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Gerdt Kutscher

El disco azteca de cuero


del Linden-Museum de Stuttgart

El d i s c o que alguna vez posiblemente haya s e r v i d o de


parche para un huehuetl, presenta los r e s t o s de varias f i -
guras, razón por la cual cabe suponer que para su c o n f e c -
ción s e hayan utilizado las hojas de un antiguo c ó d i c e . La
figura principal, acompañada de una c o r r i e n t e de agua, r e -
p r o d u c e - e n f o r m a estilística idéntica a la representación
correspondiente en el C ó d i c e T e l l e r i a n o - R e m e n s i s - a la
diosa azteca del agua Chalchiuhtlicue. Una m u j e r , un gue-
r r e r o y una maleta de caña llena de m a z o r c a s de maíz son
a r r a s t r a d o s p o r la c o r r i e n t e , s í m b o l o s de lo variable de
la existencia humana.

La p r e c i o s í s i m a figura de piedra verde del d i o s X o l o t l , única en su g é n e r o ,


y los dos escudos redondos, cubiertos con un m o s a i c o de plumas de brillante
c o l o r i d o - que el " Würtembergisches Landesmuseum" de Stuttgart se e n o r -
gullece en p o s e e r - se cuentan entre las o b r a s más conocidas y más r e p r o -
ducidas del antiguo arte mexicano (1). El cuarto objeto, procedente también
de México y propiedad del " L i n d e n - M u s e u m " de la misma ciudad, c i e r t a -
mente no puede entrar en competencia con estas espectaculares o b r a s m a e s -
t r a s , p e r o m e r e c e , no obstante, no seguir siendo ignorado. S e trata de un
d i s c o de c u e r o poco llamativo a p r i m e r a vista, en uno de cuyos lados s e d e -
notan r e s t o s leves y ya d i f í c i l e s de r e c o n o c e r de un decorado figurativo (2).

Traducido del alemán por Wera Z e l l e r . V e r s i ó n ampliada de una c o n f e r e n -


cia inédita dictada con o c a s i ó n del XXXVIII C o n g r e s o Internacional de
Americanistas, c e l e b r a d o 1968 en Stuttgart y Munich.

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INDIANA 2 (1974): 73-96


ISBN 3-7861-3018-3
Ibero-Amerikanisches Institut, Stiftung Preußischer Kulturbesitz
La p i e z a , que llegó a integrar las c o l e c c i o n e s ya en el año 1902 g r a c i a s al
Conde Linden, fundador del m u s e o , fue adquirida según las indicaciones de
su anterior dueño, el D r . W. Bauer, en Santiago T l a t e l o l c o , la ciudad h e r -
mana del antiguo México Tenochtitlan, situada en la parte norte de la isla,
subyugado r e c i é n p o r el rey azteca Axayacatl ( 1 4 6 9 - 1481). C o m o quedará
demostrado más adelante, el c u r i o s o d i s c o proviene efectivamente de la e s -
fera cultural de los azteca m e x i c a , cuya soberanía política, que abarcaba
amplios t e r r i t o r i o s de M é x i c o , terminara tan bruscamente con la conquista
española.

El d i s c o hecho de piel de animal, dura cual apergaminada, y fuertemente


ondeada antes del limpiado practicado recientemente en el Museo, ostenta un
diámetro que fluctúa entre los 3 1 , 6 y 33, 2 c m (3) . P a r a su c o n f e c c i ó n se u n i e -
ron dos pedazos de cuero de tarfíaño totalmente diferente - de un ancho de
26,8 c m el uno, y sólo 8 , 2 c m el otro - cuidadosamente mediante una c o s t u -
ra impecable de I 6 , 5 c m de l a r g o . Esta costura s e hizo conuna huincha, t a m -
bién de c u e r o , de aproximadamente 1,5 c m de ancho, que fue pasada más de
treinta v e c e s por los dos pedazos de c u e r o , c o s i é n d o s e las p r i m e r a s y las
últimas s e i s respectivamente siete puntadas en d i r e c c i ó n opuesta a las d e -
más (Fig. 1 , 2 ) .

Este evidente y doble cambio en la d i r e c c i ó n de las puntadas o c u r r e p r e -


cisamente en aquel lugar donde en la s u p e r f i c i e del d i s c o s e destaca una hue-
lla de p r e s i ó n c i r c u l a r y ligeramente levantada (4). El anillo convexo de más
o menos medio centímetro de ancho, que t r a n s c u r r e a una distancia de a p r o -
ximadamente 3, 5 c m del borde e x t e r i o r del d i s c o , exhibe a intervalos más o
menos regulares p e r f o r a c i o n e s alargadas de f o r m a ovalada. Estos a g u j e r o s ,
que suman un total de 43, marcan - junto con la huella de p r e s i ó n - e v i d e n t e -
mente el c í r c u l o de una base angosta, s o b r e la cual alguna vez s e había e s -
tirado el c u e r o (5).

En un c o m i e n z o uno tiende a suponer que s e trata de la antigua cobertura


de una r o d e l a , tal c o m o fueron llevadas p o r los antiguos g u e r r e r o s a z t e c a s .
La dimensión reducida del anillo convexo y el tamaño relativamente pequeño
del d i s c o , sin e m b a r g o , contradicen esta s u p o s i c i ó n . T a m p o c o los pliegues
radiales que, antes del limpiado, se destacaban entre el anillo y el b o r d e del
d i s c o , transcurren de manera tal c o m o habría sido el c a s o si s e hubiese d o -
blado el c u e r o en el d o r s o de la rodela. P o r consiguiente, hay que c o n s i d e -
r a r otra posibilidad: c o n c e b i r el d i s c o de c u e r o c o m o la membrana de uno
de aquellos grandes tambores levantados de madera (huehuetl), los que - c o n -
trariamente al tambor yacente (teponaztli) - no s e tocaban con dos p a l i l l o s ,
sino con ambas manos (6). 3 i en el d i s c o de Stuttgart s e descuenta el borde d o -
blado a ambos lados, resultaría para la membrana un diámetro de unos 26
c m , lo que quedaría p o r debajo del diámetro de l o s huehuetl que s e lograron
c o n s e r v a r de la época prehispánica o de los p r i m e r o s tiempos de la Colonia
( 7 ) . Las p e r f o r a c i o n e s arriba mencionadas provendrían entonces de las c l a -
vijas que fueron introducidas verticalmente desde a r r i b a a l a pared del t a m -
bor (8). P o r c i e r t o que esta f o r m a de fijación resulta extraña, aún en c a s o

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de suponer de que la piel de animal haya sido humedecida antes de s e r e s -
tirada s o b r e el tambor, para l o g r a r así la tensión n e c e s a r i a . Aún en el c a s o
de que el d i s c o hubiese sido utilizado c o m o p a r c h e , esto de ninguna m a -
nera habría sido así por mucho tiempo, ya que de otra manera no se habría
conservado el dibujo realizado en un café o s c u r o , que atraviesa todo el an-
cho del disco ( F i g . 2),

Lo que más llama la atención es una franja delgada, acompañada en un l a -


do por una línea aún que, c o m o una cinta - a una distancia de a p r o x i m a d a -
mente O, 7 c m del borde de la costura - atraviesa todo el campo en un largo
de más o menos 27 c m . A ésta le c o r r e s p o n d e a una distancia de 22, 5 c m una
segunda cinta considerablemente más c o r t a . Casi paralelamente a la p r i m e -
ra franja s e pueden notar dos líneas onduladas, s ó b r e l a s que alternadamen-
te se aplicaron pequeños d i s c o s y un elemento de adorno ya en f o r m a de p i -
ñones, ya recordando un gran " 6 " : s e trata de los d i s c o s de piedras p r e c i o -
sas y conchas de c a r a c o l , estilizados en la forma c a r a c t e r í s t i c a , los que -
pintados de blanco - acompañan en los c ó d i c e s aztecas la c o r r i e n t e de aguas
a z u l e s , que generalmente lleva además un trazado de líneas negras ondula-
das (9).

El ancho r í o , que fluye hacia la d e r e c h a , arranca de una figura perfilada


dirigida igualmente hacia la d e r e c h a , la que, p o r lo tanto, está en r e l a c i ó n
con el elemento húmedo. En los c ó d i c e s del período azteca ciertamente a p a -
r e c e n no menos de tres deidades, bien diferenciadas p e r o relacionadas e n -
tre s í , acompañadas p o r una c o r r i e n t e de agua, el dios de la lluvia T l a l o c ,
la diosa del maíz C h i c ó m e Coatí y la diosa del agua Chalchiuhtlicue, " L a de
la falda de piedras p r e c i o s a s " ( 1 0 ) . Sin e m b a r g o , ya una p r i m e r a c o m p a r a -
ción deja en evidencia que aquí s ó l o s e puede tratar de laúltimadeidad m e n -
cionada, que fue considerada c o m o la hermana mayor de l o s d i o s e s de la l l u -
via, vnueltiuh vn tlaloque (Sahagún 1 9 2 7 : 8 ) , clasificándosela p o r ende den-
tro de este grupo tan importante para la agricultura indígena. No s ó l o una
s e r i e de figuras de piedra de estilo azteca extraordinariamente h e r m o s a s ,
entre las que s e cuenta también la conocida " p r é t r e s s e aztéque" de Alexan-
der von Humboldt ( 1 8 1 0 : 4 - 7 , L á m . I-II) (11), sino s o b r e todo las diversas
ilustraciones en los c ó d i c e s nos o f r e c e n , junto con las d e s c r i p c i o n e s p r e c i -
s a s debidas a los informantes indígenas del F r a y Sahagún (1927: 8 - 1 0 , 42),
una buena idea de la importancia y de la manifestación e x t e r i o r de la d i o s a .
Soberana de las aguas quietas tanto c o m o de las que fluyen - e s t r e c h a m e n -
te relacionada con la fertilidad de los c a m p o s - s e la a s o c i a b a , al igual que
la diosa Tla^olteotl, ambas representadas en la bien conocida p r i m e r a p á -
gina del Códice F e j é r v á r y - M a y e r ( 1 2 ) , con el O e s t e , la región de la abun-
dancia.

Chalchiuhtlicue era para l o s aztecas especialmente la patrona de los d i -


v e r s o s o f i c i o s relacionados con el agua, c o m o s e r de los c o n s t r u c t o r e s de
b a r c o s (acalquetzque). de los dueños de b a r c o s (acaleque). p e r o también de
los vendedores de agua (anamacaque). quienes en la metrópolis situada en la
laguna de aguas saladas adquirían no poca importancia (13). En la s e r i e de

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los veinte signos de los d í a s , la diosa estaba ligada al quinto signo coatí,
" s e r p i e n t e " , el reptil de la humedad c o m o de la fertilidad resultante de é s -
ta ( S e l e r 1902/23, 1: 422), y dentro del tonalpohualli de 260 días era c o n s i -
derada c o m o regenta de la quinta trecena que c o m i e n z a con el signo del día
c e acatl. " 1 c a ñ a " ( S e l e r 1902/23, I: 613), En la s e r i e de l o s t r e c e " S e ñ o -
r e s del D í a " Chalchiuhtlicue ocupa el t e r c e r lugar ( S e l e r 1902/23, 1: 609 y
IV: 35); entre los nueve " S e ñ o r e s de la N o c h e " figura en el sexto lugar ( S e -
l e r 1902/23, 1: 606 y IV : F i g . 17). En la teoría azteca de las " s o l e s " o e d a -
des p r e h i s t ó r i c a s , la diosa a s i m i s m o tiene su lugar f i j o : ella reinaba, s e -
gún s e d e c í a , durante el " s o l de agua" (atonatiuh), la cuarta y última " s o l "
o edad p r e h i s t ó r i c a (14) de.cuyo diluvio omnidestructor l o g r ó s a l v a r s e , s e -
gún anota uno de los comentaristas del C ó d i c e T e l l e r i a n o - R e m e n s i s (1899 :
fol.llv.).

Lx)s textos recopilados p o r Sahagún, en los que s e d e s c r i b e p l á s t i c a m e n -


te el poder de las aguas, no dejan lugar a duda con r e s p e c t o al c a r á c t e r a m -
biguo del elemento dominado por e l l a . Donde más evidente s e hace el f a c t o r
de violencia, mas aun de destrucción que contiene el agua, es en el c o n c e p -
to azteca de g u e r r a , que viene a s e r atl tlachinolli."agua y c o s a s quemadas"
(15). P o r otra parte e s la misma Chalchiuhtlicue, a la que s e dirigía el s o -
berano azteca para implorar la lluvia, c o m o r e z a entonces el texto de S a -
hagún expresamente : " Gracias a ella v i v i m o s , ella nos posibilita nuestra v i -
da, y p o r ella surge todo lo n e c e s a r i o para v i v i r " (Sahagún 1927: 10).

A s i m i s m o , el poder benéfico de la diosa del agua s e evidencia en la a l o -


cución - igualmente comunicada p o r l o s informantes de Sahagún - de la p a r -
tera al niño de cuatro días de edad. En este d i s c u r s o de amonestación s e e x i -
ge del r e c i é n nacido ir donde su madre y su padre (la señora Chalchiuhtlicue
y el s e ñ o r Chalchiuhtlatonac), y penetrar en el agua, para así l i b r a r s e del
mal que lo afecta [Sahagún 1956, II: 188 (lib. VI, c a p . 3 2 ) ] . Ya que este mal
se r e f i e r e al pecado original, del que el agua es capaz de limpiar ( S e l e r 1900:
57), se explica también la antes brevemente mencionada relación existente
entre la diosa del agua, p o r un lado, y Tlagolteotl, l a " D i o s a de la b a s u r a " ,
por el o t r o . En el tonalamatl . p o r consiguiente, Chalchiuhtlicue c o m o s e -
ñora de la quinta trecena es acompañada de la cinta de algodón sin hilar ( i c h -
caxochitl) • c a r a c t e r í s t i c a de la diosa Tlacolteotl (Sahagún 1927 : 6). Esta c i n -
ta a p a r e c e o r a c o m o emblema a i s l a d o , o r a arrastrada p o r la gran c o r r i e n t e
de agua, a la que s e hará r e f e r e n c i a más adelante ( c f . el cuadro en p . 7 7 s . ) .

A la ya mencionada incorporación al s i s t e m a del tonalpohualli. utilizado


para fines de augurio, s e le debe una s e r i e de representaciones de C h a l -
chiuhtlicue en los d i v e r s o s c ó d i c e s aztecas que s e lograron c o n s e r v a r . E l l o s
muestran a la diosa ya sea sentada en un sillón bajo adornado con d i s c o s ( C ó -
dice Borbónico 1899: 5, Tonalamatl Aubin 1900: 5), o b i e n d e p i e (Códice T e l -
l e r i a n o - R e m e n s i s 1899 : f o l . 11V.) - s i e m p r e acompañada p o r la ancha c o -
rriente de agua, que también en el d i s c o de Stuttgart señalara el camino p a -
ra su identificación. A estas r e p r o d u c c i o n e s dentro del margen del tonalpo-
hualli se agregan o t r a s , en las que falta la c o r r i e n t e de agua, p e r o en carh-

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( g - 6 i j ) - A j x : 'uiaa'IiaX'PoO
(fr-e •

(¿ 'ß; J) S : ";Q"V HHUIBJBUOJ^


(9

(S'ßjj) S9 ^^Jß'ioa'poo
CUADRO

(6'6¡d) es
J) 1
COMPARATIVO

S : ooiuoqjog -ppo
ap oosiQ

-poo
Chalchiuhtlicue
de pie vuelta hacia la derecha X X X

sentada en un trono adornado con discos


vuelta hacia la derecha X X

vuelta hacia la izquierda X X

Corona confeccionada de oaoel (amacalli) X X X X X

Máscara-yelmo de serpiente X X

Nariguera en forma de asa, respectivamente


de mariposa (vacapapalotl) X X

Nariguera con trazado lineal X

Trazado lineal debajo de la nariz X

Adorno de las mejillas (una o dos rayas


verticales negras) X X

Disco pectoral de oro (coztic teocüitlacomalli) X X X X X X

Huso (malacatl. tzaualoni) X X X

Palo de telar (tzotzooaztli) [x] X X

" Casa de la oscuridad " (tlillan) como emblema X

Corriente de agua (atl)


fluyendo hacia la derecha X X X X X

fluyendo hacia la izquierda X X

con discos alternándose con conchas de


caracol en la orilla X X X X X

Mujer deslizándose sobre el agua X X X X X X X

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( S ' ß l J ) ' A T T : -uiayiiaj^ - ppo

(¿•ßij) s :uTqnv H^UIBIBUOX


(fr-e '^IJ)

(9" ß! J) S : oojuoqjog • ppo

(8'ß!J) 59 iBißJoe'poo

(6"ßlJ) CS:a'1®A'P?0
ap oosiQ
Hombre deslizándose sobre el agua
con un haz de armas X X X X X

Haz de armas deslizándose sobre el agua X X

Collar de piedras preciosas deslizándose


sobre el agua X X

Haz de armas como emblema X

Maleta con collar de piedras preciosas


deslizándose sobre el agua X X

Maleta (oetlacalli) con mazorcas de maíz


deslizándose sobre el agua X

Caja con plumas de quetzal como emblema X

Cinta para la cabeza de Tlagolteotl


(ichcaxochitl)

deslizándose sobre el agua X

como emblema X X X X

bio son acompañados por el chicahuaztli. " c o n lo que s e fortalece (la v e g e -


tación) " - el palo de sonajas característico para los dioses de la agricultu-
ra o de la lluvia (Sahagún 1 9 2 7 : 4 2 , F i g . 17) - o una planta de maíz [Códice
Magliabecchi 1903 : fol. 19 r . (31 r . ) 1.

Como lo demuestra una comparación más detenida, la figura conservada


en el disco concuerda en su actitud, vestimenta y atributos ampliamente con
las reproducciones de Chalchiuhtlicue en el Códice Tálleriano-Remensis
( 1 8 9 9 : f o l . l l v . ) y el Códice Vaticano A (1900: fol. 1 7 v . ) (16). La extraordi-
naria semejanza permite también agregar los colores que faltan en la r e p r e -
sentación de Stuttgart.

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Aquí c o m o allá la d i o s a , que mira hacia la d e r e c h a , l l é v a l a para ella c a -
r a c t e r í s t i c a indumentaria en la c a b e z a , la que e s descrita por los informan-
tes indígenas de Sahagun c o m o " s u c o r o n a cortada en papel con algunas p l u -
mas de quetzal (en la punta) " , yyamacal quetzalmiavavo (Sahagún 1927 : 42).
Entre las dos plumas verdes de quetzal empinadas, flanqueadas p o r dos b r e -
ves c o r r i e n t e s de agua, que igualmente apuntan hacia a r r i b a , s e alza un e n o r -
me adorno de c a b e z a , que - según lo exhibe la reproducción en el Códice T e l -
l e r i a n o - R e m e n s i s - está dividido desde abajo hacia arriba en una frary'a c e -
leste, c a r m í n , verde y amarilla. S i bien es c i e r t o que en el Códice T e l l e -
r i a n o - R e m e n s i s falta el c u r i o s o trazado bajo la n a r i z , éste vuelve a e n c o n -
t r a r s e en la reproducción de la diosa en el C ó d i c e Vaticano A (1900 : f o l . 17v.);
quizas se trate de una variación de la nariguera azul en f o r m a de asa, el que a
v e c e s muestra también la f o r m a de una mariposa estilizada ( S e l e r 1900: 56).

El adorno pectoral, c o z t i c teocuitlacomalli (Sahagún 1 9 2 7 : 9 ) , c o n s i s t e en


un d i s c o redondo de o r o con una s e r i e de pequeños colgantes, del que s e s u s -
pende una perla de piedra v e r d e . De las "líneas de agua" , atlacuilolli ( S a -
hagún 1927: 10), que convenientemente habrían de c u b r i r la c a m i s a azul (hui-
pilli) y la falda (cueitl) ciertamente no s e nota nada. La "sandalia de e s p u -
m a " (poyocactli). que le e s adjudicada a la diosa en la m i s m a d e s c r i p c i ó n de
la vestimenta, es sumamente s e n c i l l a .

De los dos b r a z o s de la d i o s a , tendidos hacia adelante, s ó l o s e ha c o n s e r -


vado el izquierdo en cuya mano s e encuentra un huso (malacatl . tzaualoni)
con hilo enrollado, así c o m o lo d e s c r i b e uno de los textos adicionales en el
Códice T e l l e r i a n o - R e m e n s i s : "pintanla con vna rueca en la mano y en la otra
vn c i e r t o palo c o q texia" (1899 : f o l . 11 v . ) . El huso así c o m o el palo de t e -
lar (tzotzopaztli) constituyen l o s artefactos c a r a c t e r í s t i c o s de la mujer a z -
t e c a , los que fueron confeccionados c o m o ofrendas en miniatura para el bau-
tizo de las niñas (17). De acuerdo con e s o , a la diosa - según S e l e r (1900 :
56) - la designan " s i m p l e m e n t e c o m o m u j e r " .

Resta examinar aún la c o r r i e n t e de agua mencionada ya anteriormente.


Nuevamente las c o n c o r d a n c i a s con las representaciones correspondientes en
el Códice T e l l e r i a n o - R e m e n s i s y el C ó d i c e Vaticano A son evidentes, p o r -
que aquí c o m o allá aparecen en la sencilla s u p e r f i c i e del agua dos figuras hu-
manas vistas de perfil así c o m o una caja en f o r m a de maleta (18), D i r e c t a -
mente a los pies de la diosa del agua s e ha reproducido auna mujer; ante ella
nada un hombre con los brazos bien extendidos, cuyo cuerpo es tapado en gran
medida por un escudo redondo con adornos colgantes y un haz de dardos . Dos
de los textos adicionales en el C ó d i c e T e l l e r i a n o - R e m e n s i s señalan el d e s -
tino de la mujer - " s e r á vendida" - y del hombre - " m o r i r á en la g u e r r a "
(1899: l l v . ) .

Frente al nadador se desliza s o b r e el agua un canasto amarillo del tipo que


a los aztecas les s e r v í a para guardar pertenencias de v a l o r , así c o m o p . e j .
el Códice Mendoza (1938, III: f o l . 7 0 r . ) presenta a un " l a d r ó n " en la actitud
de a b r i r una maleta semejante, que en náhuatl era calificado muy g r á f i c a -

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mente c o m o D e t l a c a l l i . " c a s a de e s t e r a s " . Mientras que en el C ó d i c e T e l l e -
r i a n o - R e m e n s i s el contenido del petlacalli consiste en un c o l l a r de piedras
verdes con pequeños colgantes de o r o , en el d i s c o de Stuttgart la riqueza es
representada p o r cuatro grandes m a z o r c a s de maíz (19). Dos. de e l l a s l l e -
van el largo mechón de pelos que en f o r m a s i m i l a r retorna en las " m a j o r -
cas p r i m e r a s " en el C ó d i c e Borbónico ( 1 8 9 9 : 2 3 ) . Nuevamente abre en el C ó -
d i c e T e l l e r i a n o - R e m e n s i s (1899 : f o l . 11 v . ) un breve texto adicional el c a m i -
no para la comprensión de lo r e p r e s e n t a d o : " p i é r d e s e l e la h a z i [ e ] n d a " .

El comentario más l a r g o , procedente de otra mano, en la parte i n f e r i o r


del m i s m o cuadro p r e c i s a el significado augúrico de la t r e c e n a , c o m o cuya
patrona fue considerada la diosa del agua: " y para dar a eteder q de l o s h i -
j o s q pare las mugeres vnos s o e s c l a v o s y o t r o s m [ u ] e r e en guerras y o t r o s
en p o v r e z a . Pinta los q s e los lleva el agua p o r manera q avnq f u e s e r i c o y
travajador todo s e avia de p e r d e r " (Códice T e l l e r i a n o - R e m e n s i s 1899: f o l .
l l v . ) (20).

La fuerza i r r e s i s t i b l e , a r r a s a d o r a de la c o r r i e n t e de agua - ya S e l e r (1900:


57) señala la paralela a s o m b r o s a con el "panta r h e i " de Heráclito (21) - e x -
p r e s a en f o r m a figurativa aquel profundosentimientodeuna inseguridad e x i s -
tencial, que caracterizaba en tan alto grado a la religion a z t e c a . El que de
hecho el t e m o r y la desconfianza determinaran en gran medida la actitud a z -
teca frente al elemento del agua (22), s e pone de manifiesto en el texto en el
cual los informantes de Fray Bernardino de Sahagún d e s c r i b e n el c a r á c t e r
de Chalchiuhtlicue : " P o r eso fue venerada y temida, (porque] inunda con agua,
mata en el agua, s u m e r g e en el agua; ella hace que el agua revienta en e s -
puma, lo hace c r e c e r , f o r m a r c o r r i e n t e s y r e m o l i n o s , con él a r r a s t r a a la
gente al a b i s m o . Hace z o z o b r a r a los b a r c o s , convierte la parte s u p e r i o r en
la i n f e r i o r , l o s hace e m e r g e r a la s u p e r f i c i e del agua, l o s hunde en el agua. . "
(Sahagún 1 9 2 7 : 8 - 9 ) .

No hay que olvidar que esta d e s c r i p c i ó n tan plástica no s e r e f i e r e al o c é a -


no, al "agua del c i e l o " (ilhuica-atl). bien conocido a l o s a z t e c a s , sino al l a -
go que rodea la capital de la isla, cuya naturaleza inestable ha c r e a d o tanto
en la época prehispánica c o m o en los tiempos de la Colonia c o m p l i c a d o s p r o -
blemas hidráulicos ( P a l e r m 1973; Pferdekamp 1938).

E s n e c e s a r i o mencionar que en el d i s c o de Stuttgart, detrás de la cabeza


de Chalchiuhtlicue aparece otra c o r r i e n t e de agua, aunque s ó l o en e s c a s o s
f r a g m e n t o s . Debajo de éste se denotan huellas de un texto acompañante en
c a r a c t e r e s e u r o p e o s , cuyo avanzado estado de d e t e r i o r o hace muy difícil su
lectura (23). A s i m i s m o no es factible interpretar los r e s t o s de una p i n -
tura, parte de la cual fue cortada al adaptar el d i s c o , ubicada en el borde del
d i s c o aproximadamente a la altura de la cabeza de la d i o s a .

Mucho más elocuentes en cambio son los fragmentos de pinturas, que s e


hicieron más visibles al limpiar el d i s c o , y que - en un ángulo de 180° con
r e s p e c t o a Chalchiuhtlicue - s e han conservado en el t r o z o de c u e r o más p e -

80
queño. En la parte izquierda s e enfrentan dos cuadrúpedos de distinto t a m a -
ño. A todas luces s e trata - c o m o lo demuestra la cornamenta - de c i e r v o s ,
tales c o m o en f o r m a s i m i l a r aparecen en los documentos ilustrados de la e s -
cuela de T e t z c o c o , c o m o el Mapa Tlotzin (1886) y el Mapa Quinatzin (1886),
c o m o venado de c a z a de los c h i c h i m e c a s (acolhuas) vestidos de p i e l e s . La
parte derecha de la s u p e r f i c i e en cambio es ocupada p o r l o s r e s t o s de dos
imponentes figuras humanas de frente, que una vez probablemente hayan t e -
nido el m i s m o tamaño que la figura de la diosa del agua: c a b e z a , tronco y
b r a z o s p o r d e s g r a c i a s e encontraban en aquella parte que fue separada al
adaptar el d i s c o . Si el traje a manera de a b r i g o , abierto adelante, que c u -
b r e las r o d i l l a s , habría que imaginarlo de piel o de tela tejida, no queda en
c l a r o . Tanto más evidente e m p e r o es que los pies estaban p r o v i s t o s de s a n -
dalias, de modo que tiene que tratarse de indígenas. Que relación había e n -
tre las dos figuras y los c i e r v o s r e p r o d u c i d o s a su lado, ya no es posible i n -
tuirlo. Igualmente i m p r e c i s a queda la relación de estas cuatro figuras con
la gran diosa del agua.

Resumiendo s e puede d e c i r que la figura principal del d i s c o de Stuttgart


tanto en su aspecto estilístico c o m o i c o n o g r á f i c o denota una similitud a s o m -
brosamente estrecha c o n la representación correspondientemente realizada
en c o l o r de la diosa del agua en el tonalamatl del Códice T e l l e r i a n o - R e m e n -
s i s , r e s p e c t o a cuya procedencia azteca no cabe duda alguna. Del e n m a r c a -
do por la hilera de los correspondientes números y signos de los d í a s , que
c o m i e n z a con c e acatl v termina con matlactli on vei c o a t í , a s í c o m o de la
respectiva hilera de los nueve " S e ñ o r e s de la N o c h e " , que acompañan el t o -
nalpohualli.porcierto no se encuentra indicio alguno en el d i s c o de Stuttgart,
de modo que no p a r e c e factible a s o c i a r l a con un tonalamatl. tal c o m o s e ha
conservado en los c ó d i c e s a z t e c a s .

Ninguna duda en c a m b i o cabe en cuanto a que para la c o n f e c c i ó n del d i s c o


de Stuttgart s i r v i e r o n de material d o s hojas de un c ó d i c e o incluso de dos c ó -
d i c e s diferentes. También e s posible definir m á s concretamente las m e d i -
das del c ó d i c e del que proviene la diosa Chalchiuhtlicue : el c ó d i c e debe h a -
ber tenido un tamaño de hoja de 33, 2 c m (ancho) p o r c m (alto)(24), l o q u e -
c o m o lo prueba una c o m p a r a c i ó n con las medidas del Tonalamatl Aubin (29 c m
de ancho p o r 26 c m de alto), procedente de los p r i m e r o s tiempos de la C o -
lonia, estaría perfectamente dentro de lo p o s i b l e . Cabe mencionar otra p e c u -
l i a r i d a d : mientras que todos los c ó d i c e s aztecas fueron dibujados s o b r e m a -
terial vegetal, se trataría aquí de un documento azteca pintado s o b r e piel de
animal, tal c o m o es el c a s o en los c ó d i c e s mixtéeos y los del grupo Borgia.

S e tendería, a causa del excelente estilo en el que fue realizada la figura


de Chalchiuhtlicue, gustosamente a pensar que el d i s c o de c u e r o data de la
época p r e c o l o m b i n a , p e r o en contra de esta suposición está no sólo la g l o s a ,
lamentablemente ilegible, sino también la estilización de las figuras a n i m a -
les y humanas en el mas pequeño de los dos t r o z o s de c u e r o que p a r e c e n s e r
diseñados p o r la misma mano. C o m o en el c a s o de todos los o t r o s d o c u m e n -
tos aztecas s e trata aquí de una c o p i a , realizada en los p r i m e r o s tiempos de
la Colonia en base a un modelo más antiguo.

81
S i bien la diosa del agua, cuya reproducción figura en el d i s c o de c u e r o de
Stuttgart, difícilmente haya s e r v i d o de modelo para la representación r e s -
pectiva, tan similar a ella, del Códice T e l l e r i a n o - R e m e n s i s , no c a b e duda
que ambas tienen su origen en la misma escuela de pintura de la capital. A -
quí c o m o allá el pintor indígena estaba aún bien familiarizado con el antiguo
legado espiritual r e l i g i o s o y con las antiguas f o r m a s .

NOTAS

(1) Breves d e s c r i p c i o n e s y reproducciones tanto del ídolo de piedra v e r d e


c o m o de los dos escudos cubiertos de plumas figuran en el catálogo de
la gran exposición de arte mexicana [PräkolumbischeKunst 1958 :14(No.
96) y L á m . l 2 respectivamente 20 (No. 139-140) y L á m . 13 a - b ] , exhibida
p o r p r i m e r a vez en el año 1958 en Munich. Un análisis minucioso de la
figura de Xolotl fue presentado ya hace exactamente setenta años p o r
Eduard S e l e r en el " 1 4 C o n g r e s o Internacional de A m e r i c a n i s t a s " en
Stuttgart { S e l e r 1902/23,111:392-409). P a r a r e p r o d u c c i o n e s en c o l o r de
la estatuilla de piedra, que en o c a s i ó n del centenario del Metropolitan
Museum fue enviada en calidad de p r é s t a m o a Nueva Y o r k , c o m p á r e s e
Easby and Scott (1970: Lám. en c o l o r c o r r e s p . al No. 281) y " F l o r y
Canto " (1964: L á m . 4 0 6 - 4 0 8 ) , para una fotografía en c o l o r de la r o d e -
la emplumada, adornada con el así llamado motivo xicalcoliuhaui. v é a -
se Anton (1965 : L á m . 194). En cuanto se r e f i e r e a los e s c u d o s de Stutt-
gart c o m p á r e s e también las ilustraciones publicadas p o r Anders (1970:
17).
(2) Una b r e v e d e s c r i p c i ó n del d i s c o (número de catalogo del Linden-Museum
25156) se encuentra en el catálogo de la exposición mexicana p r e s e n t a -
da en el año 1958 en Munich [Präkolumbische Kunst 1958 : 20 (No. 141)].
Deseo e x p r e s a r aquí los más s i n c e r o s agradecimientos al D r . F . K u s s -
maul, D i r e c t o r del Linden-Museum, y al D r . Axel S c h u l z e - T h u l i n , e n -
cargado del Departamento Americano del m i s m o Museo p o r haber a u -
torizado la publicación y p o r haber puesto a disposición una s e r i e de f o -
tos .
(3) Una definición exacta del c u e r o utilizado para la c o n f e c c i ó n del d i s c o
queda aún pendiente.
(4) La huella de p r e s i ó n en f o r m a de anillo, que en antiguas fotos del M u -
s e o se p e r c i b e muy nítidamente aún, lamentablemente ha desaparecido
c a s i por completo después del limpiado, mencionado y más adelante ,
que fue practicado sólo hace un par de años : el d i s c o en la actualidad
aparece liso y aprensado. En c a m b i o , en el p e d a z o d e c u e r o más p e q u e -
ño (véase más abajo) volvieron a d e s t a c a r s e r e s t o s del dibujo antiguo,
anteriormente ya no r e c o n o c i b l e s . Cabe suponer que proceden de la m i s -
ma mano que los diseños trazados en el pedazo de c u e r o más grande.
(5) La s e r i e de pequeños a g u j e r o s , visibles en el b o r d e e x t e r i o r del d i s c o ,
probablemente provenga de que éste haya sido fijado con c l a v o s o tachuelas
s o b r e una s u p e r f i c i e plana, ya s e a p o r el c o l e c c i o n i s t a o r e c i é n en el
Museo m i s m o .
(6) Respecto a la f o r m a de tocar ambos instrumentos, que también queda

82
bien documentada p o r numerosas representaciones en los c ó d i c e s , c o m -
p á r e s e Stevenson (1968 : 41, 63 e ilustración en p.220) y Martí and K u -
rath (1964: F i g . 4 6 ) .
(7) El huehuetl ricamente tallado de Malinalco ( S e l e r 1902/23, II: 2 7 4 - 3 0 4 ;
R o m e r o Quiroz 1958) ostenta, con 97 c m de altura y 4 c m e s p e s o r de
pared, un diámetro superior de 42 c m ( S e l e r 1902/23, II: 274) r e s p e c t i -
vamente 41, 5 c m (Castañeda y Mendoza 1933'. L á m . entre p . 1 0 6 - 107 ,
N o . 2 ) . En un tambor no adornado procedente de Tenango del Valle ( E s -
tado de M é x i c o ) , el diámetro superior o s c i l a entre los 33 c m y 37 c m
(Castañeda y Mendoza 1933: L á m . entre p. 106-107, N o . 3 ) ,
(8) La arriba mencionada m a r c a anular s e explicaría entonces c o m o la hue-
lla de p r e s i ó n de la pared de e s p e s o r muy disminuido en la parte s u p e -
r i o r . En e f e c t o , en el huehuetl el e s p e s o r de la pared s e iba reduciendo
considerablemente hacia el borde superior del instrumento, c o m o l o p e r -
miten r e c o n o c e r las s e c c i o n e s publicadas p o r Castañeda y Mendoza
(1933 : L á m . entre p , 106-107).
(9) S e l e r , al r e f e r i r s e al b a j o r r e l i e v e que s e encuentra en la parte inferior
de la cabeza monumental de piedra de la diosa Coyolxauhqui, hallada en
el recinto del Templo Mayor de la capital azteca, habla de una " c o r r i e n -
te de a g u a . . . c u y o s d i v e r s o s r í o s . . .alternadamente terminan ya en una
gota redonda, ya en una concha de c a r a c o l blanca" ( S e l e r 1902/23, II :
815). C o m p á r e s e las representaciones correspondientes de la c o r r i e n t e
de agua en o t r o s monumentos de p i e d r a , que acaba en d i s c o s y conchas
de c a r a c o l que s e turnan, c o m o lo e s c a r a c t e r í s t i c o para el estilo a z t e -
c a , en o t r o s monumentos de piedra ( S e l e r 1902/23, III: 226, F i g . 6) y en
los c ó d i c e s (Códice Borbónico 1899: 5, 7, 9; Códice T e l l e r i a n o - R e m e n -
s i s 1899 : 4 r . , 4 2 r . , 4 6 r . ; Tonalamatl Aubin 1889 : 5). También los así
llamados C ó d i c e s de Huamantla siguen la misma f o r m a de los s í m b o l o s
acompañantes alternados ( S e l e r 1902/23, 111:224, F i g . 3 ) .
(10) C o m p á r e s e al dios de la lluvia acompañado p o r una c o r r i e n t e de agua en
el C ó d i c e T e l l e r i a n o - R e m e n s i s ( 1 8 9 9 : 4r.) y a la diosa del maíz en el T o -
nalamatl Aubin (1889 : 7).
(11) La importancia de la figura, que ahora s e encuentra en la Christy C o l -
lection del Museo Británico, fue destacada ampliamente p o r Eduard S e -
l e r (1902/23, 11:905-910).
(12) C ó d i c e F e j é r v á r y - M a y e r 1901: 1. C o m p á r e s e al r e s p e c t o S e l e r (1901:
22 f f . ) .
(13) Sahagún 1 9 2 7 : 9 . La traducción literal de las tres definiciones p r o f e s i o -
nales viene a s e r " constructores de casa(s) de agua" ( a - c a l - quetz-que) ,
" dueños de casa(s) de agua" ( a - c a l - e - q u e ) . y " v e n d e d o r e s de agua" ( a -
namaca-caie).
(14) C o m p á r e s e S e l e r 1902/23, IV: 50. A la conocida representación de la
" c u a r t a edad p r e h i s t ó r i c a " en el C ó d i c e Vaticano A (1900 : f o l . 7 r . ) s e
le agregan d i v e r s a s r e p r o d u c c i o n e s en monumentos de piedra de estilo
azteca c l á s i c o c o m o en el así llamado "Calendario a z t e c a " ( B e y e r 1921:
F i g . l l 5 ) o e n la " P i e d r a de los s o l e s " , que también fue encontrada en
la capital (Beyer 1921: F i g . 114).
(15) Respecto al significado del concepto atl tlachinolli c o m p á r e s e los t r a -

83
bajos d e K . T h . P r e u s s (1900), W. Lehmann (1902) y E . S e l e r (1902/23,
III : 221-304). Este s í m b o l o , que s e repite en numerosas obras de arte
a z t e c a , fue examinado también bajo el aspecto psicoanalitico (Balint 1923).
(16) La c l a s i f i c a c i ó n estilística y la ubicación temporal del Códice T e l l e r i a -
n o - R e m e n s i s (1899), que s e compone de t r e s p a r t e s p r i n c i p a l e s , y del
Códice Vaticano A (1900), que guarda una estrecha relación con el a n -
t e r i o r , en el marco de los manuscritos coloniales tempranos de la " E s -
cuela Metropolitana" fue tratada detenidamente p o r D. Robertson (1959:
107-115). Referente al problema de los prototipos a suponerse para a m -
bos c ó d i c e s , c o m p á r e s e Thompson (1941).
El lo que respecta a los atributos de la diosa azteca del agua y los de
las deidades s i m i l a r e s a ella véase Mönnich (1969 : 151 s s . y apéndice 3).
(17) P a r a la joven azteca eran estos los artefactos que servían para hilar y
t e j e r : huso, nuez, tazón y palo de telar, así c o m o la estera s o b r e la
cual se sentaba la mujer ( S e l e r - S a c h s 1919: 26). En el C ó d i c e Mendoza
(1938, III: f o l . 57 r . ) figura debajo de una e s c o b a (popotl) un gran huso
(malacatl. tzaualoni) colocado s o b r e una maleta de caña.
(18) Estrecha relación guardan también las representaciones correspondien-
tes en el Códice Borbónico (1899: 5) y en el Tonalamatl Aubin (1900: 5).
El que este interesante tema no está limitado a los manuscritos a z t e c a s
lo demuestran las reproducciones en el C ó d i c e Borgia (1898 : 65) y e n el
C ó d i c e Vaticano B (1896: 53).
(19) El que piedras v e r d e s , respectivamente plumas de quetzal, y maíz c o n s -
tituyen equivalencias s e hace manifiesto también en el i n f o r m e s o b r e el
juego de pelotas del soberano tolteca Huemac con los d i o s e s de la l l u -
v i a : las piedras verdes y las plumas de quetzal v e r d e s pertenecientes
a los Tlaloque, puestos en juego por é s t o s , substituyen a la m a z o r c a nue-
v a , respectivamente a las v e r d e s hojas de maíz que la envuelven ( H i s -
toria de los Reynos de Colhuacan y de México 1 9 7 4 : 3 7 5 § 1603 s s . ) .
(20) S e l e r (1900: 129) anota l o s términos aztecas c o r r e s p o n d i e n t e s : v a o m i -
q u i z t l i . " m u e r t e en la g u e r r a " , icnovotl. " p o b r e z a , pérdida de l o s b i e -
n e s " , y tlanamictiliztli. "vendido c o m o e s c l a v o " . - Concuerda con e s -
to la idea, comunicada a s i m i s m o por los informantes de Sahagún, que
en los días de la diosa Chalchiuhtlicue regidos p o r el signo c e a ü , " 1 agua",
al m e r c a d e r se le hundirían sus m e r c a d e r í a s en el agua y serían d e s -
truidas (tlaatoctiz. tlapoloz). " S i n e m b a r g o , a quien esto no le sucede
de inmediato, su vida de todos modos prácticamente s e le diluiría en el
agua, s e denigraría a causa de los v i c i o s (amovava. avilquica yn i n e m i -
Uz)" (Sahagún 1950 : 1 9 6 / 6 - 8 y 1 9 7 / 8 - 1 1 ) . ^
(21) Al "panta r h e i " le c o r r e s p o n d e el atocoua a z t e c a , "todo es arrastrado
por las aguas" ( S e l e r 1 9 0 0 : 1 2 9 ) .
(22) También el día c e atl. " 1 a g u a " , regido por la diosa Chalchiuhtlicue,
p o s e e un c a r á c t e r decididamente ambivalente: tiene, c o m o lo aseguran
los informantes de Sahagún (1950: 1 9 4 / 1 7 - 1 8 , 1 9 5 / 2 7 - 2 8 ) , " s u s dos l a -
d o s " (can chictlapanqui) y " s e compone de todo tipo de c o s a s buenas y c o -
sas m ^ a s " (chictlapanticayxauichqualli. yxquichamo qualli). E l a s p e c -
to destructor r e s p . b é l i c o del agua lo destaca tambiénBálint (1923:420).
(23) Quizás podría l e e r s e el nombre de la diosa misma o vn ílhuitl. " e l d í a " ,

84
loque haría r e f e r e n c i a a uno de los días festivos de la d i o s a . C o m p á r e -
se la correspondiente acotacion en el Códice T e l l e r i a n o - R e m e n s i s (1899 :
11 V.) respecta al día " 1 c a ñ a " .
(24) El alto presunto de la hoja del c ó d i c e original podría deducirse de un
borde r e c t o de sólo 2 c m que, transcurriendo paralelamente al borde
i n f e r i o r , se ha conservado aproximadamente por encima de la mano de
la diosa del agua.

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ILUSTRACIONES

F i g . 1 : Anverso del d i s c o de c u e r o . Aspecto antes del limpiado. Diámetro


3 1 , 6 a 3 3 , 2 c m . Linden-Museum, Stuttgart. C o l e c c i ó n Bauer. Núme-
r o de Catálogo 25156.
F i g . 2 : Anverso del d i s c o de c u e r o . Aspecto después del limpiado,
F i g . 3 : Dibujo s o b r e el d i s c o de c u e r o de Stuttgart.
F i g . 4 : Figura de la diosa Chalchiuhtlicue s o b r e el d i s c o de Stuttgart. R e -
construcción.
Fig. 5 : Figura de la diosa Chalchiuhtlicue. Códice T e l l e r i a n o - R e m e n s i s 1899:
f o l . l l v . (según S e l e r 1904/09, II: F i g . 2 2 0 a ) .
F i g . 6 : Figura de la diosa Chalchiuhtlicue. C ó d i c e Borbónico 1899 : 5 (según
S e l e r 1904/09, II: F i g . 221).

88
F i g . 7 : Figura de la diosa Chalchiuhtlicue. Tonalamatl Aubin 1900: 5 (según
S e i e r 1904/09,11: F i g . 2 2 2 ) .

F i g . 8 : Figura de la diosa Chalchiuhtlicue. C ó d i c e Borgia 1898: 65mitad i n -


f e r i o r (según S e i e r 1904/09, II: L á m . 65).
F i g . 9 : Figura de la diosa Chalchiuhtlicue. C ó d i c e Vaticano B 1896 : 53 ( s e -
gún S e l e r 1904/09, II: F i g . 2 1 9 ) .
Flg.l
Flg.2
Fig.3
Fig.4

Fig. 5
Fig. 6

Flg.?
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/Nrntuw^wt^Ml

Flg.8

Fig. 9