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QUESTÕES DISSERTATIVAS

EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE

Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes.

1) Leiam os seguintes excertos:


“Quando a gente compreende a educação como possibilidade, a gente descobre que a
educação tem limites. É exatamente porque é limitada ideológica, econômica, social,
política e culturalmente que ela tem eficácia. Então, diria aos educadores que, mesmo
reconhecendo que a educação não vai ser a chave da transformação do concreto para
a recriação, estejam convencidos da eficácia da prática educativa como elemento
fundamental no processo de resgate da liberdade”. (Freire, 1998, p.156).
“[...] educação e cultura estão profundamente entrelaçadas e não podem ser
analisadas a não ser a partir de sua íntima articulação”. (CANDAU, 2008).

Com base nos textos e fundamentados na leitura do Livro-Texto, discuta a relação


entre educação e cultura, apontando como a prática educativa pode servir à
reprodução ou à transformação no interior de suas relações.

Na realidade não há educação que não esteja mergulhada nos processos culturais
do contexto em que se situa. Existe uma relação íntima entre educação e cultura.
A Prática educativa pode servir para respeitar a condição da realidade humana e
da cultura.
No interior de nossas relações podemos nos construir socioculturamente uma
cultura dominante.
Podemos num modo especial trabalhar as relações culturais numa determinada
sociedade, assim como construir estratégias pedagógicas.
Para uma importante transformação no interior de nossas relações é preciso ter
consciência da construção da nossa própria identidade cultural.

2) Leiam o seguinte excerto:


“A relação entre o conteúdo e ensino, incluídos como base de formação das novas
gerações, implica uma seleção e esta nunca se dá aleatoriamente. Há uma escolha
intencional por trás dos conteúdos eleitos para compor os sistemas de ensino. Por
isso, podemos afirmar que não se pode tomar como certo que o conhecimento
curricular seja neutro. Pelo contrário, busca interesses sociais inseridos na própria
forma de conhecimento. [...] isso quer dizer que o currículo tem sempre sofrido uma
influência que não vem dos professores ou da escola, mas das elites que se impõem
hegemonicamente, mascarando esses conflitos no interior da sociedade”. (APPLE,
1982)

A partir da visão de escola e currículo como instrumentos utilizados para manter os


privilégios de classes e grupos dominantes, é possível conceber o currículo como
instrumento fundamental para iniciar um processo de intervenção na estrutura social a
favor de mudanças que beneficiem as classes populares? Como?
É preciso que haja uma modificação substancial do currículo existente e discutir a
percepção de fatores que tem provocado preconceitos e discriminação entre as
diferentes culturas.
Não deixando que as elites interfiram no currículo escolar e na educação das
classes populares.
Devemos ter nossa própria identidade escolar, fazendo com que as classes sociais
tenham mais respeito no nosso cotidiano escolar.
Ser pobre ou rico, isso de nada mudará nossa identidade, tanto curricular escolar
ou identidade própria.

3) Pesquisem a Lei n°10.639/2003 que estabelece as diretrizes e bases da educação


nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da
temática “História e Cultura Afro-Brasileira”.
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.639.htm> Acesso
em: 31 ago. 2010.

Faça a leitura cuidadosa e levante suas principais diretrizes, discutindo quais seus
limites e possibilidades.

O objetivo da lei e as mudanças dos artigos é muito boa. A idéia da legislação é


transformar os brasileiros em conhecedores das origens africanas, o que
supostamente melhoraria a comunicação entre negros e brancos no país e também
diminuir o racismo ao proporcionar o conhecimento da cultura africana que está
presente no cotidiano dos brasileiros.
Com essa mudança, possamos ter respeito aos negros, não somente pelo dia da
“Consciência Negra”, mas que vivamos e tenhamos conhecimento da raça negra,
da sua cultura e de sua formação, pois na realidade os negros trouxeram para o
Brasil: suas crenças, religiões, músicas, hábitos de família e outros mais que ás
vezes desconhecemos.
Na prática no entanto, a aplicação da lei tem sido feita de forma isolada e precária.
Na minha opinião isso ainda não aconteceu por dois motivos: O racismo ainda
presente na sociedade e nas escolas e a falta de professores com formação
adequada para ensinar a cultura africana.
Quando tomarmos consciência da realidade da importância da raça negra, só
assim poderemos formar um mundo melhor e sem preconceitos.

4) “Eu tenho um aluno, o Frederico. Um excelente aluno e, olhando o seu caderno um


dia, na minha casa, eu o abri e o mostrei pra minha irmã e falei assim:” olha o caderno
dessa menina como é caprichado!”.
Até brinquei com os alunos depois, contei essa história que parecia caderno de
menina”. (CARVALHO, 2008)

Discuta os estereótipos sobre o desempenho escolar de meninos e meninas presentes


nesse depoimento e reflita em que medida essas expectativas interferem no juízo de
valor e na avaliação que o professor realiza do aluno.

Digamos que no texto houve um preconceito. Estereótipos criados e pré-concebidos


socialmente não deveriam interferir ou fazer com que se criem expectativas antes
mesmo de tirarmos nossas próprias conclusões. Na realidade, o fato das meninas
serem mais caprichosas, organizadas, não significa que o nível de aprendizagem
das mesmas sejam mais alta. Acredito que isso interfira na vida do aluno, tanto
menina quanto menino, e em relação á avaliação do professor torna-se mais fácil a
correção e organização até mesmo para o professor.

5) Considere as seguintes informações:


Dos fatores que influenciam a expansão da AIDS, o principal é a ausência de um
espaço, na família e na escola, para discussões relativas à sexualidade, às questões
de gênero e à dinâmica dos relacionamentos afetivos. (PAIVA, 1992)

Como a escola pode contribuir para reverter esse quadro?

A escola deve e pode muito, auxiliando os alunos a não terem preconceitos em


relação ao ser humano, pois na realidade precisamos que haja respeito.
O preconceito ainda existe e creio que sempre existirá.
A escola pode reverter esse quadro, nos proporcionando aulas objetivas com
palestras, seminários e outros materiais que tratem do assunto com objetividade e
esclarecimentos.
Tanto á escola, como os educadores, não podemos deixar de considerar a
importância de um trabalho de reflexão que considere as questões reais,
relacionadas as vivências sexuais e desejos dos alunos.
Acredito que não seja fácil, mas não é impossível. Vamos acreditar em mudanças
na educação e na vida diária do aluno.

6) Faça um comentário crítico sobre a frase do ex-vice-presidente José Alencar, citada


no final do capítulo: “É preciso eliminar a ideia de que há preconceito no País, mesmo
que ainda haja”.

O Preconceito é cultural e eliminá-lo é um trabalho de longo prazo. Não é fácil


romper com as barreiras cultural de um povo.
Temos no Brasil, preconceitos implícitos em vários segmentos da sociedade, mas
precisamos esquecê-los, eliminá-los, romper com essa idéia. Não só com discurso,
mas com ações, projetos, conscientização, oferecendo dignidade e igualdade a
todos.
Portanto se há preconceito no país, é difícil eliminá-lo, mas podemos amenizá-las.

7) Diante de todas as discussões e leituras realizadas, como vocês acreditam que as


questões religiosas devem ser tratadas pela escola?

As questões religiosas devem ser respeitadas, perante a crença de cada aluno. Ela
deve ser tratada na escola como opção optativa. Aqueles alunos que querem
participar ou até mesmo aprender mais sobre religião, que participem, e aqueles
que não acharem conveniente sua participação, que seja respeitada sua opção.
Porém, no âmbito escolar, ou em qualquer outro lugar, devemos respeitar crenças
e religiões de cada ser humano.

8) “As escolas têm se apresentado como instituições pouco abertas para a criação de
espaços ou situações que favoreçam experiências de sociabilidade, debates públicos
e atividades culturais”. (CARRANO, 2008)
Que mudanças a escola pode promover em sua forma de organização e gestão no
sentido de mobilizar a maior participação dos jovens nas decisões e encaminhamentos
realizados no cotidiano escolar?

Trabalhando suas vivências e estando aberto ás surpresas reveladoras.


Educadores, precisamos compreender o sentido, a identidade do jovem.
Incorporar os elementos de sua cultura em seu trabalho cotidiano.