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HISTORIA CRITICA

DE LA INQUISICION

DE ESPAÑA.
TOMO VIII.
HISTORIA C R I T I C A

DE L A INQUISICION
D E ESPAÑA.
Obra original conforme lo que resulta de los A r -
chivos del Consejo de la S u p r e m a , y de los Tri-
bunales de p r o v i n c i a .

SU AUTOR

Antiguo secretario de la Inquisición de Corte , académico y


socio de muchas Academias y Sociedades literarias naciona-
les y estranjeras.

T O M O VIH*

BARCELONA.:
IMPRENTA DE OLIVA,
Calle de la P l a t e r í a .

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CAP. XLV. ABT. I.

CAPÍTULO XLV.
AUTOR ID A. DES SAGRADAS Q U E D E M U E S T R A N
QUE EL ESPIRITU Y L A CONDUCTA D E L
SANTO OFICIO E S T A N E N OPOSICION CON
EL ESPIRITU D E L E V A N G E L I O Y DE L A
RELIGION C4UST1ANA.

A R T I C U L O I.

1. H e p r o b a d o c o n l a s i m p l e e s p o s i c i o n de
los hechos históricos y con las reflexiones
que han dimanado necesariamente de ellos
que e l e s t a b l e c i m i e n t o del Iribunal del Santo
Oficio , su c o n d u c t a , y las p e n a s q u e acostum-
bra i m p o n e r á los h e r e j e s y á las p e r s o n a s sos-
pechosas de h e r e j í a s o n c o n t r a r i a s al e s p í r i t u
de d u l z u r a , de t o l e r a n c i a y b o n d a d q u e e l d i -
vino F u n d a d o r del c r i s t i a n i s m o ha querido
imprimir en su Iglesia. Esta razón debería
bastar p a r a e s t i n g u i r el t r i b u n a l , aun en el
caso que no h u b i e r a sido a t e n t a t o r i o á l a SO-
TOMO \ m , i
2 HISTORIA DE LA INQUISICION,
b e r a n i a de los r e y e s y a l a a d m i n i s t r a c i ó n de
la j u s t i c i a que h a s i d o c o n f i a d a á ¡ o s o t r o s t r i -
bunales.
2. S i n e m b a r g o , h a y h o m b r e s que o p i n a n
l o c o n t r a r i o , sea p o r q u e el m o d o de p r o c e d e r
d e l S a n t o O f i c i o les es p o c o c o n o c i d o , sea p o r -
que su zelo p o r l a r e l i g i ó n c a t ó l i c a no es s e g ú n
l a v e r d a d e r a c i e n c i a p r e d i c a d a p o r san P a b l o ,
sino escitado por e l o d i o que p r o f e s a n á los
h e r e j e s , y t a m b i é n á los c a t ó l i c o s que , c o m o
y o , quieren y predican la tolerancia.
3. Cuando publiqué e l P r o s p e c t o de esta
o b r a , h u b o p e r s o n a s que h a b l a r o n de e l l a , y
que debieron necesariamente engañarse (y
a u n ser injustas c o n r e s p e c t o a l a u t o r ) ; p u e s
que n o c o n o c i e n d o t o d a v í a l a H i s t o r i a c r i t i c a ,
no p o d i a n dar u n j u i c i o s ó l i d o y c l a r o , n i l l e -
n a r las f u n c i o n e s de j u e c e s i m p a r c i a l e s . O t r a s
juzgaron á propósito enviarme cartas anóni-
m a s , c u y o t o n o a n u n c i a b a v i s i b l e m e n t e estar
d e s p o s e í d o s de este e s p í r i t u de c a r i d a d tan r e -
comendado p o r e l E v a n g e l i o . E l a u t o r de u n a
de estas cartas , fecha 19 de agosto de 1 8 1 7
( d e s p u é s de u n a t a q u e v i o l e n t o y l l e n o de c a -
l u m n i a s ) , a n a d i a : « C o n f e s a d de b u e n a fe que
n o es v u e s t r o deseo atacar á la I n q u i s i c i ó n ,
pues e l l a no e x i s t e s i n o e n e l n o m b r e ; t o d o s
los g o l p e s que p a r e c e d i r i g í s c o n t r a e l l a , s o n
CAP. XLV.—AHT. I. 3
contra l a r e l i g i ó n m i s m a : a t a c a n d o l o s e r r o r e s
de a l g u n o s e c l e s i á s t i c o s , v u e s t r a m a n o t e m e -
raria q u i e r e destruir la arca santa : he aquí
vuestra loca esperanza. » M i obra e s t á y a p u -
blicada ; s e n t e n c i e n l o s l e c t o r e s este p r o c e s o
c r i m i n a l . Y o le p e r d o n o de t o d o m i c o r a z ó n
la i n j u r i a que m e h a h e c h o .
A, S i n e m b a r g o , c o m o hay personas (por
otra parte m u y d i g n a s de a p r e c i o ) á q u i e n e s
una especie de p r e o c u p a c i ó n hace mirar el
Santo O f i c i o c o m o b a l u a r t e de la r e l i g i ó n ca-
tólica, apostólica, r o m a n a , conviene demos-
trar que e s t á n e q u i v o c a d o s , siendo i n c r e í b l e
que D i o s p r o d u z c a t a l c a m b i o en las i d e a s ,
que los m e d i o s adoptados en t i e m p o s moder-
nos para sostener l a fe se o p o n g a n á l a d o c t r i -
na y c o n d u c t a de J e s u c r i s t o , de los a p ó s t o l e s
y de los padres de l a p r i m i t i v a I g l e s i a .
6. M e p r o p o n g o pues i n s e r t a r a q u í l i t e r a l -
mente a l g u n o s t e x t o s n o t a b l e s , t o m a d o s e n t r e
un gran n ú m e r o de la m i s m a e s p e c i e , y que
hacen v e r c u a l ha sido el verdadero e s p í r i t u
generalmente c o n o c i d o de l a r e l i g i ó n c r i s t i a n a
y de la I g l e s i a antes de l a r e v o l u c i ó n de i d e a s
espuestas e n los p r i m e r o s c a p í t u l o s de esta
historia. E s t e trabajo es c i e r t a m e n t e i n ú t i l p a r a
las personas i n s t r u i d a s ; p e r o las m e n o s v e r s a -
das en estas m a t e r i a s m e a g r a d e c e r á n t a l vez
k HISTORIA DE 1A INQUISICION ,
el h a b é r s e l o presentado , y l e e r á n c o n gusto
a l g u n o s t e x t o s s a g r a d o s y citas de los p a d r e s y
de otros defensores de l a I g l e s i a , c u y o c o n -
j u n t o no p u e d e m e n o s de i l u s t r a r á las a l m a s
piadosas y sinceras que a m a n la v e r d a d .
6. San M a t e o , cap. 4 de su E v a n g e l i o ,
d i c e : » J e s ú s , a n d a n d o p o r las o r i l l a s d e l m a r
de G a l i l e a , v i ó dos h e r m a n o s : S i m ó n ( l l a m a -
do P e d r o ) y A n d r é s , su h e r m a n o , q u e e c h a b a n
sus redes en l a m a r , p u e s e r a n p e s c a d o r e s ; y
les dijo : S e g u i d m e , y y o h a r é q u e s e á i s p e s -
c a d o r e s de h o m b r e s . A l m o m e n t o d e j a r o n sus
redes y le s i g u i e r o n . M a s a d e l a n t e v i ó o t r o s
dos h e r m a n o s , S a n t i a g o , h i j o de Z e b e d e o , y
J u a n , su h e r m a n o , q u e e s t a b a n en u n a l a n -
cha con Zebedeo su padre c o m p o n i e n d o sus
redes ; y los l l a m ó . E l l o s d e j a r o n sus r e d e s y
á su padre , y le s i g u i e r o n . Y J e s ú s i b a p o r
toda la G a l i l e a e n s e ñ a n d o e n sus sinagogas,
predicando el Evangelio del r e i n o , y curando
t o d a s las l a n g u i d e c e s y todas las e n f e r m e d a d e s
e n e l p u e b l o . H a b i é n d o s e e s p a r c i d o su f a m a
p o r t o d a l a S i r i a , le p r e s e n t a b a n t o d o s los
e n f e r m o s y los q u e estaban d i v e r s a m e n t e a f l i -
g i d o s de m a l e s y d o l o r e s , los p o s e í d o s , los
l u n á t i c o s , los p a r a l í t i c o s ; y él los c u r a b a . Y
u n a g r a n d e m u l t i t u d d e l p u e b l o de Galilea,
de D e c a p o l i s , de J e r u s a l e n , de J u d e a y d e l
CAP. XLV. ART. I. 5

lado de a l l á d e l J o r d á n le s i g u i ó ( 1 ) . » — • J e s u -
cristo para convertir á los hombres no re-
curre d las a m e n a z a s ; él se c o n t e n t a c o n ofre-
cer cosas a g r a d a b l e s , y con hacer inmediata-
mente m u c h o s favores y b i e n e s .
7. E l m i s m o E v a n g e l i s t a , cap. 5: «Jesús,
viendo tan grande m u l t i t u d , s u b i ó á u n m o n t e .

(ij A m b u l a n s autem J e s ú s juxta mare Galilese


vidit d ú o s fratres , S i m o n e m , q u i vocatur Petrus, et
Andream fratem ejus, mittentes relia i n mare; erant
enim piscatores ; et ait i l l i s : Venite post me , et fa-
ciam vos fieri piscatores h o m i n u m . A t i l l i continuo,
relictis retibus, secuti sunt e u m . E t procedens inde
vidit alios d ú o s fratres J a c o b u m Zebedei et Joan-
nem , fratrem ejus , i n navi e u m Zebedeo patre eo-
rum r e í i c i e n t e s retia sua , et vocavit eos. l i l i autem,
statim , relictis retibus et patre , secuti sunt eum.
Et circuibat J e s ú s totam G a l i l e a m docens i n S y n a -
gogis eorum, et proedicans evaugelium r e g n i , et sa.
nans omnen l a n g u o r e m et o m n e m infirmitatem i n
populo. E t abiit o p i n i o ejus i n totam S y r i a m , et o b -
tulerunt ei omnes male habentes languoribus et
tormentis comprehensos^, et q u i d e m o n i a habebant,
et l u n á t i c o s , et p a r a l j t i c o s ; et curavit eos^ et secuta}
sunt eum turbas multas de Galilea , et D e c a p o l i , et
de Ilierosolimis, et de Jiidsea, et de trans J o r d a n e m
(S. Matb. , E v a n g . c. 4- ).
6 H1ST0KIA DB LA INQUISICION ,
donde h a b i é n d o s e sentado , sus d i s c í p u l o s se
le a c e r c a r o n ; y les e n s e ñ a b a , d i c i e n d o : B i e n -
aventurados los p o b r e s de e s p í r i t u , porque
e l r e i n o de los c i e l o s s e r á de e l l o s . B i e n a v e n -
t u r a d o s los m a n s o s , p o r q u e ellos p o s e e r á n la
tierra. B i e n a v e n t u r a d o s los que l l o r a n , p o r -
que ellos s e r á n consolados. Bienaventurados
los q u e t i e n e n hambre y sed de l a j u s t i c i a ,
p o r q u e ellos s e r á n satisfechos. B i e n a v e n t u r a -
dos los que son m i s e r i c o r d i o s o s , p o r q u e e l l o s
mismos obtendrán misericordia. Bienaventu-
r a d o s los q u e t i e n e n e l c o r a z ó n p u r o , p o r q u e
e l l o s v e r á n á D i o s . B i e n a v e n t u r a d o s los pací-
ficos , p o r q u e e l l o s s e r á n llamados hijos de
D i o s . B i e n a v e n t u r a d o s los q u e sufren perse-
c u c i ó n p o r l a j u s t i c i a , p o r q u e e l r e i n o de los
cielos será para ellos ( 1 ) . » — - Se puede notar
a q u í q u e J e s ú s n o l l a m a b i e n a v e n t u r a d o s á los
que demuestrati u n zelo a m a r g o para c o n v e r -
t i r á los h o m b r e s , ó p a r a c a s t i g a r l e s c u a n d o

(i) Vidcns autem Jesns turbas, accendit i n m o n -


tem , et c u m sedisset, accessemnt ad eum discipuli
ejus, et aperiens os suum, docebat eos dicens : Beati
pauperes s p i r i t u , q u o n i a m i p s o r u m est r e g a u m cce-
l o r u m . Beati mitos , q u o n i a m ipsi possidebunt ter-
r a m . Beati q u i l u g e n t , q u o n i a m ipsi consolabuntur.
CAP. XLY, ART. 1. 7
abandonan l a r e l i g i ó n , m i e n t r a s q u e é l d a este
nombre á los que son m i s e r i c o r d i o s o s , m a n -
sos, p a c í f i c o s , y á los que t i e n e n e l c o r a z ó n
puro.
8. San Mateo, c a p . 10: « J e s ú s envió los
doce a p ó s t o l e s , d i c i é n d o l e s : N o v a y á i s h á c i a l o s
gentiles, y no e n t r é i s e n las c i u d a d e s de l o s sa-
m a r i t a o o s ; s i n o i d m a s b i e n a las ovejas p e r d i -
das de l a casa de I s r a e l , y e n l o s l u g a r e s á d o n -
de fuereis p r e d i c a d d i c i e n d o que el reino de
l o * cielos e s t á c e r c a . . . C u a n d o a l g u n o no q u e r -
rá recibiros ni escuchar nuestras palabras
sacudid ( s a l i e n d o de l a c a s a ó de l a c i u d a d ) e l
p o l v o de v u e s t r o s p i e s . Y o os d i g o y a s e g u r o
que en el d i a de juicio Sodoma y Gomorra
s e r á n tratadas c o n m e n o s r i g o r q u e esta c i u d a d .
Y o os e n v i ó c o m o ovejas en m e d i o de l o b o s ( 1 ) ,

Beati q u i esuriunt et sitium justiliam,, q u o n i a m i p s i


saturabuiitur. Beati misericordes , q u o n i a m ipsi m i -
sericordiam conseqr.entur. Beati m u n d o corde, quo-
niam ipsi D e u m videbunt , Beati p a c i í i c i , quoniam
íilii D e i vocabuntur. Beali q u i persecutionem pa-
tiuntur propter justitiam, q u o n i a m i p s o r u m est reg-
num ccelorum. ( M a t h . cap. 5.)
(i) Hosduodecim ( a p o s t ó l o s ) misit J e s ú s p r o j c i -
piens eis dicens: In viam gentium n » abierilis, et i u
c m t a t e s S a m a r i l a n o r u m ne intraveritis, g e d p o l i ú s i l e
S HISTORIA DE LA INQUISICION,
O b s e r v e m o s q u e J e s ú s , h a b l a n d o de las ove-
jas p e r d i d a s de l a casa de I s r a e l , no m a n d a á
los a p ó s t o l e s c a s t i g a r l a s ; a l c o n t r a r i o , r e s e r v a
p a r a e l d i a d e l j u i c i o e l c a s t i g o de a q u e l l a s que
d e s p r e c i a n su d o c t r i n a . S e lee c a s i l o m i s m o en
el E v a n g e l i o de san M a r c o s , c a p . 6, y e n el de
san L ú e a s , c a p . 9 y 1 0 .
9. San Mateo, cap. 13: « J e s ú s propuso á
los d i s c í p u l o s o t r a p a r á b o l a , d i c i e n d o : E l r e i n o
de l o s c i e l o s es s e m e j a n t e á u n h o m b r e q u e h a -
b l a s e m b r a d o b u e n g r a n o en su c a m p o ; pero
mientras los h o m b r e s d o r m í a n v i n o su e n e m i -
go y s e m b r ó zizaña en m e d i o d e l t r i g o , y se
marchó. Habiendo nacido la y e r b a , y f o r m á -
dose las e s p i g a s , la zizaña e m p e z ó t a m b i é n á
m o s t r a r s e . E n t o n c e s los c r i a d o s d e l p a d r e de
f a m i l i a s le d i j e r o n : S e ñ o r , ¿ n o h a b é i s s e m b r a -
do b u e n t r i g o en v u e s t r o c a m p o ? ¿De donde

ad oves quae perierunt do mus Israel. E u n l e s autem


prsedicate dicens qnia apropinquavil regnum coe-
l o r u m — E t q u i c u m q u e n o n receperit vos, ñequeau-
dierit sermones vestros , exeuntes foras de d o m o vel
civitate, exGutite puiverem de pedibus vestris. A m e n
dico vobis, tolerabiiins erit térras S o d o i n o r u n i et
Gomoi-rhaeorum i n die jtidicii quam illi civitati.
E c c e ego mitto vos sicnt oves i n medio l u p o r u m
(Math. io).
CAP. XLV, ART. ti 9
p r o v i e n e la z i z a ñ a q u e t i e n e ? E l c o n t e s t ó : U n
h o m b r e q u e es e n e m i g o m i ó hizo este daño.
Sus c r i a d o s le d i j e r o n : Q u e r é i s q u e y a y a m o s
á cogerla? N o , les c o n t e s t ó ; n o sea q u e c o g i e n -
do la zizaña a r r a n q u é i s al p r o p i o tiempo el
buen g r a n o . D e j a d i c r e c e r e l u n o y e l o t r o has-
ta l a s i e g a , y l l e g a d o este t i e m p o y o d i r é á l o s
segadores: Coged primeramente la zizaña, y
atadla en haces p a r a q u e m a r l a ; pero recoged
el trigo en m i g r a n e r o — J e s ú s habiendo des-
pedido al p u e b l o se v o l v i ó á casa; y sus discí-
pulos, a c e r c á n d o s e á é l , le dijeron: E s p l i c a d -
nos la p a r á b o l a de la z i z a ñ a s e m b r a d a e n e l c a m -
po. Y é l c o n t e s t ó d i c i e n d o : E l q u e s i e m b r a b u e n
grano es e l H i j o d e l h o m b r e ; e l c a m p o es e l
m u n d o ; el b u e n g r a n o son los h i j o s d e l r e i n o ,
y la zizaña son l o s hijos de l a i n i q u i d a d ; e l e n e -
m i g o que la h a s e m b r a d o es e l D i a b l o ; e l t i e m -
po de la siega es e l fin d e l m u n d o ; l o s s e g a d o -
res son los á n g e l e s . S u c e d e r á p u e s a l fin d e l
m u n d o ¡o m i s m o q u e c u a n d o se c o g e l a zizaña
y se q u e m a e n el fuego. E l H i j o d e l h o m b r e e n -
v i a r á sus á n g e l e s , y estos r e c o g e r á n á t o d o s los
escandalosos y á los i ñ i q u e s d e l r e i n o , y los
a r r o j a r á n a l h o r n o de f u e g o , a l l í h a b r á l l a n t o s y
rechinos de d i e n t e s ( 1 ) . »

(i) Aliam p a r a b o l a m proposuit eis dicens: S i m i -


10 HISTORIA DE LA ITÍQTJISICION,
E s t a p a r á b o l a p r u e b a q u e l a v o l u n t a d de J e -
susno eraque secastigasen á l o s h e i - e j e s durante
su v i d a , n i a u n á a q u e l l o s q u e s i e m b r a n l a z i -
z a ñ a , es d e c i r á los h e r e s i a r c a s d o g m a t i z a n t e s ;
sino a g u a r d a r q u e D i o s le h a g a él m i s m o e n e l
d í a de s u j u s t i c i a ; y q u e oo c o n c e d i ó á l o s h o m -
b r e s p o d e r p a r a c a s t i g a r l o s , sino solo á l o s á n -
g e l e s , a u n e n los ú l t i m o s t i e m p o s .
10. S a n ¡Mateo, c a p . 1 8 : « J e s ú s dijo á l o s
a p ó s t o l e s : E l H i j o del h o m b r e ha venido á sal-
v a r l o q u e estaba perdido. S i un h o m b r e tie-
ne c i e n o v e j a s , y u n a sola l l e g a á e s t r a v i a r s e ,
¿qué p e n s á i s que h a r á e n t o n c e s ? ¿ N o deja é l

le factum est r e g a u í n c a j l o r u m h o m i n i qui setninavit


b o n u m semen i n agro s a o . C ü m a u l e m d o r m i r e n t
homines, v é t i i t i n i m i c u s ejus et supersemiuavit ziza.
n i a m i n m e d i o tritiei, e t a b ü t ; c ú m autem crevisset
herba et fruotum fecisset, tutic a p p a r a e n m t et ziza-
nia. Accedentes serví patris familias d i x e m n t ei: D o -
m i u e , n o n n e b o a u m semeu semiaasti i n agro tuo?
U n d é ergo h a b e í zizauia? E t ait illis: Inimicus h o m o
hoc í'ecit. Servi autcm dixerunt ei: Vis, i m u s , et co-
lligimus ea? E t a it illis: N o n , ne forte colligentes zi-
zania, radicetis simul c u m eis et triticutn: sinite
utraque crescere usque ad messem, et i n t é m p o r a
messis d i c a m messoribus: Goliigite p r i m u m zizania
et alligate i n l'asciculos ad c o m b u r e n d u m ; t r i t i c u m
CAP. XLV. A R T . I. 11

las n o v e n t a y n u e v e en e l m o n t e p a r a i r á b u s -
car la que se h a e s t r a v i a d o ? Y s i l a e n c u e n t r a ,
yo os d i g o y a s e g u r o q u e e l l a le c a u s a m a s g o z o
que las n o v e n t a y n u e v e q u e n o se han estra-
v i a d o . Así v u e s t r o p a d r e q u e e s t á en l o s cielos
no q u i e r e que n i n g u n o de estos pequeños pe-
rezca; p o r lo c u a l , si v u e s t r o h e r m a n o h a pe-
cado c o n t r a v o s o t r o s , i d á h a c e r l e p r e s e n t e su
falta secretamente e n t r e v o s y é l . S i él os es-
cucha, vosotros h a b r é i s ganado á vuestro her-
m a n o . P e r o si él no os e s c u c h a , t o m a d t o d a v í a
con v o s o t r o s u n a ó dos p e r s o n a s á fin de q u e t o d o
sea c o n f i r m a d o c o n l a a u t o r i d a d de d o s ó tres

autemcongreg'ate i n l i o r r e u m m e u m . . . . Dimissis tur-


l>is v e n i l i n d o m u m , et accesserunt ad c u m discipuli
ejos diceules: Ediscere nobis p a r a b o l a m z i z a n i a m m
agrl. Q u i rcspoudens ait lilis: Q u i semiiiat b o n u m
semea, est filius h o m l n i s : ager autem est m u n d u s :
bonum vero semen h i suat filii regni: zizania autem
íilii sunt nequam; i n i m i c u s a u l e m q u i seminavit ea,
estdiabolus. Messis vero c o n s u m m u l l o saeculi, et Mes-
sores autem a n g e l í sunt. Slcut ergo c o l l i g u n t u r ziza-
nia et ignl c o m b u r u n t u r , s i c e i i t i n cousummatione
saeculi. Mlttcl filias homlnis angeles suos et colligent
de regno ejus e m u l a scandala, eteos q u i j a c i u n t Ini-
quitatem, et mitlent eos i n c a m l n u m ignis. Ibi erit
fletus el stridor d e n l i u m (S. M a t h . c. i3).
12 HISTORIA DE L A INQUISICION,

t e s t i g o s . S i él t a m p o c o e s c u c h a , d e c i d l o á la
I g l e s i a ; y s i no e s c u c h a n i á l a I g l e s i a m i s m a ,
que sea p a r a v o s o t r o s c o m o un pagano 6
un p u b l i c a n o . Y o os d i g o y a s e g u r o q u e t o d o
lo que vosotros atareis en la t i e r r a quedará
también atado en el cielo , y que todo lo
que v o s o t r o s d e s a t a r e i s e n l a t i e r r a s e r á d e s a -
tado en el cielo. P o r q u e en c u a l q u i e r a lugar
que se h a l l a n dos ó tres p e r s o n a s r e u n i d a s en
m i n o m b r e , y o m e hallo en m e d i o de ellas.
Entonces Pedro, a c e r c á n d o s e , le d i j o : Señor,
¿ p e r d o n a r é á m i h e r m a n o todas las v e c e s q u e
é l p e c a r á c o n t r a m í ? ¿ L o h a r é h a s t a siete v e c e s ?
J e s ú s le r e s p o n d i ó : Y o no os d i g o h a s t a siete
v e c e s , sino h a s t a setenta y siete veces ( 1 ) . » S e

(i) Venit c n i m filias liominis salvare q u o d perie -


rat. Q u l d v o b i s videtur si fueriut alicui c e n t u m oves
et erraverit una exeis? Noniie r e l i n q u i t n o n a g i n t a n o -
vena i n monlibus et vadit-qmcrere eatn quoeerravit?
E t si coutigerit ut inveniat eam, amen dico vobis,
quia gaudet super eam magis quam super nonaginla
novena q u s e n o n erravenint. Sic n o n cst voluntas ante
patrem vestrum q u i i n ccelis est ut pereat unus de p u -
sillis istis. S i autem peccaverit i n t e l l í V a t e r t u u s , vade
et corrige e u m í n t e r te et i p s u m solum; si te audierit,
lucratus eris fratem t u u m ; si autem te non audierit)
adhibe t e c u m a d h u c unum vel d ú o s , ut i a ore d ú o -
CAP. XLV.'—ART. I. 13

ve a q u í c l a r a m e n t e : 1.° q u e J e s ú s s o l o aprue-
ba p a r a l a c o n v e r s i ó n de las o v e j a s d e s c a r r i a -
das los m e d i o s de suavidad inspirados por e l
a m o r y l a b o n d a d ; 2."% q u e l a escomunion mis-
ma del hereje no d e b e ser e m p l e a d a s i n o d e s -
p u é s de las tres a m o n e s t a c i o n e s hechas en el
t i e m p o y c o n las c i r c u n s t a n c i a s q u e Jesús in-
dica; 3.°, que el mandamiento inquisitorial de
denunciar antes de este t i e m p o es absoluta-
mente opuesto á la m o r a l de Jesucristo. V e d
la m i s m a d o c t r i n a en el E v a n g e l i o de s a n Lú-
eas, cap. 15.

11. San M a t e o , cap. 2 8 , d e s p u é s de h a b e r

r u m \'el trium testium stet o m n e v e r b u m . Q u o d si


n o n audierit eos, dic eccelesise. S i autem ecclesiam
non audierit, sit tibi sicut ethaicus et p u b l i c a n u s .
A m e n dico vobis quaecumque alligaveritis super ter-
ram, erunt ligaba et i n coelo; et quascunique solveritig
super terram, erunt soluta et i n ocelo. Iterum dico
vobis quod si d ú o ex vobis consenserint super terram
de omni re q u a m c u m q u e pefierint, fiet iliis a patre
meo, q u i in coelis est. U b i e n i m s u n t d u o veltres c o n -
gregati i n n o m i n e meo, i b i s u m i n medio eorum-
Tune aceedens Petrus ad e u m dixit; D o m i n e , q u o -
ties peccavit frater meus el d i m i t a m ei? U s q u © seplies?
Disit i l l i J e s ú s : N o n dico tibi usque septies, sed us-
que septuagies septies (S. M a t h . cap. 18).
3
14 HISTORIA D E L A INQUISICION ,

r e f e r i d o l a r e s u r r e c c i ó n de J e s u c r i s t o , a ñ a d e
que dijo á los a p ó s t o l e s : « I d , é i n s t r u i d á to-
dos los p u e b l o s , b a u t i z á n d o l o s en n o m b r e d e l
P a d r e , d e l H i j o y del E s p í r i t u santo, y ense-
ñadles á observar todas las cosas q u e y o os
he o r d e n a d o ( 1 ) . » E s t o p r u e b a q u e los a p ó s t o -
les sus s u c e s o r e s , y t o d o s los e c l e s i á s t i c o s en-
c a r g a d o s de ejercer funciones en la Iglesia,
e s t á n s o m e t i d o s á l a o b s e r v a n c i a de l a d o c t r i -
na e n s e ñ a d a por el divino M a e s t r o y que n i n -
u n o de e l l o s t i e n e p o d e r p a r a s e p a r a r s e d e ella,
restringirla, ni interpretarla arbitrariamente,
t o d a v í a m e n o s de h a c e r l a d e s p r e c i a r , d e j á n d o -
la caer en e l o l v i d o ; lo que sucede cuando los
i n q u i s i d o r e s i m p o n e n o b l i g a c i ó n de d e n u n c i a r
antes de los tres a v i s o s d a d o s , de l a m a n e r a i n -
dicada p o r el sentido literal del E v a n g e l i o .
12. S a n L ú e a s d i c e en su E v a n g e l i o c a p . 9 :
« C u a n d o se a c e r c a b a el t i e m p o e n q u e Jesús
d e b i a s e r a r r e b a t a d o de este m u n d o , resolvió
ir á J e r u s a l e m , y e n v i ó delante algunos d i s c í -
p u l o s p a r a a n u n c i a r su l l e g a d a ; q u i e n e s , h a -

(i) Euntes ergo docele omnes g e n t e s b a p ü z a n l e s


eos i n n o m i n e Palris et F i l i i et Spiritus S a n c t i , docen-
tes eos servare o m n i a qusecumque mandavi vobis.
(S. M a t h . cap. 18.)
CAP. XtV. ART. I. 15
b i é n d o s e m a r c h a d o , e n t r a r o n e n l a c i u d a d de
los S a m a r i t a n o s p a r a p r e p a r a r l e u n a l o j a m i e n -
to. M a s los de este p u e b l o n o quisieron reci-
birle , p o r q u e p a r e c í a q u e i b a á o r a r e n e l t e m -
plo de J e r u s a l e m . S a n t i a g o y J u a n , sus d i s c í -
p u l o s , h a b i e n d o v i s t o e s t o , le d i j e r o n : S e ñ o r ,
¿queréis q u e o r d e n e m o s q u e baje fuego del
c i e l o , y q u e d e v o r e á los S a m a r i t a n o s ? P e r o
el S e ñ o r , v o l v i é n d o s e h a c i a los a p ó s t o l e s , les
reprendió y les d i j o : A u n i g n o r á i s á que es-
p í r i t u sois l l a m a d o s : e l H i j o d e l h o m b r e no h a
venido para perder á los h o m b r e s , s i n o p a r a
salvarlos. E l l o s se f u e r o n p u e s á o t r a ciudad
( l ) . » ' — E s t e precioso texto prueba evidenle-
m e n t e que J e s ú s n o q u e r i a q u e se ejerciese

(i) F a c t u m est autem c ú m c o m p l e r e n t u r dies as-


sumplionis ejus ( J e s ú s ) et ipse faciem s u a m firmavit
u l iret i n Jerusalem , et misit nuntios ante conspec-
tum s u n m , et cuntes intraverunt i n civitatem S a m a -
ritauorum ut pararent lili. E t n o n receperunt eum
quia facies ejus erat e u n t i s i n Jerusalem. G u m vidis.
sent autem discipuli ejus Jacobus et Joannes dixc-
runt: D o m i n e , v i s . d i c i m u s , ut ignis descendat de
ca;lo , el consumat illos? E t conversus increpavit illos
diceus: Nescitis cuyus spiritus estis: F i l i u s h o m i n i s
non venit animas p e r d e r é , sed salvare. E t abieruut
i u a l i u d castellum (S. L u c . , cap. 9 ).
16 HISTOKIA D E LA I N Q U I S I C I O N ,

ningún r i g o r c o n t r a los c i s m á t i c o s : se sabe


q n e los S a m a r i t a n o s estaban s e p a r a d o s de la
iglesia hebrea ; y o creo haber esplicado sufi-
c i e n t e m e n t e e l v e r d a d e r o s e n t i d o de este p a s a -
je e n el a n t e r i o r c a p í t u l o .
13. S a n L ú e a s c a p . 10 : « E n t o n c e s u n d o c -
t o r de la l e y , l e v a n t á n d o s e , l e dijo p a r a t e n t a r -
l e : M a e s t r o , ¿ q u é n e c e s i t o y o h a c e r p a r a poseer
l a v i d a e t e r n a ? J e s ú s le r e s p o n d i ó : ¿ Q u é h a y
e s c r i t o en l a l e y ? ¿ Q u é l e é i s en ella ? E l le c o n -
t e s t ó : A m a r é i s a l S e ñ o r v u e s t r o D i o s de t o d o
vuestro corazón , c o n toda vuestra a l m a , con
t o d a s v u e s t r a s fuerzas , y c o n todo v u e s t r o e s -
p í r i t u , y á vuestro p r ó j i m o c o m o á vos mis-
mo. J e s ú s le dijo : H a b é i s r e s p o n d i d o bien;
h a c e d esto y v i v i r é i s . P e r o este h o m b r e , q u e -
r i e n d o p e r s u a d i r que él e r a j u s t o , dijo á J e s ú s :
¿ Q u i é n es m i p r ó j i m o ? Y J e s ú s , t o m a n d o l a
p a l a b r a , le dijo : U n h o m b r e que bajaba de
J e r u s a l e m á J e r i c ó c a y ó en m a n o s de u n o s l a -
d r o n e s , que le d e s n u d a r o n , le h i c i e r o n mu-
chas l l a g a s y se m a r c h a r o n , dejándole medio
m u e r t o . S u c e d i ó en s e g u i d a q u e u n s a c e r d o t e
bajaba p o r e l m i s m o c a m i n o , e l c u a l , aunque
lo v i ó , p a s ó adelante. U n levita que v i n o t a m -
b i é n por el m i s m o sitio vió al i n f e l i z , y pasó
i g u a l m e n t e mas adelante, P e r o un samaritano
v i a j a n d o p o r a l l í , v i n o al sitio d o n d e se h a l l a -
CAP. XLV.' A R T . I. 17

ba este h o m b r e , y h a b i é n d o l o visto se movió


á c o m p a s i ó n , se a c e r c ó a él, aplicó vino y
aceite á sus h e r i d a s , las vendó; y habiéndolo
puesto sobre su j u m e n t o , l o l l e v ó á la p o s a d a
y c u i d ó de é l . A l o t r o d i a s a c ó dos d i n e r o s que
dio al p o s a d e r o , y le d i j o : Cuidad mucho á
este h o m b r e , y t o d o lo q u e g a s t a r é i s de mas
y o os lo a b o n a r é á m i v u e l t a . ¿ C u á l de estos
tres os p a r e c e h a b e r s i d o el p r ó j i m o de aquel
que c a y ó e n p o d e r de l o s ladrones? E l doctor
le r e s p o n d i ó : A q u e l q u e e j e r c e l a m i s e r i c o r d i a
con r e s p e c t o á é l . I d , p u e s , le dijo Jesús , y
haced lo m i s m o ( 1 ) . » — E s t a h i s t o r i a confirma

(i) E t ecce q u í d a m legis peritas surresit tentans


i l l u m et dicens : Magisler , q u i d faciendo vitam aeter-
nam possidebo ? A t ille dixit ad e u m : In lege q u i d
scriptum est? Q n o m o d o legis? ille respondens dixit:
D i l iges d o m i n u m d e u m t u u m ex tolo corde tuo, et ex
tota anima tua j et ex ó m n i b u s viribus tuis, etex o m -
ni mente tua, et p r o x i m u m t u u m sicut te i p s u m . D i -
xitque i l l i : R e a t é r e s p o n d i s l i : H o c fac et vives. Ule
autem volens justificare se i p s u m dixit a d Jesum :
Et q u i est meus proximus ? Suscipiens autem J e s ú s
dixit -. H o m o q u i d a m descendebat de Jerusalem i n
Jericlio et i n c i d i t i n latrones q u i etiam despoliave-
r u n t e n m e t plagis impositis abierunt semivivo relic-
to. A c c i d i t autem ut sacerdos q u i d a m descenderet
18 HISTORIA »B L A ÍNQTJISÍC10N ,

t o d o l o que h e d i c h o s o b r e e l m o d o que se de-


be p r o c e d e r c o n l o s h e r e j e s y c i s m á t i c o s . E l l a
d e m u e s t r a que el c i s m á t i c o s a m a r i t a n o era un
h o m b r e mas agradable á Dios que los sacerdo-
tes y los levitas c a t ó l i c o s ; q u e é l es p r e f e r i d o
p a r a s e r v i r de m o d e l o de v i r t u d , y que todolo
q u e l e e m o s s o b r e l a fe e s t á s o m e t i d o á las l e y e s
de c a r i d a d ; p o r q u e ( c o m o d i c e l a s a n t a E s c r i -
tura en otro l u g a r ) : « D i o s es c a r i d a d . Aquel
q u e t i e n e c a r i d a d es u n o c o n D i o s . L a caridad
es la plenitud de l a l e y . La c a r i d a d c u b r e la
m u l t i t u d de pecados.»
14. San L ú e a s cap. 13 : « J e s ú s d i j o tam-

eadem via et viso illo praeterivit. S i m i l i l e r et levita


c u m esset secus l o c u m et videret c u r a , pertransivjt.
samaritanus autem q u í d a m iter faciens, venit secus
c u m , et videns e u m , misericordia motus est: et ap-
propians alligavit v u l n e r a fimdens o l e u m et v i n u m ;
et imponens i l l u m i n j u m e n t u m s u u m , duxit i n sta-
b u l u m , et c u r a m ejus egit; et altera die protuli*
d ú o s denarios, et dedit stabulario et ait: Curam
illius h a b e , et q u o d e u m q u e supererogaveris, ego
c u m rediero ,"rcddam tibi. Q u i s h o r u m t r i u m vide-
tur tibi proximus fuisse i l l i q u i i n c i d i t i n latrones?
A t ille d i x i t , q u i fecit misericordiam i n illum. Et
ait illi J e s ú s : Vade et tu fac similiter (S. L u c . cap.
10).
CAP. XLV. A R T . I. 19
bien á sus d i s c í p u l o s esta p a r á b o l a : Un hom-
bre t e n i a p l a n t a d a u n a h i g u e r a e n su v i ñ a , é
yendo á b u s c a r e l f r u t o no h a l l ó n i n g u n o . E n -
tonces d i j o á su v i ñ e r o : H a c e y a t r e s a ñ o s q u e
vengo á buscar fruto a esta h i g u e r a sin en-
contrarlo; cortadla p u e s : ¿Porqué ocupa la
t i e r r a ? E l v i ñ e r o le c o n t e s t ó : S e ñ o r , d e j a d l a
t o d a v í a este a ñ o , á fin de q u e y o c u l t i v e la t i e r -
ra que c i r c u n d a su p i e y de q u e y o le a p l i q u e
e s t i é r c o l : si a s í l l e v a f r u t o , bien; s i n o , en-
tonces l a h a r é i s cortar (1).»-—Esta parábola
confirma la d o c t r i n a que no p e r m i t e d e n u n c i a r
al hereje sin que sea advertido á lo menos
tres veces en e l i n t e r v a l o de t r e s a ñ o s ; y o r d e -
na t a m b i é n q u e , d e s p u é s de haber c u m p l i d o

(i) Dicebat autem J e s ú s et h a n c s i m i l i t u d i o e m


A r b o r e m fiel habebat q u í d a m plantatam i n vinca
gua, et venit quaerens f r u c t u m i n i l l a , et n o n ÍXJVC-
nit. Dixit autem a d c u l t o r e m vineoe: Ecce anni
tres sunt ex q u o venio quajrens f r u c t u m i n ficulnea
hac , et n o n i n v e n i o ; succide crgo i l l a m . ü t quid
etiam terram oceupat? A t ille respondens dixit i l l i :
D o m i n e , dimitte i l l a m et h o c a n n o usque d u m fo
diam circa i l l a m et m i t t a m stercora, et si q u i d e m fe"
cerit fructum , bene; sin autem n o n , i n f u t u r u m suc
cides eum (S. L u c , cap. i5).
20 HISTORIA DE LA INQUISICION,

este d e b e r , se a b s t e n g a n de t o d a p e r s e c u c i ó n
c o n t r a él p a r a c o n v e n c e r l e y c o n v e r t i r l e .
15. S a n L ú e a s , cap. 1 6 : « J e s n s dijo t a m -
b i é n á sus d i s c í p u l o s : U n h o m b r e rico tenia
u n m a y o r d o m o q u e fué a c u s a d o a n t e é l de h a -
b e r d i s i p a d o sus b i e n e s ; y h a b i é n d o l e hecho
c o m p a r e c e r , l e d i j o : ¿ Q u é o i g o d e c i r de TOS?
D a d m e c u e n t a de v u e s t r a a d m i n i s t r a c i ó n ; p o r -
q u e no p o d r é i s y a g o b e r n a r m i s b i e n e s ( 1 ) . » — I
S e g ú n esta p a r á b o l a , el t r i b u n a l de l a l a q u i s i -
c i o n n o p u e d e d e c r e t a r l a p r i s i ó n c o n t r a el de-
n u n c i a d o , sino a t e n e r s e á l a p a r t e d e l p r o c e -
d i m i e n t o q u e se l l a m a a u d i e n c i a de c a r g o s , l a
que e s t á espresamente m a n d a d a p o r e l e j e m -
plo del hombre rico del Evangelio.
16. San J u a n , en su E v a n g e l i o , c a p . 7 ,
refiere l a h i s t o r i a de u n a m u g e r a d ú l t e r a , q u e
f u é p r e s e n t a d a p o r los e s c r i b a s y fariseos a n t e
J e s ú s , á fin de q u e él d e c i d i e s e si d e b i a s u f r i r
l a p e n a de m u e r t e p r e s c r i t a p o r l a l e y de M o i -

(i) Dicebat autem J e s ú s ad discipnlos suos: H o -


m o q u i d a m erat dives q u i habebat v i l l i c u m , et hic
difTamatus est a p u d i l l u m quasi dissipasset b o n a i p -
sius ; e t vocavit i l l u m , et ait i l l i : Q u i d lioc audio de
te? Redde r a l i o n e m v i l l i c a ü o n i s tuae : j a m e n i m non
poteris villicare (S. L u c a s , cap. 16J.
CAP. XLV. A K T , I. 21
ses. J e s ú s se p u s o á e s c r i b i r a l g u n a c o s a e n
tierra; entonces los que h a b í a n acusado á la
m u g e r se m a r c h a r o n , y J e s ú s , l e v a n t á n d o s e ,
dijo á l a m n g e r : ¿ D o n d e e s t á n v u e s t r o s a c u -
sadores ? ¿ N a d i e os h a c o n d e n a d o ? E l l a le c o n -
t e s t ó , N o s e ñ o r . J e s ú s le d i j o : P u e s y o t a m -
p o c o , i d o s , y no p e q u é i s m a s ( 1 ) . » — P o d e -
mos c o n c l u i r de esta h i s t o r i a que los i n q u i s i -
dores no d e b e r i a n j a m á s h a b e r c o n d e n a d o al
hereje por la p r i m e r a vez a p e n a alguna, ni
aun á la n o t a i n f a m a n t e q u e r e s u l t a de hecho
contra a q u e l c u y a c o n d e n a c i ó n p o r e l S a n t o
Oficio os n o t o r i a . L o s i n q u i s i d o r e s d e b i a n c o n -
tentarse l a p r i m e r a v e z c o n d e c i r a l h e r e j e :
Idos, y no pequéis mas en lo sucesivo.
17. Se lee en e l v i g é s i m o c a p í t u l o de l a s
Actas d é l o s Apóstoles lo q u e san P a b l o dijo á
los obispos que g o b i e r n a n l a i g l e s i a de E f e s o y
las de otras c i u d a d e s d e l A s i a : « T e n e d c u i d a -
do de v o s o t r o s m i s m o s y de t o d o e l r e b a ñ o so-
bre el c u a l e l E s p í r i t u S a n t o os h a e s t a b l e c i d o

(i) Erigens autem se J e s ú s dixit e i : M u l i e r u b i


suntqui te accusabant? Nemo te c o n d a m n a v i t ? Quae
dixit: N e m o , D o m i n e . D i s i t autem J e s ú s : N e c e g o te
condamnabo. Vade, et j a m amplius n o l i peccare
(S. Joannes, i n E v a n g e l i o , cap. 7).
22 HISTORIA DE t A INQUISICION,

o b i s p o s p a r a g o b e r n a r l a i g l e s i a de D i o s , que
él ha a d q u i r i d o c o n su p r o p i a s a n g r e ; porque
y o sé que d e s p u é s que y o m e m a r c h e , v e n d r á n
entre v o s o t r o s l o b o s v o r a c e s q u e n o d e j a r á n l i -
b r e el r e b a ñ o ; y de e n t r e v o s o t r o s m i s m o s sal-
d r á n gentes q u e p u b l i c a r á n d o c t r i n a s corrom-
p i d a s , p a r a atraerse d i s c í p u l o s . E s t a es l a r a z ó n
porque debéis v e l a r ( 1 ) . » — Este encargo del
a p ó s t o l san P a b l o p r u e b a q u e e l p o d e r q u e t i e -
n e n los o b i s p o s de v e l a r s o b r e l a d o c t r i n a de
sus d i o c e s a n o s les p r o v i e n e d e l E s p í r i t u S a n -
to ; y a s í q u e n a d i e t i e n e d e r e c h o de d e s p o j a r -
l o s de su j u r i s d i c c i ó n e s p i r i t u a l p o r l o q u e t o -
ca á l a h e r e j í a ; y p o r c o n s i g u i e n t e t a m p o c o á
r e s t r i n g i r l a . T o d a s las u s u r p a c i o n e s hechas á
su a u t o r i d a d , d e s p u é s d e l a e x i s t e n c i a de un
t r i b u n a l separado , son evidentemente otros
t a n t o s a t e n t a d o s c o n t r a l a d o c t r i n a d e san P a -
blo.

(i) Altendite v o b i s , et universo gregi i n quo vos


Spiritus sanctus posuit episcoposregere ecclesiamDei
qviam acquisivit sauguine suo: E g o scio quoniam
inlrabunt post discessionem m e a m l u p i rapaces i n
v o s , n o n parcentes g r e g i ; et ex vobis ipsis exnrgent
v i r i loquenles perversa , ut abdueant d i s c í p u l o s post
se; propter q u o d vigilate ( A c t A p o s t . , cap. ao).
CAP. XLV. A R T . I. 23
18. S a n L ú e a s , e n e l c a p . 21 d e las A c t a s
de ios A p ó s t o l e s , nos d i c e q u e , h a b i e n d o san
P a b l o l l e g a d o á J e r u s a l e m , se p r e s e n t ó al a p ó s -
tol S a n t i a g o e l m e n o r , y q u e este le d i j o : « V o s
v e i s , h e r m a n o m i ó , c u a n t o s m i l i a r e s de j u d í o s
han c r e i d o ; y s i n e m b a r g o t o d o s s o n zelosos de
la l e y de M o i s é s . E l l o s h a n o i d o d e c i r q u e v o s
e n s e ñ a i s á todos los j u d í o s h a b i t m l e s e n t r e g e n -
tiles á r e n u n c i a r á Moisés, diciendo que no
deben c i r c u n c i d a r d sus h i j o s , n i v i v i r según
las c o s t u m b r e s r e c i b i d a s e n t r e los j u d í o s . ¿ Q u é
deberemos h a c e r ? Es menester congregar un
concilio; porque sabrán que habéis llegado.
H a c e d pues l o q u e v a m o s á p r o p o n e r o s . Noso-
tros t e n e m o s a q u í c u a t r o hombres religiosos
c o n l a f o r m a l i d a d de u n v o t o ; tomadlos con
vos, y p u r i f i c a d o s c o n e l l o s , h a c i e n d o los gas-
tos de la c e r e m o n i a , á fin de q u e se r a s u r e n l a
cabeza; y t o d o s s a b r á n que cuanto ellos han
e i d o d e c i r de vos es falso, s u p u e s t o que vos
continuáis observando la ley. E n cuanto á los
gentiles que h a n c r e í d o , y a les h e m o s escrito
haber j u z g a d o q u e d e b í a n a b s t e n e r s e de c a r -
nes i n m o l a d a s á los í d o l o s , d e s a n g r e , de c a r -
nes sofocadas y de la f o r n i c a c i ó n . Habiendo
pues P a b l o t o m a d o á estos hombres, y puri-
ficádose con ellos, e n t r ó en el t e m p l o el d i a
s i g u i e n t e , h a c i e n d o saber l o s dias p a r a los c u a -
24 HISTORIA DE L A l NQTIISICIOIÍ,

l e s se c u m p l i r í a su p u r i f i c a c i ó n , y e n q u e cada
uno debia presentar l a ofrenda (1). » He aquí
el verdadero m o d e l o que los inquisidores de-
b e r í a n haberse propuesto cuando un católico
era d e n u n c i a d o c o m o s u s p e c t o de herejía por
difamación ó por otra cualquiera m a n e r a . San
P a b l o e r a s e ñ a l a d o c o m o a p ó s t a t a : e l o b i s p o de
Jerusalcm anuncia muy s e n c i l l a m e n t e su d i -

(i) Vides, f r a l e r , quot m i l l i a suat i n JudiEis qui


crediderunt et omnes semulatores sunt L?gis. A u d i e -
r u n t autem de te quia discessionem doceas a Moise
eorum^ qwi per gentes sunt, Judseorum; dicens n o n
d e b e r é eos c i r c u m c i d e r e filies suos ñeque secun-
d ü m consuetudinem i n g r e d i . Q u i d ergo e s t ? ü t i q u e
oportet convenire m u l l i t u d i n e m ; audient e n i m te su-
pervenisse. H o c ergo fac quod libi dicimus. Sunt
nobis v i r i quatuor v o t u m habentes super se. His as-
sumptis sanctifica te c u m illis, et i m p e n d e i n illis ut
radant capila; et scien omnes quia qute de te audie.
r u n t falsa sunt, sed ambulas et ipse custodiens le-
gem. D e his autem q u i crediderunt ex gentibus nos
scripsimus judicantes ut abstineant se ab idolis, im-
molato, et sanguinc, et suífocato, et fornicatione.
T u n e Paulus assumptis viris p ó s t e r a die purificaLus
cum eis intravit i n templum annuntians exple-
tionem d i e r u m purificalionis d o ñ e e offerretur Act.
pro unoquoque eorum oblatio ( S, L u c . . cap. 21
Apost).
CAP. XLV. ART. I. 25
fatnacion, e s c u c h a sus r e s p u e s t a s , y le d i c e lo
que debe h a c e r p a r a d e s t r u i r las falsas n o t i c i a s
que c i r c u l a n c o n t r a é l ; san Pablo obedece, y
el asunto se c o n c l u y e eo c u a n t o a l crimen de
h e r e j í a . S ¡ e l a r z o b i s p o de S e v i l l a V a l d e ? , i n q u i -
sidor general, hubiese i m i t a d o con respecto á
su p r i m a d o C a r r a n z a la c o n d u c t a de S a n t i a -
go c o n san P a b l o , l a v e r d a d se h a b r i a c o n o c i -
do b i e n p r o n t o . E l m o d o p u e s de p r o c e d e r de
los i n q u i s i d o r e s es opuesto á la d o c t r i n a y al
ejemplo de los a p ó s t o l e s .
19. San L ú e a s , en el m i s m o c a p í t u l o 21 y
s i g u i e n t e s , refiere l a p e r s e c u c i ó n e s c i t a d a c o n -
ra san P a b l o , p r i m e r a m e n t e en J e r u s a l e m , y
d e s p u é s en C e s á r e a de P a l e s t i n a , p o r los j u d í o s
del Asia : « P a b l o h a b í a s i d o p r e s o p o r a l g u n o s
j u d í o s en J e r u s a l e m ; y e n t o n c e s C l a u d i o ¡ L i s i a s ,
tribuno romano , q u e r i e n d o saber l a v e r d a d
del m o t i v o p o r q u e le a c u s a b a n los j u d í o s , le
hizo q u i t a r las c a d e n a s ; y habiendo ordenado
que e l p r í n c i p e de los s a c e r d o t e s y t o d o el
Consejo se j u n t a s e n , llevó á P a b l o y lo pre-
s e n t ó d e l a n t e de e l l o s . E s c u c h ó á los a c u s a d o -
res y al a c u s a d o ; d e s c u b r i ó una c o n s p i r a c i ó n
c o n t r a l a v i d a de P a b l o ; y l o e n v i ó c o n e s c o l -
ta á C e s á r e a , d o n d e vivia Félix, gobernador
de J u d e a , s u c e s o r de P í l a l o s , q u i e n d i j o á P a -
b l o : « Y o os o i r é c u a n d o v u e s t r o s acusadores
'. 5
26 HISTORIA DE LA INQUISICION,

hayan venido; y inancló que se l e custodiase


en e l p a l a c i o de H e r o d e s . C i n c o d í a s d e s p u é s ,
A n a n i a s , g r a n s a c e r d o t e , b a j ó c o n a l g u n o s se-
nadores y un cierto orador l l a m a d o T e r t u l i o ,
q u e se h i c i e r o n a c u s a d o r e s de P a b l o ante el go.
bernador. Y h a b i e n d o s i d o l l a m a d o P a b l o , le
a c u s ó T e r t u l i o de h a b e r s e h e c h o gefe de la
secta de los n a z a r e n o s , es d e c i r de ser u n he-
reje, a p ó s t a t a y h e r e s i a r c a . P a b l o r e s p o n d i ó lo
que era cierto. Félix s u s p e n d i ó los p r o c e d i -
mientos, aguardando al t r i b u n o ; y t u v o por
s u c e s o r en su p l a z a á P o r c i o F e s t o . Este, ha-
b i e n d o l l e g a d o á la p r o v i n c i a , v i n o á J e r u s a l e m
y l o s p r í n c i p e s de los s a c e r d o t e s , c o n los p r i n .
c i p a l e s de e n t r e los j u d í o s , v i n i e r o n á b u s c a r l e
para acusar á P a b l o a n t e é l , y le p i d i e r o n co-
m o una g r a c i a que lo h i c i e s e v e n i r á Jerusa-
l e m . . . . P e r o F e s t o les c o n t e s t ó q u e P a b l o es-
t a b a p r e s o en C e s á r e a , á d o n d e é l i r i a d e n t r o
de p o c o s d i a s . Vengan conmigo los princi-
p a l e s de v o s o t r o s ; y s i este h o m b r e ha come-
tido algunos crímenes acúsenle. Habiendo
permanecido en J e r u s a l e m c o m o u n o s o c h o á
d i e z d i a s , v o l v i ó á C e s á r e a ; y h a b i é n d o s e sen-
tado en el t r i b u n a l al dia inmediato, mandó
que le p r e s e n t a r a n á P a b l o : v e r i f i c a d o esto ^
l o s j u d í o s que h a b l a n v e n i d o de J e r u s a l e m se
presentaron todos para acusar á Pablo de
CAP. XLV. AUT. 1. 27
m u c h o s y g r a n d e ? c r í m e n e s , a c e r c a de l o s c u a -
les no p u d i e r o n d a r p r u e b a a l g u n a . P a b l o r e s -
pondió diciendo , entre otras cosas: C i e r t o s
j u d í o s d e l A s i a s o n los q u e d e b i a n comparecer
ante v o s , y h a c e r s e a c u s a d o r e s si t u v i e s e n a l -
go que d e c i r c o n t r a m í ; p e r o q u e estos m i s m o s
declaren si e l l o s m e h a n h a l l a d o c u l p a b l e en
cosa a l g u n a c u a n d o y o he c o m p a r e c i d o en su
junta. » E l g o b e r n a d o r conoció perfectamen-
te la i n o c e n c i a de P a b l o ; p e r o c o m o él d e s e a -
ba m u c h o c o m p l a c e r á los j u d í o s , s u s p e n d i ó e^
j u i c i o , y d i s p u s o q u e P a b l o fuese e n v i a d o á Pio-
rna, á fin de que e l e m p e r a d o r m a n d a s e l o que
él estimase mas conveniente. E l rey Herodes
A g r i p a , poco t i e m p o d e s p u é s , h i z o u n a visita
á Festo; este le h a b l ó d e l a s u n t o , contándole
que él h a b l a d i c h o á los j u d í o s , que l o s r o -
manos no acostumbraban á condenar á un
h o m b r e , antes que e l a c u s a d o t e n g a presentes
á sus a c u s a d o r e s , n i t a m p o c o s i n d e j a r l e su l i -
ü b e r t a d de justificarse d e l c r i m e n q u e se le
i m p u t a (1). » — S e g ú n esta h i s t o r i a es cons-

(2) T r i b i m u s volens scire diligenter qua ex cau-


sa accnsaretur a Judaeis ( Paulus ) solvit eum et j ussit
sacerdotes convcaire et o m n e c o n c i l i u m , et p r o d u -
ceus P a u l u m statuit í n t e r illos ( Gap. 22 ) Qui
28 HISTORIA D E I/A INQUISICION,

tante que el secreto sobre los nombres de


los d e l a t o r e s , de los t e s t i g o s y sus declaracio-
nes o r i g i n a l e s , y m a s todavía la a l t e r a c i ó n de
copias fieles, a u t é n t i c a s y enteras, son contra-
r i a s al d e r e c h o de g e n t e s , r e c o n o c i d o y o b s e r -
v a d o por los j u d í o s , los c r i s t i a n o s y los idóla-

c i i m venissent. Csesaream et tradidissent epistolam


prsesicii, statuerunt aute i l l u m et P a u l u m . C ü m legis-
set autem et interrogasset de qua p r o v i n c i a esset,
et cognoscens q u i a d e C i l i c i a ; audiam te, i n q u i t , c ü m
accusatores tni vcnerint: jussitquein prajtorio Hero.
dis custodiri e u m ( C a p . 25). Post quinqvie autem
dics descendit princeps sacerdotum A n a n i a s c i i m se
n i o r i b u s q n i b u s d a m et T e f f ó l l ü s Respondit autem
Paulus Q w i d a m autem ex Asia Judaei * quos opor-
tebat a p u d te proesti esse et aecusare si q u i d haberent
a d v e r s ü m m e ) a n í h i ipsi dicaut si q u i d inveuerunt
i n me iuiquitatis c ü m stem i n c o n c i l i o ( C a p - 28)...
Festus ergo, c ü m venisset i n p r o v i n c i a m , post tri-
d u u m ascendit H i c r o s o l i m a m a Caesarea; adierunlque
e u m principes sacerdotum et p r i m i Judasorum adver-
s ü s P a u l u m et rogabaut e u m postulantes gratiam ad-
v e r s ü s e u m ut juberet p e r d a c i e u m i n Jerusalcm (In-
sidias tendentes u l interficerent e u m i n via). Festus
autem respondit servari P a u l u m i n Csesarea; se au-
tem m a t u r i ü s p r o f e c t u r u m . Q u i ergo i n vobis, ait,
potentes sunt descendentes s i m a l , si q a o d est i n viro
c r i m e n , aecusent e u m . D e m o r a t u s autem inter eos,
#
CAP. XLV. ART. I. 29
tras, y á l a d o c t r i n a de san P a b l o , que recla-
maba este d e r e c h o p a r a é l m i s m o , c u a n d o d e -
cía que los j u d í o s d e l A s i a d e b i a n estar p r e s e n -
tes ante e l g o b e r n a d o r , p o r q u e ellos habian
sido sus p r i m e r o s a c u s a d o r e s . S e ve t a m b i é n
que los t e s t i g o s d e b e n h a b l a r en p r e s e n c i a d e l
acusado , p u e s q u e san P a b l o p i d e q u e a q u e -
llos m i s m o s q u e se h a l l a b a n e n t o n c e s d e l a n t e
del juez d e c l a r a s e n l o q u e e l l o s h a b l a n o b s e r -
vado c r i m i n a l e n su c o n d u c t a . E s d i g n o de n o -
tarse que el p r o c e s o h e c h o á san P a b l o tenia
por m o t i v o la h e r e j í a , l a a p o e t a s í a y l a publi-
c a c i ó n de m u c h o s e r r o r e s d o g m á t i c o s . Resulta

dies non a m p l i ü s q ü a m octo aul decena, descendit


Csesaream et altera die sedil p r o i r i b u n a l i et jussit
Paulum adduci. Q u i c ü m perductus esset, c i r c u m s -
telerunt eum q u i ab Hierosolima descenderant Judaei
multas et graves causas objicienles quas n o n pote-
rant p r o b a r e — Festus regi indicavit de Paulo di-
cens: Vir q u í d a m est derelictus a Felice - v i ñ e t a s , de
q « o c ü m e s s e m I l ú ' r o s o l i m i s adierunt me principes
sacerdotum et s é n i o r e s J t i d í e o r u m postulantes adver-
sus illum d a m n a t i o n e m ; ad quos respondi, q u i a n o n
est Romanis consuetudo damnare a l i q u e m horninem
p r i ü s q u á m is q u i aecusatur, prajsentes habeat aecu-
^atores, l o c u m q u e defendi accipiat ad abluenda cri"
wina ( G a p . 25 A c l . A p o s l . ) .
• 1
3 0 HISTORIA DE L A INQUISICION,

pues de t o d o e s t o , q u e e l m o d o de p r o c e d e r de
los i n q u i s i d o r e s es o p u e s t o á l a d o c t r i n a y al
e j e m p l o de los apóstoles.
20. S a n P a b l o , e n su c a r t a á los R o m a n o s ,
cap. 1 2 , d i c e : « Y o os c o n j u r o p u e s , hermanos
m i o s , p o r l a m i s e r i c o r d i a de D i o s , p a r a q u e le
ofrezcáis vuestros cuerpos c o m o una hostia v i -
v a , santa y a g r a d a b l e á sus o j o s , p a r a d a r l e un
culto razonable y espiritual (1). » Se ^uede
c o n c l u i r de este t e x t o q u e e l z e l o a m a r g o de'
t r i b u n a l d e l S a n t o O f i c i o es o p u e s t o á la reli-
g i ó n , p o r q u e n o es razonable. ¿ C o m o podria
s e r l o , c u a n d o l o s c o n v e r s i o n e s q u e p r o d u c e no
tienen otro m o t i v o que el temor ? L o s h o m -
bres q u e atrae no p u e d e n ser s i n o h i p ó c r i t a s .
21. S a n P a b l o en l a m i s m a c a r t a á los
R o m a n o s , c a p . 1 6 , d i c e : « P e r o y o os e x h o r t o ,
hermanos m i o s , á que t e n g á i s cuidado con
aquellos que causan entre vosotros divisiones
y escándalos contra la doctrina que aprendis-
teis , y á q u e evitéis su c o m p a ñ í a ( 2 ) . » H e

(1) Obsecra itaque vos, fratres, per misericor-


diam Dei ut exhibealis c o r p o r a vuestra hostiam vi-
ventem, sanctam, D e o p l a c e u t e m , rationabile obsc.
quinm véstrum ( S. P a u l . E p . a d R o m . , cap. 19 )•
(2) l l o g o autem vos , fratres , u l observetis eos
qui dissensioncs et c í f e n d i c u l a , pisetcr doctrinsiH
CAP. X h \ , ART. I. SI
aqui t o d o l o q u e S a n P a b l o a c o n s e j a c o n res"
pecto á los h e r e j e s : é l e n c a r g a q u e se l e s o b -
serve , y q u e se t e n g a c u i d a d o c o n e l l o s ; p e r o
solo p a r a e v i t a r su t r a t o , y n o para denun-
ciarlos a l t r i b u n a l de j u s t i c i a c r i m i n a l ; m e n o s
todavía para encarcelarlos , castigarlos , hacer-
los c a s t i g a r , y p a r a s u m e r g i r á sus familias
bajo el peso de l a d e s d i c h a y de l a i n f a m i a .
Es pues esto u n a r e p r o b a c i ó n i n d i r e c t a de t o d o
lo que el t r i b u n a l del Santo Oficio prescribe
en su e d i c t o de d e l a c i o n e s , y de lo q u e é l d e -
termina con respecto á las p e r s o n a s denun-
ciadas.
22. San P a b l o en la carta p r i m e r a á los
Corintios, cap. 5 , dice : « O s he e s c r i t o e n
una carta q u e n o t e n g á i s s o c i e d a d c o n los for-
nicadores ; esto no es d e c i r q u e n o t r a t é i s c o n
los f o r n i c a d o r e s de este m u n d o , los a v a r o s ,
los raptores de l o s b i e n e s á g e n o s ó los i d ó -
l a t r a s ; p a r a eso seria menester que salieseis
del m u n d o . P e r o c u a n d o y o os h e e s c r i t o q u e
no t u v i e s e i s s o c i e d a d c o n esta e s p e c i e de p e r -
sonas , he e n t e n d i d o q u e si a q u e l q u e es d e l
n ú m e r o de v u e s t r o s h e r m a n o s es f o r n i c a d o r , ó

quam vos didicistis faciimt , el declínate ab Ulis


{§> P a u l . , Epist. ad R o m . , cap. 16).
32 HISTORIA. DE L A INQUISICION ,

avaro , ó idólatra , ó maldiciente , ó ebrio , 6


r a p t o r de los b i e n e s á g e n o s , v o s o t r o s h u y á i s
aun de c o m e r c o n él ( 1 ) . » E s t a d o c t r i n a está
a c o r d e c o n l a q u e san P a b l o p r e d i c ó á los R o -
manos. Su idolatría es u n o de los c r í m e n e s
o p u e s t o s á l a fe y d l a r e l i g i ó n , y c o n t o d o el
a p ó s t o l no lo e s c l n y e de l a r e g l a g e n e r a l . E l
se contenta c o n o r d e n a r q u e no se c o m a con
el i d ó l a t r a y q u e se e v i t e su c o m p a ñ í a .
23. E l m i s m o A p ó s t o l en la c a r t a á los C a -
latas, cap. 2 , d i c e : H a b i e n d o venido Cefas
á A n t i o q u i a , l e r e s i s t í c a r a á cara , p o r q u e era
r e p r e n s i b l e ; p u e s antes q u e a l g u n o s d i s c í p u l o s
enviados por Santiago llegasen allí, Cefas
c o m í a c o n los g e n t i l e s ; p e r o d e s p u é s de su lle-
g a d a , se r e t i r ó y se s e p a r ó de d i c h o s gentiles
p o r t e m o r de los c i r c u n c i d a d o s . L o s o t r o s j u -
díos usaron del propio disimulo, y aun Bernabé
se dejó t a m b i é n arrastrar. P e r o cuando y o vi

(ij Scripsi vobis i n E p í s t o l a : Ne commisceamini


f o r n i c a r i i s ; non. ulique fornicariis hujus m u n d i , aut
rapacibvis , aut idolis servientibus ; alioquin debue-
ratis de hoc m u n d o exiisse ; n u n c autem scripsi vo-
bis n o n c o m m i s c e r i , si is q u i frater n o m i n a t u r est
f o r n i c a t o r , aut avarus , aut idolis serviens , aut ma-
ledicus , aut ebriosus , aut rapax , c u í n h u j u s m o d i
nec c i b u m sumere ( S . P a u l , , ep. \ , ad C o r . ).
CAP. XLV.' ART. I. 33
que ellos n o c a m i n a b a n derechos según la
verdad d e l E v a n g e l i o , dije á C e f a s d e l a n t e de
todo el m u n d o : S i vos q u e sois j u d í o v i v í s c o m o
los gentiles , y no c o m o l o s j u d í o s , ¿ porqué
o b l i g á i s á los g e n t i l e s á j u d a i z a r ? N o s o t r o s s o -
mos j u d í o s p o r n a c i m i e n t o , y no d e l n ú m e r o
de los gentiles q u e s o n p e c a d o r e s ; y s i n e m b a r -
go, sabiendo q u e e l h o m b r e n o e s t á j u s t i f i c a d o
por las obras de la l e y , s i n o p o r l a fe de J e s u -
c r i s t o , c r e e m o s en J e s u c r i s t o p a r a ser j u s t i f i -
cados p o r l a fe q u e t e n e m o s en é l , y no p o r
las obras de la l e y ; p o r q u e ningún hombre
será justificado p o r las o b r a s de la l e y ; p e r o
sí p r o c u r a n d o ser justificados p o r J e s u c r i s t o ,
nosotros m i s m o s fuésemos pecadores , ¿ p o r
ventura Jesucristo seria m i n i s t r o del pecado ?
No p o r c i e r t o ; p o r q u e si y o r e s t a b l e c i e s e de
nuevo lo q u e he destruido, yo mismo me
baria p r e v a r i c a d o r ; y o he m u e r t o á l a l e y p o r
la ley m i s m a , á fin de no v i v i r m a s s i n o p a r a
Dios. Y o he sido c r u c i f i c a d o c o n Jesucristo
(1). » E s t a h i s t o r i a p r u e b a q u ^ el estableci-

(i) C i i m anteen venisset Cephas A n l i o c h i a m , in


fuciem é i restiti , qula reprehensibilis crat ; priiis
enitn quam venirent q u i d a m a J a c o b o , c u m genti-
bus edebat; c i i m a u l e m venissent, substrahebat et
o/
da HISTOKIA DE LA INQUISICION,

m i e n t o d e l T r i b u n a l de la I n q u i s i c i ó n es opues-
to al e s p í r i t u d e l c r i s t i a n i s m o , y q u e se puede
con mas fuerte r a z ó n reprobarle igualmente
su m o d o de o b r a r c o n r e s p e c t o á los c a t ó l i c o s
denunciados c o m o s o s p e c h o s o s de herejía. El
a p ó s t o l san P e d r o n o m a r c h a b a d e r e c h o s e g ú n
la v e r d a d de! E v a n g e l i o , p o r q u e s e p a r á n d o s e
de l o s c r i s t i a n o s c o n v e r t i d o s de e n t r e l o s g e n -

segregabat se, timent eos q u í ex circumeisione erant;


et simulationi ejus consenserunt eseteri judsei, ita
ut et Barnahas duceretur ab eis i n i l l a m simnla-
tionem. Sed c u m vidissem q u o d n o n r e c t é ambula-
r e u t ad veritatem E v a n g e l i i , dixi CepliíB c o r a m ó m -
nibus : S i l u c u m Judajussis , gentiliter v i v í s et non
j u d a i c e , q u o m o d o gentes cogis judaizare? Nos na.
tura judoei, et n o n ex gentibus p e c c a l o r e s ; seientes
aulem q u o d n o n justificatur h o m o ex operibus legis
nisi per fidem Jesu Christi , et nos i n Christo Jesu
credimns ut j u s t i f í c e m u r ex fide Christi, et n o n ope'
ribns legis ; propter q u o d ex operibus legis n o n jus-
tificabitar omnis caro. Q u o d si queereutes juslificari
in Christo , inventi snmus et ipsi peccatores , n u m -
q u i d Chnstus peccati minister est ? Absit. S i enim
q u » dcstruxij i t e r u m ha3c oedificio , prajvavicatorem
me constituo. E g o enim p e r e g e m l o g i mortuussum,
u t D e o v i v a m . Christo confixus sum c r u c i . ("S. P a u l . ,
ep. ad Calatas, cap. 20).
CAP. XLV. ART. I. 35
tiles no c i r c u n c i s o s , h a c i a e n t e n d e r que era
pecado t e n e r t r a t o c o n e l l o s , y m i r a r c o m o
hermanos á los q u e n o se s o m e ü a n á l a l e y de
Moisés. S a n P a b l o v i o q u é esta c o n d u e l a no
podia dejar de d i s m i n u i r el n ú m e r o de los
cristianos ; p o r q u e los gentiles rehusarían
abrazar l a fe c r i s t i a n a si se les sujetase al
m i s m o t i e m p o á s e g u i r l a l e y de M o i s é s . Tomó
pues el p a r t i d o de e s p l i c a r s e p ú b l i c a m e n t e , y
de establecer l a v e r d a d p o r u n l e n g u a j e lleno
de p e r s u a s i ó n , de fuerza y de e n e r g í a , y c o n
razones que a c l a r a b a n e l f o n d o de l a d i s p u t a ,
y no p e r m i t i f i n la m e n o r r é p l i c a . H e a q u í lo
que e l o b i s p o d e b i a h a c e r , s a b i e n d o q u e a l -
guno era s o s p e c h o s o de h e r e j í a , y q u e h a c i a
p ú b l i c a m e n t e p r o s é l i t o s . E s m u y d i g n o de n o -
tarse que esto se d i j o c o n t r a san P e d r o . Se
puede creer q u e si los s u c e s o r e s se h u b i e s e n
acordado s i e m p r e de e l l o , no h a b r i a n t e n i d o
la p r e t e n s i ó n de ser i n f a l i b l e s , e s p e c i a l m e n t e
cuando c r e a r o n e l t r i b u n a l de la I n q u i s i c i ó n ,
n i cuando e s t a b l e c i e r o n e l s i s t e m a q u e d e b i a
seguirse c o n a q u e l l o s q u e no m a r c h a n d e r e -
chos s e g ú n l a v e r d a d d e l E v a n g e l i o .
24. S a n P a b l o en su s e g u n d a c a r t a á los
Thesalonicenses , cap. o 1 dice : « S i a l g u n o no
obedece á l o q u e m a n d a m o s en n u e s t r a c a r t a ,
notadle y no t e n g á i s t r a t o c o n él , á fin de q u e
36 HISTORIA DE LA INQUISICION ,

él esté confuso y a v e r g o n z a d o . N o le consi-


d e r é i s s i n e m b a r g o c o m o e n e m i g o , advertidle
c o m o á h e r m a n o v u e s t r o ( 1 ) . » E l A p ó s t o l en-
s e ñ a l a d o c t r i n a q u e y a en o t r a p a r t e queda
e s p l i c a d a ; j a m á s él q u i e r e que se e s c e d a .
25. E l m i s m o A p ó s t o l , en su c a r t a á Tito,
cap. 3, le e s c r i b e : «Evitad al hereje des-
pués de h a b e r l e a d v e r t i d o p r i m e r a y segunda
v e z ( 2 ) . » H e a q u í t o d o l o q u e el e s p í r i t u de
la religión c r i s t i a n a p e r m i t e á los j u e c e s ecle-
siásticos. Las p r i s i o n e s , los tormentos, la
relajación del hereje e n las m a n o s d e l jue!
secular para que l o s c a s t i g u e c o n l a pena de
m u e r t e , s o n escesos t a n o p u e s t o s á l a doctri-
na d e l E v a n g e l i o c o m o á l a de los apóstoles,
N i e l p a p a , n i l o s o b i s p o s , n i l o s inquisidores
t i e n e n f a c u l t a d de s e p a r a r s e de los q u e Jesu-
c r i s t o y los a p ó s t o l e s h a n e s t a b l e c i d o sobre este
particular. S i l a i g n o r a n c i a y las t i n i e b l a s de

(1) Quod si quis non obedit verbo noslro peí


epistolam , h u n c n ó t a l e et ne c o m m i s c e a m i n i ciim
illo ut c o n f u n d a t n r , et nolite quasi i n i m i c u m exifr
timare , sed corrigite ut f r a t r e m ( S . P a u l , Ep- )
a d Thessal. , cap. 3).
(2) Hsereticum h o m i n e m post u n a m et s e c u n d á i s
correctionem de vita ( S . Paul., epist. ad Titum.
; cap.-j5)i:íi ¡i • b UOJ v.iu-lí fe).-ti OH . .•.•ÜÜÍIOÍI
-

CAP. XLV. ABT. í. 37


los siglos que p r e c e d i e r o n á l a i n v e n c i ó n de l a
imprenta, pudieron favorecer la invasión de
otra d o c t r i n a y s e r v i r l e de escusa, hoy está
ya sin f u n d a m e n t o y sin apoyo; todos los
cristianos se h a l l a n en estado de c o n o c e r l a
ley, los d e b e r e s y l o s d e r e c h o s : es tiempo
ya de v o l v e r á l a v e r d a d , cual es l a d o c t r i n a
de los p r i m e r o s s i g l o s de l a i g l e s i a .
26. S a n P e d r o e n su c a r t a p r i m e r a , c a p í -
tulo 5 , d i c e : « A y o s o t r o s , p r e s b í t e r o s , s u p l i c o
yo v u e s t r o c o m p r e s b í t e r o (y a d e m á s testigo de
los t o r m e n t o s de Jesucristo, y aun de esta
gloria que debe ser revelada en a l g ú n dia)
que a p a c e n t é i s e l r e b a ñ o de D i o s , de que e s -
tais e n c a r g a d o s . Telando s o b r e su c o n d u c t a , no
p o r una n e c e s i d a d f o r z a d a , sino por u n a m o r
enteramente v o l u n t a r i o , que sea s e g ú n Dios;
no p o r un v e r g o n z o s o deseo d e l l u c r o , sino
por una c a r i d a d d e s i n t e r e s a d a ; no d o m i n a n -
do sobre l a h e r e n c i a d e l S e ñ o r , s i n o h a c i é n -
doos el m o d e l o d e l r e b a ñ o p o r u n a v i r t u d que
nazca d e l c o r a z ó n (1).» He a q u í el espíritu

(i) S é n i o r e s ergo q u i i n vobis sunt obsecro c o n -


senior ettestis C h r i s l i passionum , q u i et ejus qnae i a
futuro revelanda est glorioc c o m n u u i i c a t o r , pascite
qui ¡ n Yobis est gregem D e i , providentes n o n coaetu

T o m o vur. 4
38 HISTORIA DE LA INOTriSICION ,

que d e b í a n t e n e r los o b i s p o s ( y los i n q u i s i d o -


res, en tanto que los h a y a ) e n e l ejercicio
de sus p o d e r e s para c o n las p e r s o n a s denun-
ciadas c o m o s o s p e c h o s a s de u n e r r o r dogmá-
t i c o , si q u i s i e r e n c o n d u c i r s e , no p o r u n a ne-
cesidad forzada , sino por un amor entera-
mente v o l u n t a r i o q u e sea s e g ú n D i o s ; no por
u n v e r g o n z o s o deseo d e l l u c r o (de las confisca-
ciones), sino por una caridad desinteresada;
no dóminand© , sino h a c i é n d o s e e l modelo
del rebaño. Preferirán en tal caso h a c e r en
secreto l a p r i m e r a , segunda y t e r c e r a cor-
r e c c i ó n , s i n e m p l e a r las p r i s i o n e s , n i i m p o n e r
la nota de i n f a m i a . Entonces, no habrá un
católico ilustrado que sea e n e m i g o de l a I n -
quisición. \
27. E l a p ó s t o l y e v a n g e l i s t a san J u a n , en
su c a r t a t e r c e r a , se e s p r e s a a s í : « E l q u e no
c r e e l a d o c t r i n a de J e s u c r i s t o y se aleja de
ella no tiene Dios; pero el que s i g u e su
doctrina posee á Dios padre y á D i o s hijo.
Si alguno acudiese á vosotros y no hiciese

sed s p o n t a n é e s e c u n d ü m D e u m ; ñ e q u e turpis lucri


g r a t i á , sed v o l u n t a r i é ; ñ e q u e ut dominantes i n cle-
r i s , sed forma facligregis ex a n i m o (S. Pet. , epist.
j l cap. 5).
CAP. XLV. ART. 10 39
profesión de esta d o c t r i n a , n o le r e c i b á i s e n
vuestra casa n i le s a l u d é i s ; porque aquel que
le saluda p a r t i c i p a de sus m a l a s a c c i o n e s ( 1 ) . »
Este consejo de san J u a n es c o n f o r m e á l o
que los otros apóstoles enseñan de e v i t a r e l
trato c o n los h e r e j e s , sin t o m a r otras m e d i d a s .
28. S a n J ú d a s T a d e o , a p ó s t o l , e n su c a r t a
c a t ó l i c a ( d e s p u é s de h e b e r e s p r e s a d o q u e h a b i a
pecadores i m p í o s que habian proferido p a l a -
bras i n j u r i o s a s á D i o s , y q u e e r a n impostores
entregados á sus p a s i o n e s relajadas) , a ñ a d e :
«Pero vosotros, queridos m i o s , l e v a n t á n d o o s
vosotros m i s m o s c o m o un edificio espiritual
sobre los c i m i e n t o s de vuestra santísima fe ,
y rogando al E s p í r i t u Santo, conservaos en
el a m o r de D i o s , aguardando la m i s e r i c o r d i a
de nuestro señor Jesucristo para obtener la
vida eterna. R e p r e n d e d á los u n o s c o m o á p e -
cadores ya sentenciados ; salvadlos como

(O O m n i s q u i recedit, et n o n permanet i n d o c -
trina Cliristi, D e u m non babel; qni p e r m a n e t in.
doctrina, bic et p a l r e m et filiura habet. S i quis ve-
m t a d v o s , el b a ñ e doctrinam n o n affert, nolite re-
cipere eutn i n d o m u m , nec A v e ei dixeritis : qui
enim dicit i l l i A v e communicat operibus ejus m a -
ügnis (S. Joann. . epist, 2).
40 HISTORIA DE LA INQtISICION,

q u i e n los a r r e b a l a de e n t r e las l l a m a s ; tened


c o m p a s i ó n de los otro? t e n i e n d o y a b o r r e c i e n -
do l a t ú n i c a manchada que s i e m p r e es car-
nal ( 1 ) . » San Judas e s t á de a c u e r d o c o n los
otros a p ó s t o l e s recomendando su compasión
aun con aquellos que parecen y a sentencia-
dos : c o n t r a estos o r d e n a u n a s i m p l e repren-
sión; con respecto á l o s otros, a d v i e r t e so-
lamente alejar de su trato á los b u e n o s ca-
tólicos.
29. San I g n a c i o , obispo y p a t r i a r c a de
A n t i o q u i a , d i s c í p u l o de l o s a p ó s t o l e s , enseña
l a m i s m a d o c t r i n a e u su c a r t a á l o s Efesios:
« H a y , d i c e , h o m b r e s e n g a ñ o s o s q u e se ador-
n a n i n s o l e n t e m e n t e c o n e l n o m b r e de cristia-
nos, y que hacen cosas indignas de Dios;
d e b é i s e v i t a r l o s c o m o bestias furiosas. Estos
son perros r a b i o s o s , que llenos de artificios

(i) Vos autem c a r i s s i m i , snpersedificautes vo!-


metipsos sanclissimaj vestrse fidei i n S p i r i l u sancto
orantes, vosmelipsos i n dileclione D e i servato, ex-
pectantes misericordiam d o m i n i nostri Jesu-Chrisliin
vitam selernam; et eos qnidem argiiite judicatoss
U l o s v e r ó s á l v a t e de igne rapientes : aliis aulem mi-
eeremini i n t i m o r e , odientes eam quse carnalis est,
maculatam t n n i c a m (S. Judas T h a d c u s , epist. cath).
CAP. XIV. A R T . I. 41
y de disfraz, muerden cuando menos se
piensa : t e n e d c u i d a d o en e l l o , porque sus
m o r d e d u r a s son d i f í c i l e s de c u r a r , y no se
debe a g u a r d a r su c u r a s i n o de u n solo m é -
d i c o , que es J e s u c r i s t o n u e s t r o s e ñ o r He
sabido que h a n pasado p o r esa algunas per-
sonas que tienen una mala doctrina, pero
que vosotros n o se l a h a b é i s permitido es-
p a r c i r y os h a b é i s tapado los o i d o s de m i e -
do de no m a n c i l l a r l o s ; que l a fe es la guia
que os c o n d u c e , y la caridad el camino que
os l l e v a á D i o s Vos rogaréis también
á D i o s p o r los d e m á s que e s t á n t o d a v í a de-
tenidos c a u t i v o s bajo e l y u g o de l a i d o l a t r í a ,
y se debe e s p e r a r que ellos l o s a c u d i r á n un
dia c o n l a p a c i e n c i a , p a r a a d h e r i r s e sincera-
mente á D i o s . S u f r i d q u e v i v a n e n t r e v o s o t r o s ,
y h a c e d de m a n e r a q u e e l l o s se i n s t r u y a n ¿i l o
menos por v u e s t r a s o b r a s ( 1 ) . » S e v e p o r este

(i) Solent e n í m n o n n u l l i malo dolo n o m e n q u i -


dem c i r c u m f e r r e , sed patraut quaedam indigna D e o ,
quos oportet vos ut feras evitare. S u n t e n i m canes
rabidi, clam mordentes, quos á vobis vitari oportet,
ut m o r b o difficulter c u r a b i l i laborantes. M e d i c a s au-
tem mius est J e s ú s Ghristus... Novi autem n o n m d l o s
illic trausisse q u i habeiit perversam d o c t r i n a m . Quos.
Zl2 HISTORIA DE LA INQUISICION,

pasaje q u e l o s d i s c í p u l o s de los a p ó s t o l e s ha-


b l a n c o m o sus m a e s t r o s . O b s e r v a d b i e n la to-
l e r a n c i a que san I g n a c i o a c o n s e j a c o n respecto
á los i d ó l a t r a s , en e l m i s m o t i e m p o en que
era p r i s i o n e r o de ellos y á p u n t o de s u f r i r l a
m u e r t e de los m á r t i r e s e n t r e sus m a n o s .
30. E l m i s i n o S a n t o , e n su c a r t a á los Tra-
l l i e n s e s , d i c e : « O s c o n j u r o p u e s , n o y o , sino
la c a r i d a d de J e s u c r i s t o , q u e u s é i s solo del
alimento c r i s t i a n o y r e c h a c é i s l o s frutos en-
v e n e n a d o s de l a h e r e j í a . Aquellos que están
infestados de e l l a , t e n i e n d o l a a s t u c i a de cu-
b r i r c o n el n o m b r e de J e s u c r i s t o la c o r r u p c i ó n
de sus e r r o r e s , e n c u e n t r a n f á c i l m e n t e crédito
e n t r e los p u e b l o s q u e los r e s p e t a n ; é i m i t a n -
do á las p e r s o n a s q u e para hacer t o m a r ve-
neno lo presentan en un licor dulce y agra-
d a b l e , e n g a ñ a n t a m b i é n á a q u e l l o s q u e beben

n o n permisistis seminare Inter vos etobturastis aures


ne reciperetis quse ab ipsis sunt d i s s e m i n a l a — Fides
awtem vestra subvectrix v e s l r a : charitas v e r ó v í a de-
ducens a d D e u m Sed et pro aliis h o m i n i b u s in-
desinenter oratis: est e n i m ipsis spes paenitentise ut
Deum nanciscantur. Permittite itaque ipsos saltem
ex operibus a v o b i s c r u d i r i (S. I g u a l , j epist. ad
Ephes).
CAP. XtV. A tVT. í. 43
con u n p l a c e r funesto l o q u e les d e b e causar
la m u e r t e . G u a r d a o s de estos m a e s t r o s p e l i g r o -
s o s ; y sabed q ü e e l m e d i o de estar á c u b i e r t o
de sus a r t i f i c i o s es de n o dejarse j a m á s c o r -
romper por la v a n i d a d , y de v i v i r i n s e p a r a -
blemente unidos á D i o s , á Jesucristo, á vues-
tro o b i s p o y á l a d o c t r i n a de los a p ó s t o l e s ( 1 ) .
S a n I g n a c i o d a a q u í e l c o n s e j o de u n i r s e l o
mas e s t r e c b a m e n t e p o s i b l e al o b i s p o á fin d e
pensar c o m o é l s o b r e l a d o c t r i n a , n o o b s t a n t e
los d i s c u r s o s de los h e r e j e s ; p e r o n o a c o n s e j a
m e d i d a a l g u n a de rigor c o n t r a las personas
heteiedoxas.
31. E n u n a c a r t a á los de S m i r n a , el m i s -
m o Santo h a b l a m u c h o de los h e r e j e s que
p r e t e n d í a n hacer creer que Jesucristo h a b í a to-

(1) Obsecro itaque v o s , n o n ego , sed charitas


Jesu-Christi solo christiano alimento u t i ; ab aliena
autem herba abstinere quae est Herossis , q u i heere-
ü c L e l , inquinatis implicant Jesum-Christum; ratione
gnitatis q u a m o b t i n e n l fidem adepti; q u e m a d m o -
dum mortiferum pharmacum cum mtdto dantes,
quod qui ignorante libenter c u m voluplale noxia
morlem accipil. A talibus igitur custodiie ; quod
fiel si inflati n o n fueritis , et indivulsi manserilis á
Deo Jesu-Cln-istOj et episcopo et p r a e c e p ü s aposto-
lorum CS. Ign. , ep. ad T r a l l e n s e s ) .
ílU HISTORIA DE LA INQUISICION ,

mndo un cuerpo i m a g i n a r i o y no material


y que por c o n s i g u i e n t e n o h a b i a n a c i d o , ni
m u e r t o , n i r e s u c i t a d o e n r e a l i d a d , sino sola-
m e n t e en a p a r i e n c i a ; y d e s p u é s de haberlos
r e f u t a d o , a ñ a d e : « L o c n a l os d i g o , queridos
hermanos m í o s , no por que y o dude que vo-
sotros t e n g á i s otra íe que l a m i a , s i n o para
a i l v e r t i r o s q u e t e n g á i s c u i d a d o c o n estas bes-
tias c r u e l e s q u e n o t i e n e n de h o m b r e sino la
figura e s t e r i o r . V o s o t r o s d e b é i s no s o l o no dar-
les e n t r a d a e n v u e s t r a c a s a , s i n o h u i r de ellos
y e v i t a r l o s p a r a no e n c o n t r a r l o s si es posible;
s o l a m e n t e os t o c a r o g a r p o r e l l o s , a u n q u e su
c o n v e r s i ó n y su p e n i t e n c i a sean m u y difíciles;
J e s u c r i s t o , n u e s t r a v e r d a d e r a v i d a , p u e d e fá-
c i l m e n t e c a m b i a r su c o r a z ó n ( 1 ) . » H e aqui
t o d a l a d o c t r i n a de l a p r i m i t i v a i g l e s i a concer-
n i e n t e á los h e r e j e s e s p r e s a d a c o n m u c h a cía-

(t) DG his autem a d m o n e o v o s , carissimi, sciens


q u o d et vos ila habeatis. Sed p r e m u n i ó vos contra
feras humanara f o r m a m pra3 se ferentes . q u o d non
s o l ü m oportet vos n o n r e c i p e r e , sed, si possibile est,
ñ e q u e obviara eis fieri. S o l ü m v e r ó pro ipsis orate,
si qvio m o d o pcenitenliam agant^ q u o d admotlum
d i í E c i l e est; hujus autem polestatem babet Jesus-
Christus , vera nostra vita ( S . Ignac., epist. ad
Smvrnoeos).
CAP. XIV. ART. I. ¿|5
ridad. N a d a de procedimientos contra ellos;
oraciones p a r a o b t e n e r s u c o n v e r s i ó n , y e x h o r -
taciones de p a r t e de l o s p a s t o r e s á los fieles,
á fin de que h u y a n e l p e l i g r o d e l c o n t a g i o .
32. E l mismo Discípulo de l o s apóstoles,
en su c a r t a á san P o l i c a r p o , o b i s p o de S m i r -
na , dice : « Y o os c o n j u r o , p o r l a g r a c i a de
D i o s , que p o s e é i s , q u e a d e l a n t é i s m a s y m a s
en la c a r r e r a , y e x h o r t é i s á t o d o s l o s fieles á
p r o c u r a r su s a l v a c i ó n : no e s c a s e é i s n i l o s t r a -
bajos d e l c u e r p o , n i l o s c u i d a d o s d e l e s p í r i t u
para l l e n a r d i g n a m e n t e v u e s t r o a u g u s t o m i -
nisterio; aplicaos sobre todo á mantener l a
u n i ó n , q u e es e l m a s g r a n d e de t o d o s l o s b i e -
nes; s o p o r t a d á todos l o s o t r o s c o m o e l S e ñ o r
os soporta á v o s o t r o s , y t o l e r a d l e s p o r u n efec-
to de la c a r i d a d , c o m o l o h a c é i s a h o r a . . . . S o -
portaos unos á o t r o s c o n d u l z u r a , si q u e r é i s
que D i o s os s o p o r t e ( 1 ) . »

(1} Obsecro te i n D e i gratia qua indutus es, ut


ad cursum omnesque adhorleris ut salventur. T u e r e
locum timm i n o m u i cura carnali et spirituali. U n i -
talis curam habe , q u á n i h i l melins. O m n e s perfer
qno et te dominus. O m n e s tolera per carilatem sicul
et facis...- L o n g a n i m e s igitur estote aller ad alteruna
in mausuetudine, ut et Dens erga vos (S. Ign. ep.
ad S. P o l y c a r p m n cpisc. S m y r n . ) .
Zf6 HISTORIA D E LA I S Q t U S l C I O K ,

H e a q u í l a t o l e r a n c i a p r e d i c a d a p o r un di?,
c i p u l o de l o s a p ó s t o l e s . Y es fácil conciliaria
c o n l a d o c t r i n a s o b r e el uso de l a escomunion,
S i el h e r e j e n o p r o c u r a h a c e r p r o s é l i t o s entre
los c a t ó l i c o s ; s i é l no p e r t u r b a el ó r d e n pú-
b l i c o , q u e sea t o l e r a d o : en el caso contrallo,
p u e d e ser e s c o m u l g a d o , p e r o solo espiritual-
mente, e s c l u y é n d o l e de l a p a r t i c i p a c i ó n de los
s a c r a m e n t o s . S o l ó s e a ñ a d i r á el c o n s e j o de evi-
tar todo t r a t o c o n e l h e r e j e e s c o m u l g a d o , en
c u a n t o las c i r c u n s t a n c i a s de l a s o c i e d a d civil
l o p e r m i t a n ; y a u n este c o n s e j o no d e b e tener
su efecto c u a n d o los h o m b r e s s e p a r a d o s déla
r e l i g i ó n c a t ó l i c a se c o n d u c e n de u n a manera
d e c e n t e y p a c í f i c a y no piensan pervertir á
los fieles.
33. T e r t u l i a n o , en l a a p o l o g i k q u e dirigió
en f a v o r de los c r i s t i a n o s al e m p e r a d o r Severo,
á fin de s u s p e n d e r l a p e r s e c u c i ó n , c i t a d a con-
tra e l l o s , dice en el cap. 2 4 : « G u a r d a o s de fa-
v o r e c e r l a i r r e l i g i ó n , c u a n d o q u i t á i s l a liber-
t a d r e l i g i o s a y l a e l e c c i ó n de u n a divinidad,
i m p i d i é n d o m e dar m i culto a l D i o s á quien
a m o , y f o r z á n d o m e á o f r e c e r i n c i e n s o al Dios
q u e no q u i e r o : n i d i o s ( n i a u n el h o m b r e mis-
mo) recibe con gusto las a d o r a c i o n e s forza-
das ( 1 ) . » E s t a d o c t r i n a se c o n f o r m a c o n l a del

(i) Videte ne et hoc ad irreligiositatis elogiiim


CAP. XtV. A R T . I. Ixl
a p ó s t o l san P a b l o , q u i e n a s e g u r a q u e n u e s t r o
culto debe ser r a z o n a b l e ó producido por
nuestra p r o p i a c o n v i c c i ó n . Cuando hayamos
hecho i n ú t i l m e n t e t o d o l o q u e e s t á e n n u e s t r o
poder para c o n v e r t i r ai hereje , s o l o n o s q u e -
da e v i t a r su t r a t o ; p o r q u e si nos e m p e ñ a m o s
en c o n v e r t i r l o p o r e l t e m o r , ú n i c a m e n t e t e n -
dremos u n h i p ó c r i t a : tal es e l t r i s t e r e s u l t a d o
que obtiene e l t r i b u n a l de l a I n q u i s i c i ó n ; y s i
nos dice que e l c r i m e n de h a b e r abandonado
la r e l i g i ó n c a t ó l i c a debe ser c a s t i g a d o , san
Pablo y T e r t u l i a n o nos e n s e ñ a n q u e s i , p o r des-
gracia de su e n t e n d i m i e n t o , c r e e u n h o m b r e
haber h a l l a d o l a v e r d a d en u n a o p i n i ó n o p u e s -
ta á la d o c t r i n a de l a I g l e s i a , no es criminal
delante de los h o m b r e s , p o r q u e s o l o h a o b r a -
do así deseando su s a l v a c i ó n e t e r n a ; y si se le
fuerza p o r l o s c a s t i g o s á s e g u i r su antigua
creencia, dirigirá ú n i c a m e n t e á Dios un culto
sin m é r i t o , p u e s n o será libre ni voluntario.
3A. E n el c a p . 2 8 , dice: « P e r o , como

concnrrat, adimere libertatem religionis , ct inter-


dlcere optionem divinitatis, ul non liceat mihi co-
lure quem velim, sed cegar colero quem nolim. Nemo
se ab imilo coli vellet} ne homo quidem (Tertu-
^anus , apol. cap. 24).
48 HISTORIA DE LA INQTflSICIOK,

p a r e c e m u y i n j u s t o forzar á los h o m b r e s libres


á ofrecer s a c r i f i c i o s , c u a n d o p o r o t r a parte se
e s t a b l e c e q u e esto e x i ^ e p i e d a d ; s e r i a cierta-
mente m u y fuera de r a z ó n o b l i g a r á dar un
c u l t o á los d i o s e s , c u a n d o u n o t e n d r í a interés
en hacerlo c o n v o l u n t a d l i b r e ( 1 ) . » E s t a re-
flexión de T e r t u l i a n o c o n f i r m a l o que he dicho
en el p á r r a f o antecedente.
35. E l m i s m o T e r t u l i a n o , en su l i b r o diri-
g i d o á S c a p u l a , c a p . 1 1 , se e s p l i c a c o m o si-
g u e : «La l i b e r t a d de s e g u i r l a r e l i g i ó n que se
quiera es u n p o d e r f u n d a d o en e l d e r e c h o na-
t u r a l y de g e n t e s ; p o r q u e l a r e l i g i ó n de un in-
d i v i d u o no causa n i b i e n n i m a l á o t r o . L a re-
l i g i ó n no tiene i n t e r é s e n o b l i g a r á nadie: es
m e n e s t e r q u e sea v o l u n t a r i a ^ y n o mandada
p o r l a f u e r z a ; p o r q u e l a o b l a c i ó n de u n a victi-
m a d e b e ser de su n a t u r a l e z a efecto de la vo-
luntad. S i nos f o r z á i s d s a c r i f i c a r , no haréis
n a d a q u e p u e d a ser a g r a d a b l e á v u e s t r o s dio-
ses; y e l l o s no p o d r á n g u s t a r de sacrificios for-

(i) Q u o n i a m autem facile i n i q u u m videretur li-


baros homines invitos urgeri ad sacrificandum, nam
et alias dhinuB rei faciendo; libens auimus indicitur,
certe ineptum existimaretur si quis ab alio cogorelui
ad honorem deorum quos ultro sui cansa placart
deberet (Tertulianas^ apolog. , cap. 26).
CAP. XLY. ART. 1. ¿i9
zados, á m e n o s q u e no sean antes c o n t e n c i o s o s ;
pero esta c i t i i l i d a d es i n c o m p a t i b l e c o n l a D i v i -
nidad ( 1 ) . » S e g ú n esta d o c t r i n a , l o s i n q u i s i -
dores o b r a n c o n t r a e l d e r e c h o n a t u r a l y de g e n -
tes castigando á l o s q u e s i g u e n las opiniones
de L u l e r o y de C a l v i n o , de M o i s é s , de Maho-
rna ú o t r o s , q u e o p i n a n q u e l a v e r d a d e s t á de
su l a d o , pues a u n q u e sigan el e r r o r , creen no
e n g a ñ a r s e ; su c o n f i a n z a e s t á f u n d a d a sobre e l
uso que h a c e n de l a l i b e r t a d de p e n s a r , g a r a n -
tida p o r e l d e r e c h o n a t u r a l y e l de g e n t e s .
36. S a n C i p r i a n o , o b i s p o de Cartago-, p r i -
mado d é l a i g l e s i a de A f r i c a , en su c a r t a 51 a l
sacerdote M á x i m o , h a b l a n d o á a q u e l l o s que se
separan de l a i g l e s i a c a t ó l i c a , d i c e : « A u n q u e
h a j a z i z a ñ a en l a I g l e s i a , esto no d e b e i m p e d i r
á nuestra fe n i á n u e s t r a c a r i d a d e l conservar

(i) H u m a n i j u r i s e t naluralispotestatis est u n i c u i -


que quod putaverat colore.nec a l i i obest aut prodest
alterius religio. Sed nec religionis est c o g e r é rcligio-
nem quae spontí; suscipi debeat, n o n v i , c ú m ethos-
tiae ab animolubentiexposlulentur. Ita et sinos c o m -
puleritís ad sacrificandum, n i h i l prajstabilis diis ves-
tris. A b invitis e n i m saciificia n o n desiderabunt nisi
contentiosi sinti contenliosus autem Deas n o n est.
(Tertulianus ad S c a p u l a m . cap. 2).
5
50 HISTOEIA DE LA HINQUÍSICION ,

l a u n i d a d de l a I g l e s i a . L a s o l a c o s a de q u e de-
b í a m o s ocuparnos es p r o c u r a r ser t r i g o á fin de
ser i n t r o d u c i d o s en l o s g r a n e r o s d e l S e ñ o r cuan-
do haga su q o s e c h a . E l A p ó s t o l n o s d i c e en su
c a r t a : E n u n a casa r i c a h a y no s o l a m e n t e vasos
de oro y plata, sino t a m b i é n de m a d e r a y de
b a r r o ; a q u e l l o s s o n de h o n o r , estos de i g n o m i -
n i a : nosotros debemos hacer todo lo posible
p a r a ser vasos de o r o ó á lo m e n o s d e plata;
p e r o s o l o e l S e ñ o r t i e n e p o d e r p a r a r o m p e r los
v a s o s de b a r r o ; p o r q u e á s o l o é l se h a confia-
do l a v a r a de h i e r r o . E l e s c l a v o n o p u e d e ser
s u p e r i o r á su a m o , y n a d i e p o s e e l a autoridad
q u e e l p a d r e ha dado á solo su h i j o p a r a mane-
jar la p a l a , para purificar el aire, ó p a r a sepa-
rar la zizaña del t r i g o , en virtud de u n juicio
humano ( 1 ) . » E s t a d o c t r i n a de san Cipriano

(1} Videntur i n ecclesia esse zizania; non tamen


i m p e d i r i debet aut íldes aut charitas nostra ut quo-
niara zizania esse i n ecclesia cernimus, ipsi de eccle-
sia recedamus. Nobis t a n t u m m o d ó laborandum asi
ut f m m e n t u m esse possimus, ut c ú m cceperit fru-
mentum dominicis h o r r é i s c o n d i , fructuííi pro opere
nostro et labore capiamus. A p o s t ó l a s i n epístola sua
d i c i l : In domo autem magna n o n solúm vasa sunt
á u r e a et a r g é n t e a , sed et liguea, et fictilia, et quí-
dam honorata, qusedam vero inhonorata. Nos ope-
CAP. XtV. ART. ti 51
esplica l a p a r á b o l a e v a n g é l i c a d e l a z i z a ñ a de
un m o d o q u e aleja todas las d u d a s q u e p o d r í a n
suscitarse s o b r e esta m a t e r i a . S e g ú n este santo
obispo, l o s h o m b r e s no t i e n e n p o d e r de c a s t i -
gar á los herejes c o n l a p e n a de m u e r t e , bajo
el p r e t e x t o que s o n l a z i z a ñ a de l a parábola;
y nosotros hemos observado que el padre de
familias e n c a r g a á los á n g e l e s s u s p e n d a n esta
s e p a r a c i ó n hasta e l t i e m p o de l a c o s e c h a , es
decir, hasta e l d i a d e l j u i c i o d i v i n o .
37. E l m i s m o san C i p r i a n o , e n su c a r t a 55
á san C o r n e l i o P a p a , d i c e : « N a d i e d e b e a d m i -
rarse de que el s e r v i d o r p e r f e c t o sea a b a n d o -
nado de a l g u n o s de los o t r o s s e r v i d o r e s ; pues q u e
elSeñorlofué de sus d i s c í p u l o s , á pesar d é l a s
grandes acciones y m i l a g r o s p o r los que c o n s t a b a
la v i r t u d de D i o s p a d r e . P e r o se d e b e n o t a r q u e
el s e ñ o r no q u i s o r e p r e n d e r l e s , n i a m e n a z a r l e s .

ram demus et cuaiitiim possumus laboremus ut vas


aureum vel argenteam sitnus; ceeteriim fictilia vasa
confringere D o m i n o soli conccssum est, c u i et vir-
ga férrea data est, Esse n o n polest major d o m i n o
suoservus. Nec quisquam sibi q u o d soli filiopater tri-
b<iit vindicare potest ut putetaut ad aream ventilan-
dam et purgandam p a l a m ferré j a m posse. aut a fru-
mento universa zizania humano judicio segregare
(S. Gipr. ep. 55 ad M á x i m u m presbiterum).
52 HISTORIA DE tk IKQTIISICIOS ,

y q u e al c o n t r a r i o se v o l v i ó h a c i a sus apóstoles,
y les d i j o : Q u e r é i s v o s o t r o s i r o s t a m b i é n ? Asi
él o b s e r v ó la l e y q u e c o n c e d e a l h o m b r e i a liber-
t a d de s e g u i r e l c a m i n o de l a m u e r t e ó el de la
v i d a . . . . E n c u a n t o á n o s o t r o s , m i m u y querido
h e r m a n o , la sola cosa que n o s pertenece es
hacer todo l o q u e e s t é e n n u e s t r o p o d e r para
i m p e d i r q u e n a d i e p e r e z c a p o r c u l p a nuestra;
p o r q u e s i a l g u n o p e r e c i e r e v o l u n t a r i a m e n t e por
efecto de sus c r í m e n e s , p o r no h a b e r querido
v o l v e r á l a I g l e s i a y h a c e r en e l l a penitencia,
n o s o t r o s n o s e r e m o s r e s p o n s a b l e s de su pér-
d i d a e n e l d i a d e l j u i c i o de D i o s , p u e s que no-
sotros habremos h e c h o t o d o l o q u e podíamos
para su s a l v a c i ó n ; y s e r á n castigados única-
mente los q u e habrán despreciado nuestros
consejos ( 1 ) . » A s í , s e g ú n san C i p r i a n o , el he-

(i) Nec praeposilum servum deseri a quibusdam


miretur aliquis quando ipsum dominummagnalia et
tnirabilia summa í a c i e n l e m , et virlutes D e i patris
factorum suorum testimonio comprobantem, discí-
p u l i suireiliquerint. E t tamen ille n o n i n c r e p H i t rece-
dentes aut graviter commiuatus est, sed magis con-
versusad aposlolos suos dixit: N u n q u i d etvos vultis
iré? Servans silicet legem qua homo libera ti suse re^
lictus et i n arbitrio p r o p r i o c o u s t í t u t u s sibimet ipse
velmortem appetit, vel salutem.... Q u o d nos attinet
CA.P. XLV. AHT. %. 53
reje q » e n o quiere v o l v e r á l a I g l e s i a , debe
ser b i e n amonestado, y por último esco-
xnulgado; p e r o a h í se d e t i e n e y a e l m i n i s t r o de
la i g l e s i a , p o r q u e él es l i b r e de s e g u i r e l c a m i -
no de l a m u e r t e ó de l a v i d a ; y e n c u a n t o al
obispo, ha h e c h o l o bastante en h a b e r d a d o a l
culpable todos l o s b u e n o s c o n s e j o s que de-
p e n d í a n de su c a r i d a d .
38. E n su c a r t a 6 2 , d i r i g i d a á P o m p o n i o ,
hablando de l a e s c o m u n i o n de a q u e l l o s q u e h a n
incidido en el p e c a d o , d i c e : « D i o s h a b l a e s t a -
blecido la p e n a d e m u e r t e c o n t r a a q u e l l o s q u a
desobedeciese á l o s s a c e r d o t e s y á l o s j u e c e s ,
y ellos p e r e c í a n p o r la e s p a d a m a t e r i a l , c u a n -
do l a c i r c u n c i s i ó n c a r n a l e x i s t i a t o d a v í a . Pero
d e s p u é s que l a c i r c u n c i s i ó n e s p i r i t u a l h a e m -
pezado p á r a l o s fieles s e r v i d o r e s de D i o s , a q u e -
llos que s o n s o b e r b i o s y c o n t u m a c e s p e r e c e n

conscientioo nostroe convenit, frater carisime, daré


operam ne quis culpa nostrá de ecclcsia percal: et
aulem quis ultró et crimiue suo perierit, et poeni-
teiitiam agerc ad ecclesiam rediré uoluerit, nos i a
die judicü i»culpatos futuros qui coasulimus sani-
tati, illos solos in poeuis remausuros qui nolueriut
cousilii nostri salubritale sauari (S. Cipriano, E p . ,
55. ad Gornelium).
54 HISTORIA DE tA INQUISICION ,

p o r espada e s p i r i t u a l c u a n d o son e c h a d o s de
l a i g l e s i a ( 1 ) . » S a n C i p r i a n o h a b l a a q u í en el
m i s m o s e n t i d o q u e e l t e x t o p r e c e d e n t e . Nada
de m u e r t e c o r p o r a l : L a I g l e s i a n o q u i e r e que
se p r e p a r e n i a u n p o r m e d i o s i n d i r e c t o s , la re-
lajación de u n h e r e j e en las m a n o s de u n juez
lego.
39. L a c t a n c i o en su t r a t a d o de Instituciones
divinas, l i b . 5, c a p . 2 0 , d i c e : « N o se debe
e m p l e a r l a f u e r z a , n i l a i n j u r i a , p o r q u e la re-
l i g i ó n no p u e d e ser i n c u l c a d a p o r l a v i o l e n c i a .
P o r l a r a z ó n y no p o r e l c a s t i g o se d e b e atraer
la v o l u n t a d . H a g a n nuestros a d v e r s a r i o s la
guerra c o n sus t a l e n t o s . S i l a r a z ó n está de
s u p a r t e , m u é s t r e n l a : e s t a m o s p r o n t o s á escu-
c h a r l a . P e r o n o s o t r o s no c r e e r é m o s los que ca-
llan, n i c e d e r e m o s t a m p o c o á l o s q u e persi-
g u e n . E l l o s d e b e n i m i t a r n o s , ó m o s t r a r n o s los

(i) Interflci Deus jussit sacerdotibus suis n o n ob-


temperantes judicibus a se ad lempns constitutis
n o n obedientes, et tnnc q n i d o m gladio occideban-
t u r , quando adhuc et circumcisio carnalis manebat;
m m c autem quia circumcisio spiritnalis esse ad íide
les servos D e i cajpit, spiriluali gladio superbi et con
tumaces necantur d u m de ecclesia ejiciuntur (S. Cy
p r i a n u s , cp. 6 3 , ad P o m p o n i u m ) .
CAP. XhV. ART. f. 55
fundamentos de su c o n t r a d i c c i ó n . N o s o t r o s n o
atraemos c o n a r t i f i c i o s , d i g a n lo q u e quieran
de ello n u e s t r o s a d v e r s a r i o s , nos c o n t e n t a m o s
con e n s e ñ a r , p r o b a r y d e m o s t r a r . A s í es que
nosotros no d e t e n e m o s á n a d i e c o n t r a su v o -
l u n t a d ; p o r q u e a q u e l q u e n o t i e n e fe n i p i e d a d
es i n ú t i l p a r a D i o s . S i n e m b a r g o , n i n g u n o de
los n u e s t r o s n o s h a a b a n d o n a d o , porque la
verdad r e t i e n e á t o d o s e n l a I g l e s i a . . . P a r a p r o -
barles c u a n t a d i f e r e n c i a h a y e n t r e lo que es
verdad y l o q u e es falso basta o b s e r v a r que
nuestros a d v e r s a r i o s no pueden persuadir á
nadie c o n su e l o c u e n c i a , y e n t r e n o s o t r o s l a
gente r ú s t i c a é i g n o r a n t e l o e f e c t ú a p o r q u e l a
naturaleza de las cosas y l a v e r d a d h a b l a n p o r
si mismas. ¿ P o r q u é p u e s n u e s t r o s a d v e r s a r i o s
nos p e r s i g u e n h a s t a t a l p u n t o , q u e a u m e n t a n
su l o c u r a en a q u e l m i s m o t i e m p o e n q u e c r e e n
renunciar á ella ? L a matanza y la piedad son
cosas d i a m e t r a l m e n t e o p u e s t a s , y l a v e r d a d es
tan i n c o m p a t i b l e c o n l a f u e r z a , c o m o l a j u s t i -
cia con la c r u e l d a d S a b e m o s q u e no h a y
en el m u n d o c o s a m a s ú t i l q u e l a r e l i g i ó n , y
que es m e n e s t e r d e f e n d e r l a c o n t o d a l a f u e r z a
posible; pero nuestros adversarios e s t á n e q u i -
vocados s o b r e l a e s p e c i e de defensa q u e le c o n -
viene. E l l a d e b e ser d e f e n d i d a no m a t a n d o ,
sino m u r i e n d o ; n o p o r l a c r u e l d a d , s i n o p o r
56 HISTORIA DE t A INQUISICION,

l a p a c i e n c i a ; no p o r l a i n i q u i d a d , s i n o por la
fe. D e estas c o s a s , las u n a s s o n m a l e s , y las
o t r a s b i e n e s ; e n l a r e l i g i ó n se d e b e n h a l l a r bie-
nes y no m a l e s . S i se l a q u i e r e d e f e n d e r por la
sangre, los tormentos y l o s c a s t i g o s , e l l a no
será defendida, s i n o u l t r a j a d a y v i o l a d a ; por-
q u e no h a y cosa mas v o l u n t a r i a que la reli-
g i ó n : ella cesa e n t e r a m e n t e c u a n d o e l sacriíi-
c a d o r no t i e n e v o l u n t a d . C o n s i g u i e n t e m e n t e la
r a z ó n ordena defender l a r e l i g i ó n c o n l a pa-
c i e n c i a y l a m u e r t e : ellas c o n s e r v a n l a íe que
es a g r a d a b l e á D i o s , y esta a u m e n t a l a autori-
d a d de l a r e l i g i ó n ( 1 ) . » E s t a d o c t r i n a de Lac-

(1} N o n est opus v i et injuria^ quia religio cogí


n o n polest: verbis p o t i ü s quam verberibus res agen-
da est ut sit voluntas. D i s í r i n g a u t aciem ingeniorum
s u o r u m : si ra lio eorum vera est, afferatur, parati
sumus audire si doceant. Tacentibus cerl6 n i h i l ere-
d i m a s ; sicut nec seevjen!ibus quidem cedimus. Imi-
tentur nos , aut rationem rei tolius exponant. Non
e n i m nos illicimus , u t i ipsi objectant, sed docemus,
p r o b a m n s , ostendimus. Itaque, nemo a nobis retine-
t u r invitas. Inutilis e n i m est Deo q u i devotione ac
fide caret; et tamen nemo discedit ipsa verilate re'
tinento... Sciant i g i t u r vel ex boc ipso quantum iu-
tersit inter verum et falsum , quando i p s i , c ü m elo-
quenles sint, persuadere non possunt; imperiti ac
CAP. XtV. 'AHT. i . 57
tancío n o n e c e s i t a de c o m e n t a r i o p a r a a p l i c a r -
ge á nuestro o b j e t o . N o se p u e d e d e c i r c o n m a s
claridad que las c o n v e r s i o n e s h e c h a s por el
Santo O f i c i o son nulas y opuestas á la natu-
raleza y a! e s p i r i t u de ia religión cristiana.
40. San A t a n a s i o , obispo y patriarca de
A l e j a n d r í a , e n su c a r t a á l o s C r i n i t a s , d e c l a m a

rudes possunt quía res ípsa ct veri tas loquitur. Q u i d


ergo saeviant ut shiltifiam suam d u m minuere Tolunt
augeant ? L o n g é diversa sunt carnificina et pietas;
nec potest aut verilas cura v i , aut jusiitia c u m crude-
litate conjungi... Sentimus n i h i l esse i n rebus linma-
nis religione prsestantius eamqae s u m m á v i oportere
d e f e n d í : sed ut i u ipsa religione , sic i n defensionis
genere fallunlur. Defendenda e n i m religio est, n o n
occidendo, sed m e r i e n d o , no n ssevitia , sed patien-
tia , non scelere, sed fide; i l l a e n i m m a l o r u m s u n t ,
haec b o n o r u m ; et necesse est b o n u m i n religione ver-
sari, non m a l u m ; n a m si sanguine, si t o r m e n t í s ,
si malo, religionem d e f e n d e r é v e l i s , j a m nonrdefen-
detur illa , sed p o l l u e t u r , atque violabitur. .Nihil
enim est tam v o l u n l a r i u m q u á m religio i n qua si a n i -
mus sacrificautis aversus est, j a m ublata , jam n u l l a
est. Recta igitur ratio est ut religionem patientia vel
morte defendas i n qua fides conservatur, et ipsi Deo
grata est, et religioni addit auctoritatem ( L a c t a n -
ü u s . laslit. diviuoc, l i b . 5, cap. 20 ).
58 HISTORIA DE LA INQUISICION ,

c o n t r a los herejes a r r í a n o s que persiguen i


l o s c a t ó l i c o s , y les e c h a e n c a r a q u e no res
p e t a n las bases s o b r e las c u a l e s d e s c a n s a e l sis-
t e m a ^e l a r e l i g i ó n c r i s t i a n a , es d e c i r , l o s prin-
c i p i o s de l a p e r s u a s i ó n y de l a l i b e r t a d ; y dice,
e n t r e otras cosas : « S i es v e r g o n z o s o que algu-
n o s o b i s p o s c a t ó l i c o s , d o m i n a d o s p o r e l temor
de los a r r í a n o s , h a y a n c a m b i a d o de opinión,
¡ c u a n t o m a s l o e s p a r a estos ú l t i m o s h a b e r em-
p l e a d o u n m e d i o q u e no p u e d e c o n v e n i r sinoá
h o m b r e s d e s c o n f i a d o s de su p r o p i a c a u s a ! Asi
es que e l D e m o n i o , que no t i e n e j a m á s l a ver-
d a d de su p a r t e , a t a c a armado de l a segur y
de l a h a c h a , y v i o l é n t a l a s p u e r t a s d e l a l m a pa-
r a ser r e c i b i d o en e l l a . E l S a l v a d o r , como él
es d u l c e , o b r a de u n a m a n e r a m u y diferente;
S i hay a l g u n o , d i c e , que quiera seguirme y ser
m i d i s c í p u l o , e t c . ; y él nos e n s e ñ a q u e cuando
b u s c a á a l g u n o , no q u i e r e entrar en su casa
p o r fuerza , s i n o que l l e g a n d o á l a p u e r t a lla-
m a , y d i c e : H e r m a n a m í a , esposa m i a , ábreme.
S i le abren , e n t r a ; si no q u i e r e n a b r i r l e , se
m a r c h a : en efecto, no es c o n d a r d o s ó c o n espa-
d a , n i c o n n i n g ú n o t r o m e d i o m i l i t a r , que la
v e r d a d q u i e r e ser a n u n c i a d a ; no se debe em-
p l e a r p a r a e l l o s i n o los consejos y l a persua-
sión. Pero , ¿ donde e s t á l a l i b e r t a d necesaria
para persuadir cuando d o m i n a e l t e m o r al
CAP. XLV.

E m p e r a d o r ? ¿ Y c o m o l o s c o n s e j o s p o d r í a n ser
ú t i l e s , si a q u e l q u e c o n t r a d i c e es d e s t e r r a d o ó
condenado á m u e r t e ?
« N o basta d a r á l o s a r r í a n o s e l n o m b r e de
paganos , d i s t a n d e l c r i s t i a n i s m o m a s q u e e s -
tos. S u s c o s t u m b r e s son m u c h o mas de bestias
feroces que de h o m b r e s , y su c o n d u c t a ofrece
mas c r u e l d a d q u e la de l o s v e r d u g o s . Ellos
son m u c h o m a s m a l o s q u e los otros h e r e j e s , y
no m e r e c e n ser c o m p a r a d o s á los p a g a n o s , á
quienes d e j a n m u y a t r á s en este p a r t i c u l a r . Y o
he oido r e f e r i r á a l g u n o s p a d r e s de la I g l e s i a
que h a b i é n d o s e e s c i l a d o u n a p e r s e c u c i ó n c o n -
tra los c r i s t i a n o s en el r e i n a d o de M a x i m i a n o ,
abuelo d e l e m p e r a d o r actual C o n s t a n c i o , los
paganos o c u l t a r o n m u c h í s i m a s veces á los c r i s -
tianos p a r a s a l v a r l o s , a u n c u a n d o e l l o s fuesen
castigados c o n m u l t a s considerables, y aun
con p r i s i ó n , p r e f i r i e n d o sufrirlo todo p o r no
d e s c u b r i r e l a s i l o de los p e r s e g u i d o s que h a -
b í a n puesto e n e l l o s su c o n f i a n z a : e l l o s h a c i a n
p o r los c r i s t i a n o s t o d o lo que h a b r í a n h e c h o
p o r sí m i s m o s , á p e s a r d e l p e l i g r o á q u e e s p o -
n i a n su p r o p i a v i d a . P e r o a h o r a los a d m i r a -
bles a u t o r e s de l a n u e v a h e r e j í a ( q u e no s o n
famosos s i n o p o r e l arte de p r e p a r a r a s é c h a n -
o s ) tienen una c o n d u c t a d e l todo d i f e r e n t e :
verdugos v o l u n t a r i o s , m i r a n cotno e n e m i g o
HISTORIA DE LA. INQUISICION,

n o solo a l c a t ó l i c o q u e se h a o c u l t a d o , sino
t a m b i é n a l q u e le d i o asilo : a s i s o n crueles por
n a t u r a l e z a , h o m i c i d a s , é i m i t a d o r e s de la ini-
q u i d a d de J u i l a s , , . E s t a nueTa y detestable he-
r e j í a , m i e n t r a s t a n t o q u e no s u c u m b a bajo el
p e s o de l a r a z ó n , y se a v e r g ü e n c e á l a vista
d e l a v e r d a d , i n t e n t a m u l t i p l i c a r p r o s é l i t o s pot
la fuerza, malos tratamientos y p r i s i ó n de
aquellos á quienes n o ha p o d i d o d o m i n a r con
las reflexiones ; y preuba en e l l o q u e no amj
n i l a p i e d a d n i e l c u l t o d e b i d o á D i o s ; porque
e l c a r á c t e r p r o p i o de l a r e l i g i ó n es e l persuadir
y no e l o b l i g a r ( c o m o he d i c h o p o c o antes),
p u e s n u e s t r o S e ñ o r , d e j a n d o á c a d a uno su li-
b e r t a d , y no forzando á n a d i e , deciafrecuente-
m e n t e á t o d o s : S i hay alguno que quieraseguir-
me , etc. ; y á sus d i s c í p u l o s : ¿ Q u e r é i s también
vosotros iros ? ¿ P e r o q u é h a b i a de h a c e r esta he-
r e j í a , s i n o t o d o l o q u e sea f o r m a l m e n t e opuesto
a l a r e l i g i ó n , l a c u a l t i e n e p o r e s e n c i a la pie-
d a d P M i e n t r a s h a c e t r a i c i ó n á D i o s , n o m b r a por
autor de s u i m p i e d a d á C o n s t a n c i o corno si
fuera e l A n t e - C r i s t o ( 1 ) ; c u a n d o e l o g i a san

( l ) Q u o d si inhonestum est aliquos episcopos


metu coactos senleutiam immulasse , quanló graviní
fodiusque i l l o r u m facinus q u i (quod est homintin
} w ,
CAP. XLV. ART. 1. 61
Alanasio la c o n d u c t o de l o s p a g a n o s , p o r q u e
n o s o l o n o d c i u i n c i a b a n á los c r i s t i a n o s , á pesar
de los e d i c t o s de l o s e m p e r a d o r e s , sino que

minimé causa) suco c o n i i d e n l i u m ) i m i t o s ad muta-


tionem senlenliaj coegcnmt? Ita queque diabolus
quia nikil-veri habet, jn securi <4 ascia invadens con-
cui'il lores eorum a quibus recipitur. Salvator c o n t r á
mansuetos est: S i quis fiiiquid) velidme sequi, et esse
discipulus ineus; docelquc se c ü m ad quempiam venit
non v i instare , sed potius pulsare ac dicere : AperL
miki, sóror mea. Q u o d si aperiant, i n t r a t ; sin gra-
ventur, aul noliut aperire, abscedit. N o n c n i m j a -
culis aut gladiis á u t m i l i l a r i m a u u -veritas [¡raedica-
tur, sed suadeiido et consulendo. Quae antem sua-
dendi libertas u b i imperaloris est metus? A u t quse
consulendi r;itio , u b i rjui contradicit pro mercede
aut exilium aut morLem reporlat?... Quis igitur eos
{ A r r í a n o s ) vel Etbnicos simplicitur nomitet? T a n -
tüm abest ut eos crhistianos appellari velil. Q u i s h o -
rum inores bumanos an non potiíis ferinos putet ?
l n quorum faclis est tanta crudelllas et immanitas, ut
carniücibus tetriores cajleris que baereticis improbio-
res ac ne pares quidem Etbnicis habeantur a quibus
a tergo ad longissimum intei-stitium relinquuntur.
Ego euim a patribus audivi et verum arbitror, c ú m
persecutio esset nata pub Maximiano C o n s t a n t ü a y o ,
Etbuicos h o m i n e s , fratres nostros ebristianos ( c ü m
quiererentur) latebris abdidisse ; cosque saepe pecu-
6

/
62 HISTORIA DE LA INQUISICION,

l o s o c u l t a b a n p a r a s a l v a r l e s de. l a persecución
condena l a d o c t r i n a i n q u i s i t o r i a l , que mandi
denunciar, y la costumbre de castigar á lo¡

nia multatos, e l carceri mancipatos fuisse, non ol


aliud quam quod profugienles ab se proderc nollet,
cosque cadem fide qua se ipsos , tuendos putarent,
n o n \ci:i\i oh i d sese periculis objirere. At mine mi.
rifici isli novoe Lereseos inTentores, mdla seque reí
insidiis c l a r i , o m n i a i n c o n t r a r i u m faciunt; ips
enim u l t í ó carnificos effecli , et occultalos rimanUir,
et o c c u l i a l o r i b u s insidias nccani: aique sibi inimicua
et occiiltaUim et oceullatorem arbitrantes, ita nalun
cruenta sunt et bomicidaí e l Judie sceleris aemuli,.,,
Nova isla et execrabilis hoeresis c ü m rationibus su
b r u i t u r , c u m ipsa Terilale putefacta c o n c i d i t , quoi
n o n potuit verbis inducere , eos plagis , carceribui
q u e , ad se pcrlrahere annitur , alque vel ita se ipsaa
quam non s i l pia e l D e i cultrix manifestat. Pioeena
religionis (ut disi) p r o p r i u m est n o n cogeré , sed sut
dere ;'si qnidem D o m i n u s n o n cogens, sed libertateni
suam l i b e r l a t i permiltens; dicebat q u i d e m vulgooffl
nibus : >Sí (juis vult venire post me : discipulis vero:
et vos abif-e vuitis ? Q u i d autem aliud hajresim isW
(quae prorsus aliena est á pia religione , queequeti
Ghristo perduellis, auctorem suae impietalis Cons
tantium quasi A n t i c r i s t u m , iuscribit") faceré decuii
n i s i contraria salvatori usurpet ( S . Atbanasius n
epislola ad solitariamvitam agentes).
CAP. XLV.—ART. ti 63

que p r o t e g e n á las p e r s o n a s p e r s e g u i d a s p o r
el Santo O f i c i o . R e p r u e b a t a m b i é n l o s m e d i o s
indirectos, tales c o m o la fuerza y el temor,
por los c u a l e s se p r e t e n d e c o n v e r t i r á los h e -
rejes, c o m o opuestos al e s p í r i t u de l a reli-
gión.
hh S. H i l a r i o , o b i s p o de P o i t i e r s , en e u
libro p r i m e r o , d i r i g i d o al e m p e r a d o r Cons-
tancio , h e r e j e a r r i a n o , p a r a i n d u c i r l e á cesar
en la p e r s e c u c i ó n que habia mandado contra
los c a t ó l i c o s , se e s p r e s a a s i : « D i o s se h a h e -
cho c o n o c e r p o r l a e n s e ñ a n z a m a s b i e n q u e
por la fuerza ; y a p o y a n d o sus p r e c e p t o s e n l a
admiración que nos causan los prodigios
que ha creado en e l c i e l o , n o h a querido que
hubiese una l e y q u e o b l i g a s e la voluntad á
confesarle c o m o D i o s . S i el derecho de la
fuerza fuese admitido c o m o capaz de hacer
nacer la v e r d a d e r a f e , escitaria bien pronto
contra sí l a d o c t r i n a de l o s o b i s p o s , s e g ú n la
cual Dios es e l s e ñ o r de t o d a s las cosas , y n o
tiene n e c e s i d a d n i n g u n a de u n c u l t o i n v o l u n -
tario. N o es p o r u n a c o n f e s i ó n f o r z a d a que él
nos desea , no se h a de p r o c u r a r e n g a ñ a r l e ;
sino h a c é r s e l e a g r a d a b l e p o r m e d i o de b u e n a s
obras. L a v e n e r a c i ó n le es d e b i d a , n o p o r q u e
el tenga n e c e s i d a d de e l l a , s i n o p o r q u e ella
nos es ú t i l á n o s o t r o s m i s m o s . A s i y o n o p u e d o
64 H I S T 0 H 1 A DE tA INQUISICIOK,

recibir como cristiano sino a l que se deter-


m i n a p o r su p r o p i a v o l u n t a d ; n o escucharla
d o c t r i n a s i n o d e l q u e r u e g a ser o i d o y corre-
g i d o ; n i s e ñ a l a r c o n la s e ñ a l s a g r a d a de la
c r u z sino a l q u e confiesa l a fe. D e b e m o s hin-
car á D i o s en l a s e n c i l l e z de n u e s t r o corazón,
c o n o c e r l e c o n f e s á n d o l e , a m a r l e p o r u n senii-
timiento de c a r i d a d , h o n r a r l e con temor,j
s e r l e fieles p o r l a r e c t i t u d de n u e s t r a voluntaii
( I ) . » S . H i l a r i o e s t á de a c u e r d o c o n los otros
p a d r e s de l a I g l e s i a p a r a c o n d e n a r los medioi
coercitivos cuando se t r a t a de l a conversión
d e l que se a p a r t a de l a fe c a t ó l i c a .

( í ) Deus cognitionem sui docuit p o t i ü s quam


exegit, et operalionum coelestium admiralione p »
ceptis sais ronciliaas autoritatem , coactam conii-
t e n d í se aspernatus esl voluntatem si ad fidem veram
islir.s modi jus adhiberetur , episcopalis doctrim
obviam pergeret dicendo : Deus «niversitalis esl,
obsequio non eget necesario. Non requerit coactaii
confessionem: n o n fallendus est sed promerendu!;
nostra potiüs , non sua causa veuerandus. Non pos-
sum nisi volentem recipei-e , nisi orantem andire,
nisi p r o í i t e n t e m signare. Simplicitale qaaereud^
est, confessioae discendus esl , charitatis amandu-
est, timore venerandas est , voluntatis probitale re
tinendus esl ( S. Hilarias, l i b . i , ad Constantium).
CAP. XtV. ART- I. 65
11*2. S. A m b r o s i o , o b i s p o de M i l á n , e n sus
comentarios sobre e l E v a n g e l i o de S . Lúeas,
lib. 7 , cap. 50 , d i c e : « S . M a t e o nos e n s e ñ a
que el S a l v a d o r e n c a r g ó á sus a p ó s t o l e s v i a j a r
sin b á c u l o c u a n d o fuesen a p r e d i c a r e l E v a n -
gelio. ¿ Y q t i é se e n t i e n d e p o r este i n s t r u m e n t o ,
sino el s i g n o de l a p r i m e r a a u t o r i d a d e s p i r i -
tual , y e l i n s t r u m e n t o del dolor destinado á
castigar? A s í los a p ó s t o l e s c u m p l i a n humil-
demente e l p r e c e p t o de s u M a e s t r o , que d i ó
ejemplo de humildad permitiendo ser juz-
gado. L o s e n v i ó á p r e d i c a r l a fe , m a n d á n d o l e s
enseñasen sin hacer violencia , y anunciar la
doctrina de l a h u m i l d a d s i n usar de su p o -
der... A d e m á s , c u a n d o l o s a p ó s t o l e s p i d i e r o n
que el fuego d e l c i e l o bajase á c o n s u m i r á l o s
S a m a i i t a n o s , que no hablan querido recibir,
en su c i u d a d a l S e ñ o r J e s ú s , este les r e p r e n -
dió : V o s o t r o s i g n o r á i s , les dijo , á q u e e s p í -
ritu p e r t e n e c é i s ; p o r q u e el hijo del h o m b r e
no ha v e n i d o p a r a quitar l a v i d a á los h o m -
b r e s , sino p a r a s a l v a r l e s ( 1 ) . » S e v e que S a n

(i) N o n virgas i n manu jubentur lolleri apostoli,


sicciiim Malhens s c i i b e n d u m putavit. Q u i d estvirga
aisi praefeieiidas potestalis insigue , et ulciscendL
iiKlramentum doloris ? Ergo humilis D o m i n i ( i m
66 HISTORIA DB LA INQUISICION,

A m b r o s i o e s t á a c o r d e c o n l o s o t r o s santos pa.
dres sobre la i n t e r p r e t a c i ó n d e l Evangelio,
c u a n d o se t r a t a de l o s m e d i o s de convertir a
l o s h o m b r e s á la fe.
43. S a n G r e g o r i o , o b i s p o de Nazianzo
hace o b s e r v a r que a l g u n o s h o m b r e s han pa
sado l e n t a m e n t e y p o c o á p o c o de l a idolatría
á l a fe de las santas E s c r i t u r a s d e l antiguo
T e s t a m e n t o , y en s e g u i d a á la de l a religión
c r i s t i a n a ; y da la r a z ó n de e l l o , diciendo;
« ¿ Y p o r q u é t o d o esto ? D i o s lo h a permitido
para e n s e ñ a r n o s que nosotros no seríamos
c o n v e r t i d o s p o r la f u e r z a , s i n o p o r l a persua-
sión ; p o r q u e lo que no es voluntario n

humilitate e n i m i u d i c i u m ejus sublatum e s t ) ; liu-


milis , i n q u a m , D o m i n i proeceptum discipulí eju
h u m i l i l a l i s oí'ficiam exsequautur : eos enim misitad
seminandam fidem, q u i n o n cogerent, sed docerent;
nec v i m poleslatis exercereut, sed doctrinam humi-
litatis attollerent E t alibi habet; q a i a cum apos-
toli i g n e m de coelo petera vellent ut consumeret Sa-
maritanos q u i Jesum D o m i u u m intra civilatcmsuam
recipí're n o l u e r u n t , conversas increpavit illos, et
a i t : Nescitis enjus spiritus estis ; ,fi]ius enim hominis
n o n venit animas h o m i n u m p e r d e r é , sed salvare
( S. A m b r o s i u S j comment. i n L u c a m , l i b . 7 , cap.
10).
CAP. XLV. ART. r. 67
puede ser d u r a d e r o : esto es l o q u e se o b s e r v a
en las olas c u a n d o se i n t e n t a d e t e n e r l a s , y e n
las plantas c u a n d o se las q u i e r e d a r u n a d i -
rección contraria á la naturaleza. L o v o l u n -
tario no s o l o es m a s d u r a b l e , sino t a m b i é n
mas s ó l i d o . E s t e ú l t i m o b i e n es e l q u e se d e b e
preferir ; l o d e m á s p e r t e n e c e ú n i c a m e n t e á los
que se a p o y e n s o b r e l a f u e r z a ; e u efecto , l o s
medios de u n a persuasión e s t á n acordes c o n
la j u s t i c i a de D i o s ; la v i o l e n c i a conviene al
poder t i r á n i c o . H e a q u í p o r q u e D i o s no j u z g ó
á p r o p ó s i t o h a c e r b i e n á a q u e l l o s q u e no q u e -
rian r e c i b i r l e , s i n o á los q u e le d e s e a b a n ( 1 ) . »
— Esta d o c t r i n a de san G r e g o r i o N a z i a n z e n o
no necesita de c o m e n t a r i o ; e l l a c o n f i r m a m u y
particularmente todo lo que h e m o s d i c h o c o n -

CO E l i d c u r ? N a m hoc scire refert ut nec v i


turbaremur, sed snam duceremur. Quidqviid enim
coactum est, d i u l u m u m n o n est; i d quod exemplo
suo indicant vel í l a c t u s si v i r e p r i m a l a r , vel plautae
si prsetcr i n g e n i u m suum ílectantiir. V o l u n t a r i u m
autem quod est, tum diuturnins est, t u m ctiam
tutius. E l i l l u d quidem est cogentis ; hoc vero nos-
triim ; tum hoc sequilatis divinas , i l l u d autem ty-
rannicae potestatis. N o n igitar conveuire putabat
^«iis ut invitus benefaceret , sed ut v o l e n l i b u s c o m -
modarct (S. Gregorius ]Naziauzenus, sermone 5 ) .
68 HISTORIA DE LA. INQUISICION ,

t r a los m e d i o s de c o n v e r s i ó n adoptados pot


el S a n t o O f i c i o .
44- O p t a l o o b i s p o m i l e v i t a n o en Africa,
bajo e l i m p e r i o de V a l e n t i n i a n o y de Valente,
e n s u t r a t a d o c o n t r a P a r m e n i a n o , obispo de
la secta de los d o n a t i s t a s , r e c o n o c e que la
v i o l e n c i a es o p u e s t a a l e s p í r i t u de l a religión
c r i s t i a n a , c o m o t o d o l o q u e se o p o n e á la 11.
b e r t a d ; p o r q u e , h a b i e n d o e s c r i t o Parmeniano,
q u e no se p o d i a n o m b r a r I g l e s i a a q u e l l a que
se e n g o r d a c o n l a c a r n e , l a y c a r n e de los hom-
bres. Optato r e c o n o c e l a v e r d a d de esta pro-
p o s i c i ó n , y sostiene s o l a m e n t e q u e no puede
a p l i c a r s e á la I g l e s i a católica. « L a Iglesia
( d i c e ) t i e n e m i e m b r o s m u y d i f e r e n t e s , á sa-
b e r , o b i s p o s , p r e s b í t e r o s , d i á c o n o s , minis-
t r o s , y en fin l a c o m u n i d a d de los fieles. De-
c i d n o s , ¿á c u á l de estas clases p r e t e n d é i s diri-
g i r los c a r g o s que h a c é i s á la I g l e s i a ? Designad
un ministro , nombrad un d i á c o n o , indicad
un p r e s b í t e r o ; haced ver que un obispo ha
c o n s e n t i d o e n lo q u e v o s d e c í s ; p r o b a d que
alguno de n o s o t r o s h a p u e s t o l a z o s entre vos-
otros. ¿ Donde hallaréis un hombre que o!
h a y a p e r s e g u i d o ? ¿ C o m o p o d r é i s d e c i r y pro-
bar que nosotros hayamos perseguido d uno
s o l o de los v u e s t r o s (1) ? — S e p u e d e o b s e r j

(i) Parmentanus dixerat •• Ñ e q u e enim ccclesU


CAP. XLV. AftT. !] 69

que O p t a l o 6« m a n i f i e s t a a c o i d e e n su r e s -
puesta c o n su a d v e r s a r i o , sobre l a d o c t r i n a
que c o n d e n a e l e s p í r i t u s a n g u i n a r i o en los m i -
nistros de l a I g l e s i a ; p o r q u e él p r e t e n d e h a c e r
a p o l o g í a de su p a r t i d o refutando los h e c h o s
que P a r m e n i a n o le h a b i a i m p u t a d o .
íxb. San Juan C r i s ú s t o m o , en e l sermón
sobre el a n a t e m a , e s t a b l e c e e l m i s m o p r i n c i -
p i o ; y d e c l a m a c o n f u e r z a c o n t r a los q u e p e r -
siguen á los h e r e j e s , d e n u n c i á n d o l o s á los
j u e c e s ; y a ñ a d e c a s i a l fin de su s e r m ó n : « E s
menester refutar y anatematizar los dogmas
i m p í o s que los h e r e j e s pretenden propagar;

dici potest quao ernentis morsibus pascitur, et sanc-


lorum sanguine et carnibus opinatur... Optatus m i -
levitams respondet: Certa m e m b r a sua habet eccle-
sia, episcopos . presbyteros , diáconos , ministros, et
tmbam fidelium. D i o c u i gencri b o m i n n m i n eccle-
sia hoc possit adscribi quod objicorc voluísti. Spe-
cialiter nomina aliquem m i n i s t r u m ; ostende aliquem
diaconum nomine suo ; i n d i c a boc ab aliquo fac-
tutnesse presbytero ; proba hoc episcopos admisisse;
doce aliquem nostrum c u i q a a m insidiatum esse.
Quis noslram quemquam persecutus est ? Q u e m a
nobis persecutum esse aat dicere poteris , aut p r o -
bare? (S. Optatus Milevitanus , lib. 2 contra Parnu;-
nianum et donatistas).
70 HISTORIA DE LA INQUISICION,

p e r o es m e n e s t e r t a m b i é n p e r d o n a r ii loshoro-
bres sus e r r o r e s , y r o g a r á D i o s p o r su con-
v e r s i ó n (1). » — M e parece i m p o s i b l e conci-
l i a r esta d o c t r i n a c o n e l m o d o de o b r a r del
t r i b u n a l de la I n q u i s i c i ó n .
46. S a n G e r ó n i m o , p r e s b í t e r o y doctor de
la I g l e s i a , h a b i e n d o o b s e r v a d o que los arríanos
hablan perseguido m u c h o á l o s c a t ó l i c o s en
tiempo del e m p e r a d o r C o n s t a n c i o , y que mu-
chos de estos ú l t i m o s h a b i a n a b r a z a d o la here-
j í a p o r t e m o r de l a p e r s e c u c i ó n , a d o p t ó el sis-
t e m a de ser n e c e s a r i o s u f o c a r l a m a l a doctrina
p o r t o d o s los m e d i o s p o s i b l e s , a u n p o r e l casti-
go de a q u e l l o s q u e la p r o p a g a s e n , c o u t a l que
n o se les h i c i e s e m o r i r y q u e se trabajase para
convertirlos. E n su c a r t a 62 á T h e o f i l o , con-
tra Juan de J e r u s a l e m , d i c e : « L a I g l e s i a de
J e s u c r i s t o se h a e s t a b l e c i d o d e r r a m a n d o su san-
gre y s u f r i e n d o ; p e r o no h a c i e n d o i n j u r i a s : ha
c r e c i d o c o n las p e r s e c u c i o n e s ; los m á r t i r e s han
h e c h o su g l o r i a . » E n sus c o m e n t a r i o s sobre el

(i) D o g m a t a i m p í a , et quse ab hajrelicis profeta,


arguere et anathematizare oportet ; h o m i n i b ü s au-
tem parcepdum , et pro salule ipsorum orandum
( S. Joannes Ghrysoslomu& i u sermone de Aiiatlwai.
circa finem ).
CAP. XLV.—ART. I. 71

c a p í t u l o 13 d e l E v a n g e l i o de san M a l e o (donde
e?plica la p a r . i b o l a de la z i z a ñ a ) d i c e : «El q u e
pobierna nna I g l e s i a d e b e v e l a r á que e l e n e -
m i g o no s i e m b r e la z i z a ñ a , es d e c i r l a h e r e j í a ,
aprovechando el d e s c u i d o del p r i m e r pastor;
pero las p a l a b r a s : « p o r m i e d o de que a l a r r a n c a r
la zizaña no a r r a n q u é i s t a m b i é n e l t r i g o » nos
e n s e ñ a n que es m e n e s t e r d e j a r l a p u e r t a a b i e r t a
á la p e n i t e n c i a a n t e s de e s c o m u l g a r á n u e s t r o
hermano; porque aquel que h o y está p e r v e r t i -
do por los m a l o s p r i n c i p i o s , t a l v e z se a r r e p e n -
tirá m a ñ a n a , y s e r á u n d e f e n s o r de l a v e r d a d
(1).» E l c o n j u n t o d e e s t o s t e x t o s de san G e r ó -
nimo p r u e b a q u e es el e s p í r i t u de p a c i e n c i a ,

(i) Fundendo sanguinem et patiendo m a g i s q u a m


faciendo contumelias. Christi fundata est ecclesia.
Persecutionibus crevit, martyriis coronata est. S.
Hieronymus epist. 62 ad Theopliilum. Quamobrcm
non dormiat q u i e c c l e s i a í p r a í p o s i t u s e s l , neper i l l i u s
ncgligeníiam inimicus homo superseminet zizania,
lioc est haerelicomm dogmala. Q n o d aulcm d i c i t u r ,
iVe forté colligentes ztzaniaercedicetis simul et framen-
í«»!,datur locuspseuitentiaeetmonemur ue citó ampu-
temus fratrem: quia íieri potest ut ille q u i hodie no-
iio depravatus est dogmate, eras recipiscat, et defen-
deré incipiat veritatem {Idem S. Hioronvmus i n
Evang. seo. Math. cap. i 3 . ) -
72 HISTORIA DE t A INQUISICION ,

de d u l z u r a y de b o n d a d el q u e d e b e dominar
en la I g l e s i a ; y q u e n i e l r i g o r n i l a violencia
s o n m e d i o s l í c i t o s de s o s t e n e r l a r e l i g i ó n , ni de
e s t e n d e r su i m p e r i o .
47. San Agustín profesó dos opiniones
d i f e r e n t e s , s o b r e las c u a l e s c o n v i e n e disttnam
los t i e m p o s . A n t e s de las v i o l e n t a s turbulen-
cias que los d o n a t i s t a s e s c i t a r o n e n la Iglesia
(y q u e se p u e d e n l e e r en la h i s t o r i a eclesiás-
t i c a ) este santo d o c t o r p e n c a b a que s o l ó s e de-
b i a n a t r a e r los h e r e j e s p o r l a p e r s u a s i ó n , yno
c a s t i g a r su r e s i s t e n c i a s i u o c o n l a escomunioa
P e r o c u a n d o v i ó el s e n o de l a I g l e s i a despeda-
z a d o p o r los d o n a t i s t a s , a p r o b ó l a s leyes que los
e m p e r a d o r e s h a c i n n p u b l i c a r c o n t r a los herejes;
y c r e y ó q u e s e r i a ú t i l c a s t i g a r l o s , c o n tal qus
l a s e v e r i d a d no l l e g a s e á la pena de muerte,
aunque hubiera sido establecida por una lej
de D i o c l e c i a u o e n 2 9 6 , r e n o v a d a p o r Teodo-
sio e n 382 c o n t r a m a n i q u e o s , y p o r otros prínci-
pes c o n t r a l o s m i s m o s h e r e j e s . A estos último!
d e c i a san A g u s t í n : « ¡ Q u é c r u e l e s s o n c o n voso-
t r o s l o s que i g n o r a n c u a n t a d i f i c u l t a d hay et
h a l l a r l a v e r d a d y e v i t a r e l e r r o r ! ¡ C u a n difíci
es o b t e n e r l a v i c t i m a sobre las fantasmas de»
c a r n e p o r l a t r a n q u i l i d a d de u n p i a d o s o senti-
m i e n t o ! ¡ C u a n t o s esfuerzos c u e s t a c u r a r losojoí
del h o m b r e i n t e r i o r , á fin de que p u e d a ver al
CAP. XLV. ART. I. 73
sol que debe i l u m i n a r l e ; n o e l sol m a t e r i a l q u e
vosotros a d o r a i s ( a u n q u e él l u z c a p á r a las bestias
lo m i s m o que p a r a los h o m b r e s ) , s i n o a q u e l de
quien el P r o f e t a h a d i c h o : E l s o l de j u s t i c i a h a
salido para m i , e l m i s m o d e l c u a l e l E v a n g e l i o
quiere h a b l a r , c u a n d o l e e m o s en é l : H a b l a u n a
verdadera l u z q u e i l u m i n a á t o d o h o m b r e q u e
viene á e s l e m u n d o . ¡ Q u é c r u e l e s s o n c o n v o -
sotros a q u e l l o s q u e no saben cuantos suspiros
y l á g r i m a s cuesta e l c o n o c i m i e n t o de D i o s , p o r
ligero que se q u i e r a t e n e r ; y todos a q u e l l o s en
fui que no h a n c a l d o j a m á s eo l o s e r r o r e s que
os han s e d u c i d o ! E n c u a n t o á m í , q u e n e c e s i t é
de tantos esfuerzos y a ñ o s p a r a l l e g a r á c o n o c e r
la sencillez de l a e s e n c i a de D i o s , s i n m e z c l a
de v a n a s f á b u i a s , no p u e d o a b s o l u t a m e n t e tra-
taros coa r i g o r . Y o debo t o l e r a r o s y m o s t r a r -
me tan paciente c o n r e s p e c t o á v o s o t r o s , c o m o
mis vecinos lo f u e r o n c o n m i g o m i e n t r a s tanto
que y o era uno de los mas v i o l e n t o s y c i e g o s
sectarios de v u e s t r o s dogmas.
E n las c u e s t i o n e s s o b r e el E v a n g e l i o de san
M a t e o , el m i s m o S a n t o d i c e : « E l p a d r e de fa-
m i l i a s , h a b l a n d o á sus c r i a d o s , n o les d i j o :
os m a n d a r é en el tiempo de l a cosecha coger l a
u z a ñ ü , sino j o m a n d a r é á los segadores. Esta
observación nos p r u e b a que el recoger l a 7.1-
íaña para q u e m a r l a es u n m i n i s t e r i o t o t a l -
TOMO v i i i . 7
ll\ HISTORIA. DE LA INQUISICION ,

m e n t e d i v e r s o , y q u e no hay u n solo hijo de k


Iglesia que pueda creerse autorizado p a r a ejercer,
lo. » — D e s p u é s e l m i s m o D o c t o r d e c i a en sw
Retractaciones: H e c o m p u e s t o dos libros inti,
t u l a d o s , C o n t r a los D o n a t i s t a s . E n el primerc
he a n u n c i a d o q u e y o no p o d í a a p r o b a r quelo¡
c i s m á t i c o s fuesen f o r z a d o s á v o l v e r á entrai
en e l s e n o de l a I g l e s i a p o r e l t e m o r de la
p e n a s q u e p u e d e i m p o n e r l e s l a a u t o r i d a d se-
cular. Esta medida me disgustaba entonces,
p o r q u e l a e s p e r i e n c i a no m e h a b i a enseñadt
t o d a v í a cuanto m a l podia causar su impuni'
dad, n i c u a n ú t i l les s e r i a ser a t r a í d o s poi
la severidad del gobierno. »
L a m u t a c i ó n e f e c t u a d a en la o p i n i ó n de sai
Agustín no le i m p i d i ó e s c r i b i r á D o n a t o , pro
c ó n s u l de A f r i c a , l o q u e s i g u e : « Viendo le-
y e s y j u e c e s tan t e r r i b l e s c o n t r a los donatis-
t a s , d e s e a m o s q u e los h e r e j e s sean corregido:
p o r l o s castigos , á fin de que e v i t e n las pena:
e t e r n a s ; p e r o no p e d i m o s que se les castigü'
con la pena de m u e r t e . N o s o t r o s aprobanift
q u e h a y a s e v e r i d a d r e s p e c t o á e l l o s ; pero I
q u e su r i g o r se q u i e r a e s t e n d e r hasta entrega'
los al ú l t i m o suplicio , a u n q u e lo hayan me-
r e c i d o : c a s t i g a d sus p e c a d o s , pero dejad ^
v i r á los p e c a d o r e s , á fin de que se arreple11
t a n . . . . V u e s t r a p r u d e n c i a os debe hacer ob1
CAP. XLV. — A B T . H 75

servar q u e los e c l e s i á s t i c o s son los ú n i c o s q u e


d e n u n c i a n l o s escesos de l o s d o n a t i s t a s ; p e r o
si vosotros o r d e n á i s q u e se l e s h a g a m o r i r , n o -
sotros c e s a r é m o s de s e ñ a l á r o s l o s , á fin de q u e
no se p u e d a d e c i r que m u c h o s de e l l o s h a n
perdido la v i d a p o r efecto de n u e s t r a s dela-
ciones ; y e n t o n c e s los d o n a t i s t a s redoblarán
su o s a d í a p a r a p e r d e r n o s , y nos v e r é m o s o b l i -
gados á r e c i b i r v o l u n t a r i a m e n t e la m u e r t e de
sus propias m a n o s , p o r no t e n e r p a r t e en su
ruina d e l a t á n d o l o s á yuestro t r i b u n a l . (1). »

(i) lili in vos soeviant qui uesciunt cum quo la-


bore verum imeniatur et quam difficile caveantur
errores, lili i n vos ssevianl qui ncscinnt qnhm rariim
et arduum sit carnaliá phanlasmala pise mentis sere-
mtate superare. lili in vos sseviant qui nesciunt cum
(jiianta cliííicultate sauetur oculusinterioris hominis,
ut possil intneri solem suum, non istum quem vos
colitis ccelesti corpore oculis carueis et hominum et
pecorum fulgenlem atcjue radiaulcm , sed illum de
quo scriptum est per Prophetam: Orlas est mihi sol
justtttce ; et de quo diclum est in E t a n g é l i o : E r a t lu-
men verum quod illuminat omnem hominem venientem
" i hurte mundum. l i l i in vos saeviaut qui nesciunt qui»
^us su8piriis et gemitibus fiat ut eo quanüdacv.mque
parle possit intelügi Deus. Postremo illi in vos SEC-
Vlant qui nullo tali errorc decepti sunt quali vos de-
76 HISTORIA DE LA INQUISICION,

— H e a q u í la a u t o r i d a d m a s t e r m i n a n t e y mas
decisiva q n e se p u e d a o p o n e r á los procedí-
m í e n l o s del Santo Oficio ; porque es precisa-
m e n t e l a de san Agustín , del autor que los

ceptos vident. Ego autem q u i d i u multnmque jac'


ta tus t á n d e m perspicere potui quit s i l illa sinceritas
quae sine iuanis fábulas narrat.ione percipitur... Sas
vire i n vos omnino n o n possum , quos (sicut meip-
sum i l l o temppre) ita nono debeo suslinere et tanlá
palieulia vobiscum agere quanta mecxim egerunt
p r o x i m i m e i , c ü m i n veslro dogma le rabiosas etcse-
cus errarem. S.Augustinus epist. ad Manichseos con-
tra Fundameivtum, cap. 2. C i i m ad servos loquere-
tur palor familias, n o n ait: i n tempere messis dieas
vobis colligile p r i m ü m z i z a n i a , sed c/tcam (inquiti
messoribus. Unde i n t e l l i g i t u r c o l l i g e n d o r u m zizanio-
r u m ad comburendum alia esse minisleria , nct
quemquam ecclesi» fdium d e b e r é arbitrari ad st
hoc officium pertinere. Idem S. Auguslinus in libri
Q u a i s t i o n u m E v a n g e l i i s e c u n d ü m M a l i i t e u m cap. líü.
Sunt d ú o l i b r i mei quorum litulus est Contra parte»
Donati. I n quorum p r i m o l i b r o dixi non mihi pl1'
cere ullius sajcularis potestalis Í m p e t u schismatico!
ad communiones violenter ai'clari. Etverc tune miü
non placebat quia n o n d u m expertus eram velqu311'
t ü m m a l i eorum auderei impunitas , vel quántume11
i n melius mulandis conferre posset diligentia dis»
plinaj. Idem i n l i b . 2 Retraclationum , cap. 5. &
GAP. X L V . — ART. 1. 77
apologistas de este t r i b u n a l c i t a n c o n p r e d i l e c -
cioi) p a r a p r o b a r q u e e l c a s t i g o de los h e r e j e s
nada tiene de c o n t r a r i o a l e s p í r i t u de s u a v i -
dad que c a r a c t e r i z a l a r e l i g i ó n c r i s t i a n a . E n s u
sistema e s t á n o b l i g a d o s á c o n v e n i r q u e l a o b l i -
gación de d e n u n c i a r á los h e r e j e s es i n j u s t a y
opuesta á la o p i n i ó n de san A g u s t í n , p o r q u e
los delatores i g n o r a n si e l d e l a t a d o s e r á c o n -
denado á la r e l a j a c i ó n , y c o n s i g u i e n t e m e n t e
á la pena de m u e r t e ; ellos se h a l l a n e n el c a s o
previsto p o r e l o b i s p o de H i p p o n a , e n q u e se
debe d e c i d i r á m o r i r antes q u e d e l a t a r . P o r

occasione terribilinm judicium ac legum ne in aeler.


ni judicii peonas incidant corrigi eos cupimus, non
necari. Nec disciplinam circa eos negligi Yolnmus':
nec suppliciis qnibus digni sunt excrceri. Sic igitur
eorum peccala compescc , ul sint quos poeniteat pec-
case.... Ulud queque prudeniia tua cogitet qnod cau-
sas ecelesiaslioas insinuare vobis uemo prceler ecle-
siásticos enrat. Proinde si occidendos in bis sceleri-
bus homines putaveriüs, delerrabitis nos ne per ope-
ran) nostram ad veslrum judicium aliquid perveniat,
quo comperlo illi in nostram perniciem licentiore
audacia grassabuntur necessitale nobis impacta et in-
dicia ut eliam occidi ab eis eligamus priüs qnam
eos occidendo veslris judiciis ingeramus [Idem, ep
M " , ad Donatum proconsulem Jfricae).
78 HISTORIA DE t A INQUISICION ,

o t r a p a r t e , es fácil v e r q u e l a p r i m e r a y inas
a n t i g u a o p i n i ó n d e l santo D o c t o r era la de otros
p a d r e s de la I g l e s i a ; y q u e si é l l a modificó,
no f u é sino por u n caso p a r t i c u l a r , cuando
TÍÓ á los d o n a t i s t a s perturbar l a tranquilidad
p ú b l i c a y p e r s e g u i r á los c r i s t i a n o s ortodoxos,
l o que n o s hace p e n s a r q u e san A g n s t i n no se
h a b r i a j a m á s s e p a r a d o de su p r i m e r a opinión
s i n las c i r c u n s t a n c i a s de que se t r a t a ; y que
aun suponiendo que hubiese renunciado á
ello , h a b r i a aconsejado siempre que no se
castigase s i n o c o n l a e s c o m u n i o n p u r a y sim-
p l e á l o s h e r e j e s q u e no h u b i e s e n perturbado
la t r a n q u i l i d a d p ú b l i c a .
Zi8. E l C o n c i l i o n a c i o n a l de E s p a ñ a , cele
b r a n d o e n E l v i r a de A n d a l u c í a , e n e l a ñ o 303
m o s t r ó t a n t a s u a v i d a d c o n r e s p e c t o á los cris
t i a n o s q u e i n c i d i a n en l o s e r r o r e s dogmáticos
c o m o a v e r s i ó n á los delatores. E n e l c a n . 22
establece q u e : « S i u n c a t ó l i c o a d o p t a la here
jia y vuelve después á la I g l e s i a , se le de1
berá recibir, p o r q u e él h a b r á r e c o n o c i d o su
pecado; hará penitencia d u r a n t e d i e z años,
y d e s p u é s de este t i e m p o se le c o n c e d e r á la
c o m u n i ó n . S i a l g u n o h u b i e s e sido i n s c r i t o en
la herejía e n su i n f a n c i a , c u a n d o entre en el
seno de l a I g l e s i a se le r e c i b i r á s i n peniten-
cia.» P o r el canon l\6: « S i u n c a t ó l i c o (des-
CAP. XLV.—ART. I. 79

pues de h a b e r a p o s t a t a d o y p a s a d o muchos
años s i n f r e c u e n t a r l a I g l e s i a ) vuelve sin h a -
ber sido i d ó l a t r a , será admitido á hacer p e -
nitencia p o r e s p a c i o de d i e z a ñ o s , y r e c i b i r á
en seguida la c o m u n i ó n . » E n e l c a n o n 7 3 , se
d i c e : « S i u n c a t ó l i c o se h a c e d e l a t o r , y al-
guno ha sido c o n d e n a d o á m u e r t e ó p r o s c r i t o
por efecto de su d e l a c i ó n , se le n e g a r á l a c o -
munión aun en el artículo de la m u e r t e ;
pero se le c o n c e d e r á d e s p u é s que h a y a hecho
penilencia c i n c o a ñ o s si su falta s o l o h a t e n i -
do p e q u e ñ a s c o n s e c u e n c i a s . E n este último
caso, si el d e l a t o r es c a t e c ú m e n o , se le b a u t i -
zará d e s p u é s de c i n c o a ñ o s de p e n i t e n c i a ( 1 ) . »
— Yo no no sé c o r n o los i n q u i s i d o r e s c o n c i l i a -
rán este ( i l l i m o c a n o n c o n e l p r i n c i p i o q u e les
hace i m p o n e r á los c r i s t i a n o s l a o b l i g a c i ó n de

(i) Si quis de catholica ecclesia ad haeresim


Iransilum fecerit, rursusque ad ecclesiam recurrerit»
placuit luiic poeniteiiliain non esse denegandana, eo
quod cognoverit peccatum sunm ; qui eliam deccm
annis agat pouiilenliain , cui post decena anuos
pnestari communio debet. Si veró infantes fue.
nnt transducti, quód non vitio suo peccaverint, in
cunctanler recipi debeant. Siquis fidelis apostata per
•nmnta témpora ad ecclesiam non accessci'it, si
Umen aliquando fuerlt revcrsus, neo fueril ido-
80 HISTORIA. DU LA IKQUlSICICm,

delatar bajo p e n a de censuras. C u a n d o san


Agustín a d o p t ó nuevos sentimientos sóbrela
m a n e r a de t r a t a r á los berejes creyó que era
p e r m i t i d o d e l a t a r á los d o n a t i s t a s , á pesar de
los c á n o n e s del Concilio de E l v i r a , porque
ellos p e r t u r b a b a n l a t r a n q u i l i d a d d e l estado
p e r s i g u i e n d o á los c a t ó l i c o s ; p e r o los inqui-
sidores no l i m i t a n á este s o l o caso el manda-
miento que ellos i m p o n e n . Ellos están tan
lejos de a d m i t i r s e m e j a n t e r e s t r i c c i ó n , que
pretenden, decretan y hacen p r e d i c a r queei
padre, l o s h i j o s , los e s p o s o s y los hermanoi
e s t á n s o m e t i d o s á la o b l i g a c i ó n de deniinciam
unos á otros.
A9. Y o b a b r i a p o d i d o e n g r o s a r e l númert
de pasajes que he sacado de los escritos di
l o s p a d r e s de los p r i m e r o s s i g l o s de la Iglesia,
y h a b l a r de los esfuerzos que h i c i e r o n oW

latra^ post decem armes p l a c i ú t e u m .communionei


accipere. Delator si quis extiterit fidelis el per delatio
nem ejus aliquis fuerit proscriptus vel iiilerfeetus
placuit e u m neo i n fiuem accipere cominunioneB
s i levior causa f u e r i l , inira quinquenniutn acciptf
poterit c o m m n n i o n e m . S i c a i b e e n m e í m s fuerit po-
q u i n q u e n n i i tempera admiltatur ad baptismuit
(Cpncilium E l i b e r a i t a n u m , en. 3 2 , 4*5, 75).
CAB. XLV. ART. I. 81
sugeto? i g u a l m e n t e c é l e b r e s p o r sus l u c e s y s u
santidad, d u r a n t e esta h e r m o s a é p o c a de l a
religión, para arrancar de l a p e r s e c u c i ó n ó
á lo m e n o s de la p e n a de m u e r t e á muchos
herejes. P e r o m e ha p a r e c i d o i n ú t i l multipli-
car las a u t o r i d a d e s de esta e s p e c i e ; he d i c h o
|o bastante p a r a c o n v e n c e r á los q u e l e a n de
buena fe esta h i s t o r i a de q u e se e n c u e n t r a l a
oposición m a s f o r m a l e n t r e e l s e n t i d o de l o s
textos que he c i t a d o y los p r o c e d i m i e n t o s d e l
Santo O f i c i o . E n cuanto á las p e r s o n a s q u e
leerán estas autoridades con preocupación
en favor de l a i n t o l e r a n c i a c i v i l , t o d o l o q u e
yo a ñ a d i e s e n o a d e l a n t a r l a su c o n v e r s i ó n . L e s
p r o p o n d r é s o l a m e n t e las s i g u i e n t e s c u e s t i o n e s .
50. S i v o s o t r o s h u b i e s e i s v i v i d o en los t r e s
primeros s i g l o s d e l c r i s t i a n i s m o , en algún
punto del i m p e r i o r o m a n o , e n d o n d e l a r e l i -
gión c r i s t i a n a e r a a n t a g o n i s t a de l a d e l e s t a d o ,
¿habríais v o s o t r o s aprobado que l o s g e n t i l e s
ordenasen d e l a t a r á los c r i s t i a n o s a n t e e l p r o -
cónsul de l a p r o v i n c i a ? ¿ H a b r í a i s aplaudido
que se e m p l e a s e n contra ellos los t o r m e n t o s ,
la cuestión y m i l otros medios violentos,
para o b t e n e r de e l l o s l a c o n f e s i ó n de lo q u e
querian ocultar? ¿Habríais h a l l a d o j u s t a su.
prisión y su e n c i e r r o sin comunicación el
oías r i g o r o s o ; l a p r o h i b i c i ó n h e c h a á estos
82 HISTOUIA DB LA INQTJISICION,

d e s g r a c i a d o s de v e r á u n p a d r e , á u n a madre,
á un esposo, á u n a esposa, á los hermanos,
hermanas é h i j o s ; c o m u n i c a r c o n u n procu-
r a d o r , c o n u n a b o g a d o , c o n u n consultor ó
c o n c u a l q u i e r a o t r a p e r s o n a ? ¿ H a b r i a i s h;illa.
do b u e n o que se h u b i e s e h e c h o u n misterio
de las piezas de sus p r o c e s o s , de los nombres
y d é l a s relaciones d é l o s d e n u n c i a d o r e s , de
los de l o s testigos , de los p a p e l e s , de las
cartas, y de otras piezas d e s t i n a d a s á debili-
tar la s u p o s i c i ó n délos crímenes que seles
i m p u t a b a n ? V o s o t r o s h a b r í a i s pensado como
los p a d r e s de la I g l e s i a , c u y a o p i n i ó n habeii
visto.
51. T a l vez los h o m b r e s de q u i e n e s habií
hallarán una d i f e r e n c i a p r o d i g i o s a entre los
dos casos, y dirán: L a religión cristiana,
católica, apostólica, romana, es la religión
v e r d a d e r a ; p o r c o n s i g u i e n t e no p u e d e tran-
s i g i r c o n las o t r a s ; y p o r esta consideración,
debe ser i n t o l e r a n t e á fin de n o aprobar el
e r r o r . P e r o los q u e p e n s a r e n a s í , acuérdenit
de lo q u e a c a b o de r e f e r i r de san Agustin,
sobre l o s m a n i q u e o s , y s o b r e t o d o de lo qm
d i c e S a l v i a n o de Marsella, en su escelenle
tratado á e E l Gobierno de D i o s , hablando*
los a r r í a n o s : « E l l o s son herejes ( d i c e ) , per(l
no c r e e n s e r l o ; s o n l o e n n u e s t r o concepíd
CAP. XtV. ART. ff 83
no á sus p r o p i o s o j o s : se c r e e n tan c a t ó l i c o s ,
que nos a p l i c a n l a c a l i f i c a c i ó n sonrojosa de
herejes : a s í n o s o t r o s s o m o s para ellos lo que
ellos son p a r a n o s o t r o s . C r e e m o s q u e i n j u r i a n
á Dios H i j o c u a n d o dicen que es i n f e r i o r a l
Padre; p i e n s a n ellos que nosotros ofendemos
a Dios P a d r e cuando snstenemos que Dios
Hijo es i g u a l a é l . L a v e r d a d e s t á e n n o s o t r o s ,
pero se i m a g i n a n t e n e r l a de su p a r t e . E n t r e
nosotros D i o s es h o n r a d o ; e n t r e e l l o s es h o n -
rar la D i v i n i d a d e l p r o f e s a r su c r e e n c i a ; e l l o s
no hacen l o que l a r e l i g i ó n o r d e n a , p e r o p e r -
manecen a d i c t o s á su d o c t r i n a ; es e n su o p i -
nión l l e n a r los deberes que la religión nos
impone: ellos son i m p í o s , c r e y e n d o poseer la
verdadera p i e d a d ; e l l o s e s t á n en el e r r o r , p e r o
con buenas intenciones, porque están lejos
de odiar al Señor, y en l o q u e h a c e n creen
honrarle y a m a r l e . A u n q u e e l l o s n o t e n g a n l a
verdadera fe, c r e e n q u e su s e n t i m i e n t o e n c i e r -
ra la perfecta c a r i d a d d i v i n a . D i o s solo puede
saber c o m o e l l o s s e r á n c o n d e n a d o s en e l ú l t i -
mo juicio p o r e l e r r o r q u e h a n a b r a z a d o . H a s -
ta aquel m o m e n t o Dios nos recomienda la
paciencia c o n r e s p e c t o á e l l o s , p o r q u e ve q u e
si estos h o m b r e s h i e r r a n e n l a fe es p o r efec-
to de u n s e n t i m i e n t o r e l i g i o s o ( 1 ) . » — L a d o c -

(>) Haereüci s u n t , sed n o n scienles. Denique


84 HISTORIA DE 1A INQUISICION,

t r i n a de S a l v i a n o d e b e a b r i r los ojos á l o s a p o -
l o g i s t a s de l a I n q u i s i c i ó n ; y si se verifica este
c a m b i o en sus i d e a s , no o l v i d a r á n en su con-
d u c t a este p r e c e p t o de J e s u c r i s t o , sacado de
la ley natural: «N'o d e b e m o s hacer contra
otro lo que no q u i s i é r a m o s h i c i e s e n contra
nosotros mismos.

apud nos sunt h í e r e l i c i , apud se n o n SUut: nam in


tantum se calholicos esse iudicant ut nos ipsos titulo
haíretise appellatioms infament. Q u o d oi go illi no-
bis sunt, et hoc nos illis. Nos eos iujuriam divinie
gencrationi faceré certi su'mus , quod miaorem pa-
ire filium d i c a n t : i l l i injuriosos nou patri existimanl
qnia aequales eos esse credamus. Veri l as apud nosesi;
sed i l l i apud se esse prajsinnunt. Honor Dei apnii
nos est; sed i l l i hoc a r b i l r a n l u r honorctn divinitalis
esse quod credunt. Inofficiosi sunt, sed illis hoc esl
s u m m u m religiouis oíficium. I m p i i sunt, sed lioc
putant veram esse pietatem. E r r a u t e r g o , sed bono
animo errant; n o n o d i o , sed affectu D e i ; honorarí
se D o m i n u m , et amare credentes. Quanms non
habeant rectam fidem , i l l i tamen hoc períectam »
timant D e i charitatem. Q n a l i l e r pro hoc ipso falsí
opinionis errore i n die j udicii p u u i e u d i s i n t , nullu1
scire potest nisi judex. I n t e r i m , i d c i r c o e i s , utreor,
patieutiam Deus c o m m o d a t , qnia videt eos, els'
n o n rectó credere , affectu tamen pise opinionis er-
rare (Salvianus ; presbyter Massiliensis , de Gube'
naíione Dei, lib. 5).
CAP. X L V I . ' ART. íi 85

Cr\PlTÜLO XLVI.
.»(» mea hu so! -loq m*di'krk m
CALCULO DE "VICTIMAS CON ESPRKSIOIY
CRONOLOGICA DE LOS INQUISIDORES
GENERALES E N CUYOS TIEMPOS SE V E -
RIFICARON.
¡tífica r.hj.uif.fjq el I,; , m k h r p o q dB

ARTICULO I.

ftt Habiendo demostrado en el c a p í t u l o an-


terior cuanto se o p o n e a l e s p í r i t u de J e s u c r i s -
to, de su E v a n g e l i o y de sn r e l i g i ó n , e l e s t a -
blecimiento d e l S a n t o O f i c i o , c o n s i d e r o con-
veniente c o n f i r m a r l a m i s m a doctrina con la
respectiva de u n c u a d r o c i e r t a m e n t e t r i s t e , pe-
ro capaz de ser ú t i l í s i m o p o r las reflexiones
que los filósofos c r i s t i a n o s p o d r á n h a c e r á su
Tlsita. ift >ol (i i ími ..I :. ' •
Calcular e l n ú m e r o de v í c t i m a s de l a I n q u i -
sición es lo m i s m o q u e d e m o s t r a r p r á c t i c a m e n -
te una de las causas m a s p o d e r o s a s y eficaqes
^e la d e s p o b l a c i ó n de E s p a ñ a ; p o r q u e si á l o s
8
86 HISTORIA DE LA INQUISICION ,

m i l l o n e s de p e r s o n a s que le q u i t ó el sistema
inquisitorial, i n f l u y e n d o á l a e s p u l s i o n total
de j u d í o s , m o r o s s u m i s o s y m o r i s c o s bautiza-
d o s , a ñ a d i m o s c e r c a de m e d i o m i l l ó n de fami-
l i a s a r r u i n a d a s p o r los c a s t i g o s d e l S a n t o Ofi-
c i ó , r e s u l t a r á c l a r a m e n t e q u e , s i n la existen-
c i a de su T r i b u n a l y de sus m á x i m a s , h o y ten-
d r í a l a E s p a ñ a d o c e m i l l o n e s mas de personas
s o b r e los o n c e que se le s u p o n e n . L o cierto es
q u e l a e s t e n s i o n d e l t e r r i t o r i o de F r a n c i a esce-
de p o q u í s i m o al de l a p e n í n s u l a de España;
c u y o s u e l o c o n t i e n e m a s h u m u s ó t i e r r a vege-
t a l q u e e l f r a n c é s , y r e c i b e d e l s o l iiifluencias
m a s f a v o r a b l e s á l a v e g e t a c i ó n , c o m o prueban
sus v i n o s , aceites y f r u t a s ; p o r l o que podia
s u s t e n t a r los v e i n t e y o c h o m i l l o n e s de almas
que hay en F r a n c i a y que h u b o en España
c u a n d o su t e r r i t o r i o estaba d i v i d i d o en seis rei-
n o s c r i s t i a n o s de C a s t i l l a , L e ó n , G a l i c i a , Por-
t u g a l , x \ r a g o n y N a v a r r a , y o c h o mahometa-
n o s de T o l e d o , S e v i l l a C ó r d o v a , J a é n , Gra-
n a d a , M u r c i a , Valencia y Badajoz.
No es p o s i b l e s a b e r el n ú m e r o fijo de las
v i c t i m a s de l a I n q u i s i c i ó n en los p r i m e r o s años
d e su e s t a b l e c i m i e n t o . E l l a c o m e n z ó á sacrifi-
c a r l a s en 1 4 8 1 - , e l C o n s e j o de l a S u p r e m a no
e x i s t i ó hasta 11^83; los l i b r o s de su a r c h i v o í
d e los t r i b u n a l e s s u b a l t e r n o s t a r d a r o n mas «
CAP. XLVI. ART. I. 87

formarse; e l I n q u i s i d o r g e n e r a l s e g n i a l a C o r -
te , que no t u v o d o m i c i l i o fijo hasta e l r e i n a d o
de F e l i p e I I ; ios viajes o c a s i o n a r o n el e s t r a v í o
y la p é r d i d a de a l g u n o s p r o c e s o s ; el o r d e n se
fué i n t r o d u c i e n d o s u c e s i v a m e n t e ; y todas es-
tas c i r c u n s t a n c i a s r e u n i d a s nos p o n e n e n la
precisión de sujetarnos ai c á l c u l o q u e debe-
mos hacer p o r combinación de v a r i o s datos
resultantes de p a p e l e s .
M a r i a n a , en la H i s t o r i a de E s p a ñ a , d i c e q u e
los i n q u i s i d o r e s de Sevilla condenaron en
1/|81 á r e l a j a c i ó n , es d e c i r á m o r i r q u e m a -
dos, dos m i l reos ; q u e m a s de otros t a n t o s l o
fueron en estatua p o r estar y a d i f u n t o s ó f u g i -
tivos ; y que d i e z y siete m i l f u e r o n r e c o n c i l i a -
dos. Y a se sabe q u e n o l o e r a n sino c o n g r a v í -
simas p e n i t e n c i a s y penas; e n t r e las cuales
eran seguras la i n f a m i a y l a c á r c e l m a s ó m e -
nos p r o l o n g a d a , y p o r e n t o n c e s casi siempre
la confiscación de t o d o s sus b i e n e s .
Los autos de fe de a q u e l l o s t i e m p o s q u e t e n -
go anotados c o n r e s p e c t o á los t r i b u n a l e s de
Inquisición de Z a r a g o z a y T o l e d o h a c e n c r e e r
que cada u n o de los de p r o v i n c i a i n q u i s i t o r i a l
celebraba c u a t r o a u t o s de fe g e n e r a l e s p o r a ñ o ,
cuando m e n o s ; p o r q u e , reuniendo muchos
denunciados, necesitaban fenecer pronto las
causas, para h a b i l i t a r las c á r c e l e s a l a l o j a m i e n -
88 HISTORIA DE tA. INQUISICION,
to de n u e v o s p r e s o s , y l i b r a r s e de l a manuten-
c i ó n de las p e r s o n a s .
L o s t r i b u n a l e s de p r o v i n c i a se fueron orga-
nizando sucesivamente de m a n e r a , que ha-
b i e n d o sido p r i m e r o el de S e v i l l a , y a en 1/|83
existían l o s de C ó r d o b a , J a é n y T o l e d o ; en
8 5 , los de E s t r e m a d u r a , V a l l a d o l i d y Cala-
h o r r a , M u r c i a , C u e n c a , Z a r a g o z a y Valencia;
e n 8 7 , los de B a r c e l o n a y M a l l o r c a : el de Gra-
n a d a n o se fijó hasta l o s t i e m p o s de Carlos Y;
el de G a l i c i a hasta l o s de F e l i p e I I ; y el de
M a d r i d hasta F e l i p e V , a u n q u e desde muclio
antes r e s i d í a en la c o r t e u n i n q u i s i d o r del tri-
b u n a l de T o l e d o . N o c i t o a q u í los de Canarias,
M é j i c o , L i m a , C a r t a g e n a de A m é r i c a , Sicilia
y S a r d e ñ a , p o r q u e , a u n q u e se h a l l a b a n suje-
tos a l I n q u i s i d o r g e n e r a l de E s p a ñ a y al Con-
sejo de I n q u i s i c i ó n , l l a m a d o de l a Suprema,
solo p u e d o formar c í d c u l o de l a P e n í n s u l a é
islas adjaceutes Baleares.
A n d r é s B e r n a l d e z , h i s t o r i a d o r c o e t á n e o muy
a d i c t o al n u e v o e s t a b l e c i m i e n t o c o m o capellán
del segundo Inquisidor general, dijo en su
historia inédita de los r e y e s c a t ó l i c o s que
desde 1482 á 8 9 , a m b o s i n c l u s i v e , h u b o en Se'
v i l l a m a s de setecientos q u e m a d o s , y mas de
cinco m i l penitenciados. N o h a b l o de aquellos
c u y a s efigies f u e r o n c o n d e n a d a s a l fuego. En
/
GAP. XLV1. ART. I. 89
1481 el n ú m e r o h a b i a s i d o i g u a l al de m u e r t o s
en las l l a m a s ; y o q u i e r o suponer por m i cál-
culo que las estatuas fueron la m i t a d del n ú -
mero de los q u e m a d o s en p e r s o n a ; p u e s a u n -
que m u c h a s veces e r a m a y o r , m e propongo
adoptar el e s t r e m o que d i s t e m a s de l a e x a g e -
raciou. P o r c o n s i g u i e n t e , c a d a a ñ o d é l o s o c h o
citados h u b o en S e v i l l a 8 8 q u e m a d o s en p e r -
sona, M en e s t a t u a , 6 2 5 p e n i t e n c i a d o s , que
hacen entre todos 7 5 7 v í c t i m a s . O t r o tanto p o -
demos c o n j e t u r a r de c a d a u n o de los t r i b u n a -
leí de p r o v i n c i a q u e y a e x i s t i e s e n .
En el c a s t i l l o de T r i a n a , d e s t i n a d o en S e v i -
lla para t r i b u n a l de l a I n q u i s i c i ó n , se p u s o ,
anolo2Zi, una i n s c r i p c i ó n , de la c u a l resulta
que desde Í¿x9'2 ( en q u e f u e r o n e s p e l i d o s de
España los j u d í o s ) hasta aquel a ñ o , hablan
sido casi m i l l a r e s de h o m b r e s los q u e m a d o s ,
y mas de v e i n t e m i l los p e n i t e n c i a d o s en a q u e l
T r i b u n a l . Q u i e r o s u p o n e r q u e s o l o se quema-
ron m i l en p e r s o n a y q u i n i e n l o s e n estatua.
C o r r e s p o n d e n á c a d a u n o de ios 32 que abraza
la i n s c r i p c i ó n 32 m u e r t o s en las l l a m a s , 16
estatuas q u e m a d a s , 62 5 p e n i t e n c i a d o s ; e n t r e
todos , 673 v i c t i m a s . P u d i e r a c o n r a z ó n c a l c u -
lar igual n ú m e r o e n las otras i n q u i s i c i o n e s d e l
reino ; no lo h a r é s i n o de l a m i t a d , suponien-
que las c i r c u n s t a n c i a s de la r i q u e z a d e l r e í -
90 HISTORIA DE LA INQUISICION,
n o de S e v i l l a i n f l u y e s e n á q u e h u b i e s e allí ma9
f a m i l i a s de o r i g e n i s r a e l i t a q u e en otras pro-
vincias.
L o s tres a ñ o s de 1/190 , 9 1 y 9 2 , q u e merllan
e n t r e e l c á l c u l o f o r m a d o p o r e l t e x t o de Ber-
n a l d e z y el p r o d u c i d o p o r l a i n s c r i p c i ó n del
castillo d e T r i a n a , puedeircalcularse por el
n ú m e r o de l o s o c h o a ñ o s p r e c e d e n t e s citados
por B e r n a l d e z ; p e r o n o l o h a r é , s i n o por el
de los treinta y dos s i g u i e n t e s de l a inscrip.
c i o n , p o r q u e su r e s u l t a d o es de n ú m e r o menor
de v í c t i m a s .
B a j o estos datos v o y á f o r m a r l a cuenta de
los d i e z y o c h o a ñ o s p r i m e r o s de l a Inquisi-
c i ó n , a p l i c a d o s a l p r i m e r i n q u i s i d o r general
fray T o m á s de T o r q u e m a d a ; p u e s , aunque
n o se c r e ó e l e m p l e o hasta 1 4 8 3 , se le agregan
este a ñ o y l o s dos p r e c e d e n t e s , p o r h a b e r sido
é l m i s m o u n o de los i n q u i s i d o r e s nombrados
p o r e l P a p a ; y s i n e m b a r g o , p r o c e d e r é distin-
g u i e n d o los a ñ o s h a s t a l a e x i s t e n c i a de los tri-
bunales subalternos de I n q u i s i c i ó n , que se
f u e r o n e s t a b l e c i e n d o s u c e s i v a m e n t e , y hacían
e n e l p r i m e r a ñ o m a y o r n ú m e r o de víctimas
que e n los p o s t e r i o r e s , porqueras personas
perseguidas hablan tenido m e n o s precaución
e n sus p a l a b r a s y e n su c o n d u c t a .
CAP. X L V I . ART. tt 91

Año IZ18I.

No habia t r i b u n a l e n el r e i n o de Castilla,
sino en el de S e v i l l a ; y c o n s t a p o r M a r i a n a que
murieron q u e m a d o s m a s de dos m i l ; q u e o t r o s
tantos s u f r i e r o n e n e s t a t u a la h o g u e r a , por
muerte ó fuga de l o s i n d i v i d u o s , y q u e se r e -
conciliaron d i e z y siete m i l c o n p e n i t e n c i a s y
penas, de s u e r t e q u e las v i c t i m a s de l a s t r e s c l a -
ses llegaron á v e i n t e y u n m i l ; en c u y o n ú m e r o
no entran las q u e h a b r i a e n e l r e i n o de Ara-
gón, donde l a I n q u i s i c i ó n antigua ejercía su
poder.

A ñ o 1ZI82.

Con a r r e g l o á los datos antes i n d i c a d o s , h u b o


en Sevilla 88 q u e m a d o s e n p e r s o n a , 4 4 e n e s -
tatua, 625 p e n i t e n c i a d o s ; las tres clases c o m -
ponen 757 v í c t i m a s . L o s o t r o s t r i b u n a l e s de
Inquisición d e l r e i n o de C a s t i l l a no e x i s t i a n
aun; y los de A r a g ó n , Cataluña, Valencia y
Mallorca p e r t e n e c i a n á l a I n q u i s i c i ó n a n t i g u a .

Año 1483.

Hubo en Se v i l l a , p o r e l c i t a d o c á l c u l o , 88 q u e -
92 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
rnaclos en p e r d o n a , M en e s t a t u a , 6 2 5 peniten-
c i a d o s ; e n t r e las tres c l a s e s , 7 5 7 v í c t i m a s . L a In-
q n i s i c i o n d e C ó r d o b a c o m e n z ó en este año;y
aunque tal v e z las v i c t i m a s i g u a l a r í a n á las de
Sevilla en su p r i m e r a ñ o , s i n e m b a r g o redu-
ciré su número á la d é c i m a parte, porque
resulte mas e l s i s t e m a de m o d e r a c i ó n . Por
c o n s i g u i e n t e s u p o n g o s o l a m e n t e 2 0 0 quema-
dos en p e r s o n a , 200 en e s t a t u a , 1 7 0 0 peniten-
c i a d o s ; e n t r e las tres clases 2 100 v í c t i m a s .
L a de J a é n c o m e n z ó en este a ñ o , , y calculo
sus procesos en igual número de las tres
clases.
L a de T o l e d o t a m b i é n este m i s m o a ñ o , esta-
bleciendo p o r de pronto su t r i b u n a l en nn
p u e b l o de l a p r o v i n c i a de la M a n c h a llamad»
e n t o n c e s V i l l a r e a l , y a h o r a C i u d a d - R e a l . Cal-
c u l o el n ú m e r o de sus v i c t i m a s c o m o en las de
Córdoba y Jaén.
E n t r e l a s c u a t r o i n q u i s i c i o n e s de Castilladel
año 1483, hubo 688 quemados en persona,
6 4 4 en e s t a t u a , 5727 p e n i t e n c i a d o s ; e l número
t o t a l de v i c t i m a s f u é de 7 0 5 7 .

Año 1484.

En Sevilla, 88 de la primera clase, 46 de ^


CAP. XLVÍ. ART. 1. 93

secunda, 6 2 5 p e n i t e n c i a d o s ; e n t r e todas 757


•víctimas.
En C ó r d o b a , c o n f o r m e al sistema de m o d e -
racionque l l e v ó a d o p t a d o , s o l a m e n t e c u e n t o l a
mitad del n ú m e r o de S e v i l l a , es d e c i r M que-
mados en p e r s o n a , 22 en es-tatua, 3 1 2 p e n i t e n -
ciados; e n t r e t o d o s 3 7 8 v í c t i m a s .
En Jaén c o m o e n X ó r d o b a .
En Toledo lo m i s m o .
Entre los c u a t r o tribunales 220 quemados
en persona, 110 e n e s t a t u a , 15G1 p e n i t e n c i a -
dos; entre todos 1 8 9 1 v í c t i m a s .
na gonfiínaiij) ¿ o ¿ olnncdiii s s i h eol a i i n S f -
Año 1485.
, . ^ . ^ í í «<>fcoj OliflS
Serilla t u v o 88 quemados en persona, 44
en estatua, 6 2 5 p e n i t e n c i a d o s ; e n t r e t o d o s 7 5 7
víctimas.
C ó r d o b a , J a é n y T o l e d o , á r a z ó n d e 44 de
la p r i m e r a c l a s e , 22 de l a s e g u n d a , 3 1 2 de l a
tercera; que h a c e n 3 7 8 e n c a d a t r i b u n a l .
Las i n q u i s i c i o n e s d e Valladolid, Estrema-
¿ura, M u r c i a , C a l a h o r r a , Z a r a g o z a y V a l e n c i a
comenzaron este a ñ o , y c a d a u n a t u v o á r a z ó n
de 200 c a s t i g a d o s de l a p r i m e r a c l a s e , 2 0 0 de
la segunda, 1 7 0 0 de la tercera; que hacen
2100.
Entre los d i e z t r i b u n a l e s h u b o 1422 quema-
94 HISTORIA DE LA INQUISICION,
dos e n p e r s o n a , 1 3 1 0 e n e s t a t u a , 1 0 , 2 0 0 peni-
tenciados, que hacen 12,930 victimas.

Año 1486.
•-íK;p •¡;,0'>?> * u r d i i y j f ' ' ab «•isircÍH; Miifi.
S e v i l l a , 8 8 de la p r i m e r a c l a s e , /44 de la se-
g u n d a , 6 2 5 de la t e r c e r a ; e n t o d o 7 5 7 .
C ó r d o b a , J a é n y Toledo, a razón de /i4,y
2 2 , y 3 1 2 ; q u e h a c e n 3 7 8 en cada tribunal.
Valladolid, Llerena, Murcia, L o g r o ñ o , Za-
r a g o z a y V a l e n c i a , c o m o las de C ó r d o b a , Jaén
y Toledo.
E n t r e los d i e z t r i b u n a l e s , 4 8 4 quemados en
p e r s o n a , 242 en estatua, 3433 penitenciadbs;
entre todos 4 1 5 9 .
M ^ c f i o f e i ^ : ns i o f . i m i . w p f d < u; lííitsfí
Año 1487.

S e v i l l a y las otras n u e v e i n q u i s i c i o n e s soo


c o m o en e l a ñ o a n t e r i o r , y t u v i e r o n ¿|8Zi de la
primera c l a s e , 242 de l a s é g u n d a , 3433 (lela
t e r c e r a ; y e n todo 4 1 5 9 c a s t i g a d o s .
L a s de B a r c e l o n a y ftlallorca comenzaron
este a ñ o , p o r lo q u e se c a l c u l a n en cada una
200 de la p r i m e r a c l a s e , 200 de la segunda.
1 7 0 0 de l a t e r c e r a ; q u e h a c e n 2 1 0 0 .
E n t r e l o s d o c e t r i b u a l e s , 8 8 4 quemados en
persona, 642 en estatua, 6833 penitenciados;
CAP XLV1. ART. 1. 95
que hacen 8 3 5 9 v i c t i m a s .
ioliHfi')'0'' :'';! !i,¡i''"'r: o ñ n r.'vt! I
Añol/i88.
!n9iq 9 ^ " ' » 0 !;m1 ! ' 'liut5 " ! •• - !"1fri'' -; V
S e v i l l a , 88 de p r i m e r a c l a s e , M de s e g u n d a ,
625 de t e r c e r a ; en t o d o 7 5 7 .
Las otras o n c e i n q u i s i c i o n e s , á r a z ó n de 44?
y 22, y 3 1 2 ; q u e h a c e n 3 7 8 en c a d a u n a .
E n t r e todos d o c e , 572 m u e r t o s en e l f u e g o ,
286 q u e m a d o s e n e f i g i e , 4 0 5 7 p e n i t e n c i a d o s ;
entre todos 4 9 1 5 v i c t i m a s .

Año 1489.

Las doce i n q u i s i c i o n e s t u v i e r o n el m i s m o es-


tado que c u e l a ñ o a n t e r i o r ; y a q u í cesa e l c á l -
culo f o r m a d o p o r los t e s t i m o n i o s d e l c o e t á n e o
Bernaldez y d e l j e s u í t a M a r i a n a .
.U ., •.. 8 . n,:. ^ i r . ¡tohíi.W .p
Año 1490.

S e v i l l a t u v o p o r e l c á l c u l o de l a I n q u i s i c i ó n
del castillo d e T r i a n a 3 2 q u e m a d o s , 16estatuas,
625 p e n i t e n c i a d o s ; que hacen 673 víclimas.
P u d i é r a m o s p r o s e g u i r e l c á l c u l o de B e r n a l d e z ;
pues s e g ú n el texto literal de la inscripción
elde e s t a ñ o d e b i a c o m e n z a r hasta e l a ñ o 1 4 9 3 ,
porque l a e s p u l s i o n de los j u d í o s se v e r i f i c ó e n
96 HISTORIA DE LA INQUISICION,
1 A 9 2 ; p e r o p r e f e r i m o s este al de Bernaldezet
los tres a ñ o s q u e m e d i a n e n t r e l o s dos cálculos,
porque da menor n ú m e r o de v i c t i m a s , y n0j
h e m o s p r o p u e s t o h u i r d e l p e l i g r o dequesepien.
se q u e p r o c u r a m o s exagerar.
L a s otras once i n q u i s i c i o n e s , por el mismo
s i s t e m a de m o d e r a c i ó n , s o n c a l c u l a d a s á razón
de l a m i t a d de S e v i l l a , es d e c i r 16 quemados
en p e r s o n a , 8 en e s t a t u a y 312 penitenciados
en cada u n a .
Los doce tribunales unidos t u v i e r o n 2()S
de l a p r i m e r a clase, 10A de l a s e g u n d a , /|051
de l a t e r c e r a ; q u e h a c e n l \ 369 v í c t i m a s .

Años l A 9 i al U 9 8 .

R i g e e l m i s m o c á l c u l o ; p o r l o que hubo CE
los o c h o ú l t i m o s a ñ o s de T o r q u e m a d a 166/1
q u e m a d o s e n p e r s o n a 8 3 2 e n e s t a t u a , 32,/isfi
p e n i t e n c i a d o s ; q u e h a c e n e n t r e todos SZi, 952
víctimas.

Resúmen.

R e u n i e n d o las p a r t i d a s a n t e c e d e n t e s , restills
q u e l a I n q u i s i c i ó n de E s p a ñ a t u v o en los diet
o c h o p r i m e r o s a ñ o s de su e x i s t e n c i a , bajo l>
d i r e c c i o m de T o r q u e m a d a , 8, 800 castigado*
CAP. XLVI. ART. I. 97
con la pena de m o r i r en las l l a m a s ; 6, 500 e s -
tatuas q u e m a d a s de p e r s o n a s m u e r t a s ó fugi-
tivas; 9 0 , OOZt r e c o n c i l i a d o s c o n d i f e r e n t e s pe-
nas y p e n i t e n c i a s ; entre todo, 105,30A v í c t i -
mas.
En el t o m o 1.° s u e n a m a y o r n ú m e r o , p o r q u e
se c o n t ó como existente la I n q u i s i c i ó n de
Cuenca, en l o que h u b o i n e x a c t i t u d ; pues no
c o m e n z ó c o m o t r i b u n a l s e p a r a d o d e l de M u r -
cia hasta el a ñ o 1 5 1 3 ; yo pudiera sostener
aquella p r o p o s i c i ó n s i n faltar á l a v e r d a d por-
que las v i c t i m a s no d e j a b a n de ser sacrificadas
poique la d i ó c e s i s de C u e n c a fuese distrito
unido al t r i b u n a l de M u r c i a ; p e r o m e he pro-
puesto h a b l a r por tribunales y disminuir el
n ú m e r o de c a s t i g a d o s c u a n t o p e r m i t a n las c i r -
cunstancias.
Si me q u i s i e r a g o b e r n a r p o r l o s a u t o s de fe
d é l a s i n q u i s i c i o n e s de T o l e d o y Z a r a g o z a , t r i -
plicarla el n ú m e r o de v í c t i m a s ; p u e s e n s o l o s
ocho a ñ o s r e s u l t a n c a s t i g a d o s G, 3A1 p o r l o s
inquisidores de T o l e d o , q u e p r o d u c e n á r a z ó n
Je 792 p o r a ñ o , y esto s i n i n c l u i r m u c h a s v i c -
timas de otros a u t o s de fe, q u e h u b o y n o he p o -
dido h a l l a r s i n o c i t a d o s . Z a r a g o z a ofrece c a s i
los m i s m o s d a t o s ; y s i s u p o n í a i g u a l s u c e s o e n
las otras i n q u i s i c i o n e s , r e s u l t a b a c e r c a de d o s
partes mas q u e p o r m i c á l c u l o . N o q u i e r o q u e
9
98 HISTORIA DE LA INQUISICION,
nadie pueda con verdad a f i r m a r que pretend
a b u l t a r los m a l e s .
2 . ° I n q u i s i d o r g e n e r a l Fué D . fray Diego {W
za, religioso dominicano, maestro d e l principi
de A s t u r i a s ü . J u a n , o b i s p o de Z a m o r a , Safc
manca, J a é n , Falencia, finalmente arzobhp;
de S e v i l l a . E j e r c i ó s u e m p l e o d e s d e principio,
de 1ZI99 h a s t a fines de 1 5 0 6 , en q u e renunci
por orden del rey Fernando V, regente di
r e i n o de C a s t i l l a . E n su t i e m p o h u b o las n i
m a s d o c e i n q u i s i c i o n e s que en e l de su anten
sor dentro de la P e n í n s u l a , p o r lo que solí,
m e n t e le c u e n t o p o r a ñ o 2 0 8 q u e m a d o s en pe
sona, 104 en e í t a t u a 4 0 5 7 p e n i t e n c i a d o s , qi:
hacen , Zi, 3 6 9 víctimas ; y multiplicaifc
estos números por ocho a ñ o s , h u v o en si
tiempo 1664 de la p r i m e r a clase , 832 if
l a s e g u n d a , 3 2 , 4 5 6 d é l a t e r c e r a , que hacei
r e u n i d o s 3 4 , 9 5 2 castigados. E n el tomoi.0,®
p i t u l o 1 0 , a r t í c u l o 3 , p á r r a f o 3 , y en mi cari;
á M . de C o u s e r g e s , conté m a y o r númeropt
los p r i n c i p i o s que a d o p t é para e l cálculo. 1
c r e o q u e a q u e l se a c e r q u e m a s á l a verdadt
los hechos; pero prefiero persuadir el 0
m o d e r a d o , que ahora pongo.

3. ° Inquisidor general se c u e n t a el el**


n a l a r z o b i s p o de T o l e d o , D . fray Francisco X
m e n e z d e C i s n e r o s , r e l i g i o s o franciscano. *
CAP. XLVI. ART. I. 9 9
vo el e m p l e o a ñ o 1 5 0 7 y s i g u i e n t e s h a s t a 8 de
noviembre de 1 5 1 7 , en q u e m u r i ó . D u r a n t e es-
te tiempo e s t u v o s e p a r a d o e l d e s t i n o de i n q u i -
sidor general de la c o r o n a d e A r a g ó n , y l o ejer-
cieron p r i m e r o D . fray J u a n E n g u e r a , r e l i g i o -
so d o m i n i c a n o , o b i s p o de V i q u e , d e s p u é s de
Lérida, y e l e c t o de Tortosa. Este m u r i ó en
1513, y le sucedió D. fray L u i s Mercader,
monge c a r t u j o , p o r c u y a m u e r t e , v e r i f i c a d a e n
l / d e j u n i o de 1 5 1 6 , f u é n o m b r a d o e l c a r d e -
nal A d r i a n o de F l o r e n c i o , entonces d e á n de
Lovaina, m a e s t r o de C a r l o s V , d e s p u é s o b i s p o
de Tortosa, y p o r ú l t i m o s u m o p o n t í f i c e r o m a -
no. C r e ó e l c a r d e n a l X i m e n e z de C i s n e r o s , en
1513, un t r i b u n a l de I n q u i s i c i ó n p a r a e l o b i s -
pado de C u e n c a y d i s t r i t o s a g r e g a d o s , d i s m e m -
brando su t e r r i t o r i o d e l de M u r c i a ; e n 1 5 1 G ,
otro para la p l a z a de O r a n e n A f r i c a , y otro
para A m é r i c a en l a i s l a de C u b a . E s t o s dos ú l -
timos q u e d a r á n fuera de n u e s t r o c á l c u l o c o m o
los de C a l l e r , de la i s l a de S a r d e ñ a , y de P a l e r -
mo en la de S i c i l i a .
Las doce i n q u i s i c i o n e s a n t i g u a s de l a P e n í n -
sula p r o d u c í a n p o r l a c u e n t a d é l a inscripción
(le S e v i l l a , y m o d i f i c a c i ó n a d o p t a d a , 2 0 8 q u e -
mados en p e r s o n a por a ñ o , 1 0 4 en estatua,
M ó 7 p e n i t e n c i a d o s , p o r l o c u a l e n los años
(lel507 y siguientes hasta el 1513 inclusive J
100 HISTORIA DE LA INQUISICION,
huvo 1 4 5 6 , de la p r i m e r a c l a s e , 7 2 8 , de la se-
g u n d a , 2 8 , 3 9 9 , de l a t e r c e r a .
ED 1 5 1 4 c o m e n z ó l a I n q u i s i c i ó n de Cuenca;
y c o n a r r e g l o á las b a s e s , l e a s i g n o 200 déla
p r i m e r a , 200 de l a segnncla , 1.700 de la ter-
c e r a ; que u n i d o s á los 2 0 8 , 104 y 4057 de
las otras d o c e inquisiciones antiguas produ-
jeron en aquel a ñ o 408 , 304 y 5757.
E n 1 5 1 5 l a I n q u i s i c i ó n de C u e n c a se cuenli
ya como u n a de las a n t i g u a s c o n solos 16 de
p r i m e r a c l a s e , 8 de la s e g u n d a , 312 de \¡
tercera; q u e a ñ a d i d o s á e l l a s , compusierone!
n ú m e r o de 224 , 112 y 4369.
En 1516 y 1 5 1 7 s u c e d i ó l o m i s m o ; y reu-
nidos los once años del inquisidor geuen
Ximenez de C i s n e r o s , h u b o 2 536 quemados,
1368' efigies , 47,263 p e n i t e n t e s ; en todi
51,167.
E n el t o m o 1.° p á g i n a 3 6 0 , r e s u l t ó majoi

n ú m e r o de q u e m a d o s y varió el número
las v í c t i m a s p o r no h a b e r d i s t i n g u i d o enton-
ces l a é p o c a d e l e s t a b l e c i m i e n t o d e l Tribuni'
de C ó r d o b a . D e b e p r e f e r i r s e p o r moderacioi
el p r e s e n t e .
4.° I n q u i s i d o r g e n e r a l , e l c a r d e n a l Aclriaí'
obispo de T o r t o s a r desde los p r i m e r o s dia'
de m a r z o de 1 5 1 8 ; y a u n q u e f u é elegido pap*
e n 9 de e n e r o de 1 5 2 2 , n o t u y o sucesor ení1
CAP. XLyi. A K T , 1. 101

destino de gefe d e l S a n t o O f i c i o h a s t a fines d e


1522 ; pues A d r i a n o e s p i d i ó las l u i l a s en 10,
de setiembre de este a ñ o , c a t o r c e dias antes
de su m u e r t e . P o r esta r a z ó n se le c u e n t a n
seis a ñ o s en l a I n q u i s i c i ó n que no a u m e n t ó
tribunales en l a P e n í n s u l a , a u n q u e sí en A m é -
rica , pues p u s o u n o e n P u e r t o R i c o , p a r a las
islas del m a r O c é a n o en 1 5 1 9 . Y p o r e l c á l c u l o
de la i n s c r i p c i ó n d e l c a s t i l l o de Triana hubo
en ios trece de n u e s t r o continente 224 que-
mado en p e r s o n a por a ñ o , 112 en e s t a t u a ,
/l,369 p e n i t e n c i a d o s , y c o n s i g u i e n t e m e n t e e n
los seis a ñ o s l , 3 Z i 4 d e l a p r i m e r a c l a s e , 6 7 2 d e
la s e g u n d a , 26,214 de la t e r c e r a , que hacen
28,230 c a s t i g a d o s .
5.° Inquisidor general el c a r d e n a l D . A l -
fonso M a n r i q u e , sucesivamente obispo de
Badajoz y de Córdoba y a r z o b i s p o de Se-
villa: hemos y i s t o que sus b u l a s f u e r o n es-
pedidas en R o m a , d i a 10 de s e t i e m b r e de
15i3. E n e l s i g u i e n t e d e 1 5 2 4 m a n d ó poner
en el castillo de T r i a n a de S e v i l l a l a i n s c r i p -
ción que nos ha r e g i d o p a r a cálculo de los
años p r e c e d e n t e s . E n el m i s m o c o m e n z ó su
ejercicio la I n q u i s i c i ó n de G r a n a d a , c u y o t r i -
bunal se h a b i a c r e a d o en el a n t e r i o r . A u n q u e
se habia d i s m i n u i d o e l n ú m e r o de l o s c a s t i g a -
dos c o m o j u d a i z a n t e s , a b u n d a r o n las y i c t i m a ^
102 HISTOIUA DÉ LA INQUISICION,
porque suplían su l u g a r los m o r i s c o s maho-
m e t i z a n t e s , l o s l u t e r a n o s , l o s s o d o m i t a s , cuyo
c a s t i g o c o n f i ó e l p a p a C l e m e n t e V I I á los in-
q u i s i d o r e s , y los a c u s a d o s p o r o t r o s crímenes,
M a n r i q u e m u r i ó en 28 de s e t i e m b r e de 153S,
dejando t r i b u n a l de I n q u i s i c i ó n en Canarias,
J a é n y G r a n a d a , dos e n A m é r i c a , para Tierra-
firme , y las islas del O c é a n o . S e calcula que
h a b i a p o r a ñ o 10 quemados en persona, 5
en e s t a t u a y 50 p e n i t e n c i a d o s ; q u e hacen 6S
victimas. Eran 13 los t r i b u n a l e s de la Penín-
s u l a ; dos l o s de islas a d y a c e n t e s ; y multipli-
c a n d o p o r l o s 15 a ñ o s d e l m i n i s t e r i o de Man-
r i q u e , f u e r o n 2 2 5 0 de l a p r i m e r a c l a s e , 112)
de l a s e g u n d a 3 1 1 2 5 0 de l a t e r c e r a ; y entrt
t o d o s IZi625 c a s t i g a d o s .
6.° I n q u i s i d o r g e n e r a l , e l c a r d e n a l arzo-
b i s p o de T o l e d o D . J u a n P a r d o de Tabera:la>
b u l a s no f u e r o n e s p e d i d a s h a s t a el mes de se-
t i e m b r e de 1 5 3 9 , y m u r i ó e n 1.° de agostoJf
15^5. Sin embargo, se le c u e n t a n los sieli
años c u m p l i d o s agregando los de vacantes.
Las victimas fueron á razón de 8 quema-
dos en c a d a u n a de las q u i n c e inquisiciones.
( dejando f u e r a del c á l c u l o las dos que habii
entonces en A m é r i c a ) , tx estatuas y ¿lO peD1
t e n c i a d o s , es d e c i r 52 v í c t i m a s ; y entre IN
1 5 tribunales hacen 12 0 de la p r i m e r a clase
CAP. XLVI. ARX. K 103
60 d é l a segunda , 6 0 0 de l a t e r c e r a ; q u e m u l -
tiplicados p o r siete a ñ o s p r o d u c e n 8^0 y 4 2 0 ,
y ZjSOO ; entre t o d o s 5 A 6 0 . P r e f i e r o p o r mo-
deración este c á l c u l o a! i m p r e s o e n e l t o m o 2°,
capitulo 1 6 , a r t í c u l o 4 , p á r r a f o 24, y en la
carta á M C l a u s e l de C o u s e r g e s .
7,° I n q u i s i d o r general el cardenal D . fray
García de L o a i s a , s u c e s i v a m e n t e g e n e r a l d e l
orden de los frailes d o m i n i c a n o s , c o n f e s o r de
(¡árlos V , c o n s e j e r o de l a S u p r e m a , o b i s p o
de Osma y de S i g ü e n z a , comisario general
apostólico de l a s a n t a C r u z a d a de E s p a ñ a , y
arzobispo de S e v i l l a : las b u l a s de i n q u i s i d o r
general fueron espedidas en R o m a d i a 18 de
lebrero de 1 5 4 6 , y m u r i ó e n 22 de a b r i l d e l
propio a ñ o ; p e r o s i n e m b a r g o se le a d j u d i c a
el año entero e n e l c u a l h u b o 8 q u e m a d o s e n
persona en cada I n q u i s i c i ó n , 4 e n estatua,
y /lO p e n i t e n c i a d o s , q u e m u l t i p l i c a d o s p o r 15
tribunales de l a P e n í n s u l a é islas adyacentes
son 120 de la p r i m e r a clase , 60 de l a s e g u n -
da y 600 de l a 'tercera ; e n t r e t o d o s 7 8 0 cas-
tigados.
*• Inquisidor general fué D . Fernando
baldés, sucesivamente o b i s p o de E l n a , de
Orense , de O v i e d o , de L e ó n , de Sigüenza;
arzobispo de S e v i l l a , c o n s e j e r o de estado y
Presidentede l a r e a l C h a n c i l l e r i a de V a l l a d o l i d .
lOA HISTORIA DB LA INQUISICION,
L a s b u l a s de i n q u i s i d o r g e n e r a l fueron espe.
didas e n R o m a en 20 de e n e r o de 1 5 4 7 ; re-
n u n c i o e l e m p l e o p o r ¿ r d e n d e l p a p a sanPioY
e n 1 5 6 6 , y m u r i ó en 2 de d i c i e m b r e de 1568,
S e c a l c u l a n 8 , 4 y A0 en c a d a t r i b u n a l por
a ñ o . P u d i e r a , y t a l v e z d e b e r i a , ponerse mii-
c h o m a y o r n ú m e r o , si c o n s i d e r a m o s queloi
autos de fe de V a l l a d o l i d , S e v i l l a , Murcia,
T o l e d o y otros c o n t r a l o s l u t e r a n o s , fuero»
frecuentísimos y de muchas v í c t i m a s ; pero
sin e m b a r g o p r e f e r i m o s l a m o d e r a c i ó n segum
de q u e d a r m u y d i m i n u t o s . L o s v e i n t e años dt
su g o b i e r n o en las q u i n c e i n q u i s i c i o n e s pro-
dujeron 2400 quemados en p e r s o n a , 1201
en estatua , 1 2 0 0 0 p e n i t e n c i a d o s ; que hacen
15600 v í c t i m a s .
9. ° I n q u i s i d o r g e n e r a l f u é e l cardenal D,
D i e g o E s p i n o s a , p r e s i d e n t e de l o s consejos de
C a s t i l l a y de I t a l i a , o b i s p o de S i g ü e n z a , con-
sejero de estado : las b u l a s se libraron ea
R o m a , d i a 9 de s e t i e m b r e de 1 5 6 6 , y murii
en e l e m p l e o en 11 de i g u a l m e s de 1572. Si
le a s i g n a n seis a ñ o s p a r a e l d e s t i n o , y en cadi
u n o á r a z ó n de 8, 4 y 40 v í c t i m a s p o r tribuoali
q u e p r o d u c e n 720 q u e m a d o s e n p e r s o n a , 3 ^
en e s t a t u a , 06OO p e n i t e n c i a d o s ; entre t o ^
4680 castigados.
1 0 , ° F u é n o m b r a d o D . P e d r o de Córdoba.
CAP. XtVl. AfiT. I. 105

p o n c e d e L e ó n , o b i s p o s u c e s i v a m e n t e de c i u -
dad R o d r i g o y de B a d a j o z : las b u l a s se libra-
ron en R o m a en 29 de d i c i e m b r e de 1 5 7 2 ;
piro el electo m u r i ó en 17 ele e n e r o de 1 5 7 3 ,
sin t o m a r p o s e s i ó n del e m p l e o .
11.° E l c a r d e n a l D . G a s p a r de Quiroga,
arzobispo de T o l e d o , c o n s e j e r o de e s t a d o , y
presidente d e l C o n s e j o s u p r e m o de I n d i a s . E l
pupa c o n f i r m ó su nombramiento en 20 de
abril de 1573 , y m u r i ó e j e r c i e n d o su m i n i s -
terio en 20 de n o v i e m b r e de 159Zi. S u a n t e - ,
cesor h a b i a e s t a b l e c i d o e l í t r i b u n a l de I n q u i -
sición en l a c i u d a d de S a n t i a g o u p a r a e l r e i n o
de G a l i c i a , y se c u e n t a e l a ñ o de 1 5 7 3 c o m o ,
el primero de l a c e l e b r a c i ó n de s u s a u t o s de;
fe. P o r esta r a z ó n pudiéramos calcular que
tuvo 200 q u e m a d o s en p e r s o n a , 2O0 en e s t a -
tua , 1700 p e n i t e n c i a d o s ; p e r o sin embargo
solamente le a s i g n a m o s c o m o á los o t r o s t r i -
bunales a n t i g u o s S , ¿i y ¿ 0 , p o r q u e y a e s t a b a
espurgado e l r e i n o de G a l i c i a de l o s j u d í o s y.
moros b a u t i z a d o s en los t i e m p o s a n t e r i o r e s . .
Los 16 t r i b u n a l e s p r o d u j e r o n e n l o s 22 años
del c a r d e n a l Q u i r o g a , 2816 de l a primera
d a s e , 1^08 de l a s e g u n d a . , 1 4 0 8 0 de l a t e r -
cera ; entre t o d o s 1 8 3 0 4 .
Mx." Don Gerónimo M a n r i q u e de Lara,
obispo de C a r t a g e n a y de A v i l a . E l P a p a l i b r ó
ff« HISTORIA DE LA INQUISICION,
sus b u l a s en 10 de f e b r e r o de 1 5 9 5 , y murió
el e l e c t o e n 22 de s e t i e m b r e d e l m i s m o año,
E s t e se le c u e n t a e n t e r o y los d i e z y seis tribu-
nales t u v i e r o n 1 2 8 quemados e n persona, C/i
en e s t a t u a , 6^0 p e n i t e n c i a d o s ; q u e hacen 832.
13.° D o n P e d r o de P o r t o c a r r e r o , sucesiva-
m e n t e c o m i s a r i o g e n e r a l a p o s t ó l i c o de la sania
C r u z a d a de E s p a ñ a , o b i s p o de C a l a h o r r a , de
Córdoba y de C u e n c a . E l P a p a c o n f i r m ó su
n o m b r a m i e n t o en 1.° de e n e r o de 1 5 9 6 , renun-
c i ó el e m p l e o de i n q u i s i d o r g e n e r a l porórden
d e l rey Felipe III en p r i n c i p i o s de 1599,v
m u r i ó e n 20 de setiembre d e l m i s m o . Se le
cuentan tres a ñ o s ; y p o r el c á l c u l o indicado
h u b o en los d i e z y seis t r i b u n a l e s 1 8 / i v i
d e p r i m e r a c l a . s e , 92 de s e g u n d a , 1920 i
cera; e n t r e t o d a s 2 196.
1A.0 E l c a r d e n a l D . F e r n a n d o N i ñ o deGue'
v a r a , c o n s e j e r o de e s t a d o . S u s b u l a s se libra-
r o n en 11 de a g o s t o de 1 5 9 9 ; r e n u n c i ó el em-
p l e o p o r o r d e n d e l R e y e n p r i n c i p i o s de 1602.
y m u r i ó e n 1.° de e n e r o de 1 6 0 9 . S e le cnentaii
tres a ñ o s , y e n c a d a u n o de l o s d i e z y seis tri-
b u n a l e s á r a z ó n de c i n c o q u e m a d o s en persona,
2 en e s t a t u a y 36 p e n i t e n c i a d o s p o r a ñ o , 1^
p r o d u c e n 2Zt0 de la p r i m e r a c l a s e , 96 de lase-
g u n d a , 1728 de l a t e r c e r a ; y e n t r e todos 206i
víctimas.
CAP. XLV1. ART. 1. 107
15. ° D o n J u a n de Z ú ñ i g a , c o m i s a r i o g e n e -
ral a p o s t ó l i c o de l a S a n t a C r u z a d a , o b i s p o de
Cartagena : las b u l a s de i n q u i s i d o r g e n e r a l
fueron espedidas en R o m a e n 29 de j u l i o de
1602, y m u r i ó e l e l e c t o e n 20 de d i c i e m b r e
del m i s m o a ñ o ; en el c u a l las d i e z y seis i n -
quisiciones tu v i e r o n á r a z ó n de 5 q u e m a d o s , 32
esialuas, y 36 p e n i t e n c i a d o s , 80 de la p r i m e r a
32 de la s e g u n d a , 576 de l a t e r c e r a ; en t o d o
688 v í c t i m a s .
16. ° D o n J u a n B a u t i s t a de A c e b e d o , arzo-
bispo it) partibus i n f i d e l i u m , g o b e r n a d o r del
Consejo de C a s t i l l a , p a t r i a r c a de las I n d i a s ,
comisario g e n e r a l a p o s t ó l i c o de l a santa Cru-
zada de E s p a ñ a ; f u é c o n f i r m a d o i n q u i s i d o r ge-
neral por el P a p a en 20 de e n e r o de 1 6 0 3 , y
m u r i ó en 8 de j u l i o de 1 6 0 7 . S e l e c u e n t a n 5
años; y p o r e l m i s m o c á l c u l o h u b o e n ellos
¿l00 quemados en persona, 1 6 0 en estatua,
2880 p e n i t e n c i a d o s ; e n t i ' e t o d o s 3 4 4 0 c a s t i g a d o s .
17. " D o n B e r n a r d o de S a n d o v a l y H o j a s ,
cardenal de R o m a , a r z o b i s p o de T o l e d o , c o n s e -
jero de estado; f u é c o n f i r m a d o i n q u i s i d o r ge-
neral en 12 de s e t i e m b r e de 1 6 0 8 , y m u r i ó
611 V de diciembre de 1618. En estos 11
años p o r el c á l c u l o i n d i c a d o h u b o 8 8 0 d é l a
Primera c l a s e , 3 5 2 de l a s e g u n d a , 6 3 3 6 de l a
'ercera; que h a c e n 7 5 6 8 .
108 HISTORIA. DE LA INQUISICION,
18. " D o n f r a y L u i s de A l i a g a , religioso do-
m i n i c a n o , confesor del rey F e l i p e I I I , arclii<
m a n d r i t a de Sicilia: las b u l a s de Inqiiis¡(¡0r
g e n e r a l de España se l i b r a r o n en R o m a ení
de e n e r o de 1 6 1 9 . R e n u n c i ó p o r o r d e n del rej
F e l i p e I V en el a ñ o 1 6 2 1 , y m u r i ó en 3 de di-
c i e m b r e de 1 6 2 6 . E n los tres a ñ o s de «u minis-
t e r i o h u b o 2Z|.0 q u e m a d o s , 96 estatuas, 175|
p e n i t e n c i a d o s ; e n t r e todas clases 206Zi víctinm
19. ° D o n A n d r é s P a c h e c o , arzobispo inqui-
s i d o r g e n e r a l , c o n s e j e r o de estado : fué conl-
m a d o p o r e l P a p a en 12 de f e b r e r o de 1622,1
murió en 7 de a b r i l de 1626. Se le cuentat
c u a t r o a ñ o s , y en c a d a uno de los diez ysé
" t r i b u n a l e s , á r a z ó n de A q u e m a d o s en persom
p o r a ñ o , 2 en e s t a t u a , y 20 p e n i t e n c i a d o s , (|is
p r o d u c e n 2 56 de la " p r i m e r a c l a s e , 128 de I
segunda, 1280 de l a t e r c e r a ; en todo iffi
victimas.
20. ° D o n A n t o n i o de Z a p a t a , cardenal ai-
z o b i s p o de B u r g o s y p a t r i a r c a de las India.'
consejero de e s t a d o : f u é c o n f i r m a d o inqui-'1-
d o r g e n e r a l e n 30 de e n e r o de 1 6 2 7 . Renui»
p o r o r d e n d e l r e y F e l i p e I V en 1 6 3 2 , ymnn
e n 23 de a b r i l de 1 6 3 9 . S e le c u e n t a n seisañ*
de m i n i s t e r i o , y p o r el c á l c u l o de su anteces'1
hubo en ellos 384 quemados, 192 estatuar
1 9 2 9 p e n i t e n c i a d o s , (pie h a c e n 2 5 0 5 castigacte
CAP. XLVI. ART. I. 109
21. ° D o n fray A n t o n i o de S o t o m a y o r , r e -
lio-ioso d o m i n i c a n o , c o n f e s o r d e l r e y F e l i p e I V ,
arzobispo i n partibus i n f i d e l í u m , c o n s e j e r o de
estnilo y c o m i s a r i o g e n e r a l de l a C r u z a d a de E s -
paña, i n q u i s i d o r g e n e r a l confirmado por el
Papa en 17 de j u l i o de 1 6 3 2 . R e n u n c i ó p o r or-
den de S u M a j e s t a d en '16/|3, y m u r i ó ert 16/j8.
Se le cuentan o n c e a ñ o s , y e n e l l o s h u b o e n t r e
los diez y seis t r i b u n a l e s , á r a z ó n de 4 , de 2 y de
20 castigados p o r a ñ o , 7 0 ^ q u e m a d o s , 3 5 2 e s -
tatuas, 3520 p e n i t e n c i a d o s ; q u e s o n 4 5 7 6 v í c -
timas.
22. " D o n D i e g o de A r c e y R e i n o s o , o b i s p o
deTuy, A v i l a y P l a s e n c i a , c o n s e j e r o d e estado,
confirmado p o r el P a p a en e l n o m b r a m i e n t o r e a l
de inquisidor general en 18 de setiembre
de 1643. M u r i ó en 17 setiembre de 1665
enmo el r e y F e l i p e I V que le habia nom-
brado. Se le c u e n t a n 28 a ñ o s de su m i n i s t e r i o ;
y en ellos h u b o , á r a z ó n de ¿x q u e m a r l o s en p e r -
sona por a ñ o , e n c a d a u n o de los d i e z y seis
tribunales de l a I n q u i s i c i ó n de l a P e n í n s u l a é
islas adjacentes, 2 quemados e n e s t a t u a y 20
penitenciados, y e n t r e los 22 a ñ o s , e l n ú m e r o
asciende á 1 4 5 2 d é l a p r i m e r a c l a s e , 7 3 6 de l a
segunda, 7 3 6 0 de l a t e r c e r a ; q u e h a c e n en t o d o
^¿48 castigados.
23. " D o n P a s c u a l de A r a g ó n , c a r d e n a l ar-
TOMO yin. io
110 HISTORIA DE 1A IKQXIISICIO»,
z o b i s p o de T o l e d o ; fué n o m b r a d o inqiiisi^0l
g e n e r a l d e E s p a ñ a p o r la R e i n a v i u d a regente
m a d r e d e l rey C a r l o s I I , y r e n u n c i ó el emplec
p o r i n s i n u a c i ó n de l a m i s m a R e i n a , s i n ejercer
el empleo.
1[\.0 D o n J u a n E v e r a r d o N i t a r d o , religioso
jesaita a l e m á n , confesor de l a c i t a d a Reina:
fué nombrado i n q u i s i d o r g e n e r a l , y las bulas
de c o n f i r m a c i ó n f u e r o n e s p e d i d a s en RomaeD
1 5 de o c t u b r e de 1 6 6 6 ; fué a r z o b i s p o deEdesi
y c a r d e n a l r o m a n o ; r e n u n c i ó el destino de in-
q u i s i d o r p o r o r d e n de l a R e i n a en 1 6 6 8 ; murlóen
1 6 8 1 . S e le c u e n t a n 3 a ñ o s de gefe de la Inqui-
s i c i ó n ; y en c a d a u n o de e l l o s h u b o á razón deí
q u e m a d o s en p e r s o n a , 1 en e s t a t u a y 12 peni-
tenciados, que hacen en los'tres a ñ o s 144i
l a p r i m e r a c l a s e , 4 8 de l a s e g u n d a , 576 de la
tercera; en todo 768 castigados.
25.° D o n D i e g o S a r m i e n t o de Valladares,
consejero de e s t a d o , g o b e r n a d o r d e l Consejo
de C a s t i l l a , a r z o b i s p o i n q u i s i d o r g e n e r a l , con-
firmado p o r e l P a p a e n 15 d e ' s e t i e m b r e de 1669.
y m u r i ó e n 2 9 de e n e r o de 1 6 9 5 . S e le cuenta»
2 6 a ñ o s , y e n e l l o s p o r e l c á l c u l o de su inme-
d i a t o a n t e c e s o r , á r a z ó n de S y 1 y 12 p0'
a ñ o en c a d a t r i b u n a l , es d e c i r 4 8 quemados, 1'
estatuas, 192 p e n i t e n c i a d o s , q u e p r o d u c e n
de la p r i m e r a clase , 416 de la segunda!
CAP. XtVl. ART. ti 111
¿992 de la t e r c e r a ; e n t o d o 6656 v i c t i m a s ,
gg.» Don Joan Tomas de R o c a b e r t i , reli-
gioso d o m i n i c a n o , g e n e r a l de su orden, arzo-
bispo de V a l e n c i a , i n q u i s i d o r general de. E s -
paña, confirmado p o r el P a p a e n 18 de j u n i o de
1695, y m u r i ó e n 19 de j u n i o d e 1 6 9 9 . S e le
cuentan cinco a ñ o s , y e n e l l o s p o r el p r o p i o
cálculo 240 q u e m a d o s , 80 e s t a t u a s , 9 6 0 peni-
tenciados; que h a c e n 1280 castigados.
27. ° D o n A l f o n s o F e r n a n d e z de C ó r d o b a y
Aguilar, consejero de e s t a d o , cardenal, arzo-
bispo, i n q u i s i d o r g e n e r a l : f u é c o n f i r m a d o p o r
el Papa; pero m u r i ó s i n t o m a r posesión del
empleo en 19 de s e t i e m b r e de 1699.
28. ° Don B a l t a s a r de M e n d o z a , y S a n d o v a ! ,
obispo de S e g o v i a , i n q u i s i d o r g e n e r a l , confir-
mado por el P a p a e n 31 de o c t u b r e de 1699:
tomó p o s e s i ó n en 3 de d i c i e m b r e , r e n u n c i ó el
empleo por o r d e n d e l r e y F e l i p e V en p r i n c i -
pios de 1705 y m u r i ó e n h de n o v i e m b r e de
^ ' 2 7 . S e l e c u e n t a n c i n c o a ñ o s c o m o á su a n t e c e -
Sory sele c a l c u l a e l m i s m o n ú m e r o de v í c t i m a s ,
29. Don Vidal M a r í n , o b i s p o de Ceuta,
•nquisidor g e n e r a l , c o n f i r m a d o p o r e l P a p a e n
24 de marzo de 1 7 0 5 , y m u r i ó en 10 de m a r z o
de 1709. Se le c u e n t a n c u a t r o a ñ o s , y en e l l o s
habla y a d i e z y s i e t e t r i b u n a l e s p o r h a b e r s e c r e a -
•toél d é l a C o r t e , s e p a r a n d o su d i s t r i t o d e l de
112 HISTORIA DE LA INQUISICION,
T o l e d o , a u n q u e desde los t i e m p o s de Felipe |v
habia residido en M a d r i d u n i n q u i s i d o r con
tribunal dependiente del toledano. E n cada
u n o se c a l c u l a n p o r a ñ o 2 c o n d e n a d o s á mo-
r i r en e l f u e g o , 1 e s t a t u a y 12 penitenciados,
es d e c i r 3h, 17 y 2 0 4 , q u e h a c e n en los cuatro
a ñ o s , 13G de la p r i m e r a clase, 68 de la segim.
da, 816 de l a t e r c e r a ; en t o d o 1020 castiga-
dos. Q

30. D o n A n t o n i o I b a ñ e z de la Riva-Herre-
r a , a r z o b i s p o de Z a r a g o z a , e l e c t o de Toledo,
g o b e r n a d o r de! C o n s e j o de C a s t i l l a , i n q u b i É
general: fué c o n f i r m a d o p o r e l Papaenbdi
a b r i l de 1 7 0 9 , y m u r i ó en 3 de setiembre ili
1 7 1 0 . S e le c u e n t a n dos a ñ o s y e n ellos pord
m i s m o c á l c u l o 6 8 q u e m a d o s en persona, 3/|ei
e s t a t u a , /j08 p e n i t e n c i a d o s ; y e n t r e todos íM
31° D o n F r a n c i s c o J u d i c e , i t a l i a n o , car-
denal romano^, consejero de estado : fué in-
quisidor general de E s p a ñ a n o m b r a d o por t
r e y F e l i p e V , c o n f i r m a d o p o r el papa en l i '
j u n i o de 1 7 1 1 , r e n u n c i o en 1 7 1 6 , y murióc
10 de o c t u b r e de 1 7 2 5 . S e le c u e n t a n 6 año
en q u e h u b o á r a z ó n de 2 q u e m a d o s en pe
s o u a p o r a ñ o en cada u n o de los diez y ^
t r i b u n a l e s de la P e n í n s u l a y de las islas adf
c e n t e s de M a l l o r c a y de C a n a r i a s , 1 quemad
e n e s t a t u a , y 12 p e n i t e n c i a d o s , que ateoi'
CAP. XLVI. ART. K 113
dos los seis a ñ o s , c o m p o n e n 2 0 4 de l a p r i m e -
ra ciase , 1 0 2 de l a s e g u n d a , 1,224 de l a t e r -
cera ; entre todos 1,530 v í c t i m a s .
32° D o n J o s é de M o l i n e s , a u d i t o r d e l t r i -
bunal de la R o t a e n R o m a , n o m b r a d o inqui-
sidor general de E s p a ñ a p o r el rey F e l i p e V ,
confirmado p o r e l p a p a e n 1 7 1 7 ; p e r o murió
sin tomar p o s e s i ó n , s i e n d o p r i s i o n e r o de g u e r -
ra cogido p o r el e j é r c i t o a u s t r í a c o en la g u e r r a
de sucesión. S i n e m b a r g o , se le c u e n t a n este
año y el s i g u i e n t e de 1 7 1 8 , p o r q u e c o r r e s p o n -
den á la d u r a c i ó n de su t í t u l o , y en e l l o s p o r
el propio c á l c u l o i n d i c a d o h u b o 6 8 q u e m a d o s ,
3A estatuas, 4 0 8 p e n i t e n c i a d o s ; en t o d o 510
castigados.
33" D o n J u a n de A r z e m e n d i , c o n s e j e r o d e
la I n q u i s i c i ó n : fué n o m b r a d o i n q u i s i d o r g e n e -
ral por el r e y F e l i p e Y ; p e r o m u r i ó antes de
lomar p o s e s i ó n , p o r l o q u e n o s u e l e ser i n c l u i -
do en el c a t á l o g o de los i n q u i s i d o r e s g e n e r a l e s .
34° Don Diego de Astorga y Céspedes,
obispo de B a r c e l o n a : f u é n o m b r a d o p o r e l r e y
Felipe V i n q u i s i d o r g e n e r a l y c o n f i r m a d o p o r
e' papa en 26 de m a r z o de 1 7 2 0 ; p e r o r e n u n -
cio en el m i s m o a ñ o h a b i e n d o s i d o p r o m o v i d o
« a r z o b i s p o de T o l e d o , d o n d e a u n f u é d e s p u é s
cardenal r o m a n o , y m u r i ó e n 9 de f e b r e r o de
Se le c u e n t a n s i n e m b a r g o dos a ñ o s , e n
114 HISTORIA DE LA. INQUISICION,
l o s q u e h u b o 68 c a s t i g a d o s de l a p r i m e r a cía-
s e , 3¿i de l a s e c u n d a , 408 d e l a t e r c e r a ; en
t o d o i 510.
35° Donjuán de C a m a r g o , ' c o n s e j e r o de
la I n q u i s i c i ó n , comisario general apostólico
de la santa C r u z a d a de E s p a ñ a , o b i s p o de Pam-
p i o n a , n o m b r a d o i n q u i s i d o r g e n e r a l por el rey
F e l i p e V , c o n f i r m a d o p o r e l p a p a en 18 de ju-
l i o de 1720 , m u r i ó en 24 de m a y o de 1733,
S e le c u e n t a n t r e c e a ñ o s á r a z ó n de dos que-
m a d o s en p e r s o n a , 1 en e s t a t u a y 12 peniten-
c i a d o s e n c a d a u n o de los d i e z y siete tribuna-
les , q u e p r o d u c e n 442 de l a p r i m e r a clase,
221 d é l a s e g u n d a , 2,652 de l a t e r c e r a ; 3,305
e n t r e las t r e s .
36° Don Andrés de O r b e y Larreategui,
o b i s p o d e B a r c e l o n a , a r z o b i s p o de Valencia,
g o b e r n a d o r d e l C o n s e j o de C a s t i l l a , inquisidor
g e n e r a l , c o n f i r m a d o p o r e l p a p a e n 28 de julio
de 1733 , m u r i ó e n ü de a g o s t o de 17Z|0, yse
l e c u e n t a n siete a ñ o s , e n los q u e p o r el cál-
c u l o i n d i c a d o h u b o 238 q u e m a d o s , 119 esta-
tuas, 1,A28 p e n i t e n c i a d o s ; que hacen 1,783
víctimas, s
37° D o n M a n u e l I s i d r o M a n r i q u e de Lara,
o b i s p o de J a é n , a r z o b i s p o de S a n t i a g o , con-
sejero de e s t a d o , i n q u i s i d o r g e n e r a l , coníircw-
do p o r e l p a p a e n 24 de e n e r o de 1742} i»u'
CAP. XIuVl.—•ART. I. 115
rió en 1" de f e b r e r o de 1745 , y se le c u e n t a n
cuatro a ñ o s c o n e l de l a v a c a n t e q u e l e p r e c e -
dió, en los c u a l e s h u b o p o r e l m i s m o c á l c u l o
136 castigados de l a p r i m e r a c l a s e , 6 8 de la
segunda, 816 de la t e r c e r a ; 1,020 e n t r e t o d o s .
38e D . F r a n c i s c o P é r e z de P r a d o y C u e s t a ,
comisario g e n e r a l a p o s t ó l i c o de la C r u z a d a d e
España, o b i s p o de T e r u e l , i n q u i s i d o r g e n e r a l ,
confirmado p o r e l p a p a en 2 2 de a g o s t o de
17Zi6. I g n o r o e l t i e m p o fijo de su m i n i s t e r i o ( I ) ;
pero fue poco m a s ó menos el m i s m o del rei-
nado de F e r n a n d o V I que acabó en el año
1759 ; durante e l c u a l s o l o h u b o entre todos
los diez y siete tribunales, 10 q u e m a d o s en
persona, 5 en e s t a t u a , y i 0 7 penitenciados;
que hacen 122 c a s t i g a d o s .
¿9° Don M a n u e l Q u i n t a n o Bonifaz , a r z o -
bispo de F a r s a l i a , i n q u i s i d o r g e n e r a l de E s p a -
ña; ignoro las f e c h a s fijas de su principio y
fin, aunque m e p a r e c e q u e a c a b ó p o r l o s a ñ o s
de 1779. P o r m i s n o t a s r e s u l t a q u e h u b o e n s u

1*1 M i salida de M a d r i d para Valencia en i o de


ag0sto de 1812, desdecuya época no he vuelto á l a
Corte, me i m p i d i ó completar con exactitud de lechas
• esle catálogo ; pero m i n a r r a c i ó n es e x a c t í s i m a
cu lo sustancial.
116 HISTORIA DE LA. INQUISICION,
tiempo solos 2 q u e m a d o s , ninguna estatua,
y 10 p e n i t e n c i a d o s e n p ú b l i c o , a u n q u e muchoj
e n s e c r e t o e n a u t i l l o s á p u e r t a c e r r a d a en laj
salas de l o s t r i b u n a l e s .
A0° D o n F e l i p e B e l t r a n , o b i s p o de Sala-
m a n c a : f u é i n q u i s i d o r g e n e r a l d e s p u é s delse-
ñor Q u i n t a r l o en \ l l ¿\ , y e j e r c i ó su destino
hasta la m u e r t e , q u e m e p a r e c e h a b e r sido en
( 7 8 3 . E n su t i e m p o h u b o 2 q u e m a d o s en per-
sona , n i n g u n o e n estatua, 16 penitenciado-
en p ú b l i c o , y m u c h í s i m o s e n secreto sin in-
f a m i a n i c o n f i s c a c i ó n de b i e n e s ( l ) .
Al. D o n A g u s t í n R u b i n de C e b a l l o s , obis-
po de J a é n , c a b a l l e r o g r a n c r u z de la real or-
den e s p a ñ o l a de C a r l o s I I I : f u é i n q u i s i d o r ge-
neral sucesor inmediato d e l s e ñ o r Beltran,
desde 1784 hasta 1 7 9 2 , en que murió, h
su t i e m p o no h u b o q u e m a d o s en persona ni
en e s t a t u a . L o s p e n i t e n c i a d o s en p ú b l i c o fue-
r o n \¿i, y m u c h í s i m o s en s e c r e t o sin pena in-
famante n i c o n f i s c a c i ó n .

(i) L a ú l t i m a victima sacrificada en las llaman


fué una beata en Sevilla, dia 7 noviembre de 178''
por pacto y comercio personal deshonesto con el De-
m o n i o y p o r impenitente negativa según el proceso
E l l a hubiera consex'vado la vida si hubiera conlt*
do el c r i m e n de que se le acusaba.

\
CAP. XtVI. ART. 1. 117
¿•2o Don M a n u e l Abad y la Sierra , obispo
de Astorga , a r z o b i s p o de S e l i m b r i a , inquisi-
dor general n o m b r a d o e n 1 7 9 2 : r e n u n c i ó p o r
órdendel r e y C a r l o s I Y en 179Z|, E n su t i e m -
po fueron p e n i t e n c i a d o s en p ú b l i c o 16, mu-
chos en secreto , y n o h u b o quemados.
/|30 D o n F r a n c i s c o A n t o n i o de L o r e n z a n a ,
cardenal a r z o b i s p o de T o l e d o : f u é nombrado
inquisidor g e n e r a l en 1794 y r e n u n c i ó p o r ó r -
den del rey C a r l o s I V ' en 1 7 9 7 . E n su t i e m -
po hubo l A p e n i t e n c i a d o s e n p ú b l i c o , m u c h í -
simos en s e c r e t o , y n i n g ú n quemado.
W D o n l l a m ó n J o s é de A r c e , a r z o b i s p o
de Burgos y de Z a r a g o z a , p a t r i a r c a de las
Indias, c o n s e j e r o de e s t a d o , d i r e c t o r g e n e r a l
de los reales estudios de M a d r i d , caballero
gran cruz de la r e a l o r d e n de C a r l o s I I I : f u é
inquisidor g e n e r a l d e s d e 1798 hasta 1808. E n
su tiempo h u b o 2 0 p e n i t e n c i a d o s e n p ú b l i c o ,
nuielnsimos en s e c r e t o s i n n o t a de i n f a m i a n i
confiscación de b i e n e s , u n a e s t a t u a quemada
en C u e n c a , y n i n g u n o l o f u é p e r s o n a l m e n t e ;
PHes aunque se p r o n u n c i ó sentencia contra
el cura de E s c o , no q u i s i e r o n e l s e ñ o r A r c e
Y 'os consejeros de la S u p r e m a confirmarla
P^a evitar su e j e c u c i ó n .


118 HISTORIA DE L K INQUISICION,

Recapitulación.

Q u e m a d o s en persona SI,912
I d e m en e s t a t u a . 17,659
P e n i t e n c i a d o s c o n penas g r a v e s . . 291,450

E n t r e todos. . . . . . 341,021

S i se c o m b i n a este n ú m e r o de v í c t i m a s con
e l de 3 4 3 , 5 2 2 que r e f e r í en m i carta impresa
á M . C l a u s e l de C o u s e r g e s , diputado del de-
p a r t a m e n t o d e l A v e i r o n en l a C á m a r a de re-
p r e s e n t a n t e s de l a N a c i ó n francesa , dia 31 de
m a r z o de 1 8 1 7 , se p o d r á n o t a r q u e ahora pon-
go 2 , 5 0 1 m e n o s que entonces., rebujando 2,/i'0
d e l n ú m e r o de m u e r t o s e n e l f u e g o , y 31 de
los q u e m a d o s e n e s t a t u a .
Esta diferencia proviene de h a b e r m e pro-
p u e s t o en l a p r e s e n t e h i s t o r i a r e d u c i r á lo mí-
n i m o p o s i b l e los c á l c u l o s d e l t i e m p o en que
las c i r c u n s t a n c i a s lo p e r m i t í a n ; pero no de
haber descubierto notas que desacrediten 1»
e x i s t e n c i a de m a y o r n ú m e r o de v í c t i m a s ; pue5
antes b i e n e s t o y p e r s u a d i d o q u e desde elao0
1,481 en que c o m e n z a r o n hasta fines del rei-
n a d o de F e l i p e I I , f u e r o n m u c h a s mas que la5
/

CAP. XLVI.—-ART. lí 119


calculadas , a t e n d i d a s las n o t a s de los t r i b u n a -
les de T o l e d o y Z a r a g o z a , l o s c u a l e s n o e s c e -
derian n o t a b l e m e n t e a los d e m á s .
Si a ñ a d i é s e m o s l o s c a s t i g a d o s en l o s t r i b u -
nales de M é j i c o , L i m a , C a r t a j e n a de I n d i a s ,
Sicilia, S a r d e ñ a , O r a n , M a l t a , y las G a l e r a s
del m a r , e l n ú m e r o s e r i a i n c a l c u l a b l e ; p e r o
mucho mas si c o n t á s e m o s ( c o m o podríamos)
las victimas q u e r e s u l t a r o n d é l o s conatos de
establecer l a I n q u i s i c i ó n en Ñ a p ó l e s , M i l á n y
Flándes, pues t o d o s estos p a í s e s p e r t e n e c i e r o n
á España y s u f r i e r o n l a i n f l u e n c i a d e l e s t a b l e -
cimiento e s p a ñ o l . ¿ Y c u á n t a s p e r s o n a s m u r i e -
ron en su l e c h o p o r e n f e r m e d a d e s ¡derivadas
de la pena de i n f a m i a q u e les p r o v e n i a d e l cas-
tigo de sus p a r i e n t e s ? N o h a y c á l c u l o c a p a z de
comprender tantas d e s g r a c i a s .
120 HISTOUU DE I X INQUISICION,

CAPÍTULO XLVII.

COMPENDIO CRONOLOGICO D E LOS HECHOS


MAS N O T A B L E S Q U E H A N SIDO REFERI'
DOS E N ESTA HISTORIA.

ARTICULO I.

El n ú m e r o c a s i i n f i n i t o de detalles conteni'
dos e n esta o b r a m e hace t e m e r produzcan al-
g u n a c o n f u s i ó n en e l e s p i r i t u de m i s lectorei.
D e s d e e l p r i n c i p i o m e h a b i a p r o p u e s t o seguir
el o r d e n c r o n o l ó g i c o en la d i s p o s i c i ó n de MÍ
m a t e r i a s ; y o he s i d o en g e n e r a l fiel á este pri'
m e r p l a n . S i n e m b a r g o , p o r h a c e r m i trabajt
m a s ú t i l m e h a s u c e d i d o m u c h a s v e c e s , W-
tando de l a h i s t o r i a de l o s p r i m e r o s tiempos
del Santo Oficio , hacer m e n c i ó n de alguno.1
p r o c e s o s q u e p e r t e n e c e n á é p o c a s mas recien-
tes , á fin de p r o b a r m e j o r l a p r o p o s i c i ó n , 0
el objeto que m e proponía , i g u a l m e n t e <]"'
r e f i r i e n d o a l g u n o s p r o c e s o s de n u e s t r a épocai
CAP. XtTII. ART. I. 121
be citado 6 r e c o r d a d o o t r o s m a s a n t i g u o s . L o
mismo rne h a s u c e d i d o e n e l uso de las b u l a s y
breves do' R o m a , de las l e y e s d e l r e i n o , y de
c a r t a s - ó r d e n e s de i n q u i s i d o r e s g e n e r a l e s ó d e l
Consejo de la S u p r e m a .
Las personas a c o s t u m b r a d a s d f o r m a r c o l e c -
ciones n u m e r o s a s de p a p e l e s l l e n o s de h e c h o s ,
y destinados á t o m a r u n a f o r m a h i s t ó r i c a , n o
admirarán que l a c o m p o s i c i ó n de u n a o b r a e n -
teramente o r i g i n a l , y c u y o s m a t e r i a l e s e s t a b a n
dispersos en t a n g r a n d e y d i f e r e n t e n ú m e r o de
piezas i n é d i t a s , haya o b l i g a d o a l g u n a s veces
al autor á s e p a r a r s e de su s i s t e m a . B a s t a u n a
mirada sobre e l c a t á l o g o de manuscritos de
que he sacado m i s m a t e r i a l e s p a r a c o n v e n c e r s e
de esta v e r d a d .
Pero si el c a r á c t e r p r o p i o de esta h i s t o r i a ,
es d e c i r , el c r e c i d o n ú m e r o de p e r s o n a s , p r o -
cesos, c i u d a d e s , t r i b u n a l e s y e s t a t u t o s de q u e
me ha sido p r e c i s o h a b l a r , m e h a o b l i g a d o á
coni'iifidir a l g u n a s é p o c a s ? el m i s m o motivo
me ha hecho c o n o c e r l a n e c e s i d a d de u n c o m -
pendio c r o n o l ó g i c o f u n d a d o en e l o r d e n s u c e -
sivo de los t i e m p o s , y á p r o p ó s i t o no solo p a r a
r e c o r d a r á los l e c t o r e s los h e c h o s m a s e s e n c i a -
les contenidos e n estos o c h o v o l ú m e n e s , s i n o
también p a r a p r e s e n t a r l o s bajo u n a s p e c t o t o -
talmente f a v o r a b l e , q u e d e s p u é s de h a b e r c o n .
122 HISTORIA DE l \ INQUISICION,
c l u i d o t o d a su l e c t u r a , c a d a u n o p u e d a conce-
b i r p e r f e c t a m e n t e su c o m p l e t a a n á l i s i s .
E n fin, este c o m p e n d i o c r o n o l ó g i c o , acom-
p a ñ a d o de u n a t a b l a g e n e r a l de personas y
p u e b l o s , o f r e c e r á e l m e d i o fácil y c ó m o d o de
h a l l a r e l r a s g o p a r t i c u l a r de esta historia que
h a y a fijado l a a t e n c i ó n 6 e s c i t a d o la curio-
sidad.

COMPENDIO.
Años.

31. D u r a n t e este a ñ o , y l o s dos siguientes,


J e s u c r i s t o m a n i f i e s t a p o r las parábolas,
por las a c c i o n e s y p o r l a doctrina I M
c l a r a m e n t e p r o n u n c i a d a , q u e el castigo
d e l p e c a d o de h e r e j í a n o pertenece á lo!
hombres, q u e él e s t á reservado a DÍOÍ
para e l d i a d e l j u i c i o u n i v e r s a l ; y muí
p a r t i c u l a r m e n t e q u e l a p e n a d e l fuegoes
absolutamente o p u e s t a a l e s p í r i t u de la
r e l i g i ó n c r i s t i a n a . V é a s e e l c a p í t u l o íó.
e n e l c u a l se d e m u e s t r a esta importante
verdad.
32. H a b i e n d o p e d i d o los a p ó s t o l e s que los
c i s m á t i c o s de S a m a r l a fuesen castigailo:
con la pena del fuego, porque no
q u e r í a n a d m i t i r l a s a g r a d a persona •
J e s u c r i s t o e n su p u e b l o , e l S e ñ o r le'

i
CAP. XLV. ART. K 125
hace v e r q u e esto es c o n t r a r i o a l e s p í r i t u
del E v a n g e l i o .
3/l, Durante este a ñ o y los siguientes
los a p ó s t o l e s y los o t r o s discípulos de
Jesucristo p r e d i c a n la m i s m a doctrina ,
y o b r a n c o n a r r e g l o á sus p r i n c i p i o s , r e s -
t r i n g i e n d o el p r o c e s o c o n t r a los herejes
á la e s c o m u n i o n , d e s p u é s de haberles
amonestado dos ó tres veces. Véase el
cap. 4 5 ,
52. S a n P e d r o se conducía con respecto
á los c r i s t i a n o s c o n v e r t i d o s de l a i d o l a -
tría de u n m o d o que no era r e c t o según
la v e r d a d d e l E v a n g e l i o , c o m o d i c e s a n
P a b l o : este se l o r e p r e n d i ó ; p e r o no l e
escomulgó.
66. S. P a b l o es d i f a m a d o c o m o h e r e j e e n -
tre los c r i s t i a n o s de J e r u s a l e m conver-
tidos d e l j u d a i s m o , y los a p ó s t o l e s m u e s -
tran c o n su e j e m p l o el modo con que
deben ser tratados los d e n u n c i a d o s c o m o
sospechosos, haciendo un interrogatorio
Heno de paz á S . P a b l o y d i c i é n d o l e l o
que debe h a c e r .
57. E l m i s m o A p ó s t o l e s c r i b e á su d i s c í -
pulo T i t o , o b i s p o de C r e t a , q u e d e b e
a m o n e s t a r á los h e r e j e s p r i m e r a y s e g u n r
da vez antes de e s c o m u l g a r l o s ,
124 HISTORIA DE LA ÍNQTJISÍCÍOS)
60. S . P a b l o , p u e s t o e n j u i c i o c o m o ene-
migo de l a r e l i g i ó n , p i d e que sus de-
n u n c i a d o r e s y los testigos se presenten
personalmente delante d e é l , para la
verificación de los h e c h o s de que se le
acusa.
107. S . I g n a c i o , o b i s p o y p a t r i a r c a de Ale-
j a n d r i a , e s c r i b e sobre l a conducta que
se d e b e o b s e r v a r c o n l o s herejes. Véanse
los c a p . 1 y 45.
120. C a s t o r A g r i p a e n s e ñ a c u a l debe serla
c o n d u c t a de la I g l e s i a p a r a c o n los here-
jes. Y é a s e el c a p . 1.
1/Í5. C o n f e r e n c i a s de R h o d o n c o n Apelles,
hereje y d i s c í p u l o de M a r c i o n , para con-
vencerle.
160. S. I r e n e o , o b i s p o d e L e ó n , escribe
s o b r e la m a n e r a c o n q u e se debe tratara
los h e r e j e s .
180. C o n f e r e n c i a s entre el h e r e s i a r c a Theo-
d o r o de B i z a n c i o y los t e ó l o g o s católi-
cos p a r a c o n v e n c e r l e s i n pensar en cas-
tigarle.
190. H á c i a este a ñ o la B i b l i a g r i e g a , tradu-
c i d a p o r e l h e r e j e T h e o d o c i o n de Efe50'
es r e c i b i d a p o r l o s o b i s p o s católicos.
S . C l e m e n t e , o b i s p o , p a t r i a r c a deAle-
j a n d r i a , e s c r i b e s o b r e l a conducta qu£


t * M
CAP. XLVII. ART. I. 125
debe ser observada con los herejes.
200. E n esta é p o c a , T e r t u l i a n o , p r e s b í t e r o
de l a i g l e s i a de A f r i c a , a n u n c i a que l o s
medios c o e r c i t i v o s para hacer a b r a z a r l a
religión son opuestos á l a v o l u n t a d de
Dios.
Antes de este año , san Dionisio ,
obispo de Corinto habia trazado la
conducta que se d e b i a t e n e r c o n l o s h e -
rejes.
207. Tertuliano escribe sobre e l m o d o de
c o n d u c i r s e c o n los h e r e j e s .
231. O r í g e n e s trata del m i s m o objeto. T i e -
ne u n c o l o q u i o c o n e l h e r e s i a r c a B e r i l o ,
obispo de B o c a r a , para convencerle.
Otra c o n f e r e n c i a c o n los árabes mate-
rialistas.
235. E l h e r e j e A m m o n i o es c o n v e r t i d o a l
cabo de m u c h a s c o n f e r e n c i a s e n u n c o n -
cilio de A l e j a n d r í a .
250. H a c i a este a ñ o , san C i p r i a n o , o b i s p o
de C a r t a g o , p r i m a d o de A f r i c a , espli-
ca la p a r á b o l a evangélica déla zizaña,
haciendo ver q u e D i o s se h a reservado
el castigo d e l p e c a d o de h e r e j í a , y q u e
los h o m b r e s se o p o n e n á l a v o l u n t a d de
-Dios c u a n d o c a s t i g a n á l o s h e r e j e s p a c í -
ficos.
126 HISTORIA DE LA INQUISICION,
H á c i a e l m i s m o t i e m p o , los herejes
Basilicies , o b i s p o de A s t o r g a , y Mar-
c i a l , o b i s p o de M é r i d a , son reconci-
liados sin otra pena q u e l a p é r d i d a de
sus s i l l a s .
360. S . J u s t i n o el filósofo e s c r i b e sobre el
m o d o de c o n d u c i r s e c o n l o s herejes, y
tiene u n a c o n f e r e n c i a c o n e l heresiarca
Trifon para convencerle.
266. P a b l o de S a r a o s a t a , o b i s p o , patriarca
de Antioquía, abjura l a h e r e j í a eo un
concilio.
272. E l m i s m o es d e p u e s t o e n otro conci-
l i o c o m o hereje r e l a p s o . N o queriendo
P a b l o a b a n d o n a r la casa e p i s c o p a l , los
o b i s p o s c a t ó l i c o s se d i r i g e n e l emperador
A u r e l i a n o . H a b i e n d o d e c l a r a d o este que
é l m a n d a r l a l o q u e p r o p u s i e s e el obispo
de R o m a , el p a p a S. F é l i z I confírmala
r e s o l u c i ó n d e l C o n c i l i o , y e l Emperador
la hace ejecutar.
280. C o n f e r e n c i a s de A r q u e l a o , obispodf
C a s c h r a , e n M e s o p o t a m i a , c o n Manes,
gefe de los h e r e j e s m a n i q u e o s , para con-
vencerle.
295. C o n f e r e n c i a d e san Cayo papa coo
P r o c l o en R o m a para convertir a
hereje.
CAP. X t V I I . ART. i , 127

£96, Diocleciano y Maximiano publican


una l e y q u e c o n d e n a á los gefes de los
t n a n i q u e o s á l a p e n a d e l fuego , y á los
otros s e c t a r i o s á d i v e r s o s s u p l i c i o s .
300. A n t e s de este a ñ o , los c a t ó l i c o s que
escriben apologías para hacer cesar l a
p e r s e c u c i ó n , s o s t i e n e n l a d o c t r i n a de q u e
no es j u s t o c a s t i g a r p o r c a u s a de r e l i g i ó n
con t a l q u e los d i s i d e n t e s n o t u r b e n e '
orden público. V é a n s e el cap. 1.°, art.
\ , y el c a p . 4 5 .
305. E l C o n c i l i o de E l v i r a d e c r e t a q u e los
herejes p e n i t e n t e s serán reconciliados
sin o t r a p e n a q u e l a p e n i t e n c i a c a n ó n i c a ,
y c o n d e n a á los d e l a t o r e s á l a e s c o m u -
nion, sin dejarles l a e s p e r a n z a de la
muerte.
113. D e s p u é s de este a ñ o , v e r i f i c a d a l a c o n -
versión del emperador Constantino , y
las t u r b u l e n c i a s de los d o n a t i s t a s y de
los a r r í a n o s , los o b i s p o s c a t ó l i c o s p r o c u -
ran p e r s u a d i r á este p r í n c i p e y á sus s u -
cesores q u e es ú t i l e s t a b l e c e r l e y e s c o n -
tra los herejes , y t r a t a r l e s c o m o e n e m i -
gos d e l o r d e n p ú b l i c o .
220. L a c t a n c i o establece en su o b r a de las
Institutiones divinas q u e l o s m e d i o s c o e r -
• citivos para hacer abrazar la doctrina
128 HISTORIA DE tA INQUISICION,
r e l i g i o s a s o n o p u e s t o s a l c a r á c t e r mismo
de l a r e l i g i ó n , q u e p i e r d e s u naturaleza
en el momento que deja de ser vo-
luntario.
332. E l e m p e r a d o r T e o d o s i o p u b l i c a contra
los m a n i q u e o s u n a l e y q u e les condena
a l ú l t i m o s u p l i c i o y c o n f i s c a c i ó n de bie-
n e s ; e n c a r g a á los p r e f e c t o s del pretorio
crear i n q u i s i d o r e s y d e l a t o r e s paia des-
c u b r i r los que e s t é n e s c o n d i d o s .
342. Después de este a ñ o , san Atanasio,
obispo de A l e j a n d r í a , e n s e ñ a la misma
d o c t r i n a que L a c t a n c i o , y hace ver que
Jesucristo no h a q u e r i d o c o n v e r t i r á los
hombres s i n o p o r l a p e r s u a s i ó n , y que
cualquiera otro m e d i o o c a s i o n a perjui-
c i o á la r e l i g i ó n m i s m a .
360. D e s p u é s de este a ñ o , san H i l a r i o , obis-
po de P o i t i e r s , e s p o n e y defiende la
misma doctrina que Lactancio y san
Atanasio , escribiendo al emperador
Constancio.
370. H a c i a este t i e m p o , san O p i a t o , obispo
m i l e v i t a n o en A f r i c a , e s c r i b i e n d o coo-
t r a los d o n a t i s t a s , confiesa que el pro-
ceder rigoroso contra los herejes es
o p u e s t o a l e s p í r i t u de l a v e r d a d e r a Igle'
sia católica.
CAP. aouru.—ART. I. 129
38O. S. A m b r o s i o , o b i s p o de M i l á n , s o s t i e n e
la m i s m a d o c t r i n a q u e L a c t a n c i o , san
Atanasio y san H i l a r i o , sobre la c o n -
ducta q u e d e b e o b s e r v a r s e c o n l o s q u e
no s i g u e n la r e l i g i ó n d e l e s t a d o .
881. S. Gregorio nazianzeno condena en
sus escritos l a d o c t r i n a de l o s m e d i o s
coercitivos para la conversión de l o s
h o m b r e s , y los declara t i r á n i c o s .
383. S. M a r t i n , a r z o b i s p o de T o u r s , s u p l i c a
al e m p e r a d o r p a r a q u e e l h e r e j e Prisci-
liano n o sea condenado á la pena de
m u e r t e . M á x i m o l o p r o m e t e ; p e r o des-
p u é s falta á s u p a l a b r a .
D e s p u é s de . l a l e y de Teodosío, y
bajo el r e i n a d o de sus s u c e s o r e s los h e -
rejes son amonestados y admitidos á
conferencias y c o l o q u i o s antes de ha-
cerles c o m p a r e c e r e n j u i c i o . V é a s e c a p .
I.0, art. 2 .
38¿. Los prefectos , los gobernadores de
p r o v i n c i a , y los magistrados seculares,
e s t á n e n c a r g a d o s de hacer juzgar á los
herejes bajo los e m p e r a d o r e s romanos
c r i s t i a n o s , s i n o t r a i n t e r v e n c i ó n de p a r l e
de l a a u t o r i d a d e c l e s i á s t i c a q u e l a s i m -
ple d e c l a r a c i ó n de q u e e l a c u s a d o es ó
no h e r e j e .
130 HISTORIA DE LA, INQUISICION,
ZjOl. S. Juan Crisóstomo e s c r i b e que las
herejías deben ser c o m b a t i d a s , pero
q u e se d e b e p e r d o n a r á l o s herejes.
1x08. E l e m p e r a d o r H o n o r i o m a n d a castigar
con p e n a de m u e r t e á los donalistas;
san A g u s t i n i n t e r c e d e p o r e l l o s .
AlO. San G e r ó n i m o e s c r i b e q u e la religión
c r i s t i a n a se s o s t i e n e m e j o r p o r la pacien-
c i a y l a d u l z u r a q u e p o r e l r i g o r y el
resentimiento.
Al5. H a c i a este a ñ o , y a l g ú n t i e m p o des-
p u é s , san A g u s t i n e s c r i b e m u c h a s veces
s o b r e el m o d o de o b r a r p a r a c o n los he-
rejes ; y aunque modifica su opinión
p o r las c i r c u n s t a n c i a s , sostiene siempre
q u e j a m a s se les d e b e c a s t i g a r con pena
de m u e r t e . V é a s e e l c a p . 4 5 .
430. S a l v i a n o , p r e s b í t e r o de M a r s e l l a , co-
n o c i d o p o r e l n o m b r e de J e r e m í a s fran-
c é s , t r a t a n d o d e l m o d o c o n que Dios
g o b i e r n a el u n i v e r s o , h a c e v e r que Dio:
s o l o p u e d e saber s i los herejes de buena
fe m e r e c e n ser c a s t i g a d o s , puesto
e l l o s c r e e n s e g u i r l a v e r d a d . Véase el
cap, lib.
589. E l t e r c e r c o n c i l i o de T o l e d o , de acuer-
do c o n e l R e y de E s p a ñ a , Recaredo i . *
d e c r e t a q u e l o s q u e se v u e l v e n del cris-
CAT. XlYll. ART. I. 131

tianismo á la idolatría sean castigados


severamente; j a m á s , sin e m b a r g o , con
la p e n a de m u e r t e .
633. E l c u a r t o c o n c i l i o de T o l e d o , de c o n -
cierto c o n el R e y de E s p a ñ a , d e c r e t a
que los herejes j u d a i z a n t e s n o sean c a s -
tigados m a s q u e p o r l a p r i v a c i ó n de s u s
hijos y de sus e s c l a v o s , á fin de que
estos sean p r e s e r v a d o s d e l c o n t a g i o .
635. E l n o n o c o n c i l i o de T o l e d o q u i e r e que
los c r i s t i a n o s c u l p a b l e s de h e r e j í a sean
condenados á l a p e n a de azotes ó á l a
de la a b s t i n e n c i a , s e g ú n l a e d a d de c a d a
uno de e l l o s .
663. Algún tiempo después e l R e y de E s -
paña R e c e s w i n t o publica una ley por
la q u e c o n d e n a á los herejes n o p e n i -
tentes á la p r i v a c i ó n de sus h o n o r e s , de
sus d i g n i d a d e s y de sus b i e n e s s i son
eclesiásticos , y aun á l a p e n a de d e s -
tierro , si s o n l e g o s .
681. E l c o n c i l i o d o c e de T o l e d o , de a c u e r -
do c o n e l r e y de E s p a ñ a E r v i g i o , m a n d a
que si e l h e r e j e es n o b l e sea d e s t e r r a -
do ; y si es e s c l a v o , a z o t a d o .
66S. E l decimosexto concilio de Toledo,
de a c u e r d o c o n e l r e y de E s p a ñ a E g i c a ,
decreta q u e l o s q u e se o p u s i e s e n á los
132 niSTOBIA DE LA INQUISICION,
esfuerzos de los o b i s p o s y de los jueces
p a r a a n i q u i l a r l a i d o l a t r í a , pagarán si
son nobles u n a m u l t a de tres libras de
o r d ; si s o n p l e b e y o s s u f r i r á n la penade
c i e n azotes y l a c o n f i s c a c i ó n de la mi-
t a d de sus b i e n e s .
726. E l p a p a G r e g o r i o I I , d e s p u é s que los
Romanos arrojan á su ú l t i m o duque
B a s i l i o , se a p o d e r a d e l g o b i e r n o civil de
í l o m a , y sus s u c e s o r e s le conservan por
la protección de los r e y e s de Francia
c o n t r a los r e y e s l o m b a r d o s : desde esta
é p o c a se i n t e n t a b a c e r c r e e r que las le-
y e s r e l a t i v a s a l c a s t i g o de los herejes no
deben emanar sino de los soberano)
pontífices.
731. G r e g o r i o I I I ofrece á C a r l o s Martella
d i g n i d a d de p a t r i c i o de R o m a .
741. Z a c a r í a s , e l e g i d o p a p a , se comporta
c o m o soberano t e m p o r a l de Roma en
los t r a t a d o s q u e h a c e c o n e l R e y délo;
L o m b a r d o s ; y c o m o p u d i e n d o disponer
de los r e i n o s , en su respuesta á la con-
s u l t a de P e p i n o , s o b r e e l t í t u l o del Ileí
de F r a n c i a , c o n t r a C h i l d e r i c o III po-
seedor del trono.
752. A n t e s de este a ñ o p a r e c e u n a h f o U »
papa Z a c a r í a s , r e l a t i v a á los que retie-
CAP. XLVU.'—ART. I. 133
nen b i e n e s del d o m i n i o de la Iglesia.
752. Estevan I I , papa electo , v a á Fran-
cia,corona allí á P e p i n o , y a p r o v e c h a
los s o c o r r o s q u e este le da p a r a conser-
yar su p o d e r t e m p o r a l s o b r e R o m a c o n -
tra e l R e y de los lombardos.
p4 Estevan I I corona á Pepino rey de
F r a n c i a , en S a i n t - D e n i s , y r e l e v a á l o s
franceses d e l j u r a m e n t o de fidelidad que
han p r e s t a d o á C h i l d e r i c o I I I , poseedor
legitimo d e l t r o n o .
755. H á c i a este t i e m p o se c o m i e n z a á c r e e r
que t o d o e s c o m u l g a d o es i n f a m e , y q u e
no se p u e d e t r a t a r c o n él s i n i n c u r r i r
en su i n f a m i a . E s t a opinión tiene su
origen e n l a s c o s t u m b r e s y e n las l e y e s
de los a n t i g u o s druidas de la G a l i a , y
da o c a s i ó n á los papas de c r e e r s e a u t o -
rizados á d e s t r o n a r l o s r e y e s , e s c o m u l -
g á n d o l o s , y p r o h i b i e n d o á sus v a s a l l o s
tener c o m u n i c a c i ó n c o n e l l o s .
'92. E l h e r e j e F é l i x , o b i s p o de U r g e l , a b -
jura su h e r e j í a p o r l a p r i m e r a v e z en e l
C o n c i l i o de Ratisbona , y conserva su
obispado.'
'94. E l m i s m o obispo abjura segunda vez
la h e r e j í a en e l C o n c i l i o de F r a n c f o r t , y
aunque r e l a p s o , uo es d e p u e s t o .
II
iSU HISTORIA DE LA INQUISICION,
799. E l es d e c l a r a d o r e l a p s o p o r un con-
c i l i o ' d e ' R o m a ; &in e m b a r g o , el papa
L e ó n I I I no l a n z a la e s c o m u n i o n contra
é l s i n o en el caso que no q u i e r a renun-
ciar para siempre l a h e r e j í a . Féliz re-
n u n c i a e n e l c o n c i l i o de Aix-!a-Chapelle
d e s p u é s de m u c h a s c o n f e r e n c i a s , y ^
sufre o t r a p e n a q u e l a de la deportación,
800. L e ó n I I I hace p r o c l a m a r y corona a
C a r l o - M a g n o p r i m e r e m p e r a d o r de Oc-
cidente.
811. Miguel , emperador de Oriente,pu-
blica una l e y q u e c o n d e n a á los mani-
queos ú la pena de muerte. Niceforo,
patriarca de C o n s t a n t i n o p l a , toma asi
c a r g o el p e r s u a d i r l e q u e es mejor con-
v e r t i r los h e r e j e s p o r l a d u l z u r a , y lo
consigue.
849. G o t e s c a l c o , b e n e d i c t i n o y presbítero,
es condenado, como hereje predesti-
n a c i a n o , á ser a z o t a d o y á la reclusión.
El recibe los azotes e n presencia l
Carlos el C a l v o , emperador de Occi-
d e n t e y R e y de F r a n c i a , en el Concili:
de Q u e r e y - s u r - O i s e .
869. E n e l s é p t i m o c o n c i l i o g e n e r a l de Con-
t a n t i n o p l a , T e o d o r o C r i n i t o gefe del'1
I c o n o c l a s , a b j u r a su h e r e j í a , y es recoc
CAP. XLV. AKT. 1. 135
ciliado s i n p e n i t e n c i a . E l e m p e r a d o r B a -
silio M e c e d o n i o le c o n c e d e e l ó s c u l o de
paz.
882. Antes de este a ñ o e l p a p a J u a n VIH
declara que los q u e m u e r e n combatiendo
contra los infieles , r e c i b e n la r e m i s i ó n
entera de sus pecados.
999. Silvestre II d i r i g e á todos los c r i s t i a -
nos u n a c a r t a para e m p e ñ a r l e s á tomar
las a r m a s p o r la c a u s a de J e s u c r i s t o c o n -
tra los i n f i e l e s .
1022. E s t e v a n , c o n f e s o r de Constancia, es-
posa d e l r e y R o b e r t o , es condenado al
fuego con otros m u c h o s c o m o h e r e j e s
raaniqueos, en e l c o n c i l i o de O r l e a n s , e n
presencia de d i c h o s s o b e r a n o s , después
de inútiles esfuerzos para convertir-
los.
1Ú73. A n t e s de este a ñ o san P e d r o D a m i á n
r e c o n v i e n e al papa A l e j a n d r o I I , p o r q u e
emplea la e s c o m u n i o n contra toda espe-
cie de d e l i t o s .
Alejandro I I i n t i m a al emperador E n -
rique q u e v a y a á R o m a p a r a ser j u z g a -
do en u n c o n c i l i o .
*074. G r e g o r i o V I I e s c o r a u l g a al e m p e r a d o r
E n r i q u e I V , r e l e v a á sus v a s a l l o s d e l j u -
ramento de fidelidad, y les h a c e esco-
136 HISTORIA DE IA KQtlISICIOJt,
ger por s o b e r a n o á R o d o l f o , duque de
Suavia.
Gregorio V I I quiere f o r m a r una cru-
z a d a c o n t r a los T u r c o s e n favor de Mi-
guel, e m p e r a d o r de O r i e n t e ; la muerte
se l o i m p i d e .
1095. U r b a n o I I hace p u b l i c a r u n a cruzada
c o n t r a los T u r c o s .
1099. E l e j é r c i t o de los c r u z a d o s se apodera
de J e r u s a l e m .
1178. P e d r o o b i s p o de M e a u x , legado de Ale-
jandro I I I hace prometer c o n juramen-
t o á R a i m u n d o V , c o n d e de T o l o s a , no fa-
v o r e c e r e n sus estados á los herejes se-
diciosos.
1179. L o s p a d r e s d e l c o n c i l i o tercero de Le-
tran d e c i d e n que a u n que l a Iglesia re-
p r u e b a el d a r p o r m e d i o de sus decretos
y de sus m i n i s t r o s l a m u e r t e á los here-
jes, admite sin embargo los auxilios JÍ
los p r i n c i p e s c r i s t i a n o s p a r a castigarlos.
1181 A n t e s de este a ñ o , A l e j a n d r o I I I escomol-
g a á l o s herejes p o r u n a b u l a , y declara!!
b r e s de sus o b l i g a c i o n e s á los que las 1*
yan c o n t r a í d o con ellos.
H e n r i q u e , o b i s p o de A l b a , legado*
Alejandro I I I contra los albigenses, í6
a p o d e r a d e l c a s t i l l o de L e v a u r , y0^'

CAP. XLVII.—-ART. l i 137

ga á R o g e r i o de B e s i e r s á a b j u r a r Ja
herejía.
118A. C o n c i l i o de V e r o n a , presidido por e\
emperador Federico I , y convocado por
L u c i o I I I . E n él se d e c i d e q u e t o d o s l o s
que sean d e c l a r a d o s h e r e j e s , y no con-
fiesen su c r i m e n , s e r á n e n t r e g a d o s á l a
justicia secular. E s t e c o n c i l i o es c o n s i -
derado p o r F l e u r y c o m o el nacimiento
de l a I n q u i s i c i ó n .
119]. P o c o d e s p u é s de este a ñ o 3 G r e g o r i o de
S a n t - A n g e l o , l e g a d o de C e l e s t i n o I I I e n
España, convoca el concilio de Lérida.
E l insta á Alfonso II, r e y de Aragón,
para q u e p u b l i q u e en sus estados e l e d i c -
to del concilio de Verona contra los
herejes.
119/j. A l f o n s o I I , r e y de A r a g ó n , h a c e echar
/ de sus estados á los v a l d e n s e s , l o s p o b r e s
de L e ó n y o t r o s herejes.
1197. P e d r o I I , r e y de A r a g ó n , , c o n v o c a u n
s í n o d o en G e r o n a , y d a c o n t r a l o s h e r e -
jes un e d i c t o s e m e j a n t e a l de s u p r e d e c e -
sor A l f o n s o I L
1198, Inocencio I l í aumenta sin interrup-
ción el p a t r i m o n i o de san P e d r o , el p o -
der t e m p o r a l de l o s p a p a s s o b r e l o s r e i -
nos, y su a u t o r i d a d e s p i r i t u a l s o b r e lo§-
138 HISTORIA DE LA INQUISICION,
obispos. E l envía c o m i s a r i o s álaGalla
narbonense c o n t r a l o s herejes albigen.
ses, ; •
1203. Inocencio III e s c o g e á P e d r o de Cas-
lelnovo y á Rodolfo monges de laGalla
narbonense para p r e d i c a r en aquel pa¡s
c o n t r a los h e r e j e s . P e d r o es muerto por
e l l o s , y se le c a n o n i z a c o m o m á r t i r .
i2(M. (11 de m a r z o . ) A c t a p a r t i c u l a r de los
' h a b i t a n t e s de T o l o s a , q u e no es consen-
tida por P e d r o ni por R o d o l f o , sino i
c o n d i c i ó n de q u e los T o l o s a n o s comba-
tan la h e r e j í a .
( 1 9 de m a y o . ) I n o c e n c i o I I I nombn
tres l e g a d o s a p o s t ó l i c o s para la Galii
narbonense, y les m a n d a t o m a r lasine-
d i d a s n e c e s a r i a s p a r a p e r s e g u i r á los he-
r e j e s , y e n t r e g a r l o s á l a potestad secular
E l r e c i b e a l r e y de F r a n c i a F e l i p e II pan
e m p e ñ a r l e á s e c u e s t r a r los bienes de te
s e ñ o r e s herejes.
1305. (26 de e n e r o . ) I n o c e n c i o Illnoail-
m i t e l a d e m i s i ó n de P e d r o su legadoec
la Galla narbonense, y escribe a Fe-
U p e I I r e p r e n d i e n d o s u indiferenciapa;í
con los herejes.
1207. (30 de d i c i e m b r e . ) M u e r t e de
A c e b e s , o b i s p o de O s m a , q u e se
CAP. XLVII. ART. 1. 139
reunido á los legados de I n o c e n c i o I I I
para p r e d i c a r c o n t r a los a l b i g e n s e s .
(9 de m a r z o . ) f B e a t i f i c a c i o n de P e d r o
de C a s t e l n o v o , l e g a d o de I n o c e n c i o I I I ,
asesinado p o r los albigenses. E l Papa
n o m b r a e n su l u g a r a l o b i s p o de C o n s e -
rans, y e s c r i b e á t o d o s l o s s e ñ o r e s del
pais p a r a e m p e ñ a r l e s á r e u n i r sus fuer-
zas c o n t r a los h e r e j e s .
1398. P r i n c i p i o de l a i n q u i s i c i ó n en Fran-
cia. U n a c r u z a d a es p r e d i c a d a p o r A r n a l -
do c o n t r a R a i m u n d o V I y los albigenses;
c o n c é d e n s e i n d u l g e n c i a s á los q u e t o m e n
parte en e l l a . S i m ó n c o n d e de M o n f o r t ,
manda el e j é r c i t o d é l o s cruzados.
12()9. R e c o n c i l i a c i ó n d e l h e r e j e P o n c i o R o g e r
por santo D o m i n g o d e G u z m a n , o b r a n -
do este c o m o d e l e g a d o de A r n a l d o a b a d
del C i s t e r , l e g a d o d e l P a p a .
121 2. A r n a l d o , abad d e l C i s t e r , es n o m b r a d o
a z o r b i s p o de N a r b o n a .
121/i, Inocencio I I I envía á Francia como
legado á P e d r o de B e n e v e n t o , c a r d e n a l ,
con o r d e n á los a r z o b i s p o s y á sus s u f r a -
gáneos para obedecerle.
1215. E l legado Pedro vuelve á R o m a hácia
el mes d e j u l i o de este a ñ o .
Cuarto concilio de L e t r a n . E n él se
140 HISTORIA DE IA INQUISICIOM,

e s t a b l e c e n n u e v a s p e n a s c o n t r a loshere.
jes albigenses.
No está probado que Inocencio \\]
h a y a c o n f e r i d o e n este a ñ o ;i santo Domin-
g o de G u z m a n el t í t u l o de inquisidor
apostólico general.
1216. ( 16 de j u l i o . ) Muerte de Inocencio
IIT.
( 2 2 d e d i c i e m b r e . ) H o n o r i o V aprue-
b a e l i n s t i t u t o f o r m a d o p o r Domingo dt
G u z m a n c o n t r a los h e r e j e s . Nacimiento
d e l o r d e n de h e r m a n o s predicadores, lla-
mados dominicos,
1217. (26 de e n e r o . ) H o n o r i o I I I escribei
D o m i n g o de G u z m a n p a r a alabar stizelo,
y le a n i m a á p e r s e v e r a r en e l .
Honorio III envia á l a G a l i a narbo-
n e n s e , c o n e l t í t u l o d e l e g a d o , al cardt'
nal B e l t r a n .
1219. (8 de d i c i e m b r e . ) B r e v e de Honorio
I I I á todos los o b i s p o s de l a cristiaudaí
p a r a r e c o m e n d a r l e s e l o r d e n delosfrai-
Ies predicadores , que son los domiu1'
eos.
I n s t i t u c i ó n de l a ó r d e n tercera déla
p e n i t e n c i a , l l a m a d a t a m b i é n Milicia &
C r i s t o p o r san D o m i n g o de Guzman.
1221. F u n d a c i ó n de u n a ó r d e n de caballei*
CAP. XtVII.' ABT. I. 141
llamada M i l i c i a de C r i s t o , d i f e r e n t e de
la de santo D o m i n g o . C o n f ú n d e n s e b i e n
pronto estas dos ó r d e n e s , y sus m i e m -
bros son l l a m a d o s f a m i l i a r e s del Santo
Oficio de l a I n q u i s i c i ó n .
Honorio I I I envía á Galia narbonen-
se, c o m o legado á C o n r a d o , obispo de
Porto.
(22 de n o v i e m b r e . ) H o n o r i o I I I c o r o n a
al e m p e r a d o r F e d e r i c o I I , le h a c e r e c o -
nocer e l ó r d e n de frailes p r e d i c a d o r e s , y
p r o m e t e r l e s su p r o t e c c i ó n p a r a p e r s e g u i r
á los hereje?.
1224. (22 de f e b r e r o . ) L a I n q u i s i c i ó n e x i s t e
en esta é p o c a en la I t a l i a , bajo l a d i r e c -
ción de los d o m i n i c o s . F e d e r i c o I I p u -
blica en P a d u a c o n s t i t u c i o n e s c o n t r a los
hereje?.
1225. Honorio III envia á la Galia narbo-
nense, c o n l a c u a l i d a d de l e g a d o , a l c a r -
denal R o m á n I I . E l d e t e r m i n a á L u i s Y I I
á p o n e r s e al frente de los c r u z a d o s .
1226. (18 de m a r z o . ) M u e r t e de H o n o r i o I I I .
1223. Concilio en N a r h o n a , presidido por
el a r z o b i s p o . R a i m u n d o Y I I , c o n d e de
T o l o s a , se r e c o n c i l i a e n él c o n san Luis,
y c o n l a I g l e s i a , y p r o m e t e e c h a r de sus
estados á los h e r e j e s í •
T

142 HISTORIA DE LA INQUISICION,


1 2 2 9 . C o n c i l i o en T o l o s a . ' E n é l se toman rtgc
v a s m e d i d a s c o n t r a los herejes.
1231. B u l a de G r e g o r i o I X , q u e contiene es-
c o m u n i ó n c o n t r a l o s h e r e j e s , y órdenes-
presa de e n t r e g a r los impenitentes á la
justicia secular, y la pena de infotni}
c o n t r a sus fautores y s e c u a c e s .
1232. (26 de m a y o . ) B r e v e de Gregorio IX
á E s p a r r a g o n , a r z o b i s p o de Tarragona,
p a r a e x h o r t a r l e á c o m b a t i r la herejía,
Hacia este a ñ o e n v i a G r e g o r i o IX,
c o m o legado, á la G a l i a narbonensei
"Waiterio o b i s p o de T o u r n a y .
1233. (20 de m a y o . ) G r e g o r i o I X dirigeií
prior d e l o s d o m i n i c o s de Lombarda
un breve de c o m i s i ó n para confiar I
estos r e l i g i o s o s la e j e c u c i ó n de su buk
contra los herejes.
Concilio de M e l u n , convocado po'
W a l t e r i o , o b i s p o de T o u r n a y . Enébt
t o m a n m e d i d a s c o n t r a l o s herejes.
Concilio celebrado en Besiers p»'
Walterio. E n él i»e h a c e n nuevos regla-
m e n t o s c o n t r a los h e r e j e s .
H a c i a este a ñ o p e n e t r a en Roma J
h e r e j í a de los a l b i g e n s e s . Se hacen ley^
municipales c o n t r a l o s herejes por e'
senador Aníbal y otros. Gregorio E
CAP. XLV1I. ART, K 143
las e n v í a a l a r z o b i s p o de M i l á n p a r a h a -
cerlas e j e c u t a r e n su diócesis. Federi-
co I I e n v i a á Ñ á p e l e s y á Sicilia al car-
denal R e g i n o n p a r a p e r s e g u i r á los he-
rejes. El renueva su ordenanza en
122Zí.
1233, La España es d i v i d i d a e n esta época
en c u a t r o r e i n o s c r i s t i a n o s : l a Castilla,
la N a v a r r a , e l A r a g ó n , y P o r t u g a l , a d e -
m á s de los estados m a h o m e t a n o s .
El a r z o b i s p o de T a r r a g o n a e n v i a l a
bula de G r e g o r i o I X c o n t r a l o s herejes
al p r o v i n c i a l délos d o m i n i c a n o s , y al
obispo de L é r i d a , d o n d e se e s t a b l e c e l a
primera inquisición española.
1235. (30 de abril.) Respuesta de G r e g o -
rio I X a l n u e v o a r z o b i s p o de T a r r a g o n a
sobre l a i n t e r p r e t a c i ó n de su b u l a . E l
le e n v i a u n r e g l a m e n t o , c o m p u e s t o por
san R a i m u n d o de P e ñ a í b r t , su p e n i t e n -
ciario.
(8 de n o v i e m b r e . ) G r e g o r i o I X r e n u e -
va su b u l a de 1 2 3 2 , c o n t r a los h e r e j e s ,
y la hace c o m ú n á t o d a la c r i s t i a n d a d .
P e d r o de P l a n e d i s , i n q u i s i d o r d o m i -
nico, honrado como santo en Urgel ,
es m u e r t o c o m b a t i e n d o c o n t r a los h e r e "
jes. Guillermo Mongrin, arzobispo de
144 HISTORIA. DE tA INQUISICION ,
T a r r a g o n a , se a p o d e r a de la fortaIeIa
de C a s t e l b o n .
1236. B r e v e de G r e g o r i o I X , relativo áh
i n t r o d u c c i ó n de la i n q u i s i c i ó n en Castilla
1238. (23 de a b r i l . ) I n t r o d u c c i ó n de la in.
quisicion en la N a v a r r a . E l guardián
de los f r a n c i s c a n o s de P a m p l o n a es nom-
brado inquisidor.
1241. E s t a b l é c e s e l a i n q u i s i c i ó n en la dio.
cesis de B a r c e l o n a .
1242. Reglamento compuesto en el conci-
lio de Tarragona para determinar el
m o d o con que deben c o n d u c i r s e los in-
q u i s i d o r e s c o n r e s p e c t o á los herejes.
C o n c i l i o de T a r r a g o n a , presididopoi
el arzobispo A l b a l a t é ; m e d i d a s tomadai
c o n t r a los herejes.
1246. (6 de j u n i o . ) B r e v e de Inocencio II
a l g e n e r a l de los d o m i n i c o s , concedieii'
do á su o r d e n e l p r i v i l e g i o de queei
y sus sucesores sean delegados por li
santa sede p a r a p r o c e d e r contra loslit-
rejes.
1248. (20 de o c t u b r e . ) B r e v e de Inocend:
I V al p r o v i n c i a l de los d o m i n i c o s , auto-
r i z á n d o l e p a r a e n v i a r i n q u i s i d o r e s de*
órden á la parte e s p a ñ o l a de la Galu
narbonense.
CAP. XLTII. ART. I. 1^5
1250. Santo D o m i n g o de V a l , n i ñ o de c o r t a
edad de Z a r a g o z a , es crucificado por
los j u d í o s , s e g ú n se d i j o .
l2o<5. (21 de j u n i o . ) B r e v e de Inocencio I V
c o n c e d i e n d o d los dominicos inquisi-
dores de L o m b a r d i a el privilegio de
i n t e r p r e t a r los e s t a t u t o s de los p u e b l o s ,
de p r i v a r de sus e m p l e o s á los e m p l e a -
dos que tengan por conveniente , y de
seguir los e s p e d i e n t e s s i n h a c e r conocer
á los a c u s a d o s los n o m b r e s de los tes-
tigos.
1254. (9 de m a r z o . ) B r e v e de I n o c e n c i o I V
c o n c e d i e n d o á los d o m i n i c o s el p r i v i l e -
gio de ser los ú n i c o s inquisidores de
España.
(7 de a b r i l . ) B r e v e de I n o c e n c i o I V á
los d o m i n i c o s de L é r i d a , Barcelona y
Perpiñan para que nombren inquisido-
res y l o s e n T i e n al R e y de A r a g ó n .
1257. (11 de e n e r o . ) S e n t e n c i a de los i n q u i -
sidores que deshonra la m e m o r i a de
R a i m u n d o , conde de Forcalquier; por
ella se m a n d a que su c u e r p o sea exhu-
mado; pero su m u g e r y sus h i j o s re"
conciliados.
1262. (1.0de a g o s t o . ) B r e v e de U r b a n o I V
que concede á los p r o v i n c i a l e s de los
TOMO -viri. i3
146 HISTORIA DE LA INQUISICION,
dominicos e l d e r e c h o de nombrar
destruir á los i n q u i s i d o r e s .
( A d e a g o s t o . ) B r e v e deUrbanoIVcon.
c e d i e n d o á l o s i n q u i s i d o r e s dominicosel
privilegio de no p o d e r ser escomulga-
d o s s i n o p o r el P a p a .
1263. (20 de j u l i o . ) C o n f e r e n c i a en la ciii-
d a d de B a r c e l o n a e n t r e P a b l o Cristiano,
dominico, y el r a b i n o M o i s s s , judío de
Perona, e n p r e s e n c i a d e l rey Jaime de
Aragón.
1265. (12 de a b r i l . ) C o n f e r e n c i a s de Rabil
C r i s t i a n o , d o m i n i c o , c o n otro judío en
p r e s e n c i a d e l o b i s p o de Barcelona.
(2 de o c t u b r e . ) C l e m e n t e I V renura
los breves de U r b a n o I V relativos álii
inquisidores dominicos.
1267. (27 de e n e r o . ) C l e m e n t e I V conflrmi
a l p r o v i n c i a l de los d o m i n i c o s de Es-
p a ñ a la facultad de n o m b r a r los inqui-
sidores.
1269. (2 de noviembre.) S e n t e n c i a de ii
Inquisición de B a r c e l o n a que condeM
á l a p e n a de i n f a m i a l a m e m o r i a des-
p a l d o , v i z c o n d e de C a s t e l b o n , y de:»
hija Ermesinda , condesa de Fox, i
m a n d a q u e sus c u e r p o s sean exhumados'
1277, P e d r o de C a d i r e l t a , i n q u i s i d o r do^
CAP. XLVII. ART. 1. 147
nico , es m u e r t o á pedradas por los
herejes. S e le r e v e r e n c i a c o m o santo e n
Urgel.
1292. (22 de a b r i l . ) O r d e n a n z a de J a i m e II
rey de Aragón p o r l a c u a l e c h a de sus
estados á los h e r e j e s .
1301. D i v i s i ó n de l a E s p a ñ a e n dos provin-
cias, c o n r e s p e c t o á l o s frailes domini-
cos y á l a I n q u i s i c i ó n : l a de Castilla y
la de A r a g ó n .
Hácia este a ñ o e l p r o v i n c i a l de los
d o m i n i c o s de Castilla, con la calidad
de p r o v i n c i a l de España, tiene él solo
el d e r e c h o de n o m b r a r los inquisidores
de p r o v i n c i a .
1302. Bernardo, inquisidor general de la
provincia de Ai-agon , celebra muchos
autos de fe.
'•'OS. (31 de j u l i o . ) C l e m e n t e V h a c e p r e n -
der en C a s t i l l a t o d o s los t e m p l a r i o s .
(3 de d i c i e m b r e . ) L o t g e r o , i n q u i s i d o r
de A r a g ó n h a c e r e u n i r en el convento
de V a l e n c i a á t o d o s i o s t e m p l a r i o s p a r a
e x a m i n a r su fe.
(30 de d i c i e m b r e . ) C l e m e n t e V hace
prender en P o r t u g a l á todos los tem-
plarios.
C l e m e n t e V i n t i m a al R e y de Aragón
l/i8 HISTORIA. DE LA INQUISICION,
que haga prender á l o s templarios y
que se a p o d e r e de sus bienes.
ÍZil\. Introducción secreta d e l orden de lo¡
t e m p l a r i o s en E s c o c i a , á consecuencii
de un c i s m a en l a m i s m a orden que se
sostiene secretamente en Francia des-
p u é s de l a m u e r t e d e l g r a n maestre Ja-
cobo M o l a i . L a o r d e n q u e comienza en
Escocia toma mas tarde e l nombre dt
la ó r d e n de los f r a c m a s o n c s . E l órdts
secreto de los t e m p l a r i o s continuó ei
Francia hasta la revolución.
D c s c ú b r e n s e n u e v o s herejes en el rei-
n o de A r a g ó n , y s o n perseguidos.
1325. (12 de j u l i o . ) E l h e r e j e P e d r o Duran-
do de B a l d a c h es quemado como re-
l a p s o p o r s e n t e n c i a de l a Inquisición dt
Aragón.
1334* E l hereje B o n a t o es quemado con»
r e l a p s o p o r s e n t e n c i a de la Inquisicw
de A r a g ó n .
1350. L o s h e r e j e s l l a m a d o s begardos enAra-
g o n s o n r e c o n c i l i a d o s ; y su gafe Jai11
J u s t e c o n d e n a d o á u n a p r i s i ó n perpet^
E l inquisidor Roselli h a c e celebrar"'
de fe.
1351. (10 de a b r i l . ) B r e v e de Clemente1
1 que asegura a l i n q u i s i d o r de Ara?
CAP. XLVIl. ART. II 149

todos los d e r e c h o s de i n q u i s i d o r gene-


ral en a q u e l l a provincia.
1352. D e s c ú b r e n s e h e r e j e s en l a C a t a l u ñ a y
son c a s t i g a d o s .
1357. Otros lo s o n en Aragón y Valencia.
(30 de m a j o . ) N i c o l á s , p r e s b í t e r o , h e -
reje de C a l a b r i a , es q u e m a d o c o m o re-
lapso p o r l a I n q u i s i c i ó n de A r a g ó n .
1359. E l hereje B a r t o l o m é Janovesio , que
anunciaba la venida del Antecristo para
el a ñ o 1360 , es r e c o n c i l i a d o por el i n -
quisidor de Aragón , Nicolás Eime-
rick.
13G0. A u t o de fe e n V a l e n c i a p o r e l i n q u i -
sidor B e r n a r d o Ermengol.
1371. (10 de a b r i l . ) B r e v e de G r e g o r i o XI
que m a n d a a l a r z o b i s p o de L é r i d a p o n g a
en m a n o s de los i n q u i s i d o r e s al hereje
A s l r u c h o de P i e v a .
1372. (1.° de e n e r o . ) A s t r u c h o de P i e v a , h e -
reje j u d a i z a n t e , es leconciliado por el
inquisidor E i m e r i c k , en Barcelona.
1376, (17 de e n e r o . ) B r e v e de G r e g o r i o X I
al o b i s p o de L i s b o a p a r a d a r l e los me-
dios de s u p l i r al d e f e c t o de i n q u i s i d o r
general.
1378. (27 de m a r z o . ) Muerte de G r c g o -
rio X I .
150 HISTORIA DE LA INQUISICION,
1389. (13 de o c t u b r e . ) M u e r t e de Urbano \{
1391. M a s de c i n c o m i l j u d í o s son asesina-
dos p o r los e s p a ñ o l e s .
1390. (4 de n o v i e m b r e . ) B o n i f a c i o I X nom.
b r a i n q u i s i d o r de P o r t u g a l á Rodrigo de
Cintra, franciscano.
(2 de d i c i e m b r e . ) B o n i f a c i o I X nombra
i n q u i s i d o r de P o r t u g a l á V i c e n t e de Lis-
boa , dominico.
H a c i a este a ñ o B e n e d i c t o X I I I crea una
i n q u i s i c i ó n particular para las islas Ba-
leares.
( 1 4 de j u l i o . ) B o n i f a c i o I X nombraÍD-
q u i s i d o r g e n e r a l de E s p a ñ a á "Vicentede
L i s b o a , y a i n q u i s i d o r de Portugal.
1402. (Io de f e b r e r o . ) B o n i f a c i o I X encargi
á l o s p r o v i n c i a l e s de d o m i n i c o s de Eí-
p a ñ a las f u n c i o n e s de inquisidores gene-
rales.
1406. P r o c e s o de u n j u d í o de Segovia acu-
sado d e l r o b o de u n a h o s t i a consagrada
1412. (Io de j u n i o . ) B r e v e de J u a n XXH1'
que nombra inquisidor de Portugal ^
A l f o n s o de A f r a o n , franciscano.
1413. C o n f e r e n c i a s e n t r e e l j u d í o converti-
do G e r ó n i m o de S a n t a F e , y los rabio*
de T o r t o s a , e n p r e s e n c i a del anti-p3?'
Benedicto X I I I .
CAP. X I T I I . ART. f. 151

1/|17. (11 de n o v i e m b r e . ) E l e c c i ó n de M a r -
tin V en e l c o n c i l i o de C o n s t a n z a .
(5 de febrero.) M a r t i n V divide los
d o m i n i c o s de E s p a ñ a e n t r e s p r o v i n c i a s :
la l l a m a d a de E s p a ñ a en C a s t i l l a , l a de
, S a n t i a g o en G a l i c i a , y la de P o r t u g a l .
l/|3/i. (27 de m a r z o . ) M a r t i n V e s t a b l e c e u n a
i n q u i s i c i ó n p a r t i c u l a r en Valencia.
1ZI/|2. Muerte de E n r i q u e de A r a g ó n , m a r -
q u é s de V i l l e n a , r e p u t a d o n i g r o m á n t i c o .
Sus l i b r o s son q u e m a d o s p o r órden de
Juan I I r e y de Castilla.
1Z|/|5. L o s b e g a r d o s son perseguidos en la
V i z c a y a ; su gefe Alfonso M e l l a huye y
m u e r e e n t r e los m o r o s . E s quemado el
m a y o r n ú m e r o de a q u e l l o s .
1452. C o n s p i r a c i ó n f o r m a d a , s e g ú n se d i c e ,
en T o l e d o p o r los j u d í o s . Ellos debian
hacer s a l t a r u n a m i n a d u r a n t e l a proce-
sión d e l s a n t o S a c r a m e n t o .
1454. Se s u p o n e q u e varios n i ñ o s han sido
c r u c i f i c a d o s ' e n V a l l a d o l i d p o r los j u d í o s .
Arnaldo C o i r o , i n q u i s i d o r de Valen-
cia, reconcilia variosherejes judaizantes.
U60. Se s u p o n e que a l g u n o s n i ñ o s h a n s i d o
crucificados p o r los j u d í o s cei-ca de Z a -
mora.
MM, Alfonso E s p i n a , franciscano , c o m p o -
152 HISTORIA DE LA INQUISICION,
ne su F o r t a l i c i u m ftdei, e n e l que prueba
q u e e n t o n c e s no h a b í a inquisidores de-
legados en C a s t i l l a . O f r e c e voluntada-
mente buscar herejes.
1477. Unos niños se d i c e n crucificados en
S e p ú l v e d a por los j u d í o s .
(2 de s e t i e m b r e . ) Viaje á Sevilla de
F e l i p e de B a r b e r i s , i n q u i s i d o r de Sicilia,
E l a c o n s e j a á F e r n a n d o V , rey de Casti-
l l a , q u e e s t a b l e z c a l a i n q u i s i c i ó n en sus
e s t a d o s . S u m u g e r I s a b e l se oponed ello
en el p r i n c i p i o .
(I0 de n o v i e m b r e . ) B u l a de Sixto IV que
a u t o r i z a á F e r n a n d o y á I s a b e l para es-
tablecer la i n q u i s i c i ó n en sus estados;
s u s p é n d e s e su ejecución,
1478. Catecismo publicado p o r el cardenal
M e n d o z a , a r z o b i s p o de S e v i l l a , á cauü
de los h e r e j e s .
1479. P e d r o de O s m a es c o n d e n a d o por sin
e r r o r e s p o r A l f o n s o de C a r r i l l o , arzo-
b i s p o de T o l e d o . N o i n t e r v i e n e n inqui-
s i d o r e s e n este a s u n t o .
1480. (17 de s e t i e m b r e . ) Nombramiento^
los dos p r i m e r o s i n q u i s i d o r e s de la1D'
quisicion m o d e r n a : M i g u e l Morillo»1
J u a n de san M a r t i n , d o m i n i c o s .
(9 de o c t u b r e . ) D a s e ó r d e n á los gobef
CAP. X1VI1. ART. 1. ^ 153

Dadores de las p r o v i n c i a s p a r a q u e su-


ministren a los i n q u i s i d o r e s cuanto t e n .
gan n e c e s i d a d .
(27 de d i c i e m b r e . ) Fernando manda á
las a u t o r i d a d e s de S e v i l l a q u e p r o t e j a n
la i n s t a l a c i ó n de los i n q u i s i d o r e s . L o s
cristianos n u e v o s e m i g r a n .
Congreso de las cortes de Castilla.
M e d i d a s t o m a d a s c o n t r a los j u d í o s , s i n
que se h a b l e e n e l l a s de i n t r o d u c i r l a
inquisición.
O b r a p u b l i c a d a p o r un j u d í o contra
Fernando y contra la religión cristiana.
F r . F e r n a n d o de T a l a v e r a refuta.
1/|81. (2 de e n e r o . ) P r i m e r acto e m a n a d o de
la I n q u i s i c i ó n de S e v i l l a p a r a h a c e r p r e n -
der á los c r i s t i a n o s nuevos fugitivos.
E l l a a m e n a z a á los d u q u e s , m a r q u e s e s ,
condes, b a r o n e s y s e ñ o r e s , c o n la p r i v a -
ción de sus t í t u l o s , honores, señoríos,
si m e n o s p r e c i a n la e j e c u c i ó n de la o r -
denanza inquisitorial.
(6 de e n e r o . ) A u t o j d e fe e n S e v i l l a . S e i s
condenados p e r e c e n en las l l a m a s .
(2G de m a r z o . ) A u t o de fe en S e v i l l a .
Son q u e m a d o s en é l d i e z y siete c o n d e -
nados ; o t r o m a s , un m e s d e s p u é s .
(4 de n o v i e m b r e . ) E n esta é p o c a se c o n -
154 HISTORIA DE LA INQUISICION,
t a b a n y a 2 9 8 q u e m a d o s . Emigraciónde
u n n ú m e r o i n f i n i t o de c r i s t i a n o s nuevos
E d i c t o de g r a c i a p u b l i c a d o por laln.
q u i s i c i o n de S e v i l l a en f a v o r de los apfo,
l a t a s a r r e p e n t i d o s . O t r o e d i c t o que man-
da denunciar á los h e r e j e s .
(29 de e n e r o . ) C a r t a de S i x t o I V á Fer-
n a n d o e n que r e p r u e b a e l demasiado ri
g o r de l o s i n q u i s i d o r e s de Sevilla.
(11 de f e b r e r o . ) B r e v e de S i x t o I¥(|oe
nombra n u e v o s i n q u i s i d o r e s , tomado-
entre los d o m i n i c o s .
1482. E n e l d i s c u r s o de este a ñ o se quemas
e n S e v i l l a dos m i l p e r s o n a s , y se peni-
t e n c i a n d i e z y siete m i l .
1483. (23 de f e b r e r o . ) C a r t a de Sixto IV ^
/ Isabel en contestación á l a que esta I?
e s c r i b i ó , p i d i é n d o l e dar á la Inquisi»
u n a f o r m a estable.
(2,5 de m a y o . ) B r e v e de Sixto IV si
a r z o b i s p o de S e v i l l a , p a r a hacer apro-
b a r p o r e l R e y l a d e s t i t u c i ó n de Galv"»
y otras d i s p o s i c i o n e s r e l a t i v a s a la In-
quisición.
(2 de a g o s t o . ) B u l a de S i x t o I V enlaq^
e n c a r g a á sus a u d i t o r e s d e l palacio apo-
l o l i c o q u e o i g a n las apelaciones d*^
condenados p o r l a I n q u i s i c i ó n de EsP''
CAP XXTI1. ART. U 155

ña. E s t a b u l a es r e v o c a d a e l 13 d e l m i s -
mo m e s .
(17 de o c t u b r e . ) B r e v e de S i x t o I V e n
el que n o m b r a á T o m a s de T o r q u e m a d a
i n q u i s i d o r g e n e r a l de A r a g ó n ; é l l o e r a
ya de C a s t i l l a .
B r e v e de S i x t o I V á l o s a r z o b i s p o s de
T o l e d o y de S a n t i a g o p a r a m a n d a r que
los o b i s p o s d e s c e n d i e n t e s de a n t i g u o s j u -
díos se a b s t e n g a n de ser j u e c e s y de i n -
t e r v e n i r en los p r o c e s o s de fe.
B r e v e de S i x t o I V p o r e l q u e nombra
á don I ñ i g o M a n r i q u e , a r z o b i s p o de S e -
villa , j u e z a p o s t ó l i c o de a p e l a c i ó n p a r a
la E s p a ñ a , y d e s t i t u y e á C a l v e z , i n q u i -
sidor de V a l e n c i a .
. ( A b r i l . ) C o n g r e s o d é l a s C o r t e s de A r a -
gón. E l establecimiento de l a I n q u i s i -
c i ó n es d e c r e t a d o p o r e l R e y e n T a r a -
zona.
(29 de o c t u b r e . ) P r o m u l g a c i ó n del p r i -
mer c ó d i g o de l a I n q u i s i c i ó n e n S e v i l l a ,
C r e a c i ó n d e l C o n s e j o de l a I n q u i s i c i ó n .
• (15 de j u l i o . ) B r e v e d e l n o c e n c i o V I I I ,
en e l que c o n c e d e á los i n q u i s i d o r e s l a
facultad de r e c o n c i l i a r s e c r e t a m e n t e .
(15 de s e t i e m b r e . ) A s e s i n a t o de Pedro
A r b u e s de E p i l a , i n q u i s i d o r de Z a r a g o -
1 56 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
za e n la i g l e s i a m e t r o p o l i t a n a . Timiiili0
de l o s c r i s t i a n o s v i e j o s de aquella ciu-
dad.
1ZI86. A l b o r o t o e n T e r u e l c o n t r a el estable-
c i m i e n t o de l a I n q u i s i c i ó n . Alborotosen
V a l e n c i a , en L é r i d a y e n Barcelona por
el m i s m o m o t i v o .
D o n J a i m e de N a v a r r a , infante de Na-
v a r r a , s o b r i n o de F e r n a n d o V , es peni-
t e n c i a d o p o r l a I n q u i s i c i ó n de Zaragoza
p o r h a b e r dado asilo á u n o s fugitivos,
( I I de f e b r e r o . ) C i n c u e n t a herejes son
a b s u e l t o s s e c r e t a m e n t e en presencia dt
F e r n a n d o y de I s a b e l , p o r efecto de una
bula del papa.
(11 de f e b r e r o . ) B r e v e de Inocencio VIH
q u e c o n f i r m a e l n o m b r a m i e n t o de To-
m á s de T o r q u e m a d a p a r a l a plaza de in-
q u i s i d o r g e n e r a l de E s p a ñ a .
(12 d e f e b r e r o . ) A u t o de fe de 750con-
denados en V i l l a - R e a l , h o y dia Ciudaa
Real.
(2 de a b r i l . ) A u t o de fe de 900 comle
n a d o s en Villa-Real.
(7 de m a y o . ) A u t o de fe de 760 conde-
n a d o s en V i l l a - R e a l .
(16 de a g o s t o . ) A u t o de fe de 27
viduos quemados en Villa-Real.
CAP. XLTll.^—ART. I. 157
( 10 de d i c i e m b r e . ) A u l o de fe de 9 5 0
c o n d e n a d o s en V i l l a - R e a l .
1/|87.( 6 de f e b r e r o . ) B r e v e de I n o c e n c i o V I T I
que da m a s e s t e n s i o n á l a j u r i s d i c c i ó n d e
Torquemada.
( 5 de a b r i l . ) B u l a de I n o c e n c i o VIII
que m a n d a á todos l o s s o b e r a n o s q u e h a -
gan p r e n d e r á los j u d í o s f u g i t i v o s de E s -
p a ñ a . N i n g ú n p r í n c i p e h i z o c a s o de e l l a .
M|7, ( 18 de a g o s t o . ) T o m a de M á l a g a c o n -
tra los M o r o s . S u p l i c i o h o r r i b l e de d o c e
judaizantes. N
( 2 7 de n o v i e m b r e . ) B r e v e de Inocen-
cio V I I I q u e s u s p e n d e las b u l a s de p r i -
vilegio concedidas á algunas personas
contra la jurisdicción de los inquisi-
dores.
ÜlSS. (17 de m a y o . ) B r e v e de I n o c e n c i o Y I I I
que p r e s c r i b e las m e d i d a s q u e d e b e n se-
guir los q u e h a n o b t e n i d o b u l a s de p r i v i -
legio.
(28 de a g o s t o . ) B r e v e de I n o c e n c i o V I I I
que a v o c a á Roma e l p r o c e s o de A l -
fonso de la c a b a l l e r í a .
(27 de o c t u b r e . ) O r d e n a n z a d e l C o n s e j o
d é l a S u p r e m a q u e m a n d a no p a g a r l o s
libramientos reales, s i n o d e s p u é s de s a -
tisfacer l o s gastos d e l T r i b u n a l .
x4
158 HISTORIA DE 14 INQUISICION,
J u a n P i c o , p r í n c i p e de l a Mirándula
p e n i t e n c i a d o p o r l a I n q u i s i c i ó n como he-
r e j e e n R o m a , es a m e n a z a d o de ser cas-
t i g a d o en España.
El capitán general, gobernador de
Valencia es o b l i g a d o á h u m i l l a r s e de-
lante de la I n q u i s i c i ó n , p o r haber dado
la libertad á un hombre preso por el
Santo Oficio.
Insulto q u e se d i c e h e c h o á una cruz
p o r los j u d í o s e n l a d i ó c e s i s de Coria,
1A90. A c t a s a d i c i o n a l e s á las constituciones
de l a I n q u i s i c i ó n p o r T o r q u e m a d a .
N i ñ o c r u c i f i c a d o , s e g ú n se dice, por
l o s j u d í o s en l a p r o v i n c i a de l a Mancha.
1491. Torquemada h a c e q u e m a r varías bi-
b l i a s h e b r e a s , y en s e g u i d a mas de seis
m i l v o l ú m e n e s , d i c i e n d o que contenian
interpretaciones l¡erét¡cas.
P r o c e s o e n R o m a de D . J u a n AriasDá-
vila, o b i s p o de S e g o v i a . E l purifica la
m e m o r i a de su p a d r e , y m u e r e en liorna
en 1 4 9 7 .
1492. E s t a b l e c i m i e n t o d e ' l a I n q u i s i c i ó n «1
M a l l o r c a , c o n p o s i t i v a o p o s i c i ó n de W
habitantes.
( 2 7 de m a y o . ) O r d e n a n z a d e l Rey
prohibe inquietar á los propietarios de
CAP. XLVII. 'ART. U 159
los b i e n e s v e n d i d o s antes d e l a ñ o 1479.
( 3 1 de m a r z o . ) L o s j u d í o s n o b a u t i z a -
dos s o n e c h a d o s de E s p a ñ a , de donde
deben s a l i r antes d e l 31 de j u l i o , bajo p e -
na de m u e r t e . Ochocientos m i l se es-
patrian.
l/l93. Establecimiento de la I n q u i s i c i ó n en
C e r d e ñ a , c u y o s h a b i t a n t e s se o p o n e n .
(12 de a g o s t o ) B r e v e de A l e j a n d r o V I
que anula las a b s o l u c i o n e s concedidas
por S i x t o I V , y m a n d a á los i n q u i s i -
dores q u e p r o c e d a n de n u e v o c o n t r a l o s
acusados.
(15 de a g o s t o . ) B r e v e de A l e j a n d r o V I
que q u i t a á los i n q u i s i d o r e s e l c o n o c i -
miento del proceso de G o n z a l o A l o n s o ,
padre de D. Pedro de Aranda, obispo
de C a l a h o r r a , y r e m i t e e l j u i c i o al o b i s -
po de C ó r d o b a , y a l p r i o r de l o s B e n i t o s
de V a l l a d o l i d .
( 23 de j u n i o . ) B r e v e de A l e j a n d r o V I
que da coadjutores á Torquemada en
atención á su a v a n z a d a e d a d .
(18 de f e b r e r o . ) B r e v e de A l e j a n d r o V I
en que p r o h i b e á los i n q u i s i d o r e s d i s p o -
ner á su a r b i t r i o de las r e n t a s d e l Santo
Oficio.
(29 de m a r z o . ) B r e v e de A l e j a n d r o V I e n
160 HISTORIA DE tA INQUISICION,
q u e e n c a r g a a l a r z o b i s p o de T o l e d o ha^a
r e s t i t u i r a l t e s o r o r e a l las sumas que |e
h a b l a n t o m a d o los inquisidores.
1 4 9 7 . ( 2 3 de a g o s t o . ) B r e v e de Alejandro VI
q u e a n u l a t o d a s las a b s o l u c i o n e s obteni-
das c o n t r a l a f o r m a o r d i n a r i a , en virtud
de b u l a s e s p e d i d a s p o r él y p o r sus prede-
cesores.
I A 9 8 . ( 2 2 de a g o s t o . ) F e r n a n d o V , permite;!
los inquisidores t o m a r conocimiento del
c r i m e n de s o d o m í a .
( 2 5 de m a y o . ) N u e v a s constituciones
a d i c i o n a l e s p a r a e l m o d o de proceder del
t r i b u n a l de l a I n q u i s i c i ó n .
( 2 9 de j u l i o . ) A u t o de fe e n Roma,de
doscientos treinta e s p a ñ o l e s judaizan-
tes.
( 2 de a g o s t o . ) O r d e n a n z a de Fernando
y de I s a b e l q u e p r o h i b e á los españoles
refugiados en R o m a e n t r a r en España,
bajo pena de m u e r t e .
( 14 de s e t i e m b r e . ) J u i c i o de D . Pedro
A r a n d a , o b i s p o de C a l a h o r r a , enRonW)
d o n d e es d e g r a d a d o , r e d u c i d o a l estado
laical y recluso en un convento.
( 16 de s e t i e m b r e . ) M u e r t e de Térqoe-
mada.
( 1 7 de s e t i e m b r e . ) B r e v e de Alejandro
CAP. XLV1I. ART. I. 161

VI, que r e v o c a todas las b u l a s de p r i -


vilegio concedidas hasta entonces, con-
tra el p r o c e d e r de l o s i n q u i s i d o r e s .
(17 de s e t i e m b r e . ) B r e v e de A l e j a n d r o V i
que c o n c e d e a l i n q u i s i d o r g e n e r a l l a fa-
cultad de r e h a b i l i t a r los c o n d e n a d o s .
( 1 de d i c i e m b r e . ) B r e v e de Alejandro
VI q u e n o m b r a al o b i s p o D . D i e g o D e -
za, d o m i n i c o , i n q u i s i d o r de C a s t i l l a s o -
l a m e n t e : D e z a no a d m i t e h a s t a q u e el
P a p a e s t i e n d e su j u r i s d i c c i ó n s o b r e A r a -
gón.
O r d e n a n z a de l a I n q u i s i c i ó n q u e p e r -
mite i m p o n e r m u l t a s p e c u n i a r i a s á los
r e c o n c i l i a d o s p a r a o c u r r i r á las n e c e s i d a -
des d e l t e s o r o .
1499. ( 1 de setiembre.) B r e v e de A l e j a n d r o
V I que estiende al reino de A r a g ó n l a
j u r i s d i c c i ó n de D e z a . E s t e a c e p t a .
( 5 de s e t i e m b r e . ) Ordenanza de Fer-
nando V , q u e estiende á los j u d í o s r e -
cien v e n i d o s a . E s p a ñ a las m e d i d a s de es-
p u l s i o n t o m a d a s c o n t r a los o t r o s .
( 3 1 de o c t u b r e . ) O r d e n a n z a de F e r n a n -
do V , q u e c o n c e d e la l i b e r t a d á t o d o s
los e s c l a v o s m o r o s q u e se h a g a n bauti-
zar.
C o m p e t e n c i a de j u r i s d i c c i ó n e n t r e l a
162 HISTORIA DE LA INQUISICION,
I n q u i s i c i ó n , y l a m u n i c i p a l i d a d de Valen-
cia.
A u t o de fe de J u a n V i v e s , judaizante,
e n V a l e n c i a : su casa es d e m o l i d a .
1500. ( 17 de j u n i o . ) N u e v a c o n s t i t u c i ó n de
D e z a , p a r a e l t r i b u n a l de l a Inquisición,
( 2 7 de julio.) O r d e n a n z a de Fernando
V e s t a b l e c i e n d o l a I n q u i s i c i ó n en Sicilia,
á l o q u e se o p o n e n l o s h a b i t a n t e s .
C o m p e t e n c i a de j u r i s d i c c i ó n éntrela
Inquisición y los j u e c e s de C ó r d o b a .
E l c o n d e de B e n a l c a z a r es escomulga-
do p o r los i n q u i s i d o r e s d e jEstremadura
por h a b e r d e f e n d i d o l o s derechos déla
potestad t e m p o r a l c o n t r a las pretensio-
nes d e l S a n t o O f i c i o .
1501 ( 2 5 de m a y o . ) O r d e n a n z a de Fernan-
do V que c o n v i e r t e e n ' p l a z a pública el
l o c a l de l a casa d e J u a n V i v e s : se edi-
fica allí u n a c a p i l l a .
(20 de j u l i o . ) Ordenanza de Fernan-
do V q u e p r o h i b e á t o d o s los moros la
e n t r a d a e n e l r e i n o de G r a n a d a .
(24 de n o v i e m b r e . ) B u l a de AlejandroVI
que c o n c e d e a l a I n q u i s i c i ó n una pre-
b e n d a de c a n ó n i g o e n c a d a catedral i^l
reino.
( 23 de n o v i e m b r e . ) B r e v e de Alejan-
CAP. XLVII..—ART. I. 163
dro V I , q u e c o n c e d e al i n q u i s i d o r D e z a
las m i s m a s f a c u l t a d e s q u e h a b i a t e n i d o
Torquemada.
1502. E l c o r r e g i d o r de C ó r d o b a es perse-
guido p o r la I n q u i s i c i ó n , p o r defender
la j u r i s d i c c i ó n r e a l .
( 1 1 de f e b r e r o . ) O r d e n a n z a de F e r n a n -
do V que espele de España todos
los m o r o s de d o c e y de c a t o r c e años
arriba.
(10 de a b r i l . ) O r d e n a n z a de F e r n a n -
do V que concede á los delatores la
cuarta p a r t e de los b i e n e s de l o s d e l a -
tados.
( 1 5 de m a y o . ) B r e v e de A l e j a n d r o V I
que atribuye al inquisidor general el
c o n o c i m i e n t o de t o d o s los m o t i v o s de
recusación espuestos p o r los a c u s a d o s .
(8 de j u l i o . ) O r d e n a n z a de F e r n a n d o V
que n o m b r a una c o m i s i ó n para el e x a -
m e n de los l i b r o s .
(31 de a g o s t o . ) B r e v e de A l e j a n d r o V I
que c o n c e d e a l i n q u i s i d o r Deza l a f a c u l -
tad de n o m b r a r s u b d e l e g a d o s .
( 3 1 de a g o s t o . ) B r e v e de A l e j a n d r o V I
que a u t o r i z a a l i n q u i s i d o r g e n e r a l p a r a
hacer j u z g a r todas las causas en ape-
lación por jueces elegidos p o r é l , a
164 HISTORIA DE LA INQUISICION,
fin de e v i t a r l a r e m e s a de los procesos
á Roma.
1503 ( 17 de s e t i e m b r e . ) O r d e n a n z a de Fer-
nando V que p r o h i b e á los cristianos
nuevos habitantes de Castilla vender
sus b i e n e s hasta pasados dos a ñ o s .
(10 de j u n i o . ) O r d e n a n z a de Fernan-
do V q u e m a n d a á las autoridades de
S i c i l i a prestar auxilio á l a Inquisición.
1504 (30 de j u n i o . ) O r d e n a n z a de Fernando V
p a r a e l e s t a b l e c i m i e n t o de l a Inquisición
en Ñ a p ó l e s . L o s h a b i t a n t e s se oponen, y
c o n s i g u e n su fin.
1505 ( 1 4 de f e b r e r o . ) F e r n a n d o V obtienedel
papa l a d i s p e n s a d e l j u r a m e n t o que ha
h e c h o de o b s e r v a r los fueros de Aragón,
é l c o n c e d e á los i n q u i s i d o r e s el conoci-
m i e n t o d e l c r i m e n de u s u r a .
( 1 4 de n o v i e m b r e . ) F e r n a n d o V escribe
á J u l i o I I , p a r a e m p e ñ a r l e á no admitir
las a p e l a c i o n e s d e las sentencias de la
Inquisición.
( 1 5 de n o v i e m b r e . ) O r d e n a n z a de Deza
r e l a t i v a á los b i e n e s c o n f i s c a d o s .
1506. Crueldades de D i e g o R o d r í g u e z de
L u c e r o , i n q u i s i d o r de C ó r d o b a , con los
a c u s a d o s ; ól h a c e p r e n d e r un nútnef0
tan considerable de personas, q"e 'a
CAP. XIVII. ART. I. 16'5

ciudad de Córdoba está á punto de


amotinarse.
E n este a ñ o n a c e en M i r a n d a de A r -
ga B a r t o l o m é de Carranza , arzobispo
de T o l e d o .
(6 de o c t u b r e . ) M o t í n en C ó r d o b a . E l
pueblo abre las p r i s i o n e s de l a I n q u i s i -
c i ó n . D e z a se r e t i r a á su d i ó c e s i s .
Felipe I , rey de Castilla, manda á
Deza enviar su d i m i s i ó n , y s u b d e l e g a r
sus p o d e r e s en D. Diego Ramirez de
G u z m a n , o b i s p o de C a t a n i a . M u e r e F e -
lipe en este a ñ o , y Deza, de p r o p i a a u -
t o r i d a d v u e l v e á e n t r a r e n sus a n t i g u a s
funciones.
1507. Felipe I , informado de los a t e n t a d o s
del i n q u i s i d o r L u c e r o , m e d i t a s u p r i m i r
el S a n t o O f i c i o .
J u i c i o e n B a r c e l o n a de u u j u d i o q u e
se d e c i a D i o s .
Treinta mugeres son quemadas en
Calahorra como hechiceras.
E l c a r d e n a l D . F r a n c i s c o X i m e n e z de
Cisneros, arzobispo de T o l e d o , tercer
inquisidor general hasta 1517.
D. Juan E n g u e r a , obispo de V i c h ,
es nombrado inquisidor general de
Araron.
niSTOMA DE IA. INQUISICION,
César B o r j a , d u q u e de Yalenlino¡S)
e n c e r r a d o e n e l c a s t i l l o de M e d i n a del
Campo , se e s c a p a y se s a l v a en Na-
varra. E l es p e r s e g u i d o p o r la Inquisi-
c i ó n e n 1 5 0 7 ; su m u e r t e , acaecida aquel
m i s m o a ñ o , p o n e fin á su proceso.
1508. D. Fernando de Talayera , primer
a r z o b i s p o de G r a n a d a , p e r s e g u i d o por
l a I n q u i s i c i ó n , es d a d o p o r libre en
Roma.
1509. I l e u n i o n de u n a j u n t a l l a m a d a Con-
gregación católica , para conocer del
a s u n t o de C ó r d o b a . L o s testigos acusa-
d o r e s s o n r e c u s a d o ? , y l o s presos pues-
tos e n l i b e r t a d .
( 28 de j u l i o . ) J u l i o I I c o n f i r m a á Cis-
n e r o s t o d a s las f a c u l t a d e s de inquisidor
general.
1510 (31 de a g o s t o . ) O r d e n a n z a de FernandoV
que p r o h i b e intimar á los inquisidores
ninguna b u l a d e l p a p a , s i n haber sido
antes p r e s e n t a d a al r e y , para el p^e
regio.
1511. C o n g r e s o de las C ó r t e s en Monzón,
e n las q u e se p r e s e n t a n quejas contra
l o s escesos de los i n q u i s i d o r e s .
1512. P r o c e s o de l a b e a t a de P l e d r a h i t a que
p r e t e n d í a v e r visiones'.
CAP. XI/V1I. ART. i . 167
O t r o c o n g r e s o de las C o r t e s de A r a -
g ó n , e n e l q u e se t o m a n nuevas me-
didas p a r a r e s t r i n g i r l a j u r i s d i c c i ó n de
los inquisidores.
1513. L o s cristianos nuevos ofrecen á F e r -
nando V 6 0 0 0 0 0 ducados de o r o para
obtener l a p u b l i c i d a d de los j u i c i o s de
la i n q u i s i c i ó n . F e r n a n d o r e h u s a l a p r o -
puesta.
( 3 de a b r i l . ) B r e v e de L e ó n X que dis-
pensa á F e r n a n d o V el juramento que
ha prestado a n t e las C o r t e s de A r a g ó n
de h a c e r e j e c u t a r las m e d i d a s tomadas
p a r a r e s t r i n g i r la a u t o r i d a d de l a I n q u i -
s i c i ó n . F e r n a n d o se ve o b l i g a d o d e s p u é s
á renunciar esta bula, y cumplir su
juramento.
1515 ( 2 de d i c i e m b r e . ) O r d e n a n z a d e l i n q u i -
sidor general Cisneros contra las d i s -
pensas de p e n i t e n c i a .
D. Luis M e r c a d e r C a r t u j o es nom-
b r a d o i n q u i s i d o r g e n e r a l de Aragón y
de N a v a r r a . E l p a p a le da u n a d j u n t o .
I n t r o d ú c e s e l a I n q u i s i c i ó n en C u e n c a .
( 1 0 de j u l i o . ) M u t a c i ó n de las c r u c e s d e l
sambenito.
1516 ( 1 2 de m a y o . ) B u l a de L e ó n X revo-
cando l a dispensa d e l j u r a m e n t o , e s p e -
168 HISTORIA DE LA INQtISIClOK,
p e d i d a en 1 5 1 3 , y c o n f i r m a n d o las re-
s o l u c i o n e s d é l a s C o r t e s de A r a g ó n .
( 7 de m a y o . ) E s t a b l é c e s e la Inquiíicion
en América. Los indios se horrorizan
del establecimiento.
E s t a b l é c e s e l a I n q u i s i c i ó n en Orán,
L o s S i c i l i a n o s se s u b l e v a n , y ponen en
l i b e r t a d ú los p r e s o s de l a Inquijicion.
E l c o m e n d a d o r B a r r i e n t e s , corregidor
de L o g r o ñ o , es o b l i g a d o á p e d i r perdón
á l a I n q u i s i c i ó n p o r h a b e r rehusado dar
auxilio al S a n t o Oficio , y es peniten-
ciado. ' > '
(8 de noYiembre.) M u e r t e d e l inquisidor
general Cisneros.
A d r i a n o de F l o r e n c i o es n o m b r a d o obis-
po de T o r t o s a , é i n q u i s i d o r general de
A r a g ó n . S u c e d e á C i s n e r o s , y conserva
sus f u n c i o n e s h a s t a 152 5 , veinte meses
d e s p u é s de h a b e r s i d o n o m b r a d o papa.
P r o c e s o de F r a n c i s c o B e d e r e n a , acu-
sado de a s e s i n a t o . E l r e c u r r e al Papa,)"
este r e m i t e e l c o n o c i m i e n t o de la causa
al Inquisidor general.
L o s cristianos n u e v o s ofrecen á Car-
los V 800000 escudos de oro ,
obtener la p u b l i c i d a d de los procedi-
m i e n t o s de l a I n q u i s i c i ó n .
CAP. XLVII. ART. t, 169
P r o c e s o de J u a n de C o v a r r u b i a s , j u z -
gado dos veces d e s p u é s de su m u e r t e ,
absuelto l a p r i m e r a . L l é v a s e e l p r o c e s o
ante L e ó n X , q u i e n encarga al I n q u i -
sidor g e n e r a l t e r m i n a r l o s i n a p e l a c i ó n .
1517. Proceso hecho á l a m e m o r i a de J u a n
H e n r i q u e z de M e d i n a , e l q u e es c o n d e -
nado : sus herederos apelan al papa
Leen X , quien amenaza con escomu-
n i o n á los i n q u i s i d o r e s . L o s c o m i s a r i o s
del P a p a d a n p o r l i b r e l a m e m o r i a d e l
acusado.
5 P r o c e s o de l o s religiosos agustinos ;
la I n q u i s i c i ó n h a c e r e c u r s o a! P a p a q u i e n
r e m i t e su c o n o c i m i e n t o al g e n e r a l de l o s
mismos frailes.
1518. ( F e b r e r o . ) C o n g r e s o de las G ó r t e s de
Castilla. Representación de estas al r e y
Carlos V o f r e c i é n d o l e u n d o n a t i v o para
obtener l a r e f o r m a d e l m o d o de e n j u i c i a r .
C á r l o s l o p r o m e t e , p r e p a r a la l e y ; p e r o
m u d a de p a r e c e r l u e g o q u e o y e a l c a r d e -
nal A d r i a n o .
( M a y o . ) C o n g r e s o de las C o r t e s de A r a -
g ó n . L o s d i p u t a d o s p i d e n u n a l e y de r e -
f o r m a p a r a e l m o d o de e n j u i c i a r d e l S a n -
to O f i c i o , á fin de r e p r i m i r l o s escesos
de los i n q u i s i d o r e s .
15 /
170 HISTOEIJV DE LA HINQUISICION ,
P r o c e s o de B l a n q u i n a R u i z , ectógena
r í a de Y a l e n c i a , e l c u a l es avocado á ]\Q.
m a , y j u z g a d o p o r los i n q u i s i d o r e s antes
d e h a b e r r e c i b i d o la b u l a d e l Papa, para
h a c e r i l u s o r i a la a v o c a c i ó n .
1519. P r o c e s o de D i e g o de V a r g a s , de la vi-

-3Í Ha de T a l a y e r a de la R e i n a . Este proceso


es a v o c a d o á R o m a : C a r l o s V se opone
-IJI á esta a v o c a c i ó n .
f!OÍ ( 5 de m a y o . ) P r i s i ó n de P r a t , secretario
de las C o r t e s de A r a g ó n , p o r los Inquisi-
d o r e s . R e c l a m a c i o n e s de las Cortes.Con-
v o c a c i ó n de los p u e b l o s . L a s Cortes re-
husan l a i m p o s i c i ó n d e l t r i b u t o . Su re-
c u r s o á R o m a . S u b t e r f u g i o s del Papa.
Proceso de B e r n a r d i n o D i a z , como

•I a s e s i n o de su d e n u n c i a d o r . E l se refu-
g i a á R o m a . L o s i n q u i s i d o r e s le persi-
guen en m e n o s p r e c i o d e l conocimien-
t o q u e h a t o m a d o e l P a p a . S o n escomul-
gados , y B e r n a r d i n o puesto en liber-
tad)
C o n g r e s o de las C o r l e s de CatalmW'
e n las q u e se h a c e n representacioneíül
R e y sobre los a b u s o s de l a Inquisición'
A c u é r d a s e una reforma.
1 5 2 0 . (1 de d i c i e m b r e . ) B u l a de L e ó n X f
c o n f i r m a las r e s o l u c i o n e s tomadas e"
CAP. x m m AKT. f. 171
asamblea de las C ó r t e s de A r a g ó n con
respecto á l a I n q u i s i c i ó n .
Proceso de D i e g o de las C a s a s y de
sus hermanos , avocado á R o m a : deba-
tes c o n los i n q u i s i d o r e s . L o s a c u s a d o s
son d e c l a r a d o s s o s p e c h o s o s do levi.
P r o c e s o de Francisco Carmona, de
S e v i l l a : debates c o n este m o t i v o , a q u e l
es a b s u e l t o .
P r o c e s o de L u i s A l v a r e z de S . P e d r o ,
de G u a d a l a j a r a , b a l d a d o de todos sus
m i e m b r o s : p e r s e g u i d o dos Teces p o r l o s
inquisidores : apela á R o m a ; y es a b -
suelto.
D . A n t o n i o A c u ñ a , o b i s p o de Zamo-
ra , se p o n e a l frente de les e j é r c i t o s de
los c a s t e l l a n o s sublevado? ; pide Cár-
los V al P a p a que el obispo sea p u e s t o
en j u i c i o p o r e l t r i b u n a l de l a I n q u i s i -
ción ; e l P a p a no l o c o n s i e n t e .
Luis de la C a d e n a , sabio filólogo,
perseguido por la I n q u i s i c i ó n .
(21 de e n e r o . ) O r d e n a n z a de Carlos V ,
para p o n e r en l i b e r t a d al s e c r e t a r i o de las
C ó r t e s de A r a g ó n .
(20 de m a r z o . ) B r e v e de L e ó n X para
p r o h i b i r en C a s t i l l a l a i n t r o d u c c i ó n de
obras l u t e r a n a * .
172 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
( 1 de d i c i e m b r e ) M u e r t e de L e o n X -
sucédele Adriano V I .
S e d i c i ó n en M a l l o r c a : conspiración
c o n t r a e l fiscal de l a I n q u i s i c i ó n . x
1322. F r a n c i s c o de H u l t , m i e m b r o del con-
sejo de B r a b a n t e es n o m b r a d o por Car-
l o s V i n q u i s i d o r de F l á n d e s .
1 5 2 3 . ( 2 0 de j u l i o . ) B u l a de A d r i a n o V I con-
t r a los h e c h i c e r o s .
El cardenal D. Alonso Manrique,
arzobispo de S e v i l l a , q u i n t o inquisidor
general.
G u e r r a c i v i l en V a l e n c i a , emigración
de l o s m o r o s .
152Zi. ( 2 2 de m a r z o . ) B u l a de A d r i a n o YI re-
l a t i v a á l a e s p u l s i o n de los m o r o s no bau-
tizados.
(4 de a b r i l . ) O r d e n a n z a d e C á r l o s Vque
c i e r r a las m e z q u i t a s de l o s m o r o s .
(16 de j u n i o . ) B r e v e de A d r i a n o VIque
a u t o r i z a a l i n q u i s i d o r g e n e r a l para darla
a b s o l u c i ó n p u r a y s i m p l e á los morisco-
apóstatas. *
( 2 1 de o c t u b r e . ) O r d e n a n z a de Carlos V
q u e p r o h i b e á l o s m o r i s c o s la venta del
o r o y de l a p l a t a .
O r d e n a n z a d e l I n q u i s i d o r general Man-
r i q u e , favorable á los moriscos.
CAP. x i / v r i . ART. i . 173
Establécese la Inquisición en Gra-
nada.
Ordenanza de Cárlos V para l a es-
p u l s i o n de los m o r i s c o s de España es-
t a b l e c i d o s en los p u e b l o s de la corona
de A r a g ó n , antes d e l 31 de e n e r o de
153-3.
1525. (3 de a b r i l . ) B r e v e de A d r i a n o V I que
autoriza al I n q u i s i d o r general para c o n o -
cer de l a herejía luterana , en l a que
habian caido algunos frailes francis-
canos.
Proceso de M a r t i n de l a C u a d r a de
Medinaceli, como blasfemo. Muere en
la p r i s i ó n de T o l e d o .
S u b l e v a c i ó n de los m o r i s c o s d e l r e i n o
de V a l e n c i a .
1Ó26. (8 de m a y o . ) B r e v e de C l e m e n t e V I I q u e
autoriza al general de los franciscos
para absolver á l o s i n d i v i d u o s de su
órden que h a y a n a b r a z a d o l a h e r e j í a de
Lutero.
Condiciones concedidas á los moros
que se h a c e n b a u t i z a r .
P r o c e s o de d o ñ a C o n s t a n c i a O r t i z , de
V a l l a d o l i d , d e s p u é s de su m u e r t e , como
judaizante ; es dada p o r l i b r e su me-
moria.
174 HISTORIA DE LA INQUISICION,
1527. S. I g n a c i o de L o y o l a , denunciado,
p r e s o en S a l a m a n c a , P a r i s y Venecia, es
absuelto en R o m a .
Proceso de J u a n de S a l a s , médico;
es p u e s t o e n c u e s t i ó n de t o r m e n t o , y su-
fre su a u t o de fe en 1 5 2 8 en la Inquisi-
c i ó n de V a l i a d o l i d .
P r o c e s o de las J u r g u i n a s , ó hechice-
ras de N a v a r r a ; c i e n t o c i n c u e n t a son pe-
nitenciadas.
1 5 2 8 . ( 1 4 de m a r z o . ) O r d e n a n z a d e l Consejode
la S u p r e m a r e l a t i v a á las declaraciones
de los a c u s a d o s .
( 7 de d i c i e m b r e . ) M e d i d a s tomadas con
r e s p e c t o á l o s m o r o s de G r a n a d a .
Proceso del morisco Juan Medina,
c a l d e r e r o ; a m e n a z a d o c o n e l tormento;
é l se m a n t i e n e firme y es absuelto , aun-
que multado.
P r o c e s o d e l d o c t o r E u g e n i o Torralba,
m é d i c o y f a m o s o n i g r o m á n t i c o , peniten-
c i a d o en 6 de m a r z o de 1 5 3 1 .
C o n g r e s o de las C o r t e s de Aragón, en
q u e se d a n quejas c o n t r a l a Inquisicio»'
A u t o de fe en G r a n a d a para intimidar
á los m o r i s c o s .
1529 ( 1 2 de e n e r o , j O r d e n a n z a deCárlos^
p a r a que los m o r i s c o s de Granada deje-
CAP. XLVII. ART. 1. 175
sus cuarteles separados y se r e ú n a n e n
el c e n t r o de los p u e b l o s .
L i b r o de F . M a r t i n de C a s t a ñ a g a , f r a n -
c i s c a n o , s o b r e los e n c a n t o s .
H a c i a este a ñ o p r o c e s o del cura de
Bargota, que se decia ejercer la ma-
gia.
1530 (16 de m a r z o . ) O r d e n a n z a d e l C o n s e j o d e
Inquisición r e l a t i v a á las d e p o s i c i o n e 8
de los t e s t i g o s de d e s c a r g o .
( 1 3 de m a y o . ) C i r c u l a r déla Suprema
m a n d a n d o q u e sean i n t e r r o g a d o s los t e s "
t i g o s , a u n q u e h a y a n sido recusados.
(11 de a g o s t o . ) O r d e n a n z a de l a S u p r e -
ma r e l a t i v a á la p e s q u i s a de los libros
luteranos.
(5 de s e t i e m b r e . ) O r d e n a n z a d e l R e y r e -
lativa á los libros destinados para Amé-
rica.
( 1 de d i c i e m b r e . ) F r a y B a r t o l o m é C a r -
r a n z a , q u e d e s p u é s l l e g ó á ser a r z o b i s p o
de T o l e d o , p r i m a d o de las E s p a ñ a s , es
denunciado al Santo Oficio.
H>t| (2 de d i c i e m b r e . ) B r e v e de C l e m e n t e V I I
que c o n c e d e á l o s i n q u i s i d o r e s las f a -
cultades necesarias para a b s o l v e r en se-
creto d e l o s c r í m e n e s de herejía y de
apostasía.
176 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
Pedro de L e r m a , t e ó l o g o de Alcalá
es p e r s e g u i d o p o r l a I n q u i s i c i ó n ; hUye
á P a r is, donde f u é p r o f e s o r de teología
e n la S o r b o n a .
1531 (17 de a b r i l . ) O r d e n a n z a de l a Suprema
q u e e s c o m u l g a á los t e n e d o r e s de libros
prohibidos.
(10 de m a y o . ) O r d e n a n z a d e l Consejo de
la S u p r e m a p a r a l a no e j e c u c i ó n de las
b u l a s de d i s p e n s a de p e n i t e n c i a .
(16 de j u n i o . ) O r d e n a n z a d e l Consejo de
la Suprema r e l a t i v a á l a recusacionde
l o s testigos p o r e l a c u s a d o .
(11 de j u l i o . ) C i r c u l a r d e l Consejo de la
Suprema para mandar á los inquisido-
d o r e s de las p r o v i n c i a s d i r i g i r al Conse-
jo e n c o n s u l t a t o d a s las sentencias pro-
n u n c i a d a s s i n u n a n i m i d a d de votos.
( 1 5 d é j u l i o . ) B r e v e de C l e m e n t e VII
mandando que los m o r i s c o s de Aragón
q u e d e n l i b r e s de las c o n t r i b u c i o n e s mo-
lestas que p e s a n s o b r e e l l o s .
(15 de j u l i o . ) B u l a de C l e m e n t e V I I q"6
a u t o r i z a a l i n q u i s i d o r g e n e r a l para pro-
c e d e r c o n t r a l o s s e ñ o r e s , en favor dalos
m o r i s c o s á q u i e n e s m o l e s t a n c o n inipuev
t o s , h a c i é n d o l e s asi a b o r r e c e r la religio'1
católica.
CAP. XtVII. ART. ti 177
( 15 de s e t i e m b r e .) E l I n q u i s i d o r g e n e -
ral p r o h i b e m u c h a s b i b l i a s c o m o no o r -
todoxas.
1533. (13 de d i c i e m b r e , ) B r e v e de C l e m e n t e
VII que manda la construcción de
iglesias e n los l u g a r e s h a b i t a d o s p o r l o s
moriscos.
(7 de d i c i e m b r e . ) O r d e n a n z a d e l C o n s e j o
de l a S u p r e m a q u e m a n d a á los i n q u i s i -
dores de p r o v i n c i a i n f o r m a r e l número
de i n d i v i d u o s c o n d e n a d o s d e s d e e l o r i g e n
de su t r i b u n a l .
P r o c e s o de A n t o n i o de Ñ a p ó l e s , s i c i l i a -
no , c o n d e n a d o á p r i s i ó n p e r p e t u a y s u s
bienes s o n c o n f i s c a d o s .
1533. Ordenanza del Consejo de la S u -
prema prohibiendo á los inquisidores
de p r o v i n c i a c o m u n i c a r a l a c u s a d o e l es-
tracto de l a p u b l i c a c i ó n de las deposi-
ciones de los testigos antes de ratificada
la d e c l a r a c i ó n .
(12 de e n e r o . ) E d i c t o de Cárlos V que
prohibe á los i n q u i s i d o r e s de V a l e n c i a
confiscar los b i e n e s de los m o r i s c o s .
El inquisidor Albertino pública un l i -
bro D e Hoer&ticis.
Proceso de D . A l f o n s o V i r u e s , bene-
dictino y t e ó l o g o sabio. C á r l o s V inter-
178 HISTORIA DE XA INQUISICION ,
v i e n e en é l ; cle?ltierra a l i n q u i s i d o r Man"
r i q u e , y da u n a ó r d e n a n z a relativa á la
p r i s i ó n de los r e l i g i o s o s ; V i r u e s es peni,
t e n c i a d o en 1 5 3 7 , á p e s a r de lo cual Car-
l o s V le n o m b r a o b i s p o de Canarias.
1 5 3 5 . (4 de m a r z o . ) O r d e n a n z a d e l Consejo de
la S u p r e m a p a r a e x i g i r de los testigos
declaración de q u e no existe enemistad
entre ellos y el acusado.
(20 de j u n i o . ) O r d e n a n z a de Consejo de
l a S u p r e m a p a r a b a c e r i n s e r t a r en el es-
t r a c t o de p u b l i c a c i ó n de las declaracio-
nes e l d i a y l a h o r a de las deposiciones.
(15 de j u l i o . ) O r d e n a n z a de la Inquisi-
ción q u e p r o h i b e la l e c t u r a de los Colo-
quios de E r a s m o .
O r d e n a n z a de l a I n q u i s i c i ó n que pro-
h i b e c o n d e n a r á la r e l a j a c i ó n á los rao-
riscos.
C a r l o s V q u i t a al S a n t o Oficio de la'ju-
r i s d i c c i o n r e a l . E s t a p r i v a c i ó n dura has-
ta 1 5 4 5 .
P r o c e s o de D . P e d r o de C a r d o n a , capi-
tán general y g o b e r n a d o r de Catalun»'
p e n i t e n c i a d o p o r q u e q u i e r e impedirla:
u s u r p a c i o n e s de los i n q u i s i d o r e s .
(4 de m a r z o . ) O r d e n a n z a d e l Consejo «le
l a S u p r e m a , que c a s t i g a c o n multas pe-
CAP. X t V I I . ART. I. 179
cuniarias á l o s c o n d e n a d o s que usasen
o r o , j o y a s y telas finas.
1536.(23 de m a r z o . ) B u l a de P a u l o I I I esta-
b l e c i e n d o l a I n q u i s i c i ó n en P o r t u g a l .
[22 de d i c i e m b r e . ) O r d e n a n z a d e l C o n s e -
jo de l a S u p r e m a relativa al m o d o de
s e g u i r la c a u s a á los m u e r t o s .
A u t o de fe de h e c h i c e r o s p o r el t r i b u -
nal de Z a r a g o z a . \
Ordenanza del R e y r e l a t i v a á las obras
c o n c e r n i e n t e s á los a s u n t o s de A m é r i c a .
1/437.(13 de j u n i o . ) O r d e n a n z a de l a S u p r e m a
r e l a t i v a á los b l a s l e m o s .
( 3 0 de a g o s t o . ) O r d e n a n z a del Consejo
de la S u p r e m a p a r a h a c e r i n s e r t a r en e l
estracto de l a p u b l i c a c i ó n de c a r g o s e l
t i e m p o y e l l u g a r de los s u c e s o s .
1538. (28 de s e t i e m b r e . ) M u e r t e d e l i n q u i s i d o r
M a n r i q u e . E l c a r d e n a l P a r d o de T a b e r a ,
a r z o b i s p o de T o l e d o , le r e e m p l a z a .
(15 de o c t u b r e . ) O r d e n a n z a de C a r l o s V
que p r o h i b e á los i n q u i s i d o r e s de A m é r i -
ca p o n e r en j u i c i o á l o s I n d i o s .
O r d e n a n z a de la I n q u i s i c i ó n que p r o h i b e
las o b r a s de E r a s m o .
1539. C a r r a n z a v a á R o m a para asistir a l ca-
p i t u l o g e n e r a l de su o r d e n .
1^0. (27 de s e t i e m b r e . ) B u l a de i n s t i t u c i ó n de
180 mSTOElA DE LA INQUISICION,
l a c o m p a ñ í a de Jesús por Paulo Hj
15/11. (8 d e m a r z o . ) B u l a de P a u l o IIIqUec¡j
la a b s o l u c i ó n d e l c r i m e n de apostasia á
fray R o d r i g o de O r o z c o franciscano.
(18 de j u l i o . ) O r d e n a n z a de l a Inquisi-
c i ó n q u e l i b e r n a de l a r e l a j a c i ó n al con-
denado que se a r r e p i e n t e antes de salir
a l a u t o de fe.
Publicación de las controversias de
" W o r m s c o n t r a los l u t e r a n o s .
P r o c e s o de J u a n P é r e z de Saavedra fal-
so n u n c i o de P o r t u g a l : es condenado;!
g a l e r a s , y v u e l v e d e s p u é s á la corte.
15/43. P r o c e s o d e l m a r q u é s de Terranova,vi-
r e y , c a p i t á n g e n e r a l y g o b e r n a d o r de Sici-
l i a ; p e n i t e n c i a d o p o r q u e pretende repri-
m i r las u s u r p a c i o n e s d e los inquisidores,
ISAZi. P r o c e s o de M a g d a l e n a de la Cruz, reli-
g i o s a de C ó r d o b a : es penitenciada en
1 5 4 5 , y c o n d e n a d a á u n a r e c l u s i ó n per-
petua.
O r d e n a n z a de la I n q u i s i c i ó n de Portu-
g a l e s t a b l e c i e n d o el m o d o de mantener
su c o r r e s p o n d e n c i a c o n l a de España.
1 5 4 S . (1 de a b r i l . ) F u n d a c i ó n de la congre?a-
cion del santo o f i c i o de l a Inquisición
en R o m a p o r el P a p a .
(8 de j u l i o . ) N a c i m i e n t o de D . Carlos
CAP. XLVII. AUT. I. 181
de A u s t r i a , h i j o de F e l i p e I I y de M a r í a
de P o r t u g a l .
(1 de a g o s t o . ) M u e r t e d e l i n q u i s i d o r T a -
bera. R e e m p l á z a l e e l c a r d e n a l D . G a r c í a
de L o a i s a .
(29 de s e t i e m b r e . ) Ordenanza del R e y
que p r o h i b e l a i m p r e s i ó n y l a l e c t u r a de
las b i b l i a s en r o m a n c e .
C a r r a n z a v a a l C o n c i l i o de T r e n t o .
lUfi. (2 de a b r i l . ) N a c i m i e n t o de I s a b e l , h i j a
de E n r i q u e I I r e y de F r a n c i a , n o v i a en
un p r i n c i p i o de D . C a r l o s , y casada des-
p u é s c o n su p a d r e F e l i p e I I ,
(22 de a b r i l . ) M u e r t e del cardenal don
G a r c í a de L o a i s a , a r z o b i s p o de S e v i l l a ,
séptimo inquisidor general.
D o n F e r n a n d o de V a l d é s , a r z o b i s p o de
Sevilla; octavo i n q u i s i d o r general.
(2 de a g o s t o . ) B r e v e de P a u l o I I I que
d e c l a r a á t o d o s los m o r i s c o s de G r a n a d a
h á b i l e s p a r a t o d o s los e m p l e o s c i v i l e s y
beneficios e c l e s i á s t i c o s .
I n d i c e de l i b r o s p r o h i b i d o s f o r m a d o p o r
la u n i v e r s i d a d de Lovaina, y publicado
p o r ó r d e n d e l r e y de E s p a ñ a F e l i p e I I .
Carlos V quiere establecer l a I n q u i s i -
c i ó n en Ñ a p ó l e s : l o s h a b i t a n t e s s e s u b l e -
v a n c o n este m o t i v o .
Tomo vnr. 16
HISTORIA DE LA INQUISICION,

A u t o s de fe e n P a l e r m o , capital de
Sicilia.
15A8. Carranza es nombrado confesor de
Felipe II.
R e g l a m e n t o e s p e c i a l p a r a los moriscos.
(18 de o c t u b r e . ) O r d e n a n z a de Carlos
V ; c o n f i r m a c i ó n de l a de 15 de octubre
de 1538 e n f a v o r de l o s americanos con-
vertidos.
Ordenanza de l a I n q u i s i c i ó n relativa
á los l i b r o s p r o h i b i d o s .
1550. Segundo índice de l a universidad de
x Lova'ma.
P e d r o de M é r i d a , c a n ó n i g o de Falen-
c i a , es p e n i t e n c i a d o p o r l a Inquisición.
J u a n A l f o n s o V a l d é s , secretario parti-
c u l a r de C a r l o s V , p e r s e g u i d o por laln-
quisicion.
1551. C a r r a n z a v u e l v e a l C o n c i l i o de Trento.
1552. P r o c e s o de M a r í a de B o r g o ñ a , de edad
de o c h e n t a y c i n c o a ñ o s ; es puesta a b
c u e s t i ó n y m u e r e ; su c u e r p o es quemado.
A u t o de fe e n S e v i l l a .
D o n B a r t o l o m é de las C a s a s , obispo ^
C h i a p a en A m é r i c a , es perseguido p»1
l a I n q u i s i c i ó n ; m u e r e e n 1566.
1 5 5 3 . ( 1 4 de o c t u b r e . ) O r d e n a n z a del Rey re-
l a t i v a k los j u d í o s .
CAP. XIVII. ART. I. 183

P r o c e s o de J u a n de V e r g a r a , c a n ó n i -
go de T o l e d o , y de B e r n a r d i n o de To-
bar , sn h e r m a n o : l o s dos son peniten-
ciados.
Proceso del venerable Juan de A v i l a ,
l l a m a d o e l A p ó s t o l de l a A n d a í u c i a , c o m o
l u t e r a n o ; es a b s n e l t o .
D . F . I z q u i e r d o , a l c a l d e m a y o r de A r -
nedo- es e s c o m u l g a d o p o r h a b e r queri-
do perseguir á un familiar del Sanio
Oficio q u e h a b i a c o m e t i d o u n h o m i c i d i o .
1554. F r a n c i s c o S á n c h e z de las B r o z a s , l l a -
mado e l B r ó c e n s e , h u m a n i s t a , es perse-
guido p o r la I n q u i s i c i ó n .
1555. Proceso hecho á Carlos V por Paulo TV.
1556. (16 de e n e r o . ) A b d i c a c i ó n de C a r l o s V
en favor de su hijo F e l i p e I I .
(18 de e n e r o . ) B r e v e de P a u l o I V que
manda á los i n q u i s i d o r e s p e r s e g u i r á l o s
confesores s o l i c i t a n t e s a d turpia.
(23 de j u n i o . ) B r e v e de P a u l o I V q u e
autoriza á los c o n f e s o r e s para absolver
s e c r e t a m e n t e á los m o r i s c o s ,
( s e t i e m b r e . ) E l d u q u e de A l b a o c u p a l o s
estados de l a santa Sede. P a u l o I V o b -
tiene u n armisticio. Felipe II hace la
paz c o n c o n d i c i o n e s poco honrosas á él.
P r o c e s o de fray Juan de R e g l a , ge-
iSll HISTORIA DE LA INQUISICION,
r ó n i m o , c o n f e s o r de C a r l o s V , por la In.
q u i s i c i o n de Z a r a g o z a .
1557 ( 2 5 de f e b r e r o . ) O r d e n a n z a de FelipeH
que promete á los delatores la cuarta
p a r t e de los b i e n e s d e l a c u s a d o , si este
es c o n d e n a d o .
(31 de m a y o . ) C a r r a n z a es nombrado
a r z o b i s p o de T o l e d o .
(7 de j u n i o . ' ) A u t o de fe en Murciá.
C a r r a n z a hace q u e m a r en Flándeslos
libros luteranos.
1 5 5 8 (15 de abril.) Declaración de Antonia
M e l l a sobre C a r r a n z a .
(7 de s e t i e m b r e . ) O r d e n a n z a de Felipe!!
i m p o n i e n d o p e n a de m u e r t e contra Iw
vendedores, c o m p r a d o r e s ó lectores de
libros prohibidos.
(21 de s e t i e m b r e .) C a r r a n z a conviene
en q u e se p r o h i b a su Comentario al Ce-
tecismo en el I n d e x .
(21 de s e t i e m b r e . ) M u e r t e de Carlos V.
(21 de s e t i e m b r e . ) B u l a de Paulo IV re-
l a t i v a á los l i b r o s p r o h i b i d o s .
I n s t r u c c i ó n de la I n q u i s i c i ó n sóbrela
obras prohibidas.
A d i c i ó n a l e d i c t o de denuncias contr1
los l u t e r a n o s .
A u t o de fe en C u e n c a .
C A P . XLVII. ART. t i 185
Fernando de Barriovero , canónigo
de T o l e d o , es p e r s e g u i d o p o r l a I n q u i -
sición.
1559 ( 4 de e n e r o . ) B r e v e de P a u l o I V que
a u t o r i z a al i n q u i s i d o r V a l d é s p a r a e n t r e -
gar al b r a z o s e c u l a r los l u t e r a n o s n o r e -
lapsos , aunque estén arrepentidos, si
han d o g m a t i z a d o .
( 5 de e n e r o . ) B u l a de P a u l o I V q u e re-
v o c a t o d o s l o s p e r m i s o s de l e e r libros
prohibidos.
(6 de e n e r o . ) B u l a de P a u l o I V sobre los
libros prohibidos.
(7 de e n e r o . ) B u l a de P a u l o I V q u e c o n -
cede á l a I n q u i s i c i ó n l a r e n t a de u n c a -
nonicato p o r cada i g l e s i a catedral, la
cual encuentra a l g u n a resistencia para su
ejecución.
( 8 de a b r i l . ) P a z e n t r e l a E s p a ñ a y la
Francia.
( 1 1 de a b r i l . ) D e p o s i c i ó n de fray D o -
m i n g o de R o j a s c o n t r a C a r r a n z a .
( 4 de m a y o . ) D e c l a r a c i ó n de P e d r o de
Cazalla contra Carranza.
( 1 2 de m a y o . ) D e c l a r a c i ó n de B a r b ó n d e
B e r e g a en f a v o r d e C a r r a n z a .
( 2 1 de m a y o . ) A u t o de fe en V a l l a d o -
lid.
186 HISTORIA DE L A INQUISICION,
( 2 de j u n i o . ) D e c l a r a c i ó n de doña Fran-
c i s c a de Z u ñ i g a c o n t r a C a r r a n z a .
(17 de a g o s t o . ) I n d i c e d e l inquisidor
Valdés.
(18 de a g o s t o . ) M u e r t e de P a u l o V. Al-
b o r o t o d e l p u e b l o de R o m a que da líber-
t a d d t o d o s l o s presos de l a Inquisición,
y q u e m a sus a r c b i v o s .
(1 de s e t i e m b r e . ) C a r r a n z a recusa alln-
quisidor general y protesta contra todo
el proceso.
( 2 4 de setiembre.) Auto de fe en Se-
villa.
( 2 7 de s e t i e m b r e » ) D e p o s i c i ó n de san
Juan de R i b e r a , e n e l asunto de Car-
ranza.
( 8 de o c t u b r e . ) S e g u n d o auto de fe en
V a l l a d o l i d , h o n r a d o c o n l a presencia de
Felipe II.
Proceso de G u e r r e r o , arzobispo de
G r a n a d a ; de B l a n c o , o b i s p o de Málaga;
de D e l g a d o , o b i s p o de J a é n ; de Cuesta,
o b i s p o de L e ó n ; de G o r r i o n e r o , obispo
de A l m e r í a , p o r h a b e r aprobado el cate-
c i s m o de C a r r a n z a .
P r o c e s o de fray M e l c h o r C a n o , obiv
p o de C a n a r i a s . S u c o n d u c t a respectodí
Carranza.
CAP. XtVIl,—AllT. I. 187
P r o c e s o de F r a n c i s c o B l a n c o , c r i s t i a -
no n u e v o , antes m a h o m e t a n o ; es q u e -
mado por haber recaido en l a h e r e j í a .
Fray J u a n de V i l l a g a r c i a , d o m i n i c o ,
es p e n i t e n c i a d o p o r l a I n q u i s i c i ó n .
P r o c e s o de fray J u a n de L u d e ñ a , p r i o r
de los d o m i n i c o s , e n V a l l a d o l i d .
Proceso del doctor Diego Sóbanos,
r e c t o r de la u n i v e r s i d a d de A l c a l á de H e -
nares.
Proceso de d o n a L e o n o r de V i b e r o ,
de A g u s t i n C a z a l l a , s o b i j o ; de F r a n c i s -
co V i b e r o C a z a l l a , h e r m a n o de A g u s t i n ;
de d o ñ a B e a t r i z V i b e r o C a z a l l a , h e r m a -
na de l o s precedentes ; de A l f o n s o P é -
rez, presbítero de P a l e n c i a ; de C r i s t o -
val de O c a m p o , de S e v i l l a ; de C r i s t o -
v a l de P a d i l l a , h a b i t a n t e de Z a m o r a ; de
A n t o n i o de H e r r e z u e l o , a b o g a d o en T o -
ro: este es q u e m a d o como hereje, y
muestra la m a y o r firmeza ; un archero
le m e t e l a l a n z a p o r el c o s t a d o .
F r a y L u i z de la C r u z , d o m i n i c o , es
perseguido por la Inquisición, como
hereje. «
P r o c e s o de J u a n G a r c í a , p l a t e r o de
Y a l l a d o l i d , d e n u n c i a d o p o r su m u g e r y
quemado como luterano.
188 HISTORIA DE LA INQUISICION,
P r o c e s o de P é r e z de H e r r e r a , jUez j
c o n t r a b a n d o s en L o g r o ñ o ; es quemado
como luterano.
P r o c e s o de d o ñ a C a t a l i n a de Ortega
de V a l l a d o l i d : es q u e m a d a como luie.
rana.
Proceso do D . P e d r o Sarmiento de
R o j a s , de F a l e n c i a : es peniteticiaclúpor
c a u s a de l u t e r a n i s m o .
P r o c e s o de D . L u i s de R o j a s , sobrino
d e l a n t e r i o r : es p e n i t e n c i a d o por causa
de l u t e r a n i s m o .
P r o c e s o de d o ñ a M e n c i a de Figueioa,
d a m a de l a R e i n a de E s p a ñ a : es peniten-
ciada como luterana.
Proceso de d o ñ a A n a Henriquez de
R o j a s , hija del m a r q u é s de Alcañices,
penitenciada p o r c a u s a de luteranismo;
tenia veinte y cuatro a ñ o s , j sabia per-
f e c t a m e n t e el l a t i n .
P r o c e s o de d o ñ a M a r í a de Rojas, reli-
g i o s a de V a l l a d o l i d : es penitenciada co-
mo luterana.
P r o c e s o de J u a n de U l l o a de Perein'
de T o r o : es p e n i t e n c i a d o como l"te-
rano/
P r o c e s o de J u a n V i b e r o de Cazab-
es p e n i t e n c i a d o c o m o l u t e r a n o .
CAP. XLVil. ART. I. 189
P r o c e s o de J u a n a S i l v a de R i b e r a , de
V a l l a d o l i d : es penitenciada como lute-
rana.
P r o c e s o de C o n s t a n z a Y i b e r o de C a -
zalla , m a d r e de t r e c e h i j o s : es p e n i t e n -
ciada c o m o luterana.
P r o c e s o de L e o n o r de C i s n e r o s , de
Valladolid , penitenciada como luterana.
Su m a r i d o l a m a l t r a t a s o b r e e l c a d a l s o ,
p o r q u e no h a m e r e c i d o e l f u e g o .
P r o c e s o de F r a n c i s c o Z u ñ i g a de B a e -
za, de V a l l a d o l i d ; de M a r i a n a de Saa-
v e d r a , n a t u r a l de Z a m o r a ; de A n t o n i o
M i n g u e z , de P e d r o s a ; de A n t o n i o W a -
s o r , i n g l é s ; de Daniel de l a Cuadra ,
de P e d r o s a : t o d o s p e n i t e n c i a d o s e n V a -
lladolid como luteranos.
P r o c e s o de D . C á r l o s de S e s o , de V e -
r o n a ; de P e d r o de C a z a l l a ; de D o m i n -
go S á n c h e z , p r e s b í t e r o de V i l l a m e d i a n a ;
de J o s é S á n c h e z ; de fray D o m i n g o de
Rojas , d o m i n i c o , d i s c í p u l o de C a r r a n -
za; de d o ñ a M a r i n a de Guevara , reli-
g i o s a en V a l l a d o l i d ; de E u f r o s i n a R i o s ,
r e l i g i o s a en V a l l a d o l i d ; de M a r g a r i t a d e
S a n E s t e v a n , r e l i g i o s a de S a n t a C l a r a ;
de d o ñ a C a t a l i n a de R e i n ó s e , r e l i g i o s a
en V a l l a d o l i d ; de P e d r o de S o t e l o , n a -
190 HISTORIA DE LA INQUISICION,
t u r a l de A l d e a d e l P a l o : todos quema
dos en V a l l a d o l i d como luteranos • de
Juana Sánchez, b e a t a de Valladolid
la cual se c o r t ó la g a r g a n t a , sabiendo
su condenación; y fué quemado su
cuerpo.
Proceso de d o ñ a I s a b e l y doña Cata-
l i n a de C a s t i l l a , p e n i t e n c i a d a s por causa
de l u t e r a n i s m o .
P r o c e s o de d o ñ a F r a n c i s c a de Zuñiga
Reinoso, de F e l i p e de Heredia,yde
C a t a l i n a de A l c a r a z , r e l i g i o s a s de Yalla-
d o l i d : penitenciadas c o m o herejes.
P r o c e s o de A n t o n i o S á n c h e z , de Sa-
lamanca : penitenciado como testigo
falso.
m
P r o c e d o de P e d r o de A g u i l a r , de Tor-
desillas : penitenciado como alguacil
falso.
P r o c e s o de F r a n c i s c o Z a f r a , de Sevi-
l l a , p r e s b í t e r o : q u e m a d o en efigie como
luterano.
P r o c e s o de d o ñ a I s a b e l B a e n a , seño-
r a r i c a de S e v i l l a : q u e m a d a como lute-
r a n a ; su casa es a r r a s a d a .
P r o c e s o de D . J u a n P o n c e de León,
h i j o d e l c o n d e de B a i l e n : quemado co-
m o luterano.
CAP. X1VII. ART. I, • 191

Proceso de J u a n G o n z á l e z , p r e s b í t e -
ro de S e v i l l a : q u e m a d o c o m o l u t e r a n o .
Proceso de fray G a r c í a de A r i a s , l l a -
mado el doctor B l a n c o , g e r ó n i m o de
gavilla, quemado como luterano.
P r o c e s o de fray C r i s t ó b a l de A r e l l a n o ,
gerónimo de Sevilla : quemado como
luterano.
P r o c e s o de fray J u a n de L e ó n , monge
de San Isidoro de Sevilla: quemado
como l u t e r a n o . H o r r o r e s de su s u p l i c i o .
P r o c e s o de C r i s t ó b a l de L o s a d a , m é -
dico de S e v i l l a , luterano por a m o r : es
quemado v i v o .
P r o c e s o d e F e r n a n d o de S a n J u a n y
de P . M o r c i l l o de Sevilla : quemados
como l u t e r a n o s .
Proceso de doña Maria de Virues,
doña M a r í a C o r n e l , y doña María B o -
h o r q u e s , de S e v i l l a , q u e m a d a s c o m o l u -
teranas : estas dos ú l t i m a s s o n e l o b j e t o
de u n r o m a n c e .
P r o c e s o de u n c r i a d o m u l a t o , casti-
gado c o m o falso d e l a t o r c o n t r a su a m o .
Fray Maucio de C o r p u s C r i s t i , d o -
m i n i c o , es p e r s e g u i d o p o r l a I n q u i s i c i ó n
p o r l a c a u s a de C a r r a n z a . O t r a s m u c h a s
personas t i e n e n i g u a l s u e r t e .
192 HISTORIA DE JLA INQUISICION,
B u l a de P a u l o I V q u e d i v i d e los Pa¡
ses B a j o s e n t r e s p r o v i n c i a s con respec.
to á l a I n q u i s i c i ó n .
F r a y F e r n a n d o d e l C a s t i l l o , sabio do-
m i n i c o , es perseguido por la Inquisi-
ción como luterano.
Juan F e r n a n d e z , t e ó l o g o , es perse-
g u i d o p o r l a I n q u i s i c i ó n c o m o luterano.
Clemente S á n c h e z d e l B e r c i a l , teó-
l o g o , es p e r s e g u i d o p o r l a Inquisición
como luterano.
P r o c e s o á l a m e m o r i a de Juan Gil,
llamado E g i d i o , o b i s p o electo de Tol-
l o s a : su c u e r p o es q u e m a d o y sus bie-
nes c o n f i s c a d o s en Sevilla.
(2 de f e b r e r o . ) M a t r i m o n i o de FelipeII
y de I s a b e l e n T o l e d o .
(4 de f e b r e r o . ) A u t o de fe en Murcia.
(23 de f e b r e r o . ) P i ó I V confirma los
p o d e r e s de V a l d é s p a r a j u z g a r á Carran-
za, y para n o m b r a r delegados.
A u t o de fe e n T o l e d o para obsequiar
á l a n u e v a r e i n a I s a b e l de Valois, W
de E n r i q u e I I , r e y de F r a n c i a .
(8 de s e t i e m b r e . ) A u t o de fe en Murcia
(17 de diciembre.) F r a y Domingo^
Soto , procesado por l a Inquisición-
muere.
CAP. X t V I I . — A R T . I. 193
(22 de d i c i e m b r e . ) A u t o de fe e n S e v i l l a .
F r a y L u i s de L e ó n , a g u s t i n o , p e r s e -
guido p o r la I n q u i s i c i ó n .
Proceso de Juan Navarro Alcalite,
pastor , p e n i t e n c i a d o c o m o trigamo.
Pablo de C é s p e d e s , d o m i c i l i a d o e n
R o m a : su p r o c e s o p o r l a I n q u i s i c i ó n de
Valladolid.
P r o c e s o de C o n s t a n t i n o P o n c e de la
F u e n t e c o m o l u t e r a n o : él m u e r e en l a
p r i s i ó n , y es q u e m a d o su c u e r p o .
Proceso de J u a n Pérez, de P e r e d a ,
q u e m a d o e n efigie c o m o luterano.
P r o c e s o de J u a n H e r n á n d e z , l l a m a d o
el P e q u e ñ o , n a t u r a l de V a l l a d o l i d , q u e -
mado c o m o luterano.
Proceso de Francisca Chaves, reli-
giosa de V a l l a d o l i d , q u e m a d a c o m o l u -
terana.
Proceso de N i c o l á s B u r t o n , inglés,
quemado como luterano.
P r o c e s o de A n a de R i v e r a , quemada
como luterana.
P r o c e s o de J u a n B u r t o n , inglés : la
I n q u i s i c i ó n lo penitencia para estar a u -
torizada á apoderarse del cargamento de
su n a v i o .
P r o c e s o de G u i l l e r m o F r a n c o , peni-
17
194 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
t e n c i a d o p o r h a b e r s e quejado del con-
tinuo trato de un presbítero con su
mujer.
P r o c e s o de B e r n a r d o F r a n c o , en Cá-
diz , r e c o n c i l i a d o c o m o luterano.
P r o c e s o de D i e g o de V i r u e s , jurado
de S e v i l l a , p e n i t e n c i a d o c o m o luterano.
Proceso de J u a n a B o h o r q u e s , her-
m a n a de M a r í a : es a b s u e l t a después de
h a b e r s u f r i d o e l t o r m e n t o , del que la
provino la muerte en l a p r i s i ó n misma,
P r o c e s o de D i e g o L a i n e z , general de
los jesuitas.
F r a y L u i s de G r a n a d a es perseguido
tres veces por la I n q u i s i c i ó n .
U n m o r i s c o m u e r t o e n las prisiones
de la I n q u i s i c i ó n , q u e m a d o en estatua.
(2 de s e t i e m b r e . ) O r d e n a n z a de Valdés
que contiene las leyes o r g á n i c a s del
m o d o de e n j u i c i a r de l a I n q u i s i c i ó n .
(6 de n o v i e m b r e . ) B r e v e de P í o I V , que
c o n f i r m a e l de P a u l o I V de 1556, rela-
t i v o á los m o r i s c o s .
A u t o ^e fe e n T o l e d o .
1 5 6 0 (15 de m a r z o . ) A u t o de fe en Murcia.
(9 de m a y o . ) G r a v e c a i d a que da don
C a r l o s , p r í n c i p e de A s t u r i a s .
R e v o l u c i ó n en H o l a n d a .
CAP. XLVII. ART. I. 195
1562, S e d i c i ó n e n P a l e r m o , c o n m o t i v o de
la I n q u i s i c i ó n .
R e l i g i o s a de A v i l a , r e c o n c i l i a d a se-
c r e t a m e n t e p o r su c o n f e s o r .
L o s p a d r e s d e l C o n c i l i o de T r e n t o p i -
d e n al P a p a l a e n t r e g a de C a r r a n z a , y
a p r u e b a n su c a t e c i s m o .
1563 (20 de m a r z o . ) A u t o de fe e n M u r c i a d e l
morisco Juan Hurtado.
(20 de m a y o . ) A u t o de fe e n Mur-
cia.
( 2 8 de setiembre.) Juana de Albret,
r e i n a de N a v a r r a , es e s c o m u l g a d a por
una b u l a de F i o I V . E l p a p a l a manda
c o m p a r e c e r d e n t r o de seis m e s e s . E l i n -
quisidor general forma el proyecto de
h a c e r l a p r e n d e r , y es d e s c u b i e r t o .
E s t a b l e c i m i e n t o de la I n q u i s i c i ó n en
el M i l a n e s a d o . O p o s i c i ó n de los h a b i -
tantes que l o g r a n l a s u s p e n s i ó n .
A u t o de fe en G r a n a d a .
P r o c e s o de d o n F e l i p e de A r a g ó n , h i j o
del e m p e r a d o r de M a r r u e c o s , peniten-
ciado c o m o mahometizante.
P r o c e s o de A n t o n i o de Y i l l e n a , p e n i -
tenciado p o r h a b e r h a b l a d o m a l de l a
Inquisición.
Proceso de L u i s de A n g u l o , p r e s b i -
196 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
tero, p e n i t e n c i a d o c o m o sospechoso de
herejía.
P r o c e s o de P e d r o de M o n t a l b a n y de
Francisco S a l a r , sacerdotes franceses,
l penitenciados c o m o luteranos.
P r o c e s o de J u a n de S o t o m a y o r , ju-
dío, penitenciado.
P r o c e s o de D i e g o de L a r a , quemado
p o r judaizante.
Proceso de F r a n c i s c o G u i l l e n , mer-
c a d e r ; sus n u m e r o s a s declaraciones.
P r o c e s o de M e l c h o r H e r n á n d e z , mer-
cader , condenado m u c h a s v e c e s , y al
fin r e l a j a d o .
F r a y P e d r o de S o t o , d o m i n i c o , per-
seguido p o r l a I n q u i s i c i ó n , y muerto
antes de v e r i f i c a r s e su p r i s i ó n .
D o n C a r l o s p r o y e c t a i r á Flándessin
q u e l o sepa su p a d r e .
1564 (24 de m a r z o . ) I n d i c e d e l Concilio Je
Trento , publicado por Pió V.
L i g a c a t ó l i c a f o r m a d a en Francia con-
t r a los p r o t e s t a n t e s .
A u t o de fe en M u r c i a .
P r o c e s o de u n m o r i s c o reconcilia"0
por m á g i c o .
P r o c e s o de P a s c u a l P é r e z , legopr0
feso , p e n i t e n c i a d o p o r haberse casado'
•mil»» w • ,

CAP. X l M l . ART. I. 197

F e l i p e I I p i d e a l p a p a que el proceso
de Carranza sea juzgado en España.
C o n s i e n t e en e l l o P i ó I V , y nombra la
c o m i s i ó n que debe i r á j u z g a r l e . E l l e -
gado r e h u s a a d m i t i r e n e l l a á l o s i n q u i -
sidores.
1565 (4 de a b r i l . ) O r d e n a n z a d e l r e y relati-
v a á los i n d i o s de A m é r i c a .
(17 de j u n i o . ) A u t o de fe en T o l e d o .
(9 de d i c i e m b r e . ) A u t o de í e e n Mur-
cia.
P r o h i b i c i ó n de la historia pontificia
de G o n z a l o de I l l e s c a s .
1566. V a l d é s cesa de ser i n q u i s i d o r g e n e r a l .
S u c é d e l e el cardenal don Diego E s p i n o -
sa, que m u e r e en l a d e s g r a c i a de F e l i p e
II e l 5 de s e t i e m b r e de 1572.
Pió V c o n f i r m a las d i s p o s i c i o n e s de
P i ó I V r e l a t i v a s a l p r o c e s o de Carran-
za. E l s e retracta d e s p u é s , siguiendo el pa-
r e c e r de B u o n c o m p a g n i ; y m a n d a que
C a r r a n z a sea t r a s l a d a d o á R o m a y des-
tituido Valdés.
(5 de d i c i e m b r e . ) Carranza sale de l a
p r i s i ó n a l c a b o de siete a ñ o s , p a r a ser
conducido á R o m a .
1567 (29 de a b r i l . ) L l e g a C a r r a n z a á R o m a .
(8 de j u n i o . ) A u t o de fe e n M u r c i a .
198 HISTORIA DE LA INQUISICION,
(9 de o c t u b r e . ) P r o h i b i c i ó n de las obras
de J u a n Fero.
Ramón G o n z á l e z de M o n t e s publica
un l i b r o s o b r e la ¡ I n q u i s i c i ó n , bajo el
nombre de R e g i n a l d u s Gonzalvius Mon-
tanas.
L o s i n q u i s i d o r e s de M u r c i a escomui-
g a n al c a b i l d o de aquella catedral 31 al
a y u n t a m i e n t o de l a c i u d a d .
Don C a r l o s , príncipe de Asturias,
f o r m a e l p r o y e c t o de q u i t a r la vida á su
padre.
1568. D o n C a r l o s se dispone á partir para
Flándes.
( 1 8 de e n e r o . ) D o n C a r l o s es preso en
su h a b i t a c i ó n .
(18 de f e b r e r o . ) C a r t a d e l ayuntamiento
de Murcia al R e y acerca de la prisión
de d o n C a r l o s .
(7 de j u n i o . ) A u t o de fe en Murcia.
(15 de j u n i o . ) D e c r e t o de la Suprema
relativo á los l i b r o s p r o h i b i d o s .
(20 de j u l i o . ) D o n C á r l o s recibe los sa-
c r a m e n t o s y h a c e su testamento.
Proceso de G i n é s de L o r c a , cristiano
nuevo penitenciado.
Ordenanza d e l R e y m a n d a n d o ejecu-
t a r l a c o n c o r d i a l l a m a d a de Espinosa.
CAP. XLVII. ART. I. 199
O b r a de P a b l o G a r c í a , s e c r e t a r i o de l a
I n q u i s i c i ó n , s o b r e el m o d o de e n j u i c i a r ,
publicada por orden del Consejo de la
Suprema.
1569 ( 2 5 de e n e r o . ) O r d e n a n z a d e l R e y p a r a
c o n s o l i d a r l a I n q u i s i c i ó n en A m é r i c a ,
A u t o de fe e n P a l e r m o , c a p i t a l de la
i s l a de S i c i l i a .
L a I n q u i s i c i ó n de B a r c e l o n a e s c o m u l -
ga á dos m a g i s t r a d o s de l a c i u d a d .
4570 (15 de m a y o . ) E l Oficio parvo de G e r ó -
n i m o de H o l e a s t r o es p r o h i b i d o , p o r q u e
se l e e n e n su f r o n t i s p i c i o estas p a l a b r a s :
I n hoc C i g n o vinces.
( 18 de agosto. ) O r d e n a n z a d e l R e y q u e
fija e n M é j i c o u n t r i b u n a l de la I n q u i s i -
c i ó n de A m é r i c a .
F r a y F r a n c i s c o de V i l l a i b a , g e r ó n i -
m o , es p e r s e g u i d o por la I n q u i s i c i ó n ,
como luterano.
A u t o de fe e n L o g r o ñ o .
Fray Gerónimo Gracian , carmelita,
p e r s e g u i d o p o r la I n q u i s i c i ó n .
Manuel Santos Berrocosa , autor de
un Ensayo sobre los teatros de Roma,
p e r s e g u i d o p o r la I n q u i s i c i ó n .
S a n J u a n de R i b e r a , p a t r i a r c a de A n -
t i o q u i a , es p e r s e g u i d o por la Inquisi-
200 HISTORIA DE LA INQUISICION,
cien de V a l e n c i a , í n t e r i n ocupa la silla
de a q u e l l a c i u d a d .
1571. Prohibición de u n a biblia española
i m p r e s a en B a s i l e a .
(Zj. de j u n i o . ) A u t o de fe en Toledo,
(27 de j u l i o . ) E s t a b l e c i m i e n t o de un tri-
bunal a m b u l a n t e de l a I n q u i s i c i ó n para
las e m b a r c a c i o n e s .
(28 de d i c i e m b r e . ) O r d e n a n z a del Rey
que e s t a b l e c e tres t r i b u n a l e s fijos de la
I n q u i s i c i ó n en A m é r i c a .
Denúncianse al Santo Oficio varias
pinturas como i n s i n u a n t e s á la herejía.
L a I n q u i s i c i ó n de Z a r a g o z a escomulga
á l a d i p u t a c i ó n de A r a g ó n .
Proceso de S i g i s m u n d o A r c h a l , re-
l a j a d o c o m o l u t e r a n o . L o s alguaciles le
dan lanzadas.
1572 ( 2 9 de d i c i e m b r e . ) D . P e d r o Bancede
L e ó n , o b i s p o de P l a s e n c i a , es nombra-
d o i n q u i s i d o r g e n e r a l , y muere inme-
diatamente.
1573 ( 2 7 de f e b r e r o . ) O r d e n a n z a de la Su-
prema relativa á los confesores soli-
citantes.
El cardenal D . Gaspar de
arzobispo de T o l e d o , onzeno inqu151'
dor general.
CAP. XXVII.-—ART. t i 201
P r o c e s o de D . P e d r o d e l F r a g o , o b i s -
p o de J a c a , c o m o s o s p e c h o s o de h e r e j í a .
157ZI (18 de f e b r e r o . ) A u t o de fe e n V a l e n c i a .
( 3 0 de marzo. ) D . Pedro Guerrero,
a r z o b i s p o de G r a n a d a , r e t r a c t a l a a p r o -
bación que había dado á las o b r a s de
Carranza.
(29 de a b r i l . ) B l a n c o , o b i s p o de M á l a g a ,
retracta la a p r o b a c i ó n que habia dado
al c a t e c i s m o de C a r r a n z a .
( 8 de j u n i o . ) D e l g a d o , o b i s p o de J a é n ,
retracta la a p r o b a c i ó n que habia dado
á las o b r a s de C a r r a n z a .
( 6 de a g o s t o . ) B u l a de G r e g o r i o XIII
relativa á los q u e , s i n ser p r e s b í t e r o s ,
e j e r c e n las f u n c i o n e s d e l s a c e r d o c i o .
(6 de a g o s t o . ) B r e v e de G r e g o r i o XIII
f a v o r a b l e á los m o r i s c o s .
( 1 5 de s e t i e m b r e . ) E s t a b l e c i m i e n t o de
la I n q u i s i c i ó n en G a l i c i a .
G e r ó n i m o de R i p a l d a , j e s u í t a y a u t o r
de u n c a t e c i s m o , es p e n i t e n c i a d o por
la I n q u i s i c i ó n c o m o i l u m i n a d o .
P r i m e r a u t o de fe en M é j i c o .
1575 (29 de o c t u b r e . ) O r d e n a n z a d e l C o n s e j o
de l a S u p r e m a relativa á las m u g e r e s
que l l e v a n e n sus casas e l h á b i t o de re-
ligiosas.
202 HISTORIA DE tA INQUISICION,
A u t o de fe de l a m o r i s c a María , que,
mada después de haber sido absuelta
precedentemente.
S a n t a T e r e s a de J e s ú s , reformadora
de las c a r m e l i t a s , es d e n u n c i a d a á la In-
quisición.
( C o m p e t e n c i a de j u r i s d i c c i ó n entre la
Inquisición de S i c i l i a y e l gran maestre
de M a l t a ,
P r o c e s o de D i e g o N a v a r r o , acusado
de b i g a m i a .
P r o c e s o de F r a n c i s c o M i n u t a , peni-
tenciado c o m o b i g a m o ; él se escapa de
galeras y acude á R o m a , pero inútil-
mente. Su hermano tiene la misma
suerte.
1576 ( 1 4 de a b r i l . ) E l p a p a hace abjurar i
C a r r a n z a a l g u n a s p r o p o s i c i o n e s de cuya
c r e e n c i a se le d e c l a r a s u s p e c t o .
( 2 de m a y o . ) M u e r t e de C a r r a n z a ; su
t e s t a m e n t o , su p r o f e s i ó n de f e , sus fu-
n e r a l e s , su epitafio p o r G r e g o r i o X I H '
P r o c e s o de D . P e d r o L u i s de Borja,
gran m a e s t r e de l a o r d e n de MontesO)
acusado de s o d o m í a : es absuelto.
P r o c e s o de u n s u b d i á c o n o , peuit611'
ciado p o r haber e j e r c i d o las funcione^
de p r e s b í t e r o .
CAP. XLVII. ART. i i 203
A u t o de fe en L o g r o ñ o .
1576. Ordenanza de la I n q u i s i c i ó n relativa
á las m e d a l l a s q u e r e p r e s e n t a n objetos,
ó t i e n e n l e y e n d a s c a p a c e s de i n d u c i r á
error.
P r o c e s o de A r i a s M o n t a n o , e d i t o r de
la b i b l i a p o l y g l o t a de A m b e r e s . E l v a á
Roma.
1576 ( 1 de m a y o . ) M i g u e l de M e d i n a , f r a n -
ciscano , perseguido por la Inquisición
y muerto antes q u e se fallase s u c a u s a .
A u t o de fe e n Z a r a g o z a .
1579. G i l G o n z á l e z , j e s u í t a , es perseguido
por la I n q u i s i c i ó n .
1580. S. Juan de l a C r u z es p e r s e g u i d o por
la I n q u i s i c i ó n como iluminado.
F r a y G e r ó n i m o R o m á n , a g u s t i n o , de
L o g r o ñ o , sabio f i l ó l o g o , es perseguido
por la I n q u i s i c i ó n por su o b r a de las
Repúblicas del M u n d o .
Í582. Gregorio X I I I hace fijar e n las es-
quinas de C a l a h o r r a el decreto por el
cual escomulga al obispo de aquella
ciudad.
I n d i c e d e l a r z o b i s p o de T o l e d o , Q u i -
r o g a , inquisidor general.
K84. L a Inquisición de T o l e d o e s c o m u l g a
al a l c a l d e G u d i e l , p o r q u e p r o c e d i ó c o n -
20^ HISTORIA DE LA INQUISICION,
tra un secretario del Santo Oficio
1588. E l p r í n c i p e A l e j a n d r o F a r n e s i o , du-
que de P a r m a , es d e n u n c i a d o á la In-
quisición.
1889 (1 de a g o s t o . ) S e n t e n c i a de muerte pro-
nunciada contra A n t o n i o P é r e z , mi-
n i s t r o de F e l i p e I I . R e f u g i a s e á Aragón;
F e l i p e I I da l a o r d e n de prenderle, y
es c o n d u c i d o á l a c á r c e l de Zaragoza,
1590 (25 de a g o s t o . ) M u e r t e de Sixto V , la
que se s o s p e c h a electo de un veneno
d i s p u e s t o p o r c o m i s i ó n de Felipe 11. La
I n q u i s i c i ó n de E s p a ñ a censura la tra-
d u c c i ó n i t a l i a n a de l a B i b l i a , anunciada
por una b u l a del m i s m o Papa.
1 591 ( 1 9 de d i c i e m b r e . ) P r i s i ó n del condede
Aranda , D . Luis , que muere en la
cárcel.
Proceso de D . D i e g o Fernandez de
H e r e d i a , a c u s a d o de m a g i a , y de haber
enviado caballos á Francia.
D e s a v e n e n c i a s e n t r e l a Inquisición de
Zaragoza y e l g r a n j u s t i c i a de Aragón.
L a I n q u i s i c i ó n f o r m a proceso contra
Antonio Pérez.
P é r e z y su a m i g o M a y o r i n i intenta»
e s c a p a r s e : se d e s c u b r e su complot.
L a I n q u i s i c i ó n de Z a r a g o z a resuelve
CAP. XLVII. ART. I. 205
t r a s l a d a r á P é r e z á sus c á r c e l e s . M o t i a
del p u e b l o . P é r e z es v u e l t o d l a c á r c e l
de l o s M a n i f e s t a d o s .
Segundo motín en Z a r a g o z a p o r la
m i s m a causa. E l p u e b l o pone en l i b e r -
tad á P é r e z , e l q u e se s a l v a e n F r a n c i a
en c o m p a ñ í a de M a y o r i n í . P i d e a s i l o á
C a t a l i n a de B o r b o n , l a q u e se le c o n c e -
de. E l e s c r i b e sus a v e n t u r a s .
El general Alfonso de V a r g a s entra
con tropas en Z a r a g o z a .
C ó r t a s e la cabeza al justicia general
de A r a g ó n p o r su conducta en los a l -
b o r o t o s de Z a r a g o z a .
El d u q u e de V i l l a h e r m o s a es c o n d e -
nado á m u e r t e de r e s u l t a de los a l b o -
rotos de Z a r a g o z a .
( 13 de a g o s t o . ) L a I n q u i s i c i ó n p r o n u n -
c i a l a r e l a j a c i ó n de P é r e z e n e s t a t u a .
1592 ( 9 de o c t u b r e . ) C ó r t a s e l a c a b e z a a l b a -
r ó n de B a r b ó l e s p o r h a b e r t o m a d o p a r t e
en l o s a l b o r o t o s de Z a r a g o z a .
(Noviembre.) E l c o n d e de M o r a t a es
p e r s e g u i d o p o r l a I n q u i s i c i ó n p o r los a l -
b o r o t o s de Z a r a g o z a . E l R e y le n o m b r a
v i r e y de A r a g ó n .
( 2 4 de d i c i e m b r e . ) E l R e y c o n c e d e u n
p e r d ó n g e n e r a l á l o s r e v o l t o s o s de Z a -
18
206 HISTORIA DE LA INQUISICION,
r a g o z a , d e s p u é s de u n a horrible car-
nieeria hecha de su o r d e n en aquella
c i u d a d p o r sus v e r d u g o s .
C ó r t a s e l a c a h e z a al b a r ó n de Biescas
p o r h a b e r t o m a d o p a r t e en los distuibios
de Z a r a g o z a .
Proceso de Juan de Basante, falso
a m i g o de P é r e z , á q u i e n h a b l a vendido.
Su, e n i g m a s o b r e el R e y .
E l d u q u e de A l b a p r o h i b e que ningún
empleado d e l R e y g o c e de las preroga-
tivas de m i e m b r o de l a congregación
del Santo Oficio en Nápoles.
E l R e y n o m b r a al conde de Fuentes
gobernador de los P a í s e s Bajos.
E l b a r ó n de P u r r o y es decapitado por
haber tomado p a r t e e n los alborotos de
Zaragoza.
1593 (27 de m a y o . ) A u t o de fe en Granada.
( 1 4 de n o v i e m b r e . ) A u t o de fe en Lo-
groño.
15M (20 de n o v i e m b r e . ) M u e r t e de Quiroga,
inquisidor general.
1595. F r . G e r ó n i m o J o s é de S i g ü e n z a es per-
seguido por la I n q u i s i c i ó n .
D . G e r ó n i m o M a n r i q u e de Lara, obis-
p o de A v i l a , d u o d é c i m o inquisidor
neral.
CAP. X t V I I . ART. I, 207
1596. S. J o s é de C a l a s a n z es p e r s e g u i d o p o r
la I n q u i s i c i ó n .
D. Pedro Portocarrero , obispo de
Cuenca , decimotercio inquisidor ge-
nera!.
1598 ( 13 de s e t i e m b r e . ) M u e r t e de F e l i p e
I I , r e y de E s p a ñ a ; s u c é d e l e su h i j o F e -
lipe I I I .
Desavenencias entre los i n q u i s i d o r e s
de S e v i l l a j l a r e a l a u d i e n c i a de a q u e l l a
ciudad. Ordenanza del R e y para que
los i n q u i s i d o r e s s o l o t e n g a n la prece-
d e n c i a en los a u t o s de fe.
1599. E l cardenal D. Fernando Niño de
Guevara, décimocuarto inquisidor ge-
neral.
1602. Desavenencias e n t r e los j e s u í t a s , los
inquisidores y el papa Clemente VIII
acerca de l a c o n d e n a c i ó n de las o b r a s
de M o l i n a .
D . 3 u a n de Z u ñ i g a , o b i s p o de C a r t a -
gena, decimoquinto inquisidor general.
1603. D . Juan Bautista A c e v e d o , patriarca
de las I n d i a s , d é c l m o s e x t o inquisidor
general.
1608. E l cardenal D . Bernardo Sandoval H o -
j a s , a r z o b i s p o de T o l e d o , d e c i m o s é p t i -
mo inquisidor general.
208 HISTORIA DE LA NQX1ISICION,
1609. Juan de Mariana, j e s u í t a , es perse-
guido p o r l a I n q u i s i c i ó n p o r su obra
sobre la m u d a n z a de l a m o n e d a .
Espulsion de los m o r i s c o s de España
q u e c a u s a la e m i g r a c i ó n de un millón de
sus h a b i t a n t e s .
1 6 1 0 . (23 de f e b r e r o . ) E s t a b l e c i m i e n t o de la
I n q u i s i c i ó n en C a r t a g e n a de América.
(7 de n o v i e m b r e . ) A u t o de fe en Logro-
ñ o , c o m p u e s t o e n g r a n p a r t e de hechi-
ceros.
X611. (3 de n o v i e m b r e . ) M u e r e en Paris An-
t o n i o P é r e z , a n t i g u o m i n i s t r o delReyde
España.
1612. (21 de f e b r e r o . ) L o s h i j o s de P é r e z piden
l a r e v i s i ó n d e l p r o c e s o de su padre.
1615. G e r ó n i m o de C e b a l l o s , jurisconsulto,
p r o f e s o r en l a u n i v e r s i d a d de Toledo,
es p e r s e g u i d o p o r l a I n q u i s i c i ó n á causa
de sus o b r a s .
1616. (7 de a b r i l . ) E l C o n s e j o de la Suprema
i r r i t a l a s e n t e n c i a c o n t r a A n t o n i o Pérez
y da p o r b u e n a su m e m o r i a .
1619. D o n L u i s de A l i a g a , a r c h i m a n d r i t a de
Sicilia, décimooctavo i n q u i s i d o r gene-
- e í ! IcM^fc.rusB aJU'iftifiofl . i : . ,. - ' ••t*e'
1620. P r o c e s o d e l m o r o F e r r a r e s , llamado el
Renegado, por la Inquisición de Sicil'3'
CAP. X L V l l . ART. ti 209
1621. (21 de j u n i o . ) A u t o de fe e n M a d r i d de
M a r í a de l a C o n c e p c i ó n , b e a t a , c o n d e -
nada c o m o h e r e j e .
1622. C o n d u c t a i n d e c e n t e de los i n q u i s i d o -
. res de M u r c i a p a r a c o n las autoridades
de L o r c a c o n r e s p e c t o á un familiar del
Santo Oficio que se h a b i a n e g a d o á ser
p e r c e p t o r d e l d e r e c h o de a l c a b a l a .
F r a y L u i s de A l i a g a , a r c h i m a n d r i t a de
Sicilia, ex-inquisidor general y confesor
del r e y F e l i p e I I I , es p u e s t o en juicio
p o r l a i n q u i s i c i ó n de M a d r i d .
La Inquisición de T o l e d o e s c o m u l g a
al c o r r e g i d o r de aquella ciudad por h a -
ber p u e s t o e m b a r g o á los b i e n e s de u n
c a r n i c e r o q u e v e n d i a c o n peso falso.
Don Andrés Pacheco, decimonono i n -
quisidor general.
1623. L a I n q u i s i c i ó n de G r a n a d a e s c o m u l g a
á dos m a g i s t r a d o s d e l t r i b u n a l r e a l de
a q u e l l a c i u d a d , y c o n d e n a sus o b r a s .
162Z|. H a c i a este a ñ o es p e r s e g u i d o p o r la I n -
quisición D . Francisco llamos del M a n -
z a n o , p r e c e p t o r de C a r l o s I I .
1627. (21 de d i c i e m b r e . ) A u t o de fe en C ó r -
doba.
J u a n de B a l b o a , c a n ó n i g o a u t o r , e s p e r -
seguido p o r l a I n q u i s i c i ó n .
210 HISTORIA DE LX INQUISICION,
E l c a r d e n a l D . A n t o n i o Z a p a t a , arzo-
bispo de B u r g o s , v i g é s i m o inquisidor
general.
1628. P r o c e s o de D . " T e r e s a de S i l v a y de
o t r a s r e l i g i o s a s d e l c o n v e n t o de san Plá-
c i d o de M a d r i d .
1629. P r o c e s o d e i j e s u í t a J u a n B a u t i s t a Poza;
p r o h í b e n s e sus e s c r i t o s , d i r i g i d o s á justi-
ficar las p r e t e n s i o n e s d e s u o r d e n .
1 6 3 0 . (30 de n o v i e m b r e . ) A u t o de fe en Se-
villa.
Indice del cardenal Zapata.
Desavenencias e n t r e los inquisidores
de V a l l a d o l i d y e l o b i s p o sobre el dere-
c h o de p r e c e d e n c i a , d i s p u l a que da lugar
á l a c o n c o r d i a l l a m a d a d e l cardenal Za-
pata.
P r u d e n c i o de M o n t e m a y o r , jesuíta, es
p e r s e g u i d o p o r l a I n q u i s i c i ó n como pe-
lagiano.
Don J o s é de S e s e , p r e s i d e n t e del tri-
bunal de a p e l a c i ó n de A r a g ó n , perse-
g u i d o , y su l i b r o p u e s t o en el índice.
Don F r a n c i s c o de S a l g a d o , consejero
de C a s t i l l a , p e r s e g u i d o , y sus obras pro-
h i b i d a s en R o m a .
1632. A u t o de te e n M a d r i d al que asiste el
Rey.
CAP. X1V11.—AKT. r. 211
D o n A n t o n i o de S o t o m a y o r , a r z o b i s -
po de F a r s a l i a , v i g é s i m o p r i m e r o i n q u i -
sidor general.
163/1. Desavenencias entre los inquisidores
de T o l e d o y la m u n i c i p a l i d a d de aque-
lla c i u d a d sobre la percepción de im-
puestos.
1636. (22 de j u n i o . ) A u t o de fe en V a l l a d o l i d .
1637. Desavenencias entre los i n q u i s i d o r e s
de S e v i l l a y e l fiscal d e l R e y de a q u e l l a
ciudad por causa de competencia. L o s
i n q u i s i d o r e s p r o h i b e n el m a n i f i e s t o j u r í -
dico de este m a g i s t r a d o .
1639. (23 de e n e r o . ) A u t o de fe e n L i m a .
L o s i n q u i s i d o r e s de L l e r e n a e s c o m u l -
gan á u n c o n s e j e r o de C a s t i l l a p o r n o h a -
b e r e x i m i d o de u n a l i g e r a c o n t r i b u c i ó n
á los m i n i s t r o s y f a m i l i a r e s d e l Santo
Oficio.
1640. Desavenencias entre los i n q u i s i d o r e s
de V a l l a d o l i d y e l o b i s p o de a q u e l l a c i u -
dad s ó b r e l a j u r i s d i c c i ó n del T r i b u n a l .
H a c i a este a ñ o se c o n o c i ó l a e x i s t e n c i a
de l a f r a c m a s o n e r í a e n I n g l a t e r r a .
1643. D o n D i e g o de A r c e R e i n o s o , o b i s p o de
P l a s e n c i a , vigésimo segundo inquisidor
general,
1645. P r o c e s o d e l c o n d e d u q u e de O l i v a r e s ,
212 HISTORIA DE LA INQUISICION,
f a v o r i t o de F e l i p e I V , p o c o t i e m p o des-
p u é s de su d e s g r a c i a . E l c o n d e muere
antes de ser p r e s o .
P r o c e s o de G e r ó n i m o de Yillanueva,
p r o t o n o t a r i o d c A r a g ó n ; apela al Papay es
a b s u e l t o a l cabo de m u c h a s dificultades.
16A8. Ordenanza del R e y que hace nulas
p a r a l a E s p a ñ a las d e c i s i o n e s de la con-
g r e g a c i ó n d e l I n d e x de R o m a .
1650. D o n J u a n de S o l o r z a n o , delConsejode
I n d i a s , p e r s e g u i d o , y sus o b r a s condena-
das e n R o m a .
155Zi. (29 de j u n i o . ) A u t o de fe en Cuenca.
(6 de d i c i e m b r e . ) A u t o de fe en Gra-
nada.
1 6 6 0 . (13 de a b r i l . ) A u t o de fe e n Sevilla.
D e s a v e n e n c i a s e n t r e l o s inquisidores
de C ó r d o b a y e l s u b p r e f e c t o de aquella
c i u d a d p o r u n m o r o e s c l a v o de un in-
quisidor.
Don Pedro G o n z á l e z de Salcedo, fis-
c a l d e l R e y e n e l C o n s e j o de C a s t i l l a , per-
seguido , y sus obras prohibidas en
Roma.
1 6 6 1 . (30 de noviembre.) Auto de fe en To-
ledo.
E l i n q u i s i d o r de T o l e d o escomulga un
juez del palacio por h a b e r s e negado a
CAP. XtVIl. ART. I. 213
r e m i t i r l e e l p r o c e s o que h a b i a formado
a u n e s b i r r o , a l g u a c i l de l a I n q u i s i c i ó n .
166/t. (17 de a b r i l . ) B e a t i f i c a c i ó n de P e d r o de
A r b u e s , i n q u i s i d o r de Z a r a g o z a , a s e s i n a -
do en 1 4 8 5 .
L o s i n q u i s i d o r e s de C ó r d o b a escomul-
gan a l a l c a l d e m a y o r de E c i j a p o r h a b e r -
se n e g a d o á p o n e r á su d i s p o s i c i ó n un
hombre a c u s a d o de b i g a m i a .
1665 ( 17 de s e t i e m b r e . ) C a r l o s I I s u c e d e á
su padre á la edad de cuatro años.
M a r í a A n a de A u s t r i a , su m a d r e , es su
tutora.
El cardenal D . Pascual de A r a g ó n ,
a r z o b i s p o de T o l e d o , es n o m b r a d o vigé-
simo tercero inquisidor general, y re-
n u n c i a su p l a z a antes de t o m a r p o s e s i ó n
de e l l a .
1666. E l cardenal D . Juan Everardo Nitar-
d o , a r z o b i s p o de E d e s a , v i g é s i m o cuarto
inquisidor general.
1669. D . Diego Sarmiento , arzobispo, v i -
gésimo quinto inquisidor general.
P r o c e s o c o m e n z a d o c o n t r a Di J u a n de
A u s t r i a , h e r m a n o de C a r l o s I I .
^ l ( I d e m a r z o . ) S e r m ó n p r e d i c a d o en Z a -
r a g o z a p o r u n fraile t r i n i t a r i o e n e l o g i o
del Santo Oficio.
214 HISTORIA DE 1A INQUISICION,
1680 ( 18 de o c t u b r e . ) A u t o de fe en Madrid.
A u t o de fe para c e l e b r a r e l matrimonio
de C a r l o s I I c o n M a r í a L u i s a de Borbon,
s o b r i n a de L u i s X I V .
1682. U n a i m i g e r en G r a n a d a se echa por la
v e n t a n a p o r no ser c o n d u c i d a á la cárcel
de l a I n q u i s i c i ó n .
1686. Desavenencias e n t r e l o s inquisidores
de C a r t a g e n a de A m é r i c a y el obispo de
aquella ciudad, á quien escomulgan,
h a c e n p r e n d e r y p o n e r a l secreto. E l pa-
p a i n t e r v i e n e en este a s u n t o , y absuelve
al o b i s p o .
1688. Proceso de M i g u e l de E s t e v a n , can-
t o r de san S a l v a d o r de Z a r a g o z a .
1693. O r d e n a n z a d é l a I n q u i s i c i ó n para pro-
h i b i r l a l e c t u r a de las obras de Barclayo-
1695 ( 29 de enero.) M u e r t e de D . Diego
S a r m i e n t o de V a l l a d a r e s , inquisidorge-
neral.
D o n J u a n T o m a s de R o c a b e r t i , arzo-
b i s p o de V a l e n c i a , v i g é s i m o séptimo in-
quisidor general.
1696. R e u n i ó n de u n a g r a n j u n t a para fijai'
u n a r e g l a d e c i s i v a de l o s altercados en-
tre los i n q u i s i d o r e s y l o s jueces reales.
E l R e y n o d e c i d e n a d a á causa de las in-
trigas del Inquisidor general.
CAP. XLVII. ART. I. 215
1699 (13 de j u n i o . ) M u e r t e de R o c a b e r t i , i n -
quisidor general.
E l cardenal D . Alfonso Fernandez de
C ó r d o b a , arzobispo , v i g é s i m o séptimo
inquisidor general , m u e r e sin haber to-
m a d o p o s e s i ó n de su e m p l e o .
D o n B a l l a z a r de M e n d o z a , o b i s p o de
Segovia , v i g é s i m o octavo i n q u i s i d o r ge-
neral.
1700 (1 de s e t i e m b r e . ) M u e r t e de C a r l o s I I ,
rey de España.
Advenimiento de F e l i p e V , n i e t o d e
L u i s X I Y a l t r o n o de E s p a ñ a .
Proceso de D. Juan Fernandez de
H e r e d i a , h e r m a n o d e l c o n d e de F u e n -
tes.
1701 A u t o de fe en M a d r i d p a r a c e l e b r a r e l
a d v e n i m i e n t o de F e l i p e V . E s t e p r í n c i -
pe r e h u s a asistir á é l .
1703. P r o c e s o de F r o i l a n D i a z , c o n f e s o r de
Carlos I I , porque habia hecho consultar
al D e m o n i o s o b r e l o s hechizos q u e se
d e c i a n h e c h o s al R e y .
Felipe V priva á Mendoza Sandoval
de las f u n c i o n e s de i n q u i s i d o r g e n e r a l ,
y le d e í t i e r r a de M a d r i d .
"05. Don Vidal M a r i n , o b i s p o de C e u t a ,
v i g é s i m o nono i n q u i s i d o r general.
216 HISTORIA DE LA INQUISICION,
1707. I n d i c e de l i b r o s p r o h i b i d o s hecho por
los i n q u i s i d o r e s g e n e r a l e s Sarmiento y
Marin.
O r d e n a n z a d e l I n q u i s i d o r general pa-
ra o b l i g a r á d e n u n c i a r á los que no mi-
r a n c o m o o b l i g a t o r i o e l j u r a m e n t o de fi-
delidad á Felipe V .
1 7 0 9 (10 de m a r z o . ) M u e r t e de D . Vidal Ma-
r i n , o b i s p o de C e u t a , i n q u i s i d o r gene-
r a l . S u c é d e l e D . A n t o n i o de la Riva Her-
r e r a , a r z o b i s p o de Z a r a g o z a .
Fray U r b a n o M o l t o , frunciscano de
E l d a , e n s e ñ a á sus p e n i t e n t e s que no es
obligatorio el juramento de fidelidad á
Felipe V,
1710 (5 de s e t i e m b r e . ) M u e r t e de D . Antonio
I b a ñ e z de la R i v a H e r r e r a , arzobispo de
Z a r a g o z a , i n q u i s i d o r general.
1711. E l c a r d e n a l D . F r a n c i s c o J u d i c e , tri-
g é s i m o p r i m e r o i n q u i s i d o r general.
Don José F e r n a n d e z de T o r o , obispo
de O v i e d o , es d e p u e s t o p o r la Inquisi-
c i ó n de R o m a .
17 13. E l I n q u i s i d o r g e n e r a l p r o h i b e un libro
publicado por orden del R e y , y com-
puesto por Macanaz,
11 l h . O r d e n a n z a d e l I n q u i s i d o r general pa-
ra p r o h i b i r l a l e c t u r a de las obras deM3'
CAP. XLVII. ART. 1. 217
canaz. Q u é j a s e el R e y de este proceder
y quiere s u p r i m i r el Santo Oficio. L a s
i n t r i g a s de l a c o r t e d e s t r u y e n esta reso-r
lucion.
1715 ( 2 8 de m a r z o . ) O r d e n a n z a d e l R e y q u e
aprueba la de l a I n q u i s i c i ó n contra las
obras de M a c a n a z .
¡716. D. Francisco Judice , cardenal, in-r
q u i s i d o r g e n e r a l , cesa en sus f u n c i o n e s .
1717. D o n J o s é de M o l i n e s ; a u d i t o r d e l tri-
b u n a l de l a M o t a , t r i g é s i m o s e g u n d o i n -
quisidor general. N o viene á E s p a ñ a por-
que es h e c h o p r i s i o n e r o p o r el ejército
austríaco.
1719. Proceso de D. Francisco Miranda ,
c a n ó n i g o de T a r a z o n a .
1720, Don Juan de Arcemendi, individuo
del s u p r e m o Consejo de l a I n q u i s i c i ó n
trigésimo tercero inquisidor general ,
m u e r e a n t e s de h a b e r t o m a d o posesión
de su e m p l e o .
E l c a r d e n a l , a r z o b i s p o de T o l e d o , d o n
Diego de A s t o r g a y C é s p e d e s , t r i g é s i -
mo cuarto i n q u i s i d o r general , renuncia
su e m p l e o .
Don Juan de Camargo, obispo de
Pamplona , trigésimo quinto inquisidor
general.
TOMO Tin. 19
218 HISTORIA DE ti. INQUISICION,
172.3. O r i g e n de l a f r a c m a s o n e r í a en Fran-
cia.
1724 ( 2 0 de e n e r o . ) A b d i c a c i ó n de Felipe V,
e n favor de su h i j o L u i s I .
( 3 1 de a g o s t o . ) M u e r t e de L u i s L Peli-
pe V v u e l v e á t o m a r las riendas del go-
bierno.
1527. P r o c e s o de las r e l i g i o s a s de Casbas,
en Zaragoza.
1729. L a Inquisición de L o g r o ñ o condena á
las g a l e r a s á J u a n de L o n g a s , fraile logo,
carmelita descalzo , c o m o molinosista,
1731 Introducción de l a f r a c m a s o n e i í a en
H o l a n d a y en R u s i a .
1732 ( 1A de s e t i e m b r e . ) S e n t e n c i a del Cha-
telet de P a r í s c o n t r a los fracmasones.
1733 (24 de m a y o . ) M u e r t e de D . Juan Ca-
margo , obispo de P a m p l o n a , inquisi-
dor general.
D o n A n d r é s de O r b e y Larreategui,
arzobispo de V a l e n c i a , t r i g é s i m o sexto
inquisidor general.
I n t r o d ú c e s e l a f r a c m a s o n e r í a en Ame-
rica.
1736. Proceso de D . F r a n c i s c o Ximenei,
c u r a r e c t o r de A n z a n i g o en ZaragoM'
1738 (28 de abril. ) Bula de C l e m e n t e X H
contra la f r a c m a s o n e r í a .
CAP. XLVII. ART. ti 219
j739. La Inquisición de S i c i l i a se h a c e i n -
d e p e n d i e n t e de l a de E s p a ñ a .
¡|§() ( 4 de a g o s t o . ) M u e r t e de D . A n d r é s de
Orbe L a r r e a t e g u i , a r z o b i s p o de Valen-
cia , i n q u i s i d o r g e n e r a l .
H a c i a este a ñ o es p u e s t a e n la c á r c e l
de L o g r o ñ o doña A g u e d a de L u n a , su-
p e r i o r a c a r m e l i t a , falsa d e v o t a , de q u i e n
se d e c í a q u e h a c i a m i l a g r o s y q u e t e n i a
pacto c o n los d e m o n i o s .
Don José Quiros , presbítero , perse-
guido p o r la I n q u i s i c i ó n .
O r d e n a n z a de F e l i p e V c o n t r a la frac-
masonería.
1742. D o n M a n u e l I s i d o r o M a n r i q u e de L a -
ra, arzobispo de Santiago, trigésimo
s é p t i m o inquisidor general.
1743 (31 de o c t u b r e . ) A u t o de fe de fray J u a n
de l a V e g a , p r o v i n c i a l de l o s c a r m e l i t a s
d e s c a l z o s , u n o de los c ó m p l i c e s de d o ñ a
A g u e d a de L u n a . E n él es p e n i t e n c i a d a
t a m b i é n d o ñ a V i c e n t a de L o y a , s o b r i n a
de a q u e l l a .
C o n d e n a c i ó n de J u a n de E s p e j o , l l a -
m a d o J u a n del E s p i r i t a S a n t o , f u n d a d o r
de los h o s p i t a l a r i o s d e l d i v i n o Pastor,
como hipócrita y hechicero.
'^44 (6 de f e b r e r o . ) O r d e n a n z a de l a I n q u i -
220 HISXOEIA DE tA IIIIfQTJiSICION ,
sicion que prohibe la lectura de la/ftj.
t o ñ a c i v i l de E s p a ñ a p o r Belando.
( 6 de d i c i e m b r e . ) N i c o l d s de J e s ú s Be-
lando, historiador de E s p a ñ a , es peni-
tenciado por la I n q u i s i c i ó n .
1745. ( 1 de f e b r e r o . ) M u e r t e de D . Manuel
I s i d o r o M a n r i q u e de Latía , arzobispo de
Santiago , inquisidor general.
1746. D o n F r a n c i s c o P é r e z de P r a d o , obispo
de T e r u e l , t r i g é s i m o o c t a v o inquisidor,
( 6 de j u l i o . ) M u e r t e de F e l i p e V ; su hijo
F e r n a n d o V I le s u c e d e .
1747. I n d i c e de l i b r o s p r o h i b i d o s publicado
p o r e l i n q u i s i d o r g e n e r a l P é r e z delPrado.
1748- Breve del papa Benedicto X I V para
q u i t a r d e l I n d i c e de E s p a ñ a las obras del
c a r d e n a l de N o r i s .
1751 ( 18 de m a y o . ) B u l a de B e n e d i c t o XIY,
contra los fracmasones.
(2 de j u l i o . ) O r d e n a n z a de Fernando VI
c o n t r a los fracmasones.
1753. Segundo concordato entre elPapay
el R e y de E s p a ñ a .
1757. P r o c e s o de T o u r n o n , fabricante fran-
cés , como fracmason.
1758. D . Manuel Quintano B o n i f a z , arzo-
b i s p o de F a r s a l i a , t r i g é s i m o nono inqui-
s i d o r g e n e r a l . B a j o su r é g i m e n , en es-
CAP. XLVI1. ART. la 221

pació de d i e z y seis a ñ o s , se c u e n t a n
dos i n d i v i d u o s q u e m a d o s e n p e r s o n a , y
diez p e n i t e n c i a d o s .
1759 (10 de a g o s t o . ) M u e r t e de F e r n a n d o V I .
S u c é d e l e su h e r m a n o C a r l o s I I I .
1761. E l inquisidor general publica un breve
del P a p a , á p e s a r de la p r o h i b i c i ó n d e l
R e y , y es d e s t e r r a d o p o r e l l o .
1767 ( 1 6 de a b r i l . ) B r e v e d e l P a p a r e l a t i v o á
los j e s u í t a s .
1768 (30 de e n e r o . ) B r e v e d e l P a p a r e l a t i v o
á los asuntos d e l d u q u e de P a r m a .
Consejo estraordinario reunido por
Carlos III para deliberar sobre los
a s u n t o s de l o s j e s u í t a s .
E l m a r q u é s de R o d a , m i n i s t r o s e c r e -
tario de estado , p e r s e g u i d o c o m o j a n -
senista.
E l c o n d e de C a m p o m a n e s , sabio l i -
terato , p e r s e g u i d o por la Inquisición
como filósofo,
D . J o s é R o d r í g u e z de A r e l l a n o a r z o -
b i s p o de B u r g o s , p e r s e g u i d o c o m o j a n -
•jfl d s B t m t a . í h v . , . . i •.
El c o n d e de F l o r i d a b l a n c a , m i n i s t r o
s e c r e t a r i o de estado , p e r s e g u i d o p o r l a
Inquisición , por sus deseos p a t r i ó t i c o s
y c o m o falso filósofo.
222 HISTORIA DE LA INQUISICION,
1770. E l c o n d e de A r a n d a , perseguido por
la I n q u i s i c i ó n c o m o filosofo.
D. Felipe B e l t r a n , o b i s p o de Sala-
m a n c a , q u a d r a g é s i m o inquisidor gene-
ral hasta 1785. Bajo su r é g i m e n son
quemadas dos p e r s o n a s , l a última en
S e v i l l a , en 1781 ; d i e z y seis son peni-
t e n c i a d a s en p ú b l i c o , y otras muchas
secretamente.
1776. D . Pablo Olavide , asistente de Se-
v i l l a , es perseguido por la Inquisicíín
como filósofo anticristiano.
1778. El conde de R i e l a , ministro déla
guerra , perseguido por l a Inquisición
como filósofo s o s p e c h o s o en la fe.
D. Felipe de S a m a n i e g o , arcediano
de P a m p l o n a , procesado por la Inqui-
sición.
1780. L o s i n q u i s i d o r e s de L i m a escomulgan
á un juez real por una conversación
indiscreta.
D. José Clavijo y Fajardo , sabio
naturalista , perseguido por la Inqui-i-
cion como filósofo s o s p e c h o s o en la fe-
178ZÍ. D. Agostin R u b i n de C e b a l l o s , obis-
po de J a é n , q u a d r a g é s i m o primero in-
quisidor general hasta 1792. Bajo ^
régimen no ha habido ningún in»^1'
CAP. x t v n . — A R T . ti 223
d ú o q u e m a d o en p e r s o n a , n i e n e s t a t u a ;
.solo c a t o r c e p e n i t e n c i a d o s e n p ú b l i c o y
m u c h o s en s e c r e t o .
1785. P r o c e s o de J u a n P é r e z , a r t e s a n o , q u e
negaba la existencia del D e m o n i o , por
lo q u e es p e n i t e n c i a d o . ;1 '
1786. D. Benito Bayle , matemático , peni-
nitenciado por la I n q u i s i c i ó n , como filó-
sofo a t e í s t a .
D. T o m á s de T r i a r t e , l i t e r a t o a r c h i -
v e r o de l a p r i m e r a s e c r e t a r i a de e s t a d o ,
penitenciado por la I n q u i s i c i ó n .
1788 (17 de d i c i e m b r e . ) M u e r t e de O á r l o s I I I ,
r e y de E s p a ñ a .
( 1 7 de d i c i e m b r e . ) C á r l o s I V sube al
t r o n o de E s p a ñ a .
Í789. L a s ideas r e v o l u c i o n a r i a s de F r a n c i a
son r e p u t a d a s c r i m e n de h e r e j í a .
1790. E l duque de A l m o d o v a r , embajador
en V i e n a , p e r s e g u i d o por la I n q u i s i -
ción.
F r a y P e d r o C e n t e n o , sabio agustino,
perseguido por la I n q u i s i c i ó n .
P r o c e s o s i n g u l a r de u n c a p u c h i n o de
C a r t a g e n a de I n d i a s solicitante.
^91. P r o c e s o e s c a n d a l o s o de M i g u e l Maffre
des R i e u x , m a r s e l i é s . P ó n e s e l e sambe-
nito , y él se a h o r c a en la p r i s i ó n .
224 HISTOBIA DE LA INQUISICION,
1792. í n d i c e de l i b r o s p r o h i b i d o s , publica-
do p o r e l i n q u i s i d o r g e n e r a l D , Agusi¡n
R u b i n de C e b a l l o s .
D . J o s é de Y e r e g u i , p r e s b í t e r o , pre.
c e p t o r de los i n f a n t e s de E s p a ñ a , es per-
seguido por la I n q u i s i c i ó n como jan-
senista.
D. A g u s t í n A b a d y l a S i e r r a , obispo
de B a l b a s t r o , es d e n u n c i a d o al Santo
Oficio como jansenista.
D. Mariano Luis de U r q u i j o , des-
p u é s m i n i s t r o , p r i m e r secretario de es-
t a d o , es p e n i t e n c i a d o p o r l a InquisicioH
de Madrid.
D. J o s é N i c o l á s de A z a r a , embaja-
d o r en F r a n c i a , p e r s e g u i d o por la In-
quisición.
Muerte del i n q u i s i d o r general Don
Agustín Rubin de C e b a l l o s .
D. Manuel Abad y L a Sierra , ar-
zobispo de Selimbria , quadragésimo
s e g u n d o i n q u i s i d o r g e n e r a l : él renuncia
sus f u n c i o n e s en 179Zi. Bajo su régimen
d i e z y seis i n d i v i d u o s son penitenciados
e n p ú b l i c o , y m u c h o s en secreto.
1793. D . Juan Antonio L l ó r e n t e compone,
por orden del inquisidor general un
discurso- s o b r e el m o d o de enjuiciar de
CAP. XLV1I. ART. i , 225
Santo O f i c i o , en e l q u e p r o p o n e n u m e -
rosas r e f o r m a s .
D. Manuel Abad y L a Sierra , arzo-
bispo de S e l i m b r i a , i n q u i s i d o r g e n e r a l ,
d e s g r a c i a d o en l l d í i , es d e n u n c i a d o c o -
mo jansenista.
179/|. E l cardenal a r z o b i s p o de T o l e d o D .
Francisco Lorenzana, q u a d r a g é s i m o ter-
ceroinquisidor general, hacedimision en
1798. D u r a n t e su r é g i m e n s o n p e n i t e n -
ciadas p ú b l i c a m e n t e c a t o r c e p e r s o n a s , y
otras m u c h a s e n s e c r e t o .
1796. E l p r í n c i p e de l a P a z , p r i m e r m i n i s t r o ,
d e n u n c i a d o á l a I n q u i s i c i ó n c o m o sos-
p e c h o s o de a t e í s m o . B o n a p a r t e i n t e r c e p t a
en G é n o v a u n c o r r e o q u e l l e v a b a p l i e g o s
r e l a t i v o s á este a s e n t o , y se l o s e n v i a
al p r í n c i p e de l a P a z , q u i e n e c h ó de
E s p a ñ a á sus p e r s e g u i d o r e s .
'"97. D. Juan Melendez V a l d é s , el A n a -
creonte e s p a ñ o l , es p e r s e g u i d o por la
Inquisición.
D. F e l i z M a r í a de S a m a n i e g o , s e ñ o r
de A r r a y a , l i t e r a t o , p e r s e g u i d o por la
Inquisición.
D . R a m ó n de S a l a s , l i t e r a t o , es p e r -
seguido por la I n q u i s i c i ó n como fi-
lósofo.
226 HISTORIA DE LA INQUISICION,
1798. D . R a m ó n J o s é de A r c e , sucesivamente
a r z o b i s p o de B u r g o s y de Z a r a g o z a , pa-
t r i a r c a de las I n d i a s , consejero de estado,
c a b a l l e r o g r a n c r u z de la orden de Car-
los I I I , q u a d r a g é s i m o cuarto inquisidor
g e n e r a l hasta 1 8 0 8 . B a j o su régimen se
q u e m a u n a e s t a t u a , v e i n t e personas son
p e n i t e n c i a d a s p ú b l i c a m e n t e , y otras mu-
chas en s e c r e t o .
D . G a s p a r M e l c h o r de Jovellanos, mi-
n i s t r o s e c r e t a r i o de e s t a d o , desgraciado,
denunciado á la I n q u i s i c i ó n como falso
filósofo, y d e s t e r r a d o e n 1801 á la isla de
Mallorca.
1 7 9 9 . (5 de s e t i e m b r e . ) O r d e n a n z a del Rey que
p r o h i b e a c u d i r á R o m a p o r las dispensas
de m a t r i m o n i o , y q u e v u e l v e á los obis-
pos de E s p a ñ a e l uso de las facultades
q u e l e s h a b i a u s u r p a d o la corte de Eoma.
( 1 1 de o c t u b r e . ) O r d e n a n z a de CarlosIV
q u e d e c l a r a á los c ó n s u l e s estranjeros li-
b r e s é i n d e p e n d i e n t e s de todo registro de
l i b r o s , papeles y o t r o s efectos.
D. Antonio Tavira, o b i s p o de Sala-
m a n c a , p e r s e g u i d o p o r la Inquisición.
a* rdel
X), J o s é E s p i g a , c a p e l l á n de honor
R e y , d e n u n c i a d o á l a I n q u i s i c i ó n como
jansenista.
CAP. XLV1I.-—ART. I, 227
L a I n q u i s i c i ó n de V a l l a d o l i d condena
á d i v e r s a s p e n i t e n c i a s á dos l i b r e r o s de
Valladolid, por haber vendido libros pro-
hibidos.
. P r o c e s o d e u n a b e a t a de C u e n c a que
p r e t e n d í a que Jesucristo habia consagra-
do su c u e r p o , y á l a c u a l se d a b a un
c u l t o de l a t r í a : e l l a m u e r e e n e l e n c i e r r o
y es q u e m a d a en e s t a t u a .
D. Victoriano López Gonzalo, obispo
de M u r c i a , d e n u n c i a d o á la I n q u i s i c i ó n
como jansenista.
D. Juan Antonio Rodcigalvarez, c a n ó -
n i g o de M a d r i d , perseguido por la In-
quisición.
D. Antonio de Palafox, obispo de
Cuenca, perseguido por la I n q u i s i c i ó n
como jansenista.
D. G r e g o r i o de V i c e n t e , p r o f e s o r de
filosofía, es p e n i t e n c i a d o p o r l a I n q u i s i -
ción en Valladolid.
D . A n t o n i o de l a C u e s t a , l i t e r a t o , a r -
c e d i a n o de A v i l a , p e r s e g u i d o p o r la I n -
q u i s i c i ó n . E l se r e t i r a á F r a n c i a , y es d e -
c l a r a d o i n o c e n t e a l c a b o de c i n c o a ñ a s .
D . G e r ó n i m o de C u e s t a , c a n ó n i g o p e -
nitenciario de A v i l a , perseguido por la
Inquisición y encerrado en l o s c a l a b o -
228 HISTORIA DE LA INQUISICION,
zos d e V a l l a d o l i d , D e s p u é s de cinco años
de p r i s i ó n , e l r e y C a r l o s I V avoca á si
su c a u s a y l a de su h e r m a n o D . Antonio
y d e c l a r a i n o c e n t e s á los dos.
D.a María Francisca Portocarrero,
c o n d e s a de! M o n t i j o , s a b i a , perseguida
por la I n q u i s i c i ó n .
D . A n t o n i o P a l a f o x , obispo de Cuen-
1 c a , se p r o d u c e v i g o r o s a m e n t e contra los
jesuitas.
D . J . A . R o d r i g a l v a r e z y Posada, ca-
nónigos de san Isidro de Madrid, res-
ponden vivamente á su c o m p a ñ e r o don
B a l t a s a r C a l v o , q u e h a b i a denunciado un
pretendido conciliábulo de jansenis-
tas.
P r o c e s o de C l a r a , beata de Madrid,
que, fingiendo estar p a r a l í t i c a , quedaba
e o su c a m a y c o m u l g a b a todos los días,
h a b i e n d o o b t e n i d o d e l P a p a ' el permiso
d e h a c e r la p r o f e s i ó n de la regla de las
c a p u c h i n a s , s i n estar o b l i g a d a á la vida
del claustro.
1805. M a r í a B e r m e j o , e p i l é p t i c a , entra en el
h o s p i t a l de M a d r i d , y quiere pasar por
s a n t a ; p o r l o q u e es p e n i t e n c i a d a por la
Inquisición.
1806. P r o c e s o y m u e r t e de D . M i g u e l Sola-
CAP. XLVII.t-ART. 1. 229

no, c u r a d e E s c o : m u e r e en las c á r c e l e s
de la I n q u i s i c i ó n de Z a r a g o z a .
1806. D. Rafael de Muzquiz,, arzobispo de
Santiago, reprehendido y multado.
1808. ( 19 de m a r z o . ) A b d i c a c i ó n de C á r l o s I V
en su h i j o F e r n a n d o V I I .
( Zi de d i c i e m b r e . ) Napoleón Bonapar-
te s u p r i m e el t r i b u n a l de la I n q u i s i c i ó n
en E s p a ñ a , c o m o a t e n t a t o r i o a l a s o b e -
ranía.
1813. ( 12 de febrero. ) E l tribunal de la I n -
q u i s i c i ó n es s u p r i m i d o p o r las C o r t e s g e -
nerales e s t r a o r d i n a r i a s de E s p a ñ a , como
i n c o m p a t i b l e con la nueva C o n s t i t u c i ó n
p o l í t i c a de l a m o n a r q u í a .
( i l de d i c i e m b r e . ) F e r n a n d o V I I v u e l -
ve á E s p a ñ a en v i r t u d d e l t r a t a d o de V a -
lencey.
1 8 ( Marzo. ) Fernando VII e n t r a en Es-
paña.
( 2 1 de j u l i o . ) O r d e n a n z a de Fernando
Y I 1 que r e s t a b l e c e e n E s p a ñ a el t r i b u n a l
de la I n q u i s i c i ó n .
( 13 de a g o s t o . ) B u l a de F i o V I I c o n t r a
los f r a c m a s o n e s .
D.Francisco M i e r y C a m p i l l o , obispo
de Almería quadragésimo quinto in-
quisidor general, nombrado por el rey
230 HISTORIA. DE LA INQUISICION,
Fernando V I I p a r a r e s t a b l e c e r el Santo
Oficio.
1 8 1 5 . ( 3 de m f i y o . ) O r d e n a n z a del nuevo In-
q u i s i d o r g e n e r a l , en que se hallan má-
x i m a s c o n t r a r i a s á los verdaderos inte-
reses d e l estado.
( 2 7 de d i c i e m b r e . ) A u t o de fe en Mé-
jico del p r e s b í t e r o Jesé M a r í a Morellos
p o r c a u s a de h e r e j í a .
1816. E l Papa suprime la t o r t u r a en todos
l o s t r i b u n a l e s de la I n q u i s i c i ó n , y hace
r e f o r m a s ú t i l e s en e l m o d o de enjuiciar
del Santo Oficio.
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 3 31

APENDICE.

PIEZAS JUSTIFICATIVAS.
¿pb bb 8«f)f.T¿Bíi e a i id i i l o i v üjip tiioi'>¡8Ínp

CONDESCENDIENDO c o n e l deseo de a l g u n o s s a -
bios franceses , c u y a o p i n i ó n r e s p e t o ¡nfinila-
tnente, m e h e d e t e r m i n a d o á p u b l i c a r a q u í a l -
Sunas piezas j u s t i f i c a t i v a s r e l a t i v a s á l o q u e y o
be sentado s o b r e l o s a s u n t o s de l a I n q u i s i c i ó n
en E s p a ñ a . E n el p r i n c i p i o habia pensado h a -
cer i m p r i m i r c o p i a s l i t e r a l e s i n t e g r a s d e l a s
piinieras l e y e s o r g á n i c a s d e l e s t a b l e c i m i e n t o , '
con las diferentes actas a d i c i o n a l e s d e c r e t a d a s
eii é p o c a s mas r e c i e n t e s , así como también
'a ley de r e f o r m a p r e p a r a d a p o r C a r l o s V , p a -
fa hacer j u s t i c i a á las r e c l a m a c i o n e s de las C ó r -
les reunidas en V a l l a d o l i d ; p e r o a h o r a estoy
Persuadido de q u e m i s l e c t o r e s s a b e n y a bas-
ó t e en este p a r t i c u l a r , d e s p u é s d e h a b e r l e i -
el c o m p e n d i o q u e h e p r e s e n t a d o de t o d a s
232 HISTORIA DE t,A INQUISICION,
estas piezas e n e l c u r s o de esta historia
y m e p a r e c e m a s c o n v e n i e n t e dar la preferen-
c i a p a r a l a i m p r e s i ó n á las b u l a s y otros docu-
m e n t o s q u e n o he c i t a d o en a p o y o de mi texto.
E s t a s piezas , r e u n i d a s á las otras de que ya
he d a d o e s t r a c t o s , f o r m a r á n l a prueba mas
c o m p l e t a de l a u n i f o r m i d a d constante de la
opinión general de l o s e s p a ñ o l e s concernien-
te al S a n t o O f i c i o , de su m o d o de pensar,
s i e m p r e o p u e s t o a l s e c r e t o p r o c e d e r de la In-
q u i s i c i ó n , q u e v i o l a las l e y e s sagradas del de-
recho natural y del derecho de gentes, igual-
m e n t e q u e las d e l d e r e c h o d i v i n o y humano;
p o r todas las c u a l e s se d e m u e s t r a que los in-
quisidores se h a n a p l i c a d o desde la primera
institución de su t r i b u n a l á i n v a d i r la juris-
d i c c i ó n r e a l o r d i n a r i a , p r o c u r a n d o hacerse in-
dependientes d e l gefe s u p r e m o que gobierna
el e s t a d o ; y p a r a c o n s e g u i r l o h a n invocado bu-
las a p o s t ó l i c a s , q u e h a n r e c i b i d o c o n menos-
p r e c i o c u a n d o a s í h a c o n v e n i d o á su política,
c o n f i a d o s e n l a d i s t a n c i a d e l gefe de la Iglesia

( i ^ Las primeras leyes o r g á n i c a s , establecida»


en ' 4 8 4 , se hallan en e l tomo I , cap. 6; y tom0
I I , cap. 22. Y o he hablado de la ley de reforma
en el tomo I , cap. n , art. i .
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 233
y en e l s e c r e t o de sus p r o p i a s r e s o l u c i o n e s .
Si no e s t u v i e r a y a t a n a d e l a n t a d o este v o l u -
men p u d i e r a u n i r á él u n n ú m e r o mucho ma-
yor de piezas j u s t i f i c a t i v a s , todas en lengua
española, y p o r c o n s i g u i e u l e no f á c i l e s de c o n -
sultar , sino p o r pocas p e r s o n a s ; a u n puedo
decir sin e x a g e r a c i ó n q u e t e n i a m a t e r i a l e s s u -
ficientes p a r a f o r m a r dos ó tres v o l ú m e n e s , y
que s o l a m e n t e dejo de h a c e r l o p o r no a u m e n -
tar el c o s t o de la o b r a .

N." I.

Breve d e l p a p a S i x t o I V , de 29 de e n e r o de
l/l81 , á los r e y e s de E s p a ñ a F e r n a n d o é I s a -
bel. S u S a n t i d a d h a c e v e r á estos dos s o b e r a -
nos que u n g r a n n ú m e r o de e s p a ñ o l e s se h a n
dirigido á la santa S e d e p a r a q u e j a r s e de e l l o s ,
v de los p r i m e r o s i n q u i s i d o r e s n o m b r a d o s en
Sevilla ; d i c i e n d o que se p e r s i g u e u n a multi-
tud de p e r s o n a s , á p e s a r de su catolicismo;
que se las p o n e en las c á r c e l e s c o n t r a toda
justicia; q u e se Ies a t o r m e n t a c r u e l m e n t e ; q u e
se las declara herejes apoderándose de sus
bienes d e s p u é s de h a b e r l a s h e c h o m o r i r , y
que esta c o n d u c t a ha o b l i g a d o á o t r a porción
'ufinita á b u s c a r su s a l v a c i ó n e n l a fuga. Su
Santidad a ñ a d e q u e los i n q u i s i d o r e s M o r i l l o y
IIS HISTORIA I)K LA INQUISICION,
san M a r t i n h a n m e r e c i d o p e r d e r sus empleos,
que si no les p r i v a de e l l o s , es solo por consi-
d e r a c i ó n al l l e y y ;i l a R e i n a ; mas encarga que
S u s M a j e s t a d e s no n o m b r e n otros , porque el
g e n e r a l de los frailes d o m i n i c o s tiene privile-
gio de e l e g i r p a r a i n q u i s i d o r e s á los cpie le pa-
r e z c a n mas d i g n o s d e l e m p l e o .

« C h a r i s s l m i s i n C h r i s t o filiis nostris Ferdi-


n a n d o r e g i et E l i s a b e t h r e g i n t c Castellse, Le-
g i o n i s et A r a g o n u m í l l u s t r i b u s : S i x t u s , papa
quartns.
C h a r i s s i m i i n C h r i s t o filii n o s t r i : salutcmet
a p o s t o l i c a m b e n e d i c t i o n e m . N u n q u a m dubita-
v i r n u s q u i n z e l o fidei c a í h ' ó l i c í é a c c e n s i , recto
et s i n c e r o c o r d e alias n c b i s s n p p l i c a v e r i l i s sn-
p e r d e p n t a t i o n e i n q u i s i t o r u m h«3reticíe pravi-
t-atis i n C a s t e l b e et L e g i o n i s r e g n i s ad flnem
ut i l l o r u m o p e r a et d i l i g e n t i a q n i C b r i í t i t'éká
p r o f i t e r i a f f i r m a b a n t , él j u d a i c a ; superstitionis
et l e g i s p r e c e p t a s e r v a r e n o n formidabnnt, ;>(1
a g n o s c e n d a m v i a m v e r i t a t i s i n d n c e r e n l u r . Nos,
q n i t u n e p a i i d e s i d e r i a et fidei zelo littera? su-
per hujusmodi depntatione fieri jussimus,
opera tamen ejus q n i t u n e l i t t e r a r u i n enrimi-
d e m e x p e d i t i o n e m n o m i n e v e s l r o soilicilabíit,
e v e n i t ut i p s a r u m t e n o r é n o n p l e n é specifice,
ut d e c e b a t ; sed i n g e n e r e ct c o n f u s é nobi? ab
PIELAS JUSTIFICATIVAS. 235
eo e x p ó s i t o , l i t t e r a j i p s c e c o n t r a s a n c l o r u m p a -
trum e l p r a j d e c e s s o r u m nostforum d e c r e t a ac
c o m m u n e m o b s e r v a n t i a m expeditse sint. Q u o
faclum est nt m u l l i p l i c e s querelse et l a t n e n t a -
tiones factse f u e r i n t , t a m c o n t r a nos de illa-
rum e x p e d i t i o n e h u j u s m o d i , q o a m c o n t r a M a -
jestates v e s t r a s , et c o n t r a d i l e c t o s filios M i -
chaelfím de M o r i l l o , m a g i s t r u m , et J o a n n e m
de S a n c t o M a r t i n o , b a c c a l a u r e u m i n t h e o l o -
giá j o r d i n i s p e j e d i c a t o r u m p r o f e s s o r e s ; quos
dictarum litteranun prsetextu^ i n q u i s i t o r e s i n
vestrá civitate hispalensi nominastis pro eo
quod ( ut a s s e r i t u r ) i n c o n s u l t o , et n i d i o j u r i s
ordine s e r v a t o p r o c e d e n t e s , m u l l o s i n j u s t é c a r -
ccraverint , ac b o n i s s p o l i a v e r i n t , q u i u l t i m o
supplicio affecli Fuere ; a d e o ut quamplures
iillii justo t i m o r e p e r t e r r i l i i n fugarn se c o n v e r -
tentes s h i n c i n d e d i s p e r s i sint ^ p l u r i m i q u e e x
üs se c h r i s t i a n o s et v e r o s c a l h o l i c o s esse pro.
fitentes ut ab o p p r e s s i o n i b u s h u j u s m o d i l i b e r a -
i'eniur > ad sedem praefatam , oppressorum
uhique n i t i s s i m u m r e f u g i u m confugerint : et
interposilas a v a r i i s et d i v e r s i s eis p e r dictos
'iquisitores illatis gravaminibus appellationes
hujusmodi q u e r e l a s c o n t i n e n t e s , n o b i s p r s e s e n -
taveiint; e a r u m d e m a p p e l l a l i o n u m causas c o m -
^ i t t i , de i p s o r u m innocentia cognosci , c u m
W u l t i p l l c i l a c r y m a r u m effusione h u m i l i t e r p o s -
236 HISTOBIA DE IA INQUISICION,
t u l a n t e s . N o s v e r é h a b i t a s u p e r his c u m vene-
r a b i l i b u s í ' r a l r i b u s n o s t r i s , sacrje romanfe ec-
clesiíE c a r d i n a l i b u s d e l i b e r a t i o n e n a t u r a , de
i l l o r u m c o n s i l i o , ut q u e r e l i s h u j u s m o d i ¡n pos-
t e r u m o b v i a r e m u s per quasdam nostras Hue-
ras i n n e g o t i o hujusmodi juxta juris disposi-
t i o n e m per i n q u i s i t o r e s , et l o c o r u m ordinarios
in simul decrevimus essc p r o c e d e n d u m . Et
q u a m q u a m m n l t o r u m j u d i c i o atteritis qvierelis
prnedictis ad o f f i c i u m I n q u i s i t i o n i s hujusmodi
a l l i i q u a m M i e h a e l et J o a n n e s prsefati (de qui-
b u s tot et t a n t a relata fuere) debuissent depu-
tari , n i h i i o m i n u s ne eosdem M i c h a e l e m et
J o a n n e m ut m i n u s i d ó n e o s , i n h á b i l e s , et jn-
sufficientes reprobasse , et consequentur eo-
r u m n o m i n a t i o n e m p e r v o s factam damnasse
videremur, acquiesccntes r e l a t i o n i nobis de
i l l o r u m p r o b i t a t e et integritate per oratorem
vestrum vestro nomine factoe , Michaelem
J o a n n e m prsedhjtos i n q u i s i t o r e s esse voluimus;
m e n t e g e r e n t e s s i alias q u a m zelo fidei et salu-
tis a n i m a r u m m i n u s j u s t é q u a m deceat inexe-
c u t i o n e officii h u j u s m o d i i n f u t u r u m una cnm
ordinariis pnedictis se h a b u e r i n t , i n eoruift
c o n f u s i o n e m i p s i s a m o t i s a l i o s e o r u m locosu-
brogare, et a d c o m m i s s i o n e m causanim i " "
terpositarum appellationum et querelarum
p r s e c l i c t a r u m , p r o u t j u s t i t i a s u a d o b i t , deven1'
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 237
0 P e t i t i o n i v e r o vestroe d e p u t a t i o n i s inquisi-
torum i t i a l i i s r e g n i s et d o m i n i i s v e s t r i s ideo
non a n n u i m u s , q u i a i n i l l i s i n q u i s i t o r e s j u x t a
romance ecclesioe c o n s u e t u d i n e m p e r prselatos
ordinis f r a t r u m prfedicalorum jam deputatos
habetis, sino q u o r u m d e d e c o r e et i n j u r i a , a c
violatione p r i v i i e g i o r u m o r d i n i s p r s e d i c t i alii
non d e p u t a r e n t u r . Monuimus tamen ut una
cutn o r d i n a r i i s quse e o r u m incumbunt officio,
omnia n e g l i g e n t i a s é m o l a , s t u d e a n t exercere.
Hortarnur i g i t u r s e r e n i t a t e s v e s t r a s ut o r d i n a -
tionibns h u j u s m o d i n o s t r i s a c q u i e s c e n t e s , i n -
quisitoribus et o r d i n a r i i s prsefatis i n e x e c u t i o -
ne e o r u m quse ad eos p e r t i n e n t , ut c a t h o l i c o s
decet reges , v o s q u e s o l i t ! estis , opportunura
próstetis a u x i l i u m et f a v o r e m , i t a ut. ex i n d e
apud D e u m et h o m i n e s possitis m é r i t o com-
mendari. D a t u m R o m s e á p u d sanclum Pe-
trum , sub annuio piscatoris ¡ die x x i x j a n g a -
ni . M C C C G L X X X I I , p o n t i f i c a t u s nostri anno
undécimo. L . Griífus.»
Nota-, E ! o r i g i n a l de este b r e v e e x i s t e e n M a -
^rid en l a c o l e c c i ó n d e b u l a s y breves , con-
servada e n los a r c h i v o s d e l C o n s e j o de la I n -
^uisieion g e n e r a l , i g u a l m e n l c que los de t o d a s
' ^ p i e z a s de este g é n e r o q u e s i g u e n á c o n t i -
"WlWi'.,...!.. .,1 L . ^ J J , ni in'Uñn enaiíiíViJ
238 HISTORIA DE L i INQUISICION,

: ;K0 11. Mi,

B r e v e d e l p a p a S i x t o I V , espedido el 10 de
o c t u b r e de I/482 , y d i r i g i d o á los reyes Fer-
n a n d o V é I s a b e l ; e l s o b e r a n o Pontífice dice
que babiendo firmado otro breve el 17 de
a b r i l de a q u e l a ñ o p a r a p r e s c r i b i r á los inqui-
s i d o r e s de A r a g ó n | C a t a l u ñ a , V a l e n c i a y Ma-
l l o r c a , e l m o d o c o n q u e d e b e n proceder con-
t r a los s o s p e c h o s o s de h e r e j í a , el cardenal Borja
le h a r e p r e s e n t a d o h a b e r s e s u s c i t a d o una por-
c i ó n c o n s i d e r a b l e de quejas c o n t r a el modo de
proceder, por lo que los r e y e s desean se su-
p r i m a : S u S a n t i d a d q u i e r e q u e los inquisido-
res o b s e r v e n r i g o r o s a m e n t e las reglas del de-
recho c o m ú n hasta n u e v a orden,
-al awhuwr. h.uvji •.• muind .h»bm'
« C h a r i s s i m o i n C h r i s t o filio nostro Ferdinan-
d o . C a s t e l l a a , L e g i o n i s , et A r a g o n u m regiil-
l u s t r i . S i x t o s papa q n a r l u s .
« C h a r i s s i m e i n C h r i s t o fiii n o s t e r , ?a'u'
t e m et a p o s t o l i c a m b e n e d i c t i o n e r n . Venerabi-
lis frater n o s t e r R o d e r i c u s , é p i s c o p u s portuen-
sis , sacise romanse e c c l e s i í e vice-canceliarius!
et c a r d i n a l i s V a l e n t i n o s n o b i s r e t u l i t super cer-
tis l i t t e r i s n o s t r i s i n m a t e r i a Inquisitionis h»-
reticte p r a v i t a t i s p o s t r e m o a nobis emanan^
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 239
sub data q u i n t o d é c i m o k a l e n d a s m a i i , p o n t i -
ficatus n o s t r i a n n o undécimo , incipientibus,
Gregis d o m i n i c a nostrce eu&todice d i v i n a disponen-
ie clementid c o m m i s s i , » p e r quas mandavimus
p e r o r d i u a r i o s et i n q u i s i l o r e s i o r e g n i s t u i s A r a -
gonise, V a l e n t i í e et M a j o r i c a r u m ac p r i n c i p a t u
Caiaioniae d e p n t a t o s contra reos hujusmodi
criminis s u b c e r t i s m o d o et f o r m a p r o c e d í et
judicari d e b e r é , v a r i o s i s t i c c l a m o r e s et qne-
rimonias n o n sine d i . s p l i c e n t i a t u a i n dies o r i -
ri: proptereaqne majestatem tuam vehemen-
ter optare prsel'atas l i t t e r a s p e r N o s c o n i g i et
immutari. N o s vero , sicut e i d e m vicecancel-
lario r e s p o n d i m u s , q u a m v i s e a s d e m l i t t e r a s e x
concilio n o n n u l l o r u m v e n e r a b i l i u m fratrum
no&trorum sanrtse r o m a n t e e c c l e s i í B cardina-
lium per N o s d e s u p e r d e p u t a l o r u m e d i d e r i m u s ,
tamen c n p i e n t e s q u a n t u m c u m D e o possumus
celsitiidiril tuae g r a t i f i c a r ! , et h u j u s m o d i que-
reíis o c c u r r e r e , d e c t e v i m u s , c u m primum
pi'oefali c a r d i n a l e s q u i ob p e s t i l e u l i s e s u s p i c i o -
nem s e c e s s e r u n t , i n u r b e m r e d i e r i n t , e i s d e m
comtnittere dictum negotium revidendum ac
deimo d i l i g e n t e r e x a m i n a n d u m , ut ómnibus
consideralis c o n s i d e r a n d i s , et m a t u r a d e l i b e -
ralione prcehabita , si q u i d i n dictis litteris
emendandum, vel i m m u l a n d u m , v e l m o d i f i -
^ndum fuerit, in simili concilio corrigatur.
SZjO HISTORIA DE LA INQUISICION,
i m m u t e t u r v e l m o d i f i c e t u r . I n t e r i m vero , ne
u l l o prsetextu i p s a r u t n l i t t e r a r u m l a m sauctum
et n e c e s s a r i u m o p u s r e t a r d e t u r , prselatas lit-
teras et o r n n i a i n eis c o n t e n t a , quatenus juri
c o m m u n i contraria et ab eo a l i e n a existant,
s u s p e n d i m u s ; m a n d a n t e s n i h i l o m i n u s inquisi-
t o r i b u s prsedictis , ut n o n o b s t a n t i b u s prafa-
tis l i t t e r i s , e o r u m o f f i c u i m adversus reos hu-
j u s m o d i c r i m i n i s c o n t i n u a r e ; et tam in pro-
cedendo quain judicando decreta sanctorum
p a t r u m , et j u r i s c o m m u n i s dispositionem in
c o n c e r n e n t i b u s d i c t u m c r i m e n ad unguem ser-
v a r e d e b e a n l d o ñ e e a l i u d s u p e r inde per Nos
fuerit ordinatum ; q u e m a d m o d u m per alias
n o s t r a s l i t t e r a s praesentibus alligatas inquisito-
r i b n s e i s d e m i n j u n g i m u s . D a t u m Romse, apud
s a n c t u m P e t r u m , sub a n n u l o pibcatoris, die
d e c i m a o c t o b r i s M C C C C L X X X I I , pontifica-
tus n o s t r i a n n o d u o d é c i m o . L . Grifus.»

Nota. S i se h u b i e r a n o b s e r v a d o las disposi-


c i o n e s de este b r e v e , n o h u b i e r a habido lugar
á l a m e n o r q u e j a , p o r q u e h u b i e r a n sido cono-
c i d o s tanto los d e n u n c i a d o r e s c o m o los testi-
g o s ; l a a c c i ó n c o n t r a l o s a c u s a d o s hubiera sido
p ú b l i c a ; los p r e s o s h u b i e r a n p o d i d o comuni-
c a r l i b r e m e n t e c o n todo e l m u n d o después de
haber r e s p o n d i d o al i n t e r r o g a t o r i o , y totl0
h u b i e r a p a s a d o c o m o en los tribunales ecle-
PIEZAS JUSTIFICATIYAS. 2A1

siáslicos de los o r d i n a r i o s d i o c e s a n o s ; p e r o este


breve no t u v o efecto a l g u n o , p o r q u e las l e y e s
orgánicas d e l m o d o de enjuiciar inquisito-
rial redactadas en S e v i l l a en l¿i8h contienen
muchos ar t í c u l o s , i n s e r t a d o s en ellas p o r los
inquisidores, c o n t r a r i o s al d e r e c h o c o m ú n , y
cuya e j e c u c i ó n toleraron Fernando é Isabel,
sin h a b e r l o s e x a m i n a d o . E l b r e v e , de q u e se
trata a q u í , c o m o d i r i g i d o á los i n q u i s i d o r e s ,
se halla en l a c o m p i l a c i ó n de L u m b r e r a s , l i b .
1, tít. 7, n" 1, í'ol. 128 ; l o q u e no s u c e d e c o n
el que se c i t a e s p e d i d o e l 17 de a b r i l d e l m i s -
mo a ñ o , e l q u e d i o l u g a r á las quejas de
que se h a h a b l a d o : s i n e m b a r g o , e l t e x t o d e l
segundo b r e v e nos h a c e v e r c o n b a s t a n t e c l a -
ridad q u e las d i s p o s i c i o n e s de a q u e l e r a n c o n -
trarias al d e r e c h o común. No nos hallamos
mejor i n s t r u i d o s de las c o n f e r e n c i a s q u e d e b i e -
ron v e r i f i c a r s e e n t r e e l P a p a y l o s cardenales
cuando estos v o l v i e r o n á R o m a ; p e r o p o r l o
sucedido se v e que n a d a se d e c r e t ó favorable,
puesto que e l m i s m o b r e v e de q u e se t r a t a , y
que m a n d a b a conformarse escrupulosamente
con el d e r e c h o c o m ú n , no f u é o b s e r v a d o p o r
espacio de un g r a n n ú m e r o de a ñ o s , h a b i e n d o
^ c r e t a d o F e r n a n d o en 1485 q u e las i n s t r u c -
ciones d e S e v i l l a , f o r m a d a s en 1 4 8 4 , fuesen
^Suidas a s i en A r a g ó n c o m o e n C a s t i l l a .
2¿l2 HISTORIA DE LA INQUISICION,

N" III.

B r e v e del papa S i x t o I V , espedido en 23


de f e b r e r o de 1A83. S u S a n t i d a d habla en él á
la r e i n a Isabel de a l g u n o s asuntos acerca de
los c u a l e s esta l e h a b i a e s c r i t o : l 0 , de la pro-
v i s i ó n d e l a r z o b i s p a d o de T o l e d o ; 2% de la del
o b i s p a d o de O s m a ; 3o, d e l deseo que esla prin-
cesa h a b i a m a n i f e s t a d o de q u e los asnillos de
los c r i s t i a n o s n u e v o s fuesen confiados esclnsi-
v a m e n t e á los i n q u i s i d o r e s : S u Santidad con-
fiesa en esta p i e z a q u e él ha deseado mucho
el e s t a b l e c i m i e n t o del t r i b u n a l privilegiadodei
S a n t o O f i c i o ; A"» de los o b s t á c u l o s que se opi-
n e n en S i c i l i a p a r a la e j e c u c i ó n de muchas bu-
las y b r e v e s a p o s t ó l i c o s : e x h o r t a á la Reina á
que o b l i g u e á los m i n i s t r o s d e l l l e j , su esposo,
á h a c e r cesar los o b s t á c u l o s ; 5o, de los escrú-
pulos que l a m i s m a R e i n a d i c e haber tenido,
de r e s u l t a s de saber que se d e c i a entre sus
vasallos que habia establecido la Inquisition
por motivos de a v a r i c i a m a s que por amor a
la r e l i g i ó n : e l P a p a en su respuesta trata de
t r a n q u i l i z a r l a c o n c i e n c i a y el c o r a z ó n de la
Reina; , de l a v i o l a c i ó n de las inmunidades
e c l e s i á s t i c a s , lo c u a l es c a u s a de que Su Sa"'
t i d a d se queje de que los m i n i s t r o s de laRfina
PIEZA» JUSTIFICATIVAS. 2¿l3
se han a b r o g a d o m u c h a s v e c e s p o d e r e s q u e n o
les pertenecen , m e z c l á n d o s e e n a s u n t o s e c l e -
siásticos , á p e s a r de las b u l a s y b r e v e s q u e l o
prohiben; 7o, e n c u a n t o á l o s a s u n t o s de l a I n -
quisición , e l P a p a promete examinarlos en
una c o n g r e g a c i ó n de cardenales, nombrada
al efecto.
« Sixtus , episcopus , servus s e r v o r u m D e l ;
charissimse i n C h r i s t o filise nostríe Elisabeth,
Castellíe, L e g i o n i s et A r a g o n u m reginoe i l l u s -
tri, s a l u t e m et a p o s t o ü c a m b e n e d i c t i o n e m .
V e n e r a b i l i s frater R o d e r i c u s , e p i s c o p u s p o r -
tuensis , c a r d i n a l i s Y a l e n t i n u s , e t i a m sanctce
romanse e c c l e s i í e v i c e c a n c e l l a r i u s l i t t e r a s t u a s
manu p r o p r i á s c r i p t a s n o b i s j a m p r i d e m e x h i -
buit, q o i b u s h á c t e n u s ex eo n o n r e s p o n d i m u s
quod c u m n o n e s s e m u s p e r i l l o s dies satis fir-
ma v a l e t u d i n e , eas v o l u i m u s i n a l i u d c o m m o -
duis t e m p u s l e g e n d a s s e r v a r e p e n e s i p s u m v ¡ -
cecancellarium ; q u i d e m u m ad N o s reversus
'otas n o b i s diligenter perlegit. Intelleximus
omnia g r a l i s s i r a o a n i m o .
Placet n o b i s m a g n o o p e r e q u o d i n p r o v i s i o -
ne ecclesioe t o l e t a n í e tuoe c e l s i t u d i n i g r a l i f i c a t i
tarimus, cujus votis ó m n i b u s , q u a n t u m c u m
Deo p o s s u m u s , a n n u e r e n o n recusabimus.
Quod vero scribis provisionem ecclesiíe
Oxomensis de p e r s o n a dilecta filii nostri R a -
i
/ • I
^kh HISTORIA DE IM INQUISICION ,
phnajlis de S a n c t o G r e g o r i o ad v e h i m aureum
d i a c o n i c a r d i n a l i s , tiuo s e r e n i t a t i , et cbaris-
s i m o i n C h r i s t o filio n o s t r o r e g i , consorti tuo
i l l u s l r i gratam í b r e , iá etiam ex aliis litteris
v é s t r i s c o g n o v i m u s , nec d u b i t a m u s earodem
pro v i s i o n e m , t u m n o s t r a , t \ i m ipsius cardi-
nalis causa pro ejus p r s e c i p u a i n celsitmlinis
vestríB o b s e r v a n t i a i n p o s t e r u m etiam gratio-
r e m f o r e , de F r a n c i s c o O r t i z ; q u e m inde amo-
veri cupis , scias numquam mentís noslra
fuisse quem p i a r n vestrse serenitati adversum
aut s n s p e c t n m i s t i c v e r s a r i . Q u a de re ut tua;
voluntati morem g e r a m u s , i l l n m per aüud
breve n o s t r n m prsesenti a o n e x u m (cujusexem-
p l n m e t i a m i n s e r t u m t i b i m i t t i m u s ) , s i c u t i pe-
tis a d N o s r e v o c a m o s .
Quantum v e r o a t t i n e t ad n e g o t i u m neophi-
torurn quod solum inquisitoribus depulatis
demandar! velles , vidimus quajcumqne ex
ordine circa hujusmodi materiam accnrate
p r u d e o t e r q u e s c r i p s i s t i . Plenoe sunt ips» P "
terse tuse p i e t a t i , et i n D e u m singulari reli-
g i o n e , Isetamurque p l u r i m u m filia charissimí»)
s e c u n d u m c o r n o s t r u m i n e á re á Nobis tanto-
p e r e c o n c u p i t a p e r c e l s i t u d i n e m tuarn lantum,
s t u d i u m et d i l i g e n t i a m a d b i b e r i . Conati sem-
p e r f u i m u s , m i s e r t i i l i o r n m insania; tom pe-
tifero morbo opportuna remedia adhibere.
PIEZAS jrSTIPICATIVAS. 245
Sentientes e t i a m h u j u s m o d i p e s l e m ¡n S i -
cilia i n v a l u i s s e , j a m p r i d e m p e r v a r i a s bulas
nostras adversos tam p e r f i d u m et scelestum
genus h o m i n u m i s t u c t r a n s m i s s a s providera-
mus: sed obsistentibns regiis magistratibus,
quemadmodum tibi innotescere p u t a m u s , o m -
nia p r a t e r expectationera nostram impedila
mbkf et n u l l u m p r o v i s i o n e s nostrse, s i c u t p a r
erat, e f f e c t u m s o r t i r i p o t u e r u n t , quod sane
nobis m o l e s t i s s i m u m f u i t ; n u n c v e r o p e r s p e c -
ta ó p t i m a ac p r o p e n s a v o l ú n t a t e tua , gratis-
simum n o b i s est q u o d i n iilis regnis tuis in
Yindicanda divince majestatis offensa tanto
studio ac d e v o t i o n e desiderio nostro satisfa-
cías. E q u i d e m , filia charissima , c u m multis
regiis v i r t u t i b u s p e r s o n a m t u a m divino mu-
llere i n s i g n i l a m cognoscamus, nulla tamen
tnagis q u a m i s t a m i n D e u m r e l i g i o n e m ac ¡ a
fidem o r t h o d o x a m a f f e c t u m a t q u e c o n s t a n t i a m
tuam c o m m e n d a v i m u s , p r o i n d é sanctum i s -
tud p r o p o s i t u m t u u r a in Domino probantes
ic b e n e d i c e n t e s , serenitatem tuam atiente
hortamur, atque oramus ut ne tanta labes
diutius p e r i l l a r e g n a s e r p a t , s i m i l i s t u d i o h u i c
"ogotio i n t e n d a s ; et j u x t a p r o v i s i o n e s n o s t r a s
destiper editas et e d e n d a s , i n q u i b u s favor U i u s
Pfíecipuus r e q u i r i t u r , c a u s a r a D e i amplectaris;,,
in re n u l l a a l i a m a g i s p l a c e r é p o t e s .
2/l6 HISTORIA DE LA INQUISICION,
Quod antem dubitare videris nos forsan
e x i s t i m a r e c u m i n p é r f i d o s i l l o s q u i , christia-
n u m n o m e n e m e n t i t i , C h r i s t u m blasphemant
et j u d a i c a p e r f i d i a c r u c i f i g u n t , quando ad uní,
tatem r e d i g i n e q u e a n t , t a m severe aniniad-
vertere c u r e s , ambitione potius et bonorum
t e m p o r a l i u m c u p i d i t a t e q u a m zelo fidei etcat-
h o l i c í e v e r i l a t i s , v e l D e i t i m o r e , certo scias
ne u l l a m q u i d é m a p u d nos ejus rei fuisse sus-
p i c i o n e m . Q u o d si n o n d e f u e r i n t q u i ad pro-
tegendum corum scelera multa susnrrarint,
nihil tamen s i n i s t r i de t u a ve! p r a f a l i cbaris-
simi filii nostri consortis tui i l l u s t r i s devotio-
ne p e r s u a d e r e n o b i s p o t u i t . N o t a est nobis sin-
c e r i t a s , et p í e l a s v e s t r a , a t q u e in Deum ie-
ligío. N o n credimus o m n i s p i r i t u i . Si aiienis
querelis aures , non tamen mentem prsesta-
mus.
Q u i d v e r o de i n q u i s i t o r i b u s petis , quoniam
res est m a g n i m o m e n t i , et m a t u r i u s tuo de-
s i d e r i o i n h á c parte satisfaciamus, adhibebi-
m u s a l i q u o s ex v e n e r a b i l i b u s fratribus noslns,
sanctaj romance ecclesioe c a r d i n a l i b u s qnibus
negotium hoc d i l i g e n t e r e x a m i n a n d u n i com-
m i t t i r n u s ; et e o r u m c o n s i l i o , q u a n t u m cum
D e o p o t e r i m u s , tuce v o l u u t a l i annuere cona-
b i m u r . I n t e r i m , filia c h a r i s s i m a , si bono ani-
m o , et t a m p i u m o p u s , D e o et nobis gratis-
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 2Zl7
s i n i u m , s ó l i t a d e v o t i o n e ac d i l i g e n U a prose-
qui non d e s i n a s ; t i b i q u e " p e r s u a d e n i h i l N o s
celsitudini tuaj d e n e g a l u r o s q u o d á N o b i s h o -
neste pís&fitari p o s s i t .
Cscterum , q u o n i a m n o n sine a d m i r a t i o ñ e ,
fide digna relatione accepimns ( qnod tamen
non ex m e n t e t n a , seu prsel'ati c h a r i s s i m i filii
nostri , sed m i n i s t r o r u m t n o r u m qui Dei ti-
more p o s t h a b i t o í ' a l c e m tai m e s s e m alienani
immitlere n o n verentur, provenire arbitra-
nuir), l i b e r t a l e m s c i l i c e t a t q n e i m m u n i t a t e m
eclesiasticam i n d i c t i s r e g n i s per varias novi-
tates i n í ' r i n g i ; et p r o v i s i o n e s nostras atque
mandata apostólica, eorumque executionem,
perc|uaedaui regia edicta sine u i l o respecta
censurarum i m p e d i r i vel retardar! , id ( c u t n
nobis a d m o d u m g r a v e et a c o n s u e t u d i n e , s l a -
tutoque v e s t r o , ac i n N o s et s e d e m apostoli-
licam r e v e r e n t i a et sequitate vestra alienum
sil), tuse s e r e h i t a t i s c r i b e n d u t n d u x i m u s : q u a -
re h o r t a m u r a t q u e r e q u i r i m u s ut h u j u s m o d i
censuras c u i l i b e t fideli pertimescendas , sicuti
vestrte d e v o t i o n e c o n v e n i t , devitare studeat;
"ec p a t i a t u r t a m e v i d e n t e m i n j u r i a m n o b i s et
fluie sanctce s e d i i n f e r r i ; et eo m o d o provi-
"en c u r e t , ne l i b e r t a s et j u r a a p o s t ó l i c a quae
'"ustre p r o g e n i t o r e s tui cum magna eorum
o'oria t u e r i et a u g e r e s t u d u e r i n t , t e m p e r e tuaj
248 HISTORIA DE L A INQUISICION ,

celsitudinis viólala s e u i m m i n u t a N videantnr


S i c c u m D o m i n u s , i n cujus potestate ipsi sunt
reges , assistente t i b i apostolicoe sedis gratia
d i r i g e t d e s i d e r i a t u a , s o b o l e m e i res tuas fe-
l i c i t a b i t , e i o m n i a c e l s i t u d i n i tute i n via recta
ambulante, p r o yoto succedent. Dalumllomaí
apud saoctum P e t r u m a r m o incarnationis do-
minica; M C C C C L X X X I I I , s é p t i m o kalendas
m a r l i i j p o n t i f i c a t u s n o s t r i a n n o duodécimo.»
N o t a . M e r e c e o b s e r v a c i ó n este breye, porque
el P a p a confiesa q u e h a deseado vivamente
el e s t a b l e c i m i e n t o de l a I n q u i s i c i ó n en Casti-
l l a ; q u e el p u e b l o c a s t e l l a n o l o atribuye á la
a v a r i c i a de sus s e ñ o r e s y á u n plan de confis-
c a c i o n e s , y q u e l a c o r t e de K o m a sigue un sis-
t e m a d e d u l z u r a y de c o m p l a c e n c i a conlaRei-
na , c o n e l fin de c o n t i n u a r estendiendo la au-
t o r i d a d p o n t i f i c a l e n C a s t i l l a y en Sicilia,
«uioííiii mí'.'j'f 'ya... : , , «Í-I nm •

V>V. - í M i i i / n b m.-ffiíAilV,- , - ••

B u l a de S i x t o I V , e s p e d i d a e l 2 de agosto
de IZtSS. E l P a p a recuerda las quejas de los
h a b i t a n t e s de l a d i ó c e s i s de S e v i l l a contra los
i n q u i s i d o r e s ; y d i c e q u e , a u n q u e había nom-
b r a d o a l a r z o b i s p o de S e v i l l a j u e z de ape'»'
c l o n e s , esta m e d i d a no ha h e c h o cesar el nial,
p o r l o q u e m u c h a s p e r s o n a s se h a b í a n ding1
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 2Zl9
do á S. S. y h o b i a n o b t e n i d o la a b s o l u c i ó n c o n
penitencia secreta ; q u e S . S. h a b i a mandado
sespender los p r o c e s o s c o m e n z a d o s p o r l o s i n ^
quisidores , r e s t a b l e c i e n d o en sus b i e n e s á l o s
que h a b i a n s i d o d e p o j a d o s de e l l o s , y devol-
viéndoles e l d e r e c h o de p o d e r c o n s e g u i r h o -
nores, a u n en el caso de q u e h a y a n s i d o q u e -
madas sus estatuas y c o n d e n a d a s sus p e r s o -
nas por causa de a u s e n c i a , de f u g a ó de c o n -
tumacia; q u e los i n q u i s i d o r e s no h a n c u m p l i d o
esta o r d e n a n z a , n i h e c h o a p r e c i o de l a a b s o -
lución s e c r e t a c o n c e d i d a a los a c u s a d o s , lo
cual era c a u s a de que los m a l e s se aumenta-
sen cada d i a ; en c o n s e c u e u c i a S . S . manda:
1°, que t o d o s los p r o c e s o s f o r m a d o s c o n t r a l o s
que han a p e l a d o de los a u t o s de los i n q u i s i -
dores sean e n v i a d o s á R o m a p a r a ser j u z g a -
dos allí p o r los a u d i t o r e s de la c á m a r a apos-
tólica; 2o, q u e e l a r z o b i s p o ú o b i s p o ante q u i e n
se p r e s e n t a r e n los h e r e j e s arrepentidos para
pedirla a b s o l u c i ó n d e l p e c a d o de h e r e j í a , Ies
conceda g r a c i a i m p o n i é n d o l e s u n a p e n i t e n c i a
secreta ; 3 ° , q u e los h e r e j e s así absueltos no
sean y a m a s i n q u i e t a d o s p o r los i n q u i s i d o r e s ,
quienes d e b e r á n dejar sus p r o c e s o s en el ser y
estado en q u e se h a l l e n á l a r e c e p c i ó n de l a
presente b u l a , d e v o l v i é n d o l e s l o s b i e n e s de
Vie se les h a y a d e s p o j a d o , y d a n d o p o r l i b r e s
250 HISTORIA DE LA INQUISICIONj
sus p e r s o n a s de l a n o t a de i n f a m i a que pesa
s o b r e e l l a s ; A - % S u S a n t i d a d p i d e á los reyes
Fernando é I s a b e l p e r m i t a n á estos sus va-
sallos v i v i r t r a n q u i l o s en E s p a ñ a con sus bie-
nes y c o n los h o n o r e s de q u e disfrutahan an-
tes. L a h i s t o r i a debe c o n s e r v a r una eterna me-
m o r i a d e l m o t i v o que a l e g a S i x t o I Y en fa-
v o r de las a b s o l u c i o n e s secretas que él quiere
se c o n c e d a n á los a c u s a d o s p o r causa de reli-
gión : «La vergüenza de u n a c o r r e c c i ó n pú-
b l i c a , d i c e este P o n t í f i c e ^ conduce algunas
v e c e s á los p e c a d o r e s á u n a h o r r i b l e desespe-
r a c i ó n , de m o d o que prefieren m o r i r en el
pecado á v i v i r en l a i n f a m i a ; p o r esto hemos
j u z g a d o que e r a p r e c i s o o b r a r a q u í con pru-
d e n c i a , y c o n f o r m a r s e a l e j e m p l o del Evan-
gelio trayendo al redil por l a clemencia es-
tas ovejas estraviadas, »
Sixtus episcopus, servus s e r v o r u m Dei,
ad f u t u r a m rei m e m o r i a m .
E t s i r o m a n i p o n t i f i c i s s a c r i apostolatus mi-
n i s t e r i o o r d i n a l i o n e d i v i n a p r í e s i d e n t i s , in hoc
p o t i s s i m u m v e r s e t u r i n t e n t i o ut ecclesiastifa-
rum l e g u m decreta servenlur, et juxta im
rum tenorem singóla dirigantur, occurrunt
tamen scepe témpora necessitates et éMe*
i n q u i b u s i l l a r u m a c e r b i t a t e m solitíe benijí01'
tatis g r a t i a c o n v e n i t m o d e r a r ! ; ipsis ^tesef
I'IEZAS JUSTIFICATIVAS. 251
tún decretis l e s t a n t i b u s q u o d r e g u l t e sancto-
rum p a t n i m p r o t e m p o r e , l o c i s , et p e r s o n i s ,
negotiisque i n s t a n t e necessitate traditíB fue-
rint: unde reprehensione carere oportet , si
ipsi pontifex j u x t a d i v e r s i t a t e s r e r u m , perso-
narurn, n e g o t i o r u m et t e i n p o i u m , necessitate
potius v e l pietate suadente, traditse sibi in.
beato P e t r o potestatis plenitudine, rigorem
jurif, a p o s l o l i c í » m a n s u e t t i d i n i s t e m p e r e t sua-
ritate , q u i m i n i s t e r m i s e r i c o r d i s e U e i i t a l a p -
sibus h u m a n i s s u b v e n i r e c o n s u e v i t ut n o n s o -
lnra per b a p t i s i m i g r a t i a r n , sed e t i a m p e r pce-
nitentia; m e d i c i n a m , s p e s v i t s e r e p a r e t u r teter-
nae, ut q u i d o n a regenerationis violassent,
propio se j u d i c i o c o n d e m n a n l e s , a d r e m i s i o -
nem c r i m i n u r a p e r v e n i r e m e n i e r i n t .
Dudum s i q n i d e m ex relatione c h a r i s s i m i in
Cristo ñ\\i n o s t r i F e r d i n a n d i regis et c h a r i s s i n i í e
inChristo fdioe nostrse E l i s a b e t h , reginse C a s -
tellse et L e g i o n i s i l u s t r i u m a c c e p e r a n u i s quod
i" diversis c i v i t a t i b n s , t e n i s et l o c i s d i c t o r u m
•ptendop erant q u a m p l u r i m i pro cbristianis
Aparente se g e r e n t e s q u i r i t u s e t m o r e s judce-
judaicoeque s u p e r s t i t i o n i s et p c r f i d i í e d e -
bela et príecepta s e r v a r e , et á v e r i t a t e tara
^lholicoe fidei et c u l t u s i l i i u s , q u a t n a r t i c u l o -
"•uai e j u s d e m i n c r e d u l i t a t e r e c e d e r e v e r i t i n o n
fuerant, neo v e r e b a u t u r ; et i n d i e s sic e o r u i n
252 HISTORIA DE LA INQUISICION,
j u d a i z a n l i u m infulelilas excreverat quod illius
s e c t a t o r e s a l i o s j u d a i z a r e f a c e r é et ad diversos
e r r o r e s c a t h o l i c a r n f u l e m i n d u c e r e nqnlortni-
daverant.
N o s t u n e r e g í et r e g i ó s e prsefalis ut contra
sic a p o s t a t a n t e s et á fide d e v i a n t e s juxta loco-
r u i n e x i g e n t i a m i n q u i s i t o r e s n o m i n a r e possent
p e r alias u o s t r a s l i t t e r a s cnncessinuis facuha-
t e m ; q u i d i l e c t o s filies M i c h a e l e m de Morillo
niagistrum, et J o a n n e m de sancto Martino,
b a c a l a u r e u m i n t h e o l o g i a , o r d i n i s fratrumpra-
dicatoruin professores, i n civitate hispaleii-
si et i l l i u s diíecesi inquisitores nominave-
runt; e t d e m u m eosdem M i c h a e l e m et Joan-
n e m q u i usque t u n e i n c i v i t a t e et diajeesi liis-
p a l e n s i o f f i c i o I n q n i s i t i o n i s c o n t r a tales sic ju-
d a i z a n t e s v a c a v e r i n t , Castellas et Legionisrcg-
nis praelati d i c t i c judaicte superstitionis seeta-
t o r u m et q u o r u m l i b e t a l i o r u m c i í j n s v i s hsereti-
c s e p r a v i l a t i s l a b e p o l l u t o r u m inquisitoresapos-
t o l i c a a u c t o r i t a t e d e f r a t r u m nostrorumeonsilio
a d n o s t r u m et apostolicce sedis beneplacitum
depulavimus cum p l e n a potestate inchoatos
a n t e a p e r eos p r o c e s s u s q u a t e n u s rité et rec-
l e p r o c e s s i s s e n t , r e s u m e n d i et illos proseque"-
d i , ac a d finem, u n a c u m l o c o r u m ordinaras
seu eorum olficialibus, s e c u n d u m formam a
j u r e t r a d i l a m p e r d u c e n d i , et alios de novocon-
PIEZAS JÜSTIFICATIVAS. 2 53
tra q u o s c u m q u í c hserelicíx; pravitatis reos et
fautores e o r u m inchoandi prosequendi ; neo
non juxta s a c r o r u m c a n o n u m i n s t i t u í a f a c i e n d i ,
niandandi, et e x e q u e n d i o m n i a et s i n g u l a quae
ad I n q u i s i l i o n i s hajreticse pravitatis officium
hojas m o d i q u o m o d o l i b e t p e r t i n e b a n t , ac v o -
luimus q u o d si i n q u i s i t o r e s et o r d i n a r ü prsefa-
ti, e o r u t n d e n i q u e ordinarionun officiales i n
prícmissis n e g l i g e n t e s f o r e n t , v e l r e m i s s i , non-
lioilas t u n e e x p r e s a s e c c l e s i a s t i c a * c e n s u r a s et
paínas, e t i a m p r i v a t i o u i s r e g i m i n i s et a d m i n i s -
trationis s u a r u m e c c l e s i a n i m i n c u r r e r e n t , s i c u t
eliam p e r alias nostras l i t t e r a s d e c r e v i m u s et
ordinavimus..
Et s u c c e s s i v e p e r Nos etiam accepto quod
nonnulli, c o n t r a q u o s i n q u i s i t o r e s prsefati p r o -
cesserant, á q u i b u s d a m eis (ut a s s e r e b a n t ) i n
hnjusraodi p r o c e s s i b u s i l l a t i s g r a v a m i n i b u s a d
sedera a p o s t o l i c a m d u x e r a n t a p p e l l a n d u m , et
in dies a p p e l l a b a n t ac h u j u s m o d i appellalio-
"um causas i n r o m a n a c u r i a c o m m i t t i o b t i n u e -
fant, et i n dies o b t i n e b a n t , et p e r eorumdem
commissarios d i e t i s i n q u i s i t o r i b u s , ne i n p r o -
cessibus h u j u s m o d i d i c t i s a p p e l i a t i o n i b u s c o r -
WJBÍS p e n d e n t i b u s procederent i n b i b e r i ; eos-
•ietnque i n q u i s i t o p e s et p r o m o t o r e s causarum
^ r u m d e m , seu fidei p r o c u r a t o r e s in partibus
'"is depulatos ad prosecutionem causarum
TOMO YIII. 22
25/1 HfSTORIA. DE LA INQUISICION ,
a p p e l l a l i o n n m h u j u s m o f l i c i t a r i procuraverant
et p r o c u r a b a n t ; ex q u o t a r d a b a t u r officiutii In-
q u i s i t i o n i s m e m o r a t u m . N o s t u n e venerabilem
f r a t r c m n o s t r n t n Etlfíé c u m arcliiepiscopumhis-
palensem, judicem delegatum i n ómnibus et
s i n g u l i s h u j u s m o d i a p p e l l a t i o n u m causis quo-
m o d o l i b e t ad sedem prafatam interpositis,et
qnas i n f u t u r u m interponi contingerent per
q u o s c u m q i i e e t q u a n d o c u n i q u e i n coiicfirnenti-
b u s n e g o t i u m I n q i a i s i t i o n i s hajreticai pravitalis
l u i i u s m o d i i n r e g n i s p r r e d i c t i s c u m plena potes-
tale causas ipsas a p p e l l a t i o n n m interpositarum,
et quas i o t e r p o n i c o n t i n g e r e t per se vel alium
seu a l i o s , u b i c u m q u e s i b i placeret auctorilale
n o s t r a c o g u o s c e u d i et p e r i p s u m diimtaxat fine
d e b i t o t e r m i n a n d i , i t a ut absque alia speciali
commissione desuper facienda interpositas
quascumque a p p e l i a t i o n u m causas, et intro-
d u c t a s c o r a t n c a u s a r u m a p o s t o l i c i palatii audi-
t o r i b u s , et q u i b u s c u n i q u e a l i i s judiwbusdele-
gatis i n r o m a n a c u r i a , v e l e x t r a eam (quarum
s t a t u t n e t i a m si i n i l l i s c o n o l u s u m foret, ac au-
ditorum ac j u d i c u m de illis cognoscentiun1.
nec n o n p e r s o u a r u m e c c l e s i a s t i c a r u m et sfecu-
larium qua? c o n c e r n e b a n t , n o m i n a et cogno-
m i n a , dignitates, et p i x e m i n e n t i a s ecclesiasti-
cas et sceculares i n q u i b u s c o n s t i t u t í e existe')a'lt
p r o e x p r e s s i s h a b u i m u s , q u a s q u e motu propr'0
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 2 55
et ex certa s c i e n t i a n o s t r a a d N o s a d v o c a v i i i v u s )
in statu d e b i t o r e s u m e r e , et ¡Has ulteriiis, et
quas de n o v o i n t e r p o n i c o n t i n g e r e t p e r se vel
per a l i u m , ut prasfertur, u b i l i b e t a u d i r e et c o g -
nossere ac p e r se i p s u t n fine d e b i t o t e r m i n a r e
libere, et l i c i t e valeat ( t a m ad e o r i u n d e m a p -
pellantium qu am fidei catliolicsB i n pactibus
illis p r o c u r a t o r u m , sen p r o m o t o r n m c a u s a r u m
criminalium c u r i a l i u m o r d i n a r i o r u m p a r t i u r a
eanundem i n s t a n t i a m ) auctoritate apostólica
fecimus, c o n s t i t u i m u s , et e t i a m d e p u t a v i m u s
adnostrum prseí'atae sedis b e n e p l a c i t u m .
Et q u o d ab ipso E n n e c o a r c h i e p i s c o p o (et
abéis q u i b u s i d e m E n n e c u s a r c h i e p l s c o p u s i n
c a u s i s a p p e l l a t i o n u m h u j u s n i o d i v i c e s suas d u -
ceret, i n a u d i e n d o et c o g n o s c e n d o c o m m i t t e n -
ílas) ante v e l p o s t l a t a i n p e r E n n e c u m a r c h i e -
piscopum s e n t e n t i a m , i n e u m d e m appellatio-
flum causis ( s i c u t a N o b i s cujns vices in his
Ennecus a r c h i e p i s c o p u s et i l l i g e r e r e n t c u j u s -
lue p e r s o n a m r e p r s e n t a r e n t ) n e q u i r e nnllate-
ous a p p e l h u í : s i c u t ¡o d e f i n i t i v a s e n t e n l i a i n
tausa hoeresis l a t a a p p e l l a r i n o n p o s s e t , p r í e f a - .
'5auctoritate s t a t u i m u s .
Et ne i n p r o c e s s i b u s et causis hteresis hu-
¡"stnodi contra p e r s o n a s c i v i t a t i s et d i s e c e s i s
^'spalensis eo prsetextu quo dictus Ennecus
archiepiscopus i u eis i n t e r r e n e r i t i n p o s t e r u m
256 HISTORIA DE LA INQUISICION,
ut ordinariii-s a p p e l l a n t e s '(ti c a s i b u s a j u r e p e r -
missis carerent judice i neisdetn p a r t i b u s qui
c a u s a s a p p e l l a ü o n u m l u i j n s m o d i a u d i r e t , volui-
mus quod dictus E n n e c u s a r c b i e p i s c o p u s de
cíBtero i nhujusmodi IiKiuisitionis híeieticíc
pravitatis negotiis contra s u s e o r d i n a r i c e juris-
dictioni subjectos, non p e r s e i p s u m , s e d per
s u n m o í ' f i c i a l e m o r d i n a r i u m jurisdictionemcum
i n q u i s i t o r i b u s prclicsclis exercere q u o t i e s con-
tingeret expediré posset;etappellalionumcau-
sas q u a s e t i a m a b e o d e m o í ' í í c i a l i s u o t u n e in-
t e r p o n ! c o n t i n g e r e t i n c a s i b n s á j u r e permissis,
t a m q u a m delegatus apostolicus a u d i r e , cogno-
c e r e , e t fine d e b i t o t e r m i n a r e p a r i m o d o p o s s e t
v i g o r e l i t t e r a r u m n o s t r a r u m d u m a b illis inhu-
jusmodi Inquisitionis uegotio appeliari,^

Revocavimus i n s u p e r o m n i a e l s i n g u l a pri-
v i l e g i a q u i b u s c u m q u e j u d e e i s b a p t i z a t i s , autdc
g e n e r e j u d a j o r u m p r o v e n i e n t i b u s s u p e r reenn-
ciliationibus e t hsereSis a b j u r a t i o n i b u s áMWr
q u a m secundum f o r m a m j u r i s iaciendis, á N o -
bis e t sede apostólica concessa; p r o u t h » c et
alia in singulis l i t t e r i s n o s t r l s p r c e d i c t i s , q110'
r u m tenores prsesentibus p r o e x p r e s s i s babe-
mns, plenius continetur.
G u m autem gravis q u e r e l a c i v i u m e t inco-
l a r u m c i v i i a t i s e t d i ó c e s i s h i s p a l e n s i s a d aiire;
nostras pervenerit, q u o d in causis avocatu
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 257
io partibus c o m m i s s i s h u j u s m o d i s p e r e n t q u o d
rigorexcedat j u r i s t e m p e r a r n e n t u m ; ad e a r u m -
que c a u s a r u m p r o s e c u t i o n e m in p a r t i b u ? i l l i s
non pateat t u t u s a c c e s u s ; q u o d q u e l i c e t q u a m -
pkires e x c i v i b u s c i v i t a t i s e l dioeoesis h i s p a l e n -
sis u t r i u s q u e s e x u s ( q u i de c r i m i n e hoeresis,
et apostasise eraut difiarnati, sive culpabiles
invenli) ad c o r reversi diversas litteras super
hujusmodi d i f f a m a t i o n i b u s et c u l p i s absoluto-
rias, r e i n t e g r a t o r i a s , r e s t i t u t o r i a s , et n o n n u l l a
alia c i r c a haec n e c e s s a r i i et o p p o r l u n a conti-
nenlés á p s e n i t e n t i a f i a nostra, v e l speciali aut
expresso m o s t r ó assensu e m a n a t a s o b t i n u e r u n t ,
et i l l a r u m a l i q u í B t a m i n r o m a n a c u r i a , q u a m
extra e x e c u t i o n i debites í ' u e r u n t m a n d a t s e , a l i -
quoe vero a d h u c m a n e a n t i n p e n d e n t i t a m p e r
¡ n q u i s i t o r e s et o r d i n a r i u m prsefalos seu per-
dcputatos contra tales absolutos, et q u i i n
vitn l i t t e r a r u m hujusmodi absolví et rein-
tegran possiut et debeant processum ex-
titit M e t e n u s , et proceditur in dies, etiarn i n
fpprobrium a b s o l u t o r u m , et absolví deben-
•iiim et p c e n i t e n t i u m h u j u s m o d i , statuis qui-
^usdam e o r u m n o m i n a d e s i g n a n t i b u s p e r c u -
riam s a i c u l a r e m c o n c r e m a l i s .
Nos i g i t u r a t t e n d e n t e s , q u o d , suffragante d i -
vina g r a t i a c u m , a l i a s , t u m maximé hodierno
teiiipore, i n r o m a n a c u r i a , i n o m n i g e n e r e s c i -
258 HISTORIA DE LA. INQUISICION,
e n t i a r u m , et p r í e s e r t i m theologia? ac jurisca-
n o n i c i , a l i a r u i n q u e f a c u l t a t u m , e t p o t i s s i m é ¡n
v e n e r a n d o c o l l e g i o a u d i t o r u m causaruni nos-
t r i p a l a t i i a p o s t o l i c i , g r a n d i s est copia perito-
r u m , q n i p r u d e n t e r , a c u t e , c a u t e et sagacitcr
hsec o m n i a i n t e l l i g e r e , e x c u t i r e , examinare et
r u r s u m ea juste s e q u a n i m i t e r m o d e r a r e , et sa-
pienter judicare, decidere, et d e f i n i r é soienler
poterunt et c o n s c i e n t i a m nostram curabunt
tam e x p r s e m i s s i s q n a m e x certis aliis cau>is
a n i m u m nostrum m o v e n t i b u s , m o t u proprio
n o n ad i p s o r u m c i v i u r n v e l a l i o r u m nobis, sn-
per hoc oblatae p e t i t i o n i s i n s t a n t i a m , sed de
n o s t r a m e r a v o l ú n t a t e , r i g o r e m c u m clementia
m i s c e r e c u p i e n t e s , de n o s t r a e t i a m certa scien-
t i a , o m n e s et s i n g ó l a s c a u s a s appellationuma
g r a v a m i n i b u s i n d i c t a c u r i a super negolioln-
q n i s i t i o n i s h s e r e t i c s e p r a v i t a t i s c o r a m suis judi-
c i b u s i n t r o d u c t a s , et p e r N o s a v ó c a l a s , in eo
statu i n q n o c o r a m e i s , aut a v o c a t i o n u m judi-
c i b u s p e n d e b a n t , r e s u m e n d a s , audienda?, de-
c i d e n d a s , e t f i n e d e b i t o t e r m i n a n d a s , apostóli-
c a a u c t o r i t a t e ten-ore p r a í s e n t i n m de novo com-
mittimus; n e c n o n q u i d q u i d p e r eosdem judi-
ees i n i p s i s c a u s i s d e c r e t u m , g e s l u r a , actum,
a c t i t a t u m e x l i t i t , e t i a m s i a d definitivas senten-
tias p r o c e s s u m sit, v e l p r o c e d í sen definiri ü011
t i n g e r i t , m o t u et a u c t o r i t a t e prajdictis coiili"1"1
PIKZAS JUSTIFICATIVAS. 259
mus et a p p r o b a m u s prout j u s t e lalaj fuenmt,
jnpplenles o n u i e s e t s i n g u l o s defectus tatnjuris,
quam facti si q u i forsan i n t e r v e n e r i n t in eis-
dem: e t n i h i l o m i u u s l i t t e r a s p s e n i t e n l i a r i a ; p r i e ^
dictse s u p e r n e g o t i o hseresis et apostasise hu-
jusmodi h á c t e n u s e i n a n a t a s et q u se i n p o s t e -
rum e m a n a b n n t sub r e v o c a t i o n e p r t c d i c l a n u l -
latenus c o m p r e h e n s a s n e c c o m p r e h c n d i debe-
re; sed i l l a s et i l l a r u m s e c u t a q u c e c u m q u e v a -
lida esse; p l e n a r n q u e r o b o r i s firmitatem obti-
nere d e b e r é i n ó m n i b u s et per o m n i a p e r i n d e
ác si sub p l u m b o n o s t r o expeditse f o r e n t , mo-
tu, s c i e n t i a , et a u c t o r i l a l e p i í e d i c t i s s t a t u i m u s ,
decernimus, et d e c l a r a í o u s illas et illa s i n i i -
liter c o n f i r m a n t e s .
Et q u i a i n t e r d u m verecundia publica; cor-
reclionis i n q u a m d a m m i s e r a b i l e m d e s p e r a t i o -
nem i n d u c i t e r r a n t e s , nt m o r i p o t i u s eligant
cum p e c c a t o q u a m v i l a m d u c e r e c u r a dedeco-
re, s u b v e n i e n d u m t a l i b u s esse judicavimus;
et juxta e v a n g e l i c a t n t r a d i t i o u e r a o v e s quíE p e -
rierant ad g r e g e m v e r i p a s t o r i s d o m i n i n o s l r i J e -
s u C h r i s t i p e r a p o s l o l i c s e sedis c l e r n e n t i a m r e -
ducendas.
Idcirco tam hispaiensi ptíefato qnam aliis
venerabilibus fratribus nostris archiepiscopis
ct e p i s c o p i s t a m i n r o m a n a c u r i a q u a m extra
'llam , i n d i c l i s ve! a l i i j r e g n i s e x i s t e n l i b u s e í s -
260 HISTORIA DE LA INQt/ISIClOK,
d e m m o t u , s c i e n l i a , e l auctoritale sub p^na
s u s p e n s i o n i s ab i n g r e s s u ecclesiaj i n vim pra;-
d i c t i n o b i s et a p o s t ó l i c a ; sedis fidelitatis et obe-
d i e n t i í e j u r a m e n l i , m a n d a m u s quatenus oro-
nes et s i n g u l o s p r í e d i i t a n i m c i v i t a t i s el dióce-
sis h i s p a l e n s i s c i v e s e l Í n c o l a s ulriusque sexus
a d e o s et q u e m l i b e t i p s o r i i m h u m i l i t e r , ettum
c o r d i s c o r n p u n c t i o n e r e c u r r e n t e s , et «uos er-
rores secreto c o n f i t e r i , i l l o s q u e , el omnem
heeresirn et a p o s t a s i a m i n g e n e r e v e l in specie
e t i a m s e c r e t o a b j u r a r e , ac c a l b o l i c e vivere vn-
l e n t e s ; e t i a t n s i c o n f e s s i , c o n v i c t i , publice vel
o c c u l t e c u l p a b i l e s , d i f f a m a l i , s u s p e c t i , admo-
niti, v o c a t i aut a p p r e h e n s i c s s e n t , aut si ritiis
et ceremonias j u d a i c a s f e c i s s e n t , vel eorum
c r i m i n u m r e o í n o n m a n i f e s t a s s e n t , aut expro-
b a t i o u i b u s S u p e r a t i , v e l e t i a m aliquorum con-
f e s s i o n i b u s ut tales n o t a t i , e l i n f a m i a , aulper
i n q u i s i t o r e s et a s s o c i a t u m ac o r d i n a r i u m pisc-
d i c t o s , seu a l i a s q u o m o d o l i b e t uthíereliciet
apostasiee p u b l i c a l i et ut tales definitivo pnela-
tis prsesentalis statuis vel alias quaciimq»e
a d h i b i t a s o l e m n i t a t e , curise saeculari in absen-
t i a a c t u t r a d i t i , et e o r u m s t a t u a acta cofflbiis-
t a e , aut si alias c o n t r a eos g r a v á i s sil proces-
sum, vel processus contra eos penderent m
q u i b u s de e o r u m e r r o r i b u s l i q u i d e apparuerit,
d s ecretam abjurationem eorum respecta
PIEZAS JTISTirlCATlVAS. 261
admittant, c i s q u e de s a l u t a r i , et secreta p í e n i -
lentia ac de a b s o l u t i o n i s b e n e f i c i o , et de c o n -
tentis ¡n i p s i s l i t t e r i s m a j o r i s p c c n i t e n t i a r i i de
speciali v e l e x p r e s s o mandato nostro conces-
sis v e l c o n c e d e n d i s jnxta earnm formam et
continentiani vel praesentium t e n o r e m (qui-
bus et c u i l i b e t i p s o r u m p l e n a m s u p e r b i s c o n -
cedimu? f a c n l t a t e m ) p r o v i d e a n t : i p s i s q u e t a -
liter a b s o l u t i s efl'icacis defensionis auxilio as-
sistant; non p e r m i t t e n t e s eos pee quosqum-
i|iie\quavi auctoritate occasione procmisso-
rum q u o m o d o l i b e t molestan; contradictores
quoslibet p e r se vel per olios per censuram
ecclesiasticam , et a l i a j u r i s r e m e d i a a p p e l l a t i o -
ne p o s t p o s i l a c o m p e s c e n d o , i n v o c a t o a d b o c ,
si opus f u e r i t , a u x i l i o b r a c h i i s i e c u l a r i s ; et i p -
sis a b s o l u t i s o p p o r t u n e provideant et alias,
prosit eis s e c u n d u m D e u m acl s a l t i t e m a n i m a -
rum et p e r s o n a r u t n l a p s o r u m h u j u s m o d i v i d e -
rint e x p e d i r é : N o s e n i m i n e v e n t u m hujusmo-
il¡ a b s o l u t i o n i s ac r e i n t e g r a l i o n i s , qnas d i c t a -
rum seu e t i a m p e e r s e n t i u m v i g o r e fieri c o n t i n -
gerit v e l quse j a m p r o a l i q u i b u s factsc sunt,
ex n u n c p r o u t e x t u n c , et e c o n t r a pnefatas
sententias ac p r o c e s s u s o m n e s p r e d i c t o s i n q u i -
sitores , o r d i n a r i u m et a s s o c i a t u m t a m i n c u -
riis e c l e s i a s t i c i s q u a m s i e c u l a r i b u s latas et h a -
r t a s ac m á n d a l a de i l l i s e x e q u e n d i s j u d i c i b u s
262 HISTORIA »E tA INQTJISICIOJT ,
s a c c u l a r i b u s f a c t a , et pro tempere facienda
cancellamus, cassamus, et a n n u l l a m u s , ac
p r o n u l l i s et i n f e c t i s h a b e r i v o l u m u s .
E t i n s u p e r e i s d e m p e r s o n i s ecclesiasticis, ac
ordinario, associato, et i n q u i s i t o r i b u s , et
aüis quibusquraque j n d i c i b u s ssecularibus et
e c c l e s i a s t i c i s , ne de c a u s i s a p p e l l a l i o m i m pra<-
d i c l a r u m sic i n d e c i s i s , i n n o s t r a curia penden-
t i b u s , d i r e c t e v e l i n d i r e c t e i n prsejudiciuoi 1¡-
t i s p e n d e n t i s e h u j u s m o d i nec e t i a m vigore dic-
t a r u m l i t t e r a r u m m a j o r i s p o e n i t e n l i a r i i , ejusque
a u c t o r i t a t e seu c o g n i t i o n e , a l i q u o pacto, quo-
v i s qutesito c o l o r e , se i n t r o m i t t a n t , disputent,
v e l i n t e r p r e t e n t u r , d i s t r i c l i u s sub juris psenis
inhibemus ; decernenles e x n u n c irritum et
i n a n e si seous s u p e r b i s a q u o q u a m quavisauc-
toritate c o n t r a prsernissa s c i e n t e r vel igno-
r a n t e r c o n t i n g e r i t a t t e n t a r i aut aliqua vía pu-
b l i c o v e l o c e u l t e , d i r e c t e v e l i n d i r e c t e , eos mo-
l e s t a r e u l l a t e n u s p r s e s u m a n t ; sed eos ut veros
c a t h o l i c o s t r a c t e n t et h a b e a n t .
Prasterea ut j u x t a s a c r o r u m e a n o n u m senten-
t i a m i n ó m n i b u s h u m a n a c o n d i t i o adivina na-
tura superetur , q u i a s o l a c l e m e n t i a est qu*
n o s D e o , q u a n t u m i p s a n a t u r a prsestat humana
facit c e q u a l e s , r e g e m , et r e g i n a m prsefatos pef
v i s c e r a d o m i n i n o s t r i J c s u C h r i s t i rogamus et
e x h o r t a m u r , ut i l l u m i m i t a n t e s cujus estp'0
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 263
prium m i s e r e r e s e m p e r et p a r c e r e ; suis civi-
bus b i s p a l e n s i b u s et ejus dioecesis i n d i g n i s e r -
roremque s u u m c o g n o s c e n t i b n s ac m i s e r i c o r -
diam i m p l o r a n t i b u s parcere v e l i n t , ac si de
csetero, ut p o l l i c e n t u r , s e c u n d u m v e r a m et
orthodoxam fidem vivere voluerint, quam
merentur á D e o , e t i a m á majestate i p s o r u m
veniam consequantur ita quod de mandato
SLIÍE majestatis tara i n h i s p a l e n s i , q u a m 'ta a l i i s
civitatibus et disecesibus , r e g n i s et d o m i n i i s
regis et r e g i i i í e p r s e d i c t o r u m c u m b o n i s et f a -
miliis stare , c o m m o r a r i , h a b i t a r e , pertransi-
re die n o c t e q u e t u t e et s e c u r e et a b s q u e u l l o
impedimento reali vel personali , q u o a d v i x e -
rint , l i b e r e p o s s i n t et v a i e a n t , ut p o t e r a n t an-
tequam de c r i m i n e hseresis et apostasiee bujus-
modi d i í F a m a t i f u e r a n t .
Non o b s t a n t i b u s praemissis , ac c o n s t i t u t i o -
nibus et o r d i n a t i o n i b u s a p o s t o l i c i s et prseser-
tim felicis r e c o r d a l i o n i s B o n i f a c i i O c t a v i , prse-
decessoris n o s t r i , q u i b u s c a v e t u r ne q u i s extra
suam c i v i t a t e m et d i s e c e s i m n i s i i n c e r t i s ex-
pressis c a s i b u s et i n i l l i s u l t r a u n a m dictara á
fine suse disecesis ad j u d i c i u m e v o c e t u r ; seu
nejudices á sede a p o s t ó l i c a d e p u t a t i extra c i -
^itatem et disscesim in quibus deputati fue-
r'iit, c o n t r a q u o s c u m q u e procederé, aut a l i i
Tel aliis •vices suas c o m m i t t e r e p r f e s u m a n t , et
26A m s T o n i A DE LA INQUISICIÓN,
de d u a b u s d i c l i s i n c o n c i l i o generali editis
contrarils qnibusqumque ; aut si aljqpilyjs
O i o ñ É n u n i i e r "vel d i v i s i m ab a p o s t ó l i c a sit sede
i n d u l t u m q u o d i n t e r c e d i , s u s p e n d í , vel exco-
municari non possint per litteras apostólicas
n o n t a c i e n t e s p l e n a m et e x p r e s a r a ac de verbo
a d v e r b n m de i n d u l t o h u j u s m o d i mentionem.
Et q u o n i a m d i í f i c i l e foret p r í c s e u l e s litleras
a d s i n g u l a i n q u i b u s de eis fides forsan facleii-
da f u e r i t , l o c a d e f e r r e , d i c t a auctoritate de-
cernimus quod i p s a r u m t r a n E S u m p t o , manu
p u b l i c i n o t a r i i c u j u s v i s a p o s l o l i c i , et cum si-
gillo a l i c u j u s e p i s c o p i v e l alicujus superioiis
ecclesiasticse curiae m u n i t o , proefatis (ac siori-
g i n a l e s e x h i b e r e n t u r ) , l i l t e r i s plena fides adlii-
b e a l u r , et s t e t u r p e r i n d e ac si datse originales
litterse f o r e n t e x h i b i t s e v e l ostensee.
N u l l i e r g o o m n i n o h o m i n u m liceat hancpa-
g i n a r a nostrae c o m m i s s i o n i s , confirmationis,
a p p r o b a t i o n i s , s n p p l e l i o n i s , s t a t u t i , consti-
t u t i o n i s , d e c l a r a t i o n i s , m a n d a t i , cancollatio-
nis, c a s s a t i o n i s , a n n u l l a t i o n i s , inhibitionis,
e x h o r t a t i o n i s , v o h i n t a t i s et d e c r e t i , infniioe'
re , v e l ei ausu t e m e r a r i o c o n t r a i r é . Si <\ü[-
a u t e m b o c a t t e n t a r e p r c e s u m p s e r i t , indignatio-
n e m oranipotentis D e i , ac b e a t o r u m PetI''et
P a u l i , apostolorum e j u s , se n o v e r i t ¡ncursu-
rum. D a t u r a R o m e e a p u d s a n c t u m Pelrutn an
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 265
no i n c a r n a l i o n i s d o m i n i c o o M C C C C L X X X I I T ,
qunrto n o n a s a u g u s t i , p o n t i f i c a t u s n o s t r i a n n o
duodécimo.
N o i a . E s t a b u l a f u é i n ú t i l casi desde e l m o -
mento de su e s p e d i c i o n : e l P a p a reconoció
bien p r o n t o c u a n d e s a g r a d a b l e s e r i a á F e r n a n -
do V , y s u s p e n d i ó su efecto p o r un b r e v e que
espidió al efecto. V é a s e e l t o m o l , c a p . 5 , a r -
tículo A-
i'l «o:; •<•-.; : ; ; ; > r f bobafi^ijo i» « « n o r i a €U«
•• . N ^ Vi GtaiMi^ yibcra

Edicto publicado por orden de fray T o m a s


de T o r q u e m a d a , primer inquisidor general,
el 8 de f e b r e r o de 1 A 9 2 .
N o s fray T o m á s de T o r q u e m a d a , d e l a ó r -
den de l o s p r e d i c a d o r e s , p r i o r d e l m o n a s t e r i o
d e S a n c t a C r u z de S e g o v i a , c o n f e s o r d e l R e y y
de l a R e i n a , nuestros s e ñ o r e s , é Inquisidor
general en todos sus r e i n o s é s e ñ o r í o s c o n t r a
la h e r é t i c a p r a v e d a d , d a d o y d i p u t a d o p o r l a
sancta S e d e a p o s t ó l i c a . P o r c u a n t o N o s s o m o s
informado que algunas personas cristianas,
asi h o m b r e s c o m o m u g e r e s , de los reinos y
s e ñ o r í o s de S u s A l t e z a s se p a s a r o n , á c a u s a de
la I n q u i s i c i ó n , al r e i n o de G r a n a d a c o n s u a -
sion d e l d i a b l o , y de a l g u n a s m a l a s personas,
asi p o r p e r m a n e c e r en sus d e l i t o s y e r r o r e s de
23
266 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
h e r e j í a y n p o s t a s í a en q u e v i v í a n h a b i a n co-
m e l i d o , c o m o p o r t e m o r de ser oprimidos y
casligados por Nos, ó p o r los inquisidores,
n u e s t r o s s u b d e l e g a d o s ; y á esta causa algunas
de las d i c h a ? p e r s o n a s se h a n pasado allende y
otras e s t á n en p r o p ó s i t o de se pasar , y vivir y
perseverar en sus e r r o r e s y c e g u e d a d ; é por-
q u e h e m o s s i d o i n f o r m a d o q u e las dichas per-
sonas ó a l g u n a s de ellas v e n d r í a n á confesar
sus e r r o r e s é c e g u e d a d , r e c o n c i l i a r s e con la
m a d r e sancta i g l e s i a , si s u p i e s e n ser releva-
dos de las p e n a s y p r o c e s o s q u e contra ellos se
h a n fecho é f u l m i n a d o ; é p o r q u e nuestra vo-
l u n t a d s i e m p r e f u é y es de c o b r a r las ánimas
de l o s s e m e j a n t e s que por este pecado han
e s t a d o y e s t á n p e r d i d a s y a p a r t a d a s de nuestra
s a n c t a fe c a t ó l i c a , c o n f o r m á n d o n o s con nues-
t r a m a d r e s á n e l a I g l e s i a , q u e s i e m p r e tiene el
g r e m i o abierto para j e c i b i r á aquellos que á
e l l a se q u i s i e r e n r e d u c i r , y v i e n e n confesando
sus c u l p a s c o n c o n t r i c i ó n y arrepentimiento,
y de a q u e l l a s p i d i e n d o p e r d ó n y haciendo pe-
n i t e n c i a c o n p r o p ó s i t o de se e m m e n d a r y no
tornar mas á c a d e r en e l l a s ; y por usar con
los tales de m i s e r i c o r d i a y no de r i g o r , por
la presente damos seguro á todas é quales-
q u i e r a p e r s o n a s q u e . c o m o d i c h o e s , hayan
cometido qualesqniera c r í m e n e s y delitos de
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 267
herojia y a p o s t a s i a , é d esta c a u s a se h a y a n
pasado a l r e i n o de G r a n a d a , ó a l l e n d e , ó es-
tán en p r o p ó s i t o de se p a s a r ó se h a y a n t o r n a "
do m o r o s ó j u d i o s , ó r e n e g a d o n u e s t r a s a n c t a
fe c o n suasion diabólica, y no t e m i e n d o á
Dios n i al p e l i g r o de sus á n i m a s , é c o n g r a n -
de e s c á n d a l o de los fieles c r i s t i a n o s é vilipen-
dio de nuestra fe c a t ó l i c a , p a r a q u e puedan
venir y v e n g a n l i b r e y s e g u r a m e n t e ante N o s
ó ante l a p e r s o n a ó p e r s o n a s que p a r a e l l o d e -
putdremos á c o n f e s a r sus e r r o r e s é se r e c o n -
ciliar c o n l a m a d r e s a n c t a I g l e s i a ; c e r t i f i c á n -
doles q u e si vinieran los recibiremos á re-
c o n c i l i a c i ó n secreta de sus c r í m e n e s y d e l i t o s ^
muy b e n i g n a y m i s e r i c o r d i o s a m e n t e , impo-
niéndoles p e n i t e n c i a s tales q u e sean s a l u d a b l e s
para su? á n i m a s ; usando c o n e l l o s de t o d a p i e -
dad c u a n t o en N o s fuere y pudiéremos, no
obstante q u a l e s q u i e r a p r o c e s o s q u e c a n t r a e l l o s
sean fechos y c o n d e n a c i o n e s q u e se h a y a n se-
guido , y otras q u a l e s q u i e r a penas q u e les h a -
yan sido i m p u e s t a s : e n t e s t i m o n i o de l o q u a !
por no estar en t a l estado de s a l u d q u e p u d i e s e
la presente firmar de m i n o m b r e , r o g a m o s á
los del C o n s e j o q u e e n t i e n d e n e n las cosas to-
cantes á l a sancta I n q u i s i c i ó n , q u e l a f i r m a s e n
de sus n o m b r e s é s e l l a s e n c o n e l s e l l o de l a
'ancta I n q u i s i c i ó n , y m a n d a m o s a l n o t a r i o i n -
268 HISTORIA DE LA INQUISICION,
í r a p c r i t o , s e c r e t a r i o n u e s t r o , que l a refrenda-
se de m a n e r a q u e h i c i e s e fe. D a d a en la villa
de S a n c t a F é e á o c h o d i a s d e l mes de febrero año
d e l n a c i m i e n t o de n u e s t r o s a l v a d o r Jesucristo
de m i l q u a t r o c i e n t o s é n o v e n t a dos a ñ o ? . Fran-
ciscos d o c t o r , d e c a u u s T o l e t a n u s . Philippus
d o c t o r . P o r m a n d a d o de su R . P . J u a n de Re-
v e n g a , n o t a r i o s a p o s t ó l i c o s , et secretarius.
T i e n e u n s e l l o p e q u e ñ o en que está una cruz
en esta f o r m a jjr q u a d r a d a : en e l p r i m e r cuar-
tel no t i e n e n i n g u n a d i v i s a ; en el de la dere-
c h a t i e n e u n a P . ; "en los dos de abajo S. j C ;
al derredor e n letras g ó t i c a s : Iniquos odloha-
h u i , et legem t u a m d i l e x i , palabras del sal-
mo 128.
Nota. E s t e e d i c t o fué e s p e d i d o en Santa
F e , c i u d a d v e c i n a á G r a n a d a , c u y o reino ha-
b l a sido conquistado p o c o s dias antes de la
d a t a . S e h a b í a n h a l l a d o en G r a n a d a una mul-
t i t u d i n n u m e r a b l e de c r i s t i a n o s nuevos fugiti-
v o s de las o t r a s p a r t e s de los r e i n o s de Sevilla,
de C ó r d o b a y de J a é n , q u e h a b i a n mudado
domicilio á causa del terror que causábala
Inquisición. S e s u p u s o q u e h a b i e n d o caido el
r e i n o de G r a n a d a e n p o d e r de los reyes Fer-
n a n d o é I s a b e l , todas las f a m i l i a s que se ha-
b í a n refugiado a l l í p o d r í a n m u y bien pasar al
A f r i c a , y este f u é e l m o t i v o de publicar e
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 269
edicto. S i n e m b a r g o , á p e s a r do l a p r o m e s a
del p e r d ó n , m u c h a s p e r s o n a s s u f r i e r o n d e s p u é s
la p e n a d e l ú l t i m o s u p l i c i o y de l a c o n f i s c a -
ción , p o r s u p o n e r s e q u e h a b í a n v u e l t o á c a e r
en los e r r o r e s a b j u r a d o s a l t i e m p o d e l e d i c t o .
E l sello e r a u n a c r u z c u a d r a d a c o n las l e t r a s
PÍ S. C . q u e s o n las i n i c i a l e s d e P r i o r Sanctce
Crucis, p o r q u e T o r q u e m a d a e r a p r i o r d e l c o n -
vento de frailes d o m i n i c o s de la c i u d a d de
A v i l a , bajo l a i n v o c a c i ó n de S a n t a Cruz. E l
sello d e l S a n t o O f i c i o , i n v e n t a d o m u c h o t i e m -
po d e s p u é s , ofrece u n a c r u z v e r d e l a r g a , u n a
espada , u n r a m o de o l i v o y esta i n s c r i p c i ó n :
E x u r g e , D o m i n e , et J u d i c a causam tuam es d e -
cir : levantaos, s e ñ o r , y j u z g a d vuestra causa.
Los i n q u i s i d o r e s se i m a g i n a n o b r a r en n o m b r e
de D i o s , c u a n d o j u z g a n de los p r o c e s o s p o r
causa d e h e r e j í a , y a u n cuando condenan á
la r e l a j a c i ó n q u e s i g u e s i e m p r e á l a p e n a de
fuego , á p e s a r de l a v o l u n t a d p o s i t i v a m e n t e
contraria de J e s u c r i s t o , c o m o dejo demos-
trado en e l c a p . Zi5,

N.° V I .

C a r t a de los r e y e s F e r n a n d o é I s a b e l d e l 12
de s e t i e m b r e de 1ZI92 á R o d r i g o d e l M e r c a d o ,
comisario enviado al distrito del arzobispado
de T o l e d o p a r a t o m a r a l l í posesión de los.
270 HISTORIA DE LA INQUISICION,
b i e n e s de los j u d í o s e s p c l i d o s de aquella pro-
vincia.
E l Rey y l a R e i n a , R o d r i g o d e l Msrcado,
nuestro r e g i d o r de l a n u e s t r a v i l l a de Medina
del C a m p o , nos vos enviamos una nuestra
c a r t a p o r la q u a l vos m a n d a m o s que en el ar-
z o b i s p a d o de T o l e d o h a g á i s p e s q u i s a cerca de
las p e r s o n a s que contra nuestro vedamiento
h a n sacado i l e n u e s t r o s r e i n o s d i n e r o j é oro,
é p l a t a , é m o n e d a , é o t r a s cosas vedadas que
eran de l o s j u d í o s que p o r n u e s t r o mandado
s a l i e r o n de l o s d i c h o s n u e s t r o s r e i n o s , y lo
tienen guardado de e l l o s p a r a lo sacar y que
p r o c e d á i s c o n t r a los c u l p a n t e s en cierta forma,
y s e c r e s t é i s q u a l e s q u i e r b i e n e s que de los di-
chos j u d í o s h a l l á r e d e s , s e g ú n m a s largo se con-
tiene en la dicha nuestra p r o v i s i ó n que vos
e n v i a m o s , E p o r q u e c u m p l e m u c h o al nuestro
servicio q u e a q u e l l o l u e g o se ponga en obra,
nos v o s m a n d a m o s que l u e g o s i n detener vais
á l o h a c e r , y lo c u m p l á i s et p o n g á i s por obra
c o n ijnucha d i l i g e n c i a , corno de vos confia-
m o s , en l o c u a l m u c h o s e r v i c i o nos faréis. Y
luego nos faced s a b e r l o que ficierédes, D&
Z a r a g o z a á d o c e d i a s d e l m e s de setiembre de
n o v e n t a y dos a ñ o s . Y o e l R e y , Y o la Reina.
P o r m a n d a d o d e l R e y y de l a R e i n a . Fernatido
Alvarez.
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 271
Nota. E s t a carta ha sido c o p i a d a d e l o r i -
gina! q u e se h a l l a en M a d r i d en l a b i b l i o t e c a
del r e y , estante H . 3 , p á g . 362 de u n v o l u -
men que c o n t i e n e m u c h o s e s c r i t o s i n é d i t o s .
E n e l l a se d e s c u b r e u n a p a r t e de los m o t i -
vos q u e empeñaron & estos s o b e r a n o s á d e -
cretar l a e s p u l s i o n de los j u d í o s .

N.° V I I .

Ordenanza r e a l e s p e d i d a el 2 do agosto de
U98.
D o n F e r n a n d o é d o ñ a I s a b e l p o r la g r a c i a d e
Dios , r e y é r e y n a de C a s t i l l a , de L e ó n , de
A r a g ó n , de S i c i l i a , de G r a n a d a , de T o l e d o ,
de V a l e n c i a , de G a l i c i a , de M a l l o r c a , de S e -
villa , de C ó r d o b a , de C ó r c e g a , de Murcia,
de J a é n , de los A l g a r b e s , de A l g e c i r a s , de
G i b r a l t a r , é de las islas de C a n a r i a , c o n d e é
condesa de B a r c e l o n a , é s e ñ o r e s de V i z c a y a é
de M o l i n a , d u q u e s de xithenas é de N e o p a -
tria , c o n d e s de R o s e l l o n é de C e r d a n i a , m a r -
queses de O r i s t a n é de G o z i a n o . A los del
nuestro c o n s e j o , é o i d o r e s de las nuestras
audiencias , é a l c a l d e s é a l g u a c i l e s de l a n u e s -
tra casa y c o r t e , é c h a n c i l l e r í a , é á t o d o s los
c o r r e g i d o r e s , asistentes , a l c a l d e s , a l g u a c i l e s ,
¿ otras j u s t i c i a s q u a l e s q u i e r de todas c i u d a d e s .
272 HISTORIA DE LA INQUISICION,
v i l l a s é l u g a r e s de los n u e s t r o s reynos é se-
ñ o r í o s , c á c a d a u n o é q u a l q u i e r de vos en
v u e s t r o s l u g a r e s ó j n r i s d l c c i o n e s á quien esta
n u e s t r a c a r t a fuere m o s t r a d a ó su translado
f i r m a d o de e s c r i b a n o p ú b l i c o , s a l u d é gracia:
S é p a d e s q u e los i n q u i s i d o r e s de la herética
p r a v e d a d dados y d i p u t a d o s p o r nuestro muy
santo P a d r e é los s u b d e l e g a d o s de ellos en los
d i c h o s n u e s t r o s r e i n o s é s e ñ o r í o s , exerciendo
e l oficio de l a d i c h a I n q u i s i c i ó n han fallado
que m u c h a s y d i v e r s a s p e r s o n a s , pospuesto
el t e m o r de . D i o s , t e n i e n d o e l n o m b r e de cris-
tianos , habiendo recibido agua del Spiritu
S a n t o , h a n p a s a d o , é t o r n a d o á facer los ritos
é c e r e m o n i a s de los j u d í o s , guardando la ley
de M o y s e s , é sus r i t o s é c e r e m o n i a s , creyendo
en e l l a se s a l v a r , é h a n c o m e t i d o otros deli-
tos y e r r o r e s c o n t r a n u e s t r a S a n t a - F é e cató-
lica , por donde las tales personas han seydo
p o r los d i c h o s i n q u i s i d o r e s j u s t a y rectamente
d e c l a r a d a s é c o n d e n a d a s p o r herejes apóstatas
desviantes de n u e s t r a S a n t a - F é e c a t ó l i c a , re-
l a j a n d o a q u e l l a s al b r a z o é j u s t i c i a seglar para
q u e a l l í r e c i b i e s e n é r e c i b a n la pena que yor
sus g r a v e s d e l i t o s m e r e c e n . E p o r cuanto al-
gunas de ellas se h a n ausentado é fuido é se
ausentan é f u y e n de estos nuestros reynu^
é s e ñ o r í o s , é sus p e r s o n a s no han podido
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 273
habidas n i se p u e d e n h a b e r p a r a e x e c u t a r e n
ellas la j u s t i c i a c o r p o r a l , é se h a n i d o é se v a n
á otras p a r t e s a d o n d e c o n falsas y s i n i e s t r a s
relaciones é otras f o r m a s é m a n e r a s i n d e b i d a s
han i m p e t r a d o é i m p e t r a n sobrepticiamente
exempciones, absoluciones , comisiones , se-
guridades é otros p r i v i l e g i o s á fin de se e x i m i r
de las penas en que h a n i n c u r r i d o é d e se q u e -
dar c o m o q u e d a n en l o s m i s m o s e r r o r e s , é
atientan de se v o l v e r á t o r n a r á estos n u e s t r o s
reynos é s e ñ o r í o s p a r a v i v i r é i n o r a r en e l l o s ,
de l o q u a l ( si á e l l o se diese l u g a r ) , se se-
guiría g r a n d e d e s e r v i c i o á D i o s y e s c á n d a l o á
las a l m a s de los fieles cristianos. P o r ende,
q u e r i e n d o e x t i r p a r tan g r a n m a l de n u e s t r o s
reynos é s e ñ o r í o s , p o r lo q u e d e b e m o s á D i o s
nuestro señor é á nuestra santa fé c a t ó l i c a ,
mandamos á las d i c h a s p e r s o n a s q u e a s i h a n
seydo ó f u e r e n c o n d e n a d a s p o r los d i c h o s i n -
q u i s i d o r e s y á c a d a u n a d e i l a s q u e no v u e l v a n
ui t o r n e n á los d i c h o s n u e s t r o s r e y n o s é se-
ñoríos p o r alguna v i a , m a n e r a , causa ó r a z ó n ,
so p e n a de m u e r t e , é de p e r d i m i e n t o de b i e -
nes ; l a c u a l p e n a m a n d a m o s y q u e r e m o s que
por este m i s m o fecho i n c u r r a n , é q u e r e m o s
que la t e r c i a p a r t e de los d i c h o s b i e n e s sea
para la p e r s o n a q u e l a a c u s a r e , é l a t e r c i a p a r t e
para l a j u s t i c i a , é l a o t r a t e r c i a p a r t e p a r a l a
274 HISTORIA DE LA INQUISICION,
n u e s t r a c á m a r a . E p o r esta m a n d a m o s a vos
las d i c h a s n u e s t r a s j u s t i c i a s é á cada uno é
q u a l q u i e r de v o s en v u e s t r o s lugares é juris-
dicciones que cada é c u a n d o s u p i é r e d e s que
alguna de las p e r s o n a s s u s o d i c h a s estuviere
en a l g ú n l u g a r de n u e s t r a j u r i s d i c c i ó n sin es-
p e r a r o t r o r e q u e r i m i e n t o v a y a d e s adonde la
tal p e r s o n a e s t u v i e r e , é l a prendades el cuer-
po , é l u e g o s i n dilación e x e c u t e i s é fagáis
e x e c u t a r e n su p e r s o n a é bienes las dichas
penas p o r nos p u e s t a s , s e g ú n d i c h o es, no
e m b a r g a n t e q u a l e s q u i e r e x e m p c i o n e s , recon-
ciliaciones é seguridades é otros privilegios
q u e t r a y g a n ; los c u a l e s e n este caso cuanto
á las penas s u s o d i c h a s n o les p u e d a sufragar.
Y esto v o s m a n d a m o s que fagades é cumpla-
des a s i , s o p e ñ a de p e r d i m i e n t o é confiscación
de t o d o s v u e s t r o s b i e n e s ; y en esa m i s m a pena
q u e r e m o s q u e i n c u r r a n q u a l e s q u i e r otras per-
sonas q u e l o s tales r e c i b i e r e n ó encubrieren,
ó supieren donde están é no lo notificaren á
v o s las d i c h a s n u e s t r a s j u s t i c i a s . E mandamos
á los i n f a n t e s , d u q u e s , m a r q u e s e s , condes,
prelados , é r i c o s h o m e s , maestres de las or-
denes , p r i o r e s , c o m e n d a d o r e s , é sub-comen-
d a d o r e s , a l c a i d e s de los c a s t i l l o s é casas fuer-
tes é l l a n a s , é á t o d o s los consejos , justicias,
r e g i d o r e s , c a b a l l e r o s , e s c u d e r o s , officiales e
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. g75
homes b u e n o s de todas las c i u d a d e s é v i l l a s
de los d i c h o s nuestros reynos é señoríos é á
otras q u a l e s q u i e r p e r s o n a s de qualquier ley,
estado , c o n d i c i ó n , p r e e m i n e n c i a ó d i g n i d a d
que sean é c a d a u n o é q u a l q u i e r a d e l l o s ; q u e
si pora f a c e r é c u m p l i r é c x e c u t a r lo s u s o d i c h o
hoviéredes menester ayuda é favor, vos den é
fagan d a r t o d o e l f a v o r é a y u d a q u e Ies p i d i é -
redes é m e n e s t e r h o v i é r e d e s , s i n p o n e r e n e l l o
escusa ni dilación a l g u n a , so las p e n a s q u e
vos de n u e s t r a p a r t e les p u s i é r e d e s , las c u a l e s
nos p o r la p r e s e n t e les p o n e m o s é habemos
por i m p u e s t a s : c a p a r a facer c u m p l i r é e x e -
cutar t o d o l o que d i c h o es , é c a d a u n a c o s a
é parte de ello p o r la p r e s e n t e vos d a m o s p o -
der c u m p l i d o c o n todas sus i n c i d e n c i a s é d e -
pendencias , e m e r g e n c i a s , a n e x i d a d e s é c o n e -
xidades. E p o r q u e lo s u s o d i c h o sea p ú b l i c o é
n o t o r i o m a n d a m o s q u e esta n u e s t r a carta sea
pregonada p o r las plazas é m e r c a d o s é otros
lugares a c o s t u m b r a d o s de las c i u d a d e s é v i l l a s
é l u g a r e s de los d i c h o s n u e s t r o s r e y n o s é se-
ñ ó n o s p o r v o z de p r e g o n e r o é ante e s c r i b a n o
público , de m a n e r a q u e v e n g a á n o t i c i a de
todos , é n i n g u n a n i a l g u n a s p e r s o n a s p u e d a n
de e l l o p r e t e n d e r i g n o r a n c i a , é los u n o s n i l o s
otros n o n fagades e n d e a l . D a d a en l a c i u d a d
de Z a r a g o z a á dos dias d e l m e s de a g o s t o , a ñ o

\
276 HISTOHIA DE LA. INQUISICION ,
del n a c i m i e n t o de n u e s t r o s e ñ o r Jesu Cristo
de m i l é q u a t r o c i e n t o s é n o v e n t a é ocho años.
Yo e l Pxey , y o l a R e y n a : Y o M i g u e l Pérez de
A l m a z a n , s e c r e t a r i o d e l R e y é de la Reyna,
n u e s t r o s s e ñ o r e s , l a fice e s c r i b i r p o r su man-
dado.
Nota. E s t a O r d e n a n z a e s t á c o p i a d a del pri-
m e r v o l u m e n de las c a r t a s d e l Consejo de la
I n q u i s i c i ó n , p á g . S I : y o he hablado de ella
en el t o m . Ü. S e v e p o r e l l a que las absolu-
c i o n e s , las e x e m p c i o n e s , e t c . , de que hace
m e n c i ó n eran c o n c e d i d a s p o r el Papa ; pero
q u e s u n o m b r e se deja e n s i l e n c i o con lodo
c u i d a d o , n o c i t a n d o e n e l l a n i aun la ciudad
de R o m a . ¿ Q u é c o n s e c u e n c i a s deben sacarse?
H e a q u í á l o m e n o s la d e l a c i ó n no solo tole-
r a d a , s i n o r e c o m p e n s a d a y a u n mandada con
a m e n a z a de p e n a de m u e r t e y de confiscación:
he a q u í á l o s j u e c e s , a m e n a z a d o s de las mis-
mas p e n a s , si o b e d e c e n a l P a p a en los asun-
tos d e l S a n t o Oficio , cuando S u Santidad se
p o n g a en o p o s i c i ó n p o r sus b u l a s con los in-
q u i s i d o r e s de E s p a ñ a .
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 277

N.- vm.
Caria de J u a n de L a c e n a , consejero del Consejo
real de A r a g ó n , a l rey F e r n a n d o escrita el
26 de diciembre de 1 5 0 3 .

«Muy alto y poderoso príncipe, rey y


señor. E s t e i n q u i s i d o r ( 1 ) , d e s p u é s q u e pren-
dió á m i h e r m a n o fasta a q u í lo ha tenido y
tiene e n c a r c e l a d o de c á r c e l t a n estrecha que
mas no p u e d e ser. N o p e r m i t e que y o n i m i s
hijos, ni otro n i n g u n o , pariente ni extraño,
le fable a u n en p r e s e n c i a suya ; n i aun ha
querido d a r l u g a r q u e personalmente viniese
ante él á p r o c e d e r e n s u c a u s a . E s t e es u n r i -
gor tan a p a r t a d o de t o d o d e r e c h o que m a s no
puede ser. Y o , s e ñ o r , v i e n d o l a p a s i ó n de este
juez, y f a l l a n d o q u e s i e m p r e m e ha t e n i d o m a -
la v o l u n t a t s i n c a u s a a l g u n a , si no p o r q u e m e
vio e x e n t o de su j u r i s d i c c i ó n , d e s e a n d o t e n e r á
mí y á los m i o s so l a p o t e s t a t s u y a , l o q u e he
fecho a n t e é l es loque se sigue: atendido

(O Fernando de M o n t e m a y o r , arcediano de A l -
mazan, después m i e m b r o del Consejo de l a In-
quisición.
s4
278 HISTORIA. DE LA INQUISICION,
q u e ( c o m o V . A . sabe) c o n su v o l u n t a d y de-
c r e t o , y o y m i s h e r m a n o s y hermanas somos
e x e n t o s de su j u r i s d i c i o n y de qualquiera otro
i n q u i s i d o r ; y v i e n d o q u e fasta a q u í este inqui-
s i d o r n u n c a m e h a d e m o s t r a d o c o n que auto-
ridat procede c o n t r a el d i c h o m i hermano, y
ha tomado á sus m a n o s m i p r o c e s o , habién-
d o l e p r e s e n t a d o m i s b u l a s de e x e n c i ó n , y ha-
b i é n d o l e r e q u e r i d o l i b r a s e de la p r i s i ó n al d i -
c h o m i h e r m a n o , y r e v o c a s e l a invenlariacion
q u e de sus b i e n e s h a b i a fecho (pues d é l no po-
d í a c o n o c e r ) h a c o n v e n i d o al d i c h o m i herma-
n o a p e l l a r d é l á n u e s t r o m u y santo Padre. Pln-
g u i é r a m e a p e l a r a l o b i s p o (1) s i n o porque era
contra la e x e n c i ó n . H a r e s p o n d i d o á la apela-
ción ( l o que ante d e b i a r e s p o n d e r á los reque-
r i m i e n t o s q u e p o r m i h e r m a n o fneron fechos)
q u e c o m o c o m i s a r i o a p o s t ó l i c o c o n o c í a y en-
t e n d í a de p r o c e d e r m a n d a n d o pasar adelante
en su causa. E n este estado e s t á l a causa del
dicho m ^ hermano. Y o , s e ñ o r , reputo que
p o r n i n g u n a c o m i s i ó n a p o s t ó l i c a la dicha exen-
c i ó n no es r e v o c a d a ; ante t e n g o por subrepti-

(i) Este obispo era D . Diego Deza , inquisidor


g e n e r a l , entonces obispo de Palencia , y después
arzobispo de Sevilla.
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 279
cia su d i c h a c o m i s i ó n , a t e n d i d a s las c l á u s u l a s
de la d i c h a e x e n c i ó n y l a f o r m a d e l l a ; p o r l a
qual m e ha p a r e c i d o q u e l a d e b o d e f e n d e r y
estar en e l l a e n esta m a n e r a i m p e t r a n d o d e l
Papa c o m i s i ó n de l a d i c h a a p é l a c i o d : p o r lo
qual s u p l i c o á V . A . m e faga m e r c e t de o t o r -
garme l e t r a p a r a su e m b a j a d o r , y para e l P a -
pa, que e n l o que fuere j u s t o provea á m i y
al dicho m i h e r m a n o : q u e de l o asi facer el
Papa V . A . ge l o t e r n a en m u c h a c o m p l a c e n c i a .
Ca si el d i c h o i n q u i s i d o r q u i s i e r a h a b e r m e c o -
municado su c o m i s i ó n y v i e r a q u e p o r e l l a e r a
revocada l a e x e n c i ó n , no era menester otra
a l t e r c a c i ó n , q u e l u e g o e n este p u n t o m i h e r -
mano y y o c o n é l d e j á r a m o s l a e x e n c i ó n , y
no c u r á r a m o s d e l l a .
« E s t e h o m b r e v a tan c a u t o , q u e p o r d e m a -
siado c a u t o y s e c r e t o da causa que justicia
no se faga c o m o facerse d e b e ; y demuestra
tratarse c o n m i g o y c o n los m i o s c o n t y p o y
no con z e l o . V a m u y p ú b l i c o q u e c e r c a y t r a -
baja p o r t r a s t o r n a r todo lo h e c h o en l a I n q u i -
sición, a u n q u e fuese juzgado y sentenciado ;
de d o n d e se s i g u e q u e es de p e n s a r q u e no ge-
lo face facer z e l o si no a l g u n a o t r a c a u s a t e m -
poral mas q u e espiritual; pero no me ma-
r a v i l l o , v i s t o e l asesor que t i e n e , a m i g o de
Q u i n t a u i l l a p o r las causas q u e V . A . no i g n o -
280 m s T o n u DE LA INQUISICK»» ,
ra, p u e s las h a o í d o m u c h a s veces y de per-
s o n a s d i v e r s a s ; y asi no se m a r a v i l l e V . A , si
de e l l o s m e defiendo c o n l a d i c h a e x e n c i ó n ;
y d o n d e a q u e l l a no b a s t a s e , ó si bastase, y
á V . A . p l u g u i e s e q u e de e l l a no gozase, tra-
b a j a r é de salir de su j u z g a d o p o r otro reme-
dio. P o r e n d e s u p l i c o á V . A - no reciba enojo
de o t o r g a r m e las d i c h a s l e t r a s ; ó si eslo no
quisiere V . A . , t e n g a f o r m a c o m o el dicho
o b i s p o r e v o q u e la c o m i s i ó n y a fecha al dicho
i n q u i s i d o r de las causas mia y de m i her-
mano, y las c o m e t a a l o b i s p o (1) ó á su
o f i c i a l m i c e r T i e n d a , o a o t r a p e r s o n a de bue-
na fama y ciencia, porque de esta manera
la j u s t i c i a s e r á a d m i n i s t r a d a c o n zelo y como
debe, y no c o n t y p o c o m o seria si por los
s o b r e d i c h o s fuese administrada.
« N u n c a e l n o t a r i o de m i p r o c e s o ha podi-
d o c o b r a r d e l i n q u i s i d o r m i p r o c e s o por co-
p i a r l a s e n t e n c i a p a r a e n v i a r l a á V . A . , sino
c o n las m a ñ a s q u e h a t e n i d o l a ha s a c a d o , que
e n v i ó á V . A . a u t e n t i c a d a y firmada de todos
los letrados que en ella c u p i e r o n , á fin que
sepa c o m o l a s e n t e n c i a es a b s o l u t o r i a no sus-
pensa p o r a p e l l a c i o n ; y es pasada en auto-

(i) D . Alfonso de A r a g ó n , hijo natural del rey-


PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 281
rulad de [cosa juzgada. S u p l i c o á V . A . en lo
de m i h e r m a n o tenga forma que el obif-po
escriba a l i n q u i s i d o r l o d e J p l a c e r i a (1) p a r a
de fuera de A l j a f e r i a ó d e n t r o p o r t o d a e l l a , y
que la p u e d a fablar y o y m i s h i j o s y yernos,
y que sea en p r e s e n c i a del i n q u i s i d o r , ó de
quien él q u i s i e r e . Y o c r e o que él h a b r á e n v i a r
do el p r o c e s o á V . A . ó a l o b i s p o .
« C e r t i f i c o á V . A . que si de j u d í o s n o , no
es p o s i b l e q u e de o t r o sea t e s t i g u a d o : y de
judíos n o m e m a r a v i l l o porque como e n e m i -
gos n u e s t r o s , l o h a n fecho á c a u s a de l a ex-
pulsión d e l l o s , la q u a l t o d a a t r i b u l a n á mi ^
yá causa que el dicho m i h e r m a n o fué uno
de los c o m i s a r i o s deputados p o r V. A. para
ocupar l o s b i e n e s de e l l o s , p o r lo q u a l t u v i e - '
ron c o n migo y c o n él g r a n d e e n e m i g a ; y
se c o n j u r a r o n para facernos falso testimonio .
loque e s t á m u y p r o b a d o , y es muy pública
en esta c i u d a d . C o n esto d i g o y s u p l i c o á V . A .
mande e s c r i b i r á m a e s t r e M a r t i n G a r c i a (2) y
á m a e s t r e C r e s p o , y m a e s t r e l í o s le i n f o r m e n ,
de lo s o b r e d i c h o le q u e s a b e n .

(i) L i b e i i a d bajo cauciou.


(a) C a n ó n i g o de Zaragoza , después obispo de
Barcelona , embajador en liorna.
282 HISTORIA. DE h K INQUISICION ,
«En esla ciiulat por algunos se ha fecho
s u p l i e a c i o n á d i p u t a d o s s o b r e l a e x e n c i ó n que
fe face de los b i e n e s de los m u e r t o s acusa-
d o s , n o o b s t a n t e e l c o n c i e r t o que V . A. fizo
c o n sus fijos. La murmuración dello ha sido
muy grande en gran cargo de V . A . Fue-
r o n llamados para consejo letrados donde yo
fui l l a m a d o ; f á l l e l o s t o d o s encarados repren-
d i e n d o l a e x e n c i ó n q u e se facia c o n t r a el dicho
c o n c i e r t o ; r o g á r o n m e q u e d i x e s e lo que me
p a r e c í a ; d i x e l e s c o m o V . A . p o r fuerza se mo-
v í a á l o q u e se f a c i a , p o r q u e p o r derecho eslaha
m u y c l a r o q u e los b i e n e s de los confiscados
n o d e b í a n t o r n a r á e l l o s , n i á sus fijos, ni á
otros q u e se p r e s u m i e s e h a b e r g e l o s de volver,
y q u e a n t e de l a c o n d e n a c i ó n no se podia fa-
c e r m e r c e t d e l l o s . T o d o s c a y e r o n en m i pare-
c e r , m a s p o r l a f u e r z a d e l d e r e c h o que por su
g r a d o . M a s no e s t u v e en e l l o a u n q u e me lla-
m a r o n p a r a o t r o d i a : q u e t a n t o m e han dado
q u e facer estos b u e n o s n e g o c i o s que tengo ,
q u e e n o t r o s no he p o d i d o entender. Verdal
es q u e m e e m v i a r o n á d e c i r de c i e r t a letra que
s o b r e e l l o r e c i b i e s e V . A . ; y á m í m e pareció,
s a l v o e n u n a c o s a , q u e si V . A . q u e r í a que pa-
sase l o f e c h o , n o se p o d i a facer en otra mane-
r a si n o q u e e l P a p a e n e l l o dispensase , dis-
p e n s a n d o e n este caso c o n t r a e l derecho. Esto
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 283
digo á V . A , p o r a v i s o s u y o , y p o r q u e c e r t i f i c o
quede los q u e m a s l a I n q u i s i c i ó n h a n d e f e n d i -
do, y o s i e m p r e he s i d o u n o . H e l o fecho por
favor de l a f é e y p o r s e r v i c i o de V . A . ¡ P l e g a á
nuestro S e ñ o r que dél haya el g a l a r d ó n ! que
V. A . (si n o l o m a n d a e m m e n d a r y reparar),
diré lo q u e d i c e n e n este r e y n o : á buen servicio
mal g a l a r d ó n , s e g ú n fuero de A r a g ó n . Nuestro
Señor g u a r d e y a c r e c i e n t e l a salut y r e a l esta-
do de V . A . l u e n g a m e n t e á su s e r v i c i o . D e Z a -
ragoza á X X Y I de d i c i e m b r e de D I I I .
« P . D . N o d e j a r é de decir á V , A . la a d m i -
ración q u e e n esta c i u d a t va h a c i e n d o l o q u e
se face á m í y a l d i c h o m i hecmano en parte
donde t o d o e s t á á l o q u e V . A . m a n d a r e ; y
viendo l a q u a l i d a t y c o n d i c i ó n n u e s t r a , l a r e -
putación q u e de catholicos y buenos cristia-
nos t u v i e r o n n u e s t r o s pasados y n o s o t r o s te-
nemos, y v i e n d o quan servidores le habernos
sido y s o m o s . Por cierto. S e ñ o r , á quantos
dello m e f a b l a n y m e i m p o r t u n a n ( p o r q u e v e o
que no l o facen s i n o p o r d e c i r m a l de m í y
de V . A . ; de m i p o r b a t i r m i s s e r v i c i o s , de
V. A . p o r n o t e n e r m e m o r i a d e l l o s ) les d i g o
que V . A . c o n e l c e l o q u e t i e n e de l a fée , no
atregua á n a d i e . C o n esta r e s p u e s t a l o s e n v i ó
Y se v a n s a t i s f e c h o s . P e r o V . A . c o n esta res-
puesta n o c u m p l i r í a c o n su b u e n s e r v i d o r , y
284 HISTORIA. DB 1A INQUISICION,
asi conmigo ciertamente no c u m p l i r i a . No
d i g o q u e al hereje (qiianto quiera fuese su
s e r v i d o r ) l o h u b i e s e de t o l e r a r en su heregía.
«Guárdeme Dios tal cosa; mas yo oso
d e c i r á V . A . q u e á los q u e t i e n e conocidos
y e s t á n e n su s e r v i c i o ( p u e s es c i e r t o están
en o p i n i ó n de b u e n o s c r i s t i a n o s ) otra plática
debe g u a r d a r que c o n los o t r o s ; convieneá
saber de n o p e r m i t i r p r i s i ó n de tales que V. A.
p r i m e r o no se faga v e n i r e l p r o c e s o y reco-
nozca los testigos q u i e n e s s o n y de que fama
y condición , y eso m i s m o d e l acusado. Ca
V . A . t i e n e t a n t a n o t i c i a de las personas, que
luego conocerá l a falsedat ó l a verdal. Y
q u a n d o p o r sí n o bastase á c o n o c e r l o , era de
e n v i a r p o r el i n q u i s i d o r , y sacar dél lo que
sabe y l o q u e siente ; y si esto no bastase,
m a n d a r l e q u e antes de p r o c e d e r á capción de
la p e r s o n a t a l se i n f o r m a s e de l a fama y con-
dición d e l acusado quanto a ser cristiano o
n o ; y c o n lo q u e fallase q u e tornase á V. A.
tocio c o n él y c o n a l g ú n o t r o proveyese lo
q u e se d e b i e s e p r o v e e r . C a si V . A . viese los
testigos de m a l a fama y e l denunciado &
buena, y v i e s e otras c i r c u n s t a n c i a s de initm-
c i c i a ó de o d i o ó de otras cansas que moviesen
á los t e s t i g o s m a s q u e p o r c e l o , cierto es qiie
no p e r m i l i r i a se p r o c e d i e s e á c a p c i ó n de M
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 285
persona. A s i l o d i c e u n a d e c r e t a l q u en esta
materia es l a m a y o r i n s t r u c c i ó n q u e e l i n q u i -
sidor t i e n e , y c o m i e n z a : In fidei faverem en
el t í t u l o de Hcereticis e n e l s e x t o . Pláceme de
así acotarlo p o r q u e mejor se i n f o r m e de l o
que d i g o .
«Y p o r q u e no se m a r a v i l l e V . A . p o r q u e yo
digo que c o n o t r o c u i d a d o debe e n él u n c a s o
V. A . fablar q u e en e l o t r o , asi l o e n s e ñ a e l d e -
recho. C a e l P a p a en l a d e c r e t a l que e m p i e z a :
WÍSÍ en e l t í t u l o de Oficio legati no se empa-
chó de d e c i r s o b r e l a p e n a de u n o que habla
cometido c i e r t o c r i m e n que p o r ser su a m i g o
no le q u e r i a d a r la p e n a que m e r e c í a . A s i q u e ,
S e ñ o r , n o es de tractar el servidor c o m o el
otro a u n en l a j u s t i c i a ; ca se p u e d e p r o c e d e r
en e l u n o poniendo mas diligencia que eh
otro p a r a q u e su v e r d a t no s e a o c u l t a d a , y
dándole l o s a r b i t r i o s q u e s i n l e s i ó n de l a j u s t i -
cia se p u e d e n d a r . P o r eso a q u e l s i n g u l a r r e y
D. E n r i q u e que s o b r ó al r e y D . P e d r o m a n d ó
que de sus s e r v i d o r e s o t r o no c o n o c i e s e s i n o é l .
Por e n d e c o n g r a n r a z ó n s u p l i c o d V . A . p r o -
veer en estos fechos m i o s , y de m i hermano
como le s u p l i c o , p u e s p r o c e d e t o d o de j u s t i c i a ;
y sin p e r v e r t i r a q u e l l a , V . A . l o p u e d e m a n -
car. A s i m i s m o las c o m i s i o n e s q u e p i d o t o d a s
'on a r b i t r i o s y j u s t i c i a s . N o s é c o m o V . A . las
286 m s T o n i A DE tA INQUISICIÓN .
p u e d a d e n e g a r á su s e r v i d o r . D e V . A . humilde
s i e r v o q u e sus reales m a n o s besa.

J o a n n e s de Lucena.»

Nota. E s t a c a r t a se h a l l a en la biblioteca
del r e y , estante 5 , c ó d i c e 5 A , y p r u é b a l o s
a b u s o s de los i n q u i s i d o r e s de los primeros
tiempos, y mas a u n el v e r d a d e r o objeto de
Fernando V en el e s t a b l e c i m i e n t o del Santo
Oficio. P o r q u e no a u t o r i z a n d o l a constitución
del r e i n o de Aragón l a c o n f i s c a c i ó n de bie-
n e s ; h a b i e n d o e l R e y j u r a d o los fueros, y ha-
b i e n d o r e c l a m a d o los d i p u t a d o s d e l reino con-
t r a los s e c u e s t r o s , F e r n a n d o quiso que los
b i e n e s c o n f i s c a d o s á los c o n d e n a d o s vivos les
fuesen d e v u e l t o s ; p e r o él r e t ú v o l o s de con-
denados muertos. E s t o m o t i v o á su consejero
J u a n de L u c e n a p a r a d e c i r q u e nadie aprobaba
la c o n d u c t a de S . M . , y q u e verdaderamente
n o l a c r e i a j u s t a s i n o en el caso de que el Papa
h u b i e s e r e l e v a d o á S . M . d e l juramento pres-
t a d o . P e r o ¿ a c a s o p e r t e n e c e al P a p a dispen-
sar al l l e y de la p r o m e s a q u e h a b i a hecho al
r e i n o de o b s e r v a r sus l e y e s o r g á n i c a s ?
PIEZA? JUSTIFICATIVAS. 287

N.° T X .

Carta del primer arzobispo de Granada, D . F e r -


nando de Talavera., dirigida el año 1 5 0 6 , a l
rey católico Fernando V .

«El a r z o b i s p o de G r a n a d a d i c e que no sabe


á q u i e n se queje n i á q u i e n d i g a sus c o n g o j a s
para que d é l y d e l l a s se c o n d u e l a y le c o n s u e -
le y a y u d e , s i n o solo á V . A . á q u i e n t o c a n sus
negocios, p r i n c i p a l m e n t e p o r l o q u é á a q u e -
lla c i u d a d é r e i n o y á los n u e v a m e n t e c o n v e r t i -
dos se s i g u e de e s c á n d a l o y d a ñ o y a l t e r a c i ó n ,
y t a m b i é n p )r ser e l c r i a d o y f e c h u r a de V . A .
« N o t o r i o es á V . A . - y á t o d o s los q u e h a n
oido l o que c o n sus d e u d o s é c r i a d o s é f a m i -
liares é oficiales se h a fecho q u e n o p u e d e ser
sin g r a n d i s f a m i a y gran deshonra : é parece
gran i n c o n v e n i e n t e p a r a los q u e nuevamente
son c o n v e r t i d o s en a q u e l r e y n o á n u e s t r a santa
fe; y de esto se sigue gran ofensa á nuestro
Señor, p u e s no se h a v i s t o q u e u n prelado
tnn p r i n c i p a l é tan reputado h a y a sido ansí
Mal t r a t a d o , y a n s i d e s h o n r a d o é infamado,
siendo su fama é honra é r e p u t a c i ó n tan ne-
cesaria é p r o v e c h o s a a l b u e n e x e m p l o de a q u e l
pueblo é r e v n o nuevamente cristiano.
288 HISTOJIIA DE LA INQUISICION,
« C o n o s c i e n d o ellos ( l o s inquisidores) é
t o d o e l m u n d o c o n q u a n t o c u i d a d o , é trabajo
é v i g i l a n c i a é l h a estado e n c o r r e g i r é casti-
gar qualesquier pecados que hayan habido
menester corrección , y dádoles doctrina y
e x e m p l o p a r a q u e n o c a y g a n en e l l o s , que-
r e r l e d i s f a m a r é d e m o s t r a r no solamente en
e l p r e n d e r sus p a r i e n t e s é f a m i l i a r e s , mas los
oficiales de su i g l e s i a (de q u i e n e s él se ayu-
d a b a á l a b u e n a g o b e r n a c i ó n de ella y de aquel
p u e b l o ) estando e l l o s t e n i d o s p o r m u y bue-
nos c r i s t i a n o s , y no h a b i e n d o precedido nin-
g u n a d i s f a m a c i o n , y s i n q u e h a y a sido perso-
na d e l l o s d i s f a m a d o de h e r e g e , parece muy
c l a r a la g a n a q u e han t e n i d o de denigrar su
f a m a d é l y d e l l o s , é de las maneras que han
p o d i d o p a r a q u e m a s d e s h o n r a d a m e n t e y mas
p ú b l i c a m e n t e y c o n m a s ofensa suya se ficie-
se , p r e n d i é n d o l o s d e l a n t e de su misma per-
sona y aguardando á los t i e m p o s que fuese
m a s a c o m p a ñ a d o y en cosas mas públicas con
m a n e r a y p a l a b r a s m u y i n j u r i o s a s a n s i a ellos
c o m o á su p e r s o n a d e l a r z o b i s p o .
« S o l a m e n t e se le fizo u n a p o c a de cortesía
á sus p a r i e n t e s q u e los m e t i e r o n en Córdoba
mas secretamente a l e n t r a r que á los otros;
pero habiendo p u b l i c a d o mas su venida al
p u e b l o q u e los o t r o s é p o r las cosas que por
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 289
menudo se h a n fecho , t a n l a r g a s é tantas q u e
por no e n o j a r á V . A . c o n l a r g a r e l a c i ó n n o n
las d i c e , y p o r n o n r e c i b i r t a n t a p a s i ó n c o m o
recibe a c o r d á n d o s e l e de c a d a c o s a p o r m e n u -
do; pues t o d o esto r e d u n d a en o f e n s a de D i o s
y en d a ñ o de t o d o e l r e y n o de G r a n a d a ; é h a y
e s c á n d a l o de los c o n v e r t i d o s é de t o d o s los
otros c r i s t i a n o s de E s p a ñ a é f u e r a d e l l a .
«Parece al arzobispo que para cosa tan
grande é de t a n t o peso e l r e m e d i o verdadero
fuera que V . A . m i s m o (si b u e n a m e n t e l o p u -
diera facer y pasar á a q u e l l a s p á r t e s e l o q u i -
siera y e r p o r su p r o p i a p e r s o n a ; p o r cuanto
necesaria cosa era p a r a la a u m e n t a c i ó n de
nuestra santa fe c a t ó l i c a y tanto servicio de
nuestro S e ñ o r c o m o c o n q u i s t a r q u a l q n i e r a c o -
sa de infieles ; y si p o r su p e r s o n a no l o p o -
dia facer que á l a h o r a lo h u b i e r a p r o v e í d o
nombrando a l g u n o ó a l g u n o s p r e l a d o s q u e h u -
bieran v i s t o la verdad de las informaciones
con que han sido p r e s o s ; v i e n d o p o r sí m i s -
mos y e x a m i n a n d o personalmente la p e r s o n a
de cada t e s t i g o p a r a v e r y saber q u a n t a fe se
debe dar á c a d a t e s t i g o como de d e r e d i o se
requiere que se faga ; y e n t o n c e s se r e c o n o c e -
ría si en las cosas d e l a r z o b i s p o y sus p a r i e n -
tes é f a m i l i a r e s se h a n h a b i d o c o m o p e r s o n a s
que en estos n e g o c i o s n o t e n g a n o t r o fin s i n o
TOMO VIII. 25
290 HISTORIA D E LA I N Q U I S I C I O N ,
facer j u s t i c i a , y solo e l c e l o d e l l a ; 6 si se
m o v i e r o n c o n m u c h a e n e m i s t a d para le tratar
á é l é e l l o s c o m o le h a n t r a t a d o , c o m o á capi-
tal enemigo.
oEsto m i s m o me parece a g o r a qae V. A.
debe á D i o s nuestro S e ñ o r , é á su santa fe
p o r los m u c h o s b e n e f i c i o s q u e del ha recibido,
y por l a carga que tiene p a r a celar !o que á
t o d a l a r e l i g i ó n c r i s t i a n a t o c a , que personal-
m e n t e (si p o s i b l e e s ) l o q u i e r a i r á ver y no
se m a r a v i l l e q u e V . A . n o l o h a y a fecho por
a l g u n o s i m p e d i m e n t o s ; m a s maravillarse ha
m u c h o si V . A . se h a y a t a n t o descuidado que
n o n h a y a v i s t o p o r su p r o p i a persona lo que
t o c a á estos q u e a c á e s t á n p a l a b r a por pala-
b r a , y t e s t i g o p o r t e s t i g o , t e n i é n d o l o tan á la
mano, y t e n i e n d o V . A . el c o n o c i m i e n t o que
t i e n e de los p a s o s , y d i c i é n d o s e , como se dice,
q u e t o d o r e s u l t a de l o de C ó r d o b a ; porque
si a n s i e s , v i e n d o esto se p o d i a tomar algún
f u n d a m e n t o p a r a v e r i f i c a r l o de allá.

« S i esto p o r su p e r s o n a r e a l no lo puede
h a c e r (que era l o m a s n e c e s a r i o y mas prove-
c h o s o p o r q u e o y é n d o l o s V . A . o s a r í a n decir la
verdad , y tenian osadía p a r a d e c i r y ma111"
festar sus a g r a v i o s ) ; y si V . A no puede ve-
nir ( l o q u a l s i n m u y g r a n causa non debía
e x c u s a r ) , s u p l i c a q u e v e n g a q u i e n sanamente
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 291
entrevea a q u e l l o ; é ante todas cosas sean s u s -
pendidos los i n q u i s i d o r e s .
«Y si e l a r z o b i s p o de S e v i l l a h a de i r , q u e
Vuestra A l t e z a mande que v a y a c o n él o t r o -
algún p r e l a d o , c o m o A v i l a , F a l e n c i a , ó B a -
dajoz, ó o t r o s q u a l e s á Y u e s t r a A l t e z a p a r e c i e r e ,
y otras p e r s o n a s c o n e l l o s q u e l o h a g a n sana-
mente p a r a q u e p o r e l l o s se p r o c e d i e s e en t o d o
conforme á d e r e c h o ; i n q u i r i e n d o de l a i n f a -
mia , asi e n g e n e r a l c o m o en e s p e c i a l de c a d a
persona, y c u a n d o t u v i e r e n b a s t a n t e i n f o r m a -
ción c o m o de d e r e c h o s e - r e q u i e r e , prender-
los, t e n e r e n c á r c e l p a r a g u a r d a r l o s fasta sa-
ber la. v e r d a d ; p e r o non estrechar y darles
cárcel p e n o s a y m u y a p r e m i a d a c o m o se f a c e :
y por los t e n e r s e g u r o * de f u g a , t r a t a r l o s m a n -
samente en p a l a b r a y o b r a d á n d o l o s abogado
á su v o l u n t a d ; no s a c a r l o s de su p r o v i n c i a á
j u i c i o ; d a r l e s los n o m b r e s d? l o s t e s t i g o s , es-
cepto á l o s p o d e r o s o s , p o r q u e a n s í es d e r e c h o
darles á t o d o s dias y m e s , a ñ o é l u g a r , é d a r -
les l u g a r q u e p u e d a n a p e l a r p o r justas c a u s a s
de los j u e c e s q u e t i e n e n causas p a r a ser r e c u -
sados ; é t o d a s las otras cosas q u e los d e r e c h o s
mandaron y ordenaron que se d i e s e n a l r e o
para se d e f e n d e r ; p o r q u e s i n ellas n o se p u e d e
d e f e n d e r , y l a d e f e n s i ó n es de d e r e c h o d i v i n o
* humano.
292 HISTORIA DE L X INQUISICION,
« Y q u e e n l o p a s a d o se t o m e entera razón
d e l l o , ó p o r m e j o r d e c i r q u e hagan á los i n -
q u i s i d o r e s c u m p l i d a r e s i d e n c i a , porque por
ella será V . A . mejor é verdaderamente i n -
formado. P o r q u e e n t r e las otras cosas hallará
u n a cosa q u e causa m u c h a s o s p e c h a : que mu-
chas v e c e s h a n p u b l i c a d o q u e a l g u n o s de los
presos e s t á n r e c o n c i l i a d o s , no lo siendo; y
p a r e c e que n o n l o f u e r a n , p o r q u e después de
a q u e l l o se les p a s e n d e m a n d a s , y siguen sus
p r o c e s o s p o r su t e l a de j u i c i o ; y á otros han
f a t i g a d o y fecho m u c h a s e x t o r s i o n e s para Ies
facer decir é confesar p o r diversas maneras
n o n p e r m i s a s e n d e r e c h o , antes defendidas que
n o n se fagan ; d e d o n d e r e s u l t a mucha sos-
p e c h a c o n t r a los q u e l o f a c e n , y m u c h o daño
á los presos , y m u c h a i n f a m i a á los deudos
dellos-
<'Face saber V . A . q u e n a d a de l o que man-
d ó , n o se fizo , n i h a n dejado (los inquisido-
res) de proceder: s u p l i c a á V . A . lo mande
de v e r d a d , de m a n e r a que se faga , y non 4«
l u g a r á que sean j u z g a d o s p o r q u i e n ellos y
t o d o s c r e e n que lo s o n injustamente.
N o t a . E s t a carta se h a l l a en M a d r i d en la
c o l e c c i ó n de papeles r e l a t i v o s á la Inquisición»
notas p a r t i c u l a r e s i n d i c a n q u e el texto trasla-
d a d o a q u í es u n a c o p i a del estrado que I » "

PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 293


guel P é r e z de A l m a z a n , s e c r e t a r i o de e s t a d o
del r e y F e r n a n d o " V , h a b i a h e c h o de l a c a r t a
del a r z o b i s p o p a r a p r e p a r a r el decreto q u e se
prometía hacer firmar á su amo.

N0 X .

F r a g m e n t o s de u n a o b r a E s p a ñ o l a inédita,,
intitulada : dei Regimiento de principes , es-
crita h a c i a el a ñ o 1 5 1 6 , d e d i c a d a á C a r l o s de
A u s t r i a , e n t o n c e s p r i n c i p e de A s t u r i a s , d e s -
p u é s r e y de E s p a ñ a , y e m p e r a d o r de A l e m a -
nia bajo el n o m b r e de Carlos V . E l autor
(cuyo n o m b r e no c o n s t a en e l manuscrito)
supone la e x i s t e n c i a de u n reino de l a V e r d a d
cuyo R e y se l l a m a P r u d e n c i a n o . Refiere que
este m o n a r c a c o n v o c ó á los m i e m b r o s de t o -
dos sus consejos ; les e x p o s o los desórdenes
que l a e s p e r i e n c i a h a b i a h e c h o d e s c u b r i r e n e l
g o b i e r n o de l a m o n a r q u í a ; les encargó me-
ditar s o b r e el a s u n t o , y p r o p o n e r los m e d i o s
de r e m e d i a r l o s m a l e s . E n el l i b r o d o c e h a b l a
del t r i b u n a l d e l S a n t o O f i c i o . H e a q u í e l t e x t o
de t o d o s los c a p í t u l o s .
« U n a cosa g r a n d e y en que m u c h o v a , os
q u i e r o r e f e r i r , c o m o m e h a i d o e n las cosas
294 HISTORIA DE LK INQTnSICIOK,
de l a I n q u i s i c i ó n c o n t r a los herejes (1), cotno
se p r a c t i c a b a antes de a h o r a ; y en este tiem-
po c o m o se p r a c t i c a . H a b é i s de saber que en
este r e y n o h a b i a m u c h o s h e r e g e s de los que
v e n i a n de g e n e r a c i ó n de los j u d í o s y en m u -
c h o s q u e d a b a n las c e r e m o n i a s judaicas que te-
n í a n sus a b u e l o s ; c o m u n m e n t e entre ellos ha-
bía g e n t e m u y r i c a y m u y f a v o r e c i d a , y en
mucho e s t i m a d a p o r t e n e r m u y grandes cau-
dales y m u y b u e n a s h a b i l i d a d e s para cualquie-
ra c o s a en q u e e n t e n d í a n ; y ( p o r esto al prin-
c i p i o se t u v o m u y g r a n t e m o r que los que fue-
sen á d e s c u b r i r sus e r r o r e s d e l a n t e de los in-
q u i s i d o r e s , si los c o n o c i e s e n que t e n í a n mo-
t i v o s p a r a h a c e r l o s p r e n d e r y quitarles la vida
p o r ser g e n t e c a u d a l o s a y f a v o r e c i d a ; y por
esto se o r d e n ó q u e l o s que d i x e s e n sus dichos
c o n t r a e l l o s fuesen s e c r e t o s y d e s p u é s quando
p r o c e d i e s e n c o n t r a l o s d e n u n c i a d o s que no, Ies
d i e s e n los n o m b r e s de l o s t e s t i g o s ; y de esta
f o r m a p r o c e d i e r o n c o n t r a l o s hereges muchos
a ñ o s ; y en fin q u e m a r o n á m u c h o s de los prin-
cipales , y á otros r e c o n c i l i a r o n , y desta ma-
nera quedaron muy p o c o s ó n i n g u n o de los

(i) E l autor habla en persona de Prudencíano,


monarca del reino de la Verdad.

\
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 295
principales ; y l o s q u e quedaron } como per-
dieron sus h a c i e n d a s , q u e d a r o n p o b r e s y d e s -
favorecidos y en p o c o tenidos ^ c r e c i e n d o la
malicia de los m a l o s c r i s t i a n o s , q u e r i é n d o s e
vengar de q u i e n t e n i a n enojo ó q u e r i é n d o l o s
echar á p e r d e r en l a h o n r a , e n l a Vida y en
su h a c i e n d a , j u n t a b a n tres ó q u a t r o , y l e v a n -
taban u n falso t e s t i m o n i o de h e r e g i a contra
quien mal querían , aunque fuese hidalgo ó
cristiano v i e j o ; y c o m o no s a b i a n q u i e n l o t e s -
t i g u a b a , n o se p o d i a n d e f e n d e r p o r q u e h a b l a n
de h a b l a r á t i e n t o ; y p o r esta c a u s a m u r i e r o n
muchos s i n c u l p a , y se s a b i a muchas veces
d e s p u é s de q u e m a d o s p o r h e r e g e s , é i n f a m a -
dos y c o n f i s c a d o s , sus h i j o s c o r r i d o s , p e r d i d o s ,
afrentados y p o b r e s ; se s a b i a l a v e r d a d por
algunos q u a n d o se q & e r i a n m o r i r que confe-
saban h a b l a n l e v a n t a d o falso t e s t i m o n i o c o n t r a
fulano q u e q u e m a r o n p o r su d i c h o , y de o t r o s
que j u n t a m e n t e con el j u r a r o n falso : o t r o s
porque n o c a y e s e n en l o s t e s t i g o s daban di-
neros á o t r o s p o r q u e fuesen á t e s t i g u a r y Ies
avisaban q u e m i r a s e n m u y b i e n d e n o d i s c r e -
par en d i c h o s , p o r q u e n o se s u p i e s e q u e j u r a -
ban falso , p o r q u e á t o d o s les c o s t a b a c a r o ; y
como se v e n i a a saber c u a n d o todos l o s mas
testigos h a b i a n m u e r t o , n o se p o d i a a v e r i g u a r
bien la f a l s e d a d , y a p o r q u e n o l o s a b i a n l o s
296 HISTORIA DE t A INQUISICION,
h i j o s d e l d i f u n t o , c o m o p o r q u e , aunque lo
s u p i e s e n , estaban t a n p o b r e s y tan abatidos,
que no tenian que c o m e r , qnanto menos ten-
d r i a n p a r a f o r m a r y s e g u i r p l e y t o en la Inqui-
sición y contra l o s i n q u i s i d o r e s , que parece
q u e l o s r e p r e n d í a n de i n j u s t o s y crueles por-
q u e c o n d e n a b a n s i n c u l p a al i n o c e n t e , aunque
en c o n d e n a r p o r los d i c h o s de los testigos ellos
n o p o d í a n h a c e r o t r a cosa s i n o condenar con-
forme al derecho s e g ú n el d i c h o de los testi-
g o s , q u e p e n s a b a n q u e d e c i a n v e r d a d , y'en fin
q u e d á b a n s e c o n e l d a ñ o 3 i n f a m i a y pérdida de
su hacienda ; aunque h a h a b i d o algunos que
s o n p e r s o n a s h o n r a d a s y de h a c i e n d a , que si-
g u i e r o n sus n e g o c i o s y a v e r i g u a r o n que sus
padres , abuelos ó parientes padecieron sin
c u l p a , y r e s t i t u í a n l a f a m a a l difunto después
de q u e m a d o p o r h e r e g e ; y sus hijos y nietos
afrentados y o t r o s m u c h o s d a ñ o s que resulta-
b a n de la c o n d e n a c i ó n d e l q u e sin culpa pa-
d e c i ó ; y todos estos d a ñ o s y peligros venían
de n o saberse los t e s t i g o s ; p o r q u e si supiesen
l o s q u e v a n á j u r a r falso q u e se habia de sa-
b o r q u i e n d i j o e l t e s t i m o n i o falso, y que seba-
b i a de examinar la verdad hasta el menor
p u n t o , y q u e h a b i a n de castigar á los testigos
falsos ; n o se a t r e v i e r a n á c o m e t e r tan gran
maldad ; y aunque no temiesen á D i o s ^ » ' '3
-

PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 297


c o n d e n a c i ó n de sus a l m a s , á l o m e n o s t e m e -
rian e l c a s t i g o c o r p o r a l q u e les h a b i a n de dar
s a b i é n d o s e l a v e r d a d , y c o n esto se h u b i e r a n
escusado y e s c u s a r a n de a q u i a d e l a n t e m u c h a s
ofensas A D i o s , y muchos pecados mortales
y p e r j u r i o s , y condenar á m u c h o s que solían
padecer sin c u l p a p o r falsos t e s t i g o s , y c e s a r
el r e f r á n q u e d e c i a n los falsos c r i s t i a n o s : « B e -
nedito sea Dios q u e nos d i o m a n e r a de v e n -
garnos d e los j u d í o s y de n u e s t r o s enemigos
sin que se sepa n i se p u e d a s a b e r . »
«Había otro inconveniente m u y grande, que
muchos que tenían oficio en la Inquisición
eran c o m o d i o s e s en la t i e r r a q u e h a c i a n l o
que q u e r í a n ; p o r q u e n o h a b í a q u i e n Ies f u e s e
á l a m a n o , n i osase; p o r q u e sí a l g u n o d e c í a l o
que s e n t í a , q u e n o e r a n b i e n g u i a d o s los n e g o -
cios de l a santa I n q u i s i c i ó n , y p r o c e d í a con-
tra é l c o m o h e r e j e (dice el rey P r u d e n c i a n o ) ,
y e r a n sus j u e c e s l o s de q u i e n h a b i a n d i c h o
que n o g u i a b a n los n e g o c i o s de l a santa I n q u i -
sición s e g ú n debían conforme á derecho, y
los c a s t i g a b a n á su v o l u n t a d ; y de esto q u e d 6
muy g r a n t e m o r á chicos y grandes ; que no
h a b í a n i n g u n o q u e a u n q u e v i e s e e n los i n q u i -
sidores ó e n sus oficiales c u a l q u i e r a falta ó
a g r a v i o , p o r g r a n d e q u e fuese , se a t r e v i e s e á
decirlo, aunque m u c h o s lo sintiesen, porque
298 HISTORIA DE LA INQUISICION,
n o d i j e s e n q u e e r a n herejes y los llamasen á
la I n q u i s i c i ó n y p r o c e d i e s e n c o n t r a ellos ; y
como era todo tan s e c r e t o , de m i l agravios
q u e h i c i e s e n no se s a b i a n d i e z ; y aunque ha-
b í a c o n s e j o de l a I n q u i s i c i ó n p a r a remediarlos
a g r a v i o s ; a p r o v e c h a b a p o c o ; p o r q u e como no
se sabe lo q u e h a c e e n s e c r e t o , no se saben
los a g r a v i o s ; y no c o n o c i é n d o s e hasta que no
t i e n e n r e m e d i o , a l fin de los negocios no se
p u e d e n q u e j a r , p o r q u e no s a b e n su d a ñ o , ni
e n q u e les h a n a g r a v i a d o ; y m u c h o ? , aunque
l o s a b e n y v e n sus a g r a v i o s , no se atreven á
q u e j a r , p o r q u e no Ies v e n g a m a s m a l ; pues si
un i n q u i s i d o r q u i e r e m a l á u n o , lo puede per-
der s i n q u ^ l o s i e n t a hasta q u e no tenga reme-
dio ; y c u a n d o él n e g o c i o c a i a en manos de
a l g ú n i n q u i s i d o r q u e n o e r a b u e n cristiano,
hacia muy g r a n d e s d a n o s e s p i r i t u a l e s y tem-
porales.

« H a c í a s e otra cosa m u y r e c i a : que si uno


estaba p r e s o en l a I n q u i s i c i ó n dos ó tres años,
t o d o e l t i e m p o q u e estaba preso n i habla de
oir m i s a , n i casi habia de e n t r a r á hablarle
n a d i e q u e le aconsejase l o que c u m p ü a para
su s a l v a c i ó n , q u e era p a r a h a c e r l e hereje ó mal
c r i s t i a n o a u n q u e n o l o f u e s e , si Dios no lo te-
n i a de su mano por su i n f i n i t a misericordia
para que no desesperase e n las c á r c e l e s muy
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 299
obscuras y tristes ; q u e no les b a s t a b a s u p r i -
sión p a r a d e s c o n s o l a c i ó n sin acrecentarles las
ocasiones p a r a que e s t u v i e s e n m a s desconso-
l a d o s , y otras m u c h a s cosas de q u e m e i n f o r -
mó uno que habla sido i n q u i s i d o r s u p l i c á n d o -
me en s e c r e t o q u e lo r e m e d i a s e , y m e l o d e -
cía p o r d e s c a r g o de su c o n c i e n c i a , y q u e coa
d e c í r m e l o q u e d a b a satisfecho ; p u e s n o p o d i a
hacer m a s q u e l o p r o v e y e s e p o r a m o r de D i o s .
« V i s t a la r e l a c i ó n que m e hizo aquel i n q u i -
sidor ( d i j o el r e y P r u d e n c i a n o ) , t u v e mucha
c o m p a s i ó n de los a g r a v i o s , y m e e s p a n t é de
la p o c a c a r i d a d q u e tenemos unos con o t r o s ,
y nos l l a m a m o s c r i s t i a n o s c u y a l e y c o n s i s t e e n
el a m o r de D i o s y d e l p r ó x i m o ; pero porque
me p a r e c í a n e g o c i o de mucha importancia,
quise p r i m e r o e n c o m e n d a r l e á D i o s , y e n t e r -
necido e n t e n d e r e n él c o n m u c h a c o m p a s i ó n y
acuerdo , y h i c e l l a m a r u n o á u n o á a l g u n o s i n -
q u i s i d o r e s q u e t e n í a n f a m a de b u e n a s p e r s o n a s ,
porque creia que m e d i r í a n la v e r d a d mas á las
claras , y lo q u e s e n t í a n ; y l o s l l e v é á solas á
cada u n o en m i r e c á m a r a m o s t r á n d o l e s a m o r y
dándoles á entender q u e deseaba s a b e r la v e r -
dad de l o q u e pasaba e n los n e g o c i o s de l a I n -
q u i s i c i ó n p a r a r e m e d i a r l o q u e no se h a c í a de
la m a n e r a q u e á n u e s t r o S e ñ o r fuese m a s a g r a -
dable y c o n f o r m e á d e r e c h o d i v i n o y h u m a n o ;
300 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
y todos á l o s q u e h a b l é m e d i j e r o n : Todo lo
que informaron á V . A . era verdad, y otras
m u c h a s q u e se d e b í a n r e m e d i a r .
« Q u e si u n l a b r a d o r ó p e r s o n a que poco
sabe v i e n e á d e c i r u n a c o s a de su vecino (1) ó
de a l g u n o de su p u e b l o , q u e no es heregiV, y
m u c h a s veces no es p e c a d o no solo mortal pero
n i a u n v e n i a l , y e l q u e v i e n e d denunciar pien-
sa q u e es h e r e g í a , le t o m a n e l d i c h o , lo escri-
b e n y l o e n v i a n c o n D i o s ; y c o m o no l e dije-
r o n c o s a a l g u n a p i e n s a q u e es h e r e g í a lo que
d e n u n c i a y tiene por h e r e g e al que lo dijo ó
h i z o , n o s i e n d o h e r e g í a n i a u n muchasveces pe-
c a d o m o r t a l ; y de esta m a n e r a causan errores
en la g e n t e q u e p o c o sabe p o r no avisarles de
l a v e r d a d los q u e e s t á n p u e s t o s p o r V . A. para
corregirlos errores; y e s t o s e causa porque
l o s i n q u i s i d o r e s n o s o n t e ó l o g o s ; y si en mu-
c h o s casos n o saben los j u e c e s si es heregía ó si
n o l o es , ¿ c o m o lo h a n de e n s e ñ a r á otros? Y
p o r esto se v a n m u c h o s de e l l o s con error por
no ser a v i s a d o s de los q u e t i e n e n nombre de
q u i t a r l o s e r r o r e s que h u b i e r e c o n t r a nuestra
santa fe c a t ó l i c a : si e l i n q u i s i d o r fuese teólogo
c u a n d o fuese h e r e g í a l o q u e d e p o n e el quede-

(i) Es el iucruisidor quien Habla al Rey.


PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 301
n u n c i a , c a l l a r í a , t o m a r í a el dicho , y en lo que
no fuese a v i s a r l e h a r í a p a r a s a c a r l e de e r i ' o r
d i c í e n d o l e q u e a u n q u e era p e c a d o , n o e r a he-
regía , y q u e c o n confesarse de e l l o á su con-
fesor , c o m o los o t r o s p e c a d o s , l e p e r d o n a r í a
D i o s , y q u e a q u e l l o no e r a caso de i n q u i s i c i ó n ,
y lo q u e no e r a p e c a d o a v i s a r l e d i c i e n d o e l q u e
depone : Sabed , hermano que esto que decís no es
pecado , y a s í i b a n e n s e ñ a d o s y s i n e r r o r .
« Hacen alguna otra cosa m u y recia: que
mienten m u c h a s v e c e s á los r e o s ó p r e s o s , y
les h a c e n p r o m e t e r q u e si c o n f i a n l o q u e les
acusan q u e c o n u n a m u y l i v i a n a p e n i t e n c i a les
e n v i a r a n l i b r e s d sus casas ; y m u c h o s , c o m o
p i e n s e n q u e les d i c e n v e r d a d y se j e n deses-
perados , d i c e n e n t r e s i : Aunque no he hecho es-
to de que me acusan, quiero decir que lo hice por-
que me saquen de a q u í ; y confiesan lo que no
l u c i e r o n , y d e s p u é s l o s c o n d e n a n p o r su c o n -
fesión , y les i m p o n e n s a m b e n i t o s , les c o n f i s -
can los bienes y d i c e n q u e es b u e n o d e c i r l e s
m e n t i r a p a r a q u e c o n f i e s e n lo q u e les a c u s a n ;
y ellos s o s t i e n e n p o r m u y b u e n o s oficiales de
la santa I n q u i s i c i ó n á los q u e t i e n e n estas c a u -
telas p a r a h a c e r c o n f e s a r á los p r e s o s l a a c u -
sación y h a c e r l e s p e r d e r l o s b i e n e s y las a l -
mas, p o r q u e les h i c i e r o n q u e se p e r j u r a s e n y
dijesen c o n t r a sí falso t e s t i m o n i o , no d e b i é n d o l e s
26
302 HISTORIA DE LA INQUISICION,
l a x a r j u r a m e i i t o en c a u s a c r i m i n a l porque no
se p c r j u r a s e n y n o fuese o c a s i ó n para que peca-
sen m o r t a l n i e n t e n e g a n d o l a v e r d a d por defen-
d e r s e do l a p e n a t e m p o r a l . M e dijo mas aquel
i n q u i s i d o r ( d i c e el r e y P r u d e n c i a n o ) : Algunos
h a y e n t r e n o s o t r o s q u e l o s e n t i m o s y lloramos
en nuestras c á m a r a s , y n o l o osamos decir,
p o r q u e a l q u e l o dijese le q u i t a r í a n el cargo y
le t e n d r í a n p o r s o s p e c h o s o e n los negocios de
l a I n q u i s i c i ó n : y los q u e l o s i e n t e n y son de
buena c o n c i e n c i a , si t i e n e n de c o m e r , dejan
el cargo , y otros se e s t á n en el oficio porque
no pueden m a s , aunque tienen escrúpulode
h a c e r e l oficio c o m o a h o r a se h a c e : otros d i -
c e n q u e n o se les da n a d a , q u e así lo han hecho
los a n t e p a s a d o s , a u n q u e sea c o n t r a derecho di-
v i n o y h u m a n o : o t r o s h a y q u e tienen tanta
e n e m i s t a d á los c o n v e r s o s , q u e piensan que ha-
r í a n u n g r a n s e r v i c i o á D i o s si los quemasen á
t o d o s y c o n f i s c a s e n los b i e n e s sin mas prueba;
y los que tienen otra o p i n i ó n uo tienen otra
intención si no h a c e r l e s c o n f e s a r l a acusación
p o r t o d a s las m a n e r a s q u e p u e d e n . Suplicoa
V . A . l o r e m e d i e p o r a m o r de que Dios, y n0
m e d e s c u b r a q u e y o l o a v i s é ; p o r q u e luego pro-
c u r a r a n de q u i t a r m e el o f i c i o , y no tengo otra
c o s a de q u e m e s u s t e n t e ; p o r q u e si la tuviera
yo lo hubiera dejado; porque me parece
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 303
que como a h o r a se h a c e y se trata no se
puede hacer con buena c o n c i e n c i a , aunque
entre t a n t o q u e se provee , procuro de ha-
cerlo c o m o m e j o r p u e d o .
« D e s p u é s , i n f o r m a d o de a l g u n a s p e r s o n a s e n
p a r t i c u l a r , h i c e l l a m a r a l i n q u i s i d o r m a y o r (1)
á todos los i n q u i s i d o r e s d e l r e i n o , m u c h o s le-
trados, c a n o n i s t a s , t e ó l o g o s m u y b u e n a s p e r s o -
nasygrandes letrados para que j u n t a m e n t e e n -
tendiesen e n r e m e d i a r estos a g r a v i o s y p r o v e -
yesen e n l o v e n i d e r o p a r a q u e se h i c i e s e n c o m o
nuestro S e ñ o r fuese m a s s e r v i d o ; y l o s i n o c e n -
tes d a d o s p o r l i b r e s ; y los falsos t e s t i g o s fue-
sen c a s t i g a d o s con la p e n a de T a l i o n , y los
c u l p a d o s c o n v e r t i d o s c a s t i g a d o s de m a n e r a q u e
todos n o s salvemos ; y por mas satisfacerme
quise estar s i e m p r e á la c o n s u l t a , y t a m b i é n
p o r q u e se h i c i e s e m e j o r .
« L o p r i m e r o q u e se p r o p u s o en l a c o n s u l t a
( dic¿ el rey Prudenciarlo ) f u é q u e s i s e r i a b u e -
no q u e á los a c u s a d o s p o r l a I n q u i s i c i ó n n o l e s
diesen los n o m b r e s de los t e s t i g o s , n i l o s c o -
nociesen , n i los v i e s e n j u r a r ; y d i j e r o n a l g u -
nos q u e a s í se h a b i a h e c h o hasta e n t o n c e s ei*
los n e g o c i o s de la I n q u i s i c i ó n , y dije y o : « N o

(i) Es el Rey quien habla.


304 HISTORIA DE t A INQtUSICIOIÍ,
os p r e g u n t a n l o q u e se h a h e c h o , que todos
l o s a b e m o s , si no si es b i e n h e c h o y confor-
m e á d e r e c h o d i v i n o y h u m a n o . » Y respondió
u n o q u e e n t r e t o d o s p a r e c í a de mas autoridad,
y dijo : S e ñ o r , lo q u e c o m u n m e n t e se prac-
t i c a y es de d e r e c h o , es q u e cada una de las
p a r t e s vea y c o n o z c a los testigos que la otra
p a r t e p r e s e n t a r e , l o s v e a j u r a r y le citen para
ello ; y si no f u é l l a m a d a l a parte para ver ju-
r a r los t e s t i g o s y c o n o c e r l o s , n o hacen fe sus
d i c h o s p o r q u e se t o m a r o n l o s juramentos sin
p a r t e , ó á l o m e n o s h a de ser c i t a d a ; si no qui-
siere v e n i r q u e sea á su c u l p a ; pero en un ca-
so,cuando se p r e s u m e q u e v e n d r á peligro de
muerte al testigo ú o t r o d a ñ o m u y grande,
si l o sabe l a p a r t e c o n t r a q u i e n dijo su dicho,
en este caso b i e n se p e r m i t e no le den el nom-
b r e d e l testigo á l a parte c o n t r a q u i e n dijere su
d i c h o ; y a l p r i n c i p i o c u a n d o se c o m e n z ó la In-
q u i s i c i ó n , esta debía ser la i n t e n c i ó n de los
fundadores, que por entonces ios conversos
e r a n los m a s r i c o s d e l p u e b l o , mas favoreci-
d o s , y en m a s t e n i d o s , q u e p o d i a ser que v i -
n i e s e d a ñ o á los testigos si s u p i e s e n que habian
testificado c o n t r a e l l o s en caso tan r e c i o , en lo
q u e i b a l a v i d a , la h o n r a s u y a , la de sus hijos
y t o d a la h a c i e n d a ; y c o n esto se habia queda-
do en la I n q u i s i c i ó n a q u e l l a c o s t u m b r e ; per0
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. S05
que a h o r a e r a n los m a s abatidos y en menos
t e n i d o s , en e s p e c i a l si a l g u n o de sus a b u e l o s
habia s i d o c a s t i g a d o p o r l a I n q u i s i c i ó n , que
no sabia c o m o se p e d i a g u a r d a r de d e r e c h o y
con b u e n a c o n c i e n c i a a q u e l l a c o s t u m b r e ; p o r -
que e r a c o n t r a d e r e c h o d i v i n o y h u m a n o qui-
tar su d e f e n s i ó n a l a c u s a d o , c u a n d o mas que
en p l e i t o s que t o c a n á d u q u e s y c o n d e s y o t r o $
grandes s e ñ o r e s , en causas asi c i v i l e s como
c r i m i n a l e s , c o n o c e n los t e s t i g o s que se ponen
c o n t r a e l l o s , los v e n j u r a r , y les d a n ios n o m -
bres : ¿ c o m o de estos g r a n d e s s e ñ o r e s n o t i e -
nen temor aunque sean en causas c r i m i n a l e s
de t e s t i f i c a r c o n t r a e l l o s ? ¿ T c o m o t i e n e n te-
m o r que les v e n d r á d a ñ o á los t e s t i g o s si d i e -
sen sus d i c h o s c o n t r a z a p a t e r o s y otras p e r s o -
nas bajas que no t i e n e n que comer, ó contra
c u a l q u i e r a que es a c u s a d o por la I n q u i s i c i ó n ,
que s o l a m e n t e e n s a b i e n d o q u e e s t á u n o a c u s a -
do t o d o s le d e s a m p a r a n y h u y e n de e n t e n d e r
en sus n e g o c i o s ? y q u e r r í a n que n i n g u n o su-
piese q u e f u e r o n sus a m i g o s y c o n o c i d o s ? T o -
dos los de l a c o n s u l t a , t e ó l o g o s , c a n o n i s t a s y
legistas d i j e r o n q u e d e c í a v e r d a d en todo lo
que h a b i a d i c h o : q u e v i e s e S u A l t e z a lo q u e
mandaba entonces. R e s p o n d o (dice el rey P r u -
d e n c i a n o ) que h a g a m o s p e n i t e n c i a d e l m a l q u e
hemos hecho en no haberlo r e m e d i a d o antes
306 HISTORIA DE LA NQTIISICION,
de a h o r a ; y o en ser d e s c u i d a d o en no avisar-
me de e l l o ; y q u e de a q u í adelante cuando á
alguno prendan por la Inquisición, que su
p l e i t o se trate p ú b l i c a m e n t e , y que el acusa-
do y su p r o c u r a d o r v e a n j u r a r y conozcan los
testigos y les den sus n o m b r e s , y se traten sus
p l e i t o s c o m o se t r a t a n las causas en las otras
a u d i e n c i a s ; p e r o c u a n d o v i n i e r e n á denunciar
d e ' a l g u n o , a q u e l l o sea s e c r e t o hasta que haya
copiosa i n f o r m a c i ó n p a r a p o d e r l e prender ; y
en p o n i é n d o l e la a c u s a c i ó n q u e se trate el p l e i -
to p ú b l i c a m e n t e , q u e todos lo v e a n y sepan co-
m o se tratan l o s n e g o c i o s en la Inquisición.
« P r o p u s e l a s e g u n d a d u d a que se acostum-
b r a b a en l a I n q u i s i c i ó n q u e n o abogasen ni se
r e c i b i e s e n e s c r i t o s s i n o de c i e r t o s letrados que
los inquisidores tienen señalados: á esta
cuestión r e s p o n d i e r o n que no habia razón
de q u i t a r a l r e o e l l e t r a d o ó l e t r a d o s que qui-
s i e s e n e n t e n d e r en sus n e g o c i o s ; que no eran;
p r o h i b i d o s de d e r e c h o ; q u e el fiscal y los in-
q u i s i d o r e s t o m a s e n los l e t r a d o s que quisiesen
y los a b o g a d o s de los a c u s a d o s fuesen á volun-
tad de los m i s m o s acusados , ahora fuesen
cristianos viejos ó conversos si no estaban
p r o h i b i d o s de d e r e c h o p a r a n o p o d e r abogar ;
porqbe parece n e g a r l e s su d e f e n s i ó n si no les
dejan t o m a r a b o g a d o á su v o l u n t a d .
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 307
« L a t e r c e r a c u e s t i ó n q u e se m o v i ó en l a c o n -
sulta d e l r e y P r u d e n c i a n o f u é : si e r a b i e n q u e
no dejasen hablar n i c o n s u l t a r a l q u e estaba
preso e n l a I n q u i s i c i ó n c o n su l e t r a d o y su
p r o c u r a d o r n i c o n sus p a r i e n t e s n i a m i g o s p o r -
que n o l o a v i s a s e n ; y r e s p o n r l i e r o n t o d o s que
no sabian porque derecho se p o d í a hacer ,
p o r q u e e s t á c l a r o q u e se le n i e g a su l i b r e d e -
f e n s i ó n , y á n i n g u n o se p u e d e n c « d r de d e r e c h o
d i v i n o y h u m a n o ; y se c o n c l u y ó q u e c o n los
presos d é l a I n q u i s i c i ó n se h a g a c o m o se h a c e
c o n los o t r o s d e l i n q u e n t e s c u a n d o e s t á n p r e -
sos ; p o r q u e de otra manera , d e m á s de ser
contra d e r e c h o , parece m u y grande i n h u m a -
n i d a d a l a f l i g i d o a c r e c e n t a r l e el t o r m e n t o a n -
tes de ser c o n d e n a d o ; y p o r eso se m a n d ó se
enmendase de a q u i a d e l a n t e y se h i c i e s e c o a
e l l o s c o m o se h a c e c o n los o t r o s p r e s o s .
« L a c u a r t a d u d a q u e se p r e g u n t ó f u é : si e r a
bien que no oyesen misa n i se confesasen
m i e n t r a s e s t a b a n p r e s o s en l a I n q u i s i c i ó n ; p o r -
que se a c o s t u m b r a b a que aunque durase la
prisión tres ó c u a t r o a ñ o s , n u n c a o i a n m i s a ,
ni se c o n f e s a b a n : á esto r e s p o n d i e r o n t o d o s
que no se p o d i a h a c e r c o n b u e n a c o n c i e n c i a ;
p o r q u e D i o s nos m a n d a b a que santificásemos
las fiestas ; y l a s a n t a madre Iglesia romana
t i e n e d e c l a r a d o q u e e l s a n t i f i c a r las fiestas sea
308 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
principalmente oir misa; de m a n e r a que no
d e j a r l o s o i r m i s a es e s t o r b a r l e s que no guar-
den el t e r c e r m a n d a m i e n t o de la l e y de D i o s ,
n i o b e d e z c a n al m a n d a m i e n t o de la iglesia ro-
m a n a q n e m a n d a o i r m i s a e n t e r a todos los do-
m i n g o s y fiestas de g u a r d a r , y en lo de confe-
sar y c o m u l g a r que es d e r e c h o d i v i n o , y no
h a y r a z ó n p a r a q u e se les p u e d a negar; porque,
c o m o d i c e n u e s t r o S e ñ o r p o r su m i s m a boca :
S i n o comieréis m i cuerpo y bebiereis m i sangre,
no t e n d r é i s v i d a ; y la i g l e s i a l o d e c l a r a diciendo
se h i c i e s e p o r l o m e n o s l a P a s c u a florida y
cuando hubiese p e l i g r o de m u e r t e ; y en la
primitiva i g l e s i a c o m u l g a b a n c a d a domingo ,
y p o r esto que no s a b í a n c o m o se excusaban de
c u l p a ios que e n t e n d í a n e n los negocios de la
I n q u i s i c i ó n en no h a c e r l e s o i r m i s a en los do-
m i n g o s y fiestas j y en no p r o c u r a r que se con-
fesasen c o n p e r s o n a s m u y b u e n a s y doctas que
les e n s e ñ a s e n las cosas de n u e s t r a santa fe ca-
t ó l i c a , á lo m e n o s la q u a r e s m a , y comulgasen
p o r P a s c u a florida y todas las veces que lo p i -
dieren. Respondió u n i n q u i s i d o r : E s o se en-
t i e n d e c o n los b u e n o s c r i s t i a n o s , y no con los
h e r e g e s ; y r e s p o n d i e r o n los m a s que estaban
en l a c o n s u l t a q u e no t e n i a r a z ó n ; porque aun-
q u e a q u e l l o s e s t a b a n a c u s a d o s de h e r e g í a , pe"
ro q u e hasta ser c o n d e n a d o s estaban en pose-
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 309
sion de c r i s t i a n o s y h a b i a n de g o z a r de los s a -
cramentos de l a i g l e s i a y de los o t r o s b e n e f i -
cios , y a u n después de condenados, ahora
confiesen , a h o r a n i e g u e n , h a b e r i n c u r r i d o e n
las h e r e g i a s de q u e s o n a c u s a d o s , s i les pesa
de ellas y q u i e r e n ser b u e n o s c r i s t i a n o s ; y si
las n i e g a n d i c i e n d o q u e no las c o m e t i e r o n y
ellos se q u i e r e n c o n f e s a r y c o m u l g a r , no se
les h a n de negar la confesión y comunión
aunque l o s l l e v e n á q u e m a r , p o r q u e D i o s sabe
la v e r d a d y á n i n g u n o se le h a n de n e g a r los
r e m e d i o s de su s a l v a c i ó n , e n e s p e c i a l l a c o n f e -
sión y c o m u n i ó n ; p o r q u e p o d r í a ser q u e por
c o m u l g a r se fuesen a l c i e l o , y s i no c o m u l g a -
sen al i n f i e r n o / , como dicen muchos teólogos.
Pues ¿ con q u é pagaremos s i p o r no d a r á u n o
de c o m u l g a r , ó p o r no p r o c u r a r que comul-
g u e , se v a a l i n f i e r n o s i e n d o c a d a u n o de n o -
sotros o b l i g a d o á a m a r nuestro p r ó j i m o como
á n o s o t r o s m i s m o s so p e n a de m u e r t e e t e r n a ?
Y el a m o r c o n s i s t e p r i n c i p a l m e n t e e n p r o c u r a r
su s a l v a c i ó n . D i c e J e s u c r i s t o n u e s t r o s e ñ o r q u e
aquel es n u e s t r o p r ó x i m o ( h o m b r e ó m u g e r ) ,
que t i e n e n e c e s i d a d de la b u e n a o b r a q u e le
p o d e m o s h a c e r ; y p o r eso á n i n g ú n c o n d e n a d o
á m u e r t e se le p u e d e n e g a r e l s a n t í s i m o s a c r a -
niento d e l c u e r p o de n u e s t r o s e ñ o r Jesucristo,
aunque sea c o n d e n a d o p o r h e r e j e e n la T n q u i s i -
310 HISTORIA DE t A INQUISICION,
c i o n ; y p o r eso se m a n d ó q u e en adelante en to-
das las c á r c e l e s de la I n q u i s i c i ó n h a y a capilla
d o n d e se les d i g a m i s a cada d í a , y que á lo rae-
nos les h a g a n o i r m i s a t o d o s l o s d o m i n g o s y fies-
tas, y cada d i a l o s q u e q u i s i e r e n , y que los
confiesen y c o m u l g u e n p o r q u a r e s m a y pascua
florida con buenas personas letradas , y todas
las veces q u e l o p i d i e r e n ; p o r q u e si son bue-
nos c r i s t i a n o s sean m e j o r e s , y si tuvieren al-
g u n o s y e r r o s , s a l g a n de e l l o s y se enmienden.
« P o r q u e l a p r i n c i p a l i n t e n c i ó n que se ha de
tener en la santa I n q u i s i c i ó n es á los malos
c r i s t i a n o s h a c e r l o s b u e n o s , y á los buenos me-
j o r e s ; p o r q u e m a s deseo h a n de tener los del
S a n t o O f i c i o de s a l v a r q u e de c o n d e n a r ; porque
p e o r es c o n d e n a r a l i n o c e n t e que absolver al
culpado; porque aunque e l ¡ n o c e n t e merezca
en p a d e c e r s i n c u l p a , no q u e d a r á n sin castigo
en esta v i d a ó en a m b a s e l q u e fué causa de su
c o n d e n a c i ó n y los q u e le p o d i a n salvar y por
t e n e r p o c a c a r i d a d n o le s a l v a r o n , antes pro-
c u r a r o n de c o n d e n a r l e p o r q u e p e r d i e s e la ha-
c i e n d a ú o t r o s fines q u e D i o s sabe; y se vera
m u y c l a r o el d i a d e l j u i c i o d o n d e s e r á n mani-
fiestas á t o d o e l m u n d o las b u e n a s y malas
obras q u e c a d a u n o h i z o , y l o s b u e n o s y malos
p e n s a m i e n t o s que t u v o , y las i n t e n c i o n e s por-
q u e se m o v i ó á h a c e r q u a l q u i e r a c o s a , sin que
PÍEZAS JUSTIFICATIVAS. 311
cosa a l g u n a se p u e d a e n c u b r i r , n i p u e d a h a -
v e r e n g a ñ o ; p o r q u e l a c o n c i e n c i a de c a d a u n o
d a r á t e s t i m o n i o de q u e t a l f u é q u a l q u i e r a de
los m o r t a l e s ; y a n t e s de este j u i c i o g e n e r a l en
s a l i e n d o e l a l m a de las c a r n e s , y a u n a n t e s q u e
s a l g a , v e r á c a d a u n o lo q u e t o c a á su p e r d ó n ,
d o n d e no h a b r á r e m e d i o de p o d e r s e enmendar
n i r e m e d i a r , sino r e c i b i r l a p a g a d e l b i e n ó m a l
que h i c i m o s ; y a h o r a m i e n t r a s v i v i m o s t e n e m o s
t i e m p o hasta la h o r a p o s t r e r a , que no sabemos
c u a n d o s e r á , p o r q u e n i n g u n o tiene un m o m e n -
to de h o r a s e g u r o ; y en absolver al culpado
c o n f o r m e á d e r e c h o no h a y peligro, ó porque
n o f u e r o n l a s p r o b a n z a s s u f i c i e n t e s , ó p o r otras
o c a s i o n e s que h a y e n los p l e i t o s ; p o r q u e el q u e
a b s o l v i ó h i z o l o q u e d e b i ó si h u v o e l c e l o q u e
sea r a z ó n t e n e r p a r a ser b u e n c r i s t i a n o , y a u n
c o m o q u i e r e n los d e r e c h o s , q u e s o n m a s i n c l i -
nados á a b s o l v e r q u e á c o n d e n a r .
« E l b u e n j u e z h a de t e n e r deseo q u e e l a c u -
sado n o h u b i e s e c o m e t i d o e l d e l i t o ó d e l i t o s de
q u e le a c u s a n , y d e s e a r s a b e r la v e r d a d s i n p a -
s i ó n a l g u n a ; y e n d u d a h a d e t e n e r deseo de a b -
s o l v e r , y p o d i a ser c o n l a g r a c i a de D i o s q u e
a q u e l a c u s a d o , a u n q u e fuera m a l o , y p o r n o p o -
d é r s e l e p r o b a r el d e l i t o le a b s o l v i e r e n , sea des-
pués m u y buen cristiano: y aunque sea m a l o ,
no d e j a r á de p a g a r por su maleficio en esta
312 HISTORIA DE l A INQUISICION,
v i d a ó en l a v e n i d e r a q u e s e r á el castigo mucho
m a s r e c i o ; y p o r esto e l m a l h e c h o r no quedará
s i n c a s t i g o a u n q u e no se le p r u e b e e l delito que
c o m e t i ó ; p e r o c u a n d o c o n s t a al j u e z que algu-
no c o m e t i ó a l g ú n maleficio, y no le castiga,
p e c a m o r t a l m e n t e y es o c a s i ó n de muchas ofen-
sas de D i o s y de p e r d i c i ó n de a l m a s ; y hacian
m u y g r a n d a ñ o á l a r e p ú b l i c a , p o r q u e con cas-
t i g a r á u n m a l h e c h o r e s c a r m i e n t a n muchos; y
p o r esto es m u y g r a n c r u e l d a d so c o l o r de m i -
sericordia no castigar con r i g o r , aunque con
c a r i d a d , á los m a l h e c h o r e s p o r q u e , es ocasión
de m u c h a s m a l d a d e s . E s t a l a r g a p l á t i c a se tuvo
en aquella consulta y mucho me alegré
de ella y de h a l l a r m e presente (dijo el rey
Prudenciano ) , porque espero con el favor
de D i o s q u e m e a p r o v e c h a r á p a r a muchas co-
sas, e n e s p e c i a l p a r a l o que t o c a á l a I n q u i s i -
c i ó n , c o m o v e r é i s c u a n d o a c a b é i s d e o i r lo que
p a s ó e n a q u e l l a c o n s u l t a , á m i ver m u y prove-
c h o s o p a r a las a l m a s de los i n q u i s i d o r e s y de
los p r e s o s , y a u n p a r a l a m i a c o n el favor de
Dios.

«La q u i n t a c u e s t i ó n que se p r e g u n t ó fué: sa-


ber quien es h e r e g e p a r a q u e se sepa á quien
s« h a de c o n d e n a r ; p o r q u e m u c h o s de los i n -
quisidores, aunque han c o n d e n a d o á muchos
por hereges, no lo saben, porquecomunmenle
IM1ÍZAS JUSTIFICATIVAS. 313
son c a n o n i s t a s ; y t i atar esta c u e s t i ó n pertene-
ce á t e ó l o g o s q u e m i r a s e n m u y b i e n l o q u e h a -
d a n ; q u e no era l a i n t e n c i ó n d e l P a p a n i d e l
R e y c o m e t e r l e s a q u e l oficio p a r a c o n d e n a r p o r
h e r e g e s á l o s q u e no l o e r a n , s i no p a r a e n s e ñ a r
á los q u e n o s a b i a n c o m o no c a y e s e n en h e r e -
gías; y si a l g u n o s h a l l a s e n p e r t i n a c e s e n sus e r -
rores q u e r i e n d o a p o s t a t a r , y q u e e n s e ñ a d o s n o
se a p a r t a s e n de e l l o s , los c o n d e n a s e n y c a s t i -
gasen c o n t o d o r i g o r de d e r e c h o ; y c o n esta d e -
t e r m i n a c i ó n que dijo el rey P r t i d e n c i a n o , m e
parece q u e c a s i t o d o s los i n q u i s i d o r e s q u e pre-
sentes estaban se d e m u d a r o n , y d i e r o n á e n -
tender c o n su a l t e r a c i ó n q u e e l l o s no l o h a b l a n
h e c h o a s í en ios c a r g o s que hablan tenido; y
e n t o n c e s les d i x e y o ( d i c e el r e y P r u d e n c i a n o ) :
L o pasado se r e m e d i e c o m o m e j o r se p u d i e r e
hacer, aunque e u m u c h a s cosas no l l e v a m e -
dio de p o d e r s e r e m e d i a r ; y p r o v é a s e c o n m u c h a
caridad y p r u d e n c i a en lo v e n i d e r o para g l o r i a
de D i o s y s a l u d de las a l m a s ; p o r q u e a h o r a des-
pués de a v i s a d o s , s e r á n u e s t r a c u l p a m a y o r y
es de t e m e r el c a s t i g o de D i o s en esta v i d a y e n
la v e n i d e r a q u e s e r á e l c a s t i g o p a r a s i e m p r e e n
t o r m e n t o s e t e r n o s en l o s q u e no se e n m e n d a -
sen a h o r a q u e h a y t i e m p o .
« L a sexta p r e g u n t a q u e se h i z o e n l a c o n -
sulta f u é : ¿ c u a l s e r i a m e j o r q u e fuesen los i a -
27
314 HISTORIA DK tA. ÍNQTJISICÍON,

q u i s i d o r e s c a n o n i s t a s ó t e ó l o g o s ? Y determina-
r o n t o d o s j u n t a m e n t e q u e s i fuesen dos que el
u n o fuese c a n o n i s t a y e l o t r o t e ó l o g o ; j s t fue-
sen t r e s , dos t e ó l o g o s y o t r o c a n o n i s t a ; porque
p a r a c o n o c e r el d e l i t o si e r a h e r e g í a , era me-
n e s t e r e l t e ó l o g o , y el c a n o n i s t a para ordenar
los p r o c e s o s ; p e r o q u e n u n c a se tomase la de-
n u n c i a de q u a l q u i e r a que v e n i a á deponer con-
t r a a l g u n o s i n q u e e l t e ó l o g o estuviese presen-
te, p o r q u é v i e s e si l o q u e se ilenunciaba de
q u a l q u i e r a e r a h e r e g í a ó n o ; p o r q u e si es heregía
le t o m a s e n e l d i c h o , y si no l o es, no curen de
t o m a r l e y avise al que v i e n e á denunciarde
l a v e r d a d q u e a q u e l l o q u e d i c e de aquella per-
s o n a n o es h e r e g í a ; y l o q u e no fuere pecado,
les a v i s e q u e l o q u e q u i e r e n d e p o n e r , no sola-
m e n t e n o es h e r e g í a , p e r o q u e no es pecado; y
l o q u e fuere p e c a d o le d i g a n es pecado, pero
n o es h e r e g í a , y c o n c o n f o s a r s e de ello á su
c o n f e s o r ( c o m o de ios o t r o s pecados) le perdo-
n a r á D i o s ; y c u a n d o t o m a r e n l a confesión al
a c u s a d o de h e r e j í a , que se t o m e delante del
t e ó l o g o , p o r q u e le s a b r á p r e g u n t a r para saber
l a v e r d a d si es h e r e g e ó n o , y el canonista no lo
s a b r á porque no es de su f a c u l t a d ; y cuando
f u e r e n á v i s i t a r l a t i e r r a de su p a r t i d o , siempi-6
v a y a e l t e ó l o g o p o r q u e s e p a d i f e r e n c i a r en los
lugares que v i s i t a r e los e r r o r e s que le denun-
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 315
ciaron si son h e r e g i a s ó n o , y les sepa dar e l
r e m e d i o n e c e s a r i o p a r a sacar d e errores y fal-
sas o p i n i o n e s á l o s q u e p o c o s a b e n ; y s i e s t a n d o
ausente e l i n q u i s i d o r t e ó l o g o v i ü l e s e n a l g u n o s
á d e n u n c i a r , q u e se l l a m e u n t e ó l o g o , e n c u y a
presencia se t o m e n los d i c h o s de los q u e de-
nuncian, y haga lo m i s m o que h i c i e r a el i n -
quisidor t e ó l o g o ; a u n q u e á p o c o s dias q u e c o n -
versase e l i n q u i s i d o r c a n o n i s t a c o n e l t e ó l o g o
e s t a r á b i e n a v i s a d o de l o q u e es h e r e g i a ó p e -
cado y de lo q u e n o es p e c a d o ; y d e s p u é s tam-
bién l o s a b r á h a c e r el canonista como el teó-
logo, si n o f u e r e n a l g u n a s cosas no acostum-
bradas: y d i j e r o n q u e m a s n e c e s i d a d h a b í a en
la I n q u i s i c i ó n de t e ó l o g o s q u e de canonistas,
p o r q u e s u p i e s e n d i f e r e n c i a r q u e es h e r e g i a , ó
que es p e c a d o , ó d o n d e no l o h a y ; y que para
s e n t e n c i a r l o s p l e i t o s n o solo l o s v e n i o s i n q u i -
sidores, si n o o t r o s m u c h o s l e t r a d o s , d o n d e n o
h a b r á falta de c a n o n i s t a s .
« M o v i ó s e otra s é p t i m a c u e s t i o n ó d u d a : ¿si
era b u e n o t e n e r e n e m i s t a d á l o s conversos y
escluirlos de los oficios y dignidades, porque
T e n í a n de l í n a g e de j u d í o s ? Y e n esta c u e s t i ó n
hubo m u c h a a l t e r a c i ó n ; p o r q u e a l g u n o s d e los
que allí estaban no q u i s i e r o n q u e se p l a t i c a r a
esta m a t e r i a , p o r q u e p a r e c í a t e n í a n e n e m i s t a d
á los h o m b r e s de a q u e l l a g e n e r a c i ó n ; pero,
316 HISTORIA DE 1A INQUISICION,
c o m o estaba y o p r e s e n t e ( d i c e e l rey Pruden-
c i a r l o ) , no o s a r o n p o r p a l a b r a mostrar su i n -
t e a c i o n , y t o m a r o n l a m a n o los t e ó l o g o s para
a v e r i g u a r l a v e r d a d ; y d i j o u n o de los mas an-
c i a n o s : R e g l a es no s o l a m e n t e d e t e ó l o g o s , pero
de filósofos que p o r a q u e l l a s cosas que no es-
t a n e n la l i b e r t a d d e l h o m b r e no es digno de
a l a b a n z a ó de v i t u p e r i o , c o m o ser gentilhonv-
b r e ó b i e n d i s p u e s t o , ó ser feo ó ser desairado,
ó ser sano de sus m i e m b r o s ó t e n e r en ellos al-
g ú n d e f e c t o ; ser de tal l i n a g e , h i d a l g o , villano
ó c o n v e r s o ; p o r q u e si e s t u v i e r a en las manos
de los h o m b r e s e s c o g e r á s u v o l u n t a d , cada uno
t o m a r a p-ara si l o que los h o m b r e s estiman en
m a s ; y p o r e s o , si h u b i e r a falta ó m a l , tendría
l a c u l p a q u i e n lo p u d i e r a e s c u s a r ó hacerlo de
otra manera y no l o h i z o ; y pues lo hizio Dios
que n o p u e d e e r r a r , p o r q u e es infinita sabidu-
r í a ; n i p u e d e h a c e r cosa m a l a , porque es suma
b o n d a d ; n i lo deja de hacer d é otra manera
p o r no p o d e r , p u e s es t o d o p o d e r o s o ; y pues no
h a y c u l p a de ser de este l i n a g e u n o y el otro
de o t r o , ¿ p o r q u é e c h a m o s c u l p a ó tenemos ene-
m i s t a d á las c r i a t u r a s de O i o s p o r lo que Dios
en ellas o b r ó á su v o l u n t a d , y los menospre-
c i a m o s y t e n e m o s e n p o c o y los deshonraro0^
Es falta de seso y de c r i s t i a n d a d , y no sentir
h i é n d e l a s o b r a s de D i o s , y a s i l o dice S. Pabl0'
PIEZAS JTJSTIFICATIYAS. Si?
A c e r c a de D i o s no h a y d i f e j e n c i a e n t r e j u d í o s
y griegos, de d o n d e q u i e r a q u e T i n i e r e n , s i
son b u e n o s c r i s t i a n o s . A n t e s á los c o n v e r t i d o s
á n u e s t r a santa fe, de donde quiera que ven-
gan, los h a b í a n l o s de amar y honrar, y hacer
m u y b u e n t r a t a m i e n t o , p o r q u e se h a b i a n c o n -
v e r t i d o de sus e r r o r e s á l a v e r d a d de n u e s t r a fe.
para q u e se h o l g a s e n y a n i m a s e n á ser m e j o r e s
y no les pesase de h a b e r s e c o n v e r t i d o v i e n d o
el m a l t r a t a m i e n t o q u e les h a c e n , y o t r o s se
dejan de c o n v e r t i r d i c i e n d o ; S i m e v u e l v o c r i s -
t i a n o , t a m b i é n m e h a n de d e c i r j u d i o ó m o r o
c o m o a n t e s ; mas q u i e r o e s t a r m e e n t r e l o s q u e
me h o n r a n , q u e no e n t r e los q u e m e m a l t r a -
tan p o r i r m e y o á su c o m p a ñ í a ; y p o r esto se
causan m u c h o s d a ñ o s en l a i g l e s i a de D i o s ; y
por esta r e g l a e s t á r e s p o n d i d o á la cuestión
que l o s c o n v e r t i d o s á n u e s t r a f e , de d o n d e q u i e -
ra q u e v e n g a n , no d e b a n ser en m e n o s tenidos
si son v i r t u o s o s , n i e x c l u i d o s de l o s oficios y
dignidades m a s de lo q u e e l d e r e c h o l o s e x c l u -
y e ; y l o m i s m o á l o s h i j o s y n i e t o s de l o s c o n -
denados p o r d e l i t o s d e h e r e g i a , p o r q u e a q u e l l o s
son e s c l u i d o s a u n q u e v e n g a n de c r i s t i a n o s viejog.
ó de h i d a l g o s ó de c a b a l l e r o s , p o r q u e e l d e r e c h o
á t o d o s i g u a l a . Y r e s p o n d i e r o n los c a n o n i s t a s
que l o q u e h a b i a n d e t e r m i n a d o l o s t e ó l o g o s era ,
conforme al derecho canónico; que muchos.
HISTORIA DE LA INQUISICION,
t e x t o s h a b l a b a n e n este c a s o , y lo determina-
b a n en l a m i s m a f o r m a c o m o l o h a b í a n conclui-
do los t e ó l o g o s ; y p o r esto en todas las cosas
h a b í a n de ser i g u a l e s los unos y los otrosj sí
todos eran virtuosos y buenos críslianos.
« S e s u s c i t ó o t r a o c t a v a c u e s t i ó n : ¿sí era bien
q u e se i n n o v a s e n las cosas de l a Inquisición?
Y r e s p o n d i e r o n a l g u n o s q u e n o ; porque pare-
c e r í a q u e en l o p a s a d o n o h a b r í a n bien proce-
d i d o ; y r e s p o n d i e r o n otros (que t e n í a n mejor
c e l o y t e n í a n m a s respeto al s e r v i c i o de Dios y
s a l v a c i ó n de las a l m a s y buena gobernación
de las cosas de l a I n q u i s i c i ó n , que á la honra
mundana) que e n c u a l q u i e r a cosa y en cual-
quier t i e m p o que se h a l l a s e o t r a mejor, era
p r u d e n c i a dejar l o que se u s a b a p o r otra cosa
mas ventajosa, m e j o r y m a s p r o v e c h o s a , cuan-
to m a s donde está m a n i f i e s t o e l d a ñ o pasado
y el bien que se e s p e r a en la m u d a n z a ; por-
que en los t r a g e s , en los g u i s a d o s , y en las
m a n e r a s de c o m e r s i n n i n g ú n e m p a c h o ni ver-
güenza dejamos la c o s t u m b r e pasada y usa-
m o s de o t r a q u e nos parece m e j o r , cuanto o mas
q u e d i c e n los d e r e c h o s que s e g ú n la diversidad
de los t i e m p o s es b i e n que se d i v e r s i f i q u e n las
l e y e s h u m a n a s ; y p u e d e ser en los tiempos pa-
s a d o s l o q u e se h a c í a , era ó t i l y a h o r a no cum-
p l e ; y en e l e g i r i n q u i s i d o r e s que sean teólogos
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 319
se p u e d e p r o v e e r s i n q u e q u i t e n los c a r g o s á
Jos que los t i e n e n j q u e en v a c a n d o cualquiera
oficio de i n q u i s i d o r p r o v e a n á t e ó l o g o s , y h a s -
ta que e s t é n p r o v e í d o s en q u a l q u i e r a c a s a de
I n q u i s i c i ó n u n o sea t e ó l o g o y o t r o c a n o n i s t a ; y
donde fueren a m b o s canonistas, que para t o -
m a r l o s d i c h o s de l o s q u e v i e n e n á d e n u n c i a r ,
¿ para t o m a r la c o n f e s i ó n d e l a c u s a d o , t o m e n
un t e ó l o g o p o r s o c i o que les e n s é ñ e l o q u e de-
ban h a c e r ; y asi p o c o á p o c o se r e n o v a r á todo
como nuestro S e ñ o r seamas servido y l a s a l m a s
se s a l v e n , y se q u i t e n los e r r o r e s de l a c r i s t i -
a n d a d , y los i n q u i s i d o r e s h a g a m o s l o q u e de-
bemos.
« D e s p u é s de estas d e t e r m i n a c i o n e s d i x e y o
(dice e l r e y Prudenciarlo) al inquisidor ma-
y o r y á t o d o s los q u e e s t a b a n e n la c o n g r e g a -
c i ó n : Y o t e n g o deseo q u e t o d o s c u a n t o s están
en m i r e i n o s a l i e s e n de p e c a d o y estuviesen
en b u e n estado p a r a s a l v a r s e , y s i r v i e s e n á D i o s ,
y no se c o n d e n a s e n p o r no p e r d e r su h o n r a y
ta h a c i e n d a ; y c o m o los n e g o c i o s de l a I n q u i -
s i c i ó n se h a n t r a t a d o c o n t a n t o r i g o r , c r e o yo
que h a y m u c h o s q u e n o osan manifestar sus
errores en q u e h a n i n c u r r i d o ; y p o r e s t o me
parece que seria b u e n o para sacar á m u c h o s
de p e c a d o q u e se p u s i e s e n t r e s e d i c t o s de se-
senta e n sesenta d í a s c o m o se hizo al p r i n c i p i o
320 HISTORIA. DE LA INQUISICION,
c u a n d o se c o m e n z ó l a l n q n i s i c i o n y que todos los
q u e de su v o l u n i a d d i x e r e n su c u l p a que losab«
s u e l v a n de t o d a s h e r e g í a s y e r r o r e s p o r muchos
y m u y g r a v e s q u e f u e r e n , d á n d o l e s penitenciag
secretas p-or sus d e l i t o s s i n que se les haga
a f r e n t a , n i p i e r d a n cosa a l g u n a de sus bienes, y
que la m a y o r p e n i t e n c i a que les pusieren en.
cosa de dinero ó pena que l o v a l g a , que no
pase de u n d u c a d o ; y a los p o b r e s y á los que
p o c o t i e n e n c o n s o l a l a p e n i t e n c i a que hagan
en sus casas ó s e c r e t a m e n t e á solas delante de
u n n o t a r i o , y l o s i n q u i s i d o r e s delante de la au-
d i e n c i a de l a I n q u i s i c i ó n ; y de esta forma to-
dos los q u e h u b i e r e n c o m e t i d o delitos dehe-
r e g e s v e n d r á n á d e c i r su c u l p a , y h a n de absol-
v e r l e s , y asi e s t a r á n en b u e n estado para servir
á D i o s y s a l v a r sus a l m a s ; y r e s p o n d i ó el In-
q u i s i d o r m a y o r y t o d o s los de l a consulta que
seria o b r a de m u y g r a n c a r i d a d , y de donde
resultarla m u y gran bien á todo e l r e i n o , y se
desarraigarían las h e r e g í a s y e r r o r e s manifes-
t á n d o l o s t o d o s , y d a n d o á c a d a u n o d é l o s peni-
tentes r e m e d i o s a l u d a b l e p a r a su salvación; y
asi se h i z o e n t o d o e l r e i n o c o m o l o m a n d é ; y
p o r esto e s t á el r e i n o m u y l i m p i o de heregías y
errores y supersticiones.
« E n a d e l a n t e se h i z o l o d o s e g ú n en la con-
s u l t a se d e t e r m i n ó ; p o r q u e en todas las caí-
PIEZAS J 0 S T I F 1 C A T I V A S . > 321'

celes de l a I n q u i s i c i ó n se h i c i e r o n sus c a p i l l a s ,
y les d e c i a n cadíi d i a misa-y y se c o n f e s a b a n y
comulgaban la semana santa, y quando los re-
lajaban a l b r a z o s e g l a r , y t o d a s las v e c e s q u e
lo q u e r i a n : no d i c i é n d o l o , e l a l c a i d e les hacia,
llamar al confesor. Y les d a b a n los n o m b r e s
de los t e s t i g o s á los presos p o r l a I n q u i s i c i ó n ,
y los c o n o c í a n y los v e i a n j u r a r } y p a r a esto
citaban á los reos y á sus p r o c u r a d o r e s , -y*
e x a m i n á b a n s e c o n m u c h a d i l i g e n c i a si h a b í a n
c o m e t i d o los d e l i t o s de que; los a c u s a b a n s a -
biendo que eran contra nuestra santa te ; y ,
q u a a d o de esto c o n s l a b a q u e p o r i g n o r a n c i a ó»
p o c o saber h a b l a n t e n i d o a l g u n o s e r r o r e s con-
t r a l a f e , no l o s c o n d e n a b a n p o r her.eges, si
no q u e les d a b a n a l g u n a p e n i t e n c i a y les e n -
v i a b a n l i b r e s á sus casas ; y desde l a c o n s u l t a
en adelante t o d o se o r d e n ó en la I n q u i s i c i ó n
s e g ú n se d e t e r m i n ó p o r l o s de la c o n g r e g a -
c i ó n d e l i n q u i s i d o r y de ios i n q u i s i d o r e s y de
otros m u c h o s l e t r a d o s t e ó l o g o s , canonistas,
y l e g i s t a s q u e se h a l l a b a n e n el a y u n t a m i e n t o ;
y c o n esta p r o v i s i ó n se q u i t a r o n t o d o s los
e r r o r e s d e l r e i n o ; p o r q u e c a d a u n o se h o l g a b a
ir á d e c i r su c u l p a , s a b i e n d o q u e c o n l i v i a n a
p e n i t e n c i a y- sin afrenta y s i n p é r d i d a de su
h a c i e n d a n i su h o n r a le h a b í a n de a b s o l v e r ,
y veían todos c o n cuanta caridad y a m o r l o s .
322 HISTORIA DE t A INQUISICION ,
t r a t a b a n y e n s e ñ a b a n l a v e r d a d de q u a l q u i e r a
c o s a q u e i b a n á d e n u n c i a r , de q u i e n q u i e r a
q u i e n f u e s e ; y t o d o s v e n i a n c o n s o l a d o s y ellos
contentos de los i n q u i s i d o r e s , y c o n o c í a n de
que no procuraban sino la salvación de las
a l m a s y d e s t r u i r los e r r o r e s s i n i n t e r é s alguno;
mas que todos s i r v i e s e n á D i o s que es l a me-
jor de las g a r a n c i a s , ó p o r m e j o r d e c i r , son
t o d o s los tesoros d e l c i e l o y de l a t i e r r a juntos;
p o r q u e p r o c u r a n d o s e r v i r á D i o s nos p r o v e e r á
mientras v i v i é r e m o s de t o d o l o necesario en
esta v i d a , y d e s p u é s en e l c i e l o nos d a r á su
g l o r i a , y a c á y allá no h a y m a s q u e d e s e a r ; y
d e s p u é s q u e p a s a r o n a l g u n o s d i a s , casi no habla
q u e h a c e r e n t o d a s las casas de la I n q u i s i c i ó n ,
a u n q u e es b i e n q u e s i e m p r e h a y a i n q u i s i d o r e s
para p o n e r t e m o r á l o s m a l o s q u e no osen de-
c i r til h a c e r c o s a c o n t r a n u e s t r a santa fe : y
a s í los m a l o s se e n m e n d a r á n p o r t e m o r de la
p e n a , y los b u e n o s s e r á n m e j o r e s p o r q u e ten-
d r í a n mas c u i d a d o , v i e n d o e l c a s t i g o de los
malhechores (1).
« T a m b i é n m a n d é ( d i c e el r e y P r u d e n c i a n o )
q u e de a h í a d e l a n t e los i n q u i s i d o r e s hagan

(i) A u n q u e no hubiese inquisidores , los obispos


Iiaiiau su oficio, como en siglos antiguos.
PIEZAS Jt'STlFlCATiVAS. S2S
repelencia de tres e n tres a ñ o s , y q u e n o v u e l -
van á t e n e r e l m i s m o oficio q u e de a n t e s t e -
n í a n e n e l m i s m o l u g a r d o n d e antes e s t a b a n ,
aunque sean m u y b u e n o s ^ a n t e s q u e p a s e n d o c e
a ñ o s ; p e r o si h a l l a s e n q u e s o n los q u e d e b a n ,
que los p r o v e a n oficios en otras c i u d a d e s ó v i -
llas, y en esto n o se les hace a g r a v i o , p o r q u e se
p u e d e n p a s a r los de u n a s c i u d a d e s á o t r a s y
esta m e p a r e c e m u y b u e n a p r o v i s i ó n , porque
de esta f o r m a los j u e c e s é i n q u i s i d o r e s e s t a r á n
sobre a v i s o v i e n d o q u e les h a n de t o m a r c u e n -
ta c o m o l o h a c e n e n su o f i c i o , y q u e n i n g u n o
d e j a r á de p e d i r l e s en l a r e s i d e n c i a lo q u e m a l
hubieren h e c h o , sabiendo que no han de v o l -
ver al m i s m o oficio en a q u e l l a c i u d a d ó v i l l a ;
y los n e g o c i a n t e s t e n d r á n osadía para p e d i r -
les sus n e g o c i o s , s a b i e n d o q u e no h a n d e ser
mas sus j u e c e s ; y a u n c o n t o d o esto n o e s t o y
d e s c u i d a d o , y c o n f i o q u e si h a y mas q u e p r o -
veer D i o s m e l o e n s e ñ a r á p a r a m a y o r g l o r i a
y salvación de las a l m a s de todos y para
que y o h a g a lo que d e b o e n m i oficio e n su
servicio.
« D e u n a c o s a m e a v i s a r o n de q u e se r e c i -
bía m u y g r a n daño y había mucha alteración
en los p u e b l o s de t o d o e l r e y n o : que c u a n d o
eran c o n f i s c a d o s l o s b i e n e s de a l g ú n conde-
nado , p e d í a n l o s d o t e s q u e h a b i a n d a d o á sus
83$ HISTORIA. DE LA INQUISICFON ,
hijas, y repartían las h e r e d a d e s que en su
v i d a h a h i a n d a d o ; y c o m o los m a r i d o s se-veían
despojados de los d o t e s , desesperados de no
t e n e r p a r a s u s t e n t a r s e , en e s p e c i a l las perso-
nas de h o n r a , a u s e n t á b a n s e , y dejaban á. sus
m u g e r e s y á sus h i j o s p e r d i d o s , ó trataban m a l
á sus m u g e r e s J v i e n d o q u e les quitaban las
haciendas que c o n ellas h a b í a n r e c i b i d o para
s u s t e n t a r s e ; y de aquí procedían otros m u -
chos m a l e s ; y porque me pareóte que era
mejor o b r a no descasar las casadas que casar
h u é r f a n a s , y á los que t i e n e n q u e comer no
hacerles p o b r e s q u e dar l i m o s n a á los que no
l o t e n í a n ; y a s i m i s m o los q u e con ellos h a -
b í a n contratado con buena fe t e n i é n d o l e s en
posesión de b u e n o s c r i s t i a n o s ^ no era razón
q u e p e r d i e s e n p u e s q u e no h a b í a n tenido cul-
p a : m a n d é que c u a n d o se confiscase hacienda
de a l g ú n condenado por hereje, que no se
confiscase mas que l a h a c i e n d a que tenia al
t i e m p o de su p r i s i ó n , y que de ella se pagasen
t o d a s las d e u d a s q u e d e b i e s e , y los casamien-
tos q u e á sus h i j a s é hijas h u b i e s e p r o m e t i d o ;
porque al tiempo que se h i c i e r o n aquellos
contratos los q u e c o n e l l o s t r a t a b a n no p o -
dían a d i v i n a r l o q u e no p o d í a n s a b e r ; y por
esto m a n d é que se c u m p l i e s e n d e s p u é s de su
condenación t o d o s l o s c o n t r a t o s y conciertos
PIEZAS JTJSTIFICATIDAS. 32 5
c o m o se c u m p l i e r a n s i n o fuesen condenados;
y que n o se r e p i t i e s e n los dotes n i l o s c a s a -
m i e n t o s q u e h u b i e s e n d a d o á sus h i j a s é h i j o s ;
y que t o d o s los c o n t r a t o s y donaciones que
h u b i e s e n h e c h o fuesen firmes y v á l i d o s c o m o
si no f u e r a n c o n d e n a d o s ; y m a s a v i s é á t o d o s
los i n q u i s i d o r e s q u e q u a n d o se h i c i e s e a l g u n a
confiscación de b i e n e s , q u e no se t o c a s e en
nada de e l l o s s i n q u e p r i m e r o m e a v i s a r e n q u e
tanta e r a l a c a n t i d a d de su h a c i e n d a , y c u a n -
tos hijos é hijas t e n i a , y de q u e estado e r a , y
si e r a n buenos cristianos ; porque si fuesen
los h i j o s b u e n o s y v i r t u o s o s , y no t e n í a n c u l -
pa por l o s d e l i t o s q u e su p a d r e ó m a d r e h a -
bían c o m e t i d o , y t e n í a n necesidad para sus-
t e n t a r s e de a q u e l l a h a c i e n d a , m e p a r e c e que
era m u y g r a n d e l i m o s n a d e j á r s e l a p a r a q u e se
s u s t e n t a s e n ; y c a s i todas las v e c e s q u e t i e n e n
h i j o s les h a g o m e r c e d de l a h a c i e n d a de sus
p a d r e s ; y si l a h a c i e n d a es e n m u c h a c a n t i d a d
y ellos son pocos , parto c o n ellos y q u e d a n
c o n t e n t o s ; y c o n v e r q u e no b u s c o m i s g a n a n -
cias t e m p o r a l e s , s i n o sus p r o v e c h o s e s p i r i t u a -
les y t e m p o r a l e s , m e t i e n e n a m o r , y e n c u a l -
q u i e r a c o s a q u e h a c e n m e h a c e n p l a c e r , y la
h a c e n de m u y b u e n a v o l u n t a d ; y de esta, f o r -
ma e l l o s y y o v i v i m o s c o n t e n t o s , y D i o s nos
hace largas misericordias.

Tomo vm. a8
326 HISTORIA DE LA INQUISICION,
« O t r a c o s a se h a h e c h o e ñ l a I n q u i s i c i o H
( d i c e e l r e y P r u d e n c i a n o ) p o r q u i t a r las oca-
siones de o b r a r m a l ó s o s p e c h a r l o : que p o r -
que los i n q u i s i d o r e s y oficiales de l a I n q u i s i -
c i ó n se p a g a b a n de los b i e n e s q u e confiscaban
y de las penas q u e echaban á los c u l p a d o s ,
sospechaban m u c h o s q u e , p o r q u e hubiese de
q u e se p a g a s e n y n o faltase p a r a sus pensiones
ó s u e l d o s , e c h a b a n p e n i t e n c i a s p e c u n i a r i a s en
m u c h a c a n t i d a d ; y p o r q u i t a r esta sospecha,
impetré u n b r e v e d e l P a p a p a r a que en cada
iglesia catedral hubiese dos c a n o n g í a s de las
p r i m e r a s q u e v a c a s e n p a r a d o s inquisidores y
dos r a c i o n e s p a r a los n o t a r i o s , y que los i n -
q u i s i d o r e s y n o t a r i o s q u e t i e n e n las c a n o n g í a s
y r a c i o n e s g o z a s e n las d i s t r i b u c i o n e s q u o t i d i a -
n a s , r e s i d i e n d o e n e l S a n t o O f i c i o los dias fe-
riados para q u e los d o m i n g o s y fiestas fuesen
o b l i g a d o s á d e c i r m i s a y r e s i d i r en su iglesia,
c o m o los otros c a n ó n i g o s y r a c i o n e r o s ; y que
si no r e s i d i e s e n q u e p e r d i e s e n las d i s t r i b u c i o -
nes que en a q u e l l o s dias s u e l e n g a n a r ; y que
de estas c a n o n g í a s se t o m a s e n las m e j o r e s para
inquisidores del C o n s e j o de l a I n q u i s i c i ó n , y
las mejores raciones para los secretarios, y
q u e c u a n d o l a C o r l e e s t u v i e s e en l a c i u d a d ,
fuesen o b l i g a d o s á d e c i r m i s a y r e s i d i r los do-
mingos y fiestas; p e r o si la c o r t e no estuviese
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 3^7
en a q u e l l a c i u d a d d o n d e t e n i a n sus c a n o n g i a s
y r a c i o n e s , c|ue a u n q u e no r e s i d i e s e n d i c h o s
d í a s , g a n a s e n ; p e r o q u e s i e m p r e fuesen o b l i -
gados á d e c i r m i s a ; y t o d a s las p a s c u a s y se-
m a n a s a n t a fuesen obligados á residir en su
i g l e s i a ; y si n o r e s i d i e s e n , p e r d i e s e n l o s d e -
r e c h o s q u e e n a q u e l l o s dias se g a n a n ; y c o n
esto se h i z o u n g r a n p r o v e c h o en q u i t a r las
o c a s i o n e s de p e n s a r m a l ó de h a c e r l o , y l o s
beneficios de l a I g l e s i a se p r o v e e n e n perso-
nas q u e e n e l l a h a g a n fruto , d e s t r u y e n d o l o s
errores, y enseñando ¡a v e r d a d de nuestra
santa fe c a t ó l i c a . »
Nota. Esta copia está sacada del original
m a n u s c r i t o q u e e x i s t e en l a b i b l i o t e c a de los
e s t u d i o s de la r e a l c a s a de S . I s i d r o de M a d r i d
( a n t e s c o l e g i o de los j e s u i l a s . ) P o r u n a nota
m a r g i n a l se v e q u e p e r t e n e c i ó á u n j e s u í t a l l a -
m a d o E n r i q u e z . F á c i l m e n t e se c o n o c e q u e é l
no l e h a b i a c o m p u e s t o , p o r q u e se h a l l a n es-
c r i t a s de s u m a n o a l fin d e l l i b r o 12 , las p a l a -
bras s i g u i e n t e s : E l a u t o r d e esta o b r a debe
p a r e c e r s o s p e c h o s o , si se r e f l e x i o n a s o b r e las
o p i n i o n e s que p r o f e s a y p r o p o n e c o n r e s p e c t o
á la I n q u i s i c i ó n . Y o p r e s u m o que la t a l obra
fué c o m p u e s t a p o r ó r d e n d e l c a r d e n a l X i m e -
nez de C i s n e r o s c u a n d o n o e r a m a s q u e a r z o -
bispo de T o l e d o , d e s p u é s de l a m u e r t e de la
328 HISTORIA DE LA INQUISICION,
r e i n a I s a b e l , y antes de ser i n q u i s i d o r g e n e r a í ;
porque hasta e n t o n c e s no h a b í a s i d o afecto á
la Inquisición. El mudó de s i s t e m a cuando
fué «efe.

N.0 X I ;

E d i c t o d e l o s i n q u i s i d o r e s , c o n o c i d o con
el n o m b r e de E d i c t o de las delaciones. P u b l i -
case t o d o s l o s a ñ o s d e s p u é s d e l E v a n g e l i o de
la m i s a m a y o r d e l t e r c e r d o m i n g o de cuares-
m a e n u n a de las i g l e s i a s d e l p u e b l o donde
h a y t r i b u n a l d e l S a n t o O f i c i o : esta p u b l i c a c i ó n
se a n u n c i a l a v í s p e r a ; e l d i a s i g u i e n t e los i n -
q u i s i d o r e s asisten á e l l a e n g r a n ceremonia
«eon l o s d e p e n d i e n t e s d e l t r i b u n a l , y d e s p u é s
de l a m i s a v u e l v e n d e l m i s m o m o d o á la casa
d e l S a n t o O f i c i o . Y o he h a b l a d o d e l contenido
d e este e d i c t o en l o s t o m o s 1 , 2 y 3 : sin e m -
bargo me ha p a r e c i d o c o n v e n i e n t e hacer co-
n o c e r esta p i e z a e n t e r a m e n t e p a r a p o d e r con-
v e n c e r s e m e j o r de l a e s t r a v a g a n c i a y de la
c r u e l d a d d e l m o d o de e n j u i c i a r , y mas en un
t i e m p o e n q u e c a s i es i m p o s i b l e ó á lo menos
muy r a r o , h a l l a r u n h a b i t a n t e de E s p a ñ a que
sea j u d í o , m o r o , l u t e r a n o , i l u m i n a d o , ó sec-
t a r i o de a l g u n a de a q u e l l a s d o c t r i n a s que fue-
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 329
ron el m o t i v o ó la ocasión de semejantes
edictos en las a n t i g u a s é p o c a s .
«Nos los inquisidores contra la herética
pravedad y apostasia en el reino y arzobis-
pado de V a l e n c i a , y obispados de T o r t o s a ,
S e g o r b e , A l b a r r a c i n y T e r u e l , dados y d e p u -
tados p o r a u t o r i d a d a p o s t ó l i c a , etc. A todos
los v e c i n o s y m o r a d o r e s estantes y r e s i d e n t e s
en todas las c i u d a d e s , v i l l a s y l u g a r e s de
nuestro d i s t r i t o , de c u a l q u i e r e s t a d o , con-
dición , p r e e m i n e n c i a ó d i g n i d a d que sean,
exemptos ó no exemptos , y á cada uno y
cualquiera de vos á c u y a n o t i c i a v i n i e r e lo
c o n t e n i d o en esta n u e s t r a c a r t a e n q u a l q u i e r a
m a n e r a , salud en nuestro señor Jesucristo^
q u e es v e r d a d e r a s a l u d , y á l o s n u e s t r o s m a n -
damientos ( que mas verdaderamente son d i -
chos a p o s t ó l i c o s ) firmemente obedecer,"guar-
dar y c u m p l i r . H a c e m o s ^aber q u e a n t e N o s
pareció el p r o m o t o r fiscal d e l S a n t o O f i c i o y
nos h i z o r e l a c i ó n d i c i e n d o q u e b i e n sabíamos
y nos e r a n o t o r i o q u e de a l g u n o s d í a s y t i e m p o
á esta p a r t e por N o s en muchas ciudades,
v i l l a s y l u g a r e s de este d i s t r i t o no se h a b í a h e -
cho inquisición ni visita general ; p o r l o cual
no h a b í a n v e n i d o á n u e s t r a noticia muchos
delitos que se h a b í a n c o m e t i d o y p e r p e t r a d o
c o n t r a n u e s t r a santa fe c a t ó l i c a , y e s t a b a n pop
3S0 HISTORIA DE LA INQUISICION,
punir y c a s t i g a r ; y q u e de e l l o se s e g u í a de-
s e r v i c i o á nuestro S e ñ o r y g r a n d a ñ o y perjui-
cio á la r e l i g i ó n cristiana : que N o s m a n d á s e -
m o s y h i c i é s e m o s l a d i c h a i n q u i s i c i ó n y visita
g e n e r a l , leyendo para ello edictos públicos y ,
castigando los q u e se h a l l a s e n c u l p a d o s , de
m a n e r a que n u e s t r a s a n t a fe c a t ó l i c a siempre
fuese ensalzada y a u m e n t a d a . N o s , visto su
p e d i m e n t o ser j u s t o , q u e r i e n d o p r o v e e r cerca
de e l l o lo que c o n v i e n e al s e r v i c i o de Dios
n u e s t r o s e ñ o r , m a n d a m o s d a r y d i m o s l a pre-
sente p a r a v o s y c a d a u n o de vos en la d i c h a
r a z ó n , p a r a q u e si s u p i é r e d e s , e n t e n d i é r e d e s ,
ó hubiéredes v i s t o ó o i d o d e c i r q u e alguna ó
a l g u n a s p e r s o n a s v i v a s , p r e s e n t e s , ausentes ó
d i f u n t a s . h a y a n h e c h o ó d i c h o ó c r e í d o algu-
nas o p i n i o n e s ó palabras h e r é t i c a s , sospecho-
sas , e r r ó n e a s , t e m e r a r i a s , m a l s o n a n t e s , es-
c a n d a l o s a s , ó b l a s f e m i a h e r e t i c a l c o n t r a Dios
n u e s t r o s e ñ o r y su santa fe c a t ó l i c a , y contra
' o que tiene , p r e d i c a y e n s e ñ a nuestra santa
madre I g l e s i a r o m a n a , lo d i g á i s y manifestéis
ante Nos.

« C o n v i e n e á s a b e r : si s a b é i s ó h a b é i s oido
decir que alguna ó algunas personas hayan
guardado algunos sábados por h o n r a , guarda
y o b s e r v a n c i a de l a l e y de ¡ M o i s é s , v i s t i é n d o s e
en e l l o s c a m i s a s l i m p i a s y o t r a s r o p a s m e j o r a -
PIEZAS JtlSTIFICATITAS. 331
das y de fiestas, p o n i e n d o en las m e s a s m a n t e -
les l i m p i o s , y echando en las c a m a s sábanas
limpias, por honra del dicho sábado; no ha-
ciendo l u m b r e n i otra cosa alguna en ellos,
g u a r d á n d o l o s desde el v i é r n e s en la tarde. O
que h a y a n p u r g a d o , ó dessebado la c a r n e que
han de c o m e r e c h á n d o l a en a g u a p a r a l a de-
s a n g r a r . O q u e h a y a n s a c a d o la l a n d r é c i l l a de
la pierna del carnero ó de otra qualquier
res. O q u e h a y a n d e g o l l a d o reses ó aves que
h a n de comer, atravesadas, diciendo ciertas
p a l a b r a s , c a l a n d o p r i m e r o e l c u c h i l l o en l a u ñ a
p o r v e r si t i e n e m e l l a , c u b r i e n d o l a s a n g r e c o n
tierra. O que hayan c o m i d o carne en q u a r e s m a
y en c r o s d i a s p r o h i b i d o s p o r l a santa madre
I g l e s i a , sin tener necesidad para ello; teniendo
y c r e y e n d o que la podian c o m e r s i n pecado,
ó que h a y a n a y u n a d o el a y u n o m a y o r que d i -
cen del p e r d ó n , andando aquel dia descal-
zos. O si rezasen oraciones de judíos, y á
la n o c h e se demandasen perdón u n o s á los
otros, poniendo los padres á los h i j o s la
m a n o s o b r e l a c a b e z a , s i n los s a n t i g u a r ni de-
cir nada, ó diciendo: De Dios y de m í seáis
bendecidos, por lo que d i s p o n e la ley de M o i -
s é s y sus c e r e m o n i a s . O si a y u n a s e n al ayuno
de l a r e i n a de E s t e r , ó el ayuno del Rebeaso,
q u e l l a m a n d e l p e r d i m i e n t o de l a C a s a s a n t » ,
352 HISTORIA DE l A INQUISICION,
ú o t r o s a y u n o s de j u d í o s , de e n t r e semana co-
m o e l l u n e s ó e l j u e v e s , n o c o m i e n d o en los
d i c h o s dias h a s t a l a n o c h e í a l i d a l a estrella; y
en a q u e l l a s n o c h e s , n o c o m i e n d o carne y l a -
v á n d o s e u n d i a antes p a r a l o s d i c h o s a y u n o s ,
c o r t á n d o s e las u ñ a s y las p u n t a s de los cabellos
g u a r d á n d o l a s , ó q u e m á n d o l a s , r e z a n d o oracio-
nes judáicas, alzando y bajando l a cabeza j
v u e l t o s de c a r a á l a p a r e d , y a n t e s que las re-
z e n l a v á n d o s e las m a n o s con agua ó tierra,
vistiéndose vestiduras de sarga, estameña ó
lienzo c o n ciertas cuerdas ó correjuelas colga-
das d e l o s c a b o s c o n c i e r t o s ñ u d o s . O celebra-
sen l a p a s c u a d e l p a n c e n c e ñ o comenzando á
c o m e r lechugas, apio ú otras v e r d u r a s en los
tales d i a s . O g u a r d a s e n l a p a s c u a de las C a b a -
ñuelas poniendo ramos verdes ó paramentos,
c o m i e n d o y r e c i b i e n d o c o l a c i ó n , d á n d o l a los
u n o s á los o t r o s . O l a fiesta d e las Candelillas
e n c e n d i é n d o l a s u n a á u n a h a s t a diez,.y d e s p u é s
t o r n á n d o l a s á m a t a r r e z a n d o o r a c i o n e s judaicas
e n l o s tales d i a s . O si b e n d i j e s e n la mesa según
c o s t u m b r e de l o s j u d í o s ó b e b i e n d o v i n o C a s e r .
O h i c i e s e l a B a r a h a , t o m a n d o e l vaso devino
en l a m a n o , d i c i e n d o c i e r t a s p a l a b r a s sobre é l ,
d a n d o de b e b e r á c a d a u n o u n t r a g o . O si c o -
m i e s e n c a r n e d e g o l l a d a de m a n o de j u d í o s ó co-
m i e s e n á su m e s a c o n ellos y d e sus m a n j a r e s .
•*
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 333
O si r e z a s e n los s a h n o s de D a v i d s i n g l o r i a p a -
tri. O si esperasen el M e s í a s . O dijesen q u e e!
Mesías p r o m e t i d o en la ley no era venido y que
h a b i a de v e n i r y le e s p e r a b a n p a r a q u e l o s sa-
case d e l c a u t i v e r i o e n q u e d e c í a n q u e estaban
y los l l e v a s e á t i e r r a de p r o m i s i ó n . O si a l g u n a
m u g e r guardase quarenta dias d e s p u é s de pa-
rida s i n e n t r a r e n e l t e m p l o p o r c e r e m o n i a do
la l e y de M o i s é s . O si c u a n d o n a c e n las c-riatu-
ras las c i r c u n c i d a s e n , ó p u s i e s e n n o m b r e s de
j u d í o s l l a m á n d o l o s asi. O s i l e s h i c i e s e n raer
l á . c r i s m a ó l a v a r l o s d e s p u é s de b a u t i z a d o s d o n -
de les p o n e ó l e o y c r i s m a . O l a s é p t i m a n o c h e
d e l n a c i m i e n t o de l a c r i a t u r a p o n i e n d o u n b a -
e i n c o n a g u a e c h a n d o en e l o r o , p l a t a , a l j ó f a r j
t r i g o , cebada, y otras cosas; l a v a n d o l a d i c h a
criatura en dicha agua diciendo ciertas pala-
b r a s . O h u b i e s e n h e c h o h a d a s á sus h i j o s . O s1
a l g u n o s e s t á n casados á m o d o j u d a i c o . O si h i -
c i e s e n e l R u a y a , q u e es c u a n d o a l g u n a p e r s o n a
p a r t e c a m i n o . O si t r u j e s e n n ó m i n a s j u d á i c a s .
. 0 si a l t i e m p o q u e a m a s e n sacasen l a a l a de l a
masa, y la echasen á qneroar por sacrificio. O
si c u a n d o e s t á a l g u n a p e r s o n a e n e l a r t i c u l o de
la m u e r t e le v o l v i e s e n á la pared á m o r i r , y
m u e r t o le l a v a s e n c o n a g u a c a l i e n t e , r a p a n d o
l a b a r b a y d e b a j o de los s o b a c o s y o t r a s p a r t e s
del c u e r p o , y a m o r t a j á n d o l o s c o n lienzo nuevo
334 HISTORIA DE tA. INQUISICION ,
calzones y camisa^ capa plegada p o r c i m a , po-
n i é n d o l e s á la cabeza u n a a l m o h a d a con tierra
v i r g e n ó e n l a b o c a m o n e d a , al j ó f a r , ú o t r a co-
sa. O l o s e n d e c h a s e n ó d e r r a m a s e n a g u a de los
c á n t a r o s y t i n a j a s e n l a c a s a d e l difunto y en
las o t r a s d e l b a r r i o p o r c e r e m o n i a j u d a i c a , c o -
m i e n d o en e l s u e l o t r a s las p u e r t a s pescado y
aceytunas, y no carne, por duelo del difunto,
n o s a l i e n d o de casa p o r u n a ñ o por observan-
c i a de l a d i c h a l e y . O si los e n t e r r a s e n en tier-
ra v i r g e n ó en o s a r i o de j u d í o s . O si a l g u n o s
se h n i d o á t o r n a r j u d i o s . O si a l g u n o ha d i -
c h o q u e tan b u e n a es l a l e y de M o i s é s c o m o la
de nuestro redentor Jesucristo.
« O si s a b é i s ó h a b é i s o i d o d e c i r que algunas
p e r s o n a s h a y a n d i c h o ó a f i r m a d o que la secta
de M a h o m a es b u e n a ; y q u e n o h a y otra para
entraren el p a r a í s o ; y que Jesucristo no es
D i o s s i n o p r o f e t a ; y q u e n o n a c i ó de N u e s -
tra S e ñ o r a s i e n d o v i r g e n antes d e l p a r t o , en
el p a r t o , y d e s p u é s d e l p a r t o . O que h a y a n he-
c h o a l g u n o s r i t o s y c e r e m o n i a s de i a secta de
M a h o m a p o r g u a r d a y o b s e r v a n c i a d e ü a : como
si h u b i e s e n g u a r d a d o los v i e r n e s p o r fiesta, co-
m i e n d o c a r n e e n e l l o s ó en o t r o s d í a s prohi-
b i d o s p o r l a santa m a d r e I g l e s i a , d i c i e n d o que
n o es p e c a d o , v i s t i é n d o s e e n l o s d i c h o s v i e r -
nes c a m i s a s l i m p i a s y otras r o p a s de fiesta. O
PIEZAS J t i s T m c j m v A S . • 335
í i a y a n decollad o a v e s ó reses ú o t r a c o s a , a t r a -
vesando el c u c h i l l o , dejando la nuez en la ca-
beza, v o l v i e n d o l a c a r a h a c i a e l A l q u i b l a q u e es
hacia el Oriente diciendo Vizmelea , y ata-
do los pies á las reses. O que no coman
á ningunas aves que estén por degollar, ni
que estén degolladas por manos de m u g e r »
ni q u e r i é n d o l a s d e g o l l a r las dichas mugeres
por les e s t a r prohibido p o r ' l a secta d e IMa-
homa. O que hayan relajado á sus hijos p o -
niéndoles nombres de moros, y llamándoles
a s i , ó q u e se l l a m a s e n nombres de moros, ó
que se h u e l g u e n q u e se l o s l l a m e n . O q u e h a -
y a n d i c h o que no hay mas que E i o s y M a h o m a
su m e n s a g e r o . O q u e h a y a n j u r a d o p o r e l A l -
quibla ó dicho A l a y m i n z u l a , que quiere decir,
p o r t o d o s los j u r a m e n t o s . O q u e h a y a n a y u n a -
do e l a y u n o del R a m a d á , g u a r d a n d o su p a s -
c u a , d a n d o en e l l a l i m o s n a á l o s p b r e s , n o c o -
miendo, ni bebiendo en todo el dia husta la
n o c h e , s a l i d a la e s t r e l l a , c o m i e n d o carne ó lo
que q u i e r e n . O q u e h a y a n h e c h o e l z a h o r , le-
v a n t á n d o s e á las m a ñ a n a s antes q u e a m a n e z c a
á c o m e r , y d e s p u é s de h a b e r comido, lavarse
la b o c a y t o r n a r s e á l a c a m a . O q u e h a y a n h e -
cho el G u a d o c l a v á n d o s e l o s b r a z o s de l a s m a -
nos á los c o d o s , cara, b o c a , narices , oidos y
piernas y partes vergonzosas. O que h a y a n h e -
336 HISTORIA DE LA INQUISICION,
che d e s p u é s e l z a l á v o l v i e n d o l a cara hacia el
A l q u i b l a , p o n i é n d o s e sobre u n a estera, ó po-
yal, alzando y abajando l a c a b e z a , diciendo
ciertas palabras en a r á b i g o , rezando la oración
del A n d u l u l e y y C o l h i i a , y Laguahat y otras
o r a c i o n e s de m o r o s . Y q u e no c o m a n tocino,
n i b e b a n v i n o p o r g u a r d a y o b s e r v a n c i a de la
s e c t a d e los m o r o s . O que h a y a n guardado la
pascua del carnero, h a b i e n d o m u e r t o , hacien-
do p r i m e r o e l G u a d o c . O si a l g u n o s se hayan
c a s a d o s e g ú n r i t o y c o s t u m b r e de m o r o s . Y que
h a y a n c a n t a d o c a n t a r e s de m o r o s ó hecho z u m -
bras ó l e y l a s c o n i n s t r u m e n t o s prohibidos. O
si h u b i e s e alguno guardado los cinco manda-
m i e n t o s de M a h o m a . O q u e h a y a n puesto á sí
ó á sus hijos ó á o t r a s p e r s o n a s , hanzas, que es
u n a m a n o e n r e m e m b r a c a de los c i n c o manda-
mientos. O que hayan lavado los difuntos,
a m o r t a j á n d o l o s con lienzo n u e v o , enterrándo-
l o s e n t i e r r a v i r g e n , e n s e p u l t u r a s huecas, p o -
n i é n d o l o s de l a d o c o n u n a p i e d r a á la cabece-
ra poniendo en la sepultura ramos verdes,
m i e l , leche y otros manjares. O que h a y a n l l a -
m a d o ó i n v o c a d o á M a h o m a en sus necesidades
d i c i e n d o q u e es p r o f e t a y m e n s a g e r o de D i o s ,
y q u e e l p r i m e r t e m p l o de D i o s fue la casa de
M e c a , d o n d e d i c e n esta e n t e r r a d o M a h o m a . O
q u e h a y a n d i c h o q u e n o se b a u t i z a r o n c o n ere-
-

PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 337


e n c i a de n u e s t r a santa fe c a t ó l i c a . O q u e h a y a n
d i c h o q u e b u e n s i g l o h a y a n sus p a d r e s ó sus
abuelos, que m u r i e r o n m o r o s ó j u d í o s . Oque
e l m o r o se s a l v a e n su secta y e l j u d í o e n s u
l e y . O s i a l g u n o se h a p a s a d o á B e r b e r í a , y r e -
n e g a d o de n u e s t r a santa fe c a t ó l i c a , ó á otras
partes y l u g a r e s fuera de estos reynos á se
tornar judíos ó moros. O que h a y a n hecho
ó dicho otro* ritos ó ceremonia? de mo-
ros.
O si s a b é i s ó havedes oido decir que a l g u n a
ó algunas personas hayan d i c h o , tenido ó c r e í -
do q u e l a falsa y d a ñ a d a secta de M a r t i n L u t e -
r o y sus s e c u a c e s es b u e n a . O h a y a n c r e y d o y
a p r o b a d o algunas opiniones suyas d i c i e n d o que
n o es n e c e s a r i o q u e se h a g a l a c o n f e s s i o n a l
sacerdote ; que basta confessarse á solo D i o s .
Y que el papa y los sacerdotes no t i e n e n p o -
der para absolver los pecados. Y q u e en la
hostia consagrada no está el verdadero cuerpo
de n u e s t r o s e ñ o r J e s u c r i s t o ; y q u e n o se h a de
r o g a r á l o s s a n t o s . Y q u e n o h a de h a b e r i m á -
g e n e s en las i g l e s i a s . Y q u e n o h a y p u r g a t o r i o .
Y q u e n o h a y n e c e s i d a d de r e z a r p o r los d i f u n -
tos. Y q u e n o s o n n e c e s a r i a s las obras; que
b a s t a l a fe c o n el bautismo para salvarse. Y
que q u a l q u i e r a p u e d e c o n f e s a r y c o m u l g a r u n o
ü o t r o debajo de e n t r a m b a s e s p e c i e s p a n y v i -

»9
338 HISTORIA DE 1A INQUISICION,
n o . Y q u e e l p a p a n o t i e n e p o d e r p a r a dar i n -
d u l g e n c i a ? , p e r d o n e s , n i b u l a s . Y q u e los c l é -
r i g o s , frailes y m o n j a s se p u e d e n casar. O que
h a y a n d i c h o q u e no ha de h a b e r f r a y l e s n i m o n -
jas , n i m o n a s t e r i o s , q u i t a n d o las ceremonias
de la r e l i g i ó n . O q u e h a y a n d i c h o que no o r -
denó ni instituyó D i o s las r e l i g i o n e s . Y que
m e j o r y m a s p e r f e c t o estado es el de los casa"
dos q u e e l de la r e l i g i ó n , n i e l d é l o s c l é r i g o s y
f r a i l e s . Y q u e n o h a y a fiestas m a s de los d o -
m i n g o s . Y q u e n o es p e c a d o c o m e r carne en
v i e r n e s n i en Q u a r e s m a j n i en "Vigilias, p o r -
q u e no h a y n i n g ú n d i a p r o h i b i d o para e l l o .
O q u e h a y a n t e n i d o ó c r e i d o a l g u n a ó algunas
otras o p i n i o n e s d e l d i c h o M a r t i n L u t e r o y sus
s e q u a c e s . O se h a y a n i d o f u e r a destos r e y n o s
á ser l u t e r a n o s .
O si s a b é i s ó h a b é i s o i d o d e c i r que a l g u n a ó
algunas personas vivas ó difuntas hayan dicho
ó a f i r m a d o q u e es b u e n a l a secta de los a l u m -
brados ó d e j a d o s : e s p e c i a l m e n t e q u e la o r a -
c i ó n m e n t a l e s t á en p r e c e p t o d i v i n o y que c o n
ella se c u m p l e t o d o l o d e m á s . Y q u e la o r a c i ó n
es s a c r a m e n t o bajo de accidentes. Y que la
o r a c i ó n m e n t a l es l a q u e tiene este v a l o r . Y
q u e l a o r a c i ó n v o c a l i m p o r t a m u y p o c o . Y que
l o s s i e r v o s de D i o s no h a n de t r a b a j a r , n i o c u -
parse e n e x e r c i c i o s c o r p o r a l e s . Y que n o se ha
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 339
de o b e d e c e r a l p r e l a d o , p a d r e n i s u p e r i o r en
c n a n t o m a n d a s e n c o s a q u e e s t o r b e las h o r a s d e
la o r a c i ó n m e n t a l y c o n t e m p l a c i ó n . Y que d i -
cen p a l a b r a s s i n t i e n d o m a l d e l s a c r a m e n t o d e l
m a t r i m o n i o . Y que nadie puede alcanzar el
secreto de l a v i r t u d si no fuese discípulo de
los m a e s t r o s q u e e n s e ñ a n l a d i c h a m a l a d o c t r i -
n a . Y q u e n a d i e se p u e d e s a l v a r s i n l a o r a c i ó n
que h a c e n y e n s e ñ a n los dichos maestros y
no se c o n f e s s a n d o con ella generalmente. T
que ciertos ardores, t e m b l o r e s y desmayos que
p a d e c e n , s o n i n d i c i o s d e l a m o r de D i o s , y q u e
p o r e l l o s se c o n o c e que e s t á n en gracia y tie-
n e n el E s p í r i t u S a n t o . Y q u e los p e r f e c t o s no
t i e n e n n e c e s i d a d de h a c e r o b r a s v i r t u o s a s . Y
q u e se p u e d e v e r j se vee e n esta v i d a l a e s -
s e n c i a d i v i n a y los m i s t e r i o s de l a Trinidad
c u a n d o l l e g a n á c i e r t o p u n t o de p e r f e c c i ó n . Y
q u e el E s p í r i t u S a n t o i n m e d i a t a m e n t e g o b i e r -
n a á los q u e a s í v i v e n . Y q u e s o l a m e n t e se h a
de s e g u i r su m o v i m i e n t o é i n s p i r a c i ó n i n t e r i o r
p a r a h a c e r ó d e j a r de h a c e r c u a l q u i e r c o s a . Y
q u e a l t i e m p o de l a e l e v a c i ó n del santíssimo
Sacramento, por rito y c e r e m o n i a necesaria
se ha de c e r r a r l o s o j o s . O q u e a l g u n a s p e r s o -
nas h a y a n d i c h o ó a f i r m a d o q u e h a b i e n d o l l e -
g a d o á c i e r t o p u n t o de p e r f e c c i ó n no pueden
ni o i r s e r m o n e s , n i pa-
.i JÉ - i
340 HISTORIA. DE LA INQUISICION,
l a b r a de D i o s , ó otras cosas de l a d i c h a secta
y mala doctrina.
O si s a b é i s ó h a b é i s o i d o d e c i r otras algunas
h e r e j í a s : e s p e c i a l m e n t e q u e no h a y p a r a í s o ó
g l o r i a p a r a los b u e n o s , n i i n f i e r n o p a r a los ma-
l o s . Y q u e no b a y m a s de n a c e r y m o r i r . O a l -
g u n a s b l a s f e m i a s h e r e t i c a l e s c o m o s o n : N o creo,
descreo , reniego contra D i o s nuestro Señor y
c o n t r a l a v i r g i n i d a d y l i m p i e z a de nuestra se-
ñ o r a la V i r g e n María , ó c o n t r a los santos y
santas d e l c i e l o : ó q u e t e n g a n ó h a y a n tenido
familiares, i n v o c a n d o d e m o n i o s , y hecho cer-
cos ó p r e g u n t á n d o l e s a l g u n a s cosas , y espe-
r a n d o r e s p u e s t a de ellas : O h a y a n sido brujos
ó b r u j a s , ó h a y a n t e n i d o p a c t o t á c i t o ó expre-
so c o n e l D e m o n i o , m e z c l a n d o p a r a esto co-
sas sagradas c o n p r o f a n a s , a t r i b u y e n d o á la cria-
t u r a l o q u e es s o l o d e l c r i a d o r . O q u e a l g u n o ,
s i e n d o c l é r i g o de o r d e n s a c r o ó fraile profeso,
se h a y a c a s a d o . O q u e a l g u n o no siendo or-
d e n a d o de o r d e n s a c e r d o t a l , h a y a d i c h o missa,
ó a d m i n i s t r a d o a l g u n o de los s a c r a m e n t o s de
n u e s t r a santa m a d r e i g l e s i a . O que a l g ú n c o n -
fessor ó c o n f e s s o r e s , c l é r i g o s ó r e l i g i o s o s , de
q u a l q u i e r estado , preeminencia ó condición
q u e sean , en e l acto de l a c o n f e s s i o n ó antes
ó d e s p u é s i n m e d i a t a m e n t e á e l l a , ó c o n oca-
s i ó n , t í t u l o y s o m b r a de c o n f e s s i o n , aunque eu
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 3/(1

efecto no se h a y a s e g u i d o l a d i c h a confession
ú a u n q u e sea f u e r a de o c a s i ó n de c o n f e s s i o n ,
p e r o e s t a n d o en el confessionario ó en q u a l -
q u i e r o t r o l u g a r a d o n d e se c o n í i e s s a ó q u e e s t é
d e s t i n a d o p a r a o i r de c o n f e s s i o n , fingiendo y
dando á entender que están confessando ó
o y e n d o de c o n f e s s i o n , h a y a n s o l i c i t a d o ó a t e n -
tado s o l i c i t a r á qualquier p e r s o n a s , inducién-
d o l a s y p r o v o c á n d o l a s á actos t o r p e s y d e s h o -
nestos así entre el confessor y el p e n i t e n t e
c o m o c o n o t r o s : ó que h a y a n t e n i d o c o n los d i -
chos penitentes p l á t i c a s ilícitas y deshonestas.
Y e x h o r t a m o s y m a n d a m o s á t o d o s los c o n f e s -
s o r e s a m o n e s t e n á los p e n i t e n t e s de q u i e n t u -
vieren noticia que han sido solicitados en l a
f o r m a d i c h a , de l a o b l i g a c i ó n que t i e n e n de v e -
n i r á d e n u n c i a r á este S a n t o O f i c i o los d i c h o s
solicitantes, adonde privativamente toca el co-
n o c i m i e n t o de este d e l i t o . O si a l g u n a o t r a p e r -
s o n a se h a c a s a d o s e g u n d a ó m a s v e c e s t e n i e n -
d o su p r i m e r a m u g e r ó marido vivos. O que
a l g u n o h a y a d i c h o ó a f i r m a d o que l a s i m p l e f o r -
n i c a c i ó n , ó dar á u s u r a ó á l o g r o , ó perjurar-
se, no es p e c a d o . O q u e es m e j o r ó v a l e mas
estar uno amancebado que casado. O que ha-
yan hecho vituperios ó malos tratamientos á
i m á g e n e s de s a n t o s ó c r u c e s . O q u e a l g u n o no
h a y a c r e í d o e n los a r t í c u l o s de l a f e , ó h a y a d u -
3Zl2 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
d a d o de a l g u n o d e e l l o s . O h a y a estado u n a ñ o
ó mas t i e m p o d e s c o m u l g a d o ó h a y a m e n o s p r e -
c i a d o y t e n i d o e n p o c o las c e n s u r a s de la san-
ta m a d r e I g l e s i a d i c i e n d o ó h a c i e n d o cosa con-
tra e l l a s . O si s a b é i s ó h a b é i s o i d o d e c i r que
a l g u n a ó a l g u n a s p e r s o n a s , so c o l o r de astro-
l o g i a ó q u e lo s a b e n p o r las e s t r e l l a s y sus as-
p e c t o s , 6 p o r las r a y a s y s e ñ a l e s d é l a s m a n o s ,
ó por otra qualquier arte, c i e n c i a ó facultad
ó otras v i a s , r e s p o n d a n y a n u n c i e n las cosas
p o r v e n i r , d e p e n d i e i i t e s de la l i b e r t a d y l i b r e
a l b e d r í o d e l h o m b r e , ó los casos fortuitos que
h a n de a c o n t e c e r , ó l o h e c h o y a c o n t e c i d o en
las cosas pasadas , o c u l t a s y l i b r e s , d i c i e n d o y
a f i r m a n d o ó d a n d o á e n t e n d e r q u e h a y reglas,
arte ó c i e n c i a p a r a p o d e r s a b e r semejantes c o -
sas. O q u e las v a y a n á p r e g u n t a r y consultar
s i e n d o c o m o l o d o e l l o es p a r a los tales efectos,.
falso , v a n o y s u p e r s t i c i o s o en gran daño y
p e r t u r b a c i ó n de n u e s t r a religión y christiau-
dad.
O si s a b é i s ó h a b é i s oido d e c i r que a l g u n a »
p e r s o n a s h a y a n t e n i d o a l g u n o s l i b r o s de la sec-
ta y o p i n i o n e s d e l d i c h o M a r t i n L u l e r o ó o t r o s
h e r e g e s ; ó el A l c o r á n , ó o t r o s l i b r o s de la sec-
ta de M a h o m a , ó b i b l i a s en r o m a n c e , ó o í r o s
q u a l e s q u i e r de los r e p r o b a d o s y prohibidos
p o r las c e n s u r a s y c a t á l o g o s d e l santo oficio
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 0¿\0
de l a I n q u i s i c i ó n . O q u e a l g u n a s p e r s o n a s ; n o
c u m p l i e n d o l o q u e son o b l i g a d o s , h a n d e x a d o
de d e c i r y m a n i f e s t a r l o q u e s a b e n . O h a n o i d o
d e c i r ó d i c h o y p e r s u a d i d o á otras p e r s o n a s q u e
n o l o m a n i f i e s t e n . O que h a n s o b o r n a d o t e s t i -
gos p a r a t a c h a r falsamente los que han de-
puesto en el Santo Oficio. O que algunas p e r -
sonas h a y a n d e p u e s t o f a l s a m e n t e c o n t r a o t r a s
p o r les h a c e r m a l y d a ñ o y m a c u l a r su h o n r a .
O que h a y a n encubierto , receptado ó f a v o r e -
cido algunos herejes , d á n d o l e s favor y a y u d a ,
ocultando y e n c u b r i e n d o sus p e r s o n a s ó bie-
n e s . O q u e h a y a n p u e s t o i m p e d i m e n t o p o r sí
ó p o r o t r o s al l i b r e y r e c t o e x e r c i c i o d e l S a n t o
O f i c i o y oficiales y m i n i s t r o s d é l . O que h a y a n
quitado ó hecho q u i t a r a l g u n o s s a m b e n i t o s de
d o n d e e s t a b a n p u e s t o s p o r el S a n t o O f i c i o , y
que h a y a n puesto otros. O que los q u e han
sido reconciliados y penitenciados por el S a n -
t o O f i c i o no han guardado ni cumplido las
c a r c e l e r í a s , n i p e n i t e n c i a s que les f u e r e n i m -
puestas. O si h a n dejado de t r a h e r pública-
mente el h á b i t o de r e c o n c i l i a c i ó n sobre sus
Testiduras. O que algunos reconciliados ó p e -
n i t e n c i a d o s han d i c h o que lo que c o n f e s s a r o n
en el S a n t o O f i c i o a n s i de si c o m o de otras
p e r s o n a s , no fuese v e r d a d n i lo h a b l a n h e c h o
n i c o m e t i d o , y que lo d i x e r o n p o r t e m o r ó p o r
Skh H1ST0I1IA DE LA INQUISICION,
o t r o s r e s p e c t o s . O que hayan descubierto el
secreto q u e les f u é e n c o m e n d a d o en e l Santo
Oficio. O que a l g u n o h a y a d i c h o q u e los rela-
jados por el Santo Oficio fueron condenados
s i n c u l p a y que m u r i e r o n m á r t y r e s . O que a l -
g u n o s q u e h a y a n s i d o r e c o n c i l i a d o s , ó hijos ó
n i e t o s de c o n d e n a d o s p o r e l d e l i t o y crimen
de la h e r e j í a , h a y a n u s a d o y u s e n oficios p ú -
b l i c o s y de h o n r a , que les s o n p r o h i b i d o s p o r
derechos c o m ú n , leyes y p r e m á t i c a s destos
r e y n o s é i n s t r u c c i o n e s d e l S a n t o O f i c i o . O que
se h a y a n h e c h o c l é r i g o s . O q u e tengan alguna
d i g n i d a d e c l e s i á s t i c a ó s e g l a r , ó i n s i g n i a s delJa.
O h a y a n t r a y d o cosas p r o h i b i d a s , c o m o son;
armas , seda, oro plata, corales, perlas,cha-
m e l o t e s , p a ñ o fino, ó h a y a n c a b a l g a d o en c a -
ballo.
O si s a b é i s ó h a b é i s o i d o d e c i r que alguna
persona ó personas hayan dado, vendido ó
presentado, ó de a q u í a d e l a n t e d i e r e n , v e n d i e -
r e n , ó presentaren caballos, armas, municio-
n e s , ó b a s t i m i e n t o s á infieles h e r e j e s , ó l u -
t e r a n o s , ó q u e p o r su m e d i o l o s h a y a n habido
en qualquier manera ; ó que p a r a el d i c h o fin
h a y a n p a s s a d o , ó de a q u i a d e l a n t e passaren, ó
ayudaren á passar los dichos c a b a l l o s , m u n i -
c i o n e s ó b a s t i m e n t o s , p o r l o s passos y p u e r -
tos de B e a r n e , F r a n c i a , G a s c u ñ a , ó otras p a r -
PIEZAS JUSTIFICATIVAS» 845
tes : ó l o s h u b i e r e n v e n d i d o ó comprado , ó
vendieren ó c o m p r a r e n de a q u í adelante , ó
para ello d i e r e n favor y a y u d a : c o n t r a los q u a -
les y l o s q u e l o s u p i e s e n y n o l o m a n i f e s t a r e n
se p r o c e d e r á c o n f o r m e á los edictos p o r este
Santo Oficio publicados y por todo r i g o r de
d e r e c h o c o m o c o n t r a f a u t o r e s de h e r e j e s .
O si s a b é i s ó h a b é i s o i d o d e c i r q u e a l g u n a s
personas traygan consigo el santíssimo Sacra-
mento h u r t á n d o l e secretamente, ó tomándole
con violencia , pareciéndole que con traerlo
no pueden r e c i b i r d a ñ o en personas n i m o r i r
T Í o l e r í t a m e n t e , t o m a n d o de a q u i o c a s i ó n y o s a -
día á perpetrar graves y atroces delitos. O si
a l g ú n sacerdote ó otra persona lo haya dado
p a r a q u e l o l l e v e n c o n s i g o o p a r a o t r o s efectos.
O si s u p i é r e d e s ó h u b i é r e d e s visto ó oido
d e c i r de a l g u n o q u e h a y a c o m e t i d o e l c r i m e n
n e f a n d o de s o d o m í a »
O s i s a b é i s q u e e n p o d e r de a l g ú n escriba-
no , notario ó otra persona e s t é n algunos p r o -
cesos , a u t o s , d e n u n c i a c i o n e s , i n f o r m a c i o n e s
ó p r o b a n c a s t o c a n t e s á los d e l i t o s e n esta n u e s -
t r a c a r t a r e f e r i d o s . Y si s u p i é r e d e s ó enten-
d i é r e d e s que alguna persona tiene ó posee a l -
gunos bienes confiscados por el Santo Oficio
ó que que le p e r t e n e z c a n en qualquier ma-
nera.
ShG HISTORIA DE LA IlíQriSICION,
P o r ende por el tenor de l a p r e s e n t e a m o -
n e s t a m o s , e x h o r t a m o s y r e q u e r i m o s , y en v i r -
t u d de santa o b e d i e n c i a y so p e n a de e x c o -
munión m a y o r latee senteritios , trina canónica
monitione proemissa m a n d a m o s á todos y qna-
l e s q u i e r de v o s q u e s u p i é r e d e s ó hubiéredes
h e c h o , v i s t o ¿ o i d o d e c i r q u e a l g u n a persona
h a y a h e c h o , t e n i d o ó a f i r m a d o a l g u n a s cosas de
las a r r i b a d i c h a s y d e c l a r a d a s , ó o t r a q u a l q u i e r
q u e sea c o n t r a n u e s t r a ¿ a n t a fe c a t ó l i c a , y lo
q u e t i e n e , p r e d i c a y e n s e ñ a n u e s t r a santa m a -
d r e I g l e s i a r o m a n a assi de v i v o s , presentes, ó
a u s e n t e s , c o m o de d i f u n t o s , s i n c o m u n i c a r l o
con persona alguna ( p o r q u e ansi conviene)
vengáis y p a r e z c á i s ante N o s personalmente
á decirlo y manifestarlo dentro de seis dias
p r i m e r o s s i g u i e n t e s , d e s p u é s q u e esta nuestra
c a r t a fuere l e i d a y p u b l i c a d a , ó c o m o della ó
parte supiéredes eu qualquier manera, con
a p e r c i b i m i e n t o q u e os h a c e m o s q u e pasado e l
dicho término l o s u s o d i c h o no cumpliendo,
d e m á s q u e h a b r é i s i n c u r r i d o en las dichas pe-
nas y c e n s u r a s , p r o c e d e r é m o s c o n t r a los que
rebeldes é inobedientes fuéredes como contra
personas que maliciosamente callan y encu-
b r e n las d i c h a s cosas y s i e n t e n m a l de las c o -
sas de n u e s t r a santa fe c a t ó l i c a , y censuras de
la Iglesia. Y por cuanto l a absolución del orí-
PIEZAS JUSTIFICATIVAS. 347

m e n y d e l i t o de l a h e r e j í a nos e s t á especial-
m e n t e r e s e r v a d a , m a n d a m o s y p r o h i b i m o s so
la dicha pena á todos y qualesquier confesso-
res , c l é r i g o s , ó r e l i g i o s o s , que no a b s u e l v a n
á p e r s o n a a l g u n a q u e c e r c a de lo s u s o d i c h o es-
t é c u l p a d a , ó no h u b i e s e d i c h o y manifesta-
do e n e l S a n i o O f i c i o l o q u e dello supiere ó
h u b i e r e o i d o d e c i r ; antes l a r e m i t a n a n t e N o s
p a r a que s a b i d a y a v e r i g u á d a la v e r d a d , los
m a l o s sean c a s t i g a d o s , y los b u e n o s y fieles
cristianos conocidos y honrados , y nuestra
santa fe c a t ó l i c a a u m e n t a d a , y ensalzada. Y
p a r a q u e l o s u s o d i c h o eenga á n o t i c i a de t o d o s ,
y dello n i n g u n o pueda pretender ignorancia,
se m a n d a p u b l i c a r h o y . D a d a en

FIN DEL TOMO OCTAVO Y ÍTITIMO.


3ZÍ9

INDICE
D E L TOMO OCTAVO.

Capítulo X L V . — A u t o r i d a d e s sagradas que de-


muestran que el e s p í r i t u y l a conducta del
Santo Oficio están en o p o s i c i ó n con el espí-
r i t u del Evangelio y de la r e l i g i ó n cristiana.
— A r t í c u l o I. i
C a p í t u l o X L V I . — C á l c u l o de víctimas c o n es-
presion c r o n o l ó g i c a de los inquisidores ge-
nerales en cuyos tiempos se verificaron. —
A r t í c u l o I. 85
Capítulo X L V I I . ' — Compendio c r o n o l ó g i c o de
los hechos mas notables que h a n sido referi-
dos en esta historia. — A r t í c u l o I. 120
A p é n d i c e . — Piezas justificativas. 25x

3o
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RHSftEra
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