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SISTEMAS DE

INFORMAÇÃO

Facilitador: Alberto Larrat

Manaus
2010

Pág 1
Introdução a TGS

O que é informação?
Dados ou fatos organizados, com significado.

O que é dado e o que é informação?

O que é Processamento de Dados?


Conjunto de tarefas logicamente organizadas para atingir um resultado específico. Transformar dados
em conhecimento. A maior importância, no ponto de vista do executivo, não é dada na fonte dos dados
e nem em como eles são processados, mas sim aos resultados, pois estes são úteis ao tomador de
decisões. Informações imprecisas ou incompletas podem levar a tomada de decisões ruins tomadas.

Como descobrir informações relevantes?


- Precisa: entra lixo, sai lixo:
- Completa
- Econômica: informação x custos para obtê-la
- Flexível: cada tipo de usuário, uma finalidade
- Confiável: confiabilidade depende da fonte
- Relevante
- Simples: informação em excesso causa sobrecarga
- Em Tempo
- Verificável

O que são Sistemas de Informação?


São sistemas que manipulam informações.

Ou como veremos mais tarde


É uma série de elementos ou componentes inter-relacionados que coletam (entrada), manipulam e
armazenam (processo), disseminam (saída) os dados e informações e fornecem um mecanismo de
“feedback”

Como projetá-los?
É necessário uma teoria geral de sistemas para que se tenham bons projetos.

TEORIA

TGS GERAL

SISTEMAS

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Teoria

Ação de examinar, contemplar, estudar, etc. É um mapeamento para a observação de um fenômeno.


Por mapeamento, entende-se uma visão abstrata e simplificada de um fenômeno para uma melhor
compreensão do mesmo.

Geral

Pode ser aplicada a todo o tipo de sistemas.

Sistemas

Conjunto de elementos, materiais ou ideais, entre os quais se possa encontrar ou definir alguma
relação. Um todo organizado ou complexo; um conjunto ou combinação de coisas ou partes, formando
um todo complexo ou unitário.

Segundo SENGE, SISTEMA é um todo percebido, cujos elementos mantém-se juntos por que afetam
continuamente uns aos outros ao longo do tempo, e atuam para um propósito comum. A palavra
sistema é originária do verbo grego sunistánai, que significa “fazer ficar junto”. Como sugere esta
origem, a estrutura de um sistema inclui a qualidade da percepção com a qual o observador o faz
permanecer unido.

Alguns exemplos clássicos de sistemas são:


- Sistema de Medidas: conjunto de unidades de medidas
- Sistema Solar: conjunto de planetas que giram ao redor do Sol
- Sistema Operacional: conjunto de integrado de programas, projetado para supervisionar e controlar
a execução de programas de aplicação em um computador.
- Sistema de Numeração: conjunto de regras para a representação de números (decimal, binário,
octal, hexadecimal, ....)
- Organismos biológicos como o corpo humano: conjunto de órgão e funções.
- Entidades políticas, Famílias, Equipes, Todas as organizações: conjunto de pessoas e objetos
unidos sob determinado objetivo, necessidade ou função

Após conhecer o que significa, isoladamente, cada palavra, pode-se dizer que:

TEORIA GERAL DE SISTEMAS é uma teoria que tem por objetivo melhora a compreensão sobre
sistemas, podendo ser aplicada, de forma geral, a todo o tipo de sistemas. É interdisciplinar, pois para a
sua compreensão e aplicação recorre-se a conceitos de Filosofia, Sociologia, Biologia, Administração,
entre outros.

Em termos gerais, a TGS visa entender o ser humano e seu ambiente como parte de sistemas que se

interagem, buscando entender esta interação sob múltiplas perspectivas (holisticamente). Ela provê

uma linguagem geral, fazendo a ponte entre várias áreas, isto é, uma comunicação interdisciplinar.

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TEORIA GERAL DE SISTEMAS

A Teoria Geral de Sistemas foi formulada no final da década de 40, pelo biólogo alemão LUDWIG
VON BERTALANFI. Ela parte de três premissas básicas:

a) Os sistemas existem dentro de sistemas. As moléculas existem dentro das células , as


células dentro dos tecidos , os tecidos dentro dos órgãos , os órgãos dentro dos organismos , os
organismos dentro de colônias , as colônias dentro de culturas nutrientes , as culturas nutrientes
dentro de conjuntos maiores de culturas , e assim por diante .

b) Os sistemas são abertos. É uma decorrência da premissa anterior. Cada sistema que se
examine, exceto o menor ou o maior , recebe e descarrega algo aos outros sistemas , geralmente
aqueles que lhe são contíguos . Os sistemas abertos são caracterizados por um processo de
intercâmbio infinito com seu ambiente, que são os outros sistemas. Apesar das modificações que
sofre em função dessas trocas, um sistema aberto mantém sua identidade e coerência (seus
componentes podem mudar ou ser substituídos, mas a estrutura global do sistema permanece
idêntica). É graças a essas trocas que um sistema aberto permanece vivo, em um equilíbrio
dinâmico. Quando o intercâmbio cessa , o sistema se desintegra , isto é , perde suas fontes de
energia.

c) As funções de um sistema dependem de sua estrutura. Para os sistemas biológicos e


mecânicos esta afirmação é intuitiva. Os tecidos musculares, por exemplo, se contraem porque
são constituídos de uma estrutura celular que permite contrações .

A partir destas premissas, foram estabelecidos os pressupostos básicos desta teoria:

Os pressupostos básicos da Teoria Geral de Sistemas (CHIAVENATO,1993) são:

• Existe uma nítida tendência para a integração nas várias ciências naturais e sociais;
• Essa integração parece orientar-se rumo a uma teoria de sistemas;
• Essa teoria de sistemas pode ser uma maneira mais abrangente de estudar os campos
não físicos do conhecimento científico, especialmente as ciências sociais;
• Essa teoria de sistemas, ao desenvolver princípios unificadores que atravessam
verticalmente os universos particulares das diversas ciências envolvidas, aproxima-nos
do objetivo da unidade da ciência;
• Isso pode levar a uma integração muito necessária na educação científica.

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2. Concepções de Sistemas

Como já vimos SISTEMA é um conjunto de elementos, materiais ou ideais, entre os quais se possa
encontrar ou definir alguma relação. Um todo organizado ou complexo; um conjunto ou combinação
de coisas ou partes, formando um todo complexo ou unitário. É um todo percebido, cujos elementos
mantém-se juntos por que afetam continuamente uns aos outros ao longo do tempo, e atuam para um
propósito comum.

O TODO E AS PARTES

O Sistema trabalha com o coletivo - Conjunto de elementos e


interrelações.

Emergência: Emerge comportamento - Quando visto no todo, não


necessariamente visto nos elementos. O todo pode ter
propriedades que as partes não possuem e vice-versa.
Exemplo: Molécula de água, H2O: 2 átomos de hidrogênio e 1 átomo de oxigênio
Hidrogênio e oxigênio são inflamáveis

A água apaga o fogo

Componentes de um Sistema

Os componentes de um sistema são:

- Entrada ou insumo (input)


- Processamento ou transformação (throughput)
- Saída ou resultado (output)
- Retroação, retroalimentação ou retroinformação (feedback)
- Ambiente ou fronteiras (environment) (Contexto)
- Limite (Abrangência)

Entrada (input)

Entrada é o que o sistema importa do meio ambiente para ser processado. Em geral, composto por
substantivos. Podem ser:

- dados: permitem planejar e programar o comportamento do sistema (conhecimentos, técnicas, etc);


- energias de entrada: permitem movimentar e dinamizar o sistema (máquinas, pessoa, etc);
- materiais: são os recursos a serem utilizados pelo sistema para produzir a saída (itens explícitos de
entrada, etc).

Saída (output)

Saída é o resultado final do processamento de um sistema. Em geral, um substantivo qualificado.


Podem ser:
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- informações: são os dados tratados pelo sistema;
- energias de saída: é a energia processada pelo sistema;
- produtos: são os objetivos do sistema (bens, serviços, lucros, resíduos,...)

Caixa-preta (black box)

Um sistema cujo interior não pode ser desvendado é denominado de caixa preta. Em geral, começa
com um verbo. Esses sistemas podem ser:

- hipercomplexos;
- impenetráveis.

Retroação (feedback)

A retroação é um mecanismo de comunicação entre a saída e a entrada do sistema. As principais


funções da retroação são:

- controlar a saída do sistema;


- manter o equilíbrio do sistema;
- manter a sobrevivência do sistema.

Meio Ambiente

Meio ambiente é o conjunto de todos os objetivos que, dentro de um limite específico, possam ter
alguma influência sobre a operação do sistema. As fronteiras de um sistema são as condições
ambientais dentro das quais o sistema deve operar.

Exemplo do Formato Padrão de um Sistema

Entradas

Farinha Processo Saídas


Ovos
Leite
Açúcar Assar o bolo Bolo acabado
Manteiga
Tempo
Energia
Técnica
Conhecimento
Fogão
Cozinheiro

Retroalimentação
Verificação do ponto do bolo

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Limite do Sistema

O limite do sistema define o sistema e o distingue de qualquer outro (o ambiente).

Sistemas Dependentes

Vale lembrar que a saída de um sistema pode ser a entrada de outro, remetendo ao conceito de
aproveitamento, eliminando redundâncias (conceito que veremos a seguir). Retomando o exemplo
anterior poderíamos ter:
Entradas

Entradas Preço
Vendedor
Saídas/ Cliente
Processo Entradass Técnicas
Farinha
Ovos
Leite Assar Bolo
Açúcar o bolo acabado
Manteiga
Tempo
Energia Processo Saídas
Técnica
Conhecimento Vender o Bolo
Fogão bolo vendido
Cozinheiro

Retroalimentação

Verificação do ponto do bolo

Neste segundo exemplo pode-se perceber claramente que a saída de um sistema pode ser uma das
entradas de outro sistema, o que é conhecido como INTEGRAÇÃO. Neste caso o processo “Vender o
Bolo” recebe como entrada originada de outro sistema o “Bolo Pronto” e como entradas do ambiente
os demais itens necessários para realizar o processo de “Vender o Bolo”.

Outros Conceitos em TGS

Cibernética

Cibernética é a ciência da comunicação e do controle, seja dos seres vivos naturais (homem), seja dos
seres artificiais (máquina). A comunicação configura a interação existente entre o emissor e o receptor,
enquanto que o controle configura a regulação existente, isto é, a retroação. Segundo BERTALANFFY
(1975), "cibernética é uma teoria dos sistemas de controle baseada na comunicação (transferência de
informação) entre o sistema e o meio ambiente, e dentro do próprio sistema, e do controle (retroação)
da função dos sistemas com respeito ao ambiente". O campo de estudo da cibernética são os sistemas.

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Informática

A informática é a parte da cibernética que permite o tratamento racional e sistemático da informação


por meios totalmente automáticos.

Entropia

O conceito de entropia vem da segunda lei da termodinâmica, segundo a qual "um sistema
termodinâmico que não troca energias com o meio ambiente externo tende a entropia, isto é, tende à
degradação, à desintegração e, enfim, ao desaparecimento".

Redundância

A redundância é a quantidade de informação excedente, correspondente aos sinais, cuja ocorrência


pode ser prevista a partir de outros sinais.

Homeostasia

A homeostasia, ou homeostase, é a capacidade que têm os sistemas de manterem um equilíbrio


dinâmico, entre suas diversas componentes ou partes, por intermédio do mecanismo de retroação
(auto-controle ou auto-regulação). Os sistemas homeostáticos tendem ao progresso, ao
desenvolvimento.

Sistema Total

O sistema total é aquele representado por todas as unidades e relações necessárias e suficientes para
alcançar um determinado objetivo pré-fixado. O objetivo de um sistema total define a realidade para a
qual foram ordenadas todas as unidades e relações do sistema, enquanto as suas restrições são as
limitações introduzidas em sua operação, definindo assim as fronteiras do sistema e as condições
dentro das quais o mesmo irá operar. Os sistemas podem operar, simultaneamente, em série ou em
paralelo. Os sistemas existem em um meio ambiente e são por ele condicionados.

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Sub Sistemas

Para Bertalanffy: Como dito, um sistema é um conjunto de elementos interrelacionados. O


comportamento de um elemento em uma relação é diferente de seu comportamento em outra relação.
Um todo organizado. O todo é maior que a soma das partes. Partes possuem organização hierárquica
de sub-sistemas e, simultaneamente, são partes de super-sistemas. Um super-sistema é o ambiente de
um sistema e um sistema é o ambiente de um sub-sistema.

Sub Sistema é um sistema dentro de um sistema

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Interdependência

Todo sistema é caracterizado por combinação de partes com relações entre as mesmas, essa
caracterização torna as partes inter-dependentes. Segundo Norbert Wiener (pai da Cibernética):
interdependência tem graduação (Grau de interdependência).
Em sistemas sociais, interdependência é relativamente fraca. Menos restrições são colocadas no comportamento de uma parte pelas condições ou
comportamento de outra. Organizações sociais, então, são sistemas fracamente acoplados

Se fazemos parte de um sistema, o ambiente é este sistema, menos nós.

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Geladeira

Mais um exemplo de sistema no mundo real: GELADEIRA

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O Pensamento Sistêmico

Recomendo neste momento a leitura dos capítulos 1 a 4 do livro “A Teia da Vida”

“Quanto mais estudamos os principais problemas de nossa época, mais somos levados a perceber que
eles não podem ser entendidos isoladamente. São problemas sistêmicos, o que significa que estão
interligados e são interdependentes. Estes problemas precisam ser vistos como diferentes facetas de
uma única crise.”

O paradigma sistêmico pode ser chamado de uma visão holística (ou ecológica) do mundo, que

concebe o mundo como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas.

Uma visão holística de uma bicicleta, por exemplo, significa ver a bicicleta como um todo funcional e compreender, em conformidade com isso, as
interdependências de suas partes.

Uma visão ecológica da bicicleta incluiria tudo isso, mas agregaria a percepção de como a bicicleta
está encaixada em seu ambiente natural e social – de onde vem as matérias-primas que a compõe,
como foi fabricada, como seu uso afeta o meio ambiente natural e a comunidade pela qual ela é usada,
etc.

A ênfase nas partes passou a ser chamada de mecanicista, reducionista ou atomicista. Já a ênfase
no todo de holística, organísmica ou ecológica.

Exercício

Considerando que o departamento de Sistemas de Informação queira desenvolver um sistema para o


controle de sua biblioteca departamental, sabendo-se que se deseja controlar:

- Usuários da biblioteca (que podem ser de diversos tipos, como professores, alunos, funcionários,
etc)
- Tipos de materiais cadastrados, por exemplo, CDs, livros, revistas, apostilas, anais de congressos,
etc
- Materiais que constituem o acervo da biblioteca
- Índices de materiais para possíveis buscas
- Empréstimos e devoluções
- Solicitações não atendidas

Com base nestas informações, identifique o super-sistema e seus subsistemas (esquema 1), bem como,
para cada subsistema, entradas, processo, saídas e possíveis retroalimentações (esquema 2).

Esquema 1:

Sistema ________________________

(1) _____________________________
(3)
_______________________________
_
(2) _____________________________
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Esquema 2: Lembre que cada sistema identificado no item anterior (caixas internas do esquema 1)
deve ter uma representação própria em esquema 2.

(1) Entradas

Processo Saídas

Retroalimentação

Conclusão

A representação em sistemas e subsistemas permite identificar funcionalidades e finalidades


específicas de partes do sistema e a relação entre elas. Na área de desenvolvimento de sistemas esta é
uma boa forma de haver uma troca de informações entre a área de informática e o(s) usuário(s)
(pessoas que irão utilizar o sistema depois deste estar pronto), pois esta representação pode ser
facilmente entendida por pessoas leigas e sem profundos conhecimentos em informática (em geral o
perfil do usuário) e permite ao analista/programador ter uma visão ampla (sistêmica) do problema que
terá de desenvolver.

Esta análise é essencial e prévia a outras etapas de desenvolvimento e análise de sistemas, gerando
subsídios para elas.

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Classificação de sistemas

Os sistemas podem ser classificados segundo diversos critérios que serão apresentados neste capítulo.
É perfeitamente aceitável que alguns sistemas se enquadrem em mais de uma categoria.

1) Quanto a sua constituição os sistemas podem ser:

- Sistemas físicos ou concretos: compostos de equipamentos, objetos ou coisas reais. É o hardware.

- Sistemas abstratos ou conceituais: compostos por conceitos, planos, hipóteses ou idéias. È o


software.

Os sistemas físicos (máquina) precisam de um sistema abstrato (programação) para poderem funcionar
e desempenhar suas funções.

2) Quanto à sua natureza os sistemas podem ser:

- Sistemas fechados: são sistemas cujo comportamento é totalmente determinístico e programável e


que operam com pouco intercâmbio de matéria e energia com o meio ambiente. São herméticos;
não estão sujeitos a influências ambientais. Não recebem e nem produzem recursos externos.

- Sistemas abertos: apresentam intercâmbio com o ambiente por intermédio de entradas e saídas.
Têm uma grande capacidade de adaptação, ajustando-se ao meio ambiente para sobreviver. Através
da interação com o meio ambiente (Troca energia, matéria e informação), os sistemas abertos
restauram sua própria energia (negentrópicos – baixa entropia), reparando perdas em sua própria
organização. São sistemas cujo comportamento é probabilístico (ou mesmo estocástico), não
programável e que mantém uma forte interação com o meio ambiente.

Sistema Aberto

Retroalimenta
ção

Ambiente Ambiente
Entradas Saídas

Processamento
Característica Específicas dos Sistemas Abertos:

- Permeabilidade: interação. Dados do ambiente podem penetrar no sistema.


- Penetrabilidade: Até que nível os dados externos podem penetrar no sistema, ou seja, o quanto ele
influencia

3) Quanto a sua complexidade os sistemas podem ser:

- Sistemas simples: dinâmicos.

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- Sistemas complexos: altamente elaborados e bem-relacionados.

- Sistemas Hipercomplexos: complicados e não descritivos.

4) Quanto a sua ocorrência os sistemas podem ser:

- Sistemas determinísticos: totalmente previsíveis.

- Sistemas probabilísticos: previsível dentro de uma certa probabilidade.

- Sistemas estocásticos: não previsíveis.

Existem outras classificações aplicáveis a sistemas, mas que não são inclusas como objetivo desta
disciplina.

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Sistemas e Organizações

Análise de Processos em Sistemas

A abordagem da análise de processos em sistemas pode ser de dois tipos: top-down e botton-up.

Em uma abordagem botton-up começa-se analisando um processo específico e depois os horizontes


vão sendo ampliados, gerando alterações no processo inicial (ou seja, retrabalho), pois começa a ser
necessário fazer alterações no processo específico em função de outros processos posteriormente
analisados.

Já a abordagem top-down começa com uma visão geral das necessidades de informações e processos

mais macros. Conforme os processos vão sendo entendidos, pode-se descer a um nível mais específico,

em subprocessos. Como já se conhece o processo como um todo, o retrabalho é bem menor.

Sistemas e as Organizações

A comunicação é fator vital para a sobrevivência das organizações. A comunicação deve ocorrer
interna (entre departamentos ou sistemas) e externamente (ambiente com os sistemas). Sendo que um
dos objetivos dos sistemas é gerar e identificar informações captadas ou emitidas na comunicação, eles
se tornam uma representação muito útil para a boa definição do fluxo de comunicação.

RH
COMPRAS

ORGANIZAÇÃO
(DIRETORIA)

PRODUÇÃO
FINANCEIRO

MARKETING VENDAS

A figura anterior representa o fluxo de informações entre os sistemas de uma organização. Cada

subsistema identificado (RH, MARKETING, VENDAS, etc), quando se olha a empresa como um todo

(super sistema), pode ser dividido em novos subsistemas. Por exemplo, o sistema FINANCEIRO

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poderia ser dividido novos sistemas, como CONTAS A PAGAR, CONTAS A RECEBER,

COBRANÇA, etc. Ou:

Sistema ORGANIZAÇÃO

(1) RH (4) COMPRAS

(2) FINANCEIRO (5) PRODUÇÃO

(3) VENDAS (6) MARKETING

Sistema FINANCEIRO

(1) CONTAS A PAGAR (2) CONTAS A RECEBER

(3) COBRANÇA

CONTAS A
Notas fiscais, PAGAR
duplicatas,
FINANCEIRO
CONTAS A
VENDAS Cheques, ... RECEBER

Contas a
COBRANÇA receber
vencidas

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SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Independentemente do tamanho, cada vez mais as organizações necessitam dos sistemas de


informação para reagir aos problemas e oportunidades do ambiente de negócios globais de hoje. Os
sistemas de informação estão transformando a maneira como o trabalho é conduzido e como os
produtos e serviços são produzidos. Os sistemas de informação também estão dando aos indivíduos
novas ferramentas para melhorar suas vidas e suas comunidades.

" As informações e o conhecimento compõem um recurso estratégico essencial


para o sucesso da adaptação da empresa em um ambiente de concorrência".

" A informação e o conhecimento devem ser utilizados como uma vantagem


concorrencial, ensinando os homens a gerarem a informação e o
conhecimento, integrando mais e mais informações e conhecimentos nos
produtos, nos serviços e nas decisões".

POR QUE ESTUDAR SISTEMA DE INFORMAÇÃO ? (FINALIDADE)

Por que você deveria se preocupar com sistema de informação? Isso não é assunto para pessoal
técnico?
Como sociedade estamos envolvidos em uma competição econômica global por recursos, mercados e
receitas com outras nações, tanto da Europa quanto da Ásia. Para Adam Smith, o economista escocês
do século XVIII que iniciou o estudo da economia moderna com seu livro "A Riqueza das Nações", a
riqueza de uma nação dependia de como a sociedade organizava a produção em suas fábricas
nacionais. Hoje está claro que nossa sociedade terá que organizar mercados globais, corporações
internacionais e forças de trabalho multinacionais se quiserem manter e melhorar nosso padrão de
vida. Precisaremos de sistemas de informação para fazer isso com eficiência e sucesso.

Em segundo lugar, precisaremos de uma ampla compreensão sobre sistemas de informação


para atingir níveis mais altos de produtividade e eficácia em nossas fábricas e escritórios nacionais.
Será simplesmente impossível operar com eficiência mesmo uma pequena empresa sem investimentos
significativos em sistemas. Os desafios colocados por novos clientes, concorrência, tecnologia,
relações políticas, condições econômicas, regulamentações governamentais e aspectos sindicais pedem
muitos tipos de mudanças, tais como técnicas mais aperfeiçoadas de produção, novos produtos e
serviços, novos sistemas administrativos e novas habilidades dos empregados. Você deve saber como
identificar problemas e oportunidades e como usar os sistemas de informação para aumentar a
capacidade de reação da organização.

Finalmente, sua eficácia como profissional ou empresário dependerá de como você se dedica à
tarefa de compreender os sistemas de informação. Se você deseja ser um artista gráfico, um músico
profissional, um advogado, um administrador de empresas ou o dono de um pequeno negócio, você
estará trabalhando com e através de sistemas de informação.

Pesquisa americana publicou a relação de requisitos/exigências das grandes empresas ao contratar


seus executivos:

• resultado - o executivo tem que ser eficiente ao trazer resultados ($$$) para os sócios;

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• visão sistêmica - ou seja, é requerido que o executivo tenha uma visão "panorâmica" da
empresa para que possa melhor tomar decisões;
• trabalho em equipe - é necessário que o executivo tenha facilidade em trabalhar com outras
pessoas, assim consegue obter mais informações e fazer com que a produção do conjunto de
pessoas amplie-se;
• liderança - pelo mesmo motivo, um líder consegue maior participação do corpo de funcionários
para eventuais (e freqüentes) mudanças;
• conhecimento técnico - item importante sobre o conhecimento do executivo, mas, curiosamente
não incluído nos primeiro 4 mais importantes;

Para entender o que é visão sistêmica é necessário, antes, entender o conceito de sistema.

Definição de Sistema

"É o conjunto de partes interagentes e interdependentes que juntas formam um todo unitário com
uma finalidade comum"

Exemplos:

• sistema de transporte • sistema digestivo


• sistema de saúde • esqueleto (sistema de suporte)
• sistema hospitalar • sistema reprodutivo
• sistema circulatório

Vamos analisar se um liquidificador pode ser considerado um sistema.

1. Ele pode ser subdividido em partes: motor, copo, corpo, cabo e plug, botão de controle, tampa,
etc.
2. Suas partes estão integradas, o corpo reveste o motor, o botão de controle está instalado no
cabo de energia, a tampa adapta-se ao copo, etc
3. Este conjunto de partes integradas tem uma finalidade única, comum a todos, ou seja triturar
alimentos.

As três condições acima nos garantem que se trata de um sistema.

Repare que se uma das condições não fosse contemplada, então NÃO teríamos um sistema. Por
exemplo, se o copo fosse de uma marca (Walita!) e o corpo de outra (Arno!) então não haveria
integração. Não poderíamos chamar o conjunto de sistema - e nem seria possível chamá-lo de
"liquidificador". Se fosse comprado nesta condição seria imediatamente devolvido para a loja!!!

Os sistemas englobam sempre um conjunto de partes até um determinado ponto, sendo que
outras partes ficam de fora do sistema. Por exemplo o cabo e o plug de energia pertencem ao
liquidificador. Mas a tomada de energia não pertence a ele. Está fora daquilo que chamamos de
abrangência do sistema.

É importante perceber que cada um de nós enfatiza sempre uma parte do sistema. Por exemplo,
ao tratar do sistema circulatório, um aluno que tenha problemas de circulação dará maior atenção às
artérias e veias. Já um aluno com problemas de coração dedicará a este órgão maior atenção.

Conclusão - para entender adequadamente um sistema precisamos:

1. entender a finalidade do sistema;


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2. compreender quais são as suas partes;
3. entender como se relacionam entre si;
4. buscar consultar vários usuários para poder ter uma visão sem vícios de ênfase que ocorreria se
consultássemos apenas um usuário;
5. definir qual é exatamente a "abrangência" do sistema

A compreensão dos sistemas que são utilizados nas empresas será melhor realizada quando nos
habituarmos a utilizar, de forma freqüente, o conceito de sistema e também fizermos uso de uma
abordagem de análise.

O processo de análise que estamos utilizando tem os seguintes passos:

1. listar as partes que consideramos pertencerem ao sistema sob análise;


2. analisar e discutir se estas partes pertencem realmente ao sistema;
3. entender o significado de cada palavra usada, por exemplo: BOLSA tem um significado no
contexto de sistema financeiro ("bolsa de valores") e um significado completamente diverso no
contexto de empresa de moda ("bolsa feminina");
4. entender como cada parte listada se relaciona com as demais;
5. finalmente tentar escrever a finalidade efetiva do sistema, para isso baseando-se nas utilidades
das partes e seus relacionamentos e também aceitando as colaborações dos demais participantes
do processo de análise.

Ao final do processo esperamos ter um diagrama que represente o sistema, suas partes e
frase(s) com sua finalidade.
Outro subproduto deste processo é que teremos conseguido determinar mais claramente a abrangência
do sistema. Entenderemos aquelas partes que, embora essenciais para o funcionamento do sistema, não
pertencem a ele. Por exemplo, AR e ALIMENTOS são importantes para o funcionamento do sistema
CORPO HUMANO, mas não pertencem a ele. Estão fora de sua abrangência.

Importante!
Repare que a cada dia um sistema está mais compreendido que na véspera, mas NUNCA um sistema
está completamente compreendido.Assim devemos ter em mente que sempre que fizermos um
diagrama ele poderá (e deverá) ser aprimorado por sugestões, colaborações ou outras
considerações.Nem mesmo Einstein compreendeu totalmente a "Teoria da Relatividade", ele criou um
sistema de equações e compreendeu muito da teoria, mas ao longo dos anos foi aprimorando e
melhorando seu conhecimento.
No nosso dia-a-dia isto significa que os diagramas que fazemos devem ser sempre considerados
rascunhos de um novo diagrama que será feito amanhã. Estamos sempre no meio de um processo de
evolução.

Exemplo de um sistema bancário:

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Repare nos possíveis relacionamentos:

• os acionistas se relacionam com o banco porque dispõem de ações do banco - são sócios do
banco;
• as agências se relacionam com o banco porque pertencem a ele e seguem suas normas;
• os correntistas, embora tenham contrato com o banco, também se relacionam com as agências
pois é nelas que obtêm o talão de cheques, preenchem seu cartão de assinatura, etc.

A definição de cada relacionamento requer atenção, cuidado e bastante trabalho. Muitas vezes
passam-se dias sem que consigamos compreender realmente o relacionamento.
Por exemplo, haveria uma relação entre Correntistas e Funcionários, para consultas sobre adequação
de um determinado seguro?
Uma forma de analisar seria criar uma nova "parte" chamada "gerente da agência" e estabelecer a
relação como "gerente", outra forma seria relacionar o correntista aos funcionários (sendo o gerente
um deles).
Ambas as formas são possíveis, a forma mais adequada depende de nosso interesse na representação
do sistema.

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Componentes/atividades de um sistema

• Os objetivos, que se referem tanto aos objetivos dos usuários do sistema, quanto aos do próprio
sistema. O objetivo é a própria razão de existência do sistema, ou seja, é a finalidade para a
qual o sistema foi criado;
• As estradas dos sistema, cuja função caracteriza as forças que fornecem ao sistema o material,
a informação e a energia para a operação ou processo, o qual gerará determinadas saídas do
sistema que devem estar em sintonia com os objetivos estabelecidos;
• O processo de transformação do sistema, que é definido como a função que possibilita a
transformação de um insumo (entrada) em um produto, serviço ou resultado (saída). Este
processador é a maneira pela qual os elementos componentes interagem no sentido de produzir
as saídas desejadas;
• As saídas do sistema, que correspondem aos resultados do processo de transformação. As
saídas podem ser definidas como as finalidades para as quais se uniram objetivos, atributos e
relações do sistema. As saídas devem ser, portanto, coerentes com os objetivos do sistema;
• Feedback, que corresponde a saída que retorna os meios adequados de correção do sistema.

Sistemas abertos X fechados

Um sistema fechado é aquele na qual o sistema não possui nenhuma interação com o meio que o cerca.
Ao contrário, um sistema aberto é um sistema que possui interações com o ambiente.

Na realidade não existe um sistema completamente fechado. Sempre há interações com o ambiente.
Um exemplo de sistema fechado seria um tubo-de-ensaio onde colocamos ingredientes para uma
reação química e desejamos medir/pesar os componentes gerados. É um sistema muito fechado, mas,
na abertura superior há contato com o exterior que permite interações, os ingredientes recebem calor e
luz vindo do exterior, etc. O conceito de sistema fechado é muito usado teoricamente para simplificar o
entendimento dos sistemas. Por exemplo, ao estudarmos o movimento de objetos é costume ignorar
interações dos objetos com o meio. Frases do tipo: "considere um objeto em movimento sem atrito"
simplificam nosso estudo, mas obviamente não existe movimento sem atrito (nem no espaço) e
também nunca podemos esquecer que todos os corpos sofrem ação da gravidade (mas para o estudo do
movimento, costumamos, deliberadamente esquecer disto).
Uma empresa é um sistema aberto por excelência. Sempre possui inúmeras interações com o ambiente:
clientes, fornecedores, fisco, etc.

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Sistema de informação

Um sistema é dito "de informação", quando, pelo menos uma de suas partes componentes é um dado
ou informação.

Vamos analisar alguns exemplos:

• um ventilador - É um sistema de informação porque no botão de controle existe indicadores de


velocidades (lento, médio e rápido) que se dedicam a comunicação de informação entre o
ventilador e nós;
• um carrinho-de-mão - não possui nenhum item componente que seja informação ou dado,
portanto NÃO é um sistema de informação;
• um termômetro - possui uma régua de temperatura, que é a codificação sob a forma de dados
para que possamos interpretar corretamente a temperatura medida. Então É um sistema de
informação;
• a injeção eletrônica dos carros - é um aparelho que analisa o comando do acelerador e calcula
qual é a melhor mistura de ar-gasolina para maior eficiência do motor. Embora nós humanos
não recebamos externamente informação (apenas sentimos o deslocamento do carro), dentro do
aparelho inúmeros dados são interpretados e utilizados como informação. Assim, mais 0,65 cm
de aceleração na 4a. marcha indica que deve ser colocado mais 0,765 cm3 de gasolina numa
mistura......blá-blá-blá....o aparelho é pois um sistema de informação.

O sistema de informação de maior utilidade para nós é o das empresa: todas as empresas
possuem funcionários que tratam e ligam com dados e informações.

IMPORTANTE - nós, pessoas, podemos obter informações de sistemas que não são sistemas de
informação. Por exemplo, um viaduto não é um sistema de informação, mas nós, analisando o viaduto
podemos saber que ele está velho, precisa de reparo, ou está saturado para o tráfego atual.
Ou seja, um sistema deve ser analisado como sistema de informação sem levar em conta o ambiente
externo (pessoas que os observamos).

Um sistema de informação pode ser definido como um conjunto de componentes inter-


relacionados trabalhando juntos para coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informação
com a finalidade de facilitar o planejamento, o controle, a coordenação, a análise e o processo
decisório em empresas e outras organizações. Os sistemas de informação contêm informação sobre
pessoas, lugares e coisas de interesse no ambiente ao redor da organização e dentro da própria
organização. Os sistemas de informação essencialmente transformam a informação em uma forma
utilizável para a coordenação de gerentes a tomar decisões, analisar e visualizar assuntos complexos
resolver outros tipos de problemas. Os sistemas de informação fazem isso através de um ciclo de três
atividades básicas: entrada, processamento e saída. (LAUDON, LAUDON; 1999)
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Dado X Informação

Dado pode ser considerado os fatos brutos, o fluxo infinito de coisas que estão acontecendo
agora e que aconteceram no passado. Informação vem da palavra latina informare, que significa “dar
forma”. Neste caso informação é o conjunto de dados que os seres humanos deram forma para torná-
los significativos e úteis.

Sistemas informatizados

Sistemas informatizados são sistemas de informação (SI) nos quais existe o uso de um
computador. Assim, um caixa de supermercado, que é um SI, pode ser informatizado se fizer uso de
um computador ou não ser informatizado - se usar somente uma caixa registradora manual.

Diversos sistemas, informatizados ou não, são utilizados por uma empresa típica, por exemplo:

• folha de pagamento; • sistema de divulgação, comunicação


• contas a pagar empresaria e marketing
• contas a receber • cadastro de clientes
• controle de estoque • etc...

Seja uma empresa de serviços ou uma indústria, em geral ela possui o mesmo conjunto de
sistemas, com pequenas variações.

Conhecer estes sistemas e sua integração em um sistema maior, alias "sistema empresarial", traz ao
administrador uma visão de conjunto que propicia enormes ganhos nos momentos de tomada de
decisão.

Fábrica de pizzas.
Para efeito de conhecer o sistema empresarial imaginemos uma empresa que fabrica pizzas através de
pedidos, com capacidade para produzir, digamos, 1000 pizzas por dia, de vários sabores, calabresa, 4
queijos, rúcula com tomate seco, etc. Para entender a empresa vamos iniciar pensando em sua "parte"
mais importante: o cliente! Os clientes se relacionam com a empresa através da realização de pedidos
(por formulário, por internet ou por telefone). Ex.: Cliente A - 38 pizzas de muzzarela, 62 de chocolate
e 18 de calabresa ; Cliente B - 72 pizzas de muzzarela, 20 de calabresa, 6 de chocolate, 8 portuguesas
A figura a seguir mostra o relacionamento (as ligações) existente entre os sistemas da empresa:

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Para melhor compreender os sistemas vamos supor que cada sistema é representado por um setor ou
área da empresa e que há um responsável pelo seu funcionamento. Assim vamos usar o termo área
como sinônimo de sistema.
1. Os pedidos recebidos dos clientes são enviados para uma área (ou sistema) de planejamento de
produção (normalmente associado à área de estoque).

2. A área de planejamento efetua um plano indicando quantas pizzas, e de qual tipo, devem ser
produzidas pela fábrica que, nesta empresa, é conhecida como "cozinha".

Saber efetuar este planejamento é de grande importância e representa a diferença entre o sucesso e o
fracasso da empresa.

Para efetuar o planejamento, o responsável leva em consideração diversos itens:

• quantas pizzas de calabresa no total devem ser produzidas?


• para quando devem ser produzidas?
• existe material suficiente no estoque?
• se comandar muitas pizzas pode ser que a cozinha se "afogue" ou que haja perda de material
porque vai ficar muito tempo fora do freezer.

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3. A cozinha (fábrica), de posse deste plano efetua a fabricação das pizzas. Percebe-se que ela precisa
obter o material do estoque - esta ligação não foi registrada no diagrama!!
As pizzas produzidas devem ser entregues aos clientes e talvez devam ser mantidas em uma área de
entrega refrigerada...isto também não está mostrado no diagrama!

4. A quantidade de pizzas fabricadas é informada à área (sistema) de contas a receber, para que emita a
fatura e cobre os clientes. Repare que também é necessário que "contas a receber" possua dados sobre
os clientes e sobre os pedidos efetivamente realizados - estas informações poderia ser enviadas pelo
sistema de planejamento de produção.

5. Agora vamos pensar no depósito, que dispõem de um sistema de controle de estoques. À medida
que percebe haver possibilidade de faltas de produto, aciona o sistema de compras.

6. "Compras" seleciona um fornecedor dentre aqueles que possui em seu "cadastro de fornecedores" e
emite uma "ordem de compra" que é uma espécie de autorização para o fornecedor entregar as
mercadorias necessárias.

7. O fornecedor, ao receber a ordem ou pedido de compra, providencia a entrega e emite uma fatura de
cobrança que é enviada para a área de contas a pagar de nossa empresa.

8. Repare que para analisar a fatura que chega, a área de compras precisa de diversas informações: (i)
se a cobrança coincide com o que foi solicitado pela ordem de compra, (ii) se o material efetivamente
chegou no estoque e estava correto e sem defeitos. Para autorizar o pagamento é necessário considerar
também se há $$$$ disponível, para tanto deveria haver uma relação com a tesouraria (não mostrada
no desenho).

9. Repare que existem dois ciclos básicos, um de cobrança, envolvendo "contas a receber" e outro de
pagamento envolvendo "contas a pagar" e que são muito semelhantes.

10. Diversos outros sistemas poderiam ser acrescidos a este diagrama, por exemplo, a contabilidade,
que precisa registrar todo o movimento financeiro da empresa.

Este diagrama e sua descrição, obviamente possuem uma visão parcial e incompleta dos sistemas de
uma empresa, mas consegue dar uma idéia bastante clara do relacionamento entre os diversos sistemas.

Para efeito de compreensão geral sugere-se ao aluno:

• conhecer bem este diagrama;


• utilizá-lo em comparação com algumas empresas que conhece para verificar onde ele coincide
ou se diferencia de empresas reais;

Para que um Sistema de Informação (SI) seja considerado informatizado é necessário que possua pelo
menos um computador sendo utilizado. Pode-se, a título de comparação, considerar um determinado
sistema como totalmente informatizado, parcialmente informatizado ou levemente informatizado,
dependendo da ênfase dada no uso dos computadores. Para o gestor de SI é necessário compreender os
componentes de um SI e assim poder atuar para extrair o melhor resultado do SI.

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Componentes:

SOFTWARE
HARDWARE

PESSOAS

PROCEDIMENTO
REDE S

BANCO DE DADOS

• hardware - são todos os computadores, impressoras, teclados, mouses, leitores de códigos de


barras, scanner, etc que são utilizados nos SI.

• software - são os programas que dão "vida" aos computadores, podendo ser:
o operacional - que controla as operações básicas do computador;
o automação de escritório - editores de texto, planilhas, agendas, etc que apóiam o
funcionamento dos escritórios
o aplicativos específicos - que apóiam alguma atividade específica da empresa, como
"contas a receber", "controle de estoque", etc.
o workflow - são programas que auxiliam no controle do fluxo de processos internos às
empresas;
o ferramentas- são programas utilitários de apoio, como compactadores de arquivos,
bloqueio de segurança, etc
o internet - são programas que apóiam o acesso à Internet, como browser (Internet
Explorer, Netscape, Opera, etc), leitores de e-mails, leitores de newsgroups, etc

• redes são as linhas de conexão que permitem aos computadores trocar dados entre si. Existem
dois tipos que requerem atenção:
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o rede local que integra os computadores em uma região pequena, normalmente dentro
da empresa;
o internet que integra os computadores em uma rede mundial;

• bancos de dados - são um conjunto de dados sobre atividades da empresa e organizados de


uma maneira adequada nos discos rígidos dos computadores de forma que sua recuperação
(leitura e gravação) seja bastante eficiente e útil. Um banco de dados pode ser imaginado como
sendo um armário com fichas magnéticas e com um mecanismo de procura e recuperação
muito inteligente: basta pedir a ficha dos funcionários com os maiores salários e, voilà, as
fichas são apresentadas imediatamente;

• pessoas- são os analistas, programadores, digitadores, pessoal de suporte e usuários que


utilizam os SI;

• procedimentos- são um componente importantíssimo dos SI informatizados, pois, todos os


sistemas dependem de uma estrutura bem organizada de procedimentos (regras, calendário de
operações, etc.) para que o resultado geral seja satisfatório;

ABORDAGEM SISTÊMICA E RACIONALIZAÇÃO NAS EMRESAS

É a abordagem integrativa e corporativa de todos os sistemas da empresa que, combina ciência


administrativa com eficiência comportamental, ou seja, integração sistêmica.
A racionalização no trabalho tem sido objetivo constante dentro das empresas, visando a:

• Minimização de esforços humanos e de todos os tipos;


• Melhor fluência dos processos e atividades;
• Eliminação do uso de forma econômica de tempo, equipamentos, materiais, espaços físicos,
procedimentos e recursos humanos;
• Aumento de produtividade e qualidade;
• Perenidade no mercado e modernidade empresarial;
• Maximização do lucro e da competitividade das empresas.

CONCEITOS GENÉRICOS DE SISTEMAS

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• Cj. De partes que interagem entre si, integrando-se para atingir um objetivo ou resultado;
• Partes interagentes e interdependentes que conjuntamente formam um todo unitário com
determinados objetivos e efetuam determinadas funções;
• Em informática, o cj. de sw, hw e recursos humanos;
• Componentes da TI e seus recursos integrados;
• Empresa e seus vários subsistemas.

ABORDAGEM SOCIOTÉCNICA DOS SISTEMAS

Para entender a natureza e o impacto que um sistema pode causar numa organização ou
empresa, é necessário entender os problemas para os quais eles são projetados como soluções, as
soluções propostas e os processos organizacionais que levaram a essas soluções.
É importante que os administradores empresariais entendam o relacionamento existente entre
os componentes técnicos de um sistema e a estrutura, o funcionamento e o processo político das
organizações.
Dentro da perspectiva sociotécnica, então, tecnologia e organização devem ser ajustadas entre
si até que obtenha uma harmonização perfeita entre os domínios.
Dentro desse contexto, os sistemas podem ser definidos como um conjunto de partes
interagentes e interdependentes que formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam
determinada função.

ENFOQUE ATUAL DOS SISTEMAS NAS EMPRESAS

Dentro das empresas o enfoque atual dos sistemas está principalmente no negócio empresarial e
no objetivo de auxiliar os respectivos processos decisórios. Em geral, os sistemas procuram atuar
como:
 Ferramentas para exercer o funcionamento das empresas e de sua abrangência e
complexidade;
 Instrumentos que possibilitam uma avaliação analítica e, quando necessária,
sintética das empresas;
 Facilitadores dos processos internos e externos com suas respectivas intensidades
e relações;
 Meios para suportar a qualidade, produtividade e inovação tecnológica
organizacional;
 Geradores de modelos de informação para auxiliar os processos decisórios
empresariais;

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 Produtores de informações oportunas e geradoras de conhecimento;
 Valores agregados e complementares à modernidade, perenidade, lucratividade e
competitividade empresarial.

COMPOSIÇÃO E CONSTITUIÇÃO DOS SISTEMAS

A composição moderna dos sistemas empresariais ultrapassa a convenção simplória e vetusta


de entrada, processamento e saída.
Está dividida em outros componentes:

EMPRESAS OU ORGANIZAÇÕES

A empresa e seu contexto interno e externo por si só já é um sistema, em conseqüência, um


Sistema de Informação.
Para estabelecer uma relação das empresas com os sistemas, será necessário um conceito
introdutório de Sistemas de Informação. Assim, sistemas de informação, são todos os sistemas que
produzem e/ou geram informações, que são dados trabalhados (ou com valor atribuído ou
agregado a eles) para execução de ações e para auxiliar processos de tomada de decisões
(REZENDE E ABREU, 2000).
Nesse sentido, a empresa é um sistema, tendo em vista sua complexidade de atividades,
funcionamento de processos, envolvimento de pessoas, entidades externas e a grandiosidade de
manipulação de diversas informações. A empresa e suas relações formam o maior de todos os sistemas
de informações, juntamente com suas funções empresariais, meio ambiente interno e externo.

MEIO AMBIENTE

Todas as empresas, para que possam funcionar plenamente, necessitam ser e estar envolvidas
com o meio interno e o externo e com seus respectivos recursos.
O meio ambiente externo condiciona o desenvolvimento da empresa, que é altamente
influenciada por esses fatores externos. Ela deve adaptar-se a eles e a cada nova situação de mercado.
Além da globalização mercadológica que envolve a empresa em sua totalidade, outros são os
componentes do meio ambiente externo:

Externo:
• Concorrentes;
• Fornecedores e/ou intermediários;
• Clientes e/ou consumidores;
• Mercado nacional e internacional;
• Governo, legislação,sindicatos e fiscalização;
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• Tecnologias disponíveis etc.
Interno:
• Recursos humanos e seus valores;
• Máquinas e equipamentos;
• Recursos logísticos disponíveis;
• Conhecimento e tecnologias apreendidas etc.

Numa visão mais ampla e global, o Sistema Empresa é a principal parte do sistema
mercadológico integral, com sua abrangência, limites, meio ambiente interno e externo que influem
e/ou são influenciados pela empresa e seus componentes.

OBJETIVOS DAS EMPRESAS

Toda empresa deve ter definido claramente e formalmente seus objetivos, de curto, médio e
longo prazos. Essa atividade requer domínio do princípio de planejamento.
Os principais objetivos de uma empresa são:
 Satisfazer as necessidades dos clientes, buscando e mantendo-os;
 Estar em permanente desenvolvimento;
 Fazer parte de uma comunidade, elaborando produtos e gerando empregos,
serviços e bens comuns para os cidadãos;
 Comercializar bens e serviços;
 Ter equilíbrio financeiro para seu crescimento;
 Alcançar modernidade e competitividade;
 Gerar lucro e perenidade.

CULTURA, FILOSOFIA, E POLÍTICAS EMPRESARIAIS

Toda empresa, independentemente de seu negócio provado ou da sua atuação pública, possui
cultura, filosofia e políticas, podendo ser definidas formal ou praticadas informalmente.
Os gestores que atuam nas empresas devem adaptar-se a essas questões e fazer o possível para
melhorar os resultados que são dependentes ou estão relacionados a cultura, filosofia e políticas
empresariais

PESSOAS E EMPRESAS

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As empresas estão procurando dar mais atenção ao ser humano, pois é ele, que faz com que as
engrenagens empresariais funcionem perfeita e harmonicamente, buscando um relacionamento
cooperativo e satisfatório para ambas as partes, com objetivos comuns.
Assim, como as empresas somente funcionam com e por meio de pessoas, são fundamentais as
ações e atividades de:
 Recrutamento e seleção;
 Respeito e valorização do ser humano;
 Motivação e ambiente de trabalho;
 Treinamento e capacitação pessoal;
 Perspectiva de futuro e contrapartida oferecida;
 Atividade de planejamento e gestão.
As empresas dependem dos indivíduos que nela atuam e vice-versa, e nos dias de hoje, as que
crescem e se firmam no mercado são aquelas que dão atenção a:
 Pessoas que ousam, com visão de futuro e com perspectiva de mercado;
 Capacidade de mudar e agilidade de implementar mudanças;
 Investimento em pesquisas, nas pessoas e na empresa em geral.
A visão moderna da Tecnologia da informação e da informática empresarial, chama o usuário
de cliente, seja interno, seja externo. Dessa forma o cliente também deve ser visto como pessoa na
empresa.
Assim, pode-se concluir que a empresa, seus sistemas e sua Tecnologia da informação são
feitos por pessoas e para pessoas.

INDICADORES

As empresas devem determinar seus indicadores aos quais os Sistemas de Informação devem
atender.
São medidas de desempenho de ações e os resultados de um conjunto de pessoas,
contemplando o valor e o custo, com a seguinte prioridade (BORNHOLDT, 1997): essencial,
importante e desejável.
Dentro de sua abrangência estratégica, tática e operacional, podem também ser classificados
em:
• Imprescindíveis, que são necessários a sobrevivência e perenidade da empresa;
• Necessários, que são relacionados com o desenvolvimento e crescimento da empresa;
• Desejáveis, que auxiliam a empresa em sua competitividade.

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FUNÇÕES EMPRESARIAIS

O sistema empresa, em sua estrutura organizacional, pode ser subdividido em seis funções
empresariais ou subsistemas:
 Produção/serviços (planejamento e controle de produção ou serviços,
engenharia do produto ou serviços, custos de produção ou serviços, sistemas de
qualidade e produtividade, manutenção de equipamentos, produtos e serviços);
 Comercial/ ou mkt (marketing, clientes, pedidos, faturamento, administração de
vendas, contratos e distribuição, exportação, pesquisas estatísticas);
 Materiais/ou logística (fornecedores, compras ou suprimentos, estoque,
recepção e expedição, importação);
 Financeira (contas a pagar, contas a receber, movimentos bancários, fluxo de
caixa, orçamentos e administração de capital);
 Recursos humanos (recrutamento e seleção, administração de pessoal, folha de
pagamento, cargos e salários, treinamento e desenvolvimento – capacitação,
benefícios e assistência social, segurança e medicina do trabalho);
 Jurídico-legal (contabilidade, impostos e recolhimentos, livros fiscais de entrada
e saída)
O funcionamento dessas funções empresariais, de forma abrangente, faz parte de uma
abordagem sistêmica integrativa.
Essa abordagem sistêmica e integrada diz respeito ao funcionamento engrenado das funções
empresariais presentes em todas as partes.
Com a compreensão de que a empresa é o maior dos sistemas, as funções empresariais devem
ser dependentes e integradas entre si. Essas relações entre as funções empresariais ficam claras à
medida que se observa que todas geram informações para todas e quando uma destas funções parar
pára também o sistema empresa.
As funções empresariais formam a base para o desenvolvimento dos sistemas de informação
dentro da empresa, expressando os dados na forma de detalhes.
Muitas empresas ainda acreditam que o simples ato de informatizar a empresa, espalhando
computadores e impressoras pelas unidades departamentais, ligando-os em rede e instalando sistemas
aplicativos, possa organizar as mesmas.
Realmente, isso não é verdade. A tecnologia da informação e seus recursos nem sempre
resolvem os problemas nas empresas e muito menos as organizam. Tecnologia por tecnologia, sem
planejamento, sem gestão e ação efetiva, não traz contribuição para a empresa.

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É necessário elaborar a organização interna e externa da empresa, primeiramente as funções
empresarias básicas. Depois de concluída essa etapa é que devemos informatizar a empresa.
A ação da TI e seus recursos, sem organização antecipada, não atinge seu objetivo principal de
auxiliar a empresa em todos os seus processos e níveis de ação. O software, o computador e seus
periféricos são apenas importantes instrumentos de organização e não um fim em si mesmo.
Os sistemas organizados devem vir ao encontro da missão e dos objetivos empresariais.
A organização que antecede a informatização deve ser uma preocupação de todos os gestores,
independentemente da unidade empresarial em que atua.

INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Todo sistema, usando ou não recurso de TI, que manipula e gera informação, pode ser
considerado genericamente SI.
De acordo com o próprio conceito de sistema, é difícil conceber qualquer sistema que não gere
informação, independentemente de seu uso, tipo e nível.

De maneira geral, as informações se apresentam em grande volume atualmente,


disponibilizadas nos mais diversos meios de comunicação, exigindo de todos a seleção e a organização
das informações para sua efetiva utilização.
Para as empresas são apresentados os mais diversos problemas, e os maiores e mais complexos
estão concentrados no topo das mesmas (como análise da concorrência, manutenção de clientes,
influências do governo e do mercado, etc) exigindo de sua alta administração atenção especial.
Estes problemas podem ser vistos em forma de triângulo/pirâmide invertida:

Problemas estratégicos

Problemas táticos
Problemas
operacionais

Figura 1 Pirâmide invertida dos problemas

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Os SI poderão contribuir significativamente para solução de muitos problemas empresariais.
Assim o esforço das empresas deve-se concentrar nos níveis superiores dos SI empresariais, ou seja, SI
Estratégico e de Gestão.

OBJETIVO, FOCO E CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Os Sistemas de Informação, independentemente de seu nível ou classificação, têm como maior


objetivo auxiliar os processos de tomadas de decisões na empresa, assim como tem como foco dos SI
está direcionado para o principal negócio empresarial.

As características atuais dos SI são:


 Grande volume de dados e informação;
 Complexidade de processamento;
 Muitos clientes e/ou usuários envolvidos;
 Contexto abrangente, mutável e dinâmico;
 Interligação de diversas técnicas e tecnologias;
 Suporte à tomada de decisão empresarial;
 Auxílio na qualidade, produtividade e competitividade organizacional.
Dessa forma, será preciso planejamento, organização e qualidade nos SI para atender a todas
estas características.
Entre os benefícios que as empresas procuram obter por meio dos SI são:
 Valor agregado ao produto;
 Melhor serviço e vantagens competitivas;
 Produtos de melhor qualidade;
 Oportunidades de negócios e aumento da rentabilidade;
 Maior segurança nas informações, menos erros, mais precisão;
 Suporte à tomada de decisão;
 Aperfeiçoamento nos sistemas, eficiência, eficácia, efetividade, produtividade;
 Carga de trabalho reduzida;
 Redução de custos e desperdícios;
 Controle de operações, etc.
O que torna claro que os benefícios do SI são muito importantes tanto para as empresas, como
para as pessoas a elas vinculadas, sejam do corpo interno, sejam clientes.

SI COMO FATORES DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

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Inúmeros fatores são importantes para a solução de problemas, e a conscientização destes
fatores aumentará a capacidade do gestos de analisar apropriadamente o problema e tomar boas
decisões. Os fatores são:

• Objetivos ou metas de decisão: está vinculado as metas da empresa, que muitas vezes vão
além do simples aumento do lucro ou redução dos custos. Algumas empresas querem manter
certos níveis de produção de modo que conserve uma força de trabalho estável, contribuir para
a melhoria da comunidade ou minimizar o impacto de seus processos de produção sobre o
ambiente.
• Alternativas com variações aumentadas: estão vinculadas a um aspecto de tomada de
decisão atual em que existem mais alternativas a considerar do que há alguns anos atrás;
• Competição: envolve duas ou mais empresas que concorrem para atingir metas semelhantes;
• Criatividade: e a imaginação na solução de problemas é um fator que pode diferenciar a
empresa de seus concorrentes;
• Ações sociais e políticas: Têm profundo impacto na solução de problemas, envolvendo outras
empresas, sociadade, governo nacional e internacional;
• Aspectos internacionais: Além de oferecer oportunidades, os aspectos internacionais dos
negócios e economias podem ser ameaçadores para algumas empresas;
• Tecnologia: os avanços em suas capacidades oferecem um maior número de alternativas de
decisão aos negócios e às organizações de todos os portes;
• Pressão do tempo: está vinculada com a velocidade dos acontecimentos nos negócios e de
seus respectivos impactos. Os boatos, as notícias e as informações influenciam as empresas em
um padrão de tempo muito curto, fazendo com que os gestores tomem decisões rápidas.

SI COMO DIFERENCIAL DE NEGÓCIOS

Foi ultrapassada a Revolução Industrial e a Revolução Tecnológica. O mundo está na era da


informação, em que o conhecimento fará a diferença.
A informação e o conhecimento serão os diferenciais das empresas e dos profissionais que
pretendem destacar-se no mercado, efetivar a perenidade, a sobrevivência e a competitividade.
A utilização e a gestão da informação em seus mais diversos níveis (estratégico, tático e
operacional) favorecerá as decisões, as soluções e a satisfação dos clientes, externos e internos.
Vive-se o momento da informação, cada vez mais ágil, mais democratizada, sem barreira de
distância (devido aos recursos tecnológicos) e como fonte geradora de negócios (proporcionando
alternativas de lucratividade, seja sedimentando atuações, implementando os atuais negócios, seja,
ainda, criando novas oportunidades de negócios).
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As empresas que detetiverem, organizarem, dominarem e valorizarem mais a informação e o
conhecimento do meio ambiente (interno e externo) em que estiverem envolvidas terão mais condições
de competitividade nos negócios.

CICLO DE VIDA DOS SI

Normalmente, um SI, que utiliza recursos de TI tem um ciclo de vida curto, de no máximo 5
anos, quando não sofre implementações.
Os SI operacionais, geralmente não morrem, porém o dinamismo das informações necessárias
para os SI gerenciais e os executivos freqüentemente necessitam “vida nova” para serem
implementados em novas tecnologias e exigências empresariais.
O SI morre quando está em desuso ou for substituído, ou quando se utiliza tecnologia de
software precária ou desatualizada, ou ainda têm vida curta se foram mal estruturados ou mal
construídos (se as informações da sua base, considerando o meio ambiente externo e interno à
empresa, foram mal selecionadas, estão desestruturadas e desatualizadas ou desacreditadas).
Para o acompanhamento do dinamismo empresarial, é aceito o conceito de que não existe
sistema pronto e acabado, pois ao longo de sua vida pode existir:
 Manutenção para atender à legislação;
 Melhorias e/ou implementações;
 Eventuais correções de erros.
O SI tem um ciclo de vida semelhante aos seres humanos, abrangendo as seguintes fases:
a) Concepção (projeto do sistema, embasado em uma análise do sistema atual ou
anterior);
b) Construção (execução, conteplando a análise do sistema e eventualmente
programação);
c) Implantação (disponibilização do sistema ao cliente e/ou usuário, após elaboração de
testes e documentação pertinente acabada);
d) Implementações (agregação de funções ou melhorias de forma opcional ou
necessária);
e) Maturidade (utilização plena do sistema com os requisitos funcionais atendidos e
satisfação integral do cliente e/ou usuário);
f) Declínio (dificuldade de continuidade, impossibilidade de agregação de funções
necessárias, insatisfação do cliente e/ou usuário);
g) Manutenção (por exigência legal ou correção de erros, visando tentativa de
sobrevivência do sistema);

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h) Morte (descontinuidade do sistema).
Quando as três primeiras fases são elaboradas de forma errada, a morte do SI é acelerada.
Principalmente se o foco do sistema for gerencial e/ou estratégico, pois os de foco mais operacionais
são os mais constantes.

Maturidade
Utilização Plena

Declínio
Implementação

Implantação Manutenção

Declínio
Construção

Figura 2 Ciclo de vida dos sistemas de informação


Concepção Morte

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A EMPRESA NA ERA DA INFORMAÇÃO

Dentro da nova era da informação, a empresa deve apresentar-se como uma estrutura em rede
que transcende os limites tradicionais do que hoje conhecemos como a “empresa”, fundamentada na
informação e no conhecimento, onde o conhecimento se tornará o verdadeiro “capital”, e a ênfase na
realização das atividades se deslocará para o “trabalhador intelectual”. (RODRIGUZ E FERRANTE,
1995)

O uso do conhecimento, a globalização da economia, aliada à grande fragmentação de


mercados, e a Tecnologia da informação associada à infra-estrutura dos meios de comunicação com
certeza são os fatores determinantes para o surgimento dessa nova empresa.
A fim de obter um diferencial competitivo com base no processo acelerado de acúmulo de
conhecimento humano, as empresas devem:
- Automatizar as rotinas físicas e intelectuais, liberando as pessoas para outras atividades essenciais;
- Motivar as pessoas a assumirem atividades que requeiram criatividade, pesquisa e capacidade de
análise;
- Desenvolver autocapacitação nas empresas, ou seja, capacidade de aprender e melhorar por meio
dela mesma (conceito de learning organization) de forma constante o tempo todo. (SENGE, 1997)
As empresas devem evoluir da chamada empresa tradicional para a empresa baseada na
informação, onde o compartilhamento das informações e o trabalho cooperativo são os principais focos
da estratégia de gestão. A empresas baseada na informação difere da empresa tradicional nos quesitos
apresentados na tabela a seguir:

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EMPRESA TRADICIONAL EMPRESA BASEADA NA
INFORMAÇÃO
- Burocracia - consenso
- padronização dos serviços e produtos - massificação personalizada e qualidade
- padronização dos salários - salários baseados no conhecimento
agregado aos negócios
- estrutura hierárquica - descentralização e diluição da hierarquia
- autoridade - gerência participativa e diluição da
autoridade
- centralização - recursos descentralizados, sinergia,
trabalho em equipe
- controle e centralização da informação - compartilhamento das informações
- processo decisório centralizado - decisões participativas, gerência por
processos, gerenciamento por resultados
- planejamento centralizado - pensar globalmente, agir localmente
- controle centralizado - controle descentralizado

Ao se compor a tabela não se pretende ser exaustivo no tema e nem assumir um quadro
completo da nova organização, e sim tornar mais concreta uma temática que muitas vezes é
apresentada de forma muito abstrata na literatura existente, não permitindo compreender quais são as
características dessa nova organização, e conseqüentemente visualizar de que modo a TI pode dar
suporte a esse novo paradigma.
A crescente oferta do conhecimento terá como conseqüência o aumento na especialização
tecnológica, econômica e social, motivado pela numerosidade de componentes sociais. O aumento da
especialização agirá fortemente na criação de interdependências cada vez mais significativas entre
esses componentes.
O aumento da oferta do conhecimento agirá fortemente sobre a questão “tempo”. A evolução
tecnológica, em espaços de tempos cada vez menores, juntamente com “redes mundiais” de
comunicação, farão com que eventos (nos negócios, nas empresas e nos indivíduos) sejam menores em
duração. Isso significa maior volatilidade de mercados, de produtos e serviços, de empreendimentos e
de empresas, com fortes conseqüências para as empresas no que tange à aquisição e manutenção de
vantagens competitivas.
As implicações para as empresas são grandes, sejam elas produtivas ou não. E alguns desafios
são as necessidades de (RODRIGUEZ E FERRANTE, 1995):
- processos de tomada de decisão mais rápidos e mais freqüentes;
- inovação organizacional mais freqüente e mais rápida;
- formas contínuas de aquisição de informações pelas empresas;
- aquisição e distribuição da informação mais rápidas e mais diretas.

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A globalização da economia, ainda, irá impor novas e adicionais dificuldades e problemas nas
empresas tradicionais. Todavia, para aquelas que se adaptarem aos novos tempos, serão criadas novas
oportunidades de negócio. A impressionante evolução da TI tornou possível um meio de comunicação
com total disponibilidade de televisão, jornais eletrônicos, fax e telefone, juntamente com o
estabelecimento de uma nova fronteira digital, de fundamental importância para caminhar na direção
de uma economia globalizada.
Com a expansão da fronteira digital por meio da disponibilidade de auto-estradas de
informações, o conceito de fronteiras nacionais tornou-se fraco, enquanto o conceito de integração,
em tempo e espaço, tornou-se forte.
No ambiente globalizado da economia, as pessoas tornam-se mais exigentes e impõem novas
regras de mercado. As empresas pressionadas pela competição irão produzir produtos e serviços em
que a qualidade será considerada um pré requisito. Em um ambiente globalizado, ainda, os vizinhos
que podem ser monitorados mais de perto não serão os únicos competidores. A globalização da
economia irá forçar os negócios, em âmbito local e nacional, a competirem com outros mercados a
muitos quilômetros de distância, mercados estes que a poucos anos nem eram conhecidos. Maior
atenção deve ser dada ao mercado mundial, e esta monitoração é complexa e cheia de surpresas.
O cliente deve ser o ponto focal dos processos de negocio, por meio de pesquisas, serviços
personalizados, contatos diretos e assimilação de seus desejos. A orientação geral para os negócios nas
empresas deve vir dos clientes.
Uma das dimensões mais exploradas pela TI tem sido a adição de valor, nos produtos e
serviços, elevando significativamente o nível dos serviços aos clientes. Adicionalmente, a tecnologia
de comunicação de dados, de interconectividade de recursos e de grandes bases de dados esta
permitindo uma troca e acesso a informações nunca antes vistas. Como estas tecnologias estão em
constante alteração, espera-se que a distribuição de conhecimento seja ainda mais acentuada.

DESAFIO DA ÁREA DE SISTEMAS

Uma empresa inserida na sociedade da informação devera tirar total vantagem do uso de
modernas Tecnologias da Informação para ganhar competitividade.
A gestão empresarial na era da informação estabelece como necessário para o sucesso no
gerenciamento da TI a habilidade para desenvolver e/ou definir direções estratégicas para o uso desta
tecnologia e planejar efetivamente sua implantação.
Para a implantação da TI, é necessário planejar o processo da mesma forma como se planeja
construir um complexo edifício: visualizar andar por andar sem esquecer que fazem parte de um único
conjunto. Isso devido a importância da TI para as empresas, a fim de dar suporte a seu ciclo de

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negócios e ao processo de tomada de decisão e em relação aos altos investimentos realizados para sua
implantação.
Atualmente, o nível gerencial das empresas não pode ignorar como a organização utiliza a
informação, seus principais fluxos de informação, as necessidades de informação de cada nível
hierárquico e a competência de seu corpo gestor em administrar estes recursos computacionais.
O crescimento da importância da informação como um recurso estratégico na organização pode
ser explicado principalmente pela mudança no ambiente contemporâneo de negócios: a globalização; a
transformação da economia industrial em economia da informação e a conseqüente transformação das
organizações, principalmente no que diz respeito a sua estruturação, divisão do trabalho e formas de
coordenação do mesmo.
Os sistemas de informação são mais do que computadores. Usar SI efetivamete requer um
entendimento da organização em questão, de administração de negócios em geral e do gerenciamento
da organização analisada e do potencial da TI em moldar ou redesenhar esta organização. Todos os SI
podem ser descritos como soluções gerenciais e tecnológicas para os desafios impostos pelo meio
ambiente de uma organização.
Para vencer o desafio da competitividade, as organizações dependem cada vez mais do que os
SI podem fazer por elas. Contudo, investimentos em TI não tem obtido o retorno desejado pelas
empresas, principalmente: pela falta de uma estratégia de desenvolvimento e implantação destas
tecnologias; pela não consideração dos aspectos sociais, comportamentais e políticos envolvidos na
implantação de um SI; e pelo enfoque dado à tecnologia (hardware) em detrimento da ge/stão da
informação.
Dessa forma, para atingir o pleno potencial dos investimentos em TI, as organizações devem
adequar-se ao novo paradigma organizacional, cujo foco esta na aprendizagem organizacional, na
flexibilidade para a mudança, na inovação e na velocidade.

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REFERÊNCIAS

REZENDE, Denis A. & ABREU, Aline F. Tecnologia da informação aplicada a sistemas de


informações empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de informação nas
empresas. São Paulo: Atlas, 2000.

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