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INJUSTICIAS DEL

ESTADO ESPAÑOL

LABOR PARLAMENTARIA
DE UN AÑO

POR

EL OBISO DE JACA
MONS. ANTOLÍN LÓPEZ PELÁEZ

1908
INJUSTICIAS DEL ESTADO ESPAÑOL
Injusticias del
Estado Español
LABOR PARLAMENTARIA
- - - DE UN AÑO

I’OK

E l Obispo de Jaca

m cm ix ¿i Gustavo Gili, Editor


BARCELONA C a l l e U n i v e r s i d a d , 45
ÍNDICE

El E stado y la Ig lesia

Págs.
I.—Olv id o del D e r e c h o can ónico , . . . . . . . 5
I [.—L a s B u la s do los n u ev o s O b i s p o s . ...................................... 11
1 1[.—E l d o n a tiv o del c l e r o .................................................................... 14
I V .—L a A g e n c i a de P reces ; los fu nera le s de los políticos; I.
Obra P í a ........................................................................................... 20
V . —F r a n q u ic ia postal de ios e c l e s i á s t i c o s .............................. 44
V I . —P r o v is io n e s (le pr e b e n d a s ............................................................. 47
V 1 1 .—E x e q u i a s de cuerp o p r e s e n i e ..................................................... 54
V i l í. —R e p a r a c ió n de los t e m p l o s ..................................................... G5
I X . - H a b i l i t a d o s del Cle ro .................................................................... 77
X . - P erm u t a de be neficio s.................................................................... 81
X!. —Certific acione s de lo.s párrocos para el re clu ta m ie nt o de
E j é r c i t o .......................................................................................... 89
XI l. —L a s a c t a s de co ns en tim ie nt o pura el m a tri m onio , 91
X I I I . —El beneficio de la pobreza de la s pa rroqu ia s 97
XI V.—P a r tida s s a c r a m e n t a le s pedidas por los j u e c e s . Compare
ce n ci a de los e c l es iá s tic o s ante é s t o s .............................. 102
X V . —El r ec ib o del a v is o para celeb rar el mat ri m onio 113
X V I . —C e m e n t e r i o s .................................................................................... lie
X V I I . —I nde m nizac io ne s de las C or poraci on es e cl e s iá s tic a s lis
X V I I I . —V e n t a de o bjetos del c u l t o ..................................................... 13G
X I X . —El pa pel de oñcio en los P r o v is o r a to s . . . . . 136
X X . —-Enmien das al P r e su p u e s to d e . G r a c ia y Justicia 138
X X I , - L a E m ba jada de E sp a ñ a en el Quii inal y la E m b a j a d a de
V a tic a n o en E sp a ñ a . .............................. ; . 141
X X I I - —Más ac er ca de la Obra P í a ..................................................... 145
X X I I I . —L a s m is io n e s de M a r r u e c o s ...................................... ; 158

El E sta d o y la B e n e fic e n c ia

I.—L a Beneficencia perjudicada con perjuicio de los N otarios


y A g e n t e s de N e g o c i o s .................................................................... 183
II.—La Benef ic en ci a en p e lig r o .............................................................'¿03
III .—A b u s o s en B e n e f i c e n c i a .................................................................... 225

El E sta d o y la E n s e ñ a n z a

I .—L a s Jun ta s lo c ale s de I n s t r u c c i ó n ..............................................233


II.—E n s e ñ a n z a o b li g a to r ia y l a i c a .....................................................
Págs.
1IL—L as com isiones de exám enes; la libertad de enseñanza; las
oposiciones á c á t e d r a s .............................................................. 277
IV .—Los conserva do res conservando la obra de los liberales en
la e n s e ñ a n z a ..................................................................... , 234
V ,—L os textos heterodoxos . ................................................ ÍÍS9
V I.—Municipios que no pagaron la e n s e ñ a n z a ............................ 311
.V il.—M aestros que no pueden cobrar S15
VEII.—Los P rofesores de Religión; los hijos de los Guardias en
las escuelas; la ínam ovilidad de los funcionarios del
M inisterio de T n siru ccitín ....................................................... 317
IX .—El censo escolar.—EL grneiro en F ilo so fía .—L a s profeso­
ras de la Norm al de Toledo......................................................3.^7

El Estado y la Prensa
I.—L a prensa I m p í a ............................................................................ 333
11.—L a prensa t e r r o r i s t a ..................................................................... 337
III.—L a prensa inm oral............................................................................ 34G
I V .—L a prensa calum niadora ...............................................................353

El Estado y el Notariado
I.—L a nueva demarcación: la agrem iación forzosa . , . 361
II.—El turno de a n t i g ü e d a d .............................................................. 370
ll t , -A r c h iv o s de protocolos ........................................................i S73
1 V.—Lafi actas de consentim iento para el matrim onio . . . 377
V ,—S u b stitu c io n e s...................................................................................S79
V I.—E xced en cias y l i c e n c i a s ......................................... 335

El Estado y la Milicia
I.—L a s concentraciones de la G uardia civil 397
TI.—Los pluses de los G uardias 404
I II.—El uniform e de la B enem érita 4171
IV ,—P ensiones á G uardia c iv ile s . 422
V .- L o s m úsicos m ilitares . 4 23
V f.—E l m atrim onio de los soldados 425
V II.--L a s dividas de los C apellanes de E jército 432

Injusticias respecto de otras personas


I .- L a s deudas de U lt r a m a r ...............................................................439
II.—L os m édicos fallecidos en epidem ias..........................................450
TM.—L os veterin arios .............................................................................457
IV .—Los p ro cu ra d o res............................................................................ 470
V .—Los.c a r t e r o s ................................................................................... 471.
V I.—L os e m i g r a n t e s ............................................................................ 474
V i l . —L os m ineros de L i n a r e s .............................................................. 476
V III.—H aberes r e l i c t o s ............................................................................ 477
I X .—E l descuento de los e m p l e a d o s ................................................ 480
E l Estado y la* Iglesia

X. Olvido del Derecho Canónico.—II. Las Bulas de los nuevos


Obispos.—III. El donativo del clero.—IV. La A gen cia de P re­
ces: L os funerales de los políticos: La Obra P ía .—V. Franquicia
postal de los eclesiásticos.—VI. P rovisiones de prebendas. —
VII. Exequias de cuerpo presente*—VIH. Reparación de tem ­
plos.—IX. E spedientes m atrim oniales de pobres: Habilitados
del Clero.—X. Perm uta de beneficios.—XI. Certificaciones de
los párrocos para el reclutam iento del E jército.—XII. Las actas
de consentim iento para el matrim onio.—-XIII. El beneficio de
pobreza de la parroquia.—XIV. Partidas sacram entales pedidas
por los jueces: Comparecencia de los eclesiásticos ante ésto s.—
XV. El recibo del aviso para celebrar el M atrim onio.—X VI. Ce­
m enterios.—XVII. Indem nizaciones á las Corporaciones ecle­
siásticas,—XVIII. V enta de objetos del culto.—X IX . El papel
de oficio en los P rovisoratos.—XX. La Embajada de España en
el Quirínal y la Embajada del V aticano en España.—X X I. En­
miendas al presupuesto de Gracia y Justicia.—XXII. Enmiendas
acerca de la Obra P ía .—X X III. Las m isiones de Marruecos.

Olvido del Derecho canónico

El S k . P r e s i d e n t e : El Señor Obispo de Jaca tiene


la palabra.
El Sk, O b is p o d e J a c a : La he pedido para presen­
tar un ruego al Sr. Ministro de Gracia y Justicia; y al
—6 -
tener el honor de usar de la palabra por vez primera
en este augusto recinto, cúmpleme enviar el testimonio
de mí respeto á nuestro dignísimo Presidente, así como
dirigir un saludo el más afectuoso á mis queridos com­
pañeros y á la par pedirles benevolencia, que si he de
necesitar siempre, nunca como hoy, en que voy á hablar
en el Senado sin haber asistido á ninguna sesión del
Senado. No pensaba intervenir por ahora en sus im­
portantes deliberaciones. Pero he notado una cosa tan
extraña y tan dañosa para los intereses que debo defen­
der, que me he creído en la precisión de llamar sobre
eíla la atención al Sr. Ministro de Gracia y Justicia
para que, en momento oportuno, si entonces continúa,
como deseo, al frente del Departamento que tan digna­
mente dirige, corrija lo que yo considero verdadera
deficiencia.
Me refiero á las oposiciones A la judicatura que
están ahora celebrándose, para las cuales se exigen
varias asignaturas, muy interesantes, indudablemente,
pero olvidándose del Derecho canónico del cual se ha
prescindido en absoluto. Ciertamente que el Sr. Minis­
tro de Gracia y Justicia, al hacer convocatoria por
medio del Real decreto de 11 de Agosto último, se
limitó á señalar como programa el mismo que estaba
ya fijado por el Real decreto de 24 de Octubre de 1904,
en cuyo artículo 14 se determina que se exigirá para
estas oposiciones el Derecho civil, el Derecho penal, el
Derecho mercantil, el Derecho político y administra­
tivo, el Derecho internacional y la organización de los
Tribunales.
Yo no sé si el estudio de todos esos Derechos será
tan importante—no voy á discutirlo ahora—como el
_ 7 -
del canónico; no sé si á un Juez interesa más saber
cómo se rigen y administran Sociedades particulares
que existen fuera de España, ó cómo se rige, adminis­
tra y gobierna esta sociedad universal que se llama la
Iglesia, cuyos derechos reconocidos en nuestra Patria
por la autoridad civil debe tener muy presentes el que
ha de administrar justicia; pero lo que no parece razo­
nable, y sobre lo cual llamo la atención del Sr. Minis­
tro, es que no figure también eí Derecho canónico y la
Disciplina de la Iglesia española como una de las asig­
naturas de que hayan de ser examinados los aspiran­
tes A Jueces.
En nuestras universidades se nota actualmente una
gran deficiencia en el estudio del Derecho canónico, la
cual se subsanaría incluyendo esta asignatura en las
oposiciones á la judicatura y A las abogacías del Es­
tado y en otras análogas, donde se presentan cientos
y cientos de jóvenes, que de ese modo estimulados se
dedicarían á adquirir los conocimientos indispensables
para lograr sus aspiraciones, y que sólo muy imper­
fectamente se les pueden proporcionar en las aulas.
Desde que el Estado se apropió la función docente,
desde que se entrometió, así puede decirse, á regular,
á dirigir de una manera minuciosa é inmediata la ins­
trucción pública, se ha venido poco á poco regateando
horas al estudio de la enseñanza útilísima de que estoy
hablando, y, finalmente, el Real decreto de 2 de Sep­
tiembre de 1883, al refundir las asignaturas de Derecho
canónico y de Disciplina eclesiástica, ha hecho casi
imposible el cursarlas con aprovechamiento: es verdad
que después, al año siguiente, se puso en el doctorado,
como asignatura voluntaria, el Derecho público ecle­
- 8 -
siástico; pero á los pocos años, en 1892, por el Real
decreto de 26 de Marzo, fué suprimida. De todo ello
resulta que el estudio de la ciencia canónica en las
cátedras universitarias es muy imperfecto, y hay que
buscar toda manera de llamar hacia él la atención, pro­
curando que se amplíe y difunda. Conveniente es esto
á los Abogados; pero A nadie dice más conveniencia
que á la Iglesia española, el que se conozcan sus pro­
cedimientos, su régimen, sus instituciones, su vida,
porque muchas veces es calumniada porque no se la
conoce ó se la conoce mal. Lo decía Monseñor Turinaz
en una famosa Memoria: «Si la Iglesia recibe ataques,
esto procede en gran parte de que el Derecho ecle-
siAstíco es poco conocido.» “Mis deseos no pueden estar
más conformes con las tradiciones gloriosas de nuestra
Patria, de esta Patria cuyo pasado brillantísimo con­
viene recordar, por lo mismo que tan distantes de él
nos hallamos.
No voy á recordar ahora, todos lo sabéis, señores
Senadores, los motivos por los cuales justamente se
enorgullece nuestra Nación de ser una de las primeras
en el cultivo de este linaje de disciplinas. Basta decir
que de España era el Obispo Osío, á quien se llamó el
padre de los Concilios; y españoles fueron el Empera­
dor Teodosio y el Papa San Dámaso, los cuales procu­
raron la celebración de muchos concilios de grandísima
importancia. Los concilios de Toledo nos dieron gloria
inmortal y legislación de universal renombre, y nues­
tra es la grandeza única de que el Código eclesiástico
vigente hoy todavía fuese ordenado por un español,
por San Raimundo de Peñafort. En el Sínodo de Basi-
lea, en el de Constanza y en el de Trento intervinieron,
trabajaron y descollaron extraordinariamente canonis­
tas que dejaron rastro luminoso en la historia lumino­
sísima de la Iglesia española.
Y si pasamos á las colecciones canónicas, base de
tales estudios, veremos entre las antiguas la hispana
y la de San Martín Bracarense, que son las más cono­
cidas y las más importantes; y observaremos que para,
su famosísima obra titulada el Decreto, que es una
parte del Corpus J u ris Canonici, tuvo Graciano pre­
sentes tres colecciones españolas: la antedicha hispana,
la compostelana y la cesaraugustana. Y si fuéramos
recorriendo la historia, ella nos diría la excepcional
importancia de las compilaciones de Bernardo com-
postelano, y que los primeros comentadores de las
decretales pertenecen también á nuestra Patria; son
Pedro Español y Juan Español; es Juan de Dios, que
escribió sobre el Derecho canónico muy numerosos
libros; son en la edad de oro de nuestra literatura hom­
bres tan eminentes y de celebridad tan preclara como
Covarrubias, Victoria, Medina, Martín Azpilcueta,
Chacón, Antonio Agustín y González Téllez.
Pero aparte de todo esto, señor Ministro, yo me
limitaré á recordar la intima conexión que existe entre
los estudios canónicos y los que se piden para estas
oposiciones y han de aplicar el día de mañana los
jueces en el cumplimiento de su deber. Troplong, Es-
pinay, Lacointo y otros muchos escritores de grandí­
simo renombre la han patentizado en sendos libros qae
no dejan lugar á la menor duda.
Por otra parte no se concibe cómo el que quiera
aplicar bien las leyes puede hacerlo sin conocer los
precedentes, los monumentos legales, que son la base
- 10 -
del Derecho moderno, y á veces su más fácil y más
segura interpretación; y que en nuestra patria no po­
drá entender bien el que ignora el derecho canónico,
que influyó tanto en su formación y progreso.
El mismo Fuero Juzgo, no es más que un reflejo,
un eco de nuestros Concilios toledanos. Las siete P a r­
tidas vienen á ser como una traducción de las Decre­
tales, sobre todo la Partida prim era. Los Fueros
locales nadie ignora que incluyeron dentro de sus dis­
posiciones muchos Concilios particulares, y en la pro­
pia Nueva y Novísima Recopilación hay abundancia
de decretos canónicos que no se entenderán bien fal­
tando la inteligencia del Derecho canónico. F inal­
mente el Fuero eclesiástico, aunque muy disminuido,
aunque muy mermado, existe aún en España, ¿in tere­
sa mucho al Juez conocer los límites de un fuero y los
de otro para evitar competencias injustas y recursos
inútiles, rozamientos y choques perjudiciales á las bue­
nas relaciones y á la armonía que debe reinar entre las
diversas jurisdicciones. Muchos asuntos juzgados antes
por la Iglesia han pasado al juicio del poder temporal.
A! juzgador le importa saber cómo se hallaban regu­
lados por la potestad eclesiástica, y cuáles son aún de
la incumbencia de la misma.
Por todas estas consideraciones, por el interés de
la Iglesia, y el honor de la Patria, y aumento de la
cultura, yo desearía se hiciese saber á la juventud
estudiosa que en todas las oposiciones para las que se
requiera el título de abogado, figurara en el programa
de ejercicios el Derecho canónico por ser una de las
materias que cursa y debe saber todo abogado.
- 11 -
E l S r, O b ispo d e J a c a : Pido la palabra.
El Sr. P r e s i d e n t e : La tiene S. S.
E l S r . O b ísp o d e J a c a : Unicamente para dar las
gracias al Sr. Ministro de Gracia y Justicia por la e lo
cuente defensa que ha hecho del Derecho canónico y
por su promesa de que cuando la ocasión llegue pon­
drá de su parte lo necesario para complacerme.
(Sesión del 2 6 de Noviembre de 1907.)

II

Las Bulas de los nuevos Obispos

' E l S r, P r e s id e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca.
E l S r. O b is p o d e J a c a : He pedido hacer uso de
ella para dirigirme al Sr. Ministro de Gracia y ju s ti­
cia, y ya que se encuentra en la Cámara el Sr. Minis­
tro de Estado, á quien también corresponde y va diri­
gida mi súplica, le mego que transmita mis deseos á s u
compañero, aun cuando también espero que se servirá
hacerlo la Mesa.
Mi objeto es procurar que no se repita un hecho
que no sé cómo calificar, un hecho que dice muy poco
en favor de la seriedad de los Gobiernos y que no es
mu}1- favorable para el crédito y buen nombre de nues­
tra Patria.
El día 11 de Diciembre de 1905 se celebró en Roma
un Consistorio, en el cual fueron preconizados varios
_ 12
Obispos españoles, entre ellos dos de la provincia ecle­
siástica que tengo la honra de representar en Cortes,
el de Tarazona, y el de Teruel. Pasó después de la pre­
conización el tiempo que se acostumbra para la consa­
gración de los electos, pasó más tiempo aún, y, sin
embargo, la consagración de los nuevos Obispos no se
verificó y los Obispos trasladados de Sede continuaban
sin moverse de las suyas. Los comentados venían de
todas partes, la extrañeza era general, la prensa se
hizo eco de la impaciencia del público, y, por fin, se
supo con asombro que todo eso ocurría porque las bulas
no se despachaban, y no se despachaban porque el
Gobierno español, que por el art. 31 del Concordato
está obligado á sufragar su coste, no lo hacía así, no
cumplía esta obligación.
Siguieron transcurriendo meses, y la gente, ha­
blando de lo que nunca había ocurrido hasta enton­
ces, y los obispos trasladados á otras diócesis, sin poder
ir á ellas después de tanto tiempo de saber su preco­
nización, y ios presbíteros preconizados obispos, sin
vestir el traje episcopal, ni tener las consideraciones
propias del Episcopado. Esta situación resultaba cada
vez más difícil, causándose á las diócesis vacantes un
grave perjuicio, porque aunque estaban bien goberna­
das, aunque los vicarios capitulares eran dignísimos,
no obstante, sabido es que toda interinidad trae consi­
go grandes daños. E ra necesario resolver este conflic­
to, buscar la manera de concluir con lo que tanto se cri­
ticaba y no hubo otra, Sres. Senadores, sino la que no
se ha visto nunca: se dtó entonces el caso inaudito, que
ni aun en las circunstancias más calamitosas para la
Patria y para la Iglesia se ha dado jamás, el caso de
- 13 -
que los Obispos tuvieran que pagarse sus bulas. Esto
fué para ellos un perjuicio porque muchos, dada la po­
breza del clero, tendrían que pedir lo que adelantaron
al Estado para que el Estado cumpliera sus obligacio­
nes. Pero hay algo más perjudicial todavía.
Ahora me propongo fijar la atención del Senado
sobre un punto gravísimo: como en España no se hace
nada sin consultar los antecedentes y lo pasado, tengo
el temor de que en el día de mañana venga otro Go­
bierno y recordando á éste, cuyas personas todas son
muy respetables, todas muy piadosas, de fe ferviente
y de devoción acrisolada, animado por su ejemplo
diga: Lo mismo que se hizo entonces puede hacerse
ahora; que los interesados adelanten el dinero para las
bulas, y ya se les dará á ellos el dinero cuando lo haya
en las arcas del Tesoro. Puede ocurrir más: que se dé
otro paso en este camino y se diga: que las Bulas, ó se
despachen de balde ó sufrague su coste el que las quie­
ra; quitándose así á la Iglesia estas cantidades é infi­
riéndose nueva herida al Concordato. Existe también
el inconveniente del mal ejemplo que se da á la Nación;
porque un Estado que no paga sus deudas Ó que las
paga tarde y consiente que sus acreedores tengan que
buscar dinero para prestárselo á él mismo, un Estado
que da este ejemplo, da lugar á que los particulares lo
sigan, con perjuicio para todos.
Por eso yo, sin tratar de inquirir las causas de lo
que todos lamentamos, sin convertir el ruego en inter­
pelación, sin recrim inar por ello á nadie, á pesar de
que se ha recriminado ya bastante en Ja prensa, vengo
á suplicar al Sr. Ministro de Gracia y Justicia que
ponga remedio, á fin de que no se vuelva á repetir el
- 14 -
caso. Medios hay de arbitrar recursos cuando no están
consignados en presupuestos. Si hallándose las Cortes
cerradas hubo créditos suplementarios para la re­
constitución de cables, para reparos de edificios públi­
cos, etc,, no era menos urgente pagar deudas tan
sagradas y tan apremiantes.
Yo ruego al Gobierno y al Sr. Ministro de Estado,
que me escucha, que ya que dentro de pocos días se va
á celebrar otro consistorio en el cual, según dice la
prensa, cuatro Ó cinco Prelados españoles serán preco­
nizados, no se repita la imprevisión y la falta y no ten­
gan que estar esperando las bulas porque el Estado no
satisfaga ese compromiso sagrado; pues si pasara el
tiempo y se diera lugar á que tuviesen que hacer el
pago los mismos Prelados, redundaría esto en despres­
tigio del crédito nacional, del honor de la Patria y del
decoro del mismo Gobierno.
(Sesión de 27 de Noviembre de 1907).

III

El donativo del clero

E l S r. O b ispo d e J a c a : Pido la palabra.


E l S r - P r e s i d e n t e : La tiene S. S.
E l S r . O bispo d e J a c a : He pedido la palabra para
dirigir al S r. Ministro de Gracia y Justicia una pre­
gunta que tal vez parezca prematura y por lo mismo
- 15 -
extemporánea, y sin embargo entiendo que ya debiera
haberla formulado antes.
¿Se han llenado la-s formalidades precisas para im­
poner á Jas dotaciones eclesiásticas un descuento como
el que en los presupuestos actuales figura? ¿Están cum­
plidas las condiciones sin las cuales se castiga con ex­
comunión mayor á los que sujetan á tributación los
bienes y personas de la Iglesia? Lo pregunto no por­
que yo lo dude, sino porque quiero que no lo dude
nadie; para dar lugar á S. S. de hacer ver al público
que el Gobierno en esto como en todo cumple con sus
deberes.
Voy á explicar la razón de mi pregunta por medio
de un silogismo, ya que esto }7 más acostumbrado á las
formas escolásticas que á las parlamentarias. Mi pro­
posición mayor es esta: los bienes de la Iglesia no pue­
den, según el Derecho canónico vigente, ser objeto de
descuento alguno por parte del Estado. Lo cual no
puede extrañar á nadie, porque en todas las religiones
sucede lo mismo. En la misma religión pagana, en la
Roma de los Césares, los bienes de los Augures, Flá-
mines y demás sacerdotes estaban exentos de tributos.
Eso mismo preceptuaba desde el tiempo de Constanti­
no la legislación civil de Roma, respecto de los bienes
eclesiásticos. Recuerda muy bien S. S. la ley del Có­
digo, en que dice Justiniano: ¿Por qué no hemos de
hacer una distinción entre las cosas eclesiásticas y las
puramente profanas relativamente á los tributos? Cito
semejantes textos, aunque no solamente, pero no sólo
en ellos me fundo; pues, muy conforme á la razón y á
la historia, condena el Syllabus á los que dicen que de
la legislación civil proviene la inmunidad eclesiástica.
- 16 —
E l S r. P r e s id e n t e : Permítame el Sr. Senador:
Su Señoría ha pedido la palabra para dirigir una pre­
gunta al Gobierno; pero en realidad las consideracio­
nes en que se está extendiendo dan á su discurso el
carácter de una interpelación. Desde luego tiene dere­
cho S. S. á explanarla, aunque dentro de los límites
que marca el Reglamento. Creo, sin embargo, que
cuanto ha manifestado S. S. tendrá apropiado lugar
con motivo de la discusión de los presupuestos de gas­
tos é ingresos, pero no con ocasión de una pregunta.
E l S r . O b isp o d e J a c a : Pues voy á ceñirme á la
pregunta, aun cuando creía yo que estas consideracio­
nes eran necesarias para que se comprendiera bien.
La pregunta se refiere á saber si el Gobierno de
S, M. ha observado ios trámites precisos para imponer
al clero el descuento sin incurrir en la excomunión
mayor en que de otra suerte incurriría.
Es principio de derecho en la legislación canónica,
tan respetable cuando menos como la civil, que bajo
pena de excomunión no se puede imponer tributos de
ninguna especie á los bienes eclesiásticos: se halla ex­
presado así en' nuestros mismos Concilios de Toledo,
que tenían mucho de Cortes, y en las disposiciones de
los antiguos Códigos españoles, y en el Concilio Tri-
dentino, ley del Reino, y en el propio Concordato en
cuyo art,° 43 se determina que será respetada la dis­
ciplina canónica.
Ahora bien: las rentas de los beneficios eclesiásticos
son bienes eclesiásticos, según repetidamente ló han
declarado las Congregaciones romanas; las asignacio­
nes que el Estado señala al clero, tienen en España ese
carácter por su mismo origen. De donde resulta que no
— 17 —
puede el Gobierno de S, M. imponer tributos á las do­
taciones eclesiásticas* ni por tanto este descuento, que
es como dije antes un verdadero tributo, so pena dé
esa excomunión de que al principió hablaba... (Rtimoi
res). No sé por qué esos rumores, siendo como sois ca­
tólicos, y por qué no se ha de poder recordar en este
sitio la palabra excomunión. Cuando;en el Parlamento
se habla tantas veces contra la Iglesia, no me parece
tan extraño que se levante una voz más á defenderla y;
¿ recordar sus sacrosantas doctrinas,
Por eso no he de callar que no tiene nada dé ex­
traño, antes por el contrario, es muy razonable y muy
justo que el Concilio III de Letrán incluyera este caso
en los de excomunión, que el IV la aplicara también á
los autores y fautores, y que el V dijera que en'ella
están incluidos hasta los misinos que reciben el tributo,
donado espontáneamente.
Pero lo que esto}' diciendo ¿quiere decir acaso qué
la Iglesia se niegue en absoluto á contribuir con sus
bienes á levantar las cargas del Estado? En manera
alguna; cuando realmente sea preciso, está dispuesta á
ello, pero con las formalidades necesarias y los requir.
sitos previos acordados.
Su generosidades tan grande como lo demuestra,
la historia- Pero, siempre en nuestra historia aparece^
i fuera de algún caso de graves trastornos y revolucio­
nes, que no se acudió á su generosidad sin haberse con-,
tado con el Romano Pontífice. Así se hizo, por ejem­
plo, para la contribución de subsidios y para lá de
| millones y para la del catastro.
| . Es de razón pedir, á los partícipes del presupuesto
eclesiástico su consentimiento para .que ese tributo.se
2 IN JU ST IC IA S DEL BSTADO ESPAÑOL
- 18 -
imponga, y así lo preceptúan los cánones term inante­
mente. Esto lo ha hecho el Estado español desde un
principio en orden al descuento en las asignaciones.
Ya en la ley de 1876 se decía que se proponía el Go­
bierno de S. M. obtener un donativo, contando con la
voluntad de los partícipes eclesiásticos. Y ésto es muy
natural, porque ¿cómo se va á decir que nació volun­
tariam ente la entrega de una cosa que no se tiene, y
por lo tanto, no se puede dar, puesto que antes de lle­
gar al bolsillo de su dueño os habéis quedado con ella?
A mí, Obispo de jaca, no me ha pedido ningún Minis­
tro de Hacienda ni ningún Gobierno que dé nada, y,
stn embargo, aparezco generosamente renunciando no
sé cuánto dinero.
De mi dinero podéis hacer lo que queráis, pero no
del de mi clero, que no quiere entregaros nada de sus
asignaciones, porque son tan mezquinas y tan merma­
das, que aun dándoselas por entero no le bastan para
poder vivir. Le hacéis pasar por generoso contra su
voluntad y no puede agradecéroslo porque asi estorbáis
que los fieles sean generosos con él; porque muchos
dirán: Ahí está el clero que consiente 14 por 100 de
descuento; cuando tal hace no se encontrará tan falto
de medios materiales. Si fueran tantas las necesidades
de la Iglesia, si se hallase tan apurada como dicen, si
sus individuos no percibiesen sino lo necesario ¿cómo
habían de renunciar voluntariamente á una suma tan
grande con relación á lo que cobran?
Pero si habéis llenado la otra formalidad que exige
el Derecho canónico, la formalidad que se expresa, por
ejemplo, en la Decretal Adversas, si habéis contado
con el Romano Pontífice, basta para mí, y basta para
- 19 -

todos, porque cuando Roma habla, todos callamos;


pues aunque el Papa sea un hombre, tiene en sus ma­
nos las llaves del cielo, es el Vicario de Cristo en la
tierra, y hasta en las cosas en que no tiene la infalibili­
dad, estamos dispuestos á obedecer como acertadísimo
y seguro sus menores indicaciones.
Y ésta es mi pregunta al señor Ministro de Gracia
y Justicia: ¿ha contado S. S. con el Papa antes de pre­
suponer para el año próximo ese tributo sobre las con­
signaciones eclesiásticas, que se llama donativo del
clero?
El Sr. Piernas y Hurtado, que no me parece sospe­
choso de clericalismo, dice en su Hacienda Pública:
«Esto de pedir el consentimiento al Papa, como antes
se hacía á los Prelados, es medio muy curioso de
cubrir las formas.» ¿Se han cubierto las formas, pre­
gunto yo; se ha cubierto el expediente en lo que vamos
á discutir? Que no haya que recordar lo que le ocurrió
á Gil Blas de Santillana, cuando camino de Peñaflor le
pidió limosna por amor de Dios un mendigo, apuntán­
dole al mismo tiempo con una escopeta como argumento
para moverle á caridad. Hay, pues, que saber sí se ha
contado con Su Santidad para el intentado descuento,
y así estaremos todos tranquilos.
Yo creo que si S. S. no lo ha hecho, lo pensará
hacer; pero conviene que se sepa, y por eso me per­
mito invitarle á que lo manifieste.

E l S r . O bispo de Doy muchas gracias al


Jaca:
señor Ministro de Gracia y Justicia por la bondad con
que ha contestado á mi pregunta, y siento no poder
dárselas por completo, porque la concesión de Su San­
- '20 -
tidad hecha últimamente se hizo por circunstancias
especiales con motivo de la pérdida de las colonias y
sólo hasta que mejorase la situación del Tesoro; ade^
más el impuesto todavía queda íntegro para los más de
los partícipes, para el clero catedral, por ejemplo, y
sólo á una escasa parte del parroquial se le rebaja de
él cantidad insignificante. (El S e . M i n i s t r o d e G r a c i a
y J u s t i c i a : Es parte del otro.) Reconozco, efectiva­
mente, que S. S. ha hecho un bien á la Iglesia, pero
quisiera que hubiera hecho más, y más espero aún.
Es de justicia confesar que S. S. ha entrado por
el buen camino, por el camino que reclama el progreso
científico de la economía política, y desearía que con­
tinuase por él en beneficio de todo el clero y de todos
los funcionarios públicos.
(Sesión de 4 de Diciembre de 1907).

IV

La Agencia de Preces: los funerales


de los políticos: la Obra Pía

El S r. P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca para,apoyar su enmienda.
El S r. O b ispo d e J a c a : Mi enmienda, Señores
Senadores, se refiei*e á la supresión de la Agencia ge­
neral de Preces, porque entiendo que debe suprimirse
lo que no da el buen resultado que se propuso su fun­
- 21 —

dador, y además, en vez de ser una fuente de ingresos,


causa, por. el contrario, grandes gastos, como se con­
signa en este presupuesto, si es que realmente no hay
equivocación en ello, y lo que debía figurar en un capí­
tulo figura en otro, y lo que habría dé estar en la
sección de gastos se consigna en Ja de ingresos, y lo
que aparece aquí haciendo que el Estado pagúe una
gran cantidad es, al contrario, motivo para que la re­
ciba. Es natural y conveniente que, como hace un par­
ticular cualquiera con las agencias que funda y que no
le proporcionan el debido rendimiento, sea substituida
ó suprimida ésta, y, en último caso, se la reforme para
que produzca algo más que dispendios, no elevando sus
tarifas., que no pueden ya subirse más, sino por otros
medios, tales como el más pronto despacho de sus
negocios; yo no me opondré á que se presupuesten can­
tidades para gastos que á la postre vengan á ser causa
de ingresos ó para invertirlas en lo que aparece nece­
sario ó provechoso. Pero esa agencia es completa­
mente inútil; esa agencia constituye, Señores Sena­
dores, verdaderamente un fracaso económico como
constituyen fracaso al fin todos los grandes é injustos
monopolios del Estado, Podía ser muy útil por muchas
razones; podía ser como un Consulado cerca de la
Santa Sede para ayudar y completar los servicios de
nuestra Embajada; sería ventajosa por conseguir lo
que no se conseguiría siempre con facilidad en la época
en que se fundó, que se supiera ciertamente que las
preces llegaban á Roma y que de Roma volvían, ó lo
que es lo mismo que era auténtica la concesión; podía
tener la ventaja también de que el Estado español con
su influencia cerca de la Santa Sede hiciese que los
— 22 —

asuntos se despacharan antes que en las demás agen­


cias; y tal rapidez y seguridad en las gestiones sería
causa de que los negocios afluyesen en gran número,
y pudiera, por lo tanto, costar su despacho menos que
en las agencias particulares, las que ni podrían compe­
tir ni tendrían razón de ser.
Lejos de ser así, Señores Senadores, y de obede­
cer A este propósito, la Agencia general de Preces se
fundó principalmente contra la Iglesia; es un motivo
más para recordar con tristeza el reinado de C ar­
los III; pues se prescribe que todas las preces han de ir
á Roma por su conducto, y en este sentido la combato,
aún más que considerada económicamente, como un
atentado contra la libertad, de la que soy tan apasio­
nado amante porque la libertad es hija del cielo, porque
la trajo nuestro Redentor a] mundo. ¿A título de qué
se ha de obligar á un español á pedii; á Roma una g ra ­
cia espiritual que afecta á la conciencia, á lo más ínti­
mo del hombre, por conducto de esta Agencia y recibir
también contestación por el mismo conducto? ¿Por qué
el Estado se ha de poner por medio entre la cabeza y
los miembros de la Iglesia, por qué se ha de entrome­
ter en las relaciones entre el Vicario de Cristo y los
fieles de Cristo? Y mirando el asunto desde el punto de
vista económico, si un ciudadano puede obtener con
mayor baratura el despacho en Roma de sus negocios
particulares ¿por qué imponiéndole como una nueva
contribución se le ha de obligar á que use los servicios
del Estado que le cuestan más y le molestan más y le
retrasan más el despacho de los asuntos? No indicaré
otras razones que aun son más respetables para mí y
para muchos Señores Senadores, no indico que esta
- 23 -
Agencia es como un resto del R egium exequátur,
como una revelación, como una manifestación más de
aquellas tiranías que en otros tiempos sufrió la Iglesia;
no quiero indicar que es un instrumento que aun se
reserva el Estado para, si así algún día lo quiere,
poder vejar á la Iglesia. (Grandes rumores.)
No quiero hablar de esto, porque tendría que seguir
provocando, Señores Senadores, las protestas de algu­
nos de vosotros, y yo temo mucho los murmullos y los
rumores, pues aun no estoy acostumbrado á ellos; ten­
dría que recordar la proposición 29 del Syllabus, y pro­
nunciar la palabra excomunión ú otras parecidas, al
tratar del pase regio y de la libre comnnicación de los
católicos con el Jefe Supremo del catolicismo; y, según
veo, parece mal que las doctrinas de la Iglesia santa
se repitan en el Parlamento, en el mismo Parlamento
donde, aunque no en esta Cámara, se permite atacarlo
más sagrado (Arrecian los rumores. El Sr. P resi­
dente agita la campanilla); donde se permiten blasfe­
mias... (El S r . Palomo: Eso nunca.—Muchos Sena­
dores; Eso jamás.—Aum entan los rumores), donde se
impugnó estos días la existencia del purgatorio con
burlas y chanzonetas, con verdadero escarnio, no con
argumentos ni autoridades, sin que se levantase una
sola voz de protesta, como si las Cámaras no represen­
taran á un país eminentemente católico; en el que la
mayor parte de los votos que os han traído, y qué á
muchos quizá no os volverán á traer, son de católicos,
y como si no bastase el que hubiera en España aunque
no fuese más que un solo católico, para que su religión
no fuera escarnecida en el Parlamento y sí respetada;
alardeáis de respetar todas las opiniones y sólo respe-
- 24 --
,táis las vuestras, y acogéis con rumores las que os sol?
contrarias; es, Señores Senadores, que me interrumpís,
que sois tan amantes de la libertad y tan celosos de
ella, que la queréis sola y exclusivamente para vos­
otros y para vuestras ideas. Por eso no continuaré
exponiendo las mías para poder apo3^ar Ja primera
enmienda; y paso á la segunda, si es que hay lugar
ahora.
El S r. P r e s id e n t e : Puede S. S. perfectamente apo­
yar la otra enmienda, y con eso la Comisión le contes­
tará respecto de las dos á la vez.
El S r . O b is p o d e J a c a : Pues, con la venia de la
Presidencia, voy á hacerlo así, porque la segunda en­
mienda está íntimamente relacionada con la primera.
Tiene por objeto la Obra Pía de Jerusalén, que es
de donde, si no hoy, por lo menos en otro tiempo, salía
$1 dinero con que se paga á los empleados de la A gen­
cia general de Preces.
: Esta Obra Pía, como saben muy bien los Señores
Senadores, fué fundada por las limosnas de los católi­
cos devotos de los Santos Lugares y de la Orden fran­
ciscana, que era la que los custodiaba. Contribuyó á
sostenerla el dinero de los generosísimos Monarcas
españoles, pero las mayores sumas salieron del pueblo
español y de otras muchas Naciones que manifestaban
su piedad hacia los Santos Lugares entregando las
ofrendas á la Orden franciscana, que, como he dicho
antes, era su custodio. Nuestros Reyes, en la Novír
sima Recopilación están consignadas muchas veces
sus palabras, se declararon patronos de la Obra Pía, la
tornaron bajo su patrocinio, que eso; significa la pala­
bra patronato, la ampararon, la protegieron, pero
— 25 —
■nunca se declararon dueños de sus bienes, pero siempre
respetaron su independencia.
Llegó para España el día triste y siempre lamenta-
ble de aquel inmenso latrocinio (Rum ores), de aquella
gran iniquidad, que se ha llamado desamortización ecle­
siástica, y entre tanta ruina, y entre el general despojo,
la Obra Pía continuó en pie; vino la República, y entre
tantas expoliaciones como con ella vinieron se respetó
la independencia de la Obra Pía de Jerusalén. Corrió
peligro en la época en que fué Ministro de Estado el
señor Castelar; pero Castelar, que había cantado con
elocuencia maravillosa las glorias de los franciscanos,
no consintió que se despojara á su Orden de lo que
siempre su Ox*den había custodiado. Después, en 1886,
cuando menos debía temerse, el Estado se incautó
(y ésta me parece que es la palabra reglamentaria, yo
iba á pronunciar otra), se incautó, repito, de la Obra
Pía; ¿con qué fin? Se declaró que para bien de la
misma, para proporcionarle una administración más
ventajosa, pero no en manera alguna para aumentar
los ingresos del Tesoro. Con objeto de favorecer á la
fundación se asegura que sus valores ingresaron en la
Caja general de la Hacienda; y, sin embargo, nadie lo
agradece, nadie lo juzga preciso y nadie comprende
cómo el Estado que tiene tantas cargas propias, y las
levanta tan difícilmente, quiso imponerse ésta. Su ad­
ministración puede traerle la ventaja de colocar más
empleados; pero esa ventaja económicamente conside­
rada es un mal, porque yo entiendo qué conviene más
tener pocos empleados y bien retribuidos que muchos
y mal pagados, y todos lamentamos los efectos de la
empleomanía que disminuye brazos para la industria y
- 26 -
la agricultura y aumenta el número de los que consu­
men y no producen.
Antes, según se dice, no siempre el Estado, admi­
nistrador de la Obra Pía, cumplió bien sus deberes in-
virtiendo las rentas en su objeto propio; hoy, con pagar
trabajos por los que anteriormente no se cobraba,
causa grave daño, y mañana puede suceder que encon­
trándose sus valores en las arcas generales del Tesoro,
figurando sus productos en el presupuesto, vaya olvi­
dándose su origen y su destino, y venga otro gobierno
menos respetuoso con las leyes, y teniendo á su dispo­
sición esos fondos, los destine á atenciones para las
cuales no fueron entregados, sin hacer caso de lo
que Carlos III decía en una Pragmática: «Sí supieran
los súbditos españoles que estos fondos se habían de
dedicar á cosas distintas de la Obra Pía, no los habrían
dado.»
Por otra parte, aunque yo estoy convencido de que
esos bienes no se destinarán A otro objeto más que al
suyo, al que les corresponde, ante la duda, los católi­
cos se retraen de dar sus limosnas para la Obra Pía,
y de aquí se sigue un perjucio grande á la misma, sín
que encuentre ninguna ventaja el Estado.
Yo rogaría, pues, que si en ello no hay dificultad, y
si no de momento cuando se juzgue oportuno, se admi­
tiera mi enmienda por la Comisión: yo espero que el
señor Ministro de Estado la mirará con buenos ojos,
como mira todas las cosas que aquí se le piden por
interés de la Religión y de la Patria- Por lo menos no
puedo dejar de insistir en que se admita aquella parte
de mi enmienda que se refiere á los santuarios, ó sea á
los objetos piadosos, para cuya administración se con­
— 27 —
signa en el presupuesto algunos miles de pesetas. Hoy,
Señores Senadores, además del monopolio de la Agen­
cia de Preces, de gracias espirituales, ejerce el Estado
el monopolio de estampas y medallas, ó como decía el
señor Cánido en el Congreso el 2 de Junio de 1S88:
«especula en rosarios y agua bendita»; un súbdito es­
pañol no puede traer de Jerusalén ningún objeto reli-
gioso, porque se considera materia de contrabando al
llegar á la frontera, y en la Aduana lo detienen, y hace
falta una y á veces dos y tres Reales órdenes para per­
mitir la entrada á lo que consignado á nombres de par­
ticulares viene de los lugares santificados por Nuestro
Señor Jesucristo. Y sí bien es verdad que hay comisa­
rios diocesanos, todos muy dignos, representantes de la
Administración del Gobierno, para expender objetos
piadosos de Jerusalén, y recoger las limosnas de los
fieles, y si verdad es también que se han dictado diver­
sas disposiciones para tranquilizar al pueblo católico,
que nunca mirará con agrado el que se entremeta el
poder civil en los asuntos y objetos piadosos, todavía
sigue verificándose lo que decía el Ministro Don V e­
nancio González en el año 88, que «alarmados los fieles
ante el temor de que los fondos procedentes de dona­
tivos piadosos, con exclusivo destino á dichos Santos
Lugares, sean aplicados A un fin opuesto á la intención
de los donantes, se retraen ó niegan á entregar sus
acostumbradas limosnas».
Los eclesiásticos que ejercen el oficio de Comisa­
rios no cobran retribución ninguna. Mas no sucede lo
propio con los empleados que tienen su destino en la
Administración de la Obra pía.
Carlos III no fué en esto profeta, pues en una de
28 -
sus Pragmáticas decía lo siguiente: «Es régular que
siempre haya quienes por devoción desempeñen estos
cargos.»
Dejando á un lado otras consideraciones generales
que abonan mi enmienda, como la de que con un pre­
supuesto ordinario y cerrado dentro de límites inflexi­
bles no se pueden hacer reformas extraordinarias que
á veces las circunstancias exigen y para las que no
tienen recurso los misioneros, pasaré á examinar al­
gunos de los detalles que aparecen en el presupuesto
que discutimos.
Por ejemplo, se consignan para las Misiones de
Marruecos, para los franciscanos de Santiago, la can­
tidad de 120.000 pesetas. ¿Podría decir el Sr. Ministro
de Estad-o si esas 120.000 pesetas se invierten en aque­
llo á que se destinan? .¿Podría S. S. presentar justifi­
cantes y recibos en los cuales conste que dicha suma
la reciben íntegramente los misioneros de Marruecos?
Hay además otra partida para servicio de la iglesia
de Argel. Cuanto sea para la Iglesia me parece muy
bien; pero yo pregunto: ¿son franciscanos los que des­
empeñan este servicio? ¿Sí ó no? Si no lo son, debiera
pagárseles con otros fondos, pero no con los de la Obra
Pía franciscana.
Una de las causas principales que me mueve á
hablar hoy aquí, es esta ficción (permitidme la palabra
y dispensad si acaso me expreso con demasiada vehe­
mencia), esta ficción, ó como queráis llamarla, de
aparecer el Estado dando ciertas cantidades para las
Misiones de Marruecos, para las dé Argel, para qué sé
yo cuántas Misiones, cuando en realidad no da absolu?
támente nada porque todo lo paga la Obra Pía* ¿Qué
- 29 -
resulta de aquí? Que los enemigos de la Iglesia toman
pretexto para intentar hacerla odiosa presentándola
como una de las causas de hallarse tan gravado el
contribuyente.
Hace poco tiempo el Heraldo de Madrid (y cito
ese periódico para que si hay en la tribuna algún re­
dactor suyo pueda una vez contar con verdad lo que
me ha oído, ya que uno de estos días me atribuyó lo
que no pudo oir porque yo no lo dije) criticaba dura­
mente el que los frailes de las Misiones de Marruecos
fuesen gravosos al Estado ¿quién da lugar á estas crí­
ticas? Los que hacen á los frailes figurar en el Presu­
puesto como partícipes del mismo.
Después veo otra partida de 16.500 pesetas para
gastos del culto y servicio de la iglesia de San F ran ­
cisco el Grande, y de la Conservaduría y Hospedería
del expresado edificio. No censuro esa cantidad por
excesiva; me parece lo contrario, Pero quisiera saber
si se invierte toda en lo que el Presupuesto expresa.
Quisiera saber si es verdad que, por ejemplo, ciertos
funerales que creemos que el Estado paga y subven­
ciona, se satisfacen con esos fondos ú otros de la
Obra Pía.
Y ahora que hablo de esto, y aunque sea inciden­
talmente, diré que yo desearía que el Sr. Ministro de
Gracia y Justicia tuviera presente la conveniencia de
que no se hagan nunca funerales más que por personas
que lo merezcan. Reconozco que así ha venido suce­
diendo hasta ahora; pero deseo que sea siempre así. Si
se va aumentando el número, si se alarga demasiado
la lista de las personas por quienes hay que hacer esta
clase de funerales, perderán su estimación á los ojos
— 30 —
del mundo como las condecoraciones prodigadas, y lle­
gará A ser más distinguido el carecer de semejantes
distinciones.
La frecuencia con que ios dichos funerales se en­
cargan gratis viene á ser una contribución que se im­
pone A ia Iglesia, porque cuestan mucho cuando se
hacen con el gran esplendor propio de estos casos en
cada iglesia Catedral. Lo más triste es que el Gobierno
rebaja con multitud de descuentos y gravámenes la
dotación del culto y clero parroquial, y á la vez, dando
ejemplo de una nunca vista generosidad, á cuenta del
prójimo, por supuesto, con los repetidos funerales hace
que gaste dinero el culto é impide que el clero gane
dinero, el dinero del estipendio de la Misa dicha por en­
cargo y aplicada á la intención del Gobierno que nunca
paga. Peor sería que los funerales se dispusieran para
personas no muy afectas á la Iglesia, pues entonces el
público podría ver en ésta, á la que quiere ver inde­
pendiente, una servidora, en el sentido de esclava, del
Estado y de sus Ministros, obligada á aplicar sufragios
por el alma de los que no creían en sufragios ni quizá
en el alma y se pasaron la vida burlándose de la otra
vida, obligada á solemnizar funerales á la fuerza, á
conceder honores contra su voluntad, á otorgar privi­
legios á sus mayores enemigos. Lo cual es muy dife­
rente de que se asocie la Iglesia á las grandes tribula­
ciones de la P atria y que cante desde sus pulpitos las
glorias de sus hijos ilustres y llore cuando uno de éstos
desaparezca. Pero lo más importante para mi objeto
es que se diga si en realidad con los fondos de la Obra
Pía se costean en San Francisco las honras fúnebres
nacionales, porque si ocurriera así, resultaría que el
- 31 -
Estado aparece muy generoso cuando no lo es en rea­
lidad.
Sigo leyendo en el presupuesto: «Capellanes mayo­
res con 3.000 pesetas» y otros capellanes que cobran
cantidades diversas. Gasto bien empleado porque es
para el culto, pero ese mismo culto pudiera tenerse sin
costarle nada ál Estado español. Yo estoy seguro de
que si la iglesia de San Francisco se devolviera á los
hijos de San Francisco, esto mismo que aquí presupo­
néis como gasto, y que no lo es, podría quedar para el
Estado, paralo que el Gobierno creyera más conve­
niente en beneficio de la Patria; y todo esto represen­
ta un gran capital. Yo estoy seguro de que la orden de
San Francisco aceptaría el dar culto gratuitam ente en
el edificio que fué suyo ( Varios Señores Senadores:
¡Ya lo creo!), ese edificio cuyo mismo nombre está
indicando quién es su dueño, y para el cual en tiempo
de Carlos III dió la Obra Pía cuatro millones y medio
con anuencia del Papa. Si así lo hicierais, el pueblo
vería en ello una reparación, un acto de justicia, y
veríais cómo los Franciscanos, con limosnas, sin pe­
diros nada, sostendrían el culto, y no habría necesidad
de que á este fin consignarais en los presupuestos can­
tidad ninguna*
Tenga presente todo esto el Sr. Ministro de Estado,
á quien ruego lo mismo que á la muy digna Comisión
que vea si puede complacerme, por lo menos en alguna
de las cosas que he pedido. Se lo agradecería, no por
tratarse de indicaciones mías, sino porque son en inte­
rés de la Iglesia y del mismo Estado.
E l S e . U g a r t e (de la Comisión)...............................
- 32 -

El S r. O b isp o d e J a c a : Primeramente he d e indi­


car A mi entrañable amigo el Sr. U garte, que no traigo
aquí ninguna representación de la Orden franciscana;
que vengo en nombré propio; y que asimismo no haré
valer nunca la investidura altísima á que S. S. se ha
referido, sino la de Senador, aunque dispuesto, eso sí,
á defender los derechos que me corresponden como tal
y esperando se me favorezca con el respeto y con la
benevolencia con que la Cámara escucha siempre á
todos los que aquí hablan.
- Le parece á S. S. extraña mi primera enmienda ó
sea el pedir la supresión de la Agencia de Preces;
y lo que más debe extrañar á todos es la extrafíeza de
S. S. Me he limitado á pedir que se haga lo que ¿1
Gobierno de S. M. hizo en el año 39, en Real decreto
cuyo preámbulo reconoce el desorden que existía en
dicha Agencia, lo mal que se administraba, y las múl­
tiples razones por las que no podía subsistir. Yo la
combato y la seguiré combatiendo en nombre de la
libertad, porque S. S. ha tenido muy buen cuidado
en omitir que la Agencia de Preces quiere que todas
vayan por su conducto. Contra este privilegio y contra
esta exclusiva, contra este absorbente tiránico mono­
polio, protesto y protestaré mientras tenga voz en la
garganta, y protestar deben todos aquellos para quie­
nes el nombre de libertad sea algo más que un puro
nombre.
¿Quién no pondera el servicio de correos? ¿Cómo
voy á criticar que exista en España este servicio? Pero
si S. S. viniera á decir en nombre de ]a Comisión y del
Gobierno que era preciso que todo el que se comunicase
-.3 3 -
con otro acudiera á los correos del Estado, diríamos
que éste era un acto de tiranía. Precisamente tal es el
caso, esto es lo mismo que hace esa Agencia de Preces.
«Todas las preces, decía Carlos III en su P ragm á­
tica, se dirigirán por este conducto.» Nada más propio
de aquel tirano, perseguidor de la Iglesia- Yo recordé
una de sus disposiciones, que venía bien para mi argu­
mentación, relativa á los empleados en la Obra Pía,
pues según aquel Rey esos cargos debían ser gratui­
tos. Pero ya advertí cuál fué su objeto al instituir la
Agencia de Preces. ¿Cómo había de querer la libertad
si era él uno de sus mayores enemigos según lo demos­
tró, entre otros actos, con el de no dejar á los jesuítas
la libertad de vivir donde nacieron, de residir en su
patria? Vosotros continuáis su obra, dejáis subsistente
su Agencia; hacéis más aún que él: la subvencionáis,
para que haga una competencia ruinosa á las demás
Agencias, para que éstas no tengan la libertad de con­
currir con ella en beneficio del público. Y yo creo que
al obrar así, no paráis suficientemente la atención en
las consecuencias de vuestra obra, y en lo que ella de
suyo significa.
Es de derecho natural el poder suplicar gracias.
Es injuriosísimo el impedir al sumo poder espiritual,
erigiéndose en tutor suyo como si se tratara de un pró­
digo, el otorgar gracias espirituales á quién, cuándo y
cómo lo crea más conveniente. Recuerda la tiranía de
los Faraones cuando decían: Sin mí nadie en todo el
territorio de Egipto moverá ni pie ni mano. P ara eso
se ha declarado religión del Estado la católica: para na
cumplir el Estado sus deberes é inmiscuirse en cosas
que nada á él le interesan; únicamente para esclavizar
3 IN JU ST IC IA S D EL ESTADO ESPAÑOL,
- 34 -
y humillar á la religión. Así se explica que muchos
quieran separar la Religión y el Estado en lo que no
cabe apartamiento, y á la vez se entrometan en asun­
tos religiosos que en nada al poder civil atañen, imi­
tando á José de Austria á quien por eso Federico II de
Prusia llamaba siempre: m i primo el sacristán. A de­
más de ridiculo ¿no merecería otro nombre el hecho de
que el poder civil de Judea, Herodes ó Pilatos, no per­
mitieran pedir á Cristo gracia ninguna sino por media­
ción de ellos, ni permitieran á Cristo conceder ninguna
gracia sino en la forma y con la tramitación que ellos
determinasen? Pues de parecida manera se portan los
que prohíben que el Vicario de Cristo reciba ni despa­
che ó haga llegar hasta los súbditos sus gracias sino
es por medio de una Agencia oficial de Preces,
Y si no queréis hacer la supresión á que se refiere
mi enmienda, si en perjuicio de la libertad y de la
igualdad, constituyendo un privilegio sin finalidad nirí*
guna de interés común, queréis los conservadores libe­
rales conservar esa antigualla, sólo os diré que sois
más reaccionarios y absolutistas en vuestro modo de
proceder que el mismo Carlos III, pues dais carácter
de absoluto é irrevocable á lo que él decretó con ca­
rácter provisional, ó. sea «hasta que se establezca y
ponga expedito el nuevo método para dirigir las pre­
tensiones que ocurran en la Curia romana». 'Lo. que
importa es, y para evitarlo de raíz pedía-yo la supre­
sión de la Agencia por razón de economías, qué son
las razones preferentes cuando se discute un presu­
puesto, lo importante es que por ningún Gobierno, re ­
produciendo las Reales cédulas de ruego y encargo de-
25 de Marzo de 1872 y 13 de Marzo de 1877, se traiga
á colación añejas pragmáticas que están en el polvo de
los archivos, y que sí volviera al mundo el mismo
señor D. Carlos III no querría poner en uso en tiem­
pos tan diferentes de los de él, hoy que se ha privado á
la Iglesia de grandes ventajas que antes le reconocía
el Estado en el mismo Código que trata de la Agen*
cia, y se ha roto la unidad católica, y á los disidentes
en España se les permite comunicarse según les plazca
con los jefes de sus respectivos cultos, y el vapor y la
electricidad hacen tan fáciles, tan prontas y tan segu­
ras las comunicaciones, sin ninguno de aquellos ries¿
gos que fueron pretexto y disculpa para ver dé enga­
ñar sobre el verdadero objeto de este comercio con
exclusiva, muy lucrativo en otros tiempos.
No sé á quién puede convenir la Agencia de Preces
si no es á los empleados de la misma. No al Estado, por*
que si convirtiéndose en agente de negocios obtuviera
de esta manera lucro, sería aumentando el coste de las
dispensas, dificultando la celebración del matrimonio;
imponiendo una manera de contribución sobre el Santo
Sacramento, con lo que se apartarían de contraerlo
muchos entregándose al concubinato y al libertinaje,
de donde se seguirían graves perjuicios al mismo E s­
tado. No A la Iglesia, que por medio dé los obispos con
absoluta unanimidad en muchas ocasiones y particu­
larmente con motivo de las citadas Reales Cédulas y
en 1882 ha reclamado contra una medida que impide a
los fieles 3a libertad en que siempre estuvieron de co*
munícarse con el Vicario de Cristo en la forma que
mejor les pareciere. No A los particulares, que huyen
del Real método, ó sea de la Agencia oficia!, y directa­
mente envían sus peticiones á Roma ó se valen de lasí
- 36 -
Agencias diocesanas con gran economía de dinero y
sobre todo de tiempo, en lo que nunca podrá compe­
tir la del Estado por la mucha aglomeración de nego­
cios y porqué, aun cuando no se mandaran las preces
por la estafeta y se prescindiese de la complicada tra ­
mitación actual, todavía implica notable dilación el
haber de mandar las solicitudes al informe del Ordi­
nario, y de éste al Ministerio y de allí á la Agencia
oficial en Roma, y de la misma á las Congregaciones,
para volver por ese camino su resolución hasta el peti-
cionarío,
Son exactas las historias que S, S. nos ha contado
á propósito de la Obra Pía de Jerusalén. Pero ¿no re
cuerda S, S. que cuando San Francisco, llevado por su
amor á los Santos Lugares, fué A ellos, tomó posesión
í3e los mismos, en cierta manera, como hace el héroe
cuando conquista un territorio ó como hace un nave­
gante cuando pisa tierra y clava la bandera de su
Patria? Sus sucesores hicieron más, porque acudieron
al Sultán de Babilonia y á Don Roberto y Doña Sancha
de Sicilia, los cuales otorgaron una escritura publica,
cediendo la custodia de los Santos Lugares á la Orden
Franciscana. ¿Y qué hicieron los Reyes dé España su­
cesores de los monarcas sicilianos? D eclarar en una
infinidad de Pragmáticas que no eran los dueños de los
bienes de la Obra Pía, sino los patronos y defensores
de ella, á cambio de ciertos privilegios que en virtud
del patronazgo se les han reconocido.
Yo no puedo permitir que S. S. me haga aparecer
como oponiéndome á los derechos de nuestros Reyes.
Al contrario, precisamente uno de los gravísimos
daños de esa incautación, es el peligro de que por
- 37 -
alguno se tratara de hacer creer que el patronato
había desaparecido, con riesgo de que otras naciones,
al ver que bienes formados en parte con sus limosnas
entregadas á los franciscanos ingresaban en el Tesoro
español, quisieran reclamar derechos, que ciertamente
110 tienen. Yo no mencioné para nada en mi discurso
el patronato real. S. S. es el que lo ha sacado.á cola­
ción, con no muy grande oportunidad ciertamente;
pues todos sabemos que el patronato impone obliga­
ciones, y cuando esas obligaciones no se cumplen se
pierde el derecho de patronato. El Gobierno en 1835
desamparó la Obra Pía, y aun abandonó las prerro­
gativas de la Corona, y hasta dejó que nuestros Sobe­
ranos perdieran el título de Reyes de Jerusalén, Se
expulsó de España á los franciscanos y éstos tuvieron
que pedir en otras naciones limosna para los Santos
Lugares; la Propaganda de Roma acudió en auxilio
de esta nueva necesidad de la Iglesia, pero conside­
rando ya como una de tantas misiones de ella depen­
dientes nuestra misión en Tierra Santa. Sin embargo,
los franciscanos fueron los más fervorosos defensores
del patronato de nuestros Reyes; porque ¿qué culpa
tenían nuestros Reyes, siempre piadosos, caritativos
y magnánimos, si por las calamidades de los tiempos
ó por causa de los Gobiernos, que suelen ser otras
no pequeñas calamidades en estos tiempos, dejaron
de cumplirse en alguna ocasión las cargas pías vin­
culadas á la Corona? Para que la C orona, que du­
rante seis siglos no perturbó á los franciscanos en la
pacífica posesión de administrar los fondos dé la Obra
Pía, se atribuyese la intervención que tomó desde la
terminación del primer tercio del próximo pasado
- 38 -
siglo, había la espacial razón de no tener existencia;
legal los referidos religiosos; .pero Jióy que la tienen y.
su Comisario General está admitido y reconocido por
el Gobierno, debe ponerse en sus manos esta adminis­
tración íntimamente ligada con la existencia de la
Orden y que constituye uno de sus fines fundacionales.
N.áda más .patriótico: favorecer á los franciscanos es
^¡fundir nuestra lengua, nuestra cultura, nuestro espí­
ritu nacional, la influencia de nuestra patria en todos
los órdenes de la vida moderna* Todas las naciones
buscan todo lo que puede ceder en prestigio de sus mi­
sioneros,,y, de un modo particular, de los misioneros
en los Santos Lugares.
Nadie niega, y yo lo hé confesado antes, que los
Reyes hicieron grandes donativos á la Obra Pía; con-,
viene, empero, huir de exageraciones, no sea que,
fundándose en ellas, se quiera justificar la incautación
hecha por unos Gobiernos y la negativa de otros á
poner las cosas en su antiguo y legítimo estado.
Adviértase que se trata de una obra cosmopolita en
cuya fundación intervino y tomó parte el universo
católico. A los jefes del catolicismo, á la Santa Sede
es deudora en gran manera la Obra Pía. Sólo de una
vez para recuperar de los griegos cismáticos ciertas
iglesias de los Santos Lugares entregó 26,000 escudos
la Congregación de Propaganda. Clemente VII se­
ñaló para la Obra Pía 500 escudos anuales que siguie­
ron pagando varios de sus sucesores. Más de cin­
cuenta Papas han expedido Bulas pidiendo limosnas
para la Custodia de T ierra Santa. Desde muy antiguo
los Vicarios de Cristo franquearon el tesoro de las
indulgencias para cuantos diesen dinero con destino..
- 39 —
al sostenimiento de los Santos Lugares y fijaron en.
todas las diócesis del mundo ciertos días para hacer
estas colectas. Pío VI en 31 de Julio de 1778 ordenó
que todos los obispos cuatro veces cada año exhorta­
ran á los fieles á subvenir á estas necesidades: lo cual
imitó León XIII al disponer en su Breve Salvatoris,
de 26 de Diciembre de 1887, que todos los años-en
todas las parroquias del universo católico se pida li­
mosna para el culto de los Santos Lugares. El pueblo
español se distinguió particularmente en esta obra de
piedad. Con razón dice el italiano Pirinaldo en su
Historia de Jerusalén que «si toda la plata que la
generosa España ha enviado á Palestina se derritiese,
se podría formar un río». Como que era forzoso, hasta
hace poco tiempo, que todo español dejase una manda
testamentaria, qué no había de bajar de treinta ma­
ravedises , para los Santos Lugares. La caridad de
los fieles era excitada principalmente por los hijos de
San Francisco. Ya en el año 1230 el Papa G rego­
rio IX recomendó los franciscanos á los Prelados de
Oriente. La Bula Gratias agim us de Clemente VI,
en que se funda el patronato de nuestros Reyes, no
va dirigida A los Reyes.de Nápoles, sino al General
de los Franciscanos: 254 de éstos fueron martirizados
en Tierra Santa; pero, como de los primeros cristianos
decía Tertuliano, la sangre de unos mártires era se­
milla de nuevas vocaciones para el martirio. En el
siglo x v i i encontramos 300 hijos del Serafín de Asís
destinados á recorrer el mundo pidiendo limosna para
sostener el culto católico entre, tantos enemigos en el
país donde nació el Redentor del mundo. En Jerusalén
al lado de los frailes españoles los hay. de las-: demás
- 40 -
naciones católicas, y junto á los católicos están los
cismáticos cuyo influjo es de día en día más absor­
bente. ¿No es un acto de patriotismo ayudar á los
nuestros cuanto sea posible? Ya que no les demos
dinero ¿por qué no les dejaremos siquiera el dinero
que les dió la piedad de nuestros antepasados?
¿Y se ba hecho siempre así? ¿Se contenta el Estado
con retener lo que importan los derechos de adminis­
tración, los derechos que el mismo se señala por una
administración á que no tiene ningún derecho? En 1887
se leía lo siguiente en L a Cruss: «Durante muchos
años, y esto es público y notorio, no se ha mandado
á Jerusalén la más mínima parte de los fondos, que
han sido invertidos en obras y atenciones que no siem­
pre respondían á la intención de los donantes.» El ca­
pital que aun conservaba la Obra Pía al incautarse
de él el Estado por Ja ley suprimiendo Jas Cajas espe­
ciales, fué calificado de inmenso por la R evista P o ­
pular de Barcelona en el mes de Junio de 1888, Con
efecto, había entre sus láminas intransferibles alguna
que importaba 42 millones de pesetas. Lo que sólo en
metálico confiesa la Hacienda que procedente de la
Obra Pía ingresó en el Tesoro son 18 millones y me­
dio: los productos de esa cantidad ascienden á mucho
más dé Jas trescientas mil pesetas que para todas sus
atenciones y obligaciones se presupuestan anualmente.
¿Qué se hace con el resto? El Ministro de Hacienda
Sr. Puigcerver se vió obligado á declarar en el Con­
greso el 2 de Julio de 1888 que parte de las rentas se
«aplicaban á cubrir las cargas del presupuesto». Y aun
se insiste en que todo lo que se hizo y continúa hacién­
dose por los Gobiernos constitucionales no es otra
- 41 —
cosa que un cambio de administración provechoso para
la Obra.
Aunque eso fuera, cabe decir en nuestro caso lo
que la Santa Sede dijo cuando el Estado italiano se
incautó de los fondos de la Obra Pía de la Propa­
ganda. Declaró entonces aquel Gobierno que en nada
con el cambio de administración se perjudicaba á la
Obra; pero León. XIII, en su discurso de 2 de Marzo
de 18S4 al Sacro Colegio de Cardenales, observaba
«que se empeoran cada vez más las condiciones de su
patrimonio, sea porque sus bienes se sujetarán en ade­
lante á los cambios siempre inciertos é inestables de
una deuda pública, sea porque se le priva de la facul­
tad, aun en caso de necesidad urgente, de disponer de
esos bienes ó de aumentarlos con nuevos donativos,
sin la intervención de ningún poder extraño». Y es
más grave de lo que á algunos parcce eso de gastar
ias rentas de la Obra Pía en lo que no pertenece á sus -
fines aunque sea mu}^ útil para otros también lauda­
bles. Es gravísimo dejar por levantar las cargas afec­
tas á una fundación. Por otra parte, siendo la limosna
obra espiritual, sólo por una autoridad espiritual puede
ser regulada. El que se desprende de un objeto en
beneficio de una persona, le transfiere el dominio sobre
la donación; y este es el caso de lo que se donó á los
franciscanos para la Obra Pía de jerusalén. De ahí
que León XIII dijera en Breve de 26 de Diciembre
del 87: «Ponemos y declaramos en entredicho á todo
el que, de cualquier manera que sea, cambie el destino
de las limosnas para Tierra Santa ó las aplique á otros
usos.» Pero noto que vuelvo á hablar de cosas que
aquí desagrada oir; y voy á sentarme, no sin recoger
brevísimamente algunas expresiones del señor Ugarte.
Su insinuación de que mi enmienda va contra la
Obra Pía está ya rectificada por las palabras de mi dis­
curso. De la frase inmenso latrocinio que- con admi­
ración mía tanto admiró al señor U garte, no tengo la
honra de ser el inventor; la usó hace ya muchos años
el señor Antequera, dignísimo profesor, y constituye el
epígrafe de uno de los capítulos de su obra qne anda en
manos de todos, Historia de la desamortización espa­
ñola; y es frase tan justa y tan propia que no titubeó-
en repetirla en el Parlamento un conservador, también
catedrático famosísimo. Si en el curso de estos debates
salieren de mis labios alguna vez palabras duras, no
irán nunca contra la persona de S. S., que-es amigo
mío muy especial, y desde luego las retiraría; pero en
cuanto á las cosas yo estoy acostumbrado á llamarlas
siempre por su nombre, y en vano callaríamos, porque
la historia no entiende de conspiraciones de silencio, y
los hechos hablan más alto que los hombres.
No le parecen bien á S. S. mis reticencias veladas
sobre si se administraba mal ó no la Obra Pía; será
preciso, pues, suprimir reticencias y velos y preguntar
lisa y llanamente si los funerales de la Reina Mercedes
y del Papa Pío IX en San Francisco, como los de Prim
en Atocha y los del General Gravina, fueron pagados
con fondos de la Obra, y si el arreglo de las habitacio­
nes para Don Alejandro de Castro en 1875, en el Minis­
terio de Estado, se puso á la cuenta de dichos fondos,
y si con ellos se costeó el viaje del Conde de Xiquena á
la inauguración del Canal de Suez. Nuestro Consulado
en Beyrouth y en el Cairo y nuestra embajada en
Constantinopla, incluso la casa de verano para el em-
rr- 43 —
bajador, ¿no se han pagado con dinero de la misma
procedencia? Hoy la administración se llevará bien, no
lo dudo. Pero si decís que de ello no obtiene ventaja
económica ninguna el Estado ¿por qué el Estado no
devuelve lo que no es suyo y no deja de ocuparse en lo
que no le incumbe? Así tendría más tiempo para sus
ocupaciones propias; y la Obra Pía tendría también
más limosnas, pues hoy son poquísimas las, que recibe,,
y como dije antes (y S. S. no sé si querrá creerme), en
algunos puntos cuesta trabajo hasta encontrar quien
represente á la Obra Pía, ó mejor dicho, al Gobierno;
administrador de los objetos de ella. Procuran todos
los Prelados complacer al Gobierno y favorecer A los
Santos Lugares, pombrando comisario diocesano á al­
gún canónigo; pero en muchas diócesis sólo á fuerza
de súplicas se consigue, por la odiosidad con que todos
miran semejante cargo y por no aparecer, sin serlo en
manera alguna, como cómplices de un estado de cosas
proveniente de un ataque á la propiedad eclesiástica.
Por eso insisto en la necesidad, no ya de que se acepte
la enmienda mía que aquí se Ie}^ en días anteriores,
sino de que, en virtud de las razones en que la he apo­
yado, el Gobierno deshaga lo mal hecho presentando
una proposición de ley para que vuelvan las cosas á su
modo de ser antiguo y propio.
El Sr . U g a r t e (de la Comisión).

El S r. O b ispo d e J a c a : Para decir únicamente que


me parece que el señor Ugarte no ha entendido bien el
espíritu de mi enmienda ó no quiere entenderlo.
Yo no pido que el Estado d eje de contribuir A los
fines de la Obra Pía^ y á todas las obras de p ied ad que
- 44 -
tenga por conveniente. Lo que deseo es que no apa­
rezca contribuyendo, cuando lejos de contribuir, lo
que hace es imponer contribuciones; y creo que con
acceder á mi petición todos saldríamos ganando.
No pido, pues, más que un cambio de administra­
ción para que cada cual administre lo suyo.
El S r . U g a r t e .

El Su. O bispo de J a c a : En v is ta de lo que ah ora


s e ha m a n ifesta d o ,y por v e r q u e no han de p rosp era r,
re tiro e s ta s dos en m ien d a s y las dem ás q u e te n g o p r e ­
se n ta d a s.
E l S r . M in istr o de E st a d o (AUendcsalazar).

El S r. O bispo d e J a c a : Doy gracias muy expresi­


vas al señor Ministro de Estado por las frases que me
ha dirigido y por sus explicaciones tan satisfactorias;
y á la vez explicaré qüe algunas de mis palabras no
se referían, en manera alguna, á los tiempos presen­
tes, en que S. S. tan dignamente y tan á satisfacción
de todos rige el ministerio.
(Sesión del 5 de Diciembre de 1907).

Franquicia postal de los eclesiáticos


El Sr. P r e s id e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo
de Jaca,
El Sr, O b ispo d e J a c a : Para dirigir un ruego al
señor Ministro de la Gobernación: el de que piense
- 45 -
acerca de la conveniencia de que á los arciprestes de
partido se les conceda la franquicia postal; lo cual no
sería extraordinaria ni exorbitante concesión, porque
en efecto, desde el año 1897, en que se dió el Real
decreto de 23 de Noviembre diciendo que no se conce­
día á otras entidades ni personalidades la franquicia
postal, sino A las que alií estaban expresas señaladas,
sólo en tres años, según he podido observar leyendo lo
legislado sobre este punto, ha dejado el Ministerio de
la Gobernación de ampliar, de extender la franqui­
cia. Su Señoría mismo el año pasado en sólo el mes de
Agosto expidió nada menos que cuatro Reales decre­
tos aumentando el número de los que reciben del
Estado semejante gracia: en ninguno de ellos para
nadase menciona á Sociedades, Corporaciones ó per­
sonas eclesiásticas. Otro Ministro, también conserva­
dor, el señor García Alix, en 1903, de tal manera fué
generoso en otorgar franquicia de correos, que tuve Ja
paciencia de contar los apartados que comprende aque­
lla larga lista y vi que son nada menos que 20 ; pero no
tuve el gusto de ver figurar allí para nada la Iglesia.
Y nq sólo es la Iglesia la única A quien no se favoreció
en tan frecuentes y abundantes repartos de mercedes;
es la única á quien se ha perjudicado, quitándole, y
no citaré más ejemplos, la franquicia concedida á los
Cabildos y Deanes y Provisores y Notarios y Secreta­
rios de Obispos y Tribunales eclesiásticos.
No sería, pues, mucho conceder esto que pido al
señor Ministro, y, no obstante, sería mucho de ag ra­
decer; porque los arciprestes rurales, los párrocos que
tienen este carácter, están obligados á desempeñar
muchas comisiones, á evacuar muchos informes, á res­
-- 46 -
ponder á muchas consultas y á ejecutar muchas órde­
nes episcopales, todo lo cual supone tener que escribir
muchas cartas oficiales á los Prelados y á los subordi­
nados, y no teniendo franquicia y no habiendo nin­
guna asignación del Estado para ellos en su calidad
de tales, se gravan sus míseras asignaciones con este
gasto postal, y los Obispos, cuyas asignaciones no
son ni con mucho excesivas, se ven obligados á buscar
la manera de hacer menos costoso el cargo de arci­
preste, sobre todo en los distritos rurales. A lo cual
se agrega que los arciprestes se hallan reconocidos
como autoridades por el poder civil, y más aún que
los otros párrocos tienen que expedir documentos de
oficio que pide el Estado. SÍ pudiera acceder á mi
ruego el señor Ministro de la Gobernación, haría un
bien muy grande, sin gran perjuicio, para la Hacienda,
al clero, que tan necesitado está de auxilio. Y para
poder le basta querer. Para favorecer A la Iglesia una
vez, no tiene que hacer sino lo que tantas veces ha
hecho favoreciendo á diversas personalidades y perso­
nas: llevar una Real orden á la Gaceta.

El S r . O b isp o d e J a c a : Para dar las gracias a l


señor Ministro de la Gobernación por la benevolencia
con que ha oído mi ruego, y para manifestar que sí en
efecto, como indica, pone en este asunto el interés y la
atención que pone en todos, no dudo que, no habiéndose
concedido en tantos años nada para la Iglesia, ahora
que se halla en Gobernación un Ministro tan deseoso de
que en nada sea postergado y preterido el clero, hará
algo en el sentido que he tenido el honor de indicar.
(Sesión del 25 de Enero de 1908).
VI

Provisiones de prebendas

E l S r . O bispo d e J a c a : Pido la palabra.


E l S r. P r e s id e n t e : La tiene S, S.
E l S r . O bispo d e J a c a : Para manifestar al Sr. Mi­
nistro de Gracia y Justicia mi deseo de que conceda
un turno de antigüedad, además de los dos ya existen­
tes, en la provisión de beneficios. Es tan sóio en la
carrera eclesiástica donde no existe dicho turno. El
Estado, con muy buen acuerdo, lo ha ido concediendo
para todas las carreras, para todos los funcionarios;
más aún: ha suprimido en muchas el antiguo turno de
libre elección ó de méritos y servicios. Así se ha hecho,
por ejemplo, en el Notariado.
Si no fuese inoportuno el mucho pedir cuando hay
temor de que aun lo poco se niegue, yo expresaría el
deseo de que el turno de antigüedad, juntamente con
el de oposición, fuera el único para la provisión de las
piezas eclesiásticas. Así, Sr. Ministro, se ahorraría
S. S. seguramente muchas molestias, muchos compro-^
misos, quizá grandes dificultades para conseguir lo
que tanto desea, que es el prestigio y el estímulo del
clero y la realización de la justicia. El turno de libre
elección en teoría es muy atendible, se puede defender
perfectamente. Justo es que sean recompensados los
méritos, los servicios, etc,; mas para hacerlo así, S. S,
- 48 -
que siempre quiere premiar á los más dignos, teniendo
en cuenta sus mayores méritos, ¿cuántos obstáculos,
de seguro, no encontrará?
Un Ministro de Gracia y Justicia, conservador, en
un Real decreto de 1S de Junio de 1904, exhortando y
recomendando que no se recargaran demasiado las
prebendas de oposición, decía lo siguiente: «A fin de
que no resulten de peor condición los que entren por
este medio tan meritorio que aquellos que son nombra­
dos libremente.» No; yo creo y confieso que todos los
prebendados que entren en virtud de libre elección,
que todos los nombrados libremente por el Gobierno,
entran por un medio meritorio, se eligen porque se
tienen presentes sus méritos. No hay que decir que yo
estoy seguro de que hoy ni un solo sacerdote español
es capaz de acudir al Ministerio para obtener preben­
das por medios reprobados en los cánones; pero pu­
diera ocurrir que contra su voluntad algunas personas
acudieran de este modo, aunque nadie ignora que sería
inútil, como lo habría sido en años anteriores, pues
hasta se han dado casos, y lo digo aquí porque se re ­
fieren en libros que todos conocemos, de que Ministros
que estaban al frente de este Departamento en 1888 y
1896 llevaron á los Tribunales tentativas de simonía de
que habían sido objeto. Lo que sí puede suceder es que,
también sin saberlo los eclesiásticos, los políticos hagan
pesar sobre S. S. sus influencias en favor de algunos;
lo que puede suceder, aunque no mientras S. S. sea
Ministro, es que las prebendas eclesiásticas sean un
feudo de la política, un medio de recompensar servicios
electorales, un botín más de la conquista del poder,
una rnánera de fomentar esa nunca extinguida plaga
- 49 —
del campo, esa calamidad pública, que se llama el ca­
ciquismo, nunca más vil, nunca más odioso, nunca más
execrable que cuando intenta sacrilegamente poner
sus manos inmundas en las personas y en las cosas de
la santa Iglesia.
Para evitar esto, sería muy conveniente que, ya que
no por completo se suprimiese el turno de líbre elec­
ción, por lo menos se limitara, añadiendo el turno de
antigüedad. Antes de contestarme S. S. tenga presen­
te el mismo interés, el mismo bien de su partido. P o r­
que fué el partido liberal (tiene esa gloria), el que in­
trodujo, de acuerdo con la Santa Sede, para bien de la
carrera eclesiástica, el turno de oposición. H asta el
año 88 todas las prebendas, excepto las cuatro de ofi­
cio, se daban por voluntad y por gracia de los Obispos
ó de los Ministros. En aquel año todavía era yo estu­
diante,^ recuerdo, como si ahora lo presenciara, lo que
sucedió entonces en mi Seminario. Hallándonos reuni­
dos los internos, vimos entrar apresuradamente al
director, agitado por la emoción más viva, trayendo
en la mano un periódico y en el semblante muestras del
júbilo más intenso. Subió al pulpito y allí leyó el Real
decreto del Sr. Alonso Martínez. Una salva estrepito-,
sa y nutrida, una triple salva de aplausos fué la mani­
festación de nuestros entusiasmos juveniles, el testi­
monio de gratitud que todos elevamos A cuantos tuvie­
ron parte en aquel para siempre memorable acuerdo.
Y mientras los aplausos continuaban, pensaba yo en
los amplios horizontes que se abrían á la actividad
científica del sacerdote español, pensaba en la aurora
brillante que empezaba á lucir para la Teología y los
cánones en la antigua patria de los teólogos y canonis-
4 INJUSTICIA S DEL ESTADO ESPAÑOL
- 50 -
tas famosísimos, en el estímulo que tendría la juventud
estudiosa, en la altura adonde iba á subir el nivel inte­
lectual del clero por obra, después de la Santa Sede,
del partido liberal, obra cuyos excelentes frutos no es
fácil apreciar, porque aun estamos principiando á re­
cogerlos ahora. Y vosotros, los conservadores, ¿qué
haréis? ¿Os parecerá mucho seguir las huellas, imitar
algo lo que en este punto el otro partido turnante ha
hecho?
Téngase presente que el sacrificio que entonces la
Corona realizó gobernando los liberales, fué un sa­
crificio inmenso, fué dejar en aras de la ciencia, fué
entregar al estudio manifestado en los ejercicios de
oposición, la mitad de todas las canongías y de todos
los beneficios en todas las catedrales y todas las cole­
giatas de España. Lo que yo pido, y acaso no se con­
siga, es menos, muchísimo menos; es, sencillamente,
que de las prebendas de vuestra libre elección la mitad
se continúe proveyendo como hasta aquí, y la otra
mitad se dé á la antigüedad, en la forma que mejor
pareciere. Creo que esto es bien poco, relativamente,
y, sin embargo, sería mucho conseguir para la Iglesia,
Yo al pedirlo pienso también en S. S. Su señoría
tiene un nombre glorioso en la historia de las letras
patrias; procure (ya sé que lo procura) llegar á tener
ua nombre tan glorioso en la historia de la Iglesia es­
pañola, para que, cuando se diga: el Sr. Alonso M ar­
tínez dió el Real decreto concediendo para optar á
beneficios el turno de oposición, pueda añadirse: otro
ilustre jurisconsulto y literato, el Marqués de Figue-
roa, concedió el turno de antigüedad. En las obras clá­
sicas, en las esculturas y cuadros más famosos, se
- 51 -
ponía al pie sencillamente el nombre del artista y la
palabra fe c it. El Real decreto que solicito, si no lo
firma S. S Mlo firmará otro, quizá del partido liberal;
pero yo desearía que al pie de él pudiera leerse la firma
del Marqués de Figueroa. Cuando vemos á S. S. deci­
mos: ése es el autor de Gondar y Fovtezct. Que poda­
mos decir también: ése es el autor del decreto conce­
diendo para la provisión de prebendas un nuevo turno,
tan deseado, tan razonable y del cual vendrán tantas
ventajas.
¿Precedentes? Ya sé que aquí todo se hace según
precedentes.. Para esto los hay también y los cono­
ce S, S. Tal es, por ejemplo, el Real decreto de 7 de
Septiembre del 68. Por él se concedió que la dignidad
de maestrescuela se reservase exclusivamente para el
canónigo de oficio más antiguo, con lo cual se evitaba
lo que está ahora sucediendo, á saber: que cuando un
prebendado de oficio se inutiliza ó llega á viejo y no
puede levantar sus cargas, de las que forma parte g e­
neralmente la enseñanza gratuita, entonces es preciso
poner un sustituto, de donde se siguen dos perjui­
cios, uno para el propietario de la cátedra, á quien,
para retribuir al suplente, se hace un descuento en la
asignación, y otro para la enseñanza, porque sabido es
que casi nunca la enseñanza está bien cuando está en
manos de interinos.
Hay otro precedente más notable: el del señor Vi-
llaverde; el cual, en 23 de Noviembre de 1891, conser­
vó, porque al fin era> conservador, el turno de Ubre
elección, pero limitado, restringiendo esa libertad y
determinando condiciones para la elegibilidad de los
prebendados. Dé ahora S. S. un paso más en el camino
- 52 -
del progreso y del bien para la Iglesia, y á esas condi­
ciones añada solamente la condición de la antigüedad
rigurosa.
He terminado; pero antes quisiera también que,
entre otras muchas consideraciones que omito por razón
de la brevedad, tuviera presente S. S. que de esta
manera se repararía en parte, en pequeñísima parte,
una deficiencia que se observa respecto al clero: la falta
de jubilaciones.
Hoy el Estado las va concediendo ó procurando ó
facilitando A todos los funcionarios del mismo; sola­
mente no existen para el sufrido clero parroquial. Ya
hace algunos años que si se conceden es como si no se
concedieran; pues se advierte que será sin carga n in ­
guna ni gravamen para el Tesoro; pero, no obstante,
existen en nuestra legislación muchas disposiciones que
regulan esta materia y que prueban que el espíritu del
Estado español, todavía recientemente, era el de que
hubiese también jubilaciones para el clero. En pre­
supuestos anteriores se consignaba una cantidad, pe­
queñísima sí, «para las jubilaciones por imposibilidad
física de los individuos del clero». En este presupuesto
he buscado esa cantidad, y la he buscado en vano.
Iloy, pues, si los párrocos llegan A la vejez, que no
llegarán muchos por la penuria con que viven, no tie­
nen más que este dilema: ó seguir trabajando aunque
el trabajo los mate, ó dejar de trabajar con peligro de
morirse de hambre, porque la asignación de los más no
alcanza á 2 pesetas ó 10 reales, y cuando se imposibili­
tan tienen que repartirla con la persona que les substi­
tuye, sin que pueda valerles mucho la caridad de los
compañeros, porque todos se hallan necesitados.
- 53
C o mo mi r u e g o es s obr e m a t e r i a g r a v e y del icada,
no le pido que m e c on t es te a ho r a , sino que lo m e d i t e y
au n lo consulte, y después vea lo que procede: que
c ua lq u i er a que sea su resolución, por mí s i e m p r e s e r á
vista con gu st o, pues me c onst a que si no f uere de
co nf or mi da d con mi deseo, s e r á por dificultades que á
mí no se me alcanzan, y que S. S. es n a t u r a l que c o ­
nozca mej or que yo.

E l S r . O bispo d e J a c a : D os p a la b r a s n a d a má s , á
que me obliga, p a r a m a n i f e s ta r le mi g r a t i t u d , la a c o s ­
t u m b r a d a benevolencia que c o n m i g o usa mi car iñoso
a mi go. A las cual es a g r e g a r é que lo dicho p o r S . S. de
r e q ue r ir s e el a c ue r do de a m b a s P o t e s t a d e s , me p a r e c e
m u y bien, a u n p ar a cosas en que tal vez no ser ía p r e ­
ciso. Yo lo que deseo es que vosot ros, que li br eme n te
disponéis de vu e st ro t u r n o de g r a c i a , u sa r ai s de v u e s ­
t r a liber tad concedi endo s i e m p r e las p r e b e n d a s á los
m á s a nt iguos. ¿Lo hacéis sin d i c t a r disposición n i n g u n a
que á ello os obligue? D i g n o s sois de aplauso- ¿Dictáis
disposiciones por las q ue á hacerlo quedéis obligados?
Más l audable aún s ería v u es t r o p r oc ed e r. ¿Contáis con
la S a n t a Sede? Miel s o br e hojuelas; eso s er á una g a r a n ­
tía má s en las me di d a s que adopt éis. Yo, porque no
quiero p r ev e ni r en caso a l g u n o el juicio de la S a n t a
Sede, no me r e fe r í a á las pr ovi si ones h ec ha s por todos
los Obispos. P e r o si p ar a ello os ponéis de a c ue r do con
la N u n c i a t u r a y á la S a n t a Se de bi en le p ar e ci e r a,
¿quién d u d a r á que en to nc es lo v e r í a m o s todos con
-mucho gusto?
LaS jubilaciones y a sé que no pueden pedirse ahora',
- 54 -
pues no están en el presupuesto que yo, por hallarme
ausente de España, no pude discutir. Ya lo discutire­
mos al fin del año, si Dios nos da vida y salud. No era
mi objeto éste, sino apoyarme también en la falta de
ellas como un argumento más para pedir que no sea el
clero única excepción en el modo de adquirir coloca­
ciones y merecer ascensos.
Claro que yo no vengo aquí ni vendré nunca á ha­
blar en nombre del clero: no traigo más representación
que la mía parlamentaria; ni aceptaría ninguna otra
temiendo hacer mal uso de ella; abogo en favor de él
como abogaré otro día, sí la ocasión se presenta, en
favor del ejército ó de la marina ó de cualquier obra,
dase*ó institución social. Hablo ó creo hablar en nom­
bre de la razón y de la justicia, palabras que para S. S,
significan mucho aunque las invoque como ahora el
último Senador. Y estoy seguro de que por tratarse
de cosa razonable y justa verá S. S. la forma de com­
placerme y de hacer un beneficio positivo al clero, que
tanto espera de un Ministro tan inteligente y de acti­
vidad tan grande.
(Sesión de 27 de Enero de 1908).

V II

Exequias de cuerpo presente

Voy á dirigir un ruego al señor Ministro de la Go­


bernación. Lo considero de tan gran importancia, es á
— 55 —
mis ojos tan interesante esto de que los católicos cele­
bren sus funerales según prescribe el rito católico y
que no se prohíban las exequias de cuerpo presente,
que se lo voy á pedir por los amores que más arraigo
y mayor eco tienen en su corazón. En primer lugar,
por el amor de Dios, cuya Iglesia, cayo clero tiene un
interés tan grande en que mi súplica sea atendida.
La Iglesia, Señores Senadores, y no voy á moles­
taros más que brevísimos instantes, en el ritual roma­
no, que es como si dijéramos el reglamento orgánico
oficial de su liturgia, prescribe y manda que ningún
católico sea llevado al cementerio sin que, presente el
cadáver, presente corpore, se le aplique la santa misa;
y Benedicto XIV, en su Instrucción 36, prueba, fun­
dándose en varios motivos, que «con razón, según anti­
quísima costumbre, se halla determinado que los difun­
tos católicos estén descansando en la Iglesia.mientras
se celebra y se ofrece por su alma el santo sacrificio».
Por hacerse lo que hoy se hace, se da pretexto para
que algunas familias, quizá contra la voluntad de los
finados, sin decirse siquiera la misa funeral, lleven los
cadáveres directamente desde la casa mortuoria al ce­
menterio, privándose con ello á los difuntos del valor
de los sufragios y al sacerdote del estipendio de que
tanto necesita, ya que actualmente hay, sí, muchos him­
nos y elogios, muchos ditirambos para el clero parro­
quial, pero muy pocas pesetas para él en presupuesto.
Por amor también, señor Ministro, al Episcopado
español. ¡Qué diferencia de tiempos, Señores Senado-
dores! En los tristes días del bienio se resucitó una
disposición en virtud de la cual se prohibía llevar los
cadáveres de los católicos á la Iglesia; pero reclamaron
- 56 —
los Obispos, acudieron con exposiciones A S* M. y al
Gobierno, y ved cómo en el año 57 los Poderes públi­
cos atendían las reclamaciones del Episcopado:
«Enterada la Reina de las exposiciones que le han
dirigido los Prelados para que se permitan las exequias
de cuerpo presente, según la práctica religiosa sancio­
nada por la Iglesia desde los primeros siglos, oído el
-Consejo de Sanidad, de conformidad con el parecer de
-las Secciones de Gracia y Justicia y Gobernación y del
Consejo Real, se ha dignado S. M. la Reina mandar
que la Real orden de 22 de Septiembre de 1849, prohi­
biendo las, exequias de cuerpo presente, sólo tenga
valor y efecto en los casos de epidemia.»
El año 1889 se celebró en Burgos un Congreso cató­
lico nacional del cual tuve el alto honor de ser secre­
tario, y del que muchos de los actuales representantes
de la Nación fueron socios ú oradores ó ponentes.
.Todos los Obispos españoles, allí reunidos ó represen­
tados, firmaron las bases para la unión de los católicos,
trazaron el programa de las peticiones que por todos los
medios legales á los Poderes públicos se debían hacer, y
se hicieron y siguen haciéndose constantemente desde
entonces, en que presidía un Gobierno conservador,
el Gobierno del señor Silvela* Son aquellas reclama­
ciones 17, Pues bien, Señores Senadores; después de
tanto insistir, hasta ahora ni una sola siquiera se ha
.atendido por los Gobiernos; y digo hasta ahora, por­
que yo espero que una de ellas, la penúltima, la que
estoy haciendo, será hoy favorablemente resuelta por
: el señor Ministro de la Gobernación.
Se lo pido también por el amor que tiene al cum­
plimiento, de las leyes fundamentales del país, A las
— 57 -
leyes que se llaman Concordato con la Santa Sede y
Constitución de 3a Monarquía española. En efecto, el
artículo 11 de la Constitución determina que la religión
católica es la religión del Estado. ¿Por qué, pues, á
título de qué puede el Estado prohibir que se celebren
los funerales según quiere y según manda la religión
católica? El Concordato en su artículo 41 prescribe que
todo lo eclesiástico no expresado allí, «será dirigido y
administrado según la disciplina de la Iglesia canónica­
mente vigente». ¿Cómo, pues, sin infringir este pacto
solemne se puede disponer que los funerales de los hijos
de la Iglesia, los sepelios conforme al culto de la Iglesia,
no se rijan por las reglas canónicas establecidas, que
son éstas de que vo}^ hablando?
Fundo asimismo mí súplica en el amor que el señor
Ministro tiene A la Patria; para que nuestra Patria,
Señores Senadores, no sea entre todas las Naciones
civilizadas, la única donde todavía está prohibido que
los cadáveres entren en los templos. Yo acabo de
hacer un viaje por Francia y por Italia y he visto
que en Italia, donde el Estado es carcelero del Papa,
que en Francia, donde el Estado es jacobino y ateo,
se permite lo que no permite en nuestra Patria el
Estado. Hace pocos días, cuando me hallaba una vez
más admirando la incomparable basílica de San Sa­
turnino, allá en Toulouse, vi venir en largas filas una
numerosa y ordenada comitiva acompañando un cadá­
ver, y vi con admiración y alegría lo que no había
podido ver en mi Patria, que entraron el féretro en la
Iglesia y estuvo allí todo el tiempo preciso para que
se pudiese cantar la llamada misa de cuerpo presente,
Y yo, lleno de tristeza, pensaba mientras tanto: ¿cómo
- 58 —
es posible que haya quien hable de clericalismo en
España, cómo es posible que haya quien diga que en
España hay Gobiernos clericales, cuando se prohíbe al
clero lo que le está permitido en todas las partes del
mundo?
Por amor también, señor Ministro, por amor á la
libertad, santo nombre que tenéis en boca todos los
liberales y que yo quisiera no tomarais nunca en vano.
Lo saben los Señores Senadores, porque saben mejor
que yo la historia. Los mayores tiranos se han detenido
siempre ante los cadáveres; los perseguidores más ra­
biosos de la Iglesia no le han perseguido los hijos más
que basta el momento de la muerte; entregaban sus
cuerpos á las fieras, pero entregaban sus restos, sus
despojos mortales á sus correligionarios para que hicie­
ran de ellos lo que su religión prescribía. Los cristianos
eran entonces libres en sus reuniones, porque las reu­
niones las celebraban en los sepulcros y en las cata­
cumbas, y hasta las regiones de la muerte, hasta los
lugares donde se celebraban los sacx'atísirnos ritos
fúnebres, no se atrevía, no, no se atrevía nunca á lle­
gar el poder público en aquel Estado romano que todo
lo podía y llegaba á todo. Yo he dicho en una de mis
modestas obras, y nada diré aquí que no haya dicho
antes cuando no estaba investido de la inmunidad par*
lamentaría, y sí lo digo aquí es para ver si diciéndolo
en lugar donde la palabra resuena tanto, se consigue
más que diciéndolo en el libro y en el periódico; yo he
dicho, y nadie razonablemente podrá negarlo, que
esta prohibición por el partido conservador, aun no
borrada de nuestras leyes, «constituye una violación
del libre ejercicio del culto».
- 59 -
Por amor igualmente, Sr. Ministro, á la opinión pú­
blica, á esa opinión pública que tanto alardeáis de res­
petar vosotros, y yo bien sé que la respetáis mucho.
La opinión del pueblo español manifestóse primera­
mente con protestas y continúa protestando con los
hechos. Ved sino lo que pasa; el Estado prohíbe que
los cadáveres vayan á las Iglesias, y se bacc venirlas
Iglesias á los cadáveres. Por no dejarlos llevar á los
templos, se convierte cada casa mortuoria en un tem­
plo. No se los puede depositar en las capillas de las
Iglesias y se los deposita en las capillas ardientes de
las habitaciones.
Por amor también, Sr. Ministro, si algo vale, que
vale mucho para S. S., por amor al partido político
al cual pertenece. Porque fuisteis vosotros, fué el par*
tido conservador el que inmediatamente de venida la
restauración apresuróse, como si le faltara el tiempo,
en 1875, á dar carácter general legislativo á disposi­
ción tan despótica, tan absurda, que no puede funda­
mentarse absolutamente en nada. En esto no habéis
respondido á vuestros antecedentes y á lo que muchos
esperaban de vosotros, Fué González Brabo momentos
antes de la Revolución, fué el Jefe de los conservado­
res de entonces el que legisló:
«Atendiendo la Reina á que el buen estado sanita­
rio de Europa, aleja de nuestro país toda contingencia
perjudicial para la salud pública, ha tenido á bien man­
dar que cese la prohibición que se había establecido
respecto á funerales, y que desde la publicación de esta
orden en la Gaceta puedan celebrarse en los templos
las exequias de cuerpo presénte.»
La revolución no dejó de echar por tierra en este
- 60 -
punto la obra del partido conservador, del partido mo­
derado; y vinisteis vosotros los conservadores y con
vosotros vino á muchos católicos la esperanza de una
justa reivindicación; pero ya se ve, había que conti­
nuar la historia de España, había que respetar los
hechos consumados,' había que introducir, infiltrar,
encarnar el espíritu de los tiempos presentes dentro de
la legislación española de nuestros días, y en vez de
deshacer en este particular la obra de la revolución, le
disteis mayor solidez y firmeza. Yo bien sé por qué vos­
otros no os decidís aún á hacer tantas cosas que reali­
zaréis seguramente por interés de la patria en favor de
la Iglesia, ¡tenéis tantos quinquenios por delantel Sois
como aquel famoso pintor griego que tardaba mucho
en acabar sus cuadros, porque decía «yo pinto para la
inmortalidad». Vosotros pensáis sin duda en restaurar
los derechos eclesiásticos, la justicia eclesiástica más
adelante; pero, si por cualquier accidente imprevisto
cayerais ahora, pues no tenéis asegurada la vida polí­
tica, cuando se anunciasen nuevos comicios, cuando
llegara el día terrible del juicio electoral, ¿qué ibais á
responder á vuestros electores católicos si os pregun­
taran cómo habéis correspondido al favor, á la con­
fianza que os habían dado y á la esperanza que tenían
..en vosotros?
Por amor, finalmente, Sr. Ministro, á sí propio (no
temáis oir un sermón acerca de la muerte); S. S. ha
de morir, y en aquella hora [qué consuelo y qué satis­
facción para S. S. el decir: «Gracias á mí, gracias á
una Real orden dictada y firmada por mí, mi cuerpo,
antes de emprender el viaje del cual no se vuelve, se
detendrá un instante en la Iglesia, delante de aquel
- 61 -
Juez de vivos y muertos, ante el cual se ha de presen­
tar mi alma. Yo, que apenas nací fui al templo para
recibirla unción bautismal, ahora, recibida la E x tre­
maunción, apenas muerto, iré también para recibir de
la santa Iglesia, de esa amorosa madre, sus últimas
bendiciones. Yo que tantas veces durante mi vida
entré en el templo católico, todavía, porque así lo dis­
puse durante mi vida ministerial, todavía podré entrar
en él después de muerto.»
¡Ah, Sr. Ministro, cuando S. S. asista al entierro
de algún pariente ó de algún amigo, ¿no podría enton­
ces gloriarse, y no vanamente, no debería encontrarse
satisfecho al decir «3-0 soy quien dio libertad á ia Igle­
sia para observar su liturgia, para practicar sus ritos
funerarios; por mí, respetando la voluntad de los di­
funtos, se los lleva al templo; por mí goza la Iglesia
del derecho de que gozó, en virtud de leyes civiles, mu­
chas veces en el último siglo; por mí se satisfacen las
aspiraciones, los legítimos anhelos del pueblo católico,
que desea llevar los cadáveres al pie del tabernáculo,
junto á la Sagrada Eucaristía, para recibir una última
mirada de Cristo»?
Yo, Sr. Ministro, me alegraría mucho, porque mu­
cho le aprecio, que lo que tantas veces pidió oficial­
mente el Episcopado, pudiera decirse que lo consiguió
siendo ministro el Sr. Cierva.

E l Sr. O b ispo d e J a c a : Pido la p alabra.


E l Se. P r e s id e n t e : La tie n e S. S.
E l S r . O b ispo de J a c a : L a he p ed id o para m a n i­
fe sta r que no me sa tisfa c e a b so lu ta m e n te n ad a la co n '
- 62 -

testación del Sr. Ministro. Eso de decir que es una


cosa muy fácil conseguir que los cadáveres entren en
las Iglesias, pues 110 hay que hacer más que embalsa­
marlos, es ir contra la realidad, porque el embalsa­
mamiento cuesta lo que todos sabemos. Exigir esa con­
dición es tanto como mandar que nunca entren los
cadáveres en la Iglesia.
¿Qué he de hacer yo, me decía el Sr. Ministro?
Pues lo mismo que han hecho tantos Ministros, que r e ­
formando la obra legislativa de sus antecesores, favo­
recieron en esta parte á la Iglesia. No le faltará la
cooperación y el aplauso de las Cámaras; y el Consejo
de Sanidad tal vez diga ahora otra cosa distinta de la
que dijo antes, teniendo presentes las indicaciones de
la ciencia moderna, las cuales puede que le hagan cam­
biar de parecer si á ellas se añaden las también muy
respetables de S. S.
Que la higiene es muy atendible, que es muy santa.
Y a lo creo: era una Diosa entre los gentiles, y hoy de­
bemos respetarla todos muchísimo. Pero, dígame S. S.:
en Francia, en Italia, en Bélgica, en todas las Nació-*
nes civilizadas, ¿no se conoce la higiene? ¿Es que sola­
mente se estima entre nosotros, cuando estamos di­
ciendo todos que precisamente es donde menos caso de
ella se hace? SÍ la higiene se opusiera al cumplimiento
de las leyes eclesiásticas ¿seguirían éstas en -aquellos
países dejando las de la higiene?
Que esto no es dañar á la Iglesia. ¿Quién duda que
así sucede cuando se ponen obstáculos al libre ejercicio
de su culto? ¿Por qué habría de reclamar contra loque
no le perjudicase? ¿Y quién puede creer que la Iglesia
vaya contra la higiene y quiera nadzi. contra la salud?
- 63 -
Reconocía el Sr. Ministro de la Gobernación que,
efectivamente, hay disposiciones en pro y en contra de
lo que pide el Episcopado. Pues bien, yo le ruego que
dicte una en pro, conforme lo han hecho tantos Señores
Ministros. ¿Si S. S. tuviera la buena voluntad que ellos,
no podría hacer lo bueno que hicieron ellos? Insiste S. S.
en el peligro para la higiene. Pero, ¿no lo hay acaso y
mucho mayor en que los cadáveres estén, no como
mandaba la antigua legislación, en capillas dentro de
la Iglesia, sino en la misma casa del finado? ¿No hay
ese peligro de descomposición rápida de que nos habla
Su Señoría? ¿Es que no hay acaso más calor en las ca ­
pillas ardientes, donde la gente se aglomera en espacio
reducido y quizá sin ventilación, que el que pueda haber
en las Iglesias, local mayor, ventilado y frío, donde el
cadáver ha de estar sólo por breves instantes? En al­
gunos cementerios, aunque es posible en muy pocos,
hay capillas para decir misa en presencia del cadáver.
¿No es una contradicción el prohibir esto en los locales,
mucho ma3^ores, de las Iglesias?
Hoy no sucede en Madrid, pero sí en todas partes
de España: los cadáveres son llevados hasta el pórtico
de las Iglesias. Lo que se pide es sólo que entren dentro
de ellas. Y como allí no han de estar más que durante
el tiempo de la Santa Misa, y no todo el día como están
en las casas, se trata de una pequeña concesión que S. S,
no quiere hacer, sin que yo pueda adivinar las causas
de su negativa, que indudablemente en su juicio serán
muy poderosas, pero que nadie comprende y menos
el pueblo cuyas tradiciones son de esta manera con­
culcadas.
- 64 -

En las bellísimas páginas que á los funerales con­


sagró el genio poético de Chateaubriand se lee: «Cuan­
do en Francia se arrancaron los sepulcros á las igle­
sias, el pueblo, menos temeroso que ciertas gentes, y
no teniendo los mismos motivos para temer el fin de su
vida, se opuso á la alteración de la antigua costum­
bre.» L a alteración realizada por los doctrinarios
Gobiernos españoles ha sido mayor, más grave, más
funesta que la llevada á cabo por la revolución en la
República vecina. Aquí no }-a las sepulturas donde el
polvo de los cadáveres aguarda el día de la resurrec­
ción, los cadáveres mismos al salir de la casa mortuo­
ria son alejados, son repelidos de la casa de Dios por
nuestras leyes. Y aunque el pueblo se opone, hablando
por boca de sus Prelados, A que el Gobierno, con pre­
textos visibles y absurdos, prohíba celebrar según
manda el rito católico los funerales católicos, aunque
la iglesia española en el ultimo Congreso Católico
nacional ó sea en el de Santiago, ha reclamado contra
esta injusticia del Estado Español, nada hasta ahora
se há conseguido.
E l S r . O b is p o d e J a c a : Pido la p a la b r a .
E l S r. La tiene S. S.
P r e s id e n t e :
E l S r . O b is p o d e J a c a : P a ra dar al Sr. Ministro
de la Gobernación las gracias por la benevolencia con
que, si no ha atendido mi ruego, por lo menos lo ha
oído.
En cuanto á esas disposiciones á que S. S. se refe­
ría, hay que tener en cuenta que han sido dictadas
generalmente con motivo de circunstancias particula­
res, por causas de momento, por temor al contagio de
epidemias que, ó existían ya en España, ó podían
- 65 -

salvar la frontera, y era preciso atender á la ley su­


prema, á la salus poprtii. Lo que se hace provisional­
mente, por excepción, y en casos extraordinarios, no
debe quedar de un modo estable. No existe hoy peli­
gro alguno para la salud pública, y no encuentro
razón para que subsistan dichas odiosas disposiciones,
y no se dicten otras en concordancia con los deseos de
la Iglesia.
¿Que no se ha reclamado contra ello? Sí, Sr. Minis­
tro; la Iglesia ha reclamado en muchas ocasiones. (El
Sr. Ministro de la Gobernación: ¡Pero si yo 'no he
dicho nada de eso!) Pues entonces tampoco yo diré
nada sino volver ;I rogar á S. S. haga lo que pueda,-
que puede seguramente mucho.
(Sesión del 29 de Enero de 19(R)

VIII

Reparación de templos

En los nuevos presupuestos está consignada la par­


tida de 750,000 pesetas para construcción y reparación
de templos; y además se dice lo siguiente: «Gastos de
instrucción de expedientes para reparación de templos
en las Juntas diocesanas, 25,000 pesetas.»
Yo supongo que estas 25,000 pesetas serán para
gastarse no en el ministerio, sino en las Juntas de las
respectivas diócesis; y no sería mucho suponer, por-
que tampoco sería mucho haberlo concedido en estos
5 IN JU STICIA S DÍ3I. ESTADO E S P A S P L ,
— 66 —

presupuestos, ya que un Gobierno también conserva­


dor fué el que quitó bastante más, hace pocos años, de
eso mismo que ahora se concede. Y lo digo, Sr. Minis­
tro, no por prurito de censura, pues no me gusta cen­
surar á nadie y menos á vosotros que sois quienes
menos lo merecéis, sino para que vayáis viendo lo
poco que hacéis por la Iglesia y veáis si podéis hacer
un poco más andando un poco más de prisa en el
camino de las justas concesiones.
Con efecto, el Real decreto de 13 de Agosto de 1876
disponía que se había de dar para la Junta diocesana
de reparación de templos de Toledo 6,000 reales anua­
les, 5,000 para las Juntas metropolitanas y 4,000 para
las ju n ta s sufragáneas. Con un poco de rebaja conti­
nuó esto así durante muchos años, y fué preciso que vi­
nierais vosotros al Poder, fué preciso que presidiera
un Gobierno conservador, el Sr. Maura, para que de
una manera radical y en absoluto desapareciesen, en
el año 1903, las consignaciones para las Juntas dioce­
sanas; con lo cual, á las ya mermadísimas dotaciones
episcopales, se Ies añadía una nueva carga: la de sos­
tener las expresadas Juntas, la de pagar los obispos el
gasto de la instrucción de los expedientes.
E n el supuesto de que se dediquen, no para las ofi­
cinas ministeriales, sino al objeto indicado, yo pregun­
to al Sr. Ministro; ¿cómo han de^ distribuirse esas
25,000 pesetas? ¿Se ha de dar más á las Juntas que más
trabajan? ¿Han de recibir más las Juntas de más cate­
goría, ó sea las metropolitanas? ¿va á repartirse por
igual? En este caso, ¿cómo puede matemáticamente ser
divisible esta cantidad?
Pero lo más importante es cómo ha de distribuir
- 67 -

Su Señoría la cantidad presupuesta para construir y


reparar templos. ¿Qué va á hacer S. S, con ese dinero?
Puede que S. S. esté pensando ahora en la contesta­
ción famosa que el Sr. Marqués de Salamanca dió A un
amigo cuando le preguntaba qué había de hacer, cómo
ventajosamente había de colocar unos miles de pesetas
de que disponía: «Con eso, le contestó el Marqués, con
eso puede hacerse V. un traje.» ¡Menos de un traje,
unos remiendos tan sólo se podrá comprar para algu­
na iglesia! Poco más podrá hacer S. S. que vestir al­
gunas con ligera capa de cal y yeso; pero por lo mismo
que la cantidad es tan pequeña y tan grandes y tantas
las necesidades, es preciso mirar bien cómo se ha de
distribuir. Yo quisiera que no tuvieraS. S. la precisión
de cuidarse de repartir tales fondos; yo quisiera que el
Estado para nada interviniese en ello, que se limitara á
obedecer la ley, que una vez que las Cortes han deter­
minado que dicha cantidad se dé para la Iglesia, á la
Iglesia se le dé, sin intervenir ya para nada más el Go­
bierno. El fin A que se destina es el bien de la Iglesia;
su origen, los antiguos bienes de la Iglesia; su objeta
inmediato, la reparación de las iglesias; y nadie mejor
que la Iglesia conoce lo que necesita y sabe la mejor
manera de poner remedio.
De este modo se ahorraría S. S. muchas cosas: en
primer lugar, el trabajo que por tantos y tan diversos
conceptos le abruma, el tiempo de que tan necesitado
está para otras ocupaciones muy importantes, los dis­
gustos, porque S. S. es tan bondadoso que se disgusta
siempre que no puede complacer á quien le hace peti­
ciones y las que sobre esto se le dirigen son muchas
más que el dinero de que puede disponer para atender
- 68 —

á ellas; se ahorraría también un gran número de em­


pleados, é importa mucho á la Nación Española que la
empleomanía se disminuya, y, además, se suprimiría la
cantidad que para ellos se dedica.
Yo, con ser ello tan justo, no me atrevo A pedir
tanto; y no, Sr. Ministro, por lo que fuera de aquí al­
gunos piensan, y á mí propio se me ha dicho. Cuando
por primera vez me levanté aquí.par a dirigir un ruego
al Gobierno, no faltaron amigos míos que me advirtie­
ron que si conociera la realidad de la vida política no
esperaría mucho de mi labor parlamentaria. Más aún,
me decían ellos; algunas cosas quizás se las concede­
rían más pronto Ministros iiberales, porque un Minis­
tro liberal no atendería más que A una de estas dos
cosas: á ver si lo que se le pedía era razonable y si lo
podía conceder; es decir, que no tomaría en cuenta
quién se lo pedía, sino qué era lo que se le pedía, y
lejos de tener repai'o en parecer amigo de un Obispo,
y protegiendo á la Iglesia, puede que fuese lo contra­
rio. Pero, agregaban mis amigos, los conservadores
tienen que ser prudentes, mu3^ prudentes, porque por
eso la prudencia es una virtud eminentemente conser­
vadora, y y a se sabe á donde lleva ó á donde no deja ir
la prudencia cuando es extremada. Además, es posible
que haya entre ellos, pues los hay también en los
demás partidos, hombres que siendo capaces de no r e ­
troceder ante la muerte cuando se tra ta del cumpli­
miento de un deber,sin embargo, se detienen, tiemblan,
se ponen pálidos, se les hiela la sangre en las venas,
vacilan en sus movimientos ante una vana palabra,
ante un nombre vacío de sentido, ante el temor de que
les apellíden clericales.
— 69 -

Cuando V. quiera, proseguían, obtener de los Mi­


nistros algo para la Iglesia, debe ir á s u casa, tra ta r lo
que quiera conseguir, sin que nadie se entere, á puerta
cerrada, Nicodenrus y alguno de sus compañeros no se
atrevían á conferenciar más que de noche con el R e ­
dentor, y ni aun siquiera osaban decir de él lo que sen­
tían proptev metiint judeorum , por temor á los judíos.
Los judíos, á quienes temen hoy no pocos amigos de
Cristo, son los periodistas enemigos de Cristo. Y ¿que
dirían si vieran que después de hablar un Obispo, se
concedió lo que él pedía, aunque tal vez fuese algo que
ya pensaba concederse y se hubiera hecho si antes se
hubiera ocurrido? Se le diría lo tantas veces repetido:
lo del Poder civil á los pies de la Iglesia, y la sobera­
nía del Estado detentada, y el avance del clericalismo,
y la reacción triunfante; todas esas frases hechas que
todos nos sabemos de memoria á fuerza de tanto oírlas
cuando menos motivo hay para ellas.
Recuerde el Sr. Obispo, concluían aquellos amigos,
lo que no se debía referir sino de rodillas y con lágri­
mas en los ojos. El presidente ó prefecto Poncio Pila-
tos, encargado de la gobernación de Judca á nombre
de los romanos, tenía el sentido y el instinto de la
justicia; personalmente admiraba por sus milagros y
quería por sus virtudes al Salvador; y en favor de El
le había hablado la esposa, que en los días de la Pasión
tuvo ensueños misteriosos y visiones extraordinarias
y revelaciones sobrenaturales. Por todo ello, aquel
gobernante, cuando le fué llevado al pretorio Jesús,
vivamente deseaba absolverle. V a á dictar la senten­
cia, y de pronto se le ve palidecer y temblar, y lo que
sentenció fué lo contrario de lo que juzgaba y quería.
- 70 -

Claro que no lo hizo sin guardar las formas, sin cubrir


el expediente: primero, consultó con los Consejos na­
cionales, después se lavó las manos, ¿Qué había pasado
para que tan radicalmente cambiara de resolucón? Se
le había hecho oir una palabra. Se le había dicho: si
eso haces, si vas a hacer lo que deseas, si sueltas á
Cristo y crucificas á Barrabás, no eres amigo del
César, non es amicus Cesaris. Pues bien; el César de
hoy, el más alto poder del siglo, es la prensa, y la
prensa hasta ahora, aunque quizá desde ahora no será
así, es en la mayoría de sus órganos contraria á que
los Gobiernos despachen favorablemente las peticiones
de la Iglesia.
No por eso que. injustamente, á no dudarlo, á toda
hora se dice; no porque yo crea que temáis conceder­
me todo lo que juzguéis que no debe negárseme, es
por lo que dejo de reclamar ahora eso que indiqué al
principio, con cuya concesión tanto ganarían la Iglesia
3'r el Estado; es, sencillamente, porque he pedido la
palabra, no para dirigir un ruego, sino para hacer una
pregunta. ¿Cómo va á invertir S, S. este dinero, si es
que no lo ha gastado ya ó lo ha comprometido? No
seria el primer caso que ocurriese, pues á los quince
días de haberse aprobado et presupuesto por las Cor­
tes, hubo Ministro que acabó con aquella cantidad sin
saber lo que después podía suceder; las necesidades
perentorias que ya no podría remediar. Pues bien:
¿Qué va á hacer S. S.? ¿Va á tener en cuenta á las
diócesis que hasta hoy han recibido menos, para que
reciban ahora más? ¿Va á despachar primero los expe­
dientes que llegaron primeramente al Ministerio de su
digno cargo? ¿Va á dar la prioridad que manda la 103-,
- 71 —

en cierta manera, porque para eso las Juntas dioce­


sanas tienen que decir cuáles son los expedientes que
necesitan ser más urgentemente despachados?
Pregunto esto, Srcs. Senadores, porque se dicen
por ahí cosas estupendas, acerca de lo que pasa sobre
esto en Gracia y Justicia (Grandes m urm ullos—
Varios Sres. Senadores: siempre, no, —Otros Sres.
Senadores interrumpen al orador). Se dice que han
pasado, y lo aseguran quienes pueden saberlo. (Va­
rios Senadores: ¿cuándo? ¿cuándo?) Escuchad y lo
oiréis. Dícese que esos fondos de que voy hablando son
más bien políticos que eclesiásticos, y se destinan para
premiar servicios electorales, y son un arma para
salir triunfantes en las contiendas caciquiles, un re ­
sorte más para hacer sentir en todo la influencia mi-
nisterial que quiere llegar á todo.
Supongamos, se dice, que haya en un distrito dos
pueblos cuyas iglesias estén igualmente arruinadas ó
ruinosas: uno ha votado por el candidato triunfante en
las elecciones y otro por el derrotado. ¿Cuál de esas
dos iglesias será primeramente reparada? Seguram en­
te la del pueblo cuyo candidato tiene influencia con el
Ministro y tal vez por ello consiguió el triunfo. (Un
Sr. Senador: Será ahora con los conservadores.) Yo
roñero lo que en muchos casos ha sucedido; pero de­
claro sinceramente que no creo pueda suceder siendo
Ministro el Sr. Marqués de F igüero a. (Varios Sres.
Senadores interrumpen al orador.) Dejadme decir lo
que antes de ahora habréis oído. EL procedimiento es
éste: el pueblo acude con su petición á favor de la
iglesia parroquial al cacique de campanario, el cacique
al representante en Cortes, éste al Ministro, y el M i­
- 72 -
nistro entonces pesa, mide, examina la influencia que
tiene cada uno de los representantes que luchan por
llevarse el dinero de la Iglesia para las iglesias de su
distrito, y concede teniendo en cuenta su influencia
respectiva... (El Sr. Dávila: Cuándo y cómo ha pasado
esto.~^Un Sr. Senador: Será en tiempo de los conser­
vadores.— El Sr. Presidente agita la campanilla.,)
En todo tiempo dicen que ha pasado; algo, aunque no
respondo de que todos los pormenores sean siempre
los mismos (El Sr. Dávila: Hay que decir cuándo y
dónde). Estoy aún diciendo los detalles de esta curio­
sa y no rara tramitación. El Ministro contesta con una
carta muy atenta al Diputado, el Diputado la presenta
al cacique, el cacique al pueblo; y ahí tenéis á un can­
didato á Diputado ó Senador que puede contar en las
futuras elecciones con los votos de aquel pueblo, g r a ­
cias á fondos destinados al bien de la Iglesia, y que
puede ser más conveniente, más necesario, tal vez
imprescindible, que se aplicasen á los templos de
otros pueblos huérfanos de influencia política. (Un
Sr. Senador: Pero ahora no sucederá ya eso.—R u ­
mores.)
P a ra evitarlo, para que no pueda suceder tampoco
ahora, desearía yo que hubiera reglas, normas esta­
blecidas.
Y no creáis, Sres. Senadores, que pido una cosa
extraordinaria; pido solamente que haya uniformidad
dentro del partido conservador (Muy bien en la mino-
ría), y porque no la hay ó cuando menos yo no la veo,
quiero saber su criterio respecto de ese asunto. Nos
encontramos con Ministros conservadores que susten­
tan diversos pareceres en cosa de tanta trascendencia..
- 73 -

Uno de ellos se empresa con palabras que quisiera ver


escritas sí no con letras de oro, con caracteres imbo­
rrables, porque son las palabras de un hombre franco y
que además tiene el valor y la virtud de sacrificar su
libertad en aras del bien, de restringir su libre albe­
drío con reglas especiales por él mismo dictadas de
antemano. El Sr. Sánchez de Toca, que es el Ministro
á quien aludo, dijo en 23 de Abril de 1904, lo siguiente
que merece ser escuchado con atención y constar en
el Diario de Sesiones. Cuando decía yo lo que fuera
de aquí todos dicen sobre posibles abusos, me inte­
rrumpían, y no sé si también protestaban, algunos
Sres. Senadores. Dejadme leer ahora, y ved si hay
motivos para hablar de abusos.
«No aparece establecida regla alguna para g a ra n ­
tía de equitativa proporcionalidad en la distribución
de estos fondos que se sigue sin otra norma que la del
discrecional arbitrio en el otorgamiento de ese favor,
produciéndose, en su consecuencia, casos de destinarse
á un solo templo, la mitad ó más del presupuesto con­
signado para todos los templos, conventos, catedrales,
seminarios y palacios episcopales de España.»
Eso decía el Sr. Sánchez de Toca y sacaba de ello
la siguiente consecuencia. (El Sr. Parres: ¡Buen texto
para los conservadores!)
«Importa mucho al crédito de la administración y
á la equidad moral de los repartimientos en el se r­
vicio, que cese sobre ellos el régimen de discrecional
arbitrio para el otorgamiento del favor, siendo en con­
secuencia inexorable que, antes de proceder al reparto
de un crédito de tal insuficiencia, se fijen previamente,
reglas sobre prelación de pagos, y prioridades en la
- 74 -

concesión de cantidad, por las cuales se eviten en lo


posible los abusos y se preste alguna seguridad á más
equitativas distribuciones.»
Pero como aquí mudamos de Ministros casi con la
misma frecuencia que de camisa, hubo inmediata­
mente otro Ministro conservador que dijo en 14 de
Enero de 1905, que era muy laudable el propósito del
Sr. Sánchez de Toca, y, sin embargo, ú renglón se­
guido echó abajo por entero toda su obra.
Había en la Real resolución firmada por el señor
Sánchez de Toca una regla que merecía reforma, efec­
tivamente. Quería aquel Ministro que cuando un pre­
supuesto pasaba de 6,000 pesetas, no se concedieran
todas, sino solamente un máximum que en aquella
disposición se determinaba; y esto en la práctica era
difícil y ocasionado A perjuicios que debían evitarse.
¿Qué procedía hacer? Modificar esta norma dejando las
i-estantes ó substituyéndolas por otras mejores. D es­
graciadamente el nuevo Ministro hizo que la obra de
su correligionario, compañero y antecesor, desapare­
ciera por completo, retrocedió treinta años más atrás.
Por eso procede preguntar, en vista de esta discor­
dancia de pareceres, cuál es el que va á seguir el
actual Ministro, si el del Sr. Sánchez de Toca, de
señalarse A sí mismo reglas, trazarse el camino que
indefectiblemente hubiera de seguir, ó el del sucesor
del Sr. Sánchez de Toca que lo dejaba todo al arbitrio
discrecional del Ministro, ó un criterio medio, entre
ambos tan distantes.
Yo espero que me conteste S. S. de una manera
que me satisfaga. De otro modo traeré A las Cortes
lina proposición regulando la distribución de esos fon­
- 75 -

dos, y espero que los Sres. Senadores, en su gran


mayoría, estarán de mi parte, porque podremos no
estar conformes todos en cuanto á la manera de dis­
tribuirlos, pero de seguro lo estaremos todos en que
no conviene dejar asunto tan trascendental á la abso­
luta discreción de un Ministro, aun cuando éste sea
tan prudente, justo y equitativo como lo es el que me
está escuchando con tanta paciencia.

E l S e . O b is p o d e J a c a : Pido la p a la b r a .
El S r. S. S.
P r e s i d e n t e : L a tie n e
E l S r, O b is p o d e J a c a : P a ra agradecer muchísimo
al Sr- Ministro la buena voluntad que manifiesta res­
pecto á mi intención, que es ya la suya, de regular por
una ley, que ha de presentar aquí, supongo que dentro
de poco, la manera de distribuir fondos que, por lo
mismo que suelen ser tan escasos, conviene que estén
muy lejos de toda influencia de la política, la que es
natural que pese tanto sobre los Ministros y no siem­
pre mira otro fin que el político.
En cuanto á las reglas que decía S, S. que existían
ya trazadas en el decreto del año 76, debo decir que yo
no he encontrado ninguna que limite la voluntad del
Ministro. E n el art. 14 se dispone que las Juntas dioce­
sanas señalarán cuáles son los expedientes que, á su
juicio, deben despacharse primero. Pero, ¿hay alguna
regla que diga: «Sr. Ministro, despache primero aque­
llos expedientes que tienen alguna razón de prioridad?»
No hay ninguna, ni ninguna en la práctica tampoco se
observa, como nadie me podrá negar, pues sería negar
lo que evidencian los hechos.
- 76 -
De Jaca, y voy á hablar de mí mismo, pues no
quiero ocuparme de nadie, existen en el .Ministerio de
Gracia y Justicia muchos .expedientes de reparación
de templos; 3r me decían allí (y voy á repetir lo que se
dice, pues aunque yo no pueda afirmarlo como cierto,
no he de callarlo, porque revela la desconfianza de las
gentes á causa de no haber norma ninguna para estos
repartos): ¿Sabe el Sr. Obispo cuándo se resolverán
esos expedientes? Pues cuando haya por Jaca un D ipu­
tado tan influyente, que lo sea raás que aquellos otros,
también influyentes, que pidan la misma gracia para
su distrito; y ¿se quiere saber qué expediente se des­
pachará primero? pues aquel del pueblo que entre los
del partido judicial tenga más simpatías con el D ipu­
tado por tener á su disposición más votos.
Yo que tengo también voto en Cortes he estado
para acercarme á pedirle á S. S. que me concediera
algo para iglesias que amenazan muy próxima ruina.
No lo he hecho discurriendo así: Si es de justicia lo
que pienso pedir, el Ministro debe saberlo y concederlo
sin que yo se lo pida. Si no es justo, si hay otras igle­
sias más necesitadas en otras diócesis, aunque yo se lo
pidiera, no me lo debía conceder. ¿Por qué pretender
como favor lo que sería injusto otorgar por favor? Yo
quisiera que el Ministro de Gracia y Justicia en las
cosas eclesiásticas no hiciera nada de gracia, sino por
rigurosa justicia todo.
(Sesión del 30 de Ener o de 1908.)
IX

Habilitados del clero

E l S r . O b is p o d e J a c a : Pido la pal abr a.


E l S r . P r e s i d e n t e : La tiene S. S.
E l S r. O b is p o d e J a c a : Primeramente para d e ­
nunciar al Sr. Ministro de Hacienda, ausente él
rogar á la Mesa que le comunique mi denuncia, los abu­
sos que suelen cometer algunos inspectores del Tim ­
bre, abusos objetivamente considerados, no en inten­
ción, que es recta la de todos, y si algunos perjudican
tanto á la Iglesia sin gran provecho de la Hacienda,
consiste en no haber parado bastante la atención en lo
legislado acerca del particular.
Esta reclamación, que en muy breves palabras voy
A hacer ahora, la hizo ya hace algún tiempo, de ma­
nera razonada y luminosísima, el Sr. Arzobispo de
Burgos. La conozco, porque la he visto en algunas
revistas eclesiásticas. Lo que no conozco es la contes­
tación que los poderes públicos dieron al Excelentí­
simo Sr. Arzobispo. Tal vez haya ocurrido lo que suele
suceder en los actuales tiempos de clericalismo, en
que nos encontramos los Prelados á media correspon­
dencia con los Ministros. Nosotros exponemos, adver­
timos, reclamamos y ellos muchas veces tienen por
-7 8 -
conveniente callar, pareciéndoles sin duda que nada
tan elocuente como el silencio.
El art. 137 de la ley del Timbre, igual al art. 140 de
la anterior, en su núm. 2.° dice que para los expedien­
tes matrimoniales de pobres se presentarán las parti­
das bautismales extendidas en papel de oficio, hoy en
papel común.
A hora bien; ¿quiénes son los que instruyen estos
expedientes? Los provisores. ¿Quiénes son, pues, los
que deben determinar cuándo se trata de pobres? Los
provisores oyendo á los párrocos. Pero no siempre
puede ser así, porque algunos inspectores del Timbre
creen todo lo contrario. Yo que he sido muchos años
provisor en la diócesis más vasta de España, declaro
que por temor á ellos no usé ni una sola vez de este
beneficio que á los pobres concede la ley, Es verdad
que en muchos Tribunales se practica esto, que yo co­
nociendo la opinión de los correspondientes inspectores
no pude practicar, es verdad que los autores de disci­
plina eclesiástica interpretan así la ley y traen hasta
el procedimiento que debe seguirse; pero también lo
es que algunos funcionarios encargados de vigilar la
renta del Timbre exigen que la pobreza se declare en
la forma que previene la ley de Enjuiciamiento civil y
se oponen á cualquier otro procedimiento. ¿En qué se
fundan para ello?
. Suelen aducir una Real Orden de 30 de Agosto
de 1886, pero aunque les fuera favorable, además de
ser anterior á la ley del Timbre, no puede prevalecer
tampoco en contra de ella, como no puede prevalecer
nunca la voluntad de un Ministro contra la voluntad
de las Cortes manifestada en las leyes. Hay también
- 79 -

en la misma ley del Timbre y en el artículo citado p a ­


labras que se interpretan torcidamente y dan lugar á
esto que yo he llamado antes abusos.
Con efecto, se dice allí que se usará el timbre de
peseta en las actuaciones de los Tribunales eclesiásti­
cos «excepto cuando recaiga en debida y legal forma
la declaración de pobreza»; mas yo pregunto: ¿puede
considerarse como una actuación judicial la instruc­
ción de un expediente de matrimonio? Seguramente
que no. Si se interpretara así la ley, ésta no concedería
nada á los contrayentes pobres, sus beneficios serían
completamente nulos; porque para ahorrar 3 ó 4 pese­
tas, que es lo que viene á significar el timbre en cada
expediente, ¿quién dilataría su matrimonio (y los m a­
trimonios conviene facilitarlos mucho), esperando la
tramitación, no exenta de gastos, del expediente de
pobreza legal, al que según el art. 30 de la ley de E n ­
juiciamiento ha}7 que dar la forma de los incidentes
oyendo al fiscal y todo?
Espero, pues, que el Sr. Ministro dictará una Real
Orden, circular ü otra disposición análoga en virtud
de la cual se eviten toda clase de equívocos y quede
perfectamente asegurado el derecho de los pobres.
Otro ruego que deseo también hacer al Sr. Minis­
tro, lo juzgo un poco más difícil de conseguir, en todas
sus partes, pero, no obstante, creo que puede ser aten­
dido también.
Hallándose declarado en el Concordato taxativa­
mente cuáles son las actuales dotaciones de los pre­
bendados de catedrales y colegiatas y las de los mis­
mos Prelados, así como las consignaciones para el
culto y el máximum y el mínimum que deben percibir
- 80' -

los encargados de parroquias y los auxiliares dé los


párrocos, todos los años al aprobarse los presupuestos
se determina la cantidad que debe entregarse á cada
diócesis.
Parecía, por lo tanto, justo y racional, que los Go­
biernos se limitaran á cumplir con la ley y entregar A
las diócesis ó á sus representantes las cantidades que
estaban presupuestas; pero lejos de ello, Sres. Senado­
res, de año en año se complica y se embrolla más la
legislación sobre este punto, se hace más difícil A los
habilitados el desempeño de su misión, y se pone oca­
sión también para que haya rozamientos y conflictos,
como suele ocurrir, entre los administradores habilita­
dos del clero y la ordenación de pagos. D e ahí que
conviene simplificar estos procedimientos, de ahí que
conviene dictar una disposición en virtud de la cual, á
la vez que se favorezca á la Iglesia, se favorezca tam ­
bién al Estado.
Bastaría para esto que los administradores habilita­
dos dieran el recibo de las cantidades que se les entre­
gan, y no hubiera.que hacer absolutamente nada más;
porque lo preceptuado y ordenado para los empleos
civiles no puede invocarse como un ejemplo para apli­
carlo A este caso, que es completamente diferente,
puesto que los haberes del clero son, señores Sena­
dores, una carga de justicia, ó eii frase del Real
Decreto sentencia de 8 de Octubre de 1888, una mera
obligación del Tesoro público, una obligación que la
Nación se impuso «como subrogación,—dice el Real
Decreto sentencia de 26 de Marzo de 1879—de los bienes
ocupados á l a Iglesia», y, por lo tanto, según esto y
según repetidas disposiciones legales, .no se puede asi­
- 81 -

milar á los sueldos de los empleados públicos las asig­


naciones dél clero, pues como dice también el Real
Decreto de 15 de Enero de 1875, «no son la retribución
de una función administrativa».
Se comprende que para los destinos deí Gobierno se
formen nóminas y haya la demás tramitación,—bas­
tante complicada y embrollada por cierto,—pues no
pagándose lo mismo los destinos cuando están provis­
tos que cuando están vacantes, interesa mucho á la
Hacienda, efectivamente, para que no sea defraudada,
el saber cuándo se toma posesión y cuándo se cesa en
un cargo.
Pero sucede de muy diferente manera tratándose
de los destinos eclesiásticos, por lo menos en las dió­
cesis cuyo arreglo parroquial está aprobado por S. M*,
porque allí, sea cualquiera el número de las vacantes,
la cantidad que entrega la Hacienda es siempre la mis­
ma, 3Tsi por haber vacantes no se distribuye la cantidad
presupuesta para los que las habrían de desempeñar,
esa cantidad no reingresa en el Tesoro, sino que, según
el art. 37 del Concordato, entra en el fondo de reserva
á disposición del Ordinario.
Las nóminas y la inspección de. la Ordenación de
pagos tienden á evitar dos posibles abusos; el de que
estando un puesto vacante haya quien perciba la canti­
dad que debiera darse por el desempeño del cargo y
las funciones de ese puesto, y el que no se le dé á cada
partícipe lo que le corresponde. Pues bien; por nin­
guna de estas dos poco probables hipótesis resultaría
nunca perjudicado el Tesoro. No por la primera, por­
que siendo siempre igual la cantidad que el Estado en­
trega, si hallándose vacante un puesto se le hiciera
6 IN J'J S T T C IA S D E L E S T A D O E S F A R O L .
- 82 -

no obstante figurar como provisto, el Estado no resul-


taría perjudicado, lo sería el fondo de reserva, y al
Prelado es, por consiguiente, á quien incumbe, á quien
interesa el que no haya esta equivocación. No por la
segunda tampoco; pues aun en el caso de que á un par­
tícipe eclesiástico no se le dé lo que le corresponde, no
puede reclamar nada al fisco, 3Ta que, según la Orde­
nación de pagos determina en su Reglamento orgánico,
«las obligaciones del personal se consideran satisfe­
chas desde el momento en que el habilitado suscribe el
recibí, en el mandamiento de pagos». Y ni aun en el
caso de insolvencia tampoco podría reclamarse nada á
la-Hacienda, porque ya se exige al administrador-habi-
litado su fianza, y también se determina en el Real D e­
creto de 5 de Octubre de 1855, que es siempre su
nombramiento «bajo la cucnta y riesgo de los p a r tí­
cipes».
No hay, pues, Sres, Senadores, motivos para que
sigamos con esta legislación, que es para la Iglesia
molesta, enojosa y deprimente, y le causa muchos
perjuicios. Mejorándola con simplificar los procedi­
mientos administrativos y suprimir trámites innecesa­
rios, haría no pocas economías la Hacienda, pues po­
drían ahorrarse muchos empleados públicos, que ho)>'
son precisos, dada la contabilidad al uso, tan compli­
cada y difícil.
Si por razones que á mí no se me alcanzan, el
Sr. Ministro de Hacienda no pudiera complacerme,
yó, por lo menos, desearía que se concediera á la Igle­
sia no -dar mensualmente, en la forma que hoy se
hace, cuenta del movimiento del personal, porque ya
consta en las nóminas mismas, con las propias firmas
- 83 -

ó el recibo de los interesados. Las certificaciones que


hov se exige que acompañen á las nóminas todos los
meses, con motivo de la provisión de cualquier vacan­
te, no responden á un fin útil, pues más autoridad que
su secretario y su cabildo tiene el Prelado, y son, por
consiguiente, innecesarias después del oficio del O rdi­
nario comunicando la toma de posesión. Estas certifi­
caciones, por último, como tienen que darse con el
timbre correspondiente y las de los cabildos en el pa­
pel sellado que se determina por la ley, son nuevos
descuentos en la exigua dotación del clero, que no pue­
den hacerse sin contar con la Santa Sede.
También esta petición mía, 3’ con esto conclu37o, ha
sido formulada por escrito, de una manera razonadísi­
ma, por mi digno metropolitano Sr. Arzobispo de Z a ­
ragoza, el cual para hacerlo contó antes, por medio de
su habilitado, con todos los Obispos de España. Si el
Sr. Soldevüa hablara en vez de este modesto Senador
á quien escucháis, él lo haría con la elocuencia que le
caracteriza, y los argumentos y abundancia de datos
propios de su gran ilustración. Yo me limito á estas
brevísimas indicaciones, seguro de que serán bastantes-
para que el Sr. Ministro de Hacienda las tome en con­
sideración, y según ellas resuelva lo que tanto impor­
ta á la Iglesia 3r al Tesoro.
(Sesión del 31 de Enero de 1908.)
X

Perm utas de beneficios

E lSe. P r e s id e n t e : El Sr. Obispo de Jaca tie n e la


palabra.
E l S r . O b is p o d e J a c a : Primeramente para anun­
ciar una interpelación al Sr. Ministro de Instrucción
pública con motivo de su Real decreto de 8 de los co­
rrientes acerca de las Juntas locales de Instrucción,
rogándole que la acepte y se señale día, de acuerdo
con el Presidente, para explanarla; y en segundo t é r ­
mino, para dirigir un ruego al Sr. Ministro de Gracia
y Justicia, y puesto que no se halla aquí, suplico á la
Mesa haga llegar A su conocimiento este deseo mío que
voy á exponer en brevísimos minutos, porque siempre
que me levanto á hablar, Sres. Senadores, me siento
cohibido, violento, con temor de molestar demasiado
vuestra paciencia hablando de cosas que tal vez á al­
gunos no les parezcan muy interesantes, aunque, á mi
juicio, tienen grande importancia.
Saben los Sres. Senadores que hoy, cuando un cura
quiere permutar su parroquia, acude primeramente al
Prelado, éste hace que el provisor estudie el asunto, se
forma un expediente, se ratifican las peticiones, se oye
al fiscal, se examinan las certificaciones y demás docu­
mentos alegados como pruebas, y si hay motivo canó­
nico para el traslado, lo declara así el vicario general,
- 85 -

y después lo aprueba también el Obispo. Pero, ¿creéis


que basta esto? No; hay que elevar todavía más alto
ése expediente, hay que subirlo hasta el Ministro de
Gracia y Justicia; de lo cual nada tengo que decir, por­
que es una consecuencia del Real Patronato concedido
por la gratitud de la Santa Sede á los antiguos Reyes,
cuando la Constitución no había roto la unidad católica.
El Real Patronato está admitido en el Concordato
vigente, y yo en mucho respeto ese pacto solemnísimo;
no soy como algunos Gobiernos que sólo lo aceptan y
acatan en la parte que les es favorable, no en la parte
que es favorable á la Iglesia. Pero yo pregunto: Sr. Mi­
nistro de Gracia y Justicia, el Real Patronato ¿autori­
za para hacer lo que se hace y es motivo de mi ruego
de hoy?
La Real orden en virtud de la cual se aprueban las
permutas, es siempre la misma en sus términos: está
impresa; responde á un formulario igual; cambian so­
lamente los nombres de los curas y de las parroquias,
y en todas se dice siempre: «Resultando que los c ura­
tos son de igual categoría», fórmula que ó no significa
nada, y entonces debe suprimirse, ó significa que los
curatos, para que las permutas se realicen, deben ser
de categoría igual, y entonces debe suprimirse tam ­
bién. Primeramente por inútil; porque no tiene ningún
fin práctico,
Se comprende esto, Sres. Senadores, de no perm i­
tir que se cambien destinos de categoría diferente, t r a ­
tándose de empleos civiles, porque allí las categorías
dan derecho estricto para ascender al cabo de cierto
número de años, y podría ocurrir que á fuerza sólo de
permutas un individuo, sin méritos bastantes, aseen-
- 86 -

diera hasta donde no debía llegar, Pero en lo eclesiás­


tico (aunque yo confío que no será así dentro de muy
poco tiempo, porque creo que el Sr. Ministro atenderá
el ruego que le hice en otra sesión), en la carrera ecle­
siástica, á diferencia de todas las otras, no significan
nada los años de antigüedad, no dan absolutamente
.nada los méritos más extraordinarios, los servicios de
toda clase á la Iglesia y al Estado, las obras litera­
rias, etc., porque no dan más que aptitud y condicio­
nes, que de nada sirven sin la condición de la influen­
cia, ó dicho más suavemente, de la gracia del Ministro
de la misma, y, por lo tanto, no hay el temor de que
por medio de permutas llegue forzosamente un cura á
ser beneficiado ó un beneficiado á ser Canónigo. Se
trata, pues, de una cortapisa completamente inútil-
Pero si no fuera más que esto, no molestaría vues­
tra atención. E s además una restricción sobremanera
dañosa. Es perjudicial para los párrocos, porque hay
muchos que no pueden seguir al frente de su feligre­
sía, ó por motivos de salud, ó porque no hacen ya el
debido fruto espiritual ó porque tal vez el cacique los
persigue; y en esos casos el Ministro de Gracia y J u s ­
ticia los condena, si no encuentran quien les permute
un curato de igual categoría, á morirse allí ó á llevar
una vida quizás peor que la misma muerte. H ay que
advertir, para no sospechar en la permuta fraude de
ningún género, que pueden ser iguales, igualmente
apetecibles, beneficios curados de diferente categoría,
pues influyen para su apreciación muchas cosas, como,
por ejemplo, el que tengan ó no abadía, ó rectoral, ó
como quiera llamarse; toda vez que si bien estáis obli­
gados, si bien el Gobierno debe por muchas razones,
- 87 -

por mil títulos legales, dar á todas las parroquias casa


parroquial, ni lo habéis hecho, ni creo que tampoco lo
haréis, y los Prelados bastante conseguirán si consi­
guen que no se hundan las que hoy existen, gastando
en imprescindibles reparaciones su peculio propio por
no bastar los fondos de reserva, contra los cuales tanto
se ha hablado aquí no hace muchos días.
Sobre todo (y voy á terminar), la condición de que
vengo hablando perjudica á la Iglesia, porque los P r e ­
lados necesitan en muchas ocasiones, para bien de los
feligreses y de los curas mismos, que éstos cambien
de parroquia y vayan á una de categoría inferior, don­
de puede ser más útil su trabajo; y este ejercicio de.su
jurisdicción, que se deja libre á las autoridades eclesiás­
ticas en todas las partes del mundo, no lo tienen expe­
dito en España, por oponerse á su voluntad la voluntad
del Ministro, manifestada en la expresada fórmula de
autorización de las permutas.
Es, por último, una infracción terminante de las
leyes fundamentales de la Nación, de la Constitución
de la Monarquía, según la cual, en su art. 11, la reli­
gión católica es la religión del Estado, y, por consi­
guiente, el Estado no debe ponerla en su jurisdicción
legítima obstáculo alguno, y menos en cosas que á él
no le afectan ni le atañen absolutamente en nada.
Que se opone al Concordato, nótase con advertir
que en sus artículos 4.° y 43 terminantemente recono­
ce á los Prelados la libertad que necesitan y que tie­
nen «según los sagrados cánones», para el desempeño
de su misión; y esta facultad canónica de que un párro­
co pueda cambiar su beneficio con otro de categoría
inferior es en muchas ocasiones necesaria. Os voy á
citar un caso para mejor declarar mi pensamiento, y
permitid que hable de mí. Siendo provisor tuve que dar
una sentencia mandando que un párroco perm utara su
beneficio con cualquier otro de categoría inferior; pena
que establecen los sagrados cánones, y es de las más
fáciles de llevar á efecto y de las que con frecuencia
apiueban en la apelación las Congregaciones Roma­
nas. Pues bien; el Tribunal eclesiástico, si hubiera sido
preciso ejecutar la sentencia, que afortunadamente no
lo fué, 110 habría podido hacerlo, porque es preciso
contar con el Ministerio de Gracia y Justicia para lle­
var á efecto la permuta y resultaba que los curatos no
eran de igual categoría. Por eso, con poner dicha t r a ­
ba, con exigir semejante condición hasta se infringe el
decreto-ley de 6 de Diciembre de 1868, donde se expre­
sa que «los Tribunales eclesiásticos continuarán cono­
ciendo de los delitos eclesiásticos, con arreglo á lo que
disponen los sagrados cánones». Los sagrados cánones
disponen que un cura por un delito eclesiástico pueda
ser castigado con la pena de permutar su beneficio con
otro de inferior categoría; oponerse á tales permutas
es hacer imposible la imposición de un castigo canónico
á los' eclesiásticos; es ir contra la citada ley de unifica­
ción de fueros.
(Sesión del 22 de Febrero de 1908.)
XI

Certificaciones de los Párrocos para el


reclutam iento del Ejército

El ruego que voy á dirigir al Sr. Ministro de la


Guerra se relaciona con algo que afecta al Ministro
de la Gobernación, y por eso lamento el que no se halle
aquí, pues desearía que me dijera su opinión acerca
del artículo 87 de la ley Electoral, ley cuyo espíritu en
este punto acaso habría comprendido yo sí hubiera es­
tado en la Cám ara al discutirse; no pude venir por
motivos de salud, y lo sentí, más aún que por la causa,
por no haber podido usar de todos los medios regla­
mentarios á fin de que no pasaran artículos como el
que tenía el núm. 91 en la antigua ley, donde contra
todo derecho se castigaba y se castiga á las autorida­
des eclesiásticas que recomiendan á los electores él
votar ó no en favor de persona determinada.
Dice el art, 87 que «se expedirán gratuitamente
toda clase de documentos que necesite el elector», y yo
desearía que el Sr. Ministro de la Gobernación dijera
si en toda esa clase de documentos se comprende tam ­
bién las partidas de bautismo. Porque la antigua ley
Electoral de 1890, en su art. 20, terminantemente ex­
presaba que «los eclesiásticos encargados de los res­
pectivos archivos expedirán gratuitamente y en papel
común cualquiera clase de documentos, etc.» Aunque
- 90 -

no dudo que la ley conservadora perjudica tanto á la


Iglesia como la liberal, conviene una declaración para
que sepamos á qué atenernos, tanto más cuanto que
caprichosamente las certificaciones parroquiales unas
veces se consideran documentos de carácter público y
legal y jurídico y otras veces no.
El Registro civil, que en algunas Naciones protes­
tantes aun no se ha establecido, es obra del espíritu de
laicismo y de secularización que animaba A los hombres
del 68; fué, y ya sé que no opinarán así algunos Señores
Senadores, cuya opinión respeto, fué establecido en
oposición al Registro eclesiástico y en daño de la Igle­
sia, para deslindar lo temporal y lo espiritual aun allí
donde menos pueden estar separados; para apartar la
acción eclesiástica, poco á poco, de toda acción social,
de todas las esferas públicas y oficiales, por el deseo de
jr empujando los curas á las sacristías con el fin de,
cuando se los tenga allí arrinconados, cerrarles la
puerta para que no se vuelva á oir ya su voz en el
mundo. No se concedió solamente para los que no pro­
fesen la religión católica; se hace obligatorio también
para los católicos, quitando de esta manera á los pá­
rrocos uno de los más principales emolumentos y m e­
dios con que contaban para no morirse de hambre. Sus
certificaciones, á pesar de la buena conciencia que en
ellos se ha de suponer, y no obstante las visitas episco­
pales de que son objeto, y sin embargo de la probidad
que expresamente se les reconoce en el preámbulo de
la ley del Registro Civil, no tienen para el Estado v a ­
lor alguno tratándose de hechos posteriores al año 70.
Pero el Estado, que quiere hacerlo todo, si fuera posi­
ble, sin intervención de la Iglesia, que no quiere deber
- 91 —

servicio alguno á la Iglesia, acude á los funcionarios


de la misma no como quien pide, sino como quien man­
da, para suplir las deficiencias de los funcionarios de él
y siempre que juzga convenirle así para sus fines p a r­
ticulares, siempre que se tra ta de lo oneroso, de lo ofi­
cial, de lo que produce á los pobres curas molestias,
disgustos y aun gastos, no cuando se trata de certifica­
ciones por las cuales se puede cobrar derechos, pues si
hay algunos casos en que existen asignadas cantidades,
estas cantidades nunca se cobran.
Por eso, si el Gobierno actual hubiese exceptuado
á los párrocos de esta obligación de expedir gratis cer­
tificaciones, no habría hecho sino lo que reclama la
más estricta justicia.
Y ahora, al tener por vez primera el alto é inmere­
cido honor de dirigirme desde este sitio á un capitán
general de los ejércitos nacionales, á un Príncipe de
nuestra siempre gloriosa milicia, permítame S. S. que
yo, hijo de un soldado raso, yo que nací en un cuartel
y me crié y pasé la mayor parte de mi vida entré mili­
tares, le envíe, juntamente con mi súplica, humilde
testimonio de mi afectuosa consideración y el homena­
je de mi respeto más profundo..
El art. 125 de la ley de Reclutamiento dispuso que
los párrocos darán certificaciones acerca de la imposi­
bilidad física de los padres de los mozos sorteados.
Ocurría, Sres- Senadores, algunas veces, que se t r a t a ­
ba de mozos cuyos padres no profesaban la religión c a ­
tólica, y era muy poco justo obligar á que se dieran
tales certificaciones. Esto ya lo corrigió un Gobierno
liberal; esto lo puso en su punto con arreglo á los dicta­
dos de la justicia el Ministro de la Gobernación Señor
_ 92 -

Groizard, en un Real decreto de 9 de Julio de 1901,


exponiendo allí, de acuerdo con el Consejo de Estado,
razones muy favorables A la Iglesia, y además tan cla­
ras y tan precisas, que si estuviera aquí mi buen amigo
el Sr. Ministro de Gracia y Justicia me permitiría ex­
ponérselas, porque me parece que alguna vez, que él y
yo recordamos perfectamente, no las ha tenido en cuen­
ta; pero además hay otras muchas certificaciones que
tienen que expedir los párrocos. Sabe el Sr. Ministro
de la Guerra que el art. 44 de la ley de Reclutamiento
y de reemplazo del ejército del año 85 disponía que
concurriesen al alistamiento, yendo á las casas consis­
toriales con los libros. Como esto parecía digno de re ­
forma, en el art. 26 del reglamento para la ejecución
de la ley de 21 de Octubre del año 95, se les exceptuó
ya de llevar los libros, dejando únicamente la obliga­
ción de asistir. Al año siguiente una Real orden de 14
de Octubre dispuso que ya no fueran ellos ni manda­
sen tampoco los libros, pero obligándoles á que todos
los años enviaran relaciones certificadas de los mozos
inscritos en sus parroquias.
Pues mí ruego es este, Sr. Ministro: que S. S. dé un
paso más en este camino de las justas concesiones, que
imite A sus dignísimos antecesores y que también dis­
pense de algo á los curas dispensándolos de enviar las
certificaciones que aun se les exigen, y que yo creo son
enteramente inútiles, porque pueden suplirse en la
misma forma que las leyes de Enjuiciamiento civil y
Enjuiciamiento criminal han determinado en otros ca­
sos análogos, por certificaciones forenses, por pruebas
documentales, etc.
Pero si S. S. cree que lo que viene haciéndose es
- 93 -

preciso, entonces yo de ninguna manera me opongo.


¿Cómo he de ver mal que el clero, que los eclesiás­
ticos ayuden al Estado y sobre todo á nuestra heroica
milicia? Entonces será otro el ruego que dirija á S. S .,
y en S. S. á todo el Gobierno, á saber: que teniendo en
cuenta que prestan estos servicios los párrocos, no por
obligación de su ministerio ni de su oficio, sino por
servir al ejército y á la patria, vea la manera, intere­
sando especialmente al Sr. Ministro de la Gobernación,
de recompensarles en lo que se estime justo. No que­
rrían nada si no estuvieran necesitados de todo. SÍ por
el interés que á favor de ellos se tom eS. S-, el Estado
cumple su obligación de retribuirles su trabajo extraor­
dinario y de supererogación, ellos y yo se lo agradece­
ríamos mucho.

Doy las gracias más expresivas al Sr. Ministro de


la Guerra por la cortesía con que me ha contestado y
por la buena voluntad que manifiesta; que no es poco,
para mis deseos, porque si S. S. ve con agrado esta
pretensión mía, es mucho más fácil que el Sr. Ministro
de la Gobernación la atienda y pueda llevarse á las
leyes, ó mejor dicho, á la práctica, pues juzgo que no
hace falta una ley para ello.
(Sesión del 26 de Febrero de 1908.)
X II

L as actas del consentim iento para


el matrimonio °

E l S e . P r e s i d e n t e : E l S r . O b is p o d e J a c a t ie n e la
p a la b ra .
El S r. O b is p o d e J a c a : Para llamar la atención
del Sr. Ministro de Gracia y Justicia á fin de que se
digne dar alguna disposición que evite casos semejan­
tes al que le está ocurriendo con un inspector del T im ­
bre al cura de Almodóvar del Campo, el cual ha tenido
que acudir en alzada á la Delegación de Hacienda de
Ciudad Real; y yo espero que el Sr. Ministro no me
conteste que eso pertenece á su compañero el de H a ­
cienda y éste á su vez diga que á otro, y así no sepa­
mos nunca qué es lo que piensa el Gobierno, como
suele suceder.
El Sr. Cura de Almodóvar del Campo no ha,hecho
sino lo que está en práctica en muchas otras parro­
quias de diversas regiones de España y lo que aprueba,
entre otros jurisconsultos, el tratadista Sr. Manresa,
de grande autoridad, por haber sido uno de los indivi­
duos de la Comisión redactora del Código.
Yo bien sé que hay disposiciones, como, por ejem­
plo, la Real orden del 17 de Noviembre de 1864 y la
resolución de la Dirección general de los Registros de
5 de Octubre de 1885, en las cuales, de conformidad
- 95 -

con la ley de consentimiento paterno del año 1862, se


prohíbe á los párrocos ejercer de notarios eclesiásticos
redactando las actas de consentimiento para la cele­
bración del matrimonio; pero esto pertenece á época
anterior al Código vigente. En él, es cierto que su
artículo 48 dice que la licencia y el consejo favorable
para la celebración del matrimonio deberán acreditar­
se mediante documentos que autorice un notario civil
ó eclesiástico ó el juez municipal; pero, ¿se sigue de
aquí que no puedan los párrocos intervenir para nada
en lo que se refiere á las actas de consentimiento ó de
consejo paternos? ¿Se sigue de aquí que no tengan nun­
ca para la celebración del matrimonio el carácter de
notarios eclesiásticos?
No, Sres. Senadores; el art. 75 del mismo Código
terminantemente expresa que los requisitos, formas y
solemnidades para la celebración del matrimonio canó­
nico se rigen por las disposiciones de la Iglesia católica
y por las del Concilio de Trento, admitidas como leyes
del Reino. Ahora bien; el Concilio de Trento, en su
capítulo Tametsi, quiere que primero de celebrarse el
matrimonio se pida á los padres consejo, y este consejo
se ha manifestado siempre ante los párrocos sin inter­
vención de otro funcionario alguno, hasta hace poco
tiempo; y los párrocos tienen registro y sello y archivo
y verdadero carácter notarial en lo que se refiere á la
colación de sacramentos, y, particularmente, al sacra­
mento del matrimonio. Sin duda por esto un Ministro
como el Sr. Canalejas, en 26 de Abril de 1889, dispuso
en la observación 6.a de una famosa instrucción de la
Dirección de los Registros acerca del particular, que
cuando asistieren á la celebración del matrimonio las
- 96 -

personas que deben prestar el consentimiento ó dar el


consejo y manifestaran en el acto su conformidad fir­
maran el acta. Por esto indudablemente la ley del
Timbre, en su art. 137^ dice que se empleará timbre de
peseta en las actas originales de consentimiento y con­
sejo paternos que autoricen los párrocos, siendo, por
consiguiente, claro, según la ley, que los párrocos
pueden autorizar actas de consentimiento y consejo
paternos. Y no se diga que ésta es una equivocación:
sería equivocación repetida, pues la ley anterior, la
de 27 de Marzo del año 1900, decía lo mismo tres a r ­
tículos más adelante, ó sea en el art, 140.
Por tanto, si no hemos de decir que el Código civil
está en contradicción consigo mismo y con leyes pos­
teriores, hay que admitir la doctrina sentada por la
Audiencia de Valencia, que es la que 3^0 pido al Sr. Mi­
nistro, que terminantemente declare ser la verdadera.
Dicha Audiencia, en 11 de Marzo del 89, decía que el
artículo 48 del Código se refiere nada más á los casos
en que la prestación del consentimiento haya de surtir
sus efectos en parroquias distintas y á aquellos en que
los que habían de otorgarlo no concurren personalmen­
te ante el párroco que hubiere de celebrar el m atri­
monio.
Ahora bien; como esta doctrina que juzgo tan clara,
quizá algunos no la vean tanto, ruego que la Mesa
haga presente al Sr. Ministro de Gracia y Justicia mi
súplica de que dicte ó haga dictar por el Centro
correspondiente una declaración categórica en el sen­
tido que reclamo, por tratarse de un asunto gravísimo
que puede dar lugar á conflictos entre autoridades y á
perjuicios para los contrayentes.
— '97 -

Si se accede á mi petición, tan conforme A justicia


y tan fundada en derecho, tal ve2 no ganarían tanto
como ahora algunos jueces municipales- Pero nada se
perdería con alejar cuanto se pueda de la celebración
del santo sacramento del matrimonio canónico á los
funcionarios civiles, que los fieles desean ver separa­
dos de él.
(Sesión del 28 de Febrero de 1.908.)

XIII

jEl beneficio de la pobreza de las parroquias

E l S r . O b is p o d e J a c a : P id o la p a la b ra .
E l S r. P r e s i d e n t e : La tiene S. S.
; E l S r. O b is p o d e J a c a : Sabe el Sr. Ministro de
Hacienda que el artículo 15 de la ley de Enjuiciamien­
to civil reconoce que debe declararse pobres legal­
mente, al efecto de litigar, á aquellos cuyos productos
ó sueldos no excedan del doble jornal de un bracero en
la localidad donde tuviere su residencia habitual el
que pide ser declarado pobre. Conforme A este artícu­
lo, todas las iglesias parroquiales de España, desgra­
ciadamente, se encuentran en condiciones pai'a que sé
las declare pobres legalmente, porque aunque tengan
algunas ciertos derechos llamados de estola y de pie
de altar, éstos, por ser eventuales, no deben ser com­
putados al efecto, y es así jurisprudencia del Tribu-
7 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O E S P A ÍÍO L
--9 8 -

nal Supremo sentada en sentencia de 18 de Octübre


de 1864, De Ja misma dotación que el Estado les señala
es preciso no contar aquella parte con la que se queda
el Estado con el nombre de donativo voluntario ó con
otro cualquier título, según también el mismo Tribu­
nal Supremo ha declarado en muchas sentencias, entre
otras, en la de 12 de Octubre de 1887. Aunque algunas
fábricas parroquiales lienen relativamente una canti­
dad algo crecida, están en poblaciones donde también
es muy subido el jornal de los braceros, y por eso,
iglesias con 800 pesetas de renta anual como las de
Valladolid, fueron declaradas legalmente pobres por
la Audiencia de aquella ciudad en 10 de Noviembre
de 1897; pero á fin de obtener este beneficio de pobreza
legal, es preciso que se pida ante los Tribunales, de­
biendo entablarse un largo incidente; y esto dificulta
en muchas ocasiones el que la Iglesia pueda acudir á
ellos, lo cual es el medio único no pocas veces para
poder cobrar sus derechos.
He de rogar, pues, á S. S., que es á quien-más
afecta mi ruego por las consecuencias económicas que
pudiera creerse provendrían de aceptarlo, que puesto
de acuerdo con sus dignos compañeros y en la forma y
modo que se juzgue procedente, vea de hacer que se
dicte una disposición de carácter general declarando
que todas las iglesias parroquiales de España, sin ne­
cesidad del incidente previo de pobreza, sean recono­
cidas legalmente pobres al efecto de litigar.
Esta declaración no hay duda que puede hacerse,
pues se ha hecho en varias ocasiones, por ejemplo, en
favor de ]a Hermandad del Refugio, y de las Escue­
las Pías y de los Institutos de Beneficencia, y creo que
- 99 -

si su S. S. se convence, como ya lo estará, de que con


dictar la disposición que le intereso no se perjudica
nada el Tesoro y lo hace ver así á su compañero de
Gracia y Justicia y á ios demás que se sientan en ese
banco tan dignamente, seré complacido y será favora­
blemente despachada una petición que tanto importa á
la religión del Estado; aunque yo la concreto y limito
á las iglesias, no obstante haber la misma razón á favor
de los encargados de ellas.

E l S r. O b is p o d e J a c a : He dirigido A S. S. mi
moción y no inmediatamente al Sr. Ministro de Gracia
y Justicia, aunque indicando que con él era preciso
ponerse de acuerdo para que prosperara; porque de
haber dificultades en atender un ruego que nadie ne­
g ará ser justo, ruego que en más de una ocasión han
hecho los Prelados y que no ha mucho tiempo se pre­
sentó al Sr. Ministro de Gracia y Justicia por con­
ducto del Sr. Arzobispo de Burgos, la única dificultad
ser'ía la referente al papel sellado y otros gastos que
redundan en beneficio del Tesoro público cuando no se
litiga por pobre.
Lo importante es que no se oponga la Hacienda, y
no dudo que si S. S. ve con buenos ojos que prospere la
proposición de ley que pienso presentar, no habrá difi­
cultad por parte de los demás Ministros, á cuyos D e­
partamentos en manera alguna afecta en lo referente
á la parte económica.
Si bien es verdad, y reconozco lo que S- S. ha dicho,
que se trata de cuestión muy delicada, como lo son
todas las que se refieren á la Hacienda pública, y que
no conviene hacer excepciones sino dejar que en cada
- 100 -

caso los Tribunales ínterpi'eten y apliquen la le}', no


hay, respecto de las fábricas de las parroquias, igual
razón que respecto de otras entidades. Sí su dotación,
único dato á que hay que atender, consta y es invaria­
ble en los presupuestos del Estado, sí evidentemente
es inferior al doble jornal de un bracero, si se sabe que
todas son pobres ¿á qué exigir para cada una la tram i­
tación del incidente de pobreza? No sucede lo mismo
relativamente á otras Corporaciones ó personas, pues
además de la paga que les da el Estado pueden contar
con otros ingresos, y justo es que los Tribunales lo
examinen y resuelvan después de considerar las diver­
sas circunstancias.
Por lo menos tratándose de iglesias rurales, en que
es tan claro ser todas pobrísimas, yo confío que S. S.
verá con agrado lo que propongo para favorecerlas,
para facilitarles el que puedan ante los Tribunales
pedir justicia.

P a ra dar gracias al señor


E l S r . O b is p o d e J a g a :
Ministro de Hacienda por su promesa de estudiar dete­
nidamente el asunto, lo que si hace como ha prometido,
y no dudo, también no dudo que atenderá en lo posible
mi ruego, que no se opondrá á que éste prospere; y en­
tonces creo que puede prosperar, estoy seguro de que
se llevará á la legislación, cuando en una ú otra forma
lo traiga, si es preciso, á la votación de las Cámaras,
Réstame únicamente advertir que los casos á que
se refiere S. S. y que dice que son pocos, los casos en
que las iglesias tienen motivos para recurrir á los T r i­
bunales son muchos* P or lo mismo que son tan pobres
necesitan algunos recursos con que atender á sus nece­
- 101 -

sidades, á las cuales no atiende tanto como debiera el


Gobierno- E ntre esos recursos se hallan ciertos emo­
lumentos eventuales que se perciben con motivo de la
celebración de matrimonios ó de la administración de
otros Sacramentos, y en'los funerales y por rompi­
miento de sepulturas; y cuanto más pobre es la fábrica,
menos recibe del Estado, más necesidades hay de que
se cobren los expresados derechos, y dada la maligni­
dad de algunas gentes y las circunstancias calamito­
sas por que atravesamos, es preciso acudir á los T r i ­
bunales de justicia, reclamando lo que está en el
arancel, en tarifas aprobadas por el Gobierno: por
lo mismo hace falta que se les facilite la acción de la
justicia, cosa que no tienen hoy por parte de] Estado.

E l S r . O b tsp o d k J a c a : P id o la pal a b r a . i
E l S r . P r e s i d e n t e : L a tie n e S. S.
E l S r , O b is p o d e J a c a : Unicamente para explicar
mis palabras; las cuales se referían y así lo advertí, no
sólo á que el Gobierno por medio de una Real Orden ó
Renl Decreto atendiera mi petición, sino que si lo creía
preciso lo hiciera por una proposición de ley, la cual,
presentada por eí Gobierno, sería seguramente, como
es natural, tenida más en cuenta qnc si la presentara
yo, el último de los Senadores.
Ademas, yo no veo inconveniente en que se dicte
una Real orden en el sentido que he indicado. No se
trata de cambiar la ley, sino de una scpcilla interpre­
tación de la misma. Es únicamente expresar, declarar
que como todas las Iglesias parroquiales tienen en el
presupuesto una renta que no excede al doble jornal
- 102 -

de un bracero, todas están en el caso señalado por la


ley para la concesión del beneficio de pobreza. Reales
disposiciones como la que yo deseo se han publicado
en favor de diversas instituciones. Así efectivamente
se ha consignado en 20 Noviembre de 1848, en II de
Marzo de 1854, y en 21 de Diciembre de 1857, y al mis­
mo fin obedecen las sentencias del Tribunal Supremo,
de 12 de Octubre de 1888 y del mismo mes de 18S9.
¿Por qué tratándose de la iglesia no se podría hacer lo
propio? Pero si se considera necesaria una proposición
de ley y no la trae nadie, yo la presentaré y veremos
quién la vota conmigo.
(Sesión del 6 de Mayo 1908.)

XIV

Partidas sacramentales pedidas por los


Jueces. Comparecencia de los eclesiás­
ticos ante éstos.

E l S r. P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca.
E l Sk. O b is p o d f ; J a c a : Deseaba que me oyese un
ruego el Sr. Ministro de Gracia y Justicia; pero ya
que no se encuentra presente, agradeceré á la Mesa
que se lo transmita.
Lo haré en breves palabras para molestar menos
la atención de la Cámara. Me impulsan á hablar los
conflictos que se están promoviendo en cierta Archi-
- 103 -

diócesis por algunos jueces de instrucción, conflictos


cjüe convendría evitar con una disposición de carácter
general y permanente que les m arcara el procedimien­
to que se debe seguir, el mismo que se sigue ya por
casi todos.
Saben los Sres. Senadores que en la mayor parte ó
en casi todas las diócesis de España está prohibido
terminantemente á los párrocos expedir certificaciones'
pedidas de oficio por los jueces, no siendo por conducto
del provisor ó del propio Obispo. Unos Prelados limi­
táronse á hacer la prohibición por medio de circulares,
como el nunca bastante llorado Cardenal F r a y Ceferi-
rro González; otros la hicieron en el respectivo reg la ­
mento de Archivos y libros parroquiales, mereciendo
citarse entre ellos el Cardenal Padre Aguirre, digno
compañero de hábito del Cardenal Cisneros; y algunos
lo han hecho con mayor solemnidad en Sínodos dioce­
sanos, entre los cuales recordaré al Sr. Gómez Sala-
zar, catedrático que fué de la Universidad Central y
autor de muchas obras literarias. En Jacá, en el Síno­
do que rige, en las Constituciones sinodales prom ulga­
das el año 1899, se lee lo siguiente, al pie de la letra:
«Ordenamos y mandamos, Synodo approbante: Que
ninguno presentará los libros parroquiales á las auto­
ridades civiles, sin licencia del Obispo ó de su vicario,
ni dará á las mismas certificaciones sacadas de ellos,
si como tales autoridades y exigiendo el cumplimiento
de lo que piden, las reclaman; pues sobre tales libros,
nadie tiene autoridad más qne el superior eclesiástico.»
A pesar de ello, varios jueces acuden por sí y ante
sí á los párrocos, y cuando éstos se niegan á expedir
certificaciones, les amenazan con procesarlos «por
- 104 ~

no prestar la debida cooperación á la recta administra­


ción de justicia», sin te n e r en cuenta que los párrocos
son funcionarios públicos, pero no lo son del Estado,
sino de la Iglesia, ni tampoco se les requiere en forma
competente cuando se les requiere de este modo, y,
además, si desobedecen en tal caso el mandato de la
autoridad civil, lo hacen precisamente «obrando en
virtud de obediencia debida». ¿Qué ha de hacer enton­
ces el sacerdote, cuando se encuentra en tan difíciles
circunstancias, cuando por una parte su superior le
prohíbe extender las certificaciones y por otra parte el
juez le amenaza con un procesamiento? Yo lo he dicho
hace ya tiempo en varias revistas y quiero ahora vol­
ver á repetirlo aquí, porque creo que á muchos señores
les parecerá bien lo que dije:
«Un párroco á quien el juez reclame partidas sacra­
mentales, si por los superiores le está prohibido exten­
derlas sin permiso de ellos, no puede ni debe ceder
ante caprichosas é irracionales teorías, más frecuentes
que en los otros en los tiempos que más se alardea de
libertad y do orden. E ntre las imposiciones de la fuerza
material y las exigencias de las leyes del espíritu, la
elección no puede ser dudosa: el sacerdote jura obe­
diencia á su Prelado; y á la línea de conducta que éste
le trazare debe atenerse estrictamente sin temor y sin
vacilaciones.»
Haciéndolo así algunos párrocos, han resultado
conflictos graves, que siempre, como no. podía menos
de suceder, la alta m agistratura ha resuelto favorable­
mente para la Iglesia. Bastará citar la resolución de
las Audiencias de Zamora, de Palencia en 1897, la de
Pontevedra de 1893, y, sobre todo, la de Cáceres
- t05 -
de 1881, que hizo s u y o el di c ta me n, h er mos í si mo c i e r ­
t a m e nt e , del Mini st eri o fiscal, del cual voy á leer b r e ­
ves pal abr as, coa pe rmi so del Se na do: «SÍ bien las
p a r te s que lit igan en c onc ept o de pobr es t i en en el d e ­
r echo del auxilio de las a u t o r i d a d e s judiciales, é st a s no
p ue de n ni d e be n pr es ci nd i r en ést e ni en ni ng ún caso
de ha s ta donde a l c an z a su jurisdicción. T r á t a s e de dos,
que son c o m p l e t a m e n t e independientes, q u e g i r a n en
su órbi ta y t ienen sus jefes nat os , y así como u n juez
de p r i m e r a i ns tanci a no puede d ir i gi r se á uno m u n i c i ­
pal de t e rr i to r io ajeno al s uyo sino ent en di én d os e di­
r e c t a m e n t e con su s u p e ri o r i nme dia to, en la f o r m a p r e ­
venida, que es li brándol e un e x h o r t o p a r a que a c u e r d e
sn c umpl imi ent o libre c a r t a orden al juez municipal
del pueblo de do nd e se r e c l a m e n los a n t e c e de nt e s , de
la propia m a n e r a e! juez de F r e g e n a l , que no es jefe
s uper ior al c u r a del e x p r e sa d o pueblo, el cual t ie n e el
s u r o y a propio, á quien t i ene que p r e s t a r la debida
obediencia, s i emp r e que a c u e r d e en los pleitos de que
conozca, que de oficio v e n g a n á los mismos p a rt i d a s
s a c ra me n ta l e s, debe d i r i g i r e x h o r t o al s e ñ o r p ro v i so r
de la diócesis, que e j e r ce la j urisdicción eclesiástica
por delegación del P r e l a d o y que es in me d ia t o s u p e r io r
de los c ur as p ár rocos , p a r a qu e les o r d e n e que e x pi da n
las certificaciones q ue han de p r o d uc i r sus efectos le­
gales en los pleitos. D e este modo se e vi ta n conti endas,
enojosas si empr e, y conflictos de jurisdicción, y a d e m á s
se cumpl e con la ley, que tiene establecida la f o r m a y
modo de e n te n d e r s e unas a u t o r i d a d e s con o tr a s, sin
que por ello se q u e b r a n t e en n a d a la b u e n a a d m i n i s t r a ­
ción de justicia.»
I dé nt ic as soluciones se dieron t a m b i é n c ua nd o los
- 106 -
conflictos ios han promovido otros funcionarios civiles.
Así, por no citar más ni cansar la atención del Senado,
cuando se mandaba que los inspectores del Timbre vi­
sitasen los Archivos parroquiales, el cura de Pastoriza
se negó terminantemente á permitirlo. Entonces, á
instancia de la Delegación de Hacienda de la Coruña,
se le formó expediente, pero se declaró que no había
lugar á acordar responsabilidad alguna, por la sencilla
razón de que para que exhibiera los libros á los inspec­
tores «era necesario una orden de sus superiores je rá r­
quicos». También cuando estaba mandado por la ley de
Reclutamiento y reemplazo que los párrocos concurrie­
ran á las Casas Consistoriales con sus libros, otro cura
de Galicia, el de San Juan de las Rivas, se negó te r ­
minantemente A ello. Procesósele por esa causa, pero
la antigua Audiencia de Santiago le absolvió con todos
los pronunciamientos favorables, dando para ello las
siguientes dos razones que son muy dignas de tenerse
siempre en cuenta: «Considerando que entre el deber
que al párroco le imponen los cánones, y el deber que
en sentido contrario le impone la ley de Reclutamiento
y reemplazo del ejército, si bien se decidió por el pri­
mero, es evidente que, al faltar al segundo, no obró
con aquella libertad que se necesita para delinquir;
Considerando que por todo lo expuesto se evidencia
que D, Bernardo Sines al desatender un deber impues­
to por una ley civil ante otra de carácter conónico á
que le obligaba su propio cargo, no incurrió en el deli­
to de negación de auxilio ni en otro alguno.»
Bien comprenderá el Sr. Ministro de Gracia y J u s ­
ticia cuando sepa mi ruego que es conveniente evitar
estos conflictos, tales rozamientos, semejantes disgus­
— 107 —

tos entre ambas autoridades, y por eso deseo encargue


á los jueces de instrucción que cuando tengan que pedir
alguna certificación de los archivos parroquiales no lo
hagan directamente, sino por conducto del provisor, ó
sea del que es juez eclesiástico, para que éste lo recla­
me de sus subordinados.
No creo que hay motivo legal que impida ai Sr. Mi­
nistro complacerme. Bien es verdad que el art. 25 del
Reglamento para la ley del Registro Civil supone que
algunas veces los jueces municipales inmediatamente
reclamen ó puedan pedir partidas á los párrocos; pero
es de advertir que esta disposición tenía carácter pro­
visional, obedeciendo á la necesidad de la formación
pronta del registro, y tanto es así que en muchas co­
lecciones legislativas aparece suprimida lo mismo que
otras disposiciones que no están en vigor. Verdad es
que el art. 375 de la ley de Enjuiciamiento criminal
dispone que «se tra e rá al sumario certificación de la
partida de bautismo», pero no dice en qué forma ha de
traerse ni por qué conducto ha de pedirse, ni hace falta
cuando cien artículos más atrás, en el 287, se había ex­
presado que siempre que un juez tenga que entender­
se con súbditos de otro juez lo haga por mediación
de éste.
Lo mismo se halla dispuesto siempre que se
tra ta de reglamentar las mutuas deferencias y la cor­
tesía que han de guardarse las autoridades, y más si
son de orden diferente. Así, por ejemplo, en el regla­
mento de la administración económica provincial de 5
de Agosto del año de 1893, terminantemente se pres­
cribe, en su art. 69, que cuando un juez necesitare que
una dependencia provincial cualquiera le facilite docu­
- 108 -

mentos que allí existan, los deberá pedir al Delegado


de Hacienda. En cuanto á los funcionarios militares,
todos sabemos que 3?a mucho antes del Código de
Justicia Militar, en repetidas Reales órdenes se les
prohibía que cumplimentaran despacho alguno que no
viniese por conducto del Capitán General. El mismo
Gobierno cuando ha necesitado algunos documentos, ó
copias de ellos, existentes en los archivos parroquiales,
ha obrado de igual manera, por ejemplo; el Ministro
de Gracia y Justicia en 1897, y el de Gobernación al
necesitar datos estadísticos con relación á los libros
parroquiales, no los pidieron á los encargados de éstos,
sino á sus superiores jerárquicos. ¿Por qué no han de
imitar esa conducta todos los jueces? ¿Por qué habrían
de ser las autoridades eclesiásticas las únicas A quienes
se agravie ó se desprecie, al mismo tiempo que se les
pide un favor?
La Iglesia (y quiero que esto se entienda bien) no
se resiste en manera alguna á prestar auxilio á la auto­
ridad judicial, á cooperar á los fines del Estado; pone á
su disposición con el i r ^ o r gusto los archivos p a rro ­
quiales; no quiere más que un poco de cortesía, que 110
es mucho pedir; tanto más, cuanto que esta molestia
que se les impone á los párrocos por la ley de Enjui­
ciamiento criminal es una molestia innecesaria, porque
el objeto propuesto, que es acreditar la personalidad y
la edad del procesado, se puede obtener perfectísima-
mentc por otros medios, por la información testifical, y
por el informe de los médicos forenses, en la forma
que está prescrita en el reglamento para )a ejecución
de la ley del Registro civil y también en la de Enjui­
ciamiento criminal donde se prevé el caso de que no
— 109 —

pueden traerse al sumario certificaciones de partidas


sacramentales. ¿Por qué pues no emplear estos medios
en vez de recurrir A unos archivos que el Estado secu-
larizador procura hacer inútiles para todos los actos de
la vida pública á fin de que tengan eso menos con que vi­
vir los encargados de ellos? A lo cual se llega Sres. S e­
nadores que la Iglesia al consentir que de oficio y g r a ­
tis se libren certificaciones, hace esto porque quiere,
sin que tenga el Estado absolutamente ningún derecho
A mandar en los archivos parroquiales, archivos fun­
dados por la Iglesia, no por el Estado, con dinero, no
del Estado, sino de la Iglesia y cuyos encargados son
funcionarios de la Iglesia y no del Estado,
La misma portada de los libros estA diciendo, Se­
ñores Senadores, que no tiene el Estado ningún dere­
cho A intervenir en ellos, porque se llaman libros sa­
cramentalesj y sus fines son los espirituales, y sus
efectos los canónicos, y la causa de su institución el
bien de la Iglesia, aunque la Iglesia mAs previsora que
el Estado, y siempre deseosa del bien de la sociedad,
le permitiera beneficiarse de sus adelantos.
Por eso en los libros eclesiAsticos de que algunos
jueces civiles quieren disponer como dueños absolutos
y despóticos, propiamente consta, no el nacimiento del
individuo, sino e] bautismo; no la unión civil, sino el
Sacramento del matrimonio; no la defunción de un
ciudadano, sino mAs bien el sepelio, en tierra sagrada,
de un hijo de la Iglesia.
Así, pues, la Iglesia, que generosamente y con el
mayor agrado exhibe sus libros y deja francos sus
archivos, como he dicho antes, sin obligación ninguna,
por servir al Estado, bien merece que el Estado tenga
_ 110 -

con ella no ya deferencias especialés, sino la cortesía


acostumbrada en semejantes casos.
Por eso pido al Sr. Ministro de Gracia y Justicia, y
como no está presente, ruego á la Mesa haga llegar
hasta él mi súplica, que recuerde A todos los jueces su
obligación de dirigirse, salvo los casos urgentes, á los
jueces eclesiásticos y no A los subordinados de éstos,
al pedir testimonios con referencia á los libros sacra­
mentales.
A este ruego he de permitirme añadir otro: que el
Sr. Ministro dé orden á los jueces para que en la misma
forma que antes he indicado Ó séase por conducto del
Ordinario se dirijan A los curas para citarlos ante su
Tribunal.
Hay una verdadera contradicción entre las leyes
civiles y las eclesiásticas en este punto. El artículo 410
de la ley de Enjuiciamiento criminal, en relación con
el 265 del Código, castiga á todos los que, residiendo
en territorio español, no concurran al llamamiento ju­
dicial para prestar declaración; y los Sagrados Cáno­
nes, que el Concordato prometió respetar, prohíben
que al clérigo se le obligue á presentarse ai Juez civil
y que ante él preste juramento. Hay un medio de no ir
contra el Concilio Tndentino, ley del Reino; y es el
que concede benignamente el derecho canónico, A
saber: que los obispos ó sus representantes reciban la
declaración á los sacerdotes y luego la envíen al juez.
En el Ejército, con arreglo al artículo 422 de la ex­
presada ley, los militares testigos pueden ser «exami­
nados por el juez militar competente». Y no necesita
de menos prestigio el eclesiástico; y si razones hay para
exceptuar A los soldados, no las hay menores para otor­
- 111 -

g a r esta gracia á los ministros de Dios, respetando el


pacto solemne suscrito por ambas potestades.
Pero no es esto lo que pido, por si se creyera que
habría que reformar la ley. La Iglesia permite que los
eclesiásticos comparezcan como testigos ante el juez-
civil con permiso del Prelado. Bastaría que se man­
dase que cuando un juez cite á un eclesiástico lo ponga
en conocimiento del obispo. Nada más conforme con el
espíritu de la ley. La cual en su artículo 422 dice que
cuando sea indispensable la comparecencia de los em­
pleados de vigilancia pública, jefes y empleados de
estación, telegrafistas y «otros agentes que desempe­
ñen funciones análogas se les citará por conducto de
sus jefes inmediatos». ¿Será mucho pedir que se trate
á un sacerdote del Altísimo como se trata á un fogo­
nero ó á un guarda agujas? Es más; hay un artículo que
sin violencia ninguna comprende á los párrocos: es el
429, que dice así:
«Si la persona llamada á declarar ejerce funciones
ó cargo público, se dará aviso, al mismo tiempo que se
practique la citación, á su superior inmediato para que
le nombre sustituto durante su ausencia, si así lo exi­
giere el interés ó la seguridad pública.»
¿Quién duda que el párroco ejerce un cargo público
y que el interés público requiere que cuando se le cite
á un tribunal, sobre todo tratándose de los que vienen
de lejos y sin facilidad de comunicaciones, se avise al
superior para que nombre quien los sustituya á la ca­
becera de los enfermos?
Esta es la práctica de muchos jueces. Mas para que
á ella se conformen todos, y haya la uniformidad que
más conveniente es al decoro del estado eclesiástico
- 112 -

& fin de que sus individuos vestidos con el traje sacerdo­


tal no tengan que confundirse con los criminales en las
salas de los juzgados y de las Audiencias, convendría
la Circular que pido, y con la que en nada se perturba
ni estorba la recta administración de justicia.

E l S r . O b is p o d e J a c a : Me place mucho que el


Señor Ministro de Gracia y Justicia haya venido á la
Cámara, 3^ se digne contestarme á la petición que le
tenía anunciada respecto a l modo de pedir algunos jue­
ces certificaciones de documentos q u e obran en los A r ­
chivos eclesiásticos.
Pero no comprendo qué dificultad puede haber para
que S. S. 110 acceda desde luego á mi petición. No pido
nada singular ni extraordinario. No reclamo privilegio
alguno para la Iglesia.
Quiere S, S. que se siga respecto de los jueces ecle­
siásticos los mismos procedimientos que se siguen con
los demás jueces: eso mismo pido 3To. Desea S. S. que
se eviten conflictos entre las dos potestades: ése es c a ­
balmente mi deseo, á eso responde mi petición. Mas
¿cómo evitar conflictos? Guardando con las autoridades
del orden eclesiástico la cortesía misma que se guarda
con las demás autoridades; y nadie podrá entonces r e ­
clamar, ni aquéllas ni los jueces.
Así es que no veo razones para no resolver de pla­
no; sin embargo, respeto las que S. S. tenga para di­
latar su contestación; y únicamente deseo que preste
su atención al asunto, y procure evitar estos casos de
rozamientos entre autoridades; pues no solamente han
ocurrido los que cité, sino muchísimos. Todos han sido
resueltos favorablemente para la Iglesia por medio de
- 113 -
disposiciones particulares. Procede, por tanto, una
aclaración general que las confirme y evite nuevos dis­
gustos.
(Sesión dél 7 de Mayo de 1908.)

XV

E l recibo del aviso para celebrar


el Matrimonio

E l S r . P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca.
E l Sr. O b is p o d e J a c a : V oy á hablar de los abu­
sos que cometen algunos jueces municipales, y están
reclamando se les ponga coto, y sobre todo que se
dicte una medida general á fin de quitar todo pretexto
de duda.
Las extralimitaciones de los susodichos funciona­
rios con motivo de la celebración del matrimonio son
muy antiguas 3' de muy diferentes formas. Ya en 1889
fué preciso que la Audiencia de Las Palmas censurase
el proceder de algunos de ellos, que con aprobación
de jueces de primera instancia, imponían multas á los
párrocos cuando se les figuraba que no guardaban todas
las formalidades legales en los matrimonios canónicos.
En 1896, tuvo la Dirección General de los R e ­
gistros que cortar la intromisión de los que exigían
que cuando se avisara para la celebración de los matri-
8 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L
- 114 -

monios constase haberse obtenido el consejo ó el con­


sentimiento favorable. El mismo Centro, en 1901, se vió
obligado á llamar la atención de varios que percibían
dinero por la hoja impresa para los avisos de la cele­
bración del matrimonio, y por el recibo de haber avi*
sado y por la inscripción en el Registro; y, finalmente,
el Sr. Sánchez de Toca, en 1904, hubo de dictar una
Real Orden en la que se prohibían abusos muy genera­
les cometidos por los jueces que, so pretexto de obte­
ner prueba documental de los extremos que abraza el
acta, exigían la formación de todo un expendiente, co­
brando por él determinados derechos.
Yo voy á denunciar otra falta, no para que el señor
Ministro la declare como tal y la corríja, pues ya está
castigada en el Código Civil, sino para que determine
ó haga declarar qué conducta ha de seguirse cuando la
falta se comete y el juez se niega á cumplir su obliga­
ción. Según el artículo 77 no se procederá á la celebra­
ción del matrimonio canónico, sin que al párroco se le
presente recibo de haber avisado al juez. Pero ¿qué ha
de hacerse si la presentación del recibo es imposible,
porque el juez no quiere darlo? Aunque Mucius Scevola,
en sus Comentarios, afirma que «no hay otro recui'so
que acudir al superior jerárquico, al juez de primera
instancia,» tal afirmación no tiene fundamento alguno y
contradice la de muy respetables tratadistas; el recu­
rrir á la superioridad supone un procedimiento largo,
que causa grandes perjuicios á los contrayentes, por­
que, de ordinario, al dar el aviso para celebrar el m a­
trimonio, ya está todo preparado, á veces hasta se han
reunido forasteros, y hay en la demora una porción de
inconvenientes que no he de entrar á detallar, y no es
- 115 -

razonable que la culpable terquedad del juez sea óbice


para estorbar eí ejercicio de un derecho, según aquel
principio jurídico formulado en el libro 6.° de las decre­
tales: Non debet aliquis alterius odio proegravari. El
objeto de la ley, según aparece en el párrafo 3.° del
citado artículo, es que se avise al juez sin que sea de
esencia el modo de hacer constar el aviso.
Cierto que la instrucción de 20 de Abril del 89, en
su artículo 8.°, exige la presentación del recibo para
que la falta de asistencia del juez no sea obstáculo á la
celebración del matrimonio; pero esto se refiere á los
casos ordinarios, no al caso en que la culpa sea del juez,
en que un juez se resista á dar recibo haciendo imposi­
ble su presentación. E n tal conflicto, no hay duda que se
debe celebrar el matrimonio, si mediante prueba testi­
fical, ó de otro modo, consta que se ha cumplido con
avisar al juez. A fin, sin embargo, de que los párrocos
tengan una norma segura, yo desearía una disposición
ó resolución de los Centros, competentes, en la forma
que mejor proceda conforme á derecho.
Lo mejor fuera para evitar conflictos y cortar de
raíz abusos, que el Gobierno Conservador trajese un
proyecto de ley modificando en esta parte el Código
Civil, con la supresión de la asistencia del juez al Sa­
cramento del matrimonio, lo cual el pueblo ve mal y lo
considera casi como un sacrilegio, juzgando que en­
vuelve también un desprecio á la Iglesia, y, sobre todo,
porque ese proceder revela que no hay confianza en lo
que el párroco ha de ejecutar, á pesar de que ello im<¿
plica una contradicción con lo que se expresa en otras
leyes, donde se da á los párrocos la fe pública para sus
testimonios y certificaciones. Pero esto es mucho pedir
- 116 -

ahora, y, por tanto, me concreto al ruego que antes


he indicado.
(Sesión del 11 de Mayo de 1908.)

XVI

Cementerios

E l S r . O b is p o d e J a c a : Pido la palabra.
E l S r. P r e s i d e n t e : La t ie n e S. S.
E l S r. O b is p o d e J a c a : Deseo que el Sr. Ministro
de la Gobernación procure enterarse del modo de pro­
ceder del Ayuntamiento de Cangas, en la provincia de
Pontevedra, respecto del cementerio del Coir.o, pueblo
perteneciente á dicho Ayuntamiento.
El año 1834, según mis informes, se construyó el
cementerio del referido pueblo con fondos eclesiásti­
cos, siendo, por tanto, de propiedad de la Iglesia.
En 1905, el Municipio determinó construir un nuevo
cementerio. Esto disgustó mucho á los vecinos, porque
suponía el que sus cuerpos hubieran de ser enterrados
en lagar muy distante de donde estaba el cementerio
en que yacían los cadáveres de sus antepasados; por lo
que aquel mismo año, en Ma3^o, hallándose en la santa
pastoral visita el eminentísimo Cardenal Arzobispo de
Santiago de Compostela, se reunieron los feligreses en
número de 400, y acordaron abrir una suscripción áfin
de que con los fondos que se recogieran se ampliase el
- 117 -

cementerio, y a que su escasa capacidad era la razón


que se alegaba para querer clausurarlo.
Verificóse la ampliación no sin que el Ayuntamien­
to pusiera toda clase de dificultades, llegando á m an­
dar al párroco que repusiera de cuenta suya el muro
que había entre la parte nueva y la parte vieja de
aquel cementerio.. El párroco protestó ante el gober­
nador civil de la provincia, cuya autoridad le dió la
razón, como no podía menos; pero ahora se han subas­
tado las obras de un nuevo cementerio., y aquí encuen­
tro yo varias ilegalidades acerca de las que llamo la
atención del Sr- Ministro, para que, con su reconocido
celo, se digne enterarse de lo que ha}^a de verdad en lo
que se me denuncia, é impedir que continúe faltándose
á la ley.
En primer término, no se ha contado para nada con
el párroco; no se le preguntó si con fondos del culto
podía ó no construirse el cementerio, y esto está te r­
minantemente preceptuado, entre otras disposiciones,
en la Real Orden de 28 de Diciembre de 1888, así
como por la circular de la Dirección General de Sani­
dad, fecha 22 de Febrero de 1900; y no solamente se
requiere la declaración del párroco sobre el referido
extremo, sino que se dice que ha de unirse al' expe­
diente y figurar en él.
Tampoco, respecto al emplazamiento del cemente­
rio, se ha observado lo que prescribe la Real Orden
de 17 de Febrero de 1886, acerca de la distancia niínima
entre él y las casas, que ha de ser de dos kilómetros y
que allí es mucho menor, puesto que nó dista más que
51 metros de uno de los barrios, de aquel precisamente
en donde se halla la escuela.
- 118 -

Finalmente, en lo que respecta á las demás condi­


ciones higiénicas, bastará decir que ni siquiera hay una
capa de tierra suficiente para cubrir los cadáveres. El
párroco reclamó é insistió varias veces y desde el prin­
cipio, ante la Diputación y el Gobernador Civil, y, sin
embargo, se le contesta que no puede oírsele por no
haber reclamado en plazo legal. Ahora puede sobreve­
nir un conflicto, porque el sacerdote no quiere bendecir
el cementerio y los vecinos no quieren que se entierre
en un cementerio que no haya recibido la bendición.
Por tanto, yo ruego al Sr. Ministro de la Goberna­
ción que pida el expediente al gobernador de Ponteve­
dra, y, en su vista, dicte la resolución que crea justa y
que de seguro lo será, como todas las que de él pro­
ceden,
(Sesión del 19 de Mayo de 1908.)

X V II

Indemnizaciones á las Corporaciones


eclesiásticas

El S r, P r e s id e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca.
E l S r . O b is p o d e J a c a : Siento que el Sr. Ministro
de Hacienda no oiga las que le voy á dirigir por con­
ducto de la Mesa. L e había avisado, pero sin duda ten­
drá alguna razón que le haya impedido asistir al Sena­
do en la tarde de hoy.
- 119-
Deseo que conste mi petición de que, por todos los
medios que le dicte su discreción y reconocido celo,
procure evitar que sigan como hasta aquí, sin cumplir­
se, las leyes,}-, sin despacharse pronto y en tiempo debi­
do, los asuntos y expedientes de su departamento. Por-
que sigue siendo completamente letra muerta la ley
de 19 de Octubre de 1889. No se cumple tampoco ni se
tiene presente para nada el reglamento de Hacienda
de 13 de Octubre de 1903, en cuyo artículo 5.° se dispone
lo siguiente: «No podrá exceder de tres meses el tiem ­
po transcurrido desde el día en que se incoe un expe­
diente ó se presente una apelación, hasta aquel que t e r ­
mine la instancia respectiva.» Y como no me gusta
acusar á nadie sin presentar las pruebas, voy á tom ar­
me el trabajo y proporcionar también la molestia
á los Señores Senadores, si me escuchan, de citar
algunos datos que constan ya en la misma Gaceta
oficial.
Los expedientes sin despachar en 1 .° de Febrero
ascendían á la enorme suma de 66,742. Ingresaron en
aquel mes 2,245, y al llegar el de Marzo, quedaban sin
despachar aun 66,696.
En las oficinas provinciales de Hacienda había en
Febrero pendientes de despacho 2,232 expedientes, y
en el mes siguiente el atraso era aún mayor. Los ex­
pedientes que, con perjuicio de los ciudadanos y con
mengua del Estado, esperaban el trabajo de los ofici­
nistas eran más: se elevaban á 2,559.
Yo tengo que decir esto por un doble deber, como
Obispo y como Senador; porque algunos, aunque muy
pocos de esos expedientes, pertenecen á la Iglesia en el
concepto de que se refieren á indemnizaciones que A la
- 120 -

Iglesia corresponden. He dicho muj^ pocos, no porque


no sean muchas las reclamaciones que hay derecho á
hacer, síno porque es muy poco el dinero presupuesta­
do para atender á ellas. Un Ministro conservador, el
Señor Osma, dió una ley en virtud de la cual solamen­
te serán 16.689,000 pesetas nominales las que se des­
tinen para emisión de inscripciones, por equivalencia de
intereses atrasados, correspondientes á Corporaciones
civiles, á Corporaciones eclesiásticas, á establecímien-
tos de instrucción pública y á fundaciones de benefi­
cencia. Es decir, que para la Iglesia solamente se apli­
can anualmente 4 millones y un poco más de pesetas
nominales. Esto no es propio de un deudor honrado.
Un buen deudor debe pagar hasta donde llegue su po­
sibilidad, sin poner un límite arbitrario á sus pagos,
como el que aquí se pone tan estrecho y mezquino,
que el mismo legislador lo reconoció así al decir en el
artículo 5.°: «Mientras no se autorice por otra ley la
ampliación de dicha cantidad.» L a ley no se ha hecho
y la ampliación no ha venido, y muchas comunidades
continúan sin cobrar.
Debo confesar en descargo y en abono del Sr. Mi­
nistro, que este mal de andar á paso de tortuga la A d ­
ministración del Estado no es de ahora precisamente.
Ya en el año 1903, en 10 de Noviembre, los Prelados
de la provincia eclesiástica de A ragón se vieron obli­
gados á acudir con una exposición tan reverente como
enérgica, al Ministerio de Hacienda, quejándose de
estos atrasos, verdaderamente inconcebibles, en el
despacho de los expedientes; de aquella exposición es
este párrafo:
«Un mal gravísimo nos obliga á acudir á V. E., en
- 121 —

cumplimiento de sagrados deberes. Este mal nace de


las prolongadas é injustificadas dilaciones que sufren eri
su tramitación los expedientes de emisión de inscripcio­
nes, en indemnización délos bienes de que se apoderó
el Estado, Compréndese bien que tales expedientes
no pueden ser ultimados en breve espacio de tiempo;
pero lo que no se comprende fácilmente es que no lo
sean en diez, en veinte y en treinta años; resultando de
aquí que se resiente notablemente la marcha ordenada
de las Corporaciones interesadas, que algunas de ellas
han desaparecido, que están sin cumplir las disposicio­
nes piadosas de los fundadores, que no es posible aten­
der debidamente á las necesidades espirituales de las
Iglesias en que las comunidades fueron establecidas, y
que los convenios celebrados entre las dos potestades
son letra muerta respecto de uno de sus principales
artículos.»
Con esta incomprensible lentitud con que se pro­
cede en las oficinas de Hacienda, no se pueden cumplir
cargas tan sagradas como las que tienen por objeto la
aplicación de sufragios. De una manera especial los
capítulos beneficíales de la Corona de Aragón sufren
con ello un perjuicio gravísimo, Y notad de paso, S e¿
ñores Senadores, un ingenioso arbitrio que ha discurri­
do el Estado para no pagar sus deudas. Según una
Real orden de 6 de Abril de 1906, además de exigirse
el testimonio de los estatutos de las Comunidades,
aprobado y visado por la autoridad eclesiástica, se r e ­
quiere que se pruebe, en forma, que han existido los
capítulos desde el año 1855 en que sus bienes les fueron
arrebatados, y que siguen actualmente cumpliendo las
cargas. Ahora bien; ¿cómo se puede vivir sin tener
- 122 —

de qué? Y si las rentas que para vivir tenían los Capí­


tulos les fueron quitadas por el Estado y no se les han
devuelto, ¿cómo podrán continuar, salvo casos excep­
cionales? No pocos, en efecto, han tenido que disolver­
se, buscando sus individuos otros medios de subsistencia,
y es muy difícil encontrar quién gratuitamente levante
las cargas. El Estado, pues, pone una condición como
imprescindible para realizar el cobro, y luego, con esta
demora en pagar sus créditos, procura que la condi­
ción se haga irrealizable, El Estado no debía mirar
más que dos cosas; primero, que se incautó de los bienes
que pertenecían á los capítulos, y segundo, que se com­
prometió á satisfacer una parte de esas rentas. Satisfe­
chas, los Prelados tendrían cuenta con que se levanta­
ran las cargas y con que las Comunidades existiesen
funcionando en debida forma.
Y éste no es, Sres. Senadores, más que uno de los
muchísimos perjuicios que vienen sufriendo actualmen­
te los Capítulos beneficiales, de los que solamente indi­
caré algunos para no molestaros demasiado. Una Real
orden de 4 de Junio de 1896, dispuso que no se concede­
ría más que el 43 con 75 céntimos por 100 de los inte­
reses atrasados, cuando se hiciera la liquidación A favor
de las expresadas Comunidades. Es de advertir que
eran entonces Poder los conservadores, y es de adver­
tir también que el Consejo de Estado informó en
contra, consultado previamente; y, sin embargo, se dió
este Real decreto, que apareció en el Alcubilla, en el
Diccionario de la Administración, con un epígrafe á
modo de resuman, que concluye con estas palabras:
«á pesar de lo dispuesto en el Concordato»; á pesar de
todos los pesares, diría yo; pues también se opone ñ lo
123 -

dispuesto en el Convenio adicional del 25 de Agosto


del 59, cuyo art. 6 .° dice así:
«En el caso de que por disposición de la autoridad
temporal la renta del 3 por 100 de la deuda pública del
Estado llegue á sufrir cualquiera disminución ó reduc­
ción, el Gobierno de S. M. se obliga desde ahora A dar
A la Iglesia tantas inscripciones intransferibles de la
renta que sustituya A la del 3 por 100, cuantas sean ne­
cesarias para cubrir íntegramente el importe anual de
la que va A emitirse en favor de la Iglesia; de modo
que esta renta no se ha de disminuir ni reducirse en
ninguna eventualidad ni en ningún tiempo.»
Es decir, que se quebrantó de la manera más desca­
rada un solemnísimo pacto bilateral, que no puede su­
frir alteración por Ja voluntad de una sola de las partes
contratantes.
Ante tamaña injusticia, los Capítulos de beneficia­
dos de la antigua Corona de A ragón interpusieron
recurso contencioso administrativo, y al año siguiente,
como no podía ser menos, se dictó sentencia declaran­
do sin efecto aquel Real decreto y disponiendo que se
pagara á las Comunidades íntegramente sus deudas.
Pero el Gobierno, que no respetó un contrato interna­
cional, tampoco tuvo el menor respeto A los Tribuna­
les, y decretó la suspensión de la ejecución de aquella
sentencia, y nuevamente los Capítulos de beneficiados
entablaron pleito y nuevamente los Tribunales dieron
la razón á los Capítulos contra el Gobierno, el cual, al
fin, tuvo que dictar una Real orden dejando expedita la
acción del poder judicial.
No se dió, sin embargo, aún por satisfecho el E s ta ­
do, en su afán de obtener dinero A cuenta de la Iglesia;
y ¿sabéis lo que a h o r a hace? U n a cosa que no qui er o
calificar, porque no e n c u e n t r o calificativo. N o se o r de n a
p o r el Ministerio de H a c i e n d a que se e m i t a n l ámi na s
de n i n g ú n g é n e r o á f a v o r de Jas C o m u n i d a d e s benefi­
cíales, sin p on er e s ta coletilla. «A calidad de que las
C o m un i da d es c onsientan e n las r e du cc io n e s en las
r e b a j a s de las leyes del 72, del 76 y del 82, r e n u n c i a n ­
do, p or lo tanto, á la i n t e g r i d a d d e s ú s rentas. »
C o mo sí t od a v í a f ue ra poco, de c o n fo r mi d ad con la
ley de 1899 s o b r e R e o r g a n i z a c i ó n de la d e ud a pública,
se s u j e ta al de sc ue n t o del 20 p or 100 á los i nt er es e s de
las inscripciones p e rt e n e c i e n t e s á est as Comun ida de s:
imposición que va c o n t r a el a r tí c u l o 22 del Conveni o de
24 de j u n i o del ano 67, s e gú n el cual t e n d r á n s i e mp r e los
beneficiados el d e re c ho de p er ci bi r una r e n t a ig u a l á
la qu e les pr o d uc ía n sus a n t i g u a s r en t a s . Y, f inalmente,
p or no c a n s a r má s al S e n a d o, r e c o r d a r e que, volviendo
al p oder el p a r t id o c o n s e r v a d o r en 1904, se dictó u n a
lej en o 0 de Juli o, en v ir tud de la que, «á pesar , son
sus pa la br as , de las disposiciones a n t e r io r es , los i n t e ­
r es e s a t r a s a d o s no se s a t i s f a r á n en metálico, sino en
inscripciones de la d e uda p e r p e t u a al 4 por 100», lo
cual s u p o ne o t r a r e b a j a g r a n d í s i m a , ó s e a el i m p o r t e
de la diferencia e n t r e el va l or nomi nal y el valor real
del papel del E s t a d o . E n u n a p a l a br a , no se da á las
C o m un i da d es beneficíales de A r a g ó n má s que u n a p e ­
q u e ñ a p a r t e de lo que les c or re sp o n d e ; y yo vengo á
q u e j a r m e a h o r a de que ese poco se da t a r d e y mal, por
las injustificadas dilaciones que s u f r e n los e xpe di ente s
que el E s t a d o obl iga á f o r m a r y p r o l i ja me n te r e g u l a , y
todo p a r a no d e s p a ch a r l os y p ar a h ac er l e s d o r m i r el
sueño de los j ust os en el polvo de los a rc hi vos.
- 125

Citaré un caso ocurrido en el Señorío de Frauca,


en mi diócesis; al venderlo se acordó por el Estado
pagar en láminas lo que valió en pública subasta. Han
pasado muchos años y el expediente... sin novedad,
como siempre; y eso que hasta ahora no había habido
un Ministro que prohibiera el valerse de agentes de
negocios para activar el despacho de los asuntos.
Yo pido al Sr. Ministro de Hacienda que vea cuáles
son las causas de retardos tan inverosímiles y que bus­
que los remedios. No puede creerse que haya de con­
tarse entre ellas el que algunos empleados pasan el
tiempo en las oficinas ocupándose de trabajos parti­
culares y sin ocuparse para nada de sus empleos.
Tampoco puedo creer lo que se dice de que hay muchos
funcionarios en la nómina y pocos en la oficina, no sir­
viendo algunos cargos para otra cosa que para dar sus
pagas á los hijos de los caciques de aldea, á fin de que,
sin ir al Ministerio más que á cobrar la mensualidad,
puedan seguir una ca rre ra ó andar corriendo por
Madrid.
Esto no es creíble; yo pienso que las causas serán,
entre otras, el exceso de trabajo y la dificultosa trami­
tación de los asuntos; pero, cualquiera que sea, es con­
veniente que el Sr. Ministro de Hacienda ponga más
cuidado en ello todavía, por decoro de la Administra­
ción pública, y para evitar á los que estamos interesa­
dos en esos asuntos el que continuemos perjudicados
como hasta aquí; y vea la manera de hacer que la A d ­
ministración deje de ser objeto de censura para la opi­
nión y para la prensa sensata.

(Sesión del 20 de Mayo de 1908.)


X V III

Venta de objetos del culto

E l Sr . O b is p o d e J a c a : P id o la p a la b r a .
E S r. P r e s i d e n t e : La tie n e S. S.
l

E Sr. O b is p o d e J a c a : Aunque nadie me aludió,


l

la he pedido, en primer lugar, por la misma razón que


invocaba el Sr, Tormo, á quien oí con mucho gusto,
pues si bien no me honro con su amistad, leo con fre­
cuencia y con entusiasmo sus escritos; él invocaba su
amor al arte y el arte es objeto de amor para todo P r e ­
lado. E n lo que no puedo fundarme, como podría el
Sr. Tormo, es en mis conocimientos artísticos, aunque
soy un poco aficionado A estos estudios; fui catedrático
de arqueología, y algo he escrito de cosas de arte en
diversas revistas, con lo que pronto formaré un libro.
Pero, sobre todo, hablo como Obispo de A ragón á
cuyo dignísimo Arzobispo se dirigían las frases del
Sr. Tormo. H e de permitirme dar las gracias al señor
Ministro de Gracia y Justicia, por la defensa, ó mejor,
por el elogio que ha hecho de nuestro distinguidísimo
compañero ausente el metropolitano de Zaragoza. Mas
permítame también rectificar la afirmación de que estén
en depósito los tapices á que el Sr. Tormo se refiere,
y no sean objeto de omnímoda y completa propiedad
de la Iglesia de Zaragoza. Esa propiedad se supone,
_ 127 -

es razonable suponerla, y me parece injusto negaría


sin aducir pruebas- El Sr. Ministro de Gracia y J u s ­
ticia ha recordado ahora un proyecto de ley presen­
tado por el Gobierno conservador acerca de la venta
de objetos artísticos. No creo que honre A ningún mi­
nistro; no lo juzgo como gloria para ningún. Gobierno.
Podéis presentarlo A la discusión cuando queráis: á mí
me parece tan malo, que anuncio que lo combatiré por
todos los medios posibles hasta llegar A la obstrucción,
por creerlo una verdadera expoliación para la Iglesia,
Ó, por lo menos, un ataque á su legítima posesión y á
su indiscutible propiedad.
El Sr. Tormo, ante la posibilidad de que vayan al
extranjero, no quiere que la Iglesia venda algunos de
los tapices que no necesita para nada, y cuyo precio
necesita para mucho. Concepto poco elevado del arte
y amor un tanto egoísta se me figura ese. Si invocando
el amor á la patria se despoja á la Iglesia de sus rique­
zas artísticas ó se le prohibe venderlas, prohibición
que es un nuevo despojo, yo invocaré otro amor más
alto, el amor á la humanidad. Decís que el interés de
la nación está sobre el de los parti-culares. Decís bien.
Pero yo os digo que sobre el interés de una nación está
el de todas las naciones, el del Universo civilizado. El
arte es nacional; pero es mundial también, ¿Cuál es
preferible, el que un tapiz, un lienzo, una escultura en
madera, un retablo se deteriore, se inutilice, se des­
truya en una Iglesia escondida en las escabrosidades
de una montaña casi inaccesible é ignorada, por no
poder aquella iglesia atender á los gastos de reparación
ó de conservación que las obras antiguas exigen, ó que
la parroquia tenga el dinero que valen sus objetos
- 128 -

artísticos y éstos, aunque sea en París ó en Londres,


se admiren y se copien y se estudien y sirvan para que
la humanidad conozca mejor su historia y dé nuevos
pasos en el camino del progreso? Que se formen
museos regionales, provinciales, diocesanos... Pero si
esta moda pasó hace tiempo; si hoy ninguna persona
entendida quiere otros museos que museos locales, cali­
ficando de colecciones de huesos de esqueletos las
demás colecciones. Y esos museos locales, verdaderos
museos e n v i v o ) los teníamos ya; y vuestra desamorti­
zación bárbaramente los destruyó...
Salvar á toda costa los restos del arte nacional. Es
frase ante la que no sabe uno si debe llorar ó debe reír.
Recuerda los escrúpulos de los gatos de la fábula A
quienes pareció caso de conciencia el comerse el asador,
después de haberse comido el asado, l la s ta las campa­
nas de los conventos mandó fundir Mendizábal, pare-
ciéndole poco la orden de recoger toda la plata de las
iglesias. Si algo se salvó, no fué por los Gobiernos, fué
á pesar de los Gobiernos. Donoso es ver A estas alturas,
A la hora de ahora, al Estado manifestando su ardiente
deseo de que la Iglesia, á toda costa y por encima de
toda consideración, conserve las piltrafas artísticas que
su voracidad se dignó dejarle, cuando él neciamente,
insensatamente, frenéticamente, malversó, derrochó,
desbarató en unos cuantos años el inmenso patrimonio
artístico que los siglos nos legaron, y aun hoy no sabe,
ó no puede ó no quiere administrar bien los objetos de
arte que, mal adquiridos, tiene bajo su custodia.
Amor al arte. Si; el arte es muy amable. Pero hay
algo que debe amarse más todavía: la justicia, la ley, el
derecho; y la Iglesia tiene el dcrccho de propiedad sobre
- 129 -

sus objetos de arte; y las leyes, como el Código civil y ;


la ley internacional que se llama el Concordato, se la.
garantizan solemnemente; y es de justicia que ni aun
por utilidad :pública se desposea á los particulares si.
no se los indemniza primero. ¿Puede reprobarse si
algún eclesiástico¡ previas las formalidades civiles y.
canónicas^ A falta de compradores españoles, y renum.
ciando el Estado al derecho de tanteo y A todo.derecho
por el que .tenga que dar cantidad alguna, vende A un
extranjero, objetos ya inútiles del culto, para que pueda
seguir dAndose culto, si se desliace de las obras de arte
del templo,, para que no acabe de deshacerse, para que
no se arruine del todo la obra misma del templo ?
Si el Estado cumpliera sus deberes, consignados
en solemnes.pactos, de atender á las necesidades del
culto y A la reparación de los. templos, no habría que
acudir A extremos que nadie deplora más que la Iglesia,
Respecto del caso'concreto de lo que. ha hecho ó dejado
de hacer en el asunto de los tapices el Sr.- Arzobispo
de Zaragoza, yo no sé nada; nunca había oído nada; no.
creo; haya nada; pero lo que. creo y sé,, y puede estar
seguro de ello el Senado, es que lo que hace lo hace
siempre perfectamente y con arreglo A ley y A los
dictados del patriotism o..

E l S r. O b i s p o d e J a c a : Me levanto para felicitar­


me por haber dado ocasión al Sr. Tormo para que de.
nuevo luciera sus hermosas facultades oratorias, su
brillantísima palabra y sus grandes conocimientos en
materias artísticas.
Estamos casi en todo conformes: Es evidente que
9 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O T íñ P A S o r ..
- 130 -

el Patronato tiene derechos, pero también lo es que esos


derechos se fundan en el cumplimiento de deberes. Yo,
aunque hablo de un Patronato tan alto como el que
representa el Gobierno, claro es que me dirijo siempre
á los Ministros responsables; y ahora agrego que cuan­
do los deberes no se cumplen en toda su integridad,
sea por lo que fuere, no hay que extrañarse si tampoco
se ejercitan todos los derechos, ni es de admirar sí se
ha dejado caer en desuso y perder su vigor lo antigua­
mente legislado, cuando las circunstancias eran muy
diferentes, sobre enajenación de bienes eclesiásticos.
Además, si los que tienen patronato sobre una Iglesia
no pueden costear el culto, ¿cómo han de ver mal que
para costear ese culto se enajenen los objetos que
poseen las iglesias? ¿No parece natural que se prescinda
de lo que es lujo y arte, para atender á lo que es nece­
sario é ineludible?
La palabra patrono sabe el Sr. Tormo que signi­
fica defensa. Si se diese el caso de que un Patronato
no es de defensa sino de oposición, de traba, de obs­
táculo, de «no quiero que vendas lo que necesitas ven­
der, lo que es tuyo y conviene que vendas», entiendo
que es mejor que no exista el Patronato. Pero estas
son cuestiones que trataremos cuando venga ese pro­
yecto de ley, que deseo no venga nunca, porque me es
enojoso combatir lo que viene del Gobierno. Sólo aña­
diré ahora que, además del Patronato regio, hay mu­
chos Patronatos de particulares; y que no es de P atro­
nato todo lo que hay dentro de edificios sujetos á
Patrono; y que también puede darse otro caso: que uno
sea el Patrono de una iglesia y otro el de los objetos
de arte que hay en ella.
- 131 -

- Contestando al Sr.'Ministro advertiré que si le fe­


licité por haber defendido al señor Arzobispo de Z a r a ­
goza, no era porque yo crejrera que necesitara defensa
su conducta: tampoco merece plácemes el buen concep­
to en que tiene A mi dignísimo Metropolitano, porque
en ese mismo le tienen todos. Creo digno de alabanza
el que se apresurase á desvanecer algo que en las pa­
labras del Sr, Tormo sonaba á censura, A queja, ó por
lo menos á sospecha injuriosa para la catedral zarago­
zana, cuyo Presidente es el Prelado. Y ahora sí que se
puede decir que hay que defender al arzobispo contra
las defensas de S. S .; porque suponer que los tapices
sólo están en depósito en la catedral, sin haberlo de­
mostrado, es despojar sin pruebas A la catedral y al a r ­
zobispo de su propiedad, que vale los miles de duros
en que, según el Sr. Tormo, los ha comprado ya una
compañía extranjera. Pero como la intención del señor
Ministro no ha sido otra que elogiar á mi Metropolita­
no, no he de repetir con cuanto gusto he oído los elo­
gios de persona A la cual, como súbdito fiel, tanto r e s ­
peto, venero y estimo.

E l S r. O b is p o d e J a c a : Voy A contestar, en pri­


mer término, á la interrupción del Sr. Dávila, y su­
pongo que es del Sr. Dávila la interrupción, porque
aquí es el que tiene el monopolio y la exclusiva de las
interrupciones anticlericales (risas)/ he de decirle que
con justicia me llama revolucionario, porque, efectiva­
mente, creo que hace falta mucha revolución, pero es
la revolución que antes de subir al poder anunciaban
- 132 -

los conservadores, la preconizada por su jefe, la revo­


lución desde arriba.
En cuanto á lo que decía el Sr. Calvetón en sus
alusiones, hay una que me importa mucho recoger,
porque me afecta de alguna manera. Yo he sido algu­
nos años Canónigo de la Catedral de Burgos y puedo
asegurar A S. S. (no protesto, porque S. S. me merece
mucho respeto y me parecería una falta el protestar),
que aquel Cabildo no hizo nada para mover á las tu r ­
bas, á fin de que arrastrasen al gobernador cuando
hacía inventario de los objetos artísticos; se movieron
ellas solas y ¡quién sabe si volverían A hacer lo mismo
en caso de volver las mismas circunstancias por las dis­
posiciones de un Gobierno, cualquiera que este fuese!
(.El Sr. Calvetón: ¿Esas son amenazas?) No son amena­
zas; son hechos que habiendo sucedido una vez, es posi­
ble que sucedan más- Agradeciendo A S. S. sus ala­
banzas A mi franqueza y reconociendo su derecho A ca­
lificar mis interrupciones, dispénseme le diga que no las
calificó con perfecta justicia. Dije que estaba dispuesto
á hacer, y que había hecho y seguiría haciendo todo
lo que se recriminaba en el Arzobispo de Zaragoza,
porque tengo la evidencia de que el Sr. Arzobispo
no ha dado ni dará jamás lugar á recriminaciones
justas.
Yo me refería á hechos que sólo están prohibidos
en la ley proyectada por el partido conservador; pero
aquí no ha venido todavía ese proyecto para que lo
aprobemos ni siquiera para que lo discutamos, y yo
creo, además, que nunca será ley. Si alguna vez lo fue­
ra, y estuviese aprobado por las dos Potestades, yo
seria el primei'o en acatarlo, como hago con todas las
- 133 -

leyes; pero mientras no sea ley, estoy en mi derecho


de opinar en esa materia como tenga por conveniente,
sin admitir, aunque otra cosa parezca al Sr. Calvetón,
que falto á una disciplina, que debo conocer un poco
por que la he explicado muchos años, á la disciplina
eclesiástica.
Estoy conforme en que debe ayudarse al Gobierno
para que, contra los abusos y fraudes de trafican^
tes sin conciencia, defienda, sin cometer á su vez otros
abusos, lo que aun subsiste de nuestros tesoros artísti­
cos, reveladores de nuestra historia y del alma nacio­
nal. Pero esté seguro el Senado que en ninguna parte
se realizan las ventas de objetos del culto en la forma
que el Sr. Tormo dice que dicen que se quieren reali­
zar en Zaragoza.

E l Sr. O b i s p o d e J a c a : Sencillamente para decir,


por más que creo que lo dije ya antes, aunque sin
lograr que se me entienda, que yo no he hecho am e­
naza alguna: he consignado un suceso, y lamentaría
muchísimo que volviera á ocurrir; por más que estoy
seguro que no se repetirá, porque no habrá partido
liberal alguno que sea capaz de repetir lo que dió Jugar
á aquella determinación del pueblo, en la que no tuvie­
ron arte ni parte mis compañeros antiguos los Canóni­
gos de Burgos. Por lo demás, no vamos á entrar en
disquisiciones respecto de lo dicho por S. S. acerca de
lo que ha hecho ó está haciendo el Gobierno francés
contra el Episcopado y lo que el Episcopado hace ó
deja de hacer ante la conducta de aquel Gobierno. T o ­
dos sabemos lo que pasa en la República vecina; y yo sé
- 134 -

que si hubiera un Gobierno español que hiciera lo que


ha hecho ese Gobierno, haríamos los Obispos, respon­
diendo á nuestras tradiciones y A los deseos de los fie­
les, lo mismo que los Prelados franceses hacen, que
es algo más de lo que supone el Sr. Calbetón, algo más
que permanecer en silencio.

E S r. O b i s p o d e J a c a : Ya sé y o, y por eso nunca


l

me la he atribuido, que no tengo ninguna autoridad


sobre el señor que me interrumpió antes, pues aunque
yo había oído que era Canónigo honorario, como no lo
es de mi catedral, no dependía de mi jurisdicción.
(Risas,—P id e la palabra el Sr. Dávila.) Y por eso
precisamente, por no tener autoridad alguna sobre el
gr. Dávila, principio presentándole mis excusas por no
haber pronunciado mis palabras con bastante claridad
y lo suficientemente alto para que las hubiera entendi­
do. Efectivamente, lo que él entendió que 3-0 decía, era
muy grave y muy molesto para él. Creyó que decía:
«el Sr. Dávila tiene aquí el monopolio, la exclusiva de
las interrupciones», y eso en verdad, era para enojarse
cualquiera. Yo dije: «de las interrupciones anticlerica­
les»; y como el adjetivo circunscribe y limita el núme­
ro de las interrupciones, 37a la falta no es tan grande,
aunque algo lo es, máxime habiendo un Reglamento
en ia Cám ara y en él un artículo que no quiero mandar
leer, donde terminantemente se prohibe interrumpir.
(El Sr. Dávila: En todos los Parlamentos se hace.)
Pues aquí no se puede hacer reglamentariamente,
Pero si ese derecho pudiera yo concedérselo á S. S. se
lo concedería de muy buen grado; porque me hacen
- 135 -

mucha gracia sus interrupciones y con ellas deseo ver­


me favorecido frecuentemente.
Respecto á lo que ahora he vuelto á oir, no he de
perder el tiempo volviendo á decir lo que he dicho; ó
sea, que el Patronato Real y toda clase de Patronatos
no se refiere á toda clase de objetos del culto, sino á
una clase de ellos, y de ahí ese proyecto de ley que va
á extender la acción del Estado aun á los que yo me
refería cuando fui interrumpido.
Mas no es cosa de entrar hoy en disquisiciones.
(El Sr. Corteza: ¿Y las leyes anteriores?) Si hubiese en
vigor leyes anteriores, no hubiese el Gobierno llevado
á la Gaceta el proyecto de esta ley. Cuando ese pro­
yecto venga á las Cortes, si el Ministro de Instrucción
pública insiste en traerlo, entonces examinaremos sus
precedentes y veremos lo que está ó no derogado
entre lo que se halla recogido en la Novísima Recopi­
lación.
Siempre supuse que al Sr. Dávila 110 le incomo­
daría el calificativo de monopolizado!' de las interrup­
ciones anticlericales. Muestra mucho empeño por pare­
cer en todas partes muy anticlerical, y más anticlerical
parece cuanto más interrumpa y menos deje hablar á
un obispo.

E l S r . O b i s f o d e J a c a : Felicito muy cordialmente


al Sr. Dávila por habernos explicado su calidad de
caiiónigo de la Catedral de Málaga. (El Sf. Dávila;
Lo dijo S. S. antes que yo.) Lo dije para honra de
S. S. porque eso es un grande honor; y no le enaltece
menos el haberlo confesado, porque hay muchos que
no se a t r e v e n en estos tienípós d e s g r a c i a d o s á m a n i ­
f est ar s iq ui er a q ue son c a t ó l i c o s , ' y el Sr . D á v i l a ha
dicho: «Soy católico, y a d e m ás c an ó n i g o, a u n qu e no
sea más q ue h on or a ri o . » E s t o le h on r a á S. S.
A n t e s de s e n t a r m e voy á a d v e r t i r a S. S, que han
pasado y a aquellos ti empos, m u y lejanos, en q ue a l g u ­
nos c anóni gos, en c u á n t o un obispo se l e v a n t a b a á
h ab la r, se l e v a n t a b a n á p r o t e s t a r ellos. E s p e r o que
a u n q u e S. S. os c an ón i go me oi rá sin p r o te s ta s cuando
le d ig a que yo no dudo de los buenos pr opósitos que
a c a b a ele m a n i f e s t a r en f a vor de los p á rr oc o s r ur ale s,
'pero dudo que ellos le c r e a n al v e r que j u n t a m e n t e , á
p e s a r de s e r c a nóni go h o no r a r i o de u n a c a t ed r al , pide
q ue se d is mi n uy a el n ú m e ro de sus c o m p a ñ e r o s y que
a d e m á s se s u p r i m a n a l g u n a s c at edr al es .
(Sesión del 20 de Octubre de 1908).

XIX

K1 papel de oficio en los Provisoratos

Mi r u e g o , Sr. Ministro de H a c i e n d a , tiene p or m o ­


tivo la probabi lidad en que se dice que nos e n c o n t r a ­
mos, de que se r e f o r m e m u y pr on to la l e y del T i m b r e ;
cosa que no ti ene n a da de p a r t ic u la r , por lo poco que
aquí d u r a n las leyes. P a r a esc caso, si los a nunc ios
son ciertos, pido al Sr . Mi ni s tr o que modifique el ar-
- 137 -

tí culo 137 de la ley, y .se conceda á los T r i b u n a l e s


eclesiásticos el papel de oficio.
Fo c o vale el papel; pe ro aquí lo del a da gi o: .n o p o r
el huevo, sino por el fuero; p or el fuero eclesiástico.
A c e r c a de ese fuero, en el C o n g r e s o católico de B u r -
o'os se a co r dó en su base 6 .a que p r e s e n t á r a m o s los
o b i s p o s s e na d or e s u n a proposición de ley á fin de r e s ­
t ablecerlo. L a ocasión la cr eo o p o r tu n a, p or qu e si
ahora, es t a n d o en el P o d e r el pa rt id o c o ns e r v a d o r , no
lo hacemos, no ha de h a c e r s e con m a y o r e s p e r a n z a
de éxito c u an do s u b a n á g o b e r n a r los liberales. P e r o
mi proposición hoy es má s mo d e s ta ; tiene sólo por o b ­
jeto unas c u a n t a s r e s m a s de papel.
Mi petición, a un q u e p a r e z c a que no, p a r a los l r i b u -
nales eclesiásticos significa algo, p o r q u e t i e n e n que d e s ­
p ac h ar muchos e xpe di e nte s de pobres, p r i nc ip al me nt e
en a s un t os m a t r i m o n ia l es , y van á s e r como el s a s t r e
del Campil lo que cosía de balde 3^ ponía el hilo, si no
les da el hilo, ó s ea el papel, el E s t a d o, que t a mb ié n
debe m i r a r por los pobres. A d e m á s , el mismo E s t a d o
pide con f r ec u en ci a certificaciones de a r ch i vo s e c l e­
siásticos, y justo es que se a c o m p a ñ e el papel p a r a que
en él se escriba lo que se ha de es cr ibir de balde.
Y a a p e n a s q ue d a b a n a d a del fuero eclesiástico, y
en estos dos últ i mos años h a s ta nos quit an el papel
que se ha bí a u s a do si empr e, h a s t a nos q u e d a r e m o s sin
el papel propio de los T r i b u n a le s , el papel del l l amado
de oficio que se e m p l e a en todos los e xp ed i e n t e s y
t r am i ta c io n e s de oficio. E b to en r ea l id a d cede en d e s ­
doro de las c ur i as eclesiásticas; y n a d a ó m u y poco
g a n a con ello la H a c i e n d a , por s e r m u y pocos los n e ­
gocios en q u e e nt ie nde n los P r o v i s o r a t o s . Así, pues,
- J.3S

confío en que el Sr . Mi ni st r o de H a c i e n d a a t e n d e r á mi
súplica o p o r t u n a m e n t e , p or lo que le q u e d a r é a g r a ­
decido,
— E l S r . M i n i s t r o d e H a c i e n d a ( Go n zá l ez B e ­
sada); D o s p a l a b ra s n a d a más, p a r a m a n i f e s t a r á S- S.,
en c on te st ac ió n á su r u e g o , que cuando l l eg u e el mo ­
m e n t o de r e v i s a r la ley del T i m b r e , h a b r á de e st ud i a r s e
la proposición que S. S. a c a b a de h a c er . {El Sr. Obispo
de Jaca: M u c h a s g r a ci a s. )
(Sesión del 18 de N oviem bre de 1908).

XX

Enm iendas al Presupuesto de Gracia


y Justicia

El S e n a d o r que s us cr ibe tiene el h o n o r de p r e s e n ­


t a r la s i g ui e nt e e n m i e nd a al p r e su p ue s to de G r a c i a y
Ju st ic ia , capí tulos 7.° y S.°, a rtí culos únicos:
«Se s u pr i m e toda la c a nt i d a d p r e s u p u e s t a d a p a r a
m a t e ri a l y p er s on al de la E s c u e l a de cri mi nol ogía. »
Pa l a c i o del S e n ad o , 30 de N o v i e m b r e de 190S.—
El Obispo de Jaca.

El Obispo de J a c a t iene el ho no r de p r e s e n t a r la
si gu i en t e e n m i e n d a al p r es u p u e s t o de G r a c i a y J u s t i ­
cia, capítulo 10 , a r t íc u lo único:
- 139 -

« La c a n t i d a d p r e s u pu e st a p a r a el clero p a r r o q u i a l
se p a g a r á í n t e g r a sin n in g ún descuento.»
Pa l a c i o del S e n ad o , 30 de N o v i e m b r e de 1908.—
El Obispo de j a c a .

K1 S e n a d o r que s us cr ibe t iene el ho nor de p r e s e n t a r


la s ig u ie n te en ai i en da al p r e su p ue s t o de G r a c i a y J u s ­
ticia, capí tul o 10, a r tí c ul o único.
«Se p a g a r á la c a n ti d a d p r e s u p u e s t a p a r a el culto,
con el c o r r es p on d i e n te de sc ue nt o c o n s i gn a do en los
p re su p ue st os ac tu a le s, sea c ua lqu ie r a el p r o d uc to de la
Bula de la S a n t a C ru za da .»
Pa la ci o del S e na do , 30 de N o v i e m b r e de 1908.—
El Obispo de Jaca.

\i

El S e n a d o r que s us cr i be t iene el honor de p re se nt al ­


la siguiente e n mi e n d a al p r es u p u e s t o cié G r a c i a y J u s ­
ticia, capítulo 14, a r t . 2.°:
«De la c a n t i da d p r e s u p u e s t a p a r a c o ns t r uc c ió n y
r epa r ac ió n de temp lo s se r e b a j a n 25.000 pesetas.
»L a c ant ida d r e s t a n t e se e n t r e g a r á al P r i ma d o de la
Igl esia española ó á la p e r s on a ó p er s o n a s que las dos
potestades, pu e s t a s de a cu e rd o , d es ignen; y de su i n ­
versión se d a r á a n u a l m e n t e al Minist erio c u e n t a j u s t i ­
ficada.
»Se s u p r i m e n los e mp l ea d os e n c a r g a d o s de todo lo
relativo en el Mini st eri o á la c onst ruc ci ón y r e p a r a c i ó n
- 140 -

de templos, obteniéndose así la correspondiente econo­


mía.»
Palacio del Senado, 30 de Noviembre de 1908-—
El Obispo de Jaca.

El Senador que suscribe tiene el honor de presentar


el siguiente artículo adicional al presupuesto de Gracia
y Justicia:
«Se consignarán 200.000 pesetas para jubilaciones
del clero rural.»
Palacio del Senado, 30 de Noviembre de 1908.—
El Obispo de Ja ca ,

El Senador que suscribe ruega al Senado tenga á


bien añadir en el presupuesto anual de gastos de culto
y clero la cantidad de 500.000 pesetas para adquisición
de casas y huertos rectorales.
Palacio del Senado, 30 de Noviembre de 1908.—
El Obispo de J aca.
(Del Diario de Sesiones de 30 de Noviembre de 1908.)
XXI

La Embajada de España en el Quirinal


y la Embajada del Vaticano en España

E l S r. O b i s p o d e J a c a : Solamente para dar las


gracias al Sr. Ranero por haberme aludido, no para
darle por extenso mi opinión sobre el asunto á que se
refirió, pues me es sensible manifestarla por ser en­
teramente contraria á la suya.
Estoy conforme con S. S. en que las Embajadas son
mu}' importantes y muy convenientes, pero es tra tá n ­
dose de Naciones poderosas. Comprendo que puedan
servir para aquellas potencias que tengan grande in­
flujo en la política europea, mas no para un país pobre
como el nuestro: si queremos saber el valor de nuestras
Embajadas, recuérdese para qué nos valieron en cir-;
cunstancias críticas que hace pocos años tuvieron lugar.
Hay una Embajada que yo quisiera que se supri­
miese de raíz, y no comprendo cómo un estado católico
la puede sostener; pero lo que hubiera de decir sobre
este punto, lo reservo para cuando haya un Gobierno
clerical ahí enfrente. Entonces hablaremos de eso. •
E l Se . M in is tr o d e E s ta d o . . . . . . . .
Contesto al Sr. AHcndesalazar que no me gusta for­
mular peticiones inútiles, é inútil me parece el gastar
mucho tiempo razonando la conveniencia de suprimir
- 142 -

una Embajada que no queréis suprimir. Ya dije que ha­


blaremos cuando llegue la oportunidad para ello. Me
parece que no es ahora el momento oportuno, y, por lo
tanto, para cuando lo sea, á mi juicio, si alguna vez me
parece serlo, me reservo el tratarlo con el detalle que
merece.
Hay en las palabras del Sr. Ministro de Estado algo
que me conviene rectificar. Me parece que las Naciones
no se han de ofender por lo que yo he dicho aquí, y
aunque lo que yo dije lo dijera S. S, y lo hiciese el G o­
bierno, aunque se suprimieran todas nuestras Em baja­
das en todas las naciones, nadie entendería que se les
falta á la consideración que todos los países merecen. Al
contrario, -nos apreciarían mucho más; verían en nos­
otros un pueblo formal y serio, que quiere trabajar, que
quiere ahorrar para volver A ser rico é influyente, á
quien importan poco las tradiciones históricas de fausto
y de pompa, cuando se hallan en oposición con las tris­
tezas de la realidad, un pueblo que juzga más conve­
niente que nada el estar en el nivel que le corresponde,
sin más representación que la permitida por su si­
tuación económica, sin aparecer rico siendo pobre, ni
ostentar lo que no puede, lo que no engaña á nadie y
sólo sirve para ponernos en ridículo. Ninguna nación
podría decir nada si nosotros dijéramos; «No podemos
mantener nuestras Embajadas cerca de vosotros; qui­
siéramos tenerlas; os respetamos mucho; y no por falta
de aprecio suprimimos, aceptando gustosos las vues­
tras-, una comunicación cuyos gastos nos resultan inso­
portables. Tendremos Consulados; buscaremos unas
representaciones que no cuesten nada, y crearemos Ple­
nipotenciarias que cuesten poco, pero dispensad si no
- 143 -

gastamos el dinero en bailes y comilonas, porque no


tenemos bastante sin empeñarnos, aunque para ese
objeto pusiéramos A contribución basta la misma
Obra Pía.»

E l S e . O b i s p o d e J a c a : Casi estaba por renunciar


A ella, porque, como se tra ta de una alusión personal,
no quiero molestar más la atención del Senado acerca
de este asunto; ya dije bastante, para que se sepa que
mi opinión es contraria en absoluto A las Embajadas,
y favorable, en cambio, al aumento de Consulados.
(EISr. Ministro de Estado: No son incompatibles.—
El Sr. Ranero; Se completan.) Perfectamente, pero el.
aumento de cónsules favorece el comercio y aumenta
la exportación de nuestra industria y hasta es causa de
grandes ingresos que superan á sus gastos; las Em ba­
jadas cuestan mucho y no producen nada, y hoy, con
la seguridad de los correos y con las comunicaciones
frecuentísimas y múltiples que la civilización establece
entre los pueblos, no tienen la razón de ser que tuvie­
ron en otras edades. Son una antigualla, un caso de
atavismo que impugnan todos los tratadistas de H a ­
cienda pública; y por lo que hace á España es verda­
deramente escandaloso que A medida que se afianza y
se impone la política de neutralidad y disminuye nues­
tro influjo en las relaciones internacionales, se aumente
el presupuesto para nuestra representación diplomática
cuando es evidente la necesidad de, por lo menos, redu­
cir el número y rebajar la categoría délas Embajadas.
Otros oradores tienen pedida la palabra, y como estoy
seguro de que abundarán en estas ideas, no fundamen­
- 144 —

taré yo las mías, para tener más pronto el gustó.de-


escuchar sns razonamientos.'-

E l S r. O b is p o d e J a c a : Primeramente he de dar
las gracias más expresivas al Sr. de Buen por la forma,,
no sólo correctísima sino delicada, en ..que se sirvió
aludirme á mí ó A algo que de cerca me toca. ,
Habla S. S. de ciertas Embajadas que podían,:
si no suprimirse, refundirse, que para el caso es igual.
E n efecto, parecen muchas embajadas dos embajadas
de primei'a en una sola ciudad. Pero advierta el Sr. de
Buen que aunque se hallen tan cerca están muy distan­
tes y muy distanciadas; las separan abismos,, casi casi,
hoy por hoy, estaba por decir que tan difíciles de sal-
var como los de aquel chaos magnum que había entre
el rico Epulón y el pobre Lázaro. Cuenta el Evangelio,
y no temáis una plática, aunque no vendría mal, ya
que estamos* según se me recuerda, en el Santo tiempo
de Adviento, que en alguna ocasión se negó á Jesu­
cristo un vaso de agua dando por razón que non coa
tim tu r } que no cabe trato entre-los judíos y los sama--;
rítanos; y lo mismo sucede en el .caso que.nos ocupa:;
de tal manera están las cosas, que cuando ’un Em ba­
jador celebra esos íestines suntuosos y esas; danzas
animadísimas, que están muy en su pünto porque e so:
es propio d e j a s casas que ostentan, la representación
de naciones ricas y grandes y poderosas y .felices
como la nuestra, no concurren, aunque sean muy bue­
nos amigos particulares, los diplomáticos de la otra
Embajada. Es más; si un funcionario .de una de ellas
asciende, de ningnna manera va destinado á la otra
- 145 -

aunque haya vacante. De suerte que ateniéndonos al es­


tado presente, por lo menos, convendrá el Sr. de Buen
en que e$ completamente inadmisible lo que proponía.
Pero lo más. importante, lo que mAs me interesa
rectificar, porque se trata de un hecho concreto y con­
viene que todos lo conozcan, es lo que decía el Sr. de
Buen respecto al pago de la que él llamaba Embajada
de vuelta y que creo que no hace falta. Ya sabemos
todos A qué Embajada aludía el Sr. de Buen, pero lo que
acaso-no sabrAn todos y he de hacer constar es que ésa
no se paga del presupuesto de la Nación sino de la Bula
de la Santa Cruzada.
Aquí se habla mucho del presupuesto de gastos
para la Iglesia, y resulta que muchos de tales gastos
no los paga la Nación sino la Iglesia misma. De m a­
nera que, en realidad, se engaña al pueblo, el cual juzga
que la Iglesia española recibe grandes cantidades del
Estado, cuando es muy poco lo que realmente llega
hasta ella, y aun eso poco A veces sale de ella misma,
como sucede con los gastos de esa Embajada extran­
jera que el Sr. de Buen pide que sean suprimidos.
(Sesión del 1 de Diciembre de 1908.)

X V II

Más acerca de la Obra Pía

E l Sr. P r e s id e n t e : El Sr. Obispo de Jaca tiene


la palabra.
10 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L
- 146 -

- Aí contestar á las alusiones del Sr, de Buen, me


apresuro á advertir A la Comisión que por esta vez no
habrá motivo para aquella reprimenda, muy justamente
dada y muy gustosamente recibida, de que me hizo
objeto stt digno Presidente mi querido amigo el señor
Ugarte, quien por esa causa tuvo la buena suerte de
merecer los honrosos aplausos de El Liberal y demás
periódicos republicanos. Mi enmienda se referirá A que
pase de una sección á otra la cantidad que se presu­
pone, es decir, que no apareceré intentando que se
suprima cantidad alguna, para que no venga díciéndo-
seme de nuevo por el Sr. Ugarte; «¿Pero eso lo pide
quien viste traje de Obispo? ¿Es tan poco piadoso que
quiere que se supriman los fondos de la Obra Pía?»
Me parece perfectamente bien que figure en el pre­
supuesto esa cantidad; pero ya saben los señores Sena­
dores io que dijo el famoso poeta: «En las cuestiones de^
Estado la buena forma es el todo»; y como nos hallamos
discutiendo, el presupuesto de Estado, por eso quiero
que haya buena forma, que se dé á sus cifras el lugar
conveniente. En realidad, como el orden de factores
no altera el producto, resulta lo mismo si se conserva
la misma cantidad, ora figure en la sección de gastos,
ora la pasemos A la de ingresos. Como decía el famoso
instructor de quintos, media vuelta A la izquierda es
lo mismo que medía vuelta á la derecha, sólo que es
todo lo contrario. Yo quiero que quede en el presu­
puesto la cantidad que en él existe, con la -sola dife­
rencia de que en vez de decir: «Cantidad que el Estado
da para la Obra Pía», digáis: «Cantidad que el E s ­
tado coge de la Obra Pía». {El Sr. D ía s Moreu: P o r­
que es del Estado.) ¿Por qué es del Estado? {El señor
- 147 -

D ías Moreu: Una parte.) Sin duda porque es del E s­


tado, el Estado se reserva una parte de ella, y aun yo
he oído que se emplea para banquetes que se dan todos
los meses en cierto Ministerio. (Grandes risas.—El
Sy. Ministro de Estado: Convendría saber el origen.)
Pues por eso, para saber si es verdad, se lo pregunto
á S. S., y voy á preguntarle también si es cierto que
de los fondos de la Obra Pía se han pagado últimamente
los funerales del Sr. Marqués de la V ega de Armijo.
{El Sr. Ministro de Estado: Sí, señor*) ¡Vamos! {El
Sr. Ministro de Estado: Pero eso no es gastarlo en
banquetes.) De manera que para lo que sirve la Obra
Pía es para emplear sus fondos en una cosa que á pesar
de ser tan pía se tenía callada, secreta; de manera que
la Nación cree que el Estado paga funerales que él no
paga; de manera que se hace creer que con el presu­
puesto se levantan muchas cargas que corren á cargo
de los bienes de la Iglesia generosamente administra­
dos por los Gobiernos. Los fundadores de la Obra Pía
de Jerusalén cuán ajenos estarían de que reunían fondos
para enterrar gratis á los políticos liberales. Los que
daban las limosnas para los santuarios de Palestina,
¿cómo habían de pensar que su dinero entregado á los
franciscanos y por las predicaciones de los franciscanos
había de servir para hacer de limosna funerales en los
que no intervienen para nada los franciscanos?
Cuando se trata de un hombre ilustre que ha dado
honor á la nación, la nación debe otorgarle el dere­
cho á solemnísimos funerales... y pagárselos. Los
bienes de la Obra Pía no son bienes mostrencos que
puedan aplicarse á lo que cada Gobierno tenga por
conveniente. Aquí vemos hasta dónde el Estado puede
- 148 -

meter la mano {risas y rumores), hasta en las santas


limosnas dadas para los Santos Lugares: su voluntad
puede más que la voluntad de los piadosos donantes.
Queremos, mandaban ellos en sus mandas testamenta­
rias, que por ningún concepto deje de enviarse nuestro
dinero á Jerusalén; y el Gobierno actual, el Gobierno
conservador, replica: P a ra gastarlo no hace falta ir tan
lejos: ahora tenemos que pagar los funerales de un
político liberal, de un nuestro compañero y amigo, y
haremos, para ahorrar el nuestro, que se paguen con
vuestro dinero, aunque vosotros nada tenéis que a g ra ­
decer al difunto y ni siquiera tendríais gana ninguna
de conocerle.
Y lo de menos es que los piadosos fondos destinados
á un objeto determinado, preciso y único por la volun­
tad legal y respetable y obligatoria de sus legítimos
dueños, se destinen ahora á funerales de españoles y
extranjeros, y á la conducción de sus cadáveres y á
otras pompas que no tienen nada de fúnebres. Hay
mucho más; y para hablar de ello necesitaba yo ciertos
datos; pero no los pediré porque ya los pidió otro Sena­
dor y ahora acaban de entregárselos, aunque no los que
él pidió y á muchos nos convenía ver, sino los pedidos
por otro Sr. Senador que nada tenían que ver con este
asunto; en lo que se nota también si no poca formalidad,
un descuido lamentable que no creo será culpa...
E l S r. V i c e p r e s i d e n t e {Duque de Mandas): Señor
Obispo de Jaca, S. S. está en realidad apoyando una
enmienda que ha presentado, pero que ahora no se dis­
cute, y para lo que tiene concedida la palabra es para
una alusión personal; ruego, pues, á S. S. que se ciña á
la alusión personal según establecen los artículos 169
- 149 -

y 170 del Reglamento, dejando esta otra cuestión para


cuando haya de apoyar su enmienda, que será su lugar
oportuno,
E l S r . O b is p o d e J a c a : L o haré así ya que en el
Senado ahora que se sienta en el Banco azul un G o­
bierno conservador, solamente se llama al orden á los
obispos.
E l S r. V i c e p r e s i d e n t e (Duque d e Mandas): Señor
Senador, la Presidencia llama al orden á un Senador
cuando considera que e s tá fuera d e la cuestión y fuera
de su derecho.
E l . S r . O b i s p o d e J a c a : E s la primera vez que se
me llama al orden; y puesto que S. S. invoca el R egla­
mento para mandarme callar, yo podría apelar al
Reglamento contra S. S. y apoyarme en él para no
callar; pues el Reglamento determina que sólo después
de llamado tres veces al orden un Senador es cuando
se le puede quitar el uso de la palabra en aquella sesión
y para aquel asunto de que pretende hablar. Pero si
el Sr. Presidente, á quien respeto mucho, cree que no
debo hablar, callaré, aun pareciéndome que me hallaba
dentro de mi derecho de contestar á una alusión (varios
Sres. Senadores de la mayoría. No, no).
E l S r. V i c e p r e s i d e n t e (Duque de Mandas): Señor
Obispo, yo no he llamado al orden á S. S., sino que he
llamado su atención advirtiéndole que estaba fuera de
la alusión personal, definida en el artículo 169 del R e ­
glamento. Repito que no he hecho más que llamarle la
atención, pero no le he llamado al orden. Esta es la
Terdad del hecho.
E l S r. O b i s p o d e J a c a : Aunque todavía no lo he
dicho todo, me es igual decirlo ahora ó en otra ocasión.
— 150 —
Me sentaré, pues, lamentando que sea á mí solo al que
se llame la atención por la Presidencia, que tan defe­
rente y transigente y aun tolerante se muestra con los
demás oradores.
E l S r. M i n i s t r o d e E s t a d o (Allendesalazar): Pido
la palabra.
E l S r . V i c e p r e s i d e n t e (Duque de Mandas): La
tiene S. S.
E l S r . M i n i s t r o d e E s t a d o (Allendesalazar):
Créame el Sr. Senador Obispo de Jaca que, acostum­
brados como estamos á escuchar su elocuente palabra,
no sentimos el deseo de que en este momento deje de
usar de ella, y que en todo caso, tiempo habrá en Ies
días sucesivos y aun hoy mismo para escuchar cuantas
observaciones quiera exponer S- S.
E l Sr. O b is p o d e Ja ca : P id o la p a la b r a p a r a r e c ­
tifica r.
E l S r. V i c e p r e s i d e n t e (Duque de Mandas): La
tiene S. S.
E l S r. O b i s p o d e J a c a : Una interpelación debería
íhacer al Sr. Ministro de Estado acerca de la mala in­
versión de los fondos de la Obra Pía, y como parece
invitarme á ella el Sr. Ministro, espero que la acepta­
ría y contestaría en el acto. Pero he de limitarme á
contestar ¿í algunas palabras su 37as, que á mi juicio no
pueden quedar sin rectificación; agradeciendo de ante­
mano al dignísimo Sr. Presidente, que ya que á todo
el mundo, cuando habla para alusiones ó para rectifi­
car, se le permite, no sé si bien ó mal, que hable
cuanto tenga por conveniente, no sea yo solo á quien
no se me deje hablar lo que juzgue preciso para expo­
ner mi pensamiento. {Rumores.) Vuestros rumores,
- 151 -

que no me impedirán seguir hablando, mientras no me


lo impida la campanilla del Presidente, se explican
bieri, señores de la mayoría. Si yo formara parte de
alguna minoría tendría quien me apoyara; pero como
soy la minoría menor posible, no me apoya nadie.
E l S r. V i c e p r e s i d e n t e (Duque de Mandas): Señor
Senador, la Presidencia no ha dicho nada respecto á la
rectificación de S. S. E ntre en ella, y luego la Presi­
dencia cumplirá con su deber.

E l Sr. O b is p o d e J a c a : Voy, pues, A rectificar en


breves palabras, con el permiso del Sr. Presidente,
algunos conceptos expuestos por mi digno amigo el
Sr* Ministro de Estado.
Decía S. S. que yo le acusaba dirigiéndole especies
calumniosas, haciendo afirmaciones que constituían
una calumnia, y á mí me parece que no hay calumnia
cuando no es delito lo imputado. Yo creo que no es
delito el que se celebren banquetes, y tampoco puede
serlo el que se celebren á costa de la Obra Pía, porque
si hay derecho para distraer sus fondos con destino á
funerales políticos, también lo habrá para destinarlos
á dar banquetes diplomáticos, aunque sea la cosa más
alegre {rumores). Al fin y al cabo no hay culpa tam ­
poco sin intención culpable; y la intención de S, S. ó
la de otros Ministros, pues yo no aludí precisamente
á los tiempos de S. S M pudo ser y fué muy recta si es
que fué verdad lo de la celebración de tales festines.
Podrá creerse que éstos no se hallaban lejos del fin de
la Obra Pía, porque es una cosa mu3r útil, muy patrió­
tica, muy digna y muy santa el estrechar las relacio­
nes diplomáticas, el aumentar las simpatías entre los
— 152 -

pueblos y Potencias, mediante el aprecio de sus embaja­


dores, y el de los embajadores mediante la invitación á
banquetes, cm^a esplendidez es un esplendor para la pa­
tria. Y si alguno me dijere que nada tiene que ver con
eso la Obra Pía, yo le preguntaré si tenía algo que ver
con la Obra el Marqués de la Vega de Arm ijo, ni vivo
ni difunto, pues ni era su patrono ni se sabe que
nunca hubiera hecho nada por ella.
Por eso me parece que no era una calumnia lo que se
dice de público, }T lo que crccn personas respetables.
Lo dije sin ánimo de mortificar á S. S. y S. S. dice que
yo be lanzado especies calumniosas. No ha reparado el
Sr, Ministro que cualquiera que tiene derecho á hablar
aquí no puede ser calumniador, ni puede aquí acusár­
sele de ningún delito, porque lo prohíbe la inmunidad
parlamentaria que á todos los representantes de la
nación nos ampara por igual.
Tampoco he censurado que el Estado costee esos
funerales: los de Sil vela, Villaverde, Romero Robledo,
Almodóvar, etc. Lo que me parece mal es que no lo
haga. ¿Por qué el Estado no costea esos funerales una
vez que acuerda se celebren? ¿A qué hacéis creer que
los costea él? Cuando se sepa quién los paga, cuando
lo sepan los españoles y demás católicos, los que dan
para la Obra Pía, los que contribuyen con sus limos­
nas, se pasmarán seguramente.
Yo repito que el Estado haría muy bien en sufragar
ciertos funerales. Es más, creo que debe costearlos. Lo
merecen algunos hombres que honraron á su patria y
fueron funcionarios dignísimos del Estado, y el Estado
se niega á ello y dice que se los haga la Obra Pía,
Y la Obra Pía tiene que pagarlo. Habéis co.gido su
- 153 -

dinero, os habéis incautado de él, los desamortizadores


lo habéis amortizado; disponéis de sus rentas ¿quién
podrá impediros que lo empleéis como mejor os pa­
rezca? Lo que mejor á mí me parece es que los gober­
nantes no anduvierais buscando de dónde y con qué
sufragar los gastos de entierro de vuestros compañe­
ros, de los que han sido ministros antes que vosotros ó
quizá juntamente con vosotros: tratándose de cantidad
tan pequeña, por compañerismo y por aquel lo de hoy por
ti, mañana por mí, bien pudierais satisfacerla á escote,
Pues aunque preferible es que los pague cualquiera
menos la Obra Pía, tampoco es justo que vuestros fu­
nerales hubieran de pagarse con los presupuestos, con
lo que da el labrador, con lo que ahorra el industrial,
con lo que retenéis al maestro de escuela, con lo que
mermáis de las asignaciones eclesiásticas y civiles.
Hay algo peor todavía. A la vez que esto, á la vez
que disponéis de San Francisco el Grande, iglesia de la
cual os habéis apropiado malamente {rumores), y ya ha­
blaré oportunamente de esto, iglesia que no es vuestra,
que están reclamando los franciscanos constantemente,
y lo que se quita mal clama siempre al cielo y no pres­
cribe nunca; á la vez que disponéis de ese templo para
vuestros funerales, para los funerales de los sobresa­
lientes en la política, disponéis que en todos los templos
se celebren funerales. Pero A pagar éstos ya no desti­
náis fondos de ninguna Obra, sin duda porque vosotros
no asistís á ellos. De modo que imponéis una nueva
contribución al pobre clero rural, á quien mandáis
decir una misa por tal ó cual ministro y no le pagáis
después su trabajo. Priváis á un clérigo de aplicar el
Santo Sacrificio por la intención de quien le hubiera
- 154

dado lá correspondiente limosna, y ni siquiera le dais


las gracias.
Ocurrirá con esto que habrá que añadir una serie
de reclamaciones á las que se están haciendo por con­
ducto del Sr. Palomo respecto A los pobres soldados
que sirvieron en la campaña carlista y en las guerras
de Cuba, los cuales también acuden á mí todos los
días: reclamaciones de estipendios de misas que se
mandaron decir y no se pagaron. Aunque viendo el
.caso que los gobiernos hacen á todos los que redam an
créditos contra el Estado, nadie formalizará estas
otras reclamaciones.
Pasando á otro extremo, claro es, y todos lo sabe­
mos, que los fondos de la Obra Pía son los que sostie­
nen nuestras Misiones en Africa, mas de un modo tan
.deplorable que en Argel (y yo no he estado allí como
el Sr. de Buen, pero me lo han asegurado autoridades
que me merecen crédito), en ocasiones ni siquiera se
-pudo decir Misa por falta de local adecuado.
. El Sr. de Buen nos manifestaba que había personas
dignísimas representando en nuestras posesiones de
Africa á la Iglesia y cobrando esos fondos de la Obra
Pía de que estamos hablando, y recojo después de
agradecérsela esa manifestación que tanto le honra,
por la imparcialidad y justicia que revela, imparcia­
lidad y justicia que me complazco en reconocer que
tiene siempre, por lo menos en su intención siempre
recta. Hay allí personas dignísimas que glorifican á la
patria, que están prestándola grandísimos servicios;
pero si la Obra Pía les pagara todo lo que debiera
pagarles, todavía podrían hacer mucho más de lo que
hacen.
- 155 -

Si esos grandes patriotas A quienes se ha referido


el Sr. de Buen tuvieran más dinero á su disposición, aun
cumplirían mejor su cometido. Si tratamos de penetrar
pacíficamente en el Imperio marroquí y de extender
nuestra influencia en él, si queremos atraer á aquellas
gentes, claro que lo primero que hay'que hacer es con-
vencerlasde las bondades de nuestra religión, y sí de eso
no se las convence, se dejarán m atar cien veces antes
que consentir que se les prive de su religión que es la
vida de su espíritu y á la vez la causa de oponerse A la
civilización y á los extranjeros. Por eso si la Obra Pía
ó mejor dicho sus administradores cumplieran bien
todos sus deberes,.no sucedería que nuestros misione­
ros estuvieran sin elementos necesarios para cumplir
los suyos. Tendrían los recursos precisos para ampliar
y perfeccionar sus escuelas, á fin de atraer hacia nos­
otros desde niños á los moros, á los hijos de tantos y
tantos que vendrían al amor de España también por el
cariño que tiene siempre todo padre A los que les edu­
can los hijos cuando ve á éstos disciplinados, obedien­
tes é instruidos. Si la Obra Pía hiciera esto, si se invir­
tieran para su verdadero fin esas cantidades que se
dedican á cosas de que ya hemos hablado y hablaremos
otro día, y A que S. S. ha confesado hoy que se dedi­
can, entonces tendríamos lo que el Sr. de Buen tanto
desea y lo que todos deseamos, es á saber; la influencia
de España prepotente en Marruecos, puesto que F r a n ­
cia no tiene ya ese elemento de penetración pacífica
que tenemos nosotros, pues ha prescindido por comple­
to de la religión en la metrópoli y pronto no tendrá r e ­
ligiosos para sus colonias. Si hasta ahora no han con­
seguido nuestros misioneros todos los resultados que
- 156 -

deseaba el Sr. de Buen, cúlpese A los que no los prote­


gen y auxilian todo lo preciso.
El Sr, Ranero, quien me hizo el honor de aludirme
y A quien también estoy contestando, decía, y es ver­
dad, que había 20 millones de pesetas de la Obra Pía en
poder del Estado; y esa cantidad y otras anejas ya ve­
remos lo que reditúan cuando tratemos á fondo de esta
cuestión. De su renta se da algo A los frailes francis­
canos de allá, se da á la Iglesia de San Francisco, cuyo
nombre mismo dice á quien pertenece; pero ¿no produ­
ce más? Claro es que no es el actual el único Ministro
responsable, lo son también sus antecesores y lo serAn
probablemente sus sucesores; porque ya se sabe que
cuando unos fondos pasan A poder del Estado lleva
esto consigo un aumento de empleados para dedicarlos
A su administración, y cuando aquí queremos que haya
quien trabaje la tierra y quien se dedique A las indus­
trias, viene el Gobierno y sin necesidad aumenta los
funcionarios {El Sr. Ministro de Estado: Ninguno.)
¿Pues qué S. S. administra solo la Obra Pía? ¿No co­
bran de ella el Habilitado y otras personas?
Ya comprenderá el Sr. Ministro que mis cargos no
se concretan al tiempo que S. S. lleva desempeñando
el Ministerio; pero así y todo, me parece que S. S-
tiene alguna participación en estas inculpaciones, que
no son mías, puesto que se hallan consignadas hasta en
libros que andan en podjsr de todo el mundo, y muchas
veces se han hecho también en la prensa.
Yo no deseo nunca decir cosas que puedan molestar
al Gobierno, pero creo que tengo un perfecto derecho,
y aun los que más lejos están de mí en ideas me lo r e ­
conocen y respetan, y no me interrumpen ni me quitan
- 157 —

la palabra, tengo un perfecto derecho, digo, á re c o g e r


estados de opinión dignos de traerse al Parlamento, y
á decir aquí lo que fuera de aquí se dice. Por eso me
parece que no ha estado S. S. tan justo al contestarme
como yo desearía lo estuviese siempre, objetivamente,
como diría el Sr. Rodríguez San Pedro, porque ya sé
que en su intención ha querido hacerme perfecta jus­
ticia.
Respecto á la equivocación en el envío de datos refe­
rentes A la Obra Pía, no puede negarse. Los datos que
pidió el Sr. Polo y que yo también necesitaba, no son
los que él recibió, según podría atestiguarlo si aquí se
hallara. Se le mandaron documentos acerca de las
deudas de U ltram ar pedidos por el Sr. Palomo. Es decir
que se ha confundido al Sr. Pojo con el Sr. Palomo,
que ya es bastante confundir. Créame S. S., lo he visto
con mis propios ojos; esas explicaciones que pedía el
Sr. Polo, esos datos que él necesitaba, esos apuntes,
esas cuentas y esos justificantes que reclamó y que se
le mandaron, no se refieren A él para nada. Incluso tie­
nen en letra manuscrita «Sr. D. Luís Palomo»* (El
Señor D ías Moren: Hay algo más todavía.) Sí; aun no
he llegado á todo. Pero todo se andará si la cuerda no
se rompe. No he de insistir en la falta de datos para
tra tar de la inversión de los fondos de la Obra Pía.
Su Señoría cumplió con mandarlos y no es culpa suya
el que no hayan llegado todavía á su destino.
Y pasemos á otro punto.
E l S r . V i c e p r e s i d e n t e (Duque de Mandas): Creo
que no puede quejarse S. S. de ,1a benevolencia de la
Presidencia. (El Sr. Obispo de Jaca:) No me quejo, al
contrario, estoy muy agradecido. (El Sr. Vicepresi­
- 158 -

dente:) Pues bien; el Senado y el país juzgarán de la


latitud que S. S. está dando á su discurso. {El S r . Obis­
po de Jaca:) Pues entonces nada más he de decir.
(Sesión del 2 de Diciembre de 1908.)

X X III

L as m isiones de Marruecos

E l S r, P r e s i d e n t e : El Sr. Obispo de Jaca tiene la


palabra para una alusión personal.
E l S r . O ih s p o d e J a c a : E s para una alusión, efec­
tivamente, y por lo tanto, he de ser muy breve en todo
lo que exponga. Más aún; desde ahora retiro la en­
mienda que tenía presentada al presupuesto de Estado.
Tampoco hablaré de otros asuntos con que pensaba
molestaros en esta sesión misma si hubiera oportuni­
dad; entre ellos el anuncio de una interpelación al
Señor Ministro de Hacienda por permitir que los talle­
res masónicos no contribuyan en nada A levantar las
cargas del Estado cuando tan lucrativas industrias
ejercen y tantas utilidades reciben en sus logias, que
funcionan ya con pleno conocimiento del Gobierno.
Me encuentro, Sres. Senadores, al hablar hoy, en
una situación de ánimo que no es la más propia para
hacerlo con todo el orden que es preciso. Voy á mar­
char de Madrid dentro de unos instantes, tengo la m a­
leta por hacer (JRisas), y no sé lo que he de poner en
- 159 -

ella, pues si dejo algo fuera no sé sí podré volver á


recogerlo. Porque anteayer, el Sr. Ministro de Ins­
trucción pública (y algunos Sres. Senadores que esta-
han comentando lo del juego del barro acaso no lo
oyeron) cuando yo le pedí, no que á ninguna señora
maestra se la hiciera ir A residir á Toledo, sino senci­
llamente que se viese el modo de que, sin perjuicio
alguno para las profesoras, se cambiase el plan y dis­
tribución de las explicaciones en beneficio de las alum-
nas, me contestó A ver si yo no ignoraba que también
en la Novísima Recopilación se manda que los clérigos,
no residan en Madrid* Yo interrumpí al Sr. Ministro,
manifestándole que suponía que eso no rezaría con los
clérigos que fueran Senadores; y no diré que el señor
Ministro se salió por la tangente, pero sí que sin con-,
testarme lo que yo quería que respondiera, me advirtió
que al publicarse la Novísima Recopilación nó había Se­
nado: gran novedad cuya noticia yo agradecí mucho,
porque todos los días conviene aprender algo: no había
Senado en aquel tiempo; pero no me dijo una novedad
al recordarme lo que dispone la Novísima Recopilación
en cuanto á la residencia de los clérigos, porque el señor-
Dávila es testigo, pues me ha dispensado el gran honor
de aceptar un modesto libro mío, de que en ese libro
sus últimas palabras dicen precisamente lo mismo que
el Sr. Ministro me indicaba como si 3^0 no lo supiera;
y el capítulo último, que se titula «Los eclesiásticos en
la legislación española», lleva por último epígrafe este:
«Residencia en Madrid». Lo que yo no sabía, y ahora
que estoy haciendo la segunda edición deseo aprender,
para aumentarlo en ella, es si entre los clérigos que
necesitan licencia para estar en Madrid también se
- 160 -

hallan comprendidos los Senadores. Lo que más im­


porta saber es si al decir eso S. S. hablaba en
nombre del Gobierno. Cosa nada extraña, pues ya
cuando haciéndome eco de la opinión como Senador
reclamaba con toda la consideración que el Sr. Minis­
tro merece que se viese la manera de conceder á los
funcionarios de su Ministerio la inamovilidad y el
Monte Pío, me contestó: «Eso no es de la diócesis de
S, S,, eso es de mi diócesis.» Respuesta extraña cuan­
do todos saben que la diócesis del Sr. Ministro va r e ­
sultando para el país una diócesis vere nullius, casi
como la canongía de un querido amigo mío, el señor
Dávila, con la diferencia de que la prebenda de éste es
honoraria, y no cobra nada, mientras que de la suya el
Ministro cobra algo. (Risas.) De manera que estoy
ahora, repito, en una situación de ánimo un poco deli­
cada, no digo grave, para el que tiene dignidad, pero
que al menos afecta algo á mi conciencia, Y aun con el
Ministro de Instrucción pública tengo que ver muy
poco, por mi poca instrucción; pero tengo mucho que
ver, ó mejor dicho, tiene él que ver mucho conmigo el
Sr. Ministro de G racia y Justicia, porque en alguna
manera y en muchas maneras es mi jefe. Por eso desea­
ría saber de él, puesto que está aquí ahora, si la Noví­
sima Recopilación que me aplicó á modo de artículo de
la ordenanza ó de sanción del Código penal su compa­
ñero, se refiere también á los clérigos Senadores, ó á
los Senadores clérigos; desearía saber si puede amena­
zarse con las prescripciones de la Novísima contra los
clérigos que sin licencia abandonan su puesto para
vivir en Madrid, á quien como yo (porque esto es
bien público) llega á la corte por la mañana des-
- 161 -

pues de un incómodo viaje de muchas horas,'y para


despachar pronto los asuntos que le traen al Senado
37 poder marcharse cuanto antes no deja de hablar
ninguna sesión hasta cansar quizá la atención de la
Cámara (muchos Sres. Senadores: No, no); y el mismo
día en que acaba de exponer sus peticiones, trayendo á
veces la maleta en el coche, se marcha desde aquí á la
estación. Porque, francamente, si no he de poder venir
aquí cuando vienen los demás Senadores, si no he de
poder hablar de todo lo que hablan todos y en la forma
que tenga por conveniente, entonces, Sr. Ministro de
Gracia y Justicia, sí á S. S, le parece eso y le parece
que eso se puede decir hablando en nombre del Gobier­
no, entonces... no dejaría, mientras conservase mi in*
vestidura, de venir y de hablar (risas), pero dejaría
mi acta á disposición del Gobierno para que hiciera
con ella lo que quisiera. (Muy bien, muy bien, en las
minorías.)
De modo que mi situación es en estos momentos
apurada; no sé si debo hablar ó no hablar, ni si podré
volver ó no. Por eso os hablaba antes de mi maleta, en
la que tendré que llevarme algunos asuntos de que
ahora no puedo tra tar y probablemente después tam­
poco* Por eso la cortesía es únicamente la que me obli­
ga hoy á hablar para corresponder á la del Sr, de
Buen, del que puede decirse:

«Valiente eres, capitán,


y cortés como valiente;
con íu trato y con tu espada
me has conquistado dos veces.»

U IN JU S T IC IA S D H L E S T A D O E S P A Ñ O L .
- 162 --

Conquista y cautiva la cortesía del Sr. de Buen por


lo mismo que contrasta con el proceder de otras per­
sonas que á ella nos tienen muy poco acostumbrados;
aunque yo de eso no me quejo, porque ya habréis visto
que dispongo de diferentes monedas para contestar y
pagar á cada uno con la suya.
Correspondiendo á su amabilidad, cuando hablaba
de moros el Sr. de Buen, repetía yo en mi interior lo
del Romancero: «Lástima que este moro no se salve».
Aunque es más fácil que se salven los moros que de
buena fe defienden sus ideas, que aquellos otros moros
de que nos hablaba el Sr. Díaz Morcu, que van á las
catedrales por tomar el fresco; después, añadiría yo,
de tomar acaso á título de desamortización todo lo que
algo valía en las catedrales.
No discutiré con el Sr. de Buen acerca de la polí­
tica que en Marruecos se debe seguir; porque el discí­
pulo no discute con el maestro; y maestro es el Sr, de
Buen 110 sólo por su competencia en todo lo tocante A
aquel país que ha recorrido y estudiado, sino porque
la experiencia hace maestro, y él tiene mucha expe­
riencia parlamentaria: tiene la suerte de poder dejar
su Cátedra sin que le lean las penas de la Novísi­
ma Recopilación, y de poder entrar aquí sin toga,
mientras que 3^0 , por precepto de las ordenanzas de la
milicia clerical, no puedo dejar mi traje propio, traje
q_ic ahora noto que se halla algo raído y debe de ser
por lo mucho que algunos lo han manoseado y traído
y llevado al contestarme. Por otra parte, él habla de
todo lo que tiene por conveniente; 3- yo hablo con la
falta de serenidad y con el azoramiento del que se
halla bajo el temor de que en el momento menos pen­
- 163 -

sado le recuerden su misión, con otras cosas que no


quiero referir porque no me parece necesario. (Algu­
nos Sres. Senadores advierten al orador, que no está
en el salón el Sr. de Buen.) Pues sí no está aquí el
Sr. de Buen, que no suceda aquello de: «A moro m uer­
to gran lanzada.» Aunque el muerto aquí soy yo. Por
lo menos no sé si podré volver A la vida parlamentaría.
Dependerá de lo que me conteste el Sr. Ministro de
Gracia y Justicia. De todas suertes, al retirarm e no
había de imitar á los guerreros partos, que era en la
retirada cuando disparaban sus más envenenadas fle­
chas; sería inútil además porque el Sr. de Buen como
la roca d é la leyenda árabe me las devolvería conver­
tidas en flores. {Muy bien.)
Y puesto que no está aquí el Sr. de Buen, en cuya
presencia callaría por no ofender su reconocida modes­
tia, permitidme un recuerdo de hace muchos años, pues
yo no contaba entonces más que 23. Tenía ya licencia
pontificia para toda clase de lecturas, pero me faltaba
el dinero para comprar libros, porque los canónigos
con su pequeña paga y grandes descuentos gracias si
pueden comprar el garbanzo, y me faltaba tiempo para
leer libros, metido como estaba con alma y vida en los
libros de caballería del periodismo, á muchos de cuyos
cofrades, como á mí entonces, se puede aplicar aquel
capítulo de la obra del P. Isla: deja F r a y Gerundio
los libros y se mete á predicador. Por eso despedí de
muy mal humor y con no muy buen talante á un comi­
sionista de libros que en Lugo me ofrecía uno de m u­
chos tomos escrito por naturalistas alemanes y france­
ses. Pero al reparar que tres de los volúmenes llevaban
en la portada el nombre del D r. Odón de Buen, no r e ­
- 164 -

paré más; me suscribí á la obra y pagué el primer


plazo. Lo cual prueba el grande aprecio en que, lamen­
tando sus ideas, tenía yo los grandísimos talentos del
ilustre profesor; y que no soy ni he sido tan ene­
migo de la ilustración y de la ciencia como algunos
■periódicos, como ciertos periódicos á quienes Dios per­
done, se esfuerzan por presentarme; y sobre todo es
una prueba del mucho gusto que yo tendría en discutir
con el orador republicano. En discutir, no; en departir
amistosamente, porque apenas hay motivo de discusión.
Dijo él que estamos en los extremos; y yo digo que á
veces los extremos se tocan.
Estamos, por ejemplo, conformes en la inutilidad
de los gastos presupuestos para Embajadas; y me ale­
gré de ver mi opinión confirmada por la suya y la de
otros oradores de grandísima autoridad; pues al notar
el movimiento de extrañeza que hicieron algunos seño­
res de la mayoría cuando dije lo que dije de las dicho­
sas Embajadas, casi llegué á dudar si se habría equivo­
cado el Profesor Sr. Piernas, el primero quizá y sin
quizá de los hacendistas españoles, cuando en su clásica
obra, de la que tantas ediciones se han hecho, asegura
que «la diplomacia tradicional ha perdido su interés y
casi toda su eficacia»; que «su aparato es completa­
mente inútil»; y que debería acabarse ya con todo eso
«sin que perdiera con ello nadie más que la docena de
hombres políticos que alternan en las Embajadas».
Conformes de toda conformidad estamos en que
tratándose de Roma no debe haber más que una E m ­
bajada; sólo discrepamos, me parece, en un pequeño
punto, el cual es la que hemos de dejar. (Risas.) Sobre
esto mismo habló aquí hace años un obispo, andaluz
- 165 -

por más señas, anunciando la presentación de una pro­


posición de ley suprimiendo una Embajada que no se
comprende cómo sostiene y mantiene un Gobierno
católico representante de una nación amiga del Papa:
lo mismo hizo un arzobispo en 1885; y el Diario de Se­
siones da buen testimonio del mal humor que esto
produjo al Sr. Cánovas del Castillo. Aunque no pa­
decemos ahora bajo el poder de Cánovas, temo que el
Señor Ministro de Instrucción Pública que ya. pudo ser
Ministro con Cánovas y antes de Cánovas, me diga
que esta cuestión pertenece al género de aquellas
otras que él llamó muy delicadas después de ser la
causa de que yo las tratase.
Volvamos, pues, á los moros para aplaudir la buena
frase del Sr. de Buen, de que hay que volver las espal­
das á Europa. Si, porque dando la espalda á la decrépita
corrompida Europa que no nos da más que sus vicios,
tendremos delante de nuestros ojos el Africa, á la que
hay que dar nuestra civilización aunque sea dándole
también nuestra sangre. En vez de europeizar á los
españoles debemos cuidarnos de españolizar á los afri­
canos.
En esto de llevar nuestro influjo civilizador y nues­
tra preponderancia política al Mogreb no soy yo solo
quien me manifestaré ahora conforme con mi estimado
compañero. Ya opinaron como nosotros los re 3^es de los
godos Teudis y Sisebuto, y el rey de Castilla San F e r ­
nando, y los reyes de España Fernando é Isabel. Con
estos re 3res se hallará de acuerdo elSr. de Buen; aunque
acaso desearía una ligera reforma en el testamento de
Isabel la Católica, y donde dice: «No cesen de puñar
por la fe contra los infieles», querría poner: «No
- 166 -

cesen de puñar por la civilización en favor de los


infieles».
Pero conformes estamos todos en que hay que
puñar, en que debemos pelear por hacer nuestro á
Marruecos, sea en la forma y por los medios que fuere.
Para mí todo se reduce á este dilema: O Marruecos es
de nosotros, ó nosotros somos de Marruecos, es decir
de la nación que en Marruecos domine.
En cuanto á los medios de dominar pacíficamente,
de conseguirla penetración pacífica A los marroquis, que
el Sr. de Buen, que es moro de paz, tanto desea, no se
cómo puede haber diversidad de opiniones. Nadie niega
que las misiones católicas son poderoso instrumento de
civilización. Hoy mismo he leído en un periódico, y ello
es una prueba más de lo mucho que conviene leer perió­
dicos, el anuncio de un libro del duque de los Abruzzos
sobre el Rmvesorari, donde se refiere la horrible b a r­
barie que existía en aquel país, y el mejoramiento del
estado social, que en poco tiempo se obtuvo merced á
los misioneros. Ahora mismo Bryan, el jefe del parti­
do democrático en Norte América (porque los demó­
cratas de fuera de España no suelen pensar como los
que en España se llaman demócratas), ha publicado un
artículo demostrando que la civilización japonesa se
debe en su mayor parte A los misioneros católicos. Y la
Asociación de amigos de los Indios acaba de celebrar
en los Estados Unidos un Congreso donde se patentizó
lo mucho que los frailes habían hecho en pro de las
islas Filipinas. Y si en todas partes las misiones son
eminentemente provechosas á la civilización ¿cómo no
lo serán en Marruecos?
En Marruecos lo son más que en parte ninguna;
- 167 -

porque en parte ninguna existe religión más embrute-


cedora, más fanática, más enemiga de los extranjeros
y más resistente á la civilización. P a ra hacer progresar
á los marroquís es preciso hacerles dejar el Corán.
Pero quitarles su religión sin darles otra, hacerlos
pasar del fanatismo al ateísmo, además de que sería
peor, es imposible. No pueden, como no puede nadie,
estar sin religión, 3’ ha 3^ que convencerles, pues moro
á la fuerza nunca buen cristiano, hay que persuadir­
les, á fuerza de raciocinios 3^ de ejemplos, que nues­
tra religión es la verdadera para que la abracen renun­
ciando á la suya,
Y ¿qué predicación más eíicaz que la predicación
franciscana? El idioma castellano lo expresa bien en
aquella locución: No lo creeré aunque me lo prediquen
frailes franciscos. Como prueba de la fecundidad de
los trabajos apostólicos de los franciscanos, basta decir
que á poco de descubierta la América, en 1531, ya
habían bautizado en Méjico un millón de indios; 37 que
el Papa Clemente VIH dijo á un general de la Orden
que por lo numerosas eran las conversiones más sor­
prendentes que las de los Apóstoles San Pedro y San
Pablo. ¿Por qué sus trabajos habían de ser infecun­
dos sólo en Marruecos? No lo han sido hasta ahora.
Para verlo así basta poner los ojos en la célebre Misión
historial, y en la Historia general de las Misiones
por el Barón de Henrión, y en el Apostolado Seráfico
por el P. Castellanos. Y lo que ellos no consigan hoy
110 lo conseguirá nadie. Desde que principió á predicar
el Serafín de Asís, el que en expresión del Dante fu
tatto Seráfico en ardore, sus hijos no han cesado de
predicar en Marruecos uniendo á los ardores de su
- 168 -

celo la más exquisita prudencia y la más extremada


caridad. La tierra marroquí está empapada con sangre
de franciscanos que dieron la vida en aras de la verdad
y de la civilización. Sus virtudes heroicas les han g r a n ­
jeado d respeto de los mismos que se resisten á prac­
ticarlas. Nuestros Reyes contribuyeron á su prestigio
entre los infieles confiándoles embajadas en los tiempos
en que las Embajadas servían para algo más que para
colocar en ellas á los políticos. Llevando el hábito de
San Francisco se puede recorrer aquel país en todas
direcciones con absoluta seguridad y llegar á donde
nadie llega. El fraile es el amigo del moro, su confi­
dente, su curandero con remedios cuyo secreto nadie
conoce, su refugio en los momentos de peligro.
Hay que vulgarizar el conocimiento del árabe,
decía el Sr. de Buen. Pues los franciscanos conocen y
enseñan perfectamente el árabe clásico y el vulgar y sus
dialectos. Lo que á cuenta, naturalmente, de la Obra
Pía franciscana, da el Gobierno á los Misioneros de
Marruecos, distribuido entre los franciscanos que en
ellas trabajan, no toca á más de dos pesetas diarias
por individuo; y no obstante se hace el milagro, que mi­
lagro parece, de publicar multitud de obras que facilN
tan nuestras relaciones con los moros.
En la Misión de T ánger existe una librería popular,
y hay además talleres de carpintería, encuadernación,
fotografía é imprenta, dirigidos por los misioneros. En
la imprenta hispano arábiga de la Misión se ha impre­
so, entre otras muchas obras de diversa índole escritas
por los religiosos de la misma, los libros siguientes:
Dos ediciones españolas (segunda y tercera) de la
obra «Rudimentos del árabe vulgar que se habla en el
- 169 -

Imperio de Marruecos», por el M. R. P. F r . José Ler-


chundi.
«Rudimentos of the arabic-vulgar of Marocío»;
versión inglesa de la obra precedente.
«Vocabulario español-arábigo de Marruecos», por
el mismo autor.
«Gramática de la lengua rifeña», por el reverendo
P. F r. Pedro H. Sarrionandia.
«Historia de Marruecos» (tercera edición), por el
M. R. P. F r . Manuel P* Castellanos.
También se ha publicado una «Crestomatía arábigo-
española» y parte de una «Gramática de árabe lite­
ral», y se ordenan actualmente otros trabajos para
la prensa.
Que se aumenten nuestras escuelas en Marruecos,
pidió igualmente el Sr, de Buen. <*Y quién no ha de
estar conforme con su petición? Mas ¿por qué esas es­
cuelas no habrán de estar como las de ahora á cargo
de sacerdotes? ¿O es que se puede tomar en serio la
frase de V íctor Hugo, de que en todo pueblo hay una
luz, que es el maestro, y un apagaluces, que es el ecle­
siástico? Excelentes maestros son los eclesiásticos que
están al frente de nuestras escuelas en Marruecos; y
aquí tengo unos datos acerca de sus trabajos pedagógi­
cos, que no leeré por no fatigar á la Cámara, aunque
sí deseo que se inserten en el Diario de Sesiones,
¡Ah! exclamaba el Sr. de Buen; pero ni un moro
convierten los frailes, y en cambio muchos cristianos
dejan su religión por la de los moros. Yo no creo posi­
ble que un católico abandone sus doctrinas por juzgar
que las de Mahoma son las que llevan al cielo. Al que
de sí propio lo afirmare habría de cantársele:
- - 170 -

«Eres turco y no te creo


aunque digas la verdad.»
Lo que solía suceder es que algunos, huyendo de la
justicia, temiendo volver á los presidios, se refugiaban
en el campo moro, y sin creer en Mahoma ni en su zan­
carrón, partidarios de la libertad de conciencia, encon­
traban, mientras permanecían allí, muy cómoda y muy
agradable y muy conforme á sus teorías una fe que
deja en libertad las pasiones (El Sr. Palomo pronun­
cia palabras que no se perciben)- Sí, Sr. Palomo. Si
los del bloque declaráis libre la conciencia, tenéis que
declarar las pasiones libres y hasta las uñas libres. El
que es libre para creer, es libre para hacer. Si no hay
nada ilícito en el pensamiento, no hay nada ilícito en la
conducta. ¿Cómo vais á impedir á nadie el que obre
conforme á su conciencia, conforme A una conciencia
libre? El pervertirse es fácil; el convertirse ya no lo es
tanto. A un cristiano que pasa ó finge pasar A hi reli­
gión musulmana, no le castigamos; á un musulmán que
se hace cristiano, no le castigan tampoco: sencillamen­
te se le mata. Cuesta mucho trabajo dejar una religión
sensual, voluptuosa, para abrazarse con la cruz. No por
eso dejan dé venir á la verdad algunos islamitas. No
tengo á mano la estadística de las conversiones, ni la
tendrán quizá los misioneros, acostumbrados á seguir
el consejo de Cristo, de que la mano izquierda no sepa
lo que hace la derecha.
Y adviértase que los franciscanos no van á M arrue­
cos solamente á convertir moros. Hay allí muchos
cristianos á quienes prestan sus servicios. Hace siglos
que el Sultán Muley Tidün decía á un religioso cele­
- 171 -

bérrimo y piadosísimo jlamado el P. Cristóbal: «Te


estimo mucho, porque si no consigues hacer de mis
moros cristianos, haces que mis cristianos sean buenos.»
Van á llevar á aquel país nuestra civilización y nuestra
influencia en todos sus órdenes y aspectos, y á ganar
para nuestra patria la simpatía y el afecto de aquellos
naturales. Y ahora recordando que ayer me decía el
Señor Ministro de Estado que los franciscanos se le
muestran agradecidos, le preguntaré si está agradeci­
do igualmente A los franciscanos. ¿Por qué, entonces, no
sería ocasión de que contestando á quienes los censu­
ran declarase aquí, ante la Cámara, el Gobierno, que
cumplen á satisfacción sus deberes? Me preguntaba el
otro día el Sr. Ministro: «¿Trae S. S. la representa­
ción de la Orden franciscana?» ¡Como si para hablar
bien de las Ordenes religiosas, cuando tantos pueden
hablar mal, fuese preciso ser representante suyo! Yo
no represento aquí más que á la Nación (El Sr. Minis­
tro de Estado: Según lo que se dice). Y con esta repre­
sentación me basta para pedir al Gobierno que mani­
fieste, lo que ya. debía haber manifestado antes de
ahora, el concepto que le merezcan los trabajos de los
Misioneros que subvenciona con fondos déla Obra Pía.
El Sr. de Buen se lamentaba de que no fuesen ma­
yores los éxitos de los franciscanos; y yo, conforme
con él, también desearía que fuesen mayores. Pero 3*0
pregunto: ¿No tendrá alguna culpa de ello el Gobierno,
Sr. Ministro de Estado? (El Sr. Dávila: Evidente­
mente.) ¿Quién lo duda? Evidentemente. (Risas.) P r i ­
meramente se hace figurar á los franciscanos como
partícipes del Presupuesto, con la odiosidad que para
algunos tiene todo lo que significa una carga para el
- 172 -

Estado y una contribución para el país. El Sr. Minis­


tro, con una franqueza que le honra, y dando con ello
nueva muestra de su justicia y de su religiosidad, nos
contaba que él se opuso y votó contra la ley que pasó
á la Caja general del Tesoro público los fondos parti­
culares de la Obra Pía. Pero si aquello le pareció mal
¿cómo lo conserva? ¿Cómo no procura deshacer lo que
él mismo juzgó mal hecho? Consecuencia de seguir así
las cosas es que se sigue combatiendo lo que reciben los
Misioneros franciscanos, y el que se pida que se rebaje
la cantidad y el peligro de que en la discusión de cual­
quier presupuesto se vote la rebaja y hasta la supresión
misma. Es lo que sucederá con los valores de la Bene­
ficencia particular. El Sr, Lacierva los ha sacado ya
del poder de los particulares. Otro ministro los llevará
á la Caja general y figurarán en el Presupuesto; y
cuando las gentes se acostumbren A mirar esos bienes
como bienes del Estado, el Estado disminuirá lo que
de las rentas aplica á la Beneficencia particular, hasta
que un día lo destine todo A otras atenciones. Conviene
mucho A los franciscanos que el Gobierno haga saber
á la nación que no es la nación la que paga A los fran­
ciscanos. No; el Gobierno no paga ni á franciscanos ni
A ningún otro fraile, exceptuada la mezquindad que
reciben las dos Ordenes A este efecto consignadas
en el Concordato. Por eso me extrañaba yo de que
hombre del talento del Sr. Dávila se ocupara tanto de
cosas que á muchos les parecen poco positivas y de
escasa substancia, pues hay muchos que dan impor­
tancia sobre todo A que se disminuya el presupuesto
que abruma A los infelices contribuyentes, á fin de que,
si no pueden comer todos los días gallina, según para
- 173 -

sus franceses quería Enrique IV, tengan en el cocido


aquel pedazo de carne que, según Posada H errera, no
dan las Constituciones, (El Sr. Dávila: Hace mucho
tiempo que no hablo de los frailes,)■ ¡Pero apenas si
habló S. S. cuando fué Ministro! Y como puede volver
á serlo, por eso me permito hacerle estas advertencias.
(El S r . Dávila: No es esto decir que no hable más
adelante).
Además de no contribuir con nada el Estado para
el sostenimiento de la Misión franciscana en M arrue­
cos, lo que para ese objeto hace que contribuya la
Obra Pía, es una cantidad excesivamente módica.
La Misión católica-española en Marruecos percibe
anualmente de la Comisaría de la Obra Pía de los
Santos Lugares la cantidad de 120,000 pesetas plata.
Como de esta suma hay que destinar todos los años
40.000 pesetas á la adquisición de solares para templos
y colegios, cuya propiedad se reserva la Obra Pía, A
la de oinamentos, vasos sagrados y A la reparación de
casas é iglesias, queda reducida dicha subvención A
80.000 pesetas, con la que se sostienen dos colegios
superiores y 18 escuelas de primera enseñanza; se da
culto en nueve iglesias y dos capillas; se socorre A un
sinnúmero de necesitados, 3^ viven 15 religiosas 3^
54 religiosos, repartidos éstos en los pueblos siguientes
del Imperio: Tánger, Tetuán, Larache, Rabat, Casa-
blanca, Mazagán, Saffi y Mogador.
Desde el . año 1900, la Misión ha adquirido para la
Obra Pía dos solares en T án g e r, uno en !a Pla 3^a
grande y otro en el Marchán, una casa en Saffi, y ha
restaurado la casa-iglesia de Larache y la de Saffi:
todo con las 40,000 pesetas mencionadas.
- 174 -

Los misioneros no cobran ningún estipendio por el


ejercicio de su ministerio en la parte retribuida y que
tiene aranceles determinados en todas las diócesis,
esto es, por la administración de los sacramentos del
bautismo y matrimonio, dispensas, entierros, expedi­
ción de partidas sacramentales y demás documentos
eclesiásticos, sea cual fuere la nacionalidad de los ca­
tólicos. También es gratuita la enseñanza en todos los
colegios y escuelas, así como tampoco se percibe nin­
guna cantidad por el material de enseñanza que se dis­
tribuye entre los alumnos.
Y es de advertir que el Gobierno hace en M arrue­
cos todos los pagos en oro} y sólo á los franciscanos
les paga en p la ta . (El Sr. Navarrorreverter: Hay una
partida para quebranto del cambio.) Pues esa partida
se quedará en otra parte: á los franciscanos sólo les
llega el quebranto.
Mucho se podría hablar de esto, pero tengo hoy
pocas ganas de hablar, y aun debo decir algunas pala­
bras para contestar á otras del Sr. de Buen. El cual
quería que no se pagasen tres Embajadas en un solo
punto, tres, decía, porque una era de ida y de vuelta.
Pues esa que él llama Embajada de vuelta se sostiene
con fondos de la Cruzada, según se dispuso por Real
decreto concordato del 18 de Octubre de 1875. Sin
embargo, figura entre los gastos del Presupuesto. Es
una de tantas inútiles y dañosas ficciones con que se
hace creer que el Estado paga á la Iglesia, cuando es
la Iglesia la que paga al Estado.
Añadía el Sr. de Buen que la Embajada de refe­
rencia no tenía hoy razón de existir, porque no despa­
chaba los asuntos que antes; y con este motivo nos
- 175 -

habló del derecho de apelación en los tribunales de la


Iglesia y de otros puntos de disciplina eclesiástica.
Y yo me alegraba mucho de ver á un catedrático de
Historia natural manifestando conocimientos de His­
toria eclesiástica; y nadie le discute su perfectísimo
derecho de tra tar de todo lo que aquí se discute. Sólo
cuando el obispo de J a c a pidió otra cosa que dinero
para los curas de aldea fué cuando exclamó El Liberal:
«Pero ese Obispo, cualquier día va hablar de la ley de
sargentos.» Como si todos los Senadores no tuviéramos
derecho á tra ta r de esa ley, y cuando yo, efectiva­
mente, traté de ella no hubiera estado en mi derecho,
E l 'S r . de Buen habló de la Embajada de que yo
estoy hablando y lo hizo en el tono y forma que tuvo
por conveniente; yo hablé de la otra de las dos E m ba­
jadas; pero no pude hacerlo sin que el Sr. Allendcsa-
lazar me echase en cara mi «oratoria humorística», ó
como diría el Sr. L a Cierva, pues ya lo dijo en otra
ocasión, mi «oratoria festiva». Vamos, que estos seño­
res Ministros me quiei-en condenar á perpetua mono­
tonía de lenguaje, no permitiendo que quién como yo
habla todos los domingos desde el púlpito procurando
hacerlo con la gravedad que el lugar y ía materia exi­
gen, pueda en este templo de las leyes, donde ha}^ la
seriedad á que todos contribuimos, cambiar de tono y
tener alguna expansión (risas) oratoria, de las que se
consideran propias del estilo parlamentario. Yo con
mucho gusto predicaría aquí mis pláticas á los Minis­
tros, si ellos tuvieran el mismo en oirme, y, sobre todo,
si yo no fuera tan mal predicador, y la hora, luego de
comer, no fuera tan mala para escuchar discursos
de una pieza dichos todos en serio. Y, á propósito de
- 176 -

cañonazos. El Sr. Díaz Moreu nos contaba cuentos


de cardenales, no sé si con mucha oportunidad pero sí
con muchísima gracia; aunque esto yo no debiera de­
cirlo, pues habiendo él ponderado tanto mi lógica, va á
creerse que liemos fundado una sociedad de elogios
mutuos. Yo también voy A contar lo que no es cuento,
pues escrito está en la historia. Se refiere que un señor
Cardenal tuvo que asistir á uno de esos banquetes tan
importantes para sostener las buenas relaciones dipfó-
máticas (Un Sr. Senador pronuncia palabras que no
se oyen). No; aquellos banquetes no podían pagarse
con la Obra Pía, porque la Obra Pía aun no estaba A
disposición de los Gobiernos, ni creo que ahora se pa­
gue ninguno, pues me basta la palabra del Sr. Ministro
de Estado, en quien reconozco un perfecto caballero;
además lo que voy contando sucedió fuera de España
y en tiempos tan distantes que las comidas diplomáticas
aun coincidían con la hora de comer y no duraban hasta
las altas horas de la noche ó de la mañana como las que
nos refirió aquí el Sr. Conde de Casa Valencia. T e rm i­
nado el banquete se despidió el Cardenal diciendo: Mis
queridos compañeros; marcho á predicar un sermón;
si os place podéis venir A oirlo.—Oh, Eminencia; le
contestaron, muchas gracias. Sin oirlo, dormiremos
perfectamente la siesta (Risas). Yo con mucho gusto
haría lo que parece que gusta á los ministros. Pero si
les hablara en tono de sermón no sé si podrían contes­
tarme; son mis sermones tan pesados que temo les
dejarían dormidos (Risas),
Para que no se duerman también ahora, voy A ter­
minar diciendo que el Sr. de Buen no tuvo en cuenta
una cosa: que hoy lo mismo que antes no cabe apela­
- 177 -

ción del Tribunal de la Embajada que él califica de


inútil, sino derecho de revisión, como siempre lo hubo
según en un escrito irrefutable demostró el Cardenal
Rampolla. Lejos de tener esa Embajada menos asuntos,
se le han aún aumentado no pocos, entre ellos el des­
pacho de dispensas matrimoniales, con gran ahorro
de dinero y de tiempo en favor de los contrayentes.
No sé si quedan más puntos que rectificar, y aunque
quedaran los dejaría para otro día, pues, si vuelvo por
aquí, ya tendré ocasión de discutir nuevamente con el
Sr. de Buen.
Datos á que se ha referido el Sr. Obispo de Jaca.
Breve relación de las escuelas y gastos de los F rancis­
canos desde 1900 A 1905.

Larache

Un colegio de primera enseñanza para niños, bajo


la dirección del R. P. F r. Joaquín CastromAn, con
15 alumnos.
Idem id. para niñas, con 14 alumnas.
Total, 29 alumnos.
Gastado en la enseñanza (1900-1905), 1.170 pesetas.
Idem en socorros á los españoles pobres, 364,75.

Rabat.

Un colegio de párvulos, con 4 alumnos, bajo la


dirección del R. P. F r. Marcelino Corcuera.
Gastado en la enseñanza (1900-1905), 370 pesetas.
Idem en socorros á los pobres, 355.

12 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O E SPA Ñ O L.
- 178 -

Casablanca

Un colegio de prim era enseñanza para niños, bajo


la dirección del R. P. F r. Julián Alcorta, con 32 alum­
nos de diversas nacionalidades.
Idem , id, para niñas, con 32 alumnas de diversas
nacionalidades y 4 hebreas.
Total, 68 alumnos.
Gastado en la enseñanza (1900-1905), 5.025 pesetas.
Idem en socorros á los pobres, 847.
Recaudado en el cepillo del Pan de San Antonio y
repartido A los pobres, 871,50.

Masagdn

Un colegio de p rim e r a enseñanza para niñqs, con


29 alumnos de diversas nacionalidades, bajo la direc­
ción del R. P. F r. Esteban Zuloaga.
Idem id. para niñas, con 26 alumnas,
Total, 55 alumnos.
Gastos de enseñanza (1900-1905), 3.870 pesetas.
Socorros A los pobres, 154,37.
Recaudado en el cepillo del Pan de San Antonio y
repartido á los pobres, 2.847,30.

Saffi

Un colegio de niños bajo la dirección del R eve­


rendo P. F r . Juan Cantéliz. Número de alumnos, 14.
Idem de niñas, con 25 alumnas.
Total, 39 alumnos.
„ 179 -

Mogador

Un colegio de niños, con 10 alumnos, bajo la direc­


ción del R. P. F r. Avelino Muiños.
Idem de niñas, con 6 alumnas.
Total, 16 alumnos.
Gastado en la enseñanza (1900-1905), 2.250 pesetas.
Idem en socorros á Jos pobres, 961,60.
Recaudado en el cepillo del Pan de San Antonio y
repartido á los pobres, 411,19.
Total, 318 alumnos.
Materias que se enseñan: Matemáticas, Geografía,
Historia Sagrada y Catecismo, Urbanidad, Historia de
España, solfeo y piano, español, francés, inglés, dibujo,
pintura, bordados, encajes y otras labores.
Colegio de primera enseñanza en la Playa grande,
á cargo de dos religiosas y con las alumnas siguientes:
Españolas, 67; italianas, 1; inglesas, 2; portugue­
sas, 4; francesas, 11.
Total, 85 alumnas.
Colegio de prim era enseñanza en el Patio de E u g e ­
nio, con 52 niñas y 14 niños, todos de nacionalidad es­
pañola.
Colegio de prim era enseñanza en la Barriada de
San Francisco, con 58 niñas, todas de nacionalidad es­
pañola.
Colegio de primera enseñanza en los Suanis, con el
número de niños y niñas siguientes:
Españoles, 21; austríacos, 5; ingleses, 4.
Total, 30 alumnos.
- 180 -

Colegio de prim era enseñanza en el Patio Smith-


del, con 18 alumnos de ambos sexos.
Total de escuelas en la ciudad de T ánger, 7-
Total de alumnos de ambos sexos en las escuelas de
la Misión de Tánger, 865,
Gastado en la enseñanza de .1900 á 1905, pesetas
31.455,33.
L a Misión de Tánger ha socorrido á los españoles
pobres, desde Enero de 1900, con la suma de pesetas
14.418,05.
Limosnas libres distribuidas en igual tiempo, pese­
tas 1.314,50.
Recaudado en tres kermeses organizadas por la
Misión y repartido á los pobres, 3.796 pesetas.
Recaudado para los pobres en el cepillo del Pan de
San Antonio, 1.440,30 pesetas.
Suma gastada con los niños expósitos, 525 pesetas.
En la cocina económica, creada y sostenida por la
Misión, se han distribuido 147.588 raciones, que impor­
tan 22-158,20 pesetas.
De la Caja de urgencia fundada por la Misión, se
han distribuido á los pobres en ropas y en metálico,
16.408,73 pesetas.

Tetuán

Un .colegio de primera enseñanza para niños, con


dos profesores bajo la dirección del R. P. F r. José
Ramos.
Número de alumnos españoles, moros y hebreos, 30.
Un colegio de niñas, con 36 alumnas, todas de n a ­
cionalidad española.
- 181 -
Gastado en maestros de árabe y rifeño, libros, et­
cétera, de 1900 á 1905, 5.746 pesetas.
Gastado en socorros á los españoles pobres (1900-
1905), 2.728 pesetas.
Gastado en medicamentos á los moros y judíos, pe­
setas 190.

Escuelas de la Misión en Tánger

En el pasado curso asistieron A estas escuelas 963


alumnos de lino y otro sexo, que pertenecen á las n a ­
ciones siguientes:
Española, 788; inglesa, 25; francesa, 16; portugue­
sa, lo; italiana, 7; austríaca, 4; alemana, 1; hebreos y
hebreas, 107.
A estos niños y niñas, en estas escuelas, se enseña:
Lectura y Caligrafía; Religión y Moral; A ritm é­
tica; Geografía astronómica, física y política; Historia
sagrada; Historia profana; Industria y Comercio; H i ­
giene y Economía doméstica; Música vocal é instru­
mental; Dibujo lineal y de adorno; Urbanidad, y los
idiomas español (el usual en las escuelas), inglés, fran­
cés y árabe.
Además, en la escuela de las niñas se enseña á éstas
desde remendar unos calcetines hasta los bordados y
encajes más primorosos.
Del aprovechamiento de las discípnlas se pudo juz­
gar por sus labores, verdaderamente delicadas, que
presentaron en los últimos exámenes. Así como del de
los niños también se puede formar idea, ventajosa por
cierto, por el hecho patente á todos, de que apenas d e­
jan la escuela se emplean en las principales casas de
— 182 -

comercio y en las bancas, donde principian por tene­


dores de libros y acaban por ser socios de esos estable­
cimientos, ó bien, andando el tiempo, se establecen por
su cuenta.
En el último año se han repartido en la Cocina E c o ­
nómica, 16.758 raciones, á otros tantos necesitados.
D urante el período indicado se han dado de limosna
en metálico de la Caja de Urgencia 144 pesetas.
D urante el mismo se han repartido entre varios po­
bres, españoles en su mayoría, 3.968,80 pesetas de la
Caja de la Misión.
El director administrativo del Hospital español de
T ánger es un misionero, el cual desempeña sus funcio­
nes gratis.

(Sesión de 4 Diciembre de 190S.)


El Estado y la Beneficencia
I. La Beneficencia perjudicada con perjuicio de los N otarios
y A gentes de N egocios. — Ií. La Beneficencia en p e lig r o .—
III. Abusos en Beneficencia.

La Beneficencia perjudicada con perjuicio


de los Notarios y Agentes de N egocios

E l S r. O b is p o d e J a c a : Pido la palabra.
E l S r. P r e s i d e n t e : La tie n e S, S, para explanar

su anunciada interpelación.
E l S r. O b i s p o d e J a c a : V ersará sobre el Real
Decreto refrendado por el Sr. Ministro de la Goberna­
ción en 16 de Marzo último y que apareció en la Gaceta
del día siguiente.
Algo tarde he venido á la Cám ara para iniciar este
debate; pero ocupaciones imprescindibles de mi cargo
me han impedido cumplir la obligación que todo Sena­
- 184 -

dor tiene de asistir á las sesiones durante el tiempo


que las Cortes estén abiertas; además, estaba deseando
que la iniciativa de algún Sr. Senador me evitara la
molestia y el disgusto de pedir la palabra para este
objeto. Porque yo, por una parte, carezco, y lo veo
cada día más, de toda suerte de condiciones parlamen­
tarias, y por otra me es sumamente enojoso y g ra n d e ­
mente sensible tener que levantarme aquí para censu­
r a r A un Ministro A quien tanto aprecio y que tantos
motivos nos da todos los días para, elogiarle y al que
únicamente pueden querer mal los malhechores, sobre
todo los malhechores literarios, los que en daño de sus
semejantes abusan, en una ó en otra forma, del talento
que Dios les concedió. (Rumores,) Por eso, porque ha
roto todo trato y contrato con la Compañía A rren d a ­
taria de la publicidad, y por sus grandes energías, me
es simpático en extremo, y me duele tener que venir á
censurarle tan agriamente como es preciso, salvando
siempre la bondad de su intención.
Pero antes he de hacer la justicia de alabarle por la
noble franqueza con que confiesa las faltas de la Admi­
nistración pública. Aunque no sé si además de la sin­
ceridad del Sr. Ministro habrá sido parte para ello la
notoriedad de las mismas faltas. Bueno es que la Ad­
ministración, por medio de su representante más alto,
se confiese culpable. Pero no basta si no se acompaña
un eficaz propósito de enmendarse; porque esas mis­
mas faltas de la Administración ya las ha confesado la
Administración en otras ocasiones. El Sr. González
Besada, por ejemplo, en el año 1903, ya se quejaba, en
el preámbulo de una de sus disposiciones sobre este
punto, de tantas y tantas deficiencias como existían,
— J85 —

de tantos y tan graves abusos como la Administración


pública está cometiendo; pero, después del Sr. Gonzá­
lez Besada las cosas continuaron como antes, y me
temo que después de S.'S. sigan igual ó quizás peor.
Parecen escritos para la Administración española-los
versos de Campoamor:

«La rueda de la existencia


Te la diré en un cantar:
Pecar, hacer penitencia,
Y otra v e z vuelta á empezar.»

Sin embargo, la Administración comete las faltas,


las confiesa; pero la penitencia quiere que la cumplan
los demás. Ahora la ha impuesto el Sr. Ministro de la
Gobernación á los Notarios, á los Registradores, á los
Agentes de negocios, y á la misma Beneficencia por él
protegida. Ved las palabras con que reconoce la falta.
«La incuria ó la desidia de los organismos oficiales
han contribuido á que perd,ure el mal (de las frecuen­
tes detentaciones de los bienes de beneficencia) y dado
ocasión á que, prevalido de ellos el sórdido interés de
gestores é intermediarios, se mermen ó consuman cau­
dales destinados á tan altos fines, alimentando la codí-
cia á expensas de la caridad,»
Y oid ahora á quién se impone la penitencia:
«Art. 3.° Los notarios que autoricen ó eleven á es­
critura pública testamentos en los cuales conste alguna
disposición de carácter benéfico, remitirán á la Junta
de Beneficencia de la provincia á que pertenezcan y á
la Dirección general de Administración una copia sim­
ple de la cláusula ó cláusulas testamentarias que la
comprendan, tan luego como llegue á su conocimiento
- 186 -

el fallecimiento del testador y deba darse cumplimiento


á la voluntad del mismo; y de igual modo les darán
cuenta siempre que al autorizar ó protocolizar partí-
ciones de bienes, resulten consignados ó declarados en
las mismas ó en los testamentos de que ellos formen
parte derechos á favor de la beneficencia.»
Esta disposición es, generalmente, innecesaria, señor
Ministro. Los encargados de cumplir la voluntad del
testador no son los notarios, son los albaceas. Todo
aquel que deja para la beneficencia alguna cantidad
importante, ya tiene buen cuidado de nombrar testa­
mentarios de su confianza; y aun en el caso de que no
los hubiera, no es fácil que los herederos se confabulen
para ocultar una manda de cierta entidad.
Pero no por innecesaria la he de combatir, sino por
injusta.
La justicia reclam a que se pague al que ngandamos
trabajar; y no se ofrece ninguna recompensa A los no­
tarios por este servicio que sin obligación prestan. El
notario de Illescas D. Miguel Fernández Casado des­
cubrió é hizo que la beneficencia percibiera por este
descubrimiento 200,000 pesetas que tenían también
como destino una cátedra de agricultura y la funda­
ción de un campo experimental. Y ¿sabéis Sres* Sena­
dores lo que se le dió por esto? L as gracias de Real
Orden. Bien es verdad que tienen los notarios, cuando
así proceden, el testimonio grato de su conciencia y Ja
satisfacción de haber cumplido con su deber; pero esto
lo tienen siempre; esto en todos sus actos lo experi­
mentan.
Cuando existía el turno llamado de mérito para el
ascenso, podía entonces recompensarse este trabajo,
- 187 -

considerando como servicio especial el haber encon­


trado, descubierto ó manifestado alguna manda bené­
fica al hacer las particiones de bienes ó en el protocolo;
pero hoy ese turno ha desaparecido y no seré yo, por
cierto, quien pida su resurrección; pero ¿no es justo,
señor Ministro, que tratándose de gastos de tiempo y
de papel, y de un nuevo trabajo que se les impone á
los notarios, se dijese que de la beneficencia, á quien
sirven, se Ies daría una cantidad, en proporción con la
cuantía de la manda que descubren ó del trabajo que
represente el descubrimiento?
Pues no: S. S. no se ha ocupado para nada en
recompensas: toda su atención la ha puesto en los cas­
tigos, y ha determinado lo siguiente en el artículo 9.°
«Los notarios, liquidadores del impuesto de dere­
chos reales y registradores que omitieren cumplir lo
dispuesto en los artículos precedentes, quedan sujetos
á responsabilidad civil, sin perjuicio del correctivo á
que se hicieren acreedores, que les será impuesto por
la Dirección general de que dependan.»
¡La responsabilidad civil! Pues ¡ahí es nada! L a
responsabilidad que impone el Código civil en sus
artículos desde 1,101 al 1,108: es decir; que si un nota­
rio omite dar cuenta de una manda que valga, por
ejemplo, 200,000 pesetas, y esta omisión es causa de
que la beneficencia no reciba esa cantidad, 200,000 pe­
setas, por lo menos, tendrá que pagar el notario,
¿Es esto razonable, Sr. Ministro? ¿No os parece,
señores Senadores, una verdadera monstruosidad?
Sin embargo, los ejemplos, lo mismo los buenos que
los malos, son contagiosos, y lo peor de la acción de
S. S. es que ha tenido imitadores. En efecto, su colega
188 -

el Sr. Marqués de Figueroa se ha apresurado á imi­


tarle, y hace pocos días, el 21 de Abril último, dictó
una Real Orden donde dice que, «sin perjuicio de las
responsabilidades á que hubiere lugar» los notarios
que no cumplan esta obligación impuesta ó renovada
por S. S. «serán castigados disciplinariamente»; esto
es, con multas hasta de 1,000 pesetas, apercibimiento,
reprensión, traslación forzosa, etc., ctc., etc.
Y á pesar de la gravedad de estas disposiciones no
me sorprenden, porque no me coge nada de sorpresa
cuando se trata de imponer cargas y castigar á los
notarios. Figuraos que se les obliga á hacer el papel
•más odioso posible: á denunciar sus propios clientes, á
acusar A aquellos de los cuales viven; en una palabra:
á enviar todos los meses una nota ó índice de las escri­
turas sujetas al pago de derechos reales.
Pasemos, pues, A otros penitenciados, á los A g e n ­
tes de negocios. Los cuales se consideran tan agravia­
dos y perjudicados, que se han reunido y nombrado
una Junta de defensa para echar abajo ese Real decre­
to, y alguno pide que se entable la acción criminal
correspondiente á fin de que se inhabilite á S. S. y se
le imponga el castigo á que ha lugar como incurso en
el artículo 388 del Código penal. Afortunadamente
para S, S. y para mí que deseo su bien, los Ministros
en España, aunque se llaman «responsables», no res­
ponden de nada; ni siquiera responden en el Parlamento
á las preguntas que hacen los representantes del país,
como ha sucedido con algunas que yo dirigí á S. S. Lo
que creo que prosperará es el recurso contencioso admi­
nistrativo porque, á la verdad, S. S. no se habrá dado
cuenta de ello, pero ha hecho tabla rasa de una buena
- 189 -

parte del Código. De la manera más sencilla, de un


plumazo, ha borrado el título 9.° del libro IV y ha
arrancado de otras páginas del Código multitud de
artículos; entre ellos el 1.162, donde se dice que todo
aquel que tiene obligación de pagar, lo puede hacer á
otra persona autorizada por el acreedor.
E n prueba de ello, veamos el artículo 2.° de su Real
decreto.
«En ningún caso se consentirá retribución ó g ra ti­
ficación por las gestiones ó reclamaciones á que se re ­
fiere el artículo anterior, dada la obligación que los
centros y dependencias oficiales tienen de facilitar
cuantos antecedentes existan en los mismos.»
Aquí encuentro yo conculcada la libertad de con­
tratación, y, casi casi, iba á decir, hasta los derechos
individuales. A nadie se puede quitar la facultad de
hacer gestiones por medio de otra persona: principio
es de derecho que «lo que pueda uno hacer por sí mismo
puede hacerlo por mediación de otro». A ninguno puede
privarse de la libertad de contratar y de dar á otro
lo que se estima que merece su trabajo. Los centros,
evidentemente, están obligados áfacilitar noticias; pero
se evidencia que tal obligación no se cumple viendo que
se hacen, y, como es natural, se pagan otras gestiones.
Y en el art. t.° se dice:
«Toda gestión, reclamación ó investigación relacio­
nada con bienes de beneficencia se hará directamente
y no se admitirán las encomendadas á intermediarios.»
Esto es, á todas luces, ir contra los derechos más
claros y terminantes que asisten á los agentes de nego­
cios. Estos señores tienen un título administrativo
expedido por el Estado; se les examina al ingresar en
- 190 -

el Colegio; en el ejercicio de su cargo están sujetos á


correcciones disciplinarias; pagan su contribución co­
rrespondiente; consignan una fianza de algunos miles
de pesetas en la Caja de Depósitos; tienen un arancel,
conforme al cual cobran y regulan sus honorarios; y
¡ved una manera donosa de discurrir el Estado, señores
Senadores! Recibe dinero de esos agentes por el título
que les da para que puedan hacer gestiones, reclama­
ciones é investigaciones: recibe más dinero aún todos
los años por las utilidades que supone que esas investi­
gaciones, redamaciones y gestiones les producen; y un
Ministro de ese mismo Estado viene ahora prohibién­
doles hacer reclamaciones, gestiones é investigaciones;
es decir, que cobra de ellos dinero y después les impide
ganar dinero, atándolos de pies 37 manos y cerrándoles
esta puerta de la beneficencia en la cual tanto podrían
ganar. (El Sr. Cortezo: Hace muy bien.) Hace muy
mal; porque esos señores agentes de negocios son tan
respetables como cualquier otro ciudadano, y puesto
que tienen un título que el Estado les da, éste debe
ampararlos y no prohibirles el ejercicio de esa profe­
sión, que es tan honrosa como otra cualquiera. Y que
hace muy mal, porque este Real decreto no tiene
defensa ni justificación posible, lo dicen publicaciones
tan imparciales como el Boletín de Administración
local, cu3?as son estas palabras:
«En los nueve artículos que contiene se revela una
intrusión en funciones completamente ajenas al Minis­
terio que lo ha dictado, intrusión que no justifica ni el
propósito que lo guía, porque si bien es cierto que
el intermediario incompetente y sin conciencia es un
peligro para los intereses que se le confían, en cambio,
- 191 -

cuando tiene suficiencia y honradez, cumple debida­


mente el papel social que le está encomendado, y no es
precisamente el ministerio de la Gobernación el llama­
do á imponer obligaciones á Centros y funcionarios
que dependen de otra jurisdicción muy distinta á
la suya.»
Y lo más extraño es que eso haga un Ministro que
tiene á su lado al Sr. Sánchez Bustillo, quien está
demostrando su grande interés, su celo especialísimo
porque no se mermen los ingresos del Tesoro, ingresos
que ha mermado y va á mermar la disposición de S. S-,
porque no es posible que esos agentes continúen pa­
gando cuotas por una profesión que apenas se les deja
ejercer, y tendrán que darse de baja en la contribución.
Pero la extrafíeza sube de punto, llega al asombro
cuando se considera que S. S. es Ministro con el señor
Maura ó del Sr. Maura, el cual ha sido abogado de­
fensor y letrado asesor del Colegio de agentes de nego­
cios de Madrid; y ha puesto su talento, que es grandí­
simo, y su elecuencia, que es incomparable, al servicio
de esos probos agentes, en el año 1901, para protestar
contra una Real orden como ese decreto de S. S.; y él
fué quien desde el Gobierno aprobó el arancel que rige
actualmente para ellos, por lo que le están muy a g ra ­
decidos y también á nuestro dignísimo Presidente
Sr. Azcárraga, que tuvo en la aprobación la parte
correspondiente.
Y este asombro es mayor todavía de ser cierto lo
que dice la prensa. Oid, por ejemplo, lo que se lee en
EL Imparcial:
«Por telégrafo.—(De nuestro corresponsal).—M ur­
cia, 13 (17,40 tarde).—Agradecido este Ayuntamiento
- 192 -

al Sr. Cierva, porque gracias á él Ha logrado que sean


devueltas á la beneficencia provincial láminas por valor
de muchos miles de pesetas que retenía injustamente el
Estado, ha acordado colocar su retrato en el salón de
sesiones y solicitar que se le conceda el título de M ar­
qués de la Vega del Segura.»
Oigo decir que S. S. no lo ha aceptado. Y ha hecho
muy bien; no había motivo.
¿Cómo lo había de aceptar, sí no ha llevado A cabo
lo que se supone como causa del agradecimiento?
Esto es, seguramente, una invención de la prensa,
como tantas otras; aunque en este caso parece que
todos los periódicos están unánimes. Por lo cual hay
muchos que lo dan por cierto. Algunos maliciosos han
llegado á creer que el Ministro no quiere que haya
intermediarios ni que se hagan ya gestiones, por temor
de que no se eclipse su estrella y no venga otro á qui­
tarle sus laureles, teniendo aún mayor fortuna en sus
trabajos de agente.
No; S. S. merece, en verdad, que el pueblo donde
nació le tribute éste y mayores honores, porque mayor
honor da S. S. á ese pueblo con haber nacido en él;
pero sería muy extraño que á un Ministro que prohíbe
intermediarios y gestores, por haber sido gestor é in­
termediario, por el éxito de sus agencias se le decrete
por el pueblo honores triunfales como á nuevo: «pío,
felice, triunfador Trajano». Si es justa la resolución
que S. S. ha conseguido, no merece muchas gracias.
Y ¿cómo vamos á creer que haya conseguido nada
injusto? ¿Cómo suponer siquiera que, aun siendo de
justicia lo resuelto, se baya resuelto cometiendo una in­
justicia, quitando á otras fundaciones el derecho de ser
- 193 -

indemnizadas antes que esa? La Ley de Osma de 1904 y


el reglamento para su aplicación y otras muchas dispo­
siciones terminantementedieen que los negocios se des­
pacharán por el orden de su antigüedad en el registro,
ó por prioridad de su entrada en las oficinas, y que toda
alteración será castigada. Si S. S, consiguió con su in­
fluencia que se adelantara el despacho de los negocios
de su pueblo, que saltasen por encima de otros, S. S. ha
hecho una cosa injusta; y eso no puedo creer yo que
lo haga quien está obligado A dar el ejemplo y á s e r
el guardián y ejecutor de las leyes. He citado este
caso como prueba de que se cree que es necesaria la
influencia de intermediarios para el despacho de los ne­
gocios; por lo cual nadie se extraña cuando se dice que
hasta un Ministro puede ser intermediario. Y lo que
S. S. debiera haber hecho era evitar las intromisiones
de los que carecen de título administrativo, ó sea de los
intrusos ó zurupetos, castigar sin piedad, con mano
fuerte, los abusos de ilegítimos intermediarios.
El Sr. Ministro tal vez ha dictado este Real decreto
con ocasión de algún abuso cometido por agentes de
negocios; pero si por un abuso se quisiera quitar el uso,
y por culpas de los individuos suprimir las colectivida-
des, entonces quizá ya no tendríamos ni Ministerio de
la Gobernación. No son los verdaderos, los titulados
agentes de negocios, los que abusan, sino ciertas per­
sonas á quienes se tolera que les hagan una competen­
cia injusta, sin ningún título, al amparo de ningún
derecho, siendo, en realidad, caballeros de industria,
que no pagan nada por la industria que ejercen. Cuando
S. S. publicó esa Real disposición, se hablaba mucho de
un individuo que agenció las láminas al colegio de San
13 in ju s t ic ia s d e i. estad o esp a Sol
- 194 -

Bartolomé y Santiago, de Granada; pero aquel señor


que cobró el 80 por 100 de los intereses vencidos y se
embolsó la bonita suma de casi un millón y medio de
pesetas, no era agente colegiado de negocios.
Y ¿sabe S. S. quién tiene la principal culpa de que
tales abusos se cometan? Generalmente los mismos em­
pleados de la Administración pública; ellos ó los testa­
ferros que ponen al frente, son los que se entienden con
las personas que han de cobrar del Estado valores de
la beneficencia y no los cobran nunca si quieren co­
brarlos por entero.
Este es un mal antiguo, que también desde muy an­
tiguo se ha procurado atajar. Nada menos que el señor
Barzanallana dió una disposición que decía: «Se pro­
híbe ejercer de agentes de negocios á los que no acusen
et pago de la contribución industrial, exceptuándose
únicamente las personalidades interesadas.» ¡Mire el
Sr. Cierva cómo aquel otro Ministro tenía presente
lo que S. S. ha olvidado, y que es obvio, de derecho
rudimentario: el no prohibir las gestiones de los inte­
resados! «Haciéndose, continúa,, extensiva la prohi­
bición á los empleados públicos.» Por algo se hacía
la prohibición; y como ese algo continuaba, se conti­
nuó insertando en la Gaceta prohibiciones; y el señor
González Besada, en el Real decreto de 23 de Agosto
do 1903, decía: «Queda prohibido á todo funcionario
de Hacienda ser agente de negocios, representante ó
apoderado de toda persona, entidad ó Corporación que
tuviera asuntos pendientes en las oficinas, y toda reco­
mendación cerca de sus jefes ó compañeros encaminada
á activar su tramitación.»
Esto es lo procedente, pues aunque muchísimos, la
- 195 -

mayor parte de los empleados, son personas dignas á


más no poder, hay otros que no lo son tanto, y S. S., en
lugar de dictar restricciones para los agentes de nego­
cios, lo que debiera hacer es enterarse de lo que pasa
en su propio departamento y cortar de raíz estos
abusos; porque sucede que algunos empleados, valién­
dose del compañerismo, van á otras oficinas, Á otros
departamentos, se enteran de la marcha de los nego­
cios, de la tramitación que les corresponde, de cuándo
podrán ser despachados, y luego estas noticias, que
nada les han costado, las venden á elevados precios á
los interesados en hacer realizables las inscripciones.
Lo grave con mayor gravedad todavía es que su
Real decreto sobre beneficencia no la beneficia nada,
no le es nada beneficioso, sino todo lo contrario. Aquí
sí que puedo decirle que S. S. ha hecho una obra que
va contra su propósito. Porque ¿quién duda que se pro­
ponía S. S- hacer algo ventajoso para la beneficencia
particular y pública? Pues no obstante, S. S., en con­
tra de su propia voluntad, la ha causado un mal que
no puede remediarse si no es suprimiendo la causa,
si no es echando abajo ese real decreto; porque S. S. pro­
híbe toda gestión que no se haga directamente, y hay
muchísimos casos en que hacerla directamente es im­
posible. ¿Quién la ha de hacer? ¿La beneficencia? Esta
es una entidad que no tiene personalidad física, y por
consiguiente, tendrá que gestionar su representante,
su patrón, su director. Pues bien, en la generalidad de
los casos, esas personas, por sus achaques, por sus
ocupaciones ó por su estado, no pueden venir á Madrid
á trabajar directamente en estos asuntos y tienen que
encomendarlos á esos que llama S. S. intermediarios,
- 196 -

ó, lo que es mejor, ponen sus negocios en manos de los


que el Estado habilita y declara agentes de negocios;
y aunque los interesados vinieran sería como si no lo
hiciesen, porque son pocos los que tienen el talento y la
instrucción que se necesita para no enredarse y no tro­
pezar en esta madeja, tan intrincada y revuelta, de rea ­
les órdenes y decretos de nuestra administración- Pero
aunque tuvieran la ilustración suficiente, no sé si ten ­
drían voluntad bastante; porque hace falta que ésta
sea firmísima y de hierro para no desmayar: tienen
que ir, cuando de estas gestiones se trata, de Hei odes
á Pilatos y de Pilatos á Herodes, recorriendo un ver­
dadero calvario, de oficina en oficina, de departamento
en departamento y de negociado en negociado, para
en último caso no saber nada acerca del estado del
asunto, mientras no se recurre á un intermediario que
lo diga.
Y esas gestiones é investigaciones son hoy por hoy
necesarias, y S. S. en vez de prohibirlas, lo que debiera
haber hecho es que no hubiera necesidad de ellas, que
no tuvieran razón de ser. Y eso si se ha intentado, no
se ha conseguido.
En primer término es preciso saber qué dei*echos
tiene una institución de beneficencia con relación al
Estado, porque el Estado, no digo que sea un tramposo
—la palabra me parecería fuerte—pero se porta como
tal. Si se portara como es debido debiera hacer un b a ­
lance de cuentas, investigar qué deudas son las suyns,
y, en vez de ocultarlas, en vez de tra tar de que .no se
sepan, publicarlas en la Gaceta y hasta decirlo en par­
ticular íi los mismos acreedores. No se hace así, y por
eso se hace con frecuencia estotro:
- 197 -

Se presentan á uno empleados del Gobierno, y si no


ellos mismos, porque eso les comprometería, otras per­
sonas que ellos envían y que no pertenecen á la clase
de agentes de negocios, y dicen.: «Tiene usted, conio
representante de esta 6 de la otra institución, derecho,
por ejemplo, á 100.000 pesetas que 1c ha de abonar el
Estado; pero si no me entrega V. la mitad, no cobrará
nada absolutamente.» El primer movimiento es de
asombro, de indignación; pero luego se piensa y se’
reflexiona y llega uno á decirse: «Yo tengo este dere­
cho, pero no sé por qué lo tengo ni cómo he de ejerci­
tarlo, y hay quien me dice que sin hacer nada podré
obtener esa cantidad, que aunque no sea la que me
corresponde, es algo.»
Yo, por lo que afecta á mi diócesis, donde hay mu­
chos motivos para pedir al Estado, de buena gana le
dejaría la mitad con tal de conseguir la satisfacción
de mis derechos sin necesidad de utilizar la interven­
ción de uno de esos intermediarios, que sin derecho
ninguno cobran bastante más. Sería preferible un corte
de cuentas, un concurso de acreedores; y que el Estado
reconociese todas sus deudas y las pagase pronto,
aunque sea quedándose con la parte que hoy es preciso
dar á esos falsos é indocumentados agentes, á los cua­
les ha}7- que acudir, porque hay que acudir á todo en
esta lucha contra el Estado, que se resiste á pagar sus
deudas y cada día inventa nuevos efugios para no sol­
tar los cuartos. Citaré tan sólo lo que ocurre con un
famoso santuario, el de las Ermitas, de la diócesis de
Astorga: había venido siempre cobrando unas láminas
de la beneficencia; pero desde hace poco tiempo se
exigió presentar la fundación, y el presentar la funda-
- 198

ción es imposible en este 3^ en otros casos, sencilla­


mente porque se trata, no de bienes raíces, de bienes
importantes de fundación, sino de pequeñas limosnas
que sumadas han constituido los bienes de los cuales
se incautó el Estado. Señores, triste es el decirlo, pero
los negocios, aun después de haber reunido 3’ presentado
todos los datos favorables requeridos, no se resuelven
si no hay quien los empuje; el carro se atasca y las
ruedas no salen como no haya quien arrime el hombro
(risas), porque aunque está mandado que en el des­
pacho de los asuntos se guarde un orden fijo, en la
práctica esto.no se observa. Más aún; 37o he visto en
varios negocios exactamente iguales, sin más diferen­
cia que el nombre, que unos se han resuelto favorable­
mente 3Totros en contra, siendo diferentes los inter­
mediarios. Me consta también la verdad del siguiente
caso: hacía tres ó cuatro años que se hallaba un nego­
cio en las oficinas centrales 3^ el asunto no se despa­
chaba, á pesar de que se daba á los intermediarios
el 70 por 100; pero hace poco tiempo se presentó otro
de más influencia y dijo: «Si se me da el 10 por 100
más sobre eso, yo me comprometo á que muy
pronto se resuelva,» Se le dió el 10 por 100 que pedía,
y el asunto se resolvió como se deseaba, en pocos
días.
Esto es escandaloso, y esto es lo que á todo trance
debe evitar S. S., haciendo que no haya lugar á ello.
Pero si un Patrono para gestionar negocios de benefi­
cencia cree útil ó preciso valerse de las personas que
el Estado instituye agentes de negocios ¿qué le va ni le
viene á S* S. en eso? Vuelva, pues, la consideración
hacia su trabajo legislativo y mejórelo con sólo decir:
- 199 —

se prohíbe las gestiones abusivas de personas que no


sean agentes colegiados de negocios.
Mucho más podía yo decir, pero termino, rogando
á la Cámara me perdone por la molestia que le he
causado.

E l S r. O b i s p o d e J a c a : Me es muy satisfactorio
haber dado ocasión al Sr. Ministro de pronunciar un
tan elocuente discurso y de manifestar aquí, aunque no
era preciso, porque todos lo conocemos, su propósito
firme de continuar trabajando en favor de la benefi­
cencia, como lo hace con tanto provecho en cuanto se
refiere al mejoramiento de la moralidad pública en
todos los ramos y en todos los órdenes.
Después de hablar el Sr. Ministro, á mí no me que­
da más que el silencio, el silencio propio de la admira­
ción; poner mis palabras frente á las suyas sería
como poner una débil estrella frente á los brillantes
resplandores del sol. Pero no puedo dejar de decir que
no ha estado en mi ánimo censurar á S. S. hasta el ex­
tremo que S. S. ha creído; censurar, sí, porque entien­
do yo que no se viene aquí á explanar interpelaciones
para alabar sino para ejercitar un derecho de fiscaliza­
ción que S. S. no podr;! negar á ningún Senador. (El
Sr. Ministro de la Gobernación: Y a he dicho que no
lo niego, que lo respeto.) Mis censuras yo sentiría que
hubiesen sido tan extremadas que le hayan molestado;
pero todo representante del país debe recoger los
latidos de la opinión para ser eco de ella en el P a r ­
lamento; y la opinión representada en la prensa profe­
sional, le ha censurado de una manera mucho más
- 200 -

a c r e q u e yo lo he hecho; por que ha habido periódico


que copió el Re a l D e c r e t o r e f r e n d a d o por S. S., y sobre
él puso á m a n e r a de In ri e s t e e pígr af e:
«Los a g e n t e s de negoci os. A t r o p e l l o inaudito. L a
profesión h e r i d a de mue r te .»
Y o t r a re vi st a de las más leídas en E s p a ñ a decía
esto que 3^0 no sé si me a t r e v e r í a á leer á S.. S. sí s u ­
p i e r a que le mol es taba; pero creo preciso m a n i f e s t a r
a l g u n a s de esas c e n s u r a s par a d e f e n d e r m e c o n t r a las
de S. S, que s upone le c e n s u r a b a con exceso:
«Lo de p r oh i bi r la g es ti ón de todo i n t e r m ed i a r io es
s e nc il la me nt e un a b a r b a r i d a d . L a i nt e rv e nc i ón e st á
r e g u l a d a p o r disposiciones l egales que la han cole­
g i a d o y r e v e st id o de g a r a n t í a s . El d e cr e t o d e r o g a , en
r e a l i d a d , esas disposiciones y disuelve de hecho los
Colegi os de a g e nt e s. V é a s e —c o nt i n ú a — lo q u e es le­
g i s la r por d ec re to , es decir, al a r b i t r i o de c ua lqu ie r
c o va ch ue li st a miope que lo r e d a c t a a r r a s t r a n d o las
n ar i ce s s o br e el papel.»
Así se ha j uz g ad o ese Real D e c r e t o , y con p a l a b r a s
a u n m á s d ur as , p or la p r e n sa i mpar ci al y se ns a ta . Y o
he a t e n u a d o las críticas, y a un qu e la ocasión no e r a
m u y o p o r t un a , las he mezclado con elogios que r es ­
ponden á la a dmi r a c ió n 3' sinceridad del af ect o que Je
profeso. H e principiado p or decir que ha hecho u n a
cosa b uena, la de c o n f es a r los de fe ct os de las ofi­
cinas públ icas. R e c o no z co just as las a la b an z as que
S. S. se h a t r i b ut a d o á sí mismo; pero p e r m í t a m e a ñ a ­
dir que o tr os las m e r e c i e r o n antes; pues al mi smo lin,
a u n q u e sin e x a g e r a r los medios, t e nd í a n los R e a l e s
D e c r e t o s de 23 de Ab ri l de 1875 y 23 de A g o s t o
de 19CK», y las cosas á p e s a r de ello c o nt i n u a r on como
- 201 -

antes, y después de S. S. no sé si continuarán como


ahora. Lo que puedo decir es lo siguiente: El Real
Decreto refrendado por S. S, lleva la fecha de 16 de
Marzo; ¿no es esto? pues desde entonces acá han llo­
vido sobre mí cartas y recomendaciones para que
nombre intermediarios, para que dé mi representación
á personas que han de hacer que en las oficinas públi­
cas se despachen bien 3^ pronto los negocios de la be­
neficencia; y aquí mismo, en Madrid, estoy todos los
días recibiendo visitas con. ese objeto: lo que prueba
que por ahí no se cree que lo que S. S. ha ordenado
tiene la eficacia que S. S. supone.
Referí lo que se dice del Ayuntamiento de Murcia,
no en son de censura para nadie, sino solamente para
que se viera cómo la opinión del país y la generalidad
de las personas creen que, á pesar de las leyes y con­
tra las leyes, no se sigue el orden de prioridad para el
despacho de los negocios, sino el orden de la ma 3^or
influencia délas recomendaciones.
He principiado por aplaudir el buen propósito que
le anim a, y he reconocido que sus disposiciones
responden á los dictados de su conciencia. L a mía
me dicta que debe ponerse el respeto del derecho
sobre toda otra consideración. Prim ero que nada es el
deber de no faltar á nadie. Si los agentes de negocios
tienen su derecho, respetado por la ley, de intervenir
en esta clase de asuntos, de ninguna manera se les
puede en absoluto prohibir la intervención, mientras
la ley que los ampara esté subsistente. Lo que hay es
que nuestra Administración viene siendo como los m a­
los jinetes, que unas veces por dar con poca fuerza el
salto no llegan á la silla y quedan
- 202 -

por la fuerza excesiva pasan de la silla y quedan


también en tierra, en el otro lado; unas veces por ex­
ceso y otras por falta de celo, nunca se está en el justo
medio ni dentro de la realidad. S. S. ha creído ver en
un árbol, en la institución de los agentes de negocios,
algunas ramas viciosas que juzgó preciso podar; pero
lo ha hecho con tan mala fortuna, que'dio muerte al
Arbol mismo. Los vicios los tiene S. S. dentro de la
misma casa del Estado, en la Administración pública,
y ahí es donde debió aplicar su poderosa mano, armada
de cortante segur.
E n la famosa novela Pequeneces, se cuenta del no
menos famoso Duque de Villamelón, que teniendo en
su familia un motivo de disgustos y de indignación muy
justa, coge el bastón y la emprende á palos ¿con quién?
con el perro. S. S. se indigna muy justamente por lo
que pasa en el Ministerio de la Gobernación respecto á
los asuntos de beneficencia, y coge el bastón, su sube ;í
la Gaceta y lanza truenos y rayos contra registrado­
res, notarios, y agentes de negocios, dejando sin tocar
la podrida raíz del árbol, las oficinas de la Adminis­
tración, que son, créalo S. S , las causantes de lo que
está pasando.
Los notarios no se quejan de la disposición de S. S.
ni dejarán de cumplirla con gusto; pero lo que sí
podrían decir es que, puesto que trabajan sin tener
obligación, procedía recompensarles, y no como ha
hecho S. S. amenazarlos con tan terribles castigos.
Termino con. repetir que aplaudo el buen propósito
de S. S., que soy el primero en reconocer; pero que si
lo piensa más detenidamente, verá que acaso no con­
venga llegar á ese extremo, de prohibir toda gestión
- 203 -

de toda clase de personas en toda clase de asuntos de


Beneficencia. Por lo mismo que tantas excelentes dis­
posiciones ba dictado S. S., le llamo la atención sobre
ésta á fin de que la modifique convenientemente, para
que todo lo que lleve su firma sea perfecto en todo.
(Sesión del 12 de Mayo.)

II

La Beneficencia en peligro

E l S r. O b i s p o d e J a c a : Pido la pala b r a .
E l S r: P r e s i d e n t e : La tiene S. S.
E l S r. O b is p o d e J a c a : En primer término, para
anunciar, con permiso de la Presidencia, una interpe­
lación al Sr. Ministro de Instrucción pública, por per­
mitir y consentir que se tengan y se expliquen en las
escuelas oficiales libros contrarios íí la religión oficial;
y en segundo lugar para dirigir un ruego ó interpela­
ción (yo quisiera fuese ruego más bien que otra cosa)
al Sr. Ministro de la Gobernación, con motivo de sus,
últimos Reales decretos acerca de la beneficencia
particular.
Cuando hace algunos días, Sr. Ministro, tuve la
honra de dirigirle la palabra, interesando que pagase ei
Estado los pluses de concentración y reenganche que
se debían á la guardia civil (los cuales no se han paga­
do aún) y le rogaba que presentase á las Cortes un
proyecto de ley pidiendo un crédito extraordinario
— 204 -

para este objeto (y aunque S. S. ha presentado algu­


nos proyectos y pedido créditos, ninguno ha sido para
pagar á la guardia civil), tuve la grandísima satisfac­
ción, que para mí lo es siempre, de elogiar, aunque no
todo lo que se merece, su actividad grandísima, su
laboriosidad, en la cual es modelo, para mí muy prin­
cipalmente; pero á pesar de todo ebto, tengo el senti­
miento de decir ahora que no siempre corresponde á
la actividad de S. S., á sus buenos propósitos y A su
recta intención, el éxito de sus trabajos*
Con efecto, abro la Gaceta del día 28 del mes pasa­
do, y me topo con un Real decreto sobre beneficencia;
veo la del día 29, y me doy de manos á boca con otro
Real decreto sobre lo mismo; no quise leer la del día 30
porque no me gusta la literatura gacetil, pero casi
tengo la seguridad de que también hablará de lo de
siempre. Ya cuando otra vez traté aquí de semejan­
tes asuntos, cuando vine á protestar, ó por lo menos
A lamentarme de lo que se disponía contra honrados
agentes de negocios, oímos al Sr. Cierva contar todo
lo que había hecho, y hacía y acontecía en materia de
beneficencia, tantas y tantas disposiciones como había
dado; los muchos entuertos que enderezaba, los muchos
desafueros que corregía, Pero entonces como ahora,
aplaudiendo su excelente intención y su extremado
celo, recordaba yo los versos de Triarte aplicados á la
ardilla:
«Tantas vueltas
y revueltas,
quiero, amiga,
que me diga
¿son de alguna
utilidad?»
- 205 -

Tantas y tantas reformas rae parece que son de


poca utilidad, A lo menos en relación al buen deseo
d e su se ñ o ría .
El Real decreto del día 28 empieza por reconocer
que los archivos de la beneficencia están muy mal, tan
mal como antes de ser ministro S. S., como antes de
dictar tan repetidas Reales órdenes. Para acabar con
tantos males, se pone S* S. á idear arbitrios; pero
resultan los que se le ocurren como aquellos tan satiri­
zados por Cervantes y Quevedo. No sólo no están den­
tro de la realidad sino que algunos, A más de inútiles,
son contraproducentes.
Lo primero que dice S. S. en ese Real decretó es
que 110 tiene dinero—lo mismo nos sucede á todos los
españoles,—que carece de los fondos precisos para que
los archivos de la beneficencia, los archivos de cada
fundación, pudiesen hacer gastos en una cosa que es
tan justa y necesaria como arreglar sus papeles.
Supongo que la falta de fondo§ no será por haber
pagado á Ta guardia civil; y en esta omisión ó negli­
gencia ó lo que fuere he de insistir hasta que consiga
que se la pague. Ya es un mal crónico en nuestra'
administración eso de no importarle el deber á todo el
mundo y resistirse á pagar A nadie, eso de cobrar todo
lo que se puede y lo menos posible pagar lo que se
debe; olvidando que la manera de gobernar bien es dar
con una mano para recoger con la otra, gastar mucho
para producir é ingresar mucho. Si S. S. no tenía
recursos, debiera buscarlos y y<\. los encontraría, ó pe­
dirlos á las Cortes y nadie se los regatearía tratándose
de cosa tan necesaria y tan justa, y, A la postre, tan
productiva y tan útil.
- 506 -

Pero no, el Sr. Ministro quiere ¡r por otra parte y


conseguir el mismo resultado sin gastar un céntimo
siquiera; para lo cual se le ocurre el siguiente proyecto:
que los Gobernadores civiles envíen personal del que
tienen á sus órdenes, para que en horas extraordinarias
y con trabajo extraordinario arreglen los archivos; y
yo arguyo: pero, Sr. Ministro, ¿es que S. S. no sabe lo
que pasa en las oficinas provinciales? ¿Es que no sabe
que hay en ellas muchísimos asuntos sin despachar? Y
no ha de decirse, pues sería una injuria, qüe no se
despachan porque no quieren sus dignísimos funciona­
rios; es porque no les es posible otra cosa, porque no
pueden con tanto trabajo. Muchos de ellos tra b a ­
jan ya en horas extraordinarias, y sin embargo, aquí
del refrán: «tú que no puedes llévame Acuestas». No
pueden hacer más, tienen lo suyo por hacer aún traba­
jando en horas extraordinarias. No importa; que c a r­
guen también con la beneficencia y que se arreglen
de modo que en seis meses, tiempo fijado, plazo impro­
rrogable, estén los archivos arreglados.
Eso no diré yo que sea una candidez de S. S., pero
es pretender demasiada actividad. Ya sin duda lo com­
prende así el Sr. Ministro, y porque lo comprende así,
previéndolo ya, dispone también otro arbitrio tan eficaz
como éste, y dice: «Los jefes de los archivos en las res­
pectivas provincias, mandarán personal del que está á
sus órdenes para arreglar estos archivos de la benefi­
cencia». Yo he andado algo por los archivos provincia­
les por mi pequeña afición á los estudios históricos en
mi deseo de conocer aquellos tiempos en que se puede
saber la verdad de lo que pasaba porque no había perió­
dicos (rumores), y he. visto que los archivos están des­
- 207 —

organizados, que los papeles que se conservan, se con­


servan en un estado lamentable, íi pesar de que los
archiveros trabajan día y noche, no sólo en horas ex­
traordinarias, sino todo el día, y algunos se llevan la
comida á la oficina, y allí comen y cenan, y únicamente
cuando la fatiga y el sueño les rinde, es cuando se van
á sus casas; ahora les dice el Sr. Cierva: «Veo que no
tenéis en qué ocuparos, y para que no os aburráis,
ordeno y mando que vengáis á la Beneficencia á traba­
jar, por supuesto gratis et am ores Esto es compren­
der poco el corazón humano; el cumplimiento de la
obligación, de la obligación que les va á imponer S. S.,
influirá en esos funcionarios, porque todos tienen el
estímulo del cumplimiento del deber, y, junto con el
pensamiento de que trabajan por cosa tan benéfica, les
prestará fuerzas extraordinarias; pero no bastará en
muchos casos para que los deseos de S. S. se cumplan,
aunque esos mismos serán los deseos de ellos, Gran r e ­
compensa para el que trabaja, la satisfacción del deber
cumplido. Pero el que manda trabajar no debe darse
por satisfecho con eso y ha de añadir alguna otra r e ­
compensa.
Ahora mismo los católicos, los que tenemos gran
confianza en la prensa, y sabemos lo mucho que la
prensa vale, estamos fundando una agencia telegráfica
y telefónica de información, 37 yo, he dicho, sí, que se
haga todo por amor de Dios, pero que no se haga nada
sin dinero, que se gratifique hasta lo más insignificante:
así es como se puede exigir responsabilidades. S. S.
debe hacer esto mismo, pagar todo hasta lo más insig­
nificante, como es de obligación: fuera de esto, ya lo
veremos; dentro de seis meses vendremos aquí y haré*
- 208 -

mos el balance, y e x a m i n a r e m o s lo q ue se ba c o n s e ­
guido, 3r a p a r e c e r á de qué h a valido es ta n u e v a o c u ­
r r e n c i a de S. S.
P e r o esto es h a b l a r de minucias, si se c o m p a r a con
lo qu e es preciso h a bl a r t oda ví a . I .a má s n e g r a , como
en la r e c u a del c u e nt o, no es esta Re al orden, sino el
R eal d e cr e t o que viene d e tr ás , al día si gu ie nt e . Y o no
e nti endo c óm o h a podido p a s ar est a R e al disposición
sin que nadie a pe na s se hnjra e n t e r a d o ; después de
h a b e r pasado t a n t o s días yo no c o m p r e n d o cómo ha st a
las mi sm as p i e d ra s 110 se h a y a n l e v a n t ad o p a r a p r o t e s ­
t a r , las pi ed r a s de los asilos, de los hospitales, las p i e­
d r as de todos los edificios en que se a l b e r g a n y sos ti e­
nen infelices c r i a t u r a s e nf er ma s, desvalidas, an cia na s
ó expósitas, c u y a s u e r t e no t a r d a r á mucho en c amb i ar ;
no se me alcanza cómo todos los p a t r o n o s de beneficen­
cia p a r t i c u l a r no h an f o r m ad o u na liga, y n o mb r a d o
p r o c u r a d o r y a bo g a do , y l levado á los T r i b u n a l e s el
a sunto, i n te r pon ie nd o r e c ur s o cont encioso a d m i n i s t r a ­
tivo c o n t r a esa disposición, dicho s ea con todo re s p e t o
t a n a r b i t r a r i a y tan injusta, y no me explico t ampoc o
cómo los r e p r e s e n t a n t e s del país, r e s po nd ie nd o al m a n ­
d a t o de sus electores, 110 han u sa do y a c o n tr a ella todos
los medios r e g l a m e n t a r i o s p a r a que no llegue á la p r á c ­
tica jamás.
Y o , señor es, h a r é lo único que puedo h ac er ; r o g a r
al S r . Mi ni st ro que d eje las cosas como e staban; si él
110 c am bi a sus disposiciones ot r o mi n i st ro lo h a r á . A u n ­
que la opinión publica a un no ha p r es ta do a t en ci ón
eficaz'á e s te g r a v í s i m o asunt o, sin e m b a r g o ya c o m i e n ­
za á a l a r m a r s e . Un diario católico, á quien a l g u n o s por
sus c omp la ce nci as con el G o b ie r no apellidan ma ur i s ta ,
- 209 -

ha calificado A S. S., por ese Real decreto, casi casi,


como á raí me calificó el Sr, Dávila. El Sr. Dávila me
llamó á mí revolucionario; á S. S., el periódico le llama
perturbador; y con parecido lenguaje algunas revistas
profesionales se han ocupado del asunto, aunque toda­
vía no ha comprendido su trascendencia el pueblo cató­
lico que es quien debe hacer que se respeten sus dere-
chos, defendiendo lo que es suyo, lo que en beneficio de
él fundó la Iglesia, á la que hay que agradecer casi
todo lo que en España existe de la beneficencia particu­
lar. Pero como á mí me es mucho más grato elogiar al
Sr. Ministro que criticarle en lo más mínimo, he de
principiar alabando su sinceridad y su franqueza, que
para mí son siempre muy dignas de aplauso porque
denotan el valor de las convicciones que tiene S. S. en
todo. Principia por confesar cómo está la administra­
ción, cómo andan las cosas de beneficencia, A pesar
de ocuparse de ellas tan laborioso Ministro. He aquí
sus propias palabras en el preámbulo. «Hay numerosas
fundaciones de cuyo funcionamiento normal no se tie­
nen noticias en este Ministerio, ó las que existen son
vagas ó deficientes, porque la incompleta documenta­
ción en unos casos, y la falla absoluta de antecedentes
en otros, no han consentido, hasta ahora, ni conocer su
vida ní su desarrollo, ni ejercitar y cumplir de una ma­
nera efectiva los derechos y los deberes que incumben
al protectorado'-» Es decir, Sres. Senadores, que des­
pués de tanto legislar el Sr. Ministro, después de tanto
trabajar acerca de beneficencia, ni conoce la vida, ni
el desarrollo, ni los antecedentes ni nada de beneficen­
cia. Francamente, no merecía la pena trabajar tanto
para conseguir esto.
14 IN JU STIC IA S DEL ESTADO ESPAÑOL
— 210 -

¿Y qué se 1c ocurre ai Sr. Ministro para evitar los


gravísimos males que de la ignorancia resultan? Lo
siguiente:
«Artículo 1.° Las fundaciones de beneficencia par­
ticular que tienen la obligación de rendir cuentas al
protectorado, no podrán percibir los intereses de las
inscripciones intransferibles, títulos de la deuda al por­
tador, acciones y obligaciones de Bancos y Sociedades
que constituyan su capital ó que estén afectos al cum­
plimiento de la voluntad fundacional, sin presentar
previamente en las oficinas respectivas nn certificado
expedido por la Dirección general de Administración
que les autorice para cobrar los mencionados intereses
en los vencimientos del año siguiente a! de la aproba­
ción de sus cuentas, contado desde 1.° de Julio.»
Nótase aquí desde luego falta de lógica: es decir,
de la lógica que yo estudié, pues acaso haya otra ad
usimi delphiní para los asuntos de beneficencia. Dice el
Sr, Ministro: «que hay algunas fundaciones que des­
atienden ó demoran dicha obligación, y en aquellas otras
que sólo tienen la de justificar el cumplimiento de las
cargas que sobre las mismas pesan, y viene aconte­
ciendo en la práctica que esta justificación tan sólo se
realiza á virtud de excitaciones individuales ó con oca­
sión del examen de expedientes, cuando su lectura
patentiza la necesidad de reclamarla». ¿Qué debe hacer
después de decir esto? Si algunas fundaciones faltan á
sus deberes, hágaselos cumplir el que está obligado A
ello: vigílelas, mande inspectores, aunque esto también
se presta A grandes abusos, vaya él mismo A enterarse
si fuera posible, corte los abusos, exija el cumplimiento
de las obligaciones, y A cuantas lo merezcan castigúelas
- 211 -

con mano fuerte s¡n contemplación ninguna. Muy dife­


rente es la consecuencia que el Sr, Ministro deduce, la
cual á más de ilógica á mí no me parece justa. S, S, dice:
«gran parte de las fundaciones de beneficencia particu*
lar que tienen la obligación de rendir cuentas, cumplen
este deber». Por lo ta n to 0 si gran parte cumple, porque
ha3^a una pequeña que no cumpla, ¿van A pagar justos
por pecadores, se va á medir á todos por el mismo r a ­
sero y se va á hacer que todas sufran iguales molestias
y restricciones?
En tercer lugar, esa disposición es vejatoria y se
presta á grandísimos abusos; porque notad, Sres. Sena­
dores, que de aquí en adelante ningún patrono, ninguno
que represente á una fundación particular, podrá
cobrar un céntimo de lo que antes cobraba, sin que
obtenga un certificado expedido por la Dirección de
Administración, y lo presente en las oficinas al cobro.
Para que lo den habrá que pedirlo, y para pedirlo habrá
que gastar el tiempo y dinero y paciencia que el E s ta ­
do impone por condición para que se le hagan peticio­
nes.., y luego muchas veces no hacer caso de ellas.
Yo preveo en esta disposición tantos peligros é in­
convenientes, que en cuanto me enteré de ella me he
apresurado A venir al Senado para que á lo menos una
protesta no falte. Dicen todos que en materia tan regla­
mentada como es la de los expedientes actuales de
nuestra Administración, se despachan primero aquellos
que se recomiendan más eficazmente, y los que no se
recomiendan no se despachan nunca. Por manera que
habrá desde ahora un motivo más para inclinarse, ó,
como dijo un tan famoso como avanzado periodista,
para hacer genuflexiones dorsales ante el Sr. Ministro
- 212 -

y ante caciques de mayor ó menor cuantía, á fin de que


interpongan su valiosa influencia cerca del señor Direc­
tor general y se despache pronto el certificado sin el
cual no se cobra. Lo que no dejará de tener su efecto
para las elecciones, porque en el mecanismo de la polí­
tica al uso todo tiende y va á parar en eso: A tener
más resortes electorales, A apretarlos más, A fin de que
haya mayoría para los gobiernos. Cuando se consigue
una gracia por la recomendación del Diputado A ó del
Senador B, claro es que al llegar las votaciones, hay
que corresponder A ese favor con otro favor.
Además, note S. S. una cosa, y nótela también el
Senado: ya he dicho en la C ám ara en otra ocasión las
docenas de miles de expedientes que están sin despa­
char en las oficinas de la Administración pública, y
también advertí que todos los años entran más expe­
dientes de los que se despachan. Aun respecto al depar­
tamento de S. S-, acabo de leer en una acreditada
Revista lo siguiente:
«No sabemos que el Ministerio de la Gobernación
funcione en lo administrativo de un modo que pueda
llamarse admirable sin hacer abuso de la hipérbole.
Son los procedimientos administrativos algo menos que
perfectos, dicho sea sin ofender á nadie (y yo también
lo digo sin intención de ofender á nadie), y en cuanto
A su actividad, sería de ver lo que dijeran los intere­
sados en los expedientes en tramitación, muchos desde
hace largos años, si viven y no han perdido la paciencia
y la gana de preguntar por ellos.»
Esto pasa ahora y ¿qué pasará cuando se aumente
el trabajo por aumentarse el número de las fundaciones
á las que se obliga á rendir cuenta? ¿No se cobrará con
— 213 —

más retraso que ahora? ¿Y qué fundaciones cobrarán


primero? Ninguna prioridad se ha determinado. Se dice
que no se cobrará sin tener el certificado de aproba­
ción de las cuentas. Pero, ¿qué hacer sí el certificado
no se expide á su debido tiempo? Aun es más censura­
ble el artículo 2.°:
«A las fundaciones de carácter benéfico, exentas de
r endir cuentas, pero obligadas á justificar el cumpli­
miento de cargas en los términos que establecen los
artículos 5.° y ó.° de la Instrucción para el ejercicio
del protectorado del Gobierno en la beneficencia par­
ticular de 14 de Marzo de 1899, les será aplicable lo
dispuesto en el artículo anterior, siempre que el P r o ­
tectorado acuerde que se les exija la expresada justifi­
cación, ya por medio de una orden de carácter general,
ya refiriéndose concretamente á determinadas funda­
ciones.»
Aquí se falta á una cosa sacratísima, que es á la
voluntad de los fundadores, El Derecho canónico, el
Derecho civil, el Tribunal Supremo, la Instrucción
misma última de beneficencia, disponen que se deje á
salvo, ante todo y sobre todo, lo que dispuso el testa­
dor. ( Un Sr, Senador pronuncia palabras que no se
perciben.) Indudablemente para cumplir la voluntad de
los fundadores está el Sr. Ministro, pero ahora en parte
■á lo menos va á dejar de cumplirla. Hay en el otro
mundo muchas personas que al salir de éste y disponer
para bien de su alma el bien del prójimo dejaron orde­
nado lo siguiente: «No queremos que de ninguna m a­
nera intervenga el Estado en nuestra fundación, y si
lo hace, mandamos que desde luego se tenga por nulo
cuanto hiciere y que los bienes pasen á nuestras fami­
- 214 -

l i a s . Y como no podía ser menos, el mismo Gobierno,


en estos casos y en otros semejan i es, ha determinado
que no ríndan cucntas las fundaciones, ni los patronos
justifiquen siquiera el cumplimiento de sus cargas, exi­
giéndoles únicamente solemne declaración de que las
han cumplido. Y aquí parece, señores, si yo no entiendo
mal, que se Ies exige una justificación distinta de esa
declaración. Cierto que sólo se afirma el derecho de
sujetarlas A la nueva obligación; pero, según es cos­
tumbre en los procedimientos de nuestra Administra­
ción, no tardará en declarárselas á todas sujetas. Por
de pronto ya en el mismo real decreto se menciona y
se anuncia.
Cada artículo es peor que el precedente: veamos
sino el último. «Los patronos, administradores, Juntas
provinciales, Diputaciones, Ayuntamientos y demás
representantes de todas las instituciones de Beneficen­
cia de carácter particular á que se refieren los dos
artículos anteriores, constituirán en depósito intrans­
ferible en el Banco de España ó en la Caja de Depó­
sitos ó sus sucursales, antes de 1.° de Enero de 1909, y
á nombre de las respectivas fundaciones, los títulos de
la deuda, acciones ú obligaciones de Bancos, Socieda­
des y demás valores al portador que posean, ya en
concepto de capital, ya para aplicarlos á fines funda­
cionales.* El primer efecto de este artículo es dejar
sobrantes y sin destino muchas cajas de caudales: todas
las que tienen las fundaciones benéficas. Me parece que
no se les deja nada, que todo se les quita por estas
palabras: títulos de la Deuda, acciones, obligaciones
y demíís valores al portador. Convengamos, no obs­
tante, en que no toda la gloria de tan trascendentales
-2 1 5 -

acuerdos pertenece al Sr. L a Cierva. A lo mismo ten ­


día la Instrucción general para el ejercicio del protec­
torado en materia de beneficencia, publicada en 1875
no sólo con un fin benéfico, pero además, según el
mismo Gobierno, más tarde, en la otra Instrucción, lo
confesó, para «vigorizar la Administración pública»,
y para «aliviar los presupuestos del Estado». Eran
entonces poder los conservadores, y volviendo á serlo
en 1899, el Ministro Sr. Dato dió un paso de gigante
en este camino socialista, porque ya en su Instrucción
se dice que todos los bienes de beneficencia se conver­
tirán en láminas intransferibles de 3a renta perpetua
del 4 por 100 interior, siempre que—añade—estos bie­
nes constituyan un caudal permanente. Y ahora, otro
Ministro conservador avanza más y no habla de la
permanencia ó no permanencia de los caudales, y
pareciéndole poco lo hecho hasta ahora por su partido,
manda reunir todos esos valores, sacarlos del poder de
los patronatos y de las Juntas, traerlos ni acervo
común, formar una montaña de papel que esté siempre
al alcance y bajo la mano del Estado.
Esto, señores, es gravísimo, no por lo que ahora
suceda sino por lo que puede en lo futuro ocurrir. Una
vez que todos esos caudales, acciones del Banco, títu­
los al portador, estén en una caja á disposición del
Estado, cuando el Estado no pueda pagar ciertas aten­
ciones, por ejemplo, el coche á los Ministros, ¿quién
responde que para ese fin no se eche mano de este
dinero dejando desatendida la beneficencia? (Rumores.)
No sería un caso sin precedentes: se ha hecho algo
parecido en parecidas ocasiones; y por eso no com­
prendo vuestra extrañeza. Pero, señores, si en España
declarar intransferible algo, es prepararse para trans­
ferirlo cuando menos se piense. Si es lo mismo que
pasa con la declaración de monumentos nacionales,
que vale tanto, decía D. Víctor Balaguer, como decla­
rar en ruinas los edificios... Si muchas veces el Estado
hace más que eso con las láminas intransferibles: no
hace una transferencia en la aplicación de sus rentas;
se limitan á no pagarlas: como puedo yo testificar, pues
algunas tengo en mi diócesis, cuyos cupones se cobraban
hasta hace poco, y ahora no se pagan. La historia es una
profecía. Como sabemos lo que antes hizo el Estado, te­
memos lo que hará después. Yo hasta temo lo que pueda
hacer el Estado con los museos diocesanos, cuya form a­
ción, cuando aun teñidlos optimismos de la juventud,
pedí en varias revistas. Cuando en un solo local estén
reunidos los objetos de arte de todos los templos, el
Gobierno dará media vuelta á la llave y se la guardará
tranquilamente en el bolsillo, Al día siguiente anun­
ciará la Gaceta que se han declarado nacionales los
objetos artísticos de las Iglesias, como nacionales se
declararon en tiempos anteriores los bienes de la Igle­
sia; y como nacionales se declararán en tiempos venide­
ros los valores todos de la beneficencia. No sucederá
mientras S. S. esté en el banco azul; pero tal vez no
pasarán muchos afios sin que suceda,
Además, desearía que los patronos no se fijen en la
nota, iba A decir de estigma y de oprobio, en la nota de
sospecha que se lanza sobre ellos. H astaahora han podi­
do custodiar los fondos ¿qué han hecho para que ahora
los fondos no puedan ser custodiados por ellos? Esos
patronatos están casi en su totalidad ejercidos por p á ­
rrocos, por cabildos, por corporaciones eclesiásticas,
- 217 -

pues á la Iglesia se deben casi todas las instituciones


benéficas: nadie en la prolongación de los siglos ha teni­
do que reprocharles nada; la historia colma de elogios
su inteligencia, su probidad, su celo, ¿Qué ha pasado
ahora para que un Ministro les arrebate lo que siempre
estuvo en su poder? Si el dueño legítimo de una pro­
piedad la pone para fines benéficos en manos de una
institución que le merece plena confianza y quiere que
en todo tiempo permanezca en ellas y prohíbe que
pasen jamás á las del Estado ¿no será una ofensa, un
agravio, un ataque á la propiedad el intento, y, mejor
dicho, el atentado del señor La Cierva?
A los que habéis nacido en lujosos palacios y os
mecisteis en cunas doradas, á los que vinisteis al mundo
ya ricos, os importa más esto que á los que hemos vivido
pobres y nos importa poco volver á serlo.
Esto 110 es ni más ni menos que una demostración
del socialismo que corroe en mayor ó menor grado
á los Estados liberales todos, é imperará dentro de
poco en nuestro país si no os oponéis á ello, Sres. Sena­
dores. Si se consiente que sin protesta alguna, como
hasta ahora hemos visto, ponga un Ministro la mano
férrea del Estado en la beneficencia particular, pronto
esa mano se pondrá también en vuestros bolsillos par­
ticulares (risas en toda la Cámara); pronto recogerá
vuestra propiedad y toda la propiedad particular, for­
mando la propiedad colectiva. Seguimos el mismo
camino que se sigue en Francia. Hace pocos años el
tipo en el tributo sobre la transmisión de dominio subió
a\ 14 por 100: ahora se ha elevado al.veinte, y vosotros
os reís cuando se os habla de la proximidad del colecti­
vismo, sin percataros de que basta seguir aumentando
- 218 -

la tributación sobre los derechos reales, para que á las


pocas generaciones toda vuestra propiedad, todo el
fruto de vuestro trabajo y de vuestro talento haya
pasado á la Hacienda pública.
Seguid riéndoos. El Estado seguirá también cami­
nando hacia los abismos socialistas. Ya se prepara á
poner mano en vuestros foros y censos, propiedad legí­
tima como otra ninguna y prueba de la generosidad de
vuestros ascendientes que A sus trabajadores los con­
vertían en propietarios.
Se pasará después A los latifundios, y si cabe que
se os dé alguna pequeña compensación por los foros,
no os dará, nada por esa otra desamortización. Con el
mismo derecho que los bienes inmuebles se arrancaron
de manos de la Iglesia y fueron declarados bienes na­
cionales, el Estado dirá un día: los bienes particulares
pasan al Estado, porque es necesario, no ya á la nación,
á la humanidad; porque los progresos de los tiempos
así lo exigen. Anocheceréis un día ricos y al día siguien­
te vosotros ó vuestros hijos os encontraréis pobres, por
haberse dispuesto en un Real decreto ó en un decreto
que no sea Real, que así como pasaron al Estado todos
los bienes de la beneficencia particular, pasen también
todos los bienes de los particulares. Y quizá en el
preámbulo de aquella disposición se cite como prece­
dente la disposición dél Sr. La Cierva que vengo
comentando. ¡Dios quiera que tal no ocurra! Pero si
sucediere, no podríais lamentaros de que los sucesos os
habían cogido de sorpresa.

E l Sr, O b i s p o d e J a c a : No he de contestar al señor


Ministro ni discutir con él, porque es mi situación en
— 219 -

presencia suya siempre muy difícil. S. S. se coloca


en las alturas sublimes de la teoría, y yo tengo que
referir las enojosas realidades que se deducen de la
experiencia y de la práctica. S. S. habla de lo que ha
hecho, del espíritu con que lo hace, y de la rectitud que
guía todas sus acciones; y en eso estamos conformes
todos, aunque yo lamento que á la excelencia de la
intención no corresponda lo excelente del resultado.
Cuando S. S. se levanta á defender su gestión,
cuando hace esos párrafos tan hermosos propios de su
elocuencia, con la cual nunca podrá competir la mía si
es que yo tuviere alguna, me siento impelido al silencio
porque me es muy sensible censurar resultados en que
se puso una intención tan diferente, un deseo tan lau­
dable.
Pero ya que me he levantado para rectificar según
costumbre, estaré de pie unos momentos, para decir,
primeramente, que tengo á grande honra haber defen­
dido á los agentes de negocios, contra los cuales tantos
y tan infundados prejuicios existen. Pero mi principal
objeto era defender á la Beneficencia contra las agen­
cias de su S. S., á la cual causa gravísimo daño con
prohibir valerse de agentes, con monopolizar y reser­
varse toda clase de gestiones, con atribuirse el título y
oficio de único agente de negocios de beneficencia.
En cuanto á la Guardia civil ¿cómo no he de e x tra ­
ñarme de que habiendo pedido á las Cortes tantos mi­
llones de reales, no se haya acordado de ella para nada,
para nada que sea pagarle lo que se le debe?
Acerca de la beneficencia he oído á S. S. con mucho
gusto referir su laudable gestión. Yo recordaba lo que
dijo el poeta:
- 220 -

<jEstamos en tiempo tan miserable,


que sí yo no me alabo, no hay quien me alabe.»

Y al contarnos lo que hizo se creyó precisado A


contar lo que encontró por hacer. No era más que ha­
cerse justicia A sí mismo, Pero yo pensaba: «Es que
antes de ahora no existía un Ministerio de la Goberna­
ción encargado de los asuntos de la Beneficencia? Y no
habrá aquí alguno que haya sido Ministro cuando anda­
ban tan mal las cosas de Beneficencia y pueda creerse
aludido? (El Sr. Ministro de la Gobernación: No sienta
bien en S. S. el maquiavelismo.) ¿Y en S. S. sentaría
bien? Mucho se ha hablado de Maquiavelo sin leerle, y,
aunque yo no le creo defendible, se le ha calumniado
mucho. Y créame que lo que yo decía en mi pensa­
miento, lo decían en estos bancos varios Senadores.
Me ha entendido mal S. S. si entendió que yo, de
cerca ni de lejos ni por asomos, le inculpaba el no cum­
plir exactísimamente todos sus deberes. ¡SÍ di á enten­
der todo lo contrario! Creo que los cumple demasiado
bien, si en esto cabe demasía. S. S, trabaja, pero no
tiene la suerte d e q u e le luzca el trabajo (risas). Y
¿quién va á culparle de su mala suerte? La cual es tan
mala que si es igual en tantas otras empresas como con
tan buenos deseos acomete habrá que decirle lo del
poeta:
«A cuantos encuentras, das
besos en prueba de amor;
si me quieres, haz favor
de no besarme jamás.»

Seguía hablando S. S. y decía lo que había dispues­


- 221 -

to para arreglar el Archivo de Beneficencia de Madrid,


añadiendo que ya hay archiveros bastantes para po­
nerlo en estado satisfactorio. Perfectamente; si hubiera
archiveros sobrantes en todas las provincias entonces
también los de éstas se arreglarían; pero el caso no es
el mismo, y lo que se hace en el Archivo central, no se
puede-hacer en los provinciales por falta de personal;
y si no, ya lo veremos. De paso refiriónos S. S. que va
fi aumentar el sueldo de los Gobernadores y el número
de los empleados que de ellos dependen. Me parece de
perlas. No ha podido discurrir cosa mejor. Teniendo
más que comer y menos que trabajar, lo poco que t r a ­
bajen trabajarán con mayor gusto de ellos y con mayor
provecho de los gobernados. Paréceme, sin embargo,
que el aumento de empleados no será tan preciso cuan­
do los que hoy existen cree S. S. que además de des­
pachar sus asuntos aun tienen tiempo para arreglarle
los Archivos de Beneficencia.
Después, como aquellos niños que forman castillos
de naipes por el gusto de destruirlos, ó cómo el inge­
nioso Hidalgo que convertía los pellejos de vino en
desmesurados gigantes para probar la fuerza de su
invencible brazo cortándoles la cabeza, pasó S. S. á
defender á los archiveros á quienes nadie ha ofendido.
Yo nunca he dudado que harán todo y más aún de lo
que deben; pero sigo e m e n d o que no harán lo que no
puedan, y que no se debe mandar lo que es imposible
hacer, y que en vez de ocuparse en defenderlos sería
mejor que se ocupara en retribuir personal que los
ayudase.
Insiste S; S. en que su medida era necesaria porque
algunas fundaciones se resistían á presentar cuentas y
- 222 -

á justificar el cumplimiento de sus cargas. Y yo insisto


en que la ley ya previó esto, ya castiga esto; y no hacía
falta el remedio, que no llamaré heroico, pero sí dolo-
rosísimo y peligrosísimo, á que acude. S 5-
Pero ¿qué vejámenes, añadía, tendrán las fundacio­
nes cuyo patronazgo cumpla bien? Lo dispuesto va con­
tra los que cumplen mal. ¡Ah! no, Sr. Ministro. Los que
hoy cumplen mal, ya buscarán el medio de seguir cum­
pliendo lo mismo. Los que cumplen bien tienen el peli­
gro de que no se cumpla bien con ellos despachándoles
pronto el atestado de su buen cumplimiento. Y no hay
motivo para que S. S. me acuse de haber acusado de
delito ninguno á la Administración: me he ceñido á
referir lo que todos vemos y nadie puede negar.
También parece que S. S. se ha permitido algunas
reticencias, lanzar algunas acusaciones contra los p a­
tronos y contra las corporaciones eclesiásticas que tie ­
nen á su cuidado levantamiento de cargas {El Sr. Mi­
nistro de la Gobernación: Nada de eso.) Ahí estarán
las cuartillas de los señores taquígrafos que lo dirán; y
ha añadido S. S. que si no se hace lo que dispuso, va á
haber una retirada general en la beneficencia, porque
no cumplen bien los patronos y nadie va á querer dejar
nada para ella. En cuanto A esto, he de decirle que
sí S. S. tiene tan mal concepto de los patronos, el pue­
blo español lo tiene peor aún de la Administración del
Estado, y que si no hay más fundaciones es precisa­
mente por eso, porque nadie confía en él, y porque
temen que, como tantas veces hizo, vuelva á incautarse
de todo. Por eso hay menos fundaciones particulares; y
cuando sobre ellas pongáis vuestra pesada mano, cuan­
do no haya para ellas ninguna libertad, sino la igualdad
- 223 -

cercana á la servidumbre, faltará todo estímulo para


nuevas instituciones benéficas, ó todos los estímulos
serán sobrepujados por el miedo á que el Estado cometa
una de sus acostumbradas injusticias. Si se teme dejar
títulos al portador en las arcas de los Cabildos que du­
rante tantas centurias han sido orgullo de nuestra
benificencia {El Sr, Ministro de la Gobernación: Y lo
son en la actualidad), más temible es que esos títulos
pasen á ser láminas y pasen á poder del Estado.
No me opongo á que se proteja á la Beneficencia.
Pero me parece que hay que defenderla contra el pro­
tectorado de S. S. que me hace recordar lo de:

«Mujer, no me quieras tanto;


6 quiéreme con más talento.»

Protéjase á la Beneficencia particular; pero no se


convierta la protección en tiranía. H aya protectorado,
pero no sea como el que las naciones' europeas ejercen
sobre algunos países africanos.
Antes de sentarme he de repetir que si en mis fra ­
ses hay algo que suene á censura, la censura no es
para S. S. cuya rectitud de intención he principiado
por reconocer, sino pat a las tendencias socialistas, que,
inconscientemente quizá, representa.

E l S r. O b i s p o d e J a c a : Unicamente he de replicar
á lo dicho por S. S. que si cometen grandes abusos
algunas instituciones de Beneficencia, mayor es el co­
metido por S. S. al hacer que por los abusos de una
resulten las demás perjudicadas; que las fundaciones
no deben pagar las culpas de lo que hacen ó dejan de
hacer sus patronos; y que no será tan evidentemente
- 224 -

favorable á la Beneficencia la disposición adoptada


por S. S. cuando á medida que se va conociendo llue­
ven de todas partes preguntas, quejas, protestas, recla­
maciones.

E l S r. O b i s p o d e J a c a : O yo no me sé explicar,
ó S. S, no me quiere comprender. Yo creo que el Sena­
do comprenderá bastante y el país también, que mis
alarmas tienen razón suficiente. Desearía decirlo con
una claridad que no diera lugar <1 más rectificaciones.
Pa ra que puedan cobrar Jas fundaciones, las que
cumplen bien, lo mismo que las otras, se va á exigir no
ya el presentar las cuentas en debido tiempo, no ya
justificar el cumplimiento de las cargas de la fundación,
no ya pedir recibo de ello y probar que oportunamen­
te se pidió, sino presentar un certificado expedido por
la Administración pública; y eso ya no depende del pa­
tronato, el cual si tarda mucho en conseguirlo tardará
mucho en cobrar, y si no lo consigue nunca, no cobrará
nunca. Boj7 mismo hay grandes quejas por el retraso
de expedientes, aunque S. S. ha despachado según
dice 35,000 {El Sr. Ministro de la Gobernación: C ua­
renta y cinco mil; pero no de esos). No obstante, de
esos y de los otros y de todos quedan muchos por des­
pachar. Aquí hablamos y no nos entendemos. Lo más
censurable es la falta de respeto A la voluntad de los
difuntos. Esa falta aparece en todas las líneas, y aun
entre líneas, en el Real decreto, motivo de mi interpe­
lación. Volveré á leerlo. {Varios Sres. Senadores: No,
no.) Tenéis razón. No hace falta. Todos sabemos lo que
contiene, aunque me parece que no sabemos todos las
consecuencias que producirá. Lo indudable es, y con.
- 225 -

esto basta á mi propósito, y con esto concluyo, que


hasta ahora la Beneficencia particular cobraba cuando
el Gobierno tenía dinero, y ahora cobrar;! cuando el
Gobierno Á más de dinero tenga voluntad de darlo.
(Sesión del 16 de Noviembre de 1908.)

III

Abusos en Beneficencia

El pasado lunes vine al Senado porque me enteré


de lo que el Sr. Ministro de la Gobernación había he­
cho respecto A Beneficencia; y este lunes vuelvo por­
que me he enterado de lo que no hace. Por manera que
si quisiese proteger A la Beneficencia contra los que
ejercen su protectorado, debería inventar el movi­
miento continuo.
Se cumple }ra en parte ahora lo que entonces, sin
ser profeta ni hijo de profeta, tuve el sentimiento de
predecir: lo que aparece bien claro en la disposición
de Su Señoría.
Cuando entonces contaba yo que todas las Gacetas
que en aquellos días había leído, hablaban de Benefi­
cencia, me contestó el Sr. Ministro que de seguir
leyendo Gacetas creería que sus disposiciones sobre el
particular obedecían á un plan combinado. Y yo no lo
dudo. Cuando ahora me enteré del p n ^ e c lo de ley
sobre caducidad de créditos, por el que el Estado se
15 IN JU ST IC IA S DEL ESTADO ESPAÑO L
- 226 -

declara insolvente ó llama á sus acreedores A un con­


curso en que él será juez’ y parte; cuando supe que
tampoco se pagará ya los 4 millones que para Benefi­
cencia todos los años se consignaba en los presupues­
tos, yo decía: «Esto no es más que efecto del plan
combinado»; y no es más que quitar trabajo inútil, por­
que si el Estado con una mano, con la mano del señor
Ministro de Hacienda, da ese dinero y luego con otra
mano, con la .del Sr. Ministro de la Gobernación,
recoge todas esas cantidades para que estén á disposi­
ción del Estado y cualquier día declare caducadas sus
rentas como va A declarar otros muchos créditos que
á favor de la Beneficencia existen, es una cosa inútil
la consignación en los presupuestos. Otras cosas que,
aunque no tanto, no dejan de ser graves, anunciaba yo
para tiempos más próximos; y ,S. S., con acentosver^
daderamente tribunicios, con apóstrofes que parecían
arrancados de las catilinarias, decía: «Una fundación
presenta sus cuentas, las rinde este año y no tiene difi­
cultad alguna para cobrar sus rentas el año próximo;
pero, ¡ah! S. S. supone que se darán ó no se darán
certificados de haber rendido cuentas, y ya parte Su
Señoría del delito. ¿Yo qué he de razonar sobre esto?
¿A quién puede S. S. imputar cosas tales? Pero, ¿es
que cree S. S. que habrá algún Ministro que tolere
eso?»
Pues yo, si S. S-, aun diciéndoselo en latín, no se
incomodara, le diría lo que el profeta Natán dijo al
Rey David en caso nada semejante: Tu es Ule vir. T ú
eres ese hombre contra quien tanto te enfureces., Su
Señoría es el Ministro que tolera eso, que deja hacer
eso, que no evita eso. Hay fundaciones que dan sus
— 227 -

cuentas y á ellas no se les da cuenta de sí están bien ó


mal. Y esto es gravísimo si no se remedia luego. Por­
que ahora prohíbe el Sr. Ministro que se pague á los
patronos que al presentarse á cobrar 110 presenten cer­
tificados de rendición de cuentas. De modo que si no se
les da el certificado ese, no pueden cobrar. Cobraráse,
pues, cuando el Gobierno quiera.
E ntre las fundaciones á que me refería, citaré par­
ticularmente la de Andújar, porque hablando de ella
se puede hablar de muchos abusos. Es una fundación
que cobra 32,000 pesetas y sostiene 100 expósitos y
40 ancianos desvalidos; el presidente es el cura párroco,
como ocurre en muchas fundaciones — pues casi toda
la beneficencia española se debe A la Iglesia — por la
voluntad del testamentario. Ese patronato está legal­
mente-libre de dar cuenta, y, no obstante, se le ha
hecho darla. Se mandó allí no ha mucho un delegado
para que girase una visita de inspección, llevando atri­
buciones amplísimas para destituirá los patronos si no
rendían cuentas, á pesar de que el fundador les eximió
de ello. Por cierto que en el testamento se decía que
ni la autoridad eclesiástica siquiera interviniese nunca
en la fundación, y la Iglesia, respetuosa con la volun­
tad de los testadores, desde el primer momento pres­
cindió de intervenir para nada, Pero no procede lo
mismo el Poder civil; y cuán injusto es su proceder,
nótase con poner los ojos en la siguiente cláusula del
testamento otorgado porescritura de 26 de Agosto
de 1622:
«Primeramente: Que en la administración de la
Obra Pía y bienes del dicho vínculo, no se ha de poder
entrometer el Sr. Obispo, ni Jueces eclesiásticos que lo
- 228 -

- fueren cada uno en su tiempo en este Obispado, ni Su


Santidad, ni su Nuncio Delegado en las Es pañas, por>;
que sólo es mi voluntad que quede A disposición y
conciencia de los Patronos y para et mismo caso que
los dichos Jueces se quieran entrometer, revoco esta
dicha manda y Obra Pía y quiero que subceda en los
dichos bienes el pariente mío más cercano por parte
de doña Marina de Chicoya, mi madre, prefiriéndose
en igual grado el varón á la hembra y siempre el m a­
yor al menor, y con condición que no se pueda conver­
tir por ningún Juez ni por ningún caso estos dichos
bienes en otra Obra Pía, porque mi voluntad es que
ésta permanezca en dicha forma, ó que por el mismo
caso, dado que lo tal suceda, pasen los dichos bienes á
na i deudo más próximo.»
Sin embargo, la fundación rinde sus cuentas, pero
le ocurre como A otras muchas, que nadie le dice si
están bien ó mal; y no ciertamente por falta de requi­
sitos y formalidades y tramitaciones: lo cual me re ­
cuerda ahora aquel cuento famoso del inglés cuando
hablando de lo que sucede en España para que parta
un tren de la estación, decía: que se toca una campana
grande, y después una pequeña, y después grita un
mozo, y después pita el Jefe, y después silba la m á­
quina, y después el tren.,, no se mueve. Así sucede en
Beneficencia: en primer término, el patrono tiene que
escribir sus cuentas con las formalidades que se exigen
para el caso; las presenta en Julio ó Agosto A.la Junta
provincial de Beneficencia; la Junta provincial las exa­
mina y las remite á la Dirección General de Adminis­
tración; la Dirección vuelve á examinarlas y... las
cuentas siguen sin despachar. Así sucede con otra
- 229 -

fundación, que ahora recuerdo, la de Caldas de Reyes


en Pontevedra, cuyas cuentas hace más de dos años
que no se despachan.
Como veis, Sres. Senadores, las cuentas dan mucho
que trabajar; pero también dan algo que ganar. No
pasa lo que pasaba cuando las administraciones corrían
á cargo de la Iglesia Las Juntas cobran por el examen
el 1 por 100, dando ello lugar á que se murmure y se
diga que si el Estado protege tanto á la Beneficencia
es por proteger con buenas colocaciones á los amigos,
y si indebidamente se obliga A rendir algunas cuentas
es porque cuanto más se examina más se cobra.
No todos, sin embargo, los empleados de la Benefi­
cencia cobran lo que deben: algunos deben ya lo que
cobran cuando se les paga. Como suele suceder, los
que trabajan más, son los que ganan menos. Contes­
tando á mi última interpelación contábanos el señor
Ministro las muchas cosas que relativamente á la Bene­
ficencia había hecho: una ha dejado, no obstante, por
hacer: pagar A los interventores del Cuerpo de la Bene­
ficencia provincial, los cuales residiendo en grandes
poblaciones donde la vida es muy cara y ocupados no
sólo en su oficio de la contabilidad sino hasta en cuidar
de los expósitos, no tienen más que mil pesetas de
sueldo y... se creen felices cuando no tienen que espe­
r a r más que seis meses A que se les pague,
Y no es en los empleados de las oficinas provincia­
les donde está la causa de la demora en las aprobacio­
nes de cuentas y de que algunas fundaciones como esta
de Andújar lleven tres y más años sin conseguir que
bien ó mal, aprobándolas ó desaprobándolas, les despa­
chen sus cuentas. L a causa está más arriba, en el Pro­
- 230 -

tectorado. Y ¿qué hacer cuando el Protectorado no


cumple sus deberes?
No culpo al Sr. Ministro porque ya sabemos que los
Ministros son los más irresponsables de los ciudadanos:
todo está en no cumplirse la ley por el director de
Administración local... (El Sr. Ministro de la Gober­
nación: Lo primero que habrá que hacer es probar que
falta á sus obligaciones.) Bueno, convendré con S. S. en
que no falta á ellas; pero S. S. habrá de convenir con­
migo en. que por ser hombre, como todo hombre, puede
faltar. Y pregunto yo ¿qué recurso queda para obligar
A ese director general á que cumpla sus obligaciones?
¿Qué puede hacer S. S. mtsmo? Se dice en el capítulo
segundo de la Instrucción lo que corresponde al señor
Ministro de la Gobernación hacer «cuando se presenten
reclamaciones contra sus acuerdos». Pero ¿y cuándo,
como en los casos á que me he referido, no hay ningún
acuerdo y ése es el motivo de queja? Me parece que
existe aquí en la ley un vacío que conviene llenar. Yo
desearía que se dictase una disposición ó se modificara
la ley expresando que se puede reclamar ante el Minis­
tro no sólo contra los acuerdos del director sino contra
la demora en tomar acuerdo.

El S r. O b i s p o d e J a c a : Desea S. S. que cuando


denuncie abusos en la Beneficencia cite casos concre­
tos. Me parece que he concretado bastante en el caso
de Andújar. Y como el otro del pleito, «aquí traigo los
papeles»; y aun pudiera concretar más leyéndolos. Lo
que no pudiera leer, porque esas cosas no se escriben,
es lo que en algunas partes tienen que pagar los P a tro ­
- 231 -

nos á ciertas personas para que les gestionen el que se


les pague puntualmente.
No dudo que S. S. hará lo posible por evitar estos y
otros abusos; y obligará á que se despachen pronto las
cuentas que aun quedan por examinar. Conviene mu­
cho esto para que no se crea que seguirá el mismo
rotardo en adelante, cuando, según lo dispuesto por Su
Señoría, sin ese requisito, que no depende de los P a tro ­
nos sino del Gobierno, el Gobierno no pagará nada.
Créame que la alarma cunde entre las personas
á las que interesa el porvenir de la Beneficencia en
España. Esa alarma, que ojalá carezca de todo funda­
mento, es la que hoy me trae aquí.

E l S r. O bispo d e J a c a : Si S. S. desea conocer


más particularmente los abusos que he indicado, me
será satisfactorio proporcionarle cuantos datos obran
en mi poder y cuantos detalles yo sepa. Lo importante
será que S. S. con su reconocida inteligencia adopte
medidas que dificulten la comisión de las faltas.
(Sesión de 30 de Noviembre.)
E l Estado y la en señanza
I/'L as. Juntas locales de instrucción.—II. Enseñanza obliga-
toria y laica.—III. Las com isiones de exámenes; la libertad de
enseñanza; oposiciones á cátedras.—IV. Los conservadores con­
servando la obra de los liberales en la enseñanza.—V. Los tex­
tos .heterodoxos.—VI. Municipios que no pagaron la enseñanza.
M aestros que no pueden cobrar.--V III. Los P rofesores
de R eligión; los hijos de los Guardias en las escuelas; la inamo-
vilidad de los funcionarios del M inisterio de Instrucción.—IX . El
censo escolar,—X. El g r ie g o en F ilosofía.—XI. Las profesoras
de la Normal de Toledo.

L as Juntas locales de Instrucción

E l S r. Obispo d e Jaca: E s la primera vez, señores


Senadores, que me levanto para explanar una interpe­
lación, y por eso habéis de dispensarme si acaso no sé
hacerlo en la forma debida. Interpelación suena en
mis oídos como recriminación, como crítica, como
censura, y nada más lejos de mi carácter y de mis
costumbres que inculpar ni reprender á nadie.
H ace unos días, leyendo el Extracto de las sesiones,
- 234 -

encontré que un muy querido amigo mío particular, de


cuyas obras literarias desde niño soy grande admirador,
hablaba de la acometividad del Obispo de Jaca, y
añade el Diario «r/sas» y yo me reí también: ¡acome­
tividad en mí que intervengo rarísimamente en las
luchas parlamentarias, y sólo pido la palabra para aca­
llar los gritos de mi conciencia cuando eso me pide, y
me levanto lleno de miedo y de turbación como lo
estoy ahora, y pensando, no en lo que he de decir, no
en la forma retórica ó gramatical de mis palabras, sino
en cuándo podré no decir más, para coger en seguida
la puerta!
Yo no creo tener esta cualidad que se me regala, de
la acometividad (el Sr. Polo y Peyrolón: Pido la pala­
bra), muy conveniente siempre, porque siempre ha sido
la vida, como decía el Santo Job, una milicia; muy
conveniente hoy sobre todo en que se va á librar, en
que se está librando la última quizá, la suprema batalla
entre lo que se llama reacción y lo que se llama anti­
clericalismo . Pero si tengo esta cualidad, acaso la
deba en parte á vosotros los que entonces os sonreíais,
porque todo se pega menos la hermosura, y aquí se
respira atmósfera de batalla y se encuentra uno en
ambiente de lucha, y estoy viendo todos los días lo lin­
damente que os acometéis unos á otros defendiendo
vuestros ideales, y con cuánta energía y con cuánta
habilidad y destreza sabéis hacerlo. Sea de esto lo que
quiera, si yo tuviese acometividad, nunca como hoy la
necesitaría, porque realmente el Sr. Ministro de Ins­
trucción pública ha dado, contra su voluntad, sin duda,
muchos y graves motivos para que se le acometa; mas
porque merece por mil títulos todas las simpatías, todas
- 235 -

las consideraciones, por eso mis acometidas serán lo


más suaves que me sea posible. No usaré, como he
oído aquí algunas veces, de palabras gruesas, si mi
indignación, la indignación sincera y honda del que
ama la libertad y la religión, me lo permite; sino de
aquellas otras que, como las razones de que hablaba
Cervantes, de puro sotiles se quiebran. Esgrimiré, sí,
la espada de la dialéctica, pero con la cortesía procu­
raré despuntarla, aun A riesgo de que venga A ser la
espada de Bernardo.
Yo siento mucho, Sr. Ministro, tener que dirigirle
esta interpelación, tanto más cuanto que no hacía falta
tampoco que S. S. hubiera dado ni aun remotamente
el menor pretexto para ella. En vez de legislar, yo
creo que S. S. debiera haberse contentado con ejecutar
(para eso sois Poder ejecutivo) lo legislado, con procu­
ra r poner en práctica lo que se pone en la Gaceta, por­
que no vamos á estar siempre en España en período
constituyente. Hay muchas leyes buenas y lo que im­
porta es que se cumplan antes de dar otras, quizá para
que no se cumplan tampoco.
Su Señoría quiso reformar las Juntas locales de
Instrucción pública. Perfectamente; estaba en su de­
recho. Pero, ¿no era lo primero, Sres. Senadores, que
se hubiera procurado que esas Juntas existieran, no en
el papel, que allí ya existen, sino en la práctica; que
por lo mismo que son Juntas se juntaran sus individuos,
que inspeccionaran, que vigilasen, que presidiesen los
exámenes, que dieran señales de vida? Pues yo aseguro
á S. S ., sin ofensa para ellas, que en la mayor parte
de los pueblos, sobre todo en los rurales, su papel se
limita á firmar un papel que les presenta el secretario
- 236 -

y que ni siquiera leen la mayor parte de las veces.


Y si quería S. S. encarnar su pensamiento en una dis­
posición legislativa, ¿no hubiera sido bien que tra tá n ­
dose de cosa tan grave, de tanta importancia, de tra s ­
cendencia tamaña, lo hubiera consignado, no en un
real decreto, sino en un proyecto de ley que viniese á
las Cámaras y en ellas se discutiera y examinara y
que, si parecía conveniente, se llevase á ejecución, no
por la voluntad de S. S , sino por la que representa el
Poder legislativo?
¿Y tanta prisa le corría el hacerlo? ¿No hubiera
sido mejor haber esperado á que se aprobara el pro­
yecto de Administración local? Yo no insistiré sobre
esto, porque no pertenezco á ninguna minoría ni á las
oposiciones, y, por consiguiente, no me interesa comba­
tir al Gobierno: en otro caso mucho se podría decir.
Sólo haré constar, Sres. Senadores, la lógica con que
procede el Sr. Ministro en este asunto, porque en
todos los demás ya sabemos que discurre maravillosa­
mente. Dice así en el preámbulo:
«Hallándose sometida á la deliberación de las Cor­
tes una amplia reforma del actual régimen local, se
hace indudablemente preciso que la acompañe y aun
preceda la reorganización orientada en el propio sen­
tido de las actuales Juntas de primera enseñanza.»
La lógica parece que mandaba discurrir de otra
manera completamente distinta; parece que se debiera
discurrir así.
«Hallándose sometida á la deliberación de las Cor­
tes una amplia reforma del actual régimen local, yo,
Ministro, no debo hacer nada; yo,Ministro, debo callar­
me hasta que se haya discutido ese proyecto.»
- &37 -

La conclusión de S. S. sería lógica admitiendo otra


premisa que tal vez se halla oculta:
«Es así que todo lo que se somete A la deliberación
de las Cortes, las Cortes lo aprueban; porque lo somete
el Gobierno, y aquí no se hace nada más que Jo que el
Gobierno quiere.»
Entonces, sí, la deducción era legítima; pero esto,
que no creo estuviese en el ánimo de S. S., tampoco,
aunque sea verdad, debe decirse, por pudor político,
siquiera porque no se diga que estamos representando
aquí una comedía, cuyo final es siempre el mismo: lo
que vosotros queráis.
Si bien muy raras, hay sin embargo excepciones y
ésta puede ser una. S. S. no es profeta, y quién sabe si
aunque tiene por seguro que ese proj^ecto se apruebe,
no se aprobará jamás. Y, ¿qué resultará entonces? Que
ha hecho S. S. por adelantarse, por precipitarse, una
obra inútil y contraproducente. Propónese, como dice
el preámbulo, «que se oriente en el propio sentido». Pero
si no se aprueba el proyecto de Administración local, si
resulta lo contrario, tendremos que serán contrarias la
orientación de la Administración local y la orientación
de las Juntas locales de enseñanza.
Aunque no sé, pero á mí no me incumbe eso, si la
orientación del decreto de S. S. coincide con. la orien­
tación del proyecto del Sr. Maura. El dícese que se
propone el descuaje del caciquismo, y tal descuaje no
se consigue, sino al contrario, con lo que S. S. ordena
acerca de la elección de los individuos de las Juntas, en
la cual intervienen el Alcalde y el Gobernador. T r a ­
tándose de algo que á todos afecta, ¿no sería lo justo,
según un principio famoso de derecho, que todos lo
- 238 -

aprobasen? Siendo los más interesados todos los padres


de familia, ¿no debiera ser únicamente por elección de
los padres de familia el nombramiento, sin que para
nada interviniese nunca el Gobierno representado por
los gobernadores?
Lo que á mí me importa hacer constar es las defi­
ciencias, las omisiones, la preterición, no sé cómo expre­
sarme, que respecto de la religión se nota en ese
decreto refrendado por el actual Sr. Ministro de Ins­
trucción pública. Primeramente se establece (yo no V037
á censurarlo) que de esas Juntas formarán parte los
«maestros de escuelas privadas con título profesional»,
y yo pregunto: si los maestros que tienen ese título son
religiosos, ¿pueden pertenecer á las Juntas? ¿No? Es
una grave injusticia. ¿Sí? pues debiera haberse expre­
sado; porque, Sres. Senadores, en la clerical España
aun parece que rige para muchas cosas la ley de castas,
y son tantas las leyes de excepción contra los frailes y
contra los curas, que siempre que se publique una dis-
posición legislativa concediendo ó reconociendo un de­
recho á los ciudadanos, debiera decirse: «Tienen este
derecho todos los españoles, incluso los religiosos, sin
excluir á los sacerdotes.» Por eso, aunque S. S. tenga
la intención de que no se pueda negar la entrada en las
Juntas á esas respetables personas, quién sabe si alguna
Junta, fundándose ó fijándose en el silencio de S. S.,' se
aprovechará de ello para no permitírselo. Además, la
expresión títulos profesionales parece negar validez
á los títulos que para ejercer Ja profesión de la ense­
ñanza conceden las Ordenes religiosas á sus profesores.
Su Señoría ha aumentado en las grandes poblaciones
el número de los vocales electivos de'esas Juntas. Muy
- 239 -

bien: pero ¿por qué no aumentó en la misma proporción


el número de los vocales eclesiásticos? Aunque, al fin,
para lo que van á hacer allí, ha hecho bien S. S. El
vocal eclesiástico en esas Juntas, el párroco, no puede
hallarse hoy en situación más desairada.
Cada Junta, como el rubí del poeta, está «por gala
partida en dos»; hay sección de protectorado y sección
de vigilancia. ¿Pues quién, Sres. Senadores, se os figura
que preside la sección á l a cual pertenece el cura pá­
rroco? No es la autoridad municipal representada por el
alcalde, ni la autoridad académica representada por
los maestros; presidirá al párroco, y á los maestros el
padre de familia más antiguo. Sin duda el Sr. Ministro
leyó en el Catecismo «mayores en edad, dignidad y
gobierno», y lo que está antes, la edad, quiso que fuera
antes que todo. Queda así la paternidad espiritual pos­
puesta á la paternidad temporal. Un padre de familia
que tiene interés particularísimo en que á su familia, par­
ticularmente, se atienda, preside al párroco, queespiri-
tualmente es padre de todos y significa la mayor im­
parcialidad y tiene la confianza de todas las familias.
El párroco es una autoridad pedagógica; tiene una
carrera que ha seguido durante diez ó doce años; ha
estudiado las asignaturas todas que se cursan en la pri­
mera y segunda enseñanza y sabe el modo de ense­
ñarlas, porque en los Seminarios, si no en todos, en
muchos se estudia la pedagogía, y en todos se cursan
asignaturas con ella relacionadas. Pues todo esto no
importa: será presidido por un cualquiera, que acaso
no sepa leer más que deletreando, ni escribir más que
su firma.
¿Y á qué sección se destina al párroco? á la de pro­
- 240 -

lección, que se reúne cada dos meses; no á la de vigi­


lancia que se reúne cada mes. Con ello se da margen á
que en algunos pueblos le nieguen toda vigilancia sobre
la instrucción pública, siendo así que el párroco, como
tal, debe vigilar las escuelas, porque representa además
la autoridad diocesana, y á esa autoridad deben ampa­
rarla todas las leyes para que pueda perfectamente
cumplir todas sus obligaciones.
Ved sino lo que se dice en el artículo 2.n del Con­
cordato.
«La instrucción en las Universidades, Colegios, Se­
minarios y Escuelas públicas ó privadas de cualquiera
clase, será en todo conforme A la doctrina de la misma
religión católica; y á este fin no se pondrá impedimento
alguno A los Obispos y demás Prelados diocesanos,
encargados por su ministerio de velar sobre la pureza
de la doctrina, de la fe y de las costumbres, y sobre la
educación religiosa de la juventud en el ejercicio de
este cargo, aun en las Escuelas públicas.»
La ley vigente de Instrucción pública también reco­
noce el derecho de la autoridad eclesiástica para vigi­
lar sobre la instrucción. He aquí lo que dice el art. 295:
«Las autoridades civiles y académicas cuidarán,
bajo su más estrecha responsabilidad, de que ni en los
establecimientos públicos de enseñanza, ni en los pri­
vados, se ponga impedimento alguno á los reverendos
Obispos y demás Prelados diocesanos encargados por
su ministerio de velar sobre la pureza de la doctrina,
de la fe y de las costumbres, y sobre la educación reli­
giosa de la juventud en el ejercicio de este cargo.»
Y el artículo que le sigue es éste:
«Cuando un Prelado diocesano advierta que en
- 241 -

libros de texto ó en las explicaciones de los profesores


se admitan doctrinas perjudiciales á la buena educación
religiosa de la juventud, dará cuenta al Gobiérno,
quien instruirá el oportuno expediente, oyendo al Real
Consejo de Instrucción pública, y consultando, si lo
creyere necesario, á otros Prelados y al Consejo Real.»
El Real decreto publicado por S. S., A pesar del
buen espíritu de su autor, y á pesar de ser esta ocasión
oportuna, no manifiesta el espíritu religioso qué aun
anima á la legislación vigente sobre la enseñanza. Como
hay cosas que aunque se sepan conviene siempre recor­
darlas, como hay cosas que debieran: estar escritas en
todas partes, hasta en las esquinas de las calles, para
que ningún Sr. Ministro se olvidase de ellas, ved aquí
lo que el Reglamento de Escuelas públicas de instruc­
ción primaria elemental vigente dispone acerca de la
enseñanza religiosa que debe vigilar é inspeccionar el
párroco vocal eclesiástico.
«Art. 36. Como el fin que debe proponerse el
maestro no es sólo enseñar A los niños á leer, escribir y
contar, sino también, y principalmente, instruirlos en
las verdades de la Religión católica, es cargo suyo
dárselas á conocer por medios convenientes,
Art. 37. El estudio del Catecismo y las prácticas
religiosas en las Escuelas primarias, están bajóla in­
mediata inspección del párroco ó individuo eclesiástico
de la Comisión local.
A rt. 38. L a Instrucción moral y religiosa debe
obtener el primer lugar en todas las clases de las E s ­
cuelas.
A lt. 39: Habrá lecc ón c -r ta y diaria de doctrina
cristiana, acom añada de alguna parte de Historia Sa>
16 I N JU S T IC IA S D E L E S T A D O E S P A ÍÍO L
- 242 -

grada en que ce vean aplicadas las máximas y precep­


tos que se expliquen.
A rt. 40. Cada t.rc e ro día, por la mañana ó por la
tarde, con:luída la oración con que se debe dar princi­
pio á lus v.je. cicios de la escuela, se destinará un cuarto
de hora á que algún discípulo adelantado lea en voz
alta un capítulo de la Sagrada Escritura ó parte de él,
y principalmente del Nuevo Testamento, haciendo el
maestro las explicaciones que le dicten su instrucción
y prudencia.
A rt. 41. Los asuntos que hayan de ser objeto del
ejercicio que se nombra en el párrafo anterior, serán
designados con anticipación por el Prelado diocesano,
ó con su aprobación por el vocal eclesiástico de la Ju n ­
ta provincial de instrucción primaria.
Art. 42. En los pueblos donde haya la laudable
costumbre de que los niños vayan con el maestro á la
misa parroquial de los domingos, se conservará, y
donde no la hubiere procurarán introducirla los maes­
tros y Juntas respectivas.
A rt. 43. Los niños que tengan la instrucción y
edad competente, se prepararán para la primera comu­
nión bajo la dirección del párroco, conformándose en
todo con las disposiciones que éste juzgue oportunas.
Verificada la primera comunión, serán conducidos los
niños á la iglesia cada tres meses por el maestro para
que se conliescn, llevando también á los demás niños
para acostumbrarlos á estos actos religiosos y evitar
que queden solos en la escuela, y que los primeros r e ­
pitan la comunión cómo y cuándo lo disponga el confe­
sor, á cuya discreción y prudencia debe quedar confia­
do un negocio de tan graves consecuencias.
- 243 -

Art, 44. L a tarde de todos los sábados se dedicará


exclusivamente aí examen de la doctrina é Historia
Sagrada que se hayan estudiado en la semana y al es­
tudio del catecismo y explicaciones de la doctrina cris­
tiana.
Art. 46. Los discípulos aprenderán las preguntas
y respuestas del catecismo, después de las explicacio­
nes verbales que hayan parecido necesarias y se pre-
guntarán unos á otros. Sería muy conveniente que el
párroco ó el vocal eclesiástico de la Junta haga este
examen por sí en la escuela una vez al mes.
A rt. 47. Estos ejercicios del sábado terminarán
con la lectura del evangelio del día siguiente, rezando
después el rosario y una oración determinada para pe­
dir á Dios por la salud de S- M. y la prosperidad de la
Nación.» (El Sr. Conde de Tejada de Valdosera: ¿Tie­
ne S. S. la bondad de decirnos quién firma ese regla­
mento?) Es dei 26 de Noviembre del año 1838, pero se
halla tan firme y tan sano como el día que apareció en
la Gaceta. El Real decreto de 25 de Agosto de 1856 lo
declara vigente hasta que se publique otro, y ningún
otro se ha publicado.
Un Ministro conservador, el Sr. AUendesalazar, en
el art. 9.° de la base segunda presentada aquí acerca
de la enseñanza, expresamente dice: «Que la instruc­
ción primaria debe ser moral y religiosa.» Hasta C ar­
los III, aquel iniciador de la desamortización, de la se­
cularización, de la expulsión de las Ordenes religiosas
y de la opresión de la Iglesia, siempre que trataba de
enseñanza, como por ejemplo, al fundar el Colegio aca­
démico de primeras letras, ó al reglamentar los estu­
dios de San Isidro, hablaba siempre de la verdadera y
- - 244 -

sólida piedad, de la devoción, del fomento de las v irtu ­


des. Y en Francia misma los individuos de la Comisión
extraparlamentaria nombrada por Falloux en 1849,
cuyos interesantísimos debates resumió y compiló en
un libro famosísimo La Combe, todos estaban confor­
mes en que, según la frase de Cousin, la instrucción
primaria debe ser religiosa; y la razón era que, como
decía Thiers, no será moralizadora no reconociendo
legalmente en las escuelas una grande influencia al
clero.
E n cambio yo he leído el Real decreto de S. S.; 3^ á
mi memoria venían las palabras que Julio Simón había
pronunciado en el Senado francés en Mayo de 1882:
«Me indigna y me repugna á mí, antiguo profesor, el
ver el nombre de Dios excluido de una ley sobre ense­
ñanza, y más por ser de enseñanza primaria. Esto me
choca, me aflige, entristece mi vida. No me parece es­
ta r ya en el mundo donde he vivido, en el país donde
he enseñado. En aquellos tiempos considerábamos
como nuestro primer deber hablar de Dios á las cria­
turas.» Y creedme, Sres- Senadores (porque no soy
amigo de la oratoria efectista y habl'o siempre sincera­
mente), al leerlo, un frío como el frío que debe dar Ja
muerte, recorrió mis venas, y las lágrimas se agolpa­
ban y pugnaban por salir de mis ojos, y yo me decía:
«¿Y es un Ministro de un Estado católico el que ha pu­
blicado este decreto?» Porque, fuera de la parte que se
refiere al vocal eclesiástico, al que, sin embargo, como
decía antes, se le rebaja y se le deprime y no se men­
cionan para nada sus antiguas atribuciones, en todo
lo demás un ateo, sin contradecirse, el mayor enemigo
de la Iglesia, sin hallarse en pugna con sus ideas, podía
— 245 -

haber puesto su nombre donde figura el del Sr. San


Pedro, no obstante ser éste de catolicismo tan innega­
ble y aun de piedad tan sólida. Hasta 24 atribuciones
se conceden á esas Juntas, yo las he contado. Allí se
habla de que en la e scuda se debe fomentar, debe
procurarse que haya patriotismo, moral, higiene, prác­
ticas pedagógicas, adelantos en la instrucción etc., etc.
de religión nada, ni el nombre siquiera.
Esa es la moda, lo que hoy priva entre ciertos pe­
dagogos españoles; aunque líbreme Dios de suponer
que ellos hayan influido para nada en este Real decreto.
Son muchos hoy sobre todo en las decadentes na­
ciones latinas los que no atreviéndose á reconocer en
público la existencia de un Ser Supremo, no hablan
para nada de la religión al hablar de la moral, del
deber y del respeto al derecho de los otros. ¡Cuán di­
ferente el lenguaje de los verdaderos hombres de E s ta ­
do siempre que tratan de la instrucción y práctica de
la moral! Y se cuidan de expresarlo así por lo mismo
que abundan tanto los partidarios de la moral indepen­
diente, de la moral sin Dios. Por eso el ministro pru­
siano von Altenstein advertía en una Circular sobre
enseñanza: «No se trata de dar á los alumnos una pre­
tendida moralidad sin base, especie de abstracción en
el aire, sino arraigada en las costumbres, fundada en
el temor de Dios y en la fe en Jesucristo.» Y de igual
manera, los pedagogos más eminentes de los pueblos
más cultos y progresivos, un Hebert Holbrook, un
Par te t, un Patterson du Rois, un Secley, un W ghes,
sabido es que no aciertan á hablar de moralidad sin ha­
blar de religión.
Muy importante es el estudio de la ciencia d e q u e
- 246 -

tanto habla eí Decreto del Sr. Ministro; pero impor­


tante es tatil-bien el estudio del catecismo y las prácti­
cas piadosas de que no habla nada.
Claro es que letras y piedad no están reñidas, y
que, por lo contrario, la ciencia, la mucha ciencia,
como lo notaba el sabio Lord Bacon, lejos de apartar
de Dios conduce á El; pero no puedo menos de repetir
lo que decía el académico Legouvé distribuyendo los
premios en el Liceo Alorg: «No temo afirmarlo; si es­
tuviera en la imprescindible necesidad de escoger para
un niño el saber leer ó el saber rezar, que aprenda á
rezar, diría; porque rezar es leer en el más bello de los
libros, en la mente de Aquel de donde mana toda luz,
toda justicia, toda bondad.» Y lo mismo dijo el E m ­
perador Guillermo por estas palabras: «La extensión
de la ciencia importa menos. L a religión ante todo y
sobretodo.»
Cuando los hechos confirman cada vez con más cío- "
cuencia la exactitud con que Víctor Ilugo no temió
decir en la Asamblea Nacional, que la enseñanza reli­
giosa es más precisa que nunca en los tiempos presen­
tes; cuando se oye decir á Saint Marc Girardín, que
prescindir de la instrucción religiosa es «organizar la
barbarie, la peor de Jas barbaries»; al diputado Ta-
butti que es «preparar la esclavitud»; al Profesor P é r­
sico, que es «quitará la sociedad el vínculo de unión y
el fin verdadero»; y al Ministro Gladstone, que es «un
sistema peligroso»; 3^ á Disraeli, que es «anticipar un
desastre nacional»; y á Portalis, que es «sacar de las
escuelas un pueblo feroz», cuando todo estose recuerda,
da grima leer el extenso Real decreto, precedido de no
menos extenso preámbulo,-sobre la instrucción en las
- 247 -

Escuelas primarias de España y 110 encontrar, ni por


asomo, nada de religión.
En defecto suyo, se menciona la moral en casi
todas las líneas. Muy bien. Pero ved, Sres, Senadores,
que es lo esencial, lo m u y esencial de la moralidad para
el Sr. Ministro.
«Hábitos de observancia y raciocinio, costumbres
de tolerancia y benevolencia, docilidad, orden, veraci­
dad, limpieza y actividad junto con el respeto al dere­
cho ajeno y á la consideración debida á sus superiores
y maestros, c o n s titu } ^ una parte muy esencial de los
atributos que deben informar la moral de los pueblos.»
Admirablemente. ¿Y la religión, Sr. Ministro? La
religión ¿no es una parte 111113?' esencial de la moral?
Hasta pedagogos que no tienen nada de clericales lo
dicen, lo reconocen, lo publican, lo proclaman y lo
demuestran. Paul Janet, por ejemplo, uno de los orga­
nizadores del programa escolar de 1882 en Francia,
in[orinaba al Consejó Superior de Instrucción pública
de aquel país, diciendo que se debe sobre todo (sobre­
to d o , Sr. Ministro) despertar el sentimiento religioso
en la primera enseñanza; 3' era la razón lo que Wás-
hington había dicho ya en su notable discurso de des-
p e d id a \ que no puede perseverar mucho la moralidad
excluyendo de los niños los sentimientos religiosos.
¿A título de qué en Inglaterra y en otros países se
da en las Escuelas de enseñanza primaria una educa­
ción religiosa? Marión lo dice en su famosísimo libro
La ciencia de la educación: «Se da como bate de !a
moral.» Hasta Compairé, en su tan leída P e d a g o g ía
teórica y práctica , prueba evidentemente que la edu­
cación religiosa no debe estar separada de la enseñanza
- 248 -

propiamente dicha; y ¿por qué? Porque la enseñanza,


como quiere el Sr. Ministro, debe ser moral, y la moral,
como el mismo Kant confiesa, es inseparable déla reli­
gión, .Lo reconocen hasta publicistas como Sanz del
Río, de quien son estas palabras:
«El sentimiento moral, sólo, sin el conocimiento de
O íos, declina entre las sombras y las luchas de la’vida
cii una moral empírica, en simpatía subjetiva incapaz
de,los grandes motivos ó sacrificios de la constante vo­
luntad y universal amor á todos los seres.» Y sobre
todo lo'proclaman los hechos en las naciones donde no
se mira sino á promover el estudio y se cree innecesa­
ria la.religión para sostener la moral.
. Después de minuciosas estadísticas realizadas por
diversos observadores durante muchos años, se ha
llegado á admitir como axiomático este principio for­
mulado por un periódico como Le Siécle que nada tiene
de religioso: «La decadencia moral está en proporción
directa de la mayor altura intelectual.»
Además de mucha moral, el Real decreto con cuyos
comentarios estoy cansando la atención de los señores
Senadores, pide mucho patriotismo; perfectamente,
pero el patriotismo, ¿no reside en el alma? Y, ¿quién
tiene la llave del alma sino la religión? ¿Quién llega
más hasta lo más profundo, hasta lo más íntimo del
espíritu humano?
- Se ha venido repitiendo, que en Sedán quien venció
íué el maestro de escuela. Pues bien, las Escuelas pru­
sianas han sido siempre profundamente religiosas.
A pesar de su indiferentismo, anteponiendo el bien de
la patria A sus opiniones particulares, Federico el
Grande confirmó en.sus célebres ordenanzas de 1.763
- 249 -

y 1765 este modo de ser de i a enseñanza alemana, que


f/ué reconocido igualmente por una ordenanza de 1790.
Después de la rota de Jena, es fama que el emperador
Guillermo exclamó: «Hay que reparar la pérdida de las
fuerzas materiales aumentando las espirituales.» Así
se hizo, y así fué vencida Francia. El orgullo de la
victoria desvaneció á Bismark, quien dos años después
presentó, al Parlamento un proyecto de ley declarando
que «pertenece al Estado la vigilancia de todos los es­
tablecimientos de instrucción». Esto equivalía, según
advirtió el jefe de la minoría católica, á proclamar la
dictadura del Ministro, Empezó una lucha terrible.
«Declaramos solemnemente al Gobierno, dijeron los
Obispos, que consideramos esta ley como un atentado
dirigido á los derechos imprescriptibles de la Iglesia
sobre la Escuela.» «Acudiremos á todos los medios
para hacer desaparecer el monopolio escolar», contes­
taban los diputados desde el Congreso Católico dé
Munster. «No poseeréis el alma de estos queridos pe-
queñuelos», repetía él pueblo. El resultado, después de
algunas derrotas y de grandes sufrimientos de los cató­
licos, hermosamente descritos en El despertar de un
pueblo de Alfonso Kánncngieser, fué la caída de Bis- .
mark, y el que su sucesor el Canciller Caprivi dijera en
el Parlamento: «Estaraos amenazados por el ateísmo y:
hay que combatir este peligro con la Escuela profesio­
nal.» La escuela de la nación quizá más adelantada en
las ciencias, en las artes y en el comercio, la primera
en poderío militar, se halla bajo la inspección de los
Ministros eclesiásticos, inspección frecuentemente re ­
conocida y citada por los Ministros del Gobierno, los
cuales no se avergüenzan de hablar de religión siempre
- 250 -

que en sus decretos hablan de las cosas que debe haber


y se han de fomentar en la enseñanza, 3’ procuran,
llevados de su amor á la patria, hace'r efectiva la inter­
vención del clero en la escuela, sabiendo que, según
escribió nn pedagogo como el Sr. Becerro de Bengoa,
en su libro La enseñanza en el siglo XX, «el que no
tiene fe ó un ideal religioso en el espíritu, es en abso­
luto indiferente en cuanto atañe á la patria». Quiere
S. S. además, lo dice en el preámbulo, que la escuela y
la educación fortifiquen el carácter; pero ¿quién más
que la religión da esta fuerza, cuando, como dice en su
Psicología de la educación Nava mué!, se encuentra
algo que lleva á donde la moral no quiere que se vaya?
Aunque no se niega mí o f a l t a b a más), no se confiesa
tampoco el que las Juntas puedan velar á fin de que la
educación religiosa de las escuelas del Estado no sea
contraria á la religión del Estado. En cambio, señores
Senadores, ved qué poderes á las Juntas se ntribuyen:
«Propondrán la imposición de multas á los padres de
familia que infrinjan los artículos 7 .° y 8 .° de la ley de
Instrucción de 1857.» No obstante, declaro que no me
extraña esto; no me extraña que se busque, que se estu­
die, que se procure hacer efectivas las multas á los
padres que no quieran que sus hijos aprendan: en todo
lo que el Estado quiere que aprendan; cosa es ella más
antigua que el Sr. Ministro. Los precedentes son tan
numerosos como variados.
Antes que estuvieran en el mundo los actuales so­
cialistas, ya Platón, trazando el ideal de una República
socialista, daba esta ley ;j lo espartano en el libro 7 °
de sus Leyes: «forzados han de ser á la educación los
niños», y antes que hubieran nacido los anticlericales
- 251 -
de hoy, un anticlerical que respondía al nombre de
Lutero proclamaba la enseñanza obligatoria; y ¿poi­
qué? Porque proclamaba obligatoria la lectura de la
Biblia. Y ¿cómo se la iba A leer si no se conocían Jas
letras? De suerte que esta idea de la enseñanza A la
fuerza, de la enseñanza á palos, como el Médico de
Moliere, esta idea con que tanto se encariñan los que
se dicen enemigos del fanatismo, debió su origen al
fanatismo religioso. De su crecimiento fué causa el
militarismo. Se meció su cuna, como decía D. Mariano
Carderera, haciendo el resumen de los debates en el
Congreso Pedagógico Nacional en 1882, en los países
del Norte, gobernados por Ordenanzas militares.
Y ¿cómo llegó hasta nosotros? Propagóla por los
países occidentales con sus ejércitos nuestro mayer
enemigo, Napoleón, haciendo de ella, según la frase de
Luciano Rrun en su Introducción al estudio del De­
recho, «el instrumento mas temible de dominación que
pudo inventar el genio del despotismo»; y en España,
aunque ya la Constitución de Cádiz del año 12, ade­
más de la obligación de ser ju stos y benéficos, impuso
á todos los españoles la de «saber leer y escribir des­
de 1830 en adelante», quien llevó á ejecución el pensa­
miento, indirectamente, por medio de la exacción de
las retribuciones escolares (tiene S. S. ese alto honor,
el honor de continuar y haber casi concluido su obra),
fué D. Tadeo Calomarde.
No me extraña, además, que no sólo aquí en nues­
tra patria, sino en todas las Naciones, no este Gobier­
no, sino todos los Gobiernos liberales, 3o mismo los
fieros que los mansos, se porten así; porque, como lo
notó el Conde de Broglie en la Revista de ambos
- 252 -

Mundos, es propio de las libertades revolucionarias el


obligar á los ciudadanos A que las disfruten contra su
voluntad. Estamos en un siglo que se llama el siglo de
la libertad, gobernados por hombres que se disputan el
título de amparadores de todas las libertades, y no po­
demos dar un paso sin riesgo de caer en una multa, ni
movernos en ningún sentido sin tropezar por todas par­
tes con un muro de papel sellado. Se nos hace, por
ejemplo, á todos Jueces, pero haciendo el Jurado obli­
gatorio; se nos hace á todos legisladores, pero casti­
gándosenos según la ñamante ley electoral del señor
Maura si no vamos A ejercitar nuestro soberano dere­
cho de votar A los que hayan de votar las leyes; A todos
se les permite el noble ejercicio de las armas y hoy
puede ser caballero oficial el que no haya nacido en
cuna aristocrática, porque, como decía Napoleón, cada
individuo de tropa lleva en su mochila el bastón de m a­
riscal; pero, ved, }Ta se pretende que todos seamos sol­
dados, sin exceptuar quizá á los sacerdotes, como tam ­
poco se exceptúa hoj^ á los seminaristas- Se concede
por el Estado la libertad de. enseñanza; pero ¿A quién?.
Notadlo bien, Sres. Senadores, á los funcionarios suyos,
A sus representantes, al maestro oficial, que goza de la
mayor de las libertades y puede hacer sufrir, por consi­
guiente, la mayor de las tiranías; para el padre, para
el alumno, para esos, ¡ah! para esos todo es. obligato­
rio, todo son castigos.
-■ ¡Cuán distinta, Sr. Ministro, la conducta de la Igle­
sia y el pensamiento de sus grandes teólogos, señala­
damente del príncipe de ellos, Santo Tomás de Aquino!
La Iglesia, dice muy bien el Sr. Sánchez de Toca en
su obra El Congreso Católico y la libertad de en-se-
- 253 -

nansa, «rechazó, aun para la salvación de las al­


mas, como injusticia desnaturalizada, 3a educación á
la fuerza».
Personas piadosas como San Juan Bautista Lasalle,
e l fundador de los Hermanos de la Doctrina Cristiana,
querían que los párrocos no diesen limosnas á los padres
que no llevan sus hijos á la escuela; la Iglesia, sin em.r
bargo, se limitó siempre á lo que yo quisiera que S. S.
hiciese, á fundar y dotar espléndidamente numerosísi­
mos establecimientos de enseñanza, pero á nadie nunca
metió ni encerró allí á la fuerza.
SÍ S. S. no hace caso de mí (yo nada significo).,ni de
los que piensan como yo, tendrá, seguramente, los
aplausos de los socialistas; pero ya qué S. S. tan per­
fectamente conoce los clásicos latinos, permítame que
le recuerde aquel verso:

«7’i'meo Dañaos
Donaque feren tes.*

Tema, Sr, Ministro, sus consejos, no los acepte,


porque son de funestas consecuencias; huya de que le
lleguen á aplaudir los enemigos de la sociedad. Los
cuales sacarán, con lógica inflexible, las últimas con­
clusiones de las premisas que S S-, si no implantó, por
lo menos sigue desarrollando. Tal enseñanza obligato­
ria, decía muy bien Thiers en su Rapport sur Vensei-
gnement «es un nuevo comunismo que tiende á fundir
el individuo en el todo, y el todo en los individuos». Y
en efecto, Sres. Senadores, si el Estado para cumplir
sus fines, y por razón del bien público, tiene el derecho
de hacer obligatoria la enseñanza primaria, ¿por qué
no podrá hacer obligatoria la enseñanza profesional?
- 254 —

Sí hace lo más que es el ser educador ¿por qué no hará


lo menos, y será agricultor, industrial y comerciante
haciendo obligatoria la compra de sus productos y m a­
nufacturas?
Si podéis instruir á los niños, ¿por qué no Jos po­
dréis criar instituyendo el biberón obligatorio, como
instituís la enseñanza obligatoria, convirtiendo al E s ­
tado en una especie de ama de cría intelectual? ¿SÍ os
corresponde la facultad de arrastrarlos á la escuela,
no tendréis también la de arrastrarlos & la inclusa,
cuidando de su robustez y de su salud corporal, lo mis­
mo que cuidáis ahora de su robustez y de *su salud
espiritual? Disponéis á vuestro arbitrio (haciéndolo
caso de expropiación forzosa) de la cultura de los ciu­
dadanos, ¿á qué detenerse ante la hacienda, que vale
muchísimo menos? Distribuís á Ja fuerza, en la forma
que mejor os parece, el alimento del espíritu, ¿por qué
no distribuir en raciones al público también el alimento
del cuerpo? En una palabra, sí os entrometéis en un
negocio tan individual y personal como éste de Ja en­
señanza, ¿por qué vuestra ingerencia no llegará un día
á todos los negocios'más particulares y más íntimos,
hasta la unión de los sexos, siguiendo la senda trazada
en nuestra legislación por el Ministro liberal Sr. Mon-
tilla, y buscando por todos los medios el modo de vigo­
rizar y mejorar la raza humana?
Es muy inconveniente, yo no lo niego, la instruc­
ción; pero ¿es que acaso vais á hacer obligatorio para
todos todo lo que nos es conveniente?
Todo es relativo. Platón dijo que la ignorancia es
el mal sumo; y San Isidoro añadió que nada había más
torpe que ella. En cambio Corqelio Agripa escribió
- 255 -

de vauitate scientiarum, y hay un libro de in fe lid ­


íate liUerarum escrito por Cornelio Tolio; é historia­
dor de tan prodigiosa lectura como César Cantu ha­
blaba muchas vcces de la felicidad de los que 110 saben
leer. I la jr instrucción precisa, instrucción superflua, é
instrucción dañosa. Proteja contra la última el Estado,
y no dude que cada cual procurará instruirse cuanto le
sea preciso.
Creedlo. No hay necesidad absoluta de saber sino
lo que es necesario para conseguir el último fin. Obli­
gar á saber más que eso es una tiranía, y eso la Iglesia
cuida de que se enseñe en su catcquesis.
La ciencia es fuente de riqueza , escribió jove-
11a nos.
La Nación, sí, debe ser ilustrada; pero ¿dejará de
serlo, porque no lo sean algunos individuos? Y todo lo
que es preciso A la Nación, ¿lo ha de proporcionar pre­
cisamente el Estado? La religión entonces correría
también A cuenta suya. ¿Y qué vale saber leer, si
luego no se lee, si no se aprende nada ó si después se
olvida todo? Por ese principio deberíais extender A toda
la edad las escuelas continuadas, que ya, en Alemania
principian; debierais proclamar obligatoria la lectura
como es obligatorio su aprendizaje. Y ¿qué vale saber
leer sí lo que se lee es malo? ¿Qué adelantan hoj^ con la
lectura muchos que hoy no se emplean en otra lectura
que en la de esa prensa antipatriótica, embrutecedora,
corruptora y criminal? Es preferible la ignorancia á la
mala ciencia, escribió Víctor Hugo. Si el Gobierno
impone la obligación de aprender la lectura debiera
cumplir su obligación de suprimir las lecturas perjudi­
ciales. El saber leer, como el ejercitar todas las poten­
- 256 ~

cias y sentidos, es un bien porque es un medio para


conocer la verdad; si en lugar de esto sirve sólo para
conocer el error ¿servirá para algo bueno? Aunque las
letras son instrumento valiosísimo para la cultura,
puede ésta existir sin el conocimiento de las letras. El
pueblo que saboreaba los Autos Sacramentales de
Calderón y gozaba con aquellos exquisitos y sutiles
refinamientos de la literatura y de la erudición no era
tan leído como el actual, que no los aplaudiría porque
ni los comprendería siquiera.
Se comprende, señores, el que no habiendo nadie
que quisiera desempeñar aquellos cargos públicos que
exigen saber leer y escribir, se obligara á algunos á
aprender lectura y escritura para que no faltara el
desempeño de esos cargos; pero, sólo entonces, sólo
en ese caso.
No es necesario esperar mucho tiempo para ver las
consecuencias de las tendencias socialistas y cesaristas
del Estado docente; se verían algunas ya, hoy, si hoy
se lleva á la práctica el decreto de S. S., aunque lle­
varlo á la práctica no es tan fácil como el llevarlo á la
Gaceta. Porque S. S. dice que las penas pecuniarias
se impondrán conforme á los artículos 7.° y 8 .° de la
ley. A hora bien; dicha ley no castiga á los que no lle^
van sus hijos á la escuela más que en un caso: si en
su casa no les proporcionan suficiente «esta clase de
instrucción». Es decir, que para que las Juntas cum­
plan con su deber, deben entrar en las casas, ó sacar
de ellas á los niños, á fin de examinar la suficiencia de
la instrucción. Es decir que la obligación que los padres
tienen de instruir A sus hijos, de obligación puramente
ética, se convierte en obligación jurídica, sujeta á
- 25? -

coacciones y penas; y contra eso, aun prescindiendo


de los abusos á que dará lugar, protestaré en defensa de
los derechos sagrados de los padres.de familia.
El padre, Sr. Ministro, como tal padre, es indepen­
diente de toda autoridad temporal, aunque esté, como
ciudadano, sujeto á ella. Su autoridad, dice el gran
pedagogo Dupanloup, es la autoridad más sagrada
que existe en la tierra, es la autoridad más semejante
á la de Dios. Las familias, como anteriores á la socie­
dad civil, son las que forman el Estado, y no es éste
el que forma á las familias. El Estado al llegar al san­
tuario del hogar paterno, debiera descubrirse y hablar
desde la puerta. Y, sin embargo, ved cómo ahora, por
medio de sus Juntas, va á perpetrar una verdadera
violación de domicilio.
¿Y á qué -penetran allí esas comisiones, del poder
central, á*qué penetra allí el Estado, atropellando los
derechos augustos que la naturaleza confiere á la
paternidad? ¡Ah! va á examinar la clase de instruc­
ción que se da en las casas. Pero, ¿no existe, la mano
de la tiranía lo borró ya, el artículo .constitucional,
según el que cada uno es libre de elegir su profesión y
de aprenderla como mejor le parezca? Eso dice la Cons­
titución, y era mejor que no lo dijera, para que os
excusarais de estar á.cada paso conculcándola,
Y aunqu¡e.ese derecho no se escribiese en la Cons­
titución importaría poco: está escrito en la naturaleza.
El hijo es, como dice el ilustre pedagogo Manjón, una
prolongación del padre, es la misma persona del padre
prolongándose; forma con él, como ser incompleto, una
sola persona civil, de tal manera «que sobre él tiene el
padre los mismos derechos que sobre sus miembros,
17 IN JU S T IC IA S D E t E S T A D Q E S P A Ñ O L
- 258 -

que sobre sí propio. ¿Quién duda, por consiguiente, de


que puede escoger para su hijo la profesión que más le
plazca, y darle, por tanto, la clase de instrucción más
correspondiente á ella? ¿Quién mejor que el padre,
Sres. Senadores, conoce la salud, la índole, la capa­
cidad discente del hijo y también la clase de instruc­
ción más conveniente á la respectiva familia?
El padre es el que conoce la enseñanza que conviene
al hijo según sus circunstancias personales, según las
necesidades y costumbres de la familia, según las con-
dicíones económicas y sociales en su relación con lo
porvenir. Desconocer que lo orgánico, lo vivo, no se
regula por leyes abstractas de mecánica exactitud;
querer hacer la determinación condicionada y pruden­
cial del niño por estas intrusiones burocráticas, «están
bárbaro, escribe el doctor Carbonell, como querer fijar
por estatuto las veces que el recién nacido ha de tomar
el pecho ó ia cantidad de papilla que se debe suminis­
tra r al infante». La escuela no es más que una prolon­
gación del hogar doméstico, donde el rey es el padre.
El cual está obligado siempre á educar la voluntad del
hijo; pero, en cuanto al cultivo de su entendimiento,
nota el P. Fernández en su laureada obra La educa­
ción antigua y la moderna, esto depende de sus recur­
sos y de las circunstancias de la familia y de lo que
más conveniente sea para la ocupación á que pueda ser
destinado.
Yo comprendo que tratándose de profesiones, t r a ­
tándose de títulos que dan aptitud para el desempeño
de alguna función, se procurara que no se ignorasen
aquellos conocimientos por cuya ignorancia se pudiera
dañar á los ciudadanos; pero, ¿qué daño hay, Sr. Mi-
- 259 -

nistro, en que algunos niños ignoren algunas de las


asignaturas que se señalan como necesarias en el plap
de instrucción primaria?
Créame S. S M hoy, más que vigilar las Juntas si se
da la instrucción suficiente, debieran vigilar que no
se diese instrucción demasiada, porque los padres
no descubran horizontes donde no puedan subir los
hijos, ni despierten en ellos aspiraciones que no pueden
realizar, siendo causa de que abandonen el país y el
cultivo de la tierra, para venir á la corte y á las g r a n ­
des ciudades á aumentar las filas del ya numeroso
cuanto inútil y peligrosísimo proletariado intelectual.
Tranquilo puede estar S. S., tranquilas pueden estar
las Juntas, pues por mucho que sea su celo, su solicitud
y su vigilancia (que ya sé son muy grandes en S. S.),
nunca llegarán al interés que un padre tiene por sus
hijos. Son éstos, como dice Aristóteles, «hechura suya»;
«algo de él», en frase de Santo Tomás; «pedazos desús
entrañas», según la hermosa expresión que Cervantes
pone en boca de Don Quijote; y nó siendo monstruos,
y para los monstruos, por su rareza, no se legisla, todo
padre sabe, y conforme á ello obra, que dando sola­
mente la existencia al cuerpo, no da la existencia al
hombre, porque el hombre es más que cuerpo; sabe
que el fundamento principal de la perpetuidad del
vínculo conyugal consiste en esta obligación, en mol­
dear, digámoslo así, el alma del hijo, reproduciendo en
ella la inteligencia propia y continuando allí su vida
completa, física y moral; conoce mejor que nadie que
de la instrucción que proporciona al hijo resulta el bien
de éste, el bien de la familia y el propio suyo en su
vejez, en sus contratiempos y en sus enfermedades,
- 260 -

Su cetro, el cetro de la independencia y de la sobera­


nía, que comparte con una madre cariñosa, tiene las
garantías más firmes que en la naturaleza pueden en*
contrarse para que no se tema que abuse de él ó deje
de usarlo.
Y sí un niño en casa no recibe la educación sufi­
ciente, la clase de instrucción proporcionada, á juicio
de la Junta, ¿qué pasará entonces? Se le llevará á la
escuela oficial para que allí se instruya. Mas ¿por
cuánto tiempo? No por el que necesite para instruirse,
sino por el que el Estado creyó que se precisa para que
se instruyan todos. La ley lo fija en tres años, ó sea
desde la edad de seis hasta los nueve. Pero la voluntad
de los Sres. Ministros, pasando por encima de la ley,
ha añadido otros tres años más; es decir, que en España
para que cualquiera pueda dedicarse á cualquier ocu­
pación lícita, debe esperar á tener doce años. Al menos,
en otros países, si un padre tiene sus hijos matriculados
en una escuela, se le dispensa de pagar parte de la con­
tribución; aquí nadie piensa en que al arrancar brazos
del hogar paterno se pueden arrancar los brazos p r e ­
cisos para el sustento de la familia y para sostener
también las cargas públicas; yo le aseguro al señor
Ministro, que en muchas aldeas muchos padres de
familia preferirán perder el dinero de las multas antes
que perder el dinero que Ies produce el trabajo de sus
hijos, de los cuales necesitan, sobre todo, los que viven
en los montes, para recoger leña, para g uardar peque­
ños hatos de ganado, para cuidar de la casa mientras
la demás familia está en el campo. No; muchísimos
aldeanos en la época de la sementera y de la recolec­
ción no pueden entregar sus hijos al Estado para que
- 261 -

los encierre en las escuelas, porque el sudor de sus


hijos, el producto de su trabajo de esclavos, lo necesi­
tan para que el Estado goce, triunfe y coma; lo nece­
sitan para que el Estado, que tanto se ocupa y preocupa
de ellos y de sus hijos, no les arroje de sus casas á ellos
y & sus hijos por no poder pagar los tributos, que ya
van siendo tantos que hacen imposible la vida de los
labradores, Y ¡ay de la sociedad el día en que la deses­
peración lleve á los obreros del campo, lo que Dios no
quiera, á figurar en las filas de esa falanje, ya casi
irresistible, del anarquismo y del socialismo! E s una
injusticia no indemnizar al padre por la pérdida del
hijo. Por eso advierte H crbert Spencer en su obra El
individuo contra el Estado, que «al hecho de dar ins­
trucción á los hijos de los pobres, tendrá que seguir el
de proporcionarles alimentos». De donde se deduce,
según observa Sanromá en su Política del ta ller, que
«la instrucción obligatoria entra de lleno en las solu­
ciones socialistas y que por el socialismo pecan los que
la defienden».
Si de veras se quiere promover la enseñanza en las
aldeas, establézcanse, foméntense, procúrese que sean
una verdad en todas ellas las escuelas nocturnas. Dése
facilidades para su asistencia, y ningún padre digno de
este nombre (y es de advertir, acomodando al asunto
con dicho vulgar, muy conforme con la experiencia, que
entre mil hijos que dejen de cumplir los deberes para
con sus padres, no hay un padre que deje.de cumplir
sus obligaciones para q o h los hijos), ninguno dejará de
hacer que sus hijos asistan siempre que les sea posible.
Pero no se quiera medir por un mismo rasero, con
igualdad absurda que es la peor de las desigualdades,
- 262 -

á los vecindarios todos, sin reparar que hay muchos


compuestos de caseríos dispersos separados de la es­
cuela por grandes distancias y con mal camino ó sin
camino ninguno. Antes que de hacer obligatoria la
enseñanza debiera cuidarse el Estado de cumplir su
obligación de dar enseñanza en locales suficientes y
conforme á los preceptos pedagógicos; pues todavía
hoy puede asegurarse lo que á las Cortes expusieron
en 1877 los Prelados, de la Provincia Eclesiástica de
Sevilla, entre los cuales firmaba el sabio P. Ceferino
González, protestando como lo hicieron los de las demás
Provincias contra el proyecto de ley de instrucción pú­
blica en que se declaraba obligatoria la enseñanza pri­
maria, á saber: «Ninguna de las escuelas públicas, en
general, se encuentra en condiciones á propósito, no
ya para la enseñanza obligatoria, sino ni aun para la
que hoy viene dispensándose en las mismas.»
Más grave todavía, por más despótica, e s o tra atri­
bución que el Sr. Ministro concede á tales Juntas. Se
dice, con efecto, en el artículo 14, «que deberán tomar
nota de los traslados de las matrículas de los alumnos
de una escuela á otra» (¿os parecen muchas d d d?
pues ¡así se escribe en las oficinas de la sabiduría ofi­
cial!), «investigando, continúa el Real decreto, los mo­
tivos que las determinan». Por consiguiente, ya no
basta llevar los hijos A las escuelas públicas, á las es­
cuelas del Estado; es preciso llevarlos á una determi­
nada, aunque todas sean unas, porque tienen las mis­
mas asignaturas, los mismos planes y hasta los mismos
programas. ¡Investigar las causas por las que se saca
de una escuela un niño y se le pone en otra! ¿Y si esas
causas afectan á la honradez de la familia, al honor del
- 263 -
padre, al secreto de Ja conciencia, y no pueden hacer­
se públicas ante los individuos de esas Juntas, en Jas
cuales tal vez estén los enemigos del Jefe de ese hogar,
de ese hogar que para todos los legisladores en todos
los pueblos ha sido siempre sagrado, siempre inviola­
ble? ¡Investigar las causas! ¿Y si aunque sean públicas
no se pueden probar ante estos pesquisidores de nuevo
cuño? [Ah, Sr. Ministro! Yo apelo á su corazón de
padre; legisláis en Madrid, pero no para Madrid sola­
mente: en las aldeas hay todavía mucho caciquismo
(aunque mal año para él con el descuaje que ahora le
estáis dando); en las aldeas, la maldita política divide
á los vecinos en bandos y en banderías, y figuraos lo
que será luego cuando so pena dé pagar la que estable­
cisteis, nos metamos todos A electores y á electoreros.
Por esto, y por otros muchos motivos, aunque no en
muchos casos, pues casi todos los maestros se limitan á
cumplir su deber, es posible que algunos vecinos estén
enemistados con un maestro; y ¿ha pensado S. S. en la
tortura que va á dar á su corazón obligándoles á poner
la prole bajo la férula de un enemigo? ¿No se le ha
ocurrido nunca que quizá alguna madre (á mí me da
miedo el pensarlo, Dios quiera que ninguna) podrá
maldecirle ante el solo pensamiento, ante la sola posi­
bilidad de que al hijo de sus entrañas un maestro ene­
migo le injurie, le escarnezca, le ofenda y le desprecie
y aun de obra le maltrate?
Y otro caso: ¿y si á pesar de Ja Constitución, el
maestro, y desgraciadamente es muy posible, enseña
doctrinas contrarias á la religión del Estado, á la reli­
gión católica? Entonces diré con B arry en su magnífi­
ca obra Le droit d'enseigner: «¿Qué mayor injusticia
- 264 -

que castigar á los padres por el único delito de no que*


re r sacrificar su conciencia y la de sus hijos én aras
del mundo oficial?» Entonces—quiero que oigáis tam^
bien á un radical,—entonces se p.odría decir con Ledrú
Rollin: «¿Puede darse mayor dolor á un hombre hon­
rado, que lastimar y herir- sus convicciones religiosas;
y hacerle que vea con sus.propios ojos esa deportación
de los hijos á escuelas: que él mira como focos pestilen­
ciales, esa conscripción y alistamiento de la infancia*
arrastrada por la fuerza á un campo enemigo y para
servir al enemigo?»
Aunque hay tanto aun que decir, voy á term inar
notando tan sólo que, según el art. 22 , habrá dos exá­
menes cada año en las escuelas públicas. Y yb pregun­
to: esos exámenes, ¿dan. aptitud legal para alguna p ro­
fesión? ¿No? Pues entonces, ¿á qué verificarlos? Y si un
niño cuando llega al año en que tiene que abandonar
la escuela sale nial en el examen, ¿se le obligará, á r e ­
petir, á estudiar otro año? ¿No? Pues entonces, vuelvo
á preguntar: ¿á qué los exámenes? L a ley, en su a r ­
ticulo 10 , previene que no habrá cursos en la iristruc:
ción primaria. ¿Y no es establecerlos el establecer de
ese modo los exámenes? ¿No es ir, por consiguiente^
contra la ley? Ya sé que antes de S. S. existían ésos
exámenes; pero en la práctica no "éran más que una
vez al año, y ahora habrá en público dos anualmente;
dos calamidades públicas anuales.
Dice en el preámbulo S, S . / y lo cito para tener el
gusto de aplaudirle, porque yo no quisiera, créamelo
Su Señoría, sino encontrar ocasiones de alabarle, dice
que es opuesto á la enseñanza memorista. Pero ¿no
recuerda S. S. cómo Julio F e r ry demostró en la cánaa-
- 265 -

ra francesa que el azar de los exámenes es lo que nos


há t r a í d o á l a preparación mecánica y al predominio de
la memoria? Habla muchas veces S. S., con el encomio
que le es debido, de la higiene; pero ¿puede ignorar lo
que ha dicho, y como él dicen muchos, un pedagogo
tan poco clerical como Giner de los Ríos, que los exá­
menes están reprobados y rechazados por los h ig ie ­
n i s t a s por los científicos y por los pedagogos, aun en
aquellos países, en donde existen todavía? Yo no voy á
decir el juicio que me merecen los exámenes en la se­
gunda enseñanza, porque no discutimos ahora la segun­
da, enseñanza y ya sé yo que aun quedan por el mundo
personas como Don Fernando de Araujo, que en E l
problem a de la segu n d a enseñanza dice que los exá­
menes son una absoluta necesidad. Pero ¿por qué dicen
esto? ¿En qué se fundan? En aquello de Brouardel; pas
de sanctíon, pas d'étudc; ó como 3o dijo en castellano
Don Ricardo Becerro de Bengoa en su libro L a ense­
ñ anza en el sig lo XX: «Necesario es el temor de Dios,
principio de la sabiduría; necesario es también el temor
de los exámenes, verdadero principio de la disciplina
escolar.»
Pero en la primera enseñanza, ¿no tiene el maestro
otros mil medios de disciplina además de este délos
exámenes? ¡Dos exámenes cada año! Pero ¿cómo va A
ser eso que decía S. S., de fortificar el carácter y de
preparar los hombres del porvenir? ¡Ah, Sr. Ministro!
Con los;exámenes públicos presididos por las Juntas de
Instrucción, en aquella atmósfera de seriedad acadé­
mica, eiv aquel ambiente de cohibición, en aquel estado
de cosas, donde cada una está fuera de su cauce n a t u ­
ral, lo que se consigue es despertar la hipocresía, el
- 266 -

fingimiento en ío¿ caracteres; lo que se prepara son


hombres que no tendrán nunca' la honrada franqueza
de manifestar sus verdaderos sentimientos.
Porque, claro es, el maestro sabe perfectísi mam en­
te el tiempo en que se han de celebrar los exámenes, y
como no hay tiempo para preguntar á todos los niños
tiene que preparar, avisar á los que hayan de ser exa­
minados, escogiendo para ello á los de mayor blandu­
ra de memoria ó mayor agilidad de lengua, ó prefirien­
do quizás los hijos del cacique ó los hijos de alguno de
la Junta; y ved aquí desarrolladas dos terribles pasio­
nes: la vanidad y la envidia. L a vanidad en los que
van á ejercer como fonógrafos el papel de cotorras,
diciendo lo que saben, sin saber lo que dicen; y la en­
vidia, en los que se ven postergados y sin papel ningu­
no en esta comedia. Su Señoría quiere que haya exa­
men; ¿pero de qué manera lo quiereS. S.? Sin que
intervenga para nada la Junta; sus vocales estarán allí
como una figura decorativa más en la escena. No pue­
de preguntar sino el maestro. Yo no discuto si eso está
bien ó está mal; aunque evidentemente es poner en ri­
dículo al párroco y demás de la Junta; pero digo: esas
preguntas, puesto que hay un programa formado,
según S. S. quiere, por la Junta central, ¿han de ha­
cerse por bolas, ó sea, á la suerte? Entonces le podrá
contestar el Sr. Rivera aquello que dice en su libro La
supresión de los exámenes: «las bolas ponen al maes­
tro y á los alumnos en situación tan ruin y tan ridicu­
la, como los puntos de un garito, de una casa de juego;
porque éstos no echan á la suerte más que unas mone­
das, y aquéllos su honra y su reputación.» O ¿es, por
el contrario, que el maestro ha de señalar las pregun*
— 267 -

tas á que se haya de contestar? Entonces se dirá como


dice otra grande autoridad pedagógica, Montesinos,
en el Boletín Pedagógico, que «no son esos exáme­
nes más que una comedia mejor ó peor representada».
No, Sr. Ministro, no: á los que hay que examinar
no es á los discípulos, sino á los maestros, viendo, no
cómo enseñan, sino cómo educan física y moralmente,
viendo cómo bajo su mano funciona esa maquinaria
delicada, compleja, difícil, ese organismo vivo que se
llama escuda.
Y termino (porque no quiero cansar más la atención
del Senado, quizá en otra ocasión trataremos esto
más extensamente) diciendo sólo al sentarme que, si el
señor Ministro se digna contestar á esta pregunta ó in­
terpelación, desearía oirle que no he tenido lógica al
discurrir como he discurrido, desearía dijera que estas
alarmas que yo siento, y que conmigo comparten otras
muchas personas, no tienen motivo alguno, absoluta­
mente ninguno. Yo celebraría haberme equivocado, y
en este caso, aun cuando sintiendo haber molestado
vuestra atención, daría por bien empleadas mis pala­
bras, á fin de que el Sr. Ministro con las suyas mani­
fieste una vez más sus sentimientos religiosos,
(Sesión del 24 de Febrero.)
II

Enseñanza obligatoria y laica

E l S e . O bispo d e J a c a : P i d o la p a l a b r a .
E l S r. La tiene S. S. para rectificar.
P r e sid e n te :
E l S r. O bispo : N o para contestar al señor
de Ja ca

Ministro de Instrucción pública, porque con el Sr. Mi­


nistro no se puede andar en contestaciones: es imposi­
ble la discusión con él. Cuando hablan sus compañeros
se goza al oir las buenas palabras con que contestan,
aunque creo que casi todo lo que se consigue de ellos
será eso, buenas palabras; pero el S r . Ministro de Ins­
trucción pública lleva su benevolencia á tal extremo y
su cortesía es tan cariñosa, expresando en su acento y
en su tono tal bondad, que obliga al silencio, por no
encontrar palabras para manifestarle la gratitud.
Por otra parte, sería muy peligroso el discutir con
el Sr. Ministro: decía el otro día, que antes, mucho
antes de que yo naciese, ya estaba él enterado de los
asuntos de Administración, lo cual prueba que ya 110 es
muy joven; sin embargo de lo cual, conserva todavía
la memoria propia de la juventud, no se le escapa el
menor detalle, tiene la atención fija hasta en los más
nimios pormenores, y cuando ve un punto flaco, un
lado vulnerable, por allí acomete, porque también
el Sr. Ministro tiene, como diría Cervantes, su alma en
su almario, su correspondiente acometividad, sólo que
— 269 -

sus acometidas son suaves, muy suaves, tan suaves


como el aceite con que el cirujano ú n tala s venas antes
de clavar la lanceta para hacer saltar la sangre. La
lógica en sus manos es un acero inflexible, duro, rígido;
pero, como el puñal de Armodio, está siempre cubierto
de flores. Por manera que es muy difícil no darle lugar
para que en ia contrarréplica deje muy mal parado al
adversario.
Además, tampoco tengo nada que rectificar, sino
rectificarme A mí mismo, porque seguramente algunas
cosas no las expresé bien, por cnanto el Sr. Ministro
las entendió mal. Sin duda por ello decía que le instaba
yo á la inacción. ¡Pero si es al contrario, Sr. Ministro!
Sólo que á mi me parece que no es estar inactivo, que es
prueba de actividad muy laudable, vigilar por el cum­
plimiento de las leyes y procurar que las disposiciones
del Poder ejecutivo se cumplan, aunque las hubiera
dado—precisamente por eso—otro Ministro.
Añadió S. S. que tengo yo una opinión singular—
me parece eran sus palabras—porque todos le acosa­
ban, todos le estaban acosando para que legislara, para
que reformase. Pues no, Sr. Ministro, y sírvale esto
también de satisfacción; además de esos todos, hay
otros muchísimos que opinan como yo y que aplauden
á S . S- por la calma, por la lentitud con que procede
en las reformas legislativas, porque eso es una prueba
de su maduro estudio antes de dictar disposición alguna,
y una garantía de acierto.
Y si yo dije que me parecía que se había adelantado
S. S. al proyecto de Administración local, no era por­
que no quisiera yo que S. S. hiciese algo de lo que ha
hecho: era mu}? oportuno estudiar, preparar ese mismo
- 270 -

Reaí decreto en conformidad con aquel proyecto de


ley, por si acaso el proyecto se aprobaba, pero no
parece oportuno publicarlo por si acaso no se ap ro ­
bara.
Me parecía que lo dije bien claro, que yo no censuro
¿cómo había de censurarlo? que el párroco esté presi­
dido por el alcalde, por el teniente alcalde ó por un
concejal cualquiera. Lo no tan laudable es que en estas
secciones de Instrucción pública á que el párroco perte­
nece, cuando allí por ejemplo hay un individuo de cin­
cuenta años y hay otro de cuarenta y nueve años y
medio, se prefiera al primero por esos seis meses más
de vida, aunque el segundo tenga un título académico
y sea un maestro de escuela, una autoridad pedagógica,
ó S£a el párroco, que es siempre una autoridad, y lo es
también, relativamente á los más de sus feligreses, en
materias científicas y de enseñanza. AI censurar que
no.está el sacerdote en la sección de vigilancia no es
porque creyese que S. S. le impedía vigilar si la ense­
ñanza va ó no contra la religión del Estado, sino por­
que fijándose hasta en el nombre de la Sección y sobre
todo en que S. S. tuvo por conveniente no hablar para
nada de enseñanza religiosa, se tom ará ocasión por
algunos para impedir al párroco ejercitar su derecho.
Su Señoría ha repetido muchas veces, no con la in­
tención y crueldad del que revuelve la espada dentro
de la herida del adversario, sino porque lo creía pre­
ciso así para que mejor se entendiera, que yo había
anunciado una interpelación sin saber si había motivos
para ello y sí estábamos ó no conformes. Y a lo sé,
Sr. Ministro, sé que estamos completamente de acuer­
do; pero mi interpelación, mi censura ó como quiera
- ,271 -

llamarse, mi extrañeza, se refería á que eso que pien*


sa S. S. como yo, no lo diga como yo. No sé qué tiene
ese banco azul, qué hechizos, qué maleficios hay en él,
que á los que antes eran muy católicos (y continuarán
siéndolo, yo no lo niego) se les traba la lengua al pre­
sentarse A hablar desde ahí ante el público, y al legis­
lar en la Gaceta; y manifestándose religiosos en su casa
y en la Iglesia se avergüenzan de confesar á Cristo en
el Parlamento y en las leyes; y yo sentiría que se cre­
yese que S. S. pertenece á esa raza, por dejar pasar
esta ocasión sin manifestar sus sentimientos religiosos
que todos sabemos que tiene. Pero, replicaba S. S.; y,
¿por qtté iba yo á hablar de religión? Y yo pregunto:
¿por qué había de hablar S. S. de todas las otras cosas
que están también mandadas en las escuelas y que ya
en ellas se practican ó deben observarse? Ya que á Su
Señoría le parece interesante el estudio de la religión,
¿por qué no lo recomienda, ni lo menciona, ni lo hace
figurar allí para nada? En ese sentido decía yo que
cualquier Ministro de una nación atea, y siendo él ateo,
podía donde está el nombre de persona tan devota
como S. S. lo es, poner el suyo, podía haber firmado
ese Decreto, pues los ateos, los escépticos, los indife­
rentes, cuando legislan hablan de todas las cosas de
que habló S. S-, y, lo mismo que S, S., no hablan de
religión, porque, á diferencia de S. S., opinan que sin
religión se pueden tener muy bien todas esas cosas de
que S. S. y ellos hablan al legislar.
Su Señoría decía: es que no hago más que conservar
lo que ya existía. Perfectamente; aunque si lo que exis­
te no era bueno, el conservarlo no era muy bueno tam­
poco. Yo, sin embargo, por eso no me levantaría A im­
- 2f2. -

pugnar á S. S., porqué entonces tendría que estar


siempre en píe. Pero me parece que en lo referente á
la enseñanza obligatoria ha hecho más de lo que hasta
ahora se había establecido. Lamento que acerca de este
punto no estemos conformes. No pretendo convencerle,
pues no tengo bastantes conocimientos para ello, ni
bastante elocuencia. Más no ocultaré, mi sentir,, aun­
que sea contrario al suyo. De esa líbertad^-jiialaiíiente
monopolizada por los liberales, soy yo tan amigo-que
proclamo hasta la libertad de la ignorancia. Vosotros
hacéis bandera de los derechos individuales; yo defiendo
el derecho mismo de no instruirse más que hasta donde
se quiera, como se quiera y cuando se quiera. Yo r e ­
cuerdo al Estado, y le pido su cumplimiento, la obliga­
ción que tiene de enseñar; no puedo en cambio .querer
para los ciudadanos la obligación de aprender. Su Seño­
ría debe facilitar la educación nacional más completa,
pero dejando á los ciudadanos en libertad de que, según
sus medios, sus condiciones particulares y su modo de
ser, se instruyan hasta el punto que les parezca bien
y por los medios que más conducentes estimfen. Hay, sin
embargo, una libertad adonde no llego yo y llegáis los
liberales: la libertad del error. Este, cuando es volun­
tario, en cosas graves puede constituir culpa grave; y la
ignorancia, aunque, también suele ser dañosa, no,: es
perjudicial siempre, y hay cosas que es mejor no saber­
las. Pero esto no lo discutimos ahora. Yo respetó esa,
opinión: sin embargo, también es respetable Ja de los
otros Ministros; y S. S. la ha respetado poco al modi­
ficar la legislación acerca de la enseñanza obligatoria.;
Son tantas las disposiciones legislativas sobre ense­
ñanza que no sé si las he leído todas: por sus vágueda-
— 273 —
des, y obscuridad, y confusión, y contradicciones, resul­
tan un verdadero caos; pero no creo que hasta ahora
se autorízase que las Juntas tomen notas de los trasla­
dos de matrícula, investigando las causas que los moti­
van, Yo sabía que hasta ahora, en virtud de acuerdos
de un Ministro liberal,-estaba prohibido trasladar las
matrículas de un Instituto á otro, y lo mismo en la
enseñanza superior. Mas no se obligaba á nadie á cur­
sar en la escuela que el Estado determine, sin poder
libremente pasar á otra; y eso es lo que, al menos indi­
rectamente, haceS. S., porque quiere que las Juntas
tomen nota para investigarlos motivos de la traslación
de matrícula, motivos de que ha de juzgar el Estado.
Yo en esto no puedo ver otra cosa más que un nuevo
paso en el camino de la tiranía, palabra que no retiraré
porque es la apropiada: la tiranía del Estado docente,
la tiranía dé obligar á cada uno á que aprenda lo que el
Estado quiera, como el Estado quiera y donde quiera.
Lo más alarmante es que por ahí se va á otra cosa, á
acabar con la religión en España, como está sucediendo
en Francia. Era obligatoria la enseñanza; ahora se exi­
ge eficazmente y cruelmente el cumplimiento de esa obli­
gación y ni aun se permite elegir entre las di versas escue­
las públicas. Otros Gobiernos suprimirán las escudas
privadas; después se formará en las Normales maestros
ateos; y si los padres de familia no protestan hoy seria­
mente, cuando aun es tiempo, verán cómo sin poder
evitarlo se arranca la fe de la conciencia de sus hijos.
D e eso me lamentaba, de que tal vez sin advertirlo Su
Señoría, haya adelantado un paso, aherrojando todavía
más, poniendo un eslabón en esa cadena, en esa argolla
de la esclavitud que pesa sobre el ciudadano español.
18 IN J U S T I C I A S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L
- 274 -

P a ra que no creáis que exagero, aduciré algunas


reflexiones en que tal vez el Sr. Ministro no ha parado
mientes. Desde hace algunos años la fórmula, el d e s i ­
derátu m , la consigna dci Gran Oriente de Bélgica en
lo relativo á la enseñanza es ésta que habréis podido
leer en varios periódicos: «Supresión de toda instruc­
ción religiosa; y obligación para el padre y para la
madre viuda, de conducir por fuerza sus hijos á la
escuela.»
Se ha observado con profunda verdad que desde los
H erm anos Mor a vos hasta el F akm sterio de Fourier
todos los utopistas herejes han clamado por la enseñan­
za obligatoria. Esta fué incluida como uno de sus a r ­
tículos fundamentales en el programa de la Internacio­
nal, por acuerdo unánime del Congreso reunido en
Laussana el 2 de Septiembre de 1867.
La Asamblea del Gran Oriente de Francia, en Julio
de 1872, publicó una circular redactada por Hcredia
pidiendo la instrucción obligatoria, gratuita y laica.
En 1879 expuso lo mismo Ibenri en ia logia de los
filán tropos reunidos de P a r ís . Y en el Congreso de la
l i g a de la enseñanza reunido en 1882, decía Macé,
tan de moda hoy entre los sectarios españoles, que
esta Liga, cuya naturaleza masónica él mismo descu­
brió tres años más tarde, «había preparado el terreno»
echando A volar antes que nadie las tres palabras o bliga­
toria, g r a tu ita y laica. De modo que según la inten­
ción de las sectas, tan distinta de la del Sr. Ministro,
la enseñanza obligatoria no es más que un medio, una
preparación, un paso. Cuando sea obligatorio realmen­
te el aprender, cuando no se pueda aprender sino lo que
el Estado quiera enseñar, si el Estado liega á ser ateo
- 275 -

ó indiferentista, como lo es j a en muchas naciones y


como la Masonería espera que lo sea pronto en todas,
la enseñanza obligatoria será también laica, indiferente
en religión ó atea. ¿De qué serviría decretar el laicismo
en la escuela pública, si las escuelas publicas estuviesen
desiertas? ¿De qué habría servido al más famoso de los
apóstatas, á Juliano, hacqr obligatoria la enseñanza del
paganismo si á la vez no hiciese obligatoria la asisten­
cia á la escuela donde el paganismo se enseñaba? Por
eso yo protesto, y protestaré mientras haya aire en mis
pulmones, contra la enseñanza obligatoria: primero, en
nombre de la libertad herida de muerte; segundo, en
nombre de la religión amenazada de muerte.
Pero dejemos cosas tan tristes, que ya procurare­
mos los católicos españoles, cueste lo que cueste, que
no sucedan en España, y vamos á otra, á los exámenes,
que no deja de ser triste para quien los sufre. L a p rác­
tica de antes era que no hubiese más que uno por año;
ahora quiere su S. S, que haya dos, dos tristezas anua­
les para cada niño. Bien. En cambio yo alégrome mu­
cho de haber sido causa ú ocasión para que S. S . , y por
ello le felicito, reformase ó aclarase su obra.
Su Señoría ha rectificado hoy algo que se consigna
en su Real decreto. En el artículo 22 se dice que no in­
tervenga más que el maestro y el inspector si asistiere;
y acaba de decirnos que ha mudado de parecer y que
serán las Juntas las que hagan los exámenes para que
el maestro no tenga la facultad que ahora tiene de
arreglar eso que llaman una farsa. Celebro mucho esa
rectificación, porque tal como estaba el decreto, era
echar abajo lo legislado, para poner una cosa nueva que
no tiene nada de buena- Si S. S. lo lleva á la práctica
- 276 -
en el sentido que índica, habrá hecho algo digno de ver­
dadero aplauso.
Finalmente el Sr. Ministro ha hablado de fulmi­
nar rayos contra S. S. No; no iban contra su per­
sona sino contra el sistema que representa. Mis débiles
rayos iban contra el sistema de no hablar de lo que
todos creemos que se debe hablar, de la religión en
las escuelas.

E l Sr . O bispo d e Ja ca : P i d o la pala b r a .
E l S r. P r e s i d e n t e (Barón del Castillo de Chirel):
la tiene S, S.
E l S r . O b i s p o d e J a c a : La he pedido para decir al
señor Ministro que el buen concepto que siempre me
ha merecido no cambió después del Real decreto que
he venido comentando: indudablemente, si en él no hizo
las aclaraciones fué tan sólo porque no lo juzgó opor­
tuno. Sin embargo, son muchos los que hubieran desea­
do, por estar patente su oportunidad, que puesto que
cree lo mismo que yo, lo afirmase aquí categóricamen­
te en vez de contentarse con preguntar: ¿sabe el señor
Obispo sí creemos lo mismo? Yo lo sé; pero ¿cómo van
á saberlo los demás si S. S. no lo dice?
Hablando se entienden las personas. Yo me he ale­
grado mucho defiacer hablar esta tarde á S, S. Lo que
motivó principalmente mi interpelación, lo que me
hizo venir aquí fué lo relativo á la investigación de las
Juntas en orden á las causas de las traslaciones de m a­
trículas. Me pareció esto gravísimo; porque, como se
decía en general, las causas podían lo mismo referirse
ü los alumnos y á las familias que al maestro-
- 277 -

Su señoría rae dice ahora, y ojalá se interprete


siempre así por* todos, que eso se refiere á los maes­
tros, á la escuela, á la pedagogía; y en tal sentido rae
parece muy bien y no tengo nada que añadir, felicitán­
dome mucho de haber venido al Senado y de haber
oído á S. S. para que queden las cosas en su lugar.
Con todo no sería mal que la explicación dada hoy
aquí por S. S. apareciese en la Gaceta, á fin de que un
Real decreto publicado con la sana intención de evitar
abusos no se preste á abusos mucho mayores.
(Sesión del 26 de Febrero.)

III

Las com isiones de exámenes:


la libertad de enseñanza: las oposiciones
á cátedras

E l S r. P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca,
E l S r. O b i s p o d e J a c a : Pensaba dirigir tres rue­
gos al Sr. Ministro de Instrucción publica; pero como
acabo de recibir carta suya en que me dice no le es po­
sible venir á esta Cámara, porque se ve obligado á
quedarse en la otra para contestar una interpelación
sobre enseñanza, suplico á la Presidencia le trasmita
estas tres peticiones, de cuj^a contestación depende el
- 278 -
que yo también tenga ó no que explanar una interpe­
lación.
Es el primer ruego, que el Sr. Ministro se sirva,
dando con ello cumplimiento á disposiciones muy jus­
tamente aplaudidas, restablecer la laudable costumbre
de que vaj7an comisiones de catedráticos de los institu­
tos á examinar en los colegios incorporados á los mis­
mos.
Esta práctica antigua tenía grandísimas ventajas
para los colegios, y perjudicaba muy poco ó mejor dicho
nada á los profesores oficiales, porque la molestia que
podría ocasionarles estaba de alguna manera compen­
sada con las dietas, con alojamiento gratuito, y, sobre
todo, con el cumplimiento de su deber, y con la satis­
facción que les proporcionaba el servir á los hijos de
los contribuyentes, de cuyo bolsillo sale el dinero con
que á ellos paga el Estado, 3* también la de difundir la
enseñanza, cosa en que tanto interés manifiestan. En
cambio, la supresión de las comisiones produce á los
colegios gravámenes tan grandes, que algunos de ellos
han tenido que dejar de existir; porque es fácil que
vayan algunos profesores deí Instituto al colegio, pero
es difícil que todo el colegio vaya al Instituto, que con­
curran todos los alumnos, los cuales tienen que pagar
los gastos de viaje, no encontrando siempre buen alo­
jamiento ni buenas vías de comunicación. Por los
muchos inconvenientes que produciría, entre ellos el
quebrantamiento de la disciplina en los colegios priva­
dos, la opinión pública alarmada protestó cuando esa
disposición fué dictada. Entonces conspicuos conser­
vadores dijeron que desaparecería tan pronto como des­
apareciese el Gobierno que la había publicado en odio
- 279 -
á lá libertad de enseñanza; pero cayó el Gobierno
aquél, volvió este Gobierno, y tes cosas no han vuelto á
estar como estaban y como debían.
El segundo ruego es que el Sr. Ministro se digne
manifestar aquí si el Gobierno de S. M. piensa traer
pronto á las Cámaras las bases para la reforma de la
enseñanza, y en qué sentido.
Juntamente con un elocuentísimo Senador de la
majToría, había redactado una proposición de ley para
presentarla á la Mesa, en la cual proposición pedía, y
pediré, que' se dé valor legal al Real decreto de 18 de
Agosto de 1885. Lo hacía así, y creo un deber aún h a ­
cerlo, porque en el Congreso católico de Burgos, del
cual fueron socios muchos de los Sres. Senadores ac­
tuales, el Episcopado español unánimemente dirigió
al Sr. Presidente del Consejo de Ministros una exposi­
ción en ese sentido, y en el último Congreso católico,
ó sea en el de Santiago, se acordó que los Obispos S e­
nadores redactasen y presentasen á las Cámaras una
proposición de ley pidiendo que, en cuanto á su parte
esencial, se ponga en vigor el Real decreto que he
citado.
Yo deseo saber si es cierto lo que se ha dicho, y en
virtud de lo cual no he presentado la proposición: dice-
se'que el Gobierno traerá en breve plazo á las Cáma­
ras las bases de reí orín a de la enseñanza que está pi­
diendo la opinión unánimemente, y deseaba yo saber
si será en sentido favorable á la libertad, ó si la liber­
tad seguirá como hasta ahora, conculcándose; si sería
respetada la Constitución, ó no se haría caso de ella,
como hoy sucede: en una palabra, si el partido conser^
vador respondería á sus antecedentes y á.su historia.
- 280 -

Porque sabido es que fué D. Severo Catalina en 1866


quien dió alguna libertad á las Academias, quien con­
cedió, aunque.no todo lo que se debía esperar, mucho
de lo que antes se había negado. Dos años después
vino la revolución, y no pasaron otros dos años sin que
la obra de los conservadores viniera por el suelo,
pues inmediatamente el Sr. Ruiz Zorrilla infirió,
en nombre de la libertad, una herida de muerte á
Ja libertad de enseñanza, con el monopolio de los
títulos profesionales, con la exclusiva de los grados
reservada al Estado como privilegio suyo y con no
permitir que tuvieran validez académica los estudios
sin el examen oficial. Volvió el partido moderado; pero
pasaron muchos años primero que hiciera nada para
volver á lo que antes de la revolución estaba vigente.
Al fin, el Sr. Pidal, en 1885, dió el Real decreto A que
antes me refería; pero cayó pronto el partido conser­
vador, y el partido liberal inmediatamente no dejó ni
rastro ni huella de aquel laudable acuerdo sobre la li­
bertad académica. Volvieron los conservadores, pero
no se preocuparon ni ocuparon de restablecer las cosas
como estaban antes, ni su mismo autor pensó ya en
ello; y esto dió lugar á una de las disidencias y uno de
los folletos del Sr. Sánchez de Toca. Titúlase el folleto
L a libertad de enseñanza y la Universidad de Oñate;
y en su página 17 se lee lo siguiente, que recojo p or­
que viene A nuestro caso como anillo en el dedo: «El
partido conservador desde la Restauración lleva por
práctica el acomodarse con cuanto encuentra en los
Ministerios y en la Gaceta, gobernando indistintamen­
te con las personas y cosas de sus adversarios.»
Yo deseaba saber si se seguirá haciendo esto que
- 281 -

el Sr. Sánchez de Toca dijo que hacía el partido con­


servador, ó sí hay ahora en este punto propósito eficaz
de la enmienda.
El tercer ruego es que el Sr. Ministro de Instruc­
ción pública procure evitarlas muchas deficiencias que
hoy se observan en las oposiciones á profesoras de E s­
cuelas Normales. Referiré solamente algunas, en obse­
quio á la brevedad.
En primer término, pasa un tiempo excesivo desde
que las oposiciones se anuncian hasta que las oposicio­
nes se verifican, á veces un año, dos, ó más; con lo que
llega á faltar estímulo para el estudio, se cansan las
opositoras de estar esperando, algunas se dedican á
otras cosas, abandonan sus aspiraciones y sus ideales,
y se originan, además, graves perjuicios á la enseñan­
za con estas interinidades tan prolongadas. Deberíase,
pues, dictar una disposición en el sentido de que dentro
del plazo de la convocatoria han de hacerse todas las
operaciones preliminares para que se verifique la opo­
sición, y ésta principie al día siguiente de terminado el
plazo.
Segundo. Las oposiciones duran tanto tiempo, que
en ocasiones verdaderamente esto constituye un es­
cándalo. El año pasado, por ejemplo, el día 4 de Abril
principiaron los ejercicios para profesoras de las E s­
cuelas Normales de Soria, Segovia, Logroño y Lérida.
No eran más que 17 las opositoras; y, ¿queréis saber,
Señores Senadores, cuánto duraron aquellas oposicio­
nes? Un año, porque hace poco que se terminaron;
bien es verdad que se murió el presidente, no sé si de
aburrimiento al ver que aquello no concluía nunca (ri­
sas) y vinieron las imperiosas vacaciones del estío, etc.,
- 282 -

etcétera, etc.; pero puedo asegurar que las sesiones


aquellas no duraban siquiera sesenta minutos. Las die­
tas se cobraban lo mismo que si se empleara el tiempo
correspondiente, y cuanto menos duraban las sesio­
nes, más días tenía que haber sesión, y mayor cantidad
se cobraba, pues las dietas se pagan por días, no por
horas. Por eso propongo también al Sr. Ministro dicte
una disposición señalando el tiempo que ha de durar
cada sesión y reduciendo además el número de éstas.
Tercero. Los jueces se nombran libremente hoy
día, y esto da lugar á que la malicia diga que en oca­
siones son las mismas opositoras las que eligen A los
jueces, porque se valen de su influencia para que se
nombren los que ellas creen han de serles más propi-.
cios. Yo aplaudo qúe el Sr. Ministro haya procurado
poner coto á estos abusos y reconozco que lo ha
conseguido en parte. Hace pocos días, el 25 del pasado
Abril, se publicó en la Gaceta un Real decreto, cuyo
artículo 11 tiende A limitar esta libre elección de exa­
minadores; pero debería ordenarse que fuesen designa­
dos por turrlo riguroso ó por sorteo, y que para la no
aceptación 110 valiera excusa ninguna, á no estar justi­
ficada en forma legal.
Cuarto. Los ejercicios son excesivos en número, y
algunos completamente superfiuos, como por ejemplo,
el presentar una Memoria de investigación y el tra e r
un programa; porque esto puede ser obra ajena. Son
nada menos que seis los ejercicios: ejercicio oral; ejer­
cicio escrito; ejercicio de contestar durante una hora á
una de las preguntas del programa, despues de ocho
horas de encierro; ejercicio de responder á las pregun­
tas que libremnete haga el Tribunal; ejercicio de trin-
- 283 -
cas defendiendo la Memoria de investigación; ejercicio
de trincas entre las opositoras para defender el pro­
grama. Yo creo que bastarían tres ejercicios: uno es­
crito, otro oral y otro práctico; y que este último es el
más importante.
Quinto. Aprobada una opositora en el primer ejer­
cicio, no puede pasar al segundo, pierde todo derecho
de continuar y se la considera reprobada en absoluto;
pero como no se le dice, terminado el ejercicio, si salió
bien ó salió mal, tiene que esperar para saber la califi­
cación A que todas sus compañeras actúen y se pase á
un segundo ejercicio, lo cual á veces no es sino pasa­
dos muchos días. De modo que después de estar repro­
bada una opositora, tiene que gastar el dinero y el
tiempo y la paciencia esperando se dé lectura á la sen­
tencia de su condenación literaria. Debería hacerse
que una vez terminado el ejercicio ó terminada la
sesión se publicara el dictamen del Tribunal; y aun yo
querría más: querría que el dictamen se hiciera públi­
co en el acto y se razonara, como se hace en otros
Tribunales, para que así las opositoras y también los
circunstantes tuvieran la convicción completa de la
imparcialidad del fallo.
Sexto. Aprobados los dos' primeros ejercicios, se
consideran ya aprobadas las opositoras. Esto tampoco
me parece justo, porque entonces huelgan, están de
sobra, los cuatro siguientes ejercicios; y además puede
suceder que una opositora sepa m uy bien las materias
de los primeros y no sepa absolutamente nada de los
otros.
Séptimo. Debiera ponerse una calificación final,
relativa, por méritos de mayor á menor, lo mismo que
- 284 -

se hace hasta en examenes de mucho menos importan*


cia, como son los de prueba de curso.
Octavo.........Pero, en fin, no son más que siete los
pecados capitales; y aunque en el punto que me ocupo
son más las faltas y no de menos capital gravedad, con
tal que los ya enumerados el Sr. Ministro de Instruc­
ción publica los evite ó los corrija, me daré por satis­
fecho, y habrá no pequeño motivo para aplaudirle, que
es lo que yo deseo siempre.
(Sesión de 14 de M arzo.)

IV

Los conservadores conservando la obra


de los liberales en la enseñanza

E l S r . O bispo de Ja ca : Pido la p a la b r a .
E l S r . P r e sid e n te : La
S. S. tie n e
E l Sr. O bispo d e Cuando hace unos días se
Ja ca :
trató aquí de los libros de texto, ó, mejor dicho, de los
libros que sirven para texto; ó mejor dicho aún, de los
libros que no sirven para nada (risas), sentí no estar
presente, porque hubiera también contado algunas
cosas enormes acerca de este asunto, como la que
ahora recuerdo, respecto á catedráticos de esta Uni­
versidad que antes de publicar un libro hacen que se lo
compren, muy caro por cierto, en las librerías, y luego
- 285 -

dan á los alumnos durante el curso una ó dos entregas


nada más.
Hablando de esto, hubo quien me dijo que aun había
otra cosa peor, y es que esos libros, sobre ser muy
caros, son muy malos. «Ya lo supongo», le contesté
yo: Y son malos se añadió, nó sólo pedagógica y eco­
nómicamente considerados, sino también desde el punto
de vista moral y religioso. Y hay más todavía; en las
bibliotecas de los Institutos, y hasta en las escuelas de
instrucción primaria, se reciben del Estado libros no-
m inatim condenados por la Santa Sede.
Me asombré verdaderamente, inquirí, examiné y vi
que por desgracia, en efecto, algo y aun algos, como
diría Sancho, hay de verdad en eso.
Mi asombro, Sres. Senadores, no proviene de que
fuera una cosa insólita, nunca vista en España: yo
había leído en la colección de El Pensamiento Espa­
ñol el precioso estudio que en el año 62 y 65 escribió
el Sr. N avarro Villoslada bajo el epígrafe «Los textos
vivos»; tengo también el libro que el Sr. Ortí y Lara
formó con los artículos publicados en La Ciencia cris­
tiana eí año 79, con el título de «Catecismo de los tex­
tos vivos», y he admirado un trabajo del Sr, Polo y
Peyrolón, magnífico, como todo lo que sale de su pluma,
inserto en la revista La Crus, con el rótulo «Los textos
vivos en la restauración».
Mi asombro es porque esto suceda ocupando el G o ­
bierno el partido conservador y habiendo asistido á los
Congresos católicos de Burgos y de Santiago, Diputa­
dos, Senadores y Ministros conservadores. En el Con­
greso de Burgos, efectivamente, se trazaron, se esta­
blecieron las bases para la unión de los católicos^
— 286 -

aprobadas por todos los Obispos que estaban allí y por


todos los demás de España, pues á ellas se adhirieron
todos. En esas bases, repetidas en el siguiente Con­
greso que constituyen una serie de reclamaciones le­
gales que nos obligamos á hacer todos los católicos
insistentemente, en esas bases que aplaudieron ó apro­
baron tantos conspicuos de este partido, que presen­
taron además Memorias y leyeron discursos en ¡as
sesiones públicas, está precisamente al principio, como
dándosele una gran importancia, lo siguiente: Base 1.a
Prohibir en absoluto todas las escuelas no católicas.
Base 2.a Impedir que los malos libros se adopten
como de textos. Base 3.a Libertad académica de en­
señanza A favor de la Iglesia. Base 4.a Procurar que
la instrucción sea en todo conforme con la religión
católica.
No me asombraba tanto el que esto sucediera, sien-
do Ministro de Instrucción pública el Sr. Rodríguez
San Pedro. El cual es tan conservador, que conserva
en su Ministerio todo lo que encontró; de suerte, que
podían venir los liberales mañana y no dirían como el
poeta, «parece que fué ayer». Les parecería que ayer
y hoy son u q solo día; y que no ha pasado nada, ni el
tiempo, en el Departamento de Instrucción pública;
está como lo dejaron ellos todo.
La enseñanza religiosa en los Institutos continúa
siendo mera fórmula; sus profesores siguen despresti­
giados, etc., etc. Alguna novedad encontrarán los
liberales, sin embargo; encontrarán al Cura en las Ju n ­
tas de instrucción primaria, no formando parte de la
sección de vigilancia, no pudiendo preguntar en los
exámenes, y, en ausencia del alcalde, presidido por el
- 287 -

rústico del pueblo que sea padre de familia más anti­


guo. Por esa y por otras muchas causas, cuando el
señor Ministro de Instrucción pública muera política­
mente, allá dentro de unos quinquenios, sobre su tum ­
ba gubernamental no se podrá poner aquel famoso
epitafio:

«Ni hizo mal, ni hizo bien.


Requiescat in pace, amén.» (Risas.)

Algún mal ha hecho; en cambio no ha hecho bien


ninguno: y eso á pesar de lo mucho que me he esforza­
do yo aquí p ara obligarle á que modificara algo de lo
que se legisló en época de los liberales. Yo pedí al
señor Ministro que enviara ('omisiones de examen A
los colegios .incorporados á los Centros oficiales; no lo
hizo. Le pedí, que ya que tenemos tantas obligaciones
los españoles, incluso la de ser benéficos, que nos
imponía la Constitución de Cádiz, no recargara mucho
las obligaciones de los padres de familia con tanta
multa para que lleven sus hijos A las escuelas; no volvió
sobre su acuerdo. Le pedí también, en nombre de la
Iglq$ia, anunciándole sobre eso una proposición de ley,
que cumpliera la Constitución y nos diese algo de li­
bertad académica, de libertad para la enseñanza; 3^ la
enseñanza.sigue prisionera del Estado.
Ahora voy á pedirle lo contrario de algo que le pedí
en otras ocasiones, para ver si de este modo hace algo
de lo que le. pido (risas).
Le he dicho alguna vez en el Senado que convenía
muchísimo presentase una ley de Instrucción pública;
y ahora le suplico que, por.Pios, no la presente: sería
- 288 -

mucha candidez el esperar que había de ser mejor que


la que hoy tenemos, la del 57. Mala y todo, que conti­
núe, por aquello de la vieja que, según se dice, siempre
que veía A Fernando VII, gritaba «¡Viva S. M. el
Rey!», y queriendo saber el Monarca por qué gritaba
siempreycon tantos entusiasmos, le contestó: «Conocí á
vuestro abuelo y era muy malo; conocí á vuestro padre
y era malo de remate; Vuestra Majestad es más malo
que los dos; temo que el que le suceda será peor todavía,
Y por eso grito que ¡viva Vuestra Majestad!» Mala es
la ley vigente; pero el proyecto presentado A las Cor.
tes' por el Sr. Conde de Toreno el año 1878, era tan re ­
matadamente malo, era tan peor, que Lodos los Obispos
protestaron, y sobre todo los de la provincia eclesiás­
tica de Valladolid, y aquel proj^eeto no fué le}’. Y
¿habrá quién crea que este Gobierno se atreverá á
hacer lo que no se hizo á raíz de la Restauración por
el señor Cánovas del Castillo? Afortunadamente el
señor Ministro no se tomará el trabajo de redactar el
proyecto y de ese modo no tendré yo el disgusto de
combatirlo,
En ocasiones se hace mucho mal no haciendo nada;
y esto sucede con lo que hace ó mejor dicho con lo
que no hace el señor Ministro relativamente A los li­
bros de texto; aunque, conociendo los escrúpulos de
conciencia del Sr. Ministro de Instrucción pública, me
apresuro á declarar que cuando hablo de sus malos
hechos ministeriales, debe entenderse que hablo objeti­
vamente, salvando siempre su buena intención; si
empleo las palabras de pecados y de propósitos de en­
mienda, será en el sentido en que las dirigía ayer el
señor Maura á mt estimado amigo el Sr. Salvador:
- 289 -

de lo que no hablaré yo será de penitencia, porque


para penitencia bastará que rae oiga pacientemente
hasta el fin. En este concepto es como digo que el peca­
do del Sr, Ministro de Instrucción pública es múltiple.
E l S r, P r e s i d e n t e : Perdone S. S M pero están para
terminar las horas que el Reglamento destina á pre­
guntas é interpelaciones, y si S. S. va á ser muy ex­
tenso y le parece bien, podría continuar mañana en el
uso de la palabra.
E l S r. O b i s p o d e J a c a : Sí; 3*0 q u is ie r a e x p l i c a r un
poco m á s e s te p e c a d o . ( R i s a s .)
E S r. P r e s i d e n t e : Entonces queda S. S. en el uso
l

de la palabra para mañana.


É l S r . O b i s p o d e J a c a : Muchas gracias.

(Sesión del 19 de Noviembre.)

Los textos heterodoxos

E l Sr. P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el señor Obis­


po de Jaca, para explanar su interpelación.
El S r . O b i s p o d e J a c a : Tiene por objeto la falta
cometida por el Sr, Ministro de Instrucción pública en
permitir ó tolerar que en los centros oficiales de ense­
ñanza haya libros condenados por la Iglesia y se expli­
quen doctrinas heterodoxas. Con ello está faltando, en
primer lugar, á las leyes eclesiásticas; en segundo
19 IN J-J S T IC rA S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L .
- 290 -

lugar, A las leyes civiles; en tercer lugar, A las leyes


internacionales; en cuarto lugar, á las leyes funda­
mentales; en quinto lugar, A la doctrina conservadora;
en sexto lugar, A la sociedad, en séptimo lugar á la
familia. (G r a n d e s r is a s .) Y no creáis que no hay otros
motivos que agravan la falta; pero éstos son los siete
capitales. Aunque claro es que al hablar de faltas y de
pecados lo hago en el sentido que A esa palabra se da
en el Parlamento. Dije que el Sr. Ministro ha faltado
ú las leyes eclesiásticas, y no sé si podré explicar mi
pensamiento con la necesaria claridad, porque A ese
fin debo pronunciar una palabra que la primera vez
que la pronuncié aquí produjo tales murmullos, inte­
rrupciones y protestas, que si no me marché para no
volver, fué porque, asustado, no encontré la puerta de
salida. ( R i s a s . ) Hoy creo que producirá menos mur­
mullos; y creo también que si durase mucho esta legis­
latura, se acostumbrarían á ella los oídos: es la palabra
excomunión. Lo que más me extrañó al pronunciaría
por primera vez fué que hubiese murmullos en los
bancos de las minorías liberales, pues yo creía que
los liberales eran tolerantes con la opinión ajena y
que respetaban la libertad de pensamientos de los
demás, y mi extrafieza era maj^or viendo entre los pro­
testantes un escritor de espíritu tan culto y de enten­
dimiento tan progresivo y tan amplio como el señor
Palomo.
En la Constitución apostólica offtcionim et mane-
rum, de León XIII, fechada en 23 de Enero de 1896,
se dice que quedan excomulgados ipso f a d o , desde
luego, y por excomunión mayor, reservada de un modo
especial al Romano Pontífice, los que poseen libros de
- 291 -

cualquier autor nominatim prohibidos por la Congre­


gación del Indice. Ahora bien; el Sr. Ministro de Ins­
trucción pública, en las librerías suyas de Instrucción
pública, posee esos libros. (E lSr, Ministro de Instruc­
ción pública: No son mías,) Dependen de S. S., proce­
den de S. S., están á disposición de S. S. como Ministro.
Mas no creáis que voy á deducir por consecuencia que
el Sr. Ministro está excomulgado. No; todo menos eso;
porque allí mismo se dice que tales libros se deben
poseer á sabiendas, y el Sr. Ministro creo yo, piadosa­
mente pensando, que, ó no sabe que hay ciertos libros
que se dejan leer á los alumnos en las bibliotecas de
los centros oficiales de enseñanza, ó si lo sabe, ignora
que están prohibidos, ó si sabe también esto, no ha
parado la debida atención en el asunto No hay rebel­
día, no hay contumacia, y, por tanto, no hay exco­
munión. Y sobre esto nada más. Yo no hago sino recor­
dar las leyes eclesiásticas, que es bueno recordar con
frecuencia en todas partes, á fin de que alguna vez y
aunque sólo sea en parte se goce la satisfacción de
verlas cumplidas.
Vamos ahora á las leyes civiles. Examinemos sólo
algunos mandamientos de la ley de Instrucción pública.
Por ejemplo el art. 167, donde se dice que para ejercer
él profesorado se requiere justificar buena conducta
religiosa y moral; y yo pregunto: ¿justifica buena con­
ducta religiosa el profesor que se conduce, relativa­
mente á la religión, de esta manera, como el Sr. Mi­
nistro permite que se conduzcan muchos, propagando
doctrinas contrarias á la misma religión?
Por ejemplo, el art. 170, en que se advierte que de
dos maneras puede ser separado de su clase el profe­
- 292 -

sor, ó por sentencia, ó por expediente gubernativo en


que se declare que infunde en sus alumnos doctrinas
perniciosas; y vuelvo A preguntar; ¿110 son doctrinas
perniciosas las doctrinas contrarias A la religión? Pero
110 hace falta que se me conteste, porque el mismo re ­
glamento de las Universidades en su art. 22, al tra ta r
de las suspensiones impuestas por los Rectores A tales
Catedráticos, ya en vez de las palabras, doctrinas per­
niciosas, emplea esta frase: «ideas perjudiciales á la
educación religiosa».
Por ejemplo, el art. 295, el cual es una copia literal
exacta del art. 2 ° del Concordato, añadiendo tan sólo
que «las autoridades civiles 3^ académicas cuidarán,
bajo su más estrecha responsabilidad», de que el artícu­
lo se cumpla.
Por ejemplo, el art. 296, en el cual se trata de la
manera de instruir el. oportuno expediente á tales cate­
dráticos.
Y, Sres. Senadores, de que esta ley no ha sido siem­
pre letra muerta, que se ha aplicado en lo vivo á tales
textos vivos, hay muchos casos: por ejemplo, el caso de
Don Manuel Mere)o, el cual fué separado de su cátedra
por explicar doctrinas perniciosas; interpuso recurso
contra tal medida, y en 24 de Julio de 1876 se dictó una
Real orden declarando que no había lugar á la deman­
da; otro caso es el del Sr. Ortega y Rubio, quien escri­
bió una Historia que fué prohibida por el Arzobispo de
Valladol ¡d, y en 28 de Septiembre de 1880 se publicó
una Real orden mandando que tal libro se eliminara de
entre las obras de texto; otro caso es el de Don Ansel­
mo Arenas, quien, por escribir una Historia que fué
condenada, fué él declarado excedente.
- 293 -

Pasemos ya, porque hay que andar de prisa, á otra


clase de leyes más importantes aún, á las leyes inter­
nacionales, porque ley internacional es, Sres. Senado­
res, el Concordato. El Concordato, pactado con la
Santa Sede de una manera solemnísima y que aun rige
verdaderamente en todas sus partes, dice en su artícu­
lo 2.° que «la instrucción en las Universidades, Cole­
gios, Seminarios y Escuelas públicas y privadas de
cualquier clase, será en todo conforme á las doctrinas
de la religión católica». Tanta importancia tiene para
el Vicario de Cristo la educación religiosa de la juven­
tud, que en todos los Concordatos lo primero que pone
es esto y si no puede poner esto, no pone nada, y no
hay Concordato. Dos años más tarde que el nuestro, se
firmaron el Concordato de Guatemala y el de Costa
Rica, ye n ellos, no solamente se dispone lo mismo que
en el nuestro, sino que aparecen casi las mismas pala­
bras; en el ano 1862 se suscribieron los Concordatos
con el Salvador, Venezuela, Nicaragua y Ecuador, 3^
en ellos se lee la misma fórmula empleada en el nues­
tro, y sí recordamos otros como el de A.ustria de 1S57,
el de W urtcm berg de 185S, y el de Badén de 1859, ve­
remos, 110 sólo las mismas disposiciones, sino casi idén­
ticas frases que en el de España. Todos estos se pacta­
ron en tiempo de Pío IX, y en tiempo de León XITl se
ha seguido la misma conducta. Baste recordar el de
Colombia de 31 de Diciembre de 1887, en cuyo artícu­
lo 12 se dice, «que la educación y la instrucción será
organizada y dirigida en las escuelas públicas de con­
formidad con el dogma y la moral de la religión cató­
lica». De modo que siempre ha procurado la Iglesia que
eii sus concordatos se consigne esta cláusula, y, por
- 294 —

consiguiente, ha de procurar que no sea en la práctica


letra muerta, cuando tantas otras cosas convenientes á
los intereses del Estado continúan siendo letra viva,
Y vamos á la Constitución, que me parece lo más
importante para el Sr, Ministro, que tiene el deber de
velar por su cumplimiento. En el propio art. 11, contra
el que protestó la Santa Sede, y del cual escribió
Pío IX al Primado de España, en Breve de 4 de Marzo
de 1876, entre otras muchas cosas por el estilo, que
«hace al Estado responsable de un atentado gravísimo,
y acumula materia de funestísimos males sobre E s p a ­
ña», encuentro 3-0 motivo para decir que el Sr. Minis­
tro, haciendo lo que hace, ó, mejor dicho, no haciendo
nada, falta á la Constitución.
En primer lugar, según esc art. 11, debe quedar
siempre «A salvo el respeto á la moral cristiana», y
¿respetará la moral cristiana un profesor que explica
en s ú d a s e la moral independiente, un profesor que pide,
por ejemplo, nuevas bases para la moral?
■E11 segundo lugar, según la Constitución, 110 se per­
mitirán «otras manifestaciones públicas que las de la
religión del Estado», y, manifestación pública, hecha
en lugar público, es la de un profesor que en las Escue­
las del Estado explica doctrinas contrarias á la religión
del Estado; porque esas doctrinas ó serán propias de
algún otro culto, ó indirectamente favorecerán á otra
religión, ó serán favorables al ateísmo, que en substan­
cia viene á ser una religión negativa.
En tercer lugar, la Constitución prohíbe la libertad
de cultos; y que la prohíbe lo demuestra el que á toda
prisa se está formando ahora ó ya se ha formado un
bloque, que seguramente no será de granito, sino de
- 295 -

menuda y deleznable arena para conseguir esa libertad,


que se ba ido á buscar, que se quiere traer de Z a ra ­
goza, donde está la V irgen del Pilar, que no quiere ser
francesa, donde las piedras están regadas con la san­
gre de los que no se quisieron afrancesar precisamente
porque los franceses traían esa libertad de cultos en la
punta de sus bayonetas.
No hay libertad de cultos; no hay más que toleran­
cia; esto es lo único que admite la Constitución: luego
se falta á la Constitución, porque se llega hasta la
libertad, si los Catedráticos tuviesen la libertad de de­
fender el culto que les pareciera conveniente diciendo
que era el verdadero, y que no lo es la religión del
Estado.
En cuarto lugar, se dice en ese mismo artículo que
el Estado Español tiene una religión—y la tendrá mu­
cho tiempo, digo yo, pese á quien pese,—la cual religión
es la católica, apostólica, romana. Ahora bien; si el
Estado tiene una religión, que es la católica, la ha de
tener no solamente en la teoría, sino también en la
práctica; y, por lo tanto, no debe desmentir con obras
su religiosidad, por aquel principio de que todo ser obra
conforme á su naturaleza: y ¿no sería ir en contra de
su religión, no seria peor que no tener ninguna el per­
mitir que sus catedráticos en las escuelas de esc mismo
Estado, la maltratasen y la escarneciesen?
En quinto lugar, si el Estado español es un Estado
católico, como el Estado es una colectividad, como es
un cuerpo, deben serlo también todos sus organismos;
y siendo la Instrucción pública uno de sus organis­
mos, la Instrucción pública debe ser también católica.
Yo no sé si este argumento está bien ó mal hecho, si
- 296 -

concluye ó no en buena lógica; lo que sé es que lo ha


hecho antes que yo uno que no tiene nada de clerical,
un escritor cuyas ideas claro es que no comparto, pero,
confieso mi culpa, cu \'0 estilo atildadísimo me deleita v
me hechiza, Don Juan Valora: este ilustre académico,
después de haber dicho que él quería «gran tolerancia,
cuando no libertad en el pensamiento», sin embargo,
añade: «En un país como España , donde el Estado da
la enseñanza y donde el Estado es exclusivamente cató­
lico, sería una contradicción el que se permitiese que
no lo fuera Ja enseñanza.»
En sexto lugar, si el Estado es católico, deben serlo
sus funcionarios, los funcionarios públicos; porque, ¿qué
es el Estado sin los funcionarios? Y que entre los fun­
cionarios públicos deben ser también contados los pro­
fesores no seré yo quien lo diga, porque antes, en lo más
álgido del período revolucionario, contendiendo con
Don Cruz Ochoa, lo dijo el Sr. Echegaray con estas
palabras: «Desde el momento en que el Estado inter­
viene. en la enseñanza, todo el que cobra del Tesoro y á
la enseñanza se dedica, es un verdadero funcionario
público.»
Y basta de esto, aunque hay mucha tela cortada y
se podía hacer un buen traje para el Sr. Ministro. Basta
de leyes, si bien leyes deben ser para el Sr. San Pedro
el propio ejemplo y la doctrina de los conservadores
del lado de acá de la Constitución, de lo, conservado­
res, cuyas máximas y actos pueden servir para inter­
pretarla, pues á ellos debe la existencia. No quiero
hablar de los de antes, como por ejemplo, de Don Seve­
ro Catalina, porque sería, no digo avergonzar al Minis­
tro que está ahí sentado (señalando ai banco azul),
- 297 -

pero sí mostrarle un ejemplo que no sigue, pues este


Gobierno conservador se halla muy distante de admitir
ni practicar los principios favorables A la educación
religiosa consignados en la ley del 66 por los conserva­
dores de antaño. Mentemos tan sólo á los que intervi­
nieron en las discusiones de la Constitución. Oigamos
al padre de la criatura, al Sr. Cánovas del Castillo, el
cual en una famosa discusión sobre libertad de ense­
ñanza, decía con arranque viril 3' enérgico: «Lo que no
puede ser, lo que es contrario A la ciencia y á todo
derecho, es que con el presupuesto que paga la inmensa
mayoría de los católicos se sostenga una enseñanza
anticatólica.»
Oigamos al Ministro de Instrucción pública señor
Orovio, quien en una circular dirigida á los Rectores
de las Universidades, presentaba el mismo argumento
del Sr. Cánovas, pero.en otra forma distinta, de donde
resultaba un nuevo argumento: «El pueblo español,
decía, siendo católico, tiene derecho, según los moder­
nos sistemas, íundados precisamente en las mayorías,
A que la enseñanza que sostiene y paga esté en armonía
con sus aspiraciones y sus creencias.»
- Oigamos al ministro de Gracia y Justicia, Sr. M ar­
tín Herrera, quien, discutiéndose aún la Constitución,
afirmaba: «Los cargos del profesorado en las escuelas
públicas, desde el momento en que se declara religión
del Estado la religión católica, ¿quién duda que no
pueden conferirse íí personas que no profesan la religión
católica?» De modo parecido se expresaba aquí, en el
Senado, el Presidente de la Comisión constitucional
Sr. Baamonde.
Oigamos A otro Ministro, al Sr. Calderón Collantes,
- 298 -

quien, dos años después de votada la Constitución, de­


claró en las Cortes, contestando á Linares Rivas, que
por ella se concedía á los disidentes la inviolabilidad de
los templos, la inviolabilidad de los cementerios, pero
no la inviolabilidad de la cátedra.
De otros eximios conservadores de la época de la
Restauración no es preciso hablar. Pero ya que el últi­
mo día trajimos á cuento los Congresos católicos, citaré
uno de los que van á ellos en calidad de ponentes y
luego vienen á la política en calidad de Ministros. El
Sr. Sánchez de Toca, en un libro suyo {porque también
hay Ministros que escriben libros, aunque sea cosa
rara), en el titulado El Congreso Católico y la Libertad
de Enseñanza, dice que cuando el Estado concede A los
profesores esa libertad de que yo me quejo, «el Estado
se convierte en principalísimo agente destructor de la
unidad superior de los espíritus».
De modo que S. S. en esta parte, si es que depen­
den de su voluntad los hechos que he denunciado, no
sigue la doctrina legítima, auténtica, de los conserva­
dores que hicieron la Constitución, y son, por lo mismo,
sus mejores intérpretes.
No es esto lo más grave. Con las omisiones y tole­
rancias y blanduras y suavidades y condescendencias
de que acusan á S. S. los católicos, fa.Ua, contra su vo­
luntad, (y en ese sentido no es verdadera falta), á los
derechos y deberes sociales.
P a ra decir eso, parto de una base en que creo que
S. S. estará conforme conmigo: la de que el error es un
veneno para la inteligencia, la de que en materia grave
el error consentido y voluntario es la muerte del alma;
porque el alma sólo vive de la verdad. Por consiguiente,
- 299 -

así como hay leyes para castigar á los falsificadores de


la moneda ó de documentos de cualquiera clase, y se
castiga, sobre todo, á los notarios que tienen la fe
pública cuando faltan á esa fe en ellos depositada, así
debe haber leyes más severas, más terribles, para los
falsificadores de la ciencia, para aquellos que quieren
presentar la ciencia como contraria á la religión cuan­
do esto no es posible. Sin embargo, ved lo que sucede,
señores Senadores: se permite que toda clase de micro­
bios puedan esparcir todo género de pestes en las cáte­
dras oficiales, y en cambio se estorba el acordona-
miento en todo lo posible: que á eso equivale el dificul­
tar, el poner trabas, el suscitar óbices á la enseñanza
doméstica y á la privada, Se deja que en las cátedras
oficiales, á mansalva, impunemente, atropellando todos
los derechos, se propinen los venenos más activos; y
luego se obliga de una manera más ó menos directa á
que vaya á envenenarse en esos centros la juventud.
Esto,-ya lo decíá Villada en sus Reclamaciones lega-
les, con grandísima razón, «esto es insufrible».
Todo individuo de una sociedad tiene derechos y
deberes que cumplir; ahora bien, es evidente, como
decía Taparelli en su nunca bastante ponderado Dere­
cho natural, «es evidente que los derechos de los aso­
ciados, del individuo social, relativos á la verdad, son
el que no se le impida saber las verdades conducentes
á su fin último y su fin próximo». Y ¿respetará esos de­
rechos del Estado que abre escuelas donde á los ciuda­
danos se los aparta de su verdadero fin, dándoles una
ciencia de mentira, que es peor que no saber nada?
Su Señoría es la cabeza visible, digámoslo así, el
jefe del profesorado, y el profesorado es un organismo;
debe, por tanto, S, S., como toda cabeza, procurar que
no se disuelva el organismo, que no se separen sus p a r­
tes, que son las inteligencias, las cuales solamente se
pueden unir en la unidad de la verdad: el error es una
división, es una negación de la realidad. El Sr. Ministro
de Instrucción pública, por otro lado, es el jefe de la
educación nacional, y ha de vigilar porque la educación
nacional sea un hecho. Pues bien, como lo advirtió una
de nuestras glorias nacionales, el ilustre pedagogo y
presbítero Manjón, «la primera condición de la educa­
ción es la unidad; desde el momento en que están en
divergencia los agentes principales, que son los alum­
nos, los padres, l a religión y los maestros, la educación
no se consigue» .
Deber de S. S. es, como de los otros Ministros,
promover el bien público; y lo promueve, ¿quién lo
duda? Pero yo repito á S. S. lo que ya en el año 1854
dijo Pío IX al Arzobispo de Friburgo: «Generaciones
educadas de este modo (como se deja en España que
se eduque, casi sin religión y permitiendo íl los catedrá­
ticos que enseñen lo que quieran contra la religión),
estas generaciones serán causa de males funestísimos
para la familia y el Estado.» Y que en esto fué profeta
lo están diciendo las estadísticas del racionalista fran­
cés Houillé y del positivista italiano Garofalo.
La misma familia con tales condescendencias, la
misma familia también padece, también es lesionada en
sus derechos; porque los alumnos, Sr- Ministro, antes
que del Estado, antes que de los profesores, son de los
padres, representan en la cátedra el derecho de sus
padres. Cuando el error se divulga, cuando el error se
permite, cuando se autoriza por todas las leyes en todas
- 301 -

las formas para toda la sociedad, no es eso tan grave,


no es eso tan criminal, iba á decir, como permitirlo
sólo relativamente A los alumnos inermes é inexpertos.
En ellos la planta de la creencia no lia arraigado aún y
fácilmente se arranca; la luz de la fe es trémula, vaci­
lante, y al menor soplo, con mucha facilidad, se extin­
gue. No están preparados para resistir los ataques del
error y comprender los sofismas de los profesores; no
tienen el criterio ilustrado suficientemente para distin­
guir en todas las materias lo verdadero de lo falso; y
darles guías y mentores que se dediquen á apartarlos
de la religión de sus padres es un pecado de complici­
dad, equivale á cooperar para que abusen de la supe­
rioridad intelectual, de la autoridad que les dan la toga,
los años y un puesto oficial, y de la confianza que en
ellos depositan los padres, y de la misma obediencia
que les prestan los alumnos. Eso es un delito con todas
las de la ley, con premeditación^ con alevosía, hasta
con ensañamiento. Más iba á decir: que es una verda­
dera corrupción de menores, y quis el padre que á sa ­
biendas lleva sus hijos A esas cátedras de pestilencia, A
esos centros que son centros de corrupción, pone un
acto que, según escribía en 1885 el Cardenal Sanz y
Forés, recuerda, «el crimen de prostituir A una hija».
Por esto, porque es tan grave lo que pasa y.se deja
pasar, me he creído en el deber de llamar la atención
del Sr. Ministro. Y ¡cuánto me alegraría me contestase
que él no sabía que tal cosa sucediese! Cuánto conven­
dría para el bien de la religión, de la patria y de la
enseñanza misma, que declarase aquí no estar dispues­
to A permitir que eso continúe sucediendo. Quizá p r o ^ ^ ^
testarán los liberales, que son muy temibles por.su .
/> < " ■ ' \
- 302 -

elocuencia y por su acometividad. Pero no importa,


señor Ministro; con S. S -esta ría la opinión, y, sobre
todo, estaría la verdad, que vale más aún que la opi­
nión. Sin embargo, me temo que S. S. baga lo de
siempre: hablar mucho, con esa manera de hablar tan
correcta, tan elegante, tan elocuente que no cansa
nunca, y no decir nada por donde criticarle, ni siquie­
ra por donde poder protestar; pero, en fin, las palabras
con que su contestación me honre las oiré yo con mu­
cho gusto.
Antes de sentarme quiero suplicar á S. S- que si
alguna frase mía no le agrada, se acuerde de lo que
dije al principio; que hablaría de culpas en sentido
figurado ó metafórico, considerando las acciones y omi­
siones cual aparecen objetivamente y salvando las in­
tenciones del autor. (El Sr. Dávila. ¡Buena serie de
metáforas!)

E l S r, O b i s p o d e J a c a : N o por adular á S. S,,


pues no tengo nada por qué adularle, 3? en esta sesión
me parece que muy poco que agradecerle, diré aquí lo
que he dicho muchas veces en los pasillos y fuera del
Senado: que no conozco parlamentario más hábil. Por
eso yo, como inexperto principiante, le doy con fre­
cuencia ocasión de que luzca su habilidad para ver si
voy aprendiendo, aunque nunca llegaré á imitarle bien
porque me falta su talento y su erudición. Hoy ha con­
seguido dos triunfos: contestarme tan latamente sin
contestar á lo que yo quería, }r ganar ios aplausos de
los liberales como tendrá mañana los de la prensa libe­
ral. Aunque lo que aplaudían en el Sr. Ministro era
- 303 -

las doctrinas, por ver que son doctrinas liberales; y en


ese sentido los aplausos sonaban á censura para su
persona, porque si profesa las mismas doctrinas que su
antecesor, no hay motivo para que su antecesor, nn li­
beral, no ocupe el puesto que él está ocupando. (El
señor Conde de Esteban Collantes: Se han trocado los
papeles.) Pero la comedia sigue lo mismo, (El Sr. D á ­
vila: Qué tal serán las doctrinas de S. S. que nos pa­
rece liberal el Gobierno.—Risas.)
También el Sr. Ministro dió otra prueba de su ha­
bilidad, dando extensión extraordinaria á lo que dije
de los Congresos católicos. ¿Cómo había yo de querer
decir que esos Congresos fueran como el de los Dipu­
tados, y que sus leyes obligaran á S. S., ni que sus
acuerdos tuvieran la autoridad de los que toman los
Prelados en los Concilios? Sin embargo, los católicos,
los que votan á los conservadores, van á esos Con­
gresos y oyendo cómo allí hablan, algunos creen que
cuando vengan al Parlamento y más si son Ministros
van á cumplir lo que allí ofrecieron según las declara­
ciones hechas (El Sr. Ministro de Instrucción publi­
ca: Yo no hice ninguna declaración). Y a lo sé. Pero
las han hecho otros que, al llegar á sentarse donde S. S.
se sienta ahora, hacen de las conclusiones de los Con­
gresos católicos el mismo caso que ahora haceS . S-
Ya sé que S. S. no va á esos Congresos; y es lástima
que no vaya, y es extraño que deje de ir, y mayor
lástima y extrañeza me produce el ver que parece se
alaba porque no asiste, pues en Bélgica los Ministros
católicos van á los Congresos Católicos, y lo mismo
sucede en otros países donde los Ministros además de
ser católicos no se avergüenzan de parecerlo.
- 304 -

Su Señoría dejó sin contestación mi demanda, aun­


que ésta era bien sencilla. Hablando en términos fo­
renses en los que S. S. está tan ejercitado, diré que se
reduce á una cuestión de hecho y A otra de derecho.
Fundamento de hecho. ¿Es cierto ó no es cierto, señor
Ministro, que en muellísimas escuelas primarias y en
varios institutos hay colocados entre los demás, y A dis­
posición de todos como los demás, libros condenados
nominatim por la Santa Sede, libros que se han lleva­
do del Departamento ministerial de S. S.? Que cite
casos concretos, me decía el Sr. Ministro. Pues bien,
entre mil que podría, citaré uno: el de la escuela de Po-
bladura del Valle, que conozco por haber pasado en
aquel pueblo de la provincia de Zamora algunos v e ra ­
nos. Y ¿por qué he de citar yo casos concretos? ¿Por
qué no los conoceS. S. que es quien tiene los medios y
la obligación de conocerlos? ¿Por qué la palabra de un
Senador que le denuncia abusos en enseñanza, no habría
de bastar para que S, S, se pudiese á indagar su exis­
tencia? Mi sola denuncia ¿no debería ser suficiente para
que S. S. pidiera datos oficiales y particulares acerca de
los libros de enseñanza, y aun enviase Inspectores de
su confianza A los centros de instrucción pública, y
hasta fuera en persona á inspeccionarlos, pues en nada
más xítil podría pasar el tiempo? (Risas). Un represen­
tante del país no es un acusador privado que deba pro­
bar los hechos que imputa. Además, yo no acuso A
nadie más que á S. S., á S. S. que no sabe ó afecta no
sa b erlo que sucede en su casa, en su departamento,
cuando lo saben todos, cuando todos á voces lo criti­
can. Y más que á S. S. acuso á su particfo que, después
de haber partido en dos el Ministerio de Fomento, no
— 305 -

hace otras dos de una de esas partes, del Ministerio de


Instrucción pública, creando un Ministro, con cesantía
y todo, nada más para la Instrucción primaria; pues
así, vigilada por dos, estaría más vigilada la Instruc­
ción pública.
No diré que no hay peor sordo que el que no quiere
oír; sino que S. S. no ha oído bien lo que dije. ¿Cuándo
dije yo nada de las librerías de que se surten los Insti­
tutos? Mencioné las librerías que hay en algunos de los
mismos Institutos, A los cuales también surte g ra tu ita ­
mente ese gran librero que se llama el Ministro de Ins­
trucción pública. E n ésas es donde querría yo que se
hiciese un expurgo parecido a! que hicieron el cura y el
barbero en Ja librería de D, Quijote, según nos refiere
Cervantes en su incomparable libro, cuya lectura desde
hace poco es obligatoria en las escuelas, á pesar de que
buen número de sus frases se escribieron no para ser
imitadas sino para ser reídas y para que puestas en ri­
dículo nadie las volviese á emplear. Tampoco dije que
S. S. sea dueño de las bibliotecas pertenecientes á su
Ministerio, sino que es dueño de quitar y poner en ellas
los libros que tenga por conveniente.
Ni menos he anunciado interpelaciones sin anunciar
sobre que, como tanto ha repetido S. S. para que a p a ­
reciese incorrecto mi proceder parlamentario. Lo que
está escrito se lee, y poco importaría negarlo. El D ia­
rio de Sesiones está aquí y dice que mi interpelación
fué anunciada anteayer y que era motivada por lo si­
guiente; «Por permitir y consentir que en las escuelas
oficiales se tengan y se expliquen libros heterodoxos.»
¿Lo quiere más claro, Sr. Ministro?
Finalmente no sé de dónde saca S. S. que yo lanzo
20 IN JU S T IC IA S i >e l esta d o espa ño l
- 306 -

aquí excomuniones. Yo no puedo hacer eso más que


en mi diócesis respecto de mis feligreses. Hablo con
Su Señoría como hablaba conmigo el Sr. Dávila el
otro día diciendo que «de barbero A barbero no pasa
dinero». Pero ¿qué inconveniente hay en recordar las
leyes y castigos de la Iglesia? ¿No podría yo citar aquí
dos palabras de una Constitución pontificia, cuando
antes de llegar aquí pude escribir acerca de esa Cons­
titución todo un libro? jAh! decía el Sr. Ministro; es
asunto muy delicado éste. Y tanto. Sobre todo para el
señor Ministro. Por eso no he de insistir en él.
Y pasaremos á otra Constitución: á la q u e hoy te ­
nemos en España. De la cual se extrañaba el Sr. Mi­
nistro, que yo no hablase bien. ¡Como si pudiera hacer
eso el que como yo no ha hecho otra cosa que hablar
mal de ella! Pero S. S. la ha jurado, me replicaba el
señor Ministro. Efectivamente, la hemos jurado los
dos; y yo la cumplo y S. S. no (risos) en lo que se r e ­
fiere á la enseñanza heterodoxa. Yo he jurado la Cons­
titución... (El Sr. Dávila: ¿Sin reservas?) Con reser­
vas, Sr. Dávila (rumores), y para que no convirtamos
el templo augusto de las leyes en una escuela de pár­
vulos hablando de cosas que todo el mundo sabe, y
sabe mejor que todo el mundo S. S., si S. S. lo acepta
le voy á mandar un libro mío que está de texto en al­
gunos Seminarios, y fué premiado en un certamen na­
cional: en él hay un epígrafe del tenor siguiente: «El
juramento de la Constitución», y allí verá S. S. cómo
los Prelados juramos la Constitución; allí podrá leerlo
que Su Santidad, por medio del Nuncio en España,
dijo en circulares dirigidas A todos los Metropolitanos,
y lo que dijo el Gobierno mismo del Sr. Cánovas del
- 307 -

Castillo en cuanto al sentido en que se jura la Consti­


tución. {El Sr. Dávila: Lo agradeceré mucho, aunque
sé cómo los Prelados han jurado la Constitución. El
señor Conde de Esteban Collantes: Pero el señor
Cánovas del Castillo no diría eso después de haberse
admitido la promesa.) Aun después; y por eso he de
añadir que me extraña mucho, y en algún escrito
mío hace tiempo he manifestado mi extrañeza, que
personas como el Sr. Polo prometan y no juren, por­
que si ej juramento obliga, la promesa obliga también,
y el juramento puede hacerse en la forma autorizada
por la Santa Sede.
Pero más causa de extrañeza es oír á un Ministro,
qué no rige el Concordato. (Un Sr. Senador: No ha
dicho eso.) Pues pudo haberlo dicho, porque se porta
como si lo dijera. Y me parece que bastante lo dijo con
dccir que al Concordato le pasa lo que á D. Severo
Catalina, que en paz descanse.
Sería gracioso, graciosísimo, que el Concordato ri­
giera para aquello que á vosotros os conviene, y que
no rigiese en lo que no os conviene: es decir, que no se
tira ra de la cuerda para todos, y que al romperse se
rompiera sólo por una parte. Yo no sé si el Sr. R odrí­
guez San Pedro tendrá bienes eclesiásticos ó si los ten­
drá algún otro señor Senador. Esos bienes no se podían
tener antes, so pena de excomunión; y esa excomunión,
de la que hoy algunos parece que no hacen gran caso,
era muy importante para nuestros antepasados. L a
Santa Sede, con benignidad apostólica, levantó en el
Concordato la excomunión que pesaba sobre los posee­
dores de bienes eclesiásticos que el Estado por valor
de muchos millones había vendido. Y eso está perfecta­
- 308 -

mente; os parece muy bien lo que en esta parte dispone


el Concordato.
En él no se suprimió el Patronato para el nombra­
miento de Obispos, de canónigos y de curas, y no sé si
también de monaguillos, y eso ya procuráis que tenga
fiel y exacto cumplimiento; pero el Concordato dice: la
educación y la instrucción en las escuelas públicas será
conforme á la religión católica, y eso, según vosotros,
no rige. ¿Por qué? Porque al Concordato, nota el señor
Ministro, le pasa lo que á D. Severo Catalina: al cual
ya sabemos que le pasó no sólo el morirse sino el pasar
de este mundo al otro antes de venir la Constitución.
Bueno; pues yo digo, y ya sé que el Sr. Dávila va á
protestar, (El Sr. D ávila: Yo no protesto, porque tengo
de antemano protestado todo lo que diga S. S.) Me
complace que estemos disconformes por completo; así
estoy seguro de acertar siempre. Digo con la protesta
implícita del Sr. Dávila, que si ese bloque que pensáis
los caballeros andantes de la libertad formar en Z ara­
goza, llega á tener resultado práctico, y se viola nue­
vamente el Concordato proclamando la libertad de
cultos, para lo cual es preciso revisar la Constitución,
los católicos deberíamos pedir la revisión del Concor­
dato, y veríase quién ganaba y quién perdía con esas
revisiones. Más libertad de cultos que la que hoy anti­
constitucionalmente permiten los Gobiernos ya no cabe:
reformada la Constitución no habría el pecado de la hi­
pocresía con que se quiere engañar á los católicos, y
no se faltaría á la Iej^ fundamental. L a falta principal
consistirá en acabar de romper un contrato solemne
sin contar para nada con la otra parte contratante. (El
Sr. D ávila: Aquí e*i estos bancos no se ha pensado en
i - 309 -

reformar la Constitución.) Me alegro mucho. Hasta


ahora no sabían hablar de otra cosa algunos libe­
rales.
Pero sigamos el hilo ó la maroma del discurso.
Decfa antes que el Sr. Ministro no me entendió bien; y
digo ahora que soy yo quien no debe de entender bien
A S. S ., pues cosas me pareció oirle que parece imposi­
ble las dijera.
Me ha parecido oír á S. S. palabras que indudable­
mente fueron más allá de su pensamiento, pues son
propias de un avanzadísimo liberalj'tal es lo de la liber­
tad de la cátedra y la inviolabilidad de la ciencia. Pero
¡si la ciencia no puede ser libre, Sr. Ministro! La cien­
cia, lo sabe mejor que yo S. S., tiene principios fijos A
que sujetarse, tiene leyes por las cuales regirse y un
procedimiento lógico que necesariamente debe seguir.
¡La libertad de la cátedra! De modo que según S. S. es
una especie de lugar inmune contra todas las leyes,
cuando, como decía muy bien Rodrigo Sanjurjo, cate­
drático de Madrid, en un libro sobre la segunda ense­
ñanza, la cátedra no puede ser ni Ateneo, ni Congreso,
ni lugar inmune contra las leyes.
Si por la libertad de la ciencia se entiende la de
enseñar cualquiera doctrina, aunque sea contraria á la
verdad católica, no diré que eso esté condenado, por­
que S. S. va á decir que le excomulgo, pero sí que
tampoco se puede sostener eso. Si esa libertad fuese
legítima no la condenara la Iglesia, que es la madre y
amparadora de todas las libertades legítimas. La reli­
gión no pone límites ni tropiezos á la ciencia: pone de
manifiesto los existentes, como el que traza una cai'ta
geográfica ó marina y dice á los navegantes 3* A los
- 310 -

viajeros los escollos que han de evitar y los caminos por


donde deben ir, sin que nadie se queje de que eso es aten­
ta r contra la libertad de los viajeros y de los marinos.
¡La libertad de la ciencia! ¿Daríamos al tren la libertad
de descarrilar, y al río la de desbordarse? No hay liber­
tad fuera de la verdad, y no hay verdad contra la reli­
gión católica, porque no hay verdades entre sí con­
trarias.
Otra afirmación hizo S. S. que tampoco sé cómo
entender: la de que el Profesor tiene la misma libertad
que los demás ciudadanos. No; tiene menos. Se la ha li­
mitado él mismo al aceptar un cargo al cual van anejas
obligaciones particulares. Se la limita la Constitución
de la Monarquía española al estatuir en su artículo
doce que «una ley especial determinará los deberes de
los profesores y las reglas á que ha de someterse la
enseñanza». Según el artículo anterior no se molestará
á nadie por sus opiniones religiosas; pero según este
artículo hay que molestar y castigar al Profesor no por
las opiniones religiosas que abrigue en su conciencia,
sino por las que enseñe en la cátedra contra la Religión
del Estado que le nombró y le paga. Se le castiga no
como ciudadano sino como profesor, como un ciuda­
dano cuya profesión le impone deberes que los otros
no tienen, Lo explicaban así los catedráticos de la
Universidad de Salamanca el año 1891 en una circular
dirigida A los demás catedráticos de España: «Pasa el
Santísimo (decían) por una calle y la tropa rinde armas;
¿qué sucedería si un oficial ó un soldado se negase, á,
cumplir la ordenanza? Pues se le castigaría. No podrá
invocar su derecho de ciudadano. Pues lo mismo suce­
derá á un catedrático; tiene que rendir las armas ante
- 311 -

la religión del Estado, tiene que prestarla oficialmente


el debido acatamiento.»
L a obligación de los Profesores en lo que se refiere
A la religión católica, no puede ser más clara. Ahora
quiero, le suplico, que me diga claramente lo que ha
de hacer con respecto íl los Profesores que no cumplen
esa obligación. Que hay algunos que no la cumplen,
puede comprobarlo S. S.; debe comprobarlo después
de mi denuncia, denuncia que más concretamente en
repetidas ocasiones han presentado á los gobiernos
diversos obispos.
Esperando su contestación me siento, no sin rogar
al Senado que me dispense si he sido demasiadamente
difuso. Cuando en la otra Cámara multitud de orado­
res han estado multitud de días combatiendo la ense­
ñanza religiosa, espero se me perdonará á mí el haber
combatido la enseñanza antirreligiosa durante algunos
minutos.

E l Sr , O b is p o d e J a c a : Pido la palabra.
E l S r. P r e s id e n t e : Se suspende esta discusión.
(Sesión del 1S de Noviembre.)

VI

M unicipios que no pagaron la enseñanza

He anunciado un ruego al Sr. Ministro de Instruc­


ción Pública y no sé si irá bien encaminado; pero sé
que si no lo fuere tendrá conmigo la cortesía que se tiene
- 312 -

hasta con los mendigos cuando se equivocan de puerta


y no habrá de decirme: «Perdone, hermano, por amor
de Dios: vaya á la puerta del lado.» Cuando se trata
de pedir, nunca se encuentra al Ministro del ramo;
pero como yo conozco la bondad del Sr, Ministro, por
eso voy á esta puerta de Instrucción pública, y entro
por ella con mucha confianza, seguro de ser bien reci­
bido, como lo he sido siempre, como lo fui sobre todo
cuando me permití en Marzo impugnar el Real decreto
sobre Juntas locales de enseñanza: Real decreto de
que no se enteró hasta hoy la prensa que hoy viene
extrañándose de que nadie haya protestado contra él,
lo que prueba que tampoco se enteraron de lo que yo
aquí dije, á menos que les pareciese que mis censuras,
por expresarse en forma tan suave y anodina, no mere­
cían el nombre de protesta. Ahora llamaré su atención
sobre cosas menos trascendentales para la enseñanza,
aunque su trascendencia tienen para los que á. enseñar
se dedican. Quiero que S. S. me escuche la triste y
lamentable historia de un Maestro en lucha con un
Municipio por un pedazo de pan. Cito este maestro y
no otros que se encuentran en el mismo caso, por ser
paisano mío. El no me ha pedido nada; pero se dirigen
á mí otras personas que indudablemente se figuran que
cada Senador es un desfacedor de entuertos obligado á
romper lanzas contra todos los malandrines que tienen
encantada y como en prisiones á la Administración
Pública.
L a historia es algo parecida á aquello del Quijote:
«El gato al rato, el rato A la cuerda, la cuerda al palo,
etcétera». El año 1900; se debían á la esposa y al infe­
liz maestro de Carracedelo del Víerzo, provincia de
- 313 —

León, 1,507 pesetas. Estuvieron esperando tres años,


y en vista que no conseguían que el Ayuntamiento
les pagase, en 1904 acudieron al Gobernador civil de
León, y éste acudió al Delegado de Hacienda, y
éste al interventor, y éste al tesorero, y en tantas
idas y venidas, vueltas y revueltas, se pasó el año.
En 1905 se nombró un agente ejecutivo para que obli­
gase A aquel Ayuntamiento al pago; y el A y u n ta ­
miento sin pagar y las costas subiendo hasta llegar la
deuda á 3,100 pesetas: se constituyó un tesorero para
que recogiese de aquel Ayuntamiento el 6 6 por 100 de
su presupuesto municipal y... a!lí no pasó nada más
que el año dejando al Maestro sin cobrar. La burla
parecía ya muy pesada; y entonces se consultó con el
Fiscal; el Fiscal dijo que se consultara con el Abogado
del Estado, y el Abogado evacuó la consulta diciendo
que llevaran á los Tribunales el asunto. Con todo eso
se pasó otro año, y en su fin, en diciembre, se envió
una orden de esas que se llaman rajantes, diciendo al
Alcalde: «y esta oficina lo traslada A V. como respon­
sable directo para que, en el improrrogable plazo de
quince días, ingrese ese Ayuntamiento en el Tesoro
las 1,507 pesetas 80 céntimos por el referido concepto
de Instrucción Pública del año 1900, puesto que la
expresada cantidad fué ingresada en arcas de ese Mu­
nicipio». Como ha llovido tanto desde entonces, ese
oficio es un papel mojado. Se sabe que para pagar al
Maestro han ingresado los fondos en el arca del Muni­
cipio; lo que no se sabe es cómo sacarlos de allí. Y yo
ruego al Jefe de los Maestros que influya para ver de
conseguir que sus subordinados puedan tener el pan
que les retienen los Ayuntamientos.
- 314 -

La he pedido para dar Jas


E l S r . O b is p ó l e J a c a :
gracias al Sr. Ministro de Instrucción pública por los
buenos propósitos que ha revelado, que no son sino los
que yo suponía.
Dice S. S., que influirá y hará lo posible porque
cese la situación en que se encuentra ese maestro con
relación al Municipio. Lo estimaré mucho; y aun me
atrevería á rogar que se dictara una disposición que
pusiera término á los abusos que cometen otros Muni­
cipios resistiéndose á pagar sus antiguas deudas.
Efectivamente, está en lo justo S. S.; hablo con fre­
cuencia de la prensa. Esa es una cspccie de manía en
mí, y por eso hablaré también dentro de un momento
dirigiéndome al Sr. Ministro de Gracia y Justicia. L a
prensa no siempre refiere lo que aquí se trata, y, sobre
todo, no siempre lo refiere bien, Pero no porque ella
calle se deja de oir fuera lo que aquí decimos. Como
Su Señoría me explicaba en una ocasión, también aquí
se puede hacer propaganda de ideas, y cuando éstas,
añado yo, son verdaderas y oportunas, la Providencia
las lleva sobre alas invisibles A terrenos donde germ i­
nan y arraigan.
(Sesión del 21 de Octubre de 1908.)
V II

Maestros que no pueden cobrar

E l S r . P r e s i d e n t e : El Sr. Obispo de Jaca t ie n e la


palabra.
E l S r . O b is p o d e J a c a : Para dirigir en primer
lugar un ruego al Sr. Ministro de Fomento. E n Agosto
terminó el plazo de admisión de solicitudes para las
oposiciones al Cuerpo de inspectores de higiene pecua­
ria, y como se tra ta de funcionarios que importa mu­
cho que pronto estén desempeñando su cargo, y ha pa­
sado ya bastante tiempo para que las oposiciones pue-
dan celebrarse, me permito rogar al Sr. Ministro
procure que A la mayor brevedad posible se verifiquen.
Al Sr. Ministro de la Gobernación tengo que refe­
rirle una triste y lastimera historia como ya la califi­
caba cuando aquí por extenso se la conté al Sr. Ministro
de Instrucción pública, de un maestro de mi tierra, del
de Carracedelo del Bierzo, el cuai, después de agotar
todos los medios legales, después' de haber hecho en
favor suyo todo lo posible el Gobernador civil, la
Administración de Hacienda y hasta las autoridades
judiciales, continúa todavía sin cobrar lo que le adeuda
el Municipio. Sabía entonces de otros varios A y u n ta ­
mientos que eran tan buenos pagadores; después he
sabido de muchos más, algún® como el de Adahuesca
que no paga deudas del año 1895 á pesar de las amena­
zas del Ministerio.
- 316 -

Yo su pongo que todo se arreglará cuando el proyecto


de Administración local esté aprobado; porque enton­
ces los Municipios, agradecidos á la libertad, á la inmu­
nidad y casi independencia que se les va á conceder,
para no dejar mal á ios que hayan votado tal gracia
variarán radicalmente de conducta 3'... hasta pagarán
sus deudas. Pero mientras tanto, hay algunos maestros
que no tienen que comer porque les han comido sus
pagas los encargados de la Administración local.
Dije en otra sesión que había maestros á quienes
estaban adeudando los Municipios 1,500 pesetas, y hoy
debo decir que ha}^ algunos á quienes se deben hasta
2,000. Ejemplo de elto, aunque ejemplo malo, el A yun­
tamiento de Alendia de Guadix, cuya maestra, por no
poder mantenerse allí, ha tenido que marcharse, y está
haciendo reclamaciones constantemente 3' todavía no
ha podido cobrar nada. El Sr. Ministro de Instrucción
pública á quien recordé la desdichada situación de sus
subordinados, me contestó que correspondía á él mi
ruego por su amor al Magisterio y á la enseñanza, pero
que el encargado de hacer cumplir mis deseos y los de
esos pobres profesores es S- S. Por esoS r. Ministro de
la Gobernación me he permitido molestarle, en la segu­
ridad de que adoptará las medidas oportunas para que
algunos Municipios no sigan burlando la ley.
(Sesión de 30 de N oviem bre de 1908.)
V III

Los Profesores de Religión: L os hijos de los


Guardias en las escuelas: La inam ovili-
dad de los funcionarios del Ministerio de
Instrucción

E l S r. P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


dé Jaca.
E l , S r, O b is p o d e J a c a : Tengo que dirigirme al
señor Ministro de Instrucción pública.
E l S r. P r e s i d e n t e : El Sr. Ministro de Instrucción
pública se halla en la Comisión de presupuestos y ven­
drá inmediatamente.
E l S r . O b is p o d e J a c a : Como son ruegos q u e la
Mesa puede transmitirle, si me hace este obsequio, no
dejaré por eso de explanarlos, aunque con breves pala­
bras por no encontrarse el Sr. Ministro presente.
Uno de los ruegos no corre prisa que se conteste
hasta dentro de medio año; por eso principiaré por él.
Al Sr. Ministro de Instrucción pública le gusta madu­
ra r las resoluciones, estudiarlas. Sin embargo, supongo
que en seis meses tendrá tiempo para que oportuna­
mente nos diga acerca de ello su dictamen y su fallo.
Me refiero á los Tribunales de reválida para obtener su
título los maestros. H ay algunos Institutos donde al
hoy llamado capellán, ó sea al profesor de Religión y
- 318 -

Moral, se le admite en el Tribunal, y hay otros donde


no se le admite, interpretando, á mi juicio malamente,
un Real decreto de Mayo de 1903; de donde resulta per­
juicio para la enseñanza de nuestra religión, A la que se
concede tan poca importancia, y también algo de des­
doro para ese profesor, á quien, A pesar de su profesión
y de ser licenciado, no se le permite estar con sus com­
pañeros en ocasión en que se va á juzgar de las aptitu­
des y conocimientos para poder enseñar la religión en
las escuelas del Estado. ¿Quién podrá juzgarlo mejor
que los Ministros de la misma religión, mejor que los
sacerdotes?
Y hablando de profesoresde Religión y Moral,deseo
también que el Sr. Ministro procure, á la mayor breve­
dad posible, proveer las plazas vacantes. El Sr. Conde
de Romanones dictó una disposición, A la que no be de
calificar de buena ni mala, porque su autor no se halla
presente, que quitaba á estos Profesores hasta el nombre
de Profesores, y prescribía que fuese uno mismo el de
las Escuelas Normales y el de los Institutos, y fué causa
de que muchos quedaran excedentes. Eso hizo el señor
Conde de Romanones; pero lo que de seguro no hubie­
ra hecho el Sr. Conde de Romanones, es, cuando ya no
hay excedentes, cuando hay que cubrir las plazas,
dejarlas por proveer como hace el Sr, Ministro de Ins­
trucción pública, A quien ruego procure proveerlas lo
más pronto posible y en la forma más conveniente, que
no es, ni mucho menos, la que ahora está en práctica.'
Otro de mis ruegos es motivado por las deudas á los
Maestros de escuela. Se les debe mucho (sólo, por
ejemplo, A los de Tortosa, cien mil pesetas) y por mu­
chos conceptos: algunos de ellos ya tuve el honor de
- 319 -

expresarlos en otra ocasión. Voy & ocuparme ahora de


uno de tantos otros de que se puede hablar; del pago, ó
mejor dicho, del no pago del material para las escuelas
diurnas.
A primeros de Enero, se forma el presupuesto de
dichos gastos, á pesar de lo cual, en el año en que esta­
mos, no se pagaron hasta último de Mayo, casi en Junio;
por lo que el pobre maestro de escuela se ve en la ne­
cesidad de tener que adelantar de su bolsillo los gastos
del material para la enseñanza; y figúrense los señores
Senadores cómo estarán los bolsillos de los infelices
maestros.
Pero es más todavía lo que pasa. En las escuelas
nocturnas para adultos, escuelas de tanta importancia
y de las cuales tanto bien resulta para la enseñanza
pública, está sin satisfacer lo gastado en material el
segundo semestre del año 1907; lo cual puede ser causa
de que algunos maestros digan lo que dice uno en un
artículo publicado en cierta revista pedagógica, que me
voy á permitir leer, por lo mismo que se tra ta de una
revista que ha hablado de mí bastante mal en alguna
ocasión: «...y si se nos niega esa protección, daremos,
sí, la enseñanza, pero en tinieblas, y nunca invertire­
mos el pan de nuestros hijos en petróleo.» Y es mu}^
grave, Sr. Ministro, que la enseñanza se vaya á dar en
tinieblas. ¿Qué dirá la historia en los venideros siglos
al referir las tinieblas de la enseñanza en tiempo de Su
Señoría, precisamente en el siglo de las luces? No sé si
hacen bien ó mal los maestros que eso escriben y los
que eso harán, pero la verdad es que no pueden hacer
otra cosa, porque no se les da medios de que otra cosa
hagan. ¿Cómo se va á pedir que un maestro de escuela
- 320 -

que no tiene ni lo preciso para comer, se quite el pan


de la boca, el pan de sus hijos, para comprar lo que
debe comprar el Estado? Y aunque'pidiese dinero, para
adelantárselo á la Hacienda pagando los gastos de m a­
terial, ¿quién se lo prestaría ante la poca formalidad del
Estado, ante la poca seguridad de que el Estado pague
sus deudas?
Otro ruego, se refiere á la Guardia civil. A la G u a r­
dia civil se le va haciendo depender de todo el mundo.
Depende ya de Gracia y Justicia, de Fomento, de Go­
bernación, y de Guerra aun en cuanto á vestuario—de
ésta—y ahora dependerá, eso se pretende, de los corre­
gidores que resucita la ley de Administración local,
aunque no será sin mí protesta y mi voto en contra. D e ­
pende también del Ministerio de Instrucción pública por
lo que se refiere á la educación de los hijos. Por más que
esta dependencia no podrá seguir; pues siguiéndose sin
pagarles los pluses, los guardias serán todos solteros,
por no poder mantener una familia. Los guardias civi­
les son modelo, como en todo, en dar instrucción A sus
hijos y procuran llevarlos pronto á la escuela; pero
como son pobres no pueden pagar á los maestros, y
algunos maestros no les admiten los hijos en la escuela
sin que paguen en concepto de ricos-
Convendrá conmigo el Sr. Ministro de Instrucción
pública en que esto es un abuso. Los hijos de los g u a r ­
dias civiles y de los carabineros tienen derecho legal,
perfecto, á que se les considere como pobres y se Ies
dispensen los beneficios concedidos á los pobres. Hay
Reales órdenes que terminantemente se lo reconocen.
Baste citar la de 7 de Noviembre de 1891. De varios
Reales decretos se deduce la propia consecuencia de
- 321 -

manera clarísima y lógica, Se establece, por ejemplo,


en el de 5 de Octubre de 1884, que todo aquel que para
la asistencia facultativa gratuita sea considerado pobre,
también lo será para la enseñanza gratuita de sus hijos;
y como los guardias civiles por repetidas Reales órde­
nes, entre ellas una de 23 de Noviembre de 1903, se con­
ceptúan pobres para los efectos de la asistencia facul­
tativa, es evidente que lo mismo deben conceptuarse
para los efectos escolares. Por tanto no deben dar sus
hijos retribución ninguna al Maestro, y el Maestro debe
darles gratuitamente el material móvil de escuela, pues
con arreglo á la Real orden de 22 Noviembre de 1858,
la mitad de la consignación para material ha de desti­
narse A compra de libros, tinta, papel y plumas para
los niños pobres.
E ntre los varios maestros que no hacen caso de las
citadas disposiciones, no citaré más que uno, el de To-
rresandino, en la provincia de Burgos y partido de
Lerma. Allí hay guardias civiles con cuatro hijos y
hay un maestro que por cada hijo que lleven á la es­
cuela les cobra cuatro reales mensuales, es decir, un
nuevo descuento de cuatro reales al mes sobre un
sueldo que además de ser escasísimo no paga por en­
tero el Estado. Como además de esas pesetas tendrían
que pagar las que costasen los libros y i tensilios para
la enseñanza, hay guardia que no puede llevar sus
hijos A la escuela. Yo ruego á S. S. que ponga coto A
tales abusos.
Claro es que la culpa no la tienen los maestros.
Estos cumplen bien lo que está mandado: los que cum­
plen mal son esas Juntas municipales de instrucción,
son los Municipios, que en algunos puntos resultan
21 IN JU S T IC IA S D E L EST A D O E S P A Ñ O L
- 322 -

verdaderas calamidades; de cuyos desastrosos efectos


no sé cómo nos libraremos cuando tengan el poder y la
importancia que les concederá la ley de Administra­
ción local. Mejor dicho, el principal culpable es el Go­
bierno que concede á los Presidentes de los Municipios,
á los Alcaldes, más atribuciones de lasque legalmente
les están conferidas. A este propósito yo quisiera pre­
guntar al Sr. Ministro, que es buen letrado y no me ha
de llevar nada por la consulta, si una ley puede ser
derogada por un Real decreto ó por la costumbre,
porque si eso no puede ser; ¿cómo puede Su Seño­
ría consentir que preceptos terminantes de la ley
queden incumplidos^ Y notad, Sres. Senadores, una
diferencia notable; los que somos tachados de clerica­
les, nos ocupamos en pedir el cumplimiento de la
Constitución y de las leyes, y los anticlericales se ocu­
pan en infringirlas. El artículo 9 o de 1n le}7 de Ins­
trucción pública dice que ésta será gratuita para los
niños cuyos padres, tutores ó encargados, no puedan
dársela. ¿Cómo se comprueba que no se la puedan dar.''
La ley lo dice seguidamente: «Mediante certificación
expe.dida por el respectivo cura párroco y visada por
el alcalde.» Pues hoy para nada se cuenta en estos
asuntos con el cura párroco; se prescinde en absoluto
de sus certificaciones; las da por sí y ante sí el alcalde.
No sé si los párrocos tienen interés en que la ley se
cumpla; pero yo tengo.interés en hacer constar que la
ley en la parte que co n c e d e alguna intervención á los
párrocos, no se cumple por parte de un Ministro del
Gobierno conservador.
Terminaré, puesto que parece se desea, y 3^0 no he
de ser obstáculo, entrar pronto, para salir pronto á va­
- 323 —

caciones, en la discusión de los p resu pu estos, (El señor


D ía z Moren: N o h a y prisa.) E n to n c e s p o d ré h a b la r
con nn poco más de calm a. T e r m i n a r é , repito , con un
r u e g o que es de especial im p o rta n c ia , re la tiv o A los fu n ­
c ionarios del M in iste rio de I n stru c c ió n pública, tales
com o los individuos del C u e rp o de a rc h iv e r o s , del C o n ­
sejo de Instru cción , del I n s titu to G eo g rá fic o , etc.
Y o pido p a r a ellos lo que pide la opinión pública:
que sean inam ovibles en sus funciones 3' se les c o n ce ­
d an los beneficios del M ontepío p a r a v iud e d a d e s 3r o r ­
fandades, de los que y a g o z a n los e m pleados de los
dem ás M inisterios; p o rq u e es S. S., S r. M in istro de
I n stru c c ió n pública, la única excepción que hay r e s ­
pecto á c o n c e d e r esa g ra c ia , ó m ejor, e sa ju sticia,
y yo no quiero q u e S. S. sea la única excepción en
n in g u n a cosa b u e n a . P r e c i s a m e n te en estos últimos
m eses, los M inistro s de G o b e rn a c ió n , G r a c ia y J u s t i ­
cia 3' F o m e n t o lian o to rg a d o la e x p re sa d a concesión.
Con ello h an cosechad o gloriosos la u r e le s y aplausos
ruidosísimos; con ello ha dad o un paso de g ig a n te el
p r o g r e s o de n u e s tr a A d m in istra c ió n , ¿Será que al
se ñ o r M inistro im p o rta n poco los elogios, a u nqu e sean
ta n justos, y los a d e la n to s a d m in istra tiv o s, a un qu e se a n
ta n g ra n d e s? T o d o lo c o n tr a r io . El no h a b e rlo hecho
h a sta a h o r a p r u e b a que q uiere h a c e rlo de u n a m a n e r a
p e rfe c ta , com o todo lo que hace: por eso se to m a ta n to
tiem po. C u a n d o el Sr. M inistro de F o m e n to concedió
A los em plead os de su M inisterio la m am o vil idad. y el
M ontepío con t a n t a la r g u e z a , casi con p ro digalidad ,
como la q u e v o so tro s aquí a p r o b a ste is, h a s ta el p unto
de que hoy día un individuo, po r h a b e r sido so la m e n te
un mes d ir e c to r g e n e r a l , puede d e ja r á la familia u n a
— 324 -

pensión de 12,500 re a le s p u esto que se le c o m p u ta como


servicio al efecto el tie m po que p e rte n e c ió al Consejo
de A g r i c u l t u r a y al de P ro d u c c ió n y no re c u e r d o
o tro s cu a n to s más Consejos, e n to n c e s el de In s tru c c ió n
pública m an d ó que se f o r m a r a u n a C om isión p a ra que
r e d a c t a r a un p ro y e c to a n á lo g o , el cual p r o n ta m e n te
le fué e n tr e g a d o ; y desde e n to n c e s e s tá el M inistro
e stud iándo lo , si no en el orig in al, en u na copia, pues el
orig in a l se le e x tra v io , ó como yo m ás c re o se h a r í a
ilegible la l e t r a po r ta n to leerla. S a ld r á m e ritísim o ,
so b re sa lie n te de s e g u r o , con ta n to e stu d ia rlo , ese p r o ­
ye c to ; pero ta m b ié n puede no s a lir de n in g u n a m a n e r a
si ta n to se r e t a r d a su salida.
P u e d e v e n ir u na m u e r te r e p e n tin a p a r a el M iniste­
rio (yo no la deseo, pero deseo se p e r s u a d a q ue 110 está
lib re de ella), y s e r ía m u y tr is te que al d ejar S. S. ese
banco d ejase á sus fu n c io n a rio s como e s ta b a n an tes de
o cu parlo S. S.; s e ría m uy tris te p a r a los que a p r e c i a ­
m os á S. S, que sólo de S. S. qu edasen quejosos los
fu ncion arios, si bien su prin c ip a l queja s e ría el que se
h u b ie r a dividido en dos el a n tig u o M inisterio de F o ­
m e n to , con lo cual h an r e s u lta d o ellos divididos po r el
medio, h a b la n d o en té rm in o s v u lg a r e s , p u e sto que si
h u b ie ra n se g u id o p e r te n e c ie n d o á F o m e n to te n d ría n
y a su d ere ch o reconocido, y no t e n d r ía n que p r e g u n ­
ta r s e cad a día, si aquél s e r á el últim o en los estudios
del Sr, S a n Pedro- L e s consuela la s e g u rid a d de que si
no lo hace e s te G o b ie rn o , h a r á lo in m e d ia ta m e n te el
que le suceda. P e r o siendo t a n g r a n d e ei ho nor que de
esa disposición re s u lta ¿estará tra n q u ilo S- S. al p e n sa r
que puede s e r ca u sa de q u ita r lo á su G o b ie rn o y d á r ­
selo á los con tra rio s?
825 -

La modestia de S. S. le hace creer que aun no tiene


estudiado bastante el asunto que tanto tiempo ha, por
lo que A ellos atañe, resolvieron sus compañeros. Nó
lo creemos así los que no ignoramos cuán pronto se
penetra de los asuntos S. S. Y sí algún escrúpulo le
queda, piense que al venir el proyecto A las Cortes,
todos le ayudaremos á mejorarlo á fin de que, como
siempre, pueda poner su nombre al píe de una obra
perfecta.

E l S r . O b is p o d e J a c a : Para hacer preguntas y


ruegos al Sr. Ministro de Instrucción pública encuen­
tro, aunque no siempre con facilidad, palabras; pero
nunca las encuentro bastante expresivas para darle las
gracias por la benevolencia con que siempre me con­
testa: por eso no he de expresarle ahora mí gratitud,
sino expresar mejor alguno de mis conceptos.
Sea primero, que lo que dije respecto de la guardia
civil de Torresandino, no constituye sólo un caso par­
ticular: hay otros parecidos ;í ése; por un caso sola­
mente no vendría yo á molestar la atención del Sena­
do. Por eso lo que deseaba, y ya ha dicho S- S. que lo
va A hacer, es que dirija una circular recordando á las
Juntas municipales la obligación que tienen de consi­
derar como pobres A los hijos de los que pertenecen á
la guardia civil y carabineros.
En segundo término, ya suponíamos todos que en
su celo por la enseñanza no había de dejar mucho tiem­
po sin proveer las plazas de profesores de Religión.
L a casualidad ha hecho que cada nombramiento de un
interesado coincidiera con la recomendación de un
político. El pueblo ve con disgusto que la política in­
- 326 -

tervenga en ningún nombramiento, que de algún modo


se refiera á la religión; por eso oí con agrado, que
se proponía dignificar esa clase cuanto sea posible,
dando mayor garantía de acierto á las provisiones.
Respecto al pago á los maestros no hablé de eso para
culpar á S. S. sino para que procure que pronto se les
pague- Si les hubiera pagado ya, no habría ni pretexto
para hacerle ninguna inculpación.
En cuanto á los empleados que están á las órdenes
de S. S., claro que yo confío en S. S-, confío en que no
dejará que sigan siendo una excepción, y en que no ha
de tener un criterio contrario á los demás Ministros;
pero yo deseo que lo haga pronto porque es acción
que le honrará y me alegraré de que tenga pronto esa
grandísima honra. Yo no dudo ¡cómo he de dudar!
que mientras S. S. sea Ministro ha de conservar en sus
plazas á sus subordinados si cumplen como ahora con
sus deberes; pero ¿quién responde de que en lo sucesi­
vo ocurra lo propio? ¿Por qué esos funcionarios han de
estar intranquilos en sus puestos, inseguros de su por­
venir, sin satisfacción interior y sin estímulos para el
trabajo, sin la independencia compañera de la honra­
dez, y sujetos ú sufrir los resultados de los cambios de
política, de la mayor influencia de los que codician sus
destinos, de la venganza del cacique á cuyas-injustas
pretensiones no quisieron acceder, ó sencillamente de
los caprichos de un Ministro, pues cabe en lo posible
que haya Ministros caprichosos?
(Sesión del 1 de Diciembre de 1908.)
- 327 -

IX

E l censo escolar.—El griego en Filosofía.—


Las profesoras de la Normal de Toledo

E l S r. P r e s id e n t e : T ie n e la p a la b r a el S r. O bispo
de J a c a .
E l S r . O b is p o d e J a c a : Me p ro p o n g o d ir ig ir un os
r u e g o s al S r . M in istro de I n s tru c c ió n P ú b lic a , r u e g o s
que, como s ie m p re , en b re v es p a la b ra s he de f o rm u la r;
y m e c o m p lace d ir ig ir m e al S r . M in is tr o , po rque
conozco c u á n to in te r é s tiene p o r la e n se ñ a n z a , y cómo,
po r c o nsig uien te, le co m p lace el que to d o s los se ñ o re s
S e n a d o r e s m a n ife s te m o s el m ism o in te r é s y le a y u d e ­
mos á c u m p lir, s e g ú n v ie n e cum pliendo y a , á s a t is f a c ­
ción de todos, sus d e b e r e s de p r o m o v e r y p e rfe c c io n a r
la in strucció n.
E í p rim e r o de estos r u e g o s consisLe en que á los
m a e s tr o s de escuela se les s a tis fa g a n c ie rta s c a n ti d a ­
des que se les e s tá n ad eu d a n d o . S a b e el S r . M in is tro
que en el a ño 1900 se form ó el censo e sc o la r y j u n t a ­
m e n te el censo de población. C on a r r e g l o al censo
alg u n o s m a e s tro s de b e n c o b r a r m á s de lo que c o b r a ­
ban, p o rq u e r e s u lta n m ás p e rso n a s en su d istrito esco ­
la r que las q ue f ig u r a b a n antes; m uchos sueldos, por
e sta c a u sa , d e b ie ro n e le v a rse de 625 á 825 pese ta s.
F u n d á n d o s e en q ue el censo no fué a p r o b a d o h a s ta
dos años m á s ta r d e , se c o m e te la injusticia de que los
- 328 -

créditos consignados para los aumentos referidos no


alcanzan más que hasta el año 1902, Pero lo más g rave
no es que no se consigne todo lo que se Ies debe, sino
que se les debe todo lo consignado, El 5 de Agosto
de 1905 se publicó una Real orden, donde se establecía
lo siguiente: «Que las Juntas provinciales consignen
los créditos necesarios para el pago de los atrasos.»
En 20 de Septiembre de aquel mismo año, la Subsecre­
taría ordenó la remisión de datos «para acordar las
resoluciones que procedan». Y como nada se ha r e ­
suelto, nada se ha pagado. Por eso mi pregunta al
señor Ministro: después de tantos años de reconocida
una deuda ¿no habrá llegado la hora de pensar seria­
mente en pagarla?
El segundo ruego tiene por objeto el que S. S. estu­
die el modo de deshacer, ó de reformar, lo que hizo
otro Ministro conservador; y este ruego tiene mucha
importancia, Sres. Senadores, porque dice alguna rela­
ción con la decadencia de la filosofía en España. Con
efecto, el Sr. García Alix, en 20 de Julio de 1900,
decretó: «que haya solam ente (palabra que merece
subrayarse), que haya solamente licenciatura en Filo­
sofía en la Universidad Central»; y tan solamente se
verifica esto, que hay algún curso en que no asiste un
solo alumno. Esto se dispone en el artículo 20 del Real
decreto citado; pero hay otros artículos en él no menos
funestos á la Filosofía y que son causa de la falta de
alumnos: voy á indicarlos y comprenderá S. S. que al
exponer aquí los defectos que, á mi juicio, pueden exis­
tir en la enseñanza, no lo hago por el gusto de denun­
ciarlos, sino para que se vea la m anera de ponerles
remedio..
- 329 -

EL artículo 16 de este Real decreto establece como


asignatura propia de la Filosofía, el Griego, el cual
se cursa en los dos grupos de la Licenciatura: en
el primer grupo, lengua griega, y en el segundo, len­
gua y literatura griega. El artículo 18 prescribe otra
cosa más rara: que el griego se estudiará diariamente.
No hay cátedra diaria más que de esa asignatura y otras
dos, la Psicología superior y la Etica. Resulta de aquí
que algunos creen que van A estudiar Filosofía y se
encuentran que se les hace estudiar griego; y teniendo
aptitudes para las ciencias filosóficas ven que. no las
tienen para el estudio de las lenguas; y por ello renun­
cian á ser Licenciados en Filosofía.
Yo propongo, pues, á S. S., que mire si sería con­
veniente suprimir toda la parte griega en el plan de
estudios de la filosofía, ó, por lo menos, que se decla­
rase puramente voluntaria la asistencia á esa clase.
El tercer ruego también tiene su importancia, y yo
quisiera no verme obligado á formularle; pero si algún
pecado hubiera en ello, habrá que atribuirlo al señor
Ministro, porque S. S. tiene ya conocida la denuncia
que le voy á presentar ahora: á S. S -, según me ase­
guran, le han escrito en repetidas ocasiones sobre el
asunto, y yo no tengo más remedio que hablar de él
aquí á ver sí de esta manera se consigue lo que aun no
se ha conseguido.
Se dice que al formar el horario de la enseñanza en
Toledo en las Escuelas Normales de Maestras no se ha
mirado sino á favorecer á dos profesoras que viven en
Madrid, combinando las cosas de tal manera que una
vaya allá los lunes y vuelva los miércoles y otra vaya
los jueves y vuelva los sábados, y con un solo día
- 330 -

completo por semana desempeñen todas sus obligacio­


nes. H a y dos señoras profesoras de Toledo, que no
residen en Toledo, y ahora hay tres porque la Direc­
tora está aquí, aunque con permiso, formando parte
de un tribunal de oposiciones. Resulta de ello un per­
juicio bastante grande para las alumnas, y se explican
las quejas de los padres de familia, que son los que, al
fin y al cabo, sostienen la enseñanza, y de cuyos bolsi­
llos sale el dinero para pagar esas profesoras.
EL horario oficial es el siguiente, y constituye la
mejor prueba de la justicia de las reclamaciones que
contra él se han hecho.

Lunes

10 á 11.—Ciencias: D .El Carmen Borrego, residente en


Toledo.
11 á 12. — Derecho: Sra. Directora (en ausencia la Se­
cretaria).
2 á 3.—Historia y Geografía: D .a Carmen Burgos,
residente en Madrid.
3 á 4.—Agricultura: D .a Carmen Borrego, en Toledo.
4 á 5.—Gramática: D .a Carmen Burgos, en Madrid.
D .a Valentina Aragón, de Labores, en Madrid:
jueves, viernes y sábados.

Martes

9 á 10. —Gramática: D .a Carmen Burgos.


l O á l l . —Pedagogía: Sra. Directora (en su ausencia
la Secretaria).
3 á 4.—Prácticas: D .a Dolores N., con colegio, reside
en Toledo.
- 331 -

Miércoles

10 á 11.—Ciencias: Sra. Borrego.


11 á 12,—Derecho: Sra. Directora (ó Secretaria en su
ausencia),
2 á 3.—Historia 3^ Geografía: Sra. Burgos.
3 á 4.—Agricultura: Sra. Borrego.
4 á 5.—Gramática: Sra. Burgos.

De modo que hay casi vacaciones, porque casi no


ha 3^ clase ninguna en la Escuela Normal de maestras
de Toledo, los jueves, viernes y.sábados, además del
domingo. En esos días apenas se dan más asignaturas
que labores y prácticas. En cambio los tres días en
que, de los siete de la semana, D .a Carmen de Burgos
está en Toledo, se juntan y aglomeran tantas, tan
diversas y difíciles enseñanzas, que Jas horas de clase
llegan A las ocho de la jornada de los obreros; y sin
duda por ello, comprendiendo el cansancio de las alum­
nas, se las deja sin apenas trabajar durante cuatro días
seguidos. Y eso que el día de la marcha no se puede
estar toda la hora de la clase por la hora de la marcha
del tren, y el día de la vuelta á veces no se vuelve,
porque, á pesar de los buenos deseos, hay obstáculos
en el camino, se llega tarde al tren y el tren no espera
por nadie. Con esto 3Tcon que siendo seguidas las cla­
ses hay que dejar algún intervalo entre unas y otras,
es mucho más el tiempo señalado en el horario que el
empleado realmente en la enseñanza.
Todo,más aún, se leha denunciadoal Sr. Ministro, y
siento muchísimo tener que venir á hacerme eco de las
- 332 -

quejas de los Interesados á quienes hasta ahora no se


ha oído. Vea, pues, de remediar tales inconvenientes
sin perjuicio, claro está, de las profesoras, pero en
beneficio también de las alumnas, que tienen el derecho
muy respetable de que se les atienda. Si no se puede
reformar el horario de las clases, S. S., que tanto
puede con las Compañías de ferrocarriles, haga se
reforme el horario de los trenes entre Madrid y Toledo,
Aunque lo más propio sería que se cumpliesen los a r ­
tículos 3.° y 171 de la ley de Instrucción pública y el
mismo Real decreto que dictó S. S. en 17 de Enero
sobre la obligación de la residencia.

E l S r. O b is p o d e J a c a : Ya esperaba que el señor


Ministro había de responder lo que ha manifestado; y
como entiendo que esto era muy honroso para S. S., por
eso le dirigí los-expresados ruegos, para que tuviera
ocasión de decir lo que nos confirma en la buena idea
que tenemos de cómo el Sr. Ministro trabaja y resuelve
los asuntos, está al tanto de lo que ocurre en su D epar­
tamento, y procura en todo satisfacer las demandas
de la opinión.
Aun tengo que hacerle otro ruego, y es, que estos
buenos deseos que manifiesta S. S ., que estos buenos
propósitos que tiene respecto de pagar lo que se debe
á los maestros de escuela y de reformar debidamente la
enseñanza universitaria, procure sean llevados pronto
á la práctica, que sean cuanto antes una realidad, por­
que, siéndolo, será una nueva honra para S. S., y ten­
dré yo nueva ocasión para felicitarle por ello.
(Sesión del 2 de Diciembre de 1908.)
El Estado y la prensa
I. La prensa im pía.—II. La prensa terrorista,
131. La prensa inm oral.—IV. La prensa calumniadora.

La prensa impía

E l S r . P r e s i d e n t e : El Sr. Obispo de Jaca tiene la


palabra.
E l S r. O b is p o d e J a c a : Para interpelar al señor
Ministro de la Gobernación con motivo del Real de­
creto de 16 de Marzo último acerca de las instituciones
de beneficencia particular, y no hallándose aquí, para
rogar A la Mesa se lo haga presente, A fin de que se
digne aceptar la interpelación, señalando día y hora
para explanarla.
He pedido la palabra también para rogar A mi inol­
vidable amigo el Sr. Ministro de Gracia y Justicia que
no permita continúe, como hasta el presente, siendo la
religión católica en España objeto de escarnio y ludi­
brio para ciertos periódicos que se publican aquí mismo
en Madrid. Bien sé yo, que á pesar del Concordato y
- 334 -

de la Constitución, el Tribunal Supremo permite y de­


clara legal la impugnación de los dogmas de la religión
católica hecha de una manera científica y en el terreno
filosófico, puesto que no lo prohíbe el Código penal, ese
Código íormado cuando regía en España una Consti­
tución muv diferente de la actual, cuando la forma de
Gobierno no era la misma que ho}7, y que, á pesar de
los cambios de los tiempos y promesas de los conserva­
dores, continúa intangible sin publicarse otro que lo
substituya, como realmente lo están exigiendo las cir­
cunstancias todas de nuestra sociedad.
Pero ese mismo Código, no obstante su espíritu li­
bre-cultista, indiferentista y ateo, tiene un artículo,
el 240, en el que se castiga con prisión correccional y
multa «al que escarneciere públicamente los dogmas
de la religión». Esto es sólo lo que la ley declara pena­
ble y aun esto poco va, Sres. Senadores, limitándose!
restringiéndose, y se reduce á los menos casos posibles
por las interpretaciones dei Tribunal Supremo de
Justicia. En efecto, se castiga en el Código, no el
delito de escarnio, sino el delito de escarnecer, que
aunque parecen cosas absolutamente iguales no lo son,
porque según el Diccionario hace falta más para que
un acto se considere escarnio que acto de escarne­
cer; y el Tribunal Supremo interpreta siempre el
expresado artículo cual si únicamente con el acto
de escarnecer se infringiera. Además, en vez de
atenerse, como parecía natural, á la definición que
daba el Diccionario de la Academia cuando se publicó
el Código penal, sigue la que da en su última edición
donde se requiere 3’a la tenacidad como condición para
el hecho de escarnio. Con todo eso, Sr. Ministro, 3*0
- 335 -

aseguro (y me entretendría en probarlo si no estuviése­


mos todos convencidos de ello) que, aun entendido así
el acto de escarnecer, este delito se comete un día sí y
otro también por varios de los periódicos que se publi­
can en la Corte; y yo pregunto y conmigo todos los
católicos, todos los ciudadanos amantes de que no.sean
letra muerta las leyes de su país ¿cómo los fiscales
no cumplen con la obligación que les señala el art. 105
de la ley de Enjuiciamiento criminal y no hacen que se
entable la acción criminal correspondiente contra estos
delitos en los cuales va tan interesada la sociedad A
quien representan y el Estado que les paga para ejer­
cer esa función?
Yo rogaría, por tanto, al Sr. Ministro de Gracia y
Justicia que imitara á su digno compañero el de Go^
bernación, y así como éste ha excitado el celo de sus
subordinados para que se prohíban los anuncios inmo­
rales de cierta parte de la prensa, lo cual toda la opi­
nión sensata y seria lo ha aplaudido, excite S- S.
igualmente el celo de los fiscales para que denuncien
siempre que exista, el delito de acometer de esa mane­
ra grosera, soez, villana, con esas formas de escarnio,
de ludibrio y de befa á los dogmas del catolicismo.
Porque ¿qué importa, Sres. Senadores, que la moral
se defienda si A la vez no se defiende la religión que es
la base de la moral? ¿No le parece al Sr. Ministro que
es muy poco decoroso para el Estado que su religión,
la religión oficial, la que tantos favores le otorga, esté
todos los días siendo objeto, como he dicho antes, de
burla sangrienta y de irrisión brutal por revistas, fo­
lletos y periódicos, sin que se levante, sin que se oiga,
sin que sepamos cómo es la voz del representante del
- 336 -

Ministerio fiscal y del Estado para acusar ante los T r i­


bunales á esos malhechores de la pluma, y cumplir
su oficio retribuido por los católicos, que son la inmen­
sa mayoría de los españoles? ¿No le parece convenien­
te también alSr. Ministro, que el Concordato se cumpla
por una de las partes contratantes, ya que tan exacta­
mente cumple la otra? Porque en su art. 3.° sabe S. S.
que se prometió la protección de los Gobiernos á los
Obispos «cuando hayan de oponerse principalmente á
la malignidad de los hombres que pretendan p e rv e r tir .
los ánimos de los fieles». Y, ¿qué mayor malignidad
que la de estos periodistas que con el escarnio insolen­
te y con la mofa cruel procuran, por esos medios tan
viles, apartar de los ánimos de los fieles la religión san­
ta de sus padres?
Por todas estas consideraciones yo insisto en rogar­
le, y estoy seguro de ser atendido, y bien sé que se
habría anticipado á mis deseos si hubiera parado mien­
tes en los hechos que motivan mi queja, que excite el
celo del Ministerio fiscal, á fin deq u e lea con mayor
atención la prensa y cuando note que estos delitos se
cometen entable la acción que proceda. D e otra mane­
ra, si se ha de continuar, como hasta aquí, siendo papel
mojado el Código en esta parte, lo mejor sería que se
derogase, para que nadie ignore que ya en España la
religión católica está desamparada por completo.

E l S r. Obispo de Jaca: Pido la palabra.—Para


dar las más cumplidas gracias á mi querido amigo por
la benevolencia con que, ahora como siempre, ha es­
cuchado mi ruego y por la promesa que hace de tener­
lo presente.
- 337 -

No era él motivado porqtté yo dudará de que el


Ministerio fiscal á sabiendas dejase de cumplir sus obli­
gaciones- Tal vez en estos últimos días á cáúsá de
' otras ocupaciones perentorias, ó porque su atención
haya estado distraída, no la ha fijado en la prensa tanto
como yo quisiera y reclaman otras muchas personas
conmigo. H abrá que decir aquello de: «Todo Madrid lo
sabía, todo Madrid menos él.» L a campaña sectaria que
en la última cuaresma, y sobre todó én Semana Santa,
han venido haciendo algunos periódicos contra los dog­
mas de nuestra religión, á la que han puesto en la
picota, han escarnecido y han llenado de lodo, vitu­
perándola como nunca ha ocurrido en España, ha pro­
ducido tal revuelo de comentarios, tal alarma de la
opinión, tal escándalo del público, que muy dormidos
estaban los fiscales para no despertar con el ruido dé
tanta agitación. Y es más extraño tan increíble y da­
ñoso descuido bajo un Gobierno cuya piedad y cuyos
desvelos por la religión no pueden por nadie ser pues­
tos en duda... aunque nadie hasta ahora haya visto por
ninguna parte sus efectos.
(Sesión del 5 de Mayo.)

ÍI

La prensa terrorista

E l Sr. P residente : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca para una alusión personal.
E l S r . O bispo de J aca : No pensaba, Sres. Sena-
22 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L
- 338: —.

dores, tomar parte ninguna en este debate, á pesar de


ser importantísimo, para la religión y la sociedad.
Siempre creí terminaría antes de que ocupaciones pe­
rentorias de mi diócesis me permitieran venir á Ma­
drid. Además, habiendo intervenido en él oradores tan;
sabios y tan elocuentes, era en mí una temeridad, sin
preparación ninguna, pedir la palabra cuando el asunto
seguramente se halla ya agotado y no cabe decir nada
nuevo. Pero me ha aludido mi ilustre amigo el Sr. Ro-
drigáñez, y juzgo un deber de cortesía levantarme
para dar mi modesta opinión requerida en forma tan
afectuosa.
- Y mi opinión es que el Gobierno no ha tenido en
este proyecto toda la lógica que se desearía, que no ha
procedido aquí con aquella fuerza de razonamiento
que era de esperar délos egregios varones que ocupan
el banco azul: ha sentado premisas muy razonables, ha
sacado algunas consecuencias, las primeras que clara­
mente se deducían; pero no ha llegado hasta el extre­
mo, no ha ido hasta donde exige la defensa social, y.
hasta donde redam aba la opinión sana, la opinión im-,
parcial, la opinión verdadera. Opino como el Sr. Ro-
drigáñez que debe combatirse este proyecto, y yo lo
combato también; pero no como S .S . por ser reaccio­
nario excesivamente, sino por poco reaccionario, por
la razón contraria. Me parece que se deja desampara­
da la sociedad todavía; y que si de veras quiere aca­
barse con el terrorismo, se le debiera atacar en lo que
es su raíz, principio, fundamento y causa.
;-Es en sí misma una enorme injusticia que está re ­
clamando la justicia vindicativa, es un desorden social
intolerable, la propaganda terrorista. El permitir, como
- 339 -

se permite en el proyecto que vamos á votar, que con­


tinúe la publicación de periódicos terroristas, y que
solamente en casos contados y excepcionales tenga
facultades el Sr, Ministro de la Gobernación para su­
primirlos, equivale á permitir que en el seno de la
sociedad este alimentándose una víbora que cualquier
día pueda herirla de muerte, es dejar suelto un león,
cuyos rugidos se escuchan ya y en cuyas g arras puede
desaparecer pronto la sociedad entera.
El Gobierno de S. M. tiene la obligación de velar
por la tranquilidad de la Nación, por el sosiego públi­
co, porque no haya alarmas sociales; y tolerando las
publicaciones terroristas se tiene á la sociedad en una
alarma continua, cunde entre los individuos el sobre­
salto, y las colectividades se hallan en una incertidum-
bre penosa, en un estado de inquietud febril, y con el
temor y bajo la amenaza de mayores males.
Es deber igualmente del Gobierno el procurar la
unidad intelectual, y, en cuanto sea posible, el concierto
de las voluntades, y mantener la armonía que consti-
tuj'e la paz de los espíritus; y esto de ninguna manera
se fomenta, antes al contrario, se perturba; permitien­
do esa prensa que está ahondando abismos entre las
clases sociales, que está lanzando llamaradas de odio
contra los que moteja de burgueses, que está destru­
yendo en cuanto le es factible la unidad de ideas y la
unidad de afectos.
Los autores de la pro 3'ectada ley no aseguran sufi­
cientemente al ciudadano su vida y su hacienda (para
cuyo afianzamiento la sociedad se ha instituido), porque
desde el momento en que se deja á la prensa terro­
rista atizar la discordia y avivar el fuego del rencor y
- 340 -

excitar é impulsar á las turbas contra todo el que no


carece de propiedad, desde ese momento se está pre­
parando una hecatombe terrible que más tarde ó tem ­
prano puede llegar á verse, y que quizás podamos nos­
otros mismos ver.
Faltáis, pues, á pesar de vuestra buena intención,
á los deberes más elementales de Gobierno; y la Cons­
titución misma sufre agravio de vuestro proceder: ella
pex*mite la emisión libre del pensamiento, pero siem­
pre, dice en su artículo 14, que sea sin menoscabo de
los derechos de la Nación y de los atributos esenciales
del poder público. Y, ¿qué respeto de la Nación no se
conculca, qué derecho nacional queda á salvo, que a tri­
buto esencial del Poder público no está puesto bajo los
pies de esos periódicos, afrenta del periodismo y opro­
bio de las letras? Ya los más idólatras del pensamiento
libre debieron comprender y han confesado que cuando
el pensamiento se extravía en esta forma, que cuando
así se desmanda, que cuando de ese modo aparece des­
carriado, pierde todu su fuero y todo su derecho, y lo
recobra la sociedad para su legítima defensa.
Esto, aun prescindiendo de las relaciones directas,
próximas é inmediatas que existen entre los periódicos
terroristas y los atentados terroristas; aun en el caso
de que tales periódicos permanezcan en las alturas inte­
lectuales, en las vaguedades, confusiones y nebulosidad
de las doctrinas; porque las nubes que pongan en el pen­
samiento de los lectores irán poco á poco condensán­
dose, como las nubes de una tormenta van poco á poco
formando la tempestad, y darán lugar á que estalle el
trueno y caiga el rayo, á que la voluntad lleve á la obra
la excitación que recibe de la lectura.
- 34Í -
Hay una relación que no puede negarse, que no
puede desconocerse, entre la propaganda terrorista y
los atentados terroristas que están llevando á todas
partes la alarma y et horror. Sus ideas propagadas son
á manera de chispas que saltan de una hoguera, á modo
de semillas de cizaña que esparcen los vientos; si las
circunstancias les son propicias, veréis cómo estalla el
incendio inmediatamente y cómo la tierra produce fru­
tos abundantes de maldición. Aun cuando no se vea
siempre la conexión inmediata entre el crimen y la pro­
paganda de él hecha por los periódicos, de ningún modo
debe ésta permitirse.
Bien sé que algunos escritores no opinan como yo.
Por ejemplo, Ferri, el famoso autor de la Sociedad cri­
m inal, al distribuir los factores del delito en factores
antropológicos, factores físicos y factores morales, no
habla para nada de las lecturas; y Lombroso, en El
hombre crim in al, afirma que las ideas permanecen en
los libros y los hechos siguen su curso. Desde tiempos
muy remotos los escritores que más daño hacen con sus
escritos defienden que las ideas no son punibles, que
todas son inocentes y que no perjudican en nada á la
sociedad. Hobbes, el inventor del célebre aforismo
Homo hom ini lupus, Holbach en su Sistem a de la Na­
turales a y La Mettrie en el prefacio de sus obras, sos­
tienen que el pensamiento no puede ser en manera
alguna perjudicial, que no lleva en sí su resultado, y,
por consiguiente, que sus manifestaciones no pueden
ni deben perseguirse.
Pero hoy va perdiendo terreno esta creencia y no
se baila tain. generalizada corno antes. Bourdcau, en; lia
R evísta de: Ambos Mundost afirma que desde hace mu­
- 342 -
cho tiempo en Alemania se daba por seguro qué las
ideas terroristas no perjudicaban á la sociedad; pero
ahora, añade, se ha visto claramente cómo tales ideas
producen esos demagogos, son palabras suyas, «en
mangas de camisa y delantal de cuero, que han jurado
la ruina de todas las instituciones sociales». Julio F a vre
confiesa que él mismo creyó durante algún tiempo que
no había daño en la emisión de las ideas terroristas, y
que después seconvenció de que su propaganda encierra
un gravísimo peligro para la sociedad. Hasta Lombroso,
por ío menos en su obra Los Anarquistas, es más reac­
cionario que el Gobierno, pues pide que se prohíban en
absoluto todos los periódicos terroristas.
Yo no acierto á comprender vuestros escrúpulos
para no hacerlo así. L a Historia está demostrando cómo
sobre todos los subterfugiosj sobre todos los sofismas y
todas las declamaciones, la realidad se hace oir y hace
ver que existe relación estrecha entre la propaganda
de los periódicos terroristas y la comisión de los aten­
tados terroristas. En el Congreso de L a Haya de 1872
fué donde los anarquistas partidarios de lá revolución
se separaron, para obrar por cuenta propia, de los
anarquistas partidarios de la evolución; y aquel mismo
año cabalmente empezaron á cometerse los atestados
anarquistas. Al año siguiente Bafcounine y Cáffiero
realizaron una propaganda febril exponiéndolos planes
del terrorismo, y entonces abundaron los más terribles
delitos. Diez años más tarde hubo un recrudecimiento
grandísimo en la propaganda terrorista, y en aquella
época es cuando más crímenes se cometieron. Desde
1886 hasta 1892, registra Hor O ’Squar en su Les couli-
ses de Vanarchie} 1,123 atentados sólo eñ Europa.
- '343 —

Diráse que estas coincidencias son obra de la casua­


lidad, y que no aparece claro que la causa de los aten­
tados sea la propaganda; pero hay multitud de hechos
en que la relación de causalidad se presentó, evidente.
No voy á citarlos ahora, porque pedí la palabra para
alusiones y tengo que ser breve, aunque el Sr. Rodri-
gáfiez deseaba que.expusiera extensamente mis opinio­
nes. Bastará citar obras como la de Macé rotulada
Museo crim inal, y la de la Tarde Foules et se d e s, y El
delito y la pena de Proal, y sobre todo las informacio­
nes de Hammon acerca de las causas de los delitos
anarquistas, de las cuales dedujo que en su mayor parte
eran producidos por las lecturas de la secta, lo cual
confiesan anarquistas como Emilio Henry. En cuanto
A España, los libros del antiguo juez especial de Barce­
lona, Sr. Gil Maestre, y del Sr. Cadalso, director dé
la Cárcel Modelo de esta Corte, han demostrado esto
mismo-
Yo vuestra obcecación (y permitidme emplee la pa­
labra) en tolerar que la prensa propague ideas terro­
ristas, la atribuye» tan sólo á que juzgáis que los lectores
de la misma tienen una inteligencia como la vuestra,
fuerte, poderosa y clara; cuando precisamente suele ser
todo lo contrario.
No voy á sostener como Regis en L es regicides que
es necesario haya predisposición para qué las lecturas
-produzcan ésa sugestión, esa hipnotización, esa especie
de encanto:mágico sobre los lectores; pero es evidente
que cuando la predisposición existe, y existe en muchos
casos, con-facilidad sé deja de leer el periódico para ir
á poner la bomba.
Como muy bien en La Femme contemporaine éscri-
- 34+ -

bió Lagardere, la idea que se confía á las facultades


intelectuales, está de continuo trabajando por brillar
exteriornienle, por ponerse en ejecución, pqr traducirse
en actos; y según advertencia del materialista Ribot en
la P sicología ¿le los sentim ientos, «toda representa­
ción intensa de un acto tiende á realizarse».
A lo débil de la inteligencia de sus lectores se junta
que el escritor terrorista está acechando de una mane­
ra despiadada y cruel para apoderarse de su víctima,
para dominar á su discípulo, y con sofismas, con
razonamientos falaces, con excitaciones vehemen­
tes le arroja sobre la sociedad misma que permite la
lectura de tales periódicos enemigos de todo orden
social.
De otro lado, hay predisposición moral en las masas
á todo lo que significa odio de clases, á todo lo que ha­
laga la pasión de la envidia á los ricos. Siempre hubo
grandes desigualdades sociales, siempre se cometieron
tremendas injusticias, siempre ha existido propiedad
acaparada en pocas manos por medios ilícitos; pet'O hoy
el lujo desenfrenado é insolente es causa también de
que muchos proletarios, sin religión y sin instrucción
sólida, que á veces es peor que no tener ninguna, admi­
tan en su corazón ideas terribles contra los poderosos y
felices según el mundo. Viene el periódico, alienta y
aviva la llama de odio, de rencores, de ira y desespera­
ción, y él es realmente el que hace estallar las bombas,
causando esa alarma, más perjudicial aún que los mis­
mos destrozos materiales, que producen, y que las
muertes con que llevaii el Luto á todas partes, porque
tiene A la sociedad en un estado de trastorno que
demandaba las resoluciones que vosotros habéis adop­
- 345 -

tado, y demanda otras más enérgicas que no os habéis


atrevido á adoptar.
Es una contradicción detener al que pone una bomba
explosiva en la calle, y no detener al que pone un explo­
sivo en el cerebro; castigar al brazo que ejecuta y no
castigar á la cabeza que manda. L a mayor parte de los
autores materiales de los delitos terroristas no son más
que el eco del periódico, un fonógrafo que repite la voz
que lo ha impresionado. No permitáis que se pronuncien
las palabras que no deben pronunciarse, y el fonógrafo
permanecerá mudo 3^ no se dejará escuchar el eco. El
perro se lanza sobre la piedra, la coge entre los dientes,
se enfurece contra ella; no ve más que el instrumento
y la causa inmediata del daño; no ve la mano que desde
lejos la movió, la impulsó, la arrojó contra él. Así se
obra cuando se castiga al que lanza un explosivo, y no
al que A ello le impulsa y le lanza, al periodista; y
cuando se permite lo que es más, y se prohíbe lo que
es menos.
La policía, como lo estamos viendo, aun con ser tan
inteligente, activa y numerosa, no basta para evitar los
atentados del terrorismo. Las denuncias del fiscal des­
pués de publicado el número en que se provoca á ellos,
no pueden conseguir la recogida de los ejemplares
todos. Ila y que atacar el mal en su germen, hay que
arrancar la raíz si se quiere que 110 retoñe el árbol. Si
se reconoce el derecho de impedir las acciones que per­
turban el orden social, ¿por qué negar el derecho de
impedir las publicaciones de ideas que subvierten en.su
base A la sociedad misma? Si no se autoriza nunca el
fabricar moneda falsa metálica, ¿cómo permitir alguna
vezj el que se. fabrique y expenda moneda falsa intelec-
- 346 -

túál? La inducción moral, la excitación A crímenes tah


antisociales, ¿no es antisocial ella misma? ¿Cómo, pues,
consentirla nunca? De esa suerte dejáis A la sociedad
desarmada ante sus más terribles enemigos.
En resumen, yo aplaudo al Gobierno por sus inicia­
tivas valerosas, por sus arranques viriles, por haber
antepuesto A toda otra consideración la defensa social,
por haber despreciado las injurias de la prensa, despre­
ciable siempre que no tiene razón; pero no puedo elo­
giarle tanto como yo quisiera, no puedo estar del todo
conforme con el proyecto, porque no se llega á donde
pide la lógica, perdiéndose así una ocasión de asegurar
la defensa de la sociedad, pues en estas circunstancias
el Gobierno encontraría votos mAs que suficientes para
la aprobación de una ley como la que esperábamos
muchos que ahora nos vemos defraudados en nuestra
confianza.
(Sesión del 5 de Mayo.)

- . : III

La prensa inmoral

! .Hace unos momentos decía el Sr. Ministro de Ins­


trucción Pública que yo hablo muy frecuente mente de la
■prensa. E s tanta verdad que de ella voy á hablar tam ­
bién ahora al Sr. Ministro de Gracia .y Justicia.
Esto mé proporciona lá satisfacción de aplaudirle
por tanto como ha hecho para impedir los/atentados
d e 'lá prensa contra la honestidad de las costumbres.
- 347 -

Justo es reconocer que esa campaña moralízadora la


inició el Sr. L a Cierva y la ha secundado admirable­
mente el dignísimo Fiscal del Supremo Sr. Ugarte, El
cual escribía en una circular publicada el 5 de Mayo:
«Hasta ahora las cuartas planas de diversas publica­
ciones han solido ser terreno abonado para la inserción
de impresos que, ofendiendo el pudor, producen el con­
siguiente escándalo,»
Esto sucedía entonces, pero no sucede ahora. Bastó
que S. S- quisiese que no sucediera. Por ello merece
los plácemes de la opinión. En las cuartas planas de
los periódicos, no hay ya nada contra el sexto precepto
del Decálogo, Queda aún, sin embargo, mucho contra
el séptimo.
No me gusta hablar sin pruebas, y al ocuparme de
esto no había de citar á todos los periódicos; citaré
solamente al que, según dicen, es el más leído, al que
llamándome hereje, antivaticanista, demente, etc., e t ­
cétera, ha contribuido más que los otros á que tenga
yo un poco de popularidad. Me refiero al Heraldo de
M adrid, el cual ha insertado en los últimos meses, un
día sí y otro también, anuncios como los siguientes:
«500 pesetas deseo por dos meses; pago 600. Hay
sólidas garantías. Lista Correos, cédula 38.990.»
«500 pesetas necesito; daré 700 en tres meses; g a ra n ­
tías primer orden. Lista Correos, cédula num. 3B.99i>
«1.000 pesetas tomo á préstamo, pagando 50 al mes
por interés. Garantizó con- fincas. Sandoval, 15, bajo
izquierda, S í. A.. C.* .
«500 pesetas deseo por un año, interés 50 pesetas
mensuales; garantía suficiente; urgente. Lista Correos,
cédula mun. 23.600.» -
- 348 -

«500 pesetas urgen por dos meses. Doy 100 de inte­


rés y sólidas garantías. Lisia Correos, cédula 38.988.»
«Capitalistas; Cada 1.000 pesetas pueden produciros
50 al mes en asuntos mejores que hipotecas. Detalles:
Sandoval, 15, bajo; de ó A 8 .»
«En negocio seguro, administrado por sí mismo,
1.000 pesetas rentan 50 al mes. Informes gratis: señor
Lita, de 10 A 12 y de 4 A 6 . Fuencarral, 1 y 3, pral.»
«iViva la emancipación económica! Con la jornada
máxima de dos horas se puede obtener un beneficio
mínimo de 5 A 10 pesetas diarias.—Escribid en seguida
acompañando sello á D. Juan Griñó, Lista Correos,
Valencia.»
«Capitalistas, buena ocasión. P a ra ampliación de
negocio se necesita socio que aporte de 40 á 60.000 pe­
setas para industria establecida hacc más de treinta
años, con un capital de más de 2 0 0 0 0 0 pesetas, y que
deja un beneficio del 15 al 20 por, 100, Dirigirse á
D. R. E., Lavapíés, núm. 54, pral. derecha, Madrid.»
«Ganarán 5 pesetas diarias todas las perdonas de
ambos sexos que. quieran trabajar por cuenta nuestra
ó cuenta propia en artículo fácil, bonito y al alcance
de todas las inteligencias. Se enviará, á quien lo soli­
cite, elegante muestrario é instrucciones gratis. F ra n ­
quear respuesta á Sociedad Hispa no-americana, L a u ­
n a , 87, Barcelona.»
«Negocio propio para abogado ó curial, que pro­
duce 6 .0 0 0 -pesetas anuales, se traspasa ó se admitiría
socio con 5.000 pesetas para ampliarlo. Lista Correos,
cédula octava clase, núm. 6 . 1 0 2 .»
«Quienes deseen hacer fortuna envíen una peseta al
director de «El Fosmindoizquier», Sócrates, 1, Alme­
- 349 -

ría, y se contestará en p a q u e t e certificado. Hacen falta


corresponsales y agentes en todos los pueblos.»
«Pueden ganarse de 5 á 15 pesetas diarias traba­
jando de dos á tres horas. Trabajo agradable y sin
dejar las ocupaciones habituales-—Envío de muestras
contra pesetas o. Dirigirse al apartado 13, Zamora.»
«Se dan 2.500 pesetas por empleo fijo que convenga.
Lista de Correos, billete de 25 pesetas núm 2.845.638.»
«5 pesetas por día podrán ganar hombres y mujeres
en cualquier país de España, deseosos de ser nuestros
empleados, colaboradores 6 representantes, trabajando
en sus casas por nuestra ó propia cuenta, 100 diversas
industrias á escogcr y artículo de alta novedad r e ­
ciente; admirable invento. Enviando 1,75 pesetas en
sellos de corrco se remitirá franco de porte á domicilio
elegantes muestras, carta nombramiento de la casa
con detalles y explicaciones de todas las 100 industrias
para trabajar nuestra maravillosa invención. Escribir
á la Dirección, «Industria Artística», rúa do Bomjar-
dim, núm, 268, Porto (Portugal).»
«Capitalista se desea para negocio nuevo único en
el mundo, con beneficios grandiosos. -Dirigirse poi
carta á F. O., Sociedad de Anuncios, Alcalá, 6 .»
«300 pesetas mensuales pueden ganarse en calidad
de agente, y hasta muchos miles de pesetas siendo
cliente- Asunto seguramente útil. Dirigirse, inclu37endo
sello de 5 céntimos, á Sres. Mata y C.a, apartado de
Correos, núm. 230, Barcelona,»
«Industria importante privilegiada y de primera
necesidad.—A las personas industriales y á las fami­
lias en general: Con un capital de 100 á 150 pesetas,
manejadas por él mismo y con sólo tres días de trabajo
- 350 -

cada semana, se consigue de 4 á 5 pesetas diarias. Se


mandan explicaciones detalladas é impresas á todo el
que las pida, mandando en sellos 2 0 céntimos para la
contestación, á D. Nicolás Landabur (Alava), Vitoria.»
«Hombre activo con capital relativamente pequeño,
desembolsado según las necesidades del negocio, puede
asociarse en industria patentada. Por rápido aumento
en los pedidos, que exigen servirlos en seguida, se
desea formar Sociedad, asegurando producto 15 por
ciento.
»El negocio constituido vale ho}? más de 30.000 du­
ros. Escribir lista Correos, cédula 2.422.»
«6 duros semanales pueden ganar hombres y muje­
res trabajando en su casa por nuestra cuenta ó propia.
Maravillosa invención, artículo novedad, fácil, útil,
lucrativo para todos, nunca visto. Envíase gratis,
franco domicilio, elegante muestrario 3* explicaciones.
Franquear respuesta. Sociedad Italiana, calle Lniver-
sidad, núm. 6 , Barcelona.»
Y yo digo; Sr. Ministro de Gracia y Justicia: ¿es
que la ley sobre la usura que acaba de publicarse, ba
caído ya en desuso? ¿Es que no estamos en el caso de
su artículo 9 .°, donde se dice: «lo dispuesto por esta ley
se aplicará á toda operación sustancialmente equiva­
lente á un préstamo de dinero, cualesquiera que sean
las formas que revista el contrato y la garantía que
para su cumplimiento se baya ofrecido?» Más aún, ¿No
se trata de verdaderos timos cuya publicidad sólo es
explicable porque las autoridades judiciales y guberna­
tivas no leen la cuarta plana de los periódicos?
El Sr. Ministro de la Gobernación manifiesta cons­
tantemente su celo por defender la propiedad de los
- 351 -

particulares; y ahora me viene A la memoria un hecho


que voy á referir para elogio del Sr. Cierva, y para que
se vea hasta dónde llega su diligencia, hasta dónde
alcanza su interés por evitar toda suerte de fraudes.
Este verano celebróse allá en mi país, en Ponfe-
rradadelVierzo, un a solemnísima función religiosa para
coronar A la,imagen patrona de la región; y paraanun-.-
ciarla se publicó un folleto diciendo entre otras cosas
qué asistirían delegado's de Su Santidad y de Su Majes­
tad y que predicaría un Senador (el que tiene la honra
de hablar en este momento á la Cámara), Al final de ese
programa de festejas, como es costumbre en muchos
casos, se ponían varios anuncios, entre los cuales había
uno de un individuo que, viendo que muchos españoles
necesitan ausentarse de su tierra para huir del caci­
quismo ó del hambre, se ofrecía á facilitarles noticias
relativas á su colocación en América: Y el Sr. Ministro
de la Gobernación dijo: «He aquí un agente de emigra­
ción.» ¿Y qué hizo? ¿Telegrafiar para que se procesara
al agente dé malos negocios ó al editor ó al impresor
del programa de las fiestas? Mandó telegráficamente
que se llevara á los Tribunales A todos los individuos
de la Junta p a ra la Coronación Canónica de la V irgen
de la Encina.
Yo lo aplaudo, porque eso prueba el celo del señor
Ministro de la Gobernación para defender la propiedad
de sus gobernados contra todo lo que suene ó se ase­
meje á explotación, aunque á veces la explotación no
exista en realidad. Pero yo digo: ¿toda la solicitud del
Gobierno ha de limitarse á los Agentes de emigración?
¿No merecen alguna los ¿nil engaños de que usan los
agentes de información? ¿No hay ojos para ver cómo de
- 352 -

la credulidad de los lectores abusan escandalosamente


las Agencias de publicidad? ¿Dice algo en íavor de las
Autoridades el que no se enteren de lo que todos sabe­
mos, ó no hagan caso de lo que todos sabernos que está
previsto y castigado en el Código?

E l S r. O bispo d e J aca : Me limitaré á declarar que


me ha satisfecho plenamente la respuesta del Sr> Minis­
tro, que era lo que yo esperaba también. Su Señoría ha
visto con mucho gusto, que yo aplauda al Gobierno. No
debe extrañarle, porque le aplaudo siempre que hay
ocasión para ello, y desearía que se me presentasen m u­
chas. Si á veces las palabras que dirijo al Gobierno,
como en él no veo solamente amigos, sino Ministros
responsables, son pronunciadas con cierto calor, es por
el calor y viveza de mis convicciones y sentimientos; y
porque no quiero que me sea aplicado lo del poeta:

«¿Siempre se ha de sentir lo que se dice?


¿Nunca se ha decir lo que se siente?»

Quiero, sí, mover, excitar, aguijonear Alos señores


Ministros para que hagan lo que yo creo debe hacerse
en bien de la religión y de la patria. Nunca, empero,
está en mi ánimo causarles la menor molestia.
Así, en lo relativo A los anuncios en la prensa me
propuse tan sólo ejercer mi derecho de denunciar un
abuso, esperando que el Gobierno cumplirá su deber,
por los medios legales de que dispone, de castigarlo y
de impedirlo.
(Sesión de 21 de Octubre de 1908.)
IV

La prensa calumniadora

E l Sr, P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de ja c a para apoyar su proposición.
Et S r. O b is p o d e J a c a : L a proposición de ley que
debo apoyar dice así:
«Artículo único: El art 15 de la ley de Enjuicia­
miento criminal se adicionará en esta forma:
?>Eii los delitos de injuria y calumnia cometidos por
medio de la prensa periódica, será juez competente el
del domicilio donde resida el que se querelle creyéndose
injuriado ó calumniado.»
Según el Reglamento de la Cámara semejantes pro­
posiciones, cuando se hallan en tal estado parlamenta­
rio, han de apoyarse brevemente. Yo tan brevemente
lo haré, que no he de hacer más que pronunciar tres
palabras, aplicar á mi proposición tres adjetivos, decir
que es oportuna, sencilla y eficaz.
Es oportuna, porque lo mismo las minorías que la
mayoría, inspirándose en el sentido que la informa, han
traído ya á las Cortes y quieren ver aprobados proyec­
tos de ley para que más eficazmente se garantice la
honra de los ciudadanos. A esto responde, por ejemplo,
el famoso proyecto contra la difamación presentado por
el Sr. Moret, é igual fin se proponía el que aquí mismo
23 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L
- 354 -

leyó el Sr. Marqués de Figueroa en 1.° de junio, pues


en su art. 4 se expresa que requerido el ministerio
fiscal «presentará inmediatamente la querella», y en los
tres artículos siguientes se agrava el castigo de los de­
litos contra el honor. La opinión seria, desinteresada y
verdaderamente imparcial coincide en repetir uno y
otro día que es preciso buscar un medio para que los
ciudadanos tengan su honra á cubierto de cualquier
persona á la que se antoje acudir á la prensa, abusando
de este instrumento principalísimo del progreso huma­
no cuyas excelencias nunca se ponderarán bastante.
T rátase, pues, de una proposición de verdadera urgen­
cia, más que de oportunidad indiscutible, la cual los
Gobiernos, éste lo mismo que los anteriores, han que­
rido llevar á la práctica sin que lo hayan podido conse­
guir; ¿Cuáles la causa? ¿Qué óbices ha encontrado su
intento? Yo no diré de ninguna manera lo que se dice
fuera de aquí: que el Gobierno conservador deseaba
que el proyecto presentado por el Sr. Marqués de
Figueroa fuese pronto una ley, y porque la prensa se
opuso, por miedo á la prensa, no lo es ya, ni lo será des­
pués, como tampoco lo será nunca el proyecto contra
el terrorismo, no obstante que lo aprobó el Senado.
Yo no puedo sospechar eso. Yo lo explico de esta
manera: lo mismo en el proyecto del Sr. Morct que en
el proyecto del Sr. Marqués de Figueroa, ha }7 innova­
ciones amplias, profundas, es preciso hacer grandes
modificaciones; y todo lo que es una reforma extensa
encuentra en la práctica, y para encarnar en las leyes,
muchas y poderosas dificultades. De ahí que yo me
haya atrevido á redactar y dar lectura á la expresada
proposición, que no puede ser más sencilla, pues se
— 355 -

refiere á un solo artículo de una de nuestras leyes pro­


cesales.
Tan sencilla es que á mi juicio no modifica ningún
precepto legal, no hace más que interpretarlo de la
manera más legítima y obvia, hasta el punto de que
podría llevarse A la práctica por una resolución del
Poder judicial, ó bastaría una disposición del Poder gu­
bernativo, y sería suficiente que el Tribunal Supremo
la admitiese en su jurisprudencia.
El art. 14 de la ley de Enjuiciamiento criminal
señala como regla genérica para establecer la compe­
t e n c i a en el conocimiento de los hechos criminales el
lugar de su comisión, y dice terminantemente en su
párrafo 2 .° que serán competentes «para la instrucción
de las causas los jueces instructores del partido en
que el delito se haya cometido». Pero en el artículo
siguiente se prevé, se supone que habrá casos difíciles,
casos dudosos, y se llega á dar una regla, que es la
cuarta, según la cual podrá ser juez competente «cual­
quiera que hubiese tenido noticia del delito». El caso
que nos ocupa, señores Senadores, no tiene nada de
dudoso y difícil; basta, para resolverlo, hacer aplica­
ción de las reglas generales de derecho. Si para deter­
minar la competencia debe atenderse al punto donde
se ha cometido el delito, donde ha de responderse del
delito, donde, sobretodo, reside el reo del delito, estas
tres circunstancias concurren para que mi proposición
sea votada por unanimidad.
¿De qué delito se trata aquí? Del delito de injuria y
de calumnia. ¿En qué consiste la injuria y la calumnia?
E n atentar contra el honor, en quitar cuanto es posible
la honra. ¿Dónde se quita la honra? Evidentemente
- 356 -

donde se tiene. Ahora bien, la honra se tiene, !a esti­


mación se recibe, el aprecio vale donde uno es conocido
ó le conviene que le conozcan, A un individuo á quien
nadie conoce en Madrid, y cuyo nombre 110 salió de
entre sus vecinos, ningún daño le hace el periódico al
imprimir en Madrid contra él especies injuriosas ó ca­
lumniosas; e! daño lo comete llevando esas noticias al
punto de su residencia. El aldeano, 3^ en aldeas habi­
tan los más de los españoles, no siente lo que contra él
se diga en letras de molde ea una capital donde es des­
conocido y á nadie le importa nada su vida}* milagros;
loque le entristece y apesadumbra y perjudica es que
se compre luego gran número de ejemplares y se r e ­
partan de casa en casa ó de corrillo en corrillo haciendo
que la estimación de sus convecinos se le pierda. Si en
el planeta Marte hubiese prensa calumniadora, el ser
objeto de sus calumnias no nos importaría á los que
habitamos este otro planeta. Por consiguiente el delito
se comete donde vive el calumniado'por el periódico,
que es donde recibe el daño de la calumnia y donde
puede sufrir hasta quebrantos temporales por la lectu­
ra del injusto vilipendio.
Por otra parte, mi proposición se-reduce A que la
doctrina del art. 62 de la ley de Enjuiciamiento civil se
aplique á este caso de la ley de Enjuiciamiento crimi­
nal. La injuria y la calumnia, en la actual legislación,
constituyen un delito puramente particular. Dije en la
actual legislación, porque ya 110 será así, una vez que
se apruebe el pro}'ccto del Sr. Marqués de Figueroa,
digno de aplauso en querer que intervenga el Ministe­
rio fiscal para defender al individuo; pero de muy poca
eficacia, porque hoy por el art. 482 del Código penal
- 357 -

tienen los fiscales la obligación de defender á las auto­


ridades, y los que lo somos sabemos por triste expe­
riencia cómo cumplen ó mejor dicho cómo no cumplen
esa obligación.
Por lo mismo que constituyen un delito particular,
llevan consigo una obligación civil, que tiene mucho
de acción civil, y que en todos los países cultos, menos
en España, donde muy poca importancia dan las leyes á
la honra, produce por consecuencia una indemnización
civil, pecuniaria, para atender á los quebrantos y á los
perjuicios que se siguen de esa lesión del honor, que
podrá ser inestimable pero que es estimada en cuanto
á los daños materiales. Y yo digo: ¿no dispone el
artículo 62 de la ley de Enjuiciamiento civil, quesea
juez competente el del sitio «donde ha de cumplirse la
obligación», y que, si no se conoce éste, quede á elec­
ción del demandante? Pues pongamos en vez de deman­
dante la palabra querellante; porque la obligación de
reparar la injuria tampoco se cumple bien con publicar
el suelto de rectificación ó la sentencia condenatoria en
las columnas del periódico, si no lo leecn los que Iej'o
ron la calumnia.
La reforma, por hmto, no puede ser más sencilla; y
que es puesta en razón no lo negará ninguno. R epare­
mos sino quién es verdaderamente el más culpable, el
que envía al periódico el artículo calumnioso, ó el pe­
riodista, ó el jefe de redacción que permite que el a r ­
tículo sea en él publicado. El procedimiento para
cometer el delito de que me ocupo, es el siguiente: el
calumniador coge un papel, y allí desfogando la bilis
del odio, del encono que le inspira su convecino, pone
lo que su envidia 3* su mala intención le sugiere; añade
- 358 -

á esc papel algún otro de la Deuda ó de los que paga


el Banco con dineto contante y sonante, lo coloca bajo
un sobre, lo deposita en el correo y por su parte ya ha
consumado el delito. El es el primer culpable. El pe­
riódico 110 publicaría nada si el no enviase el artículo ó
los datos para redactarlo. Por otra parte, y sigo de*
fendiendo á los periodistas, hay mucho que atenúa la
falta de los directores y empresarios de los periódicos
á que vengo refiriendo me. Obran casi por necesidad,
lo hacen, por decirlo así, bajo una fuerza mayor. Al
fin y al cabo son publicaciones las suyas que viven sólo
de la calumnia, de la amenaza y del cluintage, no
'sirven más que para eso, y no fueron creadas para
otra cosa. Es su oficio, como el oficio de los reptiles
es arrastrarse y arrojar inmunda baba contra todo lo
que brilla. Cabe recordar aquí el lamoso dilema de
Sor ju a n a Inés de la Cruz cuando preguntaba quién os
más culpable

«el que peca por la paga,


ó el que paga por pecar.»

De otro lado; para delinquir, ¿no hace falta la in-


tenciun? La intención, ¿no es un elemento indispensa­
ble, una condición del delito? ¿Y qué intención de dañar
ni de quitar la honra puede tener el periódico tratán­
dose de un Perico de los Palotes, cuyo nombre sea
quizás tan ignorado como el del pueblo donde reside?
El más responsable, por tanto, es quien, por toda clase
de medios, influye y hace que se exteriorice por la im­
prenta lo escrito contra su paisano en el domicilio de
ambos.
- 359

Trátase, pues, de una proposición realmente opor­


tuna, sencilla y justa. Es además eficacísima. Porque
hay mucha distancia entre que vaya Mahoma A la mon­
taña ó que la montaña vaya A Mahoma; entre que ten­
gamos que ir hoy A donde el periódico quiera, ó que
hagamos venir al periódico á donde debe. Si fuera lo
segundo, los periodistas se tentarían, no solamente el
bolsillo, sino la ropa, antes de manejar la pluma A gui­
sa de sable dando A elegir entre perder la bolsa ó el
honor- La ley de imprenta, como casi todas las de nues­
tro país, parece dictada para favorecer al malhechor.
Está inspirada por la libertad, pero por la libertad
para hacer el mal, no para defenderse de quien lo hace.
El que quiere calumniar, e! que intenta herirnos en lo
mAs vivo del alma, en lo que más estimamos, en la r e ­
putación y el aprecio público, es el que goza, en reali­
dad, lo que se llama jurídicamente la elección de fuero.
Escoge, no sólo las armas con que ha de combatir, sino
también el juez de campo. Manda el suelto calumnioso
á la población donde se le figura que puede ejercer
influencia sobre el Tribunal de derecho 6 sobre los
jurados (aunque ya sabemos que para los jueces la in­
fluencia no sirve de nada), ó donde ha}^ ambiente más
propicio para su defensa, ó donde mejor puede conse­
guir sus perversos intentos, y allí tiene que ir con la
queja el ciudadano injuriado ó calumniado; y lleva des­
pués á otra ciudad l:i calumnia y después A otra, y
hace A un inocente andar danzando de acá para allá,
recorriendo ios tribunales en busca de una reparación
de su crédito y prestigio. Esto ine parece que no es
luchar con armas iguales el ciudadano y la prensa, no.
Donde se ejecuta el delito respóndase de él. Responda
- 360 -

ante la justicia el periódico calumniador donde sufre el


perjuicio el calumniado, donde le interesa guardar su
honra, donde tiene su residencia.
L a prensa misma ha de apoyar mi proposición se­
guramente; porque se encamina sólo á evitar que haya
entre los redactores caballerosos y dignos—y lo son
casi todos en E spaña—algunos que abusen, sacrilega­
mente iba á decir, porque la prensa es un magisterio y
un sacerdocio, de este nombre preclaro de periodistas,
valiéndose de la publicidad para quebrantar el octavo
mandamiento y vendiendo al mejor postor la pluma
para quitar á los ciudadanos la honra por un precio
módico, porque ya sabemos que la tarifa es muy b a ra ­
ta. Todos debemos evitar que entre el trigo nazca la
cizaña, A fin de que la prensa española, noble y lauda­
ble en su inmensa mayoría, lo sea en absoluto, para
decoro y utilidad de la Patria. Espero, pues, que en
virtud de estas consideraciones acoja el Senado con
simpatía mi proposición, y tomándola en considera­
ción ahora, la vote cuando llegue el momento opor­
tuno.

E l S r . O b is p o d e J a c a : Solamente para dar la s


gracias más rendidas y sinceras al Sr. Ministro de Es-
tado por la afectuosa cortesía y benevolencia con que
me ha contestado, y por el propósito, que acaba de re­
velar en sus palabras, de influir para que mi petición
prospere.
(Sesión del 17 de Octubre )
El Estado y el Notariado
1. La nueva demarcación: la agremiación forzosa. — II. Et
lurno de antigüedad.—III. Archivos de protocolos.— IV. Las
actas de consentimiento para el matrimonio. —V. Sustitucio­
nes.—VI. Excedencias y licencias.

La nueva demarcación: la agremiación


forzosa

E l S r. O b is p o d e J a c a : Pido la palabra.
E l S r. P r e s id e n t e : Latie n e S. S.
E l S r . O b is p o d e J a c a : Primeramente, para p r e ­
sentar la exposición que el E m m o.S r. Cardenal Arzo­
bispo, en nombre suyo y en el de los Prelados de la
provincia eclesiástica de Burgos, dirige al Senado, pi­
diendo lo mismo que los de la provincia de Zaragoza,
con relación al presupuesto eclesiástico; y después para
dirigir un ruego á mi querido amigo particular el
señor Ministro de Gracia y Justicia respecto á los no*
tarios civiles, á los cuales, contra la voluntad de S. S.,
contra sus propósitos siempre rectos, contra su inten­
ción siempre ilustrada, ha ocasionado con sus reden-
- 362 -

tes disposiciones algunos perjuicios, á mi entender, que


quedarían perfectamente subsanados atendiendo á mis
modestas indicaciones.
Cuando S. S. entró en el Ministerio había en la le­
gislación notarial un verdadero embrollo de disposi­
ciones gubernativas, un caos de Reales órdenes y
Reales decretos, reveladores unos de distintos crite­
rios y algunos en abierta oposición entre sí, hasta tal
punto, que era muy difícil saber cuáles dé ellos esta­
ban vigentes y cuáles en realidad no lo estaban.
La Ley por la cual se rige el Notariado, de fecha
bastante lejana, del año 1862, lo mismo que su regla­
mento, del año 1874, estaban pidiendo la unificación de
tantas y tantas aclaraciones que en vez de aclarar
algo no han hecho más que aumentar la confusión en
todo. Lejos de eso, que era la aspiración del N otaria­
do, S. S. creyendo hacerle mayor bien, agravó los
males con disposiciones, algunas cuya finalidad no se
percibe, otras cuyo motivo tampoco se ve justificado, y
varias que han introducido honda perturbación en esa
clase tan benemérita y tan respetable.
Cuando S. S. fué nombrado Ministro, existía el Cuer­
po de aspirantes al Notariado. ¿Qué juicio le merece á
Su Señoría ese Cuerpo? No hace falta que me lo diga;
lo ha consignado, de acuerdo con todos los tratadistas,
en el preámbulo del Real decreto de 8 de Agosto últi­
mo, donde se lee: *Los resultados del Cuerpo de aspi­
rantes al Notariado lian sido bien escasos, por no decir
contraproducentes.» Y á pesar de haber reconocido
esto, continúa deseando que ese Cuerpo exista y lo
conservará y aumentará, si es cierto lo que anuncia la
prensa. La R evista J u rídica , por ejemplo, ha pocos
- 363 -

días, el 23 del pasado mes, publicaba lo que voy A leer


con permiso del Senado.
«Se da como seguro que en primeros de Enero
h;ibrá convocatoria para 100 plazas del Cuerpo de aspi­
rantes al Notariado, de tercera categoría.»
Las disposiciones de S. S. me hacen pensar en
aquellas parábolas evangélicas en las cuales decía
Nuestro Señor que los primeros serán los últimos y los
últimos serán los primeros, que los obreros recién lle­
gados tendrán el mismo premio é igual recompensa
que los que hubieran llevado durante todo el día el peso
del trabajo. Los aspirantes en todos los Cuerpos son
siempre los últimos. Parece, por tanto, natural que en
la concurrencia entre un notario y un aspirante fuese
el notario preferido. Sin embargo, S, S., en el art, 3.°
del Real decreto á que antes me refería, consigna lo
siguiente: «Para dichas vacantes (es decir, para las
vacantes creadas por S. S.), serán primeramente nom­
brados aspirantes al Notariado. En esta forma se pro­
veerán la mitad de las Notarías vacantes en cada clase,
destinándose el resto al turno de antigüedad entre
notarios en ejercicio.» De ahí que las mejores Notarías,
como las de Madrid, Bilbao, Cartagena, San Sebastián
y otras importantes poblaciones, fueran ocupadas por
meros aspirantes. Los cuáles ocuparon más; ocuparon
plazas que se hallaban vacantes antes del Real decreto
de S, S., plazas que correspondían al turno de oposi­
ción directa, ó á las excedencias entre los notarios ó á
la rigurosa antigüedad- D e esta disposición no 1c he de
hablar, porque los Tribunales hablarán muy pronto.
Muchos notarios se han asociado, han recurrido al
Tribunal Contencioso-administrativo, y él en su día
- 364 -

fallará sí una Real orden lesiva de derechos adquiridos


y reconocidos y de evidente justicia ha de sostenerse ó
debe ser derogada.
Cuando S. S. llegó al Ministerio se hallaba aún
fresca la tinta con que se había trazado un plan nota­
rial de demarcación: esa demarcación notarial había
sido hecha por el Ministro Sr. Dato, buscando sobre
‘ todo el que los notarios tuviesen la congrua sustenta­
ción, que tuviesen lo preciso para vivir, buscando el
que el público no se perjudicase con la supresión de
Notarías y á la vez que quedara beneficiada la clase
que tiene la fe pública.
Su Señoría quiso hacer algo, no quiso ser menos y
discurrió una nueva demarcación; no trajo su proyecto
á las Cortes, como yo hubiera deseado, A ñu de que
nosotros, los representantes del país, hubiéramos podido
expresar oportunamente el juicio que nos merecía su
trabajo y ayudarle en obra de tanta importancia: ya sé
que eso no es costumbre y que no se ha hecho nunca;
pero no por eso hubiera sido menos ventajoso buscar
esta garantía más de acierto en la reforma- Al contra­
rio, S. S- dejó de hacer lo que se ha hecho siempre. No
hablo ya de no haber oído al Consejo de Estado, que
es lo que previene el artículo 1.° de la ley Hipote­
caria en cuanto á los registros, que tanta analogía tie­
nen con las Notarías. Si se pidió informes á las Audien­
cias, para nada se los tuvo presentes.
Su Señoría, al hacer este plan de demarcación, esta
importantísima división territorial, no obstante ir
guiado por un buen propósito, incurrió, á mi juicio, en
algunas equivocaciones que las revistas técnicas, las
evistas profesionales, ocupadas en discutir la tota­
- 365 -
lidad, digámoslo así en términos parlamentarios, de
ese Real decreto, no han tenido en cuenta, no han
puesto en ellas la vista, no han bajado á ellas la mano.
Baste citar una provincia, la de Badajoz, por no citar
otras: allí queda una población como Mérida de 15.000
habitantes, con un solo notario, y en Zafra, con 5.000,
y menos vías de comunicación y menos transacciones
y cambios de riqueza, se ponen dos.
Las revistas profesionales se han ocupado en discu­
tir las líneas generales del plan de S, S., y no ha podido
ser más unánime la opinión de la prensa. Todas se han
pronunciado en contra de la nueva demarcación. La
R evista Jurídica la llamaba el parto de los montes,
añadiendo frases de Séneca que por consideración A
Su Señoría no he de referir aquí; la Gaceta del Nota­
riado decía con frase gráfica que ese plan era «un
dibujo más en el gran lienzo de las disposiciones sin
causas». La Gaceta de R egistradores y Notarios dice
que el plan de S. S. no viene á resolver ningún pro­
blema, y en cambio los agrava todos; y de La R eform a
son estas palabras: «es un avance más del Notariado
hacia la muerte».
Aumentándose los notarios, siendo más el número
de plazas en cualquier población, y, por consiguiente,
de menor precisión los servicios y la residencia de cada
uno, natural era que cada uno tuviese más tiempo para
ausentarse de su Notaría. Pero, no; S. S. hizo que cada
Notario tenga menos que trabajar y por tanto m e­
nos que comer; y hace luego que tengan menos días
de vacaciones y les dificulta los permisos, sin percatarse
de que el Notario es el más interesado en no faltar de
su Notaría.
- 366 —

Pero dejemos lo pasado, porque no es tampoco la


mejor manera de obtener ruegos el venir á censurar á
quien se va á pedir.
Yo, por consideración á S. S v íl quien aprecio
tanto, como S. S. sabe; yo, que reconozco que ha
recorrido un camino de triunfo en su gestión minis­
terial, en la que va de acierto en acierto; yo que veo
que toda la opinión le aplaude, y uno al aplauso de la
opinión el mío muy sincero y muy cordial, deploro que
únicamente en cuanto á los notarios haya tenido (á mí
me parece eso, quisiera equivocarme) el poco acierto
que todas las revistas técnicas universalmente señalan
y censuran. En interés político de S. S., aunque esto
para mí no significa nada, reclamo también que mire
mús, que haga la justicia que pide por ella, que no deje
olvidada á esta clase; porque el partido liberal tiene la
gloria que nadie le puede disputar, de haber sido el que
inició una serie de tendencias favorables en alto grado
á los notarios, sin perjuicio para el público. -
El Marqués de Te verga, el Sr. García San Miguel,
redactó un tan provechoso decreto y dió tales disposi­
ciones, que su nombre se recordará siempre con cariño,
con respeto, con veneración por todos los notarios.
Algunos conservadores siguieron el camino trazado
con el aplauso de la opinión. El Sr. Dato, uniendo á su
ilustración nada común, la prudencia que atestigua en
todas las ocasiones, continuó la obra de poner en arm o­
nía los intereses del Notariado con los intereses de los
contratantes.
El Real decreto de 11 de Enero de 1902, por ejem­
plo, en su artículo 2.° determinaba muy bien que
cuando los avecindados en una residencia iban ante un
- 367 -

notario que no fuera de la suya, el notario autorizante


no tenía derecho más que á la mitad de los devengados,
y la otra parte quedaba destinada para el notario de la
otra residencia. Aquí se marcaba ya una tendencia
favorable, si no á la agremiación forzosa, por lo menos
A evitar rivalidades profesionales, pugilatos que siem­
pre son indecorosos y más en una clase como la nota­
rial. Hoy todos Ibs que desean la independencia legí­
tima, la seriedad, el decoro, la dignificación del N ota­
riado, reclaman lo que yo suplico á S. S.: que dicte
una disposición en virtud de la que en las poblaciones
donde hay varias Notarías, el 75 por 100 de todos los
negocios, de todos los derechos devengados, se reparta;
entre todos los notarios, reservándose un 25 por 100
como estímulo para el notario autorizante. Ahora de
la institución notarial puede decirse que «ya no hay
clases», ó que las clases nada significan, pues, no en
una sola ocasión, h p Notarías que en la clasificación
figuran como mejores resultan las peores en la rea­
lidad. La ley del Notariado reconoce tres categorías;
pero en la práctica sucede con no rara frecuencia que
los de primera trabajan menos y ganan menos qüe los
de la última, y de esto yo podía citar muchísimos ejem­
plos, incluso en Madrid.
De este modo, Sr. Ministro, no hay riesgo—porque
todos los notarios son dignísimos,—pero hay una ten­
tación, una grave tentación de rebajar los derechos del
arancel, aunque la ley lo prohíba, y la tentación de
facilitar más de lo que la ley permite el despacho de los
negocios, aun prescindiendo de multitud de requisitos
legales, en daflo de la Hacienda; de este modo algunos
notarios, no digo yo que humillándose, pero sí rebaján­
- 368 -

dose en algunas ocasiones para a traer al público, puede


ocurrir que debiendo sei* buenos compañeros, entablen
entre sí, con daño del compañerismo, verdaderas luchas
por la vida, luchas por adquirirse los elementos necesa­
rios para sustentarse y vivir en sociedad. El público g e ­
neralmente acude allí donde por cualquier medio se pro­
cure atenderle, donde se le despacha pronto y barato;
no juzga ni puede juzgar de la suficiencia notarial, no
prevé los perjuicios, próximos ó lejanos, de una escri­
tura hecha por persona menos competente. Hoy en
muchos sitios los notarios más ilustrados (todos lo son
mucho), los que han ganado por oposición directa su
plaza, en concurrencia tal vez con aquellos que han in­
gresado por la llamada puerta falsa, son los menos pre­
feridos, los que tienen menos clientela.
Todo esto, Sr. Ministro, pudiera remediarse según
lo desea la inmensa mayoría de los Notarios y según á
todos los Notarios conviene; yo creo que si el Sr. Mar­
qués de Teverga hubiera sido Ministro un poco tiempo
más, habría tenido en cuenta los intereses de todos y
quizá hubiera llegado á la demarcación cerrada ó A la
agremiación forzosa, ó á la Notaría única, ó á estable­
cer el turno de los negocios lo mismo que prescribe la
ley de Enjuiciamiento civil respecto al actuario ó al
escribano de actuaciones. Y dije los intereses de todost
porque los mismos que hoy más ganan, ganarían más
entonces, porque no tendrían que hacer rebajas y re ­
galos á los clientes; y sobre todo porque ganarían en lo
que vale más que todo: en tranquilidad y en indepen­
dencia respecto al público. Yo que tan de corazón an­
sio el enaltecimiento de S. S., así coma espero que
vaya su nombre unido á esa gran gloria de la rebaja
- 369
del descuento á las dotaciones del clero, así me alegra­
ría de que yaya también unido á las reformas que re ­
claman los Notarios.

’ E l Sr. O bispo d e Ja ca : Pido la palabra.'


E lS r. P r esidente : La t ie n e S. S.
El S r. O b i s p o d e J a c a : Para dar las más sinceras
gracias al Sr.. Ministro de Gracia y Justicia por las
explicaciones que acaba de darme, lamentando, sin
•embargo, que no puedan dél todo satisfacerme; porque
no se debió instituir una demarcación que subsistirá
qué sé yo cuánto tiempo {El Sr. Ministro de Gracia y
Justicia: Cinco años), tan sólo para satisfacer una ne­
cesidad dél momento, tan sólo para que ese cuerpo de
aspirantes pudiera extinguirse pronto, cuando ordenada
y legalmente se hubiera conseguido lo mismo, es decir,
por vacantes naturales, proveyéndose las Notarías
como S. S. antes había dictado, mitad en una clase y
mitad en otra, con lo que se llegaría luego al mismo
resultado, pero nunca A la misma enorme perturbación.
Sea suficiente citar lo hecho relativamente al par­
tido judicial de Ponferrada, en la diócesis donde he
tenido la honra de nacer. Allí hace poco tiempo exis­
tían tres notarios. El Sr. Dato no dejó más que dos,
y S, S. volvió á poner tres. Este tejer y destejer trae
¡perjuicios muy sensibles para los notarios y aun para
el público: yo creó que siendo una cosa tan grande como
es una demarcación notarial no debe responder á una
‘causa tan pequeña, tan provisional, particular y cir­
cunstancial como ésta de que los aspirantes logren
pronto su aspiración de poseer Notaría. Sus deseos son
24 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L
- 370 -

legítimos, pero el bien particular ha.de subordinarse al


general. Hacer para poco tiempo una reforma tan tras­
cendental y que tantos trastornos produce, nadie lo juz­
ga atinado. Y es de temer que no responda A todas las
necesidades, como trazada bajo la presión, bajo la pre­
mura, bajo la necesidad solamente de dar pan al que no
lo tiene. Crear Notarías para colocar á los que las de­
sean es perjudicar á los que las poseen, pues á mayor
número de Notarios corresponde número menor de
asuntos; y con los que ahora cada uno despacha, apenas
se puede vivir como la sociedad quiere que vi van aque­
llos en .quienes deposita su fe y su confianza.
Me alegraría de que la experiencia, cuyos resulta­
dos se tocarán muy pronto, me dijese que era yo el que
me equivocaba y no S. S.; pues me felicitaría de poder
felicitar á amigo tan querido*
(Sesión de 2 de Diciembre de 1907.)

II

E l turno de antigüedad

Aunque en teoría es muy laudable y en favor de él


pudieran invocarse muchas razones, fué muy oportuno,
para evitar abusos nada infrecuentes, suprimir el turno
de méritos ó de elección en el Notariado, quedando así
para el turno de antigüedad m a j w número de vacan­
tes, y teniendo así los depositarios de la fe pública la
— 371 —
seguridad de que al llegar para ellos los tristes años de
vejez los encontrarían en mejores poblaciones y ganan­
do más dinero.
Este es él espíritu de la ley y el deseo de cuantos
se interesan por una institución tan importante y tan
meritoria. Pero yo me permito llamar la atención del
señor Ministro sobre lo que actualmente ocurre. En
virtud de tantas reformas como se han hecho en la de­
marcación notarial ha sido forzoso que los excedentes
fueran antepuestos A otros notarios, si bien esta nece­
sidad fué atendida, aunque á juicio de muchos en forma
poco meditada ó á lo menos no la más conveniente.
Por otra parte, se ha infringido frecuentemente la
ley constitutiva del Notariado, unas veces concediendo
las mejores Notarías á los magistrados, á los jueces y
aun á los simples aspirantes á la judicatura, otras á los
excedentes de Ultramar, y, como ha hecho S. S. recien­
temente, aun á los aspirantes al Notariado; de donde
resulta que hoy un Notario, para poder ascender por
este turno, no ya en Notarías de primera ó segunda
clase, sino de tercera, no siendo de las últimas, es pre­
ciso que tenga en la carrera treinta ó cuarenta años de
antigüedad, A hora mismo, en que hay anunciadas 33
vacantes, se han presentado 293 solicitudes, algunas de
Notarios A los cuales, por virtud del malhadado decreto
de S, S., así puedo llamarlo, de 8 de Agosto, se les hace
imposible la vida á causa del aumento de Notarías, y
de la desigualdad y desproporción que S. S. aún con­
siente respecto al número de escrituras que cada cual
otorga, pues mientras unos están nadando en la abun­
dancia, otros en la misma población, con los mismos
méritos, con idénticos servicios, con iguales años de
— 372 -

carrera, habiendo ingresado del mismo modo, se en­


cuentran en lastimosa situación.
Y lo grave es, Sr. Ministro, que se cree que aun
continuará S. S. por ese camino, habiéndose manifes­
tado este temor recientemente en varías revistas pro­
fesionales, pues se ha llegado A decir que ya no Se cree
imposible que á los abogados perjudicados á causa de
las recientes reformas llevadas á cabo en la carrera ju ­
dicial, se les coloque en este turno; el cual, de todas m a­
neras, de seguir por estos caminos, resultará para los
Notarios verdaderamente inútil, casi irrisorio. Ahora
mismo acaba de decir una importantísima revista lo
que voy á leer, si el Senado me lo permite:
«¡Abonan tanto los precedentes! No me causaría
tanta sorpresa ver investidos con la fe pública A los
abogados con su título, como la tuve al ver A jueces y
magistrados hechos notarios por decreto; les bastaría
constituir un fuerte y activo Comité en Madrid, buscar
el apoyo en los principales bufetes, asediar al Ministro
de Gracia y Justicia, hacer entender que la colocación
inmediata, urgentísima de los abogados es de interés
general, repetirlo mucho en todas partes, para que en
fuerza de oirse la frase se adquiera categoría de axioma ;
y á semejanza de lo que los aspirantes hicieron y con­
siguieron, seguramente aparecería con sorpresa el día
menos pensado en la Gaceta un decreto que poco más
ó menos dijese: atendiendo á los funestos resultados que
han dado las leyes de enjuiciar, y teniendo en cuenta
las modificaciones introducidas en la justicia munici­
pal, para que tenga lugar la disminución de los muchos
abogados en ejercicio, he tenido á bien disponer que
todas las Notarías que vaguen en lo sucesivo se provean
- 373 -

en abogados, y las que ellos no quieran, que pasen A los


notarios en propiedad.»

E l S r . O b i s p o d e J a c a : N o esperaba otra respuesta


de S. S. sino la que tan bondadosamente se ha dignado
otorgarme. Mi objeto principal a-1 hablar hoy de asun­
tos notariales era éste: que declarase, como lo ha hecho
ahora, que puede el Cuerpo notarial estar tranquilo,
sin los temores de que se había hecho eco alguna publi;
cación órgano del mismo; temores de que yo no parti­
cipaba, pero que comprendía era bueno que S. S. mis­
mo aquí los desvaneciese de todo punto.
(Sesión del 27 de Enero.)

III

Archivos de protocolos

Mi ruego al Sr. Ministro de Gracia y Justicia es el


siguiente: que se cumpla la ley de 8 de Enero de 1869,
en cuya disposición 1 .a se establece lo que voy á decir
acerca de los notarios; de los notarios civiles, claro
está, aunque conviene decirlo, porque los señores perio­
distas, que escriben las crónicas parlamentarias como
suelen escribirlo todo, creyendo sin duda que cuando
viene un Obispo Senador á hablar aqui ha de hacerlo
tan sólo de cosas de Iglesia y pedir para la Iglesia,'
374 -

siempre que yo me levanto á tra ta r de asuntos de no­


tarios, añaden por su cuenta «eclesiásticos». Dice así el
artículo de referencia: «En los pueblos en donde los
Ayuntamientos no pueden facilitar locales á propósito
para los Archivos notariales del distrito, lo establecerá
el archivero en el edificio que juzgue conveniente.» De
donde se deduce que la obligación del archivero es sólo
supletoria, es sólo en segundo término; deben primero
los Municipios procurar los locales para los archivos, y
cuando ellos no puedan proporcionarlos, es cuando tie­
nen esta obligación los archiveros. El Sr. Ministro de
Gracia y Justicia, seguramente, cumple esta obligación,
como cumple todas las suyas, de mirar si efectivamente
los Municipios pueden facilitar locales para Archivos.
Pero la ha cumplido, en verdad, con poca fortuna para
el Notariado.
Muchos notarios archiveros tienen hoy que procu­
rarse locales para el Archivo. Esto es una injusticia y
un abuso por parte del Estado. Así como el Estado
tiene archivos de Hacienda y archivos históricos, debe
proporcionar también archivos notariales. Porque ¿de
quién son los protocolos? Antes del año 62 eran, efecti­
vamente, de los notarios mismos y pasaban á sus fami­
lias con las Escribanías también; pero el art. 36 de la
vigente ley del Notariado terminantemente establece
que los protocolos son del Estado.
Por consiguiente, el Estado es el que debe cuidarse
de ellos; esa es una obligación suya, y si no la cumple
por sí, á los que le ayudan á desempeñarla debe re tr i­
buirles de alguna manera. No pido, sin embargo, que
el Estado dé cantidad alguna á los notarios, porque
sería pedírselo á los contribuyentes. Eso que se llama
el Estado, no tiene nada y nada puede dar; lo que da es
de los ciudadanos, es lo que coge con una mano para
darlo con otra, quedándose para sus amigos y emplea­
dos con una gran parte.
Algo perciben los archiveros, pero tan poco, que
en muchas poblaciones es nada, y en las más populo*
sas pocos años pasará de 100 pesetas. Tiene también
de ello la culpa en gran parte el Estado: porque pro­
mete y después no cumple: en esc mismo decreto ley á
que me he referido antes se establece que los archive­
ros por las copias que expidan percibirán más que los
demás notarios, y esto tampoco se hace. En cambio,,
¡cuántas obligaciones se les imponen! No voy á enu­
merarlas todas. Recuerdo ahora las siguientes: formar
inventarios délos protocolos, dar de esos mismos in­
ventarios una copia al juez de primera instancia, otra
al presidente de la Audiencia y otra á las Juntas direc­
tivas de los Colegios Notariales; repetir esto mismo
todos los años, siempre que ingresen en el archivo pro­
tocolos; sufrir dos veces cada año visitas del juez dele­
gado; investigar dónde hay documentos, protocolos,
libros, papeles pertenecientes á su archivo, buscarlos y
traerlos á él; tener esos mismos archivos constante­
mente á la disposición de las autoridades judiciales y
administrativas para cotejos y otras diligencias que
son casi siempre de oficio; expedir en multitud de casos
copias gratuitas, y qué sé yo cuántas cosas más. Todo
ello implica emplear muchísimo tiempo, pagar perso­
nal, poner un trabajo grande que les distrae de sus
ocupaciones propias, de las que les dan de comer, para
atender tan sólo al servicio del Estado, del que no per­
ciben un céntimo.En vez de eso, ¡qué de multas tan ere-
- 376 —

cid as en cuanto se descuiden un poco! Hasta ,500 pese­


tas se les,puede imponer,
■: Mi ruego es (y suplico á la Mesa que se lo transmita
al Sr. Ministro de Gracia y Justicia) que, cumpliendo
lo que la ley manda, procure que los Municipios pro­
porcionen local para los archivos notariales. Pero lo
mejor sería que el: mismo Estado los proporcionara,,
que es áquien. incumbe esto, más que á los Municipios:;
que los busque el archivero, se dirá. Y ¿con qué recur.-:
sos? Encontrar edificio á propósito para archivo cuesta
mucho pues.no se querrá que se lo establezca en un; al-;
macén, en alguna planta baja, donde las ratas y aun
los rateros acaben con documentos de grandísimo in-;
terés para la historia, para las fundaciones y p ara los
particulares. Pues, que tenga en casa los protocolos el
archivero, se añadirá. Eso es lo que se hace; pero eso
no- se podrá continuar haciendo, porque según la leyes
preciso llevar ál archivo las escrituras después de los.
treinta años de su fecha, y anualmente Los notarios,
v an mandando al domicilio del archivero la protocoli-.
zacíón de documentos que en ese caso se éncuentran y
son nuevos ríos y afluentes que van á engrosar ese
maremágnum que se llama archivo; y no queda ya.
para los notarios archiveros más.que el siguiente dije-:
ma; ó ellos echan á la calle tos protocolos, ó los proto­
colos les echan á ellos á la calle. *
Un archivo, por ejemplo, donde haya 1.200 vólú-:
menes, requiere una extensión de 2 0 metros de largo
por 2 y Va de ancho, y claro está, como el alquiler -
de las casas es tan subido, para muchos archiveros;
resujta imposible el encontrarlas con estas cóndicio-,,
nes. Tampoco le conviene al Estado que sé guarden en ,
- 377 -

el domicilio del notario los protocolos, porque á su


muerte corren entre otros riesgos el de que los coja e l 1
casero y los tire por la ventana. No, los notarios a r - :
chileros no se han de declarar en huelga, no han de
protestar, no han de manifestar siquiera disgusto si no
se- les concede esto que piden; día llegará, sin embargo,
en qüe tengan que decir; «Estado> ahí tiénes esos pro­
tocolos qué son tuyos; haz de ellos lo que quieras, pues
A pesar de mis buenos deseos, no puedo tenerlos más
tiempo en mi compañía.»
(Sesión del 27 de Febrero.)

iv
Las actas de consentim iento para el
matrimonio

Tengo el honor de pedir ai Sr. Ministro de G r a ­


cia y Justicia que, confirmando la doctrina sustentada
p or ía Audiencia de Valencia, declare que es perfecta­
mente legal la práctica de no exigir el acta del’ con- ;
sentimiento paterno cuando los encargados de prestar­
lo asisten á la celebración del matrimonio.
Con acceder á mi petición, entiendo que no se
perjudica en nada A los notarios civiles, á esos notarios
por los cuales tanto se i n te r e s a d Sr. Ministro, aunque
hasta ahora, á pesar de su buen deseo, con poca fortu­
na en verdad.
- 378 -

Comete el Estado otra injusticia, Señores Senado­


res, con esa clase tan sufrida y benemérita, con la
clase notarial, á la cual estimo tanto, entre otras razo­
nes, porque á ella perteneció un Prelado ilustre, el
Cardenal primado Sr, Moreno. La ley del Timbre
en su art. 2 0 , dice que las actas que autorice un no­
tario civil para el consentimiento ó consejo paternos
han de inscribirse en, papel de 25 pesetas; es decir,
que un ciudadano acude ante el notario eclesiástico
ó ante el juez para que redacte un documento y tiene
sólo que^entregar una peseta para el timbre corres­
pondiente del papel, y si va para lo mismo al notario
civil, si quiere que se le extienda el* mismo instru­
mento, tiene que entregar 24 pesetas más. Yo creo
que era mejor que dijera la ley que se prohibe term i­
nantemente que los notarios civiles den la fe pública
que tienen respecto A las actas de consentimiento y
consejo paternos; pues á eso los condena dicho a r­
tículo 2 0 , estableciendo en perjuicio suyo una desigual­
dad injusta para la que no se ve ni siquiera pretexto.
Los únicos que perderían algo serían los jueces mu­
nicipales; pero ¡ah! A esos, á los funcionarios civiles,
quisiera tenerlos yo siempre alejados, muy alejados,
de la celebración del santo Sacramento del matrimonio
canónico.
(Sesión del 28 de Febrero.)
Substituciones

E l S r. P r esid en te : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca.
E l Sk. O b i s p o d e J a c a : P a ra rogar al Sr. Minis­
tro de Gracia y Justicia que dicte una disposición en
virtud de la cual los protocolos de las Notarías vacan­
tes pasen á los Archivos notariales, á no ser en aque­
llos casos en que, á juicio de las Juntas directivas de
los Colegios, por razón de la gran distancia ó de la di­
ficultad de las vías de comunicación, parezca más con­
veniente que se hagan cargo de ellos los notarios de la
localidad más próxima.
Los motivos en los cuales he de apoyar mi ruego r
son tan evidentes, que breves minutos serán bastantes
para fundamentarlo.
Y a en otra ocasión, cuando excité al Sr. Ministro
para que obligara á los Municipios á facilitar locales
para los Archivos notariales, le decía y demostraba,
me parece, que la carga que se imponía á los Notarios
archiveros ha llegado á un extremo que se hace ya in­
soportable, á causa de los muchos gastos que ocasiona,
de lo poco que les produce y de las grandes responsa*
bilidades, más cada día, que se les están exigiendo.
Ministros anteriores á S. S. comprendiendo esto\
— sao—
mismo procuraron concederles algunas ventajas; así
en el decreto-ley de 8 de Etiero de 1869, se les permi­
tió cobrar más de lo ordinario en la expedición de c e r ­
tificados con referencia ásus archivos de los derechos
de arancel; pero eso no está vigente ahora.
Cuando existía, para ascender, el turno de mérito,
se consideraba como uno muy especial el haber sido
archivero de protocolos. Suprimido este turno, tam ­
poco hay lugar á aquella recompensa; y es preciso, por
tanto, buscar algún medio de que el Estado premie el
trabajo que se les impone y que ellos, sin obligación
ninguna, y con mucho celo, desempeñan.
L a recompensa pudiera consistir en darles una re ­
tribución; mas esto, teniendo en cuenta lo enorme de
la actual tributación y los múltiples gravámenes que
pesan sobre el pueblo, no seré yo quien lo pida. Otro
medio sería el aumentar los derechos de ios aranceles
por testimonios y exhibición de escrituras; pero sería
poco menos que inútil arbitrio, por apenas necesitar
nadie los documentos de fecha remota, salvo los aficio­
nados á escribir de historia, ó algunos que están inte­
resados. cri conocer fundaciones antiguas; y aunque es
bien cierto que la administración pública acude con
frecuencia á esos Archivos, entonces hay que despa­
char las copias de oficio y .gratuitamente. Por eso me
parece el solo medio oportuno éste que he indicado: el
qué los Archivos, notariales sean los que conserven los
documentos de las Notarías vacantes. Hoy día es el
substituto el que se encarga de los protocolos; pero el
substituto, según el Real decreto de 28 de Diciembre
de 1866, no tiene más obligaciones ni más derechos que'
hacerse cargo de los protocolos y librar las certifica-
- 331 -

dones que, con referencia á ellos, se" les pida, ségún


las leyes.
Por consiguiente, está reducida la petición mía A
que se nombre como substitutos, para todos los casos,
A los archiveros notariales. Entiendo que no hay nin­
guna disposición en la legislación actual que le impida
á S. S. decretarlo por sí y ante sí. No creo que sea
preciso modificar ley ninguna, ni traer, por tanto, la
correspondiente proposición al Parlamento.
Esto me parece claro, A pesar de lo obscura que
está la legislación notarial, esta legislación fragm enta­
ria, dispersa, confusa, embrolladísima, que á voces
está reclamando que se refunda, que se recopile y
unifique por medio de una nueva ley y reglamento,
para lo cual todos los notarios reconocen que por su
ilustración, por su talento, por su rectitud y por su
prudencia, ninguno es más idóneo que el;Si*. Marqués
de Figueroa.
H ay un artículo en la ley notarial, el 6 .°, que habla
de las substituciones; pero se refiere, como sabe mejor
que yo S. S., á los casos y á las localidades cuándo y
dónde hay un solo notario. Respecto á los distritos
donde haya dos, dice que uno substituirá A otro, y no
prevé el caso de que haya tres ó más notarios. Para
entonces dice tan sólo que cuando no.se pueda cumplir
.lo que la ley determina, el juez .de primera, instancia
decidirá lo que crea procedente, hasta .que resuelva en
definitiva el Gobierno. No conozco, respecto á esto,
otras disposiciones que el Real decreto de 28 de No­
viembre de 1901, que dice:
«Se tendrá en cuenta, respecto A las substituciones,
lo que se determina en el artículo 38 de la ley nota­
- 382 -

rial.» Pero allí no se determina nada, no se hace más


que referirse al art. 6 .°, el cual no expresa sino lo que
he tenido el honor de exponer á la Cámara; por lo
tanto, puede S. S. complacerme sin dificultad ninguna,
y opino que con esto se realiza un acto de justicia y
que todos lo verán con muchísimo gusto, aunque sólo
sea por constituir una norma clara permanente.
Antes de terminar, ya que estoy en uso de la pala­
bra, para no molestar nuevamente á S. S-, voy á ha­
cerle otro ruego que ahora se me ocurre; y es, que se
restablezca la antigua y buena costumbre de publicar
las listas de los aspirantes á las Notarías. Esto se hace
por la Administración pública siempre que obra en vir­
tud de f a c u lta d es r eg lad as, como se dicc; eso practica
la misma Dirección de los Registros, pues anuncia en
la Gaceta los nombres de todos los aspirantes; y lo
mismo hasta ahora se ha hecho siempre en el Nota­
riado. Lo que ahora se observa, la nueva é inmotivada
usanza, es, en frase del Sr. González Rehollaren su
E stu dio ju r íd ic o del nombram iento de notarios, una
práctica que no conduce á nada práctico y que da lu­
g a r á suposiciones maliciosas de que no he de hacerme
yo eco, pero que han sido recogidas por alguna revista
profesional. No tengo más que decir.

E l Sr. Pido la palabra.—Para


O bispo d e J a c a :
dar, como siempre las merece, a! Sr. Ministro de G r a ­
cia y Justicia las gracias más efusivas por la bondad
con que contesta á mis ruegos, y á la vez para recoger
algunas de sus observaciones que, á mi juicio, obedecen
á no haber comprendido del todo el alcance de las mías,
- 383 -

las cuales sin duda no expresé con la debida claridad.


Cuando me lamentaba de lo frecuentemente que la
legislación notarial es alterada, no era mí ánimo cen­
surar el que se introduzcan las reformas que se crean
precisas; referíame á ciertas disposiciones que se limi­
tan A modificar otras, dejándolas, en parte, subsisten­
tes, y resucitando á la vez artículos de algunas ya de­
rogadas, lo cual aumenta la confusión.
Si yo reclamo una disposición que se añada á las
muchas con que diariamente se aumenta la Colección
leg isla tiv a , es porque así lo reclama la opinión gene­
ral del Notariado, es porque se trata de algo útilísimo
para esta institución.
Ya sé que en este punto el silencio' de las leyes lo
suplen los cuadros de substituciones; pero á veces de
manera tan vaga como en el Colegio notarial de Bur­
gos, donde se limitan á decir que en caso de vacante
se substituirán mutuamente los notarios.
E n la práctica se hace la substitución ó por el juez
de instrucción ó por la Junta directiva del Colegio no­
tarial, según quien es el que se adelanta á hacerlo. De
ordinario se tienen en cuenta las razones que expresé
hace un momento y son nombrados los archiveros no­
tariales; pero como encargarse del protocolo de una
Notaría vacante supone atraerse la clientela del anti­
guo Notario, supone aumentar el número de instru­
mentos, en algunos puntos se disputan encarnizada­
mente el nombramiento, y hay notarios que ponen en
juego toda su influencia para conseguirlo.
Este es un motivo nuevo, Sr. Ministro, en el que
me fundo para hacer mi petición; pues á todo trance
conviene evitar esos pugilatos poco nobles, esos es-
- 384 -

,'pe'ctáculos qué desdicen de la respetabilidad de los de­


positarios de la fe pública; lo cual, claro, está, en ma-
-nera alguna podía suceder si.S. S. hubiese seguido el
.camino glorioso que le han trazado Sus predecesores
-ilustres el Sr. Marques de Teverga y D, Eduardo
D ato, llegando á imponer la' notaría única ó el reparto
forzoso de los negocios ó la resérva de una parte de
los derechos, con lo que, pudieran los notarios atender
. decorosamente á su subsistencia, sin tener que luchar
entré sí para vivir.
Considera S. S. cómo una dificultad para acceder
á mi demanda, como un inconveniente grande, el tra s ­
lado de los protocolos. No, Sr. Ministro: el traslado lo
hay siempre cuando ocurre una vacante; cualquiera
sque se e n c a rg u e ^ e l protocolo debe hacer entrega de
-él al nombrado para desempeñar en propiedad la No­
taría. Precisamente, como habría menos trastornos se­
ría encargándose siempre dé las Notarías vacantes una
.misma persona, llevándose sus escrituras á un mismo
Joca!; y nadie con más títulos que el archivero debe
custodiar los documentos que producen algo, cuando
estfí custodiando los que apenas le producen más que
-gastos y molestias<

(Sesión del 8 de Mayó.)


VI

Excedencias y licencias

E l S r , O bispo de J aca ; Señor Presidente, tenía


pedida la palabra para discutir un momento con el
Sr, Ministro de Gracia y Justicia, puesto que estába­
mos todavía en la hora de .preguntas, respecto A una
interpelación que le había anunciado. (El Sr. Ministro
de Gracia y J u sticia: Por mi parte no hay inconve­
niente en que S. S, la explane ahora.)
E l S r. P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo
de Jaca para explanar su interpelación.
E l S r. O b i s p o d e J a c a : Principio por anunciarle,'
Sr. Ministro de Gracia y Justicia, que no va á tener
S. S. que repetirme lo que me dijo hace un momento
aquí en plena Cámara: que yo tenía hábito de hacer
inculpaciones. Nó; hoy procuraré que no haya para
S. S. ninguna inculpación, ni siquiera recordaré los
juicios de las revistas profesionales acerca del Real
decreto de 23 de Agosto último, publicado en la Gaceta
del día 26. No diré, por ejemplo, como la Gaceta del
N otariado , una revista tan sensata y tan sesuda, que
la disposición de S. S. está inspirada en su animosidad
contra el Cuerpo notarial; ó como la R e v is ta J u r íd ic a ,
que en ella hay m inucias despreciables, y una confu­
sión babélica, llevada hasta el último límite, y una e s -
25 IN J U S T I C I A S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L
- 336 -

Pantosa mescolanza y hasta hurto de la verd ad , o


como la revista que se titula L a R efo rm a L e g is la tiv a ,
que en su Real decreto hay «lo anodino, lo imperfecto,
las medias tintas, todo lo que contribuye A que la legis­
lación sea un caos». Al contrario, como voy A dirigirie
un ruego, procuraré hacerme grato A S. S. Para ello
he de defenderle de todas las inculpaciones que se le di­
rigen. S. S. no necesita defensas, porque inspira todos
sus actos en un fin nobilísimo y todos ellos responden ít
ese fin. Solamente, sin embargo, cuando trata de asun­
tos notariales, es cuando yo no sé qué maleficio, qué
arte de encantamiento hace que la opinión pública y la
prensa profesional no le juzguen con la benevolencia
que en todas las demás ocasiones. Tal sucede con la
última obra legislativa de S. S,
En primer lugar, se extrañan—y yo también me ex­
trañé aunque pensando á solas he logrado encontrar la
manera de explicárm elo,-de lo que S. S. me dijo en
una de tantas ocasiones en que me ha concedido el ho­
nor de contestar á mis ruegos, ruegos que formulo A
veces en sesiones continuadas, porque mis ocupaciones
me impiden cumplir el deber de estar en Madrid dia­
riamente, y cuando vengo juzgo preciso aprovechar el
tiempo.
Una de esas veces en que tanto he abusado de la
bondad de S. S., que para mí es inagotable, me con­
testaba: «No había necesidad más urgente ni beneficio
mayor, para la clase notarial, en general, que ese
Cuerpo de aspirantes se extinguiera cuanto antes, por­
que era, y por todos se ha reconocido, una inmensa di­
ficultad y una gran rémora para los intereses de esa
clase. Y á eso fué á lo que hubo de responder, porque
- 387 -

era necesario respondiera con urgencia, el decreto


de 8 de Agosto.»
Esto dijo S. S. entonces, y ahora crea otra vez el
Cuerpo de aspirantes. H ay aqiií contradicción; pero lo
explica aquel adagio según el cual de sabios es el mu­
dar de parecer. Lo que no se explica tan fácilmente es
que se conceda á los aspirantes entrar en el Cuerpo á
los veintitrés años, porque para ejercer el cargo de no­
tarios hay que cumplir los veinticinco, resultando que ó
los opositores que obtengan una plaza tendrán que espe­
r a r para posesionarse á cumplir la edad señalada, pa­
sando otros por encima de ellos, y produciéndose una
verdadera perturbación, ó habrá que infringir la ley
del Notariado.
Preguntan también las revistas profesionales, por
qué el Ministró ha determinado que en las oposiciones
para ser aspirantes haya tres ejercicios, y sólo dos
para ser notarios. De manera que para una plaza in­
significante, de la cual no se disfrutará hasta después
de mucho tiempo, se ha de sufrir más numerosos, más
duros y más difíciles ejercicios que para una Notaría
de primera. Pero téngase en cuenta que en todas las
carreras lo difícil es el ingreso, y que conviene estimu­
lar la juventud al estudio.
Y pasemos ya al objeto principal que hoy me trae
aquí. Es el artículo o.° de su Real decreto. Yo no sé si
levanto bastante la voz; porque el otro día leí en El
Correo Español que el Obispo de Jaca anunciaba una
interpelación sobre ese artículo, porque era perjudicial
d la Iglesia, como si yo no hablara más que de las
cosas perjudiciales A la Iglesia y no fuera cierto que
trato de las cosas humanas y divinas, según me repren­
- 388 -

dió el Sr. Dávila. No; dije bien claramente que á ese


artículo lo consideraba perjudicial para los notarios.
Yo nunca quiero interpelar á S. S., porque parece
que la interpelación implica censura, y nada más lejos
de mi que el deseo de molestarle; pero como S. S. es­
taba detenido en el Congreso por ruegos y preguntas
que le tenían anunciados, se me ocurrió que, formu­
lando mi ruego en forma de interpelación, tal vez po­
dría venir y tendría yo la satisfacción de verle y diri­
girle mis humildes observaciones. En éstas, sin em­
bargo, expresaré con franqueza mí opinión. Y no he
de ocultar que si en todos sus actos S. S. manifiesta.un
espíritu culto, progresivo, abierto á todas las legítimas
orientaciones de la vida moderna, en este artículo se
lia manifestado un tanto retrógrado y reaccionario. No
parece sino que S- S. ha detenido el reloj de las horas
y ha ido contra la corriente de los tiempos dando im
salto atrás, no diré en la obscuridad, y poniendo al No­
tariado en la situación en que estaba por el año 62, sin
tener en cuenta que las circunstancias han cambiado y
que debe la legislación evolucionar en el mismo sen­
tido que la sociedad vaya justamente avanzando.
En el año 1862, cuando la ley del Notariado se pu­
blicó, las Notarías se obtenían comprándolas ó here­
dándolas. Entonces á sus poseedores les estaba muy
bien prohibido ejercer cualquier oficio con jurisdicción
ó retribuido por el Estado. Pero hoy los Notarios en­
tran por oposición sufriendo ejercicios verdaderamente
de prueba; }7, por consiguiente, forman una clase res­
petabilísima, cuyos individuos pueden servir á la socie­
dad de muchos modos. Y a el reglamento del Notariado
favorecía las excedencias y las favoreció más el que era
- 389 -

Ministro en 1904: pero, claro, no se ganó Zampra eñ


una hora, y hay que ir en esto, como en todo, lenta­
mente reformando la legislación, y por eso aquel Mi­
nistro no hizo todo lo que deseaba el Notariado. Espe­
rábase ahora, después de cuatro años, que S. S. diera
un paso adelante en el camino de la libertad para que
los Notarios dejen su oficio á lin de dedicarse á otros en
que más útiles puedan ser á Ja sociedad; pues á nadie
se oculta que muchos pudieran ser perfectamente go­
bernadores civiles, ó estar en el Municipio y en las Di­
putaciones, ó venir á las Cortes, y aun quizá llegar á
sentarse en el banco azul, Pero, lejos de eso, S. S. con
lo que dispuso acerca de la pérdida de la antigüedad
dificulta notablemente las excedencias.
SÍ bien no lo ignoro, en algunas carreras por la ex­
cedencia se pierde la antigüedad en los concursos, es
porque aquellos excedentes pueden ejercer toda clase
de destinos y se les computa los años que sirven en
ellos; y claro es que por desempeñar otros puestos en
vez delsuyo, no había de concedérseles doble antigüe­
dad. En esto censuran á S. S. casi todos los Notarios;
pero hay algunos que 110 sienten de la misma manera; y
yo, en caso de duda, me pongo siempre al lado de S. S,
En lo que están todos conformes es en quejarse de
lo dispuesto acerca de las licencias. Ya en esto mani­
festó antes un rigor que es propio de los que desean
que cumplan con exactitud sus subordinados; ya el
año pasado (me parece que fué el 28 de Junio) dictó
una disposición determinando que los notarios, sólo por
causas legítimas y debidamente justificadas, podrían
ausentarse durante tres meses en el primer año y en el
segundo por dos meses.
- 890 -

Hoy todos convenimos en que las vacaciones son


im periosas hasta para nosotros los Senadores, y en
que por el trabajo y exigencias y preocupaciones y lu­
chas de la vida moderna, es preciso tomarse tiempo de
descanso. Hay muchos que necesitan, para atender á
su salud, dejar su cargo durante algunos días siquiera.
Por eso asombró aquel decreto de S* S. que algunos
califican de draconiano (yo no he de calificarlo tan du­
ramente) según el cual los Notarios que tardan en vol­
ver á su oficio un día más de los concedidos, tal vez
porque han perdido el tren ó éste ha descarrilado, se
entiende que abandonan el destino y que renuncian á
su carrera.
E n el Real decreto de ahora aun se ponen más obs­
táculos para que el Notario pueda salir de la localidad
donde reside. Según él, todo el que por cualquier causa
obtenga licencia para ausentarse de su Notaría, cuan­
do haya de concursar por antigüedad se le descontará
el tiempo concedido. Por manera que si otro no te­
niendo la salud tan quebrantada no necesita pedir á
S. S. ose permiso, asciende antes que su compañero.
Esto les parece mal á los Notarios, porque dicen que si
aun se tratara de concursos de méritos, pudiera ser un
mérito el gozar de buena salud, el estar firme y fijo,
como ha estado S. S. este verano 3^ lo está siempre, en
su despacho, cumpliendo sus obligaciones; pero como
se trata de antigüedad, no comprenden que lo que no
pasa en parte alguna, en ninguna profesión ni oficio,
pase aquí; aparte de que el concepto de antigüedad,
como sabeS. S., se computa,no por los años de servicio,
sino por el año que se ingresó en la carrera. Eso les
parece á ellos una cosa muy rara; y yo digo que es
- 391 -

sencillamente que el Sr. Ministro de Gracia y Justicia,


notario mayor del Reino, jefe de los notarios, mira por
sus subordinados; ve que no les conviene salir y les im­
pone la ley de que no se ausenten, porque mientras sea
el Notariado (y por las trazas lo seguirá siendo, quizá
mientras sea S, S. Ministro) un oficio, una industria,
un comercio en algunos sitios y para algunos notarios,
cuyo egoísmo insensato les impide advertir las venta­
jas de la agremiación; mientras continúen las compe­
tencias inverosímiles y Jas rivalidades absurdas, mien­
tras haya que atraer á los clientes facilitándoles hasta
las faltas á la ley, 3’ rebajando los derechos, como se
han rebajado en algunos casos, hasta hacer de baldé
las escrituras, mientras todo esto suceda, tienen que
estar en la tienda, detrás del mostrador, siempre en la
botica como el doctor Garrido, esperando á los parro­
quianos, los cuales, si por estar su Notario ausente van
á otro, difícilmente vuelven al primero.
A causa de esta nueva disposición tendrán que tra ­
bajar muchísimo los dependientes de la Dirección de
los Registros y del Notariado, porque se hará preciso
que se lleve una especie de cuenta corriente, y se abra
una casilla para cada notario, donde se vaya anotando
sus diversas épocas de vacaciones. La dificultad es
mayor en razón á que no se c o m p u ta d tiempo desde
que se pide y consigue la licencia, sino desde que se
usa. H ará falta establecer un cuerpo de inquisidores
ó corredores (la palabra que S. S, quiera emplear),
para que vayan por las Notarías viendo cuándo se
principia á tomar vacaciones y cuándo se vuelve
de ellas. Todo se reducirá, sin embargo, y de ahí
que no tengan justificación las críticas, á que S. S.
- 392 -

aumente el número de los empleados de su Ministerio.


Otra cosa hay que al primer golpe de vista parece
digna de censura. Yo no quiero denunciar á nadie, por­
que éste es un papel que no me gusta; pero son hechos
públicos, que los notarios, en su mayoría, toman las va­
caciones sin pedir licencia ni al Ministro, ni á la D irec­
ción general, ni á nadie. En muchos casos, ellos se a rr e ­
glan entre sí; y como todos son buenos compañeros,
como no se sigue ninguna dificultad para el servició
público, como entre que haya 5 ó haya 2 en una pobla­
ción fuera del mayor ó menor trabajo de ellos no existe
diferencia (y por eso no debe haber más que la Notaría
única, según voluntariamente se estableció en muchos
sitios, y piden los notarios; pues de esta manera se;
dignificaría la clase), como no hay perjuicio de tercero
en salir por unos días, son muy pocos los que cumplen
con la \éy solicitando licencia; y. ahora se va á dar el
caso de que los que la cumplen resultarán perjudicados,
porque para computar su antigüedad se les descoritará
el tiempo de ausencia, 3' los otros favorecidos poique,
en el Ministerio no se sabrá que se ausentaron, A esto,
no.obstante, podríase replicar que no hay maj’or recom­
pensa que la satisfacción del deber cumplido.
Siguen por ese estilo algunos hablando del Real
decreto de S. S., añadiendo que por qué no se dispuso
lo mismo respecto de los Registradores. ¡Donosa ma­
nera de discurrir! ¡Están diciendo que es una disposi­
ción mala para los notarios, y quieren que S. S. la
aplique también á los registradores!.
Yo no he de censurar á S. S. por estas y otras tan­
tas cosas como v. gr. el prohibir que los ctectos con­
cursen. Porque, en cambio, hay otras muy buenas, de
- 393 -

las cuales ahora no me haré cargo, porque cuando se


pide aquí la palabra no es para aplaudir A los Ministros.
Yo la he pedido eon el fin de dirigirle una pregunta y
un ruego.
La pregunta es la siguiente: El Real decreto de 23
de Agosto, ¿tendrá efecto retroactivo? Como no lo ex­
presa así, )'o supongo que no; porque en el art. 3-° del
Código civil se consigna que ninguna ley .tendrá efecto
retroactivo mientras en ella no se disponga lo contrario.
Pero en este caso conviene mucho quitar toda duda.
No sé si lo habrán preguntado á S. S. los interesados;
de que se lo pensaban consultar estoy cierto. Lo he
visto en letras de molde, que ésa es la manera cómo sé
las cosas, leyéndolas, y no como me dijo una vez Su
Señoría, por informaciones. A mí no me informa nadie;
ni necesito otros informadores que la prensa profesio­
nal, tan digna de atención y respeto que hasta los Mi­
nistros no se rebajarían leyéndola.
. Esa prensa refirió que los notarios iban á acudir en
forma respetuosa á S. S-, con una exposición razonada
preguntándole s¡ los excedentes que se encuentran
ahora en tal situación han de sufrir las consecuencias
del Real decreto de S- S‘. lo mismo que los excedentes
de mañana, es decir, si se perjudican ó no los derechos
adquiridos, .Ha}'muchos que, no sospechando que pu­
diera haber un Ministro que dictara esa disposición, al
amparo de preceptos anteriores pidieron la excedencia,
y conviene que sepan á qué atenerse.
El ruego, fundado en que S. S. en todo lo demás
hace las cosas perfectamente, y sólo respecto del Nota­
riado parece que no satisface del todo á la opinión, es
que cumpla lo que anunciaba en la exposición de moti­
- 39^ -

vos del Real decreto de referencia: que presente un pro­


yecto de ley del Notariado. Entonces todos podremos
cooperar íL la obra de S. S.; yo el último. Con el t r a ­
bajo de todos sería menos difícil que resultara perfecta,
y como habría de llevar al pie el nombre de Su Señoría,
podría figurar dignamente entre las muchas que ha
realizado en beneficio de los intereses públicos y de las
letras patrias.

E S r. O b i s p o d e J a c a : Además de dar las gracias


l

al Sr. Ministro de Gracia y Justicia por la benevolencia


con que aquí ha tenido la dignación escuchar mis
modestas palabras, he de ocuparme de algunas de las
que se ha servido dirigirme.
Yo no negué, no puedo negar, que la prensa elogia
á S. S. por algunas de sus disposiciones relativas al No­
tariado. Ya dije que las había merecedoras de aplauso;
pero he de insistir en que eso no empece para que sea
verdad que hay ese disgusto hondo, grande, extenso, á
que me he referido antes, reflejado, no sólo en las co­
lumnas de la prensa profesional, sino también hasta en
comunicaciones oficiales, hasta en exposiciones públicas
de notarios autorizadísimos, de Jefes de Notarios. El
mismo decano del Colegio Notarial de Madrid, señor
Ruilópez, escribía hace pocos días, en una revista muy
imparcial: «El Poder público desatiende las justas de­
mandas de los notarios, y paulatina, pero constante y
sistemáticamente, viene mermando sus derechos y
facultades en términos ya realmente molestos por ins­
pirarse en una desconfianza inmerecida, y más de sen­
tir por dimanar de centros que tienen la misión de ser
sus protectores. El Cuerpo notarial debe de evitar con
- 395 -
verdadero empeño, si le es posible, tales tendencias.»
E ntre las causas del disgusto se halla la falta de
orientaciones, de dirección y de normas, y ese m a r o
mágnum de retazos legislativos, de fragmentos de dis­
posiciones del Poder ejecutivo, que tiene todas las apa­
riencias de un caos. S. S. ya sé que no tiene la culpa,
pero pudiera tenerla si nada hace por remediarlo. El
remedio consiste, á todas luces, en promulgar una ley
del Notariado conforme con las actuales circunstancias.
Eso le pedí, 3^ á eso no me ha contestado nada.
En cambio, respecto á la. relroactividad de su De-
creto me ha contestado en términos que me satisfacen,
en términos que creo satisfarán á los notarios. Celebro
haberle dado motivo y ocasión de que pudiera contes­
tar tan satisfactoriamente como lo ha hecho, acerca de
este punto. Ojalá en todo lo demás me cupiera la satis­
facción de apLaudirle. Porque, cuando más convendría
que los notarios pudieran ser Diputados y Senadores y
todo lo que puede ser un ciudadano, se Ies pone nuevos
óbices con lo decretado sobre las excedencias. Yo veo
que la política de hoy, la vida legislativa contemporá­
nea, la ciencia jurídica y social piden á una que todo
individuo, máxime si pertenece á una clase del Estado,
pueda venir aquí á las Cámaras y representar la opinión
del país y los intereses generales. Y así como he sos­
tenido otras veces que á los Obispos no se les debiera
negar el ser Diputados y á los curas Senadores y D ipu­
tados é intervenir en tolas las funciones públicas, tengo,
ese mismo criterio relativamente á los notarios.
Comprendo, sin embargo*, que no debe asimilarse lo
referente á las excedencias y lo que á las licencias dice
relación;. E s discutible, cabe; defender lo que acerca de
- 396 -
las primeras se ha acordado. Lo, que S. S. acordó
acerca de las segundas, francamente, la tendrá, pero
yo no veo defensa ni justificación posible. Por eso, sin
duda, S. S- al contestarme pasó como por ascuas sobre
este punto-

E l Sr. O b i s p o d e J a c a : N o puedo menos de felicitar


al Sr. Ministro de Gracia y Justicia por el propósito
que ha manifestado de traer aquí lo más pronto posible
la ley del Notariado, con su correspondiente R egla­
mento. Grande sería mi satisfacción si la ley se apro­
bara, siendo Ministro de Gracia y Justicia mi digno
amigo. Esto le.honraría muchísimo seguramente. Sólo
intentarlo, presentando á la deliberación de las Cáma­
ras el oportuno proyecto, sería ya una honra grandí­
sima para S. S., y para el Gobierno al cual pertenece.'
He de tener también el gusto de expresar mi con­
formidad con parte de lo que dijo acerca de las licen­
cias. Cuando se piden sin causa ó puramente para
recreo, no me parece mal que en los concursos ese
tiempo de ausencia se descuente; pero cuando es por
razones de salud ó para ir á oposiciones ó por alguna
oausa grave, estimo una injusticia que á la desgracia
sufrida por el Notario que se halla enfermo ó tiene que
gastar el dinero en opositar ít una plaza que no ganó, se
añada la desgracia de que se le quite de su antigüedad
para los ascensos el tiempo que se vió precisado A dejar •
su Notaría y con ellas las ganancias que le propor­
cionaba.
En este sentido me permito indicar A S. S. que de­
biera reformarse ó aclararse el Real decreto.
(Sesión del 20 de Octubre.)
El Estado y la milicia
I. Las concentraciones de la Guardia civ il.—II. Los plnses
de los Guardias.—III. El uniforme de la Benem érita.—IV. P en ­
siones á Guardia civ ile s.—V. Los músicos m ilitares. —VT. El
matrimonio de los soldados.—VII. Las divisas de los Capellanes
de Ejército.

Las concentraciones de la Guardia civil

E l S r . O b i s p o d e J a c a : Pido la palabra.
E l S r P r e s i d e n t e : L a tiene S. S.
E l S r . O b is p o d e J a c a : Para presentar en breves
palabras un ruego al dignísimo Sr. Ministro de la
Guerra con motivo de las muy frecuentes concentra­
ciones de la guardia civil. Es un ruego de todo punto
innecesario, porque el Sr. Ministro, sin excitación de
nadie, ya hace siempre todo lo que de él depende en
favor del ejército, y pone también en juego su influen­
cia, tan poderosa como justa y legítima, cerca de sus
compañeros de Gobierno para el mismo objeto, cuan­
do, como en el presente caso, ellos deben también in­
— 398 -

tervenir; pero constituye para mí una necesidad el dar


expansión A los sentimientos de admiración profunda,
de cariño acendrado, de entusiasmo fervorosísimo por
ese instituto bcncmérto, hacia esa clase, A la cual por
antonomasia unánimemente se le llama la benem érita.
La idea del ruego me la ha sugerido la última con­
centración verificada en Zaragoza, que he observado de
cerca, puesto que el Sr. Arzobispo, tan generoso siem­
pre y tan amante siempre de la Patria, A la vez que
nos hospedaba en su palacio á los Obispos, alojaba en
él A 30 ó 40 números de la guardia civil.
Triste á más no poder, Sr. Ministro, es la condición
económica del guardia civil en estos tiempos. Percibe
casi lo mismo que percibía en tiempos del Duque de
Ahumada. No obstante, tiene que gastar, para soste­
nerse y sostener A su familia, doble ó triple de lo que
gastaba entonces; porque en esa misma proporción
también han encarecido las subsistencias.
Y digo casi lo m ism o, porque si bien es verdad que
hace poco tiempo se aumentó un real en su haber dia­
rio, también lo es que se ha disminuido lo que perci­
bían en concepto de reenganches; por manera que hoy,
con 2 pesetas 60 céntimos, tiene un guardia civil que
mantenerse, m antener A su mujer y A sus hijos, Com­
p rar un uniforme muy costoso y renovarlo en cuánto
no esté en buen uso, comer en muchas ocasiones por
causa del servicio fuera de sus casas, lo cual implica
un mayor gasto, y costear los muchos y á veces dis­
tantes traslados, que ya sé yo que son siempre motiva­
dos, no obstante que no todos lo parezcan así.
Lo más grave es que el Estado no atiende A la vejez
de esos beneméritos, sufridos y heroicos soldados, qué
- 399 -
de lo que cobran en activo no pueden ahorrar absoluta­
mente nada, porque aparte de lo antes expuesto se les
prohíbe ejercer otros oficios lucrativos, porque no pue­
den dedicarse á otras ocupaciones que les produzcan
algún dinero, y tienen que vivir en la sociedad, si no
lujosamente, por lo menos con algún decoro, Se les
retira forzosamente A los cinc'uenta y un años, y su
asignación entonces es la casi irrisoria de 22 pesetas
cincuenta céntimos mensuales, Y eso si cuentan vein­
ticinco años de servicios, porque si llevan un año m e­
nos, en ese caso, el Estado los trata como no trata el
amo más cruel A sus servidores; los trata como tr a ta ­
ban en la antigua Roma á los esclavos sus señores.
Cuando acostumbrados al ejercicio de las armas per­
dieron el hábito de otros ejercicios, cuando no les que­
dan ya fuerzas para el trabajo, el Estado se desentien­
de y no se vuelve A ocupar de ellos, abandonándolos á
los azares de la suerte.
Para colmo de males las reconcentraciones se hacen
hoy con una frecuencia verdaderamente aterradora
para los que tienen que sufrir sus lamentables resulta­
dos. No dudo que al disponerlas el Sr. Ministro de la
Gobernación ó un Gobernador cualquiera, motivos su­
ficientes habrá para ello; rae limito A consignai el
hecho de su inusitada repetición y á desear que procu­
re evitarse, como en algunos casos podría quizás ha­
cerse.
Todos queremos, y el primero yo, que se atienda lo
más cumplidamente posible á la seguridad personal del
Monarca. De necesidad es para ello, que cuando viaja
en ferrocarril se vigile y se guarde por la fuerza pú­
blica la vía. Pero ¿no es más propio que esto se haga,
- 400 -

no podría hacerse esto más fácilmente, con menores


dispendios, con mayor rapidez y acaso con mayor efi­
cacia, valiéndose de fuerzas del ejército, sin distraer
de servicios fijos y perentorios las ya muy escasas
fuerzas destinadas á la defensa social en apartados
pueblos que no cuentan con otras? Yo puedo asegurar
á S. S. que durante los veinte años que. tuve el alto
honor de Vivir en cuarteles entre guardias civiles, las
reconcentraciones eran raras y siempre había un moti­
vo, además de justo, evidente; y el guardia llevaba la
satisfacción interior del que cumple un deber, sabiendo
que con sus sacrificios sirve A la Patria y al bien públi­
co: satisfacción interior que faltaría si llegara el caso
de que la concentración se hiciera para que el honroso
uniforme se exhibiese como un número más en el pro­
g ram a de ios festejos públicos ó {lo que sería peor y
aminoraría el prestigio y el respeto de la guardia civil)
para servir á algún cacique en tiempo.de elecciones.
También, durante el tiempo que permanecí entre esos
modelos de honradez, entre esos héroes tan olvidados
é ignorados como sublimes é incomparables, entre esos
caballeros andantes de todas las virtudes en los qué
admiré acciones de abnegación tan prodigiosa que para
su cabal encomio no serían bastantes los acentos de la
epopeya, pude observar bien de cerca que. las recon­
centraciones producían trastornos gravísimos; los ser­
vicios se desatendían, se producía en los pueblos la
alarma y los malhechores se aprovechaban de esas oca­
siones para cometer á mansalva sus fechorías, y en los
hogares del. cuartel introducíase la miseria, las lágri­
mas y á veces el luto.
Por eso yo me atrevo á preguntar al Sr. Ministro
- 401 —

de la Guerra: Puesto que la guardia civil en esos casos


de reconcentración presta servicios extraordinarios,
;no sería conveniente, justo, equitativo y razonable
que proporcionalmente á los sacrificios que se le impo­
nen se le dé también una paga extraordinaria? El esca­
so plus que entonces percibe, ¿no debería aumentarse,
como en tiempo de campaña, de ¡nodo que sólo con él
pudiese el guardia civil pagar sus gastos personales,
ya que necesita su haber ordinario para el sustento de
su familia? Y si el presupuesto no permitiera destinar
á este fin la cantidad que se calcule suficiente, ¿por qué
cuando la fuerza de la benemérita es reconcentrada en
beneficio de una población, no había de costearle todos
los gastos necesarios el Municipio?
Este ruego ya sé que afecta por modo directo al
señor Ministro de Hacienda, porque al fin se trata de
gastos públicos, y al Sr. Ministro de la Gobernación,
de quien depende inmediatamente la guardia civil; pero
me he permitido molestar con él al Sr. Ministro de la
Guerra, primero, por tener el gusto de saludarle, y
después por ser S, S. un príncipe de la milicia y el r e ­
presentante más alto del ejército, y porque me consta
que en su corazón magnánimo encuentran siempre eco
poderoso todos los infortunios y todas las legítimas as-^
piraciones del soldado. /-<
■ ... .......................... ...................................../'

E l S k . O b is p o d e J a c a : Doy las gracias más afee- ^


tuosas á los dignísimos Sres. Ministros que me han
dispensado el honor de contestarme. Me satisfacen
también mucho las explicaciones que he oído de sus
autorizadísimos labios, y veo con particular gusto que
26 IN JUSTICIA S DEL ESTADO EKPAÍÍOI,
- 402 -

se haya aquí declarado que el Gobierno tiene el propó­


sito firme de evitar en cuanto sea posible las concen­
traciones de la guardia clvíl, que tantos perjuicios
causan lo mismo ¿i sus beneméritos individuos que A la
propia sociedad que ellos están llamados A defender.
Reconozco que se ha hecho algo en estos últimos
tiempos en favor del instituto; pero me parece poco el
plus que se le concede en tiempo de concentración, y
desearía que, dentro de lo posible, en cuanto la tributa­
ción lo permita, en los nuevos presupuestos no se des­
cuide, si no se ha hecho, el consignar una cantidad
alzada, suficiente para costear A los guardias cuantos
gastos les ocasione el concentrarse.
Tenga presente el Gobierno, que todo lo que haga
para favorecer á la benemérita, ha de ser muy del
agrado, seguramente, de los Sres. Senadores; porque
no se puede entrar en esta Cámara sin haber acredita­
do una renta muy crecida, y asusta solamente el pen­
samiento de lo que sucedería A la propiedad si por un
instante desapareciese la guardia civil.
No por el valor, que éste es igual, incomparable, en
todos los militares españoles, sino por la popularidad
del instituto, por la deslumbrante aureola de gloria
que cual nimbo refulgente orla todas las páginas de sus
anales, no es temerario afirmar que en muchas ocasio­
nes para restablecer el orden, para volver A la norma-
lidad los alborotados pueblos, para desarm ar las iras
de las soliviantadas muchedumbres, puede más y hace
más una sola pareja de civiles que una compañía ente­
ra del ejército.
Se confía la riqueza particular y la riqueza pública
A individuos que en muchas ocasiones (créamelo el G o­
- 403 -

bierno), cuando la familia es numerosa, no tienen el


pan suficiente para acallar los gritos de hambre de sus
hijos; y hace falta toda su heroicidad para que, quienes
así viven, conserven en esa tentación terrible, sujetos á
pruebas especialísimas, la honradez inmaculada que
brilla siempre en su historia.
También se lo agradecerá la opinión pública, por­
que el pueblo español mira á la guardia civil como una
de sus glorias más altas y legítimas y ve resucitadas
en ella las maravillosas órdenes de caballería que en la
Edad Media libraron á nuestra patria del yugo musul­
mán; ve revivir la nunca, como se debe, bastante ala­
bada Santa Hermandad, que inició una nueva era en el
mundo, porque dió facilidades á los reyes católicos,
una vez asegurada la paz en lo interior del país, para
lanzarse á empresas que parecen legendarias y nunca
pudo soñar la imaginación más atrevida. El tricornio,
causa de terror para los foragidos, es el emblema de la
tranquilidad y de la seguridad para el ciudadano hon­
rado; y en circunstancias azarosas, en momentos de
revueltas populares y de motines y públicos trastornos,
se saluda su aparición como se saluda la aurora después
de larga y tenebrosa noche, con igual júbilo que al ver
lucir el arco iris, anunciador de que ya termina la tor­
menta.
Finalmente, aumentar gastos en favor de la guardia
civil es aumentar los ingresos del presupuesto en favor
del Tesoro. No hay dinero más productivo para la
nación, ni cuya influencia en su mejoramiento econó­
mico aparezca más clara Sin garantir absolutamente
el respeto á la propiedad y al trabajo, sin asegurar la
paz y el orden público, no es posible que la riqueza
- 404 -

nacional prospere, ni que las iniciativas más prove­


chosas y los más laudables esfuerzos del Gobierno con­
sigan desarrollar cuanto es dable las energías econó­
micas del país.
(Sesión del 9 de Mayo.)

II

Los pluses de los Guardias

E l Sr: P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca.
E l Sr. O b i s p o d e J a c a : En primer término para
dar por reproducida una proposición de lejr, que tuve
el honor de presentar al Senado en la anterior legisla­
tura y que dice así:
«Artículo único, El art. 15 de ley de enjuiciamiento
criminal se adicionará en esta forma:
»En los delitos de injuria y calumnia cometidos por
medio de la prensa periódica, será juez competente el
del domicilio donde resida el que se querelle, creyén­
dose injuriado ó calumniado.»
En segundo lugar para dirigir al Sr. Ministro de la
Gobernación un ruego que, por si viniera A ser inter­
pelación, suplico que, ó la acepte en el acto, ó deje A
la consideración de la dignísima Presidencia el día en
que haya de explanarse. Se refiere A los débitos que el
Estado tiene respecto de los guardias civiles.
- ¿105 -

Hay varios puestos cuyos individuos no han reci­


bido cantidad alguna para el alquiler de sus casas,
cuando tuvieron necesidad de abandonar el cuartel.
Así le pasa al de Reínosa. En 1906 fué preciso que sus
nueve individuos desalojaran la casa cuartel por nece­
sitar ésta varias reparaciones. Acudieron, como era
natural y justo, al Ministerio de la Gobernación, pi­
diendo que se les abonaran los alquileres que abonaban
ellos por sus habitaciones; y al final casi del año si­
guiente, en 30 de Septiembre, S, S. les contestó que
era su demanda muy legítima y que la Comandancia
de Santander formalizase la relación de las gratifica­
ciones que correspondieran. Se hizo así; se presentó á
Su Señoría la relación, que alcanzaba la suma de 1,080
pesetas; y volvió á responder S, S. que, con efecto, la
cuenta estaba bien echada, pero que no podía satisfa­
cerla por ser preciso que las Cortes sancionasen el cré­
dito correspondiente. Es decir, que se reconoce la
deuda, mas no se paga; se puede pagar con sólo acudir
á las Cortes, y no se quiere tomar esa molestia.
Yo pregunto al Sr, Ministro; ¿no podría ser éste un
caso de excepción para una transferencia de crédito?
¿No habrá algún rinconcillo en las arcas del Erario
que están á disposición del Gobierno, de donde se
pudiera sacar esa cantidad? Se tra ta de un gasto impre-
visto; y ¿no hay en el Ministerio de la Gobernación,
como en otros Ministerios, ingresos imprevistos? Citaré
un caso. Hace poco, no sé si con las formalidades nece­
sarias, supongo que sí, pero por lo menos sin que se
supiera por los que estábamos más interesados en
saberlo, se vendió la casa cuartel de Manzanal del
Puerto, donde yo tuve la honra de nacer. ¿Qué ha
- 406 -

hecho la Administración con el producto de esa venta?


Estoy seguro que se le habrá dado una inversión legal
y justa; ¿pero no podía el Sr, Ministro conseguir que al
venderse un cuartel se destinase el producto de la venta
á pagar á los guardias civiles las habitaciones luego
que tienen que dejar el suyo? Para el Estado no supone
nada el retener esas cantidades; pero representa mucho
para los guardias, pues, á causa de ser, tan escaso su
haber, se introduce el desequilibrio y el déficit en
su presupuesto doméstico de ingresos y gastos. ¿No ha
de urgirles, por ejemplo, á los guardias deReinosa que
se les pague lo que ellos han pagado por alquiler de sus
viviendas, cuando uno tiene ocho hijos y otro nueve?
A parte de esto, hay otra cosa sobre la que quiero
llamar la atención del Sr. Ministro: los pluses de con­
centración. Yo puedo asegurar al Senado y desearía
que los Sres. Senadores tomen nota de ello, que ni A un
solo guardia civil de los que han sido reconcentrados
se le ha satisfecho todo lo que por este concepto se le
adeude. Puedo añadir que están sin pagar pluses desde
el año 1890, y aun parte de los devengados con motivo
de la formación del cordón sanitario en la frontera por­
tuguesa.
Y a cuando se concedió el derecho átales pluses, eran
del todo insuficientes; porque no se tuvo en cuenta que
el guardia civil, ó por culpa de los alcaldes ó por culpá
del vecindario, apenas si encuentra nunca alojamiento.
Tiene que pagar no sólo su sustentación sino también
su habitación y su cama. Además, de ordinario se les
concentra cuando hay grandes fiestas, en época de
regocijos populares, donde acude la gente á diver­
tirse, porque es preciso que ellos vayan á garantizar
_ 407 -

el orden mientras los demás se recrean, ó á lucir el


uniforme como un número más de los festejos, y en
esas ocasiones, por la gran concurrencia de forasteros
se pone por las nubes el precio de los artículos de pri­
mera necesidad. Pues si ya antes esas cantidades resul­
taban desproporcionadas y escasísimas, ahora que
tanto la alimentación se va encareciendo, es evidente
que no corresponden á los gastos que tiene que hacer
el pobre guardia civil reconcentrado.
Y aun eso poco no se paga por adelantado, ¡qué
digo por adelantado! ni siquiera con la debida puntua­
lidad; y como 110 puede ahorrar nada de su asignación,
que es modestísima, ó tiene que marcharse á la concen­
tración el guardia sin llevar un céntimo, ó tiene que
dejar sin él A su familia.
En otras corporaciones ó entidades militares ó civi­
les, hay alguien encargado de proporcionar víveres
con la garantía de las pagas por cobrar, hay contra­
tistas de suministros. Al guardia civil también le falta
esa ayuda; su mujer tiene que pagar al contado lo que
compra, y si se la fía es poco y por poco tiempo: ni
el guardia quiere deber á nadie, porque así pierde su
prestigio y su independencia. Por eso, en ocasiones,
mientras él está ausente, la esposa ve llorar de hambre
á los pedazos de su corazón, y no puede ofrecerles un
pedazo de pan; los ve que tiemblan de frío, y no puede
encender fuego en el hogar triste y solitario. ¿Por qué?
Porque lo que le debe el Estado, el Estado no se lo
'paga. Y no sería extraño, Sr. Ministro, que cuando por
sus mejillas corren las lágrimas A causa de no poder
enjugar las de sus hijos, acudan también á sus labios
palabras de maldición', que fuera mucho de lamentar
- 40B -

se dirigiesen contra S, S., porque las maldiciones de


una madre son siempre temibles.
¿Qué ha hecho S. S-, para remediar tantos males?
Absolutamente nada. Quien ha hecho algo, acudiendo
A un remedio heroico, es el actual dignísimo señor
Director general de la Guardia civil, con disponer que
cuando los individuos sean reconcentrados, las Coman­
dancias les anticipen 10 pesetas. Pero como en la
mayor parte de las Comandancias no hay ya fondos,
como están agotados en absoluto, los pobres guardias
van A la concentración sin disponer de los medios pre­
cisos para vivir decorosamente.
¿Por qué S. S. no ha presentado á las Cortes un
proyecto de ley para cumplir con el elemental deber de
todo Gobierno, que es pagar lo que debe cuando el
pago es de tanta urgencia? Esto se ha hecho para los
ingenieros de minas y para el Cuerpo diplomáticoy con­
sular respecto de sus viajes, y en otros muchos casos.
Voy á citar uno, congratulándom ele que esté presente
el Sr. Ministro de Instrucción pública.
Hace algunos meses se leía en la Gaceta: «Se con­
cede un crédito extraordinario de 577.313,33 pesetas á
un capítulo adicional del presupuesto vigente del Minis­
terio de Instrucción pública, para el completo pago de
las obligaciones devengadas y no percibidas durante el
año 1907 por los maestros de primera enseñanza en el
servicio de las clases nocturnas.» ¿Por qué, Sr. Ministro
de la Gobernación, no se toma S. S. por los guardias
civiles el interés que el Sr. Ministro de Instrucción
pública por los maestros? ¿No son también una clase
numerosa y necesitada? Cobrarán más tal vez algunos
guardias; pero ¿no tienen mayores gastos?
- 409 -

Debía S. S, haber pedido un crédito á las Cortes,


tanto más cuanto que el presupuesto actual permitía
dai lo. Lo recaudado en los primeros cinco meses del
presente ejercicio económico asciende á 21 millones de
pesetas más que en el año anterior. En Mayo se desti­
naron ya algunos millones para gastos imprevistos no
presupuestos; y ¿por qué, Sr. Ministro, nada se ha des­
tinado á pagar lo que se debe á la guardia civil? E n ­
tiendo que aun sin un crédito extraordinario, con sólo
el actual presupuesto se podía pagar todos los pluses;
porque, en efecto, eri la Gaceta de 1.° de Enero de este
año, en la ley de presupuestos, se dice:
«Art. 3.° De los créditos comprendidos en dicho
estado, letra A, se consideran* ampliados hasta una
suma igual al importe de las obligaciones que se reco­
nozcan y liquiden, los que á continuación se expresan.
c) En la sección 6 .a, «Ministerio de la Goberna­
ción,» el capítulo 25, artículos 2.° y 3.°, P lu ses de la
Guardia civil.
f ) En las secciones 4.a, 5.a, 6 .a y 10.a, «Ministerio
de la Gobernación,» Reenganches y premios de cons-
tanda.»
Lo que más llama la atención es que tampoco se
hayan pagado los reenganches. Yo desearía encontrar
explicación alguna satisfactoria de ello, pero no me es.
posible. No cabe decir como del pago de alquileres y
pluses, que se trate de algo imprevisto. Matemática­
mente, con sólo saber sumar, conocido el número de
reenganchados y lo que á cada uno corresponde por
este concepto, se ve lo que en un año determinado
debe, con poca diferencia, abonarse al Cuerpo por
reenganches. Y, sin embargo, yo puedo asegurar que
- 410 -
no hay guardia ci vil reenganchado á quien no se le deba
por lo menos veinte meses de reengancho, y sé que
á 4,000 se les adeuda una, dos y hasta tres cuotas: y me
consta también que ha habido quienes tuvieron que
pedir el retiro y licenciarse, porque 110 podían susten­
ta r la familia sin el dinero que el Estado les detenta y
todavía están esperando á que se les pague lo que se
les debe desde hace tres años; y puedo decir más: hay
multitud de familias sumidas en la miseria y en el des­
consuelo desde que falleció su jefe, quizá defendiendo la
vida y la propiedad de los ciudadanos; y estos huérfa­
nos y estas viudas dirigen sus ojos llorosos hacia Su
Señoría, no en súplica de una limosna ó de una gracia,
sino pidiendo justicia, la justicia de que se les abone lo
que les corresponde heredar.
Su Señoría sabe muy bien que, desde hace algún
tiempo, al llegar el mes de Octubre, ya no puede pa­
garse á los guardias civiles ni los pluses de reenganche
ni los de concentración, ni los de conducción de presos,
m íos de premios á la constancia; y por lo mismo debiera
haber destinado mayor cantidad-á pagarlos. ¿Ignoraba,
puede ignorar S. S., que las cuotas, finales y de-entra­
da, de los reenganches ascienden á 5 millones de pese­
tas cada año? ¿Pues cómo ha consentido que en el actual
se presupuesten sólo 3 1/;, millones para este objeto? ¿No
ve S. S., que no puede cumplir de ese modo los com­
promisos contraídos con la Guardia civil, y que esos
déficits irán aumentando de año en año hasta llegar á
un punto verdaderamente insoportable?
Su Señoría seguramente no ha pensado que con su
modo de proceder da lugar á gravísimos perjuicios para
la Guardia civil, y para la misma sociedad. Los g u a r­
— 411 -

dias podrían llamarse A engaño; pues cuando dieron su


nombre á esta milicia gloriosa, no contaban con que no
se Ies satisfacieran puntualmente sus premios de reen­
ganche. Si no se puede pagar tantos reenganchados,
110 se Ies debiera haber permitido reengancharse. Ellos
han realizado un pacto, han hecho un contrato con el
Estado; la escritura está firmada por ellos, y en nombre
de S. 3., la ha firmado el jefe del detall; y yo preguntq,
¿no es escandaloso que el propio Estado empiece por
dar A los ciudadanos el mal ejemplo de faltar A su pa­
labra empeñada de modo tan solemne? Cuando una
parte contratante no cumple sus compromisos, el con­
tra to debe rescindirse y quedar libre la otra parte. Si
no se paga A los guardias, ¿por qué se les ha de impe­
dir marcharse cuando quieran á buscar otro amo qué
tenga más formalidad y les proporcione sin merma los
medios de vida que les ofrece? Y ya que no se les per­
mite salir del ejército, ¿por qué no se les ha de dejar en
libertad de dedicarse también A otro oficio en el que
puedan ganar lo que en el suyo les falta para cubrir sus
necesidades? ¿Por qué ha de ser su profesión incompa-
tiblé con cualquier otra donde logre comer el pedazo
de pan que el Estado les retiene?
Notad, Sres. Senadores, una contradicción mani­
fiesta y una injusticia no menos evidente. El Estado
castiga A los guardias civiles cuando contraen deudas,
y ese mismo Estado es el primero en contraerías y no
querer solventarlas, y el causante de que esos guardias,
no cobrando del Estado sus créditos, no puedan satis­
facer las deudas contraídas con la esperanza de que
habían de cobrar lo que el Estado les prometió. Llega
el final del mes: la Comandancia presénta las nóminas,
- 412 -

la firma del guardia se justifica, pero pasa el tiempo y


el dinero no llega, y llega el castigo si las deudas no se
pagan; y los que debíamos ser castigados somos nos­
otros que no presentamos una proposición de censura
contra el Gobierno que tan mal cumple con esos solda­
dos beneméritos de la P atria y consiente que estenios A
un nivel muy inferior al del Riff, én donde ya se paga
A la milicia mucho mejor que aquí A los guardias.
* Por todas estas consideraciones que breve mente he
tenido el honor de exponer, ya que es un modelo de
actividad, que dedica trece ó más horas al trabajo dia­
riamente y hasta no ha tomado vacaciones por trabajar
más tiempo, ruego á S. S., que dedique algunas horas
A redactar una petición de crédito A las Cortes para
cumplir con los guardias. Piense que ninguna otra
arma, ninguna clase ni institución militar dependiente
de G uerra ó de Marina deja de cobrar; y sólo sucede
esta desgracia A los militares que dependen de S. S.
Espero que así lo hará inmediatamente y, además,
que en el nuevo presupuesto aumente la cantidad des­
tinada á premios de reenganche, de tal manera que no
quede deuda alguna para lo sucesivo, y no tengamos
que ver A estos heroicos beneméritos de la Patria, que
defienden nuestra vida y nuestra fortuna, carecer de
lo más necesario para la vida.
H e dicho.

r E l Se. O b is p o d e J a c a : El Sr. Ministro de la Go­


bernación ha principiado extrañando el tono, un tanto
vivo á su juicio, con que hube de expresarme. Pero,
Sr. Ministro, uno que como yo lleva en sus venas san­
- 413 -
gre de un guardia civil; quien tiene como yo hermanos
de sus padres, sirviendo actualmente en la benemérita,
¿cómo no ha de sentir en lo íntimo de su alma, cual si
él propio lo sufriera, todo lo que suene A descuido, á
incuria, A falta de cumplimiento de las obligaciones
respecto de ese glorioso Cuerpo? ¿Y es S. S. quien se
permite echarme en rostro la excesiva vehemencia de
mi acento? Recuerde los versos de Samaniego:

=Procure ser en todo lo posible


el que ha de reprender irreprensible.»

Yo admitiré de todos lecciones; de S. S. en esa


parte no. S. S. es quien habla aquí más alto, quien le­
vanta más la voz, quien se expresa casi A gritos, su­
biendo el diapasón hasta salir de tono; lo cual yo no
critico porque es propio de la energía de su carácter y
revela la entereza de su voluntad, pero no le concede
derecho á criticar á nadie que imite á S. S. Yo hablo
como sé hablar, y hablaré como tenga A bien mientras
el Sr Presidente no me llame al orden.
Su Señoría dice que el Gobierno cumpl.e sus obliga­
ciones, y se enoja porque yo se las recuerdo. Yo me he
limitado á afirmar un hecho: que e! Gobierno no paga
lo que debe A la guardia civil. ¿Y tengo yo la culpa de
que sea cierto?:

«Arrojar la cara importa, \


que el espejo d o h a y por qué»

se podrá decir aquí. Yo no hago más que reflejar la


verdad de lo que sucede, contar lo que nadie ignora.
Pero hay en eso peligro, dice S. S. ¿Ha}* peligro en
— 414 -

hablar, digo yo A mi vez, y no lo hay en dar motivo


para que se bable? ¿Habrá peligro en que yo refiera lo
que el Gobierno hace, y no lo habrá en que el Gobierno
haga lo que yo refiero? Su Señoría ha hablado de dis­
ciplina con insinuaciones que no quiero recoger, cuan­
do precisamente la disciplina inquebrantable, esa leal­
tad siempre acrisolada, ese espíritu de sacrificio, de
resignación- y de silencio que distingue á la guardia
civil, merece un poco más de celo en favor suyo.
Me lamenté de lo que sucede; pero sin emplear las
palabras durísimas que contra S- S. la prensa militar ha
empleado. Yo traté de buscar explicación A sus omisio­
nes fundándome en que A pesar de su actividad no
puede despachar tantos asuntos; y la prensa dice que
no hay' explicación posible. El Ejército Español, por
ejemplo, una publicación tan importante y tan sería,
escribió lo siguiente: «No sabemos cómo calificar eslo,
porque no tiene disculpa ni justificación alguna.»
La Vos del In stitu to, en su número del 24 de Mayo,
sólo lo explicaba diciendo que: — «El Estado es un
tramposo con todas las de la ley.» Y El Eco de la
Guardia Civil, dice algo que temo repetir por si pro­
duce ronchas y ampollas en la delicada epidermis de
S- S., lo cual no está en mi intención nunca:
«No es posible desde elevadas esferas apreciar el
grado de necesidad que sienten los que A las más mo­
destas clases del ejército pertenecen; y es mayor la di­
ficultad si toca apreciarlas ó graduarlas á personali­
dades que son extrañas á las instituciones militares.
De aqiaí que las más felices iniciativas, encaminadas
unas á mejorar la aflictiva situación por que atraviesa
el personal de la guardia civil, sean acogidas con el
— 415 -
más despreciable desdén, allí donde tienen el deber de
atenderlas y remediarlas; y otras que tienden á reali­
zar reformas que con imperiosa necesidad reclama una
organización defectuosa y anticuada, se estrellen siem­
pre contra la falta de voluntad ministerial, disfrazada
con las estrecheces del Erario público; de aquí que en
paridad de intereses, los de ese Cuerpo sean pospues­
tos á los de otros organismos que de Gobernación de­
pendan; y que en ese Departamento lleven su incuria
al punto de dejar indotados los servicios.»
Mucho más dice la prensa, y ¿por qué no ha de po­
der decir algo menos un Senador? ¡Ah! S. S. es muy
elocuente, y sus palabras en este caso, como en todos,
tienen que aplaudirse por el talento que revelan;, pero
de palabras sólo no se vive, y estamos cansados de bue­
nas palabras: lo que necesitamos son obras. Si S. S.
hace lo que acaba de prometer, me veré doblemente
contento, pues así podré felicitarle, en lo cual tengo
más gusto que en ponerme en frente del Gobierno sa­
biendo lo que esto me pued« costar. (R isas,) Pero há­
gase pronto lo que S. S. dice, pues ya otra vez le di
ocasión para elogiar calurosamente á la guardia civil,
y de aquel debate no resultaron, más que palabras, las
elocuentísimas palabras de S. S.

E l Sk. P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr. Obispo


de Jaca.
Si lo que acaba de decir S- S. me lo hubiera dicho
ayer, si me hubiese manifestado que iba á presentar
dentro de poco (veremos sí los hechos lo confirman)
un proyecto de ley pidiendo ese crédito extraordinario
- 416 -

A que S. S« se ha referido, no me hubiese molestado en


venir aquí. Pero como nada de eso me indicó al con­
testar á mi anuncio de interpelarle, creí de mi de­
ber venir á rogar y á suplicar á S. S., á activar su
celo, á servirle en alguna manera de acicate, de estí­
mulo, aunque no lo necesita, para que mejorase la
situación económica de sus subordinados.
Supone S. S. que acerca de ella hubo exageración
en mis palabras. Ojalá fuese cierto. Pero permítame
le advierta que tengo más motivos que S. S. para co­
nocer cómo viven los guardias, porque he vivido mucho
tiempo entre ellos. Conozco casados y con cinco hijos
á quienes S. S. ó el Estado adeuda 575 pesetas por
reenganches; en la Comandancia de Almería muchos
son acreedores á 600 pesetas por igual concepto, y
me consta, q^e hay otros A los que se debe más, ¿Le
parece A S. S que aun cuando su situación no sea tan
precaria ;como yo dije, 600 pesetas de menos no supo­
nen para ellos nada?
Dice el Sr. Ministro: «No soy yo el solo responsa­
ble.» Perfectamente; pero, ¿quita eso que S. S- sea
responsable también? Antes de que S, S. fuera Minis­
tro de la Gobernación pasaba lo que ahora, mas no
tanto como ahora. S. S. es más culpable que sus ante­
cesores porque ha podido observar que no bastaba lo
que ellos presuponían como bastante para pagar á los
guardias. Lo ocurrido en el año 1890, á que antes me
referí, es una excepción; lo ordinario es que los presiv
puestos traigan ese déficit desde hace seis años. S. S.
aumentó el número de guardias. Pues, ¿cómo no vió
que debía aumentarse el presupuesto para pagar á los
guardias? Sedes debía ya antes, cada año se les queda
- 417
á deber algo, y como nunca se les paga todo, cuanto
pasa más tiempo, más se les debe. Ahora es cuando se
les debe más, y en este sentido también es S. S. más
responsable que sus antecesores.
La responsabilidad principal no es de S. S., sino de
quién sacó del Ministerio de la Guerra á la guardia civil
para llevarla á Gobernación, ai Ministerio más polí­
tico. Pero lo que ahora importa es que S. S* cumpla su
palabra, lo que ha prometido hoy en el Parlamento; y
que sea pronto un hecho, como yo no lo dudo, lo que
reclama la opinión, que en el presente caso es la voz
de la justicia.
(Sesión del 14 de Octubre.)

I II

E l uniforme de la Benemérita

E l Sr. P r e s i d e n t e : Tiene la palabra el Sr, Obispo


de Jaca.
E l S r. O b i s p o d e J a c a : P a ra dirigir un ruego al
señor Ministro de la Guerra.
Sabe S. S., porque ha sido el autor de ella, que el
domingo último, en el D iario Oficial del Ministerio de
la Guerra, se ha publicado una Real orden en la cual
se declara «reglamentario para todos los Cuerpos de
ejército el uniforme de campafía proyectado por el
Estado Mayor Central»; y S. S,, como conocedor de
27 IN JU S T IC IA S D E L E S T A D O E S P A Ñ O L
- 418 -

lo poco retribuida que está nuestra gloriosa milicia,


dispone que con los fondos de los Cuerpos se costee el
uniforme á los Jefes y oficiales, por la razón que da
Su Señoría, es decir, «por evitar gravámenes superio­
res á los recursos con que cuentan». Pues bien, señor
Ministro, la guardia civil pertenece al ejército, es del
ejército, forma parte del mismo ejército. L a disposición
que S. S. ha dictado se refiere también á los soldados
de la benemérita y les obliga á adquirir las nuevas
divisas y algunas otras prendas. Ellos están día y noche
en campaña, y sería conveniente se les dotase de un
uniforme más propio para el servicio diario, según toda
la prensa militar demanda.
Yo rogaría, pues, al Sr. Ministro de la Guerra que
si las fuerzas contributivas del país lo permiten, que yo
creo que sí, sobre todo suprimiendo muchos gas,tos
inútiles de los cuales hablaré cuando se discutan los
presupuestos, influya cerca de sus compañeros de G a ­
binete á fin de que ese uniforme que reclama la opinión
para el servicio ordinario de la guardia civil sea cos­
teado por el presupuesto, y, si no pudiera ser, al menos
que se pague con cargo al fondo llamado de hombres,
fondo que, como sabe S. S., se constituye con las canti­
dades que, al ingresar en el Cuerpo un guardia civil,
se le van descontando poco A poco hasta que sumen la
cantidad de 30 duros, la cual debe existir de continuo.
Si tampoco fuera esto factible, mi ruego sería aún
más modesto: que se permita á la guardia civil llevar
á diario un traje impermeable como se permite á otros
muchos individuos del ejército; porque yo he visto
muchas veces, y seguramente S. S. también habrá
tenido ocasión de verlo, el estado en que vienen los
— 419 -
infelices guardias después de muchas horas de lluvia
recorriendo caminos y montañas. El traje que hoy usan
les es muy incómodo, muy molesto y muy perjudicial.
El capote se empapa en los aguaceros, y añade pronto
un peso muy grande al mucho que ya lleva sobre sí el
guardia, y esa agua de continuo tocando con su ves­
tido y mojándole, al cabo de algún tiempo puede pro­
ducirle enfermedades de las que tal vez no se dará
cuenta pronto, pero de resultados funestos cuando se
halle ya retirado y no cobre del Estado nada, ó sólo
una cantidad insignificante.

E l S r. O b i s p o d e J a c a : Para extrañarme de la
respuesta del Sr, Ministro de la Guerra. Yo entendía
que los guardias civiles, por la ley constitutiva del ejér­
cito, pertenecían A éste (El Sr. M inistro de la Guerra:
Es un instituto); entendía también que el Sr. Ministro
de la Guerra tiene mucho interés por todos los -que
llevan armas para servir A la Patria, es decir, por todos
los soldados, pertenezcan á este ó al otro instituto; y
yo esperaba que el Sr. Ministro de la Guerra, si no
podía contestarme categóricamente por suponer, aun­
que sin motivo, que mi petición no afectaba A su depar­
tamento, A lo menos no me contestaiia como lo ha
hecho.
Estos asuntos no se resuelven por un solo Minis­
tro, sino en Consejo de Ministros, y como el de la
Gobernación no estaba en la Cámara, ¿A quién me iba
A dirigir mejor que A S. S.? Yo tengo derecho de diri­
girme al Gobierno mediante cualquiera de sus indivi­
duos. ¡Qué S. S- no se digna hacerse intérprete de mi
buena voluntad para el ejército cerca del Consejo de
- 420 —

Ministros! Está en su perfecto derecho; pero yo ta m ­


bién estoy en el mío al tra ta r aquí estos asuntos.
Su Señoría desea que se hable de cosas que impor­
ten más á la milicia. Perfectamente. Le complaceré.
Y a hablaremos,
S. S. cree que la Guardia civil en cuanto al ves­
tuario no depende del Ministerio de la Guerra, y del
Ministerio de la G uerra han emanado multitud de
Reales órdenes acerca del vestuario de la Guardia civil.
Y qué ¿Su misma actual reforma, que S. S. obliga á
hacer en los uniformes militares, no afecta en algo á la
Guardia, civil? ¿No la comprende lo relativo á, divisas?
¿No se cambiarán, conforme á la circular de 10 de los
corrientes, sus divisas, 6 sea los galones y estrellas?
Siendo esto así, yo entiendo que el Sr. Ministro de la
Guerra podía, si no complacerme, manifestar al menos
su buena voluntad hacia esos 18.000 hombres armados,
los cuales es natural que estimen el que se oíga con
benevolencia y simpatía lo que se dice en favor de ellos
por un Senador. Lo menos que podía esperarse es ver
á S, S. manifestando su sentimiento en el caso de no
poder complacer á sus subordinados, cuyas aspiracio­
nes por conducto mío llegan hasta S. S. en este ins­
tante.
Tal vez los hombres civiles del Gobierno acojan más
benignamente mi ruego en favor de los militares de la
Benemérita. Por eso yo insistiré en él, como insisten
los periódicos militares desde hace algunos días. Ayer
mismo se ocupaba de este asunto El D iario E spañol,
en un artículo titulado «Ahora es la ocasión». De modo
que no pido nada que no sea razonable y oportuno, y
siento en verdad que S- S* se limite á contestarme que
— 421 ~

eso no es de su incumbencia; pero respeto siempre sus


palabras.

E l Sr. O b i s p o d e J a c a : Para dar las gracias al


señor Ministro de la Guerra por los buenos deseos que
ba manifestado y la benevolencia con que ahora se ha
dignado contestarme, así como también para dccir que
si á S. S. me he dirigido haciéndole este ruego, es
porque la prensa para hacerlo es á S. S. á quien se
dirige, y porque siendo S. S. el jefe de todos los milita­
res y el que nombra al director de la guardia civil, y
valiendo tanto su opinión en cuanto se refiere á la mili­
cia, yo esperaba que, consultado el dignísimo director
general, y de acuerdo, como es natural, con el Sr. Mi­
nistro de la Gobernación y con los demás Ministros,
S. S. no había de tener A menos dedicar alguna aten­
ción á este asunto.
Comprendo que es muy difícil complacerme ahora
en lo relativo A pagar el Estado el uniforme á los sol­
dados de la Benemérita como se lo paga á los demás
soldados. Ya dije que era necesario que estuviese más
desahogado el presupuesto mediante la supresión de
gastos que indicaré. Yo siembro aquí ¡deas, hago pro­
paganda en el Parlamento á favor de la Guardia ci­
vil, y no dudo que á su hora fructificarán. Pero no
veo dificultad en que desde luego se autorice el uso del
impermeable, tan beneficioso para el guardia; y por eso
no me cabe duda que el Gobierno concederá lo que sin
perjuicio de nadie puede hacerse.

(Sesión del 17 de Octubre.)


IV

Pensiones á Guardias civiles

Otro.ruego al Sr. Ministro de la Gobernación, era


que si le parecía justo presentase un proj-ecto de ley
para que A las familias de los guardias recientemente
asesinados en el tren por los presos se les conceda algu­
na pensión en atención A que dejan nueve hijos: la can­
tidad vulgarmente llamada derrama, de diez céntimos
por individuo, con que les socorren los compañeros de
sus padres, duran! poco en manos inexpertas; por lo
que un párroco de Sevilla, en un periódico clerical, ha
abierto una suscripción en favor de los huérfanos de
aquellos dos honradísimos y api'eciadísimos soldados,
uno de los cuales había estado dos meses en el Hospital
A consecuencia de heridas que recibió peleando contra
los bandoleros del P ern a les, suscripción encabezada
por el arzobispo, pues A pesar de que los gobiernos
retienen casi la cuarta parte de las asignaciones epis­
copales que el Concordato prometió se darían sin nin­
gún descuento y se aumentarían oportunamente, toda­
vía los Prelados, á fuerza de economías y renunciando
A muchos gastos de representación que su dignidad
altísima lleva consigo y exige, tienen dinero para todas
las necesidades que el Estado debiera remediar y no
remedia. Pero es muy triste, aunque la limosna hecha
por amor de Dios A nadie deshonra ni rebaja, que la
- 423 -

patria deje implorar la caridad pública á los huérfanos


de los que son los más fieles y sufridos defensores de la
patria, en cuyas aras dan con frecuencia su sangre y
su vida misma.

(S esió n del 4 de D iciem bre de 1908.)

L os m úsicos militares

E l S r . O r is p o d e J a c a : P i d o la p a l a b r a . ,
E l Sr. P r e s id e n t e : La S. S.
tie n e
E l S r . O b i s p o d e J a c a : P ara dirigir un ruego al
señor Ministro de la Guerra: Sabe S. S,, mejor que yo
seguramente, que los artículos 3.° y 6.° del Real D e ­
creto de 10 de Mayo de 1875, terminantemente expre­
san que los músicos militares de primera y de segunda
serán y se considerarán asimilados £i los sargentos de
ejercito; y el actual Reglam ento de músicos dice: «que
tendrán los derechos activos y pasivos que á los s a r­
gentos corresponden»; y S. S. en este mismo año, en
Real orden de 16 de Enero, ha declarado que les corres­
ponden todos,.absoluta mente todos los derechos de que
disfrutan los sargentos de ejército.
Y yo digo: Los premios á la constancia militar, los
haberes en concepto de retiro, ¿no son derechos de los
sargentos de ejército? Pues si lo son ¿por qué no se con­
ceden á los músicos militares que están y deben ser con-
- 424 -

síderados como sargentos? Aunque es un dicho vulgar,


permítame S. S . , que repíta aquello de que, ó se tira de
la cuerda para todos, ó no se tira para ninguno.
Y ya la cuerda se ha tirado para muchos y creo que
puede ahora tirarse un poco sin que se rompa. A los
armeros y á los ajustadores se les concedió derecho A
retiro; y, sin embargo, ni son militares ni están sujetos
siquiera al Código.
Los maestros de cornetas, que tienen que ser exa­
minados precisamente por un músico mayor y otro de
primera, gozan de un derecho que se niega á sus exa­
minadores. De él también disfrutan los músicos de ala­
barderos, que no van nunca A campaña ni entran en
operaciones.
Estas concesiones y otras semejantes se hicieron
porque debían hacerse, y todos las aplauden. ¿Por qué
rehusar tan sólo A los músicos militares lo que es con­
secuencia ineludible de su situación en el ejército, lo
que la opinión con unanimidad é insistencia viene re­
clamando, lo que exige la importancia de los servicios
que A la milicia y al país en general prestan, lo que al
presupuesto de la Nación costaría muj^ poco y para
ellos valdría muchísimo?
No vengo á suplicar una gracia, sino á pedir que se
haga justicia; y como en la más estricta inspira Su S e­
ñoría sus resoluciones todas, espero que seré atendido.

E l S r. O b i s p o d e J a c a : Pa ra dar gracias muy en­


carecidas al Sr. Ministro de la Guerra por su benevo­
lencia en contestarme, y por la molestia que se ha tom a­
do de venir á oirme; para reconocer qué efectivamente
— 425 -

ha hecho no poco por la clase á que defiendo, la cual


le está muy agradecida, habiéndolo demostrado así en
muchas ocasiones; y, finalmente, para ofrecerle el tes­
timonio de mi reconocimiento por sus loables propó­
sitos. Ya sabía que para que mi objeto se consiguiese
era preciso presentar una proposición de ley; pero no
lo quería hacer, porque iniciativa tan plausible corres­
ponde á S. S. Me dice el Sr- Ministro de la G uerra que
cuando haya ocasión, esto es, cuando la situación eco­
nómica del país lo permita, procurará complacerme y
complacer á los músicos. Tomo nota de esa buena
voluntad, la aplaudo de nuevo y espero que, ran
pronto como se ofrezca oportunidad, cumplirá S. S, su
promesa.
(SesiÓn del 16 de Octubre.)

VI

K1 m atrim onio de los soldados

E l S r . O b i s p o d e J a c a : P ido la p a la b r a .
E l S r . P r e s i d e n t e : La tien e S. S.
El S r . O b i s p o d e J a c a : Para dirigir un ruego al
Sr. Ministro de la Guerra. Ministros anteriores á Su
Señoría han procurado por todos los medios posibles,
acortar el tiempo durante el cual se prohíbe á los sol­
dados contraer matrimonio canónico.
Hace unos treinta años disponían las leyes militares
- 426 -
que después que los soldados regresasen á sus casas,
permaneciesen tres años y un día sin poder casarse, en
concepto de reserva activa ó como reclutas disponibles.
Este tiempo parecía excesivo; y para que tanto no lo
fuera, se trajo al Senado una proposición de ley, que
firmaron varios Sres. Senadores, entre ellos el señor
Obispo de Cádiz, que fué quien la apoyó. El ilustre ge­
neral Martínez Campos, entonces Ministro de la Gue­
rra, contestó con las siguientes palabras que son muy
dignas de recordarse, en la sesión de 4 de Mayo de 1883:
«Aunque esto traiga algunas dificultades para el ejér­
cito, creo que al mismo tiempo tra e rá grandes ventajas
para el país. Podría darse la contingencia de que en el
ejército hubiera demasiados casados al llamar á las
armas los individuos de las reservas; pero esto no es
causa bastante para oponerse A la proposición. Los
mozos A la edad en que pasan A la reserva tienen que
contraer relaciones y compromisos en sus pueblos; y
si no se íes permite el matrimonio los contraen de otra
manera, con la diferencia que si el día de mañana tie­
nen que ir A servir A la Patria y perecen en defensa de
sus intereses, la familia que hubieren constituido sería
una familia ilegítima; y aceptada la proposición del
señor Obispo de Cádiz, será una familia legítima, y los
hijos tendrán derecho A ser remunerados por el Estado,
según las leyes, por la pérdida de sus padres... A d e ­
más creo que los Gobiernos deben atender al desarrollo
de la población..»
Dos años después, la ley de Reclutamiento y reem ­
plazo del ejército procuró facilitar algo la celebración
de matrimonio A los individuos sujetos al servicio de
Jas armas; pero aun era poco esto, y, por consiguiente,
- 427 —

el Código de Justicia militar redujo á la mitad el tiempo


durante el que se prohibía á los excedentes de cupo
contraer matrimonio.
Allí quedó, no obstante, algo que convenía refor­
mar; y era el que los redimidos á metálico debían per­
manecer célibes un año y un día, y de ahí que disposi­
ciones muy dignas de aplauso, atendiendo á ello, y entre
otras una Real orden de 21 de Febrero de 1900, decla­
raron que inmediatamente que se presentase la Carta
de pago, podía ya procederse á la boda.
Resta todavía por. hacer una modificación, á mi
juicio, y es en el art. 8.° de la ley vigente de Recluta­
miento y reemplazo, según el cual no se permite el m a­
trimonio á los soldados en activo hasta que pasen tres
años y un día desde la fecha de su incorporación á filas.
Cuando se promulgó la ley, no parecía ni era tan exce­
sivo el tiempo de la prohibición; pero desde 1896 han
cambiado las circunstancias. Se llaman hoy á filas mu­
chos más individuos que entonces, y de temer es que, de
seguir así las cosas, el número vaya aumentando.
Además, anteriormente, á los diez y nueve años, ya
ingresaban en filas los individuos sujetos al servicio mi­
litar, y hoy no se les sortea hasta los veintiuno y en
ocasiones hasta los veintidós ó veintitrés. Permanecen
en circunstancias ordinarias sólo diez y ocho meses en
el ejército; pero aun estando en sus casas, subsiste la
prohibición, durante tres años y un día, de contraer
matrimonio: de donde resulta que hoy existen en E s ­
paña numerosos individuos á quienes teniendo veinti­
séis y aun veintisiete años, el Estado les hace perma­
necer solteros; y esto yo quisiera que de alguna manera
se evitara y conmigo lo desean muchas personas eclc*
siástícas y seglares, de cuyas aspiraciones soy intér­
prete en esta ocasión.
Propongo, pues, al Sr. Ministro de la G uerra que
presente un proyecto de ley en virtud del que se per­
mita el casamiento á los soldados tan pronto como se
les manda á sus casas, aunque no hayan pasado los tres
años y un día desde el ingreso en filas.
Corhprendo que mientras los soldados estén en el
cuartel sujetos á la severidad de la Ordenanza, bajo el
yugo de la disciplina, se les obligue al celibato; pero
no me explico la obligación de continuar en el, desde
el momento en que reingresan en su familia, vuelven á
sus casas, dejan el uniforme, entran de nuevo en el
goce de sus derechos civiles, y ganan ya c-1 pan con el
sudor de su rostro.
No encuentro, Sr. Ministro, inconveniente alguno
para que mi petición, que someto A su juicio, siempre
acertado, sea atendida. Una de las causas, ó la princi­
pal, por la que á los soldados se les prohíbe el m atri­
monio tanto tiempo, es para evitar que en tiempo de
guerra formen parte del Ejército muchos casados, por­
que se dice que no son los que mejor cumplen con su
deber cuando ha de ponerse en peligro la vida; pero la
Historia está demostrando cómo militares casados, y
esto lo vemos todos los días, son verdaderos héroes.
Casados son los jetes y oficiales y nadie discute su va­
lor. No; el que es valiente, lo mismo lo es antes que
después de recibir las bendiciones nupciales-
De otra parte, el fin que la ley se propone, el con­
servar al soldado libre de las ligaduras de todo afecto
que le pueda impedir el que acuda al llamamiento del
deber, no se consigue en muchos casos; porque los la­
- 429 -

zos de familia se forman, con la diferencia de que no


se constituyen familias legítim as. El resultado de la
ley es únicam ente alejar al soldado del santo S a c ra ­
mento del matrimonio, multiplicar, como decía un sa ­
bio escritor, «esas familias podridas en su raíz, que
están amenazando corrom per á toda la sociedad».
No sé si será una coincidencia ó habrá relación de
causalidad, pero lo cierto es que desde que se va dila­
tando la época, por ser llamados tarde á las filas, de
poder casarse los individuos de tropa, aum enta el nú­
mero de las uniones ilegítimas y el de los hijos nacidos
del vicio. Es muy peligroso, es muy expuesto prohibir
el matrimonio á tantos miles de personas en la edad en
que las pasiones claman con voz más alta y cuando ha
llegado á todo su desarrollo la constitución física.
En el congreso católico celebrado en Sevilla
en 1892, dijo el Obispo de Avila, Sr. Muñoz H errero,
entre los aplausos de los que allí estábamos: «La esta­
dística nos dice que el 80 por 1 00 quizás de las uniones
ilícitas se debe á la malhadada ley de quintas, que
es, sin duda de ningún género, la más profunda he­
rida que en estos tiempos se ha inferido á la moral
pública.»
Considero excesivo é inútil el sacrificio que hoy se
exige á los defensores de la Patria; me parece que se
coarta demasiado la libertad individual en lo que tiene
de más santo y de más noble, en la elección de estado,
en la constitución de la familia, en el cumplimiento de
los preceptos que m arca é impone la moral católica.
De ahí mi proposición al Sr. Ministro de la G uerra
para que vea sí hay alguna m anera de conciliar los in­
tereses de la milicia con los de la P atria, con los de los
- 430 -

ciudadanos, porque entre unos y otros no debe ni


puede haber oposición.
Cualquiera que sea la contestación de S. S. daréla
por razonable y desde luego deferiré’ A ella, porque
nadie mejor que S. S. comprende los altos intereses del
ejército, que para mí son particularm ente respetables.

E lS r. O b i s p o d e J a c a : Después de dar las g ra ­


cias más expresivas al Sr. M inistro de la G uerra por la
bondad que ha tenido en contestar á mi ruego, he de
m anifestarle que éste se lo comuniqué por medio de
carta ayer tarde, y que no ha sido culpa mía el que no.
llegara oportunam ente á su conocimiento. {El Sr, Mi­
nistro de la Guerra: He recibido su carta después de
salir esta m añana de Palacio, y he venido aquí A cum­
plir el deber de contestar A S. S.) Se lo agradezco ex­
trem adam ente; aunque no pueda conformarme con al­
gunas de sus manifestaciones.
Su Señoría ha dicho que no le parece bien que sean
casados los soldados, pero esto es precisam ente lo que
perm ite la ley de una m anera general: se impide A los
soldados casarse, pero no se les impide sean casados:
permítese el m atrimonio á todo individuo antes del
ingreso en caja, aunque ya esté alistado; y no me ex­
plico cómo A un ciudadano que puede tener que ir al
servicio no se le prohíba entonces casarse y se le pro­
híba después. Añadid que en estos últimos tiempos se
ha ido facilitando cada vez más al soldado el cons­
tituirse una familia, pero eso prueba que es más aten­
dible mi petición; y es un motivo más para que S. S.
continúe el camino emprendido por sus antecesores,
— 431 —

imitando y ampliando sus disposiciones favorables á la


libertad de contraer el matrimonio; por ellas lograron
ser aplaudidos de toda la opinión, y no lo sería menos
el actual M inistro si siguiese sus huellas en esc punto.
El peligro para los soldados y para la moralidad pú­
blica está, principalmente, no en que se les tenga m u­
cho tiempo en el cuartel, sino al contrario en que se
les tenga poco allí y mucho en sus pueblos donde deja­
ron sus prometidas y pueden haber adquirido compro­
misos. No se explica la prohibición de su m atrim o­
nio, pues aunque el m atrimonio fuera un impedimento
para cumplir bien los deberes m ilitares, los soldados
de la reserva no son los primeros en-ser llamados á las
armas.
No habría tanto motivo de atender mi ruego si no
pasara tanto tiempo entre el sorteo y el ingreso en
filas. (El Sr. Ministro de la Guerra: toda la quinta de
ahora ha ingresado este año: 42.000 hombres son los
que han ingresado). Pues otras veces no sucedió eso, y
entonces, por esta causa, resultaba que muchos no se
podían casar hasta los veintiséis ó veintisiete años; y
me par ece que el que sirve á la P atria, ya hace bas­
tante con someterse á la vida del cuartel y con llevar
las arm as, para que además se le prohíba casarse sobre
todo no habiendo probabilidades de conflictos arm ados,
que es en-lo que se funda esta prohibición.
Pero ahora el caso de guerra no se ve próximo y
por la perfección misma de los arm am entos y por el
progreso de los pueblos cada vez se hace más difícil.
(El Sr. Ministro de la Guerra: ¡Ojalá!) Hoy apenas
sirven los soldados sino para m antener el orden pú­
blico, para hacer el oficio casi de la guardia civil, y
- 432 -

casados son y con perfección suma cumplen todos sus


deberes los guardias civiles.
Este es mi ruego, 3* esto es lo que deseo que S. S.
tenga en cuenta para cuando llegue el momento de
hacer alguna otra modificación en la Ic^, si no se
juzga oportuno modificarla ahora en el sentido ex ­
presado.
(Sesión del 13 de Mayo.)

VII

Las divisas de los Capellanes del Ejército

E l Sr. O bispo d e Jaca: Pido l a p a l a b r a .


E l S r. P r e s i d e n t e : La tie n e S. S.
E l S r. O b i s p o d e J a c a ; Prim eram ente, con per­
miso de la Mesa, para anunciar una interpelación al
Sr. Ministro de G racia y Justicia, m otivada por su
Real decreto de 26 de A gosto, cuyo artículo 5.° consi­
dero altam ente perjudicial para los Notarios. Después
para dirigir un ruego al Sr. M inistro de Hacienda; y
ahora para hacer unas ligeras preguntas al Sr. Minis­
tro de la G uerra.
No V03" á hablar de la guardia civil. La Correspon­
dencia M ilitar, en su número del viernes, en un a r­
tículo de fondo titulado «El Obispo de Jaca», decía que
si yo conociera todas las postergaciones que ha sufrido
el benemérito instituto en estos últimos años, tendría
- 433 -

para estar hablando toda la legislatura. E s verdad. P o r


eso seguiré hablando de él. Pero cuando sea oportuno.
Y no lo es cuando hay que dirigirse al M inistro que
cuida det Ejército; porque en la última sesión ya con­
vinimos en que la guardia civil ni es ejército, ni es del
ejército, ni pertenece al ejército: es, como decía muy
bien el Sr. Ministro de la G uerra, interrum piéndo­
me, un instituto; y sólo nos falta averiguar si es un
Instituto de Beneficencia ó de segunda Enseñanza.
(Risas.)
Seguiré hablando, eso sí, de vestuarios y de divisas;
que es un asunto muy importante é interesantísimo, no
sólo para los sastres, sino para la defensa nacional.
Por eso el otro día cuando el Sr. Buen nos contaba la
deplorable situación m ilitar, que él tan perfectam ente
conoce, de Melilla, R estinga y Cabo de A gua, repetía
yo interiorm ente lo que tantas veces le dijo en voz alta
el Sr. Ministro: esté tranquilo el Sr. Buen. Con efecto,
Melilla continuará sin agua potable, y en Melilla los
cañones seguirán (y los Sres. Senadores se asom bra­
rán también, cuando algún día les cuente cómo el Mi­
nisterio de la G uerra ha dejado que estén los cañones
en la plaza de Jaca) tirados por el suelo y cada pieza
por su lado; pero el Sr. Ministro de la G uerra está re ­
formando, va á modificar muy pronto las estrellas y
todo el sistema planetario de los uniformes m ilitares, y
no falta más sino que mande cambiar el uniforme de
los sem inaristas y les ponga botas de m ontar como
dijo en la última sesión.
Mi pregunta de hoy es ésta sencillamente: ¿es creíble
que en asuntos m ilitares, tratándose de la vigente legis­
lación m ilitar, un m ilitar, que es M inistro de la G uerra,
28 IN JU ST IC IA S D EL ESTADO ESPAÑOL
- 434 -

revele la ignorancia (permítame S, S. que emplee esta


palabra) que ha revelado quien tiene dadas tantas prue­
bas de ilustración y competencia en asuntos militares
como S. S ? Porque, Sres. Senadores, con fecha del 10
aparece en el D ia rio Oficial del Ministerio de la G ue­
rra una Real orden circular que lleva al pie este nom­
bre: Prim o de Rivera. (El S r. Ministro de la Guerra:
Servidor.) Muy Sr. mío (risas), y en ella, el S r. Mi-'
nistro que la firma, puede leer lo siguiente, que le pro­
ducirá un asombro sem ejante al que produjo en un
famoso G obernador la aparición de la aurora boreal,
que le obligó á. dimitir: «S. M. el Rey (q. D. g.) se ha
servido disponer que en el reglam ento de divisas m ilita­
res para el ejército, aprobado por Real decreto de 26 de
Septiem bre de 1884, se lleven á cabo las modificaciones
siguientes:
»Art. 6 .° El personal del Cuerpo eclesiástico subs­
tituirá los galones que actualmente usa por estrellas
bordadas en seda inorada.»
Y yo digo: ¿es posible que el Sr. Ministro de la
G uerra no sepa que ese Real decreto, en lo referente
al uniforme del Cuerpo eclesiástico, no existe y es
como si nunca hubiera existido, pues no está vigente;
que se halla derogado en absoluto; que hay sobre la
m ateria otra disposición posterior, el Real decreto de
17 de Abril de 1889? ¿No sabe S. S. que lo relativo al
vestuario de los capellanes castrenses se rige por el
artículo 69 del Reglam ento orgánico del Cuerpo? Pues,
¿cómo invoca S. S. una disposición que no rig e,y manda
que sea modificado lo que no está en vigor?
Segunda pregunta que tengo que dirigir á Su Seño­
ría: ¿cómo se va á hacer lo que no puede hacerse de
- 435 -

ninguna manera? S. S. ordena y manda: «El personal


del Cuerpo eclesiástico substituirá los g a lo n e s ... »
¿Cómo va A substituirlos, si no los tiene; cómo va á qui­
tarlos si no los lleva, Sr. Ministro? «Los galones que
actualm ente usa», añade la Real orden. ¿Pero usa
a ctu alm en te galones el Cuerpo de capellanes castren­
s e s ? ^ / Sr. M inistro de la Guerra: No se acalore Su
Señoría, pues no es propio tanto calor en un Obispo.)
Hablo así, alto, para que se enteren todos bien, imi­
tando á S. S.; por lo visto me he contagiado. (E l señor
M inistro de la Guerra: Pues ya verá S* S. con que
suavidad le voy á contestar.) Si el personal del Cuerpo
eclesiástico, repito, no usa galones actualm ente, ¿por
qué se los menciona y se manda substituirlos?
Y yo decía al leerlo: ¿es que el Sr. Ministro de la
G uerra no ha visto nunca á un capellán castrense ves­
tido de uniforme? ¿Es que no basta haber andado
alguna vez por las calles para conocer sus divisas?
Termino, pues, rogando al Sr. Ministro de la Gue-
tra, con todo el respeto, con todo el miramiento, con
todas las atenciones que se merece, que cuando vaya á
dictar ó firm ar una Real orden sobre asuntos militares,
los estudie un poquito más, examine con m ayor dete­
nimiento todavía lo que ha de ser objeto de sus dispo­
siciones, para que éstas, encaminadas todas á un fin
útil é inspiradas siempre en un buen propósito, sean
más conformes con la realidad.

E l Se. O b is p o d e J a.c a : En primer térm ino, reco­


nozco que no es el que debatimos un asunto muy im ­
portante. Hace muy bien S. S. en invitarm e á tra ta r
- 436 -

otros de más importancia. Y a los tratarem os. (E l señ or


M inistro de la G uerra : ¡Si son como los tratados hasta
ahora!) Tengo á tratarlos perfecto derecho. (E l señor
M inistro de la Guerra: No cabe duda). Y tanto no
cabe duda, que este mismo asunto que, según S. S, da A
entender, es propio del Senador Sr. Obispo de Sión, es
propio también de todos los que aquí nos encontramos.
¿No tenemos todos derecho para hablar de todas las
cosas de la milicia incluso de lo referente A los cape­
llanes del Ejército? No voy A hablar alto, porque aun­
que S. S. habla más alto que yo, no quiero que se inco­
mode por tan poca cosa; pero, sí, afirmaré mi derecho
de rogar A S. S. que responda de los actos que constan
en la Gaceta ó en el D ia rio O ficial , que responda de
lo que allí firm a ./# / Sr. M inistro de la Guerra: {Cómo
voy A responder, yo de un e rro r de imprenta? De eso
responderán los cajistas). Esos cajistas...; es verdad,
los cajistas tienen siempre la culpa de los errores que
salen impresos.
Supongamos que sea exacta la suposición de Su
Señoría, y que es impropio hablar de estas cosas; pero
más propio sería no dar lugar á que se hable de ellas,
y más impropio es que S. S. aplique al a rt. 6 .° de la
citada Real orden una disposición que está ya dero­
gada, pues supongo que de eso no tendrán culpa tam ­
bién los cajistas.
Yo rio aplaudo ni censuro el uso de las estrellas;
sólo decía antes, y repito que debe fijar S. S. un poco
más su atención para evitar tales equivocaciones (E l
señor M inistro de (a Guerra: Eso lo hace un depen­
diente de la im prenta, yo no puedo ocuparme de todo.)
Pues ya ve S. S. lo que sticede por no tener buenos.
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correctores de pruebas; se pone la palabra galones
en vez de botones. Pero como parece que S. S. pierde
la paciencia, si algo molesto hay en mis palabras, hago
constar que no es mi deseo molestar ú S. S. y termino;
pues me parece que basta.

(Sesión del 12 de Octubre.)


Injusticias
respecto de otras personas
I. Las deudas de Ultram ar.—TI. L os médicos fallecidos en
ep idem ias.— III. Los v e te r in a r io s.—IV. L os procuradores.—
V. Los carteros.—VI. L os em igran tes.—VII. Los m ineros de
Linares.—VIII. Haberes relig io so s.— IX. El descuento de los
empleados.

Las deudas de Ultramar

Aunque el otro día tuve el honor de dirigir elogios


muy fervientes al Sr. Ministro de Hacienda, nunca
había tenido el gusto de saludarle. Ya que es la pri­
m era vez que me cabe esa satisfacción, perm ítame Su
Señoría que le envíe un saludo muy afectuoso. M otiva
mi ruego lo que se adeuda al ejército que luchó en las
tres guerras de Cuba, en la de Filipinas y hasta en la
prim era g u erra carlista; pero no hablaré de todo, y
puedo y debo ser muy breve, porque con su habitual
claridad en la expresión, con su solidez de raciocinio,
abundancia de doctrina y gran erudición, ha tratado
esta m ateria, hasta dejarla agotada, el Sr. Palomo, A
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quien han acompañado en su patriótica y hum anitaria


labor otros distinguidos Senadores. V oy, pues, á refe ­
rirm e principalmente á los billetes llamados de Cuba.
E[ Estado se comprometió con los m ilitares, algu­
nos de ellos voluntarios, qne embarcó para nuestras
colonias, á pagarles lo que necesitaban para m ante­
nerse y vestirse, A satisfacerles una cantidad deter­
minada á cambio de los trabajos, de la inteligencia y
aun de la sangre y de la vida si fuera preciso; y ¿cómo
cumplieron este compromiso nuestros soldados? Pueden
decirlo las ciénagas y las maniguas de Cuba, cubiertas
y empapadas de sangre de héroes, y que verdadera­
mente deben llam arse glorioso cementerio de espa­
ñoles. ¿Cómo cumplió el Estado? No sé si habrá cum­
plido bien ó mal con los generales que allí estuvieron,
pagándoles lo que se Ies debiera, y lo mismo con la
T rasatlántica, con el Banco de España y con el Banco
Hipotecario; pero con los soldados, con los hijos del
pueblo, con esos infelices que fueron á consumir sus
fuerzas y m alograr su juventud en defensa de la patria,
se ha cumplido dejando sin pagar á ellos ó á sus fami­
lias, ó no pagando más que una pequeña parte de lo
estipulado, ó pagándoles con papeles que no les sirven
para nada.
Comprendiendo que era de toda justicia pagar esta
deuda, que es deuda de sangre, porque las dos terceras
partes de aquellos infelices com patriotas nuestros su ­
cumbieron allí y sus familias reclaman ahora en justi*
cía su herencia para no morirse de hambre, después de
la prim era guerra se consignó para este fin 5 millones
de pesos. Pero un Gobierno, conservador, sin contar
con las Cortes, aunque apremiado por circunstancias
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urgentísim as (yo no lo'dudo) destinó A otras atenciones


la mayor parte de la expresada cantidad.
D urante la última gu erra de Cuba el Gobierno dis­
puso que el Banco Español de aquella isla emitiese
veinte millones de pesos en papel. A fin de que no
sucediese como en la g u erra anterior, que sólo en la
parte m aterialm ente ocupada por nuestro ejército se
admitían los billetes y aun eso con grande dificultad,
el Capitán General de la isla ordenó y mandó el curso
forzoso de este signo de crédito castigándose á los que
no le admitiesen como á contraventores de la ley de
orden público. E n virtud de este bando de la prim era
autoridad m ilitar hubo muchos que por negarse A reci­
bir el billete sufrieron multas y aun prisión en las fo r­
talezas. Puede decirse que su admisión se impuso A
tiros, pues llegó á haber por su causa derram am iento
de sangre. A los pocos meses, en el mismo año, 1896,
se hizo nueva emisión de veinte millones de pesos, pero
ya no como la anterior sobre la base de oro, pues se
disponía que los billetes «serán considerados como
moneda de plata en todas las transacciones, y su admi­
sión obligatoria». Como g aran tía se acordó que «el
Tesoro tendrá siem pre en las Cajas del Banco una
reserva metálica igual á la tercera parte de los billetes
puestos en circulación». P a ra reforzar esta veserva se
estableció un impuesto de 4 por 100 sobre el valor ofi­
cial de las m ercancías que se im portasen en la isla,
impuesto que pronto se necesitó duplicar. E n el año
siguiente, hubo que prohibir la especulación en el cam ­
bio de billetes del Banco «por metálico ó viceversa», y
se determinó que «todos los establecimientos de com­
pra y venta de efectos é industriales de cualquier
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género estarán obligados A tom ar los billetes por todo


su valor 3^ A cambiarlos en billetes menores». Aunque
en el año 1897 se dictaron varias disposiciones para la
amortización y recogida de billetes por el Tesoro, ape­
nas fueron realizables y pronto se dejaron en suspenso
á causa de lo anormal y crítico de las circunstancias.
Fué preciso cotizar el papel; para lo cual se señalaron
diversos tipos, entre ellos, en 1.° de Marzo de 1898 el
de 61 por 100 con relación al oro metálico. Al final de
la G uerra el Gobernador General de Cuba ordenó
«que las existencias que tienen en billetes los Cuerpos
las reduzcan A metálico cargando la diferencia que
resulte al fondo de m aterial de los mismos». T erm i­
nada la g u erra se acordó que las Comisiones liquida­
doras admitan los billetes que tenían en su poder los
H abilitados que los recibieron para p ag ar A los Jefes
y oficiales.
D e lo expuesto resulta que la emisión de tales bille­
tes fué acordada por el Gobierno español para atender
A las necesidades de la guerra; para el mismo objeto
destinó el Gobierno autonómico las reservas de la
amortización, A fin de conservar la soberanía de E s­
paña. Si la Real orden del Ministerio de Hacienda en
20 de Septiem bre de 1899 pudo tener alguna apariencia
de justificación, por la necesidad de atender primero
que nada A pagar los alcances ya ajustados de nuestro
Ejército 3' los créditos reconocidos á que díó lugar su
sostenimiento en las A ntillas, hoy es preciso arb itrar
recursos por el buen nom bre y por el decoro de España
para p agar esta deuda tan legítim a como cualquier
otra.
Lo exige la precaria situación de los que prestaron
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á la Patria servicios, que por no habérseles pagado en


metálico, están aún por rem unerar. Pues, despreciado
pronto y cada día más, el billete con que se pagaba sus
mensualidades á los soldados y funcionarios públicos,
tuvieron que cambiarlo por una cantidad insignificante
ó quedáronse con él en la esperanza de que se Ies diera
su valor para atender A las necesidades de la vida, ó
para satisfacer deudas contraídas con su garantía, con
la seguridad de que no llegaría A considerarlo como
un papel mojado el mismo Estado que lo emitió- G aran­
tizó el Tesoro español el 33 por 100 del valor de aquel
papel español. Pero no se abona siquiera esto. Por lo
visto el Código civil, en lo que se refiere A las g a ra n ­
tías ó fianzas, rige sólo para los ciudadanos, y para los
Gobiernos no se hizo su art. 1.822.
D esgraciadam ente mi ruego tiene especial oportu­
nidad ahora, y ahí está el Sr. Ministro de Estado que
podrá decir si, en efecto, es ó no oportuno, aunque
vaya resultando importuno yo.
¿Sabe S, S. si es cierto que van A intervenir las na­
ciones para obligar á la nuestra á cumplir sus compro­
misos? Se dice de público que algunos de los tenedores
de ese papel, que son extranjeros, cansados de acudir,
sin resultado, al Gobierno español, van A apelar á los
Gobiernos de sus respectivos países y que á esto re s ­
ponde una nota diplomática que se asegura está redac­
tada; S. S. sabrá si ha llegado ó no á su Ministerio. Yo
sólo sé que los periódicos dicen lo siguiente, que voy á
perm itirm e leer, por si no lo conocen algunos de los
Sres. Senadores.
«Parece ser que tiene visos de exactitud la noticia
circulada estos días por la prensa nacional y e x tran ­