Está en la página 1de 21

EMILIO R A B A S A Y L A

CONSTITUCIÓN D E 1917
Hilario MEDINA,
Senador de la República

SIN N E C E S I D A D D E H A C E R U N A B I O G R A F Í A D E R A B A S A , p o d e m o s co-
n o c e r su estructura m e n t a l a través de su o b r a y p o r l a é p o c a
en q u e l a escribió, así c o m o p o r l a i n f l u e n c i a que t u v o en
el c a m p o de l a d o c t r i n a c o n s t i t u c i o n a l . P a r a e n c u a d r a r l o
correctamente e n l a época e n q u e se discutió l a C o n s t i t u c i ó n
de Q u e r é t a r o , debemos s e ñ a l a r c o n toda precisión q u é era l o
q u e los constituyentes c o n o c í a n e n m a t e r i a de D e r e c h o y de
H i s t o r i a C o n s t i t u c i o n a l y q u é era l o q u e p a r t i c u l a r m e n t e co-
n o c í a n de R a b a s a .
Respecto de l o p r i m e r o , u n constituyente de Q u e r é t a r o
t r a í a u n acerbo m u y semejante a los m á s radicales de los
d i p u t a d o s de 1857 y u n a
c u l t u r a política m u y s u p e r i o r : D e -
rechos del h o m b r e , R e p ú b l i c a F e d e r a t i v a , Separación de l a
Iglesia y d e l Estado, etc., e n u n a p a l a b r a , reformistas e n su
t o t a l i d a d y p o r l o tanto ya s i n aquellas diferencias de mode-
rados, radicales, puros, etc., de 57 y de 59. C o m o D o c t r i n a
C o n s t i t u c i o n a l c o n o c í a n las Leyes de R e f o r m a , y textos c o m o
L o s D e r e c h o s d e l H o m b r e de L o z a n o , M o n t i e l y D u a r t e ,
Z a r c o , R o d r í g u e z , l a D o c t r i n a Francesa, m u y e n b o g a e n
la E s c u e l a y a l g o de D e r e c h o C o n s t i t u c i o n a l de Estados
Unidos.
D e R a b a s a , hay q u e precisar q u e n o se conocían entonces
m á s q u e sus dos obras: E l A r t i c u l o 14 y L a Constitución y
l a D i c t a d u r a , esta ú l t i m a escrita e n las postrimerías d e l ré-
g i m e n d e l G e n e r a l D í a z . Estas obras f u e r o n leídas, m á s a ú n ,
estudiadas c o n avidez e n las escuelas, s i n d u d a p o r e l a t r a c t i v o
de l a f o r m a a m e n a de l a e x p o s i c i ó n , q u e se a p a r t a b a de las
r u t i n a s empleadas hasta entonces p o r los expositores d e l
D e r e c h o P a t r i o . E r a pues l a d o c t r i n a de estas dos obras, l a
ú n i c a que de R a b a s a c o n o c í a n los constituyentes. N o i g n o r o
178 HILARIO MEDINA

q u e se le h a n a t r i b u i d o otras q u e yo n o he encontrado en
d i c h o s dos l i b r o s , quizá p o r q u e f u e r o n i m p a r t i d o s en l a Cáte-
dra o a l c í r c u l o de sus discípulos predilectos, pero l o cierto
es q u e n i n g u n o de los Constituyentes, q u e yo sepa, fue discí-
p u l o de R a b a s a e n el sentido de h a b e r pertenecido a su cáte-
dra. S i se c i t a r o n algunas d o c t r i n a s y p á g i n a s textuales de
sus obras, a u n entonces n o p u e d e n l l a m a r s e discípulos n i m u -
c h o menos discípulos vergonzantes, p o r q u e abiertamente se
le citó c o m o a u t o r i d a d o se le r e f u t ó como autor, según lo
d i r é en el curso de este a r t í c u l o . D e b o hacer o t r a aclaración:
el m a t e r i a l p r o p o r c i o n a d o p o r R a b a s a e n cuestión de reformas
políticas n o era el ú n i c o : M e x í a e n sus C u e s t i o n e s constitu-
cionales, tocó l a g r a n cuestión d e l a r t í c u l o 14 combatiendo
a V a l l a r í a , y J u s t o Sierra, e n su p e r i ó d i c o L a L i b e r t a d , sostu-
v o las ideas q u e encontramos e n L a Constitución y la Dic-
t a d u r a , a u n q u e R a b a s a n u n c a l o citó, p e r o sin d u d a que estas
aportaciones las conocían los abogados cultos d e l Congreso
c o m o M a c í a s , C o l u n g a , L i z a r d i y L u i s M a n u e l R o j a s p o r ser
m á s cercanos a l a época e n q u e se h a b í a n agitado aquellas
cuestiones de r e f o r m a a l a C o n s t i t u c i ó n de 57.
Sierra y R a b a s a eran las fuentes d o c t r i n a r i a s de l a refor-
ma p o l í t i c a ; p a r a l l e v a r a cabo l a r e f o r m a social, las fuentes
e r a n otras: e l p r o g r a m a d e l P a r t i d o L i b e r a l , el P l a n de San
L u i s y los señalamientos q u e h i z o L u i s C a b r e r a desde que
comenzó a t o m a r parte c o m o cerebro de l a R e v o l u c i ó n .
Es necesario p u n t u a l i z a r estas cosas, p o r q u e debemos re-
chazar las especies aventuradas de q u e l o b u e n o que hay en
la C o n s t i t u c i ó n de 17 es l o que t o m ó de R a b a s a , mientras
q u e es detestable en l o q u e se a p a r t ó de ella. V a m o s a de-
m o s t r a r q u e los aciertos de ese C ó d i g o se e n c u e n t r a n tanto
en lo q u e a d o p t ó como en l o q u e rechazó, p o r q u e en el Cons-
tituyente n o h u b o sectarismos y p o r q u e se reconoció siempre
la c o n t i n u i d a d de las C o n s t i t u c i o n e s mexicanas, p a r a apro-
vechar los aciertos y p u r g a r los errores. A l rechazo de las
o p i n i o n e s de R a b a s a se le h a l l a m a d o " i n f l u e n c i a n e g a t i v a " .
E s t á b i e n , aceptaremos l a e x p r e s i ó n p o r c o m o d i d a d y seña-
laremos ambas influencias.
RABASA Y L A CONSTITUCIÓN D E I 9 I 7
179
T r e s p u n t o s son f u n d a m e n t a l e s p a r a R a b a s a en su co-
m e n t a r i o de l a Constitución de 57: el sufragio, el e q u i l i b r i o
d e los poderes L e g i s l a t i v o y J u d i c i a l (pues p a r a él el J u d i -
c i a l n o es P o d e r ) . Y c o m o conclusión j u s t i f i c a l a d i c t a d u r a
d e l G e n e r a l D í a z , p o r las deficiencias y errores de l a C o n s t i -
t u c i ó n y de los constituyentes, c o n l a m i r a f i n a l de establecer
u n sistema p r e s i d e n c i a l fuerte, c o m o el d e l G e n e r a l D í a z , sólo
q u e l e g i t i m a d o c o n l a a d o p c i ó n de sus reformas, p a r a deste-
r r a r el espectro de l a d i c t a d u r a d e m o c r á t i c a .
E s t a d o c t r i n a n o es sostenible n i teórica n i prácticamen-
te: los p e l i g r o s de u n a C á m a r a e x o r b i t a n t e y rebelde, signo
d e a n a r q u í a y amenazadora de l a paz p ú b l i c a , son m e r a m e n t e
teóricos; n o se f u n d a n e n l a h i s t o r i a de M é x i c o , p o r q u e en
M é x i c o n o h a y u n solo caso e n q u e p o r l a estructura q u e d i o
a l L e g i s l a t i v o l a C o n s t i t u c i ó n de 57, h a y a s i d o derrocado u n
P r e s i d e n t e , o q u e p a r a e v i t a r l o éste t u v i e r a q u e d a r el golpe
de Estado. E n c u a n t o a l a tercera solución, o sea el estable-
c i m i e n t o de l a d i c t a d u r a , l a d e l general D í a z consistió preci-
samente e n n o h a b e r g o b e r n a d o c o n l a C o n s t i t u c i ó n . Cosío
V i l l e g a s h a d e m o s t r a d o q u e de 1867 a 1876 y tal vez hasta
1880, se p u s o en v i g o r l a C o n s t i t u c i ó n y sinceramente, seria-
m e n t e , se g o b e r n ó c o n e l l a . P a r e c í a pues innecesario señalar
p e l i g r o s de esta desigual d i s t r i b u c i ó n de facultades entre los
Poderes. P o r o t r a parte, l a R e v o l u c i ó n n o p o d í a seguir a R a -
basa en esta d o c t r i n a de j u s t i f i c a r l a d i c t a d u r a , p o r q u e pre-
c i s a m e n t e se h a b í a hecho c o n t r a l a d i c t a d u r a y e n el b a n -
q u i l l o d e l constituyente se sentaba c o m o acusado el a n t i g u o
régimen. L a e x p l i c a c i ó n de p o r q u é a c e p t ó l a R e v o l u c i ó n
fortificar a l E j e c u t i v o y r e d u c i r a l L e g i s l a t i v o , es o t r a : es
que se necesitaba c o n c e n t r a r el p o d e r legal en manos d e l
P r e s i d e n t e de l a R e p ú b l i c a p a r a l l e v a r a cabo y a fondo y
hasta sus ú l t i m o s extremos, l a grande, l a t e r r i b l e r e v o l u c i ó n
q u e desbordaba lo que había sido la m i s m a Reforma. Pero
no anticipemos.

P a r a j u s t i p r e c i a r l a i n f l u e n c i a de R a b a s a , debemos refe-
r i r n o s a las tres partes de l a C o n s t i t u c i ó n de 57: garantías
i n d i v i d u a l e s , estructura p o l í t i c a y sufragio, c o m o el m o t o r que
i8o HILARIO MEDINA

p o n í a en m o v i m i e n t o t o d o el engranaje. H a y u n a p a r t e de
l a C o n s t i t u c i ó n vigente, l a d e l D e r e c h o S o c i a l , que n a d a debe
a Rabasa, sencillamente porque éste la ignoró, n u n c a la
entendió, nunca q u i z o explicarla n i comentarla. Su silencio
era u n a franca h o s t i l i d a d . ¿ N o decía todavía en u n o de sus
ú l t i m o s l i b r o s , q u e " n o hay p r o b l e m a agrario en M é x i c o " ,
r e p i t i e n d o u n a frase de d o n T o r i b i o E s q u i v e l O b r e g ó n , que
éste rectificó posteriormente?
E n el c a p í t u l o de derechos d e l h o m b r e que l a C o n s t i t u -
c i ó n de Q u e r é t a r o t r a n s f o r m ó en G a r a n t í a s I n d i v i d u a l e s , poca
es su a p o r t a c i ó n si nos l i m i t a m o s a los artículos 5 y 14 a los
q u e él se refirió c o n v a r i a f o r t u n a . Respecto d e l a r t í c u l o 5,
después de lo que h a escrito C o s í o V i l l e g a s , no se p u e d e d e c i r
m á s . E n c u a n t o a l a r t í c u l o 14 h i z o m u c h o p o r i n f l u e n c i a ne-
g a t i v a , pues a u n q u e se c o r r i g i ó el texto b o r r a n d o el desafor-
tunado "exactamente", en m a t e r i a c i v i l , n o p o r eso se fede-
r a l i z ó l a a d m i n i s t r a c i ó n de j u s t i c i a , que era l o q u e quería
y c o n él los dos constituyentes q u e f o r m u l a m o s voto p a r t i c u l a r
sobre el a r t í c u l o 107, sino que a l c o n t r a r i o , se r e c o n o c i ó que
era de absoluta necesidad el dejar a l a S u p r e m a C o r t e de
J u s t i c i a l a ú l t i m a r e s o l u c i ó n de los j u i c i o s civiles, aunque
l a j u s t i c i a se c e n t r a l i z a r a ; necesidad que reconoció más tar-
de el m i s m o R a b a s a . " N o voy a abogar, como antes l o he
hecho, decía en 1921, por l a restauración del Poder J u d i c i a l
j u n t a m e n t e c o n l a r e p a r a c i ó n de l a i n d e p e n d e n c i a de los Es-
tados y el e s t a b l e c i m i e n t o d e l p r i n c i p i o federalista i n c ó l u m e . "
El c o n t r o l de l a l e g a l i d a d , t a n necesario entre nosotros, v e n -
ció a R a b a s a , dice G a x i o l a .

EL VOTO

P a r a despejar l a e x p o s i c i ó n a f i n de llegar a a q u e l l a parte


en que i n d i s c u t i b l e m e n t e se deben a R a b a s a las nuevas nor-
mas de l a o r g a n i z a c i ó n p o l í t i c a , h a b l e m o s d e l v o t o , u n a de las
cuestiones m á s i m p o r t a n t e s p a r a R a b a s a . Para purificarlo, y
hacer de él el v e r d a d e r o m o t o r de l a estructura p o l í t i c a , p r o -
p o n í a que se c o n c e d i e r a a sólo aquellos que s u p i e r a n leer
RABASA Y L A CONSTITUCIÓN D E igi 7 181

y escribir. E s t a d o c t r i n a tenía m u c h a s s i m p a t í a s en l a es-


c u e l a y e n l a j u v e n t u d y de e l l a se o c u p ó e l Sr. C a r r a n z a
quien l a rechazó categóricamente con u n a visión política
d i g n a de conocerse. D e c í a así el P r o y e c t o de R e f o r m a s :

La revolución que capitanearon los caudillos que enarbolaron


la bandera de Ayutla, tuvo por objeto acabar con la dictadura
militar y con la opresión de las clases en que estaba concentrada
la riqueza pública; y como aquella revolución fue hecha por las
clases inferiores, por los ignorantes y los oprimidos, la Constitu-
ción de 1857. que fue su resultado, no pudo racionalmente dejar
de conceder a todos, sin distinción, el derecho de sufragio, ya
que habría sido una inconsecuencia negar al pueblo todas las ven-
tajas de su triunfo.
La revolución que me ha cabido en suerte dirigir, ha tenido
también por objeto destruir la dictadura militar, desentrañando
por completo sus raíces, y dar a la nación todas las condiciones
de vida necesarias para su desarrollo; y como han sido las clases
ignorantes las que más han sufrido, porque son ellas sobre las
que han pesado con toda su rudeza el despotismo cruel y la explo-
tación insaciable, sería, ya no diré una simple inconsecuencia, sino
un engaño imperdonable, quitarles hoy lo que tenían anterior-
mente conquistado.
E l gobierno de mi cargo considera, por tanto, que sería im-
político e inoportuno en estos momentos, después de una gran
revolución popular, restringir el sufragio, exigiendo para otorgarlo
la única condición que racionalmente puede pedirse, la cual es
que todos los ciudadanos tengan la instrucción primaria bastante
para que conozcan la importancia de la función electoral y pue-
dan desempeñarla en condiciones fructuosas para la sociedad.
Sin embargo de ésto, en la reforma que tengo la honra de pro-
poneros, con motivo del derecho electoral, se consulta la suspen-
sión de la calidad de ciudadano mexicano a todo el que no sepa
hacer uso de la ciudadanía debidamente. El que ve con indife-
rencia los asuntos de la república, cualesquiera que sean, por lo
demás, su ilustración o situación económica, demuestra a las claras
el poco interés que tiene por aquélla, y esta indiferencia amerita
que se le suspenda la prerrogativa de que se trata.
El gobierno de mi cargo cree que en el anhelo constante de-
mostrado por las clases inferiores del pueblo mexicano, para al-
canzar u n " bienestar de que hasta hoy han carecido, las capacita
ampliamente para que, llegado el momento de designar mandata-
rios, se fijen en aquellos que más confianza les inspiren para re-
presentarlos en la gestión de la cosa pública.
I82 HILARIO MEDINA

E n otros términos, u n d i r i g e n t e político a d v e r t í a l o q u e


se nos escapaba a los teóricos d e l derecho: a l convocar a las
armas a l p u e b l o m e x i c a n o , n o se le e x i g i ó e l r e q u i s i t o de
saber leer y escribir; sería i n j u s t o q u e a h o r a q u e h a t r i u n -
fado se le q u i s i e r a e x c l u i r d e l derecho de designar a sus m a n -
datarios. P o r q u e h u b o teóricos q u e sostuvieron esta i d e a ,
e n t r e los d i p u t a d o s constituyentes M e d i n a y C a l d e r ó n , y fuera
del Congreso, R o q u e E s t r a d a y E d u a r d o H a y .

REFORMAS POLÍTICAS

V e n g a m o s a las reformas políticas aceptadas y rechazadas


( i n f l u e n c i a p o s i t i v a e i n f l u e n c i a inegativa). L a materia ha
s i d o t r a t a d a p o r e l c o n s t i t u c i o n a l i s t a M . H e r r e r a y Lasso y
por el h i s t o r i a d o r D a n i e l C o s í o V i l l e g a s , éste ú l t i m o e n pe-
q u e ñ o p e r o sustancioso l i b r o . 1

P a r a n o r e p e t i r l o que y a se h a d i c h o , nos referiremos


solamente a los dictámenes y a las discusiones de los artícu-
los relativos p a r a demostrar l o q u e se a c e p t ó y l o q u e se re-
chazó de R a b a s a y l o q u e d i j e r o n de él los constituyentes
en p r o o en c o n t r a .

D i c t a m e n de l a s e g u n d a comisión s o b r e el artículo 40 que


propone l a república federativa. M e n c i o n a las objeciones
q u e se h i c i e r o n c o n t r a el p a c t o federativo adoptado desde
1824, sobre t o d o l a q u e consistía en q u e era u n a v u l g a r i m i -
tación de Estados U n i d o s , p e r o a l o a n t e r i o r , dice l a C o m i s i ó n ,
contestaremos con u n distinguido publicista mexicano, que
a t a l razón

supone que la federación, como régimen, no tiene más que un


origen, lo que es, evidentemente falso. E l sistema federal, lo mismo
que el gobierno hereditario, o el régimen de las democracias,
puede tener orígenes históricos muy diversos, y la razón de su
adopción es el estado del espíritu público en un país, que no se
deduce siempre del régimen a que antes haya estado sometido.
Si así fuere, habría que confesar que Iturbide tuvo razón para
fundar una monarquía en México, puesto que la Nueva España
estaba habituada a ese régimen, cuando precisamente tenemos el
notable fenómeno que podríamos llamar de sociología experimen-
RABASA Y L A CONSTITUCIÓN D E igiy 183

tal, de que todas las colonias hispanoamericanas adoptaron el sis-


tema republicano al independerse y que todos los ensayos de
monarquía en América han concluido con fracasos.2

Sobre el artículo 4 9 del proyecto. Conserva al judicial


su carácter de Poder, rechaza c a t e g ó r i c a m e n t e l a d e s i g n a c i ó n
d e D e p a r t a m e n t o , p o r q u e "se realza m á s su d i g n i d a d y parece
reafirmarse s u i n d e p e n d e n c i a " . C a s o de i n f l u e n c i a n e g a t i v a
q u e merece u n e x a m e n m á s extenso en su lugar.
O t r o caso de i n f l u e n c i a : l a c o m i s i ó n d i c t a m i n ó c o m o re-
q u i s i t o para los d i p u t a d o s " s a b e r leer y e s c r i b i r " , p e r o t u v o
q u e r e t i r a r l o p o r q u e l a asamblea n o l o aceptó, c o m o t a m p o c o
a c e p t ó , según veremos en su l u g a r , l a restricción d e l v o t o a
s ó l o los que e s t u v i e r a n en a p t i t u d de leer y e s c r i b i r , pues l a
influencia de esta d o c t r i n a respecto d e l sufragio se hacía
e x t e n s i v a a los requisitos p a r a ser d i p u t a d o , y a q u e en l a frac-
c i ó n I d e l a r t í c u l o 55 l a m i s m a C o m i s i ó n , m á s q u e saber leer
e x i g í a l a instrucción p r i m a r i a elemental.
A r t i c u l o 66. Se refiere a dos reformas en e l f u n c i o n a m i e n -
t o de las c á m a r a s c u y a n e c e s i d a d y c o n v e n i e n c i a estaban se-
ñ a l a d a s ya " p o r nuestros m o d e r n o s tratadistas".

Un distinguido escritor mexicano, refiriéndose a la facultad


de la cámara popular de prorrogar sus sesiones y de celebrar éstas
durante periodos fijos, dice lo siguiente: "Nuestro sistema tiene
el inconveniente de los períodos fijos de sesiones que ni el mismo
congreso puede reducir aunque no haya materia para llenarlo.
Esta necesidad de reunirse es casi una obligación de legislar que
provoca el deseo de d i s c u r r i r iniciativas y estimula la facultad de
invención en los representantes amenazando con una fecundidad
poco deseable. Lo que sí puede nuestro congreso es ensanchar los
períodos de sus tareas, va sea prorrogando los períodos ordinarios
r
r
hasta un mes el primero v hasta quince días el segundo va sea
reuniéndose en sesión ordinaria sin tiempo determinado. Conten¬
do con ambas prórrogas, el Congreso puede permanecer reunido
siete meses del año, y si le place, añadiendo una o dos convocacio-
nes cxtra.ordin3.ria.s puede estar en asamblea casi sin interrup-
ción.3

E s de advertirse que en este d i c t a m e n se acoge en sus


t é r m i n o s e l p r o y e c t o de reformas.
i84 HILARIO MEDINA

Se a d o p t a t a m b i é n o t r a tesis de R a b a s a en l a segunda par-


te de este d i c t a m e n q u e t e x t u a l m e n t e dice:

Además debe invocarse el ejemplo de la República Norteame-


ricana en cuya constitución se conceden al Presidente dos faculta-
des de gran valor. Puede por sí solo convocar a una o a las dos
cámaras a sesiones extraordinarias y puede también cerrar las
sesiones ordinarias cuando lo juzgue oportuno, contra la Cámara
de Diputados si el Senado está de su parte*

H e a q u í el caso de a d o p c i ó n íntegra de u n a tesis Ra-


basista.
Artículo 67. D e j a a l E j e c u t i v o l a f a c u l t a d de convocar a
las c á m a r a s a sesiones e x t r a o r d i n a r i a s , i d e a q u e según el dic-
t a m e n es u n a n o v e d a d en n u e s t r o sistema y " c o n t i e n e l a ex-
p r e s i ó n d e l p e n s a m i e n t o general de todos los publicistas na-
c i o n a l e s " de q u e el E j e c u t i v o debe tener l a i n i c i a t i v a e n
m a t e r i a de sesiones e x t r a o r d i n a r i a s . Y agrega d i c h o d i c t a m e n :

Los publicistas están de acuerdo en que el funcionamiento per-


manente de las cámaras constituye un peligro para la marcha nor-
mal de los gobiernos, porque las asambleas por bien intencionadas
que sean, tienen tendencia observada en todas las épocas de la
historia, a ampliar la esfera de su acción y volverse invasoras de
las atribuciones de los demás poderes.

A l u d e c l a r a m e n t e a R a b a s a , cuyo sistema es a d o p t a d o tanto


por el p r o y e c t o c o m o p o r e l d i c t a m e n y votado favorable-
m e n t e p o r e l Congreso.
A r t i c u l o 6 . Se refiere a l i n f o r m e p o r escrito en l a aper-
9

t u r a de las sesiones o r d i n a r i a s y e x t r a o r d i n a r i a s en l u g a r d e l
t j o a t o y ostentación q u e a c o m p a ñ a a h o r a a los informes d e l
E j e c u t i v o , m a n t e n i e n d o u n a severa d i s c i p l i n a de s o b r i e d a d y
d e sencillez r e p u b l i c a n a , s e g ú n l o h a b í a n v e n i d o sostenien-
d o J u á r e z , L e r d o de T e j a d a , J u s t o S i e r r a , y p o r ú l t i m o ,
Rabasa.
Artículo 72, i n c i s o C. V e t o . A d o p t á n d o s e totalmente l a
d o c t r i n a de R a b a s a c o n f u n d a m e n t o s q u e c o i n c i d e n en el pro-
p ó s i t o de fortalecer al E j e c u t i v o frente a l L e g i s l a t i v o y sacarlo
de l a c o n d i c i ó n en q u e s e g ú n este a u t o r se e nc on t ra ba colo-
c a d o entre l a d i c t a d u r a y l a d i s o l u c i ó n de las cámaras. E l
RABASA Y L A CONSTITUCIÓN D E I 9 I 7 185

d i c t a m e n n o c i t a a R a b a s a sino el e j e m p l o de l a C o n s t i t u c i ó n
de los Estados U n i d o s .
Poder Judicial. C o m o se e l i m i n a el sistema de elección
p o p u l a r , se establece l a i n a m o v i l i d a d p r e v i o u n p e r i o d o de
c u a t r o años, es decir, a p a r t i r de 1920, p e r o de acuerdo con
la d e l i b e r a c i ó n de l a asamblea, se m o d i f i c a el d i c t a m e n y se
establecen dos períodos previos a l a i n a m o v i l i d a d de dos y de
c u a t r o años, p a r a comenzar a regir hasta 1923. Estos pun-
tos los trataremos más ampliamente en el curso de este
trabajo.
A los d i c t á m e n e s sobre los artículos 65 y 67 se a g r e g ó u n o
d e carácter g l o b a l sobre los artículos 65 a 69, 72, 73 frac-
c i ó n x x x , 74 a 77, 79 y 93 referentes a las relaciones entre los
poderes L e g i s l a t i v o y E j e c u t i v o . C o n el p r o p ó s i t o de e x p l i -
c a r las diferencias entre e l sistema propuesto y e l de l a cons-
t i t u c i ó n a n t e r i o r , v u e l v e a tratarse lo r e l a t i v o a los i n c o n -
venientes de l a r e u n i ó n p e r m a n e n t e d e l L e g i s l a t i v o , los cuales
"han sido puestos de m a n i f i e s t o e n nuestra e x p e r i e n c i a cons-
t i t u c i o n a l " , y a e x p l i c a r l a necesidad d e l veto. L a rendición
d e l a c u e n t a p ú b l i c a d e l a ñ o a n t e r i o r q u e antes era exclusi-
v a de l a C á m a r a de D i p u t a d o s pertenece a h o r a a l C o n g r e s o
g e n e r a l según las fracciones 1 d e l 65 y x x x d e l 73, dejando
l a discusión d e l presupuesto e x c l u s i v a m e n t e a l a C á m a r a de
D i p u t a d o s , c o n f o r m e a l a fracción i v d e l a r t í c u l o 74 i g u a l a
l a respectiva de l a C o n s t i t u c i ó n a n t e r i o r .

En este punto que también era señalado por nuestros trata-


distas y por la experiencia del país como una facultad muy peli-
grosa de que puede hacer gran uso la Cámara de Diputados, el
proyecto de Constitución deja una especie de válvula de seguri-
dad en el art. 75 en donde se previene que la Cámara de Dipu-
tados no podrá dejar de señalar retribución a ningún empleo, pues
en caso de falta de señalamiento regirá el presupuesto anterior
porque se ha dado el caso de que la Cámara de Diputados con
sólo no aprobar un presupuesto de egresos, ata de pies y manos
al Ejecutivo y lo conduce a la caída o le obliga al golpe de
Estado.

C i e r t a m e n t e e n M é x i c o n o se d i o j a m á s este caso, el argu-


m e n t o es de R a b a s a , q u i e n c i t a el s u c e d i d o e n l a R e p ú b l i c a
i86 HILARIO MEDINA

d e C h i l e ; a q u í es c l a r a l a a d o p c i ó n de su tesis y se legisló
p a r a p r e v e n i r u n a c o n t i n g e n c i a posible.
E x p l i c a t a m b i é n este d i c t a m e n q u e el sistema a d o p t a d o
p a r a l a d e s i g n a c i ó n de los m i n i s t r o s de l a S u p r e m a C o r t e y
d e los M a g i s t r a d o s d e l T r i b u n a l S u p e r i o r de J u s t i c i a d e l
D i s t r i t o F e d e r a l , p o r el Congreso de l a U n i ó n s i n i n t e r v e n -
c i ó n d e l E j e c u t i v o , fue el C o n g r e s o el q u e l o a d o p t ó .
Sobre l a comisión p e r m a n e n t e n o conozco o p i n i ó n escrita
d e R a b a s a a q u i e n se le h a a t r i b u i d o el ser c o n t r a r i o a e l l a .
M u c h a s otras cosas se l e h a n a t r i b u i d o , p e r o me l i m i t o a se-
ñ a l a r a q u e l l a s q u e los constituyentes conocían p o r los dos
l i b r o s q u e he m e n c i o n a d o .
E n el d i c t a m e n r e l a t i v o a l P o d e r E j e c u t i v o se p r o p u s o l a
n o reelección d e l Presidente c o m o u n a c o n q u i s t a de l a R e v o -
l u c i ó n , escrita en sus banderas desde 1910 ( i n f l u e n c i a negati-
v a ) q u e d ó s u p r i m i d a l a vice-presidencia y el sistema de susti-
t u c i ó n p r e s i d e n c i a l d e l p o r f i r i s m o p o r los secretarios d e l
d e s p a c h o s e g ú n el o r d e n q u e g u a r d a b a n e n l a ley.
Artículos 103 a l 107 d e l p r o y e c t o s o b r e l a d e b a t i d a c u e s -
tión d e l a m p a r o en m a t e r i a c i v i l . E l d i c t a m e n de l a m a y o r í a
d e l a C o m i s i ó n , se i n c l i n ó resueltamente p o r el proyecto te-
n i e n d o en c u e n t a q u e :

dicha institución [el amparo] como garantía de la justicia, forma


parte de la conciencia jurídica de nuestro país y que suprimirlo
por viejos escrúpulos es privar al pueblo de un elemento de jus-
ticia.

A g r e g a l a m a y o r í a q u e a p r o b a d o c o m o está e l a r t í c u l o 14, q u e
establece c o m o g a r a n t í a s i n d i v i d u a l e s ciertas reglas sobre e l
f o n d o de las sentencias e n j u i c i o s civiles, es necesario forzo-
samente r e g l a m e n t a r el a m p a r o respectivo e n el a r t í c u l o 107.
H a c e r o t r a cosa es reconocer e n el a r t í c u l o 14 u n a g a r a n t í a
y n o dejar e n el 107 u n m e d i o e x p e d i t o p a r a h a c e r l o efecti-
vo. Es pues i l ó g i c o hacer v a l e r c o n referencia a l a r t í c u l o 107
las razones q u e se p u d i e s e n h a b e r h e c h o valer c o n t r a el ar-
t í c u l o 14. A d m i t i d o éste, h a y q u e a d m i t i r el 107 t a l c o m o se
e n c u e n t r a e n el proyecto. Esos viejos escrúpulos estaban ins-
p i r a d o s en las enseñanzas de R a b a s a y e l v o t o p a r t i c u l a r q u e
RABASA Y L A CONSTITUCIÓN D E I 9 I 7 187

se f o r m u l ó p o r los d i p u t a d o s J a r a y M e d i n a i n v o c a b a pre-
ferentemente, p a r a oponerse a l a r e g l a m e n t a c i ó n d e l a m p a r o
c i v i l e n l a C o n s t i t u c i ó n , l a perspectiva de u n a centralización
de j u s t i c i a c o n t r a r i a a l r é g i m e n federal, pero n i esta conside-
r a c i ó n p u d o prevalecer atento a q u e y a estaba a p r o b a d o el
a r t í c u l o 14 c o m o g a r a n t í a i n d i v i d u a l y n o era lógico d e j a r
sin efectividad d i c h a g a r a n t í a en el a r t í c u l o 107. Sobre este
p u n t o , el m i s m o R a b a s a m o d i f i c ó su o p i n i ó n años m á s tarde.
En el d i c t a m e n sobre l a r e s p o n s a b i l i d a d de los f u n c i o n a -
r i o s p ú b l i c o s , se l i m i t ó l a d e l Presidente de la R e p ú b l i c a a
los casos de traición a l a p a t r i a y delitos graves d e l o r d e n co-
m ú n ; a p a r t á n d o s e d e l sistema R a b a s a , q u e sólo p r e t e n d í a q u i -
t a r a l C o n g r e s o l a f a c u l t a d de e n j u i c i a r l o p o r u n a simple
mayoría.
Sobre el M u n i c i p i o el constituyente fue más a m p l i o pues-
t o q u e R a b a s a sólo a p u n t ó ideas m u y superficiales.
Discusión. N o sólo l a segunda comisión citó t e x t u a l m e n t e
a R a b a s a , t a m b i é n los oradores en las discusiones que tuvie-
ron l u g a r sobre l a o r g a n i z a c i ó n p o l í t i c a , se r e f i r i e r o n a él, ya
d a n d o l e c t u r a a p á r r a f o s de su o b r a c o m o Pastrana J a i m e s 5

al discutirse l a f a c u l t a d d e l E j e c u t i v o de n o m b r a r y r e m o v e r
l i b r e m e n t e a los secretarios d e l despacho; y pretender en
u n i ó n de otros d i p u t a d o s el e s t a b l e c i m i e n t o d e l sistema par-
l a m e n t a r i o , p e r o en d o n d e se le citó y d i s c u t i ó a fondo y frente
a frente fue e n l a o r g a n i z a c i ó n d e l p o d e r j u d i c i a l . E s en esta
j o r n a d a en d o n d e se p u e d e a p r e c i a r m e j o r l a i n f l u e n c i a de l a
d o c t r i n a de R a b a s a e n a q u e l l a asamblea.
El Poder Judicial. E l d i c t a m e n sobre los artículos 94 a
102 d e l proyecto de C o n s t i t u c i ó n , fue presentado p o r l a se-
g u n d a C o m i s i ó n el 17 de enero de 1917 y d i s c u t i d o el 20 en
las sesiones v e s p e r t i n a y n o c t u r n a , s i n l l e g a r a l a v o t a c i ó n
p o r haberse desintegrado e l q u o r u m a l a m e d i a noche. E s t a
fue u n a m a n i o b r a p a r l a m e n t a r i a de l a m i n o r í a c o n t r a r i a a l
d i c t a m e n de l a C o m i s i ó n , q u e d i o c o m o resultado u n a t r a n -
sacción entre los dos g r u p o s , m e r c e d a l a c u a l se f i j ó e l tex-
t o de dichos a r t í c u l o s t a l c o m o aparece e n l a C o n s t i t u c i ó n
antes de las reformas. E l n u e v o d i c t a m e n de l a Comisión
fue a p r o b a d o s i n discusión el s i de enero.
188 HILARIO MEDINA

T o m a r o n parte e n el debate los d i p u t a d o s : Truchuelo,


L i z a r d i , A l b e r t o G o n z á l e z , M a r t í n e z Escobar, M a c h o r r o N a r -
váez, Pastrana J a i m e s , M e d i n a y M a n u e l H e r r e r a , p a r a no
r e f e r i r m e sino a los p r i n c i p a l e s .
De esta discusión sólo referiremos l o r e l a t i v o a l examen
q u e se hizo de las d o c t r i n a s de R a b a s a sobre l a elección de
los i n d i v i d u o s d e l P o d e r J u d i c i a l , l a n a t u r a l e z a de este P o d e r
y su i n a m o v i l i d a d . S a b i d o es q u e R a b a s a se declaró ferviente
e n e m i g o d e l v o t o p o p u l a r p a r a l a designación de los m i n i s -
tros de l a S u p r e m a Corte. E n este p u n t o t r i u n f ó con la
C o m i s i ó n . S a b i d o es t a m b i é n q u e se d e c l a r ó c a m p e ó n de l a i n -
amovilidad, continuando la memorable c a m p a ñ a de Justo
S i e r r a en favor de esa institución. T a m b i é n en este p u n t o
el C o n g r e s o l a decretó p r e v i o u n p e r i o d o ' de p r u e b a c o m o l o
d i r e m o s después, y f i n a l m e n t e , R a b a s a n o creía que el P o d e r
J u d i c i a l p a r t i c i p a r a de l a n a t u r a l e z a d e l P o d e r , a q u i e n desig-
naba c o n el n o m b r e de D e p a r t a m e n t o Judicial. Esas tres
tesis fueron discutidas y fue t a m b i é n d i s c u t i d o el a u t o r o me-
j o r d i c h o u n o de los autores de ellas, p o r q u e l a d o c t r i n a es
m á s v i e j a de l o q u e se cree.
Sobre el m o d o de d e s i g n a c i ó n de los m i n i s t r o s de l a Su-
p r e m a C o r t e d e s f i l a r o n los m á s v a r i a d o s sistemas como l a elec-
c i ó n p o r los a y u n t a m i e n t o s , p o r las legislaturas, p o r e l C o n -
greso, p o r el v o t o p o p u l a r , p e r o l a discusión d e p u r ó todos
esos sistemas y triunfó l a o p i n i ó n de q u e n o d e b í a ser e l re-
s u l t a d o d e l voto p o p u l a r l a d e s i g n a c i ó n de los m i n i s t r o s de
la Corte.
L o s demás p u n t o s tendremos q u e exponerlos en su con-
j u n t o , p o r q u e como se p r e s e n t ó u n d i c t a m e n que abarcaba l a
o r g a n i z a c i ó n y el f u n c i o n a m i e n t o d e l P o d e r J u d i c i a l , todas
estas cuestiones f u e r o n tratadas i n d i s t i n t a m e n t e p o r los ora-
dores.
Se d i o l e c t u r a a partes d e l c a p í t u l o x i v de L a Constitución
y l a D i c t a d u r a , en donde Rabasa expone los fundamentos
que tiene p a r a l l a m a r s i m p l e D e p a r t a m e n t o al Poder Ju-
d i c i a l . D i c h o s f u n d a m e n t o s son l o q u e p o d r í a m o s l l a m a r las
características negativas d e l J u d i c i a l : falta de i n i c i a t i v a , de
RABASA Y L A CONSTITUCIÓN D E I 9 I 7 189

u n i d a d y de a u t o r i d a d general, c i t a n d o c o m o apoyo d o c t r i n a l
a Montesquieu.
T r u c h u e l o refutó victoriosamente esa tesis R a b a s i s t a y se
r e f i r i ó p a r t i c u l a r y expresamente a c a d a u n o de los p u n t o s
a r r i b a m e n c i o n a d o s y a l a d o c t r i n a de M o n t e s q u i e u .
P o r n o encontrarse correctas las citas de los autores y de
las p o r c i o n e s leídas de ellos p o r el o r a d o r y v e r i f i c a n d o sere-
n a m e n t e l a rectificación de T r u c h u e l o , debemos c o n v e n i r
q u e e n efecto n o puede invocarse l a a u t o r i d a d de M o n t e s -
q u i e u p a r a considerar a l J u d i c i a l c o m o D e p a r t a m e n t o , por-
q u e l a hipótesis de este autor es c o m p l e t a m e n t e d i s t i n t a . E n
efecto, l a c i t a de R a b a s a es desafortunada, c o m o l o vamos
a ver:

E l mismo genio de Montesquieu sintió repugnancia en la con-


cepción del órgano judicial igual a los otros dos poderes, cuando
decía: "De las tres potestades la encargada de juzgar es en cierto
modo nula.6

E s t a e x p r e s i ó n de M o n t e s q u i e u sólo p u e d e comprenderse en
e l c o n j u n t o de su d o c t r i n a que es v e r d a d e r a m e n t e original
c u a n d o dice:

La potestad de juzgar no debe conferirse a un senado perma-


nente sino a personas sacadas de la masa del pueblo en ciertos
días del año, de la manera prescrita por la ley para formar un
tribunal que no dure más que en tanto lo requiere la necesidad.
De esta manera, la potestad de juzgar tan terrible entre los hom-
bres no siendo inherente ni a cierto estado ni a cierta profesión, se
hace por decirlo así, invisible y nula. No se tienen jueces conti-
nuamente ante los ojos y se teme la magistratura, no los magis-
trados. Los otros dos cuerpos Legislativo y Ejecutivo, sí podrían
conferirse a magistrados o a cuerpos permanentes porque no se
ejercen sobre ningún particular.'?

Y m á s adelante viene l a frase que c i t a Rabasa:

De las tres potestades de que acabarnos de hablar la de júzgal-


es en cierto modo nula.

M o n t e s q u i e u llega a semejante c o n c l u s i ó n p o r q u e n o con-


c i b e l a e x i s t e n c i a de cuerpos regulares y permanentes encarga-
190 HILARIO MEDINA

dos de i m p a r t i r j u s t i c i a , p e r o n o c i t a n i n g ú n e j e m p l o de país
o de organización a n t i g u a o c o n t e m p o r á n e a , en q u e n o h u b i e -
re cuerpos o magistrados de carácter p e r m a n e n t e p a r a desem-
p e ñ a r esta f u n c i ó n . E n u n a n o t a c i t a a A t e n a s c o m o ejem-
plo, pero ese e j e m p l o es m u y d i s c u t i b l e y a u n c u a n d o n o lo
fuere. ¿ C ó m o R a b a s a p u d o hacer suya semejante tesis cuan-
do, en los tiempos m o d e r n o s n o hay u n solo país q u e n o tenga
u n a organización j u d i c i a l , c u a l q u i e r a que sea su r é g i m e n ? P o r
consecuencia, tal tesis a u n c o n l a a u t o r i d a d de M o n t e s q u i e u
era i n d e f e n d i b l e y T r u c h u e l o l a refutó vigorosa y d e f i n i t i v a -
mente.
T a m b i é n M a r t í n e z de E s c o b a r r e c o r r i ó u n o p o r u n o los
supuestos negativos d e l P o d e r J u d i c i a l y los r e f u t ó c o n ver-
d a d e r o a p a s i o n a m i e n t o . N o c i t o argumentos personales de
carácter p o l í t i c o q u e tenían q u e p r o d u c i r efecto en u n a asam-
b l e a r e v o l u c i o n a r i a e i m p r e s i o n a b l e como era a q u e l l a , pues
s ó l o me v e n g o r e f i r i e n d o a las d o c t r i n a s que e n t r e c h o c a r o n
en esta ocasión. P r e s c i n d o p o r l o tanto de especies c o m o l a de
T r u c h u e l o , q u i e n a f i r m a b a q u e n o p o d í a explicarse p o r q u é
l a C o m i s i ó n d i c t a m i n a d o r a presentaba u n d i c t a m e n t a n atra-
sado " a n o ser p o r l a l e c t u r a de ese l i b r o r e a c c i o n a r i o en m u -
chos p u n t o s " , o de los q u e a f i r m a b a n q u e si l a asamblea
v o t a b a f a v o r a b l e m e n t e el d i c t a m e n era tanto c o m o v o t a r p o r
R a b a s a . P r e s c i n d i e n d o de esas manifestaciones p r o p i a s de
u n a asamblea p o l í t i c a q u e llegó a l a p a s i o n a m i e n t o , l o cierto
es que se f i j a r o n c o n toda precisión los alcances de l a d o c t r i n a
de R a b a s a , y el p u n t o hasta el c u a l h a b í a i n f l u i d o esta perso-
n a l i d a d en el d i c t a m e n de l a C o m i s i ó n .
M a c h o r r o N a r v á e z rechazó el cargo de q u e l a C o m i s i ó n
se h u b i e r a c e ñ i d o ciegamente a R a b a s a , e n los siguientes
términos:

El señor Truchuelo nos ha traído aquí una ciencia de hace


doscientos años... (aplausos), una ciencia de gran peluca empol-
vada y crinolina vestida a la Pompadour... (aplausos), no se ha
concretado a eso, sino que todavía esa marquesa del siglo xvm la
ha hecho montar en Rocinante y le ha dado un lanzón para que
combata contra los molinos de viento, y el señor Truchuelo se ha
forjado un molino de viento y ha ido arremetiendo heroicamente
contra él. H a presentado a Emilio Rabasa y ha ido con toda
RABASA Y LA CONSTITUCIÓN DE i g i 7 191

furia contra Rabasa, pero no ha ido contra el dictamen. De hecho


Rabasa no ha tenido que ver en la Comisión. Quizá haya influido,
pero ya pueden ustedes creer que por mi parte lo confieso a uste-
des, hace muchos años leí esa obra. No la he recordado en estos
días. Yo tengo observaciones enteramente propias que me ha dado
el estudio, la historia en general y no precisamente la lectura de
determinado libro.8

P o r su p a r t e el d i p u t a d o M e d i n a se e x p r e s a b a c o m o sigue:

Yo no sé, señores diputados, si el proyecto de reformas del


C. Primer Jefe se ha inspirado en don Emilio Rabasa, porque ese
proyecto, dígolo con toda humildad, no es de la Comisión; la Co-
misión no ha hecho más que aceptarlo, pero don Emilio Rabasa...
ha desfilado por este parlamento como una sombra trágica, como
una sombra que trae mucho del pasado y que vendría a mancillar
la obra sana que nosotros llevamos a cabo. E l señor Truchuelo me
recuerda aquellas palabras de no recuerdo quién, que decía: "Des-
confiad de aquellos que leen un sólo libro", porque el señor T r u -
chuelo parece que no encontró en toda su biblioteca más que a
don Emilio Rabasa. Señores diputados: las ideas científicas no
tienen patria, no tienen personalidad; ellas no son de determinado
hombre, no son de una época, no son de u n país; las ideas cientí-
ficas las verdades científicas que h a loarado conquistar el espíritu
humano, esas pertenecen a una personalidad más alta que está por
encima de todos los hombres: es la humanidad...«

Otro fundamento de Rabasa para negar al J u d i c i a l el


c a r á c t e r de P o d e r , consiste en que n u n c a l a administración
de j u s t i c i a es d e p e n d i e n t e de l a v o l u n t a d de l a N a c i ó n , p o r -
que e n sus r e l a c i o n e s n o t o m a e n c u e n t a n i e l deseo n i e l
bien p ú b l i c o y e l derecho individual es s u p e r i o r al interés
común. E s t a frase descubre l a m e n t a l i d a d de R a b a s a y se
comprende cómo tendría que chocar con el Constituyente:
aquél individualista e n g r a d o s u p e r i o r , éste e m a n a d o de u n a
revolución popular que estaba p r o c l a m a n d o y consagrando
derechos m u y s u p e r i o r e s a los d e l individuo.
S u tesis estaba f u n d a d a e n dos p r i n c i p i o s e n t e r a m e n t e fue-
r a de l a é p o c a : l a d o c t r i n a de M o n t e s q u i e u i n a p l i c a b l e a p a í -
ses m o d e r n o s , p o r q u e R a b a s a n o p o d í a i g n o r a r q u e n o h a b í a
u n solo p a í s e n e l m u n d o c o n t e m p o r á n e o q u e n o t u v i e r a t r i -
bunales permanentes de j u s t i c i a y q u e y a se o p e r a b a u n m o -
192 HILARIO MEDINA

v i m i e n t o en favor de l a r e s p e t a b i l i d a d y p e r m a n e n c i a (inamo-
v i l i d a d ) d e l P o d e r J u d i c i a l c o n tendencias a establecer el go-
b i e r n o de los jueces. Y el o t r o p r i n c i p i o de q u e en las reso-
l u c i o n e s d e l P o d e r J u d i c i a l n o se t o m a n e n cuenta n i el deseo
n i e l b i e n p ú b l i c o p o r q u e el d e r e c h o i n d i v i d u a l es s u p e r i o r a l
interés común, n o tenía eco n i l o tiene a h o r a en n i n g u n a
p a r t e ; p r i n c i p i o s fuera de é p o c a y sazón que tenían que ser
rechazados como lo fueron.
La i n a m o v i l i d a d d e l P o d e r J u d i c i a l es u n a de esas ideas
de las q u e R a b a s a se e r i g i ó c a m p e ó n y l a a d m i s i ó n d e l p r i n -
c i p i o p o r los constituyentes m u c h o le h o n r a . Rabas-
revestir de u n aparato dialéctico i n c o n t r a s t a b l e , las '. _unes
q u e h a b í a expuesto d o n J u s t o S i e r r a e n su p e r i ó d i c o L a L i -
b e r t a d , c u a n d o su c a m p a ñ a e n p r o de reformas constitucio-
nales. Y a d e m á s de eso R a b a s a tiene el m é r i t o de haber
agregado u n a consideración i n a p e l a b l e : q u e l a d i c t a d u r a n o
p u e d e ver c o n s i m p a t í a u n P o d e r J u d i c i a l d i g n i f i c a d o p o r l a
i n a m o v i l i d a d , es decir, i n d e p e n d i e n t e . V e r d a d que c o n f i r m a
l a e x p e r i e n c i a de M é x i c o , e n d o n d e es constante que los regí-
menes personalistas prefieren u n a C o r t e renovable. S i en el
C o n s t i t u y e n t e h u b o resistencia p a r a establecerla, fue p o r el mo-
t i v o m u y d i g n o de e n c o m i o de q u e el E j e c u t i v o , según el
d i c t a m e n de l a segunda C o m i s i ó n , i b a a i n t e r v e n i r e n l a desig-
n a c i ó n de los m i n i s t r o s . L a e s t r u c t u r a q u e se d i o a l J u d i c i a l ,
fue como y a l o hemos d i c h o , u n a transacción entre las mayo-
ras y las m i n o r í a s . L a i n a m o v i l i d a d fue aceptada previos dos
p e r í o d o s de ensayo, de dos y de c u a t r o a ñ o s respectivamente,
p a r a q u e d a r d e f i n i t v a m e n t e establecida hasta 1923, sin inter-
vención del Ejecutivo.
E l p o r qué de l a n u e v a distribución de l a s f u n c i o n e s . El
g r a n p r o b l e m a d e l e q u i l i b r i o entre los poderes L e g i s l a t i v o y
E j e c u t i v o , q u e d ó resuelto e n sus líneas fundamentales según
l o h a b í a sostenido R a b a s a e n su l i b r o , p e r o a ú n en esta ma-
t e r i a hemos de señalar diferencias notables entre su pensa-
m i e n t o y la obra del Constituyente.
En p r i m e r l u g a r , l a n u e v a d i s t r i b u c i ó n de funciones se
h i z o p e r s i g u i e n d o objetivos m u y distintos a los que perseguía
R a b a s a : n o se t r a t a b a de m a n i a t a r a l L e g i s l a t i v o p a r a hacer
R A B A S A Y L A CONSTITUCIÓN D E 1917 193

frente a los posibles desmanes de l a asamblea que podían


c o n d u c i r a l a a n a r q u í a o a l g o l p e de E s t a d o , sino f o r t i f i c a r
a l E j e c u t i v o , revestirlo de l a s u m a de p o d e r necesario para
l l e v a r adelante l a R e v o l u c i ó n , c o n l o que el E j e c u t i v o t u v o
u n a a u t o r i d a d e n o r m e n o desprovista de l i m i t a c i o n e s . Una
de ellas es l a n o reelección y o t r a el v o t o irrestricto p a r a co-
n e c t a r l o directamente c o n l a s o b e r a n í a p o p u l a r , pues en l a
c o n c e p c i ó n de C a r r a n z a , el sufragio u n i v e r s a l d a r í a a l E j e c u -
t i v o t a l fuerza, t a l identificación c o n las necesidades p o p u l a -
res, q u e lo colocaría e n u n a situación de prestigio y p o r l o
t a n t o de fuerza, d e r i v a d a de su o r i g e n .
F ' C o n s t i t u y e n t e de Q u e r é t a r o se a p a r t ó en esto d e l pen-
s a m i e n t o de L e r d o de T e j a d a . Este i l u s t r e Presidente al
p r o p o n e r a las C á m a r a s l a r e f o r m a c o n s t i t u c i o n a l p a r a l i q u i -
d a r e l u n i c a m a r i s m o , c o n s i d e r a b a q u e l a R e v o l u c i ó n y a esta-
ba consumada a l i n c o r p o r a r s e las Leyes de R e f o r m a a la
C o n s t i t u c i ó n y p o r l o t a n t o y a n o era necesario u n a asamblea
única. L o s C o n s t i t u y e n t e s p r o c e d i e r o n de o t r o m o d o : a l dis-
c u t i r s e l a C o n s t i t u c i ó n , l a R e v o l u c i ó n estaba hecha en el te-
r r e n o de las armas y e n el terreno p o l í t i c o , pero de allí
s u r g i e r o n n o r m a s a ú n m á s avanzadas c o m o los artículos 27, 28,
123, 130 y 131, q u e t r a e r í a n consigo u n a m o v i l i z a c i ó n de r i -
q u e z a , nuevas clases e n el escenario histórico y conceptos de
e c o n o m í a social, q u e r e q u e r í a n l a acción sistemática, cons-
tante y v i g i l a n t e d e l P o d e r P ú b l i c o p a r a q u e , sin las tardanzas
de las deliberaciones, p u d i e r a l l e v a r adelante tan i m p o r t a n t e s
novedades. Se ve, pues, c ó m o dista este c u a d r o de u n E j e c u -
t i v o q u e en sentir de R a b a s a h a b r í a sido u n r é g i m e n p o r f i -
r i a n o legalizado, p e r o cuyo o r i g e n estaba u n poco lejos de l a
s o b e r a n í a p o p u l a r p o r l a restricción d e l v o t o y n o p r e p a r a d o
p a r a l a g r a n t r a n s f o r m a c i ó n social q u e R a b a s a estuvo m u y
lejos de prever.
O t r o p u n t o q u e e x p l i c a l a a c t u a l d i s t r i b u c i ó n de funcio-
nes entre el L e g i s l a t i v o y el E j e c u t i v o , e n o r m e m e n t e alejado
de l a tesis R a b a s i s t a , está e n el n u e v o concepto de los viejos
p r i n c i p i o s de d i v i s i ó n de poderes y e q u i l i b r i o de las funciones.
E n e l E s t a d o m o d e r n o n o existe l a d i v i s i ó n o separación de
los poderes p o r q u e t a l cosa es i m p o s i b l e d a d a su c o m p l e j i d a d
194 HILARIO MEDINA

y a que necesariamente las funciones de los órganos se entre-


mezclan, se c o m p l e m e n t a n , se c o r r i g e n , se enlazan h a c i a u n
solo f i n q u e es el b i e n p ú b l i c o y y a n o es posible m a n t e n e r
una división q u e en ú l t i m o análisis supone a i s l a m i e n t o , rece-
los, sospechas, susceptibilidades, p a r a establecer m á s b i e n l a
c o n c o r d i a , l a m u t u a c o m p r e n s i ó n , e n u n a p a l a b r a , l a coope-
r a c i ó n de las funciones respectivas, c o m o es fácil d e m o s t r a r l o .
Aun en l a teoría d o g m á t i c a de l a división de los poderes el
L e g i s l a t i v o tiene funciones ejecutivas y judiciales, el E j e c u t i v o
p a r t i c i p a e n el proceso L e g i s l a t i v o y t a m b i é n en el J u d i c i a l , y
a su vez éste n o está desprovisto de facultades a d m i n i s t r a t i v a s
p a r a su r é g i m e n i n t e r i o r y ciertas de sus decisiones están m u y
cerca de tener los alcances de una ley cuando su jurispruden-
cia se hace o b l i g a t o r i a en el t e r r i t o r i o n a c i o n a l , y a sea a p l i -
cando l a ley, y a sea i n t e r p r e t á n d o l a o s i m p l e m e n t e a d a p t á n -
d o l a a las necesidades cambiantes d e l m e d i o social.
Si el e q u i l i b r i o de los Poderes se transforma e n l a p o n d e -
r a c i ó n y c o r r e l a c i ó n de los m i s m o s , tampoco tiene c a b i d a l a
teoría n o r t e a m e r i c a n a d e l e q u i l i b r i o de las funciones por
el sistema de pesas y balanzas, que obedecía a una concepción
m e c á n i c a de l a estructura p o l í t i c a y p o r l o tanto de l a socie-
dad, l o que y a n o es a d m i s i b l e en los tiempos actuales en q u e
las concepciones y técnicas h a n v a r i a d o t a n r a d i c a l m e n t e , pues
en el f o n d o de t o d a s o c i e d a d p o l í t i c a m e n t e o r g a n i z a d a se ad-
vierte el h o m b r e y l a a c t i v i d a d de determinados factores socia-
les variables y contingentes, c o n alternativas de p r e d o m i n i o
o de sujeción, y n o pesas o balanzas, c o m o los ú l t i m o s respon-
sables d e l f u n c i o n a m i e n t o d e l p o d e r p ú b l i c o .
H a b i é n d o s e l i q u i d a d o e n el C o n s t i t u y e n t e estos dos famo-
sos p r i n c i p i o s , n o l l a m a l a atención de que en las relaciones
de los poderes L e g i s l a t i v o y E j e c u t i v o se haya d a d o p r e p o n -
d e r a n c i a a l a fuerza u n i f i c a d o r a i m p u l s o r a d e l E j e c u t i v o p a r a
l l e v a r adelante los postulados de l a R e v o l u c i ó n .
L a s aportaciones de R a b a s a son i n d i s c u t i b l e s . L o q u e de
él t o m ó el C o n s t i t u y e n t e es bastante p a r a h o n r a r su m e m o r i a
y p r o p o n e r l o a l respeto de l a p o s t e r i d a d ; l o que n o t o m ó de
él demuestra l a o r i g i n a l i d a d , m á s a ú n l a f e c u n d i d a d de l a
R e v o l u c i ó n q u e n o se c i ñ ó a los cartabones de los doctos, s i n o
R A B A S A Y L A CONSTITUCIÓN D E igi 7 195

q u e a c u d i ó a l fondo i n a g o t a b l e d e l p u e b l o p a r a i n s p i r a r s e
en sus necesidades y resolver sus p r o b l e m a s vitales. R a b a s a n o
h i z o l a R e v o l u c i ó n n i t o m ó parte en e l l a , n i l a c o m p r e n d i ó ,
tal vez l a r e p u g n ó y sin embargo R a b a s a h a s o b r e v i v i d o a l a
R e v o l u c i ó n . R a b a s a es u n maestro d e l D e r e c h o C o n s t i t u c i o -
n a l M e x i c a n o . N o es cierto que l a C o n s t i t u c i ó n es b u e n a e n
l o q u e t o m ó de R a b a s a y m a l a en l o q u e n o t o m ó de él; m á s
b i e n h a b r í a q u e decir q u e d e b i d o a l a C o n s t i t u c i ó n , R a b a s a
r e c t i f i c ó p o s t u l a d o s fundamentales de su p e n s a m i e n t o y que
este C ó d i g o le enseñó cosas que él i g n o r a b a ; se i n c l i n ó ante
e l l a , c o n v e n c i d o sí, pero n o v e n c i d o .

N O T A S

1 Daniel Cosío VILLEGAS: L a Constitución de iS y sus críticos, Mé-


57

xico-Buenos Aires, Editorial Kermes, 1957, 199. pp.


2 Emilio RABASA: L a Constitución y la d i c t a d u r a . E s t u d i o s o b r e ta
organización política de México. México, 1912, p. 103.
3 I b i d . , p. 209.
4 I b i d . , p. 208.
5 D i a r i o de los d e b a t e s d e l Congreso C o n s t i t u y e n t e , II, p. 438.
c Emilio RABASA, op. c i t . , p. 258.
7 MONTESQUIEU: Obras completas, II, p. 420.
S D i a r i o de tos d e b a t e s d e l Congreso C o n s t i t u y e n t e , II, p. 527.
8 I b i d . , pp. 533-533.

También podría gustarte