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Miologia
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Miologia E existe uma enorme variedades de músculos, dos mais variados tamanhos e formato, onde cada

E existe uma enorme variedades

de músculos, dos mais variados tamanhos

e formato, onde cada um tem a sua disposição conforme o seu local de origem e de inserção.

Temos aproximadamente 212 músculos, sendo 112 na região frontal e 100 na região dorsal. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual divide- se em muitos ramos para poder controlar todas as células do músculo. Onde as divisões destes ramos terminam em um mecanismo conhecido como placa motora.

O sistema muscular é capaz de

efetuar imensa variedade de movimento, onde toda essas contrações musculares são controladas e coordenadas pelo cérebro.

Os músculos são os órgãos ativos do movimento. Eles são dotados da

capacidade de se contrair e de se relaxar, e, em conseqüência, transmitem os seus movimentos aos ossos sobre os quais se inserem, os quais formam o sistema passivo do aparelho locomotor. O movimento de todo o corpo humano ou de algumas das suas partes - cabeça, pescoço, tronco, extremidades deve-se aos músculos. De músculos estão, ainda, dotados os Órgãos que podem produzir certos movimentos (coração, estômago, intestino, bexiga etc.).

A musculatura toda do corpo humano pode, portanto, dividir-se em duas categorias:

1) Os músculos esqueléticos, que se ligam ao esqueleto; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo. Constituem aquilo que vulgarmente se chama a “carne” e são comandados pela vontade.

2) Os músculos viscerais, que entram na constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, para assegurar-lhes determinados movimentos. Estes músculos têm estrutura “lisa” e funcionam independentemente da nossa vontade.

Uma categoria à parte é constituída pelos músculos cutâneos, os quais se inserem na pele, pelo menos por uma das suas, extremidades. No homem, esses músculos são pouco desenvolvidos e são encontrados, na sua maior parte, na cabeça e no pescoço (músculos

na sua maior parte, na cabeça e no pescoço (músculos 39 mímicos), mas são muito desenvolvidos
na sua maior parte, na cabeça e no pescoço (músculos 39 mímicos), mas são muito desenvolvidos

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mímicos), mas são muito desenvolvidos

nos animais.

As células musculares, chamadas fibras, têm a capacidade de mover-se. O movimento, uma das propriedades mais surpreendentes da matéria vivente, não é patrimônio exclusivo do músculo.

No século XVII, observou-se através de um microscópio o movimento

de células espermáticas. Existe uma grande variedade de células capazes de mover-se, como, por exemplo: os glóbulos brancos que viajam pelo sangue até os tecidos onde vão atuar, o movimento dos cílios (pelos) na superfície de algumas células como no Sistema Respiratório. Nestes casos, o movimento

é função secundária das células.

Unidade Motora ou Unidade Funcional

Cada músculo tem um nervo motor (grupo de fibras nervosas) que entra nele. Cada fibra nervosa se divide em ramas terminais, chegando cada rama

a uma fibra muscular.

Em conseqüência, a unidade

motora esta formada por um só neurônio

e o grupo de células musculares que este

muscular. Em conseqüência, a unidade motora esta formada por um só neurônio e o grupo de
inerva. O músculo possui muitas unidades motoras. Responde de forma graduada dependendo do número de

inerva. O músculo possui muitas unidades motoras. Responde de forma graduada dependendo do número de unidades motoras que se ativem.

Contração Muscular

A maquinaria contrátil da fibra muscular está formada por cadeias protéicas que se deslizam para encurtar a fibra muscular. Entre elas há a miosina e a actina, que constituem os filamentos grossos e finos, respectivamente. Quando um impulso chega através de uma fibra nervosa, o músculo se contrai.

Quando uma fibra muscular se contrai, se encurta e alarga. Seu comprimento diminui a 2/3 ou à metade. Deduz-se que a amplitude do movimento depende do comprimento das fibras musculares. O período de recuperação do músculo esquelético é tão curto que o músculo pode responder a um segundo estímulo quando ainda perdura a contração correspondente ao primeiro. A superposição provoca um efeito de esgotamento superior ao normal.

Depois da contração, o músculo se recupera, consome oxigênio e elimina

bióxido de carbono e calor em proporção superior à registrada durante o repouso, determinando o período de recuperação.

O fato de que consome oxigênio e libera bióxido de carbono sugere que a contração é um processo de oxidação, mas, aparentemente, não é essencial, já que o músculo pode se contrair na ausência de oxigênio, como em períodos de ação violenta; mas, nesses casos, se cansa mais rápido e podem aparecer cãibras.

Existem três tipos principais de músculos: músculo esquelético (também chamado de músculo voluntário, pois é ou pode ser conscientemente controlado); músculo liso (também conhecido por músculo involuntário, pois não se encontra sob o controle consciente); e o tecido muscular especializado do coração. Os seres humanos possuem mais de 600 músculos esqueléticos, os quais diferem em forma e tamanho, conforme a tarefa que cada um desempenha. Os músculos esqueléticos estão ligados direta ou indiretamente (via tendões) aos ossos, e trabalham em pares antagônicos (enquanto um músculo do par se contrai, o outro, que causa o deslocamento oposto da articulação, relaxa), de forma a produzir os mais diversos movimentos, como andar, costurar,

as diferentes expressões faciais, etc. Os músculos lisos revestem as paredes de órgãos internos e executam ações como forçar a passagem do bolo alimentar pelos intestinos, contrair o útero no parto e controlar o fluxo sanguíneo para os diversos tecidos.

Músculos Esqueléticos

Têm a cor vermelha devido a um pigmento muito semelhante àquele dos glóbulos vermelhos, a hemoglobina muscular ou mioglobina. A forma deles é extremamente variável; há músculos em fita (músculos retos do abdome) em leque (grande peitoral), em cúpula (diafragma), denteados (grande denteado). Todos os músculos se podem reunir, não obstante, em dois grandes grupos: os músculos longos, os quais, mesmo quando pequenos, desenvolveram-se em comprimento, e os músculos largos, nos quais prevalece a largura sobre as outras dimensões. Os músculos longos se acham principalmente nos membros, enquanto os largos prevalecem nas paredes do abdome e do tórax. Os músculos longos têm a forma de fuso, com uma parte central mais grossa chamada ventre, e duas extremidades mais delgadas; as extremidades se continuam por um cordão branco nacarado: o tendão. Os tendões não são constituídos por tecido muscular, mas por tecido conjuntivo bastante resistente. São os tendões que se inserem nos ossos.

Há músculos que têm mais de um tendão, embora tendo um só ventre (diz- se então que o músculo é monocaudado, bicaudado, etc.). Outros, ao contrário, têm

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bicaudado, etc.). Outros, ao contrário, têm 40 vários ventres, que, de um lado, têm origem em

vários ventres, que, de um lado, têm origem em tendões separados e parecem músculos independentes, mas, do oposto, confluem em um só; estes músculos tomam um nome que indica o número dos seus ventres (bíceps do braço e da coxa, tríceps do braço e da perna, quadríceps da coxa). Há enfim, músculos que têm dois ventres, um depois de outro, como se fossem dois músculos consecutivos (músculo digástrico).Observando-se a musculatura dos membros, é fácil perceber que os músculos se agrupam entre si para realizar uma determinada função; distinguem-se

assim grupos e ações antagônicas. Por exemplo, o bíceps dobra o antebraço sobre o braço, enquanto o tríceps, situado da

parte oposta, o distende. No antebraço distinguem-se os músculos da face anterior, que dobram os dedos, e os músculos da face posterior que, ao contrário, os distendem. Certos músculos, enfim, têm uma curiosa conformação circular: tais são os esfíncteres, dos quais a contração assegura o fechamento de certos orifícios

(esfíncter anal, esfíncter da uretra e da bexiga), e os músculos orbiculares. A estes últimos pertencem o orbicular da boca (que arredonda os lábios e os faz salientes para fora, como no ato de assobiar e na pronúncia da vogal U) e o orbicular das pálpebras (que permite fechar os olhos).

Os músculos largos não se podem inserir mediante tendões, que são cordões redondos; inserem-se por meio de lâminas ditas aponeuroses, que têm estrutura análoga aos tendões.

Por vezes, os músculos estão recobertos por faixas, delgadas lâminas conjuntivas que se podem inserir sobre os ossos do mesmo modo que o músculo, e mandar septos para o interior; para dividir as massas musculares ao longo de tais septos caminham vasos e nervos. Os próprios tendões podem ser recobertos por formações características: as bainhas fibrosas e as bainhas mucosas.

As bainhas fibrosas representam uma proteção do tendão, e, por vezes, inserindo-se nos ossos, formam uma polia sobre a qual o tendão desliza para mudar de direção. As bainhas mucosas contêm um líquido que favorece o escorregamento do tendão. Estas formações se acham, na verdade, nos pontos em que os tendões têm necessidade de ser lubrificados e de ser o

os tendões têm necessidade de ser lubrificados e de ser o seu movimento facilitado, isto é,

seu movimento facilitado, isto é, em geral, aí onde o tendão está em contacto com o osso.

A mesma finalidade têm as bolsas mucosas, que são verdadeiras almofadinhas cheias de líquido.

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que são verdadeiras almofadinhas cheias de líquido. 41 Músculos Viscerais São músculos presentes no interior das

Músculos Viscerais

São músculos presentes no interior das vísceras, e geralmente não se vêem a olho nu (salvo o músculo cardíaco que é volumoso e mesmo constitui a parte fundamental do coração). Para observá-los é necessário praticar a dissecação e adotar então o microscópio.

Há dois tipos de músculo liso:

Multiunitário: cada fibra se comporta como uma unidade independente, comportamento semelhante ao músculo esquelético. Ex: músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. Não se contraem espontaneamente. A estimulação nervosa autônoma é que desencadeia sua contração.

Unitário simples: as células se comportam de modo semelhante ao músculo cardíaco, como se fossem uma estrutura

única. O impulso se transmite de célula a célula. Pode-se dizer que o músculo, em sua totalidade, funciona como uma unidade. Ex: músculo intestinal, do útero, ureter etc.

No intestino grosso, no entanto, pode-se ver a camada muscular externa sob a forma de delgadas fitas longitudinais. Além disso (bexiga, piloro) formam os esfíncteres.

O do estômago é conhecido pelo nome de esfíncter pilórico.

Há mesmo dois tipos de músculos esfincterianos: os esfíncteres estriados, que estão sob a ação da vontade (esfíncter estriado da uretra, esfíncter estriado do ânus) e os esfíncteres lisos, que não estão sob a ação da vontade (esfíncter da bexiga, esfíncter pilórico).

Ações dos Músculos Esqueléticos

A unidade estrutural de um

músculo é uma célula ou fibra muscular. A

unidade funcional, constituída de um neurônio motor e as fibras musculares que ele controla, é chamada unidade motora. O número de fibras musculares em uma unidade motora varia de uma a várias centenas, mas usualmente elas são cerca de 100. Cada fibra muscular se comporta como uma unidade. Um músculo esquelético tem tantas unidades quanto fibras. Por isso se define como multiunitário.

O número de fibras varia de

acordo com o tamanho e a função do músculo. Grandes unidades motoras, onde um neurônio supre várias centenas de fibras musculares, são encontradas em grandes músculos do tronco e da coxa, enquanto nos pequenos músculos do globo ocular e da mão, onde movimentos de precisão são necessários, as unidades motoras contêm apenas umas poucas fibras musculares.

Quando um impulso nervoso atinge o neurônio motor na medula espinal, outro impulso nervoso é iniciado, o que faz todas as fibras musculares supridas por aquela unidade motora se contraírem simultaneamente. Os movimentos resultam de um crescente número de unidades motoras sendo postas em ação, enquanto os músculos antagonistas são relaxados.

Durante a manutenção de uma dada posição ou postura, os músculos envolvidos estão em um estado de contração reflexa. O tônus é o estado de excitabilidade do sistema nervoso que controla ou influencia os músculos

esqueléticos. A manutenção do tônus depende dos impulsos que chegam ao

encéfalo e à medula espinal, a partir das terminações sensitivas nos músculos, tendões e articulações.

Durante os movimentos do corpo, os músculos principais são ativos. Estes músculos, chamados agonistas ou motores primários (g. agon, luta), contraem-se ativamente para produzir o movimento desejado. Um músculo que se opõe à ação de um agonista é chamado antagonista. À medida que um agonista se contrai, o antagonista progressivamente relaxa; esta

coordenação produz um movimento suave. Os antagonistas também são ativados no final de um movimento brusco para proteger as articulações de lesões (por exemplo, as articulações do quadril, do joelho e do tornozelo durante um chute no futebol).

Quando um agonista cruza mais de uma articulação, certos músculos evitam o movimento da articulação interposta. Estes tipos de músculos são chamados sinergistas (g. syn, junto, + ergon, trabalho). Assim, os sinergistas complementam a ação dos agonistas. Outros músculos, chamados fixadores, firmam as partes proximais de um membro (como o antebraço) enquanto os movimentos estão ocorrendo nas partes distais (como a mão). O mesmo músculo pode agir como um agonista, antagonista, sinergista ou fixador sob diferentes condições.

Músculo cardíaco

O músculo cardíaco (músculo do coração) ou miocárdio forma a maior parte das paredes do coração. Embora ele

seja composto de fibras (células) estriadas, as contrações do músculo cardíaco não estão sob controle voluntário.

O ritmo cardíaco é regulado por um marcapasso composto de fibras musculares cardíacas especiais, que são inervadas pelo sistema nervoso autônomo.

Músculo liso

O músculo liso forma a camada muscular nas paredes dos vasos sanguíneos e do tubo digestivo. Como o músculo cardíaco, o músculo liso é inervado pelo sistema nervoso autônomo. Por isso ele é músculo involuntário, podendo sofrer contração por longos períodos. Isto é importante na regulação do tamanho da luz de estruturas tubulares (por exemplo, o intestino e vasos sanguíneos). Nas paredes do tubo digestivo, tubas uterinas e ureteres, as células musculares lisas podem provocar ondas peristálticas ou contrações rítmicas. Este processo, conhecido como peristalse, empurra os conteúdos ao longo das estruturas tubulares (como ocorre com os alimentos no intestino).

O tônus é abolido pela anestesia. Conseqüentemente, articulações luxadas ou ossos fraturados são mais facilmente reduzidos (colocados em suas posições normais) quando é administrado ao paciente um agente anestésico, um composto que reversivelmente deprime a função neuronal. Em algumas doenças do sistema nervoso, o tônus é aumentado (espasticidade) ou diminuído (flacidez).

Os músculos dependem de um rico suprimento sanguíneo, pelo oxigênio e os nutrientes, e dos nervos para

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conduzir os impulsos e induzir a contração. Se um músculo é privado de sua inervação diz-se que ele está desnervado e eventualmente vai sofrer atrofia (definhar) porque as fibras musculares diminuirão de tamanho. Um músculo também pode aumentar ou hipertrofiar-se pelo uso constante (por exemplo, no levantamento de peso). Nestes casos, as fibras musculares crescem, mas o seu número permanece o mesmo.

Os músculos esqueléticos têm limitados poderes de regeneração.

Quando há uma extensa lesão muscular, o tecido muscular é eventualmente substituído por tecido cicatricial fibroso.

As ações musculares podem ser testadas de várias maneiras. O teste muscular é geralmente realizado quando há suspeita de lesões neurais. Existem dois métodos comuns para determinar o estado da função motora: (1) o paciente realiza certos movimentos contra resistência produzida pelo examinador e (2) o examinador realiza certos movimentos contra resistência produzida pelo paciente. Por exemplo, quando se testa a flexão do antebraço, pede-se ao paciente para fleti-lo, enquanto o examinador resiste ao esforço. O outro método é solicitar ao paciente para manter o antebraço fletido enquanto o examinador tenta estendê-lo. A última técnica permite ao examinador avaliar a força do movimento.

A eletromiografla é outro método usado para testar a ação dos músculos (Basmajian e DeLuca,

A eletromiografla é outro método usado

para testar a ação dos músculos (Basmajian e DeLuca, 1985). Eletrodos são inseridos no músculo e pede-se ao paciente para realizar determinados movimentos. As diferenças de potencial elétrico de ação dos músculos são

amplificadas e gravadas. Um músculo normal, em repouso, não mostra qualquer atividade. Usando esta técnica, é possível analisar a atividade de um músculo individual durante diferentes movimentos.

A estimulação elétrica de músculos

também pode ser usada como parte do

programa de tratamento para recuperar a ação de músculos. O músculo cardíaco responde ao aumento da demanda por aumento no tamanho de suas fibras; isto é chamado de hipertrofia compensatória. Nenhuma nova fibra muscular cardíaca é formada porque estas células são incapazes de se dividir (por exemplo, sofrer mitose). Quando o miocárdio

(músculo do coração) é lesado (por exemplo, durante um ataque cardíaco) forma-se tecido fibroso cicatricial. Quando o tecido miocárdico fica necrótico (isto é, morre), a lesão é chàmada de

infarto do miocárdio (IM).

Da mesma forma que os músculos esquelético e cardíaco, as células do músculo liso sofrem hipertrofia compensatória em resposta a aumento da demanda. Durante a gravidez, as células musculares lisas na parede do útero não apenas aumentam em tamanho (hipertrofia ), como também aumentam em número (hiperplasia). Em conseqiiência, o músculo liso tem uma notável capacidade de regeneração.

músculo liso tem uma notável capacidade de regeneração. Estrutura dos Músculos Os músculos esqueléticos estão
músculo liso tem uma notável capacidade de regeneração. Estrutura dos Músculos Os músculos esqueléticos estão

Estrutura dos Músculos

Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido conjuntivo, o perimísio, que manda septos para o interior do músculo, septos dos quais se derivam divisões sempre mais delgadas.

O músculo fica assim dividido em

feixes (primários, secundários, terciários).

O revestimento dos feixes menores (primários), chamado endomísio, manda para o interior do músculo membranas delgadas que envolvem cada uma das fibras musculares.

A fibra muscular é uma célula

cilíndrica ou prismática, longa, de 3 a 12

centímetros; o seu diâmetro é infinitamente menor, variando de 20 a 100 mícrons (milésimos de milímetro). A fibra muscular tem o aspecto de um filamento fusiforme. No seu interior notam-se muitos núcleos (quando geralmente a célula tem um só núcleo) de

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modo que se tem a idéia de ser a fibra

constituída por várias células que perderam os seus limites, fundindo-se umas com as outras.

O citoplasma da fibra (isto é,

toda a restante parte da fibra, com exclusão do núcleo) aparece estriado transversalmente de faixas

alternadamente claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais são por isso chamados músculos estriados.

A estriação não existe, ao

contrário, nos músculos viscerais, que se chamam, portanto, músculos lisos. Ao longo dos septos que dividem os feixes de fibras, ramificam-se arteríolas e vênulas, enquanto ao longo da membrana que envolve cada uma das fibras se expandem os capilares que formam uma rede de malhas retangulares.

Ao longo dos mesmos septos caminham ramificações nervosas motoras e sensitivas que penetram depois nas

fibras; os filamentos motores trazem à fibra o estímulo para que esta se contraia; os filamentos sensitivos, ao contrário, recolhem informações sobre o estado do músculo, sobre o seu grau de contração, e as transmitem ao cérebro.

Os músculos esqueléticos, em

suma, são órgãos muito vascularizados e muito inervados.

Os músculos viscerais são também constituídos de fibras fusiformes, mas muito mais curtas do que as fibras musculares esqueléticas: têm, na verdade, um tamanho que varia

de 30 a 450 mícrons. Têm, além disso, um só núcleo e são privadas de
de 30 a 450 mícrons. Têm, além disso, um só núcleo e são privadas de

de 30 a 450 mícrons. Têm, além disso, um só núcleo e são privadas de estrias.

Estes músculos se chamam, portanto, fibras lisas e não são comandados pela vontade. As fibras lisas recebem, também, vasos e nervos motores provenientes do sistema simpático.

Na enumeração dos principais músculos do corpo limitar-nos-emos aos músculos esqueléticos, isto é, aqueles

que permitem os movimentos da cabeça, do tronco e dos membros. Deixamos de lado os nossos músculos viscerais que pertencem intrinsecamente aos órgãos e nao têm, quase nunca, um nome seu próprio.

O número de músculos esqueléticos não se pode estabelecer com exatidão porque em algumas regiões os corpos musculares não se podem delimitar de modo preciso. O número médio gira em torno de 327 músculos

pares (isto é, duplos, porque existem de um lado e de outro do nosso corpo); apenas 2 são, pelo contrário, ímpares, isto é, únicos.

Principais Músculos

do Corpo Humano

Músculos da Cabeça

Os músculos da cabeça podem- se classificar em esqueléticos e cutâneos.

Músculos Cutâneos

No pescoço há um único músculo cutâneo, mas na cabeça, e mais particularmente no rosto, os músculos cutâneos são numerosos e servem para compor os vários aspectos da fisionomia (músculos mímicos). Na cabeça existe um largo músculo cutâneo, o músculo epicrânico, que recobre toda a abóbada do crânio, abaixo da pele. Nele

distinguem-se três partes: uma anterior, o músculo frontal; uma média, que não tem estrutura muscular mas tendinosa, a aponeurose epicrânica; uma posterior, o músculo occipital.

O músculo frontal é também chamado o músculo da atenção porque, contraindo- se, enruga a testa. O músculo occipital também termina na aponevrose, mas parte, posteriormente, do osso

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occipital. No homem, o músculo occipital é pouco desenvolvido, e nas contrações puxa para trás o couro cabeludo.

Dos lados da orelha existem três músculos cutâneos chamados músculos auriculares (anterior, posterior

e superior) pouco desenvolvidos porque,

como se sabe, a orelha não é dotada de movimento. Esses poucos e limitados

movimentos que a orelha pode realizar são devidos aos músculos auriculares.

Na testa existe um outro músculo cutâneo, o músculo superciliar, chamado também músculo da agressão, porque, contraindo-se, determina a formação de rugas transversais da pele da testa (entre os dois supercílios e em cima do nariz), contribuindo para dar ao rosto uma expressão ameaçadora.

Os outros músculos cutâneos se dispõem, na face, em torno da abertura da boca, do nariz e das órbitas. São

muito desenvolvidos do lado funcional e

a sua contração, isolada ou associada,

dá ao rosto a expressão dos sentimentos. A volta da órbita há o músculo orbicular dos olhos, dito também orbicular das pálpebras. Está disposto em anel à volta do olho e, com as suas contrações, determina o fechamento das pálpebras e intervém na distribuição das lágrimas.

Na maçã do rosto existe o músculo zigomático, dito também músculo do riso, porque, agindo sobre os lábios, determina o alongamento da abertura bucal e a sua curvatura com concavidade voltada para cima (puxa para cima os ângulos da boca) na típica figura do riso.

O lábio superior é levantado principalmente pelo músculo quadrado do lábio superior, que dá ao

O lábio superior é levantado principalmente pelo músculo quadrado do lábio superior, que dá ao rosto uma expressão de desgosto: na verdade, ele deixa imóveis os ângulos da boca enquanto dilata as narinas como na ação de cheirar. Nos ângulos da boca se insere o músculo incisivo do lábio inferior que os puxa para dentro e para diante, como no muxoxo, no ato de chupar e de beijar.

Na mandíbula se inserem dois músculos cutâneos: o quadrado do lábio inferior e o triangular. O primeiro puxa para baixo e para fora o lábio inferior, dando à boca uma expressão de desgosto. O segundo atua mais diretamente sobre os ângulos da boca, puxando-os para baixo e lateralmente. Também este imprime ao rosto uma

impressão de desgosto ou de riso forçado.

A boca está contornada por um músculo em anel, o orbicular da boca, dito também orbicular dos lábios, que fecha os lábios.

Na bochecha encontra-se o músculo bucinador que se estende da região entre a arcada zigomática e o nariz, até o maxilar inferior. Agindo juntos, os dois bucinadores puxam para trás os ângulos da boca, alongando a abertura bucal e aproximando os lábios.

Os bucinadores se contraem quando “sopramos”, como no assobiar, no apagar uma vela, no tocar um instrumento de sopro, isto é, todas as

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vela, no tocar um instrumento de sopro, isto é, todas as 45 vezes que se expele

vezes que se expele o ar que enche a boca e estufa as bochechas.

Todos os músculos da cabeça que temos até agora mencionado pertencem ao grupo dos músculos cutâneos, não só por suas características anatômicas, mas também pela inervação, que é comum a todos e diversa daquela dos músculos esqueléticos.

Os músculos cutâneos da cabeça ou músculos mímicos são, na verdade, inervados pelo nervo facial, enquanto os esqueléticos são inervados pelo nervo trigêmeo.

Músculos Esqueléticos

São chamados músculos mastigadores porque determinam os movimentos do maxilar inferior. O maxilar inferior realiza três tipos de movimento:

levanta-se, abaixa e se volta lateralmente.

Os que fazem o maxiliar executar movimentos são quatro: o músculo temporal, o músculo masseter, e os dois músculos pterigóideos (interno e externo).

O músculo temporal e o masseter são externos, apenas sob a pele. O temporal parte da têmpora e o masseter da arcada zigomática. Ambos elevam o maxilar inferior.

Os músculos pterigóideos são profundos. Se os dois músculos externos se contraem, ao mesmo tempo,

Os músculos pterigóideos são profundos. Se os dois músculos externos se contraem, ao mesmo tempo, o maxilar inferior é projetado para a frente, enquanto será levado para um lado pela contração de um só músculo. O pterigóideo interno eleva o maxilar inferior.

Como se vê, os músculos “mastigadores” têm somente a função de elevar o maxilar inferior e de avançá-lo para a frente ou para os lados.

Músculos do pescoço

No pescoço existe um único músculo cutâneo, o cuticular, que tem a forma de uma lâmina quadrilátera muito larga que cobre toda a região lateral do pescoço. A sua ação é de puxar para baixo e para o lado os ângulos da boca (tem, portanto, importância também na mímica); quando se contrai fortemente levanta a pele do pescoço em rugas transversais e puxa para cima a pele do peito.

Todos os outros músculos do pescoço são esqueléticos e se classificam em anteriores (chamados supraióideos e subióideos, conforme se acham acima ou

abaixo do osso hióide), posteriores e laterais.

Um músculo destaca-se dos demais e é o mais importante: o esternoclidomastoideo. É assim chamado pelas suas inserções: na verdade, se liga, por uma parte, ao esterno e à clavícula, e, por outra, à apófise mastóide do osso temporal. Percorre, portanto, todo o pescoço lateralmente. É o músculo que faz voltar a cabeça de lado: neste caso, o músculo do lado oposto faz saliência de modo bem visível, principalmente nos indivíduos magros. Quando os dois esternoclidomastoideos se contraem ao mesmo tempo, se a cabeça está distendida, fazem-na ficar mais distendida ainda; se, ao contrário, a cabeça está flexionada, fazem-na flexionar mais. Desde que o ponto de inserção na cabeça (mastóide) se torne fixo, os músculos esternoclidomastoideos fazem levantar o tórax.

Músculos Supraióideos

Aproximam o osso hióide do maxilar inferior e da base do crânio. São quatro: o miloióideo, o estiloióideo, o gênioióideo e o digástrico. Têm a função de abaixar o maxilar inferior ou então de levantar o osso hióide, como acontece na deglutição.

Os músculos da coluna dorsal são destinados principalmente a endireitar o tronco quando está flexionado. Eles asseguram também o equilíbrio e a estática do corpo, quando o indivíduo carrega um peso.

Músculos Subióideos

Estendem-se do osso hióide à caixa torácica e servem para abaixar a

laringe. São quatro: o esternoióideo, o omoióideo, o esternoiróideo e o tiroióideo.

Músculos Posteriores e Laterais

Os músculos hióideos estão situados na parte anterior do pescoço. Posteriormente há os músculos pré- vertebrais, que estão adiante da coluna vertebral; e, lateralmente, os músculos escalenos, que se inserem sobre vértebras e sobre costelas, determinando a expansão da caixa torácica: são músculos que permitem a inspiração, isto é, a entrada de ar nos pulmões, e são, assim, chamados músculos inspiradores.

Músculos do Dorso

Os músculos da região dorsal podem ser classificados em dois grupos, um superficial outro profundo.

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Os músculos superficiais são músculos muito largos que, com a sua própria superfície, recobrem os músculos subjacentes. Inserem-se de uma parte

nas vértebras e de outra parte nos membros.

Nos músculos da camada profunda, contrariamente, achamos músculos encarregados do movimento das costelas e da coluna vertebral, que são chamados, respectivamente, espino- costais e espino-dorsais.

Músculos Superficiais

Em cima, achamos o músculo trapézio, que tem a forma de um triângulo muito grande, e se insere, de um lado, nas vértebras cervicais e no osso occipital, e, de outro, na omoplata. Quando os trapézios se contraem juntamente, dos dois lados, levam a cabeça para trás, isto é, a estendem. Para

Quando os trapézios se contraem juntamente, dos dois lados, levam a cabeça para trás, isto é,
mover a espádua para cima, para dentro e para trás, devemos contrair um único músculo
mover a espádua para cima, para dentro e para trás, devemos contrair um único músculo
mover a espádua para cima, para dentro e para trás, devemos contrair um único músculo

mover a espádua para cima, para dentro

e para trás, devemos contrair um único músculo trapézio, de um só lado.

Um outro músculo superficial é o grande músculo dorsal. E também esse triangular e está situado inferiormente ao trapézio. Toma, na verdade, inserção nas vértebras torácicas e lombares por meio de uma vasta aponeurose.

Do lado oposto se insere no úmero. Contraindo-se, leva o braço para dentro e para trás.

Os músculos denteados posteriores (superior e inferior) vão das vértebras às costelas. O músculo superior abaixa as últimas costelas; o inferior levanta as primeiras costelas.

Músculos Espino-Costais

Também se inserem na espinha dorsal e nas costelas, participando dos movimentos respiratórios.

Músculos Espino-Dorsais

São músculos muito complexos que, no seu conjunto, servem para estender a coluna vertebral e mantê-la direita na posição ereta.

Músculos do Tórax

Os músculos do tórax podem ser

classificados em duas categorias: os músculos tóraco-apendiculares, que ligam

o tórax ao membro superior, e os

músculos intrínsecos do tórax) que vão da coluna vertebral às costelas. O

diafragma é um músculo à parte.

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Músculos Tóraco-Apendiculares

São os músculos do peito, entre os quais se distinguem o grande peitoral que recobre todos os outros, estendendo- se do esterno e da clavícula ao úmero. Tem a função de levar o braço para dentro. Em condições particulares, por exemplo, quando o tronco está suspenso pelos braços, contribui para levantar o tronco. É o peitoral que se contrai quando um ginasta se levanta “pela força do braço”.

Oculto pelo grande peitoral está

o pequeno peitoral que levanta as costelas; é um músculo inspirador como o músculo denteado anterior que se insere, também ele, nas costelas.

Músculos Intrínsecos do Tórax

São os músculos intercostais que ligam uma costela a outra. Vão da margem inferior de uma costela à margem superior da costela subjacente. A sua ação é discutida. Contribuem para fechar a caixa torácica e protegê-la, mas não é claro se intervêm nos movimentos respiratórios.

Temos depois os músculos subcostais, os elevadores das costelas e o transverso do tórax: servem para a respiração.

Diafragma

É um músculo ímpar que se encontra acima da cavidade abdominal e que ele separa da cavidade torácica. É

sobre as costelas, as vértebras lombares

e o esterno que ele se insere. Dessas

regiões os feixes musculares se irradiam

para cima e para a parte mediana, confluindo para um centro tendinoso. O

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diafragma é inervado pelo nervo frênico. Ao contrair-se, a sua curvatura diminui, isto é, o
diafragma é inervado pelo nervo frênico. Ao contrair-se, a sua curvatura diminui, isto é, o
diafragma é inervado pelo nervo frênico. Ao contrair-se, a sua curvatura diminui, isto é, o

diafragma é inervado pelo nervo frênico. Ao contrair-se, a sua curvatura diminui, isto é, o músculo tende a achatar-se, a capacidade do tórax aumenta e os pulmões se enchem passivamente de ar. Ao mesmo tempo, o diafragma, achatando-se, comprime a cavidade abdominal.

Quando essa contração é enérgica e atuam juntamente os músculos do abdome, temos uma ação de pressão sobre os órgãos abdominais, útil para esvaziar o intestino, e, na mulher, para o parto.

útil para esvaziar o intestino, e, na mulher, para o parto. Músculos do Abdome Distinguem-se os

Músculos do Abdome

Distinguem-se os músculos ventrais e os músculos dorsais.

Músculos Ventrais

São representados pelo reto do abdome, pelos oblíquos (esterno e interno) e pelo transverso, os quais, no seu conjunto, formam a parede abdominal.

O reto é um músculo em fita que

desce do esterno ao púbis e que tem a função de dobrar o tórax para a frente; tomando ponto fixo no abdome, ao contrário, levanta a bacia.

Os músculos oblíquos, que são largas lâminas musculares e que se inserem nas costelas e no osso ilíaco, abaixam as costelas (e comprimem, portanto, o tórax: músculos expiratórios), ou então levantam a bacia.

O músculo transverso comprime

a cavidade abdominal (é importante na

defecação, no vômito, no parto) e age, também, como músculo expirador.

Músculos Dorsais

São representados pelo músculo quadrado dos lombos, de forma quadrilátera, que fecha o abdome

posteriormente e tem a função de inclinar

a coluna vertebral lateralmente, e pelos

músculos caudais, que estão situados sobre o osso sacro e sobre o cóccix e que têm uma função protetora.

Membro Superior

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Músculos da Espádua

O músculo mais característico da espádua é o deltóide, de forma triangular, que comunica à espádua, no começo do braço, a sua forma arredondada. Insere- se, de um lado, na clavícula, e, do outro, no colo cirúrgico do úmero. Afasta o braço do tronco lateralmente. A sua ação não se estende, porém, além de 90 graus. A escápula dá inserção ainda a outros cinco músculos que vão ter, todos, ao úmero (músculo supra-espinhal, subespinhal, grande e pequeno redondo) e têm por função afastar o braço lateralmente e para trás ou de levantar a espádua.

Músculos do Braço

Distinguem-se os músculos anteriores e os posteriores, que têm função contrária.

a espádua. Músculos do Braço Distinguem-se os músculos anteriores e os posteriores, que têm função contrária.

O maior e mais superficial dos músculos anteriores é o bíceps, porque tem duas cabeças que se inserem na escápula. As duas cabeças se reúnem em

um grande ventre que termina por um forte tendão na extremidade proximal do rádio. A sua função é dobrar o antebraço sobre o braço; quando se contrai forma uma proeminência característica. Durante

a flexão do antebraço, o seu tendão faz saliência na prega do cotovelo.

Menores e mais profundos, o músculo córaco-braquial, que vai, também ele, da escápula ao úmero e leva

o braço para diante, para cima e para

dentro, e o músculo braquial, que vai do

úmero à ulna, e dobra, também, o antebraço.

Dos músculos posteriores o maior é o tríceps, que nasce por três cabeças: na escápula, na metade superior do úmero e na metade inferior do úmero. As três cabeças se reúnem em um grande ventre que constitui, praticamente, toda a

em um grande ventre que constitui, praticamente, toda a porção posterior do braço, e vai inserir-

porção posterior do braço, e vai inserir- se, por um tendão, no olécrano do ulna. Sua ação é oposta à do bíceps: isto é, estende o antebraço.

Músculos do Antebraço

Podem-se distinguir três grupos colocados em três lojas distintas: um grupo anterior, um grupo lateral e um grupo posterior.

Os músculos anteriores são essencialmente flexores da mão (flexor radial e flexor cubital) e dos dedos (flexor superficial dos dedos e flexor profundo dos dedos, longo flexor do polegar). Os músculos laterais são o músculo bráquio- radial (que dobra o antebraço) e os extensores radiais do carpo (longo e curto), que estendem a mão.

Os músculos posteriores

estendem a mão (extensor cubital do carpo) e os dedos (extensor comum dos dedos, extensor próprio do mínimo, curto e longo extensor do polegar, extensor do

indicador). Um leva o polegar para fora (longo abdutor do polegar), um outro faz rodar o braço sobre o próprio eixo (supinador), fazendo realizar à mão o movimento característico pelo qual a palma, que voltada para baixo, rode, voltando-se para cima.

Músculos da mão

São desenvolvidos particularmente do lado palmar e, entre os outros, têm maior evidência aqueles do polegar e do mínimo. Estes dois grupos de músculos formam duas saliências que se chamam eminência tenar (do lado do polegar) e eminência hipotenar (do lado do mínimo). Distinguimos assim os músculos da

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tenar (do lado do polegar) e eminência hipotenar (do lado do mínimo). Distinguimos assim os músculos
tenar (do lado do polegar) e eminência hipotenar (do lado do mínimo). Distinguimos assim os músculos
eminência tenar, aqueles da eminência hipotenar e os músculos da palma. Aos músculos da eminência

eminência tenar, aqueles da eminência hipotenar e os músculos da palma.

Aos músculos da eminência tenar cabem os movimentos do polegar: o curto abdutor leva o polegar para fora, enquanto o oponente permite opor-se o polegar ao mínimo; o curto abdutor concorre com o já citado longo abdutor (que pertence aos músculos do antebraço). O adutor do polegar leva, contrariamente, o polegar para dentro; enfim O curto flexor concorre com o longo flexor (do antebraço) para dobrar o polegar.

Os músculos da eminência hipotenar têm a função de dobrar o

mínimo (curto flexor do mínimo), de levá- lo para fora (abdutor) e de opô-lo ao polegar (oponente do mínimo).

Os músculos da palma, enfim, são constituídos pelos lumbricais e pelos interósseos. Os músculos lumbricais são pequenos músculos que dobram a primeira falange dos últimos quatro dedos (isto é, excluindo o polegar) sobre a palma, enquanto, contrariamente, estendem a segunda e a terceira falange. Os músculos interósseos ocupam os espaços entre umosso e outro do metacarpo e têm a função de aproximar e de afastar os dedos do eixo da mão (isto é, servem para abrir os dedos em leque e para reuni-los).

Membro Inferior

Músculos do Quadril

Têm origem nos ossos da bacia e da coluna vertebral e vão inserir-se no fêmur.

Dividem-se em músculos da fossa ilíaca e músculos da região glútea. Entre os primeiros deve ser citado o músculo psoas-ilíaco, que nasce, por duas inserções distintas, da fossa ilíaca e da coluna lombar; termina no fêmur, e, conforme tenha fixa uma ou outra das inserções, dobra a coxa sobre a bacia ou então inclina para diante o tronco; concorre também para rodar para fora a coxa.

Os músculos da região glútea são representados pelos músculos glúteos (grande, médio e pequeno glúteo), dispostos em três camadas sobrepostas:

têm a função de estender a coxa (entram em ação quando alguém passa da posição sentada para a posição em pé) e de levá- la para fora.

Sempre na região glútea há outros músculos menores, como o piriforme, o obturador interno e o quadrado do fêmur, que têm a função de rodar a coxa.

Músculos da Coxa

Dividem-se em anteriores, mediais e posteriores. Entre os anteriores os mais importantes são o costureiro (sartório) e o quadríceps. O costureiro parte da espinha ilíaca ântero-superior, percorre toda a coxa obliquamente e tem multa importância na marcha. O

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quadríceps femoral é um grande músculo constituído de quatro ventres, que, embaixo, confluem para um tendão único,

o qual se insere na tíbia.

Na espessura do tendão, pouco antes deste se inserir na tíbia, está incluída a patela (rótula). A função do quadríceps é a de estender a perna; entra em ação quando, depois de ter dobrado o joelho, é posta a perna em linha com a coxa.

Os músculos mediais, isto é, os situados na parte interna da coxa, têm a finalidade de reconduzir a coxa para a linha mediana, depois que a própria coxa foi levada para fora: isto é, são adutores. Estão dispostos, em quatro planos e compreendem quatro músculos adutores propriamente ditos além do delgado, do pectíneo e do obturador.

Os músculos posteriores da coxa têm a função de dobrar a perna sobre a coxa e de estender a coxa sobre a bacia, em outros termos, fazem dobrar o joelho

e levam a perna atrás da coxa. São

constituídos pelo músculo bíceps femoral

e pelos músculos semitendinoso e semimembranoso.

Músculos da Perna

Também estão distribuídos por três grupos: anteriores, laterais e posteriores.

Os anteriores partem da tíbia e terminam no pé. Têm a função de estender o pé, no seu todo, ou os dedos (isto é, fazem dobrar o pé ou os dedos para cima). O músculo tibial anterior move o pé; aos dedos chegam, contrariamente, o longo extensor dos dedos e do maior.

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Os músculos laterais são representados pelos dois ‘ peroneanos’, longo e curto, que dão ao

Os músculos laterais são representados pelos dois ‘peroneanos’, longo e curto, que dão ao pé o movimento de abdução, isto, levam-no para fora.

Os músculos posteriores têm função contrária à dos anteriores, isto é, dobram o pé e os dedos (dobram para baixo). O maior dos músculos posteriores

é o triceps sural, constituído por três ventres.

Dois deles formam os gastrocnemianos ou gêmeos, os quais constituem a barriga da perna (observando-se atentamente, notar-se-á como a barriga da perna é constituída por

duas globulosidades distintas); o terceiro

é o músculo solear, situado mais

profundamente. O músculo tríceps sural

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situado mais profundamente. O músculo tríceps sural 56 tem um único grande tendão que se insere

tem um único grande tendão que se insere no calcâneo: é o tendão de Aquiles. A função do tríceps é a de estender o pé (como acontece quando alguém se põe na ponta dos pés). Os outros músculos posteriores são os flexores dos dedos todos inclusive do maior; o tibial posterior não só estende mas leva para fora e roda para dentro o pé; o poplíteo, que dobra a perna, e roda- a para dentro.

Músculos do Pé

No dorso do pé há um único músculo, o curto extensor dos dedos, que dobra os dedos para cima, Na planta, há numerosos músculos: um grupo lateral faz mover o pequeno dedo (leva-o para baixo e para fora); um grupo medial atua sobre o dedo maior e o faz mover para fora e para baixo; enfim, o terceiro grupo de músculos medianos, que ocupam a região central da: planta do pé, serve

curto flexor do dedo - oponente do dedo. Músculos medianos: curto flexor dos dedos - quadrado da planta - músculos lumbricais - músculos interósseos plantares - músculos interósseos dorsais.

Músculos mediais: abdutor do dedo maior - curto flexor do dedo maior - adutor do dedo maior. Músculos laterais: abdutor do dedo -

Arizona. Text ©1992, 1994, 1997, 1998, 1999,

funções, 4. ed., SP. Ed. Manole, 1995.

4.

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encouraged.

em Relação à Postura. In: Músculos, provas e

3.

2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

2.

2000, 2001, 2002, M.J. Farabee, all rights

reserved (www.corpohumano.hpg.ig.com.br)

reserved. Use for educational purposes is

Mountain Community College, in sunny Avondale,

O Corpo Humano

KENDALL, F.P. e CREARY, E.K. Força Muscular

NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana.

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para o movimento comum de todos os dedos. Indiquemos de modo breve os seus nomes:
para o movimento comum de todos os
dedos.
Indiquemos de modo breve os seus
nomes:
Fontes de textos e figuras: 1. Online Biology Book
Fontes de textos e figuras:
1.
Online Biology Book

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Osteologia
Osteologia
Osteologia

Osteologia

23 Osteologia O Esqueleto A função mais importante do esqueleto é sustentar a totalidade do corpo

O Esqueleto

A função mais importante do esqueleto é sustentar a totalidade do corpo e dar-lhe forma.

Torna possível a locomoção ao fornecer ao organismo material duro e consistente, que sustenta os tecidos brandos contra a força da gravidade e onde estão inseridos os músculos, que lhe permitem erguer-se do chão e mover-se sobre sua superfície.

O sistema ósseo também

protege os órgãos internos (cérebro, pulmões, coração) dos traumatismos do exterior.

O esqueleto é composto por

ossos, ligamentos e tendões. O esqueleto humano é formado por 203 ou 204 ossos

e se divide em cabeça, tronco e membros.

Na face os ossos são: maxilares, zigomáticos, nasais, e a mandíbula, único osso móvel da cabeça que serve para a mastigação. Em continuação do crânio está a coluna vertebral, que é formada por vértebras. As vértebras são uma série de anéis colocados de maneira que o orifício central de cada uma corresponda com o do superior e o do inferior, de tal maneira que no centro da coluna vertebral existe uma espécie de conduto, pelo qual passa a medula espinal, órgão nervoso de fundamental importância.

A articulação que se interpõe

entre uma vértebra e a vértebra seguinte permite a mobilidade de toda a coluna vertebral, garantindo a esta a máxima resistência aos traumas. Entre uma vértebra e outra existem os discos cartilaginosos que servem para aumentar

a elasticidade do conjunto e atenuar os efeitos de eventuais lições.

As vértebras são 33 e não são todas iguais; as inferiores têm maior tamanho porque devem ser mais resistentes para realizar um trabalho maior. As primeiras 7 (sete) vértebras se

denominam cervicais; a primeira se chama atlas e a segunda áxis.

Em continuação das cervicais estão 12 vértebras dorsais que continuam através das costelas e se unem ao esterno, fechando a caixa torácica mediante as cartilagens costais, protegendo os órgãos contidos no tórax:

coração, pulmões, brônquios, esôfago e grandes vasos.

A coluna vertebral continua com

as 5 vértebras lombares. A estas, seguem-se outras 5 vértebras soldadas entre si, que formam o osso sacro e, por último, as 4 ou 5 rudimentares, quase

sempre soldadas entre si, que tomam o nome de cóccix ou osso caudal.

Os ossos dos membros superiores começam com o ombro formado pela cintura escapular, de forma triangular, plana, e pela clavícula situada em frente da anterior, que é longa e curvada.

A articulação do ombro é

bastante móvel, o que permite mover o braço em todas as direções; esta articulação junto com a do quadril é uma das mais importantes no corpo humano. O osso do braço é o úmero, longo e robusto; o antebraço é formado pelos ossos: rádio e ulna (cúbito). O rádio termina no cotovelo com a articulação e a ulna (cúbito).

Com os dois ossos do antebraço, se articula na sua parte inferior a mão, que é formada por uma série de 13 ossos pequenos; 8 são chamados ossos do carpo (são os que formam o punho); 5 denominados metacarpos e que correspondem à superfície dorso-palmar da mão.

e que correspondem à superfície dorso-palmar da mão. Os dedos da mão estão formados pela primeira,

Os dedos da mão estão formados pela primeira, segunda e terceira falanges (o polegar tem só dois).

Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis, que é formada pela fusão de três ossos: íleo, ísquio e púbis.

Com a pélvis se articula o fêmur, osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. Na sua parte inferior o fêmur se une à tíbia e à fíbula (perônio), que são os dois ossos da perna.

Esta união tem lugar na articulação do joelho, do qual forma parte a patela (rótula) e os meniscos (dois discos cartilaginosos cuja ruptura é muito freqüente em alguns esportistas). Interpostos entre os côndilos femorais, a tíbia e a fíbula (perônio).

Por último, aos ossos da perna se articulam com os do pé: o calcâneo, o astrágalo, os ossos metatarsos, os dos

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24 dedos que têm três falanges, exceto o primeiro que tem duas. Os ossos constituem a

dedos que têm três falanges, exceto o primeiro que tem duas.

Os ossos constituem a parte passiva do aparelho locomotor: o seu movimento é devido à contração e ao relaxamento dos músculos que neles se inserem. Sobre a forma dos ossos têm

influência a direção e a potência dos músculos.

Estrutura dos Óssos

Os ossos são formados essencialmente pelo tecido ósseo (tecido conjuntivo duro, com 1,87% de fosfato e cálcio) do qual o aspecto é compacto ou esponjoso: no osso compacto o tecido ósseo é constituído de delgadas lâminas ósseas que se sobrepõem umas às outras, unindo-se intimamente em torno de um centro; no osso esponjoso, essas delgadas lâminas se dispõem de modo a formar pequenas cavidades.

Há três espécies de ossos: os ossos longos, os ossos curtos e os ossos chatos. O seu nome nos diz qual a sua característica.

A medula do osso desempenha uma função importantíssima: fabrica os glóbulos do sangue, sejam os vermelhos ou brancos. As epífises são formadas por tecido ósseo esponjoso, que, na superfície, é revestido por uma camada de tecido ósseo compacto.

No osso esponjoso, a medula enche as cavidades formadas pelo interpenetrar-se das trabéculas. Até a idade adulta, a diáfise e as epífises são separadas entre si, ou, melhor, estão unidas somente por um tecido cartilaginoso; é esta a cartilagem de conjugação ou diafisiária que permite o desenvolvimento do osso em comprimento, e permanece até que o indivíduo complete o seu desenvolvimento esquelético. Depois, constitui a chamada

comissura diafisiária.

Os ossos longos estão presentes nos membros (osso do braço: úmero; osso da coxa: fêmur). Os ossos curtos são aqueles nos quais nenhuma das três dimensões prevalece. Geralmente, os ossos curtos são formados por tecido esponjoso, revestido o mais das vezes superficialmente por uma camada de tecido compacto. Exemplos de ossos curtos são os ossos do carpo e do tarso.

Os ossos chatos são aqueles em que predominam duas dimensões; têm, portanto, o aspecto de uma lâmina. São formados por tecido compacto no meio do qual, todavia, encontra-se uma camada de tecido esponjoso. Exemplos

de ossos chatos são os ossos da abóbada

craniana.

A forma aparente de um osso pode, por vezes, levar a engano: o osso parece pertencer a certo tipo, quando se considera a forma, mas a sua estrutura é a de um tipo diverso. Por exemplo, as costelas têm a forma alongada e pareceriam, assim, ossos longos; são, porém, esponjosos internamente e compactos na periferia, como todos os ossos chatos.

Certos ossos estão atravessados na periferia por furos: são os furos de transmissão, que servem de passagem a órgãos importantes como vasos e nervos.

de passagem a órgãos importantes como vasos e nervos. Images from Purves et al., Life: The

Images from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman

Images from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates

Images from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman

Todos os ossos têm furos que penetram no seu interior, os furos nutritivos, pelos quais penetram os vasos que devem nutri-lo.

Estão revestidos por uma membrana fibrosa: o periósteo, que tem a

por uma membrana fibrosa: o periósteo, que tem a função de nutrir o osso e de

função de nutrir o osso e de fazê-lo crescer em espessura (enquanto o osso cresce em comprimento por meio das cartilagens de conjugação). Sem o periósteo o osso não pode viver:

destacando-o, o osso morre.

Estrutura Microscópica dos Óssos

Observando-se ao microscópio uma delgada lâmina de osso, veremos que este é formado de numerosas células estreladas, os osteócitos, que estão unidos entre si por prolongamentos e que se acham imersos em uma substância, chamada substância fundamental.

No osso compacto, estas células estão dispostas em círculos concêntricos em torno de um canal, o canal de Havers,

que contém um capilar sanguíneo e fibras nervosas.

Quando o osso morre, as células desaparecem e fica somente a substância fundamental. Mesmo no vivo as células estreladas diminuem de volume e em número com o progredir da idade.

A substância fundamental é muito dura porque é constituída de sais de cálcio, que estão impregnando uma substância orgânica: a osseína. Esta é uma substância protéica, e constitui, em peso, a terça parte de um osso seco. O osso velho se desfaz facilmente, não sendo mais mantido num todo pela osseína. Os sais de cálcio são constituídos por fosfato de cálcio (87%) e carbonato de cálcio (10%). São os sais de cálcio que conferem ao osso sua dureza.

São os sais de cálcio que conferem ao osso sua dureza. Formação dos Óssos 25 Os

Formação dos Óssos

25

Os ossos se formam, no embrião, de um esboço constituído por tecido cartilaginoso e por tecido membranoso que representam o osso primário e secundário. Com o tempo, tais esboços começam a se ossificar e o processo de ossificação inicia-se em pontos particulares, os centros de ossificação. Desses centros o processo se estende.

Por ocasião do nascimento, os ossos estão quase inteiramente no estado cartilaginoso. A ossificação se processa durante toda a infância e adolescência e só está completa depois do 24º ano de idade (então todo o esqueleto tornou-se ósseo). Nos ossos longos forma-se um centro de ossificação na diáfise e um em cada epífise; desses três pontos o tecido ósseo começa a estender-se até que o tecido proveniente de um centro se funde com aquele que provém dos outros centros. Nos ossos chatos, o centro de ossificação é na parte mediana e daqui o processo se irradia para a periferia.

A completa transformação da cartilagem em osso só tem lugar na idade adulta; até os 20 ou 25 anos, fica sempre entre a diáfise e as epífises uma linha de cartilagem que faz crescer o osso em comprimento.

Os ossos se formam no embrião de um esboço constituído por tecido cartilaginoso e por tecido membranoso que representam o osso primário e secundário. Com o tempo, tais esboços começam a se ossificar e o processo de ossificação inicia-se em pontos particulares, os centros de ossificação. Desses centros o processo se estende.

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26 A ossificação se processa de modo diverso conforme o esboço originário é de natureza cartilaginosa

A ossificação se processa de modo diverso conforme o esboço originário é de natureza cartilaginosa ou membranosa. Nos ossos de origem cartilaginosa, o processo se inicia na membrana que reveste a cartilagem e que se chama pericôndrio. O pericôndrio se transforma pouco a pouco em periósteo, no qual se distinguem células particulares, os osteoblastos, que estão encarregadas de produzir o osso.

Esqueleto da Cabeça

Os ossos da cabeça são vinte e dois, dos quais oito estreitamente ligados entre si, encaixados uns com outros (fixos), formam o crânio ou calota cranial que protege o cérebro. Estes são: um frontal, dois parietais (na parte superior-

lateral), dois temporais, e o occipital (nuca); o esfenóide (a base do crânio), e o etmóide (entre este último e o frontal).

Na face os ossos são: maxilares, zigomáticos, nasais e a mandíbula, que serve para a mastigação, e é o único osso móvel da cabeça.

Ossos do Crânio

Podemos distinguir os ossos que constituem a abóbada e os ossos que constituem a base do crânio. Os ossos da abóbada formam o invólucro externo do crânio e dão à cabeça a sua rotundidade. São representados pelo osso Frontal, pelo osso Occipital, pelos dois ossos Parietais.

pelo osso Occipital, pelos dois ossos Parietais. O osso Frontal acha-se anteriormente e contribui para formar

O osso Frontal acha-se

anteriormente e contribui para formar a cavidade orbitária. Tem a forma de uma concha.

Posteriormente se encontra o occipital que apresenta um grande buraco (buraco occipital) por onde passa a medula espinhal.

Também o occipital é um osso curvo e concorre para formar a abóbada craniana na sua porção posterior; aqui ele apresenta uma protuberância (protuberância occipital externa) e três linhas transversais que se podem sentir facilmente tocando essa região, as quais servem para a inserção dos músculos occipitais.

O osso occipital, embaixo, de um

lado e outro do buraco occipital, apresenta duas saliências, os côndilos, que se articulam com a primeira vértebra (Atlas) e permitem os movimentos da cabeça. Entre o osso Frontal, adiante, e o osso Occipital, posteriormente, há os ossos Parietais. Têm a forma de uma lâmina encurvada muito ligeiramente;

encontram-se de um lado e de outro da

abóbada. Frontal, Occipital e Parietais não

fecham completamente a abóbada; os espaços deixados são ocupados pelas expansões dos ossos da base do crânio; isto acontece dos lados da cabeça, em correspondência com as têmporas, onde se encaixa a escama do osso temporal, e, mais adiante, em correspondência com a cavidade orbitária, onde se encaixa a asa do esfenóide.

Deste modo, o crânio fica inteiramente fechado. Os ossos da

abóbada craniana, como de todo o crânio

e em parte da face, se unem uns aos

outros mediante articulações imóveis que se chamam suturas. Os dois parietais se unem entre si justamente no meio da abóbada craniana e a sutura se chama sutura sagital. A sutura que une os dois parietais com o osso occipital se chama lambdóide, porque os ossos, unindo-se, formam uma figura semelhante à letra grega lambda.

Adiante, ao contrário, a sutura

que une o osso frontal com os parietais tem a forma de um arco de circunferência

e se chama sutura coronária. No homem

adulto, os ossos estão solidamente unidos

entre si e as suturas são linhas apenas perceptíveis.

Por ocasião do nascimento, ao contrario, não só os ossos estão

nitidamente isolados uns dos outros, mas algumas regiões do crânio apresentam ainda o tecido membranoso originário.

Isto tem lugar no encontro das diversas suturas entre si, isto é, nos ângulos dos ossos. Tais pontos constituem as fontanelas (popularmente, moleiras). Destas, as mais importantes

são:

- a fontanela frontal, dita também bregmática, que se acha no encontro da sutura coronária
- a fontanela frontal, dita também bregmática, que se acha no encontro da sutura coronária

- a fontanela frontal, dita também bregmática, que se acha no encontro da sutura coronária com a sagital;

- a fontanela occipital, que se acha onde se encontram a sutura sagital e a lambdóide;

- a fontanela esfenoidal ou ptérica que se acha dos lados do crânio, no ponto em que a escama do temporal se une com o parietal, com o frontal e com a grande asa do esfenóide.

27

parietal, com o frontal e com a grande asa do esfenóide. 27 Ossos da Base Enquanto

Ossos da Base

Enquanto a abóbada recobre a massa cerebral superiormente e dos lados, a base serve para sustentá-la. É constituída essencialmente por dois ossos: o esfenóide e o temporal. Concorrem para formar a base, não obstante, também o frontal e o occipital. O frontal, na sua base, dobra-se para dentro, e, constituindo o teto da cavidade orbitária, dá lugar, por sua vez, ao pavimento do crânio.

A mesma coisa faz o occipital

posteriormente; dobra-se para baixo,

após ter formado o buraco occipital, e fecha a base posteriormente. O esfenóide

e o temporal estão compreendidos entre estas duas dobras.

O esfenóide constitui a parte

preponderante da base do crânio e participa também do esqueleto do nariz.

É formado por um corpo central e por

prolongamentos laterais, dois de cada lado, que são as pequenas e as grandes asas. O corpo do esfenóide, na sua parte superior, apresenta uma depressão

28

28 chamada sela túrcica, na qual está contida a hipófise. Da sela túrcica parte a rampa

chamada sela túrcica, na qual está contida a hipófise. Da sela túrcica parte a rampa que liga o esfenóide com o occipital. Aos lados da sela túrcica há dois pequenos orifícios que servem para a passagem dos nervos ópticos. As grandes asas se unem, anteriormente com o frontal e lateralmente com o temporal e concorrem para formar com o temporal o teto da cavidade orbitária. Apresentam vários orifícios por onde passam nervos.

A parte anterior do corpo do esfenóide participa da constituição das

fossas nasais e entra em relação com um pequeno osso, o etmóide. O esfenóide, na sua face inferior, apresenta um esporão, o rostro, que se articula com o septo nasal e concorre para separar uma fossa nasal da outra.

O temporal contribui para formar tanto a base como a abóbada. É, na verdade, um osso de forma complexa, constituído de um corpo, em forma de pirâmide, que concorre para fechar a base do crânio entre o esfenóide, colocado anteriormente, e o occipital,

colocado posteriormente, e da escama, uma lâmina óssea vertical, que forma com o corpo um ângulo e fecha a abóbada craniana ao nível da têmpora, acima da orelha.

Na espessura do corpo está contido o aparelho da audição (ouvido médio e interno).

Da face lateral, externa, da escama, parte um apêndice, dito apófise zigomática, formando aquele relevo ósseo que se nota nos lados do rosto, adiante da orelha, em particular, é evidente, nos indivíduos muito magros. Posteriormente, também, se distingue uma protuberância, a apófise mastóide, que internamente contém numerosas pequenas cavidades (células) em comunicação com o ouvido médio.

Temos assim considerado os ossos da abóbada e da base. Os ossos da abóbada concorrem para formar também a base (frontal e occipital) e vice-versa (o esfenóide e o temporal, além de constituírem a base, contribuem também para fechar o crânio exteriormente).

A separação entre a abóbada e a base do crânio é, portanto, puramente teórica, e segue uma linha imaginária que liga a protuberância occipital externa com aquela ligeira eminência que existe no osso frontal, acima da raiz do nariz, e que se chama glabela. Esta linha divide a abóbada, superior, da base, inferior.

Resumindo, a abóbada é formada pela escama do frontal, pelos parietais, pela escama do temporal e aquela do occipital, e pela grande asa do esfenóide.

A superfície externa da abóbada

do crânio está recoberta, anteriormente,

pelo músculo frontal e, posteriormente, pelo músculo occipital, e estes dois músculos estão unidos mediante a aponeurose epicraniana, membrana de tecido conjuntivo. Músculos e membrana formam um todo único, acima do qual há o couro cabeludo com os cabelos.

Observemos agora a superfície interna da abóbada, aquela que fica voltada para o cérebro. Ela não é lisa como a externa, mas anfractuosa. Os vasos das meninges aí deixam a sua impressão, bem como as circunvoluções cerebrais e os grandes vasos.

A base craniana é formada pela

expansão interna do osso frontal; pelo etmóide (que pertence aos ossos da face, pequeno osso que está na parte superior do nariz, entre as duas cavidades orbitárias); pelo esfenóide e pelo corpo do temporal; por fim, pela parte maciça do occipital.

A superfície interna da base do

crânio, no seu complexo, é muito irregular, por causa das impressões deixadas pela massa cerebral e pelos numerosos orifícios que aí se acham (dão passagem aos nervos, artérias e veias). A base segue fielmente a massa cerebral e se modela por ela, acompanhando todas as suas sinuosidades.

Podemos nela distinguir três fossas: anterior, média e posterior. A fossa anterior está colocada bem mais alta do que as duas outras e recebe os lobos anteriores do cérebro. A fossa média pode dividir-se em duas partes, uma à direita e outra à esquerda, e recebe os lobos temporais do cérebro.

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Adiante, a fossa média comunica com as cavidades orbitárias, mediante uma fenda (fenda orbitária), pela qual passam os nervos motores do olho com as artérias.

A fossa média apresenta orifícios para a

passagem da carótida interna (orifício dilacerado), do nervo maxilar superior

(orifício redondo), do nervo maxilar inferior (orifício oval), da artéria meníngea média (orifício espinhoso). A fossa posterior, a mais larga de todas, é

formada pelos temporais e pelo occipital.

O centro é ocupado pelo buraco occipital

pelo qual passa a medula espinhal; de um lado e de outro deste se acham os furos jugulares que dão passagem à veia jugular interna e a alguns nervos encefálicos. Na parte posterior da fossa estão contidos os lobos occipitais do encéfalo e o cerebelo.

Ossos da Face

Os ossos da face constituem, no seu complexo, três cavidades principais: a cavidade da órbita, a cavidade das fossas nasais, a cavidade da boca.

Cavidade Orbitária

É formada, no seu contorno externo, pelo osso frontal, em cima, e pelo osso zigomático embaixo e lateralmente. O osso zigomático é um típico osso da face; apresenta uma intumescência que constitui, de um lado e de outro, os zigomas ou maçãs do rosto (donde outro nome do osso - osso malar). É continuado atrás por uma apófise que se une a uma apófise análoga do temporal. Adiante, o zigomático se une ao osso maxilar superior e ao nasal.

Para cima, emite uma outra apófise que se articula com o osso frontal.

O resto da órbita é formado pela

grande asa do esfenóide e por dois pequenos ossos: o osso lacrimal, do lado do nariz, e pelo osso palatino, que colabora com o zigomático e o osso maxilar superior para constituir o pavimento da órbita.

O etmóide é um osso que

pertence tanto à órbita como às fossas nasais. Está situado apenas para trás do osso frontal, em correspondência com o nariz. É um pequeno osso de forma cúbica: comas suas faces laterais constitui

a parte nasal da órbita; com a sua face inferior contribui para formar o teto das

fossas nasais; com a sua face superior faz saliência na base do crânio (fossa craniana anterior).

O etmóide apresenta no seu

interior numerosas cavidades (células) que se comunicam entre si, das quais o conjunto constitui o seio do etmóide, um dos seios paranasais. Além disso, está atravessado por terminações nervosas do nervo olfativo, que, do cérebro, chega às fossas nasais: a tarefa desse nervo é de recolher as sensações olfativas, isto é, de sentir os odores.

Cavidade Nasal

Está situada entre as duas cavidades orbitárias e a cavidade da boca, abaixo da fossa craniana anterior. Abre-se adiante pela abertura piriforme (se observarmos a abertura do nariz no esqueleto veremos que ela tem, caracteristicamente, a forma de uma pêra). Esta abertura é limitada pelos dois

maxilares superiores e pelos dois ossos nasais. Atrás, as fossas se abrem na faringe pelas coanas. A cavidade nasal

está dividida em duas partes, a fossa nasal direita e a fossa nasal esquerda, pelo septo nasal, constituído por uma lâmina que desce inferiormente do etmóide, e por um pequeno osso também em forma de lâmina, o vômer.

Nas duas fossas nasais podemos

distinguir uma base e duas paredes. A base é constituída pelo palato (uma lâmina que deriva do osso maxilar superior), o qual representa, ao mesmo tempo, o teto da cavidade bucal e o pavimento das fossas nasais. O teto das fossas nasais é constituído primeiramente pelos ossos nasais e pelo frontal; depois pelo etmóide e por uma parte do esfenóide.

Das paredes, uma é representada

pelo septo nasal, a outra, a parede lateral, é constituída, em parte, pelo osso maxilar superior, em parte pelo etmóide. Esta parede é tornada anfractuosa pela presença de protuberâncias laminares, os cornetos (superior, médio e inferior), que se destacam do etmóide (os dois primeiros) e do maxilar (o último). Os cornetos se enrolam sobre si mesmos como fazendo um cartucho e delimitam três espaços ou meatos. Temos assim o meato superior, o meato médio e o meato inferior.

Entre as fossas nasais e as órbitas existe uma comunicação: o canal naso-lacrimal. Graças a esta comunicação, as lágrimas podem passar dos olhos para as fossas nasais, sem transbordar para fora. Nas fossas nasais se encontram cavidades paranasais; são cavidades escavadas no osso frontal (seio

frontal), no osso maxilar superior (seio maxilar), no esfenóide (seio esfenoidal) e no etmóide (células etmoidais).

Cavidade Bucal

A cavidade da boca é formada

essencialmente por dois ossos: o maxilar superior e o maxilar inferior ou mandíbula. O maxilar superior é formado por dois ossos que se unem, um ao outro, na linha mediana, e, com o tempo, da sutura fica só o vestígio. Somente em casos excepcionais os dois ossos não se soldam.

Os ossos maxilares superiores, anteriormente, se articulam com os ossos zigomáticos, enquanto, com uma apófise dirigida para cima (apófise frontal) se unem com os ossos nasais e constituem uma boa parte da abóbada do nariz. Na parte interna do osso maxilar se destaca uma lâmina óssea que avança, para dentro, no sentido horizontal; é a apófise palatina, que, unindo-se com aquela do outro lado, constitui a abóbada da boca, isto é, o palato, e, ao mesmo tempo, o pavimento das fossas nasais. O bordo inferior do osso maxilar superior constitui a arcada dentária superior e apresenta escavações, ou alvéolos, que recebem as raízes dos dentes superiores.

O maxilar inferior é o único osso

móvel da cabeça. Apresenta um corpo e dois prolongamentos ascendentes, um de cada lado, os ramos, que partem da extremidade do corpo.

O corpo do maxilar inferior tem a

forma de uma ferradura de cavalo aberta para trás e a sua borda superior constitui a arcada dentária inferior. Os ramos S do

maxilar inferior destacam-se do corpo formando com este um ângulo mais ou menos obtuso e

maxilar inferior destacam-se do corpo formando com este um ângulo mais ou menos obtuso e terminam por um côndilo que se articula com a fosseta articular do temporal e permite os movimentos da mastigação.

Poucas queixas são mais comuns que a cefaléia e a dor facial. Estes termos são usados para descrever sensações dolorosas difusas na cabeça, enquanto as dores localizadas recebem nomes

específicos como otalgia (dor no ouvido) e odontalgia (dor no dente).

A Coluna Vertebral

É constituída por 33 ou 34 ossos, ditos vértebras. Toda vértebra é formada por um corpo em forma de disco, de espessura variável conforme a região. Do corpo partem as lâminas vertebrais que

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a região. Do corpo partem as lâminas vertebrais que 30 convergem para dentro, e, reunindo-se, formam

convergem para dentro, e, reunindo-se, formam um anel. Da superposição desses anéis resulta um canal no qual está contida a medula espinhal. Os anéis apresentam, dos lados e posteriormente, apêndices ósseos, chamados apófises; as laterais se chamam apófises transversais; a posterior se chama apófise espinhal.

As apófises dão inserção a músculos e ligamentos. Toda vértebra se articula com a vértebra que está acima e

As apófises dão inserção a músculos e ligamentos. Toda vértebra se articula com a vértebra que

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31 com aquela que está abaixo mediante apófises articulares. Todas as vértebras têm particularidades próprias, de

com aquela que está abaixo mediante apófises articulares. Todas as vértebras têm particularidades próprias, de acordo com o lugar que ocupam na coluna vertebral. As vértebras se classificam em cervicais, torácicas ou dorsais, lombares, sacras e coccigianas.

Vértebras Cervicais

São sete. A sua apófise transversa tem a característica de ser escavada por um orifício (orifício transversal) pelo qual passam os vasos vertebrais. A primeira vértebra cervical se chama atlas; articula-se, em cima, com o crânio, e, embaixo, com a segunda vértebra cervical chamada áxis.

Estas duas vértebras são muito diversas de todas as outras porque têm o

fim de permitir os movimentos da cabeça.

O atlas não tem corpo e recebe, no seu

anel, uma apófise do áxis, o dente do áxis. A sétima vértebra cervical se chama proeminente porque se destaca de modo sensível e determina, principalmente nos indivíduos magros, uma saliência visível.

Vértebras Torácicas

São 12, têm um corpo reforçado

e se articulam com as respectivas costelas.

Vértebras Lombares

São 5 e têm um corpo maior do que as precedentes.

Vértebras Sacras

São 5 e têm um tamanho decrescente. No feto e na criança até cerca de 8 anos são independentes umas das outras, enquanto no adulto se soldam entre si; da sua reunião se forma um único osso, que é chamado osso sacro.

Vértebras Coccigianas

São 4 ou 5 e têm um tamanho bem reduzido.

Curvaturas Normais da Coluna Vertebral

Na coluna vertebral articulada e em várias imagens usadas clinicamente, por exemplo, IRM (imagem de ressonância magnética), quatro curvaturas são normalmente visíveis no adulto.

As curvaturas torácica e sacral são côncavas anteriormente, enquanto as curvaturas cervical e lombar são côncavas posteriormente.

As curvaturas torácica e sacral são denominadas curvaturas primárias porque se desenvolvem durante o período fetal.

As curvaturas cervical e lombar começam a aparecer nas regiões cervical e lombar antes do nascimento, mas só são mais evidentes após o nascimento, sendo denominadas curvaturas secundárias. A curvatura cervical é acentuada quando um lactente começa a manter sua cabeça ereta, e a curvatura lombar torna-se evidente quando a criança começa a andar. A curvatura cervical pode desaparecer através da flexão do pescoço. A curvatura torácica, permanente, é formada pelos 12 corpos vertebrais torácicos articulados. A curvatura lombar, geralmente mais acentuada em mulheres, termina no ângulo lombo-sacral.

A curvatura sacral também é permanente e difere em homens e mulheres. O sacro geralmente é menos curvo em mulheres, o que aumenta o tamanho da abertura inferior da pelve ou saída da pelve. O centro de gravidade do corpo está localizado logo na frente do promontório sacral.

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A coluna vertebral, vista pela

frente, parece direita, exceto uma pequena curvatura aberta para a esquerda, presente em quase todos os indivíduos. Essa curvatura faz com que o ombro esquerdo seja ligeiramente mais alto do que o direito. O fenômeno não é facilmente explicável. Foi atribuída a culpa à maior atividade dos músculos da parte direita, mas a mesma curvatura existe nos canhotos. Segundo outros é a posição assumida pela maior parte dos indivíduos nos bancos da escola.

Curvaturas Anormais da Coluna

As curvas da coluna vertebral podem ser acentuadas por motivos patológicos. Quando são acentuadas as curvas abertas para trás, tem-se a lordose; quando, ao contrário, são exageradas as curvas abertas para a frente tem-se a cifose. Quando a coluna

vertebral apresenta uma curvatura para a direita ou para a esquerda, tem-se a

escoliose.

O dorso ou face posterior do

tronco é a parte principal do corpo à qual estão fixadas a cabeça, pescoço e membros. Consiste de pele, fáscia superficial contendo tecido adiposo, fáscia profunda, músculos, vértebras, discos intervertebrais, costelas (na região torácica), vasos e nervos. A dor lombar é uma queixa comum.

Para compreender a base anatômica dos problemas do dorso que causam dor incapacitante, é necessário

conhecer a estrutura e função desta região. Os locais comuns de dores são as regiões cervical (pescoço) e lombar,

de dores são as regiões cervical (pescoço) e lombar, principalmente porque são as partes de maior

principalmente porque são as partes de maior mobilidade da coluna vertebral.

Nem todas as pessoas têm 33 vértebras, mas o número de vértebras cervicais é constante. Até mesmo a girafa só possui sete vértebras cervicais. Entretanto, ocorrem variações no número de vértebras torácicas lombares e sacrais em aproximadamente 5% das pessoas normais sob outros aspectos.

As diferenças no número podem ser uma alteração numa região, sem alteração em outras regiões, ou uma alteração numa região à custa de outra (Bergman et al, 1988). Embora variações numéricas das vértebras possam ser clinicamente importantes, a maioria delas é detectada em dessecações, necropsias ou em radiografias de pessoas sem história de problemas no dorso.

O feixe de filamentos radiculares no espaço subaracnóideo abaixo da medula espinhal é denominado cauda eqüina. Está situada distalmente à vértebra L2 no canal vertebral do adulto.

da medula espinhal é denominado cauda eqüina . Está situada distalmente à vértebra L2 no canal
da medula espinhal é denominado cauda eqüina . Está situada distalmente à vértebra L2 no canal

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A extremidade inferior da medula

espinhal afila-se abruptamente no cone medular. A partir de sua extremidade inferior, um filamento fibroso delgado, denominado filamento terminal, desce entre as raízes nervosas que constituem a cauda eqüina. Deixa a extremidade inferior do saco dural e atravessa o hiato sacral. Aqui funde-se com a extremidade superior do ligamento anococcígeo e termina com ele através da inserção no dorso do osso coccígeo.

O filamento terminal não possui

significado funcional. É o remanescente vestigial da medula espinhal que estava situada na cauda do embrião (Moore, 1988). Sua extremidade proximal consiste em vestígios de tecido neural, tecido conjuntivo, pia-máter e tecido da neuroglia.

Vascularização da Medula Espinhal

Os vasos que suprem a medula espinhal são derivados de ramos das artérias vertebrais, cervicais profundas,

intercostais e lombares. É suprida por três artérias longitudinais, uma artéria espinhal anterior e duas artérias espinhais posteriores. Essa vascularização é reforçada por sangue de vasos segmentares denominados artérias radiculares.

Artérias Espinhais.

A artéria espinhal anterior é

formada pela união de dois pequenos ramos das artérias vertebrais. Percorre a

extensão da medula espinhal na fissura mediana anterior e supre os dois terços

anteriores da medula espinhal. O calibre dessa artéria varia de acordo com sua proximidade de uma artéria radicular magna. Geralmente é menor na região de T4 a T8 da medula.

As artérias espinhais posteriores originam-se como pequenos ramos das artérias vertebrais ou das artérias cerebelares inferiores posteriores. Freqüentemente apresentam anastomoses entre si e com a artéria espinhal anterior.

Esqueleto do Tórax

O tórax é formado por ossos que,

no seu conjunto, constituem a caixa torácica. Para formar a caixa torácica concorrem: posteriormente as vértebras torácicas ou dorsais; adiante um osso ímpar, o esterno; enfim, entre o esterno e as vértebras, encontram-se as costelas.

Esterno

É um osso mediano, chato, que

se parece de modo geral com uma adaga romana. Nele distinguem-se três partes:

uma superior, dita manúbrio; uma intermediária, dita corpo; e uma inferior, pequena, chamada apófise xifóide ou apêndice xifóide.

O manúbrio forma com o resto

do osso um ângulo (dito ângulo de Luys) que se torna muito acentuado e evidente

quando o desenvolvimento do tórax é deficiente ou no caso de pessoa de constituição delicada. Nos bordos do manúbrio e do corpo há as incisuras nas quais se inserem a clavícula e as

primeiras sete costelas. O bordo superior apresenta uma fosseta, muito evidente nos indivíduos magros: a fosseta jugular.

Costelas

As costelas são em número de doze pares e ligam o esterno à coluna vertebral onde se inserem nas vértebras dorsais (essas também em número de doze); têm uma forma curva, com um arco, e a sua direção não é horizontal; partindo da vértebra torácica, a costela se dirige para baixo. A sua extremidade anterior (esternal) é mais baixa do que aquela posterior (vertebral). As

articulações das costelas com as vértebras torácicas são duas: há uma articulação com o corpo e outra com a apófise transversa. A extremidade anterior das costelas se insere no esterno com a interposição de um segmento cartilaginoso ou cartilagem costal.

Os primeiros sete pares de costelas se chamam costelas verdadeiras; nelas, a cartilagem costal se insere

diretamente no esterno. A oitava, a nona e a décima costela não terminam, diferentemente, no esterno, mas no bordo inferior da costela que se acha acima. A undécima e a duodécima costela não estão ligadas ao esterno, mas ficam livres e por isso são chamadas costelas flutuantes.

Em todo o bordo inferior das costelas caminham os vasos e os nervos intercostais. Entre uma costela e outra, isto é, nos espaços intercostais, há músculos. A primeira costela tem uma forma particular.

Na verdade, enquanto as outras têm uma face externa e uma interna, a primeira costela está achatada de alto para baixo e apresenta, portanto, uma

face superior e uma face inferior.

A caixa torácica tem a forma de

um tronco de cone, com a base menor voltada para cima. A superfície externa da

caixa torácica apresenta, posteriormente, uma saliência que corre de alto a baixo e é devida à série das apófises espinhosas vertebrais. Do lado correm duas goteiras vertebrais, nas quais se contêm os músculos que servem para mover a coluna vertebral.

A caixa torácica está aberta em

cima, para o pescoço, a fim de dar passagem ao esôfago, à traquéia e a grandes vasos; embaixo é, ao contrário, fechada por um músculo em forma de cúpula: o diafragma.

O interior da caixa torácica

constitui a cavidade torácica, ocupada, lateralmente, pelos pulmões, e, ao centro, pelo coração, com a aorta, que, depois de ter descrito um arco, desce para o abdome, atravessando o diafragma, A cavidade torácica é percorrida, anteriormente, pela traquéia, que se divide nos dois brônquios, os quais se dirigem aos respectivos pulmões.

Posteriormente, a cavidade é percorrida pelo esôfago que penetra, também ele, no abdome depois de atravessar o diafragma. Na cavidade torácica, enfim, estão contidas, em parte, as duas veias cavas e o ducto torácico.

A forma da caixa torácica se

modifica com a idade e as condições fisiológicas do indivíduo, e é diversa de acordo com o sexo. No homem tem uma

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forma cônica, enquanto na mulher é arredondada na sua parte mediana, recordando a forma de um tonel. A diferença depende do diverso tipo de respiração: a mulher, na verdade, respira pelo tórax, enquanto no homem a respiração é abdominal. Também essa diversidade tem a sua razão e a sua utilidade: na mulher a respiração abdominal seria muito prejudicada por ocasião da gravidez.

Os movimentos da caixa torácica durante a respiração são os seguintes: na inspiração, quando o tórax se dilata, as costelas se elevam e se alargam (mais na mulher que no homem). Na expiração, quando o tórax se restringe, as costelas se abaixam e se reúnem. Deste modo os três diâmetros da caixa torácica aumentam e diminuem alternadamente, de modo que os pulmões, que seguem passivamente os movimentos da caixa torácica, em um primeiro momento se dilatam, enchendo-se de ar, mas logo em seguida se contraem, deixando sair parte do ar neles encerrado.

Esqueleto dos Membros

O esqueleto dos membros

superiores e o dos inferiores apresentam características análogas. Em ambos podemos distinguir três segmentos: o primeiro formado por um osso único; o segundo, por dois ossos, e o terceiro por uma série de pequenos ossos; vêm depois os ossos das falanges.

O membro superior é dotado de

maior amplitude de movimentos; de outro lado, os ossos do membro inferior são mais fortes. Isto é evidente levando em consideração as funções: o membro

é evidente levando em consideração as funções: o membro superior desenvolve determinadas atividades de trabalho,

superior desenvolve determinadas atividades de trabalho, enquanto o membro inferior tem de sustentar o peso do corpo.

Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de cinta. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular; a inferior se chama cintura pélvica. A primeira sustenta o úmero e com ele todo o braço; a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna.

Membro Superior

A cintura torácica é formada de dois ossos: a clavícula e o omoplata ou escápula. Este complexo está unido ao tórax somente mediante a articulação que a clavícula tem com o esterno. O omoplata, por sua vez, está unida somente com a clavícula e uma vez que o osso do braço (úmero) se une à

omoplata, e somente a esta, entende-se como a espádua e o braço sejam dotados de movimentos muito amplos.

e o braço sejam dotados de movimentos muito amplos. Clavícula A face superior deste osso é

Clavícula

A face superior deste osso é lisa e suas extremidades diferem: a medial, que se articula com o esterno é globosa, enquanto que a lateral é achatada, e se articula com o Omoplata (ou Escápula). Os dois terços mediais mostram convexidade anterior, pois a clavícula deve adaptar-se à curvatura anterior da cavidade torácica.

Omoplata

É um osso chato, cujo tecido esponjoso quase desapareceu, de modo que as duas lâminas de tecido compacto estão praticamente em contacto. Tem a forma de um triângulo e encontra-se na parte posterior do tórax, contra as sete primeiras costelas.

Da face posterior da omoplata destaca-se uma apófise de seção triangular, a espinha da omoplata, que termina com uma saliência: o acrômio. A espinha divide a face posterior da

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35 omoplata em duas fossas: uma superior (fossa supra-espinhal) e outra inferior (fossa infra-espinhal) que são

omoplata em duas fossas: uma superior (fossa supra-espinhal) e outra inferior (fossa infra-espinhal) que são ocupadas por músculos que têm o mesmo nome.

O bordo superior da omoplata continua lateralmente por uma saliência óssea, dita apófise coracóide, que se articula com a clavícula. Dos três ângulos, o lateral se alarga para formar a cavidade glenóidea, na qual se move o úmero.

formar a cavidade glenóidea, na qual se move o úmero. Úmero O úmero é o osso

Úmero

O úmero é o osso do braço. Articula-se, superiormente, com a omoplata, e, inferiormente, com os ossos do antebraço (rádio e cúbito). Sendo um típico osso longo, o úmero apresenta uma diáfise e duas epífises. A epífise superior, chamada cabeça do úmero, está reunida

superior, chamada cabeça do úmero, está reunida à diáfise por um estrangulamento dito colo cirúrgico

à diáfise por um estrangulamento dito colo cirúrgico (neste nível são muito freqüentes as fraturas).

A cabeça do úmero tem a forma

de um hemisfério e se destaca do complexo da epífise por um outro estrangulamento: o colo anatômico. Nesta epífise se pode notar o sulco em que passa o tendão do músculo bíceps, e dois tubérculos para as inserções musculares. A epífise inferior do úmero apresenta duas saliências: uma lateral chamada côndilo, que se articula com o rádio, e uma interna, que se chama tróclea, e se articula com o cúbito.

O corpo do úmero apresenta uma

goteira, dita de torsão, que o percorre de alto a baixo e de trás para diante,

representando que o osso foi torcido de

180°.

para diante, representando que o osso foi torcido de 180°. Rádio A extremidade proximal do rádio

Rádio

A extremidade proximal do rádio está constituída por um disco espesso, a cabeça do rádio, cuja face superior é

côncava para articular-se com o úmero. A

parte inferior da cabeça do rádio é menos espessa que a superior, dando mais estabilidade à juntura. Juntamente com a ulna, gira nos movimentos de supinação e pronação.

Ulna

A extremidade proximal da Ulna

assemelha-se a uma chave inglesa. Suas partes principais são mais bem examinadas pela sua face lateral, onde se identifica o olécrano em continuação ao processo coronóide, que se projeta para frente (formam a incisura troclear, que se amolda à tróclea do úmero). A extremidade distal apresenta a cabeça da ulna e o processo estilóide.

Mão

A descrição feita a seguir é um

apanhado do esqueleto da mão como um todo e pressupõe que o estudante a acompanhe, que ele tenha a sua disposição um esqueleto articulado deste segmento ou, pelo menos uma figura clara. Os ossos da mão podem ser divididos em três partes:

a. oito ossos dispostos em duas fileiras,

proximal e distal que constituem o carpo;

b. o esqueleto da mão propriamente dito,

que constitui o metacarpo;

c. o esqueleto dos dedos, representado

pelas falanges.

Os oito ossos do carpo são:

escafóide, semilunar, piramidal e

pisiforme (na primeira fileira); trapézio, trapezóide, grande osso e unciforme (na fileira distal).

Os ossos do metacarpo são numerados de I a V, a partir do lado radial e são representados por uma base, um corpo e uma cabeça, que se articula com a falange proximal.

Cada dedo apresenta três falanges, proximal, média e distal, com exceção do polegar, no qual falta a falange média. Também são constituídas de base, corpo e cabeça.

Membro Inferior

Assim como no membro superior, os membros inferiores estão ligados ao resto do corpo pelas chamadas cinturas. No caso do membro inferior, temos a cintura pélvica. Se é possível descrever analogias morfológicas nos membros superior e inferior, deve-se destacar as suas diferenças funcionais, ocasionadas principalmente pela postura ereta adquirida pelo homem.

Assim, se a principal função do membro superior é orientar a mão no espaço, permitindo-lhe os movimentos delicados e especializados que é capaz de executar, as principais funções do membro inferior são a locomoção e a sustentação do peso.

inferior são a locomoção e a sustentação do peso. É costume descrever, com o membro inferior,

É costume descrever, com o

membro inferior, as regiões de transição,

como a região glútea (das nádegas), além dos segmentos que o compõe: coxa,

perna e pé. Por razões didáticas, inclui-se

o osso do quadril.

Os ossos do quadril unem-se anteriormente na sínfise púbica e posteriormente articulam-se com a parte superior do osso sacro. O fêmur é o osso da coxa, articulando-se superiormente com o osso do quadril e inferiormente com a tíbia. Esta e a fíbula constituem o esqueleto da perna. A tíbia une-se ao esqueleto do pé.

Osso do Quadril

É um osso plano e suas funções

incluem as de movimento (participa das

articulações com o sacro e o fêmur), e de sustentação (transmite aos membros inferiores o peso de todos os segmentos do corpo situados acima dele). Em razão destas múltiplas funções o osso do quadril tem uma estrutura complexa, e sua formação envolve três ossos isolados:

o ílio, o ísquio e o púbis.

Essas três peças ósseas se unem na região onde mais se faz sentir o peso suportado pelo osso do quadril, isto é, o centro do acetábulo, fossa articular que recebe a cabeça do fêmur. Até a puberdade, esses ósseos se ligam cartilaginosamente, depois se fundem e constituem peça única. De interesse, existe a crista ilíaca, facilmente palpável no vivente e a sínfise púbica.

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Articulados entre si, através da sínfise púbica anteriormente e do sacro, posteriormente, os ossos do quadril constituem a pelve óssea. O estreito superior da pelve divide a pelve em duas partes, uma superior, a pelve maior (ou falsa) e outra inferior, a pelve menor (ou verdadeira). A pelve maior abriga órgãos abdominais, enquanto a pelve menor abriga órgãos do sistema genital e partes terminais do aparelho digestivo.

Fêmur

O maior osso do esqueleto é

classificado como um osso longo, apresentando, portanto, duas epífises, proximal e distal, e um corpo, ou diáfise. A cabeça do fêmur se encaixa no

acetábulo do osso do quadril e se liga ao fêmur pelo colo do fêmur (este, na verdade, é um prolongamento do corpo do osso).

A epífise distal se expande em

duas massas volumosas, os côndilos medial e lateral do fêmur. Os côndilos se unem anteriormente e constituem a fossa patelar (que recebe a patela).

Tibia

A tíbia é medial e mais robusta

que a fíbula, articulando-se com o fêmur pela extremidade proximal. Distalmente, tanto a tíbia quanto a fíbula articulam-se com o tálus, embora a tíbia seja a responsável direta pela transmissão do peso àquele osso.

Fíbula 37 É um osso longo, muito menos volumoso que a tíbia com a qual
Fíbula 37 É um osso longo, muito menos volumoso que a tíbia com a qual
Fíbula 37 É um osso longo, muito menos volumoso que a tíbia com a qual
Fíbula 37 É um osso longo, muito menos volumoso que a tíbia com a qual

Fíbula

37

É um osso longo, muito menos volumoso que a tíbia com a qual se articula proximal e distalmente. O corpo é bastante delgado e está unido à extremidade proximal por uma zona estreita, o colo, de limites imprecisos. A extremidade distal tem forma triangular e é subcutânea, facilmente palpável no nível do tornozelo (maléolo lateral).

palpável no nível do tornozelo (maléolo lateral). Patela (Rótula) È classificada como um osso sesamóide,

Patela (Rótula)

È classificada como um osso sesamóide, por estar inclusa no tendão de inserção do músculo quadriceps da coxa

È classificada como um osso sesamóide, por estar inclusa no tendão de inserção do músculo quadriceps

38

O esqueleto do pé, como o da mão, constitui-se de ossos irregulares articulados entre si, o tarso, com o qual se articulam cinco ossos longos, em conjunto denominados metatarso; com os ossos do metatarso, por sua vez, articulam-se as falanges dos dedos. Como no caso da mão, devem ser estudados tendo-se à mão um esqueleto ou uma figura detalhada. Os ossos que constituem o tarso são o tálus, o calcâneo, o navicular, o cubóide e os três cuneiformes (medial, lateral, intermédio). Os ossos do metatarso são numerados de I a V, se articulando com as falanges. Apresentam uma base

(extremidade proximal), um corpo e uma cabeça (extremidade distal). O metatarsiano I é o mais volumoso dos cinco, o que denuncia de imediato sua participação direta como suporte do peso do corpo. Quanto às falanges, o halux apresenta apenas duas, o que também pode ocorrer, ocasionalmente, no V dedo.

duas, o que também pode ocorrer, ocasionalmente, no V dedo. Fontes de textos e figuras: 1.
duas, o que também pode ocorrer, ocasionalmente, no V dedo. Fontes de textos e figuras: 1.

Fontes de textos e figuras:

1. Online Biology Book

© The Online Biology Book is hosted by Estrella Mountain

Community College, in sunny Avondale, Arizona. Text ©1992, 1994, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, M.J. Farabee, all rights reserved. Use for educational purposes is encouraged.

2. O Corpo Humano

© 2000 jPauloN.RochaJr Corporation, All rights reserved

(www.corpohumano.hpg.ig.com.br)

3. NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana.

2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Artrologia URI – Curso de Psicologia Anatomofisiologia Prof. Claudio Alfredo Konrat
Artrologia
URI – Curso de Psicologia
Anatomofisiologia
Prof. Claudio Alfredo Konrat
Junturas Fibrosas (Sinartroses) As articulações fibrosas incluem todas as articulações nas quais os ossos são
Junturas Fibrosas (Sinartroses)
As articulações fibrosas incluem todas as
articulações nas quais os ossos são mantidos por tecido
conjuntivo fibroso, também conhecido como ligamento
sutural.
Dependendo em parte do comprimento das fibras de tecido
conjuntivo que mantém os ossos unidos, podem ser:
Suturas
Sindesmoses
Gonfoses
Sindesmose Sindesmose Nestas suturas o tecido interposto é também o conjuntivo fibroso. Só dois exemplos:
Sindesmose
Sindesmose
Nestas suturas o tecido
interposto é também o
conjuntivo fibroso.
Só dois exemplos: sindesmose
tíbio-fibular e sindesmose rádio-
ulnar.
Junturas Articulação (Juntura) é a junção de dois ossos. Podem ser classificadas em: Fibrosas (Sinartroses)
Junturas
Articulação (Juntura) é a junção de dois ossos.
Podem ser classificadas em:
Fibrosas
(Sinartroses)
Cartilaginosas
(Anfiartroses)
Sinoviais
(Diartroses)
Suturas Sutura Nas suturas as extremidades dos ossos têm interdigitações ou sulcos, que os mantêm
Suturas
Sutura
Nas suturas as extremidades
dos ossos têm interdigitações
ou sulcos, que os mantêm
íntima e firmemente unidos. As
fibras de conexão são muito
curtas preenchendo uma
pequena fenda entre os ossos
Exemplo: Ossos planos do crânio
Sinostose
Termos morfológicos
Serrátil - Denticulada - Escamosa -
Limbosa - Plana - Esquindilese
Gonfoses Articulação em cavilha; é uma articulação fibrosa especializada restrita à fixação dos dentes nas
Gonfoses
Articulação em cavilha; é
uma articulação fibrosa
especializada restrita à
fixação dos dentes nas
cavidades alveolares na
mandíbula e maxilas.
Gonfose
Junturas Cartilaginosas (Anfiartroses) Nessas articulações os ossos são unidos por cartilagem (pequenos movimentos
Junturas Cartilaginosas (Anfiartroses)
Nessas articulações os ossos são unidos por cartilagem (pequenos
movimentos são possíveis). Podem ser: Sincondroses ou Sínfises
Sincondroses
Os ossos de uma articulação do tipo sincondrose estão unidos por
uma cartilagem hialina. Muitas sincondroses são articulações
temporárias, com a cartilagem sendo substituída por osso com o
passar do tempo (isso ocorre em ossos longos e entre alguns ossos do
crânio). As articulações entre as dez primeiras costelas e as
cartilagens costais são sincondroses permanentes
Sínfises
As superfícies articulares dos ossos unidos por sínfises estão cobertos
por uma camada de cartilagem hialina. Entre os ossos da articulação
há um disco fibrocartilaginoso (é característica distintiva da sínfise).
Esses discos por serem compressíveis permitem que a sínfise absorva
impactos. A articulação entre os ossos púbicos e a articulação entre os
corpos vertebrais são exemplos de sínfises. Exemplos: - manúbrio-
esternal; - intervertebrais; - sacrais; - púbica; - do mento
Junturas Sinoviais (Diartroses): Neste tipo de articulação, as faces articulares do ossos não estão em
Junturas
Sinoviais (Diartroses): Neste tipo de articulação, as faces articulares do ossos
não estão em continuidade. Elas estão cobertas por uma cartilagem hialina
especializada e o contato está restrito a esta cartilagem.
Cápsula Articular
Discos e meniscos
É uma membrana conjuntiva que
envolve a juntura sinovial como um
manguito. Duas camadas: a
membrana fibrosa (externa) e a
membrana sinovial (interna).
Ligamentos e cápsula articular tem
por finalidade manter a união entre os
ossos, mas além disso, impedem o
movimento em planos indesejáveis e
limitam a amplitude dos movimentos
considerados normais.
Em várias junturas sinoviais,
interpostas as superfícies
articulares, encontram-se
formações fibrocartilagíneas, os
discos e meniscos intra-
articulares, de função discutida.
Junturas Principais Articulações Sinoviais - Articulações dos corpos vertebrais - Os discos intervertebrais -
Junturas
Principais Articulações Sinoviais
- Articulações dos corpos vertebrais
- Os discos intervertebrais
- Articulações zigoapofisárias: - Cápsulas Articulares - Ligamentos amarelos
- Articulações lombossacrais Sínfise, incluindo um disco intervertebral.
- Articulação sacrococcígea Sínfise entre o ápice do sacro e a base do cóccix,
unidos por um disco fibrocartilagíneo.
- Articulações atlanto-axiais
-Articulações atlanto-occipitais
-Articulações costovertebrais
*Manúbrio-esternal - entre o manúbrio e o corpo do esterno, é geralmente
uma sínfise. *Xifoesternal - entre o processo xifóide e o corpo do esterno, é
geralmente uma sínfise.
Sincondrose Sínfise
Sincondrose
Sínfise
Classificação Funcional das Principais Junturas Sinoviais: As articulações podem realizar movimentos de um, dois ou
Classificação Funcional das Principais
Junturas Sinoviais:
As articulações podem realizar
movimentos de um, dois ou três eixos.
1. Monoaxial ou que possui um só grau
de liberdade (só permitem a flexão e
extensão, como a do cotovelo)
2. Biaxial, se os realiza em torno de
dois eixos ( 2 graus de liberdade -
realizam extensão, flexão, adução e
abdução, como a rádio-cárpica (art.
do punho); e
3. Triaxial, se eles forem realizados em
torno de três eixos (3 graus de
liberdade - as que além de flexão,
extensão, abdução e adução,
permitem também a rotação - ex.
ombro e quadril).
Junturas ATM - Essa articulação envolve o tubérculo articular do osso temporal, a fossa mandibular
Junturas
ATM - Essa articulação envolve o tubérculo articular do osso temporal, a fossa
mandibular e o côndilo da mandíbula. A articulação individual é elipsóide e o par é
considerado é bicondilar.
OMBRO - Esta é uma articulação esferóide multiaxial com três graus de liberdade. As
faces articulares são a cabeça hemisférica do úmero (convexa) e a cavidade glenóide
da escápula (côncava).
COTOVELO - Possui duas articulações: úmero-ulnar, entre a tróclea do úmero e a
incisura troclear da ulna, úmero radial, entre o capítulo do úmero e a cabeça do rádio e
rádio-ulnar proximal, entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna.
PULSO (RÁDIO-CÁRPICA) - A articulação radiocárpica é biaxial do tipo elipsóide, é
formada pela articulação da extremidade distal do rádio e disco articular triangular com
os ossos escafóide, semilunar e piramidal.
QUADRIL- Esta articulação é multiaxial e do tipo esferóide. A cabeça do fêmur articula-
se com o acetábulo.
JOELHO - A maior das articulações humanas. É uma articulação sinovial composta,
condilar dupla com a existência de meniscos articulares. Possui uma parte selar,
referente a articulação com a patela.
Junturas Cápsula fibrosa - Ligamento córaco-umeral; - Ligamento transverso do úmero; - Lábio glenoidal; -
Junturas
Cápsula fibrosa - Ligamento córaco-umeral; -
Ligamento transverso do úmero; - Lábio glenoidal;
- Ligamentos glenoumerais superior, médio,
inferior; - Membrana sinovial
Junturas - Cápsula fibrosa - Membrana sinovial - Ligamento ileofemoral - Ligamento pubofemoral - Ligamento
Junturas
- Cápsula fibrosa
- Membrana sinovial
- Ligamento ileofemoral
- Ligamento pubofemoral
- Ligamento isquiofemoral
- Ligamento da cabeça do fêmur
- Ligamento transverso do acetábulo
Junturas - Cápsula articular; - Membrana sinovial; - Ligamento colateral da ulna; - Ligamento colateral
Junturas
- Cápsula articular; - Membrana
sinovial; - Ligamento colateral da
ulna; - Ligamento colateral do rádio;
O rádio e a ulna são ligados por
articulações proximal, média, e
distal, onde somente a média não é
uma articulação sinovial.
Junturas - Cápsula fibrosa - Membrana sinovial - Ligamento da patela - Ligamento poplíteo oblíquo
Junturas
- Cápsula fibrosa
- Membrana sinovial
- Ligamento da patela
- Ligamento poplíteo oblíquo
- Ligamento poplíteo arqueado
- Ligamento colateral fibular
- Ligamentos transverso anterior
- Ligamentos transverso posterior
- Ligamento menisco femoral
- Ligamento transverso do joelho