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MAPEAMENTO DOS

EMPREENDIMENTOS
ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS
Rio de Janeiro - 2005

DRT - RJ
O Mapeamento dos Empreendimentos Econômicos Solidários é uma iniciativa da Secretaria
Nacional de Economia Solidária (SENAES) em parceria com o Fórum Brasileiro de Economia
Solidária (FBES). A pesquisa é um levantamento nacional sobre as características dos
Empreendimentos Econômicos Solidários (EES). Os objetivos do Mapeamento são produzir
conhecimento que sirva de subsídio para pesquisas futuras, divulgar a Economia Solidária,
subsidiar políticas públicas para o segmento e gerar instrumentos que propiciem a organização
e articulação do movimento da Economia Solidária no Brasil.
No estado do Rio de Janeiro a Equipe Gestora Estadual foi responsável pela pesquisa. A EGE é
composta pelo Fórum de Cooperativismo Popular do Rio de Janeiro (FCP – RJ) e pela Delegacia
Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (DRT – RJ). Para a execução da segunda fase do
mapeamento (aplicação dos questionários) foi escolhido pela EGE o Instituto Brasileiro de
Análises Sociais e Econômicas – Ibase.
A equipe de pesquisa foi composta por 15 entrevistadores, 6 supervisores regionais, duas
digitadoras, coordenação técnica e pela coordenação geral de pesquisa. Todos os municípios do
Rio de Janeiro foram visitados e foram feitas entrevistas em 82 dos 92 municípios do estado.
Foram cinco meses de trabalho de campo (de agosto a novembro de 2005) e mais de 700
empreendimentos visitados em todo estado, atingindo 54.779 trabalhadores sócios e 1.114
trabalhadores não-sócios, num total de 55.893 trabalhadores.
Os dados a seguir dizem respeito a 721 empreendimentos entrevistados e apontam as
principais características dos Empreendimentos Econômicos Solidários do Rio de Janeiro.
Forma de organização Ano de criação do empreendimento
9,03%
1,94%

12,21%

Grupo Informal
Associação
Cooperativa Até 1950
Outra De 1951 a 1970
Sociedade De 1971 a 1980
Mercantil de
De 1981a 1990
Capital e Indústria
De 1991 a 2000
25,10%
Sociedade 31,11% 56,11%
Mercantil por cotas De 2000 a 2005
59,22%
de
Sociedade
Mercantil em Nome
Coletivo

- Podemos observar que os empreendimentos econômicos solidários visitados


são majoritariamente informais. O número de associações é o dobro do
número de cooperativas.
- Ao observar os dados sobre o ano de criação dos empreendimentos o que se
conclui é que a grande maioria foi criada a partir da década de 1990 (87,22%).
Este dado, isoladamente, pode significar duas coisas: um grande crescimento
dos EES nestas últimas décadas, mas também a pequena sobrevida dos
empreendimentos.

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Principal motivo para criação do empreendimento Principal fonte para iniciar o empreendimento
40,0% 38,7%
60%
57%

50%
30,0% 28,2%

40%

20,0% 32%
30%

12,9%
11,2% 20%
10,0%

3,7% 3,9% 10%


4% 4% 3%
0,3%
0,0%
Alternativa Maior ganho Fonte Ativ. onde Acesso a Recuperaçã Outra
0%
ao num empr. complem. de todos são financiament o de Dos próprios Doação Empréstimo / Sem Outra
desemprego assoc. renda donos os e apoios empresa
sócios financiamento aplicação
inicial

- Os dados mostrados nos gráficos acima demonstram que uma das


características principais da ES no nosso estado é a auto-organização para fazer
frente ao desemprego. A auto-organização é demonstrada pelo fato de que a
principal fonte de recursos para iniciar os EES é dos próprios sócios.

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Área de atuação do empreendimento Situação do empreendimento
16,71% 9,15%

24,51%

Rural
Urbana Em implantação
58,77% Rural Urbana Em
funcionamento /
90,85% operando

- Podemos perceber, a partir destes gráficos, que os empreendimentos estão


concentrados em áreas urbanas. Apenas 16 % são empreendimentos rurais.
Mas considerando que os EES que se declararam atuantes em áreas rural e
urbana são principalmente empreendimentos que produzem na área rural
(como hortaliças, laticínios etc) e comercializam em área urbana, pode-se
concluir que a presença de EES em áreas rurais chega a cerca de 40%.
- Ainda sobre o crescimento da Economia Solidária, podemos perceber um
percentual não desprezível de empreendimentos que estão em fase de
implantação.
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Tamanho dos empreendimentos Número de sócios no último ano
por número de sócios
(pessoas físicas)
19,08%

34,26%

33,86%

46,32%

24,53%

AUMENTOU
1 a 10
DIMINUIU
11 a 20
PERMANECEU
21 a 50
19,42% IGUAL
Acima de 50
22,53%

- Os dados sobre o tamanho dos empreendimentos são muito significativos.


Podemos observar que a maioria é de empreendimentos com até 10 sócios e
quase 80% dos empreendimentos tem até 50.
- Apesar de a maioria dos EES serem pequenos no que diz respeito ao número
de sócios, segundo os dados acima, o número de sócios foi estável para a
maioria deles, sendo que em uma grande parte dos empreendimentos o número
de sócios aumentou no último ano. Em apenas 20% dos empreendimentos
houve diminuição no número de sócios.

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Situação da sede do empreendimento Resultado da atividade econômica (ano anterior)
0,55%
8,60%
14,92%

12,21%
36,96%

16,88%

53,26%
Pagar as despesas e
Cedida ou não ter nenhuma sobra
emprestada
Pagar as despesas e
Própria ter uma sobra
Alugada Não deu pagar as
24,13% Outra despesas
Ocupada Não se aplica
Arrendada
31,24%

- Os dados acima são bastante interessantes na medida em que dão algumas


indicações sobre a situação econômicas dos EES entrevistados. A grande
maioria funciona em locais emprestados ou cedidos, o que pode significar por
uma lado uma certa precariedade, mas por outro a presença de laços não
econômicos com a comunidade, por exemplo.
- Os dados sobre o resultado da atividade econômica mostram que a maioria dos
empreendimentos funciona gerando sobras ou se mantendo sem dívidas,
representando uma relativa vitalidade econômica.

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Principal forma de venda* Renda bruta no último mês*
2,38%
19,75%

21,57%

36,41%
Até R$ 500,00
De R$ 500,00 a R$
1.000,00
À vista De R$ 1.000,00 a R$
A prazo 2.500,00
Em consignação 14,15% De R$ 2.500,00 a R$
5.000,00
Mais de R$ 5.000,00
Não sabe

7,70%
76,05%
11,20%

10,78%

- Predomina nos empreendimentos a venda à vista. Provavelmente este fato


está ligado ao de que a maioria dos empreendimentos é informal.
- A renda bruta na maioria dos empreendimentos fica abaixo dos R$ 500,00.
O que supreende porém no gráfico é a grande quantidade de
empreendimentos que não têm conhecimento de seus ganhos. Como
veremos a seguir a falta de conhecimento sobre a movimentação financeira
nos empreendimentos é uma constante.

* Dados do suplemento estadual (parte do questionário elaborado pelo FCP - RJ)

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Principal fonte de matéria-prima / insumo
75%

60%

50%

25%

14%

7% 7%
3% 2% 1%
0%
Empresa Doação Associados Coleta Aquisição Outra Outros EES
privada (as) de outros
produtores

- O gráfico acima mostra que os EES ainda dependem das relações


econômicas com empreesas privadas. Apenas 1% dos empreendimentos
visitatos tem como principal fonte de matéria-prima e insumos outros EES. O
dado demonstra a incipiência das cadeias produtivas solidárias.

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O empreendimento tem alguma dívida?* Valor total da dívida (se existe)*

Sim 19,47%
14,39%
21,58%

Até R$ 500,00
De R$ 500,00 a R$
1.000,00
De R$ 1.000,00 a
R$ 2.500,00
De R$ 2.500,00 a
R$ 5.000,00
9,35%
25,90%
Mais de R$
5.000,00
Não sabe

15,83%

Não 80,53% 12,95%

- Apesar de a maioria dos empreendimentos não ter qualquer dívida, os


dados são preocupantes na medida que a maioria dos empreendimentos
estão com dívidas maiores que R$ 5.000,00. Outro fato que chama atenção
é que em uma parte dos empreendimentos existe dívida, mas não se sabe o
valor.

* Dados do suplemento estadual (parte do questionário elaborado pelo FCP - RJ)

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Reserva de dinheiro (capital de giro)*
13,03%

5,04%

Até R$ 500,00
3,22%
De R$ 500,00 a
R$ 1.000,00
1,68% De R$ 1.000,00 a
2,66%
R$ 2.500,00
De R$ 2.500,00 a
R$ 5.000,00
Mais de R$
5.000,00
Não sabe

74,37%

-O que mais chama atenção no gráfico sobre reserva de dinheiro é que


a grande maioria dos empreendimentos não sabe quanto têm de
capital de giro. Mais uma vez está demonstrada a fragilidade em
relação à gestão.

* Dados do suplemento estadual (parte do questionário elaborado pelo FCP - RJ)

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O grupo tem dificuldade
na comercialização?
Não se aplica 5,27%

Não 27,88%

Sim 66,85%

- A maioria dos EES tem encontrado dificuldade na comercialização de seus


produtos. Se relacionarmos este dado com os dados anteriores sobre a
obtenção de matéria-prima e insumos, fica reforçada a idéia de que existe
um certo isolamento econômico dos empreendimentos. Isso chama atenção
sobre a necessidade e possibilidade de construção de cadeias produtivas.

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O empreendimento faz algum Principias formas de divulgação
tipo de divulgação? 60,0%
54,9%

50,0%
Não 18,18%

40,0%

30,0%

20,0%
13,2%
10,0%
6,1%
3,6% 2,6% 2,4% 1,4% 0,7%
0,0%
Divulgaçã Cartazes, Feiras e Jornais e Rádios Outra Rádios TV’s
o “boca a catálogos, exposiçõe revistas comunitári comerciai (mídia
boca” folders e s as se televisiva)
panfletos eventuais educativa
Sim 81,82%

- Os gráficos mostram que na maioria dos empreendimentos existe


um esforço de divulgação dos produtos e serviços. Podemos ver
também que os meios mais utilizados são aqueles que dependem
apenas dos empreendedores, não havendo tanto acesso a meios de
comunicação de maior alcance. Como o principal meio de divulgação
dos empreendimento é a propaganda “boca-a-boca”, fica reforçada a
idéia da dependência dos laços comunitários.

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Principais formas de comercialização - A maior parte dos
80,0%
74,5% empreendimentos tem como
70,0%

60,0%
comprador o consumidor final de
50,0% seus produtos. Destaca-se em
40,0% segundo lugar a revenda a
30,0%
atacadistas, que muitas vezes
20,0% 16,9%

10,0%
significa o chamado
2,2%
“atravessador”. Estes
1,9%
0,1% 0,1%
0,0%
Venda Venda a Outro Venda a Venda a Troca com
direta ao
consum.
revend./at
acad.
órgão de
governo
outros
EES
outros
EES atravessadores muitas vezes
Principais espaços de comercialização pagam um preço baixíssimo se
50,0%
valendo da dependência dos
42,3%
40,0% pequenos produtores para o

30,0%
escoamento da sua produção.
- Os espaços próprios de venda só
20,0%
17,1%
estão presentes em 17% dos
12,9%
10,7%
10,0%
5,8% 5,3%
empreendimentos. Sendo que a
0,0% maioria trabalha com entrega
Entrega Lojas ou Feiras e Feiras Espaços Outro
direta a
clientes
espaços
próprios
exposiçõe
s
livres de venda
coletivos
direta aos clientes.
O empreendimento teve
acesso a crédito nos últimos 12 meses? Fontes de crédito ou financiamento
1,54% 4,62%

Sim 8,04%
12,31%

44,62%

13,85%
Não buscou 52,70%
Banco público
Não 39,25%
Outra
Banco privado
ONG ou OSCIP
Outra instituição
financeira privada
Banco do Povo
23,08%
ou similar

- O primeiro gráfico mostra que a grande maioria dos empreendimentos que


buscou crédito não conseguiu obtê-lo.
- O segundo gráfico mostra que os financiamento e crédito foram obtidos
principalmente em bancos e que o setor de bancos públicos foi o que mais
ofereceu crédito aos EES.

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Finalidade do crédito adquirido

24,56%

Investimento
43,86%
Custeio e
Investimento
Custeio ou capital de
giro

31,58%

- A maior parte do crédito tomado pelos empreendimentos foi usado para


investimento. Mais uma vez os dados sobre investimento mostram a
disposição nos empreendimentos de crescer e incrementar a atividade
econômica a despeito mesmo das dificuldades financeiras.

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Existe necessidade de crédito? Valor do crédito necessário*

3,70%
5,91% 11,28%
Até R$ 500,00
Não 32,59%
De R$ 500,00 a
8,69%
R$ 1.000,00
De R$ 1.000,00
a R$ 2.500,00
De R$ 2.500,00
a R$ 5.000,00
Mais de R$
14,60% 5.000,00
Não sabe

Sim 67,41%

55,82%

- O primeiro gráfico mostra que existe necessidade de crédito na maioria


dos EES.
- O segundo gráfico, além de mostrar que em uma parte dos
empreendimentos não se tem idéia sobre o montante do crédito
necessário, mostra que a maioria dos EES necessita de crédito acima dos
R$ 5.000,00

* Dados do suplemento estadual (parte do questionário elaborado pelo FCP - RJ)

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Investimento nos últimos 12 meses
Tipo de investimento realizado
40,0%
36,8%

30,0%
27,8%
Sim 40,50%

20,0%

15,3%
14,2%
Não 59,50%

10,0%

3,1%
1,7% 1,0%
0,0%
Equipamentos Infra-estrutura Capacitação de Ampliação de Outro Abertura de Abertura de
(aquisição, física (prédios, mão-de-obra estoque de filiais lojas/espaços de
renovação) construções) matérias-primas comercialização

- Apesar de alguns dados demonstrarem certa fragilidade econômica dos


empreendimentos, podemos constatar que houve investimentos em grande
parte deles, mais de 41%.
- O mais significativo é que, comparando com o gráfico sobre acesso a crédito,
vemos que os investimentos não tiveram relação direta com o crédito.
- A maior parte dos empreendimentos investiu em equipamentos e
infraestrutura.

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No último ano o empreendimento elaborou*
50,0%
46,2%

40,0% 38,1%

31,1%
30,0% 29,7%
27,9%

20,0%

10,0%

0,0%
Nenhum Estudo para Estudo de Plano de Estudo de
formação de mercado negócios viabilidade
preços

- O gráfico acima mostra que na maior parte dos EES não houve estudos
para planejamento econômico. Relacionando este dado com alguns
números mostrados anteriormente, o que vemos é uma grande fragilidade
em relação ao gerenciamento econômico dos empreendimentos.

* Dados do suplemento estadual (parte do questionário elaborado pelo FCP - RJ)

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Tipo de apoio técnico que o empreendimento precisa*
70,0%
61,6% 61,5%
60,0%
53,8%
50,0% 48,2%

40,0%

30,0%

20,0%

10,8%
10,0%

0,0%
Estudo de No processo de Administração e Jurídico Nenhum
viabilidade produção contabilidade
econômica

- Este gráfico mostra que, apesar de grande parte dos EES não terem
realizado estudos para planejamento econômico, a maioria reconhece a
necessidade, estando em primeiro lugar a necessidade de apoio para
realização de estudos de viabilidade econômica.

* Dados do suplemento estadual (parte do questionário elaborado pelo FCP - RJ)

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O empreendimento teve acesso a apoio, Quem forneceu apoio ao empreendimento?
assessoria ou capacitação? 60,0%

49,4%

45,0%
Não 27,60%

34,1% 32,8%
30,0%

14,9%
15,0%
10,2%

Sim 72,40% 3,8% 2,9%


0,0%
Órgãos Sistema “S” ONGs, Outra Universidad Movimento Cooperativa
govername OSCIPs, es, Sindical s de
ntais Igrejas incubadoras técnicos(as)
,

- Os números mostram que a maioria dos empreendimentos teve algum


apoio e este apoio veio principalmente de órgãos governamentais. Vale
ressaltar que apesar de uma boa parte dos EES terem tido apoio de órgãos
de governo, estas ações são pulverizadas, não representando políticas e
programas específicos para a Economia Solidária.

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Garantias, direitos e benefícios para os sócios Existência de trabalhadores não sócios
60,0%
54,6%

50,0% Sim 19,67%

40,0%
35,5%

30,0%

20,0%

11,4%
10,0%
5,8% 5,1% 4,0% 3,1% 2,9%
0,0%
Não Qualif. Equip. de Outro Descans Gratif. Comiss. Férias Não 80,33%
existem Social e seguranç o Natalina prev. de remun.
profiss. a semanal acidentes
remun.

- Os dados sobre a situação de trabalho nos EES mostram que a maioria não
oferece garantias e benefícios aos seus trabalhadores. Provavelmente este
fato está relacionado com a situação econômica dos empreendimentos.
- Uma parte significativa dos empreendimentos utiliza trabalho de não-sócios.
Estão incluídos trabalhadores permanentes e eventuais (quando, por exemplo,
a produção tem que aumentar e é preciso mais gente para produzir).

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Medidas quanto à segurança e saúde do trabalhador*
70,0% 68,2%

60,0%

50,0%

40,0%

30,0% 27,9% 26,8%


24,4%

20,0% 18,8% 17,9%


15,7%
13,7%
10,0%
3,6%
0,0%
Instalções Disposição de Equip. Elétr. Equip. Ext. e saídas Nenhuma Cursos / Exame médico Outra
sanitárias equip. P/ evitar protegidos individual de de emergência programas de periódico
adequadas acidentes proteção treinamento

- Como podemos notar pelos números acima, em grande parte dos


empreendimentos existem medidas de segurança e saúde. Mas se
destaca que em 18% dos empreendimentos não existe qualquer
medida neste sentido.

* Dados do suplemento estadual (parte do questionário elaborado pelo FCP - RJ)

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Diferença entre maior e menor remuneração*
3,78%
1,96%

6,02%

Nenhuma
De 1 a 3 vezes
21,01%
De 4 a 6 vezes
De 7 a 10 vezes
Mais de 10 vezes

67,23%

- Como demonstra o gráfico acima, na maioria dos empreendimentos


não existe diferença de remuneração. Em 21% a diferença é de até
três vezes. Apenas 12% dos empreendimentos a diferença entre
maior e menor remuneração é maior que três vezes.

* Dados do suplemento estadual (parte do questionário elaborado pelo FCP - RJ)

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Ação para qualidade Ações para qualidade de vida dos consumidores
de vida dos consumidores 70,0% 67,8%
65,9%

60,0%

50,0% 46,8%
Não 28,85%
40,0%

30,0%
23,6%
20,0%

10,0% 7,8%

Sim 71,15% 0,0%


Informações Preços Incentivo ao produtos Outro
sobre produto acessíveis consumo orgânicos ou
ético sem agrotx.

- A preocupação em relação à qualidade de vida dos consumidores está


presente na maior parte dos empreendimentos, principalmente no que diz
respeito ao produtos, seja através de informação ou do oferecimento de
preços mais convidativos.

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Participação em movimento Participação em movimentos sociais ou populares
social ou popular 70% 69%

60%

50%

40%
Sim 47,30% 36%

Não 52,70%
30%
22%
20% 17%
12% 11% 11%
10%
4%

0%
Comunit Ambienta Luta por Outro Igualdad Sindical Luta por Ameaçad
ário lista terra e e racial ou moradia os ou
agricultur operário atingidos
a por

- A participação em movimentos sociais está presente em quase metade dos


empreendimentos. Destaca-se a participação em movimentos ambientalistas e
comunitários. Este dado demonstra que a preocupação com o entorno, tanto
social como ambiental é bastante acentuado entre os EES.

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Participação em rede
ou fórum de articulação Participação em rede ou fórum de articulação
50,0%
46,1%

40,0%

32,1%
30,0%

Sim 48,40%
Não 51,60% 20,0% 18,3%

11,2%
10,0% 7,7%
6,6%

2,3%
0,0%
Fórum ou Outras Outro Redes de Fed. De Complex Centrais
Rede de articulaçõ produção/ cooperati os de
Economia es ou comercial vas cooperati comerc.
Solidária redes ização vos

- Os dados acima demonstram a potencialidade de organização dos EES. Metade


participa de redes ou fóruns de articulação. Destes, 46% participam de Fórum
de Economia Solidária. Contudo, grande parte dos EES ainda não está articulada
o que reforça a idéia de relativo isolamento, demonstrada em outros dados.

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Ação social ou comunitária Área de ação social ou comunitária
80,0%
70,3%
70,0%

60,0% 56,5%
Não 37,45%
50,0% 49,4% 48,6%

40,0%
35,3%

30,0%

Sim 62,55%
20,0%
13,7% 12,0%
10,0%

0,0%
Educaçã Trabalho Saúde Meio Redução Moradia Outra
o ambient da
e violência

- Os dados acima, comparados com os outros dados sobre participação


mostram que existe uma tendência mais forte entre os EES em estarem
mobilizados em nível local. E mais uma vez mostram que a relação com o
entorno, desta vez através de ações mais diretas é uma característica
importante dos EES.

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Trabalhadores sócios por gênero Trabalhadores não sócios, por gênero

Mulheres 32,05%

Mulheres 49,71% Homens 50,29%

Homens 67,95%

Total de trabalhadores, por gênero

Mulheres 37,49%

Homens 62,51%

- O que os dados acima mostram é que entre os trabalahdores sócios, os homens


são maioria e entre os não-sócios existe uma divisão quase igualitária entre
homens e mulheres, o que faz com que no total de trabalhadores predominem os
do sexo masculino.

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005


Distribuiçãp por gênero considerando total de
sócios por tamanho do empreendimento (números absolutos)
- Os dados dos gráficos ao lado são
10.000

8.897 essenciais para compreender a


Mulheres
8.000 Homens divisão dos trabalhadores por

6.124
gênero (homens e mulheres). O que
6.000
podemos observar a partir dos dois
4.000 gráficos ao lado é que as mulheres
2.884

2.083
predominam largamente nos
2.000 1.764
1.319
809
empreendimentos com menos de
442
0 50 sócios e os homens nos EES com
1 a 10 11 a 20 21 a 50 Acima de 50
mais de 50. O que faz com que no
Distribuição por gênero considerando total de total haja mais homens que
sócios por tamanho do empreendimento (%)
80,0% 77,3%
75,1%
mulheres. Mas considerando que a
70,0% 67,3%
61,7% maioria dos empreendimentos tem
60,0%

50,0% menos de 50 sócios, podemos


40,0%
afirmar que na maioria dos
38,3%
32,7%
30,0%
24,9%

20,0%
22,7%
empreendimentos predominam as
10,0%
mulheres.
0,0%
1 a 10 11 a 20 21 a 50 Acima de 50

MAPEAMENTO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS - RIO DE JANEIRO - 2005