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INTRODUÇÃO

São muitos os tipos de bombas empregadas nos navios, enorme sua implicação
decisiva sua criteriosa escolha, pois as condições a que são submetidas podem ser
extremamente severas. Conforme a finalidade a que se destinam, podemos classifica-la em:

 Bombas de uso geral. Asseguram a navegabilidade do navio; proporcionam


condições sanitárias e de segurança para a tripulação e aos passageiros;

 Bombas para atender aos sistemas principais e auxiliares das centrais de


vapor, de modo a assegurar condições normais à sua operação;

 Bombas especiais em navios petroleiros, quebra-gelos, dragas, navios


pesqueiros, frigoríficos, granaleiros, etc;

 Bombas de apoio ao equipamento do armamento em navios de guerra.

2. BOMBAS PARA USO GERAL NO NAVIO

Compreendem os seguintes tipos:

• Bombas de água para lastro

Usadas para manter as condições de equilíbrio indispensáveis à navegabilidade,


bombeiam água para os reservatórios, transferem de um reservatório para outro para equilibrar
a carga e esvaziam os reservatórios quando necessário.

São capazes de encher os tanques de lastro num período de 04 a 10 horas conforme o


tamanho da embarcação, geralmente são usadas bombas centrífugas de eixo horizontal ou
vertical com dupla aspiração acionada por motor elétrico ou turbina a vapor.

Devem bombear descargas até cerca de 300 l/s com altura manométrica de 30 m,
girando com rotação próxima de 1.000 rpm. Para navios muito grandes são usadas bombas
hélico-centrífugas de eixo horizontal, dupla aspiração fornecendo descargas de 1.400 l/s.

As carcaças dessas bombas são de bronze e rotor de bronze comum ou de ligas


especiais compostas desse mesmo material, o eixo é de aço-cromo e as buchas de ligas de
bronze.
Figura 01: Bomba hélico-centrífuga de dupla aspiração, carcaça bipartida fabricação
KSB com vazão de 5.000 m3/h. Fonte: KSB do Brasil.

• Bombas para drenagem

Removem de poços especiais pequenos volumes de água acumulada, provenientes de


chuvas tempestuosas, e que passam por juntas deficientemente vedadas em escotilhas,
alçapões e portas.

São necessárias bombas centrífugas de drenagem de pequena capacidade, na casa


de máquina. Caso a água recolhida não seja salgada ou contaminada, pode ser reaproveitada
após tratamento no próprio navio.

As bombas de drenagem são geralmente do tipo centrífugo, rotor imerso. Funcionam


automaticamente quando a água no poço atinge o nível desejado.

• Bombas de água potável

São empregadas para bombear água das instalações portuárias do cais para o interior
dos reservatórios de água potável do navio, bombear dos reservatórios de água potável aos
reservatórios hidropneumáticos, a fim de ser utilizada nos aparelhos de pressão necessária e
bombear a água de resfriamento dos cilindros e pistões dos motores de combustão interna dos
compressores.

Usam-se várias bombas em paralelo, cuja ligação é feita automaticamente por meio de
atuação de válvulas de pressão constante que permitem conservar a mesma pressão nos
encanamento para valores variáveis do consumo de água. A fim de conseguir esse objetivo,
transdutores comandam dispositivos que ligam e desligam as bombas, colocando duas, três ou
mais em paralelo conforme o consumo.

Figura 02: Instalação de distribuição com bombeamento direto. Fonte: Bombas e


instalações de bombeamento

• Bombas de combate a incêndio

São geralmente centrífugas, aspiração dupla, eixo horizontal ou vertical atinge valores
de vazão na ordem de 100 l/s e pressões de 60 a 150 mca e 3.500 rpm. Se for necessário
maior pressão, usa-se bomba de dois ou mais estágios nas embarcações de combate a
incêndio que exigem o lançamento da água à distâncias.

Geralmente são previstas as possibilidades de entrar em ação outras bombas quando


necessário maior descarga, ou em série, quando necessário maior pressão.

O acionamento deve ser feito de preferência diretamente por uma turbina a vapor, ou
por um motor diesel, para assegurar o funcionamento da bomba no caso de defeito na
instalação elétrica

Ainda se usam, com freqüência, bombas alternativas acionadas por vapor nas
instalações de combate a incêndio.

• Bombas para limpeza com jato d’água

O convés e certos porões e depósitos devem ser lavados com fortes jatos d’água

Usam se bombas semelhantes às empregadas para combate a incêndio com vazões


de 50 a 150 l/s, sob pressões de 30 a 100m, provenientes de bombas com rotação de 3.500
rpm, são comuns. Para grandes descargas e pressões são necessários equipamentos
especiais para um jato adequado “Canhão d’água”.

Figura 03: Bomba naval. Fonte: Sulzer do Brasil S/A

A água de limpeza a jato pode ser fornecida pela própria bomba de incêndio, através
de um by-pass, reduzindo-se, se necessário, a pressão com uma válvula de “quebra pressão”.
A água bombeada nesse serviço é geralmente a água do mar.

Podemos observar na figura 04, bomba naval com desenho em corte da bomba naval
de fabricação Sulzer série MIS.
Figura 04: Bomba naval em vista em corte. Fonte: Sulzer do Brasil S/A

Nomenclatura

010.00 Carcaça 306.00 Luva do Eixo


030.00 Tampa de vedação 326.00 Disco de apoio
040.00 Rotor 340.00 Tampa de mancal
050.00 Anel de desgaste (da carcaça) 400.00 Acoplamento
050.01 Anel de desgaste (da carcaça) 430.00 O-ring
070.00 Tampa de selo mecânico 430.01 O-ring
090.00 Eixo 432.00 Junta
100.00 Corpo de mancal 452.00 Parafuso sextavado
120.00 Suporte do motor 462.00 Porcas de segurança
140.00 Anel defletor 510.00 Arruela de segurança
164.00 Rolamento 510.01 Arruela de segurança
220.00 Selo mecânico 560.00 Prot. acoplamento
3. BOMBAS PARA CENTRAL DE VAPOR

Devido às condições de continuidade de operação a que devem atender, as bombas


para as várias finalidades em uma central de vapor obedecem as especificações extremamente
rigorosas de projetos e fabricação.

A complexidade das instalações vai desde as pequenas unidades de geradoras de


vapor à grandes centrais de turbinas de vapor, unidades geradoras para acionamento de
alternadores elétricos cuja potência atinge centenas de milhares de quilowatts.

• Bombas de Vácuo

Usam-se atualmente de preferência bombas de vácuo tipo “anel d’água”, em


substituição aos injetores a vapor, para a extração da mistura de ar e vapor de água dos
condensadores.

• Bombas de alimentação da caldeira (boiler feed pumps)

Recebem a água do aquecedor desaerador e a bombeiam para a caldeira.

Quando acionadas por motores elétricos, podem girar a 3500 rpm e, quando por
turbinas a vapor, ou pelo próprio turbogerador, podem girar até a 12000 rpm.

É empregada nas instalações de média e grande capacidades, para conseguir melhor


rendimento em sua velocidade são adicinados motores de velocidades variáveis. Estas
variações de velocidades são obtidas através de um regulador automático, o qual controla a
admissão de vapor na turbina para manter constante a pressão manométrica da bomba.

Os navios mercantes que operam por longos períodos sob carga constante permitem
que a bomba de alimentação da caldeira possa ser acionada diretamente pelo prolongamento
do eixo do turbogerador ou da turbina principal de propulsão. Neste caso deve-se instalar uma
bomba auxiliar para funcionar com capacidades menores ou em emergências. Para a bomba
de alimentação ser ligada à turbina principal do navio, deve haver um acoplamento que permita
desligá-lo e outro para embreá-lo a uma turbina auxiliar que funcione na rotação necessário,
quando a unidade geradora principal estiver em regime de baixa rotação.

Podem-se usar bombas de dois estágios até cerca de 100kgf/cm² com o acionamento
por turbina de alta rotação, para pressões maiores deve-se usar maior número de estágio de
bombas.

• Bombas de extração do condensado (condensate pumps)

Geralmente são empregadas bombas centrígas de dois estágios, preferencialmente em


eixo vertical, para permitir condições de aspiração mais favoráveis.

• Bombas de circulação para resfriamento do condensador


Um navio acionado por turbina a vapor necessita de uma ou mais bombas centrífugas
de eixos vertical e horizontal com dupla aspiração para atender esta finalidade.

Em navios com central a vapor de alta capacidade, a água deverá ser suprida em
valores que alcançam de 1000l/s para H = 8m a 2000l/s para H = 5. Nestes casos, recomenda-
se o uso das bombas hélio-centrífugas, helicoidais e até axiais (neste último caso, convém que
as pás sejam de passo variável para melhor regulagem e bom rendimento).

A água usada é a do mar, e os reservatórios laterais no casco do navio funcionam


como depósito para a operação de resfriamento da água que arrefece o condensador.

• Emprego das bombas conforme a sua aplicabilidade

• Turbo bombas

As turbobombas em geral, e mais particularmente utilizadas as bombas centrífugas,


são usadas nos navios como:

 Bombas para água salgada (podem ser compostas de ferro fundido ou bronze)
 Bombas para carregamento de óleo no navio.
 Bombas para instalação de água quente central.
 Bombas para instalação de água gelada central.
 Bombas para instalação de água destilada.
 Bombas para instalação de água para resfriamento das máquinas.
 Bombas para instalação de ar condicionado com emprego de água gelada.
• Bombas Rotativas

São usadas principalmente:

 Resfriamento de motores alimentação da caldeiras.


 Bombeamento de óleo lubrificante nos mancais.

Para uso marítimo essas bombas possuem eixo vertical para ocuparem menos espaço
físico.

• Bombas Alternativas

São acionadas por vapor e empregadas para bombeamento.

São utilizadas em:

 Lastro de água no mar.


 Água de drenagem
 Água de alimentação das caldeiras.
 Água potável.
 Água para combate a incêndio.
 Óleo combustível.
 Esgotos sanitários.
Ainda são bastante utilizadas as bombas alternativas acionadas diretamente pelo vapor
dos navios, devido a sua simplicidade, confiabilidade e rendimento satisfatório.

Escolhem-se muito frequentemente bombas deste tipo como bombas stand-by, pois
sendo alimentadas por vapor e não por eletricidade, têm condições de funcionarem numa pane
na instalação elétrica. Esta é uma exigência da construção naval. Deve-se ressaltar que, os
navios devem ter sempre bombas de emergência. Em certas instalações, são utilizados
intercomunicação com o circuito de outra bomba, para segurança adicional.

• Bombas alternativas adicionadas para motores elétrico ou diesel

Embora menos usadas que as bombas acionadas por vapor, são, entretanto, utilizadas
para as mesmas finalidades.

4. BOMBAS PARA NAVIO PETROLEIRO

São bombas destinadas a bombear petróleo dos depósitos dos navios em operações
de carga e descarga. Normalmente usam-se bombas centrífugas de eixo vertical ou horizontal
com rotor de dupla aspiração, são capazes de descarregar grandes volumes de petróleo para
que possa ser rentável.

Para que a bomba resista às condições adversas do lastreamento do navio com água
salgada, as bombas em geral, obedecem às seguintes especificações:

• A caixa caracol, rotor e os anéis de vedação são em bronze;

• Eixo em aço monel e luva do eixo em K-monel;

• Mancais com rolamento de esferas e selos mecânicos especiais.

Essas bombas permitem uma capacidade de descarga de até 7500 m³/h e pressão de
até 200 mca.

Os óleos bombeados nos petroleiros possuem uma viscosidade compreendida entre


130 e 500 SSU lembrando que para conseguir baixa viscosidade o óleo deve ser aquecido,
tornando a utilização das bombas centrífugas aceitável. Deve-se atentar que o petróleo
apresenta uma grande porcentagem de ar e gás de hidrocarbonetos que devem ser removidos
antes da entrada do óleo na bomba e no rotor utilizando-se de dispositivos especiais de
remoção de gases.

• Materiais das bombas

As condições impostas pela maresia e da água salgada são determinantes para a


escolha dos materiais empregados na construção das bombas, por isso há emprego de bronze
ao ferro fundido entre outros tratamentos para mancais, eixos e rotores.
5. INSTALAÇÕES DE COMBATE A INCÊNDIO

Nos navios empregam-se várias soluções de instalação, as mais empregadas são as


dos esquemas abaixo figura 05 e 06.

A figura 05 demonstra um esquema com uma bomba rotativa de óleo acionada por um
motor diesel e um motor oleodinâmico que movimenta a bomba de combate a incêndio de eixo
vertical colocada em uma caixa cilíndrica tipo CAN, localizada em nível inferior ao do mar.

Figura 05: Instalação típica de bombeamento de água para combate a incêndio

A figura 06 apresenta a bomba de incêndio de eixo horizontal ligada diretamente ao


motor diesel, o qual aciona uma bomba rotativa de óleo de dimensões bem menores que a
referida na figura 05. O motor oleodinâmico aciona uma bomba booster para escorva da bomba
de incêndio e se situa em nível suficientemente baixo para estar sempre escorvada.

É claro que, se fosse possível colocar o equipamento diesel-bomba abaixo do nível da


água, seria dispensável o sistema auxiliar bomba motor oleodinâmico, mas em geral não é
viável instalar o equipamento na profundidade desejada.
Figura 05: Instalação de combate a incêndio com bomba de eixo horizontal.

6. CONCLUSÃO

Objetivando agregar conhecimentos como pré-requisito para a disciplina de Máquinas


Fluidos Mecânicas, foi desenvolvida a pesquisa sobre o funcionamento e aplicabilidade das
bombas utilizadas em navios. Dentre os tópicos abordados é notória a importância das bombas
neste tipo de aplicação, pois as mesmas são utilizadas em larga escala nos seguintes
sistemas: bombeamento e deslocamento de líquidos, assegurar navegabilidade e equilíbrio ao
navio, proporcionar condições sanitárias e segurança à tripulação e passageiros, assegurar
condições normais de operação, na carga ou descarga de petróleo, possuindo outras inúmeras
aplicações.

Baseado na pesquisa em questão, e partindo-se da primícia que o sistema de


navegação deve ser assegurado de todas as condições de funcionabilidade e segurança,
podemos afirmar que, estas condições só são possíveis em decorrência das inúmeras bombas
utilizadas nos navios, e ressaltamos que as mesmas são de grande importância á eficiência do
sistema operacional de navegação.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

Harrigton, R.L; Marine Engineering. SNAME, 1971.

Hicks, E; Pump Application Engineering, Mcgraw-Hill, 1971.

Karassik, I.J; Pump Handbook, Mcgraw-Hill Book Company, 1976.

Khetagurov; M. Marine Auxiliary machinery and systems. Peace publishers, Moscou, 1976

Macintyre, A.J; Bombas e instalações de bombeamento-2 Ed, Rio de janeiro: LTC, 1997.

Mattos, E. E; Bombas industriais – 2. Ed, Rio de Janeiro: Interciência, 1998.