1

Coleção Fábulas Bíblicas Volume 38

VÍTIMAS

DA FÉ
CRISTÃ
Mitologia e Superstição Judaico-cristã

“Se o Céu é para onde irão os cristãos,
prefiro ir para o Inferno.” Chefe índio Hatuey.

JL
jairoluis@inbox.lv

2

“E assim o terror do Altíssimo caiu sobre seus espíritos, de forma
que eles escapavam de nós somente para cair nas chamas,
quemando-se vivos, assim muitos deles pereceram… Deus estava
sobre eles e ria deles porque eram os inimigos de seu povo, assim
o altíssimo os cozinhou em um forno ardente… Assim o Senhor
julga os infiéis, enchendo os lugares de corpos mortos de homens,
mulheres e crianças”.
John Mason, depois de um massacre de índios americanos, em 1638.

3

Sumário
Introdução........................................................................................................... 12
1
2
3
4
5
6
7
8

-

Inquisição matando pessoas ainda no século 19!!! ....................................... 14
Espetáculo cristão dantesco ...................................................................... 15
Século 13 ............................................................................................... 16
Século 19 ............................................................................................... 18
Século 21 ............................................................................................... 19
CRUZADA = guerra religiosa cristã ............................................................. 21
INQUISIÇÃO = assassinar em nome da religião e em nome do Deus cristão .... 22
CRISTIANISMO = hipocrisia ...................................................................... 22

1 - Mas o que é o cristianismo afinal? >>> .............................................................. 24
1
2
3
4

-

Jesus e a superstição da ferradura da sorte ................................................. 25
Jesus e a superstição da oração ................................................................. 26
A essência do cristianismo é a superstição .................................................. 28
Uma pergunta impossível de responder ...................................................... 29

2 - O cristianismo odeia a ciência ........................................................................... 32
1 - Cinco cientistas mortos pela Inquisição .......................................................... 34
1
2
3
4
5

-

Giordano Bruno ....................................................................................... 36
Giulio Cesare Vanini ................................................................................. 38
Pietro d'Abano ......................................................................................... 39
Miguel Servet .......................................................................................... 40
Garcia de Orta ......................................................................................... 41

3 - Assasssinos cristãos >>> ................................................................................. 42
1 - Constantino I, O Grande. .......................................................................... 44
2 - Constantino II ......................................................................................... 45
3 - Cirilo de Alexandria .................................................................................. 46
4 - Santo Agostinho ...................................................................................... 49
5 - Leão I .................................................................................................... 50
6 - Carlos Magno .......................................................................................... 51
Período Papal da “Pornocracia”. (904-963) ....................................................... 52
14 - João XII ................................................................................................ 60
15 - Benedito VIII ......................................................................................... 63
16 - Gregório VII .......................................................................................... 65
17 - Urbano II .............................................................................................. 66
18 - Bernardo de Claraval .............................................................................. 69
19 - Inocêncio III ......................................................................................... 71
20 - São Tomás de Aquino ............................................................................. 73
21 - Inocêncio VIII........................................................................................ 75
22 - Cristóvão Colombo ................................................................................. 76
23 - Torquemada .......................................................................................... 79

4

24
25
26
27
28
29
30
31
32
33

-

Martinho Lutero ..................................................................................... 80
Teresa de Avila ...................................................................................... 83
Cotton Mather ....................................................................................... 85
Andrew Jackson ..................................................................................... 88
Leão XIII .............................................................................................. 90
Coronel John Chivington ......................................................................... 91
Pio XI ................................................................................................... 94
Pio XII .................................................................................................. 98
Miroslav Filipović .................................................................................. 102
Antonio Plaza ...................................................................................... 107

4 - Métodos de tortura da Inquisição. >>> ............................................................ 110
1 - Os Autos de fé .......................................................................................... 111
5 - Instrumentos de tortura da Inquisição >>> ...................................................... 125
1 - Armas do carcereiro ............................................................................... 126
2 - Látego ou chicote .................................................................................. 127
3 - Pinças e alicates ardentes ....................................................................... 128
4 - As máscaras.......................................................................................... 129
5 - Gaiolas penduradas................................................................................ 130
6 - O potro................................................................................................. 131
7 - O Potro na escada.................................................................................. 132
8 - Colar penal ........................................................................................... 133
9 - Cinturão de São Erasmo ......................................................................... 133
10 - A cegonha ........................................................................................... 134
11 - A flauta do desordeiro .......................................................................... 135
12 - Esmaga-dedos ..................................................................................... 136
13 - O pêndulo (strapado) ........................................................................... 137
14 - A humilhação do barril .......................................................................... 138
15 - Roda de despedaçar ............................................................................. 139
16 - Esmaga-cabeças .................................................................................. 140
17 - O colar de puas ................................................................................... 141
18 - A mordaça ou o babeiro de ferro ............................................................ 141
19 - O cinto de castidade ............................................................................. 142
20 - O garrote ............................................................................................ 143
21 - O touro de Falaris ................................................................................ 144
22 - Unhas de gato ..................................................................................... 145
23 - O berço de Judas ................................................................................. 145
24 - A donzela de ferro ................................................................................ 146
25 - A forquilha do herege ........................................................................... 146
26 - A pera oral, retal e vaginal. ................................................................... 147
27 - Crucificação......................................................................................... 148
28 - A cadeira de submersão ........................................................................ 149
6 - Vítimas da fé cristã ........................................................................................ 150

5

1 - Pagãos Antigos .......................................................................................... 152
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311
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324
326
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341
346
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364
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373
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380
381
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384
385
386
388
389
391
392
393
395
396
397
398
399
400
401

- O Edito de Tolerância de Nicomédia................................................ 153
- O Edito de Milão .......................................................................... 156
.................................................................................................... 157
.................................................................................................... 158
.................................................................................................... 158
.................................................................................................... 158
.................................................................................................... 159
.................................................................................................... 159
.................................................................................................... 159
.................................................................................................... 160
.................................................................................................... 161
.................................................................................................... 161
.................................................................................................... 161
.................................................................................................... 161
.................................................................................................... 162
.................................................................................................... 162
.................................................................................................... 162
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.................................................................................................... 162
.................................................................................................... 163
.................................................................................................... 163
.................................................................................................... 164
.................................................................................................... 164
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.................................................................................................... 164
.................................................................................................... 165
.................................................................................................... 166
.................................................................................................... 167
.................................................................................................... 167
.................................................................................................... 167
.................................................................................................... 168
.................................................................................................... 168
.................................................................................................... 168
.................................................................................................... 169
.................................................................................................... 170
.................................................................................................... 170
.................................................................................................... 171
.................................................................................................... 172
.................................................................................................... 172
.................................................................................................... 172
.................................................................................................... 172
.................................................................................................... 172
.................................................................................................... 173

6

Ano
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406 .................................................................................................... 173
407 .................................................................................................... 173
408 .................................................................................................... 173
409 .................................................................................................... 174
412 .................................................................................................... 174
415 .................................................................................................... 176
416 .................................................................................................... 177
423 .................................................................................................... 177
429 .................................................................................................... 177
435 .................................................................................................... 178
438 .................................................................................................... 178
440/450 .............................................................................................. 178
448 .................................................................................................... 179
450 .................................................................................................... 179
451 .................................................................................................... 179
457/491 .............................................................................................. 180
482/488 .............................................................................................. 180
486 .................................................................................................... 180
525 .................................................................................................... 180
528 .................................................................................................... 181
529 .................................................................................................... 181
532 .................................................................................................... 181
542 .................................................................................................... 181
546 .................................................................................................... 182
556 .................................................................................................... 182
562 .................................................................................................... 182
578/582 .............................................................................................. 182
580 .................................................................................................... 182
583 .................................................................................................... 183
590 .................................................................................................... 183
692 .................................................................................................... 183
804 .................................................................................................... 184
860 .................................................................................................... 184

2 - As Missões ................................................................................................ 185
Ano 782 .................................................................................................... 185
Ano 1234 ................................................................................................... 185
Ano 1456 ................................................................................................... 185
Séc 15....................................................................................................... 185
Séc 16 e 17 ............................................................................................... 185
3 - As Cruzadas .............................................................................................. 187
4 - Hereges e Ateus ........................................................................................ 191
1 - Priscilianismo ........................................................................................ 191
2 - Maniqueísmo ......................................................................................... 191

7

3 - Cruzada Albigense ................................................................................. 192
4 - Outras heresias ..................................................................................... 193
5 - Bruxas ..................................................................................................... 194
Ano
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Ano
Ano
Ano
Ano
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Ano
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Ano
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Ano
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Ano
Ano
Ano
Ano
Ano
Ano
Ano
Ano
Ano

371 .................................................................................................... 196
575/580 .............................................................................................. 196
899 .................................................................................................... 196
999 .................................................................................................... 197
1028 ................................................................................................... 197
1075 ................................................................................................... 197
1128 ................................................................................................... 197
1130 ................................................................................................... 198
1200 ................................................................................................... 198
1222 ................................................................................................... 198
1234 ................................................................................................... 199
1239 ................................................................................................... 199
1279 ................................................................................................... 199
1289 a 1290 ........................................................................................ 200
1300 ................................................................................................... 200
1301 ................................................................................................... 200
1302 ................................................................................................... 201
1303 ................................................................................................... 201
1304 ................................................................................................... 202
1306 a 1314 ........................................................................................ 202
1307 ................................................................................................... 202
1310 ................................................................................................... 203
1311 ................................................................................................... 203
1314 ................................................................................................... 203
1314 a 1315 ........................................................................................ 204
1315 ................................................................................................... 204
1316 ................................................................................................... 206
1317 ................................................................................................... 207
1318 ................................................................................................... 208
1319 ................................................................................................... 208
1320 ................................................................................................... 209
1320 a 1350 - Carcassonne, França ........................................................ 210
1320 a 1350 - Toulouse, França ............................................................. 210
1321 ................................................................................................... 211
1322 ................................................................................................... 211
1323 ................................................................................................... 211
1324 ................................................................................................... 212
1325 ................................................................................................... 213
1326 ................................................................................................... 213
1327 ................................................................................................... 214
1329 ................................................................................................... 215

8

Ano
Ano
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Ano
Ano
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Ano
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Ano
Ano
Ano
Ano
Ano
Ano
Ano
Ano

1330 ................................................................................................... 215
1331 ................................................................................................... 215
1335 ................................................................................................... 217
1336 ................................................................................................... 217
1337 ................................................................................................... 218
1338 ................................................................................................... 219
1310 ................................................................................................... 219
1344 ................................................................................................... 221
1347 ................................................................................................... 221
1349 ................................................................................................... 221
1350 ................................................................................................... 222
1352 ................................................................................................... 222
1353 ................................................................................................... 222
1357 ................................................................................................... 223
1358 ................................................................................................... 224
1371 ................................................................................................... 224
1372 ................................................................................................... 225
1373 ................................................................................................... 225
1375 ................................................................................................... 226
1376 ................................................................................................... 226
1380 ................................................................................................... 227
1383 ................................................................................................... 227
1384 ................................................................................................... 228
1385 ................................................................................................... 228
1387 ................................................................................................... 229
1388 ................................................................................................... 230
1389 ................................................................................................... 230
1390 ................................................................................................... 231
1392 ................................................................................................... 232
1393 ................................................................................................... 232
1394 ................................................................................................... 233
1396 ................................................................................................... 233
1397 ................................................................................................... 234
1398 ................................................................................................... 234
1399 ................................................................................................... 235

6 - Guerras Religiosas ..................................................................................... 236
SÉCULO XV ................................................................................................ 236
SÉCULO XVI ............................................................................................... 236
SÉCULO XVII.............................................................................................. 237
7 - Judeus ..................................................................................................... 239
SÉCULO IV ................................................................................................. 239
SÉCULO V .................................................................................................. 241
SÉCULO VI ................................................................................................. 243

9

SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO
SÉCULO

VII ............................................................................................... 245
VIII .............................................................................................. 248
IX ................................................................................................. 248
XI ................................................................................................. 250
XII ............................................................................................... 253
XIII .............................................................................................. 256
XIV ............................................................................................... 265
XV ................................................................................................ 270
XVI ............................................................................................... 274
XVII.............................................................................................. 277
XVIII ............................................................................................ 278
XIX ............................................................................................... 278
XX ................................................................................................ 282
XXI ............................................................................................... 313

8 - Indígenas da America................................................................................. 316
9 - Vítimas do Século XX ................................................................................. 327
1
2
3
4

-

-

Referencias ............................................................................................. 335
Bibliografia.............................................................................................. 335
Referências da Seção Bruxas ..................................................................... 337
Fonte principal......................................................................................... 337

10
11
12
13

Campos de Concentração Católicos .......................................................... 327
Terrorismo Católico no Vietnam ............................................................... 328
Típico Caso da Demência Cristã ............................................................... 330
Massacres em Ruanda ............................................................................ 331

7 - Pessoas executadas por heresia >>> .............................................................. 338
1
2
3
4
5
6

-

Pessoas executadas pela Igreja Católica ....................................................... 339
Pessoas executadas pela Igreja Anglicana..................................................... 389
Pessoas executadas pela Igreja Ortodoxa ..................................................... 394
Pessoas executadas por calvinistas e zwinglianistas ....................................... 394
Bibliografia ............................................................................................... 395
Fonte principal online ................................................................................. 395

8 - Crimes do Cristianismo, alguns números >>> .................................................. 396
9 - Mais bobagens do Cristianismo >>> ................................................................ 403
Mais conteúdo recomendado ........................................................................ 404
Livros recomendados .................................................................................. 405

10

Ordem de Deus para destruir as outras religiões,
seus templos e imagens.

Êxodo 34:12-14
12 - Guarda-te de fazeres aliança com os
moradores da terra aonde hás de entrar; para que
não seja por laço no meio de ti. 13 - Mas os seus
altares derrubareis, e as suas estátuas
quebrareis, e os seus bosques cortareis. 14 Porque não te inclinarás diante de outro deus; pois
o nome do Senhor é Ciumento; é um Deus
ciumento.

11

Introdução

1 - OBEDIÊNCIA PERIGOSA

Um pequeno resumo de Gênesis 22:1-19, que esclarece as
motivações para os assassinatos em nome de seres imaginários,
cometidos por pessoas ignorantes manipuladas por pilantras
religiosos.

“Abraão ouve a voz de Deus dizendo-lhe para matar seu único
filho. Sem uma única pergunta, Abraão concorda em matar
Isaque. Como recompensa por sua obediência, Deus abençoa
Abraão e sua família por muitas gerações. ”

12

2 - DESESPERO PARA OCULTAR A HISTÓRIA

De tempos em tempos surge uma tentativa revisionista
desesperada, da Igreja Católica especialmente, de reduzir ou
apagar o impacto da Inquisição. Vez ou outra um parasita da fé
espalha a pérola de que a Inquisição não chegou a matar 100
pessoas, como se matar uma única pessoa por não crer nos mitos
da Igreja fosse menos bizarro ou menos importante.

Documentos sobre os tribunais da Inquisição existem muitos e
cada vez mais virão a público digitalizados e até se ensinará nas
13

escolas sobre eles, o que pressagia dias duros para a pregação da
superstição cristã. A Inquisição jamais será esquecida.
Dizem os cristãos: “Mas isso foi antigamente, lá na Idade Média.
O Papa já perdiu perdão, então vamos esquecer essas bobagens
antigas”.

1 - Inquisição matando pessoas ainda no século 19!!!
A única razão para os assassinatos da Inquisição, era o uso do
livre-arbítrio e da liberdade de religião e de expressão. Coisas que
os cristãos tentam há 2000 anos eliminar do planeta Terra.
Cayetano Ripoll (Solsona, 1778 – Valência, 31 de julho de 1826)
foi um professor espanhol. Acusado de não acreditar nos
dogmas católicos, foi condenado à morte por heresia e
executado em Valência, pela forca. Foi a última vítima da
Inquisição espanhola. Ripoll tinha lutado contra os franceses na
Guerra da Independência; foi capturado e levado para a França,
onde sua relação com um grupo francês dos quakers, que o
acolheu, resultou na sua conversão ao deísmo. Voltando à
Espanha, foi denunciado por não levar os seus alunos à missa
e por substituir a expressão "Ave Maria" por "Louvado seja Deus",
em orações na escola. Em 1824 ele foi preso e julgado, e depois
de esperar por dois anos foi condenado à forca. A fogueira,
principal forma de execução usada na história da Inquisição, neste
caso foi apenas simbólica: sob a forca, foi colocado um barril com
chamas pintadas. O enforcamento, no entanto, foi real. Os restos
mortais de Ripoll foram depositados no tambor e queimados no
crematório antigo da Inquisição, perto da ponte de San Jose,
sobre o antigo leito do rio Turia. Ripoll foi a última vítima do poder
da Inquisição na Espanha, já na sua fase de declínio, três
14

séculos e meio depois que foi instituída pelos reis Fernando II
de Aragão e Isabel I de Castela, a pedido do papado.
Apenas em 15 de julho de 1834 foi promulgado um decreto que
aboliu definitivamente o Tribunal da Santa Inquisição; e todas as
suas propriedades foram destinadas à extinção da dívida pública
e ao pagamento dos salários dos antigos funcionários.

2 - Espetáculo cristão dantesco
Os Autos de Fé eram cerimônias públicas grandiosas e quando
ocorriam, plataformas eram preparadas para as autoridades, para
o Clero, para a aristocracia e plateias para o povo.

Os vendedores ofereciam água doce, amendoim ou melancias
para passar o tempo enquanto o público esperava o show em si.
Em avisos que anunciavam o evento, se prometia indulgências a
15

todos aqueles que participassem e ameaçavam com excomunhão
a qualquer um que tentasse ajudar o condenado. Em resumo, a
presença no Auto da Fé era obrigatória para todos os fiéis cristãos
maiores de 12 anos. O nome “Auto de Fé” veio do fato de que o
acusado poderia contar apenas com Deus, pois se fosse inocente,
iria salvá-lo da queima e tortura. Obviamente, não há nenhum
traço na história destas intervenções divinas e quem acabou na
fogueira, morreu queimado. Assim os cristãos massacravam
inocentes por razões absolutamente idiotas.

3 - Século 13
Como a base do cristianismo é a
superstição, quase 1.000 anos
depois de sua criação oficial, no
século 4, como a religião estatal
romana, o cristianismo ainda
combatia ferozmente a liberdade
de expressão e de religião para
impor a sua mitologia plagiada
como se fosse uma sabedoria
perpétua.
Em 1231, o Papa Gregório IX organizou a Inquisição Pontifícia
para neutralizar muitas das liberdades que os reis tinham
concedido a seus cidadãos. O cristianismo viu os crescentes
direitos individuais como uma ameaça para Cristo. O objetivo da
Inquisição foi definido como a erradicação do pensamento
“herético” antes que seus efeitos atingissem as massas
(eliminando “heresias” ou melhor, eliminando a liberdade religiosa
e de expressão rapidamente). Os tribunais foram estabelecidos
com "monges-policiais", promotores, juízes e testemunhas. As
16

autoridades seculares foram obrigadas a cumprir as penas de
tortura e morte dos não-cristãos na fogueira, porque os
inquisidores foram ordenados a não derramar sangue.
Obviamente os judeus estavam entre as vítimas dessa “limpeza”.
Em 1232 o Papa proibiu as relações amigáveis entre judeus e
cristãos.

A Inquisição foi um instrumento doutrinário-legislativo - criado,
refinado e imposto pelos papas - que introduziu na mente do
homem o método da delação, da tortura e do terror. Foi o principal
instrumento do estado da Igreja Católica, que na sua história
jamais conheceu a democracia e tem um horror vivsível à ela e a
qualquer tipo de liberdade humana... e talvez seja por isso que
sempre apoiou politicamente as ditaduras (direita). Os horrores
17

expressos pelos estados modernos (Gulag, Auschwitz, Abu
Ghraib, Guantánamo, etc.) têm suas raízes na Inquisição.
Em The Oxford Companion to World Mythology, David Leeming
afirma que as ideias messiânicas judaico-cristãs causaram
influência nos sistemas totalitarios do século XX, citando o
comunismo soviético como exemplo, o que é irônico. Talvez isto
explique a aversão do cristianismo ao comunismo: é um sistema
totalitário concorrente que nunca fez acordos com cristãos.

4 - Século 19

1.500 anos depois de sua criação, nada tinha mudado, o
cristianismo ainda combatia com unhas e dentes qualquer
manifestação de liberdade de expressão e de religião. Sempre
18

tentando impor a sua mitologia engraçada como uma sabedoria
eterna, à força e com muito sangue inocente derramado, óbvio.
“Tolerar igualmente todas as religiões… é o mesmo que ateísmo”.
Papa Leão XIII, “Immortale Dei”.

“Não é lícito ao Estado nem aos indivíduos ignorar as obrigações
religiosas ou tratar como iguais as demais religiões”.
Papa Leão XIII, “A constituição cristã dos Estados”, 1885.

5 - Século 21

G1

1.700 após a sua criação, o cristianismo finalmente foi parado e
teve que enfiar o rabo no meio das pernas e fingir que defende a
19

liberdade de expressão e de religião, pois o seu tão pregado
“conhecimento divino” já virou “História da Carochinha” e não há
nada a fazer quanto a isso.

O Papa se faz de sonso, pensando que ninguém conhece o passado de horrores
perpetrado por sua igreja diabólica. Imagem G1.

Este papa hipócrita fala como se ninguém soubesse que o crime
de heresia, pelo qual milhares (se fosse apenas uma pessoa já
seria absolutamente bizarro) de inocentes perderam a vida por
exercer a sua liberdade religiosa e de expressão, é algo mais ou
menos assim: “Você vai morrer queimado na fogueira, por não
acreditar nos mitos bobos que nós pregamos como a palavra do
Deus que nós roubamos dos judeus.”

20

Não seguir a Igreja como um cão adestrado, era morte quase
certa quando ela tinha poder, mas hoje, acuada pelas leis e pela
ciência, precisa engolir o próprio vômito para sobreviver
despejando sua hipocrisia por cima dos idiotas que se prestam a
lhe dar ouvidos!

6 - CRUZADA = guerra religiosa cristã
O Papa “esqueceu” que Cruzada é qualquer um dos movimentos
militares de inspiração cristã, que partiram da Europa Ocidental
em direção à Terra Santa (nome pelo qual os cristãos
denominavam a Palestina) e à cidade de Jerusalém, com o intuito
de conquistá-las, ocupá-las e mantê-las sob domínio cristão.

Cruzada de Jerusalém.

21

7 - INQUISIÇÃO = assassinar em nome da religião e em
nome do Deus cristão
O Papa também “esqueceu” que a Inquisição é um grupo de
instituições dentro do sistema jurídico da Igreja Católica Romana
– que ele comanda -, cujo objetivo é combater a heresia. Onde
“heresia” era (e continua sendo) para os cristãos, o exercício da
liberdade religiosa e de expressão.

8 - CRISTIANISMO = hipocrisia
O problema para o cristianismo sempre foi a liberdade religiosa e
de expressão, porque são fatais para a pregação dos mitos
cristãos como se fossem algum tipo de sabedoria de origem
superior.

Palavras de “Jesus” usadas como inspiração para queimar hereges em fogueiras.

22

É preciso “pregar” à força porque essa pregação não resiste à mais
suave das críticas, trata-se apenas da imposição (sempre que
possível com violência física, psicológica ou da maneira mais
desonesta possível) de um balaio de mitos plagiados e reunidos
em um calhamaço de embustes com o título de “sagrado”; e que
não deve ser criticado para o cristão não parecer um idiota, que é
o que realmente é.
A Bíblia é um manual de totalitarismo extremo, usado com esta
intenção a partir do dia seguinte em que o cristianismo adquiriu o
poder de agir livremente. E só foi parado há pouco mais de dois
séculos, depois de deixar um rastro de sangue jamais visto na
história da humanidade.
As fogueiras da inquisição se apagaram, mas a manipulação de
pessoas ignorantes ainda continua a todo vapor.

23

1 - Mas o que é o cristianismo afinal? >>>

É uma superstição, bizarra, primitiva e engraçada que atribui
poderes mágicos a um cadáver pregado em uma cruz, que
atualmente tornou-se uma fonte de piadas e diversão para ateus
e descrentes em todos os “quatro cantos do mundo”. As pessoas
enganadas com esta superstição são iludidas pelos religiosos com
um deus invisível que é pai do cadáver da cruz, além de ser ele
mesmo; que é onipotente, mas precisa de intermediários (os
religiosos, claro); que é onisciente, mas precisa constantemente
ser avisado - através de orações - dos problemas de sua própria
criação fracassada e que criou um inimigo para si mesmo, o Diabo,
sem saber. Mais engraçado impossível. É uma mistura de
superstição, paganismo, idolatria, fanatismo, mitos, mentiras e
muita babaquice para conseguir ser enganado com essas
baboseiras.
24

1 - Jesus e a superstição da ferradura da sorte

Vamos imaginar a seguinte situação. Digamos que você tem
câncer. Você está deitado no hospital depois de uma rodada de
quimioterapia e você se sente terrível. Uma pessoa aparece em
sua sala com um sorriso brilhante no rosto e uma ferradura na
mão. Ele lhe diz: "Esta é uma incrível ferradura da sorte. Se você
tocar esta ferradura, vai curar seu câncer. Mas eu preciso lhe
cobrar R$ 100,00 para tocá-la”.
1. Você pagaria ao homem os R$ 100,00?
2. Claro que não.
3. Todos nós sabemos que tocar a ferradura terá efeito nulo
sobre o câncer.
4. A crença na ferradura da sorte é pura superstição.
É também muito fácil de provar cientificamente que a ferradura
não tem nenhum efeito sobre o câncer (ou qualquer outra coisa).
A forma como iria fazê-lo é simples: nós levaríamos 1.000
25

pacientes com câncer e os dividiríamos de forma aleatória em dois
grupos de 500. Deixaríamos 500 dos pacientes com câncer para
tocarem na ferradura da sorte e os outros 500 como duplo-cego.
Então poderíamos comparar as taxas de remissão de câncer entre
os dois grupos. O que iríamos encontrar seria zero beneficios da
ferradura. Não veríamos nenhuma diferença estatística entre as
taxas de remissão nos dois grupos de 500 pacientes.
2 - Jesus e a superstição da oração

Agora vamos imaginar outra situação. Você tem câncer, acabou
de sair de uma rodada de quimioterapia e você se sente terrível.
Desta vez, uma pessoa aparece na sua sala com um sorriso
brilhante no rosto e uma bíblia na mão. Ele lhe diz:

"Há um ser chamado Jesus/Deus, que é o todo-poderoso,
onisciente e criador todo-amoroso do universo. Eu sou o
seu representante na terra. Se me permite orar a Deus em
seu nome, Deus vai curar seu câncer”.
26

Você concorda com a oração, o homem reza em cima de você por
10 minutos. Ele invoca todos os poderes de cura de Deus,
rogando-lhe, recitando versos das Escrituras e assim por diante.
Depois, quando ele está se preparando para sair, o homem diz,
"Oh, e a propósito, Deus diz que você deve 10% de dízimo de sua
renda para a igreja. Você consideraria fazer uma doação hoje"?



A pergunta é:
Existe alguma diferença entre os dois homens, será que a
oração tem qualquer efeito maior do que a ferradura?
A resposta é: NÃO.
A crença na oração é tão supersticiosa como a crença na
ferradura da sorte.

O mais fascinante é que podemos provar que a oração não tem
nenhum efeito exatamente da mesma maneira que nós podemos
provar que ferraduras não têm efeito. Tomamos 1.000 pacientes
com câncer. Oramos com 500 deles e deixamos os 500 outros em
paz. Então, olhamos para as taxas de remissão câncer de entre
os dois grupos. O que descobrimos é que as orações têm benefício
zero. Não veríamos nenhuma diferença estatística entre as taxas
de remissão nos dois grupos de 500 pacientes. Em outras
palavras, podemos provar que a crença na oração é pura
superstição. A crença no poder da oração não é diferente da
crença no poder da ferradura da sorte. Estes experimentos foram
realizados muitas vezes e eles sempre retornam os mesmos
resultados. Simplesmente, a oração não tem absolutamente
nenhum efeito sobre o resultado de qualquer evento. O "poder da
oração" é realmente "o poder da coincidência". Crença na oração
é pura superstição. A oração não tem absolutamente nenhum
efeito em cada experimento científico que realizamos, porque
Deus é imaginário.
27

3 - A essência do cristianismo é a superstição

Basta ler a definição de superstição em qualquer dicionário para
ter a certeza absoluta. Simplesmente não há o que discutir sobre
isso. O dicionário Michaelis define a palavra "superstição" desta
forma:

su.pers.ti.ção
sf (lat superstitione) 1. Sentimento religioso excessivo ou
errôneo, que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à
prática de atos indevidos e absurdos. 2. Crença errônea;
falsa ideia a respeito do sobrenatural. 3. Temor absurdo de
coisas imaginárias. 4. Opinião religiosa baseada em
preconceitos ou crendices. 5. Prática supersticiosa. 6.
Presságio infundado ou vão que se tira de acidentes ou
circunstâncias
meramente
fortuitas.
7.
Crendice,
preconceito. 8. Todo excesso de cuidado ou de exatidão em
qualquer matéria. 9. Dedicação exagerada ou não
justificada. [ref] (clique nos textos em azul para mais
detalhes).

28

4 - Uma pergunta impossível de responder
Se o cristianismo não é apenas pregação de superstições bobas
para idiotas, responda a pergunta:
1 - Qual é o cristianismo verdadeiro?

Uma mensagem verdadeira, supostamente vinda do suposto
criador do universo - se existisse tal ser fora do reino da fábula não se perderia em um labirinto de seitas contraditórias, que
jamais conseguiram e ainda não conseguem concordar
universalmente, sobre qualquer mínimo detalhe de coisa alguma
em suas crenças mitológicas, todas mal copiadas dos “pagãos”
egípcios, gregos, romanos, persas, sumérios, babilônios, etc. E
não são pequenas diferenças, mas contradições brutais em seus
principais dogmas, pois umas negam a divindade de Cristo
29

enquanto outras afirmam; umas negam o Espírito Santo, outras
afirmam; umas negam a trindade, outras afirmam.


Tem cristianismo para todos os gostos, mas qual é o
verdadeiro?
Nenhum, obviamente!

Todos os tipos de cristianismo não passam de pregação de lorotas
mitológicas para idiotas. E a “fé” não passa de uma espécie de
analfabetismo funcional, já que a grande maioria dos crentes
religiosos mal sabe escrever o próprio nome, todos iludidos com
a esperança de uma iluminação mágica sem estudar. E
completamente controlados - como robozinhos - pelos “idiotas
ilustrados”, os parasitas religiosos e suas igrejas.
Quando o parasita religioso diz que o crente precisa ter fé, ele na
realidade quer dizer que o crente precisa continuar sendo um
ignorante e - além de se orgulhar disso - deve tentar contaminar
outras pessoas com essa mesma doença, pois só assim será
possível enganá-lo com a pregação de seus mitos bobos como o
da serpente falante, da jumenta falante, do judeu magrelo que
30

caminhava sobre a água, machado de ferro flutuando, dragões,
unicórnios, gigantes de 24 dedos, super-herói que mata 120.000
em um dia ou outro que mata 800 com um só golpe de lança e
centenas de merdas semelhantes e muito engraçadas.

Cristãos comendo grama para se aproximar de Jesus, na igreja do Pastor Lesego
Daniel, no norte de Pretória.

A “Fé” (idiotice) é um instrumento de manipualção tão eficiente,
que basta um religioso qualquer mandar o crente comer grama,
que ele se joga de quatro e imediatamente começa a pastar feito
uma ovelha, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Alguém faria isso sem a fé ou sem estar louco? Tem diferença
entre fé e insanidade? Acho que não. Há alguma dificuldade em
convencer “pessoas de fé” a matar em nome de sua fé? A história
e os noticiários atuais nos mostram que não.
31

2 - O cristianismo odeia a ciência

O cristianismo odeia a ciência porque ela tem o poder de destruir
todos os seus mitos sem dó nem piedade. O advento da ciência
foi uma devastação total para a fé cristã (crença em bobagens
mitológicas primitivas, como se fossem verdades absolutas e
eternas). Hoje os amáveis cristãos não podem mais queimar os
cientistas em fogueiras por contrariar a “sabedoria da Bíblia”,
(melhor dizer, as asneiras mitológicas plagiadas que pregam)
como faziam no auge da Inquisição. Então apelam para todo tipo
de truque sujo possível, para atrasar pesquisas cinetíficas, direitos
individuais e liberdades humanas, pois quanto mais conhecimento
as pessoas possuem, menos dependentes se tornam das
superstições cristãs.
Antes que alguns cristãos pensem em usar o velho argumento de
que o cristianismo fundou escolas e universidades, portanto, não
é inimigo da ciência, é preciso dizer – e todo mundo sabe – que
até o século 19 ou mesmo 20, nada podia ser ensinado nas escolas
cristãs, que contrariasse as escrituras, consideradas desde
sempre a única fonte de ciência e conhecimento sobre tudo.
32

Veja estes exemplos do século 17:
“Afirmar que a terra gira em torno do sol é tão errôneo quanto
afirmar que Jesus não nasceu de uma virgem”.
Cardeal Bellarmino, 1615, durante o julgamento de Galileu.

“A doutrina de que a Terra não é o centro do universo, nem
imóvel, mas move-se inclusive com uma rotação diária, é
absurda, tanto filosoficamente como teologicamente falsa, e no
mínimo um erro de fé.”
Decisão da Igreja Católica contra Galileu Galilei, 1616.

“... Também chegou ao conhecimento desta congregação que a
doutrina de Pitágoras - que é falsa e totalmente contrária
à Sagrada Escritura – sobre o movimento da terra e da
imobilidade do sol, que também é ensinado por Nicolaus
Copernicus em “De Revolutionibus orbium coelestium”, e por
Diego de Zuniga em “Sobre Jó”, está agora se espalhando no
exterior e sendo aceita por muitos... Portanto, para que esta
opinião não possa insinuar-se em maior profundidade em
detrimento da verdade católica, a Sagrada Congregação decretou
que a obra já referida de Nicolaus Copernicus “De Revolutionibus
Orbium”, e a de Diego Zuniga, ”Sobre Jó”, sejam suspensas até
que sejam corrigidas”.
Decreto de condenação da obra de Copérnico, 05 de março de
1616.

33

1 - Cinco cientistas mortos pela Inquisição
Os cristãos palermas gostam muito de encher a boca para dizer
que a Bíblia deve ser interpretada, sempre que as asneiras
mitológicas dela são expostas ao ridículo, mas isto só surgiu
depois do nascimento da ciência moderna e da devastação de seus
mitos bobos. Até quase o século 20, a Bíblia era adotada como
literal e pessoas foram queimadas na fogueira por negar isso. A
ciência é fatal para a fé (crença em baboseiras mitológicas).

A eterna batalha entre a ciência e a religião nunca foi tão
injustamente violenta como na época da Inquisição. Como todos
sabemos, as instituições religiosas e fundamentalmente a Igreja
34

Católica, se encarregaram de perseguir, castigar, torturar e
assassinar tudo o que consideravam heresia, contrário aos seus
mitos plagiados dos pagãos. Sob estes postulados, os homens da
Igreja fizeram absolutamente tudo o que quiseram, entre outras
coisas, tirar a vida de uma inumerável quantidade de pessoas de
forma brutal. Muitas de suas vítimas foram homens de ciência e
aqui mostramos alguns deles, cinco cientistas que morreram
devido à inquisição.
Felizmente, hoje a religião cristã (e todas as outras) não passa de
um sistema organizado de pregação e venda de mitos e
bugigangas religiosas para idiotas, sem nenhuma credibilidade, na
verdade é uma grande fonte de piadas. Nem mesmo a maioria dos
cristãos consegue mais crer fielmente na Bíblia, porque hoje –
graças à ciência - é muito fácil perceber que não passa de um livro
de lendas infantis, sem absolutamente nenhuma informação que
possa ter a mais remota utilidade para alguém, agora temos
fontes melhores, mais confiáveis e cientificamente válidas.

35

1 - Giordano Bruno

O Julgamento de Giordano Bruno pela Inquisição Romana. Relevo em bronze
por Ettore Ferrari, Campo de' Fiori, Roma.

Nasceu com o nome de Filipo Bruno em 1548, no povoado de Nola,
próximo ao Vesúvio. Foi um frade dominicano italiano, filósofo,
matemático e astrônomo. Nasceu em um momento da história
ocidental em que todos os aspectos da vida social (na Europa)
estavam dominados pela Iglesia Cristiana. A própria ciência era
ensinada sempre dentro das margenes impostas pela religião e
não se podia dizer nada contrário às escrituras.
Anos mais tarde ficou conhecido como Giordano Bruno, nome sob
o qual apresentou suas teorias em cosmologia sobre o modelo de
Copérnico, a concepção do Sol como uma estrela e a existência
de infinitas quantidades de outros planetas nouniverso, onde
habitariam seres inteligentes.
36

Suas afirmações em teologia e filosofia assim como suas obras
poéticas lhe custaram a condenação à morte pelas autoridades de
Roma e da Inquisição romana.
A finais do século XVI, Bruno retornou a Itália e foi então preso
pela Inquisición. Havia escrito vários textos defendendo as teorias
de Copérnico sobre os astros. Esteve 8 anos preso enquanto se
deserolava o julgamento em que lhe acusavam de traição e
heresia.
Muitas vezes recebeu ofertas para retratar-se de suas opiniões,
mas sempre se negou. Giordano Bruno poderia ter salvo sua vida
apenas dizendo públicamente que afirmava a verdade da teoria
geocêntrica. Mas se negou até o momento em que o subiam à
pira, sabendo que ia ser queimado vivo, seguiu com seu firme
apego ao que ele considerava certo.
Provavelmente sabia que algum dia a história reconheceria os
fatos e sairia à luz a injustiça com que foi tratado simplemente
por dizer o que pensava. E tinha razão, pois com sua morte causou
uma vergonhosa humilhação à Igreja Católica, que jamais será
esquecida e jamais se apagará da história e servirá de execração
pública permanente para todos os cristãos, para que se
envergonhem da história podre desta instituição assassina desde
as origens.

37

2 - Giulio Cesare Vanini

Foi um intelectual e livre pensador do renascimento italiano.
Nasceu em 1585, em Taurisano, Itália, onde estudou física,
medicina e astronomia além de outros estudos de telologia e
filosofia em Roma. Seu nome real era Lucilio Vanini, entretanto,
em seus textos assinava como Giulio Cesare Vanini para protegerse das condenações da Igreja. Lamentavelmente, seus esforços
foram em vão e logo depois de ser capturado pela Inquisição
romana, foi condenado à fogueira, sendo queimado vivo na
cidade de Toulouse em 1619. Entre otras teorias, Giulio tinha
levantado a ideia de que os homens eram descendentes dos
macacos e que a imortalidade da alma era algo implausível ...
afirmações que significavam uma passagem direta às chamas das
fogueiras da Inquisição.
38

3 - Pietro d'Abano

Também conhecido como Petrus de Apono ou Aponensis, Pietro
d'Abano (Pedro de Abano) nasceu em 1257, no povoado que logo
depois passou a ter seu próprio nome e que hoje é chamado
Abano Terme, em Vêneto, Itália. Aponensis foi médico e professor
de medicina, escritor, filósofo e astrônomo; sua formação e
profundo interesse na filosofia, medicina e ideias do Oriente Médio
o animaram a difundir esses ideais que logo lhe custaram várias
acusações por parte da Igresa. Depois de dois julgamentos por
heresia e necromancia, Aponensis foi enviado à prisão, onde
faleceu anos mais tarde.
39

4 - Miguel Servet

Miguel Serveto Conesa ou Miguel de Villanueva, conhecido entre
outros nomes pelo de Miguel Servet, foi um teólogo e um
polifacético cientista espanhol. Nasceu em 1511 e viveu para o
estudo de ramos da ciência como as matemáticas, a astronomia,
meteorologia, geografia, anatomia e farmacologia. Além disso, foi
escritor, poeta, jurisprudente e tradutor. Foi parte da reforma
protestante e realizou grandes trabalhos em relação à ideia da
circulação pulmonar. Um gênio, sem dúvida, no entanto, como
não é difícil de imaginar, para a Igreja era o contrário. Depois de
percorrer grande parte da Europa, fugindo e se escondendo nas
sombras, foi capturado em Genebra e depois queimado vivo.
40

5 - Garcia de Orta

Garcia de Orta foi um cientista, médico, naturalista e explorador
de origem judaica, português renascentista. Nasceu em 1501, em
Castelo de Vide, Portugal e depois de doutorar-se em medicina na
Universidad de Lisboa, viajou à India em 1534, onde se casou e
se tornou um médico importante. Depois de ser perseguido pelas
forças inquisitivas portuguesas na India, devido a sua ascendencia
judaica e suas crenças filosóficas e religiosas, morre em 1568.
Tempo depois, nesse mesmo ano, capturam sua irmã e a enviam
à fogueira. Copérnico e Galileu Galilei, entre outros tantos,
também foram perseguidos, censurados e constantemente
atacados pela Igreja.
Você sabia que em países como a Polônia, ainda hoje, a igreja tem
a capacidade de censurar e até mesmo enviar à prisão quem
praticar um insulto público contra a Igreja?
41

3 - Assasssinos cristãos >>>

Aparelho CRISTÃO para esmagar mãos, em nome de Deus.

A igreja Católica proclama que o Papa é descendente direto do
apóstolo “São Pedro”. Em vários de seus concílios se atribuiu ao
cargo um notável ar de superioridade por ser inspirado
diretamente pelo imaginário Espirito Santo, também inventado
por ela. Nada mais distante da realidade, a maioria dos Papas e
figuras importantes do cristianismo demonstrou ser exatamente o
contrário do conceito que temos hoje em dia de pessoa “santa”.
Sem falar que o título de “Papa” foi copiado do paganismo romano
ao pé da letra.

42

Exemplos de moral para a igreja e os crentes.
Os personagens históricos que
selecionamos aqui, sempre foram
considerados
como
exemplos
notáveis de cristianismo. A maioria
deles foi classificada pela igreja como
exemplo de moral, virtude e retidão.
Apesar de serem denominados desta forma, eles deixaram atrás
de si um rastro de vítimas e atos que estão mais próximos da
tirania e da bestialidade que da “santidade” que atribuem a
muitos deles.

43

1 - Constantino I, O Grande.
Primeiro Imperador Romano Cristão, 285 – 337. Constantino é
considerado um “modelo da virtude e santidade cristã”, segundo
Lactâncio e a Igreja. Constantino foi o primeiro Imperador
Romano (306-337) que lutou em nome do cristianismo. Os bispos
acompanhavam suas tropas, já que de 317 batalhas, nenhuma foi
liberada sem o “Labarum”, ou seja, as letras iniciais de Cristo.
Mesmo que Constantino tenha sido batizado apenas no leito de
morte, foi sob o reinado dele que a religião cristã foi legalizada
mediante o Edito da Tolerância no ano 313, podendo então
exercer suas atividades dentro da lei.
Depois de derrotar seu opositor Maxentius, (afogado no rio Tiber,
em Roma), rompeu a aliança com seu cunhado, o imperador
Licinius.
Constantino começou uma guerra no ano 324, que foi na realidade
uma “cruzada”. Lutou contra as forças de Licinius, que foram
aniquiladas. Embora a irmã de Constantino tenha pedido pela vida
de seu marido, que estava no exílio em Tessalônica, Constantino
o assassinou.
Entre os outros assassinatos de Constantino podemos citar o de
seu outro cunhado; o de seu sobrinho, filho de Licinius; o de seu
próprio filho ilegítimo Crispus, como também o de sua esposa
Fausta, sob alegações falsas de adultério.
Constantino também interveio na controvérsia entre Ário e
Atanásio. Atanásio, Doutor da igreja, declarou Ário herege.
Atanásio falsificou uma carta com o nome de Constantino,
declarando a pena de morte para todos os que lessem os escritos
44

de Ário. Constantino o manda para o exílio, foi perdoado só depois
de sua morte. Atanásio é perdoado pelo próprio filho de
Constantino, o imperador Constantino II no ano 337.

2 - Constantino II

Imperador Romano
337 – 361.

Cristão

Despois
da
morte
de
Constantino, Constantino II
teve que assassinar seus dois
tios e seus sete primos,
porque os pagãos se opunham
à sua coroação por ser cristão.
Desta forma chega ao poder.
Somente seus primos Gallus
de doze anos e Juliano de
sete, sobreviveram a esta
carnificina
da
primeira
dinastia cristã. Juliano, o
Apóstata, se converteria no
último imperador pagão.

45

3 - Cirilo de Alexandria

Alexandria, c. 370/3 - 444. Ele era
um clérigo romano natural do
Egito, Patriarca de Alexandria de
412 até sua morte. Ele é
considerado um santo pelas
igrejas Católica, Ortodoxa e
Copta.

Em 17 de outubro do ano 412 sucedeu seu tio no
Patriarcado de Alexandria. Seu episcopado continuou a luta
feroz pelo poder entre as sedes de Alexandria e de
Constantinopla, mas também foi caracterizado por um
aumento da pressão contra os pagãos, hereges e judeus
(após a calma dos últimos anos de Teófilo) e de sua relação
com o poder imperial. Um de seus primeiros atos foi a
perseguição aos novacianos (apesar da existência de um
decreto imperial de tolerância a eles), deu a ordem de
fechar suas igrejas pela força, expulsando-os do país e
apreendendo os bens eclesiásticos e privados do bispo
novaciano Teopento.
Cirilo enfrentou também os messalianos ou Euquitas (do
siríaco: ‫ܡܨܠܝܢܐ‬, mṣallyānā = aquele que reza), que já
tinham sido declarados hereges no sínodo de Side de
Panfilia do ano 383 e novamente no concílio de Trier em
46

1231. Os messalianos defendiam a crença que a salvação
só se pode conseguir graças à contínua oração.
Em 414, Cirilo enfrentou os judeus de Alexandria e
expropriou quase todas as sinagogas da capital egípcia para
convertê-las em igrejas cristãs. O Patriarca obrigou os
principais líderes judaicos a se apresentarem a ele, o que
gerou uma revolta noturna de protesto. Em resposta a este
fato, uma grande marcha, dirigida por Cirilo, assaltou e
destruiu a sinagoga principal e saqueou as propriedades
dos judeus. A pedido do Patriarca, o prefeito Orestes exilou
os judeus de Alexandria envolvidos nos distúrbios, incluídos
mulheres e crianças, privados de todos os seus bens.
O prefeito Orestes se queixou ao imperador Teodósio II da
crescente influência de Cirilo, mas uma horda de 500
monges do deserto de Nitria, partiu para Alexandria para
proteger o Patriarca, diante de sua iminente deposição. Ao
ver que o Prefeito estava em um carro, os monges se
lançaram sobre ele e um deles, chamado Amônio, feriu
Orestes com um golpe na cabeça. Amônio foi preso,
torturado e executado. Cirilo rendeu ao atacante honras de
mártir.
Em 415 ou 416 uma turba de cristãos fanáticos assassinou
a célebre filósofa Hipátia, mestra do prefeito Orestes.
Devido a isso, durante séculos Cirilo foi acusado de ser o
principal responsável pela morte da filósofa, embora não
haja nenhuma certeza sobre seu papel nessa morte. O
autor mais próximo aos fatos, Sócrates Escolástico, cita que
a morte foi causa de vergonha para Cirilo e à igreja de
Alexandria, o que sugere uma implicação do patriarca e seu
entorno nos fatos. A acusação aparece formulada com mais
claridade na obra de Damascio, filósofo pagão do século VI
que sofreu a perseguição do imperador Justiniano I, e cujo
47

testemunho sobre Hipatia aparece na enciclopédia
bizantina Suda. O bispo copto do século VII, João de Nikiû,
confirma os fatos e justifica a morte de Hipátia, que a
apresenta como uma “bruxa perigosa”. O próprio Cirilo
reprovou aos alexandrinos o seu carácter turbulento e
briguento em sua homilia pascoal do ano 419. Em 422 outra
turba cristã assassinou o sucessor de Orestes como prefeito
imperial, Calisto.
Cirilo foi uma figura de destaque pelo desenvolvimento
teológico de seus escritos, em especial por sua defesa da
união entre a divindade e a humanidade de Jesus, frente às
teses de Nestório, que no ano 428 subiu à sede de
Constantinopla. Cirilo aproveitou o erro dogmático de
Nestorio para depô-lo de sua sede.
Participou ativamente no Concílio de Éfeso (431),
convocado pelo imperador Teodósio II, e conseguiu que se
proclamasse Maria a Theotokos: [1] Mãe de Deus. Cirilo
presidiu o Concílio sob a autoridade do Papa Celestino I.
Cirilo abriu as sessões com 154 bispos de seu partido, sem
esperar a chegada dos bispos de Antióquia, usando
caríssimos subornos em todo o processo. Seus presentes
foram tão excessivos que conseguiu até que o imperador
Teodósio II, em princípio contrário ao patriarca alexandrino,
mudasse de opinião e acabasse por depor e exilar o seu
rival dogmático Nestório.

Nota: Maria é a mãe de Deus graças aos subornos e truques sujos
de Cirilo de Alexandria. SÓ POR ISSO.

48

4 - Santo Agostinho
Pai da Igreja, bispo de Hippo Regius,
Santo, 354 – 430.
Agostinho foi um dos primeiros de uma
longa lista de mestres da Igreja que
apoiava a conversão coativa (CC) –
cogite intrare – e o castigo por heresia,
desta forma criando as bases para os
tribunais da inquisição durante o
obscurantismo
e
a
perseguição
religiosa a outros credos.
Os teólogos do cristianismo primitivo tiveram diferentes opiniões
sobre a guerra, enquanto alguns como o nobre Origen se
opunham à guerra, Agostinho era a favor das guerras,
especialmente as religiosas. Em uma carta ao herege Fausto ele
disse:

“Por que se opõe à guerra? Obviamente, não será porque
os homens, que morrerão de qualquer maneira, morram na
guerra?”

Seu ponto de vista pode ser resumido assim:

“Qualquer violação às leis de Deus e, consequentemente,
qualquer violação à doutrina cristã, pode ser considerada
uma injustiça que merece castigo sem limites… à população
inimiga, sem levar em conta a diferença entre soldados e
civis. Motivados pela fúria divina, os justos guerreiros

49

podem matar com impunidade até aqueles que são
moralmente inocentes”.
Da mesma forma Agostinho foi fiel ao legado de seus antecessores
com referência às mulheres. Ele escreveu a um amigo:

“Que importa que seja uma esposa ou uma mãe, ainda é a
Eva, a tentadora, da qual temos que nos cuidar em
qualquer mulher…. Não consigo ver a utilidade da mulher
ao homem, além da função de ter filhos”.

Desta forma foi a doutrina do Pai da Igreja Agostinho, a qual
caracteriza o cristianismo e as igrejas cristãs desde o princípio do
obscurantismo. Resultando como consequência as perseguições,
ataques, tortura e morte por centenas de anos a crentes e não
crentes por igual.

5 - Leão I
(Toscana, 390 - Roma, † 10 de novembro de 461). Papa nº 45 da
Igreja católica, de 440 a 461.

Leão I (São Leão Magno) foi o primeiro de uma longa lista
de Papas que aplicou castigo por heresia ou por todas as
crenças religiosas que não fosse o cristianismo.
Combateu o maniqueísmo através vários concílios, que
desde a África, havia se estendido pela Itália, o
pelagianismo, que tinha renascido em Aquileia e o
priscilianismo, que se mantinha na Espanha.
Como não possuía autoridade própria, Leão I induziu o
imperador a promulgar um edito para castigar e perseguir
os pelagianistas, os priscilianistas na Espanha e os
50

maniqueus em todo o império romano, o que foi primeira
perseguição de cristãos por cristãos. O infame edito foi
escrito na secretaria papal. Ao mesmo tempo o bispo
Optato de Mileve pedia a pena de morte para os Donatistas,
outra seita cristã da época.

6 - Carlos Magno
Conquistador, imperador, escravista e santo, 742 – 814. Carlos
Magno foi um dos mais violentos e sangrentos conquistadores do
obscurantismo, eternamente envolvido em conquistas e façanhas
de um ego imaturo. Obrigava todos os seus visitantes,
embaixadores ou reis, a se ajoelharem diante dele e lhe beijar os
pés. Isto enquanto sua mãe e suas duas esposas favoritas
contrariavam sua opinião em sua própria casa. Copiando Harunal-Rashid, instalou um harém para si mesmo, que incluía mulheres
“doadas” pelas tribos conquistadas como também sua própria
irmã. Além de tudo isto, possuía a chave da tumba (obviamente
inventada pela igreja) de São Pedro por considerar-se não só
Senhor absoluto de toda a Europa, mas também a palavra final
em assuntos de teologia Católica, por ser coroado pelo Papa com
o nome de “Carlos, o Augusto Coroado por Deus…”.

Desenvolveu-se em uma época onde o poder cristão tinha
conseguido eliminar quase totalmente as escolas, embora
não soubesse ler nem escrever, ordenou vários concílios e
convenções para estabelecer temas religiosos a seu gosto
e prazer.
Os enormes territórios ocupados que cobriam do Mar do
Norte ao Mediterrâneo e do Atlântico ao Danúbio, eram
divididos em sessões que eram supervisionadas por um
“graf”. Um sistema muito similar ao que usara Hitler.
51



Seus representantes chamados “Missi Dominici”, eram
dotados por ele de grande poder. Estes tinham o dever de
coletar os impostos e tributos e as denominadas “doações
voluntárias”. Os vassalos indolentes ou incompetentes
eram rapidamente eliminados.
Utilizou e treinou mercenários para combater seus vizinhos.
Invadiu os Saxões, vencendo-os e obrigando-os à
conversão, os batizava com sua própria mão ou os
sentenciava à morte, chegando a decapitar em um dia
4.500 pessoas que se negaram a ser batizadas. Desta
forma se transformou em um dos missionários mais
eficientes de sua época.
Origino a palavra “escravidão” com sua invasão aos povos
Eslavos, os quais eram vendidos por milhares.
Continuou sua campanha de terror como propagador da fé
cristã e decidiu invadir a Espanha. Por essa época, o terror
de suas hordas militares era bem conhecido e as tribos
desmoralizadas se submetiam facilmente ao tirano.
Carlos Magno fez realidade a ideia de uma Europa unida sob
um santo império romano. Um continente acorrentado e
escravizado, que mergulharia a Europa em 1.000 anos de
obscurantismo.
Foi enterrado em uma catedral que ele mesmo construiu,
mais tarde foi canonizado pela Igreja Católica em 28 de
dezembro de 1164.

Período Papal da “Pornocracia”. (904-963)
Saeculum Obscurum (latim: Idade das trevas) é um termo que
designa um período na história do Papado que se estendeu da
primeira metade do século X, com a instalação do Papa Sérgio III
52

em 904, por sessenta anos, e terminou após a morte do Papa João
XII em 963. Algumas fontes afirmam que este período foi menor,
tendo durado apenas 30 anos e terminado com 935 com o reino
do Papa João XI. O período foi primeiramente identificado e
nomeado pelo Cardeal italiano e historiador eclesiástico César
Barônio em seu Annales Ecclesiastici, no século XVI, cuja fonte
primária foi de Liutprando de Cremona.[1] O historiador Will
Durant se refere ao período de 867-1049 como o ponto "mais
baixo do papado" [2]. Outros estudiosos têm utilizado termos
pejorativos para este período, como Pornocracia (originalmente
nomeado em alemão: Pornokratie - pornô, prostituta e kratein,
governo)
ou
ainda
Governo
de
Meretrizes
(Alemão:
Hurenregiment), ambos inventados por teólogos protestantes
alemães no século XIX.
1. Dwyer, John C.. Church history: twenty centuries of Catholic
Christianity. Mahwah, USA.: Paulist Press., 1998. p. 155.
2. Durant, Will. The Age of Faith. New York: Simon and Schuster.
1972. p. 537

7 - Sergio III - 1º da pornocracia
A eleição de Sergio, conde de Túsculo, como papa marca o início
de um período da história do papado conhecido como
“pornocracia” devido à influência que as amantes dos pontífices
teriam nas decisões papais.

Nomeado bispo de Cerveteri pelo papa Formoso foi,
entretanto, um dos participantes no “sínodo do cadáver”
que se celebrou contra esse pontífice a pedido do papa
Estêvão VI e que finalizaria com a exumação e profanação
do cadáver.
53

Com a morte do papa Estêvão VI, em 897, tentou, apoiado
pela família Spoleto, subir pela primeira vez ao trono papal,
mas fracassou e acabou eleito Teodoro II.
No ano seguinte tentou pela segunda vez chegar ao
pontificado, fracassando novamente com a eleição de João
IX, o que lhe valeu a excomunhão e o exílio até o papa Leão
V revogou a excomunhão e pôde voltar a Roma em 903.
Após seu regresso, apoiado pela família Spoleto e
principalmente pelo senador e chefe militar de Roma,
Teofilato I, depõe e consegue encarcerar o antipapa
Cristóvão, para em seguida conseguir estrangular junto o
papa Leão V.
Eliminados o Papa e o antipapa, seus apoiadores o elegem
pontífice em 29 de janeiro de 904 e manda anular os
decretos surgidos de todos os concílios celebrados desde
898 com o objetivo de reabilitar Formoso.
Sergio III teve como amantes a esposa de Teofilato e a filha
deste, Marozia, com quem teve um filho, o futuro papa João
XI, e que se converteram nas verdadeiras governantes de
Roma durante vários decênios.

Os anais da igreja de Roma falam sobre sua vida em pecado com
Marozia, a conhecida prostituta dessa época, que gerou vários
filhos ilegítimos. Este papa é descrito por Baronio e outros
escritores eclesiásticos como um monstro e por Gregório como um
criminoso aterrorizante. Disse um historiador:

“Pelo espaço de sete anos este homem ocupou a cadeira de
São Pedro, enquanto que sua concubina, imitando
Semíramis, reinava na corte com tanta pompa e luxúria,
que trazia à mente os piores dias do velho Império.” (Itália
Medieval, pag. 331).
54

Referindo-se à outra, disse:
“Esta mulher, Teodora de nome, junto com Marozia, a prostituta
do Papa. Encheram a cadeira papal com seus filhos bastardos e
converteram seu palácio em um labirinto de ladrões.” E assim,
começando com o reinado do papa Sergio, veio o período (904963) conhecido como “o reinado papal dos fornicários”.
Durante seu pontificado, em 905 o imperador Luís III tentou
regressar de seu exílio, sendo capturado e cegado pelo rei da
Itália, Berenguer I, que o destituiu como imperador e tentou
infrutiferamente para que o Papa Sergio o coroasse como
sucessor.

Em sua relação com Bizâncio, autorizou o quarto
matrimônio do imperador Leão VI com sua amante Zoe,
que tinha lhe dado seu único herdeiro. Com isso não só se
confrontou com o Patriarca de Constantinopla, Nicolau, o
Místico, mas ignorou tanto a legislação civil da época, como
a eclesiástica.

Entre os aspectos positivos de seu pontificado cabe assinalar que
em 910, fundou a abadia beneditina de Cluny graças à doação de
uma vila pelo duque Guilherme I de Aquitania, com a condição de
que ela dependesse diretamente do Papa e não de um nobre o um
bispo. Também reconstruiu a basílica de São João de Letrão que
tinha sido destruída por um terremoto. Nas medalhas deste
pontífice está esculpida pela primeira vez a “tiara”.

55

8 - Anastásio III, 2º da pornocracia
(Roma, (¿?) – † junho de 913). Papa n.º 120 de a Igreja católica,
de 911 a 913.
Segundo papa do período conhecido como “pornocracia”, foi eleito
graças ao apoio de Teofilato I, sua esposa Teodora e a filha de
ambos, Marozia, foi uma marionete nas mãos destes.
Durante seu pontificado, os vikings se assentaram na região da
atual Normandia. Seu chefe Rolon obteve o reconhecimento de
Carlos, o Simples, como legítimo governante do território e a mão
de sua filha Gisela. Esse território passou a denominar-se “o
ducado dos homens do norte” (Nortmannia), de onde provém o
atual nome de Normandia. Em 912, depois de invadir a França e
assediar dezenas de cidades, Rolon se converte ao cristianismo
(depois de tudo, com tudo o que fez pelo deus cristão, até que
merecia, não?) e se batiza na Catedral de Ruán, sob o nome de
Roberto em honra de seu padrinho batismal, Roberto, Duque dos
Francos (ancestral dos futuros reis da Dinastia dos Capetos). Fora
este acontecimento não ocorreu nenhum outro fato de relevância
histórica em seu papado. Anastasio III faleceu ao parece
assassinado por ordem de Teofilato, em Junho de 913.

9 - Landon, 3º da pornocracia
(Roma, (¿?) – † 5 de fevereiro de 914). Papa n.º 121 da Igreja
católica, de 913 a 914.

Terceiro papa do período conhecido como “pornocracia”,
assim como seu predecessor, Landon foi eleito graças à
influência do senador romano Teofilato I, sua esposa
56

Teodora e da filha ambos, Marozia, após um período de
quatro meses de luta entre as distintas facções romanas
para impor seu próprio candidato.
Seu breve pontificado de pouco mais de seis meses não teve fatos
de relevância. O de maior destaque foi a nomeação de
Tossignano, protegido de Teodora e futuro papa João X, como
arcebispo de Ravena, e o fato de que fosse contrário à doutrina
da infalibilidade papal.

10 - João X, 4º da pornocracia
(Borgo Tossignano, (¿?) – † Roma, maio de 928). Papa nº 122 da
Igreja católica, de 914 a 928.
Quarto papa da “pornocracia”, foi eleito da mesma forma que seus
antecessores, graças ao apoio e influência do senador romano
Teofilato I, sua esposa Teodora e sua filha, Marozia. Após
completar o diaconado em Bolonha, foi fiscal do arcebispo de
Ravena para, em 905, ser nomeado pelo papa Sergio III, bispo de
Bolonha e arcebispo de Ravena até graças a seus mentores foi
nomeado pontífice.
Teodora o fez papa como João X (914-928). Este havia sido
enviado a Ravena como bispo, mas para satisfazer seus desejos
carnais, o fez voltar a Roma e conseguiu nomeá-lo papa.

Apesar do apoio da aristocracia romana em sua eleição, não
cabe catalogar a João X como um pontífice marionete como
os anteriores, já que fez valer seu poder sobre a nobreza.

57

Seu pontificado se inicia com o agravamento dos ataques
sarracenos às costas italianas desde suas bases na Sicília. Para
por fim aos ataques consegue uma coalizão dos diferentes
príncipes italianos, entre os quais figura o marido de Marozia,
Alberico I, Landulfo de Benevento e o rei da Itália Berenguer I,
que é atraído à causa mediante sua coroação, em 915, como
imperador do Sacro Império.

Em 915, um papa se põe pela primeira vez na história a
frente de um exército, conseguindo na Batalha de
Garigliano a derrota definitiva dos sarracenos.

Em 924 Berenguer I é assassinado, será o último imperador do
Sacro Império descendente de Carlos Magno. O cargo de
imperador ficará vago até que em 962 seja ocupado por Oton I. A
morte de Berenguer deixou vago também o trono da Itália. O papa
João X decidiu apoiar Hugo de Provenza como sucessor, o
significava um enfrentamento com Marozia, que ordenou a seu
segundo marido, Guido de Toscana, dirigir-se a Roma com um
exército, depor o Papa e encarcera-lo. João X faleceu na prisão
em Maio de 928.

11 - Leão VI, 5º da pornocracia
(Roma, (¿?) – † dezembro de 928) Papa nº 123 da Igreja católica,
em 928.
Quinto papa da “pornocracia”, foi eleito papa graças ao apoio e
influências de Teodora e a filha desta (Marozia.). Romano de
nascimento, nada se sabe da primeira etapa de sua vida, salvo
que seu pai se chamava Cristóbal e era um dignatário da corte
pontifícia. Antes de ser eleito papa era cardeal presbítero da igreja
58

de Santa Susana. Eleito papa enquanto seu predecessor João X
continuava vivo, mas preso. Durante seu breve pontificado não
constam fatos de relevância, salvo sua própria morte, já que
faleceu em dezembro de 928, assassinado por ordem de Marozia.

12 - Estêvão VII, 6º da pornocracia
Esteban Gabrielli (Stephanus de Gabriellibus) (* Roma, (¿?) – †
fevereiro de 931). Papa da Igreja católica de 928 a 931.
Foi o sexto papa da “pornocracia”. Foi eleito como seus
predecessores, graças à influência de Marozia e sua família,
quando
era
Cardeal.
Seu
pontificado
não
registrou
acontecimentos de importância. Durante seus dois anos como
papa não teve poder, pois Marozia o dominava. Faleceu
assassinado em fevereiro de 931. Marozia de novo?

13 - João XI, 7º da pornocracia
(Roma, (911) – † dezembro de 935) Eleito (de 931 a 935) papa
da Igreja católica aos vinte anos de idade. Sétimo papa da
“pornocracia” e nº 125 desde São Pedro.
Filho ilegítimo de Marozia e do papa Sérgio III, segundo o
historiador Liutprando de Cremona ou o Liber Pontificalis, outras
fontes o atribuem ao primeiro marido dela, Alberico I, a
paternidade do futuro papa. Destinado desde sua infância à
carreira eclesiástica, apesar de sua vida dissoluta e total falta de
espiritualidade foi eleito papa graças as intrigas de Marozia,
passando a converter-se, como seus predecessores, em
marionete de sua poderosa mãe. É o último papa da “pornocracia”
59

já que durante seu pontificado, sua mãe, Marozia, caiu em
desgraça e perdeu todo o poder que tinha mantido desde a eleição
como papa, em 904, de Sergio III. Sua queda se inicia quando se
casa pela terceira vez, em 932, com o rei da Itália Hugo de Arlés,
o que causou a revolta do conde Alberico, o Jovem, filho do
primeiro matrimônio de Marozia, que expulsou de Roma seu novo
padrasto e mandou encarcerar, no castelo de São Ângelo, sua mãe
e seu irmanastro, o papa João XI. João XI morreu envenenado.

14 - João XII
(Roma, (¿939?) – † 14 de maio de 964) Papa nº 130 da Igreja
católica (de 955 a 964).
Filho ilegítimo de Alberico II e, portanto, neto de Marozia (amante
do Papa Sergio III e outros) e bisneto de Teodora (esposa do
senador romano Teofilato I e mãe de Marozia) que foram muito
influentes durante o período da pornocracia. Foi imposto por seu
pai antes de sua morte em 954 e eleito papa após a morte de
Agapito II. O Papa João XII foi eleito em 16 de Dezembro de 955
e morreu em 14 de Maio de 964. Possui a fama de ter sido um dos
piores papas da Igreja. O Príncipe Alberico II, próximo a morrer,
obtivera dos magnatas romanos o juramento de que elegeriam
Otaviano (Ottaviano di Tuscolum), seu filho como sucessor do
Papa Agapito II, o que aconteceu quando Otaviano tinha apenas
20 anos de idade.

Durante seu pontificado, considerado como um dos mais
nefastos da história da Igreja por causa do aspecto imoral
do pontífice, o rei da Itália, Berengario II de Itália, tentou
entender sua soberania sobre territórios da Igreja, o que
60

levou João XII, em 960, a solicitar ajuda do rei alemão Oton
I, oferecendo-lhe como recompensa a coroa imperial.
Era tão corrupto que os cardeais se viram obrigados a abrir
processos contra ele. Recusou-se a se apresentar para contestar
as acusações e em vez disso os ameaçou de excomunhão a todos.
Mesmo assim o consideraram culpado de vários crimes e pecados,
entre eles: “atear fogo em vários edifícios”, “beber um brinde
dedicado ao demônio”, “jogou dados e invocou a ajuda dos
demônios”, “obteve dinheiro por meios injustos” e “foi
enormemente imoral.” Tão depravadas eram suas ações, que o
nobre bispo católico de Cremorne, Luitprand, disse dele:

“Nenhuma mulher honesta se atrevia a sair em público,
porque o papa João não tinha respeito às mulheres
solteiras, casadas ou viúvas, posto que ele faltava com o
respeito até às tumbas dos santos apóstolos Pedro e Paulo”.
(Tumbas tão inventadas pela igreja quanto os próprios
apóstolos fajutos.)

Levantou a ira do povoo ao converter o Palácio Laterano em “uma
casa de prostituição” (Patrologine Latinae Vol. 136, pag. 900) e
foi descrito pelo Liber Latinaes (Vol.2 p.246) com as seguintes
palavras: “Passou toda sua vida em adultério”.
Oton entra na Itália e toma Pavia, cidade que já tinha tomado
durante o pontificado de Agapito II, mas nesta ocasião se dirige
imediatamente a Roma onde é coroado imperador em 2 de
fevereiro de 962, obrigando tanto o Papa como o povo romano a
lhe prestar juramento de fidelidade. Com esta coroação nascia o
Sacro Império Romano Germânico.

61

João XII e Oton I assinaram sua aliança em 13 de fevereiro
de 962, em um documento conhecido como Privilegium
Ottonianum, pelo qual o imperador confirmava as doações
territoriais feitas à Igreja desde o reinado de Pipino, o Breve
em troca da aplicação da conhecida Constitutio Lotharii,
documento assinado em 824 pelo papa Eugênio II e o
imperador Lotario I, que estabelecia que nenhum papa
seria consagrado até que sua eleição tivesse sido aprovada
pelo imperador do Ocidente, que o imperador exercia o
mãos alto poder judicial sobre Roma e onde se prestava
juramento de lealdade entre Roma e o Império.
Este pato se manteve só durante o tempo em que Oton
permaneceu em Roma, pois assim que o imperador
abandonou a Itália, João XII, rompendo seu juramento de
fidelidade, buscou alianças com os bizantinos, os húngaros
e os príncipes italianos para livrar-se do flamante
imperador.
Oton reage com uma nova marcha militar sobre Roma, o
que obriga João XII a fugir da cidade. O imperador
convocou um concílio em São Pedro no qual, em novembro
de 963, depôs o Papa acusando-o de vícios como incesto,
perjúrio, homicídio e sacrilégio; imputações que eram todas
verdadeiras.
Imediatamente após é eleito para substituí-lo o secretário
do imperador, Leão, um leigo que recebeu as ordenanças
sagradas nesse mesmo dia e que adotou o nome de Leão
VIII.
João XII que, em sua fuga, tinha levado o tesouro da igreja,
organizou um exército com o qual regressou a Roma em
fevereiro de 964, uma vez que Oton tinha regressado à
Alemanha, convocou um concílio que depôs a um fugitivo
Leão VIII e dedicou os últimos dias de sua existência a
62

vingar-se de seus opositores, o que fez com que Oton
retornasse novamente a Roma, entretanto, quando chegou
o Papa já tinha morrido.
João XII morreu em 14 de maio de 964, segundo parece
assassinado por um marido que o tinha surpreendido no leito de
sua mulher. (Itália Medieval p.331-336) Outra versão diz que
morreu de apoplexia em pleno ato sexual.

15 - Benedito VIII
Teofilato. (Roma, (¿?)– † 9 de abril de 1024). Papa nº 143 da
Igreja católica, de 1012 a 1024.

Aproveitando a morte de Crescêncio III (1012), seus
inimigos e rivais políticos, os condes de Túsculo,
aproveitaram para nomear um de seus filhos, Teofilato,
como papa em 18 de maio de 1012, permanecendo no
cargo até sua morte em 9 de abril de 1024, data em que
foi sucedido por seu irmão, João XIX.
Logo após sua nomeação, foi expulso de Roma pela família
dos Crescêncio, que puseram em seu lugar o antipapa
Gregório.
Ano e meio mais tarde, em 1014, Benedito VIII foi reposto
no papado pelo rei Henrique II, da Saxônia, que favorável
à reforma da Igreja optou por Benedito por ser mais
propenso a ela. Como recompensa por este ato Henrique II
obteve a coroação imperial em Roma no ano de 1014,
quando pela primeira vez no Ocidente o imperador recebeu
do papa, junto com a coroa, o globo com a cruz como
símbolo do poder universal.
63

Nesse mesmo ano de 1014 introduziu de forma definitiva
no credo niceno-constantinopolitano a procedência do
Espírito Santo do Pai “e do filho”, que desembocará anos
mais tarde no Cisma das Igrejas do Oriente e Ocidente.
Em 1016 Benedito VIII a frente de tropas italianas, vence
aos sarracenos que haviam atacado a Itália central e
imediatamente já se encontra com o confronto do Império
bizantino no sul da Itália, quando o imperador deste, Basílio
II, retoma a política de restauração praticada
anteriormente por Justiniano, ao reconquistar na batalha de
Cannas em 1018, Apulia, que tinha se sublevado em 1009.
El papa, que havia apoiado os sublevados de Apulia,
juntamente com estes e os normandos, pediu apoio a
Henrique II. Y
Em 1020, aproveitando a viagem do papa a Bamberg para
a consagração de sua nova catedral, fez um acordo para
uma expedição de auxílio, que em 1021 finalmente
conseguiram eliminar a supremacia bizantina do sul da
Itália e criar um cinturão defensivo. Nesse encontro, o papa
e o imperador planejaram algumas ideias de reforma da
Igreja e foi convocado em 1022 o Sínodo de Pavia, que se
celebrou sob a presidência do papa e do imperador e neste
se repetiu a exigência canônica de celibato para o alto clero
até o subdiácono, também se estabelece que os filhos das
relações de sacerdotes não livres com mulheres livres tinha
que seguir o status do pai, para que não houvesse prejuízo
para a igreja e nem perigo de perdas da igreja pela herança
dos bens eclesiásticos. Foram decretadas severas
condenações contra os sacerdotes que praticavam a
simonía e se condenou o dolo.
A Benedicto VIII se deve um decreto conhecido como
“Trégua de Deus”, pelo qual se regulamentava a guerra
64

entre príncipes cristãos. Teve sua origem em um decreto
da Igreja para defender os humildes contra os senhores
feudais, a chamada “Paz de Deus”. A “Trégua de Deus” se
baseava em um princípio canônico que proibia as
hostilidades entre o sábado pela noite e a segunda pela
manhã. Sem guerra (entre cristãos) no fim de semana, só
em dias úteis!

16 - Gregório VII
Hildebrand, Santo, Papa 1073-1086. Um dos primeiros papas que
declarou dominação mundial. Decretou que somente um Papa
podia instalar ou destronar um rei, assim como também validar
qualquer propriedade.

Forçou o rei Henrique IV da Alemanha a ajoelhar-se por três
dias nas neves de Canossa por ter duvidado da supremacia
eclesiástica sobre o poder civil (in Catholic “history
writing”), tão vil humilhação é, entretanto, citada como:
“Inteligentemente o Rei esteve tiritando em suas roupas de
penitência.”.

Gregório foi um dos tantos Papas medievais que comandaram e
ordenaram guerras, por exemplo, induziu os normandos a lutar
contra o antipapa Clemente (1080-1100), que era apoiado por
Henrique IV.
Até aqui (especialmente no século X, a “idade negra” da igreja) a
igreja era um instrumento político de reis e príncipes. Como os
bispos tinham o controle sobre o povo de suas dioceses e os
manipulavam à vontade, os príncipes e reis davam cargos políticos
aos bispos para ter o controle do povo, também nomeavam bispos
65

e papas leigos de seu interesse (qualquer civil). A igreja era
comandada por clãs familiares que se sucediam. É com Gregório
que começa uma mudança de paradigma em direção à
independência da igreja dos governos e à sua tentativa de
dominação mundial. Nasce a hierocracia ou Teocracia.
Surge no século XI a escolástica, (movimento teológico e filosófico
que tentou utilizar a filosofia greco-latina clássica para
compreender a revelação religiosa do cristianismo.) corrente
teológico-filosófica dominante que propiciou a clara subordinação
da razão à fé (Philosophia ancilla theologiae, ou seja, a filosofia é
serva da teologia). A escolástica predominaria nas escolas
episcopais (para exclusiva formação do clero) e nos estudos gerais
que deram lugar às universidades medievais europeias até
meados do século XV. A escolástica foi um fracasso completo no
que se propunha.
O cesaropapismo (relações entre Igreja e Estado, que identifica
ou supõe a unificação em una só pessoa dos poderes político e
religioso), inaugurado pela prática política de Carlos Magno, terá
que ceder definitivamente diante do peso da Teocracia, que tem
em Gregório VII um dos teóricos das máximas formulações do
poder universal dos sucessores de Pedro (que nunca foi papa nem
líder da igreja... nem mesmo existiu).

17 - Urbano II
Oto (Eudes, Otto, Otho ou Odón) de Lagery, Papa 1088-1099.
As Cruzadas
66

No Concílio de Clermont-Ferrand (1095) Urbano II convocou os
cristãos a uma guerra contra os "infiéis" muçulmanos, a fim de
reconquistar Jerusalém. Iniciaram-se assim as cruzadas,
expedições militares que partiam da Europa cristã a fim de
combater os muçulmanos no Oriente. Os participantes
consideravam-se "marcados pelo sinal da cruz" e bordavam a
cruz na roupa.
Essas expedições ocorreram por vários motivos:



Libertar os cristãos sob o poder dos turcos selêucidas.
Liberar o caminho para peregrinações a Terra Santa que
havia sido bloqueado pelos referidos turcos.
Fazer frente aos planos dos turcos os quais planejavam
conquistar a Europa (esta conquista iniciou-se com a
queda de Constantinopla em 1453).
A indulgência plenária, concedida pelo Papa;
O desejo de melhorar a vida. Na Europa a população
crescia, e a produção de alimentos não atendia a
necessidade de todo povo;
Obter riqueza no Oriente. Havia muitos nobres sem
terras, pois na época a herança cabia somente ao irmão
mais velho (ou ao mais novo em algumas regiões);
Os mercadores europeus queriam aumentar o comércio
com o Oriente e obter privilégios nas cidades
conquistadas pelos cruzados;
O Papado e seus aliados na Reforma gregoriana,
esperavam unir de novo todos os cristãos, pois a
Cristandade, desde o Grande Cisma do Oriente, tinha
passado a estar dividida em igreja do ocidente e igrejas
do oriente.

67

O Papa esperava socorrer os maronitas, que eram
católicos e que estavam a ser brutalmente perseguidos
onde estavam isolados, no monte Maron, no Líbano,
desde a invasão turca.

Urbano II organizou a Primeira Cruzada, uma guerra provocada
agressivamente que custou a vida de mais de um milhão de
pessoas. As primeiras vítimas foram milhares de judeus na França
e Alemanha.

Em 1099 os cristãos finalmente conquistaram Jerusalém,
tendo se apinhado “como loucos contra as paredes da
cidade.” Escreveu o Arcebispo de Tiro:

“Sem importar idade ou classe, eliminaram, sem distinção, a todo
inimigo que encontravam. Por todas as partes havia uma
carnificina aterrorizante, jaziam cabeças cortadas por todo lado,
a tal ponto que depois de certo tempo era impossível ir ou vir de
algum lugar sem ter que passar por cima dos cadáveres… por
todas as partes havia fragmentos de corpos humanos e até
mesmo o solo estava coberto com o sangue dos mortos.”

Os judeus que tinham se refugiado na sinagoga da cidade
foram queimados vivos, milhares de muçulmanos foram
picados vivos na mesquita Al-Aqsa. Os velhos e os
enfermos foram os primeiros infiéis a encontrar seu justo
final, seus corpos eram partidos pelo meio em busca de
moedas de ouro que podiam ter engolido - porque o Papa
tinha decretado que todos os botins de guerra eram posses
que os cristãos podiam ter.

68

Os apologistas cristãos afirmam que o imperador Alexius I, tinha
pedido ajuda ao Papa contra os turcos selêucidas, que segundo se
afirma, eram uma séria ameaça para o Império de Constantinopla.
Isto era um enorme exagero, além disso Jerusalém não tinha nada
a ver com o império do Leste.

18 - Bernardo de Claraval
Foi um monge cisterciense e grande propagador da Ordem de
Cister e defensor da Igreja. Uma das personalidades mais
influentes do século XII.
Bernardo de Claraval (Clairvaux - "Vale Claro"), desde 1115 abade
de Claraval (Clairvaux), uma parte do monastério de Cluny, era
naquela época celebrado como um profeta ou apóstolo e era
possivelmente o homem mais poderoso daquele tempo – “eles
dizem que eu sou o Papa, não Você,” [Bern. ab. Cl., Epist. 239]

Em 1145, Claraval dá um papa à Igreja, Eugênio III.
Quando o reino de Jerusalém é ameaçado, Eugênio III, ele
mesmo um cisterciense, pede a Bernardo que pregue a
segunda cruzada em Vézelay em 31 de março de 1146 e
mais tarde em Spira. Ele o faz com tanto sucesso que o rei
da França, Luís VII, o Jovem e o imperador do Sacro
Império Conrado III tomam eles mesmos a cruz. Somente
meio século tinha se passado desde a primeira cruzada, que
introduziu na história humana atrocidades nunca antes
vistas. Sem pensar duas vezes e sem levar em conta as
numerosas vítimas da primeira cruzada - sem compaixão Bernardo lançou sua campanha para continuar com
maiores banhos de sangue em Vézelay, pregando de acordo
69

com a moral cristã: “Conversão definitiva ou extermínio
total dos pagãos!”
Obviamente, Deus poderia facilmente mandar mais de “… doze
legiões de anjos ao campo de batalha,” [mas Ele prefere] “confiar
em nós, pequenos vermes, para esta missão: Agora vós podeis
ver a verdadeira habilidade que Ele possui para procurar vossa
salvação” [Bern. ab. Cl, Epist. 363].
Era compreensível que homilias deste tipo enchessem o coração
dos judeus de terror. E mais uma vez começaram terríveis
atrocidades contra os judeus, mas desta vez m morreram muito
menos judeus que na cruzada anterior de 50 anos antes: desta
vez, Bernardo, o monge cristão, se opôs à carnificina de judeus e
isto não se deve esquecer, embora Bernardo simplesmente
estivesse com ciúmes de Radulf, o anterior pregador, cujas
instigações antissemitas careciam de autorização oficial, coisa que
ele acreditava que deviam ter sido outorgadas a ele, Bernardo,
exclusivamente.
Ainda assim, em número de vítimas, sua cruzada foi um triunfo
total, mas em reconquistar a Terra Santa, um total fracasso. De
novo centenas de milhares de sarracenos, homens, mulheres e
crianças foram mortas e de novo centenas de milhares de
cavaleiros cristãos derramaram seu sangue em terra estrangeira,
inutilmente. Nem um só castelo foi recapturado dos muçulmanos.
E de novo mais de um milhão de vidas foram ceifadas.

Comenta o cronista Otto I, bispo de Freising (1138-1158):

“Embora esta campanha não tenha sido útil para expandir nossas
fronteiras nem para o bem estar de nossos corpos, foi útil para
mais de uma alma.” [Otto Fris., Gesta I, 65]
70

Mas Otto não se referia aos sobreviventes, se referia às vítimas,
os assassinados, os torturados e aqueles vendidos como escravos.
Enquanto isso, o impaciente Bernardo culpava Eugênio pelo
fracasso, o Papa inútil.

Depois destas desalentadoras experiências, Bernardo
morre no ano de 1153, não ensanguentado, poeirento e
gemendo de dor como suas vítimas, mas tranquilamente
em sua cama no monastério de Claraval.
Em Janeiro 18 de 1174 foi canonizado e incluído no
calendário dos santos pelo Papa Alexandre III.

19 - Inocêncio III
Anagni, Itália, 1160 ou 1161 — 16 de Julho de 1216 na Perugia.
Papa n.º 176 da Igreja católica, de 1198 a 1216. Membro da
família Conti, que deu outros Papas à Igreja.

Inocêncio III, no sermão pronunciado em sua própria
coroação disse, referindo-se a si mesmo:

“Agora podem ver quem é o servo que é posto sobre a família do
Senhor; verdadeiramente é o Vicário de Jesus Cristo, o sucessor
de Pedro, o Cristo do Senhor (!); posto no meio do caminho entre
Deus e o homem, deste lado Deus, mais além do homem, menos
que Deus, porém mais que o homem; o que julga a todos, mas
não é julgado por ninguém.”

Rapidamente uma de suas primeiras epístolas se referia a
uma nova cruzada, ao mesmo tempo em a última ainda
estava terminando. Este foi o começo da quarta cruzada,
que causou o saque e destruição das cidades cristãs de
71


Zara, Hungria e Constantinopla. Inocêncio se sentia
realmente um “rei dos reis”, com capacidade de arbítrio
sobre a política europeia.
Inocêncio também tentou a conquista da Livonia em 1199
com tropas católicas.
Além disso, Inocêncio destronou o rei John da Inglaterra,
declarando-o “a ele e a sua posteridade para sempre”
incapaz do trono inglês e fazendo-o seu vassalo.
E ainda mais, durante o Quarto Concílio de Latrão em 1215,
Inocêncio decretou a mais infame legislação contra os
judeus, forçando-os a viver em guetos, proibindo
casamentos fora do gueto, expulsando os judeus de certas
profissões e também forçando os judeus a usar um símbolo
amarelo em sua roupa marcando-os como tais, a raiz
histórica da correspondente lei nazista durante a Segunda
Guerra Mundial.

Talvez uma das mais escandalosas de suas ações tenha sido sua
ambição pessoal de aniquilar totalmente os hereges Albigenses,
que nesta época constituíam quase a metade da população do
Languedoque, hoje França. Os hereges, que se consideravam
bons cristãos, eram um povo pacifico, respeitoso e que era contra
a pena de morte, eles simplesmente se opunham ao domínio
católico e suas santas autoridades. As autoridades locais, como o
nobre e humano Raymond, Conde de Toulouse, os tolerava e não
via nenhuma razão de “limpá-los” de suas terras. Até o rei da
França se recusou a fazer guerra contra os Albigenses, apesar da
declaração Papal que lhe outorgava os territórios se os fizesse
desaparecer. Inocêncio necessitou de vários anos de pregações,
armações, intrigas e ameaças de excomunhão para lançar uma
cruzada contra esta inofensiva gente. No banho de sangue que se
seguiu, que chegou a atormentar o país por vinte anos, morreram
72

mais de um milhão de homens, mulheres e crianças lacerados,
apunhalados, afogados e esquartejados. Imediatamente após a
primeira carnificina, a 21 de julho de 1209 os cruzados
posicionaram-se diante de Béziers; Simão de Montfort à frente do
exército cruzado atacou a cidade e exterminou uma parte da
população sem levar em conta a sua filiação religiosa e
pronunciando, segundo a crônica de Cesáreo de Heisterbach, a
frase:
Matai-os todos, Deus reconhecerá os seus!
Esta primeira matança, de 7000 a 8000 pessoas, que aconteceu
na igreja da Madeleine, não entrava nos costumes da época. É
considerada mais bem um golpe de efeito ou instauração do
terror : causar o pânico para evitar resistência nos senhores do
Meio-dia, segundo alguns cronistas, embora outros salientem o
comportamento e caráter cruel do chefe militar da cruzada Arnaud
Amaury, abade de Cîteaux, o emissário Papal e líder da soldadesca
católica, voltou e informou o papa triunfalmente da “morte de
20.000 pessoas sem considerar a idade ou gênero.”

Depois da guerra, os abusos da Inquisição se encarregaram
de eliminar os últimos Albigenses, queimados na fogueira
em 1324. A destruição desta heresia custou mais de um
milhão de vidas.
Leia mais: Cruzada Albigense.

20 - São Tomás de Aquino
Doutor da Igreja e Santo, 1225 – 1274.

73

Além de ser um firme defensor da escravidão, Tomás era
um feroz defensor da pena de morte para os casos de
heresia. Em suas próprias palavras:

No referente aos hereges [...] ali está o pecado, pelo qual não
somente merecem ser separados da Igreja mediante a
excomunhão, mas também ser cerceados do mundo mediante a
morte. Porque é muito mais grave corromper a fé que salva a
alma, que falsificar dinheiro, que mantém a vida temporal. Então
se em casos onde os falsificadores de dinheiro e outros
trabalhadores da maldade são rapidamente condenados à morte
pelas autoridades seculares, com mais razão ainda o herege deve
não somente ser excomungado, mas também morto se
condenado. [Summa theol. IIa, Iiae q. XI a 3]

Mas isto não foi suficiente. Tomás de Aquino em seus
supersticiosos e misológicos escritos, também assentou as
bases para as grandes caçadas às bruxas, que começaram
dois séculos depois de sua morte.

“No que se refere à natureza individual, a mulher é defeituosa e
mal parida, ... a produção de uma mulher deriva de um defeito
na força ativa ou de alguma indisposição material, ou de alguma
influência externa.”

E sobretudo, sua doutrina dos demônios infernais – íncubos
e súcubos, supostamente coabitando com as bruxas, o que
serviu como base teológica para milhares de condenações
da inquisição. Para completar o esquema de seu carácter,
se pode dizer que de acordo com seus ensinamentos, os
quais foram adotados como doutrinas da Igreja, se inclui
como uns dos benefícios da salvação para os justos, a
74

oportunidade de ver os injustos serem torturados no
inferno.
Defensor absoluto da escravidão, da morte dos hereges e
da inferioridade da mulher.

21 - Inocêncio VIII
Giovanni Battista Cibo, Papa, 1484-1492. Ele foi o primeiro Papa
que entrou no Vaticano acompanhado por seu filho ilegítimo,
Franceschetto, famoso em Roma por seu amor ao jogo e ao roubo.
Inocêncio celebrou pomposamente o casamento de Franceschetto
e o casamento de sua filha Teodorina, sua filha ilegítima, no
Vaticano.

Entre os historiadores de hoje Inocêncio VIII é mais
conhecido por sua infame Bula Papal , a Bula das Bruxas de
1484 (Summis desiderantes affectibus), que serviu de base
para os dominicanos publicarem em 1487 a obra Malleus
Maleficarum (“o martelo das bruxas”) que – embora nunca
tenha sido reconhecido pela igreja - se converteu no texto
básico para a descrição, expropriação de bens, tortura e
assassinato mediante a fogueira, daquelas pessoas a quem
a Igreja etiquetava como “bruxas”.
Iniciou vários séculos de perseguição contra as bruxas.
Várias centenas de milhares de mulheres, crianças e
homens (20%) foram torturados, enforcados ou queimados
na fogueira.

Seu pontificado esteve caracterizado pelo nepotismo, chegando
a nomear cardeal o irmão de sua nora, de apenas 13 anos de
idade.1
75

22 - Cristóvão Colombo
Vendedor de Escravos Africanos, Marinheiro e Santo Cruzado,
1492.
Embora seja mais conhecido hoje em dia como “descobridor” de
terras já descobertas pelos Nativos Americanos milhares de anos
antes, foi Colombo que criou o protótipo do conquistador,
incluindo a escravidão de índios e a caça deles com grandes
matilhas de cães. Durante a primeira viagem, ele descreve os
nativos assim:
"O povo desta ilha e de todas as outras ilhas eu encontrei e vi,...
tudo andam nus,... eles... são tão desprendidos e generosos com
tudo o que possuem, que ninguém acreditaria se não visse. De
qualquer coisa que tenham, se lhes pedem, nunca dizem não, ao
contrário, lhe convidam, e demostram tanto amor como se
dessem seus corações ... " Carta autógrafa de Colombo a seu filho
Diego.

Colombo observou que os nativos "dariam bons servos... e
facilmente poderia evangelizá-los", e devido a que sua "execução
nas Índias" era o "cumprimento das profecias de Isaías", ele
"tomar posse" das ilhas, porque nativos foram designados por
Deus para "serem colocada sob a autoridade de civilizados e
virtuosos príncipes ou nações, assim podem aprender uma moral
melhor, costumes mais virtuosos e uma forma de vida mais
civilizada".
Se por acaso os índios se negassem, a declaração lida por
Colombo, em espanhol, aos nativos dizia:

76

"Eu declaro que, por meio de Deus, entraremos à força em vosso
país e os faremos guerra através de todas as formas e maneiras
que pudermos, e os sujeitaremos ao jugo da Igreja e de suas
Majestades. Tomaremos vossas mulheres e filhos, e os
escravizaremos e os venderemos...”.

Durante a segunda viagem, em cada chegada às costas das
ilhas, Colombo e suas tropas, ao desembarcar, matavam
indiscriminadamente qualquer animal, pássaro ou nativo
que lhes cruzasse o caminho, “saqueando e destruindo tudo
o que encontravam”, como relata o filho de Colombo,
Fernando.

Suntuoso túmulo de Colombo na Catedral de Sevilha. Os restos mortais são
carregados pelos reis de Castela, Leão, Aragão e Navarra.

77

Como relata um testemunho:
“Uma vez que os índios estivessem na selva, o próximo passo era
formar esquadrões para persegui-os e onde quer que os espanhóis
os encontrem, massacravam sem misericórdia a todos como
ovelhas em um curral. … Então cortavam uma mão de um índio e
a deixavam pendurada por uma tira de carne e o mandavam
embora dizendo-lhe: “Vá agora, espalhe as boas novas a teus
chefes.”… Alguns cristãos de Colombo encontraram uma mulher
índia que levava nos braços um bebê amamentando, e como o cão
que levavam tinha fome, lhe arrancaram o bebê de seus braços e
o jogaram no chão para que o cachorro o comesse, o cão o
devorou diante dos olhos da mãe…”.

Em uma ocasião em Cuba eles, “começaram a abrir os
ventres, cortando e matando aquelas ovelhas - homens,
mulheres, crianças e velhos, sentados, desprevenidos e
horrorizados.” Afinal os índios eram somente infiéis,
“vagabundos e viciosos por natureza… idólatras, libidinosos
e sodomitas.”.
Em menos de uma década depois da primeira chegada de
Colombo, a população nativa da ilha espanhola, que
contava com milhares e milhares de habitantes, se reduziu
a um terço.
Antes que o próximo século terminasse, a população nativa
de Cuba e das outras ilhas do Caribe havia sido
completamente exterminada... Em nome de Deus.

78

23 - Torquemada
Tomás de Torquemada, Frade Dominicano, grande inquisidor e
defensor da fé, 1420-1498.

Primeiro Grande Inquisidor da Espanha. Nasceu em
Valladolid em 1420 e morreu em Ávila em 16 de Setembro
de 1498.

Era sobrinho do celebrado teólogo e Cardeal João de Torquemada.
Quando jovem entrou para o monastério dos Dominicanos em
Valadolid e mais tarde é nomeado Prior do Monastério de Santa
Cruz em Segovia. A infanta Isabel o escolhe como seu confessor
e quando ela chega ao trono em 1474, ele chega a ser o mais
confiável e influente dos conselheiros.


Em sua humildade cristã recusa todos os benefícios de tal
alto cargo e prefere continuar sendo um simples frade.
Seu nome é sinônimo dos horrores cristãos da Inquisição,
dos preconceitos religiosos e da verdadeira fé cristã.
Especialista em várias formas de tortura entre as quais
incluía cozinhar os pés no fogo lento, o uso especializado
da roda e o aperfeiçoamento do tormento da asfixia.
O Papa Sixto IV lhe outorga o alto cargo de Grande
Inquisidor devido às suas admiráveis realizações e devoção
à Igreja.
Conquistou o apreço e admiração de papas e reis devido à
sua incessante tarefa pelo Senhor e sua incansável entrega
à cristandade.
Queimou na estaca pelo menos 2.000 infiéis e seu ódio
pelos judeus influencia os reis católicos Fernando e Isabel
a expulsar os judeus da Espanha. Foi o personagem-chave
para transformar a Espanha na “filha mais fiel da Igreja”.
79

24 - Martinho Lutero
Ex-monje católico, Fundador dos Protestantes, 1483 – 1546.
Entre os mais conhecidos admiradores de Martinho Lutero se
encontram os Nazistas alemães. Seu infame livro “Sobre os
Judeus e suas Mentiras”, de 1543, foi usado como justificação
para o Holocausto – o assassinato de 6 milhões de judeus durante
a Segunda Guerra Mundial – nas mãos dos alemãs. Os alemães,
durante o Tribunal de Crimes de Guerra de Nuremberg em 1945,
alegaram que eles não haviam feito outra coisa além de executar
o que Martinho Lutero havia ordenado quatro séculos antes. Entre
os vis ataques de Lutero contra os judeus se encontram coisas
como:
“Seus hálitos fedem pelo ouro e pela prata dos infiéis; porque não
há gente sobre a terra que seja, tenha sido ou será, mais avarenta
do que eles, como podem ser vistos em sua maldita usura. Então
saibam, meus queridos cristãos, que depois do diabo, não há nada
mais amargo, mais venenoso, mais veemente e inimigo que um
verdadeiro judeu que realmente deseja ser judeu… Por acaso no
seu Talmude e seus rabinos escrevem que não é pecado se um
judeu mata um infiel, mas que sim, é se mata um irmão em
Israel? Não é pecado se não mantêm seu juramento a um infiel.
Então, roubar e assaltar - como o fazem com seus préstimos - a
um infiel, é um serviço divino… Que devemos fazer com este
rejeitado e condenado povo judeu? … “(Lutero, Sobre os Judeus e
suas Mentiras, 1543)

Assim, queixando-se sobre como “os cristãos haviam sido
torturados e perseguidos pelos judeus em todo mundo”,
Lutero oferece seu “sincero conselho”:
80

“Prendam fogo em suas sinagogas ou escolas e enterrem e
cubram com terra tudo aquilo que não se possa queimar… Eu
aconselho que suas casas sejam arrasadas e destruídas… Eu
aconselho que todos os seus livros de orações… nos quais tais
idolatrias, mentiras, maldições e blasfêmias se ensinam, lhes
sejam tirados, … e que a seus rabinos seja proibido ensinar e mais,
sob pena de perda da vida ou membros… que os salvo-condutos
nos caminhos sejam abolidos completamente para os judeus… e
que todos os seus tesouros de prata e ouro sejam confiscados…
Porém se as autoridades se recusem a usar a força para restringir
o diabólico atropelo dos judeus, então os judeus, como temos dito,
devem ser expulsos de seus países e ordenados a voltar… a
Jerusalém, onde podem mentir, amaldiçoar, blasfemar, difamar,
assassinar, roubar, assaltar, praticar a usura, zombar e tripudiar
em todas essas infames abominações que eles praticam entre nós
e que se isolem….nosso Senhor o Messias, nossa fé e nossa igreja
(católica) incorrompida e descontaminada de sua diabólica tirania
e maldade.”

O racismo de Lutero tem sido a fonte de inspiração para
muitos antissemitas por centenas de anos. A verdade é que
os judeus de sua época podiam olhar para trás e ver uma
história de mais de 1000 anos de perseguição e ódio por
parte dos cristãos e o número de judeus mortos ou
torturados já era de mais de meio milhão por aquela época.
Embora o próprio Lutero (hipócrita) tenha começado sua
carreira independente como herege (seu adversário, o
católico John Tetzel, vendedor de indulgências disse:
“Queimarei esse herege em três semanas”. Sua opinião
sobre os hereges era a mesma que a dos católicos:
“Não percam tempo com os hereges; podem ser
condenados sem serem ouvidos. E, enquanto queimam na
81


estaca, os fiéis devem destruir a raiz da erva daninha e
lavar suas mãos no sangue dos bispos e do papa, que é o
demônio disfarçado”.
Entre os protestantes Lutero é hoje celebrado por seu
suposto respeito ao matrimônio e às mulheres.
Além do seu apoio às caças de bruxas, também demonstra
seu desprezo às mulheres grávidas:

“Vejam como são débeis e pouco saudáveis as mulheres estéreis.
As que foram abençoadas com muitos filhos são mais saudáveis,
limpas e alegres. Mas se eventualmente se esgotam e morrem,
não importa. Que morram dando à luz, pois para isto existem”.
(Martinho Lutero, Sobre a Vida Matrimonial, 1522).

Na época das guerras dos campesinos, as quais devastaram
a Alemanha, Lutero apoiou as autoridades feudais que
matavam indiscriminadamente os campesinos famintos e
desobedientes, não só moralmente, mas também com sua
incendiária pregação. Ele pregava: “Contra os assassinos e
ladrões campesinos, nisto molho minha pluma em sangue”.
[LM180], e “chamo os príncipes a matar os ofensivos
campesinos como cães raivosos, a apunhalá-los, a
estrangulá-los e destruí-los como melhor puderem e assim
os príncipes receberão a promessa do céu.”
Seus conselhos foram literalmente seguidos. As lutas se
transformaram mais em massacres do que em batalhas. Os
pobres
e
indisciplinados
campesinos
com
suas
rudimentares ferramentas de trabalho foram assassinados
como animais no campo. Centenas de aldeias foram
reduzidas a cinzas, as colheitas se perderam e mais de
100.000 seres humanos foram assassinados.

82

25 - Teresa de Avila
Freira, santa, a maior mistica católica 1515 – 1582, e outras
santas místicas.
Santa Teresa e as outras freiras não se encontram nesta lista
porque poderiam ser comparadas com os outros monstros e
infelizes aqui citados. Elas não causaram dano a ninguém
(diretamente) exceto a si mesma. Teresa e as outras aparecem
nesta lista porque suas vidas e seus escritos demonstram como
um milênio de cristandade afetaram negativamente a
humanidade. Demonstram como a lógica e os pensamentos e
sentimentos saudáveis foram substituídos pelos ensinamentos,
emoções, raciocínio e moral doentia. Muitas das ações destas
Santas são realmente incríveis. Mal entravam em um convento e
já recebiam um látego com as instruções de usá-lo
frequentemente. Muitas se castigavam duas vezes por dia e
algumas até três ou quatro. Como conta um historiador:

“A leitura sobre as vidas das mulheres santas dos séculos
XIV e XV expande o conhecimento sobre os sinônimos
latinos
para
látego/chicote,
corda/soga,
açoite,
correia/corrente etc. Entre as condutas mais bizarras se
encontrava: rolar sobre vidro picado, saltar em fornos
quentes, pendurar-se uma picota, rezar de cabeça para
baixo, como também cravar-se agulhas nos peitos e rezar
descaças no inverno”.

Em uma era onde se considerava um pecado banhar-se
regularmente, tal comportamento era motivado pela compulsão
cristã tradicional de negar e destroçar os prazeres da carne. Jesus
Cristo aparecia como o esposo das freiras, estas “sponsae Christi”
(esposas de Cristo) e “Christi copulatae,” (!) [Hieron. epist. ad
83

Eust.], que viviam uma vida célibe em um monastério. Algumas
se sentiam impregnadas pelo Senhor Jesus Cristo.
Santa Maria Madalena de Pazzi (1566 – 1607), uma freira
carmelita de Florência, se rolava sobre espinhos, jogava cera
quente na pele enquanto se açoitava e gemia: “Oh, isto é suportar
bênção demais, êxtase feliz demais!” Muitas vezes se mantinha
imóvel, “até que o sentido do amor a enchia, inundando seu corpo
com nova vida...”. Muitas vezes corria feito louco pelo convento e
abraçando as outras freiras gritando e chorando: “Venham,
corram comigo para chamar o amor” e “Amor, amor, amor, oh é
demais!”.
A freira francesa salesiana Santa Margarida Maria de Alacoque
(Verosvres, 22 de Agosto de 1647 - Paray-le-Monial, 17 de
Outubro de 1690) é uma santa católica e a famosa vidente do
Sagrado Coração de Jesus.) cortou em seus peitos o monograma
de Jesus e quando estava já se curando, se queimou com cera de
vela quente. Muitas vezes tomava a água suja do lavabo, comia
pão e fruta podre e uma vez lambeu o cuspe de um paciente com
sua língua. Em sua autobiografia, ela descreve o prazer que sentiu
quando comeu o excremento de um paciente que sofria de
diarreia. Por este fato ela foi abençoada com a oportunidade de
beijar o coração de Jesus, que aparentemente a sustentou em
seus braços na noite seguinte.
Santa Ângela de Foligno (1248-1309) sentia prazer tomando a
água que usava para lavar os leprosos. “Nunca antes havia
tomado com tanta felicidade,” confessa ela, “um pedaço de pele
podre das feridas de um leproso ficou preso em minha garganta,
e tentei com todas as minhas forças engolir, finalmente
conseguindo. Senti-me como se tivesse recebido a Santa

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Comunhão. Não há palavras para expressar os calafrios de
felicidade que correram por minhas pernas.”.
Como muitas outras santas, Teresa de Ávila (1515-1582) não teve
alegrias reais em sua juventude. Durante 20 anos ela foi “uma
mulher má”, a “mais má entre as suas,” e era “digna da
companhia de demônios infernais,” como ela descreve em suas
memórias. [Teresa I, 48, 53, 71, 85, 139, 164, 174]. O primeiro
que realmente a pôde satisfazer foi seu padre confessor, um
“grande admirador da Virgem Maria“, especialmente “de sua
concepção,”, mas também de outra mulher do lugar e,
obviamente, de Teresa. [Teresa I, 56] Obviamente todas estas
mulheres levaram o pobre monge a seu limite e morreu um ano
mais tarde. O diabo, esse tentador, estava sempre a assediando,
especialmente depois dessa treta do destino. Até que o Senhor
Jesus veio em seu resgate. Isto ocorreu no monastério de Veas,
onde lhe pôs um anel em sinal do divino matrimônio. No princípio
o Senhor mostrou só sua mão, somente depois mostrou sua cara
e assim pouco a pouco todo seu corpo. “Ela não poderia suportar
tudo de uma vez.”
Assim, Teresa se transformou em uma poetisa do amor, vendo “a
bandeira do Senhor erguida”, a qual se transformou “na torre mais
alta”, e enquanto “as árvores se enchiam de seiva!”. Teresa é
reconhecida por seus poemas e versos de amor divino que alguns
analistas consideram carregados de erotismo e sensualidade.

26 - Cotton Mather
Clérigo Protestante, Puritano Divino, Caçador de Bruxas, 16631728. O Reverendo Cotton Mather, ilustre Pastor da Segunda
Igreja de Boston, Massachussets, é conhecido por sua
85

participação no extermínio da maldade da bruxaria em Salem,
Massachussets durante os anos de 1691-1692. Ele também
guardava entre suas qualidades o extermínio de outras maldades,
principalmente os índios, a quem chamava “os pagãos tostados”
da Nova Inglaterra. Uma vez se referiu ao massacre de 600
nativos como uma “barbacoa” (churrasco). Hoje em dia os
historiadores se referem ao evento como um “My Lai” do século
XVII.”. Os colonos importaram a varíola, chamada “a peste divina”
devido ao fato de que esta enfermidade eliminou 19 de cada 20
habitantes nativos. Um feliz Cotton Mather escreve:

“Os bosques foram limpos destas perniciosas criaturas para
dar lugar a crescimento melhor”.

Depois destas santas palavras os colonos cristãos saíram para
encontrar e destruir o que tinha restado. Sob a tutela de Mather,
os colonos executaram sistematicamente todos os homens índios
e venderam como escravos as mulheres e crianças. Estes foram
vendidos nos mercados de escravos da Espanha ou do Caribe.
Alguns foram adquiridos pelos colonos para seu próprio uso.
Mather nos relata sobre outra ocasião:

“Em pouco mais de uma hora, 500 ou 600 destes bárbaros
foram eliminados do mundo, que estava entristecido por tal
carga.”

Em uma ocasião, uma carnificina que ocorreu à margem do Rio
Connecticut, foi descrita por um testemunho desta maneira:
“Nossos soldados chegaram lá ao amanhecer, depois de uma dura
marcha e assim surpreendemos os índios dormindo e
descarregamos nossas armas dentro de suas tendas e assim os
86

enchemos de balas… outros índios… conseguiram subir em canoas
e remar, mas os que remavam, foram mortos e as canoas viraram
com todos os índios dentro. Estes foram arrastrados pela forte
corrente do rio até as cataratas e lançados desde aquele alto e
rochoso lugar. Os corpos se despedaçaram e caíram só pequenos
pedaços que foram encontrados pelos ingleses rio abaixo ou às
margens do rio. Seriam mais de 200...”
Referindo-se a alguns índios que haviam ofendido aos colonos,
Mather escreve:
“Quando conseguirem localizar esses lobos vorazes uivantes,
persigam-nos vigorosamente. Não voltem até que os tenham
destruído… golpeiem-nos até reduzi-los a fragmentos tão
pequenos que possam voar como poeira no vento".
Como no caso de muitos líderes cristãos de denominações que
começaram como desvios heréticos perseguidos pela Igreja
Oficial, Mather tinha uma opinião similar sobre o que ele
considerava heresia.
Em uma carta se refere à seita cristã dos Quakers, esta era a única
comunidade que se opunha ao extermínio dos pagãos nativos. Ele
escreve:
Setembro 15, 1682
Ao Velho e Amado Mr. JOHN HIGGINSON,
Se encontra no mar nestes momentos um barco chamado
“Welcome”, com 100 ou mais destes malignos hereges
denominados “Quakers”, com W.Penn, que é seu cabeça,
liderando-os.
87

A corte geral concedeu apropriadamente ordens secretas ao
Mestre Malaquias Huscott, do navio Porpoise, para atacar de
surpresa ao tal Penn e sua ímpia tripulação, para que o Senhor
Jesus Cristo seja glorificado e não zombado com cultos pagãos
desta gente no território deste novo país. Muito botim se pode
conseguir vendendo todo o grupo em Barbados, lugar onde os
escravos valem muito em troca por rum e açúcar. COTTON
MATHER, Clérigo.”

27 - Andrew Jackson
Presidente dos Estados Unidos, 1828 – 1837
Depois de sofrer tremenda ruina desde seus primeiros encontros
com os europeus, a população Nativa Cherokee continuava em
um declínio estável devido a uma interminável cadeia de despejos,
guerra e roubo de terras. Os ingleses focaram sua assassina
atenção na luta pelo extermínio dos índios. O resultado destas
campanhas para os Cherokees foi que “seus povoados foram
completamente queimados, seu milho cortado e expulsos aos
bosques para que morram”.
Do precipício da extinção, os Cherokee lentamente voltaram.

Em 1828, Andrew Jackson, quem devia sua vida a um
Cherokee que o tinha salvo em 1814, é eleito Presidente. É
o próprio Andrew Jackson quem declara que Estados Unidos
deveria ser “Uma República onde a Bíblia é o fundamento”
também escreve que “toda a Nação Cherokee deveria ser
exterminada”.
88

O mesmo Andrew Jackson que havia liderado tropas contra
pacíficos acampamentos indígenas, chamando-os de cães
selvagens e alardeando “sempre guardo o escalpo dos que
mato”.
O mesmo Andrew Jackson que, depois de sua presidência,
pregava para que as tropas americanas buscassem e
sistematicamente matassem as mulheres e crianças
indígenas que tinham conseguido esconder-se. Fazer de
outro modo, disse ele: “é o mesmo que perseguir a loba
pelo campo sem saber onde esta sua cria e sua toca”.
Imediatamente depois de sua chegada à presidência, o
Estado da Geórgia reclamava enormes quantidades de
terras pertencentes aos Cherokee, empregando uma
técnica fraudulenta que o próprio Jackson tinha usado para
justificar expulsões.
Assim mesmo, os Cherokee resistiram por meios pacíficos.
O povo Cherokee, que no ano de 1825 já tinha construído
povoados, tinha seu próprio parlamento e a maioria era
educado, ganha seu caso legal diante da Corte Suprema
dos Estados Unidos com um parecer favorável escrito pelo
juiz John Marshall, parecer que foi a causa da famosa frase
de Jackson: “John Marshall tomou a sua decisão, agora
vejamos como a faz cumprir.”
Jackson fala a seus Congressistas, referindo-se aos
Cherokees assim: “Armem um fogo debaixo deles e quando
estiver suficientemente quente se moverão”, e assina o
“Removal Act of 1830”: Ordem de Despejo Indígena de
1830, que foi promulgada em 1838. O desalojamento,
conhecido historicamente como “Trails of Tears” ou O
Caminho das Lágrimas, obriga o povo Cherokee congelado,
faminto e a ponta de baioneta, caminhar milhares de milhas

89

de bosques e pradarias congeladas. Esta caravana da morte
custou a vida de pelo menos 4.000 pessoas.
Sob as ordens de Scott as tropas foram colocadas em vários
pontos através do território Cherokee… Os homens foram presos
em seus campos ou no caminho para seus trabalhos, as mulheres
tiradas de seus teares e as crianças de seus jogos. Em muitos
casos, ao olhar para trás, para casa pela última vez, através das
montanhas, viam suas casas em chamas...”.

Um voluntário da Geórgia, depois Coronel do Serviço
Confederado, recorda: “Eu lutei na guerra civil e vi homens
dilacerados por tiros e carnificina de milhares, mas o
desalojamento dos Cherokee foi o trabalho mais cruel que
já tinha visto”.

28 - Leão XIII
Gioacchino Pecci, o “mais progressista” dos Papas modernos,
1878 – 1903. Mesmo depois de quase 2.000 anos de perseguição
cristã de outros credos, centenas de anos de Inquisição e mais de
100 anos depois dos direitos constitucionais, a Igreja Católica se
opõe aos direitos humanos e à democracia. O Papa Leão XIII fala
severamente que os homens ao criarem seu próprio sistema
político, contrário aos ditames do catolicismo, defendem doutrinas
perniciosas e demoníacas tais como:
"Todos os homens são semelhantes por raça e cultura, assim
como eles têm um direito igual para controlar suas vidas, que cada
um é o dono de sua vida e que cada um é livre para pensar (!)
sobre qualquer assunto que escolher... Um governo com base em
tal fundamento não é nada mais e nada menos do que a vontade
90

do povo”. (E isto deve ser combatido) [Leo XIII, Immortale Dei,
1885].


Isto não somente era absolutamente absurdo aos olhos do
Papa, mas totalmente demoníaco, uma vez que “se passa
por cima da autoridade de Deus em silêncio, como se
pudesse existir um governo cuja origem e poder não
residisse no próprio Deus” [Leo XIII, Immortale Dei, 1885].
Poder que o Papa considera equivalente à sua autoridade.
O Papa continua:
“A liberdade irrestrita de pensamento (!) e tornar público
seus pensamentos não é um direito do cidadão”. [Leo XIII,
Immortale Dei, 1885].
“E
ilegal
processar,
defender
ou
conceder
incondicionalmente a liberdade de pensamento, liberdade
de expressão e a liberdade de religião como se fossem
direitos dados por natureza ao homem.” [Leo XIII,
Sapientiæ Cristianæ, 1885].
“A liberdade de religião é a pior das liberdades, não pode
ser suficientemente amaldiçoada ou detestada”. Liberty of
the Press.

29 - Coronel John Chivington
Ministro Metodista, Exterminador de Índios, 1864.
Ao amanhecer de 29 de Novembro de 1864, o Coronel John
Chivington, Ministro Metodista e Presbítero da Igreja, lidera suas
tropas, cerca de 600 soldados fortemente armados, até uma
aldeia Arapaho e Cheyenne chamada Sand Creek, no Colorado.
Vários meses antes, Chivington, que nesse ano fora também
91

candidato ao Congresso, havia anunciado em um discurso, que
sua política seria “matar e escalpelar a todos, crianças e adultos.”.

Sua frase favorita era “as lêndeas se transformam em
pulgas”, referindo-se às crianças indígenas como lêndeas
(ovos de piolhos).

Claramente o Reverendo Chivington foi um
homem adiante de sua época, pois teria
que passar mais de 100 anos para que
outro homem comparasse o extermínio de
personas como “despiolhar”, sendo este,
Heinrich Himmler.
Comandante em chefe
(Reichsführer) das SS e
chefe da policia alemã.
Fotografia de 1942.

O ar se sentia frio e cortante. A cavalaria faz uma pausa observar
o casario. A aldeia se encontrava repleta de mulheres e crianças
e uns poucos velhos. Os homens se encontravam na caçada ao
búfalo. Alguns dias antes o Reverendo havia sido informado que
a aldeia podia ser tomada com uma pequena fração das tropas
sob suas ordens, não porque os homens Cheyenne tinha ido caçar,
mas porque o povo tinha entregado as armas voluntariamente
para demonstrar que não eram hostis. Testemunhos históricos
reportam que Chivington escutou as notícias e disse “Bem, estou
ansioso para nadar em sangue!” Dias depois, ao temer um ataque,
o velho Chefe Testa Negra amarra uma bandeira branca a um pau
e uma bandeira americana, que tinha recebido do governo. Com
as bandeiras ao ar o velho afirmava a seu povo “não tenham
medo, o acampamento está sob a proteção do governo e não há
perigo”. Pouco depois as tropas do amoroso cristão abrem fogo à
92

vontade sobre as mulheres e as crianças e todos começam a
correr a correr por suas vidas. O massacre começava. Uma
testemunha recorda:

“Eu calculo que haviam entre 400 e 500 índios mortos…
Quase todos os homens, mulheres e crianças foram
escalpelados. Eu vi uma mulher cujas partes privadas tinha
sido mutiladas,”. (Testemunhou Robert Bent).
“Eu vi uma índia, mulher de um homem branco, aberta de
ponta à ponta do ventre e com o feto a seu lado.” (Asbury
Bird).
“Um dia depois da batalha, pela manhã (!), eu vi um
pequeno escondido entre os índios em uma vala, mas ainda
vivo. Eu vi que um Major do 3º Regimento sacou sua pistola
e lhe explodiu a cabeça”. (Corp. Amos Miksch).

“Um índio que havia sido escalpelado tinha seu crâneo destruído
e eu escutei que as partes privadas de White Antílope tinham
sido cortadas para fazer uma bolsa de tabaco”. (Capt. L.Wilson).

Aqueles eram os dias dos gloriosos e valentes lutadores
cristãos contra os índios selvagens e infiéis. Alguns meses
depois, o diário local, o Rocky Mountain News, escreve:
“Os escalpos dos Cheyenne estão caindo aqui como se
fossem os sapos sobre o Egito. Todo mundo tem um e estão
ansiosos para obter outro para mandar ao Leste,
provavelmente como presente de Natal”.

Anos depois, outro famoso cristão, o Presidente Theodore
Roosevelt meditando sobre os fatos mencionados escreve:

"Foi um ato justo e benéfico como poucos que se
desenrolam na fronteira".
93

Visto de um ponto de vista cristão seus comentários são
completamente compreensíveis. Levando em conta que também
disse naquela oportunidade sobre o extermínio e o roubo das
terras indígenas:

“Ao final foi tão benéfico como inevitável. Tais conquistas
ocorrem certamente quando um povo superior se encontra
cara a cara com uma raça débil, estranha e que possui um
cobiçado prêmio em suas mãos débeis”.

Os eventos mencionados parecem ser inevitáveis quando a “moral
cristã” se encontra livre das restrições criminais modernas e os
inescrupulosos homens de Deus fazem das suas. Por isso não
devemos nos surpreender quando finalmente tira a máscara e
declara dizendo:

“Eu não iria tão longe como afirmar que o único índio bom
é o índio morto, mas creio que ove em cada dez já estão
mortos e não me importa muito investigar sobre o caso do
décimo”.

30 - Pio XI

Achille Ratti, Papa 1922 – 1939 (e comentário sobre o
protestantismo).
Pio XI, em suas próprias palavras um “homem sem nenhum afeto
pela democracia”, ajudou o Partido Fascista de Mussolini chegar
ao poder da Itália em 1926 e solenemente declarou naquela
oportunidade: “Mussolini é um homem enviado pela Divina
Providência”.
94

Em 1935 a Itália Fascista ataca e invade a Abissínia (Etiópia). O
povo da Itália não se mostrava entusiasmado com a agressão, o
que impulsiona o Papa a declarar uma nova cruzada. Por exemplo,
o arcebispo de Taren, enquanto rezava uma Missa em um
submarino, declara:
“A guerra contra a Abissínia deve ser vista como uma Guerra
Santa, como uma cruzada” que abrirá a “Etiópia, a terra dos infiéis
e cismáticos da Fé Católica”.

O emissário do Papa na Alemanha, o Núncio Papal Eugenio
Pacelli, o futuro Papa Pio XII, ajuda a demolir a jovem
Republica de Weimar.
Depois que o líder liberal Erzberger é assassinado (por dois
militares nacionalistas, os Tenente de navio Heinrich
Tillessen e Heinrich Schulz), os poderes do Papa se
concentram no apoio direto de todos os movimentos de
direita na Alemanha, mediante a influência do Partido de
Centro Católico.
Em 23 de março de 1933 o Reichstag Alemão se reúne e o
Partido Católico liderado por seus dirigentes católicos, o exchanceler Brüning e o prelado Monsenhor Kaas, amigo
pessoal de Pacelli, votam pelo Católico Hitler.
Depois de ter conseguido isto, se ordena desde o Vaticano
dissolver o Partido Católico. Pacelli prega aos católicos
alemães da seguinte maneira:

“… agora mais do que nunca é necessário que os católicos,
privados de representação diplomática, devem encontrar nos
pactos diplomáticos entre a Santa Sé e o Partido Nacional
Socialista, as garantias necessárias para assegurar-lhe… a
manutenção de sua posição na vida da nação”;
95

Monsenhor Kaas, o líder do Partido Católico dissolvido, fala
mais claramente dizendo: “Os Católicos devem apoiar
Hitler. Não devem ter medo de fazê-lo. Porque os ideais de
Hitler são ideais nobres”. E mais, “Hitler sabe bem como
comandar o barco.”.
Desta forma a primeira democracia em território alemão foi
destruída.
Porém, os católicos cristãos não foram os únicos que
trabalharam para a demolição da democracia alemã,
recordemos que os protestantes também tinham formado
sua própria organização com os mesmos objetivos, a
organização “Cristãos Alemães”, que levava a cruz em sua
bandeira, acrescentaram a suástica a ela. Todos os judeus
convertidos ao cristianismo foram proibidos de participar
desta organização. Durante as comemorações dos quatro
séculos da Reforma, o Führer foi comparado com o
imperador alemão Carlos Magno e Lutero.
Um superintendente da Igreja Protestante, chamado
Buchwald lembrou a seus correligionários cristãos todas as
maléficas desgraças que a Pátria teve que suportar durante
os tempos da Republica Weimar: a falta das classes de
religião nas escolas, o afastamento de Deus, a perda do
espírito Alemão, as traições à Pátria, a libertinagem e a
queda dos índices de natalidade. Ele continuou:

“Vejam! Que milagre aconteceu: No momento de maior
necessidade de nossa Pátria, em sua última hora, chegou o líder
enviado anos por Deus: Adolf Hitler.” (No original se lê: “Aber
siehe, welch ein Wunder vollzog sich: da die Not am grössten, in
dieser letzten Stunde, erstand uns ein Führer, von Gott gesandt:
Adolf Hitler.”).

96

Mas a luta do Papa não tinha terminado. O povo espanhol,
açoitado pela pobreza e o analfabetismo (mais de 80% da
população), tinha eliminado a monarquia e havia
proclamado uma república e um governo eleito pelo povo
em 1931. Tinham conseguido o sonho da separação de
Igreja e Estado, a liberdade de culto e a lei do matrimônio
civil eram uma realidade. Algumas das propriedades da
Igreja, que chegavam a um terço dos bens nacionais,
tinham sido nacionalizadas. Para combater o Anticristo uma
violenta oposição católica se organizou rapidamente
através da Espanha.
Já em 1934 as organizações católicas planejavam um golpe
de estado, apoiado pelo Governo Fascista Italiano. Em 17
de Julho de 1934, o Exército Espanhol se levanta em armas
em muitos povoados espanhóis. A sangrenta Guerra Civil
Espanhola começava. No momento que começa a revolta,
o General Franco se apressa em avisar o Papa que o golpe
foi um êxito. A bandeira Papal é estendida sobre os quarteis
generais em Burgos e o Papa iça a Bandeira de Franco no
Vaticano.
Este foi o começo de uma ofensiva internacional Católica
contra a Espanha Republicana. Os bispos da Itália,
Alemanha e outros países publicam cartas pastorais
incitando os católicos do mundo a ajudar (a destruir a
democracia espanhola). O Papa disse, a Guerra Civil
Espanhola é só um avanço “do que se está preparando para
a Europa e o Mundo, a não ser que as nações tomem as
precauções necessárias para que não ocorra.” Mussolini
mandou milhares de tropas, Hitler mandou aviões, barcos
de guerra, tanques e soldados.

97

O povo espanhol lutou heroicamente e sem descanso desde 1936
até 1939. Antes que conseguisse a demolição de outra jovem
democracia Europeia, Pio XI morre.

31 - Pio XII
Eugenio Pacelli, Papa 1939 – 1958. “Sua Santidade, Pio XII, o
melhor antidemocrata do mundo,” como era em 1950, (!)
orgulhosamente publicado por Ecclesia, o órgão oficial da Ação
Católica Espanhola.
Lhe outorga tão ilustre título em seu afã de dar a máxima
homenagem possível que um periódico católico poderia brindar ao
Santo Padre.

Como vimos anteriormente ele ajudou Hitler a chegar ao
poder na Alemanha. Sua política ao chegar ao poder foi fiel
ao seu predecessor.
Quando finalmente conseguem destruir a Republica
Espanhola com as tropas Católicas de Franco, o ditador
espanhol recebe uma mensagem especial do Papa
felicitando os vencedores:

“Com grande júbilo me dirijo a vocês, os filhos mais queridos da
Espanha Católica, para expressar nossas felicitações paternais
pelo regalo da paz e a vitória com a qual Deus escolheu coroar o
heroísmo cristão de vossa fé … Nós lhe damos, nossos queridos
filhos da Espanha Católica, nossa bênção apostólica.”
As propriedades da Igreja e todos os direitos medievais foram
restituídos.
98

Não se permitia nenhuma outra religião.
Protestantes e ex-católicos foram enviados a campos
concentração por se recusarem a assistir a Missa.

de

Os livre pensadores democratas, socialistas e comunistas foram
privados de seus direitos civis, presos ou assassinados.
No campo das relações internacionais, a Espanha Católica apoiou
rapidamente a Hitler e Mussolini, este último recebe uma carta do
ditador espanhol em 26 de fevereiro de 1941, que diz:
“Nós estamos hoje, onde sempre estivemos, de maneira
determinada e com a firme convicção, [é por isto] que Você não
tem que ter qualquer dúvida de minha lealdade absoluta a este
conceito político e a realização da união de nossos destinos
nacionais com os da Alemanha e da Itália".
Sob o Papa Pio XII os bispos católicos se mantiveram leais a Hitler
até quase o final da Segunda Guerra Mundial (o falso
“Kirchenkampf” – somente se preocupava com os interesses
católicos e nenhum bispo jamais foi molestado nem preso pelos
Nazistas, ao contrário, a cúria católica gozava do respeito e da
admiração dos alemães).
Enquanto a Itália e a Alemanha estavam ocupadas criando suas
atividades terroristas, o Vaticano apareceu como uma quinta
coluna Católica ao apoiar o Movimento Separatista Croata da
Iugoslávia, um movimento clandestino ilegal denominado “O
Exército Nacionalista”, composto por um grupo de terroristas
católicos denominados Ustashi (rebeldes).

99




Objetivo dos Ustashi:
Os ministros Mile Budak, Mirko Puk e Milovan Žanić
declararam, em maio de 1941, que as três principais
metas ustaše eram:
Converter um terço dos sérvios ao catolicismo;
Exterminar um terço dos sérvios residentes na Croácia;
Expulsar/deportar o terço restante.

Estes grupos eram liderados por um advogado chamado Ante
Pavelić, um católico fanático e pelo Arcebispo A.Stepinac
(venerado como beato pela igreja católica), o líder máximo da
hierarquia Croata. Quando a neutra Iugoslávia foi atacada pelo
Exército Alemão em 1941, Pavelic sabia que seus sonhos
tinham se realizado. Em 10 de abril proclama o estado
independente da Croácia e recebe felicitações do Arcebispo
Stepinac. Desde esse momento o novo Estado trabalha para
transformar-se em um Estado Católico por excelência, como
era pregado pela Igreja.
As formas mais rápidas para conseguir seus planos foram:

Despejos em massa,
Conversões à força ou simplesmente o extermínio dos
cristãos ortodoxos sérvios, que eram um terço da
população.

Em poucas semanas ocorreram atrocidades só comparáveis
aos campos de extermínio Nazistas.
Dezenas de milhares de sérvios foram transportados em
caminhões para fora de suas aldeias para serem assassinados
ou trabalharem até morrer em campos de concentração
100

Ustashi que foram construídos rapidamente em lugares como
Jasenovac, Stara Gradiska e Gospic.

Milicianos da Ustaše executando
prisioneiros próximo à Jasenovac.

Vista do campo de concentração de
Stara Gradiška.

Muitos dos assassinos eram Frades Franciscanos, um deles, um
tal Padre Miroslav Filipovic, foi comandante do campo de
extermínio de Jasenovac e foi o responsável pela morte de pelo
menos 40.000 homens, mulheres e crianças.
Através do país ocorriam as conversões forçadas em massa,
algumas vezes os “rebatismos”, como eram chamados, eram
celebrados com sangue em vez de água. O Padre Ivan Raguz, por
exemplo, pedia publicamente que matassem a todos os sérvios,
incluindo as crianças, “assim no restava nem a semente destas
bestas”.
O Papa Pio XII acompanhava de perto os eventos na Croácia.
Mandava agradecimentos à hierarquia eclesiástica do país por sua
excelente administração católica e pelos recursos adicionais
recebidos. O Devoto Ante Pavelic lhe enviava informações
regulares sobre a Catolização da Nova Croácia. Enquanto o
Arcebispo Stepinac lhe provia com as ultimas cifras das
conversões forçadas.
Stepinac foi elevado à categoria de Bem-aventurado pelo Papa
João Paulo II, em Outubro de 1998.
101

Pio XII

Ante Pavelić

Arcebispo
A.Stepinać

Miroslav Filipović

32 - Miroslav Filipović

(1915-1946) Foi um Herzegovina-croata
nacionalista e sacerdote católico (mais
tarde conhecido como Tomislav Filipović e
Tomislav Filipović Majstorovic), que foi
declarado culpado de crimes de guerra
tanto por um tribunal militar alemão s um
tribunal civil iugoslavo, foi enforcado em
Belgrado.

O Frade Franciscano Miroslav Filipović foi membro do regime
Ustasha da Croácia e capelão do exército, depois do
estabelecimento do Estado Independente Croata e com a bênção
do Vaticano participou de conversões forçadas e de massacres
contra os sérvios, judeus e ciganos. Ele mesmo conta como
participou nos massacres de Drakulic, perto de Banjaluka. De
102

acordo com seu próprio testemunho sua primeira vítima foi um
menino, que matou com suas próprias mãos enquanto dizia aos
Ustashas presentes:

“Ustasha, eu rebatizo estes degenerados em nome de Deus
e vocês devem seguir meu exemplo.”

Isso ocorreu em Drakulic, lugar onde 1.500 Sérvios foram
assassinados em um só dia. A orgia cristã da morte continuou em
Motika e Sargovac, perto de Banja Luka. Devido à sua dedicação,
em Junho de 1942 as autoridades Ustasha o elevaram ao cargo
de Comandante de Jasenovac e serviu nesse posto até outubro do
mesmo ano. Seu desempenho neste cargo garantiu ao Frade
franciscano o sobrenome de “Irmão Morte”, em um campo de
concentração somente comparável com o horror de Auschwitz,
onde o próprio Bento 16 exclamou em uma visita (a Auschwitz):
“Onde estava Deus?”. Na época choveram explicações furadas
sobre a frase do Papa e depois foi esquecida.
Durante seus quatro meses em Jasenovac mais de 30.000
pessoas foram assassinadas. Filipović, foi julgado como criminoso
de guerra e em seu julgamento admitiu ter supervisionado o
extermínio de mais de 30.000 prisioneiros. O Frade Franciscano
Católico conta:

“Durante minha estada no cargo, de 20.000 a 30.000
prisioneiros foram liquidados em Jasenovac, de acordo
com minhas anotações… em sua maioria ciganos, judeus e
sérvios das montanhas Kozara … Algumas vezes participei
das liquidações… admito ter matado a 100 prisioneiros
pessoalmente no campo de Jasenovac e em Stara
Gradiska”.
103

Um sobrevivente de Jasenovac de nome Egon Berger, recorda
como Filipović tirou os filhos de três mulheres que lhe rogavam
misericórdia e se ofereciam no lugar deles. De acordo com Berger:
Eles jogaram as duas crianças ao solo e o terceiro ao ar como uma
bola. O Padre Filipović, enquanto o jogava ao ar, segurava uma
vara com a ponta para cima, tentando espetá-lo assim por três
vezes, na quarta vez, entre lamentos e risadas o pequeno caiu
cravado na vara. As mães foram jogadas no chão e lhes
arrancaram o cabelo, e quando começaram a gritar
desaforadamente, a Companhia 14 dos Ustasha as levou para
serem mortas.

Depois de ter sido Comandante de Jasenovac, o Sacerdote
foi ao campo de concentração de Stara Gradiska, onde
desempenhou o cargo de comandante até 20 de março de
1943.
A Enciclopédia do Holocausto cita o Irmão Filipović como
um dos mais cruéis assassinos do campo de concentração
por “ter matado milhares com suas próprias mãos”.

Como os Nazistas, os Ustashas queimavam suas vítimas em
velhos fornos de ladrilho pertencentes a uma antiga fábrica,
porém, diferente dos Nazistas, que matavam suas vítimas com
gás antes de queimá-las, os Ustasha os queimavam vivos. O
Professor Dr. Edmond Paris em seu livro “Genocide in Satellite
Croatia”. (Genocídio no satélite Croata) conta como milhares de
crianças foram colocadas vivas nos fornos.

Aqueles que não eram queimados devido a situações de
tempo ou lugar, eram apunhalados, baleados, dilacerados
e abandonados para morrer de fome. Milhares foram
tirados das montanhas enquanto outros eram metralhados,
104

moídos a golpes ou degolados. Povoados inteiros foram
queimados, inumerável número de mulheres violadas e
milhares morreram durante as marchas de inverno.
Como Comandante do Campo, Filipovic administrava o
estabelecimento com a assistência de Vjekoslav Maks Luburić,
Ljubo Miloš, Ivica Matković, Zvonimir Brekalo, Ivica Matković,
Saban Mujica, Brekalo, Zvonko Lipovac, Franciscano Culina e
outros. No livro “The Vatican’s Holocaust” (O Holocausto do
Vaticano) Avro Manhattan descreve o que ocorreu em Jasenovac
em 29 de agosto de 1942, quando chegaram as ordens de
execução. Ele diz:

“Foram feitas apostas para ver quem matava o maior
número de prisioneiros.” “O Padre Franciscano Pedro
Brzica cortou a garganta de 1360 prisioneiros com uma
afiada faca de açougueiro.” “Assim ganhou o prêmio de Rei
dos Degoladores”. Que incluía “um relógio de ouro, um jogo
de mesa de prata e um porco assado entre outras coisas…”.

Outra versão da mesma
história é contada por
Mile
Friganović,
ele
descreve
como
o
Franciscano Petar Brzica,
um estudante bolsista no
monastério
de
Siroki
Brijeg,
assassinou
a
1.350 (sic) prisioneiros do
campo de concentração
O “srbosjek”, arma utilizada por Petar
de Jasenovac em uma só Brzica para massacrar suas vítimas.
noite:
105

“O Franciscano Petar Brzica, Ante Zrinusic, Sipka e eu apostamos
para ver quem mataria mais prisioneiros em uma noite. A
matança começou e depois de una hora eu já tinha matado muito
mais que eles. Sentia-me no sétimo céu. Nunca tinha sentido tal
êxtase em minha vida, depois de duas horas tinha conseguido
matar 1.100 pessoas, enquanto os outros mataram entre 300 e
400 cada um. E depois quando estava experimentando meu mais
grandioso êxtase notei um velho camponês parado e observando
com tranquilidade enquanto eu matava minhas vítimas e a elas
enquanto morriam com grande sofrimento. Essa observação me
impactou no meio do meu maior êxtase e congelei imediatamente,
por um tempo não pude me mover. Depois me aproximei dele e
descobri que era do povoado de Klepci, perto de Capljina e que
sua família havia sido assassinada e ele enviado a Jasenovac
depois ter trabalhado no bosque. Falava-me com uma
incompreensível paz que me afetava mais que os gritos
penetrantes ao meu redor. Imediatamente senti a necessidade de
destruir sua paz mediante a tortura e assim, mediante seu
sofrimento, poder restaurar meu estado de êxtase para poder
continuar com o prazer de infringir dor. Apontei-lhe e o fiz sentarse em um tronco comigo. Ordenei-lhe gritar: “Viva Poglavnik
Pavelic!”, ou te corto uma orelha. Vukasin não falou. Arranqueilhe uma orelha. Não disse uma palavra. Disse-lhe outra vez que
gritasse “Viva Pavelic!” ou te arranco a outra orelha. Arranqueilhe a outra orelha. Grita: “Viva Pavelic!”, ou te arranco o nariz e
quando lhe ordenei pela quarta vez gritar “Viva Pavelic!” e o
ameacei arrancar o coração com minha faca, olhou-me em sua
dor e agonia e me disse: FAÇA SEU TRABALHO CRIATURA! “Essas
palavras me confundiram, me congelou, e lhe arranquei os
olhos, lhe arranquei o coração, lhe cortei a garganta de orelha a
orelha e o joguei no poço. Mas algo se rompeu dentro de mim e
não pude matar mais durante toda essa noite. O Franciscano Petar
106

Brzica me ganhou a aposta porque havia matado 1.350
prisioneiros e eu paguei sem dizer uma palavra.”
Entre 40.000 (cifra croata) e 600.000 (cifra sérvia) pessoas
morreram espantosamente em Jasenovac antes de ser
desmantelado em abril de 1945. E tudo isto com o completo
conhecimento e consentimento da Igreja Católica.

33 - Antonio Plaza
Monsenhor, Capelão e Repressor 1923 – 1987.
Monsenhor Antonio José Plaza foi Arcebispo da Cidade de La Plata,
Capital da Província de Buenos Aires, Argentina. Orgulhoso e ativo
colaborador das forças repressivas durante a Guerra Suja desse
país. Uso sua posição como bispo para entregar aos torturadores
dezenas de pessoas que ainda permanecem “desaparecidas”,
entre elas seu próprio sobrinho, José Maria Plaza, que foi visto na
ESMA (Escola de Mecânica da Armada, que funcionou como centro
de detenção clandestino durante a ditadura, por onde passaram
mais de 5.000 desparecidos).
Em 11 de Novembro de 1976, Monsenhor Antonio Plaza foi
designado capelão maior da Policia da Província de Buenos Aires,
sendo chefe da instituição o coronel Ramón Camps, um dos mais
sádicos torturadores da época. Como capelão seu trabalho era
visitar junto com o coronel os centros clandestinos de detenção
onde se albergavam as vítimas. Presenciando e facilitando muitas
vezes assim as mais variadas formas de interrogatório e as mas
criativas torturas vistas na América. Muitos ex-prisioneros, entre
eles Eduardo Schaposnik, relata ter visto Plaza com Camps, no
centro clandestino localizado na divisão de infantaria da policia da
107

província de Buenos Aires. Talvez pudéssemos ter muito mais
provas a respeito se tivessem existido mais sobreviventes desses
centros de morte. Agradecidos por sua bênção e trabalho, os
repressores lhe concederam o soldo mais alto disponível na policia
e um chofer para seu uso pessoal. Em 1983 o governo
democrático os destitui.

Firme defensor das leis de impunidade na Argentina, o
Monsenhor se referiu à lei de auto-anistia ditada pelo exconvicto e último presidente, Reynaldo Bignone, como
“evangélica”. Em referência a este ele disse:

“As leis da anistia em toda a tradição do mundo, nunca foram
coisa má, é algo que aquieta os espíritos. Isto não deve tornar-se
para nós como os encontros de Nuremberg, para ir procurar e
matar gente, cometendo um monte de irregularidades e levar o
pobre Eichmann…”
La Voz, Buenos Aires, 19 de agosto de 1983.

Defendeu a junta militar e condenou a justiça assim:

“…é uma revanche de subversão e uma porcaria. Trata-se um
Nüremberg ao contrário, onde os criminosos estão julgando os
que venceram o terrorismo…”

Em 1984 foi denunciado pelos delitos de encobrimento de
torturas, privação ilegal de liberdade e violação dos deveres
de funcionário público.

O nome do Monsenhor figura entre os 15 sacerdotes denunciados
como repressores. Plaza nunca contestou as acusações contra ele,
dado que nunca negou sua conexão com as forças de repressão e
108

estava sumamente orgulhoso de ter prestado serviços dentro
delas.

Fontes originais:






www.ateoyagnostico.com
Enciclopedia Católica
Lista de Papas (Wikipedia)
http://www.angelfire.com/ca6/filosofo/heroes.html
http://www.albaiges.com/religion/papisamarozia.htm
http://www.cayocesarcaligula.com.ar/papado/pornocracia_papal
.html
http://ec.aciprensa.com/j/juan12papa.ht

Lista de mais fontes:
http://herenciacristiana.com/heroinas/referenciasheroinas.html

109

4 - Métodos de tortura da Inquisição. >>>

A inquisição foi um tribunal eclesiástico estabelecido na Idade
Media para castigar os delitos contra a fé, ou seja, símbolo
máximo de intolerância religiosa que foi comum a católicos e
protestantes. Suas vítimas eram as “bruxas”, os judeus, hereges,
alquimistas, dissidentes, homossexuais e qualquer “persona non
grata” ao clero. Os acusados eram brutalmente torturados e
executados e seus bens requisitados. Veremos aqui alguns
métodos de tortura mais comumente usados, alguns dispositivos
simples, a sua utilização e suas vítimas.
Católicos e protestantes acusam-se há séculos sobre quem matou
menos, porém, que cada um tivesse matado apenas uma pessoa
por ter outra fé, já nos permitiria chamá-los de a escória do
110

mundo e com a consciência tranquila de não estarmos
comentendo uma injustiça. Matar pessoas em nome de um livro
de fábulas usado como instrumento máximo de tiranias religiosas,
jamais deve ser perdoado ou esquecido.
Veremos alguns métodos de tortura utilizados comumente
durante a inquisição, em todos os infelizes que não se ajoelhavam
diante da poderosa Igreja Católica. E na sequência veremos
alguns “Instrumentos de tortura” mais sofisticados e que faziam
confessar praticamente qualquer coisa que o inquisidor quisesse.
1 - Os Autos de fé

Auto da fé ou Auto de fé refere-se a eventos de penitência
realizados publicamente (ou em espaços reservados para isso)
com humilhação de heréticos e apóstatas, bem como punição aos
111

cristãos novos pelo não cumprimento ou vigilância da nova fé lhes
outorgada, postos em prática pela Inquisição, principalmente em
Portugal e Espanha.
As punições para os condenados pela Inquisição iam da obrigação
de envergar um sambenito (espécie de capa ou tabardo
penitencial), passando por ordens de prisão e, finalmente, em
jeito de eufemismo, o condenado era relaxado à justiça secular,
isto é, entregue aos carrascos da Coroa (poder secular, em
oposição ao poder sagrado do clero). O estado secular procedia
às execuções como punição a uma ofensa herética repetida, em
consequência da condenação pelo tribunal religioso. Se os
prisioneiros desta categoria continuassem a defender a heresia e
repudiar a Igreja Católica, eram queimados vivos. Contudo, se
mostrassem arrependimento e se decidissem reconciliar com o
catolicismo, os carrascos procederiam ao “piedoso” ato de
estrangulá-los antes de acenderem a pira de lenha.
Sua origem se remonta à Inquisição medieval e seu momento de
auge se situa nos séculos XVI e XVII em Roma, Espanha e nos
países de denominação castelhana. Na noite anterior à sua
celebração, se comunicava a sentença aos condenados à morte e
uma procissão percorria as ruas da cidade para colocar uma cruz
verde como símbolo da Inquisição, na praça destinada ao ato. No
dia seguinte, depois da comida, iniciava-se uma procissão na qual
os condenados iam vestidos com seus correspondentes
“Sambenitos” (foto) e eram colocados no lugar onde seriam
queimados e se procedia a leitura das sentenças, um sermão e o
juramento da Inquisição. Os autos gerais e solenes eram
celebrados com visitas oficiais do rei ou importantes cargos
eclesiásticos a uma determinada localidade. Caíram em desuso no
século XVIII.
112

A cadeira de interrogatórios
era o utensílio básico do
inquisidor. O efeito dos pregos
sobre a vítima, sempre nua, é
evidente
e
não
necessita
comentários.
Esta
sofre
atrozmente desde o primeiro
instante do interrogatório, que
pode ser mais intenso ao se
aplicarem sacudidas ou golpes
em braços, pernas ou outras
partes do corpo. O assento era
muitas vezes de ferro, de
maneira que podia ser aquecido
com um braseiro ou tocha, para
garantir que o investigado
confessaria
qualquer
coisa
sugerida pelo inquisidor.

O Método da cabra não faltava em
nenhuma
das
masmorras
dos
castelos
medievais
europeus.
Colocavam-se as pernas da vitima em
um cepo, para que fosse impossível
movê-las e untavam seus pés com
gordura ou sal. A cabra começa a
lamber com força e, com a aspereza
de sua língua, levanta a pele dos pés
da vítima, provocando uma dor
terrível.

113

O tormento do rato
já era conhecido na
antiga China, mas foi
no ocidente medieval
onde se consagrou.
Nesta
tortura,
se
colocava
sobre
o
abdome da vítima uma
jaula aberta na base.
No
interior
se
encontrava um rato
que
era
molestado
pelos torturadores, com fogo principalmente. O animal apavorado
buscava uma maneira desesperada de sair e terminava por escavar
um túnel nas entranhas da vítima.

O “gota a gota” era um método de tortura
baseado na água, foi muito utilizado durante a
Idade Media, se usava fundamentalmente
para arrancar a confissão ou informação da
vítima. Era uma tortura longa, na qual o
torturador não tinha pressa nenhuma e a única
coisa que tinha que fazer era esperar que a
vítima viesse abaixo. Consistia em amarrar o
réu a um poste ou à parede, amarrando
firmemente pés, mãos, pescoço e rosto;
colocando-se a cabeça debaixo de um cano
que gotejava em um ritmo contínuo. Isto provocava um estado de
loucura além de terminar por lesionar o crâneo até produzir a morte.

O método da touca foi muito utilizado pela Inquisição espanhola dos
séculos XV e XVI. Seu nome procede de um dos elementos necessário
para esta tortura, a touca, que era uma peça branca de linho ou seda
com os quais se fazia as toucas ou panos que cobriam a cabeça das

114

mulheres.
Esta
touca
era
introduzida na boca da vítima, de
maneira que chegasse até a
traqueia, posteriormente se vertia
água sobre a touca, que ao
empapar-se, provocava no preso
uma sensação terrível de asfixia e
violentas contrações estomacais de
vômito.

Tortura da água. Padrão usado na
França, mas usado pelo cristianismo,
essa tortura mantinha o processado
totalmente imobilizado em uma mesa
de madeira, depois lhe colocavam um
pano longo em sua boca e
derramavam água, engolindo por
reflexo e chegando o pano quase ao
estômago,
então
o
tiravam
produzindo uma terrível dor. Outra
forma é colocar o trapo na garganta e verter água produzindo
ao infeliz a sensação de afogamento. Uma variação incluía
alimentar a vítima somente com alimentos salgados e água
suja. Estes e outros métodos se demonstraram altamente
positivos nos interrogatórios aos templários, dos 138 templários
interrogados em Paris, 134 confessaram todas as acusações.
Não é de estranhar que sob aquelas bárbaras sessões de
torturas, os templários (traídos pela igreja) confessassem toda
sorte de pecados contra a Igreja, como estranhas práticas e
rituais, Osculum Infame, adoração de ídolos, etc. Mas hoje em
dia está provado que todas as acusações existiam unicamente
115

nas retorcidas mentes dos torturadores, já que a tortura, o
incrível terror anterior e a dor intensa durante e depois das
sessões, fazia as vítimas reconhecerem qualquer delito que se
quisesse imputar. Um dos templários sobreviventes às torturas
admitiu: “Naquelas circunstâncias teria confessado ter
assassinado o próprio Deus”.
O cepo. A vítima era presa com cabeça,
mãos e pés nas aberturas correspondentes
e assim expostos em praça pública, onde a
população os humilhava, esbofeteava ou
sujava com fezes ou urina. Em muitos casos,
os condenados também eram espancados,
apedrejados, queimados, dilacerados e até
mesmo severamente mutilados. Além disso,
cócegas incessantes nas solas dos pés e nos
lados do corpo chegavam a ponto de
tornarem-se uma tortura insuportável. Somente infratores
inofensivos poderiam esperar livrar-se com não mais do que
alguns arranhões.
O sangramento. Acreditava-se que a
força das bruxas podia ser controlada
ao fazê-las sangrar. Isto implicava em
cortar a vítima no rosto ou perto de
uma veia importante. Os acusados
submetidos a esta tortura perdiam
sangue rapidamente e desmaiavam
devido a isso, comprovando que o
acusado era assistido pelo demônio ao
tirar-lhe a alma do corpo para que não sofresse.

116

Tartaruga.
Comprimir
ou
esmagar sob uma madeira com
pesos
encima
(também
chamada de tartaruga) era um
método comum entre os
ingleses. Nesta imagem do
século
XVI
vemos
a
“tartaruga” com sua variação
da “balança”, um tronco
colocado na espalda da vítima
para que o espinhaço se
quebrasse com o peso. Na a
parte superior do desenho vêse um preso no cepo. Esta tortura é protestante.

A fogueira. É uma das
torturas mais antigas, vítimas
dela foram os hereges e
bruxas.
Provavelmente
a
morte mais famosa na fogueira
foi a de Joana D´arc por
heresia.
Santo
Agostinho
(354-430) declarou que os
hereges, pagãos e judeus
queimariam para sempre no
fogo eterno, a menos que
cumprissem as leis da Igreja
Católica, como resultado desta
declaração
deste
Santo,
queimaram centenas de pessoas como um presságio do que estava
por vir. Na França, Alemanha e Escócia, os gastos da prisão e da
fogueira ficavam a cargo de propriedades da vítima ou de seus
parentes. A queima de uma bruxa era um grande espetáculo público,
a execução era realizada logo após a condenação, se contratava o
carrasco para a construção do local de execução e recolher a madeira

117

para a fogueira. Na Escócia, antes de queimar uma bruxa, se a
obrigava a jejuar e orar por vários dias, depois ela era estrangulada,
em seguida, seu corpo (muitas vezes semiconsciente) e seminu era
amarrado a uma estaca e se esvaziava sobre o corpo um barril de
alcatrão para acender o fogo. Acreditava-se que se a bruxa (vítima)
estivesse viva não sairiam chamas de seu corpo, por isso os
espectadores espancavam e chutavam o corpo para que a fogueira
humana tivesse chamas

A serra. Observando o desenho, este
instrumento de tortura não necessita de
muitas explicações. Seus mártires são
abundantes. Devido à posição invertida
da vítima, se garantia suficiente
oxigenação do cérebro, o que impedia
uma perda grande de sangue e fazia
com que a vítima não perdesse a
consciência até que a serra chegasse ao
umbigo ou mesmo ao peito, segundo
relatos do século XIX. La Bíblia diz (2
Samuel 12:31 – clique na imagem ao
lado para mais detalhes) que Davi, rei
hebreu e santo cristão, exterminou
os habitantes de Rabá e de todas as
cidades amigas pelo método “... passar a serras, e a picaretas, e a
machados, e em fornos de tijolos; assim o fez em todas as cidades
dos filhos de Amom. Voltou Davi com todo o seu povo para Jerusalém.”
Esta espécie de aprovação, pouco menos que divina, contribuiu à larga
aceitação da serra, do machado e da fogueira. A serra se aplicava
principalmente a homossexuais, especialmente homens. Na Espanha
a serra era um meio de execução militar até o século XVIII segundo
referências contemporâneas, as quais, entretanto, não citam nenhum
fato concreto. Na Catalunha, durante a Guerra da Independência
(1808-14), os guerrilheiros catalães submeteram dezenas de oficiais
inimigos à serra. Na Alemanha luterana a serra esperava os líderes

118

campesinos rebeldes e na França, às bruxas engravidadas por
Satanás.

Escalpelamento.
Esta
forma
de
tortura
era
específica para mulheres.
Amarrava-se um pedaço de
madeira
no
cabelo
da
mulher e começava-se a
torcer, torcer e torcer.
Quando
os
braços
do
inquisidor se cansavam,
assumiam
seus
colaboradores
e
continuavam a torcer. Não
só o cabelo era arrancado, mas que se podia ver o couro cabeludo
aberto e expondo os ossos do crâneo. Como era de se esperar,
somente nas mulheres com cabelo abundante se aplicava este
método.

Extração das unhas. Este
método de tortura foi
imaginado para arrancar as
unhas. Em 1590 e 1591
João Fian foi submetido a
esta
e
outras
tantas
torturas na Escócia. Depois
de ter as unhas arrancadas,
introduziram cravos em seu
lugar.

119

Limpeza da alma. A crença católica é de que a
alma das bruxas são almas corrompidas. As
vítimas precisavam ser limpas antes do castigo,
obrigando-as a beber coisas quentes ou
ferventes como: água, ferros, carvões e
inclusive sabão.

Frio e calor. Tortura refinada. Raspa-se a
cabeça do torturado e se coloca sobre ela dois
recipientes, um com água fervendo e outro com
água gelada. Deixa-se cair na cabeça da vítima
uma gota de cada, alternativamente. A
mudança brusca de temperatura produz um
efeito doloroso.

Tormento chinês. Desconhecemos
se realmente foi inventado na distante
China.
Algumas
varetas
são
introduzidas debaixo das unhas dos
dedos dos pés ou das mãos e se
espera. Se o torturado não confessa,
se põe fogo nas varetas.

120

O melaço. Unta-se a vítima com
melaço e se a deixa imobilizada nas
imediações de um formigueiro. É
especialmente
eficaz
nas
zonas
tropicais, onde existem espécies de
formigas particularmente vorazes.

Bota malaia. É um dispositivo de madeira
em forma de bota malaia com um
mecanismo de pressão. Ao girar a
alavanca, a bota vai encolhendo por
dentro. O resultado final é como uma
pessoa que usa 42 coloca uma bota de
madeira 30: ossos do pé quebrados e
dores terríveis.
O braseiro. Simples, mas efetivo. Esquentase no fogo ou braseiro, um ferro ao vermelho
vivo e se queima com ele diferentes partes do
corpo do torturado,
que é
mantido
imobilizado. O torturador pode agir sobre
diferentes zonas do corpo onde a dor é mais
ou menos intensa, prolongando assim o
sofrimento como desejar.

121

O elmo. Coloca-se no indivíduo um
capacete de metal de uns 40 cm de
diâmetro e se introduz em sua parte
superior um par de ratos famintos,
que se alimentarão vorazmente com a
cara da vítima. Existem variantes para
outras partes do corpo, como por
exemplo, os genitais.

Insônia. Na Inglaterra, essa tortura
não foi permitida contra as bruxas,
pois a tortura pela insônia era causada
por esta condição, as autoridades não
consideraram tortura. Eles usavam
em heresias menores.

Caminhante. Esta "suave" tortura,
usada principalmente na Inglaterra,
se empregava em conjunto com a
tortura da insônia, consistia em fazer
a vítima caminhar e correr até que se
cansasse e surgissem bolhas nos pés.

122

A canela. Tortura aplicada nas pernas, a
parte redonda se colocava na panturrilha e
a plana na canela, se apertava os parafusos
até lascar o osso, em casos extremos se
apertava até que o sangue e a medula
jorrassem pela perna da vítima. Foi muito
usada para conseguir informações e
confissões.

Forno dos pés. Outro dos métodos
favoritos
dos
torturadores
da
Inquisição era amarrar os acusados
a una pequena mesa de madeira,
impregnar os pies (que sobressaíam
da longitude da mesa) com gordura
animal e aproximar a mesa a um
forno aberto, com o que a gordura
entrava
em
ignição
infligindo
gravíssimas queimaduras e intensa
dor. Um dos templários que sofreram
esta tortura, Bernard de Vaho, foi
levado diante da corte de justiça
levando uma pequena caixa que continha seus próprios ossos do pé,
totalmente calcinados.

123

A bota de ferro. Ela consistia de
cunhas que se ajustavam às
pernas, joelhos e tornozelos. O
carrasco com um grande martelo
golpeava as cunhas, a cada golpe
o inquisidor repetia a pergunta, as
cunha esmagavam a carne e
dilaceravam os ossos, às vezes
fazendo jorrar a medula.

Fonte:
http://www.portalplanetasedna.com.ar/torturas.htm
http://www.scribd.com/doc/2665179/Torturas-de-la-Inquisicion-I

124

5 - Instrumentos de tortura da Inquisição >>>

Agora vamos revisar alguns instrumentos de tortura mais
sofisticados, que foram utilizados para arrancar confissões dos
blasfemadores e opositores de Deus e da Igreja. Vendo estas
imagens e descrições, parece uma mentira surrealista que em
algum momento da história da humanidade essas ações foram
reais só porque alguém não estava de acordo com um dogma
religioso específico. A igreja se “desculpou” por esses atrozes
crimes, mas isso não é suficiente; toda a dor e sofrimento que
causaram, jamais poderão ser remediados com simples desculpas
e arrependimentos tardios, pois assim é muito fácil justificar
qualquer tipo de crime. Deveria de haver uma maneira de
125

compensar toda essa época de terror e sangue em nome de Deus.
Porém, observamos com impotência que um sistema que permitiu
e realizou tais práticas, em lugar de estar desaparecido e obsoleto,
notamos com profundo pesar que sua vigência e poder são a cada
dia maiores.
Impressiona que milhões de pessoas que se dizem dignas,
“inteligentes” e honestas tenham o descaramento de participar,
promover, defender e sustentar uma instituição que conseguiu
fazer na Terra, o próprio inferno parecer um paraíso agradável...
E em nome de Deus.
1 - Armas do carcereiro
As armas para carcereiros se distinguem das
armas militares porque não são adequadas
para a guerra, já que os inimigos usam
couraças e armas, mas são muito úteis para
controlar uma turba de prisioneiros
semidesnudos, evidentemente desarmados.
No “agarra-pescoço” pode ser vista a argola
com abertura em forma de anel na
extremidade de uma vara de dois metros de
comprimento.
Um prisioneiro, ou qualquer foragido que tentasse escapar de um
oficial de justiça ou policial, escondendo-se no meio da multidão,
é facilmente capturado: uma vez que o pescoço é preso pela
armadilha, não há outra possibilidade que seguir o captor. O
“agarra-pescoço” ainda é usado em centenas de prisões, muitas
vezes faz parte do equipamento de forças anti-disturbios. Versões
126

modernas incluem, em alguns casos, a utilização de energia
elétrica.
2 - Látego ou chicote

Há uma grande variedade de chicotes. Entre eles, há de dois, três
e até oito correntes com abundantes estrelas e/ou as lâminas de
aço afiadas que se usavam e são utilizados para flagelar o corpo
humano. Para esfolar se utilizavam chicotes de diversos
tamanhos; gigantes como o “gato de nove caudas”, que podia
aleijar um braço e um ombro em um só golpe, ou um fino e
traiçoeiro como o “nervo de boi”, que com dois ou três golpes
podia cortar a carne das nádegas até a pélvis. O chicote de esfolar
era empapado em uma solução de sal e enxofre dissolvidos em
água antes da sua utilização, o que, juntamente com as suas
estrelas o convertia em uma ferramenta destrutiva e muito útil
para o torturador. A carne, quando atingida, se transformava em
uma polpa, expondo diversos órgãos internos. Os chicotes são
usados ainda hoje. Nesta fotografia vemos: um chicote de
correntes formadas por ligações planas e ovais, afiadas como
127

navalhas em formas de folhas, outro de corrente dupla com quatro
pesadas estrelas de ferro na ponta; e um fragmento de um chicote
do século XIV, chamado coroa de espinhos em honra a Jesus
Cristo.
3 - Pinças e alicates ardentes

Pinças, alicates e tesouras eram usados ao
“vermelho vivo”, mas também frias, para
lacerar ou arrancar qualquer membro do
corpo humano e era outro elemento básico
entre as ferramentas de todo carrasco. Os
alicates quentes foram usados para queimar
preferencialmente narizes, dedos das mãos,
dos pés e mamilos. As pinças alongadas
serviam para rasgar ou queimar o pênis. Tal
como é explicado na parte da pera oral, retal
e vaginal, os genitais masculinos sempre
gozaram de certa imunidade.
Ao largo da longa série de torturas, também há casos raros de
estirpação do pênis ou da genitália completa. As partes cortadas
geralmente eram queimadas dentro do punho da vítima. Estes
castigos não se aplicavam a atos de violência contra as mulheres
como se poderia pensar, mas sim por tentativas de violência ou
conspirações contra os governantes ou príncipes. A violação
extra-matrimonial raramente era punida e o estupro conjugal
sempre foi sagrado.

128

4 - As máscaras

Estas engenhocas, que existiam em grande profusão e de formas
extravagantes, de 1500 a 1800, foram aplicadas aos que havia
expressado seu descontentamento de forma imprudente contra a
ordem, contra as convenções vigentes, contra a arrogância do
poder, ou, de qualquer forma, contra o Estado das coisas em
geral. Através dos séculos, milhões de mulheres, consideradas
provocadoras de conflitos
por seu cansaço da escravidão
doméstica e
gravidez
continua,
foram humilhadas
e
atormentadas; desta forma o poder eclesiástico expunha ao
escárnio público os inconformados e os desobedientes. A Igreja
católica punia uma longa lista de infrações menores por este
método. A grande maioria das vítimas eram mulheres e o princípio
que se aplicava era sempre o de “mullier taceat in ecclesia”,
mulheres devem ficar caladas na igreja. Muitas máscaras
incorporavam peças bucais de ferro, alguns destas mutilavam
permanentemente a língua com pontas afiadas e lâminas
cortantes. As vítimas trancadas nas máscaras e expostas em
praça pública, também eram agredidas pela multidão. Golpes
dolorosos, ser untadas com urina e fezes, e feridas graves (por
vezes fatais, particularmente nos seios e púbis) eram a sua sorte.
129

5 - Gaiolas penduradas

Até o final do século XVIII, nas paisagens urbanas da Europa não
era estranho encontrar abundantes gaiolas de ferro e madeira
ligadas ao exterior dos edifícios municipais, palácios ducais ou de
justiça, catedrais, muralhas das cidades ou em altos postes
próximos dos cruzamentos de estradas. É algo que tavez já tenha
visto em filmese não tenha reparado, mas que existia. Grande
quantidade de exemplos existe ainda hoje, como no palácio de
Mântua e na ábside da catedral de Münster (Suíça). Em Veneza,
o lugar de origem da gaiola celular, elas eram penduradas na
Ponte dos Suspiros e mais frequentemente nas paredes do
Arsenal. As vítimas, nuas ou seminuas, eram trancadas em jaulas
e penduradas. Elas morriam de fome e sede, pelo mau tempo; frio
no Inverno e pelo calor e queimaduras solares no verão. Muitas
vezes, já haviam sido torturadas e mutiladas para maior punição
e humilhação. Os corpos eram deixados em decomposição até o
desprendimenro dos ossos, mas, às vezes, eram cobertos com
resina de pinheiro, a fim de retardar os efeitos da decomposição,
e os amarravam com correias para impedir o desprendimento dos
membros. Desta maneira, eram utilizadas como uma lição de
130

moral. Obviamente, as vítimas, uma vez mortas, eram alimento
de todo tipo de animais.

6 - O potro

O estiramento ou desmembramento por meio da tensão
longitudinal foi usado no antigo Egito e na Babilônia. Na Europa,
junto com o pêndulo, constituiam elementos fundamentais em
qualquer masmorra desde a República Romana até o
“desaparecimento” da tortura no final do século XVIII. Em muitos
países fora da Europa continuam a existir. A vítima é literalmente
esticada pela força do guincho. Testemunhos antigos dizem que o
estiramento era de até 30 cm, alongamento inconcebível que
vinha do deslocamento de cada articulação dos braços e das
pernas, do desmembramento da coluna vertebral e, claro, pelo
despregamento dos músculos das extremidades, tórax e
abdômen, que, claro, com efeitos letais. Esta tortura geralmente
consistia de três graus. No primeiro, a vítima sofria deslocamento
dos ombros devido ao alongamento dos braços para trás e para
cima, assim como a dor intensa dos músculos ao romper-se, como
131

qualquer fibra submetida a uma tensão excessiva. No segundo,
joelhos, quadris e cotovelos começam desconjuntar-se; no
terceiro se separam ruidosamente. Já no segundo grau o
interrogado fica inválido por toda a vida, depois do terceiro já está
paralisado e irá gradualmente desmantelamento-se pouco a
poucoi. As funções vitais vão cessando conforme passam as horas
e os dias.
7 - O Potro na escada
O
propósito
deste
suplício é semelhante a
alguns já vistos, mas
neste caso as costas e
axilas eram queimadas
por
uma
tocha
composta de sete velas.
Se
a
vítima,

paralisada,
com
os
ombros quebrados e
moribunda por causa
das infecções causadas
pelas
queimaduras,
ainda não confessasse,
o tribunal era obrigado,
como sempre em casos
semelhantes,
a
reconhecer sua inocência.

132

8 - Colar penal
Existem muitos tipos de correntes
que prendem as pessoas a pesos
inumanos: tornozeleiras (a “bola”
clássica),
pulseiras,
cintos,
colares, etc. O condenado devia
levar estas cargas por muito
tempo: semanas, meses, anos ou
mesmo a vida toda. A coleira da
foto tem uma corrente com um
anel para o pescoço no final. A pedra, de 12 quilos, precisava
ser carregada com as mãos o tempo todo. A vítima sofria um
esforço mortal e abrasão do pescoço e ombros, levando à
infecção e gangrena.
9 - Cinturão de São Erasmo
Os instrumentos com espetos em seu
interior eram em alguns círculos e
ainda o são, os favoritos de quem
pratica
a
mortificação
religiosa.
Logicamente, os mesmos instrumentos
também foram usados para a tortura
inquisitorial
e
punitiva.
Seu
funcionamento era o seguinte: se o
colocava ao redor da vítima, e
rapidamente começava a ferir e rasgar
a carne com cada pequeno movimento,
com cada respiração. Então logo vinha
a gangrena, infecção e putrefação. Não poucas vezes, o
carrasco colocava vermes carnívoros na parte descarnada e que
penetravam para o interior do corpo.
133

10 - A cegonha
Este é mais um dos instrumentos de tortura que à primeira vista
não


dos
sofrimentos que é
capaz
de
criar,
porque a sua missão
não é apenas a de
imobilizar a vítima.
Após
poucos
minutos
de
uso
sobre a pessoa, esta
sofre
grandes
cãimbras, primeiro
músculos
abdominais e retais,
após os peitorais,
cervicais
e
das
extremidades.
Ao
longo das horas,
essas
cãimbras
levam a uma dor
contínua
e
insuportável no abdômen e reto. Em tal situação, a vítima
costumava ser golpeada, chutada, queimada e mutilada à
vontade.

134

11 - A flauta do desordeiro
Instrumentos
de
tortura
feitos
com
forma
de
trompete, trombone, flauta
doce, oboé e feitos de
madeira, bronze ou ferro.
Provavelmente são de origem
holandesa, e estão mais
associados aos séculos XVII e
XVIII,
embora
sejam
conhecidos alguns exemplos
anteriores e posteriores. O
colar de ferro se fecha por
trás do pescoço da vítima, e
seus dedos eram colocados,
como os de um músico, sob
os cortes da braçadeira e
apertados pelo executor até
esmagar a carne, ossos e
articulações. Essa tortura era, acima de tudo, uma forma de
exposição à vergonha pública, com todas as consequências
habituais: dolorosa e, às vezes fatal, que marcavam o destino
dos expostos. Imposta para punir delitos menores como
blasfêmia de primeiro grau, brigas, chingamentos, conduta
desordeira, etc. Na Itália, segundo referências de arquivos
romanos, napolitanos, parmesanos e bolonheses, muitas vezes
se aplicava aos que faziam algazarra e provocavam tumulto na
frente da igreja durante as missas. Na República de Veneza,
aplicavam pesadas flautas ferro aos que abusavam da denúncia
anônima contra outros, movidos por raiva, malícia ou inveja.

135

12 - Esmaga-dedos
Simples
e
muito
eficiente,
o
esmagamento
dos
dedos,
falanges
e
unhas é uma das
torturas mais antigas.
Os resultados, em
termos de dor infligida
em relação ao esforço
e tempo gasto, são
altamente
“satisfatórios”. Esta foi
uma
das
muitas
ferramentas utilizadas
no que é conhecido
como “as perguntas
dolorosas”,
que
consistia de extração
de confissões através
de torturas descritas e ilustradas com precisão científica, até os
mínimos detalhes como: a espessura das cordas, o número de
elos das correntes, o comprimento dos pregos e parafusos, os
graus de mutilações permanentes permitidos para diferentes
graus de acusações, etc. Em 1629, em Prossneck, Alemanha,
deixaram uma mulher com esses parafusos colocados das dez
horas da manhã à uma da tarde, enquanto o torturador e seus
colegas saíram para o almoço.

136

13 - O pêndulo (strapado)

Uma tortura fundamental, que às vezes era apenas uma
preparação da vítima para posterioress tormentos, era o
deslocamento dos ombros, girando os braços violentamente para
trás e para cima. O suplício do pêndulo é (como muitas outras
torturas) barato e eficiente. Não precisa de equipamentos
complicados. Pulsos da vítima eram amarrados atrás das costas e
neles era amarrada uma corda por onde a vítima era içada.
Imediatamente os úmeros se desarticulavam junto com a
escápula e a clavícula. Esse deslocamento produzia deformidades
horríveis, muitas vezes permanentes. A agonia podia ser
estimulada mediante pesos agregados progressivamente aos pés,
até que finalmente o esqueleto se desmembrasse. No final, a
vítima, paralisada, morria.

137

14 - A humilhação do barril
Era uma espécie de
vergonha pública, que se
aplicava
especialmente
aos bêbados. Havia dois
tipos de barril: aqueles
com fundo fechado, onde
a vítima era colocada
dentro, com urina e
excrementos
ou
simplesmente com água
podre e os abertos, para
que
as
vítimas
caminhassem pelas ruas
da cidade, o que produzia
grande dor devido ao seu
grande peso. Entre os
instrumentos de escárnio
público cabe destacar os
colares
para
vagabundagem
e
mendicância. Eles consistiam de pesadas “garrafas” de madeira
ou pedra (nos bêbados) ou grossas “moedas” de ferro que
penduravam em volta do pescoço dos comerciantes desonestos.
Nos caçadores sem permissão, eram amarrados os cadáveres
dos animais caçados ilegalmente, até a putrefação e
desprendimento dos mesmos (punição especialmente eficaz no
Verão). Os colares pesavam cerca de oito ou nove quilos, pelo
que a sua aplicação durante noites e dias inteiros, causava
lesões e infecções e, em casos extremos, até mesmo gangrena.

138

15 - Roda de despedaçar
Era o instrumento de execução mais comum na Europa
germânica, depois da forca, desde a baixa Idade Media até
princípios do século XVIII. Na Europa Latina o desmembramento
era feito com barras de ferro maciças e clavas ferradas no lugar
das rodas. A vítima, nua, era
estirada de costas no chão ou no
patíbulo,
com
os
membros
estendidos ao máximo e amarrados
em estacas ou argolas de ferro. Sob
os punhos, cotovelos, joelhos e
quadris se colocavam pedaços de
madeira. O carrasco, desferindo
violentos golpes com a roda
ferrada, esmagando osso após osso
e articulação após articulação,
procurava não infligir golpes fatais.
A vítima se transformava, segundo
nos conta um cronista alemão
anônimo do século XVII, “em uma espécie de grande fantoche
uivante e reotorcendo-se, como um polvo gigante de quatro
tentáculos, entre rios de sangue, carne crua, viscosa e amorfa
misturada com lascas de ossos quebrados”. Depois era
desamarrada e introduzida entre os raios da grande roda
horizontal na ponta de um poste que depois se levantava. Os
corvos e outros animais arrancavam tiras de carne e furavam
os olhos da vítima, até que acabava por morrer. Como se vê,
era uma das torturas mais longas e angustiantes que se poderia
infligir. Junto com a fogueira e o esquartejamento, este era um
dos espetáculos mais populares entre os muitos similares que
ocorriam nas praças da Europa. Multidões de plebeus e nobres
139

acudiam para deleitar-se com um “bom” despedaçamento, de
preferência de uma ou várias mulheres em fila.
16 - Esmaga-cabeças

O queixo da vítima era colocado na barra inferior e a tampa
superior era empurrada para baixo pelo parafuso. Os efeitos deste
processo são evidentes. Primeiro, os alvéolos dentais eram
triturados, em seguida as mandíbulas, depois o cérebro escorria
através da cavidade dos olhos e entre os fragmentos do crânio.
Hoje ele não é mais utilizado como pena capital, mas continua em
alta estima para uso como interrogatório em grande parte do
mundo. Atualmente a tampa e barra inferior são cobertas com um
material macio que não deixa marcas na vítima. Existem alguns
instrumentos com finalidade semelhante e chamados de “quebracrâneos” que, como o próprio nome sugere, diferia do “esmagacabeças”, que em vez de esmagar a cabeça, rompia o crânio. Isso
garantia que o diabo sairia da cabeça do réu.

140

17 - O colar de puas
É equipado com pinos afiados de todos os lados. O instrumento
da foto pesa mais de cinco quilos, era fechado no pescoço da
vítima, e muitas vezes se
tornava um meio de execução:
a erosão dacarne do pescoço
até
o
osso,
ombros
e
mandíbula,
a
gangrena
progressiva, a infecção febril e
a erosão final dos ossos,
especialmente das vértebras
descarnadas conduziam a uma
morte certa, atroz e rápida. Além disso, o colar tinha a
vantagem de economizar tempo e dinheiro: sua função era
passiva e não requeria esforço e, portanto, não havia
necessidade de pagar um carrasco, “trabalha” por si mesmo, dia
e noite sem descanso e sem problemas de manutenção.
18 - A mordaça ou o babeiro de ferro
Esta engenhoca abafava os gritos
dos condenados para não impedir
a conversa dos executores. A
“caixa” de ferro do interior do aro
é embutida na boca da vítima e o
colar preso à nuca. Um buraco
permite a passagem do ar, mas o
carrasco pode cobrir com a ponta
do dedo e provocar asfixia. Muitas
vezes, os condenados à fogueira eram amordaçados desta
forma, especialmente durante autos de fé, caso contrário, os
141

gritos interfeririam com música sacra. Giordani Bruno, culpado
de ser uma das mentes mais brilhantes de sua época, foi
queimado na Praça do Campo dei Fiori (em Roma, em 1600)
com uma mordaça de ferro que possuia duas pontas longas,
uma das quais perfurava sua língua e saia por debaixo do
queixo, enquanto a outro perfuava a parte superior da boca.
19 - O cinto de castidade

A visão tradicional sobre o cinto de castidade é que foi usado
para garantir a fidelidade das esposas durante períodos de longa
ausência de seus maridos, especialmente das mulheres dos
cruzados que partiam para a Terra Santa. Talvez algumas
vezes, mas não como o uso normal, a “fidelidade” tenha sido
“garantida” deste modo por curtos períodos de algumas horas
ou alguns dias, nunca mais que isso. Não podia ser assim,
porque uma mulher presa dessa forma logo morreria por causa
de infecções, abrasões e lacerações causadas por simples
contacto com o ferro. Também devemos considerar a
possibilidade de uma gravidez em curso. Na verdade, a
utilização principal do cinto era muito diferente: era uma
barreira contra o estupro, uma barreira frágil, mas suficiente em
142

alguns casos, por exemplo, em tempos de aquartelamento
soldados nas cidades, para a hospedagem em estalagens,
durante a viagem. Nós sabemos de muitos testemunhos de que
as mulheres colocavam o cinto por iniciativa própria, fato que
algumas idosas sicilianas e espanholas ainda lembram hoje.
Então, uma pergunta é necessária. Será que o cinto é ou não
um instrumento de tortura? A resposta deve ser um inequívoco
sim, uma vez que esta humilhação, este ultraje ao corpo e ao
espírito é imposto pelo terror ao macho, por medo de sofrer por
causa da agressividade humana.
20 - O garrote

Há duas versões básicas deste instrumento: A tipicamente
espanhola, na qual o parafuso empurra para trás o colar de ferro
matando a vítima por asfixia (foto de cima). Estamos falando
sobre a Inquisição, entretanto, este tipo foi usado na Espanha até
1975, quando pena capital foi abolida. O catalão, em que um
punção de ferro penetra e rompe as vértebras cervicais, enquanto
empurra o pescoço para frente (foto de baixo) esmagando a
traqueia contra o colar fixo, matando por asfixia ou destruição
lenta da medula espinhal. A presença da ponta na parte de trás,
143

não só não provoca uma morte rápida, mas aumentava a
probabilidade de uma agonia prolongada. Foi usado até o início
deste século (XX) na Catalunha e em alguns países da América
Latina.
21 - O touro de Falaris

Os gritos das vítimas saíam pela boca do touro, fazendo parecer
que a figura mugia. De qualquer forma, não existem provas. Ao
contrário, Falaris foi considerado pelos escritores quase
contemporâneos seus, um governante culto e justo. O touro de
Falaris estava presente em numerosas salas de tortura da
Inquisição dos séculos XVI, XVII e XVIII.

144

22 - Unhas de gato

Seu tamanho era o de
quatro dedos de uma
pessoa. Montado em
um cabo, se usava
para reduzir a tiras a
carne da vítima e
extraí-la dos ossos em
qualquer
parte
do
corpo: rosto, abdome, espalda, extremidades, seios, etc.
23 - O berço de Judas

Este era um instrumento de
tortura usado principalmente
para confissões. A vítima é içada
na forma vista na figura, e, uma
vez levantada, era baixada sobre
a ponta da pirâmide de modo que
seu peso repousasse sobre ânus,
vagina,
escroto
ou
cóccix.
Coforme
instruções
dos
interrogadores,
o
carrasco
variava a pressão de nenhuma
até todo o peso do corpo.
Também se podia sacudir a vítima ou fazê-la cair repetidamente
sobre a ponta.

145

24 - A donzela de ferro

uma
infinidade
instrumentos de tortura com
forma
de
sarcófago
antropomórfico
com
duas
portas e pregos afiados em
seu interior, que penetravam
no corpo da vítima quando
estas se fechavam. Os pregos
eram desmontáveis, com o
que se podia muda-los de lugar, a fim de possuir amplas opções
de mutilação e ferimentos, levando a uma morte mais ou menos
prolongada, mas sempre entre grandes sofrimentos.
25 - A forquilha do herege
Como se pode apreciar na fotografia, a
“forquilha” do herege é composta por quatro
pontas afiadíssimas, que se cravavam
profundamente na carne, sob o queixo e
sobre o externo. A forquilha impedia qualquer
movimento da cabeça, mas permitia que a
vítima murmurasse, com a voz quase
apagada (o que se conhecia como “abiuro”
(abjuro), palavra que se acha gravada em um
lado da forquilha). Caso se negasse a confessa, o herege,
considerado como “impenitente”, era vestido com o traje
característico e conduzido à fogueira, com a condição da
Extrema unção, no caso da Inquisição espanhola. Se o
inquisidor era romano, o herege era enforcado ou queimado.
146

26 - A pera oral, retal e vaginal.

Estes instrumentos eram usados em formato orais e retais.
Eram embutidos na boca, reto ou vagina da vítima, e ali eram
abertos por meio de um parafuso externo até a sua máxima
amplitude. No interior do corpo os danos eram irreparáveis. As
pontas que sobressaiam no extremo de cada segmento serviam
para dilacerar melhor o fundo da garganta, do reto ou do útero. A
pera oral normalmente se aplicava aos pregadores heréticos, mas
também a presos seculares de tendência anti-ortodoxa. A pera
vaginal estava destinada às mulheres culpadas de ter relações
com Satanás ou com um de seus familiares. E a retal aos
homossexuais passivos.

147

27 - Crucificação
Neste
método
cruel
e
engenhoso
de tortura,
a vítima era
colocada
em
um
banquinho
em frente a
uma
grande
porta
de
madeira
fechada.
Seus braços eram levantados verticalmente por cima de sua
cabeça. Por um lado os pulsos eram amarrados entre o cúbito e
o radio e pelo outro à porta. Também os pés eram
convenientemente atados entre o primeiro e segundo
metatarso. Os inquisidores, então, abriam a porta subtamente
e tiravam o ponto de apoio da vítima (o banco) com o que o
condenado ficava literalmente crucificado na porta, infligindolhe mais ou menos dor dependendo da força com que abriam e
fechavam a porta, independentemente de outras torturas
acrescentadas, menos sofisticadas como chicotadas ou calor,
que aplicavam durante a crucificação. Isto, além de outras
possíveis, foi uma das torturas que sofreu o último Grão-Mestre
Jacques de Molais como um meio para extrair confissões.

148

28 - A cadeira de submersão

Normalmente era um castigo muito desagradável e geralmente
aplicado às mulheres. A vítima era amarrada em uma cadeira
colocada na ponta de um braço que se movimentava livremente
sobre um rio ou tanque de água. Eram os operadores do braço
que decidiam quanto tempo a vítima devia ficar submersa,
muitas mulheres idosas morreram por medo da água fria ou
foram afogadas. Foi usado nos EUA e Grã-Bretanha para punir
viladores de crianças e prostitutas.
Fonte:
http://www.portalplanetasedna.com.ar/torturas.htm
http://www.scribd.com/doc/2665179/Torturas-de-la-Inquisicion-I

149

6 - Vítimas da fé cristã

G1
Quando os cristãos são chamados de hipócritas, você sabe a razão.

Hoje, em pleno tempo da não-crença, o número de vítimas da “fé”
cristã ultrapassa a casa dos 2 bilhões, que é o número aproximado
de pessoas bobas e ingênuas enganadas - geralmente desde o
nascimento - por este sistema de comércio de lendas infantis
vendidas como a maior maravilha do mundo, mas que não passam
de asneiras ridículas e engraçadas.

150

O pai dos protestantes tinha uma visão bem nítida do passado cristão.

Para os atuais crentes da mitologia cristã, é impossível lavar das
mãos o sangue derramado de milhões de inocentes massacrados
por sua fé, apenas por discordarem dela, POR PRATICAREM A SUA
LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE RELIGIÃO no tempo em que os
cristãos tinham o poder de fazer leis para matar, pois hoje os
líderes religiosos precisam enfiar o rabo no meio das pernas e
defender esta liberdade, muito a contragosto, obviamente.
Inevitavelmente todos os cristãos são seguidores e herdeiros de
assassinos da pior espécie.
Aqui reunimos algumas listas genéricas, incompletas e disponíveis
em muitos idiomas por toda a internet - cujos detalhes
específicos podem ser pesquisados em milhares de obras de eventos que ocorreram sob as ordens ou com a bênção das
autoridades da Igreja ou em nome de Cristo. Mais adiante
daremos outras listas também incompletas, mas bem específicas
de crimes em nome da fé cristã.

151

1 - Pagãos Antigos
Os pagãos, de quem o cristianismo copiou todos os dogmas que
apresenta aos seus crentes-robôs como a maior novidade do
mundo, são suas maiores vítimas até os dias de hoje, mas com a
fragmentação da fé cristã desde suas origens, também devoramse uns aos outros em infindáveis seitas concorrentes disputando
a propriedade de uma “verdade divina” roubada de religiões mais
antigas como a suméria, babilônica, egípcia, persa, grega etc.
Deve ser muito triste para o cristão de hoje ter que aceitar sem
poder negar de nenhuma forma, que a maravilhosa mensagem
cristã não passa de um conjunto de mito copiados de outras
religiões antigas e que não há nenhuma novidade no cristianismo,
nada além da mesma pregação de mitos bobos para palermas
como os de qualquer outra religião antiga.
Mais triste ainda deve ser aceitar que sua fé matou milhões de
inocentes em nome dessa pregação de mitos bobos, mas não há
nada a fazer quanto a isso, SÃO OS FATOS HISTÓRICOS.

152

Ano 311 - O Edito de Tolerância de Nicomédia
O edito de tolerância de Nicomédia de 30 de abril de 311, pôs um
ponto final às medidas repressivas instituídas no Império romano
contra os cristãos, pelo imperador Diocleciano. O edito de
Nicomédia foi promulgado pelo imperador Galério, que
inicialmente teria sido um dos instigadores da política de
Diocleciano neste aspecto e como tal, segundo as fontes cristãs
(nada confiáveis) da época, um dos mais ferrenhos inimigos do
cristianismo. Galério morreu cinco dias depois da promulgação do
edito.
As lorotas cristãs de sempre
Galério estava enfermo de “câncer” e tal evento foi apresentado
pelos apologistas cristãos como o castigo de Deus (Deus muito
amoroso como sempre, distribuindo doenças e pragas) que o
levou a uma atitude mais tolerante. Desta maneira, Lactâncio
relata de manera colorida como Galério padeceu durante um ano
os mais horríveis sofrimentos. E devorado internamente por
vermes, apodrecendo em vida, teve que reconhecer a Deus
(reconhecer a Deus como um ser diabólico?). Nos intervalos entre
suas espantosas dores, Galério teria prometido aos gritos que
reconstruiria a igreja que havia contribuído a demolir. Então, a
poucos dias de sua morte promulgou o Edito de Tolerância.
Mas como o mundo não funciona de acordo com os delírios
cristãos, é mais plausível que as motivações tenham seguido a
considerações de tipo político. De fato, Galério, que era consciente
do fracasso da Tetrarquia como forma de governo do Império,
queria conseguir para seu sucessor no oriente, melhores
condições iniciais diante do ocidente. A situação dos cristãos era
uma fonte permanente de conflitos e uma ameaça para a paz
153

social, suscetível de debilitar a parte oriental em seus conflitos
com a parte ocidental do Império. Com a medida adotada, Galério
queria claramente reverter tal situação. Por outro lado, era
evidente que a política adotada contra os cristãos não tinha dado
o resultado esperado - o que se reconhece explicitamente no edito
- e que dado o número e poder crescente daqueles, era talvez a
atitude mais racional a adotar.
O decreto não abunda em elogios a respeito do cristianismo, mas
depois de uma breve introdução a título de justificação das
medidas repressivas precedentes, se autoriza os cristãos a
reconstruir suas igrejas e a celebrar reuniões na medida em que
não alterem a ordem pública. O edito também solicita aos cristãos
que rezem pelo bem público e pelo imperador. Isto pode ser
interpretado como uma tentativa de integração dos cristãos e de
sua instrumentalização com fins políticos. Logo depois da
promulgação do edito, muitos deles, que haviam sido privados de
sua libertade, foram libertados.
O edito original não foi encontrado, seu texto é conhecido através
da transcrição em latim efetuada por Lactâncio em seu livro
"Sobre a morte dos perseguidores" (De mortibus persecutorum).
Tradução do texto latino

Entre tudo o que pelo bem e pela prosperidade da coisa pública
determinamos, quisemos no passado harmonizar todas as coisas
com o direito e a ordem pública romana tradicionais. Também
buscamos que, inclusive os cristãos, que haviam abandonado a
religião de seus ancestrais, se reintegrassem à razão e ao bom
sentido.

154

Certamente, por algum motivo, a vontade dos cristãos foi por sua
própria obra infestada de tal maneira e foram presas tamanha
estupidez que abandonaram as instituições ancestrais, que talvez
seus próprios antepassados haviam instituído. Em seu lugar, por
seu próprio capricho e como bem lhes pareceu, adotaram e
seguiram leis próprias congregando-se em vários lados como
grupos separados.

Assim, quando com tal finalidade pusemos em vigor nossas leis
para que se adaptassem às instituições tradicionais, muitos se
submeteram pelo medo e outros foram inclusive abatidos.

Ainda assim muitos insistiram em seu propósito e constatamos
que não observavam a reverência aos deuses da religião devida
nem tampouco àquela do Deus dos cristãos. Levada em conta
nossa grande clemência e inveterado costume de indulgência que
praticamos frente a todos os homens, cremos que devemos
extendê-la também a este caso. De tal modo os cristãos podem
novamente reconstituir-se, assim como a seus lugares de culto,
sempre que não façam nada contra a ordem pública.

Por meio de outra carta indicaremos aos magistrados como
devem conduzir-se. Em razão desta nossa benevolência, deverão
orar por nossa saúde e pela do império, para que o império possa
continuar incólume e para que possam viver em segurança em
seus lares.

Este edito é emitido em Nicomédia a um dia das calendas de Maio,
em nosso oitavo consulado e no segundo de Máximo Lactantius.

Com o Edito de Nicomédia cessa a penalização do cristianismo,
que adquire assim o estatuto de religião permitida (religio lícita)
nas províncias do Danúbio e dos Balcãs. Este é o primeiro
reconhecimento histórico-legal do cristianismo. (Grant).
155

Ano 313 - O Edito de Milão
O Edito de Milão (em latim, Edictum Mediolanense), conhecido
também como “A tolerância do cristianismo”, foi promulgado em
Milão no ano 313. Nele se estabelecia a liberdade de religião
no Império romano, dando fim às perseguições dirigidas pelas
autoridades contra certos grupos religiosos, particularmente os
cristãos. O edito foi firmado por Constantino I, o Grande e Licinio,
dirigentes dos impérios romanos do Ocidente e Oriente,
respectivamente.
No momento da promulgação do edito, existiam no Império cerca
de 1500 sedes episcopais; e pelo menos de 5 a 7 milhões de
habitantes dos 50 que formavam o Império professavam o
cristianismo (Segundo Historia de la Iglesia I - Juan de Isasa).
Depois da aprovação, se iniciou a época conhecida pelos
historiadores cristãos como a Paz da Iglesia que, obviamente, não
durou nem um mísero ano. Bastou dar um pouco de liberdade aos
cristãos para que começassem a fazer merdas.
O edito ou constituição imperial foi aprovado entre outra série de
medidas tomadas em conjunto pelos imperadores romanos do
Oriente e Ocidente, em junho de 313. Nele se estabelecia o
siguinte:

“Tendo advertido desde há muito tempo que não deve ser coibida
a liberdade de religião, mas que há de permitir-se o arbítrio e a
liberdade de que cada um se exercite nas coisas divinas conforme
o parecer de sua alma, temos sancionado que, tanto todos os
demais, quanto os cristãos, conservem a fé e observância de sua
seita e religião ... que aos cristãos e a todos os demais se conceda
livre faculdade de seguir a religião que a bem tenham; a fim de
que quem quer que seja o numen divino e celestial, possa ser

156

propício a nós e a todos os que vivem sob nosso império. Assim,
pois, temos promulgado com saudável e retíssimo critério esta
nossa vontade, para que a ninguém se negue em absoluto a
licença de seguir ou escolher a observância e religião cristã. Antes
bem, seja lícito a cada um dedicar sua alma àquela religião que
estimar conveniente”.

Cópias das constituições imperiais de Constantino e Licinio,
traduzidas do latím ao grego. As citações que se conhece provêm
dos capítulos 35 e 48 do documento histórico “De mortibus
persecutorum” (Sobre a morte dos perseguidores), escrito por
Lactâncio.
O edito de Milão não só significou o reconhecimento oficial dos
cristãos, mas trouxe como consequência profundas mudanças
dentro do Império romano, assim como o começo da expansão da
Igreja. A aplicação do edito devolveu aos cristãos seus antigos
lugares de reunião e de culto, assim como outras propriedades
que haviam sido confiscadas pelas autoridades romanas e
vendidas a particulares: “as propiedades terão que ser devolvidas
aos cristãos sem exigir pagamento ou recompensa de nenhum
tipo e sem admitir nenhum tipo de fraude o engano”. Isto brindou
ao cristianismo (e a qualquer outra religião perseguida pelo
estado) um status de legitimidade junto com o paganismo, mas
na prática depôs o paganismo como a única religião oficial do
império romano e de seus exércitos.

Ano 314
No ano 314, imediatamente depois de sua plena legalização
(passou a poder exercer suas atividades legalmente), a Igreja
cristã ataca os pagãos: o concílio de Ancira denuncia o culto a
157

deusa Artemis. Mediante o edito do ano 315, templos pagãos
foram destruídos pelas hordas cristãs e os sacerdotes pagãos
assassinados.

Ano 315
Entre o ano 315 e o século VI milhares de crentes pagãos foram
mortos pelos amorosos cristãos.

Ano 317
São criadas leis contra a magia e os filtros amorosos.

Ano 318
Uma lei que foi especialmente desastrosa para o Estado, porque
ela permitiu aos bispos presidir tribunais para administrar a justiça
entre os cristãos e entre cristãos e pagãos, com isso o Estado
abandonou a administração da justiça e os Bispos se converteram
em autênticos funcionários do governo, com funções
incompatíveis com as suas. O Bispo de Roma, Silvestre, forçou o
clero a atender a estes tribunais eclesiásticos. Ao final do século,
os bispos já se dedicavam, como resultado dessas medidas
Constantianas, às profissões civis. O primeiro que desempenhou
tais cargos foi Santo Ambrósio.
No inicio do século seguinte o cargo de bispo estava totalmente
desprestigiado. O citado Silvestre regulamentou a carreira
eclesiástica. Constantino, não obstante, por motivos econômicos,
proibiu aos membros das classes altas do Imperio, receber as
158

ordens sagradas, para que não deixassem de pagar impostos.
Outras leis defendiam a Igreja Católica das acusações dos hereges
e castigavam os judeus que perseguiam seus correligionários
convertidos ao cristianismo.

Ano 319
Se proibiu aos adivinhos e aos sacerdotes pagãos de entrar nas
casas privadas para fazer adivinhações.

Ano 321
A lei estabelecia que se um raio atinge o palácio imperial ou um
edifício público e uma pessoa tivesse consultado os adivinhadores
sobre o significado desse fato, de acordo com os costumes
pagãos, deveriam contar a resposta para o imperador.

Ano 323
Ameaça de penas severas aos NÃO-cristãos que forcem o clero ou
o povo cristão a celebrar os sacrifícios de purificação pagãos. Disto
se segue que os gentios poderiam livremente celebrar
publicamente as suas cerimônias religiosas, mas não poderiam
fazer propaganda deles entre os cristãos. Constantino nunca
atacou diretamente o paganismo, mas sua política de promoção
do cristianismo foi indiretamente fatal para este.
(Fontes 315 a 323: José María Blázquez: Constantino el Grande y la Iglesia)

159

Ano 324
No ano 324 o imperador Constantino declara o Cristianismo como
a única religião oficial do Império Romano. Em Dydima, na Asia
Menor, saqueia o oráculo do deus Apolo e tortura os sacerdotes
pagãos até a morte. Também expulsa todos os pagãos do monte
Atos e destrói todos os templos pagãos do lugar.
Hoje, o Monte Atos abriga vinte mosteiros greco-ortodoxos sob
jurisdição direta do patriarca de Constantinopla. O nome oficial da
entidade política é Estado Monástico Autônomo da Montanha
Sagrada (em grego Αυτόνομη Μοναστική Πολιτεία Αγίου Όρους).
A montanha sagrada dos pagões foi transformada na montanha
sagrada da Igreja Ortodoxa de Constantinopla, onde só podem
entrar homens e animais do sexo masculino.

Mosteiro Ortodoxo no Monte Atos

160

Ano 326
No ano 326 o Imperador Constantino, seguindo as instruções de
sua mãe Helena, destrói o templo do deus Asclépio em Aigeai da
Cilicia e muitos templos da deusa Afrodite em Jerusalém, Afaka
no Líbano, Mambre, Fenicia, Baalbek, etc.

Ano 330
No ano 330, o Imperador Constantino rouba os tesouros e as
estátuas dos templos pagãos da Grécia para decorar Nova Roma
(Constantinopla), a nova capital de seu Império.

Ano 341
No ano 341, o Imperador cristão Flávio Júlio Constâncio (segundo
filho de Constantino, o Grande) persegue “a todos os adivinhos e
helenistas”. Muitos pagãos gregos são encarcerados ou
executados.
Sacerdotes cristãos como Marcos de Arethusa ou Cirilo de
Heliópolis eram famosos “destruidores de templos”. [DA468]

Ano 346
Em 346 ocorrem novas perseguições em grande escala contra os
pagãos em Constantinopla.
Exílio do famoso orador Libânio, sob a acusação (provavelmente
falsa) de praticar a magia.
161

Ano 353
O decreto de Constâncio em 353, ordena a pena de morte para
todo tipo de culto com sacrifícios e “ídolos”.

Ano 354
Um novo decreto no ano 354 ordena o fechamento de todos os
templos pagãos e a execução de todos os sacerdotes pagãos.
Alguns deles foram profanados e se converteram em bordéis ou
salas de jogos.
Primeira queima de bibliotecas de várias cidades do Império. As
primeiras fábricas de cal foram construídas ao lado dos templos
pagãos fechados. Uma grande parte da arquitetura sagrada dos
pagãos se converte em cal.

Ano 356
Os rituais pagãos foram declarados ilegais e sob pena de morte.
[DA468]

Ano 357
Constâncio proíbe todos os métodos de adivinhação no ano 357.

Ano 359
162

No ano de 359, na cidade de Skythopolis, Siria, os cristãos
organizam o primeiro *campo de concentração para a tortura e
execução dos pagãos presos em qualquer parte do Império.
*: Segundo Soliman El-Azir , isto parece ser baseado num relato
de Amiano Marcelino em História do Império Romano; e não seria
um campo de concentração nos moldes daqueles criados pelo
cristão católico Hitler, mas apenas a concentração de julgamentos
dos pagãos nesta cidade, como se fosse algo menos hediondo ou
menos sanguinário e desumano que um campo de concentração
hitleriano.

Ano 361
Em Constantinopla (11 de dezembro de 361), o Imperador pagão
Flávio Cláudio Juliano declara a tolerância religiosa e restaura os
cultos pagãos, morreu de causas desconhecidas (e suspeitas) em
26 de junho de 363, pondo fim ao breve intervalo de tolerâcia
religiosa, que voltaria a ser restaurada apenas na era moderna.

Ano 364
O imperador cristão Flavio Joviano ordena que se queime a
biblioteca de Antióquia no ano 364. No mesmo ano, no edito
imperial de 11 de setembro, ordena a pena de morte para todos
os pagãos que rendam culto a seus deuses ancestrais ou
pratiquem a adivinhação (“sileat omnibus perpetuo divinandi
curiositas”). Três decretos diferentes (4 de fevereiro, 9 de
setembro, 23 de dezembro) ordenam o confisco de todas as
propriedades dos templos pagãos e castiga com pena de morte a
participação em rituais pagãos, inclusive os privados.
163

Ano 365
O decreto Imperial de 17 de novembre de 365 proíbe os
funcionários pagãos de comandar soldados cristãos.
O imperador cristão Flávio Júlio Valente ordena uma tremenda
perseguição contra os pagãos em toda a parte oriental do
Império. Em Antióquia são executados, entre muitos outros
pagãos, o ex-governador Fidustio e os sacerdotes Hilário e
Patrício. Montes de livros são queimados nas praças das cidades
do Leste do Império. Todos os amigos de Juliano são perseguidos
(Orebasio, Salustio, Pegaso etc.). Queimam vivo o filósofo
Simonides e decapitam o filósofo Máximo.

Ano 372
No ano de 372 o Imperador Valente ordena ao governador da Ásia
Menor para que extermine todos os helenos e todos os
documentos relativos a sua sabedoria.

Ano 373
Nova proibição de todos os métodos de adivinhação no ano 373.
O termo “pagão” (pagani, aldeano) é introduzido pelos cristãos
para desprezar os gentios.

Ano 375

164

Se fecha à força o templo do deus Asclépio em Epidauro, Grecia,
no ano 375.

Ano 380
Em 27 de fevereiro de 380, um edito do emperador Flávio
Teodósio converte o Cristianismo na religião exclusiva do Império
Romano, exigindo que “todas as nações que estão sujeitas à
nossa clemência e moderação devem continuar praticando a
religião que foi entregue aos romanos pelo divino apóstolo Pedro”.
Os não-cristãos são chamados “repugnantes, hereges, estúpidos
e cegos”. Em outro decreto, Teodósio chama de “loucos” a todos
aqueles que não creem no deus cristão e proíbe toda discrepância
com os dogmas da Igreja. Ambrósio, bispo de Milão, começa a
destruir todos os templos pagãos de sua região. Os sacerdotes
cristãos dirigem a população faminta contra o templo da deusa
Deméter, em Eleusis e tentam linchar os sacerdotes pagãos
Nestório e Priskos. O sacerdote pagão Nestório, de 95 anos de
idade, encerra os misterios de Eleusis e anuncia a predominância
da obscuridade mental sobre a raça humana.
Em 24 de novembro de 380 DC, fazia-se público o Édito de
Tessalônica, também conhecido como Cunctos Populos ou De Fide
Catolica nos seguintes termos:

Édito dos imperadores Graciano, Valentiniano (II) e
Teodósio Augusto, ao povo da cidade de Constantinopla.
"Queremos que todos os povos governados pela
administração da nossa clemência professem a religião
que o divino apóstolo Pedro deu aos romanos, que até

165

hoje foi pregada como a pregou ele próprio, e que é
evidente que professam o pontífice Dámaso e o bispo de
Alexandria, Pedro, homem de santidade apostólica. Isto
é, segundo a doutrina apostólica e a doutrina evangélica
cremos na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito
Santo sob o conceito de igual majestade e da piedosa
Trindade. Ordenamos que tenham o nome de cristãos
católicos os que sigam esta norma, enquanto os demais
os julgamos dementes e loucos sobre os quais pesará a
infâmia da heresia. Os seus locais de reunião não
receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro da
vingança divina e depois serão castigados pela nossa
própria iniciativa que adotaremos seguindo a vontade
celestial. Dado o terceiro dia das Kalendas de março em
Tessalônica, no quinto consulado de Graciano Augusto e
primeiro de Teodósio Augusto.

Com este édito, o Império Romano na íntegra passava a ter uma
nova religião oficial depois de 67 anos de liberdade de culto. O
Panteão Romano fora complementado ao longo de muitos séculos
com os deuses, deidades e lares domésticas (Lares eram
divindades domésticas romanas, também eram os filhos de
Mercúrio e Lara), com o culto aos próprios antepassados e até
mesmo com divindades pré-romanas que foram assimiladas
durante o processo de romanização em muitos lugares do império.
Tudo isto devia ser agora abandonado pelo culto a uma religião
monoteísta e as normas morais que a acompanhavam.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dito_de_Tessal%C3%B3nica)

Ano 381
166

Em 2 de maio do ano 381, Flávio Teodósio priva de todos os seus
direitos aos cristãos que voltem a praticar sua religião pagã. Em
toda a metade oriental do Império, templos e bibliotecas pagãs
são saqueados ou queimados. Em 21 de dezembro, Teodósio
proíbe inclusive as simples visitas aos templos dos Helenos. Em
Constantinopla, o templo da deusa Afrodite se converte em um
bordel e os templos de Hélios e de Artemis, em estábulos.

Ano 382
No ano de 382 a palavra “Hellelu-jah” (Glória a Yahveh ou Aleluia)
é imposta às missas cristãs.

Ano 384
Em 384 o Imperador cristão Teodósio ordena ao prefeito do
pretório do oriente, Materno Cinegio, um devoto cristão, que
cooperasse com os bispos locais e destruisse os templos dos
pagãos no Norte da Grécia e na Ásia Menor.

Ano 385
Entre os anos 385 e 388, Materno Cinegio, incentivado por sua
fanática esposa e pelo bispo Marcelo (São Marcelo de Apameia,
morto pelos pagãos (em 389) enquanto destruía o templo de
Júpiter), varrem todo o país com seus bandos, saqueando e
destruindo centenas de templos helênicos, relicários e altares.
Entre outros templos, destroem o templo de Edesa, o Kabeireion
de Imbros, o templo de Zeus em Apameia, o templo de Apolo em
Dydima e todos os templos de Palmyra.
167

Milhares de inocentes pagãos de todas as regiões do Império são
martirizados, julgados e executados em Skythopolis, cidade que
ficou abarrotada de prisioneiros acorrentados por todos os
lugares, segundo Amiano Marcelino em História do Império
Romano.

Ano 386
O imperador Teodósio proíbe em 16 de junho de 386, a
conservação dos templos pagãos saqueados.

Ano 388
No ano de 388, por vontade de Teodósio, são proibidas as
discussões públicas sobre temas religiosos. O velho orador Libânio
envia sua famosa epístola “Pro Templis” a Teodósio com a
esperança de que os poucos templos helênicos restantes sejam
respetados e conservados.

Ano 389
Entre os anos 389 e 390, são proibidas todas as datas festivas
que não sejam cristãs. Hordas de ermitãos fanáticos do deserto
inundam as cidades do Oriente Médio e do Egito destruindo
estátuas, altares, bibliotecas, templos e linchando os pagãos.
Teófilo, patriarca de Alexandria, dá início a duras perseguições
contra os pagãos, converte o templo de Dionisio (De quem “Jesus”
plagiou o milagre de transformar água em vinho) em uma igreja
cristã, queimam o Mithraeum da cidade, destroem o templo de
168

Zeus e humilham os sacerdotes pagãos antes de serem
assassinados a pedradas. O populacho cristão profana todas as
imagens de culto.

O Mithraeum, também conhecido como speleum, antro ou
cripta, é uma construção, geralmente subterrânea, não
excessivamente grande, apropriada para o culto mitraico.
Em muitos casos, os edifícios são externos, mas tentam
reproduzir a aparência de uma caverna.


Saiba mais sobre o mitraísmo:
http://www.mithraeum.eu/intro.php

Ano 391
Em 24 de Fevereiro do ano 391, um novo decreto de Teodósio
não só proíbe a visita aos templos pagãos, mas até mesmo olhar
as estátuas destroçadas pelos bárbaros cristãos.
Novas e terríveis perseguições por todo o Império.
Destruição de templo de Serápis em Alexandria:

Neste ano, por ordem do patriarca cristão de Alexandria,
Teófilo, o Serapeu foi atacado e demolido; sobre os seus
vestígios foi edificada uma igreja consagrada a João
Batista.
Os pagãos, liderados pelo filosofo Olympio, organizaram
uma revolta e depois de algumas brigas de rua se
trancafiaram dentro do templo fortificado do deus Serápis
169

(o Serapeu). Depois de um violento cerco, os cristãos
tomaram o edifício, o derrubaram, queimaram sua famosa
biblioteca e profanaram as imagens de culto.

Ano 392
Em 8 novembro de 392, o imperador Teodósio proibe todos os
rituais que não sejam cristãos e os denomina “superstições dos
Gentios” (“gentilicia superstitio”, como se o cristianismo não fosse
outra superstição exatamente do mesmo tipo e que apenas foi
transformada por decreto na superstição oficial do estado
romano).
Ocorrem novas perseguições em grande escala contra os pagãos.
Fecham os mistérios da Samotracia e assassinam seus
sacerdotes. Em Chipre, os bispos locais (“São”) Epifânio e “São”
Tychon destroem quase todos os templos da ilha e exterminam
milhares de pagãos. Os mistérios locais da deusa Afrodite também
são fechados. O edito de Teodósio declara que “aqueles que não
obedeçam ao pai Epifânio não têm direito a seguir vivendo nessa
ilha”. Os pagãos se revoltam contra o imperador e a Igreja em
Petra, Aerópolis, Rafia, Gaza, Baalbek e outras cidades do Oriente
Médio.

Ano 393
Em 393 são proibidos os Jogos Pitios, os Jogos de Aktia e os Jogos
Olímpicos por serem parte da “idolatria” helênica. Os cristãos
saqueiam os templos de Olímpia.
170

Ano 395
Dois novos decretos no ano 395 (22 de julho e 7 de agosto)
ocasionam novas perseguições contra os pagãos. Rufino, o
eunuco primeiro ministro do imperador Flávio Arcádio dirige as
hordas dos godos batizados (guiados por Alarico) à Grécia.
Animados pelos monges cristãos, os bárbaros cristãos saqueiam
e queimam muitas cidades (Dion, Delfos, Mégara, Corinto,
Feneos, Argos, Nemea, Lycosura, Esparta, Messene, Figaleia,
Olímpia, etc.), massacram ou escravizam a incontáveis pagãos
helenos e derrubam todos os templos. Entre outros, incendeiam
o santuário de Eleusis e queimam vivos todos os seus sacerdotes
(incluindo Hilário, o sacerdote de Mitra).

Ruínas do templo de Zeus em Olímpia.

171

Ano 396
Em 7 de dezembro de 396, um novo decreto do imperador cristão
Flávio Arcádio ordena que o paganismo seja tratado como alta
traição. Foram encarcerados os poucos sacerdotes pagãos que
restavam.

Ano 397
O Concílio Eclesiástico de Cartago em 397 (Cartago III) publica
um cânon da Bíblia e proíbe a todos, incluindo os bispos cristãos,
o estudo dos livros dos pagãos.

Ano 398
Porfírio, bispo de Gaza, derruba quase todos os templos pagãos
da cidade (exceto nove deles que permaneceram ativos).

Ano 399
Com o edito de 13 de julho de 399, o imperador cristão Flávio
Arcádio ordena a demolição imediata de todos os templos pagãos
que ainda estavam em pé, principalmente das zonas rurais.

Ano 400
O bispo Nicetas (São Aniceto) destrói o oráculo do deus Dionisio/
Baco (de quem o truque de transformar água em vinho foi
plagiado por Jesus) em Vesai e batiza todos os pagãos da região.
172

Ano 401
Em 401 o populacho cristão de Cartago lincha os pagãos e destrói
templos e “ídolos”. Também en Gaza, o bispo local “São” Porfirio
ordena a seus seguidores o linchamento dos pagãos e a demolição
dos nove templos restantes aida ativos da cidade.
Em Salamina, Chipre, os “Santos” Epifânio e Euticius (existem
pelos menos 7 ou 8 São Euticius) continuam as perseguições
contra os pagãos e a destruição de seus templos e santuários.

Ano 406
João Crisóstomo “Santo e Pai da Igreja” arrecada fundos com a
ajuda de mulheres cristãs ricas para financiar a demolição dos
templos helênicos. Em Éfeso, ordena a destruição do famoso
templo da deusa Artemis.

Ano 407
Neste ano, um novo decreto proibe mais uma vez todos os atos
de cultos não cristãos.

Ano 408
O imperador cristão Teodósio (408-450) executou até crianças,
por brincarem com restos de estátuas pagãs. [DA469]. De acordo
com os historiadores cristãos, ele “seguia meticulosamente todos
os ensinamentos cristãos …”.
173

O imperador da metade ocidental do Império, Honório, e o
imperador da metade oriental, Arcádio, ordenam juntos que todas
as esculturas dos templos pagãos sejam destruidas ou removidas.
Também se proíbe a propriedade individual de qualquer escultura
pagã.
Os bispos locais dirigem novas e duras perseguições contra os
pagãos e novas queimas de seus livros. Se persegue também aos
juízes que mostrem piedade pelos pagãos.
Agostinho “Santo, Pai e Doutor da Igreja”, massacra centenas de
pagãos que protestavam em Calama, Argélia, no ano 408.

Ano 409
No ano de 409 mais uma vez, se decreta que sejam castigados
com pena de morte a prática da astrologia e de todos os métodos
de adivinhação.

Ano 412
Em 412, Cirilo chegou a patriarca de Alexandria resolvido a
cristianizar toda a população e a garantir o poder religioso e
político da metrópoli sobre Constantinopla e Roma. Cirilo expulsou
milhares de judeus enquanto incentivava a acabar com todo culto
pagão e agitava as massas cristãs da cidade contra os filósofos
da Biblioteca que se negavam a converter-se ao cristianismo e a
desterrar seus cultos e filosofias, entre eles Hipátia. Por causa das
tensas relações com Roma e Constantinopla, o patriarca mostrou
grande hostilidade contra Orestes, o prefeito romano do Egito,
174

que por sua vez era aluno e amigo de Hipátia. A cientísta devia
ser desde então alvo dos cristãos, já que à sua condição de mulher
inteletual, filósofa (neoplatônica), se somava seu cargo na
Biblioteca, suas relações com Orestes e sua popularidade.
Para os cristãos, historicamente inimigos do conhecimento,
Hipátia era uma enorme pedra no caminho da imposição - à força
- de seus dogmas mitológicos.
Hipátia nasceu em 370 em Alexandria, seu pai, Téon, que era
astrônomo e matemático na Biblioteca (então chamada Museu)
se encarregou de sua educação durante sua juventude. Mais tarde
viajou a Itália e Atenas onde foi muito admirada por seu intelecto.
Em seu regresso a Alexandria se incorporou como mestra de
matemáticas e filosofia na Biblioteca. Nessa época Alexandria era
um acúmulo de tensões sociais, políticas e religiosas provocadas
pela rivalidade das metrópolis que dividiam o império, pela
expansão do cristianismo, pelo interesse fanático dos seguidores
da nova religião em acabar com os demais cultos e finalmente
pelas lutas internas entre os diferentes patriarcas que dirigiam a
política cristã. Nesse entorno a Biblioteca há anos já tinha perdido
a sua preponderância e o trabalho intelectual havia se
fragmentado em escolas que se dividiam entre as diferentes
religiões. Hipátia ensinava em todas as escolas dos diferentes
cultos, enquanto sua casa se convertia no centro da vida
intelectual da cidade. Dava aulas de astronomia, matemática,
filosofia e mecânica. Escreveu não menos de 44 livros sobre
aritmética, geometria, mecânica, astronomia, etc., desenhou o
astrolábio plano (Seu aluno Sinésio, escreveu-lhe uma carta
descrevendo a construção de um astrolábio. Porém, a existência
do astrolábio antecede Sinésio em pelo menos um século, e o pai
de Hipátia ganhou fama por seu tratado sobre o assunto. No
175

entanto, Sinésio afirmou que se tratava de um modelo
melhorado.) e inventou aparelhos como o hidrômetro, o
destilador de água e o planisfério.

Ano 415
Em Alexandria, o populacho cristão, incitado pelo bispo Cirilo,
alguns días antes da Pascua, ataca e corta em pedaços a famosa
filósofa Hipátia.
A morte de Hipátia foi descrita pelo historiador cristão Sócrates
Scholasticus. “Um dia uma turba de cristãos foi ao encontro de
sua carruagem. A arrancaram dela e a arrastaram a uma igreja
denominada Caesarium para que renegasse o paganismo e
beijasse a cruz. Como se negou, a despiram completamente e a
esquartejaram com conchas marinhas. Os pedaços de seu corpo
foram levados pelas ruas de Alexandria e finalmente queimados
junto com seus livros em um lugar chamado Cynaron”.
Isto aconteceu em março de 415. Orestes informou a Roma do
assassinato perpetrado pelos “voluntários” seguidores da Igreja
de São Cirilo de Jerusalém, possivelmente com a ajuda de monjes
“nitrianos”, uma espécie de guarda pretoriana de Cirilo. As
tentativas de investigar o crime foram abortadas pelo própio
Cirilo, o qual jogou terra sobre o assunto até o crime finalmente
ficar impune. A investigação romana, entretanto, foi poposta
várias vezes (mas Orestes já havia saido de Alexandria) e se
encerrou inconclusiva por falta de testemunhos. Tempos depois
Cirilo foi canonizado.

176

Ano 416
O inquisidor conhecido como “A Espada de Deus”, extermina os
últimos pagãos da Bitínia. Em Constantinopla em 7 de dezembro
de 416 se demite todos os oficiais do exército, os funcionários
públicos e os juízes que não eram cristãos.

Ano 423
O imperador cristão Teodosio II declara em 8 de junho de 423
que a religião dos pagãos não é mais que “um culto ao demônio”
e ordena que todos aqueles que insistirem em sua pratica sejam
castigados com a prsão e a tortura.

Ano 429
Neste ano é saqueado o templo da deusa Atena (Partenon) na
Acrópolis de Atenas e são perseguidos os pagãos atenienses.

177

Ano 435
Em 14 de novembro de 435, um novo edito do imperador
Teodosio II ordena a pena de morte para todos os “hereges” e
pagãos do Império. É proclamado que a única religião legal além
do Cristianismo é o Judaísmo.

Ano 438
O imperador Teodosio II emite um novo decreto em 31 de janeiro
de 438 contra os pagãos, considerando sua “idolatria” como a
causa de uma recente praga.

Ano 440/450
178

Entre os anos de 440 e 450 os cristãos destroem todos os
monumentos, altares e templos de Atenas, Olímpia e de outras
cidades gregas.

Ano 448
Neste ano, Teodosio II ordena que se queimem todos os livros
não-cristãos.

Ano 450
São destruídos todos os
templos
de
Afrodísias
(cidade da deusa Afrodite)
e são incendiadas todas as
livrarias da cidade. A cidade
é
renomeada
como
Stavroupolis, Cidade da
Cruz.
Ruínas do templo de Afrodite. O Templo de Afrodite era e ainda é um ponto
focal da cidade, mas o aspecto do edifício foi alterado quando se tornou uma
basílica Cristã.

Ano 451
Um novo decreto do imperador Teodosio II (4 de novembro de
451) reafirma que a “idolatria” deve ser castigada com a morte.
179

Ano 457/491
Entre os anos de 457 e 491 ocorrem perseguições esporádicas
contra os pagãos da parte oriental do Império. São executados,
entre outros, o médico Tiago e o filósofo e médico Gésio de Petra.
São torturados e presos Severiano, Herestios, Zósimo, Isidoro e
outros mais. O pregador cristão Conon e seus seguidores
exterminam os últimos pagãos da ilha de Imbros, no Nordeste do
Mar Egeu. São exterminados em Chipre os últimos crentes de
Zeus Lavranio.

Ano 482/488
Entre os anos de 482 e 488 são exterminados a maioria dos
pagãos da Ásia Menor depois de uma revolta desesperada contra
o imperador e a Igreja.

Ano 486
Mais sacerdotes pagãos que permaneciam escondidos são
descobertos, presos, humilhados, torturados e executados em
Alexandria durante o ano de 486.
No século VI os pagãos foram declarados desprovidos de todos os
direitos.

Ano 525
No ano 525 o batismo (superstição copiada dos pagãos) se torna
obrigatório inclusive para aqueles que já se declararam cristãos.
180

O imperador de Constantinopla ordena o massacre dos pagãos na
cidade árabe de Zoara e a demolição do templo do deus local
Theandrios.

Ano 528
Em 528, o imperador cristão Jutprada (Justiniano) proíbe os Jogos
Olímpicos “alternativos” de Antióquia. Também ordena a
execução (na fogueira, por crucificação, feitos em pedaços por
animais selvagens ou cortados em pecados com lâminas) de todos
aqueles que praticassem “a feitiçaria, a adivinhação, a magia ou
a idolatria” e proíbe todos os ensinamentos dos pagãos
(“...aqueles que sofrem da blasfema loucura dos Helenos”).

Ano 529
O imperador Justiniano fecha a Academia de filosofia de Atenas
(onde Platão havia ensinado) e confisca suas propriedades.

Ano 532
Neste ano, o inquisidor João Asiacus, um monge fanático, dirige
uma cruzada contra os pagãos da Ásia Menor.

Ano 542
O Imperador cristão Justiniano permite ao inquisidor João Asiacus
converter os pagãos da Firgia, Caria e Lidia, na Ásia Menor. Em
181

35 anos, 99 igrejas e 12 monastérios foram levantados sobre os
templos pagãos derruídos.

Ano 546
Centenas de pagãos são condenados à morte em Constantinopla
por João Asiacus.

Ano 556
O imperador Justiniano ordena ao terrível inquisidor Amâncio que
vá a Antióquia para encontrar, prender, torturar e exterminar os
últimos pagãos da cidade e incendiar todas as bibliotecas
privadas.

Ano 562
Durante este ano ocorrem prisões em massa, humilhações,
torturas e execuções dos pagãos helenos em Atenas, Antióquia,
Palmyra e Constantinopla.

Ano 578/582
Os cristãos torturam e crucificam os pagãos helenos por toda a
parte oriental do Império e exterminam os últimos pagãos de
Heliópolis (Baalbek) entre os anos de 578 e 582.

Ano 580
182

Neste ano os inquisidores cristãos atacam um templo secreto de
Zeus em Antióquia. O sacerdote se suicida, mas o resto dos
pagãos são presos. Todos os prisioneiros, incluindo o vicegovernador Anatálio, são torturados e enviados a Constantinopla
para serem julgados. São sentenciados à morte e lançados aos
leões. Al ver que as feras não quiseram atacar, finalmente os
pagãos acaban crucificados. Seus cadáveres são arrastrados pelas
ruas pelo populacho cristão e finalmente lançados sem nenhum
tipo de enterro em um lixão.

Ano 583
Novas perseguições contra os pagãos helenos pelo imperador
cristão Maurício I.

Ano 590
Em toda a zona oriental do Império os acusadores cristãos
“descobrem” conspirações pagãs. Nova tormenta de torturas e
execuções durante o ano 590.

Ano 692
O Concílio de Constantinopla de 692 proíbe as últimas celebrações
pagãs/dionisiacas como as *Calendas, as **Brumálias
(Saturnália), as **Anthestérias, etc.
* Calendas, no antigo calendário romano, eram o primeiro dia de cada
mês quando ocorria a Lua nova. Havia três dias fixos: as calendas, as
nonas (quinto ou sétimo dia, de acordo com o mês) e idos (13º ou 15º

183

dia, conforme o mês). Dos “idos” é que provém a expressão "nos idos
de setembro" para expressar uma data para a segunda metade do mês.
É desta palavra que se originou o termo calendário e a expressão
calendas gregas, representando um dia que jamais chegará, pois era
inexistente no calendário grego.
**A partir da Saturnália (uma mistura de Carnaval e Natal modernos)
surgiu o Natal cristão. Anthestérias era a festa do vinho e de Dionisio,
de onde o cristianismo plagiou a “festa do vinho cristã”, as bodas de
Canaã e o primeiro milagre de Jesus, pois séculos antes de Jesus,
Dionisio já transformava água em vinho.

Ano 804
Os pagãos helenos de Mesa Mani (Cabo Tênaro, Lakonia, Grécia)
resistem com êxito à tentativa de Tarásio, patriarca de
Constantinopla, de convertê-los ao Cristianismo.

Ano 860
Conversão violenta dos últimos pagãos helenos da península de

Mani pelo armênio *São Nicon entre os anos 850 e 860.
*Existem vários “São Nicon”.

184

2 - As Missões

Ano 782
O imperador Carlos Magno cortou a cabeça de 4.500 saxões que
se recusaram a converter-se ao cristianismo. [DO30]

Ano 1234
Entre 5.000 e 11.000 homens, mulheres e crianças campesinas
de Steding (Alemanha) foram mortos por se recusarem a pagar
os excessivos impostos da Igreja. Próximo de Altenesch,
Alemanha, em 27 de Maio de 1234. [WW223]

Ano 1456
Batalha de Belgrado 1456: 80.000 Turcos mortos. [DO235]

Séc 15
Século XV Polônia: 1019 igrejas 1987 e aldeias foram saqueadas
pelos Cavaleiros da Ordem. Número de vítimas desconhecidos.
[DO30]

Séc 16 e 17
Século XVI e XVII, Irlanda. Tropas Inglesas “pacificaram e
civilizaram” a Irlanda, onde apenas os gauleses “Irlandeses
185

selvagens”, “bestas irracionais viviam sem nenhum conhecimento
de Deus ou bons costumes; junto com suas vacas, mulheres,
crianças e todo o resto.” Um dos soldados mais bem sucedidas,
uma certa Humphrey Gilbert, meio-irmão de Sir Walter Raleigh,
ordenou que "as cabeças de todos aqueles (quem quer que seja)
que fossem mortos no dia, deviam ter as cabeças separadas de
seus corpos ... e deviam ser colocadas no chão ao lado da
estrada." Tal esforço para civilizar os irlandeses “causou grande
terror ao povo quando viram as cabeças de seus pais, irmãos,
filhos, amigos e vizinhos no chão.”
Dezenas de milhares de irlandeses gauleses foram vítimas da
carnificina. [SH99, 225]

186

3 - As Cruzadas

Primera Cruzada: 1095, sob o comando do Papa Urbano II.
[WW11-41]

A Primeira Cruzada foi proclamada em 1095 pelo papa Urbano II
com o objetivo duplo de auxiliar os cristãos ortodoxos do leste e
libertar Jerusalém e a Terra Santa do jugo muçulmano. Na
verdade, não foi um único movimento, mas um conjunto de ações
bélicas de inspiração religiosa, que incluiu a Cruzada Popular, a
Cruzada dos Nobres e a Cruzada de 1101.
Entre 12/06/1096 e 24/06/1096, nos massacres que tiveram
lugar na Hungria, em Wieselburg e Semlin, morreram milhares de
pessoas (todos os cristãos, incluindo os exércitos das Cruzadas)
(PD 23).
De 09/09/1096 a 16/09/1096, durante o cerco à cidade turca de
Nikaia, cavaleiros cristãos franceses massacraram milhares de
187

pessoas, rasgando e queimando vivos os idosos e as crianças (PD
25-27).
Cavaleiros cruzados alemães se envolveram em ações militares
semelhantes em 26/09/1096, durante a conquista da fortaleza de
Xerigordon.
Até Janeiro de 1098 um total de 40 capitais e 200 castelos foram
conquistados (número de mortos desconhecido) [WW30]
Em 3 de junho de 1098 os exércitos dos cruzados conquistaram
Antióquia. Nesse massacre são mortos entre 10 mil e 60 mil
muçulmanos. A partir da crônica de Raimundo de Aguilers,
capelão de campo do Conde de Toulouse, lê-se: "Nas ruas os
cadáveres se acumulavam a tal ponto que, pelo terrível fedor,
ninguém conseguia permanecer: não havia nenhuma rua na
cidade que estivesse livre de corpos em decomposição" (PD 33).
Em 28/6/1098, 100.000 turcos (incluindo mulheres e crianças)
foram mortos. [WW32-35]
Aqui os cristãos “não causaram daño às mulheres encontradas
nas tendas [do inimigo] - salvo que os cristãos lhes enterraram
suas lanças em seus ventres,” de acordo com a crônica do cristão
Fulquério de Chartres em sua “Crônica da Primeira cruzada”.
[EC60]
Massacre de Marra (Maraat an-numan) 11/12/1098 milhares de
mortos. Devido à fome subsequente “os cadáveres mal cheirosos
dos inimigos foram comidos pelos cristãos” segundo a crônica de
Albert Aquensis. [WW36]

188

*Depois de um cerco de duas semanas e após um acordo dos
líderes muçulmanos com Bohemundo de Tarento e Raimundo de
Saint-Guilles em troca de suas vidas, os cristãos entraram na
cidade, assassinaram os moradores, devoraram seus cadáveres e
a cidade foi incendiada e destruída. (*Amin Maalouf (1983). «Los
caníbales de Maarat». Las cruzadas vistas por los árabes. Madrid: Alianza
Editorial. ISBN 84-206-3520-0.)

Jerusalém conquistada em 15/7/1099: mais de 60.000 vítimas
(judeus, muçulmanos, homens, mulheres e crianças). [WW37-40]
Nas palavras de uma testemunha: “Ali [em frente ao Templo de
Salomão] houve tal carnificina que nossa gente estava até os
joelhos de sangue de nossos inimigos”, e depois disso “felizes e
chorando de alegria, nossa gente marchou até a tumba de nosso
Salvador, para honrá-lo e pagar-lhe nossa dívida de gratidão.”
O Arcebispo de Tyre, testemunha ocular relata: Era impossível
olhar o vasto número de mortos sem horrorizar-se; por todos os
lados existiam fragmentos de corpos humanos e até o próprio piso
estava coberto do sangue dos mortos. Não era somente o
espetáculo de corpos sem cabeça e extremidades mutiladas
jogadas por todos os lugares, que inspirava o terror a todos os
que olhavam aquilo; mais horripilante ainda era ver os próprios
vitoriosos com sangue escorrendo dos pés a cabeça, uma
poderosa imagem que inspirava o terror a todos os que os viam.
Se relata que apenas dentro do Templo morreram ao redor de
10.000 infiéis.” [TG79]
O cronista cristão alemão Eckehard de Aura escreveu que “até
durante o verão seguinte todo o ar da Palestina continuava
contaminado pelo cheiro da descomposição dos corpos”. Um
MILHÃO de vítimas apenas na primeira cruzada. [WW41]
189

Batalha de Ascalão, 12/8/1099. 200.000 pagãos mortos “em
nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”. [WW45]
Quarta cruzada: 12/4/1204, Constantinopla saqueada, número de
vítimas desconocido, muitos milhares e muitos deles cristãos.
[WW141-148]
Até a queda de Akkon em 1291, provavelmente 20 MILHÕES de
vítimas (nas áreas da Terra Santa e áreas Árabes/Turcas
somente). [WW224]
Nota: O número de vítimas foi calculado por historiadores cristãos
contemporâneos.

190

4 - Hereges e Ateus

1 - Priscilianismo
Já em 385 os primeiros cristãos, o espanhol Prisciliano e seis
seguidores foram decapitados por heresia em Trier/Alemanha
[DO26]

Prisciliano foi um nobre rico da Hispânia romana (atuais
Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e uma pequena parte
ao sul da França) que promoveu uma forma rígida de
asceticismo cristão. Ele tornou-se bispo de Ávila em 380.
Certas práticas de seus seguidores (como reunião em casas
de campo em vez de frequentar a igreja) foram
denunciados no Conselho de Saragoça, em 380. As tensões
entre Prisciliano e os bispos que se opunham às suas
opiniões continuou, assim como políticos manobrando por
ambos os lados. Por volta de 385, Prisciliano foi acusado de
feitiçaria e executado sob autoridade do Imperador
Maximus. O Priscilianismo continuou na Hispânia e Gália
até o final do século 6.

2 - Maniqueísmo
O Maniqueísmo é uma filosofia religiosa sincrética e dualística
fundada e propagada por Maniqueu, filósofo cristão do século III,
que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau,
ou o Diabo. A matéria é intrinsecamente má, e o espírito,
intrinsecamente bom. Com a popularização do termo,
191

maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada
nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.
Era uma seita cripto-cristã suficientemente decente para praticar
o controle de natalidade (e por isso não tão irresponsáveis como
os católicos fiéis). Foram exterminados em grandes campanhas
por todo o Império Romano entre 372 e 444. Milhares de vítimas.
[NC]

3 - Cruzada Albigense
A primeira cruzada organizada para matar outros cristãos [DO29].
Béziers
A violência começou com a ordem do Papa Inocente III (o maior
assassinato em massa da história antes da era Nazi) em 1209.
Béziers (hoje França) 22/7/1209 foi destruída e todos os
habitantes foram assassinados. O número de vítimas (incluindo
católicos que se recusaram a entregar seus amigos e vizinhos
hereges) é estimado entre 20.000 e 70.000. [WW179-181]
Carcassonne
Carcassonne 15/8/1209, milhares de mortos. Outras cidades
seguiram a lista. [WW181]
A guerra continuou por 20 anos até que quase todos os Cátaros
(a metade da população de Languedoc, no sul da França) foram
exterminados. [WW183]
192

Com a conclusão da guerra em 1229, é criada a inquisição em
1232 para detetar e destruir os hereges sobreviventes ou
escondidos. Os últimos cátaros foram queimados na fogueira em
1324. [WW183]
Um milhão de vítimas (só dos cátaros), [WW183]

4 - Outras heresias
Valdenses, Paulicianismo e muitas outras. A maioria destes
grupos foi exterminada. Mais de 100.000 vítimas (incluindo a
Inquisição Espanhola, mas sem contar as vítimas do novo
mundo).
O inquisidor espanhol Tomás de Torquemada, frade Dominicano,
se acredita responsável por mais de 10.220 mortes na fogueira.
[DO28]
Jan Hus, crítico da infalibilidade papal e das indulgêcias, morre
queimado na fogueira em 1415. [LI475-522]

Jan Hus (Husinec, 1369 - Constança, 6 de julho de 1415)
foi um pensador e reformador religioso. Ele iniciou um
movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe.
Os seus seguidores ficaram conhecidos como os hussitas.
A Igreja Católica não perdoou tais rebeliões e ele foi
excomungado em 1410. Condenado pelo Concílio de
Constança, foi queimado vivo e morreu cantando um
cântico.

193

Michael Sattler, líder da comunidade batista, morre queimado
na fogueira em Rottenburg, Alemanha, 20 de Maio de 1527.
Poucos dias depois sua esposa e outros seguidores também foram
executados. [KM]
Balthasar Hubmaier, professor universitário, é queimado na
fogueira em 1538, em Viena. [DO59]
Giordano Bruno, monje Dominicano, depois de encarcerado por
sete anos, foi queimado na fogueira acusado de heresia, em
Campo dei Fiori (Roma) em 17/2/1600.
Thomas Aikenhead (1678 - 8 de janeiro de 1697), foi um
estudante escocês de teologia da Universidade de Edimburgo, que
aos 18 anos foi denunciado pelos seus colegas à Kirk, a igreja
presbiteriana escocesa, que pretendeu com este caso dar um
exemplo a outros potenciais "heréticos".
O seu processo tornou-se famoso. John Locke tentou interceder
em seu favor, argumentando em defesa da liberdade de
expressão e tolerância religiosa. Foi condenado à morte em 1696.
Liberdade de expressão, tolerância religiosa e cristianismo não
cabem na mesma frase.

5 - Bruxas

194

Festival anual na República Checa: “A queima das bruxas”, uma tradição
que é celebrada todos os anos (30 de Abril) no país.

O famoso manual de caça às bruxas é o “Malleus maleficarum”,
“Martelo das bruxas”, de 1484, pode ser baixado na internet. Ele
tráz inúmeros métodos de tortura para confissão e “meios de
descobrir” se uma pessoa é feiticeira ou não. Pesquisas recentes
indicam que o período áureo da caça às bruxas na Europa ocorreu
com maior intensidade entre 1550 e 1650,
Para azar dos protestantes em geral, não foi somente o
catolicismo quem colocou em fogueiras pessoas acusadas de
bruxaria em julgamentos estranhos e totalmente parciais para
condenar tais vítimas. Na Alemanha pós-Reforma há uma série de
julgamentos parecidos e uma mortandade incrível. Na Suíça
protestante (calvinistas) também ocorre a mesma paranóia
coletiva, quando milhares de indivíduos eram mortos pelo método
195

conhecido como “fogo lento”: a vítima era colocada em brasas
ardentes para morrer lentamente enquanto cozinhava.

Ano 371
No ano de 371, em Roma, várias pessoas foram julgadas
acusadas de praticar adivinhação e de empregar essas artes para
determinar em que momento morreria o imperador cristão
Valentiniano I, quem seria seu sucessor e quem seria a pessoa
que o julgaria e executaria.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 41)

Ano 575/580
Neste ano, na França, a Rainha Fredegunda, famosa por sua
crueldade e por se envolver em muitos assassinatos, foi acusada
de praticar feitiçaria e de mandar assassinar o rei Sigeberto
(inimigo de seu marido, o rei Chilperico I) com uma arma
envenenada e enfeitiçada.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 187; Gregory of Tours, History of
the Franks.)

Ano 899
No ano de 899, na Austria, foram executadas duas pessoas por
praticarem bruxaria para matar o imperador Arnolfo.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 187)

196

Ano 999
Em 999, na cidade de Londres, uma mulher e seu filho foram
julgados por estaquear imagens para uso contra um homem. Ela
morreu afogada ao largo da Ponte de Londres, seu filho escapou
e se tornou um fugitivo. (Aqui començam os primeiros casos sobre
a “caça de bruxas” na Inglaterra.)
(Fonte: Crawford, Jane “Evidences for Witchcraft in Anglo-Saxon England”)

Ano 1028
Na cidade de Aquitânia, França, em 1028, uma bruxa foi
executada acusada de praticar feitiços contra o já falecido
Guillermo de Aquitania.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 187.)

Ano 1075
Em 1075, na cidade alemã de Waldsee, Hans Deiner foi queimado
na fogueira.
No mesmo ano, mas na cidade de Colônia, Alemanha, uma mulher
foi assassinada por uma gangue, sendo lançada das muralhas da
cidade.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 188)

Ano 1128
197

Em 1128, em Gent, Bélgica, uma mulher foi assassinada e
estripada por um bando de fanáticos.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 188)

Ano 1130
Em 1130, na cidade alemã de Trier, o bispo desta cidade acusou
um número não especificado de judeus forçando-os mais tarde a
se converterem à sua religião.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 83)

Ano 1200
Em 1200, em Soest, Holanda, um clérigo foi acusado de praticar
feitiçaria e bruxaria com uma jovem mulher; foi queimado.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 189)

Ano 1222
No ano de 1222, na cidade de Oxford, na Inglaterra, um jovem e
duas mulheres foram levados perante o arcebispo de Canterbury,
Stephen Langton, acusados de terem crucificado uma criança e
exibido seu estigma.

198

No mesmo ano de 1222, na Inglaterra, um judeu que praticava
necromancia foi acusado de ter envolvido pela cabeça a um
menino e provocar-lhe a morte de forma divina.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 46)

Ano 1234
Em 27 de maio de 1234, na cidade de Altenesch, Alemanha, 6000
Stedingers (Cruzada contra os Stedinger, decretada pelo Papa
Gregório IX, em 1232) morreram na batalha contra Henrique de
Brabante e Florencio IV de Holanda, acusados de heresia.
(Fonte: Lea, History of the Inquisition, III, 187-8)

Ano 1239
Em 29 de maio de 1239, em Montwimer, França, umas 180 bruxas
foram queimadas.
(Fonte: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 190.)

Ano 1279
Em 1279, na cidade de York, Inglaterra, John de Kereslawe matou
uma bruxa que havia entrado em sua casa; o clérigo do povoado
queimou seu corpo.
(Fonte: Kittridge, Witchcraft in Old and New England, 47)

199

Ano 1289 a 1290
Entre os anos de 1289 e 1290, na cidade de Stratton, Inglaterra,
o magistrado da fazenda Pública, Adam, foi preso e julgado
malversar, extorquir e praticar feitiçarias.
(Fonte: Kittridge, Witchcraft in Old and New England, 48)

Ano 1300

Em 1300, na cidade de Nüremberg, Alemanha, uma Corte do
município condenou um homem com banimento, acusando-o de
ser invocador de espíritos e outras infrações.
(Fontes: Schultheiss, Acht Verbots und Fehdebjicher,
Zauberwahn, 27. Kieckhefer, European witch trials)

18.

Kunstmann,

Ano 1301
Em março de 1301, na Inglaterra, Walter Langton, que era o Bispo
de Coventry foi julgado por um tribunal eclesiástico acusado de
ser diabólico. Ele foi considerado inocente.
(Fontes: Flores historiarum, ed. Henry Richards Luard Rolls Series, XCV), III
(London, i890), 305f; Ryiner, Foedera, 1, Pt IV, 27f reprinted in part in Hansen,
Quelkn, 2). Lea, History of the Inquisition, III, 451; Kittredge, Witchcraft, 24f;
Ewen, Witchcraft and Demonianism, 28f ; Rose, Razor, 64f ;Alice Beardwood,
‘The Trial of Walter Langton, Bishop of Lichfield, 1307-I2′, Transactions of the
American Philosophical Society, N.S., LIV, Pt III (Philadelphia, i964), esp. 7f
(com outras fontes citadas nas notas). Kieckhefer, Richard. European witch

200

trials, their foundations in popular and learned culture, 1300-1500. Berkeley:
University of California Press, 1976.)

Ano 1302
Em 1302, em Exeter, Inglaterra, John Mody foi julgado acusado
de difamação; ele teria chamado a esposa de Reginal Kene de
“uma bruxa ladrona e má”.
(Fontes: Wright, ‘Municipal Archives’, 307 (from MS); Kittredge, Witchcraft, 50;
Kieckhefer, Richard. European witch trials)

No mesmo ano e na mesma cidade de Exeter, uma mulher foi
julgada por uma Corte do município, acusada de ter negociado
com bruxas e feiticeiros (encantadores).
(Fontes: Wright, ‘Municipal Archives’, 307 (from MS); Kittredge, Witchcraft, 51;
Ewen, Witchcraft and Demonianism, 29. Kieckhefer, Richard. European witch
trials)

Ano 1303
Em 1303, Bonifácio VIII, Papa, culpou de invocação de espíritos,
consulta de adivinhos e outras infrações aos Oficiais de Felipe IV.
(Fontes: Pierre Dupuy, Histoire du diffbend d’entre le pape Boniface VIII et
Philippes le Bel (Paris, 1655), 101-6, 324-46, 350-62. Lea, History of the
Inquisition, III, 450; Hansen, Zauberwahn’, 251; Russell, Witchcraft, 187; Cohn,
Europe’s Inner Demons, 18O-5; Karl Wenck, War Bonifaz VIII. ein Ketzer?’
Historische Zeitschrift, XCIV (N.S., LVIII) (1905), 1-66; Robert Holtzmann, War
Bonifaz VIII. ein Ketzer?’, Mitteilungen des Institutsftr Isterichische
Geschichtsforschung, XXVI (I905), 488-98. Kieckhefer, Richard. European witch
trials.)

201

Ano 1304
Em 1304, em Mons-en-Pévele, França, un bruxo foi acusado
diante da Corte por sua responsabilidade na morte do Conde
Guilherme de Jillich, por pratica de feitiçaria.
(Fontes: Monumenta Germaniae historical Scriptores, XVI, 587; reprinted In
Hansen, Quellen, 516f Hansen, Zauberwahn, 393; Cauzons, Magie, 11, 302
Kieckhefer, Richard. European witch trials)

Ano 1306 a 1314
Durante o ano de 1306 e até 1314, principalmente na França, as
autoridades eclesiásticas perseguiram os Templários, acusandoos de imoralidade, blasfêmia e atividades diabólicas.
(Fontes: George Archibald Campbell, The Knights Templars their Rise and Fall
(London, 1937); Schuld oder Unschuld des Templerordens Kritischer Versuch
zur Losung der Frage (Stuttgart, 1893); Lea, History of the Inquisition, III, 238334; Cauzons, Magie, II, 221-300; Russell, Witchcraft, 195-8; Cohn, Europe’s
Inner Demons, 75-98. Kieckhefer, Richard. European witch trials)

Ano 1307

Em outubro de 1307 foram mortos sob tortura 36 Cavaleiros
Templários, na França. Durante 1308 e até 1313, na França, o
Bispo de Troyes, Guichard, foi julgado por autoridades
202

eclesiásticas por enfeitiçar (matar a rainha e outros com imagens
mágicas e poções) e invocar espíritos entre outros delitos.

Texto completo (em francês) do julgamento de Guichard de Troyes

(Fontes: Abel Rigault, le procds de Guichard eveque de Troyes,.r3o8-.r3.r3
(Paris, 1896) (with documents); Guillaume Moffat, ‘Guichard de Troyes et les
revelations de la sorciere de Bourdenay’, Moyen,4ge, Y.Xl (ser. 2, XII) 310-14;
Eubel,’Vom Zaubereiunwesen’, 29-31; Hansen, Zauberwahn, 335; Kittredge,
Witchcraft, 76, 1o8; Cauzons, Magie, II, 303; lehugeur, Histoire de Philippe le
Long, 4I5; lerner, Free Spirit, 69; Cohn, Europe’s Inner Demons, 185-92.
Kieckhefer, Richard. European witch trials.)

Ano 1310
Em 12 de maio de 1310, na França, 54 Cavaleiros Templários
foram queimados vivos.
(Fontes:: Kittredge, Witchcraft, 51; Kieckhefer, Richard. European witch trials)

Ano 1311
Em 1311, na cidade de Londres, Inglaterra, o bispo de Baldock foi
investigado sob a acusação de praticas de feitiçaria, magia,
adivinhações, invocações e encantamentos).
(Fontes:: Kittredge, Witchcraft, 51; Kieckhefer, Richard. European witch trials)

Ano 1314

203

Em 18 de março de 1314, 39 Cavaleiros Templários foram
queimados vivos. Quatro dias mais tarde, ou seja, no dia 22 de
março de 1314, foi quemado vivo também Jacques De Molay.
(Que foi o grande Mestre dos Templários)
(Fontes: Kittredge, Witchcraft, 51; Kieckhefer, Richard. European witch trials)

Em maio de 1314, em Paris, uma mulher foi condenada por
praticar feitiçaria; dois homens foram acusados de dar-lhe um
perdão real.
(Fontes: Arthur Auguste Beugnot, ed., les olim, ou registres des arrits “ndus par
la cour du roi, 1I (Paris, 1842), 6ig. Lea, History of the Inquisition, III, 451;
Kittredge, Witchcraft, 76; Russell, Witchcraft, 172. Kieckhefer, Richard.
European witch trials)

Ano 1314 a 1315
Entre os anos de 1314 e 1315, na Inglaterra, John Tannere (“Alias
John Canne”) foi réu por ser o filho de Edward I. Foi eforcado por
ter tentado obter a coroa por meio de ajuda diabólica; (teria
servido ao diabo por mais de três anos.)
(Fontes: Kittredge, Witchcraft, 242; Kieckhefer, Richard. European witch
trials)

Ano 1315

204

Em 1315 na França, Enguerrand de Marigny foi executado junto
com sua esposa e irmã, acusado de praticar magia com imagens
contra Luis X e Charles de Valois.
(Fontes: Recueil des historians, XX, 612f, 618, 693-6, 700; XXI, 42f, 659-61;
X-XII, 158-60; Paris, les granites chroniques, V, 206-20. Jean Favier, Un
conseiller de Philippe le Bel Enguerran de Marigny (Paris, 1963); Eubel, ‘Vom
Zaubereiunwesen’, 629; Hansen, Zauberwahn, 356; Lea, History ofthe
Inquisition, III, 45I; Mmedge, Witchcraft, 76; Russell, Witchcraft, 172.
Kieckhefer, European witch trials)

Também em 1315 na cidade de Krems, Austria, ocorreram varios
julgamentos de pessoas acusadas de heresia, antinomianismo e
luciferianismo.
(Fontes: Bernard, ‘Heresy’, 50-4; Russell, Witchcraft, 177-9; Lerner, Free Spirit,
28f; Kieckhefer, European witch trials)

1315, Francia, Alips de Mons, a mulher de Enguerrand de Marigny
foi enforcada ahorcada. Ao mesmo tempo outros foram
encarcerados por praticar magia com imagens contra Luis X e
Charles de Valois. Um homem associado com a “bruxa” se suicida
na prisão.
(Fontes: Recueil des historians, XX, 612f, 618, 693-6, 700; XXI, 42f, 659-61;
X-XII, 158-6o; Paris, les granites chroniques, V, 206-20. Jean Favier, Un
conseiller de Philippe le Bel Enguerran de Marigny (Paris, 1963); Eubel, ‘Vom
Zaubereiunwesen’, 629; Hansen, Zauberwahn, 356; Lea, History ofthe
Inquisition, III, 45I; Imedge, Witchcraft, 76; Russell, Witchcraft, 172.
Kieckhefer, European witch trials)

Ainda em 1315, foi queimada a “irmã de Alips de Mons” (veja
sobre Enguerrand de Marigny).
205

E no mesmo ano, na França, John Dulot se suicida na prisão. (Veja
Enguerrand de Marigny).
Em 1315, Pedro de Latihy (bispo de Chalons-sur-Marne) foi
julgado por atentar contra Felipe IV empregando bruxarias). Foi
absolvido.
(Fontes: Recueil des historians, XX, 613; 696;xxi, 43. Langlois, L’affaire du
cardinal Francesco Caetani’, 7i n 1.] Kieckhefer European witch trials-)

Em 1315, em Paris, três mulheres foram queimadas por assasinar
o bispo de Chalons-sur-Marne com beberagens.
(Fontes: Recueil des historians, XX, 614. Kieckhefer, European witch trials-)

Ano 1316
França, uma mulher foi interrogada e implicada, Matilda de
Artois Mahaut, sogra de Felipe V, por praticar magia para
reconciliar a sua filha com o Rei. Ela poderia ter usado a magia
contra Luis X para assegurar o trono de seu filho.
(Fontes: Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 97)

No mesmo ano, 1316, na França, o Cardeal Francisco Gaetani foi
investigado por uma Corte real acusado de praticar artes mágicas
contra o Rei (Luis X ou Philip V), seu irmão e mais dois cardeais.
(Fontes: Raynaldus, Annales, a.a.316, no.11; Langlois, ‘L’affaire du cardinal
Francesco Caetani’ (with commentary). Lehugeur, Histoire de Philippe le Long,

206

416; Hansen, Zauberwahn, 356; Eubel, ‘Vom Zaubereiunwesen’, 628; Russell,
Witchcraft, 172. Kieckhefer European witch trials)

Ano 1317
Em 1317, na França, Matilda de Artois, foi inocentada da
acusação de praticar magia para reconciliar sua filha com o Rei.
(Fontes: Llehugeur, Histoire de Philippe le Long, 168-74, 415; Hansen,
Zauberwahn, 357; Russell, Witchcraft, 172. Kieckhefer, European witch trials;
Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 97)

No mesmo ano, na cidade de Avignon, França, Geraud Hugues,
bispo de Cahors, foi queimado vivo por ordem de uma Corte
eclesiástica junto com outras pessoas, julgados por atentar contra
a vida de João XXII e de certos cardeais através da feitiçaria.
Também havia magos judeus implicados.
(Fontes: Raynaldus, Annales, a.a. 1317, no.52 Edmond Albe, autour de Jean
XXII Hugues Giraud, eveque de Cahors L’affaire des poisons et des envodements
en 1317 (Cahors, 1904) (with documents); Guillaume Mollat, Revue pratique
d’apologitique, IV (1907), 753-67; Guillaume Mollat, The Popes at Avignon,
1305-1378 (English ed., London, 1963), 12; Hansen, Zauberwahn, 252; Lea,
History of the Inquisition, III, 452; Cauzons, Magie, 11, 318-41; Lehugeur,
Histoire de Philippe le Long, 415; Cohn, Europe’s Inner Demons, 192.
Kieckhefer, European witch trials; Kieckhefer, Magic in the Middle Ages, 97)

Neste mesmo ano, em Paris, um homem foi condenado por uma
Corte acusado de assassinar várias pessoas com o uso de
feitiçaria (com imagens de cera abençoadas por sacerdotes).
(Fontes: M. E. Boutaric, ed., Inventaires et documents Actes du Parkment de

207

Paris, ser. 1, 1I (Paris, 1867), 1 ggf Lehugeur, Histoire de Philippe le Long, 416.
Kieckhefer, European witch trials).

Ano 1318
Em Avignon, França, varios acontecimentos com comissões
papais contra clérigos e julgamentos contra magos e invocadores.
Houve um caso muito específico contra o bispo de Praga por
proteger seguidores de Lúcifer em sua diocese.
(Fontes Hansen, Quellen, 2-4; Cohn, Europe’s Inner Demons, 193; Kieckhefer,
European witch trials; Joseph Emler, ed., Regesta diplomatica nec non epistolaris
Bohemiae etmoraviae, III (Prague, 1890), 173-6; A. Patschovsky, Die Anfdnge
einer stdndigen Inquisition In Bohmen - Berlin, 1975.)

Ano 1319
Em 1319, na França, Jeanne de Latilly foi considerada culpada;
julgada por uma corte real por praticar feitiçaria contra Charles
de Valois.
(Fontes: Lehugeur, Histoire de Philippe le Long, 416; Hansen, Zauberwahn, 357.
Kieckhefer, European witch trials).

No mesmo ano em Carcassonne, França, Franciscano Bernardo
Delicieux foi perdoado por uma corte eclesiástica que o acusara
de pratica de feitiçaria, (atentando contra a vida de Benedito XI),
mas foi encarcerado por possuir um livro de necromancia e
invocações.
(Fonte: Barthelemy Haureau, Bernard Dilicieux et l’Inquisition albigeoise, 13001320 (Paris, 1877), 143-65 (sentence 198-218); Lea, History of the Inquisition,

208

III, 45 1; Eubel ‘Vom Zaubereiunwesen’, 628; Hansen, Zauberwahn, 253f
Kieckhefer, European witch trials)

Em 1319, en Paris, mulheres confessaram em uma audiência ter
praticado feitiçaria, (assassinar com beberagens e imagens
mágicas). Primeramente tiveram que testemunhar no julgamento
de Guichard de Troya.
(Fontes: Eubel, ‘Vom Zaubereiunwesen’, 629f Guillaume Mollat, ‘Guichard de
Troyes et les revelations de la sorciére de Bourdenay’, Moyen Age, XXI (ser. 2,
XII) (1908), 31O-14. Kieckhefer, European witch trials)

Ano 1320
Na cidade de Ancona, Eight Ghibbeline, Senhor de Recanti, aliado
de Federico I de Montefeltro (Conde de Urbino) foi julgado por
João XXII como idólatra, hereje e invocador.
(Fontes: Raynaldus, Annaks, a.a. 1322, no. 1ff, and esp. 1321, no. 38; Conrad
Eubel, ed., Builariun franciscanuin sive Roinanorum pontificuin constitutiones
(Rome, 1898-1904), V, no. 405, 455a, 46i, 536, 582. Hansen, Zauberwahn,
334; F. Bock, ‘I processi di Giovanni XXII contro 1 Ghibellini delle Marche’,
Bolletino dell’Istituto storico italiano per 11 medio evo, LVII (194I), 19-43; Cohn,
Europe’s Inner Demons, 193. Kieckhefer, European witch trials-)

Em Avignon, França, Mateo I de Visconti foi julgado por
autoridades eclesiásticas acusado de ser invocador e de praticar
feitiçaria. (E por meio de artes mágicas tentar assassinar João
XXII).
(Fontes: Eubel, ‘Vom Zaubereiunwesen’, 609-25 (with commentaq); Michel, ‘Le
proc’es de Matteo et de Galeazzo Visconti’, 307-726. Hansen, Zauberwahn, 333;

209

Michel, ‘Le proc’es de Matteo et de Galeazzo Visconti’; Cohn, Europe’s Inner
Demons, 192. Kieckhefer European witch trials-)

Mesmo ano, 1320, em Avignon, Galeazzo Visconti (filho de Mateo
I de Visconti), enfrentou julgamento por autoridades eclesiásticas
acusado de ser invocador e feiticeiro. (E por meio de artes
mágicas tentar assassinar João XXII).
(Fontes: Eubel, ‘Vom Zaubereiunwesen’, 609-25 (with commentaq); Michel, ‘Le
proc’es de Matteo et de GaLeazzo Visconti’, 307-726. Hansen, Zauberwahn,333;
Michel, ‘Le proc’es de Matteo et de GaLeazzo Visconti’; Cohn, Europe’s Inner
Demons, 192. Kieckhefer, European witch trials-)

Ano 1320 a 1350 - Carcassonne, França
Desde 1320 até 1350, na cidade de Carcassonne, França, umas
400 pessoas foram julgadas por inquisidores, acusadas de serem
“magos” e umas 200 foram executadas.
(Fonte: Etienne-Leon de Lamothe-Langon. Histoire de l’Inquisition en France
(Paris, 1829), III, 226 [*Highly Dubious Source*]; Cited extensively in Hansen,
Joseph. Quellen und Untersuchungen zur Geschichte des Hexenwahns und der
Hexenverfolung im Mittelalter (Bonn, 1901); Hansen, Zauberwahn, 326. See
above, pp. 16-18. Kieckhefer European witch trials-)

Ano 1320 a 1350 - Toulouse, França
Durante os anos comprendidos entre 1320 e até 1350, em
Toulouse, França, umas 600 pessoas foram julgadas por praticar
bruxerias, 400 delas foram executadas.
(Fontes: Etienne-Leon de Lamothe-Langon. Histoire de l’Inquisition en France

210

(Paris, 1829), III, 226 [*Highly Dubious Source*]; Cited extensively in Hansen,
Joseph. Quellen und Untersuchungen zur Geschichte des Hexenwahns und der
Hexen–verfolung im Mittelalter (Bonn, 1901); Hansen, Zauberwahn, 326; Lea,
Materials, 1, 23 2- See above, pp. 16-18. Kieckhefer, European witch trials-)

Ano 1321
Em 1321 na França, na cidade de Pointiers, seis (6) pessoas se
envolvem em fatos contra Cathar e seu herdeiro Waldensian, um
homem e cinco (5) mulheres confessaron uso de magia; depois
todos se dementiram.
(Fontes: Hansen, Quelen, 446f. Hansen, Zauberwahn, 31i; Lea, Materials, 1,
2,32. Kieckhefer European witch trials-)

Ano 1322
Em 1322, Utrecht, Holanda, uma mulher foi penalizada com o
exílio depois de acusada por uma Corte do município de praticar
feitiçaria e de ser adivinha.
(Fontes: Samuel Muller, ed., De middekeuwsche rechtsbronnen der stad
Utrecht, 1 The Hague, 1885, 60. Hansen, Zauberwahn, 393 with erroneous
reference to P. 170 of Muller. Kieckhefer, European witchtrials-)

Ano 1323
Em junho de 1323, na Áustria, uma pessoa foi julgada por uma
Corte do município acusada de invocações e de garantir a
libertade de Federico III que se encontrava na prisão.

211

(Fontes: Chronica Mathiae de Nuwenburg, ed. A. Hofmeister (Monumenta
Germaniae historical Scriptores rerum Germanicarum, NS IV), 1 (Berlin, 1924),
125; Chroniken der deutschen Stadte, VIII, 467f Lea, History of the Inquisition,
III, 456; Russell, Witchcraft, 188f Kieckhefer, European witch trials)

Em 1323, França, na cidade de Tolouse, 2 clérigos são julgados
por cortes eclesiásticas sob a acusação de serem adivinhos.
(Fontes: Hansen, Quelen, 447-9. Lea, Materials, 1, 230-1 Kieckhefer, European
witch trials-)

Ano 1324
Em 11 de março de 1324, na cidade de Kilkenny, Irlanda,
Petronilla de Meath (empregada doméstica da “Dame Alice
Kyteler”), foi queimada viva por ter sido acusada de ser bruxa,
“foi o primeiro caso encontrado na Irlanda”.
Em 1324, na cidade de Kilkenny, Irlanda, Dame Alice Kyteler foi
acusada pelo bispo Richard de Ledrede de Ossory, foi julgada por
uma Corte eclesiástica e demais autoridades, com outras sete (7)
mulherese quatro (4) homens todos acusados de serem
“cúmplices”; Entre as acusações que receberam figuram bruxaria,
feitiçaria e invocação (adoecer e assassinar seus maridos); vários
foram excomungados, outros exilados, outros açoitados e um foi
executado. A Dame Alicia escapou para a Inglaterra.
(Fontes: Wright, Contem-porary Narrative (with commentary). Lea, History of
the Inquisition, III, 456-8; Hansen, Zauberwahn, 341-3; Kittredge, Witchcraft,
52, 94, 122, 144, 177, 415; Ewen, Witchcraft and Demonianism, 30-3; Rose,
Razor, 65; Robbins, Encyclopedia, 294; Russell, Witchcraft, 189-93; Cohn,
Europe’s Inner Demons, 198-204. Kieckhefer, Richard. European witch trials)

212

Também em 1324, na cidade inglesa de Coventry, John de
Nottingham, foi morto. (Um famoso mago do século 14, que teria
conspirado para matar Edward II da Inglaterra e Hugh Despenser,
o Jovem, em 1324, por meio de bruxaria.)
(Fontes: Kittredge, Witchcraft, 77;. Wedeck, A treasury of Witchcraft)

Ano 1325
Em 1325, na cidade de Coventry, Inglaterra, 27 pessoas foram
julgadas sob a acusação de ter empregado necromancia e artes
de feitiçaria para atentar contra a vida do Rei Eduardo II.
(Fontes: Wright, Contemporary Narrative, XXIII-XXIX; excerpt in English transl.
in Montague Summers, The Geography of Witchcraft (New York, I 927), 82-4,
with original text 189 n.43. Lea, History of the Inquisition, III, 458; Kittredge,
Witchcraft, 77; H. G. Richardson, ‘Year Books and Plea Rolls as Sources of
Historical Information” Transactions of the Royal Historical Society, ser.4, V (I
922), 35; Ewen, Witchcraft and Demonianism, 29; Kieckhefer, Richard.
European witch trials; Robbins, Encyclopedia)

Ano 1326
Em 1326 na Áustria, uma pessoa foi julgada sob a acusação de
superstição e praticar feitiçaria para a morte do Duque Leopoldo.
(Fontes: Hansen, Zauberwahn, 387; Kieckhefer, European Witch Trials)

Em 1326, na França, na cidade de Agen, três homens foram
julgados sob a acusação feitiçaria e invocações, (recebendo fortes
213

torturas e finalmente assassinados); um foi queimado, outro
enforcado e o terceiro levado a uma comissão papal.
(Fontes: J. M. Vidal, Bullaire de l’Inquisition francaise au XIVE sleek et jusqu’i la
fin du Grand Schisme (Paris, 1913), 1 18f Cohn, Europe’s Inner Demons, 1 93f)

Em 1326, na cidade francesa de Toulouse, um homem foi julgado
por praticar feitiçaria, atentando contra a vida de Carlos IV com
imagens mágicas. O Sobrinho do Papa foi acusado, mas depois foi
absolvido.
(Fontes: Claude Devic and Joseph Vaissete, Histoire gindrak de Languedoc, X
(Toulouse, 1885), col. 66x-2. Eubel, ‘Vom Zaubereiunwesen’, 628;Lea, History
of the Inquisition,1, 230; Ibid.) III, 458; Hansen, Zauberwahn, 357-)

No mesmo ano de 1326, em Colonia, Alemanha, uma Corte
eclesiástica processou uma pessoa, acusada de antinomianismo e
de ser diabólica.
(Fontes: Lerner, Free Spirit, 92ff.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1327
Em 1327, na França, alguns clérigos foram julgados por uma corte
eclesiástica sob a acusação de praticar feitiçaria (Usar artes
mágicas contra Carlos IV) e fazer invocações.
(Fontes: Raynaldus, Annaks, a.a. 1327, no. 44; material adicional em Hansen,
Quelien, 671f, Hansen, Zauberwahn, 257.)

214

Na cidade de Kilkenny, Irlanda, várias mulheres foram queimadas
vivas sob a acusação de heresia.
(Fontes: Robbins, Encyclopedia, 275.)

Ano 1329
Em 1329 em Carcassonne, França, Pedro Recordi (Cannelite) foi
encarcerado por Inquisidores sob a acusação de ser feiticeiro,
(amores mágicos, usar magia para obter liberdade de pessoas
presas, ser Invocador e diabólico.
(Fontes: Lea, History of the Inquisition, III, 455, 657-9; cited Hansen, Quelen,
449; Hansen, Zauberwahn, 312; Russell, Witchcraft, 186; Cohn, Europe’s Inner
Demons, 194f.)

Ano 1330
Em 1330, na cidade de Carcassone, França, João Andrius foi
queimado vivo.
Em 1330 na Inglaterra o Conde de Kent, Edmundo, foi condenado
por obter “importante informação” sobre o demônio através da
meditação de un monge, entre outras acusações.
(Fontes: Kittredge, Witchcraft, 53; Kiechhefer, Richard. European witch trials.)

Ano 1331
Em 1331, na cidade de Southwark, Inglaterra, um homem (com
seu cliente e seu socio) foram condenados por uma Corte Real,
215

acusados de ter praticado feitiçaria; foram processados sob a
acusação de tentativa de homicídio, embora eles tenham jurado
que usaram imagens mágicas apenas com o propósito conseguir
amizades.
(Fontes: Sayles, Select Cases, V, 53-7. Thomas, Religion, 467. Kiechhefer,
Richard. European witch trials.)

Em 1331, na França, Roberto de Artois foi exilado. Roberto de
Artois e sua mulher foram denunciados sob a acusação de atentar
contra a vida de Felipe VI e do Príncipe João, e de outras
acusações como a de serem feiticeiros. (Matando por meio de
imagens de cera.)
(Fontes: Hansen, Zauberwahn, 357.)

Mesmo ano, 1331, também na França uma mulher associada a
Roberto de Artois foi queimada viva.
(Fontes: Hansen, Zauberwahn, 357.)
Mesmo ano de 1331, na França, um grupo de clérigos foi julgado
por Cortes eclesiásticas sob a acusação de feitiçaria e de atentar
contra a vida de Felipe VI.
(Fontes: Hansen, Quellen, 7f. Hansen, Zauberwahn, 257; Lynn Thorndike, 4
History of Magic and Experimental Science, III (New York and London, 1934),
3I; Russell, Witchcraft, 172.)

Ainda em 1331, na cidade francesa de Dauphine, uma mulher é
julgada por uma Corte eclesiástica sob a acusação de ser maga e
216

feiticeira, (acusada de usar amuletos para prevenir confissões sob
torturas).
(Fontes: Archives Departementales de l’Isere, ser. B. MS 4355, first document.
Marx, Inquisition, 30, 1o8.)

Ano 1335
1335, Toulouse, França, Caterina Delort e Ana Maria Geogel foram
queimadas vivas.
Mesmo ano, França, Avignon, Sacerdotes e Juízes são julgados
por cortes papais acusados de praticar feitiçaria e magia.
(Fontes: Hansen, Quelen, 9-i 1. Hansen, Zauberwahn, 259.)

Ano 1336
Em 1336, na Inglaterra, o Papa Bento XII escreveu ao bispo de
Paris dizendo que William Altefax, no livro ilustrado
"Nigromanticus Anglia" tinha usado suas lâminas. (onde esclarece
como utilizava a magia.)
(Fontes: Kitteridge, Witchcraft, 53)

Em 1336, na cidade de Avignon, França, um homem é julgado por
uma Corte papal acusado de necromancia.
(Fontes: Hansen, Quelen, 9. Hansen, Zauberwahn, 258f)

217

Na na cidade de Angermünde, Alemanha, várias pessoas foram
julgadas sob a acusação de luciferianismo; uma Corte eclesiástica
ordenou quemar vivos a 14 dos acusados; outros tantos
purgaram suas penas de outras formas.
(Fontes: ‘Gesta archie-piscoporum Magdeburgensium’, In Monumenta
Germaniae historical Scriptores, XIV (Stuttgart, 1883), 434; Lerner, Free Spirit,
27; Russell, Witchcraft, 180; Kurze, ‘Ketzergeschichte’, 55-62; Cohn, Europe’s
Inner Demons, 35; Kieckhefer, European Witch Trials)

Mesmo ano, na cidade de Langres, França, cinco homens e um
número não especificado de mulheres foram julgados por uma
corte eclesiástica sob a acusação de sortilégios e necromancia.
(Fontes: Hansen, Quellen, 8f Hansen, berwahn, 258.; Kieckhefer, European
Witch Trials)

Ano 1337
Em Beziers, França, dois (2) clérigos foram julgados, acusados
falsamente (muito comum) por um bispo, de praticar artes
mágicas. (Durante o pontificado de João XXII).
(Fontes: Hansen, Quelen, II; Michel, ‘Le proces de Matteo et de GaLeazzo
Visconti’, 326 Hansen, Zauberwahn, 259f; Kieckhefer, European Witch Trials)

No mesmo ano, na cidade inglesa de Hartfield, um homem foi
julgado por uma Corte feudal, acusado de ter quebrado o contrato
de exorsizar o demônio.
(Fontes: Ewen, Witchcraft and Demonianism; Kiechhefer, Richard. European
witch trials.)

218

Ano 1338
Em 1338, em Avignon, França, duas mulheres foram julgadas por
uma Corte eclesiástica acusadas de diabolismo.
(Fontes: Hansen, Quelen, ’3f Hansen, Zauberwahn, 26o; Russell’, Witchcraft,
186f)

Em 1338, na Áustria, ocorreu um julgamento de pessoas
acusadas de heresia; entre as acusações recebidas o
antinomianismo e diabolismo.
(Fontes: Winterthur, Chronica, 144f. Lea, History of the Inquisition, II, 375;
Bernard, ‘Heresy’, 55; Lerner, Free Spirit, p 25; Russell, Witchcraft, 179; Cohn,
Europe’s Inner Demons, 34f 1; Kieckhefer, European Witch Trials)

Em Brandenburgo, Alemanha, pessoas foram julgadas sob a
acusação de luciferianismo.
(Fontes: Johann von Winterthur, Chronica, 151. Kurze, ‘Ketzergeschichte’, 56f.;
Lerner, Free Spirit, 27; Cohn, Europe’s Inner Demons, 35; Russell, In Witchcraft,
327 n.19 and 328 n.25, appears to place too much confidence In precisely what
Kurze and Lerner call into question, viz. the reliability of the passage In Johann
von Winterthur.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1310
En el año 1340 en la ciudad de Novara, Italia, una mujer fue
juzgada por una Corte eclesiástica acusada de ser diabólica. (El
caso solamente pudo ser conocido gracias a una comentario
219

atribuído a Bartolo de Sassoferrato; (aunque hay opiniones
diferentes según los tiempos dice Keickhhefer)
(Sources: Hansen, Quelien, 64-6; cited Ibid., 453. Hansen, Zauberwahn, 3346; Lea, History ofthe Inquisition, III, 534; Lea, Materials, 1, 232. See esp. Cohn,
Europe’s Inner Demons, 138-45; Keickhefer, European Witch Trials; Keickhefer,
Magic in the Middle Ages)

El mismo año 1340 en Francia, dos monjes fueron acusados de
atentar por medio de brujerías contra Felipe de Valois.
(Source: Robbins, Encyclopedia)

El mismo año 1340 en Alemania, se empleó brujerías para causar
impotencia y así anular el matrimonio entre Juan Enrique de
Luxemburgo y Margarita Maultasch.
(Sources: Hansen, Zauberwahn, 387; Kieckhefer, European Witch Trials)

El mismo año 1340 en la ciudad de Salzburgo, Austria, se enjuició
a varias personas acusadas de practicar luciferianismo.
(Sources: Russell, Witchcraft, 180.; Kieckhefer, European Witch Trials)

El mismo año 1340 en la ciudad francesa de Toulouse, sacerdotes
fueron encarcelados por inquisidores acusándolos de ser magos y
blasfemos.
(Source: Lamothe-Langon, Histoire de l’Inquisition, III, 242. [*Highly Dubious
Source*]; Hansen, Zauberwahn, 331; Russell, Witchcraft, 187.1)

220

Ano 1344
Entre los años 1344 y 1346 en la ciudad de Florencia, Italia, un
número no especificado de personas, incluyendo a una viuda, un
monje y el rector de una Iglesia, fueron interrogados por
inquisidores acusándolos de hacer hechizos.
(Sources: Keickhefer, Magic in the Middle Ages, 192).

Ano 1347
Em 1347, em Mende, Francia, um sacerdote é preso por uma
Corte episcopal acusado de praticar feitiçaria (mediante o uso de
tabuletas de cera) utilizada contra um bispo.
(Fontes: Edmond Falgairolle, Un envoutement en Gevaudan en 1347 (Nimes,
1892) (with document); Hansen, Zauberwahn, 291 n.1. 362 n.1.; Kieckhefer,
European Witch Trials)

Na cidade alemã de Nüremberg, uma mulher foi julgada por uma
Corte do município, acusada de praticar feitiçaria; foi condenada
ao exílio.
(Fontes: Schultheiss, Acht-, Verbots-, und Fekdebticher, 70. Kunstmann,
Zauberwahn, 27, Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1349
Na cidade de Augsburgo, um homem foi julgado por uma Corte
do município, acusado de roubar e praticar feitiçaria; foi
condenado ao exílio.
221

(Fontes: Buff, ‘Verbrechen’. 225.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Na cidade de Augsburgo, Alemanha, uma mulher foi julgada por
uma Corte do município, acusada de praticar feitiçaria e outras
acusações; foi condenada ao exílio.
(Fontes: Buff, ‘Verbrechen’, 228.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1350
Na cidade de Brunn, Áustria, duas pessoas fforam a julgamento
por uma Corte do município acusadas de praticar feitiçaria
(inflexão de mortos), e usar purgas.
(Fontes: Emil Franz Ressler, Die Stadtrechte von Brunn aus dem 13. und 14.
Jahrhundert (Prague, 1852), 24; reprinted In Hansen, Quelien, 517f; Hansen,
Zauberwahn, 390; Lea, Materials, 1, 246.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1352
Em Carcassonne, França, 48 pessoas foram julgadas e acusadas
por inquisidores de praticar diabolismo, invocações e feitiçaria; 8
são executadas.
(Fontes: Lamothe-Langon, Histoire de l’Inquisition, III, 256-58 [*Highly Dubious
Source*]; cited In Hansen, Quellen, 454; Hansen, Zauberwahn, 332; Lea,
Materials, 1, 232; Russell, Witchcraft, 185. See above, pp. 16-18.)

Ano 1353
222

Em Estrasburgo, Áustria, duas pessoas foram penalizadas com o
exílio acusadas de praticar feitiçaria.
(Fontes: Chroniken der deutschen Stadte, IX, 102I; Kieckhefer, European Witch
Trials)

Na mesma cidade de Estrasburgo, uma pessoa foi penalizada
também com o exílio por ordem de uma Corte do município,
acusanda de praticar feitiçaria porque possuia materiais mágicos.
(Fontes: Chroniken der deutschen Stadte, IX) 1020; Kieckhefer, European Witch
Trials)

Em Toulouse, França, 68 pessoas são julgadas por Inquisidores e
acusadas de heresia, magia e invocações; 11 foram executadas.
(Fontes: Lamothe Langon, Histoire de l’Inquisition, 111, 258-61 [*Highly
Dubious Source*]; cited In Hansen, Quellen, 454; Lea, History of the Inquisition,
III, 534; Russell, Witchcraft, 185f See above, pp. 16-18.)

Em 1353, na cidade de Kilkenny, Irlanda, varias pessoas foram
quemadas vivas sob a acusação de heresia.
(Fonte: Robbins, Encyclopedia, 275.)

Ano 1357
Em Carcassonne, França, 52 pessoas são julgadas por
Inquisidores, acusadas de heresia e pratica de bruxaria; 31 foram
executadas.
223

(Fontes: Lamothe-Langon, Histoire de l’Inquisition, III, 265 [*Highly Dubious
Source*]; cited In Hansen, Quellen, 454. See above, pp. 16-18.)

Na cidade de Toulouse (1357), um número não especificado de
pessoas foram julgadas por inquisidores, acusados de heresia, de
serem diabólicos e de praticar bruxarias.
(Fontes: Lamothe Langon, Histoire de Inquisition, III, 266 [*Highly Dubious
Source*]; cited In Hansen, Quelien, 454. See above, pp. 16-18.)

Ano 1358
Em Roches, França, uma mulher é queimada viva por ter sido
acusada por uma Corte, de praticar bruxarias.
(Fontes: Dumont, justice criminelle, II, 69; Hansen, Zaubffwahn, 386, Calendar
of Witch Trials 115)

Ano 1371
En Salerno, Itália, uma mulher e um homem foram acusados por
uma Corte, de empregar magia com imagens; a mulher foi
executada.
(Fontes: Hartmann Ammann, ‘Ein Mordversuch durch Zauberei im jahre 1371′,
Mittheilungen des dsterreichischen Instituts fur Geschichtsforschung, X (1889),
135-8(with commentary). Hansen, Zauberwahn, 389; Kieckhefer, European
Witch Trials)

N mesmo ano, na cidade de Douai, França, uma corte castiga uma
mulher com o exílio por ter sido acusada de praticar feitiçaria.
224

(Vinette, ‘La sorcefferie dans le Nord’, 144.)

Em Southwark, Inglaterra, um homem foi julgado por uma Corte
Real, acusado de ter provocado invocações, possuir livros de
experimentos e a cabeça de um muçulmano para aprosionar
demônios. Negou o uso da cabeça e foi liberado.
(Fontes: Sayles, Selected Cases, V, 162; Thomas, Religion, 467. Kiechhefer,
European witch trials.) De acordo com Robbins, Encyclopedia, ele foi preeso por
possuir um Grimório, um crâneo e a cabeça de um cadáaver e foi libertado com
a promessa de nunca mais realizar rituais mágicos.)

Ano 1372
Na cidade de Halfedanges, França, um homem e uma mulher
foram julgados sob a acusação de praticar feitiçaria.
(Fontes: Dumont, Justice criminelle, I1I, 69; Russell, Witchcraft, 209.;
Kieckhefer, European Witch Trials)

Na cidade de Metz, França, um homem e três mulheres foram
queimados vivos acusados de praticar feitiçaria (com imagens de
cera e beberagens mágicas).
(Fontes: Huguenin, Chroniques, 112; reprinted In Hansen, Zauberwahn, 386 n.
2. Dumont, justice criminelle, II, 25ff; Hansen, Zauberwahn, 386; Kieckhefer,
European Witch Trials)

Ano 1373
225

Em Utrecht, Holanda, um homem foi acusado por uma Corte do
município, de praticar feitiçaria, o penalizaram com o exílio.
(Fontes: Hansen, Zauberwahn, 393 (com referência errada para Muller,
Middekeuwsche rechtsbronnen, 1, 170); Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1375
Em Florença, Itália, uma mulher foi julgada por uma Corte do
municipio, acusada de praticar magia de amor, sendo sentenciada
ausente a ser queimada, porém mais tarde sua sentença foi
cancelada.
(Fontes: Excerpts translated In Brucker, Society of Renaissance Florence, zeof
Brucker, ‘Sorcery’, gf, 23 (from MS))

Em Florença, Itália, uma mulher foi julgada por ser maga.
(Sources: Cerlini, ‘Una dama e una stega’, 85; Russell, Witchcraft, 210.)

Em Régio, Itália, Gabrina degli Alberti foi marcada e mutilada por
uma Corte do município, acusada de praticar feitiçatia, mais
precisamente magia de amor, ser diabólica, proferir maldições e
de ser uma invocadora.
(Fontes: Aldo Cerlini, ‘Una strep reggiana e il suo processor Studi storici, XV
(igo6), 59-68 (with commentary). Russell, Witchcraft, 209f)

Ano 1376

226

Em 1376, na Inglaterra, o Abade de St. Albans e Alice Perrers
foram julgados por uma Corte eclesiástica, acusados de terem
atentado diretamente contra o rei Eduardo III por meio de magia
de amor e imagens mágicas.
(Fontes: Embora Kieckhefer identifique o frade como Dominicano, o monastério
de St. Albans foi beneditino.)(Fontes: Chronicon Angliae, ab anno Domini 1328
usque ad annum 1388, auctore monacho quodam Sancti Albani (Rolls Series,
LXIV), ed. Edward Maunde Thompson (London, 1874), 97-100. Kittredge,
Witchcraft, 78, 105; Ewen, Witchcraft and Demonianism, 34. Kiechhefer,
European witch trials; Bottomley, Abbeys, Monastaries and Churches.)

Ano 1380
Em Paris, um diretor foi levado à prisão por uma corte eclesiástica
acusado de praticar magia de amor e outras acusações.
(Fontes: Louis Tanon, Histoire des tribunaux de l’Inquisition en France (Paris,
1893), 12if nn; excerpt In Hansen, Quelen, 454; Paris, Les granites chroniques,
VI, 474-6. Hansen, Zauberwahn, 332; Cohn, Europe’s Inner Demons, 196.)

Na cidade de Saint-Quentin, França, uma mulher foi castigada
com o exílio por uma corte do município, acusada de praticar
feitiçaria.
(Fontes: La Fons, ‘Des sorciers’, 438 n. 3.)

Ano 1383
E Olten, Alemanha, uma mulher foi processada por ter provocado
magia com o tempo, durante o cerco à cidade de Olten; Não há
registro de julgamento.
227

(Fontes: Conrad justinger, Die Berner-Chronik, ed. Gottlieb Studer (Bem, 1871),
156.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1384
Em Prenzlau, Alemanha, cinco pessoas foram julgadas por ordem
de uma Corte eclesiástica, acusadas de luciferianismo e emprego
de purgas.
(Fontes: Kurze, ‘Ketzergeschichte’, 55f, 58f (see also document, 91-3); Russell,
Witchcraft, 180; Cohn, Europe’s Inner Demons, 36; Kieckhefer, European Witch
Trials)

Em Florença, Niccolo Consigli foi executado por uma Corte
inquisidora acusado de praticar ilícitos e exorcismo, necromancia,
adivinhações, feitiçaria e diabolismo.
(Fontes: Excerpts translated In Brucker, Society of Renaissance Florence, 36i-6.
Brucker, ‘Sorcery’, 13-16, 22f. (from M8))

E Milão, uma mulher foi julgada por inquisidores acusada de
atentar com reuniões de “Oriente”.
(Fontes: Verga, ‘Documenti’, 1 66; Russell, Witchcraft, 2 1I.)

Ano 1385
Em Londres, Inglaterra, John Brugges “Capelão”, foi julgado por
uma Corte eclesiástica, acusado de pratica de magia; o bispo da
228

cidade de Londres ordenou que ficasse preso “até que a igreja
estivesse satisfeita”.
(Fontes: Calendar of Patent Rolls, 1385-1389, 63; Kittredge, Witchcraft, 56.
Kiechhefer, Richard. European witch trials.)

No mesmo ano e na mesma cidade de Londres, o alfaiate John
Wyghton foi julgado por uma Corte eclesiástica, acusado de
pratica de magia; assim como no caso de John Brugges, o bispo
da cidade de Londres ordenou que ficasse preso “até que a igreja
estivesse satisfeita”.
(Fontes: Calendar of Patent Rolls, 1385-1389, 63; Kittredge, Witchcraft, 56.
Kiechhefer, Richard. European witch trials.)

Na cidade de Douai, França, um homem foi julgado por uma Corte
acusado de praticar bruxarias.
(Fontes: Villette, ‘La sorceherie ‘a Douai’, 123f, 170.)

Em Ausburgo, Alemanha, uma mulher foi julgada por uma Corte
do município, acusanda de praticar feitiçaria, (magia de amor);
foi penalizada com o exílio.
(Fontes: Buff, ‘Verbrechen’, 191.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1387
Do ano 1387 até 1400, em Carcassonne, França, umas 200
pessoas foram julgadas por inquisidores acusadas como hereges
e magos; 67 foram executadas.
229

(Fontes: Lamothe-Langon, Histoire de l’Inquisition, 111, 285 [*Highly Dubious
Source*]; cited In Hansen, Quellen, 454; Lea, Materials, 1, 2,32; Russell,
Witchcraft, 219. See above, pp. 16-18.)

Entre os anos 1387 e 1388 em Turin e Pinarolo, Waldenses foram
julgados por inquisidores sob a acusação de realizar assembleias
diabólicas.
(Fontes: Girolamo Amatil ‘Processus contra Valdenses In Lombardia superiori,
anno 1387′, archivio storico Italiano, ser. 3, 1) Pt 2 (I 864), 3-52, and 1I, Pt
1(I865),3-6i; excerpts Inj.j. 1. von Dollinger, Beitrdge zur Sekten-geschichte
des Mittelaiters, II (Munich, 18go), 251-73. Hansen, Zauber-wahn, 41 1; Lea,
Materials, 1, 204; Riezler, Geschichte der He.ren- prozesse, 46; Russell,
Witchcraft, 220; Cohn, Europe’s Inner Demons, 37f)

Ano 1388
Em Londres, Inglaterra, o “Senhor” Roberto Tresilian foi
condenado pelo Parlamento Impiedoso, acusado de usar a arte de
invocar para matar.
(Fontes: Thomas Favent, Historia siue narracio de Modo et Forma Mirabilis
Parliamenti, ed. May McKissack (Camden Miscellany, XIV) (Camden Society
Publications, ser. 3, XXXVII) (London, 1926), 18; Kittredge,Witchcraft, 54;
Russell, Witchcraft; Kiechhefer, European witch trials.)

Ano 1389
Em Bruxelas, Bélgica, uma mulher foi multada por uma Corte,
acusada de praticar feitiçaria.

230

(Fontes: Pounet, Histoire du droit, 278; Hansen, Zauberwahn, 394.)

Ano 1390
Em Londres, Inglaterra, John Berking foi preso sob a acusação de
ser “adivinho”; sendo sentenciado à tortura por una hora,
encarcerado por 2 semanas e definitivamente exilado da cidade.
(Fontes: Robbins, Rossell Hope. The Encyclopedia
Demonology. New York: Bonanza Books, 1959)

of

Witchcraft

and

Em Milão, uma mulher foi executada por inquisidores sob a
acusação de atender assembleias guiadas por ‘Diana’, ‘Erodiade’
ou ‘Oriente’.
(Fontes: Verp, ‘Documenti’, 1 67 (from MS); Russell, Witchcraft, 7-13.)

No mesmo ano, também em Milão, outra mulher foi executada
por inquisidores, acusada de ser diabólica.
Mesmo ano, também em Milão, outra mulher foi executada
presumivelmente por uma corte eclesiástica, acusada de atender
reuniões com “Diana”.
(Fontes: ‘Documenti’, 167 (from MS); Russell, Witchcraft, 2I2f).

Em Lyon, França, um número não especificado de feiticeiros são
deixados em liberdade por ordem do Parlamento.
(Fontes: Lea, History of the Inquisition, III, 460f).

231

Na cidade de Paris, duas mulheres são queimadas vivas por
ordem de uma Corte sob a acusação de praticar feitiçaria
(acusadas de causar impotência) e invocações.
(Fontes: Duples-Agier, Registre criminal, I, 327-62; excerpts In Hansen,
Quelien, 518-20. Lea, History of the Inquisition, III, 461-3; Hansen,
Zauberwahn, 358-; Russell, Witchcraft, 214; Cohn, Europe’s Inner Demons,
196f.)

Ano 1392
Na França, o Duque de Orleans foi acusado de usar feitiçaria
(usando uma imagem de cera que havia sido abençoada por um
monge) contra Carlos VI.
(Fontes: Hansen, Zauberwahn, 364.)

Em Friburgo, Alemanha, um homem foi acusado de praticar
feitiçaria contra outras duas pessoas; (para se reconciliar).
(Fontes: Hansen, Quellen, 523.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Em Nüremberg, uma Corte do município encarcerou e condenou
públicamente um homem, que foi acusado de praticar feitiçaria.
(Fontes: Kunstmann, Zauberwahn, 27f (from MS); Kieckhefer, European Witch
Trials)

Ano 1393

232

Em Bearn, França, uma Corte acusa uma mulher e a julga por
praticar bruxarias.
(Fontes: Lespy, ‘Les sorcieres’, 59-; Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1394
Em Florença, Itália, uma mulher foi castigada com chicotadas e
encarcerada por uma Corte do município, acusada de praticar
magia de amor, feitiçaria.
(Fontes: Brucker ‘Sorcery’, 10, 24 n. 45.)

Em Osnabruck, Alemanha, varias pessoas foram julgadas.
(Fontes: See Hansen, Quellen, 545 n. 1.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Ano 1396
Em Friburgo, Alemanha, procedimentos provinciais de
Agostinianos contra um convento do município, onde foram
acusados de ajudar o Diabo e de achar coisas perdidas.
(Fontes: Summarized
WitchTrials)

In

Hansen,

Quellen,

523;

Kieckhefer,

European

Em Florença, um homem foi encarcerado por ordem de uma Corte
do município, acusado de ser adivinho.
(Fontes: Brucker, ‘Sorcery’, 1 2f, 22, 24 (from MS))

233

Ano 1397
Em Paris, duas mulheres são executadas por uma corte, acusadas
de praticar bruxarias.
(Fonte: Foucault, les proces de sorcellerie, 292.)

Em Appenzell, Suiça, uma mulher foi executada por uma Corte,
acusada de praticar feitiçaria (co animais enfermos.)
(Fontes: Schiess, Gerichtswesen, 93 (from MS); Kieckhefer, European Witch
Trials)

Ano 1398
Em Lucerna, Suiça, uma mulher foi julgada por uma Corte do
município, acusada de praticar feitiçaria (provavelmente magia de
amor diretamente contra seu marido, foi a acusação) e por outras
acusações.
(Fontes: Hansen, Quellen, 524.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Em Paris, um homem é executado por una corte, acusado de ser
mago.
(Fontes: Foucault, les proces de sorcellerie, 293. Cf. relato do julgamento de
diabolismo envolvendo dois homens, dos quais um foi executado, In Chroniken
der deutschen Staate, XXVI9 107.)

234

Ano 1399
Em Paris, um homem é queimado vivo, acusado de praticar
feitiçaria.
(Fontes: Hansen, Zauberwahn, 365.)

Em Basileia, Suiça, uma mulher foi penalizada por uma Corte do
município com o exílio, acusada de praticar feitiçaria e de ameçar
com pobreza.
(Fontes: Buxtorf-Falkeisen, Baslerische Stadt und, geschisten IV, XII; cited In
Hansen, Quellen, 524.; Kieckhefer, European Witch Trials)

Em Portogruaro, Itália, um número não especificado de mulheres
foram acusadas de ser bruxas e foram queimadas vivas por ordem
de uma Corte não especificada.
(Fontes: Francesco di Manzano, Annali del Friuli, VI (Udine, 1868),139; reprinted
In Bonomo, Caccia, 478 n. 1. Russell, Witchcraft, 209.; Kieckhefer, European
Witch Trials).

Em Berlin, Alemanha, uma Corte do município julgou uma mulher
a quem acusou de praticar feitiçaria com beberagens; foi
queimada viva.
(Fontes: Hanseng Quellen, 524. Hansen, Zauberwahn, 395.; Kieckhefer,
European Witch Trials)

235

6 - Guerras Religiosas
Cristãos matando cristão, em nome do mesmo Deus, claro!

SÉCULO XV
Século XV: Cruzadas contra los Hussitas, milhares de mortos.
[DO30]. Cristão matando cristão.

SÉCULO XVI

Ano 1538

236

Em 1538, o Papa Paulo III declara uma cruzada contra a
Inglaterra apóstata e declara todos os ingleses escravos da Igreja
(afortunadamente não tiveram o poder para aplicar o decreto).
[DO31]
Ano 1568
1568 a Inquisição espanhola ordena o extermínio de três milhões
de “rebeldes” na Holanda (neasa época espanhola). [DO31]
Entre 5.000 e 6.000 protestantes foram afogados pelas tropas
espanholas católicas, “um desastre que os burghers of Emden se
deram conta pelos milhares de chapéus holandeses que
flutuavam.” [SH216]
Ano 1572
1572, na França, ao redor de 20.000 Huguenotes (protestantes
franceses) foram mortos por ordem do Papa Pio V. [DO31]

SÉCULO XVII
Os católicos matam Gaspard de Coligny, um líder protestante.
Depois de assassiná-lo, a horda católica mutila seu corpo,
“cortando sua cabeça, suas mãos e seus genitais… e jogam num
rio [... mas] depois, decidindo que não era digno de ser comido
pelos peixes, é tirado da água [... e] arrastando o que restava …
o levam a Montfaulcon, ‘para servir de carniça para vermes e
corvos’.” [SH191]
Os católicos saqueiam a cidade de Magdeburg/Alemanha. Ao
redor de 30.000 protestantes são mortos. “Em uma só igreja 50
237

mulheres foram encontradas decapitadas,” conta o poeta
Friedrich Schiller, “e as crianças ainda estavam nos seios de
suas mães mortas.” [SH191]
Durante a guerra dos 30 anos (católicos vs. protestantes) pelo
menos 40% da população é morta, em sua maioria na Alemanha.
[DO31-32]

238

7 - Judeus

SÉCULO IV
Já nos séculos IV e V, sinagogas eram queimadas pelos cristãos.
O número de judeus mortos é desconhecido.
Calúnias de sangue
Os libelos de sangue ou calúnias de sangue foram acusações
falsas nas quais se afirmava que os judeus praticavam crimes
empregando sangue humano durante seus rituais religiosos. Esta
prática caluniosa, com alguma exceção isolada dos primeiros
séculos de nossa era, tem sua origem na Europa da baixa Idade
Média, porém há relatos desde o século I DC até os dias atuais
em países islâmicos. Por regra geral, os libelos de sangue
culpavam os judeus de fazer uma recriação da morte de Cristo
sacrificando crianças cristãs durante a Páscoa judaica.
Historicamente, estas acusações falsas alegavam que o sangue
de crianças cristãs era especialmente apreciado. Em muitos
casos, os libelos de sangue antisemitas serviram de base para
que a vítima fosse considerada um mártir e, em alguns casos,
fosse canonizada.
Ano 306
O Sínodo de Elvira, na Espanha, proibiu todo contato entre
cristãos e “malvados” hebreus; e declaro que os cristãos não
podiam casar com judeus.
Ano 324
239

Quando Constantino se tornou imperador, declarou ser cristão e
instigou seus súditos a converter-se ao cristianismo. Instituiu a
lei de proibição dos judeus viverem em Jerusalém e fazer
proselitismo.
Durante o Concílio de Niceia, em 325, Constantino põe fim à
controvérsia sobre a natureza de Cristo e continua seus esforços
para separar o cristianismo do judaísmo, declarando que a
páscoa cristã não seria determinada pela páscoa judaica. Ele
declara: “Porque é insuportavelmente desrrespeitoso que em sua
mais sagrada festa (plagiada dos judeus) estejamos seguindo os
costumes dos judeus. De agora em diante não tenhamos nada
em comum com esta gente odiosa …”
O imperador Constantino declara: “Que minha vontade seja
religião e a lei da igreja”. Corria o ano de 337.
Ano 367 a 376
São Hilário de Poitiers escreve e declara que os judeus são gente
perversa e eternamente amaldiçoada por Deus.
São Efrain em seus hinos se refere às sinagogas como
prostíbulos.
São Crisóstomo e São Ambrósio de Milão trabalham para incluir
os judeus no extermínio dos hereges.
São Crisóstomo disse:

240

“Os judeus são os mais desprezíveis de todos os homens. Eles
são os pérfidos assassinos de Cristo. Eles adoram o demônio, sua
religião é uma enfermidade…”
São Gregório de Nissa caracteriza os judeus como:

“Assassino de profetas, companheiros do
diabo, raça de víboras, sinédrio de
demônios, inimigos de tudo que é belo,
porcos e cabras por sua grosseira
vulgaridade.”

O Concílio de Laodiceia (anos 363 e 364) proíbe aos cristãos
respeitar o sabat (cânon 29).
O imperador Bizantino Arcádio tenta resistir ao fanatismo cristão.
Os escritos e sermões de São Epifânio classificam os judeus como
desonestos e indolentes. Anos 395-408.

SÉCULO V
Durante os anos 408 a 450, Teodósio II proíbe os judeus de
construir novas sinagogas.
Ano 415

241

São Cirilo de Alexandria incita as multidões contra os judeus e
consegue expulsá-los da cidade. O bispo Severus queima
sinagogas e incita o povo a atacar e hostilizar os judeus nas ruas.
Muitos judeus se convertem por medo.
Santo Agostinho, bispo de Hipona disse:
“A verdadeira imagem do hebreu é Judas, que vendeu o Senhor
pela prata. O judeu nunca pode entender as escrituras e para
sempre levará a culpa pela morte de Jesus."
Ano 418
O bispo Saverus de Mallorca força os judeus a converter-se. A
violência nas ruas incitada pelo bispo culmina com a queima de
sinagogas. Vencidos, os líderes religiosos judeus entregam 540
judeus aos cristãos para serer batizados.
São Jerônimo, que estudou com eruditos judeus na Palestina e
quem traduziu a Bíblia ao latím, escreve sua descrição das
sinagogas assim:
"Se fosse chamado de bordel, de antro de vício, o refúgio do
demônio, a fortaleza de Satanás, um lugar para corromper a
alma, um abismo de todo desastre concebível, ou qualquer outra
coisa, estaríamos dizendo menos do que merece.”
Ano 489
Uma multidão cristã ataca e destrói as sinagogas de Antióquia e
depois joga os corpos dos judeus assassinados no fogo.
242

SÉCULO VI

Ano 506
Uma horda cristã ataca e destrói uma sinagoga em Dafne,
Antióquia. A congregação é assassinada.
Ano 519
A população cristã de Ravena, Itália, ataca os judeus e queima
as sinagogas.
Ano 528

Sob o imperador Justiniano, a Lei Romana foi sistematizada e
codificada sob o Hábeas Luris Civilis do ano 528. A lei da Igreja
e sua doutrina se transforma na política do estado. Os judeus
não podem testemunhar contra um cristão, não podem
comemorar a Pesach (páscoa judaica) antes da páscoa cristã
(plágio da judaica) e só lhes foi permitido uma versão limitada
das escrituras nas suas sinagogas, bem como lhe proíbe qualquer
oração que pudesse ser vista como anti-trinitária.

243

No Sínodo de Clare Montt de 535, se decreta que um judeu não
pode ocupar um cargo público ou ter nenhum tipo de autoridade
sobre um cristão.
Ano 538
Os judeus são excluídos mais uma vez da agricultura, mediante
um decreto que lhes proíbe ter serventes.
O Terceiro (538) e Quarto (541) Concílios de Orleans proíbem
aos judeus aparecer em público durante Páscoas.
Ano 554
244

O bispo Avirua, de Averna, tenta de converter os judeus, sem
sorte, durante o ano 554. Frustrado incita a multidão a destruir
as sinagogas. Um judeu se converte como resultado do terror,
depois de seu batismo e durante a procissão, outro judeu lhe
joga óleo rançoso. A horda cristã enfurecida mata muitíssimos
judeus. Uns 500 judeus aterrorizados se convertem e permitem
ser batizados. O resto escapa para Marselha.
O bispo de Uses, França, obriga os judeus em sua diocese a
decidir entre o batismo e a expulsão, em 561.
Ano 582
João de Éfeso transforma sete sinagogas em igrejas.
Sob o reinado de Chilperico de Merovingia, os judeus em seu
reino tiveram que escolher entre a conversão ou ter os olhos
arrancados.
Ano 589
O Rei Visigodo da Espanha, Recaredo, ordena que os filhos de
matrimônios mistos fossem batizados à força.

SÉCULO VII

Anos 612 a 621
O Rei Sisebuto da Espanha, restringe os direitos dos judeus em
seu reino. Os judeus são proibidos de ser proprietários de terras
ou de trabalha-las e também lhes proíbe o desempenho de certas
245

profissões. E finalmente o rei dá seu ultimato aos judeus,
conversão ou exílio.
Entre os anos 628 e 629
O imperador Heráclio ordena a conversão forçada de todos os
judeus de seu império e renova os códigos de Adriano e
Constantino, que proíbe aos judeus seu retorno a Jerusalém. O
Rei merovingio Dagoberto seguindo o exemplo de Heráclio,
pressiona os judeus de seu reino sob ameaça de morte ou
conversão ao cristianismo.
Quarto Concílio de Toledo de 633
Este Concílio (ocorreram 18 concílios em Toledo) decide contra
as conversões forçadas. Entretanto aos judeus que tinha sido
convertido à força no pasado, não era permitido voltar ao
judaísmo e deviam ser separados de suas comunidades. As
crianças judaicas foram retiradas de seus lares e levados para
monastérios. Se decreta novamente que nem os judeus nem os
conversos ao cristianismo podiam ocupar postos públicos. O
Concílio foi presidido por Isidoro, bispo de Sevilha.
Sexto Concílio de Toledo de 638
Foi decretado que as crianças judaicas que foram batizadas como
cristãos não deviam ser devolvidas aos pais. Judeus conversos
deviam ser estritamente supervisionados pelas autoridades
eclesiásticas. Os judeus deviam jurar que abandonariam a lee a
prática judaica. As penas se estenderiam desde açoites,
amputações, confiscos de propriedads a queima na fogueira. Os
bispos de Toledo e Sevilha, Isidoro e Juliano escrevem
documentos polêmicos contra os judeus.
246

Entre 638 e 642
Todos os não-católicos são expulsos da Espanha Visigoda.
Oitavo Concílio de Toledo de 653
No oitavo Concílio de Toledo, o rei Recesvinto da Espanha, se
apresenta diante do Concílio e chama os judeus de “a podridão”
de seu reino e pede a imediata expulsão de todo infiel. Os judeus
são forçados a firmar um juramento (placitum) que praticamente
torna impossível a pratica de sua religião. As violações eram
castigadas com a fogueira ou apedrejamento.
Nono Concílio de Toledo de 655
Foi decidido que os judeus batizados deveriam passar as
celebrações e feriados cristãos na companhia do bispo da sua
diocese, para que este comprovasse a veracidade da sua
conversão. As sanções pelo descumprimento variavam entre
chicotadas e jejuns, de acordo com a idade do punido.
Ano 681
O reiy Ervígio da Espanha, proíbe aos judeus a entrar pelos
portos. Todo judeu é ordenado a ser batizado. Os conversos são
obrigados a escutar sermões cristãos e são proibidos de seguir
as leis alimentares.
Ano 692

247

O Concílio Quinisext (muitas vezes chamado de Concílio em
Trullo ou “Penthekte Sínodo”, Sínodo 56) foi um concílio da
Igreja realizada em 692, em Constantinopla, sob Justiniano II,
proíbe aos cristãos participar das festas judaicas, de ter amizades
com judeus ou de consultar médicos judeus.
Anos 693 e 694
Os concílios 16 e 17 de Toledo, liderados pelo Rei Égica e pelo
sucessor do bispo Juliano, Félix, mais uma vez restringe o direito
dos judeus e são acusados de minar o poder da Igreja, de
massacrar Católicos, de conluio com os Mouros e de destruir o
país. Os judeus são declarados escravos, suas propriedades são
confiscadas e seus filhos retirados à força de seus lares para
serem adotados por famílias cristãs ou enviados monastérios.
[DA454]

SÉCULO VIII

Ano 722.
O judaísmo é tornado ilegal no império bizantino de Leão III e os
judeus são batizados à força. Muitos foram queimados dentro de
suas sinagogas.

SÉCULO IX

248

São Agobardo, Arcebispo de Lyon (814-840), escreve em suas
Epístolas que os judeus nasceram escravos e que eles roubam
crianças cristãs para vendê-las aos árabes.

São Agobardo expulsando os judeus de Lyon.

Ano 855
Os bispos de Lyon, Rheims, Sens e Bourges pediram ao Concílio
de Meaux para renovar as restrições anti-judaicas.
1º de Outubro de 855
O Rei Luis II, da Itália, expulsa os judeus. Nos sermões da Páscoa
desse ano, o povo de Beziers é incitado a vingar a morte de
Cristo.
249

SÉCULO XI

Ano 1010
O bispo de Limoges (França) expulsou ou matou todos os judeus
da cidade que não queriam se converter ao cristianismo. [DA453]
Anos 1009 a 1012
Os judeus foram atacados pela multidão em Orleáns, Rouen,
Limoges e Roma devido à destruição do Sagrado Sepulcro em
Jerusalém por parte dos Muçulmanos. Os judeus que recusaram
se converter ao cristianismo foram expulsos de Mainz pelo
imperador Enrique II (único rei alemão canonizado pela Igreja
Católica.), sendo esta a primera perseguição grave na Alemanha.
Durante a sexta-feira santa de 1012, Roma é duramente atingida
por um terremoto e por um furacão. Uma grande quantidade de
judeus foi presa sob a acusação de ter pregado uma óstia com
um prego no dia anterior, causando assim o grande desastre.
Sob tortura os “culpados” admitem ter profanado a óstia e foram
rapidamente queimados vivos.
A partir deste ano em diante as acusações por profanação de
óstia cresceram geometricamente e chegavam ao seu clímax
quando surgiam rumores de que a óstia sangrava. Para as
massas supersticiosas e ignorantes isto confirmava a santidade
e o dogma da Eucaristia.
Ano 1063
250

Os soldados cristãos atacam os judeus em seu caminho para a
Espanha, na campanha para expulsar os Sarracenos.
Ano 1078
O Papa Gregório VII declara que os judeus não podem ocupar
postos superiores ao de cristãos.
Ano 1081
O Rei da Espanha, Alfonso VI de Toledo foi reprendido pelo Papa
por ter colocado judeus em cargos públicos.
Os judeus são obrigados a pagar impostos ainda mais altos, para
manter a Igreja.
Anos 1094 a 1096
O Papa Urbano II (Concílio de Clermont) faz o seu chamado aos
soldados de Cristo para uma cruzada contra os Turcos.
O Duque de Lorena (um Estado independente entre 977 e 1739)
arma um exército cruzado para a gloria de Deus. Para abastecer
o exercito faz correr o rumor de que matará todos os judeus para
vingar a morte de Cristo. Os judeus do Reno juntam 500 peças
de prata como resgate. Depois de pagar o resgate, os cruzados
assassinam os judeus de Rouen e de outras cidades de Lorena.
A comunidade judaica da Alemanha arma o exército de Pedro, o
Ermita, tentando prevenir um massacre. Mesmo depois de
receber toda a ajuda, os cruzados assassinam em massa os

251

judeus. Se estima que uns 10.000 judeus da França e Alemanha
foram assassinados.
O conde Emico de Flonheim com seu exército de milhares de
cruzados começa sua campanha de terror contra os judeus. Em
Speir consegue matar apenas 12 porque é parado pelo bispo da
região (Emico de Leisinger). Depois que bispo corta as mãos de
vários dos assassinos, o Conde Emico mobiliza seu bando a
Worms, onde mata 500 judeus depois deles terem pagado por
proteção.
Continua sua peregrinação da morte em Mainz, onde as
autoridades civis fecham as portas da cidade, mas consegue
derrubá-las e mata uns 1.000 judeus. Passa por Colônia, mas os
judeus já haviam escapado e só consegue matar dois e queima
a sinagoga. Continua seu camino através do Rio Reno, onde mata
ao redor de 12.000 judíos em seu caminho pela Rivera. Continua
pelo Vale de Moselle onde mata os judeus pelo caminho.
À comunidade judaica de Treves é oferecida proteção pelo bispo
em troca de conversão, Muitos admitem ser batizados e outros
se suicidam. Os restantes são executados pelos Cruzados de
Guilherme, o Carpinteiro.
Volkmar, o Cavaleiro chega a Hungria com um exército de 10.000
soldados de Cristo e se une ao exército de Pedro, o Eremita.
Atacam a comunidade judaica em Praga onde o bispo Cosmos e
os líderes civis tentam em vão parar a matança. Continuam seu
caminho de morte para Nitra, mas os húngaros vencem os
cristãos. O Cavaleiro Gottschalk sob o comando de Pedro, o
Eremita, massacram os judeus de Ratisbon.
Ano de 1099
252

Os Cruzados sob o comando de Godofredo de Bulhão,
conquistam Jerusalém. Massacram os muçulmanos e colocam os
judeus rabanitas e caraítas nas sinagogas e os queimam vivos.

SÉCULO XII

Ano 1100
Ocorrem os primeiros ataques aos judeus em Kiev. Em vários
distúrbios públicos, a multidão saqueia casas e roubam a seção
judaica.
Ano 1120
O Papa Urbano II declara outra cruzada e tenta calmar os ânimos
declarando que os judeus poedem ser tolerados. Tenta focar a
fúria cristã contra os muçulmanos. Durante sua marcha contra a
“terra santa” caem muçulmanos e judeus, ambos considerados
inimigos de Cristo pelos cristãos.
Ano 1140
O Monge cisterniano Rudolf enerva as massas contra os judeus
da França e Alemanha. Ocorrem os massacres de Colônia, Mainz,
Worms, Spier e Estrasburgo.
Ano 1144

253

Primeira acusação registrada de assassinato ritualístico contra os
judeus de Norwich, Inglaterra. Os líderes judeus foram mortos.
Pedro, o Venerável, de Cluny, tenta incitar o Rei Luis VII da
França contra os judeus. Pedro desejaba que os judeus
financiassem uma nova cruzada.
Ano 1146
Os sermões do Monge Rudolf continuam surtindo efeito sobre as
massas que atacam, massacram e batizam à força os judeus do
Vale do Reno. Simão, o Pio, de Treves e uma mulher judaica são
executados quando recusaram ser batizados.
Alemanha, 1147
Os soldados de Cristo matam 20 judeus em Wurzburg. Em Berlitz
todos os judeus são queimados vivos. Em Bohemia 150 judeus
são assassinados.
Vários milhares de judeus foram morots em Ham, Sully,
Carentan e Rameru (cidades da França). [WW57].
Ano 1171
Acusações de assassinatos rituais em Blois, França. Toda a
comunidade judaiva é torturada e queimada viva.
Ano 1181
Acusações de assassinato ritualístico contra os judeus de Bury
San Edmundo, Inglaterra.
254

Ano 1183
Acusações de assassinato ritualístico em Bristol, Inglaterra.
Ano 1188
Quando Ricardo I da Inglaterra é coroado rei em 1188, o povo
comemora atacando os judeus de Londres. Ricardo I castiga os
malfeitores. O rei dá algumas liberdades aos judeus.
Ano 1189/90
Terceira cruzada: as comunidades dos judeus ingleses são
saqueadas. [DO40]
Pregada pelo Papa Gregório VIII após a tomada de Jerusalém por
Saladino em 1187, foi denominada Cruzada dos Reis. É assim
denominada pela participação dos três principais soberanos
europeus da época: Filipe Augusto (França), Frederico Barbaruiva
(Sacro Império Romano Germânico) e Ricardo Coração de Leão
(Inglaterra), constituindo a maior força cruzada já agrupada
desde 1095.
Com a partida de Ricardo I da Inglaterra em 1190, a fúria cristã
se desata sobre os judeus. Os Cruzados recentemente
organizados para uma nova cruzada, atacam as comunidades
judaicas. O bairro judaico de Porto de Lynn, em Norfolk é
queimado e os judeus mortos. Alguns judeus conseguem salvar
sus vidas ao serem protegidos no Castelo Real. Em York 1500
judeus são assassinados. Em Stanford os judeus são roubados
pelas forças cristãs e aqueles que não puderam chegar ao castelo
foram assassinados no caminho.
255

França 1191
O povo de Bray é cercado pelo Rei Felipe. Ele dá duas opções aos
judeus, batismo ou morte. A maioria da comunidade judaica
comete suicídio. Os 100 restantes são queimados pelo Rei. Os
menores de 13 anos são perdoados.
Ano 1192
Acusações de assassinato ritualístico em Winchester, Inglaterra.
Ano 1194
Os judeus de Londres precisam pagar três vezes mais que os
cristãos para resgatar o Rei Ricardo I.
Ano 1195
O Sacerdote Funk of Neuilly em seu afã de reformar a Igreja,
prega ao redor da França contra a usura e incita os prestamistas
a entregar seus lucros aos pobres. O povo inspirado pelos
sermões ataca os judeus e os Barões expulsam e confiscam as
propriedades dos judeus com a bênção eclesiástica.

SÉCULO XIII

Cruzada de 1209

256

A cruzada contra os Albigenses (considerados hereges pelos
cristãos) entre as centenas de milhares, morrem os 20.000 judeus
de Béziers no massacre generalizado.
A trajetória de uma seita esmagada pela Igreja











1167
São criadas as 4 primeiras paróquias cátaras, na França.
1198
O papa Inocêncio 3º suspende os bispos ligados ao catarismo.
1208
Um enviado do papa excomunga um nobre cátaro e é assassinado.
1209
Começa a cruzada contra a seita. Em Béziers, 7 mil são massacrados.
1233
O papa Gregório IX ordena a Santa Inquisição, para reprimir heresias.
1244
Duzentos cátaros são queimados em Montségur. É o fim da seita.

Quarto Concílio de Latrão de 1215

Ordenado pelo Papa Inocente III, ordena aos judeus usar um
distintivo amarelo em forma de anel. Esta é a primeira vez na
Europa em que os judeus são ordenados a usar um distintivo
para serem diferenciados do resto da população por meio de sua
vestimenta. (O Código de Omar havia decretado o mesmo nos
países muçulmanos anos antes, no oriente). Ainda mais, aos
judeus não era permitido usar suas melhores roupas aos
domingos ou caminhar pelas ruas durante festas especiais como
Páscoas.
Ano 1218
O Rei Enrique II transforma o decreto do Quarto Concílio de
Latrão em lei secular e ordena todos os judeus a usar o distintivo
todo o tempo para diferenciá-los dos cristãos.
257

Ano 1222
Durante o Concílio de Canterbury os bispos Ingleses decretam
uma proibição que ameaça com excomunhão a qualquer cristão
que vender comida ou provisões a judeus. Mediante a lei secular
o Magistrado do Rei, Hubert de Burgh, contra-ataca os cristãos
decretando que seria punido com prisão qualquer cristão que se
recusasse a vender artigos de primera necessidade aos judeus.
Ano 1231
O Papa Gregório IX organizou a Inquisição Pontifícia (com a
promulgação da bula "Licet ad capiendos" em 20 de abril de 1233,
dirigida aos dominicanos, que passaram a liderar o trabalho de
investigação, julgamento, condenação e absolvição dos hereges.)
PARA NEUTRALIZAR MUITAS DAS LIBERDADES QUE OS REIS
TINHAM CONCEDIDO A SEUS CIDADÃOS. O cristianismo viu os
crescentes direitos individuais como uma ameaça para Cristo. O
objetivo da Inquisição foi definido como a erradicação de
pensamento “herético” antes que seus efeitos atingissem as
massas (eliminando “heresias” rapidamente). Os tribunais foram
estabelecidos com "monges-policiais", promotores, juízes e
testemunhas. As autoridades seculares foram obrigadas a cumprir
as penas de tortura e morte na fogueira dos não-cristãos, porque
os inquisidores foram ordenados a não derramar sangue. Os
judeus estavam entre as vítimas dessa “limpeza” ÉTNICA
CATÓLICA.
Ano 1232

258

O Papa Gregório IX se queixa aos bispos da Alemanha que os
judeus estão sendo bem tratados. O Papa proíbe as relações
amigáveis entre cristãos e judeus.
Ano 1235
O bispo de Lincoln estabelece em 1235 que os judeus devem ser
escravos dos governantes da terra. Declara que por levarem
sobre si a marca de Caim, devem ser condenados a vagar pela
terra para sempre e não matá-los para que cumpram a
condenação de Caim.
Fulda/Alemanha: 34
assassinados. [DO41]

homens

e

mulheres

judeus

são

Ano 1236
Os Santos Cruzados atacam as comunidades judaicas de Anjou,
Poitou, Bordéus e Angoulême. 500 são convertidos e 3.000 são
mortos. O Papa Gregorio IX que organizou a cruzada se horroriza
com os fatos.
Anos 1239 a 1242
Todas as cópias do Talmude são confiscadas pelas ordens
Franciscanas e Dominicanas por ordem do Papa Gregorio IX. Só
existe documentação das ordens cumpridas na França e
Inglaterra, onde os livros do Talmude foram confiscados e
queimados rapidamente. Em Paris 24 carros cheios de Talmudes
foram queimados em um só evento. Mais tarde o Papa Inocêncio
IV ordena o retorno de alguns livros, mas com as mudanças
necessárias feitas pela Igreja.
259

En 1244
A comunidade judaica de Londres é acusada de assassinato
ritualístico e multada com grandes quantidades de dinheiro.
Ano 1247
As acusações de assassinato ritualístico se propagam por tudo e
causam muitas atrocidades. O Papa Inocêncio IV ordena uma
investigação sobre o tema.
Anos 1261 a 1264
Os estudantes de Canterbury, sacerdotes e monges atacam
reiteradas vezes o bairro judaico. A multidão saqueia a seção
judaica de Londres em 1262 e 1264.
En 1263
Uma discussão teológica toma lugar em Barcelona, Espanha
diante do Rei Jaime I, da nobreza, bispos e monges ilustres. O
Rabino Moisés ben Naleman defende o Talmude diante de um
converso de nome Paulo Cristão, que tenta provar a verdade
cristã usando o Talmude. Como em as suas pregações não
conseguiu convencer nenhum judeu, O Rei Jaime ordena apagar
todos os parágrafos do Talmude que eram contestados pelos
cristãos.
Sínodo de Viena de 1267

260

Decreta que os cristãos ficam proibidos de assistir cerimônias
judaicas. Fica também proibido aos judeus educados ter
conversas com cristãos analfabetos. E os judeus são obrigados a
usar, fora dos guetos, chapéus chamados “pileteum cornutum”
para diferenciá-los do resto do povo. O povo em geral acreditava
firmemente que os judeus tinham chifres e que usavam tal
chapéu para escondê-los, o que comprovaria além de qualquer
dúvida que eram filhos do diabo.

261

Anos 1266 a 1274
Santo Tomas de Aquino afirma que os judeus não devem ser
tratados como vizinhos, mas que devem ser condenados à
escravidão perpétua.
Em 1267, o Concílio de Viena determinou que os judeus usassem
roupas escuras ou pretas. Em muitos países, foram obrigados a
usar o Judenhut, o "chapéu do judeu". De formato cônico, bem
pontudo e amarelo, tinha o objetivo de ridicularizar os usuários,
tornando-os objeto de escárnio popular. As mulheres eram
obrigadas a usar chapéus com duas pontas, o Cornélia. Em sinal
de excepcional deferência, alguns judeus proeminentes eram
isentados do uso do infame acessório.
Ano 1270
As cidades alemãs de Weissenberg, Magdeburg, Sinzig, Erfurt
entre outras sofrem assassinatos em massa de judeus. Em Sinzig
toda a comunidade é encerrada na sinagoga e queimada viva.
Ano 1272
A principal sinagoga de Londres é fechada. A razão foi que os
cânticos judaicos incomodavam os monges católicos do bairro.
Então os judeus decidem congregar-se em domicílios privados,
mas isso também é proibido pelo bispo de Londres.
O Estatuto do Judaísmo de 1275

262

Decretado na Inglaterra pelo Rei Eduardo I. A lei proibia os
judeus de cobrar juros, restringia suas áreas de residência e
ordenava a todos os judeus maiores de 7 anos a usar o distintivo
e aos maiores de 12 anos o pagamento de um tributo anual para
as Páscoas. A lei também permitia pela primera vez o poder
alugar terra para cultivo e a possibilidade de trabalhar como
comerciantes ou artesãos. Na prática a lei impedia os judeus de
ganhar o próprio sustento, principalmente com a proibição de
cobrar juros.
Ano 1278
O Rei Eduardo I acusa os judeus de limar moedas. Ocorrem
buscas em todos os domicílios privados da Inglaterra. Como
resultado das buscas 680 judeus são encerrados na torre de
Londres. Muitos foram enforcados e suas propriedades
confiscadas.
Ano 1280
As autoridades civis polonesas são favoráveis aos judeus ao
tentar integrá-los à vida nacional. Mas as autoridades cristãs se
opõem energicamente e os judeus precisam continuar vivendo
no isolamento.
O Sínodo de Buda introduz a nova versão do distintivo judaico.
Na Espana os judeus são obrigados a escutar sermões de
conversão por monges em suas próprias sinagogas.
Hordas fanáticas atacam os judeus.
263

1281
Em um sábado de janeiro de 1281 a maioria dos judeus
espanhóis foram presos nas suas sinagogas, somente para
serem liberados depois de pagar altos resgates.
Inglaterra 1282
O Arcebispo de Canterbury fecha todas as sinagogas de sua
diocese.
Anos 1283 a 1285
Dez judeus de Mainz são assassinados por multidões de rua
devido a acusações de assassinato ritualístico.
 26

judeus são mortos em Bacharach acusados de
assassinato ritualístico.
 40 judeus são assassinados em Oberwellel acusados de
assassinato ritualístico.
 180 judeus são queimados vivos em uma sinagoga de
Munich acusados de assassinato ritualístico.
18 de Julho de 1290
O Rei Eduardo I decreta que todos os judeus da Inglaterra devem
abandonar o país antes do primeiro de novembro ou enfrentar a
pena de morte.
Ano 1290
264

Bohemia (Polonia) 10.000 judios muertos. [DO41]
Ano 1298
Severas perseguições ocorrem em Fracônia, Bavária e Áustria.
Um nobre alemão chamado Rindfleisch, vulgo o “mata-judeus”
(judenslachter) organiza um pequeno exercito e começa sua
campanha de extermínio de cidade em cidade. Depois de seis
meses matam e queimam vivos ao redor de 100.000 judeus de
140 comunidades incluindo Wurzburg, Ratisbon, Nuremberg,
Augsburg, Heilbronn e Rottinggen.

SÉCULO XIV

22 de julho de 1306
O Rei Felipe IV encarcera os 100.000 judeus de seu reino e são
ordenados a sair do reino em menos de um mês. Recebem ordem
de levar consigo somente as roupas do corpo e comida para um
dia. As propriedades que deixam são confiscadas pelo Rei Felipe
para suprir de novo o Cofre Real que tinha sido esvaziado pelos
conflitos com o Papa e as guerras contra Flandres.
Ano 1308
O bispo de Estrasburgo, John de Dirpheim pede a prisão dos
judeus em Sultzmatt e Rufach sob a acusação de profanação de
óstia (acusação falsa da moda na época). Todos são queimados
na fogueira.
265

Ano 1315
O Rei Luis X da França permite o regresso dos judeus expulsos,
com a condição de continuarem usando o distintivo que os
distingue das demais pessoas.
Ano 1320
O Papa João XXII ordena a inquisição de Toulouse de 1320. Ali
e em Perignon o Talmude é queimado.
Durante a Cruzada dos Pastores, 40.000 pastores e campesinos
marcham de Agen a Toulouse e matam a todos os judeus que
recusam se converter. Em Verdun 500 judeus se refugiam em
uma torre. Quando se sentem perdidos ao serem sitiados
comentem suicídio.
120 Comunidades judaicas do sul da França e do nordeste da
Espanha são arrasadas.
Ano 1328
Os ferventes sermões cristãos dos monges antijudeus locais
incitam o povo de Estella a linchar milhares de judeus.
Ano 1337
Começando em Deggendorf/Alemanha, uma caçada de judeus
chega a 51 povoados na Bavária, Áustria e Polônia. [DO41]
Ano 1338
266

O bispo John de Dirpheim causa o massacre dos judeus em
Estrasburgo no aniversário da conversão de São Paulo do ano
1338.
Ano 1348
Durante a peste de 1348 os judeus da Espanha foram acusados
de envenenar os poços de água dos cristãos.
Na França, Espanha e Suiça os judeus são assassinados pelo
povo crendo que a peste era causada pelo envenenamento de
poços de água por parte dos judeus.
10.000 judeus são assassinados pelas hordas cristãs em cidades
próximas a Alemanha, apesar da proteção oferecida pelo Rei
Casimiro.
Em Estrasburgo, Conrad de Winterthur, junto com as autoridades
civis da cidade defendem os judeus da cidade contra as
acusações dos bispos.
Todos os judeus da Basileia/Suiça e Estrasburgo/França (2000)
foram quemados. [DO41]
Ano 1349
A comunidad judaica da Basileia é queimada viva em uma
estrutura especificamente construída para o evento.
Em mais de 350 povoados da Alemanha todos os judeus foram
assassinados, a maioria queimados vivos (apenas neste ano mais
267

judeus foram mortos que nos 200 anos de perseguição cristã de
Roma). [DO42].
 Estrasburgo, 2000 mortos.
 Worms, 400 queimados vivos.
 Oppenheim, os judeus se queimam eles mesmos por medo










das torturas.
Frankfurt, ocorre o mesmo.
Mainz, 6000 judeus morrem queimados quando a muiltidão
cristã queima suas casas.
Erfurt, a comunidade judaica de 3.000 pessoas é
assassinada em sua totalidade.
Breslau, todos os judeus são mortos.
Viena, os judeus cometem suicídio a conselho do rabino
para evitar as torturas.
Augsburg, a comunidade judaica é totalmente destruída.
Wurzburg, a comunidade judaica é totalmente destruída.
Munich, a comunidade judaica é totalmente destruída.
Heilbronn, os judeus são expulsos.
Nurenberg, os judeus que não conseguem escapar são
queimados vivos no lugar conhecido até hoje como
Judenbuhl (judeu-queimado).
Konigsberg, todos os judeus são mortos.
Bruxelas, 500 judeus são mortos em um massacre.

Ano 1354
12.000 judeus são assassinados em Toledo.
Ano 1357

268

A peste volta mais uma vez à Francônia em 1357 e os judeus são
acusados mais uma vez mas de envenenar os poços de água. A
Peste Negra mata milhares e a teoria de uma “conspiração de
dominação mundial” pelos judeus é criada, teoría que sobrevive
até nossos dias.
Anos 1366 a 1369
A guerra civil espanhola entre o Rei Pedro e Enrique de
Trastâmora causa a morte de muitos judeus por ambos os
bandos.
Ano 1384
Os judeus de Nordlingen são atacados e assassinados.
Ano 1389
A multidão ataca e assassinos milhares de judeus de Praga.
[DO42]
Ano 1391
A inquisição é declarada contra os conversos. Em muitos casos
teriam continuado praticando o judaísmo em segredo e,
portanto, eram culpados de heresia. Durante esta inquisição
mais de 50.000 judeus são assassinados e mais de 160.000
batizados à força.
Os judeus de Sevilha são mortos, mediante a liderança do
Arcebispo Fernando Martinez. 4.000 foram mortos e 25.00
vendidos como escravos. [DA454] Sua identificação era facilitada
269

mediante brilhantes “placas da vergonha” que todos os judeus
maiores de 10 anos eram forçados a usar. Em muitas cidades da
Espanha, sinagogas e mesquitas foram transformadas em
Igrejas Cristãs. As comunidades judaicas sofreram tremenda
perseguição.
Em Barcelona, depois da morte de 300 judeus assassinados ou
suicidados, 11.000 judeus decidem ser batizados.
Durante 1399
Em Posen, Polônia, um rabino e 13 representantes da
comunidade judaica foram cozidos em fogo lento sob a acusação
(geralmente falsa) de ter perfurado uma óstia e a jogado em um
poço. Circularam os rumores de que a óstia tinha sangrado, o
que confirmaria mais uma vez a presença do Senhor na
Eucaristia.

SÉCULO XV

Ano 1407.
Os violentos sermões do monge e reformista Vicente Ferrer
causam ações repressivas contra os judeus da Espanha, como
também ataques de rua. É acusado de pelo menos uns 20.000
batismos forçados em Castilla e Aragón.
Anos 1413 a 1415

270

Don Fernando de Aragão organiza discussões em Tortosa, com o
suposto objetivo de facilitar a conversão dos judeus ao
cristianismo. Os mais ilustres judeus de Aragão foram forçados
a debater com um converso de nome Jerônimo de Santa Fé. As
discussões duraram mais de um ano e nove meses com
resultados nefastos para a comunidade judaica.
Ano 1422
As Cruzadas contra os Hussitas na Boêmia e Morávia causam
muito dano aos judeus. Em sua marcha para Praga, o exército
do imperador Sigismundo, seguido por mercenários holandeses,
destrói as comunidades judaicas através do Rio Reno, Turíngia e
Bavária em busca de vingar os insultos ao deus cristão.
Anos 1427 a 1429
Uma Bula Papal emitida por Martinho V proíbe aos capitães de
navio o transporte de judeus para a Terra Santa. Outra Bula
permite aos judeus frequentar a universidade.
Ano 1432
Acusações (falsas) de assassinato ritualístico levam destruição
às comunidades judaicas do sul da Alemanha como Ravensburg,
Uberlingen e Lindau.
Avo 1433
Os judeus são expulsos da Saxônia.
Ano 1434
271

No Concílio da Basileia, presidido pelo Cardeal Júlio Cesarini,
posteriormente, Papa Eugênio IV, elimina a possibilidade de que
os judeus possam frequentar uma universidade. Também se
recrudecem as limitações de habitação e são obrigados a assistir
sermões de conversão.
Ano 1443
Se estabelece por lei em Veneza a obrigação de usar distintivos
amarelos.

1451
272

O Papa Nicolau V confirma mais uma vez, em 1451, as
discriminações aos judeus que os isola da sociedade cristã e de
toda vida honrada. João de Capistrano é declarado pelo Papa
como líder da Inquisição contra os judeus. Uns dos temas
centrais de seus sermões eram as repetidas (e falsas) acusações
de profanação de óstias e assassinato ritualístico.
Acusações que ocasionaram cruéis perseguições na Breslávia sob
o Rei Ladislau da Silésia.
Ano 1454
Quando o exército polaco é derrotado pela Ordem Teutônica da
Prússia, o clero que havia sido inspirado pelos sermões de
Capistrano em sua passagem pela Polônia, justifica a derrota
como castigo divino devido à bondade real com os judeus.
Imediatamente os direitos dos judeus são eliminados e a
multidão ataca as comunidades judaicas em seu afã de
reconcilhar-se com Deus.
Ano 1457
As tropas polacas em seu caminho para as Cruzadas contra os
turcos, atacam e matam ao redor de 30 judeus da Cracóvia para
obter a bênção divina em sua empresa.
Ano 1492
Os Reis Católicos expulsam os judeus. Mais de 150.000 judeus
são expulsos da Espanha, muitos morrem no caminho:
6/30/1492. [MM470-476]
273

SÉCULO XVI

Anos 1500 a 1530
Os Dominicanos batizam muitos judeus. Mas estas conversões
não lhes garantem muita proteção contra os ataques de rua.
Alguns conversos escrevem livros agresssivos com a intenção de
causar o maior dano possível aos judeus, entre eles, Víctor de
Carben 1505, Johannes Pfefferkorn 1505-1509, Antônio
Margarita 1530. Os dominicanos também proíbem o estudo da
língua hebraica.
Ano 1509
O imperador Maximiliano autoriza Johannes Pfefferkorn a
destruir qualquier coisa que se possa considerar blasfema ou
hostil contra o cristianismo. Seu “trabalho” começa em Frankfurt,
(Depois vai para Worms, Mainz, Bingen, Lorch, Lahnstein e
Deutz), onde invade casas judaicas, sinagogas e confisca mais
de 1500 manuscritos.
Anos 1521 a 1523
Martinho Lutero em seu afã de somar números às suas fileiras,
escreve “O Magnificat” comentado e seu tratado de 1523 “Que
Jesus Cristo nasceu judeu”, esperando que os judeus se
convertessem ao seu movimento herético. Embora durante estes
anos de reestruturação cristã os judeus tivessem um pouco mais
de liberdade, sua existência continuava sendo precária. Nos
países católicos a segregação de judeus em guetos era a regra,
274

a cultura judaica foi sufocada e um novo estereótipo de “judeu
de gueto” foi somado aos já existentes.
Ano 1541
O católico John Eck escreve um tratado contra o judeu David
Gans. Gans acreditava que o protestantismo viria a ser mais
tolerante com os judeus. O escrito de Eck chamado “Refutando
um Livro Judaico” renova todas as acusações falsas tradicionais
de assassinato ritualístico de crianças, profanação de óstias, etc.,
e acusa os protestantes da Alemanha de “puxa-sacos e amantes
de judeus”.
Ano 1543
Martinho Lutero responde à acusação com seu tratado “Sobre o
Judeu e suas Mentiras”, onde ele declara que,

“Suas sinagogas devem ser quemadas… suas casas
destruídas… Deixem que ganhem o pão com o suor de
seus narizes, como é ordenado aos filhos de Adão.”

Seu terror contra as acusações de Eck atrasa mentalmente o
cristianismo em 500 anos (como se não fosse atrasado o
suficiente) e Lutero dá crédito às histórias falsas de Eck sobre o
assassinato ritualístico de crianças por parte dos judeus. Mais
tarde em seu livro “Sobre as Últimas Palavras de Davi”, modera
um pouco sua posição, mas estes panfletos não foram populares
e talvez jamais tivéssemos ouvido falar deles se os Nazistas não
os tivessem ressuscitado na Edição de Munique (primeiro Vol. 3,
1934).
275

Ano 1554
Teodoro Beza, teólogo protestante francês publica o livro “Porque
os Hereges Devem ser Castigados pelos Magistrados”, como
resposta a Sebastian Castellion que advogava pela liberdade de
culto. Castellio havia sido expulso de Gênova por Calvino.
Ano 1555
A Bula Papal (Paulo IV) “Cum nimis absurdum” de 14 de julho de
1555, é reconhecida como o documento cristiano mais antijudaico jamais escrito. Declara que os judeus devem ser obrigados
a usar os distintivos, viver em guetos e vender qualquer
propriedade fora das zonas do gueto.
Ano 1580
A República das Sete Holandas protege os judeus que escapam
da inquisição. Os argumentos de Sebastian Castellio haviam
dado frutos.
Ano 1582
As Holandas caem sob o domínio do Rei Carlos da Espanha e os
judeus são expulsos.
Em “Scots Confesion” capitulo 18, o Reformista John Knox
defende os princípios originais de intolerância de Calvino,
distinguindo assim a “Rameira” (Roma) e “as imundas
sinagogas” da “verdadeira Igreja”.
276

SÉCULO XVII

Anos 1648 a 1649
Durante a rebelião dos Cossacos e dos campesinos da Polônia,
Ucrânia, Rússia Branca e Lituânia, as torturas mais cruéis foram
inventadas para os judeus. Milhares morreram nesta brutalidade,
nem mesmo as crianças foram perdoadas. Existem histórias
horrendas sobre violações e assassinatos, como também de
gente morrendo lentamente atravessados por lanças.
A cidade de Hamburgo expulsa os judeus.
Os massacres de Chmielnitzki: Na Polônia mais de 200.000
judeus foram assassinados. [DO43] As primeiras estimativas do
século 20 para as mortes de judeus foram com base nos relatos
dos cronistas judeus da época, e tende a ser elevada, variando
de 100.000 para 500.000 ou mais. Martin Gilbert em seu “Jewish
History Atlas” publicado em 1976, "Mais de 100.000 judeus
foram mortos, muitos outros foram torturados ou maltratados,
outros fugiram ..." [1] Muitas outras fontes da época apresentam
valores semelhantes.
[1] Martin Gilbert, “Jewish History Atlas”, London, 1976, p. 530, citado em

Herbert Arthur Strauss. “Hostages of modernization: Studies on Modern
Antisemitism 1870–1933/39”, Walter de Gruyter, 1993, p. 1013, ISBN 3-11013715-1.

22 de Setembro de 1654
Colônias Inglesas na Nova Inglaterra, Peter Stuyvesant escreve
uma carta à West India Company relatando que os judeus são
277

um problema para os colonos. Os Puritanos da Nova Inglaterra
os viam como um obstáculo para a Evangelização Cristã.

SÉCULO XVIII

Ano 1744
Os judíos são expulsos da Boêmia e em 1745 da Morávia por
ordem da Imperatriz Maria Teresa.
Ano 1753
A Imperatriz Elisabeth Petrovna expulsa 35.000 judeus da
Rússia.

SÉCULO XIX

Anos 1814 a 1820
As cidades Alemãs de Lubeck, Bremen, Wurzburg, Francônia,
Swabia e Bavaria expulsam os judeus.
Os distúrbios sociais denominados HEP! HEP! (o grito dos santos
cruzados de “Hierosolyma Est Perdita” ou Jerusalém está
perdida) se espalham por Frankfurt, Darmstadt, Beyreuth,
Karlsruhe, Dusseldorf, Heidelberg, Wurzburg e até Copenhagen.
Ano 1821
278

Milhares de judeus escapam da Grécia.
Ano 1850
Três policiais católicos causam distúrbios públicos contra os
judeus na cidade de Nova York.
Ano 1868
Hermann Godsche publica sua novela “Biarritz” no ano 1868 sob
o pseudônimo de Sir John Ratcliffe. No capítulo “No Cemintério
Judeu de Praga” o autor relata uma reunião secreta à meia noite
e assistida pelas 12 tribos de Israel, na qual o Diablo lhes dá
orientações para conseguir a dominação do mundo.
Ano 1872
Somente esse capítulo da novela é distribuído na forma de
panfleto em São Petersburgo, Rússia, com a advertência de que
a pesar da história ser ficção, seu conteúdo era real. Mais tarde
o mesmo panfleto foi distribuído en Moscou, Odessa e Praga.
Ano 1870
O Gueto de Roma é oficialmente abolido em 1870 contra os
desejos do Papa Pio IX. Desta forma os judeus se transformam
em cidadãos iguais aos do Reino da Itália.
Ano 1871

279

O Padre Augusto Rohling, de Praga, publica seu panfleto “O
Judeu Talmúdico”, “Der Talmudjude”. Foi um terrível ataque
antissemita que circulou ferozmente entre os católicos.
Ano 1873
Wilhelm Marr publica su panfleto “A vitória dos judeus sobre os
teutônicos”, “Der Sieg des Judentums ubre das Germanentum”.
É aqui onde a palabra antissemita é usada pela primeira vez.
Ano 1875

O Kulturkampf de Bismark, publicado em 1875 contra os
católicos da Alemanha foi interpretado pelos católicos como
influenciado pelo capital judaico e como vingança dos judeus
contra os católicos pela perseguição sofrida.
Ano 1875
Judeus alemães e romenos emigram por causa da perseguição
sofrida nesses países.
O Professor Heinrich von Treitschke da Universidade de Berlin
escreve seus ensaios antissemitas intitulados “Uma Palavra
Sobre Nossa Juderia”, “Ein Wort ubre Judentum”.
Ano 1881
Uma petição de 250.000 assinaturas é entregue a Bismark pelo
“Movimento de Berlin”. Esta pedia severas restrições para os
judeus.
280

Na Rússia “A Liga Sagrada” composta por 300 oficiais do exército
causa uma das maiores emigrações judaicas da história.
Eugen Duhring publica “A Questão Judaica como um Problema
de Raça, Costumes e Cultura”, “Die Judenfrage als Rassen- und
Kultusfrage”. Ele escreve: “A origem do descontentamento geral
sentido contra a raça judaica é devido à sua inferioridade em
todos os campos intelectuais. Os judeus demostram uma falta de
espírito científico, um débil entendimento da filosofia, uma
incapacidade de criar nas matemáticas e até na música. A
fidelidade, reverência, o respeito e todas as coisas grandes e
nobres são estranhas a eles. Por isto que esta raça é inferior e
depravada… A obrigação dos povos nórdicos é de exterminar
estas raças parasíticas da mesma forma que se exterminam as
víboras e animais de rapina”.
Os encontros do “Movimento de Berlin” terminam em distúrbios
populares e vândalos gritando pelas ruas “Juden raus!” (Fora
judeus!), atacando judeus e qualquer um que parecesse judeu e
quebrando os vidros de comércios judaicos.
Ano 1882
O Padre E.A. Chabauty publica seu livro “Os Judeus Nossos
Donos”, “Les Juifs nos Maitres!”, sobre como as nações cristãs
estavam sendo atacadas por uma conspiração judaica.
Anos 1886 a 1900
Os partidos alemães antissemitas conseguem triunfos políticos
importantes.
281

Ano 1893
Theodor Fritsch publica seu livro “O Catecismo Antissemita” na
Alemanha.
Ano 1899
Houston Stewart Chamberlain publica sua obra “Os Fundamentos
do Século XIX”. Leva a teoría racial de Gobineau à sua lógica
conclusão, proclamando os alemães como a raza mestra e
pedindo uma cruzada contra todos os judeus.

SÉCULO XX

Anos 1900 a 1910
O ódio contra os judeus é iniciado e mantido pelo grupo “Cem
Negros” do Czar, na Rússia e Ucrânia.
Os Cem Negros
A Rússia do início do século XX viu o fim do czarismo e o início do
regime bolchevique das revoluções de 1917. Um protagonista destes
anos foram os “Cem Negros”, também chamados de Centenas
Negras.
Eles eram um grupo conservador e antissemita que foram
caracterizados pelo total apoio ao czar e sua política autocrática e seu
grande anti-semitismo. Eles foram formados por proprietários de
terras, clero, burguesia e da nobreza e em todos os momentos

282

receberam apoio financeiro do regime czarista. O slogan do
movimento foi:
“Ortodoxia, autocracia e caráter nacional.”

Esta devoção mostrada pelo csar, pela igreja e pela pátria, levou-os
a se posicionarem na defesa do Regume vigente tanto na Revolução
de 1905 como nas de 1917, mas foram especialmente importantes
ações contra os judeus russos.
Eles participaram de inúmeras pogroms que devastaram o Império
Russo no início do XX. Entre 1903 e 1906, mataram milhares de
judeus, o que chamou a atenção de jornais como o New York Times
que publicou esta crônica do Primeira pogrom de Kishinev, de 1903.
Nos distúrbios anti-semitas em Chisinau foi amplamente planejado
uma matança generalizada de judeus no dia seguinte à Páscoa Russa.

283

A multidão foi liderada por sacerdotes, e o slogan geral era "Matem
os judeus", que foi repetido por toda a cidade. Os judeus foram pegos
de surpresa e acabaram abatidos como cordeiros. O número de
mortos chegou a 120 e uns 500 feridos. As cenas de horror deste
massacre estão além de qualquer descrição. Os bebês foram
literalmente despedaçados pela multidão cristã frenética e
sanguinária. A polícia não fez nenhum esforço para parar o massacre.
Ao pôr do sol, as ruas estavam cheias de mortos e feridos. Aqueles
que escaparam da morte fugiram da cidade, agora praticamente vazia
de judeus.
Os Cem Negros participaram ativamente nestes massacres e até
mesmo chegaram a difundir em 1911 um libelo de sangue contra os
judeus. Não foi a primeira vez que os judeus foram caluniados e,
neste caso, eles foram acusados de assassinar crianças cristãs na
Páscoa para obter seu sangue. Isso resultaria no julgamento de
Mendel Bellis, acusado de assassinar uma criança cristãs e usar seu
sangue para fazer pão ázimo (sem fermento), mas foi absolvido dois
anos mais tarde.
O estranho é que depois de tantas atrocidades dos membros do grupo
Cem Negros, presos durante a Revolução de Fevereiro de 1917,
seriam libertados por Kerensky durante o Governo Provisório.
Sua memória não foi esquecida, tanto que hoje na Rússia o termo
Centenas Negras é sinônimo de fascismo ou extrema direita.

A versão curta de “Os Protocolos dos Sábios de Sião” é publicada
por Pavolackai Krushevan em seu diário Znamya, de São
Petersburgo. Mas tarde a policía secreta do Czar reconhece ter
perpetrado uma fraude (escrevendo “Os Protocolos dos Sábios de
Sião, em Paris”), mas os cristãos da Rússia, assim como também
de outros países, demonstram até onde pode chegar anti284

judaísmo cristão, que havia predisposto o povo cristão a crer até
na mais descabelada propaganda antissemita já inventada.

S.A. Nilus publica o texto completo dos
Protocolos como um capítulo/apêndice
da segunda/terceira edição de seu livro
“O grande no pequeno: A vinda do
anticristo e o domínio de Satanás na
Terra”.
Ao lado: Edição de 1912 do livro de Serguei Nilus “O
grande no pequeno”, que inclui os Protocolos. Entre
símbolos ocultistas se lê: «Nisto venceremos», «Marca
do Anticristo», «Grande mistério», «Tetragramaton»,
«INRI», «Tarot», etc.

G. Butmi publica em São Petersburgo sua versão dos Protocolos
em seu livro “Os Inimigos da Raça Humana”.
Ano 1911
Werner Sombart publica “O Judeu e o Capitalismo Moderno”.
Neste este tratado ele afirma que o judaísmo e o capitalismo são
sinônimos e declara: “os interesses e as faculdades intelectuais
estão mais desenvolvidas neles que as habilidades manuais.”
(Compare isto com o que declarou Duhring em 1881).
Ano 1914
As leis antijudaicas são abolidas para que os judeus pudessem
lutar pela Santa Mãe Russa durante a Primeira Guerra Mundial.
Ano 1915
285

Os judeus da Rússia são relocalizados causando a morte de mais
de 100.000 pessoas que morreram de frio e fome.
Anos 1920 a 1921
Ludwig Muller (alemão protestante que chefiou os Deutsche
Christen e mais tarde tornou-se Bispo da Igreja Protestante do
Reich) publica os Protocolos em alemão. Chegou a publicar seis
edições. A versão de Muller chega a ser a versão oficial dos
nazistas em 1929.
Os Protocolos são publicados na França, Estados Unidos e
Polônia.
O livro “Retorno à Normalidade”, Return to Normalcy, revive a
Ku Klux Klan nos Estados Unidos e restrições de todo tipo são
impostas a “pessoas de descendência hebraica”.
Ano 1921
Hitler faz seu primeiro discurso importante contra os judeus em
13 agosto de 1921.
Ano 1925
Hitler publica seu Mein Kampf (livro de dois volumes de autoria
de Adolf Hitler, no qual ele expressou suas ideias antissemitas,
racialistas e nacional-socialistas então adotadas pelo partido
nazista.) onde diz:

286

“Se com a ajuda de seu credo Marxista, o judeu chega a ser
vitorioso sobre todos os povos do mundo, sua coroa será a coroa
funerária da humanidade … Hoje eu creio que estou atuando de
acordo com a vontade do Criador Todo-poderoso, ao defenderme contra o judeu. Eu estou lutando para a obra de Nosso Senhor
Jesus Cristo.”
Anos 1926 a 1933
Onda antissemita na União Soviética, Polônia, Romênia, Hungria,
Grécia e México. Uma grande quantidade de cemitérios judaicos
é profanada.
Ano 1933
Hitler chega ao poder na Alemanha e os judeus são excluídos do
serviço público, das profissões legais e das universidades.
Também lhes é proibido ensinar nas escolas e de ser editores de
periódicos.
Neste mesmo ano Hitler assina a concordata com o Vaticano. Este
acordo mútuo é assinado entre os nazistas e o Cardeal Pacelli,
mas tarde conhecido como Papa Pio XII, o Papa nazista.
TEXTO COMPLETO DA CONCORDATA
Reichskonkordat (with Hitler, 1933): Full text
Here is the complete text: Concordat, Supplementary Protocol and
Secret Supplement. Article 27 of the Concordat provides for military
chaplains in case the Germany re-armed in contravention of the
Versailles Treaty, and the Secret Supplement exempted Catholic

287

clergy from military service. Even today the Secret Supplement does
not appear in most translations: the Church won't admit to knowing
that Hitler was about to start a war.

Cardinal Faulhaber, who helped negotiate the concordat with Hitler
(and who ordained the present pope), assessed its international
impact in a 1937 sermon:
“At a time when the heads of the major nations in the world faced the
new Germany with cool reserve and considerable suspicion, the
Catholic Church, the greatest moral power on earth, through the
Concordat expressed its confidence in the new German government.”
After the war the concordat was embedded in Article 123.2 of the
1949 Constitution. [1] This was done through a sentence about
honouring "State treaties concluded by the German Reich", so long
as these concern areas which fall under the competence of the
individual German states. Later the papal nuncio complained to the

288

Federal Government that Lower Saxony was not complying with some
provisions of the Concordat. Although the states of Hesse and Bremen
also wanted to scrap the Concordat, the Federal Government
supported the
nuncio by
bringing the matter before
the
Constitutional Court.
In 1957 it ruled that though the regime had changed, the state
remained the same and therefore the concordat would continue in
force in Germany. [2]
After WWII the Allied Powers took the precaution of decentralising
Germany by making the powers of the federated states very wide,
even letting them share jurisdiction with the national government in
key areas like finance.[3] And so it was to remain: Art. 79.3 of the
Constitution explicitly forbade Germany to become more centralised.
The broad legal competencies given to the individual German states
by the 1949 Constitution encompass key areas of interest to the
Church such as culture, education, social services and (some aspects
of) finance. This allows the states to take over these parts of the Hitler
concordat, thus preserving most of the last surviving concordat with
a Fascist government. This has also made the concordat unassailable
without a constitutional upheaval and has served to build it into the
fabric of German law.
At the very end, just before the notes, this translation of the
concordat includes the Secret Supplement. Naturally, this is omitted
on Catholic sites because it shows that by 1933 the Vatican knew that
Hitler was going to re-arm in defiance of the Treaty of Versailles, and
wanted to help him keep it secret. (In fact, the Secret Supplement of
the Austrian concordat indicates that already by 1931 the Vatican
was planning for this eventuality. Perhaps even hoping for this
eventuality, since Pius IX “supported any policy or any man who
would oppose and fight Soviet Russia”. [4]

289

This translation has been chosen for The Third Reich Sourcebook,
edited by Sander Gilman and Anson Rabinbach, (University of
California Press, anticipated date of publication: Fall 2010).

Concordat between the Holy See and the German Reich
[with Supplementary Protocol and Secret Supplement]
July 20, 1933
[Ratified 10 September 1933]
[Concordat]
His Holiness Pope Pius XI and the President of the German Reich,
moved by a common desire to consolidate and promote the friendly
relations existing between the Holy See and the German Reich, wish
to permanently regulate the relations between the Catholic Church
and the state for the whole territory of the German Reich in a way
acceptable to both parties. They have decided to conclude a solemn
agreement, which will supplement the Concordats already concluded
with individual German states (Länder) [5], and will ensure for the
remaining states (Länder) fundamentally uniform treatment of their
respective problems.
For this purpose His Holiness Pope Pius XI has appointed as his
Plenipotentiary His Eminence the Most Reverend Cardinal Eugenio
Pacelli, his Secretary of State and the President of the German Reich
has appointed as Plenipotentiary the Vice-Chancellor of the German
Reich, Herr Franz von Papen, who, having exchanged their respective
mandates and found them to be in good and proper form, have agreed
to the following Articles:
Article 1

290

The German Reich guarantees freedom of profession and public
practice of the Catholic religion.
It acknowledges the right of the Catholic Church, within the
framework of the laws valid for all, to manage and regulate its own
affairs independently, and, within the framework of its own
competence, to issue binding laws and ordinances for its members.
Article 2
The concordats concluded with Bavaria (1924), Prussia (1929) and
Baden (1932) remain in force, and the rights and privileges of the
Catholic Church recognized in these are preserved unchanged within
the territories of the states concerned. For the remaining states
(Länder), the agreements reached in the present concordat come into
force in their entirety. These last are also binding for the three states
(Länder) named above, in so far as they affect matters not regulated
by the states’ (Länder) concordats or in so far as they supplement the
earlier settlements.
In the future concordats with the states (Länder) will be concluded
only with the agreement of the government of the Reich.
Article 3
In order to foster good relations between the Holy See and the
German Reich, an apostolic nuncio will reside in the capital of the
German Reich and an ambassador of the German Reich at the Holy
See.
Article 4
The Holy See enjoys full freedom in its relations and correspondence
with the bishops, clergy and other members of the Catholic Church in
Germany. The same applies to the bishops and other diocesan officials

291

in their dealings with the faithful in all matters belonging to their
pastoral office.
Instructions, ordinances, pastoral letters, official diocesan gazettes,
and other decrees concerning the spiritual direction of the faithful
issued by the Church authorities within the framework of their
competence (Art. 1, Sect. 2) may be published without hindrance and
brought to the notice of the faithful in the customary form.
Article 5
In the exercise of their clerical activities the clergy enjoy the
protection of the state in the same way as state officials. The state
will proceed, in accordance with the general provisions of civil law,
against any insult to their person or to their clerical capacity, as well
as against any interference with the duties of their office and, if
necessary, will provide official protection.
Article 6
The clergy and members of religious orders are freed from any
obligation to take public office and such obligations as, according to
the dictates of Canon Law, are incompatible with the status of a
member of the clergy or religious order respectively. This applies
particularly to the office of a lay judge, juror, member of a tax
committee or of a fiscal tribunal.
Article 7
For the acceptance of employment or appointment as state official, or
to any public corporation dependent on the state, clergymen require,
the nihil obstat [6] of their diocesan ordinary, as well as of the
ordinary of the place where the public corporation is situated. The

292

nihil obstat may be withdrawn at any time for important reasons of
ecclesiastical interests.
Article 8
The official income of the clergy is immune from distraint [7] to the
same extent as is the official salary of the Reich and state officials.
Article 9
The clergy cannot be required by judicial and other authorities to give
information about matters which have been entrusted to them in the
course of administering pastoral care, and which therefore fall under
the obligation of pastoral secrecy.
Article 10
The wearing of clerical dress or of a religious habit by lay people, or
by members of the clergy or religious orders by whom this use is
forbidden by a definitive and legally valid directive of the competent
ecclesiastical authority and officially communicated to the state
authority, is liable to the same penalty by the state as the misuse of
the military uniform.
Article 11
The present organisation and boundaries of dioceses of the Catholic
Church in the German Reich remain in force. Any creation or
rearrangement of a bishopric or ecclesiastical province, or other
changes in the boundaries of dioceses that seem advisable in the
future, so far as they involve changes within the boundaries of a
German state (Land), remain subject to the agreement of the state
(Land) governments concerned. Rearrangements and alterations
which extend beyond the boundaries of a German state require the
agreement of the Reich Government, which shall be left to secure the

293

consent of the appropriate state (Land) government. The same
applies to creations or rearrangements of Church provinces involving
several German states (Länder). The foregoing conditions do not
apply to changes in ecclesiastical boundaries made merely in the
interests of local pastoral care.
In the case of any (territorial) re-organisation within the German
Reich, the Reich Government will communicate with the Holy See with
a view to rearrangement of the organisation and boundaries of
dioceses.
Article 12
Without prejudice to the provisions of Article 11, ecclesiastical offices
may be freely created and changed, unless state funds are drawn
upon. The involvement of the state in the creation and alteration of
parishes shall be carried out according to standard procedures that
are agreed to by the diocesan bishops, and for which the Reich
Government will endeavour to secure the most uniform treatment
possible from the state (Länder) governments.
Article 13
Catholic parishes, parish and diocesan societies, episcopal sees,
bishoprics and chapters, religious orders and congregations, as well
as institutions, foundations and property which are under the
administration of Church agencies, shall retain or acquire
respectively, legal competence in the civil domain according to the
general provisions of civil law. They shall remain corporations under
public law to the extent that they have been so far; the others may
be granted similar rights within the framework of the laws valid for
all.
Article 14

294

As a matter of principle the Church retains the right to appoint freely
to all Church offices and benefices without the involvement of the
state or of civil groups, in so far as other provisions have not been
made in previous concordats mentioned in Article 2.
Concerning the appointment of bishops’ sees, the regulation made for
appointment of the two suffragan [8] bishoprics of Rottenburg and
Mainz, as well as for the bishopric of Meissen, is to be duly applied to
the metropolitan see of the Upper Rhine Ecclesiastical Province of
Freiburg. The same holds for the two first named suffragan bishops
with regard to appointments to the cathedral chapter, and for the
administration of the right of patronage [9].
Furthermore, there is agreement on the following points:
1. Catholic clerics who hold an ecclesiastical office in Germany or who
exercise pastoral or educational functions must:
(a) be German citizens,
(b) have earned a secondary-school graduation certificate which
permits study at an institution of higher learning,
(c) have studied philosophy and theology for at least three years at
a German state university, a German ecclesiastical college, or a
papal college in Rome.
2. The bull nominating archbishops, bishops, coadjutors cum jure
successionis [10] or a praelatus nullius [11] will not be issued until
the name of the appointee has been submitted to the Reich governor
in the relevant state (Land), and until it has been ascertained that
there are no objections of a general political nature. In the case of an
agreement between Church and state, Paragraph 1, sections (a) (b)
and (c) may be disregarded or set aside.
No right of the State to assert a veto is to be based on this Article.

295

Article 15
Religious orders and congregations are not subject to any special
restrictions on the part of the state in relation to their foundation,
establishment, number and – subject to Paragraph 2 of this Article –
the selection of their members, their pastoral activities in care,
education, care of the sick and charitable work, the management of
their own affairs and the administration of their property. Superiors
of religious orders whose headquarters are within Germany must be
German citizens. Superiors of provincials and orders whose
headquarters lie outside the territory of the German Reich, have the
right to visit those of their establishments that lie within Germany.
The Holy See will take pains to ensure that for conventual
establishments within the German Reich the provincial organization
is set up so that, as far as possible, German establishments do not
fall under the jurisdiction of foreign provincial superiors. Exceptions
can be permitted with the agreement of the Reich Government,
especially in cases where the small number of houses makes a
German province impracticable, or where special grounds exist for the
retention of an historic and firmly established provincial organisation.
Article 16
Before bishops take possession of their dioceses they are to take an
oath of loyalty either to the Reich governor of the state (Land)
concerned or to the President of the Reich respectively, according to
the following formula:
"Before God and on the Holy Gospels I swear and promise, as
becomes a bishop, loyalty to the German Reich and to the State
(Land) of . . . I swear and promise to honour the legally constituted
government and to cause the clergy of my diocese to honour it. With
dutiful concern for the welfare and the interests of the German state,

296

in the performance of the ecclesiastical office entrusted to me, I will
endeavour to prevent everything injurious which might threaten it."
Article 17
The property rights and other rights to assets of corporations under
public law, of the institutions, foundations and associations of the
Catholic Church are guaranteed according to requirements of the
general law of the land.
No building dedicated to religious services may be destroyed for any
reason whatsoever without the previous consent of the proper Church
authorities.
Article 18
In the case of the abrogation of state obligations to the Church,
whether based on law, agreement or special charter, before working
out the principles according to which the abrogation is to be carried
out, in a timely manner an amicable agreement is to be effected
between the Holy See and the Reich.
Legitimate traditional rights are to be considered as titles in law. An
abrogation must bestow upon those entitled to abrogation proper
compensation for the loss of the customary state benefits.
Article 19
Catholic theological faculties in state universities are to be
maintained. Their relation to Church authorities will be governed by
the relevant concordats and by their supplementary protocols with
stated regulations, having due regard for the relevant Church
decrees. [12] The Reich Government will endeavour to secure for all
of these Catholic faculties in Germany uniformity of treatment.

297

Article 20
Where other agreements do not exist, the Church has the right to
establish theological and philosophical colleges for the training of its
clergy, which are to be wholly dependent on the Church authorities if
no state subsidies are sought.
The establishment, management and administration of theological
seminaries and hostels for seminarians is, within the framework of
the laws valid for all, the exclusive prerogative of the Church
authorities.
Article 21
Catholic religious education in elementary, vocational, secondary
schools and institutions of higher learning is a regular school subject,
and is to be taught in accordance with the principles of the Catholic
Church. In religious education, special emphasis will be given to
inculcating a patriotic, civic and social sense of duty in the spirit of
the Christian faith and the moral code, just as happens in all other
subjects. The curriculum and the selection of textbooks for religious
education will be arranged in agreement with the Church authorities.
The opportunity will be given to the Church authorities to check, with
the agreement of the school authorities, whether the pupils receive
religious education in accordance with the teachings and
specifications of the Church.
Article 22
In the appointment of Catholic religious instructors, agreement is to
be reached between the bishop and the state (Land) government.
Teachers who, because of their doctrine or moral behaviour, are
declared unfit to further impart religious education, are not permitted
to be employed as religion teachers so long as this obstacle remains.

298

Article 23
The retention of Catholic denomination schools and the establishment
of new ones is guaranteed. In all parishes where parents or guardians
request it, Catholic elementary schools will be established, wherever
the number of pupils, with due regard for the local conditions of school
organization, appears to be sufficient for a school administered in
accordance with the standards prescribed by the state.
Article 24
In all Catholic elementary schools only such teachers are to be
employed as are members of the Catholic Church, and who guarantee
to fulfil the special requirements of a Catholic school.
Within the framework of the general professional training of teachers,
facilities will be created which will provide for the training of Catholic
teachers, in accordance with the special requirements of Catholic
denominational schools.
Article 25
Religious orders and congregations are entitled to establish and
conduct private schools, within the framework of the general laws and
ordinances. These private schools award the same qualifications as
state schools, insofar as they adhere to the regulations governing
curriculum prescribed for the latter.
Members of religious orders or congregations seeking admission to
teacher training and employment in elementary, secondary or postsecondary schools are to meet the general requirements applicable to
all
Article 26

299

Until a later comprehensive regulation of the marriage laws, it is
understood that, apart from cases of critical illness of an engaged
person which would not permit delay, and in cases of great moral
emergency, whose presence must be confirmed by the proper
episcopal authority, the Church marriage blessing should precede the
civil ceremony. In such cases the priest is obliged to immediately
notify the Registrar's office.
Article 27
For the German army pastoral care outside the realm of ordinary
jurisdiction is conceded for its Catholic officers, officials and men, as
well as for their families.
The administration of such pastoral care for the army is the duty of
the army bishop. His Church appointment is to be made by the Holy
See after contact has been made with the Reich Government in order,
with its agreement, to select a suitable person.
The Church appointment of military chaplains and other military
clergy will be made by the army bishop after prior consultation with
the appropriate authorities of the Reich. He may appoint only such
chaplains as receive permission from their diocesan bishop to
undertake military pastoral work, together with a certificate of
suitability. Military chaplains have the rights of parish priests with
regard to the troops and other army personnel assigned to them.
Detailed regulations for the organisation of pastoral work by chaplains
will be supplied by an Apostolic Brief. Regulations for the legal aspects
in terms of officials will be drawn up by the Reich Government.
Article 28
In hospitals, prisons, and other public institutions the Church is
permitted to make pastoral visits and conduct services of worship,

300

subject to the general rules of the institutions concerned. If regular
pastoral care is provided for such institutions, and if pastors must be
appointed as state or other public officials, such appointments will be
made with the agreement of Church authorities.
Article 29
Catholic members of a non-German ethnic minority living within the
German Reich, as regards their mother tongue in Church services
[sermons], religious education and Church societies, will be accorded
no less favourable treatment than that accorded by law and in
practice to members of German origin and speech living within the
boundaries of the corresponding foreign states.
Article 30
On Sundays and official holy days, a prayer conforming to the liturgy
will be will be offered at the end of the principal Mass in parish,
auxiliary and conventual churches of the German Reich, for the
welfare of the German Reich and (German) people.
Article 31
Those Catholic organisations and societies which have exclusively
charitable, cultural or religious purposes, and, as such, are placed
under the Church authorities, will be protected in terms of their
institutions and activities.
Those Catholic organisations which, in addition to their religious,
cultural and charitable purposes, have others, such as social or
professional tasks – even though they may be brought into national
organizations – are to enjoy the protection of Article 31, Paragraph 1,
provided they guarantee to conduct their activities outside all political
parties.

301

It is reserved to the Reich Government and the German episcopate,
in a joint agreement, to determine which organisations and
associations come within the scope of this Article. In so far as the
Reich and the states (Länder) take charge of sport and other youth
organisations, care will be taken that it shall be possible for the
members regularly to attend church on Sundays and feast days, and
that they shall not be induced to do anything inconsistent with their
religious and moral convictions and obligations.
Article 32
Due to the special situation existing in Germany, and in view of the
safeguards created by the clauses of this concordat of legislation
preserving the rights and privileges of the Catholic Church in the Reich
and its states (Länder), the Holy See will enact regulations to exclude
the clergy and members of religious orders from membership in
political parties and from working on their behalf.
Article 33
All matters relating to clerical personnel or Church affairs, which have
not been treated of in the foregoing Articles, will be regulated for the
ecclesiastical sphere according to current Canon Law.
Should differences of opinion arise regarding the interpretation or
execution of any of the Articles of this Concordat, the Holy See and
the German Reich will reach a friendly solution by mutual agreement.
Article 34
This Concordat, whose German and Italian texts shall have equal
binding force, shall be ratified, and the instruments of ratification shall
be exchanged, as soon as possible. It will be in force from the day of
such exchange.

302

In witness hereof, the plenipotentiaries have signed this Concordat.
Signed in two original copies, in the Vatican City, July 20th, 1933.
(Signed) Eugenio, Cardinal Pacelli
(Signed) Franz von Papen
Supplementary Protocol
At the signing of the concordat concluded today between the Holy
See and the German Reich, the properly authorised undersigned have
submitted the following agreed-upon explanations which form an
integral part of the concordat itself.
Re Article 3
The Apostolic Nuncio to the German Reich, in accordance with the
exchange of notes between the apostolic nunciature in Berlin and the
Reich Foreign Office on the 11th and the 27th of March 1930, shall be
the doyen of the diplomatic corps accredited there.
Re Article 13
It is understood that the Church retains the right to levy Church taxes.
Re Article 14, Par. 2, No. 2
It is understood that when objections of a general political nature
exist, they shall be presented within the shortest possible time. If
after twenty days such a declaration has not been made, the Holy See
will be justified in assuming that no objections exist to the candidate.
The names of those being considered will be kept confidential until
the announcement of the appointment.

303

Re Article 17
In so far as public buildings or properties are devoted to ecclesiastical
purposes, these are to be retained as before, subject to existing
agreements.
Re Article 19, Sentence 2
This clause is based, at the time of signing this concordat, especially
on the Apostolic Constitution, Deus Scientiarum Dominus of May
24th, 1931, [12] and the Instruction of July 7th, 1932.
Re Article 20
Hostels for seminarians which are administered by the Church at
institutes of higher learning and academic secondary schools/junior
colleges (Gymnasien) will be recognized for tax purposes as
essentially Church institutions in the proper sense of the word, and
as part of the diocesan organisation.
Re Article 24
In so far as private institutions are able to meet the requirements of
the new educational code for with teacher training, all existing
establishments of religious orders and congregations will be given due
consideration in the accordance of recognition.
Re Article 26
A severe moral emergency is taken to exist when there are
insuperable difficulties, or ones disproportionately costly to
overcome, in obtaining the necessary marriage documents in time.
Re Article 27, Par. 1

304

Catholic officers, officials and personnel, as well as their families, do
not belong to local parishes, and do not support them.
Re Article 27, Par. 4
The publication of the Apostolic Brief will take place after consultation
with the Reich Government.
Re Article 28
In urgent cases entry of the clergy is guaranteed at all times.
Re Article 29
Since the Reich Government has agreed to make an accommodation
regarding non-German minorities, the Holy See declares – in
accordance with the principles it has constantly maintained regarding
the right to employ the vernacular in Church services [sermons],
religious education and the conduct of Church societies – that it will
consider admitting a similar clause to protect the rights of German
minorities when establishing concordats with other countries.
Re Article 31, Par. 4
The principles laid down in Article 31, Sect. 4 [sic] hold good also for
the Labour Service.
Re Article 32
It is understood that similar regulations regarding activity in party
politics will be introduced by the Reich for members of non-Catholic
denominations. The conduct, which has been made obligatory for the
clergy and members of religious orders in Germany through the
implementation of Article 32, does not involve any kind of limitation

305

of the prescribed preaching and explanation of the dogmatic and
moral teachings and principles of the Church.
(Signed) Eugenio, Cardinal Pacelli
(Signed) Franz von Papen
At the Vatican City, July 20th, 1933.
Secret Supplement
In case of a change in the present German armed forces in the sense
of the introduction of universal conscription, the induction of priests
and other members of the regular clergy and the orders into military
service will, with the understanding of the Holy See, be arranged
within the framework of approximately the following guiding ideas:
a) Students of philosophy and theology at Church institutions who are
preparing themselves for the priesthood are to be freed from military
service and the preparatory drills for it, except in the case of a general
mobilisation.
b) In the case of a general mobilization clerics who are employed in
the diocese administration or the military chaplaincy are freed from
reporting for duty. This applies to ordinaries, members of the
ordinariate, provosts of seminaries and Church residences for
seminarians, professors at the seminaries, parish priests, curates,
rectors, coadjucators and the clerics who provide a church with
worship services on a continuing basis.
c) The remaining clerics, insofar as they are considered suitable, are
to join the armed forces of the state in order to devote themselves to
pastoral care for the troops under the Church jurisdiction of the
military bishops, if they are not inducted into the medical unit.

306

d) The remaining clergy in sacris or members of orders, who are not
yet priests are to be assigned to the medical unit. The same shall
apply when possible to the candidates for the priesthood mentioned
in a) who have not yet taken their final vows.

Translator’s Notes
1. An English translation of the German Constitution (“Basic Law”)
posted at http://www.iuscomp.org/gla/statutes/GG.htm begins
Article 123.2 as follows:
Subject to all rights and objections of interested parties, treaties
concluded by the German Reich concerning matters within the
legislative competence of the Länder under this Basic Law shall
remain in force [...].
In other words, in any area under the legal competence of the
German states (Länder), the 1933 Concordat is still valid. And since
the legal competence of the German states is very broad (see Art.
70-74), this means that most of this “treaty” remains in force. The
German original can be found at:
http://www.bundesregierung.de/pureHtml,413.429858/Grundgesetz-fuer-die-Bundesrep.htm
2. See §4(a) of the judgement in German, BVerfGE 6, 309 Reichskonkordat. http://www.servat.unibe.ch/dfr/bv006309.html
A summary of the Constitutional Court's 1957 judgement on the
Concordat is given in the German Wikipedia:
http://de.wikipedia.org/wiki/Reichskonkordat#Das_Konkordatsurteil
_des_Bundesverfassungsgerichts
3. In fact, Art. 72.1 of the postwar Constitution gave the states all
competencies not explicitly assigned to the national government.
Cf., Christian Lorenz, "Des Grundgesetzes politische und

307

rechtsstaatliche Kosten", 5 (a).
http://www.staatsbriefe.de/1994/1999/lorenz.htm
4. Avro Manhattan, “Chapter 10: Germany, the Vatican and Hitler”,
The Vatican in World Politics, London, 1949.
5. Then, as now, there were sixteen German states. In this
document, therefore, “state” (Staat) is ambiguous and often only
the context shows whether the German Reich is meant, or a state /
several states (Land / Länder).
6. “Nothing hinders [this]”. Also used with the name of the censor to
determine which writings “may be given to the public with safety”.
7. Seizure for non-performance of an obligation.
8. Assistant bishops.
9. The right of presentation to an ecclesiastical benefice.
10. An heir-apparent bishop, an ingenious way of getting around
Canon XXIII of the Synod at Antioch that “A dying bishop shall not
appoint another bishop”.
11. Prelate with a quasi-episcopal jurisdiction independent of a
diocese, such as an abbey.
12. Paul Saunders, "A Cautionary Tale - Academic freedom, 'Ex
corde,' & the Curran case - Charles Curran" Commonweal, 21 April
2000.
http://findarticles.com/p/articles/mi_m1252/is_8_127/ai_61795233
"In 1931, the apostolic constitution Deus scientiarum Dominus
required that in ecclesiastical faculties 'those who teach disciplines
concerning faith or morals must receive, after making a profession
of faith, acanonical mission from the chancellor or his delegate....'

308

In order to comply with that requirement, The Catholic University
adopted special bylaws that also required those who taught theology
in any of its ecclesiastical faculties to have a "canonical mission" to
teach theology."

Translated by Muriel Fraser from Konkordate seit 1800: Originaltext
und deutsche Uebersetzung der geltenden Konkordate /
zusammengestellt und bearbeitet von Lothar Schoeppe. Frankfurt
am Main; Berlin: Alfred Metzner Verlag, 1964, p. 35.
The Reichskonkordat in German can be found online at
http://www.ibka.org/artikel/ag97/reichskonkordat.html
Caricature through the kind permission of Osmo Tammisalo of the
Union of Freethinkers of Finland. More of his work is available at:
http://www.vapaa-ajattelijat.fi/otcard.html

Ano 1934
Grande onda antijudaica se propaga através do Canadá.
Ano 1935
Os judeus perdem a cidadania alemã.
O Cardeal Hloud, Prelado da Polônia, em uma carta pastoral
incita os fiéis católicos a boicotar os negócios judaicos.
Ano 1937
São instalados na Alemanha os campos de concentração.
309

Todos os professores judeus perderam seus empregos na Itália.
As crianças judaicas são segregadas. Os Protocolos são publicados
em italiano e distribuídos em massa.
Ano 1938
Se recrudecem os ataques aos judeus e volta o distintivo amarelo
da Idade Média.
Anos 1939 a 1941
A política oficial muda de emigração forçada para extermínio.
Milhares de infiéis, ou seja, judeus, ciganos, homosexuais,
maçons, comunistas, astrólogos, etc. são presos pela Gestapo
para seu extermínio em Campos de Concentração na Polônia.
20 de janeiro de 1942
Uma conferência de 16 oficiais nazistas propõe a “solução final”.
O completo extermínio da juderia europeia.
Anos 1942 a 1945
Seis milhões de judeus, entre eles um milhão de crianças foram
exterminados em campos especiais na Polônia, que eram
operados pelo Exército Alemão. Este período é normalmente
chamado de “Holocausto”, um termo bíblico que significa
oferenda queimada.
Os judeus chamam este período de Sho'ah. Muitas igrejas na
Alemanha apoiaram Hitler como líder nacional, umas poucas
310

falaram. Mas em geral o cristianismo fracassa tremendamente
em resistir ao extermínio de milhões de judeus e outros infiéis.
O Holocausto representa o cristianismo antijudaico em sua
máxima expressão.
Anos 70
Nos Estados Unidos surgem grupos como a “Maioria Moral”
cristã.
Estados Unidos, anos 80
O antissemitismo cristão se encarna no poderoso grupo político
Republicano denominado “A Coalizão Cristã. Pat Robertson
candidato a presidente nas internas do Partido Republicano
escreve:

“O Novo Testamento nos revela que os
judeus mataram o Senhor Jesus Cristo
e a seus próprios profetas e também
nos têm perseguido. Eles não agradam
a “Deus” e são inimigos de todos os
homens
(1Tes2:15).
A
história
documenta os terríveis sofrimentos que
os judeus têm vivido como resultado.”

Nota: Ele esqueceu de dizer que a única causa para o
sofrimento dos judeus sempre foi e continua sendo
exclusivamente a perseguição cristã, depois de roubar os
deuses e a religião deles.
311

Durante esta época os camponeses americanos perderam suas
terras devido as grandes dívidas adquiridas por eles baseados na
política econômica “Reaganomics” e se revive o estereótipo de
“judeus prestamistas culpados pelas perdas de nossas terras”.
Se organizan em Igrejas, juntam armas e confabulam contra o
Estado. Estas seriam o princípio das Milícias de hoje.
Anos 90
Nos Estados Unidos as Milícias Cristãs começam a distribuir
novas cópias da fraude russa “Protocolo dos Sábios de Sião” e
também de “Philip Dru - Administrator”. Começam a se armar
seriamente e conseguem recrutar um considerável número de
homens durante a crise econômica de Bush pai. O ódio cristão
contra a Administração Clinton os fortalece.
Pat Robertson escreve seu livro “Nova Ordem Mundial” (New
World Order), uma espécie de Protocolos adaptado à atualidade.
As Milícias cristãs atuam em um considerável número de
atentados terroristas pela glória do Senhor para libertar os
Estados Unidos das garras dos infiéis.
Podemos citar os casos mais famosos:
 Waco,
 O Atentado de Oklahoma,
 Os atentados durante las Olimpiadas da Geórgia,
 Os levantes dos grupos “Republica do Texas”,

...entre otros.

312

SÉCULO XXI

Vaticano é acusado de obstruir investigação sobre vínculos
com o Holocausto
BBC, Terça, 24 de julho de 2001 - 07:24 GMT
Vaticano acusado de NÃO abrir arquivos.

Seis milhões de judeus morreram durante a Segunda Guerra
Mundial.
O Congresso Mundial Judaico anunciou que uma investigação
sobre o papel do Vaticano no Holocausto foi suspensa.

313

O diretor executivo do Congresso, Elan Steinberg, disse à BBC que
o Vaticano se recusou a abrir devidamente seus arquivos ao painel
de historiadores católicos e judaicos.
Os investigadores informaram por escrito sua decisão ao Vaticano,
dizendo que “sem uma resposta positiva ao nosso respeitoso
pedido de material dos arquivos que não foram publicados, não
poderíamos manter nossa credibilidade com as diversas vozes, a
católica, a judaica e outras, que solicitaram uma maior
disponibilidade dos materiais arquivados”.
O Vaticano ainda não respondeu oficialmente à carta.
O painel foi criado em 1999, conjuntamente pelo Vaticano e
grupos judsicos com o fim de analizar o suposto conhecimento do
Papa Pio XII sobre a execução sistemática de judeus durante a
guerra.

"Razões técnicas"
No ano pasado (2000), o painel solicitou ao Vaticano pleno acesso
a seus archivos inéditos da época da guerra após revisar 11
volumes de documentos que haviam sido publicados.
Mas em 21 de junho passado, o Cardeal Walter Kasper,
funcionário de alto nível do Vaticano, lhes anunciou em uma carta
que os arquivos estiveram acessíveis até 1923 e “depois, a partir
desta data, não foi possível por razões técnicas”.
O cardeal, presidente da Comissão do Vaticano de Relações
Religiosas com os Judeus, havia solicitado ao painel que
preparasse um boletim final sobre a participação da Santa Sé
314

durante o Holocausto, levando em conta o material que já tinham
revisado.
O conteúdo da carta foi difundido publicamente pelo Congresso
Mundial Judaico e por um dos coordenadores da Comissão Judaica
Internacional para Consultas Interreligiosas.

315

8 - Indígenas da America
Com Colombo (ex-vendedor
de
escravos
e
“santo
cruzado”)
começa
a
conquista do novo mundo e
a
evangelização
do
continente com a imposição
à força da mitologia cristã.
Poucas horas depois de
desembarcar na primeira
ilha habitada do Caribe,
Colombo
aprisiona
e
submete a seis nativos, aos
quais lhes diz: serão bons
serventes e facilmente serão
feitos cristãos, porque a mim
parece que não pertencem a
nenhuma religião. [SH200]

Monumento a Colombo (Madri),
escultura de Jerónimo Suñol.

Enquanto Colombo descreve os índios como “idólatras e
escravos”, seu amigo Michele de Cuneo, nobre Italiano, se referia
aos nativos como “bestas” porque “comem quando têm fome” e
fazem amor “abertamente quando lhes dá vontade.” [SH204205]
Em todas as ilhas nas quais Colombo desembarcou, cravou uma
cruz; fazendo todas as declarações “requeridas” - o requerimento
- para tomar posss para os reis católicos. E “ninguém colocava
316

objeção”. Se os índios
“requerimento” continuava.

recusassem

sua

aceitação,

o

“Eu os certifico que, se Deus quiser, entraremos à força
em vosso país e os faremos guerra ... e os sujeitaremos
ao jugo e obediência da Igreja ... e lhes faremos todo o
mal que pudermos, como a vassalos que não obedecem e
se recusam a receber a seu Senhor e o resistem e
contradizem”. [SH66]

Da mesma maneira nas palavras de John Winthrop, primeiro
governador da Colônia da Baía de Massachussetts:

“Justifico a obra na Nova Inglaterra… para levar o
Evangelho a estas partes do mundo… e construir uma
fortaleza contra o reino do Anticristo.” [SH235]

Dois terços da população nativa foi morta pela importação da
varíola antes das hostilidades começarem. Este é um grande
sinal “da bela bondade e providência de Deus”, disse o
governador de Massachussetts, aos cristãos. O gobernador
também escreveu em 1634: “no que se refere aos nativos, quase
todos morreram de varíola, e assim o Senhor nos deu o título do
que temos. [SH109, 238]
No Haití e Rep. Dominicana, os Arawks mortos chegaram a
50.000. E poucos anos depois da chegada de Cristóvão
“Desgraça” Colombo, os pacíficos habitantes destas ilhas
paradisíacas tinham sido completamente exterminados. [SH204]
Os poucos sobreviventes foram vítimas de
assassinatos ou caíram na escravisão espanhola.
317

violações,

Os culpados escrevem: “Morreram tantos índios que não podiam
ser contados, em todos os lugares havia índios mortos. O cheiro
era horrível e repugnante”. [SH69]
O chefe índio Hatuey escapou com sua gente, mas foi capturado
e queimado vivo. Enquanto “o atavam à estaca, um frade
Franciscano o exortou a receber Jesus em seu coração, assim
sua alma podia ir para o céu e não a inferno. Hatuey respondeu:
se o céu é para onde vão os cristãos, prefiro ir para o inferno”.
[SH70]
O que ocorreu ao povo de Hatuey é descrito por uma testemunha
ocular assim:

“Os espanhóis encontravam prazer em inventar todo tipo
de crueldades extranhas… construíram uma forca larga,
suficientemente larga para que os dedos dos pés
pudessem tocar o chão para que não se enforcassem
completamente e penduravam treze nativos de cada vez
em honra a Cristo Nosso Salvador e os doze Apóstoles; e
depois envolviam os corpos destroçados em palha, para
depois serem queimados”.

Ou em outra ocasião…

“Os espanhóis cortavam o braço de um, as pernas de
outro; e de outros a cabeça de um golpe só, como
açougueiros cortando a carne e esquartejando para o
mercado. Seiscentos, incluindo o cacique, foram mortos
desta forma como se fossem animais irracionais. ... Vasco
de Balboa ordenou que quarenta deles fossem destroçados
pelos cães.” [SH83]
318

A “população da ilha, que chegava aos oito milhões quando
Colombo chegou em 1492, mas caiu para um terço ou a metade
antes que o ano de 1496 tivesse terminado.”
Eventualmente todos os nativos da ilha foram exterminados,
entãos os espanhóis foram “forçados” a importar escravos de
outras ilhas do Caribe, que em pouco tempo tiveram a mesma
sorte. Desta forma os “milhões de habitantes nativos do Caribe
foram efetivamente exterminados em pouco menos de 25 anos”.
[SH72-73]
“Em menos tempo do que vive um ser humano, uma cultura
inteira de milhões de pessoas, que haviamn habitado suas terras
por milhares de anos, foram exterminados.” [SH75]
“E depois os espanhóis puseram os olhos no continente, ou seja
México e America Central. A matança recém havia começado. A
esquisita cidade de Tenochtitlán [hoje Cidade do México] seria a
próxima.” [SH75]
319

Cortez, Pizarro, De Soto e centenas de outros conquistadores
espanhóis, da mesma forma saquearam as civilizações da
América em nome de Cristo (De Soto também saqueou a
Flórida).
Em 16 de novembro de 1532, o Inca Atahualpa é sequestrado
pelos cristãos. O padre Dominicano Vicente de Valverde ordena
a captura do inca depois de recusar-se a aceitar a Bíblia e a
ordem do Papa de Roma de entregar suas terras aos reis
Católicos.
No mesmo ano os espanhóis lhe prometem a liberdade em troca
de uma sala cheia de ouro. O resgate mais caro da história. Os
espanhóis faltam com a sua palabra e não o libertam, apesar do
pagamento.
Em 26 de Julho de 1533, Atahualpa é forçado a converter-se ao
cristianismo depois de ser condenado à fogueira por “idolatria”
(ter sua própria religião) e outros “crimes” (inventados pela
Igreja). Sua conversão lhe permite a possibilidade de ser
enforcado em vez de queimado.
“Quando o século XVI terminou, 200.000 espanhóis tinham
emigrado para as Américas. E nessa época mais de 60.000.000
(60 milhões) de nativos haviam sido mortos.” [SH95]
Obviamente o mesmo se aplica aos fundadores do que hoje
conhecemos como os Estados Unidos da América.
Embora nenhum dos colonos tivesse sobrevivido ao inverno sem
a ajuda dos nativos, assim que se sentiram fortes, começaram a
expulsar e exterminar os índios. A guerra entre os nativos da
320

América do Norte era quase inofensiva em comparação com os
padrões europeus. Seu propósito era vingar insultos e não
conquistar territórios.
Os padres peregrinos explicavam assim:
“Suas guerras são muito menos sangrentas…”, portanto, não
resultavam em “grande mortandade entre nenhuma das partes”.
Por isso, “eles podiam lutar por sete anos e não chegava a morrer
sete homens.” Mais ainda, os índios geralmente evitavam ferir
as mulheres e as crianças. [SH111]
Na primavera de 1612, alguns colonos ingleses se encontravam
tão à vontade entre os índios (geralmente amigáveis e
generosos) que decidiram partir de Jamestown - “porque
estavam sem fazer nada… fugiram com os indios,” - para viver
entre eles (isto provavelmente lhes solucionava o problema
sexual). “O Governador Thomas Dale mandou cacá-los e
executá-los: ‘Ele ordenou alguns à forca, outros à fogueira,
alguns a ser quebrados na roda e outros a ser empalados ou
fuzilados’.” [SH105]
Obviamente que estas medidas elegantes eram para seus
compatriotas ingleses: “Este é o tratamento para aqueles que
desejaram se comportar como índios”. Para aqueles que não
tinham outra opção que se comportar como índios porque eram
nativos da Virgínia, os métodos eram diferentes: “quando um
índio era acusado por um inglês de roubar uma taça e não a
devolvia, a resposta inglesa era atacar os nativos com dureza,
ou seja, queimando toda a aldeia”. [SH105]
No território que agora é Massachusetts, os padres fundadores
321

cometeram o genocídio conhecido como a “Guerra Pequot”. Os
assassinos foram os Cristãos Puritanos da Nova Inglaterra, eles
próprios sendo refugiados das perseguições em seu próprio país,
a Inglaterra.
Mas quando um colono foi encontrado morto, aparentemente
assassinado por um índio narragansett, os colonos puritanos
clamaram por vingança. Apesar das promessas do chefe índio,
os puritanos atacaram.
Mas por alguma razão os puritanos se esqueceram do que
queriam, porque quando foram saudados pelos índios pequots
(inimigos dos índios narragansett), as tropas puritanas atacaram
os pequots e queimaram suas aldeias.
O comandante puritano John Mason depois de um massacre
relata:
“E assim o terror do Altíssimo caiu sobre seus espíritos, de forma
que eles escapavam de nós somente para cair nas chamas,
quemando-se vivos, assim muitos deles pereceram… Deus
estava sobre eles e ria deles porque eram os inimigos de seu
povo, assim o altíssimo os cozinhou em um forno ardente… Assim
o Senhor julga os infiéis, enchendo os lugares de corpos mortos
de homens, mulheres e crianças”. [SH113-114]
Assim “o Senhor estava satisfeito em destruir nossos inimigos
em todas as partes, e assim nos dá suas terras como herança”.
[SH111].
Mason dava por certo o conhecimento de Deuteronômio por seus

322

leitores, por isso Mason não inclui as palavras seguintes de
Deuteronômio que dizem:
Deuteronômio 20:14-17
Porém, das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em
herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida. Antes
destruí-las-ás totalmente:

O companheiro de Mason, Underhill relembra: “grandiosa e
dolorosa foi a visão sangrenta para os soldados jóvens”, mas
garante a seus leitores que “às vezes as Escrituras declaram que
as mulheres e as crianças devem morrer com seus pais”. [SH114]
Outros
índios
foram
assassinados
em
complôs
de
envenenamentos. Os colonos também treinaram cães para matar
índios e para devorar crianças dos braços de suas mães, nas
palavras de um colono se lê:” os cães farejadores os perseguem
e os mastins os comem.” (Isto foi inspirado no sistema espanhol
da época). E ssim continuou até o extermínio quase total dos
pequots. [SH107-119]
Os poucos índios sobreviventes foram “entregues como escravos”.
John Endicott e seu Pastor escreveram ao Governador para pedirlhe sua parte de escravos assim: queremos especialmente ‘uma
jovem ou uma menina e um menino...’.” [SH115]. As outras tribos
seguiriam o mesmo destino.
Comenta o exterminador Cristão:
“A Vontade de Deus, nos dará razão de dizer: Quão grandiosa é
Sua Bondade! e quão Grandiosa é Sua Beleza. “Desta forma o
Senhor Jesus Cristo os faz se ajoelhar diante dele e os faz comer
pó!” [TA]
323

Como hoje em dia, a mentira era vista como moralmente aceitável
para os cristãos daquele tempo. “Os tratados de paz eram
firmados com todas as intenções de serem violados: quando os
índios se sentirem seguros do tratado, recomenda o Conselho do
Estado da Virgínia, teremos mas vantagens sobre eles para
surprendê-los e destruir-lhes a comida’.” [SH106]
Em 1624, 60 ingleses fortemente armados mataram 800 índios
indefesos, entre os quais se encontravam homens, mulheres e
crianças. [SH107]
Em um só massacre da “Guerra do Rei Felipe” de 1675 a 1676 ao
redor de “600 índios foram destruídos. Com alegria Cotton Mather,
Reverendo Pastor da Segunda Igreja de Boston, mais tarde se
refere à matança como uma festa de ‘carne assada’.” [SH115]
Em resumo: Antes da chegada dos ingleses, os índios Abenaki do
oeste de New Hampshire e Vermont chegavam aos 12.000. Em
menos de meio século só 250 restavam vivos: uma destruição de
98%. Os Pocumtuck eram mais de 18.000, 50 anos mais tarde
restavam somente 920: 95% destruídos. Os Quiripi-Unquachog
contavam uns 30.000, 50 anos mais tarde os números caíram a
1500: 95% destruídos. Os Massachusetts eram pelo menos
40.000, 50 anos mais tarde apenas 6.000 estavan vivos: 81%
destruídos. [SH118]
Estes são somente uns poucos exemplos das tribos que existiam
antes dos colonos cristãos assassinos chegarem ao Novo Mundo.
E tudo isto antes das epidemias de varíola de 1677 a 1678
ocorrerem. E a matança em nome de Deus nem tinha começado!
Tudo isto é somente o princípio da colonização europeia, antes
que a era da expansão colonizadora do continente começasse.
324

Um total ao redor de 150.000.000 (150 milhões) de índios (das
três Américas) foram destruídos no período entre os anos 1500 a
1900, como em média dois terços teriam morrido de varíola e
outras epidemias trazidas pelo povo de Deus (famoso distribuidor
de pragas e maldições bíblicas), isso nos deixa pelo menos uns
50.000.000 (50 milhões) de mortos diretamente pela violência,
maus tratos e escravidão em nome da Bíblia e do Deus crstão.
Em muitos países como Brasil e Guatemala, isto continua ainda
hoje em dia, com missionários destruindo as culturas nativas e
substituindo-as pela mitologia cristã.
Mais Eventos Gloriosos na História dos Estados Unidos:
O Reverendo Solomon Stoddard, um dos líderes religiosos mais
estimados da Nova Inglaterra, em “1703 formalmente propus ao
Governador de Massachusetts que se outorgasse aos colonos uma
ajuda econômica para comprar e treinar matilhas de cães para
“caçar índios como se caçam ursos”. [SH241]
O masacre de Sand Creek, Colorado, 11/29/1864. O Coronel John
Chivington, um ex-ministro Metodista e atual sábio da igreja
(“Anseio para banhar-me em sangue”), arrasou a tiros uma aldeia
de uns 600 Cheyennes, em sua maioria mulheres e crianças,
apesar do chefe índio ter levantado uma bandeira branca: 400 a
500 mortos em nome de Deus.
Uma testemunha ocular relata:
“Havia umas 30 ou 40 índias em um poço para proteger-se,
mandaram uma menina de uns 6 anos com uma bandeira branca
em uma vara, não caminhou três paços antes de ser crivada de
325

balas e morta. Todas as índias no poço foram exterminadas…”
[SH131]
Mais detalhes do terror divino cristão
No ano 1860, “no Hawai, o Reverendo Rufus Anderson, sobre a
matança que nesta época já havi reduzido os nativos das ilhas em
uns 90% ou mais, e ele não via como uma tragédia; o
aniquilamento da população Hawaiana era somente natural, disse
este missionário, de alguma forma equivalente à ‘amputação das
partes enfermas de um corpo’.” [SH244]

326

9 - Vítimas do Século XX

1 - Campos de Concentração Católicos
Muito poucos sabem que os campos de concentração Nazistas
durante a Segunda Guerra Mundial não foram os únicos em
operação durante essa época na Europa.
Entre os anos 1942-1943, na Croácia, existiam numerosos
campos de extermínio, criados e mantidos pelos Ustashas
Católicos sob seu ditador Ante Paveliç, um fervoroso católico e
visitante regular do Vaticano e do Papa. Existiam até campos de
concentração exclusivamente para crianças!
Nestes campos - o mais famoso é o de Jasenovac, administrado
por um Frade Franciscano – cristãos ortodoxos Sérvios (e um
grande número de judeus) foram assassinados.

Milicianos da Ustaše executando prisioneiros próximo à Jasenovac.

327

Assim como os Nazistas, os Católicos Ustasha queimavam suas
vítimas ainda vivas em fornos de tijolos refratários (os Nazistas
se sentiam mais “decentes” porque matavam primeiro).
De qualquer forma, a maioria das vítimas eram simplesmente
apunhaladas, esquartejadas ou crivadas de balas. Se estima que
o número de vítimas esteja entre 300.000 e 600.000 neste
diminuto país. A maioria dos assassinos eram Frades
Franciscanos. As atrocidades eram de tal magnitude que
observadores Nazistas da “Sicherheitsdienst der SS”, se
queixaram a Hitler (a quem nada lhe importou).
O Papa estava de pleno conhecimento destes fatos e não fez nada
para eviatar. [MV]

2 - Terrorismo Católico no Vietnam
Em 1954 los vietnamitas independentistas - os Viet Minh derrotaram o governo colonial francês no norte do Vietnam, que
nesta época eram mantidos por um subsídio econômico
estadunidense de 2 bilhões de dólares.
Embora os ganhadores garantissem libertade religiosa para todos
(a maioria dos vietnamitas não-budistas era de católicos), devido
a uma tremenda campanha anticomunista, muitos católicos foram
o sul. Com a ajuda de “lobbies” católicos em Washington e o
Cardenal Spellman, O porta-vaz do Vaticano para a política
estadunidense, quem mais tarde chamou os soldados
estadunidenses no Vietnam “Soldados de Cristo”.
Se temía que uma eleição democrática (palavra sempre odiada
pelos católicos) pusesse no poder o comunista Viet Minh no sul
também, então foi feito um complô para evitar as eleições e
328

instalar no poder o fanático católico Ngo Dinh Diem no sul do
Vietnam. [MW16ff]
Diem se assegurou de que a ajuda estadunidense de comida,
remédios e asistência geral, fosse dada somente a católicos,
povoados e indivíduos budistas eram ignorados ou tinham que
pagar pela comida e ajuda que era dada de graça aos católicos. A
única seita religiosa que era mantida eram os católicos romanos.
Esse é o amor cristão que o Papa representa: tudo para os
católicos, nada para o resto do mundo, a não ser que vire católico,
claro.
Os Macartistas vietnamitas resultaram mais maléficos que seus
pares Estadunidenses. Já em 1956, o católico Diem promulgou
uma ordem executiva que dizia: “Indivíduos considerados
perigosos para a defesa nacional ou a segurança pública podem
ser presos por ordem executiva a um campo de concentração.
“Supuestamente para combater o comunismo, milhares de
budistas que protestavam e monges foram presos em “campos de
detenção”.

329

Em protesto dezenas de mestres budistas - homens e mulheres e monges se encharcavam de gasolina e se queimavam vivos.
(Note que os budistas queimavam a si mesmo, enquanto que os
cristãos tendem a queimar os outros ... em nome de Deus, claro.)
Enquanto isso, alguns dos campos que tinham sido cheios
também protestantes e católicos que se queixavam da situação,
se trasformaram em campos de extermínio.
Se estima que durante este periodo de terror católico (1955-1960)
pelo menos 24.000 foram feridos - a maioria em distúrbios
públicos - 80.000 pessoas foram executadas, 275.000 detidas ou
torturadas e ao redor de 500.000 mandadas a campos de
extermínio. [MW76-89].
Para manter este tipo de governo, milhares soldados americanos
perderam suas vidas durante a década seguinte.

3 - Típico Caso da Demência Cristã
Em primeIro de JulHo de 1976, Anneliese Michel, uma estudante
de 23 anos, da Alemanha, morreu: se matou de fome.
Por meses havia sido perseguida por visões demoníacas e
aparições; e por meses dois sacerdotes católicos - com a
aprovação do bispo de Würzburg - atormentaram a infeliz mulher
com seus rituais teatrais de exorcismo. Depois de sua morte no
hospital Klingenberg - seu corpo desfigurado com chagas - seus
pais, os dois católicos fanáticos, foram sentenciados por não
chamar ajuda médica.

330

Os sacerdotes não foram punidos, ao contrário, sua tumba é hoje
um lugar de peregrinação para crentes católicos (durante o século
XVII, Würzburg foi famosa por suas queimas de bruxas).
Este caso é somente um entre milhões que demonstram os efeitos
desta maldita superstição. [SP80]

4 - Massacres em Ruanda
Em 1994, no pequeno país Africano de Ruanda, várias centenas
de milhares de pessoas foram assassinadas em uns poucos
meses. Aparentemente um conflito entre os grupos étnicos dos
Hutu e os Tutsi.
Por algum tempo se escutavam apenas rumores de que
sacerdotes católicos estavam ativamente envolvidos nos
massacres de Ruanda. Raras publicações negando culpa foram
publicadas em diários católicos, antes de ninguém tê-los acusado
de nada.
Então em 10 de Outubro de 1996, em um noticiário da Aktuell,
Alemanha - uma estação não-crítica do cristianismo disse:

“Monjas e sacerdotes anglicanos e católicos são suspeitos
de participação ativa nos assassinatos”.

Dias depois todos os principais diários do mundo explicavam a
macabra história com mais detalhes. A história continua assim:
A conduta de especialmente um sacerdote católico havia chamado
a atenção do público de Ruanda, na capital Kigali, por meses. Ele
era ministro da Igreja da Sagrada Família e se dizia que havia
assassinado muitos Tutsis da forma mais brutal. Se relata que ele
havia acompanhado as milícias Hutu com um revólver em seu
331

cinto. E de fato, havia acontecido um sangrento massacre de
Tutsis que tinham buscado refúgio em sua paróquia. Até dois anos
depois dos massacres, muitos católicos se negavam a pisar na
igreja porque para eles era inquestionável a participação dos
sacerdotes nos assassinatos.
Agora já se sabe que não houve igreja que não tenha visto
refugiados - mulheres, crianças e velhos - ser assassinados
selvagemente olhando para o crucifixo. De acordo com
testemunhos
oculares,
os
sacerdotes
denunciavam
os
esconderijos dos Tutsis e os entregavam aos machetes das
milícias Hutu.
Em conexão com estes eventos, o nome de duas monjas
Beneditinas é mencionado algumas vezes. As duas fugiram para
a Bélgica para escapar do julgamento. De acordo com alguns
sobreviventes, uma delas chamou os assassinos Hutu e os levou
a um grupo de vários milhares de pessoas que lhe haviam pedido
proteção em seu monastério.
As vítimas foram levadas à força à entrada da igreja e foram
assassinadas em frente a monja na porta da igreja. A outra se
sabe que cooperou diretamente com os exterminadores das
milícias Hutu. Em seu caso, os testemunhos relatam que a viram
presenciar o massacre de pessoas a sangue frio sem comover-se.
Ela é acusada de até comprar o combustível usado pelos
genocidas para queimar suas vítimas vivas…” [S2]
Há pouco a BBC noticiou:
Sacerdotes recebem pena de morte por genocídio em Ruanda.
BBC NEWS Abril 19, 1998
332

Um tribunal em Ruanda, sentenciou dois sacerdotes
católicos à morte por suas ações no genocídio de 1994, no
qual mas de um milhão de Tutsis e Hutus moderados foram
exterminados. O Papa João Paulo II disse que os
sacerdotes tinham que asumir a responsabilidade por suas
ações. Diferentes grupos da Igreja Católica de
Ruanda foram condenados por suas ações durante o
genocídio de 1994...

Duas monjas são condenadas por genocídio:
BBC, Sexta, 08 de junho de 2001 - 21:31 GMT
http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/news/newsid_1379000/1379001.stm

As duas monjas entregaram os refugiados a seus assassinos.

333

O genocídio de Ruanda
http://www.dw.de/o-genoc%C3%ADdio-de-ruanda/g-17548915

O genocídio de Ruanda, 20 anos atrás, chocou o mundo. Na época,
a comunidade internacional assistiu de braços cruzados –
sobretudo França e a ONU – ao assassinato de cerca de 800 mil
pessoas.
Como podem ver por estes eventos, para a cristandade o
obscurantismo nunca terminou.

334

10 - Referencias
Última atualização Jan 14, 2000 by kelsos.











[DA] K.Deschner, Abermals krähte der Hahn, Stuttgart 1962.
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Enlightenment, Oxford 1992.
[KM] Schröder-Kappus, E., Wagner, W., Michael Sattler. Ein Märtyrer in
Rottenburg, Tübingen, TVT Media 1992.
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[MM] M.Margolis, A.Marx, A History of the Jewish People.
[MV] A.Manhattan, The Vatican’s Holocaust, Springfield 1986. See also
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[NC] J.T.Noonan, Contraception: A History of its Treatment by the Catholic
Theologians and Canonists, Cambridge/Mass., 1992.
[S2] Newscast of S2 Aktuell, Germany, 10/10/96, 12:00.
[S3] Cronologia de la persecucion de los antiguos paganos resumida del libro
de Vlasis Rassias “DEMOLEDLOS..”, Ediciones Diipetes, ISBN 960-85311-3-6,
(excepto los textos de Hypatia, Letancio y Optato).
[S4] http://www.geocities.com/Athens/5195/bible.html

11 - Bibliografia
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Addenda. Vol.1: Jews and Christians During and after the Holocaust. Vol. 2: The
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 Eckardt, A. Roy, “Anti-Semitism is the Heart.” Theology Today 41 (No. 3, October
1984): 301-308.

335

 Eckardt, Alice L. and Eckardt, A. Roy, Long Night’s Journey into Day: Revised
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 Flannery, Edward H., The Anguish of the Jews: Twenty-Three Centuries of
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 Grosser, Paul. E and Halperin, Edwin G., Anti-Semitism: The Causes and Effects
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George J. McLeod Ltd.

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 Hay, Malcolm., The Roots of Christian Anti-Semitism. New York: Freedom Library
Press, 1981.

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 Klein, Charlotte., Anti-Judaism and Christian Theology. Philadelphia: Fortress,
1978.

 Littell, Franklin.The Crucifixion of the Jews. New York: Harper & Row, 1975.
 Littell, Franklin and Hubert Locke eds.The German Church Struggle and the
Holocaust. Detroit: Wayne State University Press, 1974.

 Maier Charles S.,The Unmasterable Past: History, Holocaust and German National
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 Marquardt, F.W., and Friedlander, Albert., Das Schweigen der Christen und die
Menschlichkeit Gottes. Munich: Chr. Kaiser Verlag, 1983. (The Silence of
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 McGarry, Michael B. Christology After Auschwitz. New York: 1977.
 Münz, Christoph, Der Welt ein Gedächtnis geben. Geschichtstheologisches
Denken im Judentum nach Auschwitz. Gütersloh: Christian Kaiser/Güterloher
Verlagshaus, 1996.

 Nicholls, William., Christian Antisemitism: A History of Hate. Northvale/New
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 Parkes, James. The Conflict of the Church and the Synagogue: A Study in the
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336

 Roth, John K. and Berenbaum, Michael., Holocaust: Religious and Philosophical
Implications. New York: 1989.

 Ruether, Rosemary R., Faith and Fraticide: The Theological Root of AntiSemitism. New York: Seabury Press, 1974.

 Sandmel, Samuel., Anti-Semitism in the New Testament? Philadelphia: Fortress
Press, 1978.

 Setzer, Claudia J., Jewish Responses to Early Christians: History and Polemics.
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 Shachar, Isaiah. The ‘Judensau’: A Medieval Anti-Jewish Motif and its History.
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 Smiga, George M., Pain and Polemic: Anti-Judaism in the Gospels. New York:
1992.

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 Tanenbaum, Roy. Prisoner 88: The Man in Stripes. Calgary, AB: University of
Calgary Press, 1998.

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Minneapolis, MN: Fortress Press, 1996.

12 - Referências da Seção Bruxas
 A Seção Bruxas foi recopilada por Marc Carlson, os documentos originais estão
disponíveis em:

 http://www.personal.utulsa.edu/~marc-carlson/carl4.html

13 - Fonte principal

Cronologia resumida do livro de Vlasis Rassias "DEMOLEDLOS..", publicado em Atenas
1994, Edições Diipetes, ISBN 960-85311-3-6 (em grego).
1.
2.
3.
4.
5.

Versão resumida, em inglês, espanhol e alemão:
http://www.rassias.gr/9011.html
Versão longa em grego:
http://www.rassias.gr/9010.html
(Todas as datas "Era Comum", CE)

O texto principal foi traduzido, editado e ampliado com links externos, textos e imagens
disponíveis online, por JL.

337

7 - Pessoas executadas por heresia >>>
Esta lista está sujeita a alterações e pode não estar atualizada.

Essa lista contém apenas as pessoas condenadas ao último
suplício (a morte) por "heresia", que na realidade é o exercício da
liberdade de religião e de expressão, duas coisas que o
cristianismo combate desde o seu nascimento, para poder pregar
suas lendas infantis como se fosse algo verdadeiro ou útil para
338

alguém. Não estão aqui as pessoas condenadas à prisão
temporária ou perpétua, os condenados às galés, à mutilação,
apenas ao confisco de bens e a penas de vários tipos de
penitência, que chegam aos milhões.
1 - Pessoas executadas pela Igreja Católica

Esta lista é meramente indicativa, já que se considera de uma
maneira geral, a Igreja Católica como uma entidade, sem
distinguir entre os vários níveis e a trama em cada caso com os
representantes do poder político, no entanto, devemos sempre ter
em mente que a determinação do crime de heresia é de
responsabilidade exclusiva da Igreja Católica e agindo
através de seus próprios tribunais. É um julgamento baseado
exclusivamente na intolerância religiosa absoluta da Igreja
Católica.

339

1. Ramirdo di Cambrai, reformador († queimado, Cambrai,
março de 1077)
2. Pedro de Bruys, reformador, fundador do movimento
Petrobrusiano (†queimado, Saint-Gilles (Gard), 1131)
3. Arnaldo da Brescia, reformador († enforcado e queimado,
Roma, 18 de junho 1155)
4. Geraldo
Segarelli,
fundador
do
movimento
“Irmãos
Apostólicos” (†queimado vivo, Parma, 18 de julho de 1300)
5. Maifreda da Pirovano (†queimada viva, Milão, setembro de
1300)
6. Andrea Saramita, teólogo defensor da seita feminista dos
“Guglielmistas milaneses” (†queimado vivo, Milão, setembro de
1300)
7. Zaccaria de Santa Ágata, apostólico (†queimado vivo, Bolonha,
16 de dezembro de 1303)
8. Frei Dolcino ou Davide Tornielli, apostólico, sucessor de Geraldo
Segarelli e fundaddor do Movimento Dolciniano, seita religiosa da
Baixa Idade Média que se originou dos Irmãos Apostólicos.
(†queimado vivo, Vercelli, 1º de junho de 1307)
9. Margherita Boninsegna de Trento, apostólica, (†queimada
viva, Vercelli, 1º de junho 1307)
10. Longino de Bérgamo, frade, apostólico, (†queimado vivo,
Vercelli, 1º de junho de 1307)
11. Bartolomea de Savigno, apostólica, (†queimada viva, Bologna,
21 novembre 1307)
12. Margherita Porete, escritora e teóloga beguine († queimada
viva, Paris, 1º de junho de 1310).
13. Botulf Botulfsson, foi um agricultor sueco. Acusado de heresia,
foi queimado na fogueira. O seu é o único caso registrado de uma
execução por heresia na Suécia. Sacramentário, (†queimado
vivo, Uppsala, 8 de abril de 1311).
14. Jacques de Molay, ultimo grão-mestre dos cavaleiros
templários (†queimado vivo, Paris, 18 de março de 1314)
15. Geoffrey de Charnay, cavaleiro templário (†queimado vivo,
Paris, 18 março de 1314)

340

16. Guilhem Santon, franciscano espiritual, (†queimado vivo,
Marselha, 7 de maio de 1318)
17. Déodat Miquel, franciscano espiritual, (†queimado vivo,
Marselha, 7 de maio de 1318)
18. Johan Barrau, franciscano espiritual, (†queimado vivo,
Marselha, 7 de maio de 1318)
19. Pons Rocha, franciscano espiritual, (†queimado vivo, Marsiglia,
7 de maio 1318)
20. Johan Barra, (†queimado vivo, Capestang, 18 de outubro de
1319)
21. Peire Canonici, (†queimado vivo, Capestang, 18 de outubro de
1319)
22. Bernard Leon, (†queimado vivo, Capestang, 25 de maio de
1320)
23. Bernard Martin, (†queimado vivo, Capestang, 25 de maio de
1320)
24. Bernard Surio, (†queimado vivo, Capestang, 25 de maio de
1320)
25. Jacme de Rieux, frade menor, (†queimado vivo, Capestang, 25
maio de 1320)
26. Johan Durban, (†queimado vivo, Capestang, 25 de maio de
1320)
27. Johan Martin, (†queimado vivo, Capestang, 25 de maio de
1320)
28. Guilhem Belibasta ou Bélibaste, pregador cátaro (†queimado
vivo, Villerouge-Termenès, 1321)
29. Amegiardis, quinze anos, beguine, Béziers, (†queimada viva,
Béziers, 11 de janeiro de 1321)
30. Bernard ? (†queimado vivo, Béziers, 11 de janeiro de 1321)
31. Bernard Sers (†queimado vivo, Béziers, 11 de janeiro de 1321)
32. Ciracus ? (†queimado vivo, Béziers, 11 de janeiro de 1321)
33. Johan Olier (†queimado vivo, Béziers, 11 de janeiro de 1321)
34. Peire ? (†queimado vivo, Béziers, 11 de janeiro de 1321)
35. Peire Brun, padre (†queimado vivo, Béziers, 11 de janeiro de
1321)

341

36. Guilhem Bom, (†queimado vivo, Pézenas, 21 de setembro de
1321)
37. Johan de Mezea, (†queimado vivo, Pézenas, 21 de setembro de
1321)
38. Peire Abanii, (†queimado vivo, Pézenas, 21 de setembro de
1321)
39. Raimon Fornier, (†queimado vivo, Pézenas, 21 de setembro de
1321)
40. Astruga di Lodève, beguine, (†queimada viva, Lunel, 18 de
outubro de 1321)
41. Anuericus ?, (†queimado vivo, Lunel, 18 de outubro de 1321)
42. Basseta ?, (†queimada viva, Lunel, 18 de outubro de 1321)
43. Berenguier ?, (†queimado vivo, Lunel, 18 de outubro de 1321)
44. Biatris ?, (†queimada viva, Lunel, 18 de outubro de 1321)
45. Ermessendis ?, (†queimada viva, Lunel, 18 de outubro de 1321)
46. Esclarmonda Durban, (†queimada viva, Lunel, 18 de outubro de
1321)
47. Guilhem Fabre, padre, (†queimado vivo, Lunel, 18 de outubro
de 1321)
48. Guiraut de Saint Martin, (†queimado vivo, Lunel, 18 de outubro
de 1321)
49. Nicholau ?, (†queimado vivo, Lunel, 18 de outubro de 1321)
50. Peire ?, (†queimado vivo, Lunel, 18 de outubro de 1321)
51. Peire Alfandi, (†queimado vivo, Lunel, 18 de outubro de 1321)
52. Rotgier ?, (†queimado vivo, Lunel, 18 de outubro de 1321)
53. Aymeric ?, (†queimado vivo, Carcassonne, 17 de janeiro de
1322)
54. Bernard Espruassora, (†queimado vivo, Carcassonne, 17 de
janeiro de 1322)
55. Huc de Onlavis, (†queimado vivo, Carcassonne, 17 de janeiro
de 1322)
56. Johan de Echis, (†queimado vivo, Carcassonne, 17 de janeiro
de 1322)
57. Peire Arrufat, (†queimado vivo, Carcassonne, 17 de janeiro de
1322)

342

58. Arnaut Pons, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de fevereiro de
1322)
59. Bermonda ?, (†queimada viva, Narbonne, 28 de fevereiro de
1322)
60. Bernard de Argistris, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de
fevereiro de 1322)
61. Bernard de Perinhac, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de
fevereiro de 1322)
62. Bernard Raimon de Monesio, (†queimado vivo, Narbonne, 28
de fevereiro de 1322)
63. Bernardin Anuli, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de fevereiro
de 1322)
64. Bonhome de Gasconia, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de
fevereiro de 1322)
65. Castilio de Gironda, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de
fevereiro de 1322)
66. Deruna Catalana, (†queimada viva, Narbonne, 28 de fevereiro
de 1322)
67. Fornier de Fefensaco, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de
fevereiro de 1322)
68. Guilhem de Urgel, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de fevereiro
de 1322)
69. Guilhem Separd, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de fevereiro
de 1322)
70. Jacme de la Cros, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de fevereiro
de 1322)
71. Peire Almardi, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de fevereiro de
1322)
72. Peire de Elne, (†queimado vivo, Narbonne, 28 de fevereiro de
1322)
73. Raimunda de Caranta, (†queimada viva, Narbonne, 28 de
fevereiro de 1322)
74. Rotbert de Narbonna, (†queimada viva, Narbonne, 28 de
fevereiro de 1322)
75. Sicarda de Corberia, (†queimada viva, Narbonne, 28 de
fevereiro de 1322)

343

76. Bernard de Bosco, (†queimado vivo, Carcassonne, 24 de abril
de 1323)
77. Johan Conilli, (†queimado vivo, Carcassonne, 24 de abril de
1323)
78. Peire de Johan, (†queimado vivo, Carcassonne, 24 de abril de
1323)
79. Raimon Maistre, frade menor, (†queimado vivo, Carcassonne,
24 de abril de 1323)
80. Bernard Peyrotas, padre, (†queimado vivo, Lodève, 10 de
agosto de 1323)
81. Estève Seret, frade menor, (†queimado vivo, 10 de agosto de
1323)
82. Frances Bastier, (†queimado vivo, 10 de agosto de 1323)
83. Bernard Maury, também chamado Maurício de Narbona, padre
espiritual, (†queimado vivo, Avignone, 19 de novembro de
1326)
84. Aliorus de Sesena (†queimado vivo, Carcassonne, 1º de março
de 1327)
85. Guilhem Domergue Veyrier, merceeiro, (†queimado vivo,
Carcassonne, 1º de março de 1327)
86. Berengaria Domergue Veyrier, esposa de Guilhem (85),
(†queimada viva, Carcassonne, 1º de março de 1327)
87. Guilhem Serallier, ferreiro, (†queimado vivo, Carcassonne, 1º
de março de 1327)
88. Raimon de la Cros, (†queimado vivo, Carcassonne, 1º de março
de 1327)
89. Peire de Cursaca, (†queimado vivo, Carcassonne, 1º de março
de 1327)
90. Boemondo di San Severo, (†açoitado até a morte, 15 de abril
de 1327)
91. Cecco d'Ascoli, nascido Francesco Stabili, médico, astrólogo e
alquimista (†queimado vivo, Florença, 16 de setembro de 1327)
92. Raimunda Arrufat, viúva de Peire Arrufat (57), (†queimada
viva, Carcassonne, 10 de setembro de 1329)
93. Francesco da Pistoia, fraticelli (†queimado vivo, Veneza, 3 de
junho de 1337)

344

94. Lorenzo Gherardi, fraticelli († 1337)
95. Bartolomeo Greco, fraticelli († 1337)
96. Bartolomeo da Bucciano, fraticelli († 1337)
97. Antonio Bevilacqua, fraticelli († 1337)
98. Giovanni da Castiglione, sacerdote, fraticelli (†queimado vivo,
Avignone, 3 de junho de 1354)
99. Francesco da Arquata, fraticelli (†queimado vivo, Avignone, 3
de junho de 1354)
100.
Michele Berti da Calci, nascido Giovanni Berti, fraticelli
(†queimado vivo, Florença, 30 de abril de 1389)
101.
William Sawtrey, padre, primeiro dos mártires Lolardos
(†queimado vivo, Smithfield, março de 1401)
102.
Giovanni Sensi ou João da Sardenha), pregador
Valdense (†queimado vivo, Caprie (Vale de Susa), 30 março de
1403)
103.
James Resby, Lolardo (†queimado vivo, Perth, Escócia,
1407), primeiro condenado por heresia na Escócia.
104.
John Badby, alfaiate, Lolardo (†cozido vivo, Smithfield,
15 de março de 1410)
105.
Jan Hus, reformador (†queimado vivo, Constança, 6 de
julho de 1415)
106.
Girolamo da Praga, teologo reformador, Lolardo
(†queimado vivo, Costança, 30 de maio de 1416)
107.
Joana D´Arc, heresia, idolatria, apostásia e bruxaria
(†queimada viva, Rouen, 30 de maio de 1431)
108.
Thomas Bagley, padre, Lolardo, (†queimado vivo,
Smithfield, março de 1431)
109.
Pavel Kravař, hussita (†queimado vivo, Saint Andrews,
Escócia, 23 de julho de 1433)
110.
Giorgio da Monferrato, estudante, herege (†queimado
vivo, Bolonha, 25 junho de 1481)
111.
Caterina
Bianchetta,
herege,
bruxa
e
apóstata
(†queimada, Rifreddo, Cuneo, 10 de dezembro de 1495)
112.
Caterina
Bonivarda,
herege,
bruxa
e
apóstata
(†queimada, Rifreddo, 10 de dezembro de 1495)

345

113.
Caterina Borrella, herege, bruxa e apóstata (†queimada,
Rifreddo, 10 de dezembro de 1495)
114.
Giovanneta Cometta, herege, bruxa e apóstata
(†queimada, Rifreddo, 10 de dezembro de 1495)
115.
Giovannina Giordana, herege, bruxa e apóstata
(†queimada, Rifreddo, 10 de dezembro de 1495)
116.
Margherita Giordana, herege, bruxa e apóstata
(†queimada, Rifreddo, 10 de dezembro de 1495)
117.
Giovanna
Motossa,
herege,
bruxa
e
apóstata
(†queimada, Rifreddo, 10 de dezembro de 1495)
118.
Giovanna della Santa, herege, bruxa e apóstata
(†queimada, Rifreddo, 10 de dezembro de 1495)
119.
Romea dei Sobrani, herege, bruxa e apóstata
(†queimada, Rifreddo, 10 de dezembro de 1495)
120.
Girolamo Savonarola, reformador (†enforcado e
queimado, Piazza della Signoria, Florença, 23 de maio de 1498)
121.
Domenico Buonvicini da Pescia, frade dominicano
(†enforcado e queimado, Piazza della Signoria, Florença, 23 de
maio 1498)
122.
Silvestro Maruffi de Florença, frade dominicano
(†enforcado e queimado, Piazza della Signoria, Florença, 23 de
maio de 1498)
123.
Joshua Weißöck († 1498)
124.
Antoni Carni de Messina, judaizante (†queimado vivo,
autodafé, Palermo, 6 de junho de 1511)
125.
Ghabriel de Polize, judaizante (†queimado vivo,
Palermo, , 6 de junho de 1511)
126.
Giovanni Crispo, judaizante (†queimado vivo, Palermo, ,
6 de junho de 1511)
127.
Giovanni de Toledo de Messina, judaizante (†queimado
vivo, Palermo, , 6 de junho de 1511)
128.
Jacopo Rizo, judaizante (†queimado vivo, Palermo, , 6
de junho de 1511)
129.
Laura Palumba, judaizante (†queimada viva, Palermo, ,
6 de junho de 1511)

346

130.
Ana de Quintana, judaizante (†queimada viva, Palermo,
, 6 de junho de 1511)
131.
Beatriz de Quintal, judaizante (†queimada viva,
Palermo, , 6 de junho de 1511)
132.
Gabriel
Zapater, médico de Bivona,
judaizante
(†queimado vivo, Palermo, 6 de junho de 1511)
133.
Cola Stagnataro, judaizante (†queimado vivo, Palermo,
6 de junho de 1511)
134.
Antonino de Marino, judaizante (†queimado vivo,
autodafé, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
135.
Antonio Corbiseri, de Carini, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
136.
Bernardino Babula, de Messina, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
137.
Cola Angelo La Muta, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
138.
Gabriel Garzìa, judaizante (†queimado vivo, Palermo Praça Marina, 11 de julho de 1512)
139.
Ghabriel Compagno, de Milazzo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
140.
Jacobo Estayte, ou Jacopo Staiti de Messina, judaizante
(†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
141.
Joan de Aragon, judaizante (†queimado vivo, Palermo Praça Marina, 11 de julho de 1512)
142.
Joan de Leofante, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
143.
Joanne Lo Porto, judaizante (†queimado vivo, Palermo Praça Marina, 11 de julho de 1512)
144.
Joannis Antoni Tudisco, de Marsala, judaizante
(†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
145.
Luis Yelpo, judaizante (†queimado vivo, Palermo - Praça
Marina, 11 de julho de 1512)
146.
Manfrè La Muta, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
147.
Margaritella di Balsamo, de Messina, judaizante
(†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)

347

148.
Paulo Santafè de Cammarata, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marinaa, 11 de julho de 1512)
149.
Porcio Monterusso, de Palermo, judaizantee (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
150.
Simon de Leofante, de Palermo, judaizantee (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
151.
Soprana de Paternò ou Patorno, de Palermo, judaizante
(†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 11 de julho de 1512)
152.
Bartolomeo di Balsamo, de Palermo, judaizante
(†queimado vivo, autodafé, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
153.
Leonora de Balsamo, de Palermo, esposa de Bartolomeo
di Balsamo (152), judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça
Marina, 29 de setembro de 1513)
154.
Antonella de Iona, de Palermo, judaizante (†queimada
viva, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
155.
Lisa La Muta, de Palermo, esposa de Manfrè La Muta
(146), judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29
de setembro de 1513)
156.
Guglielmo de Balsamo ou de Bausano, de Palermo,
judaizante (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
157.
Joan Antonio Balvo, de Marsala, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro 1513)
158.
Jacopo Balvo, de Marsala, filho de Joan Antonio Balvo,
judaizante (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
159.
Perna Balvo, de Marsala, filha de Joan Antonio Balvo,
judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
160.
Giovanni d'Attuni ou de Attini, de Marsala, judaizante
(†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
161.
Marco di Termini, de Polizzi, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)

348

162.
Alfonso Sellaro, de Marsala, judaizante (†queimado vivo,
Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
163.
Andrea Carubba, de Sammarco, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
164.
Angiulo de Balsamo, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
165.
Antonia de Balsamo, de Palermo, mãe de Nicolò Balsamo,
judaizante (†queimada vivao, Palermo- Palermo - Praça Marina,
29 de setembro de 1513)
166.
Cola de Balsamo, de Palermo, filho de Antonia de Balsamo
(165), judaizante (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29
de setembro de 1513)
167.
Margarita de Balsamo, de Palermo, esposa de Cola de
Balsamo (166) e nora de Antonia de Balsamo (165), judaizante
(†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
168.
Antonia Romano, de Mazara, viúva, judaizante
(†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
169.
Beatrice Calabrese, de Marsala, esposa de Marinaio,
judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
170.
Bernardino Imbarbara, ou Barbera, de Marsala, judaizante
(†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
171.
Clara de Polizzi, de Palermo, mãe de Angela Marinara,
judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
172.
Francesca de Balsamo, de Palermo, judaizante
(†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
173.
Francesco Balvo, de Marsala, judaizante (†queimada
viva, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
174.
Gerardo de Macrì, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)

349

175.
Lucrezia de Macrì di Palermo, esposa de Gerardo (174),
judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
176.
Giacoma Barbara, de Marsala, neófita judaizante
(†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
177.
Giacomo Barbera de Marsala, judaizante judaizante
(†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
178.
Lucrezia Barbera de Marsala, esposa de Giacomo (177),
judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
179.
Gianbattista Ferrario de Termini, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
180.
Guglielmo Geremia, de Naro, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
181.
Isabella de Andrea, de Naro, judaizante (†queimada
viva, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
182.
Joan de Leofante, ou Giovanni Elefante, de Sciacca,
judaizante (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
183.
Giovanni Santiglia, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
184.
Joannis de Vezini ou Giovanni Vicini, de Trapani,
judaizante (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de
setembro de 1513)
185.
Lucia Cimatore, de Palermo, judaizante (†queimada
viva, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
186.
Nicolao Bonfiglio, de Castronovo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
187.
Paolo Spataro de Sammarco, professor, judaizante
(†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
188.
Perna de Attuni, de Marsala, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)

350

189.
Petro de Bononia, ou Pedro de Bolonha, de Palermo,
ferreiro, judaizante (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina,
29 de setembro de 1513)
190.
Rosa Sartorii, de Messina, esposa do falecido mestro Nardi
Sartorii, neófita judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça
Marina, 29 de setembro de 1513)
191.
Simone Marinaro, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
192.
Vincenzo Maymuni ou Maimone, de Sciacca, judaizante
(†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de
1513)
193.
Violante Gallardo ou Gagliardo, de Marsala, esposa de
Alonco Gallardo, judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça
Marina, 29 de setembro de 1513)
194.
Isabella La Matina, de Girgenti, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 29 de setembro de 1513)
195.
Bernardo di Milazzo, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, autodafé, Palermo - Praça Marina, 10 de agosto de 1515)
196.
Giacomo Siracusa ou Jacobo Siracusa, de Giuliana,
judaizante (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina, 10 de
agosto de 1515)
197.
Granusa La Serna, de Marsala, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 10 de agosto de 1515)
198.
Paulo de Antilla, de Palermo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 10 de agosto de 1515)
199.
Perna Messina, de Caccamo, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 10 de agosto de 1515)
200.
Desiata Siracusa, de Giuliana, esposa de Bartolomeo
Siracusa, judaizante (†queimada viva, Palermo - Praça Marina,
10 de agosto de 1515)
201.
Francesco La Sala, de Trapani, judaizante (†queimado
vivo, Palermo - Praça Marina, 10 de agosto de 1515)
202.
Maddalena Ravizina, herética e apóstata (†queimada
viva, de Venegono Superiore, Varese, 8 de junho de 1520)
203.
Giovannina di Bernardo Vanoni, herética e apóstata
(†queimada viva, Venegono Superiore, 8 de junho de 1520)

351

204.
Mainetta, chamada "codera", herética e apostata
(†queimada viva, Venegono Superiore, 8 de junho de 1520)
205.
Elisabetta Oleari, herética e apostata (†queimada viva,
Venegono Superiore, 8 de junho de 1520)
206.
Caterina Fornasari, herética e apostata (†queimada viva,
Venegono Superiore, 8 de junho de 1520)
207.
Tognina del Cilla, herética e apostata (†queimada viva,
Venegono Superiore, 8 de junho de 1520)
208.
Margherita Fornasari, herética e apostata, morreu nas
prisões da Inquisição, († exumada e queimada, Venegono
Superiore, 8 de junho de 1520)
209.
Hendrik Voes, padre flamengo, luterano, (†queimado
vivo, Grand Place, Bruxelas, 1º de julho de 1523). Juntamente
com Jan van Essen, são considerados os primeiros mártires
protestantes.
210.
Jan van Essen, agostiniano, luterano (†queimado vivo,
Grand Place, Bruxelas, 1º de julho de 1523)
211.
Jean Vallière, agostiniano, antitrinitario, primeira vítima
protestante francesa (†queimado vivo, Mercado das Pulgas,
Paris, 8 de agosto de 1523)
212.
Jan de Bakker, ou Johannes Pistorius ou Jan Jansz van
Woerden, sacerdote, foi o primeiro mártir protestante da Holanda
do norte (†queimado vivo, Haia, 15 de setembro de 1525)
213.
Michael Sattler, anabatista, redator dos Sete Artigos de
Schleitheim (†queimado vivo, Rottenburg am Neckar, 21 de
maio de 1527)
214.
Margaretha Sattler, anabatista, esposa de Michael (213)
(†afogado no rio Neckar, Rottenburg am Neckar, 22 de maio
de 1527)
215.
Leonhard Kaiser, ou Kayser ou Keyser, luterano,
(†queimado vivo, Schärding, 16 agosto 1527)
216.
Wendelmoet Claesdochter, Sacramental (que desafia a
eficácia dos sacramentos católicos) (†queimada viva, Haia, 20
novembre 1527), primeira mulher holandesa a ser queimada
como herege.

352

217.
Patrick Hamilton,
sacerdote
escocês,
pregador
protestante (†queimado vivo, St Andrews, Escócia, 29 de
fevereiro de 1528)
218.
Balthasar Hubmaier, anabatista, teólogo (†queimado
vivo, Viena, 10 de março de 1528)
219.
Elsbeth Hügeline, anabatista, esposa de Balthasar
Hubmaier, († afogada no Danúbio, Viena, 13 de março de
1528)
220.
Leonhard Alexberger, anabatista, († decapitato e
queimado, Steyr, Áustria, 30 de março de 1528)
221.
Hans Schützenacker, anabatista, († decapitato e
queimado, Steyr, Áustria, 30 de março de 1528)
222.
Sigmund Pentler, anabatista, († decapitato e queimado,
Steyr, Áustria, 30 de março de 1528)
223.
Mattheus Pürchinger, anabatista, († decapitato e
queimado, Steyr, Áustria, 30 de março de 1528)
224.
Hans Muhr, anabatista, († decapitato e queimado,
Steyr, Áustria, 30 de março de 1528)
225.
Hans Penzenauer, anabatista, († decapitato e
queimado, Steyr, Áustria, 30 de março de 1528)
226.
Georg Blaurock, apelido Jörg Cajacob, anabatista
(†queimado vivo, Klausen, 6 de setembro de 1529)
227.
Hans Langegger, anabatista (†queimado vivo, Klausen,
6 de setembro de 1529)
228.
Giovanni Milanese, († 1530)
229.
Lamprecht Gruber, de Funes, anabatista huterita (†
decapitado, Vipiteno, 1532)
230.
Hans Beckh, anabatista huterita († decapitado, Vipiteno,
1532)
231.
Peter Hunger, anabatista huterita († decapitado,
Vipiteno, 1532)
232.
Lorenz Schuster, anabatista huterita († decapitado,
Vipiteno, 1532)
233.
Peter Planer, anabatista huterita († decapitado, Vipiteno,
1532)

353

234.
Hans Thaler, anabatista huterita († decapitado, Vipiteno,
1532)
235.
Hans Beck, anabatista (†queimado vivo, Castello de
Gufidaun, outubro de 1533)
236.
Walser Schneider, anabatista (†queimado vivo, Castello
de Gufidaun, outubro de 1533)
237.
Christian Alseider, anabatista (†queimado vivo, Castello
de Gufidaun, outubro de 1533)
238.
Waltan Gsäl, anabatista (†queimado vivo, Castello de
Gufidaun, outubro de 1533)
239.
Wölfl von Gotzenberg, anabatista (†queimado vivo,
Castello de Gufidaun, outubro de 1533)
240.
Hans Maurer, anabatista (†queimado vivo, Castello de
Gufidaun, outubro de 1533)
241.
Peter Kranenwetter, anabatista huterita (†queimado
vivo, Castello de Gufidaun, outubro de 1533)
242.
John Frith, luterano (†queimado vivo, Smithfield, 4 de
julho de 1533)
243.
Andrew Hewet, luterano (†queimado vivo, Smithfield, 4
de julho de 1533)
244.
Adriaen de Wever, anabatista, (†decapitado, Delft,
1534)
245.
Andries van Niel, anabatista (†queimado vivo, Kuringen,
Bélgica, 9 de janeiro de 1534)
246.
Adriaen Lourysz (ou Adriaen Vermeer), anabatista,
(†decapitado com outros sete companheiros de Haarlem,
Holanda, 26 de março de 1534)
247.
Adriaen Claes, anabatista, (†decapitado, Olanda, 16
maggio 1534)
248.
Adam Jans, anabatista, (†executado, Holanda, janeiro de
1535)
249.
Adriaen
Antheunis
Focsen,
anabatista
adamita
(†decapitado, Amsterdam, 25 de fevereiro de 1535)
250.
Hendrik
Hendriks
Snyder,
anabatista
adamita
(†decapitado, Amsterdam, 25 de fevereiro de 1535)

354

251.
Claes van Venlo, anabatista adamita (†decapitado,
Amsterdam, 25 de fevereiro de 1535)
252.
Dirck Janssen, anabatista adamita (†decapitado,
Amsterdam, 25 de fevereiro de 1535)
253.
Steven Janssen, anabatista adamita (†decapitado,
Amsterdam, 25 de fevereiro de 1535)
254.
Steven
van
Oudewater,
anabatista
adamita
(†decapitado, Amsterdam, 25 de fevereiro de 1535)
255.
Gerrit van Benschop, anabatista adamita (†decapitado,
Amsterdam, 25 de fevereiro de 1535)
256.
Jacob Claes van der Veer, anabatista (†decapitado,
Utrecht, 13 marzo 1535)
257.
Adriaen de Kleermaker (ou Adriaen Cornelisz Snijer),
anabatista, (†decapitado, Haia, 10 de abril de 1535)
258.
Aefke Harmen Thys, anabatista, (†afogada, Leeuwarden,
14 de abril de 1535)
259.
Étienne Bénard, de Rouen, luterano (†queimado vivo,
Mercado das Pulgas, Paris, 5 de maio de 1535)
260.
Marin Du Val, de Melun, luterano (†queimado vivo,
Mercado das Pulgas, Paris, 5 de maio de 1535)
261.
Adriaen Aersen, anabatista, (†decapitado, Zierikzee, 8
de maio de 1535)
262.
Albert van Meppel, anabatista, (†executado com outros
dez, Amsterdam, 14 de maio de 1535)
263.
Adriaen
Cornelis,
de
Spaarndam,
anabatista,
(†decapitado, Amsterdam, 15 de maio de 1535)
264.
Adriana Jans, anabatista, (†afogada, Amsterdam, 21 de
maio de 1535)
265.
Aeltgen Gielis, anabatista, (†afogada, Amsterdam, 21 de
maio de 1535)
266.
Aeltgen Wouters, anabatista, (†afogada, Amsterdam, 21
de maio de 1535)
267.
Cornelisz Claes, anabatista (†enforcado, Amsterdam, 1º
de junho de 1535)
268.
Aechtgen Jans, anabatista (†enforcada, Amsterdam, 1º
de junho de 1535)

355

269.
Aert Claudius Centurio, anabatista de Bruxelas,
(†decapitado, Utrecht, 11 de junho de 1535)
270.
Claudius Centurio, anabatista de Noyelles, pai de Aert,
(†decapitado, Utrecht, 11 de junho de 1535)
271.
Albert Pieters Sinckes, anabatista, (†executado,
Alkmaar, 1536)
272.
Aegje Elinx, anabatista, (†afogada, Alkmaar, 1º fevereiro
de 1536)
273.
Jakob Hutter, líder dos anabatista comunitários
(Huteritas), (†queimado vivo, Innsbruck, Áustria, 25 de
fevereiro de 1536)
274.
Adriaen Adriaens, anabatista, (†decapitado, Haia, 14 de
março de 1536)
275.
Arent Geryts, anabatista, (†decapitado, Haia, 14 de
março de 1536)
276.
Adriane Vyncx, anabatista, (†queimada viva, Bruges, 28
de agosto de 1536)
277.
William Tyndale, protestante (†estrangulado e
queimado, Vilvoorde, Bélgica, 6 de setembro de 1536)
278.
Albert
Reyersz
(ou
Oldeknecht),
anabatista,
(†decapitado, Amsterdam, 12 de abril de 1537)
279.
Adriaen Cornelisse, anabattista, (†decapitado, Zierikzee,
2 de junho de 1537)
280.
Hans Seidel, de Murau, Áustria, anabatista huterita,
(†decapitado, St. Veit, Carinzia, 1538)
281.
Hans Donner, de Wels, Áustria, anabatista huterita,
(†decapitado, St. Veit, 1538)
282.
Aert Jans, decapitado, († decapitato, Delft, Países
Baixos, 7 de janeiro de 1538)
283.
Stijntgen Mickers, mãe de Frans e Guert (284),
anabatista, (†afogada, Alkmaar, 6 fevereiro de 1538)
284.
Guert Mickers, anabatista, (†afogada, Alkmaar, 6
fevereiro de 1538)
285.
Adriaen van Gravenhage, anabatista, (†queimado vivo,
Vught, Holanda, 9 de setembro de 1538)

356

286.
Paulus van Druynen, anabatista, (†queimado vivo,
Vught, Holanda, 9 de setembro de 1538)
287.
Michiel Stevens van Oosterhout, anabatista, (†queimado
vivo, Vught, Holanda, 9 de setembro de 1538)
288.
Jan Blok, de Gand, anabatista, (†queimado vivo, Vught,
9 de setembro de 1538)
289.
Lysken Blok, anabatista, esposa de Jan Blok, (†queimado
vivo, Vught, 11 de setembro de 1538)
290.
Aecht Middelborch, anabatista, (†afogada, Utrecht, 11 de
junho de 1539)
291.
Jan Jansz van den Berg, de Kleve, (Alemanha) anabatista
(†decapitado, Amsterdam, 8 julho de 1539)
292.
Geertruydt Adriaens de Roevre, anabatista (†queimada
viva, Vught, Nord Brabante, 11 de setembro de 1539)
293.
Adriaen Wouters, anabatista de Schiedam, Holanda,
(†decapitado, Veere, 14 outubre de 1539)
294.
Francisco de San Roman, luterano, primeiro mártir
protestante da Espanha (†queimado vivo, Valladolid, 1540)
295.
Frans Mickers, anabatista, (†afogado, Alkmaar, 16 de
abril de 1540)
296.
Frans Jansz, anabatista, (†enforcado, Utrecht, 2 de abril
de 1541)
297.
Petruccio Campagna ou Giorgio de Messina, frade,
luterano (†queimado vivo, auto de fé, Palermo, 30 de maio de
1541)
298.
Aeff Peters, anabatista, esposa de Frans Jansz,
(†afogada, Utrecht, 13 de junho de 1541)
299.
Giandomenico dell'Aquila, protestante (†queimado vivo,
4 de fevereiro de 1542)
300.
Jan Claesz, livreiro, pregador anabatista menonita,
(†decapitado, Amsterdam, 19 de janeiro de 1544)
301.
Lucas Lambert van Beveren, 87 anos, anabatista
menonita, (†decapitado, Amsterdam, 19 de janeiro de 1544)
302.
Aelbert Gerritsz, anabatista, (†decapitado, Utrecht, 21
de junho de 1544)

357

303.
Aecht Coenen, anabatista, (†afogada, Leiden, 14 de julho
de 1544)
304.
Maria van Beckum, anabatista, irmã de Ursula
(†queimada viva, Delden, Holanda, 13 de novembro de 1544)
305.
Ursula van Beckum, van Werdum, anabatista,
(†queimada viva, Delden, 13 de novembro de 1544)

Maria van Beckum e sua irmã Ursula van Werdum sendo queimadas em
Delden, em 1544. Gravura por Jan Luyken.

306.
George
Wishart,
religioso
escocês,
protestante
(†queimado vivo, Saint Andrews, Escócia, 1º de março de
1546)
307.
Étienne Dolet, humanista, (†enforcado e queimado,
Paris, 3 de agosto de 1546)

358

308.
Lucas Michielsz, soprador de vidro ou pintor no vidro, de
Dordrecht, Holanda, anabatista, (†queimado vivo, Amsterdam,
20 de março de 1549)

A queima de seis irmãos e duas irmãs, Amsterdam, 1549. Gravura de Jan
Luiken em Martyrs Mirror, v. 2, p. 83 da edição alemã. Digitalização fornecida
por Mennonite Library and Archives

309.
Tobias Quintincxsz, sapateiro, anabatista, (†queimado
vivo, Amsterdam, 20 de março de 1549)
310.
Pieter Jansz, sapateiro, anabatista, (†queimado vivo,
Amsterdam, 20 de março de 1549)
311.
Jan Pennewaerts, belga de Lovanio, anabatista,
(†queimado vivo, Amsterdam, 20 de março de 1549)
312.
Ellert Jans, alfaiate de Woerden, anabatista, (†queimado
vivo, Amsterdam, 20 marzo 1549)

359

313.
Ghysbert Jansz, de Woerden, anabatista, (†queimado
vivo, Amsterdam, 20 de março de 1549)
314.
Barbara
Thielemans,
de
Dordecht,
anabatista,
(†queimada viva, Amsterdam, 20 de março de 1549)
315.
Truyken
Boens,
belga
de
Anversa,
anabatista,
(†queimada viva, Amsterdam, 20 de março de 1549)
316.
Giorgio Costa, de Gênova, comerciante, luterano
(†queimado vivo, auto de fé, Palermo, Piano della Loggia, 19 de
maio de 1549)
317.
Diana Rosso, de Paterno, judaizante reincidente
(†queimada viva, auto de fé, Palermo, Piano della Loggia, 19 de
maio de 1549)
318.
Fanino Fanini, pregador protestante (†enforcado e
queimado, Ferrara, 22 agosto 1550)
319.
Domenico Cabianca, vendedor de peles, de Bassano,
pregador protestante (†enforcado, Piacenza, 10 de setembro de
1550)
320.
Pre Francesco Calcagno, sacerdote, blasfêmia e sodomia,
luterano (†decapitado e queimado, Praça da Loggia, Brescia,
23 de dezembro de 1550)
321.
Benedetto del Borgo, de Asolo, anabatista (†queimado
vivo, Rovigo, 17 de março de 1551)
322.
Giorgio
Siculo,
ou
Giorgio
Rioli,
pregador
(†estrangulado na cela, Ferrara, 23 maio de 1551)
323.
Francesco Pagliarino, de Savoca, frade de S. Francesco de
Paola, luterano (†queimado vivo, auto de fé Palermo, Piano
della Loggia, 5 de julho de 1551)
324.
Antonino Caruso, de Militello, diácono eremita
franciscano, luterano (†queimado vivo, Largo da Loggia, 5 de
julho de 1551)
325.
Galeazzo da Trezzo, de Sant'Angelo Lodigiano, pregador
protestante, (†queimado vivo, Lodi, 24 de novembro de 1551)
326.
Jacobetto Gentile, calvinista (†queimado vivo, Capua,
praça S. Maria Maggiore, maio de 1552)
327.
Vincenzo Iannelli, frade, calvinista (†queimado vivo,
Capua, praça S. Maria Maggiore, maio de 1552)

360

328.
Adriaen Woutersson, anabatista de Heusden, Holanda,
(†decapitado com outros dois companheiros de Anversa, 23 de
setembro de 1552)
329.
Mechtelt
Melis,
anabatista,
esposa
de
Adriaen
Woutersson, (†afogada, Anversa, 23 settembre 1552)
330.
Adriaen Cornelis, de Schoonhoven, Holanda, anabatista,
(†estrangulado e queimado, Leiden, 24 de novembro de 1552)
331.
Henrick Dirks, anabatista, († strangolato e arso, Leiden,
24 novembro de 1552)
332.
Dirk Jans, anabatista, (†estrangulado e queimado,
Leiden, 24 novembro 1552)
333.
Annetgen Symons, anabatista, (†estrangulada e
queimada, Leiden, 24 novembro de 1552)
334.
Mariken Jans, anabatista, (†estrangulada e queimada,
Leiden, 24 novembro de 1552)
335.
Adriaen de Wintere, anabatista de Rupelmonde,
(†queimado vivo, Anversa, 20 de janeiro de 1553)
336.
Giovan Battista Impellizzeri, de Mandanici, luterano
(†queimado vivo, auto de fé em Palermo, Largo da Loggia, 18
de junho de 1553)
337.
Aleph
Jacobs,
anabatista,
(†queimado
vivo,
Leeuwarden, 28 de junho de 1553)
338.
Giovanni Buzio, de Montalcino, chamado “o Mollio”,
franciscano, luterano (†enforcado e queimado, Roma, Campo
de' Fiori, 5 de setembro de 1553)
339.
Tisserando da Perugia, chamado “o Perugino”, tecelão de
seda, luterano (†enforcado e queimado, Roma, Campo de'
Fiori, 5 de setembro de 1553)
340.
Zuan Battista Trabachin, anabatista (†afogado, Veneza,
11 de novembro de 1553)
341.
Francesco Gamba da Brescia, pregador protestante
(†enforcado e queimado, Como, 21 de julho de 1554)
342.
John Bradford, sacerdote, reformador protestante
(†queimado vivo, Smithfield, 31 de janeiro de 1555)
343.
John Lease, protestante (†queimado vivo, Smithfield, ,
31 de janeiro de 1555)

361

344.
John Rogers sacerdote, tradutore e comentador da Bíbbia,
(†queimado vivo, Smithfield, 4 de fevereiro de 1555)
345.
Lawrence Saunders, sacerdote, reformador protestante
(†queimado vivo, Coventry, 9 de fevereiro de 1555)
346.
Rowland Taylor, reformador protestante (†queimado
vivo, Aldham, 9 de fevereiro de 1555)
347.
John Hooper, bispo anglicano de Gloucester (†queimado
vivo, Gloucester, 9 de fevereiro de 1555)
348.
William Hunter, de Brentwood, protestante (†queimado
vivo, Brentwood, 27 de março de 1555)
349.
Robert Ferrar, bispo anglicano de St. David's (†queimado
vivo, Praça do Mercado (hoje Praça de Nott) em Carmarthen,
Galles, 30 março de 1555)
350.
Agacio Giunta, luterano (†queimado vivo, auto de fé,
Messina, 12 de maio de 1555)
351.
Paolo Rappi, de Vigone, valdese (†queimado vivo,
Torino, 22 de junho de 1555)
352.
Patrick Pakingham, unitariano (†queimado vivo,
Uxbridge, Londres, agosto de 1555)
353.
Hans Verhoeven, anabatista (†queimado vivo, Anversa,
27 de agosto de 1555)
354.
Frans Deens, anabattista (†queimado vivo, Anversa, 27
de agosto de 1555)
355.
Jan Drooghscheerder, anabatista (†queimado vivo,
Anversa, 27 de agosto de 1555)
356.
Pieter van Beringen, anabatista (†queimado vivo,
Anversa, 27 de agosto de 1555)
357.
Jean Vernou, de Poitiers, ou Giovanni Vernon, pregador
valdense (†queimado vivo, Chambéry, 28 de agosto de 1555)
358.
Antoine Laborie, de Cajare, alias Antonio Labori, pregador
valdense (†queimado vivo, Chambéry, 28 de agosto de 1555)
359.
Jean Trigalet, de Nimes, pregador valdense (†queimado
vivo, Chambéry, 28 de agosto de 1555)
360.
Bertrand Bataille, de Guscogna, pregador valdense
(†queimado vivo, Chambéry, 28 de agosto de 1555)

362

361.
Guyraud Tauran, de Cahors, pregador valdense
(†queimado vivo, Chambéry, 28 de agosto de 1555)
362.
Bertrand Bataille, de Guscogna, pregador valdense
(†queimado vivo, Chambéry, 28 agosto 1555)
363.
Hugh Latimer, ex-bispo de Worcester, anglicano
(†queimado vivo, Chambéry, 28 de agosto de 1555)
364.
Bertrand Bataille, de Guscogna, pregador valdense
(†queimado vivo, Balliol College, Oxford, 16 outubro de 1555)
365.
Nicholas Ridley, bispo anglicano (†queimado vivo,
Chambéry, 28 de agosto de 1555)
366.
Bertrand Bataille, de Guscogna, pregador valdense
(†queimado vivo, Balliol College, 16 de outubro de 1555)
367.
Abraham van Roey, anabattista (†queimado vivo,
Chambéry, 28 de agosto de 1555)
368.
Bertrand Bataille, de Guscogna, pregador valdense
(†queimado vivo, Anversa, 4 fevereiro de 1556)
369.
Thomas Cranmer, arcebispo anglicano (†queimado vivo,
Chambéry, 28 de agosto de 1555)
370.
Bertrand Bataille, de Guscogna, pregador valdense
(†queimado vivo, Balliol College, Oxford, 21 de março de 1556)
371.
Ambrogio Cavalli, agostiniano, calvinista (†enforcado
e queimado, Campo de' Fiori, Roma, 15 de junho de 1556)
372.
Bartolomeo Hector, de Poitiers, colportore (vendedor de
rua) valdese (†enforcado e queimado, praça Castello, Torino,
20 de junho de 1556)
373.
Pomponio
de
Algerio,
estudante,
protestante
(†queimado vivo, Chambéry, 28 de agosto de 1555)
374.
Bertrand Bataille, de Guscogna, pregador valdense
(†queimado vivo em óleo quente, Roma, praça Navona, 19 de
agosto 1556)
375.
Baldo Lupatino, frade, protestante (†afogado na lagoa,
Venezia, 17 de setembro de 1556)
376.
Natale Cassar, de Malta, luterano (†queimado vivo,
Chambéry, 28 de agosto de 1555)
377.
Bertrand Bataille, de Guscogna, pregador valdense
(†queimado vivo, auto de fé, Palermo, 18 de outobro de 1556)

363

378.
Giovanni Giacomo Petrone, de Siracusa, religioso de S.
Benito de Messina, luterano (†queimado vivo, Palermo, 18 de
outobro de 1556)
379.
Nicola Sartorio, de Chieri, luterano (†queimado vivo,
Aosta, 7 de maio de 1557)
380.
Francesco Cartone († 1558)
381.
Adriaen van Hee, anabatista, (†queimado vivo,
Obignies, 1558)
382.
Joos Meeuwens, anabatista, (†queimado vivo, Obignies,
1558)
383.
Willem Goosen, anabatista, (†queimado vivo, Obignies,
1558)
384.
Egbert de Hoedemaker, anabatista, (†queimado vivo,
Obignies, 1558)
385.
Lambert van Doornik, anabatista, (†queimado vivo,
Obignies, 1558)
386.
Goffredo Varaglia, valdense, frade capuchinho e teólogo
(†enforcado e queimado, Torino, praça Castello, 29 março de
1558)
387.
Girolamo Russo, de Ferla, luterano (†queimado vivo,
auto de fé, Palermo, Bocceria Vecchia, 1º de maio de 1558)
388.
Gisberto di Milanuccio, de Penne, herege (†queimado
vivo, Roma, Praça Judaica, 15 de junho de 1558)
389.
Adriaen Pieters, de Winkel, Holanda, anabatista,
(†queimado vivo, Haia, 7 de julho de 1558)
390.
Henrick Dacho, anabatista, († decapitado, Anversa, 7 de
outubro de 1558)
391.
Hans
Schmid,
anabatista,
missionario
huterita
(†queimado vivo, Aquisgrana, 19 de outubro de 1558)
392.
Heinrich Adams, anabatista, missionario huterita
(†queimado vivo, Aquisgrana, 21 de outubro de 1558)
393.
Hans Weck, anabatista, missionario huterita, irmão de
Heinrich Adams (†queimado vivo, Aquisgrana, 21 de outubro de
1558)
394.
Alexander de Bode, anabatista, (†executado, Anversa,
19 de novembro de 1558)

364

395.
Arent Aerssens, anabatista, (†queimado vivo, Anversa,
16 de dezembro de 1558)
396.
Peeter Henriks, anabatista, (†queimado vivo, Anversa,
16 de dezembro de 1558)
397.
Jan Collen, anabatista, (†queimado vivo, Anversa, 16 de
dezembro de 1558)
398.
Geert Franssens, anabatista, (†queimado vivo, Anversa,
16 de dezembro de 1558)
399.
Tillmann Schneider, anabatista, missionario huterita
(†queimado vivo, Aquisgrana, 4 de janeiro de 1559)
400.
Mathias Schmidt, anabatista, missionario huterita
(†queimado vivo, Aquisgrana, , 4 de janeiro de 1559)
401.
Antonio di Colella Grosso, eretico (†queimado vivo,
Roma, praça Navona, 8 de fevereiro de 1559)
402.
Gabriello di Thomaien, sodomia, blasfemia (†queimado
vivo, praça Navona, 8 de fevereiro de 1559)
403.
Leonardo di Paolo da Meola, eretico (†queimado vivo,
praça Navona, 8 de fevereiro de 1559)
404.
Giovanni Antonio del Bò, cremonense, apostasia
(†enforcado e queimado, praça Navona, 8 de fevereiro de
1559)
405.
Mahieu Antheunis, anabattista (†queimado vivo,
Kortrijk, Bélgica, 18 fevereiro de 1559)
406.
Gelis de Groot, anabatista, (†queimado vivo, Kortrijk,
Bélgica, 18 fevereiro de 1559)
407.
Antonio Gesualdi, luterano (†enforcado e queimado,
Roma, 16 de março de 1559)
408.
Adriana Lambrechts, anabatista, esposa de Henrick
Dacho, (†afogada, Anversa, 19 de março de 1559)
409.
Agustin de Cazalla, capelão e pregador do imperador
Carlo V, luterano (†estrangulado e queimado, auto de fé,
Valladolid, praça Maior, 21 de maio de 1559)
410.
Francisco de Vibero, sacerdote, irmão de Agustin de
Cazalla, luterano (†queimado vivo, praça Maior, 21 de maio de
1559)

365

411.
Beatriz de Vibero, monaca, irmã de Agustin e Francisco,
luterana (†estrangulada e queimada, praça Maior, 21 de maio
de 1559)

O garrote, para estrangulamento ... em nome de Deus.

412.
Antonio de Herezuolo, luterano (†queimado vivo, praça
Maior, 21 de maio de 1559)
413.
Gonzalo Vaez Portughese, judaizante (†queimado vivo,
praça Maior, 21 de maio de 1559)
414.
Alonso Perez prete, luterano (†estrangulado e
queimado, praça Maior, 21 de maio de 1559)
415.
Christophoro de Ocampo, luterano (†estrangulado e
queimado, praça Maior, 21 de maio de 1559)
416.
Francisco de Herrera, luterano (†estrangulado e
queimado, praça Maior, 21 de maio de 1559)

366

417.
Juan Garzia argentiere, luterano (†estrangulado e
queimado, praça Maior, 21 de maio de 1559)
418.
Christophoro de Padilla, luterano (†estrangulado e
queimado, praça Maior, 21 de maio de 1559)
419.
Isabella de Estrada, luterana (†estrangulada e
queimada, praça Maior, 21 de maio de 1559)
420.
Juana Velazques, luterana (†estrangulada e queimada,
praça Maior, 21 de maio de 1559)
421.
Catherina
Romana,
luterana
(†estrangulada
e
queimada, praça Maior, 21 de maio de 1559)
422.
Catherina de Ortega, luterana (†estrangulada e
queimada, praça Maior, 21 de maio de 1559)
423.
Adriaen Pan, ou Adriaen Peeterson Pan, anabatista de
Driel, Holanda, († decapitado, Anversa, 18 de junho de 1559)
424.
Aechtgen Joris Adriaens, anabatista, (†afogada com
outras cinco mulheres, Anversa, 19 julho de 1559)
425.
Abraham
Tancreet
(ou
Tanghereet),
anabatista,
(†queimado vivo, Ghent, Bélgica, 7 de agosto de 1559)
426.
Giacomo Bonelli, de Dronero, pastor e pregador
valdense (†queimado vivo, auto de fé, Palermo, Bocceria
Vecchia, 18 fevereiro de 1560)
427.
Maeyken de Hont, anabatista (†afogada, castello de
Steen, Anversa, 4 de abril de 1560)
428.
Janneken van Aken, de Haerlebeke, anabatista
(†afogada, Anversa, 4 de abril de 1560)
429.
Lenaert Plovier, de Meenen, anabatista (†afogado,
Anversa, 4 de abril de 1560)
430.
Mermetto Savoiardo († 13 agosto de 1560)
431.
Dionigi di Cola († 13 agosto de 1560)
432.
Gian Luigi Pascale, de Cuneo, pastor calvinista
missionário entre os valdenses (†estrangulada e queimada,
Roma, Castel Sant'Angelo, 16 de setembro de 1560)
433.
Bernardino Conte, valdense (†queimado vivo, Cosenza,
novembro de 1560)

367

434.
Cornelio di Nicosia, apelido Giancarlo, francescano conv.,
teologo, luterano (†queimado vivo, auto de fé, Palermo,
Bocceria Vecchia, 8 de junho de 1561)

Bocceria Vecchia (ou antigo Mercado de carne), Palermo.

435.
Francesco Vicino, de Padova, religioso, luterano
(†queimado vivo, Palermo, Bocceria Vecchia, 8 de junho de
1561)
436.
Giovanni de Giluti ou Gigliuto, de Noto (†queimado vivo,
Palermo, Bocceria Vecchia, 8 de junho de 1561)
437.
Andrea
Lanza
de
Buscemi,
religioso,
luterano
(†queimado vivo, Palermo, Bocceria Vecchia, 8 de junho de
1561)
438.
Adam Henricx (ou Kistmaeckers), anabatista, († afogado,
Anversa, 23 de julho de 1561)
439.
Absolon de Zanger, anabatista, (†queimado vivo,
Kortrijk, 20 de novembro de 1561)
440.
Willem van Haverbeke, anabattista, (†queimado vivo,
Kortrijk, 20 de novembro de 1561)
441.
Nicasen van Alcmaers, anabatista (†queimado vivo,
Bruges, 10 dezembro de 1561)

368

442.
Andries de Molenaar, anabatista (†queimado vivo,
Bruges, 10 dezembro de 1561)
443.
Adriaen Brael, anabattista (†queimado vivo, Bruges, 10
dezembro de 1561)
444.
Lucas Heindricx de Landegem, anabatista (†queimado
vivo, Bruges, 10 dezembro de 1561)
445.
Marijn Euwout, anabatista (†queimada viva, Bruges, 10
dezembro de 1561)
446.
Francijntgen de Molenaar, anabatista, esposa de Andries
(†queimada viva, Bruges, 11 de dezembro de 1561)
447.
Jan Christiaenz de Zeebrugge, anabatista, (†queimado
vivo, Bruges, 11 de dezembro de 1561)
448.
Maeyken Frans, anabatista, (†queimada viva, Bruges,
11 de dezembro de 1561)
449.
Jelis Outerman de Diksmuide, anabatista, (†queimado
vivo, Bruges, 11 de dezembro de 1561)
450.
Anthonis Keute, anabatista, (†queimado vivo, Bruges,
11 de dezembro de 1561)
451.
Hans Lisz, anabatista, (†queimado vivo, Bruges, 11 de
dezembro de 1561)
452.
Hansken Parmentier, anabatista, (†queimado vivo,
Bruges, 11 de dezembro de 1561)
453.
Frans de Swarte, anabatista, (†queimado vivo,
Hondschoote, 23 março de 1562)
454.
Martijntgen van Alcmaers, anabatista, irmã de Nicasen
van Alcmaers († afogada, Hondschoote, 23 março de 1562)
455.
Heyndrik van Dale, anabatista, (†afogado, Anversa, 3 de
abril de 1562)
456.
Gaspard Deken, apelido Jasper de Schoenmaker,
anabatista, (†queimado vivo, Hondschoote, 4 de abril de 1562)
457.
Charlo de Wael, anabatista, (†queimado vivo,
Hondschoote, 4 de abril de 1562)
458.
Karel van de Velde, anabatista, (†queimado vivo,
Hondschoote, 17 de abril de 1562)

369

459.
Lauwerens Allaerts de Gand, anabatista (†queimado
vivo, Praça Vrijdagmarkt (Praça do Mercado de Sexta-feira),
Gand, Bélgica, 16 de julho de 1562)
460.
Pieter van Maldeghem de Nevele, anabatista (†queimado
vivo, Praça Vrijdagmarkt (Praça do Mercado de Sexta-feira),
Gand, Bélgica, 16 de julho de 1562)
461.
Jacques Bostijn de Courtrai, anabatista (†queimado
vivo, Praça Vrijdagmarkt (Praça do Mercado de Sexta-feira),
Gand, Bélgica, 16 de julho de 1562)
462.
Pieter van Maele de Gand, anabatista (†queimado vivo,
Praça Vrijdagmarkt (Praça do Mercado de Sexta-feira), Gand,
Bélgica, 16 de julho de 1562)
463.
Bartolomeo Fonzio, protestante (†afogado, Veneza,
Canal do Órfão, 4 de agosto de 1562)

Canal do Órfão, em Veneza. (Google Street View)

464.
Mariken van Meenen, de Haerlebeke, anabatista
(†afogada, Antuérpia, Castello Het Steen, Bélgica, 5 de
setembro de 1562)

370

465.
Lyntgen Wendelyn, anabatista (†afogada, Antuérpia,
Castello Het Steen, Bélgica, 5 de setembro de 1562)
466.
Proentgen van Meteren, anabatista, esposa de Karel van
de Velde, (†afogada, Hondschoote, 3 de outubro de 1562)
467.
Claesken van Meteren, anabatista, irmã de Proentgen
(†afogada, Hondschoote, 3 de outubro de 1562)
468.
Aert van Gershoven, anabatista, (†afogado, Antuérpia,
17 de outubro de 1562)
469.
Jacob van Gershoven, anabatista, padre de Aert,
(†afogado. Antuérpia, 17 de outubro de 1562)
470.
Giulio Gherlandi, de Spresiano, anabatista (†afogado,
Canal do Órfão, Veneza, 23 de outubro de 1562)
471.
Hendrik Aerts, anabatista, processado pelo Inquisidor
Pieter Titelman, com sua esposa e 11 outros anabatistas
(†queimado vivo, Rijsel (Lilla), França, 16 de março de 1563)
472.
Jan Maes, de Bollezeele, anabatista, (†queimado vivo,
Rijsel (Lilla), França, 16 de março de 1563)
473.
Jan de Swarte, de Bailleul, anabatista, (†queimado
vivo, Rijsel (Lilla), França, 16 de março de 1563)
474.
Claes de Swarte, anabatista, filho de Jan (†queimado
vivo, Rijsel (Lilla), França, 16 de março de 1563)
475.
Perceval van den Berge, de Zwevigem, anabatista,
(†queimado vivo, Rijsel (Lilla), França, 16 de março de 1563)
476.
Pieter Meynghers, apelido Pieter Schoenmaker (Pedro, o
sapateiro), anabatista, (†queimado vivo, Rijsel (Lilla), França,
16 de março de 1563)
477.
Kathelijne van Lokerhoute, anabatista, esposa de
Lauwerens Allaerts († decapitada, Castello Gravensteen, Gand,
24 de março de 1563)
478.
Claesken Pertrijs, anabatista, esposa de Jan de Swarte
(†queimada viva, Rijsel (Lilla), França, 27 de março de 1563)
479.
Christiaen de Swarte, anabatista, figlio di Jan
(†queimado vivo, Rijsel (Lilla), França, 16 de março de 1563)
480.
Hans de Swarte, anabatista, filho de Jan (†queimado
vivo, Rijsel (Lilla), França, 16 de março de 1563)

371

481.
Mahieu de Swarte anabatista, filho de 16 anos de Jan
(†queimado vivo, Rijsel (Lilla), França, 16 de março de 1563)
482.
Minico Santoro, (Domenico) de Mandanici, sacerdote,
luterano (†estrangulado e depois queimado, auto de fé,
Palermo, Bocceria Vecchia, 13 de abril de 1563)
483.
Antonijn de Waele, apelido Antheunis Behaghe, anabatista
(†queimado vivo, Praça Vrijdagmarkt (Praça do Mercado de
Sexta-feira), Gand, Bélgica, 9 de novembro de 1563)
484.
Christiaen van Wettere, anabatista (†queimado vivo,
Praça Vrijdagmarkt (Praça do Mercado de Sexta-feira), Gand,
Bélgica, 9 novembre 1563)
485.
Janneken Cabeljaus, de Ypres, anabatista, esposa de
Hendrik Aerts (†queimada viva, Rijsel, 22 de fevereiro de 1564)
486.
Calleken Steens, de Sweghem, anabatista (†queimada
viva, Rijsel, 22 de fevereiro de 1564)
487.
Gian Francesco Alois, detto il Caserta, letterato italiano,
valdesiano († decapitado e queimado, praça do Mercado,
Napoli, 4 de março de 1564)
488.
Giovan Bernardino Gargano, nobile di Aversa, valdesiano
(†decapitado e queimado, praça do Mercado, Napoli, 4 de
março de 1564)
489.
Alessandro da Caverzago, tabelião, pregador protestante
(†queimado vivo, praça Torricella, Piacenza, 2 de junho de
1564)
490.
Francesco di Pietro Secretuzzo, cipriota, riformado (†
enforcado e queimado, no Castel Sant'Angelo, Roma, 4 de
setembro de 1564)
491.
Maeyken Boosers, anabatista, (†queimada viva,
Tournai, 18 de setembro de 1564)
492.
Antonio de Antona, de Veneza, morador de Siracusa,
ourives, luterano (†estrangulado e queimado, auto de fé,
Palermo, Praça Marina, 12 de novembro de 1564)
493.
Richiardo alias Fruxa, de Mandanici, luterano (†queimado
vivo, Praça Marina, 12 de novembro de 1564)
494.
Giacomo
Impellizzeri,
de
Mandanici,
luterano
(†queimado vivo, Praça Marina, 12 de novembro de 1564)

372

495.
Iannello Scolaro, de Mandanici, luterano (†queimado
vivo, Praça Marina, 12 de novembro de 1564)

Piazza Marina. A praça, na Idade Média, era um pântano conectado com a cidade
portuária de Cala. No século XIV, durante o governo Angevin, fizeram-se obras
de recuperação para criar um espaço de terra livre, utilizado pela Inquisição para
o martírio e a morte de hereges de prisões próximas de Steri.

496.
Antonio Rizzetto, de Vicenza, anabatista (†afogado o,
Canale dell'Orfano, Venezia, 8 febbraio 1565)
497.
Francesco della Sega, de Rovigo, anabatista
(†afogado, Canal do Órfão, Veneza, 26 fevereiro de 1565)
498.
Adriaen van den Burie, anabatista, (†queimado vivo,
Oudenaarde, 10 de julho de 1565)
499.
Lorenzo Vex, luterano (†afogado, Veneza, 1566)
500.
Pietro Robert della Goletta, de Tunisi, uguenote francês,
(†queimado vivo, auto de fé, Palermo, Basílica Magione, 13 de
janeiro de 1566)

373

501.
Michele Giovanni Carobeni, de Noto, (†queimado vivo,
auto de fé, Palermo, Basílica Magione, 13 de janeiro de 1566)
502.
Muzio della Torella di Puglia, luterano († decapitado e
queimado, Roma, 1º de março de 1566)
503.
Pompeo de Monti, nobre de Nápoli, valdense
(†decapitado e queimado, Roma, castel Sant'Angelo, 4 de
julho de 1566)
504.
Curzio di Cave, frade capuchinho, luterano (†decapitado
e queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 9 de julho de 1566)
505.
Giovanni Pietro Thomaso, de Noto, sapateiro, luterano
(†queimado vivo, autodafé, Palermo - Praça Marina, 26 de
dezembro de 1566)
506.
Matteo de Amodeo, apelido “o Ruffiano” (fofoqueiro), de
Siracusa, luterano, (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina,
26 de dezembro de 1566)
507.
Bernardo Brescaglia, de Modena, luterano (†queimado
vivo, auto de fé, praça San Domenico, Bologna, 18 de janeiro de
1567)
508.
Baldassarre da Venezia, pintor, luterano (†queimado
vivo, praça San Domenico, Bologna, 18 de janeiro de 1567)
509.
Martino Fani, ciabattino, luterano (†queimado vivo,
praça San Domenico, Bologna, 18 de janeiro de 1567)
510.
Giorgio Olivetto, luterano (†queimado vivo, Roma, 27 de
janeiro de 1567)
511.
Publio Francesco Spinola, humanista, reformista (†
afogado, Veneza, Canal do Órfão, 31 de janeiro de 1567)
512.
Domenico Zocchi, de Treviso, apostásia judaica (†
enforcado e queimado, Roma, Praça Judaica, 1º de fevereiro
de 1567)
513.
Marco
Magnavacca,
reformista,
evangélico
(†
estrangulado e queimado, Modena, 16 de fevereiro de 1567)
514.
Girolamo Landi, de Fondi, luterano (†enforcado e
queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 25 fevereiro de 1567)
515.
Bernardo da Milano, luterano (†queimado vivo, Bologna,
22 de março de 1567)

374

Piazza giudia, mostrando o portão do gueto (meio direito), o posto da polícia e o
cadafalso; Gravura de: Giuseppe Vasi, Delle Magnificenze di Roma antica e
moderna: Tome II, Le Piazze principali di Roma, con obelischi, colonne ed altri
ornamenti. Roma: Stamperia degli eredi Barbiellini, 1752.

516.
Gregorio Perini, de Arezzo, frade, luterano (†enforcado e
queimado, Roma, 23 de junho de 1567)
517.
Pellegrino Righetti, luterano (†enforcado e queimado,
Bologna, 5 de setembro de 1567)
518.
Pietro Antonio da Cervia, pintor, luterano (†enforcado e
queimado, Bologna, 5 de setembro de 1567)
519.
Pietro Carnesecchi, humanista, reformista evangélico,
(†decapitado e queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 1º de
outubro de 1567)
520.
Giulio Maresio, de Cividale del Friuli, franciscano,
reformista reincidente (†decapitado e queimado, Roma, Castel
Sant'Angelo, 1º de outubro de 1567)

375

521.
Alessandro
Panzacchi,
comerciante,
protestante
(†queimado vivo, Bologna, 8 de outubro de 1567)
522.
Giorgio da Udine, protestante (†queimado vivo,
Bologna, 8 de outubro de 1567)
523.
Luca di Faenza († 1568)
524.
Thomas Szük († 1568)
525.
Riccardo Perucolo, pintor, protestante (†queimado vivo,
Conegliano, março de 1568)
526.
Andries Jacobs, (ou Adriaen Jacobsen), anabatista, filho
de Jacob Dirks, (†queimado vivo, Antuérpia, 10 de março de
1568)
527.
Hans Jacobs, anabattista, figlio di Jacob Dirks,
(†queimado vivo, Antuérpia, 10 de março de 1568)
528.
Jacob Dirks, anabatista, (†queimado vivo, Antuérpiaa,
10 marzo 1568)
529.
Matteo Rondinini, de Faenza, protestante (†queimado
vivo, Roma, Castel Sant'Angelo, 10 de maio de 1568)
530.
Girolamo Bertoni, de Faenza, protestante (†queimado
vivo, Roma, 10 de maio de 1568)
531.
Francesco Stanga, de Faenza, protestante (†enforcado e
queimado, Roma, 10 de maio de 1568)
532.
Matteo dalle Tombe, de Faenza, protestante (†enforcado
e queimado, Roma, 10 de maio de 1568)
533.
Lorenzo da Mugnano, de Barbera della Marca, protestante
(†enforcado e queimado, Roma, 10 de maio de 1568)
534.
Giambattista di Ripatransone, protestante (†enforcado e
queimado, Roma, 6 de outubro de 1568)
535.
Silvio Lanzoni, de Mantova, luterano (†queimado vivo,
Bologna, 9 de outubro de 1568)
536.
Antonino Nicolino, de Guardia Piemontese, valdense
(†queimado vivo, auto de fé, Messina, 28 de novembro de
1568)
537.
Pietro Gelosi, de Spoleto, luterano (†enforcado e
queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 6 de dezembro de 1568)
538.
Marcantonio Verotti, de Veneza, calvinista (†enforcado e
queimado, Roma, 6 de dezembro de 1568)

376

539.
Francesco Castellani, de Veneza, luterano (†enforcado
e queimado, Roma, 6 de dezembro de 1568)
540.
Pieter Pieters, de Asperen, Holanda, anabatista
(†queimado vivo, Amsterdam, 26 fevereiro de 1569)
541.
Adriaen Willemsz, anabatista, (†decapitado, Vianen,
Olanda, 22 marzo 1569)
542.
Luca Bertoni, de Faenza, luterano (†enforcado e
queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 28 de fevereiro de 1569)

Castel Sant'Angelo (também conhecido como o Mausoléu de Adriano ou Mole
Adrianorum) é um monumento romano localizado na margem direita do rio Tibre,
em frente à ponte Aelius (atual ponte Sant'Angelo) a uma curta distância da
Cidade do Vaticano.

543.
Willem Jansz, de Durgedam, anabatista (†queimado
vivo, Amsterdam, 12 de março de 1569)
544.
Quirijn Jansz, de Utrecht, anabatista (†queimado vivo,
Amsterdam, 12 de março de 1569)
545.
Cornelis Jansz, de Haarlem, anabatista (†queimado vivo,
Amsterdam, 12 marzo 1569)

377

546.
Jan van Ackeren, de Ypres, anabatista (†queimado vivo,
Antuérpia, Grote Markt (Praça do Mercato Grande), 2 de abril de
1569)
547.
Jan de Timmerman, de Courtrai, anabatista (†queimado
vivo, Antuérpia, Grote Markt (Praça do Mercato Grande), 2 de
abril de 1569)
548.
Baltasar de Rosieres, de Tournai, anabatista (†queimado
vivo, Antuérpia, Grote Markt (Praça do Mercato Grande), 2 de
abril de 1569)

Vista panorâmica da Praça do Grote Markt, em Antuérpia.

549.
Filippo Borghese di Siena, luterano (†decapitado e
queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 2 de maio de 1569)
550.
Giovanni Maria de Blasii, luterano (†enforcado e
queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 2 de maio de 1569)
551.
Aelken Jans, anabattista, (†queimada viva, Middelburg,
2 de maio de 1569)
552.
Dirk Willems, anabatista (†queimado vivo, Holanda, 16
de maio de 1569)
553.
Camillo Ragnolo, de Faenza, Doutor em Direito, luterano
(†enforcado e queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 25 de
maio de 1569)
554.
Bartolomeo Bartocci, de Città di Castello, comerciante,
calvinista (†queimado vivo, Roma, Castel Sant'Angelo, 25 de
maio de 1569)

378

555.
Alberto Boccadoro, francês, (†queimado vivo, Roma,
Castel Sant'Angelo, 25 de maio de 1569)
556.
Francesco Cellario, de Lacchiarella, pastor protestante
(†queimado vivo, Roma, Castel Sant'Angelo, 25 de maio de
1569)
557.
Jasper de Taschringmaker, (ou Jaspar Hermansz),
anabatista, (†queimado vivo, Antuérpia, 22 de junho de 1569)
558.
Pietro Arnaldo, de Angers, francês, habitante de Palermo
camiseiro, luterano, dogmatizante (†queimado vivo no plano
(largo) de Ucciardone, auto de fé, Palermo, Praça Nova de
Cassaro, 26 de junho de 1569)
559.
Pietro Angelo Musco, de Rixoles na Calábria, residente em
Messina, ourives, luterano (†enforcado e queimado no Plano
(largo) de Ucciardone, 26 de junho de 1569)
560.
Camilla Caccianemici, esposa de Camillo Ragnolo,
protestante (†enforcada e queimada, Faenza, em frente a
igreja de Sant'Andrea, em Panigale, 23 de agosto 1569)
561.
Pagolo Veloccio, de Spalano, protestante (†enforcado e
queimado, Roma, 24 de agosto de 1569)
562.
Giovan Battista Sambeni, anabatista, († afodado la
lagoa, Veneza, 26 de setembro de 1569)
563.
Maeyken Janssens van der Goes, anabatista, esposa de
Jasper de Taschringmaker, (†queimada viva, Antuérpia, 22 de
novembro de 1569)
564.
Abraham
Picolet,
anabatista,
(†queimado vivo,
Antuérpia, 22 de novembro de 1569)
565.
Hendrik van Etten, anabatista, (†queimado vivo,
Antuérpia, 22 de novembro de 1569)
566.
Arnaldo di Santo Zeno, frade († 1570)
567.
Gian Matteo di Giulianello da Paola, protestante
(†enforcado e queimado, Roma, 25 de fevereiro de 1570)
568.
Niccolò Franco, escritor, panfletário antipapal, herege
(†enforcado, Roma, Castel Sant'Angelo, 11 marzo 1570)
569.
Giovanni di Pietro Mançon, francês, protestante
(†enforcado e queimado, Roma, 13 maio de 1570)

379

570.
Antonio della Pagliara, latinizado Aonio Paleario,
humanista, protestante (†enforcado e queimado, Roma, Castel
Sant'Angelo, 3 de julho de 1570)
571.
Altinio Paltoni, protestante (†enforcado e queimado,
Roma, 8 de julho de 1570)
572.
Sigismondo Arquer, herege, (†queimado vivo, Toledo,
4 de junho de 1571)
573.
Gerrit
Cornelisz,
anabatista
(†queimado
vivo,
Amsterdam, 26 de junho de 1571)
574.
Adriaen Jacobs, anabatista de Dordrecht, (†decapitado,
Klundert, outubro de 1571)
575.
Giovanni Antonio di Jesi, protestante (†enforcado e
queimado, Roma, 6 de outubro de 1571)
576.
Girolamo di Pesaro, protestante (†enforcado e
queimado, Roma, 6 de outubro de 1571)
577.
Pietro Paolo di Moranzano, protestante (†enforcado e
queimado, Roma, 6 de outubro de 1571)
578.
Anneken Jans, anabatista (†queimado vivo, Middelburg,
Zeeland (Holanda), 3 de dezembro de 1571)
579.
Alessandro Jechil, de Bassano, anabatista (†queimado
vivo, Venezia, 22 de dezembro de 1571)
580.
Geronima Guanziana, de Valência, heresia, feitiçaria
(†enforcada e queimada, Roma, Castel Sant'Angelo, 9
fevereiro de 1572)
581.
Dianora Guanziana, de Valência, heresia, feitiçaria
(†enforcada e queimada, Roma, 9 fevereiro de 1572)
582.
Isabella Vidal, de Montpellier, heresia, feitiçaria
(†enforcada e queimada, Roma, 9 fevereiro de 1572)
583.
Dianora Vidal, de Montpellier, heresia, feitiçaria
(†enforcada e queimada, Roma, 9 fevereiro de 1572)
584.
Domenico della Xenia, de Marsala (†enforcado e
queimado, Roma, 9 fevereiro de 1572)
585.
Teofilo Panarelli, de Monopoli, protestante (†enforcado e
queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 22 fevereiro de 1572)
586.
Alessandro di Giulio di Capua, protestante (†enforcado e
queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 15 de março de 1572)

380

587.
Giovanni di Campagnano, apelido Mezzalibra, protestante
(†enforcado e queimado, Roma, 15 de março de 1572)
588.
Adriaenken
Jans,
anabatista,
(†estrangulada
e
queimada, Dordrecht, 28 marzo 1572)
589.
Jan Woutersz, anabatista, (†estrangulada e queimada,
Dordrecht, 28 de março de 1572)
590.
Giacomo Cortes, de Tropea, sacerdote (†asfixiado e
queimado, Ucciardone, auto de fé, Palermo, Piano dei Bologna,
1º de junho de 1572)

Piano dei Bologna, atual Praça Bologni

591.
Girolamo Pellegrino, de Nápoli, reformista (†enforcado e
queimado, Roma, Castel Sant'Angelo, 19 de julho de 1572)
592.
Adriaen Rogiers, anabatista, (†queimado vivo, Gand, 4
de dezembro de 1572)

381

593.
Martin van den Straeten, anabatista, (†queimado vivo,
Gand, 4 de dezembro de 1572)
594.
Mattheus Bernaerts, anabatista, (†queimado vivo, Gand,
4 de dezembre de 1572)
595.
Dingentgen van Hondschoote, anabatista, (†queimado
vivo, Gand, 4 de dezembro de 1572)
596.
Adriaen van Daele, anabatista, (†queimado vivo,
Antuérpia, 17 de fevereiro de 1573)
597.
Adriaen de Hoedemaker (ou Adriaen van den Zwalme),
anabatista, (†queimado vivo, Bruges, 7 de agosto de 1573)
598.
Demetrio Madafari, de Pontedattilo na Calábria, (†
estrangulado e queimado, Ucciardone, auto de fé, Palermo,
Praça Bologni, 17 de agosto de 1573)
599.
Cathalijne Claes, anabatista, filha de 24 anos de Lieven
Claes (†queimada viva, Gand, 3 de dezembro de 1573)
600.
Suzanneken Claes, anabatista, irmã de 24 anos de
Cathalijne (†queimada viva, Gand, 3 de dezembro de 1573)
601.
Alessandro di Giacomo († 1574)
602.
Benedetto Thomaria († 1574)
603.
Jacob
Antheunis,
anabatista
(†queimado
vivo,
Antuérpia, 22 de maio de 1575)
604.
Nicolaes de Stevele, de Armentières, (ou Claes
d'Armentières), anabatista (†queimado vivo, Antuérpia, 7 de
outubro de 1575)
605.
Francesco Giovanni Porcaro, de Calascibetta na Calábria,
residente em Messina, ourives, luterano (†queimado vivo
Ucciardone, auto de fé, Palermo, Bocceria Vecchia, 1576)
606.
Michiel Willems, tecelão, anabatista (†queimado vivo,
Gand, 19 de julho de 1576)
607.
Barbele Pieters, esposa de Michiel Willems, anabatista
(†decapitada, 19 de julho de 1576)
608.
Lippijntgen Roetsaerts, anabatista (†decapitada, Gand,
19 de julho de 1576)
609.
Jossyne Bornaige, anabatista (†decapitada, 19 de julho
de 1576)
610.
Francisco de la Cruz, dominicano (Lima, 1578)

382

611.
Antonino Cavalcante, apelido Renduni, de Cosenza,
ourives/joalheiro, luterano (†queimado, auto de fé, Palermo,
Praça Bologni, 10 de agosto de 1582)
612.
Borro d'Arezzo, luterano, (†queimado vivo, 7 de
fevereiro de 1583)
613.
Diego López, luterano, (†queimado vivo, 18 de fevereiro
de 1583)
614.
Domenico Danzarelli, luterano, (†queimado vivo, 18 de
fevereiro de 1583)
615.
Prospero d'Imperatore d'Africa, de Barberia, luterano (†
estrangulado e queimado, Campo dei Fiori, Roma, 18 de
fevereiro de 1583)
616.
Gabriel Enriquez, português, luterano (†queimado vivo,
Campo dei Fiori, 18 de fevereiro de 1583)
617.
Ludovico Moro, luterano, (†queimado vivo, 10 de julho
de 1583)
618.
Camillo Lomaccio, frade, luterano (†estrangulado, prisão
de Tor Nona, Roma, 23 de julho de 1583)
619.
Giulio Carino, frade, luterano (†estrangulado, prisão de
Tor Nona, Roma, 23 de julho de 1583)
620.
Leonardo di Andrea, luterano (†estrangulado, prisão de
Tor Nona, Roma, 23 de julho de 1583)
621.
Pietro Benato, luterano (†queimado vivo, 26 de abril de
1585)
622.
Giacomo Paleologo, humanista, dominicano, antitrinitário
(†decapitado prisão de Tor Nona e depois queimado em
Campo dei Fiori, Roma, 22 de março de 1585)
623.
Hans Aichner, huterita, (†decapitado e queimado,
Berkhausen, 13 agosto 1585)
624.
Wolf Raufer, huterita, (†decapitado e queimado,
Berkhausen, 13 agosto 1585)
625.
Jörg Bruckmaier, huterita, (†decapitado e queimado,
Berkhausen, 13 agosto 1585)
626.
Giovanni Simone Francano ou Franzano, lombardo
(†queimado vivo, auto de fé, Palermo, 1º de maio de 1586)

383

627.
Annibale Capello, sacerdote, polemista antipapal, herege
(†mutilado e enforcado, Roma, 14 novembre 1587)
628.
Michiel Buyse, anabatista, (†estrangulado e exposto,
castelo de Gravensteen, Gand, 13 de abril de 1589)
629.
Joos de Tollenaere, anabatista, (†estrangulado e
exposto, castelo de Gravensteen, Gand, 13 de abril de 1589)
630.
Joosyne Swyntz, anabatista, (†estrangulada, castelo de
Gravensteen, Gand, 13 de abril de 1589)

Castelo de Gravensteen

631.
Giacomo Bruto, piemontese, (†queimado vivo, auto de
fé, Palermo, 28 de outubro de 1591)
632.
Aeltjen Baten, anabatista, (†afogada, Liegi, fim de
outubro de 1593)
633.
Maeyken Wouters, anabatista, (†afogada, Liegi, fim de
outubro de 1593)
634.
Francesco Gambonelli († 1594)
635.
Marcantonio Valena († 1594)

384

636.
Francesco Pucci (†decapitado e queimado, Roma, 5
luglio 1597)
637.
Celestino da Verona (Giovanni Antonio Arrigoni), frade
capuchinho, herege reincidente e teimoso (†queimado vivo,
Roma, praça Campo dei' Fiori, 16 setembro de 1599)
638.
Giordano Bruno, dominicano, filósofo, escritor, herege
obstinado (†queimado vivo, Roma, praça Campo dei' Fiori, 17
de fevereiro de 1600)
639.
Domenico
Scandella,
chamado
Menocchio
(†
Pordenone, 1600)
640.
Maurizio Rinaldi († 1600)
641.
Bartolomeo Coppino († 1601)
642.
Jan Tyskiewicz, unitariano (†queimado vivo, Varsóvia,
16 de novembro de 1611)
643.
Roberto Fedeli, de Rimini, panfletário antipapal, herege (†
decapitado, Roma, 26 de agosto de 1614)
644.
Margherita Cherubina, apelido Arábia, de Pellegret na
Turquia, escrava de Francesco Lombardo, de Palermo,
islamizante (†queimada viva, auto de fé, Palermo, 11 de
fevereiro de 1617)
645.
David Chenich, de Longosol na Turíngia, calvinista
(†queimado vivo em Ucciardone, auto de fé Palermo, igreja de
S. Domenico, 4 de junho de 1617)
646.
Assuero Bisbiach, de Serbardmit (Colônia), anabatista,
viajante alemão (†estrangulado e queimado, auto de fé,
Bologna, 5 de novembro de 1618)
647.
Sebastiano Chine, anabatista, de Juclan (Magonza),
habitante de Troina, barbeiro (†enforcado e queimado, auto de
fé Palermo, 9 de dezembro de 1618)
648.
Arnaldo da Tolosa (ou Arnaldo Tronceus), de Florença,
agostiniano, (†enforcado e queimado, Palermo, 9 dicembre
1618)
649.
Giulio Cesare Vanini, ateu (†língua cortada,
estrangulado e queimado, Tolouse, 9 de fevereiro de 1619)

385

650.
Vincenzo Giampietro, da Picardia, França, habitante de
Siracusa, frade eremita de 50 anos (†queimado vivo, auto de
fé, Palermo, Praça Bologni, 12 de dezembro de 1621)
651.
Antonio Montenegro, sacerdote, escritor anticlerical
(†decapitado, Roma, Torre de Nona, 21 de junho de 1623)
652.
Geremia Rosselli, de Metz, Lorena, França, 28 anos,
calvinista, apóstata (†queimado, auto de fé Palermo, 13 de
fevereiro de 1628)
653.
Francesco
Manzoli,
marquês,
escritor
anticlerical
(†decapitado, Roma, 30 de novembro de 1636)
654.
Antonio de Acunha, de Arronches, Portogallo, marrano
(judeu convertido), (†queimado vivo, Lima, 23 de janeiro de
1639)
655.
Antonio
Corderes,
marrano
(judeu
convertido),
(†queimado vivo, Lima, 23 de janeiro de 1639)

386

656.
Diego López de Fonseca, de Badajoz, marrano (judeu
convertido), (†queimado vivo, Lima, 23 de janeiro de 1639)
657.
Manuel Baptista Pérez, marrano (judeu convertido),
(†queimado vivo, Lima, 23 de janeiro de 1639)
658.
Manuel de la Rosa, marrano (judeu convertido),
(†queimado vivo, Lima, 23 de janeiro de 1639)
659.
Diego La Matina, agostiniano (†queimado vivo, autodafé
Palermo, Piano S. Erasmo, 17 de março de 1658)

O Plano de St. Erasmus contou com uma ampla área no leste da "cidade murada",
na fronteira com o Rio Oreto, na Marina de Palermo. Ele teve uma vida longa e
turbulenta, como o provam os nomes de lugares, desde os palácios dos nobres ali
construídos e pela Inquisição que ali queimava pessoas.

660.
Vincenzo Scatolari, escritor anticlerical, herege (†
enforcado, Roma, 2 agosto 1685)
661.
Beatriz Kimpa Vita, profeta congolêsa, fundadora do
movimento cristão "Antonianismo" (Esse movimento ensinou que

387

Jesus e outras figuras cristãs eram do Império do Kongo. Kimpa

Vida foi capturada perto de sua cidade natal e queimada na
capital temporária Evululu, como herege em 1706, por
forças leais a Pedro IV. Ela foi julgada sob a lei do Kongo
como bruxa e herege, com o consentimento e conselho dos
frades capuchinhos Bernard Gallo e Lorenzo da Lucca.),
(†queimada em Evululu, Congo, 1706)
662.
Filippo Rivarola, abade, panfletário antipapal, herege
(†decapitado, Roma, 4 de agosto de 1708)
663.
Gaetano Volpini, abade, escritor, herege (†decapitado,
Roma, 3 de fevereiro de 1720)
664.
Maria Barbara Carillo, de Jaen, Andaluzia, judaizante,
de 95 anos (†queimada viva, Madri, 18 de maio de 1721)
665.
Geltruda
Maria
Cordovana,
beneditina,
quietista
(†queimada viva, auto de fé, Palermo - Praça Marina, 6 de abril
de 1724)
666.
Romualdo
de
Sant'Agostino
(Ignazio
Barberi),
agostiniano, quietista (†queimado vivo, Palermo - Praça Marina,
6 de abril de 1724)
667.
Enrico Trivelli, escritor, herege (†decapitado, Roma, 23
de fevereiro de 1737)

Incrível, ainda em pleno século 18, os cristãos queimavam pessoas por
exercer o seu livre-arbítrio e sua liberdade religiosa, de opinião e de
pensamento.

388

2 - Pessoas executadas pela Igreja Anglicana

Jan Hus na fogueira. Ele iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de
John Wycliffe. Os seus seguidores ficaram conhecidos como os hussitas. A Igreja
Católica não perdoou tais rebeliões e ele foi excomungado em 1410. Condenado
pelo Concílio de Constança, foi queimado vivo e morreu cantando um cântico. Foi
um precursor do movimento protestante.

389

1. Tommaso Moro, foi um humanista, escritor e político católico
inglês; é venerado como santo da Igreja católica, canonizado
como mártir por Pio XI em 1935. (†decapitado, Londres, 6 de
julho de 1535).
2. William Horne, Beato Guglielmista: monge cartuxo, a partir de 4
de maio de 1535, os monges da Cartuxa, em Londres, foram
repetidamente presos, torturados e levados a julgamento, de
forma individual ou em grupos, e 19 deles foram condenados à
morte. (†enforcado, Londres, 4 de novembro de 1540). [1]
3. John Houghton, Sacerdote cartuxo, (†enforcado, Londres, 4
de maio de 1535).
4. Robert Lawrence, Sacerdote cartuxo, (†enforcado, Londres, 4
de maio de 1535).
5. Augustine Webster, Sacerdote cartuxo, (†enforcado, Londres, 4
de maio de 1535).
6. Richard Reynolds, Sacerdote brigidino, (†enforcado, Londres,
4 de maio de 1535).
7. John Stone, Sacerdote agostiniano, (†enforcado, Canterbury,
Inglaterra, 23 de dezembro de 1539).
8. Anne Askew, poeta, protestante (†queimada viva, Smithfield,
16 de julho 1546).
9. Joan Bocher, anabatista menonita (†queimada viva, Smithfield,
2 de maio de 1550).
10. Anna Cantiana, anabatista menonita (†queimada viva,
Smithfield, 2 de maio de 1550).
11. George van Parris, († 1551).
12. Cutberto Mayne, Sacerdote, (†impiccato, Launceston, 30 de
novembro 1577).
13. Edmund Campion, Sacerdote jesuita, (†decapitado, Londres,
1º de dezembro de 1581).
14. Ralph Sherwin, Sacerdote católico, 1º de dezembro de 1535
15. Alexander Briant, Sacerdote jesuita, 1º de dezembro de 1535
16. John Paine, Sacerdote, Chelmsford, 2 de abril de 1582
17. Luke Kirby, Sacerdote católico, (†enforcado, Tyburn, 30 de
maio de 1582.

390

18. Richard Gwyn, Leigo, pai de família e profesor escolar, professou
a fé católica e, preso por ter persuadidos outros a abraçá-lo,
depois de longos tormentos, convicto na fé, foi enforcado e
estripado vivo. Wrexham, Galles, 17 de outubro de 1584.
19. Hendrik Terwoort, ourives flamengo, anabatista (†queimado
vivo, Smithfield, Londres, 22 de julho de 1575).
20. Jan Pietersz Wagenmaker, fabricante de rodas flamengo,
anabatista (†queimado vivo, Smithfield, Londres, 22 de julho
de 1575).
21. Matthew Hamont, († 1579)
22. Patrick O'Hely, bispo católico, (†decapitado, Kilmallock, 31 de
agosto de 1579).
23. Conn O'Rourke, franciscano, (†decapitado, Kilmallock, 31 de
agosto de 1579).
24. Patrick Cavanagh, leigo católico, (†enforcado, Wexford, 5 luglio
1581).
25. John Lewes, († 1583).
26. Peter Cole, († 1587).
27. Margaret Clitherow, Leiga, (†esmagada até a morte sob um
enorme peso, Tyburn, York, 25 de março de 1586).
28. Margaret Ward, Leiga, (†enforcada, 30 de agosto de 1588).
29. Francis Kett, médico e sacerdote anglicano, antitrinitário
(†queimado vivo, Castello di Norwich, 14 de janeiro de 1589).
30. Edmund Gennings, Sacerdote católico, (†enforcado Londres,
Inglaterra, 10 de dezembro de 1591).
31. Swithun Wells, Leigo católico, (†enforcado Londres, Inglaterra,
10 de dezembro de 1591).
32. Eustace White, Sacerdote católico, (†enforcado Londres,
Inglaterra, 10 de dezembro de 1591).
33. Polydore Plasden, Sacerdote católico, (†enforcado Londres,
Inglaterra, 10 de dezembro de 1591).
34. John Boste, Sacerdote católico, (†enforcado e estripado vivo,
Durham, Inglaterra, 24 de julho de 1593.
35. Robert Southwell, Sacerdote jesuita, (†enforcado, Tyburn,
Londres, Inglaterra, 21 de fevereiro de 1595).

391

36. Henry Walpole, Sacerdote jesuíta, (†enforcado e estripado,
York, Inglaterra, 7 de abril de 1595).
37. Philip Howard, Leigo, (†sofrimento e tortura, Londres,
Inglaterra 1595).
38. John Jones, Sacerdote dos Frades Menores, (†enforcado, Saint
Thomas Waterings, Inglaterra, 12 de julho de 1598)
39. John Rigby, Leigo, (†enforcado e estripado enquanto ainda
estava vivo. Southwark, Londres, Inglaterra, 21 de junho de
1600).
40. Anne Line, Leiga, (†enforcado, Londres, Inglaterra, 27 de
fevereiro de 1601).
41. Nicholas Owen, Religioso jesuíta, (†torturado até a morte,
pendurado no cavalete pelos pulsos e com pesos nos tornozelos;
depois de seis horas seu corpo foi destroçado pela tração.
Londres, Inglaterra, 22 de março de 1606).
42. Thomas Garnet, Sacerdote jesuíta, (†enforcado, Londres, 23 de
junho de 1608).
43. John Roberts, Sacerdote benedetino, (†enforcado, Tyburn,
Inglaterra, 10 de dezembro de 1610).
44. John Almond, Sacerdote, (†enforcado, Londres, Inglaterra, 5 de
dezembro de 1612).
45. Connor O'Devany, bispo católico, (†enforcado, Dublin, Irlanda,
11 de fevereiro de 1612).
46. Patrick O'Loughran, sacerdote católico, (†enforcado, Dublin, 11
de fevereiro de 1612).
47. Bartholomew Legate, anglicano, antitrinitário, († queimado
vivo, Smithfield, 18 de março de 1612). Foi a última pessoa
queimada viva em Londres por suas opiniões religiosas.
48. Edward Wightman, anglicano, antitrinitário, († arso vivo, Lichfield
11 de abril de 1612). Foi a última pessoa queimada viva na
Inglaterra.
49. Edmund Arrowsmith, Sacerdote jesuíta, (†enforcado,
Lancaster, 28 agosto 1628).
50. Ambrose Edward Barlow, Sacerdote benedetino, (†enforcado,
Tyburn, Inglaterra, 10 de setembro de 1641).

392

51. Alban Bartholomew Roe, Sacerdote benedetino,(†enforcado,
Tyburn, Inglaterra, 21 de janeiro de 1642)
52. Henry Morse, Sacerdote jesuíta, (†enforcado, Tyburn, Londra,
Inghilterra, 1º de fevereiro de 1645)
53. Terence Albert O'Brien, bispo católico, (†decapitado,
Limerick, 31 de outubro de 1651)
54. John Southworth, Sacerdote católico, (†enforcado, Tyburn,
Londres, Inglaterra, 28 de junho de 1654)
55. John Plessington, Sacerdote católico, (†enforcado, Chester,
Inglaterra, 19 de julho de 1679)
56. Philip Evans, Sacerdote jesuíta, (†enforcado e esquartejado,
Cardiff, Galles, 22 de julho de 1679)
57. John Lloyd, Sacerdote cattolico, (†enforcado e esquartejado,
Cardiff, Galles, 22 de julho de 1679)
58. Giovanni Wall (Gioacchino di Sant’Anna), Sacerdote dos Frades
Menores, (†enforcado e esquartejado, Worcester, Inglaterra,
22 de agosto de 1679)
59. John Kemble, Sacerdote cattolico, († impiccato, Hereford,
Inghilterra, 22 agosto 1679)
60. David Lewis, Sacerdote jesuíta, (†enforcado, Usk, Galles, 27 de
agosto de 1679)
61. Cayetano Ripoll. Professor escolar. (†enforcado, como deísta
impenitente, Espanha, 31 de julho de 1826) cfr.: A.S.
Turberville. L'inquisizione spagnola. Feltrinelli Editore Milano.
1957. (Universale economica).

393

3 - Pessoas executadas pela Igreja Ortodoxa
1. Basilio il fisico (†1118), expoente do bogomilismo.
2. Avvakum Petrovich, escritor e reformador ortodoxo,
(†queimado vivo, Pustozёrsk, 14 de abril de 1682). Santificado
pelo movimento Velhos Crentes (movimento russo contra as
reformas da Igreja Ortodoxa introduzidas pelo Patriarca Nikon.)
3. Quirinus Kuhlmann escritor, teólogo, místico milenarista,
alemão, (†queimado vivo, Mosca, Rússia, 4 de outubro de
1689)
4. Conrad
Nordermann
comerciante,
milenarista,
alemão,
(†queimado vivo, Mosca, 4 de outubro de 1689)

4 - Pessoas executadas por calvinistas e zwinglianistas
1. Felix Manz, anabatista (†afogado, Zurigo, 5 de janeiro de
1527)
2. Lorenz Aeberli, anabatista, (†decapitado, Berna, 3 de junho de
1539)
3. Michele Serveto, antitrinitário (†queimado vivo, Genebra, 27
de outubro de 1553)
4. Giovanni Valentino Gentile, antitrinitário (†decapitado, Berna,
10 de setembro de 1566)

394

5 - Bibliografia

















Vito La Mantia, L'Inquisizione in Sicilia. Serie dei rilasciati al braccio secolare,
1487-1732. Documenti su l'abolizione dell'Inquisizione (1782), Palermo, A.
Giannitrapani, 1904. O autor fornece uma lista de 457 condenados à fogueira,
queimados vivos ou "em efígie," da Inquisição siciliana.
Andrea Del Col, L'Inquisizione in Italia, Milano, Mondadori, 2006.
Elena Brambilla, Alle origini del Sant'Uffizio, Bologna, Il Mulino, 2000.
Guido Dall'Olio, Eretici e Inquisitori nella Bologna del '500, Bologna, I.S.B., 1999.
Francesco Renda, L'Inquisizione in Sicilia, Palermo, Sellerio Editore, 1997,
ISBN 88-389-1293-9. O autor fornece uma lista dos autos da fé executados em
Palermo e os nomes de seus mártires, de acordo com os documentos da
Inquisição salvos da destruição.
Bartolomé Bennassar, Storia dell'Inquisizione spagnola, Milano, Rizzoli, 1994.
Romano Canosa, Storia dell'Inquisizione in Italia, vol. 1-6, Milano, Sapere 2000,
1986-2000.
Giovanni Merlo, Eretici ed Eresie medievali, Bologna, Il Mulino, 1989.
Anne Brenon, I Catari, Convivio, 1990.
Fra Eliseo Masini, Il manuale dell'Inquisizione (1665), Xenia, 1990.
Eymerich-Pena, Il manuale dell'Inquisitore, edição crítica de Sala Molins, Fanucci,
2000.
Grado G. Merlo, Streghe, Il mulino, 2006, ISBN 88-15-11392-4.
Benito La Mantia, La lingua e il boia. Il processo inquisitoriale a Niccolò Franco,
Ragusa, Sicilia Punto L, 1999.
Leopold von Ranke, Storia dei papi, por Delio Cantimori, Firenze, Sansoni, 1974.
Elena Brambilla, La giustizia intollerante. Inquisizione e tribunali confessionali in
Europa, secoli IV-XVIII, Roma, Carocci, 2006, ISBN 88-430-3875-3.
Nathan Wachtel, La logica dei roghi. UTET 2010 (www.utetlibreria.it). Inquisição
Espanhola e Portuguesa. Relatório dos processos do século XVIII. Análise do
sistema inquisitorial e comparação com os sistemas totalitários modernos.
A.S. Turberville. L'inquisizione spagnola. Feltrinelli Editore Milano. 1957.
(Universale economica).
Louisa A. Burnham, A Prosopography of the Beguins and Spiritual Friars of
Languedoc, in «Oliviana», 2, 2006. A autora fornece uma lista de 298 begardos e
espirituais condenados no século XIV em Languedoc.
Ugo Gastaldi, Storia dell'anabattismo dalle origini a Münster (1525-1535), Torino,
Claudiana, 1992 ISBN 88-7016-157-9

6 - Fonte principal online
1.
2.
3.

Traduzido do italiano, editado e ampliado com links e imagens por JL:
http://it.wikipedia.org/wiki/Lista_di_persone_giustiziate_per_eresia
Esta lista será atualizada na internet.

395

8 - Crimes do Cristianismo, alguns números >>>

Os números das mortes provocadas por Deus estão muito bem
contabilizados em muitos livros e sites da web, já que estão
baseados em cifras que a própria Bíblia oferece de forma muito
clara e precisa. Tentar obter cifras aproximadas dos assassinatos
em nome do Cristianismo não implica diretamente que Jesus ou a
Bíblia sejam responsáveis diretos destas mortes, simplesmente se
assume que muitas pessoas “mal interpretaram” de boa ou má fé
as escrituras e as utilizaram para ceifar a vida de muitos seres
humanos de forma cruel. Também é óbvio que a imensa maioria
dos cristãos é formada de excelentes pessoas (embora iludidas e
manipuladas pelos parasitas religiosos) e o assassinato de outro
ser humano é um ato execrável e injustificável por qualquer
396

motivo, mais ainda em nome de seres imaginários. Mas não é
possível negar que muitos utilizaram esse cristianismo como arma
para manipular, matar e satisfazer interesses pessoais. E é sobre
estes atos abomináveis de pessoas abomináveis agindo em nome
de um Deus imaginário que tratamos aqui.

DATA

LUGAR

EVENTO

RELAÇÃO COM O
CRISTIANISMO

33-313

Império Romano

Perseguição dos
cristãos

416

Alexandria

425

Pavia - Italia

561

Monte Ben Bulmen
(Irlanda)

Assassinato de
Hipátia
Assassinato de
Boécio
A Batalha dos
Livros

Rejeição ao poder
do Império
Romano pelos
cristãos recémconvertidos
Heresia.

Idade
Média

Suíça

Inquisição

Idade
Média
Idade
Média
Idade
Média
10961291

Polônia/Lituânia

NÚMERO
DE
MORTOS
100.000

1

Intrigas religiosas.

1
3.000

Inquisição

Disputas entre
cristãos pela cópia
de um livro.
A Igreja Católica
implantou mortes
por Heresia.
Heresia.

10.000

Alemanha

Inquisição

Heresia.

25.000

Dinamarca/Norueg
a
Europa

Inquisição

Heresia.

1.350

Cruzadas

5.000.000

Séc. XIIXV
1320

Espanha

Inquisição
Espanhola
Cruzada dos
Pastores

Campanha católica
para recuperar as
“terras santas”.
Heresia.

300

1349

Estrasburgo,
França

Campanha católica
para recuperar as
“terras santas”.
Judeus
assassinados
acusados de terem
causado a peste
negra.

Espanha

Queima de
Judeus

397

4.000

31.912

2.000

1365

Florencia

Assassinato de
Giovanni di
Giovanni

1357

Veneza

1370

Amberes, Bélgica

1431

Ruan, Francia

1492

Roma

Assassinatos de
Giovanni
Braganza e
Nicoleto
Marmagna
Assassinatos de
Jan van
Aersdone e
Willem Case
Assassinato de
Joana D´Arc
Tratamento
“médico” do
Papa Inocencio
VIII

1513

Panamá

15241525

Império RomanoGermânico

1526

Hungria

1529

Viena – Áustria

1533

Cuzco, Perú

1535

Espanha

1571

Lepanto - Grécia

1572

França

15621598

França

***Assassinato
de uma
comunidade de
homossexuais.
Guerra dos
campesinos
alemães

Batalha de
Mohács
Primeiro sitio de
Viena
****Assassinat
o de Atahualpa
Assassinato de
Juan del Castillo
Batalha de
Lepanto
Assassinato dos
Huguenotes

Guerras
religiosas

398

Assassinato e
tortura por
homossexualidade
.
Assassinato por
homossexualidade
.

1

Assassinato por
homossexualidade
.

2

Bruxaria

1

Morte de 3
crianças sangradas
ao usar seu
sangue para
medicar o Papa.
Assassinato por
homossexualidade
, por Vasco Nunes
de Balboa.
Cobrança
excessiva de
dízimo pela igreja
precipitou o
conflito.
Muçulmanos vs
Cristãos.
Muçulmanos vs
Cristãos.
Idolatria e heresia

3

130.000

Heresia

1

Muçulmanos vs
Cristãos.
Assassinato dos
protestantes por
Catarina de Médici
e seu filho, o rei
Carlos IX
(Católicos).
O enfrentamento
entre católicos e
protestantes
deixou entre 2 e 4

37.000

2

50

35.000
97.000
1

10.000

3.000.000

Séc.
XVIXVIII
Séc.
XVI-XVII
16181648
1683

Portugal

Inquisição
Portuguesa

Roma

Inquisição
Romana
Guerra dos 30
anos
Segundo sitio de
Viena
As Bruxas de
Salém
O Massacre dos
Sodomitas

Viena – Áustria

16921693
1730

Massachusetts,
USA
Holanda

1731

Faan, Holanda

1750

França

18091902

Colombia e Panamá

18101821
18131826
1816

México

Europa

Chile
Londres

Assassinatos de
un grupo de
jovens.
Assassinatos de
Jean Diot e
Bruno Lenoir
Guerra dos
1000 dias

Independência
do México
Independência
do Chile
Execução de 4
homens
**Intervenção
americana
Guerra da
Reforma

18461848
18571861

México

18611865

EUA

Guerra da
Secessão

19171922

Russia

Guerra civil
russa

México

399

milhões de
mortos.
Heresia.

1.846

Heresia.

1.250

Protestantes vs
Católicos.
Influência
religiosa.
Heresia

3.000.000

Assassinato por
homossexualidade
.
Assassinato por
masturbação.

75

Homossexualidade
e Sodomia

2

Modificações
legislativas com
fins religiosos
iniciaram revoltas
por parte dos
liberais.
Marcada influência
religiosa.
Marcada influência
religiosa.
Homossexualidade
e Sodomia
Marcada influência
religiosa.
Descontentamento
da Igreja com o
estabelecimento
de um estado
laico.
Um lado defendia
a escravidão
(porque a Bíblia
permite).
Conflito entre o
povo, o governo e
a Igreja ortodoxa.

120.000

16.000
26

22

500.000
30.000
4
23.000
8.000

970.000

20.000.00
0

19331945

Europa

Holocausto Nazi

19361936

Espanha

Guerra Civil

1938

Grécia

Assassinato de
pagãos

19832005
19751990
19692001
1994

Sudão

Guerra Civil.

Líbano

Guerra Civil
Libanesa
Conflito da
Irlanda do Norte
*Genocídio em
Ruanda
Bombardeio da
Praça de Maio
Linchamento de
São Miguel
Canoa

Irlanda do Norte
Ruanda

1955

Argentina

1968

Puebla, México

1976

Argentina

1976

Argentina

1976

Argentina

1998

Fort Collins,
Colorado. USA

1978

San Francisco, USA

19912001

Yugoslavia

Massacre de
Fátima
Massacre de
Palomitas
Massacre de
Margarita Belén
Assassinato de
Matthew
Shepard
Assassinato de
Harvey Milk
Genocidio
Yugoslavo

400

Hitler era cristão e
uma de suas
desculpas para
cometer o
Holocausto foi que
"Os judeus
mataram Jesus",
entre outros
tantos motivos..
Apoio da Igreja
Católica a Franco e
a intensa
perseguição
religiosa. (ver “A
Igreja de Franco”).
Leis promulgadas
contra a conversão
de outras religiões
que não a
Ortodoxa grega.
Muçulmanos vs
Cristãos.
Sunitas, Xiitas e
Cristãos.
Protestantes vs
Católicos.
Conflitos
religiosos.
Influência e apoio
da Igreja Católica.
5 jovens linchados
sob acusação do
pároco de serem
comunistas
Influência e apoio
da Igreja Católica.
Influência e apoio
da Igreja Católica.
Influência e apoio
da Igreja Católica.
Assassinato por
homossexualidade
.
Homossexualidade
e Sodomia
Servios ortodoxos
Vs Croatas e
Católicos Vs

6.000.000

500.000

500

2.000.000
130.000
3.526
500.000
308
4

30
11
22
1

1
165.000

1912

Quito, Equador

A Fogueira
Bárbara

2011

Noruega

O Massacre de
Utoya

TOTAL

Bosnios
Musulmanos
Intrigas da religião
oficial para
assassinar líderes
politicos.
Perpetrados por
Anders Breivik
extremista cristão
auto-qualificado
como
anticomunista e
asseasino de
Ateus.

42.456.338

401

9

76

*: Padres, freiras, pastores e bispos tomaram o seu partido em ambos os
lados. Pelo menos 300 clérigos e freiras foram mortos por serem tutsis ou
porque estavam ajudando os tutsis. Outros, da etnia hutu, apoiaram ou até
mesmo colaboraram com os matadores.
**: A Guerra Mexicano-Americana foi o primeiro grande conflito impulsionado
pela ideia de Destino Manifesto, a crença de que a América tinha um direito
dado por Deus, o destino de expandir as fronteiras do país de "costa a costa".
***: Gravura de Theodor de Bry (1594): Vasco Núñez de Balboa 'larga'
mortalmente seus cachorros de ataque sobre um grupo de homossexuais da
América Central.
****: Durante muito tempo Atahualpa permaneceu preso, pois os espanhóis
tinham interesse em manter contato para desvendar algumas localizações
estratégicas. Mas, por não aceitar a doutrina católica, acabou sendo
condenado segundo as leis da Igreja, por poligamia, assassinato de ente
familiar e tirania. Morreu enforcado em julho de 1533, pena considerada leve
por seus contatos com Pizarro.

402

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403

Mais conteúdo recomendado

404

Livros recomendados

570 páginas
Mentiras Fundamentais da
Igreja Católica é uma
análise profunda da Bíblia,
que permite conhecer o
que se deixou escrito, em
que circunstâncias, quem o
escreveu, quando e, acima
de tudo, como tem sido
pervertido ao longo dos
séculos. Este livro de Pepe
Rodriguez serve para que
crentes e não crentes
encontrem as respostas
que sempre buscaram e
posaam
ter
a
última
palavra.
É
uma
das
melhores
coleções
de
dados sobre a formação
mitológica do cristianismo
no Ocidente. Um a um,
magistralmente, o autor
revela
aspectos
mais
questionáveis
da

judaico-cristã.

317 páginas

198 páginas

Com grande rigor histórico
e
acadêmico
Fernando
Vallejo desmascara uma fé
dogmática que durante
1700 anos tem derramado
o sangue de homens e
animais
invocando
a
enteléquia de Deus ou a
estranha mistura de mitos
orientais que chamamos de
Cristo, cuja existência real
ninguém
conseguiu
demonstrar. Uma obra que
desmistifica e quebra os
pilares de uma instituição
tão arraigada em nosso
mundo atual.
Entrevista
AQUI.

com

405

o

autor

Originally published as a
pamphlet in 1853, and
expanded to book length in
1858, The Two Babylons
seeks to demonstrate a
connection between the
ancient
Babylonian
mystery
religions
and
practices of the Roman
Catholic
Church.
Often
controversial, yet always
engaging,
The
Two
Babylons comes from an
era when disciplines such
as
archeology
and
anthropology were in their
infancy, and represents an
early attempt to synthesize
many of the findings of
these areas and Biblical
truth.

600 páginas

600 páginas

“Dois informadíssimos volumes de Karlheinz Deschner
sobre a política dos Papas no século XX, uma obra
surpreendentemente silenciada peols mesmos meios de
comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a
compreensão
do
surgimento
de
algumas
monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
País Basco”.
Fernando Savater. El País, 17 de junho de 1995.
“Este segundo volume, como o primeiro, nos oferece uma
ampla e sólida informação sobre esse período da história
da Igreja na sua transição de uma marcada atitude de
condescendência com regimes totalitários conservadores
até uma postura de necessária acomodação aos sistemas
democráticos dos vencedores ocidentais na Segunda
Guerra Mundial”.
Gonzalo Puente Ojea. El Mundo, 22 de outubro de 1995.
Ler online volume 1 e volume 2 (espanhol). Para comprar
(Amazon) clique nas imagens.

406

312 páginas
"Su visión de la historia de
la Iglesia no sólo no es
reverencial, sino que, por
usar
una
expresión
familiar, ‘no deja títere con
cabeza’. Su sarcasmo y su
mordaz
ironía
serían
gratuitos si no fuese porque
van de la mano del dato
elocuente y del argumento
racional. La chispa de su
estilo se nutre, por lo
demás,
de
la
mejor
tradición volteriana."
Fernando Savater. El País,
20 de mayo de 1990

136 páginas

480 páginas

304 páginas

De una manera didáctica,
el profesor Karl Deschner
nos ofrece una visión crítica
de la doctrina de la Iglesia
católica y de sus trasfondos
históricos. Desde la misma
existencia de Jesús, hasta
la polémica transmisión de
los
Evangelios,
la
instauración y significación
de los sacramentos o la
supuesta infalibilidad del
Papa.
Todos estos asuntos son
estudiados, puestos en
duda y expuestas las
conclusiones en una obra
de rigor que, traducida a
numerosos idiomas, ha
venido a cuestionar los
orígenes,
métodos
y
razones de una de las
instituciones
más
poderosas del mundo: la
Iglesia católica.

“Se bem que o cristianismo
esteja hoje à beira da
bancarrota
espiritual,
segue impregnando ainda
decisivamente nossa moral
sexual, e as limitações
formais de nossa vida
erótica continuam sendo
basicamente as mesmas
que nos séculos XV ou V, na
época de Lutero ou de
Santo Agostinho. E isso nos
afeta a todos no mundo
ocidental, inclusive aos não
cristãos ou aos anticristãos.
Pois o que alguns pastores
nômadas
de
cabras
pensaram há dois mil e
quinhentos anos, continua
determinando os códigos
oficiais desde a Europa até
a América; subsiste uma
conexão tangível entre as
ideas sobre a sexualidade
dos
profetas
veterotestamentarios ou de
Paulo e os processos penais
por conduta desonesta em
Roma, Paris ou Nova York.”
Karlheinz Deschner.

"En temas candentes como
los del control demográfico,
el uso de anticonceptivos,
la ordenación sacerdotal de
las mujeres y el celibato de
los sacerdotes, la iglesia
sigue anclada en el pasado
y bloqueada en su rigidez
dogmática. ¿Por qué esa
obstinación que atenta
contra la dignidad y la
libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo
dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.

407

1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua: Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios

408

7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III

Sua obra mais ambiciosa, a “História
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Tratase da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por
uma corte em Nuremberg acusado de
difamar a Igreja. Ganhou o processo com uma sólida argumentação, mas
aquela instituição reagiu rodeando suas obras com um muro de silêncio
que não se rompeu definitivamente até os anos oitenta, quando as obras
de Deschner começaram a ser publicadas fora da Alemanha (Polônia,
Suíça, Itália e Espanha, principalmente).

409

639 páginas

414 páginas
LA BIBLIA DESENTERRADA
Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico
israelita,
director
del
instituto
de
arqueología
de
la
Universidad de Tel Aviv y coresponsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le
debe
igualmente
importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos
sobre
los
primeros
israelitas en tierra de Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras
de
Cisjordania.
Es un libro que es necesario conocer.

EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII
¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un
Concordato
con
Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.
El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.

410

513 páginas

326 páginas

480 páginas

En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres
casados,
algunos de los cuales
renunciaron
a
sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes,
sadistas
y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante
sus
días
vendiendo
objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron
padres
de
hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...

Santos
e
pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento
soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim,
uma
de
suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas
em
nenhum
momento soa incompleto
ou
deixa
lacunas.

Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están
de
plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado
durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida
de
Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor
de
ficción
histórica al que proponen
escribir
un
bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.

411

576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul
Johnson's
exceptional
study
of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar
and
author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.

La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico
Richard Elliott Friedman
que se ocupa del proceso
por el cual los cinco libros
de la Torá (Pentateuco)
llegaron a ser escritos.
Friedman sigue las cuatro
fuentes del modelo de la
hipótesis documentaria
pero
se
diferencia
significativamente
del
modelo S de Julius
Wellhausen
en varios
aspectos.

An Atheist Classic! This
masterpiece,
by
the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.

412

391 páginas
PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA
En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir
esos
comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento
jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.

Robert Ambelain, aunque defensor de
la historicidad de un Jesús de carne y
hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y Los
Secretos del Gólgota) de un Jesús para
nada acorde con la descripción oficial
de la iglesia sino a uno rebelde: un
zelote con aspiraciones a monarca que
fue mitificado e inventado, tal y como
se conoce actualmente, por Paulo,
quién, según Ambelain, desconocía las
leyes judaicas y dicha religión, y quien
además usó todos los arquetipos de las
religiones que sí conocía y en las que
alguna vez creyó (las griegas, romanas
y
persas)
arropándose
en
los
conocimientos sobre judaísmo de
personas como Filón para crear a ese
personaje. Este extrajo de cada religión
aquello que atraería a las masas para
así poder centralizar su nueva religión
en sí mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al imperio
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había
concedido dicho imperio (el consejo
judío).

413

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