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Tierra,

café
y sociedad
Héctor Pérez Brignoli
Mario Samper

Tierra,
café
y sociedad

Ensayos sobre
la historia agraria
centroamericana
Editora:
Vilma Herrera

Esta publicación se hace con la c o l a b o r a c i ó n del


Real M i n i s t e r i o de Relaciones Exteriores de Noruega

P r o g r a m a Costa Rica - FI.ACHÍ»

P r i m e r a edición: Mayo 1994

Facultad L a t i n o a m e r i c a n a de C i e n c i a * Sociales - K I . A I S O

Programa Co«ta Rica. Apartado 11747 San Jose


PREFACIO

L a p r e s e n t e c o l e c c i ó n d e e n s a y o s h i s t ó r i c o s conj u g a d i v e r -
sas perspectivas acerca de la evolución de las caftculturas
c e n t r o a n i e n c a n a s entre m e d i a d o s del siglo d i e c i n u e v e y media¬
dos del v e i n t e . R e ú n e e s f u e r z o s d e s m t e s i s m t e g r a d o r a y pro¬
puestas explicativas para toda la región, análisis comparados
a p a r t i r de c a s o s esp>ecificos, y e s t u d i o s m o n o g r á f i c o s de di ver¬
sad e x p e r i e n c i a s n a c i o n a l e s o l o c a l e s .

Los e n f o q u e s t e m á t i c o s , los m o d o s de abordar la cuestión


cafetalera y aun las periodizaciones, son intencionalmente
víiriados y algunas veces contrastantes. Lejos de ofrecer una
visión única o uniforme, esta antología de t e x t o s b r i n d a al lector
una g a m a de aproximaciones a im área de interés común. Su
riqueza reside, precisamente, en la diversidad.

L o s dos e n s a y o s de síntesis i n t e r p r e t a t i v a con que se abre


el v o l u m e n fueron e s c r i t o s en d i s t i n t o s m o m e n t o s y con propó¬
sitos también diferentes: el p r i m e r o c o m o reflexión c o m p a r a d a
general a c e r c a de los d i v e r g e n t e s c o n t e n i d o s sociales de las
c a f i c u l t u r a s del istmo; el segundo como propuesta analítica
acerca de las interrelaciones entre la expansión agroexporta-
dora b a s a d a en el café y los p r o c e s o s sociopolíticos f u n d a m e n -
t a l e s del p e r í o d o .

Casi t o d o s los trabajos m o n o g r á f i c o s t u v i e r o n su origen en


un simposio interdisciplinario sobre "Las sociedades agrarias
(H.ntnian).'ru.aiíitó", o r g a n i z a d o por la Ebcuula de H i s t o r i a de la
Universidad Nacional, en 1990, a u n q u e e n s u m a y o r í a H u f r i e
ron l u e g o r e e l a b o r a c i o n e s m a s o m e n o s s u s t a n c i a l e s . S e t r a í a
de aportes origina les sobre t e m á t i c a s r e l e v a n t e s , con r e í ; u r » o a
f u e n t e s p r i m a n a s y con una d o s i s d e i n n o v a c i ó n m e t o d o l ó g i c a
en el t r a t a m i e n t o de las m i s m a s

La muestra antológica de estudios recientes sobre el caíe


en la historia c e n t r o a m e r i c a n a c o n t r i b u i r á no solo a la discu-
sión de los c a s o s p a r t i c u l a r e s sino t a m b i é n al a n á l i s i s c o m p a -
rado y a la búsqueda de e x p l i c a c i o n e s m a s g e n e r a l e s . Sera de
utilidad t a n t o para q u i e n e s inician su c o n o c i m i e n t o del p a p e l
de la c^icultura en el desarrollo agrario de la región, c o m o para
quienes profundizan en su a n a l i s i s y e x p l i c a c i ó n d e s d e d i v e r s a s
perspectivas disciplinarias.
Los t e m a s t r a t a d o s en esta obra cobran, hoy, renovada
vigencia en el contexto de la r e e s t r u c t u r a c i ó n del mercado
cafetalero mundial y su i m p a c t o sobre las r e g i o n e s c a f e t a l e r a s .
La historia de estas, y la c o m p r e n s i ó n de sus r e l a c i o n e s con el
presente social, es un elemento imprescindible de cualquier
i n t e n t o d e a p r e h e n d e r c ó m o son " i n t e r n a l i z a d a s " s o c i o e c o n ó -
m i c a y s o c i o f ) o l í t i c a m e n t ^ , d e m o d o s tan d i f e r e n t e s , las t e n d e n -
c i a s y c o y u n t u r a s del q u e f u e y e n a l g u n o s c a s o s s i g u e s i e n d o e l
principal p r o d u c t o de e x p o r t a c i ó n .

La edición de esta i m p o r t a n t e obra por F L A C S O - C o s t a Rica


se hace g r a c i a s a la c o o p e r a c i ó n f i n a n c i e r a del R e a l M i n i s t e r i o
de .\suntos E x t e r i o r e s del G o b i e r n o de N o r u e g a en el m a r c o de
su apoyo, durante v a n o s años, al P r o g r a m a H i s t o r i a y S o c i e d a d
en Centroamenca. Una pequeña cooperación de F L A C S O al
desarrollo de la i n v e s t i g a c i ó n p r o v i n o , i g u a l m e n t e , de r e c u r s o s
aportados por la m i s m a fuente. Ello obliga a r e i t e r a r el recono¬
c i m i e n t o a tal o r g a n i s m o e n l a s p e r s o n a s d e l a D r a . T e r t i t v o n
H a n n o A a s l a n d y la Sra. Embajadora en Costa Rica, Liv A.
Kerr. I g u a l m e n t e , a las Sras. V i l m a H e r r e r a P i c a d o , M e r c e d e s
Flores Rojas y Susana C o r d e r o E s p i n o z a e n c a r g a d a s en FLAC-
S O - C o s t a Rica de la p r o d u c c i ó n e d i t o r i a l del libro.
LOS PAISAJES
S O C I A L E S DEL CAFÉ.
REFLEXIONES COMPARADAS

Mario Samper K.

U n a do las p a r t i c u l a r i d a d e s de la caficultura, c o m o activi-


dad s o c i o p r o d u c t i va y por ende de relación entre p e r s o n a s que
cultivan, procesan, venden, transportan, compran y consumen
café, es su n o t o r i a p o l i v a l e n c i a social. La e n c o n t r a m o s asocia¬
da, h i s t ó r i c a m e n t e , a g r a n d e s h a c i e n d a s y p e q u e ñ a s fincas, al
trabajo libre o coaccionado, a la a c e n t u a d a a c u m u l a c i ó n de
riquezay píxier o a su distribución - d e s i g u a l p e r o r e l a t i v a m e n t e
amplia- entre diversos sectores de la sociedad. Se observa
también una e x t r a o r d i n a r i a v a r i a b i l i d a d en las i n t e r r e l a c i o n e s
entre o r g a m z a c i o n t é c n i c a y social de la producción cafetalera,
i n s e r t a a su v e z en m u y d i v e r s o s s i s t e m a s p r o d u c t i v o s , estruc¬
turas socioeconómicas, relaciones de poder y manifestaciones
culturales.

En este breve ensayo presentaremos, escuetamente, algu-


nos e l e m e n t o s para una interpretación histórica de los distintos
significados o c o n t e n i d o s sociales de la a c t i v i d a d cafetalera en
Centroamenca. En particular, interesa contrastar las diversas
formas en que han sido " i n t e r n a l i z a d a s " l o c a l m e n t e las deman¬
das del m e r c a d o cafetero i n t e r n a c i o n a l d u r a n t e el p e r í o d o de
expansión cafetalera, con disímiles legados precafetaleros y
bajo c a m b i a n t e s r e l a c i o n e s s o c i a l - a g r a r i a s . ' Por cierto que la
fase de c r e c i m i e n t o e x t e n s i v o , en los cinco casos c e n t r o a m e r i -

1. Wilham Roseberry hace una sugerente aplicación de este


concepto a la c a f i c u l t u r a l a t i n o a m e r i c a n a en su introducción
al tomo colectivo compilado por Roseberry, Gudmundson y
Samper ( 1994 en prensa)

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canos no transcurre en un m.smo tiempo cronológico sino en
formasucesivaycon traslapes parciales Noserecapitularael

proceso bisecular que media entre la introducción del coffea


arábica al istmoy el a z a r o s o p r e s e n t e de la c a f i c u l t u r a centroa¬
m e r i c a n a . En c a m b i o , según los r e q u e r i m i e n t o s de e s t a inter¬
pretación general y comparada, se m e n c i o n a r á n a s p e c t o s de
esa historia que s e n a n e c e s a n o r e t o m a r m e d i a n t e u n a n á l i s i s
más sistemático en perspectiva diacrónica Obviaremos, por
c o n s i g u i e n t e , l a f u n d a m e n t a c i ó n e m p í r i c a d e t a l l a d a , y l a s re¬
ferencias bibliográficas serán de tipo general.''

El p n m e r contraste que salta a la vista, al analizar los


significados h i s t ó n c o s de la caficultura en distintos p e r í o d o s y
r e g i o n e s del istmo, es la divergencia en sus c o n n o t a c i o n e s
s o c i a l e s : Se c a r a c t e r i z a al cafe c o m o c u l t i v o " o l i g á r q u i c o " en
Guatemala y El Salvador, d o n d e pese a la e x i s t e n c i a de un
sector de caficultura c a m p e s m a , es p a t e n t e la c o n c e n t r a c i ó n de
r i q u e z a y de poder, asociada d u r a n t e a l r e d e d o r de un siglo a la
a c t i v i d a d c a f e t a l e r a ^ En el caso de N i c a r a g u a , la c a f i c u l t u r a
también ha sido v i n c u l a d a a la c o n s o l i d a c i ó n de su b u r g u e s í a
a g r o e x p o r t a d o r a d e s d e fines del s i g l o X J X , a u n q u e e l c a m p e s i ¬
nado caficultor h a j u g a d o un papel e c o n ó m i c o y político clara-
m e n t e apreciable, sobre t o d o en el n o r t e del p a í s . " E n C o s t a R i c a

2. Como análisis comparados generales de la caficultura cen¬


troamericana, además del capítulo de Héctor Pérez sobre el
tema, pueden verse, para el primer siglo de expansión cafe-
talera en el istmo: Helen Louise Hearst (1929); el artículo
clásico de Ciro Cardoso ( 1975i, ampliado luego en el libro
c o n j u n t o con Héctor Pérez ( 1977); y S a m p e r ( 1 9 9 3 a ) . P a r a el
período posterior a 1930, d e s t a c a el estudio de Jeffery Paige
( 1987). Cf. también Samper (1993b)

3 Para El Salvador, las obras clásicas son: David Browning


(1971); Héctor Lindo (1990»; Rafael Menjívar (1980). En lo
concerniente a Guatemala: Julio Castellanos Cambranes
(1985) y David McCreery (1992).

4 Al respecto, ya es c l á s i c a la v i s i ó n de J a i m e W h e e l o c k ( 1975).
Entre otros estudios sobre el café en Nicaragua pueden men¬
c i o n a r s e los de D a v i d R a d e l l ( 1964 i y J a i m e B i d e r m a n ( 1982).
Respecto del norte segoviano, Y por eso defendemos la fron-
tera (Managua, (IKKA, 1984) En cuanto a la importancia
relativa de la caficultura campesina, pueden contrastarse las

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y, m á s r e c i e n t e m e n t e , en H o n d uras, el café es v i s u a l i z a d o c o m o
un cultivo socialmente "democrático", vale decir, como sustento
e c o n ó m i c o de una clase m e d i a rural cuya p r o d u c c i ó n c a f e t a l e r a
se basa p r i m o r d i a l m e n t e en la fuerza laboral familiar, comple¬
m e n t a d a o c a s i o n a l m e n t e por el trabajo a s a l a r i a d o . Tal i m a g e n
prevalece aún cuando es claro que también allí se da, por
diversos medios, una significativa acumulación de capitales y
c u o t a s d e p o d e r p o l í t i c o m u y dispares."^

Hay, pues, algunas percepciones más o menos generaliza¬


das del café c o m o á m b i t o de relación social en cada caso, las
c u a l e s se basan en la a c e p t a c i ó n selectiva de i n f o r m a c i o n e s y
a f i r m a c i o n e s acerca de la d i n á m i c a social cafetalera. Así, por
ejemplo, diversos sectores a c a d é m i c o s y políticos de la sociedad
costarricense concuerdan en que el campesinado caficultor es
u n o de los p i l a r e s de la d e m o c r a c i a e c o n ó m i c a y p o l í t i c a en este
país. Ebtisten, i n d u d a b l e m e n t e , a r g u m e n t o s r e s p e t a b l e s a f a v o r
de esta visión, que no es una mera "fabricación", totalmente
arbitraria, sino una i m a g e n mítico-real fundada p a r c i a l m e n t e
en p r o c e s o s o b j e t i v o s y a d o p t a d a casi por c o n s e n s o . En Hon¬
duras, el fuerte peso de unidades productivas r e l a t i v a m e n t e
p)equeñas en la reciente expansión cafetalera, ha creado la
e x p e c t a t i v a d e q u e t a m b i é n allí p u e d a j u g a r u n papel "demo-

posiciones de Michel Merlet (1990, versión preliminar) y el


capitulo de Elizabeth Dore incluido en esta obra. Sobre el
trabajo forzado de los indígenas. Cf. el trabajo de Jeffrey
Gould en este mismo volumen.

5. L o s t r a b a j o s c l á s i c o s s o b r e e l café en Costa Rica son: Carolyn


Hall (1976), y Ciro Cardoso ( 1973). Un buen modelo de su
funcionamiento inicial es el ofrecido por Héctor Pérez, en su
segunda contribución a este volumen. La colonización en
zonas cafetaleras es analizada en Samper (1990). Víctor Hu-
go Acuña ( 1985) analiza los conflictos entre productores y
beneficiadores de café. El economista agrícola Paul Sfez
(1990) caracteriza a la expansión y tecnificación de la cafi-
cultura costarricense.
Sobre el café en Honduras es más escasa la bibliografía
general, entre la cual cabe destacar el trabajo exploratorio
de Robert Williams ( 1989) y la c o n t r i b u c i ó n de Eduardo Bau-
meister a esta obra. Hay también algunos diagnósticos para
zonas cafetaleras específicas, como los de Egar G. Nesman y
M i t c h e l l A. Seligson ( 1987) y E a r l J o n e s et. al. ( 1984).

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cratizador" en el plano sociopolítico. De m o d o a n á l o g o , en o t r o s
lUisoBcentroamencanoB l a i m a g e n p r e d o m i n a n t e del c a f é c o m o
factordeconcentración d e p o d e r e c o n ó m i c o y político tiene un

obvio sustento real, pero simplifica al e x t r e m o una d i n á m i c a


sücial-agrana mucho m á s compleja, en la cual o t r o s s e c t o r e s de
la sociedad rural hacen valer t a m b i é n su voz, a u n q u e no siem¬
pre su v o t o .

En c a d a caso nacional hay, a s i m i s m o , p o s i c i o n e s d i s c r e p a n -


tes a c e r c a del i m p a c t o social del café, esto es, p e r s p e c t i v a s q u e
enfatizanel lado oculto de esa r e a l i d a d a g r a r i a . C o n f r e c u e n c i a ,
tales contra a r g u m e n t o s unilateraliza t a m b i é n el análisis, al
m i n i m i z a r la importancia de aquello que dio s u s t e n t o a la v i s i ó n
preponderante acerca de la caficultura en esa s o c i e d a d . La
forma en que se representa el contenido social de la a c t i v i d a d
cafetalera en la respectiva sociedad no es, pues, unívoca. La
existencia de i n t e r p r e t a c i o n e s c o n t r a p u e s t a s de una base fác-
tica c o m ú n (v.g. los c e n s o s c a f e t a l e r o s d e c a d a p a í s c e n t r o a m e ¬
ricano) no hace m á s que resaltar los r a s g o s i n t r i n s e c a m e n t e
c o n t r a d i c t o r i o s de la realidad social que se busca i n t e r p r e t a r .
A c o n t i n u a c i ó n se m e n c i o n a r á n a l g u n o s a s p e c t o s q u e con¬
v e n d r í a i n c o r j x t r a r a l a n á l i s i s h i s t ó r i c o d e l o s s i g n i f i c a d o s so¬
ciales de la caficultura centroamericana. Se enfatizarán
a q u é l l o s d e t i j X ) s o c i o e c o n ó m i c o , pero t a m b i é n s e h a r á n a l g u n a s
referencias a procesos sociopolíticos y culturales pertinentes.
Al mismo tiempo, se insinuará alguna reflexión c o m p a r a d a
sobre ciertos puntos m e d u l a r e s , aunque no se i n t e n t a r á su
plena s i s t e m a t i z a c i ó n

A n t e s que nada, hay que p r e c i s a r y c o n t r a s t a r los d i s t i n t o s


m o m e n t o s , r i t m o s y a l c a n c e s de la e x p a n s i ó n c a f e t a l e r a cen¬
troamericana. S a b e m o s q u e fue t e m p r a n a y r á p i d a e n Costa
Rica; postenor pero también a c e l e r a d a en Guatemala y El
S a l v a d o r ; t a r d í a y l i m i t a d a en N i c a r a g u a , y m u y r e c i e n t e aun¬
que fuerte y cade vez m á s a c e l e r a d a en H o n d u r a s . Hay, pues,
v a n o s ciclos específicos que han v e n i d o s u c e d i é n d o s e d u r a n t e
m á s d e s i g l o y medio, con v a r i a n t e s r e g i o n a l e s . Las condiciones
t a n t o del m e r c a d o m u n d i a l c o m o d e las r e s p e c t i v a s e c o n o m í a s
n a c i o n a l e s han sido o b v i a m e n t e m u y d i s t i n t a s en c a d a u n o de

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e l l o s . C o s t a R i c a p a r t i c i p ó del a u g e d e p r e c i o s a s o c i a d o a l a g r a n
e x p a n s i ó n d e c i m o n ó n i c a d e l a d e m a n d a m u n d i a l d e c a f é ; Gua¬
t e m a l a y El S a l v a d o r v o l c a r o n sus e c o n o m í a s h a c i a est e pro¬
ducto cuando se aproximaba el fmal de dicha expansión;
N i c a r a g u a entró de lleno al comercio cafetalero precisamente
cuando ya se acentuaba la sobreproducción con las m a s i v a s
c o s e c h a s brasileñas; y H o n d u r a s debió esperar al auge econó¬
m i c o i n t e r n a c i o n a l de la p o s g u e r r a , que hoy ha cedido ante un
nuevo período de sobreproducción.

El café i m p u l s o el c r e c i m i e n t o a g r o e x p o r t a d o r en todo el
Pacífico centroamericano, f>ero s u p e s o m a c r o e c o n ó m i c o fue
v a r i a b l e , s e g ú n el c a s o y a lo l a r g o del t i e m p o . D o m i n ó a b r u m a -
doramente la economía salvadoreña desde el estancamiento de
la p r o d u c c i ó n a ñ i l e r a en la s e g u n d a m i t a d del siglo X I X h a s t a la
industrialización sustitutiva y parcial di versificación agroex-
p o r t a d o r a , a p a r t i r de m e d i a d o s del siglo X X . C o n t r o l ó t a m b i é n
el sector de e x p o r t a c i ó n nacional en G u a t e m a l a y C o s t a Rica,
a u n q u e fue c o n t r a p e s a d o e n e l c o m e r c i o e x t e r i o r , d e s d e e l fin
de siglo, por la a c t i v i d a d b a n a n e r a , p r i n c i p a l m e n t e , y l u e g o por
otras producciones agrícolas e industriales. En N i c a r a g u a , el
c a f é fue e l p r i n c i p a l p r o d u c t o d e e x p o r t a c i ó n d u r a n t e l a s déca¬
d a s i n i c i a l e s del siglo X X , aunque su p r e d o m i n i o fue m e n o s
c o n t u n d e n t e que en los casos a n t e r i o r e s . En H o n d u r a s , el auge
c a f e t a l e r o creo por p r i m e r a vez un fuerte renglón agroexpor-
tador nacional, cuando c o m e n z a b a a declinar su importancia
r e l a t i v a e n l a s r e s t a n t e s e c o n o m í a s c e n t r o a m e r i c a n a s , y a des¬
pués de m e d i a d o s de este siglo.

L a s r a z o n e s de la t e m p r a n a o t a r d í a y m á s o m e n o s fuerte
expansión c a f e t a l e r a son v a r i a s y sólo pueden mencionarse
aquí.** C o n c i e m e n , s o b r e t o d o , a la m a y o r o m e n o r rigidez de
las herencias precafetaleras, usualmente de origen colonial
( p o r e j e m p l o , los s i s t e m a s l a b o r a l e s y el t i p o de u n i d a d e s pro¬
d u c t i v a s , las f o r m a s de tenencia y las redes m e r c a n t i l e s , pero
t a m b i é n las e s t r u c t u r a s de poder y las r e l a c i o n e s i n t e r é t n i c a s )
y a factores que fueron i n t e r v i n i e n d o p o s t e r i o r m e n t e : cambios

6. Para una explicación más detallada al respecto, Cf. Samper


( 1993a)

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en la r e n t a b i l i d a d r e l a t i v a de o t r o s p r o d u c t o s (v g tmte«* o
g a n a d e r í a ) y en las o p c i o n e s de i n v e r s i ó n e x i s t e n t e s ; la dispt)
nibilidad efectiva tanto de capital c o m o de m a n o de obra; a las
e s t r a t e g i a s e c o n ó m i c a s y v a l o r a c i o n e s c u l t u r a l e s del propio
c a m p e s i n a d o ; la ubicación espacial de las t i e r r a s a p t a s para el
café (distancia a los p u e r t o s , g r a d o de d i s p e r s i ó n , etc ); las
transformaciones en su tenencia; la eficacia de las s o l u c i o n e s
al problema de los costos de t r a n s p o r t e ; las r e l a c i o n e s de p o d e r
en el c a m p o , los e f e c t o s de las g u e r r a s c i v i l e s y las p o l í t i c a s
estatales, en particular aquellas que u s u a l m e n t e se asocian a
las R e f o r m a s L i b e r a l e s .

L a s c o n s e c u e n c i a s d e e s t o s p r ( x ; e s o s son c r u c i a l e s n o s ó l o
para el c r e c i m i e n t o e c o n ó m i c o , sino t a m b i é n p a r a la redefini¬
ción de las r e l a c i o n e s s o c i a l - a g r a r i a s y p a r a la c o n s t i t u c i ó n y
consolidación (o no) de los r e s p e c t i v o s Estados nacionales.
Ciertamente, ello ocurrió más pronto en Costa Rica por la
flexibilidad de las f o r m a s de producción y r e l a c i ó n social here¬
dadas de la colonia; por la i n e x i s t e n c i a de un fuerte y l u c r a t i v o
producto competidor; por la posibilidad real de asignar los
escasos recursos laborales y de capital al n u e v o r e n g l ó n a g r o e x -
p)ortador; por l a p a r t i c i p a c i ó n a c t i v a d e u n a m p l i o s e g m e n t o del
campesinado en la producción mercantil, i n c e n t i v a d a por el
capital c o m e r c i a l y l u e g o a g r o i n d u s t r i a l , m e d i a n t e f a c i l i d a d e s
c r e d i t i c i a s ; por e l t e m p r a n o y e x i t o s o r e f o r m i s m o a g r a r i o libe¬
ral; por la pronta superación de p r o b l e m a s de t r a n s p o r t e com¬
parativamente menores; y por la viabibdad pohtica de su
Estado nacional, h e g e m o n i z a d o por una élite r e l a t i v a m e n t e
h o m o g é n e a y no d e s g a r r a d a por luchas i n t e s t i n a s .

En Guatemala y El Salvador, el primer obstáculo a la


t e m p r a n a difusión d e l a c a f i c u l t u r a fue la existencia de u n a
lucrativa producción exportadora, e s t r u c t u r a d a s e g ú n linca¬
mientos coloniales. La aceleración de la expansión cafetalera
debió esperar a la d e c a d e n c i a de la cochinilla, en el caso guate¬
m a l t e c o , y al e s t a n c a m i e n t o del añil en el s a l v a d o r e ñ o . Pero
también se requería de una sustancial r e o r g a n i z a c i ó n de las
relaciones s o c i a l - a g r a n a s , q u e e n a m b o s c a s o s fue r e s u e l t a p o r
la o l i g a r q u í a local desde una posición de fuerza: en G u a t e m a l a

14
m e d i a n t e el reclutamiento coercitivo de m a n o de obra indígena
p a r a l a c a f i c u l t u r a ( a u n q u e t a m b i é n h u b o a p r o p i a c i ó n u ocu¬
p a c i ó n de t i e r r a s p e r t e n e c i e n t e s a c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s por
h a c e n d a d o s b l a n c o s y por l a d i n o s ) ; y en El Salvador m e d i a n t e
la privatización i m p u e s t a de sus tierras a p t a s para este cultivo
(pese a la resistencia que dilató el proceso v a n a s d e c a d a s ) .

En N i c a r a g u a había, a n t e s d e l café, una e s t r u c t u r a produc¬


tiva diversificada, e f i c a z m e n t e o r i e n t a d a hacia los m e r c a d o s
í s t m i c o s , y u n a e v i d e n t e f r a g m e n t a c i ó n del poder t a n t o econó¬
mico como político. La contraposición de intereses regionales,
s u b y a c e n t e s e n l o s r e i t e r a d o s c o n f l i c t o s i n t e r p a r t i d i s t a s , difi¬
cultó la a r t i c u l a c i ó n de un proyecto nacional oligárquico. Y
cuando el autoritarismo m o d e r n i z a n t e de fin y p r i n c i p i o de
siglo comenzó a cimentarlo en las bases de la producción
a g r o e x p o r t a d o r a , fue t r u n c a d o por l a i n t e r v e n c i ó n e x t r a n j e r a .

En Honduras, finalmente, se conjuntaron diversos factores


para postergar tanto el crecimiento agroexportador nacional
c o m o las propias R e f o r m a s Liberales: la debilidad económica
d e u n a clase t e r r a t e n i e n t e p r i m o r d i a l m e n t e g a n a d e r a ; l a casi
inexistencia de un Estado nacional propiamente dicho, capaz
de llevar a t e r m i n o las o b r a s de mfraestructura y transfor¬
maciones agrarias requeridas; la ubicación geográfica de las
tierras potencialmente cafetaleras, remotas y dispersas; la
eficaz defensa de formas de posesión ejidales por p a r t e del
campesmado; y a p a r t i r d e l fin de s i g l o el fuerte y distorsio¬
n a n t e p r e d o m i n i o del e n c l a v e sobre la e c o n o m í a y la p o l í t i c a
hondurenas.

R e t o m e m o s a h o r a a l g u n o s a s p e c t o s e s p e c í f i c o s p a r a refle¬
x i o n a r a c e r c a de su i m p a c t o sobre el paisaje social de la activi¬
dad cafetalera en el istmo:
L o s e s p a c i o s h i s t o n c o - g e o g r á f i c o s del café fueron d i s í m i l e s
e n t r e sí: e c u m e n e s coloniales, u s u a l m e n t e bien c o m u n i c a d o s
con los puertos (el Pacifico sur n i c a r a g ü e n s e , el occidente
salvadoreño, la zona de Choluteca en Honduras, la Meseta
Central c o s t a r r i c e n s e ) ; áreas r e l a t i v a m e n t e vacías incorpora¬
das, en un principio, mediante la extensión de rudimentarias
r e d e s c a r r e t e r a s o t r o c h a s m u l e r a s (la B o c a c o s t a g u a t e m a l t e c a .

15
l a ; o n . . < a l e l v r u n o r c c n t r a l di- N u . a r a g ^ ^ a , e l n o r o e s t e d e l V a l l e
C e n t ral y a l g u n a s z o n a s p t í r i f é n c a s d e C o s t a R i c a » ; á r e a s h a b i ¬
litadas mediante la construcción de vías férreas y, algunas
veces, cables transportadores^ a f i n e s del s i g l o XJX y p r i n c i p i o s
del X X ( o n e n t e d e l V a l l e C e n t r a l c o s t a r r i c e n s e , así c o m o v a n a s
z o n a s del P a c i f i c o í s t m i c o » ; á r e a s r e m o t a s y d i s c o n t i n u a s , co-
nectadasduranteelsiglo v e i n t e m e d i a n t e la e x t e n s i ó n de la red
vial y el transporte a u t o m o t o r (interior de Honduras, zonas
c a f e t a l e r a s m a r g i n a l e s del r e s t o del i s t m o )
Con algunas salvedades, puede afirmarse que las m a y o r e s
y mas persistentes dificultades de transporte favorecieron -en
conjunto con factores c o m o la e x i s t e n c i a de o p c i o n e s de inver¬
sión m á s l u c r a t i v a s , l a s r e l a c i o n e s d e f u e r z a e n t r e p r c x l u c t o r e s
d i r e c t o s y d u e ñ o s de capital en el p l a n o r e g i o n a l y las p o l í t i c a s
agranasdel Estado la consolidación de una caficultura predo¬
minantemente campesina en ciertas zonas En cambio, los
b a j o s c o s t o s d e t r a n s p o r t e a t r a j e r o n f r e c u e n t e m e n t e a l o s in¬
versionistas nacionales, y en algunos casos extranjeros, hacia
la fase a g r í c o l a de la a c t i v i d a d c a f e t a l e r a en z o n a s e s p e c í f i c a s .

Hay al menos dos situaciones d i s c r e p a n t e s en q u e los c o s t o s


de t r a n s p o r t e fueron c o n t r a r r e s t a d o s por o t r a s c o n s i d e r a c i o ¬
nes: U n a c o r r e s p o n d e al e s t a b l e c i m i e n t o de h a c i e n d a s cafeta¬
leras en z o n a s d e a c c e s o difícil d o n d e fue n e c e s a r i o suj>erar
mayúsculos problemas de t r a n s p o r t e (v.g. c i e r t a s z o n a s ocupa-
das por a l e m a n e s en el i n t e r i o r de G u a t e m a l a , o las h a c i e n d a s
m a t a g a l p i n a s , d o n d e los costos de t r a n s p o r t e eran m u y supe¬
riores al Pacífico nicaragüense. La segunda situación corres¬
ponde al afincamiento de una caficultura campesina
e n t r e m e z c l a d a con h a c i e n d a s , e n z o n a s bien c o m u n i c a d a s con
los puertos, c o m o e s e l caso d e l a M e s e t a C e n t r a l c o s t a r r i c e n s e ,
pero también algunas partes de El Salvador.

Otras coordenadas de la ubicación de tierras aptas para la


caficultura incidían también en la connotación social de ésta:
El mejoramiento de las c o m u n i c a c i o n e s v a l o r i z a b a m á s a u n a s
tierras que a otras, y la c e r c a n í a a c i u d a d e s principales e
i n t e r m e d i a s e n c a r e c í a l a t i e r r a , y e s t i m u l a b a l a v e n t a d e par¬
celas campesinas -fragmentadas por vía hereditaria- para

16
e m i g r a r hacia las f r o n t e r a s de c o l o n i z a c i ó n en las cuales había
la posibilidad de reconstituir unidades de producción mayores.
Por otra parte, c u a n d o las t i e r r a s de p o b l a c i o n e s i n d í g e n a s o
l a d i n a s eran i d ó n e a s para cultivar esta baya, c o m o e n e l occi¬
d e n t e s a l v a d o r e ñ o o en el área m a t a g a l p i n a de N i c a r a g u a y en
la p r o p i a M e s e t a Central de Costa Rica, la presión sobre ellas
era mucho mayor que en casos como el de Guatemala, donde
la superposición era sólo parcial.

En un plano m á s general, la abundancia o escasez relativa


de tierra, en cada caso es indispensable para c o m p r e n d e r el
c o n t e n i d o social q u e fue a d q u i r i e n d o l a c a f i c u l t u r a , aunque por
sí m i s m a no e x p l i c a la d i n á m i c a de las r e l a c i o n e s entre fuerzas
sociales, en la cual intervienen m u c h o s otros e l e m e n t o s . La
d e n s i d a d poblacional m á s elevada, a todo lo largo de la expan¬
sión c a f e t a l e r a , fue sin d u d a l a d e E l S a l v a d o r , d o n d e casi no
había frontera agrícola. Le s e g u í a G u a t e m a l a , con tierra dispo¬
nible a u n q u e m u c h a d e ella n o era a p t a p a r a café ni, q u i z á , p a r a
agricultura intensiva. De hecho, el área agrícola efectiva por
h a b i t a n t e no era muy distinta a la salvadoreña. En cambio,
Honduras, Costa Rica y Nicaragua tenían i m a densidad po-
blacional m u c h o menor, aunque desigualmente distribuida en
sus r e s p e c t i v o s t e r r i t o r í o s . La población rural tenía, en conse¬
cuencia, m a y o r a c c e s o p o t e n c i a l a la tierra en los ú l t i m o s tres
países q u e en los dos p r i m e r o s , aún c u a n d o las c o n d i c i o n e s p a r a
dicho acceso dependían de relaciones de fuerza y políticas
gubernamentales.

C o n e l t i e m p o , fue a c e l e r á n d o s e e l c r e c i m i e n t o d e m o g r á f i c o
por la i n m i g r a c i ó n y, d e s p u é s de fines del siglo X I X , por la
r e d u c c i ó n de la m o r t a l i d a d , p r i m e r o en el caso c o s t a r r i c e n s e y
l u e g o en el resto del i s t m o . A u n a d o a la c o l o n i z a c i ó n a g r í c o l a y
l o s m a s i v o s d e n u n c i o s , e l l o c o n d u j o a l a g o t a m i e n t o d e l a fron¬
tera agrícola no apropiada en zonas p o t e n c i a l m e n t e cafetale¬
ras, situación a la cual H o n d u r a s sólo se a p r o x i m a a c t u a l m e n t e .
Con ello han ido c e r r á n d o s e en la m a y o r p a r t e del i s t m o las
o p c i o n e s d e r e c o n s t i t u c i ó n del c a m p e s i n a d o c a f i c u l t o r , median¬
te la incorporación de nuevas tierras.

17
e v o l u c i ó n (le l a t e n e n c i a d e l a t i e r r a e b u n f a c t o r d e c i s i v o
aunque algunas veces mal entendido en la dinámica social
cafetalera La p r i v a t i z a c i ó n , asociada por lo g e n e r a l a las Re
f o r m a s L i b e r a l e s a u n q u e fue i m p u l s a d a t a m b i é n por a l g u n o s
g o b e r n a n t e s C o n s e r v a d o r e s , fue m u y t e m p r a n a y r á p i d a e n l a s
zonas cafetaleras de Costa Rica, d o n d e la d e s a m o r t i z a c i ó n de
bienes eclesiásticos y tierras c o m u n a l e s se había c o m p l e t a d o
antes de 1800 La escasa población indígena no pudo o p o n e r
una resistencia eficaz a la reducción de sus a t r a c t i v a s t i e r r a s
al dommio pnvado en la primera zona de expansión cafetalera,
y las " l e g u a s " l a d i n a s fueron r e p a r t i d a s con la a n u e n c i a de los
pobladores. Los clérigos principales participaron a l e g r e m e n t e
de la reapropiación de bienes d e s a m o r t i z a d o s , lo cual quizá
h a y a m o d e r a d o su posición r e s p e c t o del p r o c e s o y m i n i m i z a d o
las confrontaciones liberal-conservadoras. Por otra parte, el
m e c a n i s m o del d e n u n c i o p e r m i t i ó a u n s e c t o r d e l c a m p e s i n a d o
( c i e r t a m e n t e no los m á s p a u p é r r i m o s ) acceder a la posesión
f u n d i a n a e n las f r o n t e r a s d e c o l o n i z a c i ó n , d o n d e los a l l e g a d o s
al pt)der c o n s t i t u y e r o n , por su p a r t e , g r a n d e s p r o p i e d a d e s .

En El Salvador, la disolución de las c o m u n i d a d e s indíge¬


nas, cuyas tierras se sujjerponían en alto g r a d o con las a p t a s
para la caficultura, fue m á s v i o l e n t a y g e n e r ó u n a r e s i s t e n c i a
i n d í g e n a q u e s e e x p r e s ó e n l a s r e v u e l t a s d e fin d e s i g l o c o n t r a
losjueces repartidoresy resurgió en la rebelión de 1932, c u y a s
secuelas represivas completaron el largo proceso de ladiniza-
ción. J u n t o con l a p r i v a t i z a c i ó n d e los e j i d o s n o i n d í g e n a s , e l l o
d e s e m b o c ó en la formación de un camp>esinado |)equeño pro¬
pietario, y frecuentemente caficultor, p a r a l e l a m e n t e a la cre¬
ciente concentración de la propiedad f u n d i a r i a y la c o n s t i t u c i ó n
-a falta de frontera agrícola y a pesar de que hubo alguna
emigración hacia Honduras- de un amplio sector de población
rural d e f i n i t i v a m e n t e d e s p r o v i s t a d e t i e r r a s .

En Nicaragua, donde la primera expansión cafetalera se


basó en h a c i e n d a s ya e s t a b l e c i d a s en el P a c í f i c o sur, las c o m u ¬
nidades indígenas de z o n a s c a f e t a l e r a s c e n t r o - n o r t e ñ a s resis¬
tieron durante varias décadas su privatización, pero
sucumbieron finalmente ante las p r e s i o n e s y c o a c c i o n e s . Por

18
otra parte, el norte de N i c a r a g u a ( p r i n c i p a l m e n t e las S e g o v i a s )
se constituyó en una frontera de colonización predominante¬
mente campesina, en la cual fue adquiriendo relevancia la
producción cafetalera.

P a r a e l c a s o g u a t e m a l t e c o , fue m á s i m p o r t a n t e l a d e s a m o r ¬
tización de bienes eclesiásticos y la a p r o p i a c i ó n latif undiaria de
grandes extensiones de baldíos nacionales, como también de
tierras indígenas, en la B o c a c o s t a y otras zonas cafetaleras. En
c a m b i o , las c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s del a l t i p l a n o c o n s e r v a r o n
b u e n a parte de su tierra, situada a alturas que no permitían
este cultivo. Ello, a su vez, redujo la presión sobre las n u e v a s
tierras cafetaleras.

En Honduras, el mínimo desarrollo de la producción


a g r o e x p o r t a d o r a se conjugó con la d e b i l i d a d del E s t a d o nacio¬
nal y las r e l a c i o n e s de fuerza e n t r e élite y c a m p e s i n a d o p a r a
que m á s bien se reforzara la propiedad ejidal en z o n a s hoy
cafetaleras, m e d i a n t e la creación de nuevos derechos comuni¬
t a r i o s a lo l a r g o del siglo d i e c i n u e v e . No ha sido sino hasta en
los últimos años que ha c o m e n z a d o a c o m p l e t a r s e el proceso de
privatización en dichas zonas.

La creación de un mercado de tierras, como corolario de la


privatización, p e r m i t i ó en todo el istmo un reforzamiento de la
concentración por vía de transacciones inmobiliarias. Y en
c o y u n t u r a s c r í t i c a s , pese a a l g u n a s m e d i d a s c o m p e n s a t o r i a s ,
se aceleró el traspaso de tierras cafetaleras a manos más
pudientes, sobre todo cuando el caficultor había tendido a
e s p e c i a l i z a r s e o h a b í a h i p o t e c a d o su finca.

A l l í d o n d e h u b o c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s q u e f u n g i e r o n co¬
mo f u e n t e e s t a c i o n a l de m a n o de obra p a r a las c o s e c h a s , mu¬
chos hacendados cafetaleros-guatemaltecos y n i c a r a g ü e n s e s -
desarrollaron m e c a n i s m o s que c o m b i n a b a n las d e u d a s pagade¬
r a s en trabajo (la h a b i l i t a c i ó n o e n g a n c h e ) con la c o a c c i ó n . Esto
les p e r m i t i ó a s e g u r a r , d u r a n t e el ú l t i m o t e r c i o del siglo X I X y
p r i m e r o del X X , el a b a s t e c i m i e n t o de trabajadores e s t a c i o n a l e s
con bajos m v e l e s d e r e m u n e r a c i ó n . S o l í a e s t a r a s o c i a d o , a s i m i s ¬
mo, con s i s t e m a s de cultivo e x t e n s i v o s y, frecuentemente, a
z o n a s con costos de t r a n s p o r t e c o m p a r a t i v a m e n t e e l e v a d o s . El

19
reclutamientücoercitivo reflejaba nítidamente luüdebigualai
relacione»* de poder interétnicas P o a t e n o r m e n t e , se transitó
hacia f o r m a s de trabajo a s a l a r i a d o m a s o m e n o s "libres", p e r o
el s i s t e m a dejó su i m p r o n t a en la textura de las r e l a c i o n e s
social-agrariasen ambos países

En t o d o el i s t m o h u b o , a lo l a r g o del p e r i o d o de e x p a n s i ó n
cafetalera, trabajo p r o p i a m e n t e a s a l a r i a d o , p e r o fue c a r a c t e -
ristico sobre todo de las haciendas c o s t a r r i c e n s e s y salvadore¬
ñas. Se asociaba, pues, a situaciones en que había un a v a n z a d o
proceso de p r i v a t i z a c i ó n de la tierra, con una p o b l a c i ó n rural
personalmente librey g e o g r á f i c a m e n t e m ó v i l , en que el s i s t e m a
de cultivo era r e l a t i v a m e n t e intensivo dentro de un modelo
tecnológico que se basaba más en m s u m o s laborales que en
insunu)s t e c n o l ó g i c o s .

E l t r a b a j o f a m i l i a r e n p e q u e ñ a s f i n c a s c a f e t a l e r a s , y a fue¬
sen d e p r o p i e d a d pri v a d a o e j i d a l , b a j o a r r e n d a m i e n t o o c i e r t a s
formas de medieria, tuvo una i m p o r t a n c i a variable en el i s t m o :
h i s t ó r i c a m e n t e fue m e n o r en el caso de G u a t e m a l a y en el
Pacífico sur n i c a r a g ü e n s e ; s e c u n d a r i a a u n q u e s i g n i f i c a t i v a e n
El Salvador; p r e d o m m a n t e e n el norte de N i c a r a g u a y en v a n a s
zonas cafetaleras de Costa Rica, a u n q u e a m e n u d o en combi¬
nación con trabajo a s a l a r i a d o ; y c l a r a m e n t e d o m i n a n t e en la
caficultura hondurena, pese a que también allí hay u n i d a d e s
suprafamillares.
En el plano de los s i s t e m a s de p r o d u c c i ó n , se o b s e r v a n
s i t u a c i o n e s que van desde el semiculti vo de café en m e d i o del
b o s q u e , sin m a y o r a t e n c i ó n d u r a n t e e l a ñ o , h a s t a l a e s p e c i a l i -
zación monocultivista. En alguna medida se trata de una
progresión en el t i e m p o , v . g . del c a f e como cultivo secunda¬
rio, l u e g o c o m o eje d e u n s i s t e m a p o l i c u l t i v i s t a , y f i n a l m e n t e
como m o n o c u l t i v o a nivel de finca. Pero m i e n t r a s u n a s z o n a s
se especializan, sobre todo en el Pacífico centroamericano,
otras se convierten en fronteras del café y se recrean alh'
distmtas modalidades de policultivo e incluso de semiculti-
vo, c o m o ha ocurrido durante las ú l t i m a s d é c a d a s en ciertas
zonas de Honduras.

20
El p r o c e s a m i e n t o h ú m e d o en c e n t r a l e s d e b e n e f i c i o fue,
d e s d e m e d i a d o s del siglo X I X , la f o r m a casi única de b e n e f i c i a d o
en Costa Rica, y Guatemala evolucionó claramente en esa
misma dirección, con la particularidad de que los g r a n d e s
finquerosguatemaltecos procesaban, proporcionalmente, más
café propio que los c o s t a r r i c e n s e s , quienes usualmente tenían
n u m e r o s o s "clientes". En El Salvadory Nicaragua se continuó
p r o c e s a n d o por vía seca buena parte de la cosecha propia y
ajena- hasta bien e n t r a d o el siglo v e i n t e , por una c o m b i n a c i ó n
de factores entre los cuales d e s t a c a n : la escasez de agua en
ciertas zonas; el s i s t e m a de c o s e c h a por "corte parejo", que
a h o r r a b a m a n o de obra y supervisión en comparación con la
recolección selectiva; las d i f i c u l t a d e s de t r a n s p o r t e del café en
c e r e z a a c e n t r a l e s de b e n e f i c i a d o ; y d e c i s i o n e s e m p r e s a r i a l e s
sobre la c o n v e n i e n c i a y r e n t a b i l i d a d de las i n v e r s i o n e s reque¬
ridas para el p r o c e s a m i e n t o h ú m e d o en esas zonas. En Hondu¬
ras hay t o d a v í a una c o m b i n a c i ó n de formas de p r o c e s a m i e n t o :
secoy húmedo, como también predominantemente campesino
en algunas zonasy agroindustrial en otras.

Las diversas modaüdades de beneficiado se insertaban,


a su vez, en extensas redes mercantil-crediticias en las
c u a l e s e n t r a b a n i n e v i t a b l e m e n t e los caficultores c a m p e s i n o s .
L a s condiciones de su relación con el capital m e r c a n t i l y agroin-
dustrial variaban según predominase el beneficiado húmedo
o seco, segiin el grado de c e n t r a l i z a c i ó n del m i s m o , y s e g ú n
el porcentaje comprado o producido por las propias firmas
agromdustriales.

Los intereses ciertamente contrapuestos de productores


directos -ya fuesen formalmente independientes o asalaria-
dos-y dueños de capital se expresaron de formas muy variadas
en el u n i v e r s o cafetalero c e n t r o a m e r i c a n o : abierta o velada-
m e n t e , pacífica o v i o l e n t a m e n t e , por v í a i n s t i t u c i o n a l o contes¬
tataria, etc. No es posible aquí, por r a z o n e s de e s p a c i o , e n s a y a r
su análisis comparado. P e r o son f u n d a m e n t a l e s p a r a c o m p r e n ¬
der no sólo esas c o n t r a d i c c i o n e s y sus vías de expresión socio-
pohtica, smo también c ó m o fueron constituyéndose a través de
ellas distintas modalidades de confrontación y negociación
Acuña, Víctor H ugo " P a t r o n e s del c o n f l i c t o social en la e c o n o -

m í a c a f e t a l e r a c o s t a r r i c e n s e ( 1 9 0 0 - 1 9 4 8 ) ' ( p o n e n c i a pre¬

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24
CRECIMIENTO AGROEXPORTADOR
Y REGÍMENES POLÍTICOS
EN CENTROAMÉRICA.
UN ENSAYO DE HISTORIA
COMPARADA *

Héctor Pérez Brignoli

A. INTRODUCCIÓN

El objetivo principal de este trabajo es elaborar un m a r c o


g e n e r a l p a r a rep>ensar e l p a s a d o c e n t r o a m e r i c a n o d e l o s últi¬
m o s cien años. N a d i e duda sobre las raíces históricas de la
actual crisis c e n t r o a m e r i c a n a . Pero una rápida revista sobre la
v a s t a bibliografía p r o d u c i d a al respecto en los E s t a d o s U n i d o s
n o s p e r m i t e c o n s t a t a r q u e las c o n s i d e r a c i o n e s h i s t ó r i c a s son
casi s i e m p r e superficiales, c u a n d o no del t o d o i n e x i s t e n t e s . Y
el comentario puede también extenderse a la menos vasta
literatura producida en los p r o p i o s países c e n t r o a m e r i c a n o s .
V o y a tratar de señalar las r a z o n e s de este " o l v i d o i n v o l u n t a r i o " .
L a p r i m e r a e s , sin d u d a , e l h e c h o del e s c a s o d e s a r r o l l o d e l a

• Este trabajo fue preparado en el W o o d r o w W i l s o n Internatio-


nal Center for S c h o l a r s , Washington D.C. entre mayo y agos-
to de 1984, El autor agradece las generosas facilidades pro¬
porcionadas por dicho centro y asume plena responsabilidad
por el contenido del trabajo. Apareció en inglés como un
Working Paper del Wilson Center ( 1984) y fue publicado en
francés en el N" 517/518 ( 1989) ^e^es Tempa Mo^er^es.Esi:a
es la primera edición en español.

25
h i s i u n u ^ í i . U i a , . nu ...nieruana ' A ello «e s u m a un p r o g r e s o

muy desigual de los e s t u d i o s históricos en los cinco países

c e n t r o a m e r i c a n o s , y una t e n d e n c i a a p r i v i l e g i a r t « ; m a s de la

historia nacional, e v i t a n d o cualquier p e r s p e c t i v a c o m p a r a d a '

No necesito subrayar la i m p o r t a n c i a y el i n t e r é s de una

tarea de este tipo Prefiero indicar, antes que nada, que me

parece indispt-nsablesuperar dos tipos de e n f o q u e s a c t u a l m e n

te en boga;

1. ciertas visiones " m a n i q u e a s " que, a u n q u e tributarias de

perspectivas ideológicas distintas, arriban a simplificaciones

igualmente groseras;

2. el t i p o d e ' h i s t o r i a estructural" p r o p u e s t o por la "sociolo¬

gía de la dependencia"

En el primer caso t e n e m o s i n t e r p r e t a c i o n e s , por lo g e n e r a l


implícitas, d e n v a d a s del " c o r o l a r i o Roosevelt de la doctrina
M o n r o e " : l a s s u c e s i v a s c r i s i s , l a c o n t i n u a i n e s t a b i l i d a d p>olítica
y la p r o t e s t a social, son un p r o d u c t o del a t r a s o y la " i n c i v i l i z a -
c i ó n ' d e esas regiones tropicales ('Banana R e p u b l i c s ' ) . Ense-
g ^ d a podemos considerar ciertas " t e o r i a s c o n s p i r a t i v a s " : todas
las d e s g r a c i a s son p r o d u c t o d e u n a e s t u d i a d a m a q u i n a c i ó n , q u e
une las m u l t i n a c i o n a l e s , las o l i g a r q u í a s y el i m p e r i a l i s m o . O,
aún mejor, t o d o r e s u l t a de la p r o p a g a n d a c o m u n i s t a y f o r m a
parte de una satánica conspiración dirigida desde Moscú o La
Habana. C o m o siempre sucede, en cada uno de estos "catecis¬
m o s " hay e l e m e n t o s d e v e r d a d d e b i d a m e n t e a c o m o d a d o s p a r a
formar una convincente historieta de "buenos" contra "malos".
Y , c o m o l a i n m e n s a p o p u l a r i d a d d e f i l m s d e l t i p o d e "la g u e r r a

1. Nótese, a título de ejemplo, que la ú l t i m a g r a n obra erudita


sobre la historia general de istmo es la de H.B. Bancroft,
History of Central America, 1882-1887, 3 vol. En cuanto a
obras para un público más a m p l i o , el conocido libro de Ralph
Lee Woodward Jr., 1977, no encuentra contrapartida, en
lengua castellana, salvo en algunos textos de uso escolar y
calidad generalmente lamentable.

2 P a r a u n a r e v i s i ó n b i b l i o g r á f i c a Cf. W o o d w a r d , 1977 pp 278¬


321 y W . J Griffith, 1965.

26
de las g a l a x i a s " lo d e m u e s t r a bien, ello parece no sólo atraer a
los niños.

El segundo enfoque tiene, por fortuna, un sólido status


académico. La "historia estructural" propuesta por la "sociolo-
gía de la dependencia"^ carece, a mi m o d o de ver de:

1. una suficiente perspectiva comparativa;

2. una a d e c u a d a c o n s i d e r a c i ó n de las i n t e r r e l a c i o n e s entre


economía y política; y

3. una adecuada consideración de los factores políticos


internacionales, así c o m o t a m b i é n o t r a s c i r c u n s t a n c i a s h i s t ó -
ricasjuzgadas a menudo como más fortuitas o circunstanciales.

Lo que m a s llama la atención en el p a n o r a m a actual de


C e n t r o a m é r i c a es la estabilidad política y la larga v i g e n c i a de
la d e m o c r a c i a representativa en Costa Rica, frente a la p r o t e s t a
s o c i a l , l a i n e s t a b i l i d a d y l a v i o l e n c i a e n l o s d e m á s p a í s e s cen¬
t r o a m e r i c a n o s . La e x p l i c a c i ó n del por q u é de este c o n t r a s t e me
parece q u e e s u n a d e l a s c u e s t i o n e s h i s t ó r i c a s d e m a y o r i n t e r é s
en la h i s t o r i a c e n t r o a m e r i c a n a de hoy, y es a esta p r e g u n t a q u e
trataré de responder.

La r e s p u e s t a t r a t a de v i n c u l a r la n a t u r a l e z a de las econo¬
m í a s de e x p o r t a c i ó n y el tipo de i n t e g r a c i ó n al m e r c a d o mun¬
dial, d e s a r r o l l a d o en los p a í s e s c e n t r o a m e r i c a n o s d u r a n t e la
s e g u n d a m i t a d del siglo X I X , con la n a t u r a l e z a y e v o l u c i ó n del
Estado. Tres casos de "integración exitosa": Guatemala, El
S a l v a d o r y Costa Rica. Se a d e c ú a n bien para el e x p e r i m e n t o
c o m p a r a d o , ya que j>ermiten observar dicha interrelación en
un largo período y sin mayores interferencias. Honduras y
Nicaragua, en cambio, exigen una consideración particulariza¬
da c o m o casos de "integración tardía y frustrada" La influencia
extranjera y otros factores dificultan una comparación más
directa.

3. Cf. Edelberto Torres Rivas, 197 1 ; E d e l b e r t o T o r r e s R i v a s et


al.,1975.

27
li üuranu . 1 M g l o X I X , l a e x p o r t a c i ó n d e p n i d u c t o b trof
asumió el t-un.Kido papel de "engine of g r o w t h ' (motor de
c r e c i m i e n t o ) y c^n l i g e r a s v a n a n t e s , e s t o s i g u e s i e n d o v a l e d e r o
aun hoy Kn C e n t r o a m é r i c a la m d u s t n a l i z a c i ó n no sólo es un
f e n ó m e n o reciente, sino que se i n s c n b e t a m b i é n en un p e r í o d o
particular de auge de las "exportaciones t r a d i c i o n a l e s " . * En
otros t é r m i n o s , el c a r á c t e r "abierto" de las e t . o n o m í a s centroa¬
mericanas -por otro lado g e n e r a l m e n t e típico en el caso de
países "pequeños" es una constante en la historia de los ú l t i m o s
cien a ñ o s .

El siguiente cuadro clasifica los cinco países según el tipo


de integración al m e r c a d o m u n d i a l y los productos básicos
exportados:

Cuadro 1

Es importante notar que el concepto de integración al


mercado mundial es utilizado tanto en sus d i m e n s i o n e s econó¬
m i c a s c o m o p o l í t i c a s : esto es, el d e s a r r o l l o de u n a e c o n o m í a de
exportación y la c o n s o l i d a c i ó n del E s t a d o N a c i o n a l . *

4. Cf. C a r d o s o > • F a l e t t o , 1969.

5. Cf. Héctor Pérez Brignoli y Yolanda Baires Martínez, 1983.

28
Por integración "exitosa" e n t e n d e m o s un proceso c o n t i n u o ,
u n a v e z a b i e r t a s las p e r s p e c t i v a s del m e r c a d o m u n d i a l , con u n a
superación g r a d u a l de los obstáculos (costo de los t r a n s p o r t e s ,
etc.). El proceso de integración puede considerarse p l e n a m e n t e
acabado en vísperas de la Primera Guerra Mundial. Conside¬
r a m o s c o m o integración "frustrada" a un proceso discontinuo,
con o b s t á c u l o s d i v e r s o s , r e t r o c e s o s , desvíos, etc. El carácter
"tardío" de esta variante significa que en vísperas de la P r i m e r a
Guerra Mundial el proceso no estaba debidamente completo.
L o s p a í s e s a f e c t a d o s f i e r d i e r o n así u n a p a r t e d e l a s " v e n t a j a s
relativas" del periodo 1870-1913, en cuanto a la coyuntura
p a r t i c u l a r m e n t e f a v o r a b l e p a r a el c o m e r c i o m u n d i a l y los mo¬
vimientos internacionales de capital.

El "éxito" dependió, o b v i a m e n t e , de la capacidad interna de


movilización de recursos productivos, siendo la estabilidad
política tanto un requisito como un resultado de la integración
"exitosa". L a " f r u s t r a c i ó n " fue u n a c o n s e c u e n c i a d e f a c t o r e s d e
orden diverso: debilidad interna, obstáculos geográficos de
difícil s u p e r a c i ó n , i n g e r e n c i a e x t r a n j e r a , etc.

C. Examinemos cuas de cerca lew casos de integración "exito-


sa" al mercado mundial. El café predomina sin discusión en las
economías de Costa Rica, Guatemalay El Salvador." En Costa
Rica se mipuso temprano, en la decada de 1840. En Guatemala
y El Salvador compitió primero con la grana y el añil, exporta-
ciones heredadas del periodo colonial, |:>ero el despegue cafeta-
lero se consolidó finalmente; en el pnmer casoen lósanos 1870
y en el segundo algo más tarde, en la década de 1880
En Costa Rica y Guatemala las necesidades de transporte
del café originaron un tipo particular de "forward linkage": las
plantaciones bananeras. En efecto, esa nueva actividad agroex-
portadora fue un producto derivado del tendido de lineas fé-
rreas para transportar el cafe desde las tierras altas hasta los
puertos del Atlántico. Con algunos ramales adicionalesyjugo-
6 Cf., C i r o F.S. C a r d o í o y H é c t o r P é r e z B r i g n o U . J1977.

y S. c i - . e s

I.' C t n t r a d e Oacuinentación
S4i.^cuiui..iones di tierras, ferrcxíarnlesy b a n a n o » c o m b m a r o i
pronto un neg«x.io n u e v o y p a r t i c u l a r m e n t e beneficiobo, d«
cuaJ s u r g i e r o n l a s g r a n d e s c o m p a ñ í a s b a n a n e r a s . ' L a e s t r u c t u
r a d e l a p r o d u c c i ó n c a í e U l e r a fue m u y p o c o a f e c t a d a p o r e s t e
nuevo sector, ü e s d e el punto de vista ecológico no había com
petencia entre las tierras d e s t i n a d a s al café y al b a n a n o ; las
n u e v a s p l a n t a c i o n e s se ubicaban en una zona lejana y recién
abierta a la colonización 1^ competencia pí^r la m a n o de
o b r a fue m a y o r p e r o n o decisiva Las condiciones de trabajo y
el c U m a e n las p l a n t a c i o n e s b a n a n e r a s f a v o r e c i e r o n la i n m i g r a ¬
ción j a m a i q u i n a hacia la costa atlántica de C e n t r o a m é r i c a .
Y en cuando a las relaciones de poder, las c o m p a ñ í a s bana¬
n e r a s se enfrentaron a un Estado plenamente constituido y
d o m i n a d o por los i n t e r e s e s c a f e t a l e r o s , e n s u m a , p u e d e d e c i r s e
q u e , a p e s a r del i m p a c t o e c o n ó m i c o del n u e v o p r o d u c t o , " e n
cuanto sociedades nacionales, G u a t e m a l a y C o s t a Rica conser¬
varon y continuaron d e s a r r o l l a n d o el c a r á c t e r de " r e p ú b l i c a s
cafetaleras"

C o n s i d e r e m o s ahora los a s p e c t o s p r i n c i p a l e s de la organi¬


zación de la producción. El café c e n t r o a m e r i c a n o es del tipo
" s u a v e - a r o m á t i c o " , lo que q u i e r e decir que se t r a t a de un pro¬
ducto de alta calidad, cotizado habitualmente a un precio
s u p e r i o r con referencia al café p r o d u c i d o en gran escala por
Brasil. El cultivo podría calificarse de "jardinería", siempre
c o m p a r a d o con las p l a n t a c i o n e s b r a s i l e ñ a s ; ' " la c a l i d a d de la
producción depende de la altura, el g r a d o de sombra, las carac¬
t e r í s t i c a s del suelo, etc. P u e d e d e c i r s e q u e , en b u e n a p a r t e , la
cahdad depende estrechamente de los i n s u m o s d e m a n o de obra
por unidad de superficie. El secreto de la expansión c a f e t a l e r a

7. Cardoso y Pérez, 1977, Kepner y SoothiU, 1957; Thomas L.


Karnes, 1978

8. En Guatemala, las exportaciones bananeras representaron


alrededor de un \0% del t o t a l ; en Costa Rica entre un 30% y
un 5091 .

9 Sobre variedades y precios del café, Cf. Joseph Grunwald y


Philip Musgrove, 1970, pp. 303-304.

10. P a r a u n a e x c e l e n t e c o m p a r a c i ó n , Cf. C E P A I , y F A O , 1958.

30
centroamericana ha residido, a mi manera de ver, en una
particular combinación de ricos suelos de origen volcánico, en
z o n a s de altura a p r o p i a d a (entre 800 y 1200 m e t r o s s o b r e e l
n i v e l del m a r ) con t e m p e r a t u r a s r e g u l a r e s y l l u v i a s bien distri-
buidas m á s un uso intensivo de la m a n o de obra agrícola. Nótese
q u e en el caso del café de a l t u r a las a c t i v i d a d e s de c u l t i v o y
recolección han sido s i e m p r e p r e d o m i n a n t e m e n t e m a n u a l e s ,
con m u y escasas posibilidades de m e c a n i z a c i ó n . Las notorias
mejoras en los s i s t e m a s de c u l t i v o i n t r o d u c i d a s en la d é c a d a de
1950 ( f e r t i l i z a n t e s , r i e g o a r t i f i c i a l , n u e v a s v a r i e d a d e s d e c a f e ¬
t o , s i e m b r a d e m a y o r n ú m e r o d e p l a n t a s por u n i d a d d e super¬
ficie, etc.) implicaron seguir ocupando apreciables cantidades
de m a n o de obra.

O t r o s a s p e c t o s de i n t e r é s t i e n e n q u e v e r con la e s c a l a de la
p r o d u c c i ó n . A u n q u e el "límite e c o l ó g i c o " del café solo se a l c a n z ó
h a c i a m e d i a d o s del siglo v e i n t e , los países c e n t r o a m e r i c a n o s
produjeron, entre 1880 y 1970, una fracción reducida pero
c o n s t a n t e de la producción cafetalera mundial: entre un 7% y
un 9 % . " En otros t é r m i n o s , ello significa que la expansión de
la p r o d u c c i ó n se produjo a un ritmo l e n t o y c o n s t a n t e , tal c o m o
q u e d a bien i l u s t r a d o por las c u r v a s r e l a t i v a s al v o l u m e n físico
de las e x p o r t a c i o n e s . ( V e r e l g r á f i c o )}'^

La incorporación de tierras a la producción d e p e n d í a de las


facihdades de transportey de la disponibilidad de m a n o de obra.
La p r i m e r a puede considerarse como una variable "inducida":
la a p e r t u r a de n u e v o s c a m i n o s - u n a vez disponible la infraes¬
tructura básica de beneficios, ferrocarriles y puertos- era una
respuesta interna al avance de la colonización. La segunda, esto
es, la m o v i l i z a c i ó n de la m a n o de obra, se torna e n t o n c e s una
variable particularmente estratégica.

11.Cf., Grunwald, Op. Cit. FAO, International Institute of Agri-


culture, The Worlds Coffee. Rome, 1947.

12. L o s países centroamericanos exportaban en general todo lo


que producían. Aunque todos participaron en el sistema de
cuotas de Convenio Interamericano del Café de 1940, hasta
la década de 1960, no experimentaron problemas en la colo¬
cación de saldos exportables.

31
32
La oíert a de m a n o de obra y los s i s t e m a s de trabajo depen¬
dieron, en n u e s t r o caso, de dos factores básicos: las d e n s i d a d e s
de p o b l a c i ó n (o en un s e n t i d o m á s p r o p i a m e n t e e c o n ó m i c o , las
r e l a c i o n e s tierra/trabajo y la n a t u r a l e z a y acción del Estado).
El p n m e r factores un dato estructural, solo modificable, a corto
y m e d i a n o plazo, por una política de i n m i g r a c i ó n (o m i g r a c i ó n )
masiva.' ^ El s e g u n d o se refiere al E s t a d o c o m o " p r o m o t o r de
las exportaciones", y en este caso particular p r o p o r c i o n a n d o un
m a r c o legal e institucional para la provisión de m a n o de obra.
A q m deben mcluirse t a m b i é n aspectos socioculturales: capaci¬
dad, calificación, disciplina de trabajo, tipo de relaciones entre
"patronos" y "trabajadores".

En el cuadro 2 se p r e s e n t a n e s t i m a c i o n e s de las d e n s i d a d e s
de población y las r e l a c i o n e s tierra;trabajo para los años 1880,
1920, 1940 y 1950. L l a m a la a t e n c i ó n , en e s e c u a d r o , el con¬
t r a s t e e n t r e C o s t a Rica por un lado, y G u a t e m a l a y El S a l v a d o r
por otro. En el p n m e r caso o b s e r v a m o s d e n s i d a d e s de población
mucho m á s bajas, o, relaciones tierraytrabajo considerable¬
m e n t e m a y o r e s . A u n q u e las cifras se m o d i f i c a n en el t r a n s c u r s o
del tiempo, y las diferencias tienden a disminuir, en 1950
seguimos observando (aunque en menor escala) una situación
p a r e c i d a . ¿Cuál es el significado de estas cifras? O b v i a m e n t e ,
el primer significado es que la cantidad de tierra disponible, por
trabajador, es m u c h o mayor en Costa Rica que en G u a t e m a l a
y El Salvador. N ó t e s e que ello ocurre m i e n t r a s p r e d o m i n a un
cultivo comercial, que exige fuertes insumos de m a n o de obra
por unidad de superficie y no presenta ninguna alternativa
factible de m e c a n i z a c i ó n . ¿ T i e n e todo esto algo que ver con los
sistemas de trabajoy el paisaje a g r a r i o p r o p i o s de la producción

13. T o d o s los países centroamericanos ensayaron políticas de


inmigración masiva, sin ningún resultado positivo. En conse¬
cuencia, la inmigración fue selectiva y restringida a empre¬
sarios con cierto capital, los cuales participaron con
bastante rapidez en el comercio de exportación-importación
y la producción de café

14. D i c h o cultivo asume, además, el c a r á c t e r de monocultivo; es


decir, no existe a la vista, otra alternativa comercial.

33
Fuentes y métodos:

Estimaciones de la población Guatemala, interpolaciones basa


das en los datos censales de 1893, 1921 y 1950. El Salvador,
i n t e r p o l a c i o n e s b a s a d a s en los c e n s o s de 1930 y 1950. y cálculos
de Daugherty para 1878 y 1892 (ver Daugherty, Man-Induced
Ecologic Change in El Salvador. Tesis doctoral. Universidad de
California, Los Angeles, 1969) Costa Rica, interpolaciones ba¬
s a d a s en las c i f r a s c e n s a l e s d e 1864-1892, 1927 y 1950.

Estimaciones territoriales:
a. Superficie, estimaciones oficiales segtin el Statisíical Abs
tract of Latín America, vol. 21, 198 1 ( Los A n g e l e s , University
of California) Cuadro 301.

b. T i e r r a s de uso a g r í c o l a en 1977 s e g ú n e s t i m a c i o n e s de la VAÍ)


(incluye tierras cultivadas y pasturas) reproducidas en ídem.
Cuadro 400.
Métodos para estimar las relaciones tierra-trabajo:
a. La población total e8 usada como una variable "proxy" de la
oferta de trabajo. En poblaciones sometidas a una alta mor¬
talidad ( e s p e r a n z a s de vida al n a c i m i e n t o e n t r e 25 y 45 años)
la p r o p o r c i ó n de personas entre 15 y 50 a ñ o s es constante.

b. El total de tierra de uso a g r í c o l a en 1977 se considera como


un indicador de la oferta potencial de tierras en el período
1880-1950.

34
cafetalera centroamericana?'* C o m p a r e m o s primero, rápida¬
m e n t e , esos s i s t e m a s y paisajes.

El c u a d r o 3 p e r m i t e c o m p a r a r la estructura agraria de los


tres países hacia 1960. A u n q u e e s difícil o b t e n e r d a t o s d e igual
e x a c t i t u d p a r a finales del siglo X I X , o aún en la d e c a d a de 1930,
toda la evidencia disponible nos permite afirmar la relativa
constancia de las relaciones estructurales que revela el cuadro
3, una vez producido el "despegue" cafetalero. Lo primero que
l l a m a la atención es el t a m a ñ o p r o m e d i o de las fincas " g r a n d e s " :
en C o s t a R i c a 21.6 h e c t á r e a s , m i e n t r a s q u e en El S a l v a d o r es
de 58 hectáreas y en Guatemala todavía mucho mayor. Es
i n t e r e s a n t e notar que esas fincas representan, en Costa Rica,
un 2 0 ^ del área d e d i c a d a al café m i e n t r a s que en G u a t e m a l a
y E l S a l v a d o r a b s o r b e n u n 609c. E n b r e v e , e l p a i s a j e a g r a r i o d e
Costa Rica resulta dominado por fincas de tamaño relativa¬
mente reducido, mientras que en El Salvador y Guatemala
predomina la gran propiedad.

Los s i s t e m a s de trabajo m u e s t r a n también n o t o r i o s con¬


trastes. La cosecha de café, entre los m e s e s de n o v i e m b r e y

15. P a r a una discusión general Cf. H.J. Nieboer, Slauery as an


industrial syslem. Ethnological Researches. New York, B.
Frankhn, 1910, 2nd ed.; Evsey D. Fomar, "The causes of
slavery dor serfdom: a hypodthesis" The jornal of Ei.onomic
History, 30, 1, 1970. Ester Boserup c o n s i d e r a el efecto de las
densidades de población sobre las técnicas y en particular
sobre los sistemas agrícolas, pero deja de lado el tema de los
sistemas de mano de obra, Cf. Ester Boserup, Populution and
TechnoLogicaL Change. Chicago, The University of Chicago
Press, 1981.

16. Cf., Carolyn Hall. El café y el desarrollo histórico-geográfico


de Costa Rica. San José, Editorial Costa Rica, 1976; David
Browning, El Salvador. Landscape and Society. Oxford, Cla-
rendon Press, 1971; E.A. Wilson, "The Crisis of National
Integration in El Salvador", 1919-1935, tesis doctoral, Stan-
ford University, 1970; William H. Durham, Scarcity and Sur-
vival in Central America. Stanford, Standord University
Press, 1979; Sanford Mosk, ""La e c o n o m í a cafetalera de Gua¬
temala", en Economía de Guatemala, Guatemala, Seminario
de Integración, 1961; Michael Joseph Biechler, The Coffee
Industry of Guatemala: A Geographical Analysis, tesis doc¬
toral, Michigan State University, 1970. Ver también, The
World's Coffee, Op.Cit.

35
Fuente; Adaptado de Grunwald and Philip Musgrove, Natural
Resources in Latín American Deuelopment (Baltimorey
Londres. The Johns Hopkins University Press, 1970),
pp. 325-326.

enero de cada año, significa un fuerte pico estacional en la


d e m a n d a de m a n o de obra. A finales del siglo X I X , la p r o v i s i ó n
para ese m o m e n t o crucial era a s e g u r a d a m e d i a n t e d i f e r e n t e s
mecanismos. En El Salvador se disponía de una a b u n d a n t e
oferta d e trabajo a s a l a r i a d o ; e n C o s t a R i c a s e u t i l i z a b a e l m i s m o
s i s t e m a pero abundan las quejas sobre la escasez de m a n o de
obra; y en G u a t e m a l a se utilizaban s i s t e m a s c o m p u l s i v o s p a r a
o b l i g a r a los i n d i o s a bajar de l a s c o m u n i d a d e s del a l t i p l a n o
hacia la zona cafetalera.'' La m a n o de obra p e r m a n e n t e era

17. S o b r e Costa Rica, Cf "Market for tractors" Report by the


A m e r i c a n Cónsul in San José, May 20, 1924. Foreign Agricul-

36
asegurada, en las fincas p e q u e ñ a s y m e d i a n a s , por el trabajo de
la familia c a m p e s i n a . E n l a s f i n c a s g r a n d e s s e u t i l i z a b a nor¬
m a l m e n t e el colonato, esto es, un cierto número de familias
campesinas recibían una parcela para cultivos de subsistencia
en la periferia de la finca cafetalera, allí c o n s t r u í a n u n a vivien¬
d a p r e c a r i a , q u e d a n d o s o m e t i d o s a u n a p r e s t a c i ó n l a b o r a l du¬
rante ciertos días, semanas o algunas horas de la j o r n a d a
laboral. Regulado únicamente por la c o s t u m b r e , el sistema
combinaba diversas clases de capataces, mayordomos y peones
asalariados. Fue frecuente el pago de salarios con fichas,
c o n v e r t i b l e s ú n i c a m e n t e en t i e n d a s p>ertenecientes a los terra¬
tenientes. Este insidioso sistema parece haber j u g a d o un papel
i m p o r t a n t e en el m a l e s t a r rural que condujo a la s a n g r i e n t a
rebelión s a l v a d o r e ñ a de 1932.''*

Si v o l v e m o s ahora al cuadro 2, hacemos una comparación


con las relaciones estructurales que surgen del c u a d r o 3, e
i n c l u i m o s l a descí ipción d e los s i s t e m a s l a b o r a l e s q u e a c a b a m o s
de efectuar, p a r e c e obvia una c o r r e s p o n d e n c i a entre las bajas
d e n s i d a d e s de pK)blacion de Costa Rica (o la e l e v a d a relación
tierra-trabajo) el p r e d o m m i o de fincas r e l a t i v a m e n t e p e q u e ñ a s

tural Relations Report, Costa Rica, Record Group 166. Entry


5, Box 1344. National Archives of the United States of A m e -
rica. Washington. DC. Ver también en la misma serie docu¬
mental, "Economic Future of Costa Rica", confidential report
by the A m e r i c a n C ó n s u l in San José, November 18, 1925. En
Guatemala, el s i s t e m a de habilitaciones, esto es, los a d e l a n ¬
tos en dinero a l o s t r a b a j a d o r e s a g r í c o l a s fue a b o l i d o e n 1934
y reemplazado (hasta 1945) por una ley contra la v a g a n c i a .
Cf., Nathan Whettten, Guatemala, the land and the people.
New Haven. Yale University Press, 1961, pp. 118-123. La
a b o l i c i ó n se produjo cuando, debido al descenso en la morta¬
lidad y el crecimiento de la población en las comunidades
indígenas, la p r e s i ó n por la t i e r r a no exigía ya de coacciones
"extraeconómicas" para provocar la migración temporal.

1». ídem ver también, CIDA c.\is. Tenencia de la tierra y desarro-


llo agrícola en Centroamérica. San José, KDUCA, 1974.

19 Ver, " G e n e r a l Conditions in El Salvador", D e s p a t c h 213, No-


v e m b e r 30, 1932, McCafferty to Secretary of State, American
Legation, San Salvador, Correspondence 1932, Vol. lU, File
800, N a t i o n a l A r c h i v e s o f the United States, W a s h i n g t o n uc.

37
y el uso e x t e n d i d o de la m a n o de obra f a m i l i a r En b r e v e , la
existencia de l o q u e p o d r í a m o s llamar una clase media rural'.
La explicación es, e m p e r o , insuficiente. Para entender el
desarrollo de un sistema de m a n o de obra forzado c o m o en
G u a t e m a l a , oel p r e d o m i n i o b a s t a n t e n e t o del trabajo a s a l a r i a
do c o m o en E l S a l v a d o r , h a y q u e a g r e g a r e l o t r o fat^tor a r r i b a
m e n c i o n a d o , e s t o e s , la naturaleza y el papel d e s e m p e ñ a d o por

el E s t a d o .
En la decada de 1870, l a s l l a m a d a s " R e f o r m a s L i b e r a l e s "
p r o v o c a r o n , en los c a s o s de G u a t e m a l a y El S a l v a d o r , c i e r t o s
cambios estructurales internos, necesarios para el "despegue
c a f e t a l e r o " . * En El S a l v a d o r , las m e d i d a s se o r i e n t a r o n prin¬
c i p a l m e n t e a e x p r o p i a r las c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s ya q u e ocu
paban las tierras aptas para el cafe En G u a t e m a l a lo propio
ocurrió con los bienes de la iglesia; y la l e g i s l a c i ó n laboral
r e s u c i t ó s i s t e m a s c o m p u l s ó n o s del p e r i o d o c o l o n i a l p a r a g a r a n ¬
tizar la provisión de m a n o de obra por las c o m u n i d a d e s indíge¬
n a s del a l t i p l a n o . E s i m f > o r t a n t e n o t a r q u e , e n a m b o s c a s o s ,
e l a u g e l i b e r a l fue u n a s o l u c i ó n d e r e e m p l a z o p a r a c i c l o s d e
exportación d e c l i n a n t e s y de raíz colonial. Ello es particular¬
mente importante para entender la naturaleza del Estado
liberaly el surgimiento de ciertos rasgos coloniales.

El E s t a d o liberal de la R e f o r m a no surgió de la c a b e z a de
B a r r i o s , c o m o u n a n u e v a e i n s ó l i t a M i n e r v a . T a m p o c o fue u n
r e s u l t a d o g r a d u a l , p r o d u c t o d e las i n t e r a c c i o n e s e n t r e las cla-

20. V e r , Tomas Herrich, Desarrollo económico y político de Gua¬


temala durante el período de Justo Rufino Barrios (1871¬
1885) Guatemala, EDUCA, 1974; David J. McCreery. "Coffee
and Class: the structure of development in Liberal Guatema¬
la", Híspame American Historial Reuiew, 56, 3, 1976; Jorge
Mano García Laguardia, La Reforma Liberal en Guatemala.
San José, EDUCA, 1972, David Browning, Op. Cit.

21. U b i c a d a entre 4500 y 9000 pies de altura, las t i e r r a s de las


comunidades no eran aptas para el cultivo del café, situado
normalmente entre los 1000 y 4500 pies. Sobre la provisión
de mano de obra. Cf. W h e t t t e n , Op. Cit.y Alfonso Bauer Paiz,
Catalogación de leyes y disposiciones de trabajo de Guatema-
la en el período 1872-1930. Guatemala, Universidad de San
Carlos. 1965, Mimeo.

38
ses, la " s o c i e d a d civil" y el a p a r a t o p o l i t i c o - i n s t i t u c i o n a l . El
Estado liberal, en cuanto ejercicio de poder, fue a p e n a s u n a
a d a p t a c i ó n de la e x p e r i e n c i a c o n s e r v a d o r a c o n s o l i d a d a por el
a u g e de los c o l o r a n t e s a m e d i a d o s del siglo X I X .

Esta interpretación p u e d e d e f e n d e r s e con tres a r g u m e n ¬


tos. Primero, la r a p i d e z y eficacia de las m e d i d a s a d o p t a d a s
durante la Reforma resultan i n i n t e l i g i b l e s sin el recurso a
m e c a n i s m o s de poder y una organización estatal heredadas.
S e g u n d o , la n a t u r a l e z a de esas m e d i d a s , q u e r e d e f i n i e r o n drás¬
t i c a m e n t e ciertas relaciones grupales e institucionales (noto¬
riamente con la Iglesia y las comunidades indígenas)
p r o p i c i a r o n el a v a n c e del p o d e r secular, p e r o i m p l i c a r o n tam¬
bién una renuncia definitiva a u n p r o y e c t o de c a m b i o social m á s
r a d i c a l . " " E n e s t e s e n t i d o l a R e f o r m a fue u n a c l a r a e x p r e s i ó n
d e " p r a g m a t i s m o p o s i t i v i s t a " ; i d e o l ó g i c a m e n t e , l a i d e a d e "pro¬
greso" alimentó la esperanza de que, producido el auge agroex-
p o r t a d o r y la vinculación p e r m a n e n t e al m e r c a d o mundial, el
cambio e c o n ó m i c o presionaría en forma a u t o m á t i c a y armóni¬
ca hacia el cambiosocial, s u p e r a n d o d e f i n i t i v a m e n t e los t a n t o s
rasgos de "atraso colonial" todavía presentes. En tercer lugar,
las r e l a c i o n e s entre la clase d i r i g e n t e y las m a s a s c a m p e s i n a s
s i g u i e r o n bajo los m i s m o s p a t r o n e s p r e e x i s t e n t e s , q u i z á s con
m e n o s paternalismo que durante el período conservador, pero
i g u a l m e n t e basadas en la opresióny la violencia. El rasgo mas

2'2. D e s d e el punto de vista planteado, la cuestión de si los em¬


presarios cafetaleros constituyen o no una "nueva clase"
frente a los hacendados del añil o la grana, es secundaria.
Como consecuencia de la Reforma ocurrió un proceso de mo¬
vilidad social, aprovechado por comerciantes, militares, in¬
migrantes, etc.. en breve todo aquel que pudo adquirir
tierras y entró así a los negocios del café; pero ésto no
implicó c a m b i o s s i g n i f i c a t i v o s en cuanto al estilo de ejercicio
del poder.

•¿:Í Me r e f i e r o a q u í a un proyecto de c a m b i o r a d i c a l en el s e n t i d o
capitalista. El contraste es grande con el primer intento
liberal durante la Federación Centroamericana, Cf., Ciro
F.S. Cardoso y Héctor Pérez Brignoli, Centroamérica ... Op.
Cit. pp. l.')4-159.

39
nuevo consistió, en este aspecto, en m a y o r e s g a r a n t í a s represi¬

v a s por p a r t e del Estado.

El caso de Costa Rica difiere, otra vez, notoriamente. El

cafe se impuso temprano, en la d é c a d a de 1840, y abrió las

puertasa un desarrollo de n uevo tipo. No hubo n a d a e q u i v a l e n ¬

te a las ' R e f o r m a s l i b e r a l e s " de G u a t e m a l a y El S a l v a d o r . La

c o n s t r u c c i ó n del E s t a d o N a c i o n a l fue u n p r o c e s o g r a d u a l , l e n t o

y p a r a l e l o a la e x p a n s i ó n cafetalera.^" La " h e r e n c i a c o l o n i a l ' se

h m i t ó a una e c o n o m í a v o l c a d a a las a c t i v i d a d e s de s u b s i s t e n c i a ,

a i s l a d a , y a u n a s o c i e d a d de c a m p e s i n o s y l a b r i e g o s p r o p i e t a ¬

rios. A u n q u e existían grandes diferencias de fortuna, l a ho¬

mogeneidad cultural y una fuerte tradición individualista

p a r e c e n ser los r a s g o s m á s s i g n i f i c a t i v o s d e e s a " p ) € q u e ñ a bur¬

guesía rural".

Ch. He dejado p a r a el final u n a c o n s i d e r a c i ó n explícita de la

"función e m p r e s a r i a l " ' en las e c o n o m í a s c a f e t a l e r a s centroa¬

mericanas. En una ó p t i c a m a c r o e c o n ó m i c a , el p r o c e s o de acu¬

mulación puede verse, simplemente, como la incorporación de

tierra y m a n o de obra p r o d u c c i ó n .

Fuera de la calidad diferencial de las tierras, hasta por lo

menos la década de 1950, las v a r i a c i o n e s e n los r e n d i m i e n t o s

por área d e p e n d i e r o n (sin c o n s i d e r a r los c a m b i o s c l i m á t i c o s y

otros factores aleatorios) de la calidad e i n t e n s i d a d del factor

24. Cf. José LuiB Vega. Hacia una interpretación del desarrollo
costarricense San José, Editorial Porvenir, 1980; Samuel
Stone. La dinastía de ios conquistadores. San José K D U C A

1975.

25.Cf., Lowell Gudmundaon. "Costa Rica Before Coffee: Occupa-


tional Distribution. Wealth Inequalidty. and Élite Society in
the Village Economy of the lH40"s, Journal o f Latín Amen-
can Sludies, 15, 2. 1988.

26. Tal como es definida por Albert O Hirschman, en Essays in


Trespassing. Eronomics la Politus und Beyond. New York
Cambridge University Press, 1981. enfatizando los actores
que ejecutan la acumulación, Cf., pp 124-125.

40
trabajo.^ Dado este patrón de acumulación resulta obvio que
l o s b e n e f i c i o s s e r á n a p r o p i a d o s p r i n c i p a l m e n t e p o r q u i e n dis¬
p o n g a de la p r o p i e d a d (o el control) sobre la tierra/* D e s d e el
punto de vista empresarial v o l v e m o s ahora a la cuestión crucial
de la d i s p o n i b i l i d a d de m a n o de obra.

En El Salvador, la elevada densidad demográfica y la


e x p r o p i a c i ó n m a s i v a de las c o m u n i d a d e s indígenas generó un
c a m p e s i n a d o sin t i e r r a s q u e c o n s t i t u y o u n a o f e r t a d e m a n o d e
obra abundante y barata: una v e z a p r o p i a d a s las t i e r r a s a p t a s
para el café, los e m p r e s a n o s d i s p u s i e r o n de c o n d i c i o n e s i d e a l e s
para la acumulación."^ En Guatemala, la disponibilidad de
tierras no aseguraba - d a d a la situación de las c o m u n i d a d e s
i n d í g e n a s - , *' la oferta de m a n o de obra. P a r a ello se recurrió a
la c o m p u l s i ó n de tipo colonial. A u n q u e el trabajo forzado no
resultaba la mejor opción económica, desde la óptica empresa¬
rial p u r a m e n t e capitalista,^' t ú v o l a v i r t u d de a s e g u r a r la m a n o
de obra necesaria para la expansión cafetalera: su aceptación
con un mínimo de r e s i s t e n c i a por p a r t e de las c o m u n i d a d e s
indígenas prueba suficientemente su significado como elemen-

27. Esto significa que no existió progreso técnico y que tampoco


había economías o deseconomías de escala.

28. Si se incluyen los aspectos comerciales y financieros, los


beneficios serán apropiados también por comerciantes y
prestamistas bajo la forma de ganancias comerciales e inte¬
reses.

29. Ello se refleja bien en el v i o l e n t o crecimiento de las exporta¬


ciones. La garantía represiva del Estado era esencial ya que
las masas campesinas nunca aceptaron el nuevo orden agra¬
rio liberal, Cf. David Browing, Op. Cit.

30. El mantenimiento de las comunidades indígenas es otro rasgo


del nuevo pragmatismo liberal, que revela también el compro¬
miso "informal" con el régimen conservador anterior.

31 Cf. las argumentaciones en contra por parte de un experi¬


mentado cafetalero, Juan Antonio Alvarado. Tratado de Ca-
ficultura Práctica. Guatemala, 1936, 2 vol., tomo 2, pp.
470-474. Una reflexión general, sobre el significado económi¬
co del endeudamiento puede verse en A r n o l d J. Bauer, "Rural
workers in Spanish America: Problems of Peonage and Op-
^re&6ion" Híspame American Historical Reuiew, 59, 1, 1979.

41
t o d e r c o m p r o m i s o social" gestado duran te la R e f o r m a liberal

En ambos casos, la a c u m u l a c i ó n de t i e r r a y la d i s p o n i b i l i d a d de

grandes propiedades resultaba, sin d u d a , la mejor o p c i ó n em¬

presarial. En las c o n d i c i o n e s s e ñ a l a d a s del m e r c a d o de t r a b a j o ,

es obvio que los salarios se regulaban de acuerdo al costo

interno de reproducción de la fuerza de trabajo. Así las cosas,

las relaciones entre t e r r a t e n i e n t e s y t r a b a j a d o r e s se tornaban

unjuego de suma-cero. Una vez apropiada la tierra, los terra¬

tenientes m a x i m i z a b a n los beneficios m a n t e n i e n d o al mínimo

los costos monetarios de la mano de obra. Ninguna fuerza

espontánea, en el m e r c a d o , p r o v o c a b a c a m b i o s en las distribu¬

ción del i n g r e s o . Los campesinos podían únicamente mejorar

su posición si lograban adquirir una parcela de tierra como

propietarios, o conseguían, previa organización sindical, una

negociación colectiva de salarios. A m b a s posibilidades, típicas

de cualquier programa reformista, significaban sin embargo,

en el contexto de las e s t r u c t u r a s s o c i o e c o n ó m i c a s de G u a t e m a -

lay El Salvador, cambios verdaderamente revolucionarios.

Consideremos ahora de nuevo el caso de Costa Rica. La

expansión de un cultivo c o m o el café, i n t e n s i v o en el uso del

trabajo, e n c o n d i c i o n e s d e baja d e n s i d a d d e m o g r á f i c a , ofrecía

solo dos p o s i b i l i d a d e s e c o n ó m i c a s r e n t a b l e s :

1. la c o n c e n t r a c i ó n de la p r o p i e d a d de la t i e r r a y el u s o de
sistemas de trabajo forzado;**

2. el desarrollo de la p e q u e ñ a y m e d i a n a p r o p i e d a d traba¬
j a d a por la m a n o de obra familiar.

Como hemos ya explicado, el que la pauta de desarrollo de

Costa Rica siguiera por esta s e g u n d a opción, tuvo que ver con

32. P a r a un argumento sobre los cambios en las comunidades


indígenas durante el período conservador de Carrera Cf
Carol A. Smith, "Local History in Global Context: Social and
Economic Transitions in Western Guatemala" Comparative

203 205 ^ ^ ^ - ^ ^' '"'AA

33.Algo parecido a la "segunda servidumbre" en el Este de Eu¬


ropa.

42
la n a t u r a l e z a del E s t a d o y las c a r a c t e r í s t i c a s de la "herencia
colonial". Los empresarios que disponían inicialmente de más
capital o tuvieron particular éxito en los negocios cafetaleros,
c o n f o r m a r o n una clase d i r i g e n t e p o d e r o s a pero abierta,'^ que
b a s a b a su r i q u e z a en el m o n o p o l i o del p r o c e s a m i e n t o del café
( b e n e f i c i o ) y el m a n e j o del capital c o m e r c i a l (crédito, compra
de la producción y exportación). Aunque estos empresarios
también poseían, por lo general, las p r o p i e d a d e s agrícolas de
mayor tamaño, su papel en la producción era r e l a t i v a m e n t e
secundario (Cf. el cuadro 3). La expansión cafetalera supuso
una colonización lenta y g r a d u a l , b a s a d a en el a s e n t a m i e n t o de
n u e v a s familias en las zonas de frontera; se p r o d u c í a así la
estructura de p e q u e ñ o s y m e d i a n o s propietarios"^ s o m e t i d o s al
d o m i n i o del c a p i t a l c o m e r c i a l . Por otro lado, en el transcurso
del t i e m p o , la s u b d i v i s i ó n de la p r o p i e d a d por la h e r e n c i a y el
fin d e l a f r o n t e r a a g r í c o l a e n c u a n t o t i e r r a s a p t a s p a r a e l c a f é
(hacia 1930), dieron las bases para la aparición de un creciente
s e m i - p r o l e t a r i a d o rural. En una estructura de este tipo, las
relaciones entre "empresarios cafetaleros" (capital comercial y
beneficio) y pequeños y medianos productores, constituía la
base de la d i n á m i c a social. E l r a s g o m á s s i g n i f i c a t i v o fue q u e ,
aunque en forma desigual, t o d o s participaban de los beneficios
de las exí>ortaciones. En otros términos, la relación puede
caracterizarse como un j u e g o de suma distinta de cero. Las
e s t r a t e g i a s d e s a r r o l l a d a s por a m b o s sectores, en esa situación
fueron de n a t u r a l e z a t í p i c a m e n t e r e f o r m i s t a , esto es, buscaban
mejorar la posición relativa de cada uno de ellos en el m e r c a d o
debienesy servicios. La mstitucionalización de estos conflictos
constituyó un f)oderoso e l e m e n t o de l e g i t i m a c i ó n del Estado
costarricense. El que pudiera ocurrir en un proceso gradual, y
sin mayores trastornos, tiene que ver con la ya mencionada
n a t u r a l e z a de la " h e r e n c i a colonial", y t a m b i é n con el hecho de

;i4.Cf. Samuel Stone, Op. Cit.

;i5.Hall, Op Cit., y Héctor Pérez Brignoli, "Economía política


del café en Costa Rica", incluido en este volumen. Este
tipo de colonización es sobre todo típico del Valle Central
Occidental.

43
que,porsusituación geográfica, Costa Rica p e r m a n e c i ó relati¬

vamente aislada y ajena a los conflictos civiles durante el

período de la Federación Centroamericana (1824-1839). Y lo

m i s m o se aplica, en general, para todo el período posterior.*'

L a c o l a b o r a c i ó n y e l acuerdo e n t r e d i f e r e n t e s c l a s e s s o c i a l e s fue

un rasgo esencial en el proceso, lento y g r a d u a l , de c o n s t r u c c i ó n

del E s t a d o n a c i o n a l en C o s t a Rica.

D. Ciertas características del Estado y de la vida política

pueden analizarse a h o r a con mayor precisión. Volvamos pri¬

m e r o a los casos de G u a t e m a l a y El S a l v a d o r . N a d a p u e d e ser

m á s p r ó x i m o a la i d e o l o g í a liberal q ue las C o n s t i t u c i o n e s y u n a

buena parte de la legislación. Pero la calidad política incluía

también una i m p o r t a n t e legislación de excepción aplicada en

forma permanente. La fuerza m i l i t a r y las s i t u a c i o n e s de h e c h o

constituyeron siempre un recurso habitual de gobierno. En

suma, el s i s t e m a político excluía a las m a s a s c a m p e s i n a s y aún

a los m u y r e d u c i d o s s e c t o r e s m e d i o s u r b a n o s . Sin m e c a n i s m o s

efectivos de participación, el r e c o n o c i m i e n t o de los d e r e c h o s

constitucionales no tenía significado práctico alguno. El régi¬

men heredado de la Reforma Liberal asumió así peculiares

caracteres: la democracia nunca existió, las e l e c c i o n e s fueron

i n v a r i a b l e m e n t e f r a u d u l e n t a s y l o n o r m a l fue l a l e g i s l a c i ó n d e

excepción. N a d a hay de e x t r a ñ o , en esas c i r c u n s t a n c i a s , q u e la

función principal del Estado fuera p r e c i s a m e n t e la represiva.

El tipo de relaciones sociales que se deriva del patrón de

a c u m u l a c i ó n así l o r e q u e r í a .

En Costa Rica el sistema político incorporó, paulatinamen¬

te, a diversos sectores sociales, a m p l i a n d o las b a s e s y el c a r á c t e r

de la democracia. En e f e c t o , la p r i n c i p a l función del E s t a d o fue

la de r e g u l a c i ó n de conflictos, lo cual i m p l i c ó , s e g ú n las situa¬

ciones, grados diversos de "reforma".

36.Costa Rica participó activamente sólo en la guerra Nacional


contra William Walker en 1856- 1857; debe notarse que esta
guerra se libró básicamente en Nicaragua.

44
La c o m p a r a c i ó n de los tres casos puede hacerse ahora, en
una perspectiva m á s analítica, e s t u d i a n d o la interacción entre
la "función e m p r e s a r i a l " y la "función r e f o r m i s t a " , lo que p r o v e e
u n a m a t r i z estructural para los c a m b i o s s o c i o p o l í ticos. En otros
t é r m m o s , la n a t u r a l e z a de la "función e m p r e s a r i a l " c o n d i c i o n a
las p o s i b i l i d a d e s de a c c i ó n de c u a l q u i e r "función r e f o r m i s t a " .

En G u a t e m a l a y El Salvador un perfomance "espectacu¬


lar" de la función e m p r e s a r i a l no se tradujo en la " h e g e m o n í a "
( e n e l s e n t i d o d e G r a m s c i ) de la clase dirigente y la l e g i t i m i d a d
del E s t a d o fue d e s a f i a d a , en forma m a s o m e n o s p e r m a n e n t e ,
por diversos s e c t o r e s sociales. En estas c o n d i c i o n e s , la función
r e f o r m i s t a sólo p o d í a ser d e s e m p e ñ a d a por el Estado, en un
proceso de "revolución desde a m b a " . El fracaso de esos intentos
e n v u e l v e toda la trágica historia política de a m b o s países en los
últimos treinta años.

E n E l S a l v a d o r h u b o t r e s i n t e n t o s s i s t e m á t i c o s d e "refor¬
ma", c o m o resultado de sendos golpes militares: en 1948 ( g o -
b i e r n o del C o r o n e l O s o r i o ) ; en 1960-61 (golpes de octubre de
1960, c a í d a del " d i r e c t o r i o " en e n e r o de 1 9 6 1 , g o b i e r n o "consti¬
t u c i o n a l " del c o r o n e l R i v e r a ; y en 1979 ( g o l p e s de o c t u b r e de
1979, f r a c a s o de la p r i m e r a j u n t a de g o b i e r n o en d i c i e m b r e del
mismo año). La "reacción oligárquica" que t o m ó inoperantes
esos i n t e n t o s refleja t a n t o el poder de la clase d i r i g e n t e c o m o
la debilidad de los sectores reformistas, carentes no quizás de
un soporte verdaderamente popular, pero incapaces de presidir
una verdadera movilización "anti-oligárquica". El éxito en la
fimcion empresarial contrasta con la " i n c a p a c i d a d histórica" de
la clase dirigente para elaborar un proyecto de sociedad viable
a largo plazo.

Un intento reformista m á s sistemático ocurrió en Guate¬


m a l a durante los gobiernos de A r e v a l o y A r b e n z (1944-1954)

37. H i r s c h m a n . Op. Cit. la función reformista se refiere a la


necesidad de redistribución, u n a vez que el desarrollo econó¬
mico ha provocado desbalances y desplazamientos, afectando
clases, grupos o regiones.

38 Desde el punto de vista de las tasas de crecimiento y su


comportamiento a largo plazo.

45
P e r o en c u a n t o las r e f o r m a s c o m e n z a r o n a p r o f u n d i z a r s e (re¬

forma agraria) se produjo la "reacción oligárquica", esta vez

unida a la i n t e r v e n c i ó n abierta de los E s t a d o s U n i d o s , bajo el

pretexto de una supuesta "amenaza comunista".

L a t r a y e c t o r i a del r e f o r m i s m o e n C o s t a R i c a e s c o m p l e t a ¬

mente diferente. Resulta, en lo esencial, de una "revolución

d e s d e abajo" q ue c u l m i n a en 1948. La b r e v e g u e r r a civil * y l o s

cambios en la organización estatal q ue ocurren en ese m o m e n ¬

to, c o n s t i t u y e n el final de un largo p r o c e s o . En su esencia, los

cambios proveen al Estado una mayor capacidad para j u g a r el

papel fundamental en la interacción entre función e m p r e s a r i a l

y reforma."^ Los p r i n c i p a l e s conflictos en el seno de la clase

d i r i g e n t e , o frente a los s e c t o r e s e m e r g e n t e s , antes y después

de 1948, han g i r a d o b á s i c a m e n t e , en c u a n t o a g r a d o s o v a r i a n ¬

tes de la interacción, entre los dos m e n c i o n a d o s p r i n c i p i o s . La

validez intrínseca de cada uno de ellos ha estado s i e m p r e fuera

de toda discusión.

E. C o n s i d e r a m o s a h o r a los casos de m t e g r a c i o n "frustrada"

al mercado mundial. En el plano politico,la manifestación m á s

o b v i a d e esta s i t u a c i ó n fue u n p e r í o d o i n u s i t a d a m e n t e l a r g o d e

inestabilidad y una consolidación t a r d í a del Estado nacional.

En H o n d u r a s esto ú l t i m o o c u r r i ó d u r a n t e la l a r g a d i c t a d u r a de

Tiburcio Canas Andino (1933-1948); en Nicaragua durante el

aún más largo régimen de Anastasio Somoza García (1935¬

1956).

3 9 . Cf. Richard H. Immerman Th,- CÍA in Guatemala. The Fu-


reign Pulicy of Intervetion Agustín, University of Texas
Press, 1982; Stephen Schlesinger and Stephen Kinzer, BUter
Fruit. The Uníold Story of the American Coup in Guatemala
New York, Anchor Press, 1983.

4 0 . Cf., John Patrick Bell, Crisis m Costa Rica. Austin Univer-


sity of Texas Press, 1971.

41. Entre las principales medidas: nacionalización bancaria


apoyo a cooperativas de productores, promoción del desarro¬
llo industrial, etc.

46
Las dificultades en la integración al mercado mundial

t u v i e r o n q u e ver, b á s i c a m e n t e , con dos t i p o s de f a c t o r e s :

1. L o s o b s t á c u l o s g e o g r á f i c o s , y

2. la i n t e r v e n c i ó n extranjera.

H o n d u r a s fue p a r t i c u l a r m e n t e a f e c t a d a p o r los o b s t á c u l o s
naturales. L a v e r t e b r a c i ó n e n t r e las t i e r r a s a l t a s c e n t r a l e s (la
z o n a m a s p o b l a d a p e r o t a m b i é n m á s a i s l a d a ) , las t i e r r a s bajas
del Pacífico (vinculadas a El Salvador y Nicaragua por un
a n t i g u o tráfico terrestre) y las p a r t i c u l a r m e n t e fértiles costas
del Atlántico, en el norte del país, constituía un problema
irresuelto desde el período colonial. El fracaso en la construc¬
ción del f e r r o c a r r i l i n t e r o c e á n i c o selló la s u e r t e del d e s a r r o l l o
a g r o e x p o r t a d o r . El café no t u v o ocasión de e x p a n d i r s e c o m o un
cultivo comercial de gran significación, y un mediocre auge
m i n e r o , a finales del siglo X I X , no significó m á s q u e la consoli¬
dación de esa vieja situación de a i s l a m i e n t o y f r a g m e n t a c i ó n
regional.

N i c a r a g u a p r e s e n t a b a , e n t é r m i n o s r e l a t i v o s , m e n o s obs¬
táculos geográficos que Honduras para el desarrollo agroexpor-
tador. El café se e x p a n d i ó en las tierras altas m á s c e r c a n a s a
la c o s t a del P a c í f i c o , en las d é c a d a s de 1870 y 1880, p e r o l a s
dificultades de t r a n s p o r t e se presentaron d u r a n t e la coloniza¬
ción agrícola de las sierras de Matagalpa.^ Los obstáculos
geográficos, en este caso, p e r m i t e n explicar sólo en parte la
l e n t i t u d del d e s a r r o l l o a g r o e x p o r t a d o r . El otro factor a incluir
es el hecho de que la producción ganadera para el consumo
interno y el m e r c a d o c e n t r o a m e r i c a n o , una actividad colonial
de antigu a data, no e x p e r i m e n t ó ninguna crisis o decadencia,
sino m á s bien un a u g e c o m o c o n s e c u e n c i a del d e s a r r o l l o a g r o e x -
p o r t a d o r de El Salvador, G u a t e m a l a y Costa Rica.

C o n s i d e r a m o s ahora las i n t e r v e n c i o n e s extranjeras como


e l e m e n t o s e x p l i c a t i v o s en los casos de i n t e g r a c i ó n "frustrada".
En H o n d u r a s la presencia de las g r a n d e s com pañías b a n a n e r a s

42. D a v i d D. Radell, "Coffee and Transportation in Nicaragua"


(Report for Office of Naval Research, University of Califor¬
nia, Berkeley, j u n i o de 1964. mimeo), pp. 53-58.

47
constituyó un factor p a r t i c u l a r m e n t e d i s r u p t i v o . En gran parte

las c o m p a ñ í a s se f o r m a r o n y c r e c i e r o n a costa de i m p o r t a n t e s

concesiones en tierras, e x e n c i o n e s de i m p u e s t o s , uso de rama¬

les del f e r r o c a r r i l n a c i o n a l , etc.*^ que únicamente el Estado

podía otorgar; en esas circunstancias la c o m p e t e n c i a e n t r e las

c o m p a ñ í a s (en particular entre la U n i t e d Fruit Co. y la Cuya-

mel Fruit Co.) se extendió hasta influenciar al Estado y los

diversos grupos de poder c o m o m e d i o para lograr sus objetivos.

Y como todo ésto ocurrió frente a un Estado débil y poco

consolidado, la ingerencia de las compañías en las guerras

civiles y a l z a m i e n t o s contra el poder constituido fueron parte

integrante de la vida política hondurena, en las tres p r i m e r a s

décadas de este siglo."^ El fm de los c o n f l i c t o s e n t r e c o m p a ñ í a s ,

con la fusión de la C u y a m e l y la U n i t e d F r u i t en 1930, t u v o sin

duda algo que ver en la estabilidad y la 'paz i n t e r n a " i m p u e s t a s

por la d i c t a d u r a de C a r i a s A n d m o en las d o s d é c a d a s s i g u i e n t e s .

P o d e m o s resumir a h o r a las p r i n c i p a l e s i m p l i c a c i o n e s del

"control e x t r a n j e r o " sobre la p r o d u c c i ó n p a r a la e x p o r t a c i ó n en

el caso de H o n d u r a s . Primero, la "economía de enclave" reforzó

la f r a g m e n t a c i ó n regional y m u l t i p l i c ó el atraso del conjunto

de la economía hondurena. Segundo, la a c t i v i d a d de las com¬

p a ñ í a s b a n a n e r a s fue e n p a r t e r e s p o n s a b l e d e u n a c o n s t i t u c i ó n

del E s t a d o n a c i o n a l débil y t a r d í a . T e r c e r o , no hubo oportuni¬

dad para el desarrollo de una clase dirigente en un sentido

parecido al de G u a t e m a l a , El S a l v a d o r o C o s t a Rica. En o t r o s

términos, el desempeño de la "función e m p r e s a r i a l " por compa¬

ñías e x t r a n j e r a s no dio base e c o n ó m i c a a l g u n a p a r a el surgi¬

miento de un poderoso empresariado nacional. Cuarto, en el

t r a n s c u r s o del t i e m p o , l a c o n s o l i d a c i ó n del E s t a d o p e r m i t i ó u n

margen m a y o r de acción frente a las c o m p a ñ í a s b a n a n e r a s y

otros intereses. La "función reformista' provino así de una

43.Ver las obras citadas en la nota 7.

44 Cf Dana G Munro. Intervention and Bollar Diplomacy,


1900-1921 Pnnceton Princeton University Press, 1964, del
mismo autor, The United States and Ihe Caribbean Repu-
blics. 1921 1933. Princeton, Pnnceton University Press
1974.

48
"revolución desde arriba", d e s e m p e ñ a d a por g o b i e r n o s y gru pos
diversos después de 1948 (Galvez y ViUeda Morales, varios
gobiernos militares >. Las inconsistenciasy debilidades, en esos
p r o c e s o s r e f o r m i s t a s , tienen que ver con la relativa heteroge¬
n e i d a d d e m t e r e s e s d e los d i v e r s o s s e c t o r e s s o c i a l e s i m p l i c a d o s ;
r e s u l t a n n o t o r i a s , en particular, las dificultades c r e c i e n t e s en
el d e s e m p e ñ o de nuevas funciones empresariales, distintas de
las a c t i v i d a d e s de e x p o r t a c i ó n t r a d i c i o n a l e s .

En N i c a r a g u a , la i n t e r v e n c i ó n extranjera significo la ocu-


p a c i ó n m i l i t a r del país, entre 1911 y 1933, en un p e r i o d o de
continuas guerras civiles e inestabilidad. El o r i g e n de la inter¬
v e n c i ó n n o r t e a m e n c a n a t i e n e q u e v e r , c o m o e s bien conocido,"*^
con los a s u n t o s c a n a l e r o s , la p a r t i c u l a r s i t u a c i ó n g e o p o l í t i c a de
N i c a r a g u a y l a p o l í t i c a del p r e s i d e n t e J o s é S a n t o s Z e l a y a ( 1 8 9 3 ¬
1909). L a g u e r r a civil frustro b u e n a p a r t e del p r o g r e s o l o b a d o
durante la administración de Zelaya. L a l a r g a c o n t i e n d a fina¬
lizo en 1934, con la c o n s o l i d a c i ó n de un c u e r p o m i l i t a r profe¬
sional, la G u a r d i a Nacional y el l i d e r a z g o indiscutible de su j e f e ,
Anastasio Somoza García.*

La p e r m a n e n c i a en el poder de la familia S o m o z a durante


cuarenta y cuatro años constituye un elemento de crucial
i m p o r t a n c i a para la historia de N i c a r a g u a en el siglo XX. Pri¬
m e r o , s e produjo u n a n o t o r i a c o n c e n t r a c i ó n del p o d e r m i l i t a r ,
el p o d e r político, y finalmente, el poder e c o n ó m i c o , en m a n o s
de una sola familia. Segundo, ello ocurrió en un c o n t e x t o de
d e b i l i d a d y f r a g m e n t a c i ó n del e m p r e s a r i a d o n a c i o n a l . T e r c e r o ,
el c o n t i n u o a p o y o de los E s t a d o s U n i d o s a S o m o z a fue f a t a l
para el desarrollo de cualquier a l t e r n a t i v a política a la dictadu¬
ra. Cuarto, la creciente identificación entre Estado y familia
S o m o z a q u i t ó ante los m a s d i v e r s o s s e c t o r e s sociales toda l a
l e g i t i m i d a d al E s t a d o y a la G u a r d i a N a c i o n a l , v e r d a d e r o cuer-

4;') Ídem.; Lester D. Langley, The United States and the Carib-
bean, 19UU-1970 Athens, The University of Georgia Press,
1980.

4tí El asesinato de Sandino en 1934, y la e l i m i n a c i ó n de v a r i o s


generales, es un hecho importante en c u a n t o a l l a n a r el cami¬
no para el liderazgo absoluto de Somoza.

49
po^pretoriano"."^ Estos elementos permiten situaren perspec-

tiva la caída de S o m o z a y el triunfo de la R e v o l u c i ó n S a n d i n i s t a

en 1979.

F. CONCLUSIONES

He presentado algunas hipótesis sobre la relación entre

d e s a r r o l l o e c o n ó m i c o y r e s u l t a d o s p o l í t i c o s en la h i s t o r i a cen¬

t r o a m e r i c a n a d e los ú l t i m o s cien a ñ o s . Mi principal ínteres ha

sido el de ofrecer un m a r c o g e n e r a l , para repensar el pasado

centroamericano. Por cierto, mucho de lo que he afirmado es

debatible y está sujeto a n u e v a s i n v e s t i g a c i o n e s .

Espero haber demostrado cuatro cosas:

° P r i m e r o , que la historia real es el r e s u l t a d o de u n a c o m p l e j a

combinación de factores estructurales y circunstancias

mucho más accidentales.

° Segundo, que el enfoque comparativo es esencial para

e n t e n d e r l a s p e c u l i a r i d a d e s del caso c e n t r o a m e r i c a n o .

° T e r c e r o , que el d e s a r r o l l o de la d e m o c r a c i a es el r e s u l t a d o

de un largo proceso histórico, en el que i n t e r v i e n e n m u c h o s

factores de n a t u r a l e z a diferente. Sin e m b a r g o , e n t r e é s t o s ,

los s i s t e m a s l a b o r a l e s y el perfil básico de la e s t r u c t u r a

social c u m p l e n un rol c r u c i a l .

Cuarto, los p r o c e s o s de r e f o r m a en el c a m p o e c o n ó m i c o y

social constituyen una condición necesaria pero no sufi¬

ciente para la existencia de la d e m o c r a c i a política.

47. Cf., Richard Millet, Guardians uf tfie Dynuíily. New York


Maryknoll. 1977.

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54
LA I N T R O D U C C I Ó N DEL CAFÉ
EN EL S A L V A D O R

Hector Lindo Fuentes

S e r i a difícil e x a g e r a r l a i m p o r t a n c i a q u e l a i n t r o d u c c i ó n del
cafe tiene para la historia de El Salvador, pero a pesar de la
r e l e v a n c i a del t e m a , no hay hasta la fecha n i n g u n a explicación
que nos aclare en forma satisfactoria la p r e g u n t a básica: ¿por
qué se introdujo el cultivo de dicho grano en el m o m e n t o en que
se hizo?

Ninguno de los a u t o r e s que estudian la economía de El


Salvador, en el siglo d i e c i n u e v e r e s p o n d e a esa pregunta. C a d a
uno de ellos se l i m i t a a e x p l i c a c i o n e s p a r c i a l e s o s i m p l e m e n t e
d i c e q u e el café s u s t i t u y ó al añil c o m o p r i n c i p a l p r o d u c t o de
exportación. D a v i d Alejandro Luna, por ejemplo, nos dice que
"el c u l t i v o d e l c a f é f u e u n s u s t i t u t o o p o r t u n o d e l a ñ i l y p r e c i s a ¬
m e n t e en la d e c a d e n c i a de éste el a s c e n s o del café s a l v ó al país
de una crisis económica."'

La interpretación de David Browning es similar, pues


s e g ú n él la c a í d a del añil se dio " c u a n d o los p r o d u c t o s q u í m i c o s
sintéticos demostraron su valor como sustitutos baratos y
s e g u r o s de los c o l o r a n t e s n a t u r a l e s " y c o m o c o n s e c u e n c i a direc¬
ta, "al d i s m i n u i r e l m e r c a d o del a ñ i l e l d e l c a f é s e e x p a n d i ó ; l o s
plantadores s a l v a d o r e ñ o s respondieron pronto a la cambiante
situación."^

1 David Alejandro Luna p. 202 1971.

2. David Browning p. 262. 1975

55
A m b a s e x p l i c a c i o n e s son un poco m e c á n i c a s y no se ven

c o r r o b o r a d a s por los d a t o s de e x p o r t a c i ó n disponibles. Según

las cifras o f i c i a l e s el c u l t i v o del añil fue r e n t a b l e h a s t a f i n a l e s

d e s i g l o , los p r e c i o s d e l t i n t e no c a y e r o n p r e c i p i t a d a m e n t e , y tal

c o m o lo m u e s t r a el C u a d r o 2, se e x p o r t a r o n c a n t i d a d e s consi¬

d e r a b l e s del t i n t e h a s t a f i n a l e s de s i g l o . De hecho, en 1895 la

producción de añil fue s u p e r i o r a la de 1855, año en el que

todavía no se exportaba café. Es más, en la d é c a d a de los

sesenta, c u a n d o los c a f e t a l e s se e s t a b a n e x p a n d i e n d o rápida¬

mente, el p r o m e d i o del p r e c i o del añil era m á s a l t o q u e en la

d é c a d a de los cincuenta, c u a n d o el café a p e n a s e m p e z a b a . A

finales de siglo el precio del añil sí cayó v í c t i m a de las a n i l i n a s ,

pero ya para e n t o n c e s el café se había i m p u e s t o c o m o p r i n c i p a l

producto de exportación.

Ciro Cardoso y H é c t o r Pérez Brignoli nos dan como única

razón p a r a la i n t r o d u c c i ó n del café q u e : "en c o n j u n t o con o t r o s

vegetales de valor comercial posible, c o m o el cacao y el a g a v e ,

[ e l c a f é ] fue i m p u l s a d o p o r m e d i d a s g u b e r n a m e n t a l e s . " C i e r t a ¬

mente, el gobierno hacía esfuerzos para p r o m o v e r el c u l t i v o del

café. A d e m á s de publicar en La Gaceta información sobre sus

virtudesy expücaciones sobre cómo cultivarlo, a partir de 1847

e l g o b i e r n o o t o r g ó c l a r o s i n c e n t i v o s e c o n ó m i c o s a q u i e n e s ac¬

cedieran a plantar cafetales. En ese año se ratificó el primer

decreto concediendo privilegios a los cultivadores de café y

cacao."* P e r o e l c a f é n o fue e l ú n i c o p r o d u c t o q u e r e c i b i ó i n c e n ¬

tivos; otros cultivos, a pesar de contar con el mismo apoyo

g u b e r n a m e n t a l , no prosperaron en la m i s m a medida.^ A pesar

de la i m p o r t a n c i a del p a p e l de los i n c e n t i v o s fiscales, es una

simplificación decir que el c u l t i v o del café se i m p u s o d e b i d o a

ellos.

3. Decreto legislativo del 9 de marzo de 1847, en Isidro Menén-


dez, t o m o 1, p 143. 1855.

4. Ciro F. S. Cardoso y Héctor Pérez Brignoli p. 176. 1977. Ciro


Cardoso en su articulo "Historia económica del café en Cen-
troamérica" p 15. 1975, repite el mismo punto y además
menciona la lenta caída de los precios del añil.

56
Víctor Bulmer Thomas, en su Historia Económ ica de Cen-
troamérica, no a n a l i z a en d e t a l l e los m o t i v o s para la a d o p c i ó n
del n u e v o c u l t i v o , pero es el único que l l a m a la atención sobre
un a s p e c t o crucial de la e c o n o m í a de El Salvador, a m e d i a d o s
del siglo d i e c i n u e v e : los c a m b i o s en los costos de t r a n s p o r t e .
N o s dice B u l m e r - T h o m a s que alrededor de 1830 h a b í a obstá¬
culos e x t r a o r d i n a r i o s para la e x p o r t a c i ó n de café al que había
que transportar desde las tierras altas donde se cultivaba
"hasta el P a c í f i c o a lo largo de ' c a m i n o s ' que aún las c a r r e t a s
d e b u e y e s d i f í c i l m e n t e p o d í a n p a s a r (la c o n e x i ó n con e l A t l á n ¬
tico era aún m á s difícil). De los p u e r t o s del P a c í f i c o el café t e n í a
que pasar a l r e d e d o r del Cabo de Hornos antes de llegar al
lucrativo mercado europeo o a la costa este de los Estados
U n i d o s . " * C o m o se v e r á m a s a d e l a n t e , los c a m b i o s en la estruc¬
tura de costos de t r a n s p o r t e fueron i m p o r t a n t e s para la expan¬
sión del café. La interpretación de Bulmer-Thomas, sin
e m b a r g o , es l i m i t a d a puesto que no nos dice cuándo o cómo se
r e s o l v i ó e l p r o b l e m a d e t r a n s p o r t e , n i p o r q u é l a n u e v a situa¬
ción f a v o r e c i ó al café m á s que al añil.

L o s o b s e r v a d o r e s del siglo d i e c i n u e v e n o s dan u n a i d e a m á s


c l a r a de las v e n t a j a s y d e s v e n t a j a s del n u e v o c u l t i v o y, por lo
tanto, de los m o t i v o s que lo hicieron atractivo en un m o m e n t o
dado. P a r a ellos el e j e m p l o de C o s t a Rica era u n a clara indica¬
ción de q u e el c u l t i v o del café t e n í a futuro. Un folleto escrito
por M a n u e l Aguilar, publicado en G u a t e m a l a en 1845, contri¬
b u y ó a c o n s o l i d a r la i m p r e s i ó n de que g r a c i a s al café el E s t a d o
de Costa Rica se estaba transformando, según el folleto, "de
pobre y miserable", en "rico y prospero, dándole comercio,
población, r e n t a s , e n p r o g r e s i ó n tan r á p i d a q u e sin t e m o r d e
equivocarse, p u e d e m u y bien decirse que r e l a t i v a m e n t e a los
d e m á s Estados de la República es el que más productos ofrece
para la e x p o r t a c i ó n al extranjero, y c o n s i g u i e n t e m e n t e el m á s
rico."^ El n u e v o cultivo había e l e v a d o a Costa Rica "a un nivel

5. Víctor Bulmer-Thomas p. 2. 1987.

6. Manuel Aguilar, "Memoria sobre el cultivo del café arreglada


a la práctica que se observa en Costa Rica," en José A n t o n i o
Fernández p. 204. 1986.

57
de prosperidad desconocido en ninguna otra parte de Centroa-

mérica."^ D e s d e sus primeros n ú m e r o s La Gaceta, el p e r i ó d i c o

oficial de El S a l v a d o r , publicó a r t í c u l o s r e p i t i e n d o esas i d e a s y

abogando porque El Salvador siguiera el ejemplo de Costa

Rica.'

A pesar de que había r a z o n e s para creer que el café tenia

futuro, a finales de la d e c a d a de los c u a r e n t a la e x p e r i e n c i a

directa indicaba que todavía no era buen negocio en El Salva¬

dor. Baily o b s e r v a b a , e n 1849, q u e los c a f e t a l e s "no se v e n c o m o

fuente de m u c h o s beneficios porque hay p o c a s oport u n i d a d e s

para disponer inmediatamente de la cosecha."^ El mercado

i n t e r n o era m u y l i m i t a d o y era difícil g a n a r acceso a los mer¬

cados internacionales. Dentro de las recomendaciones para

t e n e r é x i t o e n e l n e g o c i o del c a f é e l Sr. A g u i l a r d a b a i m p o r t a n ¬

cia a este ú l t i m o p r o b l e m a c u a n d o i n d i c a b a q u e no e r a n propios

p a r a el café los t e r r e n o s q u e "están tan d i s t a n t e s de los p u e r t o s

d o n d e el café debe e x p o r t a r s e que c a u s e n un flete de m á s de u n

peso por quintal, porque todo exceso g r a v i t a r á en el agricul-

tor."'^ A s i m i s m o , e l m i s m o a u t o r l l a m a b a l a a t e n c i ó n s o b r e l a s

dificultades que representaba la n e c e s i d a d de a p r e n d e r n u e v a s

técnicas de cultivo y abogaba p o r q u e las a u t o r i d a d e s a l l a n a r a n

"a los e m p r e s a r i o s los obstáculos con que al principio deben

encontrarse, p r i n c i p a l m e n t e por la falta de maestría o expe¬

riencia en una especulación nueva."''

La lista de obstáculos no se l i m i t a b a a p r o b l e m a s de carác¬

ter técnico, l a i n e s t a b i l i d a d p o l í t i c a c r e a b a u n a s i t u a c i ó n h o s t i l

para el inversionista. La introducción del café i m p l i c a b a u n a

inversión fuerte en circunstancias en las cuales, según nos

decíaScherzeren 1857, h a b í a " f a l t a d e c o n f i a n z a e n e l futuro."'"^

7 .
Robert Glasgow Dunlop. p 48. 1847.

8,
La Gaceta, 16 de abril de 1847. Los artículos se publicaron
en los números 4, 5, 6, y 7 de La Gaceta.

9 John Baily p. 91. 1850.

10. M a n u e l A g u i l a r . "Memoria" en Fernández p. 206. 1986.

ll.Ibid., p. 204

12. C a r i v o n S c h e r z e r . p. 168 1857.

58
C o m o el c a f e t o no r e n d í a frutos a n t e s del c u a r t o año, la g e n t e
no invertía en su cultivo p o r q u e "en e s t o s p a í s e s m e s t a b l e s
nadie quiere atar su capital"." Las consecuencias económicas
de la v o l a t i l i d a d de la vida política s a l v a d o r e ñ a era un t e m a
r e c u r r e n t e , en 1857 e l g o b e r n a d o r d e S a n V i c e n t e d e c í a q u e e l
c a f é n o s e h a b í a e x p a n d i d o e n e s e d e p a r t a m e n t o p o r "la f a l t a
de f o n d o s en los h a c e n d a d o s , que en é p o c a s a n t e r i o r e s fueron
d e s p o j a d o s de sus bienes, lejos de ser p r o t e g i d o s . " ' E n esa é p o c a
los m i s m o s p r o b l e m a s q u e c r e a b a n i n c e r t i d u m b r e p a r a e l capi¬
talista también afectaban a la m a n o de obra. En 1857, por
e j e m p l o , el g o b e r n a d o r de San S a l v a d o r m e n c i o n a b a e n t r e los
o b s t á c u l o s f>arael d e s a r r o U o d e l a a g r i c u l t u r a "los r e c l u t a m i e n ¬
tos de fuerzas para Nicaragua y el desarrollo de la ú l t i m a
epidemia." ' La mestabilidad política, por lo t a n t o , se presenta¬
ba c o m o u n o de los o b s t á c u l o s p a r a la i n t r o d u c c i ó n de un c u l t i v o
que requería una inversión importante y acceso a abundante
m a n o de obra, d u r a n t e la época de la cosecha.

Aún los promotores m á s celosos del cultivo del café no


b a s a b a n su a r g u m e n t o en la crisis del m e r c a d o del añil. Es m á s ,
para poder í>ersuadir a los escépticos tenían que subrayar que
l a i n t r o d u c c i ó n del n u e v o c u l t i v o n o a m e n a z a b a l a p r i n c i p a l
a c t i v i d a d a g r í c o l a del país. En 1862 G e r a r d o B a r r i o s , e l p r e s i ¬
d e n t e que hizo m á s esfuerzos por dar i n c e n t i v o s fiscales al café,
dijo en un m e n s a j e a la A s a m b l e a q u e lo q u e m á s le h a l a g a b a
era que para proteger al café y al azúcar no era necesario
e m b a r g a r "los b r a z o s y a t e n c i o n e s i n d i s p e n s a b l e s al añil, por
r a z ó n de ser i n d i f e r e n t e s las é p o c a s en q u e se c o s e c h a n . " La
r a z ó n por la cual B a r r i o s creía c o n v e n i e n t e h a c e r esa a c l a r a c i ó n
resulta exphcita más adelante en el m i s m o mensaje donde decía
q u e e l p r e c i o d e l a ñ i l h a b í a s u b i d o a n i v e l e s q u e "no s e h a b í a n
v i s t o desde el año de 1826."'^

13.Ibid. p. 204

14.La Gaceta, 16 dt d i c i e m b r e de 1857.

15.Ibid. 19 de d i c i e m b r e de 1857.

16. " M e n s a j e de Gerardo Barrios al abrir la Asamblea General


del Estado el 29 de enero de 1862," en Miguel Ángel García.

59
Las explicaciones que ofrecen los historiadores del siglo

v e i n t e son t o t a l m e n t e d i f e r e n t e s a las de los o b s e r v a d o r e s del

diecinueve. Los primeros le dan gran i m p o r t a n c i a a los c a m b i o s

en el mercado de colorantes m i e n t r a s que los s e g u n d o s , todavía

sin saber que se iban a i m p o n e r las a n i l i n a s , le p r e s t a n más

atención a a s p e c t o s específicos del n e g o c i o del c a f é : la d i f i c u l t a d

de vender el producto, los costos de t r a n s p o r t e , el c o n o c i m i e n t o

de técnicas de cultivo, la c o n v e n i e n c i a de invertir capital en un

a m b i e n t e inestable y la disponibilidad de m a n o de obra.

N o s e trata, sin e m b a r g o , d e o f r e c e r u n a l i s t a d e o b s t á c u l o s

para la i n t r o d u c c i ó n del n u e v o c u l t i v o sino, m á s bien, de com¬

p r e n d e r los c a m b i o s en la e s t r u c t u r a de c o s t o s y b e n e f i c i o s q u e

hicieron que poco a poco el café se c o n v i r t i e r a en el p r i n c i p a l

producto de exportación de El Salvador. A v e r i g u a r la fecha

precisa en que se comenzó a exportar, o cuándo se pasó la

primera legislación apoyando su cultivo, es interesante pero

insuficiente. Desde el punto de vista e c o n ó m i c o lo que i m p o r t a

e s c o m p r e n d e r c u á n d o fue u n negocio lo s u f i c i e n t e m e n t e b u e n o

(o lo suficientemente mejor que otros) como para que se expan¬

diera rápidamente. Una interpretación completa nos tiene que

mostrar cómo la decisión para el inversionista, en todos sus

aspectos, favoreció al café por encima de otras actividades

económicas. Esta interpretación debe incorporar los c a m b i o s

en los principales costos y beneficios, principalmente en los

p r e c i o s recibidos por los p r o d u c t o r e s .

Para c o m p r e n d e r mejor el p r o b l e m a , e n t o n c e s , es necesario

replantearlo desde el punto de vista del inversionista de la

época. El café era una de las m u c h a s a c t i v i d a d e s e c o n ó m i c a s

en las que se podía invertir dinero, se sabía que tenía posibili¬

dades pero había que esperar m u c h o t i e m p o a n t e s de sentir sus

beneficios económicos. El añil, a p e s a r de s u s d e f e c t o s , e r a "lo

viejo c o n o c i d o " y la m a y o r í a de las f o r t u n a s del país se d e b í a n

al t i n t e . La d e c i s i ó n no se l i m i t a b a a e s c o g e r e n t r e el añil y el

café, había m á s posibilidades, la p r o d u c c i ó n de a l i m e n t o s , una

actividad tradicional para la cual se tenía un m e r c a d o i n m e d i a -

tomo 4, p. 177. s.f.

60
to, era un n e g o c i o r e l a t i v a m e n t e fácil; el c o m e r c i o , t a m b i é n ,
era actividad conocida que ofrecía posibilidades de ganancia
i n m e d i a t a . El e m p r e s a r i o se e n f r e n t a b a a un abanico de opcio¬
n e s , y en un m u n d o en el que el c a p i t a l era escaso y había p o c a s
facüidades de crédito, hacía falta un i n c e n t i v o m u y g r a n d e para
que se dedicara a un cultivo que no rendía frutos antes de cuatro
o cinco años.

D o s c a m b i o s que ocurrieron a m e d i a d o s del si glo d i e c i n u e v e


alteraron definitivay d r a m á t i c a m e n t e la estructura de costos
y n o s a y u d a n a c o m p r e n d e r p o r q u é el c u l t i v o del café se h i z o
atractivo: la relativa estabilización de la vida política mejoró el
c l i m a p a r a la inversión y el Gold Rush en California m a r c ó el
p u n t o de p a r t i d a para la mejora de los servicios de t r a n s p o r t e
y la baja de s u s c o s t o s . A m b o s f e n ó m e n o s f a v o r e c i e r o n al c u l t i v o
del café m á s q u e a o t r a s a c t i v i d a d e s e c o n ó m i c a s .

ESTABILIDAD Y CRÉDITO

La inestabilidad que siguió a la i n d e p e n d e n c i a (entre 1824


y 1842, El S a l v a d o r t u v o 23 j e f e s de e s t a d o y p a r t i c i p ó en 40
batallas) creó un clima de inseguridad que afectó profunda-
m e n t e l a a c t i v i d a d p r o d u c t i v a y e n p a r t i c u l a r i m p i d i ó e l desa¬
rrollo del c r é d i t o . En un clima de inseguridad generalizado la
inversión no t e m a sentido. En p n m e r lugar, los caudillos levan¬
taban préstamos forzosos de tal forma que quedaban pocos
f o n d o s p a r a p r e s t a r o i n v e r t i r . A ú n si q u e d a b a n fondos dispo¬
nibles n o e r a buena idea prestar dinero a terceros. Las constan¬
tes e x p r o p i a c i o n e s y destrucciones implicaban que no había
garantía crediticia que valiera la pena; el solvente propietario
de ayer p o d í a ser el i n d i g e n t e de hoy. Si alguien p e n s a b a en
invertú-su propio dinero bastaba un poco de reflexión para caer
en c u e n t a en lo i n s e n s a t o de tal acción. La contabilidad de
costos y beneficios más rudimentaria, indicaba que los costos
podían duplicarse de la n o c h e a la m a ñ a n a y los b e n e f i c i o s

61
podían desaparecer en un instante. Hay numerosos informes

de obrajes de añil d e s t r u i d o s , e d i f i c i o s saq u e a d o s , an i m a l e s de

carga e x p r o p i a d o s por los ejércitos y c o s e c h a s d e s t r o z a d a s .

El efecto de la inversión, por supuesto, es c o m o el interés

compuesto, se a c u m u l a a t r a v é s del tiempo. El efecto de la

destrucción y de la falta de i n v e r s i ó n es igual pero en s e n t i d o

contrario. El i m p a c t o a c u m u l a d o de las g u e r r a s i m p r e s i o n ó a

Robert G. Dunlop quien después de una visita que tuvo lugar

entre 1844 y 1846 observó que "el estado de San Salvador

pareceestar exhaustoy en r u m a s debido a los efectos de la l a r g a

y continua guerra civil. T o d o tipo de i n d u s t r i a está casi en las

últimas."" El viajero John Baily confirmó estas impresiones y

ofreció una explicación clara de los p r o b l e m a s q u e agobiaban

al p a í s :

"...El S a l v a d o r p o s e e l o s m e d i o s s u f i c i e n t e s p a r a c o n v e r t i r ¬

se en un país floreciente y próspero. En la a c t u a l i d a d , sin

embargo, su condición es todo lo contrario, pues pocas

partes de Centroamérica han sufrido más de los efectos

d e v a s t a d o r e s d e las c o n t i e n d a s c i v i l e s . V a s t o s t e r r e n o s h a n

q u e d a d o sin c u l t i v a r ; algunas propiedades valiosas están

casi a r r u i n a d a s , m u c h a s lo han sido en su totalidad. La

c i e g a furia del espíritu p a r t i d a r i s t a ha d i l a p i d a d o o d e s t r u i ¬

do totalmente los edificios y las pilas para fabricar añil,

otras instalaciones han decaído debido a la i n s e g u r i d a d

inherente a esas c o n f r o n t a c i o n e s tan d e s t r u c t i v a s , pues en

una época la guerra se dirigía tanto hacia la propiedad

c o m o hacia las p e r s o n a s . M u c h o s p r o p i e t a r i o s no h a n podi¬

do hacer p r o d u c t i v a s sus p r o p i e d a d e s d e b i d o a la falta de

capital para p o n e r l a s a trabajar en la m i s m a m a g n i t u d y

escala que en el pasado. A pesar de estas g r a n d e s desgra¬

cias, unos cuantos años de paz ininterrumpida harían

posible que el e s t a d o saliera de su d e p r e s i ó n , y por un lado

con los esfuerzos de un gobierno prudente y razonable

d e t e r m i n a d o a r e s p e t a r y p r o t e g e r la p r o p i e d a d privada, y

17.Robert G. Dunlop p. 148. 1847.

62
por otro lado con los esfuerzos de los p r o p i e t a r i o s , podría
de nuevo alcanzar un alto grado de prosperidad."'*

Una simple comparación nos muestra el impacto de la


inestabilidad sobre la actividad crediticia. Mientras que en El
Salvador el crédito era poco m e n o s que imposible y la inversión
e r a en e x t r e m o r i e s g o s a , en C o s t a Rica, d i s t a n t e de los princi¬
pales disturbios de la Federación, el sector publico contribuía
al m e r c a d o c r e d i t i c i o y p o m a las b a s e s de la e c o n o m í a cafeta¬
lera. Las investigaciones de Iván Molina han m o s t r a d o cómo
e n e l s e g u n d o c u a r t o del s i g l o p a s a d o las m u n i c i p a l i d a d e s , las
e s c u e l a s p ú b l i c a s y l o s h o s p i t a l e s t i c o s , j u g a b a n u n p a p e l im¬
portante como prestamistas. Más de la mitad de la oferta de
crédito p r o v e m a de instituciones públicas, las cuales prestaban
a p l a z o s m á s l a r g o s que las e n t i d a d e s p r i v a d a s . A s i m i s m o , el
p n m e r banco de Costa Rica se fundó en 1863, d i e c i s i e t e a ñ o s
antes que su homólogo salvadoreño. La e x p e r i e n c i a costarri¬
cense corrobora la noción de que la inestabilidad política, al
inhibir el d e s a r r o l l o del crédito, retrasó la introducción del
c u l t i v o del café en El S a l v a d o r .

C u a n d o a u m e n t o la e s t a b i l i d a d , d i s m i n u y ó el riesgo de los
p r é s t a m o s forzosos a los q u e recurrían los c a u d i l l o s l o c a l e s p a r a
financiar sus actividades guerreras y comenzó a ser posible
p e n s a r en i n v e r s i o n e s a l a r g o p l a z o . P e r o la d e s t r u c c i ó n era tal
q u e l o s c o m i e n z o s t e n í a n q u e ser l e n t o s . L o s a ñ o s d e g u e r r a n o
sólo habían h e c h o q u e las i n v e r s i o n e s a l a r g o p l a z o fueran poco
aconsejables sino que también habían aniquilado los fondos
existentes. En 1857, el g o b e r n a d o r de San V i c e n t e hablaba
e x p l í c i t a m e n t e acerca de la falta de fondos para c o m e n z a r los
c a f e t a l e s debido a los d e c o m i s o s de fondos y p r o p i e d a d e s que
habían caracterízado al pasado reciente.* Conscientes de la
i m p o r t a n c i a del c r é d i t o los futuros c a f i c u l t o r e s p e d í a n q u e se
c r e a r a un e q u i v a l e n t e del M o n t e p í o de c o s e c h e r o s de añil.
Esta institución se había introducido en el siglo dieciocho para

18.John Baily. p. 84. 1850.

19.1van Molina, pp. 20-21. 1988.

2 0 . ¿u Gaceta, diciembre 16, 1857.

63
ayudar a los añilerosy era la única i n s t i t u c i ó n c r e d i t i c i a (aparte

de los p r é s t a m o s de los c o m e r c i a n t e s ) q u e se h a b í a c o n o c i d o en

la región. Pero El Salvador no vería su primer banco hasta

1881.

Sin e m b a r g o , dada la mejoría en la situación política, los

comerciantes extranjeros comenzaron a e x p a n d i r sus activida¬

des y como no había un sistema bancario, ellos mismos se

hicieron cargo de otorgar crédito por medio de un sistema

llamado "habilitación". Este sistema consistía en adelantos de

mercancía i m p o r t a d a a cambio de la p r o m e s a de recibir p a g o

en efectivo y en añil. Un informe inglés fechado en 1855

describe el proceso:

"Los importadores llevan a cabo sus n e g o c i o s de la f o r m a

s i g u i e n t e : le v e n d e n a los c o m e r c i a n t e s l o c a l e s a p r o x i m a ¬

damente al 80% del precio de factura pagadero en 12

m e s e s , p a r t e en e f e c t i v o o p a r t e en añil, o t o d o en añil, al

precio que c o r r e s p o n d a a dicho artículo en la fecha de p a g o

o al de su v a l o r de m e r c a d o en el m o m e n t o de la c o m p r a .

Los comerciantes, a su vez, r e p a r t e n facturas menores a

los p e q u e ñ o s c o m e r c i a n t e s , también con crédito de largo

plazo, d e tal f o r m a que t o d o s los n e g o c i o s se b a s a n en la

confianza. Rara vez se oye hablar de v e n t a s en efectivo de

3.000 pesos.""^

C o m o el sistema de crédito era precario, los f o n d o s p r e s t a -

bles escasos y el riesgo alto, los i n t e r e s e s eran c o n s i d e r a b l e s . La

transacción descrita en la cita anterior implicaba intereses

reales (en añil) d e 20^% a n u a l , un porcentaje s i m i l a r al 18%

anual soücitado por lajunta de c a r i d a d en un a n u n c i o p u b l i c a d o

en el p e r i ó d i c o en 1849.'" El s i s t e m a de las h a b i l i t a c i o n e s y la

acumulación p r i v a d a q u e fue p o s i b l e c u a n d o e m p e z ó a r e c u p e ¬

rarse la economía, financiaron las i n v e r s i o n e s iniciales en la

i n d u s t r i a del café. El n ú m e r o de habilitaciones se i n c r e m e n t ó

21.1bid., diciembre 19, 1857.

22.Gran Bretaña pp. 167 y 168. 1855.

23.La Gaceta, mayo 25, 1849.

64
a m e d i d a que a u m e n t ó el número de comerciantes extranjeros
que asistían a las ferias anuales del añil, de forma que la
expansión del crédito estaba directamente v i n c u l a d a con el
i n c r e m e n t o d e la actividad comercial que siguió al "Gold Rush".

COSTOS DE TRANSPORTE

El "Gold Rush" ayudó a crear un tráfico marítimo sin


p r e c e d e n t e s a lo l a r g o de la c o s t a del P a c í f i c o y a bajar los c o s t o s
de t r a n s p o r t e , f e n ó m e n o que f a v o r e c i ó al café m á s que a las
demás actividades económicas. Por primera vez en la historia,
los puertos S a l v a d o r e ñ o s recibieron v i s i t a s r e g u l a r e s de n a v i o s
extranjeros. Durante la época colonial s o l a m e n t e dos o tres
barcos visitaban el puerto de Acajutla cada año, la mayor parte
del c o m e r c i o i n t e r n a c i o n a l se tenía que hacer a t r a v é s de los
p u e r t o s g u a t e m a l t e c o s del A t l á n t i c o . P a r a h a c e r l l e g a r l a cose¬
cha de añil al Golfo Dulce y a Belice era necesario e m p a c a r l a
en z u r r o n e s de cuero de 150 I b s . de c a p a c i d a d , los cuales se
colocaban en g r u p o s de dos, a m a n e r a de m o n t u r a , sobre los
lomos de muías de carga. U n a vez listos los t r e n e s de m u í a s
partían hacia Guatemala sobre toscas veredas, polvorientas en
v e r a n o y p r á c t i c a m e n t e i m p a s a b l e s d u r a n t e la estación lluvio¬
sa. D e s p u é s d e a t r a v e s a r r í o s sin p u e n t e s y d e b o r d e a r abun¬
dantes m o n t a ñ a s llegaban a la costa A t l á n t i c a donde esperaban
barcos que llevaban la m e r c a n c í a a Europa. D a d o lo lento y
costoso que era el sistema de transporte, ú n i c a m e n t e u n pro¬
d u c t o c o m o el añil, con un p r e c i o alto por unidad de v o l u m e n ,
p o d í a ser r e n t a b l e .

El t r a n s p o r t e del añil e x p e r i m e n t ó p o c a s m o d i f i c a c i o n e s
h a s t a q u e el trafico m a r í t i m o a lo l a r g o de la c o s t a del P a c í f i c o
c o m e n z ó a g a n a r vida. A ú n a n t e s del d e s c u b r i m i e n t o de v e t a s
de oro en California, A s p i n w a l l c o m e n z ó un servicio de trans¬
porte entre P a n a m á y California, como parte de un sistema que
iba a p r o p o r c i o n a r s e r v i c i o s p o s t a l e s e n t r e los e s t a d o s del este

65
de los E s t a d o s U n i d o s y los n u e v o s t e r r i t o r i o s del Pacífico. Al

oír s o b r e e s t e n u e v o p r o y e c t o , e n 1848, las a u t o r i d a d e s de S a n

S a l v a d o r , con la e s p e r a n z a de s u p e r a r su a i s l a m i e n t o , ofrecie¬

ron acceso gratis a los p u e r t o s s a l v a d o r e ñ o s a los b a r c o s de

Aspinwall.^ Unos meses más tarde, cuando comenzaron a

llegar los informes sobre la fiebre dorada, la esperanza se

c o n v i r t i ó en e n t u s i a s m o . Según un editorial de La Gaceta:

"Los puertos del sur han adquirido con los sucesos de

California una importancia que apenas puede calcularse.

En miniatura c o m e n z a m o s a ver el movimiento que más

tarde nos sorprenderá."*

En unos cuantos años se estableció el s i s t e m a de t r a n s p o r t e

que iba a p r e d o m i n a r h a s t a p r i n c i p i o s del siglo v e i n t e . A partir

de 1854 s e f i r m a r o n d i v e r s o s c o n t r a t o s con las c o m p a ñ í a s que

tenían el m o n o p o l i o del t r a n s p o r t e a t r a v é s de P a n a m á ; prime¬

ro la Panamá Railroad Company y luego la Pacific Mail

S t e a m s h i p C o m p a n y . * A t r a v é s de e s t o s c o n t r a t o s , y a c a m b i o

de un subsidio, las c o m p a ñ í a s p r o p o r c i o n a b a n un s e r v i c i o re-

g u l a r q u e p e r m i t í a a los e x p o r t a d o r e s S a l v a d o r e ñ o s e n v i a r sus

productos a Europa en un t i e m p o récord. El s i s t e m a se c o m p l e ¬

tó c u a n d o en 1855 s e inauguró el s e r v i c i o del ferrocarril de

Panamá. Los v a p o r e s de la c o m p a ñ í a del ferrocarril recogían

su carga en los p u e r t o s de Acajutla, La Libertad y La Unión

cada quince días y la llevaban hasta P a n a m á , allí se t r a n s b o r ¬

d a b a al f e r r o c a r r i l y l u e g o a b a r c o s d e s t i n a d o s a E u r o p a y los

Estados Unidos que esperaban del lado del A t l á n t i c o . ^ Antes

de 1860 y a h a b í a s i e t e c o m p a ñ í a s d e v a p o r e s q u e v i n c u l a b a n

P a n a m á con N u e v a York, las Antillas e Inglaterra.'^ Las posi-

24. I b i d . d i c i e m b r e 8, 1849.

25. Ibid. mayo 16, 185 1

26 Hubert H. Bancroft. Histury o/C-níral America tres tomos.


San Francisco: The History Company. tomo 3, p 664. 1887.

27 La Gaceta, enero 18, 1860

28.Fesenden Nott Otis Illustrated History of the Panamá Rail-


road. Nueva York: Harper and Brothers, 1861 p. 145.

66
b i l i d a d e s c o m e r c i a l e s del P a c í f i c o s e e x p a n d i e r o n r á p i d a m e n t e
y las c o m p a ñ í a s n a v i e r a s e m p e z a r o n a c o m p e t i r por los n u e v o s
mercados. Ya en 1856 l o s p u e r t o s s a l v a d o r e ñ o s r e c i b í a n v i s i t a s
de63barcos de diferentes banderas: Inglaterra, España, Esta-
dos Unidos, Francia, Cerdeña, Perú, Alemania, Dinamarca,
Ecuador, Chile, Costa Rica y N u e v a Granada.**

Para el exportador salvadoreño el cambio en la situación


d e t r a n s p o r t e fue d r a m á t i c o . En 1852 u n v e l e r o q u e s i g u i e r a l a
r u t a del P a c í f i c o a l r e d e d o r del e s t r e c h o de M a g a l l a n e s se tar-
dabaentre IlOy 1 5 0 e n h a c e r e l viaje de Acajutla a L i v e r p o o l . ^
La ruta de Belice no era m u c h o más rápida, con suerte los
c a r g a m e n t o s de añil se t a r d a b a n entre 84 y 115 d í a s e n h a c e r
el viaje de El S a l v a d o r a L i v e r p o o l .

Cuadro 1

COSTO DE T R A N S P O R T A R 160 LIBRAS DE AÑIL


DE EL SALVADOR A INGLATERRA EN 1863

Pesos Días

El Salvador-Izabal 7 40
Izabal-Belice 1 5
Belice-Inglaterra 60
Trasbordo 2 4r. 9
Impuestos y comisiones
1 6r.
T O T A L 12 Ür 1 14

Fuente: La Gaceta. 21 de enero de 1853

A d e m a s , tal c o m o lo i n d i c a el c u a d r o a n t e r i o r , el viaje de
El S a l v a d o r a Belice era tres v e c e s m á s caro que de Belice a
L i v e r p o o l . L a r u t a del P a c í f i c o , por o t r o l a d o , t e n í a d o s desven¬
tajas m u y claras: p r i m e r o , e r a m u y i r r e g u l a r , m u y p o c o s b a r c o s
v i s i t a b a n los p u e r t o s s a l v a d o r e ñ o s y n u n c a se sabía c u a n d o iban

29.Foote al Foreign Office, Public Records Office. Foreign Offi


ce s e n e 66, tomo 2. En lo sucesivo estas s e n e s se citarán de
la siguiente forma: FO 66-(nümero de tomo».

30.La Gaceta, noviembre 12, 1852; enero 2, 1853.

67
a llegar; segundo, era una ruta t o d a v í a m a s larga y tardada.

Después de la inauguración de los s e r v i c i o s del f e r r o c a r r i l de

P a n a m á , la r u t a del P a c í f i c o se c o n v i r t i ó en la m a s v e n t a j o s a y

los p r o d u c t o r e s s a l v a d o r e ñ o s c o m e n z a r o n a p r e f e r i r l a . En 1859

el cosechero que quería usar la n u e v a ruta p a g a b a s o l a m e n t e 6

pesos por cada zurrón que e n v i a b a a L i v e r p o o l en un m o d e r n o

vapor. En siete a ñ o s el flete se h a b í a r e d u c i d o a la m i t a d y el

tiempo del viaje a menos de la mitad. No es sorprendente

entonces que ya en 1858 u n a " p a r t e c o n s i d e r a b l e d e l a c o s e c h a

de añil" se e x p o r t a b a a t r a v é s del istmo.^' Las ventajas del

nuevo servicio eran tales que los v e l e r o s q u e trabajaban la ruta

del e s t r e c h o de Magallanes tuvieron que hacer esfuerzos ex¬

traordinarios para poder seguir en el negocio. Su principal

d e s v e n t a j a era la d u r a c i ó n del viaje la cual h a c í a q u e los c o s t o s

en intereses para el exportador fueran s i g n i f i c a t i v o s . Para 1860

los fletes de la r u t a del e s t r e c h o se h a b í a n r e d u c i d o a la m i t a d

de lo que cobraban los v a p o r e s de la Pacific Mail (compañía

c o n o c i d a l o c a l m e n t e c o m o "las M a l a s del Pacífico"). Aún la ruta

de Behce se m a n t u v o viva gracias a g r a n d e s bajas en los p r e c i o s .

En 1864 t o d a v í a s e e x p o r t a b a n " g r a n d e s c a n t i d a d e s " d e a ñ i l a

t r a v é s d e l z a b a l y Belice."*^ E n r e s u m e n , e n m e n o s d e d i e z a ñ o s

tanto el t i e m p o de t r a n s p o r t e c o m o los fletes se redujeron de

forma dramática.

L a s m e j o r a s en la s i t u a c i ó n del t r a n s p o r t e h i c i e r o n q u e la

a g r i c u l t u r a d e e x p o r t a c i ó n r e s u l t a r a m á s a t r a c t i v a q u e l a pro¬

ducción para el c o n s u m o i n t e r n o y que el café en p a r t i c u l a r se

convirtiera en i m a actividad e c o n ó m i c a m e n t e v i a b l e . ' " Un sim¬

ple cálculo nos ilustra c ó m o ocurrió ésto. Si en 1853 se h u b i e r a

e x p o r t a d o café a t r a v é s de Belice, los c o s t o s de t r a n s p o r t e de

un quintal hubieran r e p r e s e n t a d o el 2 4 % del p r e c i o r e c i b i d o por

ese café en el m e r c a d o de L o n d r e s . En 1864, c u a n d o la ruta de

31.Foote al F o r e i g n Office, marzo 18, 1858, FO 6 6 - 3 .

32.£/ Conslilucional, mayo 12, 1864.

33. A n t e s de que el Gold Rush abriera nuevas oportunidades, las


exportaciones por habitante eran relativamente modestas;
en 1855 no p a s a b a n de dos p e s o s . En m e n o s de cuatro décadas
se cuadruplicaron.

68
P a n a m á ya se había i m p u e s t o y se habían ajustado los precios
a t r a v é s de la competencia, los c o s t o s de t r a n s p o r t e repre¬
s e n t a b a n s o l a m e n t e el 147t del precio de venta en L o n d r e s .
Además de esta diferencia de 10'-? hay que añadir que al
reducirse el t i e m p o del viaje también bajaban los costos por
c o n c e p t o de i n t e r e s e s . P o r otro lado, si se repiten los m i s m o s
cálculos para el añil, se ve que durante el m i s m o período el
porcentaje del precio de venta destinado a pagar costos de
t r a n s p o r t e , b a j ó d e 6.9 a 3.2VÍ , u n a d i f e r e n c i a m u c h o m e n o r q u e
en el c a s o del café.*^ En el m a r g e n , el café se b e n e f i c i ó m á s q u e
el añil y se c o n v i r t i ó en una a c t i v i d a d e c o n ó m i c a r e l a t i v a m e n t e
más atractiva.

H e m o s v i s t o , p u e s , q u e dos c a m b i o s q u e o c u r r i e r o n a me¬
d i a d o s d e s i g l o , e l a u m e n t o e n l a e s t a b i l i d a d p o l í t i c a y l a baja
de los costos de transporte, favorecieron al café de m a n e r a
particular. C o n la gradual mejora en la estabilidad política el
i n v e r s i o n i s t a p o d í a ver el futuro con más confianza. Además,
l a i n t r o d u c c i ó n d e s e r v i c i o s d e t r a n s p o r t e r e g u l a r e s , t r a j o co¬
m e r c i a n t e s m g l e s e s d i s p u e s t o s a a d e l a n t a r dinero a los comer¬
c i a n t e s s a l v a d o r e ñ o s a t r a v é s del s i s t e m a de las h a b i l i t a c i o n e s
y buena parte de ese dinero se destinó a financiar nuevos
c a f e t a l e s . La situación crediticia, e s e n c i a l p a r a el d e s a r r o l l o del
c a f é , m e j o r o d e m a n e r a p e r c e p t i b l e m i e n t r a s q u e l a baja e n l o s
costos de transporte mejoró los m á r g e n e s de beneficio. P a r a el
i n v e r s i o n i s t a de la época, los c a m b i o s eran c l a r o s : ahora podía
encontrar fondos para financiar un producto cuyo margen de
g a n a n c i a había m e j o r a d o y q u e c o n t a b a con m e r c a d o s de fácil
acceso.

3 4 . La s e l e c c i ó n de l e c h a s c o r r e s p o n d e a los d a t o s de fletes más


confiables de que se dispone En 1H.')3 no se exportaba café
de forma que no hay fletes específicos para dicho producto,
pero como en 1H64 el café pagaba el doble que el añil, se
m a n t u v o la m i s m a razón p a r a 1 « 5 3 . L a Gaceta, e n e r o 2 , 1853.
El Constitucional, septiembre 9, 1864. Ni los precios del añil
ni los del café en 1853 o 1 8 6 4 se d e s v i a r o n m u c h o del p r o m e ¬
dio de la d é c a d a r e s p e c t i v a .

69
La i n l e r p r e l a c i o n de la in trod uccion del café q u e se e s b o z a

en ios p á r r a f o s a n t e r i o r e s no n i e g a la r e l e v a n c i a de o t r a s , las

complementa y las coloca en un contexto mas amplio. Los

i n c e n t i v o s fiscales m e n c i o n a d o s por P é r e z Brignoli y Cardoso,

por ejemplo, aumentaron aun más la rentabilidad del café,

reforzaron los i n c e n t i v o s e c o n ó m i c o s q u e y a e x i s t í a n . La caída

del m e r c a d o del añil q u e m e n c i o n a n Luna y B r o w n i n g no fue

precipitada, pero sí es c o n v e n i e n t e observar la variación de los

p r e c i o s del añil con r e s p e c t o a los del café, para comprender

mejor la evolución de la agricultura salvadoreña. Quizás la

forma m a s clara de ilustrar como ocurrieron todos estos cam¬

bios es a t r a v é s de una discusión d e t a l l a d a de la e v o l u c i ó n de

los c u l t i v o s del añil y del cafe.

Añil

En 1855, e l añil t o d a v í a e r a e l p r o d u c t o d e e x p o r t a c i ó n m á s

i m p o r t a n t e , r e p r e s e n t a b a e l 86.30'/, de las e x p o r t a c i o n e s tota-

les."*"' N i n g u n a d e l a s o t r a s e x p o r t a c i o n e s t e n i a g r a n peso; los

cueros, que seguían al añil en i m p o r t a n c i a , r e p r e s e n t a b a n solo

35. Las cifras de exportación se deben manejar con cautela. El


valor oficial de las exportaciones se obtenía multiplicando el
volumen por un precio fijado por la t arifa de aforos. La tarifa
de aforos del añil se mantuvo en 1 peso por Ib. hasta 1885 y
de ahí en adelante fluctuó. La tarifa de aforos del café fue
menos regular pero las v a r i a c i o n e s r a r a vez pasaban del 20'% .
Como no hay una lista completa de las diferentes tarifas no
se pueden ajustar los datos de manera consistente. A ésto
hay que añadir que la contabilidad de las exportaciones de-
pendía de la habilidad del contador. Sin embargo, las varia¬
ciones en las senes temporales coinciden con las observa¬
ciones cualitativas y con lo que se podría esperar de acuerdo
con la teoría económica lo cual indica que las cifras se pue¬
den usar con cierta confianza.

70
e l 47í d e l t o t a l L a s o t r a s e x p o r t a c i o n e s i n c l u í a n t a b a c o , bálsa¬
m o , plata, r e b o z o s , azúcar y o t r o s . ^ Al llegar a la d e c a d a de los
s e t e n t a el café ya e m p e z a b a a j u g a r un papel relevante. El
p r o c e s o fue g r a d u a l p e r o i r r e v e r s i b l e ; p a r a 1874 l a s e x p o r t a c i o ¬
n e s de añil e r a n , por p r i m e r a v e z , m e n o s de la m i t a d del total,
aún c u a n d o el v o l u m e n e x p o r t a d o era mayor que en 1855. De
hecho, el a u m e n t o en las e x p o r t a c i o n e s de café no ocurrió a
c o s t a del añil, fue, en parte, un aumento neto, y en parte
distracción de recursos de otras actividades económicas. (Mien¬
tras q u e la p r o d u c c i ó n de café crecía m a s r á p i d a m e n t e que la
p o b l a c i ó n , la del añil se m a n t e n í a e n t r e uno y dos m i l l o n e s de
libras. P a r t e del c r e c i m i e n t o era posible g r a c i a s a la e x p a n s i ó n
de la frontera agrícola, cuando se empezaron a c u l t i v a r los
t e r r e n o s b a l d í o s q u e v e n d í a e l g o b i e r n o . A d e m á s , e s d e supo¬
nerse que cuando los cambios en los costos de transporte
hicieron m á s a t r a c t i v a la a g r i c u l t u r a de e x p o r t a c i ó n se desvia¬
ron r e c u r s o s de o t r a s a c t i v i d a d e s tales c o m o la p r o d u c c i ó n de
alimentos).

C u a n d o e m p e z ó a p r o m o v e r s e el café, por p r i m e r a vez en


la d é c a d a de los cuarenta, la p r o d u c c i ó n del añil e s t a b a p a s a n d o
por una seria d e p r e s i ó n . D u r a n t e esa d é c a d a los precios en el
m e r c a d o i n g l é s eran p a r t i c u l a r m e n t e bajos, hubo g u e r r a s con
N i c a r a g u a y H o n d u r a s , cuatro golpes de estado, una rebelión
indigenaycincobloqueosalos puertos salvadoreños ordenados
por el cónsul inglés. T o d o s estos a c o n t e c i m i e n t o s ocurrían en
un país que c o m o h e r e n c i a de los años de la F e d e r a c i ó n había
recibido obrajes de añil d e s t r u i d o s y m u y p o c o s f o n d o s l í q u i d o s .

L a s características del c u l t i v o del añil lo h a c í a n v u l n e r a b l e


a los e f e c t o s de las g u e r r a s y l u c h a s civiles. El r e p r e s e n t a n t e
n o r t e a m e r i c a n o E. G. Squier describió el problema:

;16. L o s d a t o s d i s p o n i b l e s p a r a este período sólo incluyen produc-


tos exportados por los puertos del Pacífico y no toman en
cuenta el comercio que se llevaba a cabo a través de las
fronteras. El comercio por Belice todavía era importante e
incluía una cantidad de añil considerable. La Gaceta, diciem-
bre 27, 1H55. En 1856 el c ó n s u l inglés informó que casi 3 2 %
de la cosecha de anil se exportaba por Guatemala y Hondu¬
ras. Foote al foreign Office, marzo 31, 1857, íü 66-2.

71
"La manufactura del añil no requiere procesos caros o

difíciles, pero hay que cortarlo puntualmente durante el

período adecuado, de otra forma pierde todo su valor. En

consecuencia, es n e c e s a r i o que los d u e ñ o s de las h a c i e n d a s

cuenten con una fuerza de trabajo grande y confiable. La

dificultad de obtener trabajadores cuando hay disturbios

pohticosy los t r a b a j a d o r e s se e s c o n d e n lo m á s p o s i b l e p a r a

e v i t a r ser r e c l u t a d o s h a sido u n a d e las c a u s a s p r i n c i p a l e s

d e l a c a í d a e n l a p r o d u c c i ó n d e e s t e bien.""^"^

H a b í a que cortar las hojas de j i q u i l i t e cuando la planta

estaba a punto de florecer; era e n t o n c e s c u a n d o la concentra¬

ción de añil llegaba a su punto más alto. Si lais guerras o

disturbios civiles interferían con la oferta de trabajo en el

m o m e n t o crucial, la producción bajaba de f o r m a c o n s i d e r a b l e

porque las hojas r e c o g i d a s c o n t e n í a n mucho menos añil. La

producción a u m e n t ó cuando la situación se c a l m ó un poco a

p r m c i p i o s de los años cincuenta. D e s a f o r t u n a d a m e n t e , en 1854

entre el chapulín y el terremoto de San S a l v a d o r se encarga¬

ron de i n t e r r u m p i r la r e c u p e r a c i ó n de los cultivos. La lucha

contra el chapulín y la r e c o n s t r u c c i ó n de San Salvador eran

urgentes y requerían de g r a n d e s c a n t i d a d e s de m a n o de obra.

Se p e r d i ó la m i t a d de la c o s e c h a del añil, y el m a í z y el frijol

también sufrieron. El año de 1854 s e r e c u e r d a c o m o u n a ñ o d e

hambrunas.**

Los fenómenos naturales se combinaron con las activida¬

des bélicas para dañar la actividad económica. En 1855, el

Presidente Campo envió tropas salvadoreñas para ayudar en

la guerra contra el filibustero William W a l k e r en Nicaragua.

La guerra interrumpió el c o m e r c i o con los otros países de la

r e g i ó n ; peor aún, los s o l d a d o s r e g r e s a r o n con u n a e p i d e m i a de

cólera que debilitó la fuerza de trabajo. ** Para 1861, después

37. E . G . Squier. NoWs on Central America; Particularly the Sta-


it's of Honduras and San Salvador. Nueva York; Harper &
Brothers p. 305 1855.

38. El j i q u i h t e era la planta de la cual se extraía el añil.

39.Lü Gacela, mayo 27, 1857.

72
d e u n p a r d e a ñ o s d e e s t a b i l i d a d , bajo e l l i d e r a z g o d e G e r a r d o
B a r r i o s y con p r e c i o s a l t o s en el m e r c a d o de L o n d r e s , la recu¬
peración era c o m p l e t a (ver el Cuadro 2). E s e a ñ o l a c o s e c h a fue
casi el doble que la de 1849. El año s i g u i e n t e se pasó la b a r r e r a
de los dos millones; la combinación de precios a l t o s y estabilidad
política había ejercido su influencia beneficiosa. Ciertamente
el futuro del añil c o m o p r o d u c t o de e x p o r t a c i ó n no estaba en
duda. La guerra contra G u a t e m a l a en 1863, sin e m b a r g o , s i r v i ó
p a r a r e c o r d a r a t o d o s los i n c o n v e n i e n t e s de la i n e s t a b i l i d a d .
E s e a ñ o n o s e p u b l i c a r o n d a t o s d e e x p o r t a c i ó n , p e r o l o s infor¬
m e s c u a l i t a t i v o s indican que l a e x p o r t a c i ó n d e añil d i s m i n u y ó
de m a n e r a considerable.^' E l a ñ o s i g u i e n t e l a e x p o r t a c i ó n to¬
d a v í a era la m i t a d de lo que había sido en 1862. A c o n t e c i m i e n ¬
tos lejanos contribuyeron a mantener bajos niveles de
producción; la Guerra Civil en los E s t a d o s U n i d o s creó g r a n d e s
p r o b l e m a s a la industria textil inglesa que hicieron que bajara
la d e m a n d a de a ñ i l y por c o n s i g u i e n t e su precio. A l g u n o s de los
que se d e d i c a b a n a la a g r i c u l t u r a de e x p o r t a c i ó n c o m p e n s a r o n
sus pérdidas produciendo algodón, pero p r o n t o se dieron cuenta
de que no contaban con e l e m e n t o s p a r a luchar contra las p l a g a s
de i n s e c t o s que atraía el n u e v o cultivo. El añil se e m p e z ó a
r e c u p e r a r cuando t e r m i n ó la Guerra Civil y para 1868 había
regresado al nivel de 1862. La producción siguió creciendo
h a s t a llegar a su p u n t o m á s alto en 1872. En 1873 h u b o u n a
s e q u í a y l a c o s e c h a fue l a m i t a d d e l a del a ñ o a n t e r i o r m i e n t r a s
que los precios en el m e r c a d o de L o n d r e s bajaban. ^ Otra g u e r r a
con G u a t e m a l a en 1876 c o n t r i b u y ó a d e p r i m i r l a p r o d u c c i ó n

El precio i n t e r n a c i o n a l del añil había aumentado lenta¬


m e n t e d e s d e la d é c a d a de los c u a r e n t a hasta 1868, p e r o d e ahí
en a d e l a n t e c o m e n z ó a bajar."" Los p r i m e r o s c o l o r a n t e s artifi-

40. Ibid., m a y o 27, 1857.

41.£Z Constitucional, mayo 12 y octubre 13, 1864.

42. Flint, informe al Departamento de Estado, enero 16, 1874,


Despatches of United States Consuls (de aquí en adelante,
Dusc), La Unión.

43 Michael G Mulhall. Dictionary o f Statistics. London: George


Routledge & Sons, páginas 476-477. 1899.

73
Sigue.

74
-Viene

a. En cheliufís y p e n i q u e s por l i b r a .

b. En c h e l i n e s y p e n i q u e s por q u i n t a l .

Fuentes:¿(j Gact-ta. Siatenmun's Ytraróook. "Relacionea comer-


ciales entre Et Salvador y Estadus Unidos de Norte
América" Centro America (octubre, noviembre, diciem-
bre, 1915) V I I ; 4 , 576; ítalo López V. Gerardo Barrios
I I ; 2 17; y Knut Walter. L o s d a t o s s o b r e precios p r o v i e -
nen de Michael MuUhall, The Divtiunury of Stutistics,
pp, 475-479 y 792

cíales inventados en los años cincuenta no trajeron buenos


augurios, pero hasta 1897 no había ninguno que fuera un buen
sustituto del añil locual permitió la supervivencia dei producto
hasta finales de siglo. *^ Aunque la producción nunca volvió a
los niveles de 1872, se mantuvo entre uno y dos millones de
libras hasta que cayó precipitadamente con la crisis de 1896 y
la invención de un sustituto directo. Pero ya para entonces el
café representaba el principal rubro de exportación. _

Café

Al principio la producción de café era e x c l u s i v a m e n t e para

el consumo nacionaly era necesario importar, pero una vez que

44. La primera anilina, la malveina. se inventó en 1856. Poco a


poco se introdujeron otros colorantes, pero el sustituto del
añil no se introdujo hasta 1897. Cambridge History Xl:92.

75
comenzó la exportación el avance fue ininterrumpido.*"' Las

e x p o r t a c i o n e s del g r a n o , q u e h a b í a n e m p e z a d o con u n a s cuan¬

tas libras en 1855, constituían el 35% de las exportaciones

t o t a l e s en 1 8 7 4 y e l 80*7, en 1892.

A f i n a l e s de 1848 La Gaceta i n f o r m a b a c o n optimismo que

"ya hay un s o b r a n t e [de c a f é ] sobre el c o n s u m o interior."*' La

información era optimista en exceso, las exportaciones no

empezaron hasta 1856, p e r o e x p r e s a b a u n d e s e o q u e s e e s t a b a

expandiendo rápidamente. En la década de los cuarenta la

p r o d u c c i ó n del café s e p r e s e n t a b a c o m o una opción atractiva

p o r q u e los p r e c i o s del añil se e n c o n t r a b a n m u y d e p r i m i d o s ; de

h e c h o los p r e c i o s de 1848 f u e r o n los p e o r e s d e l a d é c a d a , pero

cuando subieron disminuyó la urgencia por encontrar otro

cultivo.^^ L a baja t e m p o r a l d e los p r e c i o s , sin e m b a r g o , t u v o e l

efecto saludable de concentrar la atención en la b ú s q u e d a de

un s u s t i t u t o p a r a el añil y las a u t o r i d a d e s del p a í s e m p e z a r o n

a m o s t r a r s e i n t e r e s a d a s en el ejemplo de C o s t a Rica.

A u n q u e el e n t u s i a s m o inicial se vio a m i n o r a d o por la recu¬

p e r a c i ó n de los p r e c i o s del añil, el i n t e r é s en el café no desapa¬

reció. Se e m p e z ó con p r u d e n c i a , las p r i m e r a s m u e s t r a s q u e se

e n v i a r o n a E u r o p a " a fin d e d e t e r m i n a r s u c a l i d a d . . obtuvieron

los precios m á s altos, tanto en Inglaterra como en Francia."''*

M i e n t r a s los p r e c i o s del añil e s t u v i e r o n bajos, el g o b i e r n o em¬

pezó a pasar legislación destinada a dar incentivos para la

producción de productos alternativos al añil, i n c l u y e n d o el café.

Las primeras leyes, emitidas d u r a n t e la p r e s i d e n c i a de E u g e n i o

Aguilar, estaban d e s t i n a d a s a c o n t r a r r e s t a r uno de los princi¬

pales efectos negativos de la inestabilidad política: la escasez

de m a n o de obra debido a r e c l u t a m i e n t o s forzosos. Las nuevas

45.La Gaceta del 29 de octubre de 1847 registra la importación


de café por el puerto de Acajutla.

46.La Gaceta. 1 de diciembre de 1848. Alberto de Mestas, en su


libro El Salvador, país de lagos y volcanes. Madrid: Edicio¬
nes Cultura Hispánica pp. 103-104, 1950, narra los orígenes
remotos del cultivo del café en El Salvador.

47. Michael G. Muihall. Dictionury of Slalistics. p. 474.

48.Foote al Foreign Office, FO 66-2, marzo 31, 1857.

76
l e y e s e x i m í a n del s e r v i c i o m i l i t a r a los h o m b r e s q u e trabajaban
en los cafetales. Asimismo, aquéllos que poseyeran más de
15,000 cafetos en producción estaban exentos del deber de
servir de concejales. Los medios de transporte, caballos, muías
y b u e y e s q u e t r a b a j a b a n en las f i n c a s , no pxidían ser r e c l u t a d o s
para dar servicie publico ( p r i n c i p a l m e n t e al ejército durante
o p e r a c i o n e s m i l i t a r e s ) . O t r o s i n c e n t i v o s e r a n p u r a m e n t e fisca¬
les: una e x e n c i ó n de i m p u e s t o s por siete años y una reducción
del i m p u e s t o d e i m p o r t a c i ó n d e 4 % p a r a los c a f e t a l e r o s . " " E s t o s
i n c e n t i v o s , sin e m b a r g o , n o e r a n c o n t r a p e s o s u f i c i e n t e p a r a l o s
g r a v e s p r o b l e m a s de la escasez de crédito y de los altos costos
de transporte.

C u a n d o e m p e z a r o n las ex p o r t a c i o n e s y mejoró la situación


del t r a n s p o r t e con l a i n a u g u r a c i ó n del f e r r o c a r r i l d e P a n a m á ,
las a u t o n d a d e s pensaron en n u e v o s i n c e n t i v o s e c o n ó m i c o s que
r e f o r z a r o n las s e ñ a l e s del m e r c a d o . En 1856, p o r e j e m p l o , s e
usaron por p r i m e r a vez las tierras públicas para i n c e n t i v a r el
nuevo cultivo. Esto o c u r r i ó d e n t r o del c o n t e x t o de la fundación
de la ciudad de Nueva San Salvador cuando se repartieron
terrenos "desde seis hasta v e i n t e m a n z a n a s entre los que pidan
cultivarlos; debiendo ocupar p r e c i s a m e n t e dos terceras partes
de ellos en café."^* L a s a u t o r i d a d e s hablaban en serio; en 1858
u n d e c r e t o p u b l i c a d o e n L a Gaceta a m e n a z a b a q u e "el que no
h u b i e s e s e m b r a d o d e café las dos t e r c e r a s p a r t e s del t e r r e n o
que se le hubiese dado d e n t r o de un año c o n t a d o desde la fecha,
pierde todo d e r e c h o en el que no hubiese c u l t i v a d o . " ^' A media¬
dos de siglo, entonces, cuando se superaron los p r i n c i p a l e s
obstáculos de créditoy de costos de t r a n s p o r t e , las a u t o r i d a d e s ,
v i e n d o que el café era el p r o d u c t o que mejor respondía a estos
estímulos, decidieron reforzar los i n c e n t i v o s que el m e r c a d o y a
proporcionaba.

4a. D e c r e t o legibiativo de 9 de marzo de 1847, " en I. Menéndez.


Recopilación 1: 143 Este decreto modificó un decreto ejecu¬
tivo e m i t i d o el 2H de mayo de 1846.

50 La Gaceta 4 de diciembre de 1856.

5 1 Ibid 8 de s e p t i e m b r e de 1H58

77
La t r a n s i c i ó n del añil al c a í e t ue g r a d u a l , la e x p o r t a c i ó n d e l

c a í e fue p o s i b l e c u a n d o s e s u p e r a r o n los p r o b l e m a s i n i c i a l e s ,

pero el añil s i e m p r e era una a c t i v i d a d r e m u n e r a t i v a . 1 )e ahí en

adelantelascantidadesproducidasrespondieronalas variacio¬

nes d e los p r e c i o s d e a m b o s prod u c t o s . Para mostrar esto basta

c o m p a r a r las e x p o r t a c i o n e s de café con la relación entre los

p r e c i o s de este p r o d u c t o y los de añil. La F i g u r a 1 m u e s t r a la

evolución de los precios relativos (precios de café divididos

e n t r e p r e c i o s de añil) y las exportaciones.''''

A pesar de la precaución que hay que tener con los d a t o s

del siglo d i e c i n u e v e , la figura es c o n s i s t e n t e con d a t o s de tipo

c u a l i t a t i v o y con lo que diría la teoría e c o n ó m i c a . Es posible

decir con confianza que después de que se s u p e r a r o n l a s difi¬

c u l t a d e s i n i c i a l e s y se e m p e z ó a c u l t i v a r café, las alzas y las

bajas en la p r o d u c c i ó n c o r r e s p o n d í a n a las del p r e c i o del café

con r e s p e c t o al precio del añil. V a l e la p e n a e n f a t i z a r e s t e u l t i m o

punto: desde el punto de vista de las e x p o r t a c i o n e s la única

a l t e r n a t i v a viable al café era el añil (o v i c e v e r s a ) y por lo t a n t o

los recursos que se d e s t i n a b a n a la a g r i c u l t u r a de e x p o r t a c i ó n

se a s i g n a b a n a un c u l t i v o o a o t r o , d e p e n d i e n d o de los p r e c i o s

relativos.

52. P a r a las cifras de exportaciones y precios ver las fuentes del


Cuadro 2 Para que la figura resultara clara se dividió el
valor de las exportaciones entre 250.000, de tal forma que el
eje v e r t i c a l i n d i c a dos u n i d a d e s : primero, el número de libras
de añil que se pueden comprar con el precio de un quintal de
café; segundo, el valor del cafe exportado dividido entre
250.000. Además, se incorporó un retraso de tres años para
darle tiempo a la producción de café a que se ajustara a las
variaciones en los precios del mercado internacional Así, la
p r o d u c c i ó n de 1863 se c o m p a r a con los p r e c i o s de 1860. A q u é ¬
llos con inclinaciones estadísticas se tranquilizarán al saber
que la impresión visual del gráfico se puede confirmar con
una regresión.

78
Gráfico 1

PRECIOS RELATIVOS Y CAFE E X P O R T A D O


CONCLUSIÓN

Un examen d e t a l l a d o del a m b i e n t e e c o n ó m i c o q u e e x i s t i a

en El S a l v a d o r c u a n d o se e m p e z ó a e x p o r t a r café, nos ayuda a

c o m p r e n d e r los c a m b i o s que hicieron que el negocio del café

c o m e n z a r a a ser a t r a c t i v o p a r a los i n v e r s i o n i s t a s . Una forma

útil de p e n s a r en este p r o b l e m a es prestar a t e n c i ó n a lo que

ocurrió con los costos y beneficios del café. D e s d e el p u n t o de

vista de los c o s t o s e n c o n t r a m o s dos cuyo cambio fue crucial

para la adopción del café: los del c r é d i t o y los del t r a n s p o r t e .

A m b o s eran cruciales para un cultivo que r e q u e r í a una inver¬

sión c o n s i d e r a b l e y que, si se c o m p a r a con el añil, era relativa¬

m e n t e v o l u m i n o s o para su precio y, por lo t a n t o , m i e n t r a s los

costos de transporte fueran altos no era rentable. A mediados

de siglo los c o s t o s del c r é d i t o c o m e n z a r o n a bajar al r e d u c i r s e

los riesgos que c o n l l e v a b a la i n e s t a b i l i d a d política y al a u m e n ¬

tar el n ú m e r o de c o m e r c i a n t e s e x t r a n j e r o s d e s e o s o s de a d e l a n ¬

tar fondos. El número de comerciantes extranjeros activos en

la región a u m e n t ó por el m i s m o m o t i v o que m e j o r ó la s i t u a c i ó n

del t r a n s p o r t e , la i n c o r p o r a c i ó n del E s t a d o de C a l i f o r n i a a los

Estados U n i d o s y el Gold Rush hicieron que a u m e n t a r a n dra¬

m á t i c a m e n t e el tráfico m a r í t i m o y la a c t i v i d a d c o m e r c i a l a lo

largo de l a c o s t a del Pacífico. Tanto la situación del crédito

c o m o la del t r a n s p o r t e m e j o r a r o n de f o r m a s o s t e n i d a a lo l a r g o

de la segunda mitad del siglo. El efecto combinado de estos

cambios hizo que la agricultura de exportación resultara más

atractiva que otras actividades e c o n ó m i c a s y, como ya se mos¬

tró, ambos cambios tenían un i m p a c t o m á s favorable sobre los

c o s t o s del café q u e sobre los del añil.

Desde el punto de vista de los beneficios, los p r e c i o s d e l café

a u m e n t a r o n poco a poco (aunque de forma un tanto irregular)

con r e s p e c t o a los del añil, hasta que a finales del siglo dieci¬

n u e v e los p r e c i o s del ú l t i m o p r o d u c t o s e d e r r u m b a r o n , pero ya

para entonces el café era el producto de exportación más

importante de El Salvador y la base económica de su élite

gobernante.

80
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1857.

82
ECONOMÍA POLÍTICA
DEL CAFÉ EN COSTA RICA
(1850-1950)*

Héctor Pérez Brignoli

V a m o s a e x a m m a r , en sus líneas f u n d a m e n t a l e s , la evolu¬


ción de la e c o n o m í a de C o s t a R i c a d e s d e m e d i a d o s del siglo
diecinueve hasta 1950. C o m e n z a r e m o s por los a s p e c t o s m á s
generales que pueden, a largo plazo, darnos una visión sintética
de los factores m á s p e r m a n e n t e s y significativos. Presentare¬
m o s l u e g o un m o d e l o d e s c r i p t i v o de las i n t e r a c c i o n e s básicas
de la e c o n o m í a c o s t a r r i c e n s e a corto y m e d i a n o plazo. Conclui¬
r e m o s con un análisis de la estructura social de la e c o n o m í a
cafetalera, en el cual se v u e l v e i m p r e s c i n d i b l e integrar, desde
una óptica de conjunto, los resultados de todo el trabajo.

A. El proceso de transición, que permitió a Costa Rica una


t e m p r a n a integración al m e r c a d o m u n d i a l del siglo d i e c i n u e v e
y la c o n s o l i d a c i ó n de u n a " e c o n o m í a a b i e r t a " no o c u p a r á nues¬
tra atención. I n d i c a r e m o s s o l a m e n t e q u e d i c h a t r a n s i c i ó n pre¬
sentó caracteres extraordinariamente simples: rápida
afirmación de un p r o d u c t o e x p o r t a b l e (el c a f é q u e r e e m p l a z a

Publicado en Avances de Invt-stigucicn N ' 5. Centro de Inves-


tigaciones Históricas. Universidad de Costa Rica 1981.
( Mimeo>.

83
al t a b a c o ) y p r o n t a u n i f i c a c i ó n de los i n t e r e s e s a g r o e x p o r t a d o -

res en un país de frontera abierta

El punto de partida incluye también un bajo nivel de

desarrollo - h e r e n c i a de un largo y s o ñ o l i e n t o p a s a d o c o l o n i a l -

en un país pequeño y escasamente poblado (unos 120 mil

habitantes en 1864, fecha del p r i m e r c e n s o de p o b l a c i ó n mo¬

derno). Con esto, se crearon t a m b i é n las c o n d i c i o n e s para un

grado m u y bajo de di versificación del sector exportador y un

reforzamiento p a r a l e l o del carácter "abierto" de la e c o n o m í a

costarricense.

Como estudio de caso, el que ahora nos ocupa resulta

particularmente ventajoso para estudiar, en un estado relati¬

v a m e n t e "puro", la dinámica propia de una economía exporta¬

dora en A m é r i c a Latina. Un problema como éste parece ideal

para un ejercicio analítico desde la p e r s p e c t i v a de la m o d e r n a

teoría del c r e c i m i e n t o . ' Pero parece que en la ciencia e c o n ó m i c a

de nuestros días el rigor teórico nos c o n d e n a a la s i m p l i f i c a c i ó n ^

excesiva si no abusiva. Kalecki advirtió, en uno de sus ú l t i m o s

e s c r i t o s , q u e "el m a r c o i n s t i t u c i o n a l d e u n s i s t e m a s o c i a l c o n s ¬

tituye un elemento fundamental de su dinámica e c o n ó m i c a al

igual que de la del crecimiento referida a dicho sistema"."* Y

aunque todos los grandes economistas que han reflexionado

sobre el p a s a d o y el futuro del capitalismo industrial (Marx,

Keynes, Schumpetery Hansen ofrecen ejemplos característi¬

cos) han incluido en sus argumentos una gran cantidad de

factores institucionales, esas p r e o c u p a c i o n e s han cedido frente

a los e m b a t e s del r i g o r t e ó r i c o y la a b s t r a c c i ó n c r e c i e n t e s . La

Nos referimos al modelo Harrod-Domar y a los desarrollos de


la teoría del crecimiento a partir de los años 1950. Cf.,
Sunkel y Paz. El subdesarrollo lutinuamericano y la teoría
del desarrollo. México, Siglo XXI. 1970. parte tercera; Hahn
y Matth ews. "The Theory of Economic Growth", Surveys of
Economic Theory. "Vol.ii. Londres, MacmiUan, 1965.

2. John Hicks. Capital and Growth . Londres, Oxford University


Press, 1965, pp. iv v, 3-14.

3. Michel Kalecki, "La théorie de la croissance dans les diffé-


rents systemes sociaux". Scientia. Milán, 1970, vol. 105, v-vi,
pp.145-150, cita en la p.145.

84
historia económica -basta un rápido examen de la Cambridge
Economic History of E u r o p e o de la Histoire de la France
R u r a l e dirigida por Duby y W a l l o n , para convencerse- marcha
p o r s e n d e r o s b a s t a n t e a p a r t a d o s d e los d e l a t e o r í a del creci¬
miento económico. La afirmación de Rostow, en una obra
r e c i e n t e , n o p u e d e ser m á s s i n t o m á t i c a :

" C o m o h i s t o r i a d o r a l i g u a l q u e c o m o e c o n o m i s t a , d e b o ser
m á s leal con la c o m p l e j i d a d total que alcanzo a percibir en
la historia que con la elegancia formal sofisticada pero
sobre s i m p l i f i c a d a que p u e d e n p r o v e e r n o s los m o d e l o s . La
t e o r i a d é l a p r o d u c c i ó n , d i n á m i c a y d e s a g r e g a d a , q u e utili¬
zo en este libro, es algo mas compleja que, digamos, un
m o d e l o de equiübrio W a l r a s i a n o o un m o d e l o de crecimien¬
to e c o n ó m i c o neoclásico o tipo Harrod-Domar. Creo que
p r o v e e un mejor e s q u e m a p a r a tratar los ciclos l a r g o s , los
ciclos e c o n ó m i c o s o las s e c u e n c i a s del c r e c i m i e n t o nacio¬
nal, que los m o d e l o s m á s a g r e g a d o s , al igual que para el
a n á l i s i s del p r e s e n t e y la p r e v i s i ó n del futuro de la econo¬
mía mundial".''

S i p a r a l a t e o r í a e c o n ó m i c a , l a i n c l u s i ó n d e a s p e c t o s insti¬
tucionales resulta esencial para caracterizar p l e n a m e n t e a un
sistema económico,^ es también obvio que la reflexión teórica
p a r t e n e c e s a r i a m e n t e de tipos m á s o m e n o s d e f i n i d o s de estruc¬
turas económicas. Pero el capitalismo en estado puro no existe,
y l o m i s m o o c u r r e c o n o t r o s tipos de sociedades.** La r e a ü d a d
histórica nos ofrece sociedades en las cuales, por ejemplo, el
m o d o de producción c a p i t a l i s t a d o m i n a n t e está a r t i c u l a d o con
otras formas de producción diferentes. Las discusiones de los

4. W w Rostow. The World Economy. History and Prospect. Aus-


tin, University of T e x a s P r e s s , 1978, p. Xll x i l l .

5 N. Georgescu-Roegen. "Teoría económica y economía agra¬


ria" Eicher y Witt (editores). La Agricultura en el desarrollo
económico. México, Limuss-Eiley, 1968, p. 170 ioriginal, Ox
ford Economic Papers, Vol 12, febrero de 1960).

6 Tal como pueden aparecer en las conceptualizaciones y tipo-


l o g i a s u s u s: etapas con base en el desarrollo mercantil,
t e o r ía de los modos de producción, etc.

85
ú l t i m o s treinta o m a s años, en torno a las s o c i e d a d e s p r e i n d us-

t r i a l e s , el c a m p e s i n a d o , y en g e n e r a l los p r o b l e m a s del s u b d e -

sarrollo, permiten afirmar seriamente que los conceptos

analíticos desarrollados para ciertos tipos de economías no

p u e d e n a p l i c a r s e , sin p r e c a u c i ó n , y e n c i e r t o s c a s o s r e s u l t a n d e l

todo inadecuados, si se intenta analizar con ellos otros tipos de

economías.

A h o r a bien, desde el siglo dieciocho en a d e l a n t e , el proble¬

ma histórico mayor, que afecta en m a y o r o m e n o r g r a d o a t o d a s

las s o c i e d a d e s , es el de su inserción en un c a p i t a l i s m o expansi¬

vo, de dimensiones mundiales. Los sectores p r e c a p i t a l i s t a s o no

capitalistas de estas economías pueden verse tanto como un

r e s i d u o del p a s a d o c o n d e n a d o i r r e m i s i b l e m e n t e a la d e s a p a r i ¬

ción cuanto c o m o un v e r d a d e r o r e q u i s i t o p a r a el p r o p i o funcio¬

n a m i e n t o del c a p i t a l i s m o . Aunque la atención reciente hacia

estos problemas ha sido mucha,' su discusión tiene hondas

r a í c e s en las p o l é m i c a s de finales del siglo d i e c i n u e v e s o b r e el

" d e r r u m b e del capitalismo" y la n a t u r a l e z a del imperialismo

( R o s a L u x e m b u r g o , Lenin, Kautsky, etc.).

Los aspectos que se acaban de señalar permiten entender

porqué el considerar la historia e c o n ó m i c a de un país subdesa-

rroUado, resulta una tarea particularmente compleja. L a ex¬

pansión de estas economías exportadoras de bienes primarios

se basó en el c r e c i m i e n t o de la p o b l a c i ó n y la i n c o r p o r a c i ó n de

áreas vacías.** E s t o q u i e r e decir que los a s p e c t o s e s p e c i a l e s del

crecimiento pasan a un plano de primera importancia, en

contraste con la t e o r í a b a s a d a en un c a p i t a l i s m o de i n d u s t r i a s ,

en el cual la e x p a n s i ó n se basa en la fabricación de d i f e r e n t e s

tipos debienes reproducibles.^ Por otra parte, la fuerza expan-

7. Basta mencionar a Samir Amín, P. Ph. Rey y R. Bartra.

8. El llamado "Staple-approach" ha previsto un enfoque siste-


mático de este aspecto enfatizando la complejidad creciente
de la economía en el curso de su evolución (Cf. M. Watkins.
"A Staple theory of Economic Groveth". Canadian Journal of
Economías and Political Science. Vol 29, 1963, pp. 141-158),
pero su valor, básicamente descriptivo, queda limitado al
caso de regiones "vacías", de poblamiento "reciente".

9. Para un intento de planteamiento de los aspectos espaciales

86
s i v a del c a p i t a l i s m o e n e l s i g l o d i e c i n u e v e c o n t r i b u y ó d e c i s i v a ¬
m e n t e a la v i s i ó n g e n e r a l i z a d a sobre el "carácter a c c i d e n t a l " o
" r e s i d u a l " d e l a s f o r m a s d e p r o d u c c i ó n n o c a p i t a l i s t a s . E s cu¬
rioso q u e e s t a m a n e r a d e v e r l a s c o s a s fue c o m p a r t i d a t a n t o p o r
q u i e n e s c o n f i a b a n e n l a i d e o l o g í a liberal del p r o g r e s o c u a n t o
p o r q u i e n e s c r e í a n e n l a i n m i n e n c i a d e l fin d e l a b u r g u e s í a y e l
capitalismo.'"
Un m o d e l o t e ó r i c o r e a l m e n t e util para la historia de las
econonaiasde exportación debería esclarecer, mínimamente:

1. las condiciones del desarrollo del capitalismo en la


agricultura, incorporando explícitamente el problema de la
frontera;

2. los m e c a n i s m o s de la a c u m u l a c i ó n de c a p i t a l en situacio¬
n e s en las c u a l e s la a r t i c u l a c i ó n con s e c t o r e s no c a p i t a l i s t a s
resulta esencial;

3. el p a p e l del c r e c i m i e n t o de la p o b l a c i ó n en los a s p e c t o s

recién mencionados.

B. V o l v a m o s ahora al t e m a principal de este artículo. Una


medida cuantitativa agregada, c o m o l a p r o d u c t i v i d a d d e l tra¬
bajo, podría darnos la mejor y m á s sintética ilustración sobre
los c a m b i o s de la economía a largo plazo. El producto por
trabajador y el p r o d u c t o por h e c t á r e a han permitido formular
c o m p a r a c i o n e s d i a c r ó n i c a s y s i n c r ó n i c a s del mayor interés."

de desarrollo, Cf. DE. Keeble. "Models of Economic Develop-


ment", Chorley-Haggett (ed). Models in Geography. Londres,
Methuen, 1967, pp.243-302.

10. U n ejemplo, de particular significación en el análisis del


SubdesarroUo, es la asimilación entre desarrollo del capita¬
lismo en la agricultura y la tendencia a la concentración
( e l i m i n a c i ó n de la pequeña propiedad) p r e s e n t e en la obra de
Marx, Kautsky y Lenin. Para una interesante visión de las
debilidades del análisis de Lenin Cf. Chantal de Crisenoy.
"Capitalism and Agriculture". Economy and Society. Vol. 8
No. 1, Febrero 1979, pp.9-25.

87
Desgraciadamente, la construcción de estos índices plantea, en

la investigación histórica, serios problemas de d o c u m e n t a c i ó n .

Sin e m b a r g o , e l c a r á c t e r r e l a t i v a m e n t e s i m p l e d e l a e c o n o m í a

a g r o e x p o r t a d o r a que nos ocupa nos p e r m i t e t o m a r con cierta

confianza dos indicadores indirectos de la productividad del

trabajo en el conjunto de la e c o n o m í a nacional: las e x p o r t a c i o ¬

nes (a precios c o n s t a n t e s ) p o r t r a b a j a d o r m a s c u l i n o y l a s ex¬

p o r t a c i o n e s de café en k i l o g r a m o s por t r a b a j a d o r m a s c u l i n o .

J u s t i f i q u e m o s las o p c i o n e s c o m e n z a n d o por el denomina¬

dor. Hemos considerado como trabajadores masculinos a todos

los v a r o n e s de 15 a 59 años.'^ La cifra no mide el g r a d o de

ocupación ni tampoco toma en cuenta el trabajo femenino,

particularmente importante en las épocas de cosecha. Esto

q u i e r e decir que los índices reflejarán ú n i c a m e n t e el compor¬

t a m i e n t o del sector e x p o r t a d o r con r e l a c i ó n a la m a n o de o b r a

masculina potencialmente utilizable. El v a l o r de las exporta¬

ciones a precios constantes'"* se considera en l u g a r del p r o d u c t o

nacional bruto. El volumen físico de la exportación de café

p r o v e e u n a m e d i d a a d i c i o n a l del r e n d i m i e n t o d e d i c h o s e c t o r .

En el gráfico 1 pueden verse ambos i n d i c a d o r e s bajo la

forma de datos anuales representados en escala s e m i l o g a r í t m i -

ca. Si las exportaciones constituyen un buen indicador del

p r o d u c t o n a c i o n a l b r u t o - y lo son en u n a e c o n o m í a c o m o la de

11. H a y a m i y V. Ruttan. Agricultural Deuelopment: An Interna


tional Perspective Baltimore y Londres. The Johns Hopkins
Press, 197 1.

12.La sene anual se construyó proyectando a p a r t i r de la e s t r u c -


t u r a de e d a d e s , de los censos de 1864, 1892, 1927 y 1950.

13. C o m o el interés es medir eJ valor adquisitivo de las exporta-


ciones, éstas fueron deflacionadas con el índice de precios al
por mayor de Estados Unidos íWholesale pnce índex) elabo¬
rado por el Bureau of L a b o r Statistics. La base elegida, 1926.
resulta ser un año particularmente próspero y estable en la
economía costarricense, en vísperas de la crisis de 1930 y ya
restablecida de los violentos trastornos originados por la
Primera Guerra Mundial. Para los cambios de base y sucesi¬
vos e m p a l m e s exigidos por el índice, se siguió el procedimien¬
to de Friedman-Schwartz, A Monetary History of the United
States, 1867-1960. NuevaYork, National Bureau of Economic
Research. 1963, cuadro 62.

88
Gráfico 1

E X P O R T A C I O N E S DE CAFE POR T R A B A J A D O R
-En valor, a precios de 1926 y en
Kg de café por trabajador masculino-

80
Costa Rica , p o d e m o s afirmar que, a largo plazo, la producti¬

vidad por trabajador m a s c u l i n o está e s t a n c a d a o en declina¬

ción. E s t o es c o m p a t i b l e con el c o m p o r t a m i e n t o del í n d i c e de

exportaciones en k i l o g r a m o s de café por trabajador m a s c u l i n o :

entre 1870 y 1950 e s t a r e l a c i ó n t i e n d e a d i s m i n u i r a un ritmo

p r o m e d i o a p r o x i m a d o d e - 1 .8% a n u a l . C o m o h a s t a 1966 C o s t a

R i c a n o a f r o n t ó p r o b l e m a s d e stocks q u e n o h a l l a r a n c o l o c a c i ó n

en el m e r c a d o m u n d i a l , y t a m p o c o hay indicios, en ese lapso,

de g r a n d e s cambios tecnológicos o d e m o g r á f i c o s , l a c u r v a re¬

fleja las t e n d e n c i a s en los r e n d i m i e n t o s por u n i d a d de s u p e r f i c i e

y las v a r i a c i o n e s c l i m á t i c a s . '

El c o m p o r t a m i e n t o de ambos índices'^ nos permiten afir¬

mar, en conclusión, que el crecimiento de la e c o n o m í a agroex-

14. P a r a evidencias sobre la disminución en los rendimientos por


manzana y por cafeto Cf. Carolyn Hall. El Café y el desarro-
llo histórico geográfico de Costa Rica. San José, Editorial
C o s t a Rica, 1976, pp. 152-166.

15. E l significado de los índices utilizados resulta mucho más


claro en la siguiente íormalización:

90
p o r t a d o r a de C o s t a R i c a , e n t r e el ú l t i m o c u a r t o del siglo X J X y

los años 1950, s e r e a l i z ó sin progreso técnico."* Entendemos

esta última noción como cambios tecnológicos que operan au¬

mentando la productividad de la m a n o de obray el rendimiento

por unidad de superficie.'^ Es obvio que utilizamos una concep¬

ción r e s t r i n g i d a del p r o g r e s o t é c n i c o , d e n t r o del tema amplio

del c a m b i o tecnológico.^*

16. N o s referimos básicamente a la p r o d u c c i ó n agrícola El bene¬


ficio conoció, aún después de la adopción del procedimiento
húmedo, hacia 1850, mejoras, que por lo demás no han sido
bien estudiadas. Los servicios y en particular el transporte
sufrieron cambios probablemente más significativos.

17. S e g u i m o s la distinción propuesta por A . K . Sen, "The Cholee


of Agrieultural Techniques in Underdeveloped Countries".
Economic Development and Cultural Change, 7 (abril de
1959), pp.279-85.

18 El cambio tecnológico, examinado desde la perspectiva del


historiador debe incluir necesariamente los aspectos psico-
sociales y culturales pertinentes, en interacción con la evo¬
lución social. Cf. Marc Bloch. Mélanges Historiques. París,
Sexpen, 196;i, li, pp.833-8.18 (texto publicado originalmen¬
te en 1938).

91
Si los r a z o n a m i e n t o s a n t e r i o r e s son c o r r e c t o s , el sostenido

ritmo de a u m e n t o de las e x p o r t a c i o n e s , tanto a precios cons¬

t a n t e s c o m o en v o l u m e n físico (ver el cuadro 1), se explica por

un i n c r e m e n t o p a r a l e l o en los i n s u m o s básicos: la p o b l a c i ó n y

el territorio incorporado.''* Esto nos llevaría a concluir que

Costa Rica constituye un ejemplo típico de e c o n o m í a de expor¬

tación, con un c r e c i m i e n t o b a s a d o m á s en la " i n c o r p o r a c i ó n de

factores",* que en el progreso técnico o la acumulación de

capital.

C. ¿Qué variables podrían explicarnos, a corto y a mediano

plazo, el comportamiento de una economía de exportación

como la de Costa Rica?

Si c o n s i d e r a m o s como c o n s t a n t e s el c r e c i m i e n t o de l a po¬

blación, la i n c o r p o r a c i ó n de n u e v a s t i e r r a s y la d e m a n d a inter¬

nacional de bienes primarios, el i n c r e m e n t o en el capital social

básicoy en general el gasto publico,"' adquieren una importan-

19. E n t r e 1864 y 1950 la población crece a un ritmo promedio


aproximado del 2'/í anual. Como la estructura de edades per¬
manece invariable, la oferta de mano de obra se incrementa
a un ritmo equivalente al del crecimiento poblacional. No
existen datos confiables sobre el área cultivada antes del
censo cafetalero de 1985. Un cálculo de las áreas colonizadas
a lo largo de los siglos Xix y XX efectuado a partir del mapa
de desarrollo de la colonización elaborado por H. Nuhn, (At¬
las p r e l i m i n a r de Costa Rica, San José, 1978, mapa 12) mos¬
tró un acusado paralelismo con el ritmo de aumento de la
población.

20. C i r o Cardoso y H. Perez-Bngnoli. Historia Económica de


América Latina, tomo li. Economías de exportación y desa¬
rrollo capitalista. Barcelona, editorial Crítica. 1979, pp
204-210.

2 1 . El capital social básico o capital social fijo se refiere a


servicios básicos que constituyen una condición para todas
las demá.s actividades económicas. "En su sentido más am¬
plio, incluye todos los servicios ptíblicos, desde la j u s t i c i a y
el orden a través de la educación y la salubridad pública,
hasta el transporte, las comunicaciones y la oferta de ener¬
gía y agua, así como el capital agrícola fijo y los sistemas de
irrigación y drenaje. Lo principal del concepto probable-men-
te puede restringirse al transporte y la energía". Albert O

92
cía e s t r a t é g i c a . C o n c e n t r a r e m o s ahora nuestra atención en la

política g u b e r n a m e n t a l d e p r o m o c i ó n del s e c t o r e x p o r t a d o r .
La c o n e x i ó n entre el capital social básico y las activi¬
d a d e s d i r e c t a m e n t e p r o d u c t i v a s " p u e d e p l a n t e a r s e del siguien¬
te modo:

1. existe un nivel m í n i m o de capital social básico indispen¬


s a b l e p a r a l a e x p a n s i ó n inicial del s e c t o r e x p o r t a d o r ;

2. en la e t a p a s i g u i e n t e las i n v e r s i o n e s en a m b o s tipos de
actividades interactüan m u t u a m e n t e pero siempre se mantie¬
ne el requisito del capital social básico para desarrollar las
actividades "directamente productivas".

El gráfico 2 ilustra t e ó r i c a m e n t e las d i f e r e n t e s posibilida¬


des; la recta de 45" representa la trayectoria de aumentos
p r o p o r c i o n a l e s en a m b o s tipos de i n v e r s i ó n ; la curva A repre¬
s e n t a costos de una producción dada al alterarse la disponibi¬
lidad de capital social básico.

Es obvio que estos razonamientos no pueden reemplazar


el e x a m e n de d i f e r e n t e s s i t u a c i o n e s históricas, en las cuales se
encontrarán previsiblemente al m e n o s dos aspectos de mucho
i n t e r é s : los "cuellos de botella" o c a s i o n a d o s por una e x p a n s i ó n
lenta o "mal o r i e n t a d a " del capital social b á s i c o ; c o m p o s i c i o n e s
m u y d i v e r s a s del c a p i t a l social b á s i c o , q u e c o n v e n d r í a d e s a g r e ¬
gar en lo posible. En todo caso, la identificación entre capital
social básico y g a s t o del gobierno, debe m a n e j a r s e con precau¬
ción. Tal como aparece en el sugestivo modelo de "Desarrollo
colonial" de B i r n b e r g y R e s n i c k " " e x i g e a l m e n o s d o s califica¬
ciones."'' P r i m e r o , es necesario a s e g u r a r que el g a s t o i m p r o d u c -

Hirschman La estrategia del desarrollo económico. Traduc¬


ción de T. Márquez, México, F.C.E., 1961, pp. 89-90.

22. H i r s c h m a n , Op. cit., pp. 89-103.

23 T.B. Birnberg y S.A. Resnick. Colonial "Development": An


Econometric Study. New Haven y Londres, Yale University
Press, 1975.

24. Bent Hansen, R e s e n a del l i b r o de Birnberg y Resnick: en The


Journal of Economic Lilerature. diciembre de 1976, pp.
1299-1305

93
Fuente y método de cálculo:

Datos originales en Anuarios Estadísticos. Las exportaciones en


valor fueron relacionadas con el Wholesale Price Index ( U S A ,
Bureau o f Labor Statistics. 1926-100). Las tasas de crecimiento
anual resultan de ajustar cada sene temporal a una función
exponencial, el r2 indica la bondad del ajuste y constituye una
medida de las oscilaciones alrededor de la tendencia de creci¬
miento uniforme.

94
Gráfico 2

V A R I A C I O N E S EN EL COSTO DE UNA
P R O D U C C I Ó N DADA AL ALTERARSE
LA DISPONIBILIDAD DE CAPITAL
SOCIAL BÁSICO

Disponibilidad y costo

en capital social básico

Fuente: Hirschman, Albert O Lu eatraiegia del desarrollo eco-


nómico. México F.C.E. , 1961, p. 93.

t i v o d e l g o b i e r n o c o n s t i t u y e u n a p r o p o r c i ó n m u y baja del g a s t o
público t o t a l ; s e g u n d o , hay que prestar atención al financia-
m i e n t o del g a s t o por lo cual ni el t e m a de la d e u d a pública, ni
el t e m a de las i n v e r s i o n e s extranjeras pueden soslayarse.

Por otro lado, p a r a m e d i r con cierta precisión el i m p a c t o


del g a s t o del g o b i e r n o en el p r o c e s o de d e s a r r o l l o de la e c o n o m í a
de exportación, no b a s t a con d e m o s t r a r los a s p e c t o s recién
señalados. Es n e c e s a r i o e n c o n t r a r e c o n o m í a s en las cuales los
e f e c t o s de " e s l a b o n a m i e n t o " o " e n l a c e " * del p r o p i o s e c t o r e x p o r -
tador p e r m a n e z c a n a una nivel m í n i m o , en un período histórico
más o menos largo. De otro m o d o sería ilusorio poder separar

25. P a r a una definición de este concepto Cf. A. Hirschman Op.


Cit. Cap. IV y Cap. VI; del mismo autor, "Enfoque generali¬
zado del desarrollo por medio de enlaces, con referencia es¬
pecial a los productos básicos". El Trimestre Económico,
N"17:í, enero-marzo de 1977, pp 199-236.

95
l a c o n t r i b u c i ó n e s p e c í f i c a del g a s t o del g o b i e r n o a l p r o c e s o d e

expansión del sector exportador.

El caso que nos ocupa cumple con creces los r e q u i s i t o s

anteriores. La c o m p o s i c i ó n de las e x p o r t a c i o n e s (ver c u a d r o 2)

y de las i m p o r t a c i o n e s (ver cuadro 3) nos indican efectos de

enlace, en la esfera de la producción, particularmente débiles.

En las i m p o r t a c i o n e s , el peso a b r u m a d o r de los b i e n e s de con¬

s u m o no d u r a d e r o s se m a n t i e n e en todo el p e r í o d o y la c o m p o ¬

sición d e éstos t a m p o c o sufre modificaciones significativas.

L a e c o n o m í a d e C o s t a R i c a r e s u l t a ser t a m b i é n particular¬

mente simple en su carácter de "economía abierta". El gráfico

3 ilustra suficientemente la relación inversa entre la tasa de

c a m b i o y los t é r m i n o s del i n t e r c a m b i o . Esto quiere decir que el

i m p a c t o de las f i u c t u a c i o n e s del c o m e r c i o e x t e r i o r en la e s f e r a

social q u e d a b a l i m i t a d o a los e f e c t o s de la t a r i f a a d u a n e r a . Esta

era utilizada con un criterio e x c l u s i v a m e n t e fiscal y t a s a d a por

el sistema "específico",^ con lo cual los bienes de consumo

masivo resultaban siempre g r a v a d o s en una mayor proporción.

En otros t é r m i n o s , la tarifa e x p r e s o los p r i n c i p i o s del liberalis¬

mo m á s clásico y t r a n s p a r e n t e .

El sistema m o n e t a r i o estuvo, en todo el período considera¬

do, no m e n o s d i r e c t a m e n t e i n t e g r a d o al s e c t o r e x p o r t a d o r . ^ La

reforma m o n e t a r i a que llevó en 1900 a l a a d o p c i ó n d e l p a t r ó n

oro, c o m p l e t a el cuadro de m e d i d a s de política liberal al v o l v e r

el crédito "objeto de racional c o m p e t e n c i a " . ' * El s i s t e m a sufrió

adaptacionesy cambios considerables* pero nunca se apartó

26. E l gravamen se establecía según características exteriores


del producto (peso, volumen, cantidad, etc.) sin que intervi¬
niera el valor Cif o Fob de la mercancía. Cf. Carlos Merz. El
arancel de Aduanas de Costa Rica, su historia y aplicación.
San José, 1931, pp. 36-40.

2 7 . Cf. Tomás Soley Güel. Historia Monetaria de Costa Rica. San


José, Imprenta Nacional, 1926.

28. R o d r i g o Fació. Estudio sobre economía Costarricense. Obras,


I. San José, Editorial Costa Rica 1972, p. 68 (la primera
edición de esta obra es de 1942).

2 9 . Cf. Rodrigo Fació La moneda y la Banca Central en Costa


Rica. Obras, u, San José, Editorial Costa Rica, 1973 (prime-

96
de las líneas e n u n c i a d a s . La primera guerra mundial ocasionó
la incon v e r t i b i l i d a d y los c a f e t a l e r o s r e t i r a r o n d i v i s a s del mer¬
cado local, el tipo de c a m b i o c o m e n z ó a e l e v a r s e y con él las
obligaciones de la deuda externa. Los trastornos duraron hasta
1922; e l e s t a b l e c i m i e n t o d e l a caja d e c o n v e r s i ó n aseguró el
f u n c i o n a m i e n t o del G o l d E x c h a n g e S t a n d a r d . La crisis de 1929
p r o v o c ó otra vez la incon vertibilidad; se adoptó entonces el
control de c a m b i o s (1932-1935) y en dicho período la m o n e d a
nacional estuvo sobrevaluada.** Las r e f o r m a s b a n c a r i a y mo¬
n e t a r i a de 1937, e s t a b l e c i e r o n la b a n c a c e n t r a l y un r é g i m e n
de c a m b i o libre, dejando c a m p o a la intervención ú n i c a m e n t e
con fines de a m o r t i g u a m i e n t o a las fluctuaciones especulati-
vas."^^ Puede afirmarse que ni las fluctuaciones en el valor
interno de la unidad m o n e t a r i a -el C o l ó n - ni su paridad frente
al D ó l a r o b e d e c i e r o n a m a n i p u l a c i o n e s políticas con se ¿en tes de
su efecto de beneficio o perjuicio sobre d e t e r m i n a d o s sectores
sociales."*^

P a s e m o s a c o n s i d e r a r el p a p e l e f e c t i v o del g a s t o p ú b l i c o .
Sin pretender por ahora desagregar el gasto del Gobierno,
p o d e m o s afirmar que éste se orientaba m a y o r i t a r i a m e n t e hacia
la educación, las obras de i n f r a e s t r u c t u r a y los servicios reque¬
ridos por el sector e x p o r t a d o r . "

ra edición en 1947).

30. A l f r e d o González Flores. La criaia económica de Costa Rica,


su origen, proceso y factores que la han agravado. San José,
Trejos, 1936.

31.R. Fació, La moneda... , p. 119

32. La inflación originada por las abundantes emisiones incon¬


v e r t i b l e s de Tinoco ( 1917-19) y el p e r í o d o de c o n t r o l de cam¬
bios (1932-1935» constituyen las excepciones mas notables.
A n t e s de 1900 l a s i t u a c i ó n es mucho menos clara y requeriría
investigaciones cuidadosas.

33. En 1929 el gasto del gobierno se distribuyó así: obras públi¬


cas 37%; amortización de la deuda 13.8%, educación y salud
pública 15.5'7,, segundad publica (gastos militares) 7.5"/.,
administración pública 19 8%; o t r o s g a s t o s 6.4^, James Wil-
kie. Statisttcs and National Policy. Part II B, Los Angeles,
University of California, (número especial del Statistical
Abatract ofLatm America, 1973), tabla iii.

97
98
Nota: Indicea de P a a s c b e < E x p u r t a c i o n e a : café y b a n a n o ; im-
p o r t a c i o n e s : textiiea y a l i m e n t o s de p r i m e r a n e c e s i d a d )

T a s a de c a m b i o real, por d ó l a r U . S . h a s t a 190Ü en p e s o s


p l a t a ; desde esa fecha en colones.

A corto y a mediano plazo, la economía del café"*^ se com-


portaba a través de un proceso circular y acumulativo, en el
cual el gasto del Gobierno cumplía un papel particularmente
estratégico.

34. La c o n t r i b u c i ó n a laa e x p o r t a c i o n e s d e ) sector b a n a n e r o se


considera como un factor exógeno. Las características de
e n c l a v e de esta actividad nos llevan a esta d e t e r m i n a c i ó n .
S o b r e el t e m a Cf. Jeffrey Casey G a s p a r . L i m ó n . IHHO 1940.
Un fatudio lif la industria bananera en Costa Rica. San José,
E d i t o r i a l C o s t a Rica, 1979
Cuadro 4

UN M O D E L O S E N C I L L O DE LA O F E R T A
DE E X P O R T A C I O N E S DE CAFÉ
(CORTO Y MEDLANO PLAZO): E C U A C I O N E S

100
U n m o d e l o s e n c i U ü d e las i n t e r a c c i o n e s m a s s i g n i f i c a t i v a s ,
a p a r e c e , bajo l a f o r m a d e d i a g r a m a d e flujos, e n e l g r á f i c o 4 ; l a s
ecuaciones correspondientes están especificadas en el cuadro
4 . D e l a s s e i s v a r i a b l e s e x ó g e n a s , P r t e it, d e p e n d e d e l a c o y u n -
tura internacional, Tt introduce condiciones institucionales,
B a n refleja la c o n t r i b u c i ó n de s e c t o r e s de e x p o r t a c i ó n diferen¬
tes al café, r e p r e s e n t a d o s a b r u m a d o r a m e n t e por la i n d u s t r i a
b a n a n e r a . Cli i n d i c a los e f e c t o s d e l a s v a r i a c i o n e s m e t e o r o l ó g i ¬
cas y en general de las condiciones a g r o n ó m i c a s . Emi rinde
cuenta de eventuales emisiones inorgánicas utilizadas como
f o r m a s d e f i n a n c i a m i e n t o del g a s t o , Gt, Exvt, Imt operan c o m o
variables p r e d e t e r m i n a d a s con retraso.

El m o d e l o demuestra como la oferta de exportaciones de


café o b e d e c e a un p r o c e s o c i r c u l a r y a c u m u l a t i v o en el cual los

Gráfico 4

UN MODELO DE LA OFERTA
DE E X P O R T A C I O N E S DE CAFE

101
factores internos tienen una i m p o r t a n c i a tan crucial c o m o los

factores externos. En otros términos, la e x p a n s i ó n del sector

e x p o r t a d o r p u e d e ser e x p l i c a d a , m i e n t r a s c o n t i n ú e l a i n c o r p o ¬

ración de nuevas tierras, se m a n t e n g a el crecimiento de la

población y no haya alteraciones duraderas en la coyuntura

internacional y en el marco institucional, por los efectos de

retroaiimentación originados en el propio sector exportador.

CH. V o l v a m o s ahora al largo plazo P a r a esclarecer las carac-

t e r í s t i c a s de la e x p a n s i ó n t e r r i t o r i a l y el rol del c r e c i m i e n t o de

la población consideraremos:

° la configuración regional de la e c o n o m í a de C o s t a Rica;

° el marco institucional de la producción c a f e t a l e r a y en

particular las r e l a c i o n e s sociales de p r o d u c c i ó n .

Los contrastes actuales, en el paisaje a g r a r i o de C o s t a Rica,

son el r e s u l t a d o de una larga historia, en la cual se a r t i c u l a n

dos e c o s i s t e m a s : el del V a l l e I n t e r m o n t a n o C e n t r a l , y el de las

áreas periféricas. La noción de e c o s i s t e m a s se refiere a una

c o m u n i d a d de o r g a n i s m o s que, j u n t o con el m e d i o a m b i e n t e se

mantiene a si m i s m a ' y e s p a r t i c u l a r m e n t e útil c u a n d o se t r a t a

de analizar los s i s t e m a s agrarios.*" El Valle Central puede

considerarse c o m o un e c o s i s t e m a en c u a n t o al uso del s u e l o , las

técnicas agrícolas, las modalidades de asentamiento rural y

urbano y aún los p a t r o n e s de c r e c i m i e n t o d e m o g r á f i c o .

Las características del medio natural y el auge de las

e x p o r t a c i o n e s de café, desde la d é c a d a de 1840, pro v e e n , j u n t o

con la f i s o n o m í a del n ú c l e o p o b l a c i o n a l h e r e d a d o de la c o l o n i a ,

los p a r á m e t r o s fundamentales.

Las zonas periféricas no poseen una uniformidad geográ¬

fica c o m p a r a b l e a la de la t i e r r a s a l t a s del V a l l e C e n t r a l . Las

costas del A t l á n t i c o , el P a c í f i c o y el Pacífico Sur, muy húmedas

35.Scientific American. El hombn- y ta ecosfera. Barcelona Blu-


me, 1975. p.ll.

36.Cf. Clifford Geertz Agricultural Inuolutiun Berkeley, Uni-


versity of California Press, 1963.

102
y con densas selvas tropicales, difieren s e n s i b l e m e n t e de la
r e g i ó n de G u a n a c a s t e , m a s seca y con un paisaje q u e no o c u l t a
su c o n t i n u i d a d con la d e p r e s i ó n l a c u s t r e de N i c a r a g u a . Podría
incluso h a b l a r s e de dos e c o s i s t e m a s bien diferenciados. Sin
embargo, la dinámica de esta región periférica se define, ante
t o d o , por su c a r á c t e r de f r o n t e r a con el V a l l e C e n t r a l . Consti¬
tuye pues, una región "funcional", que no se ubica en un medio
natural homogéneo.

La articulación que estamos discutiendo asumió rasgos


d i f e r e n c i a l e s , en el periodo 1850-1950, con una c e s u r a que se
sitúa entre la p r i m e r a g u e r r a m u n d i a l y la crisis de 1929. La
p r i m e r a e t a p a e s l a d e e x p a n s i ó n del café e n e l V a l l e C e n t r a l .
La c o l o n i z a c i ó n en la z o n a a t l á n t i c a y el a u g e de las exporta¬
ciones de b a n a n o (1880-1915) ocurren en función de la econo¬
m í a del V a l l e C e n t r a l : su origen está en la construcción del
f e r r o c a r r i l y la h a b i l i t a c i ó n de L i m ó n c o m o p u e r t o - u n a cone¬
xión m u c h o m a s d i r e c t a y b a r a t a a los m e r c a d o s m u n d i a l e s que
el viejo camino de carretas hacia Puntarenas, que evitaba
también la larga v u e l t a al Cabo de H o r n o s o los i n c o n v e n i e n t e s
del F e r r o c a r r i l t r a n s i s t m i c o por P a n a m á . L o s l a z o s con Gua¬
n a c a s t e o p e r a b a n e n f u n c i ó n d e l a g a n a d e r í a ( i n c l u y e n d o im¬
portaciones de Nicaragua) que proporcionaba tanto animales
de tiro c o m o carne para el consumo (mercado de Alajuela).
Los cultivos de subsistencia se ven desplazados, en este período,
h a c i a la p e r i f e r i a del V a l l e C e n t r a l , pero las m i g r a c i o n e s y la
c o l o n i z a c i ó n a g n c o l a s e e f e c t ú a n con l a m o t i v a c i ó n p r i m o r d i a l
de extender el á r e a del café.^ La etapa que c o m e n t a m o s se
c i e r r a con una doble crisis de las e x p o r t a c i o n e s : la del café
(bajos r e n d i m i e n t o s , p r e c i o s en d e s c e n s o e i n e s t a b i l i d a d de los
m e r c a d o s e x t e r n o s ) y l a del b a n a n o (enfermedades, descenso
de la producción, retiro progresivo de la U n i t e d Fruit C o m p a n y
de la zona atlántica).

37. L o w e l l G u d m u n s o n , "ApunteB para una historia de la ganade¬


ría en Costa Rica, 1850-1950", Revista de Ciencias Sociales.
Universidad de Costa Rica, Núm 17-18, marzo-octubre de
1979. pp. 6 1 - 1 1 1 .

38.Carolyn Hall. Op. Cit , pp 88 119.

103
En el periodo que sigue, el proceso m i g r a t o r i o se a c e n t ú a

n o t o r i a m e n t e y el café c o n s t i t u y e una m o t i v a c i ó n secundaria.

La ocupación de extensos territorios en San Carlos, T i l a r a n , el

V a l l e del G e n e r a l y el P a c i f i c o Sur, tropieza e m p e r o con serias

dificultades derivadas sobre todo del atraso en las obras de

infraestructura. Pero h a c i a f i n a l e s del período estudiado, es

decir hacia 1950, la ocupación efectiva de esas áreas y la

orientación hacia una agricultura m á s d i v e r s i f i c a d a se p e r c i b e n

con m á s claridad. En esta segunda etapa, la colonización de

las zonas periféricas c u m p l e una función de " v á l v u l a de e s c a p e " :

la p r o f u n d a crisis de la a g r i c u l t u r a del café en el V a l l e C e n t r a l

puede solucionarse a través de una vía reformista (crédito

agrícola, organización de cooperativas, e t c . ) q u e p r e s e r v a ca¬

r a c t e r í s t i c a s m u y i m p o r t a n t e s del período anterior, relativas al

tipo de e s t r u c t u r a social, g e n e r a d o por la e x p a n s i ó n c a f e t a l e r a

del p e r í o d o 1840-1914.

Las relaciones sociales de producción que dieron vida al

s o s t e n i d o c r e c i m i e n t o del c u l t i v o del c a f é e n e l v a l l e int e r m o n -

tano resultaron de dos condiciones básicas: la dominación del

capital comercial ( f i n a n c i a m i e n t o y m e r c a d e o ) y a s p e c t o s téc¬

nicos e x i g i d o s en la fase p r e v i a a la e x p o r t a c i ó n del producto

para asegurar una excelente calidad (proceso de beneficio hú¬

m e d o a d o p t a d o en la década de 1840). Al ser el café de a l t u r a

un cultivo que exige elevados insumos de m a n o de obra por

104
unidad de área cultivada (sombra, deshierbe, abonado, etc.)
e s c a s a m e n t e s u s t i t u i b l e s por m a q u i n a r i a ; y d a d a s las caracte¬
rísticas de la oferta de mano de obra, la expansión de este
c u l t i v o de e x p o r t a c i ó n a s u m i ó , en el o c c i d e n t e del V a l l e C e n t r a l ,
l a f o r m a d e u n a c o l o n i z a c i ó n e s p o n t á n e a , e n c a b e z a d a p o r pe¬
queños y medianos productores agrícolas. Ú n i c a m e n t e en la
c o l o n i z a c i ó n q u e se dio en el V a l l e del R e v e n t a z ó n (al o r i e n t e
del V a l l e C e n t r a l ) p r e d o m i n a r o n las h a c i e n d a s de un t a m a ñ o
relativamente mas grande.*'

E s t a expansión lentay gradual de los c u l t i v o s , q u e o b e d e c í a


e n ú l t i m a i n s t a n c i a a l r i t m o d e c r e c i m i e n t o d e l a p o b l a c i ó n , fue
paralela a la consolidación de los grandes cafetaleros, que
c o n t r o l a b a n los b e n e f i c i o s y el sector c o m e r c i a l y, por supuesto,
los m e c a n i s m o s del p o d e r p o l í t i c o . ' "

La estructura de dominación resultante es a p a r e n t e m e n t e


simple: un núcleo reducido -los c a f e t a l e r o s - v i n c u l a d o a los
intereses financieros del exterior, que se asienta sobre una
m u l t i t u d de p e q u e ñ o s y m e d i a n o s productores. Sin e m b a r g o ,
las relaciones internas entre estos grupos sociales distan m u c h o
de esa simplicidad caricaturesca."^ V a m o s a dedicar el resto de
este a r t í c u l o a tratar de esclarecerlas.

La estructura recién señalada, constituida hacia mediados


del siglo pasado, mostró rasgos de permanencia hasta muy
c e r c a de n u e s t r o s días. ^

El coeficiente de concentración de Gini es una medida


sintética que p e r m i t e c o m p a r a r el n ú m e r o de productores y la
extensión del área cultivada, según clases de tamaño de la

4Ü.C. Hall. Op. cit., pp.96-102. Las c a u s a s de este contraste en


el paisaje agrícola no están claras.

4 1.S. Stone. La dinastía de los conquistadores. La crisis del


poder en Costa Rica Contemporánea. San José. K D U C A , 1975,
ofrece el estudio más completo sobre dicho grupo social, con
una amplia perspectiva histórica.

42 Cf José Luis Vega Carballo, "Democracia y dominación en


Costa Rica", Foro Internacional. El Colegio de México, abril-

junio, 1980, pp 646-672.

4:i Stone, Op cit., pp 97-124.

105
explotación. El C u a d r o 5 nos m u e s t r a los r e s u l t a d o s de d i c h o

coeficiente, de a c u e r d o a los d a t o s del c e n s o a g r o p e c u a r i o de

1950. Pueden observarse ahí - a u n q u e i m p e r f e c t a m e n t e d e b i d o

a las divisiones a d m i n i s t r a t i v a s ^ t a n t o las d i f e r e n c i a s regiona¬

les recién e v o c a d a s c u a n t o el peso i m p o r t a n t e de los p e q u e ñ o s

y medianos productores. Los índices de concentración de El

Salvador y C o l o m b i a - p r o d u c t o r e s al igual que Costa Rica de

s u a v e s a r o m a t i c o s - ^ r e v e l a n con t o d a p r e c i s i ó n lo q u e se q u i e r e

decir cuando se afirma que, en el caso de Costa Rica, t a n t o por

c o m p a r a c i ó n d e n t r o del m i s m o p a í s en lo q u e se r e f i e r e a o t r a s

actividades a g r o p e c u a r i a s ' " c u a n t o con r e s p e c t o a o t r a s econo¬

m í a s de exf)ortación, el cafe no g e n e r ó un p r o c e s o ni r á p i d o ni

elevado de concentración de la propiedad territorial.

La comprobación anterior no puede hacerse, por ahora,

antes de 1950. El censo cafetalero de 1935 no c o n t i e n e d a t o s

c o m p a r a b l e s . ^ P e r o , los e s t u d i o s de caso d i s p o n i b l e nos m u e s ¬

tra, e n d o s e j e m p l o s p a r t i c u l a r m e n t e r e v e l a d o r e s - l a s e m p r e s a s

Rohrmoser y Tournon- cómo la estrategia de estos grandes

cafetaleros en el manejo de sus fincas, en ningún momento

i n c l u y ó el acaparamiento d e t i e r r a s per se.*'

44.Otros valores del coeficiente de concentración, para 1950,


son los siguientes.
• T o d a s las fincas 63%
- Propiedad del ganado vacuno 48*
- Área cosechada de cana de azúcar 32%
- Área cultivada con bananos 51<

45. D i c h o censo, publicado en la Revista del Instituto de Defen¬


sa del Café, entre 1935 y 1937, solo incluye el numero de
productores según cantidades de arbustos. Aunque se esti¬
me la extensión bajo la hipótesis de 1000 arbustos de café
por manzana, el cálculo es irreal en cuanto a las fincas
propiamente dichas porque, como lo muestra el cuadro 6,
cada finca disponía de importantes terrenos en otros culti¬
vos e incultos. Por esto, el esfuerzo de Roger Churnside,
Concentración de la tierra en Costa Rica en 1935 y 1800¬
1850: algunas consideraciones de tipo metodológico. Univer¬
sidad de Costa Rica. Instituto de Investigaciones Econó¬
micas. 1978. mimeografiado, no llega a ninguna conclusión
valedera.

46. La familia kohrmüt.er compro entre 1892 y 1935. catorce


fincas, la mayoría de ellas contiguas, al oeste de San José,

106
Cuadro 6

C O N C E N T R A C I Ó N EN LA A G R I C U L T U R A
DEL CAFÉ 1950
- índice de Gini-

Fuente y método de cálculo:

Censo Agropecuario de 1950, KADcti'Ai.. El Café en América


Latina. México. 1958 (datos sobre Colombia y El Salvador). El
índice de Gini varía entre O^í (ausencia total) 100% (concentra-
ción máxima). Para calcularlo se siguió, D. Smith. Patterns in
Human Geography. Hardmondsworth, Penquin Books, 1975, pp.
200-204.

E s p e c i f i c a r e m o s a h o r a e l s i g n i f i c a d o d e l a e x p r e s i ó n utili¬

zada m á s arriba en cuanto a "ciertas condiciones en la oferta

de m a n o de obra".

U n a e s t r u c t u r a social c o m o l a q u e e s t u d i a m o s p u e d e expli¬

c a r s e bajo l a h i p ó t e s i s d e q u e c o n s t i t u y e u n a f o r m a p e c u l i a r d e

adaptación a una relación tierra-trabajo p a r t i c u l a r m e n t e alta,

frente a un cultivo de exportación que exige elevados insumos

de m a n o de obra por unidad de área cultivada.

con un área total de 875 manzanas (604 hectáreas), C. Hall,


Op. cit., pp. 86-87. La firma Tournon, entre 1877 y 1971
compró y vendió tierras, con un m á x i m o en 1947: 841 manza¬
nas en total (580 hectáreas), Cf. Gertrude Peters. L a forma-
ción territorial de las grandes fincas de café en la Meseta
Central: estudio de la firma Tournon (1877-1955). Universi¬
dad de Costa Rica, tesis de g r a d o , 1979, p. 118.

107
D e s d e el p u n t o d e v i s t a del g r u p o c a f e t a l e r o , es d e c i r de los

i n t e r e s e s del c a p i t a l c o m e r c i a l , ' ' ' los p r o d u c t o r e s s u b o r d i n a d o s

j u e g a n un papel e q u i v a l e n t e al de trabajadores a s a l a r i a d o s . En

otros términos; el precio p a g a d o por los b e n e f i c i a d o r e s a los

pequeños cultivadores que entregan anualmente su producto

en beneficio, hace las v e c e s de un salario a destajo.'^ De este

modo los p r o d u c t o r e s de café quedaban integrados vertical-

m e n t e dentro de una estructura liderada por el capital comer¬

cial. La independencia de los pequeños productores quedó

l i m i t a d a a la o r g a n i z a c i ó n i n t e r n a del trabajo y la p r o d u c c i ó n

en su parcela; ni los c o n d i c i o n a m i e n t o s t é c n i c o s ni el c o n t e x t o

institucional permitieron una amplia v a r i e d a d de opciones.

U n a d e las c a r a c t e r í s t i c a s m á s i n t e r e s a n t e s , revelada por

el censo cafetalero de 1935, se r e s u m e en el c u a d r o 6. Como

p u e d e verse las e x p l o t a c i o n e s distribuían su área total e n t r e el

cultivo de e x p o r t a c i ó n , los c u l t i v o s de s u b s i s t e n c i a y los terre¬

nos incultos."^ Estos datos revelan con suficiente claridad la

importancia que tenían aún en 1935, cuando la estructura

g e n e r a d a a m e d i a d o s del siglo p a s a d o m o s t r a b a r a s g o s acusa¬

dos de envejecimiento, los c u l t i v o s de s u b s i s t e n c i a y el área

inculta ( i m p o r t a n t e sobre todo para el g a n a d o de tiro utilizado

en las fincas). En otros términos, una e c o n o m í a de autoconsu-

mo cuyo circuito se abría y c e r r a b a en las m i s m a s fincas de café,

se superponía a la articulación, mucho más evidente, entre

productoresdirectosy cafetaleros; la función más inmediata de

esta e c o n o m í a de a u t o c o n s u m o era la de permitir la reproduc-

47. L a lógica económica capitalista imponía un peso determinan-


te de los intereses comerciales y financieros; el sistema de
dominación social volvía, sin embargo, importante, la pre¬
sencia de los cafetaleros en las fincas. Cf. Stone, Op. cit.,
p p . 109 y sig.

48.Para los argumentos teóricos subyacentes, Cf. P. Errard, D.


Hassan y C. Viau. "Petite Agriculture et capitalisme", Ca
hiers d'économie polilique. N"4. París, Presses Universita-
ries de France, 1977, pp. 7-83.

49. El Censo de 1935 muestra también que la importancia de los


terrenos dedicados a ganadería o incultos aumentaba progre¬
sivamente en las zonas periféricas, considerando como nú-
cleo a San José.

108
Cuadro 6

R E S U M E N DE LOS CULTIVOS EN LAS FINCAS


P R O D U C T O R A S DE CAFÉ. 1935

c i o n de la t u e r z a de trabajo con i n d e p e n d e n c i a r e l a t i v a a lo q ue
podía considerarse como la tasa promedio de salario.
P e r o los b i e n e s i m p o r t a d o s e n t r a b a n en el c o n s u m o de las
familias c a m p e s m a s y el índice de precios de bienes importados
de p r i m e r a necesidad que se r e p r o d u c e en el gráfico 5, puede
t o m a r s e c o m o u n i n d i c a d o r i n d i r e c t o del c o s t o d e v i d a Es obvio

50. No hemos encontrado, hasta ahora, fuentes homogéneas y


continuas para el estudio de los salarios. La evidencia cuali¬
tativa sobre escasez de mano de obra, específicamente en el
período de cosecha, es sin embargo, muy abundante.

109
sin e m b a r g o , q u e l a i m p o r t a n c i a del autoconsumo (imposible

porotrapartede medir cuantitativamente) abría un importan¬

te margen amortiguador.

La frontera agrícola abierta y la existencia de este sector

del a u t o c o n s u m o , permiten explicar el sostenido crecimiento

de la población de Costa Rica en este período aún con inde¬

p e n d e n c i a de los e v i d e n t e s a v a n c e s en los s e r v i c i o s , y en parti¬

cular la salud pública.

Si v o l v e m o s a considerar ahora lo dicho sobre la e l e v a d a

relación tierra trabajo, ésta nos ayuda t a m b i é n a e n t e n d e r por

q u é e l " p a t e r n a l i s m o " , c o m o f o r m a d e d o m i n a c i ó n , n o fue a n t e ¬

cedido ni sustituido por la coacción. Las particulares relaciones

de producción, que acabamos de explicitar, constituyen un

110
c a m p o virgen para retlexiones teóricas sobre las c a r a c t e r í s t i c a s
de la d i s t r i b u c i ó n del i n g r e s o en una e c o n o m í a de este tipo. El
estudio de esta problemática, bajo s u p u e s t o s d i f e r e n t e s p e r o
que guarden relación con situaciones históricas ya conocidas
p e r m i t i r í a e n t e n d e r m e j o r y e v e n t u a l m e n t e m o d i f i c a r la expli¬
cación propuesta anteriormente.

Algunos comentarios sobre dos épocas particularmente


críticas en la historia de Costa Rica agregarán nuevos elemen¬
tos para entender los cambios en la estructura social que
estamos analizando.

La década de 1870, q u e i n a u g u r a l o q u e s e c o n o c e h a b i t u a l -
m e n t e c o m o el periodo liberal, significó la c o n s o l i d a c i ó n i n t e r n a
de un sistema de d o m i n a c i ó n política, gracias al fin de los
conflictos interoligárquicos, la modernización de la infraes-
tructuray de las instituciones estatales. L a p r e s e n c i a del capi¬
tal extranjero se tornó más notoria y la vinculación a los
m e r c a d o s c o m e r c i a l e s y f i n a n c i e r o s del c a p i t a l i s m o i n d u s t r i a l
r e s u l t ó así i r r e v e r s i b l e . En breve, los reajustes e c o n ó m i c o s y
sociales de esta época tornaron factible la vigorosa expansión
a g r o e x p o r t a d o r a con las c a r a c t e r í s t i c a s que e s b o z a m o s antes.

El a g o t a m i e n t o de la frontera agrícola en lo que se refiere


al café, y los a v a t a r e s de la c o y u n t u r a i n t e r n a c i o n a l , contribu¬
y e n , en la d é c a d a de 1940, a la crisis de este s i s t e m a . No nos
interesan aquí las f o r m a s específicas de este conflicto social y
pohtico.^' N o s l i m i t a r e m o s a indicar que, en parte c o m o resul-
tado gradual (creación del I n s t i t u t o d e D e f e n s a del C a f é e n
1933, etc), en parte como efecto directo de las profundas
r e f o r m a s ocurridas en 1948, l a m o d e r n i z a c i ó n del c u l t i v o del
c a f é (en un l a p s o de 13 a ñ o s el r e n d i m i e n t o m e d i o subió de 6 a
10 f a n e g a s por m a n z a n a , o sea se i n c r e m e n t ó en un 6 7 % )
s i g n i f i c ó l a e l i m i n a c i ó n p r o g r e s i v a del sector d e a u t o c o n s u m o
en el seno de la explotación cafetalera. En otros términos, las
relaciones de producción se modificaron hacia formas más

Sl.Cf. Manuel Rojas Bolaños. Lucha Soctul y Guerra Civil en


Costa Rica 1940-1948, San José, Editorial Porvenir, 1980:
Eugenio Rodríguez. De Calderón a Figueres. San José U N E D .

1980.

111
típicamente capitalistas, d e p r e d o m i n i o del trabajo a s a l a r i a d o .

No resulta posible caracterizar en tan b r e v e espacio la n u e v a

estructura social de la producción cafetalera, que incluye una

importancia creciente de las cooperativas en el ámbito del

b e n e f i c i o y de la i n t e r v e n c i ó n e s t a t a l a t r a v é s del c r é d i t o .

La profundización de las relaciones capitalistas, es, sin

embargo, paralela a lo que se ha dado en l l a m a r el "Estado

benefactor"^^ y el c r e c i m i e n t o del s e c t o r i n d u s t r i a l bajo el es-

q u e m a del Mercado Común Centroamericano.

A n o t e m o s finalmente, que en la década de 1980 c o m e n z ó

a incidir, en el m e r c a d o de trabajo, el d e s c e n s o en la n a t a l i d a d

q u e ocurrió en Costa Rica a partir de 1966. C o n ello e m p i e z a a

producirse una profunda modificación en la o r g a n i z a c i ó n de la

producción cafetalera.

E n t r e las dos é p o c a s de crisis, que a c a b a m o s de c o m e n t a r ,

se ubica la coyuntura de la Primera Guerra Mundial. Esta

encrucijada se explica, a diferencia de las otras, casi entera¬

m e n t e por el i m p a c t o de la c o y u n t u r a e x t e m a (ver la e v o l u c i ó n

de los t é r m i n o s del intercambio en el gráfico 3). Aunque la

i n e s t a b i l i d a d i n s t i t u c i o n a l fue g r a v e ( d e r r o c a m i e n t o de Gonzá¬

lez Flores en 1917, dictadura de los Tinoco hasta 1919 e

i n t e r v e n c i ó n n o r t e a m e r i c a n a ese m i s m o año) el cambio en la

coyuntura externa permitió un retorno, bastante rápido, a la

senda de expansión anterior, en la d é c a d a de 1920.

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116
EL S I G N I F I C A D O SOCIAL DE LA
CAFICULTURA COSTARRICENSE
Y SALVADOREÑA:
ANÁLISIS HISTÓRICO COMPARADO
A P A R T I R DE L O S
CENSOS CAFETALEROS*

Mario Samper K.

U e t i d e su e x p a n s i ó n i n i c i a l en el t r a n s c u r s o del s i g l o XIX,
la caficultura ha tenido significados c l a r a m e n t e contrapuestos
p a r a El S a l v a d o r y p a r a C o s t a Rica, en t é r m i n o s t a n t o socioe¬
conómicos como sociopoliticos. En el primer caso, adquirió
connotaciones f u e r t e m e n t e elitescas, asociadas a la innegable
c o n c e n t r a c i ó n de la r i q u e z a y del p o d e r en la s o c i e d a d cusca-
tleca. En el s e g u n d o , su c o n n o t a c i ó n social p a r e c e ser m e n o s
eütista, por c u a n t o facUitó u n a e x i t o s a e s p e c i a l i z a c i ó n m e r c a n ¬
til c a m p e s i n a y , e n c o n j u n t o con o t r o s f a c t o r e s , una dinámica
política mas participativa. El contraste se ejemplifica, para la
s e g u n d a m i t a d de ese siglo, con la e x t i n c i ó n legal de las t i e r r a s
c o m u n a l e s y e j i d a l e s en El S a l v a d o r a p a r t i r de 1881-82 y la
colonización campesina hacia el noroeste del Valle Central
c o s t a r r i c e n s e y o t r a s z o n a s de ese país. A m b o s procesos tuvie-

Una versión preliminar de este texto fue presentada en julio


de 1990 al simposio "Las sociedades agrarias centroamerica¬
nas" en A l a j u e l a , Costa Rica. El autor a g r a d e c e a los partici¬
pantes en el mismo, y e n e s p e c i a l a los c o m e n t a r i s t a s J e f f e r y
Paige y Héctor Pérez, por sus críticas y sugerencias. Las
ideas centrales fueron discutidas también, provechosamente,
con un g r u p o interdisciplinario del L a n d Tenure Center de la
Universidad de W i s c o n s i n - M a d i s o n en noviembre de 1990. El
a u t o r es, por s u p u e s t o , el ü n i c o r e s p o n s a b l e del c o n t e n i d o de
este trabajo.

117
ron, e f e c t i v a m e n t e , relación con el c r e c i m i e n t o a g r o e x p o r t a d o r

basadoen la caficultura- aunque el m i s m o se había iniciado con

anterioridad-eincidieron también en su significado social. Sin

e m b a r g o , el e f e c t o de e s o s p r o c e s o s no fue u n i d i r e c c i o n a l : en el

primer caso la privatización, que solamente se completaría

décadas después, también generó producción mercantil cam¬

pesina, y en el segundo la o c u p a c i ó n de la f r o n t e r a a g r í c o l a

también permitió una fuerte a c u m u l a c i ó n de p r o p i e d a d fundia-

ria. En El Salvador, pese al obvio predominio social de la

oligarqma cafetalera, ha existido a s i m i s m o un sector de peque¬

ños y medianos caficultores, aunque insertos en un contexto

social agrario fuertemente polarizado. Y en Costa Rica, no

obstante el peso significativo de la caficultura c a m p e s i n a , el

auge cafetalero facilitó i m p o r t a n t e s p r o c e s o s de c e n t r a l i z a c i ó n

del c o n t r o l en á m b i t o s d e c i s i v o s t a n t o de la p r o p i a c a f i c u l t u r a

c o m o del Estado.

Q u i z á por su diversa evolución sociopolítica d u r a n t e el siglo

v e i n t e , y en especial por los m o d o s en que se han expresado y

resuelto (o no) los c o n f l i c t o s a g r a r i o s , ha t e n d i d o a a b s o l u t i z a r -

se la contraposición entre los casos c o s t a r r i c e n s e y s a l v a d o r e ñ o .

Esto se expresa, por ejemplo, en lo concerniente a la visión

preponderante acerca de la organización social de la producción

cafetalera y su efecto sobre las relaciones de p o d e r en cada

sociedad. Así, se nos p r e s e n t a una i m a g e n de p r e d o m i n i o abru¬

mador de la producción campesina, en Costa Rica, o de la

hacendaría, en El Salvador. A d e m á s , se s u p o n e con f r e c u e n c i a

que los d i s t i n t o s s i g n i f i c a d o s s o c i a l e s del café se d e r i v a n , más

o m e n o s d i r e c t a m e n t e , de la t e n e n c i a de la tierra, y sobre t o d o ,

de la mayor o m e n o r c o n c e n t r a c i ó n de la p r o p i e d a d fundiaria

entre los c a f i c u l t o r e s de uno u otro país. Son conocidas, al

respecto, las v e r s i o n e s no tanto a c a d é m i c a s c o m o c u a s i - p e r i o -

dísticas que representan a El S a l v a d o r c o m o s o c i e d a d en la cual

t a n t o l a t i e r r a c o m o e l c u l t i v o del café son m o n o p o l i z a d o s por

catorce familias y a Costa Rica como país de pequeños y

medianos propietarios, principalmente cafetaleros.

A u n q u e los h i s t o r i a d o r e s y o t r o s c i e n t í f i c o s s o c i a l e s e v i t a n

tales sobresimplificaciones e x t r e m a s , tiende a p r e v a l e c e r en los

118
estudios sobre ia expansión calétalera en El Salvador la i m a g e n
de una masiva acumulación originaria que dio origen a una
f o r m a clásica de d e s a r r o l l o del c a p i t a l i s m o a g r a r i o m e d i a n t e la
e x p r o p i a c i ó n del c a m p e s i n a d o y su t r a n s f o r m a c i ó n en proleta-
riado. ' E n t r e tanto, el desarrollo de la caficultura en Costa Rica
t i e n d e a v i s u a l i z a r s e c o m o un p r o c e s o en el cual el a c c e s o de los
c o l o n i z a d o r e s c a m p e s i n o s a la tierra permitió una democrati¬
zación de su t e n e n c i a y un desarrollo a g r o e x p o r t a d o r fundado
sustancial o incluso p r i n c i p a l m e n t e en la caficultura campesi¬
na, aunque se reconoce también la existencia de haciendas
c a f e t a l e r a s . ' Sin d u d a , h a y e n a m b o s c a s o s r a z o n e s b i e n funda¬
das p a r a enfatizar u n o u o t r o a s p e c t o de la d i m e n s i ó n social del
café, y tales análisis reflejan aspectos i m p o r t a n t e s de cada
proceso histórico, si bien pueden estar o m i t i e n d o o t r o s q u e sería
importante considerar. L a f i n a l i d a d d e e s t e e s t u d i o n o e s me¬
r a m e n t e revisionista, en el sentido de descartar de m o d o radical
las i n t e r p r e t a c i o n e s p r e c e d e n t e s , sino que procura m a t i z a r y
c o n f r o n t a r l a s e n t r e s í p a r a a c c e d e r , m e d i a n t e e l e s t u d i o com¬
p a r a d o , a u n a c o m p r e n s i ó n m e n o s e s t e r e o t i p a d a de los distin¬
tos s i g n i f i c a d o s h i s t ó r i c o s del café en e s t a s s o c i e d a d e s .

L a s diferencias entre el contenido social de la caficultura,


en u n o y otro país, p u e d e n p a r e c e r o b v i a s y en algún g r a d o lo
son. P e r o la r e a h d a d a g r a r i a es m á s c o m p l e j a de lo que sugieren
l a s v i s i o n e s s o b r e s i m p l i f i c a d a s a c e r c a del café en El Salvador
o en Costa Rica. Ello se refleja, de alguna manera, en los
e s t u d i o s h i s t ó r i c o s acerca de estos países, y sobre todo, en el

Es el caso, por ejemplo, de las o b r a s de A l b e r t o Marroquín.


1962. Rafael Menjívar 1980, Mano Flores Macal. 1983, y
Salvador Anas 1988. en lo concerniente a la caficultura
salvadoreña.

El predominio del campesinado en la expansión cafetalera


costarricense se plantea en estudios como los de Carolyn
Hall 1976, Yolanda Baires. 1976, Héctor Pérez 1981 y
Gudmundson. 1986a y b, aunque en ellos se reconoce explí¬
citamente su coexistencia e interacción con formas de pro¬
ducción basadas en trabajo asalariado. En mi propio
trabajo (Samper. 1987), estudio la principal zona de coloni¬
zación campesina del siglo Xi X y me refiero al desarrollo
entrelazado de la caficultura campesina y hacendarla.

119
contrapunteo que durante m á s de dos d é c a d a s ha existido, para

ambos casos aunque de modos distintos, entre quienes enfati-

zan la c o n c e n t r a c i ó n de la riqueza o del p o d e r y q u i e n e s s e ñ a l a n

que la misma fue m á s bien relativa. Cabe preguntarnos, al

respecto, hasta qué punto se trata de meras discrepancias

anaü'ticas entre interpretaciones m u t u a m e n t e e x c l u y e n t e s y en

qué medida resultan m á s bien de elementos contrapuestos y

c o m p l e m e n t a r i o s de la realidad social así i n t e r p r e t a d a . Para

responder a esta i n t e r r o g a n t e se requiere no sólo una consta¬

tación de similitudes o diferencias, sino una c o m p r e n s i ó n de

procesos contradictorios en sí m i s m o s .

Por otra parte, en ambos casos se considera explícita o

i m p l í c i t a m e n t e que la distribución social de la p r o p i e d a d fun-

diariay de la producción cafetalera habría incidido decisiva¬

mente en la evolución socio-política. Ello se expresaría, sobre

t o d o , en los m o d o s de ejercicio del p o d e r por p a r t e de las é l i t e s

y en las f o r m a s m á s a b i e r t a m e n t e v i o l e n t a s o, por el c o n t r a r i o ,

m e d i a t i z a d a s e i n s t i t u c i o n a l i z a d a s en que se ha e x p r e s a d o allí,

durante el siglo veinte, la conflictividad social agraria. Desde

la perspectiva actual, parece innegable que existe una interre-

lación e n t r e la p o l a r i z a c i ó n en el p l a n o s o c i o e c o n ó m i c o y en el

sociopolítico, para el caso de El S a l v a d o r . Y la clase d o m i n a n t e

salvadoreña no ha m o s t r a d o , d u r a n t e las ú l t i m a s d é c a d a s , una

disposición a impulsar o p e r m i t i r r e f o r m a s sociales significati¬

vas que reduzcan las e x p l o s i v a s t e n s i o n e s sociales de ese país.

En Costa Rica, por el contrario, los conflictos s o c i a l e s se han

expresado en forma atenuada, y siendo un Estado mucho

menos militarizado que el salvadoreño ha podido preservar

cierto grado de legitimidad mediante sucesivas y graduales

reformas. Sin e m b a r g o , a p r i n c i p i o s de s i g l o y s o b r e t o d o h a c i a

los a ñ o s v e i n t e , n o e r a del todo evidente que El Salvador se

orientase i n e q u í v o c a e i r r e m e d i a b l e m e n t e hacia la opción ex-

clusionista y represiva que obviamente ha predominado allí

durante más de medio siglo. T a m p o c o estaba preestablecido el

d e r r o t e r o civil n i e l g r a d u a l i s m o social c o s t a r r i c e n s e , afirmado

y r e a f i r m a d o en d é c a d a s p o s t e r i o r e s . En uno y otro caso, ello

fue e l r e s u l t a d o d e l a i n t e r a c c i ó n e n t r e f u e r z a s s o c i a l e s c o n c r e -

120
tas, cuyas confrontaciones y concordancias redefinieron las
relaciones de poder en ambos países.

Sin d u d a , a u n q u e no debe a b s o l u t i z a r s e , la c o n t r a p o s i c i ó n
s o c i o e c o n ó m i c a y sociopolítica de estos dos casos no es una
m e r a f a b r i c a c i ó n i n t e l e c t u a l , s i n o q u e s e f u n d a m e n t a e n pro¬
cesos históricos y realidades actuales. Por otra parte, sobre todo
para Costa Rica y en menor medida para El Salvador, algunos
autores han planteado la existencia de otros elementos, a
primera vista contradictorios pero indispensables para una
a d e c u a d a c o m p r e n s i ó n d e l a s i e m p r e c o m p l e j a t r a m a d e rela¬
ciones sociales en estas sociedades agrarias.^ Más adelante será
n e c e s a r i o r e t o m a r a este punto, que c o n c i e r n e a las contradic¬
c i o n e s o a m b i v a l e n c i a s no t a n t o de los e s t u d i o s o s c o m o de los
procesos estudiados. D i g a m o s por a h o r a que aún c u a n d o parez¬
can e v i d e n t e s las d i f e r e n c i a s e n t r e El S a l v a d o r y C o s t a Rica,
conviene p r e g u n t a r n o s acerca de ellas, con especial referencia
al s i g n i f i c a d o s o c i a l de la c a f i c u l t u r a en u n o y o t r o p a í s , y en
sus prmci pales regiones. Pues en historia -como en otros
á m b i t o s de la vida individual y colectiva- las explicaciones
excesivamente simples conducen, invariablemente, a errores
de i n t e r p r e t a c i ó n q u e t i e n e n c o n s e c u e n c i a s t a m b i é n en la prác¬
tica social.

C o m o p u n t o d e partida cronológico para el análisis compa¬


r a d o q u e se d e s a r r o l l a r á aquí, se c e n t r a la a t e n c i ó n h a c i a el final
del p e r i o d o d e e x p a n s i ó n c a f e t a l e r a e x t e n s i v a e n a m b o s casos,
vale decir, hacia la década de 1930. Ello permite evaluar el
i m p a c t o social del c r e c i m i e n t o a g r o e x p o r t a d o r en la t e n e n c i a
de la t i e r r a y en el c o n t r o l sobre la p r o d u c c i ó n c a f e t a l e r a , al

A. P a r a Costa Rica en el amplio debate sobre la concent ración


de la propiedad fundiaria, las tesis de Moretzsohn de An-
drade ( 1967) fueron cuestionadas por v a r i a s autoras y au¬
tores, pero también sustentaron algunas interpretaciones
sociológicas de los años s e t e n t a (cf Ramírez, 1978). Poste¬
riormente fueron retomadas y ampliadas por Churnside
( 1985). con mayor rigurosidad en la definición explícita de
los criterios para medir la concentración. P a r a el caso sal¬
vadoreño D a v i d B r o w n i n g ( 197 1 , p . 21.3) c u e s t i o n ó l a c a r a c -
terización sobresimplificada de Marroquín, pero ha habido
menos debate al respecto.

121
concluir en lo fundamental dicho período de crecimu.u tu expan¬

sivo. Ademas, nos sitúa en un momento en el cual pt)demos

visualizar el i m p a c t o inicial de c a m b i o s t e c n o l ó g i c o s s o c i a l m e n -

tediferenciados, que posteriormente tendieron a generalizarse

en la caficultura de los dos países. Adicionalmente, ofrece la

v e n t a j a de c o n t a r con b a s e s de d a t o s c o m p u t a d o r i z a d a s a p a r t i r

de los censos c a f e t a l e r o s de 1935, para C o s t a Rica y de 1939

para El Salvador.'' Este análisis se complementa con otros

c e n s o s del p e r í o d o 1 9 2 7 - 1 9 5 5 , así c o m o las p u b l i c a c i o n e s de los

gremios y entidades cafetaleras de ambos países y diversas

f u e n t e s s e c u n d a r i a s . S e e s t a b l e c e r á n , a s i m i s m o , a l g u n a s rela¬

ciones con las t e n d e n c i a s y c o y u n t u r a s e s p e c í f i c a s del período,

tanto en el plano socioeconómico c o m o sociopolítico. Finalmen¬

te, a partir de fuentes secundarias, se a m p l i a r á un tanto la

perspectiva temporal para aludir a algunos procesos a n t e r i o r e s

y p o s t e r i o r e s , sin e n t r a r a su a n á l i s i s d e t a l l a d o .

E n p r i m e r a i n s t a n c i a , s e p r e c i s a r á l o c o n c e r n i e n t e a l sig¬

nificado social de la a c t i v i d a d c a f e t a l e r a y se e x p o n d r á n breve¬

m e n t e los principales c o n t r a s t e s y r a s g o s c o m u n e s de los dos

casos c e n t r o a m e r i c a n o s , tal c o m o han sido p r e s e n t a d o s en los

principales estudios sobre el tema. S e g u i d a m e n t e , se hará un

análisis c o m p a r a d o con base en las fuentes ya i n d i c a d a s , con

énfasis en la d é c a d a de 1930. L a s a f i n i d a d e s y los c o n t r a s t e s

encontrados se insertarán, luego, en un marco interpretativo

más amplio. Por último, se ofrecerán algunas conclusiones y

nuevas interrogantes.

4. Instituto de Defensa del Café de Costa Rica, I D C C K . 1935¬


1937; Asociación Cafetalera de El Salvador, ACES. 1940. Los
datos generales de estos dos censos fueron digitados por la
bachiller Jeanette Torres y la hoy licenciada Margarita
Torres, en el marco de la actividad de investigación "Crea-
ción de bases de datos para la historia agraria centroame¬
ricana", de la Escuela de Historia de la Universidad
Nacional, Costa Rica.Dicho trabajo fue supervisado, revisa¬
do y complementado por el autor, quien efectuó el procesa¬
miento de los datos.

122
SIGNIFICADOS COMUNES
Y CONTRAPUESTOS

En mas de un sentido, Costa Ricay El Salvador eran, desde


fines del siglo d i e c i n u e v e y en las d é c a d a s i n i c i a l e s del siglo
v e i n t e , repúblicas cafetaleras, a u n q u e a la expresión no deban
a t r i b u í r s e l e l a s c o n n o t a c i o n e s p e y o r a t i v a s y s i m p l i s t a s d e l tér¬
mino "banana republics". Se trataba de países relativamente
p e q u e ñ o s y con un g r a d o i m p o r t a n t e de e s p e c i a l i z a c i ó n caficul-
tora, con g o b i e r n o s r e g i d o s u s u a l m e n t e por m i e m b r o s de una
élite cuyas fortunas estaban estrechamente asociadas a esta
a c t i v i d a d e c o n ó m i c a . S i n e m b a r g o , r e p r e s e n t a n p r o t o t i p o s cla¬
r a m e n t e opuestos en lo referente al significado s o c i o e c o n ó m i c o
y sociopohtico de la caficultura, a u n q u e la contrap>osición e n t r e
a m b o s casos, en d e t e r m i n a d o s p l a n o s de relación social, sea,
q u i z á s , m e n o s nítida o tajante de lo que a m e n u d o se supone.

El S a l v a d o r ha sido c a r a c t e r i z a d o u s u a l m e n t e c o m o un país
en el cual la c a f i c u l t u r a fue, y c o n t i n ú a s i e n d o , u n a a c t i v i d a d
fuertemente controlada por un reducido grupo de familias m u y
a c a u d a l a d a s , que también han m a n t e n i d o un estricto control
s o c i o p o h t i c o m e d i a n t e un ejercicio e x c l u s i v i s t a y a u t o r i t a r i o del
poder. Se le c o n s i d e r a un caso típico de " a c u m u l a c i ó n origina¬
ria", por la d e s p o s e s i ó n t e r r i t o r i a l de c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s y
la creación de un proletariado a g n c o l a en los albores de la
expansión cafetalera. Para Rafael Menjívar, por ejemplo:

"al o b s e r v a r l o s m e c a n i s m o s o p r o c e d i m i e n t o s m e d i a n t e l o s
cuales se transforma la formación no capitalista salvado¬
r e ñ a , s a l t a i n m e d i a t a m e n t e s u g r a n s i m i l i t u d con l o s desa¬
r r o l l a d o s en el c a s o c l á s i c o i n g l é s de l o s s i g l o s XTV a X V I .
E s t á n p r e s e n t e s casi todos los ' p r o c e d i m i e n t o s idílicos de
la a c u m u l a c i ó n p r i m i t i v a ' : la d e p r e d a c i ó n de los bienes de
la Iglesia, la e n a j e n a c i ó n f r a u d u l e n t a de los d o m i n i o s del
Estado, el saqueo de terrenos c o m u n a l e s y hasta la 'guerra
de las c h o z a s ' . . . " *

5. Menjívar. p 86 1980.

123
En opinión de Salvador Arias, la caficultura s a l v a d o r e ñ a

conjuntó todas las c a r a c t e r í s t i c a s del c a p i t a l i s m o :

"El d e s a r r o l l o del c a f é , el c u a l se i n i c i ó en la d é c a d a de los

40 del siglo XIX, requirió, para llegar a los niveles que

realmente le permitieran convertirse en una alternativa

real e c o n ó m i c a p a r a e l país, e n p r i m e r l u g a r , q u e las t i e r r a s

aptas para dicho cultivo pasaran a m a n o s de q u i e n e s tuvie¬

ran la c a p a c i d a d e c o n ó m i c a de desarrollarlo... Esta expro¬

p i a c i ó n , p r o f u n d i z a d a en el ú l t i m o c u a r t o del s i g l o , ha sido

calificada como la acumulación o r i g i n a r i a del capitalismo

salvadoreño... la forma p r e d o m i n a n t e de producción desde

el inicio de esta a c t i v i d a d p r o d u c t i v a no fue la f a m i l i a r , s i n o

la explotación de cierto t a m a ñ o económico... esta acti v i d a d

supuso un proceso productivo que g e n e r a l i z ó las r e l a c i o n e s

salariales... el Estado, para garantizar la m a n o de obra,

decretó leyes sobre la v a g a n c i a m u y p a r e c i d a s a las ingle¬

sas, las cuales obligaban a la fuerza de trabajo rural a

p e r m a n e c e r sujeta a los d u e ñ o s de la t i e r r a . " *

Es indudable que la caficultura salvadoreña ha sido un

factor de polarización social y ha c o n t r i b u i d o a sustentar un

poder claramente oligárquico-burgués. D e s d e fines del siglo XIX

hasta 1931, fueron miembros de la élite cafetalera quienes

ejercieron d i r e c t a m e n t e el poder político en El S a l v a d o r , acce¬

diendo a él -en lo que a legalidad y mecanismo formal de

consulta se r e f i e r e - por vía electoral. H é c t o r Pérez se refiere a

la forma de dominación sociopolítica por parte de la clase

dominante salvadoreña duran te la expansión agroexportadora

basada en el café: "En El Salvador, esa c o m b i n a c i ó n de autori¬

tarismo y patemalismo, hija directa del auge liberal de la

década de 1870, i m p e r ó s i n d i s p u t a e n t r e 1898y 1931. Inclusive

m i e m b r o s de una sola familia, los M e l é n d e z - Q u i ñ ó n e z , ocupa-

ron la presidencia desde 1913 hasta 1927."^ P a r a el período

posteríor a 1931, Flores Macal señala que: "La d o m i n a c i ó n de

6. Arias, pp 57-60. 1988

7. Héctor Pérez Brignoli. p, 118 1987.

124
la b u r g u e s í a agroexportadora en el terreno económico y la
a d m i n i s t r a c i ó n del a p a r a t o del E s t a d o a c a r g o del E j é r c i t o , en
forma de dictadura unipersonal, como expresión de la hegemo¬
nía agraria, se e x t i e n d e desde 1932 h a s t a 1950..." " Ciertamen-
te, desde fines de 1931 la oligarquía cafetalera salvadoreña
d e l e g ó el ejercicio d i r e c t o del g o b i e r n o p r i m e r o en un d i c t a d o r
p e r s o n a l i s t a , y l u e g o en la c ú p u l a militar.

E n t r e uno y otro s u b p e r í o d o media, c o m o e v e n t o trascen¬


d e n t a l , la i n s u r r e c c i ó n i n d í g e n a - c a m p e s i n a de 1932 y s u vio¬
lentísima represión, que sirve de e p í t o m e para las f o r m a s de
expresión de la conflicti vidad socialy los m e c a n i s m o s de c o n t r o l
aplicados hasta entonces por la élite cafetalera y sus repre¬
sentantes políticos.

A lo l a r g o de t o d o el ¡ l e r í o d o , bajo f o r m a s m á s r e p u b l i c a n a s
o más dictatoriales, la caficultura facilitó no solamente la
acumulación de capital, sino también la monopolización del
poder político, procesos que parecen haberse retroalimentado
e f i c a z m e n t e , con efectos d u r a d e r o s en la s o c i e d a d s a l v a d o r e ñ a .

Costa Rica, por otra parte, se presenta a m e n u d o , en los


estudios respectivos, como una sociedad en que la caficul-
t u r a fue y s i g u e s i e n d o u n a a c t i v i d a d "democrática" en varios
sentidos:

° p o r el p e s o s i g n i f i c a t i v o de los p e q u e ñ o s y m e d i a n o s cafi-

cultores, pese a la existencia de cierto n ú m e r o de h a c i e n d a s

cafetaleras;

o p o r q u e el E s t a d o costarricense f o m e n t ó la colonización

agrícola, el libre - a u n q u e d e s i g u a l - acceso c a m p e s i n o a la

tierra y la exitosa especialización mercantil en unidades

productivas familiares;

o y por cuanto contribuyera a la e s t a b i l i d a d social, a la


vigencia de mecanismos institucionales de mediación de
confiictividades y -de a l g ú n modo- a la c o n t i n u i d a d de
regímenes d e m o c r á t i c o - e l e c t o r a l e s en el siglo veinte.

8. M a n o Flores Macal, p. 78. 1983.

125
El i m p a c t o del caíe en la t r a n s f o r m a c i ó n del orden social

heredado de la colonia ha sido e v a l u a d o por Lx)well G u d -

mundson, acertado crítico de la supuesta 'democracia rural'

precafetalera, como el de "transformar un orden colonial nada

i g u a l i t a r i o , b a s a d o t a n t o en la d e s i g u a l d a d en la p o s e s i ó n fun-

diaria como en la diversidad ocupacional, hacia otro caracte¬

rizado por un capitalismo agrario más disperso y privatizado

en el cual llegó a ser predominante, por vez primera, la

pequeña propiedad ubicada en zonas periféricas... Esta 'rura-

lización' expansiva retardó, hasta bien entrado el siglo veinte,

el surgimiento de rasgos de proletarización, formación tardía

de familias, hogares mayores y más complejos, urbanización

y primacía urbana que a menudo se asocian a economías

agroexportadoras." ^

La relación entre procesos s o c i o e c o n ó m i c o s y s o c i o p o l í t i c o s

d u r a n t e e l a u g e c a f e t a l e r o e n C o s t a R i c a f u e c a r a c t e r i z a d a por

J o s é Luis V e g a e n los s i g u i e n t e s t é r m i n o s :

"Claro está que existió una clase o minoría g o b e r n a n t e que

llegó a controlar y a manejar directamente un tipo de

Estado que llamamos Patrimonial-Oligárquico, precisa¬

m e n t e por su e x t r e m a v i n c u l a c i ó n con las figuras e intere¬

ses de dicha clase que lo consideraban c o m o una e x t e n s i ó n

de sus h a c i e n d a s e i n t e r e s e s p r i v a d o s .

Pero, desde un principio, aquella clase enfrentó ciertos

frenos o contrapesos provenientes de la imposibilidad y

hasta inconveniencia pecuniaria, de e x p r o p i a r a los produc¬

tores directos, pequeños y medianos. El afán de m o n o p o ¬

lizar la propiedad territorial, de e x p u l s a r l o s de sus p a r c e l a s ,

p r o l e t a r i z a r l o s , o bien de s o m e t e r l o s a m e c a n i s m o s extra-

e c o n ó m i c o s de succión de los e x c e d e n t e s , es decir, de acu¬

mulación privada de capitales, tuvo que ir cediendo ante la

necesidad de contar con su a p o y o p a r a c o s e c h a r el 'grano

d e o r o ' , p r o c e s a r l o (... ) y l l e v a r l o s i n a t r a s o s al p u e r t o (... )

Este Estado patrimonial (... ) no pudo por consiguiente

9. Lowell Gudmundson pp. 151-152. 1986.

126
evolucionar hacia una forma militar y r e a l m e n t e autorita¬
ria, p r e f i r i é n d o s e en su c o n s o l i d a c i ó n el uso de una m e z c l a
d e p a t e m a l i s m o con u n a p a r t i c i p a c i ó n c o n t r o l a d a del pue¬
blo en los procesos políticosy en la defensa de la soberanía
nacional."'"

Para el período que interesa especialmente aquí, según el


mismo autor:

"Durante la decada de los años 30 la crisis e c o n ó m i c a ,


a h o n d a d a por la crisis a g r í c o l a , produjo un p e r i o d o de gran
agitación p o ü t i c a y social en el cual se i n c u b a r o n las fuerzas
que e n t r a r o n en abierto y m a y o r conflicto en la siguiente
d é c a d a . L a crisis d e s c r i t a c e r r ó , por o t r a p a r t e , las posibili¬
d a d e s del a n t i g u o E s t a d o l i b e r a l , a l d e m o s t r a r l a n e c e s i d a d
de introducir en la economía nacional fuertes m e c a n i s m o s
contralores bancarios y fiscales... Al mismo tiempo, la
extensa burguesía media rural, compuesta principalmente
de m e d i a n o s y p e q u e ñ o s propietarios de cafetales, entró
también en m o v i m i e n t o y logró arrancar algunas concesio¬
nes i m p o r t a n t e s a los p o d e r o s o s ' b a r o n e s del café', que
quedaron reflejadas en el fortalecimiento de m e c a n i s m o s
c r e d i t i c i o s y en la c r e a c i ó n del I n s t i t u t o C o s t a r r i c e n s e de
D e f e n s a del Café, m s t i t u c i ó n q u e c o n t u v o p a r c i a l m e n t e los
a b u s o s que se c o m e t í a n en c o n t r a de los p r o d u c t o r e s m á s
débiles. P o r su lado, los p e o n e s c a f e t a l e r o s l o g r a r o n en 1934
qu e se a u m e n t a r a n sus salarios... "

L o s c o n t r a s t e s entre C o s t a Rica y El S a l v a d o r son, pues,


b a s t a n t e claros y hay un sustento real para tales interpretacio¬
nes. Sea cual fuere la distribución social precisa de la tierra y
de la producción cafetalera en ambos países, e v i d e n t e m e n t e la
caficultura adquirió un significado social bien distinto en estos
dos países. Ello se basa tanto en su historia precafetalera como
en los modos, m o m e n t o s y espacios en que se introdujo la
caficultura, los c a m b i o s que g e n e r ó en una u otra s o c i e d a d y la

10. José Luis V e g a pp. 320-321. 1981.

11 José Luis Vega pp. 183 y 188. 1980.

127
forma en que se tradujo todo ello en el plano de las r e l a c i o n e s

sociales de p r o d u c c i ó n y en las i n t e r a c c i o n e s p o l í t i c a s e n t r e los

actores colectivos de las r e s p e c t i v a s historias. T a m b i é n i n c i d e ,

por supuesto, en las d i s í m i l e s d i s y u n t i v a s q u e e n f r e n t a n actual¬

mente ambas sociedades.

Por otra parte, si nos l i m i t á s e m o s a c o n t r a s t a r los a s p e c t o s

señalados tendríamos una visión parcial y s o b r e s i m p l i f i c a d a de

realidades socioeconómicas y sociopolíticas m u l t i f a c é t i c a s y,

quizá, contradictorias en sí m i s m a s . C o s t a Rica no era, ni es,

un país de p e q u e ñ o s y m e d i a n o s a g r i c u l t o r e s , ni el d e s a r r o l l o

agroex portador fue resultado del exclusivo y autogenerado

esfuerzo de caficultores campesinos, p o r i m p o r t a n t e s q u e ha¬

yan sido o lo sean aún. El S a l v a d o r t a m p o c o es su antípoda

exclusivamente oligárquica, un país c o m p l e t a m e n t e p o l a r i z a d o

entre grandes t e r r a t e n i e n t e s y proletarios desposeídos.

En el caso costarricense, ha e x i s t i d o a lo l a r g o de su h i s t o r i a

cafetalera una importante producción hacendaría basada en

trabajo asalariado libre, tanto permanente como estacional,

bajo una organización empresarial netamente capitalista. Y

todo el proceso de e x p a n s i ó n de la c a f i c u l t u r a c o s t a r r i c e n s e fue

controlado por lo que Ciro Cardoso d e n o m i n ó , atinadamente,

el "triple m o n o p o l i o " del b e n e f i c i a d o , el c r é d i t o y la c o m e r c i a l i -

zación.'^ Si en el período de e x p a n s i ó n cafetalera hubo, efecti¬

v a m e n t e , acceso c a m p e s i n o a la tierra en la frontera agrícola,

también hubo a c a p a r a m i e n t o de la m i s m a por parte de g r a n d e s

denunciantes. Si el c a m p e s i n a d o caficultorj u g ó un p a p e l im¬

portante en la difusión del cultivo y logró afincarse en él de

modo duradero, no es m e n o s cierto que se vio sujeto a eficaces

m e c a n i s m o s financieros y m e r c a n t i l e s de extracción de plus-

p r o d u c t o . Y la fuerte a c u m u l a c i ó n de capital d u r a n t e el "siglo

del c a f é " n o s e b a s ó s o l a m e n t e e n t a l e s m e c a n i s m o s , sino que

también hubo en todo el Valle Central i m p o r t a n t e s haciendas

cafetaleras. El capital p e n e t r ó , pues, en t o d a s las esferas de la

actividad cafetalera y, en el plano de la p r o d u c c i ó n , ello se

12. Ciro Cardüsü.

128
reflejaría también, hacia la decada de 1930, en diferencias
tecnológicas, de rendimientosy de rentabilidad.

En El S a l v a d o r , la p r i v a t i z a c i ó n de las tierras de comuni¬


dades no significó una transferencia inmediata ni completa de
las m i s m a s a m a n o s de los principales t e r r a t e n i e n t e s , a u n q u e
sí faciütóy aceleró un proceso de concentración de la propiedad
fundiaria, c u y o s o r í g e n e s son m u y a n t e r i o r e s . El proceso de
p r i v a t i z a c i ó n sufrió r e i t e r a d a s dilaciones, en parte debido a
c i e r t a s f o r m a s de r e s i s t e n c i a al m i s m o ; y no s i e m p r e condujo a
la apropiación masiva por h a c e n d a d o s ni a la expropiación
total de la población local. Como lo aclara Browning, "un
s e g m e n t o de los m i e m b r o s de la c o m u n i d a d sí logró s o b r e v i v i r
c o m o p r o p i e t a r i o s y a r r e n d a t a r i o s de fincas p e q u e ñ a s y media-
nas..."''^ E n alguna:» c o m u n i d a d e s , incluso en z o n a s cafetaleras
d o n d e e l i m p a c t o d e l a abolición legal d e los d e r e c h o s c o m u n i -
t a r i o s fue m á s fuerte, l a m a y o r í a d e los h a b i t a n t e s h a c o n s e r -
v a d o tierras a u n e n t i e m p o s recientes. L a e x t i n c i ó n d e los ejidos
facilitó la desposesión de un sector de la población, pero t a m -
bién contribuyó al surgimiento o fortalecimiento de un c a m p e -
sinado "moderno" cuya presencia se mantuvo en décadas
posteriores, a u n q u e no se expresara en otros planos de la vida
social dei m i s m o m o d o q u e e n C o s t a Rica.

Podemos, pues, p r e g u n t a r n o s en q u é consistían, concreta-


mente, las diferencias en cuanto a la distribución de la propie-
d a d y en el a c c e s o a i n s u m o s t e c n o l ó g i c o s , e n t r e los p r o d u c t o r e s
de café en El S a l v a d o r y en C o s t a Rica. En un sentido m á s
g e n e r a l , e s t o nos refiere a la o r g a n i z a c i ó n técnica y social de la
producción cafetalera en a m b o s países. T a m b i é n cabe inquirir
s o b r e la relación de lo anterior con las p r o f u n d a s divergencias
entre la evolución de las relaciones y estructuras de poder en
una y otra sociedad agraria. N o s remitimos, en primera instan-
cia, a los d e c e n i o s de 1930 y 1940 , en la v e r t i e n t e e n t r e el
periodo de crecimiento agroexportador extensivo, b a s a d o e n la
o c u p a c i ó n c a f e t a l e r a de tierras antes d e d i c a d a s a otros usos o
del t o d o incultas, y el p e r i o d o posterior a 1950 en el cual se da^

1:Í David Browning p. 213 1971.


una clara intensificación y tecnificacion de la caficultura, tanto

en El Salvador como en Costa Rica. Es, pues, un buen m o m e n t o

para evaluar comparativamente la organización social de la

c a f i c u l t u r a e n e s t o s d o s c a s o s , así c o m o s u r e l a c i ó n con deter¬

minadas variables tecnológicas y procesos sociopolíticos.

C A R A C T E R Í S T I C A S D E L A C A F I C U L T U R A

C O S T A R R I C E N S E Y S A L V A D O R E Ñ A

El Salvador y Costa Rica, con sus v e i n t i ú n mil y sus cin-

cuenta y un mil km.'»^respectivamente, no sólo son los dos p a í s e s

m á s pequeños de C e n t r o a m é r i c a sino que, hacia los años trein¬

ta, eran e c o n o m í a s agrarias de reducida escala y con un sector

exportador débilmente diferenciado. Su integración depen¬

d i e n t e del mercado mundial se basaba f u n d a m e n t a l m e n t e en

el café c o m o principal p r o d u c t o de exportación. Tal depend¬

encia era m á s a c e n t u a d a en el caso s a l v a d o r e ñ o , prototipo de

una economía monocultivista o m á s p r e c i s a m e n t e monoexpor-

tadora, p u e s e l café c o n s t i t u í a a l r e d e d o r d e 9 0 % del v a l o r t o t a l

de sus e x p o r t a c i o n e s (gráfico 1). En Costa Rica, por el contra-

rio, el valor del café o s c i l a b a g e n e r a l m e n t e e n t r e 50%y 70% del

total exportado. Cabe mencionar que el b a n a n o , como actividad

d e e n c l a v e bajo c o n t r o l e x t r a n j e r o e n la costa atlántica, tenía

t a m b i é n un peso s i g n i f i c a t i v o en el v a l o r del c o m e r c i o e x t e r i o r

costarricense y constituía un segundo eje productivo agroex-

portador, aunque su impacto sobre la e c o n o m í a nacional, pro¬

p i a m e n t e dicha, era m u c h o m á s l i m i t a d o que el del café. Ambas

eran, pues, economías p r i m o r d i a l m e n t e c a f e t a l e r a s , pero en El

S a l v a d o r el control de los e x p o r t a d o r e s de café sobre el s e c t o r

externo de la e c o n o m í a salvadoreña era m á s p r o n u n c i a d o que

en la costarricense.

Si bien el territorio costarricense duplica con creces la

extensión de El Salvador, la diferencia en sus r e s p e c t i v a s á r e a s

a g r í c o l a s en fincas de todo tipo era, hasta 1950, m u c h o m e n o r

130
Gráfico 1

PESO P O R C E N T U A L DEL CAFE EN EL


VALOR TOTAL DE LAS EXPORTACIONES
S A L V A D O R E Ñ A S Y C O S T A R R I C E N S E S
1924-1946

14. En ese año de 195Ü. se reporta para Costa Rica una super¬
ficie en fincas de 1,8 millones de hectáreas, y para El S a l ¬
vador un área agrícola de 1.2 millones de hectáreas.

Ih Todos los d a t o s para 1951), salvo indicación e n s e n t i d o con¬


trario se toman o elaboran a partir de Costa Rica, Direc¬
ción General de Estadística y Censos. 1953 y El Salvador,
Dirección General de Estadística y Censos. 1952.

131
Cuadro 1

DATOS G E N E R A L E S

Área Área Área Área Área

agncüLt cukivada total en promedio media total

(nianzanaii i de café l taz. I fincas de café en café enfincas

19fi0 1935 1939 <mz.) por finca de café ( m z )

1935 39 imz.) 1935-1939


1935/1939

f Costa
Rica •¿55H2711 b«57a 2H6tííi5 2.69 11.25

El
Salvador 1691*626.5 117216 :tó4K33 10.15 :i0.73

F u e n t e s : IDÍU^H ( 1 9 3 5 - 1 9 3 7 ) ;

A s o c i a c i ó n C a f e t a l e r a de E l S a l v a d o r l 194ÜI;
Costa Rica, Dirección G e n e r a l de E s t a d í s t i c a y C e n s o s
( 1953);
El Salvador, Dirección G e n e r a l de E s t a d í s t i c a y C e n s o s
( 1952).

los dos países Dado que entre 1935 y 1950 se h a b í a n i n c o r p o ¬

rado e x t e n s a s áreas en las fronteras a g r í c o l a s c o s t a r r i c e n s e s ,

v.g. con la a p e r t u r a de la n u e v a z o n a b a n a n e r a del P a c í f i c o Sur,

y no ocurría lo mismo, a gran escala, en El Salvador, tal

d i f e r e n c i a en la p r o p o r c i ó n del á r e a a g r í c o l a r e s p e c t o al terri¬

torio nacional debe haber sido aun m á s a c e n t u a d a en la d é c a d a

del treinta, antes de que se incorporasen dichas áreas al ecú-

mene costarricense. Esto sugiere una situación muy distinta en

El S a l v a d o r que en C o s t a Rica, en lo c o n c e r n i e n t e a la existen¬

cia o inexistencia de una potencial "val v u l a de e s c a p e " m e d i a n t e

la colonización de zonas periféricas dentro de cada país. Con

otra connotación, con d i f i c u l t a d e s m u c h o m a y o r e s y a u n costo

m a y o r en t é r m i n o s del d e s a r r a i g o , las t i e r r a s f r o n t e r i z a s hon¬

durenas cumplieron en parte una función análoga para emi¬

grantes salvadoreños. Sin embargo, e l flujo m i g r a t o r i o h a c i a

Honduras no alcanzó a compensar la fuerte presión p o b l a c i o n a l

132
Mapa 1

CAFÉ Y F E R R O C A R R I L E S EN EL S A L V A D O R
HACIA 1939

Fuentes: Browning (1975), p.l56;


Asociación Cafetalera de El Salvador (1940);
ChouBsy (1934).
sobre recursos escasosy m u y d e s i g u a l m e n t e a p r o p i a d o s . Resul¬

ta claro que los m i e m b r o s de las f a m i l i a s c a m p e s i n a s costarri¬

censes en zonas de antiguo asentamiento, tenían más opción

que los s a l v a d o r e ñ o s de r e c o n s t i t u i r unidades domésticas de

producción en el propio país. Como es lógico, esto afectaba

también la disponibilidad de m a n o de obra a s a l a r i a d a o asala-

r i a b l e e n u n o y o t r o c a s o , así c o m o los n i v e l e s d e r e m u n e r a c i ó n

del trabajo a j o r n a l y las c o n d i c i o n e s g e n e r a l e s de n e g o c i a c i ó n

y de relación tanto s o c i o e c o n ó m i c a c o m o sociopolítica entre las

clases agrarias en cada país.

Por otra parte, las tierras c a f e t a l e r a s c o n s t i t u í a n un por¬

centaje m á s alto del á r e a a g r í c o l a en El Salvador que en Costa

Rica.'*^ Basta indicar, al respecto, que m i e n t r a s el territorio

salvadoreño se ubica hacia el Pacífico centroamericano, con

suelos p r e d o m i n a n t e m e n t e v o l c á n i c o s y a l t i t u d e s u s u a l m e n t e

apropiadas para la caficultura, Costa Rica tiene a m p l i a s llanu¬

r a s p r ó x i m a s al n i v e l del m a r en el A t l á n t i c o , la z o n a n o r t e y el

Pacífico, así c o m o a l g u n a s z o n a s m o n t a ñ o s a s con e l e v a c i o n e s

y condiciones climáticas inadecuadas para este cultivo (mapas

1 y 2). D i c h o en o t r o s t é r m i n o s , el s e c t o r no c a f e t a l e r o de la

e c o n o m í a era a p r e c i a b l e m e n t e m a y o r en C o s t a Rica que en El

S a l v a d o r , d e s d e el p u n t o de v i s t a del uso g e n e r a l del s u e l o .

La extensión c u l t i v a d a de café para 1939, en El S a l v a d o r ,

era de 117.216 m a n z a n a s , 7 0 % m á s que las 68.578 m a n z a n a s

registradas en el censo cafetalero costarricense de 1935.'^ En

1950, aunque el área cafetalera había a u m e n t a d o en los dos

países, la diferencia entre ambos se incrementó significativa¬

mente por una ampliación más acelerada del cultivo en El

S a l v a d o r . D u r a n t e el período a que se ha hecho referencia era,

16. En 1950 el café ocupaba sólo un 2.7% del área total en


fincas de cualquier tipo en Costa Rica, en tanto que signi-
ficaba un 7.5% de la superficie total de las explotaciones
en El Salvador.

1 7
Todos los datos sobre la caficultura costarricense en 1935,
salvo indicación expresa, se elaboran con base en el Insti¬
tuto de Defensa del Café 1935-1937, y para 1939 se basan
en El Salvador, Asociación C a f e t a l e r a de El Salvador, 1940.

18. En 1950 se registraron 69.836 manzanas de café en Costa

134
Mapa 2

CAFÉ Y FERROCARRILES EN COSTA RICA


HACIA 1936

Fuente»: Hall {1985). fig. 3.8 y 3.102;


Samper (1989), p. 285.

Rica y 165.063 en El S a l v a d o r . A ello habría que sumar, en


el primer caso, u n a s seis mil m a n z a n a s que corresponderían
a las fincas m e n o r e s de una manzana, debido a la d i f e r e n c i a
entre la definición censal de "finca" o "unidad agropecuaria"
en los dos países para el censo agropecuario de 1960. A
diferencia del censo agropecuario salvadoreño de 1950, el
costarricense del mismo año excluyó las parcelas menores
de una manzana, salvo en el "suplemento agrícola-ganade¬
ro", que l a m e n t a b l e m e n t e no detalló el uso de la t i e r r a p a r a
tales parcelas. Había 37.092 de ellas, 81% de las cuales se
ubicaban en las cuatro provincias centrales con fuerte con¬
centración en la zona cafetalera del Valle Central. Dado
que las propiedades dedicadas al café eran las que más se
fraccionaban, podemos suponer que un número importante
de ellas eran microfincas con café. Esta importante diver¬
gencia entre los criterios censales en los dos países no se
ha tomado en cuenta en la mayoría de las investigaciones

135
pues, más dinámica la caficultura salvadoreña, al m e n o s en

cuanto al ritmo de su expansión territorial.

Las fmcas cafetaleras salvadoreñas, incluyendo otros usos

de la tierra, abarcaban también una superficie total mayor que

las c o s t a r r i c e n s e s . Cabe observar, a d e m á s , que las salvadore¬

ñas estaban más especializadas en el c u l t i v o del café que las

fmcas cafetaleras costarricenses, pues en el primer caso el área

no cafetalera en tales fincas e s c a s a m e n t e d u p l i c a b a la cafeta¬

lera, y en el otro la triplicaba con creces. Así, p u e s , no sólo era

más fuertemente monocultivista la economía salvadoreña en

su conjunto, sino que ello se t r a d u c í a en el uso g e n e r a l de la

tierray en una mayor especialización c a f e t a l e r a a nivel de finca

que en el caso costarricense. Dicho de otro m o d o , el café j u g a b a

un papel económico más decisivo en El Salvador que en Costa

Rica, aunque fuese en ambos casos el principal producto de

exportación. Como se verá más adelante, ello incide en el

impacto de las c o y u n t u r a s c r í t i c a s , y g u a r d a a l g u n a r e l a c i ó n

con el poder sociopolítico de la élite cafetalera en estas dos

sociedades.

Pese a la menor extensión del área cafetalera en Costa

Rica, el n ú m e r o de fincas con este c u l t i v o en 1935 e r a m á s del

doble que en El Salvador cuatro años después. La extensión

p r o m e d i o de una finca con café era, para entonces, casi tres

v e c e s m a y o r en El S a l v a d o r que en C o s t a Rica en la d é c a d a del

treinta. La diferencia es significativa, aunque en ambos casos

se trata de áreas p r o m e d i o r e l a t i v a m e n t e p e q u e ñ a s , en compa¬

ración por e j e m p l o con B r a s i l , y m e n o r e s t a m b i é n q u e las z o n a s

de p r e d o m i n i o h a c e n d a r l o en C o l o m b i a o en G u a t e m a l a .

El numero de propietarios de fincas cafetaleras también

era el doble en Costa Rica, hacia 1935, que en El S a l v a d o r en

que comparan datos de ambos censos. La estimación hecha


aquí se basa en el porcentaje del número de fincas menores
de 1000 cafetos en 1935 (56%), con un promedio de media
manzana de café por parcela.

19. La superficie total incluida en fincas las cafetaleras salva¬


doreñas era de 354.883 manzanas, y la costarricense de
286.685 manzanas, respectivamente en 1939 y 1935.

136
1939 ( c u a d r o 2 ) . Respecto de la población total,^'los caficulto-
r e s c o s t a r r i c e n s e s c o n s t i t u í a n u n a m i n o r í a p e q u e ñ a , p e r o bas¬
tante m a y o r en t é r m i n o s relativos que en El Salvador. Como
porcentaje de la población rural, específicamente, la diferencia
es aún m á s clara p u e s , a u n q u e bajo, el p o r c e n t a j e es c i n c o v e c e s
mayor para Costa Rica que para El Salvador. Respecto al total
de f a m i l i a s r u r a l e s , los p r o p i e t a r i o s de fincas de café costarri¬
c e n s e s c o n s t i t u í a n en los años treinta a p r o x i m a d a m e n t e uno
de cada cuatro, m i e n t r a s que en El Salvador era una de cada
veinte familias. Los propietarios de fincas de café eran en
a m b o s c a s o s p o b l a c i o n e s r e d u c i d a s r e s p e c t o a l t o t a l d e pobla¬
dores rurales, pero su peso relativo era m á s significativo en
Costa Rica que en El Salvador. Al analizar más adelante la
d i s t r i b u c i ó n de la tierra e n t r e los p r o d u c t o r e s de café, d e b e r á
tenerse presente esta diferencia que da significados sociales
muy distintos a dicha distribución.

La p r o d u c c i ó n de café por h a b i t a n t e de cada país, en la


d é c a d a de 1930, e r a s i m i l a r en a m b o s casos.^' Sin e m b a r g o , el
á r e a c a f e t a l e r a por h a b i t a n t e era casi el d o b l e en C o s t a R i c a
que en El S a l v a d o r . ^ Ello nos r e m i t e a una i m p o r t a n t e diferen¬
cia, a la cual r e t o r n a r e m o s m á s a d e l a n t e , entre la caficultura
c o s t a r r i c e n s e y s a l v a d o r e ñ a en el p e r í o d o , cual es el m a y o r
r e n d i m i e n t o por área s e m b r a d a en el m á s p e q u e ñ o de los dos
países. En efecto, durante la década de 1930 c a d a m a n z a n a d e
café en El S a l v a d o r rendía un 50% m á s q u e l a m i s m a á r e a e n

20. Aproximadamente 565.000 personas para 1935 en Costa


Rica, y poco más de 1.744.000 en El Salvador, 1939, esti¬
mándolas con base en la población del censo anterior más
el crecimiento intercensal.

21. Según los d a t o s d e T o r r e s R i v a s ( 1981: cuadro #6, apéndice


e s t a d í s t i c o ), la producción de café en Costa Rica era de
74.9, 93.5 y 86.8 Ibs. por habitante en los quinquenios de
1924-8, 1929-33 y 1934-8 Para esos mismos períodos, la
producción salvadoreña era de 66.8, 91.4 y 86.3 Ibs. per
cápita.

22. 0,121 manzanas por habitante en Costa Rica, vs. 0,067 en


El Salvador, según los datos de los censos cafetaleros y las
estimaciones de población.

137
Costa R i c a L a s diferencias en cuanto a la producción de café

r e s p e c t o a la s u p e r f i c i e t o t a l del p a í s e r a n m u c h o m á s p r o n u n ¬

ciadas, por la m a y o r e s p e c i a l i z a c i ó n c a f i c u l t o r a de El S a l v a d o r

en lo que al uso de la tierra se r e f i e r e . ^

En la década siguiente, la población parece haber crecido

más rápidamente que la producción cafetalera, sobre todo en

Costa Rica. C o m o y a se indicó, el área cafetalera se amplió m á s

significativamente, durante ese período, en El S a l v a d o r que en

Costa Ricay hacia 1950 l a p r o d u c c i ó n d e c a f é por h a b i t a n t e (y

por km2 del país) era bastante mayor en El Salvador. Al

mismo tiempo, la diferencia entre los r e n d i m i e n t o s por man¬

z a n a de café se había r e d u c i d o un tanto, pero seguían siendo

3 4 % más altos en El Salvador. En Costa Rica (cuadro 3), los

r e n d i m i e n t o s m á s a l t o s s e s i t u a b a n e n l£is p r o v i n c i a s d e C a r t a -

go y Heredia, mientras que San José, vMajuela y las demás

provincias tenían rendimientos más bajos que el promedio

nacional. Como se verá más adelante, las dos primeras eran

t a m b i é n las de m a y o r c o n c e n t r a c i ó n regional de la propiedad

cafetalera. En E) Salvador (mismo cuadro), los r e n d i m i e n t o s

m á s altos se obtenían en Santa Ana, A h u a c h a p á n y S o n s o n a t e ,

donde la propiedad también estaba bastante concentrada.

La diferencia en rendimientos por área cafetalera puede

deberse, en principio, a una mayor o menor producción por

23. Los rendimientos promedios eran de 1152 vs. 761 Ibs. de


café por manzana en 1939 y 1935, respectivamente.

24. Para los quinquenios indicados en la primera nota de este


párrafo, la producción de café por km2 era de 0.76, 0.97 y
1.00 miles de Ibs. en Costa Rica, y de 5.26, 6.58 y 6.78 Ibs.
en El Salvador.

25. Si la cobertura censal fue tan completa en 1939 como en


1950, el área cafetalera en El Salvador se incrementó 40%,
o 3,6% al año. En Costa Rica, d u r a n t e un lapso de 15 años
se había ampliado sólo 109i, o 0,66% anualmente. En 1950,
según los datos de los censos agropecuarios y de población,
se producían 61,8 Ibs. por habitante en Costa Rica, y 80,0
en El Salvador. La diferencia en cuanto a la producción de
café por km2 del país también se había incrementado res¬
pecto de los censos cafetaleros, pues ahora se producían
0,90 vs 6,78 mil libras en Costa Rica y El Salvador.

138
Cuadro 2

Basada en los censos de 1927 y 1930, respectivamente, y ajustada por crecimiento iniercensal h a s t a el año
del censo cafetalero,

"" En Costa Rica, el numero promedio de personas por famili a en 1927 era 5.0; el censo salvadoreño de 1930
no b r i n d a este dato, por lo que se aplicó el costarricense para fines comparativos.

Fuentes: I D C C R (1935-1937;;
Asociación Cafetalera de El Salvador (1940);
Costa Rica. Dirección General de Estadística y Censos (1960K
El Salvador. Dirección General de Estadística y Censos ( 1942).
Cuadro 3

FINCAS C A F E T A L E R A S DE COSTA RICA Y EL S A L V A D O R


1950

Sigue.
viene

Fuentes: Costa Rica, Dirección General de Estadística y Censos ( 1953»;

El S a l v a d o r , Dirección General de Estadística y Censos i 1952 •


cafeto como también a una diferente densidad de siembra. En

nuestros casos, parece resultar de una combinación de a m b o s

factores. La densidad de siembra era un poco mayor en El

S a l v a d o r que en C o s t a Rica: 1.194 v s . 1.067 c a f e t o s -<le t o d a

e d a d - por m a n z a n a . Pero sobre todo, pese a la mayor densidad

de s i e m b r a que en otros casos l a t i n o a m e r i c a n o s y con la varie¬

dad arábiga tradicional podía reducir los rendimientos por

cafeto,^ éstos eran n o t o r i a m e n t e s u p e r i o r e s en El S a l v a d o r . En

ello podrían incidir factores n a t u r a l e s , v.g. climatológicosy de

suelos, pero t a m b i é n las v a r i e d a d e s m i s m a s , la antigüedad de

los c a f e t a l e s y las p r á c t i c a s de c u l t i v o , a las cuales r e s p o n d e n

m á s o m e n o s d i r e c t a m e n t e l o s r e n d i m i e n t o s . A u n q u e sin duda

las tierras s a l v a d o r e ñ a s eran muy feraces, también lo eran las

c o s t a r r i c e n s e s , y en las z o n a s c a f e t a l e r a s de a m b o s p a í s e s hay

condiciones climáticas muy adecuadíis para dicho cultivo. Si

éste no fue el factor decisivo, conviene r e m i t i r n o s a los tres

factores restantes, cuya interacción ayudará a entender esta

importante diferencia entre la caficultura de ambos países.

En lo c o n c e r n i e n t e a las v a r i e d a d e s , la c a f i c u l t u r a de los

dos países se basaba, hacia los años treinta, en el café a r á b i g o

(especie Coffea arábica), predominante hasta entonces en Cen-

troy Sudaméríca. En ambos países había distintas variedades

de la especie. En El Salvador p r e d o m i n a b a el tipo "borbón", con

sus respectivas v a r i a n t e s , de mayor fecundidad especialmente

en a l t i t u d e s m e d i a s y bajas, y m e n o r l o n g e v i d a d que el arábigo

tradicional. También se cultivaba en El Salvador el l l a m a d o

"café nacional", que en opinión de los t é c n i c o s se o r i g i n ó de un

cruce espontáneo entre el arábigo tradicional y el borbón,

siendo m á s resistente a ciertas e n f e r m e d a d e s c o m o el "ojo de

gallo". En Costa Rica, además del arábigo tradicional y el

borbón, había también otra variedad denominada "San Ra¬

món", de porte pequeño y esí)ecialmen te apta para zonas altas

y ventosas. Entre a m b o s países había, e n t r e las d é c a d a s de 1930

26. A bí ocurre, por ejemplo, en el caso colombiano, donde las


zonas de mayor densidad de siembra eran también, en 1932,
las de menores rendimientos por cafeto, y viceversa. Cf
Samper. pp. 279-282. 1989.

142
y 1940, i n t e r c a m b i o s de s e m i l l a t a n t o de éstas c o m o de o t r a s
variedades, de m o d o que los caficultores de uno u otro país
podíaB i n t r o d u c i r las que resultasen m á s a p r o p i a d a s . ' " Si b i e n
había, pues, disponibilidad de simiente, la mayor difusión de
ciertas v a r i e d a d e s SI podría haber incidido en la producción por
cafeto. Esto es aplicable, sobre todo, a las tierras c a f e t a l e r a s
salvadoreñas de menor altitud, donde era factible obtener
rendimientossignificativamente mayores.

R e s p e c t o a la a n t i g ü e d a d de los cafetales, es claro que la


m i s m a era mayor en la Meseta Central costarricense, donde el
cultivo se había difundido desde hacía más de un siglo, que en
las z o n a s cafetaleras s a l v a d o r e ñ a s d o n d e se g e n e r a l i z ó a partir
de la d é c a d a de 1860. El e n v e j e c i m i e n t o de los árboles era un
problema en a m b o s países, pero mayor en el caso costarricense
pese a la a p e r t u r a de n u e v a s zonas cafetaleras.

Las prácticas de cultivo constituyen un factor de suma


i m p o r t a n c i a y los o b s e r v a d o r e s de la é p o c a c o i n c i d í a n en des¬
tacar el e s m e r o con que se cuidaban los cafetales salvadore¬
ños. Uno de los m á s autorizados, el agrónomo Juan Pablo
Duque, estudió en 1938, d u r a n t e v a r i o s m e s e s , l a c a f i c u l t u r a
c e n t r o a m e r i c a n a por e n c a r g o de la F e d e r a c i ó n de C a f e t e r o s de
Colombia. E n t r e sus conclusiones, destaca para El Salvador la
adecuación de distintas v a r i e d a d e s de café arábigo a las tierras
a l t a s , m e d i a s y bajas, así c o m o el e m p l e o de b a r r e r a s de i z o t e o
itabo (Yucca elephantipes) y otros sistemas para proteger el
suelo contra la erosión. En su opinión, el s a l v a d o r e ñ o se ubicaba
e n t o n c e s "a la cabeza de los d e m á s países de A m é r i c a Central,
c o m o el mejor cultivador".
En lo c o n c e r n i e n t e a la a t e n c i ó n del p r o p i o c a f e t o . D u q u e
c o n c l u y e p a r a C o s t a R i c a q u e "el s i s t e m a d e p o d a s i n t e n s a s o
profundas practicado en la Meseta Central, nos parece ruinoso
para la industria cafetera de es e país y en mi concepto el factor
m á s poderoso para la ü m i t a c i ó n de la producción y la corta vida

27. Duque, pp. 2310-2311. 1938. Montealtegre pp. 13-16.


1948.; Revista del Instituto de Defensa del Café. pp. 612¬
613. 1942

28. Duque, p. 2320 1938

143
de los arboles."^' En El Salvador, por el c o n t r a r i o , consideró

q u e l a p o d a s e h a c í a "en f o r m a m a s r a c i o n a l q u e e n C o s t a R i c a ,

al m e n o s en las p r m c i p a l e s zonas".

Había, pues, entre El S a l v a d o r y Costa Rica una diferencia

apreciable en cuanto a las técnicas de cultivo, que incidía

significativamente en l a c o n d i c i ó n de los c a f e t o s y de los suelos,

y p o r e n d e e n los r e n d i m i e n t o s hacia los a ñ o s t r e i n t a y c u a r e n t a .

La reducción de la fertilidad del suelo y su efecto sobre la

producción costarricense ya había sido o b s e r v a d a desde 1910."*'

Esta situación se había acentuado, sin duda, en las d é c a d a s

siguientesen las a n t i g u a s z o n a s c a f e t a l e r a s . En 1948, el costa¬

rricense Mariano Montealegre constató la mayor producción

salvadoreña por cafeto, y la atribuyó a una combinación de

factores, e s p e c i a l m e n t e : mejor c u i d a d o del suelo, herramientas

más adecuadas, mayor empleo de abonos orgánicos, y mayor

r e s i s t e n c i a del "café n a c i o n a l " s a l v a d o r e ñ o a l "ojo d e g a l l o " . * *

Sin embargo, El Salvador no escapaba totalmente a los

p r o b l e m a s de baja en los r e n d i m i e n t o s y p é r d i d a de f e r t i l i d a d ,

que se acentuaron durante el período aquí estudiado. En 1945,

el mismo agrónomo Duque afirmaría, en un estudio pormeno¬

rizado de la caficultura salvadoreña, que la producción de café

se encontraba en un estado de "predecadencia" en algunas

partes del país, y de "franca decadencia" en otras."^^ En su

explicación excluye los f a c t o r e s c l i m á t i c o s , q u e c o n s i d e r a esta¬

bles, y c e n t r a su a t e n c i ó n en el d e t e r i o r o de las c o n d i c i o n e s del

suelo por problemas como: trazado incorrecto de curvas de

nivel para las barreras de izote, hoyado excesivo y desordenado,

densidad de siembra excesiva, poda d e m a s i a d o intensa y "palo¬

teo", una e n f e r m e d a d de las r a m a s , por erosión del suelo. Así,

29. Duque, p. 2342. 1938.

30. Duque, p. 2348. 1938.

3 1
" Pedro Pérez Zeledón, Colección de artículos sobre política
agrícola. San José, Tipografía Nacional, 1910, citado por
Montealegre. p. 20. 1948.

32 Montealegre. pp. 5-32. 194».

3 3
Duque ( 1945), pp. 561 y 565.

144
afirma: " M u c i i o s s u e l o s d e E l S a l v a d o r h a n d i s m i n u i d o consi¬
d e r a b l e m e n t e en f e r t i l i d a d , d e b i d o en m u c h a p a r t e a las prác¬
ticas que h e m o s criticado"/^

La erosión y la p é r d i d a de fertilidad eran, pues, un proble¬


ma c o m ú n a los dos países, pero que se había a c e n t u a d o antes
en el caso costarricense, por las p r a c t i c a s c u l t u r a l e s y la m i s m a
a n t i g ü e d a d de los cafetales. Por otra parte, las diferencias en
t a l e s p r á c t i c a s y en los r e n d i m i e n t o s no a f e c t a b a n por igual a
t o d a s las u n i d a d e s p r o d u c t i v a s . En Costa Rica, e s p e c i a l m e n t e ,
era notoria la inferioridad de los r e n d i m i e n t o s en las fincas m á s
p e q u e ñ a s . L o s p e r i t o s del I n s t i t u t o de D e f e n s a del Café, q u e se
e s f o r z a b a n p o c o p o r c o m p r e n d e r l a l ó g i c a del s i s t e m a d e pro¬
ducción c a m p e s i n o , se quejaban de que el pequeño agricultor
se resistía a introducir las mejoras r e c o m e n d a d a s :

"Alegan que tienen m u c h a práctica y que las g e n t e s de la


c i u d a d saben s o l a m e n t e de t e o r í a s que en los c a m p o s de
labor no tienen aplicación y m á s bien resultan, a veces,
perjudiciales...'Qué va a saber usted m á s que mí, que nací
bajo u n a m a t a d e café'. Los campesinos, en general, no
a t i e n d e n n i n g ú n consejo.""^

En particular, los a g r ó n o m o s insistían en la falta de control


de la erosión, en los s i s t e m a s de poda deficientes, en el uso de
h e r r a m i e n t a s i n a d e c u a d a s y en la escasa o n i n g u n a aplicación
de a b o n o s en los c a f e t a l e s c a m p e s i n o s . Ciertamente, éstos y
otros factores m c i d í a n en los m e n o r e s r e n d i m i e n t o s del c u l t i v o
c a f e t a l e r o e n m u c h a s d e e s a s u n i d a d e s p r o d u c t i v a s . Sin embar¬
g o , s e r í a n e c e s a r i o d e t e r m i n a r l a s r a z o n e s por las q u e e l pro¬
ductor campesino mantenía el sistema de cultivo tradicional,
c ó m o operaba en sus p a r c e l a s la asociación entre cultivos, cuál
era su calendario de labores a g r í c o l a s y cuáles los c o m p o n e n t e s
del i n g r e s o f a m i l i a r . A n t e s de a c h a c a r l o a m e r o tradicionalis¬
mo, c o n v e n d r i a inquirir sobre el sistema de producción de la
finca c a m p e s i n a en su conjunto, sobre la relación entre riesgos

34. Duque p. 271. A b r i l de 1946

35 Tanzi (1939) p. 423.

145
ybeneficiosdela especialización caficuitoray de las innovacio¬

nes en el cultivo, sobre la d i s p o n i b i l i d a d de r e c u r s o s y sobre los

objetivos p e r s e g u i d o s por el p r o d u c t o r . Ello será t e m a de una

futura investigación comparada sobre la caficultura centroa¬

mericana, y trasciende las posibilidades de este ensayo. De

m o m e n t o , c o n s t a t a m o s l a e x i s t e n c i a d e tal d i f e r e n c i a c i ó n s o c i a l

en lo r e l a t i v o a s i s t e m a s de c u l t i v o y a r e n d i m i e n t o s . C o m o se

verá más adelante, la misma guarda relación, también, con

variaciones r e g i o n a l e s d e n t r o de cada país y con la d i v e r g e n c i a

e n t r e C o s t a R i c a y El S a l v a d o r a ese r e s p e c t o .

V e a m o s , para concluir esta sección, el c o m p o r t a m i e n t o de

los v o l ú m e n e s y valores del café p r o d u c i d o y e x p o r t a d o duran¬

te el período que nos ocupa. La tendencia de la producción

c a f e t a l e r a por q u i n q u e n i o s fue p r i m e r o a u n i n c r e m e n t o r á p i d o

a fines de los a ñ o s v e i n t e e i n i c i o s del d e c e n i o s i g u i e n t e . Pos¬

t e r i o r m e n t e , el c r e c i m i e n t o fue m á s l e n t o , y d e s p u é s , en 1939¬

1943, hubo un estancamiento en El Salvador y cierto

decrecimiento en C o s t a Rica." Durante la crisis económica

internacional de 1929 h u b o , p u e s , u n c o n t i n u o i n c r e m e n t o d e

la producción, debido p r i n c i p a l m e n t e a las n u e v a s s i e m b r a s de

fines de los años v e i n t e . D u r a n t e la d é c a d a del t r e i n t a , pese a

la sobreproducción mundial y a la f u e r t e baja de precios, el

crecimiento siguió pero a un ritmo m u c h o m e n o r y cesó tempo¬

ralmente durante la segunda guerra mundial, quizá no tanto

por las dificultades a corto plazo c o m o por el e f e c t o a c u m u l a t i v o

del p r o l o n g a d o e s t a n c a m i e n t o d e los p r e c i o s s o b r e l a e x p a n s i ó n

de cafetales. No será sino hasta la cosecha de 1945-46 que se

a l c a n z a r á n de n u e v o los p r e c i o s de 1923-24, i n c e n t i v a n d o de

nuevo la producción cafetalera con precios fuertemente cre¬

cientes en los p r ó x i m o s a ñ o s . ^ El v o l u m e n de las e x p o r t a c i o n e s

36. Los datos quinquenales sobre producción de Edelberto To¬


rres Rivas (1981, cuadro 1, apéndice estadístico) dan por¬
centajes de crecimiento de la producción para Costa Rica de
26,7%, 3,9% y -10,7%; para El Salvador de 25,2%, 3,0% y
0,03%, entre los quinquenios de 1924-28, 1929-33 1934-38
y 1939-43,

37. Carcanholo, cuadro Ui-l, p. 103. 1981.

146
por quinquenio refleja un comportamiento similar, con un
crecimiento al principio acelerado, luego m á s lentoy una ligera
r e d u c c i ó n a p r i n c i p i o s de los a ñ o s c u a r e n t a en a m b o s países.
L u e g o habrá un i n c r e m e n t o i n i c i a l m e n t e lento pero que tende¬
rá a a c e l e r a r s e .

S i c o m p a r a m o s los v o l ú m e n e s e x p o r t a d o s a n u a l m e n t e , así
c o m o la tendencia a mediano plazo, o b s e r v a m o s que la cantidad
de café e x p o r t a d o por El S a l v a d o r era casi s i e m p r e el doble que
l a d e C o s t a R i c a , a u n q u e s u s f l u c t u a c i o n e s t a m b i é n e r a n ma¬
y o r e s (gráfico 2). La tendencia en a m b o s casos era hacia un
alza moderada, Ü g e r a m e n t e m á s fuerte en el caso s a l v a d o r e ñ o .

El valor de las e x p o r t a c i o n e s de café, con base en 1924,


fluctuaba también de manera más pronunciada en el caso
salvadoreño. El alza de los p r ó s p e r o s a ñ o s v e i n t e dio lugar a
u n a baja d u r a n t e la d é c a d a s i g u i e n t e , q u e c o n t i n u ó a fines de
la m i s m a pese a la recuperación a p a r e n t e hacia 1937 (gráfico
3 ) . La crisis e c o n ó m i c a i n t e r n a c i o n a l d e s p u é s de 1929 i m p a c t a
m a s f u e r t e m e n t e , en t é r m i n o s r e l a t i v o s , a la c a f i c u l t u r a salva¬
d o r e ñ a que a la c o s t a r r i c e n s e hasta 1935. D u r a n t e el resto de
esa década e inicios de la siguiente el c o m p o r t a m i e n t o relativo
del v a l o r e x p o r t a d o e s m u y similar, d i f e r e n c i á n d o s e h a c i a 1944,
al i n c r e m e n t a r s e en f o r m a m á s a c e l e r a d a las e x p o r t a c i o n e s de
café s a l v a d o r e ñ o q u e c o s t a r r i c e n s e .
E n s í n t e s i s , los d e s e m p e ñ o s m a c r o e c o n ó m i c o s d e l a cafi-
c u l t u r a e n a m b o s países son s e m e j a n t e s , e n t é r m i n o s g e n e r a l e s ,
en su r e s p u e s t a a las c o n d i c i o n e s del m e r c a d o m u n d i a l , y en
particular es clara la desaceleración del crecimiento de la
producción y las exportaciones. Ello se debe en p a r t e a la
c o m b i n a c i ó n de una crisis de m e d i a n o plazo por la saturación
del m e r c a d o cafetalero y s u c e s i v a s crisis de corto p l a z o . Influ¬
yen también otros factores como la menor abundancia de
tierras accesibles aptas para café, el bajo ritmo de cambio
t e c n o l ó g i c o en la caficultura, y sobre todo en el caso costarri-

38. P a r a un a n á l i s i s del m e r c a d o c a f e t a l e r o m u n d i a l e n los a ñ o s


veinte y treinta, así como el comportamiento de los p r e c i o s
y la producción brasileña, colombiana y costarricense, cf.
Samper. pp. 2 6 1-265 y 290-297. 1989.

147
Gráfico 2

V O L U M E N D E E X P O R T A C I Ó N C A F E T A L E R A
C O S T A R R I C E N S E Y S A L V A D O R E Ñ A
1924-1960

Uíllonei (te tLg

*EI Salvador + Cotia Rtca

10

O I—I—1—l—i—l—I—I—I—I—I—I—I—I—1—1 1 l I 1 1 I I I I L
1924 1027 1030 1833 1836 1838 1842 1845 184fl

Fuentes; Las mismas del gráfico 1, y


Costa Rica, Ministerio de Economía y Hacienda, 1948,
1949, 1950.

cense, el envejecimiento de cafetales y empobrecimiento de


algtmas tierras cafetaleras.

Hubo asimismo dos divergencias i m p o r t a n t e s : en primer

lugar, los niveles a b s o l u t o s de p r o d u c c i ó n y e x p o r t a c i ó n de café

salvadoreño duplicaban los costarricenses, y esta diferencia

tendió a incrementarse. En s e g u n d o lugar, los v o l ú m e n e s pro¬

ducidos y e x p o r t a d o s por El S a l v a d o r , así c o m o su valor, fluc¬

tuaban de m a n e r a m á s p r o n u n c i a d a en el caso s a l v a d o r e ñ o , y

la doble crisis de los años treinta i m p a c t ó m á s f u e r t e m e n t e a

este país, c o m p a r a d o con C o s t a Rica.

148
Fuentes: Las mismas del gráfico 2.

S a b e m o s , por lo expuesto a n t e r i o r m e n t e , que la e c o n o m í a


s a l v a d o r e ñ a era m á s fuertemente monocultivista o monoex-
p o r t a d o r a que la costarricense, y que la mayor especialización
caficultora se reflejaba en el uso general de la tierra c o m o
t a m b i é n en el plano de las u n i d a d e s p r o d u c t i v a s . A s i m i s m o , q u e
e l á r e a c a f e t a l e r a s a l v a d o r e ñ a e r a b a s t a n t e m a y o r q u e l a cos¬
tarricense, y crecía más rápidamente, aunque el n ú m e r o de
fincas era menor. Los caficultores eran, en ambos casos, una
pequeña minoría de la población, pero más significativa en el
caso costarricense. El t a m a ñ o p r o m e d i o de las fincas cafetale¬
ras también era mayor en El Salvador que en Costa Rica,
a u n q u e en los dos países era muy inferior al de otras z o n a s

149
l a t i n o a m e r i c a n a s c a r a c t e r i z a d a s por la producción cafetalera

a gran escala.

U n a de las d i f e r e n c i a s m á s i m p o r t a n t e s que se o b s e r v a r o n

fue respecto a los rendimientos por área: según los censos

cafetaleros de los años treinta, eran 50% más altos en El

Salvador, aunque la divergencia se redujo un tanto en la d é c a d a

siguiente. Los más altos rendimientos salvadoreños pueden

haber reflejado, en a l g u n a m e d i d a , u n a d e n s i d a d de s i e m b r a un

poco más alta, pero sobre todo una mayor producción por

cafeto. Los r e n d i m i e n t o s m á s e l e v a d o s por cafeto r e s p o n d í a n a

u n a conjunción de f a c t o r e s , e n t r e los c u a l e s d e s t a c a n las prác¬

ticas de cultivo, la conservación de suelos, el e m p l e o de abonos

y otras diferencias tecnológicas entre la caficultura de ambos

países, de sus zonas p r o d u c t o r a s y de los distintos tipos de

unidades productivas. Regionalmente, en ambos países, los

r e n d i m i e n t o s e l e v a d o s se asociaban c l a r a m e n t e a las z o n a s de

producción predominsmtemente hacendaría. M á s a d e l a n t e re¬

t o m a r e m o s a l g u n a s i m p l i c a c i o n e s s o c i a l e s d e los r a s g o s seña¬

lados, tanto comunes como diferenciales. En la siguiente

sección c e n t r a r e m o s el análisis, p r e c i s a m e n t e , en la d i m e n s i ó n

social de la cafícultura en a m b o s países.

C O N C E N T R A C I Ó N D E L A T I E R R A

Y D E L A P R O D U C C I Ó N C A F E T A L E R A

Para comprender h i s t ó r i c a m e n t e la dimensión social de la

cafícultura costarricense y s a l v a d o r e ñ a , es i n d i s p e n s a b l e refe¬

rirse a la c o n c e n t r a c i ó n de la p r o p i e d a d y de la p r o d u c c i ó n en

a m b a s sociedades. Sin duda, hay al r e s p e c t o d i f e r e n c i a s impor¬

tantes pero, como se verá, las m i s m a s no se r e d u c e n simple¬

mente a una distribución mucho más equitativa o m u c h o más

desigual de la tierra cafetalera entre los c a f i c u l t o r e s de cada

país. C u a l q u i e r explicación de los d i s t i n t o s s i g n i f i c a d o s s o c i a l e s

del café requiere, asimismo, de un análisis más amplio, que

150
contempleel contexto socioeconómicoy sociopohtico en que se
inserta ia propiedad rural. Comencemos, sin embargo, por
hacer a l g u n a s especificaciones en cuanto a la tenencia de la
tierra cafetalera en Costa Ricay El Salvador, durante el período
que nos ocupa.

La m a y o r o m e n o r d e s i g u a l d a d en la distribución social de
la c a f i c u l t u r a c o s t a r r i c e n s e y s a l v a d o r e ñ a c o n s t i t u y e , sin d u d a ,
una i m p o r t a n t e variable para el análisis comparado. A u n q u e
se han hecho estudios i n d i v i d u a l i z a d o s por país, sus r e s u l t a d o s
no son d i r e c t a m e n t e c o m p a r a b l e s . Ello o b e d e c e , en parte, a los
distintos objetivos, criterios y p r o c e d i m i e n t o s de los investiga¬
d o r e s , p e r o t a m b i é n a d i f e r e n c i a s en las p r o p i a s f u e n t e s censa¬
les. Por ejemplo, el censo cafetalero s a l v a d o r e ñ o , en 1939, d a
los datos por área c u l t i v a d a de café en cada finca, m i e n t r a s que
en C o s t a R i c a se t r a t a del n ú m e r o de cafetos por finca, y los
i n t e r v a l o s n o son del t o d o c o i n c i d e n t e s . A s í , p u e s , fue n e c e s a r i o
crear categorías que permitieran algún grado de aproximación
c o m p a r a d a . * A u n q u e n o son i d é n t i c a s , la p r o x i m i d a d de las
divisorías resultantes permitió un primer acercamiento por
intervalos de extensión/número de cafetos. Ya se ha hecho
referencia, a s i m i s m o , a a l g u n a s de las d i f e r e n c i a s e n t r e los dos
c e n s o s a g r o p e c u a r i o s de 1950, en lo c o n c e r n i e n t e a e x t e n s i ó n
de las fincas censadas, pero también debieron tomarse en
c u e n t a v a r i a c i o n e s en las u n i d a d e s de m e d i d a y las d i v i s o r i a s
para crear intervalos afines, aunque no siempre idénticos.
Como en el caso de los censos cafetaleros, tales intervalos
permitieron una a p r o x i m a c i ó n inicial al análisis de la distribu-

39. A fin de establecer dichas categorías, primero se convirtió,


para El Salvador como un todo, las áreas utilizadas en la
"Clasificación de las fincas según su extensión" (en café),
del censo cafetalero de 1939, a número de cafetos según la
densidad de s i e m b r a p r o m e d i o , a saber: 1 mz. = 1194 c a f e -
tos, 10 m z . = 11.940 c a f e t o s , 50 m z . = 59.700 cafetos, y 100
mz. = 119.400 cafetos. Seguidamente, para Costa Rica se
adoptaron entonces las más próximas divisorias de la "Dis¬
tribución de la propiedad cafetera por arbustos", del censo
cafetalero de 1935, que respectivamente fueron: 1000,
10.000, 60.000 y 125.000 cafetos.

151
ción, b a s á n d o l o en las d i s c r e p a n c i a s n o t o r i a s y no en mínimas

variaciones porcentuales.

F i n a l m e n t e , con los d a t o s o r i g i n a l e s de c a d a c e n s o se ela-

borarony analizaron coeficientes de c o n c e n t r a c i ó n y c u r v a s de

distribución, que resultaron ser más compatibles sincrónica

quediacrónicamente, estoes, para c o m p a r a r l o s censos cafeta¬

leros c o n t e m p o r á n e o s e n t r e sí o los a g r o p e c u a r i o s de u n o y o t r o

p a í s e n t r e sí, q u e p a r a m e d i r l o s c a m b i o s e n e l t i e m p o p a r a c a d a

país.

Al observar el n ú m e r o de p r o p i e d a d e s y la superficie cafe-

talera en 1935 y 1939, para intervalos de extensión aproxi¬

madamente comparables (cuadro 4), se observan varias

características importantes: En p r i m e r lugar, que las m i c r o f i n -

cas o unidades subfamiliares (hasta una manzana o l.(X)0

árboles de café) eran muy frecuentes en a m b o s casos, pero su

i m p o r t a n c i a relativa era s i g n i f i c a t i v a m e n t e mayor en el caso

costarricense que en el salvadoreño. Esto sugiere, desde ya, un

fraccionamiento más acentuado de la propiedad campesina en

el caso de Costa Rica, salvo que hubiese un Tortísimo subregis-

tro censal de p e q u e ñ a s parcelas en el s e g u n d o .

En la categoría siguiente, hasta diez m a n z a n a s o diez mil

cafetos, el peso porcentual era un tanto m a y o r en El Salvador,

lo cual c o n t r a s t a con algunos supuestos usuales acerca de la

menor importancia numérica relativa de la caficultura propia¬

m e n t e c a m p e s i n a en ese país que en C o s t a Rica. Claro está que

será necesario diferenciar, más adelante, entre los distintos

40. Esto no significa que la comparación de coeficientes de


concentración o curvas de distribución entre un país y otro,
en un mismo momento histórico y con fuentes afines, esté
exenta de riesgos, pues los modos de recopilación de la
información, la cobertura y el propio significado de las
categorías pueden variar. Pero, contrariamente a lo espera-
do inicialmente. se encontraron mayores incompatibilida¬
des en la comparación diacrónica del censo cafetalero con
el respectivo censo agropecuario. El motivo principal es la
forma de presentación de los resultados, pues en los censos
cafetaleros los intervalos de extensión se refieren al área
cultivada de café, y en los agropecuarios tales intervalos se
basan en el área total, aunque en ambos casos los datos
cuyo coeficiente se extrae sí corresponden al área en café.

152
t i p o s d e u n i d a d e s d o m é s t i c a s (ie p r o d u c c i ó n r u r a l , e s p e c i a l m e n ¬
te entre a q u é l l a s c l a r a m e n t e d e f i c i t a r i a s y o t r a s con posibilida¬
des de acumulación.*' De momento, constatamos únicamente
q u e el n ú m e r o de f i n c a s en d i c h a c a t e g o r í a g e n e r a l era ligera¬
m e n t e superior, en términos relativos, en El Salvador que en
Costa Rica.

En las fincas m e d i a n a s , con 10 a 50 m a n z a n a s de café ó


10.000 a 6 0 . 0 0 0 c a f e t o s , la d i f e r e n c i a en c u a n t o al p e s o numé¬
rico era todavía m á s pronunciada, en el m i s m o sentido anterior.

41. Para una caracterización conceptual de las u n i d a d e s s u b -


familiares, domésticas (deficitarias, intermedias o exceden-
tanas) y suprafamiliares, Cf. M. Samper, "Historia social
agraria: elementos conceptuales para su análisis", en E.
F o n s e c a pp. 123-178. 1989.

153
En otras palabras, las unidades productivas cafetaleras de

m e d i a n a e x t e n s i ó n , a l g u n a s de las c u a l e s s e g u r a m e n t e ocupa¬

ban fuerza de trabajo extra-familiar en forma estacional o

p e r m a n e n t e , eran r e l a t i v a m e n t e m á s frecuentes en El Salva¬

dor que en C o s t a Rica. Sin ser g r a n d e s e m p r e s a s c a f e t a l e r a s ,

tenían indudablemente m a y o r e s posibilidades de a c u m u l a c i ó n

que las p e q u e ñ a s f m c a s c a m p e s i n a s .

F i n a l m e n t e , en las dos c a t e g o r í a s de m a y o r e x t e n s i ó n , los

n ú m e r o s a b s o l u t o s y r e l a t i v o s son mínimos, aunque algo más

altos en El Salvador, lo cual sugiere una presencia un tanto

mayor de grandes unidades productivas. Sin embargo, l a s ci¬

f r a s son t a n p e q u e ñ a s q u e n o p u e d e e x t r a e r s e c o n c l u s i ó n defi¬

nitiva al respecto.

En lo concerniente al porcentaje de la tierra para cada

intervalo de extensión, se corrobora en términos g e n e r a l e s el

análisis anterior, con ciertas variantes que se refieren a la

participación de las p e q u e ñ a s y g r a n d e s u n i d a d e s p r o d u c t i v a s

en el área total. Las parcelas muy p e q u e ñ a s ocupaban en 1935

una parte bastante más significativa de la tierra en Costa Rica

que en El Salvador en 1939. A l g o s i m i l a r o c u r r í a en las f m c a s

campesinas entre u n a y diez m a n z a n a s o 1.000 a 10.000 cafe¬

tos, d o n d e las c o s t a r r i c e n s e s a b a r c a b a n una parte c l a r a m e n t e

superior del área c a f e t a l e r a . La extensión relativa ocupada era

similar en las fincas m e d i a n a s , y en las fincas m a y o r e s de 50

manzanas o de 60.000 cafetos es claro que las s a l v a d o r e ñ a s

abarcaban una parte mucho más sustancial del total que las

costarricenses (53,7% vs. 26,5%).

De esta p r i m e r a a p r o x i m a c i ó n c o m p a r a t i v a , b a s a d a en las

categorías censales de 1935y 1939, se c o n c l u y e q u e a u n q u e las

grandes unidades productivas salvadoreñas sí ocupaban una

p r o p o r c i ó n s u p e r i o r del área cafetalera total que las costarri¬

censes, y lo c o n t r a r i o ocurría con las fincas p e q u e ñ a s , el p e s o

relativo de las fincas m e d i a n a s era similar en a m b o s países, en

cuanto al área cultivada. En lo referente al n ú m e r o de fincas,

c o m o y a se indicó, en Costa Rica proliferaban las s u b f a m i l i a r e s ,

mientras que en El Salvador era un tanto mayor que en Costa

154
R i c a el peso p r o p o r c i o n a l de las fincas f a m i l i a r e s y, sobre todo,
de las m e d i a n a s p r o p i e d a d e s en café.

Esto respalda parcialmente la acertada intuición de Jeffery


Paige respecto de la importancia de las fincas cafetaleras
s u b f a m i l i a r e s en C o s t a Rica, b a s a d a c u r i o s a m e n t e en la com¬
paración del censo cafetalero salvadoreño de 1939 con el
agropecuario costarricense de 1955.*^ C o m o e s t e ú l t i m o c e n s o
también excluyó las fincas m e n o r e s de una m a n z a n a , y el censo
c a f e t a l e r o s a l v a d o r e ñ o que a n a l i z a m o s aquí las incluye, Paige
s u b e s t i m a en realidad el peso n u m é r i c o de las parcelas m u y
p e q u e ñ a s y, de paso, el grado de concentración en el caso
costarricense. Con la intención de afinar m á s este análisis,
conviene distinguir en lo posible, dentro de la categoria de
fincas con 1 a 10 m a n z a n a s de c a f é , e n t r e a q u é l l a s con super¬
ficies m í n i m a s que d i f í c i l m e n t e p e r m i t i r í a n a c u m u l a c i ó n algu¬
na b a s a d a en este cultivo, y las de m a y o r extensión en que la
s o l a c a f i c u l t u r a p e r m i t i r í a l a g e n e r a c i ó n y a p r o p i a c i ó n d e ex¬
c e d e n t e s , bajo d e t e r m i n a d a s c o n d i c i o n e s i n t e r n a s y e x t e r n a s a
la unidad productiva.

P a r a el caso costarricense, en que sí es posible diferenciar


la d i s t r i b u c i ó n del área c a f e t a l e r a p a r a i n t e r v a l o s r e d u c i d o s ,
e x p r e s a d o s en n ú m e r o de cafetos, se constata que la mitad de
las fincas entre 1.000y 10.000 c a f e t o s t e n í a n , e n r e a l i d a d , s o l o
1.000 a 2 . 0 0 0 , o un p r o m e d i o a r i t m é t i c o de 1,4 m a n z a n a s e n
café. En conjunto con la c a t e g o r í a anteríor, e n c o n t r a m o s que
el 7 5 % de las fincas tenían m e n o s de 2.000 c a f e t o s , o poco
m e n o s de dos m a n z a n a s de café, y les c o r r e s p o n d í a ú n i c a m e n t e
un 1 8 % del á r e a c a f e t a l e r a del país, a p r o x i m a d a m e n t e . P e s e a
la indudable únportancia históríca de la caficultura campesina
costarricense, v.g. en la c o l o n i z a c i ó n del n o r o e s t e del V a l l e
C e n t r a l y o t r a s z o n a s , y a las diferencias c o n s t a t a d a s r e s p e c t o
de El Salvador, tales proporciones se alejan b a s t a n t e de la
i m a g e n de una sociedad a g r a r i a en la cual p r e d o m i n a s e n los
medianos caficultores.

42 Jeffery Paige. pp. 163 1987.

155
No tenemos datos detallados para diferenciar de modo

semejante la información censal de 1939 en el c a s o sal v a d o r e -

ño. A m o d o de a p r o x i m a c i ó n , en 1949 J a i m e Q u e z a d a e s t i m a b a

que 1 0 . 5 0 0 o e l 87'7( de a p r o x i m a d a m e n t e 12.000 p r o d u c t o r e s

de café salvadoreños en los años cuarenta tenían entre un

cuarto de manzana y cinco m a n z a n a s de café."*^ Además, la

extensión p r o m e d i o real de café en las f m c a s con una a diez

m a n z a n a s de este cultivo, en El Salvador, e r a d e 3,88 m a n z a ¬

nas. Ello reafirma la impresión de que también en ese país

había un claro sesgo hacia las u n i d a d e s m e n o r e s d e n t r o de esta

categoría, aunque quizá menos pronunciado que en el caso

costarricense.

Al confrontar los coeficientes de concentración del área

cafetalera, e l a b o r a d o s con base en los i n t e r v a l o s o r i g i n a l e s de

los censos de 1935 y 1939,'*'' s e c o m p r u e b a q u e e n a m b o s c a s o s

había grados significativos de desigualdad en la distribución

social de dichas tierras. La c o n c e n t r a c i ó n era un tanto m a y o r

en El Salvador que en Costa Rica, pues en el p r i m e r caso se

obtiene un coeficiente de 65,72 y en el s e g u n d o de 58,74. Pese

43. Citado por Patricia Alvarenga p. 17. 1989.

44. Lo8 datos costarricenses son muy detallados, primero por


unidades de millar, luego por intervalos de cinco o diez mil
cafetos, y finalmente por intervalos mayores pero siempre
más detallados que los salvadoreños, tomados como base
para el cuadro anterior. El coeficiente de concentración que
se derivaría para Costa Rica del cuadro #4 (46,79) es infe¬
rior al obtenido, de modo más preciso, con los intervalos
originales. Si se contara con un nivel de detalle similar
para El Salvador, podría haber alguna variación, incremen¬
tando quizás el coeficiente salvadoreño. Sin embargo, difí¬
cilmente cambiaría las conclusiones básicas de este estudio,
que reconoce la existencia de un menor grado de concentra¬
ción en Costa Rica pero enfatiza la extrema fragmentación
fundiana en este país y la importancia de la caficultura
propiamente campesina en El Salvador, sin negar el fuerte
peso de las medianas y grandes fincas cafetaleras allí. Como
se vio en la distribución por intervalos, el número de unida¬
des menores de una manzana, que aumenta el coeficiente de
concentración tanto como las grandes fincas, era muy supe¬
rior en Costa Rica, y las medianas unidades productivas, al
Igual que las grandes, tenían un peso mayor en El Salvador.

156
a que efectivamente había mayor concentración en el caso
salvadoreño, la distribución de la tierra cafetalera entre los
c a f i c u l t o r e s de uno y otro país, en el s e g u n d o lustro de los años
t r e i n t a , n o a l c a n z a a e x p l i c a r t o t a l m e n t e s u m u y d i v e r s o signi¬
ficado social. Ello se refleja t a m b i é n en las c u r v a s de distribu¬
ción respectivas (gráfico 4). Hay que tener presente, al
respecto, que c o e f i c i e n t e s de c o n c e n t r a c i ó n y aun curvas de
distribución afmes pueden derivarse, como en estos dos
casos, de e s t r u c t u r a s de t e n e n c i a que no son n e c e s a r i a m e n t e
equivalentes.

La d i v e r g e n c i a e n t r e a m b o s países, en c u a n t o a la diferen¬
ciación de las u n i d a d e s p r o d u c t i v a s c a f e t a l e r a s por t a m a ñ o ,
era, c i e r t a m e n t e , m e n o r d e l o q u e f>odria e s p e r a r s e d e a c u e r d o
con los e s t e r e o t i p o s p r e v a l e c i e n t e s sobre la c a f i c u l t u r a en c a d a
país. Ello no significa en m o d o a l g u n o que en El S a l v a d o r fuese
r e l a t i v a m e n t e i g u a h t a r i a , por a s e m e j a r s e un t a n t o al coeficien¬
te o a la c u r v a c o s t a r r i c e n s e (sin e q u i p a r a r s e del t o d o a e l l a ) .
Destaca, m á s bien, la concentración de la tierra cafetalera en
los dos casos, d e n t r o del m a r c o d e u n a e s t r u c t u r a f u n d i a r i a
diversificada y estratificada. Sabemos, a d e m á s , que la diversa
d o t a c i ó n t e c n o l ó g i c a de g r a n d e s y p e q u e ñ a s u n i d a d e s produc¬
t i v a s , sobre todo en lo c o n c e r n i e n t e al uso de abonos, p e r m i t í a
una concentración aún más pronunciada de la producción
cafetalera que de la tierra misma, tanto en El Salvador como
en C o s t a Rica, a u n q u e acaso ello fuese m á s a c e n t u a d o en el c a s o
cuscatleco por los m á s e l e v a d o s r e n d i m i e n t o s .

A l g o s e m e j a n t e o c u r r í a con la t i e r r a d e d i c a d a a o t r o s usos
en fincas cafetaleras, que como lo ha mostrado Róger Churn-
side para el caso c o s t a r r i c e n s e , t e n d í a a estar m á s c o n c e n t r a d a
que la cafetalera.^ Sin duda ocurria algo semejante en El
Salvador, a u n q u e la m a y o r especialización caficultora en ese
país p r o b a b l e m e n t e h a r í a q u e la d i f e r e n c i a e n t r e los dos p a í s e s
en c u a n t o a las t i e r r a s d e d i c a d a s a o t r o s usos fuese m e n o r que
para las t i e r r a s c a f e t a l e r a s .

45. Roger Churnside. cuadro 4 3 y p. 202 a 204 lí)»5

157

Sociales
En síntesis, la d e s i g u a l d a d en la distribución de la tierra

sembrada con café, entre sus propietarios, así como de su

p r o d u c c i ó n y de la extensión total de tierra en fincas cafetale¬

ras, era significativa en ambos casos, aunque algo mayor en El

Salvador. Ello en sí se c o n t r a p o n e a la i m a g e n de una d i f e r e n c i a

radical a ese r e s p e c t o e n t r e los dos países. P e r o resulta espe¬

c i a l m e n t e i n t e r e s a n t e v e r i f i c a r q ue las c o n c e n t r a c i o n e s obser¬

v a d a s se deben, en parte, a r a z o n e s distintas: en El S a l v a d o r ,

al peso de las g r a n d e s fmcas cafetaleras, no obstante la

existencia de un fuerte c o n t i n g e n t e de pequeños y medianos

158
productores; en Costa Rica, aunque también las h a c i e n d a s
cafetaleras contribuían a esa d e s i g u a l d a d , adquirió especial
r e l e v a n c i a e l f r a c c i o n a m i e n t o e x t r e m o d e m u y n u m e r o s a s par¬
celas con café.

Lo anterior nos lleva a pensar que, en la segunda m i t a d de


los años treinta, el distinto significado social de la caficultura
en C o s t a R i c a y El S a l v a d o r o b e d e c í a sólo en p a r t e a d i v e r s o s
g r a d o s d e c o n c e n t r a c i ó n d e l a t i e r r a c a f e t a l e r a e n t r e los cafi-
cultores. En los dos casos había una m a r c a d a d e s i g u a l d a d ,
aunque ligeramente superior en El Salvador. En ambos había
u n a a m p U a b a s e d e c a f i c u l t o r e s c a m p e s i n o s , así c o m o u n a é l i t e
de h a c e n d a d o s cafetaleros. Y al c o n t r a r i o de lo que podria quizá
e s p e r a r s e , l a s m e d i a n a s u n i d a d e s p r o d u c t i v a s e n e l s e c t o r ca¬
fetalero tenían mayor peso relati vo en El Salvador que en Costa
Rica, m i e n t r a s lo contrario ocurría con las p a r c e l a s m i n ú s c u l a s ,
p r o d u c t o s o b r e t o d o d e l a f r a g m e n t a c i ó n h e r e d i t a r i a por suce¬
sivas generaciones.

H a s t a el m o m e n t o se ha hecho referencia, casi exclusiva¬


mente, a la d i s t r i b u c i ó n de la p r o p i e d a d o de la p r o d u c c i ó n
c a f e t a l e r a entre los caficultores, p e r o ello c o n s t i t u y e s o l a m e n t e
un á n g u l o de la t e n e n c i a de la tierra y de las r e l a c i o n e s social
agrarias. Al c a r a c t e r i z a r la c a f i c u l t u r a c o s t a r r i c e n s e y salva¬
doreña, se mencionó que los p r o p i e t a r i o s de fincas de café
c o n s t i t u í a n en los a ñ o s t r e i n t a un 2 5 % de las familias rurales
en el primer caso, y solamente 5% en el s e g u n d o . Conviene
d e t e n e m o s un m o m e n t o en el c o n t e x t o social y las implicacio¬
nes de esa diferencia. Si nos r e m i t i m o s al grupo social definido
censalmente como "jomalero" hacia 1930, con las s a l v e d a d e s
del caso,"^ c o n s t a t a m o s que el peso r e l a t i v o de dicha c a t e g o r í a
ocupacional era bastante inferior en Costa Rica (62,9% de la

46. En las p u b l i c a c i o n e s r e s p e c t i v a s no se especifica el criterio


de clasificación para esta u otras categorías, que puede
haber divergido. Sin embargo, la diferencia encontrada es
de una magnitud que impide hacer caso omiso de ella, y
además es congruente con otros datos de cada censo, en
forma individual y comparada. Cf. El Salvador, Dirección
G e n e r a l de Estadística. 1942, y C o s t a R i c a , Dirección Gene¬
ral de Estadística y Censos. 1960.

159
población censal o c u p a d a en a g r i c u l t u r a en 1927) que en El

Salvador ( 9 3 , 2 % en el censo de 1930). El grueso de la restante

población ocupada en el c a m p o lo formaban, en a m b o s casos,

"agricultores", en general o por s e c t o r e s p r o d u c t i v o s Respecto

de la población o c u p a d a total, los 60 mil " j o r n a l e r o s " costarri¬

censes eran un 39,4%, en t a n t o que los 309 mil s a l v a d o r e ñ o s

constituían el 70,2%. Había pues, indudablemente, un mayor

contingente de trabajadores asalariados rurales en El S a l v a d o r

que en Costa Rica, no sólo en n ú m e r o s absolutos sino t a m b i é n

como porcentaje de la población rural y total. Se comprende,

por c o n s i g u i e n t e , que la t e n e n c i a de la tierra en El S a l v a d o r se

insertaba en un contexto social-agrario de mayor proletariza-

ción rural que en el caso c o s t a r r i c e n s e .

M á s a d e l a n t e se h a r á a l g u n a r e f e r e n c i a a los e f e c t o s socia¬

les de la crisis e c o n ó m i c a i n t e r n a c i o n a l de 1929 en a m b o s p a í s e s

y a los a c o n t e c i m i e n t o s s o c i o p o l í t i c o s en ellos d u r a n t e los a ñ o s

siguientes. De momento, constatamos que hacia 1930 había

una m a y o r polarización social en el c a m p o s a l v a d o r e ñ o que en

Costa Rica. En el primer caso, la desproporción entre propie¬

tarios y no propietarios en las zonas rurales era, sin duda

alguna, muy acentuada, aunque se ha magnificado un tanto

por un manejo acrítico de las cifras censales al r e s p e c t o . En el

c e n s o sal v a d o r e ñ o " * * s e d a n l a s s i g u i e n t e s c i f r a s p a r a 1 9 3 0 :

Propietarios: 117.680, u 8 . 2 % de la p o b l a c i ó n

No p r o p i e t a r i o s : 1.316.681, o 9 1 , 8 % de la p o b l a c i ó n

En su estudio sobre la crisis de los años treinta en El

Salvador, Marroquin concluye, d e d i c h a s c i f r a s , q u e "la distri¬

bución de la propiedad era extremadamente desigual... Lo

anterior explica la falta de campesinos que fueran pequeños

p r o p i e t a r i o s y la alta cifra de p e o n e s q u e v i v í a n de su s a l a r i o o

47. Esta categoría, un tanto difusa, se asociaba a la de pro¬


ductor agrícola independiente, pero también abarcaba pro¬
bablemente a los propietarios ausentistas. No está claro si
incluía solamente propietarios o también otros productores
no propietarios, v.g. arrendatarios o aparceros.

48. El Salvador, Dirección G e n e r a l de Estadística, p. 10. 1942.

160
como mozos-colonos en las diversas haciendas".*' Esto, que
refleja la t e n d e n c i a a s o b r e s i m p l i f i c a r la e s t r u c t u r a social agra¬
ria de El Salvador hacia los años treinta, es r e t o m a d o casi
t e x t u a l m e n t e , entre otros autores, por B u r n s en su por lo d e m á s
s u g e r e n t e e n s a y o sobre la m o d e r n i z a c i ó n del s u b d e s a r r o l l o en
E l S a l v a d o r h a s t a 1931 A u n q u e la distribución de la propie¬
dad fundiaria s a l v a d o r e ñ a e f e c t i v a m e n t e era muy desigual, es
n e c e s a r i o d i f e r e n c i a r , c o m o y a s e h a i n d i c a d o , e n t r e l a distri¬
b u c i ó n e n t r e p r o p i e t a r i o s y las prop>orciones de p r o p i e t a r i o s o
no propietarios. Pero sobre todo, es indispensable circunscribir
el análisis a la p o b l a c i ó n p e r t i n e n t e , lo cual s u p o n e e x c l u i r a los
m e n o r e s de edad, que en el c a m p o s a l v a d o r e ñ o constituían m á s
de la m i t a d de la p o b l a c i ó n y a la p o b l a c i ó n urbana. Además,
h a b r í a q u e c o n s i d e r a r los e f e c t o s del p r o b a b l e s e s g o por a c c e s o
diferencial a la p r o p i e d a d entre h o m b r e s y mujeres. El resulta¬
do sería, obviamente, un porcentaje de propietarios rurales
bastante más elevado, aunque difícilmente mayoritario.

P a r a Costa Rica, el Censo de P o b l a c i ó n de 1927 d a u n a cifra


un tanto superior, pero no r a d i c a l m e n t e distinta de la salvado¬
r e ñ a en c u a n t o al porcentaje de h a b i t a n t e s con p r o p i e d a d raíz
sobre la p o b l a c i ó n total del país: 12,49%, o unos 58.893 propie-
tarios.*' A esta cifra habria que hacer los m i s m o s ajustes ya
i n d i c a d o s p a r a el caso s a l v a d o r e ñ o , con lo cual se i n c r e m e n t a r í a
s u s t a n c i a l m e n t e e l p o r c e n t a j e d e p r o p i e t a r i o s s o b r e l a pobla¬
ción adulta rural. Si se t o m a en c u e n t a que el dato c o s t a r r í c e n s e
incluye, a d e m á s de la p r o p i e d a d e s c r í t u r a d a un n ú m e r o impor¬
t a n t e d e p r o p i e d a d e s a r r e n d a d a s y o c u p a d a s d e h e c h o , l a dife¬
r e n c i a con El Salvador podría incluso desaparecer. En todo
caso, se comprende que la m i s m a no es abismal y resulta

49. Alejandro D Marroquín p. 118. 1977.

50. Bradford Burns p.307 1984

51. Costa Rica. Dirección General de Estadística y Censos p.


87. 1960. En el a n á l i s i s r e s p e c t i v o , se indica que la pregun¬
ta originalmente se refería solamente a la propiedad con
título legal, pero luego se decidió incluir también la de
hecho y la arrendada Ello se hizo en la mayor parte del
país, salvo ciertas zonas mal comunicadas.

161
insuficiente para explicar a cabalidad el distinto significado

social de la c a f i c u l t u r a en u n o u otro país.

Al contrastar el total de propietarios en 1927/1930 con los

p o s e e d o r e s de fincas de café en 1935/1939 se obtiene, en cam¬

bio, una d i v e r g e n c i a s i g n i f i c a t i v a : los p r o p i e t a r i o s de c a f e t a l e s

en Costa Rica constituían 36,6% del total de p r o p i e t a r i o s del

censo de población precedente, mientras que en El Salvador

a l c a n z a b a n s o l a m e n t e a 9,3'7Í de la cifra r e s p e c t i v a . Pese a las

posibles variaciones en criterios censales, la discrepancia es

notoria, y s u g i e r e q u e los p r o p i e t a r i o s de otro tipo de bienes

raíces eran mucho más importantes, en t é r m i n o s relativos, en

El Salvador. Dicho de otro m o d o , los caficultores c o n s t i t u í a n

u n s e g m e n t o b a s t a n t e m a y o r del t o t a l d e p r o p i e t a r i o s e n C o s t a

Rica.

C l a r o está que entre los censos de población citados y los

censos cafetaleros, m e d i ó la crisis e c o n ó m i c a i n t e r n a c i o n a l de

1929, con sus secuelas para a m b a s s o c i e d a d e s c e n t r o a m e r i c a ¬

nas. En el plano m a c r o e c o n ó m i c o , ya se indicó que la produc¬

ción cafetalera siguió incrementándose a inicios de los años

treinta, por las n u e v a s s i e m b r a s de fines de la d é c a d a anterior.

V i m o s c ó m o la baja de p r e c i o s i n t e r n a c i o n a l e s del café a f e c t ó a

las d o s e c o n o m í a s , p e r o s u i m p a c t o fue u n t a n t o m á s s e v e r o e n

la salvadoreña, más fuertemente m o n o c u l t i v i s t a y con fluctua¬

ciones más acentuadas que en el caso costarricense. Sabemos,

ahora, que los p r o d u c t o r e s de café eran una menor proporción

de la población rural en El S a l v a d o r q u e en C o s t a Rica, y los

jornaleros agrícolas un porcentaje m a y o r en el caso s a l v a d o r e ñ o

que en el costarricense.

Bajo las c o n d i c i o n e s d e s c r i t a s , el t r a s l a d o de los e f e c t o s de

la c r i s i s a los p r o d u c t o r e s d i r e c t o s a d q u i r i ó c o n n o t a c i o n e s dis¬

tintasen unoy otro caso, pese a que afectó tanto a trabajadores

asalariados c o m o a p e q u e ñ o s caficultores en los dos. En el país

norteño, la reducción de la demanda laboral impactó a un

amplio sector de jornaleros probablemente más dependientes

del j o r n a l p a r a s u subsistencia que los p e o n e s c o s t a r r i c e n s e s ,

los cuales a m e n u d o c o m b i n a b a n su trabajo ajornal con pro¬

ducción parcelaria. En los m o m e n t o s m á s a g u d o s de la crisis,

162
"la r e a c c i ó n i n m e d i a t a d e los f i n q u e r o s fue l a d e n o c o n t r a t a r
trabajadores, prefiriendo que las cosechas se perdieran a tener
q u e p a g a r p l a n i l l a s d e j o r n a l e s sin t e n e r l a s e g u r i d a d d e c o l o c a r
e l c a f é a p r e c i o s r e m u n e r a b l e s . E n e l c a m p o (... ) l a d e s o c u p a c i ó n
l l e g ó a un c u a r e n t a por c i e n t o de la p o b l a c i ó n m a s c u l i n a a d u l t a ;
en las ciudades, la d e s o c u p a c i ó n llegó a un q u i n c e por ciento."*^
Recordemos, también, que en El Salvador la ración alimenticia
f o r m a b a parte del salario, y era s u m i n i s t r a d a por el h a c e n d a d o ,
cosa que no ocurría en Costa Rica. Tampoco parece haberse
g e n e r a l i z a d o en este último país el desempleo rural. A u n q u e
h u b o s u b e m p l e o y r e d u c c i ó n s a l a r i a l , e i n c l u s o d e s e m p l e o abier¬
to en a l g u n a s z o n a s , había escasez de b r a z o s en otras, y la tasa
g e n e r a l de d e s e m p l e o era muy inferior a la salvadoreña.*^

En lo c o n c e r n i e n t e a los p e q u e ñ o s caficultores, hubo en


a m b o s países un claro traslado de los efectos n e g a t i v o s de la
crisis por p a r t e de q u i e n e s c o n t r o l a b a n el "triple m o n o p o l i o " de
beneficiado, financiamientoy comercialización, hacia los pro-
ductores no beneficiadores. Los precios para estos últimos
bajaron m á s q u e los del m e r c a d o i n t e r n a c i o n a l , y en a l g u n o s
casos los c o m e r c i a n t e s y b e n e f i c i a d o r e s se n e g a r o n a r e c i b i r l e s
las cosechas. D a d o su e n d e u d a m i e n t o , se cernió sobre ellos la
real a m e n a z a de p e r d e r sus p r o p i e d a d e s , y e f e c t i v a m e n t e h u b o
ejecuciones j u d i c i a l e s a n t e s d e d e c r e t a r s e las m o r a t o r i a s credi¬
ticias. Es posible que dicho efecto haya sido especialmente
a g u d o en el caso salvadoreño, a j u z g a r por la e s t i m a c i ó n de
Burns para el periodo 1928-1932: "Los pequeños cultivadores
sufrieron g r a v e m e n t e . Sus p é r d i d a s de tierras por b a n c a r r o t a
y ejecución judicial -un e s t i m a d o de 2 8 % de las p r o p i e d a d e s

52. Marroquín p. 122. 1977.

53. En el c e n s o de d e s o c u p a d o s de 1932, en C o s t a Rica, el nivel


general de desempleo era relativamente bajo, menor de
10%. Mientras que para algunas zonas se cuantificaba este
problema, en otras se indicaba que solamente había reduc¬
ción de los salarios o del número de días laborales, lo cual
se ha confirmado para zonas cafetaleras del occidente del
Valle Central mediante historia oral. Para otras zonas del
país, las autoridades locales reportaban, en cambio, faltan-
tes de m a n o de obra. Cf. Samper. 1978 y 1987.

163
cafeteras- incrementaron las h a c i e n d a s d e los g r a n d e s finque-

ros."*^ Si ello se c o n f i r m a r a en o t r o s e s t u d i o s , la e t a p a i n i c i a l de

l a c r i s i s e c o n ó m i c a i n t e r n a c i o n a l h a b r í a i n c i d i d o d e m o d o su¬

m a m e n t e fuerte sobre el campesinado caficultor salvadoreño.

En Costa Rica, si bien hubo también ejecuciones judiciales

selectivas de d e u d o r e s con p r o p i e d a d e s a d y a c e n t e s a las de sus

acreedores, no se ha d o c u m e n t a d o un proceso m a s i v o de trans¬

f e r e n c i a de b i e n e s i n m u e b l e s del campesinado caficultor a la

élite cafetalera en esos años. De c o r r o b o r a r s e tal d i f e r e n c i a en

el i m p a c t o de la c o y u n t u r a crítica de 1929 a 1932, nos r e m i t i r í a

no sólo a las v a r i a b l e s m a c r o e c o n ó m i c a s sino también a los

d i s t i n t o s m o d o s de ejercicio del poder en una y otra sociedad.

En otra sección se analizarán los procesos sociopolíticos del

p e r í o d o , en lo p e r t i n e n t e al s i g n i f i c a d o social del café en e s t o s

dos países.

La p r e p o n d e r a n c i a social de la élite c a f e t a l e r a s a l v a d o r e ñ a ,

y en menor medida la costarricense, reflejaba en a l g u n a m e d i d a

su control directo sobre una parte s i g n i f i c a t i v a de la p r o d u c c i ó n

c a f e t a l e r a e n los a ñ o s t r e i n t a . Otra parte i g u a l m e n t e significa¬

tiva de esa producción escapaba a su control directo, pero

s a b e m o s bien que dicha élite m o n o p o l i z a b a el procesamiento,

la financiación y la comercialización del grano en las dos

e c o n o m í a s . T a l e s m e c a n i s m o s o p e r a b a n e n a m b o s p a í s e s , aun¬

que su papel se ha d e s t a c a d o e s p e c i a l m e n t e para el caso costa¬

rricense por la importancia de los mecanismos de control

indirecto de la p r o d u c c i ó n c a f e t a l e r a por p a r t e de el capital a

lo largo del "siglo del café". El "triple m o n o p o l i o " cafetalero

operaba, hacia los años treinta, de m o d o e f i c i e n t e y m u y lucra¬

tivo en el caso costarricense, a s e g u r a n d o una alta c a l i d a d del

grano exportado y una elevada rentabilidad de las i n v e r s i o n e s

en dichas fases de la actividad cafetalera. Desde m e d i a d o s del

siglo xrx, el beneficiado h ú m e d o había d e s p l a z a d o casi total¬

mente al beneficiado en seco en este país. Ello había p e r m i t i d o ,

s i m u l t á n e a m e n t e a la d e s a p a r i c i ó n del p r o c e s a m i e n t o c a m p e ¬

sino, que el capital comercial se convirtiese en una extensión

54. Burns. p. 308. 1984.

164
del c a p i t a l a g r o i n d u s t r i a l a s o c i a d o a los beneficios h ú m e d o s .
Esto sirvió como base para la desigual relación mercantil y
crediticia entre los productores no beneficiadores y quienes
c o n t r o l a b a n las r e s t a n t e s fases de la a c t i v i d a d . Al r e s p e c t o , cabe
citar en cierta extensión el lúcido balance efectuado en 1938
por e l j e f e del D e p a r t a m e n t o T é c n i c o d e l a F e d e r a c i ó n N a c i o n a l
de Cafeteros de Colombia:

"Si l o s p r o c e d i m i e n t o s d e c u l t i v o s e g u i d o s e n Costa Rica


dejanbastante qué desear desde los p u n t o s de vista técnico
y científico, el beneficio lo c o n s i d e r o s e n c i l l a m e n t e p e r f e c t o
y a él d e b e a t r i b u i r s e los a l t o s p r e c i o s o b t e n i d o s por el café
de ese país, sobre todo en el m e r c a d o de L o n d r e s .

Todo el café de Costa Rica se elabora en centrales de


beneficio, distribuidas c o n v e n i e n t e m e n t e y de a c u e r d o con
u n a r e g l a m e n t a c i ó n oficial en las d i s t i n t a s z o n a s del país.

(... ) H a y f i n c a s g r a n d e s c u y a i n s t a l a c i ó n de b e n e f i c i o ape¬
n a s c o r r e s p o n d e e n c a p a c i d a d a s u p r o p i a p r o d u c c i ó n , pero
son pocas, pues la mayoria de las propiedades son de
t a m a ñ o m e d i o y en algunas partes la parcelación es exce-
siva, como en algunos lugares de la Meseta Central, en
donde llega a un extremo perjudicial, debido a que sus
propietarios tienen que emplear parte de su tiempo en
trabajar asalariados para poder completar lo necesario
para su subsistencia.

(... ) l a s c e n t r a l e s d e b e n e f i c i o c o n s t i t u y e n e n C o s t a R i c a u n
magnífico negocio, siendo en realidad los beneficiadores
unos verdaderos intermediarios entre el productor y el
comprador extranjero. En conversaciones con personas
a u t o r i z a d a s o b t u v e la información de que los c u l t i v a d o r e s
que no están en capacidad de construir un beneficio de
a c u e r d o con las e x i g e n c i a s p r e s c r i t a s por la c o s t u m b r e y
por la ley, se c o n s i d e r a n en c o n d i c i o n e s de i n f e r i o r i d a d con
respecto a los beneficiadores.

165
Esta organización que indudablemente va en provecho

directo de la e c o n o m í a nacional por la obtención de un tipo

de café superior, beneficia a unos p o c o s con perjuicio de los

demás. Por otra parte la demora para las liquidaciones

definitivas, que a veces es mayor de un año, causa un

perjuicio e c o n ó m i c o a los p r o d u c t o r e s de cereza, quienes,

pendientes de la eventualidad de un remanente, que las

más de las v e c e s calculan por lo alto, los hace adquirir

c o m p r o m i s o de p r é s t a m o s s u p e r i o r e s a su c a p a c i d a d finan¬

ciera, c o n s t i t u y é n d o s e así en e t e r n o s d e u d o r e s . " *

El n ú m e r o de beneficios de café en C o s t a R i c a era t o d a v í a ,

para entonces, r e l a t i v a m e n t e e l e v a d o : 22 1 en 1940. Sin e m b a r -

go, tendía a reducirse a la v e z que se i n c r e m e n t a b a la c a p a c i d a d

de los m i s m o s , en c o m p a r a c i ó n con d é c a d a s a n t e r i o r e s , por las

m a y o r e s facilidades de t r a n s p o r t e del café en c e r e z a y por la

tecnificación de su procesamiento. Dicha tendencia habría de

acentuarse en los decenios siguientes, sobre todo a partir del

fm de la S e g u n d a Guerra M u n d i a l . ^ El control de las c e n t r a l e s

de p r o c e s a m i e n t o por p a r t e de las p r i n c i p a l e s f a m i l i a s y g r u p o s

cafetaleros tendía también a centralizarse cada vez más, pues

cada uno poseía varios beneficios en diversas localidades y

algunos fueron a m p l i a n d o su radio de acción.

Cada compañía beneficiadora en Costa Rica operaba una

red crediticia que c i m e n t a b a sus v í n c u l o s con los "clientes",

pequeñosy medianos productores de café. Aunque inicialmente

hubo mayor competencia entre los beneficiadores por dicha

"clientela", la tendencia fue hacia el establecimiento de un

oligopsonio. Como se verá más adelante, los p r o d u c t o r e s que

les e n t r e g a b a n su café percibían c l a r a m e n t e la e x i s t e n c i a de lo

que d e n o m i n a b a n el "trust" de los b e n e f i c i a d o r e s y a c t u a r í a n

colectivamente para enfrentarlo.

En El Salvador, el beneficiado también p e r m i t í a al capital

extender su esfera de influencia e i n c r e m e n t a r su acumulación

medianteel control indirecto de la producción cafetalera, aun-

55. Duque pp. 2352 y 2359. 1938.

56. Seligaon. cap. 2 1980.

166
q u e l a t e c n i f i c a c i ó n del p r o c e s a m i e n t o había a v a n z a d o m e n o s
que en el caso costarricense. En p a l a b r a s del m i s m o i n f o r m a n t e
citado anteriormente:

"En relación con el beneficio, en el S a l v a d o r se producen


dos tipos de café: "lavado" y "corriente"; el primero es
d e s p u l p a d o y l a v a d o , el s e g u n d o es café s e c a d o en cereza.

(...) L a s h a c i e n d a s que t i e n e n su b e n e f i c i o d i s p o n e n casi


t o d a s de una c a p a c i d a d doble o triple de la p r o p i a finca, con
el objeto de c o m p r a r café en c e r e z a p a r a beneficiar."*^

El n ú m e r o de beneficios en El Salvador era inferior al ya


i n d i c a d o para Costa Rica, pues se registraban solamente 143
en 1945.** Si t o m a m o s en cuenta que para entonces el área
cafetalera y la producción salvadoreña eran muy superiores
a las respectivas en el país sureño, es claro que el "triple
m o n o p o h o " tenían alcances g e o g r á f i c o s y sociales aun m a y o r e s
que en este último. Es n o t o r i a , t a m b i é n , la c e n t r a l i z a c i ó n del
b e n e f i c i a d o , e x p r e s a d a en la r e i t e r a c i ó n de los n o m b r e s de los
propietarios en las listas respectivas.

P o r otra p a r t e , el h e c h o de que s o l a m e n t e se p r o c e s a r a por


la vía húmeda una parte del café salvadoreño reflejaba un
desarrollo desigual de esta fase de la actividad. T o d a v í a en
194 7 , h a s t a 5 5 % d e l c a f é s a l v a d o r e ñ o s e e x p o r t a b a " s i n l a v a r " ,
obteniendo por c o n s i g u i e n t e precios m u y inferiores.*^ E n t r e los
m o t i v o s p r i n c i p a l e s se citaban, a fines de los años treinta, los
m a y o r e s c o s t o s del b e n e f i c i a d o h ú m e d o , la falta de a g u a en
ciertas zonas, y las dificultades de transporte, principal¬
m e n t e . * " Casi la m i t a d de los beneficios tenían patios de proce¬
s a m i e n t o en seco, a u n q u e los m á s g r a n d e s u s u a l m e n t e tenían

57. Duque, p. 2378. 1938.

58. ABOCiación Cafetalera de El Salvador pp. 61-68. Enero de


1946

5b Aaociación C a f e t a l e r a de El S a l v a d o r , p. 905. Setiembre de


1947.

60. Duque p 2378 1938 y A s o c i a c i ó n C a f e t a l e r a de El S a l v a ¬


dor, p 751. D i c i e m b r e de 1938.

167
también la c a p a c i d a d de lavado, si es que no utilizaban exclu¬

sivamente dicho procedimiento.*^

D e s d e fines de la d é c a d a del t r e i n t a , con base en la expe¬

riencia de otros países productores de café l a v a d o y por el p r e c i o

m á s alto de éste, la entidad gremial de los cafetaleros salvado¬

reños insistía en la n e c e s i d a d de a b a n d o n a r la v í a seca, y el

Estado ofrecía incentivos para abaratar la adopción de la vía

húmeda.®^ Para zonas remotas, se sugería la posibilidad del

beneficiado h ú m e d o en p e q u e ñ a escala, al estilo de las despul-

padoras manuales y pequeños tanques de lavado colombianos.

Sin e m b a r g o , en El S a l v a d o r no h a b r í a de a r r a i g a r s e tal o p c i ó n

que supom'a vm cierto grado de indep)endencia del c a m p e s i n a d o ,

sino que la vía h ú m e d a centralizada reforzaría y completan'a,

f m a l m e n t e , el c o n t r o l del c a p i t a l s o b r e e s t a l u c r a t i v a fase de la

actividad cafetalera m e d i a n t e el beneficiado en gran escala y

las redes mercantil/crediticias qne e x t e n d í a n el r a d i o de a c c i ó n

del capital a g r o i n d u s t r i a l .

En diversas partes de El Salvador, pero e s p e c i a l m e n t e en

el o r i e n t e del país, la r e l a c i ó n e n t r e los c a f i c u l t o r e s no benefi¬

ciadores y los d u e ñ o s de beneficios de café lavado encerraba

u n a c o n t r a d i c c i ó n q u e g i r a b a a l r e d e d o r del c r é d i t o , el precio y

las c o n d i c i o n e s de e n t r e g a y p a g o del g r a n o . El conflicto poten¬

cial, que sólo comenzaría a expresarse abiertamente en la

d é c a d a del cuarenta,^ era similar en su contenido al que

enfrentó a esos m i s m o s s e c t o r e s en C o s t a R i c a a p r i n c i p i o s de

la década anterior. Más adelante se hará referencia a los

procesos sociopoh'ticos p e r t i n e n t e s ; de m o m e n t o , constatamos

la existencia de intereses e c o n ó m i c o s c o n t r a p u e s t o s entre am¬

bos sectores de la actividad cafetalera s a l v a d o r e ñ a .

Por lo expuesto hasta aquí sobre la concentración de la

p r o p i e d a d y de la p r o d u c c i ó n c a f e t a l e r a en los años treinta, y

a c e r c a del c o n t r o l d i r e c t o e i n d i r e c t o del c a p i t a l s o b r e la cafi-

61. Asociación Cafetalera de El Salvador, pp. 61-68. Enero de


1946.

62. Asociación Cafetalera de El Salvador, pp. 170-171. Abril de


1938a; pp. 229-231. Abril de 1938b.

63. Caficultores de Usulután. pp. 937-940. 1946.

168
cultura costarricense y salvadoreña, podemos extraer algunas
conclusiones parciales:

En primer lugar, la distribución de la tierra cafetalera


entre los caficiiltores era muy desigual en a m b o s países, a u n q u e
algo mayor en El Salvador. En el caso costarricense, la desigual¬
dad derivaba tanto de la existencia de unidades productivas
relativamente grandes, como de una acentuada fragmentación
de las fincas campesinas, lo cual había c o n d u c i d o ya a la
formación de n u m e r o s a s unidades subfamiliares. En El Salva¬
dor, la fuerte concentración fundiaria obedecía sobre todo al
peso de las g r a n d e s h a c i e n d a s en el control de la tierra y de la
p r o d u c c i ó n . L a s f i n c a s p r o p i a m e n t e c a m p e s i n a s ( u n i d a d e s do¬
mésticas deficitarias, intermedias y excedentarias) eran nume¬
rosas en los dos países, pero en C o s t a Rica o c u p a b a n una m a y o r
p r o p o r c i ó n del á r e a total. Las medianas unidades productivas
cafetaleras, con a l g u n a c o n t r a t a c i ó n d e f u e r z a d e trabajo ex-
t r a - f a m i l i a r y con m a y o r e s p o s i b i l i d a d e s de a c u m u l a c i ó n , eran
n u m é r i c a m e n t e m á s importantes en El Salvador que en Costa
Rica, a u n q u e o c u p a b a n u n a p a r t e similar del área c a f e t a l e r a
en los dos casos.

En síntesis, la caficultura de a m b o s países era h e t e r o g é n e a


y c l a r a m e n t e d i f e r e n c i a d a desde el punto de vista social: en
Costa Rica había un i m p o r t a n t e sector de productores campe¬
sinos, pero la contraposición entre h a c i e n d a s y u n i d a d e s sub-
familiares evidenciaba marcados procesos de diferenciación
s o c i o e c o n ó m i c a al interior de esa sociedad rural y t a m b i é n del
propio campesinado. En El Salvador, las g r a n d e s unidades
p r o d u c t i v a s d o m i n a b a n un paisaje social a g r a r i o en que tam¬
bién había una significativa presencia campesina, con m e n o r
fragmentación de sus fimdos cafetaleros. En ambos casos
había un i m p o r t a n t e sector de m e d i a n o s productores de café,
que sin duda contrataban trabajadores y trabajadoras de
manera p e r m a n e n t e o estacional.

Hemos visto cómo la producción cafetalera estaba más


c o n c e n t r a d a que los cafetales m i s m o s , debido a los m a y o r e s
r e n d i m i e n t o s por área y por cafeto en las g r a n d e s fincas. Este
efecto era especialmente acentuado en El Salvador, donde

169
algunas de las mayores unidades productivas tenían rendi-

m i e n t o s q u e s e s i t u a b a n e n t r e los m á s e l e v a d o s del m u n d o .

También sabemos que la tierra no cafetalera dentro y

fuera de las fincas de café- estaba más concentrada que la

tierra cafetalera, tanto en Costa Rica como en El Salvador.

E s t a característica era m á s p r o n u n c i a d a en el caso costarricen¬

se, por cuanto las fincas de café tenían mayores áreas no

cafetaleras, y por ctianto el país c o m o un t o d o t e n í a v a s t a s á r e a s

no cafetaleras en que la a p r o p i a c i ó n de la tierra era s u m a m e n t e

desigual.

En los dos casos a n a l i z a d o s con b a s e en los c e n s o s cafeta¬

leros y demográficos, los c a f i c u l t o r e s e r a n u n a m i n o r í a relati¬

vamente pequeña dentro de la población rural, pero menor aiin

en El Salvador. La distribución entre "agricultores" y "jornale-

ros", así c o m o e n t r e p r o p i e t a r i o s y n o p r o p i e t a r i o s , e v i d e n c i a b a

en a m b o s casos ima polarización s o c i a l - a g r a r i a , más acentuada

en el salvadoreño. Ello, j u n t o con las muy e l e v a d a s d e n s i d a d e s

demográficas salvadoreñas y la existencia -todavía- de una

frontera agrícola en Costa Rica, sugiere que la presión sobre la

tierray la disponibilidad de fuerza de trabajo eran m a y o r e s en

E l Salvador. H a y t a m b i é n las b a s e s d e u n a c o n f l i c t i v i d a d a g r a -

ria m á s polarizada, en este último caso, entre trabajadores

asalariados o campesinos desposeídos, por una parte y los

caficultores g r a n d e s y m e d i a n o s q u e c o n t r a t a b a n a esos mis¬

mos trabajadores. En Costa Rica había aún una cierta "válvula

de escape", si bien m u c h a s de las tierras incultas en la periferia

h a b í a n sido a p r o p i a d a s en las d é c a d a s a n t e r i o r e s por c o m p a ¬

ñías extranjeras y por m i e m b r o s de la p r o p i a élite cafetalera.

En lo concerniente al "triple m o n o p o l i o " de crédito, proce¬

s a m i e n t o y c o m e r c i a l i z a c i ó n del café, encontramos que opera-

ban mecanismos similares de control indirecto del capital s o b r e

los p r o d u c t o r e s n o b e n e f i c i a d o r e s , e n a m b o s p a í s e s . S i n e m b a r ¬

go, dicha contraposición de intereses h a b í a a d q u i r i d o u n a rele¬

v a n c i a especial y era percibida c l a r a m e n t e por los p e q u e ñ o s y

medianos caficultores costarricenses, que enfrentaban desde

mucho tiempo antes un oligopsonio que controlaba t o t a l m e n t e

el b e n e f i c i a d o del café, por la vía del beneficio h ú m e d o , y por

170
consiguiente las r e l a c i o n e s crediticias y m e r c a n t i l e s . En El
S a l v a d o r había un m e n o r d e s a r r o l l o del beneficio h ú m e d o y una
m a y o r diversidad regional al respecto, a d e m á s el conflicto de
i n t e r e s e s s u b y a c e n t e no se expresaba de m o d o nítido y genera¬
lizado como una relación claramente antagónica.

Dicho en otros términos, la vinculación conflictiva entre


pequeños y medianos productores, por una parte y quienes
c o n t r o l a b a n el "triple m o n o p o l i o " por otra, era en C o s t a Rica
una relación social en que privaba para entonces el choque de
intereses. Los p r o d u c t o r e s no beneficiadores la percibieron y
a s u m i e r o n c o m o tal, en su e n f r e n t a m i e n t o con el "trust" de los
beneficiadores. Ello no significa, como se verá, que dichos
productores encontrasen mayores coincidencias de intereses
con los trabajadores asalariados de las h a c i e n d a s cafetaleras,
pero sí le permitió a los pequeños y medianos caficultores
organizarse, articular claramente sus demandas, gestionar
a c t i v a y e x i t o s a m e n t e la i n t e r v e n c i ó n m e d i a d o r a del Estado.

En El Salvador, la mayor polarización social-agraria (que


tenía también una dimensión étnica, que se comentará más
a d e l a n t e ) se aunó a la m e n o r nitidez de los conflictos potencia¬
les o efectivos entre productores no beneficiadores y gran
capital. En im contexto político t o t a l m e n t e distinto al costarri¬
cense, a partir de 1932, ello c o n t r i b u y ó a g e n e r a r u n a d i n á m i c a
social en que el caféy la conflicti vidad agraria tendrían conno¬
t a c i o n e s c a d a vez m á s distintas de las que fueron a d q u i r i e n d o
en Costa Rica.

V A R I A C I O N E S S O B R E

U N M I S M O T E M A

A n t e s de a n a l i z a r la d i m e n s i ó n sociopolítica de la caficul-
tura c o s t a r r i c e n s e y s a l v a d o r e ñ a en el período, c o n v i e n e hacer
a l g u n a s p r e c i s i o n e s e n c u a n t o a l a s d i f e r e n c i a s r e g i o n a l e s den¬
tro de c a d a país en los a ñ o s treinta y c u a r e n t a y analizar luego

171
la situación de la tenencia de la t i e r r a c a f e t a l e r a y no c a f e t a l e r a

hacia 1950.

Ni El Salvador ni Costa Rica eran sociedades h o m o g é n e a s

en cuanto a la i m p o r t a n c i a regional de la caficultura, como

t a m p o c o lo eran en lo c o n c e r n i e n t e a su d i s t r i b u c i ó n social en

distintas zonas. Encontramos marcadas diferencias dentro de

cada país (cuadro 5, m a p a s 3y 4). Las variaciones m á s pronun¬

ciadas se daban entre zonas p r o d u c t i v a s s e c u n d a r i a s , en algu¬

nas de las cuales había una concentración r e l a t i v a m e n t e baja

de la tierra cafetalera; y zonas productivas importantes con

alta concentración. Desde el punto de vista c o m p a r a t i v o , pue¬

den encontrarse a f i n i d a d e s e n t r e r e g i o n e s c a f e t a l e r a s d e u n o y

otro país, como también es posible precisar el origen de a l g u n a s

de las diferencias entre a m b o s .

En Costa Rica, por ejemplo, la provincia de Guanacaste

tenía, en 1935, el m e n o r g r a d o de c o n c e n t r a c i ó n , m i e n t r a s q u e

C a r t a g o tenía el nivel m á s alto, superior incluso a cualquier

departamento salvadoreño de 1939. La primera de esas provin¬

cias tenía pocas zonas aptas para el café (sólo 1,9% d e l área

c a f e t a l e r a n a c i o n a l ) y en ellas el cultivo se desarrolló en el

contexto de una economía mixta, predominantemente campe¬

sina, en las tierras de mediana altitud en Tilarán y Nicoya,

zonas periféricas c o l o n i z a d a s por e m i g r a n t e s del V a l l e C e n t r a l

O c c i d e n t a l d e s d e f i n e s del siglo XIX. C a r t a g o , e n c a m b i o , e r a l a

segunda zona productora en orden de importancia, con 2 5 % del

área cafetalera, principalmente en haciendas de mediana y

gran extensión, situadas en el oriente de la depresión t e c t ó n i c a

central y c o m u n i c a d a s por vía férrea al p u e r t o del A t l á n t i c o .

En El Salvador encontramos una diferenciación similar

entre zonas cafetaleras m a r g i n a l e s con escasa concentración y

ciertas zonas productivas m e d u l a r e s con fuerte concentración.

T o d o s los d e p a r t a m e n t o s que en 1939 c o n t e n í a n m e n o s d e u n

4 % del á r e a c a f e t a l e r a del p a í s t e n í a n coeficientes de concen¬

tración inferiores al nacional, y los m i s m o s eran e s p e c i a l m e n t e

bajos en zonas de mínima producción como Chalatenango y

Cabanas. En cambio, el mayor coeficiente de concentración

172
Cuadro 5

Fuentes: I D C C R ( 1935-1937); A s o c i a c i ó n C a f e t a l e r a de El S a l v a d o r
(1940).

173
Fuentes: Asociación Cafetalera de El Salvador (1940)
Kincaid (1987), p. 470;
Browning (1975), p. 156.
(67,43%) se daba en Sonsonate, una de las principales zonas
¡ productoras.

Resulta i m p o r t a n t e establecer, ahora, si había d i v e r g e n c i a s


i s i g n i f i c a t i v a s entre las zonas cafetaleras m á s i m p o r t a n t e s de
c a d a país, en lo que se refiere a la c o n c e n t r a c i ó n de la tierra
cafetalera. Encontramos que en Costa Rica sí las hubo, e
i m p o r t a n t e s ; no así en El S a l v a d o r . En C o s t a Rica, las p r o v i n -
cias d e A l a j u e l a y San J o s é , q u e j u n t a s a p o r t a b a n 5 6 % del á r e a
cafetalera, mostraban niveles de concentración significativos
pero inferiores al nacional, que era muy semejante al de la
p r o v i n c i a de Heredia. En t o d a esta z o n a o c c i d e n t a l del V a l l e o
graben central, se combinaban las h a c i e n d a s c a f e t a l e r a s de
m e d i a n a e x t e n s i ó n , y a l g u n a s r e l a t i v a m e n t e g r a n d e s , con un
n ú m e r o i m p o r t a n t e de fincas campesinas. En San José y Ala-
juela, las fincas m e n o r e s de 10.000 c a f e t o s o c u p a b a n a l g o m á s
de la m i t a d del área c a f e t a l e r a de esas p r o v i n c i a s , porcentaje
que era inferior en H e r e d i a y e s p e c i a l m e n t e bajo e n Cartago.
En El S a l v a d o r , por el c o n t r a r i o , todos los d e p a r t a m e n t o s con
p r o d u c c i ó n c a f e t a l e r a i m p o r t a n t e se s i t u a b a n c e r c a o sólo lige¬
r a m e n t e abajo del c o e f i c i e n t e n a c i o n a l de c o n c e n t r a c i ó n . Lla¬
ma la atención, a este respecto, la relativa uniformidad entre
las principales zonas productoras salvadoreñas, en contraste
con la d i v e r s i d a d en el caso costarricense.

E n t é r m i n o s c o m p a r a d o s p u e d e a f i r m a r s e que los g r a d o s
de concentración en Santa Ana, Ahuachapán, Sonsonate, La
Libertad, San Salvador, San M i g u e l y U s u l u t á n , así c o m o e n
otros departamentos salvadoreños de menor especialización
caficultora, se s i t u a b a n en n i v e l e s i n t e r m e d i o s entre los de dos
importantes zonas caficultoras costarricenses, Cartago y He-
redia. La diferencia principal entre a m b o s países, y el origen
regional de la v a r i a c i ó n entre los coeficientes n a c i o n a l e s , era la
e x i s t e n c i a e n C o s t a R i c a d e o t r a s d o s i m p o r t a n t e s z o n a s cafe¬
t a l e r a s d o n d e si bien había m e d i a n a s y g r a n d e s haciendas, el
peso de la caficultura c a m p e s i n a y de las u n i d a d e s subfamilia-
res era mayor.

C o n s i d e r e m o s ahora la situación en 1950, con b a s e e n los


c e n s o s a g r o p e c u a r i o s de ese año, que pese a diferencias c o m o

175
Mapa 4

P R O V I N C I A S Y ZONAS C A F E T A L E R A S
C O S T A R R I C E N S E S HACIA 1936

Fuentes: Mapa #2 y Hall (1985), fig. 6-12.

l a y a indicada en la definición de la unidad censal, que dificul-

tan el análisis diacrónico, sí permiten hacer un análisis sincró-

nico c o m p a r a d o de la distribución social de la tierra cafetalera

y su producción en ese momento." No es posible comparar

64. En ambos casos, se trata del primer censo agropecuario


moderno, basado en las recomendaciones de la Comisión
para el Censo de las América» de 1950, auspiciada por el
Instituto Interamericano de Estadística. En los dos países
se cumplió con requisitos como el censo de prueba, los lis¬
tados previos, etc. Los datos costarricenses sobre café se
dan en manzanas, los s a l v a d o r e ñ o s en hectáreas y los inter-
valos de clasificación no siempre podían compatibilizarse.
Se definieron ocho categorías con divisorias en extensiones
afines, aunque no idénticas. Para El Salvador, se incluyen
las parcelas menores de una hectárea, pero también se
obtienen cifras relativas excluyendo dichas parcelas a fin
de mantener la comparabilidad.

176
d i r e c t a m e n t e los d a t o s sobre c o n c e n t r a c i ó n en 1950 c o n l o s d e
la d é c a d a del treinta, sobre todo por cuanto las c a t e g o r í a s se
refieren, en los c e n s o s a g r o p e c u a r i o s , a la e x t e n s i ó n total de las
fincas, m i e n t r a s que en 1935 y 1939 l o s i n t e r v a l o s s e b a s a b a n
en la e x t e n s i ó n s e m b r a d a de café. Esto modifica sustancial-
m e n t e la clasificación de las fincas y el significado de cada
intervalo, y afecta los c o e f i c i e n t e s de c o n c e n t r a c i ó n de m a n e r a
d i f e r e n t e en uno y otro país, por cuanto diferían significativa¬
m e n t e en la proporción de tierras d e d i c a d a s a otros usos en
fincas de café.

Del análisis inicial sobre el n ú m e r o de p r o p i e d a d e s y el á r e a


cafetalera en 1950, r e s u l t a q u e l a s f i n c a s p e q u e ñ a s y m e d i a n a s
costarricenses tenían un mayor peso porcentual, respecto al
área total, que en el caso s a l v a d o r e ñ o , donde las fincas g r a n d e s
ocupaban un porcentaje significativamente mayor del área
cafetalera que en Costa Rica (cuadro 6).

En c u a n t o a la distribución de la p r o d u c c i ó n de café, por


t a m a ñ o de las explotaciones, en el m i s m o c u a d r o se o b s e r v a que
la distribución de la p r o d u c c i ó n era m á s d e s i g u a l q u e la del á r e a
c a f e t a l e r a . Sin e m b a r g o , tal d i f e r e n c i a e r a m á s t e n u e e n e l c a s o
s a l v a d o r e ñ o que en el costarricense. En éste, la m a y o r concen¬
t r a c i ó n de la p r o d u c c i ó n q u e del á r e a c a f e t a l e r a se d a b a en las
fincas m a y o r e s de 50, p e r o sobre todo de 250 m a n z a n a s .

En t é r m i n o s generales, según los coeficientes para 1950,


la c o n c e n t r a c i ó n de la tierra cafetalera era b a s t a n t e m á s alta
en El S a l v a d o r que en Costa Rica. Los coeficientes de concen¬
tración de la producción cafetalera eran m á s e l e v a d o s que los
de extensión en los dos países, y la diferencia entre a m b o s tipos
66
de coeficientes era mayor en Costa Rica que en El Salvador.

65. Si se excluyen las unidades menores de una hectárea en El


Salvador, los coeficientes de concentración de la t i e r r a ca¬
fetalera, de acuerdo con la clasificación censal de 1950,
eran 61,97 para éste, y 36,26 para Costa Rica, diferencia
ciertamente sustancial. Cabe reiterar aquí la incomparabi-
lidad de estos d a t o s con los de 1935 y 1939.

66 Excluyendo siempre las parcelas de menos de una hectárea


en el caso s a l v a d o r e ñ o , los c o e f i c i e n t e s d e c o n c e n t r a c i ó n de
la producción eran: 63,94 para El Salvador, y 43,55 para

177
Ello, a su vez, reducía un tanto la di v e r g e n c i a e n t r e a m b o s c a s o s

nacionales, que no obstante seguía siendo significativa. Al

respecto, hay que tener p r e s e n t e q u e el s i s t e m a de c l a s i f i c a c i ó n

de unidades p r o d u c t i v a s en los c e n s o s a g r o p e c u a r i o s se b a s a b a

en su extensión total, y q u e las f i n c a s c a f e t a l e r a s c o s t a r r i c e n s e s

tenían m á s tierra d e d i c a d a a otros usos que las s a l v a d o r e ñ a s .

D e s d e el p u n t o de v i s t a del a n á l i s i s c o m p a r a d o , la c o n s e c u e n c i a

probable de este m o d o de clasificación es la ubicación de m á s

fincas medianas y grandes con poca tierra cafetalera en las

c a t e g o r í a s i n t e r m e d i a s y s u p e r i o r e s de extensión, en el caso

costarricense que en el s a l v a d o r e ñ o . ^ Con ello se habría redu¬

cido, probablemente, el coeficiente de c o n c e n t r a c i ó n de la tierra

cafetalera en ambos casos, pero m á s f u e r t e m e n t e en el p r i m e r o

que en el s e g u n d o .

Por otra parte, la exclusión de parcelas m e n o r e s de una

h e c t á r e a tenía el efecto de reducir los c o e f i c i e n t e s de concen¬

tración, que se elevarían m á s en el caso c o s t a r r i c e n s e que en el

sídvadoreñode haberse incluido.^ Estosedebe, esencialmente,

al mayor peso numérico de las m i c r o f i n c a s c a f e t a l e r a s en C o s t a

Rica, s e g ú n se o b s e r v ó en los c e n s o s c a f e t a l e r o s . P e s e a ello, la

d i v e r g e n c i a era en todo caso significativa hacia 1950, y c a b e la

Costa Rica.

67. En Costa Rica, seis fincas mayores de 2.450 hectáreas te¬


nían, en promedio, sólo 29,9 hectáreas de café, mientras
que diez fincas mayores de 2.500 hectáreas en El Salvador
promediaban 112.8 hectáreas de café cada una.

68. Si se incluyen para 1950 las propiedades menores de una


hectárea, el coeficiente de concentración de la tierra cafe¬
talera en El Salvador asciende a 67,09. Para Costa Rica es
necesario estimar el dato; si suponemos una proporción de
fincas menores de una manzana semejante a la de 1935, el
coeficiente se eleva a 47,97. Esto podría implicar cierta
sobrestimación de las parcelas menores de una manzana,
pues en 1935 el porcentaje se refería a las tierras cafetale¬
ras ú n i c a m e n t e . En tal caso, el coeficiente seria algo menor
que el indicado. Sin embargo, la sobreestimación no ha de
ser muy significativa, pues tales parcelas con café tendían
a ser bastante especializadas en ese cultivo, y hay que
considerar también el continuo fraccionamiento por trans¬
misión hereditaria.

178
Sigue...

179
..viene

Sigue.

180
viene

181
posibilidad de que fuese r e a l m e n t e mayor que en la d é c a d a del

treinta*

A n t e s de concluir esta sección de análisis d e s c r i p t i v o s o b r e

concentración de la caficultura en los dos países, conviene

hacer referencia a la diferenciación regional observada en

1950. E n C o s t a R i c a , s o l a m e n t e l a p r o v i n c i a d e C a r t a g o , cuya

zona cafetalera corresponde al oriente del V a l l e C e n t r a l , mues¬

tra en 1950 u n a c o n c e n t r a c i ó n r e l a t i v a m e n t e a l t a d e l a e x t e n ¬

sión (coeficiente cercano a 60) y aún m á s de la producción

(coeficiente 6 5 ) . E s t o s niveles son s e m e j a n t e s a los m á s impor¬

tantes departamentos cafetaleros de El Salvador. En términos

generales, los coeficientes d e c o n c e n t r a c i ó n c a l c u l a d o s p a r a l a

extensióny la p r o d u c c i ó n de café son c l a r a m e n t e s u p e r i o r e s en

las principales z o n a s cafetaleras s a l v a d o r e ñ a s q u e en la m a y o ¬

ría d e las c o s t a r r i c e n s e s , t a n t o z o n a s p r o d u c t i v a s i m p o r t a n t e s

-Heredia, San José y Alajuela- como zonas caficultoras margi¬

nales ( c u a d r o 7). En El S a l v a d o r ( e x c l u y e n d o las fincas meno¬

res de una hectárea), los d e p a r t a m e n t o s p r o d u c t o r e s de café

tenían, en 1950, coeficientes de concentración de la tierra

cafetalera entre 52 y 68. Los demás, donde la tierra estaba

menos concentrada, eran de m í n i m a importancia respecto a la

producción nacional.'"

E n síntesis, s e e n c o n t r ó q u e e n 1950 h a b í a e n c a d a p a í s u n a

diferenciación regional semejante a la de 1935/1939 en lo

concerniente a la d i s t r i b u c i ó n social de la t i e r r a c a f e t a l e r a y de

su producción, en términos relativos. El oriente del V a l l e C e n -

69. Si para 1935/1939 se eliminan las fincas menores de una


manzana o de 1.000 cafetos, los dos coeficientes de concen¬
tración bajarían, a 56,78 en El Salvador y a 51,31 en Costa
Rica. Aunque los coeficientes más ajustados a la realidad
son los que incluyen las microfincas, su exclusión aquí
ilustra su efecto diferencial en los dos países, pues se
reduce la diferencia entre los coeficientes costarricense y
salvadoreño.

70. De las zonas con baja producción cafetalera, solamente en


La Unión era muy elevado el coeficiente de concentración
de la t i e r r a y más aun de la producción, pero ello obedecía
a la existencia de tres grandes explotaciones en una zona
de pocas fincas cafetaleras.

182
Fuentes: Costa Rica, Dirección General de Estadística y Censos
( 1953);

El Salvador, Dirección General de Estadística y Censos

( 1952).

183
tral costarricense g u a r d a b a m u c h a similitud con las p r i n c i p a l e s

zonas cafetaleras de El Salvador en cuanto a los elevados

niveles de concentración. La m a y o r í a de las zonas c a f e t a l e r a s

de menor importancia, en los dos países, tenían bajos n i v e l e s

de c o n c e n t r a c i ó n de la tierra y de la p r o d u c c i ó n t a n t o en 1950

comoen 1935/1939. A s i m i s m o , l a d i f e r e n c i a e n t r e los c o e f i c i e n -

tes nacionales de c o n c e n t r a c i ó n de la tierra c a f e t a l e r a se expli¬

ca, e n e s t e p l a n o , p o r l a h o m o g e n e i d a d d e l a s m á s i m p o r t a n t e s

zonas caficultoras de El Salvador, en c o n t r a s t e con su hetero¬

geneidad a ese respecto en Costa Rica. Ello se expresaba,

fundamentalmente, en la e x i s t e n c i a de o t r a s dos z o n a s cafeta¬

leras importantes que tenían un menor grado de concentración

tanto de la tierra como de la producción.

En 1935/1939, se constató que si bien la tierra c a f e t a l e r a

estaba más concentrada en El Salvador que en Costa Rica, la

concentración era significativa en a m b o s casos. La diferencia

e n t r e los dos era m e n o s tajante de lo que p o d r í a s u p o n e r s e de

a c u e r d o con la i m a g e n usual de la t e n e n c i a de la t i e r r a cafeta¬

lera en uno y otro país. En 1950, sin q u e las c i f r a s a b s o l u t a s de

los censos a g r o p e c u a r i o s sean d i r e c t a m e n t e comparables con

las de los censos cafetaleros, por razones e x p u e s t a s anterior¬

mente, la diferencia entre los dos países resulta significativa,

a u n q u e o b e d e c e en p a r t e a los criterios de clasificación censal

y a la existencia de mayor cantidad de tierras dedicadas

a otros usos en las fincas c a f e t a l e r a s c o s t a r r i c e n s e s que en las

salvadoreñas.

P a r a a m b o s p a í s e s y a lo l a r g o del p e r í o d o , se c o m p r u e b a

la existencia de un i m p o r t a n t e sector de p e q u e ñ o s y m e d i a n o s

caficultores, como también de una élite de hacendados con

rendimientos más altos y que monopolizaban, además, el pro¬

cesamiento, el créditoy, a l g u n o s v e c e s , la c o m e r c i a l i z a c i ó n del

café. El poder económico de esta élite en la fase productiva

agrícola de la actividad cafetalera sí parece haber sido algo

mayor en El Salvador que en Costa Rica, m i e n t r a s que en este

último caso la c o n c e n t r a c i ó n de la p r o p i e d a d c a f e t a l e r a obede¬

cía a u n a c o m b i n a c i ó n de h a c i e n d a s m e d i a n a s y g r a n d e s con

una extrema fragmentación de microfincas cafetaleras, menos

184
pronunciada aparentemente- en el caso salvadoreño. El "tri-
ple monopolio" del crédito, el procesamientoy la comercializa-
ción de cafe operaba en los dos países, pero el conflicto de
intereses entre pequeños o medianos productores y el "trust" se
expresaba de modos distintos. Ello guardaba relación, también,
con las relaciones de poder en una y otra sociedad, especialmen-
te en el plano de las alianzasy confrontaciones sociopoliticas.

CAFE, TIERRA, RIQUEZA Y PODER

Pese a las diferencias constatadas, la comparación entre la


caficultura costarricense y salvadoreña en el período ha reve-
lado también afinidadesy características que no se ajustan, en
uno u otro caso, a los estereotipos usuales. Los distintos signi-
ficados del café, y en particular el contraste entre la forma en
que ejerció el poder la élite cafetalera en uno y otro país, no
pueden explicarse solamente en función de la mayor o menor
importancia relativa de la producción hacendaría o familiar. Se
hace necesario tomar en cuenta otros planos de interacción
social.
El "exclusionismo" de la oligarquía o burguesía cafetalera
salvadoreña no obedecía simplemente a la ausencia o extrema
debilidad económica del campesinado caficultor, ni era el único
derrotero posible. Dada la existencia de un sector de medianos
y pequeños agricultores dedicados a este cultivo, conviene
precisarsu papel sociopoÜticoen El Salvador durante este siglo.
En un sentido más general, interesa establecer por qué la
república oligárquica cafetalera de principios de siglo sufrió
una metamorfosis política tan profunda y duradera a partir de
la década del treinta, con efectos que permean aún las disyun-
tivas de esa sociedad.
En el caso costarricense, si la élite cafetalera quiso cooptar
políticamente a sectores medios rurales,, sin ceder de inmedia-
to su posición hegemónica, también se vio obligada a abrir
canales de participación para otras fuerzas sociales y perdió,
finalmente, el control exclusivo del poder político. Ello se debió

185
sólo en parte al peso relevante de las p e q u e ñ a s y medianas

fmcas cafetaleras en importantes zonas productoras de este

país. C o m o hemos visto, t a m b i é n allí e r a n m u c h o m á s n u m e -

rosos los e m p o b r e c i d o s p o s e e d o r e s d e m í n i m o s h u e r t o s c a f e t a -

lerosy había, asimismo, g r a n d e s haciendas, c o m p a r a b l e s a las

salvadoreñas. Ya sabemos, por otra parte, que al m e n o s en el

oriente del V a l l e (o g r a b e n ) C e n t r a l de C o s t a R i c a sí p r e d o m i ¬

naban claramente las g r a n d e s haciendas cafetalero-cañeras.

La democracia política costarricense, por lo demás plagada

para entonces de fraudulencias y otros m e c a n i s m o s de mani¬

p u l a c i ó n del v o t o a ú n m a s c u l i n o , n o e r a e l m e c á n i c o reflejo d e

un supuesto igualitarismo económico rural, sino de la interac¬

ción -onflictivay asociativa entre actores s o c i a l e s h e t e r o g é n e o s

y diferenciados, con pesos políticos dispares y c a m b i a n t e s , en

proceso de r e a c o m o d o , reagrupamientoy reorganización.

La ampliación de las b a s e s sociales del s i s t e m a político

costarricense adquirió una d i n á m i c a propia bajo el i m p u l s o de

fuerzas renovadoras y c o n t e s t a t a r i a s q u e r e d e f i n i e r o n las rela¬

ciones de poder en el s e g u n d o cuarto de este siglo. Su i m p a c t o

sobre el significado social del café en Costa Rica perdura

t a m b i é n h a s t a el p r e s e n t e , p e s e a los c a m b i o s o c u r r i d o s en l a s

décadas subsiguientes.

Tanto en El Salvador como en Costa Rica, los distintos

significados del café son, pues, inseparables de sus connotacio¬

nes sociopolíticas. R e t o m e m o s , entonces, a la c a r a c t e r i z a c i ó n

social de la caficultura en c a d a u n o de estos países, tal c o m o fue

e x p r e s a d a por los ó r g a n o s oficiales u o f i c i o s o s de l o s r e s p e c t i v o s

gremios cafetaleros.

A m e d i a d o s de 1938, la r e v i s t a de la A s o c i a c i ó n C a f e t a l e r a

de El Salvador resumía la visión prevaleciente sobre la concen¬

tración de la riqueza cafetaleray p r o c u r a b a c o n t r a r r e s t a r l a con

b a s e en los datos del censo c a f e t a l e r o de 1939, p a r a el m u n i c i p i o

de Santa Ana:

"Corrientemente se oye decir que la Caficultura en El

S a l v a d o r es i n d u s t r i a de los ricos. E s t e c o n c e p t o no sólo

existe entre nosotros sino q u e ha s a l i d o al e x t r a n j e r o . F u e r a

186
d e E l Sal v a d o r e s f r e c u e n t e l a a f i r m a c i ó n d e q u e e n n u e s t r o
país no hay m á s que latifundios cafetaleros.

E s t a afirmación carece de fundamento. (...) nuestro país


no tiene concentración de tierras en una proporción que
pudiera considerarse alarmante. Por el contrario, el mayor
porcentaje de productores de café pertenece a los que
cultivan p e q u e ñ a s extensiones de tierra.

(...) Resulta que el 75.65% pertenece a los p r o p i e t a r i o s


medianos y pequeños. L o s g r u p o s m á s n u m e r o s o s son los
de las fincas de m á s de una hasta diez m a n z a n a s y de m e n o s
de una manzana.

Hay que recordar que el Municipio de Santa Ana es el que


está c o n s i d e r a d o por la g e n e r a l i d a d c o m o el que tiene m á s
concentración de tierras cafetaleras. Habrá municipios que
actisen un n ú m e r o mayor de pequeñas fincas. Seguramen¬
te quien lea a t e n t a m e n t e las anteriores cifras no seguirá
c r e y e n d o en la l e y e n d a del latifundio c a f e t a l e r o . " ^

R e f i r á m o n o s b r e v e m e n t e a las p o s i b l e s i n t e r p r e t a c i o n e s de
las cifras indicadas. Si por una parte tales d a t o s indicaban la
existencia de un número importante de pequeños caficultores,
con m e n o s de diez m a n z a n a s de este cultivo, t a m b i é n es inne¬
gable que 1,7% d e l o s p r o d u c t o r e s ( a q u é l l o s c o n m á s d e c i e n
manzanas) controlaban casi una c u a r t a p a r t e del área. Así,
podría argumentarse tanto la existencia de un campesinado
p e q u e ñ o caficultor como de una concentración que podría o no
ser " a l a r m a n t e " , según la p e r s p e c t i v a del analista. Pero en
realidad, el resultado m á s i m p o r t a n t e se refería a las m e d i a n a s
e m p r e s a s agrícolas, entre diez y cien m a n z a n a s de extensión,
q u e c o n t r o l a b a n a p r o x i m a d a m e n t e l a m i t a d del á r e a cafetale¬
ra. P e s e a l a a m p l i t u d d e l a c a t e g o r í a , e s c l a r o q u e l a d i m e n s i ó n
social de la caficultura salvadoreña difícilmente puede com¬
p r e n d e r s e o b v i a n d o el papel de este sector, tanto en la produc¬
ción m i s m a c o m o en la v i d a p o l í t i c a de su país. Se ha h e c h o p o c a
referencia a él en los e s t u d i o s sobre el p e r í o d o , pero es claro que

71. Asociación Cafetalera de El Salvador, pp. 463-464. Julio de


1939.

187
s u r e l a c i ó n con o t r o s s e c t o r e s d e l a s o c i e d a d s a l v a d o r e ñ a fue

diferente al caso costarricense.

En otro artículo titulado "La caficultura, i n d u s t r i a de na-

cionalesy de p e q u e ñ o s y m e d i a n o s propietarios", la Asociación

Cafetalera ampliaba su interpretación inicial de los p r i m e r o s

r e s u l t a d o s del censo n a c i o n a l del café, para todo el Departa¬

mento de Santa Ana. Sus conclusiones, muy convenientes,

e v i d e n c i a n tanto el interés por disimular la m á s que e v i d e n t e

desigualdad, como la existencia realde un sector de caficultores

c a m p e s i n o s y d e m e d i a n o s e m p r e s a r i o s c a f e t a l e r o s , q u i z á ma¬

y o r del esperado:

"La concentración de tierras no era c o m o la g e n e r a l i d a d lo

suponía. A p e n a s un 28.16% representa el grupo de fincas

de más de 100 m a n z a n a s . E s t e c u a d r o p r u e b a q u e l a C a f i -

cultura es la industria agrícola de los p e q u e ñ o s y m e d i a n o s

propietarios. R e s u l t a así q u e t o d a m e d i d a d e p r o t e c c i ó n a

la Caficultura favorece a la clase m e d i a que es c o m o bien

d i c e n l o s e c o n o m i s t a s , l a e s p i n a d o r s a l d e u n a nación."^"^

Sin e m b a r g o , en el primer análisis de la c o n c e n t r a c i ó n de

la tenencia de la tierra cafetalera, hecho en 1940 por Félix

Choussy,^^ s e e v i d e n c i a b a q u e u n m í n i m o p o r c e n t a j e d e p r o p i e -

t a r i o s (1.77Í ) c o n t r o l a b a m á s de un t e r c i o del á r e a c a f e t a l e r a ,

en tanto que la gran mayoría (84.6%) ocupaba menos de un

quinto de la extensión cultivada. C o m o s u e l e s u c e d e r con acti¬

vidades económicas de tanta trascendencia para la economía

del país c o m o la c a f i c u l t u r a s a l v a d o r e ñ a , el g r e m i o de produc¬

tores lo identificaba con el i n t e r é s n a c i o n a l , p a r a lo cual e r a útil

enfatizar, pese a la notoria inequidad, la existencia de un

número importante de pequeños y medianos caficultores. Al

caracterizara este amplio y h e t e r o g é n e o sector, desde el punto

de vista socioeconómico, hemos diferenciado entre unidades

72. Asociación Cafetalera de El Salvador, p. 535. Agosto de


1939.

73. "Fases de la evolución de la industria del café en El Salva-


dor", Economía agrícola salvadoreña. San Salvador, Biblio-
teca Universitaria. 1950, citado por Arias, pp. 108-109
1988.

188
subfamiliares, unidades domésticas (deficitarias, intermedias
o excedentarias) y medianas empresas agrícolas. También nos
referiremos, más adelante, a la participación sociopolítica de
estes sectores durante el período.
La ideología del café como cultivo democrático se encon-
traba, con mayor claridad aún, en los análisis contemporáneos
del caso costarricense. Así, en 1937 el economista Carlos Merz
consideraba, con base en los datos del censo cafetalero de Costa
Rica, que:

"La propiedad cafetalera está en primer término en manos


de costarricenses; el cultivo del café es casi netamente
nacional, singularidad de suma importancia al lado de otra
no menos importante que se caracteriza por el hecho de que
la propiedad parcelariay pequeña, es decir aquella con un
área cultivada de café de una y de más de una hasta tres
manzanas, constituyen el fundamento de la primer indus-
tria agrícola del pais.

(...) la industria de café en Costa Rica está basada en la


propiedad pequeña, que constituye el fundamento princi-
pal de la economía nacional."^*

Al publicar los datos sobre distribución de las fincas por


número de cafetos, el Instituto de Defensa del Café de Costa
Rica reafirmaba que "la propiedad parcelaria y modesta, con
una área cultivada de café inferior a dos manzanas, constituye
el fundamento de la primera industria agricola de la nación".^*
Pocos años después otro destacado economista costarricense,
Rodrigo Fació, cuestionaría tal afirmación:

"Pero nosotros con toda franqueza hemos de decir que


no nos explicamos cómo se han sacado tales conclusio-
nes de un cuadro estadístico que está diciendo con la
certeza objetiva que tienen las Matemáticas, que mientras
el 75.59% de los propietarios cafetaleros posee entre 1 y

74 C a r i o » M e r z . p p . 288 y 293. 1937.

75 I n . t i t u t o de D e f e n s a del C a f é . p p . 524-525. 1940. citado p o r


F a c i ó , p. 105. 1975.

189
2.000 a r b u s t o s , el 0 . 8 6 % de ellos, o sean ciento sesenta y

uno, poseen para arriba de 50.000 arbustos cada uno,

y el 0.07%, o sean siete propietarios, poseen más de

400.000 cada uno de ellos; o en otras palabras, que el

f t m d a m e n t o de la p r i m e r a industria a g r í c o l a del país, si

lógicamente e n t e n d e m o s por f u n d a m e n t o su base determi¬

nante, la constituye la gran propiedad."™

Dicho cuestionamiento, como el "Estudio sobre economía

c o s t a r r i c e n s e " en su conjunto, reflejaba t a m b i é n los p u n t o s de

v i s t a del C e n t r o p a r a el E s t u d i o de los P r o b l e m a s N a c i o n a l e s ,

grupo de pensamiento socialdemócrata cuya principal figura

i n t e l e c t u a l era, p r e c i s a m e n t e , R o d r i g o F a c i ó . C o n s t i t u í a , asi¬

m i s m o , u n a d e n u n c i a d e los m a l e s del m o n o c u l t i v o c a f e t a l e r o

y u n p r e a v i s o d e s u pastura a n t a g ó n i c a al m o n o p o l i o político de

la élite cafetalera, pese a su c o m ú n o p o s i c i ó n al r é g i m e n "cal¬

dero-comunista" durante los años cuarenta. Si en la visión

liberal el café era un cultivo d e m o c r á t i c o al cual se debía lo

fundamental del progreso de Costa Rica desde la Inde¬

pendencia, para los socialdemócratas había sido fuente de

polarización socialy había permitido una excesiva acumulación

de riqueza y p)oder en manos de una pequeña minoría que

f r e n a b a la m o d e r n i z a c i ó n de la s o c i e d a d y del Estado, así c o m o

la participación pohtica de los n u e v o s s e c t o r e s s o c i a l e s q u e e l l o s

aspiraban a representar.

Hay, sin embargo, obvias diferencias en la connotación

social de la caficultura en El S a l v a d o r y en Costa Rica. En el

primer caso ha constituido un basamento importante para el

poder económico de una burguesía u oligarquía, como quiera

llamársela, que ha monopolizado en mucho mayor grado el

poder poh'tico, y lo ha ejercido en f o r m a b r u t a l m e n t e e x c l u y e n t e

respecto de amplios sectores de la población. Al m i s m o t i e m p o ,

la extrema dependencia de la economía salvadoreña respecto

del café, en el p e r í o d o a n a l i z a d o , f a c i l i t a b a la i d e n t i f i c a c i ó n de

los i n t e r e s e s c a f e t a l e r o s con los de la nación. En Costa Rica

operó un m e c a n i s m o similar de asociación entre caficultura y

76. Rodrigo Fació, p. 105. 1975.

190
b i e n e s t a r e c o n ó m i c o del país, sintetizado desde las p r i m e r a s
décadas del siglo en la frase presidencial de que "el mejor
m i n i s t r o de H a c i e n d a es una b u e n a cosecha de café". Pero la
éüte cafetalera costarricense debió compartir su poder político
con otros sectores de la población, en especial los sectores
m e d i o s r u r a l e s y u r b a n o s , y t u v o que hacer c o n c e s i o n e s a los
movimientos populares, que t o m a r o n especial fuerza a partir
de los años v e i n t e , continuaron en la década siguiente y se
reafirmaron en los c u a r e n t a s . De paso, se reforzó el papel
m e d i a t i z a d o r del E s t a d o e n los conflictos s o c i a l e s , m u y d i s t a n t e
d e l a a b i e r t a y m a s i v a r e p r e s i ó n del m o v i m i e n t o p o p u l a r salva¬
d o r e ñ o p o r g o b i e r n o s q u e s e c o n s i d e r a b a n r e p r e s e n t a n t e s di¬
r e c t o s de los i n t e r e s e s de los g r a n d e s caficultores.

El diverso significado histórico de la caficultura costarri-


censey salvadoreña en el período no obedeció, pues, únicamen¬
te a d i f e r e n c i a s en la distribución de la p r o p i e d a d entre los
caficultores, sino t a m b i é n a la f o r m a en que se desarrollaron
las interacciones socialesy políticas entre productores directos
y d u e ñ o s de capital. En los dos casos se entretejieron d u r a n t e
las décadas a n t e r i o r e s a 1930 t e n d e n c i a s e c o n ó m i c a y p o l í t i c a ¬
mente "exclusionistas", con otras más "inclusionistas", vale
decir, t e n d e n t e s hacia una p a r t i c i p a c i ó n social a m p l i a d a en los
frutos del c r e c i m i e n t o a g r o e x p o r t a d o r y en las c u o t a s de p o d e r .
En visión retrospectiva, es obvio que en El Salvador predomi¬
naron aquéUasy en Costa Rica estas últimas, pero en cada caso
h u b o u n a c o n f r o n t a c i ó n de a m b a s t e n d e n c i a s y de los sectores
socialesy pohticos que impulsaban una u otra opción. El desen¬
lace de este diferendo gravitaría en todo el desarrollo social
posterior y requiere de una breve explicación histórica cuyo
punto de partida obhgado es el proceso de las r e f o r m a s liberales

decimonónicas.
En la m e m o r i a i n d i v i d u a l y c o l e c t i v a del g r u e s o del c a m p e ¬
s i n a d o c o s t a r r i c e n s e de p r i n c i p i o s del siglo v e i n t e no h a b í a los
m i s m o s a m a r g o s ( y r e l a t i v a m e n t e r e c i e n t e s ) r e c u e r d o s d e ex¬
propiación forzosa y represión v i o l e n t a que sí tenía el salvado¬
reño, pese a que la propiedad comunitaria fue abolida
l e g a l m e n t e en a m b o s p a í s e s d u r a n t e el siglo XIX. La abolición

191
jurídica de las c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s en la Meseta Central

costarricense y la efectiva p r i v a t i z a c i ó n de sus tierras fueron

procesos que ocurrieron tempranamente, impulsado por un

Estado nacional en proceso de consolidación, fundamental¬

mente entre 1830 y 1860. La d e b i l i d a d n u m é r i c a y p o l í t i c a de

la población i n d í g e n a frente a la m a y o r í a "ladina" dificultó su

resistencia ante la privatización forzosa de sus tierras, af>ete-

cibles por su ubicación privilegiada en la primera zona de


77
expansión cafetalera.

En El Salvador, el proyecto liberal de t r a n s f o r m a c i ó n agra¬

ria tomó un giro radical entre 1880 y 1882, cuando un

Estado oligárquico-liberal relativamente consolidado impuso

l e g a l m e n t e la privatización a un a m p l i o sector de la población

rural, vinculado aún a tierras de c o m u n i d a d e s . Si bien hubo

resistencia y dilaciones a la reducción efectiva de todas las

p r o p i e d a d e s c o m u n a l e s a d o m i n i o p r i v a d o , sin d u d a se "libera¬

ron" no sólo tierras sino también fuerza de trabajo para la

expansión cafetalera, a un c o s t o social y de l e g i t i m i d a d p o l í t i c a

que el tiempo habría de evidenciar.

En los dos p a í s e s , i n t e r e s a b a i n c o r p o r a r al m e r c a d o y a la

producción cafetalera las tierras de esas c o m u n i d a d e s , situadas

en el corazón de las z o n a s a p t a s para dicho cultivo, que eran

también las áreas más pobladas. Pero el impacto social del

p r o c e s o h a b r í a d e ser m u y d i s t i n t o :

En Costa Rica hubo, e f e c t i v a m e n t e , expropiación de bienes

de manos muertas y una t e m p r a n a legislación agraria liberal

- i m p u l s a d a por sucesivos g o b i e r n o s i n d e p e n d i e n t e m e n t e de su

p o s t u r a e n los c o n f l i c t o s r e g i o n a l e s d u r a n t e l a R e p ú b l i c a F e d e ¬

ral- que tendió a la privatización de tierras c o m u n a l e s . ' * La

consolidación del Estado nacional costarricense, sobre todo

d u r a n t e los g o b i e r n o s de B r a u l i o C a r r i l l o en la d é c a d a de 1830,

7 7 .
Sobre el temprano liberalismo agrario costarricense, cf.
José A. Salas. 1984.

78. Gudmundson. 1978 y Salas. 1984.

192
e s t u v o e s t r e c h a m e n t e a s o c i a d a a l r á p i d o " d e s p e g u e " d e l a cafi-
cultura en el e c ú m e n e colonial. La disolución de aquellas comu¬
nidades indígenas que sobrevivieron al período colonial dentro
de los c o n f i n e s del V a l l e C e n t r a l se produjo en el t r a n s c u r s o de
cuatro o cinco décadas, aunque algunas otras comunidades
i n d í g e n a s persistieron, de h e c h o , en z o n a s r e m o t a s del país. P o r
su ubicación geográfica, las tierras de c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s
dentro de la Meseta Central jugaron un papel significativo en
la p r i m e r a fase de e x p a n s i ó n cafetalera. A u n q u e el proceso no
estuvo exento de conflictos, la población perjudicada era mino¬
ritaria r e s p e c t o a la t a m b i é n e x i g u a p o b l a c i ó n n o - i n d í g e n a , y el
área también era c o m p a r a t i v a m e n t e reducida, sobre todo con
relación a las a m p l i a s f r o n t e r a s de c o l o n i z a c i ó n q u e se a b r i e r o n
d u r a n t e esa m i s m a época. La pérdida de derechos comunitarios
por p a r í e de los i n d í g e n a s y su ladinización se c o m p l e t a r o n en
lo f u n d a m e n t a l d u r a n t e esas décadas, sin g e n e r a r m a s i v a s y
violentas confrontaciones. Desde e l p u n t o d e v i s t a del á r e a
involucrada, el mayor proceso de privatización en Costa Rica
d u r a n t e e l s i g l o X I X fue e l d e l a s t i e r r a s b a l d í a s , q u e e l E s t a d o
e n t r e g ó a c o s t o s m í n i m o s , a u n q u e t a m b i é n d e m o d o m u y desi¬
gual, a colonizadores campesinosy a hombres acaudalados.

En El Salvador, el temprano liberalismo post-inde-


pendentista no logró efectuar hondas transformaciones en la
estructura social agraria ni asegurar su propia continuidad.
T r a s el primer interludio conservador, el régimen de Gerardo
B a r r i o s i n c e n t i v ó el c u l t i v o c a f e t a l e r o y reinició a p r i n c i p i o s de
la década de 1860 e l p r o c e s o d e p r i v a t i z a c i ó n g r a d u a l . A p o y a d a
por el caudillo conservador guatemalteco Rafael Carrera, la
ahanza conservadora salvadoreña retoma pronto al poder
con F r a n c i s c o D u e ñ a s , quien i m p u l s a t a m b i é n el c r e c i m i e n t o
a g r o e x p o r t a d o r pero respalda la existencia de las c o m u n i d a d e s
indígenas. No será sino hasta 1882 que se tomen medidas
drásticas para su abolición, p r e c e d i d a por la d e c l a r a t o r i a de
e x t i n c i ó n de los ejidos el a ñ o a n t e r i o r . A d e m á s de ser social-
m e n t e m á s t r a u m á t i c o , el proceso de privatización de propie¬
d a d e s c o m u n i t a r i a s fue sin d u d a d e m a y o r e s p r o p o r c i o n e s e n

193
El Salvador que en Costa Rica, en cuanto a la c a n t i d a d de

tierrasy las p o b l a c i o n e s a f e c t a d a s . ' *

Ciertamente en El Salvador se había dado desde mucho

antes de la Reforma Liberal un proceso de ladinización y

gradual privatización, m á s o m e n o s v o l u n t a r i a , a la vez que se

expandía la producción mercantil y e s p e c í f i c a m e n t e cafetalera

en t i e r r a s p e r t e n e c i e n t e s a las c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s y a los

pueblos ladinos. Sin e m b a r g o , t o d a v í a en los años o c h e n t a de

ese siglo algo m á s de la m i t a d de la población era c o n s i d e r a d a

indígena.**^ P o r s u a p e g o a l a s f o r m a s t r a d i c i o n a l e s d e p r o p i e d a d

y de producción, las c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s eran v i s t a s por los

liberales c o m o un o b s t á c u l o a su c o n c e p t o de p r o g r e s o y m o d e r ¬

nidad. M i e n t r a s las comunidades indígenas se oponían a la

disolución de sus tierras c o m u n a l e s , los a g r i c u l t o r e s l a d i n o s

tendían a favorecer la p r i v a t i z a c i ó n de los ejidos, e incluso

a d o p t a r o n l o c a l m e n t e m e d i d a s e n tal s e n t i d o , que luego fueron

g e n e r a l i z a d a s por el g o b i e r n o central. P e s e a la g r a d u a l des¬

composición de las estructuras agrarias tradicionales y a la

c r e c i e n t e p a r t i c i p a c i ó n de los i n d í g e n a s en la p r o d u c c i ó n mer¬

cantil, la élite gobernante liberal consideró necesario i m p o n e r

un cambio de ritmo en el proceso de p r i v a t i z a c i ó n y, de paso,

redefinió de m o d o radical las relaciones de d o m i n a c i ó n en la

sociedad agraria salvadoreña. La disolución de las f o r m a s co-

79. Lindo, p. 251-253. 1990. evalúa las estimaciones de Brow-


ning y Menjívar sobre la cantidad de tierras comunales y
ejidales privatizadas en la reforma liberal salvadoreña, que
las sitúan entre 25% y 40% de la tierra agrícola del país.
Aún con el estimado más bajo, la proporción era mucho más
alta que en el caso costarricense.

80. Rafael Reyes. Apuntamientos estadísticos sobre la Repúbli-


ca de El Salvador. Trabajo destinado a dar una idea del país
en la Exposición Universal de París en 1889. El Salvador
Imprenta Nacional. 1888; citado por Lindo, p. 142: 55%
"indígena", 40% "ladino", 4,5% "blanco", y 0,5% "negro".
1990. Como en otros casos, la atribución de los habitantes
a categorías étnicas conllevaba cierta dosis de arbitrarie¬
dad, pero la importancia de la población indígena es clara,
sobre todo si se toma en cuenta que por los fines de la
publicación el autor citado tendría poco interés en incre¬
mentar su peso porcentual.

194
La t e m p r a n a privatización y la disponibilidad de tierras

n u e v a s , d u r a n t e las d é c a d a s iniciales de la e x p a n s i ó n c a f e t a l e r a

c o n t r i b u y e r o n a que no fuese el control de la t i e r r a la preocu¬

pación c e n t r a l de los g o b e r n a n t e s l i b e r a l e s c o s t a r r i c e n s e s des¬

pués de 1870, c o m o s í l o fue e n e l c a s o s a l v a d o r e ñ o . Durante

las ú l t i m a s d é c a d a s del siglo XIX y p r i m e r a s del s i g u i e n t e , los

l i b e r a l e s c o s t a r r i c e n s e s d i e r o n u n a g r a n i m p o r t a n c i a a la edu¬

cación y, en g e n e r a l , a los m e c a n i s m o s c u l t u r a l e s , j u r í d i c o s , y

p o l í t i c o - i d e o l ó g i c o s p a r a el c o n t r o l s o c i a l y la c r e a c i ó n de "con¬

sensos", reales o aparentes.

En El Salvador, por el contrario, las Reformas Liberales

giraron p r e c i s a m e n t e en tomo a la tierra para el cultivo del

café. Ck)nel a u g e a g r o e x p o r t a d o r , e l E s t a d o s a l v a d o r e ñ o forta¬

leció los m e c a n i s m o s c o e r c i t i v o s , m e d i a n t e los cucdes la élite

gobernante i m p o n d r í a su r u m b o al conjunto de la sociedad. En

contraste con la política e d u c a t i v a de los l i b e r a l e s c o s t a r r i c e n ¬

s e s , e n E l S a l v a d o r - c o m o l o e x p r e s a H é c t o r L i n d o - "el i n t e r é s

por la educación p a r e c e haber e s t a d o en relación i n v e r s a con el

interés por el c o m e r c i o internacional".

El problema de la m a n o de obra para la producción hacen¬

d a r í a n o s e r e s o l v i ó a u t o m á t i c a m e n t e n i d e i n m e d i a t o e n nin¬

g u n o de los dos casos. En Costa Rica, la crisis d e m o g r á f i c a de

1856-1857 había diezmado (literalmente) a la población, y

fortaleció i n d i r e c t a m e n t e al c a m p e s i n a d o que s o b r e v i v i ó a la

peste, al prolongar la escasez de brazos. Con ello se r e s t r i n g i ó

el desarrollo de g r a n d e s h a c i e n d a s c a f e t a l e r a s , pese a la apro¬

piación inicialmente desigual de la tierra en el noroeste del

Valle Central, y p r o b a b l e m e n t e se debilitó d u r a n t e algún tiem¬

po el f r a c c i o n a m i e n t o de la propiedad en la M e s e t a Central, de

asentamiento más antiguo.*^ Los grandes cafetaleros siguieron

82. Lindo, p. 135. 1990.

83. Para el noroeste del Valle Central, entre las ciudades de


Alajuela y San Ramón, una investigación en curso de Rosal-
ba Salas muestra la desigualdad inicial de la apropiación de
la tierra en ésta, que era la principal zona de colonización
de la segunda mitad del período. La evolución de unidades
productivas en la misma región se estudia en Samper. 1987.
Para el otro extremo del Valle Central, cf. José A. Salas.

196
q u e j á n d o s e d e e s c a s e z d e p e o n e s p e r m a n e n t e s h a s t a e l fin d e
siglo, y de r e c o l e c t o r e s e s t a c i o n a l e s hasta el presente, pero no
hubo r e c l u t a m i e n t o coercitivo de trabajadores. Si bien hubo
l e g i s l a c i ó n c o n t r a l a " v a g a n c i a " , n o fue r i g u r o s a m e n t e a p l i c a d a
ni se d e s a r r o l l a r o n m e c a n i s m o s de peonaje por deudas. Más
bien, se t o m a r o n otras m e d i d a s c o m o obstaculizar la contrata¬
ción de trabajadores del V a l l e Central en las b a n a n e r a s del
A t l á n t i c o a fines del siglo X I X y p r i n c i p i o s del X X , o alterar los
c a l e n d a r i o s escolares para facilitar la incorporación de mano
de o b r a infantil a la c o s e c h a cafetalera, lo cual aún se practica.

En El Salvador, durante las d é c a d a s s i g u i e n t e s a la r e f o r m a


liberal, como lo señala un sugerente aunque muy preliminar
ensayo de P a t r i c i a Al varenga,** los m a y o r e s t e r r a t e n i e n t e s y el
Estado recurrieron s i s t e m á t i c a m e n t e a la fuerza para reclutar,
disciplinar y "moralizar" a los trabajadores permanentes y
estacionales que requería la expansión cafetalera en las hacien¬
das. E j e m p l o de ello son la ley de j o r n a l e r o s y la ley de policía
rural, el papel de los j u e c e s de agricultura en la persecución de
" v a g o s " y p e o n e s d e u d o r e s , así c o m o el c o n s t a n t e f o r t a l e c i m i e n ¬
to de los a p a r a t o s r e p r e s i v o s del E s t a d o , c o m p l e m e n t a d o s por
cuerpos privados para el control coercitivo de la población
l a b o r a l . C o m o l o e x p l i c a L i n d o , "al c a m b i a r l a e s t r u c t u r a d e l a
e c o n o m í a , c a m b i ó t a m b i é n el énfasis en las r e s p o n s a b i l i d a d e s
de la policía rural. Siempre había tenido como una de sus
funciones el apücar las leyes sobre v a g a n c i a , pero a m e d i d a que
s e i n c r e m e n t a r o n las p r e s i o n e s del m e r c a d o m u n d i a l , t a m b i é n
lo hizo la i m p o r t a n c i a de esta función".^ T a m b i é n se utihzó el
crédito como medio para atraer, voluntaria u obligadamente, a
los trabajadores en los p e r í o d o s en que se les requería. En algún
sentido, tales m e c a n i s m o s eran "necesaríos", desde el punto de
v i s t a de un E s t a d o al servicio de los g r a n d e s finqueros, p o r q u e

1986. En lo concerniente a la Meseta Central, intermedia


entre ambas zonas, las dificultades de formación de grandes
haciendas continuas por el elevado número de parcelas y
fincas campesinas se explica en Peters. 1980.

84 Patricia Alvarenga. 1989.

85. Lindo, pp 125-126. 1990.

197
l a e x p r o p i a c i ó n d e los p r o d u c t o r e s d i r e c t o s e r a i n c o m p l e t a , y a

que la tierra comunitaria primero y el minifundismo d e s p u é s

permitían a indígenas -luego convertidos en p e q u e ñ o s produc¬

tores c a m p e s i n o s - continucir sus cultivos de subsistencia, y

porque tras su aparente mestización s o b r e v i v í a n m u c h o s de s u s

valores tradicionales.

Sí resulta s o r p r e n d e n t e q u e p e s e a la e x t i n c i ó n de los ejidos

y tierras comunales, y a la existencia de gran número de

jornaleros, las relaciones laborales en el c a m p o s a l v a d o r e ñ o no

fuesen las clásicas r e l a c i o n e s s a l a r i a l e s e n t r e t r a b a j a d o r e s per¬

sonalmente "libres", a la vez que desprovistos de m e d i o s de

p r o d u c c i ó n , y los g r a n d e s f i n q u e r o s . P o r el c o n t r a r i o , las rela¬

ciones social-agrarias m a n t u v i e r o n hasta el período que nos

ocupa u n fuerte e l e m e n t o d e coacción e x t r a e c o n ó m i c a . Todavía

a inicios de la década de 1940, el Estado protegía legal y

policisdmente el tipo de relación social coercitiva por la cual el

hacendado daba anticipos o habilitaciones salariales a j o m a l e -

ros que adquirían o perpetuaban de ese modo obligaciones

l a b o r a l e s p a r a c o n él. A s í , e n l a L e y A g r a r i a d e c r e t a d a e n 1941,

el capítulo s o b r e los j o m a l e r o s r e q u i e r e la e x i s t e n c i a en cada

A l c a l d í a M u n i c i p a l de un "libro de j o m a l e r o s " , en el c u a l :

"Los agricultores, sus administradores o agentes, tienen

obligación de dar c u e n t a al A l c a l d e r e s p e c t i v o de los j o r n a ¬

leros que o c u p a n en sus e m p r e s a s , designándolos con sus

nombres, a p e l l i d o y v e c i n d a r i o ; y m a n i f e s t a n d o el c o m p r o ¬

miso de éstos y las c a n t i d a d e s que por el trabajo p r o m e t i d o

les h u b i e r e n a n t i c i p a d o . . . "

C a d a jornalero debía tener una boleta indicando su lugar

de trabajo y su c o m p r o m i s o en colones, así como una cartilla

con las h a b i l i t a c i o n e s y sus a b o n o s s e m a n a l e s . La m i s m a ley

e n c o m e n d a b a a la G u a r d i a N a c i o n a l :

" p r e s t a r los a u x i l i o s de su a u t o r i d a d a los h a c e n d a d o s y

agricultores, y recabarán todos los datos, noticias e instruc¬

ciones convenientes p a r a la eficaz p e r s e c u c i ó n de l o s j o r n a -

198
leros u o p e r a r i o s - q u e b r a d o r e s , y en g e n e r a l de t o d o s los
malhechores."

E s t a ley, q u e refleja de m o d o t r a n s p a r e n t e las r e l a c i o n e s


de p o d e r en el agro s a l v a d o r e ñ o y las p r i o r i d a d e s p u n i t i v a s del
Estado, i n s t r u í a a las a u t o r i d a d e s policiales p a r a que en sus
v i s i t a s a l a s f í n c a s "se c o n d u z c a n c o n e l r e s p e t o y c o m e d i m i e n t o
debidos" p a r a con los h a c e n d a d o s o a g r i c u l t o r e s , y q u e "no
g r a v a r á n de m a n e r a alguna a dichos h a c e n d a d o s o a g r i c u l t o r e s
en las v i s i t a s que les h a g a n , las que nunca podrán tener lugar
de noche, s a l v o q u e é s t o s las soliciten." Especifica, a d e m á s , que
n o d e b e n h a c e r a l l a n a m i e n t o s d e t a l e s f i n c a s "en l a p e r s e c u c i ó n
de los j o r n a l e r o s y o p e r a r i o s que hayan faltado a los c o m p r o m i -
sos c o n t r a í d o s con los a g r i c u l t o r e s " . Finalmente, "Para expedi-
tar la a p r e h e n s i ó n , tendrán un c u a d e r n o que deberá contener
el nombre, a p e l l i d o y filiación de losjornaleros, o p e r a r i o s y reos
q u e h a y a n d e c a p t u r a r " , p u d i e n d o r e q u e r i r p a r a e l l o "el a u x i l i o
de trabajadores y a g e n t e s de los h a c e n d a d o s " . ^

H a b í a , p u e s , c l a r a s d i f e r e n c i a s e n l o s m e c a n i s m o s d e con¬
trol de los t r a b a j a d o r e s c a f e t a l e r o s , y por c o n s i g u i e n t e en los
m o d o s de e j e r c i c i o del p o d e r en u n a y o t r a s o c i e d a d . Sin embar¬
g o , en el p l a n o p r o p i a m e n t e político, a m b a s s o c i e d a d e s transi¬
taron en el ú l t i m o t e r c i o del siglo x r x y p r i m e r o del XX por
derroteros que, sin s e r e q u i p a r a b l e s e n t r e sí, diferenciaron
t a n t o a El S a l v a d o r c o m o a C o s t a R i c a de los r e g í m e n e s dicta¬
t o r i a l e s q u e c a r a c t e r i z a b a n e n t o n c e s a l o s d e m á s p a í s e s cen¬
troamericanos. En ambos casos, hubo una transición desde
gobiernos militares de corte liberal hacia gobiernos civiles,
electos por vías formalmente democrático-republicanas. La
base social del s i s t e m a p o l í t i c o - e l e c t o r a l era m u y r e s t r i n g i d a a
fines del s i g l o X I X , por el v o t o censitario, p e r o t e n d i ó a a m p l i a r s e
en las d é c a d a s iniciales del siglo X X .

86 Esta cita, como las anteriores de dicha ley, se basa en la


"Ley a g r a r i a d e c r e t a d a el 28 de agosto de 1941, a r t í c u l o s 76
a 80 210 213 y 214. La ley fue reproducida en Asociación
Cafetalera de El Salvador. Setiembre de 1942 y Octubre de
1942.

199
En C o s t a Rica, el p e r s o n a l p o l í t i c o en el g o b i e r n o fue m á s

cambiante, y después de la dictadura de T o m á s G u a r d i a en los

a ñ o s s e t e n t a (con u n b r e v e i n t e r l u d i o d i c t a t o r i a l bajo los T i n o c o

en 1917-1919) hubo c o m p e t i t i v i d a d electoral e n t r e a g r u p a c i o ¬

nes políticas más o menos personalistas, que sin constituir

partidos permanentes sí representaban sectores de opinión

discretos dentro de la clase en el poder. En un principio, ello

significó la c o n t r a p o s i c i ó n de t e n d e n c i a s liberales y conserva¬

doras, asociadas las p r i m e r a s a Presidentes militares en la

d é c a d a de 1880, y las s e g u n d a s a g o b e r n a n t e s c i v i l e s m o d e r a ¬

damente autoritarios en los años noventa. Desde 1902, los

l i b e r a l e s del l l a m a d o O l i m p o d i s p u t a b a n e n t r e s í e l p r i v i l e g i o

de a c c e d e r a la P r e s i d e n c i a de la R e p ú b l i c a , y su a l t e r n a b i l i d a d

se sintetiza en los tres m a n d a t o s de R i c a r d o J i m é n e z y dos de

Cleto González Víquez.

En El Salvador, el sistema político-electoral que funcionó

desde el fin de siglo hasta 1931 permitió inicialmente una

r e i t e r a c i ó n del p r e d o m i n i o m i l i t a r en los g o b i e r n o s finisecula¬

res. La u n i v e r s a l i z a c i ó n del v o t o m a s c u l i n o en 1883 y la cele¬

bración de elecciones no impidió, en un principio, la

t r a n s m i s i ó n a u t o r i t a r i a del m a n d o , ni el nepotismo después.

Sin e m b a r g o , evolucionó hacia el c o n t r o l civil sobre los asun¬

tos del E s t a d o , circunscrito en la p r á c t i c a a la sucesión electo¬

ral de m i e m b r o s de u n a sola f a m i l i a c a f e t a l e r a , los Meléndez

Quiñones, entre 19 13y 1931. El r é g i m e n político era, pues,

f o r m a l m e n t e republicano. A u n q u e su c o n t e n i d o social era esen¬

cialmente elitista, había espacios de apertura: "los presiden-

tes Carlos Ezeta (1890-1894), Manuel Enrique Araujo

(1911-1913) y sobre todo Pío Romero Bosque (1927-1931)

consiguieron un grado considerable de independencia de sus

predecesores e incluso m o s t r a r o n a l g u n a s t e n d e n c i a s de refor-

m i s m o ' s o c i a l ' . "**'

T a n t o en Costa Rica como en El Salvador, la élite cafetalera

gobernó en forma más o menos directa, designando personal

político de su s e n o y c o n t r o l a n d o sin mayor cuestionamiento

87. Mariscal, p. 143. 1979.

200
los p r o c e s o s e l e c t o r a l e s . D e s d e principios del sigl o h u b o un clar o
p r e d o m i n i o de g o b e r n a n t e s civiles de corte liberal, m i e m b r o s
de las p r i n c i p a l e s familias c a f e t a l e r a s de uno u otro país. Sin
e m b a r g o , los c a m b i o s en a m b a s s o c i e d a d e s obligaron, hacia la
s e g u n d a y t e r c e r a d é c a d a del siglo v e i n t e , a ensayar formas de
a m p l i a r las b a s e s del s i s t e m a p o l í t i c o , i n c o r p o r a n d o a s e c t o r e s
m e d i o s y redefiniendo el p a p e l del E s t a d o p a r a t o m a r en c u e n t a
las n e c e s i d a d e s de s e c t o r e s p o p u l a r e s .

En C o s t a Rica, la difusión de la e n s e ñ a n z a p r i m a r i a y la
v o t a c i ó n directa abrieron m a y o r e s posibilidades de participa¬
ción electoral masculina, e s p e c i a l m e n t e en áreas rurales. En
c o y u n t u r a s c r í t i c a s y bajo p r e s i ó n d e m o v i m i e n t o s p o p u l a r e s o
partidos contestatarios, varios gobiernos de esas dos décadas
a d o p t a r o n m e d i d a s a t í p i c a s d e s d e e l p u n t o d e v i s t a del i d e a r i o
liberal d e c i m o n ó n i c o . Así, d u r a n t e la P r i m e r a G u e r r a M u n d i a l
el Presidente Alfredo González Flores intenta adecuar el papel
del E s t a d o a las n u e v a s r e a l i d a d e s , con p o l í t i c a s t r i b u t a r i a s y
crediticias innovadoras e intervencionistas. En el siguiente
decenio, bajo el i m p u l s o del movimiento político reformista
üderado por J o r g e V o l i o y de m o v i l i z a c i o n e s p o p u l a r e s urbanas
y rurales, los g o b i e r n o s liberales se v e r í a n o b l i g a d o s a i n t e r v e n i r
en la r e g u l a c i ó n de relaciones laborales, en la solución de
conflictos por la tierra y en otros ámbitos de conflictividad
social.
H a c i a los años v e i n t e , en El S a l v a d o r , los r e p r e s e n t a n t e s
políticos de la élite cafetalera buscaban a c t i v a m e n t e el apoyo
d e s e c t o r e s m e d i o s u r b a n o s y d e l a s o r g a n i z a c i o n e s d e trabaja¬
dores. Se aprobó legislación social, a u n q u e la m i s m a tuvo poca
aplicación en zonas rurales. Los gobiernos de Pío R o m e r o y de
A r a u j o , e s p e c i a l m e n t e , i n t e n t a r o n r e d e f i n i r e l p a p e l social del
Estado salvadoreño. En cierto sentido, se trataba como en
Costa Rica de avanzar desde un control social basado en la
exclusión coercitiva, h a c i a u n a m a y o r a p e r t u r a del sistema
político. Si l a m i s m a fue i n i c i a l m e n t e exitosa en el ámbito
u r b a n o , c h o c a r í a i n f r u c t u o s a m e n t e c o n l a s e s t r u c t u r a s d e po¬
der v i g e n t e s en el c a m p o s a l v a d o r e ñ o .
El ejercicio del p o d e r político, controlado en a m b o s casos

por la élite cafetalera, siguió distintos d e r r o t e r o s no sólo en lo

referente al g r a d o de m o n o p o l i z a c i ó n del m i s m o sino en c u a n t o

a los m o d o s de su ejercicio, a los m e d i o s p a r a l o g r a r el c o n t r o l

social. En El Salvador, desde la creación de las J u n t a s de

Agricultura hasta el violento aplastamiento de la insurrección

de 1932, la R e p ú b l i c a o l i g á r q u i c a c u m p l i ó con a l g u n a s de las

formalidades de la democracia electoral pero cerró posibilida¬

des de participación política a otros s e c t o r e s de la p o b l a c i ó n . De

hecho, optó por un e s q u e m a de control social en el cual era

esencial la función r e p r e s i v a del E s t a d o , y por c o n s i g u i e n t e del

aparato militar. Sus gobernantes confiaron en la "función mo-

r a l i z a d o r a " del trabajo, a u n q u e fuese c o a c c i o n a d o , y desaten¬

dieron por c o m p l e t o la educación rural.^ Lejos de promover

procesos de concertación social, impusieron condiciones en las

cuales se hicieron inevitables tanto la rebelión abierta c o m o su

consecuente represióny la espiral de violencia que ha continua¬

do posteriormente.

En los críticos años treinta, según apunta Mario Salazar

V., la política estatal s a l v a d o r e ñ a c o m b i n ó deflación y repre¬

sión, f o r t a l e c i e n d o a la o l i g a r q u í a , d e b i l i t a n d o al c a m p e s i n a d o

(o al m e n o s a un i m p o r t a n t e s e c t o r del mismo) y permitiendo

mayor concentración de la p r o p i e d a d . D u r g m t e y después de

la insurrección campesino-indígena de 1932, es muy factible

que la dictadura martinista haya e n c o n t r a d o apoyo no sólo en

la élite cafetalera, sino t a m b i é n - p e n s a m o s - en s e c t o r e s m e d i o s

"ladinos", entre ellos los m e d i a n o s caficultores. Sin e m b a r g o ,

ello no se tradujo en u n a m a y o r a p e r t u r a del sistema político.

El contexto sociopohtico no era e n t o n c e s p r o p i c i o a u n a amplia¬

ción de los e s p a c i o s de p a r t i c i p a c i ó n o a u n a r e d e f i n i c i ó n de las

relaciones de poder m á s allá del clientelismo de un régimen

dictatorial personalista. Las alternativas políticas que sucedie¬

ron a la caída de H e r n á n d e z M a r t í n e z en la siguiente década

dieron lugar, t a r d í a m e n t e , a algunas tímidas reformas a partir

88. Alvarenga, p. 27. 1989; Lindo, pp. 135-136. 1990.

89. En vanos. Tomo 2. 1979-1981.

202
de fines de los años cuarenta, pero con una fuerte dosis de
control oligárquico y militar sobre un poder político al cual no
tuvo acceso la gran mayoría de la población.
En Costa Rica, la clase política liberal incorporó a sectores
medios de la población rural, concediéndoles ciertas cuotas de
poder. Las modificaciones electorales que ampliaron la base
social del sistema de movilización; manipulación del voto popu-
lar, convirtieron a los "gamonales" o dirigentes políticos locales
de la f>equeña burguesía rural en un componente decisivo del
mismo, y produjeron el famoso "Congreso de los Hermenegil-
dos", apodado así por la amplia representación rural en contras-
te con los precedentes, de mayor alcurnia elitesca. En los años
veinte, treinta y cuarenta, los conflictos por la tierra en zonas
de colonización se resolvieron principalmente por medio de
expropiaciones, ampliamente recompensadas a los propietarios
más o menos legales, para distribuir parcelas a los ocupantes
en precario. En el sector cafetalero no hubo gran agitación
laboral ni enfrentamientos violentos. Salvo conflictos laborales
aislados en la zona de Turrialba, las haciendas cafetaleras
presentaron la imagen de un universo paternalista que se
refleja en la obra de Samuel Stone.*
Los principales conflictos sociales en zonas cafetaleras
costarricenses durante este periodo fueron entre los pequeños
o medianos productoresy los beneficiadores. Con antecedentes
en la década anterior, esta importante confrontación social se
acentuó a principios de los años treinta, y condujo a una
intervención estatal cristalizada en la "Ley que regula las
relaciones entre productoresy beneficiadores de café". El mo-
vimiento, que se canalizó por vías pacificas, legales e institu-
cionales, ha sido bien estudiado por Víctor Hugo Acuña,
quien enfatiza la relación entre este tipo de luchas sociales,
las vías por las cuales son canalizadas, y el régimen político
costarricense.'*'

90 Samuel Stone. 1975.

91 Acuña 1985

203
M á s allá del c o n t r a s t e e v i d e n t e e n t r e e l m a n e j o i n s t i t u c i o -

nal de los c o n f l i c t o s e n t r e p r o d u c t o r e s y b e n e f i c i a d o r e s de café

en C o s t a Rica, y el d e s e n l a c e la i n s u r r e c c i ó n i n d í g e n o - c a m p e -

sina de 1932 en El Salvador, cabe preguntamos hasta qué

punto tales f o r m a s de expresión de la conflictividad a g r a r i a y

de respuesta estatal obedecieron a las d i s t i n t a s e s t r u c t u r a s de

tenencia de la tierra. S a b e m o s ya que pese a las diferencias

entre ambas, la caficultura costarricense estaba lejos de ser

iguaütaria. Por otra parte, no obstante la m a y o r c o n c e n t r a c i ó n

de la tierray de la producción cafetalera en El Salvador, había

un amplio sector medio de pequeños y medianos caficultores

t a m b i é n e n ese país. C o n s t a t a m o s , a s i m i s m o , q u e e n C o s t a R i c a

era m á s e x t r e m a la f r a g m e n t a c i ó n fundiaria, en comparación

con El S a l v a d o r , a u n q u e t a m b i é n h a b í a en el las z o n a s cafeta¬

leras costarricenses un a m p l i o sector de p r o d u c t o r e s m e d i a n o s

y p e q u e ñ o s , así c o m o g r a n d e s h a c i e n d a s .

Por otra parte, en el caso de Costa Rica también hubo

c o n f r o n t a c i o n e s a g r a r i a s con ribetes de violencia, p e r o se die¬

r o n p r i n c i p a l m e n t e e n l a s z o n a s c o l o n i z a d a s por e m i g r a n t e s d e l

Valle Central, c o n v e r t i d o s en "parásitos" o p r e c a r i s t a s por l a

a p r o p i a c i ó n m a s i v a de tierras en la f)eriferia del país por p a r t e

de compañías extranjeras y miembros de la élite nacional

(mapa 5). En El Salvador, como lo apunta Pérez Brignoli en su

e s t u d i o sobre la r e v u e l t a del t r e i n t a y dos,*^ tanto la rebelión

misma como la violencia de su represión tuvieron también un

componente étnico, siendo e s p e c i a l m e n t e a g u d a s en las princi¬

pales zonas cafetaleras donde había numerosos habitantes de

extracción indígena (mapa 6). En Costa Rica, las luchas agra¬

rias no a m e n a z a r o n las h a c i e n d a s de café ni el orden social en

el Valle Central cafetalero; en El Salvador, v i e j a s h e r i d a s re¬

abiertas ensangrentaron las tierras cafetaleras de Ahuacha-

pán, Sonsonate y La L i b e r t a d .

Si hasta 1931 El Salvador parecía e n r u m b a r s e hacia un

ensayo de apertura sociopolítica, la dictadura de Hernández

Martínez adoptó, a partir de la represión c o n t r a la i n s u r r e c c i ó n

92. Pérez. 1988

204
Fuentes: Samper (1989);
Gudmundson (1984).

indígenocampesina, una política exclusionista respecto de los


sectores populares, bajo u n régimen abiertamente represivo
q u e p e r d u r ó h a s t a 1944. D u r a n t e ese lapso, s e r e d e f i n i e r o n las
r e l a c i o n e s e n t r e l a b u r g u e s í a a g r a r i a sal v a d o r e ñ a y e l E s t a d o .
E s t e s i g u i ó e s t a n d o a l s e r v i c i o d e a q u é l l a , p e r o fue g o b e r n a d o
por d e l e g a c i ó n en el d i c t a d o r y, por su i n t e r m e d i o , en la casta
militar. Si los m e d i a n o s p r o d u c t o r e s y aun m u c h o s p e q u e ñ o s
agricultores ladinos a p o y a r o n al gobierno castrense a partir de
1932y a l g u n o s participaron a c t i v a m e n t e en la represión c o n t r a
loe i n d í g e n a s q u i z á o b t u v i e r o n a l g u n o s d i v i d e n d o s i n m e d i a t o s .
P e r o las c o n d i c i o n e s s o c i o p o l í t i c a s d i f i c u l t a b a n s u p r o p i a orga¬
nización reivindicativa frente al "triple m o n o p o l i o " del g r a n
capital agroindustrial. Bajo l a d i c t a d u r a m a r t i n i s t a s e persi¬
guió abiertamente a los movimientos populares y políticos

205
Mapa 6

ZONAS CAFETALERAS E INSURRECCIONALES


EN EL SALVADOR, 1932

Fuentes: Pérez (1988). mapa 3;


Kincaid (1987), p. 470;
Choussy (1934).
i n d e p e n d i e n t e s , y se clausuraron las vías d e m o c r á t i c o - e l e c t o -
rales ensayadas en el período anterior. Al mismo tiempo, se
ejecutaron algunas medidas tendentes a "modernizar" ciertos
á m b i t o s d e l a s o c i e d a d s a l v a d o r e ñ a sin t r a n s f o r m a r sus estruc¬
turas fundamentales, en una primera versión de sucesivas
" r e f o r m a s con represión". Este último aspecto requería, por
supuesto, e l f o r t a l e c i m i e n t o del p r o p i o a p a r a t o m i l i t a r , pero
también hubo disposiciones que beneficiaron, entre otros, a los
m e d i a n o s e m p r e s a r i o s c a f e t a l e r o s e i n c l u s o a los e s t r a t o s supe¬
r i o r e s del c a m p e s i n a d o . Así:

"Se t o m a r o n t a m b i é n ciertas m e d i d a s e c o n ó m i c o - s o c i a l e s
" m o d e m i z a d o r a s " c o m o l a m o r a t o r i a s o b r e l a s d e u d a s , fun¬
d a c i ó n del Banco Central, Banco H i p o t e c a r i o y Cajas de
C r é d i t o R u r a l ; se trabajó un p r o g r a m a a g r a r i o con el F o n d o
de M e j o r a m i e n t o Social, y el E s t a d o c o m e n z ó a i n t e r v e n i r
t í m i d a m e n t e en la economía."'*^

La c a í d a del g e n e r a l M a r t í n e z , en 1944, fue el r e s u l t a d o de


una oposición f u n d a m e n t a l m e n t e urbana, que incluía tanto a
s e c t o r e s p o p u l a r e s c o m o d e l a c l a s e d o m i n a n t e , así c o m o r e u n í a
a i n t e l e c t u a l e s y a m i l i t a r e s d i s i d e n t e s . Si con el m o v i m i e n t o
expresado en la c a n d i d a t u r a del Dr. R o m e r o se ensayó una
r u p t u r a radical respecto de la d i c t a d u r a , el a s c e n s o p r i m e r o del
coronel A g u i r r e y l u e g o del G e n e r a l C a s t a ñ e d a a la P r e s i d e n c i a
significó un elemento de continuidad respecto del régimen
anterior, v.g. en lo c o n c e r n i e n t e al personal p o l í t i c o y militar.**

Con el Consejo de Gobierno Revolucionario, que desplaza


a C a s t a ñ e d a en d i c i e m b r e de 1948, se a b r e un n u e v o p e r í o d o
en que priva la adopción de políticas m o d e r n i z a n t e s , en el plano
e c o n ó m i c o , s i e m p r e bajo l a é g i d a m i h t a r . T a l e s p o l í t i c a s t i e n d e n
a f o m e n t a r la di versificación de la p r o d u c c i ó n a g r o e x p o r t a d o r a
y la industrialización bajo sucesivos gobiernos que aplican
mayores o menores dosis de represión a las o r g a n i z a c i o n e s
p o p u l a r e s y a la oposición. T a n t o las m e d i d a s e c o n ó m i c a s c o m o
los m e c a n i s m o s de inclusión/exclusión p o l í t i c a t e n í a n un fuerte

93. Mariscal, p 143. 1979.

94 Trujillo y Menjívar. pp «8ü-«82. 1978.

207
sesgo urbano, que limitaba la participación del campesinado

a u n q u e t a m b i é n e v i d e n c i a b a u n i n t e n t o d e r e p l a n t e a r las rela¬

ciones entre el Estado y los i n t e r e s e s a g r o e x p o r t a d o r e s . * C l a r o

está que esos intereses siguen t e n i e n d o gran peso en la política

salvadoreña, y han logrado forjar y m a n t e n e r alianzas contra

el c a m b i o con un i m p o r t a n t e sector i n t e r m e d i o de la p o b l a c i ó n

rural.

En Costa Rica se tomaron algunas m e d i d a s m o d e r n i z a n t e s

bajo g o b i e r n o s l i b e r a l e s , m o d e r a d a m e n t e r e f o r m i s t a s , c o m o los

deRicardoJimenezy Cleto González Víquez entre 1924y 1936.

Al regular las conflictivas relaciones entre beneficiadores y

productores no beneficiadores, el Estado costarricense asumía,

de hecho, un papel distinto al de representar e x c l u s i v a m e n t e

los intereses de la cúpula e m p r e s a r i a l . D u r a n t e el gobierno de

León Cortés (1936-1940) hubo una clara intención de favorecer

a la burguesía a g r o e x p o r t a d o r a , pero en la década siguiente

habrían de redefinirse las r e l a c i o n e s de p o d e r de modo, a la

postre, irreversible.

A partir de 1942, la a l i a n z a entre el gobierno de Rafael

Ángel Calderón G uardiay el m o v i m i e n t o obrero dirigido por el

P a r t i d o C o m u n i s t a , con a p o y o inicial de la I g l e s i a p a r a impul¬

sar las r e f o r m a s s o c i a l e s , condujo a un debilitamiento mucho

m a y o r del c o n t r o l d e l a é l i t e c a f e t a l e r a s o b r e e l E s t a d o . A u n q u e

el bando apoyado por los i n t e r e s e s a g r o e x p o r t a d o r e s t r i u n f ó en

la g u e r r a civil de 1948 y h u b o p e r s e c u c i ó n c o n t r a o r g a n i z a c i o ¬

nes y personas v i n c u l a d a s al r é g i m e n "caldero-comunista", la

Junta de Gobierno presidida por José Figueres mantuvo la

v i g e n c i a de las r e f o r m a s s o c i a l e s e i m p u s o o t r a s m e d i d a s acor¬

d e s c o n e l p r o g r a m a s o c i a l d e m ó c r a t a d e i n t e r v e n c i o n i s m o es¬

tatal, en particular la n a c i o n a l i z a c i ó n b a n c a r i a . Pese al retorno

posterior de representantes políticos de la élite cafetalera a

posiciones relevantes, ya no lograrían monopolizar el ejercicio

del poder. Si en las tres d é c a d a s a n t e r i o r e s a 1950 l o s s e c t o r e s

95. En lo concerniente al sesgo urbano y la captación de recur-


sos del sector agroexportador para aplicarlos al fomento de
la industrialización a partir de la "revolución" de 1948,
Cf.Trujillü y Menjívar 1978.

208
popiilares habían logrado incidir en p o l í t i c a s g u b e r n a m e n t a l e s ,
los sectores medios rurales y urbanos accedían a partir de
e n t o n c e s a c u o t a s de poder significativas. Paralelamente, el
m e j o r a m i e n t o d e l s i s t e m a e l e c t o r a l , e l v o t o f e m e n i n o y l a abo¬
lición del ejército r e p l a n t e a b a n las condiciones de funciona¬
miento del sistema político costarricense. Mientras la
conducción de la opinión pública adquiría cada vez mayor
i m p o r t a n c i a y r e f i n a m i e n t o c o m o m e d i o de control social en
C o s t a R i c a , l o s m e c a n i s m o s a b i e r t a m e n t e r e p r e s i v o s , sin desa¬
parecer, pasaban a un discreto segundo plano.

Así, e n c o n t r a m o s que las m e d i d a s reformistas y moderni¬


zantes, que se dieron en ambos países durante el período
a n a l i z a d o , s e d e s a r r o l l a r o n bajo c o n d i c i o n e s s o c i o p o l í t i c a s m u y
d i s t i n t a s en lo c o n c e r n i e n t e a la b a s e social del s i s t e m a p o l í t i c o ,
a la v i g e n c i a de m e c a n i s m o s p o l í t i c o - e l e c t o r a l e s y a las posibi¬
l i d a d e s de i n t r o d u c i r ajustes en las r e l a c i o n e s de poder. A este
respecto, hay un claro c o n t r a s t e entre el " e x c l u s i o n i s m o " salva-
d o r e ñ o d u r a n t e el p e r í o d o a n a l i z a d o y el " i n c l u s i o n i s m o " del
caso costarricense. En particular, destaca el distinto modo de
e n f r e n t a r las c o n f i i c t i v i d a d e s social-agrarias, esto es, el peso
r e l a t i v o de las m e d i d a s r e p r e s i v a s o de la n e g o c i a c i ó n institu¬
cional, del control c o e r c i t i v o o de la creación de "consensos"
reales o a p a r e n t e s . Ello nos refiere, en lo i n m e d i a t o , al papel de
los m ü i t a r e s y de los forjadores de o p i n i ó n pública, pero t a m b i é n
a la redefinición de las funciones del Estado respecto a los
d i s t i n t o s sectores de la sociedad. En la sección final se r e t o m a r á
este último aspecto en lo concerniente al universo cafetalero.

G R E M I O S E I N S T I T U C I O N E S

P o d e m o s r e f e r i m o s a h o r a , p a r a c o n c l u i r e s t e a n á l i s i s com¬

parado, a los procesos normativos e i n s t i t u c i o n a l e s que se

refieren d i r e c t a m e n t e al sector cafetalero, en las d é c a d a s de

1930 y 1940.

209
En l ó s a n o s i n m e d i a t a m e n t e p o s t e r i o r e s a la f u e r t e baja de

p r e c i o s del café, q u e llegó a su s i m a en 1932 en el c o n t e x t o de

la crisis e c o n ó m i c a internacional, hay a p r i m e r a vista a l g u n a s

s e m e j a n z a s e n t r e a m b o s p a í s e s en c u a n t o a las p o l í t i c a s oficia¬

les h a c i a e l s e c t o r c a f e t a l e r o . Sin e m b a r g o , s u c o n t e n i d o s o c i a l

fue bien d i s t i n t o , c o m o c o n s e c u e n c i a d e las h o n d a s d i f e r e n c i a s

en c u a n t o al d e s a r r o l l o de las r e l a c i o n e s de p o d e r en e s o s £iños.

Así, por ejemplo, los gobiernos de ambos países decretaron

m o r a t o r i a s d e l a s d e u d a s a fin d e e v i t a r u n a g e n e r a l i z a c i ó n d e

las quiebras. T a m b i é n se crearon i n s t i t u c i o n e s y a s o c i a c i o n e s

o r i e n t a d a s a la " d e f e n s a del café"y a m i t i g a r los e f e c t o s de la

crisis en ese sector. I n c l u s o se e j e c u t a r o n p r o g r a m a s de c o m p r a

y redistribución de tierras para aliviar la creciente presión

sobre las m i s m a s . Sin e m b a r g o , un análisis más detenido de

tales m e d i d a s en c u a n t o a su s e n t i d o social y d e s e n l a c e r e v e l a

profundas divergencias que resultaban tanto del d i v e r s o con¬

texto sociopolítico de uno u otro país, c o m o de las r e l a c i o n e s

social-agrarias en áreas cafetaleras y en la s o c i e d a d rural c o m o

un todo.

En lo c o n c e r n i e n t e a las r e l a c i o n e s entre c a f i c u l t o r e s no

beneficiadores y el o l i g o p s o n i o de b e n e f i c i a d o r e s / e x p o r t a d o r e s ,

es claro que había en a m b o s países un conflicto de i n t e r e s e s , y

que e l peso m a y o r d e l a c r i s i s fue t r a s l a d a d o h a c i a l o s p r i m e r o s .

Para El Salvador, Marroquin afirma que "los p e q u e ñ o s y me¬

dianos productores sufrieron la explotación de la compleja red

de intermediarios que satura la producción cafetaleray tuvie¬

ron que v e n d e r sus c o s e c h a s a p r e c i o s rebajados en un s e t e n t a

a o c h e n t a por c i e n t o . " ^ Según el mismo autor, los finqueros

rebajaron al m í n i m o los s a l a r i o s , y a l g u n o s d e c i d i e r o n no con¬

tratar cortadores para la cosecha de 1930, con la intención de

m i n i m i z a r sus f)érdidas m o n e t a r i a s . ^ Si bien la i n s u r r e c c i ó n de

1932 no puede explicarse simplistamente en función de los

efectos sociales de la crisis, tampoco se c o m p r e n d e al m a r g e n

de ellos.

96. Marroquin p 122. 1977.

97. Marroquin. p. 122. 1977.

210
En Costa Rica, t a m b i é n se rebajaron d u r a n t e la crisis los
p r e c i o s a q u e se r e c i b í a el café y los s a l a r i o s de los t r a b a j a d o r e s ,
h u b o d e s e m p l e o y s u b e m p l e o , y a l g u n o s b e n e f i c i a d o r e s s e ne¬
garon a recibir café. P e r o si en El S a l v a d o r tales r e l a c i o n e s
quedaron básicamente al a r b i t r i o de la " m a n o i n v i s i b l e " del
m e r c a d o , e n C o s t a R i c a g e n e r a r o n p r o c e s o s rei v i n d i c a t i v o s q u e
c o n d u j e r o n , a su vez, a u n a m a y o r i n t e r v e n c i ó n r e g u l a d o r a del
E s t a d o . A l ser c a n a l i z a d a s i n s t i t u c i o n a l m e n t e , f o r t a l e c i e r o n los
m e c a n i s m o s de inclusión política, a la vez que se m o d e r ó el
i m p a c t o transferido de la crisis.

El contraste e n t r e a m b o s casos p u e d e e j e m p l i f i c a r s e con la


c o n s t i t u c i ó n de las r e s p e c t i v a s e n t i d a d e s r e p r e s e n t a t i v a s del
sector cafetalero. En particular, ello se refiere a la A s o c i a c i ó n
C a f e t a l e r a de El S a l v a d o r y al I n s t i t u t o de D e f e n s a del Café de
C o s t a Rica. Sus d i f e r e n c i a s son e l o c u e n t e s no sólo por el distin¬
to origen y o r g a n i z a c i ó n de cada entidad, sino por la relación
e s t a b l e c i d a , por su i n t e r m e d i o , entre el " g r e m i o c a f e t a l e r o " y el
Estado.
La Asociación Cafetalera de El Salvador, que originalmen¬
t e s e d e n o m i n ó S o c i e d a d d e D e f e n s a del C a f é , fue c o n s t i t u i d a
c o m o e n t i d a d p r i v a d a p o r "un g r u p o d e p r o d u c t o r e s d e c a f é " a
f i n e s d e 1 9 2 9 , g r u p o a l c u a l s e a d h i r i ó t r e s s e m a n a s d e s p u é s "la
u n i v e r s a l i d a d d e los p r i n c i p a l e s p r o d u c t o r e s del país". Era,
pues, una asociación de caficultores, constituida y conducida
por los "principales", aunque su m e m b r e c í a debía incluir a
"todos los p r o d u c t o r e s de café de El Salvador". Los d e l e g a d o s a
l a A s a m b l e a G e n e r a l , q u e d e b í a n ser a l f a b e t o s , d e s i g n a b a n l a
Junta de Gobierno de la Asociación.
P e s e a su c a r á c t e r p r i v a d o , la e n t i d a d c o n t a b a con finan-
c i a m i e n t o d e l E s t a d o , c o n c r e t a m e n t e "el p r o d u c t o q u e s e r e c a u ¬
da del i m p u e s t o fiscal en favor de la A s o c i a c i ó n , d e s t i n a d o a la
misma a virtud del artículo segundo del decreto del Poder
Ejecutivo de 11 de enero de 1930."'*' A u n q u e d i c h o i n g r e s o s e

98. Estatutos de la Asociación Cafetalera de El Salvador, en


Acns. p. 522. Noviembre de 19H6a.

99 Estatutos de la A s o c i a c i ó n C a f e t a l e r a de El S a l v a d o r , artí¬
culo 25, e n MKS. p. 530. Noviembre de 1936a.

211
vería amenazado temporalmente, en 1933 h a b í a r e c u p e r a d o "la

renta de $0.05 oro por cada 100 k i l o s d e c a f é q u e s e e x p o r t e ,

que le correspondían anteriormente"/**Lafimción principal de

la Asociación Cafetalera, según sus E s t a t u t o s , era velar por los

"intereses generales de los p r o d u c t o r e s de café de El S a l v a d o r " .

Adicionalmente, por la r e f o r m a d a "Ley de D e f e n s a del Café"

f i r m a d a por Maximiliano Hernández Martínez en 1934, la

Asociación asumió las funciones de la C o m i s i ó n de D e f e n s a del

Café S a l v a d o r e ñ o , entre las cuales se c o n t a b a n :

o "sugerir al S u p r e m o Gobierno la orientación g e n e r a l que

c o n v e n g a a d o p t a r con r e s p e c t o a la i n d u s t r i a del café"

° " R e g l a m e n t a r y controlar las p e s a s y m e d i d a s . . . "

° " T o m a r en a r r e n d a m i e n t o beneficios de café..."

,101

"Organizar... una Oficina Central de Ventas'

Se trataba, entonces, de una asociación p r i v a d a de caficul-

tores, fundada y dirigida por los "principales", que asumía

fimciones paraestatales. A d e m á s , " c o m o r e p r e s e n t a n t e del gre¬

mio de agricultores, se declara dicha Asociación "Fundación de

Utiüdad Pública".

Sin d u d a , las funciones de la A s o c i a c i ó n C a f e t a l e r a de El

S a l v a d o r y su relación con las esferas del p o d e r p o l í t i c o , aun

bajo la d i c t a d u r a de Hernández M a r t í n e z o p r e c i s a m e n t e bajo

ella, se ajustan c a b a l m e n t e a la feliz expresión a c u ñ a d a por

Salvador Kalmanovitz para la Federación de Cafeteros de

C o l o m b i a , a saber: "un E s t a d o p r i v a d o d e n t r o de un E s t a d o no

muy público".'"^

En lo c o n c e r n i e n t e a las r e l a c i o n e s sociales en g e n e r a l , la

Asociación Cafetalera se proponía, hacia 1936, "evitar la funes-

100. " L e y de defensa del Café", artículo 6, en ACES p. 534. No-


viembre de 1936b.

101. "Ley de Defensa del Café", artículo 4, en ACES. p. 533. No¬


viembre de 1936b.

102. " L e y de Defensa del Café", artículo 7.

103. K a l m a n o v i t z . p. 348. 1988.

212
ta lucha de clases que no hay razón para que exista entre
nosotros. Si se logra que en vez de m u c h a s leyes de trabajo
hubiera entre nosotros comprensión mutua (...) se tendría la
mejor base para asegurar la a r m o n í a social."'"* Ello, precisa¬
m e n t e , e n u n a s o c i e d a d a g r a r i a a l t a m e n t e p o l a r i z a d a , s i n có¬
digo de trabajo, y donde la lucha de clases se v e n t i l a b a m e d i a n t e
el r e c l u t a m i e n t o coercitivo de peones e n d e u d a d o s y la represión
m a s i v a de la protesta social.

T r a s la caída de Martínez, la apertura política afectaría


t a m b i é n a la propia A s o c i a c i ó n Cafetalera, por cuyo control se
dio una fuerte pugna. E n t r e agosto y setiembre de 1944, bajo
" c i r c u n s t a n c i a s d e t o d o s c o n o c i d a s " q u e i m p i d i e r o n l a circula¬
ción de su ó r g a n o de expresión y tras "discusiones que t o m a r o n
caracteres im tanto alarmantes", la nueva Directiva postulaba
u n a r u p t u r a r a d i c a l con los l i n c a m i e n t o s a n t e r i o r e s de la Aso¬
ciación. Así, en su editorial, agradecía:

"Ese noble pueblo que sabe dar un repudio a toda tira¬


nía se opuso a b i e r t a m e n t e a las a m b i c i o n e s de quienes,
desde altos puestos en instituciones de orden económico,
pretendieron imponer el despotismo de la oligarquía, que
es despotismo m á s piernicioso que ojos h u m a n o s cono¬
cen, d e s d e l u e g o que los o l i g a r c a s buscan aparejar al poder
d e l o r o , e l p o d e r p o l í t i c o , p a r a con los d o s , e s t a b l e c e r siste¬
mas efectivos e i n h u m a n o s de explotación de las m a s a s
trabajadoras."'"*

Aunque posteriormente habría más de una regresión al


respecto y no se concretarían durante el período mayores
redefmicionesenlas relaciones social-agrarias, el contrapunto
refleja el papel crucial de la A s o c i a c i ó n C a f e t a l e r a en las p u g n a s
por el poder en El Salvador, d u r a n t e ese período.

Al igual que en El Salvador, existía en Costa Rica hacia


1930 u n a A s o c i a c i ó n N a c i o n a l d e C a f e t a l e r o s . U n a d e l a s pro¬
puestas iniciales para regular, sin intervención d i r e c t a del

104.ACf.s p. 4btt O c t u b r e de 1936

105. ACKS p. 4tt7. Agosto y setiembre de 1944.

213
Estado, las relaciones entre p r o d u c t o r e s y b e n e f i c i a d o r e s , asig¬

naba un papel decisivo a la p r o p i a A s o c i a c i ó n , v.g. en lo r e l a t i v o

al cálculo de los gastos de procesamiento, ensacado, trans-


1 Ot)

porte, etc.
C o m o resultado de la p u g n a entre los dos s e c t o r e s indica¬

dos, llegarían a diferenciarse n í t i d a m e n t e los i n t e r e s e s de c a d a

sectory la respectiva representación gremial, unos en la Cáma¬

ra de C a f e t a l e r o s , y los otros en la A s o c i a c i ó n de P r o d u c t o r e s

de Café. A inicios d e e s a m i s m a década, c o m o y a se explicó, los

pequeñosy medianos caficultores r e p r e s e n t a d o s en esta última

presionaban por regulaciones que m e j o r a s e n las c o n d i c i o n e s d e

su relación m e r c a n t i l y c r e d i t i c i a con el "trust" de los beneficia¬

dores, lo cual suponía una i n t e r v e n c i ó n estatal en su favor.

En el contexto de la crisis económica internacional, la

fuerte baja de los precios del café y la exacerbación de los

conflictos entre p r o d u c t o r e s y b e n e f i c i a d o r e s , se aprobó la "Ley

de Creación del Instituto de D e f e n s a del Café de Costa Rica"

( I D C C R ) . A d i f e r e n c i a del caso s a l v a d o r e ñ o , se t r a t a b a de una

institución estatal, c r e a d a por el C o n g r e s o y con p a r t i d a en el

presupuesto general de la República, a d e m á s de rent£is especí¬

ficas. El EDCCR d e b í a , a s i m i s m o , i n f o r m a r a n u a l m e n t e al Con¬

greso sobre sus labores. La Junta D i r e c t i v a del Instituto la

formaban el Secretario de Agricultura, dos r e p r e s e n t a n t e s de

los b e n e f i c i a d o r e s y dos de los p r o d u c t o r e s , n o m b r a d o s por el

P o d e r E j e c u t i v o de listas p r e s e n t a d a s por las r e s p e c t i v a s aso¬

ciaciones g r e m i a l e s .

El objeto del IDCCR era " i n t e r v e n i r en t o d o s los a s p e c t o s del

negocio de café, d e s d e su cultivo h a s t a la r e a l i z a c i ó n del pro¬

ducto, f a v o r e c i e n d o en t o d a f o r m a , y sin e x c e p c i ó n , a la s per¬

sonas que se dediquen a esas labores."'"' Entre sus funciones

106. J i m é n e z , p 283 1935. El texto original de la propuesta de


Manuel F. Jiménez, quien sería luego Director del Instituto
de Defensa del Café, a la Asociación, fue publicado en La
Tribuna el 11 de mayo de 1930.

107. I D C C R p. 88. Noviembre de 1934a. Las referencias a la fun¬


dación del lUUCR se refieren a esta Ley y a su Reglamenta-
ción, publicada en IDCCR. pp. 91-92. Noviembre de 1934b.

2 14
se c o n t a b a n v a r i a s d i r i g i d a s al m e n o s p a r c i a l m e n t e a los pro¬

ductores directos, tanto independientes como asalariados:

" s i s t e m a s de crédito m á s a d e c u a d o s p a r a la p r o s p e r i d a d del


n e g o c i o , p r o c u r a n d o r e c u r s o s al a g r i c u l t o r a bajos t i p o s de
interés"

° "difusión t é c n i c a para el m e j o r a m i e n t o de los c u l t i v o s "

° "interesarse por el standard de vida del trabajador


rural y por mejorar sus c o n d i c i o n e s de s u b s i s t e n c i a y de
habitación"

Incluía, t a m b i é n , o t r a s d i s p o s i c i o n e s d i r i g i d a s a los benefi¬


c i a d o r e s o de interés g e n e r a l . M á s que un claro sesgo a favor de
uno u otro sector, interesa destacar la relativa independencia
del EDCCR r e s p e c t o d e l o s g r e m i o s , bajo e l s u p u e s t o d e n o r m a r
y s u p e r v i s a r l a s r e l a c i o n e s e n t r e sus r e p r e s e n t a d o s , sin intro¬
ducir t r a n s f o r m a c i o n e s fundamentales.

Pocos meses después, otra ley reguló específicamente


las r e l a c i o n e s entre p r o d u c t o r e s y b e n e f i c i a d o r e s . E n varios
aspectos relativos al beneficiado y c o m e r c i a l i z a c i ó n exterior, la
Ley original reflejaba los intereses de quienes controlaban
d i c h a s fases del n e g o c i o c a f e t a l e r o , y la e n m i e n d a d e v o l v i ó a los
b e n e f i c i a d o r e s la i n i c i a t i v a en la fijación de z o n a s con p r e c i o s
d i f e r e n c i a l e s . Sin e m b a r g o , se e s t a b l e c í a n c l a r o s l í m i t e s a las
d e d u c c i o n e s , i n t e r e s e s y u t i l i d a d e s del b e n e f i c i a d o r , y se regu¬
laban las condiciones de pago. La Jimta de Liquidaciones
n o m b r a d a y c o n t r o l a d a por el m c C R ejercía una fiscalización
estricta, se fortalecía al Banco Internacional de Costa Rica
como institución c r e d i t i c i a para el sector, y se establecía la
irrenunciabilidad de los derechos y obligaciones fijadas por
dicha Ley.

Por vía l e g i s l a t i v a e institucional, el E s t a d o costarricense


asumía, por consiguiente, un papel mediador o al m e n o s me-
diatizador en los conflictos de interés entre productores y

108. L a ley de agosto de 1933 se publicó en lüCCK. pp. 285-287.


E n e r o de 1935.; las r e f o r m a s d e n o v i e m b r e d e 1933 e n I D C C R .
pp. 186-190. D i c i e m b r e de 1934.

215
beneficiadores, que efectivamente perdieron explosividad en

los años siguientes aun c u a n d o no se r e d e f i n i e s e n r a d i c a l m e n t e

sus relaciones. P o s t e r i o r m e n t e , el crédito estatal subsidiado y

el f o m e n t o a las c o o p e r a t i v a s de caficultores incidirían tam¬

bién en las r e l a c i o n e s e n t r e los b e n e f i c i a d o r e s y sus " c l i e n t e s "

costarricenses.

V e m o s , pues, que en las m e d i d a s c o n c e r n i e n t e s al sector

cafetalero de El Salvador privó, durante el período analizado,

la expresión m á s o m e n o s directa de intereses g r e m i a l e s , equi¬

p a r a d o s en lo f u n d a m e n t a l a a q u é l l o s de los " p r í n c i p a l e s pro¬

ductores". E n C o s t a R i c a , sin q u e s e i n v i r t i e s e n los t é r m i n o s d e

la i n t e r a c c i ó n s o c i o e c o n ó m i c a y s o c i o p o l í t i c a e n t r e é s t o s y los

productores directos, h u b o c i e r t o g r a d o de m e d i a t i z a c i ó n insti¬

tucional de los aspectos m á s conflictivos de su relación.

La acción i n s t i t u c i o n a l del Estado salvadoreño, desde el

clientelismo martinista hasta las "reformas con represión",

continuó sirviendo de m o d o m á s o m e n o s directo a los i n t e r e s e s

de la élite cafetalera. En Costa Rica, las e n t i d a d e s del sector

reflejaron la redistribución g r a d u a l de c u o t a s de p o d e r s o c i o p o -

lítico en una sociedad c a r a c t e r i z a d a por la a d o p c i ó n de refor¬

mas moderadas para evitar transformaciones mayores.

Al concluir, c o n v i e n e situar los casos c o s t a r r i c e n s e y salva¬

doreño en un contexto m á s a m p l i o en lo c o n c e r n i e n t e no sólo a

la t e n e n c i a de la tierra y las r e l a c i o n e s s o c i a l - a g r a r i a s , sino

también al peso político de la élite cafetalera. Así, por e j e m p l o ,

siguiendo a Paige,'"^ e n c o n t r a m o s que la c o n c e n t r a c i ó n de la

propiedad cafetalera en El Salvador hacia el final del p e r í o d o

era significativa, pero mucho menor que la de Guatemala, y

equivalente a la de Nicaragua. Costa Rica era, según dicho

análisis, el país c e n t r o a m e r i c a n o con m e n o r c o n c e n t r a c i ó n de

la tierra cafetalera, pero también aquí había una clara polari¬

z a c i ó n e n t r e n u m e r o s a s p e q u e ñ a s u n i d a d e s p r o d u c t i v a s y ha¬

ciendas que, en p r o m e d i o , tenían e x t e n s i o n e s similares a las

salvadoreñas. En c u a n t o a la c o n c e n t r a c i ó n de la p r o d u c c i ó n

cafetalera. El Salvador también ocupaba una situación inter-

109.Paige. pp. 157-164. 19H7.

2 16
m e d i a , pues era superior a Costa Rica pero inferior a ios otros
dos países.

P a r a c o m p r e n d e r e l p a p e l d e las r e s p e c t i v a s é l i t e s cafeta¬
leras en estas sociedades es necesario considerar factores tales
como la eficiencia e c o n ó m i c a de las h a c i e n d a s y el g r a d o de
especialización caficultora de la economía nacional. En ambos
casos, El Salvador ocupa una posición de primacía en la región.
Sin embargo, del análisis s o c i o e c o n ó m i c o de Paige sobre la
mayor rentabilidad y capacidad financiera de los h a c e n d a d o s
salvadoreños, no debemos extraer conclusiones que expliquen
m e c á n i c a m e n t e l a f o r m a e n q u e fue e j e r c i d o e l p o d e r por esa
é l i t e , p u e s e l m o d o d e d o m i n a c i ó n s o c i o p o l í t i c a allí fue s e m e ¬
j a n t e , en ese p e r í o d o , a países con e s t r u c t u r a s p r o d u c t i v a s m u y
d i s t i n t a s . C o m o e n e l c a s o c o s t a r r i c e n s e , r e s u l t ó d e u n a diná¬
mica interactiva entre fuerzas sociales organizadas, en un
contexto c o n d i c i o n a d o t a n t o por factores e x t e m o s que incidie¬
ron sobre toda la región, c o m o por las h e r e n c i a s e c o n ó m i c a s ,
p o l í t i c a s y c u l t u r a l e s del p e r í o d o colonial, con su p r o l o n g a c i ó n
post-independentista, y el período de expansión cafetalera,
cuyo primer ciclo extensivo llegaba a su fin. Los diversos
s i g n i f i c a d o s s o c i a l e s d e l c a f é s e c o n s t r u y e r o n s o b r e b a s e s obje¬
t i v a s e n c u a n t o a l a o r g a n i z a c i ó n s o c i a l d e l a p r o d u c c i ó n cafe¬
talera, la t e n e n c i a de la tierra y las relaciones social-agrarias
en general. P e r o sus especificidades, el m o d o en que se expre¬
s a r o n los c o n f l i c t o s de clase o de o t r a í n d o l e , y el d e r r o t e r o
sociopolítico de cada una de estas sociedades resultaron de
i n t e r a c c i o n e s d i n á m i c a s , a l i a n z a s y c o n f r o n t a c i o n e s e n t r e ac¬
tores sociales colectivos, cuyo desenlace no estaba en modo
alguno predeterminado.

E s p e r a m o s que el análisis presentado permita enriquecer


l a c o m p r e n s i ó n d e l a c o n n o t a c i ó n s o c i a l d e e s t a a c t i v i d a d eco¬
n ó m i c a en uno y otro caso, evitar la sobresimplificación de los
contrastes entre a m b o s en cuanto a la concentración de la
tierray de su p r o d u c c i ó n y g e n e r a r discusión sobre la divergen¬
cia entre los modos de ejercicio del poder por parte de las
r e s p e c t i v a s é l i t e s c a f e t a l e r a s así c o m o e l p a p e l h i s t ó r i c o d e los
p r o d u c t o r e s directos en el c a m b i o social.

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225
EL I M P A C T O DEL CAFÉ EN LAS
T I E R R A S DE LAS
COMUNIDADES INDÍGENAS:
GUATEMALA, 1870-1930

David McCreery

"(Los indios) siempre tienen pretensiones y desconfían


hasta de su sombra".'

Cuando uno piensa en ia historia de las tierras de las


s o c i e d a d e s c a m p e s i n a s i n d í g e n a s g u a t e m a l t e c a s , en el altipla¬
no occidental y la A l t a V e r a p a z , hay que decir que ha habido
i m a tendencia real, a u n q u e a v e c e s callada y vaga, a contrastar
el p r e s e n t e , complejo y a n g u s t i o s o , -y que se piensa c o m o un
r e s u l t a d o básico de la R e f o r m a de la d é c a d a de 1870 y de la
p r o d u c c i ó n c o m e r c i a l del c a f é - , con la visión de un p a s a d o en
el cual había suficiente tierra disponible p a r a t o d o s bajo la
b e n i g n a p r o t e c c i ó n d e l a " c o m u n i d a d " . ^ L a s i n v e s t i g a c i o n e s , sin

1. Archivo General de Centro América-Sección de Tierras ( A G


CA S T ) , D e p a r t a m e n t o de Solóla, legajo 31/expediente 6 .

2. J. M. García Laguardia. La Reforma Liberal. Guatemala,


1972; David McCreery. Desarrollo económico y política na-
cional: el Mmisterio de Fomento de Guatemala. 1871-1885.
Guatemala, 1981; Augusto Avila Cazali. "El desarrollo del
cultivo del café y su influencia en el régimen de trabajo
agrícola, 187 1-1885," I Congreso Centroamericano de Histo-
ria demográfica, económicay social, San José, Costa Rica,
1973, y Roberto Díaz Castillo. Legislación económica de
Guatemala durante la reforma liberal. Guatemala, 1973.

3. On change and the perception of change see, entre otros


autores Charles Wagley.T/ie Economics of Guatemalan Vi-
llage. American Anthropological Association Memoir #58,

227
embargo, han revelado que la realidad h i s t ó r i c a fue b a s t a n t e

diferente. Al m e n o s desde la conquista las s o c i e d a d e s y econo-

mías indígenas han sido afectadas por un gran número y

v a r i e d a d de clasificacionesy usos del s u e l o , y por u n a d i v e r s i d a d

de reclamos sobre la tierra, con base en d i s t i n t a s i n t e r p r e t a c i o ¬

nes sobre su tenenciay usos, y s a c u d i d a s por c o n f l i c t o s i n t e r n o s

y e x t e r n o s . A pesar de t o d o esto, es claro q u e el i m p a c t o de la

R e f o r m a fue e n o r m e y sin p r e c e d e n t e s . Con esto en m e n t e , este

ensayo pretende examinar lo que las distintas comunidades

e x p e r i m e n t a r o n en c o m ú n c o m o r e s u l t a d o de los c a m b i o s que

ocurrieron en la Guatemala rural entre 1870 y 1920. Los

i n t e n t o s d e g e n e r a l i z a c i ó n , sin e m b a r g o , d e b e n i r p a r a l e l o s c o n

la apreciación de que la historia de cada pueblo es el r e s u l t a d o

de la interacción entre su peculiar situación histórica y ecoló¬

gica, la lucha de clasesy la lucha inter-étnica d e n t r o y entre las

m i s m a s c o m u n i d a d e s , así c o m o l o s c o n f l i c t o s q u e p u s i e r o n a l o s

pueblos en contra de la agricultura comercial de exportación

que el Estado controló. Lo común no puede ni debe opacar lo

particular.

Es probablemente imposible saber el significado real que

tenía la tierra para la población indígena en la G u a t e m a l a del

siglo XIX. Para intentar entenderlo habría que a b a n d o n a r tanto

el i d i o m a e s p a ñ o l o i n g l é s d e b i d o a los p a t r o n e s y e s t r u c t u r a s

c o n c e p t u a l e s q u e ellos i m p l i c a n , y p o d e r así a p r o x i m a r n o s al

t e m a desde el punto de v i s t a de los i n d í g e n a s . P e r o en las p o c a s

o c a s i o n e s en que los i n d í g e n a s se m a n i f e s t a r o n con p e t i c i o n e s

en las que m a n i f e s t a r o n por qué q u e r í a n la tierra, los indios lo

hicieron en contextos muy específicos y tomando prestados

t é r m i n o s de la ley e s p a ñ o l a , y en un l e n g u a j e con el cual a p e n a s

si tenían familiaridad. Dicho de otra manera, la necesidad de

1941. 61-63; Ruth Bunzel. C/ití;/iicasíí;nan¿?o. Seattle, 1952,


16-17; Waldemar Smith. The Fiesta System and Economic
Change. New York, 1977, 164-5, y Kay Warren. The Symbo-
lism of Subordination. Austm, 1978, 146-7.

4. Shelton Davis, "Land of Our Ancestors: A Study of Land


Tenure and Inheritance in the Highland of Guatemala",
Ph.D. Disertación, Universidad de Harvard, 2-3 y cap.iii.

228
la t i e r r a era algo e v i d e n t e por si m i s m a ; la tierra significaba
todo, y u n a "sed insaciable d e t e r r e n o s " * fue u n a c o n s t a n t e
característica de la vida en comunidad. L o s h a b i t a n t e s de los
p u e b l o s c o n c e p t u a h z a b a n l a t i e r r a , i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e ser
im medio de producción, en términos de círculos concéntrícos."
En el corazón se ubicaba la tierra obtenida d i r e c t a m e n t e de la
" p a r c i a ü d a d " ( p a t r i c l a n ) ^ E s t a s " t i e r r a s d e l o s a n c e s t r o s " * te¬
nían un significado mayor que el económico:

"El pedazo de tierra que el hombre ha recibido de sus


ancestros es sagrado; ahí hay un santuario, donde las
o f r e n d a s son h e c h a s ; es un lugar d o n d e uno puede entrar
e n c o n t a c t o c o n l o s o b r e n a t u r a l . . .'"^

P e r d e r c o n t a c t o con esto p o d r í a ser d e s a s t r o s o . A d e m á s , y


aún en ausencia evidente de escasez de tierra, el padre, como
m i e m b r o del clan p a t r i l i n e a l c e r c a n o a los a n c e s t r o s y el prín-
cipal i n t e r m e d i a r i o con lo s o b r e n a t u r a l , con un i n m e n s o poder,
decidía quién o quiénes debían utilizar la t i e r r a y bajo qué
condiciones, requiriendo además, y generalmente obteniendo,
el s o m e t i m i e n t o de los h o m b r e s j ó v e n e s . P e r o si un i n d i v i d u o
p e r d í a el a c c e s o a las t i e r r a s del clan p o d í a s o b r e v i v i r y s e g u i r
siendo parte de la comunidad, en tanto t u v i e r a acceso a la tierra
de los ejidos o del c o m ú n . Estas tierras constituían el s e g u n d o
círculo. Con ellas el h o m b r e podía garantizarse el progreso en
términos de su posición social y e c o n ó m i c a ; podía casarse,
convertirse en a d u l t o y p a r t i c i p a r en la vida política de su
pueblo y en los oficios religiosos, aún cuando no pudiera tener
s e g u r i d a d en sus r e l a c i o n e s con sus a n c e s t r o s . C u a n d o la esca-

5. A G C V - S T , Huehuetenango, 21/10.

6. Falla Ricardo, esp. Quiche Rebelde. Guatemala, 1980, 280.

7 H i l l y M o n a g h a n e n c o n t r a r o n r a s t r o s en al menos u n a comu¬
nidad de un grupo intermedio, el amaq' es aún estudiado
por: Robert HiU y John Monaghan. Continuities in High-
land Sucial Organization: Ethnohistory in Sacapulas, Gua¬
temala. Filadelpia, 1987.

Davis. "Land", 28 y cap.ii

Bunzel, Chichicastenango, 17

229
sez d e tierra e m p e z ó a a g u d i z a r s e d e n t r o del c o m ú n d e a l g u n o s

p u e b l o s , l u e g o del c a m b i o d e siglo,la s o b r e v i v e n c i a del i n d í g e n a ,

no sólo como un participante activo en la v i d a del clan sino

también como un miembro de la gran comunidad afectó cada

vez m á s las tierras p a t r i l i n e a l e s . La economía reforzó l a reli¬

gión. Las tierras ancestrales fueron la única s e g u r i d a d en un

m u n d o de escasa disponibilidad fundiaria y hubo que garanti¬

zar y proteger el acceso aunque fuera a una pequeñísima

parcela para las n u e v a s g e n e r a c i o n e s . Esta situación fortaleció

el poder paterno y aumentó en mucho las tensiones entre

p a d r e s e h i j o s y d e h e r m a n o s e n t r e sí. A ú n e l a c c e s o a l a s t i e r r a s

cáhdasoalasquetradicionalmente quedaban fuera del común,

y que constituyen el tercer círculo, no r e s o l v i e r o n el p r o b l e m a

de la c o n t i n u i d a d en la p a r t i c i p a c i ó n del i n d í g e n a en la v i d a de

la comunidad. Esta siempre exigía la posesión de alguna tierra

e n las c e r c a n í a s del p u e b l o . Sin v í n c u l o s s ó l i d o s con s u s a n c e s -

t r o s y con su pueblo de origen, el e m i g r a n t e quedaba margina¬

do, r e t o r n a n d o quizás sólo para la fiesta anual. Pronto tendía

a c o n v e r t i r s e en l a d i n o .

En suma, la lucha generacional sobre la tierra, estudiada

a m p l i a m e n t e por los a n t r o p ó l o g o s d e s d e la d é c a d a de 1930,'"

refleja un conflicto que d a t a p r o b a b l e m e n t e de la c o n q u i s t a , y

que se refiere a una c o m u n i d a d f o c a l i z a d a en el contacto con

los ancestros. Pero hubo circunstancias posteriores a 1870 q u e

intensificaron en gran m e d i d a este conflicto. ¿Cuáles fueron

estas circunstancias?

CATEGORÍAS DE LAS
TIERRAS COMUNALES

La Reforma y el impulso para promover la producción

c o m e r c i a l del cafe d e s p u é s de 1871, y p a r t i c u l a r m e n t e el é n f a s i s

liberal en la obtención de títulos registrados y reconocidos

10. Ver por ejemplo, Bunzel. Chich icastenango, 22-3; los patro-
nes de herencia y los conflictos que acarrearon, ver Davis,
"Land", cap.iv vi y Sol Tax. Penny Capiíalism: A Guatema-
lan Indian Economy. Washington, l)C, 1953, 72-80.

230
l e g a l m e n t e , ' ' forzaron a las c o m i m i d a d e s i n d í g e n a s a enfrentar
de una manera más directa que antes la naturaleza de la
propiedad privada de la tierra. Es necesario e x a m i n a r por lo
tanto las diferentes categorías o tipos de tierra t r a d i c i o n a l m e n -
te c o n f u n d i d o s en l o s d o c u m e n t o s y r e f e r e n c i a s bajo el n o m b r e
de "ejidos" o t i e r r a s del " c o m ú n " de los p u e b l o s . En el corazón
de las p o s e s i o n e s de la c o m u n i d a d estaban las propiedades,
d e n o m i n a d a s a finales del siglo XIX c o m o "astillero" o " a s t i l l e r o s "
(en rigor se t r a t a b a de un claro en el b o s q u e ) . G e n e r a l m e n t e el
gobierno municipal controlaba d i r e c t a m e n t e estas áreas, reser-
v á n d o l a s p a r a el uso de pastizales, m a d e r a y agua, aunque en
a l g u n o s casos los p u e b l o s a s i g n a r o n o a l q u i l a r o n p a r c e l a s a los
m á s p o b r e s y c a r e n t e s de tierra de la c o m u n i d a d para que las
cultivasen'^. De manera más amplia, las leyes de la tierra
durante la época de los liberales, en las d é c a d a s de 1820y 1830,
b a s a d a s a su vez en las leyes de la colonia, que habían sobrevi¬
v i d o con p e q u e ñ a s m o d i f i c a c i o n e s , les g a r a n t i z a r o n (a partir de
1821) a t o d a s l a s c o m u n i d a d e s l e g a l m e n t e e s t a b l e c i d a s , inclu¬
y e n d o a las a l d e a s y v i l l a s de l a d i n o s , así c o m o a las de los i n d i o s
y e s p a ñ o l e s un "ejido" de una l e g u a c u a d r a d a , (aproximadamen-
te 383/4 c a b a l l e r í a s ' ^ De hecho, no todos los p u e b l o s la l l e g a r o n

11. P a r a ver las principales leyes de la R e f o r m a r e f e r e n t e s a la


tierra, ver Méndez Montenegro, J.C., ed, "444 años de legis-
lación agraria, 1520-1957", en Revista de la Facultad de
Ciencia Jurídicas y Sociales de Guatemala, Época vr (ene-
ro-Diciembre, 1960): Costa Cuca, 123-4/131-3; redención de
censos, 1 3 3 - 6 / 1 3 7 - 4 1 143; código fiscal, 190-200; ley agra¬
ria, 1894 234ff. Es probable que los antiguos indígenas de
Santa Eulalia recuerden la Reforma como el tiempo de la
"ley de títulos", Davis. "Land" 49.

12 Archivo General de Centro América (\GC.\). Ministerio de


Gobernación ( M G . legajo 2 8 6 6 4 / e x p e d i e n t e 4 3 ( C h i m a l t e n a n -
go); MG 28658&293 (Escuintla); MG 28683/102 (Alta Vera-
paz) Tax, Peny, 57-59; Wagley, Economics, 63; ver t a m b i é n ,
Raymond Stadelman. "Maize Cultiv.ation in Northwestern
Guatemala", Instituto Carnegie de Washington, publicación
# 33. Washington, oc, 1940.

13 Las leyes de la t i e r r a que sobrevivieron del p e r í o d o colonial


• e i n i c i o del p e r í o d o n a c i o n a l h a s t a el final d e U i g l o x i x y más
allá, verlas en A G C A - S T , Huehuetenango 11/10 y 12/2. En el

231
a obtener, o p o r q u e no había tierra d i s p o n i b l e en las p r o x i m i -

d a d e s del p u e b l o o b i e n p o r q u e l o q u e u n a v e z h a b í a n s i d o e j i d o s

ahora asumían otras formas de propiedad. Pero el ideal perma¬

necía, y las c o m u n i d a d e s de forma continua reclamaban sus

tierras, por m e d i o de r e c l a m o s o disputas. La R e f o r m a recono¬

ció el d e r e c h o de la c o m u n i d a d a un ejido, con un marcado

interés en la s o b r e v i v e n c i a de los pueblos como instituciones

operativas, sumado ésto a las diferentes razones que había

tenido el gobierno colonial'^ es así c o m o d e s p u é s de 1871 el

g o b i e r n o decide darles m á s ejidos a los i n n u m e r a b l e s p u e b l o s

que los buscaban y necesitaban. En ningún caso el Estado

despojó de sus ejidos a las c o m u n i d a d e s .

De h e c h o la m a y o r í a de los p u e b l o s i n d í g e n a s del a l t i p l a n o

occidentaly déla Alta Vera paz reclamaron y obtuvieron mucho

más que una legua cuadrada de tierra, cantidad ésta que

normalmente resultaba insuficiente para sostener a toda la

población. A l g u n o s de ellos la o b t u v i e r o n m e d i a n t e u n a c o m p r a

al g o b i e r n o o p r o p i e t a r i o s p r i v a d o s , o r e c u r r i e n d o al p a g o de

u n a composición, ima cuota o multa establecida por el gobierno

colonial para legalizar la propiedad de la tierra de gente que la

había ocupado sin tener títulos legales que garantizaran tal

propiedad.'^ Sin embargo también había muchas tierras sin

siglo XIX en Guatemala una caballería fue escasamente igual


a menos de 112 acres.

14. Para el Estado colonial las comunidades indígenas servían


para obtener una importante cantidad de impuestos, en tan¬
to para los liberales cafetaleros éstas funcionaban primor-
dialmente como productoras y reproductoras de fuerza de
trabajo para la industria de exportación: Wortman, Miles.
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New York, 1982. 14-6; McCreery. "Debt Servitude in Rural
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15. Para ver la composición durante el período colonial, consul¬


tar. De Solano, Francisco. Tierra y Sociedad en el Reino de
Guatemala. Guatemala, 1977. 114-165; por ejemplo de ad¬
quisiciones de tierra bajo los liberales, ver A G C A , M G

28628/37, MG 28644/483, MG 28649/44, MG 28647/181, MG


28699/1031, M G 28665/199, M G 28675/498; A G C A - S T , Amatit-
lán, 1/8, y Totonicapán, 3/7.

232
titulary que eran consideradas por los indios como parte de sus
comunidades: sus "ejidos", en plural. Pero para el Estado éstos
constituían un 'exceso'o 'excedente', que pertenecía a la cate-
goría de terrenos baldíos, de propiedad estatal y sobre los cuales
los pueblos no tenían derechos legales. La población indígena
tradicionalmente reaccionó a ésto argumentando que sin im-
portar la validez de los títulos, la tierra en cuestión era de ellos
j>orel derecho que les daba \acostumbreye\ uso "desde tiempos
inmemoriales."'^ El gobierno central del periodo colonial trató
de forzar a los pueblos, por razones fiscales y para disminuir
los conflictos, a titular legalmente toda la tierra, no tuvo sin
embargo mucho éxito. Junto con los terrenos de propiedad
comunal bien definidos, se traslapaban y mezclaban, tanto en
forma física como conceptual, parcelas que pertenecían a cier-
tos grupos constituidos dentro de la comunidad, como las
parcialidades, aldeasy cofradías. Así por ejemplo, los límites de
las tierras de los ancestros casi nunca fueron establecidos con
claridad, y mientras no hubo escasez de tierras tampoco existió
urgencia alguna para hacer la diferenciación. En forma similar,
las aldeas o cantones, que podían o no basarse en vínculos de
parentesco, tuvieron a veces terrenos específicos que intenta-
ron titular ya sea en conjunto con el resto de la comunidad o en
forma completamente separada. Las cofradías también po-
dían tener propiedades, y aunque algunas perdieron parte de
ellas durante las consolidaciones de las tierras de la Iglesia en
1804- 7y 1873, y en las guerras de las décadas de 1820y 1830^*,
otras se las arreglaron para hacer reclamaciones a nivel local,

16. "Tiempo inmemorial" en la práctica significa treinta años o

más.

17. Ver por ejemplo el caso de Tacana: .\GCA-ST, San Marcos,

20.'3

18 Cabat Geoffrey. " T h e C o n s o l i d a c i ó n o f 1804 i n G u a t e m a l a " ,


en The Americas. Julio, 1971. 20-38, y Molieran, Mary.
Churrhund State in Guatemala. New York, 1948, parte il,
capítulo lll; para ver una lista de la propiedades vendidas
en la d é c a d a de 1870, muchas de las c u a l e s fueron u r b a n a s ,
consultar ACCA, B1156.13908. 88148.

233
aún c u a n d o el e s t a d o no las reconociera. Como resultado de

ésto, el jefe político de Solóla podía informar en 1881 q u e :

"con... l e v a n t a d a i n t e n c i ó n , [el g o b i e r n o ] destruyó las co-

fradías y facilitóla adquisición de [sus] terrenos".

Y una década m á s tarde el cura de Joyabaj podía protestar

p o r q u e los oficiales ladinos locales estaban intentando robar

una hacienda que pertenecía a una cofradía indígena.'*

¿ Q u é fue l o q u e e n r e a l i d a d s e c o n t r a p o n í a e n t r e l a " p r o p i e -

dad privada" y la p r o p i e d a d de la c o m u n i d a d ? Por lo m e n o s hay

tres patrones evidentes. Desde el período colonial, algunos

indios al igual que los e s p a ñ o l e s , l a d i n o s y c a s t a s f u e r o n d u e ñ o s

de propiedades prívadas, en todo el sentido legal español de la

tierra como mercancía que se podía v e n d e r . F u e r o n , e s o sí, m u y

pocos, limitándose a individuos o familias p e r t e n e c i e n t e s a las

élites i n d í g e n a s f a v o r e c i d o s por los e s p a ñ o l e s . * La propiedad

p r i v a d a estuvo en conflicto t a n t o c o n e l ethos d o m i n a n t e de la

tierra como una comunidad o recurso de grupo disponible para

t o d o s los que lo n e c e s i t a n y los p a t r o n e s de p r o d u c c i ó n domi¬

n a n t e s en los pueblos i n d í g e n a s . La f o r m a habitual de uso de

la tierra entre los i n d í g e n a s i m p l i c a b a una r e l a t i v a libertad de

m o v i m i e n t o de los i n d i v i d u o s y de las f a m i l i a s . Hay que notar

que, dentro de la comunidad, ciertos grupos reclamaban el

acceso a terrenos específicos en el conjunto de las tierreis

d e f i n i d a s c o m o del ejido o del c o m ú n y q u e t o d o e s t o se h a c í a

s i g u i e n d o los ciclos de la a g r i c u l t u r a de r o z a y de la g a n a d e r í a

itinerante. Los indios de Santa Eulalia r e c o r d a b a n que en los

años anteriores a 1871, había suficiente tierra c o m o p a r a p o d e r

delimitarla y logrsir el r e c o n o c i m i e n t o g e n e r a l i z a d o de la pose¬

sión, así c o m o del derecho a utilizar una parte de ella en la

19. AGCA, MG 28681/436; Archivo Eclesiástico de Guatemala


( A E G ) , "Cartas", 1893, #181, 2 de j u l i o de 1893.

20. En lo concerniente a la élite indígena, su poder y su riqueza


en un pueblo (Santiago de Atitlán), Cf. Orellana, Sandra.
The. TzutujU Mayas: Continuity and Change, 1250-1630.
Norman, OK, 1984. capítulo 7 y Douglas Madigan. "Santiago
Atitlán: una historia socioeconómica", tesis doctoral de la
Universidad de Pittsburgh, 1976, capítulo 5.

234
"milpa".'" L o s i n g e n i e r o s m i d i e r o n la t i e r r a a finales del siglo
X I X , y a ú n c u a n d o c l a s i f i c a r o n e s t a s m i s m a s á r e a s c o m o "inha¬
bitadas", comentaron sobre los extensosguatales (maleza que
crece cuando la tierra está inactiva) que encontraron en los
a l r e d e d o r e s de los pueblos. Los individuos y las famihas tradi-
c i o n a l m e n t e d i s f r u t a r o n sin ser m o l e s t a d o s del u s o d e l a t i e r r a
que necesitaban. En la m a y o r í a de los casos h e r e d a r o n este uso
a sus d e s c e n d i e n t e s , e incluso llegaron a v e n d e r las mejoras.
Por supuesto, no podían enajenar la tierra misma, ni dentro de
l a c o m u n i d a d y , m u c h o m e n o s , fuera d e ella. Dependiendo de
l a c o s t u m b r e l o c a l , l a d i s t r í b u c i ó n y u s o d e e s t a s t i e r r a s , defi¬
nidas c o m o c o m u n a l e s en un sentido amplio, podían o no estar
s u j e t a s a la i n t e r v e n c i ó n d i r e c t a de los a l c a l d e s del p u e b l o y de
los príncipales, m i e n t r a s que aquellos que la cultivaban o la
usaban para pastoreo estaban obligados o exentos de pagar una
renta.

Bajo c r e c i e n t e p r e s i ó n d e s p u é s d e 1871, las c o m u n i d a d e s


t r a t a r o n cada v e z m á s d e a s e g u r a r s e u n título del E s t a d o , p a r a
todo lo que ellos consideraban como de su propiedad. Cuando
tuvieron éxito, el paso s i g u i e n t e fue t r a z a r l í n e a s o l í m i t e s
alrededor de la comunidad para d i s t i n g u i r s e de los pueblos
v e c i n o s , p e r o d e n t r o de estos l í m i t e s la m a y o r í a de los habitan¬
tes aún no t e n í a n títulos m á s allá de los o b t e n i d o s a t r a v é s de
los m e c a n i s m o s tradicionales. La p é r d i d a de la t i e r r a en com¬
b i n a c i ó n con el i n c r e m e n t o de la población a finales del siglo
X I X e inicios del siglo XX hizo que el acceso a una parcela fuera
cada vez más problemático; por esto m i s m o los r e c l a m o s de
terrenos específicos dentro d e l c o m ú n s e v o l v i e r o n m á s fre¬
c u e n t e s . L a t i e r r a e n sí, m á s q u e l a s m e j o r a s , fue a h o r a o b j e t o
de c o m p r a y v e n t a , pero d e b i d o al costo y a la p r e s u n c i ó n de que
"todos s a b í a n " cuáles eran los h m i t e s de las parcelas, m u c h o s
de los p a r t i c i p a n t e s en tales t r a n s a c c i o n e s no inscribieron sus
t i e r r a s en el R e g i s t r o de la P r o p i e d a d I n m u e b l e abierta por el
gobierno en 1877. La g a r a n t í a de las p r o p i e d a d e s i n d i v i d u a l e s
se a p o y ó en f a c t u r a s o r e c i b o s de c o m p r a así c o m o en t e s t i m o -

'21. DaviB, "Land", 34

235
niosde vecinos o figuras respetadas. Un i n v e s t i g a d o r describió

esta dualidad en un pueblo de las t i e r r a s altas en la d é c a d a de

1930.

"Se c o n f e c c i o n a r o n dos m a p a s y dos t í t u l o s , los c u a l e s son

g u a r d a d o s por dos p r i n c i p a l e s del p u e b l o en sus v i v i e n d a s

de las montañas con el mayor cuidado y secreto. Estos

documentos son manejados como cosa sagrada... Otras

personas tienen documentos extendidos por escribanos

a b o r í g e n e s q u i e n e s los g u a r d a n a r c h i v a d o s . Pero la mayo¬

ría de los derechos sobre tierras reciben su validez del

testimonio de v e c i n o s y "testigos" oficiales locales"."^

Pero gradualmente y siguiendo el ejemplo de los ladinos

que se m u d a b a n en g r a n d e s c a n t i d a d e s a los p u e b l o s d e s p u é s

de 1880, a l g u n o s m i e m b r o s d e l a s c o m u n i d a d e s c o m e n z a r o n a

sacar títulos legales e inscribirlos en el R e g i s t r o . Las disputas

de t i e r r a s d e n t r o de los p u e b l o s a u m e n t a r o n , así c o m o el recu¬

rrir a t r i b u n a l e s l a d i n o s . ^ De n u e v o es útil r e g r e s a r a la v i s i ó n

de los círculos concéntricos, solo que esta vez al revés. La

m a y o r í a de los i n d í g e n a s p e n s a b a n o a s u m í a n que sus p u e b l o s

tenían un "título general", o b t e n i d o ya sea en el p e r í o d o c o l o n i a l

o del gobierno nacional, que les g a r a n t i z a b a las t i e r r a s que

servían de base a las c o m u n i d a d e s . ^ A l g u n o s pueblos, princi¬

p a l m e n t e los que c r e c i e r o n d e s p u é s d e 1871, de hecho poseían

tales títulos, aunque las condiciones especificadas en ellos,

pocas v e c e s fueron lo que los p o b l a d o r e s i m a g i n a b a n . ^ Lo que

m u c h o s g u a r d a r o n d e m a n e r a m u y c u i d a d o s a fue u n a c o l e c c i ó n

de d o c u m e n t o s que incluían desde m e d i d a s y d e m a n d a s de los

periodos c o n s e r v a d o r e s y liberales hasta c a r t a s y d e c r e t o s del

Rey, de la Audiencia y de varios presidentes, t a m b i é n a m p a r o s

22. Bunzel. Chichicaslenangü, 17; ver también, Wagley. Econo-


mies.

23. Davis. "Land", 7-H y capítulo VI.

24. Ver por ejemplo, Davis. "Land", 42-3.

25. AGCA, B 100.1 3987 88705 da, por ejemplo una l i s t a de ciuda¬
des del departamento de Solóla y los documentos que ellos
tenían en 1887.

236
de d i f e r e n t e s f u n c i o n a r i o s , y o c a s i o n a l m e n t e un "título" p e r t e ¬
n e c i e n t e a a n t i g u o s r e c l a m o s , incluso del p e r í o d o a n t e r i o r a la
conquistay algunas veces escritos en lenguas aborígenes. Estos
documentos generalmente tenían escasa o ninguna validez
l e g a l a finales del siglo XDC, s u m a d o al h e c h o de que m u c h o s
eran indescifrables. Dentro de los límites marcados por el
registrado o pretendido título municipal podían encontrarse
r e c l a m o s individuales, títulos r e c o n o c i d o s por tradición y otros
basados en d o c u m e n t o s de ventas, a u t e n t i c a d o s por el m á s
c e r c a n o juez de primera instancia o por el corregidor o jefe
político; o los reclamos basados en cartas hechas de manera
r á p i d a por algún presidente. A u n q u e a cada municipalidad se
le puede aphcar un cierto patrón de r e g u l a r i d a d , la historia real
fue muy compleja y difícil de reducir en una presentación
esquemática.

La visión de un p a s a d o c a r a c t e r i z a d o por la igualdad y por


la r e l a t i v a ausencia de tensiones internas en t o m o a la tierra,
o al m e n o s t e n s i o n e s r e s u e l t a s a nivel local por m e d i o de los
m e c a n i s m o s t r a d i c i o n a l e s , fuey e s m u y i m p o r t a n t e e n l a cons¬
trucción de la mitología de la Reforma Liberal. Persisten dos
s u p u e s t o s en torno a las j>olíticas fundiarias i m p l e m e n t a d a s
por la s e g u n d a generación de liberales, y sobre todo en lo
r e l a t i v o a su i m p a c t o sobre los pueblos. U n o indica que los
L i b e r a l e s " a b o l i e r o n " * los ejidos de los p u e b l o s , y q u e el café
fue así r e s p o n s a b l e por la p é r d i d a de la t i e r r a por p a r t e de las
c o m u n i d a d e s del a l t i p l a n o . El otro s u p u e s t o insiste en que las
c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s se r e s i s t i e r o n a p e r d e r sus t i e r r a s y a
ser s o m e t i d o s al trabajo forzado, l e v a n t á n d o s e v i o l e n t a m e n t e
c o n t r a s u s o p r e s o r e s . ^ U n a u t o r l o r e s u m i ó así con c l a r i d a d :

26. Joña, Susan y Tobis, Davis. eds. Guatemala. New York,


1974. 19. Grieshaber, Edwin. "Hacienda-Indian Community
Relations and Indian Acculturation", en Revista Latín Ame¬
rican Research XIV:3: 1979, 119, King, Arden. Cobán. New
Orleans 1972. 30 y Nash, Manning., "The Impact of M i d - N i -
neteenth Century Economic Change Upon the Indians of
Middle America", 173 en Morner, Magnus, ed. Race and
Class m Latín America. New York, 1970.

2 1 . Handy, James. Gift of the Devil: A History of Guatemala.

237
"En el siglo X I X c u a n d o a los ladinos se les a l e n t ó a a s e n t a r s e

n u e v a m e n t e e n las r e g i o n e s i n d í g e n a s , las t i e r r a s c o m u n a ¬

les fueron abolidas; en un pueblo, los indios se l e v a n t a r o n

y m a t a r o n a los p o b l a d o r e s l a d i n o s . . / * En el siglo XX las

revueltas de tipo laboral fueron una reacción común al

trabajo forzado."

Esta a p r e c i a c i ó n del m e d i o siglo de h i s t o r i a rural de Gua¬

temala, transcurrido después de 1871, es un efecto directo de

la escasez de estudios históricos sobre este período. Las gene¬

ralizaciones en t o m o al café, la tierra y los i n d í g e n a s se han

o r í g i n a d o t a n t o del a n á l i s i s de las l e y e s del p e r í o d o c o m o de la

a n a l o g í a que se h a c e con otros países con h i s t o r i a s s i m i l a r e s ;

a d e m á s se ha q u e r i d o v e r a los i n d i o s y a la g e n t e o p r i m i d a en

general como actores de su propia historia más que como

víctimas pasivas.^ Pocos aducirían, sin embargo, que en la

G u a t e m a l a de hoy la ley refleja la r e a l i d a d con toda exactitud

y no hay razón alguna para suponer una mayor congruencia

h a c e cien años. De igual manera, cabe afirmar que la historia

de la G u a t e m a l a rural es de tal c o m p l e j i d a d que llegar a una

conclusión s i m p l e m e n t e por m e d i o de la c o m p a r a c i ó n conduci¬

rá fatalmente a resultados e q u i v o c a d o s . La m i t o l o g í a predomi¬

nante sobre la R e f o r m a , al simplificar e x c e s i v a m e n t e , tiende a

p e r d e r de v i s t a la r e s i s t e n c i a real del i n d i o c o n t r a la t i r a n í a de

su vida cotidiana.

Boston, 1984. 72, Carmark, Robert Historia social de los


Quichés. Guatemala, 1979, 264ff, y Castellanos Cambranes,
J.C., Coffee and Peasants m Guatemala. Stockholm, 1985,
270-1

28. Esto es una referencia aparente del levantamiento de San


Juan Ixcoy en 1898: McCreery. "Land, Labor and Violence
in Highland Guatemala: San Juan Ixcoy (Huehuetenango),
1890-1940" en The Americas, XLV:2. Octubre, 1988. 237-249.

29. Warren. Symbolism. 180.

30. Ver Scott, James. Weapons of the Weak: Eueryday Forms of


Peasant Resistance. New York, 1985.

238
EL IMPACTO DEL CAFÉ
Y LA REFORMA: TRES TESIS

¿ C u á l fue e l i m p a c t o del c a f é y d e l a R e f o r m a L i b e r a l s o b r e
las tierras de las c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s ? L a s tesis que a v a n z o
a q u í s o n t r e s / ' U n o d e l o s e f e c t o s d e l a R e f o r m a L i b e r a l fue e l
de fortalecer la posesión de tierras c o m u n a l e s en las v e c i n d a d e s
d e l o s p u e b l o s . L a t i t u l a c i ó n d e t i e r r a s q u e s e l l e v ó a c a b o bajo
la presión de la R e f o r m a dio a las aldeas, en la m a y o r í a de los
c a s o s , u n a s e g u r i d a d sin p r e c e d e n t e s s o b r e l a t e n e n c i a d e las
t i e r r a s en el c e n t r o o c o r a z ó n del c o m ú n , en relación con los
v e c i n o s . Un s e g u n d o efecto de las leyes liberalesy de la presión
del c a f é , fue e l a b a n d o n o d e l o s r e c l a m o s d e t i e r r a s m u y a m p l i o s
o p o b r e m e n t e definidos, al igual que los conflictos correspon¬
dientes, y su sustitución por reivindicaciones m á s limitadas
p e r o c l a r a m e n t e i d e n t i f i c a d a s e n t e r r e n o s d e b i d a m e n t e titula¬
dos y registrados. Aunque la mayoría de las comunidades
t u v i e r o n p o c a elección en el asunto, y las que se resistieron
corrieron el nesgo de perder todavía más, la relativa calma que
trajo todo esto, no fue o b v i a m e n t e una mala opción; por lo
m e n o s h a s t a que una población creciente c o m e n z a r a a presio¬
nar por c a m b i a r los l í m i t e s e s t a b l e c i d o s . Finalmente es claro
que los pueblos de las tierras altas perdieron tierras como
r e s u l t a d o del c a m b i o q u e se p r o d u j o al p a s a r a la p r o d u c c i ó n del
café en gran escala d u r a n t e las décadas de 1870yde 1880. Sin
e m b a r g o e s t e p r o c e s o fue m á s s u t i l m e n t e e x t e n d i d o q u e l o q u e
s u g i e r e el t é r m i n o de "abolición" de los ejidos. Los regímenes
l i b e r a l e s g e n e r a l m e n t e p r e s e r v a r o n y e x t e n d i e r o n el ejido del
pueblo, en el estricto sentido. ¿ P e r o la conversión de parte o de
t o d a e l á r e a t r a d i c i o n a l m e n t e r e c o n o c i d a c o m o p r o p i e d a d co¬
m u n a l a una o varias f o r m a s de propiedad p r i v a d a individual
o g r u p a l c o n s t i t u y ó una p é r d i d a ? C u a n d o las élites locales de

31. Para más información, McCreery, David. "State Power, In-


digenous Communities, and Land in Nineteenth Century
Guatemala" en Smith, Carol, ed. Indian Cummunities and
State: Guatemala. 1520-1988, publicado en la Universidad
de Texas.

239
i n d i o s o l a d i n o s t i t u l a r o n la t i e r r a en el área, y l u e g o p r o c e d i e ¬

ron a a l q u i l a r l a de n u e v o a los a l d e a n o s , ¿fue ésto una p é r d i d a

o simplemente un cambio en las c o n d i c i o n e s de acceso? ¿La

aldea perdió la tierra en sentido relativo cuando creció la

población? ¿O más bien fue ésta una pérdida directa y en

t é r m i n o s absolutos con r e s p e c t o a la p r o d u c c i ó n p a r a la expor¬

tación? ¿O se trató de una pérdida indirecta relacionada con

la erosión y el d e s g a s t e que c o n l l e v ó la presión de la población,

con el c o n s i g u i e n t e a c o r t a m i e n t o de los períodos en que la

tierra se podía dejar en d e s c a n s o y la n e c e s i d a d de llevar el

cultivo a las tierras m a r g i n a l e s ?

LA REFORMA Y LAS LEYES


SOBRE LA TIERRA

Las reformas liberales r á p i d a m e n t e dirigieron su atención

a partir de 1871 hacia las p o s i b i l i d a d e s de d e s a r r o l l o de las

vastas tierras baldías en propiedad del Estado que haista ese

m o m e n t o se e n c o n t r a b a n sin t i t u l a r y sin c u l t i v a r , o al m e n o s

de aquellas en las que no se c u l t i v a b a n p r o d u c t o s de exporta¬

ción. M i e n t r a s que las leyes g e n e r a l e s sobre tierras p r o m u l g a -

das por los p r i m e r o s r e g í m e n e s l i b e r a l e s en las d é c a d a s de 1820

y 1830 permanecieron vigentes hasta 1930, una serie de

c a m b i o s e f e c t u a d o s por los g o b i e r n o s d e s p u é s de 1871, torna¬

ron mucho m á s r á p i d o y fácil la adquisición segura de títulos

de p r o p i e d a d para las tierras a p t a s p a r a c u l t i v o s de exporta¬

ción. Por ejemplo, a finales de 1860 los p r o d u c t o r e s de café

señalaron a la región del departamento de Quezaltenango,

llamada Costa Cuca, c o m o una z o n a con potencial cafetalero;

sin embargo al producirse la m i g r a c i ó n de c o l o n i z a d o r e s , la

situación de la tierra se t o m ó caótica y las d i s p u t a s e s t u v i e r o n

32. McCreery, David "Agricultura, 1810-1860s", en Jorge Lu¬


jan, editor, Historia General de Guatemala, Tomo 4, forth-
coming, Asociación de Amigos del País, Guatemala.

240
a la o r d e n del día. No es sino, hasta 1869, c u a n d o un r e v i s o r
r e p r e s e n t a n t e del g o b i e r n o llegó a la zona. Este informó que
partes de la región permanecían claramente baldías; otras
p a r c e l a s p e r t e n e c í a n a, o eran r e c l a m a d a s por los i n d í g e n a s de
l o s p u e b l o s v e c i n o s . A s í l a s c o s a s , a l g u n o s d e los n u e v o s culti¬
vadores de café adquirían t i e r r a del Estado; otros pagaban
a l g u n a r e n t a por la que p e r t e n e c í a a los pueblos cercanos, y
m u c h o s s i m p l e m e n t e u t i l i z a b a n c u a l q u i e r t i e r r a que les sirvie¬
r a sin p a g o o p e r m i s o a l g u n o . En la región nada estaba m e d i d o
o d e m a r c a d o en f o r m a correcta. L o s disturbios p o s t e r í o r e s a la
r e v o l u c i ó n de 1871 se m a n t u v i e r o n a c t i v o s , h a s t a q u e en 1873
el gobierno cortó el nudo gordiano, declarando unilateralmente
casi t o d a la C o s t a C u c a c o m o p r o p i e d a d del E s t a d o , y p o n i e n d o
e n s e g u i d a las tierras en v e n t a . D e s v i á n d o s e del p r o c e s o c o m ú n
de remate y, al m i s m o tiempo asegurándose que la región se
desarrollaría no en comunidad con campesinos agrícultores
sino c o m o grandes f incas, el E s t a d o propuso v e n d e r la tierra de
C o s t a C u c a en l o t e s de u n a a cinco caballerías, a un precio
b á s i c o de 500 p e s o s por caballería. A u n q u e los lotes se encon¬
t r a r a n bajo c u l t i v o y se p u d i e r a n o b t e n e r a un p r e c i o m á s bajo,
l a d e f i n i c i ó n d e " c u l t i v o " i n c l u í a l a s p r o p i e d a d e s "en q u e s e h a l l e
alguna de las plantaciones siguientes: café, caña de azúcar,
z a c a t ó n y c a c a o . " L a s m i l p a s de los i n d í g e n a s , e s p a r c i d a s por
toda el área, no p o d í a así ser objeto de r e c l a m o e s p e c i a l ; por
otro lado, m u y pocos indios podían pagar los precios que el
g o b i e r n o p e d í a . El re v i s o r s u b r a y a b a q u e "los indios... a h o r a se
e c h a n d e s u s l a b o r e s y ... me c o n s i d e r a n c o m o el d e s t r u c t o r y
v e r d u g o de ellos".

El n u e v o r é g i m e n t a m b i é n fortaleció el a r r e n d a m i e n t o a
largo plazo (censo enfitéutico) de las tierras c o m u n a l e s para el
c u l t i v o del café y de o t r o s p r o d u c t o s de e x p o r t a c i ó n , práctica
que se i n c r e m e n t ó d r a m á t i c a m e n t e a inicios de 1870, así c o m o
las p r o t e s t a s c o r r e l a t i v a s de las c o m u n i d a d e s . De esta forma
en enero de 1874, por e j e m p l o , l o s j u s t i c i a s i n d í g e n a s de C o b á n

33. . A G C A , M G 28609/247, M G 28617/62, M G 28650/452, y M G

28708/1376, A G C A - S T , Quezaltenango, 11/18, 12/4, 21/3 y


25/2.

241
rehusaron ceder m á s tierra a los l a d i n o s p a r a el c u l t i v o del café,

interviniendo el jefe político:

" A t i e n d o a las s o l i c i t u d e s en que se ve la M u n i c i p a l i d a d de

Cobán con motivo de las solicitudes de terrenos de sus

ejidos para sementeras de café en virtud de la posesión

ilegal que tienen m u c h o s indígenas en dichas terrenos...

1. "Tales concesiones solo deben hacerse para s i e m b r a s de

café o caña de azúcar, c o n c r e t á n d o s e a t e r r e n o s que d e s d e

t i e m p o s r e m o t o s se han r e p u t a d o s por ejidos, aun cuando


,34

estos no estén todavía medidas.

Las r e n t a s t e n d i e r o n a subir, sobre todo p o r q u e en v i s t a de

los altos beneficios que p o d í a t r a e r el c u l t i v o del café, se aban¬

donó el sistema de r e n t a s fijas establecidas desde 1830; al

a u m e n t a r el alquiler de las tierras, éstas quedaron fuera del

alcance de los indios locales d e d i c a d o s a la p r o d u c c i ó n de b i e n e s

de subsistencia. Así, las mejores t i e r r a s fueron d e d i c a d a s al café

y q u e d a r o n en m a n o s de los g r a n d e s c u l t i v a d o r e s . Los vecinos

de Santa Lucía Cotzumagualpa, por ejemplo, pidieron que en

v e z del r e m a t e se les p e r m i t i e r a p a g a r el p r e c i o fijo acostum¬

brado porque "saliendo nuestras solicitudes a la hasta (sic)

pública, n e c e s a r i a m e n t e serán r e m a t a d a s por u n o s p o c o s aco¬

modados que de seguro podrían mejorar las p o s t u r a s " . ^ En

P o c h u t a los p r i n c i p a l e s r e s p o n d i e r o n a las e x p l i c a c i o n e s opti¬

m i s t a s del j e f e p o l í t i c o r e s p e c t o a las ventajas de arrendar la

t i e r r a p a r a el c u l t i v o del café a d u c i e n d o que ellos harían ésto

sólo con una orden directa del Presidente.^ El presidente

Barrios los o b l i g ó , y e n s e g u i d a llegó el a g r i m e n s o r p a r a delimi¬

tar los lotes. Informó también de inmediato que habían m u c h a s

s o h c i t u d e s e n b u s c a d e tierra para la p r o d u c c i ó n de e x p o r t a c i ó n

34. A G C A , registros de los j e f e s políticos, 23 de enero de 1874,


Sub-jefe al Jefe Político (.JP) Alta Verapaz 1873-4; JP al
Sub-jefe Alta Verapaz, Alta Verapaz 1873-4; ver regulacio¬
nes similares de este período por el jefe político de Sacate-
pequez: A G C A , M G 28650/453.

35. A G C A , M G 28649/429 y M G 28651/598.

36. A G C A , M ( ; 28649/406.

242
y que éstas sobrepasaban las tierras del ejido de Pochuta
o r i g i n a l m e n t e asignadas al café; reclamó entonces más tierra
del ejido. El M i n i s t e r i o de G o b e r n a c i ó n le ordenó m e d i r t a n t o s
lotes c o m o fueran d e m a n d a d o s ! ^ A m e d i a d o s de la d é c a d a de
1870 los r e g i s t r o s de los n o t a r i o s se m a n t e n í a n a c t i v o s con la
v e n t a , la r e v e n t a y el s u b a r r e n d a m i e n t o del d o m i n i o útil de la
tierra apta para el café ^. L o s i n d í g e n a s sin a c c e s o a l c r é d i t o ,
no podían pagar los altos precios de la tierra en las áreas
cafetaleras ni competir en las subasta contra los recursos
superiores de los ladinos.

A p e s a r de q u e el a r r e n d a m i e n t o bajó los c o s t o s del c a p i t a l


i n i c i a l de la p r o d u c c i ó n de café, o t r o s p r o b l e m a s con el censo
enfitéutico c o m o base para el desarrollo de la exportación eran
c l a r o s , t a n t o p a r a el r é g i m e n c o m o p a r a los f i n q u e r o s :

"[El] censo enfitéutico... es una institución que no está en


a r m o n í a con los p r i n c i p i o s e c o n ó m i c o s de la época... (y que)
produc(e) n e c e s a r i a m e n t e un obstáculo que i m p i d e la libre
t r a n s m i s i ó n de la propiedad... ( r e s u l t a n d o en) el decreci¬
m i e n t o de su valor y la falta de estímulos para mejorarla
en beneficios de la agricultura."

Fue poco sorprendente, entonces, que en enero de 1877 e l


gobierno e m i t i e r a el decreto 170 estableciendo la "redención"
o c o n v e r s i ó n de la t i e r r a sujeta a ese s i s t e m a e n f i t é u t i c o , en
propiedades privadas individuales. El precio para adquirirla
d e p e n d í a tanto de la renta que se pagaba como de la época en
que había sido o r i g i n a l m e n t e arrendada. P a r a los l o t e s renta¬
dos antes de 1840, el E s t a d o c a p i t a l i z ó la r e n t a c o m o un 6% del
v a l o r o precio de la tierra; para a q u e l l a s que lo fueron entre
1840 y 1860, s e fijó u n 8 % y para las r r e n d a d a s a p a r t i r de

37. A G C A , M G 28649/391 +406, y M G 28653/69.

38. Ver por ejemplo, para estos años: A G C A , "Notarios", J. Ma-


nuel Cáceres Lavarre, Juan de Jesús Lara, y Jacinto Córdo¬
ba.

39 La acotación es tomada de la introducción al Decreto 170


encontrada en las páginas 133-136 de Méndez Montenegro,
"444 años".

243
1860 u n 10%. Las tierras de alquiler m á s reciente, -y proba-

blemente más buscadas para el café- resultaron, en consecuen-

cia, r e l a t i v a m e n t e m á s b a r a t a s . Pero hubo todavía otra ventaja

tal vez mayor p a r a los compradores de tierras: como la ley

agraria de 1837 q u e h a b í a fijado e l c e n s o e n u n m á x i m o d e 3 %

del v a l o r de los l o t e s , r e s u l t a q u e el D e c r e t o 170 r e d u j o e l p r e c i o

de c o m p r a de la tierra de primera, de la m i t a d a dos tercios.

C u a n d o é s t o , sin e m b a r g o , parecía demasiado alto, el Estado

p o d í a fijar los p r e c i o s d e $ 5 0 a $ 1 5 0 p o r m a n z a n a . Los fondos

o b t e n i d o s de la v e n t a de la tierra fueron a p a r a r a las a r c a s del

B a n c o N a c i o n a l , quien se e n c a r g a b a de p a g a r l e a las comuni¬

d a d e s el 4% del c a p i t a l r e c i b i d o . Sin embargo, dada la crisis

políticay financiera que se vivió en las d é c a d a s de 1870y 1880,

es dudoso que los i n d í g e n a s hallan recibido s i q u i e r a a l g o de t o d o

eso.

En muchas ciudades donde había pocas o ninguna tierra

bajo el s i s t e m a del c e n s o e n f i t é u t i c o , el D e c r e t o 170 p r e s i o n ó

también en favor de la propiedad privada, a r g u m e n t a n d o el:

"fraccionamento de la propiedad en pequeños lotes para

hacer m á s p r o d u c t i v o s los t e r r e n o s que p o s e í d o s y c u l t i v a -

dos en c o m ú n solo satisfacen n e c e s i d a d e s t r a n s i t o r i a s . "

Bajo el a r t í c u l o 13 del d e c r e t o los i n d i v i d u o s p o d í a n com¬

prar cualquier tierra en los ejidos de la comunidad que no

tuvieran títulos privados; estos lotes debían ser medidos y

v e n d i d o s en subasta. No es s o r p r e n d e n t e que esto a l a r m a r a a

los pueblos, incluyendo a m u c h o s que se e n c o n t r a b a n d i s t a n t e s

de la frontera cafetalera; su aplicación confundió también a

a l g u n o s r e p r e s e n t a n t e s del g o b i e r n o . A p e s a r de q u e el g o b i e r n o

había decretado e s p e c í f i c a m e n t e q u e los p u e b l o s no t e n í a n q u e

c o m p r a r o "redimir" sus ejidos hasta que la tierra que t r a d i c i o -

n a l m e n t e ellos habían r e c l a m a d o o poseído fuera vendida, en

los h e c h o s , los f u n c i o n a r i o s del g o b i e r n o los p r e s i o n a r o n p a r a

que v e n d i e r a n todo o partes de sus ejidos bajo la a m e n a z a de

quitárselos en caso de que no lo hicieran.** En otros casos, los

40. A G C A , M G 28668/478, también ver A G C A - S T , Huehuetenango,


15/3.

244
pueblos mantuvieron sus ejidos mediante c o m p r a y bajo su
propia iniciativa, repitiendo algo que habían hecho ya muchas
v e c e s d u r a n t e el p e r í o d o colonial/*'

El impxactodel D e c r e t o 170 f u e a m p l i o e i n m e d i a t o , a u n q u e
la ley no "abolió" la tierra c o m u n a l en las c o m u n i d a d e s indíge¬
nas guatemaltecas. No hay duda que los liberales en a r m o n í a
con su i d e o l o g í a i m p l e m e n t a r o n sus políticas f a v o r e c i e n d o la
propiedad prívada:

" L í a ) mira de Jeneral Barrios al emitir el decreto No 170


no fue la de a c a b a r , a u n q u e fuese de m a n e r a l e n t a pero
efícaz con las c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s que tan perjudiciales
han sido para el p r o g r e s o de la agricultura".*^

P e r o para adquirir las t i e r r a s ejidales había que solicitar su


m e d i d a y la v e n t a se efectuaba m e d i a n t e remate. La transfor-
m a c i ó n d e l a t i e r r a c o m u n a l e n p r o p i e d a d p r i v a d a n o fue así u n
proceso re{)entino que obedeció a un súbito decreto estatal,
c o m o s e p r e s u m e q u e fue e l c a s o , p o r e j e m p l o , e n e l v e c i n o p a í s
de El Salvador."" Fue, m á s bien, el resultado de un conjunto de
a c c i o n e s p r á c t i c a s y específicas, l l e v a d a s a cabo por los indivi¬
duos interesados durante un período de tiempo relativamente
amplio. P a r a los p u e b l o s de indios y castas ubicados en el área
c a f e t a l e r a de la b o c a c o s t a sur, el D e c r e t o 170 fue a l m e n o s
desde el punto de vista de la c o n s e r v a c i ó n de las tierras ejidales,
un d e s a s t r e . L o s r e g i s t r o s n o t a r i a l e s de t r a n s a c c i o n e s efectua¬
das en la z o n a d i u ^ t e los a ñ o s 187 7 y 1878 c o n s i s t e n casi t o d o s
en r e d e n c i o n e s , y l o s p r i m e r o s libros del R e g i s t r o de la P r o p i e -
dad I n m u e b l e están llenos de registros de propiedades recién
a d q u i r i d a s . ' " C r u z a n d o el país, en la A l t a V e r a p a z donde el café

41. A G C A Cartas del 8 de marzo de 1877, #0082, "Protocolos",


Cáceres 15 de n o v i e m b r e ; A G C A , M G 28659/526, M ( ; 28664/43,
M G 28677/264, M G 28679/201 + 264 y M G 28704/609; A G C A ,

B 100.1 1430 3 3 9 2 7 ; A G C A - S T , Guatemala, 3/9, Huehuetenan-


go, 15/3, y Alta Verapaz, 4/8

42. A G C A - S T , Huehuetenango, 15/3.

43 David Browning El Salvador, landscape and society. Ox-


ford, 1971. 203-213.

245
se desarrolló más l e n t a m e n t e y donde hubo m e n o s t i e r r a bajo

el s i s t e m a del censo enfitéutico, los protocolos revelan, sin

e m b a r g o , n u m e r o s a s transacciones."*^ En la mayoría de los

pueblos indígenas, sin embargo, el Decreto 170 no tuvo un

impacto inmediato, como puede preverse examinando de un

vistazo vm m a p a topográfico. El café crece b á s i c a m e n t e en u n a

franja altitudinal u b i c a d a e n t r e 300 y 1400 m e t r o s de a l t i t u d ,

m i e n t r a s que la m a y o r í a de la p o b l a c i ó n i n d í g e n a del a l t i p l a n o

occidental vivía en pueblos que se ubicaban m u c h o m á s arriba.

Los productores de café tuvieron poco interés inmediato en

estas tierras. El i m p a c t o de la ley de r e d e n c i ó n d e p e n d i ó ente¬

r a m e n t e de la situación históricay ecológica de c a d a c o m u n i d a d

en particular; fuera de la boca costa, fue m u y r a r o q u e a l g ú n

pueblo se sintiera a m e n a z a d o de m a n e r a inmediata.

Esto no quiere decir q u e la v e n t a de la t i e r r a bajo el d e c r e t o

de la r e d e n c i ó n no causó p r o b l e m a s a los pueblos. Aún si la

venta hubiera sido de una manzana por pocos reales, como

p r o t e s t a b a n los i n d í g e n a s de Escuintla, ellos no tenían d i n e r o

suficiente para pagar, y como resultado de ésto estaban per¬

d i e n d o sus ejidos. El j e f e p o l í t i c o r e s p o n d i ó o f r e c i é n d o l e s redu¬

cir los p r e c i o s s i los i n d í g e n a s e s t a b a n d e a c u e r d o e n plantar

cacao en vez de granos de subsistencia y ¡en vestirse como

ladinos! En San R a y m u n d o , al norte de la capital, los habitan¬

tes pelearon durante dos décadas por lo que la redención

significabay c o m o ésta había sido aplicada. La población indí¬

gena protestaba indicando que los ejidos de la comunidad

p e r t e n e c i e r a n al c o m ú n de indios y q u e no d e b e r í a n ser v e n d i -

44. Ver las actas notariales referidas en la nota #38; en el


Registro ver por ejemplo, Escuintla, Tomo 2, Primera Se¬
rie; note como muchas de ellas muestran la consecuente
actividad.

45. A G C A , "Notarios", Jacinto Córdoba. De acuerdo con Ignacio


Solis, quien desafortunadamente no dio información respec¬
to al t a m a ñ o de las propiedades, entre el 8 de enero de 1877
y marzo de 1879 unos 22,068 poseedores redimieron unas
23,427 parcelas, gnacio Solis. Memorias de la Casa de Mo-
neda y del desarrollo económico del país, Tomo iv, 1168.

46. A G C A , M G 28658/177.

246
d o s a l o s l a d i n o s . T e m i e n d o q u e e s t a a r g u m e n t a c i ó n n o ofre¬
ciera suficiente respaldo, los principales también buscaron
c o m p r a r la tierra en cuestión; para ello pidieron p r e s t a d o s $500
al 3 1 / 4 % mensual y r e c o l e c t a r o n otros $500 entre los i n d í g e n a s
locales. P r o c e d i e r o n así a " c o m p o n e r " las 35 c a b a l l e r i a s que
habían obtenido de la Corona en el siglo x v n i . Los ladinos
r e s i d e n t e s en la zona, por su parte, protestaron diciendo que
los p r i n c i p a l e s estaban m a n i p u l a n d o a la gente en su propio
b e n e f i c i o que había suficiente tierra para t o d o s y que el verda¬
d e r o p r o b l e m a era los i n d í g e n a s : " e s p í r i t u d e o p o s i c i ó n y sepa¬
ratista... al p r o g r e s o y m e j o r a m i e n t o de aquella localidad"que
e s t a b a n e v i t a n d o que los l a d i n o s d e s a r r o l l a r a n la a g r i c u l t u r a
c o m e r c i a l q u e e l p a í s n e c e s i t a b a . C u a n d o e l j e f e p o l í t i c o inter¬
v i n o p a r a o t o r g a r a los l a d i n o s lo q u e p e d í a n , los i n d i o s consi¬
guieron más fondos vendiendo el ganado de la cofradía y
t u v i e r o n éxito en una solicitud de a m p a r o al presidente.*^ En
contraste, en Sacapulas (Quiche), la amenaza potencial no
p r o v e n í a de los ladinos, pero si de sus a g r e s i v o s vecinos, la
superpoblada municipalidad indígena de Santa María Chiqui-
mula. E n m a r z o d e 1877 S a c a p u l a s a p e l ó a l A r z o b i s p o p a r a q u e
i n t e r v i n i e r a por ellos (y t a m b i é n por los pueblos de Cunen y
Uspantán) ante el Presidente. Decían que por años los de
C h i q u i m u l a habían rentado en censo tierras de estas comuni-
dadesy ahora estaban preocupados de que C h i q u i m u l a buscara
la r e d e n c i ó n de ellas. A u n q u e no está claro si los indios de
C h i q u i m u l a lo intentaron, sabemos en todo caso que no lo
lograron.** C o m o el propósito de la redención era precisamente
poner recursos en las m a n o s de quienes pudieran invertirlos en
la p r o p i e d a d p r i v a d a y en la c o m e r c i a l i z a c i ó n de la p r o d u c c i ó n ,
los esfuerzos para interponer la comunidad y mantener la
p r o p i e d a d c o m u n a l a t r a v é s de la redención de los ejidos c o m o
una u n i d a d e s t u v o sujeta a tener un éxito m u y l i m i t a d o .

47. A G Í A , BIOU 3;171;M423 y 3;l758/i424; A G C A S T , Quiche, 11/8.

48. A G C A , "Cartas,' 6 de marzo, 1877, #ÜÜ82, A G C A - S T . Quiche,

11/8

247
T r a s la búsqueda de la redención de la tierra en si misma,

las c o m u n i d a d e s indígenas amenazadas adoptaron o t r a s me¬

didas para intentar frustrar la incursión del café y de los

extraños. Debido a q u e la ley de 1877 aseguró que los lotes

i n d i v i d u a l e s no p o d í a n ser t i t u l a d o s h a s t a q u e el astillero los

hubiese m a r c a d o , algunas c o m u n i d a d e s s i m p l e m e n t e retrasa¬

ron ésto obstruyendo el proceso."* A veces, los funcionarios

i n d í g e n a s m u n i c i p a l e s r e h u s a r o n e n t r e g a r l o s d o c u m e n t o s ne¬

cesarios para la c o m p r a y no p e r m i t i e r o n t a m p o c o la posesión

pacífica. E n t r e los m á s a g r e s i v o s y o b s t i n a d o s e s t u v i e r o n , como

ellos se describieron a sí m i s m o s , "los p r i n c i p a l e s de los p u e b l o s

de Zunil, Zunilitoy Santo Tomás". Un g r u p o de futuros sem¬

b r a d o r e s de café r e d i m i e r o n lotes en S a n t o T o m á s P e r d i d o (La

Unión) en 1877 y 1878, pero tres años después todavía no

h a b í a n o b t e n i d o sus p a p e l e s de los f u n c i o n a r i o s de Z u n i l y aún

encarcelando al gobernador indígena de Zunil no lograron algo

p o s i t i v o . C u a n d o uno de los s o l i c i t a n t e s se c a n s ó de e s p e r a r , y

reclamó diciendo que él estaría de a c u e r d o en c o n f o r m a r s e con

una compensación, por las m e j o r a s que había i n t r o d u c i d o , los

de Zunil contestaron diciendo que c o m o nunca le había conce¬

dido la tierra, no había habido mejoras y sus otros gastos no

eran responsabilidad de ellos.^ El Presidente Barrios, tal v e z

por h a b e r s e c a s a d o e n Z u n i l fue m á s t o l e r a n t e d e l o n o r m a l con

tales obstáculos y respondió con la orden de que dejaran al

pueblo solo. Muchos ladinos encontraron que una cosa era

redimir un pedazo de t i e r r a con el Estado y otra o b t e n e r la

propiedad efectiva. Por supuesto, u l t i m a d a m e n t e el éxito de tal

oposicióny d e las tácticas d e d e m o r a d e p e n d i e r o n e n t e r a m e n t e

de quién fuera el que quisiera la tierra y qué tan necesaria

fuera. C u a n t o m á s m a r g i n a l f u e r a l a t i e r r a c o n r e s p e c t o a l c a f é

y m á s m a r g i n a l fuera el l a d i n o o el indio q u e s o l i c i t a b a la t i e r r a

con respecto a la economía nacional y las élites, más éxito

podría tener la resistencia de la c o m u n i d a d .

49. Ver por ejemplo, A C Í C A . M Í ; 28674/143.

50. ACiCA, MG 28675/353, MG 2 8 6 7 8 / 5 7 7 y MG 28690/371.

248
Cuando una comunidad obtuvo el título de las tierras
ejidales, d e s p u é s de 1 8 7 1 , el d o c u m e n t o que les dio el g o b i e r n o ,
incluía normalmente una frase aclarando que los terrenos
debían ser d i v i d i d o s e n l o t e s i n d i v i d u a l e s ( l o t i f i c a c i ó n ) . T í p i c o
de t a l e s p r e v i s i o n e s fue lo e s c r i t o en un t í t u l o o b t e n i d o en 1893
en la ciudad de U s p a n t á n , en el norte de El Quiche:

"serán e q u i t a t i v a m e n t e r e p a r t i d a s en lotes para evitar los


defectos de las comunidades".^^

Si ésto se h u b i e r a l l e v a d o a cabo m u c h a de la tierra en el


altiplano hubiera quedado legalmente registrada como j)eque-
ña p r o p i e d a d . En v e r d a d , fue r a r o q u e así s u c e d i e r a . En la
m a y o r í a de los casos, el E s t a d o no podía dar s e g u i m i e n t o a los
decretos y n o r m a l m e n t e transcurría un considerable tiempo
e n t r e el m o m e n t o en que la c o m u n i d a d adquiría la tierra y el
m o m e n t o en que los líderes de la c o m u n i d a d hacían el esfuerzo
de dividirla l e g a l m e n te, si es que en algún m o m e n t o lo hicieron
a n t e s de 1920. En m u c h o s de los casos los pueblos c o n t i n u a r o n
c o n l o s p a t r o n e s e s t a b l e c i d o s de uso y p o s e s i ó n bajo s o m b r i l l a
del "título g e n e r a l " , al m e n o s hasta que las p r e s i o n e s i n t e r n a s
o e x t e r n a s los o b l i g a r o n a l e g a l i z a r la situación. V a r i o s indíge-
nas de J o c o t á n , por ejemplo, r e c l a m a r o n en 1890, q u e t e n í a n
títulos de tierras ejidales l l a m a d a s L a m p o c o y en los cuales ellos
vivían, pero que el g o b i e r n o municipal, c o n t r o l a d o por ladinos,
a h o r a se las estaban d a n d o a g e n t e de afuera. Los funcionaríos
respondieron que estaban distribuyendo la tierra de acuerdo
con la c a n t i d a d de d i n e r o con que c a d a i n d i v i d u o c o n t r i b u y e r a
para cubrír los costos de m a r c a c i ó n de los lotes. C o n s i d e r a n d o
que los i n d í g e n a s d e s e a b a n "que la m o n t a ñ a queda en la comu¬
nidad", el r e p r e s e n t a n t e del g o b i e r n o e s t u v o de a c u e r d o con los
l a d i n o s r e s p e c t o "no t o d o s g u s t a n de vivir en la n o c i v a comuni¬
dad a que a s p i r a n los p e t i o n a r í o s " o r d e n a n d o a las a u t o r i d a d e s
de la a l d e a a c o n t i n u a r c o n c e d i e n d o los títulos. Los indígenas
o b j e t a r o n sin é x i t o :

51. AGCA-ST, Quiche 1893 7/6.

249
"Si esto es lo que llaman repartirse los terrenos es un

v e r d a d e r o despojo con hostilizaciones y atropello".

Por otro lado, en B a l a n y á , en C h i m a l t e n a n g o , los l í d e r e s de

la comunidad explicaron en 1895 que hacía s e s e n t a a ñ o s los

terrenos de la aldea había sido divididos de facto en lotes

privados, pero que ésto nunca estuvo titulado legalmente. A

t r a v é s del t i e m p o los l o t e s han c a m b i a d o d e m a n o s y a sea por

medio de regalos, herencias o v e n t a s :

"sin q u e c o n s t e n d e o t r a m a n e r a t a n t o p o r l o i n s i g n i f i c a n t e

de esas h e r e n c i a s y d o n a c i o n e s ya por d a d o n u e s t r o modo

de ser y c o s t u m b r e s j a m a s h a c e m o s t e s t a m e n t o s ni docu¬

mentos de ninguna especie... la propiedad rural, conserva¬

da así de p a d r e s a hijos, n o ( t i e n e ) t i p o c o n v e n c i o n a l o v a l o r

propio p u e s j a m a s n e g o c i a m o s con n u e s t r a s p r o p i e d a d e s . " ^

Ellos no habían redimido los lotes bajo el Decreto 170

porque no pagaban renta, pero a h o r a los l a d i n o s e s t a b a n usan¬

do ésto como excusa para invadir y robar sus propiedades.

C u a n d o el gobierno presionó por m á s detalles, de tal m a n e r a

que se p u d i e r a revisar si los lotes e s t a b a n i n s c r i t o s en el regis¬

tro, la municipalidad respondió que ésto sería b a s t a n t e difícil:

cuatrocientos residentes locales poseían escsisamente más de

21 c a b a l l e r í a s en 1181 l o t e s , sin c o n t a r los s o l a r e s de la a l d e a y

la tierra "sin uso"; una familia podía tener tanto como 21

c u e r d a s ^ en siete p a r c e l a s e s p a r c i d a s en l u g a r e s d i f e r e n t e s o

solo 12cuerdasen tres lotes. El gobierno accedió, ordenándole

a la m u n i c i p a l i d a d emitir los títulos sobre la base de los docu¬

mentos e información existentes.

Los liberales g u a t e m a l t e c o s no "abolieron" l a s t i e r r a s co¬

munales. Hubo varias razones para ésto pero la más i m p e r i o s a

fue s i m p l e m e n t e que no era necesario. En la m a y o r í a de las

52. AGCA-ST, Chiquimula, 4/11 y 6/11.

53. AGCA S T , Chimaltenango, 11/9.

54. Una cuerda en la Guatemala rural es una cuadra de tierra


medida dependiendo de la municipalidad, aproximadamente
de 20 a 48 v a r a s de lado.

250
zonas no se produjo una c o m p e t e n c i a o conflicto i n m e d i a t o s en
el uso de la tierra entre el caféy la producción de subsistencias,
y el E s t a d o se e n c a r g ó de resolver los p r o b l e m a s de m a n o de
obra a t r a v é s de los s i s t e m a s de coerción extra-económica.^
C u a n d o la p r o d u c c i ó n del café se t r a s l a p ó con la p r o d u c c i ó n de
maíz, como por ejemplo en la boca costa occidental y en los
a l r e d e d o r e s de C a r c h a y C o b á n , el café t e n d i ó a desalojar a las
m i l p a s . P e r o a ú n e n e s t a s á r e a s s e m a n t u v i e r o n g r a n d e s peda¬
zos de t i e r r a no a p t a para el café o puesta en reserva, c u l t i v a d a
c o m e r c i a l m e n t e con g r a n o s , a l q u i l a d a p a r a m i l p a s a los indíge¬
nas del a l t i p l a n o , ^ o bien trabajadas por colonos de las fincas,
con fines de subsistencia o p r o p ó s i t o s m e r c a n t i l e s . Contribu¬
y e n d o t a m b i é n a hacer m á s lentos los efectos de la incursión
del café dentro de los ejidos, hay que mencionar un cierto
d e s g a n o por p a r t e del Estado a e m p r e n d e r un asalto directo
sobre las c o m u n i d a d e s . E s t o t u v o su o r i g e n en el rol de los
pueblos indígenas como productores de subsistencias; en su
r e s i s t e n c i a , a c t i v a o p o t e n c i a l , p e r o en todo caso p a r e c i d a a la
q u e se habían e n f r e n t a d o liberales en la d é c a d a de 1830; y en
la u t i l i z a c i ó n de las c o m u n i d a d e s del a l t i p l a n o c o m o producto¬
res y reproductores de una fuerza de trabajo estacional y
barata. Si el Estado no abolió o confiscó los ejidos c o m o a
menudo se ha pensado, también es cierto que los liberales
privilegiaron la propiedad privada. Leyes tales como el decreto
de Costa Cuca, la redención del censo enfitéutico y varias
previsiones que facilitaron la venta de baldíos en favor de
ciertos cultivos,^^ así c o m o t o d o s los r e q u e r i m i e n t o s p a r a l a
lotificación, i n s e r t a d o s casi s i e m p r e en los títulos de tierra
m u n i c i p a l , f o r t a l e c i e r o n la c o n v e r s i ó n de las "nocivas" propie-

55. McCreery. "Debt Peonage", y McCreery, "An O d i o u s Feuda-


lism: Mandamientos and Commercial Agriculture in Guate¬
mala, 1861-1820". En Latín American Perspectives 13:1.
Winter, 1986, 99-117.

56 Webster McBryde,Félix. Cultural and Historical Geography


of Southwest Guatemala. Washington, DC, 1947, 24; Stadel-
man. "Maize", 105-6

57. Méndez, Montenegro. "444 anos". 150-152 (Cattle), 153-5


(sasparilla, caucho y cacao) y 154-156 (trigo).

251
dades c o m u n a l e s en propiedad privada Sin e m b a r g o , y e s t e e s

el punto clave, el proceso de conversión fue necesariamente

paulatinoy muy lento, r e q u i r i e n d o una serie de actos específi¬

cos positivos por parte de la c o m u n i d a d , de un i n d i v i d u o o de

u n grufX). T i t u l a r l a t i e r r a c o m o p r o p i e d a d p r i v a d a c o n l l e v ó u n

proceso complicado y caro, que enfrentaba la resistencia comu¬

nal y a que poco s e p o d í a h a c e r p a r a m a n t e n e r e l s t a t u s q u o , q u e

era lo que los i n d í g e n a s preferían. Por otro lado trescientos

cincuenta años de dominio colonial habían convertido a los

indios en maestros de la resistencia pasiva, -activa en los

hechos, perooblicuay no violenta-. A m e n o s que la c o m u n i d a d

se sintiera efectiva e inmediatamente amenazada, no tenía

sentido aventurarse en el terreno peligroso de la titulación, de

los a g e n t e s e s t a t a l e s y de los tribunales ladinos. Además, a

pesar de haber sido a v e c e s e n g a ñ a d o s y r e p e t i d a m e n t e perju¬

dicados por a b o g a d o s y f u n c i o n a r i o s c o r r u p t o s , como siempre

s u c e d e con los pobres, los i n d í g e n a s c o m p r e n d i e r o n (o contra¬

taron abogados para ello) el sentido de las leyes liberales,

a u n q u e nunca estuvieron de acuerdo con ellas. Los líderes de

los pueblos utilizaron una gran cantidad de tácticas, desde

p e t i c i o n e s legales hasta v i s i t a s al P r e s i d e n t e , y con un uso casi

nulo de la violencia, para presionar lo m á s que pudieran por lo

que ellos o sus c o m u n i d a d e s percibían c o m o sus i n t e r e s e s . A

pesar de lo que los j ó v e n e s de Santa Eulalia pudieran pensar

un siglo después, los viejos i n d í g e n a s de la R e f o r m a no fueron

por m u c h o t i e m p o " h o m b r e s sin h a b l a " , * s i n o q u e l u c h a r o n de

manera ingeniosa y tenaz para salvaguardar y desarrollar los

i n t e r e s e s de la c o m u n i d a d a la a l t u r a de sus p o s i b i l i d a d e s .

58. Para evaluar la 'justicia" en Guatemala en estos años, ver


Guillermo Rodríguez. Guatemala en 1919. Guatemala, 1920,
capítulo vil.

59 Davis. "Lund", 50.

252
LA TITULACIÓN DE LAS
TIERRAS COMUNALES

Si bajo el m a n d a t o l i b e r a l no h u b o un a s a l t o g e n e r a l sobre
la propiedad comunal, c o m o c o m ú n m e n t e se imagina, ¿por qué
e n t o n c e s , d a d a su "insaciable sed" por la tierra, las c o m u n i d a d e s
no se a p r o v e c h a r o n de nuevas oportunidades para titular más
t i e r r a ? H a y d o s r e s p u e s t a s . P o r u n l a d o , c o m o e s y a s e dijo, l a
t i t u l a c i ó n d e l a t i e r r a fue p e r c i b i d a , y n o sin r a z ó n , c o m o un
proceso lleno de riesgo que una vez iniciado podía conducir a
un i n e s p e r a d o fin. L o s p r i n c i p a l e s al m e n o s tenían que arries¬
g a r y m u c h a s v e c e s c e d e r a los de a f u e r a y a los a g e n t e s del
g o b i e r n o los títulos de sus c o m u n i d a d e s . Si éstos no desapare¬
cían como resultado del proceso judicial, los títulos podían
reflejar la poca y a l g u n a s v e c e s la falta total de sustento legal
en t o d o s o p a r t e de los r e c l a m o s de tierra, o, peor aún, dar
s u s t e n t o a los r e c l a m o s de los o p o n e n t e s . A ú n antes de que la
c o m u n i d a d e n f r e n t a r a el p r o b l e m a de c ó m o pagar por la tierra
e n sí, e l s ó l o p r o c e s o d e t i t u l a c i ó n y d e m a r c a c i ó n e r a m u y c a r o . * *
F i n a l m e n t e la experiencia histórica indicaba, y los e v e n t o s m u y
pronto lo confirmaron, que aún con un título no quedaba
n e c e s a r i a m e n t e g a r a n t i z a d a la seguridad en la posesión de la
tierra. En 1894, por e j e m p l o , Nebaj o b t u v o el d e r e c h o de 1400
c a b a l l e r í a s de " e x c e s o s " por lo q u e t u v o q u e p a g a r de $ 10 a $36
por caballería; cuando se c o m p r o b ó lo caro que resultaba, el
Presidente E s t r a d a C a b r e r a en 1902 redujo el precio a uno
u n i f o r m e d e $ 1 0 p o r c a b a l l e r í a , l o c u a l fue p a g a d o p o r N e b a j .
P e r o d o s a ñ o s d e s p u é s e l E s t a d o s e r e t r a c t ó , a d u c i e n d o q u e "la
p r o p i e d a d c o m u n a l es ... inconveniente y anti-económica", y
p e r m i t i ó l a c o m p r a i n d i v i d u a l d e tierra d e n t r o del á r e a recién
t i t u l a d a por Nebaj, incluyendo aquellas situadas fuera de la
c o m u n i d a d . P o r é s t o h a b í a que p a g a r $36 por caballería, $ 10 a
la m u n i c i p a l i d a d y el resto al gobierno central. Los líderes
l o c a l e s o p u s i e r o n r e s i s t e n c i a s sin l o g r a r n a d a , y los i n d í g e n a s

60 Méndez. Montenegro "444 a ñ o s " , 250-253. P a r a ver la expe¬


riencia de dos comunidades, ver .AGCAST. Alta Verapaz 26/3
y Huehuetenango 17/5.

253
provenientes de las comunidades escasas de tierras tales

como Santa Maria Chiquimula, SanFrancisco el Alto, y Mo-

m o s t e n a g o , j u n t o con los l a d i n o s de afuera, e i n d í g e n a s l o c a l e s

aceleraron la compra de grandes terrenos, dejando el común

ú n i c a m e n t e con la legua c u a d r a d a de p r o p i e d a d original.

A p a r t e de los p e l i g r o s , de las d i f i c u l t a d e s , y de los c o s t o s ,

la r e s p u e s t a m á s s i g n i f i c a t i v a del por q u é las c o m u n i d a d e s no

titularon m á s tierra es que lo hicieron y en g r a n d e s c a n t i d a d e s .

Desafortunadamente, las e s t a d í s t i c a s g e n e r a l e s e x i s t e n sólo

para los años 1895-1915, en casi t o d o s los casos una d é c a d a o

dos m á s tarde del inicio de las r e s p u e s t a s i n d í g e n a s a la expan¬

sión del café. Sin e m b a r g o , las cifras son i m p r e s i o n a n t e s .

61. AGCA ST, Quiche, 16/8, 18/3 y 20/3 +5.

62. Estas cifras fueron tomadas de los reportes anuales del


Ministerio de Gobernación y las denuncias fueron reprodu-
cidas en Méndez, Montenegro, "444 años" y están lejos de
estar completas; un número de casos el registro simplemen¬
te dice "la tierra que ellos poseían" o "un pedazo de tierra".
Incluía también un número de ciudades con una población
predominantemente ladina.

254
C i e r t a m e n t e , u n a d e l a s i r o n í a s d e l boom d e l c a f é f u e q u e
m i e n t r a s p r e s i o n a b a por la tierra t a m b i é n hizo que las comu¬
n i d a d e s d i s p u s i e r o n d e u n m o n t o d e r e c u r s o s sin p r e c e d e n t e s
p a r a luchar por la tierra. La economía cafetalera incrementó
g r a n d e m e n t e el flujo de d i n e r o en e f e c t i v o d e n t r o de los p u e b l o s ,
d e s d e los salarios o b t e n i d o s en las fincas, hasta la v e n t a de
m a n o de obra en bloque con el propósito específico de asegurar¬
se el título de las tierrasy de i n t e r v e n i r en las d i s p u t a s , e incluso
el p r o d u c t o de las v e n t a s de tierras en si m i s m o . El Estado
f a c i l i t ó la d e m a r c a c i ó n y t i t u l a c i ó n de las t i e r r a s ejidales y de
m u c h o s excesos situados en los a l r e d e d o r e s de los pueblos,
p a g a n d o a l g u n a s v e c e s los g a s t o s de la d e m a r c a c i ó n o a m e n u d o
g a r a n t i z á n d o l e s la t i e r r a sin c o s t o o r e d u c i e n d o los p r e c i o s en
la s u b a s t a . ^ E s t e fue, m á s q u e el a s a l t o de los ejidos, el p a t r ó n
dominante. En el caso de Santiago de C h i m a l t e n a n g o , por
ejemplo, la aldea se dirigió al Estado en 1879 d i c i e n d o q u e
necesitaban asegurarse el acceso a la tierra ya que en ese
m o m e n t o no t e n í a n ni un ejido e s t a b l e c i d o ni un título. Un
i n t e n t o por arreglar los l í m i t e s con las m u n i c i p a l i d a d e s v e c i n a s
r e v e l ó que la m a y o r í a de ellas también carecían de títulos y no
estaban s e g u r a s en cuanto a los límites de sus tierras. El
a g r i m e n s o r m a r c ó u n a l e g u a c u a d r a d a de ejido m á s 119 c a b a -
lerías de exceso en Santiago, d á n d o s e l a s a "estos pobres indios",
sin c o s t o a l g u n o , " c o m o l o h a b í a n h e c h o con San P e d r o N e c t a
y San M a r t í n " . ^ De forma similar, S a n a r a t e , en el d e p a r t a m e n -
to de G u a t e m a l a , tenía hacia 1880 u n a c a n t i d a d e n o r m e d e
d o c u m e n t o s de tierras pero ningún título. Enviado para poner
orden, el a g r i m e n s o r e n c o n t r ó entre los papeles de la aldea, dos
c a r t a s de a m p a r o del p r e s i d e n t e B a r r i o s y d o s p r o v e n i e n t e s del
j e f e pohtico concediéndoles a la aldea la t e n e n c i a de los t e r r e n o s
de San J u a n , L a s M i n a s y d e San N i c o l á s " y los b a l d í o s adya¬
centes", ocho cartas y d o c u m e n t o s de varios funcionarios en

63 Por ejemplo ver entre docenas de casos, .\GCA ST, Huehuete-


nango 111, 12/2, 24/1 y 34/5, Chimaltenango, 9/2 y 11/9,
Chiquimula, 6/11, Quiche, 7/6 y 11/8, Guatemala, 3/9 y
17/11, y S o l ó l a , 7/7 y 9/5.

64. AüCA S T , H u e h u e t e n a n g o 12/2.

255
a m p a r o de la posesión por parte de S a n a r a t e de los baldíos de

las inmediaciones de hacienda San Nicolás de José María

Estévez; im escrito de venta fechado en 1881, en el cual el c i t a d o

E s t é v e z vendió la h a c i e n d a al g o b i e r n o , quien a su vez la cedió

a la aldea; un a c u e r d o con J u t i a p a de 1882 en r e l a c i ó n c o n l o s

límites y otras actas de concesión de varios terrenos baldíos

pequeños, legalizados en 1885 por el Decreto 352, el cual

reconoció las fortuitas concesiones hechas por el Presidente

Barrios.^ Las comunidades vecinas presentaron un conjunto

similar e i g u a l m e n t e d e s c o n c e r t a n t e de documentos. A pesar

de que era claro, el revisor c o n s i d e r ó q u e S a n a r a t e no t e n í a u n a

base legal para la mayoría de sus r e c l a m o s ; el gobierno, sin

embargo, o t o r g ó t í t u l o s al p u e b l o , y sin costo alguno, por un

total de 100 c a b a l l e r í a s . ^ S a n A n t o n i o P a l o p ó , e n S o l ó l a , t a m ¬

bién mostró cartas de amparo, cuando en 1894 solicitó la

d e m a r c a c i ó n y titulación de sus tierras c o m u n a l e s . El pueblo

estaba peleando contra los esfuerzos de Miguel Amézquita

- " q u e h a tenido por c o s t u m b r e e n r i q u e s a r s e d e n u n c i a n d o tie-

rrasy luego v e n d e r l a s " - r e c l a m a n d o sus s u p u e s t a s p r o p i e d a d e s

como terrenos baldíos. El revisor señaló que el caso de San

A n t o n i o era un caso especial ya que los t e r r e n o s en cuestión

"no es... p r o p i e d a d e f í m e r a y pasajera de los ejidos ni la de

los t e r r e n o s l l a m a d o s d e c o m u n i d a d s i n o l a p r o p i e d a d sóli¬

da que se origina en un contrato de compra-venta muy

antigua."

El presidente R e i n a B a r r i o s o r d e n ó t i t u l a r las t i e r r a s sin

c o s t o alguno.**^ C i e n t o s d e c o m u n i d a d e s c o n s i g u i e r o n t i t u l a r l o s

ejidos en f o r m a similar, en los años p o s t e r i o r e s a 1871.

65. Méndez, Montenegro, "444 años", 193-4

66. A G C A S T , Guatemala 17/11 y 28/9; A G C A , BlOO.ll 1425 33840


y 1427 33882.

67. A G C A sr Solóla 9/5.

256
LA TITULACIÓN DE
LAS TIERRAS BAJAS

La i n t r o d u c c i ó n del café y de los c o l o n i z a d o r e s l a d i n o s en


l a b o c a c o s t a , c a u s ó d i s r u p c i ó n e n los \áejos p a t r o n e s d e m i g r a ¬
ción e s t a c i o n a l de los i n d í g e n a s que c u l t i v a b a n m i l p a s en las
t i e r r a s bajas, p e r o no acabó con ellos; m á s bien tendieron a
a l t e r a r l a s c o n d i c i o n e s bajo las c u a l e s s e d e s e n v o l v í a n t a n t o l a
m i g r a c i ó n c o m o los cultivos. De la ocupación p r e c a r i a y el uso
"desde t i e m p o i n m e m o r i a l " se pasó a los títulos, c o m p r a - v e n t a s
y arreglos contractuales. Así por ejemplo, a m e d i d a que los
colonizadores del café se fueron estableciendo dentro de la
Costa Cuca después de 1873, los h a b i t a n t e s del p u e b l o adya¬
cente de Concejxíión Chiquirichapa lucharon para salvar lo que
p u d i e r o n de un área que había sido s i e m p r e considerada c o m o
u n a p a r t e integral de la c o m u n i d a d . En 1875, y de n u e v o en
1877, la a l d e a pidió una n u e v a d e m a r c a c i ó n y titulación de los
t e r r e n o s l l a m a d o s "El N i l " e n A s i n t a l , p a r a los c u a l e s , j u n t o con
S a n M a r t í n S a c a t e p e q u e z , C o n c e p c i ó n t e n í a u n t í t u l o p o r 6,5
caballerías basados en una composición que databa de inicios
del s i g l o XVni. En la d e m a r c a c i ó n de los t e r r e n o s el a g r í m e n s o r
encontró 19 caballerías en el área r e c l a m a d a - u n a discrepancia
muy común- pero los ladrones le robaron su equipaje en el
camino, por lo que los d o c u m e n t o s no pudieron recuperarse
hasta dos años después. M i e n t r a s t a n t o los l a d i n o s de las aldeas
c e r c a n a s a San J u a n O s t u n c a l c o o b t u v i e r o n la concesión de 10
c a b a l l e r í a s a s e n t á n d o s e en el área r e c l a m a d a por C o n c e p c i ó n ,
c u l t i v a n d o a l g u n a s de las t i e r r a s y l e v a n t a n d o una a l d e a llama¬
da San Juan Nil. P a r a m o s t r a r que los dos terrenos estaban
e n t e r a m e n t e separados, se tuvo que proceder, de nuevo a una
costosa mensura. En 1886 C o n c e p c i ó n r e c i b i ó u n n u e v o t í t u l o
p o r 6,5 c a b a l l e r í a s a s í c o m o e l d e r e c h o a c o m p r a r 13 c a b a l l e r í a s
de e x c e s o s a 1$ la h e c t á r e a en la p a r t e m á s baja y c á l i d a de la
C o s t a Cuca, una región apta sólo para la agricultura de subsis-
tencia.^ Al Este de Concepción se encuentra Santiago Atilán.

68 AGCA ST, Quezaltenango 3/3, 12/4, 14/2, 21/3, 25/1 y 50/2.

257
Probablemente ningún pueblo mostró más esfuerzo, persist¬

encia, e ingenio para intentar m a n t e n e r y expandir las tierras

comunales. En 1877 l a c o m u n i d a d a d q u i r i ó 3 0 c a b a l l e r í a s , e n

el área de Panán y de P a m a x á n de los h e r e d e r o s del G e n e r a l

Rafael Carrera; ésto había sido t r a d i c i o n a l m e n t e parte de las

tierras de la aldea desde antes de la conquista, siendo perdida

en 1860cuando Carrera las d e n u n c i ó a d q u i r i é n d o l a s , j u n t o con

aquellas otras p e r t e n e c i e n t e s a otros p u e b l o s del área, conside¬

radas como baldías. En 1888 l o s v e c i n o s d e Santiago Atitlán

dieron 2 caballerías para el asiento de la nueva ciudad de

Chicacao, pero recibieron en vez de esto 4 c a b a l l e r í a s al O e s t e

del río C u t z á n . En la d é c a d a de 1 8 9 0 , c u a n d o e l boom a c e l e r a d o

del café, el pueblo aceleró los esfuerzos en la a d q u i s i c i ó n de

títulosfundiarios: en 1896 l o s l í d e r e s d e l p u e b l o a d q u i r i e r o n 4 1

c a b a l l e r í a s de b a l d í o s del g o b i e r n o , y e n t r e 1895 y 1901 adqui¬

rieron más de 60 caballerías de propietarios privados. Atitlán

tenía ahora 240 caballerías de tierra y desde finales de 1870

t u v o m á s del doble d e á r e a t i t u l a d a p a r a l a c o m u n i d a d . *

P a r a los p u e b l o s que q u e d a b a n lejos de la b o c a costa, las

nuevas leyesypoh'ticas liberales probablemente mejoraron sus

posibiüdades para la obtención de un acceso seguro a las t i e r r a s

bajas del p a í s , a c c e s o q u e e n e l p a s a d o h a b í a e s t a d o r e s t r í n g i d o

o condicionado en gran m e d i d a por la c a n t i d a d de r e c l a m o s

provenientes de los pueblos y las haciendas. En 1876, por

ejemplo, los i n d í g e n a s de San M i g u e l y San C r i s t ó b a l T o t o n i c a -

pán solicitaron tierra en Pamaxán, mientras que los ladinos

c e r c a n o s a S a n C a r l o s Sija l a b u s c a r o n e n X o l h u i t z ; el g o b i e r n o

atendió estas solicitudes, estipulando, c o m o era usual, que los

t e r r e n o s d e b í a n ser d i v i d i d o s en lotes de igual t a m a ñ o , y ser

d i s t r i b u i d o s m e d i a n t e sorteo e n t r e los p o b l a d o r e s de la aldea.

L a s d i s p u t a s crecieron en torno a las c o n c e s i o n e s y r e c l a m o s

s o s t e n i d o s por T o t o n i c a p á n , por lo que la g e n t e de la a l d e a no

se asentó ahí hasta 1889, p e r o Sija s e m o v i l i z ó r á p i d a m e n t e

69. AGC.\, MG 2 8 6 5 8 / 1 8 8 « 190 y MG 28670/266; AGCA-ST, 6/7, 7/7,


7/20, 8/5, y 31/6; ver también Orellana, "Tzutujil", 54-56 y
Madigan, "Atitlán", Apéndice v

70. AGCA-ST, MG 28658/152 -i 319, MG 29659/380, MG 28665/324

258
p a r a cultivar las 25 caballerías que había recibido, descritas
como bosque: "alterado sólo por pocas m i l p a s de los i n d í g e n a s
de San M a r t í n S a c a t e p e q u e z " . D o s a ñ o s d e s p u é s Sija s o l i c i t ó y
obtuvo 1 5 c a b a l l e r i a s m á s , sin n i n g ú n c o s t o , e n t i e r r a s conti¬
g u a s a las c o n c e d i d a s o r i g i n a l m e n t e ; los que v i v í a n en esa área
se o r g a n i z a r o n e n t o n c e s en la aldea de N u e v o San Carlos, y, a
su v e z , s o l i c i t a r o n y o b t u v i e r o n m á s tierra.^' L a s aldeas tam¬
b i é n t i t u l a r o n t i e r r a s en las s e c c i o n e s bajas del n o r t e . La mu-
n i c i p a h d a d d e H u e h u e t e n a n g o , por ejemplo, o b t u v o la posesión
de m á s de 200 caballerias en Santa Lucía Cruz Yalmux, las
cuales t r a d i c i o n a l m e n t e había sido las tierras de S a n t a E ulalia,
y d e s t i n a d a s a c o n v e r t i r s e en la m u n i c i p a l i d a d de B a r i l l a s . L o s
p u e b l o s de San Francisco el A l t o , Momostenango, y Chiantla,
entre otros, a d q u i r i e r o n tierras en el norte de Nebaj, y Cunen,
San Cristóbal Verapaz, Rabinal, Cubulco y Santa Cruz del
Quiche denunciando exitosamente extensos terrenos en la mu-
nicipahdad de Uspantán.^

U n a lectura detenida de muchas de estas solicitudes revela,


sin e m b a r g o , q u e no fue s i e m p r e el p u e b l o o el c o m ú n , en el
amplio sentido, el que solicitaba la tierra, sino m á s bien grupos
d e n t r o de la c o m u n i d a d . A l d e a s , por ejemplo, que i n t e n t a b a n
titular la tierra, ya sea porque la municipalidad no podía
p r o p o r c i o n a r un título a m p l i o , o debido a disputas por tierras
d e n t r o de la m i s m a c o m u n i d a d , o tal v e z c o m o un p r e l u d i o en
la dirección de lograr la i n d e p e n d e n c i a de la m u n i c i p a l i d a d . En
1902, por e j e m p l o , los r e s i d e n t e s d e las a l d e a s d e M a j a d a s - C h u -
lé y X e n o c h a c u l de A g u a c a t á n solicitaron titular 30 caballerías
"las c u a l e s n o s o t r o s h e m o s p o s e í d o s i e m p r e " . E l l o s a r g u m e n t a ¬
b a n q u e el a g r i m e n s o r e s t a t a l había m e d i d o m á s de 509 caba-

+ 378 y MG 2 8 6 7 2 / 4 3 1 ; .\GCA ST, Totonicapán, 4/10.

71. AGCA, MC 28658/108; AGCA, Quezaltenango, 6/2, 9/13, 17/6,


19/19, y 37/4. Al miemo tiempo los pueblos de las tierras
altas también buscaron tierra en sus áreas inmediatas: AG-
CA-ST, Totonicapán, 4/2, 4/7, 5/7 y Quezaltenango 33/10 y
37/5.

72 Registro de la Propiedad Inmueble, Quezaltenango, Finca


#1160 Folio 219 Tomo 4, Huehuetenango; Davis. "Land",
52-62 Quiche, 5/6, 7/2 + 7, 20/3 + 5 , 2 2 / 8 , y 24/6.

259
llenas para Aguacatán, y que la municipalidad no tenía, o

pretendía no tener los fondos necesarios para reclamarlos;

como resultado las aldeas corrían el peligro de perder sus

tierras frente a los e x t r a ñ o s . Dentro de la i n v e s t i g a c i ó n , al

m e n o s , p a r t e del p r o b l e m a p r o b ó ser q u e l o s p o b l a d o r e s d e e s t a s

aldeas vinieron originalmente de Santa María de Chiquimula

y fueron c o n s i d e r a d o s f o r a s t e r o s por los a g u a t e c o s ; éstos pare¬

cen haber sido reacios a p a g a r por la t i e r r a que estos grupos

poseían. El gobierno aprobó la venta de 30 caballerías directa¬

m e n t e a las aldeas.^^ L a s p a r c i a l i d a d e s o b a r r i o s (este t é r m i n o

es utilizado en Alta Verapaz) titularon tierras,^* así como

también grupos llamados en los documentos "companieros".

Debido a que las peticiones u s u a l m e n t e no e s p e c i f i c a b a n el tipo

de relación o aún los n o m b r e s de t o d o s los s o l i c i t a n t e s , es por

lo general imposible reconstruir los v í n c u l o s que unen a tales

grupos. Estos vínculos podían incluir no sólo relaciones de

parentesco sino también de compadrazgo u otro tipo de rela¬

ciones a f e c t i v a s , o bien p o d í a s i m p l e m e n t e ser el r e s u l t a d o de

una agrupación c o m p u e s t a por individuos en busca de tierras,

alrededor de un cacique poderoso.^^

O t r o s e c t o r p a r t i c u l a r m e n t e a c t i v o e n l a t i t u l a c i ó n d e tie¬

r r a s d u r a n t e e s t o s a ñ o s fue c o n s t i t u i d o por las milicias ladi-

nas.^* D o n d e p r e d o m i n a b a n los l a d i n o s la m i l i c i a se c o n v e r t í a

en s i n ó n i m o de la población m a s c u l i n a de la c o m u n i d a d , y las

73. AGCA S T , Huehuetenango, 23/7; en actividades similares


por otras aldeas: Manzanillo (23/10), Pajuil y País Pericón
(20/1), y Chex (23/3).

74. Ver por ejemplo, AGCA-ST, Totonicapán, 5/7; Carmack, Qui-


chés, 285-6; Davis, "Land", capítulo, iii; Madigan, "Atitlán",
capítulo 5.

75. índice de los expedientes que corresponde al Archivo de la


Escribanía del Gobierno y Sección de Tierras (Guatemala,
1945); para ejemplos más específicos del departamento, ver
AGCA ST, Alta Verapaz 2/2, 3/13, y 6/1.

76 McCreery, David. "Hegemony and Repression en Rural Gua¬


temala, 1871-1920", Para publicarse en Peasant Studies; el
problema fue peor cuando las milicias de las diferentes ciu¬
dades entraron en conflicto: AGCA ST, Baja Verapaz, 24/6.

260
solicitudes de tierra no se diferenciaban unas de otras aunque
se referían al pueblo en t é r m i n o s de las n e c e s i d a d e s de los
milicianos, la " r a z a " y el servicio público. " En los pueblos
d i v i d i d a s entre indios y l a d i n o s , o d o n d e los l a d i n o s constituían
una minoría, el a c c e s o a la tierra p a r a los que no eran indios
era, por lo g e n e r a l , difícil, y la R e f o r m a abrió n u e v a s oportuni¬
d a d e s . El a p a r e n t e b l o q u e o a los m i l i c i a n o s de S o l o m a hizo que
escribieran al presidente Barillas en mayo de 1888, r e c o r d á n ¬
dole q u e ellos, j u n t o con los m i l i c i a n o s de H u h u e t e n a n g o , le
habían solicitado reciente y personalmente un total de 300
c a b a l l e r í a s d e t i e r r a e n las t i e r r a s bajas del N o r t e . C o m o Solo-
ma había sido e n t e r a m e n t e india c u a n d o sus a n c e s t r o s llegaron
y la población i n d í g e n a se había resistido a la inmigración
ladina, los p r i m e r o s en llegar habían tenido que adquirir sólo
t e r r e n o s m i n ú s c u l o s en á r e a s m u y frías d o n d e ni las p a p a s ni
el trigo podían crecer. El gobierno respondió concediéndoles
cincuenta c a b a l l e r i a s . ' * De m a n e r a similar, en 1877 e l presi¬
d e n t e B a r r i o s c o n c e d i ó t e r r e n o s e n las t i e r r a s bajas d e P a m a -
xán a ladinos de la m i h c i a p e r t e n e c i e n t e s a las m u n i c i p a l i d a d e s
p r e d o m i n a n t e m e n t e indígenas, en el d e p a r t a m e n t o de Solóla,
i n c l u y e n d o a la p r o p i a Solóla, Santiago Atitlán y Santa Lucía
d e U t a t l á n . E n e s t e ú l t i m o c a s o l a c o n c e s i ó n fue d e 10 caballe¬
rías, por las cuales t u v i e r o n sólo que pagar $200 en costos de
medición. L o s m i l i c i a n o s l a d i n o s v e n d i e r o n e s t a s t i e r r a s ense¬
guida, así c o m o también 10 caballerías más que recibieron
c o m o un regalo adicional; una década más tarde solicitaron 7
caballerías mas, a d u c i e n d o "nuestra pobreza" e indicando sus
sacrificios por el país. L o s t é r m i n o s de cada concesión incluye¬
ron q u e la tierra q u e d a r a d i v i d i d a en l o t e s de igual m e d i d a p a r a
ser r e p a r t i d o s a cada uno de los m i l i c i a n o s , pero, de hecho
m u c h a de la t i e r r a se c o n c e n t r ó r á p i d a m e n t e en las m a n o s de
unos pocos oficiales mihcianos. Estos usaban poderes o t o r g a d o s
por sus reclutas para m a n i p u l a r el proceso de distribución de
la tierra, q u e d á n d o s e con m u c h o s de los lotes en su propio

77. AGCA-ST. Quiche, 26/7.

78 A ( U A ST, Huehuetenango, 11 2 y 13/1.

261
b e n e f i c i o o el de sus hijos p e q u e ñ o s , y n e g a n d o la t i e r r a a o t r o s

para acabar v e n d i e n d o a forasteros los t e r r e n o s así acumula¬

dos. Cuando solicitaron m á s tierra, el jefe político de Solóla

perdió la paciencia, quejándose de que los " u t a t e c o s " no eran

más que especuladores y a r g u m e n t a d o que, si se les p e r m i t í a

acabarían d e s t r u y e n d o los pueblos indios de San J u a n la L a g u -

nay Santa Clara la Laguna El Presidente revocó la concesión

más reciente.

EL CONFLICTO POR LA TIERRA

Las disputas en t o m o a la tierra, i n c l u y e n d o el s u r g i m i e n t o

de la violencia, tenían p r o f u n d a s raíces h i s t ó r i c a s en la G uate-

mala rural. Se ha supuesto, por lo general, que estos conflictos

se incrementaron d r a m á t i c a m e n t e c o m o r e s u l t a d o de los cam¬

b i o s forjados por el c a f é y los l i b e r a l e s ; sin e m b a r g o , y en lo q u e

se refiere a los c o n f l i c t o s v i o l e n t o s , es lo c o n t r a r i o lo q u e p a r e c e

ser v e r d a d . * " Los m o t i n e s y los ataques armados, aunque no

desaparecieron fueron, por cierto, mucho menos notorios que

antes de 1871, sobre todo debido a que resultaba cada vez m á s

cierto que los que se l e v a n t a r a n a t r a e r í a n sobre sí t o d a la furia

del Estado.'*' L o s i n d i o s así lo e n t e n d i e r o n . El " h o r r o r o s o casti¬

go", que hizo recaer el P r e s i d e n t e B a r r i o s sobre M o m o s t e n a n g o

en 1877 debido a la revuelta originada en una disputa por

tierras con San Carlos Sija y el fusilamiento de docenas de

indios después de un a t a q u e a los e n g a n c h a d o r e s l a d i n o s en S a n

79. AGCA ST, Solóla, 2/21,3/20,4/20,9/5,21/7, y 35/10; AGCA-ST, MG


28939/913 1897.

80. McCreery. "State Power"

81. Muchos de los casos que ocurrieron fueron organizados a


inicios de 1870, antes que el nuevo gobierno hubiera conso¬
lidado su control en el c a m p o : AGCA ST, Huehuetenango, 7/8,
Quezaltenango, 5/1, Totonicapán, 2/7; Carmack, Quichés,
262-269; AGCA. Primera Instancia Criminal, Solóla, 25/1424
y 43/2168; MG 28638/216 y 28762/1334.

262
Juan Ixcoy en 1 8 9 8 b a s t a r o n c o m o lección.*"^ E n l a m a y o r i a d e
los casos la v i o l e n c i a no sirvió de mucho a los indígenas.
También, y excepto para las comunidades de la boca costa
a p l a s t a d a s p o r e l c a f é y e n V e r a p a z d o n d e l a r e s i s t e n c i a típica¬
m e n t e t o m ó las f o r m a s de obstrucción y de titulación de las
t i e r r a s m á s q u e de violencia, las c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s y las
fincas de café casi n u n c a se c o n f r o n t a r o n a lo largo de una
f r o n t e r a c o m ú n . A ú n c u a n d o los pueblos titulaban la tierra en
la boca costa, la tenencia tomó, crecientemente, la forma de la
p r o p i e d a d p r i v a d a , y a sea legal o de facto. Si surgía un conflicto
con una finca v e c m a , é s t e a f e c t a b a a los i n d i v i d u o s y no a la
comunidad como tal. Si un conflicto e m e r g í a con un a finca
vecina, era tradicionalmente individual no comunal.*^ Pero
t a n t o las m e d i d a s y r e m e d i d a s que se realizaron en la década
de 1890y los c o m i e n z o s del siglo X X , como los registros j u d i c i a -
l e s y los i n f o r m e s de los funcionarios locales y j e f e s políticos en
las á r e a s cafetaleras no revelan, -y ésto es notable-, conflictos
de límites. T a m p o c o hay s i g n o s de v i o l e n c i a r e f e r i d o s a la t i e r r a
como la a l t e r a c i ó n o destrucción de cercos y mojones, o la
p r e s e n c i a de robos e i n c e n d i o s .

Las fincas cafetaleras tenían un propósito e m i n e n t e m e n t e


c o m e r c i a l y no fueron un s i m p l e v e h í c u l o del p r e s t i g i o de la
élite; la mayoría no puede calificarse como excesivamente
grandes. El área total de las típicas p r o p i e d a d e s cafetaleras se
u b i c a b a en un r a n g o que iba de 200 a 2000 acres, de los c u á l e s
sólo entre un tercio y un m e d i o , -a v e c e s incluso m e n o s - , eran
dedicados al cultivo del café. P a r a l a m a y o r í a n o fue difícil
obtener la tierra necesaria para la producción, sobre todo
c u a n d o el p r e c i o del café en los m e r c a d o s i n t e r n a c i o n a l e s se
e s t a n c ó d e s p u é s de 1898, y h u b o p o c o s m o t i v o s de v e n t a j a que
se d e r i v a r a n de la a g r e s i ó n a los v e c i n o s m e n o s poderosos. Es
probable que la mayoria de los p e q u e ñ o s agricultores de la boca
costa, sobre todo una vez que se produjo la m e d i d a y r e m e d i d a

82. Carmack, Quiches, 267, McCreery, "San Juan Ixcoy".

83. Pero ésto no fue s i e m p r e el caso ; .AGCA s i , Quezaltenango,

21'6

263
de las tierras, conservaran parcelas de poco o ningún interés

i n m e d i a t o para los p r o d u c t o r e s de café. M u c h o s de los t e r r e n o s

adjudicados a las c o m u n i d a d e s del a l t i p l a n o , excepción hecha

de algunos otorgados a grupos de milicianos, quedaban dema¬

siado altos o d e m a s i a d o bajas p a r a que s i r v i e r a n p a r a el c u l t i v o

cafetalero, o bien carecían de c o m u n i c a c i o n e s a d e c u a d a s p a r a

la producción comercial.*" Aquellos pequeños campesinos que

poseían tierras de interés para los finqueros a menudo estaban

d i s p u e s t o s a v e n d e r l a s bajo lo que ellos consideraban buenos

precios.*^

Los conflictos entre las viejas h a c i e n d a s d e d i c a d a s a las

ovejas, los v a c u n o s , el trigo y las c o m u n i d a d e s , así c o m o las

disputas entre los mismos pueblos, tenían su origen en el

período colonial y continuaron; el café tuvo sobre ellos escaso

impacto directo. Así por ejemplo, la lucha que enfrentó durante

un siglo la e n o r m e h a c i e n d a San J e r ó n i m o , en la Baja V e r a p a z ,

con sus v e c i n o s c u l m i n ó en esos a ñ o s . Un viajero informó en la

d é c a d a de 1890:

"Pero recientemente la lucha se hizo aguda; indios y castas

habían ocupado ilegalmente regiones c i r c u n d a n t e s , dañan¬

do los p o z o s de i r r i g a c i ó n , m u t i l a n d o el g a n a d o y a c a b a n d o

con la m a d e r a y la caza; f m a l m e n t e un g r u p o de g e n t e del

pueblo le dio fuego al ingenio, a t a c a n d o al encargado."***

Para resolver este p r o b l e m a el gobierno c o m p r ó la propie¬

dad a sus d u e ñ o s i n g l e s e s d i v i d i e n d o u n a p a r t e e n t r e los habi¬

t a n t e s locales.**^ En otro e x t r e m o del p a í s , en las tierras altas

84. Por ejemplo, AGCA-ST, Quezaltenango, 11/18, 12/4 y 14/2 y


Solóla 8/5.

85. Instituto Indigenista de Guatemala. Monografía. #264 (Po-


chuta). Guatemala, 1962.

86 Anne Carey y Alfred Percival Maudsley. A Glimpse at Gua


lernala, and Some Noten on the Ancient Monuments of Cen-
tral America. London, 1899. 108; acerca de esta situación,
ver AGCA, Primera Instancia Criminal, Baja Verapaz, 38/4,
39/4, 61/22, 65/12, 66A,/39, y 68A/10.

87. AGCA ST, Baja Verapaz 15A; para ver otros conflictos simila¬
res en la región: AGCA, MG28628/42; MG 28673/319; MG

264
arriba deChiantla, l a h a c i e n d a C h a n c o l - M o s c o s o q u e d ó entra¬
bada en un largo conflicto con sus vecinos indígenas. Los
p r o p i e t a r i o s p r o t e s t a r o n en forma repetida en las décadas de
1870 y 1880 a f i r m a n d o q u e ios i n d i o s de A g u a c a t á n , al Sur, y
de San Juan Ixcoy, al Norte, estaban " a v a n z a n d o " sobre sus
tierras, m o v i e n d o los mojones, robando el g a n a d o y q u e m a n d o
l a s c a s a s , así c o m o t a m b i é n p l a n t a n d o y c o s e c h a n d o e l m a í z sin
p e r m i s o . L o s pueblos respondieron que m á s bien era la finca la
que estaba u s u r p a n d o sus tierras y que desde la hacienda los
atacaban cuando intentaban utilizar sus santuarios religio¬
sos.*** L o s c o n f l i c t o s e n t r e p u e b l o s y h a c i e n d a s , e n e l O r i e n t e y
las tierras altas occidentales, que se producen en esos años,
g u a r d a n una n o t a b l e similitud con los e n f r e n t a m i e n t o s entre
pueblos y h a c i e n d a s que se produjeron hacia 1780y que por eso
resultaban famihares para cualquier acosado Sud-Delegado de
la administración borbónica. Las disputas de limites entre las
m i s m a s c o m u n i d a d e s de las tierras altas, y el conflicto diario,
a u n q u e d e bajo n i v e l , q u e e n t a b l a r o n , también persistió. Sin
e m b a r g o , fuera de g e n e r a r r e c u r s o s a d i c i o n a l e s p a r a la prose¬
cución de las disputas, el café no tuvo, sobre ellos, efecto
perceptible.**^ Los cinco pueblos del "curato de Purificación
Jacaltenango", porejemplo, d e t e r m i n a r o n en la década de 1870
la m e d i c i ó n de la tierra que habían tenido en común, lo que
r e v i v i ó una d i s p u t a c e n t e n a r i a con San M i g u e l de A c a t a n . El
agrimensor enviado para solucionar el asunto encontró, no sólo
que los s a n m i g u e l e ñ o s habían "avanzado" sobre la tierra de
Jacaltenango, sino que también habían m o v i d o los antiguos

28644/462, M G 287 11/100, M G 2 8 6 8 7 / 3 3 ; A G C A - S T , J u t i a p a , 3/6

+ 11.

88. AGCA, MG 28635/517, MG28636/583, MG 28645/568, MG


28646 774, AGCA ST,Huehuetenango, 10/4; Registro... Inmue¬
ble, Quezaltenango, Tomo 2 #27 folio 122, Huehuetenango.

89 Los legajos MG28718 y M(. 28719, po r ejemplo, están vivos


con algunos problemas; para dos casos específicos -San Mi¬
guel Totonicapán contra sus vecinos y Santa Lucía contra
Santa Cruz La Laguna- ver: AGCA ST, Totonicapán 3/16, 4/2,
4/7, y AGCA, Primera Instancia Criminal, Solóla, 25/1424 y
AGCA, M(i 2 8 6 5 3 4 y 2 8 6 9 8 3 0 5

265
m o j o n e s , b o r r a n d o incluso las s e ñ a l e s con q u e él m i s m o h a b í a

d e m a r c a d o los l í m i t e s . A n t e los r e p r e s e n t a n t e s de San Miguel

l e y ó "en v o z a l t a " u n a c u e r d o firmado una década antes, a través

del cuál se iba supuestamente a resolver el conflicto; y los

a m e n a z ó con un c a s t i g o s e v e r o si p e r s i s t í a n en la o b s t r u c c i ó n

de las m e d i c i o n e s . Esto puso fin a la a m e n a z a de violencia,

a i m q u e n o t e r m i n ó con el conflicto.** "Losjusticias", informaba

un agrimensor en otro ejemplo, "me i m p l o r a r o n que no e n v i a r a

tropas".^' La diferencia con el s i g l o a n t e r i o r fue q u e a h o r a h a b í a

m á s poder y p r e s e n c i a del E s t a d o , lo que hacía m á s efectiva la

presión sobre los pueblos y h a c i e n d a s p a r a que regularizaran

la situación de sus tierras. Las m e d i d a s precisas y los títulos

r e l a t i v a m e n t e claros limitaban las posibilidades de conflictos.

En forma m á s general, las viejas, d e s c a p i t a l i z a d a s e i m p r o d u c ¬

t i v a s h a c i e n d a s coloniales, y los ejidos de las t i e r r a s frías y a l t a s ,

fueron, c o m p a r a d o s con las p o s i b i l i d a d e s de r i q u e z a s a b i e r t a s

por el café, y tanto para el E s t a d o c o m o para la élite, de escasa

importancia.

Si la titulación de la t i e r r a y el p o d e r del E s t a d o t e n d i e r o n

a reducir, o al menos a r e p r i m i r las disputas y la v i o l e n c i a

abierta d e n t r o de los pueblos, y e n t r e éstos y las p o c a s fincas

grandes en el altiplano occidental, también es posible que

pudieran haber tenido el efecto de volcar el conflicto hacia el

interior de las p r o p i a s c o m u n i d a d e s i n d í g e n a s . En el citado caso

de J a c a l t e n a n g o , por ejemplo, fue tan difícil y complicado

lograr títulos para los ejidos que los pueblos comenzaron a

luchar entre sí y acabaron dividiéndose en municipalidades

independientes.*' Un título no sólo m a r c a b a la línea d i v i s o r i a

entre los pueblos vecinos y entre las propiedades; también

fijaba los límites externos de los alrededores de la misma

c o m u n i d a d lo cual resultaba s o f o c a n t e u n a v e z q u e la p o b l a c i ó n

comenzó a crecer al filo del nuevo siglo. La vieja idea de un

90. AGCA ST, Huehuetenango 7,8.

91. AGCA sr. Quiche, 2/12.

92. A G C A ST, Huehuetenango 11 9, 11-10, 17/5, 12/4 + 7, 34/8 y


11/5.

266
territorio común indefinido no pudo ser ya s o s t e n i d a en la
m a y o r í a de las áreas; había cada vez menos terrenos baldíos
d i s p o n i b l e s y el c a m p o ya no pudo c o n s i d e r a r s e c o m o abierto o
a ú n sujeto de disputa. El café en la b o c a c o s t a sur y en las t i e r r a s
bajas, y la e s p e c u l a c i ó n y e x p l o t a c i o n e s g a n a d e r a s de los l a d i n o s
en el N o r t e , a u n q u e no a c a b a r o n con el acceso a las t i e r r a s de
c l i m a c a h e n t e , c a m b i a r o n las c o n d i c i o n e s de uso y e l e v a r o n los
costos. C o m o la población creció y a u m e n t ó la presión sobre los
recursos d i s p o n i b l e s , i n d i v i d u o s y familias dentro de las comu¬
n i d a d e s se enfrentaron unos contra otros. En principio, estas
d i s p u t a s d e b í a n n e c e s a r i a m e n t e r e s o l v e r s e a t r a v é s de los me¬
c a n i s m o s tradicionales, sea por la i n t e r v e n c i ó n de "losjusticias"
locales, por una discusión de c o n s e n s o , o por la violencia, ya que
p o c o s h t i g a n t e s t e n í a n p a p e l e s p a r a "ir a n t e l a l e y [ l a d i n a ] " . S i n
e m b a r g o la e x i s t e n c i a de la ley en la c o n c i e n c i a de la p o b l a c i ó n ,
j i m t o con e l i n c r e m e n t o d e l a p r e s e n c i a e f e c t i v a del E s t a d o p a r a
reforzarla, s o c a v ó el p o d e r de los a l c a l d e s y p r í n c i p a l e s , y en
g e n e r a l , de los m e c a n i s m o s de la c o m u n i d a d , aún c u a n d o la
m a y o r í a de la población no hubiera tenido que recurrir a ellos.
El antropólogo R i c a r d o Falla ha a r g u m e n t a d o en vez de ese
r e c u r s o a la ley, los i n d i o s se v o l c a r o n h a c i a s o l u c i o n e s indivi¬
d u a l e s de brujería.** La brujería sirvió como puente entre la
é p o c a en la cual la c o m u n i d a d y sus v e c i n o s , t i t u l a r o n el c o m ú n ,
definiendo sus l i m i t e s e x t e r n o s y d e b i l i t a n d o el papel de los
a n t i g u o s f u n c i o n a r i o s locales en la r e g u l a c i ó n de la tierra, y el
lapso de t i e m p o entre las d é c a d a s de 1930y 1960 d e p e n d i e n d o
de la c o m u n i d a d , ^ en que suficientes m i e m b r o s de la comuni¬
dad tuvieron documentos escrítos para presentarlos en los
tribunales ladinos siguiendo un procedimiento nacionalmente
aceptado.

93. Falla. Quiche, rebelde, capítulo 4, parte 5

94 Bunzel. Chichicastenango, 20; en contraste, los primeros


documentos de tierras en los archivos municipales de San¬
tiago Chimaltenango datan de finales de la década de 1940,
aunque algunos habían existido a inicios siendo destruidos:
Watanabe The Demise of Comunal Land Tenure in Santia-
go Chimaltenango", Mss, Wagley. Economics, 65.

267
LA VENIDA DE LOS LADINOS

I n i c i a l m e n t e , el café no afectó t a n t o a los p u e b l o s en lo que

se refiere a la tierra sino m á s bien a t r a v é s de los m e c a n i s m o s

de r e c l u t a m i e n t o de la m a n o de obra; fue m á s bien el efecto

gradual de esos m e c a n i s m o s lo que se hizo sentir sobre la tierra.

Los salarios y a d e l a n t o s a s o c i a d o s con la m o v i l i z a c i ó n de la

m a n o de obra inyectaron un v o l u m e n de dinero que no tenia

p r e c e d e n t e s en las e c o n o m í a s locales. U n r e s u l t a d o d e ello fue

la tendencia a mercantilizar la tierra y la elevación de los

precios, poniendo en clara desventaja a los más pobres o a

aquellos que más participaban de los valores tradicionales,

a c e l e r a n d o con ello la d i f e r e n c i a c i ó n social. C o n e l n u e v o énfa¬

sis en los t í t u l o s e s c r i t o s y la a p e r t u r a de o p o r t u n i d a d e s p a r a

aquellos listos ajugar un papel i n t e r m e d i a r i o e n t r e las d e m a n ¬

d a s del c a f é y l a p o b l a c i ó n local, a u m e n t ó m u c h o l a d e s i g u a l d a d .

Quienes prosperaron dentro de la comunidad gracias al nuevo

a m b i e n t e fueron aquellos funcionarios locales con menos es-

c r ú p u l o s y los c a p o r a l e s i n d í g e n a s que a y u d a b a n en el recluta¬

m i e n t o de m a n o de obra; todos ellos invirtieron parte de sus

ganancias en la compra de tierras, vendidas por sus v e c i n o s

m e n o s a f o r t u n a d o s o p o c o c u i d a d o s o s . A u n q u e q u i z á s n o típi¬

cas, pero ciertamente tampoco únicas fueron las a c t i v i d a d e s

del a l c a l d e G a s p a r d e Nebaj:

" U t i l i z a n d o las facilidades que su c a r g o le daba, sistemáti¬

camente estaba atento a las tierras hipotecadas por los

indios, o quienes de otra forma le daban sus tierras c o m o

pago de deudas. Como resultado, él era el mayor terrate¬

niente indio en Nebaj y las c o m a r c a s de a l r e d e d o r e s . "

La población indígena de Y e p o c a p a reclamó que su gober¬

nador les estaba q u i t a n d o el acceso a las tierras comunales,

diciendo:

95. Lincoln, J S "An Ethnographit study of the Ixil Indians of


the Guatemalan Highlands" < 1945», Universidad de Chicago
Microfilm de Colección, p.88.

268
"se iban a e n a g e n a r esa t i e r r a ; q u e si t e n i a m o s d i n e r o p a r a
v o l v e r l a s a c o m p r a r . . . y si no v e n d r í a n a los l a d i n o s , y c o m o
e n r e a l i d a d n o t e n e m o s d i n e r o así m a n i f e s t a m o s , c a l l a n d o
a v i s t a d e q u e d e s p u é s d e h a b e r t o m a d o p a r a s i d o s caba¬
llerías y una p a r a su hermano nos dijo que en el resto
n i n g u n o del p u e b l o t e n i a q u e ver."'*

En la d é c a d a de 1890, e l g o b e r n a d o r d e San P e d r o S a c a t e -
pequez (Guatemala) acumuló una propiedad de unas veinte
c a s a s , sitios de a s e n t a m i e n t o y p a r c e l a s de t i e r r a c u l t i v a b l e , así
c o m o u n e s t a n c o ( m o n o p o l i o d e licor) "por l a n o c h e , i m p e r a n d o
el d e r e c h o de la fuerza.""^ En c o n t r a s t e , T i b u r c i o C a a l , a l c a l d e
de C o b á n por v e i n t i c u a t r o a ñ o s y c o n s c i e n t e del "calvario q u e
cada m a t a de café esperaba a nuestros indios", cuando parceló
la t i e r r a c o m u n a l escribió en los t í t u l o s q u e no p o d í a ser v e n d i d a
a "extranjeros" Si fue o n o , c o m o los p e r i ó d i c o s g u a t e m a l t e c o s
se referían a Caal "una aparición aislada en la historia m o d e r n a
de los indígenas", lo cierto es que siempre hubo funcionarios
indios explotadores. Es probable, sin e m b a r g o , que la gran
m a y o r í a de estos funcionarios trabajaran para defender a la
c o m u n i d a d de las d e m a n d a s y o p r e s i o n e s de afuera; ciertamen¬
te ambas actividades no eran necesariamente contradictorias.
P e r o e l c a f é p r o v e y ó o p o r t u n i d a d e s n u e v a s , y sin p r e c e d e n t e s ,
para aquellos que tenían algún podery deseaban enriquecerse
a c o s t a s de sus v e c i n o s ; no hay d u d a de que m u c h o s lo hicieron.

L o s l a d i n o s c o o p e r a r o n c o n l o s f u n c i o n a r i o s i n d í g e n a s lo¬
cales, y a v e c e s los d e s p l a z a r o n . En el a l t i p l a n o o c c i d e n t a l , el
p a t r ó n de a s e n t a m i e n t o de los ladinos consistió en un p e q u e ñ o
número de ciudades predominantemente ladinas, porejemplo,
Sija,Chinique, Malacatán o H u e h u e t e n a n g o , que en su m a y o r í a
h a b í a n c r e c i d o c o m o " v a l l e s " ( a s e n t a m i e n t o s p r e c a r í o s e ilega¬
les) d u r a n t e el p e r í o d o colonial, a v a n z a n d o al status de muni¬
c i p a l i d a d a f i n a l e s del s i g l o X V I I I o d e s p u é s de la i n d e p e n d e n c i a .
T r a d i c i o n a l m e n t e tuvieron poca tierra, pero después de 1871

96. A G C A ST, Chimaltenango 4 4

97 AGCA SI, Guatemala, 6/8

9H Diario d,- Centro Améruu (iuatemula, .i (le Mayo, 1918.

269
se v o l v i e r o n m a s a g r e s i v o s y t u v i e r o n éxito en la b ú s q u e d a . A

m e n u d o este éxito vino a e x p e n s a s de sus v e c i n o s i n d í g e n a s .

Al m i s m o t i e m p o , m u c h o s de los pueblos m a s i v a m e n t e indíge¬

nas del altiplano albergaron un pequeño núcleo de ladinos,

i n t e g r a d o por los familiares de los curas, p o s a d e r o s que aten¬

dían a los viajeros que iban camino a México, o pobres que

obtenían a l i m e n t o s de los indios. La l i q u i d e z q u e trajo c o n s i g o

el café dentro de la e c o n o m í a de e s t o s p u e b l o s y c i u d a d e s atrajo

muchos m á s ladinos a las tierras altas después d e 1880.'*^ A

m e d i d a que a u m e n t a r o n en n ú m e r o , e m p e z a r o n a presionar al

Estado por lo que d e n o m i n a b a n un "gobierno dual"'"', es decir,

uno en que el gobierno municipal q u e d a r a c o m p a r t i d o entre las

poblaciones indígenasy ladinas. Esto significó la escogencia de

un ladino como primer alcalde y el c o m p r o m i s o de a l t e r n a n c i a

entre indios y ladinos en lo sucesivo; la m i n o r í a ladina q u e d ó

así e n u n a p o s i c i ó n v e n t a j o s a p a r a a p r o v e c h a r s e d e l o s r e c u r s o s

de la c o m u n i d a d . Por lo general, el c o m ú n de indios se resistió

a esta innovación, p e r o el peso del E s t a d o y la p r e s u n c i ó n de

que "civilizar" significaba "ladinizar" estuvo contra ellos. Los

funcionarios ladinos de Chiche, por ejemplo, solicitaron en

1875 un mayor acceso a los ejidos del pueblo, y cuando los

i n d í g e n a s se r e h u s a r o n e n c a r c e l a r o n a los "justicias" i n d i o s . El

conflicto continuó hasta que en la época de la siembra, en la

p r i m a v e r a de 1877, los indígeneis o c u p a r o n la m u n i c i p a l i d a d

con trescientos hombres armados "listos para derramar san¬

gre". En este punto el E s t a d o i n t e r v i n o o r d e n a n d o a los indios

99. Típicamente ésto fue el caso de la ciudad ladina de Zarago¬


za la cual obtuvo cincuenta caballerías de las municipali¬
dades indígenas vecinas de Chimaltenango, primero
forzándolas a rentarlas y después apropiándose de ellas:
AGCA ST, C h i m a l t e n a n g o , 26/2 y 20/8.

100. E n t o r n o a ésto se ha a b i e r t o un debate en el cual dados los


censos estadísticos disponibles probablemente no pueda
ser resuelto. Carol Smith estima que el número se duplicó:
"The Origins o f the National Question in Guatemala", MSS,
nota de pie de página # 20.

101. V e r AGCA, MC 28632/482, para ejemplos adicionales v e r Jor-


ge Skinner-Klee. Legislación indigenista de Guatemala.
México, 1954, 33,46, 50 y 94

270
q u e dejaran a los ladinos en posesión de las t i e r r a s que t e n í a n .
Los ladinos locales también se aprovecharon de la redención
del censo p a r a c o m p r a r la tierra de las c o m u n i d a d e s . En 1877
el alcalde ladino de San Juan S a c a t e p e q u e z acusó al g o b e r n a d o r
de conspirar contra los ladinos:

"se i n c u l c a l a i d e a d e q u e l o s t e r r e n o s t o d o s s e r e s c a t e n d e
m a n o s de los indios para centralizar la p r o p i e d a d t e r r i t o r i a l
e n t r e la c l a s e sola, con la n e c i a e s p e r a n z a de l a n z a r n o s del
lugar."

El g o b i e r n o r e s p o n d i ó o r d e n a n d o a los indígenas de San


Juan r e m a t a r toda la tierra perteneciente a "la c o m u n i d a d ,
guachivales'*" y cofradías". De diez lotes v e n d i d o s , solo dos
fueron a p a r a r a m a n o s de los i n d í g e n a s . ' * *

En la década de 1880 l o s e n g a n c h a d o r e s s e e s p a r c i e r o n p o r
las t i e r r a s altas del O e s t e en busca de trabajadores. A l g u n o s
suphan apenas una o dos fincas, m i e n t r a s que otros trabajaban
por cuenta propia, e n g a n c h a n d o los trabajadores que podían
p a r a r e v e n d e r d e s p u é s estos c o n t r a t o s a las fincas de café que
ofrecieran el mejor precio. El r e c l u t a m i e n t o no fue, para la
mayoría, una actividad de tiempo c o m p l e t o ; por lo general, eran
t a m b i é n p u l p e r o s y p r e s t a m i s t a s , y se e n c a r g a b a n del e s t a n c o
del a g u a r d i e n t e . E s t a s a c t i v i d a d e s a m a r r a r o n a los indios a los
ladinos locales y el c r é d i t o , g a r a n t i z a d o en m u c h o s casos con la
tierra; -lo único de valor de los i n d í g e n a s que podía interesar a
los l a d i n o s - se convirtió en una trampa. A u n q u e esta práctica
fue e x p r e s a m e n t e p r o h i b i d a por la ley, fue f r e c u e n t e q u e l o s
e n g a n c h a d o r e s e x i g i e r a n la tierra en g a r a n t í a por si los indios
no podían o rehusaban cumplir con el trabajo contratado;
c u a n d o ese fue el c a s o , y l o s e n g a n c h a d o r e s p u d i e r o n p r o b a r l o .

1Ü2 A(;(A, M(. 2 8 6 5 0 525, 28652/21, 28654/145 1876. y


2866 2 ;Í9 1877.

103 Sobre guachivales", ver Robert HiU. ill, "Continuity in


N i n e t e e n t h - C e n t u r y San í'edro S a c a t e p e q u e z ", paper, A m e -
rican Antropological A»»ociation Meeting, November,
1989.

104. AfiCASi, Guatemala, 4/113B

271
u s u a l m e n t e se q u e d a r o n con la tierra.'** U n a figura clave en

e s t o fue el s e c r e t a r i o de la m u n i c i p a l i d a d . Aún en c i u d a d e s o

p u e b l o s sin g o b i e r n o d u a l , el puesto de secretario después de

1 8 7 1 , fue o c u p a d o casi s i e m p r e por un l a d i n o , y c o m ú n m e n t e

alguien extraño al pueblo, e n v i a d o para el puesto.'** D e s i g n a d o

por el j e f e político y n e c e s a r i a m e n t e a l f a b e t i z a d o , el s e c r e t a r i o

c o n s e r v a b a los r e g i s t r o s del gobierno y juzgado municipales,

otorgaba permisos, licencias y e x e n c i o n e s . E s t a s acti v i d a d e s se

multiplicaron con los g o b i e r n o s l i b e r a l e s ; a d e m á s el s e c r e t a r i o

municipal era quien m a n t e n í a la c o m u n i c a c i ó n escrita con las

a l t a s a u t o r i d a d e s del g o b i e r n o . T a m b i é n era é l q u i e n a u t o r i z a ¬

ba los contratos de trabajo para los enganchadores, y quien

r e g i s t r a b a los " m a n d a m i e n t o s " r e c i b i d o s por el p u e b l o certifi¬

cando también su acatamiento. Como muchos no podían vivir

sólo con los i n g r e s o s del c a r g o , se v i e r o n i n v o l u c r a d o s en acti¬

vidades comerciales locales y el r e c l u t a m i e n t o de t r a b a j a d o r e s .

El secretario estuvo, en suma, m u y bien c o l o c a d o para aprove¬

c h a r s e d e u n sin n ú m e r o d e o p o r t u n i d a d e s e c o n ó m i c a s , inclu¬

yendo la adquisición de tierras. Otros funcionarios ladinos

locales el " c o m a n d a n t e local" o el " c o m i s i o n a d o p o l í t i c o " goza¬

ban de las m i s m a s prerrogativas,'""^ al igual que los bien conec-

tados "guisaches" ( a b o g a d o s sin t i t u l a r ) . A s í p o r e j e m p l o , los

p o b l a d o r e s d e u n a c i u d a d m d í g e n a sin n o m b r e e n A l t a V e r a p a z

reclamaron aljefe político en 1910 q u e u n tal F i l i b e r t o P o n c e ,

l l a m a d o "ad v o g a d o y n o t a r i o " por los i n d i o s p e r o q u e n o t e n í a

ese título, se a p r o v e c h a b a de su i g n o r a n c i a y " r a z a d e s g r a s a d a "

p a r a e x p l o t a r l o s de m a n e r a "tosca, b r u t a l , y i n s a n a " . Este Ponce

105. A G C A , B119.21.0.0, 47768/(número no registrado) y 47784/5;


Davis. "Land", 213.

106. El término "secretario" fue también utilizado por cualquier


literato quien escribía trabajo para otros. Ellos también
fueron utilizados para la adquisición de tierras y otras
expensas: AGCA, MC 28940/1106 y Benjamín Paul, "Entrepre-
neurs and Economic Inequality in San Pedro La laguna,
Guatemala: A Hundred years de Historia", ensayo presen¬
tado en el encuentro de la Asociación de Estudios Latinoa¬
mericanos, Marzo de 1988.

107. A G C A , M[i 28806/1328.

272
había c o n v e n c i d o a m u c h o s indios de que el Presidente había
revocado los títulos de todas la tierras y que sólo él podía
e m i t i r l e s los n u e v o s t í t u l o s . Así los t e n í a i n t i m i d a d o s , tal v e z en
c o n t u b e r n i o c o n l o s l í d e r e s l o c a l e s , p a r a q u i t a r l e s m u c h a s tie¬
rras que pertenecían a las c o m u n i d a d e s . Estos ladinos locales
r e v e n d í a n las p a r c e l a s de tierra que a d q u i r í a n de los indios, o
bien las a l q u i l a b a n , o las c u l t i v a b a n con trabajadores asalaria¬
dos; otras veces, s i m p l e m e n t e esperaban un comprador o que
el dueño de una finca de la costa, en busca de una reserva
laboral, se interesara en adquirirla.

Las comunidades perdieron tierra, o se encontraron en


dificultades y desventajas para manejarla, como resultado de
la e x p a n s i ó n del café. P e r o t o d o e s t e p r o c e s o fue l e n t o , frag¬
mentado y desigual. No se trató de algo c o n t r a lo cual las
comimidades pudieran organizarse fácilmente. L o s l a d i n o s lo¬
c a l e s y l o s de a f u e r a s i e m p r e e n c o n t r a r o n a l i a d o s en la pobla¬
ción i n d í g e n a listos p a r a e n r i q u e c e r s e a e x p e n s a s de los pobres
o los v e c i n o s m e n o s "listos". La opresión y explotación étnicas
de la G u a t e m a l a rural, hoy c o m o ayer, s i e m p r e recurrió al cruce
de a l i a n z a s é t n i c a s y clasistas.

CONCLUSIONES

E l i m p a c t o del café sobre las c o m u n i d a d e s fue g e n e r a l m e n ¬


te el de c o n s t r e ñ i r p e r o sin c o r t a r d e f i n i t i v a m e n t e el a c c e s o a
la tierra. A q u e l l a s c o m u n i d a d e s situadas fuera de las tierras
cafetaleras usualmente pudieron consolidar, al menos hasta
q u e l a i n t r o m i s i ó n d e l o s l a d i n o s fue m á s n o t a b l e , e l c o r a z ó n
del ejido en las t i e r r a s a d y a c e n t e s al pueblo; al m i s m o t i e m p o
perdían, o veían d i s m i n u i d o su acceso a amplias áreas que
tradicionahnente habían poseído o r e c l a m a d o . A l g u n o s pueblos

108. .AGCA, una petición al presidente, de aproximadamente 40


indígenas, el 31 de agosto, 1910, Papeles del Jefe Político
de Alta Verapaz, 1910.

273
obtuvieron más tierra; aún los que no lo lograron fueron a

menudo capaces de c a m b i a r los reclamos imprecisos por un

título claro; esto afectó a las c o m u n i d a d e s c o m o tales, a grupos

d e n t r o de las c o m u n i d a d e s y a i n d i v i d u o s . En u n a p a l a b r a , el

café, excepción h e c h a de u n a s p o c a s y d i s e m i n a d a s p o b l a c i o n e s

de la boca costa, no a m e n a z ó la s o b r e v i v e n c i a de las c o m u n i d a ¬

des ni tampoco la parte más vital de sus ejidos. Las leyes

l i b e r a l e s , sin e m b a r g o , fijaron los l í m i t e s de las p r o p i e d a d e s y

el café se extendió sobre m u c h a s de las tierras fértiles y que,

a u n q u e sin s e r c u l t i v a d a s p o r e l l a s , q u e d a b a n d e n t r o del alcan¬

ce potencial de las c o m u n i d a d e s . El café cerró una i m p o r t a n t e

válvula de seguridad que podría haber ayudado a evitar el

incremento poblacional en el siglo XX. Pero por supuesto, la

población i n d í g e n a en las d é c a d a s de 1880 o de 1890, d a d o s los

trescientos años de inestabilidad, no tenía m a n e r a de anticipar

los e f e c t o s d e u n c r e c i m i e n t o sin p r e c e d e n t e s . T a m p o c o p o d í a ,

dada la historia de coerción y m u t u a hostilidad con el Estado,

bloquear la expansión cafetalera. Sólo un r e v u e l t a total hubiera

podido lograr ésto, y las c o n d i c i o n e s de o r g a n i z a c i ó n para ello

estuvieron ausentes en estos años. El cambio de v a g o s r e c l a m o s

por seguridad; el hecho de que tenían poca posibilidad de

elección y de que perdieron sólo una p a r t e del c o m ú n , aquella

r e l a t i v a m e n t e m a r g i n a l al corazón de sus ejidos, limitó tanto

el sentido de desesperación como el grado de su habilidad para

resistir.

274
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EL CAFÉ, EL T R A B A J O
Y LA C O M U N I D A D I N D Í G E N A
DE MATAGALPA,
1880-1925*

Jeffre y G o u l d

En 1918, el e s t u d i o s o y d i p l o m á t i c o n o r t e a m e r i c a n o , D a n a
Munro analizó el problema de la m a n o de obra indígena en
Matagalpa. Reconoció que el gobierno había v e n d i d o o regalado
terrenos a cafetaleros, pero no creía que las v e n t a s hubiesen
trastornado la situación e c o n ó m i c a de los indios. E x p r e s ó que:

"La situación laboral en la región c a f e t a l e r a del norte


padece de considerables dificultades. Los indios, quienes
v e n p o c o p r o v e c h o en c a m b i a r su libre m o d o de v i d a en sus
aldeas por una vida de trabajo en las plantaciones, no
suministran la fuerza laboral regular y confiable que es
indispensable para el adecuado cultivo de las plantaciones;

El autor a g r a d e c e al p r o g r a m a F u l b r i g h t por la b e c a de inveg-


tigación que le ha permitido realizar este estudio. También
debo un profundo agradecimiento a la señora Aurora Martí¬
nez sin cuya ayuda y generosidad, este proyecto hubiera
sido imposible de llevar a cabo. Agradezco la c o o p e r a c i ó n de
Eduardo Baumeistery también la de los informantes mencio¬
nados en el texto. Asimismo q u i s i e r a a g r a d e c e r a Knut W a l t e r
y María Elidieth Porras por sus lecturas críticas del ensayo
y al Padre Alvaro Arguello por su cooperación bibliográfica.
También agradezco los comentarios y sugerencias de Richard
N. Adams, Elizabeth Dore, Iván Molina, Mario Samper, Mi-
chael Schroeder y Robert G. Williams.

279
aunque en m o m e n t o s en que necesitan un poco de dinero

están d i s p u e s t o s a trabajar."*

Después de resumir la experiencia de trabajo f o r z o s o bajo

José Santos Zelaya (1893-1909), menciona la "abolición" de las

leyes de trabajo c o a c c i o n a d o por los C o n s e r v a d o r e s . Prosigue:

"... y d e s d e 1910, los c a f e t a l e r o s , i n c a p a c e s de h a c e r v a l e r

sus c o n t r a t o s que hicieron con los indios, a menudo han

tenido dificultades con la cosecha. El hecho de que las

a u t o r i d a d e s l o c a l e s , e n m u c h o s c a s o s , i l e g a l m e n t e h a n eje¬

cutado las viejas leyes; pero la i n c e r t i d u m b r e de la s i t u a c i ó n

laboral ha d e s a l e n t a d o la expansión de las p l a n t a c i o n e s y

la i n t r o d u c c i ó n de capital nuevo."'^

El texto de Munro reviste importancia ya que además de

representar una versión sofisticada del e n f o q u e oficial nortea¬

mericano también expresa la visión, en ciertos aspectos, de los

c a f e t a l e r o s m a t a g a l p i n o s de su é p o c a . A p e s a r del g r a n m é r i t o

a c a d é m i c o de M u n r o , de su p r e o c u p a c i ó n y de su s i m p a t í a por

el pueblo indígena de Matagalpa (incluyendo su oposición al

trabajo forzoso), a l g u n o s d e sus p l a n t e a m i e n t o s m e d u l a r e s n o s

parecen errados. En el siguiente ensayo-un análisis narrativo

de la c o m u n i d a d indígena de