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HISTORIA CRITICA

DE LA INQUISICION

DE ESPAÑA.
TOMO VI.
HISTORIA CRITICA

DE L A IIVQÜISIC101V

D E ESPAÑA.
Obra original conforme lo que resalta de los A r -
chivos del Consejo de la Suprema , y de los T r i -
bunales de provincia.

SU AUTOR

Éj @$on c^umi' ty&ntxmoo ^L-faremíe,

Antiguo secretario de la Inquisición de Corte , académico y


socio de muchas Academias y Sociedades literarias naciona-
les y estranjeras.

TOMO VI.

BARCELONá.
1 MI'RENT A DE OLIVA.

Galle de la Platería.

i836.
CAP. XXXI,'—ART. I,

DE L A CAUSA. CELEBRE D E L PBIWCIPE D E


ASTURIAS D . CARLOS DE AUSTRIA,

A R T Í C U L O I.

Vida y calidades del principe.

1. L a E u r o p a entera está creyendo que


E e l i p e TI h i z o ú l a I n q u i s i c i ó n e s p a ñ o l a f o r m a r
proceso contra su h i j o ú n i c o C a r l o s de Aus-
t r i a , p r í n c i p e de A s t u r i a s , sucesor futuro de
l a m o n a r q u í a , j u r a d o p a r t a l e n las c o r t e s g e -
n e r a l e s de T o l e d o d e l a ñ o 1 5 6 0 ; q u e l o s i n -
u i s i d o r e s sentenciaron al p r í n c i p e condenán-
d o l o á p e n a de m u e r t e , y q u e s o l o e s t á sujeto
á d i s p u t a s e l g e n e r o de s u p l i c i o c o n q u e m u -
rió aquel desgraciado. A l g u n o s escritores han
l l e g a d o a l c s t r e m o d e r e f e r i r las c o n v e r s a c i o -
nes e n t r e F e l i p e l í y c l I n q u i s i d o r g e n e r a l , e n -
T o m ü VI., i
2 HISTORIA DE l A INQUISICION,

t r e C a r l o s de A u s t r i a y o t r o s p e r s o n a j e s , como
s i h u b i e r a n estado p r e s e n t e s , y aun á copiar
p a r t e de l a s e n t e n c i a c o m o si l a h u b i e s e n l e i d o .
No me admira que el abad S a n - R e a l , jVL
Mercier, M . Langle, y otros tan amigos de
e s c r i b i r n o v e l a s c o n a i r e y t í t u l o de historias
l o h a y a n h e c h o a s í ; p e r o d e b o a d m i r a r m e de
que G r e g o r i o L e t i , d e s p u é s de a n u n c i a r con
g r a n c i r c u n s p e c c i ó n q u e no se d e b e d a r con
ligereza crédito á las n a r r a c i o n e s de asunto
tan grave, concluya m u y formal adoptando
cuantas p a t r a ñ a s i n v e r o s í m i l e s había leido , y
refiriendo el suceso tan p o r m e n o r c o m o sí
h u b i e r a p r e s e n c i a d o t o d a s las o c u r r e n c i a s . Y o
m e he p r o p u e s t o p o r ú n i c o nort% l a v e r d a d :
aseguro con ella que nada me ha quedado por
h a c e r en los a r c h i v o s d e l C o n s e j o de l a I n -
q u i s i c i ó n y fuera para encontrarla ; creo ha-
berlo c o n s e g u i d o , y debo asegurar á mis lec-
tores que no hubo semejante proceso de I n -
quisición n i sentencia de inquisidores, sino
d i c l á m e n de consejeros de estado , c u y o pre-
sidente fué el cardenal D . Diego Espinosa,
favorito del R e y p o r entonces ; y como era
j u n t a m e n t e i n q u i s i d o r g e n e r a l , n a c i ó de aquí
l a f á b u l a de h a b e r s i d o p r o c e s o de i n q u i s i c i ó n ,
á c u y o c r é d i t o c o n t r i b u y e r o n las c i r c u n s t a n -
cias de hallarse c o m p l i c a d o en la causa ej
CA,P. X X X I . ART. I. S

p u n t o de r e l i g i ó n de los Flamencos, el pro-


y e c t o de p o n e r l e s t r i b u n a l d e l S a n t o O f i c i o , y
e l h e c h o de h a b e r sido decapitados el conde
de E g m o n t y e l m a r q u é s de H o r n e , magnates
de l o s P a i s e s B a j o s , c a b a l l e r o s d e l T o i s ó n de
o r o , uno de ellos p r í n c i p e soberano de tercer
órden de Alemania y ambos emparentados
c o n l o s de l a E u r o p a , c o m o t a m b i é n e l mar-
q u é s de B e r g y e l b a r ó n de M o n t i g n i , h e r m a n o
d e l M a r q u é s de H o r n e .
2. E s ciertisimo pues que don Cárlos de
Austria m u r i ó en v i r t u d de sentencia verbal
consentida y autorizada por el rey Felipe H
su p a d r e ; p e r o n o l o es q u e t u v i e r a i n t e r v e n -
ción el Santo Oficio. Este resultado parecia
dispensarme d e pasar a d e l a n t e , supuesto que
y o n o e s c r i b o l a h i s t o r i a de los a c a e c i m i e n t o s
p o l í t i c o s de l a E s p a ñ a , s i n o de l a I n q u i s i c i ó n :
sin e m b a r g o , creo lo c o n t r a r i o , supuesto que
casi t o d o s - I o s l i t e r a t o s de l a E u r o p a d i c e n q u e
los i n q u i s i d o r e s c o n d e n a r o n á D. Cárlos. El
manifestar lo que hubo cierto es el mejor
m o d o de p e r s u a d i r e n semejantes circunstan-
cias , y v o y á p r a c t i c a r l o .
3. S i cabe d i s c u l p a e n u n padre para la
i m p i e d a d , la t u v o Felipe I I ; y s o l o dejo de
a p r o b a r su r i g o r , p o r q u e me parece que la
naturaleza lo detesta p o r mas delitos que co-
h H I S T O R I A D E LK I N Q U I S I C I O N ,

meta un hijo cuando la reclusión perpetua


p u e d a escusar nuevos crímenes. De positivo
tengo por c i e r t í s i m o que la E s p a ñ a fué feliz
e n que m u r i e s e aquel m o n s t r u o , que algunos
escritores inexactos retratan c o m o joven a m a -
ble , fingiendo propiedades que n o t u v o , n e -
g a n d o las q u e de veras t e n i a , y suponiendo
u n o s a m o r e s c o n su m a d r a s t r a q u e solo han
existido en la p l u m a del p r i m e r francés que
r e d u j o á p r o b l e m a l a v i r t u d de u n a r e i n a c u y o
decoro p e r m a n e c i ó i n c o r r u p t o , y cuya vida
c e s ó de u n m o d o completamente natural, y
no con impulso violento del veneno que refie-
ren. Felipe I I fué m a l o , h i p ó c r i t a , i n h u m a n o ,
c r u e l á s a n g r e f r i a y capaz de m a t a r á su m u -
g e r s i le c o n v i n i e r a y t u v i e r a o b j e t o ; p e r o l a
capacidad no prueba la e j e c u c i ó n sin causa
i m a g i n a d a ó r e a l : esta n o e x i s t i ó e n m o d o a l -
g u n o : la r e i n a I s a b e l no la d i ó ; nunca es-
cribió papeles, n i e n v i ó recados por tercera
persona ; no tuvo á solas conversaciones
c o n D . C a r l o s : los autores c i r c u n s p e c t o ^ de
F r a n c i a , c o m o e l p r e s i d e n t e de T h o u , jamás
se h a n a c o r d a d o de m a n c h a r sus n o b l e s h i s -
torias con chismes o f e n s i v o s : los novelistas y
poetas c r e y e r o n honrarse deshonrando al M o -
n a r c a e s p a ñ o l , a u n á c o s t a de las d u d a s que
n e c e s i t a b a n e s c i t a r s o b r e l a v i r t u d de u n a s e -
CAP. X X X I . AKT. i . 5
ñ o r a francesa, d i g n í s i m a del respeto mas ver-
d a d e r o . V o y á dar á c o n o c e r á D . C a r l o s p o r
documentos originales a u t é n t i c o s , para que
se v e a d e s p u é s s i m i j u i c i o está fundado en
razón.
4. N a c i ó D . C a r l o s e n V a l l a d o l i d , e n 8 de
j u l i o de 1 5 4 5 , y su m a d r e D.3 M a r í a de Por-
t u g a l , p r i n c e s a de A s t u r i a s , m u r i ó á los c u a -
t r o d i a s e n 12 d e l c i t a d o m e s . S u a b u e l o Ctár-
l o s V a p e n a s l o v i ó h a s t a 1 5 5 7 , e n que r e n u n -
c i a d a s las c o r o n a s , se r e t i r ó a l m o n a s t e r i o de
S a n Justo de E s t r e m a d u r a , y l o v i ó a l paso
en V a l l a d o l i d cuando e l n i e t o estaba e n edad
de d o c e a ñ o s c u m p l i d o s . F a l t a n á la verdad
los q u e d i c e n h a b e r l o e d u c a d o C t l r l o s V , y f o r -
mádole su c o r a z ó n , pues no pudo hacerlo
desde A l e m a n i a , Flándes, Italia y F r a n c i a ,
donde andaba Su Majestad casi desde que
n a c i ó su n i e t o . P r o c u r ó que tuviera buenos
m a e s t r o s , p o r q u e esto es c o m p a t i b l e c o n l o s
viajes. C a r l o s V , estando en A l e m a n i a cuando
F e l i p e su h i j o en l a C o r u ñ a para marchar á
L o n d r e s , e s c r i b i ó en 3 de j u l i o de 1 5 5 4 , en
que D . C a r l o s t e n i a n u e v e a ñ o s , nombrando
entre otros maestros a D. Honorato Juanez,
caballero valenciano , gentilhombre de casa
del E m p e r a d o r , uno de los grandes huma-
nistas de su siglo, y después o b i s p o de O s -
6 HISTORIA DB I A INQTJISICIOJf,

n i a ( l ) . N o se a p l i c a b a D . G a r l o s a l e s t u d i o , p u e s
su p a d r e (yarey) escribió al m a e s t r o desde
B r u s e l a s , e n 3 1 de m a r z o de 1 5 5 8 (teniendo
el discípulo trece a ñ o s ) , d á n d o l e gracias del
cuidado que ponia en hacer q u e D . C á r l o s se
aplicase á leer, i m b u y é n d o l e al m i s m o t i e m p o
b u e n a s m á x i m a s de m o r a l . L e p r e v i e n e conti-
nuar el m i s m o p l a n , y p r o s i g u e d i c i e n d o q u e
d e b e h a c e r s e a s í : « A u n q u e D . C á r l o s no s a l g a
t a m b i é n á ello c o m o seria menester, porque
t o d a v í a se a p r o v e c h a r á ; y á D . G a r c í a escribo
prev i n i é n d o l e q u e se m i r e m u c h o q u i e n e s t r a -
tan y c o m u n i c a n c o n el p r i n c i p e ; pues seria
mas razón que le persuadiesen á esto q u e á
o t r a s cosas ( 2 ) . » Y a d e s d e t i e m p o s anteriores
t e n i a F e l i p e m a l c o n c e p t o de las i n c l i n a c i o n e s
del h i j o , habiendo sabido que degollaba por
s í m i s m o l o s c o n e j o s p e q u o ñ i t o s q u e le l l e v a -
b a n de c a z a , y que m a n i f e s t a b a p l a c e r e n v e r -
l o s p a l p i t a r y m o r i r , c o s a que t a m b i é n advirtió
u n e m b a j a d o r de V e n e c i a , c o m o e s c r i b e F a b i á n
Estrada (3).

(i) Atanasio KirKer,, Principes christiani arche.


iipon poíiticum, copió la carta, lib. 2, c. 4.
(a) Kincer, en la obra citada, copió la carta
entera.
(o) Estrada, Décadas de las guerras de Flándesf
década i , lib. 7.
i CAP. XXXI.'—ART. I. 7

6. Habiendo guerras entre F r a n c i a y E s -


paña , y estando para darse una batalla en
agosto de 1 5 5 8 , se t r a t ó de paz e n e l c o n g r e s o
particular y reservado de l a a b a d í a de G o r -
pans; y los plenipotenciarios c o n v i n i e r o n en
v a r i o s p r e l i m i n a r e s , u n o de los c u a l e s f u é q u e
el p r í n c i p e de A s t u r i a s D . C a r l o s c a s a r í a , c u a n -
do t u v i e r a e d a d , c o n la p r i n c e s a I s a b e l , bija
d e l r e y de F r a n c i a l i e a r i q u e 11. E l n o v i o t e n i a
trece a ñ o s , y la s e ñ o r a doce, habiendo nacido
e n 2 de a b r i l de 1 5 A 6 . E s t a c i r c u n s t a n c i a , y l a
de n o ser e s t i l o de a q u e l l o s t i e m p o s publicar
los a r t í c u l o s p r e l i m i n a r e s de l o s t r a t a d o s de p a z
h a s t a q u e se formalizasen estos, desmienten
c u a n t o se h a fingido sobre la pasión amorosa
q u e a t r i b u y e n á l a n i ñ a de d o c e a ñ o s en fa-
v o r de u n m u c h a c h o de trece , no c o n o c i d o n i
aun por retrato, y de cuya educación había
m a l a s n o t i c i a s . C a r l o s V , su a b u e l o , dijo e n s u
r e t i r o h a b e r l e p a r e c i d o q u e su nieto manifes-
taba inclinaciones violentas ; y pudo contri-
b u i r á ello el no haber procurado refrenarlas
sus t í o s D . " J u a n a de A u s t r i a , p r i n c e s a v i u d a
de P o r t u g a l , y M a x i m i l i a n o , r e y de B o h e m i a ,
después emperador, casado c o n D . a M a r í a ,
hermana de F e l i p e I I , q u e Ies confió la per-
s o n a de su h i j o a l t i e m p o de sus v i a j e s , n o m -
brándoles también gobernadores del reino.
8 HISTORIA D E L A INQÜISIClONj

E s t o s t i o s c u i d a r o n c n a n t o p u d i e r o n de l a sa-
l u d y r o b u s t e z c o r p o r a l ; p e r o e n lo r e s p e c t i v o
á l a m o r a l se e n t r e g a r o n t o t a l m e n t e á l a c o n -
fianza d e l ayo D . G a r c i a de T o l e d o , h e r m a n o
d e l d u q u e de A l v a , d e l m a e s t r o D . Honorato
J u a n , y d e l d o c t o r S u a r e z de T o l e d o , cape-
llán mayor del mismo principe.
6. L o s p r e l i m i n a r e s s e c r e t o s de paz p r e p a -
r a r o n el tratado definitivo hecho en C a m b r e -
s i s , á 8 de a b r i l de 1 5 5 9 ; y en a q u e l inter-
m e d i o h a b i a o c u r r i d o l a n o v e d a d de ser v i u d o
y soltero F e l i p e I I , por haber fallecido en 17
d e n o v i e m b r e a n t e r i o r su m u g e r María, rei-
n a de I n g l a t e r r a , con c u y o m o t i v o , el de no
haber aun c u m p l i d o c a t o r c e a ñ o s de e d a d e l
p r í n c i p e D . C a r l o s , y e l de t e n é r s e l o s t r e i n t a
y dos e l c i t a d o r e y , creyó Henrique I I , con
gran r a z ó n , mejorar mucho l a s u e r t e de su
hija Isabel haciéndola desde l u e g o r e i n a , e n
l u g a r de ser s o l o p r i n c e s a los l a r g o s a ñ o s q u e
debia presumirse de l a j u v e n t u d de Felipe,
quien efectivamente vivió d e s p u é s cuarenta y
ocho. Asi pues, en el artículo XXVII del
t r a t a d o de p a z , se p a c t ó el matrimonio de
Isabel con Felipe I I , sin hacer mención del
s e c r e t o c o n v e n i d o e n l o s p r e l i m i n a r e s . N o so-
lamente h a sido ficción c u a n t o se h a d i c h o de
a re p u g n a n c i a de I s a b e l a l o s t r e c e a ñ o s de
CAP. XXXI. A E T . í, 9

s u e d a d , sino a u n en s u p o n e r l a ; pues n i era


Tiejo el rey c o m o dicen, n i tal vez supo la
s e ñ o r i t a "que se hubiese proyectado casarla
con un incapaz de s e r l o e n t o n c e s p o r falta
de e d a d .
7. tos n o v i o s r e c i b i e r o n el santo sacra-
mento d e l m a t r i m o n i o e n T o l e d o , d i a 2 de
f e b r e r o de 1 5 6 0 , dándoles bendiciones nup-
ciales e l c a r d e n a l arzobispo de B u r g o s , don
Francisco de Mendoza y Bobadilln , siendo
padrino el p r í n c i p e D. C a r l o s , y madrina la
princesa viuda de P o r t u g a l , doña Juana de
A u s t r i a , lujo y h e r m a n a del n o v i o . H u b o e n -
t o n c e s c o r t e s g e n e r a l e s de los r e i n o s , que á
22 de f e b r e r o juraron por sucesor del trono
a l c i t a d o p r i n c i p e , s i n a s i s t e n c i a de l a r e i n a
Isabel, porque á pocos d i a s de l a b o d a en-
fermó de v i r u e l a s . D . C a r l o s t a m b i é n estaba
e n f e r m o de c u a r t a n a s d e s d e a n t e s de v e n i r á
E s p a ñ a la R e i n a ; y a u n q u e no le i m p e d í a n p a -
sear á c a b a l l o y a s i s t i r á l a sala de c ó r t e s en
e l d i a de su j u r a m e n t o , r e s u l t a p o r las m e m o -
rias coetáneas q u e se h a l l a b a flaco, débil y
descolorido; circunstancia que desmiente la
p i n t u r a de s u g a l l a r d í a e n el fingido v i a j e q u e
San Real y M e r c i e r dicen haber hecho para
r e c i b i r á l a r e i n a e n A l c a l á de H e n a r e s . F e l i p e
II tenia buena presencia en aquella edad de


10 HISTORIA DE L K I N Q U I S I C I O N ,

t r e i n t a y tres a ñ o s , y l a R e i n a n o p o d i a p o s -
p o n e r el esplendor del trono al afecto, nunca
ó d é b i l m e n t e n a c i d o , e n f a v o r de a q u e l c u y a
p r i m e r a vista presentaba la figura de u n e n -
fermo p á l i d o y m a g r o . M a s c u i d a d o le d a r i a n
sus v i r u e l a s que p u d i e r a n haberle r o b a d o el
m é r i t o de su p r o p i a h e r m o s u r a .
8. C u a n d o estuviese convalecida, verosí-
m i l m e n t e sabria la descuidada e d u c a c i ó n del
p r í n c i p e y sus p r o p i e d a d e s m o r a l e s de orgu-
l l o i n s o p o r t a b l e . T r a t a b a m a l á sus c r i a d o s e n
palabras y obras, y destrozaba c o l é r i c o c u a n -
to hallaba ó p o d í a tomar e n tales accesos.
Acaso sabria Su Majestad lo m a l que trató
D. C a r l o s á u n h o m b r e tan respetable como
el duque de Alba, e n e l d i a de j u r a r l e por
s u c e s o r d e l t r o n o . E l d u q u e h a b l a t e n i d o á su
c a r g o l a d i s p o s i c i ó n de todo e l c e r e m o n i a l de
las cortes; y distraído con la multitud de
o c u p a c i o n e s , se o l v i d ó de a c u d i r á p r e s t a r s u
j u r a m e n t o á d e b i d o t i e m p o . S e le b u s c ó y e n -
c o n t r ó ; pero el joven i m p e t u o s o p r i n c i p e lo
i n s u l t ó de m o d o , que l o p u s o en u n p r e c i p i -
c i o . D e s p u é s le d i ó s a t i s f a c c i ó n por orden del
p a d r e , p e r o y a era t a r d e : s i e m p r e f u e r o n e n e -
migos.
9. E n n i n g u n a de las Memorias i n é d i t a s q u e
y o he podido a d q u i r i r , he h a l l a d o e l menor
CAP. XXXI.'—ART. I. 11

i n d i c i o de p a s i ó n a m o r o s a de D . C a r l o s por
la R e i n a , n i f u n d a m e n t o remotísimo de l a
o p i n i ó n f o r m a d a p o r l o s a u t o r e s de romances
y n o v e l a s , q u e p a s a d o e l t i e m p o de l a v e r d a d ,
a b u s a r o n de l a n o t i c i a de l o a c a e c i d o a ñ o 1 5 5 8 ,
la c u a l es de c r e e r h a b e r i g n o r a d o el p r í n c i p e :
siendo i n c i e r t o cuanto dicen sobre retratos,
no p u d o e n a m o r a r s e D . C a r l o s antes de v e r á
l a R e i n a ; y no es v e r o s í m i l s u c e d i e r a c u a n d o
s u f r í a las c a l e n t u r a s cuartanas.
10. A p e n a s se l e c o r l a r o n , e s t a n d o a u n l a
R e i n a c o n v a l e c i e n t e de sus viruelas, el Rey
e n v i ó á D . C a r l o s á l a c i u d a d de A l c a l á de
H e n a r e s , a c o m p a ñ a d o de su t í o D . J u a n de
Austria, y de su p r i m o Alejandro Farnese,
principe heredero de P a r m a , y s e r v i d o s p o r
los citados a y o , m a e s t r o , capellán, gentiles
h o m b r e s y criados c o r r e s p o n d i e n t e s , para que
es fortificase con aires mns p u r o s , v i v i e n d o
en pueblo de c a m p a ñ a s i n s u j e c i ó n á las e t i -
quetas de c o r t e , y habilitándose algo en el
estudio, e n q u e se h a l l a b a t a n r e t r a s a d o , que
aun no sabia l a t í n ; porque lo e n s e ñ a d o por
D . H o n o r a t o J u a n e z h a b i a sido en castellano,
v i e n d o l a falta de i n c l i n a c i ó n al estudio del
otro i d i o m a .
11. E n 9 de m a y o de 1 5 6 2 , en que don
C a r l o s t e n i a d i e z y siete de e d a d , c a y ó e n l a
12 OISTORIA D E 1 A I N Q U I S I C I O N ,

e s c a l e r a de s u p a l a c i o r o d a n d o m u c h a s g r a d a s ,
y r e c i b i ó distintas heridas en diferentes partes
de su c u e r p o , p a r t i c u l a r m e n t e e n e l e s p i n a z o
y la c a b e z a , siendo algunas mortales p o r su
naturaleza. I n f o r m a d o el R e y m a r c h ó en pos-
t a p a r a c u i d a r d e s u c u r a c i ó n , a d e m á s de e n -
c a r g a r á todos l o s a r z o b i s p o s ¡> o b i s p o s y d e m á s
prelados y c a b i l d o s , que pidiesen á Dios p o r
la s a l u d de S u A l t e z a . R e p u t a n d o F e l i p e I I á
su hijo y a m o r i b u n d o , m a n d ó llevar el c u e r p o
del beato D i e g o , r e l i g i o s o lego franciscano,
por c u y a i n t e r c e s i ó n se d e c i a q u e D i o s h a b i a
obrado muchas maravillas. F u é colocado so-
b r e e l de D . C á r l o s ; y h a b i e n d o este c o m e n -
z a d o á s e n t i r m e j o r í a , se a t r i b u y ó a l p a t r o c i -
n i o de s a n D i e g o , c u y a c a n o n i z a c i ó n p r o m o -
v i ó F e l i p e c o n l a m a y o r eficacia desde a q u e l
s u c e s o ; e n c u y o feliz é x i t o no d e b e m o s olvi-
d a r n o s de h a b e r a s i s t i d o a l p r í n c i p e u n c é l e b r e
m é d i c o d e l R e y , n a t u r a l de B r u s e l a s , l l a m a d o
doctor Andrés Basil. Este advirtió que los
humores p ú t r i d o s abundaban en la cabeza del
enfermo de r e s u l t a s de la's h e r i d a s y c o n t u -
s i o n e s ; c r e y ó q u e s i no e r a n estraidos mori-
r l a D . C á r l o s , p o r l o c u a l a b r i ó e l c r á n e o , les
d i ó s a l i d a y no m u r i ó e l p a c i e n t e ; p e r o quedó
a c h a c o s o de d o l o r e s y d e b i l i d a d e s de c a b e z a ,
que no solamenlc 1c i m p e d í a n dedicarse al
CAP. x x x i . — A i v r . i. 13
estudio con i n t e n s i d a d , sino que de cuando
en c u a n d o c a u s a b a n c i e r t o t r a s t o r n o de i d e a s
con q u e e m p e o r ó i n f i n i t a m e n t e su m a l c a r á c -
ter. ¡ Q u é bellas disposiciones para enamorar
á l a R e i n a y ser c o r r e s p o n d i d o de u n a s e ñ o r a
•virtuosa!
12. E n 1554 volvió D . Garlos á la corte
l i b r e y a de m a e s t r o s i n ú t i l e s . F e l i p e I I p r e m i ó
á D . H o n o r a t o J u a n e z c o n e l o b i s p a d o de O s m a ,
c u y a d u l z u r a de trato, junta c o n v i r t u d sólida
y prudencia consumada, conquistó el corazón
d e D . C a r l o s d e m a n e r a , q u e d e s p u é s de r e s i -
dir este e n la corte y aquel en su diócesis
p e r m a n e c i ó el afecto y la confianza, como
consta p o r cartas que han llegado á nuestros
dias; pero esto m i s m o nos da testimonio d e l
cortísimo talento y ninguna instrucción de
D. Carlos; pues dejó varias veces la o r a c i ó n
castellana i n c o m p l e t a , y otras trastornaba el
s e n t i d o de l o m i s m o q u e se c o n o c e intentaba
d e c i r . S i r v a n de e j e m p l o las c l á u s u l a s s i g u i e n -
tes. E s c r i b i e n d o a l o b i s p o c o n c l u y ó a s í : «Y
a c a b ó : 23 de e n e r o de 1 5 6 5 . V u e s t r o g r a n d í -
simo que h a r é l o que vos m e pidiereis. Y o el
Príncipe.» O t r a fué toda c o m o sigue : «A m i
maestro el obispo. M i m a e s t r o , y o r e c i b í vues-
tra carta en el bosque. Y o estoy bueno: y
D i o s s a b e s i m e h o l g a r a de i r c o n l a R e i n a p o r
a
Ih HISTORIA DB L A I N Q U I S I C I O N ,

v e r o s ( 1 ) . H á g a s e m e saber c o m o os h a i d o e n
esto, y s i h a h a b i d o m u c h a c o s t a . Y o f u i de
Alameda á Buitrago y me pareció m u y bien:
y f u i e n d o s dias a l b o s q u e ; y a h o r a v i n e e n
o t r o s dos a q u í , d o n d e e s t o y desde e l m i é r c o -
les h a s t a h o y . Y o e s t o y b u e n o . A c a b ó : D e l
c a m p o , á 2 de j u n i o . M i mayor amigo que
tengo en esta v i d a ; q u e h a r é l o q u e v o s me
p i d i e r e i s . Y o e l P r í n c i p e . » C o n l a m i s m a frase
c o n c l u y ó d i s t i n t a c a r t a , fecha e l d i a de san
J u a n , y desde luego puede pasar p o r s i n t á x i s
v i z c a í n a semejante antefirma (2).
13. E n p r u e b a de lo m u c h o que quiso ai
o b i s p o , p i d i ó al P a p a b r e v e p a r a r e s i d i r e n
M a d r i d seis m e s e s p o r a ñ o , p a r a h a c e r l e c o m -
pañía; b i e n q u e n o l l e g ó caso de usarlas don
H o n o r a t o p o r sus e n f e r m e d a d e s h a b i t u a l e s q u e
p o r fin l o c o n d u j e r o n a l s e p u l c r o . E l o b i s p o se
v a l i a de esta c o n s i d e r a c i ó n p a r a d a r l e buenos-
consejos que constan de sus cartas, y don
C a r l o s j a m á s se d i ó p o r o f e n d i d o , a n t e s p a r e -
cía recibirlos b i e n ; pero n o los s e g u í a en la

( i ) Esto alude al viaje que la Reina hizo á Ba-


yona para conferenciar con su madre asuntos polí-
tico» de la Liga en i 5 6 5 .
(*) Kirker.enla obra c i t a d a , l i b . 2, cap. x i -
CAP. X X X I . — A R T . I. 15

p r á c t i c a , d e j á n d o s e l l e v a r de sus p a s i o n e s c o n
e l m a y o r d e s e n f r e n o . S o n i n u m e r a b l e s los s u -
cesos p a r t i c u l a r e s de su v i d a q u e l o a c r e d i t a n :
conviene mencionar algunos para desengaño
de l o s q u e d a n a s e n s o á las p o n d e r a c i o n e s d e l
t a l e n t o y g e n e r o s i d a d de D . G a r l o s q u e hi-
cieron S a n Real y otros.
14. C a z a n d o e n e l b o s q u e de A c e c a , se
i r r i t ó c o n t r a su a y o D . G a r c í a de T o l e d o e n
tanto g r a d o , que fué á darle golpes. Este c a -
b a l l e r o , p o r no p e r d e r e l r e s p e t o , huyó cor-
r i e n d o hasta M a d r i d , donde F e l i p e I I le h i z o
a l g u n a s g r a c i a s p a r a s a t i s f a c c i ó n de l a o f e n s a .
D. García receló nuevos lances, y pidió al
R e y l e a d m i t i e s e r e n u n c i a de su d e s t i n o ; F e -
l i p e c o n o c i ó l a r a z ó n , y n o m b r ó e n su l u g a r
á R u y G ó m e z de Silva, p r í n c i p e de Evoli,
d u q u e de F r a n c a v i l a y de P a s t r a n a , y c o n d e
de M e l i t o , con quien t a m b i é n o c u r r i e r o n gran-
des e s c á n d a l o s p o r l o s v i o l e n t o s m o v i m i e n t o s
d e c ó l e r a de D . G á r l o s (1).
15. S i e n d o p r e s i d e n t e d e l C o n s e j o de C a s -
tilla D . D i e g o Espinosa (que luego fué c a r -
d e n a l de S i g ü e n z a , i n q u i s i d o r g e n e r a l y c o n -

(i) Cabrera, Historia de Felipe I I , l i b . 7, ca-


pí Udo a 8.
16 HISTORIA. D E L A I N Q U I S I C I O N f

sejcro de e s t a d o ) , d e s t e r r ó de l a c o r t e a l c ó -
m i c o C i s n e r o s , e n o c a s i ó n de hallarse prepa-
r a d o p a r a r e p r e s e n t a r u n a c o m e d i a en e l c u a r -
to de D . C a r l o s . E s t e , noticioso del suceso, p i -
d i ó a l p r e s i d e n t e s u s p e n d i e r a l a e j e c u c i ó n hasta
q u e se presentase, a q u e l l a ; no lo c o n s i g u i ó y
b u s c ó en palacio m i s m o con u n p u ñ a l en la
mano á D . D i e g o E s p i n o s a ; y lleno de i r a ,
le i n s u l t ó p ú b l i c a m e n t e , d i c i e n d o : «Gurilla,
¿ T O S os a t r e v é i s á m í no dejando v e n i r d ser-
v i r m e C i s n e r o s ? P o r v i d a de m i p a d r e , que
os t e n g o de m a t a r . » Y acaso l o h u b i e r a eje-
c u t a d o s i n o se h u b i e s e n i n t e r p u e s t o l o s v a -
r i o s g r a n d e s de E s p a ñ a q u e p r e s e n c i a r o n e l s u -
ceso , y h u i d o e l p r e s i d e n t e ( 1 ) ,
16. D , A l o n s o de C ó r d o b a , h e r m a n o del
marqués de l a s N a v a s , g e n t i l h o m b r e de la
cámara del principe, d o r m i a en ella; y por-
q u e u n a v e z n o se d e s v e l ó c o n e l s o n i d o de
l a c a m p a n i l l a , se l e v a n t ó a q u e l de s u c a m a f u -
rioso , y quiso arrojarle por una ventana : don
Alonso, t e m e r o s o de p e r d e r e l r e s p e t o , para
evitarlo g r i t ó ; acudieron criados i n f e r i o r e s , y

(i) Wandev-ÍIamer, Prudencia de Felipe I I , fo-


lio i i S ; Cabrera, Hist, de Felipe I I , lib. 7. capi-
tulo, at.
CAP. XXXI.'—ART. í. 17

se f u é á l a c á m a r a d e l R e y , q u i e n i n f o r m a d o
del c a s o , destinó á D . Alonso a l s e r v i c i o de
su r e a l p e r s o n a ( 1 ) .
17. Perdió muchas veces al p r í n c i p e de
E v o l i e l respeto que le debia p o r su edad y
d i g n i d a d ; d i ó bofetadas e n diferentes o c a s i o -
nes á d i s t i n t o s c r i a d o s ; h i z o g e s t i o n e s d e ar-
rojar á varios p o r l a ventana; puso en p e l i g r o
de muerte al botero q u e le l l e v ó estrechas
unas botas, pues las m a n d ó c o c e r en trozos,
y obligó a l maestro á c o m e r l a s : salla de p a -
lacio p o r las n o c h e s á p e s a r de a d v e r t e n c i a s ;
y l o s d e s ó r d e n e s de s u c o n d u c t a l l e g a r o n e n
poco tiempo á términos de d u d a r s e mucho,
con g r a v í s i m o s fundamentos, si quedaba ó no
i d ó n e o para e l estado d e l m a t r i m o n i o , y si su
cabeza tenia sentido c o m ú n para e l g o b i e r n o
d e l a m o n a r q u í a d e s p u é s d e l a m u e r t e de s u
padre (2). E l creer que l a reina Isabel i g n o -
rase tantos y tan escandalosos acontecimientos
p a r e c e t e m e r i d a d ; y s i se l e s u p o n e noticia
c o m o c o r r e s p o n d e , n o es p o s i b l e q u e c o n c i b i e -
se i n c l i n a c i ó n á D . C a r l o s .

(1) Cabrera, en la obra citada, cap, 28.


(2) Wander-Hamer, Fida de D . Juan de Austria,
lib. 1, párrafo Poco después; Cabrera y Campana en
los lugares citados.
18 HISTORIA DE IA. INQUISICION ,

ARTICULO 11

Crímenes de D . Cdrlos.

1. E n 1565 i n t e n t ó irse á F i á n d e s en se-


c r e t o c o n t r a l a v o l u n t a d de s u padre, auxi-
liado d e l c o n d e de G e l b e s y d e l m a r q u é s de
T a b a r a , g e n t i l e s h o m b r e s de su c á m a r a , lle-
v a n d o c o n s i g o a l p r í n c i p e de E v o l i , sumiller
de c o r p s ó c a m a r e r o m a y o r de S u Alteza , y
confidente particular del R e y , c u y a c o m p a ñ í a
d e s e a b a ^por a p a r e n t a r b e n e p l á c i t o de S u M a -
jestad. S u s a d u l a d o r e s le p r o p o r c i o n a r o n c i n -
c u e n t a m i l escudos en d i n e r o y cuatro vestidos,
de disfraz p a r a l a s a l i d a de M a d r i d , e n l a c o n -
fianza de q u e , v e r i f i c a d o e l p r i n c i p i o d e l v i a j e ,
le s e g u i r l a e l p r í n c i p e de E v o l i , ó se le m a - -
t a r i a e n c a s o c o n t r a r i o . E s t e h á b i l p o l í t i c o des-.
b a r a t ó el p r o y e c t o c o n el a r d i d que refiere C a - .
b r e r a e n l a V i d a del rey Felipe II.
2. S u m a e s t r o , e l o b i s p o de O s m a , noti-
c i o s o de estos y otros desvarios, aprovechó,
por encargo reservado del M o n a r c a el ascen-
diente que c o n s e r v a b a en el c o r a z ó n del p r í n -
cipe para darle buenos consejos , puesto que
de n i n g ú n otro los r e c i b í a con b e n i g n i d a d . L e
CAP. XXXI. ART. II. 19

e s c r i b i ó , en i O de m a j o de 1 5 6 6 , u n a carta
difusa, que i m p r i m i ó e l flamenco R i r k e r (1),
en l a c u a l esplica c o m o debe conducirse con
los m i n i s t r o s d e l R e y y criados p r o p i o s , y que
inconvenientes p u e d e n r e s u l t a r de lo c o n t r a -
rio; p e r o n o le i n d i c ó , ni aun por medios
i n d i r e c t o s , l a m e n o r n o t i c i a de que hubiera
procedido en sentido contrario Su Alteza. L a
c a r t a fué b i e n r e c i b i d a y a p r e c i a d a , c o m o t o -
das las de a q u e l r e s p e t a b l e obispo ; pero sus
consejos quedaron ineficaces.
S. L e j o s de a p r o v e c h a r l o s , el p r í n c i p e m a -
nifestó cólera criminal, año 1567 , cuando
supo que F e l i p e I I nombró por gobernador
de F l á n d e s al duque de Alva ; y habiendo
este ido á despedirse de Su Alteza, dijo eí
príncipe q u e su p a d r e h a b i a h e c h o m a l , p o r -
que semejante e m p l e o c o r r e s p o n d í a mejor al
heredero del trono. E l duque c o n t e s t ó que sin
duda S u Majestad habia omitido dárselo por
l i b r a r l o de los p e l i g r o s q u e habia entonces á
c a u s a de las d i s c o r d i a s c i v i l e s n a c i d a s a l l í e n -
tre l o s g r a n d e s m a s p r i n c i p a l e s de l o s P a í s e s
B a j o s . D . C a r l o s , e n l u g a r de tranquilizarse
c o n l a r e s p u e s t a , e n c e n d i ó m a s su c ó l e r a , s a c ó

(i) Kirker, en. la obra citada, lib. s, cap. | l .


20 HISTORIA » B t i . I N Q U I S I C I O N ,

el p u ñ a l , dirigió el golpe contra el duque,


d i c i é n d o l e : « P u e s y o os a t r a v e s a r é a q u í e l c o -
razón antes q u e v a y á i s á F l a n des. » A l v a se
retiró, inutilizando así el g o l p e p r i m e r o ; e^
p r í n c i p e repite m a s f u r i o s o sus c o n a t o s ; y e}
duque, c a r e c i e n d o de otro a r b i t r i o , abrazó
t a n fuerte y estrechamente al desenfrenado
j ó v e n , que l o s u j e t ó y d e j ó sin a c c i ó n , á pesar
de la diferencia de edades. Porfiaba sin em-
b a r g o D . C a r l o s ; el duque hizo r u i d o ; entrá-
r o n l o s g e n t i l e s h o m b r e s de c á m a r a ; desasién-
dose D . Carlos huyó á su g a b i n e t e , receloso
de m a l a s r e s u l t a s si su padre sabia lo suce-
dido (i).
/[. A p e s a r de t a n m a l a s p r o p i e d a d e s mo-
r a l e s , sus t i o s e m p e r a d o r e s de Alemania M a -
ximiliano 11 y d o ñ a M a r í a , que le h a b l a n c o -
n o c i d o en los p r i m e r o s a ñ o s de la infancia,
l e c o n s e r v a r o n e l afecto c o n c e b i d o c u a n d o C a r -
los era inocente, y trataron de casarlo con
su p r o p i a h i j a d o ñ a A n a de A u s t r i a , á quien
el mismo D . Carlos conocía d e s d e la niñez,
p o r h a b e r s i d o d a d a á l u z e n C i g a l e s , á Io de
n o v i e m b r e de 1 5 A 9 . Felipe II consintió en l a
b o d a , y lo a v i s ó á l a E m p e r a t r i z su h e r m a n a ;

(i) Estrada en la obra c i t a d a , d é c a d a i • l i b . 7,


CAP. xxxi.—A-ax. ii* 21
p e r o p r o c e d i ó c o n su l e n t i t u d g e n i a l e n l a e j e -
c u c i ó n , reseloso de h a c e r á su sobrina des-
graciada c o n tan m a l a c o m p a ñ í a , si el t i e m p o
n o m e j o r a b a e l j u i c i o y las c o s t u m b r e s de d o n
C a r l o s , y t a m b i é n porque habian persuadido
á S u M a j e s t a d ser b i e n f u n d a d o s los temores
de l a i n e p t i t u d e l para m a t r i m o n i o . Pero el
principe D . C a r l o s , i n f o r m a d o de las o c u r -
r e n c i a s , c o n c i b i ó p a s i ó n tan v e h e m e n t e de c a -
sar l u e g o c o n su p r i m a , que i n c u r r i ó en el
n u e v o c r i m e n de proyectar u n viaje al A l e -
m a n i a s i n a s e n s o de su p a d r e , c r e y e n d o que
presentándose en V i e n a el Emperador ven-
c e r í a todas las d i f i c u l t a d e s , c o n c u y a s espe-
r a n z a s t r a t ó de v e r i f i c a r su p r o y e c t o , a u x i l i a d o
d e l p r í n c i p e de O r a n g e , el m a r q u é s de B e r g ,
el conde de H o r n , el d e E g m o n t , y el b a -
^ o n d e M o n t i g n i , gefes de l a c o n s p i r a c i ó n fla-
m e n c a , e n t r e c u y a s v í c t i m a s es f o r z o s o c o n t a r
á D . Cárlos (1).
5. E s t a c o n d u c t a , j u n t a c o n t o d o s los o t r o s
a c a e c i m i e n t o s , d i ó l u g a r a l a r z o b i s p o de R o -
sano, n u n c i o pontificio en M a d r i d , para es-
c r i b i r al cardenal A l e j a n d r i n o que el p r í n c i p e
de A s t u r i a s e r a s o b e r b i o e n s u t r a t o , fiero ,

(i) Cabrera , Hist. de Felipe IT , l i b , 7 , c . a8.


22 HISTORIA D E I K I N Q U I S I C I O N ,

i n d ó m i t o e n sus c o s t u m b r e s , y de u n j u i c i o
d é b i l , malo , y no totalmente l i b r e de l a e n -
fermedad de d e m e n c i a (1). E s necesario i g -
n o r a r t o d o esto p a r a d a r a s e n s o á l a s f i c c i o n e s
de S a n - R e a l en cuanto á los amores de l a
Reina.
6. Y i n i e r o n á M a d r i d e l m a r q u é s de B e r g
y e l b a r ó n de M o n t i g n i , c o m o d i p u t a d o s de
las p r o v i n c i a s flamencas, con permiso de l a
princesa M a r g a r i t a de A u s t r i a , d u q u e s a de
Parma (hermana no legítima del R e y , y g o -
b e r n a d o r a de l o s P a í s e s B a j o s ) , p a r a a r r e g l a r
los p u n t o s q u e h a b l a n o c a s i o n a d o t u r b a c i o n e s
p ú b l i c a s sobre e s t a b l e c i m i e n t o d e l t r i b u n a l de
I n q u i s i c i ó n y otros o b j e t o s . V i e r o n e n D . C a r -
los los p r o y e c t o s i n d i c a d o s , y l o s f o m e n t a r o n
ofreciéndose á dar auxilios para e l viaje de
Alemania, c u y a s i n t e l i g e n c i a s s e c r e t a s se t e -
n í a n p o r m e d i o de M r . d e V e n d o m e s , g e n t i l -
h o m b r e de l a c á m a r a d e l R e y , c ó m p l i c e de
la c o n s p i r a c i ó n e n l a c u a l se p r o m e t i ó a l p r í n -
c i p e d e c l a r a r l o gefe s o b e r a n o de l o s P a í s e s ,
escluyendo el gobierno c i v i l de l a princesa
M a r g a r i t a y e l m i l i t a r d e l d u q u e de A l v a , e s -
tableciendo libertad i n d i v i d u a l sobre opinio-

(a) Estrada,Guerras deFlándes, década i , l i b . 7-


CAP. x x x i , — A R T . II. 25
nes r e l i g i o s a s . G r e g o r i o L e ü p u b l i c ó u n a c a r t a
de D . C a r l o s a l c o n d e de E g m o n t , hallada
entre l o s p a p e l e s del duque de Alva, quien
hizo c o r t a r l a c a b e z a e n F l á n d e s a l d i c h o c o n -
de y a l de H o r n , y n o a l p r í n c i p e de O r a n g e
porque huyó, lo cual sucedió mientras en
E s p a ñ a se p r o c u r a b a l o m i s m o p o r m e d i o s m a s
d i s i m u l a d o s , e n dos d i s t i n t o s c a s t i l l o s , a l m a r -
q u é s de B e r g y a l b a r ó n de M o n t i g n i .
7. A u n q u e h a b l a n o f r e c i d o estos d o s á d o n
Cárlos dineros para e l viaje , no los aceptó
Su Alteza, c o n f i a n d o a d q u i r i r l o s p o r sí mis-
mo; y esto f u é p r i n c i p i o d e l descubrimiento
de l a c o n j u r a c i ó n . Escribió á casi todos los
grandes de España pidiéndoles favor para
c i e r t a e m p r e s a q u e t e n i a p r o y e c t a d a : las c o n -
í e s t a c i o n e s fueron favorables, c o m o era vero-
símil; pero el m a y o r n ú m e r o de cartas con-
l e n i a l a r e s e r v a : Con tal que no fuese contra el
¡Rey su padre-. E l almirante de Castilla (des-
cendiente p o r l í n e a r e c t a m a s c u l i n a de l a c a s a
real c a s t e l l a n a ) no se c o n t e n t ó c o n esta c l á u -
sala. E l s i l e n c i o m i s t e r i o s o d e cual fuera la
empresa, junto al c o n o c i m i e n t o del poco j u i -
cio d e l p r í n c i p e , le hizo sospechar que pu-
d i e r a ser c r i m i n a l ; y por si a c a s o , e n t r e g ó al
Rey la carta de su hijo. Este a d e m á s reveló
todo el m i s t e r i o á s u t i o D . J u a n de A u s t r i a ,
HISTORIA. D E L A INQtFISICIOH ,

que lo m a n i f e s t ó i n m e d i a t a m e n t e á F e l i p e I I .
Algunos sospecharon que la c o n s p i r a c i ó n i n -
c l u í a en parte del p l a n q u i t a r al R e y la v i d a ;
pero las c a r t a s s o l o se d i r i g í a n d procurar
auxilios pecuniarios, p a r a l o c u a l se fió de
Garci AWarez Osorio, ayuda de s u c á m a r a ,
c ó m p l i c e del c r i m e n , y encargado de s u p l i r
a boca las e s p l i c a c i o n e s q u e no se leian en
las c a r t a s de que fué portador. E l confidente
hizo viajes áValladolid, B u r g o s y otros pue-
b l o s de C a s t i l l a j , c o n i g u a l o b j e t o ; y no h a -
b i e n d o c o n s e g u i d o tanto d i n e r o c o m o d e s e a b a
el p r i n c i p e , l e e s c r i b i ó este d e s d e M a d r i d , en
l . 0 d e d i c i e m b r e de 1 5 6 7 , u n a c a r t a firmada de
S u Alteza y refrendada de M a r t i n d e G a z t e l u ,
su s e c r e t a r i o , e n l a c u a l , refiriendo no haber
recibido mas que seis m i l d u c a d o s de t o d a s
las p r o m e s a s y l e t r a s de cambio agenciadas
en C a s t i l l a , dice necesitar seiscientos m i l para
la empresa r e s u e l t a , p o r lo cual manda que
pase á S e v i l l a para c o n t i n u a r las d i l i g e n c i a s ,
á c u y o fin le incluye doce cartas firmadas
c o n a q u e l l a fecha por Su Alteza, con el va-
cío s u f i c i e n t e a l n o m b r e y a p e l l i d o de l a p e r -
s o n a p a r a q u i e n h u b i e r e de s e r v i r c a d a u n a ( 1 ) .

( i ) Wandcr-IIamcn j Vida de D. Juan de Aus.


tria, l i b . i , donde hay copias de las carias.
CAP. XXXU A R T . II. 25

9. A p r o p o r c i ó n de las e s p e r a n z a s q u e d o n
Carlos c o n c i b i ó de conseguir dinero y hacer
su v i a j e , a d m i t i a e n s u c o r a z ó n p e o r e s d e s i g -
nios; de m o d o q u e a n t e s de l l e g a r l a p a s c u a
de l a N a t i v i d a d d e n u e s t r o Señor Jesucristo
ya formó el h o r r i b l e proyecto de m a t a r á su
padre, bien que sin prudencia , plan , ni t i -
n o ; de m a n e r a que d i ó t e s t i m o n i o evidente
de ser mas u n demente furioso que u n m a l -
vado c o n s p i r a d o r ; p u e s ni guardó secreto ,
ni t o m ó medidas algunas para evitar su p r o -
pio p e l i g r o . F e l i p e I I estaba en e l E s c o r i a l , y
todas las p e r s o n a s r e a l e s debian confesar y
comulgar p o r estilo de corte el d o m i n g o i n -
fraoctavo de N a t i v i d a d , dia de los santos
Inocentes, 28 de d i c i e m b r e de 1567, para
ganar un jubileo concedido por los sumos
pontífices á los monarcas e s p a ñ o l e s . S e confe-
só D . C á r l o s en e l s á b a d o 27 con su con-
fesor o r d i n a r i o , q u e l o era entonces ( y des-
pués l o f u é d e l R e y ) f r a y D i e g o de C h a v e s ,
r e l i g i o s o d o m i n i c a n o , q u i e n le n e g ó l a a b s o -
lución ( s e g ú n dijo el m i s m o p r í n c i p e ) 3 por-
que h a b i e n d o confesado su p r o y e c t o de m a -
tar á u n hombre de altísima dignidad, no
quiso p r o m e t e r l a c e s a c i ó n . H i z o l l a m a r o t r o s
frailes y s u c e d i ó l o m i s m o , e n c u y a v i s t a p r e -
tendió que e l p r i o r d e l c o n v e n t o de d o m i n i -

3
26 H I S T O R I A DB tk INQUISICION ,

canos de Atocha, fray Juan de T o b a r , le


prometiera dar en la m a ñ a n a siguiente hos-
tia no c o n s a g r a d a , p a r a q u e los circunstantes
creyesen que c o m u l g a b a . E l p r i o r c o n o c i ó con
e v i d e n c i a estar t r a t a n d o c o n u n l o c o ; y fiado
e n e s o , le d i j o q u e r e v e l a s e q u i e n e r a e l h o m -
bre que queria matar, p u e s s e g ú n f u e r a le
podian tal vez dispensar la p r o h i b i c i ó n del
precepto : proposición ciertamente temeraria;
pero p r o n u n c i a d a sin duda con el único ob-
jeto de poner á u n l o c o era e s t a d o de n o m -
brar la persona, como sucedió , no d u d a n d o
el infeliz D . Cárlos designar por blanco de
sus iras a l que le habia dado el ser, cuya
revelación repitió después hablando con su
t i o D , J u a n de A u s t r i a , U n o de l o s h u g i e r e s de
su cámara escribió c o m o testigo de v i s t a y
aun interventor de las o c u r r e n c i a s una reía-
c i o n e x a c t a de l o q u e s u c e d i ó en»este punto;
y por ser u n a p i e z a i n é d i t a de g r a n d e impor-
tancia, la p o n d r é a l t r a t a r d e l a p r i s i ó n , en
que también intervino.
9. L a s d i l i g e n c i a s de G a r c í A l v a r e z O s o r i o
en Sevilla fueron tan a c t i v a s , que negoció
mucho dinero en p o c o tiempo , por lo que
D . C á r l o s d i s p u s o e l v i a j e p a r a m i t a d d e l mes
d e enero de 1568 , p i d i e n d o á su tio D . J u a n
que le a c o m p a ñ a s e como le tenia ofrecido
CAP. X X X I . — A R T . II. 27
desde l o s p r i n c i p i o s d e l p r o y e c t o e n q u e se l a
h a b i a c o m u n i c a d o s i n r e f l e x i o n a r , p o r su falta
de j u i c i o , el peligro de n o guardar secreto
D. Juan, como efectivamente no lo habia
guardado; antes b i e n comunicó siempre al
R e y todas las c o n T e r s a c i o n e s c o n f o r m e se v e -
rificaban. Hizo D. Carlos grandes promesas
á su t i o j este l e r e s p o n d i ó estar p r o n t o , a u n -
que m a n i f e s t a n d o dudas de q u e p u d i e r a e j e -
c u t a r s e e l v i a j e p o r l o s p e l i g r o s de l a e m p r e -
sa. D . Juan lo d i j o inmediatamente al R e y
que t o d a v í a e s t a b a e n e l E s c o r i a l , y Su M a -
jestad c o n s u l t ó á varios teólogos y juristas
sobre si p o d i a en conciencia proseguir disi-
m u l a n d o , y dar lugar á que surtiera efecto
el proyectado viaje, aparentando ignorancia
de t o d o . Martin de Alpizcueta (famosísimo
con e l r e n o m b r e de e l d o c t o r N a v a r r o , p o r
serlo de nacimiento) f u é u n o de l o s c o n s u l -
tados, y respondió negativamente; porque
todo s o b e r a n o está obligado á evitar guerras
civiles, y debian recelarse con el v i a j e , si los
v a s a l l o s l e a l e s de F l á n d e s se o p u s i e s e n á l o s
desleales, c o m o lo a c r e d i t a b a la historia de
v a r i o s e j e m p l o s , y m o d e r n a m e n t e d e l r e y de
Francia L u i s X I , c u a n d o , siendo d e l f í n here-
dero d e l t r o n o de su p a d r e G á r l o s V I I , salió
de l a c o r t e y m a r c h ó á l a d e l d u q u e sebera-
28 H I S T O R I A D E LA. I N Q U I S I C I O N ,

no de Borgoña, C a b r e r a escribe que tam-


b i é n f u é c o n s u l t a d o fray M e l c h o r Cano, ex-
o b i s p o de C a n a r i a s ; p e r o p a d e c i ó e q u i v o c a c i ó n ,
p u e s estaba muerto desde e l a ñ o 1560 (1).
10. E l príncipe comunicó su resolución
t a m b i é n á s u c o n f e s o r f r a y D i e g o de C h a v e s ,
q u i e n p r o c u r ó d i s u a d i r l e , pero no lo consi-
guió. Visitó aquel á la m u g e r de D . Diego
de C ó r d o b a , caballerizo m a y o r del R e y , la cual
por algunas espresiones c o n o c i ó que D . C a r -
los preparaba viaje , y lo e s c r i b i ó á su m a r i d o
q u e se h a l l a b a e n e l E s c o r i a l , y e n t r e g ó á S u
Majestad la carta original. P o r ú l l i m o , en el
dia s á b a d o , 1 7 de e n e r o de 1 5 6 8 , Su Alteza
dió las ó r d e n e s necesarias para que D . lla-
m ó n de T a s i s , c o r r e o m a y o r d e E s p a ñ a (des-
t i n o equivalente al que h o y l l a m a m o s director
general de postas y correos) tuviese ocho
caballos preparados en l a n o c h e p r ó x i m a . T a -
sis r e c e l ó q u e fuese p a r a cosas c o n t r a r i a s a!
servicio del Rey, atendido el carácter del
p r í n c i p e y l o que se h a b l a b a y a e n l a corte
haciendo m i s t e r i o s ; y r e s p o n d i ó á Su Alteza
que todos los caballos estaban s i r v i e n d o . H i z o
esto p o r t o m a r s e t i e m p o p a r a d a r a v i s o a l R e y ,

(l) Cabrera, Hist. de Felipe I I , lib. 7 , cap. a » .


CAP. X X X I . — A R T . II. 29
cotno l o d i o . E l p r í n c i p e r e p i t i ó l a o r d e n c o n
mayor instancia; y T a sis, conociendo bien el
c a r á c t e r de S u A l t e z a , dispuso que i n m e d i a -
t a m e n t e s a l i e r a n de M a d r i d t o d o s l o s c a b a l l o s ,
y pasó al E s c o r i a l . E l R e y v i n o al P a r d o , d i s -
tante de M a d r i d solas dos leguas: D. Juan
de A u s t r i a , i n s t r u i d o e n esta novedad, fué
también al P a r d o , sin que D . Carlos tuviese
noticia d e l viaje del R e y . E l p r í n c i p e quiso
h a b l a r á D . J u a n y f u é h a s t a e l R e t a m a r (1) 9
adonde le aviso que saliese. L e dijo la dis-
posición del viaje anunciándole haber llega-
d o de S e v i l l a G a r c í A l v a r e z O s o r i o c o n c i e n t o
cincuenta m i l escudos de los seiscientos m i l
que deseaba, y h a b e r d e j a d o l a s ó r d e n e s ne-
cesarias p a r a e l r e s t o , p o r m e d i o d e l e t r a s d e
cambio, cuando estuviese ya verificado el
viaje. D . J u a n le dijo estar p r o n t o á c u m p l i r
sus p r o m e s a s ; y d e s p e d i d o d e l p r í n c i p e , refi-
rió todo al R e y , quien pasó á Madrid poca
d e s p u é s que D . Garlos (2).

(i) E l Retamar era un paraje sito en la mitad


del camino de Madrid al Pardo con corta diferencia.
(a) Cebrera, lib. 7 , cap. 93 ; Wander-IIamen ,
Vida de D. Juan de Austria, lib. i .
SO HISTORIA DB 1 A INQUISICION,

ARTICULO III.

P r i s i ó n de D . Cdrios..

1. E s t a n o v e d a d l u i b o a l p r í n c i p e p a r a no
asistir en d i l i g e n c i a s de caballos en aquella
noche r e s e r v á n d o s e resolver c o n mas cono-
cimiento. E l R e y salió en el dia siguiente,
d o m i n g o 18 de enero, á m i s a en público ,
a c o m p a ñ a d o d e l p r í n c i p e y de D . J u a n , q u i e n
posteriormente fué á v e r a l p r i n c i p e , y de
resultas de p r e g u n t a r este s o b r e la novedad
de l a v e n i d a d e l R e y , t u v o D . J u a n que sa-
car l a espada para defenderse, y g r i t a r á fin
de que acudiera gente, c o m o s u c e d i ó . E l R e y
conoció ser forzosas y a p r o v i d e n c i a s graves;
c o n s u l t ó algunos consejeros de c á m a r a ; con
su acuerdo r e s o l v i ó prender al p r í n c i p e aque-
j a n o c h e , y a s í se h i z o , r e c o g i é n d o l e armas,
d i n e r o y papeles. L u i s C a b r e r a c o n t ó algunas
cosas p a r t i c u l a r e s d e l s u c e s o ; p e r o e l h u g i e r
d e c á m a r a c i t a d o antes d i ó n o t i c i a e x a c t a en
l a r e l a c i ó n que pocos dias después escribió ;
y es d e l t e n o r siguiente:
2. « Había muchos dias que e l príncipe
nuestro í e ñ o r andaba inquieto sin poder sose-
CAP. XXXI, AIVT. m. 81

g a r , y d e c í a que h a b i a de m a t a r u n hombre
con q u i e n estaba m a l ; y de e l l o d i ó p a r t e á d o n
Juan de A u s t r i a , no declarando la persona.
S u M a j e s t a d se f u é al E s c o r i a l , y de a l l í l l a m ó
,á D . J u a n . No se sabe q u é trataron : c r é e s e
que de esto fué la p l á t i c a ; y que D . J u a n le
descubrió todo lo que sabia. L u e g o e n v i ó e l
Rey por la posta á llamar el doctor Velasco, y
c o n s u l t ó c o n é l e l n e g o c i o y las o b r a s d e l E s -
c o r i a l , y p a r a todo dió ó r d e n , p o r q u e dijo no
v o l v e r i a tan p r e s t o . E n esto v i n o e l santo ju-
bileo que todos g a n á b a m o s por pascua ; y el
p r í n c i p e se f u é á san G e r ó n i m o ( 1 ) j sábado
en l a n o c h e , y y o era a q u e l l a n o c h e de g u a r d a .
Y c o n f e s á n d o s e , e l c o n f e s o r n o le q u i s ó a b s o l -
v e r p o r su m a l a i n t e n c i ó n . F u é s e c o n o t r o c o n -
fesor, y t a m p o c o l e q u i s o a b s o l v e r ; y díjole
el p r í n c i p e t P r e s t o termináis, y e l fraile le
respondió : consúltelo vuestra Alteza con letra-
dos. Y e s t o e r a á las o c h o de l a n o c h e , y l u e -
go e n v i ó e n su c o c h e p o r los t e ó l o g o s de Ato-

(i) San Gerónimo es un monasterio del órden de


los gerónimos, fundado por el rey Henrique IV, jun-
to al cual está el real Palacio antiguo llamado del
Buen Retiro.
52 HÍSTOfelA D E I A . INQTJISIGIOÍÍ,

cha (1) , y v i n i e r o n c a t o r c e f r a i l e s d o s á d o s ;
y luego m a n d ó v i n i é s e m o s á M a d r i d por A l v a -
r a d o , el a g u s t i n i a n o , y p o r el t r i n i t a r i o ; y con
cada uno d i s p u t ó el p r í n c i p e , y é l porfiaba
que le a b s o l v i e s e n ; pero que , hasta que ma-
tase á u n h o m b r e , h a b í a de estar m a l c o n é l .
Y c o m o todos decian que no p o d í a n , t r a t ó de
q u e , para c u m p l i r c o n las g e n t e s , l e d i e s e n
u n a hostia sin consagrar en c o m u n i ó n . Aquí
t o d o s l o s t e ó l o g o s se a l b o r o t a r o n , p o r q u e p a -
s a r o n otras cosas m u y h o n d a s q u e n o s o n p a r a
decir. Y como todos estaban asi y e l negocio
i b a t a n m a l , e l p r i o r d e A t o c h a a p a r t ó al p r í n -
c i p e , y c o n m a ñ a c o m e n z ó l e á confesar y pre-
guntar que calidad tenia el h o m b r e que q u e r í a
m a t a r , y él decia que era de m u c h a c a l i d a d ;
mas no había Como s a c a r l e de a q u í : p e r o el
p r i o r l o e n g a ñ ó d i c i e n d o : « S e ñ o r d i g a el h o m -
bre que e s , que s e r á posible poder dispensar
c o n f o r m e á la satisfacción que V u e s t r a Alteza
p u e d e t o m a r » . Y e n t o n c e s e l p r í n c i p e dijo que
era el R e y su padre c o n quien estaba m a l , y
l e h a b í a de m a t a r . E l p r i o r c o n m u c h o s o s i e g o

(i) Atocha es un convenio de frailes dominica^


nos sito fuera de Madrid, no Icjos de san Gerónimo»
al oriente de este.
CAP. x x i i . — A R T . m. 3S
le dijo : « V u e s t r a A l t e z a p o r s i solo le h a de
m a t a r , ó d e q u i e n se p i e n s a a y u d a r ? A l fin é l
se q u e d ó s i n a b s o l u c i ó n y s i n g a n a r e l j u b i l e o
p o r p e r t i n a z . Y a c a b ó s e esto á l a s dos de l a n o -
c h e ; y salieron todos l o s frailes m u y t r i s t e s , y
su confesor. A otro d i a v e n i m o s á palacio, y á
S u M a j e s t a d se h h o s a b e r e n e l E s c o r i a l l o q u e
pasaba.
3. S u M a j e s t a d v i n o á M a d r i d s á b a d o (1) ,
y salió e l otro d i a á m i s a e n p ú b l i c o c o n e l
P r í n c i p e j los principes (2) ; D . J u a n f u é t r i s t e
á ver al príncipe aquel dia ; el principe m a n -
d ó c e r r a r las p u e r t a s y l e p r e g u n t ó q u é habla
pasado c o n s u p a d r e , y D . J u a n d i j o q u e h a b i a
tratado de g a l e r a s ( 3 ) . A p r e t ó l e m u c h o e l p r í n -
c i p e ; y c o m o D . J u a n no le decia m a s , e m p u -
ñ ó l a e s p a d a e i p r í n c i p e . D . J u a n se r e t r a j o
hacia l a p u e r t a , y h a l l á n d o l a c e r r a d a , e m p u ñ ó
t a m b i é n su espada, d i c i e n d o al p r í n c i p e : T é n -
gase Vuestra Alteza. Y o y é n d o l o l o s de fuera ,

(1) fío elinmediato sábado que fué á tresde ene-


ro de i 5 6 8 , n i al otro del dia 10^ sino al tercero »
esto es, á 17 del mes , víspera de la prisión.
(2) Los principes de líungría y de Bohemia que
se hallaban en Madrid.
(5) Se preparaban con efecto unas galeras cuyo
mando tuvo D . Juan de Austria.
S/l HISTORIA D E t X IKQUISICION j

a b r i e r o n las p u e r t a s , y fuese D . J u a n á s u c a s a .
E l p r í n c i p e se a c o s t ó y se s i n t i ó m a l o hasta las
seis de l a t a r d e ; y e n a q u e l l a h o r a se l e v a n t ó
con u n a ropa larga ; y no habia c o m i d o en to-
d o e l d i a . A las o c h o c e n ó u n c a p ó n c o c i d o , y
a c o s t ó s e a l a s n u e v e y m e d i a : y o e r a de g u a r -
d a , y c e n é esta n o c h e e n p a l a c i o .
I\. « A las o n c e v i b a j a r á S u M a j e s t a d p o r
la e s c a l e r a c o n e l d u q u e d e F e r i a y e l p r i o r (1)
y el teniente de la guarda y doce guardas ; y
e l R e y v e n i a a r m a d o debajo y c o n s u casco , y
t o m ó l u e g o m i puerta ; y m a n d á r o n m e cerrar
y que no abriese á nadie. L l e g a r o n á la c á m a -
ra d e l p r í n c i p e , y c u a n d o é l dijo : ¿ Q u i e n esta
a h í ? y a los c a b a l l e r o s h a b i a n l l e g a d o á su cabe-
c e r a y l e h a b i a n q u i t a d o e s p a d a y d a g a , y el
d u q u e de F e r i a u n arcabuz que tenia cargado
c o n balas ( 2 ) ; y á las v o c e s q u e d a b a d i j e r o n :
E l C o n s e j o de estado q u e e s t á a q u í . Y q u e r i e n -
do el p r í n c i p e valerse de las a r m a s , y s a l t a n -
d o de l a c a m a , e n t r ó e l R e y ; y l e d i j o e l p r í n -

(1) Gran prior del úrdendesan Juan de Jerusa-


len j era D.Antonio de Toledo, hermano del duque de
Alva, consejero de estado.
(2) E l duque de Feria era capitán general de lafr
reales guardias y consejo de estado.
CAP. XXXI.—A.RT. III. 35

cipe : á Q u é m e q u i e r e V u e s t r a M a j e s t a d P y e l
Rey le r e s p o n d i ó : A h o r a l o v e r é i s . Y l u e g o
c o m e n z a r o n á c l a v a r las p u e r t a s y v e n t a n a s ; y
le dijo e l R e y q u e se e s t u v i e s e q u i e t o e n a q u e -
lla pieza y no saliese de e l l a hasta que se l e
m a n d a s e o t r a c o s a ; y l l a m ó a l d u q u e de F e r i a ,
y le d i j o : Y o os d o y á c a r g o a l p r í n c i p e p a r a
que le t e n g á i s y g u a r d é i s . Y á L u i s Q u i j a d a , y
al c o n d e de L e r m a , y á d o n R o d r i g o de M e n -
doza (1) dijo : « Y o os e n c a r g o que sirváis y
r e g a l é i s ai p r i n c i p e , c o n tal que no h a g á i s cosa
que él m a n d e sin que y o l o sepa p r i m e r o . Y
m a n d o que todos lo guarden con gran l e a l t a d ,
so p e n a q u e os d a r é p o r t r a i d o r e s » . A q u i e m p e -
zó el p r í n c i p e á d a r g r a n d e s v o c e s , d i c i e n d o :
« M á t e m e V u e s t r a M a j e s t a d y no m e p r e n d a ,
p o r q u e es g r a n d e e l e s c á n d a l o p a r a e l r e i n o ; y
sino y o me mataré.» A lo cual r e s p o n d i ó el
Rey q u e n o l o h i c i e s e j p u e s e r a c o s a de l o c o s .
E l p r í n c i p e r e p l i c ó : « N o lo h a r é c o m o l o c o ,
sino c o m o d e s e s p e r a d o , p u e s V u e s t r a M a j e s t a d

(i) Luis de Quijada era señor de Villagarcía, hi-


jo del que había sido mayordomo de Carlos V en su
retiro. E l conde de Lerma fué después primer duque
y favorito de Felipe III. D . Rodrig-o de Mendoza,
primogénito del principe de ETÜIÍ,
36 lUSTPORIA BE I X INQUISICION,
m e t r a t a m a l . Y p a s a r o n otras m u c h a s r a z o n e s ,
y n i n g u n a se a c a b ó p o r n o ser el l u g a r n i t i e m -
po para ello.
5. « S u Majestad s a l i ó , y el duque tomó
t o d a s las l l a v e s de las p u e r t a s , y e c h ó fuera
á t o d o s l o s a y u d a s y t o d o s los d e m á s c r i a d o s del
p r í n c i p e , pues no q u e d ó n i n g u n o . Y p o r el
retrete puso cuatro monteros y cuatro alabar-
deros , los tres e s p a ñ o l e s y c u a t r o alemanes y
su t e n i e n t e . Y f u é l u e g o p o r l a p u e r t a d o n d e yo
estaba, y puso otros c u a t r o m o n t e r o s y otra
tanta guarda; y á m í m e dijo q u e m e fuese.
L u e g o t o m a r o n a l p r í n c i p e t o d a s las l l a v e s de
sus e s c r i t o r i o s y c o f r e s ; y e l R e y l o s h i z o s u -
b i r a r r i b a ; y e c h a r o n f u e r a las c a m a s de los
a y u d a s . E l d u q u e de F e r i a , y e l c o n d e d e L e r -
m a , y D . R o d r i g o , l e v e l a r o n esta n o c h e ; y las
d e m á s en adelante le v e l a r o n dos caballeros
d e seis e n seis h o r a s ; d i g o , d e los q u e t i e n e n
esto á c a r g o ^ q u e s o n siete e n t r e t o d o s , á s a b e r :
e l d u q u e de F e r i a , y R u i G ó m e z ( 1 ) , e l p r i o r
O . A n t o n i o de T o l e d o , y L u i s Q u i j a d a , e l con-
d e de L e r m a D . F a d r i q u e (2) y D . J u a n Velas-

(1) Rui Gómez de Silba , príncipe de Evoli.


(2) D . F a d r i q u e H e u r i q u c z , h c r m a u o d e l Alaú'
raule..
CAP. x x x r . - - A R T . ni. 37
co ( 1 ) ; y estos n o m e t e n a l l á a r m a s . L o s g u a r -
das n o dejan á n i n g u n o d e n o s o t r o s a s o m a r a l l á
de d i a n i de n o c h e . D o s de l a c á m a r a p o n e n l a
m e s a , y los m a y o r d o m o s salen al patio p e r l a
comida. N o h a y cuchillo ; todo v a partido. N o
le d i c e n m i s a , n i l a h a o i d o d e s d e q u e e s t á p r e -
so ( 2 ) .
6. « L ü n e s ( 3 ) , m a n d ó e l R e y venir á su c á -
mara t o d o s l o s consejos c o n sus p r e s i d e n t e s ;
y á cada u n o de p o r sí daba c u e n t a d e la p r i s i ó n
del p r í n c i p e s u h i j o , c o n l á g r i m a s ( s e g u n m e h a
certificado q u i e n l o v i ó ) , d i c i é n d o l e s q u e e r a
por cosas q u e c o n v e n í a n a l s e r v i c i o de D i o s y
del r e i n o . M a r t e s , l l a m ó S u M a j e s t a d á su c á -
mara á los d e l C o n s e j o de estado, y e s t u v i e r o n
allá desde l a u n a de l a tarde hasta las n u e v e d e
l a n o c h e . N o se sabe q u e se t r a t a s e . E l R e y h a -
ce i n f o r m a c i ó n : H o y o s es e l s e c r e t a r i o d e e l l a
( 4 ) : se h a l l a e l R e y p r e s e n t e a l e x a m e n d e t e s -

Ci) D . Juan de Velasco, hijo deD. Gabriel conde


de Símela.
(s) Después la hubo. Esto prueba que elpápel se
escribió antes del dia a de marzo , en que se mandó
haber misa.
(3) Lúnes I Q de enero de i 5 6 8 .
(4) Hoyos: el verdadero nombre era Pedro del
Hoyo.
TÜM. -vi.
38 HISTORIA. D E LAINQUISICION ,

l i g o s ; e s t á e s c r i t o c a s i u n g e m e e n a l t o : y dio
al C o n s e j o l o s p r i v i l e g i o s de l o s m a y o r a z g o s (1)
y de los reyes y príncipes de C a s t i l l a , para
que l o s t e n g a n v i s t o s .
7, « L a R e i n a y l a p r i n c e s a l l o r a n ( 2 ) ; don
Juan v a cada noche á palacio : una fué muy
l l a n o , l l e n o de l u t o ; e l R e y l e r i ñ ó , y m a n d ó
q u e n o a n d u v i e s e de a q u e l m o d o , s i n j como
s o l i a a n d a r a n t e s . E n e l d i c h o l u n e s m a n d ó Su
M a j e s t a d q u e a v i s a s e n á l o s a y u d a s de cámara
del príndfjse que se fuesen á s u s c a s a s , pues él
t e n d r í a c u e n t a de e l l o s ; y á D . J u a n de V e l a s -
co y á D . F a d r i q u e , h e r m a n o del almirante,
que eran m a y o r d o m o s , m a n d ó que subiesen á
servir á la Reina.
8. E l R e y c o n o c i ó q u e u n suceso de aque-
l l a n a t u r a l e z a n o p o d i a ser o c u l t o y escitaria
l a c u r i o s i d a d p ú b l i c a y c o n v e r s a c i o n e s de di-
ferentes m o d o s de p e n s a r e n E s p a ñ a y cortes
e s t r a n j e r a s . C o n esta p r e v i s i ó n c o n s i d e r ó opor

(1) Mayorazgos, se l l a m a n los hijos primogéni-


tos ó mayores, que por serlo teniau derecho á heredar
el mayorazgo, s u s t i t u c i ó n , herencia ó vinculación.
La corona e s p a ñ o l a era mayorazgo,
(2) L a princesa d o ñ a Juana , hermana del Rey,
que h a b í a educado al p r í n c i p e antes de tener maes-
tro,
CAP. XXXI.—ART. ni. 39
l u n o c o m u n i c a r l o p o r si m i s m o , c o m o noti-
c i a de d o l o r p e r s o n a l y general, á todos los
arzobispos, obispos, y d e m á s prelados y cabil-
dos c a t e d r a l e s ; á l o s t r i b u n a l e s de apelación
y g o b e r n a d o r e s c i v i l e s , p o l í t i c o s y m i l i t a r e s de
las p r o v i n c i a s ; á las c i u d a d e s y sus c o r r e g i -
d o r e s , a l P a p a , al E m p e r a d o r de A l e m a n i a , á
v a r i o s s o b e r a n o s de l a E u r o p a , d l a r e i n a d#*
P o r t u g a l , D . a C a t a l i n a de Austria , viuda del
r e y J u a n I I I , h e r m a n a de C a r l o s V , t i a c a r n a l
y s u e g r a de F e l i p e I I , a b u e l a d e l i n f e l i z p r e s o ,
y t i a - a b u e l a de D . a A n a de A u s t r i a su n o v i a ;
por lo cual e s c r i b i é n d o l a de su p r o p i o puño
la titulaba madre y s e ñ o r a de t o d o s . E s c r i b i ó
t a m b i é n á su h e r m a n a D.a M a r í a de A u s t r i a ,
emperatriz de A l e m a n i a , m u g e r d e l empera-
dor M a x i m i l i a n o I I , y madre de l a referida
novia. Luis Cabrera imprimió e n l a Historia
de Felipe I I u n a c a r t a d i c i e n d o ser á l a E m -
peratriz ; pero p a d e c i ó e q u i v o c a c i ó n , pues la
i m p r e s a f u é d i r i g i d a á l a P i e i n a v i u d a de Por-
t u g a l , y e n s o l a e s t a s e ñ o r a se v e r i f i c ó e l ser
m a d r e y s e ñ o r a de t o d o s e n s e n t i d o familiar.
A l P a p a d e c i a tener en m e d i o de su grande
p e n a e l c o n s u e l o de h a b e r p r o c u r a d o d a r á su
hijo b u e n a educación, y d i s i m u l a d o todo lo
que p o d i a p r o v e n i r de complexión; pero que
a h o r a e l s e r v i c i o de Dios y las obligaciones
AO HISTORIA DE L A INQUISICION ,

d e l b i e n p ú b l i c o de sus v a s a l l o s n o permitían
•ya m a s t o l e r a n c i a ; y concluyó prometiendo
d a r á S u S a n t i d a d n o t i c i a de l o q u e r e s u l t a s e ,
y p i d i e n d o p o r g r a c i a las o r a c i o n e s de S u B e a -
t i t u d p a r a e l feliz é x i t o : l a f e c h a e n M a d r i d ú.
2 0 de enero. C o n la m i s m a e s c r i b i ó de su
p u ñ o á su t í a D . " C a t a l i n a , m a n i f e s t a n d o mas
e l d o l o r de p a d r e , i n d i c a n d o h a b e r comuni-
cado y a o c u r r e n c i a s a n t e r i o r e s , y espresando
que la prisión n o era e n d e r e z a d a á castigo,
s i n o á r e f o r m a r d e s ó r d e n e s ; l o m i s m o , poco
m a s ó m e n o s , á su h e r m a n a l a E m p e r a t r i z .
9. A . las c i u d a d e s dijo que c o m o padre
n o h u b i e r a t o m a d o a q u e l l a r e s o l u c i ó n ; pero
q u e c o m o r e y n o l a p o d i a e s c u s a r , p o r q u e solo
así e v i t a r í a el d a ñ o general que d e b i a resultar
d e l a t o l e r a n c i a . D i e g o de C o l m e n a r e s i m p r i -
m i ó e n l a h i s t o r i a de S e g o v i a l a c a r t a r e c i b i d a
p o r esta c i u d a d , l o m i s m o f u e r o n las demás
como también las e s c r i t a s á gobernadores,
tribunales, prelados y cabildos. A q u e l l a s iban
dentro de otra dirigida á los corregidores.
T e n g o a l a v i s t a l a q u e d i r i g i ó a l ele M a d r i d ?
y p o r e l l a se sabe l o q u e d i j o á t o d o s : l e en-
c a r g a b a F e l i p e I I q u e si e l a y u n t a m i e n t o p e n -
sase n o m b r a r d i p u t a d o s ó r e p r e s e n t a r supli-
c a n d o á favor d e l p r i n c i p e , p r o c u r a s e cortar
la p l á t i c a , porque un padre no necesita ser
p

CAP. XXXI.—ART, III. 41

r o g a d o s i fuere a s u n t o de p e r m i t i r g r a c i a s ; y
que a s í m i s m o i n s p i r a s e q u e , caso de c o n t e s -
tar e l r e c i b o de l a c a r t a i n c l u s a , se h i c i e s e
de m a n e r a q u e n o se i n t e r n a s e n á tratar del
asunto p o r m e n o r , s i n o s o l o á d e c i r q u e se
p e r s u a d í a n haber justa causa cuando un pa-
dre se h a b l a d e t e r m i n a d o á t a l demostración.
Todos cuantos r e c i b i e r o n cartas contestaron
c o n l a v a r i e d a d q u e se deja conocer en tanta
m u l t i t u d de p e r s o n a s . Habiendo Felipe leído
t o d a s las r e s p u e s t a s , p u s o d e su p r o p i o p u ñ o
u n a n o t a e n l a de l a c i u d a d de Murcia, di-
ciendo : E s t a carta está escrita cuerda y p r u -
d e n t e m e n t e . » P r u e b a de q u e le g u s t ó m a s q u e
las o t r a s , c u y a particularidad y el no estar
i m p r e s a l a carta jjie i n s p i r a c o p i a r l a p a r a ha-
cer c o n o c e r c u a l e r a e l g u s t o d e F e l i p e 11 e n
aquel d o l o r o s o caso. E r a d e l tenor siguiente.
10. « S a c r a , católica , real Majestad : Esta
c i u d a d de M u r c i a r e c i b i ó l a c a r t a de V . M . , y
TÍÓ p o r e l l a l a d e t e r m i n a c i ó n de V . M . c e r c a
del r e c o g i m i e n t o de nuestro principe. Besa
infinitas y e c o s l o s p i e s d e V . M . p o r t a n g r a n -
de m e r c e d d e d a r l e esta p a r t i c u l a r c u e n t a ; y
q u e d a c o n e n t e r a s a t i s f a c c i ó n de q u e las c a u -
sas y r a z o n e s q u e movieron á V . M . fueron
tan graves y tan c o n c e r n i e n t e s a l b i e n p ú b l i c o ,
que n o se p u d i e r o n e s c u s a r d e otra manera
Zj2 HISTORIA D E L A INQUISICION ,

p o r q u e h a b i e n d o V . M . g o b e r n a n d o estos sus
reinos tan felizmente, sustentando en tanta
p a z á sus s u b d i t o s y e n t a n g r a n d e aumento
de l a r e l i g i ó n , j u s t o es q u e se e n t i e n d a que
e n este caso t a n p r o p i o de V . M . f u é e l fun-
damento tan g r a v e , que c o n v i n o al servicio
d e D i o s y a l b i e n g e n e r a l d e t o d o s h a c e r esta
nueva mudanza. M a s no puede esta ciudad
dejar de t e n e r d o l o r y s e n t i m i e n t o de q u e ha-
y a n s u c e d i d o causas tan bastantes que hayan
d a d o á V . M . este nuevo cuidado : y junta-
m e n t e se e n t e r n e c e m u c h o de t e n e r u n rey y
s e ñ o r tan justo y amoroso del bien u n i v e r s a l
de sus r e i n o s , q u e l e a n t e p u s o y p o r é l o l v i d ó
a l a m o r t i e r n o de su p r o p i o h i j o . Gran razón
hay para que c o n hecho tan señalado queden
mas o b l i g a d o s los v a s a l l o s de V . M . á servir
t a n g r a n m e r c e d ; y p r i n c i p a l m e n t e esta ciu-
d a d q u e de o b l i g a c i ó n y v o l u n t a d h a s i d o tan
leal a l servicio de V . M . y lo ha de s e r en
t o d o l o q u e V . M . m a n d a r e , c u y a c a t ó l i c a real
p e r s o n a g u a r d e D i o s n u e s t r o s e ñ o r . D e nues-
t r o c a b i l d o de M u r c i a , 16 de f e b r e r o d e
años.»

11. E l sumo pontífice san P i ó V . y l o l


otros s o b e r a n o s á q u i e n e s h a b i a e s c r i t o l e res-
pondieron intercediendo á favor del preso,
bajo l a e s p e r a n z a de que u n suceso tan peli-
CAP. XSXT.—ART. III. 43

groso c o m o e l a c t u a l s e r v i r í a de f r e n o a l p r í n -
cipe p a r a m o d e r a r su c o n d u c t a ; p e r o se d i s -
tinguió entre todos el emperador Maximi-
liano I I , c o m o que interesaba con respecto al
matrimonio proyectado de su hija D." Ana
de A u s t r i a . N o c o n t e n t o c o n cartas, hizo v e -
nir á M a d r i d el archiduque C á r l o s para lo m i s -
mo f aprovechando la ocasión del viaje á
F l á n d e s para tratar d e l m o d o de t r a n q u i l i z a r
sus t u r b a c i o n e s , y d F r a n c i a para el m a t r i -
m o n i o de o t r a h i j a d e l E m p e r a d o r con el rey
Cárlos I X ; pero F e l i p e I I , inflexible en sus
r e s o l u c i o n e s , no solo c o n s e r v a b a en p r i s i ó n a l
principe , sino que daba testimonios de su
propósito de prolongarla ; pues formó en 2
de m a r z o c i e r t a s o r d e n a n z a s d e l g o b i e r n o de
todas las cosas r e l a t i v a s á D . C á r l o s ; las a u -
torizó por m e d i o del secretario P e d r o del H o -
y o , y c o m e t i ó su e j e c u c i ó n á Rui Gómez de
S i l v a , p r í n c i p e de E v o l i , á quien hablan de
obedecer c o m o á lugar-teniente general suyo
todos los demás encargados del servicio y
asuntos d e l p r í n c i p e . L a s o r d e n a n z a s se r e d u -
jeron sustancialmente á lo que sigue.

12. « E l p r í n c i p e de E v o l i s e r á gefe g e n e -
r a l de t o d o s l o s d e s t i n a d o s a l s e r v i c i o d e l p r í n -
c i p e y su c u s t o d i a , comida , salud y demás
ocurrencias. Dispondrá que l a p u e r t a de U
kk HISTORIA D E L A INQUISICION ,

c á m a r a del p r í n c i p e esté entornada y no cer-


r a d a de d i a n i de n o c h e ; n o p e r m i t i r á n i d i -
s i m u l a r á que S u A l t e z a s a l g a de a q u e l l a c á m a r a
s e ñ a l a d a . S e r v i r á n para la g u a r d a , obsequio y
entretenimiento de D . C á r l o s , e l c o n d e de
L e r m a , D . F r a n c i s c o M a n r i q u e , D . R o d r i g o de
Benavides, D. Juan de B o r j a , D . J u a n de
Mendoza , y D . Gonzalo Chacón. N o entrarán
sin p e r m i s o del R e y otras personas que estas,
escepto el m é d i c o , el b a r b e r o y e l montero
e n c a r g a d o de l a l i m p i e z a . Dormirá e n l a cá-
m a r a de D . C a r l o s e l c o n d e de L e r m a ; y si
n o p u d i e s e , o t r o de l o s c a b a l l e r o s n o m b r a d o s .
U n o de e l l o s v e l a r á p o r l a n o c h e , s o b r e lo
cual establecerán alternativa para relevarse
u n o s á otros : de d i a e s t a r á n t o d o s , mientras
n o les o c u r r a o c u p a c i ó n , de m o d o q u e siem-
p r e p u e d a D . C á r l o s estar e n t r e t e n i d o . H a b l a -
rán con el príncipe de asuntos indiferentes»
nunca del suyo , y lo menos p o s i b l e de lo3
r e l a t i v o s a l g o b i e r n o : c u m p l i r á n l o q u e mande
S u A l t e z a e n lo q u e sea de s u s e r v i c i o y con-
m o d i d a d ; pero no en d a r r e c a d o s á personas
de a f u e r a , n i de estas p a r a S u A l t e z a : si el
p r í n c i p e les h a b l a r e de s u n e g o c i o , n o l e c o n -
t e s t a r á n y d a r á n a v i s o a l de E v o l i . N o conta-
r á n fuera de l a c á m a r a l o q u e se h a b l e ú obre
d e n t r o , s i n p r e c e d e r l i c e n c i a d e l R e y , bajo la
CiP. XXXI.'—ART. III. 45

fidelidad y obediencia que le tienen jurada;


y si a l g u n o s u p i e r e q u e se h a b l a de t a l e s n e -
g o c i o s e n e l p u e b l o ó e n casas p a r t i c u l a r e s , l o
avisará al R e y . Se dirá misa en el o r a t o r i o , y
la o i r á e l p r í n c i p e d e s d e s u c á m a r a en com-
p a ñ í a de dos c a b a l l e r o s de l o s n o m b r a d o s . S e
d a r á n b r e v i a r i o s , l i b r o s de h o r a s , d e l r o s a r i o
y otros c u a l e s q u i e r a q u e p i d a , c o m o sean de
d e v o c i ó n ; m a s n o l o s de o t r o s a s u n t o s . Los
seis m o n t e r o s a s i g n a d o s p a r a l a g u a r d i a y ser-
v i c i o de S u A l t e z a l l e v a r á n l a c o m i d a h a s t a l a
p r i m e r a s a l a ; d e s d e allí l a s e r v i r á n l o s c a b a -
lleros ; un montero t o m a r á los platos en la
segunda c á m a r a . L o s m o n t e r o s a s i s t i r á n y ser-
virán de d i a y de n o c h e d o n d e y como les
d i r á R u i G ó m e z de S i l v a . D o s a l a b a r d e r o s e s -
t a r á n e n e l c a n c e l de l a s a l a q u e sale a l p a t i o ;
no p e r m i t i r á n entrar á nadie sin licencia del
p r i n c i p e de E v o l i ; p o r su f a l t a , d e l c o n d e de
L e r m a ; y e n su defecto , d e l c a b a l l e r o que
haga de gefe. R u i G ó m e z de Silva prevendrá
en n o m b r e d e l R e y á l o s t e n i e n t e s capitanes
de las g u a r d i a s c a s t e l l a n a y a l e m a n a que p o n -
gan ocho ó d i e z a l a b a r d e r o s f u e r a del cancel
para que asistan t a m b i é n á la puerta de las
i n f a n t a s , y dos e n e l a p o s e n t o de R u i G ó m e z ,
desde que se a b r a l a p u e r t a p r i n c i p a l de p a l a c i o
hasta las d o c e de l a n o c h e en que se c i e r r e
46 HISTORIA DB £A I N Q U I S I C I O N ,

l a c á m a r a d e l p r í n c i p e , y c o m i e n c e n á yelar
los monteros. C a d a c a b a l l e r o de l o s nombra-
d o s t e n d r á u n s o l o c r i a d o p a r a s u s e r v i c i o en
l a h a b i t a c i ó n de D . C á r l o s , y p r o c u r a r á esco-
g e r de l o s s u y o s p r o p i o s e l de m a y o r confianza.
T o d o s j u r a r á n e n m a n o s d e l p r í n c i p e de EvoÜ
c u m p l i r c o n fidelidad estas o r d e n a n z a s en la
p a r t e de su r e s p e c t i y o c a r g o . Rui Gómez, y
e n s u defecto l o s c a b a l l e r o ? , c o m u n i c a r á n al
R e y las faltas de c u m p l i m i e n t o que se notaren.
L o necesario y no dispuesto queda en pru-
d e n t e a r b i t r i o de Rui Gómez, á q u i e n todos
d e b e r á n o b e d e c e r p o r q u e l a r e s p o n s a b i l i d a d es
suya. »
13. E l s e c r e t a r i o H o y o l e y ó á t o d o s y ca-
d a u n o las o r d e n a n z a s , y juraron guardarlas
los dichos y los o c h o m o n t e r o s que constan
del testimonio.

ARTICULO IV.

Proceso hecho á D . Cárlos.

1. Examinados los^estigos por el R e y


testimonio d e l secretario P e d r o d e l H o y o , for
m ó S u M a j e s t a d u n a j u n t a de c o m i s i ó n parti-
c u l a r p a r a e n t e n d e r e n esta causa ; sus m i e m -
CAP. XXXI.—ART. 1Y. Zl?

bros f u e r o n : e l c a r d e n a l d o n D i e g o E s p i n o s a ,
obispo de S i g ü e n z a , c o n s e j e r o de estado , i n -
q u i s i d o r g e n e r a l , y p r e s i d e n t e d e l de C a s t i l l a ;
R u i G ó m e z de S i l v a , p r í n c i p e de E v o l i , d u q u e
de F r a n c a v i l a y l a d e P a s t r a n a , c o n d e de M e -
l i t o , c o n s e j e r o de e s t a d o , m a y o r d o m o m a y o r
y s u m i l l e r de c o r p s d e l R e y , y e l l i c e n c i a d o D .
Diego B r i b i e s c a de Muñatones consejero de
Castilla y de l a r e a l c á m a r a , quedando S u M a -
jestad p o r p r e s i d e n t e . Muñatones fué encar-
gado de d i r i g i r l a s u s t a n c i a c i o u ; y p a r a q u e se
a r r e g l a s e a l e s t i l o de c a u s a d e a q u e l l a n a t u r a l e -
za, m a n d ó F e l i p e I I t r a s p o r t a r á M a d r i d desde
el a r c h i v o r e a l de B a r c e l o n a el proceso que el
rey J u a n I I de A r a g ó n y N a v a r r a , su tercer
a b u e l o , h a b i a h e c h o f o r m a r c o n t r a su h i j o p r i -
m o g é n i t o y sucesor jurado Carlos, principe
de B i a n a y de G e r o n a . L u e g o m a n d ó F e l i p e I I
fuese t r a d u c i d o d e l a l e n g u a catalana en que
se s u s t a n c i ó , á l a c a s t e l l a n a p a r a s u m e j o r y
mas fácil i n t e l i g e n c i a .
2. L a s o r d e n a n z a s de l a r e c l u s i ó n d e l p r í n -
cipe de A s t u r i a s se o b s e r v a r o n c o n t a n t o r i g o r ,
que h a b i e n d o q u e r i d o v i s i t a r l e p o r d a r l e a l g ú n
consuelo la R e i n a , y princesa D.a J u a n a , no
q u i s o e l R e y c o n c e d e r l e s e l p e r m i s o ; p u e s de
todos y de t o d o r e c e l a b a e n tanto grado, que
se r e d u j o t a m b i é n á priíion el mismo R e y
48 HISTORIA DE L A INQUISICION,

absteniéndose de los viajes acostumbrados á


l o s r e a l e s s i t i o s de A r a n j u e z , P a r d o y E s c o r i a l .
Se m a n t u v o recluso en su c á m a r a ; y cual-
quier r u i d o que oyese , le hacia poner á la
ventana por escuchar la causa y los efectos,
temiendo siempre alborotos ó tumultos es-
c i t a d o s p o r p a r t e de los F l a m e n c o s ó d e otras
p e r s o n a s , de q u i e n e s s o s p e c h a b a s e r partidarios
del p r i n c i p e p o r i n t e r é s real ó i m a g i n a r i o .
I. E n t r e tanto el infeliz D . C a r l o s , no
a c o s t u m b r a d o á v e n c e r sus p a s i o n e s , descono-
c i ó l o s m e d i o s de h a c e r m a s t o l e r a b l e s u des-
gracia. Continuamente agitado c o n impacien- ,
cías, se n e g ó á confesarse para c u m p l i r el !
p r e c e p t o p a s c u a l , d i a 1 1 de a b r i l , d o m i n g o de
l l a m o s , c o n f o r m e a l e s t i l o de l a f a m i l i a r e a l de
E s p a ñ a . E l o b i s p o de O s m a s u m a e s t r o era ya
difunto en 30 d e j u l i o de 1 5 6 6 ; p e r o e l doc-
t o r S u a r e z de T o l e d o , s u c a p e l l á n m a y o r ( á
q u i e n s i e m p r e h a b i a d i s t i n g u i d o ) l e v i s i t ó de
o r d e n d e l R e y p a r a e x h o r t a r l e ; y h a b i e n d o sido
i n ú t i l , l e e s c r i b i ó e n e l d o m i n g o d e P a s c u a de
r e s u r r e c c i ó n , 18 de a b r i l , u n a c a r t a l a r g a y muy
espresiva, m o s t r á n d o l e c o n razones y argu-
m e n t o s fuertes q u e s i s u n e g o c i o p e r m i t í a com-
posición , no p o d i a ser p o r e l r u m b o elegido
s i n o p o r e l c o n t r a r i o ; y a d e m á s de h a c e r l e ter
q u e y a n o t i e n e a m i g o s n i a p a s i o n a d o s , le re-
CAP. XXXI.—ART. IV. 49

cuerda varios acaecimientos escandalosos que


le h a n m u l t i p l i c a d o l o s e n e m i g o s , y a ñ a d e :
« V e a V . A . q u e h a r á n y d i r á n t o d o s c u a n d o se
e n t i e n d a q u e Y . A . n o se c o n f i e s a y se v a y a n
d e s c u b r i e n d o o t r a s cosas t e r r i b l e s ; p u e s a l g u -
nas l o s o n t a n t o , q u e l l e g a n d q u e e l S a n t o O f i -
cio t u v i e r a m u c h a e n t r a d a c o n o t r o para sa-
b e r s i e r a c r i s t i a n o ó no» F i n a l m e n t e y o d e c l a r o
á V . A . con toda verdad y fidelidad que corre
peligro d e l estado, y l o que p e o r e s del a l m a ,
y digo que no veo remedio para V. A. y me
d u e l o de e l l o y l o l l o r o c o n e l c o r a z ó n ; y t o d a -
v í a d i g o q u e m i c o n s e j o es q u e V . A . se t o r n e
á Dios y á su Padre que tiene el m i s m o lugar.
Y p a r a esto q u e a c o n s e j o á Y . A . , l e h e s e ñ a -
lado al presidente y otros h o m b r e s buenos
que no h a n de faltar á d e c i r l e v e r d a d y g u i a r l o
que a l s e r v i c i o de Y . A . c o n v i e n e . » P e r o esta
carta y las d e m á s d i l i g e n c i a s f u e r o n i n ú t i l e s :
D . C á r l o s no quiso confesarse.
k. L a d e s e s p e r a c i ó n en que i n c u r r i ó le p r o -
dujo d e s o r d e n e s t r a o r d i n a r i o e n c o m i d a , b e - ,
b i d a y s u e ñ o . A b r a s a d a su s a n g r e , y e n c e n d i d a
su c ó l e r a , c r e c i ó su c a l o r c o r p o r a l e n t a n t o g r a -
do, que n o b a s t a b a p a r a m i t i g a r l o a g u a h e l a d a ,
sin e m b a r g o de b e b e r í a c o n e s c e s o . Hizo po-
n e r e n s u c a m a g r a n c a n t i d a d de h i e l o para
t e m p l a r l o s a r d o r e s de s u c u t i s q u e n o podia
50 HISTORIA D E I X iNQtdSICIOS,

s o p o r t a r ; a n d a b a d e s n u d o ó d e s c a l z o s o b r e los
l a d r i l l o s , y p a s a b a n o c h e s e n t e r a s e n esta for.
K o a . E n e l m e s de j u n i o se n e g ó á tomar ali-
m e n t ó , y p e r m a n e c i ó p o r e s p a c i o d e o n c e dias
c o n s o l o a g u a h e l a d a ; p e r o se i b a estenuando
de m a n e r a q u e se c r e i a p r ó x i m a s u m u e r t e . S u
padre noticioso le visitó en tal estado; l e dijo
a l g u n a s p a l a b r a s d e c o n s u e l o , y las resultas
fueron declinar al estremo contrario: comia
con esceso c u a n d o s u e s t ó m a g o carecía del
c a l o r n e c e s a r i o á l a d í g e s t i o n ; y r e s u l t a r o n ter-
cianas dobles m a l i g n a s c o n v ó m i t o s biliosos y
d i s e n t e r í a p e l i g r o s a . L e v i s i t a b a s o l o e l doctor
O l i v a r e s , p r o t o m é d i c o de E s p a ñ a ; p e r o con-
s u l t a b a d e s p u é s f u e r a de l a h a b i t a c i ó n d e l p r í n -
c i p e c o n l o s otros m é d i c o s d e l R e y á presencies
de R u i G ó m e z de S i l v a .

6. E l proceso formado por D . Diego B r i -


b i e s c a de M u ñ a t o n e s estaba y a s u s t a n c i a d o en
j u l i o de m o d o q u e se p u d i e r a p r o n u n c i a r s e n -
tencia4 caso de s e r e n s u m a r i o , s i n a u d i e n c i a ,
c o n f e s i ó n , n i defensas d e l r e o , p u e s n o llegó-
e l caso de n o t i f i c a r a l p r í n c i p e n i n g u n a p r o v i -
dencia j u d i c i a l . Solamente h a b i a declaraciones
de t e s t i g o s , cartas y o t r o s p a p e l e s . P o r l o r e -
s u l t a n t e de a u t o s n o p o d i a m e n o s de c o n d e n a r -
se D . C d r l o s e n p e n a de m u e r t e , c o n f o r m e á las
leyes d e l r e i n o , porque constaban plenamente
CAP. XXXI.—ART. IY. 51

los c r í m e n e s d e [lesa m a j e s t a d e n primero y


segundo capitulo ; y a por los p r o p ó s i t o s y c o -
natos d e l p a r r i c i d i o , y a p o r l a c o n s p i r a c i ó n p a -
r a u s u r p a r l a s o b e r a n í a de F l á n d e s a u n á c o s t a
de g u e r r a s c i v i l e s . E l l i c e n c i a d o M u ñ a t o n e s i n -
f o r m ó a l R e y l o q u e r e s u l t a b a de a u t o s , y l a s
penas q u e las leyes prescribían contra otros
reos de a q u e l l o s d e l i t o s ; p e r o a n a d i a q u e l a s
c i r c u n s t a n c i a s p a r t i c u l a r e s de las p e r s o n a s y
del caso p o d í a n e s c í t a r á S u M a j e s t a d á u s a r de
su p o d e r s o b e r a n o y a p a r a d e c l a r a r q u e l a s l e y e s
generales no h a b l a n d é l o s hijos p r i m o g é n i t o s
de l o s r e y e s , p o r e s t a r sujetos á otras l e y e s m a s
e l e v a d a s de p o l í t i c a , de r a z ó n de e s t a d o , y
del b i e n p ú b l i c o , y a para dispensar por uti-
lidad c o m ú n l a p e n a de c u a l q u i e r l e y .
6. E l cardenal E s p i n o s a y el p r i n c i p e de
E v o l í d i j e r o n q u e se c o n f o r m a b a n c o n e l d i c t a -
men del consejero M u ñ a t o n e s , y F e l i p e I I d i -
jo q u e s u c o r a z ó n le dictaba la dispensa d é l a
l e y ; p e r o q u e s u c o n c i e n c i a n o se l o p e r m i t í a ,
p o r q u e no e s p e r a b a q u e fuese p a r a b i e n a l g u n o
de l a E s p a ñ a , y p o r el c o n t r a r i o c r e í a que l a
mayor calamidad del reino seria tener u n m o -
n a r c a sin i n s t r u c c i ó n , t a l e n t o , j u i c i o n i v i r t u d ,
^leno de v i c i o s y p a s i o n e s , e s p e c i a l m e n t e las
de c ó l e r a y f e r o c i d a d s a n g u i n a r i a ; p o r l o c u a l ,
á pesar d e l a m o r p a t e r n a l y de l a v i o l e n c i a q u e
83 H I S T O R I A D E LA, Í N Q V l S l d o N ,

le costaba u n sacrificio tan t e r r i b l e , considera-


b a forzoso e l h a c e r l o si se p r o s e g u i a e l proceso
e n r e g l a ; p e r o a t e n t o q u e e l estado de l a salud
de s u h i j o e r a t a n i n f e l i z q u e se d e b i a esperar
su m u e r t e n a t u r a l p o r efecto de sus d e s a r r e g l o s ,
c o n s i d e r a b a p o r m e n o s m a l d e s c u i d a r u n po-
c o l a c u r a c i ó n , c o n d e s c e n d i e n d o á c u a n t o s ape-
t i t o s t u v i e r a e l e n f e r m o ; p u e s a t e n d i d o e l de-
s o r d e n de las ideas de su h i j o , b a s t a r l a eso para
su m u e r t e ; y s o l o fijaba l a c o n s i d e r a c i ó n en
q u e se trabajase p a r a p e r s u a d i r l e q u e se m o r i a
s i n r e m e d i o , á fin de q u e á l o m e n o s se confe-
sara y p u s i e r a e n c a r r e r a de s a l v a c i ó n e t e r n a ;
p u e s esto e r a e l m a y o r t e s t i m o n i o de verdade-
r o a m o r que p o d i a dar á su h i j o y á l a n a c i ó n
española.
7. E s t a r e s o l u c i ó n d e l R e y no c o n s t a en el
p r o c e s o ; e n e l c u a l no l l e g ó e l caso de escri-
birse, ni firmarse sentencia n i n g u n a , sí solo
u n a n o t a e n q u e e l s e c r e t a r i o P e d r o d e l Hoyo
c e r t i f i c a q u e t e n i e n d o l a c a u s a e l r e f e r i d o esta-
do , m u r i ó e l p r í n c i p e d e e n f e r m e d a d natural
p o r l o q u e n o l l e g ó á s e n t e n c i a r s e . P e r o consta
l a d e t e r m i n a c i ó n d e l S o b e r a n o p o r o t r o s pape-
les c o e t á n e o s de a p u n t a m i e n t o s de cosas raras
del t i e m p o , que aunque no sean a u t é n t i c o s ,
m e r e c e n c r é d i t o p o r ser de p e r s o n a s emplea-
da8 e n e l p a l a c i o r e a l , y c o n f r o n t a r m u c h o sa
CAP. XXXI.—ART. IV. 53

n a r r a c i ó n c o n la de algunos escritores públi-


cos q u e i n d i c a r o n b a s t a n t e u n a s u n t o t a n d e l i -
c a d o , á p e s a r de q u e l o q u i s i e r o n d i s i m u l a r .
C i t a r é m o s d e s p u é s algunos : sigamos ahora l a
historia del suceso.
8. E n t e r a d o s e l c a r d e n a l E s p i n o s a y e l p r í n -
c i p e de E v o l i de l a s e n t e n c i a v e r b a l de F e l i -
pe I I , f o r m a r o n c o n c e p t o de que no dejaría
de ser c o n f o r m e á s u v e r d a d e r a i n t e n c i ó n q u e
e l e n f e r m o se p u s i e r a c u a n t o antes e n p e l i g r o
de m u e r t e , p a r a q u e d e s e n g a ñ a d o p o r e l m é d i -
c o , s i n r e l a c i ó n a l e n o j o d e l R e y n i al p r o c e s o
q u e m o t i v a b a su a r r e s t o , o y e s e c o n docilidad
los consejos de c o n f e s a r s e arrepentido para
d i s p o n e r s e á l a m u e r t e q u e D i o s le p r e p a r a b a
c o m o t é r m i n o de sus d e s g r a c i a s . E l p r í n c i p e de
E v o l i h a b l ó con el doctor Olivares en aquel to-
n o e n f á t i c o y m i s t e r i o s o q u e l o s m a e s t r o s de l a
p o l í t i c a p a l a c i e g a s a b e n c u a n d o c o n v i e n e á las
ideas d e l s o b e r a n o y á las s u y a s ; y R u i Gómez
de S i l v a e r a c o n s u m a d o e n esta c i e n c i a , según
e s c r i b i ó su g r a n d e a m i g o A n t o n i o P é r e z , pri-
m e r s e c r e t a r i o de estado q u e p o r e n t o n c e s m i s -
m o era de F e l i p e I I , y q u e t u v o n o t i c i a s c o m -
pletas de t o d o , c o m o i n d i c ó e n u n a de sus c a r -
t a s l desafiando á q u e m u e r t o E v o l i n o s a b i a n i n -
g u n o l o q u e é l e n este a s u n t o .
9. E l d o c t o r O l i v a r e s n o d e j ó de c o m p r e n -
54 H I S T O R I A D B tk INQUISICION,

d e r q u e l o q u e se q u e r í a e r a c u m p l i r u n a sen-
t e n c i a de m u e r t e p r o n u n c i a d a p o r e l R e y ; pero
e j e c u t a r l a de m a n e r a q u e q u e d a r a s a l v o e l ho-
n o r del reo , aparentando m u e r t e n a t u r a l con
la o c a s i ó n que p r o p o r c i o n a b a la enfermedad.
P r o c u r ó e s p l i c a r s e de m o d o q u e e l p r í n c i p e de
E v o l i q u e d a r a satisfecho de q u e su intención
estaba e n t e n d i d a c o m o o r d e n r e a l , c u y o c u m -
p l i m i e n t o q u e d a b a á su c a r g o .

ARTICULO V.

Muerte de D . Carlos.

' 1
1. D i a 20 de j u l i o e l d o c t o r O l i v a r e s rece-
tó y D . C á r l o s t o m ó una p u r g a . L u i s Cabrera
(que trató mucho c o n el p r í n c i p e R u i Gómez
y t e n i a e m p l e o e n p a l a c i o ) d i c e , e n l a Historia,
de Felipe 11, q u e l a p u r g a f u é s i n b u e n efecto;
y que, por parecer m o r t a l l a dolencia, persuadió
e l m é d i c o a l d o l i e n t e d i s p o n e r s e p a r a m o r i r co-
m o cristiano , r e c i b i e n d o los santos sacramen-
tos.
2. D . L o r e n z o " W a n d e r - H a m e n , e n l a obra
i n t i t u l a d a Z>. Felipe el prudente , h a b l a n d o de la
purga recetada por el p r o t o m é d i c o O l i v a r e s ,
e s c r i b i ó : «'Purgóle sin buen e f e c t o , m a s «o
CAP. X X X I . — A R T , IV, 55

sin ó r d e n n i licencia , y p a r e c i ó luego m o r t a l


el m a l » E n l a v i d a de D . J u a n de A u s t r i a , r e -
firiendo e l m i s m o a u t o r e l p r o y e c t o de D . C a r -
los sobre s u viaje á F l á n d e s , c o m u n i c a d o á su
t i o D . J u a n de A u s t r i a , y p o r este a l R e y , d i -
j o : « D e s d e este d i a D . F e l i p e t r a t ó de r e m e -
d i a r las c o s a s d e l p r í n c i p e p a r a l a p ú b l i c a s a -
l u d ; a u n q u e no l l e g a r a n a l e s t a d o q u e sabemos
t o d o s si e l R e y p u d i e r a t e m p l a r l a i n c l i n a c i ó n
d e r r a m a d a de D . C a r l o s , ó s i este d e s i s t i e r a de
sus i m a g i n a c i o n e s . » ¿ Q u é s i g n i f i c a n las p a l a -
b r a s aunque no ¿legara al estado que sabemos todos ?
¿ C u á l e r a e l e s t a d o á q u e se l l e g ó y q u e t o d o s
sabian en tiempo del escritor c o e t á n e o ? ¿ E r a
e l de l a p r i s i ó n ? E s e n o e r a m i s t e r i o s o : b i e n
podia escribirlo claramente; pero no sucedía
lo p r o p i o c o n la m u e r t e d e l e n f e r m o . U n a s e c o n
esta e s p r e s i o n l a e s c r i t a p o r e l m i s m o e n l a o t r a
obra : « P u r g ó l e e l m é d i c o s i n b u e n efecto , m a s
no sin ó r d e n n i l i c e n c i a , y p a r e c i ó luego m o r -
tal el m a l ; » y c o n o c e r e m o s el sentido v e r d a -
d e r o de u n a y o t r a c l á u s u l a .
3. Fabián E s t r a d a , e n s u Historia de las
guerras de F l á n d e s , d i j o : « E s t a n d o i n e x o r a b l e
el padre ( F e l i p e I I ) á las embajadas de los
p r í n c i p e s de E u r o p a , c o m o á los r u e g o s de l o s
reinos de E s p a ñ a , m u r i ó ( D . C a r l o s ) en la v i s -
p e r a de san l a g o , d e u n a e n f e r m e d a d ; p a r t e
56 HISTORIA » B Í.A. INQUISICION,

por n e g a r s e o b s t i n a d a m e n t e á l a c o m i d a , p a r -
te p o r c o m e r otras v e c e s s i n t e m p l a n z a y por
l a e s c e s i v a f r i a l d a d de la b e b i d a , s ó b r e l a do-
l e n c i a d e l á n i m o , s i no h u b o f u e r z a . . . B i e n e n -
t e n d i e n d o q u e estas c o s a s , c o m o las h e c o n t a -
d o , n o d a r á n g u s t o á los q u e c o n a n s i a s echan
m a n o de l o m a s a t r o z , sea Terdadero ó falso...
P e r o estas c o s a s , c o m o o c u l t a s é i n a c c e s i b l e s ,
las dejo de b u e n a g a n a p a r a a q u e l l o s escritores
q u e a n d a n á c a z a de f a m a de a g u d o s y de adi-
•vinos c o n l a s i n t e r p r e t a c i o n e s de o r á c u l o s . »
h' Esta última cláusula t i e n e a l u s i ó n al
o r á c u l o que O p m e r o h a b i a p u b l i c a d o , por me-
d i o de las l e t r a s n u m e r a l e s de u n v e r s o d e l l i -
b r o p r i m e r o de l a s Metamorfosis de Ovidio» es-
c r i b i é n d o l o con l a o r t o g r a f í a s i g u i e n t e :

fILIVs ante D I e M patrios I n q V I r l t I n anuos.

c u y a esplicacion era sumar l a s c a n t i d a d e s de-


s i g n a d a s p o r las l e t r a s n u m e r a l e s de este verso,
y v e r q u e c o m p » n i a n l a de 1 5 6 8 , c o m o é p o c a
de l a c o n j u r a c i ó n d e l p r í n c i p e D . C a r l o s c o n -
t r a l a v i d a d e l R e y su p a d r e .
5. Prosiguió Fabián E s t r a d a d i c i e n d o que
no l e p a r e c í a n v e r o s í m i l e s a l g u n a s de las cosas
q u e y a d e j a b a r e f e r i d a s s o b r e las causas de la
desgracia de D . C a r l o s ; pero debemos fijar
CAP. XXXI.—-ART. V . 57
m u c h o la c o n s i d e r a c i ó n en la c l á u s u l a : s i n o h u -
b o fuerza , y u n i r l a c o n l a o t r a e n q u e p r o c u -
r ó satisfacer a l a r g u m e n t o q u e le harían l o s q u e
c o n ansias e c h a n m a n o de l o m a s a t r o z , sea
v e r d a d e r o ó f a l s o ; e n l o c u a l no q u i s o m e t e r s e
p o r ser cosas o c u l t a s é i n a c c e s i b l e s .
6. E l m i s m o L u i s C a b r e r a , cronista del
R e y F e l i p e I I ( d e s p u é s de c o n t a r l a e n f e r m e -
dad y m u e r t e de D . C á r l o s , d i c i e n d o que se l e
p u r g ó s i n b u e n e f e c t o , y p a r e c i ó m o r t a l la d o -
lencia): « V a r i a m e n t e se h a b l ó d e este caso
d e n t r o y f u e r a de E s p a ñ a , y e n las h i s t o r i a s de
los e n e m i g o s y é m u l o s de e l l a . Y o e s c r i b o l o
que v i y e n t e n d í entonces y d e s p u é s , por l a en-
t r a d a q u e t u v e d e s d e n i ñ o e n l a c á m a r a de e s -
tos p r í n c i p e s , f f u é m a y o r c o n l a e d a d y co-
municación por la gracia que merecieron a l -
gunos m i n i s t r o s con el R e y , especialmente
el p r i n c i p e R u i G ó m e z de S i l v a y D . C r i s t ó b a l
de M o r a , m a r q u é s de Castel-Rodrigo , cuya
r e s u l t a n c i a e n m i p a d r e J u a n C a b r e r a de C ó r -
d o b a , y l a a c e p t a c i ó n de S u M a j e s t a d de n u e s -
tros s e r v i c i o s , n o s h i c i e r o n m a s c o m u n i c a b l e s
y a l l e g a d o s . » M e r e c e o b s e r v a c i ó n e l m o d o de
h a b l a r de L u i s Cabrera ; porque confesando
que d e n t r o de E s p a ñ a se h a b l ó c o n v a r i e d a d s o -
b r e l a m u e r t e de D . C á r l o s , y q u e r i e n d o poner
en b u e n l u g a r l a m e m o r i a de u n R e y á c u y o
58 HISTORIA. DE LA INQUISICION ,
h i j o d e d i c a b a su o b r a , h u y e de l a cuestión,
d i c i e n d o q u e se l i m i t a e n este p u n t o á l o que
v i ó y e n t e n d i ó entonces en el palacio donde
tenia entrada franca y c o m u n i c a c i ó n c o n el
p r i n c i p e de E v o l i . E s c l a r o q u e este confiden-
te de F e l i p e I I n o le r e v e l a r l a e l s e c r e t o de la
v e r d a d si n o c o n v e n i a ; p e r o no p a r e c e menos
v i s i b l e q u e L u i s C a b r e r a c r e y ó q u e e l m a l efec-
t o de l a p u r g a y e l p a r e c e r m o r t a l l a dolencia
t u v o s u o r i g e n e n d i l i g e n c i a s d i r e c t a s ; pues si
n o e s t u v i e r a e n esta o p i n i ó n , h u b i e r a rebatido
de i n t e n t o l a c o n t r a r i a c o n v i g o r , c o m o le cor-
respondía.
7. L a s o b r a s p ú b l i c a s d e C a b r e r a , "Wan-
d e r - H a m e n , O p m e r o y E s t r a d a , e s t á n de acuer-
d o c o n las n o t a s r e s e r v a d a s de a q u e l tiempo
q u e y o h e v i s t o ; y a s í n o e s t r a ñ o q u e el p r í ni --
cipe de O r a n g e , e n s u m a n i f i e s t o c o n t r a Fe
l i p e I I , l e i m p u t a s e e l c r i m e n de h a b e r quita
d o á s u h i j o D . C á r l o s l a v i d a ( 1 ) ; q u e Jaco
b o A u g u s t o de T h o u , h i s t o r i a d o r f r a n c é s c o n -
t e m p o r á n e o , bastante c i r c u n s p e c t o , hicieralo
m i s m o p o r i n f o r m e s de L u i s d e F o i x , arquitec
t o f r a n c é s e m p l e a d o e n las o b r a s d e l monaste

( i ) W a t s o n , Historia del reinado de Felipe IJ, e1


inglés y eu francés , en el a p é n d i c e .
CAP. X X X I . — A R T . V . 59
rio del E s c o r i a l , y de P e d r o J u s t i n i a n i , noble
veneciano , que habia residido en E s p a ñ a , no
obstante l a e q u i v o c a c i ó n de h a b e r i n t e r v e n i d o
e l S a n t o O f i c i o ; de h a b e r q u i t a d o l a v i d a c o n
u n veneno al p r i n c i p e en pocas h o r a s , y de
otros errores en que le h i c i e r o n i n c u r r i r sus
dos i n f o r m a n t e s ( 1 ) ; n i q u e l o s o t r o s e s c r i t o -
res c i t a d o s p o r G r e g o r i o L e t i d i j e r a n cosas e n -
tre s i c o n t r a r i a s , a u n q u e a l g u n a s s o l o p r o p i a s
de n o v e l i s t a s y r o m a n c e r o s ; p u e s h a b i é n d o s e
v e r i f i c a d o l a m u e r t e d e l p r i n c i p e p o r m a l efec-
to de u n a p u r g a m i s t e r i o s a , y siendo secreto
e l m a n d a t o , nadie d u d ó haber sido procurada
l a m u e r t e , y c a d a u n o s o l t ó las r i e n d a s de s u
i m a g i n a c i ó n para d i s c u r r i r el m o d o que i g n o -
raba.
8. S i n e m b a r g o , l a f u e r z a d e l a v e r d a d es
I n v e n c i b l e . T a r d e ó t e m p r a n o se d e s c u b r e , y
é c o s t a d e l c u r s o d e dos s i g l o s y m e d i o v a n
apareciendo tantas especies s u e l t a s , que su
r e u n i ó n p r o d u c e c o n v e n c i m i e n t o i n t e r i o r de
haber sido p r o c u r a d a l a m u e r t e c o n t o d a s las
a p a r i e n c i a s de n a t u r a l , a u n p a r a c o n e l m i s m o
paciente. L a n a r r a c i ó n d e los h i s t o r i a d o r e s es-

(O Thnmo, Historia desutiempo, exilatin, t, 2,


Ub. 45.
60 HISTORU DE LA INQUISICION,
tranjeros circunspectos e n l o r e l a t i v o á lo
q u e se f u é s u b s i g u i e n d o d e s d e l a p u r g a está
y a desacreditada por documentos auténticos,
t a n t o c o m o l a de l o s e s c r i t o r e s l i g e r o s adictos
á e s c r i b i r n o v e l a s c o n t i t u l o de h i s t o r i a s ; por
l o c u a l , p a r a no i n t e r r u m p i r e l h i l o de l a mia
v e n t i l a n d o controversias, c o n t a r é seguidamen-
te l a v e r d a d q u e y a n o las p e r m i t e y m i s lec-
t o r e s p u e d e n d e s h e c h a r c o n s e g u r i d a d cuanto
l e a n contrario en otros libros.
9. Instruido el p r í n c i p e D . Cárlos p o r el
p r o t o m é d i c o O l i v a r e s de que su enfermedad
no t e n i a r e m e d i o y su m u e r t e no podia di-
l a t a r s e m u c h o , y a c o n s t i j a d o p o r e l m i s m o de
reconciliarse con Dios p a r a su f e l i c i d a d , dijo
q u e q u e r í a confesarse c o n su c o n f e s o r o r d i n a -
rio f r a y D i e g o de C h a v e s , l o q u e se verificó
dia 21 d e j u l i o ; e l p r i n c i p e d i ó c o m i s i ó n al
m i s m o c o n f e s o r p a r a p e d i r e n su n o m b r e per-
d o n a l R e y , q u i e n l e m a n d ó r e s p o n d e r que se
lo concedía con t o d o su c o r a z ó n y le daba
su b e n d i c i ó n p a t e r n a l , esperando que también
se l a d a r í a D i o s m e d i a n t e s u a r r e p e n t i m i e n t o .
En e l m i s m o d i a r e c i b i ó c o n d e v o c i ó n los san-
tos s a c r a m e n t o s de l a e u c a r i s t í a y de l a es-
t r e m a u n c i o n , y o t o r g ó testamento con licen-
cia de su padre ante M a r t i n de G a z t e l u , su
s e c r e t a r i o . L o s dias 22 y 2 3 e s t u v o e n a g o n í a ,
CAP. X X X I . ART. T . 61
o y e n d o c o n t r a n q u i l i d a d las e x h o r t a c i o n e s d e l
mismo fray D i e g o de Chaves y del doctor
S u a r e z de T o l e d o , su capellán mayor. Los
ministros p r o p u s i e r o n al R e y que visitase á s u
h i j o y r e p i t i e s e l a b e n d i c i ó n p a t e r n a l á su v i s t a
p a r a que m u r i e s e c o n a q u e l c o n s u e l o . F e l i p e
I I l o c o n s u l t ó c o n l o s d o s e c l e s i á s t i c o s , y estos
le d i j e r o n que estando ( c o m o estaba) don
Carlos bien dispuesto, era de t e m e r alguna
turbación d e i d e a s c o n l a v i s t a de su padre,
p o r l o c u a l este se a b s t u v o e n t o n c e s ; p e r o en
l a n o c h e d e l 23 p a r a e l 2Z|., n o t i c i o s o de q u e
su hijo estaba m u y p r ó x i m o á la m u e r t e , fué
á v e r l o s i n ser v i s t o y l e r e p i t i ó s u b e n d i c i ó n
paternal, estendiendo el brazo entre los h o m -
b r o s d e l p r í n c i p e de E v o l i y d e l gran prior
de S . J u a n , c o n l o q u e se r e t i r ó l l o r o s o ; y
D . C á r l o s e s p i r ó á las c u a t r o de l a m a ñ a n a d e l
d i a 8 4 de julio, v i g i l i a d e l d i a de S . lago,
p a t r ó n de España.
10. N o s o l o n ó se o c u l t ó s u m u e r t e , sino
que se le e n t e r r ó c o n g r a n p o m p a e n l a i g l e s i a
d e l c o n v e n t o de m o n j a s de Sto. D o m i n g o el
r e a l de M a d r i d , a u n q u e s i n s e r m ó n de hon-
ras; y F e l i p e I I e s c r i b i ó c o m u n i c a n d o la m u e r -
te á todas las p e r s o n a s y c o r p o r a c i o n e s á q u i e -
nes habia participado la p r i s i ó n . Tengo á la
vista c o p i a de l a q u e escribió á m i cabildo
6
62 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
de T o l e d o , c o n f e c h a de 2 7 de j u l i o , firmada
p o r e l R e y , r e f r e n d a d a p o r F r a n c i s c o de Eraso,
y de l a d e este s e c r e t a r i o de e s t a d o á don
Diego de Z u ñ i g a , c o r r e g i d o r de T o l e d o , con
fecha d e l 2 8 , en l a c u a l espresa por menor
el p r i n c i p i o , las causas y l o s p r o g r e s o s de
l a e n f e r m e d a d de D . C a r l o s , y su r e s i g n a c i ó n
y devoción cristiana en l o s t r e s ú l t i m o s dias
de su v i d a : l a v i l l a de M a d r i d c e l e b r ó exe-
q u i a s s o l e m n í s i m a s e n i / i de a g o s t o , y predicó
s e r m ó n de h o n r a s f r a y J u a n de T o b a r , prior
del convento de r e l i g i o s o s d o m i n i c a n o s de
Atocha, e l m i s m o q u e h a b i a e n g a ñ a d o al di-
funto en l a noche de 2 7 de d i c i e m b r e ante-
rior para que declarase q u i e n era e l hombre
que deseaba matar. P o r ú l t i m o se i m p r i m i ó
l u e g o e n a q u e l m i s m o a ñ o u n a r e l a c i ó n muy
difusa de l a e n f e r m e d a d , muerte, funerales
y exequias del p r í n c i p e D . C a r l o s , escrita de
ó r d e n del ayuntamiento de Madrid p o r Juan
López del H o y o , c a t e d r á t i c o de l a t i n i d a d en
la corte.
11. L a España s i n t i ó m u c h o l a m u e r t e de
D. Carlos, no solo por las c i r c u n s t a n c i a s de
sus a c a e c i m i e n t o s p e r s o n a l e s , s i n o p o r q u e no
quedaba hijo v a r ó n d e l R e y . H a b i a sido óni-
c e f r u t o d e l p r i m e r m a t r i m o n i o c o n d o ñ a Ma-
r í a de P o r t u g a l ; n o h a b i a n i n g u n o d e l segundo
CAP. X X X I . ABT. V . 63
con d o ñ a M a r i a de I n g l a t e r r a ; d e l t e r c e r o c o n
d o ñ a I s a b e l de F r a n c i a s o l o h a b í a d o s i n f a n t a s :
d o ñ a I s a b e l C l a r a , n a c i d a e n 12 de a g o s t o de
1 5 6 6 , y d o ñ a C a t a l i n a , e n 10 de octubre de
1 5 6 7 . L a e s p e r a n z a se c i f r a b a e n q u e a l t i e m p o
d é l a m u e r t e d e l i n f e l i z D . C a r l o s se c o m e n z ó
á p u b l i c a r o t r o p r e ñ a d o de l a í l e i n a ; p e r o se
frustró, porque la virtuosa doña Isabel m u r i ó
de a b o r t o e n 3 de o c t u b r e de aquel propio
año. ¡
12. Esta desgracia, junta con la mala opi-
n i ó n que l a E u r o p a tenia de F e l i p e I I , r e p u -
tándolo hipócrita, cruel y sanguinario, dió
lugar á q u e p r i m e r o e l p r í n c i p e de O r a n g e y
d e s p u é s otros m u c h o s le i m p u t a s e n t a m b i é n e l
c r i m e n de m a t a r á su m u g e r . D i j o h a b e r p r u e -
bas e n F r a n c i a ; p e r o l e j o s de ser a s i , e n v i ó
Carlos I X embajador estraordinario para dar
el p é s a m e á Felipe I I , quien efectivamente
q u e d ó m u y desconsolado t i n e l hijo v a r ó n que
esperaba de s u e s p o s a . E l c i t a d o J u a n L ó p e z
del H o y o p u b l i c ó en 1569 u n a r e l a c i ó n exacta
de l a e n f e r m e d a d y m u e r t e de l a r e i n a I s a b e l ,
y parecen i n c o m p a t i b l e s algunas circunstancias
c o n las de h a b e r m u e r t o de v e n e n o . E l p r i n -
c i p e de O r a n g e se d e j ó l l e v a r de la pasión
de o d i o y v e n g a n z a , y n o h a c e fe c u a n d o n o
se d e s c u b r e o b j e t o n i motivo del c r i m e n , y
Qh HISTORIA DE LA INQUISICION,
p o r e l c o n t r a r i o había interés en esperar el
parto. L o s otros escritores, dando p o r supuesto
el d e l i t o , d i s c u r r i e r o n sobre l a causa, y no
faltó novelista que c r e y ó hallarla en los fin-
gidos amores de D . C á r l o s , de q u i e n hay
demostración histórica q u e n o l o s p u d o tener
hasta d e s p u é s d e 1 5 6 4 , de Tuelta de Alcalá:
y entonces a n h e l ó c o n ansia el casamiento
c o n su p r i m a , d o ñ a A n a de A u s t r i a , la cual
por último yino á ser c u a r t a e s p o s a de F e -
l i p e I I y m a d r e d e l s u c e s o r F e l i p e I I I ; pues
parecía suerte de a q u e l m o n a r c a t o m a r por
m u g e r e s las d e s t i n a d a s á su h i j o .
13. intimamente, deseoso Felipe II de
c o n s e r v a r m e m o r i a de l a j u s t i f i c a c i ó n c o n que
h a b l a p r o c e d i d o e n l a c a u s a de su h i j o , mandó
c u s t o d i a r su p r o c e s o j u n t o c o n e l o r i g i n a l y la
t r a d u c c i ó n d e l otro a n t i g u o b a r c e l o n é s hecho
á D . C á r l o s , p r í n c i p e de Y i a n a y de G e r o n a .
C o n s t a q u e D . F r a n c i s c o de Mora , marqués
de Castel-Rodrigo y c o n f i d e n t e d e l R e y des-
p u é s de la muerte de R u i G ó m e z de Silva,
p u s o l o s t r e s p r o c e s o s e n u n c o f r e c i t o verde,
a ñ o 1 5 9 2 ; y q u e d e s p u é s e l R e y l o e n v i ó cer-
rado y sin llave a l a r c h i v o r e a l de S i m a n c a s ,
donde d e b e p e r m a n e c e r s i n o se h a t r a i d o á
P a r i s ( c o m o se d i v u l g ó e n E s p a ñ a ) p o r orden
del emperador N a p o l e ó n .
CAP. x x x n . — A R T . I. 65

CAPITULO XXXII.

DE L A C A U S A C E L E B R E D E L A R Z O B I S P O D E
T O L E D O y DOIN" F R A Y BARTOLOMÉ CAR-
RANZA, HASTA S U PBISIOJNV

ARTICULO 1.

Vida del arzobispo hasta la época de sa proceso.

1. UNA de las y í c t i m a s m a s i l u s t r e s , ó t a l
yez l a m a s ilustre del orden de procesar y
proceder e n e l santo o f i c i o de l a I n q u i s i c i ó n
de E s p a ñ a , es e l a r z o b i s p o de Toledo don
^ray B o r t o l o r n é C a r r a n z a de M i r a n d a . E l p r o -
ceso h e c h o e n E s p a ñ a , c o n las a d i c i o n e s q u e
se le a g r e g a r o n de c o p i a s de p a p e l e s venidos
de R o m a y b o r r a d o r e s ó m i n u t a s de l o s que
se r e m i t i a i v , c o n s t a de v e i n t e y c u a t r o v o l ú -
menes de á f o l i o , de m i l h o j a s , m i l ciento y
mil doscientas; de manera que sin género
de d u d a p a s a d o v e i n t e y seis m i l h o j a s , s i n
contar las d e l p r o c e s o de R o m a no colocadas
por c o p i a e n e l de Madrid. Si el orden do
66 HISTORIA. DE LA. INQUISICION ?
procesar y proceder hubiera sido público,
sencillo, c o n f o r m e al d e r e c h o n a t u r a l , a l de
E s p a ñ a , al criminal de los tribunales ecle-
s i á s t i c o s d i o c e s a n o s ó de l o s r e a l e s o r d i n a r i o s ,
n o h u b i e s e pasado de d o s m i l hojas, ni hu-
b i e s e t a r d a d o á f e n e c e r tres a ñ o s ; no obstan-
te s u n a t u r a l e z a » que d e b i a p o r sí m i s m a cau-
sar d i l a c i o n e s e s t r a o r d i n a r i a s p a r a r e c o n o c e r y
censurar m u c h a s y diferentes obras del arzo-
bispo. T a n c r e c i d o n ú m e r o de hojas escritas
c o m o e l de v e i n t e y seis m i l y t a n t a s c o n t i e n e
forzosamente i n u m e r a b l e s especies que ignoró
D . P e d r o S a l a z a r de M e n d o z a , c a n ó n i g o pe-
n i t e n c i a r i o de T o l e d o , a u t o r d i l i g e n t í s i m o de
la obra intitulada: Vida y sucesos prósperos y
adversos de D . fray Bartolomé de Carranza.
E s t e sabio y v e r a z e s c r i t o r p r o c u r ó s a b e r cuan-
t o e s t u v o a l a l c a n c e de u n r i c o d e d i c a d o á
i n q u i r i r l a v e r d a d ( q u e es m u c h o ) ; p e r o es-
cedia los l í m i t e s de l a fuerza d e l d i n e r o la
o c u l t a c i ó n i n q u i s i c i o n a l d e l p r o c e s o . Y o l o he
I c i d o y e s t r a c t a d o , p u e d o l l e n a r l o s v a c í o s de
aquel sapientísimo canónigo, y d e b o dar al
p ú b l i c o esta s a t i s f a c c i ó n , c o r r i g i e n d o algunas
equivocaciones inculpables.
2. E l arzobispo n a c i ó , a ñ o 1503 , en M i -
r a n d a d e l r i o A r g a , v i l l a d e l r e i n o de N a v a r -
ra, de donde t o m ó su apellido de M i r a n d a ?
CAP. XXXII. ART. I, 67

con q u e se l e c o n o c i ó y n o m b r ó m i e n t r a s fué
religioso dominicano, como consta por su
proceso, aunque s u Y e r d a d e r o de f a m i l i a e r a
Carranza, como hijo de P e d r o Carranza y
nieto de B a r t o l o m é C a r r a n z a , v e c i n o s n o b l e s
de M i r a n d a , de quienes ha durado descen-
dencia v a r o n i í hasta e l s i g l o XYIII por la
l í n e a de P e d r o d e C a r r a n z a , h e r m a n o d e l a r -
z o b i s p o , q u i e n d e s p u é s de serlo era n o m b r a d o
C a r r a n z a de M i r a n d a p a r a m a n i f e s t a r i d e n t i d a d
de p e r s o n a , b i e n q u e s o l o firmaba fr. B r a i h o -
lomeus toletanus e n l a t i n , conforme al estilo
de s u t i e m p o . E n l a e d a d de d o c e años fué
alumno d e l c o l e g i o de san E u g e n i o d e A l c a l á
de H e n a r e s , p o r d i l i g e n c i a s de s u t i o S a n c h o
de C a r r a n z a , d o c t o r de aquella universidad
y escritor antagonista d e l famoso Desiderio
Erasmo de R o t e r d a n . S i e n d o de q u i n c e años
pasó al colegio de s a n t a Balbina de dicha
universidad para estudiar l o q u e se l l a m a b a
philosophia p o r u n o s y artes por otros, no
siendo m a s q u e n o c i o n e s g e n e r a l e s d e d i a l é c -
tica, l ó g i c a , metafísica y física; y en 1520
se h i z o r e l i g i o s o d e l a o r d e n d o m i n i c a n a e n
el c o n v e n t o d e V e n a l a c , sito e n l a A l c a r r i a ,
mudado con el tiempo á l a c i u d a d de G u a d a -
lajara. D e s p u é s de profeso fué destinado á
estudiar t e o l o g í a en el c o l e g i o de san E s t e b a n
68 HISTORIA DE L A INQUISICION f

de S a l a m a n c a , y en 1 5 2 5 n o m b r a d o colegial
del de san G r e g o r i o de Yalladolid.
3. A p r o v e c h ó t a n t o e n s u c o r t a e d a d , que
consta del proceso que fray Miguel de San
Martin, r e l i g i o s o d o m i n i c a n o , d e m a s de Zi5
años, presentado y lector en dicho colegio
d e san G r e g o r i o de Y a l l a d o l i d , l o d e l a t ó al
Santo Oficio en 19 d e n o v i e m b r e de 1530,
declarando ante e l i n q u i s i d o r M o r i z q u e dos
ó t r e s a ñ o s antes h a b i a t e n i d o varias conver-
saciones c o n C a r r a n z a sobre a s u n t o s de con-
c i e n c i a , y notado que ehte r e s t r i n g i a m u c h o
la potestad del papa en cuanto á ceremonias
eclesiásticas; p o r l o c u a l y haberse repetido
m u c h a s veces lo m i s m o , el declarante formó
concepto q u e C a r r a n z a t e n i a m a l a s opiniones
en este p u n t o , y le r e p r e n d i ó s u m o d o de
pensar. A s í m i s m o r e s u l t a q u e h a b l a n d o , año
1528, sobre l a d o c t r i n a d e E s p a ñ a , de r e s u l -
tas de l a j u n t a de c e n s o r e s de 1 5 2 7 c i t a d a en
esta o b r a , f u é u n o de l o s q u e se d i s t i n g u i e r o n
e n las c o n v e r s a c i o n e s c o n t r a l a o p i n i ó n v u l g a r ;
de m a n e r a q u e fray J u a n de V i l l a m a r t i n , co-
l e g i a l de san P a b l o de Y a l l a d o l i d , l o d e l a t ó al
Santo Oficio declarando ante d i c h o i n q u i s i d o r
M o r i z , e n l . 0 d e d i c i e m b r e de d i c h o a ñ o 1530,
que habia defendido mucho á E r a s m o , aun
en lo que decia sobre el sacramento de l a
CAP. XXX11.-—ART. I. 69
penitencia contra l a frecuente confesión de
personas q u e s o l o t e n i a n p e c a d o s v e n i a l e s ; y
que h a b i é n d o l e r e p l i c a d o c o n e l e j e m p l o de s a n
Gerónimo, habla r e s p o n d i d o q u e no le pro-
baria el h e c h o con n i n g ú n historiador ecle-
siástico fidedigno; y que t a m b i é n sostiiYO
C a r r a n z a n o s e r d e s p r e c i a b l e lo e s c r i t o por
Erasmo sobre q u e el Apocalipsis n o e r a o b r a
de san J u a n e v a n g e l i s t a , sino de otro pres-
b í t e r o d i s t i n t o del m i s m o n o m b r e .
4. E s t a s d o s d e l a c i o n e s n o se t u v i e r o n p r e -
sentes a l t i e m p o de l a p r i s i ó n d e l a r z o b i s p o ;
porque habiendo sido escritas a ñ o 1530 en
el l i b r o 17 de las deposiciones generales de
visita d e l p a r t i d o de Y a l l a d o l i d , n o se h a b í a n
sacado e n a q u e l l a é p o c a p o r n o c o n s i d e r a r l a s
bastantes p a r a formar proceso, y mudados
los i n q u i s i d o r e s y secretarios , cayeron en
olvido. Cuando estando avanzada la causa
del a r z o b i s p o se h a c i a n d i l i g e n c i a s m u y es-
traordinarias para decir contra él cuanto se
p u d i e s e , u n a d e ellas f u é la d e r e c o n o c e r t o -
dos los l i b r o s y legajos d e d e l a c i o n e s y s u m a -
rias s u s p e n s a s , y se h a l l a r o n las d o s c i t a d a s ;
y se c o n t a r o n como testigos 94 y 9 5 , h a -
biéndoles correspondido p o r su orden de fe-
chas ser p r i m e r o y segundo.
5. C o m o esto se i g n o r a b a , el r e c t o r y c o n -
70 HISTORIA DE L A INQUISICION ,

cilinrios d e l c o l e g i o de san G r e g o r i o de V a -
Uadolid le encomendaron, a ñ o 1530 , una
cátedra de filosofía; en 1533 le nombraron
r e g e n t e de t e o l o g í a ; e n 1 5 3 - 4 , r e g e n t e m a y o r
p o r m u e r t e de su m a e s t r o f r a y D i e g o de A s -
tudillo; y luego fué teólogo c a l i f i c a d o r de^
Santo O f i c i o de l a I n q u i s i c i ó n de Valladolid^
donde trabajó m u c h a s v e c e s , y r e c i b i ó el pa.
go que m o t i v a nuestra h i s t o r i a . E n 1539 fué
destinado al capítulo g e n e r a l de su ó r d e n eu
R o m a , donde defendió las c o n c l u s i o n e s que
se a c o s t u m b r a c o n f i a r A l o s q u e se c r e e hayan
de t e n e r m a y o r l u c i m i e n t o ; y se v e r i f i c ó asi
e n p r e s e n c i a d o m u c h o s c a r d e n a l e s , e n t r e ellos
C a r a f a ( d e s p u é s p a p a P a u l o I V ) ; d e l embaja-
d o r e s p a ñ o l D . J u a n M a n r i q u e de L a r a , mar-
q u é s de A g u i l a r , y de v a r i o s o b i s p o s : de sus
resultas se le c o n d e c o r ó c o n los t í t u l o s de
d o c t o r y m a e s t r o de t e o l o g í a , y e l s u m o pon"
tífico P a u l o I I I le a u t o r i z ó para leer libros
prohibidos.

6. Regresado & España, enseñó teología


e n s u c o l e g i o de san G r e g o r i o y t u v o discípu-
los eminentes : a ñ o 15/i0 r e s p l a n d e c i ó su vir-
t u d y c a r i d a d c o n l o s i n d i g e n t e s á c a u s a del
c o n c u r s o e s t r a o r d i n a r i o de p o b r e s de las m o n -
t a ñ a s de L e ó n y S a n t a n d e r , d o n d e f a l t ó l a co-
s e c h a t o t a l de g r a n o s : n o s o l o p r o p o r c i o n ó l a
CAP. XXXIÍ.—ART. I. 7i

m a n u t e n c i ó n de c u a r e n t a p e r s o n a s e n s u c o l e -
g i o , sino que m e n d i g ó p o r l a c i u d a d e n favor
de o t r o s , y v e n d i ó sus l i b r o s m e n o s l a B i b l i a y
l a Sama de s a n t o T o m a s , E n el Santo Oficie
trabajaba de c o n t i n u o c a l i f i c a n d o p r o c e s o s ; e n
su h a b i t a c i ó n , c e n s u r a n d o l i b r o s e n v i a d o s p o r
e l C o n s e j o de l a S u p r e m a ; y e n l a p l a z a p ú b l i -
ca, predicando e l s e r m ó n d e l a u t o de fe d e
Francisco'San-Roman, luterano, quemado vive
por i m p e n i t e n t e , hijo d e l alcalde m a y o r de
B r i b i e s c a , y d e s p u é s todos los o c u r r i d o s e n su
t i e m p o . E n e l m i s m o a ñ o se l e n o m b r ó o b i s p o
del C u z c o ; le llevó la noticia D . J u a n Bernal
Diaz de L u c o , consejero de I n d i a s (después
o b i s p o de C a l a h o r r a ) , á q u i e n r e s p o n d i ó C a r -
ranza que si l a v o l u n t a d del g o b i e r n o era e n -
v i a r l e á p r e d i c a r e n las A m é r i c a s , e s t a b a p r o n -
to á m a r c h a r s i n e l c a r á c t e r de o b i s p o n i c a r g o
de a l m a s ; p e r o q u e c o n é l n o le a c o m o d a b a ,
y se l e a d m i t i ó l a r e n u n c i a ,
7. E n 15ZI5 f u é a l C o n c i l i o t r i d e o t i n o c o m o
teólogo del emperador Carlos Y , donde asistió
p o r e s p a c i o de t r e s a ñ o s t r a b a j a n d o m u c h o en
todas las c o n g r e g a c i o n e s , p o r o r d e n de l o s l e -
gados p o n t i f i c i o s y d e l e m b a j a d o r d e España,
y p r e d i c ó de l a m a t e r i a de j u s t i f i c a c i ó n a l m i s -
m o C o n c i l i o , e n l a p a r r o q u i a de san L o r e n z o
de T r e n t e , á i n s t a n c i a s d e l c a r d e n a l D . P e d r o
72 HISTOBU »B L A INQUISICION,
P a c h e c o , o b i s p o de J a é n y d e s p u é s de S i g ü e n z a ,
d e c a n o de l o s p r e l a d o s e s p a ñ o l e s d e l C o n c i l i o .
E s t a n d o e n é l , h i z o i m p r i m i r , e n e l a ñ o 1546,
e n R o m a , u n a o b r a s u y a i n t i t u l a d a : Suma de
Concilios ; e n Y e n e c i a , o t r a d e Controversias teo-
lógicas; y e n 1 5 4 7 , u n tratado De la residencia
de los obispos. E s t a ú l t i m a l e p r o d u j o bastantes
é m u l o s ; se l a i m p u g n ó fray A m b r o s i o Cateri-
n o , religioso dominicano, y la defendió fray
D o m i n g o S o t o , i n d i v i d u o de l a m i s m a orden.
8. R e g r e s a d o á E s p a ñ a e n 1 5 A S , f u é nom-
b r a d o c o n f e s o r d e F e l i p e 11. E l E m p e r a d o r se
l o ÜTÍSÓ d e s d e A l e m a n i a , y e l p r í n c i p e de As-
t u r i a s d e s d e G o l i b r e , c o n e n c a r g o de i r allí pa-
r a a c o m p a ñ a r á S u Alteza en e l viaje á Flándes
y A l e m a n i a . C a r r a n z a r e s p o n d i ó d a n d o gracias
y e s c u s á n d o s e de a c e p t a r e l e m p l e o d e que se
t i t u l a b a i n d i g n o , a l m i s m o t i e m p o q u e fray Pe-
d r o d e S o t o , s u d i s c í p u l o , e r a c o n f e s o r de Car-
l o s V . E s t e s o b e r a n o l e n o m b r ó e n 1 5 4 9 obis-
p o de C a n a r i a s , y no a c e p t ó C a r r a n z a , escu-
s á n d o s e d e l m i s m o m o d o q u e e n e l a ñ o de 1540
p a r a e l o b i s p a d o d e l C u z c o . E o s frailes d o m i -
n i c a n o s d e F a l e n c i a l o e l i g i e r o n p a r a p r i o r de
s u c o n T e n t o ; l o f u é , y e s p l i c ó a l l í e n e l dicho
a ñ o d e 15ZI9 l a Epistolade san Pablo cí los Gala-
i m . E n 1 5 5 0 f u é e l e c t o p r o v i n c i a l de Castilla^
t i s i l ó s u p r o Y i n c i a c o n g r a o z e l o s o b r e todos
CAP. xxxn.—AST, i . 73
los p u n t o s e n q u e o b s e r v ó d e s c u i d o s ; pero
con g r a n e s p e c i a l i d a d e n las f u n d a c i o n e s de
aniversarios, misas y sufragios perlas almas
del p u r g a t o r i o .
9. E n 1 5 5 1 se c o n v o c ó s e g u n d a v e z e l C o a -
cilio tridentino , y fué nuestro p r o v i n c i a l por
orden d e l E m p e r a d o r , l l e v a n d o t a m b i é n p o d e -
res d e l c a r d e n a l D . J u a n M a r t í n e z S i l í c e o , a r -
zobispo de T o l e d o : a s i s t i ó á todas las sesiones
y congregaciones hasta su s e g u n d a disolución
en 1 5 5 2 . E n t r e los d i f e r e n t e s n e g o c i o s q u e se
le c o m e t i e r o n , u n o f u é l a f o r m a c i ó n de í n d i -
ces p r o h i b i t o r i o y e s p u r g a t o r i o , á c u y o fin l e
d i e r o n c o p i o s í s i m o n ú m e r o de l i b r o s ; h i z o q u e -
m a r l o s que r e p u t ó p e r n i c i o s o s , y d i o l o s b u e -
nos al c o n v e n t o d o m i n i c a n o de san L o r e n z o de
T r e n t o . V u e l t o á E s p a ñ a y a c a b a d o su p r i o r a t o
p r o v i n c i a l , fijó d o m i c i l i o e n su c o l e g i o de san
G r e g o r i o de V a l l a d o l i d , d o n d e e l p r í n c i p e g o -
b e r n a d o r , los Consejos de C a s t i l l a é I n q u i s i -
ción , y e l S a n t o O f i c i o de Y a l l a d ' o l i d l e o c u p a -
ban c o n t i n u a m e n t e consultando negocios ar-
duos. E n t r e sus c o m i s i o n e s , u n a f u é de r e c o -
nocer c o n D . D i e g o T a v e r a , c o n s e j e r o de l a
S u p r e m a ( d e s p u é s o b i s p o de J a é n ) , muchas
biblias , y c u i d a r de l a i m p r e s i ó n de u n a l a t i n a
m u y c o r r e c t a q u e s i r v i ó de o r i g i n a l p a r a t o d a s
Jas e d i c i o n e s p o s t e r i o r e s .
TOMO TI. 7
74 HISTORIA D B I A ÍKQTIISICIOS ,

10. A j u s t a d o e l m a t r i m o n i o de F e l i p e I I
con ía R e i n a de I n g l a t e r r a d o ñ a M a r í a , pasó
a l l í fray B a r t o l o m é , a ñ o 1 5 5 / 1 , p a r a preparar
con el cardenal P o l o el reino á l a reconciliación
c o n l a santa I g l e s i a R o m a n a y dar o b e d i e n c i a
a l P a p a . F u é d e s p u é s e l R e y , y n o h a y espre-
siones b á s t a n l e s para p o n d e r a r lo que trabajó
a l l í C a r r a n z a e n f a v o r de la r e l i g i ó n católica.
Predicaba c o n t i n u a m e n t e , c o n v e n c i ó y convir-
t i ó i n t i m c r a b l e s h e r e j e s , y c o n f i r m ó á muchos
v a c i l a n t e s , s a t i s f a c i e n d o de p a l a b r a y p o r es-
c r i t o á sus a r g u m e n t o s . E n 1 5 5 5 F e l i p e I I fué
d e s d e L o n d r e s á B r u s e l a s , y C a r r a n z a q u e d ó al
¡ a d o de l a R e i n a p a r a su a u x i l i o e n e l arreglo
de doct r i n a c a t ó l i c a en las u n i v e r s i d a d e s y otros
objetos i m p o r t a n t e s . R e d a c t ó p o r e n c a r g o del
cardenal P o l o , legado d e l P a p a , los cánones
a c o r d a d o s e n u n c o n c i l i o n a c i o n a l ; y z e l ó so-
bre el castigo de m u c h o s h e r e j e s p e r t i n a c e s ,
p a r t i c u l a r m e n t e T o m a s C r a m m e r o , arzobispo
de C a n tu a r i a , p r i m a d o de I n g l a t e r r a , y M a r -
t i n B u c e r o , i n s i g n e d o g m a t i z a d o r de los e r r o -
res de L u t e r o y de otros s u y o s p r o p i o s , l o cual
le p u s o v a r i a s v e c e s e n p e l i g r o de m u e r t e .
11. E n 1557 p a s ó á F Í á n d e s p a r a instruir
a l r e y F e l i p e 11 de t o d o l o s u c e d i d o e n I n g l a -
t e r r a ; y p r o c u r ó c o n l a m a y o r e f i c a c i a recoger
y q u e m a r l o s l i b r o s q u e a b u n d a b a n de l a doc-
CAP. x x x n . — A R * . i. 75
trina l u t e r a n a , l o que t a m b i é n h i z o e n F r a n c -
fort p o r m e d i o d e fray L o r e n z o de Y i l l a v i c e n -
cio, religioso a g u s t i n o , enviado al objeto c o n
T e s t i d o s de s e g l a r , y a u n e n E s p a ñ a , d i c i e n d o
al R e y que se i n t r o d u c i a a p o r A r a g ó n ; p u e s
S u Majestad lo a v i s ó a l I n q u i s i d o r g e n e r a l p a -
ra que zelase l a i n t e r c e p t a c i ó n , á c u y o fin f o r -
m ó lista de los e s p a ñ o l e s f u g i t i v o s de S e v i l l a
y otras p a r t e s , q u e v i v í a n e n A l e m a n i a y F l á n -
des y e n v i a b a n á E s p a ñ a l i b r o s h e r é t i c o s , de
la c u a l l i s t a s e h a l l ó e l o r i g i n a l e n sus p a p e l e s
c u a n d o se le o c u p a r o n t o d o s d e r e s u l t a de s u
prisión.
12. Muerto el arzobispo de T o l e d o , d o n
J u a n M a r t í n e z S i l í c e o , e n 31 de m a y o d e 1 5 5 7 ,
el R e y n o m b r ó p a r a s u c e s o r s u y o d fray B a r t o -
lomé Carranza. Este no aceptó, añadiendo
que s e r i a m e j o r d a r e l a r z o b i s p a d o á c u a l q u i e -
ra d e tres que p r o p o n í a , y f u e r o n : D . G a s p a r
de Z u ñ i g a y A v e l l a n e d a , o b i s p o de S e g o v i a ,
que d e s p u é s f u é c a r d e n a l a r z o b i s p o d e S e v i l l a ;
D. Francisco de N a v a r r a , obispo d e Badajoz ,
d e s p u é s a r z o b i s p o de V a l e n c i a ; y fray A l f o n s o
de C a s t r o , r e l i g i o s o f r a n c i s c a n o , q u e m u r i ó
siendo electo a r z o b i s p o de S a n l a g o . N o bas-
taron estas e s c u s a s , n i s e g u n d a s y t e r c e r a s q u e
h i z o ; p o r q u e l l e g ó el caso d e m a n d a r l e e l R e y ,
00,110 s o b e r a n o , a c e p t a r el n o m b r a m i e n t o , b a -
76 HISTORIA DE 1A ITÍQtfISiCíON,

j o l a p e n a de o b e d i e n c i a y fidelidad q u e l e de-
b í a c o m o v a s a l l o ; c u y o p r e c e p t o se b a i l ó tam-
b i é n o r i g i n a l e n t r e sus p a p e l e s d e s p u é s de pre-
so p o r e l S a n t o O f i c i o , según resulta del i n -
T e n t a r i o , F u é preconizado en c o n s i s t o r i o pon-
t i f i c i o de 16 de d i c i e m b r e d e l p r o p i o a ñ o ; se
l e d e s p a c h a r o n las b u l a s s i n p r e c e d e r i n f o r m a -
c i o n e s ni o t r o s r e q u i s i t o s de e s t i l o c u r i a l , por-
que el papa P a u l o I V (que l o h a b i a tratado
m u c b o en T r e n t o , y d e s p u é s s a b i a l o sucedido
en Inglaterra, Alemania y Flándes) dispensó
t o d o , d i c i e n d o n o ser n e c e s a r i o p a r a Carranza
de M i r a n d a . Pedro de M é r i d a , c a n ó n i g o de
P a l e n c i a y D . D i e g o B r i b i e s c a de M u ñ a t o n e s ,
c o n s e j e r o de C a s t i l l a y de l a r e a l c á m a r a , to-
maron posesión de l a m i t r a de T o l e d o en 5
de m a r z o de 1 5 5 8 , en v i r t u d de p o d e r e s otor-
gados e n B r u s e l a s á 1 5 de e n e r o . E l canónigo
P e d r o de M é r i d a q u e d ó a l l í g o b e r n a d o r del ar-
zobispado hasta l a i d a d e l a r z o b i s p o ; y des-
pués fué perseguido p o r la I n q u i s i c i ó n de
Y a l l a d o l i d , de r e s u l t a s de cartas suyas baila-
das e n t r e l o s p a p e l e s d e l a r z o b i s p o y de al-
g u n a s especies de los p r o c e s o s de fray D o m i n -
go de R o j a s y otros c ó m p l i c e s d e l d o c t o r Cazalla.
s o b r e si o p i n a b a ó no c o m o l o s l u t e r a n o s en la
, m a t e r i a de j u s t i f i c a c i ó n .
13. E l a r z o b i s p o f u é c o n s a g r a d o en Brusc-
CAP. XXXII.—ART, I. 77

las, á 27 de f e b r e r o de d i c h o a ñ o 1 5 5 8 , p o r e l
cardenal G r a n v e l a , Antonio P e r e n o t , obispo
de A r r a s , d e s p u é s p r i m e r a r z o b i s p o de M a l i n a s .
I m p r i m i ó e n A m b e r e s su c a t e c i s m o e n c a s t e -
l l a n o , c o n este t í t u l o : Comentarios del reveren-
dísimo señor fray Bartolomé Carranza de M i r a n -
da, arzobispo de Toledo} sobre el Catecismo cris-
tiano ; divididos en cuatro partes , las cuales con-
tienen todo lo que profesamos en el santo bautismo,
como se verá en la plana siguiente ; dirigidos al Se-
renísimo señor Rey de España , etc. , nuestro se-
ñor : en Amberes, en casa de Martin N u c i ó , año
M D L V I I I , con privilegio real. D i s p u s o su v i a j e
p a r a E s p a ñ a p o r m a r ; d e s e m b a r c ó á 10 de a g o s -
to e n L a r e d o , de d o n d e p a s ó á V a l l a d o l i d , p u e -
blo en q u e r e s i d í a l a c o r t e r e a l , a s i s t i ó v a r i a s
veces en a q u e l m i s m o m e s de agosto a l C o n -
sejo de C a s t i l l a y a l de I n q u i s i c i ó n , d o n d e d i ó
cuenta de l o q u e se b a b i a p r a c t i c a d o c o n t r a l o s
herejes fugados de E s p a ñ a á F l á n d e s , y para
i m p e d i r l a r e m e s a de l i b r o s h e r é t i c o s . E n m i -
tad de s e t i e m b r e s a l i ó p a r a v i s i t a r a l e m p e r a -
dor C á r l o s V e n su r e t i r o de san I n s t e y d e c i r -
le varias cosas p o r e n c a r g o de F e l i p e I I . Lle-
gó c u a n d o S u M a j e s t a d e s t a b a y a m u y a g r a v a -
do en l a e n f e r m e d a d , de q u e m u r i ó a l s e g u n d o
d i a , y p a s ó a l l í l o r e f e r i d o e n e l c a p i t u l o ilx-
F u é á su a r z o b i s p a d o , e n t r a n d o en la capital
78 HISTORIA DE L A I N Q U I S I C I O N ,

d í a i S ' d e o c t u b r e ; e s t u v o a l l i h a s t a 2 5 de abril
d e 1 5 5 9 , e n q u e s a l i ó p a r a A l c a l á de H e n a r e s
c o n á n i m o de v i s i t a r t o d a su d i ó c e s i s . Durante
l o s seis m e s e s de su r e s i d e n c i a e n T o l e d o edi-
ficó á t o d o s , y p r i n c i p a l m e n t e al c a b i l d o , coa
su c o n d u c t a p e r s o n a l , s e r m o n e s , limosnas,vi-
sitas de p r e s o s y e n f e r m o s , z e l o d e l sufragio de
los d i f u n t o s , y otras v i r t u d e s p e c u l i a r e s de pre-
l a d o s e c l e s i á s t i c o s ; y l o m i s m o s u c e d i ó e n los
o t r o s p u e b l o s h a s t a l l e g a r á T o r r e l a g u n a , don-
de se l e p r e n d i ó p o r l a I n q u i s i c i ó n , d i a 22
de agosto. F u é c o n d u c i d o á V a l l a d o l i d , encuja
c i u d a d e n t r ó e l d i a 28 á las dos de l a m a ñ a n a ;
y se le s e ñ a l ó p o r c á r c e l c i e r t a h a b i t a c i ó n de la
casa d e l m a y o r a z g o de D . P e d r o G o n z á l e z de
L e ó n , c o n l a c i r c u n s t a n c i a de o c u p a r o t r a par-
te D . D i e g o G o n z á l e z , i n q u i s i d o r , p a r a zelar
l a o b s e r v a n c i a de l a p r i s i ó n . E s j u s t o dar noti-
c i a de l o q u e p r e c e d i ó á esta p r o v i d e n c i a tan
r u i d o s a , q u e l l e n ó de a d m i r a c i ó n , e s c á n d a l o y
espanto á toda E s p a ñ a , y aun I t a l i a , Alemania,
Inglaterra y F l á n d e s .
CAP. XXXII. ART. ií. 79

ARTICULO II.

Información samaría recibida contra el ar-


zobispo.

I, " E l arzobispo habia conquistado m a l h u -


mor y grande a v e r s i ó n de a l g u n o s prelados
desde 1 5 4 7 , e n que p u b l i c ó su t r a t a d o De la
residencia de los obispos ; y p o r las p a s i o n e s d e l
corazón humano se le h i c i e r o n é m u l o s o t r o s
en las p r i m e r a s c o n v o c a c i o n e s del Concilio
tridentino, á causa del c r é d i t o de sabio que
se l e d i ó s o b r e muchos que presumían es-
c e d e r l e . U n o de estos f u é fray M e l c h o r C a n o ,
r e l i g i o s o de su o r d e n , de quien hemos ha-
blado v a r i a s v e c e s ; pero la e m u l a c i ó n pasó
á e n v i d i a f o r m a l en 1 5 5 7 c o n e l n o m b r a m i e n t o
para a r z o b i s p o de T o l e d o , s u c e d i e n d o l o m i s m o
á fray J u a n de R e g l a , confesor de G a r l o s V .
El odio, la enemistad, el rencor y la mala
voluntad, se s u b s i g u i e r o n e n o t r o s a l s a b e r s e
que C a r r a n z a , h a b i e n d o r e n u n t i a d o su n o m -
b r a m i e n t o , p r o p u s o i o s tres antes c i t a d o s : ios
que se c r e i a n m a s b e n e m é r i t o s t e n í a n en su
corazón un áspid que lo envenenaba; y se
80 HISTORIA 1)15 t k INQTJISICIONJ

distinguieron en manifestarlo con modos in-


directos D . Fernando V a l d é s „ a r z o b i s p o de
Sevilla, inquisidor general; y D . P e d r o de
Castro, obispo de C u e n c a , h i j o d e l conde
de L e m o s , g r a n d e de E s p a ñ a de p r i m e r a clase;
y otro mas b e n e m é r i t o que los d o s , D . A n -
t o n i o de A g u s t í n , h o n o r de l a l i t e r a t u r a ecle-
s i á s t i c a e s p a ñ o l a , o b i s p o d e L é r i d a y arzobis-
p o de T a r r a g o n a . E s t o s tres c r e i a n o c u l t a r su
p a s i ó n c o n gran d i s i m u l o , pero las obras y
palabras daban testimonio evidente.
2. C o n esta e s p e c i e d e b e r e u n i r s e otra por
via de s u p u e s t o : e l a r z o b i s p o h a b l a comen-
zado á trabajar su c a t e c i s m o mucho tiempo
antes, y d a d o c o p i a e n t r o z o s á l a marquesa
de A l c a ñ i c e s , d o ñ a E l v i r a d e R o j a s . Cuando
i m p r i m i ó s u o b r a l a f u é r e m i t i e n d o p o r cua-
dernos, de m a n e r a que en febrero de 1558
y a estaba e n T a l l a d o l i d t o d o e l c a t e c i s m o im-
preso. L a marquesa lo confió á varios reli-
giosos d o m i n i c a n o s d i s c í p u l o s ó afectos del
arzobispo, particularmente fray Juan de la
P e ñ a , f r a y F r a n c i s c o de T o r d e s i l l a s y fray Luis
de l a C r u z ; y e n m a r z o h a b i a m u c h o s ejem-
p l a r e s v e n i d o s de F l á n d e s . L e y ó la o b r a fray
Melchor C.ano, y habló muy m a l de ella en
diferentes conversaciones, d a n d o á entender
con demasiada c l a r i d a d que contenia propo-
CAP. x x x n . A R T . 11, 81
sicíones a v a n z a d a s , peligrosas j m a l sonantes
y c o n sabor de la h e r e j í a luterana. L o supo
1). F e r n a n d o V a l d é s , i n q u i s i d o r g e n e r a l ; h i z o
comprar varios ejemplares, y los e n t r e g ó á
personas c u y a s o p i n i o n e s s a b i a , encargando
leer la o b r a c o n cuidado, n o t a r l o que pa-
reciese malo y comunicárselo sin estender
d i c t a m e n h a s t a d e s p u é s de n u e v a c o n v e r s a c i ó n :
tales f u e r o n el obispo fray Melchor Cano,
fray Domingo Soto, fray D o m i n g o C u e v a s ,
maestro Carlos , y fray Pedro Ibarra, pro-
v i n c i a l de los r e l i g i o s o s f r a n c i s c a n o s , hermano
de u n i n q u i s i d o r .
3. L o e n v i ó t a m b i é n á D . P e d r o de C a s t r o ,
o b i s p o de C u e n c a ; y la respuesta de este,
dada en e l l u g a r de P a r e j a e l d i a 28 de a b r i l
de 1558 , se p u e d e l l a m a r p i e d r a fundamental
del p r o c e s o escrito contra Carranza, aunque
se ve c l a r o e l v e r d a d e r o principio por la r e u -
nión de e s p e c i e s esparcidas en distintos p a -
peles. C o n s t a p o r esta c a r t a q u e e l I n q u i s i d o r
general (á quien l a d i r i g e ) le h a b i a pedido
dictamen sobre dicho c a t e c i s m o ; y responde
haberle parecido m u y m a l , prometiendo es-
cribir las r a z o n e s , a u n q u e sin detenerse á
desmenuzar mucho el asunto ; asegurando
desde luego: « Q u e hay proposiciones lute-
ranas en e l a r t i c u l o de j u s l i f i c a c i o n : que ha
82 HISTORIA m LA INQCISICION,

f o r m a d o m u y m a l c o n c e p t o a c e r c a de !a c r e e n -
c i a d e l a u t o r , p o r q u e le h a b i a o í d o h a b l a r en
el Concilio tridentino en el m i s m o sentido;
y aunque no c r e y ó entonces que adraitiese
Carranza en su c o r a z ó n el error, a h o r a ¡o
cree, porque las p r o p o s i c i o n e s l u t e r a n a s son
muchas y muy frecuentes, lo que manifiesta
sentimiento interior; y porque t a m b i é n con-
t r i b u y e n á este j u i c i o o t r a s e s p e c i e s que ya
tiene manifestadas al doctor D . A n d r é s P é r e z ,
consejero de l a s u p r e m a I n q u i s i c i ó n . »
/j. E s t a s se r e d u j e r o n ( s e g ú n r e s u l t a d o un
papel firmado por el m i s m o o b i s p o en pri-
m e r o de s e t i e m b r e de 1 5 5 9 ) á q u e h a b i a oido
á C a r r a n z a p r e d i c a r en L o n d r e s delante del
R e y , e n l a c u a r e s m a de 1 5 5 5 , y n o t a d o que,
suponiendo el predicador v e r en l o s cielos
á Cristo c r u c i f i c a d o , h a b l ó de l a j u s t i f i c a c i ó n
p o r l a fe v i v a e n t é r m i n o s l u t e r a n o s , de m o d o
que Castro q u e d ó e s c a n d a l i z a d o ; q u e a s í lo
dijo á fray J u a n de Y i l i a g a r c í a , compañero
de C a r r a n z a , q u i e n c o n t e s t ó h a b e r este pre-
dicado el m i s m o sermón en V a l l a d o l i d el año
anterior, y haberle parecido m a l i g u a l m e n t e ;
que el obispo Castro lo a d v i r t i ó á C a r r a n z a ,
y no h a b i e n d o este r e s p o n d i d o , l o a t r i b u y ó
d h u m i l d a d . Q u e en otro s e r m ó n delante del
R e y e n I n g l a t e r r a d i ó d e n t e n d e r C a r r a n z a que
CAP. XXTJl. ART. n . 83

había p e c a d o s i r r e m i s i b l e s ; y p e n s a n d o el o b i s -
po al p r i n c i p i o que s e r i a e q u i v o c a c i ó n . m u d ó
el c o n c e p t o viendo repetir distintas xeces la
especie; q u e t a m b i é n se e s c a n d a l i z ó de baber
oido en o t r o s e r m ó n d e l a n t e del R e y en L o n -
dres hablar de m o d o que p a r e c i e s e c o m p r a r s e
por dos r e a l e s las i n d u l g e n c i a s de l a b u l a de
C r u z a d a ; p u e s e n I n g l a t e r r a y d e l a n t e de h e "
rejes era p e l i g r o s o l e n g u a j e . C o i n c i d e c o n esto
la d e c l a r a c i ó n d e fray A n g e l d e l C a s t i l l o d e s -
pués de p r e s o e l a r z o b i s p o , h e c h a e n 18 de
octubre de 1 5 5 9 ; p u e s dice baber oido en
Londres a l o b i s p o de C u e n c a c o n t a r el su-
ceso d e l s e r m ó n y decir: H a predicado Car~
rama como pudiese hacerlo Felipe Melangton.
5. P e r o cualquiera p o d r á c o n o c e r que los
e s c r ú p u l o s de D . P e d r o de C a s t r o t a r d a r o n á
nacer tres a ñ o s , y n o se c o n s i d e r ó obligado
á delatar hasta d e s p u é s de p e r d i d o e l arzo-
bispado de T o l e d o . S i fray B a r t o l o m é p r o s i -
guiera s i m p l e fraile n o h a b r í a d e l a c i ó n . E l I n -
quisidor g e n e r a l d i ó la carta para el proceso,
pero no l a s u y a , l o q u e d e m u e s t r a n o ser de
oficio. E l c o n s e j e r o D . A n d r é s Pérez tampoco
escribió n i c e r t i f i c ó las e s p e c i e s citadas por
el o b i s p o ; de m a n e r a q u e c u a n d o se d e c r e t ó
^ p r i s i ó n no estaban e n la causa, y h a b i é n -
dolas echado de m e n o s d e s p u é s de a ñ o y m e -
84 HISTORIA D E L A I N Q U I S I C I O N ,

dio, se t o m ó el arbitrio de p o n e r un papel


firmado p o r e l o b i s p o . ¡ Q u é a b u s o d e l secreto!
A s í , c u a n d o se TÍO e n R o m a e l e s p e d i e n t e que-
daron los R o m a n o s admirados del desorden
c o n q u e se h a b i a f o r m a d o , y l o t i t u l a r o n : r a -
üis indigestaque moles.
6. P e r o , c o o t r a y é n d o n o s á la inteligencia
de los sermones, fray Juan de Villagarcía,
dijoenla cárcel, á 17 de s e t i e m b r e de 1561,
q u e se a c o r d a b a de haber o i d o al o b i s p o de
C u e n c a t r a t a r d e l s e r m ó n ; p e r o no de que se
e s c a n d a l i z a s e , n i d e q u e h u b i e s e m o t i T O , como
c o n s t a r í a de su t e n o r , p u e s estaba copiado,
s u c e d i e n d o l o m i s m o c o n t o d o s l o s predicados
por el a r z o b i s p o , c u y o c a t o l i c i s m o defiende
c o m o c o m p a ñ e r o p e r p e t u o y d o m é s t i c o de sus
e m p r e s a s , confidente de sus o p i n i o n e s y co-
piador de sus p a p e l e s ; de m o d o que persua-
d i ó no h a b e r en e l l o s n i e n el c a t e c i s m o pro-
p o s i c i ó n s i n s e n t i d o c a t ó l i c o , y q u e no dárselo
s e r i a g r a n d e a g r a v i o á l a v i r t u d de C a r r a n z a y
á su zelo a r d i e n t e de la p u r e z a de l a r e l i g i ó n
católica, en e l C o n c i l i o , en I n g l a t e r r a , Ale-
mania y Flándes.
7. M cimiento p u e s c o n q u e c o m e n z ó el
p r o c e s o fué l a o f i c i o s i d a d m a l i c i o s a c o n que do
F e r n a n d o Y a l d é s e s c r i b i ó e n p r i n c i p i o s de a b r i l
de 1558 a l o b i s p o , t a n e n v i d i o s o como é l ) J
CAP. SXX1I.—ART. II. 85

la m a l a i n t e n c i ó n con que de p r o p i o movi-


miento dió á leer la obra para encontrar pro-
p o s i c i o n e s d e l a t a b l e s a l o t r o o b i s p o é m u l o fray
M e l c h o r C a n o . C u a n d o s u p o p o r este q u e las
hallaba , t r a t ó de remitir de oficio el libro
para c a l i f i c a c i ó n , lo c u a l f u é p o s t e r i o r ; p o r -
que antes h u b o e n los p r o c e s o s de luteranos
especies que s u e n a n p r i n c i p i o d e l de C a r r a n z a
sin h a b e r l o s i d o , c o m o v o y á m a n i f e s t a r .
8. E s t a n d o tan m a l dispuesta l a v o l u n t a d
del I n q u i s i d o r g e n e r a l , y s a b i é n d o s e q u e C a r -
ranza t e n i a g r a n d e s r e l a c i o n e s de t r a t o c o n ¡as
marquesas de A l c a ñ i c e s y de P o z a (de c u y a s
familias habia presos m u c h o s i n d i v i d u o s y a m i -
gos), e n c a r g ó á los i n q u i s i d o r e s de Vallado-
lid sacar de los presos las n o t i c i a s posibles
acerca de la c r e e n c i a d e l a r z o b i s p o . T a m p o c o
se h a b i a d e s c u i d a d o en p r o p a g a r c o n modos
i n d i r e c t o s l a v o z de que a l g u n a s p e r s o n a s sos-
p e c h a b a n q u e C a r r a n z a t e n d r í a las m i s m a s o p i -
niones que C a z a l l a ; y l o h a b i a c o n s e g u i d o e n
tanto g r a d o , q u e fray A m b r o s i o de l a S e r n a
(predicando e n S . P a b l o de V a l l a d o l i d c u a n d o
se h i c i e r o n las prisiones de C a z a l l a y cóm-
plices), tuvo atrevimiento de a ñ a d i r que se
decia estar m a n d a d o p r e n d e r e l a r z o b i s p o de
Toledo. D i l i g e n c i a s tan esquisitas no p o d í a n
c á e n o s de p r o d u c i r e f e c t o .
86 HISTORIA D E l A INQUISICION,

9. E n 15 de a b r i l <le 1 5 5 8 , d o ñ a Antonia
M e l l a (de c u y a s c i r c u n s t a n c i a s y de las otras
p e r s o n a s presas q u e d a n o t i c i a en e l capitulo
16) d e c l a r o q u e C r i s t ó b a l de P a d i l l a le habia
dado á leer unos cuadernos manuscritos de
d o c t r i n a l u t e r a n a , d i c i e n d o ser de C a r r a n z a .
Esta declaración no t u v o c o n s e c u e n c i a , n i se
c o m u n i c ó al arzobispo en l a p u b l i c a c i ó n de
t e s t i g o s ; p o r q u e c o n s t ó l u e g o ser o b r a de fray
D o m i n g o de R o j a s y n o de C a r r a n z a .
19. E n 17 de a b r i l P e d r o de S o t e l o dijo
lo m i s m o , y que b a b i é n d o l o s v i s t o f r a y A n -
t o n i o de l a A s c e n s i ó n , p r i o r d e l c o n v e n t o do-
minicano de Z a m o r a , h a b i a d i c h o q u e , aun-
que lo asegurase P a d i l l a , n o p o d i a c r e e r que
fuese obra de C a r r a n z a ; p o r q u e s i tuviera
este a q u e l l a s o p i n i o n e s no h u b i e r a trabajado
tanto para defender lo c o n t r a r i o en el Con-
cilio.
11. E n 23 de a b r i l h i z o u n a declaración
d o ñ a A n a H e n r i q u e z de A l m a n s a , y n a d a dijo
del arzobispo; pero en o t r a d e l d i a 2 9 e s p r e s ó
haber preguntado á fray D o m i n g o de Rojas
si t r a t a r l a de l o s a s u n t o s de l a d o c t r i n a con
el a r z o b i s p o , y r e s p o n d i d o , este que no,
porque acababa de escribir un libro contra
los l u t e r a n o s ; que á F r a n c i s c o de Y i v e r o ha
oido decir que el arzobispo a r d e r í a e n los i n -
CAP. XXXII.—ART. lí. 87
flernos ; p o r q u e conociendo mejor que na-
die la v e r d a d de la doctrina luterana , habia
hecho quemar á m u c h o s luteranos en I n g l a -
terra. P r e g u n t a d o F r a n c i s c o de V i v e r o , dijo
no se a c o r d a b a de h a b e r dicho tal cosa, y lo
tenia p o r i n c i e r t o , p u e s e l a r z o b i s p o siempre
habia s i d o c a t ó l i c o r o m a n o .
12. Doña C a t a l i n a de Rios, priora del
convento de m o n j a s d o m i n i c a n a s de s a n t a C a -
talina de V a l l a d o l i d , d e c l a r ó en 24 de a b r i l
haber oido á fray Domingo de Rojas que
fray Baitolomé habia dicho que no yeia en
la S a g r a d a E s c r i t u r a p r u e b a s c l a r a s de l a e x i s -
tencia del p u r g a t o r i o ; pero en el inmediato
dia 25 " a ñ a d i ó que, sin embargo, ella esta-
ba persuadida que fray Bartolomé creia en
el purgatorio; porque siendo provincial ha-
bia r e c o m e n d a d o mucho e l c u m p l i m i e n t o de
las f u n d a c i o n e s de m i s a s y s u f r a g i o s p o r l o s
difuntos, d i c i e n d o l o ' m i s m o en los sermones
y en l o s a u t o s d e v i s i t a ; que habiendo ella
preguntado á d o ñ a A n a E n r i q u e z si fray B a r -
tolomé seguia las o p i n i o n e s s u y a s , respondió
que n o , pues antes bien habia escrito lo
contrario en u n l i b r o ; q u e d o ñ a Bernardina
de Rojas le c o n t ó h a b e r o i d o á fray D o m i n g o
de R o j a s q u e el arzobispo le habia escrito
no se dejase l l e v a r de su t a l e n t o ; que Sa-
88 niSTORU m IK INQTJISICIOK,
bino Astete, c a n ó n i g o de Zamora, aseguró
haber oido á fray D o m i n g o Rojas que se
c o m p a d e c i a ' de Carranza porque no seguía
aquellas opiniones. E s t a d e c l a r a c i ó n tampoco
se d i ó e n p u b l i c a c i ó n a l , a r z o b i s p o , p o r q u e n o
decia nada c o n t r a él. ¡ Q u é lindo modo de
conceder defensas al a c u s a d o ! ¡ C u á n t o s ar-
gumentos bubiera becbo el defensor si la
b u b i e s e s a b i d o ! F r a y D o m i n g o de R o j a s , c i t a -
do s ó b r e l a p r o p o s i c i ó n del p u r g a t o r i o , d e c l a r ó
e n 23 de a g o s t o que s o l o e r a v e r d a d q u e , h a -
blando él s o b r e las penas d e l p u r g a t o r i o , d i j o
fray Bartolomé: ¡Mal a ñ o / pero en t é r m i n o s
de c r e e r su e x i s t e n c i a , p u e s n u n c a habió del
asunto sino como buen católico romano.

13. C o i n c i d e c o n estas e s p e c i e s l a d e c l a r a -
c i ó n de fray J u a n Manuelez, religioso domi-
n i c o , h e c h a e n 18 de octubre de 1 5 6 0 , en
q u e d i j o estar d u d o s o de si n u e v e ó d i e z a ñ o s
a n t e s , h a b l á n d o s e de u n o q u e m a d o p o r l u t e -
r a n o , o y ó á fray B a r t o l o m é ó n o esta p r o p o -
sición : «Lo c i e r t o es que por la Sagrada
E s c r i t u r a no se c o n v e n c e h a b e r purgatorio.»
Y a se ?e q u e este t e s t i g o , a d e m á s de s i n g u l a r ,
no se a s e g u r a en e l h e c h o , y l o d e p u s o mas
de u n a ñ o d e s p u é s de p r e s o e l a r z o b i s p o . S i
l o h u b i e s e o i d o e n esos t é r m i n o s , l o h u b i e s e
delatado diez a ñ o s antes.
CAP. XXXIÍ. ART. H . 89

En 4 de mayo de 1559 , Pedro de


C a z a l l a d e c l a r o q u e D . C a r l o s de S e s o n e g ó
la e x i s t e n c i a d e l p u r g a t o r i o en presencia del
declarante , a ñ o 1 5 5 4 ; y repitiendo la propo-
sición ante fray B a r t o l o m é C a r r a n z a , este se
manifestó escandalizado, pero no lo confutó
ni e n c a r g ó delatarlo. Que fray D o m i n g o de
Rojas le c o n t ó h a b e r manifestado á Carran-
za l a d i f i c u l t a d que tenia para conciliar la
d o c t r i n a de l a j t j s t i f i p a c i ó n con la del purga-
torio, y r e s p o n d i d o e l m a e s t r o : Q u e no s e r i a
g r a n d e i n c o n v e n i e n t e no h a b e r p u r g a t o r i o ; y
h a b i é n d o l e r e p l i c a d o c o n l a d e c i s i ó n de l a i g l e -
sia, satisfizo C a r r a n z a : « N o e s t á i s a u n capaz
de e n t e n d e r b i e n estas m a t e r i a s . » E x a m i n a d o
D , C a r l o s de Seso sobre el p r i m e r capitulo
en 2 7 de j u n i o , d i j o q u e fray B a r t o l o m é le
había contestado que d e b i a c r e e r l a e x i s t e n c i a
del p u r g a t o r i o descansando sobre la d e c i s i ó n
de l a i g l e s i a , y q u e s i n o e s t u v i e r a de v i a j e ,
le d a r i a s a t i s f a c c i ó n c o m p l e t a á sus a r g u m e n -
tos; por lo cual y porque no h a b i a h a b l a d o
con nadie de este a s u n t o , sino c o n P e d r o C a -
zalia, p r e s u m i a que la pregunta provendría
de d e c l a r a c i ó n s u y a ; y s i e n d o a s i , h a b i a f a l -
tado á l a v e r d a d . F r a y D o m i n g o d e c l a r ó en
20 y 23 de a g o s t o q u e fray Bartolomé siem-
pre h a b l ó d e l p u r g a t o r i o e n s e n t i d o c a t ó l i c o .
90 HISTOMA DE 1A INQUISICION,

Por c o n s i g u i e n t e , antes d e l a u t o de p r i s i ó n y a
estaba d e s t r u i d o lo e s p u e s t o p o r P e d r o C a z a l l a .
15. E n 7 de m a y o de 1 5 5 9 , e l i n q u i s i d o r
G u i l l e r m o p r e s e n t ó en el p r o c e s o c o n el I n -
quisidor general una carta d e l a r z o b i s p o de
Toledo, e s c r i t a á él c o n m o t i v o p a r t i c u l a r ; y
en ella c o n t a b a e l suceso del a ñ o 1554 con
D. C a r l o s de Seso, añadiendo que conocia
podérsele h a c e r c a r g o de no h a b e r l o delata-
do; pero que lo h a b í a omitido porque no
creyó que fuera hereje, s i n o i n d u c i d o en
e r r o r s i n c o n t u m a c i a ; r e s p e c t o de q u e oyendo
al q u e e s c r i b e , dijo que él no queria creer
s i n o l o que fuese v e r d a d c a t ó l i c a , á l o q u e le
replicó fray B a r t o l o m é que si no lo hacia
así lo p a g a r í a todo j u n t o en el Santo Oficio.

36. E n 12 de m a y o G a r c í a B a r b ó n de B e -
ge g a , a l g u a c i l de l a I n q u i s i c i ó n de C a l a h o r r a ,
d e c l a r ó que h a b i e n d o prendido en esta c i u -
dad á fray D o m i n g o de R o j a s cuando huía
de E s p a ñ a , t u v o m u c h a s c o n v e r s a c i o n e s con
él sobre la multiplicación de luteranos ; y
p r e g u n t a d o fray D o m i n g o si ¡o e r a e l a r z o b i s p o
de T o l e d o su m a e s t r o , r e s p o n d i ó q u e n o ; pues
n o lo b u s c a b a en Flándes porque fuese lu-
terano, sino por lograr del R e y que no le
deshonrasen. T a m p o c o se c o m u n i c ó al arzo-
bispo esta declaración.
CAP. XXXIÍ.—ART. II. 91

|7. E n 13 de m a y o , fray D o m i n g o de
Rojas d e c l a r ó h a b e r o i d o á fray F r a n c i s c o de
T o r d e s i l l a s q u e se c o m p a d e c í a d e l d e c l a r a n t e ,
por v e r que hablaba de l a m a t e r i a de j u s t i -
ficación en t é r m i n o s luteranos, y sucedía lo
mismo á C a r r a n z a . E x a m i n a d o fray F r a n c i s c o ,
dijo q u e , h a b i e n d o c o p i a d o m u c h a s obras d e l
arzobispo y t r a d u c i d o otras del latin al espa-
ñol, parala marquesa de Alcañices y otras
personas, p u s o u n a v i s o á l o s l e c t o r e s de que
no a v a n z a s e n á mas que lo dicho por el au-
tor o r i g i n a l , mediante que habia p e l i g r o de
i n c u r r i r en e r r o r ; y así m i s m o que entendie-
sen e n sentido católico algunas proposiciones
que l o p e r m i t í a n l u t e r a n o s o b r e justificación,
pues t o d o l o escrito por Carranza era ca-
tólico; pero habia proposiciones oscuras y
espuestas á m a l sentido contra la intención
del a u t o r , de l a c u a l é l estaba c e r t i f i c a d o p o r
haberle visto ejercitar buenas obras, como
ayunos, limosnas y oraciones, y conformaba
con esto lo v i s t o y o i d o e n s e r m o n e s , pláticas
y trato particular.
18. E n 2 de j u n i o d o ñ a F r a n c i s c a de Z u -
ñiga declaró que Carranza le había dicho
que c u a n d o n o t u v i e s e p e c a d o mortal, bien
podía comulgar sin confesarse; e n 13 de j u -
bo , haber oido á fray Domingo de Rojas
92 HISTORIA D E L A I N Q U I S I C I O N ,

que C a r r a n z a estaba c o n f o r m e c o n é l e n al-


gunas opiniones de L u t e r o , aunque no en
todas, y q u e las m o n j a s d e l c o n v e n t o de Be-
lén creían que no habla purgatorio , porque
P e d r o de C a z a l l a les h a b l a a s e g u r a d o ser esta
la o p i n i ó n de C a r r a n z a . E x a m i n a d o fray Do-
m i n g o , d i j o e n c u a n t o a l p u r g a t o r i o l o que ya
se h a r e f e r i d o ; y e n 21 de m a r z o de 1559,
a ñ a d i ó q u e fray B a r t o l o m é s i e m p r e h a b i a es-
"plicado sus proposiciones e n sentido cató-
lico, reprobando y detestando el luterano,
aunque e l lenguaje fuese común e n algunas
cosas; que cuando T i n o del Concillo la pri-
m e r a v e z h a b l a b a c o n fray D o m i n g o de estas
m a t e r i a s c o n f r e c u e n c i a p o r t e n e r las especies
f r e s c a s , p e r o s i e m p r e d a n d o r a z o n e s d e l sen-
tido católico para refutar el h e r é t i c o ; de
suerte que si e l d e c l a r a n t e hubiese aprove-
chado aquellas e s p l i c a c i o n e s , no hubiera in-
c u r r i d o e n e r r o r e s . P o r l o r e s p e c t i v o á l a cita
de P e d r o C a z a l l a c o n las m o n j a s de Belén,
este d e c l a r ó n o a c o r d a r s e de h a b e r l o dicho;
p e r o q u e h a b i a f o r m a d o ese c o n c e p t o de re-
sultas de n o r e s o l v e r e l a r z o b i s p o q u e se de-
latase á D . C a r l o s de S e s o .
19. E n 13 de j u l i o m a n d a r o n los inquisi*
dores recoger de p o d e r de l a m a r q u e s a de
Alcamces todos los l i b r o s , obras y papeles
CAP. XXXH.—ART. II. 93
científicos q u e t u v i e r a d e l a r z o b i s p o de T o l e d o ,
cuyo m a n d a t o se cumplió d e s p u é s de y a r i a s
ocurrencias; y en 28 de j u l i o l a m i s m a d o ñ a
Francisca Z u ñ i g a d e c l a r ó , que habiendo leido
unos comentarios de la p r o f e c í a de I s a í a s es-
critos p o r C a r r a n z a , y p r e g u n t a d o á f r a y J u a n
de Y i l l a g a r c í a de donde sacaba fray Barto-
lomé tan esquisitas noticias , le respondió
fray J u a n q u e de u n a o b r a de L o t e r o ; pero
que esta no se p o d i a c o n f i a r , p o r q u e tales a u -
tores c o n esas cosas b u e n a s m e z c l a b a n otras
muy malas. E x a m i n a d o fray Juan de Villa-
garcía, declaró que e l l i b r o c i t a d o n o e r a de
Lutero, sino de O E c o l a m p a d i o , e l c u a l b a b i a
tenido e l a r z o b i s p o m u y r e s e r v a d o ; y a u n q u e
se a p r o v e c h ó de algunas e s p e c i e s suyas p a r a
el tratado de l a e s p o s i c i o n d e l p r o f e t a Isaías,
acostumbraba d e c i r q u e no p o d i a t e n e r c o n -
fianza en a u t o r e s h e r e j e s , porque á lo m e j o r
manifestaban la p o n z o ñ a ; y nunca el arzo-
bispo se dejó seducir, porque siempre de-
fendía la d o c t r i n a c a t ó l i c a . Y a queda dicho
haber concedido Paulo III d fray B a r t o l o m é
licencia de leer libros probibidos; y entre
sus papeles se h a l l ó el b r e v e pontificio.
20. E n 11 de j u l i o , I s a b e l E s t r a d a d e c l a r ó
babor o i d o á fray D o m i n g o de Rojas que l a
marquesa de A l c a ñ i c e s , su h e r m a n a , entraría
M HISTORIA B E Í X INQUISICION,

e n las o p i n i o n e s l u t e r a n a s si se l o d i j e r a fray
Bartolomé, porque d e f e r i a e n t o d o á su dic-
l á m e n ; que aun esperaba c o n s e g u i r l o ; y si
se v e r i f i c a b a , e l R e y m i s m o seria luterano y
t o d a la E s p a ñ a , y q u e fray Bartolomé habla
leído las o b r a s de L o t e r o . Examinado fray
Domingo, respondió que muchas r e c e s ha-
blaba en este s e n t i d o c o n las m o n j a s de su
opinión y demás personas de su congrega-
ción luterana, y anadia q u e C a r r a n z a pensaba
en parle como él en i o s a s u n t o s de justifica-
ción y purgatorio; y q u e h a b i e n d o é l com-
p u e s t o u n a e s p l i c a c i o n de l o s a r t í c u l o s de la
fe conforme á sus p r o p i a s opiniones, pro-
curó decir que era o b r a de C a r r a n z a , para
q u e las m o n j a s y d e m á s l e c t o r e s l a reputasen
p o r de mayor autoridad, v i v i e s e n en inteli-
g e n c i a de profesar aquella d o c t r i n a e l arzo-
b i s p o , se c o n f i r m a s e n e n e í l u t e r a n i s m o , y lo
tuviesen por bueno y v e r d a d e r o , c u a n d o lo
s e g u í a u n v a r ó n tan s a n t o y s a b i o ; p e r o nunca
dijo n i sabe q u e f r a y B a r t o l o m é h a b í a leído
las o b r a s de L o t e r o ; y que ahora, mudadas
las c i r c u n s t a n c i a s , d e b í a d e c i r l a v e r d a d , ase-
gurando que j a m á s el arzobispo a d o p t ó seme-
j a n t e d o c t r i n a , y s i e m p r e e s p l i c a b a e n sentido
c a t ó l i c o la q u e p a r e c í a l u t e r a n a p o r l a confor-
midad de frases ó p a l a b r a s .
CAP. XXXlí. ART. II. 95
21. E n 2 3 de a g o s t o fray B e r n a r d i n o de
Montenegro y f r a y J u a n de M e c e t a , r e l i g i o -
sos en e l c o n v e n t o f r a n c i s c a n o de Valladolid,
delataron v o l u n t a r i a m e n t e u n s e r m ó n q u e h a -
b í a n o i d o , d i a 2 1 , a l a r z o b i s p o de T o l e d o , e n
e l c o n v e n t o d o m i n i c a n o de san P a b l o , p o r a l -
gunas espresiones q u e , aunque c a t ó l i c a s , c o i n -
cidían c o n las u s a d a s p o r l o s h e r e j e s ; q u e d i j o
deberse u s a r de m i s e r i c o r d i a c o n l o s h e r e j e s
c o n v e r t i d o s , y que á veces se reputan algunos
por h e r e j e s a l u m b r a d o s , quietistas, ó deja-
dos, c o n s o l o v e r l e s de r o d i l l a s , d á n d o s e g o l -
pes de p e c h o c o n u n a p i e d r a d e l a n t e de un
crucifijo , ¡i c u y o fin c i t ó a u t o r i d a d de S. Ber-
nardo, n a d a o p o r t u n a e n c o n c e p t o de l o s q u e
delatan. E l s e r m ó n se h a l l ó d e s p u é s e n t r e l o s
papeles d e l a r z o b i s p o , s e c a l i f i c ó y n o r e s u l t ó
proposición c e n s u r a d a c o n nota t e o l ó g i c a . L o s
denunciantes dejaron t e s t i m o n i o de s u i g n o -
rancia y m a l a d i s p o s i c i ó n de á n i m o cuando
entre las p r o p o s i c i o n e s d e l a t a d a s incluyen l a
de que s e use de m i s e r i c o r d i a c o n l o s h e r e j e s
c o n v e r t i d o s . P e r o los i n q u i s i d o r e s u s a r o n de
su o s a d í a p i d i e n d o de oficio á l a p r i n c e s a g o -
bernadora d o ñ a Juana que declarase sobre e l
s e r m ó n ; y S. A . t u v o l a b o n d a d de d e c i r q u e
solo se a c o r d a b a de q u e a l g u n a s e s p e c i e s no l e
babian p a r e c i d o b i e n . ,
96 HISTORIA. D E I A I N Q U I S I C I O N ,

22. E n 2 5 de a g o s t o F e r n a n d o de S o t e l o
d e l a t ó , h a b e r o i d o á su h e r m a n o Pedro, ó á
C r i s t ó b a l de P a d i l l a , q u e fray B a r t o l o m é h a -
b í a d i c h o q u e s i á la h o r a de su m u e r t e fuese
presente u n e s c r i b a n o , le p e d i r l a t e s t i m o n i o
de que renunciaba todas sus b u e n a s obras.
Examinados Pedro y C r i s t ó b a l en la c á r c e l ,
n o h i c i e r o n m e m o r i a de h a b e r l o d i c h o ; pero
fray D o m i n g o de R o j a s , d e c l a r a n d o en e l t o r -
m e n t o , d i a 10 de a b r i l de 1 5 5 9 , e s p r e s ó a c o r -
darse h a b e r oido en l a v i l l a de Alcañices á
fray B a r t o l o m é q u e q u i s i e r a t e n e r á la h o r a de
la muerte u n e s c r i b a n o que le d i e s e t e s t i m o -
n i o de q u e r e n u n c i a b a t o d o e l m é r i t o de sus
obras b u e n a s , y que solo q u e r í a v a l e r s e de
l o s de J e s u c r i s t o ; c o m o t a m b i é n q u e d a b a p o r
n u l o s sus pecados, mediante que Jesucristo
los h a b í a p a g a d o p o r é l . Q u e D . L u i s de R o -
jas su s o b r i n o c o n t ó l o m i s m o v i n i e n d o d e
Flándes con el R e y ; pero que no por eso
t e n i a p o r l u t e r a n o al a r z o b i s p o , s i n o p o r m u y
c a t ó l i c o ; p u e s l a d i f e r e n c i a de c a t ó l i c o s y l u -
teranos c o n s i s t í a e n q u e estos niegan haber
s a t i s f a c c i ó n a l g u n a de los p e c a d o s p o r las b u e -
nas o b r a s d e l h o m b r e , a t r i b u y é n d o l a t o d a ú n i -
c a m e n t e á los m é r i t o s de J e s u c r i s t o ; y C a r r a n -
za n o d e c í a e s o , sino que la s a t i s f a c c i ó n de
las o b r a s b u e n a s d e l p e c a d o r , c o m p a r a d a c o n
CAP. XXXII. A R T . 11. 97.

Ja de a q u e l l o s m é r i t o s i n f i n i t o s d e l R e d e n t o r ,
era de t a n p o c o v a l o r , q u e se p o d i a r e n u n c i a r
como casi n u l a si se a p e l a b a c o n fe v i v a d e l
corazón á interponer la pasión y m u e r t e de
nuestro s e ñ o r J e s u c r i s t o . A s í c o n s t a q u e fray
D o m i n g o e r a e l o r i g i n a l v e r d a d e r o de l a p r o -
posición d e l a t a d a , y la esplicaba dejando ino-
cente al d e n u n c i a d o a u n c u a n d o d e c l a r a b a e n
el t o r m e n t o .
2-3. E n 8 de s e t i e m b r e fray D o m i n g o d e
R o j a s , b a c i e n d o u n a de las i n f i n i t a s d e c l a r a -
ciones q u e le r e c i b i e r o n e n l a c á r c e l , d i j o h a -
ber o i d o a l a r z o b i s p o q u e n o e r a m o d o e x a c t o
de h a b l a r e l q u e se u s a b a de decir m i s a ; por-
que s e r i a m a s p r o p i o e l de hacer m i s a ; en
prueba de l o c u a l se d e c i a en l a t i n faceré rem
sacram'. y en su c o n s e c u e n c i a l o h a b i a e s c r i t o
así fray B a r t o l o m é e n sus t r a t a d o s manuscri-
tos y p r e d i c á d o l o e n sus s e r m o n e s , añadiendo
que los asistentes hadan m i s a c o n e l c e l e b r a n -
te. E s t a d e c l a r a c i ó n no tenia méritos para
prender a l a r z o b i s p o .
24. E n 23 de setiembre el doctor A g u s t í n
Cazalla d e c l a r ó h a c i a d i e z ú o n c e años que
fi'ay D o m i n g o de R o j a s l e dijo q u e fray B a r t o -
lomé seguía l a doctrina luterana. Examinado
fray D o m i n g o , n e g ó e l h e c h o , y p u e s t o des-
pués en e l tormento d e c l a r ó ser cierto q u e

9
98 HISTORIA D E i U INQtlISICIOS ,

h a b í a d i c h o v a r i a s v e c e s q u e fray Bartolomé
creia la doctrina luterana; pero q u e l o decía
m i n t i e n d o p o r p e r s u a d i r c o n m a y o r autoridad
q u e l a s u y a , r e c e l a n d o se l a d e s p r e c i a s e n co-
m o r e c i e n t e y de u n j o v e n ; y l a v e r d a d pura
es q u e j a m á s e l a r z o b i s p o d i ó c r é d i t o á seme-
j a n t e s o p i n i o n e s , a u n q u e h u b i e s e p u n t o s teo-
l ó g i c o s en que usaba las m i s m a s frases que
l o s l u t e r a n o s , p o r q u e l u e g o las e s p l i c a b a en
sentido católico.
25. E l m i s m o doctor C a z a l l a , reconvenido
c o n u n a d e c l a r a c i ó n de d o ñ a F r a n c i s c a Z u ñ í -
ga, en que dijo h a b e r l a enseñado a q u e l la
doctrina luterana de j u s t i f i c a c i ó n , r e s p o n d i ó
que d o ñ a F r a n c i s c a l e t e n i a m a n i f e s t a d o ha-
b e r l a a p r e n d i d o de fray B a r t o l o m é , y que Juan
d e Z u ñ í g a , su h e r m a n o , h a b í a d i c h o otro tan-
to. E x a m i n a d o s los d o s , n o c o n t e s t a r o n ; y el
d o c t o r C a z a l l a se r e t r a c t ó e n e l t o r m e n t o , día
h de m a r z o de 1 5 5 9 , c o n f e s a n d o entonces to-
das sus c u l p a s q u e h a b í a n e g a d o a n t e s .
26. E n 9 de n o v i e m b r e f r a y A m b r o s i o de
S a l a z a r , r e l i g i o s o d o m i n i c o de e d a d de treinta
y seis a ñ o s , e x a m i n a d o de oficio sobre si era
c i e r t o h a b e r d i c h o q u e a l g u n o s u s a b a n e l len-
guaje de i o s h e r e j e s de Alemania, respondió
ser c i e r t o h a b e r l o manifestado a s í p o r fray
D o m i n g o de R o j a s , C r i s t ó b a l P a d i l l a y J«an
CAP. XlXíU—AHT. íl. 99

S á n c h e z . C o m o no e r a esto l o q u e se b u s c a b a ,
ge le e s t r e c h ó á q u e n o m b r a s e otras personas
por q u i e n e s t a m b i é n h a b i a d i c h o l a p r o p o s i -
c i ó n , y c o n t e s t ó no acordarse. Se le encargo
r e c o r r e r su m e m o r i a e n a q u e l d i a y v o l v e r á
la sala de a u d i e n c i a s de l a I n q u i s i c i ó n el s i -
guiente. C o n c u r r i ó , y d i j o l o m i s m o ; se l e r e .
c o n v i n o de q u e h a b i a i n f o r m a c i ó n de h a b e r l o
dicho p o r o t r a p e r s o n a , y q u e a s í r e c o r r i e s e
mas s u m e m o r i a y v o l v i e s e c u a n d o se a c o r d a -
se. V o l v i ó e n e l d i a c a t o r c e , y d i j o h a b i a p e n -
sado que las d i l i g e n c i a s a l u d i a o a l a r z o b i s p o
de T o l e d o , p o r h a b e r r u m o r popular sobre
que se l e f o r m a b a c a u s a de I n q u i s i c i ó n ; y n o
habia c a i d o antes e n cuenta porque parecía
imposible atribuir herejías al defensor mas
a c é r r i m o de l a r e l i g i ó n c a t ó l i c a c o n t r a l o s l u -
t e r a n o s , t a n t o p o r e s c r i t o c o m o de palabra;
pues h a b i a c o n v e r t i d o i n u m e r a b l e s h e r e j e s y
hecho q u e m a r á otros; por lo c u a l aunque
usara las frases de l o s h e r e j e s , l o h a c i a e s p l i -
c á n d o l a s en s e n t i d o c a t ó l i c o , l o c u a l h a b i a s u -
cedido á m u c h o s santos p a r a ser m e j o r o í d o s ó
l e í d o s de a q u e l l o s á q u i e n e s d e s e a b a n conver-
TLR J p r o c u r a n d o p e r s u a d i r l e s l a m e n o r d i s t a n -
cia p o s i b l e e n t r e e l d o g m a y sus o p i n i o n e s ,
con lo q u e se f a c i l i t a b a l a a t e n c i ó n de l o s h e -
rejes h las r a z o n e s c a t ó l i c a s , q u e de o t r o m o d o
100 H I S T O R I A D E ¡LA I N Q U I S I C I O N ,

no serian estimadas n i aun l e í d a s , y por con-


s i g u i e n t e n i c o n o c i d a su g r a n f u e r z a : e n p r u e -
b a de l o c u a l c i t ó los e j e m p l o s de los santos
Ireneo, Cirilo, Epifanio, Agustin, Gerónimo
y o t r o s ; y e n s u s t a n c i a h i z o a p o l o g í a d e l arzo-
b i s p o . C o n esto c o i n c i d e l a d e c l a r a c i ó n de don
Francisco M a n r i q u e de L a r a , o b i s p o de Sala-
m a n c a , h e c h a e n 10 de o c t u b r e de 1 5 5 9 , d i -
c i e n d o q u e h a b i e n d o o i d o e n N á j e r a c o n t a r la
p r i s i ó n d e l a r z o b i s p o de T o l e d o p o r su cate-
c i s m o , dijo fray A m b r o s i o S a l a z a r : « N o será
p o r eso s o l o ; t a l v e z le h a b r á n r e p u t a d o sos-
p e c h o s o de si c r e e ó n o e n e l p u r g a t o r i o . » No
c o n s t a e n e l p r o c e s o l a i n f o r m a c i ó n q u e se dijo
á fray A m b r o s i o h a b e r en el Santo Oficio.
m o d o c o n q u e l o s i n q u i s i d o r e s se condujeron
p a r a t r a e r e l t e s t i g o a t é r m i n o s de d e c l a r a r lo
que se q u e r í a es b u e n t e s t i m o n i o d e l e m p e ñ o
de a c u m u l a r especies c o n t r a el arzobispo.
27. L l e g a d o e l caso de l a p u b l i c a c i ó n de
testigos, no se i n c l u y ó e s t e , y l o s defensores
i g n o r a r o n su e x i s t e n c i a . ¿ N o se v i o l a el dere-
c h o n a t u r a l o c u l t a n d o lo que ofrece las armas
d.e l a d e f e n s a ? R e p r o b a n d o y o esta práctica
e n caso a n á l o g o d e l a ñ o 1 7 8 9 al i n q u i s i d o r C e '
b a l l o s , c a b a l l e r o b u e n o y c o m p a s i v o , intento
defenderla d i c i e n d o que los i n q u i s i d o r e s no
solo h a c í a n o f i c i o de j u e c e s , s i n o de padres,
CAP. XXXir.—ART. II. 101

padrinos y protectores del procesado; por lo


que d e b í a n t e n e r p r e s e n t e s t o d a s las e s p e c i e s
favorables d e l p r o c e s o n o sacadas a l e s t r a c t o
que se l l a m a p u b l i c a c i ó n de t e s t i g o s . S i esto
es así (dije y o ) , ¿ q u é s e r v i r á el abogado d e -
fensor 3 p r i v a d o d e l a s n o t i c i a s q u e l e h a b l a n
de p r o p o r c i o n a r a r g u m e n t o s ? L o p e o r es q u e
rara v e z se l e í a l o i n t e r i o r d e l p r o c e s o para
sentenciar, escepto los papeles originales á
que h u b i e r a r e m i s i ó n e n e l e s t r a c t o de p u b l i -
cación.
28. E n 9 de d i c i e m b r e f r a y J u a n de R e g l a
hizo d e l a c i ó n voluntaria contra el arzobispo
de T o l e d o s o b r e las p a l a b r a s q u e dijo este p r e -
lado a l e m p e r a d o r C a r l o s V a c e r c a d e l p e r d ó n
de los p e c a d o s : e n e l c a p í t u l o X I V q u e d a r e -
ferido l o r e s u l t a n t e d e este a s u n t o . P e r o e n
23 d e l m i s m o m e s de d i c i e m b r e h i z o s e g u n d a
delación v o l u n t a r l a , d i c i e n d o que en l a segun-
da c o n v o c a c i ó n del C o n c i l l o , tratándose del
sacrificio de l a m i s a , esforzó Carranza con
ardor l o s a r g u m e n t o s y las a u t o r i d a d e s de l o s
l u t e r a n o s ; y l l e g o á d e c i r ego hosreo certe, c o n
lo c u a l e s c a n d a l i z ó á muchos, Inclusos los
t e ó l o g o s de su ó r d e n ; y a u n q u e d e s p u é s d i ó
solución, fué c o n frialdad y poco vigor en
algunos p u n t o s . E s t e t e s t i g o q u e d ó e n l a clase
s i n g u l a r ; p u e s e x a m i n a d o e n 28 de s e t i e m -
102 ñlSTORU DÉ 1 A I N Q U I S I C I O N ,

b r e de 1 5 5 9 D . D i e g o de M e n d o z a , embajador
e s p a ñ o l al C o n c i l i o , que asistía casi siempre,
n o se a c o r d ó , y n i n g u n o de t a n t o s émulos
suyos lo habia delatado, ni aun R e g l a en
tiempo anterior: las c i r c u n s t a n c i a s le priva-
b a n de m e r e c e r c r é d i t o ; s i e n d o confesor del
E m p e r a d o r n o l l e g ó á o b i s p o y le c o n s u m i a la
e n v i d i a ; esta l e d i ó l o s e s c r ú p u l o s d e s p u é s de
d i e z y seis a ñ o s d e l s u c e s o : por o t r a parte,
h a b i a sido penitenciado en l a I n q u i s i c i ó n de
Zaragoza y abjurado diez y ocho proposicio-
nes, perseguido p o r l o s j e s u í t a s , de los cua-
les f u é t a n afecto Carranza, como enemigos
a q u e l y C a n o : p o r eso este y R e g l a deseaban
m o r t i f i c a r á C a r r a n z a , y l e p e r s i g u i e r o n como
á j e s u í t a de v o l u n t a d . E s v e r d a d q u e e l licen-
ciado H o r n u z a , juez de a p e l a c i o n e s de San-
t i a g o , dijo en un papel arrimado a l proceso
p o r el fiscal e n 1 5 de o c t u b r e de 1 5 5 9 , mes y
medio después de l a p r i s i ó n del arzobispo,
q u e este p r o p o n i e n d o e n e l C o n c i l i o de Tren- '
t o c i e r t o s a r g u m e n t o s l u t e r a n o s , h a b i a dicho
que no t e n í a n r e s p u e s t a s , y que a s í l o sabia
el doctor G r a d o s ; pero n i l o j u r ó , n i es testi-
go o r i g i n a l , n i se i n t e r r o g ó a l d o c t o r Grados.
¿ Q u i é n c r e e r á que n i C a r r a n z a n i n a d i e habla-
se de t a l m o d o e n e l C o n c i l i o ?
29. E n lí\ de d i c i e m b r e e l c i t a d o fray Do-
CAP. XXXII.—ART. 11. IOS

mingo Rojas p r e s e n t ó p o r escrito cierta c o n -


fesión de sus e r r o r e s l u t e r a n o s , pidiendo m i -
sericordia ; y con r e l a c i ó n al arzobispo de
T o l e d o , dijo q u e , c o n f o r m e t e n i a d e c l a r a d o , es-
plicaba en s e n t i d o c a t ó l i c o c u a n t a s frases u s a b a
comunes c o n los l u t e r a n o s ; pero que sin e m -
bargo d e b i a a ñ a d i r : « Q u e s i fray D o m i n g o y
otros no h u b i e r a n t e n i d o sus entendimientos
bien p r e p a r a d o s con los jarabes de las frases
luteranas , n o hubiese obrado en ellos tan
p r o n t o l a p u r g a de l a l e c t u r a de l o s l i b r o s de
Lulero.» F r a y D o m i n g o d i j o esto p a r a d i s m i -
nuir su c u l p a , esperando ser a d m i t i d o á r e -
conciliación ; pero h a b i é n d o l e i n t i m a d o , dia
7 de octubre de 1 5 5 9 , que se p r e p a r a s e á
morir en el d i a siguiente c o m o d o g m a t i z a n t e ,
pidió a u d i e n c i a para declarar en descargo de
su a l m a ; y v e r i f i c a d a , d i j o q u e : « P o r e l p a s o
en que e s t a b a d e b i a m a n i f e s t a r q u e j a m á s o y ó
á fray B a r t o l o m é p a l a b r a , n i v i ó n i s u p o c o s a
que fuese c o n t r a r i a á l a d o c t r i n a de l a i g l e s i a
romana, ni á sus c o n c i l i o s , d e f i n i c i o n e s y l e -
y e s ; antes b i e n , h a b l a n d o de las o p i n i o n e s de
los l u t e r a n o s , siempre decia que eran enga-
ñ o s í s i m a s y a r t i f i c i o s í s i m a s , y q u e h a b i a n sa-
lido del infierno para que f á c i l m e n t e se e n -
g a ñ a r a n los n o m u y a d v e r t i d o s ; y m a n i f e s t a b a
en que consistía su error, y esplicaba los
104 H I S T O R I A t>E I A I N Q U I S I C I O N ,

fundamentos de l a i g l e s i a r o m a n a , compro-
b á n d o l o s c o n razones y escrituras ; y lo mismo
s u c e d i ó e n las l e c c i o n e s p ú b l i c a s : p o r l o cual
el declarante se confirma en que las frases
q u e fray B a r t o l o m é u s a b a e s c r i b i e n d o y pre-
d i c a n d o , las decía en s e n t i d o c a t ó l i c o , aun-
que fuesen conformes á las que fray Do-
mingo leía en libros h e r é t i c o s , y o i a á los
c ó m p l i c e s de su c o n g r e g a c i ó n l u t e r a n a d e V a -
lladolid. »

ARTICULO III.

Breve del Sumo Pontífice y diligencias para pren-


der a l arzobispo.

L E s t o es c u a n t o c o n t e n i a e l proceso de
testigos c o n t r a e l a r z o b i s p o de T o l e d o al tiem-
po de p e d i r al P a p a el b r e v e p o n t i f i c i o para
prenderle, y aun menos; porque habiéndolo
espedido P a u l o I V , á 7 ele e n e r o de 5 9 , es
forzoso suponer que se acordó p e d i r l o m^3
t a r d e á p r i n c i p i o s de d i c i e m b r e , b i e n q u é p a l a
su petición concurrieron las c e n s u r a s dadas
p o r fray M e l c h o r C a n o , fr. D o m i n g o Cuevas,
fr. Domyigo Soto, fr. Pedro Ibarra, y el
CAP. x x x n . — A R T . III. 105
maestro C a r l o s á las obras de Carranza de
que d e b o dar noticia , y el d i c t a m e n general
dado en la c a r t a p o r e l o b i s p o de C n e n c a y a
referido. He aquí el catálogo de las obras
inéditas del arzobispo que son citadas e n su
espediente, a d e m á s d e l C a t e c i s m o i m p r e s o .
2. 1.a N o t a s á l a e s p o s i c i o n d e l l i b r o de J o b
hecha p o r d i s t i n t o autor.
2. a N o t a s á l a e s p o s i c i o n d e l v e r s o J a d i fi-
lia del S a l m o Zi4, h e c h a p o r e l r e n e r a b l e J u a n
de A v i l a .
3. a E s p o s i c i o n d e l S a l m o 8 3 , que c o m i e n z a :
Quam dilecta tabernacala tua, Domine.
Zi.a E s p o s i c i o n d e l S a l m o 1 2 9 , De profanéis
clamavi ad te , Domine.
5. a E s p o s i c i o n d e l S a l m o i D o m i n e , exau-
dí orationem meam.
6. a E s p o s i c i o n del profeta Isaías.
7. a E s p o s i c i o n de l a E p í s t o l a de S . P a b l o á
los R o m a n o s .
8. a E s p o s i c i o n de l a d e l m i s m o á los C a -
latas.
9. a E s p o s i c i o n de l a d e l m i s m o á los E f e -
sio?.
10. E s p o s i c i o n de l a d e l m i s m o á l o s F i l i -
penses.
íl. E s p o s i c i o n de l a d e l m i s m o á los C o -
losenses.
108 HISTORIA D E I A ÍNQUISICION,

12. E s p o s i c i o n de l a E p í s t o l a c a n ó n i c a de
S. J u a n .
13. T r a t a d o d e l a m o r de D i o s p a r a c o n los
hombres.
IZl. T r a t a d o d e l s a c r a m e n t o d e l O r d e n con
o t r o de n o t a s s o b r e l a m i s m a m a t e r i a .
15. T r a t a d o d e l s a n t o s a c r i f i c i o de l a misa.
16. Tratado del celibato sacerdotal.
17. Tratado del sacramento d e l matrimo-
nio.
18. Tratado de l a eficacia y v i r t u d de la
oración.
19. T r a t a d o d e l a t r i b u l a c i ó n de l o s justos.
20. T r a t a d o de l a v i d a c r i s t i a n a .
21. T r a t a d o de l a l i b e r t a d c r i s t i a n a .
22. A p u n t a m i e n t o s s ó b r e l o s p r e c e p t o s del
d e c á l o g o y pecados mortales.
23. D e f e n s a de l a o b r a p u b l i c a d a por el
autor, c o n e l t i t u l o á e : Comentarios sobre el
Catecismo.
24. T e s t i m o n i o s d e l a S a g r a d a Escritura
e n defensa d e l h e c h o d e h a b e r p u b l i c a d o el
C a t e c i s m o en i d i o m a v u l g a r e s p a ñ o l ,
25. C o m p e n d i o d e l o s C o m e n t a r i o s sobre
el C a t e c i s m o .
26. Colección de s e r m o n e s p a r a todo d
año.
27. S e r m ó n s o b r e e l a m o r de D i o s .
CAP. x x x n . — A R T . n i . 107
28. Sermón i n t i t u l a d o : Saper fiujnina B a ~
bilonis.
29. Sermón del modo c o n q u e se d e b e
asistir á la m i s a ,
30. S e r m ó n d e l j u e v e s de l a c e n a d e l S e -
ñor.
51. S e r m ó n predicado á los p r í n c i p e s en
la i g l e s i a d e S . P a b l o d e V a l l a d o l i d , dia21
de agosto d e 1 5 5 8 .
52. S e r m ó n de l a c i r c u n c i s i ó n d e l S e ñ o r .
33. S e r m ó n i n t i t u l a d o : Penitentiam agite.
SZj. Sermón: S i revcrtemini et quiescatis,
salvi eritis.
35. S e r m ó n sobre la oración.
36. S e r m ó n : Horaest j a m nos de somno sur-
gere,
37. Sermón: D i r i g i i e viam Domini.
38. Sermón: Spiriíus cst Deas.
39. Sermón s o b r e e l s a l m o : De profandls
clamavi.
h0. Sermón: F i l i a s quidem hominis vadit.
hl. S u m a r i o s de d o s s e r m o n e s e n v i a d o s d e
F l á m l e s al l i c e n c i a d o H e r r e r a .
3. A d e m á s se r e p u t a r o n e n e l p r o c e s o p a -
ra e l objeto d e las c a l i f i c a c i o n e s teológicas
(como obras d i s t i n t a s de l a i m p r e s a de C o -
mentarios sobre el Catecismo) v a r i o s c u a d e r n o s
M a n u s c r i t o s q u e antes de i m p r i m i r aquella
\
10B HISTORIA DE L A INQUISICION,

t e n i a dados á l a m a r q u e s a de A l c a n i c e s y otras
personas, no obstante contener lo m i s m o ,
escepto las c o r r e c c i o n e s que hizo su autor
d e s p u é s de confiadas las c o p i a s de m a n o : par-
t i c u l a r m e n t e c o n s t a q u e se d i e r o n á censurar
los cuadernos siguientes.
U n o intitulado: Primas, de 5 6 6 hojas sin
la tabla.
Otro: Tertlus, de 2 6 3 .
Otro: Quartus, de A 2 0 .
Otro: Sextas , de'261.
O t r o : S é p t i m a s , de 557.
No c o n s t a l a e x i s t e n c i a de l o s d o s i n t i t u l a -
dados Secundas y Quintas y p o r q u e habiéndo-
l o s e n t r e g a d o l a m a r q u e i - a de A l c a ñ i c e s a don
D i e g o de C ó r d o b a , consejero de la Suprema,
y f a l l e c i d o d e s p u é s este s i e n d o y a o b i s p o electo
de Avila, los t o m o S. F r a n c i s c o de Borja,
quien escribió al arzobispo cuando vino de
F l á n d e s q u e l o s t e n i a e n su p o d e r , y que ne-
c e s i t a b a l e e r l o s p a r a c i e r t o s e r m ó n de que se
h a l l a b a e n c a r g a d o . A n t e s d e v o l v e r l o s fué preso
el arzobispo, y los e n t r e g ó aquel Santo al
Inquisidor general, en c u y o p o d e r padecie-
ron estravio, y solo c o n s t a d e l p r o c e s o que
u n o h a b i a p a r e c i d o e n s u c a s a d e s p u é s de al-
gún tiempo.
l\- Por parte del Santo Oficio &e intentó
CAP. XXXII. ART. III. 109

a t r i b u i r a l a r z o b i s p o e l ser a u t o r d e otras o b r a s
de que h a y malas ideas en el proceso, á
saber:
1. " Explicación de los artículos de l a f e , l a
cual e r a p r o d u c c i ó n de fray D o m i n g o d e R o j a s .
2. a Aviso sobre los intérpretes de la Sagrada.
Escritura y \a. <\\xe h a b i a s i d o c o m p u e s t a por
Juan A l o n s o d e V a l d é s , s e c r e t a r i o d e l e m p e r a -
dor C a r l o s V , q u e a d o p t ó las o p i n i o n e s lute-
ranas.
3. a Tratado de la Oración y Meditación, q u e
parece h a b e r s i d o e s c r i t o p o r o t r o l u t e r a n o .
A.a L a e s p o s i c i o n d e l l i b r o de J o b , s i e n d o
así q u e s o l o eran obra de C a r r a n z a las notas
puestas, c o n t r a r i a s a l t e x t o e n a l g u n a s p r o p o s i -
ciones.
5. a L a e s p o s i c i o n d e l v e r s o A u d i filia, do l a
cual solo l a s n o t a s d e i n t e r p r e t a c i ó n d é a l g u -
nos p u n t o s p e r t e n e c í a n á fray B a r t o l o m é ,
6. a "Varios p a p e l e s que fray D o m i n g o de
Hojas y C r i s t ó b a l de P a d i l l a p r o p a g a r o n dicien-
do m a l i c i o s a m e n t e ser d e C a r r a n z a p a r a d a r l e s a u .
toridad, s i e n d o p r o d u c c i o n e s d e f r a y D o m i n g o
y de otros l u t e r a n o s ; y a u n e n c u a n t o á l a jEs-
posicion de la Epístola canónica de san J u a n , d i j o
el arzobispo q u e c o n f o r m e se h a l l a b a escrita
no era o b r a í^uya, p o r q u e é t l a h a b i a csplícado
solo v e r b a l m e n t e á sus d i s c í p u l o s , y a l g u n o d e
Tomo vi. io
110 HISTORIA DE LA. I N Q U I S I C I O N ,

e l l o s h a b r í a h e c h o l a r e d a c c i ó n c o n e l auxilio
d e l a m e m o r i a ; p o r l o c u a l , a u n q u e l a sustancia
de l o e s c r i t o e r a d o c t r i n a s u y a , no se l e podia
i m p u t a r c u a l q u i e r a e r r o r q u e h u b i e r a e n el mo-
do de p r o d u c i r l a , n i e n sus p r o p o s i c i o n e s ma-
.teriales.
5. E l Inquisidor general no tuvo noticia
de t o d a s las o b r a s d e l a r z o b i s p o de T o l e d o eo
el p r i n c i p i o , s i n o de s o l o e l Catecismo, c u y a ca-
lificación e n c a r g ó ( según está d i c h o ) á los
n o m b r a d o s G a n o , C u e v a s , C a r l o s , S o t o é Ibar-
ra. E l p r i m e r o no n e c e s i t a b a e s t í m u l o s para
dar c e n s u r a c o n t r a r i a , p o r q u e su c o r a z ó n es-
taba d a ñ a d o , c o m o consta de l o escrito eu
v a r i o s a r t í c u l o s d e l c a p í t u l o x x i v ; p e r o conres_
p e c t o á l o s d e m á s , p o d e m o s d i s c u r r i r l o por car-
tas de f r a y D o m i n g o S o t o , de 30 de octubre,
8 y 20 de n o v i e m b r e de 58, ponderando los
a p u r o s e n q u e se l e p o n i a p a r a c e n s u r a r con
n o t a t e o l ó g i c a m u c h a s p r o p o s i c i o n e s que tenia
reconocidas por c a t ó l i c a s . C u a n d o l o s jueces
f o r m a n tales e m p e ñ o s , l a i m p a r c i a l i d a d y la
j u s t i c i a se v a n l e j o s de los tribunales. Délas
otras o b r a s de C a r r a n z a s o l o se c e n s u r a r o n en-
t o n c e s las n o t a d a s e n m i c a t á l o g o a n t e r i o r con
los n ú m e r o s 3 , h , 1 3 , 2 7 , 2 8 , 2 9 y SO. L e con-
fiaron al maestro C á r l o s , y d e s p u é s á Cano y
C u e v a s , SÍQ i n t e r v e n c i ó n d e l b a r r a n i de Soto.
CAP. XXXII. A R T . IJ1. 111

6. C o m o entre los luteranos habia perso-


nas tan d i s t i n g i d a s y a m i g a s del arzobispo, y
aun d i s c í p u l o s s u y o s , él no podia mirar con
indiferencia sus c a u s a s : p r o c u r ó noticias , las
escribian á F l á n d e s fray J u a n de l a P e ñ a , f r a y
F r a n c i s c o de T o r d c s i l l a s y fray L u i s de l a C r u z j
en cartas d i r i g i d a s á fray J u a n de Y i l l a g a r c í a ,
compañero del arzobispo, por cuyo medio lle-
gó á t r a s l u c i r q u e se t r a t a b a de p r o h i b i r su c a -
tecismo, y a p o r c o n t e n e r p r o p o s i c i o n e s de m a l a
nota, y a p o r q u e las c i r c u n s t a n c i a s d e l tiempo
persuadian n o c o n v e n i r e n i d i o m a v u l g a r las
materias de j u s t i f i c a c i ó n y otras de d i s p u t a c o n
luteranos,por la m i s m a razón por l a q u e se
prohibia la B i b l i a t r a d u c i d a al castellano. E l ar-
zobispo e n c a r g ó á fray J u a n de Y i l l a g a r c í a ( y
d e s p u é s al j e s u í t a G i l G o n z á l e z ) traducirlo al
idioma l a t i n o c o n e s p l i c a c i o n de las p r o p o s i -
ciones o s c u r a s : los dos c o m e n z a r o n á p r a c t i c a r -
l o , pero no c o n c l u y e r o n l a empresa.
7. E l arzobispo, sin embargo, vivia muy
distante de i m a g i n a r q u e p u d i e r a ser a t a c a d o
en cuanto á su c r e e n c i a p e r s o n a l m e n t e , cuando
r e c i b i ó c a r t a de fray L u i s de la C r u z , fecha e n
Y a l l a d o l i d á 2 1 de m a y o de 5 8 , e n q u e l e c o -
í m m i c a b a q u e l o s l u t e r a n o s le e c h a b a n la c u l -
pa de s e r l o ; á l o q u e r e s p o n d i ó que mas sen-
lla l a d e s g r a c i a de e l l o s e n h a b e r a d o p t a d o la
112 HISTORIA DE L X I N Q U I S I C I O N ,
h e r e j í a q u e e l falso t e s t i m o n i o q u e le formaban,
Satisfecho de s u c a t o l i c i s m o , b i e n acreditado
e n e l z e l o c o n q u e h a b i a c o m b a t i d o á los he-
rejes y sus e r r o r e s , c r e y ó q u e s o l o se ventila,
b a l a d o c t r i n a de sus Comentarios, y vino á
E s p a ñ a pensando que a r r e g l a r l a este p i m í o en
c o n f e r e n c i a s c o n e l I n q u i s i d o r g e n e r a l . P a r a es-
te fin p r o c u r ó s a c a r a p r o b a c i o n e s de s u l i b r o por
m u c h o s t e ó l o g o s de los m a s a c r e d i t a d o s de Es-
p a ñ a , y las c o n s i g u i ó de d o n P e d r o G u e r r e r o ,
a r z o b i s p o de G r a n a d a ; d o n F r a n c i s c o B l a n c o ,
a r z o b i s p o de S a n l a g o ; D . F r a n c i s c o Delgado,
o b i s p o de L u g o y de J a é n ; D . A n d r é s Cuesta,
o b i s p o de L e ó n ; D . A n t o n i o G o r r i o n e r o , obis-
p o de A l m e r í a ; D . D i e g o S ó b a n o s , r e c t o r déla
u n i v e r s i d a d de A l c a l á ; fray P e d r o de S o t o , con-
fesor d e l e m p e r a d o r C a r l o s V ; fray D o m i n g o
S o t o , c a t e d r á t i c o de S a l a m a n c a ; D . Hernando
de B a r r i o v e r o , c a n ó n i g o m a g i s t r a l y c a t e d r á t i -
c o en T o l e d o ; fray M a n c i o d e l C o r p u s , cate-
d r á t i c o de l a u n i v e r s i d a d de A l c a l á , y otras va-
rias de d o c t o r e s y c a t e d r á t i c o s de S a l a m a n c a '
Y a l l a d o l i d y Alcalá, sobre lo cual me remito
al c a p . i i .

8. D u r a n t e e l m e s que se d e t u v o en Yalla-
d o l i d , desde m i t a d de a g o s t o h a s t a m i t a d de
s e t i e m b r e d e l a ñ o 1 5 5 8 , p r o c u r ó que s e l e ma-
nifestasen las c e n s u r a s dadas c o n t r a s u cateéis"
GAP. XXXII.^—ART. im 113

j n o , para r e s p o n d e r y satisfacer á ellas; á lo


que se c r e í a c o n d e r e c h o c o m o a u t o r , c o m o p e r -
sona c o n s t i t u i d a e n l a p r i m e r a d i g n i d a d de t o -
da la I g l e s i a e s p a ñ o l a , y c o m o b e n e m é r i t o d e l
Santo O f i c i o , e n c u y o f a v o r h a b i a trabajado
tanto ; p e r o D . F e r n a n d o V a l d é s ( q u e le per-
seguía de c o r a z ó n , a u n q u e a p a r e n t a s e l o c o n -
trario) no solo dejó de c o n d e s c e n d e r , sino
que h u y ó de c o n t e s t a r , d i c i e n d o q u e , a u n c u a n -
do fuese c i e r t o , n o se p o d í a c o n c e d e r l a s o l i c i -
t u d , p o r o p u e s t a a l s e c r e t o j u r a d o c o n q u e se
tratan los n e g o c i o s de i n q u i s i c i ó n , y no h a b e r
p r á c t i c a de a b r i r j u i c i o á l o s a u t o r e s s o b r e ca-
lificación d e s ú s o b r a s . Q u i s o e l a r z o b i s p o d a r l e
las a p r o b a c i o n e s de l o s v a r o n e s i l u s t r e s antes
citados, casi todos t e ó l o g o s d e l C o n c i l i o t r i d e n -
t i n o ; mas n o p u d o c o n s e g u i r que se las r e c i b i e -
se, s u f r i e n d o i g u a l falta de contestación di-
recta en los c o n s e j o s d é l a S u p r e m a ; de s u e r t e
que p o r e l s i s t e m a d e l s e c r e t o t u v o q u e s a l i r d e
Y a l l a d o l i d c o n l a p e n a de no s a b e r p o s i t i v a m e n -
te a que se r e d u e l a su p r o c e s o ,

9. N o o b s t a n t e , á fuerza de c o m b i n a r es-
pecies sueltas, l l e g ó á t r a s l u c i r q u e , a d e m á s d e l
asunto de su c a t e c i s m o , se h a b í a n e x a m i n a d o
testigos s o b r e c r e e n c i a p e r s o n a l ; y q u e las c e n -
suras de su o b r a l e a t r i b u í a n e r r o r e s h e r e t i c a -
les y m u c h a s p r o p o s i c i o n e s c o n s a b o r de h e r e -
ll/j. HISTOKIA DE t A I N Q U I S I C I O N ,

j i a , ó fautoras de e l l a , p r ó x i m a s á c o n t e n e r l a
y p e l i g r o s a s de p r o d u c i r í a . S a l i ó p u e s d e Y a l l a -
dolid con gran c u i d a d o , aunque lo disimulase:
y t a n t o q u e a l l í m i s m o e s c r i b i ó a l Pxey y a l Pa-
p a r e m i t i e n d o c i e r t a r e l a c i ó n q u e c o m p u s o de
l o ' s u c e d i d o c o n el I n q u i s i d o r genera!, pidien-
d o p r o t e c c i ó n c o n f e c h a de 16 de s e t i e m b r e , de
c u y a s c a r t a s y r e l a c i ó n se h a l l a r o n l a s m i a u í a s
e n t r e sus p a p e l e s .
10. T a l e r a e l e s t a d o de su a l m a cuando
l l e g ó , e n 20 de s e t i e m b r e , á S a n I n s t e ; y es-
t a s o l a r e f l e x i ó n p u e d e p e r s u a d i r que procede-
r í a c a u t o e n sus frases de e x h o r t a c i ó n , espe-
ranza y consuelo á C a r l o s Y , y q u e no es
v e r o s í m i l u s a s e las q u e d e l a t ó s u é m u l o fray
J u a n de R e g l a , s i n a ñ a d i r p a l a b r a s que limita-
sen lo absoluto del sentido en q u e las contó
e l d e l a t o r . E n 5 de o c t u b r e v o l v i ó á e s c r i b i r al
R e y , de r e s u l t a de l a m u e r t e d e l E m p e r a d o r ;
y n o se o l v i d ó de h a c e r l o a l p r í n c i p e de Evoli
R u i G ó m e z de S i l v a , y á D . A n t o n i o de Tole-
do , g r a n p r i o r d e l ó r d e n de san J u a n , ambos
s e r v i d o r e s m u y d i s t i n g u i d o s de S u Majestad y
amigos s u y o s , especialmente D . Antonio que
le s i r v i ó finísimo , s i g u i e n d o c o n s t a n t e l a cor-
respondencia epistolar hasta l a p r i s i ó n , des-
p u é s de l a c u a l se h a l l a r o n sus cartas e n t r e los
papeles del arzobispo , así c o m o d e l cardenal
CAP. xxxu,—Aivr. ni, 115

C a r a f a , d e l o b i s p o de O v i e d o F r í a s , y de o t r o s
residentes en R o m a q u e le f a v o r e c i e r o n . E n
aquella c a p i t a l h a b l a y a n o t i c i a s comunicadas
por e l n u n c i o , y se c r e y ó que V a l d é s p r o c e d e -
ría de a c u e r d o c o n e l R e y , p o r l o c u a l , á p e -
sar de l a e s t i m a c i ó n s u m a q u e P a u l o I V h a b l a
hecho de C a r r a n z a , se a b s t u v o de p o n e r l a
mano en e l n e g o c i o h a s t a v e r su estado c o n
mayor c l a r i d a d .
11 E n Bruselas el genio de F e l i p e I I e r a
m e n o s p r o p i o p a r a c o r t a r u n e s p e d i e n t e de i n -
quisición y se c o n t e n t ó con prometer á C a r -
ranza su p a t r o c i n i o e n c u a n t o fuese c o m p a t i b l e
con l a s a n t a fe c a t ó l i c a : l a s o l i c i t u d de ser o ¡
do antes de c o n d e n a r e l c a t e c i s m o l o e r a ; p e r o
la c o m p l i c a c i ó n de p r o c e s o de testigos sobre
creencia p e r s o n a l pareció grande obstáculo.
D. Fernando Valdés trató del asunto con la
princesa g o b e r n a d o r a , d o ñ a J u a n a , p i n t a n d o á
su gusto l a r e s u l t a n c i a de las d e p o s i c i o n e s de
los t e s t i g o s , q u e l e í d a s s i n c r í t i c a y c o n a l g o
de h i é l e n e l c o r a z ó n , p r e s e n t a b a n a l a r z o b i s p o
con el a s p e c t o de u n v e r d a d e r o h e r e j e . L a p r i n -
cesa lo c o m u n i c ó a l R e y su h e r m a n o ; y este ,
naturalmente suspicaz por u n lado , y n o t i c i o -
so por otro de l a p a s i ó n de e n v i d i a d e l I n q u i s i -
dor g e n e r a l ( q u e d i j o á D . A n t o n i o de T o l e d o
tener b i e n c o n o c i d a c o n t r a C a r r a n z a ) , e l i g i ó
116 H I S T O R I A DE L A I N Q U I S I C I O N ,

e l e s t r e m o de los i n d e c i s o s p u s i l á n i m e s , es de-
c i r de l a i n a c c i ó n , p a r a que e l t i e m p o aclarase
mas el asunto. N o es c i e r t o q u e F e l i p e I I se
arrepintiese de d a r á C a r r a n z a e l arzobispado
á p o c o t i e m p o de h a c e r e l n o m b r a m i e n t o ; hay
t e s t i m o n i o s de l o c o n t r a r i o e n e l p r o c e s o : su
corazón fué favorable al arzobispo mientras
Valdés y los c o n s e j e r o s de I n q u i s i c i ó n no le
h i c i e r o n c r e e r q u e C a r r a n z a e r a y e r d a d e r o he-
reje h i p ó c r i t a ; p e r o l a i n a c c i ó n d e l c a r á c t e r de
a q u e l R e y , c o n t r a s t a d a con la eficaz, continuay
t e r r i b l e a c c i ó n de V a l d é s , p r o d u j o l a desgracia
del arzobispo.
12. E s t e v i ó l a n e c e s i d a d de d o b l e g a r s e pa-
r a e v i t a r s o n r o j o s ; en p r u e b a de Jo c u a l , sin
e s p e r a r las r e s p u e s t a s de R o m a n i d e B r u s e l a s ,
e s c r i b i ó , e n 21 de s e t i e m b r e de 5 8 , a l Conse-
j e r o de Ja I n q u i s i c i ó n D . S a n c h o L ó p e z d e O t a l o -
r a q u e desde l u e g o c o n s e n t i r í a se p r o h i b i e r a n
sus Comentarios sobre el Catecismo, s i n espresion
del a u t o r , l i m i t a n d o l a p r o h i b i c i ó n á España
p o r estar e n l e n g u a v u l g a r , c o n c u y o medio
creia quedar á c u b i e r t o e l c o n c e p t o de autor
c a t ó l i c o , ú n i c a gloria que d e s e a b a . E n 21 y
2 5 de n o v i e m b r e r e p i t i ó cartas a l Inquisidor
g e n e r a l , a l C o n s e j o de I n q u i s i c i ó n , á D . Juan
de V e g a , p r e s i d e n t e d e l C o n s e j o de C a s t i l l a , y D-
G a r c í a de T o l e d o , c o n s e j e r o de estado y ayo
CAP. XXXII.—ART. n i . 117

del p r i n c i p e D . C a r l o s , c o n i g u a l s o l i c i t u d ; y
dispuso a d e m á s q u e fray A n t o n i o de santo D o -
m i n g o y fray J u a n de l a P e ñ a , r e c t o r y r e g e n -
te d e l c o l e g i o d e san G r e g o r i o de V a l l a d o l i d ,
h i c i e r a n e n su n o m b r e r e p r e s e n t a c i ó n de o f i -
cio al C o n s e j o de I n q u i s i c i ó n , e n 9 de d i c i e m -
bre, p i d i e n d o e s p r e s a m e n t e q u e p o r c o r t a r d i s -
putas se p r o h i b i e r a e l c a t e c i s m o e n c a s t e l l a n o ,
y se d e v o l v i e s e a l a u t o r p a r a c o r r e g i r l o , e s p l i c a r -
l o y p o n e r l o e n l a t i n . T o d o fué i n ú t i l , p o r q u e l e -
josde h a b e r v o l u n t a d d e f a v o r e c e r , se p i d i ó e l
breve p o n t i f i c i o , c u y a e j e c u c i o n c o m p l e t ó l a d e s -
gracia. E n t o n c e s c o n o c i ó q u e h u b i e s e a c e r t a d o
en s e g u i r e l c o n s e j o q u e a l g u n o l e h a b i a d a d o
e n F l á n d e s de i r á R o m a y n o á E s p a ñ a ; p e r o
ya no t e n i a r e m e d i o . E l o b i s p o de O r e n s e , d o n
F r a n c i s c o B l a n c o , le h a b i a i n d i c a d o h a b e r a l -
go de p r o c e s o s o b r e h e r e j í a , y é l r e s p o n d i ó :
« S i no h a e n t r a d a p o r l a m a n g a d e l h á b i t o s i n
a d v e r t i r l o , n o t e n g o p e c a d o e n esta parte por
la m i s e r i c o r d i a de D i o s ; y a s í dejo c o r r e r las
cosas p o r su c u r s o r e g u l a r . »

13. P a u l o I Y d i j o , e n 7 de e n e r o de 1 5 5 9 ,
hallarse i n f o r m a d o : « Q u e p r o p a g á n d o s e m u c h o
por E s p a ñ a l a h e r e j í a de L u t e r o y o t r a s , h a b i a
m o t i v o de s o s p e c h a r q u e l a s e g u í a n algunos
prelados; por lo c u a l autorizaba al I n q u i s i d o r
general p a r a q u e p o r e l t é r m i n o de dos a ñ o s ,
118 HISTORIA DE 1 A INQUISICION,
c o n t a d o s d e s d e l a f e c h a , p u d i e s e i n q u i r i r contra
cualesquiera o b i s p o s , patriarcas y primados
r e s i d e n t e s e n l o s d o m i n i o s e s p a ñ o l e s , formar-
les p r o c e s o , y h a b i e n d o suficientes indiciosy
t e m o r v e r o s í m i l de f u g a a r r e s t a r l o s y ponerlos
en fiel y s e g u r a c u s t o d i a , c o n t a l q u e inmediata-
m e n t e d i e s e a l S u m o P o n t í f i c e n o t i c i a , y l o mas
p r o n t o p o s i b l e c ó m o d a m e n t e r e m i t i e s e á Roma
las p e r s o n a s y los p r o c e s o s c e r r a d o s y sellados.
« E l a r z o b i s p o t u v o n o t i c i a de l a espedicion
de este b r e v e p o r c a r t a d e l c a r d e n a l T c a t i n o , fe-
c h a e n R o m a 18 de e n e r o ; e l I n q u i s i d o r ge-
n e r a l a v i s ó a l R e y p i d i e n d o s u asenso para pro-
c e d e r : S u M a j e s t a d r e s p o n d i ó q u e l o suspen-
d i e s e h a s t a su v e n i d a á E s p a ñ a , s e g ú n consta
de c a r t a d e D. A n t o n i o de T o l e d o a l arzobispo
d e B r u s e l a s , á 27 de f e b r e r o , e n l a c u a l se aña-
de q u e S u M a j e s t a d t i e n e y a b i e n c o n o c i d a la
p a s i ó n c o n q u e se p r o c e d e c o n t r a e l arzobispo.
E s t o n o o b s t a n t e , V a l d é s r e p l i c ó a l R e y en mar-
z o , representando muchos i n c o n v e n i e n t e s de
la dilación , especialmente q u e se llevasen a
R o m a la causa y el reo ; p o n d e r ó el escándalo
q u e h a b i a de v e r l i b r e a l a r z o b i s p o infamado
de h e r e j e ; y e l R e y , e n a b r i l , a s i n t i ó á que se
usara d e l b r e v e , c o m o v e r e m o s .

lh. E n t r e tanto los i n q u i s i d o r e s d e Yalla-


d o l i d p r o s i g u i e r o n r e c i b i e n d o c u a n t a s declara-
CAP. XXXII. AUT. l U . 119

ciones p o d í a n p r o p o r c i o n a r c o n t r a e l a r z o b i s p o
para j u s t i f i c a r sus p r o c e d i m i e n t o s ; y e n 20 de
febrero de 1559, fray G a s p a r T a m a y o , r e l i g i o -
so f r a n c i s c a n o de S a l a m a n c a , d e l a t ó v o l u n t a -
riamente al Santo Oficio l a obra d e l C a t e c i s m o ,
diciendo p a r e c e r l e m a l q u e s u a u t o r e x h o r t e t a n -
to á los l e c t o r e s e n l a e p í s t o l a p r e l i m i n a r á l e e r
la sagrada E s c r i t u r a , y q u e n o se r e c e n á los
santos l a s o r a c i o n e s del Padre nuestro y del
Ave M a r í a . E n 11 de a b r i l I ) . J u a n d e Acuña,
conde de B u e n d i r , d e c l a r ó q u e e l a r z o b i s p o d e
T o l e d o le b a b i a p e r s u a d i d o eso m i s m o , a ñ a -
d i e n d o q u e i m p l o r a s e l a p r o t e c c i ó n de l o s s a n -
tos c o m o e n s e ñ a b a e n su l i b r o ; c u y o consejo
siguieron él y l a condesa d o ñ a F r a n c i s c a de
C ó r d o b a su m u g e r , y t o d o s l o s d e s u c a s a , hasta
que D . P e d r o P o n ce d e L e ó n , o b i s p o d e C i u -
d a d - R o d r i g o les d i j o l o c o n t r a r i o ; y sabe q u e
dicho a r z o b i s p o h a p e r s u a d i d o l o p r o p i o á v a -
rias p e r s o n a s e m p l e a d a s e n e l r e a l p a l a c i o , p a r -
ticularmente á D . F r a n c i s c o M a n r i q u e , gentil
h o m b r e de c á m a r a d e l l l e y . O t r o t a n t o d e c l a -
r á r o n l a c o n d e s a , su c a p e l l á n P e d r o de V a l d é s
y siete c r i a d o s m a y o r e s .
15. E n 11 de d i c h o m e s d e a b r i l , fray D o -
m i n g o de R o j a s , r e c i e n s a l i d o d e l t o r m e n t o ,
declaró que habiendo consultado el marqués
•iePoza su p a d r e á fray B a r t o l o m é sí d e c i r m i l
120 HISTORIA DE LA INQUISICION,
misas p o r su a l m a en v i d a suya seria mejor ó
p e o r que m a n d a r se l e d i j e s e n d e s p u é s de muer-
to , r e s p o n d i ó e l arzobispo : « C r é a m e S u Seño-
ría , y h á g a l a s decir antes. » Q u e caminando á
Trento el arzobispo en la segunda convocación
del C o n c i l i o , h a l l á n d o s e c o n unos luteranos
q u e a c o m p a ñ a b a n a l R e y d e B o h e m i a , disputó
c o n u n o e n p r e s e n c i a d e D . G a s p a r de Z u ñ i g a ,
o b i s p o e n t o n c e s d e S e g o v i a ; y a u n q u e salió al
p a r e c e r v i c t o r i o s o , d i j o d e s p u é s á SOÍAS al de-
clarante : « N u n c a he tenido tanta vergüenza
c o m o h o y , p o r q u e este l u t e r a n o , s i e n d o lego,
sabe l a s a g r a d a E s c r i t u r a m a s q u e y o , aunque
soy m a e s t r o e n t e o l o g í a . « E n t r e c e d e l propio,
m e s d i j o q u e e l a r z o b i s p o h a b i a l e i d o y apro-
b a d o l a e s p l i c a c i o n d e l o s a r t í c u l o s de fe escri-
t a p o r e l d e c l a r a n t e , y a u n p u s o p a r t e e n su Ca-
tecismo.

16. E n 5 d e m a y o d o ñ a C a t a l i n a de Casti-
l l a , p r e s a e n l a I n q u i s i c i ó n , d e c l a r ó que creia
que el arzobispo s e g u í a la doctrina luterana;
pero h a b i e n d o e s c r u p u l i z a d o , d e s p u é s pidió
a u d i e n c i a y d i j o , e n e l d i a 2 9 de a q u e l mes,
q u e se r e t r a c t a b a , p o r q u e s a b i a q u e Carranza
h a b í a d i c h o á d o n C á r l o s de S e s o , su marido
ser m a l a y reproba l a que habia manifestado
de n o h a b e r p u r g a t o r i o : e n l a c u a l declara-
c i ó n se r a t i f i c ó d o ñ a C a t a l i n a , d i a 12 de junio-
CAP. x x x n . — A R T . IV. 121

ARTICULO IV.

P r i s i ó n del arzobispo , y circunstancias de ella.

i. E n este e s t a d o d e l p r o c e s o d e b o l l a m a r
de n u e v o l a a t e n c i ó n de m i s l e c t o r e s p a r a q u e
m e d i t e n c o n i m p a r c i a l i d a d si p o r l o r e s p e c t i v o
á d e c l a r a c i o n e s de testigos h a b i a m é r i t o s a l g u -
nos p a r a r e p u t a r h e r e j e a l a r z o b i s p o , p u e s h a -
b i e n d o V a l d é s e s c r i t o , e n 8 de a b r i l , a u t o de
a c e p t a c i ó n de las f a c u l t a d e s c o n c e d i d a s p o r e l
P a p a , p r e s e n t ó el fiscal d e l C o n s e j o de I n q u i s i -
ción , l i c e n c i a d o C a m i n o , e n 6 de m a y o , u n
pedimento al I n q u i s i d o r general r e q u i r i é n d o l e
c o n e l b r e v e p o n t i f i c i o pai-a s u cumplimiento
con p r o t e s t a de q u e á su t i e m p o manifestada
la p e r s o n a c o n t r a l a c u a l d e b i a e j e c u t a r s e . D e -
c r e t ó e n d i c h o d i a V a l d é s , q u e se h a l l a b a p r o n -
to al objeto c u a n d o se l e p i d i e s e j u s t i c i a ; y e n
su v i r t u d e l fiscal p r e s e n t ó e n e l p r o p i o d i a s e -
gunda p e t i c i ó n , d i c i e n d o q u e d o n fray B a r t o l o -
m é C a r r a n z a de M i r a n d a , a r z o b i s p o d e Tole-
fio, h a b i a p r e d i c a d o y p r o n u n c i a d o , e s c r i t o y
dogmatizado muchas herejías de L u l e r o en
c o n v e r s a c i o n e s y s e r m o n e s , e n su C a t e c i s m o y
otros l i b r o s y p a p e l e s , c o m o r e s u l t a b a de t e s -
tigos , l i b r o s y e s c r i t u r a s q u e p r e s e n t a b a c o n

ii
122 HISTORIA DE t k INQUISICION ,
p r o t e s t a d e a c u s a r l e m a s en f o r m a ; p o r l o cual
p e d i a se p r e n d i e s e a l a r z o b i s p o , se le r e c l u y e r a
en cárceles secretas, y se l e e m b a r g a s e n sus
b i e n e s y r e n t a s á d i s p o s i c i ó n d e l I n q u i s i d o r ge-
n e r a l . E s t e c o n s u l t ó c o n e l C o n s e j o de l a S u -
p r e m a , y c o n su a c u e r d o r e s o l v i ó q u e presen-
tara e l fiscal los i n s t r u m e n t o s q u e d e c í a , en
c o n s e c u e n c i a de l o c u a l p r e s e n t ó l o s i g u i e n t e :
1. ° L a obra de los Comentarlos sobre el
Calechmo, c o n las c a l i f i c a c i o n e s d a d a s p o r C a -
no, Cuevas, Soto, é Ibarra.
2. ° D o s l i b r o s e n c u a d e r n a d o s , manuscritos^
en q u e se h a l l a b a n l a Espl'tcacion de los arti'
culos de la fe ( o b r a de f r a y D o m i n g o de R o -
j a s ) , y de las de C a r r a n z a q u e d e j o designadas
con los n ú m e r o s S, A , 13, 27, 28, 29, y '
S O , c o n las c a l i f i c a c i o n e s dadas a e l l a s por los
c i t a d o s G a n o y C u e v a s , y e l m a e s t r o Carlos.
3. ° L o s s u m a r i o s d e dos s e r m o n e s de Car-
ranza, enviados desde F l á n d e s a l licenciado
H e r r e r a , j u e z de c o n t r a b a n d o s , preso ahora
p o r iiereje luterano.
A.0 L a s d e c l a r a c i o n e s de t e s t i g o s e x a m i n a -
dos q u e t r a t a b a n d e l a r z o b i s p o , c o n u n suma-
r i o de l o q u e r e s u l t a b a de e l l a s e n o p i n i ó n del
fiscal.
5.° L a c a r t a d e l o b i s p o d e C u e n c a de que
y a tengo dada noticia.
CAP. XXXII.—ART. IV. 12S
6o. U n a carta escrita por el arzobispo al
doctor C a z a l l a e n B r u s e l a s , á 18 d e febrero
de 5 8 , c o n t e s t a n d o á l a e n h o r a b u e n a y di-
ciendo q u e l o e n c o m i e n d e á Dios: Pidiendo
luces para gobernar bien el arzobispado} pues se
necesitaba pedir por los que son parte de la Iglesia
de Dios mas que en otro tiempo,
7.° D o s c a r t a s de J u a n S á n c h e z , p r e s o p o r
luterano, á d o ñ a C a t a l i n a O r t e g a desde C a s -
í r o - ü r d i a l e s , á 7 y 8 de m a y o de 5 8 , en que
dice i r s e á F l á n d e s p o r q u e : supone que lo reci-
birá bien el arzobispo,
2. T o d a s estas cosas s u e n a n h e c h a s e n u n
solo d i a , l o que p o r sí s o l o m a n i f i e s t a ser
c o m p o s i c i ó n fraguada de c o m ú n a c u e r d o e n -
tre fiscal, Inquisidor general y consejeros;
porque d e lo contrario debian ser, cuando
m e n o s , t r e s d i a s l o s de p r e s e n t a r dos pedi-
mentos, decretar el p r i m e r o , consultar el
segundo, r e s o l v e r p o s t e r i o r m e n t e , y c u m p l i r
el fiscal l o r e s u e l t o . L u e g o e n 13 d e l m i s m o
mes, el I n q u i s i d o r genera!, de a c u e r d o c o n
dicho C o n s e j o , d e c r e t ó que se l i b r a s e pro-
visión y c a r t a de e m p l a z a m i e n t o para que el
arzobispo de Toledo compareciese personal-
mente ante D . F e r n a n d o Y a l d é s á r e s p o n d e r
á una demanda y acusación fiscal en causa
de fe.
124 HISTORIA DE LA INQUISICION,
3. S u s p e n d i ó s e la ejecución de este auto
hasta consultarlo c o n e l R e y , p o r q u e Su Ma-
jestad lo habia prevenido a s i , en a b r i l , al
p r e s t a r su a s e n s o , mandando q u e se proce-
d i e r a c o n t o d o r e s p e t o á l a d i g n i d a d d e l ar-
z o b i s p o de T o l e d o , á q u i e n h a b i a e s c r i t o S . M . ,
e n 30 de m a r z o y 4 de a b r i l , cartas q u e ha-
c í a n e s p e r a r f a v o r , y l o m i s m o e l p r í n c i p e de
Evoli, e n 6 de abril, y f r a y F r a n c i s c o Pa-
c h e c o e n 20 : c o n s e c u e n t e á l o c u a l , habiendo
tenido el R e y carta del cardenal P a c h e c o en
que a v i s a b a l a p r e t e n s i ó n i n t r o d u c i d a por el
arzobispo de q u e se a v o c a r a e l P a p a l a causa
del catecismo, le r e s p o n d i ó F e l i p e I I desde
Bruselas, á 21 de abril, diciendo: «Bien
h i c i s t e i s e n a v i s a r m e de l o q u e p o r parte del
a r z o b i s p o se e n v i ó á s u p l i c a r á S u Santidad
a c e r c a de l o d e l l i b r o ; y á E s p a ñ a he escrito
s o b r e esta m a t e r i a l o q u e c o n v i e n e teniendo
todos los respetos y c o n s i d e r a c i o n e s que se
d e b e n . » P o r este m o t i v o e l I n q u i s i d o r gene-
r a l e s c r i b i ó , e n 19 de m a y o , a l R e y diciendo
la providencia que se h a b i a a c o r d a d o de l i -
brar provisión de comparecencia personal,
p o r ser mas s u a v e , disimulada, menos son-
rojosa y estrepitosa q u e la p r i s i ó n p o r medio
de a l g u a c i l e s . P e r o a u n e n t o n c e s t u v o c o n s i -
d e r a c i o n e s e l R e y h a c i a e l a r z o b i s p o , p u e s no
CAP. X X X U . — A R T . IV. 125
a p r o b ó l a p r o v i d e n c i a ; y D . A n t o n i o de T o -
ledo c o n t i n u ó e s c r i b i e n d o á C a r r a n z a , e n 1 7
de m a y o y 17 d e j u n i o , q u e n o v e i a l a s cosas
tan á s a t i s f a c c i ó n c o m o deseaba; pero que á
pesar de m u c h a s e s p e c i e s m a l a s q u e se s u g e "
r i a n , le p a r e c í a observar a u n en S u Majestad
afecto á l a p e r s o n a .
Zl. Por fin, e n 2 6 de j u n i o , r e s p o n d i ó e l
Rey al I n q u i s i d o r g e n e r a ! , c o n f o r m á n d o s e c o n
lo a c o r d a d o , e n i n t e l i g e n c i a de q u e se ten-
d r í a n las debidas c o n s i d e r a c i o n e s á las cir-
cunstancias y d i g n i d a d del a r z o b i s p o , en e l
m o d o de r e d u c i r á p r á c t i c a la p r o v i d e n c i a ;
de l o c u a l avisó á Carranza D . Antonio de
T o l e d o , en carta d e l 27. R e c i b i d a la r e s o l u -
ción r e a l e n 10 de j u l i o , presentó el fiscal
p e d i m e n t o , d i a 1 5 , i n s i s t i e n d o e n su a n t i g u a
s o l i c i t u d de p r i s i ó n y e m b a r g o de b i e n e s , es-
poniendo que resultaban m u c h o s m é r i t o s d e l
proceso p a r a e l l o , l o s c u a l e s d e b i a n h a b e r s e
reputado por suficientes e n 13 de mayo ;
pero a h o r a se a n a d i a l a d e c l a r a c i ó n de d o ñ a
L u i s a de M e n d o z a , muger de D . J u a n V á z -
quez de M o l i n a , secretario del R e y , r e c i b i d a
en el d i a p r e c e d e n t e l / j - D i j o esta s e ñ o r a q u e
la m a r q u e s a de A l c a ñ i c e s l e h a b i a d i c h o q u e
la p r i v a c i ó n de g u s t o s no era m é r i t o , y que
" o se n e c e s i t a b a l l e v a r c i l i c i o s , p o r q u e a s i se
126 HISTORIA DB Í.Á. INQUISICION,
10 h a b í a e n s e ñ a d o a l a r z o b i s p o de T o l e d o . E x a -
m i n a d a l a m a r q u e s a , dijo que j a m á s ha dicho
esas p r o p o s i c i o n e s , s i n o q u e e r a p o c o m é r i t o
aquellas c o s a s ; q u e h a t e n i d o a m i s t a d c o n el
arzobispo mas de veinte años, y s i d o hija
s u y a de c o n f e s i ó n ; p e r o q u e j a m á s l e h a oido
l a m a s l e v e c o s a c o n t r a l a fe.
5. E l Inquisidor general d e c r e t ó , d i a 1.°
de agostoÍ conforme ío pedia e l fiscal, de
a c u e r d o c o n e l C o n s e j o y m u c h o s consultores
condecorados. P e r o p a r a e n t o n c e s y a Felipe
11 h a b i a e s c r i t o á su h e r m a n a , p r i n c e s a go-
b e r n a d o r a , d o ñ a J u a n a , q u e s e r i a m e j o r llamar
al arzobispo á la corte con a l g ú n honroso
pretexto, á fin de c o r t a r e l e s c á n d a l o y los
i n c o n v e n i e n t e s de u n a o r d e n d e l S a n t o Oficio;
de l o c u a l h a b i e n d o t r a s l u c i d o a l g o D . Antonio
d e T o l e d o , a v i s ó á C a r r a n z a , e n 19 de julio,
ú l t i m a carta de a q u e l b u e n amigo. A u n se
h a l l a r o n e n t r e l o s p a p e l e s d e l a r z o b i s p o mas
recientes de otros que por miedo se con-
virtieron d e s p u é s en c o n t r a r i o s , á saber: del
o b i s p o de O r e n s e D . F r a n c i s c o B l a n c o , con
f e c h a de 30 de j u l i o , y d e l a r z o b i s p o de Gra-
nada D . Pedro G u e r r e r o , c o n l a d e 1." de
agosto. También se h a l l ó l a m i n u t a ó borra-
d o r de u n a r e p r e s e n t a c i ó n l a t i n a , e n n o m b r e
d e l c a b i l d o de T o l e d o , a l P a p a , s u p l i c a n d o que
CAP. XXXII.—AUT. IV. 1^7

Su S a n t i d a d se a v o c a s e l a c a u s a y n o l a c o n -
íiase a l t r i b u n a l d e l S a n t o O f i c i o d e España,
porque i n f l u i a n las p a s i o n e s h u m a n a s m a s q u e
el v e r d a d e r o zelo de l a r e l i g i ó n , n o c o n s t a s i
se r e m i t i ó á Roma; p e r o e l c a b i l d o se c o n -
dujo g e n e r o s a y noblemente con su p r e l a d o ,
como v e r e m o s .
6. E n c o n s e c u e n c i a de l o r e f e r i d o , l a p r i n -
cesa g o b e r n a d o r a e s c r i b i ó a l a r z o b i s p o , e n 3
de a g o s t o , d i c i e n d o que y a sabia l a pronta
venida d e l R e y , antes d é l a cual necesitaba
comunicarle ciertos negocios personalmente,
por l o que le encargaba pasar l u e g o á l a C o r -
t e , y anadia : «E porque podia traer i n c o n v e -
nientes c u a l q u i e r d i l a c i ó n que h u b i e s e en vues-
tra v e n i d a , t e n d r é m u c h o c o n t e n t a m i e n t o en
que sea l u e g o , aunque v e n g á i s á la ligera;
que e n lo de v u e s t r o a p o s e n t o se proveerá
luego c o m o c o n v i e n e ; é y o m e h u e l g o m u -
cho de q u e de v u e s t r a p a r t e se h a y a p e d i d o
el aposento á esta s a z ó n , p o r ser t a n á p r o p ó -
sito de l o q u e y o d e s e a b a é a h o r a se o f r e c e .
E porque quería saber cuando pensáis ser
a q u í , ó p o r q u e os d ó p r i s a , ó m e a v i s e d e l l o ,
envió á D . Rodrigo de C a s t r o , l l e v a d o r de
esta, que no v a á otra cosa.»
7. Este l ) . Rodrigo era hermano d e l de-
lator o b i s p o d e C u e n c a : c o n e l t i e m p o l l e g ó
128 HISTORIA CE I A INQUISICION,
á ser a r z o b i s p o de S e v i l l a y c a r d e n a l . S a l i ó de
Y a l l a d o l i d , d i a h ; e n e l 6 e n t r e g ó l a c a r t a en
A l c a l á de H e n a r e s ; e l a r z o b i s p o r e s p o n d i ó en
el 7 á la princesa que iria pronto; envió
á V a l l a d o l i d equipajes , parte de familia y
dineros para a m u e b l a r c a s a ; p r o v i d e n c i ó di-
ferentes cosas p a r a e l v i a j e ; p e r o h a c i a esto
d e s p a c i o v i s i t a n d o los l u g a r e s de su a r z o b i s -
pado por donde pasaba.
8. E n el dia 9 recibió la p r i n c e s a gober-
nadora la respuesta. D . R o d r i g o de Castro
e s c r i b i ó á D . F e r n a n d o V a l d é s c a r t a s e n Are-
valo, a Zij y e n A l c a l á l o s dias 7 , 9 , 10 y l A ;
en c u y a vista el Inquisidor general penseque
o c h o dias eran dilación insoportable y mali-
ciosa. Aparentó sospechas de q u e Carranza
p r o y e c t a b a h u i r á e s p e r a r a l R e y e n e l puerto,
y si c o n s e g u í a llegar á é l , embarcarse á Roma.
9. E s t o s e r a n u n o s d e l i r i o s i n c r e í b l e s , cuan-
d o D . R o d r i g o de C a s t r o estaba hospedado
e n casa d e l a r z o b i s p o y siempre á su v i s t a ;
pero sin e m b a r g o , abusando V a l d é s de ese
pretexto, decretó, e n 17 de a g o s t o , nombrar
inquisidores de los d i s t r i t o s d e T o l e d o y V a -
lladolid al citado D. R o d r i g o de Castro y
D. Diego Ramírez de Sedeño (que después
f u é o b i s p o de P a m p l o n a ) , y d i ó á estos y al
alguacil m a y o r del Santo Oficio de Vallado-
CAP. XXXII.—ART. IV. 129
lid c o m i s i ó n p a r a p r e n d e r a l a r z o b i s p o y se-
cuestrar sus b i e n e s c o n inventario.
10. L a c u m p l i e r o n e n T o r r e l a g u n a , d i a 25£
de agosto antes de amanecer, estando en
cama e l a r z o b i s p o , q u i e n i n t i m a d o de d a r s e
por p r e s o , preguntó e n v i r t u d de q u e ó r d e -
nes, y se l e m o s t r a r o n las d e l I n q u i s i d o r g e -
neral y e l b r e v e p o n t i f i c i o . R e p l i c ó ser gené-
rico y no b a s t a r s i n c o m i s i ó n especial dada
con c o n o c i m i e n t o de c a u s a , p o r l o q u e no e r a
juez c o m p e t e n t e e l I n q u i s i d o r g e n e r a l ; y q u e
aun p e r m i t i d o q u e l o f u e s e , n o se guardaban
las c o n d i c i o n e s puestas p o r e l S u m o P o n t í f i c e ?
q u i e n solo d a b a f a c u l t a d de prender e n caso
de t e m e r s e fuga , l o q u e no se p o d i a recelar
en este caso sin refinada malicia; por todo
lo que p r o t e s t a b a l a n u l i d a d y e l a t e n t a d o de
la p r o v i d e n c i a , y p e d i a ante e l P a p a s a t i s f a c -
ción d e l a g r a v i o y de l a i n j u r i a ; y p o r de
pronto p i d i ó a l n o t a r i o d e l S a n t o O f i c i o , J u a n
de L e d o s m a , p r e s e n t e a l a c t o , q u e le d i e r a
testimonio de que así lo respondía, y que
obedecía por evitar violencias.

11. A ñ a d i ó que se t u v i e r a g r a n c u i d a d o e n
el i n v e n t a r i o y c u s t o d i a de sus p a p e l e s , por-
que h a b í a m u c h o s de i m p o r t a n c i a p a t a defensa
de pleitos q u e s u d i g n i d a d a r z o b i s p a l seguía
con l o s fiscales del Rey sobre derechos de
130 HISTORIA DE LA INQUISICION,
r e g a l í a ; c o n e l m a r q u é s de C a m a r a s a , grande
de E s p a ñ a , s o b r e n u l i d a d d e e n a g e n a c i o n del
señorío de C a z o r l a y l u g a r e s d e s u distrito,
l l a m a d o adelantamiento; y coa o t r a s personas
y comunidades sobre prerogativas y propie-
dades de b i e n e s y d e r e c h o s : se l e p r o m e t i ó el
testimonio y lo d e m á s pedido.
12. S a l i e r o n d e T o r r e l a g u n a , d i a 2 3 , vís-
p e r a d e s u S a n t o ; l l e g a r o n á V a l l a d o l i d en el
"28, y se le r e c l u y ó , c o m o e s t á d i c h o , en las
casas p e r t e n e c i e n t e s a l m a y o r a z g o de D . Pe-
d r o G o n z á l e z de L e ó n , e n t r e g a n d o l a cartera
y e l c o f r e de papeles a l I n q u i s i d o r general,
q u i e n m a n d ó a b r i r l a y f o r m a r i n v e n t a r i o , lo
c u a l se c o m e n z ó á p r a c t i c a r d i a 2 9 . D . Fer-
n a n d o V a l d é s e s c r i b i ó a l R e y , e n 6 de setiem-
bre, d a n d o á su m o d o n o t i c i a d e l arresto, y
disculpándose de h a b e r l o h e c h o c o n las sos-
pechas indicadas; añadiendo q u e a u n de la
consulta suya p a r e c í a i n s t r u i d o e l arzobispo,
e s p e c i e m a l i g n a q u e p u d o costar c a r a á don
Antonio de T o l e d o , c u y a s cartas h a b i a leído
el Inquisidor general para entonces, por el
a n s i a d e v e r los p a p e l e s m o d e r n o s de R o m a y
Flándes. 1
CAP. XXXÍII.—ART. fi 131

CAPÍTULO XXXÍII.

CONTINUACION DE LA MISMA CAUSA CELE-


BRE HASTA EL VIAJE DEL ARZOBISPO A
ROMA.

ARTICULO I.

Examen de nuevos testigos.

í. VERIFICABA l a r e c l u s i ó n d e l a r z o b i s p o ,
t u v o e l p r o c e s o d i f e r e n t e s o c u r r e n c i a s de q u e
«e debe dar n o t i c i a ; pero m e parece justo
comenzar por el aumento de l a información
de testigos q u e s u c e s i v a m e n t e se f u é p r o c u r a n -
do p a r a j u s t i f i c a r l a r u i n a que se a p e t e c í a de
Carranza, n o s o l o p o r los m o t i v o s q u e d i e -
ron o r i g e n á su c a u s a , s i n o t a m b i é n por el
amor p r o p i o . V a l d é s y sus a u x i l i a r e s s o s p e -
charon j u s t a m e n t e que la o p i n i ó n p ú b l i c a los
c u b r i r l a de i n f a m i a s i l l e g a d o e l caso de s e n -
tencia definitiva no se d a b a t e s t i m o n i o á l a
E u r o p a de h a b e r s i d o C a r r a n z a r e o v e r d a d e r o .
iZI HISTORIA DE t A INQUISICION,
2. Consiguientes á este s i s t e m a , los ¡n-
quisidores e x a m i n a r o n hasta noventa y seis
testigos, c o n l a d e s g r a c i a de ser insignifican-
tes e l m a y o r n ú m e r o , o t r o s a p o l o g i s t a s de la
religión católica d e l p r o c e s a d o , y los p o q u í -
simos que dijeron algo sustancial (solo por
oidas) , desmentidos ó no c o n f i r m a d o s por
a q u e l l o s á q u i e n e s d e c i a n h a b e r l o escuchado;
s i e n d o n o t a b l e q u e l a m a y o r p a r t e de los apo-
l o g i s t a s l o fuesen e n l a c á r c e l de Inquisición,
en el t o r m e n t o , ó d e s p u é s de s u f r i d o entre
l o s t e m o r e s de s u r e p e t i c i ó n , y de los otros
castigos recelables de parte de unos jueces
cuyo proyecto destruian: a l m i s m o tiempo
q u e los a r z o b i s p o s , o b i s p o s y t e ó l o g o s espec-
tantes de mitras manifestaban una cobardía
nada l o a b l e , hasta e l e s t r e m o de r e t r a c t a r su
verdadera o p i n i ó n , y calificar de sospechoso
de h e r e j í a luterana c o n sospecha vehemente
al que hablan declarado p o r semi-apóstol; y
esto á l a v i s t a de u n s o l o p r o c e s o , es decir
de u n m i s m o l i b r o ; c i r c u n s t a n c i a que por el
h o n o r de aquellos prelados (respetables en
l o d e m á s de su v i d a ) n o r e c o r d a r í a y o si no
t u v i e r a o b l i g a c i ó n p a r a l a e x a c t i t u d de l a his-
toria.

3. E l padre M a r t i n Gutiérrez, sacerdote


jesuíta, declaró voluntariamente s i n ser Ha-
CAP. xxxin. ART. I. 133
mado, e n 30 de agosto de 1559, haber oido
Ix fray L u i s de l a C r u z que, siendo joven y
sirviendo l a m i s a de fray B a r t o l o m é , le dijo
este con la h o s t i a c o n s a g r a d a e n las m a n o s :
¿ Q u i e r e s t ú c o m e r de este p a n ? y habiendo
respondido f r a y L u i s q u e no estaba c o n f e s a d o ,
le habia d i c h o a q u e l : A n d a q u e b u e n o estas;
y le d i ó l a comunión,
[\. Examinado fray L u i s , e n 2 6 de junio
.de 1560 , d e c l a r ó q u e habia m u c h o incierto
en l a r e l a c i ó n ; p o r q u e s ó l o es v e r d a d h a b e r l e
dicho fray Bartolomé un dia en conversa-
ción s o b r e los frutos e s p i r i t u a l e s de l a s a g r a d a
Eucaristía: «Cuando yo voy á consumir, qui-
siera c o n v i d a r o s . » A lo q u e r e s p o n d i ó e l de-
clarante : « ¡ O j a l á estuviese y o confesado y
preparado como vuestra paternidad!» Esto
mismo dijo r a t i f i c á n d o s e d i a 2 de j u l i o .
5. E n 4 de setiembre, Antonio López,
m é d i c o de l a c i u d a d de T o r o 3 r e q u e r i d o p a r a
declarar , d i j o que siete ú ocho a ñ o s antes
liabia o i d o a l a r z o b i s p o p r e d i c a r e n la iglesia
de S. S e b a s t i a n de a q u e l l a ciudad la pro-
posición s i g u i e n t e , p o c o m a s ó m e n o s : «Hay
bombres tan p e r v e r s o s que conservan l a c a -
lidad de p e c a d o r e s p ú b l i c o s p o r m u c h o s a ñ o s .
¿Tales h o m b r e s s o n c r i s t i a n o s ? A u n e s t á p o r
averiguar si t i e n e n fe ; p e r o s u p o n g a m o s que
12
ISZÍ HISTORIA DE LA. INQUISICION,
l a t e n g a n , etc. » E s l e t e s t i g o q u e d ó singuh^
a u n q u e se t r a t a b a de s u c e s o t a n p ú b l i c o como
un sermón.
6. E n 19 de s e t i e m b r e e l l i c e n c i a d o Agus-
t í n Z u r u j a n o d e c l a r ó b a b e r o i d o á F a b i á n Sal-
vador q u e el a r z o b i s p o de T o l e d o predico cu
L o n d r e s que no era materia de pecados el
o i r ó n o l a m i s a , e l c o n f e s a r s e ó no , y el co-
m u l g a r ó no ; l o c u a l le e s c a n d a l i z ó , como
también á F r a n c i s c o M o n t e r o , que estaba
con él.
7. N o r e s u l t a e x a m i n a d o F a b i á n Salvador;
Francisco Montero , capitán de infantería,
dijo que n o se a c o r d a b a de t a l s u c e s o . Se hi-
c i e r o n d i l i g e n c i a s e s t r a o r d i n a r i a s p a r a que re-
c o r r i e s e l a m e m o r i a , y p e r m a n e c i ó firme. Un
adjetivo a ñ a d i ó á la p a l a b r a pecados. no en-
tendido p o r el o y e n t e , y bastaba para dejar
c a t ó l i c a l a p r o p o s i c i ó n : á n o ser a s i , la hu-
bieran delatado mucbos españoles del con-
curso^
8. E l b e a t o J u a n de R i b e r a , de edad de
treinta a ñ o s , requerido e n e l S a n t o Oficio de
la I n q u i s i c i ó n de S e v i l l a para d e c l a r a r , eu
27 de s e t i e m b r e , a n t e e l o b i s p o de Tarazona,
l u g a r - t e n i e n t e de I n q u i s i d o r g e n e r a l , dijo ha-
b e r l e i d o en S a l a m a n c a e l p a p e l que se 1°
c i t a b a i n ü t u l & i o : Aviso sobre los interpretes de
CAP. XXXIII. ART. I. 135
la Escritura, y notado en él tres cosas q u e
le p a r e c i e r o n m a l : p r i m e r a , no contar con
los santos p a d r e s p a r a entender las sagradas
letras; s e g u n d a , s u p o n e r q u e podemos tener
certeza de n u e s t r a j u s t i f i c a c i ó n ; t e r c e r a , que
esta se c o n s i g u e p o r l a fe v i v a en l a p a s i ó n
y m u e r t e de nuestro Salvador. Añade haber
oitlo e n t o n c e s ser su a u t o r fray B a r t o l o m é C a r -
ranza; pero que luego s u p o n o ser a s í .
9. E x a m i n a d o fray L u i s de l a C r u z en este
punto m u c h a s v e c e s , c o m o i n s t r u i d o á fondo
en t o d a s las cosas del arzobispo, declaró y
ratificó q u e a q u e l Aviso e r a p a r t e de u n a c a r t a
que Valdés, mucho antes de ser t e n i d o p o r
hereje, dirigió a l a r z o b i s p o , c u a n d o este i e i a
teología e n S . G r e g o r i o de V a l l a d o l i d ; a u n -
que d e s p u é s ha s a b i d o fray L u i s q u e , antes
de p o n e r l o Yaldés en la carta, se h a l l a b a
impreso e n l e n g u a castellana en l a o b r a de
la? Instituciones cristianas de Taulero: que e l
declarante (y no fray B a r t o l o m é ) copió de l a
carta de V a l d é s a q u e l Aviso e n e l p a p e l q u e ,
s e g ú n se le d i c e , se h a l l ó d e n t r o de la obra
de C a r r a n z a i n t i t u l a d a : Esposicion de la carta
4i $1 Pablo d los Filipenses, c u y a s c o p i a s c o r -
rieron p o r m u c h a s manos : que el declarante
a n a d i ó e l a d j e t i v o piadoso a l s u s t a n t i v o Aviso
de p r o p i o m o v i m i e n t o y de b u e n a f e , porque
136 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
e n t o n c e s e r a j o v e n y n o t e n i a las l u c e s ni h
ciencia q u e a d q u i r i ó c o n sus e s t u d i o s poste-
r i o r e s ; q u e h a l l a r s e a q u e l p a p e l m e t i d o (aun-
que s u e l t o ) e n e l c u a d e r n o de l a citada Es-
posiclon puede p r o v e n i r de q u e fray Barto-
l o m é solia tenerlo p r e s e n t e c u a n d o esplicaba
el punto d e l c u a d e r n o ; p e r o q u e no dio á
sus d i s c í p u l o s c o m o l e c c i ó n e l J v i s o , n i leia
su c o n t e n i d o e n l a c á t e d r a como q u i e n lee
unas cartas ó u n l i b r o , s i n o a ñ a d i e n d o , mu-
dando y corrigiendo s e g ú n su o p i n i ó n ; pues
lejos d e d e s e n t e n d e r s e de l o s santos padres
p a r a i n t e r p r e t a r e l v e r d a d e r o s e n t i d o de la sa-
grada E s c r i t u r a , l a esplicaba recurriendo á
S. A g u s t í n , S. Gerónimo y o t r o s santos; y
m a n d ó defender c o n c l u s i o n e s p ú b l i c a s en el
colegio sobre el asunto, s i e n d o u n a de ellas:
«Hay e n las sagradas l e t r a s a l g u n o s pasajes
oscuros y difíciles de e n t e n d e r , p o r lo cual
se n e c e s i t a r e c u r r i r á l a i n t e r p r e t a c i ó n de los
santos d o c t o r e s y p a d r e s d e l a I g l e s i a . »
10. E n 28 de s e t i e m b r e f u é e x a m i n a d o don
D i e g o H u r t a d o de M e n d o z a , e m b a j a d o r que
h a b i a s i d o e n e l C o n c i l i o d e T r e n t e y C o r t e de
Roma, consejero d e estado y g e n t i l - h o m b r e
de c á m a r a d e l R e y , d e s e r v i c i o e n su viaje de
Inglaterra y F l á n d e s , para que manifestase
c u a n t o t u v i e s e o b s e r v a d o a c e r c a de l a religión
CAP. XXXIII.—AB.T. I. 137
del a r z o b i s p o de T o l e d o , e l c u a l e x a m e n se
hizo d e s p u é s q u e e l I n q u i s i d o r g e n e r a l sabia
con s e g u r i d a d el e s p í r i t u c o n que habia de
hacer s u d e c l a r a c i ó n D . D i e g o ; p u e s l e h a b i a
e s c r i t o , en 2 de a q u e l m e s , una carta p r e -
g u n t á n d o l e a c e r c a de estos a s u n t o s y s u res-
puesta f u é q u e le h a b i a m e r e c i d o g r a n d e a t e n -
ción e n V e n e c i a c u a n d o se c e l e b r a b a e l C o n -
cilio l a e s t r e c h a amistad que C a r r a n z a t e n i a
con M a t e o P r i o l i , o b i s p o de B r e s c i a ; Donato
Rullo C a d á v e r e s , n a p o l i t a n o ; A n t o n i o F l a m i n o -
m o n s e ñ o r C a r n e s e c a ; cardenales Poloy Mo-
r ó n ; A t a n a s i o C o l o n a , y o t r o s , q u e se c e r r a -
ban á tratará solas; bien que l a conducta
era b u e n a , y n o d a b a n e s t e r i o r m e n t c m o t i v o s
de s o s p e c h a r m a s q u e e l s e g u i m i e n t o de a l g ú n
camino p i s a d o d e p o c o s . S a b i a e l I n q u i s i d o r
general q u e t o d o s l o s r e f e r i d o s estaban no-
tados, a l g u n o s p r o c e s a d o s y a u n castigados,
por herejes ; s o b r e c u y o s u p u e s t o tuvo c o n -
versaciones p a r t i c u l a r e s c o n D . D i e g o , y d e s -
p u é s de e l l a s d i s p u s o se l e r e c i b i e s e decla-
ración j u r a d a , en la cual el t e s t i g o d i j o l o
m i s m o q u e a n t e s , a ñ a d i e n d o q u e p o r esta r a -
zón no t e n i a p o r b u e n católico al arzobispo
de T o l e d o n i á s u c a t e c i s m o ; p u e s d e j a b a s i n
solución algunos argumentos de l o s herejes,
y otros d i s o l v í a c o n r a z o n e s d é b i l e s , h a b i e n d o -
138 HISTORIA DE LA. INQUISICION,
l o s sido v i g o r o s a s las de s ú s a d v e r s a r i o s , l o que
manifestó al R e y en F l á n d e s . E n 20 de oc-
t u b r e se r a t i f i c ó , a ñ a d i e n d o q u e antes de ser
prohibido el catecismo ya tenia dicho al du-
que de Arcos y á D. Fernando C a r r i l l o de
M e n d o z a que no lo leyesen porque e r a malo.
Q u e teniendo Rui Gómez de S i l v a , principe
de E v o l i , cierto negocio pendiente c o n el ar-
zobispo d e T o l e d o , e s c r i b i ó e l declarante á
Losilla, secretario d e l p r í n c i p e , que despa-
chase p r o n t o p o r q u e u r g í a , y d i j o esto por-
que p r e v i o su prisión,
11. C o i n c i d e c o n estas e s p e c i e s e l testigo
doctor J u l i á n de P e r n i a , q u e d i j o en 15 de
aquel mes haber oido á D . F e r n a n d o Car-
rillo de M e n d o z a , h i j o p r i m o g é n i t o d e l mar-
q u é s d e P r i e g o , c o n t a r q u e D . D i e g o de M e n -
doza d e c í a en Flándes seria p r e s o en la In-
quisición el arzobispo por s o s p e c h o s o de lu-
terano,
12. F r a y B e r n a r d o A l v a r a d o de Fresneda,
r e l i g i o s o f r a n c i s c a n o , de edad de cincuenta
años, e n 6 de o c t u b r e de 1 5 5 9 , c o n f e s o r del
R e y y d e s p u é s c o n s e j e r o d e e s t a d o , comisario
g e n e r a l de cruzada, o b i s p o d e C ó r d o b a y ar-
z o b i s p o de Z a r a g o z a ; d e c l a r ó la m i s m a amis-
tad de C a r r a n z a c o n e l c a r d e n a l P o l o , e l car-
denal M o r ó n , e l a r z o b i s p o de C a n t u a r i a , el
CAP. X X X I I I . — A R T . I. 139
obispo P r i o l i , t o d o s d e p u e s t o s de sus digni-
dades p o r h e r e j e s , y con el doctor M u r i l l o ,
A r a g o n é s , q u e d e c i a ( s e g ú n le c o n t ó fray Ju-
lián de T u d e l a ) que si é l e r a h e r e j e , l o h a -
bría h e c h o f r a y B a r t o l o m é C a r r a n z a .
13. Ñ o e s t á e x a m i n a d o fray J u l i á n ; pero
fray J u a n de Villagarcia , interrogado en l a
cárcel s o b r e l a c a l i d a d d e l t r a t o de Carranza
con l o s h e r e j e s citados p o r M e n d o z a , y la
inteligencia de c i e r t a s cartas de algunos de
ellos h a l l a d a s e n t r e l o s p a p e l e s d e l a r z o b i s p o ^
e s p l i c ó t o d o de m o d o (al p a r e c e r m u y natu-
ral y s e n c i l l o ) q u e n o s o l o no r e s u l t a s o s p e -
cha de h e r e j í a , s i n o antes b i e n g r a n d e mérito
y zelo eficaz de c o n v e n c e r á los h e r e j e s y
estinguir la h e r e j í a , ó por lo menos cortar
sus p r o g r e s o s e n l a c o r t e de L o n d r e s , uni-
versidad de Oxonia y otras i g l e s i a s , c o n v i -
niendo c o n l o s h e r e j e s en todo cuanto p o d i a ,
quedando i n t a c t o e l d o g m a d e f i n i d o p a r a q u e ,
siendo m e n o r l a d i s t a n c i a , l o s p u d i e s e t r a e r
á la u n i f o r m i d a d de c r e e n c i a c a t ó l i c a .
14. N o debemos olvidar que D . D i e g o M e n -
doza es t e s t i g o s i n g u l a r y de p e r s u a s i ó n , s i n
hechos p a r t i c u l a r e s q u e den bastante funda-
mento á e l l o .
15. E n 2 de n o v i e m b r e declaró el doctor
Acosta, j e s u í t a , q u e ( c o m i e n d o en casa del
140 HISTORIA DE LA INQUISICION ,
p r í n c i p e de E v o l i c o n este y l a p r i n c e s a , ej
conde L e r m a , e l o b i s p o d e C u e n c a , su her-
m a n o D . R o d r i g o de C a s t r o , e l t e s t i g o y otros
e l m e s a n t e r i o r de o c t u b r e ) e l j e s u i t a Tablares
dijo p ú b l i c a m e n t e : « Y a se v e r á s i e l arzobispo
de T o l e d o es ó n o h e r e j e ; p e r o d e s d e ahora
se v e q u e t i e n e muchos émulos, »
16. Esto dicho á presencia de D . Pedro
y D . R o d r i g o de C a s t r o , f u é b u e n a herida en
sus d o s c o r a z o n e s , y n o p e q u e ñ a p a r a los in-
quisidores que e x a m i n a r o n a l d o c t o r Acosta.
17. E n 2 9 de n o v i e m b r e D i e g o de Duran.
go, criado del conde de Miranda, declaró
q u e c i n c o ó seis a ñ o s antes h a b i a oido en
u n s e r m ó n d e c i r : « ¿ Q u é f r u t o se saca de rezar
c i e n t o n i t r e s c i e n t a s a v e m a r i a s ? N o se debe
t r a t a r c o n D i o s a s í . » Y le p a r e c e q u e lo habia
p r e d i c a d o fray B a r t o l o m é C a r r a n z a . N o se exa-
m i n a r o n o t r a s p e r s o n a s p a r a c o m p r o b a r esta
declaración.
18. E l d o c t o r S a b i n o B e r n a l A s t e t e , ca-
nónigo de Z a m o r a , f u é i n t e r r o g a d o en 6 de
diciembre sóbrela r e l i g i ó n y o b r a s d e l arzo-
b i s p o , de que constaba tener c o p i a d a s mu-
c h a s i n é d i t a s y t a m b i é n s e r m o n e s . T a n t o en-
tonces, c o m o e l d i a 1 2 , e n q u e d i ó lista de
las q u e s a b i a , declaró que tenia por católico
al a r z o b i s p o , s i n h a b e r observado motivo p « *
CAP. XXXIÍl.—ART. I. 141
lo c o n t r a r i o e n s u t r a t o de m u c h o s a ñ o s , y
que no habla visto p r o p o s i c i ó n suya escrita
que no p u d i e r a y d e b i e r a c r e e r s e y e s p l i c a r s e
con s e n t i d o católico. N o era esto l o q u e se
buscaba.
19. E n 10 de j u n i o de 1 5 6 0 , D . J u a n d e
Viliareal, comendador del orden m i l i t a r de
S. l a g o , d e c l a r ó h a b e r o i d o a l a r z o b i s p o de
Toledo p r e d i c a r e n L o n d r e s , d e l a n t e d e l R e y ,
que los p r e c e p t o s de confesión y comunioji
no se c o n o c i e r o n en la forma de nuestros
tiempos h a s t a e l c o n c i l i o que c i t ó ; y el de-
clarante se e s c a n d a l i z ó de m a n e r a , que dijo
después al conde de C h i n c h ó n y á D . Juan
M a u s i n o , v e c i n o de B u r g o s , q u e d e b í a e l R e y
haberle m a n d a d o bajar d e l p u l p i t o . Q u e c u a n -
do v i n o á Y a l l a d o l i d e l a ñ o de 1 5 5 8 , e l d e -
clarante c o m i ó c o n e l a r z o b i s p o y c o n e l p a -
dre F r a n c i s c o B o r j a , e x - d u q u e d e Gandia, y
D. Diego de Rojas c a n ó n i g o de T o l e d o , e n
casa de D . B e r n a r d i n o P i m e n t e l , m a r q u é s d e
Tabara; que el arzobispo contó varios pasa-
jes de los h e r e j e s castigados en Inglaterra,
y p a r t i c u l a r m e n t e u n o c i e r t o de p e r t i n a z , q u e
cerca d e l q u e m a d e r o p i d i ó q u e n o le a t a s e n ,
pues e s t a r i a quieto en medio d e l fuego sin
l e s i ó n , y q u e c o n efecto p e r m a n e c i ó i n m ó v i l
como s i n o se q u e m a s e ; c u y a n a r r a c i ó n p a -
1A2 IIÍSXORIA DE Lk INQUISICIONj

r e c i o a l t e s t i g o m u y i m p r u d e n t e , y así lo dijo
al canónigo Rojas.
20. E s t e c a b a l l e r o nos d e j ó t e s t i m o n i o de
su i g n o r a n c i a en lo r e l a t i v o a l caso p r i m e r o ,
y de su p o c a p e r s p i c a c i a e n e l s e g u n d o ; pues
el a r z o b i s p o no d i j o q u e e l h e r e j e q u e d ó sin
l e s i ó n , sino i n m ó v i l c o m o si n o se quemase:
debia saber que el fanatismo tiene también
sus h é r o e s .
21. D . P e d r o de A g u s t í n , o b i s p o de Hues-
ca , envió e n 19 de octubre de 1560 un
papel firmado c o n la m i s m a fecha, en que
d e c l a r ó h a b e r o i d o á fray B a r t o l o m é Carranza
en Trento (hablando d e las o c u r r e n c i a s del
Concilio), que en l a l e t a n í a acostumbrada á
cantar en la m i s a d e l E s p í r i t u S a n t o para co-
m e n z a r las sesiones , se d e b i a a ñ a d i r esta pe-
t i c i ó n : J Concilio hujus tem.poris libéranos, Do-
mine;\o c u a l fundaba en que n o h a b i a tanta
libertad en los vocales como correspondia,
según el dictamen de h o m b r e s t a n piadosos
c o m o s a b i o s ; p u e s e l P a p a , l o s cardenales l e -
gados y los s o b e r a n o s q u e r í a n e s c l a v i z a r l^s
v o t o s p a r a sus r e s p e c t i v a s ideas ; y de a h í re-
s u l t a b a n casos escandalosos entre cardenales
y obispos.
22. E s t e t e s t i g o s i n g u l a r n o h a b i a escrupu-
l i z a d o e n e l a s u n t o (que s o s t e n d r í a c o m o Car-
CAP. XX.OII, ART. J. i!\o
ranza e n t o n c e s ) hasta v e r a l a r z o b i s p o de T o l e -
do c a í d o del favor, y cerrado en una cárcel á
fray B a r t o l o m é . L é a n s e las epístolas del es-
pañol F r a n c i s c o de V a r g a s , y se h a l l a r á n v e r -
dades a m a r g a s q u e n a d a o b s t a n p a r a las d e -
claraciones d e l d o g m a , y sí s o l o p á r a l o s de
disciplina , ú n i c o s p u n t o s e n q u e se c o m p l i -
caban los i n t e r e s e s d e l P a p a , de l o s o b i s p o s y
de los r e y e s . D. P e d r o era h e r m a n o del i n -
m o r t a l D . A n t o n i o de A g u s t í n , a r z o b i s p o d i g -
n í s i m o de T a r r a g o n a , h o n o r e t e r n o de l a E s -
p a ñ a p o r sus p r e c i o s o s trabajos l i t e r a r i o s ; p e r o
por d e s g r a c i a h e r i d o t a m b i é n de l a e n v i d i a de
no h a b e r s i d o n o m b r a d o a r z o b i s p o de T o l e d o ,
ni a u n i n c l u i d o en la p r o p u e s t a de C a r r a n z a ;
y á la v e r d a d era mas digno que todos ellos,
pero esto no l e d i s c u l p a b a s t a n t e p a r a su c o n -
, d u c t a . Y e r é m o s efectos posteriores de s u re-
sentimiento : p o r a h o r a solo notamos que su
hermano dió muestras de contagio e n cosas
que sabia p e r f e c t a m e n t e n o ser h e r e j í a , p e r o
si p r o p o s i c i ó n c a p a z de h a c e r á C a r r a n z a m u -
cho d a ñ o e n R o m a , c u a n d o f u e r a r e m i t i d o su
proceso.
23. E n 2 0 de d i c i e m b r e de 1 5 6 0 , f r a y G e -
r ó n i m o de P o r r a s , r e l i g i o s o f r a n c i s c a n o , de-
c l a r ó e n e l S a n t o O f i c i o de C a l a h o r r a , a n t e e l
inquisidor I b a r r a ( h e r m a n o del calificador de
IZlZi HISTORIA DE LAINQUISICION ,
las o b r a s de C a r r a n z a ) , q u e t e n i a o í d o hixn
hombre (cuyo nombre no se acuerda) que
fray B a r t o l o m é v i n i e n d o d e l C o n c i l i o , a ñ o de
1 5 5 2 , predicó en Tafalla s i n d e c i r á María
s a n t í s i m a l a s a l u t a c i ó n Ave Mario., e n c u y o lu-
gar i m p l o r ó la gracia del E s p í r i t u S a n t o , di-
c i e n d o : V e n i , creator Spiriius , l o c u a l parece
i n d i c a r q u e n o c r e e e n l o s m é r i t o s y l a interce-
s i ó n de l o s s a n t o s .
2/j. E n 4 d e e n e r o de 1 5 6 1 f r a y Francisco
de I r r i b a r e n , g u a r d i á n d e l c o n v e n t o francisca-
n o d e T a r a z o n a , d i c e q u e este caso f u é siendo
g u a r d i á n e n T a f a l l a ; y a u n q u e no estuvo en el
s e r m ó n , le dijeron muchas p e r s o n a s haber
predicado C a r r a n z a c o m o u n s a n t o , bien que
una e s p r e s ó haber quedado d e s c o n t e n t a por
falta de s a l u t a c i ó n á M a r í a s a n t í s i m a ; y habien-
d o e l t e s t i g o p r e g u n t a d o l a c a u s a , lerespondie-,
r o n ser estilo d e l C o n c i l i o .
25. N i n g u n o d e l o s d o s d e p o n e de propia
c i e n c i a : s u p o n i e n d o e l h e c h o c o m o c i e r t o , el
guardián escluye la maliciosa interpretación
del otro fraile.
CAP. XXXIII. ART. II. 145

!=J.'" 11 r11 11. , ' 1 ....... i .,=s¡

A R T I C U L O II.

Análisis de las declaraciones.

1. P o r l a resultancia d e l proceso podemos


decir estar d e s b a r a t a d o s e n l a s u m a r i a m i s m a ,
recibida d e o f i c i o p o r l o s i n q u i s i d o r e s , s i n i n -
terveucion n i a u n n o t i c i a de C a r r a n z a , todos
los a r g u m e n t o s c o n q u e se i n t e n t ó p r o b a r s u
herejía luterana ; y sino reduzcamos todo á po-
cas p r o p o s i c i o n e s :
2. P r i m e r a : Existencia del purgatorio. F r a y
D o m i n g o de H o j a s , D. C a r l o s de Seso y d o ñ a
Catalina R i o s p r u e b a n c o n palabras y obras
que e l a r z o b i s p o h a b l a b a , e s c r i b i a y d e c r e t a b a
en l a v i s i t a d e s u p r o v i n c i a l a t o c o m o q u i e n l a
c r e e , y r e p r e n d i ó á D. C a r l o s p o r q u e no la
creia.
3. S e g u n d a : Justificación por la fe. R e s u l t a
por e l l o s m i s m o s y l a m a r q u e s a d e A l c a ñ i c e s ?
fray J u a n d e Y i l l a g a r c í a , f r a y J u a n d e l a P e ñ a ,
fray F r a n c i s c o T o r d e s i l l a s , fray L u i s de l a C r u z
y el d o c t o r S a b i n o B e r n a l de Á s t e t e , q u e s i e m -
pre c o n t ó c o n l a fe l a s o b r a s b u e n a s ; y l o ú n i -
co que p u e d e i n f e r i r s e d e l a c o m b i n a c i ó n de
unas d e c l a r a c i o n e s c o n otras e n esta p a r t e es
que d a b a poco yaíor i l a s b u e n a s o b r a s e n c o m -
Towj vi. iS
146 HISTORIA DE LA INQUISICION,
p a r a c i o n de l o s m é r i t o s de l a p a s i ó n y muerte
d e l S a l v a d o r , c u a n d o h a y fe v i v a e n e l i o s .
lx. T e r c e r a : Intercesión de los santos, D . Juan
de A c u ñ a , c o n d e de B u e n d i a , d o ñ a Francisca
de C ó r d o b a , s u e s p o s a ; P e d r o Y a k l é s , su ca-
p e l l á n , y t o d o s l o s c r i a d o s p r i n c i p a l e s de la casa
de a q u e l g r a n d e d e E s p a ñ a , d e c l a r a n que Car-
r a n z a e n c a r g a b a i n v o c a r s u p r o t e c c i ó n , repro-
b a n d o s o l o h a c c r l o c o n o r a c i o n e s de Padre nues-
tro y Ave M a r í a , q u e h a b l a n c o n C r i s t o y su
M a d r e 5 y n o c o n los santos.
5. C w x r l a : Eucaristía. F r a y D o m i n g o , fray Luis
de l a C r u z , e l s a c e r d o t e J e s u í t a M a r t i n Gutiér-
r e z , d o ñ a F r a n c i s c a Z u ñ i g a y o t r o s d a n testimo-
n i o de q u e c r e i a este m i s t e r i o , a u n q u e sostuviese
no ser necesario confesarse p a r a comulgar,
sino cuando hay pecado m o r t a l .
6. Q u i n t a : Interpretación de la sagrada Es-
critura. F r a y L u i s de l a C r u z , fray Domingo
de R o j a s , fray F r a n c i s c o de T o r d e s i i l a s , el
d o c t o r A s t e l e y o t r o s d i c e n q u e r e c o n o c í a la
n e c e s i d a d d e r e c u r r i r á los s a n t o s doctores y pa-
dres de l a I g l e s i a p a r a e n t e n d e r a l g u n o s luga-
res o s c u r o s y d u d o s o s de l a b i b l i a , y q u e ana-
d i a esto á l o q u e d e c í a J u a n V a l d é s .
7. S e x t a : Doctrina luterana en general. To-
dos l o s r e l i g i o s o s c i t a d o s , el doctor Astete y
fray A m b r o s i o de g a l a z a r a s e g u r a n q u e no solo
CAP. X X X I I I . — A R T . II. 147
no la p r o f e s a b a ? s i n o q u e h a b i e n d o penetrado
el fondo d e s ú s e r r o r e s , e s p l i c a b a e n q u e c o n -
sistían, p a r a q u e los n o m u y a d v e r t i d o s se p r e -
caviesen ; y su<5 o b r a s f u e r o n t a n c o n t r a r i a s a!
luteranismo, que c o n v i r ü ó á m u c h o s luteranos y
p r o c u r ó e l c a s t i g o de l o s p e r t i n a c e s ; y si t u v o
amistad c o n p r e l a d o s i n f e c t o s y s o s p e c h o s o s ,
fué p a r a c o n v e n c e r l o s a m o r o s a m e n t e d e sus
e r r o r e s , p o r ser p e r s o n a s c o n q u i e n e s s o l o a s í
podía conseguirse la c o n v e r s i ó n .
8. S é p t i m a : Lenguaje luterano. L o s m i s -
mos d i c e n q u e h a y m a t e r i a s en q u e las frases
son c o m u n e s , y C a r r a n z a e s p l i c a b a las suyas
en s e n t i d o c a t ó l i c o p a r a e v i t a r e q u i v o c a c i o n e s ;
con l a c u a l e s p i i c a c í o n c o n f o r m a b a n sus o b r a s
y su c o n d u c t a p e r s o n a l , por l o q u e n o se le
halló j a m á s e n c o n t r a d i c c i ó n .
9. O c t a v a : Hechos y proposiciones parilcula-
res Indicantes luleranlsmo. N o h a y p r u e b a de c o -
sa que p u e d a p r o d u c i r tales i n d i c i o s , ó q u e no
estén d e s t r u i d o s p o r l o q u e r e s u l t a r e l a t i v o á
las p r o p o s i c i o n e s a n t e r i o r e s .
10. N o n a : Obras Impresas. S o l o se t r a j o á
consecuencia e l c a t e c i s m o ; antes y después
de c u y a i m p r e s i ó n fué visto y aprobado por
muchos t e ó l o g o s y p r e l a d o s q u e h a b í a n m e r e -
cido g r a n c r é d i t o ' d e s a b i o s j virtuosos en e l
Concilio t r i d e n t í n o ; lo c u a l d e b í a bastar por
148 HISTORIA DE IA INQUISICION ,
sí s o l o p a r a que á l o m e n o s se d i s c u l p a s e l a in-
t e n c i ó n d e l a u t o r ; p u e s q u i e n l a t i e n e m a l a no
s u g e t a sus obras a l r e c o n o c i m i e n t o de tantas y
tales p e r s o n a s .
11. D é c i m o : Obras inéd'das. N o se puede
s o s t e n e r l a d e f e n s a de estas p o r e l m i s m o rum-
bo ; pero el Santo Oficio n o t u v o n o t i c i a de
ellas n i las h i z o c e n s u r a r h a s t a q u e y a estaba
f o r m a d o el p r o c e s o ; y esto b a s t a p a r a conocer
q u e l a c a u s a no p r o v i n o de su c o n t e n i d o , enton-
eles i g n o r a d o , f u e r a de que a u n d e s p u é s fueron
¡focas las c a l i f i c a d a s c o n n o t a t e o l ó g i c a . Y el
d o c t o r A s t e t e , fray A l o n s o de C a s t r o , domi-
n i c a n o , y o t r o s d i j e r o n n o h a b e r n o t a d o erro-
res e n n i n g u n a .
12. ¿ P o r q u é se v e r i f i c ó p u e s l a p r i s i ó n del
p r i m e r a r z o b i s p o de las E s p a ñ a s c o n escándalo
de t o d a l a E u r o p a ? P o r q u e l a s v o l u n t a d e s del
I n q u i s i d o r g e n e r a l y de o t r o s e s t a b a n envene-
nadas c o n l a p o n z o ñ a d é l a e n v i d i a . E s t a verdad
se i r á c o n o c i e n d o m a s , c o n f o r m e recorramos
la historia del proceso.
CAP. X X X I I I . — A R T . m. I¿i9

ARTICULO III.

Incidencias del proceso.

i*. E n 2 6 de a g o s t o , d o s d i a s a n t e s q u e l l e -
gase á V a l l a d o l i d e l a r z o b i s p o , s u b d e l e g ó el
I n q u i s i d o r g e n e r a l sus f a c u l t a d e s e n f a v o r de
los c o n s e j e r o s V a l t o d a n o y S i m a n c a s , r e s e r -
Víindose p o d e r p a r a l o q u e conviniese; y au-
t o r i z ó á l o s i n q u i s i d o r e s de V a l l a d o l i d B a c a ,
Riego y G o n z á l e z , para lo relativo á la custo-
dia del a r z o b i s p o y s e c u e s t r o de b i e n e s .
2, H a b i e n d o entrado el arzobispo en l a ca-
sa que h a b í a de ser s u cárcel, se l e p r e v i n o de-
signar c u a l e s criados hablan de quedar para
su s e r v i c i o : d e s i g n ó s e i s , y s o l o le d e j a r o n d o s ,
á saber: f r a y A n t o n i o de U t r i l l a , d i g n o de m e -
moria por su constante adhesión y fidelidad
basta l a m u e r t e ; y Jorge G ó m e z Muñoz de
Carrascosa, sus p a g e s : d i j o á los consejeros
Valtodano y S i m a n c a s que retirasen y no per-
mitiesen á nadie v e r ciertos papeles y cartas
del P a p a , de fray F e r n a n d o de san Ambrosio
y del l i c e n c i a d o C é s p e d e s ; p o r q u e tenian re-
l a c i ó n al p l e i t o d e l a d e l a n t a m i e n t o de C a z o r l a ,
150 " HISTORIA DE LA INQUISICION,

y u n l e g a j o d a cartas d e l R e y s o b r e asuntos
particulares reservados, porque presentaríaiu-
convenientes su p u b l i c i d a d . P i d i ó que se le
d e v o l v i e s e n los d i c t á m e n e s o r i g i n a l e s favorables
á su o b r a d e l c a t e c i s m o , p o r q u e los q u e r í a pre-
s e n t a r a l P a p a , ú n i c o j u e z d e su c a u s a ; y asi
m i s m o los relativos á votos y c o n s u l t a s en
Trento, Inglaterra y Flándes, q u e acredita-
ban l o t r a b a j a d o p o r é l en f a v o r de l a religión
católica.
3. E n 1." de s e t i e m b r e l o s consejeros Val-
todano y Simancas d i j e r o n a l a r z o b i s p o que
prestase j u r a m e n t o d e d e c i r v e r d a d ; y respon-
dió que lo b a r i a c u a n d o l o m a n d a s e n e l Papa
ó e l R e y ; q u e t o d o l o o b r a d o e r a n u l o por fal-
ta de p o d e r , y l o p r o t e s t a b a ; que n o recono-
cía p o r j u e z a l I n q u i s i d o r g e n e r a l m i e n t r a s no
t u v i e r a facultades especiales; y a u n , suponién-
d o l o a u t o r i z a d o , n o l o estaba p a r a subdelegar»
lo c u a l p e r s u a d i r í a m e j o r f i s t o e l b r e v e ponti-
ficio d e q u e p i d i ó c o p i a . S e l e d i o e l día 2, y
en e l *í se d e c l a r ó e l I n q u i s i d o r g e n e r a ! , con
a c u e r d o d e l C o n s e j o , p o r j u e z c o m p e t e n t e con
f a c u l t a d e s d e s u b d e l e g a r , n o o b s t a n t e l o cual
asistirla p e r s o n a l m e n t e con diebo Consejo.
b i z o e n e l / i , y d i j o q u e j u r a s e y dijese r e í "
dad declarando contra sí y o t r o cualquiera
c u a n t o s u p i e s e , pues se u s a r í a de m i s e r í c o f
CAP. XXXÍII.—ART. IÍI. 151
diíij y de l o c o n t r a r i o j u s t i c i a ; q u e s i le inco-
modaba d e c l a r a r e n p r e s e n c i a de t o d o s , p o d r í a
ejecutarlo ante u n o ó dos c o n s e j e r o s ó e n t e los
i n q u i s i d o r e s de V a l í a d o l i d . E l arzobispo res-
p o n d i ó c o m o e l d í a 1.° a ñ a d i e n d o q u e las p r e -
ces d e l b r e v e h a b í a n s i d o inciertas, porque al
tiempo de f a c e r l a s a l P a p a no h a b í a e n E s p a ñ a
sospecha ó d i f a m a c i ó n de n i n g ú n p r e l a d o ; y s i
se d e c í a p o r s u p e r s o n a , se h a l l a b a e n F l á n d e s
( y n o e n E s p a ñ a ) t r a b a j a n d o en defensa y e x -
a l t a c i ó n de l a santa fe c a t ó l i c a , convenciendo
y c o n v i r í í e n d o herejes, y p r o c u r a n d o e s t í n g u i r
las h e r e j í a s ; á c u y o fin e s p u s o a l R e y que se
v e n d í a n e n las p u e r t a s m i s m a s de s u p a l a c i o
los l i b r o s h e r é t i c o s ; y S u Majestad, por su
i n s t a n c i a , d i ó las p r o v i d e n c i a s q u e p r o p u s o e í
a r z o b i s p o , y se r e m e d i ó g r a n p a r t e d e l d a ñ o ,
como p u e d e j u s t i f i c a r s e , p o n i e n d o d e s d e a h o r a
por testigo á Su Majestad y los i n d i v i d u o s
principales de su c o r t e .
4. A d e m á s de todo, r e c u s ó al I n q u i s i d o r
general p o r las causas que espuso allí m i s m o á
Presencia d e l r e c u s a d o , y p r o s i g u i ó e s p o n i e n d o
por escrito e n los dias 5 y s i g u i e n t e s . Fueron
muchísimas y grayes. D o n Pedro Salazar de
Mendoza c i t a l a a m i s t a d de Y a l d é s c o n e l m a r -
qués de C a m a r a s a , p e r o esta f u é l a m e n o r . R e -
crió m u c h o s casos particulares, nombrando
152 HISTORIA. DE IA- INQUISICION,
personas, tiempos, materias y m o t i v o s , para
probar que Valdés era e n v i d i o s o , vengatiyo,
p é r f i d o e n sus t r a t o s , y a b u s a d o r h a b i t u a l del
e m p l e o p a r a las v e n g a n z a s , de que presentó
ejemplares que y a estaban a p u n t a d o s en uno
d é l o s p a p e l e s q u e se i n v e n t a r i a r o n , asi como
su c o n d u c t a i n d e c o r o s a , i n j u s t a é h i p ó c r i t a con
e l de T o l e d o e n agosto del año anterior; y
o t r o s v a r i o s r e l a t i v o s á su p r o p i a p e r s o n a , pa-
r a d e m o s t r a r q u e e r a e n e m i g o d e l arzobispo con
ficción h i p ó c r i t a de r e l i g i ó n ; m a n i f e s t ó el orí-
gen de l a e n e m i s t a d e n l a e n v i d i a d e l arzobispa-
d o y e n l a o b r a de r e s i d e n c i a de o b i s p o s , y en
fin l l e n ó o c h o hojas de á f o l i o de l e t r a pequeña
c o n l a e s p r e s i o n d e causas d e r e c u s a c i ó n de
Y a l d é s , íí l a q u e a ñ a d i ó las de los consejeros
P é r e z y C o b o s , p o r m o t i v o s p a r t i c u l a r e s que
m a n i f e s t ó , p r o m e t i e n d o p r o b a r l o s todos.
5. N o m b r ó p a r a a b o g a d o s defensores á los
que c o n s i d e r ó del c a s o ; h u b o bastantes intri-
gas p a r a q u e no a c e p t a s e n estos n i otros nom-
brados e n su defecto, y se v i ó precisado á
v a l e r s e de los que tenian en la chancülería
su d i g n i d a d a r z o b i s p a l , á p e s a r de que no
eran i n s t r u i d o s e n p l e i t o s de esta naturaleza.
S e n o m b r a r o n jueces arbitros para sentenciar
l a i n c i d e n c i a de r e c u s a c i ó n , D . J u a n Sarmien'
t o de M e n d o z a , c o n s e j e r o d e I n d i a s , por su
CAP. XXXI1Í.—ART. n i . 15S

parte; y por la del fiscal, licenciado Isunza,


oidor de V a l l a d o l i d ; quienes declararon, en
23 de f e b r e r o de 1560, por justas, razona-
bles y b i e n p r o b a d a s las causas : e l fiscal C a -
mino a p e l ó á Roma, pero no s i g u i ó su ape-
lación, y fué declarada por desierta en aquella
capital. ¿Cómo habia de hacer transportar
& R o m a el I n q u i s i d o r g e n e r a l u n proceso que
si se i m p r i m i e s e p o r a l g ú n s o b e r a n o i l u s t r a d o ,
seria e l o p r o b i o e t e r n o de Yaldés y de o t r o s
muchos hipócritas que después ascendieron
á las m a s altas dignidades eclesiásticas? Se
llevó d e s p u é s , pero y a no era Yaldés inqui-
s i d o r g e n e r a l , y se h i c i e r o n m i l t r a m o y a s e n
él antes de l l e v a r s e .
6. L a h a b i t a c i ó n s e ñ a l a d a para el arzobispo
no e r a c ó m o d a , v e n t i l a d a , n i a l e g r e ; p o r q u e ,
si b i e n l a casa e r a g r a n d e , se l e d e s i g n a r o n
las piezas m a s d i s t a n t e s de t o d a c o m u n i c a c i ó n :
basta d e c i r q u e , d i a 2 1 de s e t i e m b r e de 1 5 6 1 ,
hubo en Valladolid un incendio tan formi-
dable, que d u r ó dia y m e d i o , y abrasó mas
de c u a t r o c i e n t a s casas d e l b a r r i o p r ó x i m o , y
no solo n o escuchó el arzobispo los a l h a r i -
dos, gritos y s o l l o z o s de s u c e s o t a n lamen-
table, sino que lo i g n o r ó totalmente, hasta
que se l o c o n t a r o n en R o m a , mucho tiempo
d e s p u é s de r e s i d i r e n a q u e l l a c i u d a d . S e q u e j ó ,
154 niSTOlUA DE L A I N Q T J í S I C l O K ,

c o m o era r e g u l a r , l u e g o q u e s a l i ó de los p r i -
meros c u i d a d o s de alegar las causas de re-
c u s a c i ó n ; pero sucedió lo que s o l í a e n uu
tribunal cuyas injusticias oculta el secreto
misterioso de sus p r o c e d i m i e n t o s . E l fiscal
presentó, e n 13 de o c t u b r e , i n f o r m a c i ó n de
ser g r a n d e , sana y c ó m o d a l a c a s a : esto era
fácil d e probar sin fraude; pero i n c l u y ó en
la generalidad la h a b i t a c i ó n del arzobispo.
Martin de Santacara, médico, y Diego Gó-
mez, boticario, d e c l a r a r o n á g u s t o d e l Santo
Oficio con las amfibologías de ser l a casa
u n a de l a s m e j o r e s de Y a l l a d o l i d , y haber es-
tado allí hospedado el cardenal de Loaisa,
inquisidor general y arzobispo de Toledo,
como s i esto d i s o l v i e r a la d i f i c u l t a d , cuando
la queja consistía en t e n e r solas dos piezas
para el a r z o b i s p o , su c o m p a ñ e r o religioso,
y su p a g e , sin ventanas á la calle ni al campo.
A s í es q u e p o r falta de v e n t i l a c i ó n y de ejer-
cicio, enfermó de c a l e n t u r a s t e r c i a n a s , que
le m o r t i f i c a r o n y debilitaron notablemente,
aunque n o p o r eso l o s i n q u i s i d o r e s le conce-
d i e s e n m a s a m p l i t u d . T a l e r a e l m i e d o de que
h i c i e r a saber a l P a p a y a l R e y l a v e r d a d . Para
c o n este ú l t i m o n a d a h u b i e r a r e m e d i a d o , por-
que ya D. Fernando Valdés, en conversa-
ciones p a r t i c u l a r e s , y con algunos estrados
CAP. XXXIII. ART, i r a 155
de las causas d e l a u t o de fe de 8 de octu-
¡ire , h a b l a h e c h o á F e l i p e 11 c r e e r q u e C a r -
ranza era v e r d a d e r o hereje , y que h a b í a sido
disimulo c u a n t o h a b l a h e c h o c o n t r a l o s s e c t a -
rios de I n g l a t e r r a y Flándes.
7, Aunque el I n q u i s i d o r general habla
sostenido contra el arzobispo de T o l e d o el
e m p e ñ o de h a l l a r s e a u t o r i z a d o p a r a d e l e g a r ,
varios c o n s e j e r o s ; y p a r t i c u l a r m e n t e B a c a de
Castro, v o t a r o n lo contrario; por lo cual
Valdcs c o n s i d e r ó c o n v e n i e n t e a c u d i r a l P a p a .
Por m u e r t e de P a u l o I V le s u c e d i ó P i ó I V ,
en 2 5 de d i c i e m b r e de 1 5 5 9 ; y libró e n 23
de f e b r e r o de 1 5 6 0 , confirmando á Valdés
las f a c u l t a d e s dadas p o r su a n t e c e s o r en 7
de enero d e l a ñ o p r e c e d e n t e , c o n las de s u b -
delegar e n p e r s o n a s de su c o n f i a n z a , cons-
tituidas en d i g n i d a d e c l e s i á s t i c a , l o n e c e s a r i o
para f o r m a r el p r o c e s o d e l a r z o b i s p o de T o -
ledo. P e r o este b r e v e no p u d o surtir electo,
por la s e n t e n c i a de l o s j u e c e s a r b i t r o s , que
con a q u e l l a m i s m a f e c h a d e c l a r a r o n justas y
suficientes las causas de recusación; por lo
cual S u Santidad e s p i d i ó , en 5 de mayo
de 1560 , d i s t i n t o b r e v e , dando por válido
lo actuado en cuanto fuese conforme á de-
recho, autorizando al rey F e l i p e 11 p a r a ele -
Bir en n o m b r e de S u B e a t i t u d l o s j u e c e s q u e
456 HISTORIA DE LA INQUISICION,

considerase o p o r t u n o s , y dando á los tales


p o d e r p a r a p r o s e g u i r e l p r o c e s o hasta el es-
l a d o de s e n t e n c i a p o r e l t é r m i n o de dos años,
c o n t a d o s desde 7 de e n e r o de 1 5 6 1 , en que
a c a b a r i a n los dos concedidos por P a u l o IV,
ano de 1 5 5 9 . E n M a d r i d se q u i s o i n t e r p r e t a r el
b r e v e c o n t a n g r a n d e a m p l i t u d , q u e se supo-
n í a n c o n c e d i d a s facultades p a r a s e n t e n c i a r la
causa; y noticioso el P a p a , d i r i g i ó e n 3 de
julio cuarto breve declarando lo contrario,
y mandando que se le r e m i t i e r a e l proceso
sustanciado, pero sin sentenciar, dentro del
término prescrito.
8, F e l i p e I I u s ó de las f a c u l t a d e s d e l Papa
n o m b r a n d o p o r j u e z , c o n p o d e r e s para sub-
d e l e g a r , á 1). G a s p a r de Z u ñ i g a , y Avella-
n e d a , a r z o b i s p o de S a n t i a g o , l o que fué agra-
d a b l e á C a r r a n z a , p o r e l b u e n c o n c e p t o que
l e h a b i a m o v i d o á p r o p o n e r l o , e n 1 5 5 7 , para
a r z o b i s p o de Toledo ; y c o n efecto esperi-
mentó alivio en la mutación de guardas y
otras cosas. Pero Zuñiga subdelegó en los
c o n s e j e r o s Y a l t o d a n o y S i m a n c a s , q u e habían
comenzado á formar el proceso. Carranza
pensó recusarlos por haber votado su pri-
s i ó n : ^upo haber d i c h o e l P i e y q u e s i eso era
causa, no p o d í a ser j u e z en n i n g u n a parte
q u i e n p r e n d i e s e a l r e o , y l a n o l i c i a b a s t ó para
CAP. x x x i n . ' — A R T . m . 157
i que no l o s r e c u s a r a e l a r z o b i s p o d e T o l e d o .
9, H o y está reconocida como principio ju-
rídico e n casi todas las n a c i o n e s civilizadas la
recusación proyectada p o r C a r r a n z a , en cuya
consecuencia se h a n e s t a b l e c i d o l o s jurados;
pues e f e c t i v a m e n t e a c r e d í t a l a e s p e r i e n c i a q u e
el juez q u e f o r m a l a s u m a r i a y prende al
^ procesado d a t e s t i m o n i o de reputarlo casi
ciertamente r e o , se a p a s i o n a p o r e l p r o c e s o
propio, y no advierte c o n facilidad los errores
y tal vez nulidades en que hayan i n c u r r i d o él
ó sus s u b a l t e r n o s . E s verdad que los subde-
legados de Z u ñ i g a n o h a b i a n de s e n t e n c i a r ;
pero debían preparar los m é r i t o s para la
s e n t e n c i a , y e n eso estaba el p e l i g r o ; porque
(como d e c í a el venerable D . J u a n de Pala-
fox) : « P a r a hacer u n proceso ageno de l o
sucedido, aunque sea b u e n a la intención,
no es m e n e s t e r m a s q u e u n poquito de e n o j o
J en el q u e p r e g u n t a , u n poquito d e deseo de
probar l o q u e se i n t e n t a e n el q u e e s c r i b e f
y otro poquito de m i e d o e n e l q u e t e s t i f i c a ;
y con estos t r e s poquitos sale d e s p u é s una
monstruosidad y h o r r e n d a c a l u m n i a (1). »

(i) Notas á las cartas i j de sania Teresa en l a i


obras esta Santa.
i4
158 HISTORIA DE LA INQUISICION ,

10. C o m e n z a d o e l c u r s o de l a c a u s a , des-
p u é s de m a s de dos a ñ o s de p r i s i ó n d e l arzo-
b i s p o , se p e r m i t i ó á e s t e , p o r o r d e n espresa
d e l R e y , t e n e r c u a t r o a b o g a d o s defensores de
su gusto, q u e f u e r o n ; M a r t i n de Á l p i z c n e t a ,
mas conocido y famoso c o n e l r e n o m b r e del
doctor Navarro; d o c t o r A l o n s o D e l g a d o , ante-
c e s o r m i ó e n l a d i g n i d a d de maestrescuelas,
y c a n ó n i g o de T o l e d o , d e s p u é s o b i s p o de As-
t o r g a ; doctor S a n t a n d e r , a r c e d i a n o de V a l l a -
d o l i d , e x - a u d i t o r de l a c b a n c i l l e r í a ; y doctor
Morales, abogado e n e l l a ; de l o s c u a l e s los
dos p r i m e r o s e s t a b a n a u t o r i z a d o s p a r a hablar
c o n e l a r z o b i s p o : p e r o estos j u r i s c o n s u l t o s no
•vieron el proceso, ni pudieron por consi-
guiente hacer demostración de l a falta de
pruebas en l o s a r t í c u l o s de c a r g o p r o v e n i e n -
tes de las d e c l a r a c i o n e s de t e s t i g o s , b i e n que
las r e s p u e s t a s d e l a r z o b i s p o f u e r o n s o l u c i o n e s
concluyentes.
11. S e c o n f i a r o n las o b r a s n o calificadas f
a u n p a r t e de las otras q u e l o e s t a b a n á fray
D i e g o C h a v e s , r e l i g i o s o d o m i n i c a n o , confesor
del p r í n c i p e D . C a r l o s , y d e s p u é s del R e y ;
fray-Juan de I b a r r a , franciscano; fray R o -
d r i g o de V a d i l l o , m o n g e b e n e d i c t i n o , d e s p u é s
o b i s p o de C e f a l o n i a ; y f r a y J u a n de A z o l o r a s ,
monge g e r o n i m i a n o . q u e d e s p u é s fué obispo
CAS. XXXIII.—ART. IV. 159
¿e C a n a r i a s ; los c u a l e s c a l i f i c a r o n d e h e r é t i -
cas a l g u n a s p r o p o s i c i o n e s de obras que no
eran d e l a r z o b i s p o , a u n q u e se h a l l a s e n c o n
las s u y a s , s e g ú n q u e d a d i c h o ; y o t r a s d e p r ó -
ximas á h e r e j í a , capaces de p r o d u c i r l a ; y a l
autor de s o s p e c h o s o c o n s o s p e c h a v e h e m e n t e .
Para e n t o n c e s y a se h a b í a n p u b l i c a d o l o s e d i c -
tos d e l I n q u i s i d o r g e n e r a l , c o n d e n a n d o e l C a -
tecismo y l a Esposicion de la epístola canónica de
san Juan.

ARTÍCULO IV.

Conducta de los padres del Concilio de Trento^


relativa al arzobispo y su proceso.

1. C o n v o c a d o por tercera vez el C o n c i l i o


tridentíno, receló Valdés q u e se t r a t a s e d e l
asunto, y p e r s u a d i ó al R e y que importaba
mucho á las r e g a l í a s de S u M a j e s t a d no p e r -
mitir que se tomase allí c o n o c i m i e n t o ; en
consecuencia d é l o c u a l , habiendo nombrado
por e m b a j a d o r á D, Claudio Fernandez de
Q u i ñ o n e s , c o n d e de L u n a , y dádole instruc-
ciones e n 2 0 d e o c t u b r e de 1 5 6 2 , l e p u s o e n
ellas u n c a p í t u l o d i c i é n d o l e hallarse informa-
do de h a b e r s e p r o p u e s t o e n l a s e g u n d a s e s i ó n
Í 60 HISTORIA DE LA ISQtJISIClON ?
q u e se f o r m a s e í n d i c e g e n e r a l de l o s libros
q u e se d e b i a n a p r o b a r ó p r o b i b i r de l o s c o m -
p r e n d i d o s e n e l í n d i c e de P a u l o IV (contra
e l c u a l h a b i a m u c h a s q u e j a s ) , p a r a q u e se juz-
gase p o r l a r e s o l u c i ó n d e l C o n c i l i o y no por
las de otras p a r t e s , l o c u a l n o d e b i a p e r m i t i r -
se p o r E s p a ñ a q u e t e n i a í n d i c e y reglas p a r t i -
culares , pudiendo suceder lo mismo á los
o t r o s r e i n o s c r i s t i a n o s ; p u e s h a y l i b r o s que
a u n q u e n o sean p e r n i c i o s o s p a r a u n p a i s , lo
son para otro p o r circunstancias concurrentes;
en c o n s e c u e n c i a , le encargaba S u Majestad
estar á l a v i s t a y o p o n e r s e c o n t o d o vigor á
semejante r e s o l u c i ó n , pues no c o n v i e n e admi-
tir en E s p a ñ a c o m o aprobados l o s l i b r o s que
y a e s t é n p r o h i b i d o s ; a d e m á s d e q u e algunos
sospechaban q u e e l p r o y e c t o c o n t e n i a ideas
p a r t i c u l a r e s , p o r l o q u e y a se h a b i a e n c a r g a - .
d o a l e m b a j a d o r r e s i d e n t e e n R o m a y a l mar-
q u é s de P e s c a r a p r o c u r a s e n que e l P a p a las
c o r t a r a e n t i e m p o , p u e s p o d i a p r a c t i c a r s e con
disimulo.

2. E s t e c a p í t u l o d e i n s t r u c c i ó n p a r a e l em-
b a j a d o r i n d i c a b a b a s t a n t e q u e se r e c e l a b a m u -
c h o e n M a d r i d a p r o b a s e n e n T r e n t o e l Catecis-
mo de C a r r a n z a y s u Esposicion de la epistoía
canónica de san J u a n , p r o h i b i d o s e n E s p a ñ a
s i n o i r defensas d e l a u t o r , c u y a c a u s a t a m p 0 -
CAP. XXXIII.—ART. IT. 161
co fué o l v i d a d a en e l C o n c i l i o ; pues desazo-
nados los p a d r e s c o n s u d u r a c i ó n e n p o d e r de
los i n q u i s i d o r e s e s p a ñ o l e s , r e c l a m a r o n mu-
has v e c e s a l P a p a c o n t r a e l l o s y c o n t r a e l
Rey; y l l e g a r o n al estremo de n o q u e r e r a b r i t
las cartas d i r i g i d a s p o r S u M a j e s t a d a l C o n c i -
l i o , d i c i e n d o q u e n o l e h a r i a n caso mientras
no d i e r a s a t i s f a c c i ó n de este a g r a v i o á l a d i g -
nidad e p i s c o p a l . D e s p u é s de m u c h a s d i l i g e n -
cias h e c h a s c o n los c a r d e n a l e s l e g a d o s , e s p u -
sieron que no p a s a r í a n adelante en sesiones
ni e n c o n g r e g a c i o n e s si S u S a n t i d a d no m a n -
daba l l e v a r á R o m a e l p r o c e s o y l a p e r s o n a
del a r z o b i s p o de T o l e d o , p o r q u e la injuria
h e c h a á este t r a s c e n d í a á t o d o s . E l P a p a ( q u e
pocos d i a s antes h a b l a p r o r o g a d o e l t é r m i n o
que s i n esto h u b i e r a e s p i r a d o e n 7 de enero
de 1 5 6 3 ) r e s p o n d i ó q u e e s c r i b i r l a i n m e d i a t a -
mente á Felipe II dispusiera que proceso y
persona f u e s e n r e m i t i d o s e n a b r i l ; y c o n efec-
to, para manifestar mas eficacia, e n v i ó la car-
ta c o n m o n s e ñ o r O d e s c a l c h i , n u n c i o estraor-
dinario.
8. F e l i p e I I r e s p o n d i ó e n 1 5 de a b r i l , c o n
un v i g o r p o c o a c o s t u m b r a d o , d i c i e n d o q u e e s -
trañaba m u c h o que los padres del Concilio
prefiriesen l o s a s u n t o s de i n t e r é s p a r t i c u l a r á
los g e n e r a l e s de l a r e l i g i ó n ; q u e lo m a n d a d o
162 nisToau DE HA INQUISICIÓN,
en el b r e v e presentado p o r el N u n c i o era con-
t r a r i o á l o s d e r e c h o s de su s o b e r a n í a y al ho-
n o r de su p e r s o n a ; p o r l o c u a l e s p e r a b a que
S u S a n t i d a d se c o n f o r m a r i a e n q u e no p u b l i -
case d i c h o b r e v e , y c o n t i n u a r a e n z e l a r l a fina-
lización del proceso , cuyo cuidado merecía
sus a t e n c i o n e s . E l P a p a t e m i ó a u m e n t a r dis-
g u s t o s a l R e y de E s p a ñ a , q u e y a estaba de mal
h u m o r p o r l o s a c a e c i m i e n t o s s o b r e preferen-
c i a de su e m b a j a d o r a l de F r a n c i a , y conce-
dió á Felipe la p r ó r o g a q u e q u i s o , encargan-
d o al c a r d e n a l l e g a d o , p r e s i d e n t e del Conci-.
l i o , t r a n q u i l i z a r á los padres c o n l a promesa
de h a c e r l l e v a r á R o m a p r o c e s o y p e r s o n a cuan-
do a q u e l e s t u v i e s e f e n e c i d o ; y d á n d o l e s satis-
f a c c i ó n de que n o l o h a c i a e n e l m o m e n t o por
l o m u c h o que i m p o r t a b a p a r a b i e n de l a iglesia
y d e l C o n c i l i o t e n e r g r a t o a l m o n a r c a de tan-
tos d o m i n i o s .
4* Entretanto P i ó I V edcargaba en e l bre-
v e de p r o r o g a c i o n p r o c e d e r c o n e l arzobispo
de T o l e d o m a s b e n i g n a m e n t e q u e hasta enton-
ces : D . G a s p a r de Z u ñ i g a c o n s u l t ó á S u S a n t i -
d a d sobre l a i n t e l i g e n c i a de esta c l á u s u l a ; y el
P a p a r e s p o n d i ó en 8 de s e t i e m b r e que dcbia
e n t e n d e r s e s i n p e r j u i c i o de l a p r o s e c u c i ó n del
proceso.
5. L o s padres d e l C o n c i l i o se t r a n q u i l i z a -
CAP. XXXIII.—ART. IV. 16S
ron p o r e n t o n c e s e n este p u n t o ; p e r o luego
trataron de o t r o q u e n o i n c o m o d ó m e n o s a l R e y
de E s p a ñ a . L o s o b i s p o s y t e ó l o g o s encargados
del e x a m e n de l i b r o s calificaron el catecismo
de C a r r a n z a y t u v i e r o n s u d o c t r i n a p o r cató-
lica : l o m a n i f e s t a r o n a s í a l a r z o b i s p o de P r a -
ga, de B o h e m i a , p r e s i d e n t e de l a c o n g r e g a c i ó n
del I n d i c e ; y este l a c o n v o c ó e n 2 de j u n i o , á
la c u a l a s i s t i e r o n e l m i s m o a r z o b i s p o el p a -
triarca de V e n e c i a , e l a r z o b i s p o d e B r a g a de
P o r t u g a l , e l de L a u c i a n o , e l de P a l e r m o de
S i c i l i a , e l o b i s p o d e C h a l ó o s de F r a n c i a , e l de
Golumbria, e l de M ó d e n a , e l de T i c i a i a de
H u n g r í a , e l de N e v e r s y e l g e n e r a l de l o s f r a i -
les a g u s t i n i a n o s ; l o d o s l o s c u a l e s a p r o b a r o n e l
libro, y m a n d a r o n dar t e s t i m o n i o en favor d e l
a r z o b i s p o , p a r a q u e p u d i e r a p r e s e n t a r l o e n su
causa, c o m o c o n s t a de l a c a r t a q u e M u e l o C a -
lino e s c r i b i ó e n e l d i a i n m e d i a t o , y de l a d e l
nuncio Y i s c o n t i á san C á r l o s B o r r o m e o , a m -
bas i m p r e s a s p o r B a l u c i o ( 1 ) , a d e m á s de las
actas d e a q u e l l a r e s p e t a b l e a s a m b l e a . C o n e f e c -
to, e l s e c r e t a r i o d i ó t e s t i m o n i o a u t é n t i c o a q u e l
dia; y d e s p u é s e l P a p a m i s m o c o n c e d i ó , e n 2 5
del p r o p i o j u n i o , l i c e n c i a p a r a i m p r i m i r e l c a -

(i) Colee, de Monum.^ t, p. 227; l , l[. p, Sj/^


164 HISTORIA Dfi tA mQTJlSlCIOS,
t e c i s m o e n R o m a . D e b í a ser c o n f i r m a d o e l de-
c r e t o e n c o n g r e g a c i ó n g e n e r a l p a r a elevarse al
g r a d o de c o n c i l i a r ; y h a b i e n d o de ser e n 29 de
j u l i o , se p r o c u r ó i m p e d i r p o r m e d i o s v i o l e n -
tos.
6. N o t i c i o s o e l e m b a j a d o r de E s p a ñ a , re-
c l a m ó con vehemencia contra la resolucionjdi-
c i e n d o q u e , e s t a n d o e l c a t e c i s m o de C a r r a n -
za p r o h i b i d o p o r la I n q u i s i c i ó n de E s p a ñ a co-
mo comprensivo de p r o p o s i c i o n e s h e r é t i c a s ,
e r a i n s u l t o c o n t r a l a a u t o r i d a d d e l r e y Felipe
y de su r e a l C o n s e j o de l a S u p r e m a e l atrever-
se á d e c l a r a r e n t o n c e s p o r b u e n a y sana la doc-
t r i n a ; p o r l o q u e p i d i ó q u e se r e v o c a r a el de-
c r e t o . D . A n t o n i o de A g u s t í n , o b i s p o de L é -
r i d a ( d e s p u é s a r z o b i s p o de T a r r a g o n a ) , era
i n d i v i d u o de la c o n g r e g a c i ó n d e l Indice, y no
h a b l a estado e n l a s e s i ó n de 2 de j u n i o ; con
cuyo motivo , a d h i r i é n d o s e á l a s o l i c i t u d del
c o n d e de L u n a , i n t e n t ó f u n d a r l a en algunas ta-
zones ; p e r o j u n t a n d o su p a s i ó n p e r s o n a l c o n -
t r a el a r z o b i s p o de T o l e d o c o n el deseo de agra-
d a r a l M o n a r c a , c o m b a t i ó l a j u s t i c i a d e l acuer-
d o c o n p e t u l a n c i a , y se a t r e v i ó á d e c i r , entre
o t r a s c o s a s , que l a c o n g r e g a c i ó n a p r o b a b a he-
r e j í a s , p u e s las h a b i a e n e l c a t e c i s m o . E l ar-
z o b i s p o de P r a g a , p o r su h o n o r p r o p i o y e l d e
sus c o l e g a s , se q u e r e l l ó d e l o b i s p o de Léjdda
CAP. xxxm.—ARX. iv. 165
formalmente ante los legados del Papa en
nombre s u y o y de l o s d e m á s p r e l a d o s de l a
congregación, pidiendo satisfacción pública
de la i n j u r i a y p r o t e s t a n d o q u e d e l o c o n t r a -
rio n i n g u n o d e todos ellos asistirla j a m á s á
las c o n g r e g a c i o n e s . E l c a r d e n a l Morón inter-
puso su a u t o r i d a d e n esta i n c i d e n c i a d e s a g r a -
dable y p e l i g r o s a , y c o n s i g u i ó c o n c i l i a r i o s d o s
partidos , d e j a n d o c o n f i r m a d o e l d e c r e t o de l a
congregación favorable al catecismo ; pero
p r o h i b i e n d o d a r t e s t i m o n i o de s u t e n o r l i t e r a l ,
y encargando a l conde de L u n a p r o c u r a r r e -
coger d e l a g e n t e d e l a r z o b i s p o d e T o l e d o í a
copia y a e n t r e g a d a ; l o d o c o n t a l q u e e l o b i s -
po d e L é r i d a diese p l e n a y p ú b l i c a s a t i s f a c c i ó n
álos prelados ofendidos e n l a p r i m e r a c o n g r e -
g a c i ó n , y p a r t i c u l a r m e n t e a l a r z o b i s p o de P r a -
ga su p r e s i d e n t e . S e c o n f o r m a r o n e l o b i s p o y
el c o n d e , q u e á f u e r z a de r u e g o s , e m p e ñ o s y
promesas, o b t u v o d e l agente de C a r r a n z a e l
testimonio r e c i b i d o (1) ; p e r o p a r a entonces
babia r e m i t i d o á E s p a ñ a c o p i a a u t o r i z a d a .
7. D o n P e d r o G o n z á l e z de M e n d o z a , o b i s -
po de S a l a m a n c a , c o n c u r r e n t e al Concilio ,

^ f l ) Reinaldo , 'Anales eclesiásticos , años 1563, n.


»27- Fray PendoStopi, ñ.ut!m¿k'Qm. trírf.., r W *
8. n . 3a.
1^6 HISTORIA DE LA INQTJISIClOíi,

e s c r i b i ó u n l i b r o de n o t a s de las cosas particu-.


lares q u e a c a e c í a n e n é l ; y e n c u a n t o á nues-
t r o a s u n t o ( a d e m á s de c o n t a r esto m i s m o ) ,
a ñ a d i ó q u e e l o b i s p o d e L é r i d a y e l c o n d e de
L u n a p a r a p r o b a r l a u t i l i d a d d e l d e c r e t o ale-
g a r o n no h a b e r s e d a d o en d i a de c o n g r e g a c i ó n
n i l l a m á d o s e á los c o n g r e g a n t e s , y que insultó
el o b i s p o c o n g r a n d e a c a l o r a m i e n t o a l presi-
d e n t e ; p e r o que e s t e , n o c o n t e n t o c o n hacerle
v e r q u e no e r a h e r e j í a l o q u e se q u e r i a llamar
t a l , d e m o s t r ó haber s i d o e l 2 d e j u n i o , dia
m i é r c o l e s , en que e r a fija l a c o n g r e g a c i ó n o r -
d i n a r i a de c a d a s e m a n a , y e n l a h o r a de cos-
t u m b r e s i n a l t e r a r n a d a , p o r l o c u a l fué o l v i -
do ó falta d e l q u e n o a s i s t i ó s i n p o d e r s e i m p u -
tar á m a l i c i a e l t e n e r c o n g r e g a c i ó n (1).
E l rey Felipe I I se i n c o m o d ó sumamente,
c o m o e r a de p r e s u m i r , desde q u e su corazón
estaba m u d a d o ; p u e s e n l u g & r de alegrarse de
u n a c e n s u r a i m p a r c i a l , s o l o m i r ó e l asunto por
el aspecto que d e s a i r a b a los p r o c e d i m i e n t o s
d e l S a n t o O f i c i o de E s p a ñ a , lo c u a l n o podia
resistir.

( i ) Don Ramón Cabrera , de quien tengo ha-


blado , me comunicó y permitió copiar esta obra
y las cartas del Rey y del embajador , cuyos origi-
nales están en los archivos de Alva y Allamira.
CAP. XXXIII.'—A1VT. IV. 167

8. N o t i c i o s o de l a d e c l a r a c i ó n d e l d i a 2 de
junio, e s c r i b i ó a l c o n d e de L u n a e n 2 de a g o s -
to q u e j á n d o s e a m a r g a m e n t e , encargando re-
presentar a l P a p a y a l C o n c i l i o h a b e r s i d o u n a
intriga m a n e j a d a por fines particulares con
ofensa d e l P a p a y d e l R e y , y h a c e r á los a u t o -
res e n t e n d e r q u e n o p o r eso n i por la d i v u l -
gación d e l d e c r e t o t e n i a n q u e e s p e r a r lo que
se h a n p r o p u e s t o , p u e s n o l o p e r m i t i r á S u M a -
jestad, e s p e c i a l m e n t e si p o r c o n s e c u e n c i a p e n -
sasen p e d i r l a p e r s o n a y e l p r o c e s o d e l a r z o b i s -
po p a r a e l C o n c i l i o , p u e s : « E s t e es e l punto
( d i c e ) de m a y o r i m p o r t a n c i a y s u s t a n c i a q u e
ahí se n o s p o d i a o f r e c e r ; y c o m o t a l l o e s t i -
m a m o s , y c o m o t a l lo h a b é i s v o s de tratar.»
9. E l c o n d e de L u n a e s c r i b i ó a l R e y e n 26
de o c t u b r e , d á n d o l e p a r t e de cuanto habia
practicado y sus r e s u l t a s . C u e n t a e l s u c e s o de
manera q u e n o se i m p u t a s e á o m i s i ó n s u y a l a
falta de n o t i c i a s a n t i c i p a d a s de q u e se h u b i e s e
de r e s o l v e r e l p u n t o d e l c a t e c i s m o e n 2 de j u -
nio : que d e s d e q u e r e c i b i ó l a i n s t r u c c i ó n de
SO de o c t u b r e de 1 5 6 2 n o h a b i a cesado de h a -
cer d i l i g e n c i a s p a r a e s t i n g u i r l a congregación
del I n d i c e , ó p o r l o m e n o s l a t r a s c e n d e n c i a de
sus r e s o l u c i o n e s á l i b r o s de E s p a ñ a ; q u e los
cardenales l e g a d o s l e r e s p o n d i e r o n ser impo-
sible l a e s t i n c i o n p o r ser o b r a d e l C o n c i l i o y
168 HISTORIA DE ÜA INQUISICION,
no del P a p a , mediante l o c u a l t o d a solicitud
d e b i a dirigirse al S í n o d o g e n e r a l , c u y a s re-
sultas n o se p r e y i e r o n f a v o r a b l e s , y que lo
único compatible con decretos existentes era
e n c a r g a r que l a c o n g r e g a c i ó n n o esc.edierade
sus p o d e r e s .
10. Q u e e l o b i s p o de L é r i d a , i n d i v i d u o de
l a c o n g r e g a c i ó n d e l I n d i c e , se b a b i a encarga-
do de p r o c u r a r esto m i s m o en las dos sesiones
q u e c e l e b r a b a p o r s e m a n a ; p u e s a u n q u e la co.
m i s i ó n s o l o e r a p a r a e x a m i n a r l o s l i b r o s con-
t e n i d o s e n e l í n d i c e de P a u l o I V , l a congrega-
c i ó n b a b i a o b t e n i d o d e l p a p a P i ó u n b r e v e par-
t i c u l a r p a r a i g u a l e x a m e n de o t r o s cualesquie-
r a l i b r o s p r o h i b i d o s e n los d e m á s í n d i c e s de la
c r i s t i a n d a d ; q u e l a m a t e r i a d e l catecismo de
C a r r a n z a se babia manejado s i n n o t i c i a del
o b i s p o de L é r i d a , y a u n s i n l a d e l d o c t o r Pe-
dro Z u m e l , canónigo de M á l a g a , apoderado
d e l a r z o b i s p o de S e v i l l a y d e l o b i s p o de Málaga
p a r a e l C o n c i l i o , y c o m i s i o n a d o de l a Inquisi-
c i ó n para todos los asuntos en que versara su
i n t e r é s ; p o r l o c u a l d i c h o o b i s p o de L é r i d a y
e l de l a C a b a , D . J u a n T o m o s de S a n Felices,
r e c l a m a r o n d e l d e c r e t o p i d i e n d o se declarase
n u l o ; y e l c o n d e b a b i a e s c r i t o a l i n s t a n t e al du-
q u e de S e s a y a l l i c e n c i a d o G u z m a n , residente
e n R o m a , q u e r e p r e s e n t a s e a l P a p a q u e sol»
CAP. xxxin.-—ART. v. 169

quedó l u g a r p a r a dar l a q u e j a e n s í n o d o p l e n o :
pero no se h i z o , d e s p u é s de b i e n meditado,
porque se r e c e l a r o n m a y o r e s inconvenientes
(1); que a l g u n o h a b i a q u e r i d o p e r s u a d i r cul-
pa de p r e l a d o s e s p a ñ o l e s e n este punto, pero
que n o e x i s t i a , p r o v i n i e n d o t o d o de notarse
que el c a r d e n a l de L o r e n a p r e s t a b a f a v o r a l a r -
zobispo de T o l e d o a n t e e l P a p a , c o m o t a m b i é n
el a r z o b i s p o de B r a g a , e l o b i s p o de M ó d e n a , y
otros.

ARTICULO V.

Empeño de Felipe I I y de la Inquisición pa-


ra que no vayan á Roma el arzobispo ni sa
proceso.

1. Estas noticias bastan y sobran para c o -


nocer q u e c u a n t o p a s a b a e n E s p a ñ a e r a i n t r i g a ;
pues los estranjeros i m p a r c i a l e s no hallaban
herejías n i p r o p o s i c i o n e s capaces d e p r o d u c i r -

(i) Esta cláusula demuestra que averiguó el con-


de cual seria la resolución sinódica en favor del ca"
tecismo, en cuyo caso quedaba infamado el Santo
Oficio de España,

i5
170 HISTORIA. D E LA. i N Q U I S I C I O N ,

l a s : p e r o si l o s p a d r e s d e l C o n c i l i o v e n c i e r o n en
é s o , f u e r o n v e n c i d o s e n c u a n t o á l a r e m e s a del
p r o c e s o y de l a p e r s o n a de C a r r a n z a . Cuando
e l C o n c i l i o estaba y a d i s u e l t o y el Inquisidor
g e n e r a l v i ó q u e s o l o h a b i a l u c h a c o n e l Papa
c r e y ó que la p r o t e c c i ó n d e l R e y conseguirla
c o m i s i ó n p a r a t e r m i n a r e n E s p a ñ a e l negocio.
2. C o n esta i d e a h i z o q u e e l Consejo de
I n q u i s i c i ó n l e p r o p u s i e r a l a s o l i c i t u d , espresan-
do q u e S u M a j e s t a d p o d r í a d e c i r al P a p a cuan
ú t i l s e r i a p a r a l a s a n t a r e l i g i ó n c a t ó l i c a dar en
E s p a ñ a u n e j e m p l a r de caso t a n calificado, para
que t e m b l a s e n t o d o s los e s p a ñ o l e s c u y o s cora-
z o n e s e s t u v i e s e n c o n t a g i a d o s c o n e l veneno de
l a h e r e j í a l u t e r a n a ; q u e e l r e y de E s p a ñ a me-
r e c í a esta g r a c i a p o r ser e l ú n i c o de l a cristian-
dad d e d i c a d o c o n a r d o r á l a e s t i r p a c i o n de las
h e r e j í a s ; q u e se c o n f o r m a b a c o n los cánones
a n t i g u o s e l dar comisión para s e n t e n c i a r las
causas c r i m i n a l e s d o n d e se c o m e t í a n los deli-
t o s ; q u e si e l p r o c e s o e r a l l e v a d o á R o m a , se
p u b l i c a r í a n los n o m b r e s d e t e s t i g o s , e n lo cual
h a b í a g r a v í s i m o s i n c o n v e n i e n t e s ; q u e si no lo
t r a d u c í a n a l i d i o m a l a t i n o ó i t a l i a n o , n o lo en-
t e n d e r í a n , y eso a l a r g a r í a mucho l a causa; y
a d e m á s n o se c o m p r e n d e r í a l a f u e r z a de las es-
p r e s i o n e s de los t e s t i g o s , p o r q u e s o l a m e n t e los
e s p a ñ o l e s p u e d e n c o n o c e r l a ; f u e r a de que tam-
CAP. XXXIÍI.—ART. V. 171

bien c a b í a n fraudes e n l a t r a d u c c i ó n : q u e e l fis-


cal del S a n t o O f i c i o de E s p a ñ a , p a r t e a c t i v a y
querellante, t e n d r í a n e c e s i d a d de pasar á R o -
ma c o n e l d e s c o n s u e l o de n o ser b i e n o i d o n i
aun r e c i b i d o , p o r q u e h a y a l l í p e r s o n a s e l e v a -
disimas m u y a p a s i o n a d a s del arzobispo: que
los delitos de q u e este h a s i d o a c u s a d o son an-
teriores á l a d i g n i d a d e p i s c o p a l : q u e su p e r s o -
na no debe ser j a m á s s a c a d a de l a E s p a ñ a p o r
mas q u e l a p i d a n , y e l p r o c e s o sin ella seria
mal d e t e r m i n a d o en R o m a ; por lo cual c o n -
yendria q u e el S u m o P o n t í f i c e a u t o r í z a s e a l a s
personas de s u a g r a d o ó d e l de S u M a j e s t a d ,
para q u e de a c u e r d o c o n e l C o n s e j o de I n q u i -
sición de E s p a ñ a s e n t e n c i a s e n l a c a u s a .
3. E l doctor Martin de A l p i z c u e t a p o r e l
contrario r e p r e s e n t ó c o m o d e f e n s o r del arzo-
bispo, esponiendo al R e y una multitud de
agravios q u e se le h a c i a n s u f r i r , y p i d i e n d o
que S u M a j e s t a d se s i r v i e s e m a n d a r q u e i n -
mediatamente fuesen r e m i t i d o s á R o m a los
autos c o n l a p e r s o n a . H a y algunas cláusulas
notables , c o m o e s t a : « E l a r z o b i s p o s u p l i c a sea
servido Y . M - a p o r d a r s e q u e s i e n d o é l a v i s a d o
por c a r d e n a l e s , y o t r o s m u c h o s de R o m a y
de E s p a ñ a , de estas t r i b u l a c i o n e s q u e se l e
" r d i a n , y p u d i e n d o f á c i l m e n t e l i b r a r s e de ellas
Por v i a d e l P a p a , no l o h i z o p o r h a b e r l e m a n -
172 HISTORIA DE L X INQUISICION ,
d a d o V . M . e n su c a r t a r e a l q u e no ocurriese
á o t r o y fiase de s u r e a l a m p a r o : y ahora
l o q u e h a p a s a d o y p a s a , l e p a r e c e q u e puede
d e c i r ( c o m o n u e s t r o s e ñ o r J e s u c r i s t o , a l cabo
de s u p r o c e s o , d i j o á s u P a d r e e t e r n o desde
l a c r u z e n q u e p a d e c i a ) : Dios m i ó . Dios meo
¿porqué me habéis desamparado ? •» C o n t a n d o sus
a g r a v i o s c o m i e n z a p o r e l de l a p r i s i ó n sin
p r u e b a s ; p u e s s i se t r a t a de p r o p o s i c i o n e s pro-
nunciadas, c u a l q u i e r a i m p a r c i a l v e r á que no
e s t a b a p r o b a d a n i n g u n a h e r é t i c a ; y si del ca-
t e c i s m o , b a s t a d e c i r q u e e l C o n c i l i o lo habria
e x a m i n a d o y a p r o b a d o d e s p u é s de p r o h i b i d o ^
que l o l e í a n en todas las n a c i o n e s cristianas
c o m o b u e n o y p r o v e c h o s o , m e n o s en E s p a ñ a ,
donde v i v e n sus é m u l o s .
¿l. D i c e q u e se l e h a n d a d o p o r jueces unos
hombres sospechosos, h e c h u r a s de su ene-
m i g o , c o l i g a d o s c o n é l ; y n o l o s h a recusado
p o r evitar disgustos á S. M .
5. Q u e h a q u e r i d o v a r i a s veces hacer re-
c u r s o a l P a p a y á S u M a j e s t a d , e s p o n i e n d o lo
q u e p a s a b a e n s e c r e t o , y n o se l o h a n permi-
t i d o a b u s a n d o de l a r e c l u s i ó n .
G. Q u e h a n d i v i d i d o s u a c u s a c i ó n e n quin-
ce ó v e i n t e p a r t e s , d u p l i c a n d o y m u l t i p l i c a n d o
unos m i s m o s cargos , para aparentar mayor
gravedad en mas de cuatrocientos artículos,
CAP. XXXHI.—ART. V. 173
cuando t o d o e l p r o c e s o p o d í a y d e b í a estar r e -
ducido á m e n o s de t r e i n t a .
7. Q u e le han puesto cargo de proposi-
ciones c o m o h e r é t i c a s , siendo completamente
calólicas.
8. Q u e le haa a c u m u l a d o acusaciones s u -
cesivas, u n a s tras o t r a s , p a r a v e r s i a t u r d í a n
al a r z o b i s p o , y de sus resultas i n c u r r í a en
contradicciones.
9. Q u e le c o m u n i c a b a los traslados al es-
pirarlos t é r m i n o s para que el m i s m o arzobispo
prolongase s u prisión propia pidiendo p r ó r o -
ga, ó r e s p o n d i e s e de p r i s a s i n m e d i t a r .
10. Q u e le han imputado obras no suyas,
y las h a n d a d o á calificar c o m o si lo fuesen,
asi c o m o a l g u n o s p a p e l e s i n d i g n í s i m o s de c a -
lificación ; y los t e ó l o g o s han empleado en
esto t a n t o t i e m p o , q u e y a c o m e n z a b a á f a l t a r
la p a c i e n c i a p a r a s u f r i r d i l a c i o n e s t a n injustas
como i n ú t i l e s .
11. Q u e p o r lo m i s m o solo espera i m p a r -
cialidad s i s u p e r s o n a y proceso van á R o m a .
12. Q u e c o n t i n u a m e n t e se l l e v a b a n a l l á las
causas b e n e f i c í a l e s y otras m u c h a s , y n o se
interpretaba d e s h o n o r de l o s a r z o b i s p o s y o b i s -
pos; p o r l o q u e t a m p o c o se p o d í a r e p u t a r d e -
l i r e d e l S a n t o O f i c i o e n este c a s o .
13. Q u e no crea S u Majestad á los l i s o n -
17A HISTORIA DE LA INQUISICION,

jeros; pues p o r mas que le d i g a n , es cierti-


simo que y a se m u r m u r a e n t o d a E s p a ñ a el
m o d o c o n q u e se t r a t a n l a p e r s o n a y l a causa
d e l arzobispo p r i m a d o , y la murmuraciones
m a y o r fuera del r e i n o .
14. Q u e n o p u e d e p a r e c e r b i e n á nadie la
presunción de d a r m a s v a l o r a l d i c t a m e n do
l o s j u e c e s y t e ó l o g o s d e l p r o c e s o que al Con-
c i l i o t r i d e n t i n o ; c u y a t e m e r i d a d se acerca m u -
c h o á l a h e r e j í a l u t e r a n a , c u y o s profesores son
objetos de su r i g o r .
15. Q u e l a p a r c i a l i d a d de l o s jueces se hizo
notoria cuando llegó á España l a noticia de
haber sido declarado p o r b u e n o el catecismo
e n e l C o n c i l i o ; p u e s en l u g a r de alegrarse de
q u e u n l i b r o e s p a ñ o l no t u v i e r a h e r e j í a s , m a -
n i f e s t a r o n s i n d i s i m u l o g r a n d e pesar ; lo que
supone v i c i o e n l a v o l u n t a d de j u e z , pues el
i m p a r c i a l se a l e g r a c u a n d o sus presos resultan
inocentes: p e r o e s t o s , l e j o s de eso, h a n ocul-
t a d o al a r z o b i s p o a q u e l l a r e s o l u c i ó n , de ma-
nera que h o y m i s m o l o i g n o r a , p o r l a via del
proceso: « Y t a n t o les p e s ó ( p r o s i g u e ) , qüe
u n o de l o s j u e c e s h a b l a n d o s o b r e e l l o , después
Tino c o n f i r m a d o , nos dijo á m i s dos com-
pañeros doctores y á mí muy enojado q"6
todo el C o n c i l i o no bastaba á defender Jos
conclusiones que e s t a b a n e n a q u e l libro; y
CAP. XXXIli. ART. V, 175

preguntdndole y o cuales e r a n , dijo la u n a , l a


cual y o le mostré luego que era católica:
«Y s i e l I n q u i s i d o r g e n e r a l fuera m i igual,
yo lo d e l a t a r í a t a l v e z ; p o r q u e t a n g r a n d e h e -
rejía es c r e e r por herética la proposición ca-
tólica, cuanto por católica la herética; y lo
que de c i e r t o es h e r e j í a , es e l s u p u e s t o de q u e
el C o n c i l i o p u e d a d e f e n d e r como doctrina ca-
tólica l a q u e sea herética.»
16. Q u e l o s l u t e r a n o s de las n a c i o n e s es~
tranjeras e s t á n á l a v i s t a de esta c a u s a ; y e n
sabiendo q u e el R e y tiene m a s c o n f i a n z a de
su t r i b u n a l de I n q u i s i c i ó n q u e d e l s u m o p o n t í -
fice, t o m a r á n o c a s i ó n p a r a c o n f i r m a r s e e n sus
opiniones contrarias á la fe d e l sumo ponti-
ficado;, y d i r á n q u e l a fe de S u M a j e s t a d es
solo a p a r e n t e y e s t e r i o r p o r i d e a s p a r t i c u l a r e s ;
pues si fuese v e r d a d e r a no d e s c o n f i a r l a de S u
Santidad.
17. Q u e se le h a m a n i f e s t a d o e n confesión
que l a i d e a v e r d a d e r a de las p e r s o n a s q u e m a -
nejan este n e g o c i o es no s e n t e n c i a r n u n c a l a
causa; porque creyendo (como manifiestan
creer) c u l p a d o a l a r z o b i s p o , t i e n e n p o r me-
nos m a l o d a r l u g a r á q u e m u e r a e n l a c á r c e l ,
que p o n e r á E s p a ñ a la nota de q u e su a r z o -
bispo p r i m a d o es hereje; lo cual es i n j u s t o
en sí m i s m o , y l l e v a c o n s i g o s e g u n d a i d e a m a s
176 niSÍORU 1A iNQtllSÍdoR ,

verdadera, y es c o m e r s e las r e n t a s d e l arzo-


b i s p a d o c o m o lo e s t á n h a c i e n d o , s i n que na-
d i e p i d a c u e n t a s ; f u e r a de q u e s e m e j a n t e pro-
y e c t o e q u i v a l e á v e r d a d e r a c o n d e n a c i ó n , pues
todos dirán que resulta hereje e l arzobispo,
y que p o r eso los jueces no s e n t e n c i a n la
c a u s a : y esto m i s m o c e d e r á e n d e s c r é d i t o del
R e y ; p o r q u e d i r á e l m u n d o q u e S u Majestad
disimula c o n los grandes h e r e j e s lo que no
q u i e r e d i s i m u l a r á l o s de m e n o s importancia.
18. « L o otro ( p r o s i g u e A l p i z c u e t a ) los
l e t r a d o s de este s a n t o v a r ó n t e n e m o s por bue-
nas las d i s c u l p a s q u e ha d a d o , y c o m o tales
las h e m o s firmado; y de m í d i g o que tengo
por c e r t í s i m o que en R o m a no solo le absol-
Yerán, sino que le h o n r a r á n mas que a p e r -
sona j a m á s h o n r a r o n ; y que de esto "Vues-
t r a M a j e s t a d t e n d r á g l o r i a e n t o d o el mundo,
y sabrán cuan b u e n a p e r s o n a e l i g i ó para tal
dignidad C o n c l u y o p u e s , c r i s t i a n í s i m o Rey
y señor, que los q u e a c o n s e j a n y procuran
que la causa sea s e n t e n c i a d a en E s p a ñ a p o -
d r á n tener buen zelo, p e r o n o b u e n parecer.
Por ende Vuestra Majestad debe seguir el
camino real, y q u i t a r l a c a u s a de manos de
apasionados, y confiarla á su d u e ñ o ; mostrar
q u e a m a l a j u s t i c i a c o n t r a g r a n d e s c o m o coQ"
t r a p e q u e ñ o s , y l i b r a r s e V u e s t r a Majestad de
CAP. xxxni.—ART. V. 177
malas l e n g u a s q u e y a m e n o s c a b a n su s o b e r a n a
gloria: la c u a l D i o s acreciente s i e m p r e en e l
cielo y e n e l s u e l o . A m e n . »
19. G r a n d e sabio fué sin duda M a r t i n de
Alpizcueta, y dijo grandes verdades al R e y ;
pero no conocía bien á Felipe II. L a carta
escrita en 1 5 de a b r i l de 1563 al P a p a , m a -
nifiesta estar y a t a n parcial ó mas que los
jueces; y p e r s u a d i d o á q u e C a r r a n z a era v e r -
dadero h e r e j e , c o n s t i t u í a l a g l o r i a de su a m o r
propio e n b a c e r ver á todo el m u n d o que si
supo p r e m i a r la virtud con la m a y o r d i g n i -
dad de E s p a ñ a , t a m b i é n s a b i a castigan e l v i c i o
á las hechuras mas elevadas de sus manos.
2 0 . E n su c o n s e n c u e n c i a , d e t e r m i n ó e n v i a r á
Roma comisionado particular que solicitase
comisión del P a p a para sentenciar la causa en
E s p a ñ a . N o m b r ó á D . í l o " d r i g o de C a s t r o , y a
consejero de l a S u p r e m a ; le d i ó , c o n f e c h a
de 2 4 de n o v i e m b r e de 1 5 6 4 , i n s t r u c c i ó n p ú -
blica d é l o que h a b i a de h a c e r a l l í ; otra r e -
servada s i n fecha firmada por Su Majestad;
un alfabeto de c i f r a p a r a l a c o r r e s p o n d e n c i a
epistolar de o c u r r e n c i a s o c u l t a s ; u n a real cé-
dula p a r a que D . G a r c í a de Toledo, capitán
general de las g a l e r a s de E s p a ñ a > l e f a c i l i t a s e
Ia e m b a r c a c i ó n necesaria; dos cartas para el
^pa, la una de solas c r e d e n c i a l e s , la otra
178 HISTORIA DE LA INQUISICION ,

d e l a s u n t o e s p e c i a l de su v i a j e ; a s i m i s m o para
los c a r d e n a l e s P a c l i e c o , B o r r o m e o 3 Vitelio,
M é d i c i s , M a n t u a , A l t e r n p s , G o n z a g a , Morón,
S a n - C l e m e n t e , T r e n t o , A u g u s t a , A r a c e l i , Ce-
s i s , A r a g ó n y A m u l i o ; c o m o t a m b i é n para el
embajador D . L u i s de R e q u e s e n s y Zúñiga,
c o m e n d a d o r m a y o r de C a s t i l l a .
21. P r e c a v i e n d o l o s a c a e c i m i e n t o s posibles
de u n v i a j e , l e d i ó eartas p a r a e l R e y y Reina
de F r a n c i a , p a r a e l c o n d e s t a b l e de este reino, •
y D . F r a n c i s c o de A l a v a , e m b a j a d o r en P a -
rís; p a r a D . G ó m e z S u a r e z de F i g u e r o a , que
l o era e n - G é n o v a ; p a r a e l d u q u e de A l c a l á , v i -
r e y de Ñ a p ó l e s ; p a r a D . G a b r i e l d é l a C u e v a ,
gobernador en M i l á n ; p a r a e l g r a n duque de
Toscana y el p r i n c i p e M a r c o A n t o n i o Colona.
22. E n t r e los c a p í t u l o s de las instrucciones,
es n o t a b l e u n o q u e d i c e : « A u n q u e debe con-
fiarse que D i o s d i r i g i r á l a v o l u n t a d d e l Sumo
P o n t í f i c e de l a m a n e r a q u e m a s c o n v e n g a para
su santo servicio , y no se d e b e n despreciar
los m e d i o s h u m a n o s p a r a c o n s e g u i r una so-
l i c i t u d t a n j u s t a , e n q u e i n t e r e s a n el h o n o r del
R e y y d e l S a n t o O f i c i o de E s p a ñ a ; p o r lo cual
se p r o c u r a r á : « I n v e s t i g a r las a m i s t a d e s de las
personas capaces de influir a l o b j e t o (sean Je
l a c a l i d a d q u e se f u e r e n ) , y g a n a r l a s con cua-
lesquiera medios q u e se consideren propor-
CAP XXXIII.—AM. T. 179

cionados. » L o s q u e c o n o c e n á 1A c o r t e de R o -
ma en l o d o sentido darán á la cláusula su
justo v a l o r , y -verán c u a n f o r m i d a b l e e m p e ñ o
se f o r m ó para que u n proceso hecho a r b i t r a -
riamente n o fuese á R o m a .
23. D . R o d r i g o de C a s t r o se ingenió de
manera, q u e P i ó I V a c c e d i ó á d e j a r en E s p a ñ a
proceso y p e r s o n a , n o m b r a n d o e n c o n s i s t o r i o
de 13 de j u l i o de 1 5 6 5 los jueces que de-
berían v e n i r á E s p a ñ a ; y f u e r o n e l c a r d e n a l
Buoncompagni (después papa G r e g o r i o X I I I )
con t í t u l o de l e g a d o á iatere; e l a r z o b i s p o de
Rosano ( d e s p u é s p a p a Urbano Y I I ) ; el au-
ditor de r o t a Aldobrandino ( después carde-
n a l ) , y el g e n e r a l d é l o s frailes franciscanos
( d e s p u é s papa7 S i x t o V ) ; de c u y o s n o m b r a -
mientos d i ó n o t i c i a Su Santidad al R e y , en
breve de 21 de agosto del m i s m o a ñ o .
S/i. Vinieron á E s p a ñ a en n o v i e m b r e , y
Felipe 11 s a l i ó á r e c i b i r a l l e g a d o h a s t a l a p u e r -
ta de A l c a l á . L e hizo m u c h o s y grandes o b -
sequios p a r a ponerlo en estado de a c c e d e r á
la p r o p u e s t a de t o m a r p o r c o n j u e c e s á l o s c o n -
sejeros de l a I n q u i s i c i ó n d e E s p a ñ a . M a s e l l e -
gado estaba y a i n s t r u i d o p a r a c o n o c e r l o s i n -
c o n v e n i e n t e s , y se n e g ó á e l l o .
25. H u b o muchas y grandes intrigas en
^ i n s i s t e n c i a q u e p o r p a r t e d e l R e y se v e r i f i c ó
180 HISTORU DE LA INQtTISICION ,
de l a m i s m a s o l i c i t u d ; p e r o s i n a c a b a r s e , llegó
l a n o t i c i a de h a b e r m u e r t o e l P a p a e n la no-
c h e d e l d i a 8 p a r a e l 9 de d i c i e m b r e . Buon-
compagui, que deseaba e s t a r en l a elección
futura, t o m ó a l m o m e n t o l a p o s t a ; y sin dar
p a r t e á n a d i e , n i a u n a l R e y , m a r c h ó de M a -
drid hacia R o m a , d e j a n d o a l a r z o b i s p o y su
c a u s a en e l estado d e l a ñ o 1 5 6 3 .
26. E n 17 de e n e r o de 1 5 6 6 fué elegido
S . P i ó Y . E l c a r d e n a l B u o n c o m p a g n i lo supo
e n e l c a m i n o , y se d e t u v o en A v i n o n de Fran-
c i a . F e l i p e I I d e s p a c h ó u n a p o s t a , suplicando
al n u e v o P a p a que c o n f i r m a s e las disposicio-
nes de su a n t e c e s o r , y l o c o n s i g u i ó . Su S a n -
t i d a d e s p i d i ó b r e v e m a n d a n d o a l cardenal v o l -
ver á España. E s t e le r e s p o n d i ó que no con-
v e n i a mientras no precediese una conversa-
c i ó n , para la cual s i g u i ó s u c a m i n o á Roma.
I n f o r m ó á P i ó V de l o q u e p a s a b a , demos-
t r a n d o q u e l a c a u s a n o p o d i a sentenciarse con
i m p a r c i a l i d a d en E s p a ñ a , n i a u n p o r jueces
r o m a n o s ; y P i ó V r e s o l v i ó dos cosas á un tiem-
p o ; p r i m e r a , q u e l a p e r s o n a d e l arzobispo de
T o l e d o y su p r o c e s o fuesen á R o m a ; segunda,
q u e D . F e r n a n d o V a l d é s r e n u n c i a r a el emple0
de I n q u i s i d o r g e n e r a l p o r si o c u r r í a n dilig611'
cías que practicar en E s p a ñ a .
27. S a l a z a r d e M e n d o z a e s c r i b i ó que F e l i '
CAP. XXXIII.—ART. V I . 181
pe I I o b e d e c i ó a l i n s t a n t e ; a q u e l e s c r i t o r no
TÍÓ el p r o c e s o . N o s o l o es i n c i e r t o , s i n o que
hubo c o n t e s t a c i o n e s t e r r i b l e s de p a r t e á p a r t e ;
pero P i ó V se m a n t u v o inexorable, y Felipe
tuvo que d o b l e g a r s u o r g u l l o , h a b i é n d o l e a m e -
nazado e l P a p a de e s c o m u l g a r l o y p o n e r e n -
tredicho e n t o d o e l r e i n o .

ARTICULO VI.

Viaje del arzobispo á Roma.

1. E l R e y n o m b r ó por inquisidor general á


D. D i e g o E s p i n o s a , c o n s e j e r o de e s t a d o , pre-
sidente de C a s t i l l a (después cardenal obispo
de S i g ü e n z a ) , y e l S u m o P o n t í f i c e l i b r ó , e n 9
de s e t i e m b r e d e d i c h o a ñ o 1 5 6 6 , u n a b u l a d i -
ciendo q u e , por estar m u y anciano Valdés,
nombraba por coadjutor con futura sucesión
á E s p i n o s a , para que hiciese de lugar-teniente
suyo d u r a n t e su v i d a ; p e r o c o n l a c i r c u n s t a n -
cia de r e g i r l a I n q u i s i c i ó n g e n e r a l p o r sí s o l o
sin n e c e s i d a d de c o n t a r c o n V a l d é s , á c u y o fin
le c o n c e d i a las m i s m a s f a c u l t a d e s q u e h a b l a n
tenido este y sus a n t e c e s o r e s . T o d o esto e r a
público p o r el h o n o r de V a l d é s ; p e r o e n s e -
creto c o m u n i c ó S u S a n t i d a d l a v e r d a d e r a c a u -
TüM. TI. iG
182 HISTOfilA DE LA INQUISICION,
sa, e n b r e v e de 1.° d e o c t u b r e , r e m i t i d o por
mano d e l obispo de F i e s o l i , mandando dar
á este c r é d i t o en cuanto le dijese, como si
lo escusase a l m i s m o P a p a : l o s u s t a n c i a l era
que no hablase j a m á s c o n Valdés sobre los
asuntos d e l a r z o b i s p o de T o l e d o .
2. E n c u a n t o á l a c a u s a de e s t e , e n v i ó por
nuncio estraordinario á Pedro Camayani,
o b i s p o d e A s c u l i , m a n d á n d o l e c o n l a mayor
vehemencia que n o v o l v i e s e á R o m a sin la
p e r s o n a y e l p r o c e s o ; y l e d i r i g i ó u n breve con
fecl. - de 3 0 de j u l i o , q u e s i e n t o n o c o p i a r lite-
r a l r r e n t ? p o r q u e lo m e r e c e ; p e r o es difuso, y
n e c e s i t o a b r e v i a r m i s n a r r a c i o n e s en asunto
t a n v a s t o y c o m p l i c a d o . L a s u s t a n c i a se reduce
á m a n i f e s t a r l a p r o l o n g a c i ó n de c a u s a y cárcel
de G a r r a r ^ a c o n e s c á n d a l o d e l a E u r o p a y aun
de t o d o e l m u n d o c r i s t i a n o ; m a n d a r l e , con pena
d e p e c a d o de d e s o b e d i e n c i a , escomunion y
o t r a s , q u e a p e n a s l l e g a s e á M a d r i d , intimase
c o n las m i s m a s a l a r z o b i s p o de S e v i l l a , Con-
sejo d e I n q u i s i c i ó n y d e m á s p e r s o n a s necesa-
rias, r e v o c a c i ó n a b s o l u t a d e c u a n t a s facultades
se l e s h u b i e s e n c o n c e d i d o r e l a t i v a m e n t e á la
p e r s o n a y p r o c e s o de C a r r a n z a , p r e c e p t o rigo-
r o s o d e o b e d i e n c i a c o n e s c o m u n i o n lata, de
poner i n m e d i a t a m e n t e e n l i b e r t a d s i n escusa
ni dilación la menor al arzobispo de T o l e d o ,
CAP. XXXIII.—ART. VI. 183
sin p e d i r l e c a u c i ó n a l g u n a ; y e n t r e g a r e l p r o -
ceso í n t e g r o o r i g i n a l a l n u n c i o p a r a q u e l o l l e -
vase á R o m a , i m p o n i e n d o d i c h a s c e n s u r a s á
cuantos t e n g a n p a p e l e s r e l a t i v o s a l p r o c e s o y
no los e n t r e g u e n ; y q u e d e s p u é s de e s t a r l i b r e
de c á r c e l e l a r z o b i s p o , l e i n t i m e q u e se p r e s e n -
ten p e r s o n a l m e n t e e n R o m a p a r a l a p r o s e c u -
ción y fin de su c a u s a , d e j a n d o antes n o m b r a -
do g o b e r n a d o r d e l a r z o b i s p a d o .
3. L l e g ó á M a d r i d el n u n c i o ; y á pesar de
tanto r i g o r d e p r e c e p t o s y c e n s u r a s , n a d a se
verificó e n l a f o r m a q u e m a n d ó S u S a n t i d a d .
El a r z o b i s p o n o t u v o l i b e r t a d ; e l R e y e n v i ó á
V a l l a d o l i d u n d e s t a c a m e n t o de s u g u a r d i a r e a l ,
con t í t u l o d e e s c o l t a , p a r a e l v i a j e a l p u e r t o d e
C a r t a j e n a , d o n d e se d i s p u s o q u e f u e r a e m b a r -
cado; p e r o l o c i e r t o es q u e l o c u s t o d i ó e n V a -
lladolid ; y se r e t a r d a r o n t a n t o l a s d i s p o s i c i o -
nes, q u e C a r r a n z a n o l l e g ó á R o m a h a s t a 2 9
de m a y o , v í s p e r a d e l C o r p u s d e l a ñ o s i g u i e n t e .
4. P o r l o respectivo al p r o c e s o , basta d e c i r
que f u é f o r z o s o d e t e n e r a l a r z o b i s p o c u a t r o m e -
ses e n C a r t a j e n a p a r a q u e l o l l e v a s e n ; y eso
porque e l n u n c i o a m e n a z ó y a c o n c e n s u r a s y
otros p r o c e d i m i e n t o s . A u n e n t o n c e s se a b u s ó
de la i g n o r a n c i a d e l c o m i s i o n a d o p o n t i f i c i o t a n -
to c o m o d e l s e c r e t o , p u e s se d i ó i n c o m p l e t o l o
actuado; y c u a n d o e c h a d o de m e n o s se pidió
184 H18T0BU DB hM 1KQXJ161G10S ,
de R o m a , h u b o d i l a c i ó n d e u n a ñ o : e n fin no
f a l t ó c i r c u n s t a n c i a q u e no a c r e d i t a s e los deseos
de q u e d u r a s e l a causa t a n t o c o m o l a v i d a del
a r z o b i s p o . E l c a b i l d o de T o l e d o es q u i e n mos-
t r ó l a m a s n o b l e g e n e r o s i d a d : a s í c o m o en el
t i e m p o de la p r i s i ó n de s u p r e l a d o n o m b r ó dos
c a n ó n i g o s q u e le asistiesen y o b s e q u i a s e n cuan-
to p e r m i t i e r a n las c i r c u n s t a n c i a s , asi ahora,
s i n d e s a m p a r a r l e d u r a n t e s u v i a j e n i en Roma.
5. E n fin s a l i ó de V a l l a d o l i d , d i a 5 de d i -
c i e m b r e d e 1 5 6 6 , d e s p u é s de siete a ñ o s , tres
meses y catorce dias d e p r i s i ó n e n solas dos
p i e z a s , s i n v e r c a m p o , c a l l e , n i gentes, mas
q u e sus dos c r i a d o s , sus a b o g a d o s , jueces y
ministros mortificantes.
6. N o se le p e r m i t i ó n o m b r a r gobernador
d e l a r z o b i s p a d o , a u n q u e l o m a n d ó san Pío V
e n e l c i t a d o b r e v e : s i r v i ó de p r e t e x t o el decir
q u e h a b i a u n o n o m b r a d o p o r e l R e y y confir-
m a d o p o r P a u l o V , c u y o h e c h o i g n o r a r i a el Su-
m o Pontífice.
7. H i z o e n l i t e r a su v i a j e ' , a c o m p a ñ a d o del
i n q u i s i d o r de V a l l a d o l i d d o n D i e g o G o n z á l e z ,
y de d o n L o p e de A v e l l a n e d a , g u a r d a mayor
de su p e r s o n a , p u e s t o e l a ñ o de 1561 por don
G a s p a r de Z u ñ i g a n u e v o t e s t i m o n i o de lafalta
de l i b e r t a d .
8. L l e g ó e l d i a 31 de d i c i e m b r e á C a r t a j e n a ;
• CAP. x x x m . — A u i . Y L 185
y con t í t u l o d e a l o j a m i e n t o , se le p u s o e n e l
castillo. D e s d e e n t o n c e s c o r r i ó á c a r g o d e l c a -
pitán g e n e r a l ; p o r l o q u e se v o l v i e r o n á V a l l a -
dolid G o n z á l e z y l a g u a r d i a r e a l d e a caballo,
que no d e b e r í a n i r si l o s i n q u i s i d o r e s c r e y e s e n
la d o c t r i n a q u e e n s e ñ a n de i n c u r r i r s e e n las es-
c o m u n i o n e s latas i m p u e s t a s p o r e l s u m o p o n -
tifico c o n t r a l o s q u e d e s o b e d e c e n á los p r e c e p -
tos i m p u e s t o s ^ e n sus b u l a s .
9. D o m i n g o 2 7 de a b r i l de 1 5 6 7 3 s a l i ó de
Cartajena e l a r z o b i s p o e n l a Capitana de Ñ a p ó -
les, p e r o s o l o e n e s c o t i l l a , o c u p á n d o l a cáma-
ra de p o p a e l d u q u e de A l b a , g o b e r n a d o r e l e c -
to de l o s e s t a d o s de F l á n d e s .
10. Además de sus criados y del guarda
m a y o r A v e l l a n e d a , le a c o m p a ñ a r o n l o s c o n s e -
jeros de I n q u i s i c i ó n d o n D i e g o de S i m a n c a s ,
obispo e l e c t o de C i u d a d - R o d r i g o ; d o n Anto-
nio P a z o s , q u e a p e n a s l l e g ó á R o m a , f u é o b i s -
po de P a t i d e S i c i l i a ; e l i n q u i s i d o r de C a l a h o r -
ra, d o n P e d r o F e r n a n d e z de T e m i ñ o , después
obispo de A v i l a ; d o n G e r ó n i m o R a m í r e z , fis-
cal d e l C o n s e j o de I n q u i s i c i ó n , q u e m u r i ó en
R o m a ; S e b a s t i a n de L a n d e t a y A l o n s o de C a s -
tellón , s e c r e t a r i o s de l a I n q u i s i c i ó n de V a l l a -
dolid, y otros varios subalternos, todos m a n -
tenidos c o n las r e n t a s d e l a r z o b i s p o de T o l e d o .
También le a c o m p a ñ a r o n sus d e f e n s o r e s d o n
186 HISTORIA DE I X INQUISICION,
M a r t i n A l p i z c u e t a y d o n A l o n s o D e l g a d o , dig-
n i d a d de m a e s t r e s c u e l a s y c a n ó n i g o , c o m o y o ,
de T o l e d o , d e s p u é s o b i s p o de A s t o r g a .
11. C u a n d o se l l e g ó á G e n o v a , desembar-
c ó e l d u q u e de A l b a p a r a i r s e á F l á n d e s , y los
d e m á s para d e s c a n s a r o c h o d i a s . E l arzobispo
de T o l e d o p a s ó d l a c á m a r a de p o p a , d í a do-
m i n g o 1 8 de m a y o , p a s c u a d e l E s p í r i t u santo.
L l e g a r o n en e l 2 5 á C i v i t a v e c c h i a , donde se
hallaban e l embajador Requesens y Paulo Xis-
l e r i o , s o b r i n o d e l P a p a y c a p i t á n de sus guar-
dias. E l embajador español se encargó déla
p e r s o n a d e l a r z o b i s p o c o n f o r m e á las ó r d e n e s
d e l R e y , y l o e n t r e g ó e n R o m a , d i a 2 9 , á las
d e l P a p a . S a l a z a r d e M e n d o z a d i j o que la e n -
trega fué dia 27; pero lo supo mejor Gerónimo
Longomartinio e n R o m a , d o n d e e s c r i b i ó sus
notas a l a s c a r t a s de J u l i o F o g g i a n o .
CAP. XXXIV.—ART. 1. 187

CAPITULO X X X I V .

FIN DE LA. CAUSA, Y MUERTE DEL AR-


ZOBISPO CARRANZA.

M^IIGULO I.

Intrigas para dilatar el proceso.

I, Llegado á Roma el arzobispo, le asignó


el Papa por arresto la habitación de los sumos
pontífices en el castillo de Sant Angel, de ma-
nera que tuviese mucha mayor amplitud que
en España, con permiso de pasearse por dis-
tintas piezas que tenian vistas al rio Tiber y á
la campiña, lo que contribuyó á su salud y ma-
yor robustez; y tuvo tres criados mas que en
Valladolid. Su Santidad mandó que ninguno le
hablara de su causa, durante la cual no comul-
gó ni dijo misa; pero se confesó en el primer
jubileo y posteriormente cuatro veces al a ñ o ;
'0 que no se le babia querido conceder en Es-
paño.
188 HISTCmiA DE LA INQUISICION,
2. S a n F i o V n o m b r ó d i e z y seis c o n s u l t o -
res s u y o s e n e l p r o c e s o , Á s a b e r : e l c a r d e n a l Re-
v i v a , s i c i l i a n o , arzobispo de P i s a , patriarca
de C o n s t a n l i n o p l a , o b i s p o de S a b i n a , i n q u i -
sidor supremo ; el cardenal Pacheco, espa-
ñol, p r i m e r a r z o b i s p o de B u r g o s , protector
de E s p a ñ a , i n q u i s i d o r supremo ; el cardenal
G a m b a y a , i t a l i a n o , o b i s p o de Y i t e r b o , inqui-
s i d o r s u p r e m o ; e l c a r d e n a l C h i e s a , lombardo,
p r e f e c t o de l a s i g n a t u r a de j u s t i c i a ; el arzobis-
p o de T a r r a g o n a d o n G a s p a r de Cervantes,
español, q u e d e s p u é s f u é c a r d e n a l ; e l obispo
de C i u d a d - R o d r i g o , d o n D i e g o de S i m a n c a s ,
e s p a ñ o l , q u e d e s p u é s f u é o b i s p o de Badajoz y
Z a m o r a , c o n s e j e r o de I n q u i s i c i ó n de E s p a ñ a ;
e l o b i s p o de P a t i d o n A n t o n i o M a u r i c i o de P a -
z o s , e s p a ñ o l , q u e d e s p u é s f u é o b i s p o de Avila
y C ó r d o b a , y p r e s i d e n t e d e l r e a l C o n s e j o de
C a s t i l l a ; e l o b i s p o de C h e f a l u , d o n fray R o -
d r i g o de Yadillo e s p a ñ o l , e x - g e n e r a l de los
monges b e n e d i c t i n o s , que h a b i a sido uno de
l o s c a l i f i c a d o r e s e n l a c a u s a ; e l consejero d é l a
I n q u i s i c i ó n de E s p a ñ a d o n P e d r o F e r n a n d e z de
T e m i ñ o , q u e d e s p u é s f u é o b i s p o de A v i l a ; fray
T o m a s M a n r i q u e , e s p a ñ o l , d o m i n i c a n o , maes-
ro d e l sacro p a l a c i o ; e l a r z o b i s p o de Santa
S e v e r i n a , J u a n A n t o n i o S a r t o r i o , deputado de
l a I n q u i s i c i ó n de E s p a ñ a , d e s p u é s cardenal y
CAP. XXXIV.—-ART. I. 189
penitenciario m a y o r del P a p a ; el obispo de
Santa A g a t a , fray F é l i x P e r e t i , d e s p u é s c a r d e -
nal y p a p a S i x t o V , e l o b i s p o de A r e z z o ; E u s t a -
quio L u c a t e l i ; e l d o c t o r A r t i m o , auditor de
causas d e l s a c r o p a l a c i o a p o s t ó l i c o ; y e l o b i s -
po de F i é s o l i , P e d r o C a m a y a n o . N o m b r ó p o r
fiscal al q u e l o e r a d e l C o n s e j o de I n q u i s i c i ó n ,
y dos s e c r e t a r i o s i t a l i a n o s , a d e m á s de l o s d o s
españoles que babian i d o á R o m a . M a n d ó t r a -
ducir e l p r o c e s o e n i t a l i a n o , y en esto se p a s ó
l o q u e faltaba d e l a ñ o 1 5 6 7 y a l g o d e l 6 8 .
3. L o s c a n ó n i g o s de T o l e d o se p r e s e n t a r o n
al P a p a , y l e d i e r o n u n a c a r t a q u e e l c a b i l d o
habia e s c r i t o á S u S a n t i d a d e n 8 de j u n i o , s u -
plicando f a v o r e c i e s e c u a n t o p e r m i t i e r a n l a j u s -
ticia y l a r e l i g i ó n á su a r z o b i s p o , p o r las c i r -
cunstancias de su p e r s o n a y d i g n i d a d , y p o r e l
decoro y c o n s u e l o de a q u e l l a i g l e s i a p r i m a d a
que se h a l l a b a h u é r f a n a o c h o a ñ o s h a b í a . San
Pió V r e s p o n d i ó a l c a b i l d o e n 20 de j u l i o , m a -
nifestando h a b e r l e sido m u y a g r a d a b l e l a car-
ta, p o r q u e s u p o n i a n o b l e z a de p e n s a m i e n t o s y
c o m p a s i ó n de su p r e l a d o ; p r o m e t i e n d o l o q u e
rogaban, e s p e c i a l m e n t e p o r l o r e s p e c t i v o á l a
brevedad, l u e g o q u e se a c a b a s e l a t r a d u c c i ó n
•íel p r o c e s o ; y e n c a r g a n d o i m p l o r a r l o s a u x i -
lios d e l E s p í r i t u santo p a r a e l a c i e r t o : e n c u y a
vista el c a b i l d o ( s i n e m b a r g o d e q u e a l t i e m p o
190 HISTORIA DE IA INQUISICION,
d e c o m e n z a r e l v i a j e h a b i a h e c h o n o v e n a de
misas y procesiones rogativas) a c o r d ó nueva-
m e n t e t r e s p r o c e s i o n e s de r o g a t i v a s p ú b l i c a s y
otras v a r i a s o b r a s d e p i e d a d , i m p l o r a n d o la
m i s e r i c o r d i á de D i o s .
A. E c h á r o n s e de m e n o s las o b r a s y los pa-
peles de C a r r a n z a q u e h a b l a n q u e d a d o en E s -
p a ñ a ; y Su Santidad m a n d ó p o r u n breve de
7 de n o v i e m b r e q u e se r e m i t i e s e n l u e g o á R o -
m a . ¿ P o r q u é n o se h a b l a n e n v i a d o c o n el pro-
ceso ? ¿ N o e r a n p a r t e s u y a ? <? N o c o n o c í a n que
se h a b i a d e n o t a r su falta? L a p a s i ó n desorde-
n a d a d e l deseo c r i m i n a l de p r o l o n g a r l a deci-
sión p r o d u j o estos y o t r o s m a l o s efectos. L a
b u l a de P i ó V . e n q u e h a b i a m a n d a d o conducir
í n t e g r o e l p r o c e s o f u é t a n m a l c u m p l i d a como
demuestra este s u c e s o ; y n o f u é el ú l t i m o ,
p o r q u e a u n se n o t ó e n R o m a l a falta de otros
p a p e l e s c i t a d o s e n v a r i a s c e r t i f i c a c i o n e s y notas
d e l p r o c e s o , y se m a n d a r o n b u s c a r y r e m i t i r ,
a ñ o de 1 5 7 0 , l o q u e p r o d u j o n u e v a s dilaciones.
¿Se p o d r á creer que solo fué descuido délos
s e c r e t a r i o s y d e m á s s u b a l t e r n o s este m o d o de
c u m p l i r l o q u e m a n d a b a c o n c e n s u r a s e l santo
Pontífice ?
5. Hecha la traducción y c o m e n z a d a s las
c o n f e r e n c i a s e n t r e l o s c o n s u l t o r e s , p i d i ó el fis-
c a l q u e n o h u b i e s e n i n g u n a s i n l a p r e s e n c i a de'
CAP. XXXIV.^—ART. I. 191
papa, lo c u a l c a u s ó p r o l o n g a c i ó n increíble;
porque S u S a n t i d a d , o c u p a d o e n o t r o s nego-
cios, faltaba m u c h o s d i a s de l o s a s i g n a d o s á es-
te objeto. E l fiscal, e n c a r g a d o p o r e l R e y , r e h u -
só á fray T o m a s M a n r i q u e , m a e s t r o d e l s a n t o
palacio, p o r religioso dominico , amigo de
Carranza ; y p i d i e n d o q u e n o a s i s t i e s e á las s e -
siones, a d m i t i ó l a r e c u s a c i ó n e l P a p a ; y h a -
biendo n o m b r a d o a l d o c t o r T o l e d o , j e s u í t a ,
predicador p o n t i f i c i o (que d e s p u é s fué carde-
nal), t a m b i é n se l e r e c u s ó p o r s u c o n e x i ó n c o n
el g r a n p r i o r de S a n J u a n , d o n A n t o n i o de T o -
ledo, i n t i m o a m i g o d e l a r z o b i s p o .
6. C o n o c a s i ó n de h a b e r m u e r t o e l g o b e r -
nador d e l a r z o b i s p a d o , d o n G ó m e z T e l l e z G i -
rón , e s c r i b i ó e l c a b i l d o de T o l e d o a l P a p a e n
23 de j u l i o d e 1 5 6 9 , m a n i f e s t a n d o n u e v a m e n -
te sus deseos de v e r finalizada la causa; y Su
Santidad r e s p o n d i ó , e n 1 9 de a g o s t o , d a n d o
con m u c h a b o n d a d r a z ó n de n o h a b e r p o d i d o
danzar m a s , á p e s a r de s u v e r d a d e r o a n h e l o ,
por sus m u c h a s o c u p a c i o n e s y l a calidad del
negocio. « S i n e m b a r g o ( d i c e ) , e s p e r a m o s q u e
se acabe p r o n t o ; p o r q u e l a c a u s a se h a l l a e n
tal estado, q u e p a r e c e y a i m p o s i b l e t a r d a r m u -
c^o su d e c i s i ó n , l a c u a l z e l a r é m o s e f i c a z m e n t e
lúe se v e r i f i q u e c u a n t o a n t e s , c o m o l o h e m o s
Procurado h a s t a a h o r a . »
192 HISTORIA DE IA INQUISICION,
7. Acabada la vista , se n o t ó e l desorden
c o n q u e se h a l l a b a f o r m a d o e l p r o c e s o , la fal-
ta de hojas s u s t r a í d a s , y c i e r t o e s p í r i t u de c o n .
f u n d i r l a v e r d a d ; y P i ó V f o r m ó c o n c e p t o de
n o ser fácil n i a u n p o s i b l e s i n g r a v e s i n c o n v e -
n i e n t e s d e c i r p o r e s c r i t o s u o p i n i ó n ; p o r lo que
d e s p a c h ó á J u a n de B e d o y a , a g e n t e d e l Conse-
jo de l a I n q u i s i c i ó n , c o n u n b r e v e p a r a e l Rey,
l i b r a d o fen 11 de f e b r e r o de 1 5 7 0 , e n el cual
n o d e s i g n a e l a s u n t o de l a c o m i s i ó n , diciendo,
entreoirás cosas: « L e h e m o s m a n d a d o que
e n n u e s t r o n o m b r e m a n i f i e s t e á T u Majestad
c i e r t a s cosas p e r t e n e c i e n t e s a l S a n t o Oficio de
l a I n q u i s i c i ó n , q u e n o h e m o s considerado dig-
nas de fiar á l a p l u m a : r o g a m o s en el S e ñ o r á
T u M a j e s t a d q u e d é c r é d i t o á l a n a r r a c i ó n de
B e d o y a , y le o i g a c o n b e n i g n i d a d y h u m a n i -
d a d c o m o s u e l e h a c e r l o c o n t o d o s : y tenemos
p o r c i e r t o q u e T u M a j e s t a d ( m e d i a n t e su pro-
p i e d a d p a r a n u e s t r o R e d e n t o r ) n a d a o m i t i r á en
m o d o a l g u n o p a r a l a p r o n t a y c o n t i n u a ejecución

de estas cosas q u e p e r t e n e c e n a l obsequio de


Dios omnipotente.»
8. N o c o n s t a n las cosas q u e B e d o y a comu-
n i c ó de p a l a b r a ; S u M a j e s t a d m a n d ó buscar
papeles r e l a t i v o s á l a c a u s a , p u e s t a s notas cer-
tifican h a b e r s e d a d o a l g u n o s a l R e y p a r a trans-
portarlos á R o m a , y que no eran bagatelas,
CAP. x x x l r . — A R T . r. 193
sino c a l i f i c a c i o n e s y d e c l a r a c i o n e s favorables
al a r z o b i s p o ; h a b i e n d o c e g a d o l a p a s i ó n de
m o d o , que n o r e p a r a r o n l o s a u t o r e s d e l h e c h o
en h a l l a r s e c i t a d o s esos p a p e l e s e n o t r o s no
s u s t r a í d o s . Y a u n d e s p u é s de t o d o este suceso
quedaron t o d o s l o s c u a d e r n o s m a n u s c r i t o s d e l
catecismo q u e ( r e c o g i d o s de la m a r q u e s a de
A l c a ñ i c e s ) h a b l a n s e r v i d o p a r a las c a l i f i c a c i o -
nes , y l o s d u p l i c a d o s y t r i p l i c a d o s de las obras
inéditas que h a b í a n entregado fray A l o n s o de
C a s t r o , d o m i n i c a n o , y e l c a n ó n i g o de Z a m o -
ra d o c t o r A s t e t e , c u y a r e t e n c i ó n parece ino-
cente á p r i m e r a v i s t a , m e d i a n t e h a b e r s e r e m i -
tido á R o r » a p o r l o r e s p e c t i v o a l c a t e c i s m o l o s
ejemplares i m p r e s o s ; y de las obras i n é d i t a s ,
los c u a d e r n o s h a l l a d o s e n t r e l o s p a p e l e s d e l ar-
z o b i s p o , de l a c i t a d a m a r q u e s a , d e fray D o -
mingo de R o j a s , fray J u a n de V i l l a g a r c i a , fray
F r a n c i s c o de T o r d e s í l l a s , fray L u i s de l a C r u z ,
y c o n v e n t o s de m o n j a s d e B e l é n y S a n t a C a -
talina de V a l l a d o l i d ; p e r o n o f u é t a n i n o c e n t e
como p a r e c e ; p u e s se r e t u v i e r o n c o n l a i d e a
de u s a r l o s a q u í , en caso de c o n v e n i r al objeto
del C o n s e j o d e I n q u i s i c i ó n , c o m o s u c e d i ó ; y
de p o s i t i v o e r a n p a r t e d e l p r o c e s o y d e b i e r o n
ir á R o m a .
9. E n este a ñ o v i n o á M a d r i d e l c a r d e n a l
Alejandrino , s o b r i n o de san P i ó V , p a r a tra-
17
194 HISTORIA DE tA INQUISICION,
t a r de l o s a s u n t o s de l a l i g a c o n t r a e l T u r c o ,
l a c u a l p r o d u j o l a v i c t o r i a d e l g o l f o de L e p a n -
t e , g a n a d a p o r d o n J u a n de A u s t r i a ; y no de-
b e m o s d u d a r q u e t a m b i é n h a b l ó a l R e y de la
causa d e l arzobispo de T o l e d o , aunque nada
c o n s t e p o r e s c r i t o ; p u e s estaba t a n cerca de
sentencia, que se h u b i e r a p r o n u n c i a d o e n ese
m i s m o a ñ o á f a v o r d e C a r r a n z a , s i n o porque
p e n d i e n d o san P i ó V e n t o n c e s m a s q u e nunca
de los auxilios de F e l i p e para l a l i g a ( d e que
e r a p r i m e r a u t o r y p r o y e c t i s t a ) , c o n s i d e r ó for-
z o s o t e n e r u n a c o n s i d e r a c i ó n q u e t r a s t o r n ó to-
do e l estado de l a c a u s a , y s i n l a c u a l hubiera
tenido pronto y feliz é x i t o .

ARTICULO II.

Absolucion del arzobispo en sentencia que no llegé


á ser pronunciada.

1. S a n P í o V p r e p a r ó s u s e n t e n c i a defini-
t i v a , declarando p o r no probada la acusación
fiscal c o n t r a l a p e r s o n a d e l a r z o b i s p o , e n cuan-
t o a l c r i m e n de l a h e r e j í a , a b s o l v i e n d o á este
de l a i n s t a n c i a , y m a n d a n d o , p o r l o r e s p e c t i v o
á las o b r a s c e n s u r a d a s , q u e e l Catecismo fuese
devuelto á su autor para p o n e r l o en l a t í n , cor-
CAP. XXXIV.—ART. Ifi 195
rigiendo y a c l a r a n d o e n s e n t i d o c a t ó l i c o t o d a s
y cada u n a de las p r o p o s i c i o n e s censuradas
con nota t e o l ó g i c a e a e l p r o c e s o , y p e r m a n e -
ciese i n t a c t a l a p r o h i b i c i ó n h e c h a p o r e l I n q u i -
sidor g e n e r a l de E s p a ñ a ; d i s p o n i e n d o l o m i s m o
acerca de l a Esposicion de ta epístola canónica de
san J u a n : p e r o q u e las o b r a s i n é d i t a s n o se p u -
diesen i m p r i m i r y p u b l i c a r s i n o c o n las c o r r e c -
ciones y a c l a r a c i o n e s necesarias para que c e -
sasen los p e l i g r o s de ser e n t e n d i d a s e n e l s e n t i -
do r e p r o b a d o p o r los c e n s o r e s .
2. S a n P i ó V e n v i ó esta s e n t e n e i a c o n Ale-
jandro C a s a l i , s u c a m a r e r o , c r e y e n d o q u e F e -
lipe I I q u e d a r í a c o n t e n t o de v e r l a i n o c e n c i a
mental del a c u s a d o , a l m i s m o t i e m p o que re-
m o v i d o e l p e l i g r o de l o s e r r o r e s c o n l a p r o v i -
dencia r e l a t i v a á los l i b r o s ; p e r o p a d e c i ó e q u i -
v o c a c i ó n e n o r m e , p o r n o c o n o c e r b i e n e l co^-
razon d e l R e y . E s t e c r e y ó q u e s u h o n o r y e l d e l
Santo O f i c i o de E s p a ñ a q u e d a b a n p e r d i d o s s i
el a r z o b i s p o de T o l e d o e r a d e c l a r a d o inocente
mental. E s c r i b i ó á S u S a n t i d a d e n t é r m i n o s d e
persuadir q u e p a r e c í a i m p o s i b l e h a b e r en los
libros t a n t o s y t a n r e p e t i d o s e r r o r e s l u t e r a n o s ,
sin que l a i n t e n c i ó n y c r e e n c i a d e l a u t o r fuese
conforme á e l l o s : p o r l o c u a l r o g ó á S u S a n t i -
dad que no p r o n u n c i a s e a q u e l l a n i o t r a s e n t e n -
cia m i e n t r a s n o v o l v i e s e á R o m a su camarero
196 HISTORIA DE &A INQUISICION,
A l e j a n d r o C a s a l i , c o n q u i e n r e m i t i r l a papeles
importantes que c o n f i r m a r í a n su o p i n i ó n .
3. P r o p o r c i o n ó p o r esto S u M a j e s t a d que
se e s c r i b i e r a u n a Confutación de la apología del
Catecismo de Carranza y escrita por los doctores
Alpizcueta y Delgado, abogados de sa c a u s a ; j
q u e e l d o c t o r B a l b a s , a b a d m a y o r de A l c a l á de
Henares , escribiese otro papel intitulado:
Nueva calificación del Catecismo de Carranza y de
la creencia de su autor. E n e l p r o c e s o de M a d r i d
h a y cartas d e l o b i s p o de O v i e d o a l a b a d sobre
e l a s u n t o , c o n fechas de 22 de a b r i l y 20 de ma-
y o de 1 5 7 1 j q u e h a b l a n d e l a s u n t o .
4. E l R e y e n v i ó estas o b r a s c o n Alejandro
C a s a l i , a ñ o 1 5 7 2 ; y c u a n d o este l l e g ó á R o m a ,
y a estaba difunto su amo san P i ó V , y susti-
t u i d o e n su santa sede G r e g o r i o X I Í I , quien
r e c i b i ó l o s p a p e l e s y m a n d ó a g r e g a r l o s a l pro-
ceso.
5. E n él h a y i n d i c i o s de q u e l a m u e r t e de
san P i ó V n o f u é n a t u r a l , s i n o p r o c u r a d a por
los interesados d e l S a n t o O f i c i o de E s p a ñ a ,
p a r a q u e n o s e n t e n c i a s e l a c a u s a de Carranza.
Y o n o d o y asenso f á c i l m e n t e á s o s p e c h a s ; pero
h a y cartas de p r o p o s i c i o n e s h a r t o a v a n z a d a s ,
c o m o l a de q u e p o c o i m p o r t a r í a que se muriese
q u i e n m a n i f e s t a b a g r a n d e p a s i ó n p o r su fraile
d o m i n i c o y h a b l a b a c o n t r a e l h o n o r de l a IÜ-
CAP. x x x i v . — ' A R T . m : 197
quisicion de E s p a ñ a ; c u y o S a n t o O f i c i o g a n a -
ría m u c h o c o n l a falta de s e m e j a n t e P a p a .

ARTICULO III.

Nuevas intrigas*

1. F e l i p e 1 1 , a l m i s m o t i e m p o de f e l i c i t a r l e
por s u e x a l t a c i ó n á l a c á t e d r a de s a n P e d r o , l e
rogó suspendiera pronunciar sentencia en la
causa d e l a r z o b i s p o de T o l e d o , m i e n t r a s no
viese l o s d i c t á m e n e s de c u a t r o n u e v o s t e ó l o g o s
españoles que hacia salir para R o m a , con el
encargo de d a r n u e v a s l u c e s a l p r o c e s o , cali-
ficando a l g u n a s obras i n é d i t a s d e l a r z o b i s p o de
Toledo : l o s t e ó l o g o s f u e r o n e l d o c t o r F r a n c i s -
co S a n c h o , c a t e d r á t i c o de t e o l o g í a de S a l a m a n -
ca, fray D i e g o C h a v e s , c o n f e s o r d e S u M a j e s -
tad, y l o s m a e s t r o s fray J u a n Ochoa y fray
Juan de l a F u e n t e .
2. F u e r o n estos c o n efecto á R o m a , y c a l i -
ficaron , en 1 4 de e n e r o d e 1 5 7 3 , l a Esposícion
de la epístola á los Calatas; e n 2 5 de f e b r e r o , l a
del profeta Isaías ; e n 5 d e m a r z o , l a de l a E p í s -
tola canónica de san J u a n , y e n 1 6 d e l m i s m o l a
de l a Epístola d los Filipenses. D i e r o n sus c e n -
suras o r i g i n a l e s al P a p a ; y e n v i a r o n c o p i a s a l
198 HISTORIA DE lA INQUISICION,
C o n s e j o de I n q u i s i c i ó n de E s p a ñ a , q u i e n las
mandó juntar c o n l o d e m á s d e l proceso. Los
doctores A l p i z c u e t a y Delgado respondieron ,
p e r o l o s c e n s o r e s r e p l i c a r o n n o q u e d a r satis-
fechos.
3. Felipe I I , viendo apurado e l asunto,
e c h ó e l r e s t o de s u p o d e r , y l o s consejeros de
I n q u i s i c i ó n e l d e sus i n t r i g a s , p a r a hacer re-
tractar de sus d i c t á m e n e s á l o s v a r o n e s mas
r e s p e t a b l e s q u e h a b í a n o p i n a d o á favor d e l ca-
t e c i s m o a n t e s de l a p r i s i ó n de su a u t o r , á c u -
y o fin u s a r o n d i f e r e n t e s a r m a s , á saber: las del
t e r r o r , h a c i e n d o v a l e r e l m i e d o de ser presos
c o m o h e d i c h o e n l o s c a p í t u l o s 2 2 y 24; y las
de l a p e r s u a s i ó n c o n l a o p o r t u n i d a d de coho-
n e s t a r l a n o v e d a d c o n l a n o t i c i a de haber obras
i n é d i t a s e n q u e se r e p i t e n y a u m e n t a n las pro-
p o s i c i o n e s s u s c e p t i b l e s de s e n t i d o l u t e r a n o .
4. E l p r i m e r o que c a y ó e n e l lazo fué un
v a r ó n , ciertamente respetable p o r su c i e n c i a ,
v i r t u d , n o b l e z a de l i n a j e y o t r a s c i r c u n s t a n c i a s ;
p e r o s u g r a n d e a n c i a n i d a d y e l m i e d o de las
c á r c e l e s i n q u i s i c i o n a l e s l e d i s c u l p a n , c o m o al
v e n e r a b l e O s i o . E n 17 de febrero de 1574?
A l o n s o D o r i g a , s e c r e t a r i o d e l C o n s e j o de I n -
quisición, dió por orden del R e y a l doctor
Alonso Serrano, r e l a t o r d e l p r o p i o Consejo
p a r a l l e v a r á D. P e d r o G u e r r e r o , a r z o b i s p o de
/ CAP. XXXIV.—ART. m . 199
Granada, e l catecismo i m p r e s o , los cuadernos
manuscritos p r i m e r o , t e r c e r o , c u a r t o , sexto
y s é p t i m o ; las e s p o s i c i o n e s n o t a d a s e n m i c a -
t á l o g o d e l c a p í t u l o 2 8 , c o n l o s n ú m e r o s 4> 5 ,
6, 7 , 1 2 ; y l o s n u e v e s e r m o n e s d e s i g n a d o s c o n
los n ú m e r o s 3 2 , 33 , 3 4 , 3 5 , 3 6 , 3 7 , 3 8 , 3 9
yAO.
5. D i o s u censura en 30 de m a r z o el a r z o -
bispo de G r a n a d a , calificando de m a l a s seten-
ta y c i n c o p r o p o s i c i o n e s d e l c a t e c i s m o i m p r e -
s o , e n que no h a b i a encontrado antes u n a cen-
s u r a b l e c o n n o t a t e o l ó g i c a ; b i e n q u e d i j o ser
así p o r lo r e s p e c t i v o al i d i o m a v u l g a r , p r e v i -
n i e n d o q u e s i se p u b l i c a b a e n l a t i n , s e r i a f o r -
zoso s u p r i m i r , c o r r e g i r ó a c l a r a r t r e i n t a y u n a .
E n los cuadernos m a n u s c r i t o s doscientas no-
venta y dos , á s a b e r : ciento y o n c e en e l t e r -
c e r o , o c h e n t a y seis e n e l s e x t o , y n o v e n t a y
n u e v e e n e l s é p t i m o ; y sesenta y seis e n las
otras o b r a s de esposiciones y sermones indi-
cados ; p o r l o c u a l c o n c l u y e q u e t i e n e a l a u t o r
por s o s p e c h o s o de h e r e j e l u t e r a n o c o n s o s p e -
cha v e h e m e n t e .
6. E l relator Serrano volvió á M a d r i d triun-
fante; y l a p r u e b a de c u a n t o l e c e l e b r ó e l C o n *
sejo e s t á e n l a c a r t a q u e d i r i g i ó a l R e y e n 8 d e
abril, d i c i e n d o que: « C o r r e priesa r e m i t i r esto
a R o m a , p o r t e m e r s e q u e l a c a u s a se s e n t e n c i e
200 HISTORIA bE LA. INQUISICION ,
s e g ú n l a a c e l e r a c i ó n c o n q u e Tan; y c o n v i e n e
m u c h o e n v i a r esto p o r e l g r a n d e a p r e c i o que
allí se h a c e de l a o p i n i ó n d e l a r z o b i s p o de G r a -
nada. »
7. A c o m p a ñ o un e s t r a d o de las censuras
d a d a s , e s p r e s a n d o ser t r e s c i e n t a s y t r e i n t a las
p r o p o s i c i o n e s m a l a s , y d e e l l a s las setenta y
d o s h e r é t i c a s , e n l o c u a l h u b o e r r o r de c u e n -
ta y m a l i c i a : e r r o r , p o r q u e s u m a n d o material-
m e n t e r e s u l t a b a n c u a t r o c i e n t a s t r e i n t a y tres, y
no t r e s c i e n t a s y t r e i n t a ; m a l i c i a , p o r q u e las
d o s c i e n t a s n o v e n t a y d o s de l o s c u a d e r n o s ma-
nuscritos no d e b í a n entrar en consideración,
s i e n d o b o r r a d o r e s d e l c a t e c i s m o i m p r e s o , en
que y a solo quedaron setenta y cinco. L a ver-
d a d p u e s e r a t a c h a r c i e n t o t r e i n t a y u n a , y de
ellas n i n g u n a c o m o h e r é t i c a . H e d e b i d o hacer
estas o b s e r v a c i o n e s p a r a q u e se v e a e l e m p e ñ o
d e l C o n s e j o p a r a p e r s u a d i r q u e C a r r a n z a era
verdadero hereje.
8. E l m i s m o r e l a t o r S e r r a n o b u s c ó á clon
F r a n c i s c o B l a n c o ( o b i s p o q u e p o r entonces era
d e M á l a g a ) ; y e n 2 9 de a b r i l r e t r a c t ó su anti-
g u o d i c t a m e n f a v o r a b l e ( d a d o s i e n d o o b i s p o de
O r e n s e , a n o 1 5 5 8 ) , y c e n s u r ó s e s e n t a y ocho
p r o p o s i c i o n e s d e l c a t e c i s m o q u e h a b i a elogia-
do m u c h o s i n e n c o n t r a r c o s a m a l a . Serrano
lo a v i s ó a l C o n s e j o e n e l m i s m o d i a . E l obispo
CAP. XXX1T.—ART. 111. 201
calificó á C a r r a n z a de s o s p e c h o s o c o n sospecha
vehemente. V a c ó e n t o n c e s e l a r z o b i s p a d o de
S a n t i a g o , y se l o d i o F e l i p e 1 1 .
9. E s t a b a y a c o n f o r m e p o r las m i s m a s c a u -
sas en c o m p l a c e r a l R e y , D . F r a n c i s c o D e l g a d o ,
obispo de J a é n ( que t a m b i é n h a b i a dado d i c -
támen favorable al c a t e c i s m o , a ñ o de 1558,
como l o s o t r o s dos p r e l a d o s ) , y r e p r o b ó t r e s -
cientas y q u i n c e p r o p o s i c i o n e s e n las o b r a s i n -
dicadas, c u y a c e n s u r a / f i r m ó en 8 de j u n i o
de 1 5 7 A , d i c i e n d o c o m o l o s o t r o s ser p o r m a n -
dato de S u M a j e s t a d , d e c u y a o r d e n le h a b i a n
l l e v a d o las o b r a s i n é d i t a s d e l a r z o b i s p o , fray
F r a n c i s c o de O r a n t e s , p r o v i n c i a l f r a n c i s c a n o ,
y fray J u a n de l a F u e n t e , v e n i d o y a de R o m a ,
como h a b i a n p r o m e t i d o e n 2 5 de m a y o . D o n
F r a n c i s c o D e l g a d o t a m b i é n l l e g ó á ser n o m b r a -
do a r z o b i s p o de S a n t i a g o , p o r m u e r t e de B l a n -
co , p e r o l a s u y a le i m p i d i ó p o s e e r l o .
10. F r a y J u a n de l a F u e n t e h a b i a t r a i d o a l
Rey u n e s t r a c t o de las c a l i f i c a c i o n e s d a d a s e n
aquella c a p i t a l p o r é l y sus t r e s s o c i o s , firma-
do p o r fray D i e g o de C h a v e s , e n 12 de m a y o ;
y se n e g o c i a r o n i g u a l e s r e t r a c t a c i o n e s y n u e v a s
censuras d e l d o c t o r H e r n a n d o de B a r r i o v e r o ,
c a n ó n i g o m a g i s t r a l y c a t e d r á t i c o de t e o l o g í a de
1'oledo, e n a g o s t o ; y de fray M a n c i o d e l C o r -
pus C h r i s t i , d o m i n i c a n o , c a t e d r á t i c o de A l c a l á ,
202 HISTORIA DE LA INQUISICION,
e n 1 1 de s e t i e m b r e . E l R e y n o h a b i a e n v i a d o
las c a l i f i c a c i o n e s de a q u e l l o s p r e l a d o s á R o m a ,
s i n e m b a r g o de l a i n s t a n c i a d e l C o n s e j o de I n -
q u i s i c i ó n , c r e y e n d o m a s o p o r t u n o e l m e d i o de
m a n i f e s t a r a l P a p a e s t a r i n f o r m a d o q u e los ar-
z o b i s p o s de G r a n a d a y S a n t i a g o t e n í a n que es-
poner a l g u n a cosa i m p o r t a n t e e n l a causa del
de T o l e d o ; p o r l o q u e e s p e r a b a S u Majestad
q u e S u S a n t i d a d l i b r a s e las ó r d e n e s necesarias
al objeto.
11. E l p a p a G r e g o r i o X I I I e s p i d i ó , en 7
de agosto d e l p r o p i o a ñ o , u n b r e v e dirigidoá
D . G a s p a r de Q u i r o g a , o b i s p o de C u e n c a , i n -
quisidor general entonces ( d e s p u é s cardenal
s u c e s o r de C a r r a n z a e n e l a r z o b i s p a d o de T o -
l e d o ) , e n c a r g á n d o l e t o m a r declaraciones jura-
das á los a r z o b i s p o s de G r a u a d a y Santiago,
ante n o t a r i o y t e s t i g o s , y r e m i t i r l a s á R o m a
c e r r a d a s y s e l l a d a s : y o t r o i g u a l e n 17 de oc-
t u b r e , p o r l o r e s p e c t i v o a l o b i s p o de J a é n , al
m a g i s t r a l de T o l e d o y c a t e d r á t i c o fray M a n c i o .
E l I n q u i s i d o r g e n e r a l n o m b r ó c o m i s i o n a d o s al
efecto , d á n d o l e s i n s t r u c c i ó n d e l o q u e debiaa
h a c e r , e s p e c i a l m e n t e t o m a r j u r a m e n t o de de-
c i r v e r d a d y g u a r d a r s e c r e t o ; p r o c u r a r que de-
c l a r a s e n l a c a u s a de h a b e r d a d o c e n s u r a favo-
r a b l e a l c a t e c i s m o d e 1 5 8 5 , y m u d a d o de o p i -
n i ó n de r e s u l t a s de l e c t u r a m a s m e d i t a d a y de
CAP. XXXIV.—ART. 111. 203
r e c o n o c i m i e n t o de o t r a s o b r a s d e l a u t o r ; y q u e
manifestaran e n p a p e l separado su actual y
verdadera o p i n i ó n a c e r c a de las o b r a s y c r e e n -
cia d e l a u t o r ; p e r o q u e no d i j e s e n h a c e r l o p o r
mandato d e l R e y , c o m o h a b l a n d i c h o e n l o s
dictámenes r e m i t i d o s , sino en c u m p l i m i e n t o
de l a ó r d e n d e l S u m o P o n t í f i c e .
12. A s í se v e r i f i c ó e n s e t i e m b r e , octubre
y n o v i e m b r e , c u y a s d i l i g e n c i a s se r e m i t i e r o n
á R o m a e n d i c i e m b r e , s i e n d o de n o t a r q u e e l
arzobispo de Santiago D . Francisco Blanco
(que e n 29 d e a b r i l h a b i a c e n s u r a d o solas s e -
senta y ocho proposiciones del catecismo)
r e p r o b ó d e s p u é s , e n 2 9 de o c t u b r e , doscien-
tas s e t e n t a y t r e s , e n t r e c a t e c i s m o y los o t r o s
o p ú s c u l o s , sesenta y t r e s de e l l a s p o r h e r é -
ticas.
13. U n a novedad tan estraordinaria fué
representada e n las d e c l a r a c i o n e s de l o s c i n c o
retractantes c o n t o d a s las a p a r i e n c i a s d e l a j u s -
ticia, de l a c o n c i e n c i a , d e l z e l o d e l a r e l i g i ó n
católica y d e l deseo de l a s a l v a c i ó n eterna,
por e l c u a l se c o n s i d e r a b a n obligados en ley
de D i o s á r e v e l a r estos s e n t i m i e n t o s c o n e l
objeto de q u e b r i l l a s e l a v e r d a d y triunfase
'a r e l i g i ó n ; y produjo en R o m a los efectos
que deseaban las gentes i m a g i n a r i a m e n t e i n -
gresadas en p e r d e r á u n h o m b r e . Presentadas
204 mSTORIA DE t A INQUISICION ,
e n e l p r o c e s o las d e c l a r a c i o n e s de c i n c o tes-
t i g o ? s o b r e v i n i e n t e s , t a n c a l i f i c a d o s que juran
t e n e r a l a r z o b i s p o de T o l e d o c o m o sospechoso
de h e r e j e l u t e r a n o c o n s o s p e c h a Tehemente,
traducidas al i d i o m a latino c o n sus censuras
consideradas c o m o p a r t e i n t e g r a l de sus d i -
chos , m u d a r o n todo e l aspecto d e l proceso,
dando al fiscal de l a I n q u i s i c i ó n , á los coo-
s u l t o r e s e s p a ñ o l e s y á a l g u n o s r o m a n o s gana-
dos c o n d i n e r o , unas a r m a s t a n t o m a s pode-
r o s a s , c u a n t o m a s v e n e r a d o s e r a n l o s nombres
de Guerrero , Blanco y D e l g a d o desde los
t i e m p o s d e l C o n c i l i o t r i d e n t i n o , y cuanto mas
razones c o n s t a b a n e n sus d i c h o s p a r a creer que
l o s m o t i v o s de m u d a r d i c t a m e n eran sencillos
y verdaderos.

ARTICULO IV.

Sentencia definitiva, sus efectos y consecuencias.

1. G r e g o r i o X I I I c a y ó e n e l l a z o (en que
á l a v e r d a d e r a difícil d e j a r de c a e r estando
a l frente de l a c o n j u r a c i ó n u n soberano tan
poderoso como Felipe II y una corporación
tan diestra y formidable c o m o l a d e l Santo
O f i c i o de E s p a ñ a ) : G r e g o r i o h a b i a v i s t o y c o -
CAP. XXXIV.—ART. I V . 205
nocido e n M a d r i d las i n t r i g a s e n t a n t o g r a d o ,
que i n f o r m ó á P i ó V de l a i m p o s i b i l i d a d de s e n -
tenciarse a l l í l a c a u s a i m p a r c i a l m e n t e a u n p o r
jueces e s t r a n j e r o s ; p e r o n o c r e y ó q u e l a f u e r z a
de s e m e j a n t e s intrigas llegase á ser i g u a l ó
mayor dentro de l a m i s m a R o m a .
2. G r e g o r i o e n fin a m ó l a justicia, y cre-
yó e j e r c e r l a m a n d a n d o e n 1 4 de a b r i l de 1 5 7 6 ,
víspera de d o m i n g o de Ramos , á D. fray
Bartolomé C a r r a n z a de Miranda, arzobispo
de T o l e d o , a b j u r a r t o d a s las h e r e j í a s e n g e -
neral, y particularmente diez y seis p r o p o -
siciones l u t e r a n a s , de c u y a c r e e n c i a se l e d e -
claró sospechoso c o n sospecha vehemente.
3. P o r los motiyos para esta s o s p e c h a se
le s u s p e n d i ó d e l e j e r c i c i o de s u d i g n i d a d de
arzobispo de T o l e d o por e l t i e m p o de c i n c o
años , d u r a n t e los c u a l e s e s t a r í a r e c l u s o e n e l
convento d o m i n i c a n o de l a c i u d a d de O r b i e d o ,
en l a T o s c a n a . P o r de p r o n t o se l e m a n d ó p a -
sar a l c o n v e n t o de l a M i n e r v a , y e n p e n i t e n -
cia e s p i r i t u a l se le d e s i g n a r o n a l g u n a s o b r a s de
piedad y d e v o c i ó n ; entre ellas andar u n d i a
las siete i g l e s i a s de e s t a c i ó n de R o m a , t i t u l a -
das: san P e d r o , san P a b l o , san J u a n l a t e r a -
n e n s e , santa C r u z de J e r u s a l e n , san Sebas-
t i a n , santa María l a m a y o r y san L o r e n z o . L a
prohibición d e l catecismo en l a lengua caste-
18
206 HISTOHU DE LA INQUISICION,
l l a n a p u b l i c a d a p o r e l S a n t o O f i c i o de E s p a ñ a
se declaró válida.
h. L a s proposiciones luteranas que abjuró
Carranza y de cuya creencia se le d e c l a r ó
s o s p e c h o s o f u e r o n las siguientes:
1. a « L a s obras h e c h a s s i n c a r i d a d , sean de
l a n a t u r a l e z a q u e se f u e r e n , s o n p e c a d o y ofen-
den á D i o s .
2 . a « L a fe es e l i n s t r u m e n t o p r i m e r o y prin-
c i p a l c o n q u e se a s e g u r a l a j u s t i f i c a c i ó n .
o.a « E l h o m b r e se j u s t i f i c a f o r m a l m e n t e por
l a j u s t i c i a m i s m a de C r i s t o , p o r l a c u a l hizo
m é r i t o s para nosotros.
Zua « N a d i e c o n s i g u e l a j u s t i c i a de C r i s t o s i -
n o c r e y e n d o de c i e r t o c o n fe especial haber
llegado á tenerla.
5. a « L o s que están en pecado m o r t a l no
p u e d e n e n t e n d e r l a s a g r a d a E s c r i t u r a , n i dis-
c e r n i r las cosas de l a fe.
6 . a « L a r a z ó n n a t u r a l es c o n t r a r i a á l a fe en
las cosas de r e l i g i ó n .
7 . a « E l f ó m e s d e l p e c a d o q u e d a e n los b a u -
t i z a d o s c o n l a c a l i d a d m i s m a de p e c a d o .
8. a « E n e l p e c a d o r n o q u e d a l a verdadera
fe cuando ha p e r d i d o l a g r a c i a p o r e l pe-
cado.
9 . a « L a p e n i t e n c i a es i g u a l a l b a u t i s m o , y
n o es o t r a c o s a q u e vida nueva.
CAP. XXXIV. ART. IV. 207
10. « C r i s t o n u e s t r o S e ñ o r satisfizo p o r n u e s -
tros p e c a d o s t a n eficaz y p l e n a m e n t e , que no
se nos p i d e á n o s o t r o s n i n g u n a otra satisfac-
ción.
11. « L a fe b a s t a p o r s i s o l a p a r a n u e s t r a
salvación, aun sin obras.
12. « C r i s t o n o f u é l e g i s l a d o r n i le c o n v i n o
dar l e y .
13. « L a s a c c i o n e s y o b r a s d é l o s santos s o l o
DOS s i r v e n d e e j e m p l o , y n o p u e d e n auxiliar-
nos e n otra f o r m a .
l/j. «El u s o de las santas i m á g e n e s y l a v e -
n e r a c i ó n de las r e l i q u i a s de l o s santos son
leyes m e r a m e n t e h u m a n a s .
15. «La iglesia presente no tiene l a m i s m a
luz n i a u t o r i d a d i g u a l que l a p r i m i t i v a .
16. « E l estado de l o s a p ó s t o l e s y de l o s r e -
ligiosos no se d i s t i n g u e d e l e s t a d o c o m ú n de
los c r i s t i a n o s . »
5. N i n g u n a de estas d i e z y seis p r o p o s i -
ciones f u e r o n p r o n u n c i a d a s d e p a l a b r a p o r e l
arzobispo de T o l e d o , s e g ú n las d e c l a r a c i o n e s
de los n o v e n t a y seis t e s t i g o s e x a m i n a d o s d e
oficio y de i n t e n t o , p o r l o s i n q u i s i d o r e s , s i n
intervención ni aun n o t i c i a de Carranza, y
con t o d a l a m a ñ a de h o m b r e s a c o s t u m b r a d o s
a sacar de l o s d e c l a r a n t e s mas de lo que de-
sean estos d e c i r . Y o n o h e l e i d o l a s o b r a s l i -

/
208 HISTORIA DE LA INQUISICIONj
t e r a r i a s d e que se t r a t a e n e l p r o c e s o , pero
sí las c e n s u r a s ; y n o c o n s t a e n ellas q u e C a r -
r a n z a p u s i e r a l i t e r a l m e n t e n i n g u n a de las diez
y seis p r o p o s i c i o n e s ; s o l o sí a l g u n a s de cuyo
t e x t o i n d u c í a n l o s c e n s o r e s q u e C a r r a n z a creía
estas y o t r a s m u c h a s . E i h e c h o de no m a n -
dar abjurar los t a n t o s c i e n t o s de p r o p o s i c i o -
nes t a c h a d a s , n i las s e t e n t a y dos calificadas
de h e r é t i c a s p o r l o s c e n s o r e s , d e m u e s t r a que
su j u i c i o f u é b i e n a v a n z a d o , y r e b a j a mucho
su valor.
6. E l arzobispo e s c u c h ó c o n h u m i l d a d la
sentencia; y abjurando conforme á e l l a , fué
a b s u e l t o ad cautelam: c e l e b r ó e l santo sacrifi-
c i o de l a m i s a l o s c u a t r o p r i m e r o s d í a s de l a
semana s a n t a ; e l l u n e s d e P a s c u a de resur-
r e c c i ó n , 2 3 de a b r i l , a n d u v o las estaciones, pa-
ra lo cual el Papa por t e s t i m o n i o p ú b l i c o de
a p r e c i o y de c o m p a s i ó n l e o f r e c i ó su litera,
que no a c e p t ó a q u e l : d i j o m i s a e n S . Juan
d e L e t r a n y f u é l a ú l t i m a de s u v i d a ; porque
habiendo contenido la o r i n a , no pudo después
e s p e l e r l a y e n f e r m ó de m u e r t e , la c u a l se v e -
r i f i c ó á las t r e s de l a m a ñ a n a d e l d í a 2 de
m a y o , teniendo s e t e n t a y t r e s de e d a d , y de
ellos los diez y o c h o ú l t i m o s de r e c l u s i ó n .
7. N o t i c i o s o e l P a p a d e l estado de l a en-
f e r m e d a d , d í a 30 de a b r i l , le e n v i ó d i s p e n s a '
CAP. XXXIV.—ART. IV. 209
cion y a b s o l u c i ó n pontificia total á culpa y
pena, u s a n d o e n esto de su libre voluntad
para c o n s u e l o d e l e n f e r m o , p o r s i p o d í a c o n -
tribuir este g u s t o a l r e s t a b l e c i m i e n t o de su
salud: C a r r a n z a r e c i b i ó g r a n p l a c e r , y de sus
resultas l o s t r e s s a c r a m e n t o s de penitencia,
yiático y u n c i ó n c o n tranquilidad y muestras
de a l e g r í a .
8. H i z o t e s t a m e n t o a n t e u n o de l o s s e c r e -
tarios d e su p r o c e s o nombrado p o r sus a l b a -
ceas á su grande y c o n s t a n t í s i m o amigo don
Antonio de T o l e d o , g r a n p r i o r d e l o r d e n d e
sao J u a n , c a b a l l e r i z o m a y o r del R e y ; doc-
tores M a r t i n de Alpizcueta, y Alonso Del-
gado sus d e f e n s o r e s , que tampoco le abando-
naron j a m á s ; D . J u a n de N a v a r r a y M e n d o z a ,
dignidad de c a p i s c o l y c a n ó n i g o de Toledo,
hijo d e l c o n d e d e L o d o s a , d e s c e n d i e n t e de l o s
reyes de N a v a r r a p o r l í n e a m a s c u l i n a no l e -
gitima; fr. Hernando de san Ambrosio, su
procurador constante d e s d e l a o b t e n c i ó n de
bulas d e l a r z o b i s p a d o , y f r . A n t o n i o de U t r i -
Ha, e j e m p l o de fidelidad y a m o r en diez y
ocho a ñ o s de c á r c e l v o l u n t a r i a . N o h a b i a o b -
tenido facultades para testar, sin las c u a l e s
"o p u e d e n l o s o b i s p o s h a c e r l o ; p e r o como el
Papa p e r c i b í a e n a q u e l t i e m p o los e s p o l i o s y
herencias de e l l o s , G r e g o r i o X I I I aprobó y
210 HISTORIA DE ÍA. INQUISICION,
m a n d ó c u m p l i r t o d a s l a s d i s p o s i c i o n e s piado-
sas d e l a r z o b i s p o .
9. E s t e antes de m o r i r h i z o e n l e n g u a l a -
tina, d i a 30 d e a b r i l , e n p r e s e n c i a d e tres se-
cretarios de su p r o c e s o , m u c h o s españoles y
a l g u n o s i t a l i a n o s , c o n v o z c l a r a y m u y de
e s p a c i o p a r a q u e todos l o e n t e n d i e r a n , l a pro-
t e s t a c i ó n s i g u i e n t e , d e s p u é s d e r e c i b i d o e l sa-
cramento-de l a penitencia, cuando i b a á re-
c i b i r e l d e l a e u c a r i s t í a y h a c e r l a protesta-
c i ó n d e l a fe.
10. « A t e n d i d a l a s o s p e c h a f o r m a d a contra
mí d e h a b e r i n c u r r i d o e n l o s e r r o r e s contra
la fe q u e se m e h a n i m p u t a d o , m e considero
en o b l i g a c i ó n d e m a n i f e s t a r l o q u e siento e n
este p u n t o p o r e l paso e n q u e m e h a l l o , para
lo c u a l he h e c h o l l a m a r á l o s c u a t r o secre-
t a r i o s de m i c a u s a . P o n g o p o r t e s t i g o á la
corte celestial, y p o r j u e z á este soberano
S e ñ o r q u e v i e n e e n este s a c r a m e n t o , y á los
santos á n g e l e s q u e c o n él e s t á n y t u v e siempre
por mis abogados; y j u r o p o r e l m i s m o S e ñ o r ,
por el paso en q u e e s t o y , y por la cuenta
que pienso dar á Dios m u y luego : q u e m i e i r
tras leí teología en mi o r d e n y después c u a n -
do e s c r i b í , e n s e ñ é , prediqué y disputé en E s -
p a ñ a , Alemania, Italia é Inglaterra , me pro-
puse siempre p o r o b j e t o ensalzar la fe de
• \
CAP. XXXIV.—ART. IV. | | |
nuestro s e ñ o r Jesucristo é i m p u g n a r á los
herejes. S u d i v i n a M a j e s t a d se s i r v i ó de a y u -
darme e n e s t a e m p r e s a s u y a de m a n e r a , q u e
con s u g r a c i a c o n v e r t í e n I n g l a t e r r a m u c h o s
herejes á l a fe c a t ó l i c a ; y cuando fui allá
con e l R e y n u e s t r o s e ñ o r h i c e c o n s u a c u e r d o
desenterrar l o s c u e r p o s d e l o s m a y o r e s here-
jes q u e h u b o e n a q u e l t i e m p o y se q u e m a s e n
con g r a n d e a u t o r i d a d de l a I n q u i s i c i ó n . Los
c a t ó l i c o s , tanto c o m o los h e r e j e s , me dieron
el t í t u l o de p r i m e r d e f e n s o r de l a fe. Puedo
asegurar c o n verdad haber sido siempre uno
de l o s p r i m e r o s q u e t r a b a j a r o n en este santo
negocio , e n t e n d i e n d o e n m u c h a s cosas de e s -
tas p o r ó r d e n d e l R e y n u e s t r o Señor. Su M a -
jestad es b u e n t e s t i g o de pai-te de estas p r o -
posiciones : y o l o h e a m a d o , y le a m o ahora
m u y d e v e r a s , t a n t o q u e n i n g ú n h i j o s u y o le
tiene n i t e n d r á mas firme n i mas verdadero
amor q u e e l m í o .
«Aseguro también que nunca e n s e ñ é pre-
d i q u é , n i d e f e n d í en toda m i vida la here-
jía n i c o s a contraria al verdadero sentido de
la i g l e s i a r o m a n a , n i c a í e n e r r o r a l g u n o de
los q u e se han sospechado contra m í t o m a n -
do m i s p a l a b r a s y p r o p o s i c i o n e s e n sentido
diferente d e l q u e yo l e s d a b a : y j u r o , p o r lo
que t e n g o d i c h o y p o r el mismo S e ñ o r á q u i e n
212 HISTORIA DE 1Á INQUISICION,
he puesto por j u e z , que j a m á s me pasó por
e l p e n s a m i e n t o n i n g u n a c o s a de las i n d i c a d a s ,
n i de t o d a s las o t r a s q u e se h a n citado en el
p r o c e s o c o n t r a m í , n i se m e o f r e c i ó e n toda
m i v i d a e l d u d a r s o b r e n i n g u n o de tales p u n -
tos de d o c t r i n a ; p u e s antes b i e n l e í , e s c r i b í ,
e n s e ñ é a y p r e d i q u é l a santa fe c o n tanta fir-
meza c o m o a h o r a l a creo y profeso al tiempo
de m i m u e r t e .
No por eso dejo de r e c i b i r e n c o n c e p t o de
j u s t a l a s e n t e n c i a de m i p r o c e s o , pues es p r o -
n u n c i a d a p o r e l T Í c a r i o d e J e s u c r i s t o . Y o la
h e r e c i b i d o y t e n g o p o r t a l , a t e n d i e n d o á ser,
como es, el juez p r u d e n t í s i m o , rectísimo y
d o c t í s i m o , a d e m á s d e l a d i c h a c a l i d a d de v i -
c a r i o de J e s u c r i s t o . P e r d o n o a h o r a por e l paso
e n que m e h a l l o , y h e p e r d o n a d o s i e m p r e , cual-
q u i e r agravio que h a y a n p r e t e n d i d o hacerme
de c u a l q u i e r m o d o los que han sido parte
c o n t r a m í e n esta c a u s a , o h a n e n t e n d i d o en
ella de a l g u n a forma. N o he tenido rencor
contra ninguno de e l l o s ; antes b i e n ios en-
c o m e n d é á D i o s : a h o r a l o h a g o de v e r a s a m á n -
d o l e s de c o r a z ó n ; y p r o m e t o q u e si v o y a l l u -
gar- d o n d e espero ir por la voluntad y mi-
sericordia del S e ñ o r , no p e d i r é nada contra
e l l o s , s i n o a l c o n t r a r i o r o g a r é á D i o s p o r to"
dos. »
CAP. XXXIV.—ART. IV.
11. E l cuerpo del arzobispo fué sepultado,
dia 3 , e n e l c o r o de l o s r e l i g i o s o s d e l c o n v e n t o
de la M i n e r v a , entre dos c a r d e n a l e s Médicis,
á cuyos l a d o s h a y estatuas de m á r m o l de l o s
papas L e ó n X y C l e m e n t e Y I I , i n d i v i d u o s d e
la m i s m a f a m i l i a . E l s u m o p o n t í f i c e G r e g o r i o
XIII (aquel mismo que le habia declarado
sospechoso de hereje) mandó poner en la
losa d e l sepulcro u n epitafio que indica lo
c o n t r a r i o , t a l v e z p o r r e s u l t a s de l o q u e C a r -
ranza p r o t e s t ó e n l a h o r a de m o r i r ; e l t e n o r
fué c o m o sigue :
12. Deo óptimo máximo. Barthotorneo C a r -
ranza „ navarro , dominicano, archiepiscopo to-
ktano, Hispaniarum p r i m a i i ; viro genere , vita,
doctrina, contione, atque elemosinis claro : mag-
nis muneribus á Carolo V imperatore et á P h i -
lípo I I rege católico, sibi commissis, egregié fúñe-
te; animo in prosperis modesto, et in adversis
ceqao. Obiit anno 1576 , die secundo maii,
Athanasio et Antonio , sacro ; cetatis suca 7 3 . °
13. Q u i e r e d e c i r en e s p a ñ o l : « A D i o s ó p -
tiüio m á x i m o sea d a d a l a g l o r i a . E s t e m o n u -
nieato es d e d i c a d o á Bartolomé Carranza, na-
varro, dominicano, arzobispo de Toledb,
primado de las E s p a ñ a s , v a r ó n ilustre en l i -
^je, v i d a , doctrina, predicación, y limos-
nas; c u m p l i d o r e x a c t o de g r a n d e s comisiones
214 HISTORIA DE L k INQUISICION,
de C á r l o s Y e m p e r a d o r , y de F e l i p e I I rey
c a t ó l i c o ; d o t a d o de á n i m o m o d e s t o e n l a pros-
peridad y paciente en la adversidad. Murió
de s e t e n t a y tres a ñ o s en e l de 1 5 7 6 , dia
2 de m a y o , en q u e se v e n e r a n s a n A t a n a s i o y
san A n t o n i o . »
IZu S i e l P a p a l o t i t u l a b a v a r ó n i l u s t r e en
d o c t r i n a y p r e d i c a c i ó n , n o p a r e c e r e g u l a r cre-
yese q u e sus l i b r o s y sermones contuviesen
herejías.
15. E l m i s m o S u m o P o n t í f i c e a v i s ó al c a -
b i l d o de T o l e d o l a s e n t e n c i a c o n s u f e c h a , y
d e s p u é s la m u e r t e c o n la s u y a , encargándole
r o g a r á D i o s p o r s u a l m a . S u s e x e q u i a s en R o -
m a f u e r o n s o l e m n e s d e s d e l u e g o , t a m b i é n se
l e h i c i e r o n s o l e m n í s i m a s e n T o l e d o pasado a l -
gún tiempo.
16. S u a r z o b i s p a d o se d i ó a l i n q u i s i d o r ge-
n e r a l D . G a s p a r de Q u i r o g a , o b i s p o de C u e n c a ,
que luego fué cardenal. Este prelado (que ha-
b í a s i d o c a n ó n i g o ) c e l e b r ó e n su i g l e s i a u n con-
cilio sinodal y otro p r o v i n c i a l ; y echando de
m e n o s e l r e t r a t o de su a n t e c e s o r e n l a sala c a -
p i t u l a r , e n q u e se v e i a n l o s de sus predeceso-
res, mandó p o n e r l o e n s e g u i d a d e l cardenal
D . J u a n M a r t í n e z S i l í c e o c o m o le c o r r e s p o n -
d í a : p r u e b a de q u e n o se a v e r g o n z a b a d e q u e
se p u s i e r a d e s p u é s e l s u y o á su l a d o .
CAP. XXXIV. ART, IV. 215
17. E r a costumbre t a m b i é n poner á cada
uno su epitafio e n l a p u e r t a d e l s a g r a r i o : e l c a -
bildo de T o l e d o , p o r m o d e r a c i ó n ú n i c a m e n t e ,
yüso'.Frater Bartholomeus de Carranza et M i r a n -
da, ordinis predicatorum archiepiscopas toletanus
otiit postridié kalendas m a i i , anno M D L X X V I 9
esto es: « F r . B a r t o l o m é C a r r a n z a de M i r a n d a ,
del o r d e n de p r e d i c a d o r e s , a r z o b i s p o de T o l e -
do, m u r i ó á 2 d e m a y o d e 1 5 7 6 . » P e r o á l a
vista de lo practicado por el sumo pontífice
Gregorio X I I I , b i e n p u d o a ñ a d i r a l g ú n e l o g i o
para q u e n o se n o t a r a su falta e n c o n c u r r e n c i a
de t o d o s l o s o t r o s . ¿ N ) l o t e n i a E l i p a n d o d e s -
pués de h a b e r s i d o c o n d e n a d o c o m e h e r e j e f o r -
mal y p o s i t i v o ?
18. A pesar del triunfo no m e r e c i d o que
consiguió e l S a n t o O f i c i o e n l a c a u s a de Car-
ranza, l o s i n q u i s i d o r e s q u e d a r o n descontentos
porque n o se l e h a b i a p r i v a d o de l a d i g n i d a d
ilearzobispo de T o l e d o . L a s u s p e n s i ó n d e cin-
co a ñ o s Ies p a r e c i ó p e n a l e v í s i m a , y r e c e l a r o n
lúe á p o c o t i e m p o l a d i s p e n s a r a e l P a p a , c o m o
se verificó á los ocho dias de su p r o n u n c i a -
miento.
19. L a mala voluntad está descubierta en
'asearlas q u e h a y en e l p r o c e s o de M a d r i d es-
citas e n R o m a u n o , dos y t r e s d i a s d e s p u é s
^ la s e n t e n c i a . E n t r e m u c h a s especies q u e h o y
216 OISTOaiA. DB LA INQUISICION,
d e s h o n r a r í a n á sus a u t o r e s , es l a de s u g e r i r al
R e y que de ninguna m a n e r a d e b e r í a permitir
que C a r r a n z a v o l v i e s e á E s p a ñ a , y menos á
gobernar e l a r z o b i s p a d o a u n d e s p u é s de los
c i n c o a ñ o s . E l v e n e n o de l a e n v i d i a y d e l en-
cono hacia fingir q u e c a u s a r í a e s c á n d a l o y se-
r í a d e s h o n r o s o p a r a u n a i g l e s i a c o m o l a de T o -
l e d o e l v e r e n s u c o r o y d i ó c e s i s u n penitencia-
d o p o r l a I n q u i s i c i ó n ; q u e l o m e j o r s e r í a tratar
S u M a j e s t a d c o n e l P a p a p a r a q u e hiciese á
Carranza renunciar p o r sí m i s m o reservándose
p e n s i ó n , y p r o p o r c i o n a r á l a i g l e s i a de Toledo
p r e l a d o m a s d i g n o . D i o s , p o r sus j u i c i o s ines-
crutables, c o r t ó luego l a o c a s i ó n , el motivo y
l a m a t e r i a de n u e v a s i n t r i g a s c o n l a muerte d e l
a r z o b i s p o ; p u e s h e v i s t o c o n d o l o r que lejos de
cesar e l e m p e ñ o de p e r s e g u i r l e , se preparaba
nueva tempestad.
20. ¡ Q u e s i e m p r e s i r v a d e p r e t e x t o e l zelo
d e l a r e l i g i ó n y e l de l a m a y o r h o n r a y gloría
de D i o s y d e s u s a n t a I g l e s i a ! Tantum religio
potuit suadere maloram I d i j o e l P o e t a ; pero uo
es v e r d a d : l a r e l i g i ó n n o p e r s u a d e m a l alguno;
es la m a l i c i a d e l o s h o m b r e s q u e abusa del
nombre de las cosas inocentes y santas.
GAP. XXXV. AUT. I. 217

CAPITULO XXXV.
V

DE LA. CAUSA CELEBRE DEL FAMOSO A N -


TONIO PEREZ , MINISTRO Y PRIMER SE-
CRETARIO DE ESTADO DEL REY FELI-
PE l í .

ARTÍCULO I.

Sucesos que precedieron a l proceso formado en la


Inquisición.

1. O t r a v í c t i m a i l u s t r e de l a I n q u i s i c i ó n y
del m a l c a r á c t e r d e F e l i p e I I n o s o f r e c e su m i -
nistro , p r i m e r s e c r e t a r i o de e s t a d o , Antonio
Pérez. N o m e d e t e n d r é á r e f e r i r l o q u e p a d e -
ció en M a d r i d d u r a n t e q u i n c e a ñ o s ; desde 1 5 7 8 ,
•en que se v e r i f i c ó la m u e r t ^ d e J u a n E s c o b e d o ,
secretario de D . J u a n de A u s t r i a , p o r m a n d a t o
de S u M a j e s t a d , hasta 18 de a b r i l de 1 5 9 0 , e n
l ú e ( s i n a c a b a r de c o n v a l e c e r de l a d e s c o m -
posición de m i e m b r o s c r u e l í s i m a m e n t e verifi-
Cada e n e l t o r p a e n t o s u f r i d o d i a 2 3 de f e b r e r o )
Tomo vi, 19
218 HISTORIA. DE LA i N Q t l l s i c i O N ,
p u d o h u i r de l a c o r t e y b u s c a r a s i l o en A r a g ó n ,
c u y a c o n s t i t u c i ó n p o l í t i c a e r a m a s favorable á
l o s p r o c e s a d o s , r e s t r i n g i e n d o l a p o t e s t a d sobe-
r a n a de m o d o q u e e l I l e y s o l o fuese p a r t e acu-
sante p o r m e d i o de a p o d e r a d o . T o d o esto se
p u e d e saber p o r l a o b r a q u e A n t o n i o P e r e z i m -
p r i m i ó c o n t í t u l o de Relaciones , y o t r a que pu-
b l i c ó D . A n t o n i o V a l l a d a r e s de S o t o m a y o r en
e l Semanario erudito, y l u e g o e n u n t o m o en oc-
t a v o , a ñ o 1 7 8 8 , i n t i t u l a d o Proceso criminal for-
mado contra Antonio P é r e z ; a u n q u e u n a y otra
o b r a n e c e s i t a n l a c l a r i d a d q u e n o t i e n e n , y les
h e d a d o e n l a Historia de a q u e l m i n i s t r o , que
v e r á t a l v e z u n d i a l a l u z p ú b l i c a , poi que i l u s -
t r a m u c h o l o s s u c e s o s d e l r e i n a d o de F e l i p e I I ,
y a u n l o s de H e n r i q u e I V de F r a n c i a é Isabel
de I n g l a t e r r a . M e c e ñ i r é a l p r o c e s o de i n q u i -
s i c i ó n , b i e n q u e n o d e b o e s c u s a r algunas no-
t i c i a s de l o s de A r a g ó n , p o r q u e solo a s í se po-
drá c o n o c e r e l d e I n q u i s i c i ó n que n a c i ó de
ellos.
2. R e f u g i a d o A n t o n i o P é r e z en A r a g ó n ,
d e s p a c h ó F e l i p e I I r e q u i s i t o r i a s en posta para
p r e n d e r l e ; se v e r i f i c ó e n C a l a t a y u d ; Antonio
p r o t e s t ó q u e q u e r í a v a l e r s e d e l fuero de m a n i -
f e s t a c i ó n ; e n su c o n s e c u e n c i a fué c o n d u c i d o á
Zaragoza y custodiado en la cárcel d e l reino ,
l l a m a d a u n a s v e c e s a s í y otras d é l a libertad;
CAP. XXXV.'—ART. I. 219
porque los p r e s o s e r a n a l l í l i b r e s d e l p o d e r d i -
recto d e l rey , sujetos únicamente al j u s t i c i a
mayor del r e i n o ; otras de los fueros, p o r q u e l a
c o n s t i t u c i ó n p o l í t i c a d e l r e i n o se l l a m a b a Fue-
ro de Aragón ; y otras d e los manifestados, p o r -
que s o l o e n t r a b a n los q u e v o l u n t a r i a m e n t e p r e -
ferían aquella cárcel á la real ó p ú b l i c a , d i -
ciendo que se m a n i f e s t a b a n e l l o s m i s m o s c o m o
sóbdilos á la potestad del r e i n o , i m p l o r a n d o la
p r o t e c c i ó n de sus fueros , l o s c u a l e s p o r l o r e s -
pectivo á este p u n t o c o n s i s t í a n e n q u e u n m a -
nifestado n o d e b i a s u f r i r t o r m e n t o , l o g r a b a l i -
bertad c o n c a u c i ó n j u r a d a d e s p u é s de r e s p o n d e r
ásu a c u s a c i ó n ; y a u n c o n d e n a d o á m u e r t e p o r
cualquiera juez y c r i m e n , suspendia los efectos
de l a s e n t e n c i a r e c u r r i e n d o a l t r i b u n a l d e l g r a n
justicia de A r a g ó n (1) c o n l a s o l i c i t u d d e q u e

(l) Gran Justicia de A r a g ó n , era juez intermedio


entre el rey y los vasallos, independiente del rey en
cuanto juez, ante quien el rey solo era parte litigante,
y cuya magistratura estaba autorizada por la consti-
tución política del reino para declarar á petición do
cualquiera habitante que él rey ó sus jueces, ó ma-
gistrados liacian fuerza y procedían de hecho y con-
tra derecho , violando la constitución y los fueros del
reino, en cuyo caso el gran justicia podia defender
estos á fuerza armada contra el rey , cuanto mas con-
lra sus agentes^y representantes.
220 HISTORIA DE t k INQUISICION, '
se e x a m i n a r a si l a e j e c u c i ó n v i o l a b a ó no a l g ú n
f u e r o d e l r e i n o . S e p a r e c i a en p a r t e a l t r i b u n a l
s u p r e m o de C a s a c i ó n de F r a n c i a .
8. F e l i p e I I ( d e s p u é s de m u c h a s y gran-
des p e r o i n ú t i l e s t e n t a t i v a s p a r a que la D i p u t a -
c i ó n p e r m a n e n t e d e l r e i n o e n v i a s e á M a d r i d el
p r e s o ) m a n d ó r e m i t i r á Z a r a g o z a los procesos^
y d i o p o d e r e s p a r a a c u s a r e n A r a g ó n a l refugia-
d o , c o m o reo de h a b e r e s p u e s t o a l R e y causas
i n c i e r t a s q u e m o v i e s e n el á n i m o de S u Majes-
tad á d e c r e t a r í a muerte d i s i m u l a d a d e l secre-
t a r i o J u a n E s c o b e d o , h a b e r falsificado cartas
de oficio y r e v e l a d o s e c r e t o s d e l C o n s e j o de E s -
t a d o . A n t o n i o P é r e z ( d e s p u é s de m i l i n c i d e n -
cias q u e n o p e r t e n e c e n á m i o b j e t o ) puso al
R e y en l a n e c e s i d a d de a p a r t a r s e de su querella
por escritura p ú b l i c a , de 18 de a g o s t o , para
e v i t a r e l s o n r o j o de v e r á su p e r s e g u i d o ab-
suelto de l a r e a l q u e r e l l a e n j u i c i o c o n t r a d i c -
torio.
4. D i j o F e l i p e 11 e n a q u e l l a e s c r i t u r a que ,
n o o b s t a n t e su a p a r t a m i e n t o , se r e s e r v a b a usar
de sus acciones y derechos d o n d e , como y
c u a n d o le c o n v i n i e s e ; y e n su c o n s e c u e n c i a ,
p a r a e v i t a r q u e A n t o n i o P é r e z fuese puesto en
p l e n a l i b e r t a d , d i s p u s o q u e a n t e el regente de
l a r e a l a u d i e n c i a de A r a g ó n se c o m e n z a s e con-
tra él otro proceso c r i m i n a l c o n t i t u l o de en-
CAP. XXXV.—' ART. I. 221
(¡uesia , p a l a b r a a n l i g u a a r a g o n e s a n a c i d a de l a
francesa enquéte , d e r i v a d a de l a l a t i n a í'n^aísiíio
por c o r r u p c i ó n de v o c e s . Se n o m b r a de este
modo en los fueros e l j u i c i o f o r m a d o c o n t r a las
personas q u e h a n e j e r c i d o m a g i s t r a t u r a o des-
tino p ú b l i c o , sobre abuso , infidelidad ú otro
delito c o m e t i d o en el e j e r c i c i o m i s m o d e l e m -
p l e o : e n C a s t i l l a se l l a m a j a l d o de visita,
5. S e f o r m ó p u e s esta n u e v a q u e r e l l a , d i -
ciendo q u e l o s fueros de A r a g ó n esceptuaron
del g o c e de sus e s c e n c i o n e s á l o s c r i a d o s del
r e y , dejando á S u Majestad a b s o l u t o , l i b r e y
despótico poder sobre ellos para castigar las
faltas y l o s c r í m e n e s c o m e t i d o s e n el s e r v i c i o á
que ^e o b l i g a b a n al t i e m p o de h a c e r s e t a l e s
criados ; que A n t o n i o l o h a b i a s i d o d e l R e y e n
el oficio de s e c r e t a r i o de e s t a d o , y faltado g r a -
v e m e n t e á l a fidelidad ; p o r l o q u e d a b a comi-
sión a l r e g e n t e de la r e a l a u d i e n c i a de A r a g ó n
para e l j u i c i o de l a enquesta c o n s u l t a n d o c o n S u
Majestad lo necesario. A n t o n i o P é r e z espuso
que el d e s t i n o de s e c r e t a r i o de estado es e m -
pleo p ú b l i c o , n o i n c l u i d o j a m á s e n l a clase de
criados d e l r e y ; p u e s a u n c o m p r e n d i é n d o l o , h a -
alaria e l fuero de l o s s e c r e t a r i o s de e s t a d o d e l
'"einode A r a g ó n , y él lo h a b i a s i d o d e l de C a s -
tilia;, t e n i e n d o d su c a r g o s o l o s e s p e d i e n t e s d e
la c o r o n a c a s t e l l a n a ; p u e s S u M a j e s t a d , c o m o
222 HISTORIA DE LA INQTJISICION ,
r e y de A r a g ó n , t e n i a p o r s e c r e t a r i o á D . M i -
g u e l C l e m e n t e , p r o t o n o t a r i o d e A r a g ó n ; que
e l fuero h a b l a b a de l o s c r i a d o s d e l R e y a r a g o -
n e s e s , y é l no l o e r a s i n o p o r o r i g e n de padres
y a b u e l o s ; q u e n i n g u n o p o d i a ser j u z g a d o dos
v e c e s e n d i s t i n t o s t r i b u n a l e s y t i e m p o s p o r un
solo h e c h o , y A n t o n i o P é r e z l o h a b i a sido y a
e n M a d r i d , a ñ o 1 5 8 2 , e n j u i c i o de visitas de
s e c r e t a r í a s ; y e l e s p o n e n t e s u f r i ó ser castigado
por n o d i s c u l p a r s e de las a c u s a c i o n e s con b i -
lletes reservados del R e y ; ú l t i m a m e n t e , que
á p e s a r de l a s u s t r a c c i ó n d e p a p e l e s h e c h a por
fraude á doña Juana Coello, su m u g e r , a ñ o
1 5 8 5 , t e n i a e n s u p o d e r los b a s t a n t e s á descar-
garse c o m p l e t a m e n t e .
6. C o n efecto , h i z o v e r f u e r a del proceso
p o r m e d i o s i n d i r e c t o s á D . I ñ i g o de Mendoza?
m a r q u é s de A l m e n a r a (representante del Rey
de A r a g ó n p a r a l a c o n t r o v e r s i a d e ser ó no S u
Majestad obligado á n o m b r a r v i r e y a r a g o n é s ) ;
áD. A n d r é s de C a b r e r a y B o b a d i l l a , arzobis-
p o de Z a r a g o z a , h e r m a n o d e l c o n d e de C h i n -
c h ó n ( f a v o r i t o d e l R e y p o r e n t o n c e s ) y á otras
p e r s o n a s e l e v a d a s afectas á S u M a j e s t a d , copias
de c a p í t u l o s de m u c h o s b i l l e t e s d e l R e y sufi-
cientes á su d e f e n s a , c o m o l o h a b i a n sido los
o t r o s en e l p r o c e s ó de l a m u e r t e .
7. L e s hizo t a m b i é n entender P é r e z q u e ,
CAP. XXXV.—ART. u . 223
noticioso de q u e S u M a j e s t a d h a b l a s e n t i d o l a
p r e s e n t a c i ó n j u d i c i a l de a l g u n o s p a p e l e s , á p e -
sar de que para evitarlo e s c r i b i ó a l R e y y á
su c o n f e s o r e n t i e m p o a n t i c i p a d o , d e s e a b a e s -
cusarle a h o r a e l n u e v o d i s g u s t o de v e r p r e s e n -
tados l o s d e m á s o r i g i n a l e s e n q u e se c o n t e n í a n
secretos m a s delicados y relativos á terceras
p e r s o n a s ; p e r o q u e esto n o o b s t a n t e si l a p e r -
secución p r o s e g u í a sin hacer caso d e l a v i s o ,
c o m o a n t e s , l o s p r e s e n t a r í a ; p o r q u e y a n o se
hallaba en estado de m u l t i p l i c a r s a c r i f i c i o s i n ú -
tiles c o n t a n t o d a ñ o d e s u m u g e r y de siete
hijos.

ARTICULO II.

Procedimientos del Santo O/icio anteriores a l de-


creto de prisión.

i. Este suceso cortó los progresos de l a


causa de l a e n q u e s t a , con cuyo motivo Anto-
nio P é r e z ( v i e n d o l a i n a c c i ó n ) i n t r o d u j o l a s o -
l i c i t u d de q u e se c o n c e d i e r a l i b e r t a d á l o m e -
nos bajo de fianzas; y no h a b i é n d o l o concedido
el r e g e n t e , i m p l o r ó l a p r o t e c c i ó n de l o s fueros
•Jel r e i n o c o n t r a l a fuerza i n t r o d u c i e n d o su
O c u r s o e n el t r i b u n a l del gran justicia de
dragón.
21 h HISTORIA DE IA INQUISICION,
2. N o l a c o n s i g u i ó , y de sus r e s u l t a s p a -
rece haber consentido el proyecto que Juan
F r a n c i s c o M a y o r i n i , c o m p a ñ e r o s u y o de viaje
y c á r c e l , f o r m ó de p r o p o r c i o n a r fuga y pasar
á B c a r n e : se d e s c u b r i ó antes de l a e j e c u c i ó n
c u a n d o y a e s t a b a p r ó x i m a , p o r ser m u c h a s las
p e r s o n a s i n t e r v e n t o r a s y h a b e r l o r e v e l a d o una
de e l l a s ; b i e n q u e P é r e z se h a b í a c o n d u c i d o de
m a n e r a , q u e n o s o l o n o se p r o b ó h a b e r tenido
p a r t e a c t i v a , s i n o t a m p o c o a s e n s o , a c e r c a del
cual ú n i c a m e n t e resultaron fundamentos de
sospecha.
8. L a i n f o r m a c i ó n de t e s t i g o s examinados
por el r e g e n t e p r o p o r c i o n ó e l proceso del San-
to O f i c i o , a g r á d a b l e á l a c o r t e , p o r q u e falta-
b a n y a p r e t e x t o s p a r a d i l a t a r su j u i c i o de l a
e n q u e s t a . E n 19 de f e b r e r o de 1 5 9 1 , e s c r i b i ó
el regente al i n q u i s i d o r M o l i n a e l p a p e l si-
guiente :

¿l. « E n l a residencia que t o m ó Antonio Pé-


rez se h a d e s c u b i e r t o q u e l a h u i d a de l a cárcel
que J u a n F r a n c i s c o M a y o r i n i y él procuraban,
e r a p a r a i r s e á B e a r n e y á o t r a s p a r t e s de F r a n -
c i a d o n d e h a y h e r e j e s , p a r a l o s fines q u é d e l a
p r o b a n z a q u e -sobre clio he hecho mandara
V d . . . y e r . Y p o r ser c o s a de l a c u a l p o d r i a re-
s u l t a r m u y g r a n d e d e s e r v i c i o de D i o s y d e l Rey
nuestro señor, me ha parecido advertirlo »
CAP. XXXV.—ART. I I . 225
V d , , y e n v i a r c o p i a de e l l a p a r a q u e V d . y esos
señores tengan noticia y lo m a n d e n v e r y c o n -
siderar , c o m o acostumbran, y á m í en su
servicio , e t c . »

E l r e g e n t e XIMENEZ.

5. L a p r o b a n z a q u e se c i t a e n este b i l l e t e
era testimonio dado s i n fecha p o r e l e s c r i -
bano Juan M o n t a ñ é s , e n q u e se c o p i a b a n e l
capítulo octavo de las p r i m e r a s adiciones, y
el q u i n t o de las s e g u n d a s , hechas por el
procurador d e l R e y á los principales de a c u -
sación contra A n t o n i o P é r e z , y de l o q u e h a -
bían d e c l a r a d o á su t e n o r J u l i á n L u i s de L u -
na, Antón de l a A l m u ñ i a y D i e g o de B u s -
tamante. E n l o s c a p í t u l o s se q u e d a p r o b a r q u e
Antonio P é r e z y J u a n F r a n c i s c o M a y o r i n i h a -
blan i n t e n t a d o salirse de l a c á r c e l , d i c i e n d o
que se i r i a n d Bearne buscando á Vendo-
ma (1) y su h e r m a n a (2) , y á oteas p a r t e s

(i) Hcnrique I V , que por entonces era citado


en España con el nombre de Vendoma , por ser du-
que de este título desde la muerte de su padre A n -
tonio de Borbon ; pvies no se le reconocía la calidad
de rey de Navarra, y menos la de rey de Francia.
(a) Galalina de Borbon, que después fué duque-
sa soberana de Bar.
226 HISTORIA DE LA INQUISICION .
de l o s r e i n o s de Francia donde hay muchos
h e r e j e s e n e m i g o s de S u M a j e s t a d , en quienes
confiaban q u e les r e c o g e r í a n y h a r í a n mucha
m e r c e d p o r los secretos que el dicho A n t o n i o
Pérez sabia de las cosas de S u Majestad y
de sus r e i n o s ; q u e d e c í a d e s c u b r i r l a a l l á , d i -
ciendo palabras m u y fuertes y de m u c h o de-
sacato á este p r o p ó s i t o c o n t r a l a majestad del
Rey nuestro señor ; y que hablan de hacer
todo el d a ñ o que p u d i e s e n e n sus cosas. »
6. E l testigo J u a n Luis de L u n a , noble
aragonés, p r e s o en l a c á r c e l de los manifes-
tados , dijo haber oido á .luán Francisco M a -
y o r i n i q u e a u n q u e p u d i e r a s a l i r s e de la c á r c e l ,
n o l o b a r i a si h a b i a de s é r s e l o ; pero sí c o m o
pudiera llevarse á Antonio P é r e z , porque le
conducirla á donde estuviera e l p r í n c i p e de
Bearne ( i ) , y le v a l d r í a m u c h o dinero.
7. A n t o n i o de la A l m u ñ i a , n a t u r a l de Z a r a -
goza , preso en la m i s m a c á r c e l , dijo haber
o i d o á M a y o r i n i q u e p e n s a b a s a l i r s e de la p r i -
sión y llevarse á Antonio Pérez.
8. D i e g o de B u s t a m a n t e , n a t u r a l de Q t d -
jas e n A s t u r i a s de S a n t i l l a n a ( c r i a d o que ha-
b i a s i d o de A n t o n i o P é r e z diez y ocho años,

(i) Es el mismo H e n r í q a e IV.


CAP. x x x v . — A R T . m. 227
y separado e n t o n c e s p o r i n t r i g a s d e l m a r q u é s
de A l m e n a r a ) d e c l a r ó h a b e r oido á su amo
q u e , caso de s a l i r m a l s u r e c u r s o , se i r i a á
Francia y pedirla á M a d a m a de B e a r n e (1)
para q u e le diese un r i n c ó n donde pudiese
estar s e g u r o , y q u e i r i a á d o n d e le m a n d a s e .
Que s o b r e este a s u n t o t r a t a b a p o r m e d i o de
billetes c o n M a y o r i n i , preso en cuarto dis-
tinto. Q u e u n dia dijo al declarante escribiese
á Mayorini, que: « A c a b a s e c o n sus trazas y
mosttase lo que sabia, aunque se a y u d a s e d e l
D i a b l o ; » p e r o e l t e s t i g o c o n o c i ó y YÍÓ q u e
su a m o b a b i a d i c h o esta p r o p o s i c i ó n e n t o n o
de b u r l a . Q u e h a b l a n d o c o n u n c r i a d o h o l a n -
dés, G u i l l e r m o S t a r s , s o b r i n o de u n g e n e r a l
m a r i n o de H o l a n d a , l e d i j o que s i i b a d F r a n -
cia l o e n v i a r l a á su p a i s c o n e n c a r g o de d e -
cir á su t i o q u e le destinase una embarca-
ción e n que pasar su a m o á la m i s m a H o -
landa. »
9. (! P a r e c e r í a c r e í b l e q u e estas d e c l a r a c i o -
nes p r e s e n t a s e n m a t e r i a de d e n u n c i a r á l a I n -
q u i s i c i ó n l a p e r s o n a de A n t o n i o P é r e z como

(i) Calalina de B o r b o n , qne gobernaba el p r i n -


cipado d é Bearne y reino de Navarra l a baja por au-
sencia de su ^e'vmanQ Ileuriquo l Y ,
228 HISTORIA DE t X INQUISICION,
r e o d e l c r i m e n de l a h e r e j í a ? S o l o h a b e r visto
por m í m i s m o que no tuvo mas principio el
proceso me p u d o h a c e r c r e e r l o . P e r o se h a -
b l a n a p u r a d o l o s a r b i t r i o s p a r a c o n s e r v a r preso
á P é r e z c o n a p a r i e n c i a s de j u s t i c i a . E l regente
Ximenez de A r a g u é s estaba entregado á las
ó r d e n e s d e l m a r q u é s de A l m e n a r a , c o n quien
comunicaba diariamente l o q u e se h a c i a en
los asuntos de P é r e z . E l m a r q u é s practicaba
lo m i s m o t o d o s los c o r r e o s c o n e l conde de
Chichón , y este d i a r i a m e n t e c o n el Rey.
10. L o s c u a t r o e s t a b a n de a c u e r d o en p r i -
var á P é r e z de l i b e r t a d p a r a s i e m p r e ^ y aun
de l a v i d a si h u b i e s e arbitrios de aparente
j u s t i c i a : lo p e r m i t e d i s c u r r i r a s í cuanto h a b í a
s u c e d i d o en M a d r i d , p a r t i c u l a r m e n t e l a sen-
t e n c i a de muerte de h o r c a p r o n u n c i a d a en
1 . ' de julio de 1 5 9 0 • d e s p u é s de refugiado
Pérez e n A r a g ó n , m a n d a n d o r e m i t i r su p r o -
ceso á Z a r a g o z a , e n 1/; de mayo, y acre-
d i t a d o a l l í su i n o c e n c i a , t a n t o q u e fue forzoso al
Piey a p a r t a r s e de su q u e r e l l a e n 18 de agosto.
U n i e n d o c o n esto h a b e r a m e n a z a d o P é r e z coa
otro sonrojo i g u a l p a r a el j u i c i o p e n d i e n t e de
la e n q u e s t a , l a c r í t i c a mas severa no h a l l a r á
dificultad p a r a c r e e r q u e l a d e l a c i ó n a! Saoto
Oficio fué a r b i t r i o p o l í t i c o c o m b i n a d o entre
los c u a t r o , y se a p r o v e c h ó e l caso de las de-
CAP. XXXV.—ART. 11. 229
claraciones. A u n q u e c o n o c i e r a n ser despre-
ciable l a especie d e n u n c i a d a , confiaron que
puesto el asunto en el Santo Oficio se h a l l a -
rían m e d i o s de p r o b a r o t r a s cosas.
11 E r a n l o s i n q u i s i d o r e s de Z a r a g o z a don
Alonso M o l i n a de M e d r a n o y D . J u a n H u r l a d o
de M e n d o z a ; este p r i m o h e r m a n o del m a r q u é s
de A l m e n a r a , y a q u e l h o m b r e de i n t r i g a , t r a -
vieso y d e s e o s o de u n a m i t r a : e n este c o n f i ó e l
m a r q u é s m a s q u e su p r i m o , p o r ser D . Juan
menos sabio y m u y b o n d a d o s o , enemigo de
perseguir á n a d i e : c o n e f e c t o , D. Juan huyó
cuanto p u d o de i n t e r v e n i r e n e l n e g o c i o , y l u e -
go l o g r ó m u d a r de r e s i d e n c i a .
12 M o l i n a de M e d r a n o recibió e! b i l l e t e
del r e g e n t e y t e s t i m o n i o q u e lo a c o m p a ñ a b a ;
pero e n l u g a r de h a c e r l o p r e s e n t e a l t r i b u n a l ,
lo e n v i ó e n e l p r i m e r c o r r e o al i n q u i s i d o r g e -
neral D . G a s p a r de Q u i r o g a . E l m a r q u é s de
Almenara avisó al conde de C h i n c h ó n , y este
'al R e y , q u i e n h a b l ó c o n a q u e l c a r d e n a l para
que p r o v i d e n c i a s e l o c o n v e n i e n t e á f i n de a v e -
riguar t o d o s los d e l i t o s q u e h u b i e s e cometido
Amonio P é r e z contra la r e l i g i ó n , y de hacer
justicia. C o n e n c a r g o s de esta naturaleza no
podía m e n o s de ser P é r e z u n a v í c t i m a . Desde
ahora s a b e m o s q u e b u s c a r a s i l o e n p a í s donde
^ay h e r e j e s , contra las i n j u s t a s persecuciones
30
230 HISTORIA DE LA INQUISICION,
d e l s o b e r a n o e s p a ñ o l , es h e r e j í a . ¡ C o m o no
c a e n r a y o s d e l c i e l o c o n t r a l o s m o n s t r u o s que
i n y e n t a n ó siguen tales m á x i m a s ! ¡ Y mueren
t r a n q u i l o s en sus c a m a s ! E n 5 de m a r z o el car-
d e n a l Q u i r o g a e s c r i b i ó a l t r i b u n a l de Zarago-
za q u e e l i n q u i s i d o r M o l i n a r e c i b i e r a por si
s o l o i n f o r m a c i ó n de t e s t i g o s , l a reconocieran
l o s i n q u i s i d o r e s solos s i n e l o r d i n a r i o n i con-
s u l t o r e s , y l a r e m i t i e s e n á M a d r i d c o n dicta-
men.
13. F u e r o n e x a m i n a d o s d i e z testigos del 10
a l 20 de m a r z o : A n t o n i o P é r e z t u v o noticia de
algunos, y s e g ú n escribió en sus relaciones ,
s u p o a l g o de sus d e c l a r a c i o n e s ; pero i g n o r ó lo
p r i n c i p a l q u e d i ó v a l o r a l p r o c e s o . D i e g o de
B u s l a m a n l e , su c r i a d o , y J u a n de Basante, c a -
t e d r á t i c o de l e n g u a l a t i n a ( q u e le visitaba en
l a c á r c e l c o n f r e c u e n c i a ) , d i j e r o n las p r o p o -
s i c i o n e s , q u e , a u n q u e l e í d a s e n s u o r i g i n a l nada
p r u e b a n , p r o p o r c i o n a r o n a i s l a d a s l o q u e se de-
seaba de las a p a r i e n c i a s de j u s t i c i a .
IZu E l tribunal remitió la información al
I n q u i s i d o r g e n e r a l , y este l a c o n f i ó á fray Die-
g o de C h a v e s , c o n f e s o r d e l R e y ( el m i s m o de
q u i e n S u M a j e s t a d se h a b i a v a l i d o , a ñ o i 5 7 / i ,
p a r a c a l i f i c a r de h e r e j e d C a r r a n z a ; y a ñ o 1585
p a r a e s t r a e r á l a m u g e r de P é r e z las cartas d(d
Rey con engaños y promesas falsas); y sacó
CAP. XXXV.—ART. 11. 231
je l a i n f o r m a c i ó n p a r a c a l i f i c a r , e n A de m a -
yo, c u a t r o p r o p o s i c i o n e s c o n t r a A n t o n i o P é r e z
y una c o n t r a J u a n F r a n c i s c o M a y o r i n i .
15. Esta era de haber dicho jugando y
p e r d i e n d o : P o t a de D i o , e n su l e n g u a i t a l i a n a ,
que e q u i v a l e á j u r a r p o r l a s p a r t e s pudendas
de D i o s ; y o t r a v e z : P o t a de Madona , q u o s i g -
nifica l o m i s m o r e l a t i v a m e n t e á María santísi-
ma; l o c u a l , a u n q u e d i c h o e n c ó l e r a , se califi-
có de b l a s f e m i a h e r e t i c a l b a s t a n t e p a r a decre-
tar y e j e c u t a r l a p r i s i ó n e n e l S a n t o O f i c i o , d e
manera q u e s u c a u s a se r e p u t a s e unida siem-
pre á l a de P é r e z , c o n t r a q u i e n e l c o m i s i o n a d o
hizo l a c a l i f i c a c i ó n s i g u i e n t e .
16. P r i m e r a p r o p o s i c i ó n sacada de l a de-
claración de D i e g o B u s t a m a n t e . Diciendo á
Pérez u n a p e r s o n a q u e n o h a b l a s e m a l d e d o n
Juan de A u s t r i a , r e s p o n d i ó a q u e l : « B u e n o es
que d e s p u é s de h a b e r m e puesto demanda el
Rey d e q u e y o d e s c i f r a b a f a l s a m e n t e y r e v e l a -
ba s e c r e t o s , r e p a r e y o e n h o n r a de n a d i e p a r a
mostrar m i d e s c a r g o : si Dios padre se atravesara
tnrnedioy le qaitaria yo las narices á trueque de
hacer ver cuan ruin caballero ha sido el Rey con-
migo. » — C a l i f i c a c i ó n : « Esta proposiciones
blasfema, escandalosa, ofensiva de piadosos
0¡(los y s o s p e c h o s a d e l a h e r e j í a de los v a d i a -
nos, q u e s u p o n i a n c u e r p o e n D i o s padre.» Y
232 HISTORIA DE LA INQUISICION,
la sagrada E s c r i t u r a , que da m a n o s , ojos
p i e s , b r a z o s y c a b e z a , ¿ es v a d i a n a ? ¡ Q u é a b u -
sos d e l p o d e r y d e l s e c r e t o !
17, S e g u n d a p r o p o s i c i ó n , sacada d e l a d e -
c l a r a c i ó n de J u a n de B a s a n t e : « V i e n d o Anto-
n i o P é r e z l o m a l q u e l e s a l l a n todas sus cosas,
l l e n o de t r i s t e z a , d o l o r y c ó l e r a , d i j o : M u y al
c a b o t r a i g o l a fe. Parece que filos se duerme
mientras se trata de mis negocios. S i Dios no hace
un milagro en ellos, estoy espuesto áperder la f&
que tengo. •)> • — C a l i f i c a c i ó n : « E s t a p r o p o s i c i ó n
es e s c a n d a l o s a , o f e n s i v a de o i d o s piadosos, y
s o s p e c h o s a de h e r e j í a ; p o r q u e supone que Dios
p u e d e d o r m i r , l o c u a l es c o n s i g u i e n t e á l a otra
e n q u e se h a b l ó bajo e l s u p u e s t o de que D i o s
padre tenia cuerpo. »
18. T e r c e r a p r o p o s i c i ó n , sacada de l a se-
g u n d a d e c l a r a c i ó n d e D i e g o de B u s t a m a n t e .
A n t o n i o P é r e z , e n u n a de las m u c h a s ocasio-
nes e n q u e se s u e l e h a l l a r m u y afligido,? espe-
c i a l m e n t e si r e c i b e cartas e n q u e se le c o m u n i -
q u e n n o t i c i a s de l o q u e se h a c e s u f r i r á su m u -
g e r y sus h i j o s , prorumpió como enagenado
d e l d o l o r : ¿ Qué es esto ? filos duerme. Dios
duerme, ó debe ser hurla todo lo que nos dicen de
que hay Dios: debe ser falso que hay Dios.'—• C a -
l i f i c a c i ó n : « L a p r i m e r a p a r t e es sospechosa de
la h e r e j í a q u e n i e g a h a b e r e n D i o s p r o v i d e n -
CAP. XXXV.—ART. n. 233
cía y c u i d a d o de ¡ a s cosas d e l m u n d o . L a s e -
gunda y l a t e r c e r a s o n h e r é t i c a s » .
19. C u a r t a p r o p o s i c i ó n , sacada t a m b i é n de
la s e g u n d a d e c l a r a c i ó n de B u s t a m a n l e . Lleno
A n t o n i o P é r e z de c ó l e r a p o r v e r como se l e
persigue ( s e g ú n dice ) injustamente, y que
ayudan á l a p e r s e c u c i ó n ciertas personas de
quienes é l s u p o n e t e n e r m o t i v o s p a r a l o c o n -
trario, y que p o r otra parte pasan plaza y v i -
ven e n o p i n i ó n de b u e n a c o n c i e n c i a , dijo una
yez: Reniego de la leche que mamé. ¿ E s esto ser
católicos ? Descreería de Dios si eso f u e r a . ' — C a l i -
ficación. « L a p r i m e r a partees escandalosa; l a
s e g u n d a es b l a s f e m a , o f e n s i v a de o i d o s p i a d o -
sos; y s i se u n e c o n las o t r a s , sospechosa de
h e r e j í a de c r e e r q u e sea c o s a de b u r l a l a e x i s -
t e n c i a de D i o s » .
20. C u a l q u i e r a i m p a r c i a l c o n o c e r á que A n -
tonio P é r e z c r e i a l a existencia, la espiritua-
lidad y l a p r o v i d e n c i a de D i o s , y q u e las p r o -
p o s i c i o n e s , caso de h a b e r s i d o p r o n u n c i a d a s ?
e r a n efecto m o m e n t á n e o indeliberado de l a
fuerza d e l d o l o r y de l a t r i s t e z a ; p o r l o q u e n o
«s p o s i b l e q u e a l m a raciona} f o r m e c o n c e p t o de
haber en el c o r a z ó n l a m a l a c r e e n c i a n e c e s a -
ria p a r a ser h e r e j e . E l C o n s e j o de la Inquisi-
ción tiene aprobado este p r i n c i p i o e n sus c a r -
tas a c o r d a d a s ; y s o b r e t o d o es l e y espresa de
334 HISTOfiU DS t X INQUISICION,
su i n s t i t u t o e l a r t í c u l o q u i n t o de l a i n s t r u c c i ó n
q u i n t a e s t a b l e c i d a en S e v i l l a e n 17 de j u n i o de
1 5 0 0 , q u e d i c e a s í : « I t e m : p o r c u a n t o los i n -
q u i s i d o r e s a l g u n a s Teces p r e n d e n p o r cosas l i -
vianas no c o n c l u i e n t e s h e r e j í a derechamente
por palabras que mas son blasfemia que here-
jía, dichas con enojo ó i r a ; m a n d a m o s que de
a q u í a d e l a n t e n o se prenda n i n g u n o de esta
calidad. » A d e m á s , faltaba p r u e b a , pues l a
p r o p o s i c i ó n segunda no constaba sino poreltes-
t i g o s i n g u l a r B a s a n t e ; las otras tres p o r B u s t a -
m a n t e ; p o r l o q u e r e g l a e l a r t i c u l o t e r c e r o de l a
i n s t r u c c i ó n cuarta establecida en Toledo, año
1ZI98, en q u e se d i j o : « I t e m : m a n d a m o s que los
inquisidores tengan tiento e n e l prender; no
p r e n d a n n i n g u n o sin tener suficiente probanza
para ello. »
2 1 . E s t o no o b s t a n t e , c o m o e l p r e s e n t e c a -
so e s t a b a d i r i g i d o p o r m á x i m a s de corte y no
p o r z e l o de l a r e l i g i ó n , e l C o n s e j o de la S u -
p r e m a , v i s t a l a c e n s u r a , d e t e r m i n ó , en 21 de
m a y o , que Antonio P é r e z y J u a n Francisco
M a y o r i n i fuesen l l e v a d o s á las c á r c e l e s secre-
tas de l a I n q u i s i c i ó n y reclusos con mucho
c u i d a d o , encargando ejecutar esta p r o v i d e n -
c i a c o n t a n t a b r e v e d a d , q u e n o p u d i e r a tras-'
l u c i r s e n i s o s p e c h a r s e antes de su v e r i f i c a c i ó n ;
á c u y o fin e l I n q u i s i d o r g e n e r a l d e s p a c h ó la
CAP. XXXT.-—ART. III. 235
ó r d e u c o n p o s t a t a n v e l o z , q u e l a l l e v ó en d o s
días de M a d r i d á Z a r a g o z a , d i s t a n t e c i n c u e n -
ta l e g u a s e s p a ñ o l a s , q u e h a c e n n o v e n t a f r a n -
cesas, c o n c o r t a d i f e r e n c i a .

ARTICULO III.

Motines en Zaragoza y viajes de Antonio


. Pérez á F r a n d ü .

1. L o s i n q u i s i d o r e s e s p i d i e r o n , c o n fecha
del d i a S / i , m a n d a m i e n t o al a l g u a c i l m a y o r d e l
S a n t o O f i c i o p a r a p r e n d e r á l o s dos p r o c e s a -
d o s : e l a l c a i d e de l a c á r c e l de l a m a n i f e s t a -
ción dijo que no podia entregarlos sin orden
del g r a n j u s t i c i a d e A r a g ó n ó de a l g u n o de sus
lugar tenientes. E n su v i s t a , los inquisidores
«espidieron e n la misma mañana otras l e t r a s
hablando d i r e c t a m e n t e á los l u g a r tenientes y
c u a l q u i e r a de e l l o s , y m a n d a n d o bajo l a p e n a
de e s c o m u n i o n m a y o r , m u l t a de m i l d u c a d o s
y otras penas r e s e r v a d a s , q u e d e n t r o de t r e s
h o r a s e n t r e g a s e n las p e r s o n a s d e l o s d o s c i t a -
dos, sin que obstase la m a n i f e s t a c i ó n ; pues no
t e n i a l u g a r e n estos casos y l a d e b i a n r e v o c a r
ó anular c o m o impeditiva del libre ejercicio
del santo T r i b u n a ! . E l s e c r e t a r i o i n t i m ó estas
236 HISTOKU DE LA INQUISICION,
letras a l g r a n j u s t i c i a de A r a g ó n D . J u a n de l a
•Nuza e s t a n d o e n a u d i e n c i a p ú b l i c a c o n cinco
í u c c e s l u g a r t e n i e n t e s , q u e f o r m a b a n su conse-
jo y c o r t e , c o n a s i s t e n c i a d e l s e c r e t a r i o y v a -
r i o s e s c r i b a n o s . S e r e s o l v i ó c u m p l i r las letras,
á c u y o fin se d i e r o n l a s ó r d e n e s n e c e s a r i a s , y
en seguida fueron c o n d u c i d o s e n dos coches
á la Inquisición Antonio P é r e z y Juan Fran-
cisco M a y o r i n i . C o n e l t i e m p o r e s u l t ó que el
c o n d u c t o r de las ó r d e n e s de M a d r i d h a b i a t r a í -
d o t a m b i é n cartas d e l c o n d e de C h i c h ó n para
e l m a r q u é s de A l m e n a r a ; q u e este h a b i a t r a -
t a d o e n l a n o c h e d e l d i a 2B c o n e l g r a n j u s t i -
c i a de A r a g ó n para q u e no se opusiese á l a
e n t r e g a c o n t í t u l o de f u e r o s , y q u e las dos l e -
t r a s de l o s i n q u i s i d o r e s se p r e p a r a r o n en la
m i s m a n o c h e , a u n q u e s o n a b a l a fecha d e l dia
24, pues y a sabian lo que h a b i a de suceder
mediante c o m u n i c a c i o n e s d e l m a r q u é s de A l -
menara,

i. T e n i a p r e v i s t o A n t o n i o P é r e z este pe-
l i g r o : l o h a b i a c o m u n i c a d o a l c o n d e de A r a n -
da y otros caballeros q u e v i v i a n resueltos á
e v i t a r l o á toda costa , r e c o n o c i é n d o l o por in-
fracción del mas estimable fuero del reino;
p u e s si u n a v e z d a b a n l u g a r á q u e , pendiente
l a c a u s a p o r l a c u a l u n h o m b r e se h a l l a m a n i -
festado , sea e s l r a i d o de su c u s t o d i a p a r a otra
CAP. xxxv.—Aivr. IÍ. a37
cárcel p o r j u r i s d i c c i ó n i n d e p e n d i e n t e d e l g r a n
justicia, r e s u l t a r í a inútil el fuero.
3. P o r eso e l m i s m o A n t o n i o P é r e z c u e n -
ta e n sus r e l a c i o n e s i m p r e s a s q u e e l c o n d e de
A r a n d a , p a d r e d e l de su t i e m p o , r e c e l a n d o ser
l l a m a d o p o r l a I n q u i s i c i ó n , se h i z o m a n i f e s -
tar a n t e e l g r a n justicia, quien le señaló la
c i u d a d de Z a r a g o z a p o r c á r c e l ; y q u e h a b i é n -
dole m a n d a d o los i n q u i s i d o r e s d e s p u é s com-
p a r e c e r e n l a s a l a de a u d i e n c i a s d e l S a n t o O f i -
cio , se d i s c u l p ó c o n s u a r r e s t o , m e d i a n t e s e r
fuera de l a c i u d a d e l c a s t i l l o de l a A l j a f e n a , e n
que se h a l l a e s t a b l e c i d a l a I n q u i s i c i ó n . Q u e n o
m u c h o s t i e m p o s a n t e s , h a b i e n d o sido preso y
después condenado á relajación por el Santo
Oficio D . B e r n a r d o de C a s t r o , c a b a l l e r o a r a -
g o n é s m u y i l u s t r e , l e m a n i f e s t a r o n sus d e u d o s
y a m i g o s , cuando estaba entregado y a por los
inquisidores & la justicia real ordinaria para
ejecutar l a p e n a ' c a p i t a l ; y b a s t ó a q u e l l a d i l i -
gencia para s u s p e n d e r l a e j e c u c i ó n hasta que
se d e c l a r a s e p o r e l t r i b u n a l d e l g r a n j u s t i c i a
si se o p o n i a ó n o á l o s fueros d e l r e i n o ; y se
e j e c u t ó p o r haberse declarado la negativa. Q u e
e n t o n c e s m i s m o p e n d í a e n R o m a e l p l e i t o de l a
Diputación permanente del reino con el Santo
O f i c i o s o b r e a b u s o de las c e n s u r a s e n este a s u n -
t o , de r e s u l t a s d e l s u c e s o de A n t o n i o G a m i r .
238 HISTORIA DE LA. INQUlSICIO» ,
A. E s t a n d o este p r e s o e n l a c á r c e l de m a -
n i f e s t a c i ó n , l o hablan pedido los inquisidores;
e l l u g a r t e n i e n t e d e l j u s t i c i a , j u e z de s u causa
s e c u l a r , se n e g ó á l a e n t r e g a , d e a c u e r d o con
l o s o t r o s j u e c e s de s u t r i b u n a l ; l o s i n q u i s i d o -
res e s c o m u l g a r o n a l l u g a r t e n i e n t e ; l a D i p u t a -
c i ó n p e r m a n e n t e d e l r e i n o t o m ó l a defensa d e l
j u e z p o r s u y a , m e d i a n t e ser l a de sus fueros;
los i n q u i s i d o r e s e s c o m u l g a r o n también á los
d i p u t a d o s ; estos a c u d i e r o n a l p a p a san P i ó V ,
q u i e n les n e g ó a u d i e n c i a ^ d i c i é n d o l e s que acu-
d i e s e n a l c a r d e n a l E s p i n o s a , i n q u i s i d o r gene-
ral ; m u r i ó entonces aquel santo P o n t í f i c e ; y
elegido en su lugar G r e g o r i o X I I I , renovaron
su i n s t a n c i a los diputados : e l Papa decretó,
a ñ o 1 5 7 2 , d a r c o m i s i ó n al I n q u i s i d o r general,
s o b r e l o c u a l o c u r r i e r o n las c o n t e s t a c i o n e s i n -
d i c a d a s e n m i c a p i t u l o 2 5 . E n t r e tanto l o s d i -
p u t a d o s s u f r i e r o n l a e s c o m u n i o n m a s de dos
a ñ o s ; y estando oon ella m u r i ó el lugar te-
n i e n t e : l o s i n q u i s i d o r e s i m p i d i e r o n q u e fuera
sepultado su c a d á v e r en sepultura eclesiás-
t i c a : ¡a D i p u t a c i ó n h i z o e m b a l s a m a r l o y l o cus-
t o d i ó s i n s e p u l t u r a ; s i g u i ó s u p l e i t o gastando
mas de m e d i o m i l l ó n de r e a l e s ; p o r fin o b -
tuvo d e c l a r a c i ó n favorable al e n t i e r r o , y se
le h i z o , a ñ o de 1 5 7 3 , m u y m a g n í f i c o y solem-
n e , q u e d a n d o p e n d i e n t e el p u n t o p r i n c i p a l has-
CAP. XXXT, ART» III. 239
ta las c o r t e s g e n e r a l e s d e l r e i n o , celebrridas
por F e l i p e I I en M o n z ó n , a ñ o 1 5 8 5 , e n las
cuales l o s r e p r e s e n t a n t e s de los p u e b l o s se
quejaron al R e y s o b r e este y o t r o s muchos
a b u s o s d e l o s i n q u i s i d o r e s ; y se d e c r e t ó que
d e n t r o de seis m e s e s se n o m b r a s e n a r b i t r o s p o r
p a r t e d e l S a n t o O f i c i o y de l a D i p u t a c i ó n p e r -
manente p a r a d e c i d i r las c o n t r o v e r s i a s ; y si
l o s i n q u i s i d o r e s se n e g a b a n , p u d i e r a l a D i p u -
tación acudir al Inquisidor general c o n sus
quejas ; y s i n o h a c i a j u s t i c i a , recurriesen al
P a p a ; e n c u y o estado se h a l l a b a e l n e g o c i o ,
p o r q u e h a b i é n d o s e t r a t a d o de n o m b r a r c o m i -
sionados que fuesen á R o m a , i n t r i g a b a n los
i n q u i s i d o r e s de m a n e r a q u e no se v e r i f i c a s e .
5. T o d o esto h a b i a h e c h o p r e s e n t e Anto-
n i o P é r e z a l c o n d e de A r a n d a y otros , para
que procurasen precaver la violación que les
a m e n a z a b a d e sus f u e r o s ; y D . D i e g o F e r n a n -
d e z de H e r e d i a , b a r ó n de B a r b ó l e s (herma-
n o y s u c e s o r p r e s u n t o d e l c o n d e de F u e n t e s ,
g r a n d e de E s p a ñ a ) , íntimamente unido con
ellos d o s , declaró después ( e n su c a u s a c r i -
m i n a l q u e le c o s t ó l a v i d a ) h a b e r s e c o n v e n i -
do el conde y P é r e z en conspirar contra el
m a r q u é s de A l m e n a r a ; porque m u e r t o este
no s e g u i r í a n e l Pvey n i e l c o n d e de C h i c h ó n e l
e m p e ñ o de p o n e r v i r e y c a s t e l l a n o y q u e b r a n -
240 HISTORIA DE LA INQUISICION,
tar sucesivamente los fueros p r i n c i p a l e s del
reino.
6 C u a n d o A n t o n i o P é r e z s a l i a de l a c á r -
c e l de m a n i f e s t a d o s p a r a l a de I n q u i s i c i ó n t u -
v o a r b i t r i o s de a d v e r t i r á d o s c r i a d o s que l o -
c o m u n i c a s e n á D . D i e g o F e r n a n d e z de H e r e -
dia y otros caballeros. L a s resultas fueron con-
m o v e r e l p u e b l o de Z a r a g o z a c o n l a v o z de:
| Traición , traición l ¡ Viva la patria ! ¡ Viva la
libertad I / Vivan los fueros ! Mueran los traído -
res! D e m a n e r a , q u e e n m e n o s de u n a h o r a
se u n i e r o n m a s de m i l h o m b r e s a r m a d o s que
a c o m e t i e r o n l a casa d e l m a r q u é s de A l m e n a r a ;
y l e m a l t r a t a r o n t a n t o , q u e p o r e v i t a r su m u e r -
t e f u é f o r z o s o l l e v a r l o á l a c á r c e l r e a l , donde
m u r i ó de las h e r i d a s á l o s c a t o r c e dias ; i n s u l -
t a r o n a l a r z o b i s p o d i c i é o d o l e q u e si no c o n s e -
g u í a de l o s i n q u i s i d o r e s l a r e s t i t u c i ó n de P é r e z
y M a y o r i n i á l a c á r c e l de m a n i f e s t a d o s , le h a -
bían de q u i t a r l a v i d a y q u e m a r su palacio ;
h i c i e r o n o t r o t a n t o c o n e l o b i s p o de Teruel,
v i r e y de A r a g ó n ; y p u s i e r o n f u e g o p o r todas
p a r t e s a l c a s t i l l o de l a A l j a f e r i a , p a l a c i o de los
antiguos reyes m o r o s de Z a r a g o z a , r o d e á n d o -
l o m a s de tres m i l h o m b r e s , y g r i t a n d o que allí
m o r i r i a n a b r a s a d o s l o s i n q u i s i d o r e s si n o res-
t i t u i a n los presos. H u b o sucesos m u y particu-
lares a q u e l d i a , p o r q u e D . A l o n s o M o l i n a de
CAP. XXXV. ART. III. 241
M e d i ano q u e r í a resistir al t u m u l t o , á pesar de
p r i m e r a s , s e g u n d a s y t e r c e r a s i n s t a n c i a s d e l ar-
z o b i s p o , d e l o b i s p o v i r e y , d é l o s c o n d e s de A r a n -
da y de M o r a t a , y o t r o s caballeros del p r i m e r
o r d e n de l a n o b l e z a de A r a g ó n ; p e r o p o r fin,
c r e c i e n d o p o r m o m e n t o s e l fuego y el p e l i g r o ,
c e d i ó , e s p r e s a n d o q u e no l i b r a r l a de p r i s i ó n á l o s
reos ; m a s d e s i g n a r l a p o r c á r c e l d e l Santo. O f i -
cio l a de m a n i f e s t a d o s , encargándose de l l e -
v a r l o s e l o b i s p o v i r e y y e l c o n d e de A r a n d a ,
l o q u e se v e r i f i c ó e n e l m i s m o d¡a2Zi de m a y o .
7. L o s i n q u i s i d o r e s a v i s a r o n de t o d o á M a -
d r i d , d o n d e se r e f u g i a r o n c u a n t o s p o d i a n te-
m e r e n Z a r a g o z a p o r a d h e r i d o s a l m a r q u é s de
A l m e n a r a e n sus i n t r i g a s c o n t r a r i a s á l o s f u e -
ros , p r i n c i p a l m e n t e su s e c r e t a r i o , m a y o r d o -
m o y c a b a l l e r i z o , q u e le h a b l a n a u x i l i a d o en
c o h e c h a r t e s t i g o s y c o r r o m p e r c r i a d o s de A n -
t o n i o P é r e z p a r a d e c l a r a c i o n e s , s e g ú n este j u s -
tificó en j u n i o a n t e e l c o r r e g i d o r de Z a r a g o z a .
8. C o n o c i e n d o su m a l a s i t u a c i ó n p a r a p r e n -
der e n t o n c e s d n a d i e , c i r c u l a r o n a l o s c o m i -
sarios d e l S a n t o O f i c i o del r e i n o de Aragón
varias l e t r a s ; unas a c o m p a ñ a d a s d e l exhorto
librado á los lugar tenientes del gran justicia,
y decreto de estos p a r a q u e c o n s t a s e n o h a -
ber a q u e l l o s v i o l a d o l a c á r c e l de m a n i f e s t a c i ó n ,
sino r e c i b i d o las p e r s o n a s e n t r e g a d a s p o r los
31
(
142 HISTORIA DE t k INQUISICION,
j u e c e s d e l fuero ; o t r a s c o n l a b u l a de san P i ó •
V de Io de a b r i l de 1 5 6 9 c o n t r a l o s i m p e d i e n -
tes d e l S a n t o O f i c i o , p a r a q u e l o s i n c u r s o s en
sus c e n s u r a s a c u d i e s e n v o l u n t a r i a m e n t e á p e -
dir absolución declarándose c u l p a d o s , y los
incursos delatasen á los otros. Q u i s i e r o n pu-
blicar p o r e s c o m u l g a d o s á los q u e y a consta-
ban ; pero lo s u s p e n d i e r o n p o r consejo del ar-
z o b i s p o . E n t r e t a n t o se e x a m i n ó e n M a d r i d á
los retirados de Z a r a g o z a p o r realistas ó ad-
h e r c n t e s al p a r t i d o d e l R e y ; y resultaron c u l -
pados en e l o r i g e n y fomento d e l t u m u l t o los
c o n d e s de A r a m i a y de M o r a t a , l o s barones de
B a r b ó l e s , de B i e s c a s , de P u r r o y , de l a L a g u -
n a , y o t r o s c a b a l l e r o s p r i n c i p a l e s que habían
c o n m o v i d o a l p u e b l o p e r s u a d i e n d o estar v i o -
lados los fueros.
9. L a D i p u t a c i ó n p e r m a n e n t e d e l r e i n o co-
n o c i ó q u e , c o m o i n t e r e s a d a e n l a defensa de
su c o n s t i t u c i ó n p o l í t i c a , s e r i a c a l i f i c a d a de c u l -
pable , cuando menos por o m i s i ó n ; y pensó
p r e c a v e r s e a c r e d i t a n d o q u e n o e r a c u e r p o ar-
m a d o n i j u d i c i a l , n i revestido de o t r o poder
q u e e l r e p r e s e n t a t i v o ; p o r l o q u e no h a b i a es-
t a d o en s u a r b i t r i o r e p r i m i r l a c o n m o c i ó n po-
p u l a r . C r e y ó ú t i l se d e c l a r a s e por una junta
de j u r i s c o n s u l t o s e l ser c o n t r a fuero la e n -
t r e g a de los p r e s o s de l a c á r c e l de m a n i f e s t a -
GAP. XXXV,—ART. H í . 2Z|3
dos; y c o n y o c ó c u a t r o q u e l o d e c l a r a r o n , p o r -
que u n o de l o s p r i v i l e g i o s de l a m a n i f e s t a c i ó n
era e x i m i r de t o r m e n t o al manifestado ; y e l
preso , p a s a n d o á o t r o p o d e r , e s t a b a e s p u e s t o
á sufrirlo ; porque otro era conseguir l i b e r t a d
con c a u c i ó n j u r a t o r i a d e s p u é s de r e s p o n d e r á
los c a r g o s , y t a m b i é n se f r u s t r a b a ; y o t r o e l
acabar e l p r o c e s o s i n d e m o r a , l o c u a l n o s o -
lo s e r i a i m p o s i b l e , s i n o q u e q u e d a r l a s i n s a -
berse l a v e r d a d e n caso sque l o s i n q u i s i d o r e s
relajasen a l r e o p a r a s u p l i c i o ú l t i m o : p e r o las
intrigas o c u l t a s de los i n q u i s i d o r e s , a r z o b i s p o ,
v i r e y y g r a n j u s t i c i a , se c o n d u j e r o n de m o d o ,
que a l g u n o s m i e m b r o s de l a D i p u t a c i ó n p r o -
p u s i e r a n s e r c o r t o e l n ú m e r o de c u a t r o a b o -
gados e n a s u n t o t a n g r a v e y o p u e s t o á l o s d e -
rechos d e l R e y y d e l S a n t o Oficio , en cuya
v i r t u d se a u m e n t a r o n n u e v e m a s p a r a q u e l a
m a y o r í a de l o s t r e c e s i r v i e r a de r e g l a ; y l a
r e s o l u c i ó n f u é h a b e r s i d o esceso de l o s i n q u i -
sidores l a c l á u s u l a de A n u l a r la manifestación;
pues n o h a b l a e n l a t i e r r a p o t e s t a d p a r a e l l o ,
sino e l R e y y e l r e i n o j u n t o s e n c ó r t e s ; pero
si los i n q u i s i d o r e s v o l v í a n á p e d i r l o s p r e s o s ,
e x h o r t a n d o a l g r a n j u s t i c i a c o n c l á u s u l a de q u e
se s u s p e n d i e r a n l o s efectos de l a m a n i f e s t a -
ción mientras el Santo Oficio seguia y fene-
cía l a c a u s a de fe , se le d e b e r í a n entregar.
2¿|A HISTORIA DE LA INQUISICION,
p o r q u e no e r a o p u e s t o á los f u e r o s . E n l a re-
d a c c i ó n se p u s o l a s e g u n d a p a r t e y no 4a p r i -
m e r a p o r siete v o t o s c o n t r a s e i s .
10. E s t a s c o n s u l t a s o c u p a r o n m u c h o s dias
á l a D i p u t a c i ó n y á los c o n s u l t o r e s , y n o poco
á los i n t r i g a n t e s p o r p a r t e de las r e g a l í a s que
t r i u n f a r o n : e l p a r t i d o c o n t r a r i o , m e n o s pode-
roso , per® numerosísimo y resuelto á todo
t r a n c e , l l e n a b a de p a s q u i n e s las plazas y sitios
p ú b l i c o s , d e s c u b r i e n d o m a n e j o s s e c r e t o s , sus
autores y objetos, c o n los p e l i g r o s en que se
esponian. E l m i s m o Antonio Pérez representó
á l a D i p u t a c i ó n p e r s u a d i e n d o q u e su causa no
e r a p e r s o n a l , s i n o c o m ú n á t o d o s los aragone-
ses. O t r o s p r o c u r a r o n h a c e r v e r que la suspen-
s i ó n v i o l a b a los fueros c o m o l a i r r i t a c i ó n , por
q u e d a r e l m a n i f e s t a d o sujeto á l a t o r t u r a , p r i -
v a d o de l i b e r t a d c o n c a u c i ó n j u r a d a , y espues-
t o e l p r o c e s o á^no ser c o n c l u i d o ; p e r o no hubo
remedio: se r e s o l v i ó c o n m u c h o secreto que
l o s i n q u i s i d o r e s p i d i e r a n los p r e s o s c o n nuevas
letras en que se a b s t u v i e s e n de mandatos y
amenazas indicando la suspensión de los
efectos de l a m a n i f e s t a c i ó n . E s p ú s o s e al R e y
seria útil que S u Majestad escribiese car-
tas a l d u q u e de V i l l a h e r m o s a y c o n d e s de A r a n -
d a , de M o r a t a y d e S á s t a g o , e x h o r t á n d o l e s a
p r e s t a r p o r s i m i s m o s y sus p a r i e n t e s y adhe-
5 CAP. XXXV. — ART. Í11. 2Zl3

r i d o s a u x i l i o a l v i r e y de A r a g ó n y d e m á s a u t o -
r i d a d e s c o n s t i t u i d a s e n caso de q u e o c u r r i e s e
m o t i v o de ser r e q u e r i d o s ; y F e l i p e I I l o h i z o
con frases t a n h o n r o s a s y agradables, como
si i g n o r a s e l a p a r t e q u e l o s de A r a n d a y M o r a t a
t u v i e r o n en lo p a s a d o , aunque lo sabia;
11. A n t o n i o P é r e z c r e y ó no h a b e r m a s ar-
bitrio q u e l a fuga : p r o p o r c i o n ó l i m a s , tuvó
p r e p a r a d o t o d o ; y h u b i e r a c o n s e g u i d o su fin
si J u a n de B a s a n t e , su p é r f i d o a m i g o y c ó m -
p l i c e , no lo hubiese revelado pocas horas an-
tes a l p a d r e R o m á n , j e s u i l a , q u i e n , de a c u e r -
do c o n otros t r e s , p r o c e d i ó de m o d o q u e se
i m p i d i ó e l proyecto.
12« Se dispuso l a t r a s l a c i ó n para el dia 2/i
de s e t i e m b r e , p o n i é n d o s e de a c u e r d o las a u -
toridades de Inquisición, virey, arzobispo.
Diputación del r e i n o , M u n i c i p a l i d a d , gober-
nador militar y civil. Los inquisidores habian
d i s p u e s t o v i n i e r a n á Z a r a g o z a m u c h í s i m o s fa-
miliares del Santo Oficio de l o s p u e b l o s co-
marcanos ; y el g o b e r n a d o r m i l i t a r , D . R a m ó n
C e r d a n , p r e p a r ó tres m i l h o m b r e s armados.
T o d o se p r o c u r ó h a c e r s i n m a n i f e s t a r objeto ;
pero e l b a r ó n de B a r b ó l e s , e l de P u r r o y , el
de B i e s c a s y otros l o t r a s l u c i e r o n ; y c u a n d o
los p r e s o s i b a n á ser sacados de l a c á r c e l , asis-
t i e n d o las a u t o r i d a d e s , y o c u p a d a s las c a l l e s d e l
246 HISTORIA DE LA. INQUISICION,
tránsito y sus a v e n i d a s , u n f u r i o s o t r o p e l de
amotinados rompió las l í n e a s , mató mucha
g e n t e , d i s p e r s ó lo restante, a h u y e n t ó y acobar-
d ó á las a u t o r i d a d e s , se a p o d e r ó de l a c á r c e l
de m a n i f e s t a d o s , estrajo á Antonio Pérez y
J u a n F r a n c i s c o M a y o r i n i , los l l e v ó en triunfo
s o b r e m a n o s de h o m b r e s p e r l a s c a l l e s , g r i t a n -
do : / Viva la libertad ! ¡Vivan los fueros de A r a -
gón I L o s d e p o s i t ó e n casa d e l b a r ó n de B a r b ó -
l e s ; y d e s p u é s de a l g ú n d e s c a n s o , se les sacó
de l a c i u d a d , de m a n e r a q u e c a d a u n o de los
dos se l i b r a s e p o r d i f e r e n t e c a m i n o .
13. A n t o n i o P é r e z f u é h a c i a T a u s t e , con
á n i m o de p a s a r e l P i r i n e o p o r e l v a l l e de R o n -
c a l ; p e r o las p r o v i d e n c i a s t o m a d a s en l a f r o n -
t e r a f u e r o n t a l e s , que consideró mas seguro
v o l v e r á Z a r a g o z a d i s f r a z a d o , e n 2 de o c t u b r e -
S e m a n t u v o secreto e n casa d e l b a r ó n de B i e s -
cas hasta 10 de n o v i e m b r e . S e c o n s i d e r ó y a
p e l i g r o s o p e r m a n e c e r m a s , estando D . Alonso
de Y a r g a s c o n e j é r c i t o c a s t e l l a n o d las puertas
de Z a r a g o z a p a r a d o m a r a l p u e b l o y castigar
^os c u l p a d o s e n m o t i n e s (sóbrelo cual hay
historias particulares en que l a verdad está
b i e n desfigurada). /
1/}. L a e s t a n c i a de P é r e z e n Z a r a g o z a , por
s e c r e t a q u e fuese , l l e g ó á r e c e l a r s e de resultas
de u n a s cartas v e n i d a s de M a d r i d , c u y a n o t i c i a
CAP. XXXT.—ART. III. 247
tuvo y c o m u n i c ó J u a n de B a s a n t e , que antes
babia s e r v i d o de c o n d u c t o p a r a o t r a s ; y l o s i n -
quisidores p r a c t i c a r o n d i l i g e n c i a s e s q u i s i t a s e n
la casa d e l b a r ó n de B a r b e l e s y o t r a s . D . A n -
tonio M o r e j o n , i n q u i s i d o r s e g u n d o ( c u y o t r a -
to era mas a c c e s i b l e q u e e l de M o l i n a ( i ) ) ,
s o s p e c h ó q u e el b a r ó n de B i e s c a s ( D. M a r t i n
de la N u z a ) s u p i e r a el p a r a d e r o , é i n t e n t ó se
lo r e v e l a s e , p r o m e t i e n d o q u e si A n t o n i o P é r e z
se p r e s e n t a s e v o l u n t a r i a m e n t e seria bien t r a -
tado. P é r e z h a b i a d i c h o m u c h a s v e c e s de p a l a -
bra y p o r e s c r i t o q u e no t e m i a e n t r a r en l a c á r -
cel de I n q u i s i c i ó n , sino que apenas estuviese
asegurado, seria r e m i t i d o á M a d r i d , donde fe-
n e c i e n d o p r o n t o su c a u s a i n q u i s i c i o n a l , s e r i a
entregado á d i s p o s i c i ó n del R e y para que fue-
ra e j e c u t a d a la sentencia de 1.° d e j u l i o de
1590, en que habia sido condenado á muerte
sin ser o i d o p o r su fuga. D e s p r e c i a d a s p u e s las
ofertas de M o r e j o n , A n t o n i o P é r e z f u é á l a v i -
lla de S a l l e n , sita e n e l P i r i n e o y pertenecien-
te al s e ñ o r í o d e l b a r ó n de B i e s c a s , d i a 1 1 .

(i) Don Alonso Molina de Medrano estaba ya en


Madrid premiado con plaza en el Consejo de órdenes
militares: en su lugar estaba en Zaragoza D. Pedx-o
de Zamora.
2/|S HISTORIl DE L A I N Q U I S I C I O N ,

15. D e a l l í e s c r i b i ó , en 18 de n o v i e m b r e ¡
á l a p r i n c e s a de B e a r n e , C a t a l i n a de B o r b o n ,
p i d i é n d o l e asilo en los d o m i n i o s del r e y E n r i -
q u e I V , su h e r m a n o , ó p o r l o m e n o s entrada
y paso p a r a b u s c a r l o e n o t r o s . E l c o n t e x t o de
l a c a r t a , y de o t r a q u e e s t a n d o y a en P a u es-
c r i b i ó , d i a 9 de d i c i e m b r e a l r e y E n r i q u e I V ,
s o n t e s t i m o n i o de l a e q u i v o c a c i ó n con que de-
claró A n t o n i o A ñ o n , su c r i a d o , en M a d r i d ,
que P é r e z h a b í a e n s e ñ a d o tres cartas de V e n -
d o m a l l a m á n d o l e c o n m u c h a s p r o m e s a s ; pues
si fuese v e r d a d , no h u b i e r a e s c r i t o A n t o n i o en-
e l t o n o q u e l o h i z o . L l e v ó l a c a r t a G i l de M e s a ,
n o b l e de A r a g ó n , a n t i g u o y constante amigo
de Pérez, que siguió s i e m p r e su suerte por
consecuencia de l a p a r t e a c t i v a que h a b i a to-
m a d o e n las dos fugas de M a d r i d y Z a r a g o z a .
16. L a princesa o f r e c i ó e l asilo que se le
s u p l i c a b a , y P é r e z e n t r ó e n F r a n c i a d i a 2/i de
noviembre, c u a n d o e l b a r ó n de Concas,don
A n t o n i o de B a r d a j i , y e l de l a P i n i l l a , D . R o -
d r i g o de M u r , l l e g a b a n á S a l l e n c o n t r e s c i e n -
tos hombres p a r a p r e n d e r l e ; p u e s lo h a b í a n
ofrecido á los i n q u i s i d o r e s p o r e l p r e c i o que
- se les o f r e c i ó de p e r d o n a r l e s l a p e n a e n que se
h a l l a b a e l de C e n c a s , p r ó x i m o d ser c o n d e n a -
do e n e l S a n t o O f i c i o c o m o contrabandista del
paso de c a b a l l o s h F r a n c i a p o r a q u e l l a m o n t a ñ a ,
CAP. XXXV. ART. III. 249
y la de l a r e l a j a c i ó n , e n q u e y a e s t a b a e n r e -
b e l d í a el de l a P i n i l l a por igual cargo. L o s in-
quisidores h a b í a n averiguado estar P é r e z en
S a l l e n , y l i b r a d o n u e v o m a n d a m i e n t o dfí pri-
sión, precedido pacto con M u r .
17. L a p r i n c e s a de B e a r n e r e s p o n d i ó ge-
n e r o s a m e n t e q u e A n t o n i o P é r e z y c u a n t o s fue-
sen c o n él s e r i a n b i e n r e c i b i d o s , c o n l o q u e
Antonio llegó á Pan, d i a 2 6 . E s t a n d o a l l í se
practicaron nuevas diligencias por parte del
i n q u i s i d o r M o r e j o n , c o n e l b a r ó n de B i e s c a s y
de S a l l e n t , I ) . M a r t i n de la N u z a ; para que
p e r s u a d i e s e á P é r e z se p r e s e n t a s e p o r su pro-
p i a v o l u n t a d . E s t e r e s p o n d i ó q u e lo b a r i a c o n
t a l q u e se le d i e r a n s e g u r i d a d e s de a d m i n i s t r a r -
le j u s t i c i a en Z a r a g o z a , s i n r e m i t i r l o á M a d r i d ,
s i e n d o p r i m e r a de ellas y t e s t i m o n i o de c r é -
dito á la promesa de otras la l i b e r t a d d e su
m u g e r y de sus h i j o s q u e a u n e s t a b a n p r e s o s á
p e s a r de s u i n o c e n c i a . L u e g o d i s p u s i e r o n los
i n q u i s i d o r e s q u e T o m a s P é r e z de P i u e d a , n o -
b l e de T a u s t e ( q u e b a b i a f a v o r e c i d o m u c h o á-
P é r e z en su p r i m e r a fuga y e r a p r e s o a h o r a )
^e e s c r i b i e r a , p e r s u a d i é n d o l e c o m o útil entrar
en c o m p o s i c i ó n ; y A n t o n i o P é r e z l e r e s p o n d i ó
en 6 de e n e r o de 1 5 9 2 , lo m i s m o q u e a l b a r ó n
de B i e s c a s .
350 HISTORIA DE LA INQUISICION,

ARTICULO IV.

Prosecución del proceso en ausencia, y auto cíe fe


en estatua.

1. P o r c o m p l a c e r á l a p r i n c e s a y satisfacer
l a c u r i o s i d a d p ú b l i c a d e l p a i s , e s c r i b i ó dos f o -
l l e t o s , u n o c o n e l t í t u l o de : Pedazo de historia
de lo sucedido en Zaragoza de A r a g ó n á 2/i de se-
tiembre de 1 5 9 1 ; y o t r o : Sumarlo del discurso
de las aventuras de Antonio P é r e z , desde el prin-
cipio de su primera prisión hasta su salida de los
reinos del Rey católico. A m b o s f u e r o n i m p r e s o s
e n P a u , a ñ o 1 5 9 1 , s i n n o m b r e de a u t o r ; y ad-
quiridos en la I n q u i s i c i ó n , aumentaron el n ú -
m e r o de c a r g o s , p o r q u e l o s c a l i f i c a d o r e s c e n -
s u r a r o n m u c h a s p r o p o s i c i o n e s c o n nota t e o l ó -
gica.
1. E l r e y F e l i p e I I y los i n q u i s i d o r e s prosi-
g u i e r o n ofreciendo p e r d ó n de penas capitales,
e m p l e o s , d i n e r o s y h o n o r e s , h c u a l q u i e r a que
matase á P é r e z ó lo condujese preso á E s p a ñ a ,
sob r e l o c u a l m e r e m i t o á las Relaciones que ,
Con e l n o m b r e de Rafael P e r e g r i n o , i m p r i m i ó
después de a l g u n o s a ñ o s . E l p a s ó á Lóndres
con permiso del rey E n r i q u e I V , donde la rei-
CAP. XXXV. ART. IV. 251
na I s a b e l de I n g l a t e r r a y s u p r i m e r m i n i s t r o
conde de L e i c e s t e r le f a v o r e c i e r o n m u c h o ; de
allí á P a r í s , d o n d e r e s i d i ó e l resto de su v i d a j
s u s p i r a n d o s i e m p r e p o r v e r á su m u g e r é h i j o s .
Entretanto los i n q u i s i d o r e s de Z a r a g o z a d e c r e -
taron á 15 de febrero de 1 5 9 2 e m p l a z a r p o r
edictos á P é r e z c o m o f u g i t i v o : los p u b l i c a r o n
é h i c i e r o n fijar e n l a i g l e s i a m e t r o p o l i t a n a de
Zaragoza, para que compareciera dentro de
t r e i n t a d i a s , que le c o n c e d í a n p o r tres t é r m i -
n o s , cada uno de d i e z d i a s : i n j u s t i c i a n o t o r i a
c u a n d o se trata de u n p r o c e s a d o q u e Ies c o n s -
t a b a r e s i d i r en p a i s e s t r a n j e r o c o n q u i e n h a b i a
g u e r r a , b i e n que seguida sin v i g o r ; y cuando
las c o n s t i t u c i o n e s d e l S a n t o Oficio señalan un
a ñ o de t é r m i n o . L a n a r r a c i ó n de l o s e d i c t o s era
tan i n e x a c t a y p o c o c o n f o r m e á l o resultante
de a u t o s , q u e c u a l q u i e r a l e c t o r d e l p r o c e s o de-
b e r í a escandalizarse.
3. L a s d e c l a r a c i o n e s de los t e s t i g o s e x a m L
nados en M a d r i d e l a ñ o de 1591 , de r e s u l t a s
del p r i m e r t u m u l t o de Z a r a g o z a , y las q u e se
recibieron en esta c i u d a d l u e g o q u e e n t r ó el
ejército castellano, ofrecieron materia para
m u l t i p l i c a r cargos c o n t r a Pérez; porque sus
c r i a d o s D i e g o de B u s t a m a n t e , y A n t ó n A ñ o z ,
su falso a m i g o J u a n de B a s a n t e , e l i n f e l i z b a -
r ó n de B a r b ó l e s ( c u y a c a b e z a fué c o r t a d a c o m o
252 HISTORIA DE LA INQUISICION,
l a de o t r o s m u c h o s ) c o n t a r o n s u c e s o s q u e , si
se tratase de o t r a s p e r s o n a s en circunstancias
d i f e r e n t e s , s e r i a n l e i d o s c o n i n d i f e r e n c i a ; pero
s i e n d o de A n t o n i o f u e r o n c a l i f i c a d o s c o n nota
t e o l ó g i c a de t e m e r i d a d , f a u t o r í a h e r é t i c a ó co-
sa s e m e j a n t e , d i a 9 de a b r i l . N o m e detengo
á referirlos por despreciables : c i t a r é sin e m -
bargo por ejemplo l a p r o p o s i c i ó n t e r c e r a de
las c a l i f i c a d a s , q u e d i c e a s í ;
«Tratando de n u e s t r o r e y F e l i p e 11 y de
V e n d o m a , dijo A n t o n i o P é r e z q u e el R e y era
u n t i r a n o , pero V e n d o m a s e r i a un gran monar-
ca ; p u e s e r a g r a n príncipe, y gobernarla á
g u s t o g e n e r a l , c o n s i g u i e n t e á l o c u a l se alegra-
ba mucho cuando oia contar victorias suyas,
y d e c i a q u e no e r a h e r e j í a e l q u e r e r l e y hablar-
le. » — Calificación. « E l reo muestra ser i m -
p í o c o n t r a las cosas de D i o s y de l a santa fe ca-
t ó l i c a , fautor de h e r e j e s , y vehementemente
s o s p e c h o s o de h e r e j í a ; y p u e s v i v e a h o r a e n -
tre los h e r e j e s q u e a l a b a b a , p r u e b a que es h e -
reje. »
Z|. D e t e r m i n a d o s l o s i n q u i s i d o r e s a poner
e n e l p r o c e s o de A n t o n i o P é r e z cuanto pudie-
r a n a c u m u l a r de p e r j u d i c i a l p o r satisfacer a l
e n c o n o d é l a c o r t e , a b u s a r o n c o n p l a c e r de la
•voz v a g a , q u e u n f a m i l i a r a d u l a d o r les c o m u -
nicó, de que Antonio descendía de j u d í o s ,
CAP. XXXV.—ART. IV. 2&3
p o r q u e e n l a v i l l a de l i a n z a , p r ó x i m a de l a de
M o n r e a l , de d o n d e d e s c e n d i a su f a m i l i a , h a h i a
h a b i d o u n J u a n P é r e z , c r i s t i a n o n u e v o de j u -
d í o , quemado por la I n q u i s i c i ó n c o m o hereje
judaizante. L o s inquisidores h i c i e r o n r e c o n o -
cer los libros y papeles d e l Santo O f i c i o , y e n .
contraron que e n 13 de n o v i e m b r e de 1489
J u a n P é r e z de P a r i z a , v e c i n o que h a b i a sido
de H a r i z a y e n t o n c e s l o e r a d e C a l a l a y u d , h a -
bia sido relajado y q u e m a d o c o m o hereje j u d a i -
z a n t e , h i j o y d e s c e n d i e n t e de j u d í o s ; y que
A n t ó n P é r e z de F a r i z a , p r e s b í t e r o h e r m a n o de
dicho J u a n , habia muerto siendo hereje j u d a i -
zante, según declaraciones de t e s t i g o s e x a m L
n a d o s e n 7 d e j u n i o y 16 de a g o s t o de 1 4 8 8 .
5. Escribieron en 16 de a b r i l d e 1 5 9 2 á
Pascual Gilberte, presbítero, comisario del
Santo O f i c i o , e n c a r g á n d o l e informar con bre-
vedad que parentesco habia entre A n t o n i o P é -
rez y a q u e l l o s ; y si G o n z a l o P é r e z , s e c r e t a r i o
d e l E m p e r a d o r y p a d r e de A n t o n i o , d e s c e n d i a
del J u a n citado. E l comisario i n f o r m ó , con
apoyo de u n f a m i l i a r de la I n q u i s i c i ó n y dos
p e r s o n a s de l a í n f i m a p l e b e , h a b e r o í d o d e c i r
q u e a q u e l l o s e r a n de u n a m i s m a f a m i l i a .
6. El fiscal presentó interrogatorio en e l
d i a 44, y p i d i ó c o m i s i ó n p a r a e x a m i n a r testi-
gos. L o s i n q u i s i d o r e s l a d i e r o n e n e l 27 y e l
TOMO TI. aa
25A HISTORIA DE t A INQUISICION,
c o m i s a r i o r e m i t i ó a l t r i b u n a l e n 5 de m a y o las
declaraciones de seis testigos los m a s respeta-
b l e s de M o n r e a l p o r n a c i m i e n t o , e d a d y cir-
cunstancias, entre ellos D . A n t o n i o Palafox,
demás de sesenta a ñ o s , h e r m a n o del b a r ó n
D. F r a n c i s c o , que d e s p u é s fué p r i m e r m a r -
q u é s de H a r i z a , Pedro P é r e z del Cuende, y
J u l i á n de T o r r e s , n o b l e s ; t o d o s los cuales de-
c l a r a r o n q u e los P é r e z de l a í a m i lia da G o n z a -
lo y Antonio P é r e z eran distintos d é l o s otros,
a ñ a d i e n d o h a b e r e x a m i n a d o o c h o testigos mas^
q u e d e s i g n a , m u y a n c i a n o s , e n t r e ellos dos c u -
ras p á r r o c o s y un p r e s b í t e r o , cuyas declara-
ciones no habia estendido p o r q u e se r e d u c í a n
á lo m i s m o . A d e m á s de l o c u a l espresaban a l -
g u n o s l o s padres y a b u e l o s de G o n z a l o P é r e z ,
y que e l p a d r e de G o n z a l o h a b i a sido secreta-
r i o de l a I n q u i s i c i ó n de C a l a h o r r a , y h a b e r co-
n o c i d o á D o m i n g o P é r e z , t í o de G o n z a l o .

7. L o s inquisidores quedaron desconten-


tos c o n el r e s u l t a d o ; d e v o l v i e r o n l a c o m i s i ó n
y el interrogatorio al c o m i s a r i o , diciéndole
q u e n o e x a m i n a s e á v e c i n o s de M o n r e a l n i de
H a r i z a , s i n o de otros p u e b l o s c e r c a n o s : lohi-
ÍO a q u e l , y e x a m i n ó tres t e s t i g o s ; u n o de n o -
v e n t a a ñ o s , y no sabe lo que se le p r e g u n t a b a ,
eolo si q u e e l c i t a d o A n t o n i o P é r e z , c l é r i g o j u -
daizante, habia tenido una hija casada con
CAP. XXXV.—ART. IV. 255
Domingo O v e j a ; otro clérigo, comisario del
Santo O f i c i o , de s e t e n t a y c i n c o a ñ o s , y t a m -
poco s u p o m a s q u e h a b e r o i d o v a g a m e n t e set
A n t o n i o P é r e z de a q u e l l a f a m i l i a ; y o t r o da
solos c i n c u e n t a y un a ñ o s dice que G o n z a l o
P é r e z h a b l a sido h i j o de D o m i n g o O r e j a y M a -
ría P é r e z , h i j a d e l c l é r i g o A n t ó n . E l c o m i s a r i o
e n v i ó esta i n f o r m a c i ó n en 15 de m a y o , di-
c i e n d o h a b e r h e c h o e s q u i s i t a s d i l i g e n c i a s y no
haber podido hallar q u i e n dijera mas.
8. Cualquiera conocerla el desprecio de
esta d e c l a r a c i ó n p o r la i n v e r o s i m i l i t u d de u s a r
G o n z a l o P é r e z el a p e l l i d o de u n a m a d r e h i j a de
un c l é r i g o j u d i o y s o b r i n a de u n quemado *
contra la regla general del apellido paterno :
así m i s m o p o r l a c o r t a e d a d d e l t e s t i g o y p o c a s
n o t i c i a s de las f a m i l i a s de o t r o s p u e b l o s .
9. El fiscal de la I n q u i s i c i ó n l o c o n o c i ó ;
pero c o m o estaba e m p e ñ a d o en p r o b a r su m a -
la i n t e n c i ó n , e n c a r g ó á d i s t i n t o c o m i s a r i o p a s a r
á M o n r e a l y buscar personas que fortificasen la
p r u e b a de g e n e r a c i ó n j u d a i c a . E l n u e v o c o m i -
s i o n a d o e x a m i n ó tres á su g u s t o , en 25 de m a -
y o : e l p r i m e r o , de e d a d o c h e n t a a ñ o s , n a c i d o
en 1 5 1 2 , d i c e q u e c o n o c i ó á J u a n P é r e z e l q u e -
mado y Antón Pérez, c l é r i g o , su h e r m a n o ,
siendo asi q u e en lliSS ( v e i n t e y c u a t r o a ñ o s
antes que n a c i e r a ) estaba y a m u e r t o e l c l é r i g o
256 HISTORIA DE INQUISICION,
A n t ó n , y e n l / t 8 9 ( v e i n t e y t r e s antes d e l n a -
c i m i e n t o d e l t e s t i g o ) q u e m a r o n á J u a n . Esto
basta p a r a d e s p r e c i a r l o d e m á s de que e l c l é -
r i g o A n t ó n d e j ó u n a h i j a casada c o n D o m i n g o
M a r t i n e z O v e j a , de c u y o m a t r i m o n i o d i c e que
n a c i ó G o n z a l o P é r e z . O t r o s dos testigos de se-
t e n t a a ñ o s d i j e r o n de o i d a s esta s e g u n d a parte;
y ninguno firmó, certificando el notario que
n o s a b i a n firmar. E l c o m i s a r i o p o n d e r a en s u -
m o g r a d o l a d i f i c u l t a d q u e le h a costado encon-
t r a r p e r s o n a s que quisieran declarar eso, por-
q u e l a o p i n i ó n d e l p u e b l o es e n c o n t r a r i o , y
aun p a r a a q u e l l o s tres h a sido forzoso darles
t i e m p o p a r a r e c o r r e r su m e m o r i a y hacer r e -
flexiones para que cayesen en cuenta.
10. L a v e r d a d de este a s u n t o era que A n -
t o n i o P é r e z era h i j o n a t u r a l ú n i c o de G o n z a l o
P é r e z y de d o ñ a J u a n a de E s c o b a r , l e g i t i m á d o
por rescripto de C á r l o s V , n i e t o p a t e r n o de
B a r t o l o m é P é r e z , s e c r e t a r i o de l a I n q u i s i c i ó n
de C a l a h o r r a , r e c o n o c i d o a l l í p o r n o b l e , y do-
ña Luisa P é r e z del H i e r r o , su m u g e r , s e ñ o r a
de f a m i l i a i l u s t r e de S e g o v i a ; v i z n i e t o j d e J u a n
P é r e z , v e c i n o de l a v i l l a de M o n r e a l , y de M a -
r í a T i r a d o , su m u g e r , s i n c o n e x i ó n p r ó x i m a n i
r e m o t a c o n la f a m i l i a de J u a n y A n t ó n P é r e z ,
v e c i n o s de H a r i z a e n u n t i e m p o y de C a l a t a -
y u d en otro. E s t a v e r d a d la justificaron instru-
CAP. XXXV.—ART. IV. 257
mentalmente la v i u d a é hijos del secretario
Antonio P é r e z , c o m o v e r é m o s ; pero por aho-
ra b a s t e n o t a r que si los i n q u i s i d o r e s la h u b i e -
ran q u e r i d o s a b e r , p o d í a n a l i n s t a n t e , c o p i a n d o
en M a d r i d la p a r t i r l a de c a s a m i e n t o de A n t o n i o
c o n d o ñ a J u a n a C o e l l o , d o n d e se d e c i a ser su
p a d r e n a c i d o e n S e g o v i a : e n esta c i u d a d , e n
la de C a l a h o r r a , y e n e l C o n s e j o m i s m o de l a
S u p r e m a , h u b i e r a n v i s t o la v e r d a d e r a genea-
l o g í a . L a v o l u n t a d e s t a b a v i c i a d a : no quisieron
entender el modo de obrar bien , c o n f o r m e á l a
p r o f e c í a d e l r e y D a v i d , q u e les c o g i ó de m e d i o
á medio.
11. S i n e m b a r g o , e l fiscal a b u s ó d e l s e c r e t o
en l a a c u s a c i ó n q u e p u s o c o n t r a A n t o n i o P é r e z
en 6 de j u l i o , suponiendo que d e s c e n d í a de
j u d í o s y herejes judaizantes, y t r a y é n d o l o á
c o n s e c u e n c i a p a r a dar v a l o r á las s o s p e c h a s de
h e r e j í a , p o r q u e t a l es l a d o c t r i n a de a q u e l t r i -
b u n a l . C u a r e n t a y t r e s f u e r o n los a r t í c u l o s de
a c u s a c i ó n , todos despreciables á cual m a s '•
unos por ser de proposiciones pronunciadas
indeliberadamente con cólera ó gran dolor, otros
p o r no t e n e r r e l a c i ó n al d o g m a , y todos p o r n o
probados c o n dos t e s t i g o s c o n f o r m e s e n t i e m -
p o , l u g a r y c i r c u n s t a n c i a s . C i t a r é a l g u n o s so-
lamente.
12. E l s é p t i m o era r e l a t i v o á l o que dije
2o8 HlSTOftU DE l k INQUISICION ,

antes s o b r e los e l o g i o s de V e u d o m a , a ñ a d i e n -
do q u e l a R e i n a de I n g l a t e r r a , e l g i a n duque
de F l o r e n c i a , l a r e p ú b l i c a de V e n e c i a , y a u n
el p a p a S i x t o V , le f a v o r e c í a n p a r a q u e fuese
r e y de F r a n c i a p o r q u e e r a b u e n p r i n c i p e ; que
h a c í a n b i e n , y que t o d o s los s o b e r a n o s de I t a -
l i a d e b í a n c o n t r i b u i r á lo m i s m o p a r a d e b i l i t a r
e l p o d e r de F e l i p e I I , y a u m e n t a r e l de I I c a -
r i q u e ; p u e s m e r e c í a este ser m o n a r c a de todo
e l m u n d o : c o n cuyas c o n v e r s a c i o n e s animaba
á otros p a r a que c u a n d o v e r i f i c a r a su fuga,
fuesen c o n él á ser h e r e j e s en B e a r n e c o m o lo
era V e n d o m a .
1 3 . E l d é c i m o s é p t í m o , q u e v i e n d o ser freno
de sus h e r e j í a s e l S a n t o O f i c i o , d i j o que si c o n -
c u r r í a e n las p r i m e r a s c o r t e s de M o n z ó n , h a b í a
de p r o c u r a r q u e f u e r a e s t i n g i i i d o e l santo T r i -
b u n a l , d i c i e n d o que era i n i q u i d a d e l meterse
los i n q u i s i d o r e s á castigar c o m o herejes á los
q u e p a s a b a n c a b a l l o s á F r a n c i a , c o n c u y a s es-
p r e s i o n e s q u e r í a f a v o r e c e r á l o s h e r e j e s ; cosa
reprobada en bulas pontificias y concilios ro-
m a n o s , q u e p r o h i b e n c o n e s c o r n u n i o n e l dar au-
xilios á los e n e m i g o s de l a s a n t a i g l e s i a r o -
mana.
i A. E l decimoctavo , que afirmando ser
injustamente maltratado por el rey F e l i p e II>
h a b í a de m a n d a r f a b r i c a r u n o s t a p i c e s y ropos-
CAP. XXXT.—AR'f. IV. 259
t e r o s c o n g r i l l o s y c a d e n a s , b o r d a d o s e n los
á n g u l o s , castillos y c á r c e l e s en l a orla ; u n p o -
tro de t o r m e n t o en e l c e n t r o c o n e l l e m a G l o -
riosa pro premio, barato desengaño e n l o bajo , y
decora pro fide a r r i b a ; s i e n d o t o d o s á t i r a s i n *
j u r i o s a s a l R e y c o n t r a l a d o c t r i n a de l a s a n t a
iglesia que manda tratar c o n respeto al so-
berano.
15. E l t r i g é s i m o , que c o m o h e r e j e deseo-
so de p r o f a n a r los t e m p l o s y p e r d e r e l r e s p e t o
ü las i m á g e n e s de M a r í a y de los s a n t o s , m e z -
c l a n d o sus pecados c o n las cosas r e l i g i o s a s , d i j o
que, si l o g r a b a su f u g a , e n v i a r i a á l a V i r g e n
del Pilar de Z a r a g o z a u n a l á m p a r a de p l a t a
mas grande que las a c t u a l e s c o n esta i n s c r i p -
c i ó n : Captivas pro evasione ex voto reddidit f
majara redditurus pro axoris natoramque libera-
tione de populo b á r b a r o , traque regis i n i q u í , etde
potentia judicum semen Canam , esto es: «Dió
esta l á m p a r a un c a u t i v o en c u m p l i m i e n t o d e l
v o t o que h i z o p o r su l i b e r t a d ; y d a r á m a y o r e s
cosas p o r v e r á s u rauger é h i j o s l i b r e s de l a
i r a de u n r e y i n i c u o , f u e r a de u n p u e b l o b á r -
b a r o y s i n s u j e c i ó n a l p o d e r de j u e c e s d e r a z a
de C a n a n e o s . »
16. E l único articulo grave y cierlamente
d e t e s t a b l e , si fuese c i e r t o y p r o b a d o ( l o c u a l
» o se verificaba s i n o p o r la d e c l a r a c i ó n de J u a n
260 HISTORIA BE t A INQUISICION,

de B a s a n t e ) , s e r i a e l a r t í c u l o 3 2 , e n e l cual ,
sin n o m b r a r p e r s o n a s , se le h i z o c a r g o de que
m a n i f e s t a n d o p e n a de q u e le h u b i e s e n sedu-
c i d o y separado de su c o m p a ñ í a por intrigas
d e l m a r q u é s de A l m e n a r a y d e l i n q u i s i d o r M o -
l i n a , y e n v i a d o á M a d r i d á su e s c r i b i e n t e A n -
t ó n A ñ o z , de q u i n c e a ñ o s , b i e n p a r e c i d o , dió
á e n t e n d e r que p o r l o q u e c o n é l h a b i a pasado
r e c e l a b a m u c h o que l o p e r v i r t i e s e n y le h i c i e -
sen d a ñ o ; p o r q u e e l m u c h a c h o e r a l a s c i v o y
distillabat amores. Q u e J u a n de B a s a n t e , oído
esto, le p r e g u n t ó si h a b i a t e n i d o a l g o c o a é l , y
P é r e z r e s p o n d i ó que á l o m a s h a b r i a sido a l -
g u n a m o l i c i e p o r estar d i s p u e s t o á ella el m u -
c h a c h o . Y s i g u i e n d o l a c o n v e r s a c i ó n d e l asun-
t o , a ñ a d i ó q u e eso e r a m o n e d a c o r r i e n t e en l a
c o r t e ; p u e s l a e s t r e l l a m a l i g n a de I t a l i a t e n i a
perverso influjo en España. Q u e c o n este
motivo señaló muchas personas notadas de
semejante pestilencia , añadiendo que si
Basante fuera sacerdote , le contarla su-
cesos q u e lo d e j a r í a n aturdido. Q u e él no
habia sido n i puto n i b u j a r r ó n , aunque amigo
de sus g u s t o s ; p e r o q u e n o h a b i a que a d m i -
rarse tanto de que o t r o s l o fuesen aunque ha-
ya mugeres h e r m o s a s ; p o r q u e se sabe que l a
v i s t a y e l tacto n o s o n e n g a ñ a d o s e n las b u e -
n a s c a r n e s d e l m u c h a c h o f a v o r e c i d o p o r l a na-
CAP. XXXV.—ART, IV. 261
t u r a l é z a ; pero por lo c o m ú n e n las mugeres
p i e n s a e l h o m b r e t o c a r u n a m a n o , y es s e b i l l o ;
cree l l e g a r á l a c a r a , y es á l a m á s c a r a . De la
cual c o n v e r s a c i ó n i n f i r i ó el fiscal y le a c u s ó d e
haber c o m e t i d o e l p e c a d o n e f a n d o con varios,
especialmente con Antón A ñ o z , que y a para
entonces h a b í a m u e r t o , s e g ú n resulta del p r o -
ceso. P e r o lo primero es de notar que solo
J u a n de B a s a n t e h a b l ó de t a l a s u n t o ; y l o se-
gundo, que por la m i s m a c o n v e r s a c i ó n resulta
lo c o n t r a r i o de j o q u e le i m p u t a b a e l fiscal.
17 E n 14 de agosto p i d i ó este p u b l i c a c i ó n de
t e s t i g o s ; y e n 16 se r e u n i e r o n de n u e v o l o s c a -
l i f i c a d o r e s p a r a c e n s u r a r en p l e n a r i o las pro-
p o s i c i o n e s n o t a d a s c o n las i m p r e s a s en Pau ,
de q u e h a y e j e m p l a r e n e l p r o c e s o . Graduaron
diez y seis de t e m e r a r i a s y e r r ó n e a s , e n t r e e l l a s
a l g u n a s b l a s f e m a s c o n sabor de herejía , por
lo que opinaron que Antonio era sospe-
choso con sospecha v e h e m e n t í s i m a y violentí-
s i m a , c o m o e n 9 de a b r i l ; y c o n m a y o r moti-
vo p o r lo r e s u l t a n t e de las p r o p o s i c i o n e s i m -
presas. T o d a s e s t á n e n las Relaciones, p o r l o q u e
cualquiera lector p o d r á j u z g a r si l o s califica-
dores f u e r o n justos ó n o , p u e s y o r e p u l o per-
d i d o e l t i e m p o de c o n f u t a r censura tan adu-
ladora.
18. E n 18 d e l m i s m o agosto p i d i ó el fiscal
262 HI8T0MÁ DE MÍ INQtlSlClOH,

q u e se d e c l a r a s e á A n t o n i o P é r e z por contu-
m a z , m e d i a n t e no haber c o m p a r e c i d o á respon-
d e r á l o s c a r g o s ; y c o n c l u y ó p a r a s e n t e n c i a de-
finitiva. L o s jueces h u b i e r o n l a causa p o r c o n -
c l u s a ; y e n 7 de s e t i e m b r e , u n i d o s c o n e l or-
dinario diocesano y varios consultores teólogos
y juristas, entre ellos el delator D . U r b a n o X i -
m e n e z de A r a g u é s , r e g e n t e de l a r e a l a u d i e n -
cia, votaron relajación e n e s t a t u a . E l Consejo
de I n q u i s i c i ó n !o c o n f i r m ó e n 13 de o c t u b r e ,
y aquellos p r o n u n c i a r o n sentencia definitiva
e n 20 d e l m i s m o , d e c l a r a n d o á P é r e z p o r he-
reje f o r m a l h u g o n o t e , c o n v i c t o , impenitente
y pertinaz; y en su c o n s e c u e n c i a condenándo-
l e a p e n a de r e l a j a c i ó n p e r s o n a l cuando pudie-
r a ser h a b i d o e n p e r s o n a , y m i e n t r a s tanto e n
e s t a t u a que le r e p r e s e n t e , sacada e n auto p ú -
b l i c o d e fe c o n s a m b e n i t o c o m p l e t o de llamas
y d i a b l o s y c o r o z a de l o m i s m o e n l a cabeza, y
entregada á l a j u s t i c i a r e a l , c o n d e n á n d o l o en
c o n f i s c a c i ó n de b i e n e s ó i n f a m i a , trascendental
d sus h i j o s y n i e t o s de l í n e a m a s c u l i n a c o n to-
das las d e m á s penas c o n s i g u i e n t e s á tales c a u -
sas. La sentencia fué puesta en ejecución
aquel m i s m o dia, celebrando a u t o p ú b l i c o de
fe, á q u e s a l i e r o n m u c h a s p e r s o n a s d e q u e da-
remos n o t i c i a e n e l c a p í t u l o s i g u i e n t e ; y lo3
i n q u i s i d o r e s d e c l a r a r o n , e n 13 de noviembre
CAP. XXXIV. A R T . sv. 263

que e l c r i m e n d e l a h e r e j í a q u e se h a b í a con-
denado á P é r e z en l a confiscación de b i e n e s
era c o m e t i d o e n p r i n c i p i o s de m a r z o de 1 5 9 1 :
lo c u a l c o n f i r m a q u e i n t e r p r e t a b a c o m o v e r d a -
d e r a h e r e j í a l o q u e se l e a t r i b n i a d e n t r o de l a c á r -
cel e n m o m e n t o s d e d o l o r , j Q u é c r u e l d a d ! S i
es p o s i b l e , a u n l a v e r e m o s mayor.
19. L a estatua llevaba esta inscripción:
Antonio Pérez fué secretario del Rey nuestro se-
ñor, natural de Monrcal de Hariza, y residente en
Zaragoza, hereje convencido, fugitivo y relapso.
M i s l e c t o r e s h a b r á n v i s t o q u e esto e r a f a l s o : y
c o n e l t i e m p o l o c o n o c i e r o n otros i n q u i s i d o r e s ,
c o m o v e r e m o s ; p o r l o c u a l es c l a r o h a b e r s i -
dofanático, ignorante y bajo adulador el re-
d a c t o r de l a r e l a c i ó n impresa del proceso de
Madrid, publicada p o r Yaliadares. N o habia
mas v e r d a d e n l a d e s i g n a c i ó n de p a t r i a . P é r e z
fué o r i g i n a r i o de M o n r e a l , p e r o n a c i d o e n M a -
drid.
26/l HISTORIA B E t A INQUISICION,

ARTICULO Y.

Muerte de Antonio Pérez. Reintegración en su


buena fama.

1. A I t i e m p o de l a s e n t e n c i a estaba en I n -
g l a t e r r a , y se d e s c u b r i ó c o n s p i r a c i ó n e s p a ñ o l a
c o n t r a su v i d a ; d e s p u é s s u c e d i ó l o m i s m o en
P a r i s , d o n d e f u é a j u s t i c i a d o p o r e l l a I). R o d r i g o
de M u r , b a r ó n de l a P i n i l l a m e n c i o n a d o an-
t e r i o r m e n t e , quien c o n f e s ó haber venido á Pa-
r i s de i n t e n t o c o n c o m i s i ó n de D . J u a n de I d i a -
quez ministro del rey F e l i p e I I .
2. L a m u e r t e de este M o n a r c a y l a m u -
d a n z a de m i n i s t r o s c o n s i g u i e n t e á ella d i ó á
Pérez e s p e r a n z a s de a r r e g l a r sus asuntos en
M a d r i d ; pero salieron siempre vanas, por es-
t a r m e z c l a d a su f o r t u n a c o n l a c a u s a de I n q u i -
sición; pues aunque Felipe III le concediese
a m n i s t í a , e l S a n t o O f i c i o n o t r a n s i g e ; sobre to-
d o l o c u a l m e r e m i t o á las Relaciones y Cartas
impresas.
3. M u r i ó el r e y E n r i q u e I V su p r o t e c t o r ,
a ñ o 1 6 1 0 , c u a n d o P é r e z t e n i a setenta y uno de
e d a d , y esto a u m e n t ó los deseos de v o l v e r a
CAP. XXXV.—ART. V. 265

España y reunirse con doña Juana C o e l l o , su


muger ( h e r o í n a digna ciertamente de q u e e l
j e s u í t a L e M o i n e le concediese lugar c o m o lo
h i z o e n l a Galería de mugeres fuertes); y c o n sus
hijos ü . G o n z a l o , D - A n t o n i o , D . R a f a e l , D.a
Leonor , D.a M a r í a y D . " L u i s a P é r e z Coe-
l l o , y a que habia perdido poco tiempo an-
tes á D.a G r e g o r i a su hija m a y o r , que habia
sido c o m o segunda madre de sus hermanos,
p o r h a b e r n a c i d o antes que l o s seis.
¿1. H a b i a t r a t a d o m u c h o en P a r i s c o n fray
F r a n c i s c o de S o s a , g e n e r a l d e l o r d e n de r e l i -
giosos observantes, o b i s p o e n t o n c e s de C a n a -
r i a s y c o n s e j e r o de I n q u i s i c i ó n , d e s p u é s t r a s l a -
d a d o á las m i t r a s de O s m a y S e g o v i a ; y este
le h a b i a d e s e n g a ñ a d o de ser i m p o s i b l e l a c o m -
p o s i c i ó n de sus n e g o c i o s si é l n o se presenta-
ba en el Santo Oficio v o l u n t a r i a m e n t e . Pérez
h a b i a r e p l i c a d o q u e lo b a r i a , y a u n l o d e s e a -
b a ; p e r o le c o n t e n i a e l j u s t o r e c e l o de q u e fe-
n e c i d a su causa de i n q u i s i c i ó n f u e r a e n t r e g a d o
á la d i s p o s i c i ó n d e l g o b i e r n o p a r a c u m p l i m i e n -
t o de la s e n t e n c i a de p e n a c a p i t a l e n M a d r i d ,
á l o q u e r e s p o n d í a S o s a p o d e r s e c o r t a r ese p e -
l i g r o p o r m e d i o de u n s a l v o c o n d u c t o d e l I n -
q u i s i d o r g e n e r a l y d e l C o n s e j o de la S u p r e m a ,
e n e l c u a l se le p r o m e t i e s e , que acabado su
p r o c e s o i n q u i s i c i o n a l , se le p o n d r í a s a l v o d o n -
23
266 HISTORIA DE tí IIÍQt?I8ICÍON,

de d e s i g n a r a e l m i s m o P é r e z . N o c o n o c i a b i e n
al Santo Oficio.
5. E s c r i b i ó A n t o n i o al obispo Sosa reno-
v a n d o esta e s p e c i e ; y h a b i e n d o este r e s p o n -
d i d o e n 2 9 de j u l i o de 1 6 1 1 , r e p i t i ó P é r e z en
22 de s e t i e m b r e , a l l a n á n d o s e á p r e s e n t a r s e en
las i n q u i s i c i o n e s de Z a r a g o z a ó B a r c e l o n a si se
l e r e m i t í a e l s a l v o c o n d u c t o , á c u y o fin r e m i -
tió á doña Juana Coello con la propia fecha
r e p r e s e n t a c i ó n a l C o n s e j o de I n q u i s i c i ó n ofre-
ciendo lo m i s m o , y pidiendo el salvo conduc-
to. D o ñ a J u a n a l a p r e s e n t ó e n 2 4 de n o v i e m -
bre con m e m o r i a l p r o p i o , en que suplicaba la
m i s m a gracia. N o d e c r e t ó el C o n s e j o , y h u -
b i e r a sido i n ú t i l e l salvo c o n d u c t o ; porque A .
P é r e z m u r i ó e n P a r í s , d i a 3 de n o v i e m b r e de
a q u e l a ñ o , d e j a n d o m u c b o s t e s t i m o n i o s de su
c a t o l i c i s m o q u e v a l i e r o n p a r a l a r e s t i t u c i ó n de
su f a m a y h o n r a de sus h i j o s , c o n r e v o c a c i ó n
t o t a l de l a s e n t e n c i a de Z a r a g o z a de 1 5 9 2 , s o -
b r e c u y o a s u n t o h u b o p r o c e s o de q u e n a d i e h a
m a n i f e s t a d o la m e n o r n o t i c i a ; y c o n s i d e r o f o r -
zoso d a r l a , porque contiene documentos i m -
p o r t a n t e s p a r a la h i s t o r i a de a q u e l v a r ó n i l u s -
t r e y su f a m i l i a .
6. L o s seis h i j o s d e l d i f u n t o representaron
a l C o n s e j o de la I n q u i s i c i ó n , e n 21 de febre-
r o de 1 6 1 2 , l a santa m u e r t o de su p a d r e des-
CAP. XXXV.—ART. V. 267

p u e s de v i d a m u y c a t ó l i c a e n P a r í s , y deseos
r e p e t i d a s v e c e s m a n i f e s t a d o s de p r e s e n t a r s e e n
l a I n q u i s i c i ó n á satisfacer á l o s c a r g o s p u e s t o s
por e l fiscal en m a t e r i a d e j e l i g i o n contra la
c u a l n u n c a d e l i n q u i ó ; q u e sus h i j o s t e n i a n d e -
r e c h o á ser o i d o s e n este p u n t o , p o r q u e i n t e -
resaba su h o n r a y fama; y h a l l á n d o s e m u y p o -
b r e s p o r l a c o n f i s c a c i ó n de b i e n e s de s u d i f u n -
to p a d r e , n o p o d i a n h a c e r v i a j e s á Z a r a g o z a ;
p o r l o que p e d i a n q u e se m a n d a r a l l e v a r e l p r o -
ceso á M a d r i d y se les o y e s e c o n f o r m e á d e -
recho. E l Consejo decretó dar traslado al fis-
c a l ; y s i n q u e este h u b i e s e r e s p o n d i d o , l o s h i -
j o s a c u d i e r o n o t r a v e z , e n 10 de a b r i l , di-
c i e n d o q u e , p a r a c o r r o b o r a c i ó n de l o e s p u e s t o
anteriormente , presentaban c o n juramento de
c e r t e z a y a u t e n t i c i d a d y o f e r t a de p r u e b a v a -
r i o s i n s t r u m e n t o s e n v i a d o s de P a r i s á M a d r i d ,
y eran los siguientes :
7 . Primero. U n c e r t i f i c a d o de l a f a c u l t a d
de t e o l o g í a de l a u n i v e r s i d a d de l a S o r b o n a de
Paris # autorizado y sellado por su s e c r e t a r i o
e n 6 de s e t i e m b r e de 1 6 0 3 , e n q u e aseguraba
su p u r e z a de la r e l i g i ó n c a t ó l i c a .
Segundo. U n b r e v e p o n t i f i c i o , de 25 de j u -
l i o de 1 6 0 7 , en q u e su S a n t i d a d , á s u p l i c a c i ó n
d e A n t o n i o P é r e z , le a b s u e l v e ad cautelam d e
c u a l e s q u i e r a censuras en que h u b i e s e podido
268 HISTORIA D E l A INQUISICION,

incurrir tratando con h e r e j e s , c o m o lo habia


hecho durante a l g ú n tiempo, aunque siempre
se h a b i a m a n t e n i d o católico.
Tercero. E l testamento otorgado por P é r e z
e n P a r i s á 2 9 de o c t u b r e de 1 6 1 1 , d e l q u e
c o n s t a ser c a t ó l i c o c r i s t i a n o y d i s p o n e r como
t a l ser e n t e r r a d o e n l a i g l e s i a d e l c o n v e n t o de
l o s C e l e s t i n o s de P a r i s , y q u e ae l e dijesen las
m i s a s y sufragios q u e d e s i g n ó .
Cuarto. Una información de testigos r e c i -
b i d a en P a r i s los dias 10 y s i g u i e n t e s de febre-
r o de 1 6 1 2 , ante e l a u d i t o r d e l n u n c i o ponti-
ficio, á p e t i c i ó n de G i l d e . M e s a , e s p a ñ o l , g e n -
t i l h o m b r e de l a casa d e l R e y de F r a n c i a , m a e s -
t r o de su c á m a r a , p a i s a n o , a m i g o , pariente y
t e s t a m e n t a r i o de A n t o n i o P é r e z , "de l a c u a l
consta q u e e l v i c a r i o de su p a r r o q u i a de san
P a b l o , o t r o s dos sacerdotes y t r e s t e s t i g o s mas
( uno de l o s c u a l e s es D . M a n u e l L o p e , n o b l e
de Z a r a g o z a , c o m p l i c a d o e n su p r o c e s o c o m o
G i l de M e s a ) , d e c l a r a n h a b e r t e n i d o e n P a r i s
desde m u c h o antes u n a vida , no solo católi-
c a sino m u y d e v o t a , c o n g r a n d e f r e c u e n c i a de
l o s s a c r a m e n t o s de p e n i t e n c i a y e u c a r i s t í a en
su p a r r o q u i a de san P a b l o , y en las i g l e s i a s de
l o s C e l e s t i n o s y de s a n t o D o m i n g o ; h a s t a q u e
l o s tres ú l t i m o s a ñ o s puso o r a t o r i o con bula
p o n t i f i c i a e n l a casa de su h a b i t a c i ó n , c a l l e de
CAP. x x x v . — A R T . V. 269 •
la C e n s a y a , d o n d e o i a m i s a y c o m u l g a b a p o r
h a b e r c o n t r a í d o d e b i l i d a d de p i e r n a s ; q u e en
la ú l t i m a enfermedad c o n f e s ó y se r e c o n c i l i ó
c o n fr. Andrés Garin , religioso dominicano
( u n o d e l o s t e s t i g o s ) , el c u a l e s t u v o e n su c a -
sa de c o n t i n u o los ú l t i m o s o c h o dias de su v i -
da , le d i ó el v i á t i c o c o n l i c e n c i a d e l p á r r o c o ,
p r e s e n c i ó l a e s í r e m a u n c i o n , le a u x i l i ó á b i e n
m o r i r , y cree q u e l o h i z o s a n t a m e n t e e n el
S e ñ o r a t e n d i d a su p i e d a d y d e v o c i ó n . T r e s tes-
tigos a ñ a d e n haberle oido varias veces que de-
seaba i r á E s p a ñ a p a r a d a r r a z ó n de s u r e l i g i ó n
católica ; y en la ú l t i m a enfermedad que sen-
t í a m u c h o no h a b e r i d o p a r a q u i t a r l a n o t a de
i n f a m e s á su m u g e r y á sus h i j o s ; p e r o que
a u n q u e fuese c o n esta d e s g r a c i a m o r i a v e r d a -
dero c a t ó l i c o , c o m o siempre lo h a b i a s i d o t o -
da su v i d a .
8. D o n M a n u e l Lope a ñ a d e haberle oido
m u c h a s v e c e s d e c i r q u e se a d m i r a b a d e que
s a b i e n d o t a n t o l a S a g r a d a E s c r i t u r a los h u g o -
notes^ d e f e n d i e r a n y p r e d i c a r a n l o s e r r o r e s q u e
h a b i a n o t a d o ; pues la m i s m a Santa E s c r i t u r a
b a s t a b a p o r sí s o l a p a r a c o n v e n c e r l o c o n t r a -
rio ; por lo cual h a b i a llegado á formar c o n -
c e p t o de q u e los p r e d i c a n t e s no c r e í a n e n s u
i n t e r i o r a q u e l l a m i s m a d o c t r i n a que enseña-
b a n . « S e a c u e r d a t a m b i é n e l t e s t i g o que , h a -
270 iimoniA DE LA INQUISICIÓN,
b l a n d o c o n el d i f u n t o s o b r e a s u n t o s v a r i o s , l e
dijo el t e s t i g o h a b e r oido m u c h a s veces á
distintas p e r s o n a s que no habia hecho bien
el citado D . Antonio Pérez en haberse ne-
gado á a c e p t a r la p e n s i ó n de d o c e m i l libras
anuales asignadas p o r e l rey c r i s t i a n í s i m o de
F r a n c i a H e n r i q u e I V , en a t e n c i ó n á l a a n c i a -
nidad y enfermedad habitual casi quotidiana
de D . A n t o n i o , y á l a falta de r e n t a c i e r t a p a -
r a s u s t e n t a r s e ; o i d o lo c u a l , r e s p o n d i ó D . A n -
t o n i o a! t e s t i g o q u e no se a r r e p e n t í a aunque
l l e g a r a e l caso de v e r d e f r a u d a d a s las prome-
sas q u e se l e h a b l a n h e c h o ; antes b i e n si otra
v e z v o l v i e s e á v e r i f i c a r s e e l l a n c e , r e p e t i r l a su
r e s i s t e n c i a , m e d i a n t e q u e a s í se v e r l a ser c i e r -
to l o q u e s i e m p r e h a b i a d i c h o de su fidelidad
al R e y de las E s p a ñ a s su s o b e r a n o , y m e r e c í a
c o n s e g u i r g r a c i a , t e n i e n d o á l o m e n o s en su c a -
l a m i d a d y m i s e r i a e l c o n s u e l o de q u e el i l u s -
t r í s i m o condestable de C a s t i l l a y D . Baltasar
de Z u ñ i g a , e m b a j a d o r de E s p a ñ a en F r a n c i a , y
A n g e l B a d o u a i r e , n u n c i o de V e n e c i a , e s t a b a n
i n s t r u i d o s , y s a b í a n c o m o y en q u e f o r m a h a -
b l a tratado este a s u n t o c o n e l l o s , d i c i e n d o p o r
ú l t i m o c o n las m a n o s j u n t a s q u e él c o n f i a b a en
D i o s ó p t i m o m á x i m o , y e n l a g r a c i a de s u S o -
berano.»

9. Quinto. U n a s l e t r a s a u t é n t i c a s de m o n -
CAP. X S X V . — ART. V. 271

sefior R o b e r t o , o b i s p o p o l i c i a n o y n u n c i o d e l
P a p a en P a r í s , (lia 6 de f e b r e r o de 1612 , e n
q u e atesta h a b e r t r a t a d o m u c h o d P e r e z ^ c o n -
cedídole permiso^ c o n autoridad pontificia p a -
ra poner o r a t o r i o en su casa, del cual sabe
q u e u s ó hasta su e n f e r m e d a d ú l t i m a ; estar i n -
f o r m a d o de l a d e v o c i ó n , p i e d a d y r e l i g i ó n c a -
tólica c o n que f a l l e c i ó ; y o í d o l e d e c i r m u c h a s
veces q u e s e n t í a m u c h o n o tener salvo c o n -
ducto del R e y católico p a r a e n t r a r en España
sin p e l i g r o y presentarse al S a n t o O f i c i o ; pues
l o d e s e a b a de v e r a s p a r a h a c e r ver su i n o c e n -
c i a e n p u n t o s de religión.
1 0 . E l fiscal d e l C o n s e j o de I n q u i s i c i ó n res-
p o n d i ó , e n 9 de j u l i o de 1 6 1 2 , c o n t r a d i c i e n -
do la s o l i c i t u d , sosteniendo que Antonio P é -
rez h a b í a sido verdadero hereje luigonole y
pertinaz hasta la muerte, siendo compatible
con eso c u a n t o r e s u l t a b a de los documentos
presentados, por serla herejía error del enten-
d i m i e n t o ; y e n fin , d i j o tales d e s a t i n o s , q u e
p a r a d e s a c r e d i t a r a l C o n s e j o n o se necesitaba
m a s q u e c o p i a r y p u b l i c a r l o q u e d e c í a su fis-
cal. E l C o n s e j o d e c r e t ó que pasase todo al r e -
l a t o r , es d e c i r , q u e se a r r o j a s e n los p a p e l e s a l
pozo airon^del o l v i d o ; p u e s seis h u é r f a n o s y
u n a v i u d a no bastaron á hacerle trabajar. D o -
ñ a J u a n a C o e l l o h a b l ó , en 27 de s e t i e m b r e , a l
272 H I S T O R I A D E t A INQTJlSlClOIÍ ,

I n q u i s i d o r g e n e r a l ; y h a b i e n d o este d i c h o que
le d i e r a n o t a de l o s p a p e l e s , se l a r e m i t i ó , de
cuyas r e s u l t a s se m a n d a traducir del francés
e l t e s t a m e n t o de A n t o n i o P é r e z p o r T o m a s G r a -
d a n Dantisco , hijo del secretario Diego Gar-
c i a n , y p r i m e r s e c r e t a r i o de l a I n t e r p r e t a c i ó n
de l e n g u a s .
41. E n 3 de n o v i e m b r e , e n q u e no h a b i a
hecho nada el relator , p r e s e n t ó D . Gonzalo
P é r e z l a d e c l a r a c i ó n o r i g i n a l q u e su padre ha-
bia dictado y firmado, e s c r i t a p o r G i l de M e s a
e n 3 de n o v i e m b r e de 1 6 1 1 , p o c o t i e m p o a n -
tes de m o r i r , c u y o c o n t e x t o fué del tenor
siguiente: «Declaración hecha por m í , A n -
t o n i o P é r e z , á l a h o r a de m i m u e r t e , l a c u a l
no p u d e e s c r i b i r de m i m a n o p o r h a l l a r m e fa-
t i g a d o en t a l paso ; y p o r esto r o g u é á G i l de
M e s a l a e s c r i b i e s e de l a s u y a e n l a f o r m a y
t e n o r que y o le fuese d i c i e n d o . P o r e l paso e n
que estoy, y p o r l a c u e n t a q u e v o y á dar á
D i o s , declaro y juro que he v i v i d o s i e m p r e y
m u e r o c o m o fie! y c a t ó l i c o c r i s t i a n o ; y de esto
h a g o á D i o s t e s t i g o . Y confieso á m i R e y y se-
ñ o r n a t u r a l , y á todas las c o r o n a s y r e i n o s q u e
p o s e e , q u e j a r p á s f u i s i n o fiel s e r v i d o r y va-
s a l l o s u y o ; ele lo c u a l p o d r á n ser b u e n o s tes-
t i g o s el s e ñ o r c o n d e s t a b l e de C a s t i l l a , y su
sobrino el señor D . B a l t a s a r de Z u ñ i g a , que
CAP. x x x v . — A R T . v. n 273
m e l o o y e r o n d e c i r d i v e r s a s v e c e s e n los d i s -
cursos largos que t u v i e r o n c o n m i g o ; y los
ofrecimientos que m u c h a s é infinitas veces h i -
ce de r e t i r a r m e á d o n d e m e m a n d a s e m i R e y
á v i v i r y m o r i r c o m o fiel y l e a l v a s a l l o s u y o .
Y ahora ú l t i m a m e n t e , por m a n o del propio
G i l de M e s a y de o t r o m i c o n f i d e n t e , h e es-
c r i t o cartas a l S u p r e m o C o n s e j o de l a I n q u i s i -
c i ó n , y a l i l u s t r í s i m o c a r d e n a l de T o l e d o I n -
q u i s i d o r g e n e r a l , a l s e ñ o r o b i s p o de C a n a r i a s
de l a g e n e r a l I n q u i s i c i ó n , o f r e c i é n d o l e s q u e
me presentarla al dicho Santo Oficio para jus-
t i f i c a r m e de l a a c u s a c i ó n q u e e n é l m e h a b i a
sido p u e s t a , y p a r a esto les p e d í s a l v o c o n -
ducto ; y que m e presentarla donde m e fuese
m a n d a d o y s e ñ a l a d o c o m o el d i c h o s e ñ o r o b i s -
po p o d r á atestiguar. Y p o r ser esta l a v e r d a d ,
d i g o q u e s i m u e r o e n este r e i n o y a m p a r o de
e s t a c o r o n a , h a s i d o á m a s no p o d e r y p o r l a
n e c e s i d a d en q u e m e h a p u e s t o l a v i o l e n c i a de
mis trabajos, asegurando al m u n d o toda esta
verdad y suplicando á m i R e y y señor natural
q u e c o n su g r a n c l e m e n c i a y p i e d a d se a c u e r -
de los s e r v i c i o s h e c h o s p o r m i p a d r e á l a m a -
j e s t a d d e l s u y o y á l a de su a b u e l o , p a r a q u e
p o r e l l o s m e r e z c a n m i m u g e r é hijos h u é r í ' a -
oos y desamparados que se les h a g a a l g u n a
m e r c e d ; y q u e estos a f l i g i d o s y m i s e r a b l e s no
274 H I S T O R I A DB t k I N Q U I S I C I O N ,

p i e r d a n p o r h a b e r a c a b a d o su p a d r e e n r e i n o s
e s t r a ñ o s la gracia y favor que merecen por
fieles y leales v a s a l l o s , á l o s c u a l e s m a n d o que
v i v a n y m u e r a n e n l a l e y de t a l e s . Y ¡sin p o d e r
d e c i r m a s , l a firmé de m i m a n o y n o m b r e , en
P a r í s á los 3 de n o v i e m b r e de I t í l l . A n t o n i o
Pérez, a
12. E n 3 de d i c i e m b r e de 1 6 1 2 , m a n d ó e l
C o n s e j o c o m p r o b a r las firmas de los i n s t r u -
mentos , lo c u a l se v e r i f i c ó c o n testigos que
s o l í a n t e n e r cartas d e l d i f u n t o , y las presen-
t a r o n p a r a cotejo , s i e n d o e n t r e l o s t e s t i g o s e l
p r i n c i p a l D . fr. F r a n c i s c o S o s a , o b i s p o de C a -
narias y consejero de l a S u p r e m a , y A l e j a n -
d r o T e r e g l i c a m b i s t a de P a r i s , n a t u r a l de L ú -
ea , e n T o s c a n a , q u e h a b í a sido uno de los
seis t e s t i g o s de l a i n f o r m a c i ó n r e c i b i d a ante e l
auditor del nuncio pontificio en P a r i s , y se
hallaba en M a d r i d entonces por casualidad. E l
o b i s p o S o s a c o n este m o t i v o se e s t e n d i ó m u -
c h o e n f a v o r d e l c a t o l i c i s m o de P é r e z , de sus
deseos de p r e s e n t a r s e a l S a n t o O f i c i o , d e l ú n i -
co o b s t á c u l o que le d e t e n i a , y d e l a l l a n a m i e n -
to á p r o c u r a r s u v e n c i m i e n t o . A u n asi c o n -
tradijo el fiscal, en 7 de e n e r o de 1 6 1 3 ; p e -
ro e l C o n s e j o v o t ó e n 17 á f a v o r de l a r e v i -
s i ó n de l a c a u s a . L o c o n s u l t ó a l R e y e n 22 :
Felipe I H escribió de su l e t r a e n el margen
CAP. XXXV.—ART. V. 275

de la consulta como parece : y e l C o n s e j o lo


a v i s ó al t r i b u n a l de Z a r a g o z a , previniendo á
D . G o n z a l o P é r e z q u e pasase á v e r i f i c a r l a de-
fensa en aquella c i u d a d .
13. E n 1 5 de f e b r e r o l o s h i j o s de A n t o n i o
P é r e z dieron poder á D . Gonzalo ,sin embargo
de ser o t o r g a n t e p a r a l a d e f e n s a . P a s ó á Z a -
r a g o z a D . G o n z a l o , y s u s t i t u y ó el d i a 2Zi sus
poderes en Antonio L a Tasa, q u i e n los pre-
s e n t ó en 26 c o n m e m o r i a l m a l formado; pues
no citaba el recurso al C o n s e j o , n i su r e -
s o l u c i ó n , pidiendo audiencia por gracia y sin
esponer mas razones que la c o m p a s i ó n , que
allí v a l e p o q u í s i m o . L o s inquisidores decre-
taron que ya se v e r i a e l a s u n t o y se a d m i -
nistraria justicia. P r e s e n t ó Gonzalo nuevo me-
morial por si m i s m o en 12 de marzo ale-
g a n d o l o s d a ñ o s de l a d i l a c i ó n p o r l a p o b r e z a ;
j en fin decretaron á 2 de m a y o que se
l e c o m u n i c a s e c o p i a de l a a c u s a c i ó n fiscal con-
t r a su p a d r e n o m b r a n d o antes a b o g a d o , y j u -
rando ambos el secreto.
1A. E n e l 12 d i j o D . G o n z a l o q u e s u a b o -
g a d o n o p o d i a r e s p o n d e r á l a a c u s a c i ó n si no
se l e d a b a n las p r o b a n z a s e n q u e los a r t í c u l o s
se f u n d a b a n , y se les e n t r e g ó e l e s t r a c t o c o -
n o c i d o c o n n o m b r e de p u b l i c a c i ó n de t e s t i g o s
c o n t é r m i n o de v e i n t e d i a s , y n u e v o e n c a r g o d e l
276 HISTOftU DE l A INQUISICION,

secreto. E l abogado de presos d i o t e s t i m o n i o


de ser tan duro de c o r a z ó n como los i n q u i -
sidores; pues viendo pobre á D. Gonzalo,
a b a n d o n ó l o s s e n t i m i e n t o s de h o n o r y c a r i d a d
de m a n e r a , q u e f u é forzoso á este r e c u r r i r en
S6 de o c t u b r e p i d i e n d o se le m a n d a s e despa-
c h a r l a defensa de q u e se había encargado.
E n 9 de n o v i e m b r e p i d i ó c o m u n i c a c i ó n de los
papeles T e n i d o s de F r a n c i a , porque contri-
b u i an á l a defensa. L o s i n q u i s i d o r e s r e s o l v i e -
ron que el abogado fuese á verlos en el tri-
bunal. ¡ Q u é buen m o d o de c o n c e d e r defen-
sas I
15. E n 1 4 de 1614 p r e s e n t ó por fin el
a b o g a d o e l p e d i m e n t o , que a l l í e r a c o n o c i d o
con e l t i t u l o de c é d u l a de d e f e n s a s , dividido
en ciento y un artículos, c o n espresion al
m a r g e n de l o s testigos q u e h a b l a n de ser e x a -
m i n a d o s , a l t e n o r de c a d a u n o , c o n f o r m e á es-
t i l o d e l S a n t o O f i c i o , y a s í m i s m o de las e s -
c r i t u r a s y papeles q u e se h a b l a n de c o m p u l -
sar p a r a su c o m p r o b a c i ó n , y de l o s archivos
en que se h a l l a r í a n ; y concluía pidiéndose
d e c l a r a s e n u l a l a s e n t e n c i a de 20 de o c t u b r e
de 1 5 9 2 , ó p o r l o m e n o s se r e v o c a s e y a n u -
lase c o m o f u n d a d a en supuesto falso.
16. C o n el pedimento fueron presenta-
dos c u a t r o i n s t r u m e n t o s de q u e d e b e d a r s e no-
CAP. XXXV.—ABC. V. 277

t i c i a , p o r q u e nadie los c i l a n ¡ da i n d i c i o s de
saber su existencia.
17. Primero. U n d i p l o m a de C a r l o s V , c o -
m o r e y de E s p a ñ a eu B o l o n i a , d i a 26 de fe-
brero de 1533, en que r e f i e r e n los g r a n d e s
t e s t i m o n i o s de ciencia y fidelidad y servicios
importantes de G o n z a l o P é r e z , p a d r e de A n -
tonio , p o r l o s c u a l e s l o c r e a c a b a l l e r o de la
e s p u e l a d o r a d a , y c o n c e d e q u e t o d o s sus d e s -
cendientes sean caballeros nobles hijo»dalgo
perpetuamente.
18. Segundo. O t r o d i p l o m a d e l m i s m o E m -
perador y R e y en Valladolid, á 14 de a b r i l
de 1 5 / i 2 , en que dice constarle que Gonzalo
Pérez, su secretario de estado, natural de
l a c i u d a d de S e g o v i a , tiene un hijo natural
habido en m u g e r s o l t e r a , c o m o l o es e l l l a -
mado Antonio Pérez de H i e r r o ; y que por
sus m é r i t o s lo l e g i t i m a para h e r e n c i a s , h o n o -
res y t o d o s l o s d e r e c h o s civiles.
19. Tercero. U n a e j e c u t o r i a e s p e d i d a e n e l
tribunal del gran justicia de A r a g ó n en Z a -
r a g o z a , d i a 7 de m a y o de 1544, en juicio
contradictorio con la D i p u t a c i ó n permanente
d e l r e i n o , de la c u a l resulta que Gonzalo P é -
r e z , s e c r e t a r i o de estado deCárlos, e r a hijo
l e g i t i m o y n a t u r a l de Bartolomé P é r e z , na-
c i d o e n M o n r e a l de A r a g ó n , s e c r e t a r i o de s e -

24
278 HlSTOaiA m INQClSIClOtS,

cuestros del Santo Oficio de la Inquisición


de C a l a h o r r a , y d o ñ a L u i s a M a r t í n e z d e l H i e r -
ro, su m u g e r l e g í t i m a , n a t u r a l de l a c i u d a d de
S e g o v i a ; y que d i c h o G o n z a l o d e b i a ser r e -
putado por a r a g o n é s para objeto de t e n e r e m -
pleos del reino y d e m á s fines que le c o n v e n -
gan; porque si b i e n es c i e r t o h a b e r nacido
en S e g o y i a , c i u d a d de Castilla, fue casual y
p r o v e n i e n t e de h a l l a r s e a l l í su m a d r e a l t i e m -
po del parto y de ser su p a d r e a u s e n t e de
Monreal por ocupación en el real servicio.
20. Cuarto. Una información de testigos
examinados en C a l a h o r r a , día 7 y siguientes
de f e b r e r o de 1 5 6 7 , a n t e la justicia real or-
dinaria, por instancia de Isabel P é r e z , v e -
c i n a de l a c i u d a d de S e g o v i a , y de A n t o n i o
Pérez su s o b r i n o , secretario de estado del
Rey, sobre limpieza y nobleza de sangre;
de la cual resulta, entre otras cosas, que
B a r t o l o m é P é r e z , s e c r e t a r i o de l a I n q u i s i c i o n j
p a d r e de I s a b e l y de su h e r m a n o G o n z a l o , y
abuelo de su sobrino A n t o n i o , habia justi-
ficado en Calahorra que su familia era no-
ble; y e n s u v i r t u d h a b i a sido r e c o n o c i d o allí
como caballero noble hijodalgo distinguido,
y c o n c u r r í a c o n los d e m á s de l a c i u d a d á las
juntas y congregaciones d e l estado de l a no-
bleza; y uno délos testigos a ñ a d e que D o -
CAÍ. xxxv.—Ant. Y . 279
mingo P é r e z , n a t u r a l y v e c i n o de M o n r e a l ,
h e r m a n o de B a r t o l o m é , h a b í a estado e n C a -
l a h o r r a y t e n i d o d i s p u t a c o n é l sobre r e t e n -
c i ó n de l a r e a l c a r t a e j e c u t o r i a de n o b l e z a .
21. C o n este i n s t r u m e n t o c o i n c i d e l o q u e
v a r i o s t e s t i g o s , e x a m i n a d o s á p e t i c i ó n d e l fis-
cal cuando queria probar origen judaico , d i -
j e r o n de q u e hablan conocido un Domingo
P é r e z , t i o de G o n z a l o P é r e z ; y q u e este c u a n -
do p a s ó p o r M o n r e a l á las c o r t e s de M o n z ó n
c o n e l E m p e r a d o r no se h a b i a h o s p e d a d o e n
casa de su t i o D o m i n g o P é r e z , s i n o e n casa
de o t r o p a r i e n t e q u e d e c i a n D o m i n g o T i r a d o .
Y c o n efecto este e r a t i o s e g u n d o de Gon-
z a l o , p r i m o h e r m a n o de su p a d r e B a r t o l o m é ;
porque María T i r a d o , m a d r e de e s t e , h a b i a
sido h e r m a n a d e l p a d r e de a q u e l . E n fin r e -
sultó falsa c o n e v i d e n c i a la i m p u t a c i ó n de
origen judaico.
22. L o s inquisidores p r o m e t i e r o n en su
decreto hacer l o que se pudiese y debiese
h a c e r p á r a l o s o b j e t o s q u e se p r e t e n d í a n ; p e r o
l o c i e r t o es q u e n a d a h i c i e r o n desde l h de fe-
b r e r o , e n que se v e r i f i c ó su o f e r t a p o r d e c r e t o ,
hasta 23 de o c t u b r e , e n q u e se e x a m i n ó e l
p r i m e r testigo en Zaragoza. C o t é j e s e esta i n -
d o l e n c i a c o n l a a c t i v i d a d de las d i l i g e n c i a s de
prisión del d i f u n t o , decretadas en Madrid á
280 HlSXORIi. DB L A I N Q ü I S I C í O N ,

2 1 de m a y o de 1 5 9 1 , y e j e c u t a d a s á c i n c u e n t a
l e g u a s de d i s t a n c i a e n l a m a ñ a n a d e l 2 A . D o n
Gonzalo habia clamado c o n t r a las d i l a c i o n e s
en 10 de m a r z o , 2 8 de a b r i l , 9 de j u n i o , 29
de a g o s t o , 1 7 , 24 72? de s e t i e m b r e , 1.° y
21 de o c t u b r e ; y aquellos jueces t i r a n í s i m o s
é inhumanos no solo v e i a n c o n i n d i f e r e n c i a
los l l a n t o s de l a p o b r e z a y los c l a m o r e s d e l
honor, sino que despreciando positivamente
a! s u p l i c a n t e porque lo veian pobre , hacian
decirle que renunciase compulsas y declara-
c i o n e s ; y sin constar decreto b u e n o n i malo
á tantos m e m o r i a l e s , r e s u l t a l a i n t r i g a v i e n d o
el orden p r o g r e s i v o c o n que D . G o n z a l o i b a
r e n u n c i a n d o justificaciones hasta contentarse
c o n las de Z a r a g o z a , c o n t a l q u e se d e s p a c h a r a
p r o n t o , p u e s su d e s g r a c i a d a m a d r e estaba e n -
f e r m a y t e m i a m o r i r c o m o su p a d r e dejando
á los hijos en l a deshonra.
23. Las constituciones p r i m i t i v a s del Santo
Oficio mandaban proporcionar manutención
á los h i j o s y m a t r i m o n i o s d las hijas de l o s
relajados; y en e l caso de n u e s t r a historia
se trabajaba en sentido contrario p o r solo e l
maldito o r g u l l o de que no se dijese haber
procedido sin razón e l santo Tribunal. Se
m a n i f e s t ó e l desafecto t a n á las c l a r a s , que e l
cruel fiscal acusó, en 12 de abril, a don
CAP. XXXV,—ART. v. 281

Gonzalo, de q u e usaba -vestido fino n o p u -


diendo por partícipe de l a i n f a m i a p a t e r n a *
sin reflexionar aquel b á r b a r o m a l intencionado
q u e no se d a e s t e m i o n e n las p e n a s , y l a l e y
h a b l a s o l o d e l r e o , y no de sus b i j o s .
2Zi. P o r fin l l e g ó e l caso de examinarse
t e s t i g o s en Z a r a g o z a y otros p u e b l o s de su d i s -
t r i t o , que solo s i r v i e r o n para c o n f i r m a r y f o r -
tificar la p r u e b a de que Antonio Pérez no
e r a b i j o s a c r i l e g o de G o n z a l o , n i descendía
de j u d í o s ; pues en cuanto á io d e m á s estaba
justificado por instrumentos cuanto se nece-
sitaba : el abogado rebatió bien por el es-
t r a c t o de p u b l i c a c i ó n de t e s t i g o s los c a r g o s d e l
fiscal, haciendo ver que l o s seis ú o c h o p e r -
tenecientes al conocimiento del Santo Oficio
estaban sin mas a p o y o que un solo testigo;
y que aun siendo c i e r t o s , significaban úni-
c a m e n t e d e s a h o g o de a l m a s afligidas y n o s e n -
timientos deliberados. ¡ Q u é sería si hubiese
v i s t o e l p r o c e s o e n sus d e c l a r a c i o n e s o r i g i n a -
les ! ¡ Q u é d i r í a l e y e n d o las n o i n c l u i d a s e n e l
e s t r a d o p o r h a b e r s i d o f a v o r a b l e s a! p r o c e s a d o !
¡Ah , b u e n D i o s , q u é t r i b u n a l !
25. Parecía r e g u l a r que el fiscal, vista la
r e s u l t a n c i a de los a u t o s , c o n s i n t i e r a l a r e v o c a -
c i ó n de l a s e n t e n c i a a n t i g u a ; p e r o l e j o s de e s o ,
estando l a c a u s a c o n c l u s a d i j o , e n 11 de febre-
282 H I S Í O B I A D E £A IWQTIISICIOSÍ,

r o de 1 6 1 5 , t e n e r entendido q u e l o s jueces
t r a t a b a n de l l a m a r c o n s u l t o r e s y v o t a r e n d e -
finitiva ; y pidió q u e se s u s p e n d i e s e porque
queria escribir en derecho y que se l e y e s e á
los consultores su p a p e l . E n 1 4 de m a r z o l o
p r e s e n t ó : la publicación demostrarla su i n s -
trucción m a c a r r ó n i c a , su falsa l ó g i c a , y su
abuso de p r o p o s i c i o n e s a i s l a d a s , a u n de l o s
escritores del Santo Oficio que s e g u í a n o p i n i ó n
contraria. P e r o c o m o los jueces t e n í a n su co-
razón lan bien dispuesto c o m o el fiscal, vota-
ron, e n 16 de m a r z o , contra la solicitud de
l o s h i j o s de A n t o n i o . S o l o m e a d m i r a l e e r que
fué de c o n f o r m i d a d , s i e n d o u n o de l o s c o n -
sultores , el famoso d o c t o D . J o s é de Sese,
regente de l a r e a l a u d i e n c i a de A r a g ó n , que
ciertamente f u é s a b i o ; y p o r sus obras tuvo
d e s p u é s que sufrir en el m i s m o tribunal. Es
verdad que la materia de p l e i t o s de herejía
no era la que supo mejor aquel juriscon-
sulto.
26. P r o c u r a r o n los inquisidores persuadir
con esfuerzo no acostumbrado l a j u s t i c i a de
sus v o t o s en l a c o n s u l t a q u e r e m i t i e r o n a l C o n -
sejo de l a S u p r e m a ; p e r o este T r i b u n a l , c o m -
puesto de h o m b r e s d i s t i n t o s d e l a ñ o 1 5 9 2 y
q u e c o n o c í a n m a s de c e r c a q u e l o s A r a g o n e s e s
h a b e r cesado las causas p o l í t i c a s de l a p e r s e c u -
CAP XXXV.-—ART. V. 283

c i o n , v o l a r o n l o c o n t r a r i o e n 1 7 de a b r i l d i -
ciendo : « Que , alentó los nuevos autos d e l
proceso, d e b í a n de r e v o c a r ^ y r e v o c a r o n , l a
dicha sentencia dada y pronunciada contra
Antonio P é r e z , en todo y p o r todo c o m o en
e l l a se c o n t i e n e ; y d e c l a r a r o n d e b e r ser ab-
s u e l t a su m e m o r i a y f a m a , y q u e n o o b s t e á
los hijos y descendientes de A n t o n i o P é r e z e l
d i c h o p r o c e s o y s e n t e n c i a de r e l a j a c i ó n , p a r a
n i n g ú n oficio h o n r o s o ; n i d e b e r l e s o b s t a r l o
dicho y alegado p o r e l fiscal de l a I n q u i s i c i ó n
c o n t r a su l i m p i e z a . » E n 10 d e l m i s m o m e s de
a b r i l de 1 6 1 5 c o n s u l t ó e l C o n s e j o a l R e y esta
s e n t e n c i a , espresando que la consideraba c o m o
de j u s t i c i a , c o n s u b o r d i n a c i ó n sin embargo á
lo que S u Majestad determinase. Felipe III
puso e l m á r g e n , de s u p u ñ o : Hágase lo que
parece, pues se dice que es conforme d justicia.
27. E l C o n s e j o d e v o l v i ó e l p r o c e s o á los i n -
q u i s i d o r e s de Z a r a g o z a c o n c a r t a de 2 de m a y o ,
encargando pronunciar sentencia conforme á
e l l a e n p r e s e n c i a de l o s m i n i s t r o s d e l s e c r e t o ;
n o t i f i c a r l a á las p a r t e s , y d a r t e s t i m o n i o á l a
que lo pidiese. A q u e l l o s , consecuentes á la
m a l a d i s p o s i c i ó n de sus á n i m o s , no c u m p l i e / -
ron el mandato hasta 16 de j u n i o . D . G o n z a l o
pidió testimonio con m e m o r i a l en que decia
que l o deseaba p a r a p o d e r mostrar y divulgar
286 HISTORIA DE t k INQUISICION?

su j u s t i c i a . S e le d i ó ; p e r o , h a b i é n d o l o i a i -
preso para d i s t r i b u i r p r o n t o y sin fatiga m u -
chos e j e m p l a r e s , se q u e j a r o n l o s i n q u i s i d o r e s
al C o n s e j o , y este r e s p o n d i ó e n c a r g a n d o r e c o -
ger los que D . G o n z a l o y el i m p r e s o r t u v i e r a n
e n su p o d e r , y q u e le r e p r e n d i e r a n de p a l a b r a
sin e s c r i b i r n a d a , porque lo habia hecho sin
licencia del Santo Oficio. Se b u s c ó D . Gonza-
l o e n 9 de j u l i o , pero habia salido para M a -
d r i d e n 1.° d e l m e s . S e t o m a r o n l o s e j e m p l a r e s
que t e n i a e l i m p r e s o r , "y se le m a n d o q u e ja-
m á s i m p r i m i e r a , sin licencia del Santo Oficio,
p a p e l a l g u n o de cosas r e l a t i v a s á é l .
28. e n 16 de m a y o de 1 6 1 6 r e c o g i ó don
G o n z a l o los instrumentos originales que habia
presentado e n el p r o c e s o , q u e d a n d o en él c o -
pias certificadas por dos secretarios del Santo
O f i c i o . S i n duela o c u r r i ó c o n e l t i e m p o m o t i v o
particular de h a c e r e n t e n d e r la limpieza de
los hijos y descendientes de A n t o n i o Pérez,
p u e s h a y e n e l p r o c e s o n o t a de h a b e r s e d a d o
nuevo testimonio , por mandato del Consejo
de I n q u i s i c i ó n , en 3 de j u l i o de 1 6 5 4 .
29. Es verosímil que D . Gonzalo Pérez
v o l v i e r a c o n este m o t i v o á g o z a r u n a p e n s i ó n
q u e desde n i ñ o t e n i a c o n c e d i d a p o r e l p a p a
G r e g o r i o X I I I , sobre e l a r c e d i a n a t o de Alur-
c o n , d i g n i d a d de l a c a t e d r a l de C u e n c a , p o s e i -
CAP. KXXV,*—ART, T. 285

do por D. Hernando E s c o b a r , pariente de


D. Gonzalo Pérez, c u y o p a d r e Antonior l o h a -
b í a c o l o c a d o en e l d e s t i n o de o f i c i a l de l a p r i "
m e r a s e c r e t a r i a de estado do su c a r g o , c o m o
h i j o de u n h e r m a n o de su m a d r e d o ñ a Juana
Escobar, y primo suyo, y c o n s e g u í d o l e de^
Papa el arcedianato con p e n s i ó n en favor da
su hijo m a y o r .
SO. L a s d e s g r a c i a s de Antonio Pérez de-
m o s t r a r o n l a i n g r a t i t u d de D . H e r n a n d o E s c o -
b a r ; pues apenas supo l a s e n t e n c i a de relaja-
c i ó n dada en Z a r a g o z a , p i d i ó t e s t i m o n i o , y en
s u v i r t u d se n e g ó á p a g a r l a p e n s i ó n a l h i j o de s u
b i e n h e c h o r , s a b i e n d o q u e e r a n siete h e r m a n o s
pobres de c o r t a e d a d , y u n a m a d r e c u y o d o t e
estaba confundido en l a c o n f i s c a c i ó n de b i e -
nes. Se s i g u i ó p l e i t o m u y largo en E s p a ñ a y
Roma s o b r e s i las p e n s i o n e s e c l e s i á s t i c a s ad-
q u i r i d a s a n t e s de l a i n h a b i l i d a d se p i e r d e n , ó
n o , c u a n d o esta s o b r e v i e n e : no d e b i ó p e r d e r l o
D . G o n z a l o ; p e r o , a u n cuando lo hubiese per-
d i d o , r e n a c í a n sus a c c i o n e s y d e r e c h o s c o n l a
ú l t i m a v i c t o r i a , que dio á d o ñ a J u a n a C u e l l o el
c o n s u e l o de dejar s a l v o e l h o n o r de sus hijos
é hijas, á fuerza de c o n s t a n c i a de c i n c o a ñ o s
para un recurso que debió ser c o n c l u i d o e n
c i n c o s e m a n a s , si se h u b i e r a t r a t a d o e n otros
c u a l e s q u i e r a t r i b u n a l e s p ú b l i c o s d e l R e y ó de
los obispos.
287

INDICE
D E L TOMO SEXTO.

pág.

Capítulo X X X I . — D e la causa célebre del prín-


cipe de Asturias D. Garlos de Austria.—Arti-
culo 1.—Vida y calidades del príncipe. l
Artículo II.—Crímenes de D. Garlos. 18
Artículo III.—Prisión de D. Cárlos. 3o
Artículo IV. ^—Proceso hecho á D. Cárlos. 4^
Artículo V. —Muerte de D. Cárlos. 54
Capítulo X X X I I . •— De la causa célebre del ar-
zobispo de Toledo; D. fray Bartolomé Car-
ranza, hasta su prisión.—Articulo I.—Vida
del arzobispo hasta la época de su proceso, 65
Artículo II.—Información sumaria recibida con-
tra el arzobispo.
Artículo IIL •— Breve del Sumo Pontífice y dili-
gencias para prender al arzobispo. 104
Artículo IV.^—Prisión del arzobispo, y circuns-
tancias de ella. 121
Capítulo XXXIII. — Continuación de la misma
causa célebre hasta el viaje del arzobispo á
Roma.—Arlículo I.—Examen de nuevos tes-
tigos. i3i
Artículo II.—Análisis de las declaraciones. ' 145
Artículo líl. — Incidencias del proceso. i4()
Artículo IV. ^—Conducta de los padres del Gon-
, cilio de Trento1, relativa al arzobispo y su
proceso. 169
Artículo V. — Empeño de Felipe II y de la In-
quisición para que no vayan á Roma el arzo-
bispo ni sa proceso. 169
Artículo Vi. •—Viaje del arzobispo á Roma. 1S1
Capítulo XXXIV. — F i n de la causa , y muerte
del arzobispo Carranza.—Aríículo I. •— intri-
gas para dilatar el proceso. 187
Aríículo 11. •—Absolución del arzobispo en sen-
tencia qtie no llegó á ser pronunciada, 194
Aríículo 111.—Nuevas intrigas. 197
Artículo IV. —Sentencia definitiva , sus efectos
y consecuencias. 204
Capítulo X X X V . — D e la causa celebre del fa-
moso Antonio Pérez, ministro y piimer se-
cretario de estado del Rey Felipe 11.—Artícu-
lo I.—-Sucesos que precedieron al proceso
formado en la Inquisición. 217
Articulo II. —Procedimientos del Santo Oficio
anteriores al decreto de prisión. 393
Artículo 111. —- Motines en Zaragoza y viajes de
Antonio Pérez a Francia. 235
Artículo IV. Prosecución del proceso en ausencia
y auto de fe eneslatua. 25o
Artículo V.—Muerte de Antonio Pérez. Reinte-
gración cu su buena fama. 264

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