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O comércio de cereais d a Açores para

a Madeira no &ulo XVII


O CIOMBRCfO DE CEREAIS DOS AÇDRES PARA A MADEIRA
NO SeCULO XWI

: :i

. A ilhas a t l h i i a ~(Cankh, M d e i q Apares) a&


par Bmudel
Atlhfim c a r s c t ~ ~ par
~ w r a oo h h W d n m se polftb de d-
mbheni~ mq~&&ade-te dos grandes i n i m s a do Wco b
lmbm& IMJ das limi* ~~, do dirigkm e(39nBmico tatopa,
Td sito@o makfialh-se na tendência mmm& d* para ama
eq&@b e a m h h b&a na monocaftwa: w doxnMnda de mn p
a. Bb t a d M d&a de produtos, a&vad&&s da semnomia dè
zswdo, xmrmi por vários- sédos a vida e m m b h ~ i u d a m , b o L m a r
M&dim. Q sob llhh invadido por c & m s eWopSbL- qm
e OB hkmam WCQ i n t e t m c i o d ~ I~W ~ -
&tW a

ou UIMOa sua

mwhçib OU aeaimetdas mdtmte~d e ~ , d c t v w e-h Umsulo


e,pvmtx&w IkMemgdmos cwjugamm~+dW h W @ h do europeu,
~dpai1crtiolr~~6d~~&&~cuThrmdosproduto;
'@~ t a m * * as suas trama- co+w& trigo, vinho, aç~car,
qak&fita yal%n& de produtm fazia* * . d o c m n ae ~ d d a d e e r
e 9oíi&gti~ de mercado. ~ s a i msucedem nadMa&im &IOS xv e IM
- 8
com eiwcwuih do áigo, a ç b r , M o . Se de início as terras eram pmpadas
para a do trigo e da vinha, impelidoas pelos hábitos alimentam, mais
tarde dispondo de m w á r m I&mi), tomava+ze fácil a aposita noutra
cultura, o @,mats d v e l e capaz de manter os cirdtoa da economia
emopeia. Awim, em 1492 m reoomdava que fiariam para pasto
as terras d w incapazes pam a cultura do kQo ou cevada.l Em
1508 d e ~ t - s eque ae X I & ~rompa em toda m a y h tem pera m m
ella se aveer dc lavrar e semear pam nem pera outra algiiw coma sowaente
pem se * -vexa pera a ç q m m ~ . *Estava já e n c 0 1 1 ~ o0
celeiro para o provimento do burgo fPnchaleme e, deste modo, o açhar,
m d o r l a vaiirna no com6rcio quinhentista, se implantava dando somas
p i q w a Coroa, dondrio, @tPio dmt& e m d o r e s .
Esta d-0, de facto, vem cuIminar todo um perfodo @ M o vi*
na enW de 70 e 80 rn a £alta & d, solucionado, a sw tempo,
com o recamo B kberia, Porto, Setúbal c Salonica; somente a partir
de 1508 os &rl#~ se apramtavam como celeiro, por obnga@o régia,
de -to da Madeiia. Ma 4 de td modo que em 1516 o monara
~ ~ que n30 se a de trigos dos Açom para a
v a t o k a paca
pols que h trigum dem ylhas se gastam mays na y h da Madeira que
em nehh ontta parte de nosos reygnmo. a
Qiulio k ã i , cerca de 1530, &-nos conta h mubçk e da depen-
d&n& atmma da iiha em r e m ao fomecimento do8 Awte8: #A iiha
produ&ia em maior quantidade se sem-. Mas a mbiw das riquem
h z mm qrie cm habitaata descuidando-se de semear trígo, se derllqaem
apenas ao W c o de açácar, pois deste tiram maiores proveitw, o que
q k a n ã o s e colhernaifha~oparamí~ deseismeses.PorissoBgmnoi

1 &quiva da Madeira, Chmm Mimmaipal do F u d d Idtitdo a


partir daqd com: A.RM., CM.FJ, r@to H,t I, a.22899.293, R E E sobre J
a h u h drido iilha da Madeira em I8 de -to üe 1508, pnbf. h Arquivo HL1-
h MdtIw AJYX.), vd. XViIi, i974 p. 508.
* dacmnento de 1515, Simão Oongfvw da C b a m -a una apon-
~dopo~0,mf~rqu~naqualetunpoquewdemmeseias~#n8o
aabia qw oatms h t o s havia & dar nela se são pão G oinhor, m o Nacimai da
Tam do Tambo, Corpo Crodglco, 1 , 2 2 , 2 7 .
C X F F M@HO
, H, f, 4 fI- 345 AI- d& ds 10 & D m h ~
ds 1516 ha aaea ds trigo h e pubL ia AJFM., vol. XVllI, g. 586.
c m d a d e t r i g ~ ~ m & e a ~ d i i ~ m a p o r E a d o d a s ~ ~ -

-
*v
Cd& -te ata ambi- houve massidade de -bar
sol:- v de porem termo, ainda que tempormhmenb, a
&aHo, de modo a que a d u r a mdosa do *ouro braaco* e, d e p d ,
do -do rabinktiir se mmtiv-m actim. A polilia d e r a qui-
nhentista vai de encontro a tal ~oIicitaçáo.DecIarava-8e os Agora como
o deiro &cid para o provimento da dw praças do No& de
Alia e, a* mamo, do Reino, ao rn-o tempo que se inttdbm a d d a
da ilha de trigo e de biscoito. a Uma p b ú r a medidii foi tomada em 1508
com a isenw da d h h a t d o o &igo Importado por ~ h n g e i m s , ~
Depolrr seguiu-= uma ac@ empenhada da Coroa, pmmndo cpntrok
os circuitos do comkio do trigo q u r h o ; primeimo d d o que, durante
trbanos,otrlgo&~todasuhaadorrã;çorwrfomewnd~do
para a Madeira,? -i recomendando antoridab &@mas que não
c o i o ~ e mq d q m r impedimento ao envio de mais para a ilha, umri
w*qaeh~trigwshyhepemmygnayhdriMoideyraque
em nehk 6- parte de nossos reygn~bn.~Em 1521 o r e i intervinha
no &do de manterse a prioridade da exporEaEgo do cereal para a Madeira,
ordena& eio c o m r das diba ilha8 que não p- qU@tkT embarga.*
IWncIo o circuito de cereais Açores/-& sob vigW& dgia
e na fcsrma de monopólio, seria mtud que esta &tua* não
~crsinb~demnabuxguesiaa@anaaptdanaap~

GialiPLm&dkmWdaiIhah-,~porAntrkiioAr@4
A Mddm V h por E m m g d m , nmthai, 981,p. 84.
6 AI& C.M.F., P d a r q nP 685, fL 37l, P&mi L 1585, ~ s j aAXMY
Wr. i,a*2, p. 75.
4 A - C2d.F- &o @rui, t i,£L 197~.a üe memb que d &w
~ ~ f ~ s i ~ v i i h d o ~ , d e 1 7 d e A HW,pubiinR.H.M.,
g m o &
vol.XYLã,~~*
r A- W.,mg#o H,t. i, & 31&311a, 4 b a r & dd ECep nwo
S c m f l a e g n e ~ v ~ ~ n r s 8 o ~ o ~ t o d r i a y ~ d o s ~ r u m
da 20 de A@& de ISOS, pnbl in ;AJTN.,v& XWi, p. 5f2.
8 AJt& -.EF,, m o g d 't. i,fi. 344 j& dwio.
0 q D 4 e m w A v ~ , Q & ~ o l 3 3 ~ ~ ~ d e 6 & N
-
M das d08
~ l i v r e ~ l s n k i o & ~ , ~ w ~ q u e s e i e n a e r a m ~ c o m o
embargw cumhh por parte doe &rianas. Em 1533 D.Jogo Iii mandava
indagar sob& m *-dm"imgd&Wm na importa@o deste ami, pois
qae (ã W-:m . q ~ & m de #que muitas vezes Jhe e m b a q a ~ ~ m
nas ilhm 8- mmpgam e d@m vezes por essa causa v h de v a z i ~ a . ' ~
~ ~ o I e B a i b ~ # a ~ t a r o s e u ~ r t e p o r ~
u m c 4 d W p m d a @&.-o f u w h h e . Mas em 1546 autorizava
o ~ d r d a i U p a a ~ m osprodutorea
m detri,godoMmda
modo r mcantmr wmatmlwib para a -ção de cem& mantendo+?,
prh, a s,- do 1535 quanto h agoriam. la
Em 1563 m MWrames reclamam novamente contra a aoção ape-
ca~atiwdos e pmdmm de trigo aço* a 1. ..I ser vendido
muito m m o - p b c @ e levavam a vender das ilhas dos Açom por modos
WL~os~~parrtv*fijaficseve~edagovw'-
~daQeer$o8qnais~ceaarasportasdasditmiJhaspor~
p- cada,- que querem e tomam a tomar o pão qae t h vendido
a p r ~ ~ t o a a s , q oa venderam
e e o d e i levar a que Ihe anais d á w
~ ~ ~ , o o ~ o r d e todooboircoqueviercom m q u e
o uipaçdauo deva6 ser portador de umta certidão passada peIm o -
da -,& comprou o *, com a indicação do preço e número
& m a ---se a r w m d a ç b anterior de levar comigo uma
na ida.
Abakrs~~arobdocomérciode~âosApma~a
~ ~ , ~ a o l l o n g o d o s ~ ~ ~ X V I e X V T I
do ttigo m o no merdo madeiFense, Sob o designativo de 4tng0 das
bOP d g o h Ilhas de b e m , ate wrge com frequhda nos e-

J r m h o d # l S 4 6 ~ ~ d o a ~ .

1). W q
A-

uc
Dmmmtos Av*,
brodoCad&dD.~Qjud&@obAçom.
a.II, ap 195, ordene~Wde 10 da
x* A.II.hã, Dwmetttm AvuXsaq a ii, nP 198, Ordmagão do C a r W
i da 13 da F3memh de U65,B j&@h dos A-
--
idem, &fbid., C& iI,
ua 210, aIwrSr de e l d D. Sebastião 26 de Novembro de 1572 h jddçZo doa
mmm do X V i Maxlth-se, no entanto, p h & c i a pio arigo da
terras, apenas ae socorrendo do da9 i b quando a t e falkl' AIiBs,
segundo h d i e Arditi, o pão que se coIhe na iiha t de superior gualidadc
*aqui BEI &e kigo melhor do que quaiqtm outra p e , o que claramente
m conhece FIO pao que a i se k s
O movímento de expwtação de @o açoriano para a M e i r a deveria
raw uofmmo, mas £ ~ ~ ~ - I os I odados
s para o seri cortecto dimensiona-
mento, Apenas dispomos da autorização de 1545 a Mendo de Brito da
M í d h p m caxregrir trigo em São Mlguel. l* Em 1522 t e m CDPhdmmto
d a contratos de P h Anes do Caab, A l m Gomes, J h m e Gomes e
&&tio Bmi para o embarque de trigo da Terceira para o Funchat
A esta se juntam duas carregações de São Mi& em 1566 e 1568 e duas
da Terceira (São Sebastih) em 1571 e 1574. MasI como referem Landi
e Arditi, a M&im também se abastecia de cereais da^ Canhhs, compro-
vtidq aligs, em 1527 com a entrada de 310 hegas de trigo ~ m h í o . ~ Q
Se é certo que o trsfico de cereais para a Madeira se iniciou em
bpoca muito remota, também k certo que são emssw os documentos que
iso t&enmhm Para os séculos XV e XVI, estes amsixhn m Açores
e sma Madeira. Smmh no s6caIo XVII o s u volume disponfvd se tama

,, ãbisd&&a do FFrurckat @mdo 8-24, de


%deomwdew.
G i u h ~ ~ @ b d a ~ d a W W w , m W g a r ~ W
dt, p. 84: M a * R w p o Arditi aVinpm P ilhi 61 Mgtkha e, Acnru.
H. pw .- fwP. 130.
a,
" ~ i b ~ ~ ~ u i ~ d s ~ o o t i ~ o l p d * & ~ * ~ d o ~ o < i
Pelgada [Qtabaoe E& @.RY kC2.D.X Imo3 & cplE$4o, &. IZJ,alva& ès UM.
. "
' -dada a , wiseKiFtdOB~
k XVIL, i.Arqaiip#pO tCt&wiasHumana@*apI. p r
F m i ~ d e k l o n t e ~ C ~ & ~ l a & S . J o ã o E i i a r *
'8
&P~&~D&&L, 1961,vol1f.p.3W; B u d . O ~ ~ d . P o i h W i o Arpub
, & Apara iu, S;kcilIa XVII. Aspectos S - W (1575~1675),
B p m w 1979: gp. =i, 28r; veja-se hquiw a RblWm Pdblka fio h g m du
1 bdagq Ye-rn k 8. Sebmtiãd, 1590-711ha. 138-WV~ M1-141~, da
JBIhQ bs l5?k i d a , ZfriLI., 1573-74 -fts. l52~-153, 28 28 de& 1574.
1 ;" V-8 h&#Mm O o d l n f i ~ ,Qs D e ~ ~ b r l m m sMd~-Rif#
Lisboa, 198, vol.m,p.m.AfanesaequiPalea4M-sa5U6b.
O a A ~ ~ - ~ ~ ( ~ i r t ~ d o Ú i ~ q ~ d o d c a l
o~cel~bMa~&~boa,~]pra~itsdoNorte&A
O amairou nos Açom o meio adequado para a sm arttnra e
rima mj ma d
m a EavorS,vel A sua expansão.sx Ao 1-0 dus
~~~XVeXVI,~cereal~ua~hciado~i,pr
~naEmopri,quecawsoa~usrevesesnstproduçSoe~o
d e r o I m o t i d o a sua falta, Ailris a partir de 1685, com a crise do
ptd, o trigo retoma a sua importhch inicisll, atenuado a seti tempo
hrhh ~~ ou pelo incentivo da dtura do d o .
B mmmn esbMecur-ie miui diferença entre o mm6rcio de c e r d
~ o ~ ~ ) e e s t r a n g e i r o ( C ~ ) e o d ~ o o u r o t
cereais pma a Madetra e Norte de Afriea. Assim, no primeiro a m temw
mn canér& fim, sujeito L ieh do merado, enquanto no segundo h m s
mn e g o mgtihmntado ~uped~mente, feito por awenihs ou contra-

io N o h p d v o ~ d a ~ ~ a a & a l i p i w d e ~
C%mara&FuduI,doai8eialoXVII, e o m ~ o d c a a n ~ s q 16W, u s ~1621-22,
l632-36,l6435O.HgaindaoRbgistoG8raidIICdmraa, t . I , X I e v e l h a , e o d d w
Q Doemimtoa A v d m I- na sua maioria tos no tomo de registo W .
Moa Açoraa aceseo am lima úe da C!kmxa da Ponta D d g a h
(1632-991, ôe Vita Prarrea do Campo 11683-86) c aigim fbIios a v u h das de SBto Ssbas-
ti& TeEceira (1570.92). Ainda enn Fmh D&@a ccadtámm no Fimdo Em&o do
a alguns â a m@m da alEidsgrt &Ma cidade de 1620, 1631, 1633-34, 1636,
1ó39, 1U0, 1M6, 1W, 1669, 1676, 1680.
*t Vaja- O l i d Marqw Znã.orlUpB0 d Hhtbrto ~~ um Poikrgal,
ibh, 1976, p 254; V - Magalhães G d d w W.,vai I l i , pp. 238240; Ean-
~ ~ e o p r o b l e m a ~ ~ ~ p w t u g u & a & & ~ X
ia Bdsoim & Ctmk& R e g d d o m dOb Cereais do Arquipdlwo do3 Aww, 13,
1951, pp. 23-28; HúWr Lima, Os A- s ri Emnomia AI- ( W d i w ] , S&+
& w X V , X V i emli, e do do^ 1978. sepratado Boletim dafnstitPto
~ c a d a n h a ~ n P 3 4 , p 1p7 .0 - 2 3 0 : M a r h O ~ d r r B o e h a O i l , O A ~
pblago daP A w a i~ W O XKU, pp. 244-248-
radares que m o n o p o ~ v ~ omseu provimento. De Lisboa, 0 s awmw
controlavam esse movhnto, enviando it ilha os navim n&os e onde
t i n h a m ~ ~ ~ d o m q ~ e s e e ~ i ~ v a m & ~ a n i r o ~ n e
sáno.Aouii,h~~Qcioden~ocam~iim~~ve~~uaaCt
vidade. O q m b n t o dw Iugam d ' a l b no &ido XVX em feito por
que rmbtam do mmiatca mn regimento ou d e m , de modo
a que fosse facilitada a sua a-u na irna."

I Esta m ão &I priviikgio das h a s carenh & c m d apmmhva-se


como pjudicíal ao cmnkio l d c lesiva dos itttemaw da ESP&W
bwgmb que mdestava o seu d~~~~nfenimnento par meio dos embargos
constantm a esses embwqucs, ou por uma fmdulenta, a m v k do

I con~do.
A p a r t i r d e ~ m d o W o X V I , ~ o m ~ a ~ o ~ , d o
e regdamentqáo da sua saída, & modo a ficar d&m o abas-
tecimento l d . As h de 1552 e 1562 assim o 0brip3am.~ Nwbu
datas e3t&eleca-se si obri@mi&de de pmmecer na inia utni quarto
da cotheita para consumo dos 10cõis.~Alisbq jB em 1SU7 se havia fep-
lamentado #priormente o codrdo livre de cweah, fazendo a &mm,
no momento da d e i t a , a av&a@o do trigo nemdrio para o manthnto
h ilha; em &&nada de *trigo do exmm.pa Aa;Pim, tada a exp-
de trigo 56 se fazia com a exibiflo de licença wultmdo-se
sempre os g r d b qmra que a tem nlio biqne desprovidru." De modo
a pia p v m s e a trigo de provimento das Q Afrim e &

= M&a~L~Gil,.OPwwdsPoataDsIgadatoC.wnBaeio
~ ~ n o ~ W ( ~ ~ ~ o ~ ~ d o ~ ~ t o ] a ,
idk arslón'a, V& H@, pp, 11-13.
a8 Maria Olfmaia Gil, O R q J p b w M S & ~ UIYTII,
pp. 282-283. No Adivo do8 pubu~8m-wai@m Vejam d.V,
pp, 122-123; II, w. 327934; I,pp. 22841.
s* Bparia O&U& da Rocha Gii, i b i b , pp. 284-W.
= ~ d a C o s t a , * A n t i g a s ~ d # * n B ~ L S . ~ ~ * i n
B~htimda Chthm RzguWom dns C e m b do ArquiMago dar A p m , no31.3%
UóO, pp. W5-1S6.
*e MYO h Açow, ][V, pp. 32-33, c~pítuloda mimeao sdm a qm
~ a ç ã o & ~ d o 2 6 d o J u u h 0 áiSOI;vala~Marla01EmpisãahchaQii,Ibidsfti.
e
pp. 282893.
B , P M . D I CSD., n.O 49, 19% v w a ç b da 4 & Agasta de 1635.
bhdeh, ordena- em 1659 que os cmtmtadora o adqairis9em até
,para que dqmis ser autorizada a exporta@o dm mbejos. sa
Ao mesmo k m p , e m . p e h k s de cHse amdüera, interditara-se a
mda de e do b b d b , tal como sucedeu entre 1631 e 1 W em S k
Wgud" Mas g~ a ano de I676 foi de faríma, o mesmo jB não sucede
em 1681 e 1695, mw em qae a fwie atinge o mpip4ia&oaa4De um
modo gemi, o p h d a que d k m e doa mos 30 marca um agdhm dai
criae&~~~~~aisci9taa~finaisdo~.Destmisitua
remi- p p i k a em 1643 e 1695.
Segmb.eBEoalo feita emi 1674 para a avdiação do triga da exame,
~ ~ a ~ ~ v a c l s 1 7 0 0 0 m o i o s d e q r
15000 os mõejwi atre 1500 e 2000 maios.as
No sa0saoo, autorizada a saida de 3 000, Em Outubro de 1693
haviam-se m o 2892 moi- á48 para h g b , 1289 para
a, 955 p#ara M Can;briaa, faltando ainda sair 952 moios do com
tmtu de e 600 moios para o conde danatário, o que perfazia
4 a 5 &&mku

O CV-O DE TRf- DAS *EEAS DE BRIXO* NO SJEUW XVII

Ao longo do & d o XVXT, com o inaemento do d u s k h o da


cdma Ba viriba, m& se a &ta depend&ncia do merado
m a d e h m em d&o aos centros fomedores de cemai, A p t a d o em

I-, iüM, u0 52, i k l8-l8v, ãe 29 de Jansiro de 1659.


'0I a , Wd., nnP 49, fl, 199, vamaçEo de 4 de Agoato de 1635; goatrirar da
Cftmara de de 29 de Janeiro de 1659, 27 de Juiho de 1647 e 9 de
Jaosiro & pirbl. Arcktoo Ú h A-, XIV, pp. 141-142, 167-169.
84 I-, iM,aP 53, nir. 162-163, de 22 de Abril de 1ã16; iB, i-
nP 56, &. 10%102v, viaea* de 13 üe Agasta de 16%; Fmwicisoo FemFra Dtum-
m d , Anr& da l k& T Angrit do H m b o , 1981, wL a, p. 214,
a Maria 0- da Rueha Gil, D ApapJpblago dvs A ç m no S M a HYXI*
m.296ZJ7; HdMae l h a . , ob. dt., p. 353.
H B2A.F.Dq C 9 D 1 a? 53, Ba 131~-133, v-40 de I6 de Outubro
de 1674.
I h Wilm, 1IP 56, fls. UP-23, m o de 19 de OutuIm de 1693.
Errzer do vinho a ma principal fonte de riquem e, como td, ot moedri de
t r c a para tudo o que nedtava, o Madeireme, guiado ou empumdo
pela poPtica meaantüista @lesa, agrava a sua sitaaçgo de dependhch
em relaçSo ao avaro merador inglh. A mdtipiiciãade de rotas do comercio
do vinho b r a m dargnrr as vias de fomchento de ãcigo ou fahb
Prheiro foram os Açores, depois a Am&a cofonial ingIesa.
Agravada a situação de ddepend&ncia da ilha em mla~8oaos centros
fwnecedores de meab e, em face de ums tendkcia d d do mo+
mento demo@m, a ilha, ao hngo do dculo XWi, viverá mb o espero
constante da ata & cereais, & fome. Pelas dez- camarhias mn-
duhos que ata em a questão que mais preocupava a v e m . O deses-
pero, o desalento, a fome mão rapwhveis, em Mos momentos, de uma
htemptiva e muitas vezes lesiva dos interesses comerciais da ilha e, mais
propriamente, da C O M W ~ Asaide-&
. que em momentos de a£E@o
a vereaçiio funchdeme dispunha de am p b de emtrghch capaz de
suprir as necessidades locais mais imediatas e que consistia no seguinte:

1. Proibição da &da de pão e de fabrico de bisdto usado no pro-


Pimenta das n a u
2. ActurigSo jmto do^ mercadores e mestres de navios fundeados
no porto:

-forçando-os a irem antecipadamente bumr trigo aos Açores,


ou a outras partm, sempre que boa- deie no Fmichal.

A primeira medida é imposta desde o & d o XVi e m a n h s e no


s é d o XVIi, m ~ d otida como instituida, -a recordada por a l d ou
ordem camdria quando se tinha codmhmto de quafquer infracçh."

H A W , CALE, nP 1324, fk47v#v, vo


- de 24 da lulho & 1625;
idem. i b m , nP 1,333, fls. 14v-15, -v de 13 e 26 de Sttembro de 1653; ibsrn.
ibihrn, a* 1.627, ii. 26v, verme0 de 17 6 Jnlho de 1628; idsm, ibidm, aP 1.336,
fi, 3v, vma& de 31 & J m de 1675.
Em 1614 jwtificava-ae esta xmiri* *porque esta temi padece grande
f a l E a e ~ ~ n a b i ~ e ~ ~ t o s e o & n ~ o
q-prsesiibae-dbenãokrdesuiiehd
q ' ~ e M o q a e ~ n 0 V l ~ ~ b ~ e ~ s e f ~ c
pms hccmpcdv* o to& o mais Ihe vem do mar em fora e a muyttts
pama emmgeim e Ber didade que t d o modo de fazer =ta
proveito em p j u h d~ Wm [...I., A segu&, ~~ em duris
atitades *, -*se por todo o século XViI, gerando, muitas
~~JES, a m f W ace& enbe a vereação, povo e d a s e i eM&os
m e s t r s s d s ~ e ~ a i e r e ~ v a m a o c u m ~ t u p ~
v ~ ~ d a ~ p o r a d d e ~ v d r i a e p o r ~ t i
kaías o& m w inimras~~ e compromissos comerciais.
Em1~~~moila&Machicouma~veBcombigo
ilhari cwi &&mo a Lisboa, a vma& mandou chamar o mestre opdenando
a a qm este m ~ u O mesmo ~ em I699 com
. sucedeu
outra -vela tom @o da Terceira paxa Lisboa,"
A partir de 1639 abundam referências h obrigatoriedade de as embar-
~ q u e w m h v a m o F u a & a i v i r e m a o sAwm bumrttigo. 0-0
notificava mn mestre de navio para mprirecer em vereaçHo a fim de se
coargonmtm a fazer a dita Caso recusasse, era imediatamente
entregue *da do provedor, sendo p o até aceitar fazer a viagem
Muitas v e m a vereaçSt~dava ao mestre am pram para ciimprimí?nto da
atas não o £imw,mjeimva-se, a ser prem ou o seu fiador. Assim,
1685, Pdm Senhete, mestre da -c8 Santo Audré, 6 n o ~ ~ cpara
io
ir aw,Açorea buscar trigo, até Mqm, sob pena de 100 000 dia de cadeia,
&o nadom L& Cai= e Pedro Pantene. Enquanto em 1688
Ferreira CToimbra, que se havia r o d o a tal a e o , C obrigado n fechar
a l o p p e m w m r t i s demercadm.CO

M Idem, ibtmkm, nP 685, p. 37.


i* i&, Ibld6nrI ao1.328, £10v. i. vemçh de 6 de Fevereiro L 1637,
1 7 idem, IbiAsin, tia. 97v-99, -v de 20 e 22 de Abrü de 1699.
&E &ia &&u mpebse dxfam v- no sédo XM. Veja* f h , ib&m,
nP 1.30, fL &, vma&a de 16 de 3- de 1616.
a* I&, ibWm, nP 1.338, fls. 25-25u, vem& de 19 de N @m 6 16U.
* Igbm, iüIdam, a* U 3 % fl. 34p, wim#m de 4 üa Setembro ds 1688.
Nesta dha@o, os mais I d o s f m m wn dfivida os W w que,
mmmm aashn, sempre m mmmmm renitenteã em acatar aa i sda
vere@b, nspdo-ge a campri-h. Se em 1682 o oonsaf se &ou por um
pro- formal* em 1699, agravada a sitaaçgo, rWPindicil os Wltoa &a
homenis da m@o estipuiados nos diversos tratados, soficitmdo ao
monarca Earta de piviiêgio. Protestas idhdoos se s n d e r m em 1697
por par& do qmenhnk hoimdh e em 1699 do c b d fm&.
A ~~ da &ontammto entre os mercadores h@-, a ve-o
e o povo da ilha agravou-se, de modo acentuado, em b do sécub XVI&
~ d a nma Q exacerbadoi, matedahda wi 1695 com a
~ xenofobia
+o de WtfIiam EbIton. A este era atribnida a q o m d a & da
dtwçb $e fome e &&ia que enao a vivia, radiante dQ estanco do
comércio do e da Mia de cemi."
O -o ttmmto da populaçb e, particulamate, da sua concen-
~ n o ~ p ~ a l k a d e a c t i v i d & h i I h p i , ~ o o m q a t
o trigo produzido, principatmente na h norte, foae d a vez mais inmi-
ficíente para suprir as nemsIdades do cmsmno da h. Os poucos dados
m h c i d u s s o b Q movimento demográfico referem uma teri&& ascen-
W,pois que em 1590 temos 29 548, ~ n d para o 28 345 hbitmta
em 1614 e 40 000 habitantes em 1679.- Se tivermos em mmidemção
o commhm mWo por cabeça de 30 aiqueires, teremos mm&dade mpc-
timente de 8 6f8,8 000 t 11 666 moroia Como a @@o ld apenas
daria pmagi?Poaqtramws, teremos q r i e a i l h a p ~ y l t d e ~ p w t a r
entre 4000 a 60043 .moios de trigo maaimente.
Na &iaçk da pxodqiio 1 4 , do mo-to popWonal e do
mnsequentt m-mta & impurtagáo IR Xnsere toda a polftica d e r a
sekentisk Ash, em 1625 dava-se conta qne a i i b m sustentava com
1cp€io que de fura vem per que o que ha he &#o pmb e nãò basta para

I b , ibi&m, aP t339, fis. 110~-ll6v,118.119, vet&iç% üe 13, l5 e 18


de Jnlho e 11 de Agasto de 1692.
4% ZBein, ibk%m, nP 1.340, fls. 70-8, mea@o ds 9 6FePeteiro ds 1697.
M V D j w Aatbnio -O, ob. cii, pp. 230-234.
p. 103.
u Feanruido A m o da Sh., E E M u Makimue, voL iQ
quab rn-. Em 1662 e 1696 as colheitas dariam para aieis meses.
E, &mimente, em 1687 apenas davam quawo mests.
Em 1695, a mBdia do cwmmo dno Firnchril era sapmior s
89 moia, dai que pmísam para o sep abastedmento d mais de
1Q68 Ai b a m m d a então 4000 moios na in~ernal.'~
Siegrinda t s h a i h a #e Z694, a M&h precisava de importar entre 3 000
a 4 000 mW'di9triga Tetido em conta que a coIheita orçava metade do
mmmnm, &mmb o gasta muai de cerca de 6 000 a 8000 m ~ i o s . ~ ~
Era *eond&o, a M a & h importava anualmente cexca de l i a ou 'h do
m cmmbo. T ~ emQcmh que a ilha de São Mignel apenas podia
eacppttar atre 9080 a 4000 moios, incluida os do contrato do Norte
& e que o m 1 w -do para a W i
ra não uitrapassava
cas 1000a 1200m6ip$fkiise trirnaadmitkanddade queestailhrt
thki am bprm Wgo de ou- origem, como por exemplo das CanMas,
bt&s, Betmha, &@atara, Lisboa, Berbena, Wtzii& W m h ,
Nova Bglam.
&fm&cunfome a * da poHii¢a C e M e r a da com&,h-
don~pmOOPPD & da Madeira, h & onde se retirava o principal
do seu &&sumo, Mas isto d o impede a procura de ou- c a ~
de fmnemfm-~& ifha, em momentos de afição-
&t&msmmpmm&m+se aasstgarara auga mnalde 2 navias
& e4 mesmo em mommtw de pai&. Esrses mvim faziam cançb
no Fa&d e: ~levammma artificado cornpr01iativo do seu pagamento e do
destino da arga do ixigo* Chegados a São Miguel, deveriam s o W m

e.,nP 1.324, fl. 48.


W,F.,
44John ovhgm, *Umaviagem r !hmtb, Anihio ob. dt., p. 198.
u b Sl-a, *Urna viagem k iIhas L Madeira. N h S. C M a -
iophm e J d , publ. Antbma An@o, ob. cit., p. 139.
" A%& W . nP, 1.340, as. S V ~ Vvemcão
, de 3 de 3- ãa 1695.
I-,ibiúm, nP 1,340, &. ZSv-26v, vermFã0 de 27 de Agosto & 1695.
" I h D t m 1.340, fk,36-36v, de 20 & Setembro b 1694.
m Fdd& Maum, Lb Pmugui et i ' d ~ ~ au u 8XVZIm S&&. 157P1670.
& d a lhmmdqw, 1960, p, 332; V h 5 m MagaibW OoBmho, ob, dt., Ili,
p. 236.
82 Fd&k M ~ M oI ~
b l h . p. 331.
atit&a@o ediEdade.w De r e m ii ilha, o trigo era d e d a d o na
&ma, ficando em armrizém a aguardar o momento da a h b a em
ve&o com prega embekido pda m e s m M
A W u a mbeu no dculo XVII 12 806,5 moios dos Açores,
flerfrtzendo ama &&a anaal de cerca de 300 moios. Se a isto juntarmos
o valor resultante h outras (4 153 moios), essa m8dia deva* a
450 moiw soma q u ficava
~ a q u h dos valores médim do consumo mua],
que rondava os 3 090 a 4 000 moios. hta hdos q m w n t m uma h h a
parcela do volume em cama, mas pensamos que &o silficientemente escia-
r e d o r e s ou para
S ~ & ~ V O B reflectirem s reaiidade ri eles sabjacmte.
Ne& &mio, nmn total de 16 959,s rnolos de trigo consignados h
Madeira, 12 806,5 VS,5%) saem dos Açom e 4 153 (24,Sk) das m-
Eantes b, Tais n m s sãro indiwdores da importbcia da rota açwiana
do trigo para a W h e m q m v a m que os Açom foram então o oeleiro
do pão madèirenrse. sc pode inferir a partir demi dados: que o Madei-
rense consumia a p a a o pão das hAsores e G d r h Note-se que
as ocupaaa o segundo -1 nas ímportapaeS de cereal, com 1 290
moioo, soma q u i v a h t ~s 31% do trigo importado pelas áreas deriores
rto q u i # l a g ~ a@mo. O M W n s e buscava msim nas ilhas Yi&has
(Açores-Cdrhs) o pão do seu dia-adia. Nas granéis q o r h o s fazia a
resem para rn momen- de afíiçfio. As Cankias h brisarr o mpimato
n ~ h i o quando, se tomava hposshel o provimento qoriaaa. Caso
falhassem estes dois gran&, seria ne& mmmr-m ao Norte da Eruopa,
-B h Fbdm, Bretrmnhs, -te- Almadm, A o h & Assim
suceda enbe QS mas de 1643-1648 e em 1691-1692, em cunseqahcia
do encerramento dm portas açorianos.
A partrr de medos do M o XVIZ, o mIdm ~~ toma-se
te para &&tecer o merado madeireme, p o i ~ aa c r h encessivao,
o desgaste do solo açoriano?o aumento galopante da popdafio impediam-no
de satishzer as n e d d a d e s deste m d o h a b i a Dari o r e m o a outios
C

w BSAPD, C*&., nP SS, fl. 39, Vo - do 8 de Agcato de 1685; Maria


OUmpia da Rocha Gil, O Arquipblalto dm Açores no S k . XYH,p. 300.
P&dBric Maum, ib-, p. 332.
Maria Qtfmpia da aocha Gii, fbiâm, pp, 296497, 392, 419.
portas, como a a 1647, h t w em 1699, Par isso em 1682
o rrenado f m d m h m ~ ~ u aua mercadores
i r que trouxesem -o
de oulma terras a trm de v h h uma
~ vez que este faltava nosi -8,
Foi m%emühqne actaou em 1699 WllXm Boltan ao en* a Botdão
u m b a r c o d a ~ d o ~ c h a l c o m ~ m e c o ~ & c i ~ s , r e
-do com trigo e centeio. "
Mo último qarki do skculo, &o abundantes as referhcias a no-
merados fomewdores da % aproveitando-se a rota da exportação do
vinIro p o estabdedmento de novos mercados de abastecimento, como
d o ~ & h ~ c a c o l m i I a l ~ ~ 1 6 3 7 e s c a l a o ~ d o F u n c h
m a escuna das fidIas Ociáentais com O mercado ~~~
prepara-se para substituir o mercado insuk no fomecimento de &reais,
Eomo realmente IU&MI nm WOS XVm e XTX.
Ao dmi do mercado aaoritano, podemos definir, no & d o XVII,

-
dnas&reas~tesdodrdodecereaiscoma~:T~
e %a M g w L A partir da Temim se comerchbva o pouco trigo da sria
@@o e bmMm o da t3rari.q Flores e Corvo. De Ponta Delgada
m m v a o %O de S h Wel e Ssuita Maria." Enguanto a roa ter-
apenas tem exprmáo significativa at6 1631, tendo 0011duzido &
ilha 1068 @,?%I, a roa d m e b C tiem dhvida a mais impr!zmte
e j m t i i v z i deste movimento, pois conduziu 9 971,s moios (77 k).AUs,
se c o n W i h m 0 1 s o montante de~~ exportados, v d e a m m a domi-
niin&das:ilhas&~~eWta~,f82endoem~aprímeira
9 124,s moios f71,2%) e a segunda 847 moios (6,6%). E,se dvmms em
conta qae a &igo referido sob o dmigmtivo de ilhas (1 664 - 13 8)per-

60 A&?& C X F , aP 1351, fL 223, vertam de 9 ds Outnbm de 1647;


&~dsB~.Aacartari&~m&min~~oaWW~Bolton,
1695-1700*, ia a o Amgb, ob. &., p. 364 carh nP 71 de 28 de Bkmbm
Q 1699.
6~ Idem, ib&m, nP 1.937, a.180-19, -0 db 4 de Setmnbro de 1682.
h OrirEas deBotton. [..,I*, in Antbnio Aragão, ob. ciz., p. 367, arta de
13 de Noptmbm de 1699, aP 72,
$9 Idan, &Idem, p. 33% carta da 22 de Julho de 1697, no31.
anluBffoium,m~daTmhbilhasdeFIweeaCorvommpau
@ V e j m V b d n o M@&a Qodfnho, ob. cir., I& p. 238.
M a Oümph úa M a Gíi, O ArquIpWqo dos A ç o w no #&do m f,
p. 252.
I O DO TMQQ DAS dLH# DE BAlXOv
M f f d i s e ~ a ~ d e m n ~ ~ f ~ a U n t i e c > e d e
mna*~lo~al~aea8mia~mo~ten~deatsrn~o~0posi-
dwiammto das W athticas (M ,
Maddrk, 4-1 no
d a s r o ~ d o ~ d o n Í a l ~ e n i i s t a e & ~ v i l t ~ - m ~

Vuja+eMariaOlltmpaadaRdaGi&cüPoEto&PantaDdpdaeo
com- aç&m m b s k [...I+, cmgm ds Q o o XM do
c o m o p o ~ m e m d o I ~ s i m r o m o & c e a &
para o apoio das & mmpehs do W e g o das h d h Orientais e
Oddentaia. Portoar de 8acáta 6higa&h das naus, t
h mna acçh impor-
tante no c o d d o , provhmto' &tunaus e do contrabdo p d v e l . Por
v e x e s t i ~ ~ ~ d e n t e r e c e r e m a a t e n @ o d oAssim
~ t e .
~ t e ~ e u n a ~ ~ o ~ o p a r a o h g l b e
M o para 6 B p h L E as totas deartes produtos imbricam-ioe nas rotas
mfoniais.
O~~,m~pthdopraaesferaedependhciadosinte-
re9ões do t&p MemadOpBz rnrnth-ta na sua d e p d h d a directa,
eomo d m d m de mas e cirwim semndBijos ou nmgbis, Se no
grimeiro toda a a* é do exclusivo cantrolo da b w enropeia,
no @O a bwgmda insular procura a w g m r n sua supremacia, quando
não k prekdda eu IrssinrIIadii pela intemacionai sob a condi&o & %ente
ou mpmaúm&. Se ~ d ~ o comtrcio
o sde cereais dcs Apares para
a hbddm, vam01s m i r a r ddinidas as duas situa&, embora com si
te&&& gara a domMncia da burguwia internacional.
A & de um registo campfeto de d d m em São MigueI e de
a&&s m 1Madcim tom difld qwiquer & d o da acção da bmgireaia
eomerdal inealar e abmgeira da rota do trigo açorianu. Do# elementm
qae apenas podemos apmmtar ril- infoma@es capazes
de kmem Iiie sdm reaiidade.
Assim, evidenh-~ea relativa importância do merador estrmgelro,
p o i s q r r e n o p e A o d o ~ ~ e s ~ t e ~ ~ ~ i l i l
500 mola de lxigo. E se o +do ãIipino não apresentava m a amjun-
tara moito hvorável à sua agão, constata-se que este tráfego nEo 6 r e p -
senhtívio para a dase merwtil intemcioml. Era trm mavlmento de
abastecimento dm praças carentes (exaustivamente r e g d m d o ) deixando,
p- mar- ao mercadw sedento do livre arbffdo. No entanto,
temos de considerar entre 1605 e 1638 a acção rdevante de Francisco
Femmda Donsin, Zenqueal Gadrich, Anrique AltmXqne, Jacptho Biart,
Bahmr d'kia, Richarte ma,Thomas Zhgmq Xhiarte B e h , Robert
Vilovit E no &do pmtenor a 1640 de J-o Birut, J d o Eiie,
João Carte, Manuel Thomas, Salvador Sauvaire, William BoIton, Richarte
Mies, Duarte Leite.
Destes tinham loja para venda do trigo, Jacyntho Biart, João Carte,
Gerardo Salame, Tomas Ziqram, Robert Vilovit. Este úItimo conta com
5 lojas, sendo 4 na Rua Direita e uma na Rua do Sabão, mantendo-se
em actividade com as suas lojas abertas entre 1620 e 1663.
Dos mercadores estrangeiros fixados em São Miguel, e conforme
indicação das vereações de Ponta Delgada, regista-se os nomes de Guilherme
Chamberh, Guilherme Fixe e A. Ston, em finais do &culo XVIL
Referindo-nos Maria Oiímpia da Rocha Gil que, entre 1676-1686, os mer-
cadores ingleses - ficharte Huchunson, Guilherme e João Chamberh,
João Auchoim, João Eston - controlavam as comenta tradicionais dos
mercados falhos de trigo (Madeira, Canárias). No entanto, na documentação
madeirense, apenas se refere h acção dos mercadores William Bolton,
Richarte Milles e Duarte Leite. " Ao longo do sdculo XVII, nota-se que
$6 em finais do stculo o mercado inglh controla as rotas de fornecimento
h Madeira. O mesmo não se verifica na primeira metade e terceiro quartel
seiscentista, pois que ai havia a dominância do mercador nacional e, mais
propriamente, do mercador madeirense, sendo em menor escala a do aço-
riano e a do de Lisboa.
Embora se apresente difícil a identificação da origem de todos os
mercadores registados na vereação funchalense, podemos referir alguns,

fl. 74, vereaçEo de 9 de Novembro de 1606; id., ibid., nP 1.333, fls. 19-19v,-v
de 23 de Outubro de 1656; id., ibid., n.* 1.320, fl. 40, v- de 22 de Outubro
& 1617: id., ibid., n . O 1.333, fl. 27v, vereação de 28 de Novembro de 1657; id., ibid.,
n . O 1.328, fli. 15 e 21v, ver- de 14 de Abril e 2 & Sùoho de 1638; id., ibid.,
nP 1.324, fls. 4 1 ~ 4 2 ,vereação de 12 & Junho da 1627.
e4 Idem, ibidem, nP 1.333, fl. 27v, vereacão 28 de Novembro de 1657;
id. ibid., nP 1.332, a. 15, vereago de 23 de Abnl de 1651; *As cartas de Bolton, [...I>,
in Antbnio Aragáo, ob. cit., pp. 223-393.
Idem, ibidem, nP 1.326, fl. I ~vereGo
Y, de 27 de Março de 1631.
06 B.P.A.P.D., C.P.D., n . O 54, fl. 186v, vereação de 14 de Agosto de 1677;
*idem, ibiiikm, n . O 54, h.105~-106,vereGo de 6 de Junho de 1682; idem, ibidem.
n.O 56, fi. 122, v e r w o de 5 de Agosto de 1693.
depidam&ei~md&4otrd~0~unuotaLAsxlpa,dos~tem
Fernão Fbtado, F~~ Cumeia, João Dias, Gaspr G U v q Manuel
de A&dç M o %ma, J$come Tom6 e Pêm &lho. Desta a p m
m t ~ P t o ~ ~ , s e n d o o s ~ h d e S ã o ~ L D o R e
~ i h8 W &
0 M o Fmandes, mrireante S Sethbsi, e
Gaspitr C m h h , mtud do Porto. Neste caeio tndo nrii~ WCB que o
memdor do Reino nas pums veze5 que etparece na vemg50 a dechrar
O sea ãigo fi-lo sob cmq50 da mesma, pois qae o seu destino seria o
mim*
Nos meradom ori- doa Agorap, temos M o Semra, de
S o Wei,cemmente famihr de Mm~uelA l m a Semra, mercador mime-
h, qewm ligada h grande exporhçãos e ao contrato do trigo para
António Senrra
MmgãoOm entre 1623-1625 com 169 moios, seedo
5 3 & S a n h ~ e o ~ b & S o M i g u E l . & m ~ w m ~ ~ 1 E
q u e o m o v i m e n t o d e ; k u i ~ ~ e r a f e i t o p o r s a ~
a sua &@o nata ilha como mercador independente ou d a d o a
Manuel A. Sema, ligado ao camércio de c e d com B MaMm Note-se
que AdanueI mvam Sentra se aprem~tavaem 1631 e 1636 como um dw
prwpaia exportadom de siigo. 'O
Qrianto ao mmaüor orighkio da Madeira, -a tentos reFeren-
ciado em 1607 mn m a s Afonso morador no Fm~cbal.~ Mas oatnw
mds p d e r h m aí*, por dusKo de partes, ou e ~~~
como
l o c a r s o s ~ ~ & l o j ~ ~ ~ ~

~ O I l m p m d a R d l a O i I r, O P o r t o d e F o n ~ a ~ L i o c a m Q e i o
agoriaao no &. xvn [...I+, pp. III.
I&# iwm, pp. 108-114
m A- C M X , nP 1.317, fi. IOv, wratçh 6 27 ds hn&o de 1607.
91 1)BSfBB -OS: BW~EOV* C & d EARM., C M J , ao 1.323, fl. 64,
Vomaçso da 10 & D-bm de 16251, JoBo de Aheida m,mha, nP 1315,
a 54, -v de 31 da Omb de 1618), Fmnchco Roia Favh (iikm, jbikrn,
n~ 1316, fk 67~, vcmaçso de rs ds Onkibm de 1665), Fnrt~asoCorrda m,
i B h , nP 1328, fi. ll, de 6 de F d de 1637), Randsco Gmçdva
CtdPin, iMdm, nP 1.324, fi. 28, -v de I3 üe Maria de X627), Fmcha G m -
NB (dan,Wrn,nP 1.323, £L 50, vemaSo de 20 de JnIho de 1624), Mamel dri
SUva W,nP f.32ü, fl. 22, vem40 de 28 de J d o de 1640), !khdEo
Gowaivm Wm, i b i h ao1328, 20, vae&b de Maia dn 1838).
Na primeira metade do WOsão regbtmb 53 lojas de trigo
situdas na susi d o t i a nas d w principais artérias & comércio fimcha-
' -juntoda-
Rua DireiCa - 37
Rua do Sabk - 9
Outrsrs - 7
Em madm cb &e& pcmm-se pdmdiis al- ao nível
do controlo deste mOeemento com a afiffnaçãlo do merdor = m i r o ,
pw11eadainente o ingf$st. Este, no período pcderlor a 1640, h - s e na
Madeira, cmm o principal detentor da &dade comercial
xmdeirense. A partir de 1.660, o inglês surge com toda ri f o w no mercado
nddreme, de ral d o que em finais do século XVII o mercado local
-88 mb o seu cafmtaIApenas lhe podem fazer h& algum dos mer-
c a d o r ~made-
~ cmm D. Guiomar e Pedm Jorge Ma*, com farte
w m~ ami--. lomi.

A ilha de São Miguel, principal área produtora de trigo do arquipdlago


açoriano, smgt+nos na M o XVII como o p h e i m fornecedor das h a s
atUnticap m n - . A iih, com terras da cultura e a sua complicada rede
de g m d b 6, I~SIverdade, o celeiro atlhtico.
A maioria de trigo saldo de São Miguel ia &e Preas p~viameníe
~~~ pela Coroa, &mdo o seu m o ~ t orienbdo o e ordenado
quase em tennohi de monop6lio. Era ama rota a n i M d de provimento
obrigathio, silheio ao interchbio cummcid. Da Ma&a e de Lisboa
partiam navios em W r o a buscar trigo aos Agorws. P o u a sãa as d õ a
mt que este c h d t o é utilizado para trocas de produtos. Alem disso,
do caso W*, a maioria dos navim que vinha irigo não
o fazia de livre vontade, mas sim porque a vemção os obrieva, exercendo
pesa& q r d l i a s no caso de se negarem a tal.
A & do -o da trigo asmiano desiipva-se, muita v e m , das
I& do mercado. O neg6cio raro quase se remmia a mna actividade espe-
MiXaiiva, para s u n h os lados, e ao c c w ~ o A. poiitíca cereaWéra
pela Com nlto permitia avanpr mais. Prssím se explica o relativo
inmesm da daae mercantil estrangeira p r esse Wego e B permanente
o p h $ b da bmga& local.

78 BZA.P.D, Arquivo da AIf-gf~ & PaQ 1.O & e#@&,


1673-1685, & 91, lW166, 169, 777, 172.
QUADRO I

ANO
3a 4 1 5 h m L
4 % . P

125 I25
.---
ZW s26
1ãW 24
QUADRO Ii

MADEIRA - ImpHaçüo de Trigo (moia)


ANO PROPmIIRIOS LoCRuwcJO

1627 -O R& Rua WEB


--
I631 h) Roba V I 1 d Rua DMta e da Salsi00

1634 b) Gerardo ! M m e Rna D h h

1635 b) Framhco Femandaa Do& Rua Direita

1637 m) Fraaciseo Gondvm Rua da Emmaido

1638 ?Frutumohmh Rua do Sabao


Jmgo Freire Rua do Sabão
a) SebastiBo Qonpivea Rua do Sabáo
9 To& Ziqmm Rua Di&a

1640 a) -1 da Silva Rua Dirsib

1656 I) J h m Tom4 P) Rua Soá0 Gaga


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