fué obligada por las instancias

(1 ) I I T i m . II, í .
264
de los pueblos y los más graves intereses de la Religión
y del Estado.
Por otra parte, ¿puede razonablemente sostenerse
que el régimen de la religión de Estado lleve al predo­
minio de los príncipes en la Religión? Si el Estado si­
gue la Religión católica, vive sumiso á la Iglesia y no
la domina. El Estado debe ser católico; pero esta máxi­
ma no va á poner en sus manos el incensario. La Igle­
sia ve en el Estado católico á un discípulo y á un mi­
nistro á quien impone sus enseñanzas y reglas de con­
ducta; pero no reconoce eu él á un maestro cuyas
órdenes recibe. «Mas los clérigos, se dirá, en recom­
pensa de los servicios que la Religión recibirá del prin­
cipe, se verán llevados á concederle autoridad en la
Iglesia. Se protegerá al obispo, y éste, en agradeci­
miento, bajará la cabeza ante el cetro real. T por
consecuencia el régimen protector avasallará al Epis­
copado.» Asi se acusa sucesivamente al sacerdocio
de querer dominar al Estado ó de sacrificarle su inde­
pendencia. Pero, á la verdad, esta nueva acusación no
tiene más fundamento que la primera. Tanto, en efec­
to, atiende la Iglesia á que sus ministros no se encar­
guen sin necesidad de los intereses temporales, cuanto
tiene cuidado de que conserven su libertad ante los
principes.
908. Mas en fin, se dice, reivindicando la Iglesia
como dependiente de su potestad todo cuanto interesa á
la salvación de las almas, ¿ no podrá, so pretexto de
resguardar los intereses espirituales, ingerirse en cues­
tiones del orden puramente temporal? Surgirá el con­
flicto; y entonces, si abdica ante ella el Estado, tendre­
mos la teocracia; si al contrario, contra ella se rebela el
Estado, y trata de dominarla, tendremos el regalismo.
Hemos hecho notar ya que el régimen de la separa­
ción de la Iglesia y el Estado no hace de ninguna ma­
265
ñera imposibles los conflictos, y qne este sistema los
hace ir á parar infaliblemente á la opresion de la Igle­
sia por el Estado.
Hemos también recordado qne el Espíritu Santo asis­
te á la Iglesia. Los católicos liberales se hallan como
nosotros persuadidos de esta asistencia, y ella debe
bastar á tranquilizarlos cuanto al peligro de los con­
flictos y de su solucion. Jamás los provocará con sus
agresiones la Iglesia; y, áun cuando fuere ella misma la
atacada, al usar del derecho de defensa, jamás lo hará
degenerar en usurpación de los derechos del Estado.
Pero tratemos más á fondo esta cuestión, tan á menudo
suscitada por los liberales, y veamos en qué casos pue­
den producirse los conflictos, y como hay que resolver­
los. «La Iglesia, dice León X III, reconoce abiertamente
que el poder público de los gobernantes es enteramen­
te independiente en la administración de las cosas hu­
manas y de los asuntos civiles. Por otra parte, reclama
para sí libre é independiente autoridad en lodo lo que
concierne á la salvación de las almos. Cuanto á los
asuntos que dependen de uno y otro poder, sostiene
que el mejor medio de armonizar el poder político con
el religioso consiste en su unión amistosa y mutua con­
cordia (1).» S f el Estado es equitativo en sus exigen­
cias, siempre será fácil su inteligencia con la Iglesia, y
de ello da fe la experiencia. Pero si el Estado presenta
proposiciones inaceptables, será inevitable el conflicto.
Entonces será preciso aplicar aquel principio general
dictado por la razón, el único que puede poner término
á todas las disputas que surgen entre los hombres, ása­
ber, que, en caso de conflicto entre dos potestades, debe
ceder la potestad inferior. Por tanto, ¿estará el Estado

(I) Aloe, á los peregrinos alemanes, 16 Mayo 18S1.—It. Encyc.


Teterrimum illud, 29 Jun. 1881.
266
condenado á abdicar ante la Iglesia? No. Sin duda, debe­
rá ceder el Estado en un caso particular, y someterse al
fallo de una potestad más alta y depositaría de uaa doc­
trina infalible sobre la extensión de sus derechos; pero
continuará siendo el mismo, conservará todo lo que le
pertenece, y no se dejará absorber por la Iglesia. Por lo
demás nótese, el régimen mismo de la separación de
ambas sociedades no podría sustraer, en caso de con­
flicto, á la potestad seglar de la obligación de ceder á
la autoridad más alta de la potestad espiritual; porque,
por una parle, es máxima universalmente admitidaque
de dos derechos que mutuamente se excluyen, el dere­
cho superior prevalece sobre el inferior; y por otra
parte, áun según el modo de ver de los católicos libe­
rales, elórden espiritual es superior al temporal.
909. En resumen, si para conservar á la Iglesia y al
Estado su legítima independencia en el orden propio
de cada cual, es preciso separarlos absolutamente, po­
demos igualmente exigir que se separe al alma del
cuerpo, por temor de que no usurpe las atribuciones del
caerpo ó el caerpo las del alma; que se separe á la-fa­
milia del Estado, para asegurar á ambos su libertad de
acción; que se separe el esposo de la esposa y á los hi­
jos de los padres, para dejar asegurados fos derechos de
cada cual; en una palabra, que cada sér de la creacioa
sea aislado de todo lo demás, que sean abolidas toda
autoridad y dependencia, que se asegure así la paz de
cada cual de las usurpaciones con la destrucción del
órden de lodo el universo, y de los lazos que aproximan
á él todas las partes. No consiste la armonía en el ais­
lamiento de los seres, sino en la conveniente subordi­
nación. El cuerpo debe obedecer al alma; la familia de­
be encaminarse á sus fines propios bajo la superior
autoridad del Estado; la esposa, el hijo, deben gozar de
sus derechos bajo el cetro del cabeza de familia. A su
267
vez, debe trabajar el Estado por el bien temporal de
los ciudadanos, dentro una justa dependencia de la au­
toridad espiritual. Ahí está la paz, porque ahí está el
órden. Concluyamos, pues, con el gran Papa y doctor
¿eoa X III: «Está tan completamente conforme con la
naturaleza como con los designios de Dios, no el se­
parar una potestad de otra, menos aún ponerlas en
pugna, sino antes bien establecer entre ellas aquella
concordia que armoniza con los especiales atributos que
cada sociedad tiene por naturaleza (1).»
910. Llevando la discusión al terreno histórico, al- Quinta ob·
gunos católicos liberales han afirmado que los grandes iecí#n·
obispos vieron con pena que los príncipes se sirvieran de
la espada en defensa de la Iglesia y para la represión
de los herejes. Eq apoyo de esle aserto han citado la
conducta de San Martin en la corte del emperador Má­
ximo, y algunos otros hechos de este género.
Lo más que de tales hechos pudiera inferirse, fuera
que el Estado no viene obligado á defender la Religión
con la espada; pero no pudiera deducirse que no tiene
el deber de abrazarla y seguirla públicamente.
Mas, en el fondo, ¿es verdad que los Santos hubieran
sido enemigos del uso de la espada material en defensa
de la Religión? Es fácil probar que no hay nada de
esto. Porque, por un obispo que, en una circunstancia
especial, haya reprobado que un principe castigase á
los herejes, hay mil que aprobaron en principio su re­
presión por el poder civil y que hasta provocaron con­
tra ellos los rigores del brazo seglar. ¡Cuántas bulas
pontificias están recordando á los reyes que su primer
deber es proteger á la Iglesia de Dios, y que recibieron
la espada para servir en el mundo la causa de Jesucris­
to! ¡Cuántos concilios encomendaron á los principes

(I) Eocycl. fmmortale Dei.


268
que persiguieran á los que pierden á las almas del
mismo modo que á aquellos que matau los cuerpos!
¡Cuántos Papas y obispos aprobaron ó estimularon el
celo de las potestades del siglo contra aquellos que al­
teraban la pureza de los dogmas revelados! La Iglesia
toda entera por la voz de las cabezas de la jerarquía y
por boca de los Santos, tributó los mayores elogios á
los reyes que con severas penas castigaron la herejía, y
á los famosos guerreros que tomaron las armas en de­
fensa de la fe. ¥ aún para algunos de ellos decretó los
solemnes honores de la canonización; y cada año, en
su fiesta, hace leer en el Oficio litúrgico las singulares
alabanzas con las cuales celebra el uso que hicieron de
su poder en defensa de la Iglesia (1).
Estos hechos son públicos y constantes, y no es posi­
ble desmentirlos.
Sexta obje- 911. «¿De qué le sirve á la Iglesia condenar el régi­
men de la libertad común? Los rios no remontan hácia
sus fuentes; menos aún retrogradan las ideas. Jamás
se ha visto que volviera atrás la sociedad, á la que el
movimiento de la civilización empuja sin cesar hácia
adelante. Es preciso, pues, resolverse á seguir con ella
el curso de las cosas que irresistiblemente la arrastra,
aunque no fuera más que para conservar el poder de
dirigirla, y sujetarse á una necesidad que, por deplora­
ble que en si sea, no por esto es menos invencible. Que
uno se alegre de ello, ó que lo deplore, es incontestable
que nació de la revolución francesa un nuevo régimen

(1) In eo (Ferdioaado III}, adjunctis regni curis, regi® virtu-


tes emicuere: magnanimitas, clementia, jastitia, et prae caeteris
calholic® fidei zelus, ejusque reügiosi cultus tuendi ac propa-
gaodi ardens studium. Id praestitit imprimís haereticos insec-
taodo, quos nullibi regnorum suorum consistere passus, pro-
priis ipse manibus ligüa combu rendís da moatisad rogum adve-
hebat. (Breviar. fiom. Suppl. i i t Uaii).
269
para pueblos y soberanos, y que este nuevo órden de
ideas, esta nueva regla de vida, da la vuelta á Europa,
mientras aguarda darla al mundo. Proponer á la Iglesia
luchar con este impetuoso torrente de las ideas moder­
nas es cosa tan pueril como, si en el siglo VI, se la
hubiese inducido á hacer causa común con el impe­
rio romano, que se hundía, y á dejarse desmenuzar
junto con él por el choque de los bárbaros, antes que
desprenderse del antiguo régimen de entonces. La li­
bertad de conciencia ni es una plaga temible ni una
herejía digna de maldición; es más bien una conse­
cuencia natural de los principios evangélicos. Creer
que para la verdad divina no hay más que una forma
de libertad que le convenga, la libertad que le pudo
proporcionar la tutela de los reyes, es hacerle mor­
tal agravio. Creer que la Iglesia no puede realizar
su obra sin que lo sujete todo, reyes y pueblos, á su
yugo, es mentir á la historia y desesperar de las divi­
nas promesas. No: demos, en el santuario, asilo á la
libertad. .Mostremos que somos sus campeones, pero
campeones sinceros. En ello va la salvación de Francia
y la salvación de la Iglesia de Francia.»
912. Los rios, dicen, no remontan hácia su fuente.
Empero pueden los hombres volver á Dios. El Estado
pagano se hallaba, bajo muchos respetos por lo menos,
más lejos de la verdad evangélica que el Estado moder­
no; si aquél se hizo cristiano, ¿por qué á su vez no po­
dría éste llegar á serlo?
Las ideas no retrogradan. ¿A quién no impresiona
la movilidad de la opinion pública? Nada hay tan in­
constante como las ideas de un pueblo: al error puede
reemplazar la verdad, como á la verdad reemplazó el
error. El sistema de la apustasia social fascina hoy las
inteligencias: ¿qué razón hay para creer que la teo­
ría del reinado social de Jesucristo no será un dia, y
quizás pronto, aclamada?
270
La sociedad minea vuelve atrás. El viajero que se ex­
travió puede retroceder para volverá bailar el camino;
¿por qué los Estados, aleccionados por sus propios pe­
ligros y las calamidades que amenazan á la sociedad,
no han de poder volver á Jesucristo?
Los católicos deten seguir el movimiento de la socie­
dad, á fin de conservar el poder de dirigirla. Pero no
fué adorando los Ídolos como los derribaron los Após-
les. Por tanto «no podemos ya adorar al Estado moder­
no» reconociéndole independiente de la Iglesia, «como
los primeros mártires no adoraron la estatua de Roma ó
al del César.» Recordando resuelta y constantemente á
pueblos y reyes los derechos de Jesucristo, será como
los haremos triunfar en las instituciones públicas.
¿Por qué luchar con una necesidad invencible? El
soldado, al hallarse frente de los batallones enemigos,
¿habla de rendir las armas antes de haber peleado? Ea
el decurso de las edades, ha visto á menudo la Iglesia
erguirse el error y amenazar al mundo con una inva­
sión general; y siempre ha defendido la verdad.
I)e la revolución francesa nació un nuevo régimen, el
régimen de la libertad común. Todos los pueblos lo
aceptan; es inútil combatirlo. Este régimen implícala
apostasia ó la indiferencia del Estado; el que resiste á
la corriente del error se hace digno de la corona de los
mártires.
La Iglesia se reconcilió con los bárbaros, ¿por qué
ha de luchar, pues, con las ideas modernas? La Iglesia
no es enemiga de uioguna raza humana; pero es ad­
versaria de todos los errores. Abrió sus brazos á los
bárbaros porque debe á todos la verdad; y condena el
naturalismo político, porque es la negación del reinado
social de Jesucristo.
La libertad de conciencia no es una plaga terrible ni
una herejía digna de maldición. Un régimen social que
271
da la misma libertad al error y á la verdad, desconoce el
derecho exclusivo de la verdad; de hecho puede ser
tolerado como un mal menor; en principio, no puede
presentársele como el estado normal, y mucho menos
todavía como el estado ideal de una sociedad. «No te­
ner en cuenta para nada los deberes de la Religión, dice
León X III, ó tratar de la misma manera á las diferen­
tes religiones, no está menos vedado á las sociedades
que á los individuos {]).»
La verdad divina puede ser libre sin estar bajo la tu­
tela de los reyes. La verdad divina tiene el derecho de
ser reina; por consiguiente tienen los reyes el deber de
ser súhditos suyos; luego deben abrazar, seguir y pro­
teger la Religión verdadera. No perecerá, sin duda, la
verdad divina porque dejen de protegerla los reyes; pe­
ro tampoco perecería si la persiguieran; ¿puede sin em­
bargo inferirse de ello que tienen el derecho de hacer
mártires? Tampoco tienen el de negarle su protección.
La Iglesia puede realizar su obra sin reinar espiri­
tualmente en los príncipes. Creció la Iglesia, hasta en
aquellos dias en que vivía en las catacumbas; ¿se dirá
por esto que tienen los príncipes el derecho de proscri­
birla? Sin duda que no es necesario para la Iglesia el
reinado social de Jesucristo; pero es necesario para re­
yes y pueblos: sólo en él hallará paz y salvación la so­
ciedad, porque su reinado es el orden mismo estableci­
do por O íos y fundado en la verdad; fuera de este órden
no hay más que malestar y peligros que incesantemente
se reproducen. «Cuanto más considero, decia un dia
Moas. Pie, el estado de las sociedades, en particular
desde 1789 hasta el régimen actual, más me persuado
de que no hay para la libertad y la dignidad de la raza
humana, como tampoco para la solucion de las grandes

(1) Encycl. Immoriale Dei.


272
cuestiones religiosas que vemos planteadas, otra salida
favorable que ésta: la libertad de la Iglesia y la libertad
del país puesta bajo la garantía leal del derecho cris­
tiano (1).
Demos asilo á la libertad en el santuario. La libertad
de la verdad y del bien no tiene asilo más seguro que
el dei santuario; pero la libertad del mal y de la men­
tira, la libertad de las rebeldías contra Aquel que es «el
Rey de los reyes y el Señor de los señores,» no es la li­
bertad verdadera; y no puede abrirle las puertas del
templo este bello nombre que usurpa. No puede la
Iglesia cubrir con su protección, abrigar con su manto
tutelar y recomendar á la solicitud de sus fíeles defen­
sores la blasfemia, la apostasía y todas las detestables
obras que pierden á las almas. Si el Estado, por lo ca­
lamitoso de los tiempos, no puede oponerse al error y
le deja ejercer los derechos que sólo son propios de la
verdad, debemos resignarnos, pero no podemos dejar
de deplorar una necesidad tan triste.
Mostremos ser los campeones, y campeones sinceros de
la libertad. Seamos los campeones de la verdad y de
las libertades verdaderas y legítimas, pero nunca nos
hagamos protectores de la apostasía social y de aquellos
que traen á los hombres la plaga del error, mil veces
más funesta que todas las calamidades del orden tem­
poral. «La Iglesia, decia Pió IX , jamás reconocerá co­
mo un bien y como un principio que se pueda predicar
el error y la herejía á pueblos cristianos (3).»
La salvación, de nuestra patria y de la Iglesia de
nuestra patria exige que abracemos la causa de la liber­
tad. Francia prosperó cuando Jesucristo reinó en las
instituciones públicas, y está profundamente desquicia­
da desde que el Estado hace profesion de racionalismo.

(11 Discurso al clero de Poitiers en los ejercicios de 1863.


(4) Palabras de Pío IX á de Briey, 30 Octubre 1863.
273
Sólo el reinado de Jesucristo puede librarnos de las an­
gustias de la hora presente y de los peligros del por­
venir.
913. «Los católicos, al reivindicar para su Religión séptim»
una libertad exclusiva, se arriesgan á que se los excluyaleC10“'
de la libertad común.» «La libertad de lodos es la única
garantía de ser libre que tiene la Iglesia.» «Las creen­
cias religiosas tienen á los hombres hondamente divi­
didos; sólo pueden unirse en el terreno de la mutua
tolerancia: sólo la bandera de la libertad tiene pliegues
bastante anchurosos para cobijar en ellos á todos los
partidos.» «El error, metafísicamenle hablando, no tie­
ne indudablemente los mismos derechos que la verdad;
pero, de hecho, el error y la verdad, sois vos y yo: vos
que decis que sois la verdad, y que soy yo el error; yo
que afirmo que vivo en la luz, y sostengo que vos vivís
en tinieblas.» «No de otra suerte que á Cristo clavado
en cruz, conviene á sus ministros llamar á legiones de
Angeles, y á ejércitos con espadas de fuego, para rea­
lizar con la fuerza lo que sólo puede ser obra pacifica
de persuasión y de gracia.» En fin, «en muchos Esta­
dos han jurado fidelidad los católicos á Constituciones
que garantizan la misma libertad á todos los cultos. ¿Se
dirá que es injusto tal juramento? ¿Se querrá que, si
llegan al poder, proclamen su Religión religión del
Estado ?»
914. Los católicos, se dice, amenazan á sus contra­
rios al sostener el derecho exclusivo de su Religión, y se
exponen á que se los ponga fuera de la ley. Es preciso
hacer aquí una distinción: los católicos reivindican teó­
ricamente para su Religión un derecho exclusivo; pero
no piden que se les reconozca efectivamente cuando en
un país tienen contrarios de buena fe y en gran núme­
ro. ¿Qué obispo de Inglaterra ó de los Estados Unidos
pidió jamás que en estos países sólo al culto católico se
diese protección ?
274
La libertad de todos, añadís, es la garantía más se­
gura de la libertad de la Iglesia. Esta proposicion
equivale á estotra: «La libertad de la Iglesia católica y
de las sectas protestantes, cismáticas, musulmanas, bu­
distas, ó asimismo la libertad de los sectarios comunis­
tas y de los anarquistas puros, es la más segura garantía
de la libertad de la Iglesia.» O también: «Será perfecta
la libertad de la Iglesia cuando tuvieren facultad de
atacarla todas las sectas.» ¿Garantiza la existencia de la
patria la libertad dada á todo el muudo de atacarla é
invadirla? ¿Asegura la seguridad de los particulares la
libertad de los ladrones y asesinos?
Los hombres andan hondamente divididos á causa de
las creencias religiosas: sólo puede haber buena inteli­
gencia en el terreno de la libertad común. Que do quiera
católicos, protestantes y racionalistas andan mezclados,
dé el Estado la misma libertad á los que respetan la
moral natural, lo comprendemos; porque, en el fondo,
la buena inteligencia y la paz social no se fundan, como
se pretende, en el terreno de la libertad del error, es
decir, en una pura negación, sino en el terreno de la
moral natural, es decir, en una suma de principios y
verdades comunmente aceptadas y que constituyen la
verdad parcial. Pero debemos desear que este terreno
de la verdad se vaya ensanchando sin cesar por la acep­
tación siempre más completa de la verdad, hasta la
plena aceptación de la doctrina cristiana y católica. &hí
está el verdadero progreso social; y hasta ahí, cualquier
otro régimen es provisional é imperfecto, prácticamen­
te impuesto por el oscurecimiento de la verdad católica
en las inteligencias, y por manera alguna digno de ser
proclamado estado normal y teóricamente irreprensible,
estado del más puro ideal.
E l error y la verdad, sois vos y yo; entre vos y yo
¿qué tribunal fallará ? Supongamos la verdad católica
reconocida por ia universalidad de la nación, como an­
tiguamente lo fué en toda Europa. En esta hipótesis, los
disidentes ó son rebeldes al órden social y á los princi­
pios que proclama, como lo son en el dia, á los ojos de
los conservadores, los anarquistas que niegan las ver­
dades admitidas por la sociedad; ó extranjeros protegi­
dos por las leyes de la hospitalidad, como lo fueron los
judíos y los mahometanos en los países cristianos, y lo
son todavía estos últimos en Francia: véselos, en erec­
to, con la tolerancia del Estado practicar la poligamia,
que miran como un crimen los ciudadanos franceses, y
asi sustraerse á la unidad del matrimonio y á la profe­
sión de un dogma social reconocido por el Estado fran­
cés. A los rebeldes se les trata como á enemigos del
Estado; á los extranjeros se les trata con mayor indul­
gencia. Atacan aquéllos y se considera que ignoran és­
tos las verdades sociales que rehúsan profesar. Hé aquí
el régimen equitativo permitido al error en una socie­
dad cristiana.
Supongamos, al contrario, la verdad católica aún des­
conocida ú oscurecida en medio de la sociedad. En este
caso no tendrán que pedir los católicos que con exclu­
sión de todas las sectas erróneas sea reconocida y pro­
tegida la Religión católica; es demasiado limitado el
terreao de las verdades sociales para que así sea.
Pero, una vez más, no debe el régimen de la toleran­
cia común ser considerado como estado normal, resul­
tante de la completa aplicación de los principios, conve­
niente á la plena irradiación de la luz, y último término
del progreso social en lo concerniente á la verdad, sino
como uu estado imperfecto, impuesto por la ignorancia
ó el error general, y que debe desaparecer cuando se
hubieren enteramente desvanecido las tinieblas.
No contiene más á la Iglesia que á Jesús clavado en
cruz llaviar en su defensa, el socorro de la espada. Puede
276
esto ser verdad en cierto sentido en tiempo de las per­
secuciones, y cuando la Iglesia, lanzando al mundo el
apostolado, recoge en él el martirio. Mas, ¿es menester
que jamás tenga fin el reinado de los Nerones y Diocle-
cianos? ¿Es este el término normal de las relaciones del
Estado con la Iglesia? Y ¿debemos deplorar que este
reinado, cuando se ha plenamente desarrollado la ver­
dad en el mundo, ceda el lugar al de los Carlomagnos
y Luises?
Los católicos hanjurado fidelidad á Constituciones que
garantizan la misma libertad á todos. Esto es verdad
respecto de los católicos de los Estados Unidos, de In­
glaterra y también de otros países. ¿Han podido hacerlo
legítimamente? Sin duda, porque el régimen de la
igualdad de cultos, si bien insostenible como teoría so­
cial absoluta, es, en la hipótesis ¿del estado social en
que se hallan dichas naciones, tolerable y hasta justo y
necesario, porque corresponde en ellas á la situación
en que se encuentran relativamente á la posesion social
de la verdad. ¿Cambiarán la Constitución si llegan al
poder? La dejarán intacta: el cardenal Manning decla­
raba solemnemente un dia que, si los católicos fuesen
dueños del poder, no reproducirían una sola ley, no
harían una siquiera en favor suyo contra sus adversa­
rios.
No obstante, ¿aceptarían como término definitivo el
régimen de la libertad común? De ninguna manera.
Porque, jurando fidelidad á la Constitución, no se han
despojado del derecho de convertir á sus adversarios;
luego en cuanto la nación sea católica, la Religión ver­
dadera recobrará otra vez naturalmente el rango social
que nunca debiera haber perdido, y que sólo perdió á
consecuencia de la deplorable invasión en el país de la
herejía protestante. Hasta entonces, al mismo tiempo
que mantendrán el principio deque sólo la verdad tiene
277
derechos, y de que no puede abdicar los suyos la verdad
religiosa total, sabrán aceptar de hecho y provisional­
mente la libertad de cultos.
Los racionalistas decentes y los católicos liberales no
tienen, pues, por qué alarmarse cuaado afirmamos el
derecho exclusivo de Jesucristo y la Iglesia. Porque, si
no podemos otorgar al error los derechos que sólo la
verdad posee, sabe la verdad ser misericordiosa y pa­
ciente; y, para reinar en los pueblos, aguarda el día en
que aquellos que se hallan presos en los lazos del error
á causa del nacimiento ó de una invencible y común
ignorancia, hayan abierto los ojos á sus divinas clari­
dades.

Articulo I I I . —Refutación de los demás errores del sistema


semiliberal.

91o. Hasta aquí nos hemos ocupado en combatir el i. Liberud


error fundamental: Nada de religión de Estado; liber- ?¿pre“nu.T de
tad é igualdad de todos los cultos. Ai demostrar que el
Estado tiene el deber de seguir, proteger y defender la
Religion verdadera, con esto mismo hemos reprobado
la libertad ilimitada de palabra y de imprenta. En efecto,
si el príncipe viene obligado á emplear su espada en el
servicio de la verdad, y á reprimir con penas tempora­
les á los enemigos de Dios y de la Iglesia, muy lejos de
tener los ciudadanos el derecho de propagar con la pa­
labra ó con la ploma opiniones contrarias á la doctrina
católica, vienen obligados á respetar las enseñanzas de
Ja revelación, so pena de incurrir en la vindicta de las
leyes. No obstante, como gran número de católicos li­
berales se constituyen defensores de la libertad de pa­
labra y de imprenta, hasta el punto de declarar esta
libertad como «un derecho natural é imprescriptible,»
«útil para el progreso de las luces,» «favorable á la
i. II.—19
278
misma Iglesia;» como muchos, al mismo tiempo que
reconocen que el jefe del Estado y los altos cuerpos de
la nación deben hacer profesión pública de la Religión
cristiana, pretenden que no pueden restringir la libre
expansión de las opiniones, creemos necesario recordar
en algunas palabras cuán fuertemente reprueba estas
falsas libertades la Iglesia, y cuán funestas son á todos
los intereses espirituales y áun temporales de la so­
ciedad.
1.° Conde 916. El Papa Gregorio X V I, en la célebre encíclica
nación.
M irari vos, llama á la libertad de pensar plaga la más
terrible de todas, P estis pr £ qualibet capitai.io r ; trata á
la libertad de imprenta de libertad execrable, Detebbima
ILLA AC ISOKQOAM SATIS EXSECRAKDA ET DETESTABIL1S LIBER­
TAS. ¿Podía usar el gran Pontífice lenguaje más severo?
Hace ya un siglo que no cesan los Papas de advertir
á los príncipes del peligro de estas libertades, de rogar­
les encarecidamente y áun mandarles que pongan freno
á la licencia de decirlo y escribirlo todo. Desde la in­
vención de la imprenta, no ba cesado la Iglesia de mul­
tiplicar los reglamentos para impedir que lo que feliz­
mente se inventó para aumento de la fe y propagación
de las artes útiles, no se pervierta dándole contraria
aplicación y se convierta en obstáculo para la sáltacion
de los fieles (1). Alejandro VI (2), luego León X y el
Concilio V de Letran (3) abrieron el camino. El Conci­
lio de Trento ordenó hacer el catálogo de los libros pro­
hibidos ¿ los heles (4). Los Pontífices Romanos llegaron
hasta fulminar censuras contra aquellos que leyeran
ciertas obras. Frecuentemente insistieron, y con pala-

(1) Act. Conc. Lal. V, sess. x.


(2) Consl. Inter multíplices.
(3) Sess. i.
(4) Sess. zviii, xxvi.
279
bras las más severas, sobre el peligro de los malos li­
bros, y sobre la necesidad de impedir su impresión ó
destruirlos. Es menester, dice Clemente X111, combatir
animosamente, como la cosa misma lo reclama, y exter­
minar con todas sus fuerzas la plaga de tantos libros
funestos; nunca se hará que desaparezca la materia
del error, si los criminales elementos de la corrupcioti
no mueren consumidos por las llamas (1). Los Sanios á
veces derramaron lágrimas por la plaga de los malos
libros; y se formaron piadosas asociaciones para su des­
trucción. Por esto, después de haber recordado la doc­
trina y la práctica de la Iglesia, concluye Gregorio X VI
con estas solemnes palabras: Muy evidentemente apare­
ce cuán falsa, temeraria, injuriosa á la S illa apostólica
y fecunda en grandes males para el pueblo cristiano, es
la doctrina de aquellos que no sólo rechazan la censura
por demasiado grate, sino que áun llegan ú tal grado
de pertersidad que no temen proclamar que repugna i
los principios dejusticia, y niegan á la Iglesia el dere­
cho de decretarla y ejercerla (2).
917. El sistema de la libertad ilimitada de la palabra 2.°£ipee«do
y de imprenta se halla en oposicion con uno de los berüddípeo-
principales dogmas de fe, el del pecado original. sar·
El hombre, segua la doctrina católica, es concebido

(1) Litt. ChristiaDS, 25 Nov. 1766.


(2) E i hac itaqae constanti omoium aetatum sollicitudioe,
qua semper sancta haec Apostólica Sedes suspectos el ooxios li­
bros damnare et de hominum manibus extorquere enisa est,
patet luculentissime, quaalopere falsa, temeraria eidemque
Apostólicas Sedi injuriosa et fecunda malorum io cbristiano
populo ingentium, sit illorum doctrina, qui nedum censurara
librorum veluti gravem nimis et ooerosam rejiciunt, sed eo
etiam improbitatis progrediuntur, ut eam pradicent & recti
jaris priocipiis abhorrere, jusque illius decerneodse habendae-
que audeant Ecclesiae denegare. (Encycl. ilira ri vos, 15 Aug.
1832).
280
y nace en pecado. Este pecado de origen le priva por
una parle de la justicia sobrenatural de los hijos de Dios
ó sea la gracia, y por otra infiere á su naturaleza cua­
tro heridas, de las cuales las dos primeras, la ignoran­
cia y la malicia, afectan á las facultades intelectuales,
inteligencia y voluntad, y las otras dos la concupiscen­
cia, y la flaqueza, introducen el desórden en el apetilo
sensitivo.
Sin entrar en el examen detallado de los estragos
propios de cada una de dichas heridas, nos contentare­
mos con decir que determinan en general en el alma
una desgraciada propensión al mal, un deplorable ale­
jamiento del bien, y á veces suma dificultad de practi­
carlo. Niegan estas verdades los racionalistas; pero pre­
gunten á su conciencia por un instante, y verán ¡ay!
como San Pablo (1) y los cristianos todos que les cuesta
más esfuerzos la virtud que el vicio.
Así que, por efecto de esta propensión de todos los
hombres al mal y de su alejamiento del bien, si se en­
seña con la misma libertad el bien y el mal, la verdad
y la falsedad, se aceplarán más fácilmente el mal y la
falsedad, y se propagarán y derramarán más pronla­
mente que el bien y la verdad; y harán más víctimas
el error y el vicio, que discípulos conquistarán la verdad
y la virtud. En efecto, puesto que en cada hombre la
suma de instintos depravados tiene naturalmente más
fuerza que la de las inclinaciones virtuosas, la mentira
y la iniquidad hallarán en cada uno más cómplices, que
auxiliares tendrán la verdad y la justicia.
3 ° Efecto do 918. Esto es lo que enseña Gregorio X V I con estas
U libertad de
la palabra y de graves palabras, que recomendamos á la meditación de
imprenta. los semiliberales: S i se quitan á los hombres los frenos
capaces de retenerlos en las sendas de la verdad-, toda

(1) Rom. vil, 15-25.


281
tez que los arrastra a l precipicio su naturaleza in cli­
nada al mal, podemos en verdad decir que está abierto
aquel pozo del abismo del cual tió San Juan levantarse
una humareda que oscurecía el sol, y salir langostas pa­
ra devastar la tierra (1). Basta abrir los ojos para reco­
nocer la verdad de estas palabras. ¡Qué multitad de
escritos hostiles á la Religión y á las buenas costum­
bres! Al contrario, ¡qué escaso número de obras irre­
prensibles! ¡Qué avidez arrastra hácia los primeros á
las muchedumbres! ¡Cuán pocos son los que se dedican
á la lectura de las segundas!
Nos horrorizamos, dice el mismo Pontífice, al consi-
derar de qué monstruos de doctrinas ó mejor de qué pro­
digios de errores nos temos abrumados: errores disemina­
dos á lo lejos y por todos lados por inmensa multitud
de libros, folletos y escritos, pequeños en verdad por su
volúmen, enormes sin embargo por su malignidad, de
los cuales vemos llorando extenderse la maldición por la
haz de la tierra (2).» El error se presenta con audacia;
el vicio se ostenta impudentemente; la libertad de la
palabra y de imprenta va á parar en una coDjuracion
casi universal contra la verdad y la virtud. Be ahí, dice
Gregorio XVI, la inconstancia de los ánimos; de ahí la
corrupción siempre creciente de la juventud; de ahí, en
el pueblo, el desprecio de todo lo sagrado, de las cosas y

(1) Freno quippe omoi adempto quo homines contioeantur


ja «emitís veritatis, prorueote jam in praceps ipsorum natura
ad raalum inclioata, vere apertura dicimuspu/eumafct/síi, équo
vidit Joanaes ascendere fumus quo obscuratus est sol, locus-
tis ex eo prodeuntibus in vastitalem térra. (Eocycl. Mirarivos).
( i) Perhorrescimus, Venerabiles Fratres, iotuentes quibus
m O D S tris doctrinarum, seu potius quibus errorum portealis
obruamur, quae looge ac late ubique disseminantur iagenti l¡-
brorum multitudioe, libellisque et scriptis, mole quidem exi-
guis, malilla tamen permagois, é quibus maledictiooem egres-
sam ¡llacrymamur super faciem térra. (Encycl. Mirari vos).
282
leyes más santas; de ahí, en mía palabra, la plaga más
funesta que pueda asolar los Estados. Se perseguirá á
un malhechor que confeccione ó distribuya venenos per­
judiciales á la vida del cuerpo; y enjambres de escribi­
dores componen cada dia sutiles venenos que llevan la
muerte á las almas; y la codicia ó la perversidad des­
pliegan ó transportan doquiera escritos impíos ó inmo­
rales; y emponzoñan á las humanas generaciones la
novela, el diario, la revista. Y después de todo, vienen
ciertos católicos á reclamar libertad para este detesta­
ble comercio...
H ay ¡oh dolor! dice Gregorio X V I, hombres que lle­
van su impudencia hasta el punto de sostener obstinada­
mente que el diluvio de errores que proviene de la liber­
tad de imprenta queda abundantemente compensado con
la publicación de un libro que, en medio de este horrible
desencadenamiento de opiniones perversas, salga á luz
en defensa de la Religión y la verdad. JEmpero el pasa­
do nos alecciona para el porvenir: La experiencia nos
atestigua, observa el mismo Pontífice, que, desde la an­
tigüedad más remota, los Estados que brillaron por las
riquezas, el poder y la gloria, perecieron por causa de
este solo m al, la libertad desenfrenada de las opiniones,
la licencia de los discursos y el amor de las novedades.
La libertad de pensar y publicar las opiniones, dice
á su vez León X III en la encíclica Immortale Dei, no
es de sí un bien de que deba felicitarse la sociedad; sino
que es más bien la fuente y el origen de muchos males.
La libertad, este elemento deperfección para el hombre,
debe aplicarse á lo verdadero y á lo bueno. Empero, la
esencia del lien y de la terciad no puede cambiar á gusto
del hombre, sino que permanece siempre la misma, y es
no menos inmutable que la naturaleza de las cosas. Si
la inteligencia se adhiere á falsas opiniones, si la vo -
Imitad elige el mal y á él se apega, si no alcanzan su
283
perfección una ni otra, amias á dos decaen de su nativa
dignidad y en ello se corrompen. No es lidio, pues, sa­
car á luz y exponer á la vista de los hombres lo que es
contrario á la virtud y á la verdad, 6 aun todavía po­
ner esta licencia lajo la tutela de la protecdon divina.
Sólo un camino hay para llegar al cielo, al cual nos di­
rigimos lodos: la vida hiena. E l Estado se aparta,
pues, de las reglas, de las prescripciones de la natura­
leza, si favorece hasta tal punto la licencia de opiniones
y actos culpalles, que se pueda impunemente desviar á
las inteligencias de la verdad y á las almas de la vir­
tud (1).»
Concluiremos, pues, con León X III: La libertad ili­
mitada de pensar y de emitir en público sus ideas, de
ningún modo hay que contarla entre los derechos de los
ciudadanos, ni entre las cosas dignas de favor y protec­
ción (2); con Pió JX : La libertad de la palabra y de
imprenta es una libertad de perdidon (3); ó con San
Agustín: ¿Quépeor muerte para el alma, que la libertad
del error (4)? Porque, en verdad, ia libertad de la pala·

(1) Eocycl. Immortale Dei.


(2) Immoderatam seolieadi seosusque palam jactaodi po-
testalem dod esse id civium juribus seque io rebus gratia pa-
trociüioque digois ulla ratiooe coleodam. (lbid.j.
(3) Haad timeot erroneam illara fovere opiDiooem... «jus
civibus ioesse ad omoimodam libertatem, calla vel ecclesias-
tica vel civili auctoritate coarctaodam, quo suos cooceptus
quoscumque sive voce, sive typis, sive alia ralioae palam pu-
bliceque manifestare ac declarare valeant.» Dum vero id te-
mere affirmant, liaud cogitant et consideraot, quod libertatem
perditionis pradicant, et quod asi humanis persuasiooibus sem-
per disceptare sit liberum, ouoquam deesse poteruok qui ve ri­
tati audeaat resultare, et de bumanx sapieotiae loquacitate con-
fidere, cuín haoc Docentissimam vanitatem quantum debeatfi-
des et sapieotia christiana devitare, ex ipsa D. N. J. C. iostitu-
tiooe cogooscat (S. Leo).» (Eocycl. Quanta cura, 8 Dec. 1861).
(4) Quae pejor mors aoimx, quam libertas erroris? (S. Aug.
epist. 106, cap. 2, n.° 10 (alias 166).
284
bra y de imprenta trae consigo el reinado de la mentira
y del vicio.
ü. Recooci· 919. «Todas las religiones han de ser iguales ante la
iglesia con el ley, porque lo son todas ante la razón. El sentimiento
religioso es natural; las religiones son arbitrarias. Los
c'i «Cod#8|‘i¡ coitos son todos indiferentes; el Estado tiene el deber
heroísmo.9 '* de tolerarlos todos. Todos son buenos; conviene que el
Estado dé á todos libertad y hasta una especie de pro­
tección.» Tal es, según ya vimos, el sistema liberal.
La doctrina católica es enteramente contraria. «Jesu­
cristo es Dios; su Religion es la única verdadera, por­
que es la única divina; luego el Estado tiene el deber
de reconocerla, seguirla y protegerla con exclusión de
cualquier otra.»
Empero, los semiliberales piden que la Iglesia se re­
concilie con el liberalismo. Toda la cuestión se reduce
á estos términos: «¿Puede la Iglesia renegar de su di­
vino origen?» Porque, sólo con esta condicion, es posi­
ble la reconciliación solicitada.
920. Lo repetimos, porque les cuesta comprenderlo
á los adversarios: Sólo la verdad tiene derechas. La fuer­
za material al servicio de la mentira, es la tiranía; la
fuerza al servicio de la verdad, es la justicia. No puede
la fuerza mantenerse neutral entre la verdad y el error,
porque lodo poder debe sus servicios á la causa de Ja
verdad. La Religion católica es la única verdadera, por­
que sólo ella fué revelada é instituida por Dios mismo;
luego ella sola tiene el derecho de ser defendida por el
Estado.
Toda doctrina que pretende ser verdadera, no vacila
en reclamar el apoyo de la fuerza material. El deísta
confiesa que el Estado puede usar de la espada para
proteger la moral natural y la misma Religion natural;
el comunista declara que el pueblo tiene el derecho de
acudir á las armas para establecer el nuevo régimen
285
que sueña; la mayoría de los racionalistas afirman que
el Estado puede obligar con la fuerza á los ciudadanos
á reconocer su omnipotencia. Mas la Iglesia sabe que
es la embajadora de Dios, encargada de anunciar á to­
das las naciones la palabra que recibió del Padre. Por
esto afirma que sólo ella tiene el derecho de enseñar la
Religión á los hombres, ella sola el derecho de ser re­
conocida y protegida por el Estado.
Comprendemos que protesten los racionalistas; por­
que, no creyendo en el origen divino de la Iglesia, no
ven en las doctrinas que enseña la inmutable verdad
de la divina palabra, sino un sistema de invención hu­
mana. Lo que se comprende menos, es que se junten
con ellos los católicos. O ¿dudan acaso de la verdad
del dogma católico? Si dudan del exclusivo derecho de
la verdad, rechazan un principio de sentido común ad­
mitido por los mismos racionalistas. Si dudan de la ver­
dad de la enseñanza de la Iglesia, dejan de ser católicos
y abrazan el racionalismo. No les queda otro recurso
que optar por el absurdo ó por la apostasía.
921. Se dirá quizás que los protestantes, con todo y
afirmar la verdad de su religión, admiten generalmente
y poco más ó menos los principios del liberalismo.
Puede que esto sea exacto en la actualidad; pero
mucho le falta para que siempre haya sido de esta suer­
te. Parece que desde sus principios hubieran debido dar
libertad á todas las confesiones cristianas, puesto que
reconocían que se podia alcanzar la vida eterna en la
Religión católica, por más que, decían, era en ella más
difícil la salvación que en la religión protestante.
No obstante, es tan evidente que sólo la verdad tiene
derechos, que en tanto que los reformados fueron adic­
tos á su sistema religioso, negaron absolutamente la li­
bertad á los católicos, y entre ellos las sectas dominantes
guardaron la más rigurosa intolerancia con las diversas
sectas disidentes que surgían del seno de la Reforma.
286
Si en este siglo se manifiestan tolerantes no sólo res­
pecto de las confesiones cristianas, si que también res­
pecto del judaismo y de todos los cultos, es porque en
ellos se ba debilitado mucho la fe en dogmas revelados,
porque se ba apoderado de ellos la duda, y porque
mientras pretenden ser cristianos, llegan hasta á poner
en tela de juicio la divinidad de Jesucristo- No es, pues,
de admirar que, cayendo en el racionalismo, lleguen á
mirar todas las religiones como igualmente indiferen­
tes. La Iglesia católica, al contrario, sigue profesando,
como lo ha hecho siempre, que su doctrina tiene por
autor al mismo Dios, y que por tanto es la verdad mis­
ma; por lo mismo afirma que ella sola tiene derechos.
922. Asi que, puede la Iglesia aceptar un régimen
social en que el Estado no haga profesion de reconocer
la verdad católica que es la verdad total, ó en el cual
de hecho se tolere el error; pero por manera alguna
puede reconocer en principio iguales derechos á la ver­
dad que al error. El campo de los errores tolerados será
también más ó menos reducido según las circunstan­
cias. En medio de un pueblo cristiano, pero extraviado
por la herejía y en el que no admiten en toda su inte­
gridad la verdad católica la generalidad de los ciudada­
nos, no pedirá qoe el Estado proscriba violentamente
todas las religiones falsas, sino que sus fieles discípu­
los se asociarán á las medidas que excluyeren de la co­
mún tolerancia ó de la participación de los derechos de
ciudadanía, á las sectas paganas y los errores que ata­
can los puntos de la revelación cristiana y de la religión
natural umversalmente profesados. Dentro una socie­
dad pagana aceptará la Iglesia una tolerancia más la­
ta. Pero declarará siempre que el Estado no tiene ni el
deber di el derecho siquiera de declararse absoluta­
mente extraño ó indiferente á todos los cultos, y de tra­
tar de igual manera á la verdad y á las sectas que la
combaten ó blasfeman de la misma.
287
No podría obrar de otra suerte sin renunciar á afir­
mar que tiene á Dios por autor, es decir, sin renegar
de sí propia, abdicar su misión divina y poner su doc­
trina en el número de las inciertas opiniones de los
hombres. Es, por consiguiente, imposible toda reconci­
liación de la Iglesia con el Liberalismo.
923. Como en otro lugar dijimos, el progreso, la civi­2 o Con el
ptopreso y 1»
lización, son, como el liberalism mismo, los diferen­ ¡acnijizacion.
tes nombres del racionalismo. «Hasta la revolución es­
tuvo la humanidad retenida en las inmóviles tinieblas
de la Religión católica por los anatemas de los Papas y
la espada de los reyes. Desde entonces en adelante, li­
bre de la dominación de los Pontífices, regido por jefes
salidos del voto popular, bajo el cetro único pero sobe­
rano de la razoo, es llevado el mundo por un camino
de progreso ilimitado.» Pero «entre todas las nuevas
ideas é instituciones,» en la multitud de «conquistas
del humano espíritu,» el principio esencial, la institu­
ción fundamental, la conquista decisiva, es la toleran­
cia universal de las religiones, la igualdad y libertad
de todos los cultos. «El Estado no profesa oiicialmente
religión alguna; ninguna hay qae prefiera á las demás
ó á la que otorgue mayores favores; todos los cultos son
iguales ante la ley. Por consiguiente, libre es cada cual
de hacerse juez de toda cuestión religiosa, libre es cada
cual de abrazar la religión que preGera ó de no seguir
ninguna si ninguna le gustare. De ahí dimana la liber­
tad sin freDO de toda conciencia, la libertad absoluta de
adorar á Dios ó no adorarle, la licencia sin limites de
pensar y publicar sus ideas (1).» «Ahí está la primera

(1) Judicio singnlorum permitiere omoem de reügionequae;·


tionem, licere cuique aut sequi quam ipse malit aut omnioo
nullam si nullam probel. Hioc profeclo illa nascuntur: Est lex
UDÍuscojusque coDScientiíe jodicium; libérrima de Deo colen-
do, de d o d colendo sententiac; infinita tum cogítandi tum cogí­
tala publicandi liceati». (Encycl. Immorlale Dei).
288
condicion del progreso,» «el elemento vital de la Civili­
zación moderna.»
Los semiliberales se vuelven bácia la Iglesia rogán­
dole se reconcilie con el progreso y la civilización. La
Iglesia responde que no puede aceptar con estos nom­
bres de civilización y de progreso la apostasía social.
924. Como es manifiesto, de ningún modo se trata
de reconciliar á la Iglesia con los legítimos progresos
de las ciencias físicas y naturales, con los descubrimien­
tos de las artes y de la industria, con la virtud, el genio,
el saber y la gloria. La Iglesia protege la enseñanza de
las ciencias y las artes. Es la verdadera maestra de la
virtud, la promotora de las nobles empresas, la amiga
de todos los progresos reales y la inspiradora de la ci­
vilización verdadera: /siempre ha aplaudido los descu­
brimientos de la ciencia y déla industria. «Obra inmor­
tal del Dios de misericordia, dice León X III, al princi­
pio de la célebre encíclica que citamos á cada página
de esta obra, la Iglesia, por más que en sí y por su na­
turaleza tenga por fin la salvación de las almas y la fe­
licidad eterna, es, sin embargo, áun dentro de la esfera
de las cosas humanas, fuente de tantas y tales venta­
jas, que no las podría proporcionar más numerosas ni
mayores, áun cuando hubiese sido fundada directa­
mente para asegurar la felicidad de esta vida. En efec­
to, doquiera penetró la Iglesia cambió inmediatamente
la faz de las cosas, é introdujo en las públicas costum­
bres no sólo virtudes hasta entonces desconocidas, sí
que también una civilización enteramente nueva. Todos
los pueblos que la recibieron se distinguieron por su
afabilidad, su equidad y sus gloriosas empresas (1).»

(1) lmmorlale Dei miserentis opus, quod est Ecclesia, quan-


quam per se et natura aua salutem spectat animorum adipls-
cendamque id coelis felicitatem, tamen in ipso etiam rerum
289
No tiene, pues, que reconciliarse con las ciencias, las
artes y la industria, con el verdadero progreso y la ci­
vilización verdadera. Mas, á los ojos de los hombres de
la revolución, el desarrollo de los caminos de hierro y
de los telégrafos, la multiplicación de caminos y cana­
les, el acrecentamiento de la fortuna pública y del bien­
estar privado, no son sino el lado accesorio de lo que
llaman civilización y progreso; el elemento esencial, es
la sustracción de la sociedad civil á la influencia de la
Iglesia, la destrucción del reinado social de Jesucristo,
la indiferencia ó aposlasía del Estado. Sábelo la Iglesia,
y no puede menos de condenar los esfuerzos hechos en
este sentido.

Articulo ¡V .— Teoría de la libertad.

925. Añadiremos nna postrera observación, y es quéPrelim ina­


res.
los semiliberales tienen una teoría filosófica de la liber­ a. Manía da
lossemilibera-
tad muy incompleta. lesporlaliber-
Parece que todos hacen consistir la perfección del lad.
hombre en el ejercicio de la libertad. Les oiréis decir,
que el acto mejor es el más libre; ó el sér más libre,
el más perfecto. Paréceles la libertad el don más glo­
rioso hecho á la humana naturaleza; hasta parece que
ponen á la libertad por encima de la fe y de la gracia.
¡Qué entusiasmo cuando hablan |de la libertad! ¡Qué
de pomposas alabanzas, aparatosamente declamadas!

mortalium genere tot ac tantas ultro parit utilítates, ul plures


majoresve non posset si in primis el máxime esset ad tueodam
hujus vitae quse io terris agitur prosperitatem iostitutum. Re­
vera quacumque Ecclesia vestigium ponit, continuo rerum fa-
ciem mutavit, populares mores sicut virtutibus antea ignotisita
et nova urbanitate imbuit; quam quotquot accepere populi,
mansuetudioe, »quítate, rerum gestarum gloria eicelluerunt.
(Encycl. Jmmortale Dei, 1 Nov. 1885).
290
Se dan un aire solemne para pronunciar su nombre, y
se hallan prontos á descubrirse si resuena en sus oídos.
Problema 926. Empero, la filosofía, como asimismo el simple
para resolver. . .. , ,
buen sentido, nos ensenan que la perfección y, por con­
siguiente, la dicha de un sér consisten en la satisfacción
de todas sus facultades, sobre todo de las más nobles.
No puede, pues, la libertad merecer las singulares
alabanzas deque la coronan losserailiberales, si no con
la condicion de ser la facultad más noble de la humaua
naturaleza, aquella cuyo acto dé al hombre la más alta
perfección. ¿Es así?
i.Teoría de 927. Hay en el hombre dos clases de facultades: fa-
nJetídádd de cultades sensitivas, y facultades intelectivas. Las facul­
tan íe P*'s ta^es sensitivas comprenden la potencia de conocer las
principios, cosas sensibles, y la de inclinarse á ellas y gozar de las
mismas. Es evidente que ninguna de estas facultades
es libre; sino que todas, en presencia de sus objetos,
obran necesariamente. Es evidente, por otra parte, que
la perfección y la dicha del hombre no consisten en los
actos de estas facultades; porque son éstas las faculta­
des menos nobles, ordenadas á los bienes menos ele­
vados.
Las facultades intelectivas son la inteligencia ó la po­
tencia de conocer las cosas inteligibles, y la voluntad ó
la facultad de tender hacia el bien propuesto por la in­
teligencia. La libertad no es propia tampoco de la pri­
mera facultad; porque, puesta en presencia de su ob­
jeto, necesariamente lo percibe. Al contrario, es propia
de la voluntad; en efecto, puede ésta, puesta delante
de ciertos bienes, irse ó no irse á ellos á su gusto.
¿Qué bienes son aquellos respecto de los cuales la
voluntad no es libre?
ó el bien que se presenta á la libertad agota su po­
tencia de amar, ó no la agota. En el primer caso, la vo­
luntad se arroja á él necesaria, aunque voluntariamente.
291
En el segundo caso, es dueño de arrojarse á él ó nó:
si á él se lanza, lo hace no sólo voluntaria, sino libre­
mente.
Por consiguiente, el hombre do es libre de querer ó
no querer la dicha; porque, criado para la dicha, como
para su último fín, se inclina á él por la naturaleza mis­
ma de su voluntad. Tampoco es libre de amarse ó no
amarse; porque, inclinado necesariamente á la dicha,
lo está igualmente á lodo cuanto se presente como ne­
cesariamente enlazado con el fin. Al coutrario, es libre
respecto de los bienes particulares, como los placeres,
las riquezas y los honores: ninguno de los bienes que á
sus ojos se despliegan iguala, en erecto, la inmensidad
de su facultad de amar. Es libre también respecto de
Dios, que puede preferirá las criaturas ó á quien puede
preferir éstas; porque, áun cuando sea Dios en si mismo
un objeto infinito, no obstante, á cansa de la imperfec­
ción del conocimiento que de Él tenemos en la presente
vida, á causa de los sacrificios que su amor impone á la
naturaleza, se ofrece ai espíritu coa los caracteres de un
bien que, con ser excelentísimo, no satisface necesaria­
mente á (odas las potencias del alma: por razón del bien
que presenta el Sér infinito, puede la voluntad irse á Él;
por razón de las oscuridades que acompañan á su cono­
cimiento y de las penalidades que se hallan en su bus­
ca, puede apartarse de Él. Pero en el cielo el bienaven­
turado no es libre ya de amar ó no amar á Dios, y le
ama tan necesariamente como acá abajo amamos nos­
otros la dicha (1); porque Dios se presenta al descu-

¡1) Hocmodo se habetiDlellectusvideDtisdivinamesseDtiam


ad Deum, sicut se habet quilibet bomo ad beatitudinem. (Sum.
Theol. l.'p . q. iciv,a. ]). Quia io quaotum est bonum commune
naluraliter amatur ab ómnibus, quicumqae videt eum per es-
sentiam impossibile est quin diiigat eom. (¡bid. q. ti, a. 5, ad
5).— Hoc modo se habet ángelus videos Deum ad ipsum sicut
292
• bierto á sus miradas como el bien puro y sin mezcla de
imperfección alguna, como el bien infinito que iguala
y sobrepuja la inmensidad de los deseos del corazon:
todo, en Dios atrae, por consiguiente, al bienaventura­
do; nada imperfecto tiene que le permita apartarse de
este único objeto; y desde luego se inclina á Él la vo­
luntad con todo su peso, voluntariamente sin duda, pero
necesariamente (1).
coneiusio- 928. De esta exposición podemos deducir las tres si-
nes generales .
contra íes se- guíenles consecuencias:
miiiberaies. j ? n pr j m er lugar, la libertad no es una facultad, sino
un modo, un carácter, una propiedad de una facultad,
de la voluntad, dos zolunlatis.
En segundo lugar, la voluntad no es libre sino res­
pecto de los bienes particulares que se representan á
la inteligencia mezclados con cierta imperfección, ya
intrínseca, ya extrínseca al objeto.
En tercer lugar, la libertad es una perfección relativa.
Es p ‘ erfección, porque sólo puede ser propia de un sér
dotado de inteligencia. Es perfección relativa, porque
el mismo sér amará libremente á Dios si le conoce im­
perfectamente, y necesariamente si le ve al descubierto
y sin velo, de tal manera que la libertad en el amor de
Dios cesa con el acrecentamiento de la perfección.
3.° Conciu· 929. A la luz de estos principios, podemos juzgar lo
sionesespecia- qUe hay de incompleto y falso en la teoría liberal. El

se habet quicumque non videos Deutn ad communem rationem


boni. (Ibid. q. L im , a. 8). Ex hoc enim creatura rationalis in
justitia confirmatur, quod efßcitur beata per apertam Dei Vi­
sionen»; cui viso noa potest non iobsrere, cum ipse sit ipsa es­
sentia bonitatis, á qua duIIos potest averti, cum nifail desidere-
tur et ametur oisi sub ratioce booi. (¡lid . q. c, a. 2).
(1) lili qui non vident essen tiam ejus, cognoscunt eum per
aliquot particulares e/Tectus, qui interdam eorum volunta ti con-
trariantur, et sic hoc modo dicuntur odio habere Deum. (Sum.
Tktol. 1.* p. q. L i, a. 5, ad 5).
293
hombre no tiene facultad alguna suprema que se llame
libertad, y cuya operacion sea el ejercicio más noble de
su naturaleza. Tiene dos facultades superiores, inteli­
gencia y voluntad, cuya plena satisfacción le hace per­
fecto y feliz. La inteligencia tiene por objeto la verdad
en general, pero especialmente la verdad primera, 6
Dios, no sólo á Dios conocido indirectamente en el es­
pectáculo de sus obras, con conocimiento natural y
siempre imperfecto; sino á Dios conocido sobreoatural-
mente en sí mismo, imperfectamente acá abajo en las
sombras de la fe, y perfectamente después de esta vida
en la clara visión de su esencia. La voluntad tiene por
objeto el bien en general, especialmente el sumo Bien
ó Dios, uo sólo á Dios gustado en la irradiación de sus
perfecciones en el seno de la creación; sino á Dios en
su propia sustancia unido inmediatamente con el alma,
estrechado desde aca abajo, bien que oscuramente, en
los abrazos de la caridad, y poseído un dia con ardor
en su esencia sin velo, derramándose como torrente de
delicias en todas las potencias del alma, y sumergién­
dola en una embriaguez de amor que el corazon del
fiel humilde presiente, pero que no puede expresar
lengua humana alguna. Hé ahí dónde estala perfección
del hombre: después de esta vida, eu la clara visión de
Dios y en el amor de fruición acá abajo, en la unión
de la inteligencia con la palabra divina comunicada
por el magisterio de la Iglesia y recibida por la fe, y
en los ardores de la caridad divina que sostienen y ani­
man la voluntad.
Verdad es que el hombre se une libremente con la pa­
labra revelada por Dios; ama libremente «al Padre que
está en los cielos» y á los hermanos que están en la tie­
rra. Pero su perfección no consiste en esta libertad de
la fe y de la caridad, sino en la misma fe y en la mis­
ma caridad. Es perfecto, cuanto en el mundo puede
T. II.—20
294
serlo, si está unido con Dios por la fe y la caridad; por­
que los actos de estas virtudes son los actos más perfec­
tos de sus más nobles potencias. Pero si, por un impo­
sible, se verificase acá abajo esta unión sin libertad,
comotendrá lugar en la gloria, no por esto seria menos
perfecto el hombre; porque sus facultades más nobles
continuarían haciendo sus aclos más perfectos.
Lo que debe, pues, hacer al católico altamente reco­
nocido á Dios es menos el don de la libertad que el de
la fe y la caridad. Esta fe y esta caridad divinas son
las que debieran inspirar todos sus cantos, mucho me­
jor que la libertad, y debería repetir á cielo y tierra, á
los seres de todos los reinos y de todos los mundos, sus
grandezas sublimes é incomparables maravillas. Porque
todos los pensamientos sublimes de Platón no valen lo
que el acto de fe del niño; y todas las virtudes de los
antiguos filósofos no son más que sombras comparadas
con el valor de un acto de caridad hecho por el más hu­
milde cristiano.
II. Teoría de 930. Se distinguen dos especies de libertad: la liber­
de la libertad
de eoaeeion. tad de necesidad y la, libertad de coacción. La libertad
1* Apuo de
los semiliDera- de necesidad es la exención de toda determinación in­
leí á I* liber­ terna proveniente de la naturaleza misma de la facul­
tad de eoic-
CÍOD. tad é inclinándola invenciblemente al acto: es aquella
de que hemos hablado hasta aquí. La libertad de coac­
ción es la exención de toda violencia externa hecha á
un sér á pesar suyo por una fuerza extraüa.
Empero, á los ojos de los semiliberales, del mismo
modo que la dignidad más grande de la humana natu­
raleza está en la facultad de querer libremente; así tam­
bién la mayor satisfacción consiste en poder hacer sin
ser violentado cuanto se quiera. Toda presión, áun para
el bien, les repugna. El régimen social les parece tanto
más perfecto, la civilización tanto más adelantada,
cuanto más ámpliamente disfrutan los ciudadanos de
la libertad de hacer y decir todo lo que quieran.
295
931. Dejamos demostrado más arriba que la perfec­S.° ¿Corres­
ponde la per­
ción del hombre do consiste esencialmente en la libertad fección á eíle
grado de liber­
de necesidad: debemos probar que mucho menos con­ tad?
siste en la libertad de coaccion.
Y en primer lugar, áun cuando fuera verdad en gene­
ral que el hombre es tanto más perfecto cuanto más li­
bre, no seria contraria á su perfección la represión del
mal. La libertad no es, en efecto, la facultad de obrar
contra razón, antes bien es la de obrar según razón.
No consiste en poder apartarse del fin, observa Santo
Tomás, sino eo poder elegir eDtre los medios conve­
nientes para este fin. No es perfección, sino defecto de
la libertad, poder obrar contra razón y apartarse del fin.
La libertad es más perfecta en Dios yen el bienaventu­
rado, que no pueden pecar, que en nosotros, en quie­
nes puede reinar el pecado (1).
Es propio del libre albedrio, continúa diciendo Santo
Tomás, el elegir, como de la razón el deducir; del mis­
mo modo, pues, que no es más perfecta la razón porque
puede deducir mal, tampoco tiene mayor perfección
el libre albedrío porque puede elegir mal (2). Si, pues,
ciertos hombres están expuestos á elegir mal, y hasta á
elegir su ruina, la Iglesia y el Estado, muy lejos de

(1) Quod liberum arbitrium diversa eligere possit, servato


ordine finís, hoc pertinet ad perfectioiiem libertatis ejus; sed
quod eligat aliquid divertendo ab ordine finís, quod est pecca-
re, hoc pertinet ad defectum libertatis. Unde major libertas ar-
bitrii est in Angelis qui peccare non possunt, quam in nobis
qui peccare possumus. (Sum. Theol. 1.* p. q. u n , a. 8, ad 3).
(i) Liberum arbitrium sic se habet ad eligendum ea qu»
sunt ad finem, sicut se habet intellectus ad conclusiones. Ma-
cifestum est autem quod ad virtutem intellectus pertinet ut
in diversas conclusiones procederá possit secundum princi­
pia data; sed quod in aliquam conclusionem procedat, prae-
termittendo ordinem principiorum, hoc est ex defectu ipsius.
(Ibid.).
296
atentar á la libertad, la auxilian en su flaqueza cuando
con saludables penas previenen sus extravíos. Si hom­
bres perversos tratan de propagar el error y fomentar
el vicio, la Iglesia y el Estado, en vez de violentar el
libre albedrío, lo defienden y ayudan, cuando castigan
á los seductores.
^3.® cuál es 932. Lo decíamos más arriba; la perfección del hom-
pu® 0 * *· bre consiste en el ejercicio más elevado de sus más no­
bles facultades. Las facultades más nobles, añadíamos,
son la inteligencia y la voluntad; el ejercicio más ele­
vado de estas facultades es la producción de actos so­
brenaturales, cuya dignidad es incomparablemente su­
perior á la de los actos naturales. Por lo cual es mani­
fiesto que será el hombre tanto más feliz y perfecto en
este mundo cuanto viviere en ejercicio más habitual y
fervoroso de los actos sobrenaturales de fe y caridad.
Será, pues, el mejor estado social aquel que proporcio­
nare á todos los miembros de la nación, sobre todo á
los pobres, á los pequeños, á los ignorantes y á la in­
mensa mayoría, la mayor facilidad de vivir habitual­
mente con la vida sublime del cristiano. .Mas la fe de
los pequeños'y de los ignorantes es sacudida por la ne­
gación pública y audaz de las verdades que creen; por­
que siguen gustosos á aquellos que Ies son superiores
por la cultura de la mente y la categoría social. Esta fe
de los pequeños é ignorantes es al contrario afirmada
por el respeto de los grandes y de los doctos á las creen­
cias reveladas, por la profesión pública de la Religión
católica que hace el Estado y por los actos religiosos de
las corporaciones de la nación; en efecto, las clases in­
feriores se rigen gustosamente por los ejemplos de las
superiores, sobre todo por los ejemplos de aquellos que
tienen eu sus manos el poder público. ¡Dichosos, pues,
los pueblos cuyas leyes reprimen los ataques á la fe y
á la moral del Evangelio, y prohíben la publicación de
297
libros que ataquen la doctrina de Jesucristo y su mo­
ral í ¡Dichosos los pueblos que ven á los sabios que vi­
ven en su seno aceptar humildemente las enseñanzas
de la Iglesia, á los grandes respetar las tradiciones re­
ligiosas, y en cuyos reyes y príncipes arde la santa
pasión de hacer reinar á Dios en almas y corazones! ¡ Di­
chosos los pueblos cuya legislación se halla conforme con
el Evangelio, cuyas tiestas nacionales son las fiestas re­
ligiosas, cuya civilización y costumbres son cristianas,
y en cuyo seno todo conspira á mantener y fortalecer
el reinado de la verdad católica! Ahí, las inteligencias se
mantendrán unidas á la palabra de Dios, y se prepararán,
en las luces de la fe, para los esplendores de la gloria;
ahí bendecirán á Dios los niños, los ignorantes y los po­
bres, que sacarán de este amor santo y sublime los
grandes pensamientos y las generosas adhesiones. Ahí
ejercitarán las almas sus más nobles potencias con los
actos más perfectos que sea dado hacer á la criatura.
Ahí reinará la abundancia de la paz, porque todo es­
tará en órden: los particulares obedecerán al Estado, el
Estado honrará á la Iglesia, y todos vivirán sumisos á
Dios y á su Cristo; no armará la envidia unos contra
otros á los ciudadanos, sino que á todos los reunirá la
caridad en un pueblo de hermanos.
Dicen los racionalistas: ¡Dichoso el pueblo cuyos re­
baños son numerosos, fecuoda la tierra, concurridos los
mercados, próspera la industria, universal el bienestar!
Nosotros decimos con los Santos: ¡Dichoso el pueblo
que tiene á Dios por Señor, y por rey á Cristo (1)! Por­
que, con la justicia sobrenatural, cuyos contentos so­
brepujan á todo sentimiento (2), logrará por añadidura

(1) Ps. Cx l i i i , 13 15.


(2) Philip. iv, 7.
298
los mismos bienes temporales (1), el trigo, vino y acei­
te (2), el rocío del cielo y la grosura déla tierra (3):
B ea tus populcs c ü íu s Dominos Deus e jd s (4)!

CAPÍTULO III.

Algunas nociones históricas.

i. DifofioD 933. E l error que acabamos de examinar ha tenido


FnncíiT e" en Francia muchedumbres de adeptos; quizás se le pu­
diera llamar por excelencia el semiliberalismo francés.
Toda una pléyade de ilustres inteligencias y animosos
corazones lo abrazaron con ardor y áun juraron defen­
derlo basta el fin de su vida. Por él se apasionó la ju­
ventud católica. En ciertos lugares el clero mismo no
supo librarse enteramente del contagio.
Así que, al aparecer la encíclica Qumta cura y el
Syllabus, no sólo los mejores seglares, sí que también
muchos sacerdotes, áun de entre los mismos que esta­
ban versados en las ciencias eclesiásticas, se apercibie­
ron con sorpresa que basta entonces habian estado ad­
heridos, sin darse cuenta, á unas doctrinas condenadas
por la Santa Sede.
Estos hechos prueban de una manera más admirable
que todos los discursos qué seducción babian ejercido
los principios de la revolución en todos aquellos á quie­
nes no habian sustraído á sus influencias el beneficio de
una educación excepcionalmente católica y el don de un
seguro y sólido buen sentido.
n.Caujasde 934. La invasión tan general de Francia por este
esta «hfujiwi. err()r ge ^ muc|jas causas_

(1) Mattb. vi, 33.


(2) Ps. iv, 8.
(3) Geo. x iv ii , 39.
(4) Pí. exl iii, 15.
299
En primer lugar, el racionalismo, con el nombre de
filosofía, de revolución, de liberalismo y de civiliza­
ción, hacia cien años que clamaba sin cesar contra «la
Inquisición,» contra el régimen de «la religión de Es­
tado,» y pedia la tolerancia de todas las opiniones, la
libertad é igualdad de todos los cultos. La mentira, á
fuerza de ser repetida, habia lomado el aire de una ver­
dad vulgar. Era como una moneda falsa, que habia
acabado por acreditarse y tener pública circulación. Se
recibía el error con la primera educación, parecía que
se mamaba con la leche y se respiraba con el aire. Muy
pocos eran los que pensaban, y casi ninguno el que se
atreviese á decir, que el régimen de la tolerancia uni­
versal encerraba una negación implícita de la divinidad
de Jesucristo y del divino origen de la Iglesia, y consti­
tuía una verdadera aposíasia de las naciones cristianas.
Ante las declamaciones de la revolución, y fallando las
protestas de viva resonancia por parte de los católicos,
la mayoría se habia acostumbrado á ver en el régimen
de la libertad de cultos )a condición normal de toda so­
ciedad por católica que fuera.
Para muchos era cuestión más de cansancio que de
seducción. Católicos enemigos de la lucha, no alcan­
zaban á ver lo que era Jesucristo y su obra, y no te­
nían más que una débil nocion de los derechos de la
Iglesia. Cedían desde luego á la opinion más cómoda, y
preferían ser llevados por el torrente á luchar contra su
corriente. Desesperando de reconquistar los derechos de
la Iglesia y restablecer en la tierra el reinado social de
Jesucristo, para dispensarse de todo esfuerzo, acepta­
ban de buena gana la tolerancia nniversal.
En la época que siguió al establecimiento del segun­
do Imperio, muchos se dejaron arrastrar á este partido
por aversión al gobierno de Napoleon III, quien al prin­
cipio pareció qneria proteger á la Iglesia en gran mane­
300
ra, y le dió participación en los consejos de la nación,
pero que pronlo cambió de política respecto de la mis­
ma, y le otorgó tau sólo favores que la comprometían.
Porque «un régimen de derecho común que respete la
libertad de la Iglesia, en sí vale más que un régimen
que se llame cristiano y la oprima (1).» Católicos ilus­
tres se dejaron arrastrar desde la aversión al sistema
prolector seguido por el Emperador, hasta rechazar ab­
solutamente todo régimen protector. Quizás la Iglesia
hubiera tenido más libertad y sobre todo dignidad si hu­
biese estado separada del Estado, de la que alcanzó con
la protección equívoca de aquel Príncipe. Dichos cató­
licos adoptaron, pues, en principio la separación de la
Iglesia y del Estado como condicion normal de las rela­
ciones entre ambas sociedades.
A la sazón ilustres campeones de la causa católica te­
nían preferencias por el gobierno parlamentario; en el
órden civil y político, querían la libertad de la palabra,
de impreDta, de reunión, y en general todas las liber­
tades públicas.
Empero, con harta frecuencia hicieron pasar sus pre­
ferencias desde el órden civil y político al religioso, sin
darse cuenta de la esencial diferencia de ambos órde­
nes. En efecto, en el órden civil y político ofrecen sin
duda peligros estas libertades, pero pueden ser legíti­
mas y hasta provechosas: si hubiere en la nación con­
siderable buen sentido y gran respeto á los derechos de
todos; si las instituciones públicas se hallaren fuera de
toda discusión y protegidas por el apego tradicional del
pueblo á las costumbres de sus padres; estas libertades
no suscitarán controversias más que sobre cuestiones
de órden secundario, ni expondrán las bases mismas
del Estado al peligro de verse atacadas y discutidas: el

(1) Am. de Margene.


301
país seguirá tranquilo y próspero. Pero estas mismas
libertades llevadas al orden religioso son por esencia
contrarias á los derechos de la verdad; porque dará
todas las religiones iguales derechos públicos, es negar
implícitamente que la Religión católica sea la única
verdadera.
Además, los valientes católicos de quienes hablamos
habian alcanzado brillantes victorias colocándose en el
terreno del derecho común y de la común libertad. Per­
suadiéronse de que el terreno en que habian vencido
era aquel en el cual debía siempre pelear la Iglesia.
Cuando hubieron mejorado los tiempos, no supieron
afirmar el derecho exclusivo de la Iglesia; al contrario,
alzaron la voz contra aquellos que, al mismo tiempo
que reclamaban el derecho común frente de unos ad­
versarios que no reconocen otro, afirmaban que, ha­
blando en absoluto, sólo la Iglesia tiene derechos, por­
que ella sola posee la verdad.
93a. Es altamente lamentable que hijos ilustres de )a 111. Datos
Iglesia, sosteniendo que los individuos y las familias éstaSéseueiaP.or
tienen el deber de ser católicos, concedieran al Estado
el derecho de ser racionalista. Jamás se deplorará bas­
tante que, en lugar de comprender á Pió IX , le hicie­
ran resistencia, y que, en lugar de hacer á la Iglesia el
sacrificio de sus preferencias y sueños de su mente,
quisieran servirla como entendían antes bien que como
ella misma deseaba.
Regia los destinos de la Iglesia y del mundo un Papa
en quien los contemporáneos habian saludado áun nue­
vo Gregorio VII. Pió IX concebía un plan de reconsti­
tución social. La vieja sociedad francesa y europea vol­
cada por la revolución, después de haber preparado su
ruina desconociendo los principios cristianos que ha­
bían sido su honor y fortaleza, debe levantarse más
franca y más completamente cristiana. Quiere el gran
302
Papa que eo adelante sea Jesucristo la piedra angular
de todo el órden público, y que recobre su imperio en
el mundo el Evangelio. Quiere que vuelvan á ser cris­
tianos ios reyes, que sean cristianas las legislaciones,
que la idea cristiana compenetre las instituciones, las
costumbres y el espíritu público. ¿Por qué el sublime
plan del Sucesor de San Pedro no iué amorosamente
saludado por todos los católicos? ¿Por qué no se agru­
paron en derredor del Papa, y no aplicaron toda su
energía á la consecución del (in que solemnemente les
indicaba?
¡Ay! católicos engañados, creyeron que el Papa no
comprendía á su siglo, y que iba á perderlo todo, que­
riendo salvarlo todo. En lugar de unirse con Pío IX en
«la confesion total de la verdad,» en «la afirmación en­
tera de los derechos de Dios sobre individuos y nacio­
nes,» zaherían en sus discursos y en sus escritos á los
que seguían el camino trazado por el Pontífice; turba­
ron las conciencias de los fieles, y comprometieron la
restauración del estado social cristiano. Esta fué la cul­
pa de muchos católicos: hubieran querido imponer su
sentir á la Iglesia romana, en lugar «de bajarse, según
la palabra de Bossuet, á la menor señal de tan buena y
santa madre (1).» Al íiu se sometieron, pero lo hicieron
algunos de tan mala gana, que en lo sucesivo, en vez
de ser los más animosos campeones de la Iglesia, sólo
desplegaron su energía contra aquellos hermanos suyos
que enterameote y sin resistencia habían abrazado las
doctrinas del Syllalus y de la encíclica Quanta cura.
IV. V¡t* to­ 930. Hoy dia, los más ilustres representantes de este
davía esla es­
cuela.
(1) üno de lo» más ¡lustres decia ud dia de sí mismo: «Hay
padres que quieren persuadirnos cosas poco conformes con
nuestras ideas; el hijo, en lugar de someterse en seguida, trata
de persuadir á sa padre, y discute con él. Luego, cuando ve que
ya no hay remedio, se somete. Esto haria yo.»
303
partido descansan en la tumba; pero el espíritu que los
animaba los sobrevive. Todavía tienen discípulos que,
en todas las clases de la sociedad, á veces entre el clero
mismo, siempre están prontos á censurar á los defen­
sores más animosos de la Iglesia y á quejarse de los
excesos de la prensa católica; que buscan en las com­
binaciones políticas el secreto para salvar á la sociedad
del naufragio; que persisten en querer apaciguar á la
revolución con concesiones; en una palabra, que en
todo son los hombres de los pactos y de las conciliacio­
nes, pero jamás los hombres de los principios. Por más
que la revolución arroje la máscara y haga marchar
contra la Iglesia á todos sus ejércitos, se niegan á creer
que sea «ensencialmente satánica;» y antes bien se
persuaden y tratan de persuadir á los demás deque las
exageraciones «de los hombres del partido de Dios,» las
imprudencias de los obispos, los ataques de la prensa
católica, provocan por sí solas este concierto de odio y
de proyectos destructores. Algunos de ellos tomaron
una parte considerable en estos últimos años en la di­
rección de los negocios públicos, y no pudieron preser­
var á la Iglesia y al Estado de la odiosa opresion de los
sectarios, ni garantir al país de caer bajo el yugo de los
enemigos declarados de toda idea religiosaa. Espera­
mos que esta cruel experiencia les hará perder sus ilu­
siones y les dará á conocer la funesta impotencia de sus
teorías. Son harto generosos y leales para no aceptar
francamente las lecciones de la Providencia, y reconoce­
rán que todas las concesiones que se hacen á la revo­
lución son armas que se le entregan, y que con tal
enemigo no hay tratado ni transacción posibles.
En un porvenir no lejano, tras los hombres nefastos v. Un temer
que oprimen hoy á Francia, se hallarán nuevamente u“Diesperan"
dueños de la pública autoridad los católicos. ¡Ojalá acep­
ten entonces unánimemente esta decisión de León X III:
304
« E l derecho nuevo, como le llaman, el derecho nuevo,
que pretenden ser fruto de una edad adulta y producto
de una libertad progresiva, ha prevalecido y reina en
todas partes. Mas, á pesar de tantas pruebas, es un he­
cho que jamás se halló, para constituir y regir al Esta­
do, un sistema preferible á aquel que brota espontánea­
mente de la doctrina evangélica (1).»
¡Ojalá digan con Mons. Pie: «Nó, jamás aceptaré para
Francia la necesidad absoluta y definitiva de lo que lla­
man la hipótesis, r>la necesidad de un gobierno igualmen­
te favorable ó indiferente á todas las religiones, «por odio
á la tesis, » por odio á un gobierno abiertamente cristiano;
«amo demasiado á mi país, y tengo demasiada alta idea
de su predestinación divina, conozco demasiado su gran
facilidad en volver al bien después de haber servido al
mal, para declarar que está irremediablemente sentado
en la mentira. ¡Nó, Francia no es apóstata para siem­
pre jamás!» ¡Ojalá digan con el mismo Doctor de Israel:
«El príncipe cristiano no debe colocarse en el punto de
vista del interés. El interés está lleno de oscuridades,
sobre todo en tiempos como éstos. Obre empero en vis­
ta de un deber, obre con constancia y fortaleza. Si co­
rre peligro de sucumbir en la tarea, y perecer en la
empresa; caer por caer, ¿no vale más caer mártir del
deber? Es caer entonces como el árbol que dió su fru­
to, que deja su simiente, es decir, la semilla de la mul­
tiplicación; es caer para revivir en una larga descen­
dencia de reyes poderosos»

(1) Hoc tempore, novum ut appellant, jas, quod inqaiunt


esse velut quoddam adalti jam sseculi incrementun, progre-
diente libertate partum, valere ac dominare passim ccepit. Sed
quantumvis multa raulti periclitan sunt, constat, repertam nun-
quam esse preestantiorem constituendse temperandaeque civita-
tis rationem quam quae ab evangélica doctrina sponte efflores-
cit. (Encycl. ¡mmorlale Del, 1 Nov. 1885).
305
«Hay príncipes en el dia, decía olro caudillo de Is­
rael, que vive aún y es singularmente querido de los
amadores de la causa sania, hay príncipes que quieren
sobre todo gobernar con los católicos, con tal que for­
men los católicos un partido muy fuerte y que se im­
ponga por el número y la acción. Por mi parle llamo
miserable á este sistema de gobernar con la justicia,
sino en cuanto la justicia es el número y la fuerza. Nó,
al príncipe se le dió el poder para poner valerosamente
la fuerza al servicio de la justicia que es débil.» Creced,
venerable Prelado, y formadnos reyes que reinen para
servir al gran Rey Jesús, y empiecen ante todo la res­
tauración cristiana por la reprobación auténtica de los
Artículos orgánicos y la supresión de la Universidad
oficial.

TITULO II.

SISTEMA. SEM1LIBERAL DE LA COMPLETA INDEPEN­


DENCIA DEL ESTADO EN E L ORDEN TEMPORAL.

Preliminares.

937. Acabamos de probar que el Estado debe some­ 1. Eiposi-


c ío d del error.
terse á la Iglesia en el órden espiritual. Pero á lo menos,
¿es completamente independiente de ella en el órden
temporal?
Nos hallamos aquí anle un nuevo error: la Iglesia
no tiene poder alguno temporal directo ni indirecto (1).
Los partidarios de esle error reconocen de buen grado

(1) Ecclesia... non habet potestatem ullam temporalem di·


rectam vel indirectam. (S y ll prop. 24).
304
«E l derecho nuevo, como le llaman, el derecho nuevo,
que pretenden ser fruto de una edad adulta y producto
de una libertad progresiva, ha prevalecido y reina en
todas partes. Mas, á pesar de tantas pruebas, es un he­
cho que jamás se halló, para constituir y regir al Esta­
do, un sistema preferible á aquel que brota espontánea­
mente de la doctrina evangélica (1).»
¡Ojalá digan con Mons. Pie: «Nó, jamás aceptaré para
Francia la necesidad absoluta y definitiva de lo que lla­
man la hipótesis, d la necesidad de un gobierno igualmen­
te favorable ó indiferente á todas las religiones, «por odio
á la tesis, » por odio á un gobierno abiertamente cristiano;
«amo demasiado á mi país, y tengo demasiada alta idea
de su predestinación divina, conozco demasiado su gran
facilidad en volver al bien después de haber servido al
mal, para declarar que está irremediablemente sentado
en la mentira. ¡Nó, Francia no es apóstata para siem­
pre jamás!» ¡Ojalá digan con el mismo Doctor de Israel:
«El príncipe cristiano no debe colocarse en el punto de
vista del interés. El interés está lleno de oscuridades,
sobre todo en tiempos como éstos. Obre empero en vis­
ta de un deber, obre con constancia y fortaleza. Si co­
rre peligro de sucumbir en la tarea, y perecer en la
empresa; caer por caer, ¿no vale más caer mártir del
deber? Es caer entonces como el árbol que dió su fru­
to, que deja su simiente, es decir, la semilla de la mul­
tiplicación; es caer para revivir en una larga descen­
dencia de reyes poderosos»

(1) Hoc tempore, novum ut appellant, jas, quod inqaiunt


esse velut quoddam adalti jam sseculi incrementun, progre-
dienle libertate partum, valere ac dominare passim ccepit. Sed
quantumvis multa multi periclitan sunt, constat, repertam nun-
quam esse prestantiorem constituendse temperandaeque civita-
tis rationem quam quae ab evangélica doctrina sponte efflores-
cit. (Encycl. Immorlale Dei, 1 Nov. 18S5).
306
que el Estado tiene el deber de abrazar y profesar la
Religión de Jesucristo, valerse de su poder para defen­
derla y protegerla, en ana palabra, que el Estado como
tal viene obligado á ser católico. Pero pretenden al mis­
mo tiempo que la Iglesia no puede por derecho propio
intervenir en los asuntos temporales. «A Pedro, dicen,
las cosas de la eternidad; al César las cosas del tiempo.
Pedro no puede ya mandar al César en las cosas del
tiempo, como tampoco puede el César dictar la ley á
Pedro en las cosas de laeternidad. Asi comoel César no
puede jamás llegar á ser el colega de Pedro en el go­
bierno de la Iglesia, asimismo no puede Pedro, en nin­
guna circunstancia ni bajo ningún pretexto, dirigir al
César en el gobierno de los pueblos. Cuan independien­
te del César es Pedro en su misión de santificar á los
hombres y guiarlos hacia el fin sobrenatural, otro tanto
es el César independiente de Pedro en el cargo de con­
servar la tranquilidad pública y procurar á la nación
abundancia de bienes terrenales.» En una palabra, los
Papas no tienen poder alguno sobre los reyes directo ni
indirecto.
938. Antiguo es este error. Parte de los legistas de
Italia y Alemania lo sostenían en tiempo de Barbarroja
y Federico II. Los legislas de Felipe el Hermoso lo in­
trodujeron en Francia, y desde entonces no cesó de
tener numerosos adeptos en los parlamentos. Hasta el
clero francés se dejó arrastrar por él repetidas veces (1).

(1) El galicanisnto consiste propiamente en sacar de su sitio


el centro de autoridad de la Iglesia, y el liberalismo en disminuir
la autoridad misma. Se es galicano desde el momento en que no
se pone toda la suma del poder eclesiástico en el Papa, aunque
no se debilite este poder en la Iglesia en general; se es liberal
desde el momento en que se restringe en favor de la libertad la
autoridad eclesiástica. Así que, no negaban los galicanos que
hubiese en la Iglesia un magisterio infalible y un supremo po-
307
No sólo los obispos que negaban al Papa la plenitud de
la potestad eclesiástica, sino muchos de aquellos que
reconocían en él el supremo poder de las llaves, abra­
zaban altamente el error ó evitaban cuando menos de­
clararse contra él. La Asamblea de 1682 lo inscribió al
frente de sus cuatro famosos artículos. En el siglo X VIH
constituía la opinion común del clero de Francia, Bajo
la presión de la autoridad real lo enseñaron, con exclu­
sión de toda otra doctrina, en las universidades y se­
minarios del reino. Los demás gobiernos siguieron el
ejemplo. Propagóse en todas las cortes, y tuvo adeptos
hasta en el clero de las demás naciones cristianas. En
el momento de la revolución, quizás no habia una sola
corte de Europa donde se osara todavía sostener la ver­
dadera doctrina, y por consiguiente un solo país donde
no estuviese inficionada del error parte del clero.
939. En el siglo X IX la mayor parte de los católicos
se lian callado sobre los poderes de la Iglesia en el or­
den temporal. No se los puede censurar: porque, ¿á
qué hablar de derechos que la Iglesia no puede ni tiene
lugar de ejercer en los actuales tiempos? Pero muchos,
no contentos con callarlos, los han negado. Unos si­
guiendo á Fleury y al autor de la Defensa de la Decía -
radon, han atribuido los poderes ejercidos sobre las
coronas por los Papas de la edad media á un error de
éstos sobre sus derechos: otros lian visto en ello una
usurpación hecha necesaria y excusada por lo calami­
toso de los tiempos: «No se critica al pasajero que, para
salvar al buque en la tempestad, quita el timón á

der de gobernar (mperium); sólo que pretendían que el Papa


no tenia Dno ni otro. Pero en la cuestión del poder de la Iglesia
sobre los reyes, no sólo sacaron de su sitio el centro de autori­
dad los galicanos; sino que negaron la misma autoridad. Asi
que, los liberales sólo tuvieron que continuar su doctrina.
308
ud piloto inhábil; ¿por qué condenar á los Papas?» Los
más moderados han explicado el ejercicio de potestad
tan grande por la existencia de un derecho público crea­
do por la confianza de los pueblos que investía á los
Papas con una autoridad que no tienen por derecho di­
vino.
940. Cuanto á los racionalistas y á los protestantes,
salvo á algunos moderados que supieron sustraerse al
espíritu de su secta y escuchar la voz del buen sen­
tido, ven en los poderes ejercidos por los Papas sobre
los soberanos el hecho «de una usurpación á sabiendas
y criminalmente llevada á cabo por los Pontífices,» la
obra «de una ambición desenfrenada que durante mu­
chos siglos llenó á Europa de terrores, perturbaciones
y matanzas.»
941. Vamos á estudiar no sólo los poderes que los
Papas tienen por derecho divino en el órden temporal,
si que también los que han tenido por derecho humano.
Trataremos, pues, de la cuestión de los poderes de la
Santa Sede en el órden temporal bajo el doble punto
de vista teológico é histórico. Rogamos á nuestros ad­
versarios no se irriten á la simple enunciación de nues­
tras tesis, sino que sigan su desarrollo con paciencia.

CA PÍTULO l.

Los poderes de derecho divino.

Articulo I . —E l poder directivo.

1. Enuncia- 942. E l Papa como á intérprete universal de ¡a ley


«ion de la te­
sis. natural y de la ley revelada, y como ájuez supremo de
las conciencias, tiene el derecho y aun el deber de recor­
dar á los príncipes sus obligaciones para con sus pue­
blos y los demás Estados, de enseñar á los pueblos sus
309
obligacionespara con sus principes y las demás naciones,
y de valerse de las censuras eclesiásticas, si necesario
fuere, para obligar á príncipes y pueblos á someterse á
sus reglas de dirección.
Siguiendo á ilustres autores, llamaremos poder direc­
tivo (1) á este poder de los Papas.
La tesis que acabamos de enunciar exige algún des­
arrollo. Vamos á explicar la naturaleza del poder direc­
tivo, y demostrar que corresponde al Papa por derecho
divino.
9í3. Y en primer lugar, ¿en qué consiste el poder II. Dejarro*
lio de I b teiia.
directivo? l.° Natura­
leza del poder
El poder directivo consiste en primer lugar, como directivo.
acabamos de decir, en el derecho que tiene el Papa de
ilustrar, por medio de decisiones doctrinales, la con­
ciencia de los soberanos y los pueblos acerca de sus dere­
chos y deberes, en otros términos, de resolver los casos
de conciencia que afectan al gobw'no general del Esta­
do. Por ejemplo, se trata de un príncipe que gobierna
despóticamente: ¿ha roto la tiranía de este principe el
pacto social entre él y la nación? ¿Han cesado para los
súbditos las obligaciones del juramento de fidelidad?
La resolución de esta cuestión es un acto del poder di­
rectivo.
Mas no consiste sólo el poder directivo en la facultad
de resolver de un modo puramente teórico los casos de
conciencia concernientes á reyes y pueblos, sino en
el derecho de resolverlos en fuerza de decisiones obliga­
torias, es decir, en el derecho de imponer la decisión
al soberano y á la nación, y de castigar en caso necesa­
rio con penas espirituales, tales como la excomunión ó el
entredicho, á la nación ó príncipe que no se sometiere.

(1) Machos escritores, eDtre otros Feoeloo y Leiboitz, lo lla­


maron poder indirecto.
t . i i . — 31
308
un piloto inhábil; ¿por qué condenar á los Papas?» Los
más moderados han explicado el ejercicio de potestad
tan grande por la existencia de un derecho público crea­
do por la confianza de los pueblos que investía á los
Papas con una autoridad que no tienen por derecho di­
vino.
940. Cuanto á los racionalistas y á los protestantes,
salvo á algunos moderados que supieron sustraerse al
espíritu de su secta y escuchar la voz del buen sen­
tido, ven en los poderes ejercidos por los Papas sobre
los soberanos el hecho «de una usurpación á sabiendas
y criminalmente llevada á cabo por los Pontífices,» la
obra «de una ambición desenfrenada que durante mu­
chos siglos llenó á Europa de terrores, perturbaciones
y matanzas.»
941. Vamos á estudiar no sólo los poderes que los
Papas tienen por derecho divino en el órden temporal,
sí que también los que han tenido por derecho humano.
Trataremos, pues, de la cuestión de los poderes de la
Santa Sede en el órden temporal bajo el doble punto
de vista teológico é histórico. Rogamos á nuestros ad­
versarios no se irriten á la simple enunciación de nues­
tras tesis, sino que sigan su desarrollo con paciencia.

CAPÍTULO l.

Los poderes de derecho divino.

Articulo I . —E l poder directivo.

1. Enuncia 942. E l Papa como á intérprete universal de ¡a ley


«ion de la te­
sis. natural y de la ley revelada, y como ájuez supremo de
las conciencias, tiene el derecho y aun el deber de recor­
dar á los príncipes sus obligaciones para, con sus pue­
blos y los demás Estados, de enseñar á los pueblos sus
309
obligacionespara con sus principes y las demás naciones,
y de valerse de las censuras eclesiásticas, si necesario
fuere, para obligar á principes y pueblos á someterse á
sus reglas de dirección.
Siguiendo á ilustres autores, llamaremos poder direc­
tivo (1) á este poder de los Papas.
La tesis que acabamos de enunciar exige algún des­
arrollo. Vamos á explicar la naturaleza del poder direc­
tivo, y demostrar que corresponde al Papa por derecho
divino.
9í3. Y en primer lugar, ¿en qué consiste el poder II. Dejarro*
lio de U teiia.
directivo? l.° Natura­
El poder directivo consiste en primer lugar, como leza del poder
directivo.
acabamos de decir, en el derecho que tiene el Papa, de
ilustrar, por medio de decisiones doctrinales, la con­
ciencia de los soberanos y los pueblos acerca de sus dere­
chos y deberes, en otros términos, de resolver los casos
de conciencia que afectan al gobw'no general del Esta­
do. Por ejemplo, se trata de un príncipe que gobierna
despóticamente: ¿ha roto la tiranía de este principe el
pacto social entre él y la nación? ¿Han cesado para los
súbditos las obligaciones del juramento de fidelidad?
La resolución de esta cuestión es un acto del poder di­
rectivo.
Mas no consiste sólo el poder directivo en la facultad
de resolver de un modo puramente teórico los casos de
conciencia concernientes á reyes y pueblos, sino en
el derecho de resolverlos en fuerza de decisiones obliga­
torias, es decir, en el derecho de imponer la decisión
al soberano y á la nación, y de castigar en caso necesa­
rio con penas espirituales, tales como la excomunión ó el
entredicho, á la nación ó principe que no se sometiere.

(1) Machos escritores, eDtre otros Feoeloo y Leiboitz, lo lla­


maron poder indirecto.
t . i i . — 31
310
Pongamos un ejemplo. El soberano de una nación cató­
lica persigue la Religión y emplea todo su poder en
arrastrar al pueblo a la herejía, al cisma ó á la apos-
tasía. Según todos los teólogos este príncipe es reo de
tiranía en su forma más odiosa; por consiguiente, se
rompe el pacto social entre él y la nación. El Papa,
pues, declara con decisión doctrinal, que ba incurrido
en la pérdida del poder; manda al pueblo que no le
obedezca ya, y elija otro soberano; y en caso necesario
se sirve de las penas espirituales contra el principe y la
nación, si no obedecieren. Todo esto no traspasa los li­
mites del poder directivo.
E l isleo· 9 íí. ¿Tiene el Papa el poder directivo tal como aca-
del poder di
reclivo. ‘ bamos de explicar? Es evidente, porque semejante po­
der se confunde con la misma potestad espiritual. Por
una parte, el Papa es efectivamente el doctor supremo
de la moral no menos que del dogma; por otra las cues­
tiones concernientes al gobierno del Estado y á las re­
laciones entre los príncipes y los pueblos, ó de los prín­
cipes entre si, son cuestiones de moral. Corresponde,
pues, al Papa resolverlas en virtud de decisiones supre­
mas y obligatorias.
Además, puede castigar con penas espirituales á los
que se resisten al ejercicio legítimo de su poder espiri­
tual. Puede, pues, apoyar con la sanción de las censu­
ras eclesiásticas las decisiones que da para soberanos y
pueblos.
En una palabra, el Papa es «el doctor y director es­
piritual de los príncipes y de los pueblos, como lo es de
los particulares y de las familias. De la misma manera,
pues, que puede dar reglas de dirección obligatorias
para individuos y familias, y apoyarlas, si necesario
fuere, con la sanción de las censuras eclesiásticas, asi­
mismo puede resolver con autoridad suprema los casos
de conciencia que afectan á príncipes y pueblos, y des­
311
envainar la espada espiritual contra aquellos que se ne­
garen á someterse á sus decisiones.
94o. El poder directivo no es pues, distinto de la
potestad espiritual: es la misma autoridad espiritual de­
finiendo los deberes de los principes y de los pueblos.
Por lo cual, aquellos que reconocen en la Iglesia supremo
y universal magisterio, no tienen dificultad en confe­
sar que tiene sobre los reyes poder directivo. A.sí que
Gerson, Bossuet y la mayoría de los galicanos admitían
este poder. El mismo Leibnitz, en un texto que adqui­
rió celebridad, declara que un católico no puede, sin
ponerse en contradicción con los principios que profesa,
negar al Papa el poder directivo. En efecto, diée, el ca­
tólico hace profesion de creer que el Vicario de Jesu­
cristo es el supremo intérprete de Ja ley divina; luego
ha de confesar que el Papa tiene el cargo de enseñar á
reyes y pueblos sus obligaciones morales.
El protestante admite como regla de fe la Biblia in­
terpretada por el libre exámeu; luego, según él, á la
JBiblia interpretada por el líbre examen toca definir los
deberes de los príncipes y de sus súbditos. El raciona­
lista no reconoce otra fuente de verdad que la razón in­
dividual; luego, bajo su punto de vista, la razón indivi­
dual es el tribunal supremo del que dependen todas
las cuestiones de moral política. El católico, al contra­
rio, cree en la enseñanza social de la verdad, y reconoce
en el Papa al supremo doctor de la humanidad regene­
rada; luego debe creer que el Papa tiene autoridad su­
prema para resolver los casos de conciencia que con­
ciernen al régimen de los asuntos temporales. Consi­
guientemente, habría tan gran contradicción para el
católico en rechazar el poder directivo del Papa, como
para el protestante ó el racionalista en admitirlo.
916. Muchas veces, en el transcurso de los siglos,
ejercieron este poder los Romanos Pontífices. En el si­
312
glo V III, consultan los Francos á San Zacarías para sa­
ber si el que tiene el cargo de rey puede tomar este tí­
tulo; el Papa contesta afirmativamente: no depone á los
príncipes de la primera raza para reemplazarlos con los
de la segunda: da una simple decisión teológica (1). En
el siglo X III, amenaza Inocencio III á Felipe Augusto
cou censuras eclesiásticas si no hace paces con Inglate­
rra: es también un simple ejercicio del poder directivo.
Pudiéramos multiplicar los ejemplos. Bástenos añadir
esta observación. Enseñan los teólogos que, eu los Esta­
dos católicos, no puede legítimamente hacerse ninguna
revolución política sin que el Papa dé su consentimien­
to, á lo menos tácito, y áun, si lo permitieren las cir­
cunstancias, sin consultarle de antemano; porque, ge­
neralmente, una revolución política afecta demasiado
profundamente los intereses de la religión y de la mo­
ral, para que el Papa, encargado de regir los intereses
de las conciencias, pueda permanecer ajeno á la cosa.
Mas, en la mayoría de los casos, el Papa se limitará á
responder á las consultas de los pueblos con decisiones
doctrinales: será el ejercicio del poder directivo.

Articulo 11.— E l poder indirecto.

1. Tesis. 947. En, segundo lugar, el Papa, como á suprema ca


beza de la Iglesia de Jesucristo, encargado á título de
tal de guiar á todos los hombres hacia el fin sobrenatu­
ral, puede no sólo dar reglas de dirección obligatorias
para los 'principes y los pueblos en las cuestiones de mo-

(I) Autores graves vieron en la respuesta del Papa SaD Zaca­


rías u d ejercicio del poder indirecto; por más que d o s parezca
preferible la opinion contraria, no quisiéramos entrar en dis­
cusión con ellos. Historiadores modernos han negado la auten­
ticidad del hecho; si todos los doctos se rinden á sus razones,
habremos de suprimir este ejemplo.
313
ral política y social, sino también intervenir en el mismo
órden temporal para arreglar con autoridad suprema,
las cosas de este órden, y aun disponer de ellas, siempre
que los intereses espirituales de las almas nopudieren de
otra suerte quedar á salvo (l).
Este poder viene casi umversalmente designado con
el nombre de poder indirecto. Con este nombre lo lla­
maremos.
A fin de evitar malas inteligencias lamentables, in­
sistimos un poco en la nocion del poder indirecto; lue­
go, después de haber determinado con precisión su
naturaleza, demostraremos que un católico no puede
negarlo al Papa.
948. El poder temporal indirecto, ó simplemente elII. Desarro­
llo de la tesis.
poder indirecto es, como acabamos de decir, el derecho l.'Nalurale-
que tiene el Papa de decidir con suprema autoridad so- za del poder
indirecto.
bre cuestiones temporales, en virtud del poder espiri­
tual, todas las veces que los intereses espirituales lo re­
quieran. En otros términos, el Papa, sin ser el monarca
temporal de toda la tierra, ni siquiera de la cris­
tiandad, puede sin embargo, como á monarca espiritual
de los bautizados y en virtud de la potestad espiritual,
ejercer jurisdicción suprema sobre las cosas temporales
de los principes, p o t e s t a ie s i s u m m a u te m po h a lk m (2),

(1) Asserimus PontiOcem, ut Pontificeno, et si non habeat


ullam mere temporalem potestatem, tamen habere io ordine
ad boDum spirituale summatn potestatem disponendi de tem-
poralibus rebus omnium christianorum. (Bella reo. De Rom. Pont.
lib. Y, c. vi). Potest ta m e D juste per senteDtiam vel ordioatio-
oem Ecclesiae tale jus dominii vel praelationis tolli (praeexistens
domiDÍum tolli & principibus infidelibus); quia infideles, mérito
suse inBdelitatis mereutur potestatem amittere super fideles,
qui transferuotur io filios Deí. Sed hoc quidem Ecclesia quao-
doque facit, quandoque autem nonfacit. (Sum. Theol. 4.* 2, q. x,
a. 10).
(t) Jbid.
314
cuando lo exigiere el Mea de la Iglesia; es decir, tiene,
en virtud de su poder espiritual, ó indirectamente, la
plena potestad de disponer de las cosas temporales, todas
las veces que lo juzgare necesario para el bien de la
Iglesia.
A este poder se le llama convenientemente temporal
indirecto. Es poder temporal, porque se ejerce sobre un
objeto temporal. Pero es un poder temporal indirecto,
porque es espiritual en su origen y en su fin. Porque es
el poder mismo de las llaves ejercido sobre un objeto
temporal. En efecto, el poder de las llaves se extiende
á todo lo que concierne al órden de la salvación; se ex­
tiende, pues, á los mismos negocios temporales, en los
casos y límites en que lo reclaman los intereses espiri­
tuales; no se extiende á los asuntos temporales directa­
mente, como á su propio objeto, porque su objeto propio
es el órden de la salvación; sino indirectamente, como
á un objeto ligado con su objeto propio, y que no le eslá
sujeto sino en razón de este enlace. «El poder indirecto
del Papa (1) sobre las cosas temporales de los príncipes,
dice un ilustre defensor de los derechos de Dios y de la
Iglesia, lejos de ser una reivindicación del temporal, no
es otra cosa que el mismo poder espiritual en acto de
legítima defensa ó ejerciendo una de las funciones que
le son esenciales (2).»

(!) ¿Puede decirse que el poder indirecto es un poder tempo­


ral inmediato? Admitimos coa gusto esta expresión. El poder di­
rectivo puede, en efecto, ser llamado poder temporal mediato,
porque alcanza el órden temporal por mediación de los princi­
pes ó de los pueblos á quienes traza una dirección obligatoria.
El poder indirecto, al contrario, puede ser llamado inmediato,
porque regula las cosas temporales en si mismas sin mediación,
aunque indirectamente. En una palabra, es indirecto por razón
de su origen y de su fin, é inmediato relativamente á su objeto.
(1) Cbesnel, Los derechos de Dios y las ideas modernas, t. 1I>
cap. vil.
315
De donde manifiestamente se infiere que el poder in­
directo se distingue del poder de las llaves, como la
parle del lodo, ó la especie del género : comprendido en
el poder de las llaves, el poder indirecto es este mismo
poder de las llaves considerado en una parle limitada de
su objeto, á saber, las cosas temporales que afectan al
bien espiritual de las almas. «Hay, dice el grande
escritor que más arriba citábamos, una función secun­
daria de la potestad espiritual, mucho más que un po­
der específicamente distinto (1).»
De donde manifiestamente se infiere, en segundo lu­
gar, que el poder indirecto se extiende á lodos los actos
del órden temporal que reclama el bien sobrenatural de
las almas, y puede ejercerse sobre todos los Estados del
mundo, en especial los cristianos.
9í9. No se diga, pues, que absorbemos los Estados observa·«
en la Iglesia. Naciones y soberanos conservan intacta su c,#“ '
independencia en el órden puramente temporal. Las
cuestiones de industria, de comercio, de tranquilidad y
seguridad públicas, la mayoría de las cuestiones de ad­
ministración, de gobierno, de legislación, en una pala­
bra, todo lo que no afecta más que al bien temporal de
la nación, es de la exclusiva competencia del Estado.
Pero las cuestiones temporales que andan mezcladas con
graves intereses espirituales, dependen de la autoridad
de la Iglesia. Asi que, hace el príncipe una ley funesta
para la salvación de las almas, por ejemplo una ley que
dificulta el reclutamiento del clero, el Papa puede abro­
garla. AI contrario, reclama el bien espiritual de los
fieles una ley, cual seria la que estuviese encaminada
á reprimir las Asociaciones hostiles á la Iglesia,aponer
un freno á la licencia de la palabra ó de la prensa, puede

(i) Chesnel, Los derechos de Dios y las ideas modernas, l. II,


cap, \n.
316
r el Papa imponerla al legislador civil (1). Ua príncipe
bautizado se sirve de su poder para corromper la fe de
su pueblo, para trastornar la disciplina eclesiástica:
puede el Papa emplear desde luego las ameuazas y las
censuras para volverle al camino recto; después, si se
mostrare incorregible y lo reclamaren los intereses de
las almas, puede privarle del trono (2). En estos diver­
sos casos y lodos los demás del mismo género, no ejerce
el Vicario de Jesucristo una potestad temporal con un
fin temporal y sobre un objelo temporal: esto seria el
poder temporal directo. Ejerce un poder espiritual, á
saber, el poder divino de las llaves, con un tin espiri­
tual, la salvación de las almas, sobre un objeto tempo­
ral: bé aquí el poder temporal indirecto. El Estado con­
serva su propia independencia en todas las cuestiones
de órden puramente temporal; pero está sujeto á la
Iglesia en las cuestiones áun temporales que se mez­
clen con graves intereses espirituales (3;. Ambas potes­
tades permanecen siendo distintas sin que la potestad

(1) Non potest Papa, ut Papa, ordinario condere iegera civi-


lem, vel confirmare aut infirmare leges principum, quia non
estipse princeps Ecclesiíe politicus; tamen potest omnia illa fa-
cere, si aliqua lex civilis sit necessaria ad salutem animarum, et
(amen reges non velint eam condere, aut si alia sit noiia ani-
tnarum saluti, et tamen reges non velint eam abrogare. (Bel-
larm. De Bom. Pont. lib. V, c. vi).
(2) Non potest Papa, ut Papa, ordinaria temporales princi­
pes deponere etiam justa de causa, eo modo quo deponit epis-
copos, id est, tanquam Ordinarius judex: tamen potest mutare
regna, et uni auferre et alteri conferre, tanquam summus
princeps spiritualis.si id necessarium sitad animarum salutem.
(Ibid.).
(3) Poterit spiritualis respublica imperare temporal! repu­
blic« sibi subject®, et cogere ad mutandam administrationem,
et deponere principes et alios instituere, quando aliter non po­
test bonum suum spirituale tuen. (Ibid. c. vnj.
317
inferior pueda reivindicar una independencia absoluta
y universal en el órden temporal mismo.
950. Pensamos que el lector tiene ahora concepto i . ° Eiisten-
cia del poder
claro del 'poder indirecto. ¿Es preciso, pues, admitir que indirecto.
la Iglesia tenga este poder tal como acabamos de expli-
. cario?
Muchas veces hemos tenido ocasion de hacer notar la a. Actos j
documentos
ignorancia ó increíble temeridad de los semilibera- pontificios 6
les. El asunto de que tratamos nos ofrece un nuevo conciliares.
ejemplo· Gran número de nuestros adversarios parecen
creer que la teoría del poder divino de los Papas sobre
las coronas es la que profesan un reducido número de
teólogos exagerados. La verdad es, que San Dernardo,
San Buenaventura, Santo Tomás, Belarmino, Suárez, y,
si exceptuamos á los autores galicanos, todos los teólo­
gos han sostenido, y en términos los más claros la ma­
yor parte, que el Sumo Pontífice puede decretar sobre
asuntos temporales, y hasta disponer de las coronas,
cuando los intereses espirituales lo exigieren.
Asimismo, están persuadidos los católicos semilibera­
les en su mayoría de que jamás decidió la Iglesia cosa
alguna sobre esta materia. Y sin embargo, gran número
de bulas pontificias ó decretos conciliares suponen ó en­
señan también expresamente el poder de la Iglesia so­
bre lo temporal de los reyes. Tales son los decretos de
San Gregorio Vil, Inocencio 111, Gregorio X y San
Pió V, deponiendo solemnemente á príncipes prevari­
cadores. Tales son ciertas constituciones del I I I y IV
Concilios de Letran, del I Concilio de Lyon y también
del deTrento: más arriba las citamos para probar el
poder coercitivo de la Iglesia; y prueban igualmente la
existencia del poder indirecto.
Empero, los documentos en que se afirma quizás con
mayor precisión el poder de la Iglesia sobre los prínci­
pes de la tierra son la famosa bula Unan Sanctam de
318
Bonifacio VIH, y la admirable Eocíclica de León X I II
ImmrU.lt Dei. Citaremos un poco más abajo eslos tex­
tos decisivos.
u«‘i ÜVliegt Obligados por la fuerza de estas pruebas, mu-
ciooe« de los chos semiliberales confesarán que la Iglesia se arrogó
semiliberales. , , . , , . ,
y ejerció el poder de arreglar las cosas temporales
cuando lo requirió la salvación de las almas. ¿Confesa­
rán, sin embargo, que verdaderamente tiene este poder
la Iglesia, y que lo tiene por derecho divino? Nó.
En el siglo X Y II, el autor de la Defensa de la Decla­
ración, después de haber reconocido que por espacio de
seis siglos creyeron tener este poder los Papas, termi­
naba con estas extrañas palabras: «Mas en esto los Su­
mos Pontífices inducían á los católicos en error en lugar
de confirmarlos en la fe: Catkolicos in errorem induce -
bant, ludumin fidem confirmarent.s> En el siglo XIX,
muchos semiliberales han hablado por igual manera:
Los Itomms Pontífices y los Concilios ecuménicos, han
dicho, traspasaron, los límites de su poder y usurparon
los derechos de los príncipes (1). Este lenguaje es suma­
mente temerario, se aproxima á la herejía y favorece el
cisma; ios que lo emplean apenas si merecen el nom­
bre de católicos.
La mayoría de los semiliberales habla de otra suerte:
«Los Papas y los Concilios dispusieron de las cosas tem­
porales f# virtud del derecho público. La Iglesia dic­
taba la ley á los soberanos impíos ó disolutos,porque la
confiante, de los pueblos la habia investido del derecho da
administrar en nombre suyo sus intereses.» Estos semi­
liberales piensan quizás merecer bien de la Iglesia, con
evitar que la acusen de ambición y usurpación. Con to-

(1) Romani Pontífices et concilia cecumenica á limitíbus


soae potestatis recesserunt, jura priocipum usurparunt. (Syll.
prop. 23J.
319
do, es incompleta su teoría. £1 derecho público que ale­
gan existió, como vamos á ver; pero do era el solo titu­
lo, ni quizás el principal, para los actos ejercidos por
los Papas: el primer título era el derecho divino. Cuan­
do, en efecto, deponen los Papas á los emperadores de
Alemania ó á otros principes, no invocan el derecho
público; no se apoyan en concesiones hechas por los
pueblos; sólo hablan del derecho divino. Lean las sen­
tencias de San Gregorio Vil, Inocencio IV, Paulo I I I
y otros Pontífices; y se convencerán fácilmente de
que obran como «ministros de Jesucristo» y no como
mandatarios de los pueblos, «en virtud de su misión di­
vina» y no de una delegación popular, apoyados en es­
tas palabras: «Cuanto atáreis en la tierra quedará alado
en el cielo» y no en el derecho público.
9,‘>2. Anteriormente inferimos del origen, naturaleza, c. Argumeo-
y fin de ambas sociedades, que el Estado está sujeto á la ¿hgeDC*n»uií*-
Iglesia en el órden sobrenatural; podemos inferir de la
misma doctrina, que depende también de la Iglesia, áun ¿ades.
en el órden temporal, cuando lo exigen los intereses es­
pirituales. El Estado, dijimos, tiene p o rc ia tranquilidad
pública y los intereses temporales; la Iglesia, la santifi- fin ? * d*“ b*s
cacion de los hombres, su incorporacion á Jesucristo y T«tóede>Leoo
su preparación para la gloria de los hijos de Dios, para XIIL
la posesion inmediata y beatífica de la divina esencia.
La Iglesia es la gran institución social, ordenada al fiu
supremo y universal de la humanidad; el Estado es
también una institución social, pero ordenado á un lia
secundario y transitorio.
Estas verdades son dogmas de fe para los católicos.
lié aquí la consecuencia. Puesto que el fin de la Igle­
sia es más alto, ninguna institución humana puede con­
trariarla, al contrario, deben servirla todas. Si, pues, en
ciertas circunstancias fuere necesario el concurso del
Estado, podrá exigirlo la Iglesia; si el príncipe, en lu-
320
gar de favorecer á la Iglesia, tratare de oprimirla, podrá
la Iglesia obligarle con la fuerza á cumplir coa su de­
ber; podrá suspenderle del ejercicio de la soberanía, y
áua desligar á sus súbditos del juramento de fidelidad
y deponerle del trono. En una palabra, lo que pertenece
al orden temporal, si afecta á la salvación del alma, de­
pende de la jurisdicción de la Iglesia. Es así que el
arreglar los negocios temporales y disponer de ellos en
órden á un bien espiritual, es un acto de lo que llama­
mos poder indirecto. Luego en virtud de la superioridad
de su fin, tiene la Iglesia semejante poder (1). «Supe­
rior al órden de la naturaleza, la soberanía pontificia di­
rige el supremo poder temporal hácia el último finé in­
directamente extiende su acción hasta él, cuando una
causa justa, como la opresion de los débiles, la violacion
del derecho público ó privado que clama al cielo, el es­
cándalo, el peligro para las almas la obligan á interve­
nir (2).»
953. Oigamos, empero, al mismo León X lll desarro­
llando este argumento en la admirable Encíclica Im-
mortale Dei que determina «la constitución cristiana de
la sociedad civil» y define las relaciones de la Iglesia
con el Estado. «Dios dividió,» dice el Pontífice, «el go­
bierno del género humano entre dos potestades: la po­
testad eclesiástica y la potestad civil; puesta aquélla al
frente de las cosas divinas, y ésta de las cosas huma­
nas. Cada una de ellas es soberana en su género; cada
una está encerrada dentro de límites perfectamente de­
terminados y trazados conforme á su naturaleza y fin

(1) Finis témpora lis subordioatur finí spirituali, ut patet:


quia felicitas temporalis noo est absolute ultimus fiois, et ideo
referri debet in felicitatem seteroam; coostat autem ita subor­
dinan facúltales, ut subordioantur fines. (Bellarm. De Rom.
Pont. lib. V, c. vil).
(2) Los derechos de Dios, t. II, c. vil.
321
especial. Hay, pites, como una esfera circunscrita den­
tro de la cual ejerce cada una su acción por derechopro­
pio, jure proprio.» «Con todo,» prosigue León X III,
«como su autoridad,» la autoridad de la Iglesia y del
Estado, «se ejerza sobre los mismos súbditos, puede su­
ceder que una sola y misma cosa, bien que por diferente
título, pero sin embargo una sola y misma cosa perte­
nezca á la jurisdicción y al juicio de una y otra po­
testad.»
Por ejemplo, la cuestión de la libertad de imprenta
corresponde á la jurisdicción del Estado, porque afecta
al bien temporal de la sociedad civil, y á la de la Igle­
sia, porque afecta al bien espiritual de las almas.
¿Cuál es la autoridad del Estado y cuál la de la Igle­
sia en estas cuestiones? La Iglesia tiene propia y exclu­
sivamente la autoridad en estas materias,dice León X III.
El derecho de la Iglesia prevalece entonces sobre el del
Estado, porque el Gn de la Iglesia es superior al del Es­
tado. No obstante, añade el Papa, la Iglesia, en lugar
de reservarse para si sola el derecho de decidir estas
cuestiones, como podria, puede convenirse con el Esta­
do, como lo ha becho en los tiempos modernos por me­
dio de los Concordatos. Fijemos bien la atención en las
palabras del Pontítice.
«Era digno de la sábia Providencia de Dios, que ins­
tituyó estas dos potestades, trazarles el camino y mu­
tuas relaciones. Las potestades que hay, están ordena­
das por Dios. (Rom. xm, 1).» Si de otra suerte fuera,
nacerían á menudo causas de funestas contiendas y con­
flictos, y á menudo debiera el hombre titubear perplejo
como hallándose frente de una doble senda, sin saber
que hacer, á consecuencia de las órdenes contrarias de
las dos potestades cuyo yugo no puede sacudir en con­
ciencia. Repugnaría humanamente atribuir tal desór-
den á la sabiduría y á la bondad de Dios, que en el go-
336
teólogo que hemos citado machas veces en este capi­
tulo, y el Estado no es ia Iglesia; y aunque Cristo tenga
en ella el derecho á los servicios de todas las criaturas y
que le deban todas obediencia á proporcion y según la
nataraleza de estos servicios, cada obra de Dios con­
serva en su línea la plenitud de su vida y de su liber­
tad, dentro del órden en que deben obrar (1).» La
Iglesia, dice León X III en su célebre encíclica sobre el
poder, la Iglesia reconoce y declara que todo lo que es
del órden civil está, bajo la •potestad y la autoridad su­
prema de los príncipes (2).
Más todavía, no sólo no reivindica la Iglesia ninguna
potestad sobre los asuntos puramente temporales, sino
que difícilmente se decide á resolver con su sola auto­
ridad, áun cuando fácilmente puede, las cuestiones tem­
porales que andan mezcladas con los intereses espiri­
tuales. Pudiera indudablemente hacerlo, y áun lo ha
hecho algunas veces. Pero ordinariamente prefiere en­
tenderse con el poder seglar y arreglarlas de común
acuerdo con el mismo. En aquellas cosas sobre las que
corresponde juzgar, bien que por diversos motivos, á la
potestad eclesiástica y á la potestad civil, quiere la
Iglesia, hace notar León X III, que se pongan mutua­
mente de acuerdo ambos poderes, para que no se produz­
can entre ellos disensiones funestas (3).»
La Iglesia, lejos de estar celosa de su autoridad so­
bre los príncipes, no gusta de valerse de ella; y, cuan-

(1) D. Gréa, De la Iglesia y su divina constitución, lib. i, c. vi,


p. 95.
(2) Qu® id genere rerum civilium versantur, ea in potestate
supremoque imperio eorum esse agnoscit et declarat. (Encycl.
Diulwmum illui, Í9 Jun. 1881).
(í) lo iis quorum judicium, diversam licet ob causam, ad
sacram civilemque pertinet potestatem, vult existere ínter
utramquc concordiam, cujas beneficio funesta utrique conten-
tíone* devitentur. (Ibid.).
337
do puede hacerlo sin comprometer los intereses espiri­
tuales, se abstiene sin dificultad de ejercerla. Tiene
natural aversión á cuidar de los negocios seglares; pa­
rece temer perder el amor de los bienes espirituales
engolfándose en cuidados terrenales; parécete que se
coloca debajo de su esfera cada vez que baja á las
cuestiones temporales; y cree perder su dignidad cuan­
do se ocupa en arreglar intereses materiales. «Dejemos
á los principes, han dicho todos los buenos obispos, go­
bernar los reinos de la tierra; contentémonos con gober­
nar el reino celestial. Toca á los reyes administrar las
cosas del tiempo; á nosotros conviene administrar las co­
sas de la eternidad; porque estamos encargados de los
intereses eternos de las conciencias, como lo están ellos
de los intereses temporales de los cuerpos. La política
de Jesús, bé aquí nuestra política; la política de los
hombres, la dejamos para los hombres.» Sin duda no se
negará absolutamente la Iglesia á ocuparse en los ne­
gocios seglares; pero sólo consiente en hacerlo cuando
le imponen este deber las necesidades espirituales de
los pueblos.
En naestra época sobre todo, no puede pensar en
ejercer su poder indirecto en el órden temporal. En
efecto, el ejercicio de este poder es imposible: ¿qué
príncipe se sometería boy á una sentencia de deposi­
ción? ¿Qué pueblo procedería con calma á su ejecu­
ción? Aún más: seria perjudicial, porque llevaría la
perturbación á las conciencias y provocaría persecucio­
nes. El ejercicio de este poder no volverá á ser prove­
choso hasta que de nuevo lo reconozcan la mayor parte
de los cristianos, áuo de entre aquellos que sintieren
sus rigores; cuando su uso fuere nuevamente tenido por
un beneficio público, aclamado por los pueblos y garan­
tido por las leyes; en nna palabra, cuando el derecho
divino hubiere entrado de nuevo en el derecho público.
338
Hasta entonces San Pedro tiene órden'de guardar en­
vainada la espada: converte gladium tuum in vagi-
nam (1); y la Iglesia romana, al mismo tiempo que sos­
tiene la verdadera doctrina sobre sus derechos, muy
lejos de pensar en obrar como San Gregorio V II ó Ino­
cencio IV, declara que la calumnian los que le imputan
intención semejante (2).
s.° conciu- 961. Pero, si la Iglesia se ha servido siempre con
>l0n‘ mucha parsimonia del poder indirecto, si en las circuns­
tancias actuales se niega absolutamente á ejercerlo, no
deja por esto de tenerlo. Porque forma parte de los di­
vinos poderes que le dió su Fundador el Hijo de Dios
hecho hombre. La Iglesia, tal es la voluntad de Jesu­
cristo, es «el monte encumbrado sobre los demás mon­
tes (3),» la sociedad sobrenatural que domina á todas
las sociedades naturales, el imperio perfecto, indepen­
diente y supremo, que no depende de ningún poder
humano y del cual’depende en algún modo todo huma­
no poder, «el reino de los cielos,» que, sin absorber los
derechos de otros reinos, fué investido de alta jurisdic­
ción sobre todos, á ñn de abatir el orgullo de los pode­
rosos del siglo rebelados contra Dios y obligar á la fuerza
misma á servir á Cristo.
Según esta constitución divina, toca á la verdad em­
puñar el cetro supremo en este mundo, y á la justicia
el legislar. £1 Yerbo de Dios, la Sabiduría y la Razón
del Padre rige á la fuerza. Por cima de los poderosos
del siglo hay el Pontífice del Eterno. Los que ciñen es­
pada están sujetos á ser juzgados en el tribunal de aquel
que enseña la ley del Altísimo. Los caudillos de los
ejércitos tienen órdenes que recibir y castigos que te-

(1) Malth. xxvi, 52.


(2) Discursos de Pió IX, publicados por Pascual de Francis-
cis, 1.1, p. 202.
(3) Is. II, 2.
339
mer del supremo Doctor de la moral. Los pueblos se
hallan a) abrigo de la tiranía bajo la protección del Pa­
dre universal, cuyo trono se levanta por cima de los
tronos de sus príncipes. Los reyes se hallan á cubierto
de las revoluciones bajo la égida del Juez supremo cons­
tituido por Dios vengador de lodos los derechos. Ver­
daderamente, ¿qué seria menester para que la verdad y
la justicia reinasen en lá humanidad como señoras?
¿Qué fuera menester para traernos la paz universal?
Bastara reconocer en el Papa la plenitud de poderes que
recibió del Salvador de los hombres.
¡Ay! los reyes y los pueblos cristianos debieran acla­
mar la potestad de la Iglesia sobre los Estados; y ¡des­
confían de ella, la desconocen y la maldicen! Dios co­
locó arriba, en la autoridad de su representante, el ele­
mento regulador de la potestad seglar; y los políticos
modernos lo buscan abajo, en los caprichos de una tur­
ba ignorante y apasionada. De esta suerte el despotismo
sucede á la anarquía y la anarquía al despotismo; las
revoluciones deshacen lo que las revoluciones hicieron;
queda desterrada la paz del mundo; luchas é intrigas
rei nan donde quiera. ¡ Dichosos los pueblos, cuando nue­
vamente comprendieren que su libertad y sus derechos
no pueden hallar mejor garantía que la potestad de los
Papas! ¡Dichosos los reyes, cuando hubieren por fin
reconocido que su trono no puede tener mejor apoyo
que la grande autoridad social del Vicario de Jesucristo!
Entonces habrá terminado la revolución, volverá á flo­
recer la civilización del Evangelio, y en el seno del ór­
den y de la paz, gozarán las naciones de una dicha
desde largo tiempo desconocida.
Cuanto á nosotros, sobrado honrados y satisfechos
para renegar del pasado, harto prudentes para tratar de
hacerlo revivir; sin echar de menos los accidentes y las
movibles formas que se lleva el tiempo, dóciles á la ra-
340
zon, firmes en la fe, creeremos y diremos hasta el pos­
trer suspiro: Es menester que el cuerpo permanezca
sujeto al alma; no hay privilegio que asegure la impu­
nidad á las iniquidades de los grandes; del mismo modo
que lodo lo que viola libremente el órden por Dios es­
tablecido, se hallan sujetas á las llaves del reino de los
cielos, llaves poderosas cuya guarda yuso corresponden
á Pedro (1).» «Cuanto en las cosas humanas es sagrado
por cualquier título, cuanto toca á la salvación de las
almas y al culto de Dios, ya por su naturaleza, ya por
razón de su fin, todo esto compete á la autoridad de la
Iglesia (2).»

CAPÍTULO II.

El derecho público de la Edad media.

Proposi 962. E l reconocimiento universal del poder directivo


CÍOD.
y del indirecto por los pueblos y soberanos de la edad
media, y la institución de un derecho público conforme
con el derecho divino, sin aumentar la fuerza intrínseca
de éste, le traía el socorro extrínseco de un derecho pú­
blico, y de esta suerte hacia el ejercicio del derecho di­
vino más fácil y eficaz para el bien de la humanidad.
Esta proposicion exigiría largos desarrollos: debere­
mos limitarnos á algunas sumarias indicaciones. Demos­
traremos en primer lugar que el derecho divino debia
entrar en el derecho público, y en segundo lugar vere­
mos que entró en él efectivamente.

(1) Cbesnel, los derechos de Dios, etc.


(2) Encj-cl. Immortale Dei, 1 Nov. 1885.
341

Artículo /.— Causas de la inserción del derecho divino


en el derecho público.

963. La primera causa que debia introducir el dere­I. Causa pri­


mera: la vive·
cho divino en el derecho público, era la misma viveza za de la fe y del
buen sentido
de la fe, y pudiéramos añadir, del Imen sentido po­ popular.
pular.
Las verdades católicas tan extrañamente disminuidas
entre nosotros, tenían toda su fuerza en la antigua so­
ciedad: la inteligencia, desde su primer despertamien­
to, se aplicaba á las enseñanzas de la fe y no cesaba
luego de nutrirse de ellas. Puede de ahí inferirse que la
vida intelectual estaba más desarrollada, áun entre los
hombres de las últimas clases, que en nuestros dias;
porque el pueblo más sencillo y más moral, vivia más
desasido de las cosas sensibles, y por consiguiente en
ejercicio más fácil y luminoso de las facultades del es­
píritu. Pero esta vida intelectual estaba coocentrada en
las verdades reveladas como en su principal objeto. Por
esto todos las conocían profundamente y estaban de ellas
íntimamente persuadidos, y las veían todos con clarida­
des tales, que les parecía imposible que pudiese álguien
discutir sobre ellas.
Pero ¿puede tenerse fe viva y desconocer la natura­
leza de la Iglesia y sus derechos? ¿Puédese, teniendo
vivá fe, no venerar en la Iglesia á la humanidad redi­
mida y santificada por Jesucristo, gobernada por su Es­
píritu, llamada á reunir en su seno á todos los hijos de
ios hombres, encargada de regirlos con poderes divi­
nos y con la divina asistencia, y de llevarlos hasta
la visión divina, supremo fin de la naturaleza humana?
¿Puédese tener fe viva, y no bajar la cabeza ante el
Papa como ante el órgano de Jesucristo, cabeza de
todas las Iglesias, maestro y guia de los reyes y de los
T. II.-83
340
zon, firmes en la fe, creeremos y diremos hasta el pos­
trer suspiro: Es menester que el cuerpo permanezca
sujeto al alma; no hay privilegio que asegure la impu­
nidad á las iniquidades de los grandes; del mismo modo
que lodo lo que viola libremente el órden por Dios es­
tablecido, se hallan sujetas á las llaves del reino de los
cielos, llaves poderosas cuya guarda yuso corresponden
á Pedro (1).» «Cuanto en las cosas humanas es sagrado
por cualquier título, cuanto toca á la salvación de las
almas y al culto de Dios, ya por su naturaleza, ya por
razón de su fin, todo esto compete á la autoridad de la
Iglesia (2).»

CAPÍTULO II.

El derecho publico de la Edad media.

Proposi 962. E l reconocimiento universal del poder directivo


CÍOD.
y del indirecto por los pueblos y soberanos de la edad
media, y la institución de un, derecho público conforme
con el derecha divino, sin aumentar la fuerza intrínseca
de éste, le traía el socorro extrínseco de un derecho pú­
blico, y de esta suerte hacia el ejercicio del derecho di­
vino más fácil y eficaz para el bien de la humanidad.
Esta proposicion exigiría largos desarrollos: debere­
mos limitarnos á algunas sumarias indicaciones. Demos­
traremos en primer lugar que el derecho divino debia
entrar en el derecho público, y en segundo lugar vere­
mos que entró en él efectivamente.

(1) Cbesnel, los derechos de Dios, etc.


(2) Encycl. lmmortale Dei, 1 Noy. 1885.
341

Artículo 1 — Causas de la inserción del derecho divino


en el derecho público.

963. La primera causa que debía introducir el dere­I. Causa pri­


mera: la vive·
cho divino en el derecho público, era la misma viveza za de la fe j del
buen sentido
de la fe, y pudiéramos añadir, del ¡men sentido po­ popular.
pular.
Las verdades católicas tan extrañamente disminuidas
entre nosotros, tenían toda su fuerza en la antigua so­
ciedad: la inteligencia, desde su primer despertamien­
to, se aplicaba á las enseñanzas de la fe y no cesaba
luego de nutrirse de ellas. Puede de ahí inferirse que la
vida intelectual estaba más desarrollada, áun entre los
hombres de las últimas clases, que en nuestros dias;
porque el pueblo más sencillo y más moral, vivia más
desasido de las cosas sensibles, y por consiguiente en
ejercicio más fácil y luminoso de las facultades del es­
píritu. Pero esta vida intelectual estaba concentrada en
las verdades reveladas como en su principal objeto. Por
esto todos las conocían profundamente y estaban de ellas
íntimamente persuadidos, y las veían todos con clarida­
des tales, que les parecía imposible que pudiese álguien
discutir sobre ellas.
Pero ¿puede tenerse fe viva y desconocer la natura­
leza de la Iglesia y sus derechos? ¿Puédese, teniendo
vivá fe, no venerar en la Iglesia á la humanidad redi­
mida y santificada por Jesucristo, gobernada por su Es­
píritu, llamada á reunir en su seno á todos los hijos de
los hombres, encargada de regirlos con poderes divi­
nos y con la divina asistencia, y de llevarlos basta
la visión divina, supremo fin de la naturaleza humana?
¿Puédese tener fe viva, y no bajar la cabeza ante el
Papa como ante el órgano de Jesucristo, cabeza de
todas las Iglesias, maestro y guia de los reyes y de los
T. II.-83
342
pueblos? La viveza de la fe debia, pues, traer infali­
blemente el reconocimiento social de los derechos de la
Iglesia y su cabeza.
La viveza del buen sentido debia llevar al mismo re­
sultado. Hoy dia los ánimos parecen hallarse preocupa­
dos en garantir á la potestad seglar de las intrusiones
de la potestad eclesiástica. En otro tiempo los pueblos
comprendían que, si algo hay que temer, son las inva­
siones del poder laico en el terreno de la autoridad es­
piritual. Veían que la potestad eclesiástica, tal como la
instituyó Dios con su jerarquía, halla en sí misma su
propio contrapeso, en las leyes que regulan su transmi­
sión, en la santidad, en la doctrina y prudencia de los
Pontífices, en esta misma disposición de la divina Pro­
videncia que entrega su cetro pastoral á unos ancianos
sin posteridad terrena y sin ambición personal, y sobre
todo en la asistencia invisible pero todopoderosa de
Aquel que prometió estar con sus ministros hasta la
consumación de los siglos. La supremacía de la Iglesia
sobre el Estado, consecuencia de la excelencia del or­
den espiritual, y que no confunde los dos poderes, sino
que los mantiene en su lugar, les parecía tan natural
como natural es al alma gobernar al cuerpo, al espíritu
mandar á la materia y á la razón moderar los apetitos
inferiores. A Dios y su Cristo se los miraba como á maes­
tros de la humanidad y primeros soberanos de las na­
ciones, y á la Iglesia católica como á madre, nodriza é
instructora de reyes y pueblos. Todos pensaban que pro­
clamar el reinado social del Verbo de Dios, era dar el
imperio á la verdad y á la justicia. La potestad pública
de la Iglesia aparecía como la primera condicion de la
libertad de grandes y pequeños, de la paz y prosperidad ■
de los Estados. Se consideraba la solemne declaración
de los derechos de Jesucristo y de la Iglesia como la
más eficaz garantía de los derechos de todos. Así que,
343
en medio de aquellos pueblos llenos de sentido cristia­
no, el reconocimiento de la Iglesia debía venir á ser la
ley fundamental de los Estados y como la clave de la
bóveda del edificio social.
964. Mas si la autoridad de la Iglesia tenia ya su razónII.Causa se­
cunda : la in­
de ser en las mismas luces de la fe y del buen sentido fluencia de los
popular, todavía se afianzó más por razón de los benefi­ obispos en los
asuntos públi­
cios que de ella recibieron los pueblos; y éste es el lu­ cos.
gar de hablar de la influencia de los obispos.
En la época de la invasión de los bárbaros, gozaban
los obispos de toda la confianza de los pueblos. Habían
llegado á ser los defensores de las ciudades. Los tribu­
nales de los obispos instituidos por los Apóstoles en los
primeros dias de la naciente Iglesia, los habia recono­
cido y colmado de honores y privilegios la legislación
imperial. La santidad de los obispos haciacontrastecon
el lujo, el orgullo y los desórdenes de los prefectos del
Imperio; brillaban por su ciencia sobre sus contempo­
ráneos; y ninguna potestad humana igualaba á su auto­
ridad moral sobre sus Iglesias. En una palabra, la su­
blimidad de su carácter y de sus virtudes, la constancia
y alteza de sus servicios, los habían hecho protectores
y padres de los pueblos.
En medio de las desdichas de las invasiones creció
todavía la influencia de los obispos. En medio de la rui­
na universal quedaban en pié los obispos, y los pueblos
aturdidos se apiñaban á su alrededor como los morado­
res de una ciudad sitiada cabe la torre que permanece
inmoble. Y se vieron obligados á tomar en sus manos
los mismos asuntos temporales. Vióseles en Italia, en
Francia y en España fortificar y abastecer las ciudades,
reclutar tropas, procurarles víveres y hallarles genera­
les. Los emperadores ó las ciudades los enviaban al ene­
migo para tratar con él. Rescataban á los cautivos, re­
cogían á los huérfanos y mantenían á los pobres. Todos
344
los que habian sido víctimas del azote, los que se ha­
llaban amenazados del mismo, acudían á ellos, y halla­
ban en su activa caridad consuelos y socorros. Los in­
fortunios de aquella lamentable época acabaron de re­
velar á los pueblos toda la magnanimidad y ternura que
puso Dios en el corazon de sus Pontífices; las sacudidas
sociales que hicieron desaparecer el imperio romano
consolidaron su influencia; y pareció que la Providen­
cia no habia permitido tantas calamidades sino para que
lanzaran á los brazos de la Iglesia los pueblos reco­
nocidos.
Este ascendiente se impuso á los mismos vencedores.
Jamás se habian hallado todavía en presencia de tantas
virtudes y sabiduría. A pesar de sus bárbaras costum­
bres, tenían asaz rectitud y honradez para dejarse sub­
yugar por aquellos hombres de Dios que predicaban una
religión tan sublime. Vióse pronto á los fieros conquis­
tadores abjurar sus groseras supersticiones y abrazarla
Religión católica. Los obispos se convirtieron en padres
de los vencedores, como lo eran ya de los vencidos; y
vencedores y vencidos se abrazaron bajo su cayado para
formar con su unión las naciones modernas. Sin la bien­
hechora acción del Episcopado, los vencidos se habrían
convertido en esclavos; sin dicha acción, los vencedo­
res, al paso que hubieran permanecido en su original
barbarie, habrían contraído los vicios del mundo ro­
mano y habrían caído en una precoz decrepitud. Es co­
sa notable que los pueblos bárbaros que no entraron en
el seno de la Iglesia, no hicieron más que pasar, des­
apareciendo casi tan rápidamente como aparecido ha­
bian. No es menos notable que aquellos que no abraza­
ron la pura doctrina se entregaron á vicios de toda
clase, debilitándose pronto y acabando á su vez por ser
conquistados. Sólo tuvieron próspera y dilatada exis­
tencia aquellos que se sometieron plenamente á la Igle-
345
sia, siendo su nacional grandeza á medida de su sumi­
sión: tan cierto es que la Iglesia católica comunica su
fecundidad é inmortalidad á los que á ella se entregan.
Los obispos fueron, pues, los salvadores de vencedo­
res y vencidos. Ellos solos pudieron preservar á la so­
ciedad de una ruina completa. Tuvieron abnegación
bastaute para socorrer todos los infortunios, asaz ener­
gía para contener todas las violencias, poder suficiente
para dominar tantos confusos elementos, mandar al
caos y hacer surgir un nuevo mundo. Era, pues, justo
que, como á salvadores de la sociedad, se los pusiese á
su cabeza; como á padres de vencedores y vencidos, re­
conciliadores de unos y otros, se los llevase natural­
mente á regir sus comunes destinos. Así que, en todos
los pueblos nuevos toman asiento eD los coDgresos na­
cionales; ejercen en ellos preponderante influencia, de
suerte que tiene uno que preguntarse á menudo si se
halla ante un concilio ó un campo de Mayo. Asíes prin­
cipalmente en Francia: moderan y dirigen las asambleas
francas de la primera y segunda raza.
Esta inOuencia de los obispos en el gobierno de la na­
ción, la ha reconocido todo el mundo; un historiador
protestante dijo que los obispos habían hecho á Francia
como hacen un panal de miel las abejas.
¿Era, pues, posible que no se aprovecharan los obis­
pos de tamaña influencia para hacer que reconocieran
las naciones los divinos poderes de la Iglesia? Por una
parte, las cosas divinas y las humanas son tanto más
florecientes cuanto mayor es fa acción de la Iglesia. Por
otra, tanto más expedita y eficaz es la acción de la Igle­
sia, cuanto su autoridad es más universalmente reco­
nocida. E l bien de la Iglesia como el del Estado de con­
suno aconsejaban á los obispos que inscribieran el dere­
cho divino en la legislación nacional,
96o. Por lo demás, la misma necesidad de las cosas n i. Causa
hacia de ello una ley. tercera:la mis-
346
majaecesídad AI someterse los invasores á los obispos, no habían
e s cosas. a(jq U¡rj(j0 t0(j as sos v¡rtuc(es. p u é menester largo tiem­
po para que el Evangelio domase aquellas impetuosas
naturalezas. La s3Dgre bárbara continuaba hirviendo en
aquellos hombres batalladores. Sin duda había en ellos
actos sublimes de virtud: esto probaba el poder del
Evangelio y la energía de aquellas nuevas razas. Pero
lenian todos los caprichos, toda la inconstancia y todos
los arrebatos délos pueblos niños. ¡Cuántas guerras y
turbulencias! ¡Cuántas violencias! ¡Cuántas injusticias!
¡Cuántas crueldades también! ¡A qué excesos no se hu­
bieran entregado los vencedores, si no se hubiesen en­
contrado con la autoridad moral del Vicario de Jesu­
cristo! Muchos protestantes, Hallara entre otros, confe­
saron que si ciertos príncipes bárbaros no fueron
Tiberios ni Nerones, fué únicamente porque sus pasio­
nes hallaron un freno en la autoridad de los Papas.
El Papa solo, venerado de todos, hasta de los más
malos, como á representante de Dios en la tierra, era
bastante poderoso para hacer temblar á los más fieros
tíranos, bastante independiente para no temer las ame­
nazas ni la violencia, para no ceder al favor ni á la in­
triga, y no servirse de su poder sino en bien de los pue­
blos. La potestad del Papa como árbitro de la justicia, y
regulador de los derechos aparecía, pues, cual la única
barrera eficaz contra la tiranía de los malos príncipes, y
único remedio de todas las violencias. Desde luego ¿po­
dían los pueblos dejar de favorecer su ejercicio, dándole
la autoridad del derecho público?
*

Artículo ll. — IIeáo de la inserción del derecho divino


en el derecho público.

^Enuncia- 960. Loque debiaser, fué: áun á falla del derecho


eho. e e" divino el derecho público hubiera permitido á los Papas
347
juzgar á los jefes temporales de las naciones, y especial­
mente deponer á los príncipes prevaricadores y destruc­
tores de la Religión.
967. Desde luego podemos deducirlo para todas las II. Resumen
de la prueba.
naciones católicas de los dos hechos siguientes.
En primer lugar, en todos los Estados de la edad me­
dia, la primera obligacimi del soberano era la de ser
cristiano y reinar cristianamente. De donde se seguía
que si el soberano no cumplía con este deber, quedaba
roto el pacto social y perdía el príncipe sus derechos.
En segundo lugar, era máxima umversalmente admi­
tida en las naciones cristianas que la cuestión del rom­
pimiento del contrato social era m a causa mayor, re­
servada al Papa; y en consecuencia la costumbre había
devuelto al Papa el oficio de conocer de la tiranía de los
principes y pronunciar su deposición.
De estos dos hechos es preciso inferir que el Papa, en
virtud del derechopúblico, podia ordenar á los princi­
pes que gobernaran cristianamente y deponer A los que
tiránicamente gobernaran; de suerte que por derecho hu­
mano podia lo que podia ya por derecho divino.
Desarrollemos algo estas aserciones para aquellos que
no estuvieran bastante familiarizados con los hechos de
la historia.
968. Las antiguas máximas del derecho germánico III. Expli­
caciones.
se compilaron en el siglo X III en dos famosas coleccio­ l . ° Primer
nes, conocidas con los nombres de Derecho ó Espejo de hecho.
Sualia y Derecho ó Espejo de Sajonia. Empero una y
otra dicen que todo priucipc que favoreciere ó simple­
mente dejare de castigar á los herejes deberá ser de­
nunciado al Papa, para que éste «le desposea de su dig­
nidad y de todos sus honores.» Así que, según la cons­
titución de Alemania, el príncipe pierde sus derechos
desde el momento en que ataca la fe ó deja de prole-
348
gerla, y por otra parte no toca á la nación, sino al Pa­
pa, declarar que los ha perdido (1).
En 638, en el VI Concilio de Toledo, los obispos y los
señores de España deciden, consintiendo el rey, que en
lo venidero ningún príncipe suba al trono sin haber an­
tes prometido con juramento conservar siempre la fe ca­
tólica y no tolei'ar herejes en sus Estados (2). De donde
resultaba que un príncipe hereje ó fautor de herejía po­
día ser depuesto. Todos los príncipes, sin excepción,
que subieron al trono de España hasta el siglo X IV pres­
taron el juramento prescrito por el Concilio de Toledo.
el cual no comenzó á caer en desuso hasta más tarde;
El artículo décimocuarto de las Leyes de SanEiuar-
do, publicadas por Guillermo el Conquistador, dispone
que el rey que negare á la Iglesia el respeto y la pro­
tección que le debe, perderá su título.
A su vez, los reyes de Francia prestaban solemne­
mente, en la ceremonia de su consagración, el jura­
mento de conservar la Religión católica, apostólica, ro­
mana. Este juramento se interpretaba no en sentido la­
to, sino en el sentido más riguroso. Formóse la liga
para mantener, según se decia, el antiguo uso y la ley
fundamental del reino, es decir, la ley que obligaba al
príncipe á profesar y conservar la Religión católica. El

(1) Véase á Gosselin, Del poder de los Papas en la edad media,


(i) Promulgamus Deo placituram sentenliam, simul etiam
cum suorum optimatum illustriumque virorntn consensu et de-
liberatione sancimus, ut quisquís succedeotium temporum reg-
ni sortitus fuerit apicem, non ante coD scendat regiam sedem
quam inter reliqaa conditionam sacramento pollicitus fuerit,
hanc se catholicam c o n permissurum eos violare fidem;sed
et nullatenus eorum perfidias faveos, vel quolibet neglectu aut
cupiditate illeetos, teodeotibus ad praecipítia ioOdelitatis adi-
tüm praebeat praevaricationis. (Conc. Tolet. vi, c. 3, Labbe v,
1743).
349
Manifiesto de la Liga, que aceptaron todos los católi­
cos, y apoyó el Papa, da por motivo de la asociación el
peligro de xer subir al trono á un príncipe hereje. E l
Edicto de unión, publicado en los Estados generales de
Blois, decreta que el rey prestará el juramento de no
tolerar á los herejes en su reino, y que todos los fran­
ceses prestarán el de no reconocer á un rey hereje. No
se reconoció á Enrique IV hasta después de haberse
obligado con juramento á mantener en el reino la Re­
ligión católica.
Asi que, en Francia como en las demás naciones, la
primera obligación del soberano era la de ser cristiano
y reinar cristianamente.
Concluyamos. En Francia y en todas las naciones cris­
tianas de la edad media, quedaba roto el pacto social si
el príncipe, en lugar de servir á la Religión católica,
e leaba su poder contra la misma.
irecerá aún más legitimo este derecho, sí se atiende
á que en todas las monarquías de la edad media, sobre
todo en los primeros siglos, era electiva la realeza, á lo
menos dentro ciertos límites, y que además venia mo­
derada por la asamblea general de la nación. De abí re­
sultaba que la nación, al elevar á los príncipes al tro­
no, tenia el derecho de ponerles condiciones y trazarles
reglas.
9C9. No obstante, aunque el principe perdiese sus 2 « segundo
derechos dejando de ser cristiano ó de gobernar cristía-hecho·
namente, no tocaba á la nación, sino al Padre común de
reyes y pueblos, comprobar y declarar el rompimiento
del contrato social. Quizás no se hallaría, en toda la
edad inedia, un solo caso en que la nación por sí mis­
ma, sin participación del Papa, hubiese separado del
trono á un príncipe incapaz ó injusto, y puesto en su
lugar á otro soberano. Cuando los últimos vástagos de
Ctovodeo teoian el título de reyes sin tener su potestad,
350 ·
y al contrario los príncipes de que debía descender Car-
lomagno tenían la potestad sin tener el título, parece
que el derecho natural permitió á la nación proclamar
rey á Pepino. ¥ sin embargo, es el Papa quien, consul­
tado por los grandes del reino, decide que la nación
franca puede quitar el titulo á aquel que no tenga su
efectividad, y darlo á aquel que tiene ya su potestad (1).
Cuando, después de la muerte de Enrique III, el futuro
Enrique IV, reivindica el derecho de reinar en Francia,
es cosa manifiesta que la constitución del país, al impo­
ner al soberano la obligación de ser católico, priva al
príncipe hereje de los derechos que funda en su naci­
miento. No obstante el asunto pasa por devolución al
Papa; y el Papa es quien declara á Enrique de fiearn
decaído de todos los derechos que le da su nacimiento.
En el siglo X V I, como también en el V III, se aguarda,
también en Francia, la sentencia del Papa para creerán
el rompimiento del contrato social. Entreestasdos épo­
cas, hay muchas cuestiones entre los príncipes y sus
súbditos: casi en todos, aun quizás en todos, interviene
el Papa, y él es quien da, si hay lugar, la sentencia de
deposición. En algunos Estados, como en Alemania, la
constitución determina en términos propios que el prín­
cipe que favorece ó no castiga á los herejes, será de­
nunciado al Papa, para ser depuesto por él. En todos,
es una máxima nacida de la costumbre, si no escrita
siempre, que al Papa toca declarar si ha incurrido el
príncipe en la pérdida de sus derechos. De la misma
manera que las causas mayores que conciernen á la dis­
ciplina y régimen eclesiásticos están reservadas á la
cabeza suprema de la jerarquía; así también, en aquella

(1) Ya hemos advertido que si elcomao de los sabios admite


la opioioD de ciertos críticos recientes contra la verdad de este
becbo, estamos completamente dispuestos á conformarnos con
el comuo sentir.
351
época de fe, las causas mayores que afectan á la moral so­
cial ha de fallarlas el Doctor supremo de la moral. Y del
mismo modo que por derecho eclesiástico, do puede el
obispo ser depuesto sino por sentencia del Papa; así tam­
poco, en virtud del derecho público, por evidente que sea
su tiranía, puede el príncipe perder la corona sino por
sentencia del Vicario de Jesucristo. Los derechos de los
soberanos, como los de las naciones, se hallaban puestos
por la confianza de unos y otras bajo la salvaguardia de
aquel que representa á Dios en el mundo. Los reyes
quedaban protegidos contra las pasiones populares, y los
pueblos contra el despotismo de los príncipes. Las revo­
luciones eran difíciles, porque la Iglesia romana profesa
singular respeto á todos los derechos adquiridos; y la ti­
ranía no podia contar con la impunidad, porque el grito
de los pueblos oprimidos subía prontamente hasta los
oídos del gran Juez. S i los pueblos se dejaban arrastrar
á una agitación sediciosa, dice hablando de aquellos
tiempos León X III, allá estaba la Iglesia para resta­
blecer la tranquilidad, recordando su deber á cada cual,
sojuzgando las pasiones más violentas, ya con la dulzu­
ra, ya con la autoridad. Por semejante manera, si los
príncipes se hacían reos de algo en el gobierno, en se­
guida se dirigía á los ¡príncipes la, Iglesia, recordando
los deberes, las necesidades y los justos deseosde lospue­
blos, aconsejando la equidad, la, bondad y la clemencia.
Gracias á tan bienhechora intervención, frecuentemente
se alejaron los peligros de levantamientos y de civiles
guerras (1).

(1) Si quid tumultuando peccarent populi presto erat con-


ciliatrii tranquillitatis Ecclesia, quíBsingulos ad oílicium voca-
ret, vebementioresque cupidilates partím booitate, partimauc-
toritate compesceret. Similiter si quid í d gubernaodo peccarent
principes, tum ipsa ad príncipes adíre, et populorum jura, ne-
cessitates, recta desideria commemorando, sequitatem, ciernen-
352
iv. Conciu- 970. Así fué como las naciones cristianas de la edad
taciones* " media, muy lejos de desconocer ó temer los poderes
sobre los Estados dados por Jesucristo á su Vicario,
crearon un derecho público que hizo fácil y eficaz su
ejercicio. Por derecho divino, puede el Papa imponer á
todo príncipe las leyes necesarias para el bien de la
Iglesia y abrogar las que fueren perjudiciales; por de­
recho humano, pudo exigir que el principe gobernase
cristianamente. Por derecho divino, puede el Papa de­
poner á un soberano que vuelva sa poder contra la
Iglesia; por derecho humano, este soberano se halló
merecedor de destronamiento, y al Papa correspondía
dar el fallo. La primera fuente de los poderes ejercidos
por la Santa Sede sobre los Estados era la potestad de
las llaves: no los creaba el derecho publico, pero, como
decía Pió IX un día, secundada su ejercicio. «El ejerci­
cio de este derecho, decía hablando del poder de depo­
ner á los príncipes, el ejercicio de este derecho en las
naciones llenas de fe que respetaban en el Papa lo que
debían respetar, es decir, al juez supremo de la cris­
tiandad, y reconocían las ventajas de su tribunal en las
cuestiones que surgían entre pueblos y soberanos; el
ejercicio de este derecho, digo, se extendía libremente,
secundado como debía serlo por el derecho público y el
consentimiento común de los pueblos, con provecho de
los mayores intereses de los Estados y de aquellos que
los regían (1).» E l derecho humano se modelaba, pues,
según el divino, y conspiraba con él á establecer el rei­
nado de la verdad, de la justicia y de la paz: Jesucristo
reinaba en el mundo.

tiam, boDitatem suadere. Qua ratione pía ríes est impetratum


utlumultuum et bellorum civilium pericula prohiberentur.
(Encycl. Telerrimum illud, 29 Jud. 1881).
(1) Discursos de Pió ¡X , publicados por Pascual de Francis-
cis, 1 . 1 , p. 202.
353
971. Si, en las naciones de la edad media reinaba
Jesucristo. T hé aquí porque los modernos sofistas tie­
nen horror á aquella época. Según se expresan, la edad
inedia es «la época de la ignorancia y de la supersti­
ción,» «los siglos de la esclavitud y de la tiranía,» «la
era de los abusos y de la barbarie,» ¿qué sé yo? ¡Qué
violencia en la mayor parle délos racionalistas, cuando
hablan de la edad media! Se ponen airados, llegan has­
ta entrar en furor. Pero, buenos amigos de la civiliza­
ción, habia muchas mayores tinieblas y crueldades en
las antiguas Galias, en la Roma de los cónsules ó de los
Césares, en el seno de las repúblicas de Esparta y de
Atenas: ¿por qué no os arrancan un grito de indigna­
ción la ignorancia, la servidumbre y degradación inau­
ditas de tantos millones de esclavos? Pero todas las na­
ciones que gimen hoy día bajo la cimitarra de Mahoma,
todas esas humanas muchedumbres de Africa y de
Oriente yacen sumidas en una miseria que en aquellos
pretendidos siglos de hierro jamás conocieron nuestros
padres: ¿por qué no teneis quejas, por qué no hallais
oro ni misioneros para tantos infortunados? ¡Ah! por­
que en la edad media odiáis no la barbarie sino el reino
de Dios; teneis duro el corazon para los hombres, pero
tenéis odio á Jesucristo; los padecimientos de los des­
graciados os hallan insensibles, pero la dominación de la
Iglesia os da una especie de rabia. Pues bien, odiáis la
edad media porque en ella reinaba Jesucristo; nosotros,
los católicos, porque en ella reinaba Jesucristo, le olor-
gamos un justo aprecio. Nos acusais de desear la vuelta
de «la superstición,» de «la esclavitud,» de «la igno­
rancia,» y «del fanatismo.» En vuestro idioma «el fa­
natismo» y «la ignorancia,» es la fe católica; «la su­
perstición» es la Religión; «la esclavitud» es la su­
misión á la Iglesia. Sí, hacemos un llamamiento á la
resurrección de la fe de la aDtigua Francia; combatimos
354
por el triunfo de la Religión católica; queremos la obe­
diencia y la sumisión de los reyes y los pueblos á la
Iglesia. Para vosotros, el reinado de la fe es el reinado
de las tinieblas; para los católicos, es el reinado de la
luz. Para vosotros, la Iglesia es una enemiga; para ellos,
es una reina y una madre. Para vosotros, Jesucristo es
«un impostor ó una impostura;» para nosotros, es «el
Dios bendito por todos los siglos (1).» Por tanto, áun
cuando el ardor de nuestros deseos secase toda la san­
gre de nuestras venas, «es menester que reine Cristo,»
oportet illum rec n a re . ¿Qué importan á los verdaderos
líeles de Jesucristo, qué les importan los aplausos ó la
contradicción, la vida ó la muerte, con tal que los pue­
blos rendidos á la verdad reconozcan en É l «al Rey de
los reyes y Señor de lo9*señores (2)?» Porque, «oh Dios,
recibisteis la unción real (3);» «vuestro cetro es un ce­
tro de equidad y de justicia (4);» y vuestra dominación
un imperio de paz y de alegría.

CAPÍTULO III.

Poderes de los Papas sobre los Estados vasallos


de la Iglesia.

Tesis. 972. Pero no hemos expuesto todavía todos los po­


deres temporales de que habia investido al intérprete y
representante de Dios la sabiduría de nuestros padres.
En la edad media los soberanos de ranchos Estados
eran vasallos de la Santa Sede: para ellos, el Papa te­
nia no sólo el poder temporal indirecto fundado en el
derecho divino y en el derecho público, sí que también el

(1) II Cor. xi, 31.


(2) Apoc. n i, 16.
(3) Ps. in v , 8.
(4) /6id. 7.
355
■poder temporal directo fundado en el derecho de dominio
eminente.
Tres cuestiones se presentan aquí: 1.* ¿qué motivos
impulsaron á ciertos príncipes ¿declararse vasallos de
la Santa Sede? 2.* ¿cuáles fueron los reinos que reco­
nocieron el dominio eminente del Papa? 3.a ¿cuál era
la dependencia especial de los principes feudatarios de
la Iglesia romana?
973. Dos motivos principalmente indujeron á ciertos i. Causas de
■ · · I I .. . . . . . . f. j '* institución.
principes a declararse vasallos de la Santa Sede: un
motivo de religión y un motivo de interés.
El motivo más poderoso era el religioso. ¿No es rei­
nar el servir á Dios? Pero Jesucristo permanece visible
en la tierra en la persona de su Vicario: ¿no reviste un
rey más augusto carácter haciéndose el hombre del Vi­
cario de Jesucristo? San Pedro es en el mundo el orá­
culo de la verdad y el sosten de la justicia: ¿no es cosa
gloriosa para un príncipe recibir de San Pedro la espa­
da para consagrarla á la defensa y propagación de la fe
romana? La Iglesia de Roma es la Iglesia madre y
maestra, el Papa es el padre de lodos los hijos de Dios:
¿no procurarán ciertas naciones, especialmente devotas
del Sumo Pontífice, depender estrechamente de él, áun
en el órden temporal? Estas y otras consideraciones del
mismo género llevaron los reyes á dar sus Estados á
Jesucristo y á San Pedro para de ellos recibirlos y te­
nerlos en feudo.
974. Quizás no faé ajeno á la resolución de muchos
de ellos un motivo interesado. Durante toda la edad
media era el Papado el poder social más grande. Aun­
que no tuviera ejércitos la Iglesia romana, aunque fuera
toda moral su autoridad, con todo era el apoyo de todos
los oprimidos y el terror de todos los opresores. Según
el derecho feudal, el señor debia emplear todo su poder
en defender al vasallo injustamente atacado. Era, pues,
355
poder temporal directo fundado en el derecho de dominio
eminente.
Tres cuestiones se presentan aquí: 1.* ¿qué motivos
impulsaron á ciertos príncipes ¿declararse vasallos de
la Santa Sede? 2.* ¿cuáles fueron los reinos que reco­
nocieron el dominio eminente del Papa? 3.a ¿cuál era
la dependencia especial de los principes feudatarios de
la Iglesia romana?
973. Dos motivos principalmente indujeron á ciertos i. Causas de
■ · · I I .. . . n . o j '* institución.
principes a declararse vasallos de la Santa Sede: un
motivo de religión y un motivo de interés.
El motivo más poderoso era el religioso. ¿No es rei­
nar el servir á Dios? Pero Jesucristo permanece visible
en la tierra en la persona de su Vicario: ¿no reviste un
rey más augusto carácter haciéndose el hombre del Vi­
cario de Jesucristo? San Pedro es en el mundo el orá­
culo de la verdad y el sosten de la justicia: ¿no es cosa
gloriosa para un principe recibir de San Pedro la espa­
da para consagrarla á la defensa y propagación de la fe
romana? La Iglesia de Roma es la Iglesia madre y
maestra, el Papa es el padre de todos los hijos de Dios:
¿no procurarán ciertas naciones, especialmente devotas
del Sumo Pontífice, depender estrechamente de él, áun
en el órden temporal? Estas y otras consideraciones del
mismo género llevaron los reyes á dar sus Estados á
Jesucristo y á San Pedro para de ellos recibirlos y te­
nerlos en feudo.
974. Quizás no fué ajeno á la resolución de muchos
de ellos un motivo interesado. Durante toda la edad
media era el Papado el poder social más grande. Aun­
que no tuviera ejércitos la Iglesia romana, aunque fuera
toda moral su autoridad, con todo era el apoyo de todos
los oprimidos y el terror de todos los opresores. Según
el derecho feudal, el señor debia emplear todo su poder
en defender al vasallo injustamente atacado. Era, pues,
356
natural que los príncipes débiles, especialmente los que
se veían amenazados de vecinos poderosos ó debían te­
mer sediciones intestinas, tratasen de poner su debili­
dad al amparo de las »!as protectoras de la Santa Sede.
En el día los Estados pequeños están puestos bajo la
protección совшп de las grandes potencias: lo que en
realidad los defiende son los celos y la mutua descon­
fianza de los grandes Estados. Entonces protegían á los
débiles la autoridad y majestad del Papa: velaba por
ellos el gran representante de la justicia.
ii. Princí- 975. La fe viva de los principes, su interés y el de
Feudatarios?** sus pueblos los llevaban á declararse vasallos de la San­
ta Sede. Así que, áun antes de San Gregorio V II, mu­
chos Estados eran feudos de la Iglesia romana. Tal era
el reino de Hungría: su primer rey, ban Estéban, ha­
bía hecho el ano mil homenaje de todos sus Estados
á San Pedro. Tal era también el reino de España:
ignórase la época en que se hizo feudo de la Iglesia;
pero San Gregorio V II habla de ello como siendo desde
larga fecha, al antiguo, feudatario (1).
Después de San Gregorio Y II creció mucho el núme­
ro de Estados vasallos de la Santa Sede. Allá por los
años de 1053, Roberto Guiscard declara feudo de la
Iglesia romana el reino de Nápoles; en 1130, hace lo
mismo con e! reino de Sicilia su fundador Rogerio.
En 1099 el gran Godofredo de Bouillon hace homenaje
del reino de Jerusalen al Papa. Enrique II en 1172, Juan
sin Tierra en 1213, y Enrique III en 1216, constituyen
el reino de Inglaterra feudo de la Iglesia romana. Otros
Estados fueron también vasallos de la Santa Sede, tales
como el reino de Aragón y la república de Yenecia (2).
i i i . »epen- 976. Respecto de todos estos Estados tenia el Papa
cialdéios Es- t°d °s l ° s derechos del señor feudal sobre sus vasallos.
tados rasallos
de la Santa Se-
de‘ (1) Reg. lib. I , epist. vn; lib. IV, epist. x x v i i i .
(2) Véase d Gosselin, Del poder de los Papas en la edad media.
357
En el régimen feudal, el vasallo se hace por el home-
mje ó el juramento el homlre del señor. Contrae con
él tres obligaciones, la de la fiducia: debe fidelidad á
su soberano, le debe respeto á su persona, reconoci­
miento de todos sus derechos, y consejo y ayuda contra
los agresores;
La obligación fa\pleito: ha de ir á la corle de su se*
ñor para administrar justicia con él;
La obligación de la m ilicia: ha de acompañar al se­
ñor á la guerra.
Seguu el derecho feudal, todo vasallo que falta á una
de sus obligaciones, especialmente el que deja de reco­
nocer su dependencia, que niega alguno de los títulos ó
derechos del señor, el que intenta algo contra su auto­
ridad ó favorece á sus enemigos, pierde su feudo de
pleno derecho en castigo de su felonía; el feudo vuelve
al señor, que puede guardarlo ó investir con él á otro.
Desde luego todo príncipe vasallo de la Santa Sede que
se rebelaba contra el Papa, ó desconocía su autoridad
espiritual ó temporal, que trataba de usurpar sus dere­
chos, se aliaba con enemigos de la Iglesia romana ó del
nombre cristiano, este príncipe, decimos, podia al mo­
mento ser despojado de la corona. Es lo que resulta
del mismo derecho feudal. Podríamos probarlo también
con los juramentos que prestaron los vasallos de la San­
ta Sede, de los cuales se conservan algunos.
977. Preguntamos á aquellos que declaman contra
«la ambición» y «el despotismo» de los Pontífices ro­
manos, ¿cuál es el Papa que haya aplicado con todo
rigor las leyes del código feudal contra los vasallos re­
beldes? ¿Hay un solo Papa que se haya aprovechado de
la felonía de un vasallo para apropiarse total ó parcial­
mente sus Estados? Preocupados únicamente de la sal­
vación de las almas y del interés de los pueblos, los
Sumos Pontífices no se sirvieron jamás de sus poderes de
T . I I .— y
358
origen humano, sino para defender la fe y la virtud de
los impíos alentados y los escándalos de los malos prin­
cipes, ó para socorrer á infelices oprimidos.
Ciertamente, podemos eslar satisfechos ante los ene­
migos del Papado. Muéstrennos, en todo el decurso de
los siglos, otro ejemplo siquiera de tanta moderación y
desinterés unidos á poder tan grande.

CAPÍTULO IV.

Poderes de los Papas sobre los Emperadores de


Occidente.

Proposición. 978. Entre los soberanos de la república cristiana,


Jiabia tino que recibía del Papa jm to con el nombre de
emperador la cualidad de defensor oficial de la Santa
Sede y de la cristiandad: los Papas tenían sobre él no
sólo el poder temporal indirecto, como sobre los demás
soberanos, sino también un derecho especial, fundado,
como vamos á explicar, en el origen y destino del Sacro
Imperio.
Hallamos, en efecto, la explicación y prueba de la
dependencia especial y sui generis en que respecto de
los Papas estaban los emperadores, en la misma natu­
raleza del Sacro Imperio,
i. Origen dei 979. E l Sacro Imperio fué una creación de la Iglesia.
sacioimperio. g an jLeon ] j | fu¿ e| primero que dió áCarlomagno la so­
lemne investidura de la dignidad imperial. Los suceso­
res de este gran Papa llamaron á las augustas funciones
de emperadores ya á reyes de Francia como Ludovico
Pió, Carlos el Calvo, Luís el Tartamudo, ya á reyes de
Germania como Luis el Germánico, Carloman, Arnolfo,
ya á reyes de Italia como Lolario I, Luís II, ya á reyes
de Provenza como Luís I I I , ya á simples duques como á
Guido y Lamberto de Espoleto. En 962, Juan X II eligió
359
á un rey de Alemania, Otón el Grande. Luego fijaron
definitivamente los Papas el titulo y las funciones de
emperador en la persona de los reyes de Germania,
transmitiendo á los siete electores de este reino el de­
recho de designar al emperador de Occidente al nom­
brar al rey de Alemania. Mas, ¿un entonces, como lo
declara Inocencio 111, al Papa corresponde él examen
de la elección del emperador en primera y última instan­
cia, enprimera porque d causa de él y por élfné el im­
perio trasladado de Grecia á Germania; en última ins­
tancia, porque el Papa da la última mano á la elección
del emperador, le consagra, le corona y le retiste con
las insignias del Imperio (1).
980. Los emperadores reconocían solemnemente que
recibían la dignidad imperial de la Iglesia romana. Así
que, cuando al fin del siglo IX , el emperador de Cons-
tantinopla, Basilio, echa en cara á Luís II el nombre de
emperador, ¿qué le responde el príncipe? «Llevo el
nombre de emperador, dice (2 ), porque me creó empe­
rador la Iglesia romana. Carlomagno, mi abuelo, fué el
primero, á causa de su mucha piedad, á quien eligió el
Papa para ungido del Señor (3). No por usurpación, sino
por institución de Dios y por decisión de la Iglesia y su
cabeza suprema, por la imposición de manos y la sa­
grada unción recibió la dignidad imperial (1). Tras él,
los príncipes francos que como él fueron ungidos por el
Romano Pontífice, tomaron, como él, el nombre de em·

(1) Bulla super electione trium ad imperium.


(2) Epist. Ludov. I I imp. ad imp. Basil. Barón, ano. 871.
(3) Carolus Magnus, abavus noster, uactione ejusmodi per
Summum Pontificem delibutus, primus ex gente et genealogía
costra, pietate io eo abundante, et imperator dictas et christus
Domini factus est. (Ibid. o. 59).
(4) Ab avo Dostro, non jam nsurpatione, ut perhibes, sed
Dei nutu et Ecclesiae judicio Summique Praesulis, per imposi-
tionem et unctionem manos. (Ibid.).
358
origen humano, sino para defender la fe y la virtud de
los impíos alentados y los escándalos de los malos prín­
cipes, ó para socorrer á infelices oprimidos.
Ciertamente, podemos estar satisfechos ante los ene­
migos del Papado. Muéstrennos, en todo el decurso de
los siglos, otro ejemplo siquiera de tanta moderación y
desinterés unidos á poder tan grande.

CAPÍTULO IV.

Poderes de los Papas sobre los Emperadores de


Occidente.

Proposición. 978. Entre los soberanos de la república cristiana,


Jiabia tino que recibía del Papa jm to con el nombre de
emperador la cualidad de defensor oficial de la Santa
Sede y de la cristiandad: los Papas tenían sobre él no
sólo el poder temporal indirecto, como sobre los demás
soberanos, sino también un derecho especial, fundado,
como vamos á explicar, en el origen, y destino del Sacro
Imperio.
Hallamos, en efecto, la explicación y prueba de la
dependencia especial y sui generis en que respecto de
los Papas estaban los emperadores, en la misma natu­
raleza del Sacro Imperio,
i. Origen dei 979. E l Sacro Imperio fué una creación de la Iglesia.
sacioimperio. gan jLeon m fu¿ e| primero que dió áCarlomagno la so­
lemne investidura de la dignidad imperial. Los suceso­
res de este gran Papa llamaron á las augustas funciones
de emperadores ya á reyes de Francia como Ludovico
Pió, Carlos el Calvo, Luís el Tartamudo, ya á reyes de
Germania como Luis el Germánico, Carloman, Arnolfo,
ya á reyes de Italia como Lolario I, Luís II, ya á reyes
de Provenza como Luís I I I , ya á simples duques como á
Guido y Lamberto de Espoleto. En 962, Juan X II eligió
359
á un rey de Alemania, Otón el Grande. Luego fijaron
definitivamente los Papas el titulo y las funciones de
emperador en la persona de los reyes de Germania,
transmitiendo á los siete electores de este reino el de­
recho de designar al emperador de Occidente al nom­
brar al rey de Alemania. Mas, áun entonces, como lo
declara Inocencio 111, al Papa corresponde él examen
de la elección del emperador en p
‘ rimera y última instan­
cia, enprimera porque d causa de él y por él fu i el im­
perio trasladado de Grecia á Germania; en última ins­
tancia, porque él Papa da la última mano á la elección
del emperador, le consagra, le corona y le retiste con
las insignias del Imperio (1).
980. Los emperadores reconocían solemnemente que
recibían la dignidad imperial de la Iglesia romana. Así
que, cuando al fin del siglo IX , el emperador de Cons-
tantinopla, Basilio, echa en cara á Luís II el nombre de
emperador, ¿qué le responde el príncipe? «Llevo el
nombre de emperador, dice (2 ), porque me creó empe­
rador la Iglesia romana. Carlomagno, mi abuelo, fué el
primero, á causa de su mucha piedad, á quien eligió el
Papa para ungido del Señor (3). No por usurpación, sino
por institución de Dios y por decisión de la Iglesia y su
cabeza suprema, por la imposición de manos y la sa­
grada unción recibió la dignidad imperial (1). Tras él,
los príncipes francos que como él fueron ungidos por el
Romano Pontífice, tomaron, como él, el nombre de em·

(1) Bulla super electione trium ad imperium.


(2) Epist. Ludov. I I imp. ad imp. Basil. Barón, ano. 871.
(3) Carolus Magnus, abavus noster, uactione ejusmodi per
Summum Pontificem delibutus, primus ex gente et genealogía
costra, pietate io eo abundante, et imperator dictas et ebristus
Domini factus est. (Ibid. n. 59).
(4) Ab avo nostro, uou jam usurpatícne, ut perhibes, sed
Dei nutu et Ecclesiae judicio Summique Prasulis, per imposi-
tionem et uuctionem tnanus. (Ibid.).
360
peradores después de haber llevado el de reyes (1). A mi
vez, me tienen por verdadero emperador los príncipes de
Occidente, no por aventajarlos en edad, pues al contra­
rio, soy más joven que la mayor parte de ellos, sino por
haber sido encumbrado al Imperio por Dios mismo, al
recibir la consagración del Pontíüce (2).» Reconoce,
pues, solemnemente Luís II que el origen y continua­
ción del honor imperial en los príncipes francos, se de­
ben á la voluntad de la cabeza de la Iglesia.
Cuatro siglos más tarde emplea el mismo lenguaje
Alberto de Austria: «Reconozco, escribe al Papa, que la
Silla apostólica transfirió el Imperio romano de los grie­
gos á los romanos en la persona de Carlomagno; y que
el derecho de elegir al rey de los romanos destinado á
ser emperador lo otorgó la Silla apostólica aciertos prín­
cipes eclesiásticos y seglares (3).»
No de otra suerte hablaron los demás emperadores,
áun en medio de sus más vivas contiendas con los Ro­
manos Pontífices.
Podemos, pues, dar por enunciado de un hecho cierto
la proposicion siguiente: E l que eligió á los emperado­
res, ya inmediatamente por si mismo, ya mediatamente
por delegados á quienes ñabia pasado por devolución es­
te oficio, era el Papa.
Empero,nótese bien, el que elige es dueño délas

(1) Fraocoram principes primo reges, deinde vero impera-


lores dictisoot, ii dumtaiat qui á Romano Pontífice ad boc oleo
sancto perfosi sunt. (Episl. Ludov. U imp. ad imp. Basil. Barón.
ano. 871, d. 59).
(2) Et ipsí patrui noslri, gloriosi reges, absque invidia nos
imperatorem vocitaot, et imperatorem esse procul dubiofaleo·
tur, non prefecto ad aelatem, qua nobis mejores sunt, sed ad
unctiooem et sacrationem qua perSummi Pootificis manusim-
positionem divinilus samus ad hoc culmen provecli, et ad Ro-
mani principatus imperium, quo superno nutu potimur aspi-
cienles. (Ibid. 11, 54).
(3) Raynald, anD. 1303.
361
coadiciones de la elección. Puesto que el Papa elegía al
emperador, podía imponerle ciertas condiciones.
981. /Cuáles eran las condiciones? Podemos ence- 11. Destino
. . . . . del Sacro Im-
rrarlas en la siguiente proposicion: peno.
E l emperador contraía la obligación de cumplir el
destino propio del Sacro Imperio, es decir, ser el defen­
sor armado de la Santa Sede y de la cristiandad.
Reconozco, declara Alberto de Austria, que los reyes
de los romanos son aceptados como emperadores por la
S illa apostólica principal y especialmente para ser los
abogados y principales defensores de la santa Iglesia
romana y de la fe católica ( 1).
982. En el decurso de los siglos, se vieron los Papas , i ° Defensa
i ... . , - . [ de los Estados
muchas veces obligados á organizar tropas para recna- deia iglesia,
zar los ataques dirigidos á los Estados de la Iglesia.
En nuestra misma época, hemos visto al magnánimo
Pío IX , amenazado en su trono por la revolución, for­
mar un ejército con los voluntarios que de todas las
partes del mundo acudieron ásu llamamiento. Empero,
como la institución del Sacro Imperio desembarazaba al
Papa del cuidado de velar por la defensa de sus Esta­
dos, debia á su voz lomar el emperador las armas y
rechazar á los agresores.
Además, como pueden turbar la tranquilidad pública
disensiones intestinas ó sediciones, especialmente in­
trigas, en los momentos de la elección de un nuevo Pa­
pa, el emperador tenia á su cargo proveer á la seguri­
dad de Roma en tiempo de Sede vacante, y asegurar Ja
libertad de las elecciones. En los demás tiempos, debia,
pero siendo llamado por el Papa y bajo su alta direc­
ción, reprimir á las facciones y mantener el órden y la
paz en los Estados de la Santa Sede. Y así conservaba
el Papa su independencia sin tener que pensar en es-

(1) Raynald, ann. 1308.


362
grimir la espada; no dejaba de ser rey, sino que adqui­
ría un defensor.
983. Y en efecto, la mano de los Pontífices parece
poco formada para manejar el sable. Conviene que, de­
dicados á la contemplación de las cosas divinas y á la
dirección de las conciencias, no se vean en la necesidad
de mandar ejércitos.
Por otra parte, su soberanía temporal es la garantía
de su independencia en la dirección espiritual de los
cristianos, y, por ende, de la libertad de las conciencias
de todos; toca, pues, á los católicos mismos dar guardia
á aquel trono que protege su libertad más querida.
El trono de los Papas es el más firme antemural de
lodos los tronos; porque no se puede tocar este trono
augusto sin conmover el órden social basta sus últimas
profundidades. A los reyes loca, pues, protegerlo de to­
dos los ataques.
Eligióse á un católico entre todos los católicos, á un
príncipe entre todos los príncipes, para defender, en
nombre de todos los católicos y de todos los príncipes,
la independencia temporal de los Papas, garantía de la
libertad de todos los fíeles y apoyo de la autoridad de
todos los reyes. Este católico, este principe fué el em­
perador. No era el emperador soberano de los Estados
de la Iglesia, sino el ayudante, el ministro, el servidor
del Papa en la defensa de sus Estados. Si los emperado­
res hubiesen permanecido fieles á los deberes de sa
cargo, los Sumos Pontífices no se hubieran jamás visto
obligados á tomar las armas para rechazar las agresio­
nes de fuera ó reprimir las sediciones de dentro; hu-
biéranlo hecho en su lugar, á solicitud de ellos y bajo
su dirección, los emperadores.
s.° Defeoj» 984. Carlomagno no sólo se llamaba el defensor ar-
dej» ensila*- vl(t(¡0 ¿g ja fg iesja romana, sino también el devoto au­
x iliar de la Santa Sede en todas las cosas.
363
La fe romana es la Te de toda la Iglesia; la Iglesia
romana está al frente de todo el rebaño de Cristo; el
Papa tiene el cuidado de los intereses de todo el mundo
cristiano. Era, pues, natural que el principe constituido
defensor de la Iglesia romana, lo fuese al mismo tiempo
de toda la Iglesia católica, y que aquel que debia pro­
teger el trono del Pontífice rey velase doquiera por los
intereses de la Religión. Asi el emperador tenia, junto
con el oficio de defensor oficial de la Santa Sede, el de
defensor de la Iglesia y de toda la cristiandad contra
los enemigos de dentro ó los herejes, y contra los ene­
migos de fuera ó los infieles.
La Iglesia forma un solo rebaño cuyas porciones son
los diversos pueblos, y cuya suprema cabeza es el Papa.
El Vicario de Jesucristo, en su misión de apacentar el
rebaño, recibió el cargo de defenderlo de las fieras, ya
de aquellas que se esconden en el redil, ya de las que
andan dando vueltas en derredor y procuran entrar en
él. Mas, absorbido como le tiene el cuidado espiritual
de sus ovejas, difícilmente puede defenderlas con las
armas; por otra parle repugna á su carácter tal oficio.
Elige, pues, á un príncipe que, en su nombre y bajo su
alta jurisdicción, deberá protegerlas de los enemigos de
dentro y de los de fuera. Parécese á un padre de fami­
lia que encarga á su primogénito que vele bajo su di­
rección por un interés particular de la familia, mientras
que á él le traen ocupado cuidados más graves. Gracias
á la institución del Sacro Imperio, hay un defensor ofi­
cial que dirige la defensa general de la cristiandad.
Esta, fraccionada en cien Estados por las invasiones de
los bárbaros, recobra su unidad contra los enemigos; y
las fuerzas particulares se bailan agrupadas al rededor
de un centro y dirigidas todas juntas hácia el fin común.
98o. Encargado de proteger á la Iglesia romana y de 3.0 preemi-
defender á la cristiandad, gozaba el emperador, por Empeíídorl*1
364
distinto título, de la preeminencia de honor sobre todos
los reyes. Sentábase á la cabeza de los demás príncipes;
sus embajadores pasaban delante de los demás sobera­
nos; tenia derecho á honores especiales; y se oraba so­
¡ lemnemente por él en todas las iglesias del mundo
cristiano.
En efecto, pensaban nuestros padres que el servicio
de la Iglesia es un titulo de grandeza; á sus ojos la es­
pada más noble era la que servia á Cristo y su Vicario;
y el primero entre los príncipes era el que daba guardia
al solio pontificio.
Mas todavía, el emperador, por razón de sn oficio de
defensor general de la cristiandad, tenia, á lo menos
hasta cierto grado, el derecho de exigir el concurso de
otros príncipes en caso necesario; porque todas las na­
ciones venían obligadas á la obra de la defensa general.
En este caso tenia el derecho de mandar las fuerzas co­
munes y dirigir las operaciones en su conjunto.
En este sentido pudieron decir ciertos autores que el
emperador tenia alta jurisdicción sobre los reyes en
particular. Es indudable que las naciones conservaban
su plena independencia en el gobierno de sus asuntos
peculiares; pero, como todas tenian el deber de concu­
rrir á la defensa de la cristiandad, dependían en esta
obra de aquel que tenia el derecho de estar al frente de
)a misma.
111. Cuatro 98G. Hagamos aquí algunas observaciones:
observaciones.
1.* En virtud de lodo lo que precede, es evidente que
los Papas, al crear ti Sacro Imperio, no obraron en nom­
bre del pueblo romano, según pretendieron ciertos his­
toriadores, sino en virtud de sk poder indirecto en el
órden temporal (1). Efectivamente, tienen los Papas el

11 ) «En virtud de la autoridad apostólica y de la plenitud de la


potestad apostólica. escribe Bonifacio VIH al Elegido, os loma­
365
cargo de velar por los intereses generales de la cristian­
dad, de conjurar los peligros que paeden amenazar al
pueblo cristiano, y de asegurar la paz interior y exte­
rior del rebaño de Cristo; porque «la vida tranquila y
pacifica es, según el Apóstol, favorable al ejercicio de
la piedad (1);» y por otra parle pueden, como vimos,
disponer de las cosas temporales cuando lo reclama el
bien de la Iglesia. Pudieron, pues, como Vicarios de
Jesucristo, cabezas de la Iglesia universal y padres de
los pueblos cristianos, es decir, en virtud de sus pode-
, res divinos, instituir el Sacro Imperio. «La Iglesia, se­
gún palabras de un emperador, es el gran reino del Pa­
dre, del Hijo y del Espíritu Santo en la tierra (2);» los
Papas, representantes de Dios, tienen el deber de pro­
curar el bien general de este reino; pudieron, pues,
cuando ió exigió el bien de la Iglesia, «instiluir ladig-
nidad imperial (3).»
2.° E l Sacro Imperio se diferenciaba por más de un
concepto del antiguo Imperio romano. Esle erade iustitu-
tucion política y civil; aquél de institución eclesiástica.
Los soberanos del uno obtenían la dignidad imperial
en virtud del derecho de sucesioo, ó por la elección del
pueblo ó del ejército; á los del otro los nombraba el
Papa. En segundo lugar, el Imperio romano se compo­
nía de provincias dependientes; el Sacro Imperio de
reinos independientes. Finalmente, los antiguos empe­

mos por rey de los romanos, debiendo ser promovido 6 empe­


rador por la autoridad de Dios; y queremos y mandamos que
seáis tal eo adelante.»
(1 ) ITim. ii,2.
(2 ) Uoum est enim imperium Patris et Filii el Spiritus Sane-
ti, cujus pars est Ecclesia constituía in terris. (Epist. Ludov. //,
imp. ad imp. Basil. Barón, ana. 871, n. 54).
(3) Veritate testante, spiritualis potestas terrenam potesta-
tem instituere habet. (Bulla Unam sanctam).
3C6
radores venían llamados á proteger la Religión en vir­
tud de la sobordÍDacion general del Estado á la Iglesia;
los nuevos emperadores se hallaban obligados á ello por
un título mucho más riguroso, el de la misma institu­
ción de su dignidad.
3.° En la edad media, la dignidad imperial no se di­
ferenciaba sólo por el titulo, como en el dia, de la dig­
nidad real, sino por el origen y la naturaleza misma.
En nuestra época, el título de rey y el de emperador
son los dos nombres de una misma potestad; entonces
eran nombres de dignidades diferentes: la dignidad real
. era de origen natural, bien que consagrada por la un­
ción de los Pontífices, y era propia de todo príncipe in­
dependiente; la dignidad imperial la conferia la Iglesia,
y sólo convenía al principe que era el defensor y auxi­
liar oficial de la Iglesia.
4.° quién no admirarán las altas miras de los Ro­
manos Pontífices en la creación del Sacro Imperio? Las
naciones cristianas, sin perder nada de su propia inde­
pendencia, se hallan reunidas en una zasta república
cuya suprema y universal cabeza es el Papa, siendo el
emperador su defensor oficial. Tan sublime es esta ¡dea,
que parece un ideal. Se ha hablado á menudo de «paz
universal;» ninguna otra institución fué más á propósi­
to para crearla.
Es altamente lamentable que tan pocos emperadores
hubiesen entrado en los designios de los Papas; y es
sumamente triste que la mayor parte de los moder­
nos historiadores, hasta católicos, no hayan compren­
dido esta sublime institución. En aquella época, dice
León X III en su inmortal encíclica sobre el poder civil,
en aquella época en que la sociedad humana, sacada,
por decirlo asi, de las ruinas del Imperio romano, se
realzó con la esperanza de cristiana grandeza, los Ro­
manos Pontífices, con la institución del Sacro Imperio,
367
consagraron el poder público por singular manera. La
autoridad suprema se halló singularmente ennoblecida,
y no puede dudarse de que esta institución hubiese siem­
pre sido la fuente de los mayores bienes para la sociedad
civil y religiosa, si lo que la Iglesia intentaba hubiesen
igualmente intentado siempre principes y pueblos (1).
Así que, diríamos de buen grado á ciertos historiadores
tímidos: Pedís gracia para los Romanos Pontífices:
aplausos y no gracia les debe el mundo. Abogáis por
las circunstancias atenuantes; empero merecen que se
los celebre con cantos de alabanza.
987. Concluimos: iv . conciu-
1.° E l emperador no era el vasallo de la Santa Sede. $1#ne5·
Porque, al adquirir la cualidad y tomar el cargo de de­
fensor armado de la Iglesia, ni daba ni tenia que dar
sus Estados á San Pedro, para recibirlos de él y tener­
los en feudo. Tenia sobre los Estados de que era rey la
misma autoridad suprema que los demás reyes de la
cristiandad.
2.° No obstante, se hallaba el emperador en una de­
pendencia especial. En efecto, en la elección y consa­
gración del emperador mediaba un contrato entre la
Iglesia y el príncipe: la Iglesia le daba el titulo y los
privilegios de la dignidad imperial; y por su parte se
obligaba el emperador á realizar sus fines, es decir, á
defender á la Iglesia romana y á la cristiandad. Desde en-

(1) Quo aatem tempore civilis hominum societas, taoquam


é ruiois excítala Imperii Romaoi, ¡n spetn christianx magni-
tudinis revixit, Po oti fices Romani, instituto Imperio Sacro, po-
liticam potestatem siogulari ratione consecraverunt. Maxima
quidem ea fuit nobilitatis ad priocipalum accessio: ñeque du-
bitaodum quin rnagnopere illud instilutum et religiosaeet civili
societati semper fuisset profuturum, si quod Ecclesia spectabat
idem principes et populi semper spectavissent. (Encycl. Diu-
turnum illui, 21 Jun. 1881).
368
tooces, podía el Papa velar por la ejecución del contra­
to, exigiendo al emperador el cumplimiento de sus ju­
ramentos. También desde entonces quedaba sujeto á la
alta jurisdicciou del Papa ej) todo aquello que tuviera
relación con la defensa de la república cristiana. Final­
mente, desde entonces el emperador que hacia traición
á la causa de la Santa Sede y de la cristiandad, y se ser·
via de su poder contra ellas, podía ser privado de su
dignidad por el Papa,
v. uit¡ma 9 8 8 . No creemos que puedan negar la doctrina ex-
obseryacion. . . . , ,
puesta en este capitulo los que conocen los documentos
de la historia. Hemos citado algunos, y pudiéramos adu­
cir muchos más. Tomemos, por ejemplo, las fórmulas
del juramento que prestaban los emperadores antes de
su consagración: en todas ellas, se obliga el príncipe á
defender la Santa Sede y la república cristiana, á acu­
dir en socorro de Roma cuando se viere atacada ó ame·
nazada la ciudad eterna, y á no ejercer sin embargo
actos de autoridad en los Estados de la Iglesia sino á
solicitud del Papa. Carlos V firmó, cuando su elección,
un conjunto de artículos conocidos con el nombre de
capitulación imperial: eran un resumen de las antiguas
costumbres germánicas y, redactados por los electores,
estos artículos debían ser jurados por el emperador y
observados por él, so pena de perder el cargo. Pues bien,
ya en el primer artículo se obligaba el emperador á «de­
fender la república cristiana y al Sumo Pontífice, y á
ser su protector.» Así, hasta en el siglo X V I, la condi­
ción fundamental puesta á la elección de un emperador,
es que el elegido cumpla el noble deber de defensor
oficial de la Iglesia romana y de la cristiandad. En to­
das épocas, gran número de documentos y de hechos
atestiguan que los pueblos de Alemania, los mismos
emperadores, los demás pueblos y soberanos de Euro­
pa, estaban persuadidos de las estrechas obligaciones del
369
emperador para con la Santa Sede y la Iglesia, y de la
especial dependencia que éstas le traían.

Resumen y conclusión de los cuatro capítnlos


precedentes.

989. Varaos á poner reunidas á la vista del lector lasI. R esum en.

proposiciones que hemos desarrollado en los preceden­


tes capítulos, afín de presentarle en su conjunto la doc­
trina sobre los poderes del Papa en el órden temporal.
1." E l Papa tiene, por derecho divino, primeramente
el poder de dar á losprincipes como doctor supremo de la
moral, reglas obligatorias para dirigirlos en el gobierno
de sus Estados; en segundo lugar, el poder de arreglar
con suprema, aunque indirecta, autoridad, los asuntos
temporales, siempre y cuando lo exigieren absolutamente
los intei'eses espirituales de las almas, es decir, tiene no
sólo poder directivo, sí que también pleno poder indi­
recto sobre las cosas temporales de los príncipes, sum-
mampotestatem temporalm indirectam (1).
2.° E l reconocimiento universal de este derecho por
los pueblos y soberanos de la edad media, y el haberlo
adoptado todas las constituciones de las diversas nacio­
nes de la cristiandad, aunque no aumentaran la fuerza
intrínseca del derecho divino, le anadian la fuerza ex­
trínseca de un derecho público, y por ende hadan me­
nos d ifícil y más provechoso el ejercido del poder di­
vino.
3.° Los soberanos de muchos Estados de la edad me­
dia eran vasallos de la Santa Sede: respecto de estos
principes, tenia el Papa no sólo el poder temporal indi­
recto, fundado en el derecho divino y el derecho público,
sino además poder temporal directo, fundado en el dere­
cho de dominio eminente.

(1 ) Bellarm. De Rom. Pont. lib. Y, c. vi.


370
í . ° Habiaun soberano en, la república cristiana que
tenia del Papa, con el nombre de emperador, la cuali­
dad de defensor oficial de la Santa Sede y de toda la
cristiandad: respecto de él, tenia el Papa no sólo poder
temporal indirecto, como sobre todos los demás sobera­
nos, sino también un derecho especial, fundado, como
acabamos de ver, en el origen y destino del Sacro Im ­
perio.
Para ser completos, debemos añadirla siguiente pro-
pOSÍCÍOD:
a.° La ditiiia Providencia invistió á los Papas de la
jurisdicción suprema sobre muchas provincias, llamadas
Estados de la Iglesia. Tienen en ellas principado civil ó
poder temporal directo, de la misma naturaleza que el
de los soberam en sus Estados.
Hablamos en otro lugar y volveremos á hablar más
tarde del principado civil del Romano Pontífice. Aquí
hemos tratado sólo de los poderes enunciados en las
cuatro primeras proposiciones. Los enunciados en la pri­
mera son los más importantes: son, como hemos visto,
de derecho divino; convienen por lo mismo al Papa en
todo tiempo y respecto de lodos los Estados: no pueden,
pues, negarse sin incurrir en error teológico. Al contra­
rio, los poderes enunciados en la tercera y cuarta pro­
posición son de derecho humano, y no convienen al Pa­
pa en cualquier estado de cosas: su negación constituye
un error histórico antes que dogmático. No obstante,
dando mucha luz'sobre la acción de los Papas en los
pasados siglos el conocimiento de estos derechos, no
pudimos omitir enteramente hablar de ellos.
11. Corola­ 990. lie las precedentes proposiciones podemos de­
rios.
•.“ Corolario ducir las siguientes conclusiones ó corolarios.
general. Los poderes ejercidos sobre los Estados por los Papas
de ia edad media, se f undaban: respecto de todos, origi­
naria y principalmente en el derecho divino, secundaria
371
y subsidiariamente en el derecho público de las naciones
cristianas; respecto de los Estados vasallos de la Santa
Sede, se fundaban además en el derecho directo del do­
minio eminente; y respecto del Emperador, en un dere­
cho especial su g e n e r is , que á su vez se fundaba en el
origen de la dignidad imperial.
Eu consecuencia:
1.° E l poder de los Papas sobre los Estados no data j.° Colora-
especia
sólo de San Gregorio V il. fe,°s
Esta primera conclusión va contra Sismondi, Guizot,
Voigt y una muchedumbre de racionalistas, protestan­
tes y semiliberales. En realidad, el poder de los Papas
sobre las coronas se remonta hasta Jesucristo, autor del
poder de las llaves. San Bernardo, San Buenavenlura,
Santo Tomás, enseñan expresamente que San Pedro te­
nia el derecho de deponer á NeroD, completamente el
mismo que tenia San Gregorio V il de deponer á Enri­
que IV, pero que no lo hizo ni debia hacerlo, porque el
bien de la Iglesia pedia que no usase de su poder.
2.° E l poder ejercido por los Papas sobre los prínci­
pes de la edad media, no es el hecho de una usurpación
á sabiendas y criminalmente anhelada por la ambición
de los Papas.
Esta segunda conclusión particular va contra Calvino
y la totalidad de los protestantes de los siglos X V I y
X V II; contra gran número de protestantes modernos,
como Hallam, Mosbeim, Sismondi y el mismo Guizot; y
contra muchos racionalistas y también algunos semili­
berales.
3.° E l poder temporal de los Papas no es el hecho de
una usurpación que hiciera necesaria ó excusara lo ca­
lamitoso de los tiempos.
Esta conclusión va contra muchos racionalistas y pro­
testantes moderados, algunos galicanos y cierto nú­
mero de católicos liberales.
372
k.a E l poder de los Papas sobre las coronas no tuvo
origen en un error de los Papas sobre sus derechos.
Esta cuarta conclusion va contra el autor de la De­
fensa de la Declaración, contra Fleury y la mayor parte
de los galicanos, como también contra muchos semili-
berales.
5.° E l poder de los Papas sobre los Estados no tenia
su única razón de ser en el derecho público de la edad
media.
Esta conclusion va contra Leibnitz, Hurter, Voigt y
la mayor parte de los semiliberalesqueen nuestros dias
han combatido en favor de la Iglesia.
6.® Finalmente, este poder no le correspondía tan sólo
en virtud del poder directivo completado por el derecho
publico.
Esta conclusion va contra Gosselin y muchos emi­
nentes católicos, á quienes, no obstante, no quisiéramos
llamar semiliberales.
991. Nos permitimos ofrecer este breve tratado de los
poderes de la Iglesia romana en el orden temporal co­
mo introducción á la historia de la edad media. En efec­
to, no pueden interpretarse sanamente los hechos de
esta época célebre, si no se entiende la doctrina que
acabamos de exponer.

TÍTULO III.
SISTEMAS SEM ILIBERA LES DE LA SUPREMACIA DEL
ESTADO SOBRE LA IG LESIA.

Prelim inares.
i. Nueva cía. 99?. Llevamos dicho que los semiliberales han pro-
se de errores. fesad0 tres e r r o r e s ó clases de errores sobre las relacio­
nes de la Iglesia con el Estado. La mayor parte han afir-
373
mado la completa y absoluta independencia del Estado
en el órden temporal. Muchísimos son los que han rei­
vindicado su independencia áun en el órden espiri­
tual, en sentido de que no tiene obligación de abrazar,
profesar y defender la Religión católica cou exclusión
de cualquier otra. En fin, han pretendido muchos que
el Estado tiene sobre la Iglesia y personas eclesiásticas
cierta jurisdicción, en virtud de la cual puede ampliar
ó restringir sus poderes, á lo menos dentro ciertos lími­
tes, vigilarlos é intervenir su ejercicio. «Hay, en efecto,
en nuestra época, como dice León X III, una tendencia
de ideas y voluntades, ó á arrojar por completo á la
Iglesia de la sociedad, ó á tenerla sujeta y encadenada al
Estado (1).»
Acabamos de reseñar las dos primeras clases de erro­
res. Vamos á examinar la postrera.
993. En esta nueva materia los semilíberales están ii. UuUipU·
lejos de tener una teoría uniforme. Estos enseñan que mis.
el Estado tiene obligación de ser católico; pretenden
aquéllos que el Estado puede y hasta debe permanecer
extraño al órden sobrenatural. U dos reivindican para el
Estado un derecho general de intervención; otros le re­
conocen simplemente el derecho de vigilar ciertos actos
de la autoridad eclesiástica, de dictar reglamentos para
ciertas instituciones de la Iglesia. Este atribuye la su­
premacía al Estado en nombre de un principio, aquél
en nombre de otro. Aquí, como por lo demás doquie­
ra, tienen los semilíberales gran número de sistemas di­
ferentes.
Nos contentaremos con indicar rápidamente los prin­
cipales derechos que atribuyeron al Estado sobre la Igle-

(1) Ecclesiam, in h o c rerutn publicarum alatu, qui d u o c &


plerisque adamatur, mos et voluntas est, aut prorsos de medio
pellere, aut vicctam adstrinctamque tenere. (Encycl. Im m o r·
tale Dei).
t . n . — 35
374
sia· Son á menudo tan parecidas á las de los liberales
puros sus teorías, que, si protestasen menos altamente
de ser católicos, se les contaría entre los racionalistas.
991 Los errores de que vamos á hablar son antiguos.
jo histórico. ’ °
En el mundo pagano, concentraba en sus manos el Es­
tado el poder político y el poder religioso. La Iglesia de­
bió luchar tres siglos para obligar á los emperadores á
renunciar á su titulo de Sumos Pontífices. Convertidos
los emperadores, intentaron aún inmiscuirse en los asun­
tos de la Religión: así es que en el siglo IV Constancio y
Valente parecían estar más ocupados en"reunir y regen­
tar los concilios, que en rechazar á los bárbaros de las
fronteras. Después de la caída del Imperio de Occiden­
te, siguieron en los mismos yerros los emperadores de
Bizancio; y pocos hubo que no diesen alguna constitu­
ción sobre el dogma ó la disciplina, y no quisiesen im­
poner sus voluntades á obispos y concilios.
Bajo los emperadores de Alemania, vió el Occidente
reaparecer la antigua pretensión del Estado de dominar
á la Iglesia; y sabidos son cuáDtos combates tuvo que
dar entonces ésta para defender su libertad. Pero el
error no quedó circunscrito á Alemania. En tiempo de
Felipe el Hermoso pasó á Francia, y desde entonces ya
no se ha ido de nuestra infortunada patria. En efecto,
no sólo nuestros antiguos reyes engañados por legistas
completamente imbuidos en las máximas del antiguo
derecho pagano de Roma, sostenían que su corona no
tenia dependencia alguna del Papa directa ni indirecta;
sino que en práctica y hasta en teoría llegaban á rei­
vindicar ciertos derechos en las cosas espirituales.
993. En el siglo X V I, al arrancar el protestantismo
las Iglesias de la autoridad del Romano Pontífice, las
entregó al dominio de los príncipes; y los soberanos
protestantes se hallaron, como los antiguos Césares, in­
vestidos de Ja autoridad suprema en materias de reli­
gión no menos que en los asuntos civiles y políticos.
375
Desde aquella época do cesan de acimentar las pre­
tensiones de los reyes de Francia de ingerirse en el go­
bierno espiritual, y se traducen en una legislación y en
actos que recuerdan la legislación y los actos de les em­
peradores de fiizancio. A fines del siglo X V II y durante
el X V III, la Iglesia ve doqaiera como se ponen las tra­
bas más odiosas y funestas al ejercicio de su jurisdic­
ción y sus derechos. Ya es tiempo de que venga el re­
medio,- este remedio será el exceso mismo del mal.
990. En efecto, la revolncion lleva sus pretensiones
más allá que los reyes galicanos y que los mismos prín­
cipes protestantes. Porque, según vimos, los raciona­
listas consideran las religiones positivas como «inven­
ciones de la impostura» ó «formas espontáneas del sen­
timiento religioso;» de donde infieren que el Estado
tiene el deber de proscribirlas ó cuando menos de do­
minarlas enteramente. Desencadénase, pues, en Fran­
cia la persecución, y con ella toda suerte de calami­
dades.
Un digno hijo de San Luís, el eminente conde de
Chambord, decia un dia: «Todas las desgracias de Fran­
cia y de la Real familia vinieron del galicanismo.» Si,
del galicanismo salió la revolución francesa, si por este
nombre entendemos no sólo los errores de nuestros an­
tiguos obispos sobre el poder pontilicio, sino también
las pretensiones de nuestros antiguos reyes de inmis­
cuirse en los asuntos espirituales y dominar á la Igle­
sia (1); porque los antiguos reyes, con sus reivindica­

(1) Distínguese, en efecto, como saben todos, un doble gali­


canismo: el galicanismo eclesiástico, que sujetaba más ó menos
al Papa al Episcopado ó á la Iglesia y cuya fórmula mis famosa
es la Declaración de 1862; y el galicanismo parlamentario, que so­
metía al Episcopado 6 6 la Iglesia al monarca. El segundo era
natural consecuencia del primero, porque los obispos y sus re­
baños no se sustrafaD á la autoridad divinamente instituida del
Vicario de Jesucristo sino para pasar al dominio abusivo del
Estado.
376
ciones de una supremacía parcial en la Iglesia, prepara­
ron el camino á las pretensiones revolucionarias de la
total supremacía. Puede, empero, añadirse: «La revo­
lución misma y las desgracias de Francia serán el re­
medio del galicanismo.» En efecto, es la revolución
harto abiertamente satánica, es demasiado violenta,
para no provocar una reacción que se cebará en el mis­
mo galicanismo, y destruirá las pretensiones] seculares
de las coronas respecto del poder espiritual. Bossuet
tiene dicho: «De nada está Dios tan celoso como de la
libertad de su Iglesia.» Antiguamente había muchos ca­
tólicos, y quizás el mismo Bossuet, que no eran bas­
tante celosos de la libertad de la Esposa de Jesucristo.
Pero, después de la revolución, lo que toman más á pe­
chos los católicos ilustrados es la libertad de la Iglesia.
Puede preverse una época en que los obispos y los fie­
les tendrán tal horror al predominio del Estado sobre la
Iglesia, que ya no podrán siquiera intentar los sobera­
nos poner la mano en el incensario.
997. No obstante, será aún necesario mucho tiempo
para que desaparezcan por completo las antiguas pre­
tensiones del Estado. Los príncipes católicos persisten
en mezclarse en el gobierno de las cosas sagradas. Qui­
zás desde la revolución no ha habido sino un príncipe,
el incomparable héroe de la América meridional, Gar­
cía Moreno, qae haya constante y plenamente recono­
cido la completa y absoluta independencia de la Iglesia
en el órden espiritual, y la haya servido siempre sin
pensar jamás en dominarla (1). Estas pretensiones de
los príncipes modernos hallan apologistas y defensores

(1) No hablamos aquf de algunos otros principes retenidos


lejos de sus tronos por la revolacion, y cuyas leales declaracio­
nes han hecho muchas veces estremecer de gozo á los católi­
cos, y hecho concebir también ú la Iglesia las más grandes es­
peranzas para lo venidero.
377
en un gran número de semiliberales, sobre todo entre
los legistas, continuadores de los de Luís X IV , Luís XII
y Felipe el Hermoso, de los de Federico II y Barbaroja,
de los de Bizancio, y muy frecuentemente de los del
protestantismo, del paganismo y de la revolución.
A estas antiguas y modéralas pretensiones vamos aho­
ra á pasar revista.
Podemos distinguir dos errores generales, y gran nú­
mero de errores particulares.

SUBTÍTULO I.— los dos erro res ó s ist em a s g e n e r a l e s .

998. Hay algunos adversarios que atribuyen al Es­ Enunciado.


tado un derecho indirecto positivo en las cosas sa­
gradas.
Otros, menos avanzados, se contentan con darle un
derecho indirecto negativo.

CAPÍTULO I.

Sistema que atribuye al Estado un derecho indirecto


positivo en las cosas sagradas.

999. El primer sistema invierte las relaciones entre 1. E r r o


la Iglesia y el Estado en detrimento de la Iglesia y pro­ principal.
l. ° Exposi
vecho del Estado. La Iglesia, como vimos, tiene poder cion.
indirecto positivo sobre el Estado en el órden temporal;
el Estado, pretenden los adversarios, tiene poder indi­
recto positivo sobre la Iglesia en el órden espiritual. La
autoridad civil puede ingerirse en las cosas que atañen
á la Religión, á ¡as costumbres y a l gobierno espiritual.
De donde se sigue quepuede entender de las instruccio­
nes que publican los pastores de la Iglesia, en virtud de
$u cargo, para la dirección de las conciencias; puede
378
asimismo legislar sobre la administración ie los Sacra­
mentos y las disposiciones necesarias para recibir los (l).
E l poder eclesiástico no dele ejercer su autoridad sin
permiso y asentimiento del Gobierno civil (2). «Interesa
á los Gobiernos no renunciar á la dirección de los asun­
tos religiosos. Estos asuntos han venido siempre regla­
mentados por los diferentes Códigos de las naciones en
aquellas materias que corresponden á la alta jurisdic­
ción del Estado (3).» «No está segnra la tranquilidad
pública si se descuida el saber lo que son los ministros
del culto, lo que los caracteriza, lo que los distingue de
los simples ciudadanos; si se ignora caál es la disciplina
bajo la que pretenden vivir y cuáles los reglamentos
que prometen observar. Queda amenazado el Estado si
pueden hacerse ó cambiarse sin su concurso estos regla­
mentos, si se mantiene ajeno ó indiferente á la forma y
constitución del gobierno que se propone dirigir las al­
mas (4).» «Verdad es que no tiene el Estado poder di­
recto en las cosas sagradas; porque por su misma natu­
raleza vienen encomendadas á la Iglesia. Pero tiene po­
der indirecto: el Estado, en efecto, tiene por fin propio
el bien temporal de la nación; si, pues, los actos de la
autoridad eclesiástica afectan la tranquilidad pública,
pnede, atendiendo al bien temporal, y por tanto indi­
rectamente, fiscalizarlos, modificarlos ó anularlos.»’

(1) Civilis auctoritas potest se immiscere rebus qax ad ro-


ligioDem, inores et regitneD spirituale pertmeot. Hioc potest
de iostructioDibus judicare, quas Ecclesiee pastores ad cods-
cientiarum Dormam pro suo muoereeduat, quio etiam potest
de divicorum sacramentorum adnoiQistratiooe et dispositiooi-
bus ad ea suscipieoda necessariis deceroere. (Sytt. prop. (4).
(í) Ecciesiastica potestas suata anctoritatem exercere non
debet absque civilis gubernii venia et assensu. (Syll. prop. 20).
(3) Portalis, Disc. sobre la reorganización de los cultos,
(4) Ibid,
379
Estos son los principios en nombre de los cuales tra­
taron muchos semiliberales de defender la ralidez de
los Artículos orgánicos. A su modo de ver, «pudo
el Estado arreglar legítimamente los asuntos de Re­
ligión que afectan al orden público y la policía del
reino (1).»
1000. Los partidarios del poder indirecto positivo del2.° Observa­
ción polémica.
Estado deberían probar que el fin del Estado es supe­
rior al de la Iglesia, el fin natural al sobrenatural; por­
que la subordinación de una sociedad á otra 0!o puede
fundarse en la subordinación de sus fines. Comprendo
que los racionalistas reivindiquen para el Estado la su­
premacía sobre la Iglesia; porque según ellos corres­
ponde al poder civil determinar cuales sean los derechos
de la Iglesia, y señalar los límites dentro los cualespuede
ejercerlos (2). Pero todo católico debe creer que la Ig le­
sia es una verdadera y perfecta sociedad absolutamente
libre, que goza de derechos propios y constantes que le
f ueron conferidos por su divino Fundador (3); y desde
luego debe profesar que no corresponde á sociedad parti­
cular alguna ingerirse en su gobierno. Como elfin á que
tiende la Iglesia, dice León X III, es en sumogrado más
noble que todos los demás, así también su poder i todos

(1) Otros pretendieroD que la Iglesia (os había implícita­


mente admitido en el articulo 1.° del Concordato: «El culto será
público, conformándose no obstante con los reglamentos de po­
licía necesarios para la tranquilidad pública.» Nada más pa­
tente que la falsedad de esta afirmación. Asi que no nos exten­
deremos en refutarla. Si al lector le queda alguna sombra de
duda, le remitimos & la Memoria del cardenal Consalvi sobre la
negociación del Concordato.
(2) Civilis potestatis est definire quae sint Ecclesiae jura ac
limites intra quos eadem jura exercere queat. (Syll. prop. 19).
(3) Gcclesia non est vera perfectaque societas plañe libera,
nec pollet suis propriis et constantibus juríbus sibiádivino suo
Fundatore col latís. (Syll. prop. 19).
380
los otros aventaja, y no puede deningún modo ser inferior
ni estar sujeto al poder civil (1). Decís: «Pero los actos
del poder eclesiástico pueden afectar al bien temporal de
los Estados.» Indudablemente. Deducid que la Iglesia
tiene el deber de no hacer nada que pueda ser funes­
to á este bien; pero no deduzcáis que los Estados tie­
nen el derecho de juzgar si la Iglesia hace ó no actos
contrarios á sus intereses; de otra suerte someteis el
poder superior á la fiscalización del que le es infe­
rior (2).··;
«A todo se extendería, dice un ilustre adversario del
liberalismo, este lindo raciocinio: Tengo interés en tal
cosa, luego tengo á ella derecho. Empero la populari­
dad del sofisma no altera su naturaleza y lo deja cual
es en sí; es decir, un error más ó menos especioso. Na­
da importa al Estado mis que la Religión, ni á las fa­
milias que el honrado y sensato manejo de los negocios
políticos, ni á la Religión que una buena y pronta jus­
ticia administrada á los ciudadanos; pero esto no da á
la Iglesia derecho alguno de nombrar á los jueces civi­
les ó criminales, ni á los padres de familia el de entro­
meterse en la diplomacia, la marina ó la guerra, ni al
Estado el de ejercer el sacerdocio y subir al altar. «Por­
que muchas cosas hay, dice Aristóteles, que son nece­
sarias al Estado y no son partes del Estado.» Muchas
hay, añadiré, que no pueden sernos útiles, sino á con­
dición de mantenerse superiores á nosotros é indepen-

(1) Sicut finís, qoo leodít Ecclesia, longe nobilissímas est,


ita ejus potestas est omniom praestantissima, ñeque imperio ci-
vili potest haberi inferior, aot eidem esse ullo modo obnoxia.
(Eocycl. fmmorlale Del, 1. Noy. 1885).
(2) Ñeque Ecclesia membrurc est sive pars alterius cujusli-
bet societatis, nec com alia quavis confusa aut commiscenda:
sed adeo in semetipsa perfecta, ut dum ab ómnibus humanis
societatibus disliDguitar, snpra eas tamen quam máxime eveha-
tur, (Acta Conc. Val. Scbema de Ecclesia, p. 7).
381
dientes de nosotros, por ejemplo, la autoridad de nues­
tros maestros, la de nuestros padres y la majestad
suprema, hasta en una democracia (l).»
1001. Algunos semiliberales reclaman la interven- .3. °observa-
, , r, , . . . . . . ciones.
cion del Estado en nombre de otro principio. Las per­
sonas eclesiásticas, dicen, son «incapaces ó ineptas.»
«Es menester que los bienes de la Iglesia los adminis­
tren seglares, para que lo hagan con inteligencia.»
«Sólo las personas legas pueden sacar al gobierno ecle­
siástico de sus hábitos de pequenez y de rutina.» Sobre
todo «es necesario que el Estado ejerza legítima in­
fluencia en los asuntos religiosos, para imprimirles una
dirección liberal, que esté en armonía con las necesi­
dades sociales de la época.»
No nos ocuparemos en refutar aquí estas ridiculas
pretensiones. ¿Tienen los legos el monopolio del talen­
to? ¿Sólo las manos seglares son aptas para manejar
los negocios? Según los mismos protestantes, los que
formaron á Francia no fueron los legos, sino los obispos.
Es cierto que el gobierno de los sacerdotes no se con­
formará con los principios del liberalismo; pero estará
de acuerdo con los principios de la teriad eterna.
En fin, ciertos semiliberales parecen ceder al senti­
miento de celos que dictaba á Napoleon I estas pala­
bras: «No nací á tiempo. Alejandro el Grande pudo
llamarse hijo de Júpiter; y yo hallo en mi siglo un sa­
cerdote más poderoso que yo; porque él reina en las
almas, y yo sólo reino en la materia;» ó estotras: «Los
sacerdotes guardan el alma, y me arrojan el cadáver.»
Ciertos legistas parecen también estar celosos de ver á
la Iglesia más poderosa que el Estado.
1002. Del poder indirecto del Estado en la Iglesia di- u. Errores
manan muchas consecuencias. secúndanos.

(1 ) M. Chesnel, Los derechos de Dios y las ideas modernas, t, I,


p. 239,
382
Primeramente, en caso de conflicto entre amias po­
testades, prevalece el derecho civil (1). Es, en efecto,
principio general que en caso de conflicto entre ambas
jurisdicciones, cede la inferior y la superior prevalece.
Así que las constituciones apostólicas que condenan &
las sociedades secretas, exijan ó no eljuramento deguar­
dar el secreto, y que fulminan anatema contra sus adep­
tos y fautores, no tienen valor alguno en los países
donde el gobierno civil tolera tales asociaciones (2).
Más todavía, el poder seglar tiene autoridad para
rescindir, anular y declarar nulos los solemnes trata­
dos ó concordatos convenidos con la Sede apostólica sobre
el uso de los derechos pertenecientes á la inmunidad
eclesiástica, sin el consentimiento y áun á pesar de las
reclamaciones de la Santa Sede (3).
Estas proposiciones son las monstruosas consecuen­
cias de un principio monstruoso. Si tiene el Estado po­
der indirecto en la Iglesia, puede abrogar las leyes
eclesiásticas, y rescindir los mutuos convenios que pa­
rezcan perjudiciales á sus intereses. Empero no es el
Estado quien tiene poder indirecto en la Iglesia, sino
que es la Iglesia quien lo tiene en el Estado; en conse-

(1 ) I d conflicto legum utriusque potestatis, jus civile prava-


let. (Syll. prop. 42).
(2) Ipsos mioime pudet affirmare... «coDstitutiones Apostó­
licas, quibus damoaotur clandestina societates, sive in eis exi-
gatur, sive non exigatur juramentum de secreto servando, ea-
rurnque assecl* et fautores anathemate mulctantur, nullam
ha bere vim i n illis orbis regionibus ubi ejusmodi aggregatio-
nes toterantar á civili gubernio.» (Eücycl. Quanta cura, 8 Dec.
1864).
(3) Laica potestas auctoritatem habet resrindendi, declaran­
do ac f a c ie D d i irritas solemnes conventiones (vulgo concordata)
super usu jorium ad ecclesiasticam immanitatem pertinentium
cum Sede Apostólica initas, sine bujus consensu, immo et ea
reclamante. (Syll. prop. 43),
383
cuencia, tiene la Iglesia, como llevamos dicho, el dere­
cho de abrogar las leyes civiles contrarias á los intere­
ses de las conciencias, y liene también el de rescindir
ciertas cláusulas de un Concordato, cuando lo reclamare
el bien de las almas (2). «Porque, como dice León X III,
á la Iglesia, y no al Estado, corresponde guiar á los
hombres hácia las cosas celestiales, y á ella encargó
Dios entender y decidir en todo aquello que á la Reli­
gión atañe (2).» Todo lo que puede hacer el Estado, es
pedir á la Iglesia que modifique sus leyes y consienta
en la revisión del concordato; y si verdaderamente el
hien de la sociedad civil lo reclamare, no se negará
la Iglesia.

(1) Los canonistas están divididos sobre la naturaleza pre­


cisa de los concordatos. Muchos los consideran como actos del
poder legislativo de la Iglesia, como leyes especiales que pro­
mulga para un pueblo particular. Otros ven en ellos verdade­
ros convenios entre la Iglesia y el Estado, pero que no obligan
á la Iglesia mis que por razón de fidelidad. Otros, en fio, quie­
ren que sean convenios que obligan en justicia taoto á la Igle­
sia como al Estado. Es evidente que, según la primera opi-
nion, la Iglesia tiene poder directo de modificar los concordatos;
pero según la segunda y la tercera, tiene á lo menos poder in­
directo, si no directo. ¿Necesitamos añadir que lo que decimos
aquí es puramente teórico? Jamás 6 casi jamás ha modificado,
en virtud de su propia autoridad uo solo concordato: los únicos
actos que pudieran quizás alegarse son la anulación hecha por
Pascual 11 de las concesiones que le habia arrancado el empe­
rador Enrique V, y la declaración de Pió VII contra los prelimi­
nares de Fontaineblean.
(2) Dux hominibus esse ad coclestia non civitas, sed Ecclesia
debet; eidemque hoc est munus assigoatum a Deo, ut de iis
qure religionem attingunt, videat ipsa et statuat. (Encycl. /m-
mortale Dei),
384

CAPÍTULO II.

Sistema que atribuye al Estado no derecho indirecto


negativo en las cosas sagradas.

i. Exposi- 1003. Otros semiliberales, sin atribuir al Estado el


cion del error. {j e re c |10 jnm¡xt¡on ¿ ingerencia positivas en las co­
sas sagradas, le conceden poder indirecto negativo. E l
poder civil, dicen, Aun citando lo ejerce un príncipe in­
fiel, tiene poder indirecto ,negatiyo tu las cosas sagra­
das. Tiene, por consiguiente, no sólo el derecho llamado
de Exequátur, sí que también el que se llama de apela­
ción por abuso (1). «Es evidente, dicen, qae el Estado
no tiene en las cosas sagradas poder directo, porque su
fin propio es el bien temporal de la nación. Pero como
los actos de la autoridad eclesiástica afectan á menudo
al bien temporal, puede el Estado, en virtud de su po­
der en el orden temporal, y por taato indirectamente,
fiscalizar los actos de la jurisdicción espiritual.
No obstante, añaden, esta fiscalización no puede ser
un acto positivo que los anule ó suspenda sus efectos;
porque sólo podria el Estado tener poder directo positi­
vo en la Iglesia, con la condicion de tener un fin supe­
rior, lo cual no es así; sino tan sólo un acto negativo,
que, sin tocar á lo sustancial, les de ó niegue según le
plazca un valor oficial y civil, y decrete asimismo su pu­
blicación y cumplimiento: tal es el exequátur ó el pla­
cel; ó bien compruebe y declare su nulidad, porque son
abusos de poder é intrusiones ilegítimas en los derechos

(1) Civili potestad vel ab infidel) imperante exercitae compe­


tí! potestas indirecta negativa in sacra;eidem proindecompetit
nedum jusqaod vocant exequátur, sed eliam j<js appellalionis
qaam nunca pant ab abusu. (Syll. prop. (1).
385
del Estado ó de los ciudadanos: tal es la apelación por
alvso y la declaración de abuso.
El Estado, dicea, tiene necesidad absoluta cuando
menos de este poder negativo indirecto. «No goza más
que de uoa autoridad precaria aquel Estado que tieoe
en su territorio á hombres que ejercen grande influen­
cia ea las almas y en las coocieocias sio que estos hom­
bres le perteaezcan, á lo menos bajo ciertos respetos.»
1001. Los legistas de Francia fueron ios que por pri- u. Algunas
mera vez reiviodicaroo como uo derecho del Estado,0 1 . · ' o ¿ s e r -
allá á mediados del siglo XIV, reiuaudo Felipe de Va- ” "c“" es b,s‘
lois, la apelación por abuso. Desde entooces lo puso á a£ ¡af^™plr
menudo en práctica la corona de Francia. A principios abato.
de este siglo, se inscribió este pretendido derecho, dán­
dole uoa extensión que jamás habia tenido, en los Ar­
tículos orgánicos: «Art. 6.* Habrá recurso al Consejo
de Estado en todos los casos de abuso por parte de los
superiores y demás personas eclesiásticas. Los casos de
abuso son: usurpación ó excesos de poder, contravjncion
á las leyes y reglamentos de la República, infracción de
las reglas consagradas por los cánones admitidos en
Francia, ataque á las libertades, inmunidades y cos­
tumbres déla Iglesia galicana, y todo acto ó procedí -
miento que, en el ejercicio del evito, pueda comprometer
la honra de los ciudadanos, turbar arbitrariamente su
conciencia, y degenerar en opresion, injuria 6 público
escándalo de los mismos.» Este articulo aplicado con to­
do el rigor que consiente, baria á los sacerdotes tan de-
pendieotes del Estado como á sus fuociooarios. La ape­
lación por abuso se propagó á muchas oaciooes moder­
nas. Ciertos católicos, sobre todo jurisconsultos, no
aparentao sospechar que coostituye un verdadero alen­
tado del Estado contra el poder eclesiástico.
1005'. Los reyes galicanos pretendieron tener derecho »· sobre «i
de sujetar al placet machos actos emanados de la Santa p ^ ! >(ury
386
Sede. Los Artículos orgánicos atribuyen al Gobierno el
derecho de visarlos todos sin excepción (1); y hasta le
conceden el de examinar, permitir ó prohibir los decre­
tos de los concilios ecuménicos: dentro unos momentos
vamos á hablar de este asunto.
En algunos países, permitió la Santa Sede á reyes
cristianos dar el exequátur á las bulas de institución de
los obispos: era un privilegio que á tales príncipes otor­
gaba, como concedía á otros el de nombrar ó presentar
á los obispos. Víctor Manuel, hecho rey de Italia, pre­
tendió tener el derecho de conceder el exequátur á las
bulas de institución de todos los obispos de sus nuevos
Estados. Transcurrió mucho tiempo sin que solicitaran
los obispos el exequátur y se vieron en consecuencia
privados de toda asignación. En estos últimos años el
Gobierno italiano declaró que todos los nombramientos
hechos por obispos que no hubieren pedido y obtenido
el exequátur, serian nulos para él, y que por tanto no
cobrarían asignación los párrocos por ellos nombrados.
Entonces la Santa Sede permitió á los obispos solicitar
el exequátur; pero protestando al mismo tiempo que no
por ello adquiría el Gobierno derecho alguno á dar el
exequátur.
2.° Obserra 1006. Jamás es legítima la apelación por abuso, por­
dones «polo·
gélicas. que no corresponde al Estado por la naturaleza del po­
der seglar; por otra parte, jamás 'se la ha otorgado por
derecho de devolución el poder eclesiástico. En la época
actual no puede la Iglesia otorgar este derecho á los prín­
cipes; porque se servirían de él no para corregir los abu­
sos, sino para dominar á los obispos y demás personas
eclesiásticas. Probable es que no lo dé jamás, ni siquiera
á un rey profundamente católico; porque seria entregar
al poder seglar la fiscalización del poder espiritual.

(1) En 1810, el Gobieruo fraucés exceptuó los Breves de la


Peoiteuciarfa,
387
La Iglesia puede, al contrario, conceder al Estado
el derecho del exequátur ó del placet en casos limita­
dos; los principes pueden entonces usar legítimamente
de ellos, no como de derechos propios é innatos, sino
como de derechos liberalmente otorgados por la Iglesia.
Mas en las actuales circunstancias, no es amiga la Igle­
sia de extender las antiguas concesiones; porque do­
quiera se sirven de ellas los príncipes para sacudir y
dominar la Religión.
Hoy más que nunca deben los católicos estar celosos
de la libertad de la Iglesia. Deben sin cesar recordar á
si mismos y á todos los demás, que en todas partes lie- -
ne súbditos que deben obedecerla, y en ninguna parte
señores que puedan mandarla.

SUBTÍTULO II.— erro res ó sist em a s pa r t ic u l a r es .

1007. Podemos distinguir tantos errores ó sistemas


particulares, cuantos son los pretendidos derechos atri­
buidos al Estado por los semiliberales sobre la jurisdic­
ción, las instituciones y los privilegios eclesiásticos.
Vamos á pasar revista de los principales errores ó sis­
temas.

CAPÍTULO I.

Derechos sobre la jurisdicción pontificia atribuidos por


los semiliberales al Estado.

1008. Ponemos al frente de estos derechos indebida- jnuncucion


mente atribuidos al Estado, el de vigilar, fiscalizar, y dfdw'derechos*"
hasta impedir las comunicaciones del Romano Pontífice
con los católicos confiados á su cuidado. Ninguno hay,
en efecto, que sea más contrario á la constitución divi-
388
na de la Iglesia, ni más funesto á la Religión y la so­
ciedad- En este pretendido derecho vienen comprendi­
dos muchos:
1.“ El derecho de sujetar los actos pontificios al exá-
men del Consejo de Estado ó al placet del soberano;
2.° El derecho de impedir el desempeño de su misión
á los delegados de la Santa Sede;
3.° El derecho de impedir á los obispos y á los fieles
comunicarse libremente con el Romano Pontífice.

Articulo 1.— Pretendido derecho de examinar los actos


pontificios y darles el placet, atribuido al Estado.

i. Enuncia- 1009. En primer lugar, gran número de semilibe-


cion ei error. ra|es conceden a| £sta(j0 ej derecho de permitir ó pro­
hibir á su gusto la publicación y ejecución de cuanto
emana del poder pontificio, ya sean decisiones dog­
máticas, ya actos que se refieran al régimen de la Igle­
sia. No se podrá admitir, publicar, imprimir, ni de otra
manera poner en ejecución sin autorización del Gobier­
no, ninguna bula, breve, rescripto, decreto, mandato,
provision, signatura que valga por provisión, ni otros
despachos de la, Curia de Roma, ni siquiera las que con­
ciernen á los particulares (1). Los actos y decretos de los
Romanos Pontífices concernientes á la Religión y la
Iglesia necesitan la aprobación 6 A lo menos anuencia
del poder m il (2). No pueden los obispos sin permiso

(1) l.er Articulo orgánico.—Observamos ya y repetimos que


los Artículos orgánicos no tienen valor alguno: sobre ser aten­
tatorios á los derechos de la Iglesia, lo que bastaría á quitarles
toda fuerza, son reglamentos hechos por el poder seglar sobre
materias espirituales, contra los cuales no ha cesado ni cesa de
protestar la Santa Sede.
(2) Ipsos minime pudet affirmare «acta et decreta Romano-
rum Pontificumad religionem et Ecclesiam speclaolia indigere
sanctione et approbatione, vel mínimum assensa potestatis ci-
vilis.» (Encycl. Quanta cura).
389
del Gobierno, publicar las mismas letras apostólicas (1).
Asimismo las gracias concedidas por el Romano Pontí­
fice deberán tenerse por nulas, si no se hubieren solicita­
dopor conducto del Gobierno (2).
En efecto, «es preciso defenderse del peligro délas
opiniones y manejos ultramontanos, y no.dejar impru­
dentemente caer al país bajo el yugo de la curia de
Roma.»
1010. Jesucristo dijo á Pedro: «Tú eres Pedro, y so- n. Refota-
bre esta piedra edilicaré mi Iglesia.» No dijo: «Sobre tí, c'on-
Pedro, mas sobre el César al mismo tiempo, edilicaré
mi Iglesia.» ía que á solo Pedro fué encomendada la
Iglesia, sólo Pedro tiene el derecho de regirla con auto­
ridad suprema.
Jesucristo dijo á Pedro: «Todo lo que atares en la tie­
rra, atado será en el cielo; y lo que desatares en la tie­
rra, será desatado en el cielo.» No añadió: «No obstan­
te, tu poder de atar y desalar estará sujeto en su ejer­
cicio al beneplácito de Jos príncipes.»
Díjole: «Confirma en la fe á lus hermanos; apacienta
á mis corderos, apacienta á mis ovejas.» Pero no aña­
dió: «La enseñanza que darás á tus hermanos, la juris­
dicción que ejercerás en la Iglesia y los pueblos cristia­
nos tendrán necesidad de la aprobación ó anuencia del
poder seglar.»
1011. Así como es Jesucristo el Sumo Pontífice (3),
el Apóstol (4) por excelencia, la peña (i>), la piedra an-

(1) Episcopis, sine gabernii venia, fas oon est vel ipsas Apos­
tólicas litteras promulgare. (SyU. prop. 28].
(2) Gratis á Romano Pontífice concess® existiman debent
tanquam irrita, nisi per gubernium fueriot implórate. (Syll.
prop. 29).
(3) Hebr. v, 5, ID.
(4) Ibid. in, 1.
(5) 1 Cor. i, 4.
T . 11.— i 6
390
guiar (1' y el fundamento (2), el Pastor (3) y el Doc­
tor (í) snpremo; asi también es su Vicario, en la unidad
de su poder, el Sumo Pontífice, el Apóstol, la piedra y
el fundamento, el Doctor y Pastor universal. Jesucristo
y su Vicario llevan los mismos nombres, porque tienen
el mismo poder, original en Jesucristo, participado en el
Vicario, pero uno en arabos (o). Si tiene, pues, autori­
dad suprema Jesucristo, no puede el Papa depender de
los principes de la tierra.
1012. Cuando Pedro predicaba en Jerusalen, no pidió
su anuencia á los sacerdotes ni á los ancianos. Al predicar
en Antioquia y Roma, no solicitó el permiso de Nerón.
Por espacio de tres siglos enseñaron al mundo y rigie­
ron á la Iglesia los Romanos P od tí fices sin autorización
de los principes seglares, y áun á pesar de sus prohibi­
ciones. Más tarde, admitieron á los reyes y á los empe­
radores en «el redil de Cristo;» pero, al admitirlos entre
los tíeles, no perdieron la independencia, ni los prínci­
pes, al ser cristianos, adquirieron el derecho de domi­
nar á la Iglesia, sino que contrajeron la obligación de
obedecerla. «En los primeros siglos del Cristianismo,
decia el legado de Pió VII, ningún poder exigía la com­
probación de sus decretos. Sin embargo, no por acoger
en su seno á los emperadores perdió algo de sus pre-
rogativas. Debe gozar «de la misma jurisdicción de que
gozaba en tiempo de los emperadores paganos. Jamás
será lícito atacarla, porque la tiene de Jesucristo. (Le­
yes eclesiásticas) (6).»

( 1) I Petr. ii, 6.
(S) ICor. I I I , 11.
(3) Hebr. mi, 30.
(4) Matth. x x i i i , 10.
(5) Qoalis ipsi (Petro) cum Christo esse societas, per ipsa ap-
pellationam mysteria Dosceremus. (S. Leo, Serm. m in natali
ipsio«.
(6) Carla del cardenal Caprara & Tayllerand contra los Artí­
culos orgánicos.
391
Luego, en las naciones convertidas como en medio de
los pueblos paganos, tiene el Romano Pontífice el de­
recho de ejercer su suprema autoridad sin los prínci­
pes y á pesar de los príncipes. Soberano en el sentido
más completo, absolutamente independiente de los po­
deres del siglo, sólo de Dios depende. «Su poder aven­
taja al de todos los demás, y no puede por manera al­
guna ser inferior ni estar sujeto al poder civil (1).» Quien
le oye, oye á Jesucristo mismo, y quien le desprecia y
pretende dominarle, desprecia y pretende dominar al
Eterno (2). Aquel que es de Dios, oye la palabra del re­
presentante de Dios (3); no la juzga ni contradice.
1013. ¿Cómo podrá el Papa cumplir su misión divina
de enseñar y regir á todas ias Iglesias, si puede el Es­
tado fiscalizar sus actos? Las decisiones sobre fe y dis­
ciplina quedarán sin efecto cuantas veces pluguiere al
poder seglar. El principe podrá á su gusto ahogar la
predicación del Evangelio.
«Esla disposición, decía el legado de la Santa Sede,
hablando del primer Artículo orgánico, esta disposición
tomada en su totalidad ¿no lastima evidentemente la li­
bertad de la enseñanza eclesiástica? ¿No sujeta á mo­
lestas formalidades la publicación de las verdades cris­
tianas? ¿No pone las decisiones en materias de fe y dis­
ciplina bajo la dependencia absoluta del poder tempo­
ral? ¿No da al poder que se siente tentado de abusar,
los derechos y facultad de detener, suspender, y hasta
de ahogar el lenguaje de la verdad, con que un Pontí­
fice fiel á sus deberes quiera dirigirse á los pueblos con-

(1 ) Ejus potestas (Ecclesia aut Papae) est omnium prestan­


tísima aeque imperio civili potest haberi ioferior. (Encycl. Im-
mortale Dei, 1 Nov. 1885).
( 2) Qui vos audit, me audit; et qui vos spernit, me spernit.
(Luc. x, 16).
(3) Qui ex Deo est, verba Dei audit. (Joan, vm, (7).
392
fiados á su solicitud (1)?» En adelante «la Iglesia no po­
drá saber ni creer ya sino lo que al Gobierno plaguiere
dejar publicar (2).»
101 i. Sacamos, pues, en conclusión, que no puede el
Estado pretender fiscalizar los actos de la Santa Sede,
sin violar la divina constitución de la Iglesia, y atentar
contra la libertad de conciencia de todos los católi­
cos. Jamás estarán los fieles convencidos de sobras de
que la libertad del Romano Pontífice es la primera y
más esencial de las libertades de la Iglesia. Jamás ten­
drán sobrado horror á estas doctrinas funestas que su­
jetan los decretos tdel soberano de sus conciencias á la
aprobación ó anuencia del poder seglar. Prontos deben
estar para sufrir mil muertes jantes que dejar introdu­
cirse ó siquiera dejar subsistir la pretenciosa ingeren­
cia del Estado en las decisiones del supremo poder es­
piritual.
Esta ingerencia es todavía más odiosa bajo los moder­
nos Gobiernos que no lo era cuando los antiguos reyes
cristianos. En aquellos tiempos, en efecto, en que la Re­
ligión católica era la religión del Estado, el poder civil
podía pretender con alguna sombra de razón que «los
decretos de la Iglesia sólo se examinaban, según la de­
claración de 1766, para hacerlos ley del Estado, y dis­
poner su cumplimiento, prohibiendo con penas corpo­
rales las contravenciones (3).» Pero en el dia, á lo menos
en Francia, la Religión católica ya no es la religión del
Estado, sino tan sólo «la religión de la mayoría de los
franceses;» ni se declaran ya leyes del Estado los de­
cretos de la Iglesia. Luego no puede ya tampoco alegar

(1) Carla del cardenal Caprara contra los Artículos orgé-


nicos.
(2) Ibid.
(3) Ibid.
393
el Gobierno el antiguo pretexto de nuestros reyes, para
entender en los actos del poder eclesiástico.
1015. El tercer Artículo orgánico viene así concebí- t®£rs*
do: Los decretos de los sínodos extranjeros, y asimismo tercer Articulo
los de los concilios generales, no podrán publicarse en ot8M" co'
Francia antes de haber el Gobierno examinado su fo r­
ma, su conformidad con las leyes, derechos y exenciones
de la República francesa, y todo aquello que, con mo­
tivo de su publicación, pudiera alterar ó afectar á la
tranquilidad pública.
La Santa Sede protestó cootra este artículo en los si­
guientes términos: «El artículo tercero extiende esta
medida,» la que sujeta los actos eclesiásticos al placet
del Gobierno, «extiende esta medida á los cánones de
los concilios, aunque fueren generales. Estas tan famo­
sas asambleas en ninguna parle fueron más respetadas
y veneradas que en Francia. ¿Cómo, pues, en esta mis­
ma nación hallan tantos obstáculos, y una formalidad
civil da derecho de eludir, y hasta de rechazar sus de­
cisiones? Dícese que se quiere examinarlos; pero la vía
de exámen en materia religiosa está proscrita en la Igle­
sia católica: sólo la admiten las comuniones protestan­
tes, y de ahí ha venido esta pasmosa variedad que reina
en las creencias. ¿Qué objeto tendrían, por otra parte,
estos exámenes ? ¿E l de reconocer si los cánones de los
concilios se hallan conformes con las leyes francesas?
Pero si muchas de estas leyes, tales como la ley del di­
vorcio, son opuestas al dogma católico, será, pues, pre­
ciso rechazar los cánones y preferir las leyes, por in­
justo y erróneo que fuere so objeto. ¿Qoién podrá adop­
tar conclusión semejante? ¿No fuera esto sacrificar la
Religión, obra de Dios mismo, á las obras siempre im­
perfectas y á menudo injustas de los hombres? Sé que
nuestra obediencia ha de ser razonable; pero no obe­
decer sino con motivos suficientes, no es tener el dere-
394
cho no sólo de examinar, sí que también de rechazar
arbitrariamente cuanto nos disguste. Sólo á la Iglesia
prometió Dios la infalibilidad: las sociedades humanas
pueden engañarse. Prueba de ello fueron los legislado­
res más sabios. ¿Por qué, pues, comparar las decisio­
nes de una autoridad irrefragable con las de un poder
que puede errar, y en esta comparación hacer inclinar
en favor de éste !a balanza? Por otra parte, cada poder
tiene los mismos derechos. Lo que ordena Francia, pue­
de exigirlo España y el Imperio, y, como las leyes son
diferentes en todas partes, se seguirá de ahí que la en­
señanza de la Iglesia deberá variar según los pueblos,
para hallarse de acuerdo con las leyes (1).»
1016. Cuando todavía gozaban de favor las doctrina
galicanas; cuando parte del clero pretendía que el con­
cilio ecuménico era superior al Papa, se podia tener por
más abusivo el sujetar á la autorización del Gobierno
los decretos conciliares que las constituciones ponti­
ficias. Mas, después de haber el Concilio del Vaticano
definido que el Papa tiene «toda la plenitud del poder
eclesiástico,» debemos creer que la autoridad de los con­
cilios ecuménicos es la misma autoridad del Romano
Pontífice extendida á los obispos reunidos, de suerte que
los decretos de la sola Cabeza de la Iglesia no tienen me­
nos valor que los del Concilio entero; y por consiguien­
te debemos confesar que tan monstruoso es sujetar á la
fiscalización del poder seglar una bula pontificia como
una definición conciliar.

(1) Carta del cardenal Caprara contra los Artículos orgá­


nicos.
395

Articulo II . Pretendido derecho de autorizar d los en­


viados de la Santa Sede atribuido al E stado.

1017. En segundo lugar, cauchos semiliberales atri­


buyen al Estado el derecho de permitir ó prohibir á su
arbitrio á los enviados de la Santa Sede el desempeño
de su misión: Ningún individuo que se llamare nuncio,
legado, comisario ó vicario apostólico, ó se prevaliere de
cualquier otro titulo, podrá sin autorización del Go­
bierno ejercer en el territorio francés, ni en otra parte,
función alguna relativa á los asuntos de la Iglesia ga­
licana (1).
Esta pretensión es no menos contraria que la prece-
dente á los derechos de la Iglesia. «No puedo dejar de
repetir á propósito del artículo segundo, decía el carde­
nal Caprara, las justas observaciones que acabo de ha­
cer sobre el primero. El uno hiere la libertad de ense­
ñanza en su origen, el otro la ataca en sus agentes. El
primero pone trabas á la publicación de la verdad, el
segundo al apostolado de los encargados de predicarla.
Sin embargo, Jesucristo quiso que su divina palabra
fuese constantemente libre, que pudiera ser predicada
eu los tejados, en todas las naciones y á todos los Go­
biernos. ¿Cómo enlazar este dogma católico con la in­
dispensable formalidad de la comprobacion de poderes
y el permiso civil de ejercerlos? ¿Hubieran podido pre­
dicar el Evangelio los Apóstoles y los primeros pastores
de Ja naciente Iglesia, si sobre ellos hubiesen ejercido
semejante derecho los Gobiernos (2)?»
Los misioneros enviados por San Pedro á las GaJias,

(1) 2.“ Articulo orgánico.


(2) Carta M cardenal Caprara contra los Artículos orgá­
nicos.
396
á España y demás regiones, ¿hicieron comprobar sus
poderes en la caDcillería imperial? Los que enviaron los
Papas de lodos los siglos, los que envió Pió IX y ba en­
viado ó aún envia León X III á los pueblos infieles, ¿pi­
dieron, han pedido ó piden á los príncipes el permiso
de predicar en sus Estados el Evangelio? Aún estuvie­
ra sumergido en las tinieblas del paganismo el mundo
entero, si los reyes y los emperadores tuviesen el dere­
cho de comprobar los poderes de los predicadores del
Evangelio.
Mas no se pueden atribuir á los príncipes cristianos
unos poderes que se Diegan á los infieles; porque, lo
repetimos, al hacerse cristianos, no adquirieron los je­
fes de los Estados el derecho de diciar leyes á la Igle­
sia, sino tan solo el de obedecerla y servirla. Si, pues,
Nerón no tenia el derecho de comprobar los poderes de
los misioneros de San Pedro, no tiene ningún príncipe
moderno el de permitir ó prohibir el cumplimiento de
su misión á los enviados de Pió IX ó de León X III.

Articulo 111.— Pretendido derecho de fiscalizar y hasta


im pedir las comunicaciones de los obispos y de los fieles
con el Rom ano Pontífice atribuido a l Estado.

1018. Los dos precedentes errores niegan al Papa el


derecho de dirigirse libremente á los obispos y fieles de
todo el mundo. LTn tercer error niega á pastores y fieles
el derecho de recurrir libremente á la Santa Sede: La
autoridad seglar puede impedir á los obispos y & los
fieles comunicarse libremente con el Romano Pontí­
fice (1).

(4) Civilis aoctoritas polest impedire quominus sacrcrum


aotistites et (¡deles populi cum Romano Pontífice libere... com*
municent. (S y ü . prop. 49).
397
En tiempo de Luis XIV, ningún obispo podía irá Ro­
ma sin pedir permiso al rey. Asi que, áun cuando la an­
tigua costumbre y los decretos de los concilios impu­
siesen á las cabezas de las Iglesias la obligación de vi­
sitar á menudo los sepulcros de los Apóstoles, muchos
pasaban toda la vida sin ver al Vicario de Jesucristo.
Así Bossuet, en el decurso de su largo episcopado jamás
fué á Roma.
En muchos países los peregrinos que iban á Roma se
veían sujetos a vejámenes. Muchas veces se prohibie­
ron ó á lo menos dificultaron las apelaciones á la Santa
Sede.
Es evidente que. Jesucristo, imponiendo á todos los
hombres la obligación de ser católicos y vivir en comu­
nión de fe y caridad con su Vicario, dió á todos el de­
recho de recurrir á él en todas sus dudas, de pedirle la
regla de su fe y de su conducta, en una palabra, de co­
municar con él sin trabas.
E) obispo de Roma es e) padre de todos los católicos:
¿puédese sin injusticia impedir á los hijos dirigirse á su
padre? Es el doctor supremo de las almas, el pastor de
los rebatios y de los mismos pastores: ¿se puede, sin
violar los más sagrados