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MI JACOB AAGAARD

«MAESTRIA EN AJEDREZ»

EDITORIAL CHESSY
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ESCUELA SHIROV ONLINE


http://www.shirovonline.com

Próximos Libros de la Editorial Chessy:

Victor Bolo g an: «Un inconformista entre la elite


mundial. Mis mejores partidas»
Luis Miguel Alonso «Mil mates artísticos»
Alexei Shirov «Mis Verdades en las Aperturas»
MI JACOS AAGAARD

Traducción Inglés-Castellano:
Ferrán Gómez

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Diseño de Portada: Son soles Pérez Bárez

I.S.B.N: 84-934104-8-9
Depósito Legal: AS-5.898/05

Impresión: ASTURGRAF
Impreso en España

EDITORIAL CHESSY

Director General: Alfonso Romero Holmes


Webmaster y Maquetación: Arturo González Pruneda
3

IN DICE

Prólogo (y B ib l i ografía) 7

I ntroducción 9

CAPITULO 1 Piensa como u n H uma n o y Alca nza la Maestrla 15

CAP ITULO 2 Ver daderos J ugadores de Ajedr ez 22

CAPITULO 3 ¿No hay Reg las? 45

CAP ITU LO 4 ¿Por q ué Est u d iar el F i na l ? 79

CAP ITULO 5 Ser Práct icos 116

CAPITULO 6 Verdades Sim ples 1 24

CAP ITULO 7 Conceptos Pr imar ios 131

CAP ITULO 8 Defi n ir Deb il idades 1 42

CAP ITULO 9 Las Cas i llas y cómo son Expl otadas por las Piezas 1 52

CAPITULO 1 0 Ejercicios Posi c ionales 161

CAP ITULO 1 1 Sol uciones a l o s Ejercicios 1 72


5

S I ST EMA DE S IMBO LOS

En el libro se utilizan símbolos ajedrecísticos y abreviaturas ampliamente conocidos En


todo caso, una vez más recordaremos Jo ellos significan

=
juego igual
00 posición i ncierta
;!; las blancas están algo mejor
:¡: las negras están algo mejor
± las blancas están mejor
:¡: las negras están mejor
+- las blancas tienen ventaja decisiva
-+ las negras tienen ventaja decisiva
gg con compensación por el material
� con ataque
1' con iniciativa
� con contrajuego
muy buena jugada
!! excelente jugada
? mala jugada
?? grave error
!? jugada que merece atención
?! jugada de dudoso valor
o única jugada
PROLOGO a la edición española de
«MAESTRIA EN AJEDREZ»

Este l i b ro es u n a co m binac i ó n de m i s dos «confirmando» mi memoria.


primeros li bros que no trata ban sobre teoría
de a pertu ras . He incluido el mejor material de La l ista de li bros que f i g u ra n a continuación
Excelling at Chess y de otro l i b ro sobre e l es, además de parte de los cimientos de esta
m ismo t e m a Excelling at Posítíonal Chess. obra, u n a lista de lectu ras recomendables .
Cu a n d o e n co n t ré t i e m p o p a ra e s c ri b i r
Excelling at Chess Calculatíon y Excellíng at Elie Ag ur: Fischer- His Approach t o Chess
Technical Chess en 2003-4, me di cuenta de
que eran m ucho mejores que los dos primeros
U n tra bajo rea l mente notable, la idea es un
de la serie (Excel/íng at Combínatíons es u n
manual de medio juego basado en ejemplos
libro sobre combinaciones y seg uramente no
de Fischer - no partidas completas, pero sí
puede ser comparado con los otros) y tuve la
muchas posiciones críticas. Probablemente el
idea d e u n a n u eva edición d e Excellíng at
mejor l i b ro jamás escrito sobre Fischer.
Chess (Maestría en Ajedrez), donde la pa rte
menos trascendente de los dos primeros l ibros
fuese el i m i nada y naciera así u n nuevo l ibro, J o n at h a n R o ws o n : Los Siete Pecados
e l a borado a p a rt i r de los otros d o s, p a ra Capita les
corresponderse con los tres últ i mos de la serie.
Y o s a b ía p e rf e ct a m e nte que nunca sería U n a m a g n ífica o b ra . Rowson h a l e ído los
publicado en inglés, pero h u bieron contactos li bros más i mportantes sobre la mente y usa
p a ra u n a e d i c i ó n en ita l i a n o . P o r d i ve rsos s u s c o n o c i m i e n to s e n e sta o b ra . Lo que
motivos, el libro en italiano no pudo ver la l uz , particularmente me gusta es que sabe dónde
p e ro m i a m i g o A l fo n s o R o m e r o H o l m e s acaban sus conocimientes y no intenta i r más
re s p o n d i ó p o s i t i v a m ente a l a v e r s i ón lej os . N o sé si este l i bro os convert i rá en
española . As í que, ¡aq u í está ! m ej o r e s j u g a d o r e s o si sus t e o r í a s son
c o r rect a s , p e ro p a s a ré i s u n b u e n rato
Jacob Aagaard , Glasgow diciem bre de 2005 . ley é n d o l o .

J o h n Wats o n : Secretos d e l a Estrategia


B IB L I O G RAFIA Moderna en Ajedrez

C u a n d o escri b ía este l i b ro l l e g a ron a m i s E ste l i b ro e stá m uy b i e n e s t r u ct u ra d o y


manos algunas de las siguientes obras, que p resenta n u m er osos buenos ej emplos. Aún
cito a continuación. Seguramente debe haber así, a veces me da la sensación que la l ínea
trabajos i g u a l d e b u e n o s , p er o n o p u e d o de a rg u m e n t a c i ó n de Watson es
re c o rd a r qu i é n l o s e s c r i b i ó o s i s o n insuficientemente autocrítica.
específicamente relevantes, y algu nos títulos
son omitidos ya que sólo presentaban una o Ma rk Dvoretsky: Técnica para e l Jugador
dos buenas ideas j unto c o n un montó n de de Torneo, Secretos del Juego Posicional,
falsedades. Attack and Defence y Secretos de
Entrenamiento.
Lo que h e escrito e n este l i bro es l o q u e
realmente creo. Cuando cito a otros lo hago a El maestro de la l iteratura ajed recística. El
menudo de memoria , y he decidido que en mejor entrenador d e n u estro tiempo. Estos
este proyecto no debo perder m u cho tiempo l ibros se centran en el fi n a l , la profilaxis, el
8 PRO L OGO

c á l c u l o y o t r o s t e m a s m á s g e n e ra l e s , Instructiva Modern Chess Masterpieces,


respectivamente. lgor Sto h l ( Gamb it 2001)

Jonathan T isdall: lmprove your Chess now Secretos de l Juego Posicional, M a r k


Dvoretsky y Art u r Yusu pov (Meran 2004)
Combinando los dos primeros cap ítulos de
este libro con A ttack and Defence de Dvorestky Positiona l Sacrificas, Ne i l M c D o n a l d
obtendréis la manera correcta de introducirse ( Cadog a n 1 995)
en el entreno del cálculo.
Practica/ Chess Psychology, Amatzla Av n i
Israel Gelfer: Positional Chess Handbook ( Batsford 2002)

S i m plem ente una m a ravi l losa colección de Schoo l of Chess Exce l lence 1-3, M a rk
eje m p l o s . Dvo retsky (Oims 2001- 2002)

New I n Chess Magazine ( 1 992 and 2000) Secrets of Chess lntuition, A l ex a n d e r


Beliavsky a n d Adrian Mikhailchlschi n ( Gambit
Me g u st a m e t e r m e en la ca beza de l o s 2002)
g randes j ugadores. E n nin g ún otro l u g a r l o
podréis hacer tan a menudo como en NIC . Técnica para e l jugador de torneo, Mark
Dvo ret s ky a n d A rt u r Y u s u p ov (M e r a n )
Alexei S h i rov : Fuego en el Tablero 1 y 11
El Medio Juego en Ajedrez 1 y 11, Euwe y
Kram e r ( Catalán)
S hirov comenta sus partidas y habla de sus
ideas. La mejor colección de partidas de los
The Road to Chess lmprovement, Alexander
90 (ju nto con la autobiograf ía de Xie J un), a
Yermo l i n s ky ( Gamb it 2000)
diferencia de los libros realizados rá pidamente
sobre Anand, Sokolov, Khalif man y Kra mnik .
Los Siete Pecados Capitales, J o n at h a n
Rowso n ( La Casa d e l Ajed rez 2005)
M i kh a i l T a l: Tai-Botvinnik 1960
Piense como un Gran Maestro, Alexa nder
Cuando Ta l habla sobre su experiencia a la
Kotov (F u ndamentos)
hora de jugar este match uno ya nunca más
se preocupa sobre va riantes y la corrección Secretos de Entrenamiento, Mark Dvoretsky
de las ideas, ¡se nos recue rda que el ajed rez y A rt u r Y u s u p ov (H i s p a n o - E u r o p e a )
es un juego!
Understanding the Sacrifica, A ng u s
OTROS LIBROS: D u n n i n gton ( Everym a n 2002)

Attack and Defence, Mark Dvoret s ky a n d


Art u r Yusupov ( Batsford 1 998) Entregas periódicas y bases de datos:

Can you be a Positional Chess Genius?, Chessbase M egabase 2002


Angus D u n n i ngton ( Ev erym a n 2002) Schacknytt
I nformador ajedrecístico
Can you be a Tactical Chess Genius?, The Week in C hess
J ames Plaskett ( Everyma n 2002)

Fischer- His Approach to Chess, E lle Ag u r


( Cadogan 1 996)
9

IN TRODUCCIÓN

Es d ifíci l da rse cuenta , de repente, que ya han seguro de que cualquie ra q u e lea este l i bro
pasado 4 años desde que e mpezara a escri bi r con l a me nte a b i e rta n o e ncontra rá n a d a
Excelling at Chess. S i n cera mente, tengo l a ofensivo en mis menciones sobre la obra d e
s e n s a c i ó n d e q u e n o h a c e m á s d e u n os J o h n Watson y d e su l i b ro Secre tos d e la
mi n u tos q u e e m pecé a tecl ear las p ri m e ra Estrategia Moderna en Ajedrez. A pesar de
frases en el aparta mento de Coach y Sandra , ello, John escribió u n furioso comentario sobre
en Lmsterd a m , cuando no ten ía la habi lidad m i l i b ro , titu lado « L a Defe n sa Watson » en
para ord e n a r m is i d eas, n i el valor de m is d iversas páginas web y, lo que debería haber
c o n v i c c i o n e s p a ra p res e n t a r l a s con total sido u n a amistosa d iscusión sobre reglas en
s e g u r i d a d. E n l u g a r d e eso, i n c l uí m uc h o ajedrez, se con v i rtió e n u n combate morta l
humor, de m a nera que en realidad el l ibro s e l ibrado sobre papel impreso. ¿Por qué sucedió
convirtió más en u n a pa rodia q u e en cualquier esto? En primer l u g a r, J o h n no a preció m i
otra cosa. Ahora sé que la gente en realidad sentido d e l humor. De hecho, ¡ n o creo q u e l o
está i nteresada en lo que ten ía q u e decir y e nt e n d i e ra e n a bs o l u to ! P a ra e l ej e m p l o
q u e n o te n ía n e c e s i d a d d e d isfra z a r l o n i Rowson-Frankling, Inglaterra 1 995 ( página 41)
d i s fra z a r m e. Aú n a s í, e n c u e n t r o m u y Watson s i m plemente d ice q u e su l i b ro sólo
e n t re t e n i d o e l e n fo q u e d e l l i b ro . E l trata te m a s pos i c i o n a l e s y n o d e tá ct i c a .
e x p e ri m e n t a d o a ut o r d e ajed rez q u e soy ¿Acaso significaba esto q u e Watson, de a l g ú n
actualmente no escribiría u n libro as í , ¡ pero m o d o , se t o m ó este a bsolutamente ridículo
p ro b a b l e m e nte e n v i d i a r í a l a h a b i l i d a d d e l a ná l is is p s e u d ofre u d i a n o d e l a p s i q u e de
joven pa ra hacerlo! J o n a t h a n R o ws o n en s e r i o? N u n c a lo
sa bremos.
Este libro está domi nado por una sola idea,
descrita en su i nicio: ¡Piensa como un humano O bvi a m e nte, no todos nosotros ten emos el
y consigue la maestría en aje drez! C a d a
. . . m ismo sentido del h u m o r, pero h u bo a l g ú n
capítulo está basado d e a l g ú n m o d o en la otro g rave malentend ido en el comentario de
comprensión del ajedrez en la forma en que John Watson. El más i m portante fue que, en
el ser h u mano piensa, y no en cómo piensan cierta manera, se sintiera atacado (La Defensa
los o rdenadores. Los h u m a nos entienden el Watso n ) . D e a c u e rd o, por s u p u esto tenia
aj ed rez a través d e patrones e i deas; s i n derecho a hacerlo, pero e n m i libro u n a y otra
embargo, los ordenadores no tienen n inguna vez digo que el de John es bueno.
sofisticación y no comprenden nada q u e no
pued a n calcular. Existe la tendencia entre los En a l gú n m o m en t o é l cita las s i g u i e n tes
escritores modernos a dejar de pensar por ellos palabras m ías: « Realmente adoro el libro de
m is m os y p e r m i t i r a l o s o r d e n a d o r e s Watson, pero por motivos distintos a los que
encarg a rse d e e l l o . Así p u es, las variantes él pretendía . Lo veo como un cúmulo de
parecen tener más i m po rtancia en nuestra gra n de s eje mplos del j u e g o mo dern o
manera de resolver u n p roblema posicional posicional, una especie d e «grandes éxitoSJJ
(lo son, obviamente , cuando se trata de táctica, de los mejores libros de los últimos diez años» .
ya que táctica sign ifica básicamente el cálculo El se detiene a q u í y dice que cualquiera puede
de variantes). ver que es más que eso. Por lo tanto, puedo
segu i r tal como expongo en el libro: «Watson
E n su v i d a pú b l i c a , e s t e li b ro e r a a l g o es b u e n o o b s e rv a n do m u ch o s c a m bios
ligeramente d istinto, e l i ntento d e deshonrar respecto a lo que se puede hacer en el ajedrez
al Maestro I nternacional John Watson. Estoy posicional, pero creo que extrae conclusiones
JO INTRODUCCIÓN

erróneas. Yo buscaría la lógica detrás de los conseguir. Aparte de él, n ingún jugador alcanzó
ejemplos - en lugar de presentar la lógica el mismo n ivel q u e el de los de Europa del
aplicada a otras estructuras - e ilustrar su Este con s u tradición de entrenam iento, q u e ,
insuficiencia . » en el fondo, tienen a l g ú n ti po de orientación
basada en reglas. As í pues, las i m presiones
Este continúa siendo mi verdadero problema de W a t s o n de c ó m o el ajedr e z se j u e g a
con los libros de Joh n . Hay muchas preguntas a c tu a l m e n t e a n a l i z a n d o e l j u e g o d e l o s
sin resolver en sus dos l i bros. Decir « cálculo» m ejores j u g adores n or te a m er i canos no e s
no es u na respuesta q u e me satisfag a y esto relevante para n a d i e f u e ra d e su ár ea d e
es porque yo real mente quiero entender q u é interés - ¿cómo s e juega mejor al ajedrez?
está s u ced iendo y n o creo q u e la f a l ta d e
reglas sea la respuesta , pero e n su lugar creo Aún a s í , otro problema con sus libros es que
que una com prensión g eneral d e lo que está no se discute seriam ente q u é sucede fu era
suced iendo (reg las/pautas) puede ay udar a del tabler o , cómo se d esarrolla el ta l ento y
desarrollar nuestra intu i ción . s i m i l ares. El usa los térm i nos « i nt u i ción » y
« reconoci m i e nto de patro n e s » s i n ofrecer
U n motivo i mportante por e l q u e los j ugadores ninguna teoría de cómo se desarrollan. ¿Cómo
más f u e rtes a p e n a s h a b l a n de r e g l a s es es que los j ugadores formados en Europa del
porque entienden todas estas cosas y, por lo E ste d o m i n a n e l p a n or a m a aj e dr e c ístico?
ta nto , no es l o q u e d e c i d e s u s p ar t i d a s . ¿Trabajan más d uro? Persona lmente , no lo
C o m par é m o s l o con co n d ucir u n coche. Al creo. Trabajan de forma más inteligente. La
p r i n c i p i o , se reci ben m u ltitud de n or m a s y i n t u i c i ó n s e d e s arr o l l a , no s ó l o v i e n d o
t é c n i c a s , p or n o h a b l a r d e l c ó d i g o d e m u c h í s i m a s pos i c i o n e s , s i n o ex tr ay e n d o
c i rc u l a c i ó n. ¡ N o p e n s é i s q u e s o n m e n o s conclusiones de ellas e i ntentando descubrir
cuando hablamos d e un p iloto de Fór m u l a 1! los pr i nc i p i o s q u e g o b i e r n a n la posición y
Aún a s í, todos los con d u ctores conocen lo c ó m o n o s p er m i t e n l l e g a r a d i c h a s
bá s i co tan b i e n q u e les s a l e de m a n e ra concl usiones. E l tr abajo d e m i buen a m i g o
automática . L o m i s m o sucede con los Mark Dvoretsky está basado en esta noció n .
jugadores realmente fue rtes (+2700). Aún así, Creo q u e sus a l u mnos han obten ido mejores
tan pronto como se baja a 2650 uno ve fuertes resultados que los jugadores de E E . U U . en
g randes maestros que no saben lo básico de, los ú l timos 20 a ñ os, s i n contar todos l o s
digamos, los fi nales. En este l i bro encontraréis norteamericanos nacidos en la antigua U n ión
ejemplos de esto. S i n em bargo, cuando dos Soviética. E n 2004 esta era la situación de los
j u g a d or e s de 2700+ l l e g a n a un fi n a l d e 6 miembros de su equipo olfmpi co masculino.
« ta b l a s m u er ta s » , n o t i e n e s e n t i d o seg u ir
j u g a n d o porq u e a m bos saben cóm o hacer En su « d ef e n s a » Watson s eñ a l a
tablas fácil m ente. correcta mente q u e n o estoy siendo del todo
j u sto c o n s u l i bro. Ex a g er o n u e s tr a s
Otro h e c h o d estaca b l e es q u e la trad ición d iferencias un poco más de lo q u e debo, sólo
aj edrec ística n o rte a m er i ca n a , representada para que las cosas sean evidentes. El, por su
por Watson, está basada única mente en el p a rt e , h a c e de u n gr a n o u n a m o n t a ñ a
talento. No hay entrenamiento organizado y, extrayendo concl usiones ilóg icas d e lo q u e
por lo tanto, la gente a prende ajedrez de forma yo afir mo y escr utando c a d a l ínea de cada
d istinta a como lo hacen en Europa del Este. pág i n a par a d e mostrar qué est u p i d a s son
E l ú n ico g ra n jugador norteamericano de la dichas conclusiones . No estoy seguro de si
época moder n a ( Resh evsky y F i n e n o son m erezco algo mejor, ¡ pero tampoco lo merece
releva ntes p a ra esta d iscusión) fue Robert él!. Si leéis su texto, tendréis la i m presión de
F i sc h e r, q u e e s t u d i ó t o d o e l m a t e r i a l que Lask er, Tarrasch y todos los demás que
ajedrecístico de l a U n ión Soviética q u e pudo empezaron a descri bir las reglas del ajedrez
INTRODUCCIÓN 11

eran estúpidos ya que no pudieron comprender lva nch uk-Anan d


algunas de las obvias afirmaciones de Watson.
Sin embargo, no eran estúpidos en a bsoluto y
1a Pa rtida del Match, L i na res 1 992
s u c o m p rens i ón d e l a j e d rez c l a r a m en t e
sobrepasaba tanto la de Watson com o la m ía.
Por lo tanto, cuando estos gigantes real izaban Esta es una pos i ción típica de la S i c i liana.
alguna afirmación sobre los f undamentos del A h o ra el b l an c o i n i c i a un p ro ces o d e
ajed rez, seria bueno entenderlas de un modo s i m pl if i cación estándar:
inte l i g ente. Por s u p u esto , é l podría h a b e r
extendido esta cortes ía a m i persona, pero n o 1 6.lL!d 5 'i'xd2 1 7.c!lJxf6+? gxf611
necesito tanto.
P e ro é l n o h a b í a ten i d o en c u en t a esta
Un problema general de los l i bros de Watson m a gn íf i ca res p u esta. H u b i e ra s i d o normal
es el nivel del material. Veamos un ejemplo 1 7 ... .i. xf6 1 8.l:. xd2 cj; e? 1 9. h 4 , y e l blanco
que encontré al azar cuando leí por primera « q u izá está algo mejor» (Anand).
vez el comentario de Watson sobre mi libro.
Q u e ría s a b e r s i rea l m ente y o h a b ía s i d o 1 8.l:.xd2 h 5 1
completamente injusto, y l a respuesta f u e tanto
Anand comenta : «A simple vista el blanco está
si como no. Por un lado, tengo todavía muchos
tem as pendientes con su l i b ro, que pueden mejor, o al menos no está peor, debido a la
dañada estructu ra negra de peones . Aún as í,
derivarse del hecho de que Watson no es un
en real idad el blanco está claramente inferior.
jugador m uy fuerte y su enfoque sin reglas del
Si el blanco pudiera consolidar su estructu ra
ajedrez le ha dejado con menos com prensión
d e peon es del flanco de rey mediante h 3 ,
posiciona l de la q u e tien e mi a proxi mación
entonces estaría mejor, pero a hora m ismo no
basada en las reg las.
es pos ible.»
En Secretos de la Estrategia Moderna en
1 9.l:.g 1
Ajedrez Watson comenta la famosa partida
lvanch u k-Anand, Match d e Lina res ( 1) 1 992.
Anand ofrece 1 9.i. e2 hxg4 20 .fxg4 l:. h3 con
Aquí primero expondré la página y media de
ventaja neg ra .
Wa tson y e n t o n c e s a ñ a diré mis propio s
comentarios:
1 9 . . .hxg4 20.fxg4 i.c4 1 1

« P a ra a c a b a r esta s e c c i ón , e c h e m os un
vistazo a un brillante ejemplo reciente, que
il ustra la apertura de mente d e los jugadores
actuales en relación a este tema:

Una j u g a d a paradój i ca que sigue el espíritu


moderno. Esto evita h3, pero al aparentemente
altísimo precio de ca mbiar el magnifico a lfil
n e g ro p o r el m a lfs i m o a l fi l d e l b l an c o .
12 INTRODUCCIÓN

¡Observad las debilidades en d5 y f5! Anand manera: ¿cuántos jugadores en todo el mundo
comenta: «El mal alfil negro de e7 protegerá hu bieran hecho 1 7 ... gxf6, al mismo tiempo que
sus peones m i e n tr a s otros son preve ían 20 . . . i. c4 (o aunque hubiera sido as í,
i n terca mbiados, l l evando eventu a l m ente l a hubieran a ca bado jugando 20 . . .ic4 teniendo
.

lucha a u n final d e peones pasados centrales. » e n cue nta l a g ran ventaj a que se cedla)?
En la segu nda parte, escucharemos a Suba Intuyo que m uy, muy pocos (al fin y al cabo, el
a m p l i a r s u afi rmación d e que « ¡ los a lfiles propio Anand concede la valoración «!! » a
malos protegen peones buenos! » ; éste es u n a m bas j u g a d a s ) . ¿ P e ro p o r q u é ? P o rq u e
clarísimo ejemplo. n o s o t ros h u b i é ra m o s r e c h a z a d o e s t a
co m b i n a c i ó n d e i d e a s p o r pr i n c i p i os .
2 1 .b3 .ixf1 22 .lbf1 :h3 D epositamos n u e stra fe e n estas reg las y
dogmáticamente asum imos que el mejor alfil
« Pa rece que el negro ha cometido toda una y l a m u c h o m ej o r e s t r u ct u ra de p e o n e s
serie de pecados posicionales: permitiendo favorecerá n a l blanco. Esta e s u n a d e l a s
p e o n e s d o b l a d o s en la c o l u m n a « f » , habilidades de los jugad ores
p ro p o rcio n a n d o a l b l a n co u n p e ó n pasado co n te m po rá n eo s , y especi a l m ente d e l o s
exterior en «h» y ca mbiando su alfil bueno mejores, jugar la posición por ella misma, n o
m e d i a n te . . . .i c4 ; aú n a s í , e stá m ej o r. l a s ideas abstractas de la posición . De hecho,
¿Paradójico? SI, pero esto no sign ifica q u e como veremos, el desa rrollo de esta noción
l a s antiguas reglas clási cas se hayan detenido tan simple ca racteriza la mayoría del progreso
d u ra n t e el tra n s cu r s o de esta p a rt i d a . » q u e el aj ed rez ha rea l iz a d o en la época
(Anand). Continúa explicando que s u torre en contemporánea .
h3 incordia al blanco y que el negro d ispone
de un plan a largo plazo basado en cambiar
Vo l v i e n d o a l a p a rt i d a , lo q u e s i g u e e s
su peón « d » por el blanco de « e » y su peón
complejo y poco claro, pero s u esencia es que
«f» por el blanco de «g» mediante .. .f5, pa ra
la previsión de Anand en relación a los peones
consegu i r peones pasados centrales.
pasados (¡q u e s ólo se hacen notorios 1 2
jugadas después de su primera decisión! ) se
Bueno, deduzco que hay dos formas de ver
hace realidad.
esto, pero creo q u e la mayor ía de la gente
d i r í a q u e e s t a s re g l a s s ó l o h a n s i d o
23.J:te2 ? 1
« a p l a za d a s » d u ra n te esta p a rt i d a , ¡ p e ro
ta m b i é n h e m o s v i sto q u e s o n d i rectrices
E ra m ej o r 2 3 . .i g 1 t r a s l o c u a l A n a n d
,
erró n e a s! La g ra c i a d e l a s reg l a s es q u e
proporciona unos largos análisis basados e n
perm iten a l j u g a d o r uti l izarlas e n l u g ar d e
cálculos extremadamente largos para poder 2 3 . . . q¡, d7 24J�d3 J:t h4!, q u ed a n d o m ej o r e l
entrar con seg u ridad en determi nado tipo de negro en cada variante.
posiciones, como lvanchu k ha hecho aqul . Por
supuesto, si consigu iendo un alfil mejor y una 23 . .. c¡,d7 24.g5
clásicamente superior estructu ra d e peones
( a g uj e ros en d 5 y f5) , e l b l a n co h u b i e ra Anand pasa de largo esta jugada de aparente
consentido u n ata q u e de mate, u n o podría colaboración (ayuda al negro a conseg uir sus
a rg u m en t a r q u e, d e s p u é s d e todo, n o se p e o n e s p a s a d o s ), s i n añ a d i r n i n g ú n
puede esperar m ucho de l a s reg l a s . Pero c o m e n tari o . P e ro m e d i a nte . . . J:t g8, podría
cuando, en una posición simplificada, con el haberlo forzado igualmente .
alfil de e7 que no aporta ninguna actividad, la
m e ra p resencia d e una torre activa puede 2 4 . . . q¡, e 6 25.gxf6 .ixf6 26.i.d2 i.e71 27. .ie1
h a c e r q u e u n a p o s i c i ó n c o m o esta s e a f6 28.i.g3
fa v o ra b l e a l n e g ro, c r e o q u e p o d e m o s
cuestionar con justicia si l a s reglas sirven a La reorganización ha l legado u n poco tarde,
su propósito. Va m o s a p l a n te a r l o d e otra pues ahora el negro consigue jugar . . . d5.
INTRODUCCIÓN 13

28 ... d5 29.exd5+ �xd5 30.l:tf5! �c61 31 .lUe2? es asegúrate que tu pieza más fuerte está
Anand destaca que la última posi bilidad real activa. La más fuerte en este caso es la torre,
para el blanco era 3 1 .l:t f3!, forz a ndo 31 ...l:t h7 después vendría el rey y sólo entonces los
32. Ac3+ <l.> b7, y dice que el negro tiene por a lfiles. El negro tiene una torre m uy activa en
delante una «dura labor técnica » . El resto de h 3 y la ot ra torre rá p i d a m e nte se acti vará
la partida g i ra en torno a preparar el avance también .
de los peones pasados:
L a pr i n c i pal d iferencia s e evidencia cuando
3 1 ... Ah 6 32.�b2 �d7 33.l:l.e2 .td6 34J:tf 3 é l d i ce : « L a gracia de /as reglas es q u e
l:tc81 35 . .te1 'oti>e6 36J�d3 l:l.h7 37 .11 g3 .tc5
• permiten al jugador utilizarlas en lugar de
38.�a2 l:l.d7 39.1lc3 l::t c c7 40.h4 lld1 41 .tf2 • cálculos extremadamente largos para poder
.td6 42J:lg3 e41 entrar con seguridad en determinado tipo de
posiciones, como lvanchuk ha hecho aquí»
« Después de tanto l ío alrededor de los peones Tal y como entiendo lo que expone el autor,
pasados negros, ¡ahora entrega uno de ellos! las reg las y el cálculo deben estar, de algún
Aún así, ganará la cal idad . » (Anand) . modo, contrapuestos . i Decid m e a l g ún lugar
donde Stein itz, Capablanca , Lasker, Tarrasch
43 . .1:.xe4+ .i.e5 44.1lxe5+ fxe5 45.'�b2 Ad2 o cualquier otro pretendiera que jugára is al
ajed rez sin ca lcular! ¡ ¡ Incl uso si me pudiérais
[0 : 1 ] dar algún nombre, n o os c reería ! !

¡Una gran partida !. Veremos otros eje m plos


de posiciones creativas e inusuales de peones Desde m i punto d e vista , l a s reglas están para
doblados en la segunda parte . ayudarte en tus cálculos. Cuando te parece
que vas contra una regl a, entonces necesitas
H onesta mente creo que este fragmento es un a n a l iza r tu acto, es una i dea. Otra idea es
fiel reflejo de cómo Watson ve todo el tema y usarlas como herramientas pa ra desarrollar
d e q u e pu e d o ex p l i c a r m is d i fe re n c i a s tu c o m p r e n s i ón p o s i c i on a l . P a ra A n a n d
haciendo comenta rías al respecto. p ro bablemente todo empezó con su atípica
idea de gxf6 , que le pareció interesante. Anand
En primer lugar, me da mala espina cuando es incre ible a la hora de encontrar recu rsos
Watson menciona los agujeros en las casillas q u e no se ent i e n d e n i n m e d i a t a m en t e .
d5 y f5. Esto me recuerda al desafortunado S egura m ente lvanchuk s i m p l e m e n te n o l o
j o ven q u e, o rg u l l o s o, s e p re s e n tó ante pensó siqu i e ra , co m o i n d ica A n a n d . Estoy
N imzovich con una columna abierta que ten ía seg u ro de q u e 17 . lL!xf6? no ten ía n inguna
d o m inad a . Por d esgracia, todas las piezas relación con las reglas (lo cual no queda claro
pesadas habían sido cam biadas y el control en el propio texto si Watson lo cree o no) .
de la columna abierta no servía para nad a . Lo
mismo sucede en este caso con las casillas Yo nunca util izaría las reglas para justificar
d5 y f5 . ¿Concretamente, qué piezas podría el una jugada como .i. c4. Aún así, una sensación
blanco usar para a p rovech ar esos cua d ros s o b re l a e s t ru c t u ra d e p e o n e s y l a s
d é b i l e s ? ¿ L a s t o r res ? En Ex c e llin g a t debilidades sí sugerirían dicha jugada y es
Technica/ Chess y o escrib ía que una regla es que pronto uno se da cuenta d e que el neg ro
sólo úti l s i entiendes por q u é es una regla. lo está haciendo bien por lo que respecta a
Aquí las casillas débiles no son importantes. muchas otras reg las. Sus torres está n más
Como tampoco lo es el alfi l malo de e7. Lo activas, tiene menos islas de peones, su rey
que i mporta es que el blanco tiene muchos está más activo (recordemos que ensegu ida
peones débiles y que el negro ha conseguido se e ntra en un fi n a l) y enton ces el bla nco
activar sus piezas. Porque esto ya no es medio tendrá algunos peones débiles . Las reg las se
juego , sino u n fin a l . Y en el fi nal hay reglas usan en este sentido para concretar todos los
distintas a las del medio juego. Una de éstas fa ctores en l a p o s i c i ón y a y u d a rn o s con
14 INTRODUCCIÓN

nuestros cálculos. El resultado a q u í es que


alg u nos factores son más i m po rtantes que
otros . Sin embargo, la comprensión de todos
ellos permitió a Anand navegar a través de
u na opción estratégica poco habitual y valorar
correctamente la posición res ultante.

Gran parte del debate entre Watson y este


autor ha sido de poco valor cualitativo, pero
de gran valor en cuanto a la d iversión. En su
comentario de 1 O páginas sobre m i l i bro , ni
una sola vez escribe mi nombre correctamente
y en 5 páginas de introducción de Estrategia
Ajedrecística en A cción, donde habla sobre
m i l i b ro, n u nca l o d i ce ta n a b i erta m e n te .
Además d e que m e llama todo tipo d e cosas
nada agradables en su comentario a mi l ibro
(estú p i d o no es u n a d e e l l a s , pero podría
u s a rse como u n s u stituto d e l a m a y o r ía ) ,
m i entras q u e e n su li bro no menciona nada
que no haga referencia a lo bueno que es su
propio tra bajo , no estoy de acuerdo con u na
con cl u sión .

Probablemente aquí es donde reside la mayor


d iferencia. Para mí nunca fue una d is cusión
demasiado seria sobre ajedrez, mientras que
para John parece q u e fue algo profundamente
personal relacionado con su tra bajo. Sería
muy fácil rid icul izar esto , por lo que i ré e n
sentido contrario y alabaré a John p o r poner
tanto de sí mismo en s u trabaj o y d e esta
manera de i ntentar escribir los mejores l ibros
pos i b l es. Todavía mantengo d iscre p a n c i a s
c o n Joh n y creo que la teoría de la d inám ica
sería de mucho más interés. Y, más importante
tod a v í a : aún creo q u e a q u e l l os q u e l e a n
c u a l q u i e r a d e l o s l i b ro s s ó l o d e b e r ían
centrarse en lo que tiene sentido para ellos y
rechazar el resto.

Jacob Aagaard, G lasgow,


Diciembre 2005.
15

CAPITULO 1: PIENSA COMO UN HUMANO


y ... CONSIGUE LA MAESTRIA EN AJEDREZ

Estás leyendo este li bro con la esperanza de gente tiende a sugerir variantes en posiciones
que valdrá tu tiempo y dinero. ¿ Pero de qué que pueden ser eval uadas de u n vistazo: «Y
va este li bro? qué pasa si. » se oye con frecuencia después
. .

de mostrar una posición y ex plica r porqué, po r


Em pecemos por el principio. En 1997 y 1998 ej e m p l o , u n a u otra p a rt e t i e n e ventaja.
trabajé en mi primer libro de ajed rez, The Easy O b s e rv é u n a s i t u a c i ó n c o m o e s ta
Guide to the Panov-Bo tvinnik A tta ck, re c i e n t e m e n te c u a n d o u n a m ig o mio
intentando encontrar mi propio estilo . Después analizaba una partida que habla ganado con
de pasar tres meses con el primer cap ítulo, rel ativa facil idad después de sacrificar una
me estaba q uedando sin pág inas ni tiempo, y ca l i d a d p o r u n p e ó n . La p i e za p e q u eña
el resto del l ibro acabó siendo basta nte típico. restante de su riva l e ra un alfi l , del mismo color
A partir de ese momento ten ía la sensación de q u e l a s cas i l l as d o n d e esta b a n todos s u s
q u e bá s i c a m e n t e e s t a b a e n l o co rrecto peones, al tiempo que no había col umnas para
respecto a mi forma de estructu rar los temas sus torres (ni m a nera de abrirlas) y tam poco
posicionales del ca p ítu lo, y continué pensando h a b ía n i n g u n a pos i b i l idad d e ataq u e n i
de esa m a n e ra d u ra n t e añ o s h a sta q u e contraj uego. M i amigo consegu ía, a l a fuerza
encontré a mi actual editor, Byron Jacobs, en y sin ceder ninguna de sus ventajas, u n peón
Internet C hess Club. Acordamos que debería pasado en la sexta fi la. Su rival simplemente
escribir u n l i bro d e apert u ras y me invitó a no se dio cuenta de que estaba absolutamente
escribir u n libro sobre el tema que considerara p e rd i d o y c o n t in u ó i n t e n t a n d o d i v e r s a s
a p rop iado. D u rante un par de meses, cada jugadas - q u isiera reca lcar jugadas - y n o
semana se me agolpaban nuevas ideas, de ideas. Los n u merosos i ntentos de m i a m igo
fo rma que enviaba l a rg o s e m a i l s a Byron de explicar las características más i m porta ntes
descri biendo m i s caóti cas l l uvias d e ideas. de la posición s i m p lemente se en contraban
Final mente me centré en una idea básica , que con una nueva jugada. Observé la última hora
l o s h u m a n o s no s o n o r d e n a d o re s , u n de dicha sesión y la paciencia de mi a m igo
d escu b ri m ie n to n o t a n s i m p l e q u e pa rece consum iéndose poco a poco por culpa de su
innecesario comentar pero , del m ismo modo oponente , pero lo más i rónico de todo fue que
que con la mayoría de ideas elementales, un la desagradable situación era el resultado de
te ma que podría llenar u n l i b ro, ya que la u n a fa lta d e com p rensión má s que de u na
observación contiene más de lo que aparenta. actitud deli beradamente obsti nada . No estoy
seg uro de que yo h ubiera podido explicárselo,
Me he dado cuenta de que cada vez más y y tampoco q u ería i n tenta rlo - h u biera sido
más gente analiza con módulos de ordenador mucho más fácil darle este libro - .. .

como Fritz , Junior o Crafty, tomándose al pie


de la letra estas conclusiones computerizadas El arg u mento de este libro es que el ajed rez
sin dudar n i por un m o mento de e l l a s . Esa está basado en reglas. Hace diez años, siendo
misma gente tiene tendencia a dis m i n u i r en j u v e n i l, cre í q u e n o h a b ía otras reg l a s en
fuerza de juego y se frustra. Tienen la creencia ajedrez aparte de lo que tú pudieras descu bri r
de que deberían calcular mejor, pero no tienen analizando una posición - en otras pala bras,
el tiempo ni la disciplina para hacerlo. Si eres c a d a p o s i c i ó n e s tá reg i d a p o r s u p ro p i o
uno de ellos, no te sientas triste , no te hará conju nto de reg las - . H e le ído esto en u n a
ningún bien, a menos que sepas qué calcular... revista N ew I n C h ess, y el hecho de q u e la
a fi r m a c i ó n e s t u v i e ra de a lg ú n m o do
También veo, demasiado a menudo, que la relacionada con el ex plosivo ajedrez de Garry
16 CAPITU LO 1: PI E N SA C OMO U N HUMANO Y ...

Kasparov no h izo n a d a por d i s m i n u i r este supuesto, si lees esto sólo una vez y entonces
pensam iento . A h o ra, m a y o r, y te o l v i d a s de e l l o , tu m ej o ra e s t a rá
afortunadamente más sabio - sé que el antiguo considerablemente l i m itad a , pero si usas el
campeón d e l m u n d o n u n c a h u b i e ra d i c h o l ibro para ser más consciente de cómo piensas
semejante ba rbaridad. De hecho, él h u biera sobre ajedrez, entonces quién sabe . . .
ofrecido el arg u m e nto contrario, tal y como
comento en el capitulo 2 . Recuerdo a David Norwood defendiendo que
los Grandes Maestros calculan menos que los
D u rante l o s ú ltimos s e i s o siete años me h e af i c i o n a d o s . Bá s i ca m e n t e , no n ec e s i t a n
c o n v e n c i d o de q u e e l aj e d rez se b a s a en hacerlo porque saben qué calcular, o en eso
reglas dinámicas, de la m isma manera que la consistía su argumento. De hecho, creo que
f ísica o la biolog ía . C reo que la mayoría de está en lo cierto. En mi adolescencia , cuando
partidas de to rneos n o se g a n a n por u n a mi ca pacidad de cá lculo era su perior a la de
s u p e r i o r ca p a c i d a d d e cá l c u l o o p o d e r m i s riva les, a m e n u d o i m presionaba a m i s
imaginativo, como yo creía, sino por u n a mayor oponentes de más E l o con numerosas lineas
co m p re n s10n de l o s a s p e ct o s m á s llenas de fantasía, a unq ue esto no sirvió para
elementales d e l juego. ganar demasiados pu ntos. Y en el i nteresante
y reciente trabajo de Jonathan Rowson Los
Este punto de vi sta es u n a rgumento clave Siete Pecados Capitales del Ajedrez, el autor
q u e pospond ré para tratarlo pri ncipal mente habla de su match d e seis partidas contra
en los Cap ítulos 2 y 3 . Michael Adams, el Homer Simpson del ajedrez
(una comparación positiva). Después de las
E l p r i m e ro ofrece a l g u n o s eje m p l o s d e partidas siempre resultaba que Adams había
co m p e t i c i ó n a l m á s a l t o n i v e l s o b re visto sólo una m ín i m a parte de las variantes
com prensión superior, un tema q u e pla ntea calculadas por Rowson pero, de algún modo,
pocas dificultades a la hora de explicarlo. En ¡eran las l íneas im portantes! Adams ganó el
¿ No hay reglas ? intento proporcionar una idea match 5- 1 . Aún así, tal vez Adams es el ejemplo
más a bstra cta d e cóm o están organ izadas extremo de esta m a n e ra d e j u g a r aj ed rez.
estas reg l a s . Por s u p u es to, este ca p ít u l o Nadie jamás ha sido capaz de explicarme qué
contiene presunciones que más tarde pueden es lo que piensa Adams. U n a m igo sugirió que
ser refutadas, pero, de cualquier modo, creo s i m pl e m ente m i ra a una d e sus p i ezas y
que es un paso en la d i rección correcta . pregunta: « Bueno, a miguito, ¿a dónde vamos
esta noche?»; una exageración, por supuesto,
Sé que un l ibro repleto sólo de discusiones pero no del todo, ya que creo que en el fondo
teóricas n o res u l t a rá m uy i nteresa nte. He contiene una parte de verdad.
vivido suficiente parte de m i vida en el i ntenso
m u n d o a c a d é m i c o de la U n i v e rs i d a d d e Más allá de la mera d iscusión de cómo uno
Aarh u s , donde estud io Semiótica Cogn itiva , d e bería pensar sobre aj ed rez , h e i n c l u i d o
como para no querer i m poner tal sufrimiento a l g u nos capítulos sobre cóm o consegui r el
a los demás - sería como dar balas de fogueo correcto estado de ánimo. No soy u n psicólogo
a u n soldado. profesiona l , ni f ísico, pero he ded i cado mucho
tiempo a i nvesti g a r estos temas y también
Este libro tam bién pretende ofrecer ideas de tengo la v e n taja d e haber a p l i c a d o en la
cómo mejora r la propia comprensión de los p rá c t i c a m i s t e o rí a s . Esto nos l l e v a
fundamentos del ajedrez y, en consecuencia, d i recta m ente a l a c u e s t i ó n pri n c i p a l q u e
en cómo estos deben aplicarse en la práctica. cua lq uier crítico debe afrontar: ¿por q u é u n
Sean cuales sean tus ambiciones, desde subir M a e s t ro I n te r n a c i o n a l cree q u e p u e d e
d e l primer ta b l e ro d e l s eg u n d o e q u i po al c o n t r i b u i r c o n a l g o re l e v a n t e a l a t e o r í a
d é c i m o del p r i m e r o , a c o n s e g u i r éx i t o ajedrecística? Es decir, más allá de u s a r notas
i n te rnaciona l , s i n cerame nte creo q u e este de otros, pedir consejo a módu l os como Fritz
l ibro te va a ayudar a consegu i r ambos . Por y entonces elaborar un modelo estructurado
CAP ITU LO 1: P I ENSA C OMO UN HUMANO Y ... 17

a partir d e una gra n cantidad d e información - especta c u l a r 50. l:l. h8 ! ! e n vez d e 50 .� f5+,
como es el caso cuando se trabaja en l i bros aseg u rando el j a q u e perpetuo. N ótese q u e
que se concentran en teoría de apert u ras - . 50.'it e4?? falla debido a 50...1!Vxd5+ ! ! 51 . 'iix d5
l:l. c5. Tras 50. l:l. h8 .i. g6 {50 . . .�x h8 51.<it> h6! y
Bueno, estoy contento d e que m e hagáis esta m a te, o 50 . . . l:l. c2 51.'W h1 ! , m i e n t r a s
p reg u n ta : para tener fe en lo q u e yo d i g o , 5 0 . . .'ií' x d 5+? d e j a a l a lf i l co l g a n d o e n e8)
d e berías s a b e r a l g o m á s sobre q u i é n soy. 51 . .:tg8+! 'iPxg8 52.<.P h6 y el blanco pronto da
Em pecé a jugar a ajed rez con doce años y mate.
n unca fui un prod igio. Ten ía talento, pero no
era el juvenil con más potencial del cl u b . Más
bien era ansioso. A los dieciséis años mi Elo Sea como sea, e n 1999 tuve la s i g ui e n te
era de 2100 y era el campeón del club. Al año ex p e r ie n c i a d o l o ro s a e n e l O p e n d e
siguiente subí a 2370 . Ahora mi p u ntuación Copen hague, siendo las piezas negras a las
es 2360 , la más baja en siete u och o años que les toca mover, en la sigu iente posició n :
( N. R : actua l mente Jacob Aagaard ha obtenido
tres normas de Gran Maestro ).

E s t u v e ce rca d e l a n o r m a d e m a e s t r o
i nternaci o n a l m u c h a s vece s , pero s i e m p re
fallaba en la ú ltima ronda . En 1996, cuando
ten ía veintitrés años , mantuve varias sesiones
de entrenamiento a cargo del G ran Maestro
Hen rik Danielsen . En pocos meses ya habla
co n se g u i d o d o s n o r m a s d e M ae s t r o
I nternaciona l, la seg u nda haciendo u n punto
más de l o req u e r i d o. E n m a rzo de 1997
consegu í la norma defi nitiva y en vera n o ya
estaba l uc h a n d o por las n o r m a s de G ra n J u egan negras y gana n
Maestro. L o má s cerca q u e h e estado fu e
seg u ra mente en el torneo de Groningen 1998 , Esta vez un viejo há bito vino a atormentarme.
en el que llegué a la siguiente posición: E m o c i o n a l m e n t e m e di c u e n t a d e q u e
p ro b a b l e m e n t e e s t a b a g a n a n d o, y a l g o
pecu liar m e sucedió: empecé a sentirme raro ,
m i s m a n o s t em b l a b a n y m e n o t a b a m uy
cal iente.. . Entonces me vi jugando 17. .. b5?? y
tras 18.lb e5 el blanco obten ía ventaja decisiva.
Inmediatamente me di cuenta de que 17 . .. cxd4
ganaba de i n mediato, ya que el blanco se ve
o b l i g a d o a c a p t u r a r en a6 en vista d e l a
a menaza 1 8 . . . t'Ll ac5, ganando la dama.

Reaccioné de esa manera a causa del premio


en m e tá l i co q u e p o d ía h abe r g a n a d o ,
mostra n d o a nsiedad y u n nerviosismo a l g o
acelerado. Más tarde descubrí este fenómeno
Juega n b lancas y ganan en la l iteratu ra cogn itiva, se conoce como el
ataq u e a g myg dala. Bá s ic a m e n t e e s u n
Aq u í podría h a be r conseg u i do la norma de mecanismo d e supe rvivencia que era muy úti l
G ra n M a e s tro si h u b i e ra j u g a d o l a e n l o s d ía s e n q u e é r a m o s c a z a d o s p or
18 CAPITU LO 1: PI E N SA COMO U N HUMA N O Y ...

d e p red a d o r e s . F u n c i o n a de l a s i g u ie n te M ort ensen-Aagaa rd


m ane ra: n o r m a l m en t e c u a l q uie r eve n t o
conscie nte s u cede e n lo q ue l l a m a mos e l
Cto. de D inamarca de sem i rrápidas 1 998
tiempo Po bel , e n honor al neurólogo alemán
q u e descu brió este fenómeno, que a pe na s Ruy López
d u ra tres seg u ndos. C a d a 3 0 m i l i segundos
adquirimos conocim i ento y cada 3 segundos
Primero necesitáis saber algo sobre el torneo.
rea cc i o n a m os re s pecto a e l l o. P a ra pode r
Treinta y dos jugadores son invitados - los
reaccionar más rápido es necesario q u e sea
d ieciséis jugadores del país con el ra nk i n g
automático y no consciente . El tie m po Po b e l más alto, todos los g ra n d e s maestros p o r
s e obse rv a cada día e n e l m u n d o h u m a n o . correspondencia, algunos jugadores locales
4/4 e n mús i ca e q u iv a l e n o r m a l mente a 3 y el ganador del clasificatorio del año anterior.
s e g u n d o s, e l p e n tá me t ro e n p o e sí a Yo ten ía el ranking 20 de l torneo y había sido
habitual mente se tarda 3 segu ndos en leer, i nvitado porq ue el año ante rior tenía mejor
u n a fra se e n u n a c o nv e rs a c i ó n n o r m a l ra nking : el n° 9 . (En 2000 y 2001 ya no fu i
acostu mbra a tener 3 segu ndos de d u ración . i nv i t a d o, d a d o q u e e l org a n i z a d o r se d i o
Cua ndo alg uien te dice algo y tú responde s c ue n ta d e q u e y a n o e s t a b a e n t re los
« L o s i e n to,, , s ó l o p a ra d arte c u e n t a u n mejores . . . )
seg undo más ta rde d e l o q u e esa persona
quería decir, has experimentado una reacción 1.e4 eS 2.lt::lf3 lt'l c6 3 . .ib5 f5?
antes de te ne r consciencia de ello. Más rápido
de lo q ue es el tiem po Pobel. Cuando tenia veinte años me pasé la mayoría
del tiempo estudiando esta variante , llegando
De cualquier modo, cuando un depredador te a la conclus ión d e q ue e ra completamente
ataca, necesitas reaccionar i n med iatamente . in útil, y q ue e l blanco estaba muy cerca de la
P o r lo q ue en caso d e u n peligro que s e cierne victoria (si sabe lo que tiene q ue hacer) .
sobre ti , tu sistema nervioso central a lertará al
cerebro. Allí la ag mydala tomará las riendas P e ro u n a vez má s , ¿ c u á n to s j u g a d o re s
en caso d e q u e se nece s i te u n a a c c i ó n e n c ue n t ra n q ue v a l e l a pe n a i nv e s t i g a r
i n me d i ata , p o r l o q u e s ó l o re a c c io n a rá s inten sivamente l a posición blanca? Y o sé de
insti ntivamente. uno que lo hizo, ¡pero sólo de spués de perder
much ísimas partidas relám pago contra m í!
M u chas personas pierden la cabeza de esta
4. d4?
fo r m a , n o rm a l me n te en d i s c u s i o n e s s i n
importancia, pero a veces ta mbién sucede en
No quiero extende rme m ucho, pe ro esta no
situaciones como una partida de ajedrez. Esto
es la prue ba de fuego.
es lo q ue me ha s u ce d i d o e n n u me rosas
ocasiones. N o pod ía soportar la presión y mi
4 fxe4 5 . .ixc6 bxc61 ? 6.lt'lxe5 "it'h41
••.

j uego se fue a pique. Es una lástima que los


hom bres de las cavernas no se controlaran
Una jugada lógica pero, por algún motivo, era
más a menudo. n uev a . Tra s 6 . . . lt'lf6 7 .i g 5 se sabe q u e e l
.

b l a nco d i s p o n e d e u n a g ra n ve ntaj a . L a
Tras pe rde r e sta p a rti da e staba h u nd i d o. d iferencia e n esta línea es clara . L a dama está
S i ncera me n te pensé en dej a r e l aj ed rez y m a l s i t u a d a e n d8, s i n e m b a rg o t r a s l a
seguir con mi vida. Cuando e staba más seguro desaparición d e l alfil de casillas bla ncas se
de que e ra la decisión correcta, recordé algo hallará muy bien ubicada en e l flanco de rey.
que h a bí a experimentado sobre el tablero
a p rox i m a d a m e n te u n a ñ o a n tes; e n a q ue l 7.lbc3 .ib41 ? 8Ji'e2lt'lf6 9.0-0 il.xc3 1 0.bxc3
momento fue como una revelación pa ra m í. 0-0 1 1 .il.a3
CAPIT U LO 1: P I E N SA COMO UN HUMANO Y ... 19

1 4. i. c1lLl f4 1 5.'ii' a 6lL!xg2 1 6. 'ii' e 2 es lo mejor


que sugiere Fritz. Aquí ninguna defensa tiene
posibilidad de éxito: en respuesta a 14. 'ii' e 2
lLl f4 1 5 . 'ii' e 3 el negro d ispone de 1 5 . . . 'if g5!!
1 6.g3 ( 1 6 . 'if xe4 d 5 ) 16 .. . lLlh 3+ seg u ido d e l
sacrificio en f2 que g a n a la dama.

1 4 . . . 'it'g4!

Dejando libre h3 para el caballo.

1 5 .f3 1 ? exf3 1 6.'ifd3lLlf4 17 .'ife3

Aquí reflexioné d u rante cierto tiempo. Me dio


l a s e n s a c i ó n d e que 11 . . . d 6 e ra l a m ejor
jugada, pero no estaba segu ro de que pudiera
conseguir compensación por el peón de c6.
En consecu encia , estuve a pu nto de j u g a r
1 1 . .. l: e8 cuando a l g o me l l a m ó la atención.
Aquí me en contraba en un torneo de ritmo
rápido - y q uedar entre los diez primeros era
u n b u en res u ltado - y .. , ¿tenía m ie d o d e
.

sacrificar u n peón? Básica m ente a l berg a ba


tantas d u d a s sobre mí m i s m o y s o b re m i
valoración q u e n o tenía e l valor para jugar lo
que consideraba era lo correcto . E l hecho de 1 7 . . . f2+ !
verlo así me facilitó la decisión , pero al mismo
tiempo hizo que me avergonzara. [0 : 1 ]

Como d ije antes , este fue u n momento mágico


Me di cuenta de que había pasado buena parte
para mí. No sólo aprendí algo sobre mi mismo
de mi vida estando «seguro » , sin conseg uir
y s o b re có m o hacer l o correcto , sino q u e
nunca nada i mportante. Tenia miedo de perder
ta m bién g a n é un a buena pa rtida contra u n
la nada q u e tenia . ¿Es necesario decir que
fu e rt e o p o n e n t e, e n p o c a s j u g a d a s . L a
me prometí a mi mismo q u e no lo volvería a
s e g u r i d a d q u e g a n é c o n e s t a v i ct o r i a,
hacer nu nca más?
com binada con algo de suerte, me permitió
c o n s e g u i r 1,5 p u ntos de 2 en las ú l t i m a s
1 1 . . . d61 1 2.'i'c4+? rondas y, de este modo, compartir el segundo
puesto, delante d e cinco Grandes Maestros
Es preferi ble 1 2.lLlxc6 i. d7 1 3.'i' c4+ � h8 con ( e l m ej o r re s u l t a d o q u e j a m á s h e
juego poco claro. Ahora parece que el blanco conseg u ido).
está mucho peor.
D e c i dí d a r u n a ú l t i m a o p o rt u n i d a d a m i
1 2 . . . lL!d5! 1 3.lL!xc6? a mbición ajedrecí stica . Primero contraté a mi
a m i g o , Coach - q u e tenía experi e n c i a e n
1 3 . 'ii' xc6 i. e6 1 4.lL! c4 lL! xc3 1 5 . lb e3 lLl e2+ Prog ramación Neurolingüistica y meditación,
1 6.�h1 l:lac8 daba al negro una clara ventaja. así como en entrenam iento físico - y empecé
Ahora será una victoria forzada. a pulir mis puntos débiles. Tras seis meses
tenía a mis espaldas treinta partidas con una
1 3 . . . i.e6 1 4.g3 actuación de 2587. En todas estas partidas,
20 CAPITULO 1: PIENSA COMO UN HUMANO Y ...

m e n o s e n u n a , h a b ía s a c rifi c a d o a l g o y n o tengo m iedo a estar e q u ivoca d o. Esto


luchado por el punto con todas mis fuerzas, y último es, en m i opinión, lo más importa nte,
ninguna de ellas había acabado en empate . no sólo porque defiendo mis arg u mentos con
H i ce u n a s t a b l a s e n l a ú l t i m a ro n d a de todas mis fuerzas, sino porque no los defiendo
H a m b u rg o en c u a re n ta y c u a tro j u g a d a s como si se tratara de defenderme a mí mismo.
después de u n a d u ra l u cha posicional, pero Te voy a explicar lo que creo y pienso que
nadie es perfecto . puede ser correcto con más frecue ncia de lo
que no. Pero para mí no es lo más importante
Por desgracia tuve la mejor actuación en las tener razón , lo es mucho más hacer que tú,
ligas danesas y sueca s, que no son vál idas esti mado lector, pienses sobre estas cosas y
para Elo FIDE , por lo que me q uedé en torno a encuentres tu propia verdad.
los 2400 . A pesar de ello, estaba seg u ro y
total mente convencido de que el futuro sería La última partida q u e q u iero incluir en esta
positivo, aunque h u bo algu nos problemas. introducción es la mejor de esas treinta. M i
riv a l , accidentalmente, era el m á s fuerte con
A pesar de que i ba mejorando mis habilidades el q u e me he cruza d o . La partida no tiene
físicas y mentales, era m uy perezoso con mayor justificación para estar en el libro, por
relación al propio ajedrez. No ten ía suficiente supuesto, aparte de hacer feliz a l autor. No
i nterés en el juego. Quería demostrar que mis e s tá re l a c i o n a d o co n n i n g ú n m o t i v o
i d e a s e ra n c o r r e c t a s p e ro e s ta b a más i mportante , pero tiene su propia historia.
i nteresado e n leer a James E l l ro y q u e en
estudiar ajed rez. E n consecuen cia, pronto Además pareció te ner u n profu ndo i mp acto
llegaría a mi l í m ite, y para complicar más las e n m i o p o n e n t e , q ue g a n ó d e m a n e r a
cosas conocí a u n a hermosa chica y . . . ¡ m e
consecutiva l a s diez siguientes partidas q u e
e n a m o ré! As í pues, con e l tie m p o , v o lv í a
j u g ó (tres en este torneo y l a s pri meras siete
mostrar nuevamente u n pobre juego y dejaron
en el siguiente) .
de preocuparme en exceso los resu ltados. Me
frustré , despedí a m i amigo y formé un gru po
de rock con é l , ya que había aprendido que
trabajar con é l era , d e hecho, lo que realmente S haba lov-Aagaard
q uería hacer.
Hamb u rg o 1 999
En el año 1 999-2000 leí muchos libros sobre
la mente y el cuerpo y reflexioné mucho sobre Defensa N i mzoind ia
l o q u e s i g n i f i c a b a p a ra l os j u g a d o re s de
aj e d r e z s e r i o s . D e s c u b r í q u e e s t a s Durante el torneo yo residía en un piso, con
conclusiones me ayudaron en e l breve período Coach . Cada d ía ten íamos u n viaje de veinte
de éxito que experi menté . De forma que he
minutos en metro hasta el local de j uego. El
intentado plasmar el mayor número de estos
que acababa primero solla volver directamen­
conocimientos en el presente l ibro .
te a casa , sin esperar a que el otro acabara .
Las otras razones por l a s q u e cre ía tener
Antes de esta partida le d ije a Coach que me
derecho a escribir este libro y aconsejar a los
d e má s q u e v a l e l a p e n a l e e rl o son l a s d iera las llaves, de manera que no le iba a
sig u i en tes: ten g o basta n tes conoci m i e ntos m o l e s t a r e n s u p a rti d a c u a n d o h u b i e ra
so b re cómo fu n c i o n a l a m e n te h u m a n a y perd i d o . En el momento en q u e d ije estas
d u ra n te m i fo r m a c i ó n he e n t re n a d o l a palabras me di cuenta de lo terribles que era n .
h a b i l i d a d p a ra a n a lizar el comporta m i e nto Coach sonrió y m e d ijo que me sentara a s u
h u m a n o . Te n g o u n o s d oc e a ñ o s d e l a d o , a u n q u e p e n s a ra q u e tod av ía estaba
e x p e r i e n c i a e n s e ñ a n d o y t ra n s m i t i e n d o sentado e n mi asiento. Lo hice. Me preguntó
conocimientos de ajedrez a otros. Final mente, q ué necesitaba Jacob para jugar bien .
CAPITU LO 1: PI ENSA COMO UN HUMANO Y 000 21

No recuerdo exactamente cómo contin u ó la 33. .l:l.g3!? .l:l. cd8 (33 ... .tf3? 34.lLl xc8!) 34,q;>f1 es
conve rsaci ó n , pe ro si q u e sé lo fue rte y una defensa más fue rte.
confiado que me sentía d u ra nte la partida y
valió tanto la pena q ue gané. Si pudiera jugar 33 ... .l:t cd8 34.�f1 aS 3S .l:%a4 'ifhS 36 . .l:taa3 fS
en cada partida ta l y como me sentía en aquel 37.h4
momento, pod ría haber conseguido u n nivel
más alto de motivación . Pero tal y como ha ido Esto pierde. Tras 37.f4!? lL:l e4 38.'ikh3 'it'xh3+
la cosa, decidf no hacerlo . Soy u n aficionado 39. .l:l. xh3 lL:lxd6 40.cxd6 l:. xd6 41 . .txa5 .t c4+
fe l i z y n a d a m á s, a u n q ue e s t a p ar t i d a 42.�e 1 .l:l.xd4 43 . ..t c7 el negro se mantiene
pe rd u r a rá e n m i corazón d u ra n te m u c h o fi rme en su control de la partida .
tie m po.
37 . . . lüe4 3B.lL:lxe4 fxe4 39.l:ldc3 l:lf6 40.'it' gS
1 .d4 lL:lf6 2.c4 e6 3.lüc3 ..i b4 4.e3 0-0 S ..id 3 •
'ilf1 41 . .l:l.g3?
dS 6.lL:lf3 eS 7.0-0 cxd4 8.exd4 dxc4 9 . ..ixc4
b6 1 0.'ife2 ..ib7 11 .l:l.d1 lL:lbd 7 12 . .tf4 ..ixc3 1

41.c6 Af8 42 . .l:l. c2 .t xc6 43 . .l:l. xa5 ofrece más
1 3 . b x c 3 �dS 1 4 . .td 2 .l:l.cBI 1 S . .l:l.a c 1 'ik c 7 resistencia, pero el neg ro sig ue en camino de
1 6 . .tbS a 6 1 ? 1 7 . ..txd7 consegui r el pu nto entero.

Captura r el peón mediante 17 . .t xa6? .t xa6 41 . . . .l:l.f8 42.'� g 1 h 6 1 43.'it'd 2 W'hS 44.1txa 5
1 8 .'it' xa6 ofrece al neg ro bue n a compensa­ Wxh4 4S .l:l.a7

ción tras 1 8 ... 'i'c4.

1 7 . . . 'i'xd7 1 8.c4 �f6 1 9.lüeS 'ika4! ? 20.l:%b1


bS 2 1 . .te1! .te4 22 . .l:tb4 'it'c2 23 . .l:td 2 'it' c 1
24.cS ?

U n error posicional. Shabalov intenta atacar


m i dama pero es demasiado ambicioso. T ras
la alte rnativa 24 .cxb5 tendría mucho juego por
el peón, pero el blanco conse rvaría una ligera
ventaja.

24 . .. 'i'a3 2S . .l:l.b3 'ifa41 26.g4! ?


4S ... 'ifxg 3+ 46.fxg3 ltf1+
Lo habitual en el estilo de Shabalov : quemar
puentes antes d e cruza rlos. [ 0: 1 ]

26 . .. .tdS 27.gS lL:le4 28 . .l:l. d d 3! b4 29.l:xb4


'ikeBI

T ra s esta a p a re n te sorpre sa, el neg ro de


re pente toma l a iniciativa.

30.Wg4 �xgS 31 .� c4?

T ras 3 1 . 'iYxg5! f6 32. 'ii'e 3 fxe5 33. 'iixe5 las


piezas negras lo tendrán d ifícil para l legar al
rey blanco, aunque parece prometedor.

31 .. .f6 32.lüd 6 'it'g6 33.'i'g3


22

CAPITULO 2 : VERDAD EROS JUGADORES DE AJ EDREZ

K o rc h n o i s o l ía d e c i r « E l aje d re z q u e n o « rea l » y q u i é n no) , ca pacidad de cá lculo o


aprendes, lo comprend es » . De bo decir q u e conocimiento de aperturas . No, se trata de algo
no puedo estar más en desacuerdo. Tal y como mucho más suti l . Un Verdadero Jugador de
yo lo veo h ay tres tipos de tale nto para el Ajedrez es alguien que sabe dónde van las
aj e d r e z , l a m ú s i c a , l a s m a t e má t i c a s o piezas.
c u a l q u i e r otra d isci p l i n a e n la q ue veamos
prodigios. Primero hay u n grupo m u y li m itado Con esta idea en la cabeza me he dado cuenta
de genios naturales. En ajed rez hablamos de de que la mayoría de partidas - i ncl uso entre
C a p a b l a n ca , Re s h ev s ky , K a r p ov y , m á s l o s m ej o res j u g a dore s - se d eciden por l a
recie n temente , q u izá Radjabov. Esta ge nte mejor comprensión del j uego posicional. Y lo
realmente entiende el ajedrez; no necesitan más d ivertido de todo es que cuando analizas
a p renderl o . Pueden m ejora r, por s u p u esto , esto, sucede a u n nive l m uy ele mental. Creo
pero los fu ndamentos son algo m uy natural que los «Verdaderos Jugadores de Ajed rez»
para ellos. Por otro lado, tenemos a l a mayoría n u nca p o n d r í a n u n a p i eza e n u n a cas i l l a
de la g e n te q u e n e ce s i ta t ra b a j a r p a ra sospechosa ; sólo l o s jugadores inferiores l o
c o n s eg u i r a l g u n a c o s a. N e ce s i t a m o s h a ce n . C u a n d o a l g u i e n c o m o K a s p a rov o
a p re nder sobre el ajedrez y, por s u erte, se Kra m n i k calcu l a n , me parece que no tienen
puede hacer. Finalmente , hay gente que n u nca en cuenta demasiadas j ugadas. E n vez de
a prenderá ajedrez, independientemente de lo eso, penetran profundamente en unas pocas
d u ro q ue trabaj e n . Alg unas de estas personas d i f e re n c i a s m i n ú s c u l a s e n t re t o d a s l a s
t o d av ía d i sfruta n de la p a rt i d a, pe ro l o s posibilidade s , y a q u e éstas son las que acaban
fundamentos posicionales serán para siempre sie n d o determ i n a ntes. Tam bié n les gu ía su
p rofu n d a c o m p re n s i ó n p o sic i o n a l e n s u s
desconocidos para ellos.
cálcu los . S i las piezas em piezan a ir a casillas
erróneas, entonces la va riante no puede ser
S i asum imos q ue siempre podemos mejorar
buena y es abandonada.
n uestra com p re nsión del ajed rez, e ntonces
se re m o s o p t i m i st a s (de h e ch o , s ie m p re
A contin uación tenemos una partida entre dos
de be m o s se r opti m i sta s ) . Permitamos q u e
Grandes Maestros que sirve para i l u strar lo
K o rch n o i n o s h a g a d u d a r s i q u i e re , pe ro
que quiero decir. E l blanco ten ía 251 5 m ientras
n o so t r o s no j u g a m o s al aj e d r e z p a ra
que el neg ro, con 2650 , era el número 20 del
conte ntarte , sino por n osotros m ismos .
mundo e n aquel momento (y u nos pocos a ños
más tarde - e n 1999 q uedó s u bca m peón
-

H a sta a q u í v ale. Pero . . . , ¿ q u é d e be ríamos


del m undo de la F I D E ) .
i nte nta r a p re n der? . E n mi b ú s q u e d a d e la
re s p ue s t a a esta p re g u nt a l e í m u ch a s
entrevistas realizadas a los mejores Grandes
M aestros y decid í segu i r el cam i n o indicado R ivas Pastor-Akopia n
por G a r ry K a s p a rov y su c o n c e p to d e
« V e r d a d e r o s J u g a d o r e s d e Aj e d re z » . León 1 995
Kasparov decía que a med iados de los 90 sólo
h a b í a 5 o 6 « v e rd a de ro s » j u g a d o re s de Defensa Semieslava
aje d re z e n el m u n d o . Su d e fi n i c i ó n de
«verdadero» j ugador no tiene nada que ver 1 .d4 dS 2.c4 c6 3.lbf3 lbf6 4.e3 e6 5.lbbd2
con su puntuación Elo (aunque es verdad que lbbd7 6.i.d 3 eS 7.b3 cxd4 8.exd4 b6 9.�b2
los ratings demuestran natural mente quién es �b7 1 0.0-0 .td 6
CAPITU LO 2 : VERDA D E ROS J UGADORES D E AJ E D REZ 23

Tras 1 0 .. . .i.e7 te nemos u n a tí pica posición Volvamos a la posición d e l diagrama (después


teórica q ue normalme nte surge de spués de de 20.. . l:!.xc3) y pregu ntémonos cómo el negro
1 .d4 lLlf6 2.c4 e6 3. lLlf3 b6 4.e3 .i. b7 5. ..t d3 d5 h a c o n se g u i d o u n a s pe r s pe ct iv a s t a n
6 .0-0 ..te7 7.b3 c5 8 .i. b2 cxd4 9.exd4 lü bd7
. prometedoras. ¿Qué h a hecho? L a respuesta
1 O . lLl b d 2 , ¡ au n q ue le toca move r al neg ro! e s : n o m u c h o , re a l me nte , s i m ple mente h a
Entonce s . el neg ro ha pe rd ido un tie mpo en la colocado s u s p iezas e n cas i l l a s b a sta nte
a pe rtu ra. Ahora ava n ce m os u n a s cu antas obvias. Lo que realmente ha sucedido es q ue
jugadas: el blanco ha de bil itado su col u m n a «C» , h a
pe rmitido que e l caballo e ne m igo entra ra e n
1 1 . 'ilfe2 O - O 1 2. lLl e 5 'i'e7 1 3 . l:a d 1 l:l.a c 8 e 4 y c 3 y ha añadido a sus proble mas la mala
1 4 . ..tb 1 .:tfd 8 1 5 .lLldf3 ltJ e 4 1 6.ltJxd7 :txd7 situación de sus piezas.
1 7 . c x d 5 e x d 5 1 8 . lLl e 5 l: d c 7 1 9 . f3 ltJ c 3
20.i.xc3 :xc3 Echemos u n vistazo a las jugadas de l blanco.
Prime ro, creo que las torres de be rían habe rse
situado en c1 y e 1 e n vez de e n d1 y f1 , pe ro
En la p o s i c i ó n de l d i a g ra m a el neg ro ya
esto tampoco es u n proble ma tan g rave . En
d ispone de ve ntaj a . La pareja de a lfi les le
segundo lugar, y esto es mucho peor, el alfi l
proporcionará una ve ntaja d u radera e n e l final
e stá ridícu l o e n b 1 , p u d ie n do esta r mej or
y, como estamos a punto de ver, no muy difícil
situado e n d3 - simple me nte no hay ataq ue -

de transformar e n victoria. Estoy seguro de


. Y. , ¿por q u é , pe ro por qu é, el bla nco ha
. .

q ue Rivas Pastor era ple n a mente consciente


ca m b i a d o pe o n e s en d5 y h a a b ie rto la
de e sto pe ro , de a l g ú n modo, no m ostró la col umna «C»? Esto no tie ne ningún se ntido.
m i s m a h a b i l i d a d que su o p o ne n te p a ra Ade más, e l caballo no tie ne motivo para ir a
maniobrar con las piezas y, de este modo, se f3 . En realidad , el blanco gastó cuatro jugadas
encontró en esta situación tan desagradable . e n co n segu i r l o q ue e l neg ro h izo e n u n a ,
hacerse con u n a casilla fuerte e n medio del
ta b le ro (y e l ca b a l l o n e g ro te nía futu r o .
mie ntras q ue es difícil ver a dónde v a e l de l
blanco) .

Si se le pregu ntase sobre el mérito de las


maniobras de l blanco con sus caballos, Rivas
Pastor hu bie ra explicado que el blanco no hizo
nada bueno por su posición , que no de be ria
h a ber cam biado p iezas , que los h a movido
más que su o p o ne n te (u n v iejo d i c h o de
N i m z o w i t s c h, que o bv i a me n te t i e n e s u s
limitaciones - ve r Capítulo 3). ¿Pero h u b ie ra
podido suge rir un buen plan alte rnativo para
En realidad, Akopian de n i n g ú n modo había e l b l a n co? N o l o cre o . Aq u í e s d o n de la
calculado mejor que su oponente. No había d i fe re n cia e ntre a m bos jugadore s se h a ce
previsto todas las jugadas de l blanco; por el ev i de n te . A ko p i a n te n d r í a algunas
contrario, e staba buscando la ópti ma coord i­ suge re ncias, pero Rivas Pastor seg u ramente
nación e ntre sus piezas . No creo que Akopian no; al me nos, no en el momento e n q ue se
esté e n la lista de «ve rdade ros » jugadores de jug ó l a p a rt i d a po rque (su p o n g o ) h u b ie ra
Kasparov, pe ro en cambio, cuando anal izó e l inte ntado algo dife rente.
Mu n d i a l de L a s Ve g a s 1 999 d ij o que
Khalifm a n , Akopian y unos pocos más e ra n Akopian, por otro lado, segu ra me nte nunca
se rios jugadore s de ajed rez, m ie ntras otros tuvo dudas , ya q ue lo que jugó tie ne sentido .
de los ocho o d ieciséis primeros eran «turis­ De he c h o , p a ra l o s q u e n o conozcá i s l a
tas » . h istori a de Akopian , e s u n jugador arme n io
24 CAPI T U L O 2 : V E R DADE ROS J UGADORES DE AJ ED REZ

formado en los ú l t i m o s a ñ os de l a U n ió n preciso, obligando al negro a j ugar o 8 h6 o . . .

Soviética, l o q ue le proporcionó u n a educación 8 . . lLlfd7 . Ahora el neg ro tie ne tie m po para


.

ajedrecística de tiempos olvidados, una como desarro l l a r s u s p iezas de u n a fo rma má s


la q ue no veremos e n el futuro. natura l .

S i realmente no puedes ver q ue el negro está 8 . . . tL\bd7 9.0-0-0 i..b 7 1 O.g4 tLlb6 1 1.'ii'f2 lLlfd7
m ucho mejo r tras 20 .l:. xc3 q u izá q u ieras
. . .

tener una charla contigo mismo y/o con algún Kasparov escribe : « me sorprendió que él
a m igo, para con segu i r una mejor comprensión jugara to do e s to sin pre star dema sia da
sobre l a s dife re n c i a s en tre las respectiva s atención al orden correcto de jugadas. Esta
posiciones. posición ha sido analizada por nosotros con
mucha profundidad» .
La partida continuó de la sig u iente forma :
1 2 .'�b 1 .:es 1 3.i.. d 3?
2 1 J Ue 1 f 6 2 2 . lü d 3 'ii'x e 2 2 3 . .1:. x e 2 �f7
24 .1:.ee1 h 5 25.g3 a 5 26 . .1:.c1 ..ta6 27 . .1:.xc3
• « Pero nunca habíamos analizado esto . . . »

.:xc3 28 ..U.d 1 g5 29.�f2 h4 30.'iPg2 i..b 5 31 .g4


..ta 6 3 2 . h 3 a4 3 3 .b xa 4 .fla 3 3 4 . lLl c 1 ..if4 1 3 . . . Axc3 1 4.bxc3 'ilfc7
35.i.. c 2 ..tc4 36.i..b 3 axb3 37. cxb 3 .:xa2+
38.�f1 l:l.b2 39Jtd3 .:a2 40.l:c3 .:xa4 Kasparov no está del todo satisfecho con esta
jugada, a la que él considera una imprecisión .
[0 : 1 ] Su razonamiento está basado en la lógica . E l
negro jugará . . . tL\ a4, . . . i..e7 y . 0-0 pase lo que
. .

Incl uso las partidas entre la elite m u ndial se pase pe ro , depe n d iendo de las j ugadas del
deciden por factores posicionales s i m i l a res. blanco, no está del todo claro dónde debería
La sig u iente partida es u n clásico moderno, situar su dama. A veces en c7, como en la
bás i ca mente g racias a los come n tarios de partida , y a veces en a5.
Kaspa rov e n l a rev i sta New In Chess. Es
i n te re s a n te q ue M ov se s i a n , de s p u é s d e l 1 5.tLle2 ..ie7 1 6.g5
comentario de Kaspa rov sobre l o s « turistas»
(que incluía a este joven j ugador) , escribió una
carta abierta a The Week in Chess, criticando
la afirmación de Kasparov. Aún así , después
de que se j ugara su partida se s u po que . .. ,
i Kasparov n i tan siquie ra había leído la carta !
De cualq u ier modo, así es como fue la partida.
L a s c i t a s e s tá n extraí d a s de l o s p ro p i o s
comentarios de Kasparov en la revista NIC.

Movsesia n-Ka s pa rov

Sarajevo 2000 1 6 ... 0-01

Defensa Sicilia na E l neg ro e s tá a h o r a co m p le t a me n te


desarrol lado y es hora de evaluar la posición .
1 .e4 c5 2.ll:l f3 d6 3.d4 cxd4 4.tLlxd4 tLlf6 5.tL\c3 Una vez más volvamos a l Sr. Kasparov : (( Tras
a6 6 . ..te3 e6 7 .f3 b 5 8.'ird2 esta partida Movsesia n me dijo que había
jugado muchas partidas con esta línea en ICC
Aq uí Kaspa rov pu ntualiza q ue 8 .g4! es más {Intern e t C h e s s Club) con tra Va n Wely,
CAPI T U L O 2 : VERDADE ROS J UGADORES D E AJ E D REZ 25

investigando la posición. Pero Van Wely nunca 30.� b2 lüxb2 3 1 .lüd4


se enrocó. Desde mi punto de vista, es una
cuestión de cultura ajedrecística. Si capturas
en c3 y el caballo va a a4, entonces el negro
e s tá b i e n . El n egro n o n e c e s ita t o m a r
decisiones inmediatas. Te enrocas, pones el
caballo en e5 y la dama en el o a5, y dispones
de muchas opciones. A veces luchas por d5 o
incluso por f5. El cambio no tien e mucha
relevancia, ya que ambos tienen ataques en
marcha, la cantidad de piezas es a menudo
más importante que la calidad. Me sorprendió
que Movsesian no se diera cuenta de esto. A
menos que cambies damas, juegas con el
mismo m a teria l, más el hecho de que la
estructura negra de peones es mejor y el rey 31 . . . lüxd 1 32.lüxe6+ 'it>xf7
blanco está más expuesto. »
[0 : 1 ]
Y de e sta m a n e ra con ti n ú a c o n u n l a rg o
párrafo . L o más importante d e estas palabras
e s q ue no s o s tie ne s u m ov i m ie n to e n Veamos otro ejemplo de Kasparov :
v a ri a n te s . E s u n a c u e s t i ó n d e c u l t u ra
aje d re c ística. A p a re n te m e n te , M ov s e s i a n S h i rov-Kas pa rov
te n ía una gran ventaja por lo q u e respecta a l
conocimie nto d e la posición g racias a todas Dortmund 1 992
las partidas relámpago, pero en la práctica no
le ay u d a ro n en a b s o l u to. Por s u p u e s to , Defensa India de Rey
Ka s p a rov tie ne u n g ra n conoci m ie n to de
apert u ra s , y (por s u p ue sto) g a n a a l g u n a s
1 .d4 l!Jf6 2.c4 g6 3.lüc3 �g7 4.e4 d 6 5.f3 0-0
partidas e n la apertura, pero creo que e l g ra n
6.�e3 e5 7.lüge2 c6 8.'i'd2 lübd7 9.0-0-0 a6
be n ef i c i o q ue o bt i e ne de a n a l i z a r s u s
1 0.';tb1 b5 1 1 .lüc1 exd4 1 2.�xd4 .:teS
a perturas tan extensame nte - como e s e l caso
que nos ocu pa - es una profu nda intu ición de
Esta fue la primera partida a este n ive l con la
dónde de berían ir las piezas y cómo de berían c a ptu ra i n m ed i a ta 1 1 . . . exd4. M á s ta rd e ,
coord i n a rse . M u cha ge n te ve a K a s p a rov Kasparov prefirió l a continuación a lte rnativa
principalmente como un jugador táctico, pero 12...b4! atacando el caballo blanco , cuando
esto minusvalora la exte nsión de su tale nto . después de 1 3 . lü a4 c5 e l neg ro obtie ne total
E s c ie rto q ue Ka s p a rov j ue g a mej o r e n igualdad .
posiciones l l e n as d e d i n a m i s m o , pero esto
se g u ra m e n t e t i e n e m á s q ue v e r c o n s u
perso n a l i d a d que con s u com p re n s i ó n de l
ajedrez. Por favor, no olvidéis que estas cosas
también son i mporta ntes.

El resto de la partida ilustra perfectame nte las


opin iones de Kasparov.

1 7.h4 a4 1 8.�c1 lüe5 1 9 . h 5 d5 20.'i!fh2 �d6


2 1 . 'l' h 3 lü x d 3 2 2 . c x d 3 b4 2 3 . c x b 4 .l:l. c B
2 4 . W a 1 d x e 4 2 5 . fxe4 � x e 4 2 6 . g 6 .it x h 1
27.'ifx h 1 �xb4 2 8 . g xf7+ WfB 29.'1'g2 AbB
26 CAPI T U L O 2 : VERDADEROS J U GADORES DE AJ E D R EZ

1 3 .ixf6?!
. f1 , situando sus peones en casillas neg ras.
Ade más el blanco está l i m ita ndo su p resión
Esta jugada parece a rriesgad a , pe ro yo no sobre c4 , ya q ue 1 6 . . . lD xc4? 17 . .i xc4 bxc4
te n g o l a ce rteza de K a s p a rov . En N I C é l 1 8.e5 no tiene se ntido para el neg ro. Pero
e s c r i b i ó : « Ha b l a n do sin c e ra m e n t e , e s ta estas «ventajas» son superficiales. El negro
de cisión me sorpren dió . En mis cálculos pronto podrá liberar su alfil con . . . f7-f6, lo que
previos ni tan siquiera había considerado este al mismo tiempo abriría la columna «e » para
cambio, que gana un peón a la fuerza. El alfil su torre. Y el alfil de f1 realmente no consigue
de ca sillas n egra s e s demasiado valioso n i n g u n a l i be rtad ya q ue e l n e g ro p ro n to
(especialmente si el blanco se ha enrocado l le g a rá a f2 con s u ca b a l l o , q u i tá n dole a l
largo) como para cambiarlo por este motivo. Y bla nco la casilla d 3 . Además, e s é l quien se
hay más: hasta este momento el negro era el beneficiará del avan ce de los peones blancos,
bando débil; objetivamente no tiene base para consiguiendo el contro l de la diagonal f5-b 1 .
jugar ambiciosamente. Pero no pasará mucho Finalmente, el blanco debe tener en cuenta
tiempo hasta que tenga que tener que hacerle su peón de c4. Esto es cierto, pe ro con la
frente. Por otro la do, mi intuición dice que sugerencia de Kasparov 16.cxb5 el problema
cuando mi alfil de la India de Rey permanece ha de s a p a re c i d o . O t r o s p o d rá n s u r g i r
en juego, mientras su igual ha desaparecido, después, pero será n menos importantes. Los
el negro no puede estar del todo mal» . comentarios de Kasparov en NIC sugieren que
la posición está más o menos equili brada.
Kasparov no duda de que el neg ro esté bien a
pesar de q ue ha perdido u n peón vital de su 1 6 . . . lDg4 1 7.e5 lDf2 1 8 .1:.g1 .if5+ 1 9 ..t>a1 b4
. .

estru ctura , ya que el dominio de las casi llas 20.lDa4 f6 !


neg ra s q ue ej e rc e s u a l fi l e s m u ch o más
importante . Esta es la mane ra de pensar en
ajedrez. Por supuesto, es necesario calcu lar
constantemente variantes, pero éstas deben
b a s a rse en e s te t i p o de e s q ue m a s de
eva l u ación .

1 3 'i!rxf6 !
.••

Ni el alfil ni el caballo pintan nada en f6, por lo


que el neg ro busca el cambio de damas ya
q u e e s l a ú n i c a l í n e a q u e no a rr u i n a l a
armonía d e sus piezas.

1 4.'ifxd6 'i!rxd6 1 5.:txd6 lDe5 1 6.f4? Basándose en la táctica : 2 1 .exf6 :te 1 ! .

E sto es de m a s i a d o a m b i c i o s o. K a s p a rov Aquí Shi rov devuelve el peón, entrando e n u n


escribe: «Ahora, tras este a vance optimista, final s i n ninguna posibilidad de tablas.
podemos hablar de ventaja negra por primera
vez. Con juego humilde y sensato por parte 2 1 .e6?
del blanco sólo se hubiera tratado de suficiente
compensación por el peón . » Kaspa rov escribe : « A la siguiente mañana,
cuando esta partida ya quedaba en el pasado,
Ahora bie n , ¿por q ué Kasparov considera esta Shirov vino a mi y me sugirió que él podía
j u g a d a como floj a? Hay a l g u n a s v e n taja s « h a b e r m a n tenido su ven taja >> si h ubiera
posicionales d e esta jugada q ue debe n se r jugado 2 1 .g4!? .ixg4 ? 22 . .i g2 . » La diferencia
mencionadas. El blanco intenta encerrar el alfil en tre j u g a d o re s se h a ce evidente e n este
del negro así como mejorar el suyo propio de m o me n t o . Sh i rov, s i e n d o u n j u g a d o r
CAPITULO 2 : V E R DA D E ROS J U GA D O RES D E AJ E D R EZ 27

calculador y de estilo m uy imaginativo, e ra en 22 .1:Z.xe6 J.. x e6 23 . .i.e2 f 5 24.tZ:Jb3 � f7 25.liJ a 5


este momento de su carre ra me nos fuerte en 1:Z. d 8 26 . .l:.f1 tZ:Jg4 27.:.d1 .l:.xd 1 + 28.�xd1 '2le3
las valoraciones puramente posicionale s . Me 29 . .i.f3 tZ:Jxc4 3 0 . tZ:J x c 6 aS 3 1 . ll:l d 8 ltJ d 2
res u lta m uy extra ño h a b l a r de u n a ve ntaja 3 2. .tc6 .th6 33.g3 t:z:Jf1 34.ltlb6 ltlxh2 35.ltld7
para el blanco con sus caballos en a4 y c 1 , J.. g 7 3 6 .ltle5 .i.. x e5 37 .fxe5 'it.>f8 38.e6 .teS
una torre en g 1 y u n a lfil en f1 . Por s u puesto 39 . .i.xe8 ..to>xe8 40 .ltlc6 tZ:Jf1
q u e el a lfi l p u e d e se r m ejorado me d i a n te
2 1 . g4, pero igualme nte es d ifíci l creer que el [0 : 1 ]
b l an c o e stá mej o r. K a s p a rov c o n t i n ú a:
« A fortunadamente a mí también me gusta
analizar mis partidas en casa, por lo que pude El modo en q ue Kasparov con s i g u i ó g a n ar
consolar a A lexei y demostrar una bonita esta partida no es demasiado i m portante e n
victoria para mí: 2 1 . g4 t:z:Jxg4! 22 . .i.. d3 (22 . .i.. h 3 nuestra discusión , pero s í lo es la d ifere ncia
t:z:Je3 23. i.xf5 t:z:Jxf5 24. 1:Z.xc6 fxe 5 también en la comprensión descrita por Kaspa rov. Me
favorece al negro - J.A) 22 ... fxe5!! (22 . . . t:z:Jh6 p a rece ev i d e nte q u e Kaspa rov e s tá e n l o
es menos convincente . . . ) 23 . .i.. xf5 gxf5 24. h3 c i e rto . E s u n ej e m p l o más com p l ej o c o n
exf4 25. hxg4 f3 26.gxf5 (26.t:z:Jd3 fxg4 2 7.1:Z.xg4 relación a lo visto en l a partida d e Movsesian,
1:Z.e 1 + !! 2B. t:z:Jxe 1 f2, o 26.:d2 fxg4 2 7. 1:.xg4 donde se vio cómo el juego de piezas es más
1:Z.ad8! 28.1:Z.xd8 :.xdB 29.1:.g 1 f2 30. 1:Z.f1 1:Z.d2 i m porta nte q ue su valor numérico .
3 1 :� b 1 i.d4 32. t:z:Jb3 l:e2 33.t:z:Jxd4 1:Z.e 1 +) . Con
esta posición en mente lo dejamos estar. pero En mi opinión, Kaspa rov es el mayor maestro
más tarde llegué a la conclusión de que 2 1 . e6 e n la comprensión de la d i ná mica de l aje drez.
no sirve de nada. La continuación 2 1 . g4 no es Su c o m p ren s i ó n de la co m pe n s a c i ó n
sólo m uc h o m á s in tere s a n te, sin o q u e posicional n o tie ne rival . S h irov, por otro lado,
objetivam e n te es más fuerte. Tras 2 6 . . . f2 es un g ra n ca l c u l a d o r, m u ch o m á s q ue
2 7.1:Z.f1 1:Z.e 1 28. 1:Z. d 1 1:Z.ae8 el blanco mantiene K a s p a rov, pe ro c o n u n a co m p ren s i ón
sus opciones de conseguir tab la s jugando l i ge ra mente i nfe r i o r d e l o s a s pe ctos m á s
2 9 . liJd3 1:.xd 1 + 30. :.xd1 J.. d4 3 1 . <J;b 1 .: e 2
profundos. De hecho, S h i rov escribe en su
32.:h 1 :. e 4 33:�c2 1:Z.g4. De todos modos,
excelente l ibro de sus propias partidas, Fuego
aquí tampoco veo una victoria fácil para mí.
en el Tablero, que él cree que el final es su
A ún asf, no hay duda de que es el negro quien
parte más fuerte porque él es capaz de usar
tiene la ventaja. »
toda su pote ncia de cálculo al máximo cuando
quedan pocas piezas.
E n re a l i d a d , c re o q u e K a s p a rov e s tá
subestimando su posición aquí. En breve el
Por lo t a n to la d i fe re n c i a e n t re l o s d o s
b l a n co te n d rá q u e dar s u mejor ca b a l l o a
j ugadore s e n esta partida, y en todos sus otros
cambio de l peón pasado neg ro, tras lo cual e l
e n c u e n t ro s, p a re ce se r s u s u pe r i o r
equ i l i brio material s e habrá resta blecido. E l
ll:\a4 es i n útil y el peón « h » e s u n a i m portante c o m p re n s i ó n , n o s u p re p a ra c i ó n o s u
i ma g i n ación , s i n o la base sobre l a q ue se
ve ntaj a . C re o q ue e l ne g ro g a n a , pe ro e s
verdad q u e e n la p ráctica e sto n o e s ta n e d ifica n . D e h e ch o , a u n q u e K a s p a rov es
i mportante . conocido por su fantástica pre pa ración q u e -

a menudo le ha hecho ganar tantas partidas -


Por este motivo, la conclusión puede se r de él a rgu menta que las estad ísticas demuestran
enorme ventaja para el negro. que a él no le va tan bien en la apertura contra
sus rivales más fue rtes. Tengo algunas dudas
21 ••. 1:Z.xe6 respecto a esta afirmació n , pero la siguiente
partida i l u stra muy bien que parte del éxito
Tras esto, Shi rov no fue capaz de poner la que tiene e n la ape rtura se debe a su g ran
más m ínima re siste ncia d u rante el resto de la co m p re n s i ó n y n o a l a ay u d a de n in gú n
partid a . software específico d e ordenador.
28 CAPITU LO 2 : VE RDADE ROS J UGADORES D E AJ E D REZ

La sigu iente partida se ha extra ldo de uno de Karpov-Kasparov


los mayores éxitos de la carrera de Kasparov.
S u deseo largame n te cultivado d e saca r a
Linares 1 993
Ka rpov d e l ta b le ro y d e s t roza r s u e s t i l o
profiláctico , nunca tuvo tanto éxito como e n Defensa India de Rey
esta partida. E n mi opinión , esta e s l a pri mera
ve z e n q ue K a s p a rov fue a b s o l u t a me n t e
1 . d4 ltlf6 2.c4 g6 3.ltlc3 .i g7 4.e4 d6 5.f3
su perior a Karpov. En 1 990 , en el ú ltimo match
q u e d i s p u t a ro n , él g a n ó 1 3 - 1 1 j u g a n d o La Defensa India de Rey fue el arma favorita
a l g u n a s p a rt i d a s i m p re s i o n a n t e s . Pe ro de Kasparov durante los años 90 hasta que
entonces Karpov pudo, en ocasiones, tener tuv o d iv e r s o s p r o b le m a s a la h o ra de
éxito a la hora de convertir las partidas en enfrentarse a la l ínea 5 . ltlf3 0-0 6 .i e2 e5 7.0-
.

secos ejercicios posicionale s , u n a ve rtiente 0 ltl c6 8 . d 5 ltle7 9 . b4 lb h 5 1 O . l:e 1 , como


de la partida en el q ue era mucho más fuerte cualqu ier otra person a . La Defensa India de
que Kasparov. Rey ha perdido un buen número de adeptos
d u rante los últimos años sim plemente por los
Ta l y co m o se e x p l i c a e n e l C a p it u l o 4 , problemas que esta l inea re presentaba para
K a s p a rov n o tiene u n g ra n tacto p a ra e l el negro . Tras u n a seve ra d errota frente a
aj ed rez , n o e s u n ta l e nto natura l . Pero s u Kramnik, Kasparov volvió a casa y trabajó en
determinación siempre h a com pensado con la variante Tartakover del Gambito de Dama
creces este hecho. Obviamente tiene un gran Rehusado y en la N i mzoi ndia. Por desg racia ,
talento, pero más en los aspectos dinámicos también trabajó en la Defensa Grünfeld, pero
e i n mediatos que en los estructurales o a largo nu nca pareció funcionaria demasiado bien en
plazo. la p ráctica y ta m b i é n l e costó l a seg u n d a
partida e n su match con Kramnik . .
De cualqu ier modo, en esta partida l l eva a
cabo una idea que era relativamente n ueva 5 . 0-0 6 . .i e 3 e 5 7 .ltlge2 ltlbd7 8 . 'ii' d 2 c6
..

en aquel momento y contra lo q u e Kasparov 9J:td 1 ?


no ten ía nada preparado. Pero simplemente
Lo habitual es 9 .0-0-0 .
e l i g i e n d o l a l í n e a ev i d e n te d e a c c i ó n ,
Kasparov rom pe l a posición del blanco hasta
L a idea tras la jugada d e l texto e s presionar e l
dejarla en ruinas, obligando a todas las piezas
p e ó n d e d 6 y m a n te n e r l a pos i b i l i d a d d e
bla ncas a retroceder a la primera fi l a . Aq u l
e n rocarse corto . Desgraciadame nte, no es
encontramos u n a de mostración d e q u e u n
una idea muy lógica. El negro prácticame nte
excelente j uego y comprensión en la apertura
ha completado su desarrollo, aunque el alfil
es mucho más i m portante que la preparación
de c8 y la torre de a8 no tengan mejor cuadro.
teórica d e la ape rtu ra - pe ro sólo en esta La otra torre del neg ro podría estar en e8 , pero
partida, por supuesto -. No q u iero hacer un no antes de que la tensión en el centro haya
d i s c u rs o ge ne ra l s o b re la a p e rt u ra , s ó l o desa parecido; y es que de momento ya está
mostra r q u e u n a buena comprensión d e una bien a h í. Por otro lado, el blanco aún tardará
posición particular - la Defensa India de Rey e n e n ro c a rse . To d a s s u s i d e a s s e
en este caso - es a men udo tan i mportante desarrollará n teniendo el rey en el centro, y
como haber pre parado una nueva idea . e ste t i p o d e e s t r a te g i a es d e m a s i a d o
arriesgada como para prometer n i n g ú n tipo
Va m o s a ve r l o, h ay m u c h a s v i cto r i a s de ventaj a . Cada vez que el bla nco te nga que
escondidas en la apertura hoy en día , y a que tomar una decisión siem pre debe rá tener en
lo que los j u g a d o res han pasado por a l to cuenta la seguridad de su rey. El blanco tiene
cuando analizan por ellos mismos lo suelen que desarrollarse de algún modo y no está
encontrar cuando se ayudan de ordenadores. c l a ro cómo lo h a rá . Si (co rrecta m e nte) se
CAPITU LO 2 : VERDADE ROS J UGADORES D E AJ E D R EZ 29

h u b i e ra e n ro ca d o l a rg o, s u t o r re de h 1 gún valor.
súbita mente estaría perfectamente situada, ya
q ue el avance h2-h4-h5 se convertiría en una 1 1 . . .b5!
posibil idad real de ataque . Además, el alfil de
f1 sería como su rival de c8 (sin ninguna casilla Dado q ue el blanco tiene u n notable retraso
mejor a su d isposición ), pero ta m poco pasa en el desarrollo, el neg ro se beneficiará de la
nada ya que el blanco no necesita en rocarse apertura de la posición . Cabe destaca r que
corto . La l ó g i ca pues, va contra la j u g a d a esto es a costa de un peón (d6), un tema típico
eleg ida p o r Ka rpov. N o h a b ía precedente s . q u i zá , pe ro no e xe n to de com p l i caciones
Karpov decidió segu i r l a s estad ísticas. P o r l o cuando se pone en práctica .
q ue respecta a Kasparov, simplemente ten ía
q ue seg u i r su com p rensión de la posició n , 1 2 .cxb5
basándose en l a lóg i ca y en l a experiencia .
No puedo evitar te ne r la sensación de q ue Esto tam bién pa rece peligroso. Por supuesto ,
Ka rpov no tuvo ninguna oportu nidad . . . el neg ro está bien después de 1 2.-.xd6 'i'xd6
1 3 . ft xd6 bxc4 pero el bla nco tam poco está
9 . . . a61 especia l mente mal . Tal vez Kasparov gastó
m u cho tie m po para decidir cómo hacer frente
La misma jugada q ue se emplea contra 9.0-0- a la sorpresa de a pertura de Karpov, haciendo
0; la idea también es la misma. La estructu ra q ue este último se sintiera opti mista .
blanca debe ser atacada, y la ún ica debil idad
real es c4. 1 2 . . . axb5

1 O.dxe5 lt!xe5 Abriendo la col umna « a » . Tal y como veremos


. . . l:l x a 2 es de h e ch o una a l te rn a t i v a
La j u g a d a n a t u ra l . E l c a b a l l o e s tá inte resante. Ahora Karpov recibe su pequeño
perfecta mente en e5, y es q ue el negro estaría regalo, un peón (todas estas ventajas a cambio
algo asfixiado después de 1 0 ...dxe5. de un solo peón . . . ) .

1 1 . b3 1 3. 'ii'x d6 lLlfd7

Esta vez no hay cam bio de damas, no con el


rey en el centro. Primero vas a sudar u n poco ,
Anatoly.

1 4.f4? 1

Este movimiento es una prueba de que Karpov


co n t i nú a s ien d o b a sta n te o p t i m i s ta c o n
relación a su posición : ahora la situación h a
cambiado de pel i g rosa a terri ble . E l neg ro
tiene tiempo de atacar a ntes de que el bla nco
pueda desarrollarse por completo. Kasparov
ofrece las s i g u iente s v a ria ntes: 1 4 . 'i!V d2 b4
No me gusta esta jugada ya que debil ita la 1 5. lLl a4 .:X a4 1 6.bxa4 lt!c4 con com pensación
estructu ra del flanco de dama y no cola bora por el m aterial sacrificado , y lo m ismo sucede
para nada en el desarrollo de las piezas blan­ tras 1 4.a4 bxa4 1 5 . lt!xa4 : xa4 1 6 . bxa4 lt!c4.
cas. Tras 1 1 . lLlg3 ..te6 1 2. 'ii' x d6 'ii' x d6 1 3.l:lxd6 Aún así, la continuación de la partida es peor.
lt!xc4 14 ...t xc4 ..t xc4 1a posición sería cómoda Nótese que 1 4. lLl g3 lLl xf3+ devuelve el material
para el negro , pero e ra hora de q ue el blanco sacrificado y deja al bla nco en u na situación
se diera cuenta de que su idea no ten ía nin- más peligrosa q ue la anterior.
30 CAPITU LO 2 : V E R DADEROS J UGADORES D E AJ E D REZ

de b i l i d a des e n territorio blanco. El ca ballo


neg ro n o te n d rá proble m a en explotar l a s
debil idades resu lta ntes.

1 6 . ..td4 i.xd4 1 7. 'ifxd4

F o rza d o . El b l a n co q u i s i e ra pode r j u g a r
1 7 . li) xd4, pe ro se rí a c a st i g a d o me d i a nte
1 7 . . . J:txa2 1 8 . lü xc6 'if h4+ 1 9 . g 3 li)xh2!! . Esta
variante simboliza la pobre posición en la que
se encuent ra el blanco. Rea l mente creo que ,
en genera l , u n a posición debe ser m uy poco
s a l u d a b le c u a n d o s ó l o se d i s p o ne de
mov i m ie ntos antinaturales.
1 4 . . . b41

Esta es una de las g randes jugadas de esta 17 . . . ltxa2 1 8. h 3 eS!


partida, manteniendo la presión al máximo e
i n te n t a n d o ev i t a r q ue e l b l a n co p u e d a S ubrayando lo mal situada que está la dama ,
desarrollar s u s piezas. L a siguiente decisión aunque esté cent ralizada. Ev identemente , una
de Karpov es terrible, pero por algún mot ivo él pieza no está bien situada si no t iene n i n g ú n
siempre ha ten ido a l g u n a p re d i lección por sitio a dónde i r. Esto vale para todas l a s piezas
pone r sus piezas en la primera fila. ¿Será así en la mayoría de posiciones .
porque sólo pueden se r atacadas desde una
d i rección? 1 9. 11i'g1

1 5.lüb1 ? La a l te r n a t iv a e ra 1 9 . ..- d 3 i. a 6 20 . 11i' f3


{20 . 1Wxd7 11i'h4+ 2 1 .g3 l:lxe2+ 22 . ..t xe2 'if xg3+
No es e l momento p a ra est a s l i ce n c i a s , y e l ne g ro g a n a g ra c i a s a l o s j a q ue s . . . )
pronto se perderá el peón de la columna « a » . 20 . . . li) de5! 2 1 . fxe 5 li) xe 5 2 2 . 'if e 3 llJ d 3+
De hecho, esto es tan m a l o q ue el peón es l o 23. :Xd3 'i'xd3 24. 1Wxd3 i. xd3 y la falta de de­
de menos, lo peor es permit i r la act ivación de sarrollo de las fuerzas bla ncas pronto queda­
la t orre negra . Pe rsonalmente , no entiendo rá en evidencia cuando empiece n a caerse
cómo uno de los defensores más g randes de del t a b le ro { N u n n : 'Las piezas sueltas se
la h i st o ri a p u d o h a ce r un m ov i m ie nt o t a n caen'). También . . . c5-c4 es import a nte ya q ue
horri b le . el peón « b » es un asesino.

1 5. 11i'xb4? n o e s u n a alternativa ya q ue 1 5 . . . c5!


19 . . lügf6 20.e5 lüe4 2 1 .h4? 1
.

1 6 . i. xc5 lüxc5 1 7 . J:t xd8 lüed3+ gana materia l .


1 5. lü a4 J:txa4 1 6 . bxa4 lü c4 también pinta mal,
Ot ra j u g a d a d ud o s a . O bv i a me nte Karpov
pero el blanco debía haber intentado 1 5.fxe5!
estaba cansado de analizar . . . W h4+ , pero e ra
bxc3 1 6 . lü xc3 i.xe5 . Una posi ble cont inuación
es 1 7. 1Wxc6 i.xc3+!? 1 8 . ..-xc3 "i' h4+ y el blanco necesario volver a meter la dama en la part ida
está bajo una considerable presió n , au nque con 2 1 . 11i'e3 i.b7 22.li� d2 J:txd2 23. J:t xd2 liJxd2
tend ría m uchos menos problemas q ue en la 24. 'i'xd2 liJ b6. Cada pieza neg ra es supe rior
partid a . a su homónima blanca , y las debilidades de
b3 y g2 son terribles. A pesar de todo, puedes
1 5 . . . lü g4 abandonar o i ntentar la mejor defensa posible ,
y . . . ¿por qué deberías abandonar?
Del mismo modo que en la partida con Sh irov
el avance del peón «f » solo s i rve para crear 21 . . . c4 22.lüc1
CAPITU LO 2 : VERDADE ROS J U GADORES D E AJ E D REZ 31

impresionante, pe ro e l razonamie nto que hay


detrá s de s u s j u g a d a s no e s de m a s i a d o
complicado. E l caballo e n a 4 e s t a n bue no
como la torre en d1 y la estructura bla nca de
peone s está dañada : por lo tanto , el neg ro
está mejor. El alfil negro en g7 es colosal , de
manera que e l peón no i mporta, y con el rey
negro atra pado e n el ce ntro , el negro tiene
compe n sación de sobras por el pe ón. Esta
e ra l a l ó g i ca i n i c i a l detrá s de e st a s tres
victorias. Nada complicado e n absoluto . Aún
a sí , e l j ue g o de K a s p a rov e s e n efe cto
impresionante. De hecho, la d ificultad para él
no resid ía en e n contrar la clave de la pos ición
El sigu iente sacrificio es bastante vistoso y el - él la conocía gracias a la expe riencia y a un
neg ro segura mente tiene más de un camino g ra n se ntido de la lógica e n ajedrez - sino
hacia la victori a . ¡ M irad las p iezas blancas! que lo más espectacular e ra la transformación
¿Re a l me nte necesitáis variantes? de la lóg i ca e n fue rte tá ctica , b a s a d a e n
cálculos exactos.
22 . . . c3! 23.lDxa2 c2 24.'it'd4
Si afi rm o que Kasparov no calcula mejor q ue
De a c u e rd o , p o d e m o s e ch a r u n v i s ta z o Sh i rov, e n tonce s ¿có m o puede calcular de
i g u a l me n te a las variante s ganadoras , sólo mane ra tan precisa? Bue n o, la pre g u nta e n
p a ra no d e s c o n te n t a r a n a d ie . Pe r o y a rea l idad y a ha sido respondida anteriormente :
e nte ndéis lo q ue q u iero decir. . . ¿ve rdad? él sabía lo q ue te nía q ue buscar. En l a partida
con Shirov . . . f7-f6 e ra la idea evidente ya q ue
24 . J:t c 1 lD xe 5! 2 5 . J:tx c 2 ( 2 5 . fxe 5 c x b 1 'it' el alfil negro de g7 es u n a g ran ve ntaja y liberar
2 6 ..l:tx b 1 'it' d 2 ¡ m a te ! ) 2 5 . . . .t g4 2 6 . l:t d 2 esta pieza e s, por lo tanto, la estrategia natural
(26 . ..te 2 lD d 3+ 27. i. xd 3 ¡fxd3 n o ay uda a l de l neg ro. E l resto es una cuestión de poner
b l a n co ) 2 6 . . . lD x d 2 2 7 . lD x d 2 ( 2 7 . fxe 5 lüe4 en prá ctica un p la n . Contra M ovse s i a n fue
28 . ..te2 ..t xe2 29 . 'iti>xe 2 lü g 3+ 30 : �f3 lü xh 1 c u es t i ó n de p o ne r l a s p i e z a s e n j ue g o .
3 1 .'if xh 1 'if d 5+ y e l neg ro se sirve las piezas Básica mente, se l i mitó a desarrollarse y abrir
e n e m i g a s u n a a u n a . . . ) 2 7 . . J !e8!! 28 .fxe 5 e l centro para sus alfiles. No fue una partida
J:txe5+ 29 . 'iti>f2 'if xd2+ 30 . 'iti> g3 l:te 3+ 3 1 . 'iti> h 2 m uy d ificil para u n j ugador de la elite . E n la
l:h3 ¡ mate ! U n bello fi nal. ú l t i m a p a rti d a, c o n tra K a r p ov, destaca l a
brutalidad d e l a s acciones negras. El respeto
24 ... cxd 1 'i'+ 25.'iti>xd1 por los peones (esos tan peq ue ñitos) no haría
saltar por los aire s la posición del blanco . U n a
El ne g ro ta m b i é n g a n a tras 2 5 . 'ili xd 1 lü g 3 me nte v iole nta sí. En mi o p i n i ó n 1 4 . . . b4 ! es
2 6 . 1th 3 lü xf1 2 7 . � xf1 lü c5 28 .'.- x d B l:. xd8 u n a jugada rea l me n te be lla e n e se sentido.
29 . l:te3 l:t d 1+ 30 . l:le 1 ..t a6+ 3 1 : � f2 lü d3+. ya q ue sirvió para poner a Ka rpov e n se rios
proble m a s .
25 ... lüdc5 26.'ifxd8 l:.xd8+ 27.�c2 lLlf2
Todo es cuestión d e e n contrar e l camino de
[0 : 1 ] de mostra r tu lóg i ca a travé s del cá l c u l o .
Kasparov lo hizo d e forma brillante .
Aqu í Karpov pe rdió por tiempo, pe ro 28 . l:.g 1
..tf5+ 29 . � b2 lü d 1 + 30 . � a 1 lü xb3 conduce ¿ H a bé i s e n co n t ra d o e sto d ifíc i l? ¿ E s tá i s
igualme n te al mate . impresionados por la forma en q ue Kasparov
tra nsfo r m ó i de a s s i m p le s e n b r i l l a n te s
E l j ue g o d e K a s p a rov p a re ce s i n d u d a m ov i m ientos? ¿ O acaso e stáis perplejos de
32 CAPITU LO 2 : VE RDAD E ROS J U GADORES DE AJ E D REZ

q u e j u g a d o re s de e l i t e co m o S h i rov, Lo que dem uestra la partida anterior, así como


M ovsesian e i ncluso Ka rpov m ostra ra n su otras del match y otras posteriores, es q ue
d e s co n o c i m i e n to d e s e m ej a n t e s i d e a s? K a r p ov n o p u e d e c o n t ro l a r a K a s p a rov
Intentaré proporcionar algu nas respuestas del cuando éste ú ltimo consigue posiciones muy
porq ué . dinámicas. Karpov tiene ese esti lo ú n ico de
profi laxis con el q u e desmonta o ev ita los
Creo que Kaspa rov es muy consciente de la planes de sus oponentes tan pronto como los
necesidad d e usar l a lóg ica en sus partidas; a d escubre (partidas notables en este aspecto
m e nu d o s u e l e a p o y a r s u s j u g a d a s c o n p u e d e n s e r e n co n t ra d a s e n l o s l i b ros de
muchas variantes, pero parece q ue se trata Dvo retsky, e n los que los come ntarios son
m á s de de m o st r a r s u s i d e a s. C u a n d o magn íficos) . Durante la época de sus primeros
Kasparov tiene u n a i dea , creo q u e tra baja e n c u e ntros , é l e ra capaz de conte n e r l o s
mucho más duro en el tablero para trasladar a s a l to s de K a s p a rov, pe ro a med i d a q u e
su lógica a la práctica , a través de jugadas aumentaba el número de partidas entre ellos,
concreta s . E s m uy i n s i stente a l a hora de Kasparov aprendió a incluir ideas posicionales
demostrar que está en lo correcto y, a menudo, en sus ataques y, al fi n a l , Ka rpov no pod ía
es u n elemento claro en sus partidas. mantener el control. Este es particularmente
e l caso de su match de 1 990 en Nueva York y
Por lo que respecta a Shirov, encuentro d ificil Lyon.
creer q u e trabaja a un n iv e l p le n a m e n te
consciente con las ideas; por contra , hay más Movsesian es u n jugador que todav ía tiene
s e n t i m i e n t o y m e n o s ve r b a l i z a c i ó n . q ue llegar a lo más alto de l a elite , y parece
Recorriendo s u colección de pa rtidas, estas menos persistente que Kaspa rov, por ejemplo.
ideas parecen ser muy extravagantes. Una vez Aunque no es el cam peón del mundo, es un
me e n co n t ré c o n él e n u n t re n d e s d e g ra n jugador al que sería mejor no perder de
Hamburgo a Copenhague y me expl icó q u e v ista .
c u a n d o e m pezó a ser u n j u g a d o r fuerte, se
dio cuenta de que los ordenadores serian muy ¿Cuáles de estas partidas habéis encontrado
i m portantes y esto le llevó a crear u n estilo en más d ifícil de entender? Bien, supongo que
el que tiene que crear por si mismo y donde es una cuestión de esti lo, pero para mí es la
los ordenadores no son de ayuda. Este pu nto de Akopian, ya que soy u n jugador d i námico.
de vista no está basado en el respeto por el M e res u lta más co m p l icado de scu brir l a s
materi a l, sino en una especie de teoría del p e q ue ñas i nexactitud es d e su partida q u e
caos , si así lo preferís. A pesar d e que este j u g a d a s d e l e s t i l o 1 5 . tt:\ b 1 ? , q u e p e r m i te
estilo y sus partidas son impresionantes, algún . . . .:txc3.
precio ha brá que pagar en algún momento, y
creo q ue q u eda debil itada l a facilidad para A conti n u ación, cuando siga mos la partida
ver la lógica p u ra . En consecu encia, Shi rov K a r p ov - K a s p a rov , v e ré i s q u e K a s p a rov
podría pensar que él ten ía ventaja en la partida p ro b a b l e me nte p o d í a « s e n t i r» la p a rti d a ,
con Kasparov que hemos visto antes . Para él m i entras q u e la partida de Karpov era más
las v a r i a n t e s son l a c l a v e de c u a l q u i e r problemática . Es todo cuestión de aspectos
posición, ya que ellas forman l a ún ica lógica fuertes y debilidades. Veo a Kra mn ik - al que
en el caos en el que acostumbra a encontrarse. i nv e st i g a re m o s más a d e l a nte - c o m o u n
Sus ideas está n casi s ie m p re basadas en desa rro l l o d e l estilo d e Karpov. Tiene u n a
g i ros b ruscos e n l a p a rti d a má s q u e , por especial p redilección p o r la pareja de alfiles y
ejemplo, casillas débiles o alfiles fue rtes. u n c l a ro c o n o c i m i e nto d e l a s p o s i c i o n e s
perd idas y de tablas. A pesar de todo, por l o
K a rpov t i e n e un g ra n se n t i d o d e l j u e g o que respecta al match con Kasparov, ha tenido
posicional . Más tarde ve remos cómo le q uita l a oportu nidad de ver a su oponente en acción
g ra dua l mente la más m ín i m a posi b i l i d a d a y, más i m portante, estudiar y a prender de sus
Kasparov en una partida del match de 1 990. p a rti d a s d u ra n t e u n a d é c a d a , a n te s d e
CAPITU LO 2 : V E R DA D E ROS J U GADO R E S D E AJ E D REZ 33

enfrentarse a él sobre el ta blero . 1 3 .l:l. b 1

Basta ya de palabras y pasemos a otra de las Quizá no sea lo m á s fuerte de bido a la répl ica
grandes partidas donde se i m pone la lógica . encontrada por Kaspa rov. G u revich sugi ere
la sencilla 1 3 . .t a2 como mejora .
Karpov-Kas p a rov
1 3 . . . l:l.c8!
Cto. del Mundo New Yorkllyon 1 990
Esta es la jugada q ue el neg ro desea realizar,
Defensa G rü nfeld asl que Kasparov, con su sentido de la lógica
y la di námica , encuentra el modo de aplicarla .
1 .d4 ltJf6 2.c4 g6 3.ltJc3 d 5 4.cxd5 ltJxd 5 5.e4
1 4.lbf3
lbxc3 6.bxc3 .t g7 7 . .te3 eS 8.'iVd2 0-0 9.lbf3
.tg4
1 4 .l:l.xb 7? lbxd4 1 5 . .t xd4 .t xd4 1 6 . 'i!Vxd4 l:l.c 1 +
1 7 . � d 2 l:l.d 1 + ! 1 8. � xd 1 .t a4+ es la táctica
9 . 'if a5 ( respondida por 1 0 . l: b 1 ) es la variante
. .

escondida tras l a idea negra .


principal hoy en d ía.

1 0.lbg51 ? 1 4 . . . lba5 1 5.i.. d 3 .t es

Esta nueva idea fue m uy fuerte en su momento, Esta es la jugada correcta, ya que ninguna
¡dirigida a la l ucha por el centro, por supuesto! otra pieza negra necesita ser mejorada tanto
El negro quiere cambiar el caballo por su alfi l , como este alfi l . 1 5 . . . lb c4?! 1 6 . .txc4 l:l.xc4 1 7 .0-
ya q ue sólo e l c a ba l l o a g u a nta e l ce ntro , 0 ( 1 7 . l:l. xb7? n u n ca se ría cons iderada por
cuando toda la acción se centra en las casillas Karpov, que preferiría completar su desarrollo:
neg ras. Desde la segu nda partida del match s u se n t i d o de l pe l i g ro s i m p le me nte está
Kramnik-Kasparov la conside ración del centro de bil itado por s u p reparación case ra , y no
en la ape rt u ra ya no es la misma, pero esa es ta nto sobre el table ro ) 1 7 ...'ii' c 7 1 8 .l:l.fc 1 es
otra historia . algo mejor para el blanco. N o hay razón por la
q ue el alfil de d7 deba ser supe rior a l caballo
1 0 . . . cxd4 de f3.

1 O . . h 6 ? ! se r ía u n a j u g a d a d é b i l e
. 1 6.0-0 i.. c4 1 7 ..:tfd 1
i r re s p o n s a b le , q ue e s a d e cu a d a me n te
re p l i c a d a c o n 1 1 .h 3! .t h 5 ? 1 2 . g 4 ! h x g 5
1 3. gxh5 gxh 5 1 4 . J:tg 1 y l a posición del negro
es m uy débil cerca del rey.

1 1 .cxd4 lbc6 1 2. h 3 .td7!

La ú n ica casilla d isponi ble para el alfi l . Las


líneas pel i g rosas son 1 2 . .. .t xd4? ! 1 3 . .t xd4
'ii' x d4 1 4 . 'it'xd4 lbxd4 1 5.hxg4 lD c2+ 1 6.'�' d 2
lb xa 1 1 7 . .t d 3 y 1 2 .. . lb xd4 ?! 1 3 .h x g 4 l:l. c8
1 4.l:td 1 ! lD c2+ ( 1 4 . . . l:!.c2 1 5 . 'fk b4 lb c6 ha sido
sugerido, pero tras 1 6. 1!.xd8 l:l.xd8 ! ? 1 7 . lbxf7!
el blanco parece estar ganando material, por
eje m p l o 1 7 . . . l:l. d 7 1 8 . lbe 5 ! ) 1 5 . <Ji>e 2 'fk c 7 Una j ugada práctica , tras la cual las piezas
1 6 . � f3 ! .:tfd8 1 7 . .t d 3 dej a n a l ne g ro s i n q ue protegen el peón «d» tienen l i be rtad para
co m pe n sa c i ó n s u f i c ie n te p o r e l m a te r i a l hacer otras cosas. Esta idea posicional fue
sacrificado. desarrollada por prime ra vez por N imzowitsch ,
34 CAPITU LO 2 : VERDADE ROS J U GADORES DE AJ E D REZ

q ue la llamó hiperprofilaxis. 2 1 . . . l:le8?

1 7 ... b5? Esto seguramente de muestra q ue Kasparov


encue ntra más difícil usar la lógica cuando no
E s t a j u g a d a es u n e rro r e v i de n t e p a ra hay amenazas d i rectas que te ne r en cue nta .
dete rminadas pe rsonas. Para mí no lo es tanto, La jugada en sí misma es pasiva y da tie mpo
pe ro e ntie ndo la lógica q ue hay detrás de él. al blanco a ocupar la columna «C», con táctica
La jugada e n sí no consigue mucho. El neg ro en la jugada 268• Kasparov debió pasar esto
ya t i e ne e l co n trol d e c4 y n o n ec e s i ta por alto, aunq ue no hay excusa .
reforzarlo. Y ahora el peón es una de bilidad
( por cierto, igual q ue la casilla eS) y de be rá M u c h o mej o r e s 2 1 . . . 'i' b7, p ro te g i e n d o
se r protegido posteriorme nte mediante ... a7- n u me rosas ca s i l l a s dé b i l e s y p r e p a ra n d o
a6, lo que tam poco es una mejora para el peó n . ..: cs . E l análisis sigue así 22. l:lc 1 ! ? (22 . d 5
lt:l c4 23. l:l b 1 : ca 24. lbd4 lt:Jes y 22.'i'a3 lb c4
« a » . Kaspa rov nu nca f u e u n mae stro de estas
pe q ue ñ a s j u g a d a s. ¿ E s u n a cue s t i ó n de 23. 'i' xe7 'l'xe7 24 . ..t xe7 :e s 2 5 . � c5 l:. xe4
p a c ie n c ia? P o d r í a se r l o, ... ¿ q u i é n sa be? 2 6 . d 5 lb b2 2 7 . l:l d 2 lt:l c4 a m b a s p a re c e n
H u b ie ra sido m ejor 17 . . . b6, q ue bloque a la bue nas para e l neg ro) 2 2. . .lt:l c4 23.a4 lt:l b2
c o l u m n a « b » y s ó l o c re a u n a pe q ue ñ a 24 .".- a3 lt.Jxa4 25. '1'xe7 'i!Vxe7 26. � xe7 : ea
de bilidad e n c6. Aún así, prefe riría l a posición 27.l:l c7 y el bla nco está mejor según Gutman
del blanco. y Tre p p ner, pe ro n o t ie ne n en c u e n ta la
d inám ica 2 3 .. .f5 ! , q ue pare ce ser l a ú n i ca
1 8 .�g5!
posibilidad. La idea, por supuesto, es luchar
por las casillas blancas, debilitar e l ce ntro y
quizá crear un pu nto fue rte en dS para la dama.
E v i ta n d o 1 S ... e 6, q ue h u b i e ra s i d o l a
conti n uación natural para e l negro. E l te xto
Por una vez, el sentido de Kasparov para la
refleja con precisión el estilo Karpov: el negro
d i námica le ha fal lado. De bió habe r visto que
q u ie re evitar d4-d5 pero no tie ne una buena
21 . . . 'i' b7 e ra la j ugada correcta , y e ntonce s
ubicación para su dama, por lo que al evitar
tratar de que funcionara mediante el cálculo .
.. . e7-e6 hace la vida i mposible al negro.
Qu izá la razón por la q ue no lo h izo es q ue la
línea q ue había calculado no estaba a su nivel
1 8 . a6 1 9.l:lbc1 1 �xd3
..
h a b i tu a l , ya q u e e st a b a i nfl u i d o por l a s
j ugadas previas.
Proba b l e me n te, l a ú n i ca j u g a d a de ce nte .
De s pués de 1 9 . .. �e S 20. � b 1 ! e l ne g ro se G u revich afirma q ue 21 ...'i'd7 d a igualdad,
q ueda sin buenas casil las para sus piezas. pe ro 22. 'i'a3! lt:lc4 (22... lt:l c6 23.d5! y e l negro
tie ne problemas ya q ue 23 . . . e6 24. 'it'xa6 gana
20 .l:lxc8! 'i'xcB 2 1 . 'i'xd 3 mate ri a l ) 2 3 . '1i'xa6 n o pa rece una posición
deseada por e l negro.

22.l:lc1 'li'b7

Gurevich suge ría q ue 22...'i'd7 23.'i'a3 lt:lc4


24....xa6 � xd4 25.lbxd4 'i'xd4 26.'i' xb5 lt:ld6
daba igualdad, pero la posición parece mejor
para el bla nco tras 27. 'i' d5 'i'xe4 2S . ...xe4
lt:l xe4 29 . ..t e 3 , c u a n d o e l pe ó n de « a » ,
com binado con la su perioridad de torre y alfil
sobre torre y ca ballo, le da al bla nco mejores
pe rspe ctiva s , aunque Ka sparov no h u bie ra
te nido problema para conse g u i r las ta b l a s .
CAPITULO 2 : VERDADE ROS J U GADORES D E AJ E D REZ 35

Pero ... , ¿por qué debería Karpov forzar este U na buena jugada. Tras 25. 'i'xd2?! b4 26.l:c6
final? El negro no tiene manera de liberarse, a5 los peones del flanco de dama conceden
tal y como d e m uestra la p a rtida. J u e g o no al negro algo de contrajuego. Ahora la idea es
forzado, g racias. Lo que sucede en la partida i m posible y a que entonces el blanco puede
es q ue ve m o s al n e g ro h u nd i rs e e n u n a jugar 27. 'ii'a6.
posición cada vez peor ya que no es capaz de
realizar estas lentas mejoras posicionales con 25 :cs
•..

la misma precisión .

Ta l vez 2 5 . l: b 1 sería más natural o i n c l u so


23. 'Wa3.

23.d5 'üc4

Es demasiado complicado evitar la táctica de


la j ugada 26, tal y como puede verse en la
siguiente variante : 23 . . . h6 24 . .if4 'ü c4 25. lbd2
g5 26 . .i g3 'üxd2 27 .l:c7! con gran ventaja
para el blanco.

26.l:tc61

Este peq u e ñ o tru co táctico le da a l blanco


tiempo para tomar la colu m n a «C» y dejar al
negro en una lamentable posición.

26 ... .ie5

Una jugada poco convincente , pero 26 . . . :xc6


no funciona debido a 27.dxc6 fJ/c7 (27 . . . 'ii'x c6
28. 'ii'd8+ .i f8 29 . .i h 6 es elemental ) 28. 'ii'd7
.i e5 29. .i b4 e6 30 . 'ii'e8+ � g7 3 1 . 'i'f8+ �f6
24.lbd21
32 . .t e7+ ! ! 'flxe7 33. 'ifh8+ � g5 34 .• xe5+ 'Ot> h6
35.c7 y el blan co pronto red iri g i rá su dama
Forzando a l neg ro a abandonar e l bloqueo
de la columna «C» . El juego del negro en esta hacia d8 .
partida es bastante depri mente, pero deduzco
que esto es lo que sucede cuando uno tiene 27 . .ic3 .ib8
éxito a la hora de encerrar a su depredador
en una jaula, o lavar la sangre de la cara de E l negro no puede reducir la presión med iante
un boxeador; es u n a triste visión. ca mbios: 27 . . . .i xc3 28 . 'iix c3 l:t xc6 29 .'if xc6
'iia7 30 .e5 y el peón « d » , que pronto estará
24 ... ltlxd2 pasado, decidirá la partida.

24 . .. ltle5 25. 'ii'c2 ! resa lta la falta de buenas 28.'i'd4


casillas para el caba llo y, s i m u ltá neamente,
prepara la invasión de c7 . Siempre hay tiempo para forzar otra debilidad.

25 . .ixd2 ! 28 . . . f6
36 CAPITU LO 2 : V E R DA D E ROS J U GADORES DE AJ E DREZ

l o s c o l o re s s e h u b ie ra n i n v e rt i d o , q u i zá
h u b iera existido alguna pequeña posi bilidad
d e q u e K a r p o v se p u d ie ra defe n de r
conduciendo las negras; pero n o siendo así,
Kasparov ya podría haber abandonado.

34.�c71

Ahora llega esta j ugada, pero con un impacto


m u cho más grande.

34 . . . .i.a1

La pieza no tenía un buen d ía.


29.�a51
35. �f4 'l'd7 36.l:l.c7 'ii'd 8
S i mplemente controlando casillas.
Una vez más, la táctica demuestra lo que ya
29 ... �d6
es obvio: que el negro no puede capturar en
h3: 36... fixh3 37. l:t xe7+ :xe7 38. 'ii'xe7+ � g8
La táctica no fu ncion a , por lo q ue e l neg ro
39 . � h6 f5 40 .e5 y el mate está a la vuelta de
tiene q ue e s perar: 29 . . .'ft' d7 30. 'if c5 Axc6
la esq u i n a .
3 1 . Wixc6 'l' d6 32. fie8+ � g7 33. � d8 'ff'h 2+
34 . c.Pf1 'ifh 1 + 3 5 . 'it>e2 �h 2 36.'ft' xe7+ �h6
37.d6 1
37. .i. b6 y el blanco gana ( Ftacnik), o 29 ... l:l.xc6
30.d xc6 'ii'x c6 3 1 . '1'd8+ �f7 32. 'Wxb8 'Wc 1 +
Promocionando al paciente candidato.
33. �h2 y l a dama conveniente mente ocupa
la diagonal b8-h2, evitando el jaque perpetuo.
37...g5 38.d7! l:tfB 39.�d2 .i.e5 40.l:l.b7
30.'I'c3 :es 3 1 .a3
[ 1 : 0]
E l i m inando toda posibilidad (real o pote ncial)
de contraj uego. Así es e l estilo de Anatoly
Ya hemos tenido bastante dosis de Kasparov
Karpov. p o r e l m o me n t o . C re o q u e h e a po rta d o
algunas buenas indicaciones de como usa l a
31 . . . c.Pg7 32.g3 l ó g i c a e n s u s p a rt i d a s . A u n q u e s o n m uy
complejas y está n llenas de táctica salvaje,
U n a vez más, tomándose su tiempo. Seg ú n t ie n e n u n i m p o rt a n te fu n d a me n t o de
Ftacnik 32. � c7! es incluso m á s fuerte, pero comprensión básica respecto a dónde deben
igualmente no puedo ver cómo el neg ro puede situarse las piezas. Hemos visto q ue Karpov
s a l i r de l e m b ro l l o ta l y como está j u g a n d o usa u n a comprensión similar para centrarse
Karpov (con m u cha seg u ridad ) . Aún a s í, es e n l a s p ie z a s d e s u s o p o n e n tes y , a
probable que Ftacn i k esté en lo correcto. contin uación, des montar todos sus planes e
ideas. E ste es e l estilo q ue le convirtió en
32 ... �e5 33.'1'c5 h5? cam peón del mundo en su d ía pero que, como
el esti lo de Tal , creo q ue necesita algo de
33...� d6 es la ú nica j ugada, no permitiendo refinamiento para sobrevivir a los rigores del
q u e la dama ocupe la i m portante casilla de ajedrez contem poráneo. Hemos visto cómo
cS . Por el contra rio, el intento de Kasparov es Kasparov finalmente consigue acabar con él,
u n a j u g a d a q ue le de b i l ita y no le perm ite y m u ch a s otra s p a rtidas s i m i l a res se h a n
ningún tipo de contrajuego. En caso de q ue jugado entre ellos desde entonces.
CAPITULO 2 : VERDADEROS J U GADORES DE AJ E D REZ 37

Sea como sea , hay jugadores d ispuestos a buena partida, he cambiado de opin ión .
retomar la herencia de Karpov. U no de ellos
es Kramnik , otro es Anan d . Ambos jugadores 8 f3
tienen un g ra n sentido de la jugada «correcta»
y am bos pueden estar representados con el E l b l a n co se d e c i d e p o r o b t e n e r u n g ra n
ejemplo q u e veremos a conti nuación . centro .

E n m i o p i n i ó n, V l a d i m i r K ra m n ik e s 8 . . lLlbd7 9.e4 c5 1 O .dxc5 bxc5 1


.

actu a l m ente el j u gador con mayor


comprensión d e l ajedrez. Los problemas d e El neg ro prepara . . . e6-e5 y la ocu pación de la
Kasparov en su match, cuando l a partida se casi l l a d4 . N i ng u n o de sus ca ballos puede
su me rgía e n una posición técnica , e ra n m uy llegar allí rápidamente, pero tal vez Kra mn ik
ind icativos de este hecho. Y esto sucedía a tiene tanta experiencia en estas posiciones
menudo. No creía que Kra m n i k fuera a ganar (sol ía j u g a rlas con bla ncas) que sabe q u e
el match contra Kasparov, porque no parecía siempre habrá tiempo para hacerlo.
t a n d e c i d i d o c o m o é s t e , p e ro e n l a s
proximidades del match cam b i ó s u e stilo de 1 1 .lLlh3 h6 12 . .txf6
vida, dejó de beber, fu mar e irse a dormir tarde.
Para u n veinteañero, ¡ esto puede considerarse Por d esgracia, este cambio es forzado, y el
un g ran logro ! b l a n co ya no p u e d e a s p i ra r a la ve n taj a .
1 2. .ih4 d5! parece ser m uy peligroso para el
No estoy seg u ro de q u e Kra m n ik entienda e l rey b l a n co . N ó t e s e q u e 1 3 . e 5? d4
ajedrez de ataque t a l y como lo hace Kasparov. simple mente pierde u n peó n .
Por ejemplo, me da la sensación , a menos
que lo haya l e ído en algún sitio, que no es 1 2 . . .ltJxf6 1 3.0-0-0?
plenamente consciente d e que el n úmero de
piezas es casi lo ú n ico que cuenta cuando Según mi experiencia, no puedes enrocarte
uno tiene una posición con ataques en flancos largo cuando la columna « b » está abierta y
o p u e stos . E ste t i p o de suti l ezas son m á s no dispones de col umnas abiertas en el flanco
características d e l Viejo mae stro. Kram n ik , e n de rey. Esta partida no es ninguna excepción
cambio, tiene u n a g r a n v i s i ó n de cómo l a s a esto.
piezas deben coordinarse y combinarse con
las dife re ntes estructu ra s d e peones, tal y 1 3. . .e 5 1
como demuestra la siguiente partida.
Ahora es e l momento j u sto. De otro modo,
sería e l blanco quien hubiera jugado e4-e5 .
Lj ubojevic-Kra m n i k

1 4.g4
Amber a la ciega, M ó n a c o 2000
El blanco no puede permitir . . . � xh3, tras lo
Defensa N imzoi ndia cual su alfi l no podría estar peor. Una variante
es 1 4 . 'ir'd2 � xh3 1 5 .gxh 3 lLle8! , y el negro
1 .d4 li:Jf6 2.c4 e6 3.lt:Jc3 �b4 4.�c2 0-0 5.a3 jugará . . . .:ta8- b8-b6 y el caballo estará li b re
�xc3+ 6.'ii'x c3 b6 7.�g5 d 6 ! ? para i r a cualquier sitio.

U na j u g a d a m uy i n te re sa n te. El n e g ro y a
decidirá más tarde si juega . . . ..t b7 o . . . � a6,
de pendiendo de lo q u e haga el blanco. Y o Aquí q uisiera que os d ierais cuenta de cómo
pensaba que esta estrategia era dudosa por Kram nik , con g ra n facilidad , sitúa sus piezas
la réplica de Lj ubojevic, pero después de ver en las casillas adecuadas. Casi se podría decir
la facilidad con la que Kra m n ik consigue una que flotan hacia allí.
38 CAPITU LO 2 : VERDA D E ROS J U GADORES D E AJ E D REZ

1 5.lt:lf2 l:lb6 16 . .:d2 La primera aparición de Kramnik tras su match


con Kasparov fue un match de rápidas con
Peter Leko en Budapest . Respecto a la primera
partida se decía q ue la victo ria h a b ía s i d o
gracias a la excelente preparación d e Kramnik
e n las aperturas debido a su match co nt ra
Kaspa rov. En respuesta a ello, Kram n i k d ijo
q ue le h u b iera gustado que s u preparación
h ubiera l legado tan lejos como para anal izar
14 lt:le5. Con esto, él sólo quería sugeri r que
. . .

semejante j ugada no estaba i nvestigada . Sólo


debemos analizar buenas jugadas , las malas
pueden ser refutadas en el tablero . Su opinión
respecto a 14 . lt:le5 era evidente.
. .

1 6 . . . it"e7 l

Preparando .:f8-b8 . C u riosamente , m u chas Kra m n i k-Le ko


pe rsonas no considerarían alinear las piezas
mayores en la columna « b » , pero una vez lo Match d e Buda pest W partida) 2001
has v isto y una vez que empiezas a pensar
adecuadamente , es imposible no da rse cuenta Defensa G rünfeld
del poder de la presión sobre la col umna « b » .

1 .d4 lL!f6 2.c4 g6 3.lL!c3 d5 4.lt:lf3 ..ig7 5.cxd5


1 7.lt:ld1 .te6
lL!xd5 6.e4 lt:lxc3 7. bxc3 c5 8 . ..ie3 'iraS 9 .'l'd2
Preparado para eliminar a cualquier ca ballo lt:lc6 1 0.l:lc1 cxd4 1 1 .cxd4 'l'xd2+ 1 2 .�xd2
que i ntente e ntrar e n d5. o-o 1 3.d5 .:ds 1 4.'ih1

1 8 .i.d3 .:fba 1 9.i.c2 'i'b7 20.l:le1 lt:lh7

E l ca ballo se d i rige hacia d4. E l neg ro y a


d ispone d e u n a g ra n ventaj a , pues n i n gu n a
de las piezas b l a n cas parece estar e n u n a
buena posición.

2 1 .l:le3 'i'a6 22.i.d3 i.d7

No hay posibilidad de que el caballo vaya a


d 5, así pues . . . , ¿ por q ué no l leva r el suyo
propio a d4?

2 3 .i.f1 lt:l g 5 2 4 . l:l e d 3 lt:l e 6 2 5 . lt:l e 3 lt:l d 4 14 ... lbe5 1 5.lt:lxe5 i.xe5 1 6.f4 i.d6 1 7.'iii>f2 e5
26.lt:ld5 1 8 .i.c5 i.xc5+ 1 9 .1:!.xc5 e xf4 20.�f3 ..id7

2 1 . i. d 3 .: a c 8 2 2 . .: h c 1 g5 2 3 . .:c7 .: x c 7
U n error, por supuesto, pero el bla nco ya está 2 4. .:xc7 i.a4 25.<.tg4 h 6 26.:Xb7 .: d 7 27.Ab4
fuera de la partida. i.d 1 + 28 .'.tf5 �g7 29.h4 f6 30.hxg5 hxg5
3 1 .e5 fxe5 32.'.txe5 f3 33.gxf3 ..ixf3 34.d6
26 ... .:b3 .:da 35 ...if5 i.c6 36.d7 :ta 37 . .z:td4

[0 : 1 ) [1 : O)
CAPITU LO 2 : VERDADE ROS J U GADORES D E AJ E D R EZ 39

E n l a s i g u ie n te p a rt i d a, ve m o s c ó m o l a 9 . . . ..txc3 1 O .i.xc3
comprensión posicional de Kra m n i k puede ser
u t i l i z a d a p a ra i n i c i a r u n a t a q ue . A u n q ue
Kram n i k no es un pistolero como Kaspa rov o
Sh irov, su j uego con neg ra s a veces le h a
permitido de mostra r s u s h a b i l i dades como
atacan te . H a g a n a d o p a rtidas m e m o ra b l e s
frente a To p a l ov y K a s p a rov, i n c l uye n d o
poderosos ataq ues d e mate . La s i g u ie n te
p a r t i d a e s u n a b u e n a i l u s t ra c i ó n de l a
co m b i n a c i ó n de l a s c o n s i d e ra c i o n e s
posicionales y la lógica d e l ataque.

Gelfand-Kra m n i k
1 0 . . . b6!

Berlín 1 996 Esta es otra demostración de gran lógica . La


ú n i c a p i eza m e n o r con p ro b l e m a s de
Defensa Sem ies lava desarrollo es el alfi l, así que ... idejémosle sal ir!

1 .d4 d5 2.c4 c6 3.luc3 l!Jf6 4.lL:lf3 e6 5.e3 lL:lbd7 1 1 . .id3


6.ii'c2 .iLd6
Kra m n i k cree q ue 1 1 . cxd5 exd5 con d u ce a
Algu nos jugadores tienen ta n to m iedo a la igualdad . Tengo la sensación de que el neg ro
Var iante Shabalov (7 g4) que juegan 6 . . . b6 en ya está ligera mente mejor, pero el blanco no
esta posición. Hasta hoy nadie ha demostrado encuentra n i n g ú n consuelo en la pareja de
q ue h a y a n a d a m a l o en e s t a j u g a d a . a l fi l e s y no h ay j u s t i fi c a c i ó n p a ra l a s
C u ri o s a m e n t e , e n l o s 9 0 K ra m n i k trabajó debilidades del flanco de rey.
mucho e n l a Mera n o y N ote boom con sus
an al istas y a m igos, y volvió a poner estas 1 1 . . . .ia6
variantes de mod a ; esta partida es u n buen
eje m p l o . La estrategia del neg ro es sencilla. Con los
peones blancos en casillas negras, el ca mbio
7.g4 i. b4 ! ? de a l fi l e s de c a s i l l a s b l a n c a s es
estratégicamente favorable a las negras.
Realmente m e gusta esta jugada, y a que me
recuerda mucho a la N imzoindia. El negro no 1 2 .'.-a4 dxc41
puede evitar g4-g5 y necesita saber qué hacer
con su caballo. La casilla lóg ica es e4 pero, Basado p u ra me nte e n la táctica. 1 2 . . . ..t xc4
actua l mente , eso no es posible, por lo que el 1 3 . i. xc4 dxc4 1 4 . 'ii' x c6 es horri b l e para e l
alfil se mueve de n uevo. Ahora es el momento negro, n o sólo por el peón q u e pronto perde rá ,
de considerar si g2-g4 ha reforzado la posición sino también de bido a q ue 1 4 0-0 1 5 . i. b4
. . .

blanca. E l debate sigue abierto. cede más material.

8.i.d2 'ii'e 7 9 . a 3 ? 1 1 3 .'ii'x a6

Nadie comprende del todo esta jugad a . Quizá 1 3. 'ir'xc6 l:.c8 1 4.'i' a4 i. b7 1 5. i.e2 a5 asegura
tiene relación con un posi ble . ..e6-e5, pero a l n e g ro u n a po s i c i ó n m uy fu e rte , seg ú n
ahora el neg ro claramente está bien. Otras Kramnik. La dominación total del centro i l u stra
sugerencias son 9 . g 5 y 9. l:g 1 . m uy b i e n la estrategia del neg ro . 1 3 . i. xc4
40 CAPITU LO 2 : V E R DA D E ROS J U GADORES D E AJ E D REZ

� xc4 1 4. ti'xc4 'ii' d 6 ta m poco causa n i ngún especial mente en v ista de la fuerte respuesta
problema a l neg ro , a u n q ue pod ría se r u n a negra.
alternativa decente a l desarrollo d e la partida.
Creo que 1 6.e4!? es un intento bastante mejor.
1 3 ... cxd3 1 4.'ii'x d3?1 Entonces t ras 1 6 ... tt'l xc3 1 7 . ti'xc3 el blan co
t iene n u merosas debilidades, pero con me nos
Ot ro peq ue ñ o e r ror. El b l a n c o e s t á piezas me nores y con más vida en el ce nt ro
posicionalmente peor, p o r lo cual no debería pod ría tener a l me n o s u n a posi b i l i d a d de
optar por jugadas sencillas, ya que no suelen sobrevivir.
ser de ayuda. En vez de esta última jugada
debería aprovechar el hecho de q ue ninguno
de los jugadores ha com pletado su desarrollo.
Kramnik da la sigu iente variante : 1 4 . 'ii' b7 0-0
1 5. lüe5! 'i!Ve8 1 6 . tt'l xd3 :es 1 7 .'ti' xa7 tt'l xg4
so l a me nte con u n a l ige ra ve n taj a p a ra e l
neg ro .

1 4 . . . 0-0

1 6 . . . f5 1

Tras este avance , los comentaristas dan a las


ne g ra s u n a c l a ra ve n t aj a , pero q u i zá
« g a n a n d o p os i c i o n a l me nte )) e s u n a
valoración más apropiada .

L a jugada del texto e s u n hermoso ejemplo


de la apl icación de la lógica. El caballo en d5
Cito a Pet u rsson: « El problema del blanco es es tan fuerte q ue e3-e4 debería ser evitado,
que ha d e b ilitado su fla n c o de rey sin m ientras que ahora el a lfil de d2 sufre por tener
conseguir posibilidades de ataque» . Cuá nt a los siete ( ! ) peones en su m i s m o color. E n
ve rd a d. S i n o hay de b i l i dades defe n s iv a s consecuencia, l a s neg ras deberían mantener
ev idente s , u n a t a q ue e n e l fl a n co d e rey estos peones en casillas neg ras t a nto tiempo
req u ie re más de dos o t res piezas para tener como sea posible . Cabe destacar q u e 17.gxf6
pos i b i l i dades de é x it o . Aq u í, d a d o que e l 'ii'xf6 permite al negro ganar material.
n e g ro n o h a m ovi d o n i n g ú n pe ó n d e s u
enroque , s u flanco de rey n o tiene debilidades 1 7 .0-0-0
re a le s . E l a l f i l d e c 3 p ue de at a c a r
indirect a mente g7, pero está bastante solo e n Ot ro error, q u izás . E l bla nco está peor y el
esta t a rea . Al m i s m o t ie m po , el b l a nco h a hecho de jugar rut i nariamente le lleva al caos ,
de b i l i t a d o a m bo s fla n co s , p o r l o q ue n o ya q ue debería i ntenta r algo (cua lquier cosa)
encontrará refugio seguro para su rey. para sacar la partida de su curso norm a l . Fritz
s u g ie re l a e xt r a ñ a 1 7 . g 6! , pe ro e l neg ro
1 5. g 5 tt'ld5 1 6 . ..td2? debería mantene rse con ventaja t ras 1 7 . . .h6,
sin permitir la a pert u ra de la colu m n a « g )) .
N i n g ú n otro comentarista h a crit icado este
mov i m iento , pero no me g u sta en a bsoluto, 1 7 . . .c 5
CAPITU LO 2 : V E R DA D E ROS J U GA D O R E S D E AJ E D R EZ 41

Por supuesto. Si la posición del rey es débil, 2 1.1P a 1 ! es un mejor intento defensivo .
entonces debería ser atacado.
21 .. J:tfb8 22.:.b1 eSI

La ru pt u ra final se produ ce e n el centro. Para


1 8 b51
.•• q ue e l a ta q ue te n g a é x i t o , t i e ne q ue
i n corpora rse l a d a m a y eso se cons i g ue a
U n sacrificio natu ral, que estoy seg u ro q ue través de la diagonal a2-g8.
K ra m n i k h u b ie ra j u g a d o fá c i l me n te . U n a
col u m na a b ierta p a ra d o b l a r torres vale la 2 3 . l:l h c 1
pena a cambio de u n peón . Nótese la sencillez
de la lógica detrás de cada jugada en este U n ú ltimo i nte nto para poner s u s piezas en
ataque tan bien orquestado. j ue g o . ¿E s nece s a r i o d e c i r q ue y a e s
demasiado tarde?
1 9.1i'xb5
23.dxe5 lU xeS 24. lt!xe5 'i' xe5 25 . .i. c3 lt!xc3+
Gelfand se convierte en el espectador de su 2 6. bxc3 1i'e4! y el neg ro g a n a , tal y como
destacó Pet u rsson .
propia partid a en este momento , sin n i ng u na
opción.
23 . . . 1i'e6 24.'it>a 1 exd4

Rehusar el peón invita a . . . c5-c4 seguido de


Ajedrez simple. ¿Por qué no capturar el peón?
. . . a7-a5 y . .. b5-b4.
2 5 Jb c 5
19 . . . :.ab8 20 .'i'a5 l:lb3
El b l a n co, c o m p re n s i b le me n te, se e s tá
Un excelente punto fuerte para la torre, q ue desespe ra ndo.
ataca n u merosas casi l las cerca del rey blanco
y que no puede ser expulsada ya que el alfil 25 .exd4 :.xt3 es el precio que el blanco tiene
de d2 no puede i r a ningún lugar para poder q ue pagar por el av a n ce p rematuro de su
permitir ltld 2 . fla nco de rey, espe ci a l mente por n o haber
encontrado la mane ra adecuada de apoyarlo.
21 .c¡¡, a 2?!
25 . . . lt!xc5 26.'i'xc5
Dando a l neg ro un tie m p o más . E l neg ro
doblará torres igualmente y no hay motivo para Y a h o ra es el m o me n t o a de c u a d o p a ra
o b l i ga rle a h a ce r l o de m a ne ra i n mediata . finiquitar la partida con u n re mate rea l mente
42 CAPITU LO 2 : VERDADE ROS J U GADORES D E AJ E D R EZ

espectacular. Anan d-Van Wely

Wij k aan Zee 2001

Defensa Sicil iana

1 .e4 eS 2.lt)f3 d6 3.d4 cxd4 4.lt)xd4 lt)f6 S.l!Jc3


a6 6 . ..te3 eS

Esta j ugada es bastante normal a q u í , por


su puesto , pero req uiere algo de las negras,
pu esto que la casi l l a d5 es potencialmente
débi l .
26 lt)c3 ! ! 27.lüxd4
•..

O c a s i o n a l m e n te v e m o s p a rt i d a s e n tre
P o r s u p u esto, esta re s p u esta ya esta b a aficionados en las que el blanco acaba con
previ sta. ¡ E l negro s ó l o t i e n e u n a forma de un caba l lo en d5 mientras el negro se queda
ganar la posición! con un a lfil en d8 , pero esto raramente sucede
entre j ugadores d e el ite. De hecho, recuerdo
27 . . . J:xb2! 28 .J:xb2 una partida entre Judith Polgar y Anand en la
que éste ultimo se encontró en u n embrollo
[28. 'i'f8+ J: xf8 !]. s i m i l a r. E n esta parti d a , u n 2700 pierde de
forma similar. Creo que Va n Wely sim plemente
28 . . . 'i'a2+1 no es un j ugador «verdadero», pero s i un g ran
l uchador y m uy in novador. Un g ran jugador,
[0 : 1 ] pero no uno « especia l » .. .

7 lt)b3 .te& 8 J!Vd2 ..te7 9.f3 0-0 1 0.0-0-0 'i'c7


Una hermosa partida que ilustra la estrecha 1 1 .g4 J:c8?1
relación entre el juego posicional y el ajedrez
de ata q u e . No se trata sólo de frust ra r los Con ataq u e i n d i recto sobre c2. La idea es
planes del rival - como i ntenta hacer Karpov p resionar con ... d6-d5 y conseg u i r algo de
- sino también de hacer j ugadas naturales al libertad en el centro. En realidad, me parece
estilo de Kramnik que deben ser consideradas
que la idea del negro es lenta y dudosa y creo
aje d rez p o s i ci o n a l. D a d o q u e K ra m n i k no
que 1 1 ... b5 es una jugada más fue rte.
busca el ataque como Sh i rov o Kasparov (pero
lo hará cuando sea necesa rio), su esti lo es
posicional. Aún así, su ajed rez es a menudo
m uy ambicioso.
Según Chessbase, las jugadas se produjeron
en este ord e n , pero m e da la im presión de
Ta l y como d ij e a n teriorm ente , otro g ra n
j ugador contemporáneo e s Anand . Podemos que Anand podría haber j ugado 1 2. 'i'f2! lt) bd7
echar u n vistazo a un ejemplo - parecido a 1 3. � b 1 , tras lo cual tenemos la misma posición
Movsesian-Kasparov, visto antes - en el que q u e en la p a rt i d a, pero s i n la pos i b i l i d a d
Anand s i m plemente tiene u n a comprensión adicional que ofrecemos en el comentario a
su perior a la de su oponente. No os dejéis la sigu iente j ugada del negro. Por supuesto,
engañar por la sencillez de esta partida : ¡fue yo he a n a l izado personalmente 1 2. h4?! d5
jugada en el torneo más fuerte d isputado en 1 3.g5 d4 1 4.t!Jxd4 exd4 1 5..bd4 lt)e8 1 6.f4,
200 1 ! . lo que no es nada recomendable.
CAPITU LO 2 : VERDADE ROS J U GADORES D E AJ E D R EZ 43

1 2 ... lLlbd7? 20 ... lLlf4?

Si este es e l ver dadero or de n de j u g a d a s 20 . . . g6 es absolutamente obligad a , a u n que


entonces el negr o d ispone de 1 2 . . . d5 1 3. lb xd5 el negro queda en una situación horrible tras
tLlxd5 14 .exd5 i. xd5 1 5 . '1'f2 (1 5. '1'xd5?? l:ld8 21 ..b h 5 g x h 5 2 2 . tLl e2 c o n idea d e lbe2-g3
es la clave ) 1 5 . . . i. e6 1 6 . i. d 3 con posición xh5 (al me nos las pieza s negras tie nen la
i nteresante . Al m e nos el neg ro no tiene los posibilidad de hacer alguna cosa buena aqu í) .
Después d e l a jugada de la partida la posición
problemas de espacio que sufrió en la partida .
es insalva ble .
1 3.'1i'f2 b5 1 4.g5 tLlh5 1 5.h4 b4 1 6.tLld5 i.xd5
21 . .ixf4 exf4 22.i.xd7!
1 7.l:lxd5 a5 1 8 .i.h3
O bv i a mente. Caballo bueno, alfil malo. De
Aq uí vemos los pro ble m a s q ue tie ne n las l ibro.
negras. La diagonal h3-c8 es dé bil y el alfil de
e7 no sirve para nada. Normal mente, en estas 22 '1'xd7 23.'1i'd2 l:lb5 24.ll'le2 :.es 25.ll'lxf4
.•.

li neas el negro puede jugar . . . f7-f5 en algún b3 26. cxb3 axb3 27.a3 l:lc2
m o me nto, y la apert u ra d e la col u m n a «f»
después de g xf6 da vida a las piezas negras. U n a de las diferencias e ntre a mbos jugadores
Aún a sí, con la torre en c8 en vez de f8, este e s q u e A n a n d n u n c a te m i ó esta j u g a d a ,
no es el caso. mientras que Van Wely podía haber pe nsado
q u e podr ía h a ber le proporcionado algo de
Creo que cual q u i er jugador «verdadero » de contraj uego. De hecho, el blanco dispone de
aj edrez h u b i er a ev i t a d o a c a b ar en u n a una pieza de más, o sea que el negro n u nca
posición así de lamentable tan pronto, pero va a poder crear n i n g ú n ataq ue contra el rey
blanco q ue valga la pena.
por supuesto, pod rla estar equ ivocado.

28 .'ilf'd3 l:lb8 29.l:ld4 i.f8 30.tLld5


1 8 . . . a4 1 9.tLlc1
E l caballo llega a la mejor casilla . Nos podrían
Al pri ncipio me costaba creer que esto fuera per d o n a r p o r pe n s a r q ue esta p a rt i d a fue
u n a idea n uev a . El juego de Anand es m uy jugada en una exhibición de simultáneas.
s e n c i l l o y ev i d e n te me n t e m uy adecu a d o .
1 9 . i. xd7 podría llevar a tener ventaj a , pero l a 30 ... l:lf2 31.'i\Ye3 ltg2 32.l:d2 l:g3 33. 'l'f2 l:th3
textual deja al negro en u n ca llejón s i n sal ida. 34.l:l h d 1

1 9 . . . l:lcb8 20.i.g4! [ 1 : O]
44 CAP ITU LO 2 : VERDADE ROS J U GADORES D E AJ E D REZ

Si no pasa n a d a , e ntonces 35. ltl f4 es u n a


buena jugad a .

Espero haber tenido éxito a la hora de aclarar


lo q u e sig nifica u n jugador «verdadero » de
aj e d re z y q u é d i s t i n g u e a u n o d e l a s
superestrellas ajedrecísticas ordinarias. N o es
una cuestión de cálculo o preparación casera,
sino de otra cualidad , m u cho más elemental,
basada en la com prensión de dónde deben ir
las p i ez a s . El m ej or eje m p l o e s ,
probable mente, l a partida Ljubojevic-Kramnik,
donde las piezas de Kra m n i k s i m plemente
gravitaban hacia las mejores casillas. ¡ Y esto
suced ía en una partida a la ciega !

E n e l s i g u ie n te capít u l o h a b l a ré s o b re e l
trasfo n d o de l a c a l i d a d , q ue p a re ce ser
controlada sólo por u nos pocos. Y nunca del
todo .
45

CAP ITULO 3 : ¿NO HAY REGLAS?

« Un caballo en el borde está triste, nunca haber usado otros ejemplos donde no hubie­
captures el peón «b» con tu dama, dama y ra defensa, donde los cabal los en los bordes
caballo son mejores que dama y alfil y nunca ganaran la partida, pero simpleme nte no pude
invites a un vampiro a entrar en tu casa» - evitar la te ntación de usar una partida del pro­
J o n a t h a n R o ws o n , L o s Sie te P e c a do s pio Rowson .
Capitales del Ajedrez.
Pe ro veamos .. . , ¿si g n ifica esto que los caba­
Hoy en d ía es bastante popular decir q ue no llos en el rincón no están tristes en a bsoluto, o
hay reglas válidas en ajedrez. La gente dice sólo lo están a veces?. Bien, pe rmitidme que
que la partida es i nde pendiente de las reglas, os explique una pequeña historia para inten­
q ue la ú nica regla es que n o hay reglas (Suba ). tar ilustrar lo que pienso respecto a la i m por­
Las palabras de Rowson ofrece n u n divertido tancia de estos ejem plos:
arg u me nto a favor de este pu n to de vista.
Cuando le í el fragmento me quedé de piedra La poli c ía estaba persi g u iendo a u n ladró n ,
- ¿realmente Jonathan cree q ue no hay reglas que fue a esconde rse a casa de u n am igo. L a
en ajed rez? Pensé al respecto d u rante varios policía llegó a la casa d e ese am igo y pregun­
meses y l legué a la conclusión : no. tó:

E n tie n d o q ue la afirm a ci ó n de q ue si u n « Sr. Ladrón ¿ está usted escondiéndose ahí


caballo e n e l borde está triste, e nton ce s qué dentro ?»
pasaría e n u n a posición como la siguie nte :
El amig o respondió:

« No , estoy solo » .

« Pero» d ijo la pol i c ía « veo que ha puesto


mesa para dos» .

«¿ Y? Mi alarma está programada para las


cuatro. Eso no prueba nada . »

Tengo la m i sm a se nsación sobre la partida


a nte rior y la d ive rtida comparación que hace
Rowson con los cóm ics de terror. En m i opinión,
Juega e l negro los caballos e n los bordes e stán tristes, ya que
p ie rde n m u c h a de s u m o v i l i d a d e n
La posición perte nece a la partida Rowson­ comparación a cuando están e n e l ce ntro del
Fra n kl i n , Inglaterra 1 995. El negro ganó tras tablero. N i n g ú n ejem plo cambiará e sto , sólo
28 . . l!Jxh3+ 29.gxh3 l!Jf3+ 30.<it> h 1 e4 31 . .l:le6
.
lo haría un cam bio de las reglas de l juego.
.l:lf6 32.¡vxe4 .l:lg6 33 . .l:.xg6 'ii' xe4 34 ..:te6 'ii'f5 ¿ Pe ro q u é sucede con e l eje m plo a nte rior?
35 . .:teb6 ..,e 5 e l blanco abandona. ¿Es lo que se llama la excepción que confi rma
l a regla? N o. Primero debo decir q ue no me
No os preocu péis por el hecho de q ue e l blan­ g usta esta expre sión (todos los c i s nes n o
co podría h a be rse defe n d id o mej o r. Pod ía puede n se r blancos si hay uno que es negro ) .
46 CAPITU LO 3 : ¿ N O HAY R E G LAS?

E n seg u n d o l u g a r, record a d l a h i storia de p u e d e haceros bien . H a b i e n d o d i cho esto ,


David y Goliat, cómo u n gigante fue derrotado debo advertiros que las siguientes veintitantas
por un ch ico . O to memos u n eje m p l o más p á g i n a s no d e b e n s e r t o m a d a s co m o l a
re c i e n te , la p e l f c u l a El Fugitivo , d o n d e v e r d a d a b s o l u ta . P o r e l co n t ra ri o , s o n
Harrison Ford tiene diversos encue ntros con p e n s a m i e n t o s b a s a d o s e n l a l ó g i ca y l a
un hombre manco . Esta persona sigue siendo e x p e r i e n c i a . D e b e d e c i rse q u e n o estoy
p e l i g ro s a a u n q u e t e n g a s u s h a b i l i d a d e s estricta mente i n teresado e n la verd a d d e l
reducidas, y l o mismo sucede con los ca ballos ajedrez a n ivel genera l , s i n o en saber cómo
d e los que hablábamos a ntes. ganar más partidas. Para m í , el ajed rez es u n
j uego competitivo, y eso e s todo. He escrito
Profu nd izaremos más sobre los caballos en este cap ítu lo en el mismo sentido en que he
el borde del tablero en pág inas posteriores , usado estas ideas a la hora de entrenar a m i s
pero pri mero romperé una lanza en favor de alumnos durante estos a ñ o s . Pero antes de
Rowson . Lo que él real mente q u iere decir no entrar en mis opiniones sobre las reg las en
es q u e el aj e d re z no t e n g a u n a l ó g i ca ajedrez q u iero echar un rápido vistazo a los
m a t e m ática i n h e re n t e . P o r el co ntra rio é l m á s i m p o rt a n t e s l i b r o s r e c i e n t e s q u e
escribe: « Otra forma de enfocar e l tema es arg u mentan contra ellas.
comprender que el propósito de las reglas es,
en gen era l, da r s e n tido a los « siste m a s
complejos», como e l ajedrez. A ún así, las E L AJ E D R EZ Y S U S REGLAS
re gla s no p u e de n ser form uladas
m a t e m á tica m e n te , deben p o de r ser John Watson ha recibido m uchas alabanzas
enunciadas en un lenguaje natural y dado que por su extremadamente interesante y provo­
e l l e n g u aje es e s e n cialm e n te s e n cillo cador -de reflexiones- l ibro sobre el ajed rez
(comprendido fácilm en te), y el aje drez es posicional moderno, Secretos de la Estrate­
complejo, las reglas no van a encajar de forma gia Modern a de Aje drez. A vances desde
perfecta. Esto no significa que las reglas son Nimzovich. En este lib ro él defiende la opi­
inútiles, pero no podemos basarnos en ellas nión del fallo de las reglas en ajedrez. Hoy en
exclusiva m e n te p a ra c o n d u cirn o s a las d ía no será una sorpresa para nadie que no
de cisiones correctas. » Los Siete Pecados esté de acuerdo con él, independ ientemente
Capitales del Ajedrez. de lo bien escrito -y en boga- que esté su li­
bro . No quiero anal izar sus pu ntos de vista y
Esto se a proxima bastante a m i pu nto de vista, arg umentos en detalle porque sería demasia­
aunque yo creo que las reglas pueden hacer do aburrido (porque se trata más de una dis­
mucho más por nosotros de lo que Jonathan cusión teórica : no porq ue Watson o sus opi­
expresa aquf. Pero donde realmente Jonathan niones lo sea n ) . Aquellos especialmente i nte­
me hace reflexionar es un poco antes, en esa resados en este debate deberían leer su libro
misma página, cuando escri be: «A unque hay y extraer su propia opinión. John es un buen
algunas directrices útiles en ajedrez, parece escritor, uno d e los mejores del n egocio , y leer
que no hay otras reglas que aquellas que sus obras es siempre interesa nte . Además,
constituyen las instrucciones básicas. Watson puede que él esté en lo cierto y yo no, aunque
realiza un excelente trabajo explicando este tengo mis dudas.
c o n cepto en S e cre tos de la Es tra tegia
Moderna en Ajedrez y llama a ese fenómeno Aqu í intenta ré hacer una breve introd ucción
« Independencia de las Reglas» . al debate , ya que es importa nte para mis ra­
zonamientos cuando intente mejorar vuestra
Por contra , esto sí que entra en conflicto con com prensión, más tarde, en este m ismo capí­
mi punto de vista . Dedicaré mucho espacio a tulo. Las siguientes citas son de su l ibro y las
continuación para contrarrestar esta noción usaré aquí para ilustrar cómo atacaré la idea
de independencia de las reg l a s , de la independencia de las reglas. Empezaré
a rg u m en t a n d o có m o p e n s a r e n l a s reg l a s por un lugar fam i liar. De la partida entre S h i rov
CAPITU LO 3 : ¿ N O HAY R E G LAS? 47

y Kaspa rov que comentamos e n el cap itulo 2, portante para los jugadores de él ite es obvio.
Watson escribe lo sigu iente: Con poco tiempo para resolver te mas com­
plejos sobre el tablero, se gana tie m po adi­
« Es importante apreciar que desde la jugada cional conociendo una posición desde casa y
1 5 en adelante la concepción del negro de­ sabiendo cómo responder a las jugadas del
pendía de una considerable cadena de difíci­ riva l , lo que es fundamenta l . Pero si el rival
les elementos tácticos, ya que el blanco tiene encuentra un camino decente que le permite
opciones críticas en cada jugada; véanse los salirse de la preparación y te pierdes, enton­
comentarios del propio Kasparov en el Infor­ ces no tiene ningún sentido.
mador 54 para más detalles. Esto es muy típi­
co de la aproximación analftica que Kasparov El cálculo. Anteriormente en este li b ro he d e­
defiende. En la mayoría de partidas de élite fe n d i d o q u e el cál c u l o es i m portante, pero
contemporáneas, uno no puede esperar que sa ber qué es lo q u e uno q uiere conseg u i r es ,
el desenlace se resuelva cuando un bando seguramente, más i mportante todavía . Y esto
consiga ventajas evidentes y estáticas, y en­ p rov i e n e de la c o m p re n s i ó n , o com o d i ce
tonces alzarse con la victoria fácilmente con Watson , « intuición hasta cierto punto » . Sólo
una buena técnica. Por el contrario, uno tiene su « hasta cierto punto » es i n correcto , tal y
que ser capaz de anticiparse de modo que, como yo lo veo.
de las posibilidades conflictivas por ambas
partes, las del oponente se desvanezcan y S u referencia a Kasparov es ta mbién d udosa .
las propias triunfen. Esto es una cuestión de En el Capitulo 2 vimos unas cua ntas pa rtidas
intuición hasta cierto punto, pero más aún, una de Kasparov, aunque calcula bien y le g usta
cuestión de buena preparación y mejor capa­ analizar sus partidas en casa , lo que él ind ica
cidad de análisis sobre el tablero» . en sus com entarios se contradicen con lo que
Watson ha d i cho anteriormente. Te n e r u n a
E mpezaré por encontrar elementos comunes gran com p re n s i ó n d e la d i n á m ica no es l o
entre m i punto de vista y el de Watson . El aje­ m i s m o que basarse únicamente en la táctica .
d rez es cuestión de i ntuición, preparación y Bareev d ijo respecto a Kaspa rov, tras j u g a r
cálculo, todo j unto. contra él p o r primera vez, que « cuando jue­
gas contra Kasparov, las piezas empiezan a
La preparación de la apertura es una ventaja moverse de manera diferente . » B a reev bro­
importante en el ajedrez de él ite moderno, pero meaba, pero hay algo d e verdad en sus pala­
un vistazo a las partidas demuestra q u e sólo bras. Kasparov tiene la habil idad de extraer
una superior preparación es la que ofrece di­ lo mejor de sus piezas e n posiciones compli­
cha ventaja. Cuando no está respaldada por cadas. Esto no lo consigue con una habil idad
una fuerte comprensión de la a pertura , poco para calcular como u n ordenador, sino g ra ­
se puede conseguir aunque seas mejor en el c i a s a u n a p rofu n d a com p rensión d e cómo
cálculo. U n ejemplo clásico es el match d e las cualidades de las piezas son explotadas
revancha entre Tal y Botvinnik. En el primer al máximo. Kasparov calcula muy bien , pero ,
match , Tal jugó algunos sistemas abiertos con­ como todos l o s demás, está l imitado p o r el
tra la defensa C a ro-Ka n n de Botv i n n i k , con hecho de ser un h umano.
buenos resultados, m i entras que en el seg u n ­
do M atch em pleó el sistema cerrado 1 . e4 c6 La referencia a l Informador 54 es bastante
2.d4 d5 3.e5. Ten ia un buen n úmero de bue­ d esafo rt u n a d a por p a rte d e Watson . Estoy
nas ideas y l e ayudó a mejorar el siste m a , seg u ro que él desconocía los comenta rios en
pero las posiciones se adecuaban más a l len­ la revista N e w I n Chess, puesto que si no, esto
to estilo posicional de Botvin n i k , y Tal no ex­ no hubiese sucedido. El tema es, por supues­
trajo n inguna ventaja de conducir las piezas to, que el Informador es un formato un iversa l
blancas, a n ivel de resultados. q u e n o u s a p a l a b r a s . E n c o n s e cu e n c i a ,
Kasparov simplemente no puede escribir so­
El motivo por el q u e la preparación es tan im- bre sus ideas a l l í . Tras leer los comentarios
48 CAPITU LO 3: ¿NO HAY REGLAS?

de Kasparov, tuve la impresión de que anali­ periodo demasiado largo de tiempo. Por lo
za con frecuencia muchas posiciones. Pero que la respuesta al tema de calcular más so­
mis conclusiones son distintas a las de Watson bre el tablero se basa en ver la variante de
en este punto. Incluso si a Kasparov le gusta manera más precisa y, después, analizar las
provar/investigar la corrección de su juego , y partidas para investigar los propios pensa­
no tiene otra forma de hacerlo sino a través mientos.
del análisis, esto no significa que él use sólo
el cálculo cuando está sentado en el tablero. Otro aspecto en el que discrepo con Watson y
También -y esto es importante - si quieres creo que su argumentación es bastante débil
convertirte en un jugador de talla mundial ne­ es cuando muestra otra partida de Kasparov.
cesitas encontrar tu propia comprensión del
ajedrez. Ning ún entrenador o libro puede
guiarte durante todo el camino hasta la cima.
Kasparov- Kamsky
Tienes que encontrar tu propia comprensión
de la partida, tu propio estilo. No creo que esto
Linares 1993
pueda hacerse sin extensos análisis. Es exac­
tamente lo mismo que sucede a la hora de
Defensa Siciliana
intentar aprender a hacer cualquier otra cosa.
No hay mejor entrenamiento que practicar lo
que tú vas a hacer en competiciones. Un ci­ 1 .e4 c5 2.lt'lf3 e6 3.d4 cxd4 4.lt'lxd4 lLlf6 5.lLlc3
clista del Tour de Francia pedaleará al mismo d6 6.i.e3 a6 7.f3 lLlbd7 8.g4 h6 9.l:.g 1 'ii' b 6
tiempo que hace un entrenamiento flsico y 1 0.a3 ltle5 11 . ..tf2 !
mental. Los futbolistas profesionales corren
arriba y abajo durante horas cada dla entre Watson escribe: « Mover dos veces esta pieza
partido y partido, como también simplemente consigue expulsar la dama negra; esto tiene
corren o hacen pesas. En cualquier campo, prioridad sobre el desarrollo.» Volveremos a
simular lo que vas a hacer en el torneo es una esto más tarde.
parte muy importante del entrenamiento. Si
quieres entender el ajedrez y conseguir un 1 1 . . . 'ii' c 7 1 2.f4 lt'lc4 13 . ..txc4 1t'xc4 14.1t'f3 e5
profundo sentido de cada partida, no se pue­ 1 5.lt'lf5 ..txf5 16.gxf5 d5 17 .fxe5ltlxe4 18 . .1:g4
de evitar dedicar mucho tiempo a resolver ejer­
cicios y analizar todo tipo de posiciones. Es
una lástima que Watson no conozca aparen­
temente los comentarios de NIC. ¿ Cómo se
relacionarían con este punto de vista? Quizá
el tiempo lo dirá.

Uno debe también recordar que las variantes


en el Informador Ajedrecístico y otros libros
son sólo un primer paso para otras decisio­
nes más importantes durante la partida, ya que
están relacionadas con lo que los jugadores
realmente vieron durante la partida. Conozco
mucha gente que todavía cree en las enor­
Watson: « Con clara ventaja blanca. En este
mes habilidades de cálculo entre los jugado­
res de elite, pero yo no estoy tan convencido. ejemplo, parece como si el blanco se hubiera
Calculan mejor, pero no más. El cerebro sólo olvidado de sacar sus piezas; y aún asf, al
puede tomar decisiones en 480 milisegu n dos, final su desarrollo fue mejor.»
tal y como demostró el neurólogo alemán Ernst
Pobel, y esto requiere un nivel de concentra­ Estoy completamente en desacuerdo con
ción que no puede ser mantenido durante un Watson en este aspecto. De las ocho primeras
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 49

jugadas del negro, seis han sido de peón. pueden realizar otras jugadas en este
Además movió su dama, su caballo por momento, sólo 2.c3, con ideas similares, es la
segunda vez, entonces su dama otra vez, el principal alternativa.
caballo de nuevo, ¡seguido de la dama! Por
supuesto que alguna de estas jugadas fue 2 ... e6
forzada por parte del blanco, mientras que
otras eran jugadas que forzaron por e llas Preparando el desarrollo.
mismas.
3 d4 cxd4 4.lLlxd4 lLlf6 5.lLlc3
El modo en que Watson razona aquí hace
pensar como si adecuarse a las reglas Continuando el desarrollo y defendiendo. 5.e5
significara ignorar lo que está haciendo el 'iVa5+ viola una regla bien conocida. No
rival. Presentado de esta forma, es muy fácil pierdas tus piezas y peones sin motivo.
demostrar que seguir las normas no tiene
ningún sentido. 5 ... d6

Aún así, resulta tan fácil argumentar a favor Esta jugada es bastante rara hoy en dfa, ya
de las reglas en esta partida que voy a que 6 . g4! ganando espacio y tiempos ,
proporcionar comentarios alternativos a ella: proporciona excelentes resultados .

1 .e4 6 .i.e3 aS

Esta es la mejor jugada desde el punto de Así pues, el negro hasta ahora se ha centrado
vista teórico ya que ofrece el mayor número en la estructura. Antes de desarrollarse, ha
de posibilidades en la segunda jugada . Es construido una estructura para resistir
mejor que 1.e3 (que también permite veinte cualquier tipo de ataque por parte del blanco.
jugadas posibles) por dos motivos, consigue Las Sicilianas con ... a7-a6 y ...b7-b5 a menudo
el control de dos casillas claves en la mitad se caracterizan por el hecho de que el negro
del tablero negro (d5 y f5) y, en segundo lugar, realiza jugadas de peón para expulsar las
una de las veinte jugadas posibles después piezas blancas a casillas peores. Así pues ,
de 1.e3 es avanzar el peón «a» la casilla que cuando el negro se prepara para defenderse
ocuparía tras 1.e4. Claramente, este tipo de contra un ataque, es normal que el blanco
pensamiento es para programadores ataque con sus peones. El talón de Aquiles
informáticos. Para nosotros es mucho más del negro son las casillas blancas alrededor
importante mirar h acia las posibles del rey. Estas se encuentran dañadas
estructuras. 1.e4 crea una partida más abierta, principalmente por el avance de los peones a
más táctica y con mayor énfasis en la g6 o f5. Así pues, 7.f4!? y planes que incluyan
velocidad. Por lo tanto, es cuestión de gusto. g2-g4 son muy lógicos. Además, el caballo de
f6 está muy bien situado y el blanco puede
1 . c5
.. ganar tiempos atacándolo con el peón « g» .
En realidad, las dos jugadas principales hoy
Tomando el control de la casilla d4 sin exponer en día son 7.f3, como en la partida, y 7.g4!?.
el peón « a » ataque, como sería el caso 1...e5 La última es respondida por 7 . ..e5 iniciándose
2 .lbf3 lLlc6 3 . .i.b5, donde el blanco se una tormenta táctica.
desarrolla de manera rápida y el negro se
defiende mediante la táctica tras 3...a6!. 7 f3 lbbd7 8.g4 h6

2lDf3 El negro no tiene ninguna casilla razonable


para su caballo, por lo que se provoca una
El blanco retoma el control sobre d 4 debilidad a largo plazo en el flanco de rey, a
inmediatamente. Nótese que, aunque s e cambio de conseguir una ventaja de tiempo,
50 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

a corto plazo, con la que desarrollarse. En la completar su desarrollo. Además, el punto


mayoría de casos, por lo tanto, no podrá fuerte de e5 es muy importante en estas
enrocar corto porque es demasiado peligroso, consideraciones. Nótese que tras 9.l:tg 1 el
aunque pueden darse casos excepcionales. negro no debe temer tanto h2-h4, la amenaza
Aquellos que hablan contra cualquier forma habitual en estas estructuras.
de regla en el ajedrez se darán cuenta que es
difícil contrarrestar eso: las jugadas de peón 1 0.a31
delante de un rey enrocado crean debilidades
estructurales que le hacen la vida más fácil al Protegiendo e l peón d e b 2 y también el caballo
atacante. de c3 (contra ...b7-b5-b4). Desde el momento
en que la dama negra está haciendo muchas
9 l:lg11 ? jugadas tan pronto, la jugada del texto es más
o menos posible.
Esta jugada es en realidad algo peculiar. La
idea es jugar 10.h4 y 11.g5 para atacar el
10 . li)e5
. .

flanco de rey inmediatamente, a través de g4-


g5-g6.
Esto no le sirve de mucha ayuda ya que ante
la siguiente jugada del blanco el negro estará
obligado a mover su dama. A continuación, f3-
f4 obligará a que el caballo mueva
nuevamente.

11 . ..i.f2!1

Simple y lógico. Ahora todas las piezas del


blanco están protegidas de nuevo . Daros
cuenta de que el blanco quería proteger su
alfil de manera que pudiera expulsar a la
dama, y 11.'ii'd2 "W'xb2 es la forma incorrecta
de hacerlo. También es importante apreciar
9 '1i b6?
... que el blanco todavía tiene ventaja de
desarrollo, mientras que el negro no ha hecho
Esto parece un error evidente. El negro está nada al respecto.
atrasado en el desarrollo y no tiene un lugar
seguro para su rey. ¿ Qué está haciendo? 11 .. .'ifc7
Desarrolla su dama para provocar amenazas
inmediatas. Por desgracia, estas pueden ser
detenidas fácilmente. Cabe destacar que el
blanco tiene ventaja de desarrollo en este
momento y el negro no está haciendo nada
para cambiar esto.

9. ..g5! es probablemente lo que debería ser


jugado, siendo la situación una cuestión de
estructura. Tras 8 h6 el negro no puede
. . .

considerar seriamente el enroque corto, por


lo tanto, sólo e6 y f7 son objetivos reales para
el blanco. Avanzando su peón «g)), el negro
pone fin al avance de peones en el centro por
el momento y, de este modo, gana tiempo para 12.f4!
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 51

Obligando al negro a abandonar el centro y 1 8 ... h 5 1 9J:lh4 i.c5 20.0-0-0 il.xf2 21 .tt:lxe4
empezando un peligroso ataque en el flanco dxe4 2 2 ."ir' xf2 l:tc8 23.Wb1 .l:!.d8 24 J:txd8+
de rey. Wxd8 25 ..C.h3 'ii d 5 26.l:tc3 �d7 27.'ir'b6 l:td8
2BJ::. c s 'ii" d 1 + 2 9.'it¡la2 We8 30,¡vxb7 'ifg 4
12 . . . tt:lc4 1 3 . .i.xc4 31 .e6 fxe6 32 . .l:!.e5 'iVg5 33.h4 'ii" x h4 34 . .l:!.xe6+
�f8 35.f6
El blanco cambia una pieza no desarrollada
por una que ya se ha movido tres veces, [1 : 0]
aumentando, de este modo , la ventaja de
desarrollo; aunque esta consideración tiene
más peso al principio de la apertura que en la En estas pOSICiones de Siciliana
aparición del medio juego, donde todas las Scheveningen, el negro empieza por construir
piezas ya están desarrolladas. su estructura de peones antes de completar
su desarrollo, una política que corre el riesgo
1 3 . . . 'Wxc4 14.'Wf3 e5? de conducir a una rápida derrota (aunque
normalmente no suele suceder ) . Esto s e
Abriendo la posición y conduciendo a la produce básicamente porque l a formación de
conclusión de la partida. El negro consigue peones del negro es tan sólida (en la tercera
cambiar el caballo de f5, del mismo modo que fila) que el blanco no puede forzar una brecha
el blanco hizo en c4, pero mientras la dama en las defensas del segundo jugador antes
no hace nada especial en c4, la apertura de la de que este haya acabado su desarrollo. Así
columna ({g» es un gran logro para el blanco. pues, para poder atacar, el blanco necesita
avanzar sus peones del flanco de rey o del
15.tt:lf5 centro, permitiendo al negro suficiente tiempo
como para desarrollarse . Si el negro no lo
Amenazando lLlf5-e3-d5 con un control consigue, habitualmente será castigado,
absoluto. como en la partida anterior. Estoy seguro que
mucha gente que duda de la validez de la
15 . . . .i.xf5 16.gxf5 d5 1 7 .fxe5 tt:lxe4 1 8.l:tg4 noción de reglas en ajedrez diría que esto no
se basa del todo en las reglas, que el negro
está obviando su desarrollo y no está siendo
castigado por ello. Pero la lógica anterior tiene
mucho que ver con el desarrollo . Es
simplemente algo más complejo que seguir
reglas dogmáticas.

Según sus anteriores palabras, Watson hace


lo mismo que muchos pol íticos: toma los
argumentos presentados por sus oponentes
(la antigua escuela de ajedrez; el propio
Watson traza la línea en 1935, lo que es
bastante arbitrario) y los simplifica. Y, como
todos los argumentos simples, falla. El opina
Ahora sólo falta la torre de a1 por incorporarse que en la partida el blanco no presta atención
al ataq u e , tras lo cual el blanco h abrá al desarrollo, como si el negro no tuviera nada
completado su desarrollo. El negro , por su que ver en las decisiones que tenga que tomar
parte, ha perdido muchos tiempos con su el blanco. Creo que esto subestima
dama y el ahora desaparecido caballo. No es enormemente el intelecto de los antiguos
ninguna sorpresa que el negro esté perdido. maestros, que especulaban con tales reglas.
En la partida el blanco siempre tuvo ventaja
La partida acabó de la siguiente manera: de desarrollo, y el fracaso del negro para
52 CA PITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

desarrollarse contribuyó a su derrota. Defensa India de Rey el caballo de dama a


menudo acaba en a6 y el otro en h5, con la
Una regla sencilla, no muevas más de una idea de desplazarse a c5 y f4 (las mejores
vez la misma pieza en la apertura, está entre casillas para los caballos). Usar el borde como
las referencias de Watson. Pero obviamente punto de tránsito es claramente posible y a
todo eso alimenta un pretexto: « Todo es menudo recomendable. Tras 1.d4 lLlf6 2.c4 g6
siempre lo mismo» . La fuerza de 11. .i.f2 es 3.lLlc3 .i.g7 4.e4 d6 5.lLlf3 0-0 6 . .i.e2 e5 7.d5 el
tan evidente que destacar que la pieza se ha plan principal de desarrollo del negro para su
movido dos veces está fuera de lugar por lo caballo de dama es a6-c5. Antiguamente solía
que respecta a la naturaleza interactiva del desarrollarse a través de d7 , pero eso
ajedrez. Simplemente no es justo para restringe al alfil de dama.
Tarrasch y sus amigos.
Watson pone un interesante ejemplo:
En la partida el blanco mueve dos veces la
misma pieza en la apertura tan pronto como
en la jugada cuatro, pero este movimiento no
Stohi-Kindermann
parece merecer ningún comentario por parte
de Watson, incluso si no ha desarrollado
B u ndesliga 1 996/ 1 997
ninguna otra pieza y esto tiene que ver con la
simplificada lógica universal que él quiere
Defe nsa India de Rey
atribuir a la idea de las reglas. Seria
interesante considerar esta jugada desde el
punto de vista teórico, pero no es relevante en 1 .lLlf3 lLlf6 2.c4 g6 3 .g3 ..tg7 4 .i.g2 0-0 5 .d4

este momento. d6 6.lüc3 lüc6 7.0-0 a6 8.d5 ll::l a 5 9.lLld2 c5


1 0.'ii' c 2l:[b8 11. b3 b5 1 2 . .i. b2 ..th6
En este punto, quisiera volver a la cuestión
del caballo en el rincón. Como Rowson, Aquí Watson hace una pausa (echa un vistazo
Watson no tiene muchas dudas respecto al a la posición tras 12 ... bxc4 13.bxc4 tt:la5, lo
dicho: « Un caballo en el borde del tablero está que me parece lógico) para explicar la
triste» (torpe es utilizado por Rowson, triste relativamente divertida paradoja de que
por Watson). Ya hemos visto que no siempre aunque esta linea ha funcionado bien para el
es el caso y que dos caballos en los bordes, negro durante décadas, ¡las partidas
en circunstancias excepcionales, pueden ser relevantes son usadas en los libros de medio
mortales. Watson provoca ligeramente juego para ilustrar los problemas del caballo
cuando comienza su capítulo titulado El en la esquina del tablero!. Obviamente estos
Caballo Contemporáneo (página 15 1) con la ejemplos son partidas donde el negro ha
frase « Viven en el filo.» Watson escribe que fracasado a la hora de demostrar la validez
esta regla tiene su principal validez en el final, de la posición y, en consecuencia, acabó mal,
cuando hay menos piezas en el tablero con el caballo siendo una debilidad en a5.
(refiriéndose al Gran Maestro Jonathan
Tisdall), y que es menos obvio en la apertura He descubierto que a mucha gente le resulta
y en el medio juego. Está en lo correcto pero dificil aceptar que un caballo pueda estar
esto sólo subraya la validez de la regla. objetivamente mal situado mientras la posición
Cuantas menos piezas haya en el tablero , continúe siendo aceptable, que el caballo
mayor es la importancia individual que tienen. pueda contribuir positivamente y aún asf ser
Por lo tanto, los caballos no pueden situarse una debilidad posicional.
en los esquinas en el final, cuando quedan
muy pocas piezas, dado que esto ilustra lo Watson también destaca que la debilidad en
poco que colaboran cuando están allí. Una c4 es el motivo por el que el caballo tiene una
vez más, un caballo en el borde no debe ser posición decente en el borde del tablero, y
entendido en términos tan simplistas. En la está en lo cierto. La cantidad de actividad que
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 53

el negro está obligado a emplear para justificar sobre la pura lógica material.
esta disposición nos dice algo respecto a este
caballo. Está mal situado y al mismo tiempo 21 .l:.b1 'ii'x e2 22.'ti'd1 'il'e3+ 23.'Wti'h1
es un elemento importante en la posición. Una
vez más, traduciendo esto en un veredicto
respecto a la posición, sólo sirve para
sobrevaluar la propia regla, la que dice que el
caballo en la esquina está triste ¡no que el
-

caballo en el borde del tablero sea


responsable de la caída del Imperio Romano!

Aquf algo no funciona para Watson, ya que


dice que la partida acabó en tablas. No sé lo
que ha pasado en su base de datos, pero estos
accidentes son siempre posibles. El basa la
oferta de tablas y su aceptación en una idea
que el negro en realidad no eligió en la partida,
por lo que la misma continuó muchas jugadas
13.f4 bxc4 1 4. bxc4 e5 15.dxe6 i.xe6 16.l0d5 más.
.:xb2 1
De hecho, esta idea es la que quisiera discutir
La práctica h a acabado aquf con todas las seguidamente.
alternativas, para aceptar sólo este sacrificio
posicional. La compensación consiste 23 . . . c4
básicamente en tiempos y una superioridad
en las casillas negras y en el centro. Watson escribe: « 23 .. JiJc4! En tonces tras
24.l0xc4 (24.'i'b3 'i'xd2 25.'fixc4 .:teB no es
17.'i'xb2 i.g7 1 8.'i'c1 i.xd5 19..bd5 1 mejor) 24.. .'ike4+ 25.'ikf3 'ikxc4 el negro tiene
dos peones por la calidad. Los peones débiles
Una bonita jugada. Dado que todo ocurre en bla n c o s de d5 y a 2, jun to c o n su rey
las casillas negras, es lógico que el blanco no ligeramente expuesto, constituyen una partida
permita 19.cxd5 l0 g4! con invasión de estas dinámicamente equilibrada, que seguramente
casillas. Ahora el rey blanco tiene más espacio acabará en tablas.»
para respirar (g2) y el negro debe cambiar su
alfil en d5, ya que podría convertirse en una No estoy seguro de que coincida
pieza muy poderosa, más adelante. completamente con la valoración de Watson.
Me da la sensación de que se han cambiado
1 9 ... l0xd5 20.cxd5 'i'e71 ? demasiadas piezas y que la superioridad de
la torre sobre el alfil es garantía suficiente para
E l negro n o está aquí muy dispuesto a ofrecer al blanco unas perspectivas
recup.erar la calidad, aunque esto pueda ligeramente mejores. Habiendo dicho esto es
conseguirse mediante 20... .i.d4+ 21.�h1 't'i'a8 difícil para ninguno de nosotros evaluarla
22.e4 i.xa1 23.'i'xa1 f5 con buen contrajuego correctamente. Cuando mostré esta posición
por parte del negro. La jugada realizada por a algunos amigos míos, ellos en realidad
Kidermann da prioridad al control del centro estaban más de acuerdo con Watson. ..
54 CA PITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

Pero esto no es tan importante. Lo que importa Mi afirmación es que el ajedrez puede ser visto
es que Watson, que defiende la fuerza los como un gran colectivo de reglas que
caballos «esquinados» en esta línea, cree que interactúan constantemente, teniendo algunas
la mejor opción para el negro es cambiarlo de ellas más importantes en determinadas
por el relativamente inútil caballo de d2, posici o n es específicas. A continuación
in cluso aunque esto signifique aumentar la comentaré para qué puede ser utilizado este
diferencia entre la torre y el alfil (con menos conocimiento en general, pero aquí quisiera
piezas en el tablero, el poder de la torre decir que ambos jugadores son siempre
aumenta j unto con el número de casillas conscientes de la fragilidad del caballo en el
disponibles) y no aprovechar el momento para borde del tablero, y que podría ser un grave
conseguir un valioso peón p asado en l a problema si otros elementos en la posición
tercera fila. cambiaran. Supongo que es por esto por lo
que Kindermann eligió esta aproximación
Estoy seguro de que Watson razona que el agresiva en lugar de la opción posicional de
caballo en a5 ya no tiene sentido porque el Watson. Respecto a lo que es mej or, la
objetivo de ataque - el peón de c4 -se ha pregunta queda en el aire...
desplazado. Pero... , ¿estaría de acuerdo él
con mi conclusión general? Según su libro, La partida concluyó:
no lo creo. Yo llegaría a la conclusión de que
el caballo en el borde del tablero tiene mala 24 . .U. e1 11Va3 25.ll'le4 :leS 26 . .U.b6 c3 27."ii' d3
pinta (¡simplemente miradlo!) y esto es un "ii' x a2 28."ii' xa6 .U.f8 29 . .U. b5 c2 30 ..U.xa5 'ii b1
logro relativo ahora que lo mejor que puede 31.'ii" f1 .U.b8 32 . .U.a8 .U.xa8 33 . .U.xb1 cxb1"fi'
hacer es cambiarse por el caballo de d2. 34.'iix b1 .U.a1 35."i'xa1 .i. xa1 36.ll'lxd6 �f8
Anteriormente, el objetivo de c4 tenía más 37 .�g2 'oi?e7 38.ltJc4 f5 39.�3 .id4 40. h 3 �f6
importancia que los posibles problemas del 41.g4 h6 42.ll'le3 .i.c5 43.h4 fxg4+ 44.ltJxg4+
caballo y justificaba su posición. Ahora ya no �g7 45.ltJe5 i.e7 46.ltJ c6 .i.d6 47.�e4 <M6
hay tal justificación y el caballo está 48.tbe5 h5 49.tb d7+ r:i;e7 50.ltJ b6 i.c5 51.ltJ c4
sospechosamente situado. r:i;t6 52.ltJe5 i.d6 53.ltJf3 i.c5 54.ll'l d4 i.b4
5 5 .f5 g xf5+ 5 6 .tbxf5 i.e1 57 .r:i; f4 i. d 2+
Mi conclusión en este tipo de razonamiento 58.�e4 .i.e1 59.d6 r:i;e6 60.lLJg7+ [%·%]
es simple. El caballo siempre estuvo mal
situado en general o, como se dijo antes: Como dije anteriormente, no veo el ajedrez
« Todo es igual: el caballo en el borde está como una simple partida, sino como un gran
triste . >> Sin embargo, si las cosas no son número de partidas que se deciden por la es­
iguales, otras características de la posición tructura de peones. Tal y como Watson escri­
entran en juego además de lo «apagado» que be, el ajedrez moderno ha incluido un gran
está situado el caballo en el rincón del tablero. número de nuevas ideas en la apertura, lo
que ha generado la aparición de nuevas es­
Por lo tanto ... , ¿el caballo estaba lúgubre en tructuras. Lógicamente, esto debería incre­
la partida? Ciertamente. Siempre lo estuvo, lo mentar el número de reglas y opciones en aje­
que pasa es que también tenía algunas drez, y así sucede. Pero Watson no incluye
ventajas. La regla « ganar un peón es una estas consideraciones en su libro donde ha­
buena idea» es más importante que « el bla sobre la regla « en la apertura, desa"olla
caballo en el borde del tablero está triste» . tus caballos antes que tus alfiles» algo que
-

Hasta ahora, así es. Lo mismo sucede con el según él destaca , « le encantaba hacer a
ejemplo al principio del capítulo. Los caballos Lasken> . El demuestra la limitación de esta
siguen estando apagados, no controlan regla mediante diversas líneas, de las cuales
muchas casillas. Pero la regla «el mate gana la más destacada es 1.e4 g6 2.d4 i.g7 3.ltJc3
la partida» parecía ser más importante debido c6 4.f4 d5 5.e5 h5 6.lt'lf3 i.g4. Aquí, el negro
a las debilidades del rey blanco. pronto completará su estructura con ...e7-e6,
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 55

lo que principalmente beneficia al alfil de ca­ respecto a lo que se puede hacer en el ajedrez
sillas negras. Su idea es cambiar el otro alfil y posicional, pero me da la sensación de que
usar c6 y f5 como casillas fuertes para los ca­ extrae la conclusión incorrecta. Yo buscaría la
ballos. El alfil vuelve a fB e interactúa en el lógica tras los ejemplos - en lugar de presentar
flanco de dama y en el centro. la lógica aplicada a las estructuras - e ilustrar
su insuficiencia.
Creo que si la gente hubiera jugado así en la
época de Lasker, él no hubiera estado de Es verdad que las reglas de los maestros
acuerdo . Pero no ha sido así. Tal y como alrededor del año 1900 están limitadas y
Watson escribe, 1.e4 e5 y 1 . d4 d5 se juega en necesitan ser revisadas, pero empaparse de
la gran mayoría de partidas. Si echamos un la noción de la independencia de las reglas
vistazo a estas aperturas, entonces 2.tl.Jf3 tras no es el modo de hacerlo. El ajedrez no es
1.e4 e5 es la única jugada que disfruta de simple, es la interacción de dieciséis piezas
gran popularidad entre la elite (Fedorov pierde en sesenta y cuatro casillas en un
partida tras partida con 2.f4, a la que incluso in comprensible número de posici ones
Shirov ha dado un '?!'). En cambio, tras 1.d4 posibles. P ero eso no signifi ca que
d5 2 . c4 e6 el blanco normalmente prosigue interacciones similares entre estas piezas no
con 3.tl.Jf3 o 3.tl.Jc3, como en el caso de 2 ... c6. ocurran una vez tras otra: as í es. Y las
interacciones similares a menudo requieren
Así pues, el gusto de Lasker por esta regla reacciones similares para obtener el efecto
todavía merece algo de atención en la apertura deseado, que es siempre el mismo.
con la que la asoció. Creo que así es como
nosotros deberíamos aproximarnos a las Sabemos esto gracias a cocinar arroz (y a casi
reglas tal y como están presentadas por los cualquier otra cosa en la vida), cuando debería
antiguos maestros, antes de que cínicamente hervir durante ocho minutos en la mayoría de
las juzguemos como falsas: si todo es lo situaciones. Pero del mismo modo que no
mismo. Caballos antes que alfiles significa que deberíamos seguir esta regla si hay explosivos
sólo deberían incluirse en esta regla las en la cazuela, no hay reglas en ajedrez que
aperturas a las que podríamos esperar que sirvan en todas las posiciones. Sólo « el mate
Lasker se refiriera. De otro modo, las cosas gana la partida» parece tener esta fuerza
no ser ían iguales. Cuando Watson usa universal. Es siempre una cuestión de un gran
multitud de nuevas ideas en la apertura para número de reglas que existen al mismo
invalidar un antiguo y sabio consejo, no lo tiempo, intentando maniobrar entre ellas para
hace en beneficio de la investigación, sino hacer que funcionen para nosotros y no para
simplemente para sostener su argumento. el oponente. Con estas palabras pasaré a mi
Seguramente, yo hubiera enfo cado los personal forma de ver las reglas en ajedrez, y
ejemplos de forma diferente porque son, de cómo deben ser utilizadas en el juego práctico.
hecho, muy interesantes. En lugar de eso, yo
me preguntaría: ¿ Por qué esta observación
se topa con ciertas limitaciones cuando nos ELEMENTOS Y CONCEPTOS
alejamos de las estructuras simétricas? De
este modo podría aprender algo acerca de la Creo que los elementos y los conceptos son
verdadera naturaleza del ajedrez. una buena forma de ayudar a entender las
posiciones. No hay piezas solitarias en el gran
Realmente me encanta el libro de Watson, tablero, o dos ejércitos enteros, luchando uno
pero por diversos motivos a los que el contra el otro. Por el contrario, hay grupos de
pretendía. Lo veo básicamente como un gran elementos y conceptos (en un sentido mate­
cúmulo de ej emplos del moderno juego mático), y estos pueden ser captados y com­
posicional, una especie de «grandes éxitos» prendidos por cualquiera.
de los mejores libros de los últimos diez años.
El es bueno observando numerosos cambios Comencemos por el siguiente ejemplo:
56 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

un vistazo a diversos conceptos y elementos.


Fischer-Petros i a n
Un elemento es algo concreto, como una
C urat;; a o 1962
buena casilla para un caballo en g7, un punto
focal en g7 (un punto focal es una casilla
donde puede darse mate) o un alfil en b7
atacando un peón en e4 protegido por una
dama en d4 y un alfil en g2. Los elementos
están estrechamente conectados al «aquí y
ahora», tan básicos que a menudo no los ves
pero te das cuenta de que están ahí, del mismo
modo que tendemos a ver sólo una palabra
en vez de las letras que la componen.

Un concepto está estrechamente relacionado


c o n los elementos. Aquí es el caball o
dirigié n d ose a d7 y c5, es ... e6-e5 para
contrarrestar f2-f4 (con idea de e4-e5 como
J uegan las blancas una posibilidad) para atacar el peón de e4, o
f2-f4 seguido de g3-g4-g5 con ataque en el
Normalmente se empieza por lo elemental,
flanco de rey. Un aspecto muy importante de
simplemente comparando piezas, algo a lo
los conceptos es que son independientes de
que volveré más tarde en este capítulo. Pero
la realidad que haya sobre el tablero. Por
primero centrémonos en la simple idea de los
ejemplo, cuando el caballo va a c5 vía d7,
conceptos.
olvidamos la amenaza de mate, y cuando
tomamos en consideración dónde debería ir
La idea está basada en una observación que
el caballo blanco (está claro que es la pieza
muchos pensadores del ajedrez han realizado
que más necesita una mejora) nos tomamos
individualmente: un jugador fuerte no ve una
ciertas licencias a la hora de elegir: por ahora
posición como un conjunto de piezas, sino
nuestras tres preferidas son c4, d5 y f5.
como un gran amasijo donde las piezas, de
Ninguna es realmente posible por el momento,
algún modo, están soldadas entre ellas para
pero la idea de ir a estas tres casillas existe a
formar una sola unidad. ¿Por qué lo ven así
pesar de todo. Esto es de lo que trata un
los jugadores fuertes? Porque ninguna pieza
concepto: la mera posibilidad/idea.
es un ejército. La fuerza de las piezas reside
en su habilidad para cooperar con otras. Esto
Con mucha frecuencia, el ajedrez es cuestión
es particularmente cierto para los peones, ya
de transformar conceptos en elementos, como
que solos son terriblemente frágiles.
en la posición anterior. El blanco tiene un
problema con su caballo y no está interesado
U n a de las cosas que aprendemos
en absoluto en que el negro pueda poner el
rápidamente es la importancia de la estructura suyo en c5. Por ahora, hay un mate, pero una
de peones. Las piezas dependen unas de jugada como ...e6-e5 podría cambiar esto.
otras, por supuesto, pero el papel de una Naturalmente el blanco conseguiría la casilla
estructura de peones es de vital importancia. f5 para el caballo, pero ¿hay algo más? Estos
En la posición anterior el caballo suspira por son pensamientos lógicos que podemos tener
c5, mientras que su equivalente en e3 n o durante la partida. No siempre podemos ver
dispone d e ninguna casilla buena. Este e s uno estas cosas al instante, tenemos que
de los conceptos más importantes en esta buscarlas. Aquí, el alfil blanco de b2 se ve de
posición. Otro es la presión de rayos x que la repente obstaculizado por ...e6-e5; sólo la
torre ejerce en la columna «C», sobre la que maniobra ..tb2-c1-e3xtt:\c5 tiene sentido, pero
volveremos más tarde. Por ahora echaremos se precisa mucho tiempo. Cada vez queda
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 57

más y más claro que el blanco necesita actuar. planes.

La ex periencia ayuda, por supuesto. Un


procedimiento posicional normal sería
sacrificar un peón para liberar la casilla para
una pieza. Sé que algunas personas
encontrarán esta idea algo extraña , pero
veamos una posición como la siguiente:

El quiere una buena casilla para su caballo,


quiere evitar que el del negro se instale en c5
y es bastante consciente de la idea de sacrificar
un peón a ca mbio de una casilla. En
consecuencia, el blanco empezará a calcular
16.c5, con resultados nada sorprendentes.

J uegan las negras 1 6.c51

Esta es una posición típica de la Variante Ganando una casilla (c4) para el caballo y, al
Merano del G ambito de Dama Rehusado, mismo tiempo, evitando que el negro utilice
aunque no se suele jugar así hoy en día. A c5. Por supuesto, un peón podría parecer un
pesar de todo, ilustra perfectamente lo que precio demasiado alto, pero la columna «C»
quiero explicar. El negro podría jugar 14 .. . b4 es un factor clave.
y el blanco entonces responderfa con 15.lbb1!
seguido de lbb1-d2-c4. Obviamente, esto no 1 6 . . . dxc5 1 7 .'iWxb41
es agradable para el negro, por lo que en su
lugar, debería intentar otra cosa. Otro de los conceptos mencionados
anteriormente aparece en escena: los rayos x
1 4 . . . c4! ? 1 5.bxc4 b41 creados por la torre en c 1 sobre la
desprotegida dama negra. Ahora el blanco
A cambio del sacrificio, el negro tiene un fuerte simplemente tiene clara ventaja, ya que el
peón pasado en la columna «b» y una casilla negro ha quedado con un peón débil en c5,
excepcional para sus piezas en c5. No no dispone de una buena casilla para su
olvidemos que el precio es un peón, por lo caballo y no tiene posibilidad de expulsar al
que la posición está considerablemente caballo de c4. El negro está obligado a aceptar
equilibrada. El blanco deberla jugar ... el daño causado en su estructura, ya que
17 ...cxb4 18.l:txc7 J:ld7 19.J:lxb7 l:xb7 20.e5
1 6.lbd 1 1 lLld5 2 1.lt::Jxd5 exd5 22 ..bd5 sería quedar con
un peón de menos.
... dirigiéndose a la casilla f5.

De cualquier modo , volvamos a la partida CONCEPTOS PRIMARIOS


Fischer- Petrosian. Con los elementos y
conceptos mencionados es hora de buscar Creo que la idea de los elementos es más
un modo de que el blanco lleve a cabo sus fácil de asimilar que la de los conceptos. Los
58 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

elementos son las interacciones reales entre demostrando una gran comprensión. El
piezas, mientras que los conceptos son las razonamiento en este tipo de posiciones es
posibles interacc iones , y por lo tanto muy simple: para ejercer la máxima presión sobre
abstractas. A menudo, cuando uno se sienta el oponen te, el blanco tendrá que atacar
en el tablero buscando ideas uno se limita a debilidades. Si estas no existen, entonces el
mirar los elementos (venga, �o lo neguéis: sé primer paso es crearlas.
que lo hacé is), como una persona que va
corriendo por la calle y, cuando se le pregunta En primer lugar, debemos definir debilidad,
que a dónde va, responde «No lo sé». Esto es ya que para algunos jugadores no es tan
a menudo llamado cálculo, donde la gente simple. Una debilidad es un punto débil que
pierde el norte dado que, como aún no han puede ser atacado. Si esto no es posible,
decidido qué es lo que quieren hacer con su entonces no hay motivo para llamar l o
posición, entonces analizan cualquier posible debil idad. Pongamos e l peón de f7 como
variante. ejemplo: no está protegido por ningún peón y
eventualmente puede caer ante una fuerte
Estoy convencido de que un verdadero invasión de la séptima fila, aunque es
cálculo no puede tener lugar antes de que tú
altamente improbable. Ahora mismo no hay
hayas decidido qué estás buscando. La razón
razón para que el blanco especule con poder
es simple, el cálcul o pretende obtener un
atacar este punto . . . , ¡porque no hay
resultado, pero si vas comprobando variantes
posibilidad de éxito! Por lo tanto, las únicas
al azar, entonces eres como un buscador de
debilidades propiamente dichas son los
tesoros, un aventurero, pero no un Verdadero
peones de d4 y b7. Recordemos que una
ajedrecista, intentando buscar buenas casillas
pieza puede estar controlada y mal situada
para las piezas y hacerlas trabajar juntas.
pero no es una debilidad como tal, ya que no
está fija en una casilla.
De acuerdo, o sea que buscas conceptos y
ves tantos como variantes encuentras. Estás
tan perdido como antes, entonces, podría uno
preguntarse. .. , ¿dónde está la mejora? Buena Fischer-Popel
pregunta y, como todas las buenas preguntas,
parece tener una buena respuesta. Volviendo US Open 1956
a Fisher-Petrosian, el concepto primario en la
posición era la maniobra potencial del negro
... lüf6-d7-c5, esto no decidiría la partida, pero
ofrecería armonía a las fuerzas del negro y, en
consecuencia, buenas perspectivas. Evitando
esto y asegurando una buena casilla para su
peor pieza el blanco rompió el equilibrio y
consiguió una gran ventaja. Esto se realizó
mediante la táctica y precisamente es lo que
la táctica hace: poner en práctica ideas
posicionales y beneficiarse de los conceptos.
Los elementos no dependen de la táctica ya
que existen de por sí, pero los conceptos sí
tienen que ver con maniobras y táctica. Los
conceptos no son inmediatos y, por lo tanto, Discutamos brev emente las claves de la
requieren de una cierta transformación de la posición del diagrama. El peón de d4 puede
posición . . ser atacado pero será fácilmente protegido.
El negro seguramente jugará . . . lüd5-b4-c6 y,
Veamos aquí otro ejemplo. Aquí Bobby Fischer, de este modo, mantiene el peón bajo control.
con trece a ñ os, nos da una lección, El blanco no puede tomar en consideración
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 59

seriamente lllc4-e5 ya que entonces c2 seria este método ayuda a ver posiciones más como
objetivo de ataque a través de la columna «C». un gran conjunto d e conceptos que
Pero también tenemos el peón de b7. Este no elementos, y esto es muy bueno para el jugador
puede ser protegido por el caballo d esde de torneo.
ninguna casilla d ecente y el rey está
demasiado lejos, por lo que las torres podrían
encontrarse de repente en una posición El siguiente ejemplo es bastante complejo,
incómoda, atadas a la defensa del peón. ¡No pero un alumno de 2100 lo resolvió en 10
hay premio por adivinar lo que hace Fischer!
minutos usando esta lfnea de pensamiento.

22.lla31 .l:lfd8 23.llb3 llc7 24.q.¡ e21


Naj e r-B ocharov
El rey se d irige a proteger el peón «C»,
liberando así el caballo de c4. Elista 2000

24 . . . lll e7?! Defensa Siciliana

Esto puede ser un error. El caballo parece algo


1 . e4 c 5 2 .lll c 3 e 6 3 .lllf 3 lll c 6 4.d4 cxd4
estúpido en d5, pero vigila b6, una casilla que
5.lLixd4 'fll c 7 6.�e2 a6 7.0-0 lllf6 8 . .i.e3 .t e7
podría ser muy útil para el blanco.
9.f4 d6 10.a4 o-o 1U�h1 .:tes 1 2 .a51?
25.'itt d2lLic6 26.l:lb61 .:td5 27 . .:ta1 \t.?f8 28.l:la3
</; e7 29.l:tab3

El negro está pasivo, aunque la partida ya está


decidida. Aún así, las maniobras del blanco
ayudan a ilustrar el concepto más importante.
Aquí, se trataba d e l ataque contra b7 y
entonces Fischer descubrió cómo hacerlo.

Normalmente, d u rante las sesiones d e


entrenamientos le d igo a mis alumnos que
busquen conceptos y entonces pregunten, por
ejemplo, dónde querrían que estuviera el alfil.
Me he dado cuenta que requiere su tiempo,
Esta e s l a última moda y, de hecho, l a idea es
antes de que consigan ese estado de libertad
bastante navideña. El blanco querría controlar
de pensamiento.
b6 para abrir la columna «f». Esta jugada
amenaza, en primer lugar 13.lllb 3! y así
Recientemente he recurrido a la metáfora de
debilitar el control del negro sobre el centro.
la Navidad. Cuando te sientas ante el tablero
Aún as!, el precio es un peón y la valoración
deseando que pase esto o lo otro, usa la
final no está clara.
palabra Navidad para preguntarte qué es lo
que quisieras hacer. Esto puede ayudar a
liberar tu mente. En el ejemplo Fischer­ 1 2 . . . lll x a51
Petrosian, Fischer quería ocupar c4 con su
caballo, pero a mis alumnos les solfa costar La reacción lógica.
ver esto porque hay un peón en esa casilla.
Esto es por lo que quiero que piensen en la Tras algo como 12 ....td7 13.lllb3 el blanco está
Navid ad, quiero que puedan d esear casi mejor.
cualquier cosa. Hay que olvidarse de casillas
defendidas u ocupadas. He descubierto que 1 3.e5 dxe5
60 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

Obligado. 13 ... tbd7? 14.exd6 i.xd6 1S.lüdbS! ataque simultáneamente e8 y g8, como una
Proporciona al blanco una ventaja dama, alfil o peón.
abrumadora.

14.fxe5 tLid7?1

Soy algo escéptico respecto a esta jugada que


parece abandonar el flanco de rey. Con el
caballo descolocado en aS, el blanco tiene
una mayoría de piezas en el ala de rey, como
veremos en la partida.

14 ... 'ii'xe S es probablemente la jugada


correcta, aunque las cosas no están claras
tras 1S.i.f4 1WcS 16.lL!a4 11t'a7 17.i.c7, que ha
sido jugado en diversas partidas.
¡Atacar f7l

1 5 .i.f4!
1 6.lL!d 5 1 1

Nuevamente, la jugada lógica y una novedad


Para mí, esta jugada es sencilla y lógica, pero
teórica. El peón de eS es una ventaja
y o soy un jugador de ataque y estas cosas
importante para el blanco, contribuyendo a la
son muy naturales para mí. Para mis alumnos
ocupación de casillas importantes del flanco
que, de momento, están más orientados al
de rey y dando apoyo al ataque.
juego posicional, esta jugada es difícil de
Eventualmente, el peón puede caer, pero
encontrar. Estoy seguro de que seria más fácil
mientras tanto, el negro tiene problemas de
de ver si hubiera un peón negro en dS. De
d e sarrollo que intenta solventar con su
cualquier modo, el negro está prácticamente
siguiente jugada.
obligado a capturar el caballo, tras lo cual el
15 . . . b6? peón blanco puede avanzar a e6, ganando
un tiempo.
El negro decide que su alfil de dama necesita
ayuda, pero hay aspectos más importantes en 16 exd5
•..

la posición a tener en cuenta. Al coste de un


peón, el blanco ha conseguido ventaja d e 16. . .'i'd8 17.l:l.xa5! exdS 18.e6 lL!f6 19.lL!c6
desarrollo y u n ataque potencial e n e l flanco gana la dama. 16 ... 'i'c5 Es la única alternativa
de rey. En la posición negra, e6 y f7 son seria, pero tras 17.b4 'i'xdS 18.i.f3 'i'c4
debilidades fundamentales, motivo por el cual 19.bxa5! (¡no cedáis vuestra ventaja de
el alfil no pinta nada en b7 (el negro va a tener desarrollo por una simple calidad!) 19.. J:tb8
muy dificil crear amenazas propias). Más aún, 20.lL!c6 el blanco gana material suficiente para
la superioridad del blanco en el centro debe pensar en la victoria.
ser puesta a prueba. Las importantes casillas
de tránsito d3, d4, dS, e3, e4 y e5 y f3, f4 y f5 17.e6 'it' b7
están todas bajo control blanco.
La única casilla, ya que los cuadros negros
Esta es la posición que enseño a mis alumnos. dejan a la dama sujeta a posibles ataques a
No les lleva mucho tiempo darse cuenta que la descubierta en vista de i.f4.
el blanco debe atacar f7, pero es más dificil
para ellos ver que debería ser con algo que 18.exf7+ rl;xf7
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 61

atacar. El negro puede retrasar la derrota


mediante 22... h6 pero el blanco quedará con
ventaja material y continuará con el ataque.
Ahora el blanco necesita encontrar un camino
para extraer el máximo de sus piezas. La torre
de dama necesita incorporarse al ataque y,
de momento, el alfil de f4 no tiene un papel
activo.

22 .ig5!
.

Ahora el blanco tiene ataque, pero necesita


llevar sus piezas al flanco de rey tan rápido
como sea posible. La primera juga d a a
consid erar debería ser 19...th5+, pero tras
19. g6 el problema es cómo debería continuar
. .

el ataque. El alfil blanco de casillas negras ya


está activo, por lo que es más importante
concentrarse en incorporar las tres piezas que
no están contribuyendo al ataque, es decir, el
otro alfil, la torre de dama y la d ama. Si
pensamos en la Navidad, entonces no es difícil El mejor enfoque y la jugada más fácil de
ver ,.h5+, lo que parece mucho más peligroso encontrar med iante el cálculo y la
para el negro que el jaque de alfil. Así pues . . . imaginación. La mejor manera de explicar esto
mediante elementos/conceptos primarios es
1 9.Axa 6 ! la terrible debilidad de f8. El blanco pod ría
desarrollar su torre con ganancia de tiempo a
La ganancia d e u n tiempo e s vital, y a que en través de 22 ..:tae1 pero la gran pregunta
respuesta a algo como 19. i.d3 el negro entonces será: ¿qué h ace la torre en la
dispone de 19. . lt.Jf6!, mejorando notablemente
. columna «e » aparte de atacar el alfil?
la defensa del flanco de rey. Realmente nada. Tras 22. . . .tc5, el negro tiene
la posibilidad de presentar batalla ya que el
1 9 . . ..::t x a6 20 .• h 5+ <t>g8 alfil ya no está desprotegido, reduciendo así
los problemas del negro, al menos en uno.
No lleva mucho tiempo darse cuenta de que
esta es la única opción, incluso aunque no La jugada textual abre la columna «f» ganando
sea agradable. Las alternativas tienen mala un tiempo, ya que ataca f8 de la única manera
pinta. 20 ... g6 21 .• xh7+ <t>f6 22 ...td6+ <t>g5 en que esta pieza puede. Una vez más, vemos
23.lt.Je6+ y 20...<t>f6 invitan al mate, y 20... �8 cómo las restantes piezas blancas atacan y
21.lt.Je6+ �g8 22."it'xe8+ lt.Jf8 23.lt.Jxf8 .ixf8 minan el punto más débil en la posición negra.
24.i.d6 ganando el blanco.. Es todo pura lógica.

21 .'ir'xe8+ lt.Jf8 22 . .tc5 23.l:.xf8+!


. .

21 ... ..tf8 pierde inmediatamente d ebid o a La acción está en la columna «f». Esta es la
22 . ..td6. Una vez más, tenemos el deber de regla mencionada en el Capítulo 2, puesta en
encontrar el punto más débil en la posición práctica: e/ número de piezas en un ataque
enemiga y, en consecuencia, una forma de contra el rey es más importante que su valor
62 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

in dep endiente. Aquí el blanco consigue origina la idea de las reglas.


cambiar su torre de dama por un caballo y un
tiempo, y el negro es incapaz de reaccionar En mis reflexiones sobre la verdad y ajedrez,
ya que sus piezas están estancadas e n el con la idea de mejorar mí propio juego y en­
flanco opuesto. tonces jugar con mis alumnos, me he encon­
trado con dos tipos de reglas. Por un lado es­
23 �xf8 24 .1:.f1
... . tán las generales, que son las mismas en todo
el tablero y a menudo tienen una estructura
[ 1 : 0] genérica. Puede ser algo así como «En los
finales de torres, la torre debe estar siempre
El negro abandona, ya que el mate llegará activa» (Dvoretsky) , «lleva todas tus piezas al
pronto. ataque» o « el alfil es mejor que el caballo en
una posición abierta» Hay multitud de ellas y,
como no puedo justificarlas todas he decidido
Había algunas reglas generales que indicaban limitarme a tres: dos están consideradas en
el m o d o en que d ebía actuar el blanco otras partes del libro y la tercera se encuentra
alrededor de la jugada quince o dieciséis. a continuación.
Estas tiene que ver principalmente con la
ventaja de desarrollo y la mayoría de piezas No deberían entenderse como verdades, sino
en el flanco d e rey. Quizá parece algo casi verdades. Son buenas directrices si en­
indefinido: a continuación intentaré explicar tiendes lo que contienen y no las entiendes
el por qué. de forma dogmática.

Investiguemos dos ejemplos de alfil contra


REGLAS G E N E RALES Y LOCAL ES caballo en posición abierta. Ambos están ex­
traídos de un libro de un excelente escritor de
El ajedrez sigue siendo un misterio para to­ ajedrez, Edmar Mednís, llamado Del medio
dos nosotros. Como las matemáticas , es un juego al final. (Sus libros son generalmente
profundo ejercicio de combinatoria, pero, ma­ muy recomendables).
temáticamente, no demasiad o complicado,
aunque actualmente no es posible calcular
hasta el final. Sucede lo mismo con las reglas
en ajedrez, que son aproximadas. Nuestro
Geller-Dorfman
conocimiento está limitado en muchos senti­
dos y, seguramente, así seguirá. Por el mismo Zonal de Lvov 1978
motivo no podemos tener reglas definitivas,
pero podemos tener algunas reglas más fia­
bles que otras y algunas tan fiables que cos­
taría creer que no fueran verdad. Aún así, no
son matemáticamente exactas. La única re­
gla que sería 100% correcta sería una definí­
da por números y cálculo: no por la compren­
sión.

Pero los humanos no pueden calcular a ese


nivel. No podemos calcular el 1% del 1% del
1% de nada en ajedrez. Así pues, necesita­
mos aproximarnos al modelo que pueda fun­
cionar en la práctica, cuando interactuamos
con las piezas e intentamos hacer que actúen Aquí el alfil es mejor que el caballo por
como nosotros queremos. Aquí es donde se diversos motivos. El alfil puede proteger el
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 63

importante peón de b3, mientras que el caballo


no puede hacer nada para evitar que el rey
enemigo se dedique a perseguir al peón de
aS. Esto se debe a la d iferencia en l a
naturaleza general del alfil y del caballo. Un
alfil puede operar desde lejos, mientras que
el caballo necesita estar cuerpo a cuerpo. Este
es el motivo por el que, generalmente, las
posiciones abiertas favorecen al alfil y las
cerradas al caballo, ya que en las posiciones
cerradas la habilidad del caballo para saltar
sobre las piezas es fundamental, mientras que
la ventaja de la larga distancia del alfil no sirve
d e mucho ante la presencia d e peones
bloqueados.
46.Wxb4

Esta jugada es lógica ya que ahora el blanco


En la posición del diagrama, el caballo es
dispone de dos peones pasados y ligados en
inferior al alfil ya que carece de un necesitado
el flanco de rey. El apoyo combinado del rey y
punto fuerte. Ad emás, si el alfil tiene que
el alfil seguramente ganará la partida. De otro
alejarse del peligro (como es el caso) todavía
modo, una alternativa interesante se ría
continúa realizando su función en cualquier
46.�b6!? lDe3 (46 .. .f4 47.�c4 lDe3 48.�bS
otro punto de la d iagonal, mientras que el
parece un plan ganador para el blanco) 47.a5
caballo no puede moverse a otra casilla y
f4 48. a6 f3 49.a7 f2 SO.aB'iV f 1'iV SU!t'aS+
continuar ejerciendo presión sobre b3 (se
seguido de la captura 'i!fxb4, con excelentes
necesita más de una jugada para ello).
posibilidades de victoria.

41 .�g8!

Una buena casilla desde l a que operar.


El plan incorrecto. Es mejor 47.aS! lDe3 48.'it>c3
seguido de b3-b4 y llevar el rey al flanco de
rey. No sé con certeza si esto es suficiente
para ganar, aunque Me d nis parece
Una bonita jugada. El caballo está muy bien convencido de que sí.
situado en d2, pero ahora deberá irse a una
casilla peor. El blanco no pierde ningún 47 .. .f4 48.�c4 f3 49.'it>b6
tiempo, ya que d4-cS-bSxaS no es más rápido
que d3-c4-bSxaS. Estas jugadas de rey mantienen a raya al
monarca negro, pero no hacen avanzar los
Los análisis d e Med n is d e muestran la peones, así pues, de repente, el negro dispone
necesidad de esta jugada lógica: 42.r,t>cs 'it'e3 d e un peón pasad o bastante avanzad o,
43.�bS <;fo>d4 44.�xaS 'lt>c3 4S.'1ti'b6 tt::lxb3 46.aS mientras que los del blanco todavía tienen que
tLlxaS! 47.�xaS b3 48.�bS b2 49.�a2 �d2! dar su primer paso.
Con tablas a la vista.
49 . . lt'le3 50.i.d3 tLld5+ 51.�b7 �c51 52.a5 f2
.

42 . . . lDf1 43.'1ti'c4 tt::le 3+ 44.'�b5 tt::lxg 2 53.�f1

El negro se asegura un peón pasado. Esta es S3.a6 tLlb4 S4.i.f 1 tt::lx a6 SS .'it'xa6 r,t>b4
su única posibilidad de defenderse con éxito. conduce a tablas.

45.'it>xa5 'it>e5 53 ...tLlb4


64 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

Así pues, hemos llegado a este punto: los alfi­


les son mejores que los caballos en posicio­
nes abiertas, pero la regla no es « alfiles con­
tra caballos ganan la partida » : ¡sólo el mate
tiene esta fuerza! La regla describe una com­
paración general entre dos piezas y sus habi­
lidades. En la posición anterior la superiori­
dad del alfil estaba limitada en cierto modo
por el hecho de no ser capaz de atacar los
peones enemigos, pero aún así continuaba
siendo bastante más fuerte que el caballo, que
ten ía dificultades para atender a los proble­
mas que existían en los dos flancos al mismo
tiempo. Curiosamente, esta es otra conocida
54.j¿,c4?? diferencia entre caballos y alfiles: los alfiles,
de largo alcance, son mejores cuando hay
El blanco todavía intenta ganar la partida, pero peones en los dos flancos, mientras que los
súbitamente se está acercando a la derrota. caballos rinden al máximo cuando la acción
El camino correcto es 54 .a6, que lleva a lo discurre sólo en uno. Una vez más, esto es
mismo de antes. bastante natural, ya q ue el caballo tiene in­
fluencia potencial en todas las casillas, mien­
54 . . . lLlc61 55.a6?? tras que el alfil puede ir de un lado al otro del
tablero en una sola jugada.
55 . .i. f 1 ti'Jxa5+ 56. Wc7 ti'Jxb3 57.<� d 7 y el
blanco probablemente será capaz de hacer El diagrama que vemos a continuación ilustra
tablas, pero muy justito. Ahora, el negro gana un ejemplo en el que la diferencia entre el alfil
fácilmente. y el caballo se aprecia con la máxima nitidez:

55 . . . lLla5+ 56.�b8 lüxc4 57.bxc4 f1 'i' 58.a7


'ii'f8+ 59.'it>b7 'li'e7+ 60.Wb8 'li>b6 1

[0 : 1 ]

El blanco recibe mate en cuatro jugadas, de


aquí el abandono.

Este puede parecer un extraño ejemplo para


demostrar la superioridad del alfil respecto al
caballo, pero consi d ero que los ejemplos
clarísimos a veces· pueden llevar a confusión.
Aquí era obvio que el blanco disfrutaba de un
gran control de la posición gracias a que tenía Es una posición q ue mi antiguo entrenador, el
la mejor pieza peque ñ a, pero eso legendario Gran Maestro Henrik Danielsen,
automáticamente no gana la partida. Si no se me mostró una vez. No estaba seguro si el
tiene respeto por el alfil, entonces no es mejor negro ganaba. En realidad , el negro gana con
que el caballo. Y en los finales hay otra regla: mucha facilidad. El blanco no puede hacer
Los peones pasados deben ser a vanzados a nada para atacar el peón de a4, por lo que el
m e n o s q u e se c o n vierta n en débiles a l negro tiene en la práctica una pieza de más
hacerlo. El blanco n o supo ver esto y e n su en el flanco de rey, donde se resolverá la
lugar alargó demasiado la preparación de su partida. Creo que me confundió el hecho de
avance y finalmente no hizo nada al respecto. que el alfil estuviera protegiendo el peón. Tuve
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 65

la sensación de que el negro debería intentar de la columna «f». A menudo es imposible


g a n ar en el flanco d e dama en vez d e jugar a ga n a r con mov i m i entos pasi vos .
si mplemente dejar que peón y caballo se También podemos llegar a la conclusión de
complementaran, mientras que el flanco de que, por simple comparación, este cambio es
rey blanco es eliminado. bueno para el blanco ya que el peón de f3 no
es tan importante como el de g7.
En el siguiente ejemplo del libro de Mednis el
alfil no es mejor que el caballo. La posición 33 . . . g51
no está tan abierta como en los dos ejemplos
anteriores, la estructura d e peones no es Controlando los peones blancos del flanco de
simétrica y los peones negros en el color del rey. Yusupov sabe que está perdiendo y que
alfil limitan su rad io de acción y proporcionan no puede hacer nada al respecto, así pues,
al caballo excelentes casillas. sabiamente decide mejorar gradualmente su
posición. No es por casualidad que haya sido
un jugador de elite durante veinte años . Cabe
Bronstein-Yusupov destacar que si el bla n co no c o n siguió
encontrar el plan correcto una vez, es probable
Olimpiada de Lucerna 1 982 que le suceda lo mismo de nuevo, por lo que
vale la pena perseverar.

35.l2Jf5 ! ? es sugerida por Medn is como mejora.


Tengo mis dudas con relación a esto ya que
requiere tiempo: no es que la jugada sea
mala, simplemente no creo que sea mejor que
la continuación de la partida.

35 . . . i.g6 36.f41

Ahora el blanco debe actuar antes de que las


ventajas estructurales desaparezcan y todo
Como curiosidad, por lo que yo sé, se trata del lo que le quede sea una posición pasiva.
M I argentino Luis Bronstein, no del famoso
David Bronstein. El blanco está mejor debido 36 ... gxf4 37 .liJeS f3
a las debilidades del negro y a la posibilidad
de crear un peón pasado en el flanco de rey.
Las únicas debilidades en territorio blanco son
los peones doblados en f3 y b3, ya que el
resto de piezas están en casillas negras; el
peón de a5 no conviene atacarlo.

33.lbd4?

Pasiva. Es cierto que el caballo está bien


situado aqui y que la posición todavía es mejor
para el blanco , pero es más lógico jugar
33.l2Jxg7 ..txf3 34.<;f;>e 1, tras lo cual el negro
tendrá muchos problemas para defender sus
peones y vigilar el peligroso peón candidato 38.l2Jd4?
66 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

Un grave error. El blanco debla tener apuros ejemplo, el alfil del negro tenía problemas a
d e t i empo , p u e s de otra manera es la h o ra de operar adecuadamente ya que
sorprendente que decidiera que el peón de f3 estaba limitado por sus propios peones, y eso
era el que debla ser eliminado. Es probable era más importante que el hecho de que la
que se deba a que el blanco no se diera cuenta posición estuviera abierta. Aún así, pudimos
todavía d e la importanci a que tu vo en el ver que esto sólo no gana la parti da. Un
desarrollo de la partida las flojas juga das qu e caballo sólo es mejor que un alfil en una
ha realizado. Aún está mejor, pero no tanto posición como ésta si se utiliza bien : limitarse
como antes. a dar vueltas con él traerá problemas.

3 8. tt:Jf4! .1e4 39.tt:J x d 3 'it>c6 40. '� e3 � b5 Este es el razonamiento tras las reglas en
4 1. tt:Je5 �xa5 4 2 . tt:J xf 3 ofrece a l blanco ajedrez. Un alfil no es mejor que un caballo
excelentes posibilidades de victoria. Ahora él en una posición abierta sólo porque yo lo diga.
pare ce haber s u b estim a d o (con H ay d eterminadas propied a d es de estas
consecuencias fatales) la fuerza del peón piezas que crean la regla, y si estas
pasado de la columna « d ». propiedades quedan minimizadas por uno u
otro motivo, entonces la regla pierd e
38 . . . .1e4 39.'iii' e 3 �c7 40.tt:Jxf3 ? ? importancia. Una vez más, la clave es siendo
todo lo mismo. Algunos dirán que esto encaja
Perdiendo de inmediato, pero l a posición no dentro de las « excepciones» a la regla pero,
es nada fácil de jugar si se pretende ganar. en mi opinión, esto es absurdo. Los alfiles y
Tras 40.lt:'Je6+ �d6 4 1 . lt:'Jf4 el blanco tiene los ca ballos retienen las propiedades q u e
ventaj a pues 4 1 . . . �eS 4 2. tt:J x d 3+ � x d 3 crean l a regla, incluso cuando otros elementos
43:�xd3 desemboca e n u n final de peones de la posición son más importantes. Por
ganad o . ejemplo, un alfil durmiente y pasivo puede ser
transformado en una pieza poderosa. Es más
40 . . . .txf3 ! cuestión de concepto que de elemento de la
posición.
[0 : 1 ]
Aquí es donde concluye la d iscusión. Yo
Tras 4 1.�xf3 d4! 42.h4 h5 el blanco está en entiendo el ajedrez como una combinación
zugzwang. de e lementos y conceptos. No pue d o
entenderlo como u n ejercicio de combinatoria
El caballo era superior al alfil en este ejemplo, matemática. Al menos, para mí no tiene sentido
a pesar del hecho de que la posición podría como jugador que quiere ganar partidas sobre
definirse como de naturaleza abierta. Aún así, el tablero. Por lo tanto debo aceptar que mi
la formación de peones en el centro limitaba sistema cognitivo necesitará tratar con la
notablemente el radio de acción del alfil, y el verdad en ajedrez de otra forma, tal y como se
rey mal situado también suponía un problema. describe arriba.

¿Qué nos dice esto respecto a la regla « el alfil


e s m ejor q u e e l c a b a llo en p o sicion e s COMPARAR PIEZAS
abierlas»? Bueno, de hecho, bastante. Ayuda
a explicar por qué es así y para entender Esta es una técnica que he usado durante
cuándo no es así. No es porque la regla tenga varios años en mi entrenamiento y, aunque
excepciones: sigue siendo válida. El alfil es parece vacío y simple, ha servido para mejorar
mejor que el caballo en posiciones abiertas, inmed iatamente la comprensión d e las
pero más importante todavía en la partida posiciones por parte de mis alumnos.
anterior era la regla de alfil «bueno» y «malo » .
Un alfil no e s bueno si está restringido por sus Lo que hacemos es muy simple . Comparamos
propios peones o por los del rival. En nuestro las piezas blancas con las piezas negras, una
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 67

a una, seleccionándolas y comparándolas tiempo darme cuenta de que aparentemente


según las que pueden ser cambiadas por el blanco estaba mejor. A partir de aqu í era
otras. He descubierto que, de esta manera, es fácil elegir la continuaci ón correcta, a partir
posible conseguir una buena visión general de los principios que he intentado defender
de la posición. También tenemos en cuenta y en este libro .
discutimos la estructura de peones, pero en la
mayoría de posiciones las piezas reflejarán la
estructura de peones de un modo en que la Acs-R u c k
convierten en menos importante. La estructura
de peones rara vez es mejor para un jugador H u n g rfa 1 996
si no ayuda a sus piezas.
Defensa Caro-Kann
El siguiente ejemplo ilustra cómo usarfa este
método en una posición compleja. La posición
1 .e4 c6 2.d4 dS 3.exd5 cxdS 4.c4 lLlf6 S.llJc3
se ha dado en más de una partida y es , de llJc6 6.llJf3 .i.g4 7 . cxd5 llJxdS 8.'it'b3 .txf3
algún modo, atractiva desde el punto de vista 9.gxf3 lLlb6
teórico.
El negro evita el final que surge tras 9 . .. e6
Para mí, la historia que hay detrás de la 10 .'ii'xb7 ttJxd4 11. .tb5+ ttJxb5 12 .'ifc6+ �e7
posición es interesante . En 1998 escribí un 13.'ii' xb5 'i'd7 14..i.g5+ f6 15.ttJxd5+ 'ii' x d5
libro sobre el Ataque Panov - B otvinnik 16 . 'i'xd5 exd5 17. .te3 �e6 18. 0-0-0 ..ib4
(Defensa Caro- Kann) y de algún modo no 19.�b 1 !, que estoy seguro que favorece al
consideré una opción para el negro ( 17a blanco. Sé que Kasparov escribió que el negro
jugada), ¡a pesar del hecho de que había sido tenía excelentes posibilidades de tablas, pero
jugado en un torneo en Hungría, mientras yo en 1997, tras pasar un mes sin hacer nada
residía en Budapest!. Supongo que la era de más que estudiar las sutilezas de este final,
la información está empezando realmente llegué a una conclusión diferente.
ahora, por lo que respecta al ajedrez. Mi base
de datos actualmente crece más rápido que Estoy seguro de que el movimiento 6..tg5 de
el número de partidas en el mundo, gracias a Kasparov (en lugar de 6.llJf3) tiene que ver
las partidas antiguas que salen a la superficie. más con una preferencia estilística que con la
evaluación real de la posición.
De cualquier mod o , me encontré con un
compañero de equipo sueco -que pronto sería 1 0 ..ie3 e6 1 1 .0-0·0 ..ie7 1 2.d5 exd5 1 3.t!Llxd5

Gran Maestro-, Stellan Brynell, durante un tLlxdS 1 4.J:I.xd5 "W'c7 1 5:�b1 0-0 1 6.f4 t!Llb4
entrenamiento en Alemania. El había estado 1 7.l:l.d4
jugando en la Bundesliga y tenía problemas
prácticos que él consideraba que no tenía En mi libro, estudié esta posición y sólo sugerí
resueltos. Como siempre, el tipo que escribió 17.. . llJc6 y 17...a5!?, pero otra jugada ha sido
el libro unos años antes es responsable de empleada ocasionalmente .
todo, especialmente de las jugadas que no
incluyó en el libro (anteriormente Brynell llamó 1 7 . . . 'i'c6?
mi atención sobre un agujero gigantesco que
había en mi libro: no había incluido 5... .i.e6! ? , Realmente me desagrada esta jugada porque
que n o e s una variante principal pero que sólo sirve para llevar la torre blanca a la mejor
merecía mención). Brynell me mostró la partida columna abierta, preparando .tg2 .
antes de la juga d a 19a del blanco y los
problemas que tenía. No me llevó mucho 1 8.l:l.g 1 l:l.ad8
68 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

otro lado, prefiero el alfil del blanco al caballo


(a pesar del hecho de que ahora mismo no
está muy bien situad o ) , en vista de las
perspectivas a largo plazo de las piezas. Tanto
b7 como f7 son grandes debilidades (ver más
abajo el párrafo sobre l o s alfiles
desaparecidos) y el negro no puede encontrar
un lugar seguro para su caballo en este centro
tan abierto. En realidad, es un gran ejemplo
de un alfil superior a un caballo en posición
abierta. El alfil puede moverse libremente,
mientras que el caballo no tiene ningún sitio
seguro adonde ir.

Venga, ¡vamos a l l á !
Si Brynell h ubiera llevado a cabo este peq ueño
ejercicio (estaba ocupado por el temor ante la
Empecemos l a comparación de piezas. Los
amenaza negra) , seguramente hubiera sid o
reyes parecen estar más o menos igual. El
más optimista, aunque sé que B rynell sería
blanco tiene algo de presión sobre la columna
precavido igualmente.
« g » y el negro presión potencial sobre la
diagonal e4-b1. En realidad, el negro amenaza
Mi conclusión es que el blanco está mejor y,
...l:.xd4 seguido de . . . 'ii' e4+. Esto es lo que
por lo tanto , debería jugar con agresividad. El
hizo que Brynell jugara la terrible 19.l:.c4? y
mejor modo de presionar al rival, antes de
acabara con una posición inferior que ganó
golpear, es mejorar la posición de tu peor
en t reinta j u ga d as. Es d i fícil apreciar
pieza, y ya sabemos que es el alfil de casillas
diferencias entre los reyes, pero sí que hay
blancas. Por lo tanto, nos preguntamos a
una cuando pasamos a hablar de las damas.
nosotros mismos, en Nav i d ad . . . , ¿ dónde
La dama blanca está sit uada prácticamente
quisiéramos tener el alfil? Las respuestas son
en la mejor casilla, controlando los cuadros
e4 y d5, casillas centrales, desde d onde el
claves de d5, b7 y f7, al tiempo que colabora
alfil se puede concentrar en las diferentes
en el ataque contra el caballo negro. La dama debilidades de la posición enemiga. ¿ Pero
negra está también bien ubicada, pero no de cómo logramos esto?
forma permanente, ya que puede ser atacada
mediante i.g2 en cualquier moment o. De B rynell q u ería j u gar 19.i.g2, pero se dio
hecho, no es fácil ver dónde podría encontrar cuenta d el aparentemente mortal j a q u e
la dama un buen sitio a largo plazo, por lo que 1 9... 'ií'g6+, y tras 20.i.e4 pierde mediante
se trata de un problema posicional para el 20 . .. 'i'xg1+. Nótese que 19.i.d3 permite el
negro. Las torres en d4 y d8 parecen tener la cambio de un gran alfil por la que ya sabemos
misma fuerza; me gusta la presión de la blanca que es la peor pieza del negro. Así pues, la
sobre b4, pero también la presión potencial amenaza negra 19.i.g2 Wg6+ hizo que Brynell
en la columna «d». Por lo que respecta a las se decantara por 19.l:.c4 ? , pero ésta es una
otras torres, la blanca está situada de forma actitud incorrecta. Podemos ver que 19i.g2
agresiva en la columna «g» y es claramente es la juga d a correcta d e s d e nues tros
superior a la negra, que no hace nada en f8 y razonamientos lógicos, por lo que deberíamos
todavía tiene que encontrar un papel decente. esforzarnos por hacer que funcionara: como
Los alfiles de casillas negras están igualados h acen los mejores j u gad ores. P o r e s o ,
y será cu estión de q uién controla la gran rápidamente se me ocurrió
d iagonal (de momento parece que es el
blanco , pero aún no hay nada definitivo). Por 1 9.i.g2 1 1 'ii'g 6+
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 69

intenta mantener su ventaja material. Aún así,


es demasiado pasivo. Cuando llegamos a
esta posición no fue difícil para m í notar que
el blanco debía tener algún tipo de ataque .
Las cuatro piezas están involucradas en un
ataque contra la dama negra, mientras que
ninguna de las piezas negras está en
condiciones de defenderla.

20.f5!

Esto no es muy difícil de encontrar pero, aún


así, B rynell lo pasó por alto. De hecho, este es
el gran punto débil de B rynell. Es un jugador
muy precavido al que no le gusta sacrificar
material sin ningún beneficio in mediato, ni
adentrarse en cálculos muy profundos. En
consecuencia, un recurso táctico como el
textual, se le escapó. Supongo que es por esto 24.�d4
que no llegará a campeón del mundo.
Añadiendo presión adicional sobre g7.
20 . . ...xf5+ 2 1 .i.e4
24 . i.g5
. .

Una de las casillas ideales para el alfil.


Ninguna otra jugada hubiera salvado al negro.
2 1 ...'i'a5 Ser ían ganadoras para el blanco 24 ... g6
25.i.xg6 hxg6 26.l:xg6+ 'Ot>h7 27.l:g7+ 'it>h6
Movimiento realizado porque el caballo, «de 28.Wh3+ 1i'h5 29.l:h7+ y 24...lüe6 25. 'i'xe6
repente » , estaba colgand o : las piezas fxe6 26.l:xg7+ �h8 27.l:xe7+ e5 28 . .be5+
«malas» tienen esta tendencia, a menos que :fs 29.�xf6+ �g8 30 . i.xh7+ 'Ot>f8 31 .i.g6.
estén en la última fila, como estará el caballo Menos directo es 24 . . . g5, pero aún así pierde
en unas cuantas jugadas. de muchas maneras, siendo una de ellas
25.1i'd3 f5 26.�c3 'ifc5 27.�d5+ ll:lf7 28. i.b4
22.a3 ll:lc6 'ii'c7 29.'1'e3! ! l:d8 30.l:c 1 'l'd7 31.�e6 'i'e8
32.ltc7, donde el blanco gana material.
22 .. . iüa6! ? debe ser mejor.

23.:xd8

El blanco está ahora preparado para recoger


los frutos de b7. Cabe destacar que el blanco
no está cediendo ninguna ventaja a cambio
de esto, y no deberla hacerlo.

23 . . .ll:lxd8?!

23... i.xd8 24.'ifxb7 ll:le5 25.'i'xa7 da una clara


ventaja a las blancas, de manera que el negro
70 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

No puedo creer que el negro saliera de esta jugadores de ajedrez?». Les hablan a sus
posición con unas tablas frente a un jugador piezas . . . dónde quieres ir, pequeño amigo.. . )
tan fuerte como Peter Acs. ¿Cómo gana el y cualquier cosa que nos venga a la cabeza,
blanco? ¿Cuál es la debilidad de la posic ión sólo entonces nos ponemos a tratar cosas
negra? concretas.

25.'1i'h3? El obj etivo de este ejercicio es mejorar la


vertiente verba l d el pensam iento. Estoy
L a debilida d principal es la cla va d a d e la convencido de que cada vez de que llegamos
columna «g» . El peón negro de «g» era un a conclusiones verbales y habladas, estas
pro blema , de aqu í la d esesperada idea de quedan almacenadas en nuestra estructura
. . . ..tg5 , con i d ea de volver a h6. Pero d e cognitiva para ser procesada en el futuro. En
momento está protegido sólo por l a dama. Esto otras palabras, forman los cimientos de
nos lleva a 25. ..tc3! , obligando a 25.. .'.c5, tras nuestra intuición. La razón por la que es tan
lo cual el blanco gana med iante la simple útil expresar en voz alta estas conclusiones
26. ..tb4. Entonces después de 26 . . .'ii' e5 el es porque nos escuchamos a nosotros el 99%
blanco no debería capturar en f8 porque el del tiempo. Y la información que nos llega de
alfil de e4 está en el aire, sin embargo hay un fuera tiene un mayor impacto en nuestra futura
elegante 27 . ..txh7+!, gana la calidad entera forma de pensar que si mantenemos las
sin ningún tipo de compensación. palabras dentro.

Tras el error del blanco , la partida acabó Entre su arsenal de mé todos de


entrenamiento, Dvoretsky tiene u n ejercicio
rápidamente en tablas:
similar relacionado con diversas posiciones.
Por ejemplo, si te hablas a ti mismo sobre ellas
25 ... g6 26. fif3 lLle6 27 . ..tcJ 'ir'b6 28 . ..txb 7 ..th6
y entonces vuelves al tema varios meses más
29 . ..td5 i.g7 30.i.xg7
tarde , descubrirás que no tienes las mismas
formas de verlo. Has mejorado.
['lz -'lz]

EJ ERCICIOS DE MIRAR POR ENCIMA


EJ ERCIC IOS HABLADOS
DEL HOMBRO
Estos son ejercicios que utilicé mucho con mis
Este es un sencillo ejercicio que mi buen
alumnos para aumentar su comprensión
amigo, el MF John Richardson, me mostró una
posicional. Básicamente la idea es que dos
vez. En realidad, no me lo mostró: simplemente
personas hablen sobre una posi ción en
lo hicimos. Eligió una partida de un diario y la
términos más genéricos y, de este modo, vean
reprodujimos, intentando adivinar cuál sería
la forma correcta de actuar. Normalmente soy la siguiente jugada. H ablamos sobre cuál es
yo quien se dirige a los alumnos haciéndoles la mejor jugada (y el por qué) y a menudo
preguntas que les ayuden a organizar sus nuestras conclusiones parecían mejores que
pensamientos . H abitualmente empezamos las de los propios jugadores , a menos que
comparando piezas y entonces continuamos sus nombres fueran Kasparov, Karpov o
discutiendo sobre los d i stintos elementos y Basman.
conceptos de la posición. Usamos el concepto
de la Navidad tanto como podemos. La mejor forma de hacer esto es mediante una
utilidad en el ChessBase: este programa tiene
Sólo d espués de haber d iscutido planes , tantas utilidades prácticas que olvi d o su
casillas ideales para las piezas, qué pieza existencia por estar principalmente destinado
necesita más atención (esta es la respuesta a buscar las partidas de tus rivales así como
al enigma: « ¿ Por qué /os rusos son tan buenos posiciones teóricas. Sea como sea, cuando
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 71

tengas u n a p a rtida e n panta l l a , pinchad la ca ballo por alfil beneficia a l jugador más fuerte.
p e s t a ñ a E n t re n a m i e n to . E n to n c e s , el Hay p ros y contras para la jugada textual y
programa esconde las jugadas de modo que para 4 . .i.d2, y supongo q u e es cuestión de
todo lo que q ueda en pantalla es la posición y gustos y de personal idad .
las últimas j ugadas: simplemente haced eso .
U n a vez más, recomiendo encarecida mente 4 ... d6!?
que dos personas realicen el ejercicio porque
las discusiones que puedan surgir pueden ser U n a j u g a d a m u y i n t e re s a n te . Me d a l a
úti les. As í p u es - a menos q u e encuentres s e n s a c i ó n q u e Ye r m o l i n s ky, c o n g ra n
normal hablar contigo mismo - bu scad una experi encia e n este tipo d e posiciones, y a
pareja de entrenamiento de n ivel similar. Es ten ía en la cabeza la idea de sacrificar u n
r e co m e n d a b l e que uséis partidas peón , a u n q u e fue ra de modo m u y genera l .
co m e n ta d a s , y a q u e t i e n e m á s s e n t i d o . Tal vez s u pensamiento estaba e n esta l ínea:
Acordaros de creer en vosotros mismos tanto si no muevo el peón « b » demasiado pronto,
como en el comentarista y de hacer preguntas. me ahorraré u n tiempo cuando lo sacrifique
más tarde. Las continuaciones habituales son
4 . 0-0 5 . a3 .te7 6 . e4 d5 y 4 . . . b6 5 . a 3 .i.xd2+.
. .

ALFILES DESAPAREC I DOS


5 a3 .i.xd2+ 6.'ili'xd2
Ya he hablado sobre las propiedades de las
piezas y, genéricamente, es fácil entender a Una decisión típica. El blanco también puede
l o q u e m e refi ero. Tod o s s a b e m o s cóm o recapturar mediante 6 . .i.xd2; la elección está
m u even las piezas. Pero . . . ¿cuáles son los condicionada por el l u g a r donde el b l a n co
efectos prácticos sobre las estru cturas de quiera situar su alfil de casillas negras.
peones y las reglas del ajed rez? Demasiados
para ser nombrados, obviamente . Aún así, me 6 ... lt)bd71
g u s t a r l a e c h a r un v i st a z o a un ej e m p l o
(ta m b i é n d e l l i b ro de Watson) d e cómo los Juego preciso. El negro quiere ser capaz de
a lfiles pueden i n fl u i r e n l a s estructuras de actuar en el flanco de dama, por lo que retrasa
peones. Watson usa el ejemplo para ilustrar el enroq ue. El bla nco debería ahora jugar la
la i ndependencia de las reglas en la apertura , tranquila 7 . e3 para colaborar en el desa rrollo
pero y o qu iero usarlo como u n ejemplo básico del flanco de rey y concentrarse en las casillas
del cambio de alfil por caballo, y cómo puede b l a nca s , d o n d e s u i n fl u e n c i a se h a v i sto
afectar a la posición. red ucida al situar sus peones en casillas de
color contra ri o . El hecho de q u e el primer
j u g a d o r n o h a y a d e s a rro l l a d o s u a l fi l de
S h l i perman-Yermolinsky ca s i l l a s b l a n c a s p e r m i te a l n e g ro b u e n a s
p o s i b i l i d a d e s d e l u c h a r p o r l a i n i c i a t i va
basándose en estos cuadros.
Filadelfia 1 997
7 b4? 1 a5!
Defensa Bogoindia
El bla nco no tiene respuesta adecuada a este
1.d4 lL'lf6 2.c4 e6 3.lL'lf3 .t b4+ 4.lL'lbd2 golpe. Tras 8 .1:. b 1 axb4 9 .axb4 el negro se
.

q u eda con l a col u m n a « a » s i n n i n g ú n


Esta es probablemente la mejor jugada en la esfuerzo, mientras que l a contin uación d e la
posición si tienes un n ivel similar al de tu rival , partida deja al alfil mal colocado y supone un
pero , tal y como s e menciona en e l Capítulo 5 , t i e m p o p a ra e l n e g ro , que l o u s a rá p a ra
a m e n udo e l ca m bi o de alfi l p o r caba l l o o a u m e n t a r s u d o m i n i o s o b re l a s ca s i l l a s
72 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

blancas. ventaja de desarrollo a pesar de que parezca


lo contrario. las p iezas q u e necesitan más
atención por parte del negro son el alfil y la
dama, aunque no debería olvidarse de su torre
y rey. Pero ahora nos estamos acercando al
n ú cl e o d e la p o s i c i ó n . E l n e g ro t i e n e
p ro b l e m a s e s t r u c t u r a l e s d e b i d o a l a l fi l
desaparecido y, para compe nsa r esto, tiene
una pieza pequeña adicional controlando las
casillas blancas. Necesita actuar rápido ya que
s u s v e n taj a s son c u e s t i ó n de t i e m p o ,
especialmente s u mejor posición del rey. La
1 í n e a de a ct u a c i ó n a d e c u a d a e x p l ota a l
máximo estas ventajas.

8 .i.b2 axb4 9.axb4 .:txa 1 + 10 . .i.xa1

Ahora em pecemos a com parar piezas. E l rey


negro es el que está más seg u ro de los dos.
porq u e hay más espacio abierto a la izquierda
del pri mer bando. Las damas parecen iguales:
la negra necesita encontrar una buena casil l a,
mientras q u e para la blanca parece q u e c2
será su mejor base de operaciones. La torre
n e g ra es la q u e está m á s p róx i m a a s e r
desarrollada, u n factor q u e será i m portante
cuando su entrada en la lucha sea aclarada
por las otras piezas. El alfil de c8 no es mejor
ni peor que el blanco de f1 , mientras que los 1 0 . . . b51
caballos de f3 y d7 controlan casillas negras
Tomando el control de las casillas blancas del
d e l centro del tabl ero, a u n q u e n o es a q u í
centro . E l blanco es i ncapaz de mantener el
d o n d e se l i b ra rá l a bata l l a . F i n a lm e n te , e l
c o n t r o l de d5 y d e b e re s p o n d e r al reto
caballo restante del negro es m á s útil q u e e l
p l anteado por e l peón « b » , t ras lo cual el
alfil d e a 1 por e l momento, y a q u e e l alfil tiene
n eg ro g a n a rá más tiempos con .. .'i'a8. N o
potencial para llegar a ser muy dañino para el
obsta n te , e l b l a nco d e b e r l a ser c a p a z de
negro. Con u n a estructu ra q u e fác i l m e nte defe n d e rse m ej o r d e como l o hace e n la
p o d r í a l l e g a r a ser c7, d6 y e5, e l n e g ro parti d a .
r e a l m e nt e p o d r í a te n e r p ro b l e m a s p a ra
d etener esta pieza . Y es aq u í donde reside 1 1 .c5?!
u n a d e las con s e c u e n c i a s del ca m b i o de
alfiles: a la larg a , el negro tendrá problemas Pa rece que esto no ayuda e n a bsol uto al
estructurales, así que antes de que suceda b l a n c o . D a d o q u e t i e n e p ro b l e m a s de
esto, i ntentará crear contrajuego o algún tipo desarrollo, la futu ra amenaza .i.xb5 es inútil
de ventaja estructu ral para compensar. Aún ya que abre todavía más l íneas en el flanco
así, a corto plazo, el caballo es su perior al d e d a m a , d o n d e e l b l a n co t i e n e p o c a
alfi l , pues tiene d isponible u n pu nto fuerte en representación . L a otra ventaja de la jugada
la casi l la e4 y la facil idad para ayudar a crear textual , la prevención de . . . tt'ld7-b6, también
amenazas en territorio enemigo. parece de poca importancia ya que el caba l lo
ta m b i é n podrá u til izar i g u a l m ente f6 como
Así pues, podemos conclu i r que el negro tiene casi lla trá n s ito: sólo la casil l a d5 es la q u e
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 73

realmente interesa al ca ballo. La estructura del negro es mejor. Nótese como


el negro cambió piezas en las casillas blan­
P refiero 1 1 .cxb5 , que tiene más sentido. E l cas y ahora tiene una p ieza peq ueña clara­
negro probablemente tardará m á s tiempo en mente superior.
recapturar el peón y, mientras, el bla nco pod rá
com p l etar s u desa rro l l o e i n cluso g e n erar Volviendo a la posición tras 1 2 . . . 'i'a8 , la mejor
alguna presión sobre el ú nico pu nto débil del defensa pos i b l e para e l b l a n co pa rece ser
negro, el peón de c7 . La variante sugerida por 1 3 .1i'd 1 ! 0-0 14 . .ie2 1i'a3 1 5.'Wb 1 .
Yermolinsky es 11 . . . ..tb7 1 2 .e3 'ii'a 8 1 3 .'ii'c3
(no sé por q u é no ha considerado 1 3 . ..tb2, 1 3 . . . .ixf3 1 4.gxf3 'ifxf3 1 5.llg1 0-01
pero esto tampoco es de mucha relevancia
a h o ra m i s m o ) , a p u n t a n d o a e ? . E n to nces
El neg ro está completamente desa rrollado y
Yermolinsky prefiere 13 . . . lt:ld5 !? 1 4.'i'b2 lt:lxb4
bien coordi nado, lo que ciertamente no puede
1 5 . .te2 lt:lc2+ 1 6. '�d 2 ! lt:lxa 1 1 7 .ltxa 1 'i'b8,
decirse del blanco, cuya sigu iente jugada abre
que él valora como i g u a l a d o , a ntes q u e la
el flanco de dama a cambio de sólo un peón,
menos clara 13 . . . ..txf3 1 4 .gxf3 'ii'xf3 1 5.l:.g 1 O­
O 1 6.Wxc7 lla8 1 7 . ..tb2 l:ta2 (tiendo a preferir
y esto ayuda a l n e g ro . E l b l a n co d ebería
las negras pero, una vez más, es que me g usta acepta r tener u n peón m enos y hacer algo por
atacar) . sus alfi les.

1 1 . . . .t b7 1 2.e3 'i'a8 1 3.'i'b2? 1 6.i.xb5? :as 17 . .tf1

El tipo de jugada que me pone enfermo sólo 1 7 . .ixd7 lt:lxd 7 d ej a al b l a n co con pocas
de v e rl a . O b v i a m e n t e , el b l a n c o q u i e re posibilidades de recupera rse. El alfil es una
proteger el alfil y huir de . . . lt:le4 , pero se ha de las peores piezas pequeñas que he visto
equivocado: o , como diría alguien q u e le habla en mi vida.
a sus piezas: ¡el alfi l está muy enfadado!
1 7 . . lt:le4
.

1 3 . .i b2 ! ? es la sugerencia de Yermolinsky, y
tras 1 3 . . . 1i'a4 1 4 . ..td3 lt:le4 1 5 . ..txe4 .ixe4 1 6.0- Atacando f2 .
0 'l'a8 1 7 .lta 1 'i'b7 1 8.l0e 1 el blanco prepara
f2-f3 y m á s tard e e3-e4 con u n a posición 1 8.llg2 ltJdf6 1 9.cxd6 cxd6 20.b5 lt:ld5 21 .b6
dinámica mente equilibrad a . Aú n así, creo que tLlb41
h a s u b e st i m a d o 1 3 . . . ..t xf3 ! 1 4 . g xf3 'ii'x f3
1 5.llg 1 0-0 ( 1 5 . . . dxc5? 1 6.dxc5 0-0 1 7 . 1i'xd 7 ! ! ) , [0 : 1 ]
cuando el negro t i e n e u n s a n o peón de m á s ,
p o r ejemplo: 1 6 . .txb5 llb8 1 7 . ..txd7 (tener que El blanco abandonó en vista de 22 .b7 :xa 1 ! .
real izar esta jugada es triste, pero i ncluso la
m á s n a t u r a l 1 7 . i. e 2 1Vh3 n o m ej o ra la
posición del blanco , m ientras que 1 7 . . .•d5 es
! PENSAMIENTO HUMANOI
también fuerte) 1 7 . . . lt:lxd7
Cuando a prendemos a leer, em pezamos por
las letras, y entonces pasamos a ver cómo se
com b i n a n en palabras sencillas. Más ta rde,
estas p a l a b ras serán ta n naturales q u e se
desvanecerán en el trasfondo, con temas más
com p l i cados - n o rm a l m e n te el s i g n ificado
tra n s m itido por l a s p a l a b ras - pasando al
primer plano. A partir de aquí construimos cada
uno de los niveles de la com prensión . . .

Lo mismo sucede cuando s e aprende ajedrez.


74 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

E m pezamos aprendiendo cóm o se m u even p o s i c i o n a l e s d e l aje d rez q u e s i m p l e m e n te


l a s p i eza s , su p o s i c i ó n i n i c i a l y d e m á s . sienten a dónde deben ir las piezas. Son como
Entonces vienen las capturas y l a comprensión boxeadores con brazos más largos.
de l a d i ve rs a n a tu ra l eza d e las p i ezas . E l Cada j ugador tiene u na experiencia d iferente
siguiente paso tiene que ver con la táct i ca y la a la hora de sentarse frente a un ta blero, y
estrate g i a , seg u i d o d e las estructu ra s d e cada persona piensa de forma d iferente . Lo
peones Y cómo ca mbia n la natu raleza de la que he i n tentado hacer en este cap ítulo es
p a rti d a . A m p l i a mos n u estros con oci m ien tos mostra r un buen método de entre n a m i ento
s o b re l a a p e rtu ra , n u e stro a n á l is i s de l a s para a u mentar el conoci miento del ajedrez
estructuras de peones y mejora mos nuestra s posicional. He hecho esto, sobretodo , teniendo
habilid ades táctica s. en mente a la gente joven, aunque en el tiempo
que llevo como entrenador he visto que los
Cuando la gente pone e n duda las reglas en a d u l tos ta m b i é n p u ed e n l o g ra r n ota b l e s
ajed rez, normalmente d i cen que e l verdadero mejoras en su comprensión de los conceptos
prog reso l lega cuando somos conscientes de posicional e s .
las l i mitaciones de estas reglas. No estoy de
acuerdo. E n algún momento , i n evitablemente , C u a nd o nos s e ntamos e n u n a mesa p a ra
u n j u gador a p r e n d e rá n u evas y excita ntes j u g a r, a m e n u d o n o s p e rcata m o s d e q u e
cosas sobre estrategia y táctica , e i ntentará n uestros pensamientos s e diluyen y pierden
usar estos conoci mientos al máximo. Estas consistencia. A menudo esto no es bueno, pero
reglas son más complejas y menos generales l a s c o s a s ta m poc o t i e n e n q u e esta r ta n
y su conocimiento permite a l jugador pasar el estructu radas, tal y como ilustra el siguiente
n ivel de principiante, ya sea la naturaleza de eje m p l o .
las estructuras de peones, de las piezas, etc.
A medida que los aspectos de las reglas del N o sé de dónde proviene esta posición . La v i
juego resu ltan más com plejos, los l i b ros ya en la portada de una revista de ajedrez de un
no son suficientes. cl ub, y no mencionaba nom bres, año o lugar.
La combinación es bastante d ifici l , pero se
Os daréis cuenta , a medida que e mpecéis a puede solucionar, ¡vamos allá!
ver complejas i nteracciones sobre el tablero,
que os olvidaréis d e los elementos q u e las
crearon. Cuando los jugadores dejan de estar
atentos a estas cosas con tanta regularidad ,
tienen naturalmente puntos ciegos . Recuerdo
una antigua partida de Alekhine, uno de los
más g randes m aestros de la táctica de todos
l o s t i e m p o s , en la q u e él s i m p l e m e nte se
«olvidó» - y perdió - un alfi l en b5 porque era
u n a consideración demasiado elementa l para
ser calculada .

Lo que he i n tentado ilustrar antes es cómo la


comprensión posicional puede ser entrenada
y cómo podemos acercarnos a las reg las que Vuestro tiempo no podría estar mejor
g o b i e r n a n el a j e d rez . E s o b v i o q u e no i nvertido que resolviendo esto . . .
podemos emplear el l i mitado tipo que tenemos ¡el negro gana!
s o b r e el ta b l e ro c o m p a ra n d o p i ez a s y
p e n s a n d o s o b re e l e m e n t o s ; ta m b i é n En primer l ugar, nos damos cuenta de que el
n ecesita mos calcular va ria ntes tácticas. Creo b l anco tiene un ata q u e muy fuerte , siendo
q u e los Ve rda d e ros J u g adores d e ajed rez d e v a s ta d o ra la a m e n a za 2 . 'ifx h 6 + ! ! E n
están tan bien entrenados en los elementos consecuencia , podemos pensar e n 1 . . J:e 1 +
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 75

para desviar la torre bla nca de la col umna « h » ¿ Pero cómo llegar a llí? ¿ Cómo sentir cuál es
y, e n to n c e s , t r a s 2 . l:.x e 1 l:t b 8 , t e n e m o s la j ugada correcta si no tienes el talento de
amenazas propias para rematar l a partida. Por Ka rpov, Capablanca , Ada m s y J:al ? ¿ Cómo
ejemplo, tras 3.b3 1Wc3 , parece que el blanco hacerlo si eres un simple mortal que tiene que
n o t i e n e d e fe n s a . P e ro n o ; e n t o n c e s trabajar muy d u ro para avanzar cada pequeño
descubrimos q u e 3 . 'iVxh6+! fu nciona y q u e centlmetro en la vida?
será el negro quien reci birá mate . As í pues, se
requiere algo inmediato y la mejor manera de Para e l aspecto posicional yo recomendaría
conseg u i rlo es media nte u n a secuencia de los ejercicios (y el tipo de ejercicios) mostrados
jaques. I nvestiguemos 1 . . . ..xc2+ 2.<it>xc2 ci:ld4+ a n teri o r m e nte . Trabaj a r con l ó g i c a y con
y veremos q u e hay mate tras 3 .'i!? b 1 lLlc3+ palabras. Háblate a ti mismo - o mejor aún -
4. bxc3 l:.b8+ 5.'it>a 1 ll'lc2 mate . Pero pronto háblale a un amigo o a un entrenador. Por lo
fa llamos a la hora de e n co ntra r u n a buena que respecta al ajedrez táctico, nada es mejor
forma de continuar tras 3.'it>d 1 ! ll'lxb2+ 4.'it>c1 que el reconocim iento de patrones. M i rad e l
l:.e 1 + 5.<it>xb2 l:.b8+ 6.�a3 lt:\b5+ 7.'it>b4. Aqu í siguiente ejemplo:
es c u a n d o e m peza mos a p e r d e r e l b u e n
sentido d e l h u mor - o al menos a m í me pasa
- pero es a q u í donde el sistema cogn itivo en N u n n-Portisch
nuestro cerebro nos presenta rá la solución , la
brilla nte . . .
Copa del Mundo Reykiavik 1 988
1 . . l:. e 1 + 1 1 2 . l:. x e 1 ¡t'xc2+1 3 . �xc2 ll'l d 4+
.

4.�b1 lt:lc3+1 5. bxc3 l:.b8+ 6.'ih1 ll'lc2 mate.

Nos i n corpora m o s a la p a rtida tras 3 1 . h 3 ,


c u a n d o e l b l a n co d i s p o n e d e u n a s e r i a
Lo que me fascinó de este ejemplo no e ra la amenaza.
bella combinación en si misma, sino la manera
e n q u e l a s o l u c i o n é . La co m bi n a c i ó n d e 3 1 . . . c5?
. . . l:.e 1 + y . . . Wxc2+ no fue producto de l a lógica
o del cálculo profundo. N ingún método pudo A h o r a N u n n ej e c u t a u n a c o m b i n a c i ó n
enseñarme a hacer lo que hice. Lo que suced ió basta nte sencilla.
fue que mi cerebro combinó ideas disponibles
y la solución simplemente afloró. Y este es , en 32 l:.e4 .l:g8 33.'it'x h7+1
rea lidad , el estado que esta mos b u scando:
ideas estructuradas que se i nfluyen entre sí. [ 1 : O]
Aq u í q u iero centrarme en la cuestión de los
elementos. El pensamiento humano, cuando El mate llegará pronto .
fu nciona , es u n a perfecta interacción entre el
cálculo y la comprensión . O bv i a m e n te , N u n n te n í a e n m e n t e e s t a
76 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

combinación . No es casualidad que en su Best Quisiera acabar este cap ítulo con una partida
Games Col lection escri ba q u e , siendo niño, reciente de un alumno m ío (conduciendo las
h a b ía resuelto todas las combinaciones ( i 999 piezas neg ra s ) . I l u stra cómo esta forma de
en tota l ! ) de un libro y ya se había encontrado pensar puede ser apl icada en el juego
este m ismo tema . Si Portisch h u biera resuelto práct i c o . C reo q u e l a p a rtida es bastante
los mismos ejercicios en su niñez h u biera visto i m p re s i o n a n t e , te n i e n d o e n c u en ta que la
la amenaza pero, tal y como fue , sólo N u n n pu ntuación E lo del ganador es inferior a 2 1 00,
ten ía los patrones necesarios i n sta lados en y considerando q u e puede ser bastante más
su cerebro . Tal y como se h a dicho en otro fuerte (actualmente no demuestra esta fuerza
momento, no hay alternativa que la de estudiar en cada partida que juega) .
ajed rez si q u ieres convertirte en un jugador
más fu e rte . Otros fa ctores ta m b i é n s o n Debo decir que estoy org u lloso de esta partida
i mportantes, como el perfi l ffsico o psicológ i co, p o rq u e mi a l u m n o d e m u e stra t o d o s l o s
pero los m é ritos de estu d i a r la p a rtida n o principios q u e hemos d i scutido relativas a l
pueden s e r su bestimados. entrenamiento, ganando u n a brillante partida
posicional en el que parece mucho más fuerte
Alexander Yermol insky descri be en su l i b ro q u e s u o p o n e n t e . I n v e st i g a re m o s e l
cómo mejoró pri ncipalmente g racias al estudio razonamiento tras l a s jugadas para intu i r cómo
de s u s propias p a rti d a s . Esto es algo q u e la idea de la lógica se aplica en la práctica.
reco m i e n d o . E n contrando vuestras propias
debilidades, sabréis en qué área tenéis una
m a y o r n e c e s i d a d d e m ej o ra y, en Poulsen-Nohr
co n s e cu e n c i a , e s t a ré i s e n d i s po s i c i ó n de
encontrar los ejercicios que mejor se adecúen Copenhague 2001
p a ra a y u d a ro s al m á x i m o . Ta m b i é n
reco m i e n d o tra baj a r con u n e n t re n a d or. A Apertura Vienesa
m e n u d o t e n d ré i s v a c í o s e n v u e s t r a
c o m p r e n s i ó n y , p o r s u p u e s to , n o p o d ré i s 1 .e4 eS Voc3 l0f6 3.f4 d5 4.fxe5 l0xe4 5.l0f3
detectar todos vuestros errores. .ic5

Otro aspecto muy i m portante a la h o ra de Hasta aqu í todo teórico. M i alumno no es una
trabajar sobre vuestras propias partidas es no bestia táctica (como su entrenador) y prefiere
creer nunca en la mala suerte, o darle la vuelta jugar l íneas más tranquilas como la Petrov o
al asunto pensando que habéis j u gado bien , la Ruy López. Aqu í , su oponente ha elegido la
pero q u e se os pasó algo por alto. I ntentad Vienesa .
e n co n t r a r u n p a t r ó n en v u estros e rrores
describiéndolos en térm i nos más genéricos. 6 'ii'e 2 .tf2+ 7 .'�d1 l0xc3+ 8.bxc3
Cuando yo era u n j ugador m uy activo hacía
u n i nforme al final de cada torneo en el que Es difícil criticar esta jugada, pero la teoría
participaba , haciendo una lista d e todos los prefiere 8.dxc3 facilitando el desarrollo.
errores y expli cándolos después. Me di cuenta
que sólo hacía cuatro o cinco tipos diferentes 8 ... .th41
de errores. Tengo la sensación de que haréis
descubrimientos similares en vuestras propias U n frío razonamiento. Tras 8 . . .tb6 9 . .ia3 mi
.

p a rtidas. Por desgra ci a , l a m ento decir q u e alumno prefería el alfil de su riva l , pero ahora
cuando solucionéis estos e rrores, mejora ndo planea reagru parse en e7, lo que tiene m u cho
vuestra comprensión de estos pu ntos débiles, más sentido. Nótese que tras 9.l0xh4 'i'xh4 el
encontraréis nuevos puntos débi les, a un n ivel blanco tendrá que usar u n tiempo extra para
más alto. El proceso nunca se detiene , pero prevenir . . . .ig4 , por lo que no resu lta tan viable
vuestros resultados en los torneos mejorará n . como la jugada textual .
CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS? 77

9 d4 �e7 10 ..:tb1 p roblema para e l n e g ro . E n consecue ncia ,


decide cambiarlo por el peón « b » , incluso si
Aqu í - y particularmente con su siguiente jugada eso sign ifica cambiar damas y olvidarse del
- el blanco desprecia el desarrollo de las piezas castigo que el blanco debería recibir por tener
pequeñas, y esto da al negro la oportunidad de su rey en el centro: un factor que igual mente
abrir la posición en beneficio propio. pu ede resu ltar difíci l de a p rovec h a r con e l
centro cerrado.
1 0 0-0 1 1 .h4?1
. . •

1 3.g3 'ii'x e6

1 3 . . . ..ixe6 1 4 . .:txb7 seg u ido de .i.f4 es fatal


para el negro, pues las piezas blancas ocupan
casi l l a s decentes m ie n tras que l a s n e g ras
están incómodas. Hay presión sobre e? y la
cuestión principal es dónde debe u bicarse la
dama. Quizá el negro no tiene nada mejor que
1 4 . . . 'it'c6 .

1 4.'i'xe6+ ..ixe6 1 5 . .:txb7 ..id61

El b l a n c o n o t i e n e u n a b u e n a c a s i l l a
dispo n i bl e para s u a lfi l d e dama s i trata de
No sé cómo ayuda esto al blanco. m a ntener, tras 1 6 .:tg 1 (evita n d o crear u na
debilidad y tal vez u n a jugada mejor que la
11 ..• f6! del texto) la debilitada estructu ra blanca de
peone s .
Me gusta la lóg i ca de mi alumno. Quería jugar
. . . c7-c5 seg u ido de . . . ltJc6 para presionar el 1 6 . .if4 �xf4 1 7.gxf4 ..ig4
centro, pero le parecía que no era rea l mente
posible ejercer n i n g u n a presión i mportante. Atando al blanco mientras mejora su alfi l .
Si esto es verdad , o si . . . 'ii'a 5 es una amenaza
1 8 . ..ie2
potencial , no está claro. Yo le creo, ya que si
el negro se dirige hacia a5, el blanco pronto
desarrollará un ataque en el fla nco de rey, con
buenas posibilidades de éxito , en vista de la
falta de fuerzas defensoras en ese ala.

Si el blanco ahora captura e n f6, el juego del


negro contra el centro será más efectivo tras
1 2 . . . . ..ixf6 porq u e el alfil también apunta a d4.
Por estos motivos, y por la situación expuesta
d e su rey, el b l a n co d e c i d e m a n te n e r l a
posición cerrada.

1 2.e6 ..-d6!
¿Cómo debería continuar el negro?
U n a vez más, el negro lo está haciendo bien.
Se ha d a d o c u e n t a de q u e el b l a n c o 1 8 .lüc6!
• .

rá p i d a m e n t e j u g a rá g2-g3 y ..i h 3 si t i e n e
oportunidad , entonces el peón de e 6 será u n U n sacrificio de peón m u y lógico. El negro h a
78 CAPITULO 3: ¿NO HAY REGLAS?

decidido q u e f5 es la m ej o r cas i l l a para el Igual mente terri ble - si no peor - es 24.c4


ca ballo y planea llevarlo allí vía e7. También dxc4 25.l:l.xg4 tt:lf5.
ha llegado a la conclusión de q u e la torre de
b7 es la ú n ica pieza buena del blanco , y q ue 24 . . . llxc3
podría entregar alegremente su peón «C» para
e l i m i narla, lo q u e l e proporci o n a rá además El negro sigue teniendo un peón menos pero
presión por la col u m n a «C» . No tengo ninguna su estrategia no ha sido del todo comprendida
duda de que esta decisión e ra la correcta , y por s u riva l , y e l b l a n co a h o ra tendrá q u e
estaba profundamente im presionado cuando sentarse y observar cómo poco a poco e l negro
m e explicó el razonamiento . destroza su posición . Tengo la im presión de
que es aqu í donde el blanco se percató de
1 9Jbc7 :teS 20 . .:txc8+ .:txc8 2 Utg 1 ? 1 que estaba mucho peor, y eso le llevó a realizar
estas j ugadas tan malas.
Están echando al blanco de la partida , aunque
s u peón de ventaja podría l levar a la falsa 25 . .:tg2?
conclusión de que está mejor. El negro no tiene
debilidad es q u e el blanco pueda atacar en un ¿Qué hace la torre aqu í? Es preferible 25 .tt:lb3
tiempo razonable, m i entras que el blanco tiene tt:lf5 26.<iti>d2 .:th3 con clara ve ntaja para el
debilidades en c3 , f4 y h4, a las q u e pronto se negro, aunque a las piezas blancas todavía
incorporará una en d4. La defensa de todas les falta armonía.
e l l a s p a re c e m u y d if í c i l , y el ú n ico p l a n
razonable para las blancas es centrarse e n el 25 . . . tt:lf5 26.tt:lb1 ?
potencial punto fue rte del caballo en f5. Esto
podría h acerse mediante 2 1 .l:f1 , segu ido de ¿Y el caballo aqu í?
'iti>d2 y .i.d3, donde el negro a ú n mantendría
mucha presión a cambio del peón, a unque no 26 . . . llf3
está tan claro si es suficiente para decir que
tiene ventaj a . Cabe destacar que los dañados
peones y el ce ntro s e m i cerrado favorecen
pri ncipalmente al caballo negro, al blanco le
falta una buena casilla . En consecuencia, el
negro no está i nteresado en cambiar el caballo
por el alfi l , ya que el caballo será la pieza más
poderosa una vez llegue a f5 .

21 . . . h5!

Estructura . El negro l ucha por su caballo.

22.tt:ld2?
El negro ganó este fi nal sin problemas. Creo
Este cambio es horrible. Ahora el blanco no que lo mejor es detenernos aquí, justo antes
tiene manera de luchar contra el caballo de f5 d e q u e el n e g ro recupere s u materia l con
o i ncluso proteger el peón de c3. intereses.

22 . . . tt:le7!

Evitando 22 ... ..txe2+ 23 .'it>xe2 tt:le7 24.�d3 y


el blanco ha conseg u ido algo de solidez.

23.�xg4 hxg4 24 . .:txg4


79

CAP ITU LO 4 : ¿ P O R Q U E ESTU D IAR F I NALES?

D u ra nte u n torneo reciente u n j ugador me (de cuatro) de finales de torres de Chero n . E n


comentó q u e n o necesitaba estudiar fi nales una gesta de impresionante discipli n a , l legué
porq u e de sus últimas 22 partidas sólo dos a la página catorce , reproduciendo variantes
habían llegado a esa fase. Más tarde, en ese i nterminables de posiciones sencillas sin otra
mismo torneo, vi a esa persona hundirse en g u ía que «tablas» o «el blanco gana » . . .
una posición a partir de la cual pod ía haber
l legado a u n fi nal ligeramente i nferior, pero . . . Pasa ron años hasta que volví a l estudio de
que ofrecía posibilidades de tablas . Estoy se­ los finales, y cuando lo hice, la madurez había
g u ro de que eso era algo habitual para é l ; no tenido un gran impacto sobre m í . Ya no era un
conoce bien los finales y por ta nto los evita a cabeza loca, como había sido en m i adoles­
cua l q u i e r precio. S u razo n a m i ento viene a cencia , sino un joven independiente . Bajo la
posteriori . Por s u p u esto , si q u e ré i s podéis i nfluencia del Gran Maestro danés y héroe de
hacer esto mismo, pero ... ¿ por qué? ¿Tanto culto Henrik Danielsen , pasé a Chessbase las
os aburren los finales? ¿Creéis que hay algu­ l íneas principales de los dos volú menes de
na posibil idad d e q u e os pase esto porq u e fi na les de torres de Averbakh y las reproduje
n u nca l o s habéis entendido bien? una y otra vez. Este es un método inte resante
que Dan ielsen i ncorporó al ajed rez. La idea
No estoy seg uro de a qué edad me empeza­ es que los patrones inconscientes de recono­
ron a interesar los finales. Yo siem pre había cimiento pueden ayudarte cuando te enfren­
sido u n jugador creativo, i ntentando dar mate tas a finales teóricos sobre el ta blero . C reo
a mis oponentes mediante bellos sacrificios. q u e el m étodo fu ncion a , y para un jugador
Pero , claro está , este tipo de cosas no siem­ serio - concretamente los profesionales - lo
pre fu nciona ba. Aún así, a diferencia de m i reco m i e n d o encarecidamente, m i entras no
amigo, a priori a m í n o m e desagradaban los sea el ú nico método que tengamos para estu­
finales. Para ser sincero, yo estaba más i nte­
d i a r finales.
resado en conseg u i r puntos . Durante los pri­
meros diez a ños de m i carrera ajedrecística
Para u n aficionado a mbicioso como yo, creo
lloraba cuando perd ía , ahora sólo gol peo la
que es mucho más im portante entender cómo
a l mohada . M e lo g u a rdo pa ra mí m i s m o lo
las propiedades de las piezas se alteran en el
mejor que puedo, pero perder duele. Ganar,
final, antes que conocer cinco mil posiciones
por otra parte , es mag n ífico . Me pone eufórico
de piezas concretas. El libro que encontré más
y hace que todo valga la pena . Así pues, voy a
b e n ef i c i o s o fue Endg a m e S tra te g y d e
por el fi nal cuando no hay otro camino razo­
S h e re s h evsky, basado e n u n con cepto d e
nable que seguir.
D v o r e t s k y q u e e l a u t o r d e s a rro l l a m á s
Tras d i rigir mi atención a los finales, pronto profundamente. El mismo Dvoretsky también
me di cuenta de que esa fase de la partida era ha publicado un excelente libro sobre finales,
muy importante. En realidad me costó muchos Técnica para el jugador de torneo. Cuando
años em pezar a estudiarl a , pero pronto supe hablé con Dvoretsky en verano de 2000 estaba
que era una buena idea. Me sorprendió des­ escribiendo un manual básico de finales. La
cubrir que pod ía divertirme repasando fi nales idea básica era que sólo era necesario conocer
come ntados de l o s e nfre nta m ie n tos e ntre u nas posiciones teóricas con cretas y, más
Kasparov y Karpov, y con buena previsión y ta rd e , co m p re n d e r u nos p r i n c i p i o s d e los
g ran a m bición me compré el primer manual finales. Una idea i nteresante.
80 CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIA R FINALES?

EMPEZANDO « d » . Lo ú l t i m o p a rece p re s e n t a r m á s
resistencia.
Cada vez que tengo un nuevo a l umno sé que
tengo que enfrentarme a su disgusto por los 1 .'�d3 2 . .J:I.b7!
..

finales. La gente pa rece mover más rá pido


cuando el número de piezas disminuye, esto Atacando el peón y obligando al neg ro a ir a
sucede a pesar del hecho de que las decisio­ c4 . S i el b l a n co h u b iera jugado 2 .� d 7 , el
nes intuitivas son ahora menos im portantes negro h u biera podido ayudar a su peón desde
ya que no es posible «sentir» el camino a tra­ c3 en vez de desde c4, y asi estaría a una
vés de un final . Necesitas razonar lógicamen­ jugada menos de la casilla clave de c2.
te qué hacer y, a menudo, eso ayuda a la hora
de cal cular variantes h asta el final, y si no ayu­
da tanto, entonces a l menos te lleva lo sufi­
cientemente lejos como para intu i r la posición Esto es, de hecho elementa l , pero m u chos
final. jugadores de 2 1 00 fallan aquí. El rey blanco
n ecesita ataca r el peón « b » desde el lado
Normalmente presento a u n n uevo alumno la opuesto a l rey n e g ro. El resto no necesita
sig u iente posición , que encuentro muy instruc­ comentarios .
tiva aunque sea relativamente simple.
3 . . . b4 4.'iPb6 b3 5.1ii>a 5 �c3 6.�a4 b2 7.•;,ta3

[0 : 1 ]

Esto puede parecer bastante sencillo cuando


ves la solución , pero en la práctica muchos
b u e n o s j u g a d o r e s t i e n e n d i f i c u l ta d e s .
Obviamente, a nivel d e Maestro I nternacional
(o tal vez 2 3 0 0 ) la m a yoría d e j ug ad o res
encontrarán la solución con faci lidad (mostré
este ejercicio a un amigo de 2550 y no pudo
conce ntra rse adecuadame nte en e l p ri m e r
ejercicio, pero habiendo entendido e l tem a ,
Blancas j uegan y ganan inmediatamente resolvió el ejercicio que viene
a contin uación y que es mucho más difícil .
En este final, con sólo cuatro piezas sobre el Bien , ¿lo habéis resuelto? Lo h icisteis, bien,
tablero, el blanco sólo tiene un camino hacia ¿ pero qué pasa con el siguiente?
la victoria. I n cl uye u n bonito -aunque básico­
truco q u e gana un t i e m p o , y una correcta Tras el ejercicio a nterior yo siem pre pongo a
maniobra de rey. Normalmente mis alumnos m i s a l u m nos e l s i g u i e nte ej e m p l o . H a sta
lo resuelven en dos intentos, cometiendo un ahora ... , ¡ nadie (excepto el Gran Maestro) ha
e rr o r p o r el c a m i n o . A l g u n a s v e c e s s e conseguido resolverlo!
equ ivocan e n l a primera parte d e l ejercicio,
otras lo hacen en la segunda. Como curiosidad, hay dos divertidas historias
relacionadas con este ejercicio. Uno de mis
1 .l:c7+1 a l u m nos no acertó a resolverlo tras q u i nce
minutos y se lo llevó a casa como deberes.
Este jaque intermedio gana un tiempo muy Me llamó dos d ías más tarde para verificar la
im portante. Ahora el negro sólo puede elegir posición , porque cre ía que la había copiado
entre bloquear su peón o d i rigirse a la columna incorrectamente . Tras saber que no e ra así
CAPITULO 4 : ¿PO R QUE ESTUDIA R FINALES? 81

exclamó: (< ¡ Entonces no hay solución ! » , tan de torres: (( Lo más imporlante ... es que la torre
confiado y a la vez tan i ncorrecto. debe estar activa » . Creo que está en lo cierto.
P e ro no d e b e r ía m o s q u e d a r n o s a q u í ;
deberíamos ser más elementales todavía en
nuestras consideraciones. ¿Qué significa que
la torre esté activa? ¿Qué significa estar activa
d e l to d o ? M i r e s p u e s t a p u e d e s e r
cuestionada , pero e s m u y útil en la práctica .
Estar activa es ataca r, y estar p a s iva es
defender. Si la torre está detrás de un peón
p a s a d o p ro p i o , e l p e ó n p o d rá s e r l a
vanguardia del ataque.

A h o ra v a y a m o s a a l g u n a s p o s 1 c 1 o n e s
elementales e n los finales d e torres

Blancas j uegan y ganan

La otra historia tiene como protagonista a un


2 3 0 0 q u e e s t a b a i n t e r e s a d o e n rea l i za r
a l g u n a s sesiones d e e ntren a m i e nto. M e
co m e n tó q u e h a b ía estu d i a d o e l l i bro d e
Averbakh q u e mencioné a nteriorm ente . Le
mostré el ejercicio y tras dos minutos afi rmó
ten e r la sol ución . E m pezó con 1 .'it>e5 'it>f3
2 . .l:a2 e3 y entonces quedó desconcertado al
ver que el negro consegu ía tablas fáci lmente.
E n t o n c e s le m o stré la s o l u c i ó n , q u e é l
c o n s i d e ró i n c re í b l e . Aú n a s í , n u n ca m á s
escuché que quisiera entrenar, y p o r u n tiempo En el cuarto i nferior izquierdo (a1 -d4) el negro
pareció que me reh u ía. tiene u n peón pasado, pero la torre blanca
está activa , atacando el peón y, por lo tanto ,
Lo que i ntento ilustrar a mis alumnos con estos limitando la l i be rtad de la torre enemiga. En
dos ejercicios puede ser verbalizado de dos consecuencia, la torre está pasiva.
maneras. Desde una perspectiva abstracta hay
algunas reglas básicas que rigen los finales y, E n el cuarto supe rior izquierdo (a8-d 5 ) , la torre
u n a vez d o m i n a d a s , s e rá n de t re m e n d a blanca está activa , pero menos q u e la de a3.
ayuda . En concreto , la torre debe estar detrás El blanco necesitará seg u i r el peón una vez el
del peón pasado y el rey debe estar al otro negro e m piece a avanzarlo. Así pues, no tiene
l a d o d e l p e ó n . N o c i o n e s e l e m e n ta l e s , la misma libertad de maniobra como e n el caso
¿ v e rd a d ? B u e n o , s i e s a s í , ¿ po r q u é m i s de q u e estuviera d etrás del peó n . La torre
alumnos n o tuvieron éxito a la hora de resolver negra es todavía un defensor pasivo pero , si
los eje rcicios? La explicación tiene dos partes: la com p a ra m o s con la de a 1 . entonces a l
p u e d e n n o ser c o n s c i e n te s d e l a s reg l a s menos s e puede mover a rriba y abajo por l a
u niversales de los finales, y pueden no tener col umna ((a » , lo q u e e s una clara mejora .
la suficiente experiencia a la hora de ponerlas
e n práctica . M is m étodos d e e ntrena m iento En el cuarto superior derecho (e5-h8) el blanco
están destinados a mejorar esto. está activo, su torre detrás del peón, que no
se puede mover por el momento. Aqu í la torre
Dando u n a conferencia en Copenhague, en negra parece mejor q u e la de a6, pero no es
junio de 2000, Dvoretsky d ijo sobre los fi nales tan sencillo. La torre del blanco también tiene
82 CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIA R FINALES?

potencial para man iobrar (por ejemplo, .l:h8- cuenta otras casi l l a s . Esta noción está ta n
f8) y, si e ntonces el negro avanza el peó n , fue rtemente i mpla ntada en nuestras mentes
puede volver a h 8 . P o r lo tanto , el dista nte y que nunca pensamos en ella como una reg la
encerrado punto de h8 no es, tal vez, tan malo (parecido a lo que pasa con hablar y comer a
como parece. la vez) . Es una regla básica que a prendimos
dando nuestros primeros el ajedrez, y q u e
E n el cuarto inferior derecho (e4- h 1 ), la torre nunca cuestionamos. S e a como sea , a q u í está
bla nca parece esta r activa . Está d etrás del la solución :
peón pasado y encerrando a l a torre negra
hacia atrás. Si el negro cede espacio, el peón 1 .1:g5 1 1
.

continuará su camino. Por otro lado, el negro


t a m b i é n está ataca n d o el peón y, d e este Como e n el Ejercicio 1 , e l bla nco n ecesita
modo , atando la torre blanca. Con el peón en ganar un tiempo y activar la torre tras su peón .
h5, la torre blanca tendría más espacio para Dado q u e el rey bla nco está en el ca m i no
m a n iobrar y, a s í , estar m u cho más activa. 1 .:g8? No consigue este objetivo , ya que tras
Además, estando más cerca de la coronación, 1 .. .';1ó>f3 2 .1:f8+ �g2 el peón no puede ser ata­
.

el peón req uerirá mucha más atención por cado inmed iatamente.
parte de la torre negra la que, de momento ,
d e b e rá ate n d e r a otros d e b e res antes d e 1 .. 'it>f3 2.l%f5+ �g2 3 . .1:.e5
.

volver a su trabajo como bloq ueador.


El blanco ha consegu ido la ansiada posición
Tiene sentido el hecho de q u e la torre q u e para su torre con la suficiente ganancia de
esté activa dependerá constantemente de lo tiempo.
q u e está suced iendo sobre el tab lero. Las
reg l a s relativas a la a ctiv i d a d son reglas 3 . . .�3 4.�d5 e3 5.'li>d4 e2 6.'it>d3 y el blanco
locales, tal y como se explica en el Capítulo 3, gana.
mientras que la afirmación de Dvoretsky que
l a « torre deb e estar a ctiva» es una regla
general y, como tal , es más a bstracta , siendo ESTUDIANDO EL FINAL PARA
i ndependiente de las reglas locales. APREN DERLO

Volvamos al Ejercicio 2. Afirmaría (lleno de confianza) que esta breve


lección (45 minutos, si intentásteis resolver los
ejercicios) es tan útil para el jugador de torneo
como reproducir los 4 volú menes enteros de
Cheron. ¿Por qué? Explica lo que está pasando
en vez de frustraros con interminables variantes
de las que no estáis seguros de poder recordar.

U n a cosa i m po rtan te a la hora de i n tentar


mejora r vuestro ajed rez es ser consciente de
que tenéis q u e intentar record a r lo menos
posible, ya que una buena comprensión es
m u ch o más úti l . F u e S hort q u i e n d ijo a lg o
parecido a « No puedo recordar una variante
E n realidad , la solución es la misma que en el en la que las jugadas no tienen lógica» . En
Ejercicio 1 , sólo que un poco más d ifícil porque l o s fi n a l e s , l a c o m p r e n s i ó n e s e s e n c i a l .
coi ncide con u n a noción i ntuitiva está n d a r. O c a s i o n a l m e n t e o s p o d é i s e n co n t r a r e n
Normalmente preferi mos situar nuestras torres posiciones teóricas, pero n o a menudo. Más
en el borde del tablero, y rara vez tenemos en bien ten d réis q u e e n contra r vuestro propio
CA PITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIA R FINALES? 83

camino en territorio extra ño. Aumentar vuestra p o r s u p u e s t o , m e s e n t i r í a d i fere n te .


co mprensión d e l fin a l os a y u d a rá a to m a r F i n a l m ente, debo decir q u e n u nca h e
buenas decisiones cuando l a s necesitéis. conoci do a G eorg iev e n persona y n o h a y
motivo para que me guste o disguste.
En este capítulo veremos algunos perfiles de
j u g a d o res fu e rtes . A l g u n o s d e e l l o s s o n Vale, ya me he discu l pado lo suficiente, por lo
famosos p o r s u superior técnica en los finales, que pasemos a la primera partida.
otros son s i m p l e m ente g ra ndes j u gadores.
I ntentaré pintar un cuadro realista de cómo se
juegan los finales al más alto nive l , y cómo
creo que deberían ser entendidos, como una Kir.Georgiev- Yermoli nsky
colección de ideas más que como variantes .
Clasificatorio PCA Gron i ngen PCA 1 993
E mpezaré por u n jugador i n cre íb l e , situado
en el puesto vigésimo del mu ndo [N . E: el 55
del ra n k i n g m u n d i a l en l a ú l t i m a l i sta] . U n
gigante del ajedrez, supe rior a m í e n todos los
aspectos de la parti d a , a u n q u e no u n g ra n
jugador de fi nales a pesar de todo.

EL G RAN MAESTRO KIRIL G EORGIEV

S e r é , en c i e rto m o d o , p re s u n t u o s o a l
relacionar l a s dos partidas q u e presenta ré
aqu í. Deduciré que Georgiev, tras su pri mera
d errota , se d i o cuenta de q u e no conocía
mucho los finales de torres y se fue a casa a
estu d i a r. En consecu encia , e n la seg u n d a J uegan las blancas
partida confu n d i ó d o s métodos de defensa .
Por desgracia , no pareció l l eg a r al corazón Cuando mostré esta posición a una novia mía,
del final y n unca entendió nada substancia l . q u e a p e n a s te n ía E L O , e l l a d ij o : « Por
Esto p u e d e p a recer u n a g rave a c u s a c i ó n supuesto el blanco está mejor tras :t.dB+ y l:.bB
contra uno de l o s más fuertes jugadores d e l p e ro n o creo que pueda ganar>� . B i e n , no
m u ndo, pero he reproducido todos l o s fi nales podría estar más de acuerdo. La torre debería
de torres de s u periodo de Gran Maestro y me estar activa en b8, prepa ra ndo b3-b4 con idea
da la sensación de que raramente ganó puntos de crear posibil idades de victoria tras :t.c8-c5.
en esta fase. Por supuesto, gana posiciones Aún a s í , el n eg ro debería co nseg u i r tablas
ganadas y hace tablas en posiciones de tablas fácilmente con juego activo .
pero también , muy a menudo, no lo consigue.
Y nunca parece ganar finales de tablas contra 38.1:1d3?
sus semejantes.
Supongo que se trata de una ti pica jugada de
P o r s u p u e s t o , s i e m p r e es l i g e r a m e n t e
los apuros de tiempo: no necesariamente una
i n có m o d o e s c r i b i r u n p e rfi l n e g a t i vo d e
alguien, pero h e decidido hacerlo por diversos que se haya real izado al toque (el jaque es
motivos, siendo uno de el los el hecho de que más a utomático ) , pero s i una preced ida de
estoy seg u ro de que conseg uiré mi propósito. d i e z s e g u n d o s de c o n fu s i ó n . El ú n i c o
Georgiev es también mucho más fue rte que verdadero i ntento de ganar en esta posición
yo , por lo q u e si estoy e q u i vocado e n m i s es 3 8 . f3 ! ? <;f;f8 3 9 .'.t> e 4 lld2 4 0 .1:1c5 J:t x h 2
t e o r í a s n o e s rea l m e n t e i m p o rt a n t e . S i 4 1 .l:lxb5, donde el blanco ha conseg uido un
estuviera escribiendo sobre u n jugador loca l , peón pasado, aunque el negro eventualmente
84 CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIA R FINALES?

creará su propio peón pasado e n el flanco de terminado, y sólo ahora puede parar d e mover
rey y, por lo tanto, conseguirá tablas. y empezar a pensar. Tras darse cuenta de lo
mal que ha situado su torre, ahora debería
38 1:tc5!
• • . tener un g ran dolor de cabeza , necesitando
hacer algo al respecto.
Por s u p uesto , el n e g ro no p u e d e cam b i a r
torres y entrar en el final de peones, por lo 41 . . . .:tc5
que mejora ligeramente la posición de s u torre ,
permaneciendo activa en la fila y mirando a la El n e g ro está o b l igado a m a n t e n e r al rey
casilla de c2 como punto de e ntrada . alejado o el peón « b» pronto correrá grave
p e l i g ro .
39.�d4?
42.l:te3
Aqu í es donde empiezan los problemas del
b l a n c o . En vez de a c t i v a r su torre , está La torre vuelve al juego desde el lugar donde
activando su rey. Por desg racia, no es u n buen
estaba escondida.
pla n . De acuerdo , 39J%d8+ ? ! �g7 40 .l:tb8?
está fuera de lugar debido a 40 . l:tc3+, donde
42 �7
. .

se requiere u n cierto n ivel de precisión para


...

h a c e r t a b l a s ( u n a t a r e a d u ra , m e d a l a
sensación, teniendo e n cuenta lo q u e puede
quedar de partida) . En vez de esto, deberla
forzar las tablas mediante 39.b4 ! con idea de
40.l:l.d5, prácticam ente forzando la repetición
de j ugadas con 39 . . .l:tc4 40 .l:td4 l:tc3+ 4 1 .l:td3
l:tc4 .

39 . . . .l:lc2 1

La casilla natural para la torre, controlando f2


(y h2) y cortando el paso al rey blanco para
evitar que se acerq u e a la ú n ica d e b i l i dad
potencial del negro, el peón de b2.
¿Qué debería hacer el blanco aquf?
40.l:tf3
43.f4?
Forzado . Georg iev debió senti rse de a l g ú n
Esto sólo sirve para debilitar el flanco de rey.
modo i n cómodo e n este momento. S u torre
Me temo que Georgiev ten ía miedo de que el
parece ridícula mientras que la negra controla
a su rey. Aún as!, la posición es seguramente negro avanzara sus peones y creara algunas
ta blas, pero la tendencia es q u e el b l a n co posibilidades, pero no es j ustificación para el
comete e rror tras e rror y, l e n t a m e n te , l a daño en su estructu ra de peones. El camino
posición s e va haciendo m á s difícil para é l . correcto es 43.l:.e2, y e ntonces la idea más
P a ra saber más del con ce pto «tendencia » evidente es l:te2-a2 para conseguir actividad
recomiendo el libro de Yermolinsky El Camino a través de a6 o a7. Pero hay otro plan incluso
del Progreso en Ajedrez. más sólido: el blanco puede i r a c2 ya que el
final de peones es, sin duda, tablas: 43.l:te2!
40 . . .f5 41 . �d3 b4! (43 . . , c¡¡. f 6 4 4 . l:tc2 ! llxc2 4 5 .<li'xc2 'it>e5
46:it>c3 'it>d5 47.�b4 �c6 48.�a5 g5 4 9 . b4 y
Seamos buenos y asumamos que los graves el blanco incluso gana) 44.1:c2 :xc2 45.�xc2
p ro b l e m a s de t i e m p o d e l b l a n co ya h a n �e6 46.<o!td3 �d5 47.f4 etc.
CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIA R FINA LES? 85

43 b41
••. d e la parti d a . ¿Tiene salvación el b l a n co?
Realmente no creo que esté completamente
Atando al blanco. perdido, pero es u n a posición muy dificil . S u
única posibilidad es u na estrateg ia de espera.

48 Ac3 49.l:le3 l:lc1 so .:.es :.g1 51 .:.e3 :.c1


• . .

52 .:e6

¿Triple repetición? Sólo era una bro m a .

44.h4?

Esto es otro error ya que ofrece al negro u n


n uevo objetivo de ataque en g3. El peón d e
h2 no era tan débil y a que sería difícil atacarlo
d u ra n te u n t i e m po ( p o r otro l a d o , b3 e s
rea l mente d é b i l ) . Ahora e l blanco t i e n e dos
debilidades en una posición e n la que está a
punto de perder, si es q u e no lo está ya . ¿ Puede el blanco sobrevivi r?

44 . . . .:c7 53 . .:b6?

Una idea atractiva . El negro prepara . . . 'it>g7- T r a s esta j u g a d a , la r e s p u e sta es


h 6- h 5 - g 4 s i n d a r al b l a n co t i e m po p a ra defi n itivamente no. Supongo que Georgiev se
situarse tras el peón de « b » m ediante un jaque apuró de tiempo por segunda vez y n o calculó
e n e7. Podemos ver c l a ra m e nte e l efecto adecuadamente las consecuencias de esta
negativo de la última jugada del blanco, ya jugada . Yermoli nsky, por otra parte, no pa rece
que su torre está obligada a q uedarse en la tener p roblemas a la hora de beneficiarse de
tercera fila. la posició n . El blanco deberla ser capaz de
entabl a r con 53.l:te3, y el n e g ro tiene dos
45.'�d4 �g71 posibilidades: 53 . . . :.g 1 54.<;t>c4 <iftg4 55.<;t>xb4
Axg3 56.lZ.xg3+ �xg3 57.�c5 �xf4 58.b4 q¡,g4
El n e g ro a c t i v a su rey, q u e no ha s i d o 5 9 . b 5 f4 co n d u ce a un fi n a l de d a m a s d e
controlado e n a bsoluto por parte del blanco . ta b l a s , a u n q u e c o n a l g u n a opción para e l
n e g ro , m i e n t r a s 5 3 . . . � g 4 5 4 . :. e 6 � x g 3
46.h5 5 5 . :.x g 6 + �xf4 5 6 . l:t b 6 � g 3 5 7 . .: x b 4 f4
5 8 . lZ. b 8 l:ld 1 + 5 9 . �e4 lZ.e 1 + 6 0 . 'it> d 4 f3
El bla nco necesita cambiar su peón de « h » 6 1 .:.ga+ q;,h2 62.:.ta 'ittg 2 63 .l:g8+ �1 64 . b4
antes d e q u e sea débil -una vez caiga g3-, y son tablas fáciles.
capturar en h5 no es deseable para el negro.
53 ... .:c3 54.l:lxb4 l:lxg3 55.�e5 l:e3+ 56.'iPd4
46 ... �h6 47.hxg6 hxg6 48.l:!.e6 .l:tf3 57.�e5 �g4 58.l:b6 :Z.e3+ 59.�d4 'it>xf4
60.Axg6 .:xb3
Aqu í e m pieza una n u eva e i nteresante fase [0 : 1 ]
86 CAPITULO 4 : ¿PO R QUE ESTUDIAR FINALES?

Tras u n a conti n u ac i ó n como 6 1 .l:g8 l:b4+ se acerca ( p a ra l i berar su to rre) el n e g ro


62 . .¡.,d3 l:e4 el rey blanco está fuera de juego i n i c i a rá u n a i n c re í b l e s e r i e d e m o l e stos
y tenemos una posición teóricam ente ganada. jaques.

No es una partida im presionante por parte del 2 ... h5 3.'iti>e3 'if;fS 4.f3 l:a3+ 5.'�'d4 l:xf3 6.l:f8
blanco, pero debe deci rse que había mucho l:a3 7.l:xf7+ .¡.,g4 8.:lf6 �xg3 9 .:lxg6+ 'Oti>xh4
d inero en juego y que q u izá esto i nfl uyó sobre 1 0 . <;i( c 5 c;f.; h 3 1 1 . c;t.; b 6 h 4 1 2 . l: g 5 l: x a 6 +
el juego de Georg iev. 1 3.�xa6 'it>h2 1 4.�b5 h3 1 5.�c4 '0ti>h1 1 6.<ifi>d3
h2 1 7.�e2 Ahogado
Tal y como dije a nteriormente , voy a pensar
que por algún motivo yo sé que Georgiev era No hay motivo para memorizar este ejemplo.
un jugador sensato : tras perder esta partida , Es suficiente aprender la idea principal de la
se fu e a c a s a a d e d i c a r m u c h a s h o ra s a defensa negra . Mientras el blanco avanza el
estudiar finales. Por lo tanto , algunos años más peón «a», el negro ataca el flanco de rey, gana
t a rd e , en el C a m p e o n ato d e l M u n d o p o r u n peón y, al fi nal, hace tablas por un tiempo o
eliminatorias de L a s Vegas, estaba seguro a dos. Ahora veamos cómo Georgiev trató esta
la hora de entrar en un final de torres con un situación .
peón d e menos, ya q u e él s a b ía q u e eran
ta b l a s . P o r d e s g ra ci a , n o reco r d ó c ó m o Akopian-Kir.Georgiev
h a c e r l a s y n o te n ia u n a c o m p re n s i ó n
e l e m e ntal d e l fi n a l para g u i a rl e c u a n d o n o
Las Vegas 1 999
pudiera pensar por si mismo.

El final es bien conocido desde hace mucho


t i e m p o y ha s i d o ta b l a s en n u m e r o s a s
ocasiones. Averbakh tiene la siguiente versión
en su libro:

N . Kopajev 1 958

¡J uegan negras y fuerzan tablas!

26 . . . l:d8 1

U n bon ito sacrificio de peón, forzando u n final


de tablas.

27Ji'xc5 l:d1 + 1 28.�h2

28.�g2? 'iie4+ no es recomendable.


1 .a6 'it>f6 2. �f3
28 ... 'iix c5 29.l:xc5 l:d2 30.�g2 l:xb2 3 1 .l:c4
Nótese q u e 2 .a7?! son tablas i nmediata mente
porq ue el negro no tiene más ocupación que El blanco gana un peón , pero el negro está a
vigilar el peón de «a». Cuando el rey blanco punto de lograr la posición deseada en a m bos
CAPITULO 4 : ¿POR QUE ESTUDIAR FINALES? 87

flancos. Los peones están situados d e manera el error defin itivo. En la ciencia cog nitiva esto
óptima en el fla nco de rey y la torre estará se conoce como mezcla conceptual. Los dos
perfecta mente situada en a2. M ientras tanto, p l a nes de la nota p re v i a se e ntrecru za n ,
l a torre b l a nca n o está n a d a b i e n s itu ada p rod uciendo e l e m e n tos d e a m bos. E s u n a
delante de su propio peón . De hecho , el negro fu n c i ó n m u y b á s i ca d e l c e re b ro y ,
t i e n e u n a b u e n a v e rs i ó n d e l fi n a l q u e presum iblemente, la clave para la mayoría d e
acabamos d e ver. n uevos descubri m i entos. A ú n a s í , no e s m u y
conve n i e n t e . A h ora el r e y b l a n co l l e g a a l
31 . . . h51 flanco d e d a m a rápidamente y , entonces , el
blanco tendrá posibilidades de victori a . Como
E sta es l a posición óptima d e los peones c u r i o s i d a d , p a ra a l g u i e n q u e e s t é
negros del flanco de rey. La experiencia ha particu larmente i nteresado e n la noción d e
demostrado que si el bla nco tiene tiempo de mezcl a conceptual como proceso cogn i tivo,
jugar g3-g4, el negro tendrá más problemas r e co m i e n d o la ex c e l e n t e o b ra de
para consegu i r ta blas: esto sirve para todos G . F a u co n n i e r Mappings in th o u g h t a n d
e st o s fi n a l e s de t o r re s , d o n d e la m ej o r language d e 1 997.
estructu ra defensiva e s f7-g6-h5 e n e l 99% de
los casos . 40.l:!.a7+ <,i;lh6 41 .a5 g5 42.'�c5 gxh4 43.gxh4

32.l:Xa4 .l:.a2 33.'iti'f3 �g7 34.We3 Aa1

C o m p a ra d o con la a n t e r i o r p o s i c i ó n d e
Kopajev, e l blanco n i siquiera h a empezado a
avanzar su peón pasado, por lo que el negro
sabiamente espera .

35.l:la6 .Z:.a2 36 . .Z:.a4 .l:.a1 37 . .Z:.a6 .Z:.a2 38.a4

A h o ra nos a p rox i m a mos a l a p o s i c i ó n de


Kopajev y e l negro ha elegido u n plan.

38 ... .l:.a3+
¿Cómo deberían conti nuar las neg ras?
Esta es u na de las dos estrategias posibles.
Básicamente, es muy simple: con el jaque, el Aq u í vemos que e l rey b l a n co está e n c5
blanco está forzado a dejar sus peones , y el mientras que el negro a ú n tiene que empezar
negro puede atacarlos i n m ed iatamente con a moverse. A pesar de todo, la posición sigue
la torre. El otro plan es jugar . f7-f6 y . . . g6-g5,
. .
siendo tablas con toda probabilidad.
dejando al blanco con una opción entre hxg5
fxg5, donde el negro conseg uirá tablas gracias 43 . . . :ta4??
a su nuevo peón pasado en la columna «f» o
« h » , o permiti r . . . gxh4 seguido de . . .<�g7-g6- Esto es bastante horrible. El negro no tiene
f5-g4, creando un peón pasado en la columna tiempo para capturar el peón de h4, por lo que
«h» igualmente. En el segundo caso, la torre la jugada d e l texto s i m p l e m e nte p i e rd e un
está bien situada en a2, donde se encuentra tiempo vita l . D e hecho, este es el seg u n d o
tras el peón de « a » , ataca n d o f2 : máxima tiempo que pierde el negro , p o r lo que a hora
actividad . Ambos planes deberían conducir a la posición es insalvable. No está claro si el
tablas sin ningún problem a . n egro p u e d e h a c e r ta b l a s con 4 3 . . . Wg 6 o
43 . . . :a2. Qu izá ambos movimientos consigan
39.'�d4 f6? tablas, pero no es im portante investigarlo para
saber que la elección de Georgiev es un error.
U na confusión desafortunada, pero a ú n no es Nos interesan las ideas y conceptos más que
88 CAPITU LO 4: ¿POR QUE ESTU DIA R FINALES?

los l a rg o s a n á l i s i s . A d e m á s - y esto es Cuando tengas ventaja, pero no puedas ganar


importante - para mejorar nuestros finales de la partida , deja q u e sea el rival quien haga
t o r r e s e n te n d e r i d e a s es m u c h o m á s ta b l a s . N o s i e m p re l o c o n s i g u e , como la
i mportante q u e entender larg u ísimos análisis. experiencia (y esta partida) nos demuestra . A
Debe mos intentar encontra r a rg u m entos y veces es m ejor dej a r que sea el oponente
razonam ientos que ¡mejoren el proceso de la quien trabaje para hacer que la partida avance.
toma de decisiones sobre el tablero!. I ntentad
hacer una comparación entre 43 . . . 'iti>g6 y la B u e n o , ya está b i e n d e h a b l a r del p o b re
partida y notaréis la diferencia claramente. Georgiev. Lo que quería i lustra r era cómo un
j ugador de talla m u ndial puede carecer de la
44.a6! :ta2 técnica suficiente en los fi nales, y cómo puede
salirle muy caro, dejándole fue ra de dos ciclos
Ahora queda claro que el negro ha malgastado para el campeonato mundiai .Antes de entrar
u n a j ug a d a . D e be h a b e r p a s a d o p o r a l to en grandes actu aciones en los finales, me
44 . . . :txh4 45.:ta8! :ta4 46.a7 �g7 47 .Wb6! con g u s t a r í a a ñ a d i r un ú l t i m o ej e m p l o . M u y
idea de 48.l:!.b8. Ahora vemos que la torre está conocido a pesar d e haber sido jugado hace
d e m as i a d o cerca d e l rey b l a n co y a s í n o ya 5 años : se trata de la última partida de un
puede continuar dando jaques: ¡ u n concepto torneo eliminatorio por Internet organizado por
i m p o rt a n t e ! Tras 47 . . . :t b 4 + 4 8 . '�a 5 l: b 1 el Club Kasparov.
49Jlb8 e l blanco g a n a . Por s u p u esto, esta
varian te h u b i e ra s i d o pos i b l e con la torre Plket-Kasparov
negra en la segunda o tercera fila.
Match por I nternet del C l u b Kasparov
45JlaS � g 6 46.�b6 l:. b 2 + 4 7 . � a 7 l:.xf2
4S.:tbS l:.f4 Apertura Inglesa

48 . . .'�f5 49.:tb4 ! deja al negro en una situación


1 . .!0f3 .!0f6 2.c4 c5 3 . .!0c3 d5 4.cxd5 .!0xd5 5.g3
desesperada.
.!Oc6 6.i.g2 .!0c7 7 .d3 e5 S.0-0 i.e7 9 . .!0d2 i.d7
1 O . .!Oc4 0-0 1 1 ..txc6 .ixc6 1 2 . .!0xe5 .tes
49.:tb5!

1 3.'W'b3 i.f6 1 4 .!0g4 i.d4 1 5.e3 jj,xc3 1 6.'ii'x c3


b6 1 7.f3 i.b5 1 S .!Of2 Wd7 1 9.e4 .!0e6 20 ..te3


L a co m p a ra c i ó n con 43 . . . �g6 es a h o ra
• •

a5 2 1 .l:tad1 :tadS 22.:td2 'W'c6 23.llc1 •b7


evidente . Dado que el rey está cortado y la
24.a3 lLld4 25. 'iti>g2 :teS 26.llb1 :tfdS 27 . ..txd4
partida perdida.
l:!.xd4 2 S . b4 axb4 29.axb4 'i'd7 30.bxc5 bxc5
31 .l:!.bb2 h6 32.lla2 'iti>h7 33.:ta5 :tdS 34.Wxc5
49 . . .l:txh4 50 .�b6 l:!.e4 51 .a7 :es 52.l:ta5 h4
i.xd3 35.l:!.xd3 l:!.xd3 36.lLlxd3 Wxd3 37.:ta2
53.a8'ii' l:txaS 54 . .1:.xaS �g5 55.�c5 h3 56.l:h8
'itb3 38.'Wc2
'ótó>g4 57.�d4 �g3 5S.�e3 <;i;>g2 59.�e2 h2
60 .l:!.gS+ q¡,h3 61 .�2 !

U n truco bastante conocido en este tipo de


finales. E l negro está obl igado a ped i r una
pieza menos val iosa , y los caballos no están
muy contentos en las esquinas.

6 1 ... h 1 .!0+ 62.�f3 'it>h2 63.l:g2+ �h3 64.l:!.g6


'it>h2 65.:txf6 �g1 66.l:.g6+

[1 : 0]

El caballo se pierde tras 66 . . . �h2 67.l:.g8 o


66 . . .'�f1 67 .l:g2. ¿Cambiar damas?
CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTU DIA R FINALES? 89

Kasparov, en su estilo habitual , sacrificó u n


peón para obtener un juego activo. A ú n a s í , a
d iferencia de hace veinticinco años, cuando
Garry a pareció por vez primera en la escena
aje d recística , a h o ra los j u g a d ores d e el ite
saben defenderse mejor. Este nunca ha sido
uno de los puntos fuertes de Kasparov, a pesar
de todo; parece demasiado impaciente desde
m i pu nto de vista .

De cualquier modo, aqu í entra en un final de


torres q u e se sabe son ta b l a s . De h e c h o ,
observamos una versión muy a rquetípica de
este final . El ún ico problema es que Kasparov ¡Todavía son tablas!
no sabe cómo consegu i r ta blas.
44 . . . lte 1 ?
38 .. .'i!fxc2+ 39.J:1xc2 h51
Kasparov se da cuenta demasiado tarde de
La estructu ra defensiva citada en la partida q u e su p o l í t i c a de e s p e ra l e l l e v a rá a l
a nterior. desastre.

40.f4 g6 41 .e5 .l:!.d3 ( ? ! ) El negro puede conse g u i r ta blas fácilmente


con 44 . . . l:la3 45.l:tc7 l:a5 ! , evitando e5-e6. El
Dvoretsky publicó un extenso anál isis sobre b l a nco puede i n tentar 46 .lte7 l::t b 5 4 7 . f5 ! ?
este fin a l en su excelente l i bro « Ma n u a l de Pero tras 4 7 . . . gxf5 48.e6 (la clave) el negro
F i n a l es » . tiene l a simple defensa 48 . . .f4+ 49.�xf4 'it>f6
50.l:lxf7+ 'itrxe6 y no hay manera de q u e el
Como apunta, l a torre n o hace nada en d 3 . bla nco gane e l peón « h » . Este m étodo se
conoce desde hace bastante tiempo y ha sido
42.�h3 lte3 43.�h4?! e m p l e a d o co n é x i t o . J o n - K a r a sj e v,
Len i n g rado 1 98 3 , es u n eje m p l o , la ú n ica
43 .ltc7! Wg7 44.�h4 ganaría inmed iatamente diferencia es q u e la torre negra está en la
segú n Dvoretsky. col umna «b» en aquella partida.

45.l:lc7

Aqu í encontramos la primera oportunidad para Ahora la amenaza e5-e6 está en el a i re, y el
forzar las tablas. negro no puede evitar lo que sigue.

Tras 43 . . . �h6! el blanco no tiene manera de 45 . . . lte2


rea l iz a r n i n g ú n p rog re s o ya q u e el n e g ro
e n t a b l a c o n 4 4 . l:l c 7 lt e 2 ! 4 5 . 'it> h 3 � g 7 , Dvoretsky y B o l o g a n d e m u estra n que l a s
mientras que 45.h3? lte4! ¡ sólo e s peligroso blancas también g a n a n después de la mejor
para el blanco! defens a : 45 . . . l:le4 46.l:lb7 lta4 4 7 . g4 hxg4
48.f5 gxf5 49.e6 y las blancas gana n .
44.<.tig5
46.l:le71 J::t a 2
Aq u í el bla n co debió ha ber jugado 44.l:lc7 !
l:le2 45.'it>g5, ganando ( Dvoretsky) . El final de peones tras 46 . . . l:te1 47.e6! l:lxe6
90 CAPITULO 4: ¿POR QUE ESTUDIA R FINALES?

48 .1lxe6 fxe6 está ganado para el blanco. del riva l . Finalmente, esto resultó fatal.

¡PENSAMIENTO ESQ U EMATICO

J uego en u n eq u i po de la liga sueca donde


m e encuentro muy a gusto . Mis compañeros
de equipo son amateurs fuertes, como yo, y
profesionales flojos. Recu e rdo q u e tras u n
m a tc h a l g u n o s d e m i s c o m p a ñ e r o s m e
h a b l a ro n d e l a p a rtida entre J o n n y H e ctor
(nuestro jugador) y U lf Andersson. Jonny había
rea lizado u n a m u y buena parti d a , ganando
calidad, pero finalmente no pudo conseg uir el
(Diagrama de análisis)
punto entero. En realidad , estuvo a punto de
U n final de peones : ¡qué bonito!
perder el control cerca del final y consiguió
forzar unas especta c u l a res ta b l a s . Tras l a
El blanco gana de la siguiente manera : 49.h3!
p a rt i d a estuvo a n a l iza ndo c o n Andersson ,
� 50.�h6 �6 5 1 .g4 h4 ( 5 1 ... hxg4 52. hxg4
q u i e n repetida mente mostraba forta lezas e
<MI 53.g5 +-) 52.g5+ (52.;;.h7? g 5 ! 53.�h6
ideas pa ra fortalezas. Sólo la que se llevó a
gxf4 54.g5+ �e5! y el neg ro vuelve a estar en
ca bo e n l a p a r t i d a tuvo releva n cia y m i s
la partida) 52 ... �5 53.c.t>g7 �xf4 54.�xg6 e5
com p a ñ e ros l a e n co n traron m u y d iverti d a .
55.;;.fs e4 56.g6 e3 57.g7 e2 58. g8'1' e 1 'i'
Jonny, que n unca se reiría n i diría nada malo
59.'i'g4+ ;;.e3 60.'ii'e 6+ y se gana el final.
de nadie, le iba diciendo a Ulf: « Si, pero esto
ya no es la partida». Ulf respondía mostrando
47.f51 una nueva idea de fortaleza. Me reí cuando me
lo explicaro n , pero no por el mismo motivo .
Cerrando la q u i nta fila y ganando la partida. Ellos cre ía n , o así lo parecía , que Ulf estaba
alterado por s u g ran pasión por los fi nales.
47 . . . gxf5 48.e6 h4 49.1lxf7+ �g8 50.<M6 P u ede ser ci e rto . Ta m b i é n cre ían que las
variantes que mostra ba no ten ía n relevancia
[ 1 :O] para la partida . Esto no es cierto, y si lo pensáis
unos instantes , estoy seguro de que l legaréis
E l b l a n co a m e n a z a ta n to ll. b 7 - b8+ c o m o a la m isma concl usión.
ll.g7+; ambas ganan.
¿U i f Andersson , u n o de los mayores expertos
Ahora bien, ¿cómo pudo Garry Kasparov, el en fi n a l e s , pensando sobre un montón de
m ejor jugador de todos los tiempos, perder un cosas i rrelevantes y aún así a punto de ganar
final tan elemental? En términos abstractos , u n final dificil ísimo? Me parece sospechoso.
podríamos decir, para empezar, que no enfocó Con los años he descu bierto que a la gente
adecu a d a m en te el fi n a l . Kasparov e s , por hay q u e darle el b e n eficio de la d u d a . la
supuesto, u n jugador de gra n técnica, pero no mayoría de la gente es bastante consciente
al n ivel de Kramnik, Karpov u otras leyendas de lo que hace, simplemente piensa de otra
vivientes. A u n nivel más concreto, podríamos fo rm a . E n e l c a s o d e U lf A n d e rs s o n ,
decir que no vio el sacrificio de peón (e5-e6) deberíamos intentar entender qué nos puede
por adelantado y, cuando final mente lo vio, ya aportar esto a nivel de comprensión. Quisiera
era demasiado tarde. Si él h u biera enfocado pedir d isculpas a mis am igos por usar este
bien el final , lo hubiera visto y evitado pero , ejemplo, pero lo necesitaba para hacer u n a
como a veces sucede, se puso nervioso y n o pu ntualización . N o q u iero q u e penséis q u e
s e concentró lo suficiente en l a s posibilidades m e co n s i de ro s u p e r i o r, p u e s e n rea l i d a d
CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIA R FINALES? 91

a prendo mucho de ellos siempre que tengo la compañeros de equipo yo estaba anal izando
oportunidad de jugar con el equipo. Tal y como el fi n a l y, q u i n c e m i n u t o s m á s ta rd e , l a
dij e , no estuve presente en el análisis de la c o n c l u s i ó n e ra q u e e l n e g ro c o n s eg u i r ía
partida , por lo que en su lugar utilizaré otro tablas. N unca llegamos a la séptima jugada
ejemplo, con el que uno de mis com pañeros de la partida porq u e l a j ugada clave no se nos
de equ i po en Alemania nos impresionó. ocu rrió en ningún momento . Harm , por su lado,
u t i l i z ó un m ec a n i s m o de p e n s a m i e n to
Zharm-Zieher diferente. Se preg untó a sí mismo « ¿ Dónde
quiere estar mi caballo ?» {tras aseg u rarse que
gastar dos tiem pos en llevar su rey a e5 no
Alemania 2001
serv ía para nada ) . Entonces echó u n vistazo y
encontró la sorprendente respuesta: í h6 ! Una
Un a l u m n o m ío de 2300 jugó aq u í 1 .l:tg7? v e z d e s c u b r i ó esto, su cá l c u l o m e j o r ó
porq u e no pudo calcular suficientemente las consid e ra b le m ente dado q u e s a b ía l o q u e
consecuencias de ganar el alfi l . Este hecho quería consegu i r. C o n 5 min utos en su reloj ,
plantea una interesante cuestión .
ejecutó todas l a s jugadas con confia nza y e n
1 5 minutos de reflexión había conseguido más
que los tableros 1 , 2, 3 y 7 juntos. Simplemente,
p o rq u e s a b ía a d ó n d e i b a . U t i l i z ó s u s
h a b i l idades como h u m a n o y n o como u n a
calculadora . En efecto, m u y impresionante.

4 tbg7!

La única l ínea ganadora , por lo visto. 4 .'ita>d4?


h5 5.�e5 h4 6 .tl'lg7 {6 <!Llg5? consigue perder:
6 .. .'it>g4 7 . �f6 �xf4 8 . tl'l h 3 + �g3 9.tl'lg5 f4
1 0 .tl'le4+ �g2 1 1 .<;f.;>f5 h 3 y el peón coron a )
6 . . . h3 7.ltlxf5+ co nsigue t a b la s t r a s 7 . . . �f2
8.ltlh6 r.ftg3 o 7 . . . �g2 8.tbe3+ �f3 9.tl'lf1 �g2.
I ntentad analizar esta posición.

¿ Podríais ganar con las blancas? 4 �g4 5.tl'le8 1


.••

¿ C u á n d o d e be m o s c o n fi a r en n u e st r a Evita . . . h7-h5 por el momento.


intuición y cuándo en nuestras habilidades d e
cálculo? Creo que la respuesta debe esta r en 5 . . . h6 6.tbf6+ �g3
re s o l v e r m u c h o s ej e r c i c i o s y re p ro d u c i r
n u estras pa rti d a s , l o q u e n o s a y u d a rá a
desarrol l a r u n a g ra n intuición . Entonces, lo
ú n i co q u e n e c e s i t a r e m o s e s a p re n d e r a
e sc u c h a rla . Aq u í no d e b e r ía l l evar m ucho
tiempo comparar las dos variantes y decid ir
q u e solamente ganar la pieza proporciona al
blanco posi bilidades reales de victoria.

1 .:txh5+ �xh5 2.ll'l g 7+ 'óti>g4 3.ltlxe6 �xg3

E ste e ra e l p l a n del n e g ro c u a n d o e l i g i ó
sacrificar la pieza { s i es que realmente era u n
sacrificio). E n este momento, Harm se sumió
e n una p rofu n d a reflexi ó n . J u nto con tres 7 ltlg 8! !
92 CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIAR F INALES?

La conclusión de una bonita maniobra . los t o r n e o s más fu e rt e s y n o rm a l m e n te


mantuvo u n ran king m u ndial entre el 1 0° y el
7 .. h5 8.ltJh6
. 20° puesto. Nu nca fue real mente candidato al
c a m p e o n a t o m u n d i a l , p e ro m u c h o s l e
Por fin se llega a la casilla deseada y la partida consideran u n j ugador muy técnico que sólo
se ha aca bado. encontró su igu a l en Anatoly Karpov.

8 . . . h4 9.ltJxf5+ �g4 1 0 .ltJxh4 �xh4 1 1 .'.t>e4 De hecho, el estilo de Andersson es muy seco,
y él parece estar interesado especial m ente
[1 :0] en evitar la derrota . En u n a ocasión , a la
pregunta «¿ Te asusta perder?» , respondió de
manera muy astuta « Odio perder, ¡pero no me
Este ejemplo de clara lógica h u mana es más a s us ta g a n ar! » y u n a vez ta m b i é n d ij o :
poderoso que intentar calcular como Fritz. Es « Cuando n o juegas, ¡no pierdes EL O!» .
verdad que Fritz me derrotó usando sólo un
m i n uto a parti r de la posición inicial , pero estoy C i e rt a m e n te e s t a a c t i t u d es b a s t a n t e
seg u ro de q u e U lf A n d e rs s o n ta m b i é n s e restrictiva, pero todos necesitamos encontrar
q u ed a ría c erca . A ú n a s í , a l g u nos fu ertes el camino en la vida q u e mejor se adecúe a
jugadores a los que mostré esta posi ci ó n , nosotros . U lf Andersson nu nca ha sido muy
t u v i e ro n g ra n d es p ro b l e m as a la h o ra d e a m b i cioso , m á s bien s i m p l e m e nte ama e l
encontrar la sol ución . aje d rez. A los c u a renta a ñ os se ded icó a l
ajedrez p o r correspondencia y s e convirtió,
Si volvemos a con s i d e ra r l a partida P i ket­ por l o q u e yo sé, en el primer doble G ra n
Kasparov de n uevo, e l negro perdió porq u e Maestro. En relación con esta faceta , dijo: « No
no s u p o anticiparse (con tiempo suficiente) a puedo entender cómo alguien puede perder
lo que el blanco estaba preparando. Uno de una partida por correspondencia>> . Resultaba
los mejores calculadores del mundo no hizo que cuando se le daba tiempo suficiente para
tablas en aquel final relativamente elemental aseg u rarse que no corría ningún riesgo, ten ía
porq u e no tuvo una suficiente comprensión un don para los aspectos tácticos del ajedrez,
de la posición . El pensa miento esq uemático y real izó a l g u nas bellas com bi n aciones en
partidas por correspondenci a . Sin e m bargo,
pod ría haberle salvado.
Ulf perdió una partida: Andersson-Eiwert, NBC
Millennium 2000 . Recuerdo que u n amigo me
Ahora veamos el primer perfil positivo . c o m e n t ó q u e e s t u v o a n a l iz a n d o co n
A n d e rs s o n tras h a c e r ta b l a s , y e l s u eco
ULF ANDERSSON co m e n zó a e n u m e r a r v a r i a n t e s m u y
c o m p l i c a d a s tácti c a m e nte q u e h a b ía i d o
El Gra n Maestro s ueco Ulf Andersson lleva calculando a lo largo d e la partida. M i amigo
m ucho tiempo e n este m undillo. Cuando era q u edó muy i m p resionado, pero también se
juvenil se enfrentó a limman, Adorjan y Karpov dio cuenta que Andersson había usado esta
por el Campeonato del M u ndo Juvenil y, más táctica para intentar evitar riesgos. Volveremos
tarde, después de que Karpov fuera coronado a esto más adelante, pero primero hablemos
cam peón del mundo -al ren unci a r Fischer a de su esti lo.
defender el titulo-, Andersso n fue el primer
j ugador en derrotar al n u evo rey (y con las Ya sabemos que Ulf Andersson no es de los
negras ) . Cuando Ulf se acerca ba a los tre inta que se toma n las derrotas a la ligera , por lo
a ños, en 1 979, Bent Larse n , en su li bro sobre q u e p ro b a b l e m e n te le e n c a n ta c a m b i a r
el torneo de Clarín de Buenos Aires, escribió piezas . E s u n jugador muy profiláctico, capaz
s o b re é l : « ¿ Por q u é voso tros, jó ve n e s de ver todo tipo de táctica por adelantado y de
jugadores, o s empeñáis e n jugar finales con evitar trampas con g ran habilidad. Dado q ue
Ulf?» En los años 80 participó en m u chos de usa l a mayoría d e s u energía en tareas
CA PITULO 4: ¿POR QUE ESTUDIA R FINALES? 93

defensivas, no es un jugador excesivamente �e7 6.0-0 0-0 7.d4 lüe4 8.lDxe4


peligroso . De hecho, a diferencia de la mayoría
de sus colegas Grandes M a estro s , n u nca Esto es muy típico de U lf Andersson . Para la
i ntenta rá ganar desesperadamente . S i gana mayoría de jugadores , esta variante equivale
es por los errores y defectos de sus rivales, no a una oferta de ta blas, pero para Andersson
porque les haya puesto bajo tremenda presión es una seria alternativa a las l íneas principales.
o les haya creado problemas desconocidos Recuerdo haber discutido sobre esta l fnea con
para ellos. S i la g ente i ntenta golpearle, se un amigo después de haber jugado 7 .l:.e 1 en
revolverá , pero no será él quien empiece este u n a p a rt i d a y h a b e rm e a rr e p e n t i d o
tipo de batallas. La famosa partida Andersson­ l i g e ra mente d e e l l o . El d ij o : « Es verdad, a
Basman, Hastings 1 975, m uestra cómo esto veces simplemente miro fijamente a los ojos
puede ser usado en su contra . Antes de la
de mi rival y entonces lo cambio todo » . Para
p a rti d a , B a s m a n afi rmó (o a l menos a s í lo
a l g u n a s p e rso n a s e s u n a fo r m a d e j u g a r
cuenta n ) que Andersson no h a b ía hecho nada
real m e nte destructiva, y a q u e los aspectos
y que no le tem ía en absoluto . Basman repitió
más técnicos del ajed rez tienen poco o ningún
s u p ro p i a p o s i c i ó n ocho veces h asta q u e
i n t e ré s p a ra e l l o s . P re s u m i b l e m e n te ,
A n d e rsson l l e g ó a esta r ta n confu so q u e
A n d ersson n o lo ve c o m o d estructivo e n
perdió s u sentido del peligro . Eventualmente,
Basman ganó la partida. absoluto (pero es sólo u n a suposición ) .
Tras algu nas jugadas, entraremos en una fase
Pero normalmente Andersson es un oponente de la partida donde no hay confusión (táctica)
muy peligroso para cualq uiera por debajo del y donde pesa más una comprensión estática
top ten . La mayoría prefiere hacer ta blas con de las piezas.
él y seg u i r con su vida , pero u nos cua ntos
quieren jugar. La sigu iente partida es un buen 8 i.xe4 9.�e1 i.xg2 1 O.o/Dxg2 d5 1 U i'a4 c5
. . •

ejemplo de la fuerza de s u estilo. Sí, él no 1 2.i.e3 cxd4 1 3.i.xd4 dxc4 1 4.'ii'x c4 'ii' c 8
hace nada, pero está p rofundamente motivado 1 5.:ac1 o/Da6
e interesado. Su deseo es realizar las j ugadas
más fu e rtes y, en caso d e que el fi n a l se U n a novedad en aquel momento.
e n c a m i n e como é l q u i e re , e s muy d if í c i l Polugaevsky afirma e n sus comentarios e n el
defenderse contra é l , ya que - a diferencia de Info rm a do r q u e el n e g ro ha c o n s e g u i d o
la mayoría de jugadores - no comete errores absoluta igualdad .
estú p i d o s . E n c o n s e c u e n c i a , no p u ed e s
permitirte cometer ningún error contra é l . Está tota l m ente e n lo co rrecto p e ro , p a ra
La razón p o r la que he elegido a Andersson Andersso n , esto no es tan i m po rtante . Jugar
como un importante ejemplo es que su j u ego para consegu i r ventaja supondría tomar u na
en los finales se acerca m ucho a la perfección serie d e riesgos, p o r l o q u e é l p refi ere i r
y que no hay buenas recopilaciones de sus d i rectamente al final y entonces consegu i rla
partidas disponibles. Por supuesto , no puedo allí.
hacerle justicia por completo, pero lo i ntentaré.
1 6.�f4 'ifxc4

Andersson-Po lugaevsky Esto permite al bla n co causar problemas al


negro. Es mejor 16 . . .J:Id8 ! con idea de ... 'it'xc4
Hani nge 1 990 seg uido de . . . b6-b5, ganando materi a l . Tras
1 7 . .i.e3 'ii' b 7 el negro habría igualado segú n
Defensa I n d i a de Dama Polugaevsky.

1 .o/Df3 lDf6 2 . c4 e6 3.ltJc3 b6 4.g3 i.b7 5.i.g2 1 7.:xc4 l:tfd8 1 8.i.e3


94 CAPITULO 4 : ¿PO R Q U E ESTUDIAR FINALES?

28 . . . :Of8 29 .i.c5 l:tc2 ! ? 30 . .1:1.fxf7 ! y el negro


recibe mate.

2 1 . a x b4 exf4 2 2 . i.xf4 i.xb4 2 3 . .1:1. c 7 h6


24 . .1: a 1

¿ Cómo debería el negro mejorar su posición?

24 ... .td6?1

E s t a j u g a d a e s u n poco e x t ra v a g a nte y
probablemente se debe al sentim iento de que
las ta b l a s n o e s t á n l ej o s . P o l u g a ev s k y
probablemente pensó q u e todo lo q u e ten ía
Ahora las negras tendrá n algu nos pequeños que hacer era cambiar unas pocas piezas y
i nconvenientes, a u nque definidos : problemas que el fi nal sería de tablas tan claras q u e
en el flanco de dama (no se darla el caso de podría realizar la oferta , sin pensar que se l a
estar las damas sobre el ta blero) . La principal pudieran rechazar. Esto e s u n error muy típico .
causa de i rritación es el caballo mal situado Cuando el juego d e l rival parece carente de
en a6 y la a menaza de l:ta4. Si combinamos a m b i ción , es fác i l pensar que simplemente
estos factores, no es d ifícil encontrar la j ugada q u iere tablas. ¡Y aún asr no suele ser el caso!
correcta . Cuando alguien continúa j ugando es porque
normalmente q uiere ganar, y en caso de que
1 8 . b5! 1 9.Ac3 lbb4 20.a3
. .
no q u isiera , acostum bra a ofrecer tablas en
algún momento . Sólo conozco u n caso en el
Aq u f Pol u g a evsky ta m b ién a n a l iza 2 0 .l:tb3 que una oferta de tablas fuese rechazada con
pero , seg ún el argumento principal de este las palabras « Por supuesto que son tablas,
l i b ro , una jugada como ésta n o deberla ser ¡pero quiero demostrarlo!>> .
considerada seri a mente.
Así pues, buscad siempre los planes e ideas
20 . . . e51 de vuestros rivales y no os quedéis en la misma
situación q u e Ka s p a rov e n la p a rtida q u e
Una sabia decisión , ya que el peón negro de vimos anteriormente . Y Pol ugaevsky aq u í lo
hace, sólo reacciona cuando ya es demasiado
«a» puede ser más i mportante que el blanco
tarde .
de « e » . Pero gracias a la brillante actuación
de Andersson , esto no sucederá n u nca . Menos
24 . . . a 5 ! es la jugada correcta y 25 .l:tb7 es
con v i n ce n te es 20 . . . ttJd 5 ! ? 2 1 .ttJxd5 l:txd5
respondida adecuadamente no mediante la
2 2 . l:tc7 .tf6 23 . b4 , l o que pod r ía s e r algo
razonable 25 . . . l:td5 , como sugiere el propio
incómodo para el negro porque el blanco tiene
Polugaevsky, sino por la más activa 25 . . . .1:ac8!
el control de la columna «C», lo q u e es mucho con idea de 26.Axb5 .l:c2! y el negro incluso
m ej o r q u e la c o l u m n a « d » . N ót e s e q u e p u e d e e s t a r l i g e r f s i m a m e n te m ej o r. E s
2 3 . . . .tb2? n o l leva a n i n g ú n lado ya q u e el co m p re n s i b l e q u e P o l u g a e v s k y q u i e ra
blanco dispone de 24.l:tb 1 ! .ba3? 25 .l:tb3, tras proteger su peón de d5, pero recordando las
lo cual las negras está n forzadas a 25 . . . l:td 1 + pa l a b ra s de Dvorets ky, no es d ifíci l d a rse
26 .�g2 l:ta 1 para no perder el alfil . Debería cuenta de q u e l a torre de a8 n ecesita ser
s e r e v i d e n t e q u e e l b l a n co t i e n e activada. Tal vez 25.Ab7 no sea tan precisa y
compensación de sobras pero, de cua lqu ier l a j u g a d a 25 . .1:1. a c 1 s e r í a u n a p o s i b l e
modo, u no puede también ana lizar: 27 . .id4 alternativa .
l:ta2 (27 . . . l:td 1 28.e3 i.c1 29.Abc3 y el blanco
g a n a ) 2 8 . ltf3 ! no hay d efensa para el rey: 25 . ..txd6 lr.xd6
CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIA R FINALES? 95

e2-e4-e5-e6 es pa rti c u l a rm e nte relevante


aquí, aunque el negro pod ría conseg uir tablas
sin demasiadas dificultades. Puede entrega r
e l pe ó n « b » s i n e s p e ra r n a d a a ca m b i o ,
red i rig i r s u torre desde b 2 a l a octava fi l a y
a m enazar p e rm a n e nte m e n te c a m b i a rl a e n
caso de que el blanco no ceda su supremacía
sobre la sépti ma fil a . Este final se produjo en
Petros ian-Balas h ov, Len i n g ra d o 1 977. El
blanco ganó de la siguiente manera :

¿Cómo puede el blanco mejorar su posición?

26.l:l:a 3 1

Tras esta j u g ad a , e l b l a n co t i e n e v e n taj a


(Polugaevsky ) . El blanco mejorará su torre de
la mejor manera posi ble, tra nsfiriéndola a e7
(en caso de que el negro no haga nada) . Las
negras están a punto de caer en apuros de
tiempo (¿en qué se gastó todo ese tiempo?)
P o l u g a e v s k y d e c i d e n o e s p e ra r a q u e e l 29.�g2 h5 30.h3 �g7 3 1 .�f3 �f6 32.h4 �g7
bla nco p rosiga s u camino y fuerza cam bios 33.l:d5 :ea 34 .:dd7 l:tf8 35 .:e7 �6 36.e4
• •

de peones. Cabe destaca r cómo Polu piensa, l:td4 37.e5+ �5 38.l:txc5 .l:td3+ 39.�g2 .:a3
tan p ronto como el negro tiene problemas que 40.l:tc6 �e4 41 .l:f6 :taa8 42.e6 �e5 43 .1:tfxf7 •

resolver - incluso aunque se demuestre que .:ga 44.l:tb7 �xe6 45.l:tbe7+ 'iPd6 46.l:te2
eran fáciles de soluciona r -, que eso significa :tata 47.Aa7 :as 48.l:tae7 llaca 49.l:t2e6+
que el blanco está l igeramente mejor. Esto se �d5 50.�h3 :c7 51 . .1:txg6 [1 :O]
debe a que es un jugador que se preocupa de
cómo se ganan las partidas en la práctica y no El neg ro no se defendió bien en esta partida,
tanto por buscar la verdad en una posición . pero m u estra cómo a l g u nas posiciones son
Las pa rtidas se g a n a n porq ue es más fácil m á s fá c i l e s de j u g a r, y c ó m o a l g u n o s
jugar desde uno de los dos lados del tablero y j ug a d o re s e n c u e n t ra n a l g u n a s p o s i c i o n e s
éste es un ejemplo típico. m á s fáciles de jugar. Volvemos a la partida:

26 . . . a5

26 . . . a 6 es l ig e ra m e nte pasiva e n v i sta d e


27 . .1:te3!. En su lugar, 26 . . . l:td2 es más natura l .
E l j u e g o p o d r í a c o n t i n u a r 2 7 . .1:t e 3 .l:t x b 2
28 . .1:tee7 .l:tf8 29 . .1:txa7 y el negro todavía tiene
algu nos problemas que resolver. E l blanco no
p u e d e a s e d i a r rá p i d a m e n te el p e ó n « b »
(cambiando u n a torre como e n l a partida Pi ket­
Kasparov) pero sí avanza r rá pidamente sus
p e o n e s del fl a n c o d e r e y y c r e a r m á s
debilidades en territorio negro. El sencillo plan
96 CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIAR FINALES?

27Jlb7 b4?

Activando la torre de a8 al precio de un peó n ,


lo que resu lta demasiado caro . De hecho, e l
negro parece tener tablas mediante 27 . . . .l:ld2! ,
donde e l blanco tiene que elegir. P.e: 2 8.b4 a4
debería trasponer a la l ínea que se ofrece más
a bajo , o bien puede acabar en ta blas tras
29 . e4 l:ld4 (29 .. .f5? 30. exf5 .l:ld5 3 1 .g4 .l:lc8
32.J:le3! favorece a l blanco) 30 . .l:lxb5 .l:lxe4
3 1 .J:la5 (3 1 .1lb7 lle 1 + 32.<itg2 .l:lb 1 ) 3 1 . . .l:tb8.

Igual mente 28 . .l:lxb5 J:lxe2 2 9 . b4 a4 30.J:la5


J:lb8 3 1 .J:l3xa4 llb2 y ta blas. Nótese que la
jugada 29 obliga bastante, lo que no es muy 32 ... g6 33.l:lf4 �g7 34.'it>g2 J:le5 35.h3 h5
p ropio d e Andersso n , que seg u ra m e nte se
decantaría por 29 . .l:lb7 ! , q ue es ta mbién la A d iferencia de Khalifma n , en el ejemplo que
jugada que causa más p roblemas al negro vimos a ntes, Polugaevsky se ha percatado de
la necesidad de ca mbiar su peón « h » , q u e es
porque el blanco recupera su antiguo plan de
potencialmente débi l .
d o b l a r torres e n l a sépti m a fi l a . La m ej o r
res p u e sta s e rá e n t o n c e s 29 . . . .J:le6 ! ? , q u e
36.b4 hxg4 37.hxg4 g5?
parece extraña pero que esconde d o s ideas
i mportantes: la primera es igualmente extraña
A la larga esto obligará al negro a jugar f7-
y q u izá n u nca sea releva n t e , consi ste e n
. . .

f6 , tras lo cual tanto la 88 como la 78 fi las


. . . .J:la8-a6-b6 , m i entras q u e l a seg u n d a es
deberá n ser protegidas (por el momento sólo
responder a l:lf3 con . . .::tf6 . No debe ser diffcil
la a• fila es susceptible de ser i nvad ida). El
.

consegu i r las tablas - i ncluso con apuros de


blanco también consigue la casilla f5 , que más
tiempo - aunque hay alguna pequeña
tarde explotará , como veremos e n la partida.
posibilidad d e q u e e l negro s e equivoqu e .
E l desa rrol lo correcto, co m o P o l u gaevsky
28.l:txb4 .J:l e 8 1 29 .::t x a5 l:.xe2 30.l:lb8+ � h 7
señaló posteriormente, era 3 7 . . .lle2! segu ido

31 ..J:lf5 l:ld71
de ... .::t b 2, y el negro sufrirá un poco, pero no
perderá la partida .
Con las torres en otras casillas que no fueran
d7 y f5 Pol ugaevsky conseg u irla fácilmente 38.l:tc4 J:.e2 39.J:b5 f6 40.J:f5 llb2 41 .b5 llb7
tablas en esta posició n , pero están a l l í y la de 42.l:lcc5 .l:lb4?1
f5 es la más activa de las dos si segu imos la
defi n i c i ó n q u e di a ntes {ataca n d o =activa , La torre estaba perfectamente en b2, pero la
defe n d iendo=pasiva ) . otra sf necesitaba ser mejorada.

P o l u g a ev s ky e va l ú a l a p o s i c i ó n co m o Ahora el negro deberá jugar con más precisión


l i g e ra me n t e m ej o r p a ra e l b l a n c o , q u i z á para evitar perder. 42 . . . J:.e7 era la sugerencia
q u eriendo d e c i r q u e el n e g ro d e b e ría ser de P o l u , c u a n d o la a p a re n te m e n t e
capaz de entablar sin demasiadas d ificultades. p r o m e t e d o ra 4 3 . ll c 6 n o l og ra n a d a t r a s
4 3 . . . J:l b 7 ! 44 .J:cxf6 l:.2xb5, y el blanco deberá
32.g41 entrar en un final en el que se pueden sacar
tablas fáci lmente.
Esta es la jugada estándar, intentando luchar
contra la estructura defensiva f7-g6-h5.
CAPITULO 4: ¿PO R QUE ESTUDIA R FINALES? 97

j ugadores prácticos - es de máximo interés


concl u i r que el blanco tiene buenas opciones
de victoria.

47.l:tc3 :as

P o l u g a e v s k y ofrece la s i g u i e n t e l í n e a
ga nad ora para el blanco: 47 . . . l:ta7 48 . .1:c4 !
l:tb1 49.�c2 ! :aa 1 so.:c?+ �g6 5 1 .:c6 :c 1 +
52.�d2 l:td 1 + 53.�c3 .

48.:c7+ �g6 49.:c6 :axb5 50 . .1:cxf6+ 'itt h 7


5 1 .l:tf7+

43 :b3+?
• • .
Ahora vemos la diferencia entre tener una torre
en b7 y capturar con la otra torre. El rey neg ro
Este es el e rror d efi n itivo . Ahora el b la n co está prisionero en su primera fila y los ca mbios
l l e v a rá e l rey a l fl a n co de d a m a con u n a son suficientes para el blanco.
posición prácticam ente ganada. Era forzado
43 . . . :e7 para cortar el paso a l rey enemigo, y 51 . �h8 52.:Xb5 l:txb5 53 . .1:f51 l:tb3+ 54.'ih4
. .

P o l u g a evsky ofrece la s i g u i e n te v a r i a n t e :
44 . .1: c 6 .l: b 3 + 4 5 .<ifi g 2 .l: e 4 ( 4 5 . . J % b 7 ! ? [ 1 : 0]
4 6 . .1:cxf6 .1:3xb5 ta m b ié n e n ta b l a , como se
sugirió antes) 46. b6 (46 . .1:cxf6 .l:xg4+ 47.'it¡f'1
Desde mi pu nto de vista , ha sido una brillante
.l:xbS ¡ tablas ! ) 46 . . . .1:xg4+ 47.<ifif'1 .l:f4 y el fi nal
actuación de Andersson. Vale, ya sé que no
acaba en tablas sin demasiados esfuerzos.
Tras la jugada del texto no volverán a aparecer h izo a b solutamen te nada para ganar, pero
vari a n tes d e ta b l a s , por l o q u e el obj etivo simplemente hacer buenas j ugadas en un final ,
inmediato del negro debería ser intenta r que en cad a una de las jugadas, es muy d ifícil . Es
no afloren variantes ga nadoras para el blanco . fácil encontrar la mejor jugada en una posición
específica s i sabemos que es el mome nto
44.�e2 :b4?1 adecuado de buscarl a . Pero i maginad que la
p o s i c i ó n es tota l m e n t e i n ofen s iv a y q u e
Esto tampoco va en beneficio del negro . La real mente n o está pasando nada, y a ú n así
t o r r e m o l e s t a b a m á s en la t e rcera fi l a , tenéis q u e real izar cada vez la mejor jugada
p o n i e n d o e n p e l i g ro l a s e g u r i d a d d e l rey posible: ¡ u n a tarea muy d ifici l !
blanco, y el peón blanco seg u ramente querrá
ir a f3 para unirse al de g4. 44 . . . .1:a7 ! , activando E n l a s d o s s i g u ie ntes p a rt i d a s vere mos a
la torre, es preferible, ya que el negro todavía Andersson e nfrenta rse a dos com patriota s
tiene problemas, pues su torre su puestamente más jóvenes en el torneo Sigeman de Malmo
prote g ía al rey. Bien, las cosas han cambiado.
(con un inte rvalo de seis años). En a m bas
partida s , las cosas son sencillas: de repente ,
45.f3 :a? 46.Wd3 .l:a3+?
las reg las posicionales req u i e re n M aestría
por parte de los jóvenes jugadores, algo q u e
Perd iendo a la fuerza . Tras perm itir que el rey
llegara a la tercera fi la, el negro debería jugar no muestran en esta fase de la partida.
46 . . . .1:b7 4 7 . �c3 l:t b 1 y rez a r p a ra que el
b l a n co n o e n c u e ntre n i n g u n a m a n e ra d e De lo q u e real mente quiero que os déis cuenta
explotar su ventaj a . L a situación es u n a d e es de que Andersson no j uega a ganar, en el
esas que s e balancean sobre la delgada l ínea sentido estricto d e la palabra , s i mplemente
de la victoria/derrota y tablas . Para nosotros - juega la posición y ve lo que sucede. Como
98 CAPITU LO 4: ¿POR Q U E ESTU DIAR F I NALES?

todos los jugadores de e l ite sabe que tendrá ventaja s i m i l a r a l a d e l boxeador q u e tiene
sus opciones y q u e todo lo q u e necesita hacer una m ej o r p e g a d a . Como veremos e n l a
es estar atento a ellas. Como B rynell y H i l l a rp­ partida, B rynell cometerá algunos peq ueños
P e rs s o n n o j u e g a n e s t o s fi n a l e s l o e rro re s , tras l o c u a l te n d rá que j u g a r con
suficientem ente b i e n , n u nca tienen n i n g u n a m u c h o c u i d a d o p a ra c o n s e g u i r ta b l a s . A
p os i b i l i d a d . N o e s q u e a h o ra n o p u e d a n m e n u d o s u c e d e q u e u n j u g a dor no p u e d e
comprender d ó n d e cometieron s u s erro re s , j u g a r con sufi c i e nte prec i s i ó n u n a p o s i c i ó n
d o n d e es relativamente simple hacer tablas.
pero no pudieron hacerlo m i e ntras valora ba n
Del m i s m o modo, ten d rá problemas cuando
las j u g a d a s d u ra nte l a partida .
la cosa sea más d ifíci l . Más aún, el sa ber que
te nemos l a opción de tablas fáciles al a lcance
de la m an o, puede te ner un i mpacto negativo
Andersson-Brynell en e l jugador.

Malmo1994 24.'�f1

L a s torres n o p u e d e n esta r m u c h o m ej o r
Defensa India de Dama
situadas p o r el momento , por lo q u e el blanco
sabiam ente hace que su rey se i n corpore a la
1.d4 e6 ViJf3l2Jf6 3.g3 b6 4...i.g2 i.b7 5.0·0 partida. El negro decide hacer lo mismo.
i.e7 6.c4 0-0 7.l2Jc3 l2Je4 a.'i!Vc2l2Jxc3 9.'i'xc3
c5 10.b3 i.f6 11...i.b2 cxd4 12.l2Jxd4 ..i.xg2 24.. .'�>fa 25.�e2 .:td6 26.l:d2
13.�xg2 d5 14.l:l.fd 1 tüc6 15.'i'c2 l2Jxd4
16.i.xd4 :ca 17.l:l.ac1 i.xd4 1a..:txd4 'fic7 Andersson no ve el cambio de piezas como
19.e4 'i'e5 20.'i'd3 dxe4 21.l:l.xe4 algo que facil ita el empate. Siempre busca la
m ejor jugada desde un punto d e vista objetivo
y aq u í la torre de d6 es m ejor q u e la de d2 y,
por lo ta nto, debería ser ca mbiada.

26...�e7 27..:te3 .z:txd2+ 2a.'ittxd2 l:l.c5!?

E n realidad, esto parece un poco ra ro a u n q u e


e l n e g ro n o está m a l . Krase n kov p refi e re
28 . . . f6 con idea de . . . e6-e5 forza ndo 29.14 ,
tras lo cual el negro p uede jugar 29 . . . . :ld8+ y
el fi n a l de peones tras 30 .l:l.d3 l:l.xd3+ 3 1 .'it>xd3
�d6 debe ser tablas m uertas. N o estoy segu ro
de q u é h ub i e ra j u g a d o A n d e rsso n ; t a l vez
3 0 .c.t•e2 p a ra m a n te n e r a lg o d e v i d a en la
Andersson ha jugado l a apertura s i n n i n g u n a posició n , pero tal vez hubiera entrado e n el
a m b ición y ahora el negro i g u a l a forzando u n f i n a l de p e o n e s , s ó l o p o r c u r i o s i d a d ,
fin a l de torres. i ntenta ndo encontrar a l g ú n modo de conseg u i r
alguna ventaj a .
2 1 ...l:l.cda! 22.l:l.xe5 l:l.xd3 23.J:.c2 :ca
29.'itc3 .l:f51
Con el negro controlando la col u m n a «d » , el
blanco no puede hacerle n i n g ú n mal a nadie. El plan de Brynell no tiene más defecto que el
As í pues, ¿ q u é es l o q u e hace Andersson? de req uerir u n juego dinámico. En este momento
S i m p l e m e n te m ej o ra s u p o s i c i ó n j ug a d a a lo está haciendo bien. El blanco se ve obligado
jugada , sabiendo que su com p rensión de lo a avanzar el peón, tras lo cual ... h 7 -h5 y . .. g7 -g5-
que hay que h a ce r l e p ro p o rc i o n a rá u n a g4 generará presión sobre h2.
CAPITU LO 4: ¿POR Q U E EST U D IAR FI NALES? 99

30.f3 h5 31.b4 38.'�e2 axb4

E n caso de 38 . . . g xf3 + ! ? Krasen kov sug i e re


39.l:txf3 l:te5+ como u n a l ínea para ta blas (él
prosigue 40.l:te3 l:.f5 con repetición ) , pero no
valora 40 . c¡¡,d 3 , y pa rece ser la mejor jugada.

De hecho, p refiero al blanco en este momen­


to, aunque l a posición debe estar com p leta­
mente igualada desde un p u nto de vista obje­
tivo.

39.axb4 <li>d6 40 ..l:!.d3+ ,¡¡,es 41.f4

31...a5?

Pero esta jugada es un error. El peón de a? n o


e s rea l m ente u n a debilidad porq u e no puede
ser atacado, y el blanco, por algún tiempo, n o
puede crear u n p e ó n pasado en el flanco de
d a m a . De hecho, el neg ro no ten ía nada de lo
q u e preocuparse en este momento.

A h o ra e l b l a n c o s e a b ri rá c a m i n o por l a
col u m n a « a » en algún momento y e l peón d e
b 6 s e c o n v i e rte r e p e n ti n a m e n t e e n u n a
debil idad potencial - más p reocupante q u e el A h o ra e l n e g ro e m p i e z a a e n fre n ta rs e a
peón de a7 -. Aún así, la posición del negro es p ro b l e m a s re a l e s . S u t o r r e n o e s t á
correcta y l a jugada textua l es s i m p lemente fantásticamente situada en la q u i nta f i l a y su
u n pequeño paso en l a d i rección equ ivocada. flanco d e rey com i enza a debilitarse . B rynell
debió pensar bastante en este momento , tras
E n real idad , estos peq ueños pasos deciden
lo cual l legó a la conclusión correcta : activar
l a m a yo r fa de parti d a s ( s é que m e r e p i to
l a torre .
mucho, pero . . . ¡es muy i mportante!). De hecho,
este e s el m od o h a b it u a l d e g a n a r d e U lf
41...h41 42.<3;e3 hxg3 43.hxg3 :U.h5 44.�d4
Andersson .

32.a3 'li>d6 33.<li>d4 g5 34.:U.d3 .l:!.e5 35.<li>c3+ ¡El rey blanco no oculta sus intenciones! Con
'l;c7 36.c¡¡, d 2 g4 37.l:te3 g ra n a m bición está i n tentando abrirse paso
hacia el fla nco de rey negro. Básicamente , el
negro tiene dos pos i b i l idades iguales: evitarlo
E n g a ñ o s o, ya q u e e l n e g ro n o p u e d e
o contin u a r m ientra s tanto con su propio pla n .
permitirse entrar e n e l fi nal d e rey y peones.
Bryn e l l e l i g e la últi m a opción . Seg u ra mente
37...:U.f5 yo h u b iera elegido la primera , dado que me
pa rece q u e era más fácil d e jugar. No i m porta
Obligado en vista de 37 . . . l:txe3?? 38.'it>xe3 gxf3 s i la posición está o bjetiva m ente igualad a . E l
3 9 . c¡¡,xf3 axb4 40 .axb4 f5 (40 . . . e5 41 .'ite4 c¡¡,d 6 neg ro está obligado a encontrar u n buen plan
42. <3;f5 f 6 43 . h4 'it> d 7 44.g4) 4 1 .'it>f4 'it> d 6 42.h4 y, e n c o n s e cu e n c i a , a d e c u a rs e a él, y ya
ct>d7 43. c¡¡,e 5 <li>e7 44.c5 con victoria para el hemos v isto q u e esto no es siem pre tan fácil
blanco. como parece.
100 CAP ITU LO 4: ¿POR Q U E EST U D IAR FI NALES?

44 l:th1
••. Aún no se trata del error decisivo, pero nos
esta m o s a p roxi m a n d o p e l i g ro s a m e nte con
La alternativa es 44 . . . f6!? , y la partida podría cada n u eva i m precisión . Krasen kov propone
c o nt i n u a r 4 5Jte 3 'iii> d 6 4 6 . c 5 + ! ? b x c 5 + la sigu iente variante: 45 . . . l:tf1 ! 46.l:td6+ 'it>c7
4 7 . bxc5+ �d 7 ! ? 48.l:ta3 l:th 1 ! ( 4 8 ... l:t h 3 ? e s 47.l:td2 l:tg 1 48.l:td3 l:tf1 repitiendo la posición .
pasiva porque ataca g 3 , pero no hace nada
más; en el momento adecuado, el blanco lo Estoy seguro de que 47 . . . l:tf3 es también u n a
entregará para promocionar su peón « C» : tras b u e n a jugada , s ó l o que es más de d o b l e filo.
49.�c4! E l negro está en problemas debido a A ú n así, contra And ersson , en esta posición,
49 . . . l:th 1 50.l:ta7+ 'it>c6 5 1 .l:ta6+ 'iii>d 7 52.l:td6+ yo no dudaría a la hora de forzar las ta blas.
<i;e? 5 3 . l:td 3 ! , que ofrece a l b l a n co b u e n a s
opciones de victoria ) 4 9 . l:ta7+ �c6 50.l:ta6+ 46.�f6 l:txc4
'it>d7 5 1 .l:td6+ <i;e? 52.�c4 l:tc1 + con tablas ya
que tras 53 . 'it>b5 l:tc3 el n e g ro d i sp o n e de A menudo sucede que cuando el iges un pla n ,
excelentes perspectivas. debes adecuarte a é l , sea o no el mejor. Este
es el caso aqu í. El negro ya no puede conse­
En esta variante 47 . . . � d 7 sería m i opción g u i r tablas con 46 . . . l:tf1 e n vista de 47.l:te3!
prá ctica , ya que el fi nal de rey y peones tras (evita ndo ... e6-e5) , conduciendo a la siguien­
47 . . . :xc5 ! 4 8 . l:xe6+ �xe6 4 9 . <i;xc5 resu lta te l ínea: 47 .. . l:tf3 48.l:te4 l:txg 3 49.'�xf7 l:tg 1
muy arriesgado. E n rea l idad , parece tablas (49 . . . l:tf3 50.�xe6 g3 5 1 .f5 g2 52 .l:tg4 gana
después de 49 ... �d7! (la ú n ica j ugada , debido para e l blanco) 50. l:txe6+ rt;c? 5 1 .f5 l:tf1 52.f6
a la conti nuación temática 49 ... f5 50 .�c6 �e? g3 53.:e2 l:tf2 54 . l:te3 g2 55.llg3 y el blanco
5 1 .�d5 �f6 52.�d6 � 5 3 . 'it>e5 �g6 54.�e6) gana.
50 . 'it>d5 <3;e7 5 1 .<i;e4 <;Pe6 52.f5+ �d6 53 .�4
Wd5 54 .�xg4 <i;eS y el negro recupera el peó n . 47.'it>xf7 l:te4 48.�e7 �b5 49.l:d6
Yo no me sentiría suficientemente seg u ro de
entra r e n esta l ínea. Ten dría e l senti miento de
que puede haber algo q u e he pasado por alto,
y que i g u a l m e n te estoy b i e n . Este tipo de
decisiones prácticas son u n a parte importante
del buen juego en los finales. ¿ Dónde confías
en tu intuición y dónde tienes d udas?

45.'�e5

49 l:e3?
•••

Demasiado l e nto . Con la torre blanca en l a


sexta fi l a es i m po s i b l e p a ra e l negro j u g a r
. . . 'it>xb4 sin perder el i m portante peón de b6 .
E n consecuencia , el rey negro se encuentra
repenti n a mente m a l u bicado en el fla n co de
dama y esta ría mejor en el otro a l a , ayudando
al peón de « g » . U n mejor i n tento es 49 . . . l:txb4!
45...l:c1 ? so.:xe6 l:tb3 5 1 . f5 l:txg3 52.f6 l:tf3 53.f7 g 3
CAPITU LO 4: ¿PO R QU E EST U D IAR F I NALES? 101

54.f81i' (obviamente erróneo es 54 . .l:l.f6 :xf6 La decisión de aceptar el peón aislado puede
55.'�Xf6 g2) 54 ... .l:l.xf8 55.�xf8 g2 56 .:g6 �c4! ser, con justici a , cuestionada . E l cambio de
( u n tema im portante, ya q u e el rey negro cor­ alfiles de casi l las negras red u ce la pos i b i l idad
tará el paso al blanco) 57.�e7 b5 58.�d6 b4 del b l a n co de desarrol l a r c i e rta i n i ciativa y
59 . .l:l.g4+ �c3 60 .�c5 (60 . .l:l.g3+ 'itc4! y el rey permite que el peón « d » se convierta en una
blanco contin ú a cortado) 60 . . . b3 61 . .l:l.g3+ 'it'c2 auténtica debilidad . Aún así, 1 3 .o!Dxd4 e5 es
62.�c4 b2 63 . .l:l.xg2+ y ahora el neg ro i n cl u so también suficiente para q u e el negro iguale.
puede evitar coronar u n a pieza inferior (lo que
también estaría bien) y jugar 63 . . . � b 1 64.�b3
13...i..d 7 14.o!De5 i..c6 1S.:fe1 .l:l.ad8 16.1i'd2
�a 1 ! 65 . .:Xb2 . Ahogado.
lOedS
so.:xe6 :xg3 51.f5 .l:l.f3 52.f6 g3 53.f7 g2
Ofreciendo a H illarp-Persson la posib i l idad de
54..l:l.g6 .l:l.e3+ 55.ci>f8 g1¡f
dej a r al neg ro ta m b i é n con un peón d é b i l ,
El negro tam b i é n pierde tras 55 . . . .l:l.f3 56 .�g7 a s e g u rá n d o s e d e q u e l a p o s i c i ó n e s t a rá
g 1 'if 57 . .l:l.xg 1 �xb4 58 . .l:l.g6 , ej . 58 . . . .l:l.xf7+ c o m p l e ta m e nte i g u a l a d a . I ma g i n o q u e el
59.�xf7 b5 60.'ite6 �c4 6 1 .�e5 b4 62.'�e4 n e g ro q u e r í a ser p re c a v i d o y e v i t a r l a
�c3 63 . .l:l.c6+ �d2 64.:b6 �c3 65 .�e3 b 3 ma niobra d e torre .l:l.e 1 -e3-g3/h3 .
66 . .l:l.c6+ 'it' b 2 67.�d2 y el blanco gana fácil­
mente, o 58 . . . b5 59 . .l:l.f6 .l:.g3 + 60.�h6 .l:l.h3+ 1 7.o!Dxc6 bxc6 18.o!Dxd5 1i'xd5 19.1i'c3 g6
6 1 .q¡.g 5 .l:l.h8 6 2 . f8 'if + :xf8 6 3 . .l:l.xf8 � c 4 20.i..e2
645iW4 b4 65.'it'e3 y el blanco g a n a .
Recicla ndo el alfil a la casilla más lógica . La
56 .l:l.xg1 �xb4 57 . .l:l.f1 .l:l.a3 ss.q¡.e7 :as

posici ó n está igualada.
59.t8'if :xts so.:xf8 [1 :O]
20 ¡jfd6 21.i..f3o!Dd5 22.1i'c1 :d7 23.h4 :td8
•.•

24.g3l0e7 25.�g2l0f5
Hillarp Persson-Andersson
Andersson, fiel a su estilo, decide cam b i a r los
Malmo 2000 peones débiles y, a s l , e l i mi n a r las opciones
de derrota .
Gambito de Dama Rehusado
26.¡fxc6 o!Dxd4 27.¡fxd6 l:xd6
1.d4o!Df6 2.c4 e6 3.l0c3 dS 4.i..g5 .te7 S.o!Df3
o!Dbd7 6.e3 0-0 7.'ifc2 eS 8.l:d1 1i'a5 9.cxd5
.!Dxd5 10.i..xe7.!Dxe7 11 .td3 o!Df6112.0-0 cxd4

13.exd41?

28..l:l.d3?

En vista de la amenaza . . . o!Dxf3 , .l:l.xd6 o!Dxe 1 +!


102 CAPITU LO 4: ¿POR Q U E EST U D IA R F I NALES?

pero al m i s m o t i e m p o in vita n d o al n e g ro a i n te resa nte.


situarse en la seg unda fil a , y permitiendo el
golpe decisivo 28 . . . . tb c2 ! 32.�f3 h6 33.�e3 A2d 5 34 . .J:r. bc3 Ae5+
35.�f3 l:tf5+ 36.�e3 g5
M á s natura l es 2 8 .R.e4 f5 2 9 . R.d 3 , a u n q u e
prefiero l a s negras en esta posición . El fu erte El i m i na n d o las pos i b i l i dades de perpetuo y
c a b a l l o c e n t ra l i z a d o y la p o s i b i l i d a d d e u n a p r u e b a de q u e A n d e rs s o n rea l m e n te
avanzar e l peón « e » pueden ser u n p roblema q u iere jugar (sin riesgos) .
para el blanco .
37.hxg5 hxg5 38..J:r.c4
28...tbxf3? 29..J:r.xf3 :d2 30..J:r.c11
Dirigido contra . . . g5-g4 seguido de . . . .J:r.f3+ y
¿ Recordáis la regla de Dvoretsky? La idea de . . . f7-f5 con a lgo de i niciativa para el negro .
ltc7 da u n a m u y necesitada vida a las torres
blancas. No 30 . .J:r.b3? .J:r.c2 seg uido de . . . .J:r.d8- 3 8....J:r.e5+ 39;jrlf3 .J:r.d3+ 40;;f{g2 r;t{g6 4 1 ..J:r.1c2
d2. :as

30 .J:r.8d7
.•. Aqu í queda claro que las torres negras están
mejor situadas, permitiendo un juego cómodo.
D e n i n g ú n m o d o A n d e rs s o n p e r m i t i rá l a En consecuenci a , el blanco debería ser ca uto,
i nvasión por pa rte d e las torres. E n pri ncipio, pero no es ta n fácil como parece .
el negro está ligera mente mejor coord i nado
p e ro , c o m o e n las p a rt i d a s a n te r i o res, l a 42.b3 :d1 43Jlc5 l:a3
posición es m á s o menos inofensiva pa ra el
blanco. El ca m bio de un par de torres deja ría al negro
sin opciones de victoria .
31 .::tb3 ..t>g7
44..J:r.e5 l:ta6

Andersson está m ejorando su posición j ugada


tras j ugada, sin n i ng u n a prisa . 45.b4?

Tse s a rs k y ofre ce l a s i g u i e n t e l ín e a co m o E l bla nco no está siendo lo suficientemente


m ejor para l a s negras: 3 1 . . . ::te2 32 .g4 .J:r.dd2 cu idadoso . Es mejor jugar 45 . .J:r.ec5 y ver cómo
33 . .J:r.f3 .J:r.xb2 34 . .J:r.c7 f5 35.gxf5 gxf5 36 . .J:r.xa7 responde el negro. Ahora los peones de «b» y
l:!.xa2 37.l:!.e7. Esto es cierto , pero el blanco a serán más débiles porque ya no se protegen
mejoraría m ucho con 34.Ac8+ ! �g7 35 .Ac7 y el uno al otro y a d e m á s es n ecesa ria u n a
s e le d a l a v u e l t a a l a t o r t i l l a . U n t r u c o defensa m u y precisa p o r parte d e l blanco.
CAP ITULO 4: ¿POR QU E ESTU DIAR F I N ALES? 103

45 ...l:tb1 46.b5 l:ta41 50.a3 l:td41

Aq u í l a torre no tiene mucho peligro , pero s í D i rigié ndose a d 2 .


un gran potencial . P o r supuesto, ataca a2, pero
el negro juega con la idea . . . J:ta4-b4. Nótese 51 .l:tc7 l:tdd2 52.:Xg4 ltxf2+ 53.�g1 l:tg2 +
t a m b i é n que la torre defi e n d e g4, donde el
p e ó n n e g ro esta rá perfect a m e n te s i t u a d o ,
E l neg ro rea l iza u n a serie de j a q u es p a ra
a s fi x i a n d o e l fl a n c o d e rey d e l b l a n co y
evitar e ntrar en apuros de tiem po. Conociendo
acentuando la debil idad de f2 .
a H i l l a rp - P e rsso n , q u i z á él ta m b i é n ten ía
a l g u nos a p u ro s , pero cuando tu posición es
47.llcc5 g4 48.l:tg5+?
tan buena como l a del negro a q u í , lo mejor
que puedes hacer es olvidarte del reloj de tu
A pesar del hecho de que no está claro q u e
o p o n e n te y c o n c e n t ra rte en tus p ro p i a s
tras esta j u g a d a - y contra una defensa precisa­
posi b i l i dades .
e l negro deba g a n a r la partida, la textual es
u n g rave error. E l negro doblará torres en la
séptima fi la y ganará e l peón d e f2 , poniendo 54.�h1 l:th2+ 55.�g1 l:tbg2+ 56 .�f1 l:ta2
así a l b l a n co bajo una enorme p resión. La 57.'iPg1 l'thg2+ 58.'iPh1 l:tgf2
forma en q u e yo l o veo es s i m p le: a partir de
u n a posición igualada el neg ro ha real izado Evitando l:tf4+, q u e a ho ra l l evaría a u n fin a l
todo ti po de peq u eñas mejoras y no hay motivo g anado para el negro .
p a ra creer q u e esta te n de n c i a no vaya a
conti nuar, conduciendo finalmente a la victoria.

La mejor manera d e conti n u a r era mediante L i bera ndo l a torre d e l a res po n sa b i l idad de
la jugada 48 . l:te2!, ej. 48 . . . l:ta 1 49.l:tcc2 l:tb 1 evitar l'tf4 + , y p r e p a ra n d o asr .. Jifb 2 c o n
5 0 . l:tc5 �f6 5 1 . l:te c 2 l:ta1 5 2.l: 5 c4 J:txc4 amenaza d e mate.
5 3 . l:txc4 l:txa2 54 . l:txg4 y e l b l a n co no está
peor, o 52 . . . .l:!. 1 xa 2 53.l:txa2 :xc4 54 .l'txa7 l:tb4 60.J:tc 1 !
55.l:tb7 con una posición de tablas.
E l blanco está obligado a vig i l a r s u pri mera
48...rti6 49.l'tg8 l:tb21 fil a tarde o tem p ra no, por lo que sabia mente
decide hacerlo a ntes de q u e el tema del mate
p u ed a s e r u t i l i zado en m a n i o b ra s tácticas
contra é l . 6 0 . l'tc6+? q¡,f5 6 1 .Ag 7 �e4 sólo
permite p rogresar a l negro .

60..Jig2+

Ts e s a r s k y p ro p o n e l a s i g u i e n t e l í n e a:
60 .. .'t>f5 ! ? 6 1 .l:g7 ( 6 1 .l'th4 l:tg2+ 62.�h 1 l:txg3
da un peón a l negro) 6 1 . . .�e4 6 2 . a 4 l:tg2+
63.�h 1 l:th2+ 64 .�g 1 l:tag2+ 65.'it>f1 f5 (no es
fácil proponer otra forma de que e l neg ro haga
a l g ú n p rogreso) 6 6 . l:J.xa7 J:txg3 , aqu í piensa
E l negro está m u y contento con su peón de g4 q u e el neg ro está l i geramente mejor, y tal vez
por e l m o m e nto . No p u e d e p e r m i t i r que el está en lo correcto tras 67.l'tc4+ 'it>f3 ! 6 8 . l:tc3+
blanco lo captu re a ntes de que la respu esta 'it>f4 69.l:txg3 q¡,xg 3 , donde los peones e n el
. . . l:txf2+ sea pos i b l e , ya q u e l'tf4+ sería u n centro son preferibles a los del flanco - incluso
factor a tener e n cuenta . s i está n m á s retrasados - porq ue l l egarán
104 CAP ITU LO 4: ¿POR QU E ESTU D IAR F INALES?

u n i dos a un a ta q u e c o ntra e l rey. Ta l vez 6 8 .l:l.b 1 l:t a a 2 6 9 . b 6 a x b 6 7 0 . l:t x b 6 + <1ile 7


67 .:ac7 sea una mej o r j u g a d a , i n tenta n d o 7 1 . l:tb7+ <1ilf8 7 2 . l:t b 1 e3 favorece en gran
defenderse c o n d o s torres activas, pero a pesar medida a l neg ro, pero seg u ro q u e es una
de todo creo que Andersson h u biera ganado opción mejor. E l resto de l a partida es fác i l .
esta posición s i n m ucha d ificu ltad .
68...'iir'e5 69.l:h5+ �f6 70.l:ld6+ <i;e7 71 .l:a6
61 .'iPh1 l:th2+ 62.�g1 .C.hg2+ 63.';t?h1 .l:gb2 :xa6 72.bxa6 'iir'e6 73.l:th6+ �f5 74.l::t h7 �g6
75..l:h8 .l:a2 76.l:l.e8 f5 77 .g4 fxg4 78.l:txe4
64.a4 liPeS
'it>f5 79.l:tb4 <i;g 5 80.l:b7 'iir'h4 81 .�g1 l:txa6
82.l:b2 l:ta1 + 83.�g2 a5 84.l:c2 a4 85.l:b2
64 . . . l:te2 ! ? , para ayudar a que el peón avance,
a3 86..l:b3 l:l.a2+ 87.�g1 g3
sugerencia de Tsesars ky.

[0:1 ]
65 ..l:d 1 ?
Hay u n a d ivertida h istoria d e l a Oli mpiada de
Ahora la ú ltima l ínea d e l a defensa caerá . Ofre­ E revan de 1 996 . Ulf Andersson h a b ía jugado
ce m á s p o s i b i l i d a d e s d e s u p e rv i v e n c i a de forma excepcion a l m ente conservadora y
6 5 . l:t h 4 ! ? f5 ( 6 5 . . . l:te2 ! ? e s ta m b i é n bueno) h a b ía h e c h o m á s t a b l a s de l a s p revi stas:
66.l:th6+ 'it>d5 67 .l:td 1 + �es 6 8 . l:te 1 e4 ! (man­ i n cl u so p a ra é l . D u ra n te u n a n o c h e y a l a
ten iendo la tensión) 69.l:th5 �d4 70.l:td 1 + l:td2 m a ñ a n a s i g u i e n t e , H i l l a r p - P e rs s o n y e l
7 1 .l:e 1 ( 7 1 . l:lxd2+ l:xd2 dej a a l b l a n co sin M a e stro I ntern a c i o n a l H e l l sten l e h i c i e ro n
defensa contra el peón e: 72.l:th7 e3 73.l:txa7 i n sistentemente pregu ntas d e l tipo: <<¿No sería
e2 74 . .l:e7 .l:td 1 +) 71 . . . e3 72.l:th7 'it>c4! y el fla n ­ bonito ganar una partida, Ulf?>> y fi nal mente
co de dama blanco t i e n e problemas. Aún así, A n d e rs s o n q u e d ó b a s t a n t e fru stra d o c o n
no hay victoria forzada para el negro, por lo relación a estas p reguntas y su i m p licación .
S i n gritar pero con energ ía replicó: « Vale, vale,
que a ú n hay opciones.
jugaré a g a n a r. Pero b ajo ning una
circunstancia correré ningún riesgo. » Aq u í está
65....1:te2!
su sigu iente partida:

Andersson-Ken g is

Erevan 1996

Apertu ra Inglesa

1.ll'lf3 ll'lf6 2.c4 e6 3.g3 a6 4.b3 c5 5 .tg2 b5 •

6.ll'lc3 'ifb6 7.0-0 .tb7 8 ..tb2 .te7 9.d4 cxd4


1 0.'ifxd4 1i'xd4 11.ll'lxd4 .txg2 1 2.'iPxg2 bxc4
13.bxc4 d6 14.ll'la4 ll'lbd 7 1 5 . .C.f d 1 :es
16.l:ac1 0-0 1 7.ll'lb3ll'le4 18 . .td4 l:fd8 1 9.f3
Finalmente la torre decide ayudar al peón «e» .
ll'lec5 20.ll'laxc5ll'lxc5 21.ll'lxc5 dxc5 22..te3
l:xd1 23 .l:xd1 l:tb8 24.l:d7 .tfB 25.l:ta7 l:tb4

66 .C.h4 e4 67 .a5

26.l:txa6 l:txc4 27.'it>f2 e5 28.g4 f6 29.l:l.a7 h5
30.gxh5 f5 31 ..tg5 e4 32..tf4 exf3 33.�xf3
H i l l a rp - P e r s s o n o pta p o r n o q u e d a rse d e l:l.c3+ 34.e3 c4 35..te5 l:tc2 36.a4 l:ta2 37.a5
brazos cruzados y decide atacar. 'iir' h 7 38.a6 :as 39 . .tc3 l:ta3 40 . .t d 4 c3
41 ..l:a8 c2 42..ib2 .l:a2 43.l:txf8 l:txb2 44.:lc8
67 ...l:txa5 68.l:th6+ :a2 45 .'iir'f4 .C.xa6 46.llxc2 :le6 47.l:te2 l:th6
CAP ITU LO 4: ¿POR QU E EST U D IAR F I N ALES? 105

48.�gS l:f6 lLlxdS 6.d4 exd4 7.lLlxd4 tl:ldb4 B.lLlxe6 'i'xd 1 +


9.c;t>xd 1 ll::lxe6 10.tl:le3 .td7 11..te3 g6 1 2.l:te1
.tg7 1 3.f4 0-0 1 4.'0t>e1 e5 1 S.� exf4 1 6.gxf4
.te6 1 7.b3 l:ad8 1 8.lLle4 .td4 1 9.lLleS ..txe3+
20.•;he3 l:feB 2 1 .'ifl'f2 lLlb4 22.a3 lLldS
23 .lLlxe6 fxe6 24.e3 l:l.e7 2S.l:hd 1 l:ed 7
26.l:.d4 c;t>f7 2 7..i.f3 b 6 2 8..i.xd5 exd5 29.h4
::td6 30.�3 'iW6 3 1 .b4 bS 32.l:.eS a6 33.l:d2
h6 34.c;t>g4 l:.Bd7 3S.l:.d3 ::te7 36.'0t>f3 l:Led7
37 .l:l.d 1 l:r.dB 38. l:r.d 2 l:!.8d 7 39.Ade2 l:r.e7
40.l:Le8 l:de6 41 .l:2e3 l:l.d6

49.h3 l:f7 SO.l:f2 :e7 51 .l:f3 :es S2.<�f4 :as


S3.l:g3 l:r.bS S4.::tgS l:r.b4+ SS.c;t>xf5 l:h4 S6.e4
.l:xh3 57.e5 �g8 S8.�e6 'itó>f8 S9JlfS+ wgB
60.l:gS c;t>fB 6 1 .l:lf5+ c;t>eB 62.l:f 7 l:xhS
63.l:e7+ c;t>fB 64.c;t>d7 g6 6S.c;t>d8 ::th1 66.e6
l:le1 67JU7+ c;t;>gB 68.c;t;>e7 Ae2 69.'il?d7 l:a2
70.l:f1 ::ta7+ 7 1 .'ifl'e8 :aB+ 7 2.<j; e 7 :a2
73.l:Ld1 'Ot>g7 74.'0t>e8 :as+ 7S.::td8

[1 :O]
42.l:d3 c;t>f7 43.l:eS l:ed7 44.::te2 � 4S.l:Ld 1
La partida tiene m ucho en com ú n con las tres gS 46.fxgS+ hxgS 47.hxg5+ 'Ot>xgS 48.c.te2 c;t>f5
a n t e r i o r e s , e x c e p t o q u e Ke n g i s p a r e c i ó 49.'if;>d 3 l:.h 7 SO.:tg1 Ahh6 5 1 .l:te7 c;t;>e6
a b u rrirs e . E l n e g ro n u nca tuvo l a s ta blas a 52.l:tgg7 �es S3.llgS+ wf6 S4.l:eg7 :es
mano después de 29 . . . h5? , a ú n así estuvo la
. SS.',¡, d 4 l:te4+ S6.'�xd S l:l.e3 57.e4 l:r.d3+
mayor í a del t i e m po a l ej a d o de l a d e rrota . 58.'�e5 Axa3 59.l:tg8 �e6 60.�b6 wf7+
Como ejercicio podéis reprod ucir la partida - 61 .'.t> b 7 l:e3 62.lt5g7+ 'ifl'f6 63.l:g4 �e5
d e l a m i s m a fo r m a q u e h e d e s c r i t o 64 .l:d 8 l:b3 65.l:d5+ 'Ot>e6 66.c;t>e6 l:e3+
a nteriormente - e i ntenta r descubri r d ó n d e 67 .:e s l:td3 68.c;t>b7 �e7 69.l:r.e5+ �f6
p rogresó e l b l a n co . Os p ro m eto q u e este 70.l:gg5 l:td4 71.l:gf5+ �g7 72.Ae7+ c;t>gB
ejercicio os h a rá mucho bie n . Sería incluso 73.e5 l:e4 74 .c;t>e8 l:e6+ 7S.c;t>d 7 l:r.ee4
m ejor estud i arlo con u n a m ig o . Además, l a 76.l:Lg5+ �fB 7 7.l:r.f5+ c;t>gB 78.l:tg5+ c¡f¡>fB
p a rt id a And erss o n -Le ko , Te r A p e l 1 99 6 , e s 79.Ae8+ �f7 BO.l:f5+ <.t>g7 8 1.Z:.gS+ <j¡>h6
muy i n structiva y puede a y u d a ro s 82 ..z:tg1 Aed4+ 83.'ifl'e6 l:g4 84.Z:.h1 + c;t>g5
enormeme nte s i l a rep ro d u c ís c o n l a s a n a 85.l:g8+ �4 86.l:r.xg4+ c;t>xg4 87.c;t>d5 Axb4
i ntención de com prender d ó n d e el negro v a a 88.e6 l:tb2 89.Ae 1 .l%d 2+ 90.'iPe6 l:e2+
la deriva . 91.'it>b7 [1 :0]

U n a de las cosas que he i ntentado demostrar


Andersson-Leko
con estas partidas de U lf Andersson es lo poco
que en rea l idad se necesita para ser capaces
Ter Apel 1996 de jugar bien el fin a l . Andersson n o hace nada
e s p e c i a l en n i n g ú n m o m e n to , n o m u es tra
Apertura Inglesa habilidades que no puedan ser
compre n d i d a s . Pero c a d a jugada es buena:
1 .tl:lf3 tl:lf6 2.e4 eS 3.g3 lLle6 4..i.g2 dS S.exdS no i ncre íble, sólo buena . Esta es la habilidad
106 CAP ITU LO 4: ¿PO R Q U E EST U D IAR FINALES?

q u e u n o debería buscar cuando estudia los


finales. Conseg uid este n ivel de com p rensión
básica que facil ita rá l a producción de buenas
j ugadas en todo momento. Sólo rep roduc i r
posiciones teóricas no o s ayudará e n absol uto .

Después d e Andersson vamos a hablar d e una


de las performances más sorprendentes del
ajedrez moderno en cuanto a Finales de partida.

EL MATCH SALOV·KHALIFMAN DE 1994

En 1 994 en la localidad de Wij k aan Zee Salov


d e rrotó a K h a l i fm a n 5 - 1 en su m a tc h d e La apertu ra ha acabado y el medio j u ego está
ca n d i d a t o s , h a c i e n d o a s í i n n eces a r i a s l a concluyendo también. Un vistazo a la posición
sépti ma y octava parti d a . L a forma e n q u e muestra que el blanco tiene una l igera ventaja
S a l ov g a n ó f u e i n cre í b l e m e n te s e n c i l l a: gracias a l a pareja de a lfiles, y más tarde podrá
g ra c i a s a s u s u p e r i o r co m p re n s i ó n de l o s convertir esta ventaja en un peó n , l legando a
fi nales consiguió ganar tres fin a l es de tablas. un fi nal de tablas. C reo que la decisión que
to m a K h a l ifma n es objetiva m e n te correcta ,
E n m i opinión, no hay d uda de q u e Khal ifman pero en la práctica esta posición puede ser
e s e l m ej o r de los d o s , u n a o p i n i ó n muy d ifíci l de defender.
fuertemente refrendada por s u título m u n d i a l
en 1 999 y p o r el hecho de haberse encontrado 21 . ..1:lxe1+1?
varias veces con Vishy Anand e n los torneos
del KO (la primera en 1 997, cuando Khal ifm a n 21 . . . �c6 22.i..x g7 �xg7 23 .�c5 tt:ld8 24 .i..f3
estuvo a punto de eliminar a Anand a n tes de l:.c7 ha sido sugerido por Belov, quien lo valora
q u e se llegara a l play-off). Aún a s í , en este sólo como ligeramente su perior para el blanco.
match Salov fue m u y s u peri o r g racias a su C reo q u e el b l a nco puede m ejorar en esta
excelente técn ica . variante con 24 .a4!? para poner presión en el
fla n co de dama negro, y sólo más tarde jugar
H a sta el m o m e n to h e m o s t r a ta d o , i.. f3 . El problema de hacer esto d i rectamente
principa lmente, fin ales d e torre . Aq u í e s donde es palpable: el negro tiene tiempo para doblar
termina este cam ino y empieza otro, ya que t o r r e s en la c o l u m n a « C» , c o n b u e n a s
las tres sigu ientes partidas presentan fi na les opciones d e conseg uir tablas fáciles.
de p iezas pequeñas.
22.l:txe1 l:leS 23JbeS+ �xeS 24.�aS

Esto gana el peón « a » , pero al precio de entrar


Salov-Khallfman en u n final de a lfiles de disti nto color.

Wijk aan Zee (Partida 1) 1994 24 ...b6 2S ..txeS i.. xe5 26.�e6 i..e3 27.i..a6

�d6 2S.�xa7 �S
Defensa Grünfeld
A q u í es d o n d e e m p i eza la p a rt e q u e n o s
1.d4 �f6 2.e4 g6 3.g3 ..tg7 4 .i.. g2 dS S.�f3 O· interesa. El blanco cuenta c o n u n peón de m á s
O 6.0·0 dxe4 7 .lba3 el S.bxe3 eS 9.e3 �e6 en el fla n co de rey, hay a l fi l e s de distinto color
10.'i'e2 �d5 11.i..b2 'WaS 12..l:tfe1 i.. g4 13.h3 y el b lanco tiene problemas con su caballo .
..txf3 14.i.. xf3 �b6 15.�e4 'Wa6 16.�d2 'i'xe2 De hecho, el caballo no tiene manera de salir
17 .i.. xe2 exd4 1S.exd4 eS 19.dxe5 lLixe5 de a7 s i n ser ca mbiado (nótese cómo el alfi l
20..td4 :.teS 21.lhb3 d e c3 está c u b r i e n d o u n b u e n n ú m e ro d e
CAP ITU LO 4: ¿POR QU E ESTU DIAR F I N ALES? 107

casi l l as i m porta ntes), cuando el final resulta nte 33 ...'�c5


será inmediatamente tablas. Así pues, ¿por qué
el blanco i ntenta ganar esto? Primero llevará el Contro l a n d o el ca b a l l o. S u po n g o q u e este
rey al centro, una regla básica de los finales fi n a l a c a b a r ía e n t a b l a s si los j u g a d o re s
porque el rey es una pieza fuerte (mientras no i ntercam b i a ra n colores.
reciba mate . . . ) y debe tomar parte en la acción.
El negro hace lo mismo. Tengo la teoría de que 34.a4 f6?
en los finales la actividad de vuestra pieza más
fuerte debe ser vuestra principal preocu pación , E stoy seg u ro de q u e esto es un error y no
ya que ésta es la pieza que puede dominar a puedo a poyar la jugada textu al con n i n g u n a
todas las demás en luchas cuerpo a cuerpo . v a ri a n te o c o m e n t a r i o e l a b o r a d o. Es m uy
Esto significa dama sobre torre, torre sobre rey, senci l l o , s i m p l e m e nte el peón « e » ha s i d o
rey sobre p i ezas peq u e ñ a s . Pero co mo he elevado a la categoría de peón pasado .
dicho, es sólo una teoría .
P refi e ro la s u g e re n c i a d e l G ra n M a e s t ro
28 ... h5 es una i n teresante sugerencia del G M H a nsen 34 ... .ig7, planeando ca m b i a r el peón
Lars Bo H a n s e n . La c l a v e es q u e el blanco « h » , que creo es una d e b i l i d a d pote n c i a l y
n eces itará j u g a r g3-g4 tarde o tem pra n o , el n u nca u n a posible fuente de contraj u ego. Esto
negro cambiará su peón « h>> y ambos bandos es porque el blanco controla la posición , y no
evitan tener una debilidad lejana y simplemense veo n in g u n a amenaza seria de que el peón
te limita n las opciones blancas de victoria con llegue a h 1 .
un cambio de peones. Aú n así, este no es el
factor más importante. De hecho, es fundamental La jugada negra 34 ...f6 está desti nada a hacer
ser el primero en ocupar el centro, ya que de algo para enfrenta rse a l a idea blanca de juga r
otro modo el caballo blanco escapa rá de su f2-f4 seg uido de e3-e4-e5, donde f7 seria u n
cautiverio. La siguiente variante demuestra que posible objetivo. Belov p ropone l a s i g u i ente
el negro sólo llega a e6 cuando d5 es el objetivo l ín ea p a ra d emostra r lo pel i g roso q u e esto
necesario: 29.<�f 1 � 30.�e2 <t;e7 3 1 .g4 hxg4 sería p a ra el n eg ro : 34 . . .<¡,b4? 3 5 . f4 rj}xa4
32. hxg4 'iii>e6 33.<�d3 .ib2 34. ltlc6 etc. 3 6 . e4 �a5 37. e5! y e l negro tiene p roblemas
por cu l pa de que f7 tiene u n a m u y com p l icada
29.�f1 rj}e7 30.'it>e2 rj}e6 31.g4 'it>d5 32.<itd3 defensa . .i ú n así, tras 34 . . . .ig7!? 3 5 . h4 h6
.ib2 33.g51 36.f4 hxg5 3 7 . hxg5 f6! la situación no es la
misma q u e e n la partid a . E l d istante peón de
U n a jugada estándar, fijando h 7 y f7, q u e a hora h 3 ha sido cambiado y el negro se acerca a
será n debilidades consta ntes. Es bien sabido las tablas.
que en los finales con alfiles d e d isti nto color
el atacan te pondrá sus peones en el mismo 35.gxf6 .ixf6 36..ib5 .ih4
color del alfi l rival, para restrin g i r dicha pieza
y atacar los peones enemigos. Esta j u gada p a rece p ro d u cto d e los a p u ros
de tiempo.

Lars B o Hansen sugiere la correcta 3 6 . . . g5!


c o n i d ea de 37 . f4 h 6 . E nton ces e l b l a n co
d ispone de u n a ruta hacia el fla n co de rey
u t i l i z a n d o l a s casil l a s b l a n ca s, p e ro esto
req u i e re t i e m po y p a rece q u e el rey neg ro
podrá h acer d a ñ o a l o s peones e n e m i g o s
cuando el blanco está ocupado e n la col u m n a
«h».

37.f3 .if6 38 . .id7 ll:lc4 39..ib5 tZ:ld6 40..id7


ll:lc4 41..ie8 tZ:ld6 42..ib5
108 CAPITU LO 4: ¿PO R QU E ESTU DIAR F I NALES?

Juegan las negras. 46.ttlb81

¿Y ahora qué? Hacia l a l ibertad, y por e l ca m i n o ca u s a rá


algu nos p roblemas al negro con el peón de
El blanco ha hecho algún progreso. Tiene un b6 .
peón pasado e n l a col u m n a «e» y el neg ro
debe ser precavido. 46 ... �d6

El peón n o puede avan za r por e l momento Belov critica esta j ugada y sugiere que el ne­
porque podrla ser bloqueado i n mediatamente, g ro t i e n e más posi b i l i d a d es d e t a b l a s con
pero siempre existi rá l a posi bilidad de hacerlo. 46 ... lüd6 47.ttld7+ �b4 48.lüxb6 tllx b5 49.axb5
Si e l ca ballo vue lve a l a partida, l a victoria �xb5 50.lüd5 �c5. Pero esta va riante no pa­
estará a l a l ca n ce del b l a n co, por lo que el rece posible ya que el blanco puede mejorar
negro debe evitarlo . . . con 48.i.c6!, cuando el negro tendrá que j u­
gar 48 . . . i.f2 y perma necer pasivo, ya que el
42 lü f7?
.••
fi n a l tras 48 . . . b 5?! 49.axb5 lüxb5 50 ..bb5
�xb5 5 1 .ttlf8! h 6 52.ttlg6 i.f2 53 .lüe5 lo gana
De s p u é s d e esto , el c a b a l l o c o n s i g u e l a fáci l m ente el b l a n co (el negro no podrá de­
l i berta d , vla b 8 y d7. fender para siempre su peón « h>> ). Nótese que
tras 48 . . . c¡,a5 49.c¡,d4 el bla nco gana casi de
Era mejor 42 . . . i.h4, para mantener las cosas i n m ed i ato .
e n el a i re , o l a propuesta de Ha nsen 42 . . . g5
Recordad que el rey es una pieza m u y fuerte
4 3 . f4 h6.
en este tipo de finales y debe estar activo. Creo
que Belov pasó por alto esta linea para el blan­
43.f4
co porq ue estaba buscando algo que ganara
a la fu e rza, pero e l b l a n co está g a n a n d o
Con la terrible amenaza de 44.e4. Las negras
posiciona l mente e n todos l o s casos, p o r lo q u e
d e b e n re a c c i o n a r rá p i d a m e n te , a u n q u e no n ecesita pensar en estas vari antes. L a par­
a hora las blancas cuentan con más opciones. tida se ganará mediante jugadas normales.

43 g5 44.lüc6
••.
47.ttld7 i.dB

E s to no h u b i e ra s i d o p os i b l e si el n e g ro 47 ... i.f2 48.ttlf6 gana u n peón para el blanco


h u b iera mantenido la vigi lancia sobre b5. en vista de l a a me naza 49.lüe4+ .

44 ... gxf4 45.exf4 i.h4 48.lüf8 h5


CAPITULO 4: ¿POR QU E ESTU D IAR FI NALES? 109

Forzado para tener una casilla para el caballo. 57.'it>d3 �a3 58.ltle5 'it>b2 59.'it>d2 b3 60.lbd3+
'.Pa3 61.�c3 [1 :O]
49.i.c4lbh6 50.'�e4
Salov-Khalifman
A h o ra e s e l c a b a l l o n e g ro q u i e n t i e n e
problemas. E l bla nco gana.
Wljk aan Zee (Partida 3) 1994
50...'it>c5?!
Apertura Inglesa
Plantearía u n a defensa más seria 50 . . . ..tf6.
1 .c4ltlf6 2.lbc3 e6 3.e4 c5 4.e5lbg8 5.tt'lf3 d6
51 .lbe6+ �xc4 52.lbxd8 6.exd6 ..txd6 7.d4 cxd4 8.\i'xd4

E sta j u g a d a fue n ueva en su m o m e nto . S i


Salov l o ten fa preparado d e antemano como
pol ítica para l l e g a r al fi n a l tan pronto como
fu e ra p os i b l e , o s i f u e a l g o q u e o b servó
d u ra n te la partid a , no l o sé pero , sea como
sea , p a rece ser u n a estrateg ia adecuada.

8 lbf6 9.ll.'lb51
.••

Este s i g n o d e excl a m a c i ó n se debe


ú n icamente a motivos psicológi cos . De todos
modos , el blanco no tiene n i n g u n a ventaj a .

52...'.Pb4 9 ..tb4+ 10.i.d2 'i'xd4!?


•..

52 . . . b5 5 3 . axb5 �xb5 54 .f5 �c5 55.'0Pe5 y el Esto es m u y i ntere s a n te . E l n e g ro t e n d rá


peón d e h 3 gana. ¿ Recordáis el deseo de Lars tiempo de j ugar . ..r/;e7 y ... ltlc6 s i n tener q u e
Bo Hansen de cam b i a r los peones de « h » ? preocuparse p o r l a a menaza ll.'lc7 + .

Conozco a Lars desde h a ce m á s de d iez años 11.ll.'lfxd4 i.xd2+ 12.'it>xd2 'it>e71? 13.i.e2
y he j u g a d o a l g u n a s veces c o n tra é l . H e
l legado a l a concl usión d e q u e « él n o v e nada Salov decide tom á rselo con calma y creer en
tá c tic a m e n t e » : p o r s u p u e s t o es u n a el sacrificio negro .
exageraci ó n , pero para u n Gran Maestro de
2600 su ca pacidad de cálculo es pobre . Aún E n real i d a d , tras 1 3 .ltlc7 l:r.d8 1 4.ll:lxa8 l:r.xd4+
a s í , está c e rca d e l o s 2 6 0 0 , y e s o l o ha 1 5.'.Pe 1 !, con idea de 1 6 .l:r.d 1 y más tarde a 2-
co nseg u i d o siendo un fe l i z a mate u r. Estoy a3 y b2-b4 , la posición no está nada clara .
seg u ro de que eso es gracias a s u gra n talento
para el pensam iento esquemático y su gran A ú n a s í, l a P a rt i d a 1 a q u f re s u l t ó s e r
sentido para los aspectos técnicos gene ra les i m porta nte en e l pensa miento d e l blanco, y
del ajedrez. Uno d e estos es que u n peón « h » decidió q u e no h a b ía n i n g u n a necesidad d e
debe ser ca mbiado si t e estás defendiendo. meterse en algo asf. S u pongo q u e el negro
K h a l ifm a n n o tuvo este sentido d e l p e l i g ro t e n d rá m á s q u e s u fi c i e n te j u eg o p a ra
a q u í , y ta mpoco en la sigu iente partida , tal y compensar la calidad en esta lucha práctica,
com o vere m o s . P e ro no n o s a d e l a n te m o s . a u n q u e u n análisis i nten sivo podría demostra r
Primero Salov d e b e atrapar al peón « b » negro . q u e el sacrificio es i n correcto.

53.f5 �xa4 54.f6 b5 55.f7 lbxf7 56.ltlxf7 b4 1 3 ...l:r.d8 14.�e3 e5 15.ll.'lb3ll.'lc6 16.:thd1 ..tf5
110 CAP ITU LO 4: ¿POR QUE ESTU D IAR F INALES?

Khafifm a n sitúa sus peones e n el mismo color


q u e e l a l fi l , y p o r e lfo será s e v e ra m e n t e
c a s t i g a d o . E n e s t a v a r i a n t e , 2 2 . lüd 3 e s
respondido por 22 . . . i. e 6 23.b3 g 5! y el negro
tiene buenas pos i b i l idades de generar presión
e n el fl a n co d e rey. Cabe destacar que fa
i n iciativa del n eg ro en el fl a n co d e rey es
superior a la del bla nco por dos motivos: su
alfil está activo en a m bos fados del tablero y
sus peones avanzarán con a men aza de
ataque sobre e l rey bla nco , provoca n d o a s í
debilidades.

A h o ra el n e g ro e s t á co m p l et a m e n t e
mov i l izad o . S u s ca b a l l o s están i d ea l me nte
situados en f6 y c6, su a lfi l está activo y podrá
ser capaz de expa n d i rse en el centro y en e l
fl a n co d e rey. E l b l a n c o n o goza d e t a n t a
armo n í a . N o está claro q u e s u caballo esté
del todo bien situado en b5 y, s i n embarg o , s í
parece basta nte claro q u e e l de b3 ten d rá q u e
s e r recolocado e n a l g ú n mom e n to si q u i ere
te n e r a l g u n a i nfl u e n c i a e n l a p a rt i d a . E n
resumen, e l blanco está e n e l l imite d e quedar
l i g era mente i nfer i o r, y p o r lo t a n to d e c i d e
cam b i a r torres.
Eres el blanco. ¿Qué haríais?

1 7.l:lxd8 l:xd8 18.litd1 hd1 19.i.xd1 tbg4+1 22.f41

No estoy seg uro de q u e el a lfi l sea mejor q u e La jugada textual tiene dos ventajas: que e l
e l caba l l o en e s t a posició n : c i e rtam e n t e , a blanco g a n a a l g o de espacio y el negro ya no
medida que la partida evolucione, será inferior. t e n d rá la p o s i b i l i d a d d e c re a r un c e n t ro
Pero si el negro q u iere jugar para conseg u i r poderoso. Ahora es el negro q u ien debe l uchar
ventaj a , necesita realizar este cambio porque por fa igualdad .
deseq u i l i b ra l i g e r a m e n t e l a s i t u ación, y el
cabal l o - que actu a l mente restringe el avance 22 ..exf4+
.

de peones en el fla n co de rey - no d i spone de


n i nguna otra buena cas i l l a . 22 . . . b6 23.lüd3 exf4+ 24.lüxf4 ..te6 25.tbd5+
<t>d7 puede ser fa mejor forma de jugar para e l
negro . Aunque e l bla nco está u n poco más
20.i.xg4 i.xg4 21.lüc5 i.cB?I
activo es d ificil apreciar cómo pod ría mejora r
notablemente, mientras que c a d a una de fas
No me g u sta esta j u g a d a . E s d e m a s i a d o
piezas negras tiene una fu nción .
pasiva. Más normal es 2 1 ... b6 22 .lüe4 ..te6
2 3 . b 3 f5 con una posición de doble fi lo en la 23.<t>xf4 h6?!
q u e el n e g ro no p a rece esta r p e o r. A q u í
Khal ifman debía esta r algo inseg u ro sobre su Principalmente Khafifman hace lo correcto a l
peón « a » , q u e será muy vul nerable tras . . . b7- s i t u a r s u p e ó n e n u n a ca s i l l a n e g ra , p e ro
b6, pero esto ya es otro asunto. El peón i rá a p i erde m u c h a de s u mov i l i d a d a l h a c e r l o .
a 5 p a ra l i be r a r e l ca b a l l o . E n fa p a rt i d a , Además, g7 está camino de convertirse en una
CAP ITU LO 4: ¿PO R Q U E EST U D IAR F I NALES? 111

seria debilidad, u n factor a l q u e Khal ifm a n n o así, pero hay m uchos i n d icios de que debía
ha presta do suficiente atención . estar peor y él los ignoraba, sobretodo debido
al deseo de e q u i l i brar el match.
24.h4!

26.tZlc3 tZle5 27 .tZld5+ <l¡¡dB


24.. .f6?
Wolff ofrece u n a i n cre íble variante q u e parece
Esto es u n g rave e rror, probablemente debido d a r ventaja al blanco : 27 ...<i>d6 28.tZle4+ cJó>c6
a un m a l c á l c u l o ( e s t o y s e g u ro de q u e 2 9 .lbe 7 + � d 7 3 0 . tZl x c 8 � x c 8 3 1 . b3 'it> d 7
K h a l if m a n i nfra v a l o ró la reperc u s i ó n de l a 32.tZlc5+ <t>c6 33.lZle6 g 6 34 .tZld8+ �c7 35.tZlf7!!
siguiente j ugada blanca ) , y ahora el fla n co de g5+ 36.'i1'f5 lllxf7 37 . ..trxf6 lZld6 38.�g6 �d7
rey negro es un conj u n to de debilidades. Aún 39.<it>xh6 ..tre7 (39 . . . tZlf7+ 40 .9o>g6 rt;e7 4 1 .h6
a s í , por otro lado, tengo la sensación de que �f8 42.h7 lZlhB+ 4 3 . <;t>f6 y el peón extra del
los verdaderos jugadores de ajed rez evita n flanco dama gana) 40.<it>xg5 y el negro tiene
siempre rea l izar jugadas fea s . N o veo a u n g raves problemas.
jugador como Kra m n i k o Ka rpov rea l izando
u n a jugada como esta . Ta nto 24 .. . b6 como
28.b3 b5 29.cxb5 axb5
24 . . . g6 serían correctas .

25.h5!

La m ejor j ugada de la parti d a . El blanco se


aseg u ra una s u pe r i o r estruct u ra , s i e n d o la
c o n t r a p a rt i d a q u e el p e ó n «h » e s u n a
debil idad a corto plazo. Aú n a s í , se necesitan
muchos recu rsos para atacar el peó n , por lo
que el blanco tendrá sus cañones p repa rados
a tiempo. La alternativa es permiti r ... g7-g 5 ,
tras lo c u a l el negro está bien, u n factor q u e
a y u d ó a Salov a tom a r su decisión.

¿Cómo debería jugar el blanco?


25...a6

D a d o q u e la táctica q u e está a p u n to d e 30.b41


g e n e ra rs e b e n e fi c i a a l b l a n co , e l n e g ro
debería evita r poner u n peón en el color del U n a exce l e n te j u g a d a q u e d e m uestra u n a
alfi l . Por supuesto, Khalifma n no l o debió creer b u e n a co m p re n s i ó n d e l a p o s i c ió n . E l rey
112 CAPIT U L O 4: ¿POR QUE ESTU DIAR F INALES?

n e g ro está fa t a l y l a s n e g ra s no p o d rá n 45 . . . lüd7+ 46.�f4 ! etc.


capturar el peón de h5 sin perder, a cambio, el
de g 7 . 34.lüxe5

Asl, el blanco tiene todo el tiempo que qu iera


y fija el peón de b5, de modo q u e el alfil n u nca
será capaz de atacar el flanco de dama blanco .

3 0....i.g4 31.a3 wcs

31 . . . �e8 32.lt:lc7+ 't;e? 33.lüxb5 .i.xh5 34.'it>e4


parece muy peligroso para el negro, como lo
es 31 . . . i.xh5 32 .lüe6+ Wd7 33 .lüxg 7 , cuando
en ese caso h6 y f6 son debil idades.

32.lüe7+ �c7 33.lt:lg6!

Esto permite al negro deshacerse del peón 34 .fxe5+?


.•

« h » sin d e b i l ita r su fl a n co d e rey. P e ro m i


a l te r n a t i va 3 3 . lüf5 s ó l o co n d u ce a t a b l a s : P ierde. Tras 34 . . . g5+! 35.�5 fxe5 36.�xe5 el
33 . . . .i.xh5 (forzado porque 33 . . . .i.xf5 34 .<it>xf5 neg ro tiene u n tiempo de más con relación a
Wd6 35 .lüe6 da la victoria al blanco) 34.lüxg7
la partida . Aún a s í creo que el negro está en
.i.g6 35.ltJge6+ �d6 36.lüd4.
u n callejón s i n salida - a l menos desde u n
pu nto de vista práctico - pero esta es, s i n
A pesar de q u e esto parece m u y prometedor
em bargo, l a forma de jugar.
p a ra el b l a n co , al s e r l o s p e o n e s n e g ro s
d é b i l es y e l c a ba l l o b l a n co m u y s u p e r i o r,
Cabe destacar q u e para u n jugador de torneo
resulta q u e el negro consigue tablas forzada s
m e d i a nte 3 6 . . . lt:ld 3 + ! con idea d e 3 7 .ltJxd 3 es m e n o s i m p o rta n t e s a b e r d ó n d e p u d o
.i.xd3 38.lüf5+ 'it?e6 3 9.ltJxh6 f5!, y el bla nco no salva rse l a p a r t i d a q u e s a b e r d ó n d e s e
puede rei ntrod ucir su ca ballo en la partida sin cometieron los errores. S i e l i m i nas esto último
permitir el ca mbio de peones en el fla n co de te convertirás en u n mejor j ugador (sé que m e
rey, tras lo cual el neg ro consegu i rá tablas. repito, ¡pero es real mente i m po rtante ! ) .

Por lo t a n t o , a u n q u e la co m p re n s i ó n es 35.�xe5 g5 36.lüe6+1


i m portante, el cálculo es necesario. La opción
de Salov supone problemas más g raves para Obligando al rey a permanecer pasivo ya que
el negro . 3 7 .lüd4 es una a menaza i mportante.

33 .i.xh5
•.• 36 wb6 37.�f6 .i.e2 38.Wg6 .i.f1 39.g3 'it>c6
.••

40.'it>xh6 �d5
La ú n i ca j u g a d a , ya q u e el n e g ro pi erde el
fi nal d e caballos tras 33 . . .lt:lxg6+ 34.wxg4! lüf8 40 ... g4 4 1 .ltJf4 no mejora la situación del n egro .
( 34 . . . lüe5+ 35.Wf5 Wd6 36.lüe6) 35.Wf5 'it>d6
3 6 . a4!, crea ndo u n peón pasado en el flanco 41.ltJxg5 .i.e2 42.�g6 wc4 43.lüe6 'it>c3
de rey pa ra desviar al rey negro . Tras 36 . . . bxa4
37.lüxa4 �c6 38 .lüc3 'it?b6 39.g4 �c6 40.lüe4 43 . . . .i.g4 44.lüc7 .i.d7 45.<�f6 'it>b3 46.we7 ¡ y
'it>b5 4 1 .lüxf6 �xb4 42.ltJe8 �es 43.ltJxg 7 �d6 e l blanco ha ganado todos los peones negros!
44 . �e4 el peón « h » cae: 44 . . . 'it>e7 45 .'it>e5 !
( 4 5 . lüf5+ 'it>f6 4 6 . lüx h 6 � g 5 s o n t a b l a s ) 44.<it>f5 �b2
CAPITU LO 4: ¿POR QU E EST U D IAR F I NALES? 113

D e fe n s a I n d i a d e D a m a y, e n s u l u g a r,
transpone a algo muy p a recido a un G a m bito
de Dama Aceptado.

7 .txc4 a6 8.'ife2 lübd7

8 b5 9 . .tb3 c5 es una posición habitual en el


. . .

GDA.

9 l:.d1 c5 10.a4 .id6 1 1.lüc3 0-0 12.b3 cxd4!

P reci s o . La ú lt i m a j u g a d a del b l anco no se


a d e c ú a b i e n al p e ó n de d a m a a i s l a d o y
1 3 . lüx d 4 e s r e s p o n d i d o c o n 1 3 . . . lLie 5 ! ,
45.lüc51
a s e g u ra n d o l a p a reja d e a l fi l e s . Ta l v e z
El ca ballo del blanco sólo ten d rá u n a tarea: 1 3 . l:l.xd4!? s e a u n a alternativa razonable.
cuidar del peón <<b » . Mientras , e l rey gana el
alfil . 13.exd4 lleB 14.lZ'le5 lüd5 15..tb2 'fic7

45... q¡.xa3 46.lüa6 .id3+ Prá cticamente forza ndo u n a serie de cambios.
1 5 ... lü7f6 puede ofrecer a l negro u n a l igera
O 46 . ...if3 47.g4 .tb7 48.g5 .ba6 49.g6 .tb7 ventaj a , seg ú n Salov, pero recordad que sólo
50:;ti>e5 y el blanco g a n a . necesita medio p unto.

47.'�114 �b2 48.g4 �c3 49.�e5 �c4 50.g5 16.lüxd7 'i'xd7 17..txd5 .ixd5 18.lüxd5 exd5
19.'i'd3 b51
[1 :0]
Salov aseg u ra las tablas y Khalifm a n ya no
Estas derrotas pueden parecer i n n ecesa rias , está i n te resado en la lucha.
pero no es comparable a la ú ltima p a rt i d a del
match. Para ser j u sto con K h a l ifma n necesito 20.axb5 'Wxb51
recorda ros q u e i ba perd i e n d o 1 -4 y, por lo
t a n to , n o t e n í a p o s i b i l i d a d e s re a l e s d e
E n rea l i d a d no sólo porq u e se acerca a l a
levantar e l match . Esto n o puede evitar dañar
victori a , sino ta m b i é n porq u e e l p e ó n de b5
vuestra habilidad para jugar seria mente a corto
sería débil s i hubiera j ugado 20 . . . axb5. Ahora
plazo. Aún así, la partida es bastante i nstructiva
esto ya no es u n p roblema, pues sólo la dama
y Salov cierta mente j ugó m u y bien.
e ra capaz de atacar el peó n .

2U!Vxb5 axb5 22.l:l.xa8 .:xa8 23.l:l.a1 Zlxa1+


Khalifman-Salov
P ro b a b l e m e nte rea l iz a d a d ej a n d o d e l a d o
Wijk aan Zee {Partida 6 ) 1994 con s i d e raciones p r i m a rias, en benefi cio del
res u lt a d o g l o b a l . La s u g e r e n c i a d e S a l o v
Gambito d e Dama Aceptado 23 . . . l:l.e81? 24 . �f1 .ib4 es l igera mente mejor,
y no queda suficientemente claro si el bla nco
1.d4 lüf6 2.ttlf3 e6 3.e3 b6 4..id3 .tb7 5.0-0 puede sa l i r de este e m b ro l l o con b u e n píe .
d5 6.c4 dxc4!? Podría i ntentar l l evar su torre a c1 y seg u i r
c o n .ic3 , pero e l negro s i mplemente jugará
Sa lov no q uiere j ug a r la l ínea principal de l a . . . l:.e4 y centra rá la atención en el p e ó n de d4.
114 CAPITULO 4: ¿POR Q U E EST U D IAR F I NALES?

24 ..i x a 1
. más correcto es activar el alfi l lo antes posible
y, por este motivo, el negro debería decantarse
p o r 24 . . . b4 !, c o n i d e a de 25 . . . ..if4-c 1 -a3 ,
mante n iendo a l alfi l blanco enjau lado en el
rincón . Más tarde, el alfi l negro podrá volver a
la batalla, en u n momento en que podrá tener
la fuerza de una pieza de más.

A Wolff seg uramente le parece bien la jugada


p o rq u e e v i ta 2 5 . � f 1 y 2 6 . � e2 d e b i d o a
26 . . . i.xh2! 27.g3 h4! y la estructura de peones
blan cos queda destrozada. P e ro e l blanco
tiene una l ínea más sól ida de defensa, que e l
neg ro debería haber tenido en cuenta.

Ahora que la posición se ha transformado es


25.h3?
un buen momento para realiza r valoraciones.
A s i m p l e v i s t a el n e g ro p a r e c e e s t a r 25 . .ic3 ! �h7 26 . g 3 ! ha sido propu esto por
ligeramente mejor, y esto únicamente s e debe varios analistas, con variantes convincentes
al alfi l (si cambiásemos la p o s i c i ó n de los que llevan a tablas. 26 . . . �g6 (este es el gran
alfiles a b1 y d 7 , el negro qu izás estaría i n cl uso reto; 26 .. .f5 ha sido analizado y también l l eva
un poco peor) . a tablas) 2Ht>g 2 �5 28.�f3 g5 2 9 . h3 g4+
30 . h xg4+ hxg4+ 3 1 .'it>e3 �e6 y ahora el blanco
El n e g ro sól o t i e n e u n p l a n g e n u i n o para puede mantener e l equilibro tanto con 32 .�d3
ganar, concretamente se trata de l levar el rey f5 33 . ..id2 f4 34 . ..ixf4 ..ixf4 35 .gxf4 b4 36. 'i#ó>e2
al centro y movi l izar los peones del flanco de 'it>f6 3 7 .'it> d3 como con la más sencilla 32.f4 ! ?.
rey. E n t o n c e s p u e d e e s p e r a r q u e la La p o s i c i ó n a ú n p u e d e defe n d e rse tras l a
s u peri o r i d a d d e s u alfil l e ofrezca alg u nas j ugada de Khal ifman , pero req uiere mejores
posibilidades (cabe destacar que el alfil neg ro jugadas por parte del blanco.
s e rá m ej o r d u ra n te basta n t e t i e m p o ) . La
siguiente jugada de Salov se adecúa a este 25...�h7 26.�1 'it>g6 27.�e2 b4
plan porque quiere l levar su rey a f5 y avanzar
sus peones hasta h4 y g4. Si el blanco j uega Tarde o temprano esto te n ía que l legar.
h2-h3, el rey negro se reti rará para permitir
.. . t7 -f5 y . . . g 5-g4. Generalmente la lucha tendrá 28 g3
.

lugar alrededor de la i m po rtante casilla de e4.


Si el negro consigue llevar su rey allf, el blanco Ahora el blanco se da cue nta de que esta
estará cerca de la derrota (o simplemente ya j ugada ten ía q u e hacerse tarde o te mprano
estará perd i d o ) . Aún a s í , creo q u e la siguiente pues, de otra manera, e l negro j ugará en alg ú n
jugada del negro no es la mejor. momento . . . h 5-h4 intentando situar s u rey e n
h5 y s u s peones en f5 y g 4 , dando problemas
24...h51? al blanco en vista de la posibi l idad de crear
un peón pasado negro en la col u m na « h » . En
Wolff le pone una ad m i ración a esta j ugada u na posición de este ti po el ú n i co que puede
pero , en m i opin i ó n , le falta algo de precisión. mejorar es el n eg ro, aunque creo que el b lanco
S i investigamos las posibi l idades del blanco aún puede conseg u i r tablas.
para mejorar su rey, rápidamente nos daremos
cuen ta que no i rá más allá de f3 , por lo que el 28...'iW5
neg ro siempre estará a tiempo de llegar a f5.
Así pues . . . , ¿qué quiere hacer el blanco? Lo Para i l ustrar lo malo que es el alfi l del blanco
CAPITU LO 4: ¿POR Q U E EST U D IAR F I NALES? 115

veamos una variante propuesta por Salov. El 3 1 ... �xg41


sacrific i o no fu n c i o n a , pero por poco (y el
p r e c i o es s i m p l e m e n te u n p e ó n ) : 28 . . . h 4 Con esta jugada el negro decide la parti d a .
2 9 . �f3 h x g 3 3 0 . fxg 3 �f5 3 1 . i.b2 i.xg 3 ? Ahora el blanco y a no p u e d e evitar q u e s e
3 2.<1P x g 3 W e 4 3 3 . .i.c 1 'it> d 3 ( 3 3 . . . � x d 4 ? consiga u n peón pasado en l a col u m n a «h»
34.i. d 2 ! c o n fá c i l v i cto ria para e l b l a n c o ) debido a . . . f7-f5-f4, que el blanco ten d rá que
34.� 4 �c2 355�'e5 �xc1 36. �xd5 �c2 37 .'�c4 captu rar. Parece q u e Khal ifman pasó por alto
f5 3 8 . d 5 f4 3 9 . �d4 y el blanco gana. 32.'it>e2 ! ! (ver la n ota anterio r) , de modo que
pensó q u e deb la entrar en esto . El fi nal es
29 .i.b2 g5
.
hermoso por su sencillez.

32 .i.d2 f5 33.i.e1 .i.e7


Probablemente para ganar tiempo en el rel oj .


Creo que fue Petrosian q u ien i ntrodujo -o al
m e n o s apoyaba- la idea d e que e s bueno
repetir la posición para demostrar al rival q u ién
tiene e l contro l . S i os parece que puede ser
difici l p rogresar en u na posición , entonces esto
tambié n puede permitiros tomaros una pausa.
y al menos tendréis la satisfacción de poder
hacer u nas cuantas j ugadas.

Lleváis las blancas. ¿Qué jugaríais? 34.i.d2 i.d6 35.i.e1 f41

30.i.c1? Esto es, en efecto , un sacrificio de peón. El


blanco tendrá que consentir la creación de u n
Esto es un g rave error q u e le cuesta la partida. fuerte peón pasado en la col u m na « h » tras
Ahora el negro podrá l legar a e4, tras lo cual 36.gxf4 �xf4, o bien hacerlo ganando un peón
el avance . . . f7-f5-f4 decide la l ucha, o bien , por el cami n o . La elección del blanco es fáci l .
como sucede en la partida, consegu irá un peón
pasado en la col u m n a « h » . E ra n ecesario 36.f3+ � h 3 37.gxf4
30.�d 3 !, controlando la casilla e4 y salvando
al blanco g racias a la táctica. Tras 3 0 . . . h 4
3 1 .g4+! � 4 ? ? 325it'e2!! el negro pronto recibe
mate, por eje m plo: 32 .. .<it>e4 33 .f3+ Wf4 34 .�f2
f5 35 . .i.c 1 mate, o 32 .. .f5 3 3 .i.c1 + �e4 34 .i.e3
fxg4 3 5 . hxg4 seguido de 36.f3 mate . Después
d e la alternat i va 3 0 . . . g4 31 . h 4 ! la posición
q u eda c o m p l e ta m e n te b l o q u ea d a tras
3 1 . ..� e 6 3 2 . i.c 1 f 5 ( e l ú n i co i ntento de ganar,
p e ro i n c l u s o la d efen sa i.d2-e1 c o n s i g u e
tablas fáciles) 3 3 .i.f4 ! , y l a s tablas s o n u n
hecho.

30 g4 3 1 . hxg4+
..• 37 .. .'.ti'g2 1

3 1 . h4 �e4 y al blanco no le quedan más vidas. Pero el negro no pierde s i m plemente un peón,
116 CAP ITU LO 4: ¿POR Q U E ESTUDIAR F I NALES?

tambi én prepara la coronación d e su peón t é c n i ca no c o n s i st e en un p rofu n d o


« h » . Ahora la posición claramente i l u stra la conocimiento d e posiciones teóricas - aunque
superioridad del alfil y rey negros. El final de esto ciertamente ayuda - sino u n buen sentido
la partida demuestra que Salov lo ha calculado de l o s e l e m e n t o s p o s i c i o n a l e s s e n c i l l o s .
tod o perfectamente . Khal ifman , Georg iev, B ry n e l l , P o l u gaevs ky,
Kasparov y H i llarp-Persson n o mostraron esto
38.f5 .ie7 en las partidas anteriores . Andersson y Salov
sf y por eso fueron j ustamente recompensados.
Natu ral mente el negro d e bería preferir ganar
el peón «f» de esta manera , permitiéndole En m i opinión , la mejor manera de estud iar
atacar f4 y ayudar al peón « h » . f i n a l e s q u e d a i l u s t rado e n este capít u l o .
R e s u e l v e l o s ej e r c i c i o s . P e rs o n a l m e n t e ,
39.f6 trabajo con u n amigo. Buscamos ejercicios y
entonces uno actúa como entrenador del otro .
El contrajuego del blanco se basa en el peón Os reco m i e n d o q u e escoj á i s u n o d e l o s
«b» . ejercicios presentados en este capítu l o , o s
d é i s q u i n c e m i n u t o s y, e n to n c e s , «l o s
39 . . . .ixf6 40 .ixb4 h4 41 .id6 h3
• .
resolvá i s » co mo si estuvierais jugando u na
partida real . Esto es el entrenamiento , en el
sentido más p u ro de la palabra. Dvo rets ky,
Con idea de . . . .if6-h4-g 3 , tras lo cual el peón
quien creo que inventó este método tan obvio,
« h » ya no puede ser detenido. Esta idea no
lo l lama posiciones agotadas .
fu nciona tras la siguiente jugada del blanco,
pero hay otros recursos.

La otra parte del entrenam iento de finales se


42.b4 .i e7 1 [0:1 ]
co n s i g u e m e d i a nte su rep rod ucción; a s e r
posible q u e estén comentados y que se trate
P o r s u p u e s to , e l n e g ro n u n ca j u g a ría
de jugadores m uy fue rtes técnicamente. S i n
42 . . . .ih4? cuando tras 4 3 . b 5 .ig3 44 . .ixg3
e mbarg o , cree ro s l o s c o m e ntari o s n o e s
�xg3 45.b6 h2 46 . b7 hrii' 47. b81i'+ se le da la
suficiente. S e a com o sea, estoy pensando en
vuelta a la tortil la y es el blanco quien gana.
j u g a d o re s c o m o R u b i n s te i n , A l ekh i n e ,
B o t v i n n i k , S m y s l o v , P e t r o s i an, L a rs e n ,
CONCLUSIONES Korchn o i , Andersso n , Karpov, Salov y otros .
Acordaros de n o exa m i n ar e stas part i d a s
Habiendo estudiado estas bon itas victorias de rá p i d a m e n t e , s i n o d e m a n e ra tra n q u i l a .
Salov he llegado a la misma conclusión que I ntentad encontrar los e rrores y ver cómo s u
con las partidas de U l f Andersso n , esto es, acu m ulación conduce a l a derrota. Ved cóm o
q u e Salov no ganó de n i n g u na forma especial estos jugado res s o n s i e m p re u n poco m á s
ni tras g randes logros. No hay j ugadas q u e yo p r e c i s o s q u e s u s o p o n e n te s. I n te n ta d
no h u b ie ra podido hacer, pero la d iferencia comprender l o q u e hacen presentan d o u n a
está e n que yo n o las pod ria haber hecho línea de pensamiento creíble a sus jugadas .
todas . U n a co m p re n s i ó n b á s ica d e cómo Expresad vuestros pensam ientos en alto, d e
deben j ugar las piezas en el final fue suficiente m o d o q u e n o o s c o n v i rt á i s só l o e n u n
para el i m i nar a los jugadores más fuertes del comentarista, s i n o q u e también consigáis la
Torneo de Cand idatos. sabidurfa del que escucha. Si hacéis esto os
daréis cuenta de que aprenderéis m ucho. Y
Y esto e s l o que yo d e fi e n d o . S i q u i e re s c u a n d o n o t é i s q u e es e l m o m e n to p a ra
conseg u i r la Maestría en ajedrez, debes tener avanzar hacia algo m á s co m p l i cado, seré i s
una s ó l i d a técn i ca d e fi nales. Este tipo de capaces de encontrar vuestro propio cam i n o .
117

CAPITU LO 5 : S E R P RACTI COS

N o h a c e m u c h o t i e m p o o b s e rvé a d o s c o n s c i e n tes d e l o s p l a n e s e n l a s i g u i e n t e
j u g a d o r e s q u e s o n m á s fu e rt e s q u e y o posici ó n :
anal izan d o s u s cortas tablas . M á s bien se
trataba d e una d iscusión de sutilezas en la
apertura. Llegaron a u n pu nto en que estaban
d iscutiendo sobre la posición resultante tras

1 .d4 d5 2 .liJf3 tüf6 3.c4 e6 4.tüc3 c6 5.cxd5


exd5 6 . .tg5 .te7 7.'it'c2 g6 8.e3 .tf5

Aqu í el negro s i m plemente ha j ugado 1 1 . . g6 .

con dos i d eas . . . tüf6-h5-g7 y . . . tüf8-e6-g 7 .


Ambos planes incluyen la idea . . . .tc8-f5 (entre
otras, por s u puesto ) . Por lo que el negro está
p re p a r a d o p a ra a t ra v e s a r t o d a s e s tas
com p l i caciones para j u gar . .. .tf5 . Y cuando
echamos u n vistazo a la posición, vemos que
Esta es p robablemente la manera más fácil esta es, de h echo, la ú n i ca cas i l la decente
de ig ualar con negras contra el Gambito de para el alfi l . P o r lo q u e el negro rea l m e nte
Dama Rehusado, y el j ugador que conducía q uiere j ugar . . . .tf5 .
las blancas estaba algo frustrado por el hecho
de q u e n o parecía haber u n cam i n o decente La j u gada 9 .'it'd2, s u g e ri d a anteri o r m e n t e ,
para l u char por la ventaja . Después d e u n claramente demuestra una falta d e respeto por
tiempo, s u g i rió l a siguiente j ugada: el alfil de casi l las blancas del negro. El blanco
j u gará 1 0 .te2 y se l o tomará con cal m a .
.

9 'ií'd2 N uestro j ugador con blancas comenzaba a


ser algo escéptico cuando se d i o cuenta que
Pensé que esto era un pequeño chiste, hasta e vitar e l cambio d e alfi l es s u p o n ía también
que empezaron a hablar sobre la jugada. « Sí, esto y no e ra s i m p l em e n te u na pérdida de
es posible » d ij o el n e g ro y e m p ezaron a tiempo.
d i s c u t i r j u g adas . « Vamos » , d ij e y o , « i No
podéis ha blar en serio ! » P e ro a s í e ra y M i raz o n a m i e n t o e r a m u y s e n c i l l o . N o
a n a l i za r o n l a p o s i c i ó n d u ra n t e a l g u n o s estábamos d i scutiendo s i 9 ....d2 era j ugable ,
m i n utos (analizaron s i m p l e me nte moviendo sino si era ú t i l para el blanco . Y simplemente
las piezas para q uedarse con la esencia de la no había nada que s u g i ri e ra n i n g ú n t i po de
p o s i c i ó n : no un a n á l i s i s s e r i o , p e r o m ej o r a . No había n i n g u n a i d e a de l o s
beneficioso ) , llegando a la conclusión d e que jugado res asociada con l a j ugada, excepto la
n o e ra p e l i g ro s o p a ra e l n e g r o . Esto me de no real izar la j ugada principal 9 . .i.d3, ya
i m pactó m u c h o . A m b o s c o n o c e n e l G D R q u e este cambio es p r i n c i pa l m e n te b u e n o
basta n t e m ej o r q u e y o y a m b o s e r a n para el neg ro .
118 CAP ITULO 5: S E R PRACTICOS

En realidad , encontré u na partida donde se idea en la apertura.


j ugó 9 . 'Wd2 contra u n fu erte j ugador, y el negro
no tuvo problemas para ig ualar, en absol uto . 1 4 . .ixe 7 'flixe7 1 5.lDh2 a5 1 6 J:tfc 1 .ie6
17 . .ic4 lDf6 18 . .ixe6 'il'xe6 1 9.l:l.c5 b6 20.l:e5
"fi'd6 2 1 .:.txe8+ Axe8 22. jfc2 lLld5 23.a3 h5
24.l:c1 l:l.e6 25.lLlf1 g5 26.'il'e2 lüf6 27.'ii'a 6
Ga lakhov-Novi kov
lüd5 28.'ii'e2
[Yz·Yz]
U crania 1 991

Gambito de Dama Rehusado


Cuando d igo « Sed p rácticos » esta es u na de
las cosas en las q u e estoy pensando. Sed
1 .d4 d5 2.luf3 �f6 3.c4 e6 4.�c3 c6 5.cxd5 conscientes d e lo que estáis intentando hacer
exd5 6 . .ig5 .ie7 7.'il'c2 g6 8.e3 .if5 9.'i'd2 O­ y de cómo deberíais hacerlo. U na cosa de la
O 1 O . .ie2 � b d 7 1 1 . 0 -0 :. e s 1 2 . h 3 �e4 q u e me he p e rcat a d o s o b re m u c h o s
1 3 . .!Llxe4 dxe4! j ugadores - incl uyendo a los q u e son mucho
más fuertes de lo q u e yo nu nca l legaré a ser ­
es q u e p i e rd e n t i e m p o porq u e no saben a
dónde van y porq u e se engañan a sí m ismos.
E s to ú l t i m o req u i e re a l g u n a e x p l i ca c i ó n .
M u chos jugadores experi mentan m u ltitud de
emociones d u rante una partida, y una vez ha
acabado, se q u edan con la sensación de que
han j ugado bien - s i han ganado - o de q u e
s i m plemente pasaron a l g o por alto - s i h a n
perdido-. Por supuesto esto no es verdad . L a
gente tiende a perder porque no «j ugó» muy
bien, y a ganar porq ue «jugó» mejor que s u
oponente (y esto n o sign ifica necesariamente
bien , por supuesto ) . Vuestras emociones os
La d e c i s i ó n c o r recta . T ras 1 3 . .i x e 4 , la
q u ieren hacer esto . . . , ¿se l o permiti réis?
. .

e s t rate g i a d e l b l a n c o p o d r í a f i n a l m e n t e
e m pezar a tener s e n t i d o . E l a lfi l d e e4 n o
con trolará n i n g u n a cas i l la i m po rtante y n o Hay dos aspectos que engloban a un jugador
tiene n i n g u na pers pectiva de trasladarse a de ajedrez práctico: en el table ro y fue ra de é l .
n i n g u n a d i ag o n a l ú t i l . T r a s l a textu a l , l a E l primero está relacionado c o n situaciones
d iagonal a2-g8 es donde el alfi l d e b e estar, como la anterior. I m p l ican lógica básica en
lejos del constante peligro de ser expulsado vuestra estructu ra mental y nu nca se i rá mal
por los peones blancos. De hecho, más tarde encami nado del todo . Ser práctico en el tablero
el alfil podrá ser muy poderoso . también significa aceptar que el ajedrez es u n
1
juego , u n a lucha entre dos personas , y no u n
Para algunos puede no ser evide nte q u e el eje rcicio matemático . D e tanto en tanto, puede
alfil esté mejor en e6 que en e4 , pero el G ran s u rg i r u na p a rtida que sea d ifícil d e ganar
Maestro no tiene n i n g u na d u d a . C reo que la j u gando normal , y algo ten d rá que suceder.
seg uridad de la casilla e6 es la razón pri nci pal A q u í u n s e n t i d o p rag m á t i c o s e rá ú t i l . A
p o r la q u e esta es l a m ej o r j u g a d a , p e ro co n t i n u a c i ó n e n c o n t raré i s a l g u n o s t r u c o s
también la fuerza del peón de e4 es i m portante. prácticos.
De ser u na deb i l i dad potencial en d5, ahora
ha pasad o a l i m i tar las p os i b i l i d a d e s d e l 1 ) Cuando tengáis un final de tablas contra u n
blanco e n e l flanco d e rey. L o q u e está claro rival i nfe rior, l a mejor pol ftica s u e l e s e r no
es q u e el blanco no ha ten id o éxito con su hacer nada. Vuestro oponente no estará tan
CAPITU LO 5: S E R P RACTIC OS 119

seg u ro del em pate como vosotros y, en algú n su intuición . A menudo tenía m iedo de entrar
m o m e n t o , i n tentando forzar l a s tablas , s u en l ín eas tácticas y sacrificar material . Pero
paciencia se acabará y correrá alg ú n riesgo. e n t o n c e s , c u a n d o se a p u raba y n o te n í a
Esto me ha permitido ganar m u chos pu ntos a tiempo suficiente para resolver los p roblemas
lo largo de los años. a los que debía enfrentarse, siem pre realizaba
algún sacrificio violento y raramente ganaba
2) U n buen consejo para derrotar a u n rival haciendo esto. M i ramos sus planil las y le d ije
i nferior es cambiar caballo por alfi l , o al revés. que an otara e l t i e m po que u saba e n cada
Defend ida por S myslov, la idea es q u e cuando jugada. Los hechos q uedaron claros para él y
las piezas en los dos ejércitos tienen d iferentes el patrón d e actuación re s u l taba basta n te
p ropiedades, el resultado es menos probable evidente. E n el s i g u i e n te torneo, p restando
q u e sea tablas . E sto es, por s u p u esto , l o atención a lo q u e pensaba, pudo escapar de
deseado por u n j ugador técni co. Alg u ien como
sus temores; al m i s mo tiempo que mejoraba
K a s p a ro v p re fe r i rá c re a r d e s e q u i l i b r i o
el control de si mismo, ag u dizó su estil o . Esto
sacrificando u n peón, u n a cal idad o dos p iezas
tambié n tuvo algo que ver con la psicolog ía
peq ueñas por una torre, por ejemplo.
de la actuación a la que le había introd ucido,
pero la resol ución p ráctica de la dosificación
3) Abu rrid a vuestros oponentes. A menudo, si
del tiem po fue el factor más i m po rtante en su
u n a posición está co m p l etam e nte cerrada,
casi i n m ediato salto de 2250 a 2330.
p o d é i s abu rrir a v u e stro opon ente hasta la
saciedad antes d e pasar a la acción . Esto
Del m i s m o m o d o q u e mi a l u m n o t e n ía
p u e d e rea l izarse re p i t i e n d o u n a p os i c ión
p robl e m a s para d o s ificar e l t i e m p o , otros
varias veces, d e forma d iferente. S i vuestro
tambié n tienen problemas a la hora de saber
opon ente n o sabe c u á n d o estar alerta , las
lo que están haciendo realmente y por q u é .
p o s i b i l i d a d e s de q u e c o m eta un e r r o r
a u m e n tan . Volveré a esto en términos m á s genéri cos más
tard e , p e ro p ri m e ro , aq u í hay u n ej e m p l o
4) Una idea muy interesante proviene del G ran i l u strativo.
Maestro su eco Tiger H i l larp- Persson y está
basada en la psicolog ía. Dado que él es u n
j ugador acostumbrado a la p resión , raramente N ielsen-Aa g aard
cambia piezas y deja esta tarea a su oponente.
L a p re s i ó n s o b r e el r i v a l a m e n u d o h a Ribe 2001
resultado exitosa y h a ido e n favor d e Tiger.
Le debe m ucho a su personalidad .

5 ) C uando vuestro oponente esté en apuros


d e t i e m p o y q u e rá i s co n s eg u i r un m ej o r
resultado del q u e o s proporcionaría u n juego
normal o natu ral , u na buena idea puede ser
apuraros del iberadamente .

Pero ser p ráctico en el tablero no sólo consiste


en h a c e r j u gadas lóg i ca s y u sar d i versos
trucos l egal es . Tam b i é n tiene que ver co n
gobernarse b i e n a u n o m i s m o . Yo ten ía u n
al u m n o q u e pod ía pasarse tran q u i la m e nte
t re i n t a m i n u t o s c a l c u l a n d o v a r i a n t e s E l blanco tiene dos peones d e más y debería
c o m p l e ta m e n te i r r e l e va n t e s , y d e sp u é s centrarse en liberar su dama y s u alfi l de su
decid ía entre dos j ugadas basá ndose sólo en tarea en el flanco de dama.
120 CAPITULO 5 : S E R P RACTICOS

22 .!:le3?
• en casa. Esto sign ifi ca preparar la a pertura
en casa entre torneos y entonces refrescarla
L a a p roxi m a c i ó n i m p l ica d ev o l v e r el d é b i l entre partidas . C rear a rch ivos especiales con
peón « d » para organ izar el resto d e l ejército. tu repertorio de manera que estés l isto para
E sto se con s i g u e m ej o r m e d i a nte 22 . .t b 7 ! e s t e t i p o d e p r e p a r a c i ó n y no n e c e s i t a s
.txd3 23."ifc3 y el blanco g a n a fácilmente . e m peza r desde el p r i n c i p i o cada vez.
Evidentemente , también necesitarás prepara r
22 . . . .!:ld4 23.'i'c5? d iversas l íneas para el torneo, pero d e berían
ser prolongaciones de tu preparación casera ,
M i rival h a b ía visto 23 ."ifb5 .td7 24.1Wb7 .tc8 no sustitutos. Y cuando hayáis elegido algo,
25 .'Wxc8 .:txc8 26 . .txc8 , lo que p robablemente d e d i caros po r entero a ello. N o os pongáis
llevaría a tablas, y decidió ser « i nteligente » : n erviosos n i penséis en otra cosa sobre el
una noción que n o rm a l m e nte l l eva tabl ero . La d ecisión q u e habéis tomado e n
d i recta mente a l error. v u e s t ro a m b i e n t e p e r s o n a l y t ra n q u i l o
s e g u ra m e n te s e r á l a c o r re ct a . H a y u n a
23 . . . Wxa6 24Jl:xe5?1 co n o c i d a a n é c d ota de un M a e s t ro
I n t e r n a c i o n a l q u e prepa ró l a Va r i a n te d e l
Pasé por alto 24 .'ii'x e5 'ii'f6 ! , y tengo pieza de Avance contra l a Defensa Francesa d u rante
m á s p e ro u n a e s t r u ct u ra d e p e o n e s m u y varias h oras a ntes de la partida , y aún a s í ,
perj u d icada. M i oponente, por s u parte, h a b ía t ra s 1 . e4 e 6 p e rd i ó l a c o n fi a n z a y g a stó
pasado por a lto algo m ucho más senci l l o . cuarenta m i n utos (!) pensando antes de jugar
3 . e 5 ? . C u a n d o p e n s é i s e n d ej a r d e l a d o
24 ... 'ii'x d31 vu estra preparación casera , pensad e n este
tipo. ¿ Hay algo d e él en vosotros?
E l negro gana.
Pero tom a r decisiones en casa no sólo se
25Jle3 .!:ldS 26.'i'xf8+ 'it'xf8 refi e r e a la p r e p a r a c i ó n d e la a p e rt u ra .
Ta m b i é n es i m p o rt a n te v u estra estrate g i a
[0 : 1 ] s o b re e l t a b l e r o . ¿ A q u é j u g á i s ? ¡ D e b é i s
saberlo! El danés que g a n ó el Tou r de F ranci a ,
Las blancas se ri ndieron s i n contin u a r ni u n a Bja rne Riis, expl icó cómo su carrera cambió
s o l a j u g a d a del fin a l . e n u n d ía . Estaba en una peq ueña competición
h o l a n d esa y pensó cuá ntos d e los ciclistas
El blanco debería h a b e r estado más atento a re a l m e n t e s a b í a n p o r q u é e s ta b a n a l l í ,
la situación rea l sobre el tablero q u e al cálculo llegando a l a conclusión d e q u e sólo dos o
de varia ntes . C l a ra m e nte s e perd i ó en s u s tres d e b ía n saberl o : aquéllos q u e real mente
cá l c u l o s , donde l a s i m p l e l ó g i ca l e h u b i era q u erían g a n a r la ca rrera y a q u é l los q u e se
llevado a la conclusión de q u e el peón «d» no estaban preparando para otra competició n . E l
le hacía n i n g ú n bien , y q u e la a rmon ía de sus resto s i m plemente h a c í a n l o q u e h a c í a n sin
piezas era más i m porta nte. realmente haber decidido por q u é .

La mora l eja a q u í e s : d e b e s s a b e r a dónde


TOMAR DECISIONES E N CASA vas cuando te s ientas frente al ta blero . Si no
lo sabéis, entonces deberíais leer el cap ítu lo
Por s u puesto , ser práctico en ajed rez tiene previo otra vez y desarrollar vuestras propias
q u e ver u n poco con el enfoque de la partid a , a m biciones.
ya d esde casa . Hay tres tipos de situaciones
en ajedrez: entre torneos , e ntre partidas en Cuando i ntentaba convertirme en u n j ugador
un torneo y s o b re e l t a b l e ro . P a ra mí e s más fuerte entre 1 999-2000 ten ía una i d ea
evide nte q u e e l j ugador a m b i cioso d e b e r í a muy clara en mi cabeza respecto a qué tipo
tomar tantas decisiones como le sea posible de jugador q uería l legar a ser. Quería ser un
CAPITULO 5 : S E R PRACTICOS 121

luchador, un j ugador creativo , con poco interés p o s i c i ó n q u e te n e m o s a n t e n o s o t r o s es


e n las t a b l a s . Q u e r í a correr dete r m i n a d o s basta nte sosa . Decid í correr algu nos riesgos
riesgos antes q u e compartir paclficamente e l para m ejora r mis perspectivas de victoria. Esto
p unto. Ta mbién sab ía q u e pod ría hacer esto implica u n sacrificio.
perfecta mente contra jugadores más débi les
y aún así jugar a ganar siempre que tuviera la
vol u ntad sufi cie nte pa ra e l l o . La p a rtida de
a bajo es u n ejemplo de cóm o esta decisión
me ayudó en el ta blero .

El d ía anterior mi riva l h a b ía h echo ta blas con


un M aestro I nternacional de Elo 2450 , q u i e n
se sentó a n uestro l a d o , y j u g a b a contra otro
o p o n en te de a p rox i m a d a m e nte 2 2 0 0 . H izo
ta b l a s en d i e c i s i ete j u g a d a s c o n n e g ra s ,
esta ndo ligera mente i nferior. M e p reg u n to si
s a b ía l o q u e esta ba haciendo en el torneo.
I magino que no.
27 ... l:tb5! ?
Lahlum-Aagaard
Esto es obviamente un truco. Sacrificando el
Hamburgo 1 999 peón « a » , e l n e g ro e s p e ra q u e el b l a n co
q u ede con su torre pasiva en la col u m n a « a » ,
Defensa N imzoindia m i entras intenta ataca r en el flanco de rey.

1 .d4 lt:lf6 2.c4 e6 3.lt:lc3 .ib4 4.1i'c2 0-0 5.a3 28.l:txa4 l:.b2 29.lt:lf1
.ixc3+ 6. 'i'xc3 d6 7 .ig5 lt:lbd7 8.e3 b6

Forza d o . 2 9 .l:.d4 eS 30 .l:td3 lt:le4! I l u stra la


N o ten ía m iedo de las posiciones igualadas debilidad de la pri mera fil a .
s i n opciones d i n á m icas i n med iatas para g a n a r
la partida, porq u e confiaba en m i su perioridad 29 . . . . tt:ld5!
como ajedrecista . Más a ú n , sabía que podría
ganarle i n cl uso el más sencil l o de los fi nales. A m e n a z a n d o . . . lt:l c 3 . A h o ra el b l a n co
sabiamente activa su torre .
9 .ie2 .ib7 10 . .i.f3 .i.xf3 1 1 .lü xf3 c5 1 2.dxc5
bxc5 1 3 .0-0 'it'b6 1 4.J:tfd 1 a5 1 5 . b 3 l:tfbB 30.l:tc41 l:ta2 3 1 .a4 g5
1 6.l:tab1 a4 1 7.b4 cxb4 1 8.l:txb4 'i'c5 1 9.i.xf6
tt:lxf6 20.l:.db1 :ca 21 .'i'd4 h6 22.'ifxc5 J:txc5
23.l:.b8+ l:.xbB 24.lbb8+ � h 7 2 5 .l:tb4 d 5
26.lt:ld2 dxc4 27.l:l.xc4

E l blanco ha j ugado basta nte a la defensiva y


h a i n te n t a d o c a m b i a r t o d a s l a s p i e z a s ,
c l a ra m e n te c o n l a espera n za d e co n se g u i r
tab l a s . P e ro y o n o esta ba por l a l a b o r d e
re partirnos el p u n to y l a experiencia me h a
d e m ostrado q u e c a m b i a r p i ezas n o e s u n
verdadero m étodo de hacer tablas, sino más
bien u n a forma de a lterar la natu raleza de la
partid a . Aún así, los cambios rea l izados por
m i contri ncante fueron bastante efectivos y la S i m p le m e nte g a n a n d o espacio e n el fla n co
122 CAP I TULO 5 : S E R PRACTICOS

de rey y esperando las acciones de m i riva l . 36 . . . g41

32.g3? Tejiendo la red de mate. Seamos serios: no


h a y m a t e . P e ro s i m p l e m e n t e p re p a ra
Un g rave e rro r, a u n q u e n o s ufi ciente p a ra a m enazas y a ver qué pasa : suele fu ncionar.
p o n e r a l b l a nco en s e r i o s p ro b l e m a s . M e Qu izá haya algún modo de hacer funcionar el
enca ntó q u e m i oponente h iciera esta jugad a , ataque más allá de un jaque perpetuo, o q u izá
p o rq u e y o s a b i a q u e l a d e b i l i d a d e n f 3 no. Pero rea lmente se siente u no mucho mejor
acabaría cayendo bajo m i contro l . L a jugada c o r r i e n d o este r i e s g o del l a d o n e g ro en
correcta era 32 . h4 ! , dando a i re fresco al rey y comparación a cómo debe sentirse el blanco ,
ca m b i a n d o u n peó n , s i e n d o a m ba s cosas a l q u e sólo le queda l a esperanza d e q u e n o
útiles defensivamente para el blanco . haya n i ng u n a sorpresa más allá d e l horizonte .

3 2 ... �g6 33.e4? 1 C o m o a m e n u d o s u ce d e e n el ajed rez d e


to r n e o , l a a m e n aza e s m á s fu e rte q u e l a
Ta m b i é n soy bastante escéptico respecto a ejecuci ó n . Aq u í provoca q u e al blanco le entre
esta jugada, ya q u e el peón « e » ahora será el p á n i co ( i n d u ciendo a la derrota ) en l ug a r
d é b i l . Ad e m á s , e l ca b a l l o n e g ro n o te n ía de j u g a r su mejor baza .
i ntención de quedarse en d5 d u rante mucho
t i e m p o . Mi r i va l , a p a re n t e m e n t e , ten ía la
i m p resión de q u e esta ba forza ndo tablas, pero
esto se a leja bastante de la realidad.

33 ... lLlb6 34.:c6 lLld71

34 . . . lLJxa4 3 5 . l:a6 son tablas, a u nque podría


h a b e r e n co n t ra d o a l g u n o s trucos p a ra el
n e g ro ( s i e m p re q u e d a n u n o o dos trucos
d isponi bles . . . ). Pero . . . , ¿ por q u é d e berla e l
negro hacer esto? El caballo no t i e n e que estar
en la col u m n a « a » , sino en f3 . Esto justifica la
siguiente jugada del negro.

3 5.lüe3
Después de esta j ugad a , parece q u e el bla nco
U n a jugada de espera , demostra ndo q u e el pierde. La contin uación correcta consistía en
blanco es consciente de que está a pu nto de avanzar e l peón de « a » lo más l ejos posible:
quedar peor. No tiene miedo de devolver el 37.a5 h 5 38.l:a8 l:la 1 + 39.�g2 lüf3 40 .lLif1
peón « a » s i p u e d e s a l v a r e l re sto d e su lüe 1 + 4 1 .�h 1 lüf3 42 .Wg 2 .
posició n . 35.l:a6 lLJc5! favorece al negro .
37 . . . h5 38.h3
35 ... lLle51
Me sorprendió esta j ugada ya que no estaba
El negro juega a ganar y esto sólo sucederá si seg uro de que la l ínea 38 .l:la8 lLld3 39 .lLld 1
ataca en el fla n co de rey. l:ld2 40.lLlc3 pudiera dar a l g u n a oportu n idad
a l blanco de salvar la parti d a . Ahora veo que
36.lta6 esto n o va l e para nada , dado q u e el negro
g a n a d e s p u é s de 40 . . . l:xf2+ 4 1 . 1t>g 1 l:lc2
Forzado, ya q u e tras 36.l:lc2 l:lxa4 el peón «e» 42 .lLlb5 lL!e5 con ataque ganador. Los peones
c a e rá y e l n e g ro d i s p o n d rá de u n a g ra n neg ros del flanco de rey son por ahora más
ventaj a . fuertes que el peón blanco de « a » .
CAPITU LO 5 : S E R P RACTICOS 123

38.ll.Jd 5 ! ? es una a lternativa , para defender el en casa h a b ía tomado l a decisión de correr


flanco de rey, pero me da la sensación de que este tipo de riesgos. N o h a b ía m otivo para
igual mente tiene m uchos problemas. ponerse nervioso sobre si h a b ía seg u i d o o no
el ca m i n o correcto, ya q u e esto h a b la sido
Ta m b i é n existe l a pos i b i l i d a d de 3 8 . l:td 6 ! ? , decidido por adelantado . E n lugar de esto , h ice
dando ta nto e l peón « a » como e l « e » . E s mejor lo que toca ba en ese momento: hacer todo l o
i n te n t a r defe n d e r un fi n a l d o n d e todos los posible para ganar.
peones está n en el mismo flanco del ta blero
q u e perder la m itad de el los y la cabeza . C u a n d o B e n t L a rs e n ava nzó en el m u n d o
aj e d r e c í s t i co a fi n a l e s d e l o s a ñ o s 5 0 y
38 . . . gxh3+ 39.®xh3 l:txf2 40.ll.Jg2 princi p ios de los 6 0 , él d e c i d i ó a p rovech a r
todas l a s oportun idades. S u o bjetivo era llegar
40 . .:aB lDf3 4 1 .g4? (4 1 .ll.Jg 2 ! ) 4 1 . . . h4 42.ll.Jg2 a ser e l mejor j ugador del m u n d o y, de a l g ú n
ll.Jg 1 + 43.'ith2 h 3 44 . 'itxg 1 J:l.xg2+ 45.q¡,h 1 'itg5 m o d o , creo q u e lo consiguió a fi nales de los
c o n el p l a n . . . � g 5 - h 4 - g 3 con p o s i c i ó n 60, cuando ganó tantísimos torn eos. E n su
g a n a d ora . Tras 4 6 . l:t h 8 �xg4 4 7 . l:tg8+ �f3 periodo de a prend izaje, Larsen corrió m uchos
4 8 . l:t x g 2 h x g 2 + 4 9 . � g 1 �xe4 el rey está riesgos y a p re n d i ó mucho sobre e l ajed rez ,
suficientemente cerca del rincón a l ejado para como j u ego d e competición . M á s tarde
p reve n i r q u e el peón « a » corone. co m e n tó q u e d u ra n te a l g ú n t i e m p o h a b í a
a c u m u l a d o p e o r e s res u l t a d o s d e l o s q u e
40 . . . lL!f3 h u biera ten ido tomando menos riesgos , pero
que su objetivo era mejora r su ajed rez en vez
de ganar sólo la s i g u i ente partid a . Del mismo
modo, os recomiendo q u e sepáis a dónde vais
y d e s c u b r á i s l o que o s l l eva rá a l l f ( v e r el
c a p ítu l o a n terior) , y e n to n c e s j u g a ré i s de
acuerdo con vuestro pla n . Sed p rácticos.

4 1 .lüh4+?

Pierde i nmediatamente . La ú n ica oportu nidad


es 4 1 .l:ta8 ll.Jg5+ 42.�h2 lbxe4 y el negro tiene
clara ventaj a .

41 . . . ll.Jxh4 42.gxh4 l:tf3+ 43.'itg2 l:te3

Ahora e l fi nal de torres se gana fác i l mente.

44.l:ta8 l:txe4 45.c�g3 �5 46.l:tg8 f6 47.a5


:.e3+ 48.'�f2 :!a3

[0 : 1 ]

Para m i , esta partida fue fácil de jugar ya q u e


124

CAPITU LO 6 : VE RDAD ES S I M P L ES

En este ca p ítulo q u iero hablar de los errores p u e d e n d e c i r q u e alcanzan m a l a s posiciones


q u e se cometen a menudo, pero que son tan y logran empatar, como hizo Kra m n i k en su
obvios q u e cuando te das cuenta de que la match con Kasparov. La mayoría de nosotros
cu l pa es t u y a , t i e n d e s a m i n u sva l o r a r s u sabemos que somos susceptibles de cometer
i m portancia. E l primero tiene relación con l a errore s . J ug a m o s m a l n u estras pos iciones
técn i ca de evaluación simple . ganadas o de tablas, una y otra vez. As í pues,
para hacer la tarea más fácil i ntentamos j ugar
Tengo u n amigo q u e está cerca del n ivel de con p rec i s i ó n , incluso cuando te nemos tres
u n M I : real m e nte es un j ugador con talento peones de m á s . No esperamos a que nuestro
que d ispone de varias normas y una buena oponente a b a n d o n e , s i n o q u e i ntentaremos
p u ntuación Elo que le hace estar tan cerca o b l i g a rl e a h a c e r l o . Este t i po d e e nfoq u e
q u e el d ía q u e h a g a dos b u e n a s p a rt i d a s req u iere u n esfuerzo adiciona l , pero así nos
conseg u i rá el título. A ú n a s í , incumple u n a de a costu m b ramos a ganar, más que esperar a
las normas m á s s i m pl e s d e l ajed rez ta n a que el rival pierd a . Y a veces consegu i mos el
menudo que incluso yo lo he detectado como pu nto ente ro porq u e nuestro rival se d a cuenta
una debilidad en su j uego. Esto se demuestra de q u e no vamos a dejar que la victoria se nos
mejor con un ejemplo. escape g ra d u a l m e n te y, e n consecu e n c i a ,
i ntenta cosas desesperadas.
E n u n a partida ten ía u n final con tres peones
d e m á s , ventaj a d e desarro l l o y u n a m ej o r E l principal error q u e cometió m i am igo fu e
estructura de peones. A parti r de a h ! j u g ó de d i s m i n u i r el n ivel de concentración . A u n q u e
m a n e ra b a s t a n t e d e s c u i d a d a . P a ra poder t i e n e s u fi c i e n te c a p a c i d a d c o m o p a ra n o
ca mbiar algunas p ieza s , e ntregó u n peón así c o m e t e r n i n g ú n error ga rrafa l , a ú n rea l i zó
co m o l a pos i b i l i d a d d e rea l i z a r u n a ta q u e suficientes i m p recisiones para que su posición
contra el rey contrario. M á s tarde simplemente pasara de una fácil victoria a unas ta blas.
esperó, de manera que su oponente consiguió
activa r sus p i ezas y, de re pente, em pezó a L a s i g u i e nte partida es una a n t ítesis d e l a
crea r amenazas . Para d efenderse mi amigo actuación d e m i a m ig o , en la que me concentro
entregó otro peón y se encontró con u n fin a l h a sta el fin a l , expri m i e n d o al máximo esta
d e torres e n e l q u e todavía g a n a b a . Se h a b i l i d a d ( a u n q u e se p u e d e d e c i r q u e l a
concentró seriamente, pero pasó algo por alto partida y a estaba claramente decidida desde
y el fi nal fue ta blas. Tras la partida no quería l a apertura ) .
e s c u c h a r n a d a respecto a j u g a r mal u n a
p o s i c i ó n g a n a d a . ¡ H u b i e ra g a n a d o s i
s i m p l e m e n te h u b i e ra to m a d o l a d e c i s i ó n
correcta en la j ugada 50!
Grege r-Aagaard

B u e n o , a m e n u d o v e o g e n te p a s a r d e Liga Danesa 2001


posiciones fáci l mente ganadas a posiciones
q u e se ganan con mucho sufri m iento cuando, Defensa Siciliana
de re p e n t e , l a v i ct o r i a req u i e re un g ra n
esfuerzo. U na vez más, e l ajed rez se convierte 1 .e4 eS 2.lbf3 lbc6 3.d4 cxd4 4.tüxd4 ltlf6
en algo complejo. S.lbc3 eS 6.lbdbS d6 7.i.gS a6 8 .lba3 bS
9 . ..txf6 gxf6 1 0.lLldS fS 1 1 . .td3 .te& 1 2Ji'hS
Hay m u y pocos j u gadores en el mundo q u e .i.g7 1 3.c3 0-0 ! ?
CAPITU LO 6: VE RDAD ES S I M P LE S 125

U n a a g u d a s u b v a r i a n t e , p e r o tota l m e n te 23 . . . 1la8 h u biera sido la elección de la mayoría


j ug a b l e . de gente, ya que la amenaza . . . llxa3 h u b iera
forzad o al b l a n co a 24 . 'ife 3 , q u e p i erde l a
1 4.exf5 .i.xd5 1 5.f6 e 4 1 6.fxg7 lle8 partida después del ca m bio de d a m a s . Pero
no vi n in g ú n motivo por el q u e mi oponente
Aq u í el blanco puede elegi r entre .i.e2 y .i.c2 , fu era a entrar en un fi nal . Au nque yo tampoco
p e ro pasó p o r a l to la res p u e sta q u e t e n ía ten ía n i nguna duda de q u e lo ganarla, no me
prevista a 1 7 . .i.xb5 y perd i ó una pieza . pareció la mejor opción que ten ía d i s po n i b l e .
P o d é i s comparar esto a eleg i r entre ganar u n
peón o u n a pieza .
1 7 . .i.xb5?? l:te51 1 8.'1'h6 axb5 1 9 . .!0xb5 .i.c4!
20.li:Ja3
24.1lh3 .!:taSI 25.1lxd3 exd3 26.lüc4 'i'b3 1
20 . .!0d4 .!0xd4 2 1 . cxd4 llg5! y .. .'ii' a 5+ decid i rá
26 . . . :.xa2, por supuesto, gana i n med iatamente
la partida en el siguiente movim i ento .
y entonces tras 27.'1'xd3 sigue 27 . . . '1'b3 ! con
u na rá pida victori a , como puede verse en la
20 . . . ..id3 21 .h4 'i' b 6 22.'i'd2
p a rt id a . Pero estaba conce n trado y v i otra
forma de decid i r la parti d a .
H asta aquí h a sido muy fácil para el negro . Me
concentré sólo u n poco y vi una variante de 27.'it'xd3 llxa2 28.l:te1 lüe51
dos jugadas. Pero a hora es e l momento de
agarrar el pu nto entero y m eterlo en el saco. [0 : 1 ]
Una posición de este tipo debe ganarse por sí
s o l a , d a d o q u e mi v e n taj a de d e s a r ro l l o
debería ser suficiente para destroza r a l blanco. O b v i a m e n t e n o es u n a p a r t i d a d i g n a d e l
E n ese momen to deci d í obligarle a e n roca rse P rem i o de B e l l ez a , a u n q u e estoy basta n te
l a rgo porq u e h a b la visto u n a victoria más o orgul loso de ella. Real icé dos bonitas j ugadas
menos forza d a . (23 . . . 1lb8! y 26 . . . 'i' b 3 ! ) y mantuve el máximo
de concentración d u rante toda la partida . Aún
22 ... 1lae8 ! 23.0·0·0 a s í , n o e s u n a p a rt i d a que valga l a p e n a
publ icar: el blanco s i m p lemente s e dejó u n a
pieza , c o m o u n a l u m n o m ío señaló (debería
d e c i rse que este a l u m n o tiene te n d e n c i a a
entablar sus posiciones ganadas . . . ) .

U n a v e z v i u n a p a rt i d a e n A l e m a n i a , y
M o vs e s i a n c o n d u c í a l a s b l a n c a s c o n t r a
K o rc h n o i e n l a ro n d a fi n a l d e u n O p e n .
M ov s e s i a n l l e v a b a 7 ' 5 /8 , m i e n t r a s q u e
Korchnoi sólo 6 ' 5 . L a ventaj a d e l a primera
j u g a d a p e r m i t i ó a Movses i a n q u e d a r a l g o
m ej o r, y e n to n c e s s i st e m á t i ca m e n t e h i zo
cambios sosos , llegando a u n final q u e sabía
q u e eran tablas . S i e m pre me s i ento
2 3 . 1l h 3 e 3 24 . 'i'x d 3 exf2+ 2 5 .'iii' d 2 'ifx b 2 + i m p re s i o n a d o p o r este t i po d e confia nza y
26 ..!0 c 2 l:le1 , y el negro lo gana todo; ésta era c o n t ro l , p e r o a p e s a r d e t o d o l o s i g o
la base táctica de mi variante . Pero . . . , ¿y ahora considerando absurdo e n e l 99% d e los casos .
q ué? ¿ Cómo prosegu ir?
Recie n temente, u n a a m i g a m ía l legó a u n
23 . . . 1lb81 fi n a l de caballos ganado c o n u n s a n o peón
126 CAPITU LO 6 : VERDADES S I M PLES

de ventaja . Su rey d ispon ía de u n a rápida ruta 52.ltlb4 i. a 4 53.'ót>g 1 �b5


hacia el centro y ten ia menos debil idades que
su riva l . Pero e l l a u s ó m u ch o t i e m p o p a ra [0 : 1 ]
ca lcular la variante hasta el fi n a l ; pensó que
lo h a b ía logrado pero , en a l g ú n pu nto de sus Realmente n o m e d i cuenta d e qué tipo d e regla
su bvariantes , pasó algo por a lto , y resu ltó que estaba funcionando aquí, pero ahora sí. Es lo
el fi nal de peones estaba perdido en vez de m i s m o q u e se a p l i ca a todos los eje m p los
ganado. H e visto cometer este error m u chas m e n c i o n a d o s a n te r i o rm e n te . E sto e s ,
veces , i n cl u y e n d o m i s p ro p i a s p a rt i d a s . A normalmente decimos q u e las posiciones en
menudo he i ntentado « s i m pl ificar» las tareas aj ed rez están g a n a d a s , c l a ra m e nte m ej o r,
técn i ca s m e d i a n te ca m b i o s - tal y c o m o l ig e ra m e n te m ej o r, i g u a l a d a s , poco c l a ra s ,
aprendemos a hacer cuando d amos n u estros ligeramente peor, etc. Pero real mente no hay
primeros pasos e n el ajedrez -, pero en vez d efi n i ci o n e s c o n c retas d e esta r g a n a n d o :
de e l l o descubría q u e la tarea res u l ta m á s porque . . . , ¿qué e s u n a posición ganada? ¿Es
d ifícil . El p unto de inflexión para m í s e produjo
una que ganas en el 1 00% de los casos, como
en la siguiente posición (tras 42 ltld5) .
mi primer entrenador, Henrik Mortensen , intentó
transmitirme, o bien es una posición en la que
puedes demostrar que ganas como se lee en el
Jakslan d-Aagaard I nformador? Bueno, si yo estuviera interesado
en la teoría de aperturas como una d isciplina
Dinamarca 1 995 independiente, y no como algo que me ayuda
en mis esfuerzos prácticos, tal vez daría la misma
definición que el Informador. Pero no es así. Creo
que Henrik tiene razón . Debéis considerar que
una posición está ganada cuando no tengáis
ninguna duda de que vais a ganarla. En el primer
ejemplo de esta sección mi amigo pasó de tener
u n a posición c l a ra m e nte g a n adora a te n e r
opciones de ganar y a tener opciones de tablas
porq u e n o se dio cuenta de una cosa m u y
sencilla.

La elección de las jugadas no debe hacerse


sobre la base de un veredicto exacto de la
posición final, sino en función de si tu posición
Aqu l valoré jugar 42 bd5 (ta l y como mucha
. . .•
ha mejorado o empeorado.
gente h a r ía , s u pongo) . E l razo n a m i ento es
simple: si el cambio es posible, tendré m enos Esto puede ser obvio hasta el punto de parecer
piezas sobre el tablero y m i peón será más
i n g e n u o , pero para m u chos jugadores esta
valioso . Aún así, esto está bastante lejos de la
«teoría» no tiene reflejo en su práctica. Y a mis
realidad . La verdad es q u e e l a lfil e n c6 es
amigos anteriormente citados, esto les hubiera
mucho mejor que el caballo e n d 5 , por lo que
evitado el rid ículo y el dolor de desperdiciar
cambiar estas piezas seria terri ble. Además,
posiciones clara mente ganadas.
el blanco conseg u iría u n peón pasado. Para
m í la parti d a fue una especie de catarsis ya
El error tiene su origen en el hecho de olvidar
q u e me di cuenta de estas cosas , y más tarde
las vi m a n ifestarse con una clara victori a : que el ajedrez es u n juego en el que debemos
tomar medidas prácticas para ayudar a tomar
4 2 J:.xb3 43.l:l.g7+ �f3 44.1th7 llb 1 + 45.�h2
.•.
n u e stra s p ro p i a s d e c i s i o n e s : no m e d i d a s
::tb2+ 46.'�g1 :l.g2+ 47.�f1 l:l.c2 48.llh3+ �g4 teóricas como u n a clara ventaja, ligera ventaja
49 . .l:l.c3 i. x a 4 50 . .l:l. x c 2 i. x c 2 5 1 . c 5 'ót> g 3 o posición ganada. Creo que la mayorla de los
CAPITU LO 6 : VERDAD ES S I M P L ES 12 7

jugadores recuerdan el d ía en que se d i eron


Svidler-A.Sokolov
cuenta de que hay posiciones que ofrecen una
modesta ventaja, pero que no les gusta n , y otras
Elista 1 994
posiciones «eq u i l ibradas» q u e sí les g usta n .
Una vez te d a s cuenta q u e debes jugar e l tipo
Defensa Siciliana
de posiciones que te gusten , entonces habrás
logrado una g ra n mejoría en tu com p rensión
del ajedrez práctico. 1 . e4 c5 2 . l0f3 e 6 3 . l0 c 3 l0c6 4 . d 4 c x d 4
5.l0xd4 d6 6.f4 ltJ f6 7.i.e3 e5 8.ltJf3 ltJg4 9.'ir'd2
M i opinión es que este tipo de evaluación de l0xe3 1 O. 'iix e3 exf4 1 1 .jfxf4 i.e6 1 2.0-0-0
Informador en análisis sobre el ta blero es el i.e7 1 3.l0d5 0·0 1 4.'�b1 .l:l.c8 1 5.i.e2 'ii'a 5
motivo por el que algunas personas calculan
demasiado. C u a n do hay varia ntes forzad a s , Aq u í e l blanco tiene u n a ventaja estru ctu ra l
necesitáis calcular hasta el fi n a l (curiosamente g racias a su control sobre la casilla d 5 , pero
m u chos ajedrecistas calculadores tienden a s u s p i ezas tod a v ía no o c u p a n p os i c i o n e s
pasar esto por alto), pero cuando estáis teniendo ideales. S u a lfil n ecesita e n contrar u n a cas illa
e n cuenta factores posicionales parece haber m ejor y a ú n no está claro cómo activar la torre
un acuerdo general entre los mejores profesores de h 1 .
(Yermolinsky y Silman son los primeros que me
vienen a la mente) en el sentido de q u e uno
realiza comprobaciones de errores, pero no u n
análisis real. S i l m a n tiene sus propias ideas d e
cómo deben tratarse estas posiciones. L o llama
técnica de pensamiento Silman y usa algo que
él llama posición fantástica. Esto tiene alguna
similitud con lo que yo llamaría la búsqueda de
l a casilla ideal p a ra las p i eza s . La ú n i c a
d ife re n c i a es q u e yo i ntento m i ra r l a p i eza
individualmente e intento mantener las cosas
de manera tan simple como sea posible. Silman
no tiene problemas para trabajar con tres piezas
por jugador, ¿ pero qué pasa con seis o siete?
1 6.i.c4!
Personal mente , me l iaría bastante i ntentando
hacer malaba rismos en m i cabeza con todas
estas piezas a la vez. La mej o ra más evidente d e la posici ó n . S e
refuerza el control sobre d 5 así como la posi­
En consecuencia , prefiero tratar cada pieza de ción del rey. La idea n o es cambiar en e6 , sino
manera i ndividual. Pero la idea básica es buena . protege r a l rey desde b3 y eliminar la presión
Yermolinsky es más un jugador autodidacto y, sobre l a d i a g o n a l , como puede verse e n l a
por lo tanto, no tiene grandes ideas n i consejos s i g u iente jugada .
relacionados con los métodos de pensam iento.
Pero si yo pudiera ofrecer un pequeño consejo 1 6 . . . .1:1.fe8
sería el s ig u i e nte : al fi n a l de u n a va riante,
p re g u n t a ro s a vosotros m i s m o s : ¿ E st o y Tras 1 6 . . .'ii' c5 el b l a n co t i e n e u n a ventaj a
progresando? ¿ M i labor e s m á s fácil o m á s d ifícil táctica a partir del cam bio: 1 7.ttJxe7+! ttJxe7
después de la jugada que tengo planeada? 1 8 . i.xe6 fxe6 (nótese que esto es ligeramente
disti nto a la posibilidad 1 8 . . . l:txe6 q u e p ropone
Este consejo es exacta mente el que Svidler 1 6 . . . llfe 8 ; ver s i g u i e n te j u g a d a ) 1 9 . 'iVxd 6 !
debió seguir d u rante la siguiente partida (muy 'ii'x c2+ 20.<it>a 1 y ahora tanto e 6 como e ? está n
instructiva) . en el a i re , cuando 20 . . . l0c6 2 1 .'ifxe6+ �h8
128 CAPITULO 6: VE RDADES S I M P LES

2 2 . to g s hS 2 3 . ltlf 7 + � h 7 2 4 . 'ii" f s+ � g a organizado, el blanco puede empeza r a hacer


2 5 . ltlx h 6 + � h 8 ( 2 5 . . . g x h 6 2 6 . 'ii" g 6 + � h 8 caj a . La regla es que debes desarrollarte por
2 7 . l:l. d 7 ltle7 28 .'i'xh6+! �g8 2 9 . 'ii'g 5+ � h 8 co m p l et o a n t e s d e s a c a r v e n taja de u n a
30.l:l.xe7 ganando) 26.ltlf7+ �g8 27.'ii'g 4! y e l d e b i l i d a d permanente.
bla nco g a n a .
2 0 . . . ltxe7 2 1 . l: x d 6 ! ltlxb3 2 2 . l:t d S + :es
1 7.i.. b 3! 23 . .:txeS+ :xeS 2 4 . a x b 3 h 6 2 5 . l:td 4 : e s
26.'ii'd 2 'it>h7 27. b4?
Desde un pu nto de vista puramente posicional,
esta es la j u g a d a m á s a g ra d a b l e de hacer. 27. h 3 ! es necesario.
D e s p u é s de proteger su rey, el b l a nco se
p r e p a ra p a ra a t a c a r l a d e b i l i d a d de d 6 . 27 . . .'ti'c7 2S.b3 l:aS I 29.l:.d61 aS 30.bxa5 .:Xa5
1 7 . ltlxe7+? ! e s d e m a s ia do a m bi ciosa . Tras 3 1 . e 5 'ti'a 7 ? ! 3 2 . 'i' d 4 'l'aS 3 3 . 'ii' d 3 + 1 g 6
1 7 . . . .:xe7 1 8 . i.. x e6 :xe6 el negro se l i bera en 34.'ii'd 4 .!:Ia3 35.1tdS 'i'a5 36.l:l.eS?
cierto modo de todos sus problemas, lo que
debería alarmar a l blanco ( ¡ no ha progresado [36 .ltb8] .
ta nto como el negro ! ) , hasta el pu nto de que
q u izá el peón no valga la pena . Y entonces 36 . . . b41 37. ltld2 'il'a6?
tras 1 9 .l:xd6? 'ikc7 20.l:hd 1 (20. e5 ltlxe5! con
idea de 2 1 .l:txe6 'ii' x c2+ 2 2 . � a 1 li:l d 3 ! y el
[37 . . . 'i'b5].
negro gana) 20 . . . li:ld4 ! ! el neg ro gana materia l .

38.lLlc41 J:[a2 39.l:l.bS h 5 40.l:l.xb4 i..f5 41 .lLle3


1 7 . . .'ti'c5

Con l a lógica idea d e . . . lLla 5-c4 (xb3) para [1 : O]


l uchar por el control de d 5 .
El co mentario a la jugada 1 7 es muy i m por­
1 S. l:l.d3! tante. La debilidad no desaparece ; es un fac­
tor estático , por lo q u e el blanco usa su venta­
La pieza q u e necesita ser activada antes del ja d e espacio y l i bertad de m a n i o b ra p a ra
a s a l to d i recto e s l a torre y, d a d o q u e la mejorar su posición antes de em pezar un ata­
debilidad q u e el bla nco está ataca ndo es el que sobre la d e b i l i d a d . Esto , por s u pu esto,
p e ó n de d 6 , la t o rre d e b e r í a esta r en l a refleja otra verdad simple y obvia: tu ataque
col u m n a « d » . Otro a specto positivo d e esta ten d rá más fuerza si aumentas el número de
j u g a d a es q u e e v i ta . . . lLla5 { p rofi l a x i s ) a l piezas que participa n .
tiempo q u e mejora las piezas. Esto e s l o que
caracteriza a u n a g ra n jugada. En l a partida de Svidler el blanco pri mero s e
org a nizó y sólo después atacó. En consecuen­
1 S ... b5 cia , el negro no tuvo n i n g u na compensación
rea l por el peón ya que el blanco no perdió
1 8 . . . ll:la5 1 9 .l:c3 ! gana para el blanco. nada i m portante a nivel de actividad cuando
fi nalmente decidió i ntenta r ganar el peó n . Al­
1 9. l:hd1 gunos podrían deci r que h a b la elementos tác­
ticos que protegían el peó n , y eso es por lo
1 9 . l:l.c3? ! n o tiene sentido a h o r a . E s m ejor q u e el blanco no lo capturó. Aqu í se podría
jugar con todas las piezas. incl u i r a los que entienden mis ideas sobre el
pensa m iento con ceptua l y e l hecho de que
1 9 ... ltla5 20 .ltlxe7+ defienda q u e hay reglas trascendenta l es en
ajedrez, como si yo resistiera la val idez de las
A h o ra , c o m p l e t a m e n te d e s a r ro l l a d o y va riantes a modo de prueba . Por su puesto ,
CAPITU LO 6 : VERDADES S I M P LES 129

esto es absurdo y no perderé t i e m p o e n e l l o , Comprobar errores: S i mplemente ver si has


aparte de d e c i r q u e no es verdad. pasado por a lto a l g u n a a m e n aza a n tes d e
realizar el movimiento que parece m á s natura l .
En la partida de Svidler no estoy seg u ro de sobre l a base d e u n a evaluación posicional.
que viera la com b i nación 20 . l0d4! a l fi nal de
. .

1 7 .lL\xe7? ! , pero estoy seg u ro de que ten ia la Técnica de pensamiento de Sl/man: Un método
sensación d e que el negro estaba consiguien­ en ci n co pasos d esti n a d o a o rg a n i z a r tu s
do mucha l i bertad demasiado pronto, y por lo pensamientos de manera que prestes atención
tanto era lóg ico que fuera algo escéptico so­ a lo q u e es relevante. Probablemente bueno
b re 1 7 .l0xe 7 . C u a l q u i er jugador con sentido como método d e e n t re n a m i e n t o , p e ro
com ú n , i ndependientemente de que crea que s e g u r a m e n te p o c o reco m e n d a b l e p a ra
n o hay verdades en el ajedrez, deberían po­ consegu i r buenos resultados sobre el tablero .
ner a prueba s u s creencias tras a n a l izar la
pos i c i ó n . Ta l y como E s b e n L u n d me d ij o : Posiciones fantásticas: J ugar con tus piezas
Cuando pienso que estoy siendo inteligente, en la cabeza para diseñar una posición ideal,
estoy siendo realmente estúpido. El q u e no con la esperanza de q u e en algún momento
tiene dudas sobre su visión del mundo corre podrás crear algo similar.
más peligro que el que cree en s í m ismo pero
está siempre a bierto a la pos i b i l idad de q u e Casilla Ideal: La mayoría de piezas en el tablero
no esté en lo correcto . N u n ca somos lo sufi­ tienen cuadros donde, con una formación de
cientemente i n teligentes como para no a pren­ p eo n e s c o n c re t a , esta r í a n situadas
der más . . . perfectamente.

Personal mente, cuando una verdad se vuelve Concepto Primario: Una sola idea u nificadora
ta n compl icada q u e no creo contro l a rl a por cuya a p l icación deci d i rá el d esti n o de u n a
completo, me da mala espi n a . Recuerd o un posición . Ejemplo:
ganador de la Medalla Fields de Matemáticas
decir que él ten ía la sensación de que realmente
entend ía una teoría o un concepto sólo si pod ía
Lund-Hajnal
resumirlo en una idea. Este es el razonamiento
tras la d iscusión del siguiente capítulo Conceptos
Budapest 2002
Primarios, como la manera de entrar en muchas
posiciones. Pero por ahora sólo os desea ré
suerte a la hora de mejorar vuestras posiciones,
vuestras posibilidades y vuestros resultados.

TERMINOLOGIA

Evaluación del Informador. U n a valoración


teorética 1 científica de una posición, mezclada
con algunas consideraciones prácticas. Muy útil
para organizar la teoría de a perturas en ECOs y
para comenta rios translingü ísticos, pero no una
gran ayuda para tomar decisiones en el tablero.
En e s t a p o s i c i ó n el b l a n co s e e q u i v o c ó
Ajedrecistas Calculadores: J u gadores q u e jugando 1 9.exf5?. Una valoració n abstracta
ponen e n marcha Fritz s i n antes haber realizado se fijaría en la enorme ventaja de desarrollo
el más m ínimo pensamiento abstracto sobre la que tiene el b l a n c o y l a n e c e s i d a d d e un
posición. ataq ue i n mediato; porque si n o , los elementos
130 CAPITU LO 6 : VE RDADES S I M PLES

e s tá t i c o s , co m o l a n efa s t a e s t r u ct u ra d e
peones, em pezará n a tener protagonismo. E l
concepto pri mario aq u í e s la explotación de l a
ventaja d e l d esa rrollo para conectar l a s torres
en la sépti ma fi l a . Dado que esto le da rfa la
victoria i n mediatamente, a d q u i ere prioridad
s o b re c u a l q u i e r o t ra c o n s i d e ra c i ó n e n la
posició n . A s f p u e s 1 9 . .teS ! ! Es l a j u g a d a
correcta , evitando . . . : e ? . Tras lo c u a l el negro
no tiene defensa a nte 20.:g7+.

OTRAS LECTU RAS

El Camino ha cia el Progreso en Ajedrez


(Aiexander Yermolinsky)

U n m a ravil loso l i b ro constru ido a l rededor de


las propias partidas de Yermo l i n s ky. E l l i b ro
presenta la noción de Tendencias e i l u stra muy
bien có m o u n j u g a d o r d e 2350 c o n s i g u i ó
encaramarse al primer tablero d e l equ i po d e
l o s E E U U , s i m p l e m e n t e a n a l i za n d o s u s
propias partidas.

Reassess your Chess


(Jeremy S i l man)

N o r m a l m e n te n o m e s i e n to s a t i sfec h o con
l i b ro s que p r e d i c a n m é t o d o s fij o s d e
pensamiento pero, a pesar d e l a Técnica de
Pensamiento de Silman, es u n m a ra v i l loso
l i b ro que recomendaría a cualquiera con Elo
i nferior a 1 800. El l ibro con sigue plenamente
tra n s m i t i r los fu n d a m e n tos d e l aj edrez, los
fundamentos de los q u e todos mis a l u m nos -
y, a v e c e s , i n c l u s o j u g a d o re s d e n i v e l
i n t e r n a c i o n a l - t i e n e n u n c o n o c i m i e n to
bastante l i m itado . Me g usta n los l i b ros q u e
verbal izan lo q u e y o considero que ya sé, d e
modo que puedo comprobarlo . . .
131

CAP ITU LO 7: C O N C E PTOS PRIMARIOS

Mark Dvoretsky, Jeremy S i l m a n y y o tenemos D u ra n te e l e n t re n a m i e n t o , u t i l i zo a l g u n o s


m u ch o e n c o m ú n . Tod o s n o sotros h e m o s métodos ingenuos basados en la psicología
escrito l i b ros sobre cómo s e debe estudiar y c o g n i t i v a . L a i d e a c l a v e e s q u e el
j u g a r al ajed rez, a u n q u e a diversos n iveles. reconocimiento de patrones es fácil si el patrón
Ta m b i é n te n e m o s a l g o más e n com ú n : la está p resente e n l a memoria a corto p l a zo .
creencia de q u e todas las posiciones tienen A l g u n o s e x p e r i m e n to s e n l o s E E U U h a n
u n a idea que las gobierna y q u e es m ucho demostrado q u e los patrones que n o tienen
más i m portante que el resto de ideas en esa n inguna otra relación , aparte de la estru ctu ra l ,
m isma posición . Dvoretsky escribe sobre esto son fácilmente tra nsferi bles d e u n á rea a l a
en su l ibro Attack and Defence, Jeremy S i l m a n otra , fortaleciendo e l proceso d e pensamiento
t r a b a j a c o n i d e a s s i m i l a re s e n H o w to y a u m e n t a n d o l a h a b i l i d a d p a ra re s o l v e r
Reassess your Chess y yo tam b i é n lo hago problemas complejos.
e n Excelling at Chess.

L o q u e esto re p re s e n t a en t é rm i n o s d e
Dvo rets k y n o m e n c i o n a n a d a d e c ó m o
resol ución d e situaciones posicionales es q u e
encontra r esta idea gobernante, sólo q u e es
a través d e l a i d e ntifi c a c i ó n p revi a d e l a s
bueno util izarla cuando la descubres . Para los
ca s i l l a s i d e a l e s p a ra l a s p i e za s , e n u n a
j u g a dores de e l i te esto es sufi c i e n t e , p e ro
posición determ i n a d a , podemos lleva r esto a l
para los seres inferiores s i n u n supertalento
fre n te d e n u e s t ro p e n s a m i e n t o . E n to n ces
natural para el ajedrez, S i l ma n y yo tenemos
cuando fi nal mente calculemos lo haremos con
d iferentes ideas d e cóm o adentrarnos en la
un inesperado n ivel de precisión y velocidad.
posición .
Por supuesto, calcularemos algo menos , pero
la mayoría de descuidos se prod ucen en l a
S i l m a n t r a b a j a c o n s u p ro p i o s i st e m a d e
p r i m e ra o s eg u n d a j u g a d a d e u n a l í n e a
desequ i l i brios. Por lo q u e y o he visto , e s muy
concreta , y es aq u í d o n d e debemos mejorar
ú ti l , y reco m i e n d o a c u a l q u i e ra q u e esté
i n teresado e n las formas d e pensa r, a parte n uestro cálcu lo.
del cálculo a l a cieg a , q u e lea sus dos l i b ros
p ri n c i p a l e s , Reassess your C h e s s a n d Basta de charlas y echemos u n vistazo a u n a
Reassess your Chess Workbook. Estos libros posici ó n .
e s t á n e s p e ci a l m e n t e b i e n d i s e ñ a d os pa ra
j u g a d ores p o r d e b aj o de 2 1 0 0 , p e ro m i s
a l u m nos por encima d e este n ivel - y y o me Borgo-Acs
i n cl uyo tam b i é n -h a n e n co n tra do e n todos
el los algunas ideas que son útiles.
Charlevi lle 2000

Pero volva mos a la cuestión de cómo encontrar


Defensa Siciliana
l a c a ra ct e r í s t i c a más i m p o rta n t e d e u n a
posici ó n . E n u n a partida d e torneo, l a m a nera
en la que normalmente lo hago es a través de 1 .e4 eS 2.lbf3 d6 3.d4 cxd4 4.lLlxd4 lLlf6 5.f3
las jugadas ca n d i d atas, y ta m b i é n con algo e5 6.�b5+ lLlbd7 7.lLlf5 a6 8 . ..ta4 d5 9.exd5
de cálculo. Después de esto, sé m u cho más b5 1 0 . � b 3 lLlb6 1 1 .lLle3 �c5 1 2 .-.d3 0-0
sobre la posición de lo que sabía al principio 1 3.lLlc3 �b7 1 4.�d2 �d4 1 5.lLlf5 a 5 1 6 .a4
y enton ces ya soy consciente de l o q u e es i.xc3 1 7 . bxc3 bxa4 1 8.�xa4 �xd5 1 9.lLle3
i m portante conseg u i r. lDxa4 20.1ba4
132 CAP ITU LO 7: C O N C E PTOS P R I MARIOS

cómo situar l a s p i ezas y s a b e m o s l o que


q u e re mos preve n i r. S i l o vemos des de un
punto de vista estático , la jugada correcta es
20 . . . 'ilfb6 . La razón es muy simple: así es como
queremos situar n u estras p iezas. Esto evita
li.) x d 5 d u ra n t e algunas jugadas,
acomodándose e n l a d iagonal g 1 -a 7 . E l ú n i co
problema es la p ieza que está colgando. Aún
a s í existe u n a reg la l lamada «las del 90% »
q u e d i c e q u e e n el 9 0 % de toda s las
situaciones la jugada que es correcta desde
el p un to de vista p osicio nal fun ciona
tácticamente. Aq u l n o s l l a m a l a ate n c i ó n
co m p ro b a r q u e l a j u g a d a q u e q u e re m o s
E n e sta p o s i c i ó n n o c u esta mucho d a rse
rea l izar puede hacerse. Resulta q u e fu nciona
cuenta de que el negro tiene ventaja. El peón
bien para el negro.
d e a 5 es un p e l i g ro poten c i a l , los peones
d o b l a d o s son una d e b i l i d a d ev i d e nte y el
20 . . . 'ifb61 2 1 . 0-0
negro tiene ventaja de desarrollo.

Tras el doble c a m b i o en d5 hay u n s i m p l e


A pesa r d e tod o , hay u n par de cosas que
j a q u e en b 1 , ganando la ca lidad y la partid a .
norma lmente consideraría: com parar piezas
Ahora el negro explotó fáci l mente sus ventajas
y encontra r cas i l las ideales . E n esta situaci ó n ,
para ganar la partida.
p a ra conseg u i r e s p a c i o , s ó l o b u scarla l a s
casillas ideales para algunas piezas: la torre
21 . . . l:Ud8 22.'W'e2 .i.c6 23.J:lh4 a4 24.c4 J:ld4
de a8 está bien ahora , el caballo podría ir a f4
25.l:h3 .id7 26.Ag3 li.)h5 27 .l:g5 lf.)f4 28. 'W'f2
pero de momento está correcta mente u b i cado,
f6 29.l:g3 :es 30.c3 l:d3 31 .�h1 li.)h5 32.li.)d5
el alfi l a d u ras penas pod ría mejora r pero en
algún momento podría i r a c6, la torre de d8
'W'xf2 33.l:l.xf2 lüxg3+ 34.hxg3 l:xc4
tal vez deberla i r a d 8 y la dama a b6 .
[0 : 1 ]
El blanco no d ispone de buenas casillas a las
que sus piezas puedan acceder fác i l m e nte. Tal vez no sea posible en este n úmero l i mitado
La dama n o puede m ej o ra r, n i tam poco el de páginas hacer j u sticia por completo a esta
ca ballo (en f5 se sentiría m u y solo), pero el i d e a . A u n q u e ha s i d o c o m p l e ta m e n t e
a lfi l podría estar mejor en g5, aunque l e llevaría explicada, la transformación desde u n plano
cierto tiempo. M ientras ta nto , la torre de dama ideal al uso práctico es dificil . Este es el motivo
da pen a . Sólo el rey y la torre de rey pueden por e l que Dvoretsky está más i n teresado en
m ejorar fácilmente (el enroq u e está a pu nto desarro l l a r l a i ntuición d e sus a l u m nos q u e
de l legar) . e n e n co n t r a r a l g o r i t m o s q u e f u n c i o n e n
específicamente para e l jugador d e cl u b . Así
S o b re l o s c a m b i o s . E l b l a n co d e b e r í a p u e s , n o s h a « c e d i d o » l a a n torc h a a l o s
considerar seriamente ca m b i a r en d 5 y a que demás. P o r el momento, estoy satisfecho con
con peones e n a m bos la do s d e l ta b l e ro la ser ca paz de encender fuego . Q u izá en e l
situación de a lfil contra caballo le benefi ciaría . futu ro i ntentaré crear l u z eléctrica . . .
El cambio de damas ta mbién favorecería a l
b l a n co porq u e es más problemático para el U n o d e l o s c o n c e p t o s p ri m a r i o s m á s
b l a n co e n contra r una buena casi l l a para la h a bituales e n u n a posición e s e l desarrollo
suya . q u e , por supuesto, está presente en todas las
partidas. Pero recordad que no sign ifica q u e
A s l p u e s , l leva n d o l a s n e g ra s y a sabemos s ó l o e l d e s a rrol l o e s i m p o rta n t e e n u n a
CAPITU LO 7 : C O N C E PTOS P R I MARIOS 133

posición , sino más bien es algo a s í como « si G a n a n d o tiempo.


ignoras la necesidad del desarrollo (o de
m ejora r tu p e o r pieza) s u frirás las 1 0 'ii'x d7 1 1 .e4 .i.g4?
. .•

consecuencias» . L a sigu iente partida i l u stra


cómo puede suceder esto . No me gusta esta jugada en absol uto . Por el
momento el blanco no tiene problemas para
debil itar l igeramente su fla nco de rey g racia s
P.Nielsen-Timman a su ventaja de desarrollo. 1 1 . . . �g6 1 2 . �e3
sigue siendo mejor para el bla nco (el cab a l lo
S igeman ® Co 2002 corre peligro en b6) .

Defensa Eslava 1 2.f3 .i.h3?

Esto es s i m p lemente malo. Ahora e l blan co


1 .d4 d5 2.c4 c6 3.lL'If3 lL'If6 4.li:)c3 dxc4 5.a4
identifica u n a debil idad en b7 (b6) y al mismo
�f5 6.li:)e5 lbbd7 7.lbxc4 lL'Ib6 B.li:)e5 a5 9.g3
tiempo acaba su desarro l l o . E l blan co tiene
una clara ventaja tras 1 2 . . . � h 5 1 3 . �e3 ya que
después de 1 3 . . . e6 existe 1 4 .g4 �g6 1 5 . d 5 ! ,
a b ri e n d o l a posició n , g a n a n d o u n tiempo y
explotando la ventaja de desarrollo.

1 3.�xh3 'i'xh3

E n e s t a p o s 1 c 1 o n el n e g ro t i e n e d o s
p reocu paciones pri ncipales. 1 ) E l blan co está
a punto de jugar � g2 y e2-e4 , lo que puede
re s u l t a r m o l e s t o . 2 ) El n e g ro n e c e s i t a
com pletar s u desarrollo. Ti m m a n , u n jugador
re a l m e n t e creativo , n o p resta d e m a s i a d a
atención a estos aspecto s , m i e ntras H e i n e ,
u n o d e l o s j ug a d o res d e e l ite d e l m a ñ a n a 1 4.'.b 3 1
(espero) , aprovecha e l descuido de T i m m a n
c o n u n a com b i nación de rá pido desarrollo y Desarrollando el flanco de d a m a y g a n a ndo
amenazas s i mples. un tiempo.

9 . li:)fd7?
. .
1 4 lta6 1 5 . .i.e3 'ii'g 2?
•..

Ta l vez Tim m a n s a b ía q u e existía u n a partida E l n e g ro c o n t i n ú a i g n o r a n d o t a n to s u s


a nterior con 1 0.li:)d3 en este momento. Aún d e b i l i d a d e s co m o s u p o b re d e s a r r o l l o .
así, la mejor conti nuación es 9 e6 1 O . � g 2
. . . 1 5 . . . 'i'c8 1 6 . d 5 li:)d7 1 7 . lt c 1 e s c l a ra m e n te
�b4 con i g u a l d a d en G u revich-G u l ko , S a l t mejor para el blanco, pero a ú n habría partida
Lake City 1 99 9 . por dela nte . Ahora el blanco gana.

1 0.li:)xd71 1 6.0-0-0 'ii'xf3 17 . .l:.he1 g6


134 CAPITU LO 7: C O N C E PTOS P R I MARIOS

E ra demasiado ta rde para salvar la partida ta l ajed rez posicional m e pa rece q u e e s basta nte
y co mo i n d i ca la s i g u i e nte variante: 1 7 . . . e6 más complicada de lo que el g ra n padre de l a
1 8 .d5! i.. b 4 1 9 .dxe6 0-0 20.e7 .:es 2 1 . ..bb6 t ra d i c i ó n aj e d re c í s t i c a d a n e s a h a b í a
:txb6 22 . .l:.d8 y el negro pierde. co ncebido. A pesar de tod o , su principal obra ,
Mi Sistema, e s u n a lectu ra obli gatoria para
1 8 .d5 c u a l q u i e ra q u e q u i e ra co n s o l i d a r s u
co n o c i m i e n t o s o b re los c o n ce p to s
fu n d a m e n t a l e s d e l aj e d re z . E l l i b ro fu e
E l neg ro está acabado.
publ icado en 1 925 y desde entonces se h a n
publicado otros li bros i m portantes . En los años
18 �g7 1 9.i.. x b6 0-0 20.i.. d 4 .txd4 21 .l:lxd4
...

50 u n ruso l l a mado Lipnitsky publicó u n l i bro


'ii'f2 22.l:led1 �xh2 23.'ii'x b7
q u e podría tra d u c i rse por Problemas de la
Teoría Moderna del Ajedrez, donde se tratan
[1 : 0]
d iversos aspectos de las « reglas» de ajedrez.
Por d e s g ra c i a , e s t e l i b r o n u n ca ha s i d o
Es n o ta b l e v e r c ó m o u n j u g a d o r de ta l l a
traducido, pero u n a m igo m ío ruso me explicó
m u ndial como Timman pueda acabar teniendo
el contenido y me pareció que el l ibro puede
semejantes problemas por n o tra bajar en su
ser una versión más completa de mi propio
desarrollo y por no ser capaz de i d e n tificar
l i b ro Excelling a t Chess . En l os a ñ o s 90
u n a g ra n d e b i l i d a d . E ste es e l p e l i g ro d e
tenemos los libros de M a rk Dvoretsky. Hasta
basarse sólo en l a i ntuición y e l cálculo.
ahora hay unos 1 O, pero debo admitir que he
perd ido la cuenta . Los más i mportantes son
En el ca p ítulo Cómo se desarrolla la intuición Secretos del Juego Posicional, Secretos de
de su l i bro A ttack and Defence, Dvoretsky
En trenamiento y un l i b ro rec i e n te t i t u l a d o
describe u n método de entrenam iento al q u e School o f Chess Excellence 3 , Strategic Play.
l l a ma entrenam iento de la i ntuición (empieza Los otros también son muy buenos, pero estos
en la pág ina 67). La idea es senci l l a : tienes tres son los q u e tratan temas posicion a l e s .
c i n co p o s i c i o n e s s i m p l e s , de n a t u ra l ez a Hay ta mbién algu nos libros de E uwe y Kotov
l i g e ra m e n te d i s t i n ta , y tienes que q u e vale la pena estudiar.
« resolverlas » e n q u i n ce m i n uto s . Esto, por
s u p u e s t o , a y u d a a d e s a r ro l l a r d i ve rs a s Pero n i n g u n o de los l i b ros de Dvoretsky, ni de
h a b i l i d a d e s p e ro , s o b re t o d o , ej e rc i t a l a los otros mencionados anteriormente, me dio
i ntui ción de u n modo q u e puede ser las h e rramientas q u e necesitaba para explicar
comparado con e l desarrollo muscular e n los cómo s e e n c u e n t r a n l a s s o l u c i o n e s m uy
ejercicios de pesa s . Soy u n gra n defe n sor de senci l l a s , con excepción del pri n c i p i o de la
esta combinación de resolver de ejercicios y p i eza peor situada (ver p ág i n a 3 1 ), q u e es
tener una buena charla sobre las sol uciones: obviam ente una útil herra m ie n ta de ca ra a
de aqu í este li bro. consideraciones posicionales. Eventualmente
se me ocu rrieron algunas ideas que pod rían
C u a n d o e m p e c é a to m a r m e la t a rea d e servi r para expl icar las man iobras, como algo
entrenador de ajed rez como algo m á s q u e u n a b a s a d o en s o l u c i o n e s i n d i v i d u a l e s a
a f i c i ó n , c o m p re n d í i n m e d i a ta m e n te q u e problemas concretos.
n e c e s i t a b a a l g u n a s h e r ra m i e n t a s q u e m e
ayudara n a exp l icar l a s decisiones basadas Las nociones principales son los conceptos
p u ra mente en con s i d eraciones posicionales prima rios (ver cap ítulo 6), com pa rando piezas
a los jugadores q u e no estuvieran bendecidos y casillas ideales.
con una natu ra l y fuerte i ntuición . Pero donde
q u i siera que buscara estas herra mientas, sólo
encontra ba ideas desfasada s . Por su puesto , COMPARAR PIEZAS
u n b u e n l u g a r p a ra em peza r es u n c l á s i co
co m o N i mzowitsch , pero l a n a t u r a l eza d e l Se trata de un s i m p l e eje rcicio q u e p u e d e
CAPITU LO 7 : C O N C E PTOS PRI MARIOS 135

ayudar a tener una mejor comprensión de la enco ntra r l a cas i l l a correcta , p or l o q u e , e n


posició n . He cogido u n ejemplo de un reciente cierto modo , prefiero al bla nco.
libro que me parece i nteresante, Can you be
a Position a l Chess G e nius ? d e A n g u s La torre d e d a ma b l a nca pa rece tene r u n
D u n n i n gton . acceso más fácil a una buena colu m n a abi erta ,
a d e m á s de q u e s u i nfl u e n ci a a u m e nta rá
g racias al potencial ataque de m i norías en el
fl a nco de d a m a . Esto hace a la torre m ejor
que la de a8.

La otra torre blanca tiene más pos i b i l id a des


que su riva l .

Prefiero el alfil de cas i l l a s blancas d e l primer


j u g a d o r, e s p e c i a l m e n te en v i s t a d e l a s
respectivas formaciones d e peones. Para m í
e s evidente q u e favorece al negro debido a l a
res u l t a nte d e b i l i d a d d e l a s cas i l l a s c l a ras
a l rededor del rey blanco (el ca mbio ta mbié n
J uegan las blancas
i m plica la desapa rición de un alfil « malo» por
uno m a ravil l oso del blanco ) .
I ntentaremos compara r piezas y, a partir de
aquí, rea l iz a r a l g u n a s d e d u cc i o n e s .
C reo q u e el caballo blanco es u n poco mejor
Deberíamos com parar piezas que puedan ser
q u e el alfil de casillas negras ya que éste no
ca mbiadas, por lo que a q u í e l caballo de e2 y
t i e n e pos i b i l i d a d e s activas p ro p i a s y s ó l o
el a lfil de c7 son comparables, como lo son el
p u e d e esperar el cam b i o : e l b l a n c o , por su
a lfil blanco y s u opuesto de e6 (el negro no
parte, puede eleg i r si hacerlo y cuándo. Aún
tiene n i n g u n a intención de ca ptura r en c4 ) ,
así, hay potencial para q u e el alfil sea fuerte ,
q u e d a n d o (por e l i m i n ac i ó n ) los ca b a l l o s d e
por lo que la elección no está clara .
c4 y f6 . Puede q u e esto n o sea l o q u e suceda
en l a partida, pero no tiene m u cha i m portancia
porq u e l a i d ea pri ncipal de com pa ra r piezas F i n a l m e nte, ni e l caba l l o d e c4 n i e l n e g ro
es a d q u i ri r un buen sentido de la posición y están demasiado bien situados, por lo q u e n o
de q u é cambios favorecen a q u ié n . Siemp re m e decanto p o r n i ng u n o de los d o s .
h a g o esto e m peza n d o p o r l a s p i ezas m á s
i mportantes , pero a menudo os daréis cuenta Ahora bien , ¿ q u é hemos aprend ido de esto?
de que es útil red ucir el proceso a las piezas P r i m e ro , h e m o s a p re n d i d o un poco s o b re
más i mportantes y prestar menos atención a qu ié n tiene más pos i b i l idades de p rog resión
l a s otra s . A p e s a r de tod o , en este c a s o , y también algo más sobre q u é tipo d e mejoras
tendremos en cuenta al ejército completo. pueden rea l i za rse. El ca m b i o más evidente
que h abría que buscar para el negro es el de
Pri mero los reyes: básicamente el neg ro goza su a l f i l m a l o p o r el b u e n o d e l b l a n c o ,
de una posición más seg u ra para s u rey y no e s p e c i a l m e n te p o rq u e esto c re a r í a
h a movido peones , por lo q ue no se ha cread o d e b i l i d ad e s a l re d e d o r d e l rey b l a n co . E n
n i n g u n a d e b i l i d a d . La d iferencia es m ín i m a , real idad , e n l a posición del d iagrama e l negro
pero a ú n así existe y debería s e r incluida e n ya está amenazando . . . .i.d5 ! , lo que sería u n a
la comparación . b u e n a o p c i ó n t r a s 1 3 . tt:J f4 , p o r ej e m p l o ,
1 3 . . . .txf4 1 4 . g xf4 .i. d 5 ! , c u a n d o e l n e g ro
La dama está bien ubicada en c2, atacando la i g u a l a r í a p o r co m p leto . P o r l o q u e u n a
debilidad potencial de f5 , y no corre el riesgo concl usión natural sería i ntentar evita r . . . .te6-
de ser molestada. La otra dama aún tiene q u e d5.
136 CAPITULO 7: C O N C E PTOS PRI MARIOS

También hemos aprend ido que el blanco tiene de ponerlo en cualquier lugar del tablero:
u n juego más fácil y que seguramente debería
intentar consegu i r ventaja de u n modo u otro .
Esto es evidente por el n ú me ro de p ieza s
preferibles. Normalmente, adquieres un mejor
sentido de estas cosas tras h a ber rea l izado
e s t e p e q u e ñ o ej e r c i c i o . In cluso a u n q u e
puedas hacerte una idea general de todas las
piezas de un vistazo, s e rá s capaz de
incrementar el número de posibilidades y
conceptos que p uedes ver si observas las
partes del ta blero in dividualm ente. E s t e
ejemplo e s t ípico. Asimismo lo es el sigu iente ,
en el que buscaremos cas i l las ideales.

¿Dónde pondríais u n caballo blanco?

CASILLAS IDEALES Personalmente , preferiría situarlo en c5 . Desde


a q u í mol esta a l alfi l de e6 y ataca el pu nto
El tema de las casillas ideales ( n u evamente)
más débil del territorio negro, el peón de b7.
no es una ciencia exacta , sino que tiene que
Por contra , para el n e g ro l a dama estaría
ver con la forma en que conseg u i mos u n mejor perfecta en d 5 tras e l ca m b i o de alfi l e s . La
sentido de la posición. Desde el punto de vista torre d e a8 d e bería u b icarse en d8, la otra
de u n a d iscusión de entre n a m i e n to con u n torre a e8, el alfil de e6 a d 5 y el otro alfi l y el
a l u m n o , e s u n e x ce l e n te i n d i ca d o r d e l a caballo no tienen buenas cas i l las evidentes:
comprensión posicional -o d e s u ausencia-. una obs ervación i m po rta nte. Aún a s í , u n o
debe record a r q u e estas dos últimas n o están
Lo mencioné a nteriormente donde lo llamé el p a rticu l a rmente m a l puesta s , y q u e t i e n e n
eje rcicio de la Navidad . Como recordaréis, la algunas casillas decentes a s u d isposición . E l
idea clave es pregu ntarle a tu pieza : « ¿A dónde alfi l d ispone de d6 y el cabal l o puede salta r a
q u i e res i r, a m i g u i t o ? ¿ Q u é q u e r r í a s p o r e4 , pero l l a m a r idea les a estas cas i l l a s no
Navidad ? » Recordad q u e esto n o s e refie re a sería co rrecto . A pesar d e tod o , las cosas
lo q u e q u i s ie r a i s h a c e r en la posición e n cambian y estas piezas no están m a l situadas.
genera l , e s o seria u n ejercicio d istinto, q u e
también podría s e r úti l . Pero me gusta cortarlo As í pues . . . , ¿qué podemos hacer respecto a
todo en trozos peq ueñ itos a n tes de rea l izar esto?.
u n anál isis com pleto .
Bueno, fácil mente podemos identificar la pieza
El rey blanco está b i e n y l a dama mag n ífica , peor u bicada del blanco como la que está más
p ro te g i d a t ra s s u ca d e n a d e p e o n e s y lejos de su casilla idea l . Por lo tanto, u n posible
atacando el peón de f5 . La torre bla nca estaría plan podría ser red irigir el caballo a c5. Aqu í
mejor en c1 pero , en caso de un ataque de n o tiene mucho sentido i r a través de c1 y b 3 ,
m inorías, podría estar muy bien en b 1 o i ncluso y a que entonces el blanco pod ría sufri r debido
en a 1 . La torre de rey parece mejor u bicada a la apertura de la posició n .
en d1 pero no es tan fácil como para decid i rlo
a ho ra . El alfil está maravi llosamente e n g2 y A s í p u e s , l0 e 5 - d 3 - c 5 p a r e c e e l c a m i n o
el caballo de rey se encuentra como en casa correcto, y además e l i m i n a l a principal idea
en f4 . Y es tan simple como eso. Pero . . . , ¿ q u é del negro [ . . . .i.d5] en más de u n sentido. Como
h a c e r co n e l ca b a l l o d e c4? I m a g i n a d l a cu rios idad , esto es l o q u e e l bla nco a cabó
pos i b i l i d a d de q u i tarlo de a l l í y ser capaces jugando en l a partida:
CAPITU LO 7 : C O N C E PTOS PRI MARIOS 137

S i m p l e mente es m a l o 1 3 . . . tlJ d 7 ? , porq u e el


McDonald-Lukacs
blanco d ispone de una combi nación típica de
ordenador: 1 4 .tt:lxc6! ! bxc6 1 5 . .i.xc6 lLlb6 (tras
Budapest 1 995
1 5 . . . ::tb8 1 6 . d 5 el bla nco recupera la pieza con
i ntereses) 1 6 .i.xa8 lLlxa8 1 7 .::tfd 1 y el neg ro
Ataque Trompovsky
está bastante descoord i nado .

1 .d4 lLlf6 2 . .i.g5 d5 3 .i.xf6 exf6 4.e3 c6 5.tlJd2


• P e ro m á s p r u d e n te q u e todo esto es u n a
.i.d6 6.g3 0-0 7.i.g2 f5 8.lLle2 tlJd7 9.0-0 tlJf6 jugada ta n sencilla como 1 3 . . . 'ife7 ! ? , poniendo
1 0.c4 dxc4 1 1 .ttJxc4 i.c7 1 2.'ifc2 i.e6 en juego las piezas. Tras 1 4 .tt:ld3 (el blanco
no puede j u g a r 1 4 . tt:lf4 debido a 1 4 . . . i.xe5
Esta es la posición i n icial del diagra m a . 1 5 . dxe5 tt:lg4 1 6 .'ifc3 .i.c8 ! y el negro ganará
un peón por el cual el blanco no tiene n i n g u na
1 3.tlJe51 compensación en especia l ) 1 4 . . . g6 1 5 . tt:lc5
i.d6 y el neg ro sólo está u n poco i nferior y
E l caba l l o va ca m i n o d e c5, d e s d e d o n d e podría a l be rg a r esperanzas de defe n d e rse
con éxito.
atacará b7. Al m i s m o tiempo, la j ugada textual
da al otro ca ballo la opción de i r a f4 s i n ser
1 4.tt:ld 3 1 g6 1 5.tt:lc5 i.c8?
e l i m i nado por el alfi l enemigo. Otras j u g adas
son i nsuficientes, por ejemplo, 1 3 . b3 g 6 ! y el
El a lfil n o debería estar a q u í , atrá s . S i e l blanco
b l a n co te n d rá q u e c o n v i v i r con . . . i. d 5 , o
q u i e re c a m b i a rl o , e l n e g ro n o d e b e r í a
1 3 .lLlf4? ! i.xf4 1 4 .gxf4 i.d5! y el negro no está
p re o c u p a rs e . I n t e n t a d c o m p a ra r p i e z a s ;
peor. inte ntad encontrar casillas ideales. E ra mejor
1 5 . . . ::t b8
.

1 3 lLld5?
••.

1 6.tt:lc3 tt:lf6
Esta j ugada no tiene mucho sentido ya que el
caba llo no pi nta nada en d5 y a hora la casill a Ahora es m u y evidente q u e el neg ro no h a
n o e s t a rá d i s p o n i b l e p a ra e l a l fi l . A n g u s jugado correctamente. La p a rt i d a a cabó a s í :
D u n n i n g t o n ofrece a l g u n o s a n á l i s i s y
c o m e n ta r i o s en su l i b ro p e ro , 1 7.b4 a6 1 8.a4 .i.d6 1 9.b5 axb5 20.axb5 :xa 1
desg raciadamente, no a l ca nza l a profundidad 2 1 .::txa 1 ..-c7 2 2 . bxc6 bxc6 2 3 .'ii' a 4 tt:ld 7
de esta posición . M e h e tomado la l i bertad de 2 4 . tt:l a 6 i. x a 6 2 5 . 'ii' x a 6 tt:l b 8 2 6 . 'ii' c 4 h 5
a n a lizar algunas a lternativas . 27.lLla4 h 4 28.tt:lc5 hxg3 29. hxg3 :es 30.ltb1
..-e7 3 1 . ::tb7 'ii'e8 32.e4 i.xc5 33.dxc5 fxe4
No resu lta m u y agradable 1 3 . . . i.xe5 1 4 .dxe5 34 . .i.xe4 tt:l d 7 3 5 . ::t a 7 tt:l e 5 3 6 . 'if c 3 ::t d B
lLld5 (o 14 . . . lLld7 1 5.'ifc3 ! 'ifc7 1 6 .f4 donde el 3 7 . .:!. c 7 ..- e 6 3 8 . � g 2 ::t d 7 3 9 . ::t c 8 + � h 7
blanco tiene u n a clara ventaja posici o n a l ; el 40.'ii'a 1 ltd1 4 1 . .-xd1 .-xc8 4 2. .-h5+
n e g ro puede e nc o ntrarse rá p i d a m e nte e n
pro b l e m a s , por ej e m p l o : 1 6 . . . f6 ? ? 1 7 . tlJd 4 [1 : 0]
:ae8 1 8.ttJxe6 :xe6 1 9.i.d5! y el blanco gana)
1 5.tlJd4 g 6 1 6.e4 fxe4 1 7 .tlJxe6 fxe6 1 8 .'ii'x e4 , A una j ugada de la casi l la ideal .
y a u n q u e l a p o s i c i ó n d e l n e g ro es sól i d a ,
parece q u e no hay muchas posibilidades de A m e n u d o me he dado cuenta de q u e u n a
contraj uego e n el futuro . S i los peones del pieza puede m ej orarse al máximo cuando está
fl a n co d e dama e m p ieza n a moverse sólo a una j ugada de su casilla idea l . Sólo cuando
consegu i rán debilita rse, y el caballo q uedará n uestras piezas ocu pan esta posición , está n
a l l í m u y d e c o ra t i v o p e ro s i n n i n g ú n l u g a r preparadas para con segu i r su estado perfecto .
i nteresante a l q u e i r. Si observá is el diagra m a que hay al pri ncipio
138 CAPITU LO 7: C O N C E PTOS P R I MARIOS

de este capítulo veréis que el caba llo de e2 y de las casillas neg ras lo es todo.
ambas torres están esperando, a una jugada
de sus casillas ideales. Aqu í hay otro ejemplo: 35 . . . dxe5 36.ll:le4 lLld5 37.ttl6c51

El negro está perdido. Cabe destaca r cómo la


torres no se h a n apresu rado hacia sus casillas
ideales, ya que poco pueden hacer ellas solas.
Tras 34 . . . ib7 el negro estaba perdido en un
m u ndo de tenedores, pero aún así vale l a pena
destaca r q u e el blanco habla mejorado sus
piezas , una a una, casi al máximo, antes de
d ej a r l a s c a e r f i n a l m e n te e n sus c a s i l l a s
especiales todas a l a vez, por decirlo d e a l g ú n
modo . Ahora el blanco ganó fácil mente.

37 ... .tc8 38.lLlxd7 .txd7 39.l:th7 l:[f8 40.l%a1


�d8 41 .:la8+ icB 42 .ttlc5
.

J uegan las blancas


[1 : O]
E n esta famosa posici ó n , de la partida Lasker­
Capablanca , San Petesburgo 1 9 1 4, el caba l lo R e a l m e nte creo q u e l a i n t u i c i ó n no se
blanco en e6 está perfecto , pero echemos u n desarrolla com o u n patró n de reconoci miento
vistazo al resto de piezas. L a l:td 1 q u iere llegar a l e a t o r i o , s i n o t r a s i d e n t i f i c a r p a t ro n e s
a a 7 , la otra a h7 y el rey debería marcharse previamente i nvestigados y comprend idos. Por
de la d iagonal del alfi l : en la partida Lasker ello, rep rod ucir p a rtidas sin comentarios en
e l i g ió la casilla de g 3 para el rey, lo que pa rece una base de datos , o l a o b ra compl eta de
una sabia decisi ó n . El otro caba l l o necesita Averbakh no mejora rá notablemente vuestro
encontra r un buen cuadro, y en la partida esto ajedrez. En l ugar de esto, debemos trabajar
implicó el avance e4-e5 seg u ido de ttlc3-e4 , co n p a rt i d a s comentadas - i n c l u s o m ej o r -
desde donde es el amo y señor. Pero vea mos d i scutir posiciones con jugadores más fuertes
cómo conti nuó la partida. que sepan algo de enseñanza . Obviamente,
a n a l i z a r v u e s tra s p a rt i d a s y t r a t a r d e
31 . hxg5 hxg 5 32.l:th3! com p render los m otivos d e los errores q u e
cometéi s es ta mbién parte de esto. Deseo q u e
L a torre se d i rige a su lugar idea l , h 7 , a l tiempo estas simples herramientas os sean de ayuda
q u e dej a l ibre la casilla g 3 para el rey. Pero en esta ta rea .
ahora , tras . . .

3 2. . .l:td7 33.'it>g3 'it>eB


MEJORAR LA PI EZA PEOR SITUADA
E l b l a n c o s i g u e m e j o ra n d o s u s p i e z a s
lentamente media nte . . . U n a l u m n o m io me h a b ía comentado que en
e l re c i e n t e l i b ro d e los G M s A l e x a n d e r
34Jldh 1 ib7?! Beliavsky y Ad rian M i khalchish i n , Secrets of
Chess lntuition, h a y u n ca p it u l o t i t u l a d o
. . . Y ento n ces viene la ruptura fi n a l . Mejorar la pieza peor situada. I n mediatamente
corrí a com prar el l i bro, ya que es algo q u e
35.e5 1 1 desde siempre h e inculcado a mis estud iantes .
El libro fue una g ra n decepción , aunque no lo
E l peón no tiene mucha i m portancia . E l control es en a bsol uto la idea . Ellos se a d h i e ren al
CAP ITU LO 7 : C O N C E PTOS P R I MARIOS 139

concepto del G M M a kogonov, pero me da la p ro tej o m i ú n i c a p i e z a i n d e fe n s a e n l a


s e n s a c i ó n d e q u e los j u g a d o res h a n s i d o p o s i c i ó n , a l m i s m o t i e m po q u e m ej o ro m i
conscientes de e l l o desde principios d e l siglo p ieza peor situada . N o e s u n a gran lógica ,
pasado. De hecho, no pude recordar de dónde sino u n buen y sano ajed rez práctico.
extraje l a i d ea , pero me parece q u e es una
concl u s i ó n a l a que ta m b ié n l l eg u é por mi Permitidme ser algo filosófico sobre el tem a .
m i s m o . Por e l l o c re o q u e otros m i l e s de Podemos ver l a s piezas como pu ntos - como
p e rs o n a s q u e p i e n s a n s o b re e l t a b l e ro todos nosotros h i cimos en n uestros d ías de
tam bién h a n hecho esto . j uventud - pero sólo conta r las que toman parte
en la acció n . Las q u e sólo tienen potencial no
P e ro ba sta d e c h a rl a . Vay a m o s al p r i m e r valen nada a corto plazo o valen mucho menos.
eje m p l o . No e s a bsol utamente tra nsparente Esto e s l o q u e h a ce un o rd e n a d o r. A q u í
pero demuestra el uso práctico de l a idea en tenemos u n ejemplo:
una situación tensa. La posición se extrae de
m i primera victoria sobre u n jugador de más
de 2600.
Gelfand-Short

Bruselas (m/2) 1 99 1

Defensa Semieslava

J uegan las negras

E n esta pos i c i ó n e l n e g ro n o t i e n e fo r m a
i n medi ata de mejora r. La a c c i ó n e n a m bos
flancos pa rece i nj u stificada por el momento ,
Juegan las negras
aunque e l negro está b i e n org a n izado. Debo
a d m i t i r q u e a q u í e s t a b a c o m p l e ta m e n t e
perd i d o en lo q u e s e refiere a encontra r u n En rea lidad, esta posición es muy senci l l a y, a
p l a n . Tod o l o q u e pod ía v e r e ra q u e J o n n y la vez , m u y com p l ej a . El negro tiene cierta
podría ataca r m i peón de e6 en a l g u n a s l íneas ventaja basada principalmente en los tiem pos .
y que la torre de a8 no estaba colabo ra ndo en S i el blanco tuviera dos j ugadas (c;i>f2 y l:he 1 )
la p a rt i d a . Y p o r e ste m o t i vo j u g u é l a ta m poco tend rla p roblemas. Por l o tanto, para
a p a re n t e m e n t e i n o c e n te 2 4 . . . .1: a e 8 ! ? L a el negro todo se red uce a la cuestión de s i
m a n e ra e n q u e c o n t i n u ó l a p a rt i d a n o e s q u i e re o n o i n t e n t a r c o n s e g u i r v e n t aj a
releva nte para este cap itu lo, pero puedo decir media nte u n ata q u e . La respuesta e s , y n o
que en ese momento no me arrepentí de la resu lta n i nguna sorpresa : s í . P o r lo tanto, ¿ q u é
j u g a d a , que e s la t í p i c a q u e u n o p u e d e hay que h a cer? La regla clave en e l ajed rez
i m a g i n a rse e n j u g a d ores com o Petrosi a n y de ataque es q u e todas las piezas debería n
K a r p o v . E n v e z d e p re o c u p a r m e d e l o s i ncorpora rse a la ofensiva . En este momento ,
p ro b l e m a s q u e p o d r í a n ve n i r m á s ta rd e , la pieza q u e m á s d ifícilmente podría participar
140 CAP ITU LO 7: C O N C E PTOS PRI MARIOS

en el ataque es l a torre de a 8 . As í pues, e l 4Jg2+ 57 .4Jxg2 l::. x g2 58.lba3 fxg6 59.lla6


plan correcto e s p o n e r en acción la torre , de 'it>h6 60.lld6 l:l.g5 61 .'iPf2 �h5 62.'it>f3 �h4
a l g ú n modo. 63.l::. a 6 'it>h3 64.�2 llg4 65.l:l.a3+ 'iPh2

1 8 ... b5! [0 : 1 ]

1 8 . . . ttJxg 3 + ! ? 1 9 . hxg3 bS! es otra fo rma de En este ejemplo, las torres de a8 y h 1 tienen
poner en práctica la misma idea . Qu izá dé más algo en com ú n - la falta de rad io de acción - y,
o x í g e n o al b l a n co , p e ro a ú n a s í p a re c e por lo tanto, eran poco v a l iosas . E l n e g ro
pe l i g rosa . consig u i ó ventaj a al m ejora r su p i eza peor
situada y, al hacerlo, consiguió una u b i cación
1 9.'1i'xb5 ideal (en la segunda fila) y dar más fuerza al
plan desarrol lado. Este tipo de tratam iento es
Esta es la jugada que pone a prueba la validez presentado por M a rk Dvoretsky en A ttack and
de la idea . . . b6-b5. 1 9 .�f2 es el movi miento Defence, Jeremy S i l m a n en How to Reassess
estándar para sal i r del embrol l o , pero a q u í e l your Chess y por mí m ismo en Excelling at
negro ganaría tiempo: 1 9 . . .l:l. e 6 20.'1i'a3 ttJg4+ ! ! Chess . Tod o s n o s otros lo e x p l i c a m o s d e
2 1 .fxg4 'li'f6+ 22.'it>g 1 ttJxg3 2 3 . hxg3 .l:l.ae8 y l a manera d iferente y tenemos distintos métodos
ú l t i m a p i eza l l e g a a l ata q u e c o n u n efecto de l l egar a esta conclusión pero, en esencia,
morta l . esta mos d e acuerdo.

Tras 1 9 .4Jxb5 l:l.e6 20 .'ifa3 ttJxg3+ 2 1 . hxg3 Pero volvamos a l a pieza peor situada . Lo que
l:b8 22.4Jc3 (22 .'ii'd 3 'ii'a S) 22 ... 4Jg4! el negro no m e g u s tó d e l l i b ro de B e l i a v s ky/
tiene un fuerte ataq ue. M i khalchishi n es q u e se trata básica m ente
de un recopilatorio de ejemplos senci l los. Hay
1 9 . .i.e5! ? es el motivo por el que ... ttJxg3 puede pocas ideas en el l i bro y parece que aún hay
tomarse en consideración en vez de 1 8 . . . b5. menos comentarios razonados. En el C a p ítulo
E nton ce s 1 9 . . . b4 2 0 . 4J b 5 l:l.e6 2 U i 'a4 g4 1 2 form ulan la teoría que concierne a esta idea
ofrece buenas perspectivas d e ataq ue a las d e la sigu iente manera:
negra s .
Makagonov (uno de los primeros entrenadores
1 9 . . . 4Jxg3+ 20.hxg3 l::. b 8 2U i'd3 l::.x b2 de Kasparov) era un fuerte jugador posicional
que formuló algunos prin cipios generales
El negro dispone de una clara ventaja y ganó útiles. El más famoso de ellos es que, ccen
de la s iguiente manera : posiciones equilibradas, cuando ninguna de
las partes tiene amenazas directas o planes
22.l::. d 2 'if b 6 23.g4 'li'b8 1 24.4Jd1 'i'g3 25.4Jf2 concretos, es necesario llevar vuestra pieza
l:b6 26.l::. h 3 .l:.be6 27 . .l:l.d1 'illc 7 28.'iid 2 ::::t e 3 peor situada a su mejor casilla o cambiarla».
29.llc1 ?! 'iff4 30.l:l.d 1 g6 31 .�g1 �g7 32.'ifc1
.l:l.e2?? Esta afi rmación q u izá encajaría en m i partida ,
pero la de Short no entra en la descri pción de
32 . . . 4Jd7 ! , d i rigiéndose a c4 , e s el ca m i n o m á s una posición igualada sin amenazas, a menos
rá pido para la victoria . que d e ci d á i s a p l i c a r una eva l u a c i ó n m u y
s u p e rfi c i a l , p o r s u p u e s t o . La c l a v e e n l a
33. 'i'xf4 gxf4 34.4Jd3 g5 35.a4 .l:ta2 36.g3 fxg3 partida d e Short e s q ue l a a usencia d e l a torre
3 7 . 4J c 5 ? g2 3 8 . l:l. g 3 l:l.ee2 3 9 . 4J b 3 l:l. e b 2 de h 1 en lo q u e s u c e d i ó a co n t i n u a c i ó n ,
40.4Jc1 l:txa4 41 .4Jd3 .l:l.ba2 42.llxg2 l!xg2+ permitió a l negro consolidar u n juego d e poder
43.�xg2 l:xd4 44.'it>f2 4J d 7 45.�e3 l:l.a4 d u ra nte u n tiempo, lo que l e dio la pos i b i l idad
4 6 .::::t c 1 4Jb6 47 J:tc7 ttJc4+ 48.�e2 l:l.a2+ de c o n s e g u i r u n a v e n taja d e c i s i va . E n
49.'it>e 1 .l:l.a3 50 .'it'e2 .l:l.a2+ 5 1 .<�'e1 a5 52.f4 re a l i d a d , u n a v e n t aj a d e d e s a rro l l o s e
gxf4 53.4Jxf4 4Je3 54 . .l:ta7 a4 55.g5 a3 56.g6 entiende mejor con l a ayuda d e u n a situación
CAP ITU LO 7 : C O N C E PTOS P R I MARIOS 141

extra ída d e l hockey s o b re hielo en l a q u e , c e n t ro q u e no p u e d a ser m o l e s t a d o e s


d u ra nte u n tiempo l i m itado , u n equipo puede magn ífi co) . Req uiere algo de razonamiento y
tener más jugadores sobre la pista que el rival , l i bertad de mente encontrar la cas i l l a ideal -
s i t u a c i ó n q u e d e b e s e r a p ro v e c h a d a a l o la mejor cas i l l a , como Beliavsky la llama - .
máximo. P e ro y o p refi e ro u t i l i z a r e l ej e r c i c i o d e l a
N avidad : ¿dónde q uisiera estar situado este
E l ú l t i m o y m á s claro ejemplo de m ejora d e a l fi l si se n o s c o n ce d i e r a el d e s e o ? La
v u estra p e o r p i eza s e extra e d e l l i b ro d e respu esta : ¡ b6 ! .
Beliavsky/M ikhalchish i n .
1 4 ....i d 8 ! 1 5."i'e2 c 6 1 6.J:[d 1 .t c 7 1 7.h4 "i'e7
1 8.g3 q¡> g 7 1 9.ltJf3 a4 20.h5 .i.a5 21 .l:tc1 'i!Vd7
lvanov-Benjamin 22.lUd 1 l:ae8 23.'iti>g2 f5 24.exf5 l:l.xf5 25.ltJe4
ltJxe4 26."i'xe4 J:[ef8 27.J:[d3 J:[xh5 28.ltJh4
.l:xh4 29. g xh4 J:[f4 30.'ii'e 2 'it'f5 3 1 .c5 cxd5
Jacksonvi lle 1 990
32.cxd6 .ib6 33.Af1 e4 34.Ag3 d4 35.'i'd2 e3
36.'i'e1 'i'd5+ 37.<t> h 3 'it'e6+ 38.q;, g 2 'i'd5+
39.f3 'ilfxd6

[0 : 1 ]

Tras acabar este capítulo me mostraron l a


sigu iente cita d e l l i bro de Dvoretsky, Secretos
del Juego Posicional:

En posiciones de maniobras estratégicas (en


las que el tiempo no es importante) buscad
vuestra peor pieza. A ctivar esta pieza es, a
menudo, la manera más fiable de mejorar
vuestra posición.
J u eg an las ne g ras
TERMINOLOGIA
A q u í se p o d r í a afi r m a r q u e la p i ez a peor
situada e s l a torre d e fB ya que n o t i e n e Casilla Ideal �a Mejor casi l l a o la Casilla de la
n i n g u n a actividad , de hecho no tiene n inguna Na vidad) : l a c a s i l l a d e s d e l a q u e u n a
j u g a d a . Por s u puesto, esto seria verdad e n d eterm i n a d a p i ez a p u e d e t e n e r l a m a y o r
cierto modo, pero d a d o que la mejor manera i nfl u e n c i a pos i b l e . N o e s t á d efi n i d a por l a
de activa r la torre es jugando . . f7 -f5 , tam poco
. posibil idad de l lega r a l l í , s i n o formulada más
está tan mal. Además . . . , ¿cómo decidimos cuál bien como u n a a m bición .
es la pieza peor situada? He d escubierto que
una buena forma de hacerlo es simplemente Piezas indefensas: ¡ La ca usa de m u c h a s
intentando encontrar las mejores casillas para desgracias en el m undo ajed rec ístico actu a l !
todas las piezas. E n este caso, la ú ni ca pieza
con la que tendríamos p roblemas es el alfi l , Juego d e poder: U n térm i n o extra ído d e l
q u e no t i e n e actividad ( y a que n o podemos hockey sobre h i e l o . C u a n d o u n j u g a d o r es
espera r q u e el blanco sea tan gentil como para expulsado d e l a p ista d u ra nte dos m i n utos
a brir la posición media nte f2-f4 ) . Por lo tanto , (debido a u n a sanción) y la situación de seis
tenemos que enco ntra r el modo en q u e esta j ugadores contra cinco es el j uego de poder.
p i ez a c o n t r i b u ya a la a c c i ó n . L o s a lfi l e s E n aj e d rez esto p u e d e s e r a p l i ca d o a l a
tienden a s e r mejores estando a l g o a l ejados posición e n la q u e u n jugador tiene u n a o más
del centro para que no puedan ser molestados p i e z a s en el t a b l e ro q u e r e a l m e n t e n o
( a u n q u e por s u p u esto te n e r un a lfi l e n el participan d e l a lucha .
142

CAP ITU LO 8 : D E F I N I R D E B I LI DADES

Tod o e l aj ed rez pos i c i o n a l está , en c i e rto atacada. Aq u í la debilidad de b2 no es tan


m o d o , re l a c i o n a d o c o n l a e x i s t e n c i a d e importante porque por ahora n i nguna de las
d e b i l idades e n vuestra posición o e n l a d e piezas negras puede ataca rla. Por lo tanto , c2
vu estro oponente. A ú n a s í , e s sorprendente y b2 podrían ser débiles de acuerdo con l a
cómo muchos jugadores no saben muy bien defin ición teórica , pero no lo s o n en l a p ráctica .
cómo defi n i r debil idades y cómo trata rlas. Sólo d4 es débi l , y sobretodo lo es porq ue hay
m u c h a s p i e z a s b l a n ca s p r e p a ra d a s p a ra
En este c a p ít u l o p r o p o rc i o n a ré a l g u n o s atacarl a .
ejemplos de lo q u e e s u n a debilidad y algunas
reg las de cómo pueden ser definidas. Como veremos e n la parti d a , el negro tiene
algu nos problemas con su fla nco de rey, dado
Echad u n vistazo a la siguiente posición : q u e los dos a lfiles enem igos a p u n ta n hacia
allá. El bla nco no puede em prender u n ataq u e
contra el rey p o r el momento, pero todas las
Timoshen ko-Chernov debil idades se man ifestarán en u n momento
u otro. De hecho, el blanco presionó sobre las
Bucarest 1 993 debil idades de su oponente.

1 6 .ie5 lüxe5 1 7.J:xe5 lüe7?


.

Tras esta jugada el bla nco tiene una forma


fá c i l de e x p l o ta r s i m u l tá n e a m e n te las
d e b i l i d a d e s d e l rey n e g ro y d e l v u l n e ra b l e
peón d e d 4 , con l a ayuda d e una d o b l e
a m e n a za . P o r s u p u es t o , s ó l o u n o d e l o s
objetivos puede s e r defendido.

1 8.'i'e4 1 .l:fd8 1 9.'i'h7+ ..ti>f8 20.'Wh8+ tLlg8


2 1 . .l:tae1

El ataq ue del blanco es i m pa rable.


Esta es una posición donde l a defi nición de
d e b i l i dades concierne princi p a l m e nte a l o s
T r a s 2 1 . . . a6 ( o c u a l q u i e r otra j u g a d a d e
peones. L a s tres debil idades s o n d4, c2 y b2,
espera) e l bla nco d ispone del siguiente ataque
siendo el peón del negro muy débil . De hecho,
g a n a d o r : 2 2 . .i h 7 '/;e7 23 . .l:tx e 6 + ! fx e 6
debido a la u b i cación de las piezas menores,
24 . 'Wxg7+ etc. E l negro i ntenta evita r esto ,
e l negro está perdido. El peón de c2 no es tan
intenta ndo defender su ca ballo de g8 mediante
d é b i l g racias a la p rotección q u e recibe del
. . f7-f6 . Te n i e n d o esto en mente , e l b l a n co
alfi l . N ótese q u e es u n deta l l e i m porta nte el
.

que este alfi l se encuentra muy bien en el l u g a r reacciona con u n a pequeña combinació n .
que ocu pa . E n principio, el p e ó n de b2 es a l g o
d é b i l ya q u e n o e s t á defe n d i d o . Pero a q u í 21 ... .i d 5 22.J:xd51 'l'xd5 23.lüc7 'l'd7 2 4 . .i h 7
e ntra en j u ego u n a reg l a i m po rta nte : Un a
debilidad es solo débil si puede ser explotada/ [1 : 0]
CAP ITULO 8 : D E F I N I R D E B I LIDADES 143

E n u n a p a rt i d a m á s reci e n t e , el n e g ro se a m bos jugado res . . .


defendió ligeramente mejor:
Este ejemplo básica m ente hacía referencia a
peones d é b i l e s . De h e c h o , l a s p o s i c i o n e s
B romann-Raetsky t é c n i ca s a m e n u d o t i e n e n q u e v e r c o n
debilidades de peones. Pero ta mbién hemos
D i namarca 2002 visto debil idades en la primera fi la ( u n jaque
era molesto en una varia nte) y la d e b i l i d a d
del rey ('ii' h 7+ sentenció la primera partid a ) .
1 7 . . . lL!f6 1 8.'ii'f4 :tfd8 1 9.:td 1 .ig4

H a y u n a c o s a c l a ra e n t o d o e s t o : L a s
debilidades siempre s e definen de acuerdo
con las piezas que quedan en el tablero .
N i mzowisch destacó h a ce m u chos a ñ o s q u e
el dom i n i o de una col u m n a abierta tiene poca
i m p o rt a n c i a si t o d a s l a s p i e z a s s e h a n
cambiado.

E n el sigu iente ejemplo, el negro consigue e l


c o n t r o l d e l c e n t ro y e l i m i n a u n a d e s u s
debil idades aceptando peones doblados. E ste
es un exce lente ejemplo de cómo la táctica y
los objetivos posicionales pueden u n i rse e n
20 .:tde 1 ? ! el g r a n espectáculo del ajedrez.

Aq u í e l blanco pod ría haber explotado l a de­


b i l i d a d m e d i a n t e 2 0 . f3 i.e6 2 1 . 'it> h 1 lii> h 8 Videki-Hillarp Persson
22.i.f1 y se pie rde el peón d e d4.

B u dapest 1 996
20 . . . i.. e 6

Tras 20 . . . a 6 2 1 .:te7 :teS el negro puede i n ­


tenta r a p rovecha rse de l a d é b i l pri m era fi la
b l a n ca , p e ro e l c á l c u l o d e m u e s t ra q u e
22 .l:txe8 :txe8 23 . :txe8 'twxe8 24 .l2Jxd4 'ii'e 1 +
25.i.. f 1 lt:\e4 26.'ii'e 3 d eja al negro con peón
de menos en e l fin a l , sin n in g u n a compensa­
ción.

2 1 . .z:ld1 .tg4 22 . .:tde1 ?

U na vez más sería bueno 22. f3, ganando e l


p e ó n « d » . P o r a l g u n a razón el b l a n c o e l ig i ó
no debilitar l a d iagonal de su rey, pero el cál­ E n esta posición, los pu ntos más débi les del
culo p reciso, así como la a u sencia del alfil de territorio bla nco son los peones de b2 y c3 ,
casillas negras en e l arsenal enemigo, debe­ estando este ú ltimo bajo la presión d i recta del
rían haberle convencido para capturar el peó n . peón d e b4 . Es i m po rtante d estaca r q u e la
A part i r de este momento , la partida d u ró 1 34 ca lda del peón c3 p rovocaría más pérdidas
jugadas más, con opciones de victoria pa ra para el blanco.
144 CAPITU LO 8 : D E F I N I R D E B I L I DADES

1 2 ... c41 Feher-Titov

El negro necesita actuar rápido dado q u e la Budapest 1 990


debilidad es de naturaleza tempora l . S i se l e
d a l a o p o rt u n i d a d , l a s i g u i e nte j u g a d a d e l
bla nco sería 1 3. c4 ! , m a nten iendo i ntacta la
estructu ra de peones del fla nco de dama. Esto
vendría seg u ido de b2-b3 (tras apartar la torre
de la g ra n d iagon a l ) , y todo está preparado
en caso de que la bata l l a se l i b re en el flanco
de rey.

1 3.�c2?

1 3 . � x c4 b x c 3 1 4 . b x c 3 ( 1 4 . 'i'x c 3 llJ x e 4 )
1 4 . . . l:c8 puede ser muy malo para el blanco
debido a que 1 5 .�d3 llJxd5! permite al negro
Aq u í está tota l mente justificado que e l negro
ganar un peón , como m ín i m o . Pero el blanco
recapture con el peó n : abrir la col umna «e » ,
puede intentar una j ugada como 1 5 . .tb3 ! ? con
dar u n a casi l l a para e l alfil d e c8 con la ruptura
idea de 1 5 . . . lLl x d 5 1 6 .�xd5 ! , con . . . f6-f5 y, como resu ltado, e l i m i n a r el centro
compensación por l a dama. Después de todo, b l a n c o . U n a vez m á s , u n a d e b i l i d a d en e l
e l bla n co d e bería intentar algo a s í , porq u e fl a n co d e d a m a b l a n co s e a g rava c o n l a
a hora se enfrenta a su ru i n a posiciona l . e ntrad a en escena d e l os alfi l e s . Al mismo
tiempo, d 3 q ueda expuesta como u n a casi l l a
1 3 . . . b3 1 4 . .td1 tLlc5 1 5 . .txf6 exf6 ! pote n c i a l m e nte d é b i l e n territori o b l a n c o .
Nótese q u e esta casilla sólo es débil debido
Después de esta i n usual captura e4 es u n a a l ca ballo ta n bien situado en c5. E l n e g ro
debilida d , y tenemos u n buen motivo por el ganó la partida fácil mente:
q u e el negro no d i o jaque en d3.
1 5 ... exf6 ! 1 6.0-0 f5 1 7. b4?
16 .te2 :es 17 ..txc4 llJxe4 1 S.llJxe4 :xe4+

1 9 .te2 'ii'e S 20 .llJd4 f5 21 .tLlc6 .th6 22.1i'd1



Obviamente, el negro estaba mejor de todos
aS 23.<�f1 :Xe21 modos , pero tras esta jugada gana.

Tomando la iniciativa y consigu iendo la pareja 17 . . . llJxe4 1 S.'i'b3 llJc3 1 9J:tbe1 a4 20.11i'c4
.td7 21 .'ii'f4 :ca 22 . .td3 'ii'f6 23.tLlc4 .tb5
de a lfi les. El blanco parece estar perdido.
24.lLlxd6 .txd3 25.llJxcS :xcS
24.'ii'x e2 .ta6 25.c4 'ii'x e2+ 26.'�xe2 .txc4+
[0 : 1 ]
27.'�d 1 <it>fS 2S.llJd4 .txd5 29.f3 .te3 30 . .!Llb5
.:teS 3 1 .l:e 1 f4 32.lba3 .tb7 33.l:xe3 fxe3
Evidentemente , l a s d e b i l i d ad es t i e n e n u n a
34.'ifi>e2 .ta6+ 35.<it>xe3 :es+ 36.<it>d2 l:e2+ g ra n importa ncia en el medio j uego, y éste es ,
37.<it>c3 l:.xg2 3S.tLlb5 l:xh2 39.l:d1 <it>e7 de hecho, un l ib ro sobre esta fase de la partida.
Pero aunque s u creación se p rod uce en el
[0 : 1 ] medio j uego , s u explotación se lleva a cabo
e n el final . Uno de estos fi nales es el de a lfi l es
de d isti nto color, sobre el q u e la gente sabe
El sigu iente ejemplo tiene algunas s i m ilitudes, m u y poco , a pesar q u e no hay m u cho q u e
q u e deberían ser muy evidentes. saber. L o s fi nales de alfiles de distinto color
CAP ITU LO 8 : D E F I N I R D E B I L I DADES 145

se basa n exclusivamente en las debil idades, parece que no está pasa ndo nada .
p e o n e s p a s a d o s y c o n t ro l , co m o q u e d a
perfecta mente i l u strado por parte d e l negro 20 J:tc5!
• . •

en el siguiente ejemplo.

Donoso Velasco-Si lva

Santiago 1 994

Defensa Siciliana

1 .e4 c5 2.tbf3 lt:\c6 3.d4 cxd4 4.tbxd4 g6 5.lüc3


..tg7 6.tbb3 tbf6 7 ..te2 0-0 a . 0-0 d6 9 . ..tg5

.tes 1 0.<�h1 :ca 1 1 .f4 :ea 12 ..tf3 a5 1 3.a4


'ii'b 6 1 4.lüd5?!
El neg ro obliga a l blanco a avanzar el peón
« C » , l o q u e crea u n a n u eva d e b i l i d a d q u e
No me gusta esta jugad a . Tras este cambio,
podría s e r problem ática . Puesto q u e estas
no sólo el peón de d 5 restringirá a l alfi l , sino
debilida des permanecerán durante mucho
q u e aparecerá n d e b i l idades en el fla n co d e
tiempo, se les llama debilidades permanentes
dama q u e no existían u n a j u g a d a antes.
(o estáticas).

1 4 ..txd51 1 5.exd5 lüb4 1 6.c3?


A m e n u d o u n j u g a d o r i n v i e rte t i e m po e n
. • .

p ro vo c a r d e b i l i d a d e s p e r m a n e n t e s e n
1 6 . J:tc1 era mucho mejor.
territorio enemigo, ta l y como aqu í sucede con
2D . . . :cs.
1 6 . . . lüd31 1 7.'i'xd3 'i'xb3 1 a.'ifb5?1
21 .c4 J:tc7
E l blanco h a sido descuidado en las últimas
jugadas y ahora acepta un peón débil en b5 E l negro pod ía h a ber jugado 21 . . . lüd7 para
que, o bien caerá , o bien como en la parti d a , evitar el cambio en f6 y tra n sferi r su caballo a
será la fuente de m u chas desg racias. c 5 . E l b l a n co esta r ía m a l tras 2 2 . b 3 J:tc7
2 3 .l:te 1 tbc5 24.l:ta3 �f8 , y clara mente sus
E n su l u gar, una jugada tan poco atractiva p iezas no están bien situadas y sus peones
como 1 8 .l:[fb 1 , con i ntención de 1 9 . J:ta3 , era son más susceptibles de ataque q u e los del
segu ramente mejor. Pero a s í de lamentables negro y, por lo tanto , débiles.
son las perspectivas del blanco. A pesar d e
todo , la natura l eza sólida de l a posición podría 22.l:te1 �a
darle una oportu nidad de salvar la partida .
El blanco decide entrar en u n fi nal de a lfiles
1 8 'i'xb5 1 9.axb5 b6 20 .:a4
• . • •
de d iferente color que, desafortu nadamente,
está cas i perdido.
La torre está muy mal colocada a qu í, a u n q u e
es d ifícil encontrar otra jugad a . 23 . ..txf6?!

Ahora s i g u e u n a bon ita respuesta , la típ ica 2 3 . b 3 iü d 7 24.J:ta3 tbc5 h u b iera transpuesto
que se ve en muchas posiciones en l a q u e al comenta rio a la jugada 21 del negro . .
146 CAP ITU LO 8: D E F I N I R D E B I L I DADES

es jugar contra el alfi l .

E n este ejemplo 2 5 . f5 J:le7 ! 2 6 . J:l a 1 J:te3 daría


al negro una posición ganadora gracias a su
torre bien situada . Pero tras 25.g4! el bla nco
seg u ramente estaría mejor que en la partida.
E l avance doble del peón es lógico ya q u e
p retende evita r la sigu iente jugada negra , tras
lo que el seg u ndo jugador q uedará con u n a
ventaja d u radera en el flanco de rey.

25 . f5
. .

Las debil idades en la estructu ra de peones


23 .. exf6 1 1
.

negra del flanco de rey son f7 y h 7 , pero no


hay forma clara de que el blanco los ataq ue,
Proba blemente esta recaptura sea bastante p o r l o que e l n e g ro p u e d e m a n i o b ra r con
obvia si volvemos atrás y m i ramos los ejemplos l i b e rta d . No p u e d e d e c i rse l o m i s m o d e l
a nteriores , pero estoy seg u ro de que m u chos blanco, cuyo talón d e Aq u i les e s el peón de
h u bieran jugado 23 . . . .txf6 a utomáticamente. h 2 . C a b e d e s t a c a r que e l peón n e g ro es
Las d i v e rs a s v e n taj a s de la t e xt u a l i r á n mucho más útil en f7 que en e?.
a p a re c i e n d o , u n a a u n a , a m e d i d a q u e
avance la partid a . L a ventaja i n med iata e s l a 26.b3 J:le7 27.b4?
a pertura de la col u m na « e » .
Después de esto no tengo n i ng u n a fe en la
24.J:lxe8+ wxe8 25.g3 posición blanca. E l negro consigue u n peón
pasado y un ca mino para que su rey penetre
E n u n fabuloso artículo titu lado De lo simple a e n e l fl a n c o d e d a m a . C o m o v e re m o s ,
lo complejo en el l ibro Técnica para el jugador prob a b l e m e nt e s e r í a m ej o r, s i m p l e m e n t e ,
de torneo, M a rk Dvoretsky exp l i ca q u e el perder el peó n .
bando que i ntenta ganar en u n final de alfiles
de d ifere nte color debe i ntentar p o n e r s u s E l b l a nco p o d r í a a ctiva r s u to rre m ed i a nte
p e o n e s e n e l c o l o r c o n t r a r i o d e s u a l fi l , 2 7 . l'Z a 2 ! J:le 1 + 2 8 .<iii> g 2 J:l b 1 2 9 . l'Z e 2 + c;i;> d 7
m ientra s q u e e l bando q u e se defiende debe 30.:te3 .td4 3 1 .J:ld3 .tes cuando el negro está
i ntenta r poner sus peones en el mismo color clara mente mejor pero aún tiene que encontrar
q u e su a l fi l . L a razón p a ra esto e s q u e , un plan g a nador.
efectivamente , e l tablero está dividido e n dos
m itades de igual tam a ñ o : casillas blancas y 27 . . . l'Ze1 + 28/.t• g 2 .tc3 29. bxa5 bxa5 30.:Z.a2
n e g ra s . P a ra g a n a r l a p a rt i d a n e c e s i t a s
controlar parte d e l territorio enemigo y para 30 . c5 dxc5 3 1 .:Z.c4 .td4 deja a l b l a n co s i n
a v a n z a r u n p e ó n n e c e s i t a s c r u z a r ta n t a s esperanza s .
casi l l a s b l a ncas c o m o n e g r a s . U n h a b it u a l
sistema defensivo en l o s fi nales de alfiles d e 30 'iP d 7 31 .'iP'f2 :Z.a1 1 32.:txa1 .txa1 33 . .t d 1
. . .

distinto color es el de la fortaleza . La i d e a e s .td4+ 34.'�e2 c;i;>c7


s i m p l e : el alfil y u n l i mitado n ú mero de peones
puede ser s uficiente para conseg u i r u n control 34 . . . .tg 1 3 5 . 'iPf1 .txh2 36.'iPg2 obvi a m e nte
total de casi la mitad del ta blero y, a l hacerlo, llega m u y pronto, pero el rey bla nco no puede
evitar que el resto de peones ava n ce n . Para avanzar más lejos .
ganar esta posición debe evitarse esto y crear
peones pasados. La ú nica forma de hacerlo 35.h3 h5
CAPITU LO 8 : D E F I N I R D E B I L I DADES 14 7

CREAC ION DE DEBILIDADES

Una pa rte i m portante del j uego posicional es


crea r d e b i l idades perm a n e ntes en territorio
enemigo. La idea es q u e en u n a pos ición con
muchas debil idades el bando q ue se d efien­
de esta rá tan ocupado p roteg iéndolas que le
será i m posible estar pend iente de todas a la
vez. Esto es por lo q u e a menudo vemos a
fuertes jugadores no i n tentar ganar los peo­
nes débiles inmediatam ente, sino q u e permi­
ten q u e sobrevivan hasta q u e pueden ser ca p­
turados sin tener que h a cer n i ng u n a conce­
A u n con i g u a l d a d de materi a l , la s i t u a c i ó n sión.
blanca está muy lejos de poder salvarse . L a
d e b i l i d a d del flanco de rey y el p e ó n pasado Los siguientes ejemplos son típicos .
en el otro fl a n c o s e c o m b i n a n p a ra s e r
decisivos. L o d ivertido e s q u e si h u biera u n
peón neg ro en b6 1a partida seg u ramente sería
t a b l a s , p o rq u e el b l a n co d efe n d e r í a s u Karpov-Lautier
debil idad d e g 3 m ientras que l a i nfiltración del
rey n e g ro e n e l fl a n co de d a m a no s e r í a Dortm und 1 995
posible. E l negro t i e n e u n plan basado en . f7 - . .

f6 , . . . g6-g5 y . . . h5-h4 pero no está claro si esto


es suficiente para ganar la partid a . S upongo
que no. La posición no debería conta rse como
una de doble debilidad ya que el i nmovi l ismo
del rey es ta mbién una debil idad .

36.'1to>d3 .tg1

36 ... .tf2 ! era incluso más fuerte. Pero el blanco


perm ite al negro crear un peón pasado en el
flanco de rey de todos modos, por lo que n o
h a b ía razón para obligarle a hacerlo.

37 .g4 fxg4 38.hxg4 h4


Parece que no está sucediendo nada en esta
posici ó n . Ahora Ka rpov i nicia u n plan está ndar
Dos peones pasados distantes son suficientes
e n estos G a m b i tos de Dama: e l ataque de
para ganar.
minorías. La i d e a es rea l m ente s i m p l e . Al
39.f5 g5 40.'it'c3 �b6 41 .'it'b3 'it>c5 42.<�i'a4 Wb6 avanza r sus dos peones del fla n co de d a m a ,
43 ..tf3 .td4! e l b l a n co i nt e n t a c re a r d e b i l i d a d e s e n l a
mayoría d e peones negros . De este modo, e l
Antes de entra r con el rey, el negro mejora su b l a n c o c o n s eg u i rá u n o bj e t i v o e n e l q u e
alfi l , poniéndolo en una casi l l a idea l . centrar s u s operaciones de ataque, mientras
q u e el negro tendrá problemas para conseg u i r
44 .th1 .tf6 4 5..t g 2 .td8 4 6. .th1 �c5 47.'it>b3
. a l g o e n el fla nco de rey, donde el blanco tiene
Wd4 48 . .tg2 .tb6 49 .th1 f6 50 . .tg2 <j;>e3
.
una i m portante presencia .

[0 : 1 ] 20.b4! lLlg6 21 .a4


148 CAPITU LO 8: DEF I N I R D EB I L I DADES

Ahora el blanco amenaza crear u n debilidad p i e z a s a d e fe n d e r l o . K a r p o v e x p r i m e a l


con a4-a5-a6, lo q u e erosionará el apoyo del máximo s u ve ntaja g racias a u n a excelente
peón de c6 . técn ica .

21 ... a6 31 . . . l:td6 32.'i'c3ltld7 33 . .te2 1

21 . . . .tc7 ! ? es u n a posible mejora . La idea de Una lfnea forzada que dará problemas al alfil
las negras es ver qué hace el bla nco a ntes de negro .
decidirse por u n avance de peó n . T ras 22.a5
e l n e g ro te n d ría 2 2 . . . a 6 ! , b l o q u e a n d o los 3 3 . . . .1:xd 1 + 34 . .t x d 1 'i'xc3 3 5 .l:.xc 3 .C.c S
peones, tras l o cual b4 es una d e b i l i d a d 36 .. f4 f6 37.ltle21
potencia l . 2 2 . b 5 sería respondido media nte
22 .. . c x b 5 2 3 . a x b 5 .t b 6 c o n u n a p o s i c i ó n Mej o ra n d o la p i eza peor situada . El n eg ro
j ugable. seg u ramente está perdido.

22 . .tc3 'it'g5 23 . .td41 37 ... c5 3S.ll:ld4 .tf7 39 ..tg4 :es 40.ltlb5ltlb6


41 . ltld6ltla4 42.l:ta3 :as 43.e5 .td5 44.e6
Típico de Karpov. Antes de llevar a cabo su
propio pla n , realiza una lig era mejora en su [1 : 0]
posición. Aqu í aprovecha la falta de espacio
d e la dama rival pa ra mejora r sus piezas y E l n e g ro a b a n d o n ó e n v i s t a d e 4 4 . . . �f8
cambiar el ú n i co defensor negro del fla n co de 45.l:.e3! .l:a? 46.ll:lc8 etc.
dama, facilitando así la ejecución de su ataque
de m i norías .
De una de mis propias partidas:
23 ... .txd4 24.ltl xd4 .id5 2 5.e4 .te6 26.ltlf3
..,4 27.b51
Aagaard-S.B.Hansen
Ahora es e l momento. Tra s esta ruptura, el
negro está co n d e n a d o a q u e d a rse con un
Copenhague 1 997
peón débil en e l flanco de dama.

27 ... axb5 2S.axb5 ltle5

P ro b a b l e m e n t e el n e g ro d e b e r ía h a b e r
ca m b i a d o e l cu rso de l a p a rt i d a m e d i a nte
2 8 . . . .t x h 3 ! ? 2 9 . e 5 .t x g 2 3 0.�x g 2 ltl x e 5
3 1 . ltlx e 5 1'i' x e 5 c o n c o m p e n s a ción p o r l a
pieza sacrificad a . M e da la sensación d e que
el blanco si gue esta ndo un poco mejor, pero
ló q u e viene a conti n u a c i ó n e n tra en u n a
espira l v i o l enta q u e escapa d e l contro l del
negro, por Jo que e ra necesaria u n a acción
i n mediata .
En esta p o s i c i ó n el n e g ro acaba d e j u g a r
29.loxe5 •xe5 30.bxc6 bxc6 31 . .1:ac1 29 ... h5? ! , con i ntención d e generar contrajuego
e n el flan co de rey. Este movi m i e nto no es
El ataque de m i norías ha sido ejecutado a la bueno por dos motivo s . E l p r i m e ro es que
perfecció n . E l neg ro se q ueda con un peón e x i ste 3 0 . 'i'd 2 ! ? c o n i d e a d e 3 1 . 'i' g 5 ,
«C» débil y tendrá que desti nar alguna de sus demostrando cómo e l abandono d e l a casilla
CAPITU LO 8: DEFI N I R D EB I L I DADES 149

g5 provoca el debilitamiento de g 7 , poniendo a u n q ue tiene u n g ra n u s o práctico, a pesa r de


en pelig ro al rey. Esto es una debilidad, por todo. Por supuesto que u n a debilidad a veces
supuesto , sólo en vista del caballo tan bie n es suficiente, pero en la mayoría de los casos
si t u a d o e n f5 , y seg u ra mente esta no es l a la estrategia correcta es inducir una se g u nda
peor contra partida d e 29 . . . h 5 . antes de lanzarse a explotar la primera .

U n problema más im portante a l a rgo plazo es 30.'ii d 41 'iix d4


que el bla nco será capaz de crear un peón
pasado en el flanco de rey. Por lo ta nto, rea licé El neg ro no tiene buenas casi llas para la d a m a,
una jugada que, tras la partida , m i oponente por lo que la l legada del final es prácticamente
criticó . U n a j ugada q ue él no comprendió . Aún inevita ble .
así, como pod remos ver, m i evaluación de la
posición probablemente era correcta . 31.lrucd4 i.a4 32 . .1%c1 <Ms 33.f3 tDd7 34.�f2
liJeS 3S.i.f1 i.d7 36 . .1%xe8+ .1%xe8 37 . .1:1.d1 tL'la4
Decid í ca m b i a r damas y e ntra r en u n fin a l , 38.:td2 g6 39.i.e2 lt:Jb6 40.h4 .z:te7 41 . ..i.d3
intuyendo la sigu iente estructu ra de peones: �g7 42.ll'l c2 .!:leS 43.lt:Je3 i.c6 44 i. e 2 'lttf6
.

4S.:d4 �e6 46.i.d1 Ad8 47.i.b3 Ad6

Aq u í e l b l a n c o será c a p a z de c re a r u n a
se g u n d a d e b i l i d a d e n te r r i t o r i o e n e m i g o Ahora el blanco h a dispuesto sus fuerzas de
c u a n d o q u ie ra , y a q u e tras g 3 -g 4 , o b i e n la mejor manera posible. El peó n de d5 está
cam biará en h5 para dejar a l l í u n peón débi l , bajo una presión considera ble y el negro debe
o conseguirá u n peón pasado exterior, q u e , estar pend iente en todo momento de l a ru ptu ra
de h e c h o , contará com o u n a debil i d a d . E n c3-c4. Tod o esto h a ce q ue sea el momento
realidad, creo q u e la regla sería m á s fácil d e adecuado para crear una segu n d a deb i l i d a d ,
com p render si fue ra llamada l a regla d e las esta vez en el fla n co de rey.
dos ventajas. Aq u í es m u y i m porta nte que los
a lfiles que q uedan en el tablero tra bajen sobre 48.g41 hxg4 49.fxg4 aS
las casillas bla ncas. Si fueran alfiles de casil las
negras, el peón de h4 sería débi l . E l neg ro está ca nsado de esperar y b u sca
contraj uego activo . E n la práctica esto s u po ne
L a idea d e la regla d e l a s d o s debilidades es u n a d iferen cia rea l , a u n q u e n o ca m b i a l a
q u e , p a ra q u e g a n éi s u n fi n a l , v u e s t r o eva luación de l a posición . Alterar e l curso del
o p o n e n te d e be te n e r d o s debilid a d e s . H e j uego es esencial para el negro.
dicho q ue debería s e r llamada l a regla de las
dos ventajas, porq ue tener u n peón pasado o
un rey activo tam bién cuenta . De hecho , todo
lo q ue pueda ser im porta nte parece contar. Permito a l neg ro genera r contraj uego en el
Esto h a ce q ue la reg l a sea a l g o confu s a , flanco de dama al precio de un peón , pues no
150 CAPITU LO 8: D EF I N I R DEB I L I DADES

creí que esto sería suficiente para contrarresta r 'iti>f6 6 1 .l0g7! .te6 62.l0h5+ rl;e7 63.l:b1 l0d7
las amenazas en el flanco de rey y en el centro . 64. h7 el blanco todavía d ispone de una g ran
ventaja g racias a su peón pasado. Me parece
que el negro tiene posibil idades de salvar la
partida en este momento, pero aún así esta
l ínea es el ú n i co ca mino para la victoria . La
h u b i e ra j u g a d o si h u b i e ra v i sto 6 1 . l0g 7 ! ,
obviamente.

60 ... .txf5 ! 6 1 . .txf5 .!ba4 62.h7l0xc3 63.'�>f3

["h·Yz]

Koneru-losellani
50 a4 51 . .tc2 a3!?
•..

India 2002
De otro modo el peón «a» será d é b i l tarde o
te mpra n o .

52. bxa3 l:t d 8 53 .t b 3 l:la8 54.h 5 l:txa3 55.h6


Con la amenaza 56.g5! etc.

55 ... g5

En esta posición , el blanco jugó l a fuerte res­


puesta 1 6 . .tf5! y consiguió ventaj a . Humpy
Koneru escri be lo sigu iente en New In Chess:
«Aunque todos /os peones negros del flanco
de dama están en casillas blancas, el alfil ne­
gro de casillas blancas es útil para proteger la
debilidad potencial de c6». Esto tan simple es
la lóg ica de l a jugadora más fuerte de la Ind i a.
56.l:td 1 ?
De hecho, está en lo correcto y ganó la pa rti­
da con comodidad .
No desperdicia toda la ventaj a , pero pasa por
alto una fácil victori a . Tras 56 .l:tb4 ! .!bd7 57.c4 !
el negro no dispone de buenas jugadas y s e
encuentra en una posición desesperada. VENTAJAS PERMAN ENTES vs
TEMPORALES
56 ... l:ta8 57.l:tf1 l:th8 58 . .!bf5 .td7 59 . .tc2 'iti>e5
60.l:h 1 ? ¡ Este tít u l o pod ría ser el tema d e un l i bro
e ntero! Aq u í simplemente facilitaré u n breve
Otro error. Como muestra Donev, tras 60.l:te 1 + ejem plo de cómo estos dos ti pos de ventajas
CAP ITU LO 8: DEFI N I R D EB I LI DADES 151

se contradicen entre e l l a s .

Boe-Aagaard

D i namarca 1 992

Apertura Escocesa

1 .e4 e5 2.lL!f3 lLic6 3.d4 exd4 4.llJxd4 i.c5


5.i.e3 jff6 6.c3 lLige7 7.i.c4 b6 8.0-0 i.b7
9.lLib5 0-0-0 1 0.i.xc5 bxc5 1 1 .lLid2 a6 1 2. lLia3
d51?

Después de esta j ugada, la estructura de peo­


nes negra en el flan co de dama está en rui­
nas, pero la ventaja de desarrollo tam bién es
i m po rtante.

1 3.exd5 lLixd 5 1 4.'i'f3 lLie5! 1 5.'i'xf6 gxf6

El negro tiene seis ( i ! ) peones aislados, dos


parejas de peones doblados y a penas a l g ú n
cuadro negro y , a ú n asf, p u e d e que esté me­
jor. Las colu m n a s abiertas no tienen valor a
largo plazo, ni lo tiene la amenaza de . . . llJf4,
pero por el momento estos factores compen­
san las debilidades. De hecho es muy habi­
tual q u e u n j ugador teng a ventaj a s a l a rg o
plazo y el otro ventajas a corto plazo. La parti­
da acabó en tablas:

1 6 . i. x d 5 i.xd 5 1 7 .f3 i.xa2 1 8 .llJe4 i. e 6


1 9 .lLixc5 :t d 2 20.:tf2 :thd8 2 1 .:1.xd2 :txd2
22.lLlb5 .th3

[%-%]
152

CAPITULO 9: EXPLOTACION DE LAS CASILLAS


POR PARTE DE PIEZAS

En este cap ítulo presentaré algunas verdades Mohr-Volokitin


ele m e n t a l e s s o b re e l aj ed rez p o s i c i o n a l :
as pectos de la pa rti d a en l o s q u e h e vi sto
Portoroz 2001
fra ca s a r de t a n t o en t a n to a j u g a d o re s
bastantes capaces .

No es mi i ntención proporcionar u n cuadro


co m p leto, pues espero q u e m u chos de los
lectores ya en tie n d a n la m a yoría d e estas
cosas, pero dado que lo que se expl ica en
este ca p ít u l o es e s e n c i a l y son verd a d es
ind iscutibles, tengo la sensación de que todos
deberíamos conocerlas. Por lo tanto, os ruego
que contin uéis leyendo a u n q u e penséis q u e
estoy insultando vuestra i ntel igenci a .

CABALLOS Y CASILLAS En esta posición el negro jugó:

El c a b a l l o es la m á s d é b i l de l a s p i e z a s 1 3 . . . ll'Je5 1 ?
pequeñas p o r u n motivo concreto: no dispone
de l a rg o a lc a n c e . Dado q u e e l control d e l Esta j ugada tiene sus cosas buenas y malas .
centro es u n a de las partes i m portantes d e l Lo malo es que la gran diagonal q ueda cerrada
aj e d rez p o s i c i o n a l se h a d i c h o q u e « l o s pa ra e l alfil y e l b lanco con s i g u e u n peón
ca ballos en l o s rincones está n tristes » porque pasado protegido en d 5 . Lo bueno es q u e el
sólo cuando un caballo está cerca del centro blanco tiene q u e entregar la pareja de alfiles
p ue d e contro l a r casi l l a s de esta tran s itada (o perder un tiempo) y que la recientemente
zon a . despejada casi lla de d6 se convierte en u n
pu nto fuerte ideal para el caballo, como puede
Otra ca racterlstica del ca ballo, q u e le hace verse en el siguiente d iagrama. No está claro
más d é b i l q u e otras p i ez a s , e s su to r p e cuáles de las cosas buenas o malas son más
movimiento ( p o r supuesto, este es ta mbién s u i m portantes en esta posición, i ncl uso después
punto fuerte) . Debido a la forma en q ue se de ver el resto de la partida.
m ueve . . . , ¡ n u n ca puede ca pturar u n a pieza
q u e l e está at a ca n d o ! E s t o l e h a ce m á s 13 . . . 'ii'e 7 era una jugada más tran q u i l a.
v ulnera ble q u e el resto de l a s piezas y, por
este motivo, el caballo normalmente necesita 1 4.i.xe5 dxe5 1 5.a51
un punto fuerte fijo en el centro , desde donde
pueda ej ercer l a m á x i m a pres i ó n s o b re la U n a fuerte j ugada posici o n a l , d esti nada n o
posición del oponente . Este tipo de casilla es tanto a evitar . . . b7-b5 (lo q u e pod rla s er dificil
i d e a l s i está j u sto d e l a nte d e l o s p e o n e s de conseg u i r) sino más bien de cara a aislar
enemigos: de este m o d o el caballo puede usar al peón «C» del resto de peones del flanco de
e l p e ó n c o n t r a r i o c o m o e s c u d o p a ra dama y, por lo tanto, hacer q u e sea débil.
p ro t e g e r s e d e t o r r e s y d a m a s . U n b u e n
ejemplo e s e l siguiente: 1 5 ll'le8 1 6. "it'd2 ll'ld6
.•.
CAPITU LO 9: EX P LOTACION DE CAS I LLAS 153

Aquf el caballo negro está m u y bien. Desde E n e s ta p o s i c i ó n e l n e g ro p o d r í a jug a r


d 6 eje rce p res ión sobre e4 y c4 , a l m i s m o s i g u i e n d o ej e m p l o s a n te r i o re s m e d i a n t e
tiempo que refuerza l a s ruptu ras . ..b7-b5 y . . f7-
.
1 4 . . .lL!e8? ! , l a q u e cre í q u e e ra l a j u g a d a
f5. La partida está más o menos eq u i l i bra d a , y correcta en l o s análisis post-morte m , pero tras
si a l g u i e n d e b e estar a l g o m ej o r s e r ía el 1 5 . .i.e3 lL!d6 1 6 . .i.d3 h6 1 7 . 0-0 no me gusta la
blanco , gracias a la debilidad del peón «C». posición negra . El p roblema es que n i n g u na
de las piezas está suficientemente activa . El
1 7.lüa4 l%c8 1 8.l%ac1 c4 1 9.lüb6 .:c7 20.'ii' b4
ca b a l l o q u e d a m u y e s tét i co en d 6 p e ro ,
fS 2 1 .c!üxc4 .i.h6 22.lüe3 ltxc1 23.l%xc1 fxe4
c o m p a ra d o c o n e l ej e m p l o a n t e ri o r, su
24 . .i.g4 <ot>h8 25 .i.e6 Wh4 26.g3 'Wd8 27.l:e1
i nfluencia sobre e4 y f5 tiene poca im porta ncia,

l%f3 28.�g4 l:tf8 29.�e6 l%f3 30 . .i.g4 .:ts


m ientras que la ausencia de peones en a6 y
e5 hace más fácil para el bla nco e l i m i n a r el
[%-Yz]
caba l l o de d6 (y de este modo a u m e ntar el
La casilla d6 era un buen punto fuerte para el valor d e su peón pasado o com o mínimo ata r
caballo en esta partid a , pero también podría más las piezas negras al bloqueo del peón).
decirse q u e estaba algo pasivo . Veamos el D e todos m o d o s no e s u n a pos i c i ó n m u y
siguiente ejem plo. promete d o ra . P e ro . . . , ¿ q ué m á s s e pued e
hacer?

Wells-Aagaard 1 4 ... c!üg4 es una sugerencia de Fritz, pero tras


1 5 . .i.xe7 'ii'x e7+ 1 6 . .i.e2 ( 1 6 . 'ii' e 2 'ii' h 4 y el
b l a n co tiene p ro b l e m a s p a ra co m p l eta r el
Copenhague 1 996
d esa rrollo) 1 6 . . . 'fie5 e l b l a nco d i s p o n e de
Defensa India de Dama 1 7.We41 con ventaja en el final gracias a su
peón pasado . .:al vez 1 6 ...'ii' h 4!? sea mejor,
pero sigo prefiriendo al blanco.
1 .d4 c!üf6 VL!f3 e6 3.c4 b6 4.a3 .i.b7 S.c!üc3 dS
6..i.g5 dxc4 7.e4 .i.e7 8.'ii' c 2 c!üc6 9.l:td1 c!üaS
C reo q u e la j u g a d a c o r r e c t a d e b e s e r
1 O.lL!eS 0-0 1 1 .lL!xc4 c!üxc4 1 2 . .i.xc4 eS 1 3.d5
1 4 . . .lL!h 5 ! , por ejemplo 1 5 . .i.e3 .i.d6 1 6 .c!üe4
exdS 1 4.exd5
(1 6 . 0 - 0 ? 'l' h 4 d e m u e s tr a e l p r i n c i p a l
En su momento , esta fue una l ínea crítica de i nconve n iente d e las p i ezas desp roteg i d a s :
la India d e Dama. Más tarde e l blanco encontró t i e n d e n a ca e rs e d el t a b l e ro . . . ) 1 6 . . . tLlf6
fo r m a s más a g resivas pa ra j u g a r e n esta 1 7 .c!üxf6+ ( 1 7 . l0xd6 Wxd6 1 8 . 0-0 lL!xd5 n o
posición, aunque tengo la sensación de que ofrece a l b la n co n i n g u n a co m pe n s a c i ó n )
hay u n equ i l i b rio genera l . 1 7 . . .'ii xf6 1 8 . 0-0 l%ad8 1 9.l%fe 1 .i.e5 y e l negro
154 CAPITULO 9: EX P LOTACI O N DE CAS I L LAS

se acerca a la ig uald a d . Como alternativa, tras j u g a r e l n e g ro tras los s i g u i e n tes


1 5 . .i.xe7 11fxe7 1 6 .We2 "ifh4 el blanco tiene movi mientos?
problemas continuos con su desarrollo , y en
caso de 1 6 . lt:le 2 l:l. a d 8 e l n e g ro p u e d e Fagerstrom-Aagaard
d evolver e l caballo a una casilla tan atractiva
como f6 , desde donde presionará el peón « d » .
Suecia 2002

L a solución a l p roblema e s q u e el caballo está


Sistema Londres
mejor situado en f6 , y en alg unas ocasiones
en f4 .
1 .d4 lt:lf6 2.lbf3 g6 3 ..i.f4 i.g7 4.e3 d6 5 . .ic4
lt:lc6 6.0-0-0-0 7 .h3 i.d7 8.lt:lbd2 lt:la5 9 .te2
En la partid a jugué de manera antiposicional.
.

eS 1 O lbb3 cxd4 1 1 . exd4


1 4 . . . .i.d6? 1 5 . .i.e21

Una verdadera j ugada de gran maestro por


parte de m i oponente , q u e es gran maestro.
Ahora la clavada y el fuerte peón « d » se con­
vierten en lo más i m porta nte de la posició n .
Ade más , el alfil encuentra u n a casilla mejor
que c4.

1 5 . 0-0? i.xh2+! y el negro gana u n peó n , era


mi ingenua amenaza .

1 5 . . . i.e5 1 6.0-0 a6 1 7.lt:le4 .i.c8 1 8.d6 l:l.a7


1 9 ./.Llxc5 .i.xb2 20.lt:le4 l:l.e8 2 1 .Wxb2 l:l.xe4 J uegan las negras
22 . .i.e3 /.Lld7 23.i.f3 l:l.e5 24.i.d4 l:l.b5 25. "ife2
l.üc5 26.i.c6 l:l.a5 27 .l:l.fe1 lbe6 28.We3 "ifxd6
29.i.xb6 Wxc6 30.l:l.d8+ I.Llf8 3UIFe8 Wxe8 Por supuesto, la solución es tomar las casi llas
32.l:l.exe8 h6 blancas del centro .

Aqu f suced ió algo d ivertido. M i rival sólo d is­ El caballo de f6 pod ría esta r mejor situado,
ponla de 1 0 segu ndos para llegar a la j ugada porq ue ahí d ificu lta el control del alfil sobre el
40 y, al intentar hacer su jugada, tiró su torre centro, al mismo tiempo que no tiene suficiente
en mi regazo. Cuando i ntenté dársela ya se i nfluencia por si m i s m o . Evidentemente, l a
h a b la leva ntado, dispuesto a buscar su pieza . mejor casilla es d 5 .
Tras la partida me d ijo q u e el fa i r play q u e
h a b ía demostrado no e r a muy habitual en l o s El otro caballo negro desearla estar en c4.
torneos abiertos en e l circuito europeo.
Por lo tanto, algu nos de mis jóvenes alumnos
33Jtxf8+ <j;oh7 34 . .i.xa5 eligieron 1 1 . . . l:l.c8 , jugada que es muy lógica .
Pero tras 1 2 . lt:lxa5 "ii' x a5 1 3 . c4 la posición
[1 :O] parece ser u n poco mejor para el blanco .

L a jugada correcta debe ser:


Fi nalmente, pensando en los caballos, hay u n
pequeño ejercicio sobre el tem a . ¿ Qué debería 11 ..• b5!
CAPITULO 9: EX P LOTAC I O N DE CAS I L LAS 1 55

d isparando a los enemigos al m ismo tiempo


q u e se mantienen lejos de su alca nce. Los
alfiles son i nferiores que los caballos si sólo
hay peones en u n flanco o si la posición está
cerra d a . Esto es así porq ue entonces su l a rg o
a l ca n ce n o s i rve p a r a n a d a . A ú n a sí, en
posiciones abie rtas con peones en a m bos
fl a n c o s , l o s a lf i l e s s o n g e n e ra l m e n t e
s u p e r i o re s a l o s ca b a l l o s g ra c i a s a s u
habilidad para d i ri g i r su atención de u n lado
al otro del ta blero , e i n cluso influir en ambos
al mismo tiempo.

En la sigu iente posición , el alfil blanco es m uy


El negro tiene u n a posición cómoda y será fuerte.
capaz de usar la casilla de d5 tanto para el
ca ballo como para el alfi l (como sucedió en la
Fischer-Taimanov
parti d a ) . Un comentario cu rioso es q u e tras
1 2.'ifd2 lLJc4 1 3 ..bc4 bxc4 1 4.lLla5 el negro
Van couver 1 971
puede explota r la casilla d 5 al máximo con
14 ... c3!, ganando i n med iata mente.

Uno de mis alumnos sugirió 1 1 . . . lLJd5 1 2 .i.h2


b5 razonando que a 1 1 . . . b5 el bla nco tend ría
la posibilidad de 1 2 . d 5 ! ? . Estoy d e acuerd o
en que podría s e r posible, pero la a pertu ra d e
la g r a n d iagonal para el alfil de g7 compensa
la pérdida de la casilla d5. Y el peón de d5
parece también algo débil. U n a vez más, ven­
tajas e inconvenientes. Prefiero 1 1 . . . b5 ya que
e l b l a n c o n e c e s i ta p re o c u p a rs e del a lfil
d e s p roteg i d o d e f4 y posi ble m e n te d e b e rá
perder un tie m po . Alexander prefi rió 1 1 . . . lLld5.
El ajed rez posicional consiste e n evaluar pros Después d e este final Tai m anov escribió: «Tal
y contras: no siempre llegamos a las mismas y como se desarrolló la partida me sentí como
c o n cl u s i o n e s y n o s i e m pre e sta re m o s de el Dr. Watson, que sólo podía continuar
acuerdo en que uno esté bien y el otro mal. jugando y conte mplar los r e cursos e
imaginación del gran Sherlock Holmes.>>
La partida conti nuó 1 2.lLJxa5 fixa5 1 3.l:te1 con
una compleja lucha por dela nte . 25.i.f1 1

O bl i g a n d o a l n e g ro a j u g a r . . . a 6-a 5 . P o r
ALFILES: LOS ARQUEROS DEL TAB LE RO supuesto , a l bla nco l e gustaría q u e l a s negras
pusiera n sus peones del flan co de dama en
M i e n t r a s q u e l o s ca b a l lo s t i e n e n q u e casi llas bla ncas, d e modo que el alfil pudiera
acerca rse a sus víctimas para poder atacarlas, atacarlos.
l o s a l f i l e s t i e n e n u n g ra n p o d e r a l a r g a
d i stancia. Y como s e m u even d i agonalmente 25 . . . a5 26.i.c4 l:f8 27.�g2 'itd6 28.�3lLJd7
por el tablero , pueden ser comparados a los 29.l:e3 lLlbB 30.l:d3+ <tJc7 31 .c3 lLJc6 32.l:e3
a rq u e ro s en las b a ta l l a s m e d i e v a l e s , Wd6
156 CAP ITU LO 9: EX P LOTAC ION DE CAS I LLAS

S i el neg ro intenta hacer algo con sus peones ll:lc8 51 . .i.c6+ �c7 52 . .i.d5 ll:le7 53 ..i.f7 'klb7
mediante 32 . . . a4 sólo consegu i rá tener u n a 54 . .i.b3
nueva d e b i l i d a d en a 4 tras 33. a 3! Etc.
Fischer conoce el viejo truco ruso de demostrar
33.a41 qu ién manda a través de la repetición de la
posición d u rante unas jugadas.
Al alfil real mente le encanta su posición fuerte
en c4 , y con la textual Fischer se aseg u ra que 54 ... <kla7 55 . .i.d1 <ti>b7 56 . .i.f3+ <liJc7 57 . ..t>a6
el caballo no pueda i n q u i etar al alfi l . El peón ll:lc8 58 . .i.d5 li:Je7 59 . .i.c4 lLlc6 60 .i.f7 l:i:Je7

puede esta r en u n a cas i l l a b l a n ca , pero el 61 . .i.e8


factor más importante es que el resto de peones
está en casi llas neg ras. E l negro está en zugzwang. Ahora tiene que
ganar una pieza. Por desg racia para él, eso le
33 . . . ll:le7 34. h3 ll:lc6 35.h4 h 5 hace perder la partida.

E ra m u y i n có m o d o perm iti r a l b l a n co q u e 61 . . . 'kl d 8 6 2 . .i.xg6 l:i:Jx g 6 6 3 . <kl x b 6 <liJd 7


j ugara h4-h5 y g 3-g4-g 5, pero ahora el bla nco 64 ..t>xc51:i:Je7

o b l i g a rá al n e g ro a p o n e r s u s p e o n e s d e l
flanco de rey en casillas blancas. Creo que e n Esta es otra situación en la que el alfi l es más
ambos casos el negro pierd e l a parti d a . úti l , porq u e el caballo puede bloq uear va rios
p e o n e s p e ro lo h a ce de u n a fo r m a poco
36.l1d3+ <klc7 37.l:ld51 f5 flex i b l e .

37 . . .1:th8 38.1:tg5 y el blanco g a n a . El negro no


65.b4 axb4 66.cxb4 lLlc8 67.a5 l:i:Jd6 68.b5
tiene forma de evitar el debil ita m iento de l a
l:i:Je4+ 69.'klb6 �c8 70.�c6 ..t>b8 71 .b6
posició n .

[1 :0]
38.l:l.d2 l:tf6 39.:te2 �d7 4 0 . .l:e3 g 6
C u a n d o m e refi e ro a l os c a b a l l o s c o m o
Ta rde o tem prano esto tenf a q u e jugarse.
caballería, a los alfiles como a rq ueros , a las
torres como c a ñ o n es y a l a s damas como
41 . .ib5 .l:d6 42.�e2 �d8?
magas es por un m otivo . E n ten d i e n d o las
piezas en este sentido, me resu lta más fáci l
Considerado un error decisivo, pero dudo q u e
hacerles justicia . Para l o s ni ños en particu lar,
el negro h u b iera sido c a p a z d e a g u a ntar la
presión d u rante larg o tiempo. I ncluso a n ivel estas comparaciones son muy didácticas .
teorético .

43.1:td31 PIEZAS MAYORES: GRAN DES PODERES


- G RAN DES RESPONSABILIDADES
Fischer ejecuta el plan ganador. El alfil domina
a l ca ballo. Caballos y alfiles son normalmente las piezas
más i m portantes en el medio juego. El motivo
43 ... �c7 44 ..1:txd6 <klxd6 45.'kld3ll:le7 46 . .i.e8 es s i m p l e : l as torres y las d a m a s son más
'kld5 47 . .if7+ suscepti bles de recibir el ataque de las piezas
peq ueñas. Por s u puesto q u e se dan cosas
El alfil tiene la habilidad d e perder u n tiempo, como sacrificios de torres , de ca l i d a d o de
algo q u e el caballo no puede hacer. Aquí el d a m a , y demás . Pero ta mbién encontramos
blanco se beneficia d e esto para penetrar con e rr o r e s g a rrafa l e s y p i e z a s a t ra p a d a s
su rey. (clavadas, tenedores y otros desastres) . Las
piezas mayores son especies ca ballerescas,
47 . . . 'kld6 48.<klc4 ..t>c6 49 . ..te8+ 'klb7 50.'klb5 pero frág iles.
CAPITU LO 9: EX P LOTAC I O N DE CAS I L LAS 157

Cuantas menos piezas haya en el tablero, más El blanco está a punto de recuperar alg o de
casillas habrá disponibles para las piezas materi al , p e ro a p e n a s es suficiente . Y por
pesadas y, en consecuenc ia, su fuerza encima d e todo , e l n egro ha conse g uido un
aumenta con cada cambio. peón pasado e n la col u m n a <<C». Pero hay
otros factores qu e ta mbién son signific ativos.
Esto dice la teorfa , al m e n o s . Con m u c h a s E l rey negro tiene problemas, el peón de a6
piezas sobre el tablero , ca ballos y a lfiles son está a pu nto de caer y el blanco ta mbié n t ien e
capaces d e acosa r a torres y d a m a s d e u n un peón p asa d o . Aú n así, s i n s u suprema
modo q u e hace q u e busquen refugio detrás capacidad para entender las pieza s mayores,
de los peones o seres menores. A menudo, Tal no h u biera entrado en este fi n a l , y el mund o
las p i e z a s m a yo re s p e r m a n e c e n c o n su
hubiera perdido u n a o b ra de arte. El blanco
espal d a pegada a la m u ra l l a y escasamente
consiguió ga nar tras:
muestran su fuerza mientras perm iten q u e las
jóvenes e i n ca ns a b l es l u ch e n e n l a bata l l a
3 0 .'i'xf8+ 'it>g5 3 1 . bxc4 bxc4 3 2 . g3 l.e4
d e l centro. ¿ C uándo visteis p o r última vez u n a
33. h4+ ltig4 34.'0t> h2 � f5 35.'ti'f6 h6 36 .'i'e5
combi nación en l a que s ó l o q uedó u n a pieza
l:le4 37.'1Wg7+ 'ót> f3 38.'i'c3+ liJe3 39.�g 1 .1Lg4
mayor s o b re e l ta b l e ro? L a s p ro p i e d a d e s
tácticas pertenece n , hasta cierto pu nto, a las
40.fxe3 h 5 41.'ilr'e1 flxe3?
p i ezas peq u e ñ a s , m i e n tras que l a s piezas
m a yo re s rev i v e n cuando ya se h a v e rt i d o Ta l escri b e l o s i g u i e n te e n e l q u e Murray
m u c h a sangre sobre el tablero . C h a n d l e r y otros h a n co n s i derado el mejor
l i b ro j amás p u b l i cado: «Agotado por la lucha.
Aún a s í , h a y u n a situación e n la q u e las piezas Panno comete un error. 41 . . . :le6 hubiera
gra n d e s a p a recen e n el m e d i o j u ego. E sto conseguido tablas rápidamente ya que 42.e4
sucede cuando tienes torre por dos piezas o no lleva a ningún sitio tras 42 . . . c3. Ahora el
dama por tres piezas, y las piezas pequeñas blanco tiene posibilidades reales de ganar.»
están mal coordinadas. El l i b ro es, por s upuesto, The Lite and Games
of Mikhail Tal. P e rso n a l m e n te p refi e ro e l
Tal, en particular, era magn ífico usando piezas Manual d e Finales d e M a rk Dvoretsky, q u e h a
pesadas contra piezas pequeñas. La siguiente sido publicado muy recientemente .
posición es p roba b le m ente el ej e m p l o más
extre m o de co m p e n s a c i ó n por u n a p i eza 42.'il'f1 + �e4 43 .'i'xc4+ <3;t3 44.'ii' f1 + �e4
pesa d a . 4 5 . 'ii' x a6 �d4 4 6 . 'i' d 6 + �c4 4 7 . a 4 l:l e 1 +
48.'it> f2 l:l e2+ 49.�1 l:.a2 50.'i'a6+ �d4 51 .a5
Tai-Panno c4 52.'i'b6+ �d5 53.a6 l:a1 + 54.�f2 c3 55.a7
c2 56.'i'b3+ 'ót> d6 57.'i'd3+
Portoroz 1 958
[1 :O]

El siguiente ejemplo de u na torre dominando


a dos p i ezas p e q u e ñ a s pod ría haber s i d o
jugado por el propio Tal , pero , en s u l u ga r, fue
j u ga d o por el m ejor aj e d recista de n uestro
tiempo. La p regu nta es: ¿ h u biera j ugado asi
si no h u bie ra conocido las part i d a s de Ta l?
N u nca lo sabremos, pero está claro que fue
más fáci l c o n o c e r estos d eseq u i l i b ri o s d e
materia l después d e estud i a r l a s p a rtidas d e
Tal.
158 CAPITU LO 9: EX P LOTACION D E CAS I L LAS

S i 20.l:tg 1 ? l:txe2! etc.


Van Wely-Kasparov
20 . . . l:te51
Tilburg 1 997
La torre d e dama es la pieza peor situada, y
p ro nto estará participando en la parti d a . El
b l a n co conti n ú a la retira d a , q u e d a n d o m a l
coord i n a d o .

2 U i'b3

También es posible 2 1 .lüb3, tras lo cual tras


21 . . . l:tae8 (21 . . . l:te7 !, como sugiere Winants,
e s q u i z á un c a m i n o m á s s e g u ro p a ra
conse g u i r ventaj a) 22 . ..txd4 :xe2 2 3 . l:txe2
l:txe2 24.'i!t'xe2 •xb3 25 . ..txg7 citxg7 el negro
d ispone de un fi nal mucho mejor en vista de
su p e ó n d e v e n taj a y l a s d e b i l i d a d e s d e l
El bla n co ha j ug a d o u n a S i c i l i a n a con l o s
b l a n co . A ú n a s í , e l b l a n co t i e n e alg u n a s
colores cambiados y h a cometido u n error a l
posi bilidades de tablas después de 26 .jt'e7+
no desarrollar las piezas adecuadamente. Por
'i'f7 27. jt'd8 ! .
s u puesto , el negro no se l o h a puesto fácil
tampoco , y ahora Kasparov toma la i n i ci ativa
2 1 ...jt'xb3 22.lüxb3 :ae8! 23.�d1
m e d i ante un clás ico sacrifi cio d e p i eza q u e
n o es muy d ifícil de calcular.
23 .lüxd4 l:t5e7 24.<ót'd2 l:d7 y todas las piezas
blancas, i n suficientemente p rotegidas, ya no
1 5 ... lüd41 1 6.exd4
pueden resisti r.

1 6 .jt'c1 b6 no mejora la situación del blanco,


por lo que el sacrificio debe ser aceptado. 23 . . ..r:txb5 24 . ..tf3 l:txe1+ 25.�xe1 c6!

16 .. exd4+ 1 7.i.e2
.

1 75�d 1 ? pierd e ante 1 7 . . . b6 y 1 7.<�>d 2 b6 no


supone ninguna d iferencia ya q u e . . . i.h6+ está
al llegar.

1 7 ... i.xg2 1 8.0-0-0

G racias a . . . i.f3 no hay alternativas.

1 8 . . ..txh1 1 9.l:txh1
.

E s t a p o s i c i ó n e ra fá c i l d e p re v e r, p e r o
Contro l . S i l a torre no puede co ntro l a r las
eva l u a rla ya es otra cosa . Con l a s i g u iente
p i ezas peq ueñas, a c a b ará siendo
s e cu e n c i a d e m ov i m i e n to s , K a s p a ro v s e
desbord a d a .
a s e g u ra q u e c o n t i n ú a e s t a s u p e r i o r -
lige ra me nte- coord i nación, y q u e la ve ntaja
de desa rrollo se mantiene d u rante el fin a l .
26 . ..td1 a5! 27 . ..txd4 a4 28 . .txg7 �xg7

1 9 . . . 'i'd5 ! 20.l:te1 P a recía que el ca m b i o pod ría beneficiar al


CAPITU LO 9: EX P LOTAC I O N DE CAS I L LAS 159

bla nco dado que dos contra uno es mejor que U n a vez más, contro l . E l negro gan a e n ambos
tres con tra d o s , pero e l ca m b i o de a l f i l e s fl ancos.
a u menta el n ú mero de casi llas a las q u e la
torre puede i r sin peligro , así como ta m b i é n 43.�d2 .:t h2 44.�e1 g3 45.fxg3 fxg3 46.io'f1
m a rc a l o s p e o n e s d e a 3 y h 2 co m o l:!.f2 + 47.�g 1 b4 ! 48.axb4 a3 4 9 . d5 �f41
d e b i l idades. U n aspecto i m portante aq u í es 50.i.g6 cxd5 5 1 .lLlxd5+ �g5
que l a s piezas pequeñas tienen d ificultades
para l uchar contra una torre y u n peón pasado [0 : 1 ]
en el borde del tablero. No es ninguna sorp resa
que Kaspa rov use este tema del deseq u i l i brio Si 52 . .ib1 .l:l.b2 53. l2Jc3 l:l.xb 1 +! 54.ltJxb1 a2 etc.
material para ganar la partida .

EL REY Y EL DERECHO A E N ROCARSE


29.lLld2 .:te5+ 30.i.e2 b5
P a ra m u c h o s j u g a d o r e s la p é rd i d a de l a
posi b i l id a d de e n roca rse es, en s í mis m a,
causa de preocupación . Si os encontráis en
una situación como la de a bajo (extraída de
u n a ce l a d a d e a p e rt u ra) l o e n t e n d e réis
fácilme nte:

A n ivel de material , la posición está basta nte


igualada. Seg u ramente , torre y peón no es
sufi ciente a cambio d e dos piezas peq ueñas,
mientras q u e torre y dos peones es l igeramen­
te mejor. Aqu í n o hay d u d a . El caballo blanco
no puede encontrar n i n g ú n p u n to fuerte, el
alfi l no puede d i sponer d e a lcance suficiente
Aqu í el neg ro tiene graves problemas, a u n q u e
y los peones blancos están d i vididos. Las fue r­
actualmente no hay amenazas d i rectas contra
zas oscuras han ganado la batalla de l a Tie­
el rey. ¡Pero llegarán!.
rra Media . . .

Los peones centrales ofrecen poca ayuda ya


31 .'it>d 1 .l:l.d5 32.\t>c2 g5 33.i.f3 .1:1.d6 34.h3 lt>g6 que el factor clave en este ti po de posiciones
35.lLlb1 h 5 36.lLlc3 g4 37 .i.g2 lt>f6 e s cuán tas piezas hay a t a cando en
compara ción a cuán tas piezas hay
El rey negro se d i rige al centro. La j ugada del defendiendo. Será m u y d ifícil para e l n egro
texto permite a l bla nco ca mbiar peones d e « h » sacar las p iezas de los dos rincones, porque
y l ibera r a s u alfil d e s u obl igación , pero e l a l m i s m o t i e m po debe p reo c u p a rse d e l a
punto de entrada d e h2 para l a torre compensa seg u r i d a d d e s u rey. I nc l u s o u n p rog ra m a
este hecho. material ista com o Fritz da ventaja ganadora
para el bla nco.
38.hxg4 hxg4 39.d4 Wg5 40.Wd3 .l:lh6 41 .�e2
f4 42.i.e4 .l:th3 ! Pero comparémoslo con la sig uiente posición.
160 CAPITU LO 9: EX P LOTACION DE CASILLAS

La «su perstición » de m uchos jugadores en


Hartvlg-Raetsky
relación a l derecho a enrocarse q ueda bien
i l ustrado en el siguiente ejem plo.
Tlls trup 2002

En e s t a c o n o ci d a p o s i c i ó n , la t e o r í a d e
En esta posición el blanco rápidamente jugó: a pe rtu ras con s i d e ra q u e 4 .lüf3 e s l a mejor
forma d e luchar por la ventaj a . Con ozco a
1 9 .t h5+?

muchos jugadores de club que se quedarían
s o r p re n d i d o s p e n s a n d o q u e con 3 . .. e5
Quitando al negro l a posibilidad de e n rocarse . (después de 1 .d4 lüf6 2 . c4 d6 3.tl:)c3) el neg ro
Pero antes d e h a c e r esto d ebería haberse se h a vue lto l oco. Pero tras 4 . d x e 5 d x e 5
preg untado s i esto le beneficiaría. De hecho 5 . 'ii'x d8+ ct> x d 8 e l negro no tiene problemas
parece que el negro q u ería poner su alfi l en con su rey.
a6 y s u torre en b8 y esto se consigue una
j u g a d a a n t e s d e s p u é s de este j a q u e .
Comparado con e l anterior ejemplo, las piezas
del blanco no están preparadas para asaltar
al rey e n e m i g o . Y p ro ba b l e m e n t e e l r e y
hubiera ido a e ? igualmente, dado q u e esta
casilla es más segu ra que g8. Sea como sea ,
el bla n co d ebería h aber j ugado 1 9 . .tf3 , con
posición ligeramente i nferior. Ahora la partida
acabó rápidamente.

19 <t>e7 20 .tf3 a5 2 1 .J:.b1 .ta6 22.<t>e2 lZhbB


.•. .

23.'ii' c2

Tras 2 3 . l:l.d1 J:.xc4 24.bxc4 .txc4+ 2 5 . �e1 El rey negro está en la colu mna « d » , pero tras
lZxb1 el negro también gana. ... c7-c6 y .. . �e? estará perfectamente a salvo.
Esto n o significa que perder la posibilidad de
23 .txc4+1 24.bxc4 J:.b2
••• enrocarse para entrar en u n final está siempre
j u st i f i c a d o . S i g n i f i c a q u e c u a n d o p o d á i s
[0:1] q u itarle l a posibi l i d a d d e enroca r a vuestro
oponente, u os estén a menazando q uitaros la
El neg ro gana la dama. Tras la parti d a , éste vuestra , debéis pensar q u ién sale beneficiado
no estaba d escontento por el tiempo q u e le con esto, más que dar las cosas por supuestas.
había regalado su oponente para poder llevar
a cabo su plan.
1 61

CAPITULO 10: EJERCICIOS POSICION ALES

Tod o s e stos ej ercicios p o s i c i o n a les están


extra ídos del prog ram a d e entrenamiento por
email q u e l levé a cabo d u ra nte el 2002 .

Os recomendaría q u e dedicára is e ntre 1 5 y


20 m i nutos a resolver cada eje rcicio. Util izad
un re l oj d e aj e d rez si os h a ce s e n t i r más
cómodos .

La idea de los ej ercicios no es a d i v i n a r l a


m ej o r j u g a d a , s i n o e n c o n t r a r l a y, e n
c o n s e c u e n c i a , d es c u b r i r el p l a n q u e se
esconde detrás. Ejercicio 1: Juegan las Blancas

Resolver todos los ejercicios y com parar las


soluciones os supondrá u n a lección de ajedrez
posicional q u e es más valiosa q u e cualquier
otra q u e os p u diera p roponer. La sol ució n , y
no es ninguna sorpresa , tiende a ser un reflejo
de los cap ítulos a nteriores. Para comprender
p e rfecta m e nte todo l o q u e e n co n t ra ré i s a
contin uación sería una buena idea que os los
leyérais, si es que todavla no habéis tenido
ti empo.

En todos estos eje rcicios tengo una idea clara


de cuál es la m ejor jugada . He invertido u n a
c o n s i d e r a b l e c a n t i d a d d e t i e m p o e n esta s Ejercicio 2 : J uegan las Negras
p o s i c i o n e s y l a s he co m p ro b a d o c o n u n a
media d e 5- 1 0 a l u m nos y participantes e n m i
progra m a p o r email.

En e l 95% de los casos m i s p r o p i a s


i n ve s t i g a c i o n e s y l a s d e m i s a l u m n o s y
p a rt i c i p a nt e s h a n v a l i d a d o l a d e c i s i ó n y
c o m e nta r i o s d e l o s aj e d re c i s t a s d e ta l l a
m u n d i a l q u e j u g a ro n e s t a s p o s i c i o n e s .
C o m p a ra d o c o n l a m a y o r l a d e l i b ro s
orientados a l j u eg o posici o n a l , esto m e h a
d a d o l a o p o rt u n i d a d d e e n t e n d e r q u é
ejercicios funcionaban y cuáles no. Espero que
paséis u nas horas agradables y ed ucativas
con estos eje rcicios. Ejercicio 3 : Juegan las Negras
162 CAPITU LO 1 0 : EJ ERCIC IOS POS I C I O NALES

Ejercicio 4: J uegan las Blancas Ejercicio 7: Juegan las Blancas

Ejercicio 5: Juegan las Blan cas Ejercicio 8: Juegan las Blancas

Eje rcicio 6: J uegan las Blancas Ejercicio 9 : J uegan las Negras


CAPITULO 10 : EJ E R C I C IOS POS I C I ONALES 1 63

Ejercicio 1 0: Juegan las Blancas Ejercicio 1 3 : Juegan las Blancas

Ejercicio 11 : Juegan las Blancas Ejercicio 14: Juegan las Blancas

Ejercicio 1 2 : Juegan las Negras Ejercicio 15: Juegan las Negras


164 CAPITU LO 1 0: EJ E R C I C IOS POS I C IONALES

Ejercicio 1 6: Juegan las Blancas Ejercicio 1 9: Juegan las Negras

Ejercicio 1 7 : Juegan las Negras Ejercicio 20: Juegan las Blancas

Ejercicio 1 8 : Juegan las Blancas Ejercicio 21 : J uegan las Blancas


CAP ITULO 10 : EJ E R C I C I OS POS I C IONALES 1 65

Ejercicio 22: Juegan las Blancas Ejercicio 25: Juegan las Blancas

Ejercicio 23: Juegan las Blancas Ejercicio 26: Juegan las Blancas

Ejercicio 24: Juegan las Negras Ejercicio 27 : Juegan las Blancas


166 CAPITU LO 1 0 : EJ E R C I C IOS POS I C IONALES

Ejercicio 28: Juegan las Blancas Ejercicio 31 : Juegan las Blancas

Ejercicio 29: Juegan las Blancas Ejercicio 32: Juegan las Blancas

Ejercicio 30: J uegan las Blancas Ejercicio 33: Juegan las Blancas
CAPITU LO 10: EJERC ICIOS P O S I C I O NALES 1 67

Ejercicio 34: J uegan las Blancas Ejercicio 37: Juegan las Blancas

Ejercicio 35: Juegan las Blancas Ejercicio 38: Juegan las Blancas

Ejercicio 36: Juegan las Blancas Ejercicio 39: J uegan las Blancas
168 CAPITU LO 10 : EJ E R C I C IOS POS I C I ONALES

Ejercicio 40 : Juegan las Blancas Ejercicio 43 : Juegan las Blancas

Ejercicio 41 : J uegan las Negras Ejercicio 44: Juegan las Blancas

Ejercicio 42: Juegan las B lancas Ejercicio 45: Juegan las Negras
CAPIT U LO 10: EJ E R C I C I O S POS I C I O NALES 169

Ejercicio 46: Juegan las Negras Ejercicio 49: Juegan las Negras

Ejercicio 47: Juegan las Negras Ejercicio 50: Juegan las Blancas

Ejercicio 48: Juegan las Blancas Ejercicio 51 : Juegan las Blancas


170 CAPITU LO 1 0 : EJ E RC I C IOS POS I C I O NALES

Eje rcicio 52 : Juegan las Blancas Ejercicio 55: Juegan las Blancas

Ejercicio 53: Juegan las Blancas Ejercicio 56: Juegan las Blancas

Ejercicio 54: Juegan las Blancas Ejercicio 57: J uegan las Blancas
CAPITULO 10: EJ E R C I C IOS POS I C I O NALES 171

Ejercicio 58: Juegan las Blancas Ejercicio 61 : Juegan las Neg ras

Eje rcicio 59: J uegan las Blancas

Ejercicio 60: Juegan las Neg ras


1 72

CAPITULO 11: SOLUCIONES A LOS EJERCICIOS

- y el alfil son sus mejores piezas!


Ejercicio 1 : Juegan las blancas
1 7 .ixd4 cxd4 1 8.l:lxd41 .ixd4 1 9.'i'xd4

Andersson-Vaganian
El blanco está l ig eramente m ejor y además
Skelletta 1 989 amenaza , por ejemplo, lüd5 y .ig4. Por lo tanto
el negro debe activar sus piezas y ceder d6.

1 9 . . . 'i'a71 20.'ifxd6 l:tad8 21 .lüd5 �g7? !

Aqul el negro pod ía haber mejorado s u juego


con 21 . . . 'ifc5 ! 22.'ilfxc5 (22.'ifg3 'ifd4 ! ofrece al
negro buen contrajuego) 22 . . . lüxc5 23 .f3 y el
blanco tiene ventaja en el final gracias a sus
dos peones y al fuerte caballo en d5.

22.l:td1 1

Ahora el blanco está claramente mejor y acabó


E l blanco está com pl etamente desarrollado. ganando.
Dado q u e la torre d e f1 puede a poyar f2-f4
está bien a h í por ahora . Tam bién resulta d ifi­ 2 2. . . 'ii'c 5 23.'ii'g 3 a S 24.'i'c3+ f 6 25.lüf4 'ife7
cil decir dónde estará mejor u bicada la dama 26J!t'xa5 'i'xe4 27Jid4 'ife7 28.'i'c7 <ti'h8
y, por e l momento , ya está bien en s u sitio. 29 .if1 'i'e5 30.1lxd7 llxd7 31 .'ii'x d7 'ii'xf4

Sólo la torre de c 1 necesita ser m ejorada y b2 32.'ii'x b7 llb8 33.'ii'f7 'ii'd 6 34.c5 'ii'f8 35. 'ifxf8+
necesita algo de p rotección . Por otra parte , el l:.xf8 36.b4 :.as 37.b5 .!ba2 38 . .ic4 l:.a 1 +
negro tiene a lgún pequeño problema. De sus 39.<�'h2 �g7 40. c6 [1 :O]
p i ezas sólo el caba llo de e6 y el alfil está n
bien situados, a u n q u e el negro está conside­
rando . . . a7-a6 y . . . b7-b5 e n u n futuro cercan o , Ejercicio 2: J uegan las negras
para inyecta r algo de energ ía a s u s pieza s .
Pero e l negro también debe d efender la debi­
Gelfand-Kasparov
lidad en d6. La ú ni ca manera de protegerlo es
aprovechando su control sobre d4 .
Novgorod 1 997

P o r l o t a n t o , e l b l a n co d e b e r ía ataca r l a
columna « d» mediante llc1 -c2-d2 .

1 5.l:lc21

Amenaza ndo 1 6 .llJb5! etc.

15 ... a6 1 6.1ld2 lüd4

Y a ho ra v i e n e el s a c rifi cio de ca l i d a d q u e
g a ra n t i z a a l b l a n co u n a l i g e r a v e n ta j a .
i Recordad que el caballo de e 6 - a hora en d4
CAPIT U LO 11 : S O L U C I ONES A LOS EJ E R C I C IOS 173

El p ro b l e m a c l a v e p a ra el n e g ro en esta va a suceder.
posición es el alfil « colga nte» de a6 después
d e l i m p o rt a n te a v a n ce . . . b 5 - b 4 . T r a s l a 1 7 . . . llJxe4 1 8.'ii c 2
si g u iente jugada del negro l a torre sufre u n
poco pero , potencial mente, está a u n a sola 1 8.llJc3? l:.b8 1 9 . Wc2 l:.xb2! es sencil l o .
jugada de ser activada , por l o q u e no es tan
g rave . E s m á s i m porta n te q ue el resto del 1 8 ... lt:'!df6
e q u i po esté trab aj a ndo u n id o . S i l e damos
t i e m p o al b l a n co p a ra q u e s e d e s a rro l l e El negro está bien situado y el blanco tiene
l i b re m e n t e a c a b a rá e s t a n d o s i t u a d o d e a l g ú n problema de coord i nación, pero quizá
m a n era más natura l (principal mente debido pueda ma ntener el equ il i b rio si respeta esto.
a l alfil de a6) . En la partida no lo h izo y por lo tanto fue
rápidamente despedazado.
1 4 . . . -.cB!
1 9.g4?!
1 4 . . . l:.c8 1 5 . .i..e 3 'it'c7 1 6 . .i..f1 -.b7 1 7 . i.. f4 ,
c o m o s e j u g ó e n Va n We l y - K a m s k y, Parece m ejor 1 9 .llJg 5 ! para atacar al fu erte
Amsterd a m Donner 1 996 , parece m á s fácil caballo central izado .
p a ra el b l a n co ; l a s n e g ra s t i e n e n q u e
p re o c u p a rs e d e l d e s t i n o d e l p e ó n « d » ; 19 ......d7 20.g5?1llJh5 21 . ..th2 f51
14 . . . Wb6 1 5 .i.. e 3 demuestra más allá de toda
duda por q u é la dama no puede ir a b6: e l Ahora la ventaja negra es evidente .
peón « C» está clavado.
22.<�Jc3 :ab8 23.:ab1 ..txc3 1
1 5. i..f4
Conservando el poderoso caballo .
Esto es lo q u e pone a prueba l a nueva jugada
de Kasparov. Es probablemente mejor 1 5 .i..f1 ! 24.bxc3 lbb 1 25.l:xb 1 i..c 4 26.lt:'!d2 llJxd2
b4 1 6 .llJb5 'W'b8 1 7.-.a 4 ! ? i.. b 7 1 8 . i..f4 i..f8 27.'i'xd2 f41 28.l:.e1 l:.e5 1 ? 29.l:.e4? :xe4
1 9 .axb4 llJxe4 20.llJxd6 .txd6 21 . -.xd? i.. xf4 30 . ..txe4 -.xh3 3 1 .i.. g 2 'W'g4 32 ....e 1 llJg 7 1
2 2 . g xf4 'ifxf4 c o n u n a p o s i c i ó n m u y 3 3 .f3 -. x g 5 3 4 . 'i' b 1 llJf5 3 5 .... b8+ �g 7
com p l i ca d a . M á s tarde 1 5 . i.. f1 s e jugó e n 36.Wxa7+ �h6 37.Wf7 ..tf1 1 38.�xf1 lüe3+
d iversas pa rtidas, con l a concl usión (hasta el 39.c;i;>e1 'i'h4+1 40.c;i;>e2 'ii'x h2 41 .�d3 llJf5 [0: 1 ]
m o m e n to ) de q u e las p os i b i l i d a d es están
eq u i l i b ra d a s .
Ejercicio 3 : J uegan las neg ras
15 .. . b4 1 6.llJa4 b31
Mlles-Korchnoi
Esta es la i d e a clave. El negro reacciona a l a
p ri m e ra o p o rt u n i d a d , s i t u a n d o u n fu e rte
Lugano 1 989
caballo en e4 y abriendo l a col u m n a « b» al
mismo tiempo, ¡y g ratis! Si no encontrásteis
esta jugada, n o h a béis resuelto del todo este
ejercicio.

1 7. jt'xb3

1 7 .'W'b1 es posible, pero echad un vistazo a la


torre en el rincó n , la dama y a l caballo en a4,
y entonces observad las piezas negra s . Está
suficientemente claro q u e , aunque el blanco
no pierde el peón «e» ahora mismo, algo malo
174 CAPITU LO 11 : SOLU C I O N ES A LOS EJ ERCIC IOS

Este ejercicio es realmente senci l l o . El alfi l de 45.l:tcc2 lLle3+ 46.q¡,h3 lLlxc2 47.l:txc2 l:lb4
casillas blancas no es nada del otro m u ndo y 48.l:ta2 .i.d4 49.�g2 i.b2 50.h5 �d4 51 .�f2
tien e pocas posibilidades de mejorar, mientras �c3 52.�e3 'itb3 53 . ..1tf7+ �c2 54.g4 �c3
q ue el otro alfil del blanco es su perior. Por lo 55 . .i. g 6 .i. c 1 + 5 6 .'� e 2 .i. g 5 5 7 . .i.f5 l:td4
t a n t o , e l s i g u i e n t e s a c r i fi c i o de c a l i d a d , 58. .i.g6 �b4 59 . .i.f5 l:td3 60.�e1 l:d4
c reando u n centro form i d a b l e , e s basta nte
lógico. E ra más s e n c i l l o 6 0 . . . l:ta 3 ! 6 1 .l:txa3 �xa 3
62 . .i.xe4 'iti>xa4 6 3 .q¡,d 1 �b3 64 . .i.c2+ �c3
21 . . . lLlxe41 22 .1hc2 l:.xc2 23 . .i. d 3 .C.xb2 65 . .i.a4 �b4 66 . .i.c2 a4 etc.
24.l:.xb2 lüc5
61 .'� e2 e3 62.'�i'f3 l:tf4+ 63.�g2 l:ld4 64.�f3
�b3 65.l:ta1 l:tf4+ 66.<.1i•g3 l:lf2 67 . .ie6+ �c3
E l neg ro tiene com pensación y ya está incluso
68Jic1 + �d4 69.�h3 e2 70.�g3 l:f1 [0: 1 ]
u n poco mejor. De cualquier modo, la posición
es más d ificil de j u g a r para el blanco en l a
práctica . N i su alfil n i sus torres disponen d e
b ue n a s casil las. Ejercicio 4 : J uegan las blancas

25 . .i.c2 :es Karpov-Portlsch

25 . . . f5 ! ? es p o s i b l e pero p u e d e ofrecer a l Ti l b u rg 1 988


b l a n co a l gún p l a n , y a q u e l a c a d e n a d e
peones puede s e r atacada mediante f2-f3 y
g2-g4, revitalizando a s í el alfi l . Por lo tanto el
negro hace lo lógico: ¡pri mero mejorad vuestra
pieza más fuerte! ¡Estamos en un final y estas
cosas cuenta n !

26.l:te1 lü d 7 27.a4 cJtf B 28.g 3 f 5 29.f3 �f7


30.�g2

3 0 . g 4 !? era m á s opti m i sta , p e ro el b l a nco


pa rece tener menos actividad potencial .
El blanco tiene claramente ventaja de espacio
y buenas perspectivas de ataca r los peones
30 . . . l:tc4 31 . .l:.a2li:lf6 32.l:ld 1 <l;e7 33.l:td3 �d7
enemigos . La mejor pieza está en c6 y podría
34.l:td1 l:tc5 35 . .i.b3 l:tc3 36 . .i.c2 .i.c5 37.l:td3
ser n eutral izada por el caba llo negro a hora
l:tc4 38. d 6 e4 39.fxe4 fxe4 40 . .i.b3 l:.b4
mismo. 38 . .i.e2 ! ? es una buena j ugada, pero
41 ..l:lc3 �xd6 42.h4?1 �e5 el negro nunca juga ría 38 . . . a5?, perdiendo lo
p oco q u e l e q u e d a d e l control s o b re l a s
42 ... i.d4! era más fuerte. c a s i l l a s b l a n c a s . R e c o rd a d q u e v u e s tro
o p o n e nte i n t e n t a rá contra rrestar v u estros
43 . .i.f7 l:tb1 44 . .i.xg6? p l a n e s , por l o q u e 3 8 . . . l:t a 8 ! es l a única
j u g a d a . D e h e c h o , esta posición n o es l a
44.<ii? h 3 ! lLld5 45. l:tc4 reduce la desventaja al primera vez que se produce. Ahora , tras 39 .
m ínimo. g4 el b l a n co pa rece h a ber conseguido u n a
m ej o r versión q u e l a d e l a pa rtid a , lo q u e
44 ...li:ld5 también le proporcionó ventaja. Aún así, el
cálculo concreto revela que la torre negra está
Ahora el negro está mucho mejor. m ej o r s i t u a d a en a8 q u e e n e8 si s u rg e n
CAPITU LO 1 1 : S O LU C I O N ES A LOS EJ E R C I C IOS 1 75

problemas. Tras 39 . . . hxg4 40 . .txg4 lt.Jc5! Es E ra necesario 4 1 ... 11fc7, q u e favorece igual­
bueno que a6 esté p roteg i d o . Por lo ta nto mente al bla nco. La torre s i m plemente está
Ka r p o v e l i g i ó e l ca m i n o c o r re cto c u a n d o mejor situada en e8. La siguiente jugada blan­
realizó su sigu iente jugada. c a p ro b a b l e m e n t e d e b e r í a s e r 4 2 . l:tb 3 ! ,
sobreprotegiendo e 3 y preparan do e l ava n ce
38.g41 en el fla nco de rey.

3 8 . h4 ? ! S i m plemente crea u n a debilidad en 42.'i'g4 11i'e8


las casillas negra s . U n a posible variante es
38 . . .'iÍi'g7 ! (preparándose contra g3-g4) 3 9 . g4? 42 . . . 11fc7 43.f4 y el bla nco se la nza al ataq ue ..
hxg4 40 . ..txg4 l:th8 4 1. h 5 lLle5! 42 . lLlxe5 .txe5
y de repente el negro tiene una posición muy 43.l:.xb6 l:th4 44.'i'f3 :xa4 45.:lb8 'Wd7?!
activa: no tiene por qué perder. N ótese q u e
43. hxg6?? 'i'c2! 44.l:.f1 (44.'ifilf3 f5! ) 4 4 . . . 'Wxg6 U n e rror. Tras 45 ... '1'e4 46.11fxe4 .J:txe4 47 . .l:t a 8
seguido de . . . f7-f5 y el neg ro gana. .l:t a 4 48. lLlb8 .J:ta5 ( 4 8 . . . a5 49 . .l:t a 6 ) 49 .e4 el
blanco tiene alguna ventaj a , pero aún así es
38... hxg4 d ifícil ganar.

Se ha sugerido 38 . .. h4 pero tras 39.'Wf4! , con 46.l:.a8 ..th4 47.e4 ..tf6 48.'iid 3 11fb7 49.l:.b8
i ntención de g4-g5 , el negro tiene problemas. 'Wd7 50.11fc2 Aa3 5Ulb3 .l:ta1 ?

39 . .txg41 �g7 5 1 . . . .l:t x b 3 5 2 . 'Wx b 3 s e g u i d o d e 'i' a 3


p roporcio n a a l bla n co buenas posibilidades
El negro n o puede evitar el cambio de a lfil por de victoria .
c a b a l l o ya q u e 3 9 . . . lt.Jc5 4 0 . 'iVx b6 'iVx b6
4 1.:.xb6 lLlxa4 42.l:.xa6 concede a l blanco una A h o ra t o d o s e h a a c a b a d o , p e ro h e
clara ventaj a . a p ro v e c h a d o p a ra i n c l u i r u n ej e r c i c i o
a d i c i on a l .
40 . .txd7 11fxd7

Ejercicio 5 : J uegan las blancas

Karpov-Portlsch

Tilburg 1 988

4 1 .'ft'f4!

4 1. 11fxb6?! 'ft'f5 y el b l a n co está demasiado


alejado del flan co de rey.

52.l:.f31 'iVb7
41 ... l:.h8?!
176 CAPITU LO 11 : SOLUC I O N E S A LOS EJ E RCICIOS

52 . . . ..te5 5 3 . ltl x e 5 d x e 5 54 . 'i' b 2 l:l. a 4 a l fi l de b2 v a a te n e r p ro b l e m a s p a ra


55.'i'xe5+ �g8 56.l:l.b3 y e l blanco gana. a ctivarse) .

53.l:l. xf6 'i'b5 54 . .-c3 'i'f1 + 55.�g3 •g 1 + 1 6 . ..tb5 presenta s i m i lares inconvenientes, ya
56.'� h4 [1 : 0] que tras 1 6 . . . ..tc6! 1 7 . .ixc6 l:l.xc6 el blanco
tiene nuevamente problemas con las casi llas
blancas. Entonces tenemos 1 8. bxa5 (el blanco
i ntenta forzar algo, pero q uizá sea más seguro
Ejercicio 6: J uegan las blancas
a s e g u ra r ta b l a s m e d i a n t e 1 8.c4 ! ? l:l.xc4
1 9 . bxa5 bxa5 20 . ..txf6 tüxf6 2 1 .l:l.xa5) 18 ... bxa5
Yusu pov-Rozentalis 1 9 .ltle5 pero el negro simplemente j uega la
correcta 1 9 . . . l:l.b6! y, si algu ien está mejor, es
Alemania 1 995 él. Tras 20 . ..tc1 puede quedar bien o forzar
tablas con 20 . . . ltlxe5 2 1 .l:l.xa5 l:l.c8 22 .l:l.xe5
ltld5 23 . .id2 l:l.bc6 24 .l:l.e4 lüxc3 2 5 . ..txc3
l:l.xc3 , y las posibil idades de victoria del blanco
parecen m ln i mas.

1 6 ..td5 1 7.ltl d2ltle5


•..

1 7 . . . axb4 1 8 .cxb4 l:l.xa 1 1 9 . ..txa 1 y la pareja


d e a lfi l e s g a ra n t i z a a l b l a n co u n a l i g e ra
ventaj a .

1 S.f3ltleSI?
El blanco está bien situado en genera l , pero
t a m b i é n e l n egro . A m b o s b a n d o s h a n
Dirigiéndose a d6-c4 . Cabe destacar que la
completado s u desarrollo, pero a ú n n o esta mos
variante 1 8 . . . ltlc4? 1 9 .ltlxc4 .txc4 20 . ..txc4
en el medio juego ( ! ) y n o hay posibil idad de
l:l. x c 4 2 1 . b x a 5 b x a 5 2 2 . l:l. x a 5 ¡ e s t a vez
ataques contra los reyes . En consecuencia , fu nciona!
es más preciso hablar de transición del medio
juego a l fin al . 1 9. e4 ..tc4 20.lillcc4ltlxc4 21 . ..txc41

Dado que n o hay p o s i b i l i d a d d e a c c i ó n 2 1 . ..tc1 lüed6 y el negro está bien situado.


inmed iata , e s bueno que el blanco se dedique
a mejorar algo, y el rey es la pieza elegida. 2 1 :xc4 22.l:l. d7
•.•

1 6.�f1 1 El blanco tiene una ligera ventaj a que, en la


partida, resultó ser suficiente.
Esta j u g a d a fu e novedad en su m o m e nto ,
i m posible de encontra r por mero cálculo pero 22 l:l.c7 23.:ad 1 1 f6 24.l:l.xc7 ltlxc7 25.: d6
••.

m u y fácil de h a l l a r si record a m o s n u estra s J:[bS 26.�e2 eS 2 7 . g 31 ? �fS 2 S.l:d7 lüe6


reglas (sin s e r esclavos de ellas, p o r supuesto , 29.�e3 axb4? 1 3 0 . cxb4 :es 3 1 .�d3 :es
porque n u n ca sabemos qué reg l a es vál ida 32.h4 h5 33 .ic3 �es 34.l:l. b7 �dS 35J:lbS+

en q u é m o m e n to h a s t a q u e n o l a rl;e7 36.b5 J:[d6+ 37.c¡f¡>c4 ltlc5 3S . ..tb4 J:[d4+


i nvestigamos). 39.�c3 :d3+ 40.�c2 :d4 41 . .!:tb7+1 �es
42 ..txc5 bxc5 4 3 .lbg7 :b4 44.: b7 c¡f¡>fS

1 6.ltld4 ..td5! perm ite al negro tomar el control 45.�c3 rt;gS 46.b6 �S 47.g4 hxg4 4S.fxg4
de c4 e igualar i n med iata mente (ahora que el WgS 49.h5 rt; hS 50.h6 [1 :O)
CAP ITU LO 1 1 : S O L U C I O N ES A LOS EJ E R C I C I OS 177

Ejercicio 7: Juegan las blancas 20 . .tc21

La idea clave es j u g a r b2-b3 y presionar el


Karpov-Portisch fla n co de d a m a . 2 0 . f4? tbd 7 2Uii'x c4 tbc5
favorece al negro .
Tilburg 1 9SS
20 .:cs 21 .tbe4 .te7
..•

21 . . . b5 22.b3 gara ntiza al blanco una l igera


ventaja .

22.b3 cxb3 23 . .txb3

E l blanco está m ejor. Creo que la mayoría de


vosotros puede recordar cómo acaba la parti­
da.

23 . .. 'ii'd 7 24.l:txcS 'ii'x c8 25.l:.b1 'ii'f5 26.lüd2


E n realidad ésta es n uestra partida Ka rpov­ .!:lbS 27 . .i.d1 'l'c8 28.tbb3 .tf6 29.tbd4 'i'b7
Portisch de los ejercicios 4 y 5. Aq u í lo ún ico 30.'ili'c2 1 g6 31 . .te2 �g7 32.-.b3 lüd7 33.lüc6
bueno del negro es su peón « c » y la fuerza :as 34. 'itb4 'ili'c7 3 5 .<�g 2 h 5 36. h 3 � g S
potencial d e sus peones del flanco de dama, 37 . .td1 :es 3S.g4 1 ?
por lo q u e Karpov decide e l i m i n a rlos, ya q u e
sus propias ventajas n u nca desaparecerán (la Aq u í estamos, ¡de n u evo en casa!
d e b i l i d a d de c 6 y la p o s i b i l i d a d de u n a
ofensiva por e l flanco d e dama) . 3S h x g 4 39 . .t x g 4 1 �g7 40 . .t x d 7 'l'xd 7
• . .

41 .1Wf4 lthS 42.'ii'g4 -.es 43 . .1:lxb6l:h4 44.'ii'f3


1 9. .te4! ! l:.xa4 45 .1:lbS 'l'd7?1 46 . .:taS .i.h4 47.e4 .tf6

4S.'i'd3 'i'b7 49 ..1:.bS 'i'd7 50.'ii'c 2 .l:.a3 51 . .1:.b3


Consigu iendo el control de d 3 , pero esto no l:ta1 ? 52JU31 'i'b7 53.l:txf6 'i'b5 54.'i'c3 -.r1 +
es todo . El a lfil no deberla espera r q u e e4 sea 55.�g3 1i'g1 + 56. 'iti>h4 [1 :O]
su casilla defin itiva de reposo .

Se ha recomendado 1 9 .c!ba2 . M e p regu nto q u é


es lo q u e p a s a c o n estas j u g a d a s del esti lo
Ejercicio S : J uegan las blancas
c!ba2/lüa 7 . . . Vea mos . . . 1 9 . . . b 5 Y a h o ra u n a
posi ble va riante sería 20 .tbb4 'ii'a 5 ! 2 1 .tbc6 Gelfand-Ljubojevic
tbxc6 2 2 . d xc6 'ii' x a4 y e l n e g ro t i e n e b u e n
j u e g o . Con tb a 2 se está forza ndo e l j u e g o , Linares 1 993
i ntentando l legar a c 6 de u n a vez.

1 9 :es
.•.

La debil idad del fla nco de rey es u n espejismo.


Tras 19 . 'i'c8 20.f4 ! tbg6 (20 . . . tbd7 21 . .tf5 y e l
..

blanco gana algo rá pidamente) 2 1 . .txg6 hxg6


22.tbe4 el blan co gana material . La debilidad
e n e3 no es suficiente para com pensar esto ,
ya que no está claro ahora mismo cómo podría
e l negro ataca rla .
178 CAPITU LO 11 : S O L U C ION ES A LOS EJ ERCIC IOS

El blanco necesita desa rrollar s u s tres piezas correcto .


r e s t a n t e s . El n e g ro t a m b i é n n e ce s i t a
desarroll a r tres pieza s . Pri m e ro deberíamos 1 2 ... cxd4?1
decidir dónde van las torres. E n l a p a rti d a ,
Gelfand i nsiste e n q u e las mejores casillas 1 2 . 1i'c7 ! es l a propuesta de Gelfa nd como la
. .

son a 1 y d 1 , lo q u e me parece u n poco raro. j u gada más fl exible. Tal vez Lj ubojevic no vio
C reo que las casillas correctas son d1 y e1 , el siguiente movimiento del blanco.
teniendo en cuenta las col u mnas a biertas. O
com o m ín i m o d 1 y f1 , con la posi b i l idad de 1 3 . .tf41
util izar e1 en caso de necesidad. Decid id por
v o s o t r o s m i s m o s , la re s p u e s t a n o e s t á Ahora las cosas p ronto se complicarán para
a bsol utamente clara . el negro , cuya dama no tiene buenas casi l las.

Pero l a g ran preg unta para el blanco es q u é 1 3 .tc5?


•..

debería h acerse con e l alfil de casillas negras .


H ay dos casillas n atu rales para esta pi eza , 1 3 . . . .tb7 1 4 .ltJxd4 'ii e 8! (1 4 . . . 1i'c8 1 5 .ll'lf5 es
pero ninguna es ideal . En g5 el alfil está bien m u y d e s a g ra d a b l e p a ra el n e g ro ) e ra
u bicado pero , dado que a l negro no se le h a
prácticamente forzado seg ú n Gelfand.
p e rd i d o n ada e n e l c e n t ro , . . . ll'l d 7 e s l a
c o n t i n u a c i ó n m ás p ro b a b l e . L a s e g u n d a Ahora vemos los problemas de espacio q u e
opción para e l alfil es b 2 , pero b2-b3 d a ñ a experimentó el negro c u an do el blanco tomó
ligeramente la estructu ra de peones d a d o que el control de e? .
debilita las casillas negras. Es fácil imaginarse
que u n . . . .tf6 será m uy molesto más tard e .
1 4 . .te5 .tb7 1 5.ll'lxd4 ll'ld7 1 6.ll'lb31
Gelfand descub rió q u e e5 es la casilla de l a
N avidad. A ú n así, tengo mis d u d a s respecto a
U n a jugada clave. E l negro no puede hacer
esta jugada. Además, n u n ca debemos olvidar
nada respecto al alfil de e5 en vista de .txh7+
que n uestro oponente q u ie re desplegar sus
etc.
fue rza s .

1 6 .'it'g5
E n consecu e n c i a , rá p i d a m e nte n o s d a m o s
•.

c u e n ta d e q u e to d a s s u s p i ez a s t i e n e n
1 6 . . . .te7 1 7 . .txh7+ c;t>xh7 1 8.1i'd3+ ganando
posi bilidades muy l i mitadas. E l alfil d e c8 i rá a
u n peón .
b7, la torre de dama a d8 (c8) y la dama a c7.
E v i d e n t e m e n te esta ríamos e n ca ntados de
h a c e r a l g o p a ra e n to r p e c e r e l d e s a rro l l o 1 7 . .tg3 l:lad8 1 8.ltJxc5 ll'lxc5 1 9 . .tc2
negro, a l tiempo que nos ayudamos a nosotros
mismos. El bla nco dispone de una clara ventaja g racias
al control d e las casillas negras.
1 2.l:d 1 1 ?
19 .f51? 20 f3 f4 21 .tf2 eS 22.b41 ll'ld7 23.c5
•. • . .

Gelfa n d l e pone u n signo d e a d m i ración , pero bxc5 24.bxc5 � h 8 25. h4 1 +- 'ii' h 5 26. 'ii b 5
yo p re fi e ro 1 2 . .t f4 ! c x d 4 1 3 . l: a d 1 ; u n .txf3 27.gxf3 'Wxf3 28.'ifd3 'i'g4+ 29.�h2 e4
desarrollo más natura l . O incl uso l a sencilla 30.'ii'x e4 ltJf6 3 1 .'Wg2 'ii'e 2 3 2.llxd8 l:xd8
1 3 .Afd 1 si ésta es la estructura desead a . 33.l:g 1 g6 34 .t e1 1 'ii'c4 35.l:f1 l:l.e8 36 . .tb3

'Wxc5 37.'ii b 2 �g7 38 . .tc3 f3 39 .txf6+ 'it'h6


Ad e m á s , l a s u g e re n c i a d e G e l fa n d e n e l 40.1i'd2+ �h5 41 .'i'd5+ 'ii'x d5 42 . .txd5 l:e2+


comentario s i g u i e nte i nd ica q u e estoy en lo 43.'ito>g3 [1 :O]
CAPITU LO 11 : S O L U C I O N E S A LOS EJ E R C I C IOS 1 79

Ejercicio 9: Juegan las negras 1 9 . . . :tfd8 20 . ..txh7+!

Esta e ra l a sorpresa del blanco . ¡Si habéis


Gelfand-Anand v i s t o t a n to e s t a j u g a d a c o m o la m ej o r
res p uesta , en to nces deberíais s a l i r a j u g a r
Blel 1 993 a l g u nos torneos !

2 0 . b4 'it'b6 ! 21 . 'it' e7 ll x d 2 2 2 . ..t x b 7 'i'xb7


23.:txa7 'it'xe7 24.:txe7 Ab2 conduce a ta blas,
m i e n t r a s 2 0 . :ta c1 'it'b4 21 . :tc4 'it'xc4 ¡es
también bueno para el negro !

20 .. .'�xh7?

E ra o b l i g a d o 2 0 .. .'j¡'f8! 2 1 .1!i'a4 :t x d2 y la
a c t i v i d a d del n e g ro s e rá s u fi c i e n t e p a ra
compensar el peó n . Todas las piezas blancas
podrían encontra r mejores casillas . . .
Esta posición es muy peligrosa . El tema clave
a la hora de resolver esto tiene que ver con el 2 1.'i!i'xf7 .l:lxd2?1
conce pto p ri m a ri o . Perm i t i d m e red ef i n i r los
conceptos pri m a rios en esta posición , com o 21 . . . ..txg 2 ! 22 .�xg2 :txd2 (22 .. .'it'g5+ 23.�h 1
A x d 2 2 4 . :tg 1 a y u d a a l b l a n c o ; G e l fa n d
ejemplo . E n v e z de ca l c u l a r desde el p rincipio
p roporciona u n a variante ganadora , pero ya
( u s a n d o Fritz p a ra q u e r e a l i c e l a t a r e a )
hemos visto suficiente) 23 .'ii'x e6 l:.b6 24.'it'e4+
debemos i m a g i n a rnos q u é q u eremos hace r.
:t g 6 + 2 5 . 'it> h 1 ¡ y el b l a n c o t i e n e p e ó n d e
Te n e m o s u n a v e n ta j a re s p e ct o a l o s
ventaj a !
ordenadores y es q u e sabemos q u é queremos
calcular. Aq u í lo más i mportante pa ra el negro
22.l:.a4! 'i'g5 23.g31
es aseg u ra r la posición de s u rey, por q u e
d e b e m os i ntentar averig u a r c ó m o h a cerlo .
¡El blanco gana la dama!
¡Por s u e rt e podemos c o n s e g u i rl o
d i recta mente!
23 ...e5 24.:th4+ 'i'xh4 25.gxh4 l:d6 26.h5 ..te4
27.fle7 :tbb6 28.flxe5 l:.e6 29.'it'f4 [1 :O]
1 8 . . 0-01
.

S i m p l e m e n t e n o hay a l te r n a t i v a s a e s t a Ejercicio 1 0 : Juegan las blancas


j u g a d a . E s t o y s e g u ro d e q u e s i h a b é i s
sugerido al gu n as era porq ue pensábais q u e Gelfand-Adams
algo q u e no fu ncionaba . . .
Candidatos 1 994 (4• partida)
1 9 'it'xd7
.

Otras j ugadas no con sig uen molestar a l negro .


1 9 .:tac1 1!i'd6 20.lt)c4 'i'e7 cond uce a igualdad
y 1 9 . ..txh7+ �xh7 2 0.'i'xd7 ..td5! proporciona
a l negro buena compensación por el peó n . El
alfi l es muy fuerte y la artillería pesada está
muy bien situada . Nótese que 20 . . . ..td5 ! es u n
ejemplo clásico de j u ego q u e n o o b l i g a . E n
vez de forzar, el negro mejora su posición s i n
tener en cuenta capturas o a menazas.
180 CAPITU LO 11 : SOLU C I O N ES A LOS EJ E RC I C IOS

El blanco está mucho mej or. No se puede deci r 25.lle6 'W'd7 26.'ii'xf51 1 ..txg5
q u e n i n g u na de sus p i ezas esté in activa , y
tam poco tiene debilidades. El negro , por su
[26 . . . hxg5 27. hxg5] .
parte , no está demasiado bien coordinado y
t i e n e p ro b l e m a s e n l a c o l u m n a « e» ,
27.'i'g61 'i'f7
concreta mente. La torre bl a n ca de d 1 sería
muy útil en la columna « e» . El eje rcicio tiene
m ucho e n comú n con las teorías del reciente Si 2 7 . . . .1:1.f6 entonces 28 . .1:e8+ .l:l.f8 29 . ..tb1 .
libro de Dorfm an El Método en Aje drez. En él
se afi rma con m ucha lógica q u e cuando u n 28.Wxf7 .z:txf7 29.hxg5 cxd4 30.cxd4
jugador tiene muchas posibi lidades de mejorar
su posición , mientras el otro tiene poco más 3 0 . g 6 !? e ra ta m b i é n p o s i b l e , con i d e a de
q u e m ej o ra r, ento n ces este último deberla 30 . . . .1:ff8 31 . ..txh6! gxh6 32 . .z:te7 con victoria
considerar iniciar acciones i nmediatas . Este fácil .
es uno de esos casos . Las debi lidades q u e
deben s e r ataca d a s están e n l a s c a s i l l a s 3 0 . . . ..t c 4 3 1 .1: e 8 + J b e 8 32 . .z:t x e 8 + 'ii.> h 7

blancas, em pezando por e6 . 3 3 . ..tb1 + g 6 34.gxh6 lLlc6 35. ..te3 .z:te7 36.l:tc8
..td5 37 ..td3 lLlb4 38 . ..te2 ..te6 39 . .z:td8 lLld5

1 7 . .1:1.e21 ..tf6 1 8 .1:1.de1 .tes


• 40 . ..tg5 .l:l.d7 41 . .1:e8 ..tf7 42 . .z:tb8 ..te6 43 ...tf3
.l:f7 44.l:d8 lUS 4 5 . i. d 2 lLlf6 46.J:I.a8 g5
1 8 . . . ..t g 8? 1 9 . lLlb5 y el n e g ro p i e r d e . Tras 47 .lba7 + � x h 6 48 .z:t a 6 lLl d 7 49.a5 l:t b 5

1 8 ... .1:de8 1 9 . ..txf5 el negro no está bie n . 50.axb6 [ 1 :0]

1 9 . ..tc41

B ri l l a nte . La presión sobre las casillas blancas


Ejercicio 1 1 : J uegan las blancas
cont i n ú a p roporcionando una clara ventaj a .
Aq u i el bla nco usa la debi lidad d e d 5 p a ra Gelfand-Epishin
eliminar la presión contra d4.
Dos Hermanas 1 994
1 9 ... lLlxc3

1 9 . . . lüb6? 2 0 . lLlb 5 •d 7 2 1 . ..t e 6 es l a


j ustificación táctica del juego blanco. 1 9 . . . lLlf4
20 . ..txf4 'i'xf4 2 1 .lLld5 1rd6 22.lL!xf6 'i'xf6 23.d5
es también muy desag radable para el negro .

20.bxc3 h6 21 .a4? 1

Gelfand prefiere 2 1 .h4, probablemente con la


idea de h4-h5 y un ataque continuado sobre
las casillas blancas, a s i como la posibilidad
de lLlf3-g5!?, seg u ido de mucha diversión . E l l ibro de D o rfm a n , a n teriorme n te cita d o ,
contiene u n a obse rva ción m u y i nte resante .
21 . . . b6 22.h41 lLla5 23 ..ta2 eS 24.lLlg51 ..ta6?1

Destaca q u e a menudo s e da u n a situación
en la que u n jugador puede mejorar sus p iezas
2 4 . . . .. c 7 ! 2 5 . d x c 5 ! b x c 5 26 . lLl e 6 ..t x e 6 mucho más fácilmente que el otro, y la reacción
27 . ..txe6 ..t x h 4 2 8 . ..txf5 c o n ventaja para el correcta d ebería ser, en caso d e que seáis
b l a n c o . P e ro esto era m ej o r q u e l a vosotros los q u e no podéis mejora r vuestra
contin uación d e l a parti d a . posición sign ificativamente , reaccionar rápido .
CAPITU LO 11 : S O L U C I O N E S A LOS EJ E RC I C I OS 181

Esta es u n a de esas posiciones. Pero . . . , ¿y 26 . . . lt:lc4! era mejor.


a h o ra ? B u e n o , e l b l a n co d e b e ría v e r d o s
cosas: los motivos tácticos que salta n a l a vista 27.'i'd 1 ? !
y la casi lla ideal en d6 para el caballo de c3.
Esto d e b e r í a h a c e r po s i b l e e n co n t ra r la
D e s p u é s d e e sto , E p i s h i n e n c u e n t ra u n a
ejecución d e la idea de l a com binación .
d efen sa m u y i n g e n i o s a ; proba b l e m e nte n o
s e a suficiente para salvar la partida pero, e n
1 2. b41 cxb4 1 3.lZ'lxb51
la p ráctica , las cosas s o n siempre difíciles.
T r a s 1 3 . axb4 � x b 4 1 4 .lZ'lxb5 e l a lfi l e n b 4
protege d6; por lo tanto , se invirtió el orden de 27 . . . lt:lbd5 1 1 28 .l:c2 lt:lc3 1 1 29.1:.xa2 ltxa2 ! !
j u g a d a s . Sin este matiz, e l ej e rci c i o n o se 30. Wf1 lt:lxb5 31 .g4 lt:ld6?1
podría solucionar.
3 1 . . . hxg4! 32 .Wxb5 gx h 3 33.�1 l:a 1 + 34.�e2
1 3 ... i.b7 h 2 3 5 . 'it'c4 lLi e B 3 6 . i. c 1 d a r l a al b l a n c o
excelentes posibilidades de victoria .
No hay m o d o de i g u a l a r, ¡ n i s i q u i e ra d e
aproxi m arse! 1 3 . . . l:b8 1 4 .lüd6 e s bueno para 32.lt:lxd6 i.xd6 33.g5 lt:le8 34.g6 lüf6 35.gxf7+
el blanco y 1 3 . . . b3 1 4 .lüd6 iL!d5 1 5 .�d2 ! �xd2 'iti>fB 36.'Wc4 l:la7 37.'We6 l:d8 38.i.b5 l:e7
1 6 .'.- x d 2 lt:l 7 f6 1 7 . .!bc4 � d 7 1 8 . a 4 ! l: b 8
39.'i'f5 [1 : 0]
1 9 .l:fb 1 'flc7 20.lt:lfe5 d a a l bla nco e l control
d e l a s casi l l a s n e g ra s . q u e n e cesita p a ra
El blanco ganó por tiem po. 39 . l:.f7 40. i.c4
q uedarse el centro y acorralar al peón negro
. .

l: c 7 4 1 . i. e6 o f r e c e a l b l a n co b u e n a s
de « b » .
posibil idades d e victoria seg ú n Gelfa n d .
1 3 . . . axb5? 1 4 . axb4 parece g a n a r u n peón y
tras 1 3 . . . bxa3? 1 4 . .!bd6 ! Ambos peones de « a »
p resu m iblemente caerá n y el blanco ten d rá la Ejercicio 12: Juegan las negras
pareja de alfiles.

Svidler-Sakaev
14 . .!bd6 �xf3 15.Wxf3 �c7 16 . .!bb71
San Petersburgo 1 995
M e d i a nte la g a n a ncia d e t i e m p o , e l b l a nco
consigue el peón « b » . Ahora , con la pareja de
a lfiles y u n peón de más, el blanco está ca m i n o
de con seg u i r u n buen res ultado.

1 6 . . . '1i'e7

1 6 . . .'ii' c 8 1 7 . axb4 lt:ld5 1 8 .lt:la5! lt:lxb4 1 9 .�e4


y el blanco está m u y bien, m i entras 1 6 . . . i.xh2+
1 7 .�xh2 '1i'c7+ 1 8 .'iti>g 1 1i ' c3 1 9 .'fle2 'ii'x a 1
20.i.b2 'it'a2 2 1 .i.c4 b3 22 .l:a 1 atrapa la dama.

1 7 .axb4 e5 1 8 . i.xa6 exd4 1 9 . exd4 'Wxb4


2 0 . � e 3 l:fb 8 2 1 . l:a b 1 'i'e7 2 2 . i. b 5 l:.a3 Un aspecto i m po rtante es que el n e g ro no
23.i.c6 lLib6 24.l:lfc1 h5 25. h 3 '1i'e6 26.l:b5? esta rá bien en posiciones como la que aparece
después de, por ejemplo, 9 . . . exf4 1 O .�xf4 lLic6
26 .lt:lc5 g a n a . 1 H i'd2 .!bg4 1 2 . 0-0-0 lt:lge5 1 3 .�e2 , la cual
es ligeramente mejor para el blanco, seg ú n
26 . . . 'it'a2? Svidler. En realidad y o creo q u e e s peor que
1 82 CAPITU LO 1 1 : SOL U C I O N ES A LOS EJ ERC I C I OS

eso. El control de d5 es mucho más i mporta nte perspectivas. El tiempo no e s tan importante
q u e e l d e e 5 , ya q u e d e s d e d 5 h a y porq u e el n e g ro está t ra baj a n d o aspectos
pos i b i l i dades d e atacar e l territorio enemigo. estáticos.

E n consecu e n c i a , e l b l a n co acostu m b ra a 1 2 . .i.c1 .i.g7 1 3.h3 lüe5 14 . .i.e3 g4! [%-Yz]


esta r a l g o mejor en estas pos i c i o n e s . M á s
a d e l a nte e n co n t ra r é i s l a p a rt i d a K a r p o v ­ Y en esta posición d i nám icamente eq u i l ibrada ,
Polugaevsky, que en cierto m o d o s i rve para
los jugadores acord a ron tablas . En rea l i dad
i l u strar este concepto.
prefiero la posición neg ra ya que parece que
tiene más potencial d i n á m ico que la blanca .
Sea como sea, en la posición del diagrama e l
peón de h5 queda expuesto, p o r lo que e l negro
está real mente peor de lo normal , porq u e no
se ve dónde debe ir el rey. Karpov-Polugaevsky

9 . 'ií'c7 1 0 . f5 .i.c4 1 1 . .i.xc4 'it'xc4 1 2 . 'i'd3 es


. .
Candidatos, Moscú 1 974
ta m b i é n m ej o r p a ra el b l a n c o . E c h a d u n
vistazo a d 5 y b6.
Defensa Sici l iana

9 ... lüg41 1 O.i.d2


1 .e4 c5 2.ltlf3 d6 3.d4 cxd4 4.ll:lxd4 ltJf6 5.lüc3
a6 6 . .ie2 e5 7.ltlb3 .i.. e 7 8.0-0 i.e6 9.f4 'ií'c7
1 O.'i'd2 llJxe3 1 1 .Wxe3 exf4 1 2.'i'xf4 llJc6 1 3 .0- 1 O.a4 ltlbd7 1 1 .�h 1 0-0 1 2 . ..te3 exf4 1 3.l:xf4
0-0 .i.e7 1 4 .<itb 1 g 6 1 5.lüd5 i.g5 1 6.fí'g 3 ltle5 lüe5 1 4.llJd4 l:adB 1 5.Wg1 l:d7 1 6.l:td 1 :es
d e b e s e r b u e n o p a ra el n e g ro . El a l fi l
1 7.ltlf5 ..td8 1 8.ltld4 lüg6 1 9.l:tff1 lüe5 20 . .if4
compensa l a debilidad d e l a posición del rey.
'irc5 21 .ltlxe6 'ifxg 1 + 22.l:txg 1 l:xe6 23 . .if3
lüeg4 24.l:gf1 ..tb6 25.l:d2 ..te3 26 .i.xe3
1 o . . . exf4 1 1 . .i.xf4
lüxe3 27.l:b1 'it>fB 28.'it>g1 l:c7 29.�f2 lüc4
30.l:d3 gS 31 .h3 hS 32.ltJd5 lüxdS 33.l:xdS
liJeS 34.c3 h4 3S.l:bd1 �e7 36.ll1 d4 f6 37.a5
l:c6 38.i.e2 <itdB 39.c4 <itc7 40.b4 ll'lg6 41 .b5
axbS 42.cxb5 l:c2 43.b6+ 'it'd7 44.l:d2 :Xd2
4S.:Xd2 :es

1 1 ...g51

Esta jugada es absol utamente esencial para


e l c o n c e p t o . A h o ra el n e g ro es c a p a z d e
d esa rrol l a r su a lfil de cas i l l a s negras a u n a
ca s i l l a activa , m i e ntras q u e tras 1 1 . . . tl)c6 46.a6 �c6 47.l:b2 tl)f4 48.a7 :as 49.i.c4
1 2 .Wd2 ltlge5 y i.f8-e7 hay problemas a la
h o ra d e e n co n t r a r u n a b u e n d i a g o n a l ,
[1 : 0]
p e r m i t i e n d o a l b l a n c o c o n s e rv a r m ej o re s
CAP ITULO 11 : SOL U C I O N ES A LOS E J E R C I C IOS 183

C o m o s u ce d e a m e n u d o , se trata d e u n a
Ejercicio 1 3: J uegan l a s blancas
mezcla d e táctica y aspectos posicionales y,
cuando un jugador tiene acumuladas ventajas
Yakovich-Solozhenkin posicion a le s , i n c l u so la táctica más a g u d a
t i e n e ten dencia a beneficiarle. La s i g u i e nte
San Petersburgo 1 99S v a r i a n te es u n a b u e n a m u e s t ra d e e l l o :
1 2 . . . i.e6 1 3 .'ifd6 'iff6 1 4 . .!Dc3 l:l.fd8 1 5 .¿¿jd 5!
•h4 1 6 .'ii'e 7 •xe7 1 7 .¿¿jxe7+ 'iti>f8 1 8 .¿¿jd5 y el
blanco d i spone de un final mejor.

1 3.lüc3

La a l ternativa es 1 3 . i.xc5? i.e6 1 4 . 'ti'd6 ¿¿jxc5


1 5 .'ti'xc5 l:l.fc8 lo que es obviamente erróneo.

1 3 . . . lüf4 1 4.'ii'd 6 i.e6?1

14 . . . 'ii' x d6 1 5 . l:.xd6 ¿¿je6 1 6 .lüd5 l'bd4 1 7 .f4


Este ejercicio req u i e re u n a decisión s i m p l e . conduce sólo a una peq ueña ventaja para el
El blanco d e b e decantarse p o r d4-d5 o b i e n b l a n co .
dxc5 . De hecho, no e s u n a decisión muy d ificil .
1 S...d21
1 0. dxcSI
Ahora el blanco tiene una clara ventaja , dado
q u e el caballo no tiene a dónde i r desde f4 (de
El blanco es capaz de util izar su su perioridad
repente, d4 queda m u y lejos ) .
en las casillas negras. Tras 1 0 .d5? el segundo
jugador n o tiene problemas con l a s cas i l l a s
1 5 .!Ll b 4 1 6 . i. x c S l:.fd 8 1 7 . -. e 3 l:l. x d 1 +
n e g ra s y p u e d e u s a r s u l i g era v e ntaja d e
. •.

desarro l l o en el flanco de rey p a ra a b r i r l a


1 8.¿¿jxd1 ¿¿jxa2+ 1 9.�b1 'ifdB 20.¿¿jf2 :ca
21 �xa2 'ii'aS+ 22.i.a3 bS 23.g3 b4 24.gxf4
posición i nmed iatamente c o n 1 0 . . .f5 ! , cuando
.•

exf4 2S.'ti'c1 bxa3 2 6 . b 3 l:. b 8 2 7 . i. d 3 hS


la justificación táctica es 1 1 .exf5 i.xf5 1 2 .g4
28 .1i'c2 .-es 29.¿¿jd1 aS 30.¿¿jc3 'ii'e 3 31 .'ii'e 2
e4! , y el negro tiene ventaj a .
•d4 32.J:c1 l:d8 33.¿¿jdS l:b8 34.l:tb1 [1 :O]
1 0 ... dxcS

Ahora el negro p l a n ea . . . ¿¿jb8-c6-d4 , tras l o Ejercicio 1 4 : J uegan las blancas


c u a l su posición será buena . E l blanco debe
p revenir esto . Svidler-Dreev

1 1.'ilfdS! Novoslbirsk 1 99S

Forza ndo la siguiente respuesta negra .

1 1 ... ¿¿ja6 1 2.0-0-0

El blanco tiene ventaja g racias a l a pareja de


a l fi l e s . A h o ra . . . f7-f5 ta m b i é n re s u l ta
i rrelevante ya q u e exf5 d eja rla al neg ro con
una estructu ra de peones dañada.

1 2 .....f6
184 CAPITU LO 1 1 : S O L U C I O N E S A L O S EJ E R C I C I OS

La situación puede expl ica rse fácil mente . E l Ejercicio 1 5: J uegan las negras
b l a n co necesita com p l eta r su desa rro l l o ( l a
torre de a 1 ) y mejorar sus p iezas en genera l .
Aplcella-Svidler
Pero h a y algu nos problemas, y a q ue 1 6 . .l:ad 1
lDxd4! seg u ido de . . . i.xf3 no es bueno. Aqu í el
Erevan 1 996
problema es de hecho el ca ballo de f3 , que no
está demasiado bien situado, así pues . . .

1 6.lDh41

La ú n ica alternativa ( 1 6 .i.e2 ) , es respondida


med iante 16 ... i.g6 , y el b lanco no está del todo
satisfecho.

1 6 lDe5 1 7 .i.e2!
..•

Ahora el blanco es capaz de l leva r su torre a


e 1 , ¡ la mejor cas i l l a ! Es i nteresante que n i n g u no de mis a l u mnos
fuera capaz de resolve rlo a la primera . lvo
17 . . . i.xe2 1 8.l:txe2 lD7g6 Tim mermans encontró las dos pri meras juga­
das a l segundo intento , pero entonces se equi­
1 8 . . . lDc4?! 1 9 . .1:ae 1 ! sólo ayuda a l blanco. vocó respecto a la idea p rincipa l . Aú n asf, ¡ me
fascina que la p u ra lógica te proporcione las
E l cambio en e3 no es real mente una opción , dos p ri meras j u g a d a s d e una co m b i n a c i ó n
ya que el alfi l es, claramente, la pieza bla nca forzada d e tres! El b l a n co tiene dos piezas
peor situad a . activas: un caba l l o en q u inta y un alfi l . lvo de­
cidió que debla deshacerse d e ambos . . .
1 9.lDxg6 ttlxg6 20.lDf5
1 4 . . . f61
El blanco tiene ventaj a .
La n ueva idea de Kra m n i k .
20 . . . i.c5 21 Jld2 ..l:ad8 22 . .1:ad1 lDf4?!
Antes s e habla j ugado 1 4 . . . 'i'b8 1 5 .c3 aS 1 6 .a3
La causa de los problemas neg ros que están a4 1 7.ttlc1 e6 1 8.ttle3 ttlf6 1 9 .lDd3 lDe7 20.lDf2
a p u nto d e l l eg a r. 2 2 . . . .1:e5 2 3 . i.xc5 "ii x c5 en Xie-T i s d a l l , E E U U 1 99 5 , con j u ego
24 . .1:d4 es un poco mejor para el blanco, cuyo co m p l icado.
ca ballo esta rá bien situado en e3, m i entras
que el neg ro tiene p roblemas para genera r 1 5.i.h4 e6 1 6.ttle3
contraj u eg o .
La primera fase h a sido completada . La razón
23. "ii' a 4 i. x e 3 24.fxe3 lD e 6 2 5 . :Z. x d 5 h 5?1 p r i n c i p a l p o r l a q u e el n e g ro no t i e n e
26.lDd6 .l:f8 27."ifb4 g61 28.c4 b6 29."ifc3 lDc5 problemas (nótese que s e amenazaba f4-f5 ! )
30 ._f6 tDe6 31 .b3 b5 32.c5 b4 33.ttle4 ltxd5
.
e s l a sigu iente jugada.
34 .1: x d 5 :es 3 5 . 'i'f1 1 'ifc6 36. "ii' a 1 ..l: d 8

37.ltxd8+ lD x d S 38."ii d 4 lD e 6 39."iix b4 f5 1 6 g5!


.••

40.lDc3 "iix c5 41 . 'i'xc5 ttlxc5 42 . b4 ttld3


43.ttld5 <lá>f7 44.a3 lDb2 45.<lá>f2 h4 46.�e2 g5 Dado que el a lfil de f3 está apuntando al otro
47 ttlb6 <,f;>e6 48.a4 <lá>d6 49.�d2 [1 : 0] lado y el otro estará haciendo lo mismo en g3,
CAPITU LO 1 1 : SO L U C I O N ES A LOS EJ E R C I C IOS 1 85

el negro no tiene por q u é temer un ataq u e en Permitiendo que la torre participe en lo q u e


el flanco d e rey. As í pues, puede tolera r una suced ió a conti n uació n . Lo i m portan te a q u í
ligera debilidad estructural a cam bio de ocu par e s que el negro captu ra e n e 5 , y e l alfil debería
la casilla e5. recaptura r p ara mantener la presión e n g 7 .

1 7.i.g3?1 As í p u e s , la textual es bastante lóg ica d a d o


q u e activa l a torre y p res i o n a l a d e b i l i d a d
Svidler considera 1 7 .fxg5 fx g 5 1 8 . .tg3 l0de5 n e g ra .
1 9 . .th5 :fa 2 0 . 'ife2 'i'e7 2 1 . c3 como poco
claro, pero yo d i ría que el negro está bien. P e ro l a c r e a t i v a 2 3 . e xf6 e s t a m b i é n
i nteresante. Entonces 2 3 . Wf? e s l a razón por
. .

1 7 . . . gxf4 1 S . .txf4 l0de5 1 9 . .th5 AfS l a q u e l a m a yo ría d e g e n t e rechaza esta


captura i n mediata , pero tras 24.fxg 7 ! ? <l;xe7
El negro está mejor. 2 5 . h 6 la situación no está ni m u ch o menos
clara. Aq u í hay dos posibles contin uaciones:
20.c3 'ii'e 7 21 .'ii'e 2 l!Jg6 22 .tg3 li:lce5 23.li:l d2

25 . . . .tb3 26 . .:g 1 .tga 27 . .:g4 .:es 28 . .:f4 :xh6


�hS 24.l:.f2 l:Z.adS 25.l:Z.bf1 .th6 26.li:lg4?1
2 9 . .:ta .t f7 3 0 . g 8'ii' .t x g 8 31 . .:xg8 .: x h 2
l!Jxg4 27 ...txg4 d51 2S . ..th5 dxe4 29.li:lxe4 f5
32 .Ag7+ 'it> d 6 33 .l:Z.xa7 y el blanco tiene todas
30 . .txg6 hxg6 31 .li:ld6 .taSI 32 .te5+ �gS
l a s opcio n e s , a u n q u e hay pos i b i l i dades d e

3 3 . l:Z.d 1 l:Z.d7 3 4 . 'it' d 3 :td S 3 5 . 'i' g 3 'i' g 5


tablas , o 25 . . . Wf? 26.l:Z.g 1 'iti> g 8 27 ..: g 4 .t b 3
36.'ifxg5 .t x g 5 3 7 . l:Z. d 3 .t e 4 3S.l:Z.h3 .:xd6
28 . .:f4 .t f7 29 . .:f6 ! y el blanco parece esta r
39 . .:hS+ � 40 ..:h7+ �es 4UthS+ �d7 [0: 1 ]
m ucho mejor.

Ejercicio 1 6: J uegan las negras


23 . . .fxe5 24 . i.f6 l:Z.c7 25 . ..txe5 l:Z.d7 2 6 .�e2
Khallfman-Hübner ofrece al blanco una presión permanente .

Munich 1 992 2 4. .td6 :es 25.f4 ..t c 2 26.�d2 ..te4 27.�c31


f5

27 .. .fxe5 28 . ..txe5 g6 29. hxg6+ hxg6 30 . .:d 1 y


el blanco controla las col umnas a biertas.

2S.�c4 a6 29.h61 gxh6?

Este es el error decisivo .

T r a s 2 9 . . . g6 3 0 . h 4 e l n e g ro está bajo u n a
p resión creciente pero , al menos, ofrecía u n a
E ste es u n fi n a l m u y c o m p l ej o d o n d e , e n posibil idad d e resistir.
p r i n c i p i o , cre ía q u e s ó l o h a b ía u n a fo rm a
l ó g i ca d e m a n t e n e r l a i n i c i a ti v a . P e ro a l 3 0 . .t c 7 lle6 3 1 .idSI b5+ 32.<�>xc5 :ce+

parecer hay dos. Igual mente m e inclina ría por 33.�b4 .:c2 34.b3 Axh2 35 ..tf6 .td5 36..:g7+

la primera en el tablero , ya que es una opción �fS 37 .:d7 ..te6 3S.l:.d6 cj;f7 39.:xa6 :b2
sin riesgos . 40.lla7+ �g6 41 .�c5 .:xb3 42.:g7+ � h 5
43.'�'d6 .tc4 44.e6 .:xa3 45.e7 .: a s 46.i.c3
23.l:lg 1 1 b4 47 .txb4 �h4 4S.e4 fxe4 [1 : 0]

1 86 CAPITU LO 11: S O L U C I O N E S A LOS EJ E R C I C IOS

Ejercicio 1 7: Juegan las negras alfi l no tiene n in g u na uti l idad en la diagonal


b8- h 2 ; las ca s i l l a s d4, e3 y f3 a h o ra son
i m po rtantes .
Gurevich-Khalifman
22.g4?
Biel 1 993
C reando una seria debilidad . Era mejor 22. h4,
aunque el neg ro sigue estando mejor.

22 ... h61 23 . ..tg2 d41 24.exd4 ..tb3 2S.:d2 ..tbSI


26.'iff3 ..tdSI 27,¿¿jxdS l:.xc1 28.¿¿jxf6+ gxf6
29 .l:.d 1 :. x d 1 3 0 . 'i'x d 1 .tes 3 1 . dS ..txb2
32 . ..t d 2 i.xa3 33 . ..t x h 6 'ii' e 7 34 . ..tf3 ..td6
3S...te3 'lí'eS 36.<.ti•f1 bS 37 .'ifc2 b4 38.'ifa4 l:tb8
39 . ..td1 WxdS 40.i.b3 WbS+ 41 .'i'xbS l:txbS
4 2 . � e 2 : e s 4 3 . '� d 3 i. cS 44 . ..t d 2 ..t xf2
4S . ..txb4 l:te3+ 46.�c2 l:.xh 3 47 . ..tc4 l:.g3
48 . ..txa6 l:.xg4 49 . ..td2 ltd4 SO . ..td3 �g7
S1 ..tc3 l:.d6 S2.i.d2 ..th4 S3.i.b4 :ds [0 : 1 ]

Este es fác i l . El negro debería recolocar su


alfil en eS dado que es la ú n ica pieza que no
está haciendo nada úti l .
Ejercicio 1 8 : J uegan las blancas
20 ..tb81
. • .

Khalifman-C handler
Con idea de . . . 'ii'd 6 . Por lo tanto, he a q u l la
siguiente jugada del blanco. Alemania 1 99S

21 .g31

La presión sobre d 5 protege, por el momento,


el peón de h 3 .

21 . . . ..ta71

Aq u í e l n e g ro d i s f r u t a d e u n a p o s 1 c 1 o n
magn ífica en el centro: u n peón pasado, una
dama bien u bicada y presión contra el peón
pasado bloqueado. E n el fla nco de rey tiene
problemas, no sólo con la seg u ridad de su
rey, q u e actualmente es u n mal menor, pero
ta mbién con su peón « h » . Estas desventajas
n u n c a d e s a p a re ce rá n d e l tod o , p e ro l a s
ventajas d e l centro sí.
Esta jugada deberla haber sido prevista para
resolver con éxito este ejercicio. Tras g2-g3 el 27,¿¿jd21 'ibd4 28.¿¿jxc4 lLlc6 29.tlJe3
CAPITU LO 1 1 : SOL U C I O N ES A LOS E J E R C I C IOS 1 87

El blanco tiene u n a pequeña ventaj a . Siempre d u radera en forma de u n a su perior estructu ra


resulta molesto d efender una situación como de peones. Bastante s i m ple: el peón de e5 es
ésta . En l a partida , el negro n o lo consiguió. débi l . El bla nco , por su parte , tiene ventaja d e
d esa rro l l o y posi b i l id ad e s d e atacar e l rey
29 'i'a1 + 30."'h2 "ii'e 5+ 3 1 .g3 l'Od4 32 . .-cS+
• . . enemigo, q u e todavía está en el centro . En
<;Pg7 33.1i'd7 l'Of3+ 34."'g2 l'Og5 35 ... g4 h 5 muchas variantes, un sacrificio d e pieza en
36.'i'f5 l'Oe6 37.h4 l'Od4 38.1i'd3 'Ot¡¡ g 8 39.<M1 d5 a bre la posición y acerca el caballo d e g3
�8 40,'0t¡lg2 'Ot¡lg8 41 .�1 f5?1 a l rey enemigo v ía e4. ¿Así pues, qué vamos
a hacer? B ueno, la amenaza d e recib i r mate
Da la i m p resión de q u e este ca mbio, y m á s debería convencernos para cambiar damas.
tarde e l d e d a m a s , no ayudan a las n egras, ya
q u e el bla nco a h o ra puede h a cer entra r en
juego al rey sin tener en cuenta los factores
aleatorios que p roducen las damas. N o h a y a l t e rn a t i v a s a ce p t a b l e s . 1 6 . . . li)c6
1 7 . li)xd 5 ! exd5 1 8 .'Wxd 5 pa rece demasiado
p e l i g roso, m i e n tras 1 6 . . . ltlf5 1 7 .l'Oxf5 gxf5
42.1t'c4 f4? ! 43.'1f'd 5 1 'lf'xd5 44.li)xd5 fxg 3
tam poco consigue solucio n a r los p roblemas
4 5 . fx g 3 1 "'g7 4 6 . '0t¡lf2 "' g 6 47.We3 lt:)f5 +
d efensivos d e las n eg ras ( 1 8 .'i'h4 ! parece lo
48.'it>f4 f6 49.<�f3 1 �g7 50.l'Of4 q¡,h6 51.li:\e2
m á s fuerte) . Tras 1 6 . . . '1f'xe5 1 7 ."ii'x e5 t'Oxe5
l.L\d6 52.�e3 Wg6 53.l.L\f4+ Wh6 54.<it>d31
1 8 . .if6 el blanco gana la calidad y 1 6 . . . l'Oxe5
1 7 . :. a e 1 ! h a ce e n t ra r en j u e g o la p i eza
D o s debilidades. Ahora a 7 e s oficialmente u n
i nactiva : 1 7 . . . ltl7c6 1 8 . 'i'h4 con p ro b l e m a s
o bjetivo.
para el negro ( 1 8 . l'Oxd5 ?! e x d 5 1 9 .'1f'xd5 .ie7!
consigue defend erse ) .
54 ... l.L\f5 55.l.L\e2 Wg6 56.<3i>e4 l.L\e7 57.l.L\f4+
�h6 58.a3 l.L\c8 59.Wd5 l'Ob6+ 60.Wc6 l'Oc4
1 7. "ii'x c5 l'Oxc5
61 .a4 l'Od2 62.a5 li)e4 63.'i\'b7 l.L\xg3 64.Wxa7
l'Of5 65.a6 [1 : 0]

Ejercicio 1 9: J uegan las negras

Van der Werf-Khalifman

Wljk aan Zee 1 995

1 8 . .:tf6?

Esta jugada nos pone a prueba pero , dado


que no es peligrosa , s i mplemente demuestra
q u e el bla n co está y e n d o a la d e riva . E ra
necesario 1 8 . .if6 :.gs 1 9.l'Oge2 l'Oc6, aunque
sea mejor para las negras.

Esta es ta mbién una posición m u y d ifíci l en 1 8 li:\c61


. • .

aparienci a , pero permitidme que l a haga algo


m á s s e n c i l l a . E l n e g ro t i e n e u n a v e n taj a La ú n ica idea para el bla nco es jugar b2-b4 y
188 CAPITU LO 1 1 : SOLUC I O N ES A LOS EJ E RC I C I OS

g a n a r el peón de e6, pero esto se previene posición tiene u n con cepto primario, algo que
fá c i l m e n t e m e d i a n t e las j u g a d a s m á s q u i e res co n s eg u i r. Este es el o bjetivo d e l
naturales. c á l c u l o y la reso l u ción d e p roblemas en el
tablero. Primero defi n i mos nuestra agenda de
1 9.i.e3?1 actuación y a contin uación se encuentra la
forma d e conseguir el ojetivo. Aq u í lo principal
es completar e l desarro l l o . M i co nsejo e s :
Esto no funciona. Ahora el negro podría jugar
cuando qu ieres algo, ¡ primero m i ra si h a y u n
1 9 . . . d4!?, y la triste respuesta 2 0 . b4 es única .
modo d i re c t o de c o n s e g u i rl o ! En
P e ro l a p a rt i d a y a e s t á s u fi c i e n t e m e n t e
aproximada mente el 90% de l o s casos ( n o
d efinida. Tras 1 9.l:tb1 tüb4 ! la l ucha por esa
en estud ios n i p roblemas, sino en ajedrez de
idea ha term i nado.
torn e o , 9 d e cad a 1 O j u g a d a s ) te n d rás la
opción de hacerlo d i recta mente. Este es uno
1 9 . . . i.e7 2 0 . .t x c 5 .t x c 5 + 2 1 . 'iti' h 1 � e 7
de esos casos.
2 2.l:af1 l:thf8 23.l:xf8 l:txf8 24.l:txf8 'iti'xf8
25.lüce2 lüxe5 26.tüf4 <3iJe7 27.lüge2 lüc4
El b l a n co q u i e re e n roca rse p e ro t a m b i é n
28.b3 lüe3 29.c3 Wf6 30.h4 e5 3 1 .tüd3 i.d6
q u i e re reca pturar con la dama e n f3 , dado que
325�g1 e4 33.lüdf4 i.xf4 34.lüxf4 'iti'e5 35.g3
g2-g3 es necesario para restringir e l caballo
lüf5 36.lüe2 d4 [0: 1 ]
negro . As í pues, la j ugada que se realizaba
con a nteri o r i d a d e ra 1 6 . i.c2 , h a sta q u e
Khal ifman descu b rió l a obvia . . .
Ejercicio 20: Juegan las blancas
1 6.0-01
Khal lfman-Yemelin
R e a l i za n d o l a j u g a d a q u e q u i e re s h a c e r :
primero h a z q u e fu ncione.
Rusia 1 996
1 6 . . . gxf3

La j u g a d a q u e todo el m u nd o espera aq u í
pero . . . i i nte ntamos q u e las jugadas que ellos
q u i e re n hacer n o fu ncione n ! El bla nco está
ganando desde el pu nto de vista estratég ico .
1 6 . . . 'ií'g5 1 7 .fxg4 h5 1 8 .lüd 5! 1Wxg4 1 9 .'ií'xg4
h x g 4 2 0 . lüx f4 e xf4 2 1 . i. e 1 ta m b i é n
p ro p o r c i o n a a l b l a n co u n a p o s i c i ó n
convi ncente seg ún Khalifman .

1 7.'Wxf3 1
Este eje m plo es bastante lógico y transparente ,
p e ro p a rece q u e a m u ch o s j u g a d o re s l e s La clave. El alfil no está colgando dado que la
cuesta resolverl o . Demasiado a m e n u d o l a s natural 1 8.lLif5 ! sería decisiva . Esto no es d ifícil
s o l u c i o n e s a e s t o s ej e r c i c i o s t i e n d e n a de ver si ya tienes la idea.
d e p e n d e r d e l a e va l u a c i ó n fi n a l d e u n a
posición resultante , l o q u e puede ser d e algún ¿ Y cómo conseg u i r l a idea? Preg unta ros a
modo c o m p l i ca d o , e s p e ci a l m e nte c u a n d o vosotros mismos: ¿qué jugadas q uisiera hacer
t i e n e s q u e d a r a rg u m e n t o s a d e c i s i o n es s i n p reocu p ar m e por los aspectos tácticos
i n tuitiva s . in med iatos? Sabiendo esto os será más fácil
ver estos peq ueños g i ros tácticos.
P e ro v a y a m o s a l a p o s 1 c 1 o n . ¿ C ó m o
d e b e r í a m o s e n fo c a rl a ? R e c o rd a d : c a d a 1 7 . . . exd4
CAPITU LO 1 1 : S O LU C IO N ES A LOS E J E R C I C I OS 189

1 7 . . . .!bxd3 1 8 . .!bf5 'ii'g 5 1 9 . ..i.h4 "iif4? ! 20 . .!bg7+ c u a n d o s e trata d e j u g a r c o n extre m a d a


�f8 2 1 . .!b e 6 + ! fx e 6 2 2 . 'ii' x d 3 , o 1 7 . . . l:l g 8 p re ci s i ó n . K h a l ifm a n ofrece l a s s i g u i e n tes
1 8 . ..i.c2! 0-0-0 1 9 . ..i.g3 y el neg ro está sometido variantes:
a una seria p resión por la col u m n a «f» (y esto
se extenderá al flanco de rey). 20 .. .f5 2 1 . 'i'xf5 ! l:l.f8 2 2 . Wh 5+ 'i'f7 2 3 . 'ii'x h 6
ganando, 20 . . . lbxd 3 2 1 . 'ii'x d3 0-0-0 2 2 . ..i.xd4
1 8 ..!bd51 l:.he8 23 . .tf6 'ii' e 4 2 4 . 'ii' x e4 l:l.xe4 2 5 . .txd8
�xd8 26 . .1:xf7 J:xc4 27 .l:.d 1 con exce lentes
1 8 . .!bf5 'ii' g 5 1 9 . cxd4 "iix f5 ! 20 . ..i. h 4 ltl h 3 + ! posi b i l i d a d e s y 2 0 . . . o!Dg6 2 1 .'ii' x e 7 + ! .!bxe7
2 1 .gxh3 l:lg8+ 2 2 . 'iti' h 1 'ii'xf3+ 2 3 .:txf3 e s e n 22.l:lae 1 �f8 23 . ..i.h4 :ea 24 . cxd4, con una
cierto modo mejor para el blanco , pero esto abrumadora ventaja posicion a l .
no es l o q u e u n o desea . La textua l es u n a
j u g a d a a s es i n a - y u n a d e e s t e 1 0 % d e 21 ..i. h 4 'ild7 2 2 . .tf6

jugadas que encontramos a l g o sorprendentes


y no de manera d i recta - y una forma i nteligente Se acabó la lucha. No hace falta ver más para
d e resolver i n medi atamente el p roblema de darse cuenta de esto.
e l i m i n a r el c a b a l l o de f4 . C a b e d e st a c a r
1 8 . exd4 ltlxd 3 . 22 . . . :ga 23.l:.ae1 c6

1 8 ... ltlxd5 2 3 . . . 'ii' g 4 24 . l:lf4 'ií'g6 2 5 .'ii' e 2 y g a n a . Tras


23 . . .�8 24 .'ii' h 4 'ii'g 4 25.Wxh6+ <ii> e 8 26 . .:tf2 el
Uno n u nca puede prescin d i r com p l etam e nte
negro no h a solucionado n i una pequeña parte
del cá l c u l o y d e b e r í a i s u s a rlo c u a n d o sea
de s u s p roblemas, sólo ha perd i d o el peón
necesa rio . Aq u i tenéis que ver cosas com o
« h » y ha v i s t o c ó m o la t o rre b l a n c a s e
1 8 . . . ..i. x d 5 1 9 . "ii x f4 ltl c 5 2 0 . e x d 5 .!b x d 3
i n co rpora al ataq u e .
2 1 . 'ii'x d4 .!be5 22 . ..i. h 4 , lo q u e d a la victori a .

24 . ..i.xe5 dxe5 2 5 . 1Wxe5+ �f8 26 ..i.f5 'ii' d 8


1 9.exd5 ltle5

27 . ..i.e6 .:tg7 28 . ..i.xf7! [1 :0]


S i 1 9 . . . 0 - 0 - 0 2 0 . cx d 4 y el n e g ro e s t á
E l b l a n c o g a n a d e u n m i l l ó n d e fo r m a s
posici o n a l m e nte p e rd i d o . La última
d iferentes. U n a de ellas e s 28 . . . l:.xf7 29.'ii' h 8 y
oportu n idad , 2 0 . . . b5, sólo s i rve para i l u strar
mate.
l a desesperada situación e n la q u e se
encuentra . 1 9 . . . dxc3 genera una solución más
compl icada . La mayoría d e d e las j u g a d a s
p o d r í a n h a b e rs e d ec i d i d o basán dose e n l a Ejercicio 2 1 : J u ega n las blancas
intuición y no en el cálcu lo: 20 . ..i.f5! .!D e S ( 2 0 . . . 0-
0-0 2 1 . l:l a e 1 ! 'ii' g 5 22 . ..i. d 4 l:t h g 8 23 . ..i.f6 ) Short-Adianto
2 1 ."iih 3! "iig 5 (21 . . . .!bxc4 22 .l:tae 1 o!De5 23 . .th4)
22 . .t h 4 "ii d 2 2 3 . :ta e 1 Wd4+ 2 4 . � h 1 l:tg 8 Yakarta (Partida 5) 1 996
2 5 . :e4 'Wd2 2 6 J lxe5+ ! dxe5 27 . .td7+ <J;fB
28.:txf7+! �xf7 29.'ii'f5+ �g7 30 . .tf6+ y mate
(todas las variantes han sido proporcionadas
por Khal ifma n ) .

20.'i'e4 dxc3?1

Esto no se adecúa a la agenda ideal del negro:


com pletar el desarrollo y poner a salvo su rey.
Yemelin es un verdadero l u chador por encima
d e cual q u i e r otra cos a , pero a m e n u d o los
l u c h a d o re s s e e n c u e n t ra n e n p r o b l e m a s
190 CAP ITU LO 1 1 : SOLU C I O N ES A LOS EJ E R C I C IOS

Este ejercicio tiene que ver con las capturas y Este es u n ejemplo típico de u n a situación en
recapturas. El negro amenaza ganar el peón la que estu d i a r las p i ezas i n d ivid u a l m e n te
de e5, cosa q u e el bla nco de bería intentar conducirá a u na conclusión genera l . Primero
evitar. Pero aq u í hay otros temas. Si el negro e m p e c e m o s p o r a fi r m a r lo e v i d e nte . L a s
captura en e5 habrá numerosos ca mbios, tras debil idades en la posición s o n l o s peones d e
lo cual el alfil de casillas negras del segundo g6 y h7 ( q u e serán objetivo constante del alfil
jugador no dispondrá de una casi lla evidente. blanco) y los de d4 y f2 . No hay motivo para
P o r su p a rte , el b l a n c o e s t a r á m á s q u e que el blanco altere la estructura de peones
contento e n d4. Y así e s como fue para Short. i n med iata m e n te porq u e tras 2 4 . e xf5 .l:txe 1
25 . .1:txe 1 lbxd4! el ataq u e por l a s ca s i l l a s
1 0.lbfd41 ..txe2 1 Ube2 lbdxe5 1 2.f41 negras resu lta m u y fuerte . As í q u e busquemos
casillas ideales. Todas las piezas neg ras están
bien situadas y preparadas para la acción , lo
Recordad que la clave es situar el alfil en d4 ,
que también puede deci rse de las blancas. El
desde donde ayuda al bla nco a controlar el
alfil no pod ría estar mejor que en c2 , desde
ta blero: u n concepto primario.
donde controla la actua l m ente fu ndame nta l
casilla de e 4 . L a d a m a blanca está b i e n en c4 ,
1 2 . . .lbc4 1 3.lbxc6 bxc6 1 4 . .i.d4 a poya ndo e l avance d4-d5 y, g racias a su
u bicación centra l , está cerca de la acción en
Short: ' Utut había pasado por alto o valorado cualqu iera de los flancos {b7 podría ser u n
in corre ctamente esta c o n ti n u a ción . Mi objetivo, como podría serlo tam b i é n el rey
peq ueño ami go alemán, Fritz, tampo co la n e g ro ) . El ca b a l lo b l a nco está bajo c i e rta
entien de. El alfil blan co domina el tablero, p re s i ó n , r e s i st i e n d o en la col u m n a «f» y
haciendo diabólicamente difícil el desarrollo. » proteg iendo el peón de d4.
El blanco está claramente mejor.
F i n a l m e nte las torres b l a n c a s están m u y
1 4 .. J!fh4+ 1 5.g3 fke7? 1 6.0-0 h5 1 7 .1:t ae 1 O­
• contentas ocupando l a s col u m nas centrales.
O-O 1 S.lbc1 ! 'ifb7 1 9.lbd3 h4 20.g4 h3 21 .a4 Podría parece r que es u n ejercicio i nfructuoso
'ifc7 22.b3 .i.e7 23.g5 �b7 24.'iff2 e5 25.fxe5 dado que nada puede ser mejorado pero . . . ,
..txg5 26.bxc4 dxc4 27 .lbf4 .i.h4 2S ..I:tb1 + �as ¡ n unca os olvidéis del rey! Hay dos aspectos
29.'ife3 'ifd7 30.c3 .i.g5 3 1 .e6 •es 32.exf7 q u e merecen ser destacados en relación a l
llh4 33.'ii'e 6 [1 :0] m o n a rca : está e n u n a ca s i l l a n e g ra y , d e
hecho, tiene u n cierto efecto en la peq ueña
varia nte dada a nteriormente.

Ejercicio 22: Juegan las blancas 24.'it>f1 1 fxe4 25 . .i.xe4 ltJdS 26.b4 .:l.e7

Topalov-Short

Novgorod 1 996

27.J:te3!
CAPITU LO 1 1 : S O L U C I O N ES A LOS EJ E RC I C I OS 191

El blanco tiene u n a peq ueña ventaj a . A partir n o es realmente una casilla óptima ya que el
de a q u í la p o s i c i ó n ca m b i a y l a s p i ez a s b l a n co n u n ca p o d rá c o n s eg u i r e l c o n t r o l
encuentran n uevas y m ejores casillas. com p l e to s o b re u n a ca s i l l a n e g ra q u e s e
encuentra t a n alejada, e n territorio enemigo.
27 . . . l:.fe8? 28 .l:.de1 1i'h6 29.a4 c61 ? 30.d5 b5
31 .axb5? cxb5 32Jifa2 •g7? 33.'ii'x a6 ..tc3 1 4 .l:iJd6?1
34. l:c1 ..txb4 35. 'il'xb5 .tes 36. l:.e2 1i'f6 37 .
..td3 J:xe2 38 . ..txe2 .l:!.e4 39 ..td3 l:.e7 40.

Causando p roblemas. Lo malo de esta jugada
'il'a6 l:.a7 4U !fc4 l:iJf7 42.'ii'c 3 l:iJe5 43.1i'b2 1 es q u e no hace nada por ca mbiar ninguno de
l:.e7 44.l:.e1 �g7? 1 45.lbd4! h51 46.l:iJf3 l:.f7 los conce ptos e n u m e rados a rri b a y, por lo
47 . ..te4 l:iJxf3 48.1i'xf6+ �xf6 49 . ..txf3 l:.e7 tanto , no h ace ningún bien.
50.l:.b1 l:.a7 51 .l:.b2 [%·%]
1 4 .lba5 ..th6+ 1 5 5lt' b 1 lbc5 pa rece bueno para
e l n e g ro . L o s ca b a l l o s e n a 5 y b 5 n o
Ejercicio 23: J uegan las blancas contribuyen muy positivamente a l a posició n ,
e i ntentos tácticos com o 1 6 . b4 l:iJa4 pa recen
ser más p ro b l e m áticos para e l b l a n co q u e
Seeman-Short
para el negro.

Tallinn 1 998 L a o p c i ó n c o r r e cta d e b e ser e l i m i n a r l a


v e n t a j a n e g r a d e l a p a rej a d e a l fi l e s y
a u mentar el control sobre las casillas blancas
m e d i a n t e 1 4 . l:iJ c 7 ! , d e s p u é s de lo c u a l
1 4 . . . .i. h 6 + 1 5 . � b 1 l:. a d 8 1 6 . l:iJ d 5 + .i. x d 5
1 7 .l:.xd 5 lbc5 ! 1 8 . ..tc4 l:.xd5 1 9 . .i.xd5 l:.d8
2 0 . c4 l:iJx b 3 l l e v ó a l n e g ro a e s t ar s ó l o
ligera mente i nferior en el fi na l (que fue capaz
de e n ta b l a r) e n Popov-Tse s h kovsky, R u s i a
1 997.

1 4 ... b6 1 5 ..tb5

Esta posición es bastante peligrosa p a ra el


E l blanco n o dispone d e demasiadas j ugadas
b l a n c o . P o n g a m o s s o b re l a m e s a l o s
« fá c i l e s » . 1 5 . ..t d 3 ? e s un ej e m p l o de la
con ceptos q u e destacan a s i m pl e vista . E l
expresión d e Esben Lund: Cuando creo que
negro cuenta con la pa reja de alfiles. El negro
soy listo estoy si endo realmente estúpido. En
tiene abierta la col u m n a « g » . El negro dispone
relación con la decisión de 1 5 . ..td3 tenemos
d e m ayoría d e peones e n el centro . E l blanco
presente l a afi rmación de q u e el 90% d e las
tiene ventaja d e desa rrol lo. ¿ M e he d ejado j u g a d a s que real mente uno q u i e re rea l izar
algo? Q uizá la debilidad de l a casi lla f5 pero ... ,
p u e d e n ser ej ecuta d a s d e i n m e d i ato. P e ro
¿ puede ser explotada? a q u í , por desgracia, nos topamos con el 1 0%
resta nte , ya q ue tras 1 5 . . . �xd6 1 6 . .i.e4+ rj;c?
Y ahora las debilidades. E l negro puede ser 1 7 . ..txa8 ..th6+ e l negro gana.
algo v ulnerable por las casillas blancas, pero
g2 es un o bj et i v o p o te n c i a l . El p r i n c i p a l 1 5 . .i.c4 ..th6+ 1 6 .'ito>b1 l:.hd8 creo que es bueno
problema para el blanco en esta posición es para el negro. Tras ..txe6 fxe6 el caballo blanco
que sus caballos no tienen casillas ideales. El está m u y bien en d6 pero s i n n i n g ú n sitio a
ca ballo d e b5 podría enco ntrar dos buenas donde ir; y q u izá el a lfil ten d rá algo q u e decir.
casillas e n f5 y d 5 pero . . . ¿cuál es mejor? La
solución se basa en la táctica . N ótese que d6 1 5 . . . l:.d8 1 6.l:.d3 .i.h6+ 1 7.�b1 l:iJb8 1 ?
192 CAP ITU LO 1 1 : SO L U C I O N ES A LOS EJ E RC I C IOS

Fritz s u g i e re u n a conti n uación i n c l u so más f2 . As í p u e s , el n e g ro d e b e r í a i n t e n t a r


fue rte : 1 7 . . . a 6 1 8 . ..tc4 e4 1 1 ( S h o rt : <tlo que conseg u i r l a i n iciativa.
resultaba demasiado difícil para un aficionado
como yo») 1 9 .:td4 exf3 20.gxf3 �es 2 1 . ..i.xe6 8 ... �a61
fxe6 y e l n e g ro g a n a un peón y con toda
proba bilidad la partida. E l blanco pod ía haber G a n a n d o un t i e m p o y t ra s la res p u e s t a
opuesto más resistenci a , pero todavía tiene forzada . . .
u n a d ifícil tarea por delante .

9.a3
1 8.J%hd1
. . . el negro todavía gana más tiempos con . . .
1 8 .�e4 f5! y tras . . . 'iti>f6 l a posición del negro
es mejor, con la pa reja de alfiles y la col u m n a
« g » abierta. 9 ... dxc4 1 O. ..i.xc4 b51

18 a6 19 ..i.c4 l:txd6 20.J%xd6 ..i.xc4 2 1 .:Xb6


•• . •
U n a vez m á s , los t i e m pos son c ru c i a l e s .
..i.e3 l 22.:tb4? l C u a n d o ataq u é i s s i e m p re es b u e n o l a nzar
vuestras piezas al ataq u e a l mismo tiempo que
Es preferible 22 .:tb7+. hacéis retroceder las de vuestro oponente.

22 ... :tc8 23.�a5 ..i.b5 24.a4 ..i.c5 25.:th4 i.. d 7 11 . ..i.e2


26J:td3 ..i.d4 27 .:tb3 llJc6 28 .�xc6+ ..i.xc6
29.c3 ..i.d5 30.:ta3 ..i.f2 1 3 1 .l:.h5 :tg8 32.c4 1 1 .i.. a 2 b4 1 2.ltJa4 �hB claramente favorece
..i.xc4 33.g3 i.. d 4 34.:txh7 :tb8 (0: 1 ] al negro , seg ú n Short.

1 1 ...b4 1 2.ltJa4 bxa3 1 3.bxa3 ltJe4


Ejercicio 24: J uegan las negras
S h o rt p refiere las negras, pero no creo que
Gelfand-Short eso sea todo . E l bla nco está descoordi nado,
tiene una estructu ra de peones lamentable y
Tilburg 1 990 va m u y retra s a d o e n e l d e s a rro l l o . E n l a
p ráctica n o fue m u y d ificil para Short acabar
con Gelfa n d .

1 4. �f3 'ii' a 5+ 1 5 .<�>f1 � c 7 1 1 6 . lLl b 2 ..i.a6


1 7.lLlc4

1 7 . ..i.xa6! Wxa6+ 1 8 .'it>g2 era la mejor defensa


seg ú n Short.

1 7 ... 'i'd5 1 8.:tg 1 fxg4 1 9 .:xg4 lLlg3+?1


19 ... ltJxf2! 20.'�xf2 ..i.xc4 2 1 . e4 'i'xd4+ 22 . ..i.e3


Aq u í el b l a n c o , no m u y s a b i a m e n t e , h a
fixa 1 23.'ii'xc4 Wxa3 gana d i recta mente.
debilitado s u fla n co d e rey con los avances
g2-g4 y h2-h3. Esto no sólo com p ro mete la
estructu ra del flanco de rey, sino q u e también 2 0 .:txg3 ..i. x g 3 2 1 . '� g 2 ! ..i.h4 2 2 . e 4 'if h 5
ha retrasado su desarrollo. No es sorprendente 23.�xh4
q ue el negro sea capaz de explota r este factor
mediante un rápido desarrollo y p resión contra 23.ltJce5! ..i.xe2 24.'i'xe2 era mejor.
CAP ITU LO 1 1 : S O L U C I O N ES A LOS EJ E R C I C IOS 193

23 . . . 'ifxh4 24 . .i.e3 Ilf6 25 .:th1 l:taf8 26.l:.h2?


• A l tiempo q ue s e prepara para controlar las
.:txf2+ 27 . .i.xf2 'ifxf2+ 28.<.P h 1 'ife1 + (0 : 1 ] cas i l l a s negras del fl a n co d e rey, e l b l a n co
tiene en mente c3-c4 en caso de que el ne g ro
se e n roq u e largo .

Ejercicio 25: J uegan las bla ncas


1 3 . . . l:!.g8

Short-Kamsky S o b re p ro t e c c i ó n . El b l a n co estaba
a m en aza ndo 1 4 .lElc4 ! .
Tilburg 1 990
1 4.lElb3

Una vez m á s , es S hort q u i e n se encuentra


s o l o a n te la tarea de t e n e r q u e b u s c a r l a
jugada correcta en u n a posición d ifíci l .
1 4 ... .i.xd3?1
Aq u l , c u a n d o estu d i a m os c a s i l l a s , n o s
centramos p rincipalmente e n l a s negras d e l Proporcionando al blanco una clara y d u radera
fla n co d e rey, donde el seg u n d o j ugador h a ventaj a . S h o rt tiene a h o ra l as manos l i b res
a d o p t a d o u n a p o s e m á s a g re s i v a . E s t á para abrir el juego e n el flanco de rey.
i n t e n ta n d o s eg u i r avanza n d o con . . . g 4 - g 3
para abrir b recha e n el m u ro d efensivo del Es correcto 1 4 'i'e 7 1 5 .c4 .i.xe3 1 6 .fxe3 O-O­
. . .

b l a n co y pod er hacer d a ñ o por las casillas O 1 7 . cxd5 exd5 1 8 . a 5 a6 1 9 . lEldc5 donde el


negra s . Más aún, el ca ballo d e h 6 pronto se b l a n co cierta m ente tiene a m e n azas m u c h o
trasladará a f5 para ejercer más presión sobre m á s p e l i g ro s a s c o n t ra e l rey n e g ro , c o n
estas casillas. sacrificios en el ai re as í como l a maniobra de
torre l:.a 1 -a4-b4 etc.
El b l anco tiene dos piezas m u y pobres: su
caballo d e d 2 y la d a m a . E n consecuencia, 1 5 . .i.xd3 a5?1 1 6.f4! gxf3 1 7 . .:txf3 b6 1 8 . .i.xg5
estas dos p i e z a s i n ú t i l e s d e b e r í a n 'i'xg5 1 9.'ifxg5 .:txg5 20.l:h3 <.Pe7 21 . .l:.xh4
i n corpo r a rs e a l a l u c h a p o r estas ca s i l l a s lElg4 22 . .:te1 .:tag8 23.g3 eS 24.lEld2 c4 25 . .i.c2
neg ras, y a q u e si el blanco gana esta bata l l a f5 1 26.exf6+ lügxf6 2 7 . lElf3 .:th5 2 8 . l:.x h 5
dispondrá de una clara ventaj a : g racias a l a s lElxh5 29.<;t;f2 <t>d6 30.lEle5 lEldf6 3 1 .i.d1 lElg7

c o n ce s i o n e s a l a rg o p l azo q u e h a d e b i d o 32.g41 .:tb8 33 ..i.f3 b5 34.axb5 l:txb5 35.l:l.e2


h a c e r e l n e g ro e n s u b ú s q u e d a d e u n a a4 36.h4 a3 37 . bxa3 l:.b3 38.l:!.c2 .:txa3 39.h5
tem p ra n a i n iciativa e n e l flanco d e rey. Por lElh7 40.r�g3 <t>e7 4Utb2 l:tb3 42Jla2 .:tb7
esto , el bla nco realiza la siguiente jugad a . 43.®f4 lEle8 44.g5 lEld6 45.g6 lüf6 46.h6 �8
47 .:ta8+ lElde8 48.lElg4 lElxg4 49 . .i.xg4 .:te7

1 3 .'i'c1 1 ! 50.r;fte5 [1 : 0]
194 CAPITU LO 1 1 : S O L U C I O N ES A L O S EJ ERCIC IOS

Ejercicio 26: J uegan las blancas Ejercicio 27: J uegan las blancas

Short-Gelfand lvanchuk-Short

Bruselas 1 991 N ovgorod 1 994

La extra ña situación de su caballo no ayuda El b l a n co necesita t o m a r u n a deci s i ó n . S i


al b l a n co , pero n o es d ifícil e n contra r u n a j u eg a 1 B .i.xf6 n o conseg u i rá ninguna ventaja
casi lla mejor: f3 . Así pues, la solución a este dado q u e los peones débiles resu ltantes no
ejercicio es bastante d i recta . podrán s er ataca d o s . En caso de 1 8 . i. h 4
entonces vend rá 1 8 . . . i.c6 segu ido de . . . g7-g5
y . . . lL!e4 , ta mbién con igualdad. Así pues, sólo
hay un a buena j ugada.
El blanco no debería caer en la tentación de
jugar 1 5 . f5 ya que tras 1 5 . . . gxf5 el negro ha 1 8.i.c1 1
m ej o r a d o su e s t r u c t u ra de p e o n e s y la
situación no está nada clara . Aún así, el blanco E l b l a n co n o i n te n t a d e m ostra r n a d a e n
dispone de u n a buena posición tras 1 6 .lLlf4 concreto , s i m p l e m e nte s i t ú a s u a lf i l e n l a
-.e7 1 7 . .!Llh5, pero compl ica r las cosas de esta casil l a más natural (b2), conserva ndo cierta
ma nera parece bastante i n necesario . ventaj a g racias a la pa reja d e alfi l e s . Dado
q u e el n e g ro no e s tá c o m p l e ta m e n te
1 5 a5 1 6.a4 'i'd6
• . •
d e s a rro l l a d o , la p é rd i d a d e t i e m po no es
critica .
P e ro a h o ra , si el n e g ro j u eg a 1 6 . . . -. b 6
abandonando e l fla n co d e rey, e s e l momento 1 8 ... i.c6
para 1 7 .f5 ! gxf5 1 B . .!i:lf4 con a menazas mucho
más peligrosas q u e las que vimos a ntes .

1 7.lLlg1 i.d7 1 8.lLlf3

El b l a nco tiene u n a l i g era ventaja y acabó


ganando la partida :

1 8 ... .!Llb4 1 9.-.f2 ! •es 20.i.c3 1 .!Llc6 2 1 .l:lae 1


b6 22.i.d2 .!Llb4 ? 1 23 .'i'g3 b5 24.f5 1 exf5
25.lLle5 i.e8 26.axb5 'l'xb5 27 .l:txf5 � h 8
28.l:lxf61 l:lxf6 29.lL!g4 l:tf5 30.lL!h6 l:t h 5 3 1 .-.f4
[1 :0]
CAP ITU LO 1 1 : S O L U C I O N E S A LOS EJ E R C I C IOS 195

1 9 .ib2 E l pu nto m á s débil d e l territorio ne g ro e s e l


peón d e e 5 . L a pieza bla nca peor situada es
La presión en la g ran diagonal obliga al ne g ro l a torre de b 1 . La cas i l l a ideal para esta p ieza
a debilitar su flanco de rey media nte . . . f7-f6 , o es a5. Por lo tanto , la jugada correcta es lógica .
se s e n t i rá b a s ta n te i n có m o d o . Tod o s l o s
fi n a l e s t a m b i é n d a n a l b l a n c o b u e n a s 1 8 . .U.a1 1
posibilidades d e victoria.
J u g ando con todas las piezas : ¡ recordad esto
19 ... 'ir'd6 20.lle1 1:!.e8 2 1 .Axe8+ li.'lxe8 22.f3 s i e m p re !
a6 23.a4 lbf6 24 . .id3 'ii'f4?
1 8 . . . Ag8
Es mejor 24 . . . .id5, con ventaja para el blanco .
A h o r a e l p ri m e r j u g a d o r c o n s i g u e u n a E ra mejor 1 8 . . . .U.a8 ! ? , con lo que se produce
posición ganadora . la misma variante q u e en la partida, sólo que
el ne g ro no pierde el peón d e a6. E l bla nco
2 5 . .ixa61 bxa6 26.'ii'x c6 'Wd2 27. h 3 1i'e3+ p ro b a b l e m e n t e h u b i e r a j u g a d o 1 9 . c4
28.<M1 11t'd2 29 . .ixf6 gxf6 30.'ii'x c7 h 5 3 1 .h4 consi g u i endo cierta ventaja. El ne g ro evitaría
'ii'd 1 + 32.'�f2 'i'd2+ 33.�g3 'ii'e 1 + 34.�h3 la idea del blanco , pero éste ha mejorado su
'ii' h 1 + 35 .... h2 'ifd1 36.1i'g3+ �h7 37. 'l'f4 �g7 torre y l a del negro ha q uedado peor.
38.'ii'e4 a5 39.c4?? 'ii'x b3 40.c5 'ifc31 41 .'ii'd 5
'Wa1 42.'ii'c4 'i'b1 43.�g3 'ii'e 1 + 44.�h2 'ife5+ 1 9.dxe5 dxe5 20 . .U.a5
45,q¡,h3 'ii'f 5+ 46.�g3 'i'e5+ 47 .'it>f2 'it'b2+
48,q¡,e3 'ii' x g2 4 9 . c 6 'ii' g 1 + 50 .�e4 'ii' e 1 + Ahora el bla nco está bien.
5 1 .�d4 'ii' e 5+ 52.\to>d3 'Wf5+ 53.�d2 'ii' x f3
54.c7 'ii'f 2+ 5 5 . � d 3 'ii' g 3 + 5 6 . �e4 'Wg4+ 20 . . . .ib5 2 1 .c4 b6 22.l:ta1 .ic6 23 .:txa6 g5
57.�d3 'i'g3+ 58.�c2 'i'f2+ 59.'iii' b 3 'ii' b 6+ 24 . .ig3 lüh51
60.'it>a2 'W'f2+ 6U t>a3 'i'e3+ 62.�b2 'iVb6+
24 . . . lüd7 2 5 . :ta7 resulta i ncómodo p a ra el
[Yz-Yz] n e g ro .

2 5.lüxe5
Ejercicio 28: J uegan las blancas
25 . .txe5? g 4 y el rey q u eda expuesto .

S hort-Speelman
25 . . . .ib7 26.l:a7 lbxg3 27.l:xb7 'i'xe5 28.fxg3
'ii'x g3 29.'We3 'ii'e 5 30.c5 1 ? b5?
Lond res 1 99 1

30 . . . g4 3 1 . h4 b5 h u biera mantenido al ne g ro
en la pa rtida . Ahora el problema es m u y g rave .

3 1 .l:l.f1 :td7 32.l:xb5 c6 33.l:b6 l:g6 34.b4


'ii? g 7 35.'ii'f3 h 5 36Ji'xh5 'Wd4+ 37.'it> h 1 g4
38.l:.b8 :td8 39.l:b7 'iff6 ! ? 40.:txf7+ 'Wxf7
4 1 .Axf7+ <it>xf7 42. hxg4 :teS 43.'ii' h 7+ �f6
44.'ii'd 7 l:e6 45.b5 �es 46.b6 l:tg8 47.c3

[1 : 0]
196 CAP ITU LO 1 1 : S O L U C I O N E S A LOS EJ E R C I C IOS

Ejercicio 29: J uegan las blancas bla nco no tiene nada q u e temer a q u í , ya que
tras 1 8 .lüh6+! �f8 1 9 .'itb4+ �e8! ( 1 9 . . . 'ii'e 7
Vagan ian-Short 2 0 . 'ft'xe7+ �xe7 2 1 .ltlf5+ �f8 22.lüd4 da al
b l a n co u n a c l a ra v e n t aj a } 2 0 . 1Va4 �f8
Debrecen 1 992 2 1 .'ii'a 3+! �e8 22.1Vxa6 gxh6 2 3 . 0-0 el blanco
tiene ventaj a .

1 5 . . . h 5 ! fu e d escu b i e rta por u n i n tel i g e nte


estu d i a nte, J a n H o n d e n b r i n k . Esto l l eva a
tablas tras 1 6 .'iff4 .txa6! 1 7 .l:txc6 lüc5 1 8 .dxc5
'i'xb2 , cuando el bla nco no tiene nada mejor
q u e 1 9. lüe7+ 'it>f8 20.ltlg6+ 'itt g B 2 1 .lüe7+ , con
jaque perpetuo.

1S . . . lüfS 1 6. 'lt'g51

La j ugada cl ave. 1 6 .l:th3 .tea 1 7 .l:tf3 .txf5


¿Cómo debe rla el blanco, a quien le toca
perm ite al negro eliminar el principal ataca nte
jugar, completar su desarrollo?
y, por lo tanto , igualar.

Aqu í el bla nco pudo desarrollarse con 1 5 . 0-0,


1 6 ... 'ifxgS 1 7. hxgS
pero esto no cond uce a ninguna ventaj a . La
manera más rá pida de desarrollar una fu erte
Esta posición es, a n ivel de estructu ra , mejor
i n iciativa es poner la torre de rey en juego, a
para el blanco . El caballo de f5 está muy bien
t ra v é s d e l a 38 f i l a . D a d o q u e � e 1 - f 1
y el negro tiene debil idades en h7 y c6, así
fu n c i o n a r i a t a n b i e n c o m o e l e n roq u e , e l
como otras casillas débiles. El hecho de que
bla nco no tiene problemas con su rey. ¿Cómo
las n e g ra s a c a b a ra n g a n a n d o d i ce a l g o
debería u n o encontra r este plan? B ien , es muy
respecto a s u maestría .
senci l l o . El b l a n co está l i geramente m ej o r
situado y razonablemente activo, mientras que
el negro está pasivo. As í pues, las bla ncas 1 7 ... l:td7 1 S.f4 l:tadS 1 9.�d2 l:tc7 20.b4 lüe6
deberían con sol i d a r una ventaja , y esto se
2 1 . :t h 4 eS 2 2 . :t c h 1 h6 2 3 . b x c S b x c S
co n s i g u e ide ntificando las d e b i l idades más 2 4 . lü x h 6 + g x h 6 2 S . :t x h 6 .!Ll f S 2 6 .fS f &
g raves en territorio enemigo. En este caso es 27.:txf61 c 4 2S.i.e2 c 3 + 29.�e2 :t g 7 30.g6
el fla nco de rey. Tras . . . :tc7 3 1 . g 4 .te& 3 2 . gS :lbS 3 3 . �f3 :leeS
34 . .i.b3?
1 S . h4!
34 .:txf8+! :txf8 35.f6 :l b 7 36 . .tf5 .i.d7 37. g7 y
. . . E l bla nco i ntenta conseg u i r cuatro p i ezas gana .
contra dos e n e l flanco d e rey. E ste es el
e n fo q u e m á s p e l i g ro s o . 1 5 . .ta6 e s u n a 34 .. l:xb3 1 3S.axb3 .i.bS 36.e4?1 c2 37.:te1
.

varian te con tram p a, e n l a q u e e l negro debe :le3+ 3S.'it>f4 dxe4 39.l:f7 e3 40.l:tb7 a& 41 .
real izar una elección : l:tbS ? ! ..i.d3 ! 42.dS :es 43.�e5 l:tbSI 44.l:tdS?

1 5 . . . .txa6 1 6 .l:txc6 lüe5? ( 1 6 . . . h5 1 7 .'iff4 ! g5? 44 .l:xb5 ! axb5 4 5 .�d4 .txf5 46 .�xe3 lüd7
1 8.'ft'f3 y el bla nco gana (Short) pero 1 7 . . . lüc5! 4 7 .'1Pd2 lüc5 4 8 . l:txc2 lüxb3+ 49 .'1Pc3 .txc2
tra nspone a 1 5 . . . h5) 1 7 .dxe5 'itxe5 cond uce a 5 0 . '1Pxc2 lüd4+ 5 1 . � c 3 .!Llf5 5 2 . 'it> b4 lü d 6
un j uego poco claro, seg ú n Short. Creo q u e el 53 .�c5 tablas (Short}.
CAP ITU LO 1 1 : S O L U C I O N ES A LOS EJ E R C I C I O S 197

44... llxb31 45.l:th1 l:tb6! 46.l:c8 e2 47.f6 i.xg6 26 .l:.xa 5 ta m b i é n es u n a j u g a d a acepta b l e ,


4 8 . l:. c 7 e 1 �+ 4 9 Jh e 1 l:t b 1 5 0 .J:.e3 c 1 1W y a q u e tras 26 . . . f4 2 7 . gxf4 l:txf4 2 8 . l:ta8+ e l
51 .l:Xc1 l:.xc1 52.l:ta3 l:tg1 53.l:txa6 l:txg5+ bla nco probablemente gana de todos modos .
54.'�d4 cJ;>f7 [0 : 1 ] Aún así, esto no es del todo exacto. Y en una
p o s i c i ó n g a n a d a l a p re c i s i ó n e s l o m á s
i m portante , pues evita q u e ocu rran situaciones
Ejercicio 30: J uegan las blancas en las que tengas que rea l iza r buenas jugadas
para g anar el punto entero; algo q u e puede
fa llar, tal y como m i llones de j ugadores han
Short-Kramnik
experimentado a lo largo de los a ños . . .

N ovgorod 1 995
E n s u lugar, 26.f4 ! 1Wc7 2 7 . .!lfd 1 .!:l.f6 28.'1i'h5,
con u n a cla ra victori a, es la varia nte preferida
de Short, y hace bien en defenderla. El negro
no tiene contrajuego y los alfi les de distinto
color no son un factor qu e facil ite las ta blas,
ya q ue el alfil negro no está jugando. Más a ú n ,
esto acentúa la ventaja blanca , aumentando
las amenazas sobre el rey negro .

26 ... i.. e 5 27.l:.xa5 llb7 28.llad5?! W'f6 29.f4


exf3 30.'i'xf3 l:tg7 31 .'iti>h 1 'i'h6

Este ejercicio es muy d ifícil . Resu lta también Seg u ramente el bla nco sigue ganando, pero
muy i nstructivo ya q u e nos explica cosas sobre h a y d i sti ntos tipos de posiciones g a n a d a s .
l a s p o s i ci o n e s g a n a d a s o , a l m e n o s , m e Existen aq u éllas en las que g a n a réis c o n un
p e r m i t e d e c i r a l g o s o b re l a s p os i c i o n e s juego p reciso, aquéllas en las q u e g a n a réis
g a n a d a s . L a reg l a m á s i m p o rtante e n l a s la mayoría d e las veces y aquéllas en las que
p o s i c i o n e s g a n a d a s ( a q u í h a b l o s o b re ganaréis siempre . Este ejemplo no se i ncluye
posiciones ganadas estáticam ente , donde la en la ú l t i m a categ o r í a , l o q u e sí h u b i e ra
e s t r u ctu ra o e l m a t e r i a l l a c o n v i e rt e e n sucedido si el bla nco h u biera j u g ado 26. f4! ,
ganadora ) e s q u e s i n o pasa nada, e ntonces p o r s u p u e s t o . D e c a r a a l o s r e s u l ta d o s
vosotros g a n á i s . Es u n a lóg ica muy simple. p rácticos, esta e s u n a lección m u y importante.
As í pues, ¿qué d e b e r í a i s h a cer? Pre venir
cualqui er contrajuego, si es posible. Otra reg la 32.l:.g1 l:tg6 33.lld3 l:tg5 34.a5 l:th5 35.'i'f2 f4
es q u e l a prese ncia d e a lfiles d e d iferente 36.g4 l:th3 37J:tf3 l:.xf3 38.'ilf'xf3 i.d4 39.l:.d1
color hace m á s fá cil l a v i ctoria una vez la .te3 40 . a6 'ii' f6 4 1 .'i'd5 f3 42.'YWx d 6 'i'g7
posición está realmente ganada, como explicó 43.i.. d 5 ? 1 .t a 7 1 44.'i'b4? 1 f2 45.i.. g 2 l:te8
Bent Larsen . En el caso que nos ocupa esto 46.l:tf1 �es 47 . .ltc6 ! l.le7 48.'i'd2 cJ;>g7 49.b4
sign ifica q u e el bla nco ya goza de la situación l:tf7 5 0 . b 5 .t b 6 51 .'ii' d 5 'i'f4 52.'i'e4 'ii' d 6
ideal . Todo lo que tiene que hacer es evitar el 5 3 . ..id5 l:te7?
contraj uego -que sólo se basa en el avance
del peón «f» - , por lo que l a j ugada correcta 5 3 . . . llf4 hubiera dado al ne g ro posib i lidades
h u b i e ra sido 2 6 . f4 ! , bloq u e a n d o el peón y razonables de defensa .
q uitándole la casilla e5 al caballo. En vez de
eso, Short jugó descu idadamente. 54.'i'f5 i.c7?? 55.'Wg5+

26.llfd 1 ? 1 [1 :0]
198 CAPITULO 11: SOLUCIONES A LOS EJERCICIOS

16.J:.xb4 'jfixa3 17. 'i'd4 es bueno para el


Ejercicio 31: Juegan las blancas
blanco) 15.axb4 (15.:xb4 'Wxa3 16J:tg4 exf5
17.llxg7 �f8 18.:g5 'i'b4+ parece bueno para
Tlmman-Hübner el negro; el blanco necesita enrocarse)
15. .. exf5 16.'jit'xd5 'i'xc2 17.0-0-0-0 18.:fd1
Tilburg 1988 'We4 y es difícil imaginar que aquí el blanco
tenga más que una simple compensación por
el peón.

C) 14. g4? falla debido al truco táctico 14... a5!,


y aunque la posición no está clara, tras 15.i.c5
'i'xg4 16.l1g1 'ilt'f4 no parece que el blanco
obtenga ningún beneficio de estos cambios.
En realidad, prefiero al negro.

D) 14. h3 prepara g2-g4, parece lento e incluso


no es seguro que el avance del peón «g»
interese a las blancas. Tras 14...ttJxb4 15.axb4
i.d7 16.g4 ttJe7 seguido de ...ttJg6 el negro
Este ejercicio trata sobre casillas y sobre esos
mantiene la igualdad, como m ínimo.
movimientos que sabemos son inevitables. A
veces las cosas nos pueden ir mucho mejor
E) 14. 'We2!? es la jugada recomendada por
simplemente dándonos cuenta de qué es lo
Junior 7. No me gusta tanto como 14.'Wc1
que va a suceder en el tablero. Aquí ...ttJxb4
porque no hace nada por las casillas negras.
está a punto de llegar, a lo cual l1xb4 será la
Pero provoca amenazas incómodas para la
respuesta más cómoda, pero entonces hay
dama negra y ofrece algunas posibilidades
un problema con .. .'i'xa3. Igualmente podemos
de obtener ventaja tras 14.. . a6 15.0-0 ttJxb4
considerar que tras i.xf5, exf5, ttJd4 el peón
16. axb4, seguido de b4-b5. Aquí 14. .. ttJfd4
de f5 estará bajo ataque y, al tiempo, g7 puede
15.ttJxd4 ttJxd4 16.'i'g4 ttJxc2+ 17.i.xc2 'i'xc2
ser una debilidad, teniendo en cuenta que
18.0 -0 'i'g6 19.'jfih4 f6 20. f4! parece
quedaremos con caballo contra alfil. Esto
extremadamente peligroso para el negro. Por
significa que el blanco tendrá ventaja sobre
supuesto, hemos aprendido de Fritz a capturar
las casillas negras y el negro tendrá más
estos peones, y también hemos mejorado
influencia sobre las blancas. En consecuencia,
nuestras habilidades defensivas, pero esto
la dama blanca estará mejor situada en
aún parece demasiado para que el negro
casillas negras, por lo que la casilla negra -
pueda sobrevivir. La debilidad del rey no
que aún tiene que ser encontrada - es f4.
parece ser una ventaja dinámica sino estática.
14.'i'c1!
14 . b6
..

Esta jugada está relacionada con todas estas


consideraciones y, en mi opinión, es la más
fuerte de todas las continuaciones posibles.
Aún a s í , las otras opciones deben ser
investigadas:

A) 14.0-0 ttJxb4 15Jlxb4 (15.axb4 es


probablemente mejor, pero ésta no es la forma
en la que queremos jugar) 15...'l/Vxa3 16.i.b5+
'it'f8 y perder la posibilidad de enrocarse no
parece justificar el sacrificio de dos peones.

B) 14.i.xf5 ttJxb4! (14 ... exf5 15.0-0 ttJxb4


CAPITULO 11: SOLUCIONES A LOS EJERCICIOS 199

15.c41 territorio enemigo, evitando la ubicación de


las piezas del defensor. Además, el blanco
Otra ventaja de 14.'ii'c1, lo que no necesitaba tiene más territorio bajo su control, así como
ser previsto a la hora de tomar la decisión, por la ventaja de la pareja de alfiles. Por lo tanto,
lo que no comenté nada al respecto. el plan debería ser evi tar el contrajuego,
mejorar la posición al máximo y entonces la
1 5...lLlxb4 combinación ganadora llegará por sf sola.

15...dxc4 16 ."ii'xc4 .i.b7 17. .i.xf5 exf5 18.e6 es


Así pues, la primera parte del plan es evitar el
fatal para el negro.
contrajuego. La única forma en que el negro
puede conseguir algo es eliminando el alfil
16.llxb4 ji'c6 17.0-0-0-0
de d4, de ahf la siguiente jugada del blanco.

17... .i.a6 18.i.xf5 exf5 19.cxd5 'ii'xd5 20.l:r.d1


es una posición muy incómoda para el negro.
19.b4!

1 a.'i'f4! .Jtb7 1 9 . .i.xf5 exf5 20.lL'id4 'i'c5? Esto es mejor que 19.'ii'e3 porque la dama ya
está bien en e4 y no hay necesidad de atarla
20... "ii'c7! 21.cxd5 i.xd5 22.liJxf5 .i.e6 23 . liJd6 al control de c5. Uno debería también calcular
hubiera dejado al blanco solamente con una 19....:ca 20. b4 ..ixb4.
ligera ventaja, ahora se acabó todo.
19... ll:lg7 20.g41
2 1 .lLJxf5 .tea 22.liJxg71 'iPxg7 23.'ii'g5+ 'iPha
24.'i'f6+ �ga 25.'ii' g 5+ 'iPha 26.'i'f6+ �ga No debe permitirse lüg7-f5xd4 etc. Ahora las
27 . .l:b3 .:ea 2a.l:r.g3+ 'iPfa 29.llg7 .:te7 30.e61 posibilidades de contrajuego del negro han
i.xe6 31..:txh7 [1 : 0 ] desaparecido, lo que nos lleva a la fase de
mejora.

Ejercicio 32: Juegan las blancas 20 ... h5 21 . h3 a5 22. a3 lld7 23 .:tf3 'ii'da 24.

l:r.b1 i.g5 25. l:.bf1 axb4 26. axb4 i.e7 27 . .:tb1??


Short - Kasparov
Ahora que el blanco no puede mejorar más
su posición, debe haber algo que indique que
Amsterdam 1 996
es el momento de realizar acciones directas.
iUps! El blanco podría haber ganado mediante
27.gxh5 ll:lxh5 28. l:txf7! l:txf7 29 ..1:.xf7 <j;xf7
30.'i'xg6+ 'iPf8 31.'ii' h6+ ll:lg7 32 . .i.g6! y el mate
está a la vuelta de la esquina.

27 ... h4 2a."ii'e3?1llJea 29. ..i.e4 liJc7 30...ic6lLJd5


31."ii'e4??

El bl anco sigue ganando tras 31.1if2 l:tc7


32 . .i.xb5 'ii'c8 33 ..!:lb3.

El blanco dispone de una clara ventaja 31 ...lillcc311 32..i.xc3 'ifb6+ 33.'iPg2 J:lc7 34 . ..taa
estática. Su peón aislado de e5 se puede ll