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NEEMIAS 6

A CONCLUSAO DA OBRA SOB ATAQUES INIMIGOS

Introdução
 Relembrando os estudos anteriores, vemos que os temas dos primeiros
estudos foram: Neemias 1 – A disposição de um homem de deus para o serviço
de Deus; Neemias 2 – As ações de um homem de Deus na realização da obra de
Deus; Neemias 3 – O povo de Deus e a obra de Deus; Neemias 4 – a
oposição dos inimigos externos; Neemias 5 – os problemas internos e
inimigos internos.
 No capítulo 6, o que veremos é a intensificação das perseguições, com a
união dos inimigos externos e internos, a um tempo só.

I – A conclusão da obra de reedificação dos muros


1. Uma grande obra
 “Estou fazendo grande obra”. Neemias sabia da importância de sua
empreitada. Sua visão era alargada. A grandeza da obra era do tamanho de sua
visão. Nenhum outro judeu conseguiu enxergar como Neemias. Para todos, eram
escombros somente; para Neemias, era a restauração da cidade santa.
 O significado bíblico da grandeza da obra: Já vimos que a grandeza da obra
que empreendiam era proporcional à grandeza de JERUSALÉM em seu
significado bíblico. Em Gênesis era Salém, ou “cidade da paz”, cujo rei era
Melquisedeque, sacerdote do Altíssimo e tipo de Jesus Cristo, nosso Príncipe
da Paz (Is 9.6) que estabeleceu nossa paz com Deus Pai (Rm 5.1). Nos dias
dos reis, era a capital de Israel, onde estava o templo do Senhor e sua
habitação com seu povo. Na mensagem escatológica, é a cidade santa que
desce do céu para habitação eterna de Deus com seu povo.
 A grandeza da obra é mensurada pela visão espiritual, não terrena: já falamos
de um detalhe muito importante quanto à restauração dos muros de Jerusalém.
Segundo o comentarista bíblico Paul Freston1, os muros erguidos nos dias de
Neemias eram menos extensos que os da antiga Jerusalém. No capítulo 2.11-
15, Neemias fez a avaliação dos estragos da cidade, e no capítulo 3 dispôs o
povo para o serviço. Contudo, como a população era pouca, Neemias encurtou
os muros. Neemias era um sábio governante, realista em sua visão dos fatos.
Os muros podiam ser menos extensos, mas a obra não era menos importante.
 A necessidade de ver a restauração da Igreja como uma grande obra: a igreja
é a menina dos olhos de Deus, a noiva do Cordeiro, a lavoura de Deus, o edifício
do Altíssimo, o corpo de Cristo, uma só família, um único pão. A igreja é
edificada por Jesus, sustentada por Deus e tem seu ministério no poder de Cristo.
É o lugar escolhido para pregação da Palavra e ministração dos sacramentos; é
quem tem autoridade para ligar na e desligar na terra, ligando e desligando nos
céus.
 Paulo escreve aos coríntios da seguinte forma: “Paulo, chamado pela vontade
de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo, e o irmão Sóstenes, à igreja de Deus
1
FRESTON, Paul. Neemias, um profissional a serviço do reino, p.44.
que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser
santos...” (1 Co 1.1-2). Os problemas encontrados em Corinto eram gritantes.
Um filho mantinha relações com sua madrasta, o culto era uma desordem, a Ceia
do Senhor não edificava e os membros estavam divididos em vários grupos.
Apesar de tudo, eram santos que deviam desenvolver sua santidade no Senhor.
2. Uma grande obra por terminar
 Os muros estavam prontos, mas as portas não estavam postas. Sem as portas,
nada adiantava ter fortes muros. O trabalho precisa ser completo. Os inimigos
lançaram seus últimos esforços para impedir a conclusão da obra. Corremos o
risco de deixar muitos trabalhos pela metade.

3. A obra acabada
 Em 52 dias terminaram a reconstrução dos muros e a colocação das portas.
Não foram dias fáceis. Por pelo menos duas vezes a obra foi paralisada – quando
os inimigos externos espalharam boatos e desanimou o povo (cap. 4); e quando
os problemas internos levaram Neemias à repreensão do povo na convocação de
um grande ajuntamento (cap. 5).
 Nem todos os judeus participaram do trabalho de restauração. Veremos ainda
que os que trabalharam nos muros, amando a obra do Senhor, choraram
quebrantados pela Palavra de Deus (8.9). Quanto mais se envolveram com a obra
de Deus, mas amaram o Deus da obra.

4. A obra iniciada
 Os muros estavam prontos e com as portas assentadas, mas o trabalho estava
somente começando. Os capítulos seguintes descreverão mais doze anos de
trabalho incansável de Neemias (somente em sua primeira estadia em Jerusalém)
para a restauração espiritual e familiar dos judeus ali residentes.
 As perseguições continuariam. Temos relato das ações dos inimigos até o
último capítulo do livro, sempre mais intensificadas e letais. Aprendemos com
Neemias que o bom começo é garantia de um final vitorioso.

II – A persistência dos inimigos em suas ações


1. Inimigos externos
 Os inimigos nunca mudam, mas sempre mudam suas táticas. As décadas se
passavam e os inimigos permaneciam sempre os mesmos: SAMBALÁ –
governador de Samaria (povo misto, resultado da ocupação promovida pelo rei
assírio Salmaneser); TOBIAS – homem da nobreza dos amonitas (2.10); e
GESÉM – segundo descobertas arqueológicas, rei de Quedar; e o restante dos
inimigos.
 Corremos o risco de nos esquecermos facilmente que temos terríveis
inimigos. João nos alerta para não amarmos o mundo e com ele não nos
envolvermos. Satanás é descrito como aquele que nos acusa de dia e de noite,
em tribunal. O diabo leva muito a sério sua acusação, e nós brincamos com a
nossa proteção.

2. Inimigos internos
 Aprendemos no capítulo 5 que o maior problema da obra é os obreiros. Os
judeus deviam estar unidos na reparação de sua cidade. Contudo, muitos ali,
especialmente os nobres, tinham bom relacionamento com os inimigos e
desprezavam e roubavam seus irmãos. Eles são exortados no capítulo 5, mas são
vistos praticando os mesmos erros no capítulo 6.

3. As táticas dos inimigos


 Até aqui, já vimos que os inimigos usaram de várias artimanhas para pôr fim
ao trabalho nos muros: desagrado (2.10); desprezo e zombaria (2.19); indignação
e escárnio (4.1); humilhação (4.2); chacota (4.3); confusão (4.8); violência
(4.11); boataria (4.12).
 Inimigos coligados: os inimigos não se coligaram somente fora dos muros de
Jerusalém. Eles buscaram forças dentro da cidade. Eles tinham interesses em
comum. Naqueles dias o sumo sacerdote era Eliasibe, e um de seus netos, filho
de Joiada, era genro de Sambalá (13.28). Eliasibe se tinha aparentado com Tobias
e fez para ele um quarto, nas dependências do templo (13.4-5). Outros também
eram parentes chegados (6.18). As duas primeiras tentativas de parar a obra
foram com as ações isoladas dos inimigos externos e internos. Nesta última
investida, os inimigos estão todos juntos.
 Inimigos que vivem para tramar o mal: o objetivo dos inimigos era capturar
Neemias e matá-lo. Eles insistiram para que ele descesse ao vale de Ono e ali se
encontrassem. O lugar escolhido para o encontro era uma arapuca e cilada. O
vale de Ono ficava a 50 km de Jerusalém, na fronteira entre Samaria e Asdode.
Os asdoditas eram tão inimigos de Neemias (4.7) quanto os de Samaria. Neemias
ficaria encurralado entre dois poderosos inimigos. Neemias sabia que queriam
lhe fazer mal.
 Inimigos persistentes: por quatro vezes enviaram o mesmo pedido a Neemias.
É interessante pensar que é fácil dizer não aos inimigos de nossa alma, mas
difícil é manter o não. Muitos são vencidos pelo cansaço. Sansão ouviu de Dalila
as mesmas palavras por quatro vezes, que ele não a amava, pois não lhe revelava
o segredo de sua força. Sansão não resistiu a insistência de Dalila e lhe abriu seu
coração e caiu em seu joelhos (Jz 16.4-22).
 Inimigos que intentam contra o caráter dos santos: na quinta vez em que o
enviado dos inimigos foi ter com Neemias, levou nas mãos uma carta aberta. Era
uma carta circular, que atentava contra o caráter de Neemias, dizia que Neemias
queria ser rei e revoltar-se contra o rei da Pérsia, e que contratara profetas para
falar em seu benefício diante do povo de Jerusalém. O objetivo é distrair
Neemias e causar-lhe medo. A mesma carta estava circulando por outras
províncias. Neemias devia sentir-se intimidado com a possibilidade destas
notícias chegarem ao palácio.
 Inimigos que usam o poder econômico: os aliados em Jerusalém eram os
nobres. Estes nobres tinham seus olhados voltados somente para o dinheiro. Eles
saquearam os pobres da cidade, tomando suas terras, escravizando seus filhos e
negando-lhes pão. Os interesses de Neemias iam contra seus lucros. Ser amigo
dos inimigos da nação era mais vantajoso.
 Inimigos que usam o poder religioso: os sacerdotes eram subornáveis. Eles
aceitaram dinheiro para fazer Neemias pecar. Tentaram levar Neemias para
dentro do templo, o que não lhe era permitido. Profetizaram falsamente para
Neemias para intimidá-lo.

III – As ações do obreiro para conclusão da obra


1. O comprometimento
 Neemias não podia deixar a obra para dialogar com seus inimigos. Sabia que
se deixasse a obra, os edificadores parariam. Sem sua liderança, o trabalho não
continuaria. Ele não se deixava distrair facilmente. Seu foco era o trabalho nos
muros.
 É lamentável como os obreiros de hoje são facilmente distraídos. Como
deixam a obra por qualquer razão!

2. O discernimento
 Discernimento é conhecimento aplicado para tomar decisões corretas.
Neemias percebeu que por detrás do convite para o diálogo e da camaradagem
havia uma trama diabólica. Sua vida estava em risco. Ele não desceu ao vale de
Ono.
 É a falta de discernimento que tem levado muitos crentes ao insucesso
espiritual. Muitos têm errado por não conseguir ver armadilhas escondidas por
detrás de boas intenções.

3. A perseverança
 Neemias deu sempre a mesma resposta para os reiterados convites dos
inimigos. Ele não estava disposto a negociar. Sua palavra era uma somente.

4. A prudência
 Neemias sabia das intenções dos inimigos, mas não as usou em sua resposta.
Ele não disse que não iria ao encontro porque queriam matá-lo, mas porque
estava fazendo uma grande obra.
 Suas palavras poderiam acender ainda mais a ira dos inimigos. O problema
poderia ser mais agravado e inflamado. Ele sabia dar respostas.

5. O caráter
 Quando leu as infundadas acusações da carta aberta, pôde afirmar
categoricamente que era pura invenção. Ele não precisava se preocupar com o
que os outros falavam dele. Suas ações respondiam por si só. Seu caráter era seu
advogado pessoal. Aprendi que quando vivo corretamente, meu caráter é meu
defensor. Daniel teve sua vida vasculhada e sua rotina monitorada, mas não
acharam nele nenhuma razão para acusação.

6. O conhecimento da Palavra
 Como não conseguiram levar Neemias ao vale de Ono para matá-lo, tentaram
levá-lo para o interior do templo, para Deus matá-lo.
 O diabo conhece muito bem a Bíblia, mas a distorce. A verdade na boca do
diabo será sempre uma grotesca mentira. Foi assim com Eva, no jardim do Éden.
Queriam que Neemias se escondesse no Templo, mas ele não era nem levita e
nem sacerdote, e por isso não podia entrar no templo, queriam acusá-lo de um
grave pecado. A expressão no meio do templo significa no santo dos santos. O rei
Uzias ficou leproso por entrar no templo (2 Cr 26.16), e o que poderia acontecer
com Neemias? O inimigo conhecia esta história da Bíblia. E se Neemias não
conhecesse também? Foi o conhecimento de Nm 18.7 e Dt 13.1-5 que salvou
Neemias de cair da armadilha de Semaías, de entrar no templo.
 Noadia e outros profetas falaram “em nome de Deus” para atemorizar
Neemias. Ele sabia que não era voz de Deus. A voz de Deus não atemoriza, mas
consola. Não trás confusão, mas direção.

7. A oração
 Até o texto de hoje, quantas orações Neemias já fez (1.4, 2.4, 4.4-5, 5.19, 6.9,
6.14)!
 A vitória de Neemias foi conquistada na sala da intimidade com Deus.

8. A gratidão
 Neemias tinha tudo para se promover, mas reconheceu que a vitória viera de
Deus, e deu todo o crédito a Ele. Ele não estampou uma foto sua nos muros. Não
escreveu seu nome para que todos pudessem ler.

Pr. Washington Boone