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cirilo de alejandría
¿POR QUÉ
CRISTO ES UNO?

editorial ciudad nueva


Cirilo de Alejandría
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

P o c o se s a b e d e la v i d a d e C i r i l o a n t e s d e
s u e l e v a c i ó n al p a t r i a r c a d o d e A l e j a n d r í a ,
e n el a ñ o 4 1 2 . D u r a n t e cierto período,
parece que vivió con los ermitaños de Pe-
l u s i o , d o n d e p u s o las b a s e s d e s u v i d a a s -
cética. A p a r t i r del a ñ o 4 2 9 a p a r e c e c o m o
un intrépido defensor d e la ortodoxia
c o n t r a N e s t o r i o . M u r i ó en j u n i o del 4 4 4 .
L a o b r a Quod unus sit Christus va dirigi-
da contra las herejías cristológicas de
T e o d o r o de Mopsuestia y Nestorio, que
s o s t e n í a n q u e en C r i s t o h a b í a n o sólo
d o s naturalezas, sino d o s personas distin-
t a s : la d i v i n a y la h u m a n a . C o m o c o n s e -
c u e n c i a , en É l n o e x i s t i r í a u n a verdadera
unión hipostática, sino sólo una unidad
m o r a l e n t r e el V e r b o y el h o m b r e .
E s c r i t a en f o r m a d e d i á l o g o , la o b r a se
p u e d e d i v i d i r en tres p a r t e s : la materni-
d a d d i v i n a d e M a r í a , el p r o b l e m a d e las
d o s n a t u r a l e z a s en C r i s t o y la i n t e r p r e t a -
ción de algunos pasajes bíblicos para
comprender c ó m o el V e r b o , a u n perma-
neciendo impasible, haya sufrido p o r n o -
s o t r o s l o q u e es p r o p i o d e la c a r n e .
E n c u a n t o a la m a t e r n i d a d divina d e M a r í a ,
C i r i l o apela a la d o c t r i n a tradicional, s e g ú n
l a c u a l M a r í a e s Theotokos (Madre de
D i o s ) y n o s ó l o Christotokos (Madre de
C r i s t o ) o Anthropotokos ( M a d r e del h o m -
bre), c o m o pretendían los nestorianos.
R e s p e c t o al p r o b l e m a d e las d o s naturale-
z a s , la r e s o l u c i ó n d e f i n i t i v a s e d i o en el
Concilio de Calcedonia (451): « S e ha de
reconocer a un solo y m i s m o Cristo Señor,
H i j o ú n i c o en d o s n a t u r a l e z a s , sin c o n f u -
s i ó n , sin c a m b i o , sin d i v i s i ó n , sin s e p a r a -
ción. L a diferencia d e n a t u r a l e z a s d e nin-
gún m o d o queda suprimida por su unión,
s i n o q u e q u e d a n a s a l v o las p r o p i e d a d e s d e
c a d a u n a d e las n a t u r a l e z a s y c o n f l u y e n en
u n s o l o sujeto y en u n a s o l a p e r s o n a » .
L a p r e s e n t e t r a d u c c i ó n es la p r i m e r a que
s e p u b l i c a en l e n g u a c a s t e l l a n a .
B I B L I O T E C A D E PATRÍSTICA
14
Cirilo de Alejandría

fj¡? RESIDENCIA
D E
_
vO PROFESORES

POR QUE CRISTO ES UNO?


I n t r o d u c c i ó n y notas de L u i g i L e o n e
Traducción del griego de Santiago G a r c í a - J a l ó n

Editorial Ciudad Nueva


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I m p r e s o en E s p a ñ a - P r i n t e d in S p a i n '

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INTRODUCCIÓN

1. Cirilo de Alejandría

S a b e m o s p o c o de la vida d e san Cirilo antes de


su elevación al Patriarcado de Alejandría (412). S o -
brino del patriarca Teófilo, del q u e fue sucesor, C i -
rilo nació p r o b a b l e m e n t e en T h e o d o s i o u , q u i z á s la
actual Mahalla el K u b r a , en el delta del N i l o . A tra-
l
vés de algunas cartas de I s i d o r o de Pelusio , dirigi-
das con m u c h a frecuencia al patriarca C i r i l o , p o d e -
m o s deducir q u e durante un determinado p e r í o d o
2
vivió entre los ermitaños de Pelusio , d o n d e p u s o
las bases de su vida ascética. L a primera fecha s e g u -
ra en la vida de C i r i l o es el año 403, c u a n d o , siendo
todavía un j o v e n lector, a c o m p a ñ ó a su tío Teófilo a
C o n s t a n t i n o p l a , para intervenir en el « s í n o d o de la
e n c i n a » , cerca d e C a l c e d o n i a , en el cual san J u a n
C r i s ó s t o m o fue d e p u e s t o de su sede d e C o n s t a n t i -

1. I S I D O R O D E P E L U S I O , Ep. I, 310, PG LXXVIII, 361; I, 324,


PG L X X V I I I , 3 6 9 ; I , 3 7 0 , P G L X X V I I I , 3 9 2 ; p e r o la a u t e n t i c i d a d
d e estas cartas está p u e s t a en d u d a p o r S E V E R O D E A N T I O Q U I A
( C S C O 1 0 1 , 2 5 2 , etc.).
2. S e g ú n o t r o s e s t u d i o s o s , C i r i l o n o h a b r í a e s t a d o en P e l u s i o
b a j o la d i r e c c i ó n d e I s i d o r o , s i n o e n t r e l o s m o n j e s d e N i t r i a , b a j o la
d i r e c c i ó n d e S e r a p i ó n el s a b i o (cf. History of the Coptic Church of
Alexandria, E d . B . E V E T T S , P O 1, p p . 4 2 7 - 4 2 8 ) .
6 INTRODUCCIÓN

n o p l a . D e la justicia de esta acción, C i r i l o q u e d ó


convencido durante t o d a su vida; y si, en el 417, se
decidió a admitir a C r i s ó s t o m o en los dípticos de la
Iglesia de Alejandría, lo hizo de mala gana.
O t r a grave s o m b r a en la vida de C i r i l o fue el
asesinato de la filósofa H y p a t i a (415), pariente del
g o b e r n a d o r O r e s t e s , con el q u e Cirilo s o s t u v o una
áspera lucha en su acción contra los novacianos y
los j u d í o s de Alejandría. Si la insinuación q u e hace
3
el historiador S ó c r a t e s s o b r e el asesinato de H y p a -
tia es injustificada y parcial, n o p u e d e decirse lo
4
m i s m o de lo q u e dicho h i s t o r i a d o r afirma de la
p o s t u r a violenta y p o c o considerada de Cirilo hacia
los novacianos y hacia los j u d í o s de Alejandría.
S o b r e la vida y actividades de C i r i l o t e n e m o s
mejor i n f o r m a c i ó n d e s d e el año 429. A partir d e
esa fecha aparece, con r a z ó n , c o m o el intrépido d e -
f e n s o r d e la o r t o d o x i a c o n t r a N e s t o r i o . P e r o d e
esto h a b l a r e m o s m á s adelante. P o r ahora, bastará
c o n decir q u e la v i d a del patriarca d e A l e j a n d r í a
d e s p u é s de E f e s o , no fue tranquila. P o c o s días d e s -
p u é s de la d e p o s i c i ó n de N e s t o r i o (22 de j u n i o del
431), los o b i s p o s de la provincia eclesiástica de A n -
tioquía y los a m i g o s de N e s t o r i o , con J u a n de A n -
tioquía a la cabeza, celebraron un s í n o d o y d e p u -
sieron a C i r i l o . A esta d e c i s i ó n del s í n o d o ,
T e o d o s i o r e s p o n d i ó c o n la d e p o s i c i ó n de C i r i l o y
de N e s t o r i o y c o n el e n c a r c e l a m i e n t o d e a m b o s .

3. Hist. ecd, V I I , 15.


4. Ibid., VII, llss.
INTRODUCCIÓN

S ó l o d e s p u é s d e u n a m a d u r a reflexión p o r parte del


emperador, C i r i l o p u d o volver a Alejandría (30 de
o c t u b r e del 4 3 1 ) , mientras q u e N e s t o r i o se encerró
en un m o n a s t e r i o de A n t i o q u í a . P o r fin, en el 433
se estableció u n a línea de a c u e r d o entre Alejandría
y A n t i o q u í a . J u a n de A n t i o q u í a a c e p t ó la c o n d e n a
de N e s t o r i o , mientras que Cirilo suscribió una
p r o f e s i ó n de fe ( c o m p u e s t a p r o b a b l e m e n t e p o r T e -
o d o r e t o de C i r o , u n o de los m á s brillantes t e ó l o g o s
de la Iglesia de A n t i o q u í a , y s e g u i d o r de N e s t o r i o )
q u e , a u n q u e salvaba la doctrina de la m a t e r n i d a d
divina de M a r í a y el principio de la c o m u n i c a c i ó n
de i d i o m a s *, o sea, la v e r d a d e r a u n i d a d d e la per-
s o n a de C r i s t o , p o d í a dar lugar a falsas interpreta-
ciones. D e hecho, C i r i l o , a p e s a r de q u e la p a z se
había vuelto a restablecer, se vio o b l i g a d o a defen-
der m á s de u n a v e z su doctrina cristológica. C i r i l o
m u r i ó el 27 de j u n i o del año 4 4 4 .

2. Sus escritos

L o s escritos de Cirilo p u e d e n dividirse en exegé-


ticos, d o g m á t i c o s y p o l é m i c o s , cartas pascuales, ser-
m o n e s y cartas. L o s escritos exegéticos son la m a y o r
parte de su obra. Fuertemente ligado a la tradición

* « C o m u n i c a c i ó n d e i d i o m a s » es u n a e x p r e s i ó n t é c n i c a d e t e o l o -
gía q u e e x p r e s a , en v i r t u d d e la u n i d a d d e la P e r s o n a d e C r i s t o , q u e
se p u e d e n atribuir indistintamente a la P e r s o n a d e l V e r b o Encarnado
propiedades de su naturaleza divina y de su naturaleza humana ( N o t a
del editor).
X INTRODUCCIÓN

alejandrina, C i r i l o interpreta alegóricamente el Anti-


g u o Testamento, mientras q u e para el N u e v o prefie-
re el sentido literal. Para el A n t i g u o Testamento p o -
d e m o s citar La adoración y el culto en el espíritu y
en la verdad, los Glaphyra, el Comentario a Isaías,
el Comentario a los Profetas menores. Para el N u e v o
Testamento citamos el Comentario al Evangelio de
san Juan, el Comentario al Evangelio de san Lucas y
el Comentario al Evangelio de san Mateo.
L o s escritos d o g m á t i c o s y p o l é m i c o s están diri-
gidos:
a) contra los arríanos: El Tesoro de la santa y
consustancial Trinidad; La santa y consustancial Tri-
nidad.
b) contra N e s t o r i o y los n e s t o r i a n o s : Sobre la
verdadera fe del emperador Teodosio, los Doce ana-
temas contra Nestorio, Tres apologías, Notas sobre la
encarnación del Unigénito, Contra quien no quiere
confesar que la Santa Virgen es Madre de Dios,
Contra Diodoro y Teodoro y ¿Por qué Cristo es
uno?
c) contra J u l i a n o , q u e había escrito Contra los
galileos, C i r i l o r e s p o n d e con el Contra Juliano. De
los treinta libros q u e C i r i l o escribió contra J u l i a n o ,
se conservan s ó l o diez, p o r los q u e p u e d e c o n o c e r -
se el contenido del primer libro de J u l i a n o .
L a s homilías pascuales q u e C i r i l o escribió, fiel a
la tradición de la Iglesia alejandrina, tienen un c o n -
tenido parenético. F u e r o n c o m p u e s t a s entre el 414
y el 4 4 2 .
L o s s e r m o n e s s o n u n o s veinte y tienen conteni-
d o diverso. L a s cartas escritas p o r C i r i l o constitu-
INTRODUCCIÓN 9

yen una v o l u m i n o s a correspondencia, m u y intere-


sante para la historia del E s t a d o y de la Iglesia, para
el c o n o c i m i e n t o de las relaciones entre O r i e n t e y
O c c i d e n t e , de la rivalidad entre las escuelas t e o l ó g i -
cas y las distintas sedes episcopales y para la histo-
ria del d o g m a ( s o b r e t o d o las q u e C i r i l o dirige a
Nestorio).

3. Las herejías cristológicas

L a s herejías relativas al Verbo encarnado s u r g i e -


ron y a en los p r i m e r o s años del cristianismo.
U n primer error cristológico fue el de los d o c e -
tas, s e g ú n l o s cuales J e s u c r i s t o h a b r í a t e n i d o u n
c u e r p o s ó l o aparente o bien celeste: de esta forma,
t o d a la narración evangélica q u e se refiera al naci-
miento, p a s i ó n y muerte de C r i s t o se convierte en
un hecho meramente ficticio. E l d o c e t i s m o n o fue
una secta, p e r o tuvo diversas fases d e s d e la é p o c a
apostólica; fue vencido definitivamente p o r el C o n -
cilio de C a l c e d o n i a , en el 4 5 1 , d o n d e se definió q u e
J e s u c r i s t o , el V e r b o de D i o s hecho h o m b r e , es una
p e r s o n a con d o s naturalezas, presentes en la única
p e r s o n a sin confusión, sin c a m b i o , sin división ni
separación alguna.
Pero m á s insidiosas fueron las herejías referentes
a la divinidad de C r i s t o . Ya en el siglo II, C e l s o
n e g ó la divinidad de C r i s t o . También los a d o p c i o -
nistas, entre los siglos II y III, cayeron en el m i s m o
error, partiendo d e s d e o t r o p u n t o de vista: C r i s t o
podría sólo considerarse como «adoptado» por
10 INTRODUCCIÓN

D i o s y, p o r consiguiente, d o t a d o , en m e d i d a extra­
ordinaria, de un p o d e r singular.
E n el siglo IV, la herejía q u e m á s agitó a la I g l e ­
sia fue la de A r r i o , s a c e r d o t e de Alejandría, q u e re­
solvía el p r o b l e m a del H i j o en el sentido de u n ra­
dical s u b o r d i n a c i o n i s m o . S e g ú n A r r i o , el V e r b o n o
era eterno c o m o el P a d r e , sino q u e recibió su exis­
tencia a n t e r i o r m e n t e al t i e m p o e i n m e d i a t a m e n t e
del P a d r e , n o s i e n d o , sin e m b a r g o , de la m i s m a
sustancia del P a d r e , sino s o l a m e n t e D i o s p o r parti­
cipación, c o m o nosotros. Arrio observa que no
hay m á s q u e u n s o l o D i o s n o e n g e n d r a d o ; la s u s ­
tancia divina es i n c o m u n i c a b l e y, p o r c o n s i g u i e n t e ,
t o d o lo q u e e x i s t e fuera del ú n i c o D i o s y, p o r
tanto, t a m b i é n el V e r b o , es c r e a d o . E s t a herejía fue
c o n d e n a d a p o r el C o n c i l i o de N i c e a , en el 3 2 5 , q u e
definió la c o n s u s t a n c i a l i d a d del V e r b o c o n el P a d r e
y c o n f i r m ó n u e v a m e n t e la fe en la d i v i n i d a d d e
Cristo.
P a r e c í a q u e c o n esta s o l e m n e d e c l a r a c i ó n del
Magisterio de la Iglesia terminarían para siempre los
errores cristológicos, p e r o n o fue así. P o r el contra­
r i o , e s t a b a m a d u r a n d o el m o m e n t o en el q u e la
atención se desplazaría a la u n i ó n de las d o s natura­
lezas en la única p e r s o n a de C r i s t o . D o s vitales cen­
tros intelectuales estaban floreciendo en Alejandría
y en A n t i o q u í a , d o n d e i n t e l i g e n c i a s d e p r i m e r
orden estaban d a n d o vida a d o s escuelas: la alejan­
drina, simpatizante del p e n s a m i e n t o platónico y de
la interpretación alegórica de la S a g r a d a Escritura; y
la antioquena, q u e prefería la filosofía aristotélica,
en la q u e se inspiraban p o r su mentalidad positiva,
INTRODUCCIÓN 1 1

q u e prefería el sentido histórico o literal de la S a -


grada Escritura en vez de la alegoría.
E n el clima intelectual de estas d o s escuelas sur-
gen las d o s m a y o r e s herejías del siglo V: el nestoria-
n i s m o y el m o n o f i s i s m o .
Ya en la s e g u n d a mitad del siglo IV, Apolinar,
o b i s p o de L a o d i c e a , enseñaba - p a r a salvar la u n i d a d
ontológica de C r i s t o contra las p o s t u r a s dualistas de
los adopcionistas y de los a r r í a n o s - que, en C r i s t o ,
el V e r b o t o m ó el lugar de la p a r t e espiritual del
alma de J e s ú s . D e este m o d o , para dar relieve a la
divinidad de C r i s t o , A p o l i n a r sacrificaba la integri-
d a d de la naturaleza h u m a n a de C r i s t o . C o n t r a esta
herejía se levantó D i o d o r o de Tarso, criticando lo
q u e sostenía el a p o l i n a r i s m o , p e r o y é n d o s e al extre-
m o o p u e s t o , o sea, admitiendo en C r i s t o la unión
del H i j o eterno de D i o s con el hijo de María nacido
en el t i e m p o , y f a v o r e c i e n d o así a b i e r t a m e n t e el
d u a l i s m o cristológico. E n esta corriente de p e n s a -
miento se injertan T e o d o r o de M o p s u e s t i a y d e s -
p u é s , m u c h o m á s , N e s t o r i o ; ellos dieron origen a la
herejía nestoriana, q u e p u e d e resumirse en los si-
guientes p u n t o s :
1 ) E n C r i s t o existen d o s naturalezas completas y
distintas: la divina con su « Y o » divino y la h u m a n a
con su « y o » h u m a n o .
2) E n C r i s t o n o existe u n a u n i ó n h i p o s t á t i c a
real, sino s ó l o una unidad moral del Verbo con el
h o m b r e : ésta se d a p o r el hecho de q u e C r i s t o D i o s
habita en el C r i s t o h o m b r e c o m o en un templo.
D e esto se d e d u c e q u e en C r i s t o habría n o s ó l o
dos naturalezas, sino también d o s p e r s o n a s , y la in-
12 INTRODUCCIÓN

habitación del Verbo en el h o m b r e , n o y e n d o m á s


allá de la idea de u n i ó n accidental, de simple c o n -
tacto, afirmaría claramente el d u a l i s m o hipostático.
El p u n t o esencial de la controversia nestoriana
se encierra aquí: si en C r i s t o , H o m b r e - D i o s , existe
perfecta u n i d a d personal, u n s o l o « Y o » , en el q u e se
resuelva realmente la dualidad de las naturalezas, y
si este único « Y o » es divino, o sea, la p e r s o n a del
Verbo.
P e r o de t o d o esto y a h a b l a r e m o s m á s adelante.
P o r ahora, p a r a completar el c u a d r o de las c o n t r o -
versias cristológicas, es conveniente q u e n o s refira-
m o s a otra herejía, la del m o n o f i s i s m o de E u t i q u i o ,
en el siglo V. E s t a herejía sostiene q u e de la u n i ó n
sustancial del V e r b o c o n la naturaleza h u m a n a surge
una única naturaleza, en la q u e la h u m a n i d a d es a b -
s o r b i d a p o r la divinidad c o m o u n a gota de miel en
el mar. P o r consiguiente, E u t i q u i o n o s ó l o n o a c e p -
tó la terminología adquirida y a d e s p u é s del C o n c i -
lio d e E f e s o y del d e C a l c e d o n i a , s e g ú n la cual
« p e r s o n a » y « n a t u r a l e z a » n o i n d i c a b a n la m i s m a
cosa, sino q u e , p a r a n o caer en la herejía de N e s t o -
rio, n e g ó q u e la naturaleza h u m a n a subsistiese en la
única p e r s o n a del V e r b o «sin m e z c l a » j u n t o a la na-
t u r a l e z a divina. E s t a herejía fue c o n d e n a d a en el
C o n c i l i o de C a l c e d o n i a , del año 4 5 1 .
Pero v o l v a m o s ahora a la herejía nestoriana, q u e
fue la q u e d i o v e r d a d e r o trabajo a Cirilo de Alejan-
dría. E n efecto, desde q u e en el año 428 N e s t o r i o
fue n o m b r a d o o b i s p o de C o n s t a n t i n o p l a y c o m e n -
z ó a difundir sus ideas, C i r i l o n o p e r m a n e c i ó indi-
ferente a n t e las c o n s e c u e n c i a s n e g a t i v a s q u e las
INTRODUCCIÓN 13

ideas nestorianas p o d í a n tener s o b r e la doctrina del


Verbo encarnado. Y, p o r consiguiente, p r i m e r o en
u n a h o m i l í a p a s c u a l del a ñ o 4 2 9 , y d e s p u é s ese
m i s m o año, en u n a carta circular a t o d o s los monjes
de E g i p t o , C i r i l o rechazó los errores de N e s t o r i o ,
sin n o m b r a r l o . Seguidamente (429-430), C i r i l o es-
cribió d o s cartas (II y IV) q u e rechazaban directa-
mente a N e s t o r i o ; p e r o el o b i s p o de C o n s t a n t i n o p l a
n o dio un p a s o atrás, sino que, p o r el contrario, ex-
p u s o sus ideas tanto al P a p a Celestino c o m o al e m -
p e r a d o r T e o d o s i o , lo cual indujo a C i r i l o a hacer lo
m i s m o , escribiendo Sobre la verdadera fe a T e o d o -
sio y Sobre la verdadera fe a las A u g u s t a s ( P u l q u e -
ría, hermana de T e o d o s i o , y E u d o x i a , su mujer), re-
c u r r i e n d o s i m u l t á n e a m e n t e al P a p a . D e hecho, el
P a p a deseaba darle a N e s t o r i o diez días de t i e m p o
para retractarse de su herejía, bajo p e n a de desti-
tuirlo; C i r i l o fue encargado de hacer valer la autori-
d a d del Pontífice, el cual, p o r otra parte, no había
p r e c i s a d o en q u é términos debía retractarse N e s t o -
rio. C i r i l o , en este caso, decidió arbitrariamente la
manera, enviándole a N e s t o r i o d o c e anatemas, q u e
resumían la doctrina de la q u e N e s t o r i o tenía q u e
retractarse si n o q u e r í a ser d e p u e s t o d e s u s e d e .
D e s g r a c i a d a m e n t e , en e s t o s a n a t e m a s f o r m u l a d o s
p o r san C i r i l o se u s a b a una terminología q u e C i r i l o
creía haberla s a c a d o de san A t a n a s i o p e r o que, sin
e m b a r g o , estaba entretejida de a p o l i n a r i s m o ; esto
h i z o q u e m u c h o s o b i s p o s orientales levantaran las
espadas en alto, p o r lo q u e C i r i l o tuvo q u e defen-
derse con tres Apologías para explicar e interpretar
lo q u e había escrito en estos anatemas.
14 INTRODUCCIÓN

A p e s a r de t o d o ello, N e s t o r i o fue finalmente


c o n d e n a d o en el C o n c i l i o de E f e s o , en el año 4 3 1 , y
su destitución, a pesar de las protestas y de la beli-
gerancia de N e s t o r i o , fue a c e p t a d a g r a d u a l m e n t e
por todos.
E n efecto, el error de N e s t o r i o era s u m a m e n t e
grave, d a d o q u e arrancaba d e s d e sus cimientos la
doctrina tradicional de la Iglesia s o b r e el Verbo en-
carnado y, c o m o consecuencia, i m p u g n a b a también
el t í t u l o d e Theotokos, M a d r e de D i o s , d a d o a
María.
¿ C u á l es, sin e m b a r g o , la doctrina de la Iglesia?
C r i s t o es « H i j o U n i g é n i t o de D i o s , subsistente en
d o s naturalezas, sin confusión, sin c a m b i o s , sin di-
visiones, sin s e p a r a c i o n e s , p e r m a n e c i e n d o la dife-
rencia de las n a t u r a l e z a s en la u n i ó n y cada u n a
c o n s e r v a d a c o n sus p r o p i e d a d e s , s u b s i s t i e n d o en
una sola p e r s o n a » , c o m o tan magistralmente fue d e -
finido en el C o n c i l i o de C a l c e d o n i a , en el año 4 5 1 .
A h o r a bien, la naturaleza es aquello p o r lo q u e
el ser es lo q u e es, y o p e r a de u n a d e t e r m i n a d a
forma; el h o m b r e es h o m b r e p o r su naturaleza hu-
mana; el animal es animal p o r su naturaleza animal.
A d e m á s , la naturaleza es igual en t o d o s los seres de
una m i s m a especie, y se encuentra en cada u n o de
los seres de u n a m i s m a especie. L a naturaleza indi-
v i d u a l i z a d a y subsistente en su ser es i n c o m u n i c a -
ble a o t r o s i n d i v i d u o s d e la m i s m a e s p e c i e y se
llama « s u p u e s t o » ; si se trata de u n a naturaleza ra-
cional, localizada y subsistente, incomunicable,
este s u p u e s t o racional se llama « h i p ó s t a s i s » o « p e r -
sona».
INTRODUCCIÓN 15

Según el orden natural de las c o s a s , la naturaleza


h u m a n a subsiste siempre en una p e r s o n a humana.
P e r o , ¿ n o p o d r í a s u c e d e r q u e , p o r v i r t u d divina,
una naturaleza h u m a n a subsista en u n a p e r s o n a di-
vina? E s lo q u e sucedió en C r i s t o , en el q u e la na-
turaleza h u m a n a es a s u m i d a y subsiste en la p e r s o -
na del V e r b o , H i j o U n i g é n i t o d e D i o s . D e esta
manera la p e r s o n a del V e r b o hace las veces de la
p e r s o n a h u m a n a , n o d e r o g a n d o en a b s o l u t o s u s
atributos divinos. D e hecho, la naturaleza h u m a n a y
la naturaleza divina permanecen en C r i s t o íntegras e
inconfundibles: de esta forma C r i s t o es v e r d a d e r o
D i o s y v e r d a d e r o h o m b r e , y a El c o m p e t e n t o d o s
los atributos divinos y h u m a n o s . P o r tanto, y a sea
q u e C r i s t o hable y actúe c o m o verdadero D i o s , y a
sea q u e actúe c o m o verdadero h o m b r e , C r i s t o es u n
solo individuo q u e actúa, una sola persona: p o r q u e
la p e r s o n a del Verbo, q u e existe p o r sí m i s m a , gene-
rada d e s d e la eternidad p o r el Padre y q u e se iden-
tifica c o n la naturaleza divina, esta m i s m a p e r s o n a
hace q u e exista y actúe la naturaleza humana. P o r
consiguiente, en C r i s t o la naturaleza divina y la na-
turaleza h u m a n a subsisten en una sola p e r s o n a , en
la p e r s o n a del Verbo eterno.
L a doctrina cristológica de C i r i l o , a u n q u e m u -
chas veces p e q u e de fórmulas n o d e m a s i a d o precisas
(en cuanto al significado de physis, o sea naturaleza,
es aún d u d o s o , y m á s que la naturaleza p r o p i a m e n -
te dicha viene a significar p e r s o n a , c o m o se d e d u c e
del contexto), es la de la tradición: las d o s naturale-
zas, la divina y la h u m a n a en C r i s t o , se han u n i d o
v e r d a d e r a y s u s t a n c i a l m e n t e en la p e r s o n a del
16 INTRODUCCIÓN

V e r b o . P o r t a n t o , u n i d a d p e r s o n a l y perfecta en
C r i s t o , gracias a la cual C i r i l o atribuye ordinaria-
mente al Verbo encarnado las acciones y las p r o p i e -
dades de una y otra naturaleza, c o m o también atri-
b u y e en concreto a la divinidad o a la h u m a n i d a d
las a c c i o n e s y las p a s i o n e s d e la o t r a n a t u r a l e z a
(communicatio idiomatum).

4. «¿Por qué Cristo es uno?»

E s t e d i á l o g o va dirigido contra la doctrina nes-


toriana, p e r o n o s ó l o contra N e s t o r i o , sino también
contra D i o d o r o de T a r s o y T e o d o r o de M o p s u e s t i a .
D i o d o r o de Tarso, c o n s i d e r a d o durante su vida
c o m o un pilar de la o r t o d o x i a , fue c o n d e n a d o un
siglo d e s p u é s de s u muerte c o m o el f u n d a d o r d e
aquella doctrina q u e d e s p u é s desarrollaría T e o d o r o
de M o p s u e s t i a y q u e m á s tarde N e s t o r i o defendió a
ultranza. Para defender la divinidad de C r i s t o c o n -
tra los arríanos y su perfecta h u m a n i d a d contra los
apolinaristas, D i o d o r o c a y ó en el error de reducir la
unión de lo divino con lo h u m a n o a una simple in-
habitación del Verbo en un h o m b r e . A u n q u e p o r
los fragmentos de sus escritos q u e nos han q u e d a d o
n o p u e d e deducirse claramente su pensamiento, es
del t o d o cierto q u e admitía en C r i s t o una d o b l e hi-
p ó s t a s i s . D e a c u e r d o c o n D i o d o r o , su d i s c í p u l o
T e o d o r o d e M o p s u e s t i a s o s t e n í a q u e en C r i s t o
había d o s p e r s o n a s , admitiendo q u e tanto la natura-
leza divina c o m o la h u m a n a s o n también p e r s o n a s .
L a unión de las d o s naturalezas la da el sentimiento
INTRODUCCIÓN 17

y la voluntad c o m ú n : el h o m b r e está u n i d o c o n el
Verbo en una u n i d a d moral, p e r o las p r o p i e d a d e s y
la acción de las d o s naturalezas se distinguen neta-
mente, hasta tal p u n t o q u e p a r a T e o d o r o fue s ó l o el
h o m b r e el q u e n a c i ó , p a d e c i ó y m u r i ó , y q u e a
M a r í a n o se le p u e d e considerar realmente M a d r e
de D i o s .
Tanto D i o d o r o c o m o T e o d o r o f o r m a b a n parte
de la escuela antioquena.
A h o r a bien, q u e C i r i l o intentó p o l e m i z a r en al-
g u n o s p u n t o s con D i o d o r o y T e o d o r o está eviden-
temente d e m o s t r a d o en algunos paralelismos entre
5
los textos de C i r i l o y los de D i o d o r o y T e o d o r o .
P e r o es t a m b i é n e v i d e n t e q u e c o n la f ó r m u l a
« d i c e n » , C i r i l o quiere m u c h a s veces n o p o l e m i z a r
con p e r s o n a s en particular, sino con orientaciones
teológicas de su t i e m p o .
Se piensa q u e este d i á l o g o fue c o m p u e s t o entre
los años 434 y 437. E s t o se d e d u c e con a p r o x i m a -
6
ción de una carta de C i r i l o a S u c c e n s o , del Bre-
viario de la causa de los nestorianos y de los euti-
7
quianos d e L i b e r a t o d e C a r t a g o , y d e la Carta
8
LXIV de C i r i l o .
E l contenido del escrito p u e d e considerarse divi-
d i d o en tres p u n t o s : la maternidad divina, el p r o b l e -

5. C f . CYRILLE D'ALEXANDRIE, Deux dialogues Christologiques,


I n t r o d . , t e x t e c r i t i q u e , t r a d . et n o t e s p a r G . M . D E DuRAND ( S . C h .
97), Paris 1964, p p . 60-69.
6. D E D U R A N D , op. cit., pp. 70-73.

7. Ibid., pp. 73-77.


8. Ibid., p p . 77-80.
18 INTRODUCCIÓN

m a de las d o s naturalezas en C r i s t o y, finalmente, la


interpretación de a l g u n o s pasajes bíblicos p a r a c o m ­
prender c ó m o el Verbo de D i o s , aun permanecien­
d o impasible, haya sufrido p o r n o s o t r o s lo q u e es
p r o p i o de la carne.
E n c u a n t o a la m a t e r n i d a d divina de M a r í a , C i ­
rilo apela a la d o c t r i n a tradicional, s e g ú n la cual
M a r í a es Theotokos (Madre de D i o s ) y no sólo
Christotokos ( M a d r e de C r i s t o ) o Anthropotokos
( M a d r e del h o m b r e ) , c o m o q u e r í a n los n e s t o r i a -
n o s . C i r i l o extrae la doctrina de la m a t e r n i d a d d i ­
vina de M a r í a de la communicatio idiomatum, por
lo q u e la p a l a b r a Theotokos es c o n s i d e r a d a p o r él
c o m o u n a c o n s e c u e n c i a n e c e s a r i a de la d o c t r i n a
cristológica. D e hecho, en virtud de la u n i ó n hi-
p o s t á t i c a , t o d a s las p r o p i e d a d e s de la n a t u r a l e z a
divina, y las de la h u m a n a , se p u e d e n y se d e b e n
predicar de la única p e r s o n a de C r i s t o . P o r c o n s i ­
guiente, el p r o b l e m a central es, p a r a C i r i l o , la per­
s o n a de C r i s t o y la relación, en C r i s t o , entre la d i ­
vinidad y la h u m a n i d a d .
Mientras q u e en sus p r i m e r o s escritos acepta p a ­
sivamente u n a terminología imprecisa, c o m o la del
« t e m p l o » y la de la « m o r a d a » , refiriéndose a la ha­
bitación del Verbo en la carne, en este d i á l o g o C i r i ­
lo afronta con m á s seguridad el p r o b l e m a de la E n ­
c a r n a c i ó n y d e la u n i ó n h i p o s t á t i c a . Y si q u e d a
alguna imprecisión, se debe m á s al t i e m p o en el q u e
fue escrito el d i á l o g o q u e al pensamiento teológico
de C i r i l o . F u e el C o n c i l i o de C a l c e d o n i a (451) el
q u e definió, con una terminología exacta, la u n i ó n
de las d o s naturalezas en una sola persona.
INTRODUCCIÓN

5. El texto de «¿Por qué Cristo es uno?»

a) Manuscritos

L a tradición directa del Quod unus sit Christus


se halla contenida en tres manuscritos:
E l Monacensis graecus 398 (siglos X - X I ) , p e r g a -
m i n o , ff. 2 5 4 r - 2 9 8 r , t r a d u c i d o p o r el h u m a n i s t a
Buenaventura Vulcatius (1538-1614), y c o p i a d o c o n
alguna laguna a causa de la mala conservación del
manuscrito, p o r el bibliotecario M . Ehinger.
El Vaticanus graecus 596 (siglo X I V ) , códice en
papel, ff. 394v-413r.
E l Vatopedinus 3 9 0 del M o n t e A t h o s ( s i g l o
X I V ) , p e r g a m i n o , ff. 205r-249v.
9
El n ú m e r o restringido de m a n u s c r i t o s p o d r í a
hacer pensar en una escasa difusión del Quod unus
sit Christus, p e r o n o es así si o b s e r v a m o s tanto la
tradición indirecta, q u e atestigua diferentes referen-
cias a nuestro texto, c o m o las versiones en siríaco y
a r m e n o , q u e p o n e n de relieve la p o p u l a r i d a d del e s -
crito, p o r lo m e n o s en algunos ambientes.

9. E n c u a n t o a la c a l i d a d d e l o s tres m a n u s c r i t o s , h a y q u e t e n e r
en c u e n t a q u e el Monacensis graecus 398, aunque sea antiguo, no re-
s u l t a m u y útil p a r a la r e c o n s t r u c c i ó n del t e x t o ; ni s i q u i e r a o f r e c e n
m u c h a garantía los o t r o s d o s , q u e parecen d o s c o p i a s del Monacensis.
Q u i z á s el m á s i n t e r e s a n t e s e a el Vaticanus graecus 5 9 6 p o r las n u m e -
rosas correcciones d e s e g u n d a m a n o q u e podrían, acaso, hacer pensar
en u n a c o n f r o n t a c i ó n c o n o t r o m a n u s c r i t o .
20 INTRODUCCIÓN

b) Versiones

L a versión siríaca está contenida en cuatro m a -


nuscritos del British M u s e u m , de los q u e d o s (Add.
syr. 14.531, siglos V I I - V I I I , ff. l v - 6 0 r y Add. syr.
14.557, siglo V I I , ff. 50v-95v) dan el texto c o m p l e -
to; el tercero {Add. syr. \7.\A9, siglo V I , ff. 39r-64r)
p r e s e n t a u n a g r a n l a g u n a y, p a r a c o m p l e t a r l a , se
h i z o en los siglos V I I - V I I I otra traducción conteni-
da actualmente en Add. syr. 17.150, siglos V I I - V I I I ,
ff. lr-17r, cuarto manuscrito.
L a versión siríaca es generalmente fiable; sin e m -
b a r g o , a u n q u e el traductor n o haya hecho enmien-
das relevantes, l i m i t á n d o s e , a lo s u m o , a eliminar
p e q u e ñ o s detalles, c o m o partículas, endíadis, epíte-
tos, su tendencia a la perífrasis no d a a la traducción
10
suficientes garantías .
L a v e r s i ó n a r m e n a se e n c u e n t r a en c u a t r o m a -
n u s c r i t o s u s a d o s p o r F. C . C o n y b e a r e {The Arme-
nian Versión of Revelation and of Cyril of Ale-
xandria's Scholia on the Incarnation, London
1907, p p . 165ss.) p a r a la e d i c i ó n d e los Scholia de
incarnatione Unigeniti. D e los colofones de d o s
de e s t o s m a n u s c r i t o s {Arm. e 2 0 , f. 172r; Arm. e
36, f. 195v) se s a c a n la fecha y el a u t o r de esta ver-
sión: «el s e g u n d o a ñ o del reino d e A n a s t a s i o I I » ,
o sea entre el 714 y el 7 1 5 , a u t o r e s E s t e b a n , m á s
tarde o b i s p o de Siunik, y D a v i d , d e s p e n s e r o i m -
perial.

1 0 . Cf. D E D U R A N D , op. cit., p. 156.


INTRODUCCIÓN

L a versión armena es extremadamente literal; y


esto, a u n q u e p o r u n a parte perjudica a la elegancia,
constituye, p o r otra, un m o t i v o válido de credibili­
n
d a d para la reconstrucción del texto .

c) La tradición indirecta

L a tradición indirecta del Quod unus sit Chris-


tus, p o r lo que se refiere a los testimonios griegos,
se limita a algunos breves fragmentos contenidos en
el codex Vaticanus 1 4 3 1 , interesante florilegio de fi­
nales del siglo V, y a d o s largos pasajes contenidos
en la Panoplia Dommatica, de E u t i m i o Z i g a b e n o
(siglo X I ) .
Sin e m b a r g o , s o n m á s frecuentes las referencias
al Quod unus sit Christus en la traducción siríaca
de las o b r a s de Severo de A n t i o q u í a la cual, citan­
d o u n texto p r ó x i m o a C i r i l o , y d a d o q u e dicha
t r a d u c c i ó n fue hecha en u n a é p o c a m u y antigua,
p o d r í a ser de e n o r m e a y u d a p a r a la reconstrucción
del texto; p e r o d e s g r a c i a d a m e n t e la traducción n o
12
es s i e m p r e f i e l .
P o r el contrario es mejor, bajo este aspecto, la
traducción armena de una o b r a de T i m o t e o E l u r o ,
titulada Rechazo de la doctrina definida en el Con­
cilio de Calcedonia. L o s fragmentos t o m a d o s de
13
esta o b r a s o n , sin e m b a r g o , m u y breves .

1 1 . C f . Ibid., pp. 156-158.


12. C f . Ibid., p. 161.
13. C f . Ibid., pp. 161-162.
12 INTRODUCCIÓN

d) Ediciones y traducciones

El texto del Quod unus sit Christus fue p u b l i c a ­


do p o r primera v e z , y s ó l o en traducción latina, en
1605, p o r Buenaventura Vulcatius, en L e i d a . S e g u i ­
damente, en 1638, J e a n A u b e r t p u b l i c ó también el
texto griego en la edición completa de las o b r a s de
san Cirilo (S. Cyrilli Alexandrini opera omnia grae-
ce et latine, Parisiis 1638, 6 voll.). Sin e m b a r g o , esta
edición deja m u c h o q u e desear p o r q u e se b a s a en la
copia, con m u c h a s lagunas, hecha p o r Ehinger del
Monacensis graecus 398, y a d e m á s tiene varias erra­
tas de imprenta. E s t a s , p e r o n o las lagunas, las repa­
ró la edición de M i g n e , en 1863, en Patrología gra-
eca, L X X V , 1253-1362, q u e t o m ó el texto p u b l i c a d o
p o r A u b e r t . E n 1877 salió la edición p r e p a r a d a p o r
P. E . P u s e y (Sancti Patris nostri Cyrilli archiepiscopi
Alexandrini, De recta fide ad Imperatorem, De in-
carnatione Unigeniti, De recta fide ad principissas,
De recta fide ad Augustas, Quod unus sit Christus
dialogus, Apologeticus ad Imperatorem, edidit p o s t
Aubertum Philippus E d w a r d u s Pusey, O x f o r d
14
1 8 7 7 ) . P e r o también esta edición dejaba defrauda­
d o s p o r el u s o i n d i s c r i m i n a d o , a u n q u e c u i d a d o ,
tanto de los códices c o m o de sus variantes, hasta el
p u n t o de hacer escribir a E . S c h w a r t z en su Acta
Conciliorum Oecumenicorum. (I, 1, 1, p . X X ) : « c o -

14. S e p u e d e c o n s u l t a r la r e e d i c i ó n d e la o b r a Cyrilli Alex. etc.,


R e p r i n t o f the e d i t i o n O x f o r d 1877, B r u s e l a s , E d i t i o n s C u l t u r e et C i -
v i l i s a t i o n , G. LEBON, 1965, p p . X X I V , 488.
INTRODUCCIÓN

dicibus imprudenter electis i m p r u d e n t i a m tribuebat


(Pusey) fiduciam sermonis leges s e n s u s q u e aptitudi-
nem parum curans».
U n a edición crítica m á s reciente es la p u b l i c a d a
en S o u r c e s C h r é t i e n n e s 97: C y r i l l e d ' A l e x a n d r i e ,
Deux dialogues Cbristologiques, Introduction, texte
critique, traduction et notes p a r G . M . de D u r a n d ,
Paris 1964, p p . 548.
El d i á l o g o ha sido t r a d u c i d o al alemán p o r O .
B a r d e n h e w e r , y p u b l i c a d o p o r la B i b l i o t h e k der
Kirchenváter (II, 12), M u n i c h 1935; ha s i d o también
t r a d u c i d o y p u b l i c a d o en inglés p o r E . B . Pusey,
p a d r e de P. E . Pusey, en L i b r a r y of the Fathers of
the H o l y C a t h o l i c C h u r c h , 46, O x f o r d 1881.

e) El estilo

L a f o r m a literaria de C i r i l o refleja el t o r m e n t o
de la materia q u e trata. E l n o termina de cansarse de
repetir, de martillear s o b r e el m i s m o concepto. C i r i ­
lo m u e s t r a siempre un esfuerzo consciente p o r
hacer c o m p r e n d e r las cosas y, p o r tanto, están lejos
de él las veleidades de los artificios y de los orna­
m e n t o s inútiles. T o d a s las palabras tienen su r a z ó n
de ser con vistas a la c o m p r e n s i ó n de su p r o s a ; C i ­
rilo inventa muchas veces términos nuevos, p e r o fá­
ciles de entender; n o se p r e o c u p a excesivamente del
ritmo, de la armonía, sino m á s bien de q u e su lectu­
ra sea fácil. R a r a m e n t e se encuentra u n o con alguna
oscuridad, o con alguna a m b i g ü e d a d .
Sus citas bíblicas están al alcance de la m a n o ; a
m e n u d o cita de memoria, y n o es raro q u e algunas
INTRODUCCIÓN

citas se presenten, a breve distancia entre ellas, de


d o s f o r m a s diferentes. C i t a m á s el N u e v o q u e el
A n t i g u o Testamento. P o r consiguiente, su estilo es
el del t e ó l o g o , el del p a s t o r de almas, y se distingue
p o r la claridad de su p e n s a m i e n t o y la seguridad de
sus d e m o s t r a c i o n e s , a u n q u e esto v a y a m u c h a s veces
a expensas de la elegancia.

L a presente traducción se ha realizado s o b r e la


edición crítica publicada p o r Sources Chrétiennes 97
(CYRILLE D'ALEXANDRIE, Deux dialogues christo-
logiques, Introduction, texte critique, traduction et
notes par G . M . DE D U R A N D , París 1964).
Cirilo de Alejandría
1
POR Q U É CRISTO ES U N O ?

1. El título latino del diálogo es: Quod unus sit Christus.


La Palabra de Dios, alimento del alma

A - Quienes son verdaderamente prudentes y


han sido capaces de adquirir la sabiduría q u e la vida
enseña, j a m á s p o d r á n sentirse suficientemente sacia-
d o s de ciencia sagrada. E s t á escrito: No sólo de pan
vive el hombre, sino de toda palabra que sale de la
2
boca de Dios . Pues la Palabra de D i o s es, en ver-
dad, alimento del alma y p a n espiritual q u e recon-
forta el c o r a z ó n del h o m b r e , s e g ú n canta el L i b r o
3
de los S a l m o s .
4
B - Dices bien .
A - Entre los p a g a n o s la flor y nata de los h o m -
b r e s e r u d i t o s es r e n d i d a a d m i r a d o r a d e l b i e n
5
h a b l a r . Su m a y o r p r e o c u p a c i ó n consiste en expre-
sarse con elegancia. L e s c o m p l a c e la sutileza en el
e m p l e o de las palabras y se glorían de q u e u s a n con

2 . M t 4 , 4; cf. D t 8, 3.
3. C f . S a l 1 0 3 , 1 5 .
4. E n el d i á l o g o , « A » r e p r e s e n t a a C i r i l o y « B » a u n i n t e r l o c u t o r
q u e n o es ni u n a b i e r t o a d v e r s a r i o ni u n d i s c í p u l o c o m o a q u e l l o s d e
l o s d i á l o g o s p l a t ó n i c o s , s i n o m á s b i e n u n a m i g o q u e e x p r e s a las i d e a s
de los adversarios.
5. C i r i l o e s t á c o n v e n c i d o d e q u e la r e t ó r i c a es útil s ó l o c o m o
p r e p a r a c i ó n p a r a la e n s e ñ a n z a d e la v e r d a d . S u e s t i l o r e v e l a la p r o -
f u n d i d a d , la p r e c i s i ó n y la c l a r i d a d d e s u s p e r s p e c t i v a s .
28 CIRILO D E ALEJANDRÍA

p r e c i s i ó n el i d i o m a . L o s p o e t a s u s a n c o m o a r g u ­
m e n t o mentiras q u e presentan a d o r n a d a s p o r la ar­
m o n í a de los ritmos y de la métrica, mas de la ver­
d a d bien p o c o se p r e o c u p a n . E s t r i b a su defecto en
la falta de u n a sabiduría q u e a la p a r sea real y útil,
en el d e s c o n o c i m i e n t o del saber q u e tiene p o r o b j e ­
to a quien p o r su naturaleza y verdaderamente es
D i o s . O mejor aún, con palabras de san P a b l o : Se
ofuscaron en vanos razonamientos y su insensato co­
razón se entenebreció; jactándose de sabios se vol­
vieron estúpidos y cambiaron la gloria del Dios in­
corruptible por una representación en forma de aves,
6
de cuadrúpedos, de reptiles .
B - E s verdad. P o r e s o , D i o s , así dice de ellos
p o r b o c a de Isaías: Sabed que su corazón es ceniza y
7
que están en el error .
A - E s t o p o r lo q u e hace a l o s p o e t a s . Y en
cuanto a los inventores de impías herejías, a los q u e
profanan la v e r d a d y a los apóstatas q u e emplean
con desenfreno su b o c a p a r a o p o n e r s e a la gloria di­
8
vina y divulgar doctrinas perversas , bien p u e d e
acusárseles de haber incurrido en una locura q u e n o
es m e n o r q u e la de los p a g a n o s , sino m a y o r tal vez.
Más les hubiera valido no haber conocido el camino
de la justicia que, una vez conocido, volverse atrás
del santo precepto que les fue transmitido. Les ha
sucedido lo de aquel proverbio tan cierto: el perro
vuelve a su vómito y la puerca lavada a revolcarse

6. R m 1, 2 1 - 2 3 .
7. I s 4 4 , 2 0 .
8. H c h 2 0 , 3 0 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 29

9
en el cieno . Entre sí se han repartido las diversas
calumnias blasfemas q u e habrían de levantar contra
C r i s t o , y c o m o l o b o s feroces y violentos llevan la
ruina en m e d i o de las ovejas p o r las q u e ha m u e r t o
C r i s t o y r o b a n sus cosas, pues por amasar riquezas
10
para sí, roban las que no les pertenecen , según está
escrito y convierten su yugo en algo sobremanera
n
pesado . L e s cumplen a la perfección aquellas pala-
bras de q u e salieron de nosotros, pero no eran de los
u
nuestros .
B - N o lo eran, ciertamente.
A - M a s ahora se nos presenta una ocasión in-
mejorable para enfrentarnos de plano con esa calaña
de p e r s o n a s . A l g u n o s hay q u e en un alarde de nece-
d a d pretenden abajar la s u p r e m a A l t e z a q u e es el
V e r b o H i j o U n i g é n i t o de D i o s y aminoran su g r a d o
de igualdad con el Padre, afirmando q u e n o le es
consustancial y n e g á n d o s e a reconocerle una perfec-
ta i d e n t i d a d de naturaleza. O t r o s , r e c o r r i e n d o el
m i s m o camino de éstos q u e a c a b a m o s de mencionar
y c a y e n d o , al igual q u e e l l o s , en las r e d e s d e la
1 3
m u e r t e y en lo más profundo del infierno , de
m o d o arbitrario pretenden explicar el misterio del
U n i g é n i t o con independencia de la e c o n o m í a de la
carne y se precipitan así en u n a locura semejante a
la de los anteriores. Si p o s i b l e les fuera, los p r i m e -

9. 2 P 2 , 2 1 - 2 2 .
10. H a 2 , 6.
11. Ibid.
12. 1 J n 2 , 19.
13. P r 9. 18.
30 CIRILO DE ALEJANDRÍA

ros querrían privar de las prerrogativas de la divini-


dad al Verbo q u e nació del Padre antes de la E n -
carnación. L o s s e g u n d o s intentan c o m b a t i r l o t a m -
bién d e s p u é s de su E n c a r n a c i ó n : ¡estos insolentes
están m u y cerca de reprocharle su generosidad
hacia los h o m b r e s ! L l e g a n a sostener q u e n o h i z o
bien al unirse a la carne y a los límites del a n o n a d a -
miento, o sea, al hacerse h o m b r e y aparecer sobre la
H
tierra y ser visto entre los hombres . E l , q u e es
D i o s y está sentado j u n t o al Padre.
B - E s j u s t o lo q u e dices.
A - M a s contra estas d o s f o r m a s de ignorancia
se alza p o r igual la v o z p o d e r o s a de la Escritura ins-
pirada: ella honra la verdad, p o n e de manifiesto la
ligereza y la locura de esos r a z o n a m i e n t o s y guía
p o r el camino de la divinidad a quienes están aveza-
dos a mirar c o n el ojo penetrante y atento del espí-
ritu en el misterio de q u e se trata. M a s p o r el m o -
m e n t o q u e r r í a n q u e tú m e d i j e r a s , y a q u e c r e o
advertir q u e este a s u n t o te inquieta n o p o c o , q u i é -
nes s o n los q u e han d e f o r m a d o c o n i m p i e d a d la tan
veneranda e inefable e c o n o m í a del Salvador.
B - H a s acertado. Estoy encendido de celo por el
15
Señor : p o r c u l p a de este t e m a e s t o y t u r b a d o y
profundamente inquieto. Tengo miedo cuando
p i e n s o hasta d ó n d e p u e d e n c o n d u c i r n o s esos dis-
c u r s o s . C o n ellos se c o r r o m p e la fe h a c i é n d o n o s
dudar, acudiendo a las invenciones del d r a g ó n re-

14. B a 3, 3 8 .
15. 1 R 1 9 , 10.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

cientemente aparecido y vierten c o m o un veneno en


las almas de los sencillos sus ideas vanas, d e p r a v a -
das y llenas de locura.

El dragón recientemente aparecido

A - D i m e , p o r favor, aprisa, ¿ q u i é n es ese dra-


g ó n recientemente aparecido y cuáles son los dar-
d o s q u e lanza contra las enseñanzas de la v e r d a d ?
B - E s e d r a g ó n recientemente a p a r e c i d o es el
h o m b r e a m b i g u o , d e l e n g u a e m p a p a d a en v e n e n o
q u e , d e s p r e c i a n d o la e n s e ñ a n z a d e l o s s a g r a d o s
misterios a todos transmitida por sus doctores,
d e s p r e c i a n d o i n c l u s o t o d a la E s c r i t u r a i n s p i r a d a e
i n t r o d u c i e n d o i n n o v a c i o n e s a su g u s t o , s o s t i e n e
q u e la s a n t a V i r g e n n o es M a d r e d e D i o s , s i n o
más bien M a d r e d e C r i s t o y M a d r e del h o m b r e y
sustituye los d o g m a s verdaderos y auténticos de
la I g l e s i a católica p o r o t r o s c o n t r a d i c t o r i o s y a b -
surdos.
A - T e n g o la impresión de q u e aludes a N e s t o -
rio. H a s t a cierto p u n t o entiendo y a sus opiniones
p e r o , q u e r i d o a m i g o , n o acierto a c o m p r e n d e r cuál
es en s u m a su intención. ¿ C ó m o p u e d e decirse q u e
la santa Virgen no es M a d r e de D i o s ?
B - P o r q u e dice q u e n o ha e n g e n d r a d o a D i o s .
D a d o q u e el V e r b o es c o e t e r n o c o n D i o s P a d r e
existía antes q u e ella y antes q u e t o d o s los siglos y
q u e el tiempo.
A - Evidentemente, negarán también q u e el E m -
manuel sea D i o s . Y, a lo q u e parece, el Evangelista
32 CIRILO DE ALEJANDRÍA

habría interpretado falsamente ese n o m b r e c u a n d o


16
dice que significa: Dios con nosotros . C o n toda
claridad dijo D i o s Padre p o r b o c a del profeta q u e
así debía llamarse el q u e había nacido de la Virgen,
p o r q u e era D i o s hecho h o m b r e .
B - Sin e m b a r g o , ellos n o piensan q u e sean así
las c o s a s . Mantienen q u e D i o s , el Verbo de D i o s ,
estuvo con n o s o t r o s a la manera de quien presta au-
xilio. D e hecho salvó al m u n d o mediante aquel q u e
nació de mujer.
A - D i m e : ¿ A c a s o n o estuvo con M o i s é s para li-
brar a Israel del país de E g i p t o y de su tiranía con
17
mano fuerte y brazo poderoso ', según está escrito?
Y, ¿ n o v e m o s a c a s o c ó m o a continuación dice clara-
mente a J o s u é : Como estuve con Moisés, así estaré
18
contigo ?
B - Ciertamente.
A - S i e n d o así, ¿ c ó m o es q u e ninguno de éstos
fue l l a m a d o E m m a n u e l , sino q u e se reservó el n o m -
bre s ó l o p a r a quien fue e n g e n d r a d o según la carne
m i l a g r o s a m e n t e de una mujer en los últimos tiem-
p o s del m u n d o ?
B - ¿ C ó m o hemos de comprender, entonces,
q u e D i o s ha s i d o e n g e n d r a d o p o r una mujer? ¿ D i -
r e m o s , tal v e z , q u e el V e r b o ha p a r t i c i p a d o de la
sustancia q u e es en ella y de ella deriva?

16. M t 1, 2 3 ; cf. Is 7, 14.


17. S a l 1 3 5 , 1 2 ; cf. D t 5 , 1 5 .
18. J o s 1, 5.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 33

El Verbo se ha hecho carne

A - ¡ L e j o s de n o s o t r o s un r a z o n a m i e n t o tan in-
n o b l e y a b s u r d o ! Pensar q u e la inefable sustancia
del U n i g é n i t o sea fruto de la carne es una c o n s i d e -
ración de l o c o s , desvarios de una mente perturbada
q u e fábula inconveniencias. M u y p o r el contrario:
E l era, c o m o D i o s , coeterno con el Padre q u e le ha
e n g e n d r a d o y fue la s u y a una generación inefable
según conviene a su naturaleza. A aquellos que
quieren saber claramente c ó m o y de q u é m o d o a p a -
reció El en f o r m a semejante a la nuestra y c ó m o se
h i z o h o m b r e , el divino evangelista J u a n se lo expli-
ca con las siguientes palabras: Y la Palabra se hizo
carne y puso su morada entre nosotros y hemos visto
su gloria, gloria que recibe del Padre como Hijo
19
único, lleno de gracia y de verdad .
B - Pero ellos dicen q u e si el Verbo se ha hecho
carne n o ha s e g u i d o siendo el Verbo, sino q u e ha
dejado de ser lo q u e antes era.
A - E s o n o es sino necedades y simplezas, d e s a -
tinos de gente insensata nada m á s . A lo q u e parece,
piensan q u e la palabra « h a c e r s e » significa necesaria
e inevitablemente una transformación, un c a m b i o .
B - Sí, eso dicen. Y a p o y a n su p u n t o de vista en
la a u t o r i d a d d e la E s c r i t u r a i n s p i r a d a . P u e s ésta,
según ellos recuerdan, en algún lugar afirma de la
10
mujer d e L o t q u e se convirtió en estatua de sal , y

1 9 . J n 1, 14.
20. G n 19, 26.
34 CIRILO DE ALEJANDRÍA

del b a s t ó n de M o i s é s dice q u e lo echó a tierra y se


21
convirtió en una serpiente . E l hecho es q u e en esos
casos hay una m u t a c i ó n de naturaleza.
A - E n t o n c e s , c u a n d o en el s a l m o se canta el
22
Señor se ha convertido en un refugio para mí , o
Señor, tú te has constituido en refugio nuestro de ge-
23
neración en generación , ¿ c ó m o d e b e m o s concluir?
¿Tal v e z q u e D i o s , glorificado aquí, dejando de ser
D i o s , ha c a m b i a d o su naturaleza para convertirse en
u n refugio, t r a n s f o r m á n d o s e de m o d o que c o m e n -
zara a ser algo q u e antes n o era?
B - ¿ C ó m o n o reconocer q u e eso es algo absur-
d o y p o r entero inconveniente para D i o s , q u e es tal
p o r n a t u r a l e z a ? S i e n d o p o r naturaleza i n m u t a b l e ,
sigue siendo absolutamente lo q u e era y siempre es,
p o r m u c h o q u e de E l se diga q u e se ha convertido
en «refugio» p a r a alguien.
A - H a s hablado de m o d o sabio y justísimo. Por
consiguiente, tratándose de D i o s , si se emplea la pala-
bra «hacerse» es absurdo e impío pensar que esa pala-
bra significa una mutación. ¿ N o convendrá más es-
forzarse p o r entenderla de otro m o d o para adecuarla
con prudencia a aquello que corresponde al D i o s in-
mutable y que de El se predica de m o d o absoluto?
B - ¿ C ó m o entonces d i r e m o s del V e r b o q u e se
ha hecho carne, r e s p e t a n d o al m i s m o t i e m p o la in-
mutabilidad y la inalterabilidad q u e le s o n p r o p i a s ,
esenciales e innatas?

2 1 . E x 4 , 3.
2 2 . Sal 93, 2 2 .
2 3 . S a l 8 9 , 1.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

A - E l sapientísimo P a b l o , d i s p e n s a d o r de los
m i s t e r i o s d e D i o s y m i n i s t r o d e la p r e d i c a c i ó n
evangélica, nos lo explica c u a n d o dice: Tened entre
vosotros los mismos sentimientos que tuvo Cristo: el
cual, siendo de condición divina no retuvo ávida-
mente el ser igual a Dios, sino que se despojó de sí
mismo, tomando condición de siervo, haciéndose se-
mejante a los hombres y apareciendo en su porte
como hombre. Y se humilló a sí mismo obedeciendo
24
hasta la muerte y muerte de cruz . Pues a u n q u e es
D i o s , nacido de D i o s p o r naturaleza, el Verbo U n i -
génito de D i o s , resplandor de su gloria e impronta
25
de la esencia de quien lo engendró, se h i z o h o m -
bre, p e r o n o p o r q u e se cambiara en carne o p a d e -
ciese n i n g u n a m e z c l a o m i x t u r a o c u a l q u i e r o t r a
c o s a igualmente insensata, sino p o r q u e se s o m e t i ó a
sí m i s m o al a n o n a d a m i e n t o y en lugar del gozo que
se le proponía, soportó la cruz sin miedo a la igno-
2 6
minia , sin desdeñar la miseria de la condición hu-
mana. Q u i s o c o m o D i o s q u e la carne, s o m e t i d a a la
muerte y al p e c a d o , alcanzase u n a manifiesta v i c t o -
ria s o b r e el p e c a d o y la muerte y fue voluntad s u y a
reconducirla al estado original a p r o p i á n d o s e de la
carne. Y n o u n a carne carente de alma, c o m o algu-
27
nos p i e n s a n , sino vivificada p o r un alma racional.
Sin desdeñar recorrer el camino a d e c u a d o a lo q u e

24. F l p 2, 5-8.
2 5 . H b 1, 3.
26. H b 12, 2.
2 7 . P a r a salvar la í n t i m a u n i ó n entre la d i v i n i d a d y h u m a n i d a d en
C r i s t o e i m p e d i r q u e se i n t e r p r e t a r a n las d o s n a t u r a l e z a s en el s e n t i d o
d e u n a d o b l e p e r s o n a l i d a d , A p o l i n a r e n s e ñ ó q u e en C r i s t o se d a b a n el
36 CIRILO DE ALEJANDRÍA

se p r o p o n í a , se s o m e t i ó , p o r así decirlo, a u n naci-


miento semejante al nuestro, sin dejar p o r ello de
ser lo q u e era. D e m o d o m i l a g r o s o fue e n g e n d r a d o
de u n a mujer s e g ú n la carne. P u e s d a d o q u e era
D i o s p o r naturaleza, n o le resultaba p o s i b l e a p a r e -
cerse a los naturales de la tierra sino t o m a n d o u n
aspecto semejante al nuestro, E l q u e era invisible e
i n c o r p ó r e o . N o q u e d a b a o t r o c a m i n o q u e el de en-
carnarse y m o s t r a r en sí m i s m o y en sí s o l o nuestra
naturaleza enriquecida c o n los h o n o r e s divinos. E l
m i s m o era juntamente D i o s y h o m b r e , semejante al
h o m b r e , p o r cuanto era D i o s c o n el c o m p o r t a m i e n -
to exterior de u n h o m b r e . E r a D i o s bajo u n a a p a -
riencia semejante a la nuestra y Señor bajo la forma
de e s c l a v o . E n ese s e n t i d o d e c i m o s q u e s e h i z o
carne. P o r tal r a z ó n a f i r m a m o s q u e la Virgen santa
es también M a d r e de D i o s .
B - ¿ Q u i e r e s que confrontando tus argumentos
c o n los s u y o s examinemos m á s detenidamente esta
cuestión o prefieres q u e creamos sin más tus palabras,
aceptando c o m o verdad cuanto acabas de decir?

Hablar de acuerdo con la Sagrada Escritura

A - E n mi o p i n i ó n es necesario admitir cuanto


llevamos dicho, p u e s h e m o s h a b l a d o sabiamente y

c u e r p o h u m a n o y el a l m a irracional, m i e n t r a s q u e el l u g a r del a l m a ra-


c i o n a l era o c u p a d o p o r el V e r b o d i v i n o . P o r e s o , C r i s t o , s e g ú n A p o l i -
nar, p o s e í a u n a d i v i n i d a d p e r f e c t a , p e r o u n a h u m a n i d a d incompleta.
A p o l i n a r fue c o n d e n a d o en el C o n c i l i o d e C o n s t a n t i n o p l a del 3 8 1 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 37

con acierto y en perfecto acuerdo c o n la Escritura


inspirada. Pero o p i n a tú, p u e s tal v e z p u e d a el diá-
l o g o arrojar algún fruto s a b r o s o .
B - Dicen ellos que el divino Pablo habla del H i j o
c o m o si se hubiera convertido en maldición y peca-
d o . Pues dice: A quien no conoció pecado, Dios le
2 8
hizo pecado por nosotros . Y en otro lugar: Cristo
nos ha rescatado de la maldición de la Ley al haberse
2 9
hecho maldición por nosotros . A h o r a bien, a r g u -
mentan ellos: C r i s t o n o se ha convertido realmente
en maldición o pecado. L a Sagrada Escritura preten-
de decir otra cosa. Y del m i s m o m o d o es necesario
30
interpretar la expresión de el Verbo se hizo carne .
A - Precisamente: c o m o decir que E l se ha hecho
maldición equivale a decir que se ha hecho pecado,
del m i s m o m o d o eso introduce el concepto de q u e se
ha hecho carne, q u e es necesario comprender antes
3 1
que las demás verdades que se predican de E l .

2 8 . 2 C o 5, 2 1 .
2 9 . G a 3, 13.
3 0 . J n 1, 14. S e g ú n l o s h e r e j e s , las f r a s e s « s e h i z o p e c a d o » , « s e
hizo maldición» y « s e hizo carne» son equivalentes.
3 1 . E l t e x t o n o e s t á c l a r o . P a r e c e q u e C i r i l o q u i e r e d e c i r q u e la
i d e a d e la E n c a r n a c i ó n t i e n e n e c e s a r i a m e n t e p r i o r i d a d s o b r e el r e s t o
d e las a f i r m a c i o n e s s o b r e C r i s t o . E s d e c i r , C r i s t o s e h a h e c h o m a l d i -
c i ó n y p e c a d o p o r q u e a n t e s s e h a e n c a r n a d o . E n r e a l i d a d , el P a d r e
h i z o p e c a d o al H i j o , e n el s e n t i d o d e q u e l o i d e n t i f i c ó e n c i e r t o m o d o
c o n el p e c a d o al h a c e r l o p a r t í c i p e d e la n a t u r a l e z a h u m a n a c a í d a en
p e c a d o , y echar s o b r e Él los p e c a d o s de t o d o s los h o m b r e s para q u e
l o s e x p i a s e . A d e m á s , l o h i z o m a l d i c i ó n e n el s e n t i d o n o d e q u e C r i s -
t o f u e s e m a l d e c i d o p o r el P a d r e , s i n o en c u a n t o C r i s t o , s o m e t i é n d o -
s e a la m a l d i c i ó n d e la c r u z , s e s i t u ó y s e e n c o n t r ó e n u n e s t a d o d e -
c l a r a d o m a l d i t o , p o r q u e m a l d i c i ó n e r a la m u e r t e e n c r u z ( e s t á e s c r i t o :
Maldito quien cuelga del madero: D t 21, 23).
38 CIRILO DE ALEJANDRÍA

B - ¿ Q u é q u i e r e s d e c i r ? Si a l g u n o les d i c e :
« Q u i e n n o conocía el p e c a d o se ha hecho p e c a d o
p o r n o s o t r o s ; E l ha redimido además de la maldición
de la L e y a quienes estaban bajo la Ley, convirtién-
d o s e p o r ellos en maldición», ¿quién p o d r á dudar de
que t o d o ello se refiere al m o m e n t o en que el U n i g é -
nito se ha encarnado y se ha hecho h o m b r e ?
A - P o r consiguiente, la idea de la Encarnación
c o m p o r t a también los sufrimientos, p o r ejemplo el
hambre y el cansancio, que, p o r r a z ó n de la e c o n o -
mía salvadora, le sobrevinieron c o m o consecuencia
de la Encarnación a aquel que voluntariamente se s o -
metió al anonadamiento. D e l m i s m o m o d o que no se
habría cansado quien p o s e e t o d o el poder, ni se p o -
dría haber dicho que pasa hambre quien es el alimen-
to y la vida de t o d o s si no se hubiera a p r o p i a d o de
un cuerpo q u e de p o r sí tiende al hambre y a la fati-
ga, así n o habría p o d i d o ser contado entre los crimi-
nales - p u e s decimos que se hizo p e c a d o - ni se habría
convertido j a m á s en maldición p a d e c i e n d o la c r u z
p o r nosotros, si no se hubiera hecho carne, esto es, si
n o se hubiera encarnado y hecho h o m b r e , sometién-
d o s e p o r n o s o t r o s a un nacimiento h u m a n o c o m o el
nuestro, p o r m e d i o del cual nació de la Virgen santa.
B - E s t o y de a c u e r d o , te d o y la razón.
A - A d e m á s , es una necedad p e n s a r y decir q u e
el Verbo se ha hecho carne en el m i s m o sentido en
q u e se ha hecho maldición y p e c a d o .
B - ¿Por qué?
A - P o r q u e , ¿ n o se h i z o maldición p a r a destruir
la maldición y n o lo h i z o p e c a d o el Padre para ter-
minar c o n el p e c a d o ?
¡POR Q U É CRISTO ES U N O ? 39

B - E s o lo dicen también ellos.


A - E n t o n c e s , si fuera verdad lo q u e ellos sugie-
ren d e q u e el V e r b o se h i z o carne del m i s m o m o d o
en q u e se hizo maldición y p e c a d o , habría q u e c o n -
cluir q u e se h i z o carne para acabar con la carne. Y,
¿ c ó m o conciliar c o n esto el hecho de q u e haga in-
corruptible e inmortal esta carne nuestra a partir de
aquella m i s m a carne q u e h i z o s u y a p r o p i a ? P u e s
bien cierto es q u e n o permitió q u e su carne p e r m a -
neciese mortal y corruptible, d a d o q u e A d á n nos
transmitía la p e n a decretada p o r su delito, sino q u e
c o m o era la carne de D i o s incorruptible, esto es, su
p r o p i a carne, la p u s o más allá de la muerte y de la
corrupción.
B - B i e n has h a b l a d o .

Adán alma viviente: Cristo espíritu vivificante

3 2
A - D i c e en algún lugar la Sagrada Escritura
q u e A d á n , el primer h o m b r e , fue creado alma vi-
viente y en c a m b i o el último A d á n , C r i s t o , espíritu
vivificante. P o r tanto: d a d o q u e se h i z o maldición y
p e c a d o p a r a destruir la maldición y el p e c a d o , ¿ p o -
d e m o s decir q u e se h i z o espíritu vivificante p a r a
destruir la condición de alma viviente? D e s v i r t u a n -
d o hasta lo a b s u r d o el significado de la palabra « h a -
cerse» afirman q u e se h i z o carne en el m i s m o senti-
d o en q u e se h i z o m a l d i c i ó n y p e c a d o . E n c u y o

32. Cf. 1 C o 15, 45.


40 CIRILO DE ALEJANDRÍA

caso es necesario concluir q u e el Verbo n o se h i z o


carne ni se h i z o h o m b r e . A c e p t a d o lo cual, pierde
t o d o su significado para n o s o t r o s el misterio: C r i s -
to ni nació, ni m u r i ó , ni resucitó según las E s c r i t u -
ras. ¿ D ó n d e q u e d a entonces la fe, la palabra de la fe
que predicamos^} ¿ C ó m o p u d o D i o s resucitarlo de
entre los m u e r t o s si n o había m u e r t o ? ¿ Y c ó m o p o -
dría morir si n o nació según la carne? ¿ Y cuál es el
sentido de la resurrección de los m u e r t o s , q u e ali-
menta en los santos la esperanza de la vida perenne,
si C r i s t o n o ha resucitado? ¿ C u á l es entonces su ac-
ción vivificadora s o b r e los c u e r p o s h u m a n o s , a q u e -
lla q u e tiene lugar mediante la participación en su
carne santa y en su sangre?
B - A s í p u e s , confesamos q u e el Verbo se hizo
carne en virtud de su nacimiento de una mujer según
la carne y q u e se ha s o m e t i d o a ese nacimiento en los
últimos tiempos del siglo presente p o r cuanto, c o m o
D i o s , existía y a antes de t o d o s los siglos.
A - ¡Sin d u d a alguna! D e ese m o d o se h i z o s e -
mejante a n o s o t r o s en t o d o , m e n o s en el p e c a d o .
D e ello d a t e s t i m o n i o el sapientísimo P a b l o c u a n d o
dice: Por tanto, así como los hijos participan de la
carne y de la sangre, así también participó El de las
mismas para aniquilar mediante la muerte al Señor
de la muerte, es decir, al diablo, y libertar a cuan-
tos, por temor a la muerte, estaban de por vida so-
metidos a la esclavitud. Porque ciertamente, no se
ocupa de los ángeles, sino de la descendencia de
Abraham. Por eso tuvo que asemejarse en todo a

3 3 . R m 10, 8.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 41

34
sus hermanos . L a semejanza en t o d o tiene, p o r así
decir, u n inicio, u n p u n t o de partida, en el hecho de
ser c o n c e b i d o de una mujer, en la manifestación en
la carne de aquel q u e era p o r naturaleza invisible, en
el abajamiento hasta nuestra condición, c o n miras a
la e c o n o m í a salvadora, de aquel c u y o n o m b r e era el
m á s alto, en la h u m i l d e h u m a n i d a d de quien r e s -
plandece en las m á s nobles sedes, en el someterse a
la condición servil de aquel a quien c u m p l e p o r na-
35
turaleza el señorío: p u e s el Verbo era Dios .
B - E s m u y cierto tu r a z o n a m i e n t o . M a s repara
en q u e ésos andan diciendo también q u e sería i m -
p o s i b l e y del t o d o inconveniente creer y decir q u e
el V e r b o , nacido del Padre de manera q u e es n o s ó l o
inefable, sino incluso i m p o s i b l e de concebir, haya
p a d e c i d o ese s e g u n d o nacimiento de una mujer. L e
b a s t a , d i c e n , c o n h a b e r s i d o e n g e n d r a d o p o r el
Padre una sola v e z y de manera digna de D i o s .
A - ¡Blasfemas, p u e s , del H i j o , diciendo q u e n o
fue acertada su decisión de someterse p o r n o s o t r o s a
un voluntario anonadamiento! Q u e d a reducido a
nada el s a g r a d o , el a u g u s t o misterio de la p i e d a d y
es, en cierto m o d o , inútil ya. Entienden q u e la s a -
pientísima e c o n o m í a salvadora del U n i g é n i t o en la
carne es infructuosa para los h o m b r e s . M a s la pala-
bra de la verdad i m p i d e q u e logren éstos i m p o n e r
sus disparates. L e s repudia c u a n d o hablan v a n a m e n -
te, d i c i e n d o n e c e d a d e s , n e g á n d o s e a r e c o n o c e r el
misterio de C r i s t o . Pues, en efecto, D i o s Padre en-

34. H b 2, 14-17
35. J n 1,2.
42 CIRILO DE ALEJANDRÍA

gendró de sí m i s m o al H i j o en una sola generación.


M a s tuvo a bien salvar en el H i j o al género h u m a n o
mediante la Encarnación, esto es, haciéndolo h o m ­
bre, c o s a q u e cierta y absolutamente h u b o de s u c e ­
der sin d u d a mediante un nacimiento de mujer a fin
de que, gracias a la semejanza q u e el Verbo de D i o s
t e n d r í a c o n n o s o t r o s , q u e d a r a c o n d e n a d a en l o s
m i e m b r o s de la carne la ley del p e c a d o y para q u e la
muerte fuera con la muerte vencida, con una muer­
te semejante a la nuestra y p a d e c i d a p o r quien en
3 6
n i n g ú n m o d o c o n o c í a la m u e r t e . Porque si nos
hemos hecho una misma cosa con El por una muerte
semejante a la suya, también lo seremos por una re­
37
surrección semejante . Por ende, necesariamente
quien existe y subsiste ha s i d o e n g e n d r a d o según la
carne t o m a n d o s o b r e sí lo q u e n o s pertenece, para
q u e los hijos de la carne, n o s o t r o s , corruptibles y
destinados a la muerte, habitemos en El, q u e hizo
suyas nuestras cosas para q u e n o s o t r o s p u d i é r a m o s
hacer nuestras las s u y a s . El, siendo rico, por nosotros
se hizo pobre a fin de que os enriquecierais con su
3 8
pobreza . A l decir q u e el Verbo de D i o s n o se ha
hecho carne, q u e , c o n otras palabras, n o ha p a d e c i ­
d o u n nacimiento de una mujer según la carne, s u b ­
vierte la e c o n o m í a salvadora. Pues si n o se hubiera
hecho p o b r e quien era rico, abajándose hasta nues­
tra condición p o r a m o r a n o s o t r o s , t a m p o c o n o s o ­
tros n o s h a b r í a m o s enriquecido c o n sus c o s a s , sino

3 6 . C f . R m 7, 23 y 8, 2 - 3 .
3 7 . R m 6, 5.
3 8 . 2 C o 8, 9.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

q u e seguiríamos aún en nuestra p o b r e z a y sujetos a


la maldición, a la muerte y al p e c a d o . L a E n c a r n a -
ción del Verbo es para n o s o t r o s la libertad y la a b o -
lición de cuanto le había sobrevenido a la naturaleza
h u m a n a c o m o c o n s e c u e n c i a de la m a l d i c i ó n y la
condena. M a s si arrancan la raíz de nuestra salva-
ción y desechan la piedra q u e cimienta la esperanza,
¿ s o b r e qué habrá de a p o y a r s e t o d o lo d e m á s ? Si el
Verbo no se hizo carne, c o m o y a dije antes, n o ha
sido vencido el imperio de la muerte, ni el p e c a d o
ha s i d o a n i q u i l a d o en m o d o a l g u n o y s e g u i m o s
siendo todavía culpables de la transgresión del pri-
mer h o m b r e , de A d á n , sin posibilidad alguna de al-
canzar una condición mejor, aquella q u e nos alcanza
C r i s t o , Salvador de t o d o s n o s o t r o s .
B - E n t i e n d o bien e s o q u e dices.
A - ¿ Y quién p o d r e m o s pensar q u e sea ese q u e
ha participado de la carne y de la sangre, de m o d o
semejante a n o s o t r o s , d a d o q u e era p o r naturaleza
distinto de n o s o t r o s ? N o se p o d r í a , en efecto, decir
de un h o m b r e q u e le conviene participar en la hu-
m a n i d a d . Pues, ¿ c ó m o cabe pensar q u e lo q u e al-
guien es p o r naturaleza lo a s u m a c o m o a l g o q u e
fuera distinto de aquello q u e es? ¿ N o te parece c o n -
vincente mi r a z o n a m i e n t o ?
B - Sin d u d a alguna.

El Verbo de Dios nació de una mujer según la carne

A - C o n s i d e r a ahora d e s d e otro p u n t o de vista


lo i m p í o y a b s u r d o q u e es intentar arrebatar al D i o s
44 CIRILO DE ALEJANDRÍA

Verbo su nacimiento de u n a mujer según la carne.


¿ C ó m o p o d r í a darnos la vida si su cuerpo n o perte-
nece a quien es la vida? ¿ D e q u é m o d o la sangre de
39
Cristo nos purifica de todo pecado si es s ó l o la de
u n h o m b r e c o m ú n y s o m e t i d o al p e c a d o ? ¿ C ó m o
Dios Padre mandó a su Hijo, nacido de una mujer,
40
nacido bajo la Ley } ¿ C ó m o condenó el pecado en
41
la carne ? Pues un h o m b r e c o m ú n , con u n a natu-
raleza sierva del p e c a d o c o m o la nuestra, n o p o d r í a
condenar el p e c a d o . M a s c o m o quiera q u e ese cuer-
p o era el de aquel q u e n o conocía el p e c a d o y, p o r
eso m i s m o , se libró con t o d a justicia de la tiranía
del p e c a d o y se enriqueció en su p r o p i a naturaleza
con el Verbo a ella u n i d o de m o d o inefable e i m p o -
sible de describir, p o r tal r a z ó n , d i g o , se h i z o santo,
vivificante y lleno de la energía divina. Y también
n o s o t r o s , c o m o en la o f r e n d a d e las p r i m i c i a s ,
h e m o s sido t r a n s f o r m a d o s en C r i s t o p a r a ser s u p e -
riores a la c o r r u p c i ó n y al p e c a d o . Tal es lo q u e en-
señan las palabras del bienaventurado P a b l o : Y del
mismo modo que hemos revestido la imagen del
hombre terreno, revestiremos también la imagen del
4 2
celeste . P o r « h o m b r e c e l e s t e » ha d e e n t e n d e r s e
C r i s t o . Pero n o en el sentido de q u e haya traído su
carne de lo alto, del cielo, sino p o r q u e siendo D i o s ,
el Verbo descendió del cielo y a s u m i e n d o nuestra
s e m e j a n z a , s o m e t i é n d o s e al n a c i m i e n t o d e u n a

3 9 . 1 J n 1, 7.
4 0 . G a 4 , 4.
4 1 . R m 8, 3.
42. 1 C o 15, 49.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 45

mujer s e g ú n la carne, siguió, sin e m b a r g o , siendo lo


q u e era: de lo alto, de los cielos, c o m o c o r r e s p o n d e
a D i o s , bien q u e se haya u n i d o a la carne. H a b l a n -
d o de El, el divino J u a n se p r o n u n c i a en algún lugar
del m o d o siguiente: El que viene de arriba está por
4 3
encima de todos . E l ha p e r m a n e c i d o S e ñ o r d e
t o d o cuanto existe a pesar de q u e , en r a z ó n de la
e c o n o m í a salvadora, asumiese forma de esclavo. E n
esto consiste, precisamente, el carácter v e r d a d e r a -
mente extraordinario del misterio de C r i s t o . Y p o r
b o c a de u n o d e sus p r o f e t a s , D i o s P a d r e dice en
cierto lugar a los j u d í o s : Mirad los que despreciáis,
asombraos y desapareced, porque en vuestros días yo
voy a realizar una obra, que no creeréis aunque os
44
la cuenten . D a d o lo p r o d i g i o s o del hecho, el m i s -
terio corre el peligro de n o ser a d m i t i d o . E r a D i o s
en una naturaleza humana. A q u e l q u e está m á s allá
de t o d a la c r e a c i ó n se m a n i f e s t ó en la c o n d i c i ó n
n u e s t r a . E l i n v i s i b l e era v i s i b l e s e g ú n la c a r n e .
Q u i e n venía del cielo y de lo alto presentaba la a p a -
riencia de u n ser terrenal. E l , intangible, p o d í a ser
t o c a d o . El, de s u y o libre, apareció c o n la f o r m a de
esclavo. E r a maldito quien es la bendición de t o d a
criatura. Q u i e n es la m i s m a j u s t i c i a fue c o n t a d o
entre los malhechores. E l , en fin, q u e es la vida, re-
vistió la apariencia de muerte. Pues de ningún otro,
sino del H i j o p o r naturaleza, era aquel cuerpo q u e
g u s t ó la muerte. ¿Tienes algo q u e objetar a los he-
chos o al m o d o en q u e los h e m o s c o m e n t a d o ?

4 3 . J n 3, 3 1 .
4 4 . H c h 13, 4 1 ; cf. H a 1, 5.
46 CIRILO DE ALEJANDRÍA

B - N a d a en a b s o l u t o .
A - Pues presta ahora atención a lo q u e sigue.
B - ¿ A qué?
A - C r i s t o dijo a quienes se o p o n í a n a la resu-
rrección d e los m u e r t o s : ¿No habéis leído que el
Creador los hizo desde el principio varón y hem-
45
bra? . Y el d i v i n o P a b l o , p o r s u p a r t e , e s c r i b e :
Tened todos en gran honor el matrimonio y el lecho
4 6
conyugal sea inmaculado . P u e s bien: ¿ C ó m o es
p o s i b l e q u e , habiendo decidido someterse a ser s e -
mejante a n o s o t r o s , el Verbo U n i g é n i t o de D i o s n o
permitiera q u e se cumplieran las leyes de la natura-
leza h u m a n a en la formación, en la generación de su
p r o p i a carne? N o q u i s o El recibirla del lecho ni de
las relaciones c o n y u g a l e s , sino de una Virgen santa
q u e n o había c o n o c i d o la relación c o n y u g a l . Pues,
4 7
c o m o está escrito , la potencia de D i o s la cubrió
c o n su s o m b r a y q u e d ó encinta del Espíritu. D a d o
q u e D i o s n o desprecia el m a t r i m o n i o , antes bien lo
honra c o n su bendición, ¿ c ó m o es q u e el Verbo q u e
es D i o s h i z o m a d r e de su carne a una Virgen q u e
q u e d ó encinta del E s p í r i t u ?
B - N o te sé responder.
A - Bien clara se aparecería a t o d o s la r a z ó n de
esto, si se detuvieran un p o c o a considerar los he-
chos. Según antes dije, el H i j o vino, se hizo h o m b r e ,
para regenerar en el s u y o nuestro ser y guiarlo a un
nacimiento y a una vida santa, maravillosa y verda-

4 5 . M t 19, 4.
4 6 . H b 13, 4.
4 7 . C f . L e 1, 3 5 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

deramente extraordinaria. P o r eso fue e n g e n d r a d o


en la carne p o r m e d i o del Espíritu Santo, para alcan-
z a r n o s la g r a c i a h a c i é n d o s e n u e s t r o c a m i n o , d e
m o d o q u e consiguiéramos así una regeneración en el
espíritu, no de la sangre ni del querer de la carne, ni
48
de querer humano, sino de Dios . Y t o d o ello m e -
diante el Espíritu y gracias a una conformación espi-
ritual con quien p o r naturaleza y verdaderamente es
el H i j o , p a r a q u e a s í p u d i é r a m o s l l a m a r a D i o s
« P a d r e nuestro» y fuéramos incorruptibles al disol-
ver los lazos q u e nos ataban al primer padre, A d á n ,
en el cual fuimos c o r r o m p i d o s . P o r eso dice C r i s t o
en cierto lugar: No llaméis a nadie sobre la tierra
'padre vuestro'. Uno solo es vuestro padre: el que
49
está en el cielo . Y d a d o que El se abajó hasta n o s o -
tros a fin de elevarnos hasta la dignidad divina que le
es propia, dice en otra ocasión: Voy a mi Padre y
5 0
Padre vuestro, a mi Dios y vuestro Dios . P u e s
quien está en los cielos es p o r naturaleza Padre s u y o
y D i o s nuestro. Pero, c o m o siendo verdaderamente
H i j o p o r naturaleza, se ha hecho semejante a n o s o -
tros, se expresa del m o d o que conviene a su anona-
damiento. E l nos ha d a d o también a su Padre, según
está escrito: A cuantos le recibieron les dio el poder
de llegar a ser hijos de Dios, a aquellos que creen en
51
su nombre . M a s si p o r ignorancia n e g a m o s que el
Verbo salido del Padre, el Verbo q u e según las pala-

4 8 . J n 1, 13.
4 9 . M t 2 3 , 9.
5 0 . J n 2 0 , 17.
5 1 . J n 1, 1 2 .
48 CIRILO DE ALEJANDRÍA

5 2
bras del sapientísimo Pablo es el primero en t o d o ,
si n e g a m o s q u e haya tenido un nacimiento semejan-
te al n u e s t r o , ¿ a q u i é n h a b r e m o s d e a s e m e j a r n o s
para ser llamados hijos de D i o s en el Espíritu? ¿ Q u é
primicias de esa realidad h e m o s recibido? ¿ Q u i é n ha
de transmitirnos esa dignidad?
B - M e parece a mí q u e también ellos r e s p o n d e -
rían q u e el V e r b o hecho h o m b r e .

La carne del Verbo, carne de un cuerpo de hombre

A - ¿ Y c ó m o p u e d e ser ello si n o se ha hecho


carne, h o m b r e , haciendo s u y o un cuerpo de h o m -
bre c o n u n a u n i ó n indivisible, d e f o r m a q u e ese
cuerpo sea en verdad el s u y o p r o p i o y n o el de nin-
gún o t r o ? D e ese m o d o p o d r á c o m u n i c a r n o s la gra-
cia de la filiación y s e r e m o s también n o s o t r o s en-
g e n d r a d o s p o r el E s p í r i t u , p u e s en E l , p o r v e z
primera, habrá o b t e n i d o la naturaleza h u m a n a ese
privilegio. A mi entender, el divino P a b l o , en deter-
m i n a d o lugar y con gran justeza, hizo unas c o n s i d e -
raciones m u y parecidas, al decir: Del mismo modo
que hemos revestido la imagen del hombre terreno,
53
revestiremos también la imagen del celeste . Llama
«terrestre» al h o m b r e p r i m e r o , salido de la tierra, y
«celeste» a aquel q u e vino del cielo. Como era el te-
rrestre, así son los terrestres y como el celeste serán

5 2 . C f . C o l i , 18.
53. 1 C o 15, 49.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

54
los celestes . S o m o s n o s o t r o s terrenales p o r cuanto
se nos ha c o m u n i c a d o p o r A d á n la maldición de la
c o r r u p c i ó n y p o r ella entró la ley del p e c a d o q u e
habita en los m i e m b r o s de nuestra carne. M a s en
C r i s t o l o g r a m o s el privilegio de ser hechos celestia-
les. E l , q u e era D i o s p o r naturaleza y salido de D i o s
y d e lo alto, se abajó hasta nuestra c o n d i c i ó n de
m o d o insólito y sorprendente, siendo e n g e n d r a d o
p o r el Espíritu según la carne, para lograr así q u e
fuéramos constituidos incorruptibles y santos en El,
p o r q u e se nos c o m u n i c a la gracia d e s d e E l c o m o
d e s d e una segunda raíz y un s e g u n d o principio.
B - H a b l a s con s u m a p r o p i e d a d .
A - ¿ Y c ó m o dicen que se ha hecho semejante en
t o d o a sus hermanos, a n o s o t r o s ? ¿ C ó m o entender
que se haya hecho semejante a n o s o t r o s si n o es s u -
p o n i e n d o que p o r naturaleza era distinto de nosotros
y de una condición en nada semejante a la nuestra?
Pues t o d o aquello de lo que se dice que se ha hecho
semejante a una cosa, necesariamente debe ser distin-
to de ella y no serle connatural, antes bien pertenecer
a otra especie o a otra naturaleza. Se dice del U n i g é -
nito que se ha hecho semejante a nosotros, p o r q u e
siendo p o r naturaleza diferente ha venido a ser c o m o
nosotros, se ha hecho hombre. L o cual sólo es p o s i -
ble q u e suceda de un m o d o perfecto si tiene lugar un
nacimiento c o m o el nuestro, aunque tal nacimiento
suceda, en cuanto a la forma, de un m o d o extraordi-
n a r i o : n o en v a n o era D i o s q u i e n se e n c a r n a b a .

54. 1 C o 1 5 , 4 8 .
50 CIRILO DE ALEJANDRÍA

D e b e , desde luego, confesarse q u e el cuerpo a s u m i d o


estaba d o t a d o de alma intelectual. Pues el Verbo que
era D i o s no se ha cuidado sólo del cuerpo terreno, lo
q u e habría equivalido a dar de lado lo q u e es mejor
en nosotros, el alma, sino que con sabiduría ha p r o -
visto simultáneamente al alma y al cuerpo.
B - E s t o y de a c u e r d o : has r a z o n a d o de m o d o
lógico.
A - Por tanto, cuando nuestros adversarios
dicen q u e de ningún m o d o cabe llamar a la Santa
Virgen M a d r e de D i o s , sino M a d r e de C r i s t o , en
t o d o caso, claramente blasfeman y niegan q u e C r i s -
to sea verdaderamente D i o s e H i j o . Si, p o r el c o n -
trario, creen q u e C r i s t o es verdadero D i o s , q u e el
U n i g é n i t o se ha hecho de los nuestros, ¿ p o r q u é v a -
cilan en llamar M a d r e de D i o s a la q u e lo engendró,
según la carne, evidentemente?
B - E s verdad. M a s ellos dicen q u e el título de
« C r i s t o » se adapta solamente a aquel q u e nació de
mujer y del linaje de D a v i d , p u e s ese título indica
q u e está u n g i d o p o r el Espíritu Santo. Mientras que,
p o r el contrario, el Verbo nacido de D i o s , p o r su
p r o p i a naturaleza, n o tenía n e c e s i d a d ninguna de
una unción de ese género, p u e s es santo p o r natura-
leza. ¿ N o es a c a s o cierto q u e el título de « C r i s t o »
significa q u e ha tenido lugar una u n c i ó n ?

Cristo por la unción

A - Tienes r a z ó n al decir q u e alguien s ó l o p u e d e


ser d e n o m i n a d o C r i s t o si ha recibido u n a unción,
¿POR QUÉ CRISTO ES U N O ? 51

c o m o s ó l o p u e d e llamarse a p ó s t o l a quien participa


5 5 56
en una m i s i ó n o ángel a quien lleva un m e n s a j e .
L o s n o m b r e s de este tipo significan una acción, n o
una sustancia particular o unas determinadas p e r s o -
5 7
nas. T a m b i é n los profetas s o n l l a m a d o s « c r i s t o s »
p u e s reza el s a l m o : No toquéis a mis cristos, no ba-
58
gáis daño a mis profetas . Y el profeta H a b a c u c
dice: Has surgido para salvar a tu pueblo, a tus cris-
59
tos . Pero, dime: ¿ n o afirman ellos q u e hay un s o l o
C r i s t o e H i j o , el verbo U n i g é n i t o de D i o s , Señor
q u e se hizo h o m b r e y carne?
B - Tal v e z lo a d m i t i r í a n , p e r o d i c e n q u e el
n o m b r e d e C r i s t o n o c o n v i e n e n a t u r a l m e n t e al
Verbo engendrado por D i o s Padre, pues, siendo
D i o s , de s u y o no le c o r r e s p o n d e ser u n g i d o . Y aña-
den, a d e m á s , q u e no p o d r í a m o s aplicar n o s o t r o s ese
m i s m o título ni al Padre ni al Espíritu Santo.
A - A ú n no m e q u e d a d e m a s i a d o clara su argu-
mentación. Explícamela y harás una buena cosa.
B - Atiende, entonces. S o n m u c h o s y diversos
los n o m b r e s con los q u e el H i j o es l l a m a d o en las
Escrituras divinamente inspiradas. E s titulado D i o s ,
Señor, luz, vida, rey, señor de los ejércitos, santo y
omnipotente. Y c u a n d o se quiere dar esos m i s m o s
n o m b r e s al Padre o al Espíritu Santo, p u e d e hacer-
se sin temor a errar. Siendo c o m o s o n de una única

5 5 . « A p ó s t o l » , en g r i e g o , s i g n i f i c a « e n v i a d o » .
56. « Á n g e l » , en g r i e g o , s i g n i f i c a « m e n s a j e r o » .
5 7 . « C r i s t o » , en g r i e g o , s i g n i f i c a « u n g i d o » .
5 8 . Sal 104, 15.
5 9 . H a 3, 13.
52 CIRILO DE ALEJANDRÍA

naturaleza, p o r necesidad habrá de ser también una


sola la excelencia de sus dignidades. Si el título de
C r i s t o , dicen ellos, conviene realmente al U n i g é n i -
t o , ha d e s e r a t r i b u i d o s i n d i s t i n c i ó n , t a m b i é n ,
c o m o los d e m á s títulos, al Padre y al Espíritu Santo.
P e r o c o m o esto ú l t i m o es a b s u r d o , hay q u e c o n -
cluir q u e n o es verdadero q u e p u e d a atribuirse t a m -
p o c o al U n i g é n i t o . E l n o m b r e de C r i s t o debe, p o r
tanto, reservarse p a r a quien p r o c e d e del linaje de
D a v i d , p u e s de E l sí se p u e d e con t o d a p r o p i e d a d y
exactitud pensarse y decir q u e ha s i d o u n g i d o p o r el
Espíritu Santo.
A - También n o s o t r o s c o n f e s a m o s q u e los n o m -
b r e s d e las p e r f e c c i o n e s d i v i n a s s o n c o m u n e s al
Padre, al H i j o y al Espíritu Santo, y de m o d o habi-
tual tributamos honores iguales a quien ha engen-
d r a d o , al H i j o engendrado y al Espíritu Santo. H e
de añadir, carísimo, sin e m b a r g o , q u e el n o m b r e de
C r i s t o , c o m o aquello m i s m o q u e designa, se aplica
al U n i g é n i t o c o m o u n o de los m o d o s de su a n o n a -
damiento, p u e s , para quienes entienden, evoca cla-
6 0
ramente la idea de la E n c a r n a c i ó n . Pues expresa
con gran perfección la idea de q u e el U n i g é n i t o ha
s i d o u n g i d o en c u a n t o se ha m a n i f e s t a d o c o m o
h o m b r e . Si atendiéramos al V e r b o , n o en cuanto ha
aparecido en la e c o n o m í a de la carne, sino en r a z ó n
de ser el Verbo H i j o U n i g é n i t o de D i o s , al margen
de su a n o n a d a m i e n t o , ciertamente sería a b s u r d o lla-
mar C r i s t o a quien n o ha s i d o u n g i d o . Pero c o m o la
D i v i n a y S a g r a d a E s c r i t u r a dice q u e se ha hecho

6 0 . C f . L e 8, 10.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

carne, p u e d e convenirle la u n c i ó n en la m e d i d a en
q u e ésta es la d e la Encarnación, q u e es la s u y a p r o -
p i a . P o r e s o e s c r i b e el s a p i e n t í s i m o P a b l o : Pues
tanto el santificador como los santificados tienen
todos el mismo origen. Por eso no se avergüenza de
llamarlos hermanos cuando dice: anunciaré tu nom-
bre a mis hermanos^. T a m b i é n E l fue con n o s o t r o s
santificado, c u a n d o se h i z o c o m o n o s o t r o s . Q u e
a d e m á s el q u e había s i d o u n g i d o era v e r d a d e r a m e n -
te H i j o , a u n q u e se hiciera carne, h o m b r e c o m p l e t o ,
lo atestigua el divino D a v i d al dirigirse a E l con
estas palabras: Tu trono, oh Dios, por los siglos de los
siglos. Es cetro de justicia el cetro de tu reino. Amas-
te la justicia y odiaste la iniquidad, por eso te ungió
Dios, tu Dios, con óleo de alegría, por encima de tus
62
compañeros . Advierte c ó m o , a u n q u e le llama D i o s
y le atribuye un t r o n o p o r los siglos, dice D a v i d
q u e ha sido u n g i d o p o r D i o s - e l Padre, sin d u d a -
con una unción q u e es superior a la de sus c o m p a -
ñeros, o sea, n o s o t r o s . C u a n d o se h i z o h o m b r e a
pesar de ser D i o s , el Verbo n o fue p r i v a d o de nin-
g u n o de los bienes q u e p o r naturaleza le pertene-
cen, sino q u e siguió siendo perfecto, lleno de gracia
63
y de verdad , con palabras de J u a n . Y manteniendo
E l perfectamente en sí m i s m o cuanto conviene a un
D i o s , n o s o t r o s , p o r nuestra parte, según está escri-
6 4
t o , todos hemos recibido de su plenitud . Y al

61. H b 2 , 1 1 - 1 2 .
62. Sal 44, 7-8.
6 3 . J n 1, 14.
64. J n 1, 16.
54 CIRILO DE ALEJANDRÍA

m i s m o t i e m p o , É l , uniendo íntimamente a los c o n -


fines de su h u m a n i d a d cuanto le es p r o p i o , es lla-
m a d o C r i s t o , m a s n o p a r a indicar q u e ha s i d o ungi-
d o s e g ú n la naturaleza divina, en cuanto es D i o s y
c o m o tal es t e n i d o . P u e s d e lo c o n t r a r i o , d i m e
¿ c ó m o p o d r í a pensarse en un C r i s t o , un H i j o , un
Señor, si el U n i g é n i t o hubiera r e c h a z a d o la unción
y n o se hubiera s o m e t i d o al a n o n a d a m i e n t o ?
B - Discurren ellos p o r un camino m u y distinto
del nuestro y explican de forma absurda el misterio
de la religión. D i c e n que D i o s Verbo t o m ó un h o m -
bre c o m p l e t o del linaje de A b r a h a m y de D a v i d ,
c o m o estaba prescrito p o r las Escrituras, u n o de na-
turaleza enteramente igual a aquellos de quienes d e s -
cendía, un h o m b r e completo en su naturaleza, c o m -
puesto de alma intelectual y de carne humana. Y este
h o m b r e , que era p o r naturaleza igual a n o s o t r o s , for-
m a d o en el seno de la Virgen p o r obra del Espíritu
Santo, nacido de una mujer, nacido bajo la ley para
65
rescatarnos a todos de la ley de la esclavitud, reci-
biendo la filiación que de antaño había sido prevista,
fue unido de m o d o inefable p o r el Verbo a sí m i s m o
y se le s o m e t i ó a la p r u e b a d e la m u e r t e , q u e es
c o m ú n a los h o m b r e s , para ser luego resucitado de
entre los muertos, c o n d u c i d o al cielo y hecho sentar
a la diestra de D i o s . P o r eso, ese h o m b r e por encima
de todo Principado, Potestad, Virtud, Dominación y
de todo cuanto tiene nombre no sólo en este mundo
66
sino también en el venidero recibe la adoración de

6 5 . G a 4, 4 - 5 .
6 6 . E f 1, 2 1 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

toda criatura p o r su unión inseparable con la natura-


leza divina: toda criatura le rinde adoración, pero re-
firiéndola en último término al Padre. N o hablamos
n o s o t r o s de d o s H i j o s o d o s Señores, sino que c o m o
D i o s Verbo es p o r esencia H i j o , el H i j o Unigénito
del Padre, el h o m b r e que le está unido participa con
El y con El recibe p o r comunicación el título y la
gloria del H i j o . Y d a d o q u e el Verbo D i o s es Señor
p o r esencia, el h o m b r e u n i d o a E l participa de tal
honor. P o r eso n o hablamos ni de d o s H i j o s ni de
d o s S e ñ o r e s , p u e s está claro quién es p o r esencia
Señor e H i j o . Y pues el h o m b r e q u e ha sido a s u m i -
d o para nuestra salvación mantiene una unión inse-
parable con el Verbo, ha sido elevado también El al
título y al h o n o r de Señor e H i j o .
A - ¡ Q u é necedad, qué insensatez la de quienes,
n o sé c ó m o , llegan a concebir así las c o s a s ! E s t o n o
es sino falta de fe, n o v e d a d de invenciones impías,
transformaciones de las enseñanzas divinas y s a g r a -
das q u e p r o c l a m a n un s o l o Señor, J e s u c r i s t o , H i j o
de D i o s , el Verbo de D i o s Padre hecho h o m b r e y
encarnado. E l m i s m o es al m i s m o t i e m p o D i o s y
h o m b r e . Y u n o s ó l o es quien p o s e e t o d o s los atri-
b u t o s , los q u e convienen a D i o s y los q u e al h o m -
bre convienen. E n realidad, el q u e p o r ser D i o s ha
sido siempre y siempre ha existido, se ha s o m e t i d o
a nacer de una mujer según la carne. A u n o s ó l o y
al m i s m o pertenece existir y subsistir desde la eter-
nidad y haber s i d o e n g e n d r a d o , según la carne, en
los últimos t i e m p o s . Q u i e n en cuanto D i o s , era p o r
n a t u r a l e z a s a n t o , en c u a n t o se m a n i f e s t ó c o m o
h o m b r e fue santificado con n o s o t r o s , p u e s c o r r e s -
56 CIRILO DE ALEJANDRÍA

p o n d e al h o m b r e ser santificado. A u n q u e p o s e í a los


h o n o r e s p r o p i o s del s o b e r a n o , t o m ó c o m o p r o p i a la
f o r m a de esclavo y llamaba D i o s a su Padre. Siendo,
c o m o D i o s , la v i d a y el d a d o r d e la v i d a , c o m o
h o m b r e se d i c e d e É l q u e fue v i v i f i c a d o p o r el
Padre. T o d o es s u y o y E l no desprecia la e c o n o m í a
d e s a l v a c i ó n a p r o b a d a p o r el P a d r e , si se han de
creer las palabras salidas de la b o c a de P a b l o , q u e
dice en cierta ocasión: A quien no conoció el pecado,
Dios lo hizo pecado por nosotros para que en El lle-
67
gáramos a ser justicia de Dios . Y en o t r o lugar
añade: El cual no perdonó a su propio Hijo, sino que
lo entregó por nosotros, para darnos con El todas las
é 8
cosas . ¿ N o c o n c u e r d a nuestra manera de pensar
con lo q u e enseñan las Escrituras S a g r a d a s ?
B - Ciertamente sí.

El misterio de la economía de la salvación en la carne

A - M a s en v a n o h a b l a m o s de E n c a r n a c i ó n n o -
s o t r o s m i s m o s y los s a n t o s P a d r e s y la E s c r i t u r a
d i v i n a m e n t e i n s p i r a d a si, c o m o d i c e n e i n t e n t a n
p r o b a r n u e s t r o s a d v e r s a r i o s , h a b i e n d o a s u m i d o el
V e r b o d e D i o s u n h o m b r e del linaje del d i v i n o
D a v i d y de A b r a h a m , se t o m ó la m o l e s t i a de for-
m a r l o en el s e n o d e la santa Virgen, lo u n i ó a sí
m i s m o , le h i z o s o m e t e r s e a la p r u e b a de la m u e r t e

6 7 . 2 C o 5, 2 1 .
6 8 . R m 8, 3 2 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

y, r e s u c i t a d o l u e g o de entre l o s m u e r t o s , lo h i z o
sentar a la diestra de D i o s P a d r e . M a s , a mi enten-
der, a la E n c a r n a c i ó n y n o a otra c o s a se refiere el
s a p i e n t í s i m o J u a n c u a n d o escribe: El Verbo se hizo
69
carne . P e r o ellos d e f o r m a n y convierten en t o d o
lo contrario a la realidad, el misterio de la e c o n o -
mía s a l v a d o r a de la carne. N o entienden y a q u e el
V e r b o , D i o s p o r naturaleza, s a l i d o de D i o s , se ha
a b a j a d o hasta el a n o n a d a m i e n t o t o m a n d o la f o r m a
de esclavo y se ha h u m i l l a d o a sí m i s m o , sino t o d o
lo c o n t r a r i o , p i e n s a n q u e u n h o m b r e ha s i d o enal-
t e c i d o h a s t a la g l o r i a d e la d i v i n i d a d y el p o d e r
s o b r e t o d a s las c o s a s , y q u e ha revestido la f o r m a
de D i o s s i e n d o llevado a lo alto p a r a sentarse s o b r e
el t r o n o j u n t o al P a d r e . ¿ N o t e n g o r a z ó n en lo q u e
digo?
B - D e l t o d o y p o r entero.
A - M a s , si es verdad lo q u e dicen, si el U n i g é -
nito ha d e s p r e c i a d o c o m o c o s a indigna la e c o n o m í a
salvadora de la E n c a r n a c i ó n , ¿cuál es la humillación
a la q u e se ha s o m e t i d o ? ¿ C ó m o , entonces, se ha
hecho o b e d i e n t e al P a d r e hasta la muerte, y una
70
muerte de cruz ? Y si habiendo t o m a d o a u n h o m -
bre lo s o m e t i ó a la p r u e b a de la muerte y d e s p u é s ,
l l e v á n d o l o al cielo, lo h i z o sentar j u n t o al P a d r e ,
¿ d ó n d e está, entonces, su p r o p i o trono, p u e s ellos
afirman q u e n o hay d o s H i j o s , sino u n o s ó l o , q u e se
sienta j u n t o al Padre, el q u e es del linaje de D a v i d y
de A b r a h a m ? ¿ Y c ó m o p o d r e m o s llamarlo Salvador

6 9 . J n 1, 14.
7 0 . F l p 2 , 8; cf. H b 12, 2 .
58 CIRILO DE ALEJANDRÍA

del m u n d o ? H a b r í a q u e decir, m á s bien, q u e es el


h u é s p e d y el c o m p a ñ e r o del h o m b r e p o r el q u e
h e m o s s i d o s a l v a d o s . L a plenitud de la L e y y los
profetas habrá s i d o un h o m b r e , distinto de E l , p u e s
la L e y habla del misterio de C r i s t o y s o b r e el u n g i -
7 1
d o e s c r i b i ó M o i s é s , que fue n u e s t r o p e d a g o g o
para c o n d u c i r n o s hasta E l . D e pensar así q u e d a re-
d u c i d a a nada nuestra fe y de n a d a vale y a el a u g u s -
to misterio de nuestra salvación. E s o m i s m o es lo
q u e c o m e n t a el magnífico P a b l o en estas palabras:
No digas en tu corazón: ¿quién subirá al cielo?, es
decir, para hacer bajar a Cristo, o bien: ¿quién baja-
rá al abismo?, es decir, para hacer subir a Cristo de
entre los muertos. Entonces, ¿qué dice? Cerca de ti
está la palabra: en tu boca y en tu corazón, es decir,
la palabra de la fe que nosotros proclamamos. Por-
que, si confiesas con tu boca que Jesús es Señor y
crees en tu corazón que Dios le resucitó de entre los
72
muertos, serás salvo . ¿ C ó m o decir grande, f a m o s o
73
y admirabilísimo el misterio de la piedad si, s e g ú n
piensan esos d e s a l m a d o s , hay q u e creer q u e el h o m -
bre a s u m i d o y u n i d o accidentalmente a D i o s V e r b o
ha m u e r t o y l u e g o ha s i d o resucitado y elevado al
cielo? M u c h o s serán, p r o b a b l e m e n t e , los q u e j u z -
guen a b s u r d o que, n o siendo ni p o r naturaleza ni
realmente D i o s , este h o m b r e , d e s p o j a n d o a quien es
p o r naturaleza el H i j o , p u e d a gloriarse con el título
de D i o s y q u e los ángeles, los arcángeles y los sera-

71 C f . J n 5 , 4 6 .
7 2 . R m 10, 6 - 9 .
7 3 . 1 T m 3, 1 6 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

fines, q u e s o n superiores a a q u é l l o s , sirvan p o r ór-


denes en t o r n o a quien n o es v e r d a d e r a m e n t e H i j o
y D i o s , sino s ó l o u n h o m b r e , enaltecido con el títu-
lo de H i j o p o r participación y p o r asunción, al igual
q u e n o s o t r o s , y q u e d e ese m o d o ha a l c a n z a d o ,
según dicen, los h o n o r e s de D i o s . P e r o ni siquiera
tan graves acusaciones hacen d u d a r a nuestros ad-
v e r s a r i o s . ¿ N o es e s t a d o c t r i n a el c o l m o d e la
m a y o r de las i m p i e d a d e s sacrilegas? L o d a d o y aña-
d i d o p u e d e ser r e c h a z a d o y n a d a q u e entra de fuera
7 4
causa d a ñ o irremediable . N o q u i e r o referirme a
otros p o s t u l a d o s blasfemos y a b s u r d o s . Pero, ¿ p o r
q u é quieren degradar hasta la ignominia lo q u e hay
de m á s maravilloso en la e c o n o m í a salvífica y p o r
q u é r e d u c e n n u e s t r o s a g r a d o y d i v i n o c u l t o a la
adoración de u n h o m b r e , h u r t á n d o n o s el culto del
H i j o v e r d a d e r o para p e r s u a d i r n o s de q u e a d o r e m o s
a alguien q u e le está u n i d o s ó l o accidentalmente y al
q u e pretenden p u e s t o por encima de todo Principa-
7 5
do, Potestad y Dominación ? P r o c e d i e n d o así, n o
s ó l o e x p o n e n al riesgo de errar a los habitantes de la
tierra, sino a las m i s m a s potencias e inteligencias ce-
lestes, p u e s también ellas, c o n n o s o t r o s , a d o r a n n o
al V e r b o p o r naturaleza q u e se ha encarnado, el q u e
p r o c e d e de D i o s y el Padre, sino a otro cualquiera,
descendiente de D a v i d , al cual u n simple querer de
D i o s y ciertos o r n a m e n t o s extrínsecos confieren la
apariencia de D i o s , sin q u e realmente lo sea.

74. C f . M e 7, 1 5 .
7 5 . E f 1, 2 1 .
60 CIRILO DE ALEJANDRÍA

B - P e r o argumentan ellos q u e , si bien c o n s i d e -


r a d o p o r sí s ó l o es nada m á s q u e un h o m b r e , p o r
cierta ideal referencia a D i o s , recibe E l a d o r a c i ó n de
t o d a s las criaturas.

Adoración de todo lo creado

A - P e r o , ¿ c ó m o d e b e m o s concebir y presentar
esa relación q u e ellos tan repetidamente enarbolan?
E x a m i n e m o s la S a g r a d a y D i v i n a E s c r i t u r a p a r a en-
contrar respuesta a lo q u e d e s e a m o s . C i e r t o día, los
israelitas, d e s p r e c i a n d o el t e m o r de D i o s , se volvie-
r o n d u r a m e n t e contra M o i s é s y A a r ó n . E n t o n c e s ,
A a r ó n y M o i s é s les preguntaron: ¿Quién es Aarón
para que murmuréis contra él? Vuestras murmura-
7b
ciones no van contra nosotros, sino contra Dios .
V e r d a d era q u e habían o f e n d i d o a M o i s é s y a
A a r ó n , p e r o su c o m p o r t a m i e n t o era, p r o p i a m e n t e ,
un atentado a la gloria de D i o s y contra ella iba, en
último término, la intención de los ofensores. A d e -
m á s , ni M o i s é s ni A a r ó n eran d i o s e s , ni nada en la
creación les a d o r ó p o r ninguna especial referencia
s u y a a D i o s . S e g ú n la carne, D i o s reinó s o b r e Israel
mediante los profetas. P e r o m á s tarde acudieron al
divino Samuel diciéndole: Constituye sobre nosotros
un rey que nos gobierne, como tienen las demás na-
77
ciones . A q u e l h o m b r e inspirado se entristeció p o r

76. N m 16, 1 1 ; E x 16, 8.


7 7 . 1 S 8, 5 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 61

esto, y con r a z ó n , p e r o D i o s m i s m o le dijo: No te


repudian a ti, sino a mí, porque no quieren ya que
7S
reine sobre ellos . E n c o n t r a m o s d e n u e v o , y esta
v e z abiertamente, la idea del desprecio a D i o s . Pues
bien, el Salvador y Señor del universo, dice hablan-
d o de quienes se encuentran en la p o b r e z a : Lo que
79
hagáis al más pequeño de éstos, a mí me lo hacéis .
¿ H o n r a r í a así al H i j o quien dijese honrar al descen-
d i e n t e d e D a v i d ? Y si a l g u n o n o q u i s i e r a creer,
¿ofendería al H i j o p o r naturaleza q u e quiere ser o b -
jeto de nuestra d e v o c i ó n y nuestra fe en g r a d o de
estrecha semejanza? ¿ P o r q u é , entonces, n o es el e s -
clavo h o n r a d o c o m o el d u e ñ o , si ha s i d o elevado a
80
la altura de la divinidad, Dios nuevo , según las E s -
crituras? ¿ S e ha s u m a d o a la Trinidad santa y c o n -
sustancial alguien q u e n o le es igual p o r naturaleza
y d e b e ser con ella a d o r a d o y con ella participa de
igual gloria?
B - Mantienen ellos que esa relación debe ser en-
tendida, más o menos, del m o d o siguiente: viendo a
D i o s Verbo inseparablemente unido al descendiente
de D a v i d , a d o r a m o s a este último c o m o a D i o s .
A - ¿Basta, entonces, con q u e le esté unido, para
q u e se le tribute la gloria a D i o s debida y para si-
tuarlo p o r encima de los límites de lo creado? ¿ H a r á
eso q u e alguien, aun sin ser D i o s , tenga derecho a ser
a d o r a d o ? Pero y o sé del caso de alguien que le dice a

7 8 . 1 S 8, 7.
79. M t 25, 40.
8 0 . S a l 8 0 , 10.
62 CIRILO DE ALEJANDRÍA

D i o s , valiéndose de la lira del salmista: Mi alma está


si
unida estrechamente a ti . Y también el bienaventu-
rado Pablo escribe: Quien se une al Señor forma con
82
El un solo espíritu . D i m e , ¿ h a b r e m o s de adorarlos
en razón de su relación c o n D i o s , d a d o que le están
estrechamente u n i d o s ? Se ha de tener presente, ade-
más, que el término « u n i ó n » es más fuerte e indica
m a y o r cohesión q u e una simple « c o n e x i ó n » , p u e s
quien está estrechamente unido a alguien tiene con él
un lazo m u y intenso.
B - A s í parece.
A - ¿ P o r q u é r e c h a z a n e n t o n c e s el t é r m i n o
« u n i ó n » , q u e es usual entre n o s o t r o s y n o s ha s i d o
transmitido p o r los santos Padres, y prefieren el de
« c o n e x i ó n » ? L a unión n o confunde las cosas q u e se
dicen u n i d a s , sino q u e indica m á s bien la c o n c u -
rrencia de las cosas q u e se dicen unidas c o m o ele-
m e n t o s u n i d o s en algo. N o siempre p u e d e decirse
q u e es u n o solamente lo q u e es simple y de una sola
especie, p u e s también constituyen una sola c o s a al-
g u n o s seres q u e se f o r m a n a partir de d o s o m á s
c o m p o n e n t e s , incluso si éstos pertenecen a especies
diversas. E s t a es, al m e n o s , la o p i n i ó n de quienes
entienden de tales materias. P o r e s o es i n d e c o r o s o
dividir en d o s al único y v e r d a d e r o H i j o p o r natu-
raleza, h e c h o h o m b r e y e n c a r n a d o , y rechazar el
término de « u n i ó n » para sustituirlo p o r el de « c o -
n e x i ó n » , q u e p o d r í a ser aplicado a m u c h o s otros en

8 1 . S a l 6 2 , 9.
8 2 . 1 C o 6, 1 7 .
¡POR Q U É CRISTO ES U N O ? 63

r a z ó n de su vinculación con D i o s c a u s a d a p o r la
virtud y la santidad, c o m o fue señalado p o r u n o de
los profetas que, dirigiéndose a los caídos en la ti-
b i e z a , decía: Reunios, congregaos, gente sin ver-
güenza, antes que seáis aventados como la paja que
8 3
en un día pasa . T a m b i é n el discípulo p u e d e decir-
se q u e está u n i d o a s u m a e s t r o p o r el d e s e o d e
aprender y t o d o s nos hallamos u n i d o s los u n o s a
los otros y n o de una sola f o r m a sino de m u c h a s y
m u y variadas. Q u i e n c o l a b o r a con o t r o en una tarea
no p u e d e considerarse q u e n o g u a r d e relación con
quien, p o r su libre voluntad, lo ha t o m a d o c o m o
colaborador. A este tipo de relaciones parece refe-
rirse principalmente el término « c o n e x i ó n » , u s a d o
p o r nuestros innovadores. E n efecto, tú m i s m o has
p o d i d o escuchar c ó m o esos ignorantes enseñan q u e
Dios Verbo, habiendo tomado a un hombre para
constituirlo c o m o o t r o hijo j u n t o a E l , lo convirtió
en e j e c u t o r d e s u s d e s i g n i o s , s o m e t i é n d o l o a la
p r u e b a de la muerte, haciéndolo resucitar luego y
subir al cielo y c o l o c á n d o l o s o b r e el t r o n o de la di-
v i n i d a d inefable. ¿ N o es, a c a s o , v e r d a d q u e esas
afirmaciones s u p o n e n q u e tal h o m b r e es distinto del
verdadero H i j o de D i o s p o r naturaleza?
B - E s fuerza admitirlo así.
A - Y llegados a tal p u n t o de ignorancia c o m o
para pensar y decir q u e n o es q u e el Verbo U n i g é -
nito de D i o s se haya hecho semejante a n o s o t r o s ,
sino q u e a s u m i ó a un h o m b r e , ¿ c ó m o pretenden ha-

8 3 . S o 2 , 1-2.
64 CIRILO DE ALEJANDRÍA

c e r n o s c o m p r e n d e r e s t a a s u n c i ó n ? ¿ S e r á q u e el
Verbo ha elegido a alguien p a r a hacerle cumplir lo
q u e E l quiere, exactamente igual a c o m o dijo u n o
de los santos profetas: Yo no soy profeta ni hijo de
profeta, sino un pastor y cultivador de sicómoros.
Pero Yavé me tomó de detrás del rebaño, y Yavé me
M
dijo: Ve y profetiza a mi pueblo de Israel } Siendo
pastor, D i o s lo hizo profeta y lo convirtió en ejecu-
tor de sus designios.
B - C o n t e s t a r á n ellos q u e la asunción de q u e ha-
blan n o ha de entenderse en ese s e n t i d o , s i n o en
a q u e l en el q u e s e i n t e r p r e t a la f r a s e : Tomando
85
forma de esclavo .

Tomó forma de esclavo

A - Entonces puede legítimamente sostenerse


q u e lo a s u m i d o ha venido a ser, p o r una u n i ó n indi-
soluble, p r o p i o de quien lo ha a s u m i d o y, p o r c o n -
siguiente, q u e J e s ú s es, p o r una parte, D i o s , H i j o
del v e r d a d e r o D i o s , el s o l o y único H i j o en cuanto
Verbo de D i o s Padre, divinamente nacido antes de
t o d a edad y t i e m p o y q u e , p o r otra parte, E l m i s m o
nació de una mujer según la carne en los últimos
t i e m p o s del siglo. Pues la f o r m a de esclavo a nadie
pertenecía sino a É l s ó l o .
B - ¿ P o r q u é dices e s o ?

8 4 . A m 7, 1 4 - 1 5 .
8 5 . F l p 2 , 7.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 65

A - D i m e : ¿ p u e d e afirmarse sin caer en el absur-


d o q u e haya t o m a d o f o r m a de esclavo quien es es-
clavo p o r naturaleza? ¿ T o m a r f o r m a de esclavo n o
es, p o r el contrario, p r o p i o de quien es verdadera-
mente libre y p o r esencia se halla fuera de los lími-
tes de la esclavitud?
B - Pienso q u e esto último, p u e s quien es de u n
cierto m o d o p o r naturaleza, ¿ c ó m o p o d r á conver-
tirse en e s o ?
A - P u e s b i e n : t e n p r e s e n t e q u e a u n q u e el
V e r b o H i j o único de D i o s se h a y a hecho semejante
a n o s o t r o s y, en r a z ó n de su h u m a n i d a d , se h a y a
s o m e t i d o a los límites de la s e r v i d u m b r e , ha d e j a d o
claro t e s t i m o n i o de la libertad q u e de su naturaleza
le p r o v e n í a c u a n d o , llegado el m o m e n t o de p a g a r la
8 6
d i d r a c m a , dijo: Luego los hijos están exentos . E l ,
p o r tanto, fue quien recibió la f o r m a de esclavo t o -
m a n d o s o b r e sí las consecuencias del a n o n a d a m i e n -
to, sin desdeñar nuestra semejanza. N o era p o s i b l e
honrar al esclavo sino haciendo p r o p i o s los r a s g o s
del esclavo p a r a así hacer resplandecer s o b r e ellos
su gloria. P o r q u e , c o m o siempre prevalece lo q u e
es superior, de ese m o d o fue alejada de n o s o t r o s la
v e r g ü e n z a de la s e r v i d u m b r e . Q u i e n estaba p o r en-
c i m a de n o s o t r o s se h i z o c o m o n o s o t r o s y quien
p o r naturaleza es libre se s o m e t i ó a los confines de
la s e r v i d u m b r e . P o r E l se n o s ha d a d o el h o n o r
t a m b i é n a n o s o t r o s y s o m o s l l a m a d o s hijos de D i o s
y p o d e m o s llamar P a d r e a quien p r o p i a m e n t e lo es

8 6 . M t 17, 2 6 .
66 CIRILO DE ALEJANDRÍA

s u y o . P o r e s o , c u a n d o d e c i m o s q u e ha t o m a d o
f o r m a de esclavo q u e r e m o s expresar t o d o el m i s t e -
rio de la e c o n o m í a salvífica en la carne. Y si al-
guien, c o n f e s a n d o u n s o l o H i j o y Señor, el V e r b o
de D i o s P a d r e , afirma q u e ha u n i d o a E l c o m o p a r -
tícipe d e s u filiación y d e s u g l o r i a a u n s i m p l e
h o m b r e , descendiente del linaje de D a v i d , h o r a es
y a de decirle, entristecidos p o r él y c o m p a d e c i é n -
dole: ¡Quién convirtiera mi cabeza en llanto, mis
ojos en manantial de lágrimas, para llorar día y
87
noche a los muertos de la hija de mi pueblo! . Han
8 8
sido e n t r e g a d o s a su mente d e p r a v a d a , negando
89
al dueño que los adquirió . N o s presentan, en rea-
lidad, d o s hijos de distinta naturaleza, c o r o n a n al
esclavo c o n la gloria q u e a D i o s conviene, quieren
q u e el hijo b a s t a r d o brille c o n el m i s m o e s p l e n d o r
s u p r e m o q u e a d o r n a a quien es H i j o p o r naturale-
za, a p e s a r de la advertencia de D i o s : No daré a
9 0
otros mi gloria . P u e s , ¿ c ó m o p u e d e d a r s e q u e n o
sea otro, distinto del v e r d a d e r o H i j o p o r naturale-
za, aquel de quien se dice q u e es h o n r a d o sola y
únicamente en r a z ó n del especial vínculo q u e m a n -
tiene c o n el H i j o , p e r o q u e p e r m a n e c e en la c a t e g o -
ría de siervo y q u e , aun s i e n d o acreedor a la filia-
c i ó n en el m i s m o g r a d o y m e d i d a q u e t o d o s
n o s o t r o s , p o r u n d o n gratuito, participa de la gloria
m á s allá de lo q u e le pertenece?

8 7 . J r 8, 2 3 .
8 8 . C f . R m 1, 2 8 .
89. 2 P 2, 1.
9 0 . I s 4 2 , 8.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 67

B - ¿ N o es, p o r tanto, necesario distinguir en el


E m m a n u e l u n h o m b r e s e p a r a d o y un D i o s V e r b o ?
A - D e n i n g ú n m o d o . P o r el contrario: es n e c e -
sario afirmar q u e D i o s se ha hecho h o m b r e y q u e
el u n o y el o t r o están en u n m i s m o ser. A p e s a r de
convertirse en h o m b r e , n o ha d e j a d o de ser D i o s ,
ni ha c o n s i d e r a d o i n a d m i s i b l e la e c o n o m í a salvífica
p o r d e s d é n hacia las l i m i t a c i o n e s del a n o n a -
damiento.
B - Pero entonces, argumentan ellos, ha de d e -
cirse q u e el cuerpo era consustancial al Verbo, p u e s
de ningún otro m o d o p u e d e concebirse un s o l o y
único H i j o .
A - ¡ E s o sí que es una necedad y u n síntoma de
tener p e r t u r b a d a la mente! ¿ C ó m o p u e d e imaginar-
se q u e convengan en una m i s m a y sola esencia cosas
cuyas naturalezas s o n entre sí distintas? U n a c o s a es
la divinidad y otra la h u m a n i d a d . ¿ D e q u é cosas p o -
d e m o s predicar la u n i ó n ? N o , ciertamente, de a q u e -
llo q u e es numéricamente u n o , sino de cosas q u e
sean d o s o m á s .
B - P o r eso, contestan ellos, es necesario n o m -
brar separadamente tales cosas.
A - S e g ú n antes he a p u n t a d o , n o es necesario
distinguirlas en el sentido de q u e una cosa sea ajena
a la otra, o de q u e alguna de ellas exista p o r separa-
d o y c o n independencia de la otra. A m b a s están,
u n a j u n t o a otra, c o n u n i ó n i n d i s o l u b l e . P u e s el
91
Verbo se hizo c a r n e , según dice san J u a n .

9 1 . C f . J n 1, 14.
68 CIRILO DE ALEJANDRÍA

B - Pero entonces, las d o s naturalezas se c o n -


funden entre sí y a partir de las d o s surge u n a sola.

La unión indisoluble

A - ¿ Q u i é n sería tan insensato e ignorante c o m o


p a r a p e n s a r q u e la n a t u r a l e z a d i v i n a del V e r b o
p u e d a convertirse en algo q u e n o era o para i m a g i -
nar q u e la carne, t r a n s f o r m á n d o s e , haya llegado a
ser d e la m i s m a n a t u r a l e z a q u e el V e r b o m i s m o ?
E s o es i m p o s i b l e . L o q u e n o s o t r o s d e c i m o s es q u e
hay u n s o l o H i j o y q u e una sola es la naturaleza del
H i j o , a u n q u e se admita q u e ha a s u m i d o carne d o t a -
da de alma intelectual. S e g ú n dije, h i z o s u y o lo hu-
m a n o y en ese sentido, y n o en ningún otro, lo c o n -
fesamos n o s o t r o s D i o s y h o m b r e al m i s m o t i e m p o .
B - N o p u e d e , entonces, hablarse de d o s natura-
lezas, la de D i o s y la del h o m b r e .
A - P o r r a z ó n de lo q u e a cada u n a de ellas le es
p r o p i o , una c o s a es la divinidad y otra la h u m a n i -
dad. M a s en C r i s t o , d e u n m o d o s o r p r e n d e n t e e
inexpresable, sin c a m b i o ni confusión, a m b a s han
c o n v e n i d o en u n a s o l a u n i d a d . C ó m o se h a y a n
u n i d o es c o s a p o r entero i m p o s i b l e de comprender.
B - P e r o , ¿ c ó m o a partir de d o s elementos, la di-
vinidad y la h u m a n i d a d , p u e d e llegarse a concebir
como uno a un solo Cristo?
A - A m i entender, s ó l o de u n m o d o igual a
c o m o la r e a l i d a d p o d r í a llegar a u n i r s e c o n u n a
unión indivisible y q u e , s e g ú n dije, excede la c a p a -
cidad de nuestra inteligencia.
¿POR QUÉ CRISTO ES U N O ? 69

B - ¿ P u e d e s p o n e r algún e j e m p l o ?
A - ¿ N o d e c i m o s acaso q u e el h o m b r e , entendi-
d o en el sentido en q u e lo s o m o s n o s o t r o s , es u n o y
q u e una es su naturaleza, a pesar de q u e no es h o -
m o g é n e o , sino c o m p u e s t o de d o s elementos, el alma
y el c u e r p o ?
B - Sí.
A - Y si alguien t o m a s e aparte la carne, separán-
dola del alma q u e le está unida, ¿ n o dividiría en d o s
h o m b r e s al q u e es u n o , d e s t r u y e n d o así lo q u e le es
característico?
B - También el sapientísimo Pablo escribe: Aun
cuando nuestro hombre exterior se va desmoronando,
92
el hombre interior se va renovando de día en día .
A - D i c e s bien. E l c o n o c í a a la perfección las
p a r t e s q u e c o m p o n e n este ú n i c o ser y e s t a b l e c e
entre ellas u n a diferencia q u e es s ó l o metafórica.
P o r hombre interior entiende el alma y p o r hombre
exterior, el c u e r p o . E s t á r e c o r d a n d o el u s o de las
Sagradas Escrituras, que a veces mencionan una
parte para referirse a la totalidad del h o m b r e vivo,
c o m o c u a n d o D i o s dice: Derramaré mi espíritu en
93
toda carne . Y también c u a n d o M o i s é s se dirige a
los israelitas: Cuando tus padres bajaron de Egipto
94
eran setenta y cinco almas . Y o t r o tanto h a b r e m o s
de encontrar a p r o p ó s i t o del E m m a n u e l . D e s p u é s
de la unión, de la u n i ó n con la carne, a u n q u e se le
llama U n i g é n i t o y D i o s de D i o s , no se ha de enten-

9 2 . 2 C o 4 , 16.
9 3 . J l 3, 1.
9 4 . D t 10, 2 2 .
70 CIRILO DE ALEJANDRÍA

der q u e sea sin la carne, q u e n o sea h o m b r e . Y aun-


q u e se le llama h o m b r e n o se quiere negar q u e sea
D i o s y Señor.
B - Pero si d e c i m o s q u e la naturaleza del H i j o
es solamente una, también c u a n d o p e n s e m o s en el
H i j o encarnado, se i m p o n e admitir q u e ha h a b i d o
mezcla y confusión, c o m o si le hubiera s i d o sustra-
ída la naturaleza humana. A n t e la grandeza de la di-
vinidad, ¿ q u é es la naturaleza del h o m b r e ?
A - A m i g o m í o : b i e n l o c o e s t a r í a q u i e n del
hecho de q u e a d m i t a m o s q u e es u n a sola la natura-
leza del H i j o hecho carne y h o m b r e concluyera que
ha h a b i d o m e z c l a y c o n f u s i ó n . N a d i e estaría en
g r a d o de d e m o s t r a r eso c o n a r g u m e n t o s veraces y
convincentes. L o q u e en realidad quieren é s o s es
i m p o n e r n o s c o m o evidencia lo q u e n o es sino u n
p u n t o de vista s u y o , con el q u e han proyectado un
95
designio que no podrán llevar a cabo . M a s n o es a
ellos a quienes d e b e m o s hacer caso, sino a la E s c r i -
tura inspirada. Si piensan q u e , p o r n o ser nada ante
la naturaleza divina, la naturaleza h u m a n a d e s a p a r e -
ce y, según dicen ellos, se dispersa, h a b r e m o s de res-
ponderles: Os equivocáis y no conocéis ni las Escri-
9 6
turas ni el poder de Dios . P u e s , en e f e c t o , n o
resulta i m p o s i b l e a la b o n d a d de D i o s hacerse c a p a z
de s o p o r t a r los límites de la h u m a n i d a d . E s o es lo
9 7
q u e , p a r a e m p e z a r , q u i s o significar M o i s é s , d e

96. M t 2 2 , 2 9 .
9 7 . C f . E x 3, 1.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 71

m o d o misterioso, c u a n d o , figuradamente aún, d e s -


cribió el misterio de la Encarnación. D i o s se mani-
festó en el desierto en una zarza, bajo la f o r m a de
una llama de fuego q u e ardía en la z a r z a sin q u e ésta
se consumiera, hecho ante el cual M o i s é s q u e d ó es-
tupefacto. ¿ C ó m o existían simultáneamente el fuego
y la leña? A l g o tan fácil de q u e m a r s e s o p o r t ó la v i o -
lencia de la llama. E r a s ó l o , c o m o y a he indicado, un
s í m b o l o del misterio venidero y significaba q u e la
naturaleza divina del Verbo habría de soportar, p o r
decisión p r o p i a , los límites de la naturaleza humana.
Pues para D i o s nada hay i m p o s i b l e .
B - B i e n sabes q u e no es eso lo q u e ellos quieren
decir.

Un solo Hijo, un solo Cristo

A - S e r á e n t o n c e s q u e h e m o s d e aceptar u n a
doctrina q u e admita d o s H i j o s y d o s C r i s t o s .
B - D o s n o . D i c e n ellos q u e es solamente u n o el
H i j o s e g ú n la naturaleza, el V e r b o nacido de D i o s
Padre, mientras q u e el h o m b r e q u e ha sido a s u m i -
d o , siendo p o r naturaleza hijo de D a v i d , llegó a ser
H i j o de D i o s al haber s i d o a s u m i d o p o r el D i o s
Verbo: c o m o el D i o s Verbo habita en él, ha alcanza-
d o esa dignidad y ha o b t e n i d o la filiación p o r un
d o n gratuito.
A - P e r o , ¡ q u é mente, q u é p e n s a m i e n t o es el de
quienes son capaces de opinar de ese m o d o !
¿ C ó m o eludirán hablar de d o s hijos, si separan u n o
de o t r o , al h o m b r e y a D i o s ? Si, s e g ú n dicen, es
u n o s ó l o el v e r d a d e r o H i j o p o r naturaleza y el o t r o
72 CIRILO DE ALEJANDRÍA

tiene la filiación gracias a un d o n gratuito, habien-


d o a l c a n z a d o tal d i g n i d a d s ó l o p o r q u e el V e r b o ha-
bita en él, ¿ q u é es lo q u e hace a este h o m b r e s u p e -
r i o r a n o s o t r o s ? T a m b i é n en n o s o t r o s h a b i t a el
V e r b o . A s í lo testimonia el s a n t í s i m o P a b l o en las
siguientes p a l a b r a s : Por eso doblo mis rodillas ante
el Padre, de quien toma nombre toda familia en el
cielo y en la tierra, para que os conceda, según la ri-
queza de su gloria, que seáis vigorosamente fortale-
cidos por la acción de su Espíritu en el hombre inte-
rior, que Cristo habite por la fe en vuestros
9 8
corazones . E l habita en n o s o t r o s mediante el E s -
píritu, que nos hace exclamar: ¡Abbá, Padre!". Por
consiguiente, siendo v e r d a d q u e D i o s Padre nos ha
h o n r a d o con los m i s m o s bienes, en nada s o m o s n o -
s o t r o s inferiores a aquél. T a m b i é n n o s o t r o s , p o r u n
d o n g r a t u i t o , h e m o s s i d o h e c h o s hijos y d i o s e s .
H e m o s s i d o elevados a esa maravillosa y s o b r e n a -
tural d i g n i d a d p o r q u e t a m b i é n en n o s o t r o s habita
el V e r b o U n i g é n i t o de D i o s . Viene a d e m o s t r a r s e
así lo a b s u r d o e i m p í o q u e es afirmar q u e t o d a la
d i g n i d a d de J e s ú s consiste en haber recibido la fi-
liación y la gloria consiguiente, merced a un d o n
p u r a m e n t e gratuito.
B - ¿ P u e d e s ampliar tus explicaciones?
A - Ciertamente. E n primer lugar, y c o m o y a he
dicho, se seguirá de sus afirmaciones q u e J e s ú s sería
o t r o hijo, C r i s t o y S e ñ o r distinto y s e p a r a d o d e

9 8 . E f 3, 1 4 - 1 7 .
9 9 . R m 8, 1 5 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 73

quien lo es p o r naturaleza. P e r o a d e m á s se añadiría


a éste o t r o a b s u r d o , i m p o s i b l e de conciliar con la
lógica.
B - ¿Cuál?
A - D i c e de C r i s t o el sapientísimo J u a n : Vino a
su casa y los suyos no le recibieron, pero a todos los
que le recibieron les dio poder de hacerse hijos de
1 0
Dios ° . Q u i e n p o s e e la filiación s ó l o p o r un d o n
gratuito y d e b e el ser lo q u e es s ó l o a una dignidad
accidental, ¿ p o d r á dar a los d e m á s lo q u e él a duras
penas ha o b t e n i d o ? ¿ N o te parece c o s a inverosímil?
B - Ciertamente.
A - P o r otra parte, si algo n o es p r o p i o de al-
guien p o r su naturaleza, sino c o m o cosa extraña a
ésta, ¿ n o es verdad q u e corre el riesgo de p e r d e r l o ?
B - Sin d u d a .
A - H a b r á de admitirse entonces la p o s i b i l i d a d
de q u e el H i j o pierda un día su condición de tal, y a
q u e lo q u e n o viene exigido p o r las p r o p i a s leyes de
la naturaleza n o ofrece seguridad ninguna de q u e n o
se pierda.
B - A s í es.
A - Y aún d e s d e otro p u n t o de vista p u e d e m o s -
trarse lo torpe y llena de necedades q u e es esa d o c -
trina. D a d o q u e quien es p o r a d o p c i ó n y gracia ha
de ser necesariamente a semejanza de quien es p o r
naturaleza y verdaderamente, ¿ c ó m o p o d r e m o s n o -
s o t r o s ser hijos a d o p t i v o s p o r relación a E l c o m o al
verdadero hijo, c u a n d o E l m i s m o , igual q u e n o s o -

100. J n 1, 1 1 - 1 2 .
74 CIRILO DE ALEJANDRÍA

tros, es hijo p o r la gracia? ¿ Y p o r q u é en las p a r á -


bolas evangélicas es enviado a los siervos en calidad
de H i j o y p o r q u é se dice de los viñadores q u e al
verlo dijeron: Este es el heredero: vamos a matar-
101
le } Q u i e n se manifestó en la carne y p a d e c i ó los
ultrajes de los j u d í o s es en verdad H i j o y libre, en-
g e n d r a d o de la m á s libre de las naturalezas y n o
u n o de los s o m e t i d o s al y u g o . P o r e s o es tenido
c o m o D i o s , a u n q u e se haya hecho semejante a n o -
sotros q u e e s t a m o s bajo el y u g o y se haya converti-
d o en hijo d e s e r v i d u m b r e quien, s e g ú n he dicho
ya, es el v e r d a d e r o H i j o p o r naturaleza, exento de
t o d o y u g o y superior a t o d a creación. A su imagen
h e m o s s i d o n o s o t r o s m o d e l a d o s , hijos p o r a d o p -
ción y p o r gracia.
B - P e r o , replican ellos, n o s o t r o s n o d e c i m o s
q u e el h o m b r e sea p o r n a t u r a l e z a H i j o d e D i o s ,
para no e x p o n e r n o s a admitir d o s hijos p o r natura-
leza. D e c i m o s s ó l o q u e igual q u e el Verbo bajado
del cielo n o es p o r n a t u r a l e z a hijo de D a v i d , así
t a m p o c o el descendiente de D a v i d es p o r naturaleza
H i j o de D i o s .
A - Pero entonces hay q u e distinguir d o s hijos y
de a m b o s igualmente se p o d r á c o n r a z ó n decir q u e
llevan un n o m b r e falso. D e ser así las cosas, entien-
d o y o q u e alguien f u n d a d a m e n t e p o d r í a concluir
q u e el m i s t e r i o de C r i s t o es s ó l o u n a i m p o s t u r a .
Pues, si s o n las cosas tal y c o m o nuestros adversa-
rios las entienden, ¿en qué reside la unión y cuál es,

101. M t 2 1 , 38.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

s e g ú n ellos, su o b j e t o ? O bien hay q u e tener p o r


falso q u e el Verbo se haya hecho carne o habrá sido
solamente una ficción, p u e s dicen q u e el Verbo de
D i o s n o ha llevado el n o m b r e de hijo de D a v i d p o r
ser, según la carne, descendiente de él. A mí se m e
antoja pensar que tienen menester de oír de n o s o -
tros aquellas m i s m a s palabras q u e C r i s t o dirigió a
los principales entre l o s j u d í o s : ¿ Qué pensáis del
102
Mesías? ¿De quién es hijo? . Y si contestan q u e « d e
D a v i d » , les r e p l i c a r e m o s a n u e s t r a v e z n o s o t r o s :
Pues, ¿cómo David, movido por el Espíritu, le llama
Señor, cuando dice: Dijo el Señor a mi Señor: Siénta-
te a mi diestra basta que ponga a tus enemigos deba-
jo de tus pies? Si pues David le llama Señor, ¿cómo
1 0 3
puede ser hijo suyo? . Según nuestros adversarios,
quien no es verdaderamente H i j o p o r naturaleza se
sienta j u n t o a D i o s . P e r o d i m e : ¿ S e sienta en el
m i s m o trono del T o d o p o d e r o s o ? P o r q u e dice el sa-
pientísimo Pablo q u e a ninguno de los ángeles le ha
dicho jamás el Padre: T ú eres mi hijo, ni t a m p o c o :
104
siéntate a mi d e r e c h a . ¿ C ó m o p u e d e ser entonces
q u e el hijo de una mujer obtenga los m á x i m o s h o -
nores y entre ellos el t r o n o de la divinidad por enci-
ma de todo principado, potestad, trono y potencia y
105
de cualquier otro título que pueda nombrarse ?
Ten presente lo q u e dice el Señor: Si pues David,
movido por el Espíritu, le llama Señor, ¿ cómo puede

102. M t 22, 42.


103. M t 22, 4 3 - 4 5 .
1 0 4 . C f . H b 1, 5 . 1 3 .
1 0 5 . E f 1, 2 1 .
76 CIRILO DE ALEJANDRÍA

1 0 6
ser hijo suyo? . E s t a s palabras bastan para conven-
cer a cualquiera q u e se p r e o c u p e de alcanzar la ver-
dad de q u e el Verbo, participando de la carne y de la
sangre, permaneció al m i s m o tiempo siendo el H i j o
único. Su excelencia y señorío, tales cuales a un D i o s
convienen, atestiguan que es D i o s . Q u e es h o m b r e
aparece claro c u a n d o se hace llamar hijo de D a v i d .
B - Para contestar a tus afirmaciones dirán,
e s t o y s e g u r o , q u e es necesario admitir entonces q u e
el descendiente de D a v i d es de la esencia de D i o s
Padre.
A - ¿ N o es é s a u n a c u e s t i ó n a b s o l u t a m e n t e
necia? ¿ N o está, a d e m á s , en p l e n o d e s a c u e r d o c o n
el p o d e r del misterio y c o n el a m o r a la v e r d a d ?
B - E x p l í c a m e q u é quieres decir.

Cristo desciende de David según la carne

A - N o debes distinguir del único C r i s t o , H i j o y


Señor, al descendiente de D a v i d , s u p o n i é n d o l o un
ser distinto. Q u i e r e la d o c t r i n a recta q u e el H i j o
U n i g é n i t o nacido del Padre, ése y ningún otro, sea
t a m b i é n el descendiente de D a v i d s e g ú n la carne.
N a d i e , p o r tanto, dejándose arrastrar p o r d e s c o n s i -
d e r a d a locura, diga q u e p u e s el V e r b o b a j a d o del
cielo n o es p o r naturaleza hijo de D a v i d , t a m p o c o el
d e s c e n d i e n t e de D a v i d es p o r n a t u r a l e z a H i j o de
D i o s . E l Verbo, q u e natural y verdaderamente es el
resplandor de D i o s Padre, tras haber a s u m i d o carne

106. M t 22, 4 5 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

y sangre, sigue siendo, c o m o dije p o c o ha, lo m i s m o ,


es decir, H i j o verdadero del Padre p o r naturaleza, y
c o n s t i t u y e u n o s o l o y ú n i c o , y n o d o s seres u n o
j u n t o a otro, sino q u e su p e r s o n a es una sola. D e
suerte que, reducidos a unidad real, m á s allá y p o r
encima de nuestra inteligencia y nuestra capacidad
de comprensión, elementos de s u y o tan diversos y
separados, p o d r e m o s recorrer sin error el camino de
la fe. C o n f e s a m o s q u e C r i s t o es u n o s o l o y q u e el
m i s m o es el nacido de D i o s Padre en cuanto D i o s
Verbo y el descendiente del divino D a v i d según la
carne. ¿ N o te parece bien analizada la cuestión?
B - C o n perfección s u m a .
A - Quiero todavía proponer otro asunto a
nuestros objetores.
B - ¿ D e q u é se trata?
A - ¿ N o es v e r d a d q u e e l l o s p i e n s a n q u e el
V e r b o U n i g é n i t o recibe del P a d r e su subsistencia,
m i e n t r a s q u e el h o m b r e a s u m i d o p o r c o n e x i ó n ,
c o m o ellos dicen, ha s u r g i d o del linaje de D a v i d ?
B - E s o dicen.
A - Siendo D i o s , el Verbo en t o d o y p o r t o d o
será superior, p o r naturaleza y p o r gloria, al descen-
diente de D a v i d y lo excederá en la m i s m a p r o p o r -
ción en q u e c o r r e s p o n d e a la diferencia entre sus
naturalezas. D e n o ser las cosas c o m o las p r o p o n g o ,
¿cuál es la r a z ó n p a r a q u e presenten a u n o c o m o
quien distribuye la gloria y el p o d e r y al otro c o m o
quien los recibe y alcanza su condición p o r privile-
gio y d o n gratuito? M a s sin d u d a quien recibe se
encuentra en p o s i c i ó n de inferioridad y en u n lugar
secundario respecto a quien da, y a esa regla general
78 CIRILO DE ALEJANDRÍA

n o escapa la relación q u e mantienen quien d a la g l o -


ria y quien la participa de él.
B - A lo q u e p i e n s o , también nuestros a d v e r s a -
r i o s s o s t i e n e n q u e e x i s t e u n a d i f e r e n c i a infinita
entre D i o s y los h o m b r e s .
A - ¿ C ó m o es e n t o n c e s q u e el s a p i e n t í s i m o
P a b l o , iniciador en los misterios divinos, en quien
habitaba el m i s m o espíritu q u e p r o c l a m a b a y q u e
hablaba en el Espíritu, a quien era j u d í o s e g ú n la
c a r n e lo l l a m a b a D i o s y b e n d i t o p o r l o s s i g l o s ,
1 0 7
amén ? ¿ Q u é hay p o r encima de D i o s q u e está
p o r encima de t o d o ? ¿ Y q u é cabe atribuir al Verbo
nacido del Padre q u e lo haga superior a aquel q u e
es j u d í o según la carne, si se dice q u e el p r i m e r o n o
es el s e g u n d o , y q u e éste es un H i j o aparte y, p o r
tanto, n o de v e r d a d ?
B - P o r q u e , contestan ellos, el descendiente de
D a v i d ha sido a s u m i d o en virtud de su conexión, y
c o m o el Verbo, que es D i o s , habita en él, participa de
todas sus dignidades y honores. Tal es lo que enseña
el sapientísimo Pablo cuando, refiriéndose a El, dice:
Se hizo obediente al Padre hasta la muerte, y muerte
de cruz. Por eso Dios lo exaltó y le dio el nombre que
m
está sobre todo nombre , el n o m b r e de D i o s .
A - Por c o n s i g u i e n t e , al p a r e c e r d e é s t o s , el
nombre que está sobre todo nombre ha sido d a d o
p o r D i o s al d e s c e n d i e n t e d e D a v i d en c o n c r e t o ,
como a otro hijo distinto, ¿ n o es e s o ?

1 0 7 . C f . R m 9, 5 .
108. F l p 2, 8-9.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 79

B - Sí, e s o dicen. P u e s si el U n i g é n i t o es real-


mente D i o s y n a c i d o de D i o s p o r naturaleza,
¿ c ó m o p o d r í a dársele lo q u e y a tiene?
A - P u e s bien: si n o cabe aplicarle el t é r m i n o
«recibir», será necesario investigar las r a z o n e s q u e
m o v i e r o n al divino P a b l o a escribir: Tened entre vo-
sotros los mismos sentimientos que tuvo Cristo: el
cual, siendo de condición divina, no retuvo ávida-
mente el ser igual a Dios, sino que se despojó de sí
mismo tomando condición de siervo, haciéndose se-
mejante a los hombres y apareciendo en su porte
como hombre; y se humilló a sí mismo, obedeciendo
hasta la muerte y muerte de cruz. Por lo cual Dios le
exaltó y le otorgó el nombre que está sobre todo
109
nombre . A h o r a bien: si dicen q u e es el descen-
diente de D a v i d , el h o m b r e c o n s i d e r a d o s e p a r a d a -
mente y p o r su cuenta, quien ha recibido el n o m b r e
q u e está s o b r e t o d o n o m b r e , habrán de d e m o s t r a r -
n o s q u e preexistía en la c o n d i c i ó n divina, q u e n o
r e t u v o á v i d a m e n t e el ser igual a D i o s y, t o d a v í a
m á s , q u e t o m ó la condición de esclavo, lo cual es
indicio evidente de q u e antes n o la tenía y que n o
era e s c l a v o antes d e t o m a r l a . S i n e m b a r g o e l l o s
piensan, y así lo p r o c l a m a n , q u e la condición de e s -
clavo le era p r o p i a . ¿ C ó m o p u d o entonces tomarla
c o m o si no la hubiera tenido? ¿ Y c ó m o , si era h o m -
bre, p u e d e decirse q u e haciéndose semejante a los
110
hombres } ¿ Y q u e apareció en suporte como hom-

109. F l p 2, 5-9.
110. F l p 2 , 7.
80 CIRILO DE ALEJANDRÍA

1 1 1
bre ? P o r m u c h o q u e les duela, estas r a z o n e s les
fuerzan a retractarse y reconocer la verdad.
B - ¿ C u á l es?
A - Q u e el V e r b o de D i o s , q u e subsiste en la
forma de D i o s Padre, que es impronta de su sustan-
1 1 2
cia e igual en t o d o a quien lo ha engendrado, se
a n o n a d ó a sí m i s m o . ¿ Y en qué consiste este anona-
damiento? E n haber a s u m i d o la carne y haber t o m a -
d o la condición de esclavo, en haberse asemejado a
n o s o t r o s quien p o r naturaleza n o nos es semejante,
sino superior a toda la creación. F u e así c o m o se hu-
milló a sí m i s m o , s o m e t i é n d o s e a los límites de la
humanidad para lograr nuestra salvación. Pero aun
así, seguía siendo D i o s , y n o recibió c o m o d o n lo
que p o r naturaleza le correspondía. P o r eso suplicó
a D i o s Padre, que está en el cielo: Padre, glorifícame
tú, junto a ti, con la gloria que tenía a tu lado antes
1 1 3
que el mundo fuese . N o m e parece q u e nuestros
a d v e r s a r i o s q u i e r a n decir q u e el d e s c e n d i e n t e d e
D a v i d , e n g e n d r a d o en l o s ú l t i m o s t i e m p o s del
m u n d o , haya reivindicado c o m o p r o p i a una gloria
anterior al m u n d o , si es que, c o m o ellos dicen, se
trata de o t r o hijo, distinto del q u e verdaderamente
lo es p o r naturaleza. L a s anteriores palabras cuadran
sólo a quien realmente es D i o s . S ó l o a E l le era ne-
c e s a r i o r e d u c i r s e a l o s l í m i t e s d e la h u m a n i d a d ,
mientras conservaba la excelencia de la dignidad di-
vina q u e le pertenecía p o r esencia, al igual que c o -

111. Ibid.
1 1 2 . C f . H b 1, 3.
113. J n 17, 5.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 81

rresponde al Padre. ¿ C ó m o , si n o , p o d r í a n cumplir-


1 1 4
se las p a l a b r a s no tendrás un Dios extraño si,
según su parecer, sucede que, p o r su u n i ó n con el
Verbo, es divinizado un h o m b r e y se le declara sen-
t a d o j u n t o al t r o n o del Padre y copartícipe de su
dignidad?
B - H a s dicho bien.
A - ¿ C ó m o explicar, entonces, lo que sabiamente
fue dicho p o r b o c a de Pablo: Pues aun cuando se les
dé el nombre de dioses, bien en el cielo, bien en la tie-
rra, de forma que hay multitud de dioses y de seño-
res, para nosotros no hay más que un solo Dios, el
Padre, del cual proceden todas las cosas y para el cual
somos; y un solo Señor, Jesucristo, por quien son todas
1 1 5
las cosas y por el cual somos nosotros ? Si u n o solo
es el Señor, Jesucristo, y t o d o ha sido llevado a la
existencia p o r medio de El, c o m o ha q u e d a d o expre-
s a d o bien claramente, ¿ q u é haremos, gente d e s c o m u -
nal, si, según queréis v o s o t r o s , separamos al h o m b r e
a s u m i d o del Verbo engendrado p o r el Padre? ¿ Q u i é n
diremos que es el autor de todas las cosas?
B - E l H i j o natural de D i o s Padre, el U n i g é n i t o .

Jesús es el Verbo Unigénito de Dios

A - Y, sin e m b a r g o , quien nos inició en los divi-


nos misterios nos dice q u e t o d o ha sido llevado a la
existencia p o r m e d i o de J e s u c r i s t o y q u e El es u n o

1 1 4 . S a l 80, 10.
1 1 5 . 1 C o 8, 5 - 6 .
82 CIRILO DE ALEJANDRÍA

solamente. Q u i e r o recordarte ahora c ó m o , c u a n d o


a n a l i z a m o s el n o m b r e de C r i s t o , d e c í a m o s q u e ese
n o m b r e aludía a la unción. Se dice de alguien q u e es
« c r i s t o » p o r q u e ha s i d o u n g i d o . P o r tanto: o bien
deben admitir q u e el Verbo salido de D i o s Padre ha
sido u n g i d o en su naturaleza p r o p i a y tuvo necesi-
d a d de ser santificado p o r m e d i o del Espíritu y de
participar de él, o bien deberán explicarnos c ó m o
p u e d e llamarse C r i s t o a quien n o ha s i d o u n g i d o y
c ó m o p u e d e ser l l a m a d o J e s ú s el Verbo U n i g é n i t o
de D i o s c o n s i d e r a d o p o r su parte. P o r q u e el biena-
venturado Gabriel dijo a la Virgen santa: No temas,
María, concebirás en tu vientre y darás a luz un hijo
y le pondrás por nombre Jesús. Porque El salvará a
n b
su pueblo de los pecados .
B - ¿ H a b r e m o s de decir, entonces, q u e t o d o ha
sido creado p o r u n h o m b r e y q u e el m i s m o q u e al
final de los t i e m p o s nació de una mujer es el C r e a -
d o r del cielo, de la tierra y, en fin, de t o d o lo q u e en
ellos se encuentra?
A - C o n t e s t a tú m i s m o : ¿ n o es v e r d a d q u e el
n 7
Verbo se h i z o carne ? ¿ N o fue l l a m a d o H i j o del
h o m b r e ? ¿ N o t o m ó la condición de esclavo? ¿ N o
se d e s p o j ó de su r a n g o haciéndose semejante a los
h o m b r e s y apareciendo en su p o r t e c o m o u n o de
1 1 8
nosotros? . Si nuestros o p o n e n t e s niegan la e c o -
n o m í a salvadora habrán de enfrentarse a los divinos

1 1 6 . L e 1, 3 0 - 3 1 ; M t 1, 2 1 .
117. C f . J n 1, 14.
118. C f . F l p 2 , 5 - 8 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 83

discípulos, q u e les dirán: Y nosotros hemos visto y


damos testimonio de que el Padre envió a su Hijo
para ser salvador del mundo. Quien confiese que
Jesús es el Hijo de Dios, Dios permanece en él y él
119
en Dios . Y también: Podréis conocer en esto el es-
píritu de Dios: todo espíritu que confiesa a Jesucris-
to, venido en carne, es de Dios, y todo espíritu que
1 2 0
no confiesa a Jesús, no es de Dios . Pero es que,
p o r otra parte, ¿a q u é vendría prestar atención al
hecho de q u e un h o m b r e haya venido en la carne?
E s o s ó l o tiene sentido si se habla de alguien q u e
está fuera de la carne y tiene una naturaleza distinta
de la nuestra. S ó l o entonces merece prestarse aten-
ción al hecho de que, a u n q u e siga siendo lo q u e era,
es la carne y en ella ha venido a este m u n d o . P o r
e s o , a u n q u e se h a y a hecho h o m b r e , n a d a i m p i d e
pensar q u e t o d o ha s i d o creado p o r m e d i o de El,
p o r q u e c o n t i n ú a s i e n d o D i o s y c o e t e r n o c o n el
Padre. E l Verbo, siendo D i o s , n o cambia al asumir
n o un h o m b r e , c o m o dicen ellos, sino una carne d o -
tada de alma intelectual. E s E l m i s m o , según v e n g o
repitiendo, quien se ha hecho carne, h o m b r e . D e
suerte que, sin d u d a alguna, le convendrá así ser un-
g i d o . Y será l l a m a d o J e s ú s en cuanto acepta nacer
de u n a mujer según la carne. A s í es c o m o ha salva-
d o a su p u e b l o , n o c o m o u n h o m b r e u n i d o a D i o s ,
sino c o m o D i o s hecho semejante a aquellos q u e se
hallaban en peligro, a fin de q u e en E l , en primer

1 1 9 . 1 J n 4, 1 4 - 1 5 .
120. 1 J n 4, 2 - 3 .
84 CIRILO DE ALEJANDRÍA

lugar, recobrara el género h u m a n o su estado origi-


1 2 1
nal. E n E l t o d o fue r e n o v a d o .
B - ¿ H a b r e m o s de o p o n e r n o s , p o r consiguiente,
a creer o a decir q u e un h o m b r e ha s i d o u n i d o a
D i o s Verbo y ha participado de su dignidad y o b t e -
nido la a d o p c i ó n c o m o hijo en virtud de una gracia?
A - R o t u n d a m e n t e : sí. L a Sagrada Escritura n o
reconoce c o m o suyas esas afirmaciones que son
s ó l o invención de un espíritu d e s e o s o de n o v e d a d e s ,
insignificante, de una mente débil e incapaz de c o n -
templar la p r o f u n d i d a d del misterio. ¿ D ó n d e dice la
Escritura algo semejante? El divino P a b l o , al e x p o -
ner con s u m a claridad el misterio de la E n c a r n a c i ó n
del U n i g é n i t o , dice: Por tanto, así como los hijos
participan de la carne y de la sangre, así también
participó El de las mismas, para aniquilar mediante
la muerte al señor de la muerte, es decir, al dia-
1 2 2
blo . Y en o t r o lugar: Pues lo que era imposible a
la ley, reducida a la impotencia por la carne, Dios,
habiendo enviado a su propio Hijo en una carne se-
mejante a la del pecado, y en orden al pecado, con-
denó el pecado en la carne, a fin de que la justicia de
la ley se cumpliera en nosotros que seguimos una
123
conducta, no según la carne, sino según el espíritu .
D e c o n f o r m i d a d con lo e x p u e s t o p o r los intérpretes
de D i o s , n o s o t r o s d e c i m o s q u e tuvo carne y sangre
n o quien y a las tenía p o r su naturaleza y n o p o d í a

1 2 1 . C f . 2 C o 5 , 17.
1 2 2 . H b 2 , 14.
1 2 3 . R m 8, 3 - 4 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 85

ser otra cosa, sino aquel q u e j a m á s había s i d o c o s a


semejante y tiene una naturaleza distinta de la nues-
tra. A f i r m a m o s q u e nació de una mujer y de una
carne semejante a la del p e c a d o , quien p o r n o s o t r o s
se h i z o c o m o n o s o t r o s , si b i e n p e r m a n e c i ó , al
m i s m o tiempo, superior a n o s o t r o s , si se atiende a
su divinidad. E l Verbo se hizo carne, p e r o n o carne
124
de p e c a d o , sino carne semejante a la del pecado .
Vivió c o m o un h o m b r e con las d e m á s p e r s o n a s q u e
viven s o b r e la tierra, se hizo a nuestra semejanza,
m a s n o sujeto al p e c a d o c o m o n o s o t r o s , sino m á s
allá de cualquier conocimiento del p e c a d o : p u e s E l
m i s m o era al m i s m o t i e m p o D i o s y h o m b r e . E l l o s ,
en c a m b i o , n o sé p o r q u é razones, sustraen al U n i -
génito esta tan venerable y m a r a v i l l o s a e c o n o m í a
salvadora, y le unen p o r relación un h o m b r e cubier-
to de honores extrínsecos y resplandeciente de g l o -
ria extraña, n o verdaderamente D i o s , sino u n i d o a
D i o s p o r p a r t i c i p a c i ó n , falsamente l l a m a d o H i j o ,
Salvador s a l v a d o , R e d e n t o r r e d i m i d o . Y t o d o ello a
p e s a r de q u e el b i e n a v e n t u r a d o P a b l o ha escrito:
Porque se ha manifestado la gracia salvadora de
Dios a todos los hombres, que nos enseña a que, re-
nunciando a la impiedad y a las pasiones mundanas,
vivamos con sensatez, justicia y piedad en el siglo
presente, aguardando la feliz esperanza y la mani-
festación de la gloria del gran Dios y Salvador nues-
125
tro Jesucristo .

124. R m 8, 3.
125. T t 2, 11-13.
86 CIRILO DE ALEJANDRÍA

B - Sí, contestan ellos, p o r q u e una vez c o n s i d e -


r a d o d i g n o de ser u n i d o a D i o s V e r b o , también él es
l l a m a d o gran D i o s , a u n q u e haya nacido del linaje
de D a v i d .

El sentido del misterio de Cristo

A - D i o s m í o , ¡qué locura! Quienes presumían


1 2 6
de sabios, fueron confundidos , c o m o está escrito.
Ya he escrito q u e transforman el sentido del miste-
rio de C r i s t o , convirtiéndolo en t o d o lo contrario.
E n p r i m e r lugar, decir q u e ha s i d o c o n s i d e r a d o
d i g n o de un h o n o r equivale a declararlo un h o m b r e
c o m ú n y a establecer u n a distancia q u e c o m p o r t a
u n a absoluta alteridad, de suerte q u e se ven a b o c a -
d o s a admitir la a d o r a c i ó n de d o s hijos, de los cua-
les u n o es el verdadero s e g ú n la naturaleza y el o t r o
a d o p t i v o y b a s t a r d o , sin q u e éste tenga nada p r o p i o ,
de suerte q u e bien se le p o d r í a decir, igual q u e a n o -
127
s o t r o s : ¿Qué tienes que no bayas recibido? . En
s e g u n d o lugar, ¿a d ó n d e quiere ir a parar el sapien-
tísimo P a b l o c u a n d o dice: Porque el Hijo de Dios,
Cristo Jesús, a quien os predicamos Silvano, Timoteo
m
y yo, no fue sí y no; en El no hubo más que sí 7
¿ C ó m o n o fue sí y no, si se dice q u e es D i o s y n o
l o es? ¿Mienten al llamarlo H i j o y S e ñ o r ? Si era tal

1 2 6 . R m 1, 2 2 .
1 2 7 . 1 C o 4 , 7.
1 2 8 . 2 C o 1, 1 9 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 87

c o m o lo piensan le habría s i d o conveniente decir:


1 2 9
Por la gracia de Dios soy lo que soy . Pues lo q u e
no c o r r e s p o n d e a alguien p o r naturaleza, sino q u e
le viene de fuera, c o m o c o s a a ñ a d i d a y d a d a p o r
otro, n o pertenece tanto a quien lo recibe, cuanto a
quien se lo da y se lo p r o c u r a . ¿ C ó m o p u d o decir:
130
Yo soy la verdad si nada hay en E l de v e r d a d e r o ?
Pero si miente es presa de las tinieblas. Y, sin e m -
b a r g o , está escrito: No cometió pecado, ni se encon-
131
tró engaño en su boca .
B - Ciertamente no.
A - Y, a d e m á s , ¿ d ó n d e q u e d a el a n o n a d a m i e n t o ?
¿ A quién ha de atribuirse? N o se ve c ó m o p u e d a
h a b e r s e a n o n a d a d o u n o q u e , p o r el contrario, ha
sido enriquecido, a u n q u e esa riqueza n o le perte-
nezca p o r naturaleza. D e hecho, n o es p o s i b l e decir
q u e n o ha tenido necesidad alguna de recibir nada y
q u e recibir algo le habría s i d o superfluo, si n o es re-
c o n o c i e n d o q u e es intrínsecamente perfecto y q u e
t o d o lo p o s e e plenamente. Pues bien, los intérpretes
del mensaje divino, q u e no p u e d e n mentir, afirman
q u e t o d o s n o s o t r o s h e m o s recibido de la plenitud
1 3 2
de C r i s t o . E l t o d o lo p o s e e y n a d a cabe darle,
p o r q u e es D i o s y c o m o tal es tenido, si bien h u b o
de recibir al someterse a los límites de la humani-
dad, en cuanto se manifestó c o m o semejante a n o -
s o t r o s , a quienes, sin e m b a r g o , p u e d e preguntarse

1 2 9 . 1 C o 1 5 , 10.
1 3 0 . J n 14, 6.
131. 1 P 2, 22.
1 3 2 . C f . J n 1, 16.
88 CIRILO DE ALEJANDRÍA

c o n m u c h a m a y o r razón: ¿Qué tienes que no hayas


133
recibido? .
B - Sí, dicen ellos: hay u n s o l o C r i s t o , u n H i j o
y Señor, el V e r b o e n g e n d r a d o p o r D i o s P a d r e , al
cual ha s i d o u n i d o también quien es del linaje de
David.
A - P e r o , a m i g o s m í o s , p o d r í a decirles alguno:
¿ c ó m o es p o s i b l e considerar c o m o a una sola p e r s o -
na a alguien q u e se ha u n i d o a o t r o ? H a b r á de d e -
cirse, m á s bien, q u e es u n o m á s u n o , o p o r mejor
decir, u n o m á s otro. E n cualquier caso, s o n clara-
mente d o s . Se p o d r í a verdaderamente pensar en u n
s o l o H i j o si afirmamos q u e el m i s m o es, p o r una
parte, D i o s Verbo divinamente engendrado por
D i o s y, p o r la otra, cosa extraordinaria, h o m b r e en-
g e n d r a d o p o r una mujer según la carne. M a s si, p o r
el contrario, lo dividen y separan del Verbo a quien
es del linaje de D a v i d , p o n e n en entredicho q u e ver-
daderamente sea D i o s e H i j o y admiten s ó l o q u e lo
es p o r c o m u n i c a c i ó n y participación, p e r o c o n filia-
ción y gloria p r o p i a s . A mi entender, n o carecerían
entonces de r a z ó n las acusaciones q u e le dirigieron
los j u d í o s al decir: No te lapidamos por ninguna
obra buena, sino por blasfemar, porque siendo hom-
134
bre pretendes ser Dios .
B - E l l o s confiesan q u e el único C r i s t o es verda-
dero D i o s y v e r d a d e r o H i j o , refiriendo claramente
tales c o n d i c i o n e s al V e r b o e n g e n d r a d o p o r D i o s ,

133. 1 C o 4 , 7.
1 3 4 . J n 10, 3 3 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

q u e p o r c o n e x i ó n ha a s u m i d o al descendiente de
David.
A - P e r o si n o es el m i s m o V e r b o d e D i o s
Padre, sino alguien distinto, quien ha nacido de una
mujer según la carne, ¿ c ó m o , atendiendo a lo y a ex-
p u e s t o , p u e d e ser l l a m a d o C r i s t o quien n o ha s i d o
ungido?
B - Sin e m b a r g o , si el descendiente de D a v i d n o
es distinto del Verbo de D i o s Padre, será necesario
decir q u e existía antes del tiempo. Y entonces, ¿ p o r
q u é el sapientísimo P a b l o rechaza esa tesis, expre-
s á n d o s e c o m o quien p r o p o n e u n a cuestión con las
siguientes palabras: Jesucristo es el mismo ayer y hoy
1 3 5
y por los siglos ? L o q u e p a r e c e significar: este
J e s ú s de ayer y de h o y será el m i s m o también p o r
los siglos, es decir, a s u m i d o , c o m o lo fue ayer y lo
es hoy, mientras q u e el Verbo de D i o s es coexisten-
te con el Padre.
A - Para defender sus opiniones están d i s p u e s -
tos a deformar la v e r d a d y a c o r r o m p e r las m i s m a s
Escrituras. N o se aparta de la v e r d a d quien dice q u e
C r i s t o J e s ú s es anterior al tiempo, p u e s u n o es el
H i j o y el Señor, el V e r b o anterior al t i e m p o , q u e es
quien se s o m e t i ó al nacimiento de una mujer según
la carne, en los últimos t i e m p o s del m u n d o . L o q u e
el autor inspirado expresa con las palabras: Jesucris-
136
to es el mismo ayer y hoy y por los siglos , es q u e
el Verbo n o ha c a m b i a d o p o r haberse hecho h o m -

1 3 5 . H b 1 3 , 8.
136. Ibid.
90 CIRILO DE ALEJANDRÍA

bre c o m o n o s o t r o s . C o n ayer indica el p a s a d o , con


hoy el presente y por los siglos significa lo porvenir
y futuro. Y si piensan haber descubierto algo im-
p o r t a n t e al interpretar « a y e r y h o y » c o m o equiva-
lente a « r e c i e n t e m e n t e u n i d o » , y c o n a r r o g a n c i a
mantienen su o p i n i ó n y preguntan: « Q u i e n es ayer
y hoy, ¿ c ó m o habrá de ser p o r los s i g l o s ? » , les res-
p o n d e r e m o s invirtiendo el sentido de su pregunta.
¿ C ó m o p u e d e atribuírsele el existir ayer y h o y al
Verbo q u e es p o r los siglos si, s e g ú n palabras del d i -
1 3 7
vino P a b l o , u n o s ó l o e indivisible es C r i s t o ? D e
a q u í p u e d e deducirse q u e ha q u e r i d o ser r e c o n o c i d o
p o r n o s o t r o s c o m o tal. A u n q u e visible en la carne y
vinculado a los límites de la h u m a n i d a d , ha testimo-
niado q u e existía antes del t i e m p o con las siguientes
p a l a b r a s : En verdad, en verdad os digo: antes de
138
que Ahraham fuese, soy yo . Y además: Si no creéis
cuando os hablo de las cosas de la tierra, ¿cómo ha-
139
bríais de creerme cuando os hablo de las del cielo? .
Y también: Nadie ha subido al cielo, sino el Hijo del
140
hombre, que ha bajado del cielo . D i c e esas cosas
en su condición de Verbo existente desde la eterni-
d a d y antes del tiempo, descendido del cielo y apa-
recido c o m o h o m b r e semejante a n o s o t r o s , c o m o
único C r i s t o y Señor, aunque hecho carne.
B - E l l o s han i m a g i n a d o , a d e m á s , otro a r g u m e n -
to. D i c e c o m o sigue: es necesario considerar al d e s -

137. Cf. 1 Co 1, 13.


1 3 8 . J n 8, 5 8 .
139. J n 3, 1 2 .
140. J n 3, 13.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

cendiente de D a v i d c o m o H i j o de D i o s en el m i s m o
s e n t i d o en q u e p u e d e l l a m a r s e hijo de D a v i d al
V e r b o de D i o s Padre. N i u n o ni o t r o s o n tales p o r
naturaleza.

El Verbo encarnado, Dios de Dios

A - A t e n d a m o s al c o n c e p t o de unión, q u e ha de
ser creído así: el V e r b o se ha hecho carne, h o m b r e ,
y p o r tanto hijo de D a v i d de m o d o n o ficticio, sino
real, en c u a n t o d e s c e n d i e n t e d e a q u é l s e g ú n la
carne. Y, al m i s m o t i e m p o , ha s e g u i d o siendo lo q u e
e r a , D i o s d e D i o s . P o r e s o , r e c o n o c i é n d o l o al
m i s m o t i e m p o D i o s y h o m b r e , quienes nos inicia-
ron en el mensaje evangélico nos lo predicaron así.
D e l bienaventurado Bautista está escrito: Al día si-
guiente vio a Jesús venir hacia él y dijo: He ahí el
cordero de Dios que quita el pecado del mundo. Este
es de quien yo dije: Tras de mí viene uno que me su-
pera porque era antes que yo. Yo no le conocía, pero
vine a bautizar con agua para que El fuera manifes-
1
tado a Israel™ . O b s e r v a c ó m o , a u n q u e habla de un
h o m b r e y lo llama c o r d e r o , dice q u e n o hay o t r o
q u e quite el p e c a d o del m u n d o . A El s ó l o atribuye
ese i n m e n s o , divino y verdaderamente extraordina-
rio honor. A ñ a d e q u e le ha s u p e r a d o y q u e va p o r
delante de él a u n q u e , refiriéndose, claro, a su naci-
miento según la carne, dice q u e ha nacido d e s p u é s

1 4 1 . J n 1, 2 9 - 3 1 .
92 CIRILO DE ALEJANDRÍA

de él. Ciertamente: a u n q u e el E m m a n u e l , en cuanto


h o m b r e había nacido d e s p u é s de J u a n , sin e m b a r g o ,
c o m o D i o s , existía antes del t i e m p o . P o r e s o , en
r a z ó n de su naturaleza h u m a n a era m á s joven, p e r o
en r a z ó n de su naturaleza divina era eterno. Y p o r
lo m i s m o , P e d r o , aquel h o m b r e excelente, q u e c o n -
t e m p l a b a al V e r b o n o d e s n u d o ni d e s p r o v i s t o de
carne, s i n o a p a r e c i d o en la carne y en la s a n g r e ,
h i z o u n a clara y precisa confesión de fe en E l con
estas p a l a b r a s : Tú eres el Mesías, el Hijo de Dios
1 4 2
vivo . Y p u d o entonces escuchar c o m o respuesta:
Bienaventurado tú, Simón Bar Jonás, porque eso no
te lo han revelado ni la carne ni la sangre, sino mi
1 4 3
Padre que está en el cielo . Pues bien: d e n o tra-
tarse de un p r o f u n d o misterio, si n o hubiera s i d o
D i o s en la carne sino, c o m o quieren ellos, un h o m -
bre hijo p o r la gracia, ¿ p o r q u é tendría [Pedro] la
necesidad de un iniciador de ese r a n g o ? ¿ N o había
nadie s o b r e la tierra c a p a z de desvelar el misterio al
d i s c í p u l o ? ¿ P o r q u é habría de t o m a r s e el Padre la
molestia de constituirse en e d u c a d o r p a r a tan p o c o ?
P e r o a d e m á s , los divinos d i s c í p u l o s , viéndole u n a
v e z caminar s o b r e las olas del mar, q u e d a r o n estu-
pefactos p o r ese signo divino y confesaron su fe di-
144
ciendo: Verdaderamente, tú eres el Hijo de Dios .
Si s o l a m e n t e es un b a s t a r d o , c u y o título es falso,
p u e s es s ó l o hijo a d o p t i v o , bien se p o d r á reprochar
a los discípulos q u e han mentido y, s o b r e ello, q u e

1 4 2 . M t 16, 16.
143. M t 16, 17.
144. M t 14, 3 3 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 93

lo hicieron con j u r a m e n t o , p u e s añadieron la p a l a -


bra « v e r d a d e r a m e n t e » al afirmar q u e era el H i j o de
D i o s Padre.
B - Tienes t o d a la razón.
A - P e r o a d e m á s , ¿ p o r q u é el H i j o del h o m b r e
tiene sus ángeles y brilla en la gloria de su P a d r e ?
P u e s dice d e sí m i s m o : El Hijo del hombre debe
1 4 5
venir en la gloria de su Padre con sus ángeles . Y
en otra ocasión: El Hijo del hombre enviará a sus
1 4 6
ángeles . Si se niegan a creer en El, aun viéndole
c o r o n a d o de gloria divina y de h o n o r e s tan insignes
y s u p r e m o s , deberán oírle decir: Si no me creéis a
1 4 7
mí, creed a mis obras . Y también: Si no hago las
obras de mi Padre, no me creáis. Pero si las hago,
148
aunque no creáis en mí creed en mis obras . Vien-
d o en un h o m b r e la excelencia de la gloria inefable
y n o c o m o algo q u e le sea extraño o le haya s i d o
conferido p o r gracia, sino c o m o c o s a p r o p i a de tal
h o m b r e , ¿ c ó m o p o d r á n o creerse q u e quien aparece
en u n a condición c o m o la nuestra es D i o s , el v e r d a -
d e r o H i j o de D i o s superior a t o d o ?
B - Te contestarán ellos q u e c u a n d o E l habla de
sus p r o p i o s ángeles y de ser el autor de tales signos
lo hace p o r q u e en E l habita el Verbo y le d a b a su
p r o p i a gloria y poder. Pues está escrito: Dios ungió
con el Espíritu Santo y con el poder de hacer mila-
gros a Jesús de Nazaret, que pasó haciendo el bien y

1 4 5 . M t 16, 2 7 .
146. M t 13, 4 1 .
147. J n 10, 38.
1 4 8 . J n 10, 3 7 - 3 8 .
94 CIRILO DE ALEJANDRÍA

curando a cuantos estaban oprimidos por el dia-


1 4 9
blo . O b r a b a m i l a g r o s p o r q u e estaba u n g i d o de
p o d e r y de Espíritu.
A - D a d o q u e el Verbo, p o r ser D i o s y santo y
o m n i p o t e n t e p o r naturaleza y p o r esencia, n o tiene
necesidad de q u e se le añada ningún p o d e r ni tam-
p o c o de ser santificado, ¿quién es aquel q u e ha s i d o
u n g i d o c o n el p o d e r de hacer milagros y c o n el E s -
píritu S a n t o ?
B - Te contestarán, sin d u d a , q u e el h o m b r e a s u -
m i d o p o r la conexión.
A - E l será entonces, c o n s i d e r a d o s e p a r a d a m e n -
te y p o r su cuenta, J e s u c r i s t o , de quien el sapientísi-
m o P a b l o dice: Para nosotros no hay más que un
solo Dios, el Padre, del cual proceden todas las cosas
y para el cual somos; y un solo Señor, Jesucristo, por
quien son todas las cosas y por el cual somos noso-
150
tros . D i m e : ¿ c ó m o es q u e t o d o ha sido creado p o r
u n h o m b r e ? ¿ P o r q u é r a z ó n está c o l o c a d o c o m o
H i j o j u n t o al P a d r e , s i n n i n g ú n i n t e r m e d i a r i o ?
¿ D ó n d e c o l o c a r e m o s al U n i g é n i t o , p u e s su lugar lo
ha o c u p a d o u n h o m b r e ? U n h o m b r e , a d e m á s , q u e
s e g ú n dicen ha s i d o hecho activo p o r E l y p o r E l
cubierto de h o n o r e s . ¿ N o te parece q u e su r a z o n a -
miento s u p e r a los límites de la verosimilitud, q u e se
aleja de la meta y se ha g a n a d o a p u l s o ser ridiculi-
z a d o p o r haberse alejado enteramente de la v e r d a d ?
B - D i c e él q u e el V e r b o de D i o s es l l a m a d o
h o m b r e m á s o m e n o s p o r la m i s m a r a z ó n p o r la

1 4 9 . H c h 10, 3 8 .
150. 1 Co 8, 6.
¿POR QUÉ CRISTO ES U N O ? 95

q u e el h o m b r e a s u m i d o p o r É l , a pesar de haber na-


cido en Belén, es l l a m a d o nazareno p o r haber vivi-
d o en N a z a r e t . P o r la m i s m a r a z ó n , D i o s Verbo es
llamado h o m b r e p o r q u e habita en un h o m b r e .

Dios Verbo habita en un hombre

A - ¡Ay, c a b e z a senil, entendimiento p a r a l i z a d o ,


c a p a z s ó l o de concebir disparates y de ninguna otra
cosa! H a b r í a q u e gritar a nuestros adversarios: ¡Sa-
1 M
cudios, borrachos, vuestra ebriedad! . ¿Por qué
hacéis violencia a la verdad y tergiversando el senti-
d o de las verdades divinas o s extraviáis del c a m i n o
real? A lo q u e p a r e c e , el V e r b o n o se ha h e c h o
carne, c o m o dicen las Escrituras, sino más bien ha-
bitante de un h o m b r e . L o lógico sería llamarle « h u -
m a n i z a d o » , no « h o m b r e » , p u e s también los habi-
tantes de N a z a r e t s o n l l a m a d o s « n a z a r e n o s » , n o
« N a z a r e t » . Y si de verdad se creen sus desatinos,
n a d a , a mi entender, i m p e d i r á q u e j u n t o al H i j o
sean llamados h o m b r e s también el Padre y el E s p í -
ritu S a n t o . P o r q u e mediante el E s p í r i t u habita en
n o s o t r o s plenamente la santa y consustancial Trini-
d a d . P o r e s o dice P a b l o : ¿No sabéis que sois templos
de Dios y que el Espíritu de Dios habita en voso-
152
tros? . Y C r i s t o m i s m o dice: Si uno me ama guar-
dará mis palabras y mi Padre lo amará y vendremos

1 5 1 . J l i , 5.
1 5 2 . 1 C o 3, 1 6 .
96 CIRILO DE ALEJANDRÍA

153
a él y haremos morada en él . P u e s bien: ni el
Padre es l l a m a d o h o m b r e p o r ninguna r a z ó n , ni p o r
el hecho de q u e habite en n o s o t r o s se dice del E s p í -
ritu Santo q u e sea un h o m b r e . N u e s t r o s oponentes
ridiculizan el misterio de la E n c a r n a c i ó n , tergiver-
s a n d o los d o g m a s de la Iglesia, tan rectos y d i g n o s
de ser a c o g i d o s . C o n t i n u e m o s nuestro d i s c u r s o d e -
j a n d o de lado sus n a u s e a b u n d o s r a z o n a m i e n t o s . Si
h i z o milagros p o r q u e el V e r b o estaba en él, deben
c o n s i d e r a r l o u n o d e l o s s a n t o s p r o f e t a s , p u e s el
Verbo h i z o milagros también p o r m e d i o de los s a n -
tos. Y si afirman q u e el H i j o está entre estos últi-
m o s , lo p o n e n al m i s m o nivel de un profeta o de un
apóstol.
B - ¿ E s q u e n o fue l l a m a d o , dicen ellos, profeta
y apóstol?
A - N o te e q u i v o q u e s . M o i s é s dijo al p u e b l o de
Israel: El Señor vuestro Dios suscitará para vosotros
un profeta de entre los vuestros como me suscitó a
154
mí . Y t a m b i é n el divino P a b l o escribió: Por lo
cual, hermanos santos, partícipes de una vocación ce-
leste, considerad al apóstol y sumo sacerdote de
1 5 5
nuestra confesión, a Jesús . Q u e contesten a la si-
guiente pregunta: la gracia de la profecía, el ser j u z -
g a d o d i g n o del privilegio a p o s t ó l i c o , el ser llamado
pontífice, ¿ha de ser t o m a d o p o r t o d o h o m b r e a tí-
tulo de gloria?

153. J n 14, 2 3 .
1 5 4 . H c h 3, 2 2 ; cf. D t 18, 1 5 - 1 9 .
1 5 5 . H b 3, 1.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

B - A s í lo p i e n s o y o al m e n o s .
A - Pero reconocerán, p r o b a b l e m e n t e , q u e t o d o
eso es c o s a de p o c a m e n t e e inaplicable a C r i s t o
c o n s i d e r a d o en cuanto D i o s , si bien sea p r e c i s a m e n -
te e s o lo q u e nos lo hace ver a n o n a d a d o y con los
límites de la condición humana. C o m o siendo D i o s
p o r n a t u r a l e z a y v e r d a d e r a m e n t e Señor, t o m ó la
forma de esclavo p a r a nacer en esa condición y a s u -
mir cuanto c o m p o r t a , así E l , q u e da el espíritu de
profecía, designa a los apóstoles y constituye a los
sacerdotes, se h i z o semejante en t o d o a sus herma-
1 5 6
nos . Y p o r eso p u d o ser l l a m a d o profeta, a p ó s t o l
y gran sacerdote.
B - Pero aun admitiendo q u e haya s i d o profeta,
dicen q u e n o fue c o m o u n o m á s de los p r o f e t a s ,
sino q u e los s u p e r ó a t o d o s en m u c h o . Pues éstos
p o s e y e r o n u n a gracia m e d i d a s e g ú n el q u e r e r d e
D i o s y p a r a un m o m e n t o d a d o , mientras que E l e s -
taba lleno de la divinidad y d e s d e el primer instante
de su nacimiento: p u e s el V e r b o , q u e era D i o s , ha-
bitaba en E l .
A - L u e g o C r i s t o está p o r encima de los santos
profetas nacidos antes q u e E l , tanto p o r la cantidad
de gracia cuanto p o r la p r o l o n g a c i ó n de su duración,
y en esto consiste t o d a su superioridad; p e r o la ver-
dadera cuestión estriba en establecer si verdadera-
mente ha sido profeta, y n o tanto en saber si lo ha
sido en m a y o r o m e n o r g r a d o o p o r m á s o m e n o s
tiempo. Pues el ser profeta y el n o superar los lími-

156. C f . H b 2 , 17.
98 CIRILO DE ALEJANDRÍA

tes de nuestra naturaleza es lo q u e constituye en Él


el abajamiento. P o c o i m p o r t a q u e se le considere
profeta desde su nacimiento, p u e s lo m i s m o se dice
del divino Bautista, de quien afirmó el ángel biena-
v e n t u r a d o : Será lleno del Espíritu Santo desde el
1 5 7
seno de su madre . ¿ P o r q u é , entonces, u n o era
servidor y el otro estaba cubierto de los honores al
señor d e b i d o s ? E l b i e n a v e n t u r a d o J u a n dice de sí
m i s m o : El que es de la tierra es de la tierra y habla
1 5 8
de la tierra . Y, en c a m b i o , del E m m a n u e l se dice:
159
El que viene del cielo está por encima de todos .
B - Podrían, sin e m b a r g o , decir tal v e z q u e el
Verbo e n g e n d r a d o p o r D i o s P a d r e es de lo alto y
superior a t o d o s . T e m e n ellos q u e , atribuyéndole la
condición humana, se le haga agravio al reducirlo a
u n e s t a d o i g n o m i n i o s o . P o r tal m o t i v o s o s t i e n e n
enérgicamente q u e t o m ó u n h o m b r e , a s o c i á n d o s e l o ,
y q u e a é s t e c o n v i e n e n y p u e d e n ser a t r i b u i d a s
t o d a s las debilidades h u m a n a s . A s í n o sufrirá d a ñ o
ninguno la naturaleza del V e r b o .
A - P o r consiguiente, están firmemente conven-
cidos en pensar y decir q u e lo a s u m i d o es diverso.
N o s e c u n d a r e m o s n o s o t r o s su necedad ni les c o n s -
tituiremos en arbitros y jueces de nuestra fe p o s t e r -
g a n d o la S a g r a d a Escritura y d e s p r e c i a n d o la tradi-
ción de los santos a p ó s t o l e s y evangelistas. Si tienen
u n a inteligencia torpe e ignorante, i n c a p a z de s o n -
dear la p r o f u n d i d a d del misterio, n o p o r eso errare-

1 5 7 . L e . 1, 1 5 .
158. J n 3, 3 1 .
159. I b i d .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

m o s también n o s o t r o s c o n f o r m á n d o n o s a su i g n o -
rancia y rehusando recorrer el recto c a m i n o de la
v e r d a d . S a b e m o s q u e el s a n t í s i m o P a b l o escribió,
q u e llegado el caso deshacemos sofismas y toda alta-
nería que se subleva contra el conocimiento de Dios
y reducimos a cautiverio todo entendimiento para
l é 0
obediencia de Cristo . Pero, a d e m á s de esto, ¿ p o -
drías s e ñ a l a r m e o t r o s p u n t o s q u e sean p a r a ellos
1 6 1
m o t i v o de escándalo y piedra de t r o p i e z o en q u e
caigan, c o m o si fueran j u d í o s ?
B - ¿ C ó m o n o he de p o d e r ? Y en abundancia.
V o y a nombrártelos u n o a u n o . D i c e n , p o r ejemplo,
q u e C r i s t o ha s i d o santificado p o r el P a d r e , p u e s
está escrito: Juan dio testimonio diciendo: he visto al
Espíritu que bajaba del cielo como una paloma y se
quedaba sobre El. Y yo no le conocía, pero el que
me envió a bautizar con agua me dijo: «Aquel sobre
quien veas que baja el Espíritu y se queda sobre El,
ese es el que bautiza con el Espíritu Santo. Y yo le
he visto y doy testimonio de que éste es el elegido de
1 6 2
Dios . Y también P a b l o escribió s o b r e lo m i s m o :
Pues tanto el santificador como los santificados tie-
1 6 3
nen todos el mismo origen . A h o r a bien: el Verbo,
siendo D i o s y santo p o r naturaleza, n o p o d r í a en
m o d o a l g u n o ser s a n t i f i c a d o . Q u e d a p o r c o n s i -
guiente decir q u e ha s i d o santificado el h o m b r e a s u -
m i d o p o r el Verbo p o r conexión.

1 6 0 . 2 C o 10, 4 - 5 .
1 6 1 . C f . I s 8, 1 4 - 1 5 .
1 6 2 . J n 1, 3 2 - 3 4 .
163. H b 2, 11.
100 CIRILO DE ALEJANDRÍA

El Verbo encarnado, dispensador de santidad

A - ¿ C ó m o es entonces q u e quien ha s i d o b a u -
t i z a d o , aquél s o b r e quien descendió el Espíritu en
f o r m a visible, bautiza en el Espíritu Santo y c u m p l e
acciones q u e p r o p i a m e n t e convienen a la naturaleza
divina.-' E l es, en realidad, d i s p e n s a d o r de la santifi-
cación y, p a r a d e m o s t r a r q u e eso era un bien q u e le
pertenecía c o m o p r o p i o , el Verbo encarnado exhaló
s u aliento s o b r e los santos a p ó s t o l e s , diciendo: Re-
cibid el Espíritu Santo: a quienes les perdonéis los
pecados, les serán perdonados, a quienes se los reten-
l M
gáis, les serán retenidos . ¿ Y p o r q u é el d i v i n o
Bautista, mientras señalaba m u y claramente a quien
acababa de ser b a u t i z a d o , dio el siguiente testimo-
nio: E l es el H i j o d e D i o s , s i g n i f i c á n d o l o indivi-
dualmente y u s a n d o el artículo? Si hubiera creído
q u e ese h o m b r e era distinto del V e r b o , habría s i d o
necesario q u e quien se p r o p o n í a iniciar en el miste-
rio a este m u n d o se pronunciara c o n verdad, dicien-
d o claramente: éste es quien ha llegado a ser hijo
p o r un d o n gratuito d e b i d o a su u n i ó n con el ver-
d a d e r o H i j o p o r naturaleza. Pero n o dijo nada s e -
m e j a n t e . A n t e s , al c o n t r a r i o : r e c o n o c i ó q u e u n o
s o l o y el m i s m o era el V e r b o e n g e n d r a d o p o r D i o s
P a d r e y el descendiente de D a v i d s e g ú n la carne,
s a n t i f i c a d o en c u a n t o h o m b r e y s a n t i f i c a d o r en
cuanto D i o s . E n u n o s o l o se d a b a n lo u n o y lo otro.
Si n o se h i z o h o m b r e y n o n a c i ó d e u n a m u j e r

164. J n 2 0 , 2 2 - 2 3 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

s e g ú n la carne, h a b r e m o s d e negarle la c o n d i c i ó n
h u m a n a . Si, p o r el contrario, se ha s o m e t i d o verda-
deramente a ese a n o n a d a m i e n t o y se ha hecho s e -
mejante a n o s o t r o s , ¿ a q u é viene regatearle t o d o
aquello en r a z ó n de lo cual p o d r í a ser c o n s i d e r a d o
a n o n a d a d o ? E s o equivale a negar c o n g r a n d í s i m a
necedad el ingenioso artificio de su e c o n o m í a salva-
d o r a de la carne.
B - M a s ten presente, p o r otra parte, q u e se dice
de E l q u e ha recibido gloria y ha s i d o convertido en
Señor, q u e ha s i d o elevado p o r el Padre y p r o c l a m a -
d o rey. ¿ A t r i b u y e s tú t o d a s e s t a s c o s a s a D i o s
V e r b o , con el consiguiente e inevitable agravio de
Su M a j e s t a d ?
A - ¿ Q u i é n p o d r á p o n e r en d u d a q u e la natura-
leza de D i o s Verbo está c o l m a d a de gloria, de reale-
z a y de auténtico s e ñ o r í o ? D e b e confesarse q u e está
f i r m e m e n t e e s t a b l e c i d a en las alturas q u e a D i o s
convienen. M a s una v e z manifestado c o m o h o m b r e ,
al cual t o d o d e b e ser d a d o y c o n c e d i d o , a u n q u e c o n
tal plenitud q u e de ella p u e d e llenar a t o d a criatura,
p r o p i o es q u e reciba a la manera de los h o m b r e s ,
p u e s h i z o s u y a nuestra indigencia. S e verificó en
C r i s t o esta insólita y extraña p a r a d o j a : el señorío en
f o r m a de siervo, la gloria divina en la h u m a n a p e -
q u e n e z , la dignidad real c o r o n a n d o a quien, p o r lo
q u e hace a los límites de la condición humana, esta-
b a s o m e t i d o al y u g o , la humildad exaltada a lo m á s
alto. P o r q u e el U n i g é n i t o se h i z o h o m b r e n o p a r a
permanecer siempre en ese estado de a n o n a d a m i e n -
to, sino para, aun a c e p t a n d o t o d a s las consecuencias
d e esto, hacerse reconocer también en tal condición
102 CIRILO DE ALEJANDRÍA

c o m o D i o s p o r naturaleza y para honrar en sí la na-


turaleza humana, al declararla partícipe de dignida-
des sagradas y divinas. E n c o n t r a m o s , p o r otra
parte, que los m i s m o s santos llaman al H i j o gloria
de D i o s Padre y rey y señor, incluso después de que
se hiciera h o m b r e . Isaías, p o r ejemplo, dice esto,
p o c o más o menos: Como cuando un hombre reco-
ge las olivas, así serán recogidos y cuando la recolec-
ción termine alzarán éstos sus voces. Los dejados
!65
sobre la tierra se alegrarán con la gloria del Señor .
166
Y otro santo añade: Resplandece, Jerusalén, por-
que viene tu luz y sobre ti se alza la gloria del
Señor. La oscuridad y las tinieblas cubren la tierra,
pero sobre ti resplandece el Señor y su gloria brillará
167
sobre ti '. Y Santiago, su discípulo, dice: Hermanos
míos, no entre la acepción de personas en la fe que
I68
tenéis en nuestro Señor Jesucristo glorificado . Y
también el divino Pedro: Felices vosotros si por Cris-
to sufrís ultrajes, pues el Espíritu de la gloria y de
169
Dios reposa en vosotros .
B - M e basta, querido mío, con lo ya dicho a
p r o p ó s i t o de este asunto. E x p l í c a m e ahora c o m o se
ha de interpretar lo escrito acerca de C r i s t o que
dice así: El cual, habiendo ofrecido en los días de su
vida mortal ruegos y súplicas con poderoso clamor y

1 6 5 . Is 2 4 , 1 3 - 1 4 .
166. E s t e t e x t o p e r t e n e c e t a m b i é n a I s a í a s . L a a t r i b u c i ó n d e la
cita a « o t r o s a n t o » d e b e e n t e n d e r s e c o m o u n a d i s t r a c c i ó n d e C i r i l o , o
c o m o u n a ñ a d i d o d e b i d o al c o p i s t a .
167. Is 6 0 , 1-2.
1 6 8 . St 2 , 1.
1 6 9 . 1 P 4, 14.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 103

lágrimas al que podía salvarle de la muerte, fue es-


cuchado por su actitud reverente, y aun siendo hijo,
con lo que padeció experimentó la obediencia; y lle-
gado a la perfección, se convirtió en causa de salva-
1 7 0
ción eterna para todos los que le obedecen . Y aún
añadiré a esto aquella expresión s u y a de: Dios mío,
1 7 1
Dios mío, ¿por qué me has abandonado? . Dicen
ellos q u e nada de esto conviene al D i o s V e r b o , y
q u e q u e d a m u y p o r debajo de la dignidad y exce-
lencia q u e le cumplen.
A - T a m b i é n y o c o m p r e n d o q u e eso n o p u e d e
aplicarse al V e r b o e n g e n d r a d o p o r D i o s Padre si se
olvida la e c o n o m í a salvadora en q u e está e n m a r c a d o
y si d e s e c h a m o s q u e se h a y a h e c h o carne, s e g ú n
afirman las Escrituras. P e r o si c r e e m o s firmemente
en esta realidad y c o n d e n a m o s c o m o i m p í a cual-
quier d u d a al respecto, en la m e d i d a de lo p o s i b l e
p o d r e m o s a h o n d a r m u c h o en el sentido de la e c o -
nomía salvadora. El Verbo engendrado por D i o s
P a d r e se m a n i f e s t ó en u n a f o r m a s e m e j a n t e a la
nuestra, ilustrando a la h u m a n i d a d e indicando a las
claras el camino q u e c o n d u c e a t o d a suerte de ac-
ciones admirables. E r a necesario enseñar a quienes
se e x p o n e n a p e l i g r o s p o r a m o r a D i o s , d e q u é
m o d o deben c o m p o r t a r s e c u a n d o les asalta la tenta-
ción quienes han elegido un estilo de vida laudable,
ejemplar y recto. Si deben ser tibios y superficiales
y darse a la b u e n a vida y a una loca alegría o, p o r el

170. H b 5, 7 - 9 .
171. M t 27, 46.
104 CIRILO DE ALEJANDRÍA

contrario, aplicarse intensamente a la oración y p o -


nerse l l o r o s o s en la presencia de quien n o s salva i m -
p l o r a n d o s u a y u d a y el n e c e s a r i o valor, a u n q u e
p u e d a E l decidir q u e también n o s o t r o s h e m o s de ir
a enfrentarnos c o n el sufrimiento. C o n v e n í a , a d e -
m á s , a n u e s t r a s a l v a c i ó n q u e c o n o c i é r a m o s hasta
d o n d e p u e d e conducir la obediencia, cuáles s o n las
gloriosas j o r n a d a s q u e atraviesa y cuánta y cuál es la
r e c o m p e n s a de la paciencia. E n t o d o ello C r i s t o se
ha hecho nuestro m o d e l o , según lo confirman las
palabras del divino P e d r o c u a n d o dice: ¿Pues qué
gloria hay en soportar los golpes cuando habéis fal-
tado? Pero si obrando el bien soportáis el sufrimien-
to, esto es cosa bella ante Dios. Pues para esto habéis
sido llamados, ya que también Cristo sufrió por vo-
sotros, dejándoos ejemplo para que sigáis sus
171
huellas . P o r consiguiente, el Verbo se ha hecho
nuestro m o d e l o n o fuera de los límites de su a n o n a -
damiento, sino en los días de su vida mortal, p u e s
p o d í a e n t o n c e s l e g í t i m a m e n t e p o n e r s e al m i s m o
nivel de la h u m a n i d a d y r o g a r c o n insistencia, d e -
rramar lágrimas, aparentar, incluso q u e tenía necesi-
d a d de u n s a l v a d o r y a p r e n d e r la o b e d i e n c i a aun
s i e n d o H i j o . E l a u t o r i n s p i r a d o q u e d ó , en cierto
m o d o , estupefacto ante t a m a ñ o misterio: q u e el ver-
d a d e r o H i j o p o r naturaleza, revestido de los esplen-
dores divinos, quedara sometido a un anonada-
miento tal q u e llegó a abajarse hasta la humillación
de la miseria humana. C o m o he dicho ya, ese m a r a -

172. 1 P 2, 2 0 - 2 1 .
¿POR QUÉ CRISTO ES U N O ? 105

villoso ejemplo es para n o s o t r o s de s u m a utilidad.


C u a l q u i e r a p u e d e m u y fácilmente deducir de aquí
esta enseñanza: q u e c u a n d o las circunstancias exi-
gen de n o s o t r o s un c o m p o r t a m i e n t o recio, no p o -
d e m o s rehuirlas t o m a n d o el c a m i n o o p u e s t o . P o r
eso dijo C r i s t o en cierta ocasión: No temáis a quie-
nes matan el cuerpo, pero no pueden matar el alma.
Temed más bien a quien puede hacer perecer juntos
m
alma y cuerpo en la gehenna . Y en o t r o lugar:
Quien quiera seguirme, niegúese a sí mismo, tome
1 7 4
su cruz y me siga . E s e « t o m a r la c r u z » , ¿ q u é
p u e d e significar, sino q u e es necesario c o n d u c i r s e
v i r i l m e n t e en las t e n t a c i o n e s , s o l i c i t a n d o , cierta-
mente, la a y u d a divina, p e r o n o con negligencia y
tibieza, sino con súplicas intensas y con un fervor
tal q u e se nos salten las lágrimas de los o j o s ?
B - D i c e s bien.
A - Y respecto a lo q u e [ C r i s t o ] decía: Dios mío,
1 7 5
Dios mío, ¿por qué me has abandonado? , ¿qué
pretenden insinuar?
B - S e g ú n mi entender, ellos opinan q u e esas p a -
labras pertenecen al h o m b r e a s u m i d o .
A - ¿ P o r q u e se vino abajo ante el a c o s o de ten-
taciones i n s o p o r t a b l e s , insostenibles o c o s a s e m e -
jante?
B - Porque, dicen ellos, estaba turbado por
c u l p a d e la d e b i l i d a d h u m a n a . É l m i s m o h a b í a

1 7 3 . M t 10, 2 8 .
1 7 4 . M t 16, 2 4 .
175. M t 27, 46.
106 CIRILO DE ALEJANDRÍA

dicho a sus s a n t o s d i s c í p u l o s : Mi alma está triste


176
ante la muerte y se p o s t r ó ante el Padre diciendo:
¡Padre, si es posible, pase de mí este cáliz! Pero no se
177
cumpla mi voluntad, sino la tuya .

Triste hasta la muerte

A - E s o m e r e c u e r d a el p a s a j e q u e he c i t a d o
hace p o c o : El cual, habiendo ofrecido en los días de
su vida mortal ruegos y súplicas con poderoso clamor
1 7 8
y lágrimas al que podía salvarle de la muerte . Si
alguien piensa que C r i s t o , vencido p o r el t e m o r y
a b a t i d o p o r la d e b i l i d a d , l l e g ó a t e m e r h a s t a el
p u n t o de afligirse y atormentarse p o r q u e no se sen-
tía c a p a z de s o p o r t a r los sufrimientos, estará acu-
s á n d o l o a b i e r t a m e n t e d e n o ser D i o s , y p o r lo
m i s m o , dejará vacío de significado su r e p r o c h e a
Pedro.
B - ¿ Q u é quieres decir?
A - C r i s t o dijo: He aquí que subimos a Jerusa-
lén y el Hijo del hombre será entregado en manos
de los pecadores, que le ultrajarán y lo crucificarán,
179
pero al tercer día resucitará . E n t o n c e s P e d r o , que
le estaba m u y u n i d o , le dijo: ¡Lejos de ti, Señor! ¡De
ls
ningún modo te sucederá eso! °. Y, ¿ q u é le r e s p o n -

176. M t 26, 38.


177. M t 2 6 , 3 9 .
1 7 8 . H b 5, 7.
1 7 9 . M t 2 0 , 1 8 - 1 9 ; M e 10, 3 3 - 3 4 .
1 8 0 . M t 16, 2 2 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 107

de C r i s t o ? : Quítate de mi vista, ¡Satanás! ¡Tropiezo


eres para mí, porque tus pensamientos no son los de
m
Dios sino los de los hombres! . ¿ Q u é culpa habría
tenido el discípulo, d e s e o s o de apartar la tentación
de s u m a e s t r o , si ésta h u b i e r a s i d o i n s o p o r t a b l e ,
irresistible para El, si iba a debilitarlo y llegaría a
q u e b r a n t a r a quien r e c o m e n d a b a a sus d i s c í p u l o s
superar el t e m o r a la muerte y no dar importancia a
los sufrimientos s o b r e v e n i d o s p o r cumplir la v o l u n -
tad de D i o s ? M e desconcierta a d e m á s , p o r otra
parte, q u e digan de ese h o m b r e q u e está u n i d o al
U n i g é n i t o y q u e lo representen c o m o partícipe de
los h o n o r e s d i v i n o s y q u e l u e g o d i g a n de él q u e
q u e d ó a merced del terror de la muerte, aparecien-
d o semejante a n o s o t r o s : impotente y p o r c o m p l e t o
p r i v a d o de las ventajas q u e deberían ir aparejadas
con la p o s e s i ó n de h o n o r e s divinos.
B - ¿ Q u é interpretación d e b e darse a t o d o esto a
la luz de la e c o n o m í a s a l v a d o r a ?
A - U n a [interpretación] m í s t i c a , p r o f u n d a y
q u e es causa de admiración, al m e n o s p a r a quienes
piensan rectamente el misterio de C r i s t o . Atiende a
las p a l a b r a s c o r r e s p o n d i e n t e s al a n o n a d a m i e n t o y
q u e convienen a la m e d i d a del h o m b r e : s o n u s a d a s
en el m o d o y el t i e m p o o p o r t u n o s para m o s t r a r q u e
se ha hecho enteramente semejante a n o s o t r o s aquel
q u e está p o r encima de t o d a la creación. D e d o n d e
se sigue otra consecuencia.
B - ¿ A cuál te refieres?

1 8 1 . M t 16, 2 3 .
108 CIRILO DE ALEJANDRÍA

A - C u a n d o incurrimos en la maldición p o r el
p e c a d o de A d á n , caímos en las redes de la muerte al
ser a b a n d o n a d o s p o r D i o s . Pero en C r i s t o t o d o ha
1 8 2
sido r e n o v a d o y h e m o s regresado a nuestra situa-
ción primera. P o r eso era necesario q u e el s e g u n d o
A d á n , venido del cielo, inocente de t o d o p e c a d o , s e -
g u n d a primicia purísima e inmaculada de nuestra es-
tirpe, C r i s t o , librase a la naturaleza h u m a n a de la
pena, atrajera s o b r e ella la celestial benevolencia del
Padre e hiciera cesar el a b a n d o n o mediante su o b e -
diencia y su c o m p l e t a sumisión. E l no cometió peca-
1 8 3
do y la naturaleza humana logró en El una i n o -
cencia i r r e p r o c h a b l e , de suerte q u e p o d í a f u n d a -
mentalmente gritar: Dios mío, Dios mío, ¿por qué
m
me has abandonado? . Ten presente q u e el U n i g é -
nito profiere estas palabras una v e z hecho h o m b r e ,
en cuanto se ha hecho u n o de n o s o t r o s y en n o m b r e
d e t o d a la h u m a n i d a d , c o m o si dijera: el p r i m e r
h o m b r e ha p e c a d o , ha caído en la desobediencia, n o
tuvo en cuenta el m a n d a t o q u e le fue d a d o y fue
a r r a s t r a d o a la d e s o b e d i e n c i a p o r el e n g a ñ o d e la
serpiente. P o r tal razón, con t o d a justicia q u e d ó s o -
metido a la corrupción y se le i m p u s o la pena. Pero
y o he sido constituido p o r ti c o m o un s e g u n d o ini-
cio de los seres de la tierra y he sido llamado segun-
d o A d á n . T ú ves en m í la naturaleza h u m a n a purifi-
cada, reconstruida santa e íntegramente pura.
P r o c ú r a n o s y a los bienes d e tu benevolencia, h a z

1 8 2 . C f . 2 C o 5, 17.
183. 1 P 2, 2 2 .
184. M t 27, 46.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

q u e cese tu a b a n d o n o , deten la corrupción y p o n fin


a tu cólera. Y o he vencido a Satanás, aquel de quien
era antes el imperio; nada encontró en mí q u e p u -
diera decir s u y o .
A mi entender, ése es el significado de las pala-
b r a s del S a l v a d o r . I m p l o r a b a la b e n e v o l e n c i a del
Padre no sobre El, sino sobre nosotros mismos.
Igual q u e los males que provienen de la cólera desde
su primera raíz, es decir A d á n , se han d e r r a m a d o
s o b r e t o d a la naturaleza h u m a n a -reinó la muerte
desde Adán hasta Moisés aun sobre aquellos que no
pecaron con una transgresión semejante a la de
m
Adán -, así también los bienes que provienen de
nuestra segunda primicia, C r i s t o , se derramarán de
nuevo sobre t o d o el género h u m a n o . D e ello da fe el
sapientísimo Pablo con estas palabras: Si por el deli-
1 8 6
to de uno solo murieron todos, cuánto más p o r la
o b r a de justicia de u n o s o l o vivirán m u c h o s . Y tam-
bién: Pues del mismo modo que en Adán mueren
187
todos, así también todos revivirán en Cristo .
B - E s insensato, entonces, y se halla en pleno
d e s a c u e r d o c o n las S a g r a d a s E s c r i t u r a s , p e n s a r y
decir q u e el h o m b r e a s u m i d o ha u s a d o expresiones
h u m a n a s p o r q u e h a b í a s i d o a b a n d o n a d o p o r el
Verbo al q u e estaba u n i d o .
A - Sería, a m i g o m í o , una i m p i e d a d y p r u e b a de
una absoluta locura, s ó l o p r o p o r c i o n a d a a quien n o
sea c a p a z d e pensar cuerdamente. D i s t i n g u e n y di-

1 8 5 . R m 5, 14.
1 8 6 . R m 5, 1 5 .
187. 1 C o 1 5 , 2 2 .
110 CIRILO DE ALEJANDRÍA

viden palabras y acciones y atribuyen algunas única


y exclusivamente al Verbo y otras a alguien distinto
del H i j o y nacido de una mujer. A b a n d o n a n así el
c a m i n o j u s t o y sin error y la p o s i b i l i d a d de conocer
claramente el misterio de C r i s t o .
B - E n t o n c e s , ¿ni palabras ni acciones p u e d e n
s e p a r a r s e c u a n d o e s t á n en j u e g o las e n s e ñ a n z a s
evangélicas y a p o s t ó l i c a s ?

Las palabras no pueden separarse de las acciones

A - Ciertamente n o , al m e n o s si p o r división se
entiende la q u e concibe d o s p e r s o n a s o d o s hipósta-
sis distintas entre sí, cada una de las cuales o b r a p o r
su lado y s e p a r a d a de la otra. H a y u n s o l o H i j o , el
Verbo, hecho h o m b r e p o r n o s o t r o s y t o d o es s u y o ,
palabras y acciones, tanto las divinas c o m o las hu-
1 8 8
manas .
B - E n t o n c e s , c u a n d o se dice q u e está cansado
189
del c a m i n o , q u e tiene h a m b r e o s u e ñ o , será nece-
sario atribuir también esas c o s a s tan m e z q u i n a s y
viles a D i o s Verbo.
A - Tales cosas n o convienen en m o d o a l g u n o al
Verbo s o l o q u e aún n o se ha encarnado, antes de
s o m e t e r s e al a n o n a d a m i e n t o : en e s o tienes r a z ó n .

188. É s t a es la d o c t r i n a d e la « c o m u n i c a c i ó n d e i d i o m a s » , en
r a z ó n d e la c u a l , y a c a u s a d e la u n i ó n h i p o s t á t i c a , t o d a s las p r o p i e -
d a d e s d e la n a t u r a l e z a h u m a n a y la n a t u r a l e z a d i v i n a d e C r i s t o p u e -
d e n y d e b e n p r e d i c a r s e d e la ú n i c a p e r s o n a d e C r i s t o .
189. C f . J n 4 , 6.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

Pero, una v e z hecho h o m b r e y s o m e t i d o al anona-


d a m i e n t o , ¿ q u é a g r a v i o p u e d e inferirle q u e se le
atribuyan? C o m o d e c i m o s q u e la carne ha venido a
ser s u y a , así también p e n s a m o s q u e sean s u y a s las
debilidades de la carne en virtud de una apropiación
conveniente a la e c o n o m í a salvadora y en r a z ó n del
m o d o de la unión. Pues El se h i z o en t o d o s e m e -
1 9 0
jante a sus h e r m a n o s , excepción hecha del p e c a -
1 9 1
d o . N o te maravilles si d e c i m o s q u e , a d e m á s de la
carne, se ha a p r o p i a d o de las debilidades de la carne
y, p o r consiguiente, también de los ultrajes q u e le
venían de fuera. Y cargó s o b r e sí también los q u e le
fueron c a u s a d o s p o r los pérfidos j u d í o s , diciendo
p o r m e d i o de la v o z del salmista: Se han dividido
192
mis vestidos y han echado a suertes mi túnica . Y
también: Todos los que me ven, de mí se mofan,
193
tuercen los labios, menean la cabeza .
B - E n resumen: si en un lugar se dice: Quien
me ha visto a mí, ha visto a mi Padre. Yo y el Padre
1 9 4
somos una misma cosa y a continuación, dirigién-
d o s e a los j u d í o s : ¿Por qué queréis matarme a mí,
que soy un hombre que os ha dicho la verdad que
1 9 5
he oído de Dios? , ¿ a d m i t i r e m o s q u e tanto unas
palabras c o m o otras han s i d o p r o n u n c i a d a s p o r una
sola y m i s m a p e r s o n a ?

1 9 0 . C f . H b 2 , 17.
1 9 1 . C f . H b 4, 15.
1 9 2 . S a l 2 1 , 19.
193. S a l 2 1 , 8.
194. J n 14, 9; 10, 3 0
1 9 5 . J n 8, 4 0 .
112 CIRILO DE ALEJANDRÍA

A - Ciertamente. C r i s t o n o p u e d e ser dividido


1 9 6
en m o d o a l g u n o y cuantos le a d o r a n creen q u e E l
es u n o s o l o , el único y verdadero H i j o . La imagen
197
del Dios invisible , el resplandor de su gloria, la
19S
impronta de su sustancia , ha t o m a d o f o r m a de es­
1 9 9
clavo , m a s n o p o r q u e uniera a sí a un h o m b r e ,
c o m o dicen ellos, sino p o r q u e E l m i s m o nació bajo
esa forma, a u n q u e c o n s e r v a n d o , t a m b i é n bajo ese
aspecto, su semejanza con D i o s Padre. P o r e s o el
sapientísimo P a b l o ha escrito: Pues el mismo Dios
que dijo: «Del seno de las tinieblas brille la luz», ha
hecho brillar la luz en nuestros corazones, para irra­
diar el conocimiento de la gloria de Dios que está en
2 0 0
la faz de Cristo . O b s e r v a c ó m o la luz de la divi­
na e inefable gloria de D i o s P a d r e brilla s o b r e el
r o s t r o de C r i s t o . E l U n i g é n i t o , aunque hecho h o m ­
bre, muestra en sí la gloria del Padre. S ó l o así y n o
p o r ninguna otra r a z ó n es tenido c o m o C r i s t o y lla­
m a d o tal. P o r otra parte, q u e n o s expliquen nues­
t r o s a d v e r s a r i o s c ó m o un h o m b r e c o m ú n p o d r í a
hacernos conocer el esplendor de la gloria divina o
darnos noticia de El. E n una f o r m a de h o m b r e n o
v e m o s a D i o s . S ó l o en el V e r b o hecho h o m b r e a
nuestra semejanza, aun p e r m a n e c i e n d o también en
ese e s t a d o c o m o v e r d a d e r o H i j o p o r n a t u r a l e z a ,
p o d í a p o r un p r o d i g i o verse e s o , atendiendo a su

1 9 6 . C f . 1 C o 1, 13.
1 9 7 . C o l 1, 1 5 .
1 9 8 . H b 1, 3.
1 9 9 . C f . F l p 2 , 7.
2 0 0 . 2 C o 4 , 6.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 113

divinidad. P o r e s o , el d i s p e n s a d o r de sus misterios,


q u e le l l a m a J e s u c r i s t o p o r h a b e r s e e n c a r n a d o y
hecho semejante a n o s o t r o s , s a b i e n d o q u e E l era al
m i s m o t i e m p o verdadero D i o s p o r naturaleza, es-
cribe lo q u e sigue: Sin embargo, en algunos pasajes
os he escrito con cierto atrevimiento, como para rea-
vivar vuestros recuerdos, en virtud de la gracia que
me ha sido otorgada por Dios, de ser para los genti-
les ministro de Cristo Jesús, ejerciendo el sagrado
2 0 1
oficio del Evangelio de Dios . T a m b i é n Zacarías
profetizó h a b l a n d o a su p r o p i o hijo, el Bautista: Y
tú, niño, serás llamado profeta del Altísimo, porque
2 0 2
irás delante del Señor a preparar sus caminos ; y
luego, el divino Bautista señaló al A l t í s i m o y Señor
c u a n d o dijo: He aquí el cordero de Dios que quita
el pecado del mundo. Este es de quien yo dije: tras
de mí viene uno que me supera porque era antes
20i
que yo . ¿ P o d r á , así p u e s , d u d a r s e de q u e haya un
s o l o y único H i j o v e r d a d e r o , el Verbo engendrado
p o r D i o s Padre con la carne q u e ha a s u m i d o , una
carne no desprovista de alma, c o m o algunos s o s t i e -
2 0 4
nen , sino, c o m o he repetido, d o t a d a de alma inte-
lectual y con la q u e E l constituye u n a sola p e r s o n a ?
B - N o m e atrevería y o a p o n e r l o en d u d a . Pues
2 0 5
hay un solo Señor, una sola fe, un solo bautismo .

2 0 1 . R m 15, 15-16.
2 0 2 . L e 1, 7 6 .
2 0 3 . J n 1, 2 9 - 3 0 .
2 0 4 . A p o l i n a r y l o s a p o l i n a r i s t a s , p a r a r e s a l t a r la d i v i n i d a d de
C r i s t o , e n s e ñ a b a n q u e en É l , el l u g a r d e la p a r t e e s p i r i t u a l d e l a l m a d e
J e s ú s e r a o c u p a d o p o r el V e r b o .
2 0 5 . E f 4 , 5.
114 CIRILO DE ALEJANDRÍA

Pero c u a n d o se dice de J e s ú s q u e creció en edad, en


2 0 6
s a b i d u r í a y en g r a c i a , ¿ d e q u i é n s e d i c e q u e
c r e c e ? E l V e r b o e n g e n d r a d o p o r D i o s P a d r e es
c o m p l e t o y perfecto: ¿ c ó m o p o d r í a crecer y en q u é
p o d r í a tener crecimiento y p r o g r e s o ? Siendo la s a -
biduría m i s m a , n o cabe decir q u e la adquiera. E s
necesario p o r tanto, dicen ellos, preguntarse a quien
se refieren estas cosas.

La carne de Cristo sigue las leyes de su naturaleza

A - S e g ú n parece, p o r q u e haya quien n o acierte


a penetrar la p r o f u n d i d a d de las S a g r a d a s Escrituras
es necesario introducir otro C r i s t o , H i j o y Señor.
Pero c u a n d o el s a b i o evangelista presenta al Verbo
hecho carne, quiere también revelar q u e el V e r b o ,
en r a z ó n de la e c o n o m í a s a l v a d o r a , ha p e r m i t i d o
q u e esa carne s u y a estuviera s o m e t i d a a las leyes de
la naturaleza. Y p r o p i o es del h o m b r e p r o g r e s a r en
e d a d y s a b i d u r í a , y aun diría y o q u e t a m b i é n en
gracia, p u e s , en cierto m o d o , el c o n o c i m i e n t o se d e -
sarrolla en cada u n o según la p r o p o r c i ó n de las di-
m e n s i o n e s c o r p o r a l e s . D i s t i n t a es la gracia en los
niños, en los adolescentes y en quienes han supera-
d o y a esas edades. N o era, p o r tanto, c o s a i m p o s i -
ble e inconveniente q u e el D i o s Verbo nacido del
P a d r e hiciera crecer d e s d e la infancia p r i m e r a el
cuerpo q u e había a s u m i d o , hasta llevarlo a la edad

206. C f . L e 2, 52.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 115

de la m a d u r e z . A lo q u e p i e n s o , hubiera s i d o c o s a
fácil y hacedera para El m o s t r a r a un niño de tierna
edad y d o t a d o de sabiduría extraordinaria. P e r o ha-
bría sido cosa m o n s t r u o s a y en nada acorde c o n el
p r o y e c t o de la e c o n o m í a salvadora. Vino el misterio
a cumplirse en plena armonía. E n r a z ó n de tal m i s -
terio q u i s o E l s o m e t e r s e en t o d o a las leyes de la
naturaleza. Y e s o ha de contarse también en el nú-
m e r o de las cosas en q u e E l q u i s o asemejarse a n o -
s o t r o s , q u e p o c o a p o c o v a m o s creciendo y hacién-
d o n o s m a y o r e s , en la m i s m a m e d i d a en q u e el
t i e m p o aumenta nuestra edad y p r o p o r c i o n a l m e n t e ,
nuestros c o n o c i m i e n t o s . P o r consiguiente: el Verbo
e n g e n d r a d o p o r el Padre, s i e n d o perfecto, n o tiene
en m o d o alguno necesidad de nada. M a s h a b i é n d o -
se hecho semejante a n o s o t r o s , hace s u y o lo q u e es
nuestro, a u n q u e , c o m o s a b e m o s bien, t a m b i é n en
ese e s t a d o es s u p e r i o r a n o s o t r o s , p o r c u a n t o es
D i o s . P o r eso P a b l o , aun s a b i e n d o q u e se ha hecho
h o m b r e , c o n t e m p l a n d o la t r a s c e n d e n c i a d i v i n a ,
llega a decir en cierto lugar q u e E l no es h o m b r e .
P u e s e s c r i b e a l o s g á l a t a s : Pablo, apóstol, no de
parte de los hombres ni por mediación de hombre
2 0 7
alguno, sino por Jesucristo . Y a continuación: Os
hago saber, hermanos, que el Evangelio anunciado
por mí no es cosa de hombres, pues yo no lo recibí ni
aprendí de hombre alguno, sino por revelación de
2 0 8
Jesucristo .

2 0 7 . G a 1, 1.
2 0 8 . G a 1, 1 1 - 1 2 .
116 CIRILO DE ALEJANDRÍA

B - E n t o n c e s , ¿es necesario atribuirle también lo


q u e se dice de p r o g r e s a r en sabiduría, edad y gracia,
al i g u a l q u e el h a m b r e , el c a n s a n c i o y t o d o l o
d e m á s ? Y, p r o b a b l e m e n t e , si llegara a decirse q u e ha
p a d e c i d o y q u e recibió del Padre la vida, habría q u e
atribuirle eso también.
A - A s í es. D e c i m o s q u e , en virtud de la e c o n o -
mía salvadora, E l hizo s u y o t o d o lo q u e es h u m a n o
y c o n la carne, t o d o lo q u e a la carne pertenece. Y
ello p o r q u e n o a d m i t i m o s o t r o H i j o distinto de El.
El es el Señor q u e n o s ha salvado d á n d o n o s su p r o -
pia sangre c o m o precio de redención a t o d o s n o s o -
2 0 9
tros . Hemos sido rescatados no con oro o plata co-
rruptibles, sino al precio inestimable de la sangre del
Cordero sin tacha, inmaculado, que es Cristo, que se
ofreció por nosotros a Dios Padre, como ofrenda de
210
suave olor . D e lo cual da fe san P a b l o , perito en
la L e y , c u a n d o e s c r i b e : Sed, pues, imitadores de
Dios, como hijos queridos, y vivid en el amor como
Cristo os amó y se entregó por nosotros como obla-
2 1 1
ción y víctima de suave olor . D a d o q u e C r i s t o se
ha hecho p o r n o s o t r o s suave olor, m o s t r a n d o en sí
la naturaleza h u m a n a en p o s e s i ó n de una perfecta
inocencia, h e m o s o b t e n i d o p o r E l y en E l libre a c -
ceso a D i o s Padre q u e está en el cielo. Pues está e s -
crito: Teniendo, pues, hermanos, plena seguridad
para entrar en el santuario en virtud de la sangre de
Jesús, por este camino vivo y nuevo inaugurado por

2 0 9 . C f . I s 6 3 , 9.
2 1 0 . 1 P 1, 1 8 - 1 9 ; cf. 1 C o 6, 2 0 ; E f 5, 2 .
2 1 1 . E f 5, 1-2.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 117

Él para nosotros, a través del velo, esto es, de su pro-


2 U
pia carne . D a t e cuenta de q u e se habla de « s u »
sangre y de « s u » carne, llamada también « v e l o » y
con m u c h a razón, p o r q u e lo q u e hacía en el T e m p l o
el v e l o s a g r a d o , e s c o n d e r el S a n t o d e l o s S a n t o s ,
p u e d e d e c i r s e q u e lo hacía t a m b i é n la c a r n e del
Señor. E n cierta m e d i d a , i m p e d í a q u e se viera al
d e s n u d o y descubierta la eximia y excelente trascen-
dencia y la gloria de D i o s Verbo u n i d o a esa carne.
P o r e s o , a l g u n o s p e n s a b a n q u e C r i s t o era Elias, J e -
213
remías o alguno de los p r o f e t a s . Y los j u d í o s , q u e
no c o m p r e n d í a n nada de su misterio, lo cubrían de
insultos y decían: ¿No es éste el hijo del carpintero?
214
¿Cómo puede decir «he bajado del cielo? . L a di-
vinidad, en efecto, es p o r naturaleza invisible. Sin
e m b a r g o , quien es p o r naturaleza invisible, fue visto
p o r quienes vivían s o b r e la tierra con un aspecto s e -
mejante al nuestro y E l , el Señor D i o s , se manifestó
en m e d i o de n o s o t r o s . E s t o es lo que, a mi juicio,
n o s e n s e ñ a el d i v i n o D a v i d c u a n d o d i c e : Dios,
215
venga ya nuestro Dios y no se calle '.
B - A r g u m e n t a s bien, p e r o se obstinan ellos en
pensar q u e no son así las cosas, de suerte q u e aún
n o s falta m u c h o . D i c e n q u e n o c a b e atribuir, en
m o d o alguno, al Verbo nacido de D i o s el sufrimien-
to s o b r e la cruz. P o r el contrario, sostienen ellos que
al h o m b r e q u e unió a sí con igualdad de honores, Él

2 1 2 . H b 10, 1 9 - 2 0 .
2 1 3 . C f . M t 16, 14.
2 1 4 . M t 13, 5 5 ; J n 6, 4 2 .
215. Sal 49, 2-3.
118 CIRILO DE ALEJANDRÍA

lo p r e p a r ó para soportar los insultos j u d í o s , los s u -


frimientos en la cruz, la muerte misma, para conver-
tirlo así en el primer artífice de nuestra salvación,
volviéndolo a la vida de m o d o que destruyera el im-
perio de la muerte gracias al p o d e r del Verbo que es-
taba unido a él.

Los sufrimientos en la cruz y nuestra salvación

A - Bien, p e r o , ¿ p u e d e n ellos hallar fundamento


a sus opiniones en las Sagradas E s c r i t u r a s ? ¿ O n o
sucederá, m á s bien, q u e quieren innovar la fe anun-
ciando visiones de su corazón, no lo que procede de
2 1 6
la boca del Señor, s e g ú n está escrito , y q u e no
s o n capaces de decir: Dios me libre de gloriarme, si
no es en la cruz de nuestro Señor Jesucristo, por la
cual el mundo es para mí un crucificado y yo un cru-
217
cificado para el mundo ?
B - Dicen ellos tener fundamento. Se basan en el
sapientísimo Pablo, q u e ha escrito: Convenía, en ver-
dad, que Aquel por quien es todo y para quien es
todo, llevara muchos hijos a la gloria, perfeccionando
mediante el sufrimiento al que iba a guiarlos a la sal-
2 , s
vación . A q u e l p o r quien es t o d o y para quien es
t o d o es, dicen ellos, el Verbo nacido de D i o s . E l es
quien ha perfeccionado mediante los sufrimientos al
autor de nuestra salvación, el descendiente de D a v i d .

2 1 6 . J r 2 3 , 16.
2 1 7 . G a 6, 14.
2 1 8 . H b 2 , 10
¿POR QUÉ CRISTO ES U N O ? 119

A - ¡ N o h e m o s s i d o entonces r e d i m i d o s p o r
D i o s , sino p o r la sangre de un cualquiera! ¿ C ó m o
puede ser eso? ¡ Q u i e n ha muerto p o r n o s o t r o s es
un h o m b r e común, alguien cualquiera, un falso
H i j o ! El venerable y augusto misterio de la Encar-
nación queda reducido así a una patraña, a una im-
postura. El Unigénito no se ha hecho h o m b r e . ¡Ya
no le llamaremos Salvador y Redentor a El, sino a
otro, que es quien ha d a d o su sangre p o r n o s o t r o s !
Y sin e m b a r g o , el santísimo Pablo escribía a u n o s :
Es necesario, por una parte, que las figuras de las
realidades celestiales sean purificadas de esa manera;
por otra parte, que también lo sean las realidades
celestiales, pero con víctimas más excelentes que
aquéllas. Pues no penetró Cristo en un santuario
hecho por mano de hombre, en una reproducción
del verdadero, sino en el mismo cielo, para presen-
tarse ahora ante el acatamiento de Dios en favor
nuestro, y no para ofrecerse a sí mismo repetidas
veces al modo como el Sumo Sacerdote entra cada
año en el santuario con sangre ajena. Para ello ha-
bría tenido que sufrir muchas veces desde la crea-
ción del mundo. Sino que se ha manifestado ahora
una sola vez, en la plenitud de los tiempos, para la
destrucción del pecado mediante el sacrificio de sí
219
mismo . P o r tanto, tratándose de figuras, basta la
sangre de cualquiera para abrir el camino y purificar
a las personas, p e r o tratándose de la realidad, la ver-
dad requiere algo absolutamente superior: el H i j o

2 1 9 . H b 9, 2 3 - 2 6 .
120 CIRILO DE ALEJANDRÍA

actúa con su propia sangre, entrando no en un san­


tuario provisional y hecho p o r m a n o del hombre,
q u e no sería sino s o m b r a y figura, sino en el que
está en lo alto y verdadero, o sea, en el cielo. Es ne­
cesario, por una parte, que las figuras de las realida­
des celestiales sean purificadas de esa manera - s i e n ­
d o , c o m o son, figuras exteriores-; por otra parte,
120
que también lo sean las realidades celestiales . Es,
p o r tanto, necesario q u e en C r i s t o se dé algo que
sea mejor que lo requerido para las figuras, algo que
sea v e r d a d e r o y q u e n o es otra c o s a sino q u e El
221
o b r a « c o n su p r o p i a sangre» .
B - D i c e s bien.
A - Y p u e s t o q u e ellos argumentan contra n o ­
s o t r o s con las palabras del A p ó s t o l , pretendiendo
q u e se refieren a un h o m b r e c o m ú n , t o m e m o s el
pasaje d e s d e su c o m i e n z o hasta el p u n t o q u e afecta
a nuestro asunto: Y a Aquel que fue hecho inferior
a los ángeles por un poco, a Jesús, le vemos corona­
do de gloria y honor por haber padecido la muerte.
Convenía, en verdad, que Aquel por quien es todo
y para quien es todo, llevara muchos hijos a la glo­
ria, perfeccionando mediante el sufrimiento al que
iba a guiarlos a la salvación. Pues tanto el santifi-
cador como los santificados tienen todos el mismo
origen. Por eso no se avergüenza de llamarles her­
manos cuando dice: Anunciaré tu nombre a mis

2 2 0 . H b 9, 2 3 .
2 2 1 . El sacrificio de C r i s t o , a diferencia de los hechos con sangre
d e a n i m a l e s , c a n c e l ó t o d a la d e u d a del h o m b r e c o n D i o s , p o r ser el
m i s m o C r i s t o quien se i n m o l ó .
¡POR Q U É CRISTO ES U N O ?

hermanos; en medio de la asamblea te cantaré him-


nos. Y también: Pondré en El mi confianza. Y nue-
vamente: Henos aquí a mí y a los hijos que Dios
me dio.
Por tanto, así como los hijos participan de la carne
y de la sangre, así también participó El de las mis-
mas, para aniquilar mediante la muerte al señor de
la muerte, es decir, al diablo, y libertar a cuantos, por
temor a la muerte, estaban de por vida sometidos a la
esclavitud. Porque, ciertamente, no se ocupa de los
ángeles, sino de la descendencia de Abraham. Por eso
111
tuvo que asemejarse a todos sus hermanos . Helo
ahí diciendo bien claramente q u e «fue hecho inferior
a los ángeles p o r causa de la muerte que p a d e c i ó » ,
p e r o q u e p o r eso «fue c o r o n a d o de h o n o r y de g l o -
ria». D e ese m o d o [Pablo] da a entender a quién se
refieren sus p a l a b r a s : se trata, evidentemente, del
Unigénito. D i c e q u e E l « h a participado de la carne y
de la sangre de un m o d o semejante a n o s o t r o s » y
que « v i n o en a y u d a n o de los ángeles, sino de la d e s -
cendencia de A b r a h a m » . C o n v e n í a q u e D i o s Padre
- « p o r quien y para quien fueron hechas t o d a s las
c o s a s » , una v e z que su H i j o se había a n o n a d a d o y
e n c a r n a d o , t o m a n d o la f o r m a d e e s c l a v o - hiciera
perfecto mediante el sufrimiento a ese H i j o que c o n -
sagraba y ofrecía su p r o p i a carne c o m o precio de re-
dención para la vida de t o d o s . C o m o C r i s t o , ofrenda
inmaculada, se ha sacrificado p o r n o s o t r o s , con una
sola ofrenda ha hecho perfectos para siempre a aque-

222. H b 2, 9.10-17.
122 CIRILO DE ALEJANDRÍA

223
líos que son santificados , restaurando la naturaleza
h u m a n a en su estado original. En El todas las cosas
224
son nuevas . Y del m i s m o m o d o , el sapientísimo
Pablo da fe también de q u e D i o s Padre ha entregado
p o r n o s o t r o s a su p r o p i o H i j o , y lo atestigua de este
m o d o : El que no perdonó a su propio Hijo, antes
bien, le entregó por todos nosotros, ¿cómo no nos
225
dará con El graciosamente todas las cosas? . P o r su
propio Hijo entendemos n o s o t r o s al V e r b o engen-
d r a d o de su esencia. C u a n d o decimos le entregó por
todos nosotros n o p e n s a m o s q u e haya de aplicarse
eso al Verbo en sí, sin carne, sino al Verbo cuando
t o m ó carne. Y n o va en detrimento de su honor, el
que se hable de sufrimientos, p u e s sufrió, n o en la
naturaleza divina, sino en la carne que era s u y a p r o -
pia. Pues D i o s Padre, según dije n o hace m u c h o , a
quien no conoció el pecado, le hizo pecado por noso-
22b
tros, para que llegáramos a ser justicia de Dios .
B - ¿ P e n s a m o s , entonces, que El se ha hecho p e -
cado o, más bien, que se ha hecho semejante a los es-
clavos del p e c a d o y que p o r eso es llamado p e c a d o ?

La naturaleza del hombre justificada en Cristo

A - D i c e s bien. Igual q u e a quien no conoce el


pecado lo hizo por nosotros pecado, para que llegá-

2 2 3 . H b 10, 14.
2 2 4 . 2 C o 5, 17.
2 2 5 . R m 8, 3 2 .
2 2 6 . 2 C o 5, 2 1 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 123

227
ramos a ser justicia de Dios , p o r q u e la naturaleza
del h o m b r e ha s i d o en E l j u s t i f i c a d a , del m i s m o
m o d o , a quien n o conocía la muerte - e l Verbo es,
de hecho, la vida m i s m a y el d a d o r de la v i d a - lo
destinó a sufrir la muerte en su carne, a u n q u e en
cuanto es D i o s permaneciera m á s allá de t o d o sufri-
miento, para q u e n o s o t r o s viviéramos en El y p o r
El. P o r e s o la p a s i ó n de C r i s t o es llamada muerte
228
ejemplar . E s t á escrito: Porque si nos hemos hecho
una misma cosa con El por una muerte semejante a
la suya, también lo seremos por una resurrección se-
2 2 9
mejante . E n r e a l i d a d , el V e r b o v i v í a t a m b i é n
c u a n d o su carne santa gustaba la muerte, a fin de
que, una v e z vencida la muerte y q u e b r a n t a d a la c o -
rrupción, la potencia de la resurrección alcanzase a
t o d o s los h o m b r e s . Pues bien cierto es q u e así como
todos murieron en Adán, todos en Cristo serán lla-
210
mados a la vida . A h o r a bien: ¿ c ó m o p o d r e m o s
decir q u e el misterio de la e c o n o m í a salvadora en la
carne del U n i g é n i t o ha i n n o v a d o la naturaleza hu-
mana, si el Verbo, a u n q u e p e r m a n e c i e n d o D i o s , n o
se ha hecho carne? ¿Si n o se ha s o m e t i d o al a n o n a -
damiento el q u e está p o r encima de t o d a la creación,
ni se ha abajado hasta nuestra c o n d i c i ó n ? ¿Si lo q u e
estaba sujeto a la c o r r u p c i ó n n o se ha hecho el cuer-
p o de la V i d a , para p o n e r así en fuga a la muerte y
a la c o r r u p c i ó n ?

227. Ibid.
2 2 8 . R m 6, 5.
229. Ibid.
230. 1 C o 15, 22.
124 CIRILO DE ALEJANDRÍA

B - D i r e m o s , p o r consiguiente, que el Verbo en-


g e n d r a d o p o r D i o s Padre ha sufrido p o r n o s o t r o s
en su carne.
A - Sí, es v e r d a d e r o lo q u e P a b l o dice de E l : El
es imagen de Dios invisible, primogénito de toda la
creación, porque en El fueron creadas todas las
cosas, en los cielos y en la tierra, las visibles y las in-
visibles, los Tronos, las Dominaciones, los Principa-
dos, las Potestades: todo fue creado por El y para
El, El existe con anterioridad a todo, y todo tiene
en El su consistencia. El es también la cabeza del
cuerpo, de la Iglesia: El es el Principio, el Primogé-
nito de entre los muertos, para que sea El el prime-
2 3 1
ro en todo . A h í lo tienes claramente: la i m a g e n
de D i o s invisible, el p r i m o g é n i t o d e t o d a criatura,
v i s i b l e e invisible, p o r el cual y en el cual t o d o
existe, ha s i d o d a d o , dice, c o m o c a b e z a a la Iglesia:
É l es a d e m á s el p r i m o g é n i t o de entre l o s m u e r -
2 3 2
t o s . S e g ú n dije ya, É l realmente ha h e c h o s u y o
t o d o c u a n t o pertenece a su carne y soportó la cruz
2 3 3
sin miedo a la ignominia . D e c í a m o s , así p u e s ,
q u e ha s i d o sacrificado p o r n o s o t r o s , n o u n simple
h o m b r e , c o l m a d o de h o n o r e s , p o r su u n i ó n , n o sé
de q u é manera, con el V e r b o , sino q u e es el m i s m o
S e ñ o r de la gloria quien ha s i d o crucificado. Por-
que si hubieran conocido [la sabiduría] - d i c e - no

231. C o l 1, 15-18.
232. O sea, que Cristo es el primero en la serie de los que resu-
citan de la muerte.
233. H b 12, 2.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 125

234
habrían crucificado al Señor de la gloria . Mas pa-
2 3 5
deció en su carne p o r causa nuestra y para nues-
tro bien, según las Escrituras. Los patriarcas, de los
cuales también procede Cristo según la carne, el
cual está por encima de todas las cosas, Dios bendi-
23b
to por los siglos. Amén . A s í escribe el heraldo y
A p ó s t o l , el que llevaba en sí a C r i s t o , el m u y vene-
rable Pablo. Explícame, además, qué sentido podrían
tener, si no, las palabras de Cristo a la Samaritana:
Vosotros adoráis a quien no conocéis. Nosotros ado-
ramos a Aquel que conocemos, porque la salvación
237
viene de los judíos . M a s no es un enviado, ni un
238
ángel, sino el Señor mismo quien nos ha salvado,
n o mediante la muerte de otro ni con la mediación
de u n h o m b r e c o m ú n , sino con su p r o p i a sangre.
P o r eso y m u y justamente ha dicho el sapientísimo
Pablo: Si alguno viola la ley de Moisés es condena-
do a muerte sin compasión, por la declaración de
dos o tres testigos. ¿ Cuánto más grave castigo pen-
sáis que merecerá el que pisoteó al Hijo de Dios y
tuvo como profana la sangre de la Alianza que le
239
santificó, y ultrajó al Espíritu de la gracia? . Pero
si la sangre p r e c i o s a no es la del verdadero H i j o
hecho h o m b r e , sino la de un b a s t a r d o cualquiera,

2 3 4 . 1 C o 2 , 8.
235. Cf. 1 P 4 , 1.
2 3 6 . R m 9, 5. L a ú l t i m a p a r t e d e e s t e p a s a j e c o n t i e n e la a f i r m a -
c i ó n d e la d i v i n i d a d d e C r i s t o , e n u n a f ó r m u l a d o x o l ó g i c a g e n e r a l -
m e n t e r e s e r v a d a al P a d r e .
2 3 7 . J n 4, 2 2 .
2 3 8 . Is 6 3 , 9.
239. H b 10, 2 8 - 2 9 .
126 CIRILO DE ALEJANDRÍA

distinto de É l , y q u e ha a l c a n z a d o la filiación g r a -
cias a un d o n gratuito, ¿ c ó m o p u e d e n afirmar q u e
n o se trata de sangre c o m ú n ? A u n q u e se diga q u e
ha p a d e c i d o en su carne, se s a l v a g u a r d a su i m p a s i -
bilidad en cuanto D i o s . P o r e s o , también el divino
P e d r o dice: Pues también Cristo, para llevarnos a
Dios, padeció una sola vez por los pecados, el justo
por los injustos, muerto en la carne, vivificado en el
2 4 0
espíritu . ¿ P o r q u é , p o d r í a u n o p r e g u n t a r s e , el
a u t o r i n s p i r a d o n o ha d i c h o s i m p l e m e n t e y sin d i s -
tinción q u e C r i s t o p a d e c i ó , y sin e m b a r g o a ñ a d i ó
« e n la c a r n e » ? P o r q u e sabía, sabía bien, q u e habla-
b a d e D i o s . P o r e s o le a t r i b u y e la i m p a s i b i l i d a d ,
considerándolo c o m o D i o s , y añade m u y pruden-
t e m e n t e « e n la c a r n e » , p o r q u e e r a en la c a r n e
d o n d e debía padecer.
B - P e r o , dicen, parece una leyenda q u e r o z a lo
inverosímil, eso de tener q u e decir q u e ha sufrido y
n o ha sufrido. Pues, o bien n o ha sufrido a b s o l u t a -
mente nada, en cuanto q u e es D i o s , o bien, si se
dice q u e ha sufrido, ¿ c ó m o p u e d e ser D i o s ? Se im-
p o n e , p o r tanto, la necesidad de pensar q u e quien
ha p a d e c i d o es el descendiente de D a v i d .

Digno rescate por la vida de todos

A - H a b l a r de ese m o d o , incluso s ó l o p e n s a r
i d e a s t a l e s es p r u e b a e v i d e n t e d e i d i o t e z . D i o s

2 4 0 . 1 P 3, 18.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

Padre no entregó por n o s o t r o s a un h o m b r e


c o m ú n , elegido para cumplir la función de media-
d o r y d o t a d o del falso h o n o r de la filiación d e b i d o
a su u n i ó n accidental, sino q u e n o s d i o a quien está
p o r encima de t o d a la creación, el V e r b o engendra-
d o de su p r o p i a esencia, hecho semejante a n o s o -
tros, p o r q u e ése era el único rescate d i g n o p o r la
vida de t o d o s . Y entiendo q u e es u n desatino - d a d o
q u e el U n i g é n i t o se ha hecho carne, c o m o y a he
dicho, según las Escrituras, y n o ha tenido p o r ig-
n o m i n i a la e c o n o m í a s a l v a d o r a - r e p r o c h a r l e q u e
haya atentado contra su p r o p i a gloria y q u e , contra
t o d a c o n v e n i e n c i a , h a y a q u e r i d o p a d e c e r en la
carne. P e r o , mi q u e r i d o a m i g o , ¡se trataba de salvar
a t o d o el m u n d o ! C o m o q u i s o sufrir p o r esta salva-
ción, y siendo D i o s n o p o d í a sufrir p o r naturaleza,
t o m ó s o b r e sí carne c a p a z de padecer y la declaró
s u y a p r o p i a , p a r a q u e también de E l p u d i e r a decir-
se q u e sufría: n o era el c u e r p o de otro cualquiera,
sino el s u y o p r o p i o el q u e sufría. P o r consiguiente,
c o m o la finalidad de la e c o n o m í a s a l v a d o r a le per-
mitía, sin dar lugar a reproches, querer sufrir en su
carne sin sufrir en su divinidad, p o r q u e É l m i s m o
era D i o s y h o m b r e , en v a n o hablan nuestros adver-
sarios, alterando del m o d o m á s desatinado el p o d e r
del m i s t e r i o , mientras p i e n s a n , sin d u d a , llevar a
c a b o u n e m p e ñ o laudable. Parecería q u e c o n s ó l o
elegir querer sufrir, el Verbo se echaba encima u n a
especie de culpa, c u a n d o en realidad se trata de u n a
gloria. E l hecho de ser superior a la muerte y a la
c o r r u p c i ó n p o r ser D i o s , y en cuanto tal, ser la vida
m i s m a y el d a d o r de la vida, lo manifiesta la resu-
128 CIRILO DE ALEJANDRÍA

241
rrección, pues É l resucitó su t e m p l o . Por eso dice
el divino Pablo: Pues no me avergüenzo del Evan-
gelio, que es una fuerza de Dios para la salvación de
242
todo el que cree . Y además: Pues la predicación de
la cruz es una necedad para los que se pierden; mas
para los que se salvan, para nosotros, es fuerza de
Dios. Para los llamados, lo mismo judíos que grie-
243
gos, es Cristo, fuerza de Dios y sabiduría de Dios .
Y el H i j o m i s m o , a p u n t o de emprender ya el cami-
no de su pasión salvadora, dijo: Ahora ha sido glo-
rificado el Hijo del hombre y Dios ha sido glorifica-
do en El y Dios lo glorificará en El y lo glorificará
244
en seguida . Pues regresó a la vida tras haber d e s -
p o j a d o al infierno y eso no m u c h o después, sino
casi en seguida, y c o m o sobre las huellas del sufri-
miento.
B - Sin e m b a r g o , el s a p i e n t í s i m o P a b l o dice:
Queréis, en verdad, una prueba de que habla en mí
Cristo, el cual no es débil para con vosotros, sino po-
deroso entre vosotros. Pues, ciertamente, fue crucifi-
cado en razón de su flaqueza, pero está vivo por la
245
fuerza de Dios . ¿ C ó m o puede decirse del Verbo
que fuera débil o que está vivo por la fuerza de
Dios}
A - ¿ N o estamos continuamente repitiendo que
el Verbo se hizo carne y h o m b r e ?

2 4 1 . C f . J n 2 , 19.
242. R m 1, 16.
2 4 3 . 1 C o 1, 1 8 . 2 4 .
2 4 4 . J n 13, 3 1 - 3 2 .
2 4 5 . 2 C o 13, 3-4.
¡POR Q U É CRISTO ES U N O ? 129

B - Sí, sí, claro.


A - Pues entonces: quien fue débil en la carne,
en cuanto h o m b r e , vive por el poder de Dios, q u e
n o es un p o d e r ajeno, s i n o q u e le es connatural,
p o r q u e E l es D i o s en la carne.
B - Sin e m b a r g o , se dice q u e es el Padre quien lo
resucitó. E s t á escrito: Conforme a la eficacia de su
fuerza poderosa, que desplegó en Cristo, resucitán-
dole de entre los muertos y sentándole a su diestra
en los cielos, por encima de todo Principado, Potes-
tad, Virtud, Dominación y de todo cuanto tiene
246
nombre .
A - E n s e ñ a m o s n o s o t r o s q u e El es el p o d e r vivi-
ficador del Padre y que, p o r naturaleza, resplandece
con las dignidades paternas, aunque se haya hecho
carne. C o s a ésta q u e El m i s m o testimonia c u a n d o
dice: Porque como el Padre resucita a los muertos, así
247
también el Hijo da la vida a los que quiere . Y que
eso es algo que El puede cumplir sin pena, lo declara
a la multitud de los j u d í o s diciendo: Destruid este
24
templo y yo lo reconstruiré en tres días *. P o r lo
demás, una vez resucitado, se sentó a su diestra en los
cielos, por encima de todo Principado, Potestad, Vir-
249
tud, Dominación y de todo cuanto tiene nombre .
¿Se estará h a b l a n d o en esas palabras de o t r o H i j o
distinto del Verbo engendrado p o r el Padre, honrado
p o r una simple unión y q u e ha recibido el n o m b r e de

2 4 6 . E f 1, 1 9 - 2 1 .
2 4 7 . J n 5, 2 1 .
2 4 8 . J n 2 , 19.
2 4 9 . E f 1, 2 0 - 2 1 .
CIRILO DE ALEJANDRÍA

la divinidad p o r un d o n g r a t u i t o ? ¿ N o será, m á s
bien, el m i s m o verdadero H i j o p o r naturaleza, hecho
semejante a los hombres y aparecido en forma de
250
hombre en r a z ó n de la economía salvadora?
B - P r o b a b l e m e n t e ellos te r e s p o n d e r á n q u e se
habla del descendiente de D a v i d , h o m b r e u n i d o al
V e r b o en i g u a l d a d de h o n o r e s y al q u e conviene
también el haber sufrido la muerte.
A - C o m o y a dije en su lugar, si se habla de q u e
a alguien le ha sido conferida una igualdad de p r e -
rrogativas, será necesario admitir que numérica-
mente nos hallamos ante u n o m á s u n o y n o ante
u n o s o l o . Y o , al m e n o s , cuento d o s y de naturaleza
desigual p o r q u e quien recibe el h o n o r es inferior a
quien lo da. Pues bien: d a d o q u e es u n o s o l o el q u e
se sienta en el trono, q u e nos digan nuestros adver-
sarios quién es el q u e es h o n r a d o s o b r e ese t r o n o
s u p r e m o , quién se sienta j u n t o al P a d r e . A t o d a s
luces resulta a b s u r d o pretender q u e se rindan los
m i s m o s honores al esclavo q u e al d u e ñ o , a la criatu-
ra q u e al Creador, al siervo q u e al rey de t o d o cuan-
to existe, a quien en t o d o está s o m e t i d o a los d e m á s
q u e a quien está p o r encima de t o d o s .
B - D e s a r r o l l a , p o r favor, ese a r g u m e n t o .

El Unigénito sacrificado por nosotros

A - A u n q u e e s t o y s e g u r o de q u e he tratado y a
claramente este asunto, sin e m b a r g o , n o tengo repa-

2 5 0 . F l p 2 , 7.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 131

ro alguno en añadir todavía otras consideraciones.


R e v e s t i d o , p o r así decirlo, de u n a a r m a d u r a , e m -
prenderé la n o b l e tarea de defender los d o g m a s s a -
g r a d o s y mantendré la verdad contra quienes alien-
tan opiniones perversas. E l m i s m o Verbo U n i g é n i t o
de D i o s , sin intervención en la e c o n o m í a salvadora
d e n i n g ú n o t r o ser d i s t i n t o d e E l , y q u e le esté
u n i d o accidentalmente, d e s t r u y ó el i m p e r i o de la
muerte, c o m o E l m i s m o enseña: Tanto amó Dios al
mundo que le dio a su Hijo Unigénito, para que
todo el que cree en El no perezca, sino que tenga la
251
vida eterna . Si tanto exalta E l el a m o r al m u n d o
de D i o s Padre, si lo declara i n m e n s o e inagotable,
¿ p o r q u é nuestros adversarios quieren m e r m a r l o di-
ciendo q u e n o fue el v e r d a d e r o H i j o quien se sacri-
ficó p o r n o s o t r o s , sino q u e u n o de los nuestros o b -
tuvo la gracia de la filiación de m o d o s ó l o ocasional
y extraordinario, y sustituyen p o r él al H i j o p o r na-
turaleza, c u a n d o fue el U n i g é n i t o quien se sacrificó
p o r n o s o t r o s ? J u a n escribió claramente: Dios Uni-
2 5 2
génito que está en el seno del Padre . ¿ C ó m o no
a s o m b r a r s e de la ignorancia de quienes quieren ex-
pulsar de la e c o n o m í a salvadora al D i o s V e r b o H i j o
U n i g é n i t o , p a r a sustituirlo, c o m o he dicho, p o r al-
guien cualquiera q u e resplandece c o n u n a gloria q u e
le es ajena y q u e p o s e e el título de divinidad s ó l o de
f o r m a p r e s t a d a ? ¿ Q u é habrá de grande y admirable
en el a m o r del P a d r e , si d i o p o r la s a l v a c i ó n del

2 5 1 . J n 3, 16.
2 5 2 . J n 1, 18.
132 CIRILO DE ALEJANDRÍA

m u n d o s ó l o una parte del m u n d o y bien p e q u e ñ a ,


p o r cierto? Podría, incluso, llegar a decirse q u e el
m u n d o se redimió sin necesidad de D i o s , b a s t á n d o -
le c o n u n a de sus partes h u m a n a s .
B - C o n t e s t a r á n ellos q u e el U n i g é n i t o fue d a d o
p o r el Padre para administrar nuestras cosas y n o
para sufrir El, en su p r o p i a naturaleza, las debilida-
des h u m a n a s .
A - ¡ C l a r o q u e n o p u e d e sufrir en su p r o p i a na-
turaleza! E s t a n d o , en cuanto D i o s , d e s p r o v i s t o de
cuerpo, q u e d a p o r c o m p l e t o al margen de cualquier
sufrimiento. Pero c o m o , según sus p r o p i a s palabras
expresadas p o r la lira del salmista, el Padre le p r e -
2 5 3
p a r ó u n cuerpo , a d q u i r i ó ese cuerpo para p o d e r
2 5 4
c u m p l i r su v o l u n t a d . E s a era la redención m e -
diante la c r u z preciosa y el perfecto cumplimiento
de la recapitulación del u n i v e r s o p o r E l y en E l .
T o d o lo dicho halla su fundamento en aquel exce-
lente P a b l o , q u e dice: Tened entre vosotros los mis-
mos sentimientos que tuvo Cristo: El cual, siendo de
condición divina, no retuvo ávidamente el ser igual
a Dios, sino que se despojó de sí mismo tomando
condición de siervo, haciéndose semejante a los
hombres y apareciendo en su porte como hombre; y
se humilló a sí mismo, obedeciendo hasta la muerte
y muerte de cruz. Por lo cual Dios le exaltó y le
otorgó el Nombre que está sobre todo nombre. Para
que al nombre de Jesús toda rodilla se doble en los

2 5 3 . C f . H b 10, 5.
2 5 4 . C f . H b 1 0 , 7 y S a l 3 9 , 8.9.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

cielos, en la tierra y en los abismos, y toda lengua


confiese que Cristo Jesús es Señor para gloria de
155
Dios Padre . ¿ Q u i é n p u e d e ser, según tu opinión,
el q u e siendo de condición divina igual al Padre, n o
retuvo ávidamente u n a dignidad tan trascendente y
divina, una supremacía tal en relación con t o d o s los
seres? ¿ N o será el Verbo de D i o s engendrado p o r el
P a d r e ? ¿ C ó m o n o es esto evidente para t o d o s ? E l
es, E l , q u e era de la m i s m a naturaleza q u e el Padre,
q u e le es igual, quien t o m ó f o r m a de esclavo y no
p o r una u n i ó n accidental, sino hecho semejante a los
hombres y aparecido en forma de hombre -siendo
D i o s al m i s m o t i e m p o - se humilló y se hizo obe-
15b
diente hasta la muerte y muerte de cruz .
B - Pero, dicen ellos, se afirma de El que Dios le
dio el nombre que está sobre todo nombre, para que
157
al nombre de Jesús toda rodilla se doble . ¿Cómo
p u e d e entenderse q u e el V e r b o , o sea D i o s , reciba
algo? H a y q u e concluir q u e el n o m b r e s o b r e t o d o
n o m b r e ha s i d o d a d o al h o m b r e a s u m i d o , p a r a evi-
tar caer en el error q u e s u p o n d r í a atribuir alguna
inconveniencia al U n i g é n i t o .
A - ¿ Y n o será mejor decir q u e el Padre ha d a d o
ese n o m b r e al H i j o p o r naturaleza, hecho h o m b r e
p o r n o s o t r o s , para que así se le tenga c o m o D i o s
también en su h u m a n i d a d , y se le r e c o n o z c a p o s e e -
d o r de las excelencias de la gloria, a u n q u e se haya

255. Flp 2, 5-11.


256. F l p 2, 7-8.
257. Flp 2, 9-10.
134 CIRILO DE ALEJANDRÍA

s o m e t i d o a la humillación de hacerse semejante a


n o s o t r o s , para evitar q u e los ángeles y los h o m b r e s
piensen q u e se trata de u n D i o s recientemente a p a -
recido y q u e no p o s e e la gloria c o m o consustancial,
sino c o m o c o s a accidental y q u e le ha s i d o o t o r g a d a
p o r un acto de la voluntad de D i o s P a d r e ?
B - ¿ H a b r e m o s de decir, entonces, q u e el n o m -
bre s o b r e t o d o n o m b r e le ha s i d o d a d o al Verbo en-
gendrado por Dios Padre?
A - A s í es. C o n ello n o nos apartaremos de la
verdad, p u e s s a b e m o s a ciencia cierta que E l no re-
tuvo ávidamente el ser igual a D i o s , sino que, p o r
decirlo así, se abajó a un estado sin gloria en su m a -
nifestación humana. P o r eso dijo: El Padre es mayor
2 5 8
que yo , aunque de hecho, siendo c o m o es igual al
Padre s e g ú n su naturaleza, le asiste el derecho de
p o n e r s e p o r encima de cualquiera y de preciarse de
la gloria divina. E r a necesario q u e quien se había
abajado p o r n o s o t r o s hasta la condición humana, n o
aparentara quedar privado de la gloria y excelencia
q u e a su naturaleza correspondían, sino que p o r el
contrario, conservara en su a n o n a d a m i e n t o , s e m e -
jante al nuestro, la plenitud divina, y en su humilla-
ción, la sublimidad. E r a también necesario, que c o -
rrespondiéndole p o r naturaleza ser a d o r a d o , lo fuera
también en su h u m a n i d a d c o m o un d o n recibido.
D e hecho, ante E l toda rodilla se d o b l a en el cielo y
en la tierra, y t o d o s los órdenes lo glorifican. P o r q u e
p o r la fe J e s u c r i s t o es S e ñ o r en la gloria de D i o s

2 5 8 . J n 14, 2 8 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 135

Padre. Y p o r eso dijo a D i o s Padre q u e está en el


cielo: Padre, glorifícame con la gloria que tenía junto
259
a ti antes que el mundo fuese . D i m e : ¿era anterior
al m u n d o el n o m b r e del que ellos dicen q u e fue asu-
m i d o p o r el U n i g é n i t o p o r una relación accidental?
B - D e ningún m o d o .

Gloria por toda la eternidad

A - ¿ Q u i é n es, entonces, el q u e pide una gloria


que, según sus p r o p i a s palabras, p o s e í a antes de la
formación del m u n d o , siendo d e s d e siempre y p o r
t o d a la eternidad j u n t o a D i o s ? ¿ N o será el Verbo
de D i o s , coeterno al Padre, q u e coexiste con E l en
el m i s m o t r o n o y del cual dice el sapientísimo evan-
gelista J u a n : El Verbo era junto a Dios, y el Verbo
2b0
era Dios }
B - ¿Quién podrá dudarlo?
A - C o m o siendo Señor de la gloria, q u e ha d e s -
c e n d i d o en el t i e m p o h a s t a la h u m i l l a c i ó n d e la
f o r m a de esclavo, p i d e p o s e e r la gloria q u e d e s d e
siempre le pertenecía, para hacerla p r o p o r c i o n a d a a
la n a t u r a l e z a h u m a n a , a s í t a m b i é n , s i e n d o D i o s
d e s d e siempre, asciende desde nuestra limitada c o n -
dición hasta la gloria excelente de la divinidad para
que, c o m o consecuencia, ante el único y verdadero
H i j o p o r naturaleza, a u n q u e encarnado y hecho s e -

2 5 9 . J n 17, 5.
2 6 0 . J n 1, 1.
136 CIRILO DE ALEJANDRÍA

mejante a n o s o t r o s , t o d a rodilla se d o b l e , c o m o y a
he repetido. A s í , en mi opinión, si esto c r e e m o s y
p e n s a m o s , libraremos al cielo y a la tierra de adorar
a u n h o m b r e . Pues está escrito: Adorarás al Señor tu
261
Dios y a El sólo darás culto .
B - U n a afirmación de tal envergadura requiere
una explicación m á s amplia. Te r u e g o , p o r e s o , q u e
expliques el misterio c o n otras p r u e b a s .
A - N o t e n g o reparo en continuar, y lo h a g o
g u s t o s o . D i g o que ésos se han alejado de la verdad al
haber a g r e g a d o al H i j o p o r naturaleza, es decir al
U n i g é n i t o , otro H i j o , el descendiente de D a v i d . Y,
sin e m b a r g o , la Sagrada Escritura clama abiertamen-
te: El primer hombre, salido de la tierra, es terreno;
2 6 2
el segundo, viene del cielo . E s m á s , el H i j o en per-
s o n a dice: He bajado del cielo no para hacer mi vo-
luntad, sino la voluntad del que me envió. La vo-
luntad del que me envió es que no pierda a ninguno
de los que me dio, sino que los reúna en el último
2bi
día . S e g ú n ellos, ¿ q u i é n es el b a j a d o del c i e l o ?
Pues, p o r lo q u e hace al cuerpo, nació de una mujer.
B - Evidentemente, se trata del Verbo del Padre
q u e viene de D i o s . M e parece a m í q u e n o es otra la
opinión q u e quieren mantener ellos.
A - E x a c t o , q u e r i d o a m i g o . Pero el sapientísimo
J u a n escribió en algún lugar: Quien procede de lo
2 M
alto está por encima de todos . E n t o n c e s , si el

2 6 1 . M t 4 , 1 0 ; cf. D t 6, 13.
262. 1 C o 15, 47.
2 6 3 . J n 6, 3 8 - 3 9 .
2 6 4 . J n 3, 3 1 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

Padre quiere resucitar t o d o lo q u e le ha d a d o y es


esto algo bueno, pues salvar es cosa q u e conviene a
D i o s , ¿ p o r q u é dijo C r i s t o que había venido n o para
hacer su voluntad sino la del Padre? ¿ P o d r á alguno
de n o s o t r o s pensar que frente a la clemencia de D i o s
Padre, se q u e d a atrás el H i j o nacido de E l y n o se
c o m p o r t a c o m o b u e n o ni pretende resucitar y librar
de la corrupción a los q u e le han sido d a d o s ?
B - E x i s t e el peligro de pensar así.
A - N o s o t r o s , en c a m b i o , r a z o n a m o s del m o d o
q u e sigue: si es E l el retoño de u n buen Padre, bien
p u e d e decirse q u e E l también sea b u e n o , es m á s , la
2 6 5
b o n d a d m i s m a . Por el fruto se reconoce el árbol ,
dice el p r o p i o C r i s t o . D i j o v e r d a d c u a n d o d i j o :
Quien me ha visto a mí ha visto al Padre. Yo y el
2bb
Padre somos una misma cosa .
B - Tienes r a z ó n , p e r o aclárame tu argumenta-
ción, q u e m e parece un p o c o oscura.
A - S o s t e n e m o s n o s o t r o s q u e el H i j o n o venció
a la muerte o libró el c u e r p o del h o m b r e de la c o -
r r u p c i ó n del p e c a d o a su pesar. P o r q u e , c o m o está
e s c r i t o : El no se alegra de la muerte de los que
2 6 7
viven y las criaturas del mundo son saludables .
La muerte entró en el mundo por la envidia del
268
diablo . Y n o había otro m o d o de vencer al p o d e r
funesto de la muerte, sino la E n c a r n a c i ó n del U n i -
génito. Por eso apareció semejante a nosotros e

2 6 5 . M t 12, 3 3 .
2 6 6 . J n 14, 9; 10, 3 0 .
2 6 7 . S b 1, 1 3 - 1 4 .
268. Sb 2, 24.
138 CIRILO DE ALEJANDRÍA

h i z o s u y o u n c u e r p o s o m e t i d o a la c o r r u p c i ó n
según las leyes naturales, para q u e , siendo E l la vida
m i s m a , p o r haber s i d o e n g e n d r a d o de la v i d a del
Padre, introdujera c o n aquel c u e r p o el bien q u e le
pertenece, o sea la vida. L u e g o , h a b i e n d o sobresali-
d o p o r su benevolencia y a m o r hacia los h o m b r e s ,
h a s t a el p u n t o d e h a c e r s e s e m e j a n t e a n o s o t r o s ,
debió s o p o r t a r también el sufrimiento y los insultos
q u e le acarreó la impiedad de los j u d í o s . E l d e s h o -
nor que c o m p o r t a b a el sufrimiento le resultó extre-
m a d a m e n t e d u r o . Y p o r eso, llegado el t i e m p o en
q u e debía s o p o r t a r la c r u z p a r a la vida de t o d o s ,
para q u e se viera q u e su voluntad era contraria al
sufrimiento, se acercó a ella c o m o lo haría cualquier
otro h o m b r e y a m o d o de súplica dijo: Padre, si es
posible pase de mí este cáliz, pero no se haga mi vo-
2 6 9
luntad, sino la tuya . Q u i e n había venido del cielo
se declara d i s p u e s t o a cumplir algo q u e le p r o d u c í a
dolor, p a r a así lograr para quienes están en la tierra
la resurrección q u e E l , E l s ó l o , instauró en favor de
la naturaleza humana. Pues se h i z o el primogénito
2 7 0
de entre los muertos s e g ú n la carne, y primicia de
271
los adormecidos en el sueño de la muerte .
B - Por tanto a El y no a ningún otro debe atri-
buirse la pasión en cuanto se manifestó c o m o h o m -
bre, aunque c o m o D i o s permaneció siendo impasible.

269. M t 26, 39.


2 7 0 . C o l 1, 1 8 : C r i s t o fue el p r i m e r o en r e s u c i t a r .
2 7 1 . 1 C o 15, 20: C r i s t o resucitó de entre los m u e r t o s , n o c o m o
u n i n d i v i d u o a i s l a d o , s i n o c o m o p r i m i c i a a la q u e d e b e s e g u i r la r e -
s u r r e c c i ó n d e t o d o s l o s fieles d i f u n t o s .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 139

A - E x a c t a m e n t e . R e c u e r d a , a d e m á s , lo q u e dice
la Escritura inspirada: Fue hecho el primer hombre,
Adán, alma viviente; el último Adán, espíritu que
111
da vida .
B - ¿ H a b r e m o s de decir q u e es el Verbo de D i o s
quien es d e n o m i n a d o « s e g u n d o A d á n » ?
A - Sí, p e r o c o m o y a dije, n o p o r sí m i s m o , sino
en cuanto se h i z o semejante a n o s o t r o s . D e c i m o s
q u e es E l m i s m o , p o r q u e vivificar n o p u e d e atri-
buirse al h o m b r e , sino s ó l o a D i o s . P e r o , a d e m á s , se
le llama también s e g u n d o A d á n p o r q u e , habiendo
nacido de A d á n según la carne, es el s e g u n d o c o -
m i e n z o de los habitantes de la tierra, p o r q u e en El
la naturaleza del h o m b r e fue fundada en u n a vida
nueva en la santificación y en la incorruptibilidad
mediante la resurrección de los m u e r t o s . F u e aboli-
da la muerte, p o r q u e la Vida p o r naturaleza n o tole-
ró q u e el cuerpo q u e le era p r o p i o q u e d a r a s o m e t i -
d o a la corrupción. N o cabía q u e C r i s t o padeciera
2 7 3
el imperio de la muerte , en palabras del divino
P e d r o . Y así, el beneficio l o g r a d o para E l p a s o t a m -
bién a n o s o t r o s .
B - E s indudable q u e tienes r a z ó n .
A - Préstame ahora atención, q u e v o y a exponer
un p u n t o n u e v o .
B - ¿ D e q u é se trata?
A - E n cierto lugar, dice C r i s t o a l o s s a n t o s
apóstoles: Id y enseñad a todos los pueblos, bauti-
zándolos en el nombre del Padre y del Hijo y del

272. 1 C o 15, 45.


273. Cf. H c h 2, 24.
140 CIRILO DE ALEJANDRÍA

2 7 4
Espíritu Santo . N o s o t r o s hemos sido bautizados
en el n o m b r e de la Trinidad santa y consustancial,
del Padre, del H i j o y del Espíritu S a n t o , ¿ n o es ver-
dad?
B - Ciertamente.
A - ¿ Y n o es verdad q u e c o n s i d e r a m o s Padre al
q u e ha e n g e n d r a d o e H i j o al D i o s Verbo U n i g é n i t o
e n g e n d r a d o p o r el Padre según la naturaleza?
B - Sí, así es.

Bautizados en la muerte de Cristo

A - E n t o n c e s , ¿ c ó m o dice san P a b l o q u e h e m o s
s i d o b a u t i z a d o s en s u m u e r t e ? Todos nosotros
- d i c e - bautizados en Cristo, fuimos bautizados en
2 7 5
su muerte . P e r o h a b i e n d o un solo Señor, una
2 7 b
sola Fe, un solo Bautismo , n o cabe q u e se d i g a
q u e h e m o s s i d o b a u t i z a d o s en o t r o hijo distinto,
q u e p r o c e d e del linaje de D a v i d . S i e n d o D i o s in-
c o m p a t i b l e p o r n a t u r a l e z a c o n el s u f r i m i e n t o ,
c u a n d o q u i s o , p a r a salvar a l o s s o m e t i d o s a la c o -
r r u p c i ó n , se h i z o en t o d o semejante a los habitan-
tes de la tierra y se s o m e t i ó a ser e n g e n d r a d o s e g ú n
la carne p o r u n a mujer. Y, c o m o he d i c h o , h i z o
s u y o u n c u e r p o c a p a z de g u s t a r la m u e r t e , p e r o
t a m b i é n c a p a z d e resucitar, p a r a q u e , aun p e r m a -

2 7 4 . M t 2 8 , 19.
2 7 5 . R m 6, 3.
2 7 6 . E f 4, 5.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ? 141

n e c i e n d o i m p a s i b l e , p u d i e r a decirse en r a z ó n de s u
carne q u e se s o m e t i ó al sufrimiento. D e este m o d o
2 7 7
salvó lo q u e estaba p e r d i d o . P o r e s o dijo: Yo soy
el buen pastor. El buen pastor da su vida por sus
2 7 8
ovejas . Y también: Nadie me arrebata la vida.
Yo la entrego. Tengo poder para entregarla y para
279
volverla a tomar . Y e s o de tener p o d e r p a r a dar
la p r o p i a vida y p a r a volverla a tomar, no es d e u n
h o m b r e c o m ú n , d e u n o c o m o n o s o t r o s . Sin e m -
b a r g o , el U n i g é n i t o la d i o y la v o l v i ó a tomar, libe-
r á n d o n o s así de l o s l a z o s de la muerte. Y fácilmen-
te p u e d e verse q u e e s o estaba a n u n c i a d o , a u n q u e
2 8 0
entre v e l o s , en el p a s a d o , en los libros de M o i s é s .
L a s a n g r e del c o r d e r o libró de la m u e r t e y d e la
c o r r u p c i ó n a los israelitas, d i s t i n g u i é n d o l o s a los
o j o s del e x t e r m i n a d o s E s e e p i s o d i o es figura de
C r i s t o . Porque Cristo, nuestra Pascua, ba sido in-
2 8 1
molado p a r a derribar el tristísimo i m p e r i o de la
muerte y ganar para C r i s t o , mediante su propia
s a n g r e , t o d o c u a n t o e x i s t e b a j o el c i e l o . Hemos
2 8 2
sido rescatados a gran precio y ya no nos perte-
283 284
necemos a nosotros . Uno murió por todos , el
mejor de t o d o s , para que quienes viven no vivan
ya para sí, sino para aquel que murió y resucitó por

2 7 7 . C f . M t 18, 1 1 .
2 7 8 . J n 10, 1 1 .
279. J n 10, 18.
280. Cf. E x 12, 23.
2 8 1 . 1 C o 5, 7.
2 8 2 . 1 C o 6, 2 0 .
2 8 3 . 1 C o 6, 19.
2 8 4 . 2 C o 5 , 14.
142 CIRILO DE ALEJANDRÍA

2 8 5
ellos . T a m b i é n P a b l o está c o n f o r m e con esto
c u a n d o dice: Yo por la ley he muerto a la ley, a fin
de vivir para Dios. Con Cristo estoy crucificado: y
no vivo yo, sino que es Cristo quien vive en mí. La
vida que vivo al presente en la carne, la vivo en la
fe del Hijo de Dios que me amó y se entregó a sí
2Sb
mismo por mí . T o d o s s o m o s de C r i s t o y p o r E l
h e m o s s i d o reconciliados c o n el P a d r e , p o r q u e p a -
deció p o r n o s o t r o s en su carne p a r a p r e s e n t a r n o s
d e s p u é s de h a b e r n o s purificado. P o r q u e está escri-
to: Por eso, también Jesús, para santificar al pueblo
2 8 7
con su sangre, padeció fuera de la puerta . Y tam-
bién: Y a vosotros, que en otro tiempo fuisteis ex-
traños y enemigos, por vuestros pensamientos y
malas obras, os ha reconciliado ahora, por medio de
la muerte en su cuerpo de carne, para presentaros
2 8 8
santos, inmaculados e irreprensibles . Observa
c ó m o se habla de su p r o p i a carne y de su p r o p i a
sangre entregada p o r n o s o t r o s , p a r a q u e nadie diga
q u e es de o t r o hijo distinto de E l , c o n s i d e r a d o d i -
verso y honrado por una simple unión con una
gloria q u e le es ajena, y una excelencia q u e n o le es
esencial, p a r a q u e nadie d i g a q u e lleva el n o m b r e de
H i j o y d e D i o s trascendente c o m o u n a especie de

2 8 5 . 2 C o 5, 1 5 .
286. G a 2, 19-20.
2 8 7 . H b 1 3 , 12. E s t e ú l t i m o e x t r e m o , el d e q u e J e s ú s c o n s u m a r a
s u s a c r i f i c i o f u e r a d e la c i u d a d s a n t a , f u e r a d e J e r u s a l é n , a p u n t a a o t r a
r e l a c i ó n c o n el p a s a d o ; i g u a l q u e en el r i t o h e b r e o d e la e x p i a c i ó n , la
c a r n e d e las v í c t i m a s i n m o l a d a s era q u e m a d a fuera del c a m p a m e n t o ,
J e s ú s c u m p l i ó el r i t o d e s u s a c r i f i c i o f u e r a d e J e r u s a l é n .
2 8 8 . C o l 1, 2 1 - 2 2 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

vestido, c o m o una máscara q u e se p o n e . Si es de na-


turaleza tal y c o m o la interpretan nuestros adversa-
rios, mal p o d r í a aplicarse la frase de yo soy la ver-
289
dad . ¿ C ó m o p u e d e llamarse veraz a quien n o es
lo q u e dice ser, sino s ó l o un b a s t a r d o q u e se arroga
un n o m b r e falso? Pero C r i s t o es la verdad y, c o m o
D i o s , se halla p o r encima de t o d o s . Siguió el Verbo
siendo quien era, a u n q u e se h i z o h o m b r e . D e suer-
te q u e quien está p o r encima de t o d o s y se c o l o c ó
en virtud d e s u h u m a n i d a d a la altura de t o d o s ,
p u d o conservar a salvo su trascendencia q u e supera
los límites de lo creado.
B - Pero advierte q u e si se dice q u e ha p a d e c i d o ,
se hace caer al D i o s Verbo en una p r o f u n d a i g n o m i -
nia y, a d e m á s , se desacredita nuestro venerabilísimo
misterio.
2 9 0
A - Según las Escrituras : despreciando la ig-
nominia q u i s o sufrir p o r n o s o t r o s en su carne. A d e -
m á s , tengo para mí q u e s ó l o la mente enferma de un
j u d í o o la inmensa y v e r g o n z o s a ignorancia de un
griego p u e d e n pensar q u e sea m o t i v o de ignominia
la muerte en cruz. A s í escribe el divino P a b l o : Así,
mientras los judíos piden señales y los griegos buscan
sabiduría, nosotros predicamos a un Cristo crucifica-
do: escándalo para los judíos, necedad para los gen-
tiles. Mas para los llamados, lo mismo judíos que
griegos, un Cristo, fuerza de Dios y sabiduría de
Dios. Porque la necedad divina es más sabia que la

2 8 9 . J n 14, 6.
2 9 0 . C f . H b 1 2 , 2 ; 1 P 4 , 1.
144 CIRILO DE ALEJANDRÍA

sabiduría de los hombres, y la debilidad divina, más


291
fuerte que la fuerza de los hombres .
B - N o l o g r o entender c ó m o es eso.

Más allá de nuestras posibilidades

A - ¿ N o dices q u e el sufrimiento en la c r u z fue


m o t i v o de escándalo para los j u d í o s y locura para
los g r i e g o s ? L o s p r i m e r o s , al ver a C r i s t o c o l g a d o
de la cruz, movían hacia Él sus cabezas homicidas y
decían: Si eres el Hijo de Dios, baja de la cruz y cree-
2 9 2
remos en ti . Pensaban q u e habiendo sido apresa-
d o y s o m e t i d o a tortura, debía desconfiarse de su
fuerza. Se e q u i v o c a b a n al n o reconocerlo c o m o ver-
d a d e r o H i j o de D i o s y al atender s ó l o a su carne.
L o s s e g u n d o s , los griegos, incapaces p o r c o m p l e t o
de penetrar en la p r o f u n d i d a d del misterio, c o n s i d e -
ran locura q u e h a b l e m o s de que C r i s t o ha m u e r t o
p a r a dar vida al m u n d o . Y, precisamente, lo q u e p a -
rece l o c u r a es sabiduría s u p e r i o r a t o d a la de los
h o m b r e s . P o r q u e t o d o el asunto q u e atañe a C r i s t o
Salvador de t o d o s n o s o t r o s , es p r o f u n d í s i m o y está
lleno de una sabiduría sin par. Y lo q u e consideró
d e b i l i d a d el p u e b l o j u d í o es m á s fuerte q u e l o s
h o m b r e s . E l V e r b o U n i g é n i t o de D i o s nos ha salva-
d o revistiendo nuestra semejanza para que, sufrien-
d o en su carne y resucitando de entre los m u e r t o s ,

2 9 1 . 1 C o 1, 2 2 - 2 5 .
292. M t 27, 40.42.
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

m o s t r a s e nuestra naturaleza victoriosa de la muerte


y de la corrupción. Ciertamente lo q u e llevó a c a b o
está p o r encima de nuestra capacidad. P o r e s o , lo
que parecía haberse cumplido por una debilidad
igual a la nuestra y en el sufrimiento, es m á s fuerte
q u e los h o m b r e s y d e m o s t r a c i ó n del p o d e r de D i o s .
B - P e r o , d i c e n , ¿ c ó m o es p o s i b l e q u e u n a
m i s m a p e r s o n a haya sufrido y n o haya sufrido?
A - P o r q u e sufrió en su carne, n o en su natura-
leza divina. Se trata de algo absolutamente inefable
y ninguna mente es c a p a z de desentrañar cosas tan
sutiles y elevadas. Siguiendo los c a m i n o s q u e c o n -
ducen a la o r t o d o x i a , y ateniéndonos con s u m o cui-
d a d o a la lógica de la conveniencia, n o tendremos
p o r q u é negar la posibilidad de q u e se diga q u e el
V e r b o ha p a d e c i d o . N o d i r e m o s q u e su nacimiento
según la carne, anterior a la p a s i ó n , n o le pertenece
a E l , sino a otro. P e r o t a m p o c o atribuiremos a su
naturaleza divina y trascendente las acciones c u m -
plidas p o r la carne. P e n s a r e m o s , c o m o y a he dicho,
q u e sufrió en su carne, a u n q u e n o en su divinidad,
d e un m o d o m u y similar a lo q u e a continuación
v o y a exponer. E s v e r d a d q u e cualquier ejemplo es
i n a d e c u a d o y q u e d a m u y lejos d e la verdad. P e r o
m e v i e n e a la c a b e z a u n a c o m p a r a c i ó n q u e , a u n
s i e n d o débil reflejo d e la r e a l i d a d , tal v e z p u e d a
a y u d a r n o s a q u e , partiendo, p o r así decirlo, de lo
q u e t e n e m o s a m a n o , nos a y u d e a alzarnos hasta las
alturas de lo que supera nuestro entendimiento.
Igual q u e el hierro o cualquier otra materia s e m e -
jante, s o m e t i d o a la acción del fuego, recibe en sí el
fuego y s o p o r t a c o n d o l o r la llama y si es g o l p e a d o
146 CIRILO DE ALEJANDRÍA

p o r alguien, el metal p a d e c e el d a ñ o , p e r o n o el
fuego q u e en él subsiste, así sucede también en cier-
to m o d o c o n el H i j o , c u a n d o se dice de E l q u e sufre
en la carne p e r o n o en la divinidad. Ciertamente, la
fuerza de la c o m p a r a c i ó n , c o m o y a he advertido, n o
2 9 3
es d e m a s i a d a , p e r o sirve p a r a acercar en algún
m o d o a la v e r d a d a quienes n o rechazan las S a g r a -
das Escrituras.
B - D i c e s bien.
A - Si la carne q u e está u n i d a al Verbo de m o d o
inefable, m á s allá de t o d o entendimiento e inteli-
gencia, n o llega a ser s u y a sin intermediario a l g u n o ,
¿ c ó m o p o d r á decirse de ella q u e es vivificadora? Yo
soy - d i c e E l - el pan vivo bajado del cielo que da la
vida al mundo. Quien coma de este pan vivirá para
siempre, y el pan que yo daré es mi carne para la
2 9 4
vida del mundo . P e r o si la carne es la de otro
hijo y le está u n i d a accidentalmente p o r c o n e x i ó n ,
y la i g u a l d a d de h o n o r e s la tiene p o r u n d o n gra-
tuito, ¿ c ó m o p u e d e ser q u e el V e r b o llame a esa
carne la s u y a p r o p i a , E l q u e n o sabía mentir? Y,
p o r otra parte, ¿ c ó m o p u e d e la carne de o t r o cual-
quiera dar la v i d a al m u n d o , si n o es la carne de la
vida, del V e r b o n a c i d o del P a d r e , del cual dice el
divino J u a n : Sabemos que el Hijo de Dios ha veni-

2 9 3 . E l e j e m p l o s i r v e p a r a m o s t r a r q u e e n C r i s t o , a u n q u e las d o s
n a t u r a l e z a s e s t é n u n i d a s en u n a s o l a p e r s o n a , p e r m a n e c e n c o n s u s
p r o p i e d a d e s c a d a u n a . I g u a l q u e el h i e r r o u n i d o al f u e g o c o n s e r v a s u
n a t u r a l e z a , a s í t a m b i é n la d i v i n i d a d . Y c o m o el f u e g o n o p a d e c e n i n -
g ú n d a ñ o , a p e s a r d e h a b e r s e h e c h o u n a s o l a c o s a c o n el h i e r r o , a s í
t a m b i é n la n a t u r a l e z a d i v i n a .
2 9 4 . J n 6, 5 1 . 3 3 .
¿POR QUÉ CRISTO ES U N O ? 147

do y nos ha dado inteligencia para que conozcamos


al Verdadero. Nosotros estamos en el Verdadero, en
su Hijo Jesucristo. Este es el Dios verdadero y la
Vida eterna™.
B - Pero m e i m a g i n o q u e a eso responderían tal
v e z q u e C r i s t o m i s m o d i j o m u y c l a r a m e n t e : En
verdad, en verdad os digo: si no coméis la carne del
Hijo del hombre y no bebéis su sangre, no tendréis
2 %
vida en vosotros . P o r tanto, dicen, p u e d e c o n -
cluirse de ahí q u e ese cuerpo y esa sangre p r e c i o s a
no pertenecen tanto al D i o s V e r b o cuanto al h o m -
bre q u e le está u n i d o .
A - E n t o n c e s , ¿en q u é consiste el gran misterio
297
de piedad } Pues, a lo q u e parece, hay q u e supri-
mir el anonadamiento del D i o s V e r b o , q u e es de la
m i s m a condición q u e el Padre e igual a El, p e r o q u e
p o r n o s o t r o s decidió tomar forma de esclavo y ha-
cerse semejante a n o s o t r o s , t o m a r parte en la carne
y en la sangre y p r o c u r a r así a t o d o s , los frutos de
la e c o n o m í a salvadora de la Encarnación. G r a c i a s a
ella, t o d o ha sido salvado, p o r q u e el Padre recapitu-
ló en E l t o d a s las c o s a s , las del cielo y las de la tie-
2 9 8
rra, s e g ú n está escrito . Si dicen q u e no es el U n i -
génito quien, h a b l a n d o c o m o D i o s y c o m o h o m b r e
al m i s m o t i e m p o , dice: El pan que yo daré es mi
2
carne para la vida del mundo ", sino otro cualquie-

2 9 5 . 1 J n 5, 2 0 .
2 9 6 . J n 6, 5 3 .
2 9 7 . 1 T m 3, 1 6 .
2 9 8 . C f . E f 1, 10.
2 9 9 . J n 6, 5 1 .
148 CIRILO DE ALEJANDRÍA

ra distinto de É l , un hijo del h o m b r e c o m p l e t a m e n -


te al margen, q u e sería quien n o s habría s a l v a d o , ese
tal, s e g ú n la Escritura, n o sería el Señor, sino u n o de
n o s o t r o s . L a s criaturas s o m e t i d a s a la c o r r u p c i ó n
n o tendrían la vida de D i o s , q u e es el único c a p a z
de darla, sino la de u n o cualquiera, s o m e t i d o t a m -
bién a la c o r r u p c i ó n y que, c o m o n o s o t r o s , habría
recibido la vida p o r la gracia. Si, p o r el contrario, es
verdad lo q u e dicen las Escrituras de q u e el Verbo
se h i z o carne y apareció sobre la tierra y vivió entre
3 0 0
los hombres , É l , teniendo c o m o p r o p i a la f o r m a
de esclavo, será l l a m a d o también H i j o del h o m b r e ,
p o r m u c h o q u e a l g u n o s lo s o p o r t e n mal, e x p o n i é n -
d o s e p o r ello a la acusación de ignorancia. P u e s n o
h u b o o t r o m o d o de conseguir q u e la carne fuera vi-
vificadora, siendo c o m o es de s u y o carne necesaria-
mente s o m e t i d a a la corrupción, sino haciendo q u e
perteneciera al V e r b o , q u e vivifica t o d a s las c o s a s .
L a carne c u m p l i ó las a c c i o n e s del V e r b o , s i e n d o
p o r t a d o r a del p o d e r vivificador del Verbo. N o es de
e x t r a ñ a r q u e el f u e g o , al entrar en c o n t a c t o c o n
cosas q u e d e s u y o n o s o n calientes, las haga tales,
p u e s introduce en ellas, y con abundancia, la p o t e n -
cia de la energía q u e le es p r o p i a . Siendo esto así,
¿ p o r q u é el V e r b o , q u e es D i o s , n o habría d e ser
c a p a z de introducir todavía mejor su p o d e r y acción
vivificadora en la carne q u e le es p r o p i a , p u e s t o q u e
se unió a ella sin confusión ni c a m b i o , en un m o d o
q u e s ó l o el m i s m o Verbo c o n o c e ?

3 0 0 . B a 3, 3 8 .
¿POR Q U É CRISTO ES U N O ?

B - H a de admitirse, p o r tanto, q u e , sin ningún


intermediario, el c u e r p o v i n o a ser perfectamente
p r o p i o del V e r b o q u e proviene del Padre, a p e s a r de
q u e se trata de u n cuerpo c o n c e b i d o c o m o vivifica-
d o p o r u n alma intelectual.

El cuerpo es propio del Verbo

A - A s í es, si q u e r e m o s atenernos al d i s c u r s o in-


falible de la fe, si s o m o s a d m i r a d o r e s de los princi-
p i o s de verdad, si n o n o s a p a r t a m o s de la doctrina
d e t e r m i n a d a p o r l o s s a n t o s P a d r e s ni, a t r a í d o s a
ideas falsas p o r los desvarios de a l g u n o s , a b a n d o n a -
m o s el c a m i n o real, sino q u e , p o r el contrario, p r o -
c u r a m o s edificar s o b r e la m i s m a piedra fundamen-
tal, C r i s t o . Nadie puede poner otro cimiento que el
301
ya puesto, Jesucristo , s e g ú n escribió c o n precisión
3 0 2
el experto arquitecto iniciador de los misterios de
C r i s t o . C r e e m o s n o s o t r o s , p o r tanto, q u e el H i j o de
D i o s Padre es solamente u n o y q u e hay q u e c o n c e -
bir c o m o u n a única p e r s o n a a nuestro Señor J e s u -
cristo, engendrado divinamente por D i o s Padre
c o m o V e r b o antes de t o d o s los siglos y del t i e m p o ,
y n a c i d o , E l m i s m o , en l o s ú l t i m o s t i e m p o s del
m u n d o , de la carne de una mujer. A l m i s m o atribui-
m o s lo h u m a n o y lo divino, y c o n f e s a m o s ser s u y o s
el nacimiento en la carne y el sufrimiento en la c r u z ,
p u e s h i z o s u y o t o d o lo perteneciente a la carne,

3 0 1 . 1 C o 3, 1 1 .
3 0 2 . 1 C o 3, 10.
150 CIRILO DE ALEJANDRÍA

aunque p o r cuanto hace a su naturaleza divina, per-


m a n e c i ó i m p a s i b l e . A s í p u e s , al nombre de Jesús
toda rodilla se doble, y toda lengua confiese que
303
Cristo Jesús es Señor para gloria de Dios Padre .
Amén.

303. F l p 2, 1 0 - 1 1 .
ÍNDICE BÍBLICO

Génesis 2 1 , 19: 111.


19, 2 6 : 33. 39, 8.9: 132.
44, 7-8: 53.
Éxodo 49, 2-3: 117.
3, 1: 70. 6 2 , 9: 62.
4, 3: 34. 8 0 , 10: 6 1 , 81
12, 23: 141. 8 9 , 1: 34.
16, 8: 60. 93, 22: 34.
1 0 3 , 15: 27.
Números 104, 15: 51.
16, 1 1 : 60. 1 3 5 , 12: 32.

Deuteronomio
Proverbios
5, 15: 32.
9, 18: 29.
6, 13: 136.
8, 3: 27.
10, 2 2 : 69. Sabiduría
18, 15-19: 96. 1, 13-14: 137.
2 1 , 23: 37. 2, 24: 137.

Josué
Isaías
1, 5: 32. 32.
7, 14:
8, 14-15: 99.
1 Samuel 24, 13-14: 102.
8, 5: 60. 66.
4 2 , 8:
8, 7: 61.
44, 20: 28.
60, 1-2: 102.
1 Reyes 6 3 , 9: 116, i;
1 9 , 10: 30.

Salmos Jeremías
2 0 , 12: 70. 8, 2 3 : 66.
2 1 , 8: 111. 2 3 , 16: 118.
152 ÍNDICE BÍBLICO

Baruc 22, 42: 75.


3, 3 8 : 30, 148. 22, 43-45: 75.
22, 45: 76.
Joel 2 3 , 9: 47.
1, 5: 95. 25, 40: 61.
3, 1: 69. 26, 38: 106.
26, 39: 106, 138.
Amos 27, 40.42: 144.
7, 1 4 - 1 5 : 64. 27, 46: 1 0 3 , 1 0 5 , 108.
2 8 , 19: 140.
Habacuc
1, 5: 45. Marcos
2 , 6: 29. 7, 15: 59.
3, 13: 51. 10, 3 3 - 3 4 : 106.

Sofonías Lucas
2, 1-2 63. 1, 15: 98.
1, 3 0 - 3 1 : 82.
Mateo 1, 3 5 : 46.
1, 2 1 : 82. 1, 76: 113.
1, 2 3 : 32. 2, 52: 114.
4, 4: 27. 8, 10: 52.
4, 10: 136.
10, 28 105. Juan
1 2 , 33 137. 1, 1: 135.
13, 41 93. 1, 2 : 41.
13, 5 5 117. 1, 1 1 - 1 2 : 73.
14, 33 92. 1, 12: 47.
1 6 , 14 117. 1, 13: 47.
16, 16 92. 1, 14: 33, 37, 53, 57,
16, 17 92. 67, 82.
16, 22 106. 1, 16: 53, 87.
16, 2 3 107. 1, 18: 131.
16, 24 105. 1, 2 9 - 3 0 : 113.
16, 2 7 93. 1, 2 9 - 3 1 : 91.
17, 2 6 65. 1, 3 2 - 3 4 : 99.
18, 11 141. 2 , 19: 128, 129.
19, 4: 46. 3, 12: 90.
20, 18-19: 106. 3, 13: 90.
2 1 , 38 74. 3, 16: 131.
22, 29 70. 3, 3 1 : 45, 98, 136.
ÍNDICE BÍBLICO

4 , 6: 110. 6, 3: 140.
4, 2 2 : 125. 6, 5: 42, 123.
5, 2 1 : 129. 7, 2 3 : 42.
5, 4 6 : 58. 8, 2 - 3 : 42.
6, 3 8 - 3 9 : 136. 8, 3: 44, 85.
6, 4 2 : 117. 8, 3 - 4 : 84.
6, 5 1 : 148. 8, 1 5 : 72.
6, 5 1 . 3 3 : 146. 8, 3 2 : 56, 122.
6, 5 3 : 147. 9, 5: 78, 125.
8, 4 0 : 111. 10, 6 - 9 : 58.
8, 5 8 : 90. 10, 8: 40.
10, 1 1 : 141. 15, 15-16: 113.
10, 18: 141.
10, 3 0 : 137. 1 Corintios
10, 3 2 : 111. 1, 13: 90, 112.
10, 3 3 : 88. 1, 1 8 - 2 4 : 128.
10, 3 7 - 3 8 : 93. 1, 2 2 - 2 5 : 144.
10, 3 8 : 93. 2 , 8: 125.
13, 3 1 - 3 2 : 128. 3, 10: 149.
14, 6: 87, 143. 3, 1 1 : 149.
14, 9: 111, 137. 3, 16: 95.
14, 2 3 : 96. 4, 7: 86, 88.
14, 2 8 : 134. 5, 7: 141.
17, 5: 80, 135. 5, 1 5 : 141.
2 0 , 17: 47. 6, 17: 62.
20, 22-23: 100. 6, 19: 141.
6, 2 0 : 116, 1 4 1 .
H e c h o s de los A p ó s t o l e s 8, 5-6 81.
2, 24: 139. 8, 6: 94.
3, 2 2 : 96. 1 5 , 10 87.
10, 3 8 : 94. 15, 20 138.
13, 4 1 : 45. 15, 22 109, 123.
20, 30: 28. 15, 45 39, 139.
15, 47 136.
Romanos 15, 48 49.
1, 16: 128. 15, 49 44, 48.
1, 2 1 - 2 3 : 28. 22, 25 144.
1, 2 2 : 86.
1, 2 8 : 66. 2 Corintios
5 , 14: 109. 1, 19: 86.
5, 1 5 : 109. 4, 6: 112.
154 ÍNDICE BÍBLICO

4, 16 69. Colosenses
5, 14 141. 1, 15: 112.
5, 15 142. 1, 1 5 - 1 8 : 124.
5, 17 84, 1 0 8 , 122 1, 18: 48, 138.
5, 21 3 7 , 56, 122, 1, 2 1 - 2 2 : 142.
123.
8, 9: 42. 1 Timoteo
10, 4 - 5 : 99. 3, 16: 5 8 , 147.
13, 3 - 4 : 128.

Tito
Gálatas 2, 11-13: 85.
1, 1: 115.
1, 1 1 - 1 2 : 115. Hebreos
2, 19-20: 142. 1, 3: 35, 80, 112.
3, 13: 37.
1, 5.13: 75.
4, 4: 44. 2, 9.10-17: 121.
4, 4 - 5 : 54. 2 , 10: 118.
6, 14: 118. 2, 11: 99.
2, 11-12: 53.
Efesios 2 , 14: 84.
1, 10: 147. 2, 14-17: 41.
1, 1 9 - 2 1 : 129. 2 , 17: 9 7 , 111
1, 2 0 - 2 1 : 129. 3, 1: 96.
1, 2 1 : 54, 59, 75. 4, 15: 111.
3, 14-17: 72. 5, 7: 106.
4, 5: 113, 140. 5, 7 - 9 : 103.
5, 1-2: 116. 9, 2 3 : 120.
5, 2 : 116. 9, 2 3 - 2 6 : 119.
10, 5: 132.
Filipenses 10, 7: 132.
2, 5-8: 35, 82. 10, 14: 122.
2 , 5-9: 79. 10, 1 9 - 2 0 : 117.
2 , 5, 11 133. 10, 2 8 - 2 9 : 125.
2 , 7: 64, 79, 80, 12, 2: 35, 5 7 , 1 2 4 , 1 4 3 .

1 1 2 , 130. 13, 4: 46.

2, 7-8 133. 13, 8: 89.

2 , 8: 57. 13, 12: 142.

2, 8-9: 78.
2, 9-10: 133. Santiago
2, 10-11: 150. 2 , 1: 102.
ÍNDICE BÍBLICO

1 Pedro 1 Juan
1, 1 8 - 1 9 : 116. 1, 7: 44.
2, 20-21: 104. 2 , 19: 29.
2, 22: 87, 108. 4, 2 - 3 : 83.
3, 18: 126. 4, 1 4 - 1 5 : 83.
4, 1: 125, 143. 5, 2 0 : 147.
4, 14: 102.

2 Pedro
2 , 1: 66.
22, 21-22: 29.
Í N D I C E D E N O M B R E S Y MATERIAS

A a r ó n : 60. Apolinar y apolinarismo: 11,


A b r a h a m : 40, 54, 56, 57, 90, n. 2 7 , n. 2 0 4 .
121. apóstatas: 28.
A d á n : 39, 43, 47, 49, 108, 109, a p ó s t o l : 5 1 , n. 5 5 .
123, 139. a r r í a n o s : 16.
a d o p c i o n i s t a s : 9, 1 1 . A r r i o : 10.
A l e j a n d r í a : 5, 6, 7, 10. A t a n a s i o : 13.
a l e j a n d r i n a ( e s c u e l a ) y el p e n - Aubert J . : 22.
samiento platónico: 10; y
la i n t e r p r e t a c i ó n alegórica Bardenhewer O.: 23.
d e la S a g r a d a E s c r i t u r a : 1 0 . bautismo, bautizar: 140; b a u -
alma humana de Cristo: 11, 35, tizados en la muerte de
5 0 , 5 4 , 6 8 , 8 3 , 1 1 3 , 1 4 9 , n. C r i s t o : 140.
2 7 , n. 2 0 4 . B e l é n : 95
A n a s t a s i o II: 2 0 .
a n a t e m a s ( c o n t r a N e s t o r i o ) : 13. C a l c e d o n i a : 5.
ángel: 5 1 , 98, 125. carne: v i c t o r i o s a s o b r e la m u e r -
ángeles: 40, 58, 75, 93, 120, te y s o b r e el p e c a d o : 3 5 ; el
121, 134. Verbo no permitió q u e la
anonadamiento: 30, 35, 38, 4 1 , carne permaneciese mortal
47, 52, 54, 57, 6 5 , 67, 80, y corruptible: 39; precio de
87, 97, 1 0 1 , 102, 104, 107, redención: 1 2 1 ; v e l o d e la
1 1 0 , 1 1 1 , 1 2 3 , 134, 147. d i v i n i d a d : 117.
Anthropotokos: 18. C e l e s t i n o p a p a : 13.
a n t i o q u e n a ( e s c u e l a ) y la f i l o - C e l s o : 9.
sofía aristotélica: 10; y la Christotokos: 18.
i n t e r p r e t a c i ó n literal d e la ciencias sagradas: no se está
S a g r a d a E s c r i t u r a : 10; f o r - nunca satisfecho: 27.
man parte Diodoro de C i r i l o : l u g a r d e n a c i m i e n t o : 5;
T a r s o y T e o d o r o de M o p - antes del patriarcado de
s u e s t i a : 17. A l e j a n d r í a : 5; a p a r t i r del
A n t i o q u í a : 6, 7. a ñ o 4 2 9 : 6; d e p u e s t o por
158 ÍNDICE DE NOMBRES Y MATERIAS

J u a n d e A n t i o q u í a : 6; d e ­ s e d e d e C o n s t a n t i n o p l a : 5;
puesto por Teodosio: 6; a d m i t i d o en l o s d i p t i c o s d e
vuelve a Alejandría (30-10- la I g l e s i a d e A l e j a n d r í a : 6.
4 3 1 ) : 7; s u s c r i b e u n a pro­ Cristo: cordero de D i o s que
f e s i ó n d e fe: 7; m u e r t e : 7; q u i t a el p e c a d o d e l m u n d o :
C i r i l o y C r i s ó s t o m o : 5, 6; 91, 113; su alma: 11, 35,
Cirilo y Juan de Antioquía: 5 0 , 6 8 , 1 1 3 , n. 2 7 ; a n t e r i o r
6; C i r i l o y J u l i a n o : 8; C i ­ al t i e m p o : 8 9 ; a t r i b u t o s d i ­
r i l o e H y p a t i a : 6; C i r i l o e vinos: 15, 55; atributos hu­
I s i d o r o d e P e l u s i o : 5; C i ­ manos: 15, 55; camina
r i l o y N e s t o r i o : 6, 7, 8, 1 1 ; s o b r e las o l a s d e l m a r : 9 2 ;
C i r i l o y l o s n o v a c i a n o s : 6; c r e c e en e d a d , s a b i d u r í a y
C i r i l o y s u s e s c r i t o s : 7, 8, gracia: 114; D i o s y hom­
9; l i g a d o a la t r a d i c i ó n a l e ­ bre: 3 5 , 55, 64, 67, 69-70,
jandrina en la interpreta­ 101-102, 111; se hizo mal­
c i ó n a l e g ó r i c a del A . T . : 7, d i c i ó n : 3 7 , n. 3 0 , n. 3 1 ; s e
8; p r e f i e r e el s e n t i d o lite­ hizo p e c a d o : 37, 56, 122,
ral en la i n t e r p r e t a c i ó n del n. 3 0 , n. 3 1 ; d i v i n i d a d : 9;
N . T . : 8; C i r i l o y s u s c a r ­ d o s n a t u r a l e z a s : 9, 1 1 , 1 5 ,
tas: 8, 9; C i r i l o y las tres 18, 6 7 ; g e n e r a d o p o r una
a p o l o g í a s : 8, 13; C i r i l o y la mujer s e g ú n la c a r n e : 3 6 ,
d o c t r i n a c r i s t o l ó g i c a : 1 5 ; el 38, 40-43, 55, 83; tomó
e s t i l o : 2 3 ; C i r i l o y la c u l ­ s o b r e sí lo q u e n o s perte­
tura: 27, 28; n e c e : 4 2 ; el m i s m o a y e r y
hoy y por los siglos: 89;
Codex Vaticanas 1431: 21.
indiviso: 112; integridad de
c o m p a r a c i ó n del fuego: 148.
la n a t u r a l e z a humana: 11,
c o m p a r a c i ó n del h o m b r e c o m ­
4 9 - 5 0 ; la n a t u r a l e z a huma­
puesto de alma y cuerpo:
n a es a s u m i d a y s u b s i s t e en
69.
la p e r s o n a del V e r b o : 15;
c o m p o s i c i ó n del d i á l o g o : 1 7 .
n o f u e « s í y n o » : 86; p e r ­
comunicación de los idiomas:
s o n a : 10, 1 1 , 12, 14, 1 5 , 1 4 9 ;
7, n. 1 8 8 .
haciéndose pobre hizo
C o n c i l i o d e C a l c e d o n i a : 9, 12,
ricos a los hombres: 42-43;
14, 18, 2 1 .
el Primogénito entre los
Concilio de Efeso: 12.
muertos: 124, n. 232, n.
C o n c i l i o d e N i c e a : 10.
271; profeta: 96; resucita­
C o n s t a n t i n o p l a : 5, 1 2 .
d o : 129; santificado: 53, 55;
consustancialidad del Verbo
s e g ú n A d á n : 108; se hizo
c o n el P a d r e : 10.
h o m b r e : (ver E n c a r n a c i ó n ) ;
Conybeare F. C : 20.
su sufrimiento: 38, 106,
Crisóstomo: depuesto de la
ÍNDICE DE NOMBRES Y MATERIAS 159

122, 124, 126, 138; t o d o ha 85, 1 0 1 , 103, 107, 1 1 1 , 114,


s i d o l l e v a d o a la e x i s t e n c i a 115, 116, 123, 127, 130,
por medio de Jesucristo: 131, 147.
8 1 - 8 2 ; u n i d a d p e r s o n a l : 12; É f e s o : 6.
h o m b r e celeste: 44; C r i s ­ E h i n g e r M . : 19, 2 2 .
to = u n g i d o : 5 0 - 5 6 , 82, 89, Elias: 117.
9 3 - 9 4 , n. 5 7 . E m m a n u e l : 3 1 , 32, 67, 69, 92,
cruz: (muerte en): m o t i v o de 98.
ignominia: 143; m o t i v o de Encarnación: comporta tam­
escándalo: 143; necedad: bién los sufrimientos: 38; y
144. el c a n s a n c i o : 3 8 ; mediante
la E n c a r n a c i ó n h a s i d o s a l ­
David (despensero imperial): v a d o el g é n e r o h u m a n o : 8 3 ;
20. fue p r e f i g u r a d a en la z a r z a
D a v i d : 50, 52-54, 56, 5 7 - 5 9 , 6 1 , a r d i e n t e : 7 0 - 7 1 ; el m i s t e r i o
66, 7 1 , 7 4 - 7 7 , 79, 80, 86, de la E n c a r n a c i ó n excede
88, 89, 9 1 , 100, 118, 126, la c a p a c i d a d d e n u e s t r a i n ­
130, 136, 140. teligencia: 6 8 ; el Hijo se
d e b i l i d a d d e la c a r n e : 1 1 1 . hizo hombre para regene­
D e D u r a n d G . M . : 17, n. 5 (in- rar n u e s t r o ser a u n a v i d a
trod.). s a n t a : 4 6 ; el V e r b o decide
d i á l o g o : c o m p o s i c i ó n : 17; c o n ­ encarnarse para hacerse se­
tenido: 17; c o n t r a la d o c ­ mejante a los hombres: 35,
trina nestoriana: 16; i n t e r ­ 49.
l o c u t o r e s : n. 4; t e x t o : 19, e s c l a v o : C r i s t o h a h o n r a d o al
21; ediciones y traduccio­ esclavo haciendo propios
nes: 22-23; l o s r a s g o s del e s c l a v o : 6 5
D i o d o r o d e T a r s o : 8, 1 1 , 16, Escrituras: denuncia la igno­
17. r a n c i a d e l o s h e r e j e s y la
d i s t i n c i ó n d e las d o s n a t u r a l e ­ l i g e r e z a y la l o c u r a d e s u s
z a s en C r i s t o : 6 7 - 7 1 . razonamientos: 30.
d o b l e h i p ó s t a s i s : 16. Espíritu Santo: dejó encinta a
d o c e t a s : 9. la V i r g e n : 4 6 ; el H i j o fue
dragón (Nestorio): 31; sostie­ engendrado p o r el E s p í r i ­
n e q u e la s a n t a V i r g e n no tu S a n t o p a r a q u e los h o m ­
es M a d r e d e D i o s : 3 1 . bres alcanzasen una rege­
dualismo cristológico: 11. neración del espíritu de
d u a l i s m o hipostático: 12. D i o s m e d i a n t e el E s p í r i t u :
47; los hombres engendra­
economía: 29, 38, 4 1 , 42, 45, d o s p o r el E s p í r i t u : 4 8 ; m e ­
52, 56, 57, 58, 66, 67, 83, d i a n t e el E s p í r i t u h a b i t a en
160 ÍNDICE DE NOMBRES Y MATERIAS

nosotros la T r i n i d a d : 95; inhabitación del V e r b o en el


b a u t i z a d o s en n o m b r e del hombre: 1 1 , 16.
Espíritu Santo: 139. I s i d o r o d e P e l u s i o : 5 , n. 1.
Esteban (obispo de Siunik): 20.
E u t i q u i o : 12. Jeremías: 117.
J e r u s a l é n : 1 0 2 , 1 0 6 , n. 2 8 7 .
f i g u r a s : d e las r e a l i d a d e s c e l e s ­ Josué: 32.
tiales: 1 1 9 ; d e C r i s t o en la J u a n Bautista: 9 1 , 98, 99, 100,
sangre del c o r d e r o : 1 4 1 . 113.
filiación: 4 8 , 54, 66, 7 1 , 72, 73, J u a n d e A n t i o q u í a : a la c a b e ­
88, 126, 127, 1 3 1 . z a d e l o s o b i s p o s d e la p r o ­
forma de D i o s : 35, 79. vincia eclesiástica antio-
forma de esclavo: 35, 36, 45, q u e n a d e p o n e , en u n s í n o ­
56, 57, 6 1 , 64, 65, 66, 79, d o , a C i r i l o : 6; a c e p t a la
97, 112, 121, 133, 135, 147, c o n d e n a d e N e s t o r i o : 7.
148. Juan Evangelista: 53, 67, 73,
fuego (imagen del) que trans­ 98, 1 3 1 , 135, 136, 147.
mite su energía: 148. j u d í o s d e A l e j a n d r í a : 6.

Gabriel: 82. l e y del p e c a d o : 4 9 .


gálatas: 115. L i b e r a t o d e C a r t a g o : 17.
g l o r i a ( d e la d i v i n i d a d ) : 1 3 5 . L o t : 33.

h e r e j í a a r r i a n a : 10, 1 5 2 . M a h a l l a el K u b r a : 5 .
herejía nestoriana: 1 1 , 12, 13, m a n u s c r i t o s del d i á l o g o : 1 9 - 2 3 .
156. María: Anthropotokos: 18;
herejías (inventores de las): 2 8 ; Christotokos: 18; encinta
como lobos feroces: 29; del Espíritu Santo: 46;
r o b a n las c o s a s d e C r i s t o : Madre de Cristo: 3 1 , 50;
29. Madre del hombre: 31;
herejías cristológicas: 9-16. M a d r e d e D i o s : 8, 14, 17,
hijos de D i o s : 47, 65, 73. 18, 3 1 , 3 6 , 5 0 ; s i n r e l a c i ó n
h o m b r e : c e l e s t e (el V e r b o ba­ conyugal: 46; Theotokos:
j a d o del cielo): 44, 48; ex­ 14, 18;
terior: 69; interior: 69; te­ matrimonio: digno de honor:
rreno: 44, 48. 46; Dios no desprecia el
humanidad: distinta d e la d i ­ matrimonio: 46; lo honra
vinidad: 67. con su bendición: 46.
mezcla: n o existe m e z c l a entre
impasible, impasibilidad: 126, las d o s n a t u r a l e z a s d e C r i s ­
140, 150. to: 70.
ÍNDICE DE NOMBRES Y MATERIAS 161

misterio de Cristo: 45. l l a m a r a D i o s P a d r e : 4 7 ; el


m i s t e r i o d e la E n c a r n a c i ó n en H i j o nos ha d a d o también
f o r m a figurativa: 7 1 . a su Padre: 47.
M o i s é s : 32, 34, 58, 60, 69, 70, p a g a n o s : su cultura: 27; su l o -
7 1 , 96, 109, 125, 1 4 1 . cura: 28.
Monacensis graecus 3 9 8 : 19, 2 2 , Palabra de Dios: 27.
n. 9 ( i n t r o d . ) . Panoplia Dommatica: 21.
m o n o f i s i s m o : 1 1 , 12. parábolas evangélicas: 74.
m o r a d a ( t e o r í a d e la): 1 8 . P e d r o : 9 2 , 1 0 2 , 104, 1 0 6 , 1 2 6 ,
m u e r t e : v e n c i d a c o n la m u e r - 128, 139.
te: 4 2 ; h a s i d o a b o l i d a : 1 3 9 ; P e l u s i o : 5, n. 2 ( i n t r o d . ) .
el H i j o h a v e n c i d o la m u e r - perfecciones divinas (los n o m -
te: 1 3 7 - 1 3 8 ; s ó l o la E n c a r - bres): 52.
n a c i ó n del U n i g é n i t o p o d í a p e r s o n a : 14.
v e n c e r la m u e r t e : 1 3 7 - 1 3 8 . p o e t a s y la v e r d a d : 2 8 .
potencias celestiales: 58.
n a t u r a l e z a : 14, 1 5 . primicias: 44, 48.
naturaleza humana: 14, 1 5 . profetas: 51.
Nazaret: 95. Pusey E . B . : 23.
nestorianismo: 11. P u s e y P. E . : 22.
N e s t o r i o : 6; d e p u e s t o por el
concilio: 6, 13; depuesto Quod unus sit Christus: 19, 2 1 ,
p o r T e o d o s i o : 6; s e e n c i e - 22.
r r a en el m o n a s t e r i o d e A n -
tioquía: 7; s u herejía: 11, recapitulación: 132, 147.
12; n i e g a la m a t e r n i d a d di- redención: 132.
v i n a d e M a r í a : 14. resucitar, resurrección: 40, 54,
n o m b r e sobre t o d o n o m b r e : 79. 57, 58, 63, 106, 128, 129,
n o v a c i a n o s : 6. 137, 1 4 0 , 1 4 2 , 1 4 5 ; n. 2 3 2 ,
270, 271.
O r e s t e s : 6. r e t ó r i c a ( u t i l i d a d d e l a ) : n. 5.

Pablo: 28, 35, 37, 40, 44, 46, Samaritana: 125.


48, 53, 56, 58, 62, 69, 72, Samuel: 60.
75, 78, 79, 8 1 , 84, 85, 86, sangre: precio de redención:
89, 90, 94, 9 5 , 96, 99, 109, 1 1 6 ; el H i j o a c t ú a c o n la
112, 115, 116, 118, 119, p r o p i a s a n g r e : 1 1 7 ; el S e ñ o r
122, 124, 125, 128, 132, nos ha salvado con su san-
142, 143. gre: 116.
P a d r e : p o r la E n c a r n a c i ó n t a m - Santiago: 102.
bién los hombres pueden Schwartz E.: 22.
162 ÍNDICE DE NOMBRES Y MATERIAS

S e r a p i ó n el s a b i o : n. 2 ( i n t r o d . ) . P a d r e : 3 3 ; se h i z o hombre
S e v e r o d e A n t i o q u í a : 2 1 , n. 1 no para permanecer siem­
(introd.). p r e en e s e e s t a d o d e a n o ­
Silvano: 86. nadamiento: 101; se ha
similitud del hierro incandes­ hecho carne: 127; n o s libró
c e n t e : 1 4 5 , n. 2 9 3 . d e l o s l a z o s d e la muerte:
Simón Bar-Jonás: 92. 141.
s í n o d o d e la e n c i n a : 5. unión: 6 1 , 62, 68, 69, 74, 77,
S ó c r a t e s ( h i s t o r i a d o r ) : 6. 8 8 , 1 0 9 , 124, 1 4 6 .
s u b o r d i n a c i o n i s m o : 10. u n i ó n accidental: 12, 127, 133,
sufrimiento de Cristo: 38. 146.
s u p u e s t o : 14. unión hipostática: 18; e x c e d e
la c a p a c i d a d d e n u e s t r a in­
t e m p l o ( c o m p a r a c i ó n del): 129. teligencia: 68.
t e m p l o ( t e o r í a ) : 18.
templo de D i o s : 95. Vaticanus graecus 5 9 6 : 19, n.
tentación: 103, 105. 9 (introd.).
T e o d o r e t o d e C i r o : 7. Vatopedinus 3 9 0 : 19.
Teodoro de Mopsuestia: 11, v e l o del t e m p l o (comparación
16. d e l ) : 117.
T e o d o s i o : 6, 8, 13. V e r b o : la p e r s o n a del Verbo:
T e ó f i l o : 5. 15-16; igual a D i o s Padre:
T h e o d o s i o u : 5. 2 9 ; c o e t e r n o c o n el P a d r e :
Tbeotokos: 14, 18. 3 1 ; a l g u n o s herejes le n i e ­
T i m o t e o : 86. g a n la p e r f e c t a i d e n t i d a d d e
Timoteo Eluro: 21. n a t u r a l e z a c o n el P a d r e : 2 9 ;
t r a d i c i ó n i n d i r e c t a del d i á l o g o : otros explican arbitraria­
21. m e n t e el m i s t e r i o d e la E n ­
T r i n i d a d : b a u t i z a d o s en nom­ c a r n a c i ó n : 3 0 ; se h a e n c a r ­
bre de la Trinidad: 140; nado: 30, 39-50, 56-57, 8 1 -
problemas relativos a la 86; 91-93; 112-115, 121,
Trinidad: 52. 128, 134, 140, 144-145,
1 4 7 - 1 5 0 ; en q u é s e n t i d o d e ­
ungido, unción: 50-56, 82. cimos que se hizo carne:
unido (el h o m b r e ) al Verbo: 3 5 - 3 6 ; n o s e ha h e c h o c a r n e
61, 84, 146; es u n o más en el m i s m o s e n t i d o en q u e
u n o : 88. se ha hecho maldición y
Unigénito: coeterno con el p e c a d o : 3 8 ; se h i z o s e m e ­
P a d r e : 3 3 ; él m i s m o es el jante a nosotros: 35, 65,
descendiente de David: 76- 127, 137, 139; e n c a r n á n d o ­
77; engendrado por el s e se s o m e t i ó también al
ÍNDICE DE NOMBRES Y MATERIAS 163

sufrimiento: 38, 126, 132, cuanto Dios: 1 0 0 ; la En­


138, 1 4 5 ; es i m p í o y ab­ c a r n a c i ó n es p a r a n o s o t r o s
surdo negar al V e r b o su la l i b e r t a d y la a b o l i c i ó n d e
nacimiento de una mujer cuanto le h a b r í a sobreve­
s e g ú n la c a r n e : 4 3 - 4 4 , 1 4 9 ; n i d o a la n a t u r a l e z a h u m a ­
d a d o que D i o s no despre­ na c o m o consecuencia de
cia el m a t r i m o n i o , e s c o g i ó la m a l d i c i ó n y la c o n d e n a :
p a r a el V e r b o u n a virgen 4 3 ; d i s p e n s a d o r d e la s a n ­
q u e q u e d ó e n c i n t a del E s ­ tificación: 100; habita en
p í r i t u : 4 6 ; f u e r a d e la E n ­ n o s o t r o s : 72; se ha hecho
c a r n a c i ó n n o p u e d e ser l l a ­ n u e s t r o m o d e l o : 104; d e s ­
mado Cristo (= ungido): truyó el imperio de la
5 2 - 5 3 ; la u n c i ó n conviene muerte: 1 3 1 , 137; n o s ha
al V e r b o e n c a r n a d o : 5 2 - 5 3 ; salvado revistiendo nuestra
no ha a s u m i d o a un hom­ semejanza, sufriendo y re­
bre: 56, 63-65; al encar­ sucitando de entre los
narse no fue privado de muertos: 144-145.
ninguno de los bienes q u e versión armena: 20.
p o r n a t u r a l e z a le p e r t e n e ­ versión siríaca: 20.
cen: 53, 83, 9 1 , 134, 142; Vulcatius Buenaventura: 19,
es l l a m a d o H i j o del hom­ 22.
bre: 82; uno solo y el
m i s m o es el V e r b o e n g e n ­
d r a d o p o r D i o s P a d r e y el Zacarías: 113.
descendiente de David: z a r z a a r d i e n t e f i g u r a d e la E n ­
1 0 0 ; s a n t i f i c a d o en cuanto carnación: 71.
hombre y santificador en Zigabeno: 21.
ÍNDICE GENERAL

INTRODUCCIÓN 5
1. Cirilo de Alejandría 5
2. Sus escritos 7
3. Las herejías cristológicas 9
4. «¿Por qué Cristo es uno?» 16
5. El texto de «¿Por qué Cristo es uno?» 19
a) Manuscritos 19
b) Versiones 20
c) La tradición indirecta 21
d) Ediciones y traducciones 22
e) El estilo 23

Cirilo de Alejandría
¿ P O R Q U É C R I S T O ES U N O ?

La Palabra de Dios, alimento del alma 27


El dragón recientemente aparecido 31
El Verbo se ha hecho carne 33
Hablar de acuerdo con la Sagrada Escritura 36
Adán alma viviente: Cristo espíritu vivificante 39
El Verbo de D i o s nació de una mujer según la
carne 43
La carne del Verbo, carne de un cuerpo de hombre .. 48
Cristo por la unción 50
El misterio de la economía de la salvación en la
carne 56
166 ÍNDICE GENERAL

Adoración de todo lo creado 60


Tomó forma de esclavo 64
La unión indisoluble 68
U n solo Hijo, un solo Cristo 71
Cristo desciende de David según la carne 76
Jesús es el Verbo Unigénito de Dios 81
El sentido del misterio de Cristo 86
El Verbo encarnado, Dios de Dios 91
Dios Verbo habita en un hombre 95
El Verbo encarnado, dispensador de santidad 100
Triste hasta la muerte 106
Las palabras no pueden separarse de las acciones .. 110
La carne de Cristo sigue las leyes de su naturaleza . 114
Los sufrimientos en la cruz y nuestra salvación .... 118
La naturaleza del hombre justificada en Cristo 122
Digno rescate por la vida de todos 126
El Unigénito sacrificado por nosotros 130
Gloria por toda la eternidad 135
Bautizados en la muerte de Cristo 140
Más allá de nuestras posibilidades 144
El cuerpo es propio del Verbo 149

Í N D I C E BÍBLICO 151
Í N D I C E D E NOMBRES Y MATERIAS 157
Editorial Ciudad Nueva
BIBLIOTECA DE PATRÍSTICA

1 - Orígenes, C O M E N T A R I O AL CANTAR DE LOS CANTARES,


a
2 . Ed., 326 págs.

2 - Gregorio Nacianceno, H O M I L Í A S SOBRE LA NATIVIDAD,


a
2 . Ed., 154 págs.

3 - Juan Crisóstomo, LAS C A T E Q U E S I S BAUTISMALES,


a
2 . Ed., 256 págs.

4 - Gregorio Nacianceno, L A P A S I Ó N D E CRISTO,


a
2 . Ed., 208 págs.

5 - San Jerónimo, C O M E N T A R I O AL EVANGELIO DE SAN


MARCOS,
a
2 . Ed., 136 págs.

6 - Atanasio, LA E N C A R N A C I Ó N DEL VERBO,


a
2 . Ed., 160 págs.

7 - M á x i m o el C o n f e s o r , M E D I T A C I O N E S SOBRE LA AGONÍA
DE JESÚS,
a
2 . Ed., 136 págs.

8 - E p i f a n i o el M o n j e , V I D A D E MARÍA,
a
2 . Ed., 200 págs.

9 - G r e g o r i o de N i s a , L A G R A N CATEQUESIS,
a
2 . Ed., 172 págs.
10 - G r e g o r i o T a u m a t u r g o , E L O G I O D E L M A E S T R O CRISTIANO,
a
2 . Ed., 176 págs.

11 - Cirilo de J e r u s a l é n , E L E S P Í R I T U SANTO,
a
3. Ed., 112 págs.

12 - C i p r i a n o , L A U N I D A D D E LA IGLESIA,
a
2 . Ed., en preparación.

13 - G e r m á n de C o n s t a n t i n o p l a , H O M I L Í A S MARIOLÓGICAS,
a
2 . Ed., en preparación.

14 - Cirilo de Alejandría, ¿ P O R Q U É C R I S T O E S U N O ? ,
a
2 . Ed., 176 págs.

15 - J u a n C r i s ó s t o m o , H O M I L Í A S S O B R E E L E V A N G E L I O DE
SAN JUAN,
356 págs.

16 - N i c e t a s de R e m e s i a n a , C A T E C U M E N A D O DE ADULTOS,
152 págs.

17 - O r í g e n e s , H O M I L Í A S S O B R E E L ÉXODO,
228 págs.

18 - G r e g o r i o de N i s a , S O B R E L A V O C A C I Ó N CRISTIANA,
136 págs.

19 - A t a n a s i o , C O N T R A LOS PAGANOS,
128 págs.

20 - H i l a r i o de Poitiers, T R A T A D O D E L O S M I S T E R I O S ,
124 págs.

21 - A m b r o s i o , L A PENITENCIA,
144 págs.

22 - G r e g o r i o M a g n o , L A R E G L A PASTORAL,
420 págs.
23 - G r e g o r i o de N i s a , S O B R E L A V I D A D E M O I S É S ,
256 págs.

24 - N i l o de A n c i r a , T R A T A D O ASCÉTICO,
252 págs.

25 - S a n J e r ó n i m o , L A P E R P E T U A V I R G I N I D A D DE MARÍA,
104 págs.

26 - C e s á r e o de Arles, C O M E N T A R I O AL APOCALIPSIS,
192 págs

27 - A t a n a s i o , V I D A D E ANTONIO,
150 págs.

28 - E v a g r i o Póntico, O B R A S E S P I R I T U A L E S ,
296 págs.

29 - A n d r é s de C r e t a , H O M I L Í A S MARIANAS
192 págs.

30 - G r e g o r i o N a c i a n c e n o , L O S C I N C O D I S C U R S O S TEOLÓGICOS,
288 págs.

31 - G r e g o r i o de N i s a , V I D A D E M A C R I N A - E L O G I O D E B A S I L I O ,
176 págs.

32 - Basilio de C e s á r e a , E L E S P Í R I T U SANTO,
280 págs.

33 - J u a n D a m a s c e n o , H O M I L Í A S C R I S T O L Ó G I C A S Y M A R I A N A S ,
232 págs.

34 - J u a n Crisóstomo, C O M E N T A R I O A L A C A R T A A L O S G Á L A T A S ,
200 págs.

35 - G r e g o r i o Nacianceno, F U G A Y AUTOBIOGRAFÍA,
272 págs.

36 - Dídimo el Ciego, T R A T A D O S O B R E E L ESPÍRITU SANTO,


208 págs.
37 - M á x i m o el Confesor, T R A T A D O S ESPIRITUALES,
256 vpágs.
b

38 - Tertuliano, E L APOLOGÉTICO,
256 págs.

39 - J u a n C r i s ó s t o m o , S O B R E L A VANAGLORIA
LA E D U C A C I Ó N DE LOS HIJOS Y EL MATRIMONIO
268 págs.

40 - J u a n C r i s ó s t o m o , L A V E R D A D E R A CONVERSIÓN,
232 págs.

41 - A m b r o s i o de Milán, E L E S P Í R I T U SANTO,
280 págs.
Próximos volúmenes:

— Gregorio Magno, L I B R O S M O R A L E S I

— Casiodoro, I N I C I A C I Ó N A L A S S A G R A D A S E S C R I T U R A S

— S. J e r ó n i m o , C O M E N T A R I O AL EVANGELIO DE MATEO

— Pedro C r i s ó l o g o , H O M I L Í A S SELECTAS

— D i a d o c o de Fotice, O B R A S E S P I R I T U A L E S

— León Magno, C A R T A S CRISTOLÓGICAS

— Orígenes, H O M I L Í A S S O B R E E L G É N E S I S

— G r e g o r i o de N i s a , L A VIRGINIDAD
Biblioteca de Patrística

L o s Padres siguen constituyendo h o y en


día u n p u n t o de referencia indispensable
p a r a la v i d a c r i s t i a n a .
Testigos profundos y a u t o r i z a d o s d e la
más inmediata tradición apostólica, partí-
c i p e s d i r e c t o s d e la v i d a d e las c o m u n i d a -
d e s c r i s t i a n a s , s e d e s t a c a en e l l o s u n a r i -
quísima temática pastoral, un desarrollo
del d o g m a i l u m i n a d o p o r u n c a r i s m a e s -
p e c i a l , u n a c o m p r e n s i ó n d e las E s c r i t u r a s
q u e t i e n e c o m o g u í a al E s p í r i t u . L a p e n e -
t r a c i ó n d e l m e n s a j e c r i s t i a n o en el a m -
b i e n t e s o c i o - c u l t u r a l d e s u é p o c a , al i m -
poner el e x a m e n d e v a r i o s p r o b l e m a s a
c u a l m á s d e l i c a d o , lleva a l o s P a d r e s a in-
dicar s o l u c i o n e s q u e se revelan extraordi-
nariamente actuales para n o s o t r o s .
D e a q u í el « r e t o r n o a l o s P a d r e s » m e -
d i a n t e u n a iniciativa e d i t o r i a l q u e t r a t a d e
d e t e c t a r las e x i g e n c i a s m á s v i v a s y a v e c e s
t a m b i é n m á s d o l o r o s a s en las q u e s e d e -
b a t e la c o m u n i d a d cristiana de nuestro
t i e m p o , p a r a e s c l a r e c e r l a a la l u z d e l o s
e n f o q u e s y d e las s o l u c i o n e s q u e l o s P a -
dres proporcionan a sus comunidades.
E s t o p u e d e ser a d e m á s u n a garantía de
c e r t e z a s en u n m o m e n t o en q u e formas
de pluralismo mal entendido pueden oca-
sionar dudas e incertidumbres a la h o r a
de afrontar p r o b l e m a s vitales.
L a c o l e c c i ó n c u e n t a c o n el a s e s o r a m i e n t o
de importantes patrólogos españoles, y
las o b r a s s o n p r e p a r a d a s p o r profesores
competentes y especializados, que tradu-
c e n en p r o s a l l a n a y m o d e r n a la e s p o n t a -
neidad con que escribían los Padres.