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174 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

E r i k E r i k s o n es el teórico p o s f r e u d i a n o m á s leído y con m a y o r i n f l u e n c i a tanto en la


bibliografía psicológica como en la prensa p o p u l a r . Se v e n d e n cientos de miles de
ejemplares de sus libros y, en 1970, apareció en las portadas de Newsweek y el New York
Times. Su l i b r o acerca de M o h a n d a s G a n d h i (1969) ganó el p r e m i o Pulitzer y el p r e m i o
nacional d e l l i b r o en Estados U n i d o s .
E r i k E r i k s o n amplió las nociones del psicoanálisis realizando estudios culturales
acerca de la crianza de los niños, biografías psicológicas de grandes personajes y análi-
sis de la interacción de las dinámicas psicológicas y sociales. Su teoría del ciclo vital del
desarrollo d e l y o ha t e n i d o u n a enorme influencia en la psicología y en campos afines.
E r i k s o n también es el f u n d a d o r de la psicohistoria m o d e r n a .
El trabajo de E r i k s o n se basa de manera sólida f u n d a m e n t a l m e n t e en la teoría
psicoanalítica. Desde Freud, nadie h i z o tanto para elaborar y aplicar los p r i n c i p i o s
d e l psicoanálisis a nuevos campos y a los problemas d e l m u n d o actual. D u r a n t e ese
proceso, E r i k s o n desarrolló u n a teoría o r i g i n a l que parte d e l enfoque psicoanalítico,
pero difiere significativamente en cuanto a su alcance, concepto y énfasis. Se ha dicho
que E r i k s o n es " u n f r e u d i a n o no dogmático e m a n c i p a d o " . Sus conceptos acerca de la
identidad y de la crisis de identidad h a n t e n i d o g r a n i n f l u e n c i a profesional en todas las
ciencias sociales y se h a n c o n v e r t i d o en expresiones de uso común.
E r i k s o n es u n teórico b r i l l a n t e e i n t u i t i v o y u n escritor elegante. E n el centro de su
trabajo está la teoría del ciclo v i t a l , u n m o d e l o que integra el crecimiento y la m a d u r a -
ción desde el n a c i m i e n t o hasta la vejez. H i z o tres contribuciones principales al estudie
de la p e r s o n a l i d a d : 1 . que j u n t o con las etapas psicosexuales que formuló Freud, el
i n d i v i d u o atraviesa s i m u l t á n e a m e n t e etapas psicosociales y de d e s a r r o l l o d e l y o :
2. que el desarrollo de la p e r s o n a l i d a d continúa toda la v i d a ; y 3. que cada etapa puede
tener resultados tanto positivos como negativos.

BIOGRAFÍA
Los orígenes de E r i k s o n son poco comunes e incluso oscuros. Nació el 15 de j u n i o de
1902. Su m a d r e , danesa judía, dejó D i n a m a r c a para i r a A l e m a n i a d u r a n t e el embarazo
y se casó con u n médico judío alemán, el doctor H o m b u r g e r . E r i k s o n se consideró a l e
m a n a pesar de su ascendencia danesa; sin embargo, sus condiscípulos lo rechazaban
p o r ser judío. A l m i s m o t i e m p o , sus amigos judíos lo l l a m a b a n goy (no judío) p o r su
apariencia r u b i a de ario.
E r i k s o n creció como E r i k H o m b u r g e r y e m p e z ó a p u b l i c a r con ese n o m b r e . Más
tarde, firmó E r i k H o m b u r g e r E r i k s o n y al final se quedó con E r i k E r i k s o n , literalmente
E r i k , h i j o de Erik, a pesar de que E r i k s o n n o era el a p e l l i d o de su padre biológico. Danés
p o r sus progenitores y alemán p o r nacimiento, luego eligió la n a c i o n a l i d a d estadouni-
dense. Educado como judío, se casó con u n a cristiana y se convirtió al cristianismo.
Su educación f o r m a l se prolongó hasta los 18 años, cuando se graduó de u n g y f l
nasium t r a d i c i o n a l . Allí, h i z o estudios de latín, griego, l i t e r a t u r a alemana e historia
antigua. N o fue u n estudiante m u y dedicado. A l t e r m i n a r la escuela recorrió E u r o p a
después de u n año regresó a casa y se inscribió en u n a escuela de arte. L u e g o de sus
estudios en M u n i c h se m u d ó a Florencia. La v i d a d e l artista era buena para u n joven
que aún no deseaba establecerse; p o r lo tanto, t u v o m u c h a l i b e r t a d y t i e m p o para ex-
plorarse.
E r i k s o n regresó a su casa a los 25 años con la intención de establecerse y enseñar
arte. Fue i n v i t a d o a Viena como maestro en u n a escuela n u e v a para los hijos de las
familias que habían i d o a esa c i u d a d para someterse a psicoanálisis. Enseñó arte, his-
t o r i a y otras materias. Se le d i e r o n las facilidades para crear u n p r o g r a m a educativo
ideal.
La c o m u n i d a d psicoanalítica era m u c h o menos f o r m a l en la década de 192ÍL
Analistas, pacientes con sus f a m i l i a s y amigos asistían j u n t o s a días de campo y otros

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BIOGRAFÍA 175
encuentros sociales. Ahí, E r i k s o n conoció a A n n a F r e u d y otros psicoanalistas p r o m i -
nentes. Ya había sido e x a m i n a d o de manera i n f o r m a l y se le había considerado u n
buen candidato para capacitación analítica. En 1927, E r i k s o n c o m e n z ó su análisis dia-
rio con A n n a Freud en la casa que ella compartía con su padre.
C u a n d o E r i k s o n expresó sus d u d a s acerca de la p o s i b i l i d a d de que u n artista se Estar sorprendido es parte de la
convirtiera en analista, A n n a F r e u d le contestó que el psicoanálisis necesitaba personas disciplina de un clínico. (Erikson,
que a y u d a r a n a los d e m á s a ver. Buena parte de la larga y fructífera carrera de E r i k s o n " 6 3 , p. 100)
fue u n i n t e n t o de hacer eso: p i n t a r exquisitos cuadros verbales con nuevos conceptos
v puntos de vista.
E r i k s o n también estudió el sistema M o n t e s s o r i y fue u n o de los dos únicos h o m -
bres que se g r a d u a r o n en la Asociación de Maestros M o n t e s s o r i en esa época. Su inte-
rés p o r la terapia d e l juego y el análisis i n f a n t i l p r o v i e n e de su docencia constante y la
influencia de su educación M o n t e s s o r i .
En 1929, d u r a n t e u n baile de máscaras de martes de carnaval celebrado en u n
castillo vienes, E r i k s o n conoció a u n a j o v e n , Joan Serson, y se e n a m o r ó casi i n m e d i a -
tamente. Se casaron pocos meses después. Los intereses de Serson eran similares a los
suyos. Era maestra de danza m o d e r n a , tenía u n a licenciatura en educación, u n a maes-
tría en sociología y sabía de psicoanálisis.
A u n q u e su crédito como coautora aparece sólo en los últimos libros de E r i k s o n
| Erikson, E r i k s o n y K i v n i c k , 1986; E r i k s o n y E r i k s o n , 1997), h o y en día se sabe que Joan
Erikson participó activamente en el trabajo intelectual de su esposo. " H a c i a finales de
la década de 1940 [...] recibimos u n a invitación para presentar u n artículo acerca d e l
desarrollo de las etapas de la v i d a [...] El artículo que decidimos presentar [...] fue
'El desarrollo y la crisis de la p e r s o n a l i d a d sana'. Nos pusimos a trabajar con g r a n e n t u -
siasmo" (J. E r i k s o n , 1997, p. 2; cursivas agregadas).
E r i k s o n terminó su capacitación analítica en 1933 y fue aceptado como m i e m b r o
de la Sociedad Psicoanalítica de Viena. D e b i d o al crecimiento del fascismo en E u r o -
pa, E r i k s o n , como m u c h o s otros psicoanalistas, decidió e m i g r a r a Estados U n i d o s . El
cambio fue fácil p o r q u e su esposa tenía ascendencia canadiense y estadounidense. Los
Erikson se establecieron en Boston, d o n d e él ejerció como el p r i m e r psicoanalista i n f a n -
til de la c i u d a d . Le ofrecieron u n puesto en la Escuela de M e d i c i n a de H a r v a r d y e n el
prestigioso H o s p i t a l General de Massachusetts. A d e m á s , e m p e z ó a dar consultas p r i -
vadas y se asoció con la Clínica Psicoanalítica de H a r v a r d , d i r i g i d a p o r H e n r y M u r r a y .
Durante estos años se relacionó con m u c h o s pensadores brillantes y de g r a n influencia,
entre ellos, el p r o p i o M u r r a y , las antropólogas R u t h Benedict y M a r g a r e t M e a d , así
como el psicólogo social K u r t L e w i n .
En 1936, E r i k s o n aceptó u n puesto en la Escuela de M e d i c i n a de Yale e h i z o su
p r i m e r viaje antropológico para observar a los niños sioux en D a k o t a del Sur. Su ensa-
yo acerca de los sioux c o m b i n a la riqueza c u l t u r a l de u n i n f o r m e antropológico con la
rica perspectiva psicológica de u n clínico capacitado. Entre los sioux, observó u n nue-
vo fenómeno: síntomas psicológicos, que incluían la falta de u n a i d e n t i d a d clara, rela-
cionada con u n sentimiento de pérdida de la tradición c u l t u r a l . M á s adelante, observó
una confusión de i d e n t i d a d s i m i l a r entre los veteranos de la Segunda Guerra M u n d i a l
que sufrían padecimientos emocionales. Las crisis de i d e n t i d a d del p r o p i o E r i k s o n y
su b ú s q u e d a persistente p o r descubrir quién fue su padre lo h i c i e r o n p a r t i c u l a r m e n t e
sensible a este concepto ( F r i e d m a n , 1999).
Los E r i k s o n se m u d a r o n a C a l i f o r n i a en 1939 y pasaron 10 años en San Francisco.
E r i k s o n continuó su trabajo analítico con niños y realizó proyectos de investigación en
la U n i v e r s i d a d de C a l i f o r n i a , en Berkeley.
En 1950 publicó su p r i m e r y m á s conocido l i b r o , Infancia y sociedad, que contiene
las ideas fundamentales de prácticamente todas sus principales contribuciones: i d e n -
t i d a d , ciclo v i t a l , estudios entre culturas y psicobiografía. Esta obra se ha t r a d u c i d o a
una docena de i d i o m a s ; se u t i l i z a como l i b r o de texto en los centros de capacitación
psiquiátrica, en cursos de psicología y en muchas otras disciplinas académicas de l i -
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cenciatura y posgrado. El m o d e l o de ocho etapas del ciclo v i t a l h u m a n o surgió a p a r t i r


d e l n a c i m i e n t o de su tercer hijo, q u i e n nació con deficiencias en el desarrollo.
Ese m i s m o ario, E r i k s o n dejó Berkeley p o r q u e se negó a f i r m a r u n j u r a m e n t o esta-
tal de lealtad. Junto con m u c h o s otros intelectuales liberales, se rehusó p o r q u e pensaba
que el j u r a m e n t o o b l i g a t o r i o representaba u n a especie de cacería de brujas comunista
en u n a era de p a t r i o t i s m o exacerbado y paranoia. Los E r i k s o n regresaron a Massachu-
setts, al Centro A u s t i n Riggs, u n a de las principales instituciones de capacitación e
investigación psicoanalítica. Ahí, E r i k s o n escribió u n estudio psicológico de M a r t i n
Luther, t i t u l a d o El joven Luther (1958), u n a combinación estimulante e i n n o v a d o r a de
psicoanálisis e historia. El l i b r o despertó g r a n interés entre psicoanalistas, psicólogos,
historiadores y otros científicos sociales.
En 1960, E r i k s o n d i o clases en H a r v a r d . Dos años después, visitó la I n d i a y se re-
unió con varios hindúes que conocieron a G a n d h i y que p a r t i c i p a r o n en el m o v i m i e n t o
(en ambos bandos) de protesta pacífica. Se interesó p r o f u n d a m e n t e en G a n d h i , líder
e s p i r i t u a l y político que transformó u n a i d e n t i d a d hindú negativa de i m p o t e n c i a en
u n a técnica política activa y eficaz. En 1969, mientras se encontraba en H a r v a r d , p u b l i -
có su estudio sobre G a n d h i .
Después de retirarse de H a r v a r d en 1975, E r i k s o n y su esposa regresaron a San
Francisco. Sus escritos e investigaciones, que c o n t i n u a r o n hasta su m u e r t e en 1994,
se centraron p r i n c i p a l m e n t e en la vejez y la última etapa del ciclo v i t a l . Joan E r i k s o n
murió en 1997.

ANTECEDENTES INTELECTUALES
Dos influencias principales c o n f i g u r a r o n las teorías de E r i k s o n : el psicoanálisis y sus
estudios de la v i d a y la educación i n f a n t i l en otras culturas.

Psicoanálisis
El psicoanálisis es único. Es D u r a n t e toda su carrera, E r i k s o n se consideró psicoanalista. A l aplicar el psicoanálisis
la situación de tratamiento a nuevas áreas y los avances recientes de la antropología, la psicología y otras ciencias
en la que los conocimientos sociales, concibió ideas que diferían significativamente de las teorías freudianas bási-
intelectuales han de tomarse cas; sin embargo, sus obras revelan su d e u d a con F r e u d . E n l u g a r de calificarse como
con comprensión emocional, en
neofreudiano, prefirió el término m á s n e u t r a l posfreudiano.
circunstancias cuidadosamente
La naturaleza de sus biografías psicológicas p r o f u n d a s y sus estudios d e l desa-
planeadas y definidas por reglas
r r o l l o de niños y adultos era esencialmente psicoanalítica. " H a b l o del 'darse cuenta',
técnicas. Pero fuera de esa
situación, las interpretaciones no
d e l hacer conciencia m á s que de los hechos o conocimientos, p o r q u e es difícil decir
consiguen lo que logran dentro en el estudio de las situaciones h u m a n a s qué es lo que cabe l l a m a r conocimientos"
de dicho contexto. (Erikson en (Erikson en Evans, 1969, p . 89). C u a n d o encontraba n u e v o m a t e r i a l , r e f o r m u l a b a y
Evans, 1969) a m p l i a b a sus conceptos psicoanalíticos. ,

Cuando comencé a escribir, hace alrededor de 25 años, pensaba que no hacía más que
dar ejemplos nuevos de lo que había aprendido de Sigmund y A n n a Freud. Gradual-
mente me d i cuenta de que cualquier observación original ya impone u n cambio en la
teoría. U n observador de otra generación, en u n medio científico diferente, no puede
evitar progresar en su campo si éste es vital. Incluso u n gran avance como el de Freud
se caracteriza por el interés apasionado de ordenar la información que " l o cautivó",
para utilizar la frase de D a r w i n , por muchas y complejas razones personales y de su
tiempo. Para seguir a tal hombre hay que actuar como él, pero al hacerlo uno difiere.
Lo digo porque hay quienes quisieran superar a Freud, como si sus teorías fueran
opiniones y porque prefieren teorías más agradables o nobles. (Erikson en Evans,
1969, p. 13)

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CONCEPTOS PRINCIPALES 177
En cierta f o r m a , E r i k s o n desarrolló la teoría psicoanalítica para la segunda m i t a d
¿el siglo xx.
Otras culturas
En 1937, E r i k s o n viajó a D a k o t a d e l Sur para investigar la causa de la apatía entre los
sioux en e d a d escolar. Descubrió que estaban atrapados en sistemas de valores contra-
dictorios: los valores tradicionales de la t r i b u , que asimilaban desde la niñez, y los va-
lores de la clase m e d i a de raza blanca, que aprendían en la escuela. E n la c u l t u r a sioux
r.o se valora la p r o p i e d a d n i la competencia. Los sioux habían sido cazadores de búfa-
los y, p o r tradición, quienes l o g r a b a n cazar u n a presa la compartían con sus vecinos.
A l g u n o s años después, E r i k s o n visitó a los i n d i o s y u r o k , que vivían en las már-
genes del río K l a m a t h en el norte de C a l i f o r n i a . Estaba interesado en comparar la e d u -
cación i n f a n t i l y los estilos de p e r s o n a l i d a d de esta sociedad relativamente sedentaria
¿e pescadores, con los estilos de v i d a de los cazadores de las llanuras que había es-
radiado antes. Encontró que la adquisición de bienes era u n a preocupación c o n t i n u a
de los y u r o k , a p r e n d i d a desde los p r i m e r o s años, pues a los niños se les enseñaba a
ahorrar y a v a l o r a r las ganancias de largo plazo m á s que a los i m p u l s o s i n m e d i a t o s , y
a soñar que pescaban salmón y a c u m u l a b a n d i n e r o . Los y u r o k eran m u y distintos de
los sioux y estaban m á s cerca de los valores de la clase m e d i a estadounidense.
El trabajo de E r i k s o n con los sioux y los y u r o k t u v o u n a i n f l u e n c i a i m p o r t a n t e en
sus ideas. Sus estudios de campo también revelan su g r a n h a b i l i d a d para entender los
diferentes p u n t o s de vista y las formas de pensar de culturas m u y distintas de la suya.
En ambas excursiones l o acompañaron antropólogos que ya habían entablado amis-
tades duraderas con los ancianos de las t r i b u s . Gracias a ellos, entró en contacto con
informantes y con información abundante y de p r i m e r a m a n o que nunca había estado
al alcance de u n psicoanalista. A n t e s de e m p r e n d e r la investigación de campo, leyó
informes antropológicos de ambas t r i b u s y no encontró prácticamente ningún detalle
sobre la educación en la infancia, p o r lo que u n a buena parte de su estudio consistió en
preguntar a las ancianas " ¿ c ó m o educaban a sus hijos antes de la llegada del h o m b r e
blanco?". A s í se d i o cuenta de que les gustaba hablar del tema, y de que se p r e g u n t a -
ban p o r qué nadie les había p r e g u n t a d o al respecto.
Sus posteriores planteamientos teóricos s u r g i e r o n en parte de sus observaciones
de otras culturas. Descubrió que las teorías freudianas acerca de las etapas pregenita-
les de desarrollo estaban m u y v i n c u l a d a s con la tecnología y la visión de la c u l t u r a oc-
cidental. El enfoque teórico de E r i k s o n respecto d e l desarrollo de la p e r s o n a l i d a d sana
reflejaba claramente sus conocimientos de p r i m e r a m a n o acerca de otras culturas.
CONCEPTOS PRINCIPALES
El centro de la obra de E r i k s o n es el m o d e l o de ocho etapas de desarrollo, el cual ex-
tiende la teoría psicoanalítica m á s allá de la niñez y abarca t o d o el ciclo v i t a l h u m a n o .
Cada etapa tiene componentes psicológicos, biológicos y sociales, y es resultado de la
precedente.
O t r a contribución i m p o r t a n t e de E r i k s o n f u e r o n sus trabajos precursores de p s i -
cohistoria y psicobiografía, que a m p l i a r o n su conocimiento clínico al estudio de las
personalidades históricas y su i n f l u e n c i a social.
Un modelo epigenético del desarrollo humano
El m o d e l o de E r i k s o n de las etapas del desarrollo h u m a n o , al que llamó epigenético,
es la p r i m e r a teoría psicológica que detalla el ciclo v i t a l h u m a n o , desde la infancia
hasta la m a d u r e z y la vejez. D e acuerdo con E r i k s o n , el crecimiento psicológico se p r o -
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178 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

Con cada paso de una etapa duce de manera similar al del embrión. El término epigénesis i n d i c a que cada elemento
de crecimiento humano al surge de otras partes (epi significa " a r r i b a " y génesis, " o r i g e n " ) . Este m o d e l o plantea
siguiente, debemos despojarnos u n a estructura semejante al crecimiento e m b r i o n a r i o , en el que cada estado es resulta-
de una estructura protectora. do de la maduración del anterior.
Quedamos expuestos y
Los aparatos y sistemas orgánicos tienen su p r o p i o m o m e n t o de crecimiento
vulnerables, pero somos de
y desarrollo de acuerdo con u n a secuencia d e t e r m i n a d a . E r i k s o n explica así el p r i n -
nuevo levadura, embrión, capaces
cipio epigenético: " t o d o lo que crece tiene u n plan de desarrollo d e l que surgen las
de crecer en formas que no
conocíamos antes. (Sheehy, partes, cada u n a a su tiempo, hasta que alcanzan u n estado funcional" (Erikson, 1980a,
1977, p. 29) p . 53).
E l esquema de E r i k s o n del desarrollo h u m a n o tiene dos premisas básicas:

1. Que la personalidad humana, en principio, se desarrolla de acuerdo con los pasos


determinados por la capacidad de progresar, de saber y de relacionarse con una es-
fera social cada vez más extensa de la persona en crecimiento; y 2. que la sociedad,
en principio, tiende a estar constituida de manera que cumpla y estimule la sucesión
de potencialidades para la interacción, y trate de defender y alentar la secuencia y el
ritmo adecuados de desarrollo. (1963, p. 270)

Cada etapa se caracteriza p o r u n a tarea de desarrollo específica, o crisis, que debe re-
solverse antes de pasar a la siguiente. Las fuerzas y capacidades a d q u i r i d a s al resolver
cada etapa i n f l u y e n en la p e r s o n a l i d a d t o t a l y a su vez sufren el i n f l u j o de aconteci-
m i e n t o s anteriores o posteriores; s i n embargo, estas facultades psicológicas son más
proclives a estas influencias en la etapa en la que surgen. Las etapas se suceden en el
m i s m o o r d e n y cada u n a se relaciona sistemáticamente con las demás.
L a tabla 6.1 p r o v i e n e de la p r i m e r a exposición que h i z o E r i k s o n acerca de las
ocho etapas en Infancia y sociedad. Allí se ilustra la progresión de u n a etapa a otra.
A s i m i s m o , cada a t r i b u t o a d o p t a varias f o r m a s antes y después de su etapa crítica. Por
ejemplo, la confianza tiene u n a f o r m a en la adolescencia y otra en la e d a d adulta, pero
ambos casos se basan en u n sentimiento despertado en la niñez.

En chino, la palabra crisis se C r i s i s del d e s a r r o l l o . Cada etapa tiene u n p e r i o d o de crisis en el que sur-
compone de dos ideogramas: gen y se p o n e n a p r u e b a las fuerzas y habilidades que f o r m a n sus elementos esencia-
peligro y oportunidad. les. C o n crisis, E r i k s o n se refiere a u n p u n t o de inflexión, u n m o m e n t o crítico, como
la crisis de u n a fiebre. C u a n d o se resuelve de manera satisfactoria, la fiebre cede y
el i n d i v i d u o comienza a recuperarse. Las crisis son ocasiones especiales en la v i d a ,
" m o m e n t o s de decisión entre avance y retroceso, integración o retraso" (Erikson, 1963,
p p . 270-271). Cada etapa es u n a crisis de aprendizaje, lo que p e r m i t e la adquisición
de nuevas habilidades y a p t i t u d e s . Las crisis no siempre parecen radicales o críticas y
muchas veces sólo se aprecia el m o m e n t o de cambio después de u n t i e m p o .
E r i k s o n señaló que la solución exitosa de la crisis de cada etapa d e l desarrollo
h u m a n o favorece cierta fuerza o v i r t u d psicológica. U t i l i z a el término virtud en su viejo
sentido, como la virtud de u n a m e d i c i n a ; se refiere m á s a las capacidades que a la m o -
r a l . Idealmente, se sale de cada crisis con u n a m a y o r sensación de u n i d a d interior, u n
j u i c i o m á s claro y u n a m a y o r capacidad para f u n c i o n a r efectivamente.

L a s o c h o e t a p a s del d e s a r r o l l o h u m a n o . Las tres p r i m e r a s etapas son


esencialmente u n a amplificación de los conceptos de F r e u d , q u i e n había señalado cua-
tro etapas: oral, anal, fálica y genital, que se relacionan con órganos o patrones c u l t u -
rales específicos. E r i k s o n las extendió hasta convertirlas en conceptos universales del
desarrollo h u m a n o .

Los bebés controlan y educan a 1. Confianza básica versus desconfianza básica. L a p r i m e r a etapa confian-
sus padres tanto como éstos za básica versus desconfianza básica, ocurre cuando nos encontramos m á s desam-
a ellos. (Erikson, 1963, p. 69) parados y dependientes de los demás para satisfacer nuestras necesidades físicas y

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T A B L A 6.1 L a s o c h o etapas postuladas p o r E r i k s o n y sus v i r t u d e s relacionadas
Integridad
versus
VIII desesperación
Vejez SABIDURÍA
Productividad
versus
VII estancamiento
Madurez CUIDADO
Intimidad
versus
VI aislamiento
Juventud AMOR
Identidad
versus
confusión de
V identidad
Adolescencia FIDELIDAD
Diligencia versus
IV inferioridad
Edad escolar COMPETENCIA
Iniciativa
III versus culpa
Edad de juego PROPÓSITO
Autonomía
versus vergüenza
II y duda
Niñez temprana VOLUNTAD
Confianza
básica
versus
desconfianza
1 básica
Infancia ESPERANZA
I 2 3 4 5 6 7 8
Fuente: tomada de Erikson, 1982, pp. 56-57.
ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

reflexión personal
CONFIANZA
C o m p a r t a la experiencia de "dar un paseo de confianza" c o n un amigo. Cúbrase los ojos y pida
a su compañero que lo guíe durante 15 o 20 minutos. Su compañero deberá brindarle una gran
variedad de experiencias, c o m o diferentes superficies para caminar, objetos para tocar, oler e
incluso probar. Después, intercambien roles.
Al terminar, dediquen un m o m e n t o para hablar de sus experiencias. ¿Le resultó difícil
confiar en su compañero? ¿Qué siente al depender tanto de o t r a persona?

emocionales. C u a n d o los bebés c o m i e n z a n su v i d a , desarrollan u n sentimiento de relati-


va confianza y desconfianza hacia el m u n d o que los rodea. Sus experiencias con la ma-
dre son cruciales para el e q u i l i b r i o entre s e g u r i d a d e i n s e g u r i d a d . El desarrollo de u n
sentido intenso de confianza básica " n o sólo i m p l i c a que u n o h a y a a p r e n d i d o a confiar
en el c o n t i n u o y constante apoyo de otros, sino también que u n o p u e d e confiar en sí
m i s m o y en las capacidades de los p r o p i o s órganos para satisfacer las necesidades"
(Erikson, 1963, p . 248). Si la madre es sensible y responde, la sensación de seguridad
del lactante incrementa y las frustraciones d e l h a m b r e y la i n c o m o d i d a d se hacen to-
lerables.
La relación entre la m a d r e y el niño se centra en la boca y la experiencia de la lac-
tancia. Esta relación se pone a p r u e b a en la etapa en que el niño empieza a morder, que
es el comienzo de su h a b i l i d a d para causar dolor. La capacidad de expresar enojo y ra-
bia, así como el deseo de dañar, también se relacionan con el d o l o r de la dentición, que
el lactante debe aprender a resistir p o r q u e no se alivia t a n fácilmente como el hambre.
D e acuerdo con E r i k s o n , esta molestia i n t e r n a y la n u e v a capacidad de causar d o l o r
son las p r i m e r a s experiencias del niño de la sensación de m a l d a d y malevolencia.
La sensación de confianza procede no tanto del a l i v i o del h a m b r e o las demos-
traciones de afecto, sino de la c a l i d a d del c u i d a d o materno. Las madres que se sienten
seguras de su h a b i l i d a d para c u i d a r a sus bebés y confían en que crecerán como niños
sanos, c o m u n i c a n estos sentimientos y suscitan en los pequeños la sensación de con-
fianza en sí m i s m o s y en el m u n d o .
La v i r t u d o fuerza que resulta de alcanzar u n e q u i l i b r i o entre la confianza y la
desconfianza básica es la esperanza. " L a esperanza es la convicción d u r a d e r a de que es
posible realizar los deseos fervientes, a pesar de las pasiones y los i m p u l s o s oscuros
que marcan el comienzo de la existencia" (Erikson, 1964, p. 118). L a esperanza forja la
base para el desarrollo de la fe.
La esperanza se establece como u n a fuerza básica, relativamente i n d e p e n d i e n t e
de expectativas, metas y deseos específicos. A m e d i d a que el i n d i v i d u o m a d u r a , esta
fuerza se verifica en cada etapa. Las experiencias reconfortantes i n s p i r a n nuevas espe-
ranzas. A l m i s m o t i e m p o , el i n d i v i d u o adquiere la capacidad de renuncia y la h a b i l i -
d a d de enfrentar la desilusión. A d e m á s , tiene sueños y expectativas realistas.
La fuerza de la esperanza surge de tres funciones esenciales. La p r i m e r a es la re-
lación de la m a d r e con su hijo: su deseo y necesidad de t r a n s m i t i r la esperanza que ella
recibió de su m a d r e y de su cultura. La segunda es la relación en sí, la r e c i p r o c i d a d y
sensibilidad que crecen cuando este lazo es sano. Finalmente, las instituciones sociales
c o n f i r m a n y restablecen la esperanza del lactante mediante ritos religiosos, consejos
y muchas otras formas. L a f o r m a m a d u r a de la esperanza i n f a n t i l es la fe. Los ritos y
ceremonias religiosas están destinados a apoyar, p r o f u n d i z a r y restaurar la fe.

2. Autonomía versus vergüenza y duda. La siguiente etapa, autonomía versus


vergüenza y duda, ocurre en el m o m e n t o de la maduración muscular, y la concomitan-
te h a b i l i d a d de retener o liberar. E n esta etapa, el niño adquiere rápidamente diversas

TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - FADIMAN


CONCEPTOS PRINCIPALES 181
reflexión personal
AUTONOMÍA
Acuerde c o n un compañero que, p o r al menos la mitad del día, usted seguirá sus órdenes en
cualquier cosa que le pida que haga. D e c i e r t o m o d o , su compañero actúa el papel de " p a d r e "
y usted el de "niño" obediente. (Establezca límites claros. Por ejemplo, no podrá ser obligado a
hacer algo ilegal, inmoral o vergonzoso para usted o alguien más.)
¿Qué siente cuando alguien le dice siempre lo que tiene que hacer, qué comer, cuándo
sentarse, cuándo ponerse de pie, cómo comportarse, etcétera? D e muchos modos.se repite la
experiencia del niño p r o m e d i o de dos años, que tiene muy poco c o n t r o l sobre su vida.
Cuando haya t e r m i n a d o el ejercicio, coméntelo con su compañero. Tal vez sea conve-
niente no intercambiar roles inmediatamente después: saber que va a alternar el papel inhibiría
a su compañero y restaría su creatividad para impartir órdenes (y, después de t o d o , muy pocos
padres esperan intercambiar roles con sus hijos).
destrezas mentales y físicas: hablar, trepar, sostenerse y comunicarse de mejor manera.
El niño interactúa con el m u n d o de diferentes m o d o s (al asir y soltar objetos y al con-
trolar los esfínteres). También comienza a ejercer c o n t r o l sobre sí m i s m o y sobre partes
del m u n d o exterior.
Las m o d a l i d a d e s básicas de esta etapa son retener y liberar. F r e u d se centró en u n
aspecto de esto en sus reflexiones sobre la etapa anal. Retener y liberar tiene lados p o -
sitivos y negativos. Retener p u e d e convertirse en u n a restricción cruel o ser u n a p a u t a
de interés. Soltar puede referirse a la liberación de fuerzas destructivas o al p e r m i s o
para relajarse.
C o n la sensación de l i b e r t a d de elección aparece u n a sensación de autonomía
favorecida p o r sentir que se es capaz de elegir l o que se quiere conservar o rechazar.
La fe básica d e l lactante en la existencia, que es resultado f i n a l de la p r i m e r a etapa, se
somete a prueba cuando surgen deseos o i m p u l s o s repentinos y firmes de t o m a r o eli-
m i n a r algo imperiosamente. Los expertos en educación i n f a n t i l se refieren a esta edad
como los terribles dos. L a palabra f a v o r i t a del niño de dos años es no, u n claro anuncio
de su m a y o r autonomía.
A l g u n o s niños d i r i g e n contra sí m i s m o s esta necesidad de control y se forjan u n a
conciencia rígida y exigente. E n l u g a r de d o m i n a r el m e d i o , se j u z g a n y se m a n i p u l a n ,
lo que con frecuencia les genera u n a sensación intensa de vergüenza o d u d a de sí m i s -
mos.
La vergüenza procede de la sensación de estar expuesto, de que los demás p u e -
dan ver sus deficiencias y de que, en términos coloquiales, " l o atraparon con las manos
en la masa". La vergüenza también se asocia con las p r i m e r a s experiencias de caminar
erguido, m o m e n t o en el que t o d o niño se siente vacilante, endeble e i m p o t e n t e d e n t r o
del m u n d o a d u l t o .
La d u d a se relaciona con la conciencia de tener u n a parte delantera y otra trasera.
Nuestra parte delantera es la cara aceptable que damos al m u n d o . E l niño no p u e d e
ver la parte trasera de su cuerpo. Es u n t e r r i t o r i o desconocido e i n e x p l o r a d o que, s i n
embargo, d u r a n t e la época en que el niño comienza a controlar esfínteres, está sujeto a
la v o l u n t a d de otros. Si no se reduce la separación entre parte trasera y parte delantera,
los sentimientos de autonomía d e l niño se debilitarán o quedarán en d u d a .
La fuerza a d q u i r i d a en esta etapa es la voluntad. Tener v o l u n t a d n o significa ac-
tuar con premeditación, sino p o d e r controlar los p r o p i o s i m p u l s o s con j u i c i o y discer-
n i m i e n t o . El niño aprende a t o m a r decisiones y a actuar de manera decisiva a pesar de
la frustración inevitable. "Por tanto, la v o l u n t a d es la determinación de ejercer el libre
albedrío así como la moderación, a pesar de la experiencia inevitable de la vergüenza
y la d u d a " (Erikson, 1964, p . 119).
TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - F A D I M A X ALFAOMEGA
182 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

reflexión p e r s o n a l
INICIATIVA
Este ejercicio se parece al ejercicio anterior de autonomía. Nuevamente busque un compañero
y póngase de acuerdo para seguir sus instrucciones. Pero en esta oportunidad usted puede
negarse. Su compañero hará todas las sugerencias acerca de las posibles actividades y usted
responderá sí o no, pero no puede sugerir nada p o r cuenta propia.
Por ejemplo, si están en un restaurante.su compañero propondrá los platillos. Usted acep-
tará o rechazará, pero no puede sugerir ninguno. Si van al cine.su compañero indicará qué pelícu-
las pueden ver. Usted aceptará o rechazará su sugerencia, pero no puede elegir una película.
A l concluir el ejercicio, conversen acerca de lo que se siente estar privados de iniciativa.

La v o l u n t a d del lactante se convierte en la h a b i l i d a d d e l a d u l t o de controlar los


i m p u l s o s y deseos. E n el mejor de los casos, su v o l u n t a d se une a la de otros de manera
tal que p e r m i t e a todos mantener u n a sensación de p o d e r a pesar de las restricciones
impuestas p o r las reglas y la razón.
La v o l u n t a d constituye la base de nuestra aceptación de las leyes y de la necesi-
d a d externa. Está basada en la admisión de que la educación de los padres está g u i a d a y
m o d e r a d a p o r u n espíritu de justicia. Las leyes son u n a institución social que da f o r m a
concreta al c o n t r o l d e l y o sobre nuestros i m p u l s o s . Renunciamos a nuestra v o l u n t a d
frente al d i c t a d o de la ley con ambivalencia y pequeñas transgresiones inevitables.

3. Iniciativa versus culpa. E n la etapa de iniciativa versus culpa, el niño gana


m o v i l i d a d y se v u e l v e i n q u i s i t i v o . Su lenguaje crece, así como su imaginación, y ahora
tiene u n sentido más a m p l i o d e l d o m i n i o y la responsabilidad. El juego es la a c t i v i d a d
básica de la etapa. A l niño "le interesa t o d o " y le gusta atacar y conquistar el ambiente.
Esta etapa es análoga a la fálica de F r e u d . E l niño está ansioso p o r aprender y desem-
peñarse b i e n . Su frase f a v o r i t a es por qué. Siente u n a enorme c u r i o s i d a d y disposición
para el aprendizaje. A p r e n d e el v a l o r de la previsión y comienza a desarrollar una
sensación de dirección y finalidad.
Esta n u e v a sensación de d o m i n i o es atenuada p o r los sentimientos de culpa. La
n u e v a l i b e r t a d del niño y la afirmación de su p o d e r generan ansiedad casi inevitable-
mente. E l niño se v u e l v e consciente, adopta u n a a c t i t u d paternal que i n c l u y e la auto-
observación, la autoguía y el autocastigo. E n esta etapa, el niño puede hacer m á s cosas
que antes, pero debe aprender a trazar sus límites.
El propósito, la v i r t u d de la etapa, tiene sus raíces en el juego y la fantasía. El
juego es para el niño l o que el pensamiento y la previsión para el a d u l t o . Provee los
f u n d a m e n t o s del propósito: atención y dirección para u n a a c t i v i d a d d e t e r m i n a d a . " E l
propósito, entonces, es el v a l o r de concebir y buscar metas valiosas sin dejarse i n h i b i r
p o r la derrota de fantasías infantiles, la c u l p a o el t e m o r frustrante al castigo" (Erikson,
1964, p . 122). E l propósito b r i n d a metas y direcciones y, a pesar de que l o n u t r e la fan-
tasía, se asienta en la realidad, l i m i t a d o pero n o r e p r i m i d o p o r la culpa. E l f o m e n t o de
la fantasía es el o r i g e n de la danza, el teatro y el r i t o en la v i d a a d u l t a .

El adulto una vez fue niño y 4. Diligencia versus inferioridad E n esta etapa, diligencia versus inferiori-
joven. Nunca volverá a serlo, dad, el niño hace su entrada en la v i d a fuera d e l núcleo familiar. La etapa corresponde
pero jamás perderá la herencia al p e r i o d o de latencia de F r e u d . En nuestra c u l t u r a , comienza la v i d a escolar. E n otros
de aquellas épocas. (Erikson, sistemas sociales, el niño es a p r e n d i z o asistente del trabajo d e l padre o la m a d r e .
1987, p.332)
Es la etapa de la instrucción sistemática, u n cambio d e l juego al trabajo. Antes,
el niño podía jugar a realizar sus actividades y no prestaba atención a la c a l i d a d de los
resultados. A h o r a tiene que abrigar u n a sensación de satisfacción p o r u n trabajo bien
hecho. E n esta etapa, se espera que d o m i n e las tareas y destrezas que v a l o r a la socie-

ALFAOMEGA TEORIAS DE L A PERSONALIDAD - F A D I M A N


CONCEPTOS PRINCIPALES 183
reflexión persono!
LAS ETAPAS DE ERIKSON: UNA EVALUACIÓN PERSONAL
¿Cuál de las etapas de Erikson es la más significativa, poderosa o difícil para usted? ¿Qué c o m -
binación de factores hace que esa etapa sea tan importante para usted? ¿Cuáles son los ele-
mentos de su personalidad, acontecimientos familiares, influencias ambientales,fuerzas sociales,
etc., que pesan más en su experiencia?
¿Cómo se relaciona su experiencia de esta etapa con su desarrollo anterior y posterior?
¿Cómo se relaciona con la etapa y crisis de crecimiento en que se encuentra hoy?
dad. Las actitudes y opiniones de otros son p a r t i c u l a r m e n t e i m p o r t a n t e s . Los niños
que no prosperan y p o r ello no se ganan el respeto de sus padres, maestros y coetáneos
llegan a tener u n sentimiento de i n f e r i o r i d a d o inadaptación.
La v i r t u d de esta etapa es la competencia, que se basa en u n a sensación de l a b o r i o -
sidad, la adquisición de habilidades prácticas y capacidades generales. " L a competen-
cia es el ejercicio libre de destrezas e inteligencia para l l e v a r a cabo tareas, a diferencia
de la incapacidad i n f a n t i l " (Erikson, 1964, p . 124). La competencia es la base psicoló-
gica de la tecnología. E n esta etapa, hemos comenzado a convertirnos en m i e m b r o s
p r o d u c t i v o s de nuestra c u l t u r a ; hemos comenzado a d o m i n a r la tecnología de nuestra
cultura.
5. Identidad versus confusión de la identidad. A l finalizar la niñez, los ado-
lescentes entran en la etapa de identidad versus confusión de la identidad, en la cual
integran sus experiencias en u n t o d o n u e v o . Cuestionan los modelos de la niñez y tra-
tan de a s u m i r nuevos roles. La g r a n p r e g u n t a de esta etapa es "¿quién soy?". Aparece
u n n u e v o sentido de i d e n t i d a d d e l y o .
Este sentido de i d e n t i d a d i n c l u y e la h a b i l i d a d de integrar los modelos del pasa- La mayoría de los que tienen
do con los impulsos, las aptitudes y las destrezas presentes, así como las oportunidades entre veinte y treinta años
que ofrece la sociedad. " E l s e n t i d o de i d e n t i d a d d e l y o es la confianza a c u m u l a d a escribirán una historia fantás-
en que la m i s m i d a d y c o n t i n u i d a d i n t e r i o r del pasado coinciden con la m i s m i d a d y tica de misterio en las siguientes
dos décadas. Arranca con
c o n t i n u i d a d d e l significado que tenemos para los demás, como se manifiesta en la
emociones y peligros [...] y nos
tangible promesa de u n a ' p r o f e s i ó n ' " (Erikson, 1963, p p . 261-262).
lleva a pasajes secretos en la
Según E r i k s o n , d e b i d o a que la adolescencia es el p e r i o d o de transición de la búsqueda de las partes perdidas
niñez a la v i d a adulta, es u n a etapa crucial. Es c o m ú n que en este m o m e n t o de la v i d a de nuestra personalidad. (Sheehy,
se requiera u n a m o r a t o r i a . El adolescente se t o m a u n " t i e m p o f u e r a " para dedicarse a 1977, p. 166)
experimentar. D u r a n t e este p e r i o d o , las limitaciones sociales y las presiones p u e d e n te-
ner u n efecto m u y fuerte. Para el adolescente, que sufre p o r su confusión de roles, suele
ser difícil i m a g i n a r u n a profesión a p r o p i a d a o encontrar u n l u g a r s i g n i f i c a t i v o en la
sociedad. Las eludas acera de la atracción y la i d e n t i d a d sexual también son comunes.
La incapacidad de "controlarse" y de identificarse con u n m o d e l o i n d i v i d u a l o c u l t u r a l
que le inspire y dirija, ocasiona u n p e r i o d o de indecisión e i n s e g u r i d a d . O t r a reacción
común es la identificación desmesurada (hasta el p u n t o de u n a aparente pérdida de
i d e n t i d a d ) con héroes de la c u l t u r a j u v e n i l o líderes de p a n d i l l a s . El i n d i v i d u o se siente
aislado, vacío, angustiado o indeciso. Bajo presión, el adolescente se siente incapaz e
incluso se resiste a t o m a r decisiones i m p o r t a n t e s para su v i d a .
La fuerza básica de la etapa es la fidelidad. E n el u m b r a l de la v i d a a d u l t a , el i n -
d i v i d u o se enfrenta a la necesidad de comprometerse con u n a profesión y con u n con-
j u n t o d u r a d e r o de valores. " L a f i d e l i d a d es la capacidad de preservar las lealtades
concedidas libremente, a pesar de las contradicciones inevitables d e l sistema de va-
lores" (Erikson, 1964, p . 125). La fidelidad es el p i l a r de la i d e n t i d a d ; requiere la v a l i -
dación de ideologías que la sociedad acepta y el a p o y o de compañeros que h a n hecho
elecciones similares.
TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - F A D I M A N ALFAOMEGA
184 CAPÍTULO ó ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

rfeflfíX-ioii Tpsi'sono-i
ETAPAS FINALES DEL CICLO VITAL
Rente la película clásica de Ingmar Bergman Fresas salvajes ( W i l m e t t e , Illinois, Janus Films,
1957). Analice el sueño del d o c t o r Borg y vea la película desde la perspectiva de las etapas del
ciclo vital, particularmente las últimas tres: intimidad versus aislamiento, productividad versus
estancamiento e integridad versus desesperación.
Compare su análisis con el de Erikson, que se publicó c o m o un capítulo de La participa-
ción vital en la vejez (Erikson, Erikson y Kivnick, 1986). Esta es una oportunidad única para c o m -
parar su análisis de un caso con el que hizo un clínico prominente. Utiliza la misma información
que la que se presenta en la cinta. (Durante muchos años, Erikson asignó este ejercicio a sus
estudiantes del curso de Ciclo vital humano en Harvard.)

D u r a n t e esta etapa, asimilamos los valores éticos y los sistemas de creencias de


la c u l t u r a . A l m i s m o t i e m p o , la c u l t u r a se renueva p o r la afirmación de cada genera-
ción; se revitaliza cuando los adolescentes ofrecen selectivamente su lealtad y energía
a f a v o r de algunas tradiciones y en contra de otras. Quienes no sostengan sus lealtades
serán anómalos o se comprometerán con metas y valores revolucionarios.

6. Intimidad versus aislamiento. Esta etapa de i n t i m i d a d versus aislamiento


ocurre en la j u v e n t u d . Es el m o m e n t o de lograr u n sentimiento de independencia de
los padres y la escuela, de establecer amistades e i n t i m a r en relaciones, y de a d q u i r i r
u n a sensación de responsabilidad adulta.
Para entablar u n a relación estrecha con otra persona, p r i m e r o necesitamos una
sensación relativamente estable de i d e n t i d a d . Sólo entonces estamos listos para co-
menzar a establecer u n a relación de unión e i n t i m i d a d con otra persona. El c o m p r o m i -
so crítico de esta etapa es el de la r e c i p r o c i d a d verdadera en la pareja amorosa. Esta
i n t i m i d a d difiere significativamente de la exploración y la intensa b ú s q u e d a p r e v i a de
u n a i d e n t i d a d sexual.
Sin esta sensación de i n t i m i d a d y dedicación, nos aislamos y somos incapaces
de sostener relaciones personales satisfactorias. Si n u e s t r a s e n s a c i ó n de i d e n t i d a d
es débil y la i n t i m i d a d la amenaza, h u i m o s e incluso atacamos t o d o lo que se i n m i s c u -
ya en nuestra v i d a .
La v i r t u d que se alcanza en esta etapa es el amor y E r i k s o n (1964) a f i r m a que
ésta es la v i r t u d m á s i m p o r t a n t e . " E l amor es la devoción m u t u a que subyuga para
siempre el antagonismo inherente de las funciones d i v i d i d a s " (Erikson, 1964, p . 129).
El a m o r adopta muchas formas. A l p r i n c i p i o de la v i d a , es el amor del lactante hacia su
m a d r e , del niño que ama a sus padres y el a m o r apasionado del adolescente. C u a n d o
h a y una i n t i m i d a d real entre adultos, el amor i n c l u y e u n a i d e n t i d a d c o m p a r t i d a y la
valoración de cada m i e m b r o de la pareja a través del otro, l o que se manifiesta en una
relación romántica, sexual, pero también en los lazos p r o f u n d o s que se crean al u n i r n o s
al servicio de determinados ideales, del hogar o el país, que requieren i g u a l m e n t e reci-
p r o c i d a d e i n t i m i d a d verdadera.

7. Productividad versus estancamiento. Esta etapa, productividad versus es-


tancamiento, d u r a la m a y o r parte de nuestros años de adultez. El c o m p r o m i s o íntimo
con los demás se amplía hasta u n a preocupación m á s general p o r guiar y apoyar a la
siguiente generación. La p r o d u c t i v i d a d comprende la preocupación p o r nuestros hijos
El simple hecho de querer y f P o r ' a s ideas y las cosas que hemos creado: la c r e a t i v i d a d en nuestra v i d a laboral y
tener niños no nos conduce a la personal.
etapa de productividad. (Erikson, Somos seres que enseñan y aprenden. La creación es i m p o r t a n t e , ya que asegura
1963, p. 267) la c o n t i n u i d a d de la salud y el m a n t e n i m i e n t o de nuestras creaciones, ideales y p r i n c i -

ALFAOMEGA TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - F A D I M A N


CONCEPTOS PRINCIPALES 185
reflexión persono!
EJEMPLOS DE LAS ETAPAS DE ERIKSON
Piense en tres personas que usted crea se encuentran en etapas eriksonianas diferentes. Si
quiere, incluya a alguno de sus padres, a usted mismo y a alguien mucho más joven. ¿Le pare-
ce que cada persona corresponde a su etapa? ¿Cuál es la característica central en la vida de
cada uno? ¿Cuáles son sus principales fuerzas? ¿Cuáles son sus principales debilidades? ¿Obser-
va la relación de la vida actual de cada persona con su pasado? ¿De qué manera ha evolucionado
cada uno a partir de sus fuerzas y experiencias pasadas?
¡ D e qué manera el determinar los intereses, las fuerzas y los asuntos importantes para
las tres personas le permite comprenderlas, entender sus diferencias y posibles dificultades de
comunicación?
pios. Si no a m p l i a m o s la esfera de nuestros intereses y p r o d u c t i v i d a d , caeremos presas
del a b u r r i m i e n t o y del estancamiento.
E r i k s o n (1982) señala que las instituciones sociales refuerzan la función de p r o -
d u c t i v i d a d . Proveen la c o n t i n u i d a d de conocimiento y la estructura de u n a generación
a otra. A q u e l l o s que cuentan con u n sentido sano de p r o d u c t i v i d a d p a r t i c i p a n en estas
instituciones con el fin de sustentar y respaldar a f u t u r a s generaciones.
La fuerza que se desarrolla en esta etapa es el cuidado. " E l c u i d a d o es u n a p r e o c u -
ración general p o r lo que ha s u r g i d o p o r amor, necesidad o accidente; supera la a m b i -
valencia que traen las obligaciones irreversibles" (Erikson, 1964, p . 131). La educación
de los niños es central para esta v i r t u d . N o sólo i n c l u y e el c u i d a d o de los hijos, sino
también de los vastagos de nuestra mente y nuestro corazón: nuestras ideas, ideales
y creaciones. N u e s t r a especie es la única que c u i d a y educa a los jóvenes d u r a n t e u n
periodo t a n p r o l o n g a d o .
C o m o adultos, necesitamos que nos necesiten o b i e n s u f r i m o s narcisismo y en-
simismamiento. E n términos de evolución psicosocial, somos u n a especie que enseña.
Debemos enseñar a llevar adelante nuestra i d e n t i d a d y a mantener vivas nuestras des-
trezas y conocimientos.
8. Integridad versus desesperación. La última etapa de la v i d a , el p e r i o d o de
integridad versus desesperación, viene con la vejez. Es el m o m e n t o de enfrentar l o
que E r i k s o n llamó las últimas preocupaciones. Esta sensación de integridad del yo, que
incluye nuestra aceptación de u n ciclo v i t a l único, con su p r o p i a h i s t o r i a de t r i u n f o s y
fracasos, provee u n sentido de o r d e n y significado a nuestra v i d a y el m u n d o que nos
rodea. A u n a d a al sentido de i n t e g r i d a d d e l y o , aparece u n a conciencia d e l v a l o r de m u -
chos otros estilos de v i d a , i n c l u i d o s aquellos que m á s d i f i e r e n de los nuestros. La inte-
g r i d a d trae consigo u n p u n t o de vista total, una capacidad de ver nuestra v i d a como
una u n i d a d y los problemas h u m a n o s en u n contexto general. La i n t e g r i d a d del y o es
la adquisición de la capacidad de albergar u n " a m o r posnarcisista" (Sheehy, 1995).
Si no nos aceptamos, es probable que caigamos en la desesperación p o r sentir
que el t i e m p o es corto, demasiado corto para comenzar de n u e v o . Quienes t e r m i n a n
desesperados p u e d e n amargarse p o r lo que p u d i e r o n haber sido y lamentarse cons-
tantemente: " s i y o h u b i e r a " . La desesperación se manifiesta en f o r m a de m i e d o a la
muerte o como u n rechazo de los valores, instituciones y estilo de v i d a de los demás.
E r i k s o n (1982) advirtió el cambiante p a p e l de la ancianidad. C u a n d o se publicó
por p r i m e r a vez Infancia y sociedad en 1950, la visión c u l t u r a l que se tenía de la vejez era
m u y diferente de la que se tiene ahora. E n ese entonces, el m o d e l o p r e d o m i n a n t e era el
de los antepasados, aquellos pocos que v i v i e r o n hasta u n a edad relativamente decrépita
pero encarnaron los valores de d i g n i d a d , sabiduría e i n t e g r i d a d . H o y , a m e d i d a que
TEORÍAS DE LA PERSONALIDAD - F A D I M A N ALFAOMEGA
186 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

la esperanza de v i d a aumenta, tenemos u n a población cada vez más grande de gente


m a y o r activa y sana. N u e s t r o m o d e l o de vejez evoluciona a m e d i d a que los parámetros
d e l envejecimiento cambian. U n a de las contribuciones más i m p o r t a n t e s de E r i k s o n
fue u n a n u e v a teoría sobre el envejecimiento (Weiland, 1994). H a e n r i q u e c i d o nuestra
comprensión del desarrollo psicosocial de las personas mayores; d i o u n a idea general
sobre los temas centrales de la vejez, que i n c l u y e n el e q u i l i b r i o dinámico de los opues-
tos, la participación v i t a l , el proceso en el t i e m p o y el contacto con la i n t e g r i d a d y la
desesperación ( K i v n i c k , 1998).
La fuerza de la sabiduría procede de nuestro contacto con la i n t e g r i d a d y la de-
sesperación, cuando abordamos las últimas preocupaciones. " L a sabiduría, enton-
ces, es u n interés desapegado p o r la v i d a , a las puertas de la m u e r t e " (Erikson, 1964,
p . 133). La sabiduría resguarda la i n t e g r i d a d de los conocimientos y las experiencias
acumuladas. Quienes alcanzaron la sabiduría son modelos de t o t a l i d a d y p l e n i t u d .
Son ejemplos que i n s p i r a n a generaciones m á s jóvenes que h a n a d o p t a d o valores y
estilos de v i d a similares. Ese sentido de p l e n i t u d y significado también alivia los senti-
mientos de desesperanza y dependencia que a c o m p a ñ a n a la vejez.
E n la tabla 6.2, se r e s u m e n las dimensiones de las ocho etapas eriksonianas. Cada
etapa se relaciona con u n a crisis, u n ambiente social, u n a fuerza y otras dimensiones.

De la misma manera, [un M o d o s de r e l a c i o n a r s e con el a m b i e n t e . E n t a n t o que F r e u d basó su


hombre] puede beber la "leche descripción de las etapas del desarrollo h u m a n o en experiencias relacionadas con cier-
de la sabiduría" de donde, en tos órganos, las etapas eriksonianas se f u n d a n en estilos m á s generales de relacionarse
otro momento, buscó fluidos y adaptarse al ambiente. A u n q u e , de acuerdo con E r i k s o n , al p r i n c i p i o estos estilos
más tangibles de recipientes que
se establecen en u n órgano particular, se refieren a pautas m á s amplias de actividad.
estimulaban más sus sentidos.
Por ejemplo, el m o d o a p r e n d i d o en la p r i m e r a etapa, confianza versus desconfianza
(Erikson, 1963, p. 62)
básica, es obtener; esto es, la h a b i l i d a d de recibir y aceptar lo que se nos da (corresponde
a la etapa oral de Freud). La boca es el órgano p r i n c i p a l de i n t e r c a m b i o entre el lactante
y su m e d i o ; sin embargo, u n a d u l t o que quedó fijado en ese m o d o de obtener, exhibiría
formas de dependencia que no se relacionan con la o r a l i d a d .
E n la segunda etapa, autonomía versus vergüenza y d u d a , los m o d o s son liberar
y retener. C o m o sucede en la etapa anal de Freud, se relaciona con la retención y e l i m i -
nación de las heces. N o obstante, el niño también alterna entre aceptar y rechazar a sus
padres, juguetes favoritos, etcétera.
A l m o d o de la tercera etapa, iniciativa versus culpa, E r i k s o n l o l l a m a hacer. En
u n sentido, el niño está " h a c i é n d o s e " , concentrándose en la conquista d e l ambiente. El
juego es i m p o r t a n t e , desde preparar pasteles de l o d o hasta i m i t a r los deportes y juegos
complejos de los niños m á s grandes.
La cuarta etapa, d i l i g e n c i a versus i n f e r i o r i d a d , c o m p r e n d e los m o d o s de desem-
peñarse bien y trabajar. N o hay u n solo sistema o aparato orgánico asociado con la etapa,
pero el trabajo p r o d u c t i v o y las realizaciones son centrales.
E r i k s o n n o examina en detalle los m o d o s de las etapas restantes, las cuales no
están relacionados con las etapas freudianas y están menos arraigadas en actividades
o m o d o s orgánicos particulares.

Identidad
E r i k s o n desarrolló el concepto de i d e n t i d a d con m a y o r detalle que los otros conceptos
que incorporó a las ocho etapas. Fue él q u i e n acuñó la frase crisis de identidad para
referirse al estado m e n t a l de m u c h o s de los soldados que trató en la Clínica de Reha-
bilitación de Veteranos M t . Z i o n , en San Francisco, d u r a n t e la década de 1940. Estos
hombres se sobresaltaban con cualquier estímulo repentino o intenso. Su y o parecía
haber p e r d i d o cualquier capacidad de absorber los golpes. Sus sistemas sensoriales es-
taban en constante estado de " a l a r m a " , excitados p o r estímulos externos, así como per

ALFAOMEGA TEORÍAS DE LA PERSONALIDAD - FADIMAN


H
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en
T A B L A 6.2 L a s o c h o e t a p a s del d e s a r r o l l o h u m a n o
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ra PATOLOGÍA PRINCIPIOS
> ETAPAS Y RADIO DE CENTRAL: RELACIONADOS
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O ETAPAS PSICOSEXUALES PSICOSOCIALES SIGNIFICATIVAS BÁSICAS BÁSICAS SOCIAL UNIÓN RITUALISMO
>
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a Oral-respiratoria,
> sensorial anestésica Confianza básica
a
1 (modos versus desconfianza
Infancia incorporativos) básica Persona materna Esperanza Retraimiento O r d e n cósmico Numinoso Veneración
a
Anal-uretral,
muscular (modos Autonomía
II retentivos versus vergüenza
Niñez temprana eliminativos) y duda Personas paternas Voluntad Compulsión "Ley y o r d e n " Juicioso Legalismo
Infantil-genital,
l o c o m o t r i z (modos
III de intrusión e
Edad de juego inclusión) Iniciativa versus culpa Familia básica Propósito Inhibición Prototipos ideales Dramático Moralismo
IV Diligencia versus "Vecindario", Formal
Edad escolar "Latencia" inferioridad escuela Competencia Inercia O r d e n tecnológico (técnico) Formalismo
Identidad versus Grupos propios y
V confusión de la ajenos; modelos de Visión ideológica
Adolescencia Pubertad identidad liderazgo Fidelidad Repudio del mundo Ideológico Totalitarismo
Parejas amistosas,
sexuales, de Esquemas de
VI Intimidad versus competencia o cooperación
Juventud Genitalidad aislamiento cooperación Amor Exclusividad y competencia De afiliación Elitismo
Productividad División de labores; C o r r i e n t e de
VII versus c o m p a r t i r los educación
Madurez (Procreatividad) estancamiento deberes domésticos Cuidado Rechazo y tradición Generativo Autoritarismo
(Generalización
VIII de los modos Integridad versus "Humanidad",
>
Vejez sensuales) desesperación " M i especie" Sabiduría Desdén Sabiduría Filosófico Dogmatismo
ra Fuente: tomado de Erikson, 1982, pp. 32-33.
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00
ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

u n a v a r i e d a d de sensaciones corporales como bochornos, palpitaciones, jaquecas i n -


tensas e i n s o m n i o . "Por encima de t o d o , estos hombres sentían que ' n o sabían quiénes
eran': había u n a clara pérdida de la i d e n t i d a d del y o . Perdieron su sentido de u n i d a d y
de c o n t i n u i d a d , así como la convicción en su papel social" (Erikson, 1968, p . 67).

F o r m a s de a b o r d a r la identidad. El término identidad reúne las teorías


de la psicología p r o f u n d a , la c o g n i t i v a y la d e l y o (Erikson, 1993). La p r i m e r a teo-
ría f r e u d i a n a omitía el i m p o r t a n t e p a p e l del y o como, en términos eriksonianos, " u n
elemento central selectivo de integración coherente y persistente de la función de la
p e r s o n a l i d a d " (Erikson, 1964, p . 137). El concepto de i d e n t i d a d también representa u n
p u n t o de encuentro entre la psicología, la sociología y la historia. D e b i d o a su comple-
j i d a d , E r i k s o n prefirió no dar al término identidad u n a única definición:

Sólo se hace más explícito el concepto de identidad si se aborda desde varios ángulos.
[...] Así, en algún momento se referirá a u n sentido de identidad individual consciente; en
otro, a una lucha inconsciente por una continuidad del carácter personal; en u n tercero,
como criterio para las acciones silenciosas de la síntesis del yo, y, finalmente, como el
sostén de una solidaridad interior con los ideales y la identidad de u n grupo. (1980a,
p. 109)

E r i k s o n detalla estos aspectos de la i d e n t i d a d de la siguiente manera (adaptado de


Evans, 1969, p p . 218-219):

1. Individualidad: Sensación consciente de la singularidad y la existencia de uno


como entidad separada y distinta.
2. Mismidad y continuidad: Sensación de m i s m i d a d interna, continuidad de lo que
se ha sido en el pasado y de lo que uno promete ser en el futuro, sentimiento de
que la vida de uno es constante y tiene una dirección significativa.
3. Totalidad y síntesis: Sensación de armonía y totalidad internas, síntesis de imáge-
nes personales e identificaciones de la niñez vertida en u n todo significativo que
produce u n sentimiento de armonía.
4. Solidaridad social: Sensación de solidaridad interna con los ideales y valores
de nuestra sociedad o de u n grupo de ella, sentimiento de que la identidad indi-
v i d u a l es importante para los seres amados y corresponde a sus expectativas y
percepciones.

E n el siguiente f r a g m e n t o , E r i k s o n describe la i d e n t i d a d en la transición de la niñez a


la v i d a a d u l t a :

Como u n trapecista, u n joven, enmedio de u n movimiento vigoroso, debe abando-


nar la seguridad de la niñez para alcanzar la vida adulta y asirse firmemente a ella,
dependiendo por u n intenso intervalo de la relación entre el pasado y el futuro y de
la confiabilidad de aquellos que debe dejar y aquellos que lo "recibirán". Cualquier
combinación de impulsos y defensas, de sublimaciones y capacidades que haya surgi-
do de la niñez de este joven debe ahora cobrar sentido a la vista de sus oportunidades
concretas de trabajo y amor [...] [y] el joven debe detectar algún parecido significativo
entre lo que ve en sí mismo y lo que su conciencia aguda le dice que los otros juzgan
y esperan de él. (Erikson, 1964, p. 90)

El concepto de i d e n t i d a d se ha v u e l t o m u y p o p u l a r d e b i d o a que se considera


que es la m a y o r crisis existencial en Estados U n i d o s , y tal vez en toda sociedad moder-
na. N u e s t r o énfasis c u l t u r a l en la educación p r o l o n g a d a , así como la c o m p l e j i d a d de
la mayoría de las vocaciones contemporáneas, hace especialmente difícil a d q u i r i r u n
sentido de i d e n t i d a d en nuestra sociedad. La lucha p o r tener u n a sensación clara y sana
de i d e n t i d a d va más allá de la adolescencia y v u e l v e a manifestarse en las crisis de la
m i t a d de nuestra v i d a .

TEORÍAS DE LA PERSONALIDAD - F A D I M A N
CONCEPTOS PRINCIPALES 189
reflexión personal
IDENTIDAD
Para obtener una idea de cómo se desarrolla su identidad, realice este ejercicio:
1. Relájese y piense en un m o m e n t o en el que tenía un f u e r t e sentido de identidad. Descri-
ba ese m o m e n t o . ¡Cuáles son los componentes de esa identidad (por ejemplo, p o r haber
sido capitán del equipo de fútbol de la secundaria, la hija mayor de una gran familia, buen
estudiante)?
2. A n o t e diez términos que lo describan en ese entonces: su sentido del se/f, los asuntos
más importantes de su vida, etcétera.
3. ¡ C ó m o describiría su identidad actual? Redacte una segunda lista.
4. ¡Ha habido cambios significativos? ¡ Q u é continuidad detecta en su sentido del se/f duran-
te este periodo? ¡ Q u é cambia?
5. ¡La transición de un sentido de identidad a o t r o fue suave y gradual, o abrupta?
6. ¿Cree que su identidad actual es relativamente estable o vislumbra grandes cambios? Si
anticipa cambios muy notables, ¿por qué podrían ocurrir?
Hace años, la mayoría de los niños asumían el p a p e l de sus padres. Aprendían
las habilidades, actitudes y funciones de los adultos desde m u y pequeños. El oficio de
los padres estaba integrado a la v i d a familiar. En la actualidad, dados los cambios en los
.alores y roles sociales, no sólo es poco probable que los niños asuman el p a p e l de sus
padres, sino que n i siquiera tienen modelos claros d e l r o l de u n a d u l t o . Las i d e n t i f i c a -
ciones de los adolescentes, provenientes de su niñez y de sus experiencias, son inade-
cuadas para d e c i d i r u n a carrera y comprometerse con u n a vocación.
E r i k s o n encontró que antes del desarrollo de u n sentido de i d e n t i d a d hay u n
Deriodo de " m o r a t o r i a psicosocial" en el que el i n d i v i d u o se ocupa de estudios, viajes
o trabajos temporales. Esto le da t i e m p o para reflexionar y para encontrar u n n u e v o
sentido de dirección, así como nuevos valores y objetivos. Este p e r i o d o puede d u r a r
meses e incluso años.
D e s a r r o l l o de la identidad. E r i k s o n (1980a, p p . 120-130) destacó que la
adquisición de u n sentido de i d e n t i d a d tiene aspectos psicológicos y sociales.
1. El desarrollo de una sensación de m i s m i d a d personal y continuidad se basa en
parte en la convicción de la m i s m i d a d y c o n t i n u i d a d de una visión del m u n d o
compartida con los seres queridos.
2. A pesar de que muchos aspectos de la búsqueda de u n sentido de identidad son
conscientes, los motivos inconscientes también pueden tener u n papel relevante.
En esta fase, se alternan los sentimientos de gran vulnerabilidad con grandes ex-
pectativas de éxito.
3. El sentido de identidad no se crea sin determinadas condiciones físicas, mentales
y sociales (sintetizadas en las etapas eriksonianas). El tiempo para alcanzar tal
sentido no debe demorarse mucho porque las etapas siguientes de desarrollo de-
penden de él. Algunos factores psicológicos pueden prolongar la crisis si el i n d i -
v i d u o pretende hacer coincidir sus cualidades únicas con las posibilidades que
ofrece la sociedad. Los factores sociales y los cambios históricos también llegan a
posponer las responsabilidades del adulto.
4. El crecimiento de u n sentido de identidad depende del pasado, el presente y el
futuro. En primer lugar, el i n d i v i d u o debe adquirir una sensación clara de identi-
ficación en la niñez. Segundo, la elección vocacional del adulto debe ser realista a
la luz de las oportunidades disponibles. Por último, el adulto debe estar seguro de
que los papeles que ha elegido serán viables en el futuro, a pesar de los cambios
inevitables tanto personales como del m u n d o exterior.
TEORÍAS DE LA PERSONALIDAD - F A D I M A N ALFAOMEGA
190 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

E r i k s o n señaló que los problemas de i d e n t i d a d no son nuevos, a pesar de que


están más diseminados que nunca. M u c h o s i n d i v i d u o s creativos h a n l u c h a d o con la
cuestión de la i d e n t i d a d mientras se labraban nuevas carreras y papeles sociales. A l g u -
nos, m u y i m a g i n a t i v o s , crearon grandes innovaciones vocacionales que d i e r o n nuevos
modelos a otros. Por ejemplo, F r e u d comenzó su carrera como médico y neurólogo
convencional. A la m i t a d de su carrera, concibió u n n u e v o r o l para sí m i s m o (y para los
demás) al convertirse en el p r i m e r psicoanalista.
E n la tabla 6.3 se ilustra el p a p e l de las p r i m e r a s etapas del ciclo v i t a l como pre-
cursoras de u n sentido de i d e n t i d a d sano (dimensión vertical) y se m u e s t r a n también
las relaciones de tales etapas en el p e r i o d o de crisis de i d e n t i d a d (dimensión h o r i z o n -
tal).

Psicohistoria
E r i k s o n amplió el psicoanálisis mediante el estudio de i m p o r t a n t e s personalidades
históricas. A l analizar su crecimiento y desarrollo psicológico, comprendió el efecto
psicológico que t u v i e r o n en su generación.

Psicobiografía. E r i k s o n h i z o u n a contribución m u y i m p o r t a n t e a la investi-


gación histórica al aplicar los métodos u t i l i z a d o s en los casos clínicos psicoanalíticos a
la reconstrucción de la v i d a de figuras históricas. C o m b i n ó los conocimientos clínicos
con el análisis histórico y social para f u n d a r la nueva d i s c i p l i n a de la psicobiografía.
Se d i o cuenta de que al hacer la transición de los casos clínicos al decurso de la existen-
cia, el psicoanálisis debía a m p l i a r sus conceptos y estudiar las actividades del sujete
en el contexto de las o p o r t u n i d a d e s y limitaciones que le planteó el m u n d o . Esta con-
ciencia de la interacción de las corrientes psicológicas y sociales del m o m e n t o afectaron
el trabajo teórico de E r i k s o n . A d e m á s de sus libros sobre M a r t i n L u t h e r y Mohandas
G a n d h i , E r i k s o n escribió psicobiografías de M á x i m o Gorky, A d o l f Hitler, George Ber-
n a r d Shaw, S i g m u n d Freud, Thomas Jefferson y W o o d r o w W i l s o n .
U n a de las principales diferencias entre las biografías psicológicas y los casos cH-
nicos es que en éstos el terapeuta trata de comprender p o r qué el paciente sufre proble-
mas mentales o emocionales. E n la h i s t o r i a de v i d a , el h i s t o r i a d o r quiere entender l a ;
aportaciones d e l sujeto, a m e n u d o hechas a pesar de sus conflictos, complejos y crisis.

Aparte, están los grandes adultos El e s t u d i o de " l o s g r a n d e s i n d i v i d u o s " . En su trabajo psicobiográfico


que son adultos y se llaman E r i k s o n aplicó los conceptos de u n psicoanalista entrenado en el estudio cuidadoso de
grandes precisamente porque su periodos críticos en la v i d a de i n d i v i d u o s que h a n t e n i d o g r a n influencia en la h u m a -
sentido de identidad sobrepasa n i d a d . Se interesó p a r t i c u l a r m e n t e en hombres y mujeres cuyos conflictos de i d e n t i d a d
por mucho el papel que se les
reflejaban los conflictos de su era, y cuya g e n i a l i d a d radicaba en el descubrimiento
había asignado, su visión abre
de u n a solución personal respecto de su p r o p i a crisis de i d e n t i d a d , solución que se
nuevas realidades y el don de
convirtió en m o d e l o para otros. A m e n u d o se trataba de i n d i v i d u o s que enfrentaban
la comunicación revitaliza la ac-
tualidad. (Erikson, 1987, p. 335)
hondas luchas personales. La crisis de sus tiempos parecía intensificada en ellos; cada
u n o tenía u n a urgencia peculiar y u n método para solucionar la crisis.
En su p r i m e r psicobiografía i m p o r t a n t e , E r i k s o n dedicó su enfoque f u n d a m e n t a l
al estudio de los grandes hombres y mujeres. Para Erikson, L u t h e r debía ser a d m i r a d o
p o r su lucha " p o r elevar su s u f r i m i e n t o personal a u n plano u n i v e r s a l y tratar de resol-
ver para todos lo que no podía resolver para sí m i s m o " (Erikson, 1958, p . 67).
A l estudiar a G a n d h i , E r i k s o n regresó, de alguna manera, a su reverencia p r i -
mera p o r Freud. Pensaba que G a n d h i y F r e u d querían liberar a los demás, que los dos
crearon nuevas formas sociales, nuevos roles e identidades y que estaban p r o f u n d a -
mente m o t i v a d o s p o r su amor a la v e r d a d .
A pesar de que todos eran creativos, enérgicos y vigorosos, no dejaron de sentir
m i e d o , ansiedad y tristeza. Sus vidas e s t u v i e r o n d o m i n a d a s p o r el sentimiento de que

ALFAOMEGA TEORÍAS DE LA PERSONALIDAD - FADIMAN"


M
O
>
a
M T A B L A 6.3 L a identidad y las o c h o etapas de E r i k s o n
(r
> INTEGRIDAD
ra VERSUS
VIII DESESPERACIÓN
O Vejez Y DISGUSTO
> PRODUCTIVIDAD
r VII VERSUS
a Madurez ESTANCAMIENTO
>•
a INTIMIDAD
i
ra VI VERSUS
> Juventud AISLAMIENTO

IDENTIDAD
Perspectiva Etapa de VERSUS Polarización Liderazgo y Compromiso
temporal versus Certeza Experimentación aprendizaje CONFUSIÓN sexual versus compañerismo ideológico versus
V confusión del personal versus versus fijación versus parálisis DE LA confusión versus confusión confusión de
Adolescencia tiempo autoconciencia de papeles laboral IDENTIDAD bisexual de autoridad valores
Identificación de
DILIGENCIA tareas versus
IV VERSUS sensación de
Edad escolar INFERIORIDAD futilidad
Anticipación
III INICIATIVA versus inhibición
Edad de juego VERSUS CULPA de los papeles
Voluntad de
AUTONOMÍA convertirse en
VERSUS uno mismo
II VERGÜENZA versus duda de
Niñez temprana Y DUDA uno mismo
CONFIANZA Reconocimiento
B Á S I C A VERSUS m u t u o versus
1 DESCONFIANZA aislamiento
> Infancia BÁSICA autista
ra Fuente: Identtty, Youth and Crisis (p. 94), de Erikson, 1968, Nueva York: N o r t o n . Copyright 1968, N o r t o n . Reimpreso con autorización.
o
IT,
O
>
192 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

necesitaban fundar u olvidar algo. Estaban v i n c u l a d o s con su padre de tal manera que
era i m p o s i b l e cualquier rebeldía abierta; también a p r e n d i e r o n m u c h o de él y se sintie-
r o n necesitados y elegidos p o r él. T u v i e r o n u n a conciencia precoz y aguda, y p r o n t o
d i r i g i e r o n su atención a los valores más elevados, algunas veces convencidos de que
cargaban u n a responsabilidad especial p o r parte de la h u m a n i d a d . Estos hombres y
mujeres p r o d u c t i v o s t a l vez se habrían c o n v e r t i d o en personas inadaptadas o extrañas
de n o haber sido p o r su h a b i l i d a d , energía, concentración y devoción espiritual.

DINÁMICA
Crecimiento positivo
El énfasis en las características positivas desarrolladas en cada etapa d i s t i n g u e al es-
q u e m a de E r i k s o n d e l de F r e u d y de muchas otras personalidades teóricas. E r i k s o n
consideraba a las fuerzas básicas, o v i r t u d e s , m á s que defensas psicológicas de las en-
fermedades mentales o n e g a t i v i d a d y m á s que meras actitudes de nobleza o m o r a l i d a d .
Estas v i r t u d e s son fuerzas inherentes y se caracterizan p o r u n sentido de p o t e n c i a l i d a d
y desarrollo p o s i t i v o . C o m o y a se dijo, la esperanza es la v i r t u d de la p r i m e r a etapa,
confianza versus desconfianza. L a voluntad es la fuerza que surge de la etapa de crisis
de autonomía versus vergüenza y d u d a . E l propósito se o r i g i n a en la etapa de iniciativa
versus culpa. La competencia es la fuerza que resulta de la etapa de d i l i g e n c i a versus i n -
f e r i o r i d a d . La fidelidad d e r i v a de la etapa de i d e n t i d a d versus confusión de la i d e n t i d a d .
El amor es la v i r t u d que surge de la i n t i m i d a d . E l cuidado se o r i g i n a en la p r o d u c t i v i -
d a d . La sabiduría es p r o d u c t o de la crisis de i n t e g r i d a d versus desesperación.

Obstáculos para el crecimiento


El i n d i v i d u o p u e d e resolver la crisis de cada etapa de manera exitosa o no resolver
algunos aspectos de la crisis. E r i k s o n señala que la solución siempre es u n e q u i l i b r i o
dinámico de algún t i p o . U n ejemplo claro de n o resolver u n a crisis es la formación de
u n sentido de i d e n t i d a d n e g a t i v o .

P r o p o r c i ó n y equilibrio. E n cada etapa hay u n a proporción dinámica entre


dos polos. Los términos con los que E r i k s o n se refiere a estos polos opuestos son equí-
vocos p o r q u e es inevitable que u n o parezca m u y deseable y el otro m u y indeseable;
sin embargo, ambos polos de cada etapa son indeseables p o r el s i m p l e hecho de ser rígi-
dos y poco realistas, como se muestra en la figura 6.1.
C o n frecuencia se ha i n t e r p r e t a d o equivocadamente que E r i k s o n se enfocaba sólo
en el p o l o p o s i t i v o de cada etapa. " L a gente hace a u n lado la desconfianza, la d u d a ,
la vergüenza y t o d o l o ' n e g a t i v o ' y trata de hacer u n a escala eriksoniana de logros de
acuerdo con la cual en la p r i m e r a etapa se 'alcanza' la c o n f i a n z a " (Erikson en Evans,
1969, p . 15). A h o r a b i e n , es posible que u n i n d i v i d u o con u n sentido desequilibrado de
confianza se convierta en u n o p t i m i s t a incurable, t a n despegado de la r e a l i d a d como
el que se p a r a l i z a p o r su desconfianza extrema. Debemos ser capaces de d i s t i n g u i r las

Proporción equilibrada de

Confianza extrema Confianza y desconfianza básica Desconfianza extrema

(insano) (sano) (insano)

D D

F i g u r a 6.1. P r o p o r c i ó n e q u i l i b r a d a d e las e t a p a s d e E r i k s o n

ALFAOMEGA TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - F A D I M A N


ESTRUCTURA 193
situaciones en las que p o d e m o s confiar y en las que hay que desconfiar o preveer pe-
ligros o daños, y esto es l o a p r o p i a d o . Las relaciones sanas varían de la confianza rela-
tiva a la sospecha relativa, pero en cada caso están presentes elementos de confianza y
¿ e desconfianza.
De manera similar, la autonomía desequilibrada puede tornarse en obstinación
irracional. La iniciativa desequilibrada es u n a preocupación egoísta p o r las metas e
intereses p r o p i o s . La sensación de diligencia sin sentir limitación crea u n a idea despro-
porcionada de las habilidades. U n sentido de i d e n t i d a d exagerado es rígido e i n f l e x i b l e
y es poco probable que corresponda a la r e a l i d a d , etcétera.
Identidad negativa. N u e s t r o sentido de i d e n t i d a d se f o r m a con elementos
positivos y negativos, los cuales i n c l u y e n aquello en lo que queremos c o n v e r t i r n o s y
aquello en lo que no queremos convertirnos o sabemos que n o debemos convertimos.
En condiciones sociales extremadamente negativas, sería i m p o s i b l e para la mayoría de
ios jóvenes sanos comprometerse con valores sociales positivos. La era n a z i en A l e m a -
nia es u n ejemplo.
La falta de u n sentido de i d e n t i d a d sana se expresaría como h o s t i l i d a d hacia
las metas y los valores de la sociedad. Esta h o s t i l i d a d c o m p r e n d e cualquier aspecto de
los papeles: la sexualidad, la n a c i o n a l i d a d , la clase o el ambiente familiar. Los niños
de familias i n m i g r a n t e s llegan a despreciar el o r i g e n de sus padres, y los descendien-
tes de las familias establecidas rechazan t o d o lo nacional y sobreestiman l o que p r o -
cede del extranjero.
M u c h o s adolescentes en conflicto preferirían ser a l g u i e n m a l o que u n d o n nadie.
Así, la elección de la i d e n t i d a d negativa se basa en los papeles que se presentan como
indeseables o peligrosos. Si el adolescente se siente incapaz de a s u m i r los roles sociales
más positivos, los negativos se v u e l v e n más tangibles: tráfico de drogas, prostitución o
cualquier m o d e l o que represente el fracaso ante los ojos de su sociedad.
La i d e n t i d a d negativa del i n d i v i d u o también p u e d e i n c l u i r c o m p o r t a m i e n t o s y
actitudes p o r los cuales lo h a n castigado o l o h a n hecho sentirse culpable. A s i m i s m o ,
puede surgir a p a r t i r de u n m o d e l o negativo, p o r ejemplo, u n tío o u n a m i g o etiqueta-
do como alcohólico o que ha fracasado de alguna manera.
ESTRUCTURA
Cuerpo
El p a p e l de los órganos es especialmente i m p o r t a n t e en las p r i m e r a s etapas de E r i k - La experiencia está anclada
son. E n años posteriores, la adquisición de habilidades físicas e intelectuales d e t e r m i n a al plan maestro del cuerpo,
si el i n d i v i d u o tendrá u n sentido de competencia y la capacidad de a s u m i r funciones (Erikson, 1963, p. 108)
exigentes en u n a sociedad c o m p l i c a d a . Por ejemplo, los niños sanos obtienen u n sen-
t i d o de competencia en la m e d i d a en que se v u e l v e n más fuertes, más rápidos y más
capaces de aprender destrezas complejas.
C o m o teórico psicosocial, E r i k s o n está consciente de la interacción constante d e l
cuerpo, los procesos psicológicos y los factores sociales. Acepta la noción f r e u d i a n a de
la i m p o r t a n c i a de los i m p u l s o s biológicos, pero insiste en que también los m o d i f i c a la
sociedad.
Relaciones sociales
El p r i n c i p i o epigenético básico de E r i k s o n a f i r m a que " l a p e r s o n a l i d a d [...] procede
en fases determinadas p o r la preparación del organismo h u m a n o para avanzar, estar
consciente e interactuar con u n a gama m u c h o más a m p l i a de personas e instituciones
significativas" (1968, p p . 92-93).
TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - F A D I M A N ALFAOMEGA
194 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

Cada etapa tiene una nueva Las relaciones sociales tienen u n a i m p o r t a n c i a central en casi todas las etapas del
configuración de pasado y de d e s a r r o l l o . La i n t e r a c c i ó n con los padres, la f a m i l i a y los c o e t á n e o s es c r u c i a l en
futuro, una nueva combinación las primeras cinco etapas. La presencia de amigos que nos d a n su apoyo i n f l u y e en gran
de instintos y defensas, un m e d i d a en el s u r g i m i e n t o de nuestro sentido de i d e n t i d a d . La etapa de i n t i m i d a d b r i n -
nuevo conjunto de capacidades
da o p o r t u n i d a d e s de establecer relaciones sociales m á s p r o f u n d a s . O t r o cambio cua-
adecuadas para enfrentar nuevas
l i t a t i v o ocurre en la etapa de p r o d u c t i v i d a d , cuando aprendemos a c u i d a r y educar a
tareas y oportunidades, una
extensión nueva y más amplia
quienes son más pequeños, m á s débiles y menos f o r m a d o s .
de encuentros significativos.
(Erikson, 1964, p. 166)
Voluntad
E r i k s o n detalla el desarrollo de la v o l u n t a d en su exposición de la etapa de autonomía
versus vergüenza y d u d a . El desarrollo de u n a v o l u n t a d sana y e q u i l i b r a d a (y buena)
continúa d u r a n t e toda la v i d a .
El psicoanálisis t r a d i c i o n a l se ocupa de examinar la concepción que tiene u n i n -
d i v i d u o de la r e a l i d a d y se centra en ideas, emociones y c o m p o r t a m i e n t o s p r i v a d o s .
A d e m á s , E r i k s o n destaca la i m p o r t a n c i a de la v o l u n t a d y la acción en el m u n d o . U n a
de las metas del psicoanálisis es establecer " u n a interrelación p r o d u c t i v a entre la reali-
d a d psicológica y la a c t u a l i d a d histórica" (1964, p. 201); esto es, integrar las experien-
cias internas, subjetivas, con las acciones y hechos externos. De acuerdo con E r i k s o n , la
r e a l i d a d es " e l m u n d o de la experiencia fenoménica, percibida con las menores distor-
siones". A pesar de que las distorsiones y los equívocos son inevitables, E r i k s o n subra-
y a la necesidad de comprender la a c t u a l i d a d , " e l m u n d o de participación c o m p a r t i d o
con otros p a r t i c i p a n t e s " (1964, p . 165).
E n u n a segunda evaluación del clásico caso f r e u d i a n o de D o r a , E r i k s o n señala
que si b i e n F r e u d h i z o u n análisis b r i l l a n t e de la dinámica de p e r s o n a l i d a d y las distor-
siones de D o r a , no consideró su i m p o t e n c i a como hija de u n a f a m i l i a de clase m e d i a
vienesa. I n i c i a l m e n t e D o r a v i o a F r e u d d u r a n t e tres meses cuando tenía 19 años. El
señor K , u n a m i g o de la f a m i l i a , le había hecho proposiciones deshonestas cuando te-
nía 16. Su p a d r e le había p e d i d o a Freud que la hiciera " e n t r a r en r a z ó n " . Resultó que
éste, el padre de D o r a , tenía relaciones con la esposa d e l señor K y parecía dispuesto a
tolerar sus propuestas. Para c o m p l i c a r m á s las cosas, todos habían hecho de D o r a su
confidente (su padre y m a d r e , el señor y la señora K ) .
D o r a intentó que sus padres enfrentaran la situación, pero a F r e u d le pareció que
en r e a l i d a d no l o hacía. E r i k s o n n o concuerda con esto. Para él, D o r a buscaba la hones-
t i d a d y la f i d e l i d a d , cualidades de las que carecían sus modelos adultos.
La acción exitosa requiere tanto posibilidades sociales e históricas como v o l u n -
tad. Ver con exactitud no garantiza que u n o actúe bien.

Emociones
C o m o psicoanalista, E r i k s o n p o n e énfasis en el componente emocional de los procesos
psicológicos. Su conciencia del p a p e l que d e s e m p e ñ a n las emociones está implícita en
sus teorías. C o m o teórico, se centró en i n c o r p o r a r nuevos hallazgos cognitivos, históri-
cos y sociales al marco teórico psicoanalítico. Sin embargo, no se refiere explícitamente
a las emociones como u n aspecto d i s t i n t i v o d e l proceso psicoanalítico.

Intelecto
I g u a l que las emociones, el intelecto es u n elemento esencial de los procesos psicoana-
líticos. E r i k s o n no presta m u c h a atención al p a p e l de las facultades intelectuales: sin
embargo, señala que su desarrollo es crítico para la formación de u n sentido de compe-
tencia, para d o m i n a r las tareas de u n a sociedad tecnológica, establecer u n sentido de
i d e n t i d a d y elegir u n a profesión y roles sociales aceptables.

ALFAOMEGA TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - FADIMAN


EVALUACIÓN 195
Se/f
Para E r i k s o n , el sentido de i d e n t i d a d c o m p r e n d e tanto el desarrollo de la i d e n t i d a d del
yo como el florecimiento de u n sentido d e l self.
El yo, si se entiende como u n elemento de organización parcialmente inconsciente,
debe enfrentar en todas las etapas de la vida u n self cambiante. [...] Lo que de este
m o d o podría llamarse identidad del seZ/surge de experiencias en las que los selves con-
fundidos temporalmente se reintegran en papeles que también confieren u n recono-
cimiento social. Así, la formación de la identidad tiene u n aspecto del self y u n aspecto
del yo. (1968, p. 211)
La i d e n t i d a d del self resulta de la integración de nuestros roles en el pasado y la actua-
l i d a d , así como de las imágenes que tenemos de él.
Terapeuta
Erikson señaló que el terapeuta competente tiene u n fuerte sentido d e l potencial d e l El psicoanálisis es la primera
paciente para el crecimiento y el desarrollo. El trabajo del terapeuta es f o m e n t a r el cre- "expansión de la conciencia"
cimiento y n o i m p o n e r sus p r o p i a s expectativas o experiencias. Esta f o r m a de ver las sistemática y activa, necesaria
cosas está implícita en el r e q u e r i m i e n t o de que se capacite para el análisis y subraya cuando el hombre se concentra
en la conquista de la materia y
el papel de la transferencia y la contratransferencia en el psicoanálisis. La transferencia
tiende a identificarse en demasía
se refiere a los sentimientos positivos o negativos que los pacientes a b r i g a n hacia sus
con ella. (Erikson en Evans, 1969,
terapeutas. Estos sentimientos son intensos, irracionales y están arraigados en la rela- p.98)
ción que los pacientes t u v i e r o n de niños con sus padres. La comprensión consciente
de la dinámica de la transferencia puede ser u n aspecto extremadamente valioso de la
psicoterapia. La contratransferencia se refiere a los sentimientos p o s i t i v o s o negativos
que el terapeuta tiene hacia sus pacientes. Jung decía que ponía su v i d a en manos de
cada paciente que lo visitaba. A m o d o de respuesta, E r i k s o n comentó : " C i e r t o , pero
u n o debe añadir que él v i n o a mí, no fue con otra persona y que después de eso nunca
volverá a ser el m i s m o . . . y t a m p o c o y o " (Erikson en Evans, 1969, p. 103).
EVALUACIÓN
Erikson ha sido criticado p o r su v a g u e d a d . Es u n artista de las palabras m á s que u n
lógico. Sus formulaciones hermosas y brillantes parecen disolverse en bocetos concep-
tuales en l u g a r de concatenarse en u n análisis lineal y lógico. Por ejemplo, lo que E r i k -
son dice acerca de la i d e n t i d a d consiste en u n a colección v a r i a d a de ideas que muchas
veces c o n f u n d e n m á s que aclaran. C o m o señaló u n o de sus críticos:
Leer a Erikson es como caminar por u n bosque espeso y bello con muchos senderos.
La riqueza verdadera del bosque puede ser confusa. Hay tanto por ver. [...] Erikson
nunca ha aligerado n i simplificado sus obras, ¡gracias a Dios! Sus libros están escritos
con una oscuridad magnifícente. [...] Su trabajo debe leerse y releerse. Hay que resu-
m i r y reflexionar acerca de sus libros. Tienen una cualidad duradera. (Gross, 1987,
p. 3)
Por otro lado, H a m a c h e k dijo que " l a mayoría de las conclusiones de E r i k s o n se basan
en interpretaciones m u y personales y subjetivas que carecen de datos empíricos sóli-
dos que respalden la exactitud de sus i n t u i c i o n e s " (1988, p. 36). H a m a c h e k (1988,1990)
intentó relacionar las etapas de E r i k s o n con conductas observables como p r i m e r paso
para e m p r e n d e r el estudio empírico de la teoría eriksoniana.
TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - F A D I M A N ALFAOMEGA
196 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

Otros críticos (por ejemplo A p p a d u r a i , 1978; Roazen, 1976) cuestionaron la u n i -


versalidad de las teorías de E r i k s o n . ¿Puede su m o d e l o epigenético ser aplicado con
éxito a las culturas no occidentales del pasado y el presente? Por ejemplo, considerar
que la adolescencia es u n a etapa d e l crecimiento es u n fenómeno relativamente nuevo.
A s i m i s m o , los temas de la autonomía, la iniciativa y la i d e n t i d a d no son centrales en
otras culturas como en la I n d i a o en las sociedades tribales.
Se h a n suscitado otras preguntas acerca de la a p l i c a b i l i d a d del m o d e l o de E r i k -
son incluso en Occidente. Por ejemplo, E r i k s o n p r o p o n e que la p r o d u c t i v i d a d comien-
za con la m a t e r n i d a d y la p a t e r n i d a d . El hecho de que esto n o es necesariamente cierto
se prueba con los embarazos de adolescentes, que son habituales en muchas culturas.
Jóvenes madres y padres, que p o r lo general se encuentran en la etapa de i d e n t i d a d
pueden, incluso, equivocarse con las responsabilidades de la p a t e r n i d a d . El trabajo de
E r i k s o n también se ha criticado p o r q u e se centra en especial en los hombres, y es rela-
t i v a m e n t e vago sobre los asuntos de la maduración femenina ( G i l l i g a n , 1982).
E r i k s o n estuvo l i m i t a d o p o r el psicoanálisis. Sus herramientas eran las del clí-
nico, destinadas al t r a t a m i e n t o de pacientes indispuestos. La aplicación de estas he-
rramientas a la exploración de la p e r s o n a l i d a d sana no siempre es satisfactoria. Este
inconveniente es o b v i o en los estudios de E r i k s o n acerca de los grandes i n d i v i d u o s .
Por ejemplo, en su análisis de G a n d h i aplica m u y hábilmente las herramientas y los
conocimientos psicoanalíticos; en cambio, no l o hace así cuando aborda seriamente la
función de los ideales y la d i s c i p l i n a e s p i r i t u a l de G a n d h i . C o n t e m p l a la dinámica de
la v i d a y el pensamiento de G a n d h i m á s en términos de disfunción que de transforma-
ción psicológica y espiritual. El estado i n t e r i o r de G a n d h i , p u l i d o d u r a n t e años p o r dis-
ciplinas como el a y u n o y el silencio, p u d o haber sido m u y diferente que el del paciente
p r o m e d i o de terapia. E r i k s o n también ha sido criticado p o r sobreestimar el p a p e l de la
c u l t u r a i n d i a y el contexto social en m u c h o s de los acontecimientos fundamentales de
la v i d a de G a n d h i ( A p p a d u r a i , 1978).
Las herramientas psicoanalíticas de E r i k s o n n o siempre f u e r o n las adecuadas
para hacer las empresas que acometió. A l utilizarlas, amplió el psicoanálisis y al m i s m o
t i e m p o reveló sus limitaciones. E n cierto sentido, trasladó de contrabando el concepto
de espíritu h u m a n o a la teoría psicoanalítica. Este es u n o de los secretos de su gran
atractivo. A d e m á s , fue u n científico social i n n o v a d o r , u n m o d e l o del estudioso inter-
d i s c i p l i n a r i o (Smelser, 1998).
E r i k s o n ofreció una reformulación estimulante y renovada del psicoanálisis. L o -
gró llevar el convincente sistema f r e u d i a n o de pensamiento a u n a n u e v a era. El inte-
rés de E r i k s o n p o r los determinantes sociales y culturales del c o m p o r t a m i e n t o y su
integración de la psicología, la sociología y la antropología con los conocimientos del
psicoanálisis p r e d i j e r o n el f u t u r o de la psicología de la p e r s o n a l i d a d .

HECHOS RECIENTES: LA INFLUENCIA DE ERIKSON


H o y en día, las ideas de E r i k s o n siguen f o m e n t a n d o investigaciones y teorías. Existen
varias biografías excelentes de E r i k s o n (Coles, 1970; F r i e d m a n , 1999) y u n a magnífica
colección de sus obras escogidas (Coles, 2000). El trabajo de E r i k s o n ha t e n i d o a p l i -
caciones en estudios culturales (Arcaya, 1999) e históricos ( L i f t o n , 1998). Su concepto
de g e n e r a t i v i d a d ha sido r e t o m a d o p o r u n a a m p l i a v a r i e d a d de investigaciones, por
ejemplo, el estudio de la mujer en la edad m a d u r a (Peterson, 1998), el estudio del h o m -
bre h o m o s e x u a l en la e d a d m a d u r a (Cohler et al., 1998) y en las psicobiografías de
la g r a n b a i l a r i n a contemporánea M a r t h a G r a h a m (Lee, 1998) y d e l notable arquitecto
L l o y d W r i g h t (de St. A u b i n , 1998).

ALFAOMEGA TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - FADIMAN


LA TEORÍA EN SUS FUENTES 197
La teoría en sus fuentes
E X T R A C T O DE INFANCIA Y SOCIEDAD
En este pasaje, Erikson, revelando sus agudas capacidades psicoanalíticas, da un ejemplo real de un
niño que atraviesa por una crisis de identificación de roles.
Durante la última guerra, un vecino mío, un niño de cinco años, sufrió un cambio de personalidad y
pasó de ser "un niño de mamá" a ser desobediente, violento y obstinado. El síntoma más inquietante
fue su compulsión de prender fuego.
Sus padres se habían separado justo antes de estallar la guerra. La madre y el niño se habían
mudado con unas primas y cuando la guerra comenzó el padre se unió a la fuerza aérea. Las primas
tenían la costumbre de expresar su desprecio p o r el padre y fomentaban atributos de bebé en el
niño. Así, ser el hijo de mamá amenazaba con ser un elemento de identidad más f u e r t e que ser
el hijo de papá.
Pero el padre se condujo bien en la guerra; de hecho, se convirtió en héroe. Durante su p r i -
mera licencia, el pequeño t u v o la experiencia de ver cómo el hombre al que, según le advirtieron
no debía imitar, se convertía en el centro de la admiración y la atención de los vecinos. La madre
anunció que desecharía sus planes de divorcio. El padre regresó a la guerra y se perdió en un vuelo
sobre Alemania.
Después de la pérdida de su padre, el niño, afectado y dependiente, manifestó síntomas cada
vez más inquietantes de destrucción y desafío, que culminaron en la costumbre de desatar incendios.
El mismo dio la clave del cambio cuando, protestando p o r los regaños de su madre, señaló una pila
de madera que había encendido y exclamó (con palabras más infantiles): "Si ésta fuera una ciudad
alemana, me habrías q u e r i d o " . Así, indicó que al encender el fuego fantaseaba con ser bombardero
como su padre, quien le había comentado sus hazañas.
Apenas podemos adivinar la naturaleza de esta confusión en el niño; pero creo que lo que ve-
mos aquí es la identificación de un hijo con su padre, resultado de un repentino conflicto que sufrió a
una edad muy cercana a la edípíca. El padre, al principio reemplazado con éxito p o r el niño " b u e n o " ,
de repente se convirtió tanto en un ideal renovado c o m o en una amenaza concreta, un c o m p e t i d o r
por el amor de la madre. Además, devalúa de manera radical las identificaciones femeninas del pe-
queño. Para salvarse de la desorientación social y sexual, el niño debe reagrupar sus identificaciones
a la mayor brevedad; pero entonces el gran c o m p e t i d o r es asesinado p o r el enemigo, un hecho que
incrementa la culpa derivada del sentimiento de competencia y pone en peligro la nueva iniciativa
masculina del niño, p o r lo que se vuelve mal adaptado.
Un niño tiene varias oportunidades de identificarse en forma más o menos experimental, con
hábitos, características, ocupaciones e ideas de personas reales o ficticias de ambos sexos. Ciertas
crisis lo obligan a hacer elecciones radicales. Sin embargo, la era histórica en la que vive ofrece un
número limitado de modelos sociales significativos para ensayar combinaciones de fragmentos de
identificaciones. Su utilidad depende de la f o r m a en la que cumplen los requerimientos del estado
de maduración del organismo y de los hábitos de síntesis del yo.
Para mi pequeño vecino, el papel del bombardero podría haber sugerido una síntesis de los
muchos elementos que componen una identidad en ciernes: su t e m p e r a m e n t o (vigoroso); su etapa
de maduración (fálica, uretral y l o c o m o t r i z ) ; su fase social (edípica) y su situación social; sus capaci-
dades (musculares, mecánicas); el t e m p e r a m e n t o de su padre (un gran soldado y no un civil exitoso)
y el p r o t o t i p o histórico actual (héroe agresivo). Cuando o c u r r e dicha síntesis, una solidificación
asombrosa de constitución, t e m p e r a m e n t o y reacciones aprendidas, puede producir un crecimiento
exuberante y logros inesperados. Cuando no se lleva a cabo, origina un conflicto grave expresado en
una mala conducta o delincuencia inesperada. Porque si el niño entiende que el ambiente trata de
despojarlo de toda f o r m a de expresión que le permita fomentar e integrar el siguiente paso hacia su
identidad, la defenderá con la fuerza sorprendente que se observa en los animales obligados a luchar
p o r su vida. En la jungla social de la existencia humana, no hay ningún sentimiento de estar vivo sin
un sentido de identidad del yo. La privación de la identidad puede llevar a la delincuencia.
N o me habría atrevido a especular acerca de los conflictos del pequeño bombardero si no
hubiera visto pruebas de una solución concordante con esta interpretación. Cuando pasó lo peor de
la iniciativa tan peligrosa del chico, lo vi bajando una colina en bicicleta, de manera peligrosa y esca-
lofriante, pero eludiendo con destreza a o t r o s niños, que gritaron, rieron y sintieron admiración p o r
él. A l verlo y escuchar los extraños ruidos que hacía, no pude evitar pensar que se imaginaba ser un
avión en misión de bombardeo. Pero también había progresado en el d o m i n i o de sus movimientos;
fue cauteloso en su ataque y lo admiraron c o m o virtuoso de la bicicleta. [...]
TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - F A D I M A N ALFAOMEGA
198 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

N u e s t r o pequeño hijo de bombardero ilustra un punto general. La identidad psicosocial surge


de una integración gradual de todas las identificaciones. Pero aquí, más que en o t r a parte, el t o d o
tiene una calidad diferente de la suma de sus partes. En condiciones favorables, desde los primeros
años de vida el núcleo de identidad del niño está separado, cualidad que debe defender incluso frente a
la necesidad de identificarse en exceso con uno de sus padres o ambos. Es difícil estudiar este p r o -
ceso en los pacientes porque, p o r definición, el self neurótico ha caído, presa de identificaciones
exageradas que aislan al pequeño tanto de su identidad incipiente c o m o de su medio. (Erikson, 1963.
pp. 238-241)

PUNTOS PRINCIPALES
• El modelo de Erikson del ciclo vital humano integra en ocho etapas el crecimiento v
desarrollo desde el nacimiento hasta la vejez.
• Cada etapa da resultados positivos y negativos. El desarrollo de la personalidad con-
tinúa durante toda la vida.
* Cada etapa se basa en la anterior; el proceso ocurre de manera similar al crecimiento
de u n embrión.
• La personalidad se desarrolla en fases o etapas determinadas, de acuerdo con la pres-
teza de la persona para hacerse consciente e interactuar con u n medio social más
amplio. Cada etapa se relaciona sistemáticamente con las otras y todas proceden en
determinada secuencia.
• Cada etapa se caracteriza por una crisis psicológica o una tarea de crecimiento que
debe resolverse para pasar a la siguiente etapa.
• Las fuerzas y habilidades esenciales de cada etapa se adquieren y se ponen a prueba
en los periodos de crisis. Este proceso, a su vez, permite el surgimiento de nuevas
actitudes y destrezas. Con la solución de cada crisis, el i n d i v i d u o tendrá una mayor
sensación de juicio, u n i d a d interna y capacidad de funcionamiento.
• El modelo de Erikson se distingue porque se centra en los atributos positivos o v i r t u -
des que se adquieren en cada etapa. Caracterizadas por una sensación de progreso y
potencialidad positiva, estas virtudes son consideradas fuerzas inherentes.
• Cada etapa está en equilibrio dinámico entre dos polos. Por ejemplo, confianza versus
desconfianza. Ambos polos son extremos y en el espacio intermedio sano los elemen-
tos de cada uno están dinámicamente presentes.
• El concepto de identidad reúne a las teorías cognitivas y a las psicologías del yo.
Entre los aspectos de la i d e n t i d a d se incluyen una sensación de i n d i v i d u a l i d a d ,
una sensación de c o n t i n u i d a d y m i s m i d a d , una sensación de síntesis y totalidad
y una sensación de solidaridad social.
• El desarrollo y florecimiento de u n sentido del self da como resultado u n sentido de
identidad.
• La falta de u n sentido sano de identidad puede generar hostilidad hacia los valores
y las metas sociales. U n adolescente en conflicto que se sienta incapaz de dedicarse a
u n r o l social positivo llega a preferir u n papel negativo.
* La psicobiografía y la psicohistoria combinan los métodos del psicoanálisis y la histo-
ria para el estudio de la vida i n d i v i d u a l y colectiva.

CONCEPTOS CLAVE
A u t o n o m í a versus v e r g ü e n z a y d u d a Segunda etapa C o n f i a n z a b á s i c a versus d e s c o n f i a n z a b á s i c a Prime-
del desarrollo, en la cual el niño interactúa con el m u n d o de ra etapa del desarrollo, en la cual los primeros cuidados
nuevas maneras y su sensación de autonomía se fomenta determinan en el lactante la sensación de confianza en sí
con una sensación de libre albedrío. La v i r t u d adquirida en mismo y en el m u n d o . La v i r t u d adquirida en esta etapa es
esta etapa es la voluntad, que crece hasta llegar a ser la base la esperanza, que constituye los cimientos de la fe.
del reconocimiento adulto de u n espíritu de justicia mani-
fiesto en la institución social de la ley.

ALFAOMEGA TEORÍAS DE L A PERSONALIDAD - FADIMAN


BIBLIOGRAFÍA COMENTADA 199
C r i s i s de i d e n t i d a d Es la pérdida de identidad del yo, u n I n t e g r i d a d versus d e s e s p e r a c i ó n Octava etapa del de-
estado en el cual la continuidad, m i s m i d a d y creencia en el sarrollo. Momento de enfrentar las últimas preocupaciones.
rol social de uno mismo disminuye o desaparece. Se desarrolla la capacidad de ver la vida como u n todo y se
C r i s i s de c r e c i m i e n t o Punto de cambio que ocurre en fortalece el sentido de perspectiva. Quien no se acepta sien-
cada etapa del desarrollo. En él, las habilidades y fuerzas te desesperación. La sabiduría es la fuerza que surge del
de la etapa se desarrollan y se ponen a prueba. encuentro tanto con la desesperación como con la integri-
Diligencia versus inferioridad Cuarta etapa, que inclu- dad a la luz de las últimas preocupaciones.
ye el cambio de atención del juego al trabajo. La v i r t u d de I n t i m i d a d versus a i s l a m i e n t o Sexta etapa del desarro-
la etapa es la competencia, la adquisición de habilidades llo. Se asimila u n sentido de responsabilidad adulta junto
con la dependencia de los padres y la escuela. Se estable-
prácticas, capacidades generales y u n sentido de perfección
cen relaciones íntimas con otras personas. Una reciproci-
laboral.
dad verdadera con la pareja amorosa forma la base para el
Identidad Término que comprende una sensación de compromiso crítico que generalmente ocurre en esta etapa.
individualidad, de continuidad y mismidad, de síntesis y El amor es la v i r t u d que se asocia con el periodo y se mani-
totalidad, de solidaridad social. El concepto tiene aspectos fiesta en la verdadera i n t i m i d a d y reciprocidad.
tanto sociales como psicológicos. P r o d u c t i v i d a d versus e s t a n c a m i e n t o Séptima etapa
Identidad versus confusión de la identidad Quinta del desarrollo, que comprende las preocupaciones por la
etapa del desarrollo. Momento en que el adolescente cues- creatividad laboral y personal, por los niños, por las ideas,
tiona los modelos y las identificaciones del pasado. Duran- los productos y los principios. El cuidado es la fuerza que
te este periodo de transición entre la niñez y la edad adulta, se adquiere en esta etapa.
¡a pregunta es "¿quién soy yo?". La fidelidad es la fuerza P s i c o b i o g r a f í a Estudio de la vida de una figura histórica
básica de esta etapa que surge a medida que el i n d i v i d u o desde la perspectiva del psicoanálisis. Este enfoque difiere
se enfrenta a la necesidad de adoptar una serie de valores de los casos clínicos en los que el terapeuta busca el por-
y una profesión que formen la piedra angular de su iden- qué del problema del paciente. La historia de una vida se
tidad. orienta a comprender las contribuciones creativas de una
Iniciativa versus c u l p a Tercera etapa del desarrollo, en la persona, a pesar de sus complejos, conflictos y crisis.
cual la actividad básica es el juego. Su v i r t u d es el propósi- P s i c o h i s t o r i a Estudio que combina los métodos de la
to, originado en la fantasía y el juego, que forman el origen historia y el psicoanálisis para examinar la vida i n d i v i d u a l
de la danza, el teatro y el rito en la vida adulta. y colectiva.
BIBLIOGRAFÍA COMENTADA
Coles, R. (2000), The Erik Erikson reader, Nueva York, N o r t o n . psicológico. También es u n ejemplo útil de los límites del psi-
coanálisis por su falta de atención los aspectos espirituales y no
Incluye escritos de toda la carrera de Erikson y refleja la i n -
personales de la vida de Gandhi.
fluencia de su pensamiento en las áreas de desarrollo infantil,
desarrollo de la vida humana, liderazgo y crecimiento moral. Erikson, E., J. Erikson y H . K i v n i c k (1986), Vital involvement in oíd
age, Nueva York, N o r t o n .
Erikson, E. (1963), Childhood and society (segunda edición), Nueva
York, N o r t o n . Una semblanza extraordinaria de la experiencia de la vejez ba-
sada en entrevistas a octogenarios que fueron estudiados por
El primero y más creativo de los libros de Erikson. Incluye la
más de 50 años. Una revisión del ciclo vital desde la perspectiva
descripción más detallada de las ocho etapas del desarrollo h u -
de la vejez.
mano; artículos acerca de sus investigaciones entre los sioux y
vurok, así como las psicobiografías de Hitler y Gorky, que arro-
jan una mirada a las implicaciones psicológicas de las culturas
alemana y rusa.
SITIOS WEB
(1964), Insight and responsibílity, Nueva York, N o r t o n .
http: / / www.britannica.com/seo/e/erik-h-erikson/
Una brillante compilación de ensayos que incluye u n estudio
psicobiográfico de Freud, el análisis de las fuerzas psicosociales Biografía básica de Erik Erikson, con enlaces a información adi-
y la actualidad histórica, así como una exposición de la regla cional.
dorada en la actualidad.
http: / / elvers.stjoe.udayton.edu / history / people / Erikson.html
(1969), Gandhi's truth, Nueva York, N o r t o n .
Incluye una biografía breve y u n resumen detallado y comenta-
Psicobiografía épica de Gandhi, que brinda u n modelo para es- do de la teoría eriksoniana.
tudiar a esta gran figura de la historia desde u n punto de vista
TEORÍAS DE L A P E R S O N A L I D A D - F A D I M A N ALFAOMEGA
200 CAPÍTULO 6 ERIK ERIKSON Y EL CICLO VITAL

BIBLIOGRAFÍA GENERAL
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