Está en la página 1de 28

17/08/2010

Fermentação Ruminal

Fermentação Ruminal

1. Definição bioquímica

Fermentação é uma rota bioquímica


onde o aceptor de elétrons (NADH)
gerado pelas reações de oxidação deste
rota é re-
re-oxidado (NAD) por metabólitos
produzidos por esta mesma rota

1
17/08/2010

Fermentação Ruminal

Exemplo de oxidação de NADH+H+ durante a


síntese de butirato no rúmen

Fermentação Ruminal

2. Respiração x Fermentação

 C6H12O6 + 6 O2 6 CO2 + 6 H2O + 38 ATP (resultaria


em ausência de energia e excesso de proteína para o
animal)

 5 C6H12O6 + NH3 6 CH3COOH + 2 CH3CH2COOH +


1 CH3(CH2)2COOH + 3 CH4 + 5 CO2 + 6 H2O + calor +
massa microbiana

2
17/08/2010

Fermentação Ruminal

ALIMENTO

DEGRADAÇÃO

MASSA
AGV
MICROBIANA
Rúmen

PASSAGEM ABSORÇÃO PASSAGEM

Fermentação Ruminal

3. Vantagens da fermentação pré-


pré-gástrica
 Tempo de fermentação prolongado - Relativa estase de
grande volume de digesta propicia adequado
crescimento microbiano
 Ambiente tamponado - propicia diversidade
microbiana
 Detoxificação de compostos secundários das plantas
 Massa microbiana é nutricionalmente significativa para
o animal (compõe proteína metabolizável)
 Permite existir a Ruminação
 Reciclagem de N via saliva
 Síntese de vitamina B
6

3
17/08/2010

Fermentação Ruminal

4. Desvantagens da fermentação pré-


pré-
gástrica
 Proteína, amido e outros carboidratos dietéticos são
fermentados
 Perda de parte da energia em carboidratos como calor e
metano
 Proteína de alta qualidade pode sofrer redução no valor
protéico (apesar da proteína microbiana ser de alta
qualidade)
 Fibra pode restringir consumo

Fermentação Ruminal

5. Produtos da fermentação ruminal

 Ácidos graxos voláteis

 Gases

 Massa microbiana

 Calor

4
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6. Ácidos graxos voláteis

 Principal fonte de energia para os


ruminantes:: aproximadamente 90
ruminantes 90%
% da
energia disponibilizada aos tecidos é obtida
por intermédio dos AGVS
 Não são produzidos exclusivamente no
rúmen:: no ceco também se dá a produção de
rúmen
AGV (animais adultos e jovens)

Fermentação Ruminal

6. Ácidos graxos voláteis

 Ácidos orgânicos (lineares ou ramificados)


 1-7 carbonos
 Voláteis à temperatura ambiente
 Importantes::
Importantes
 fórmico  valérico
 acético  isovalérico
 propiônico  2-metilbutírico
 butírico  hexanóico
 isobutírico  heptanóico
10

5
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6. Ácidos graxos voláteis


 Diversos microrganismos envolvidos na produção
dos AGVs
PRODUTO DE FERMENTAÇÃO NÚMERO DE ESPÉCIES QUE PRODUZEM
Fórmico 16
Acetato 21
Propionato 6
Buritato 7
Lactato 13
Succinato 12
Etanol 8
CO2 9
Hidrogênio 10
Metano 1
H2S 9
11

Fermentação Ruminal

6. Ácidos graxos voláteis


 São ácidos 'fracos' (pK ≤ 4,8) x pH rúmen próximo
neutralidade  +90 90%
% na forma aniônica (não
protonada))
protonada
 CH3-COOH  CH3-COO-
(ÁCIDO ACÉTICO) (ACETATO)

 CH3-CH2-COOH  CH3-CH2-COO-
(ÁCIDO PROPIÔNICO) (PROPIONATO)

 CH3-(CH2)2-COOH  CH3-(CH2)2-COO-
(ÁCIDO BUTÍRICO) (BUTIRATO)

12

6
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6. Ácidos graxos voláteis

 Relação molar entre acetato, propionato e butirato


(Ac:
Ac:Pr:
Pr:Bu
Bu)) é relativamente constante entre espécies
para um mesmo padrão dietético
 Varia entre 75
75::15
15::10 a 40
40::40
40::20 ou
ou...
...
 Ac:
Ac: 54 - 74
74%%
 Pr:
Pr: 16 - 27
27%%
 Bu
Bu:: 6 a 15
15%
%

13

Fermentação Ruminal

6. Ácidos graxos voláteis

Quantidades típicas e percentagens de ácidos graxos voláteis


encontrados no rúmen de diferentes espécies de ruminantes
AGV
% Molar
Animal Dieta total
(Mol/mL) Acet Prop Butir Valer Outros
Ovino Pastagem 114 65 18 12 1 4
Bos taurus Pastagem 128 61 18 12 1,7 3,5
Bubalino Pastagem 117 62 23 15 - -
Ovino Concentrado 120 57 29 12 2 -
Antílope Folhas 117 70 17 9 4 -
Bos indicus Pastagem 94 60 19 14 - -

14

7
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6.1. Substratos e rotas na produção de


AGV
 Carboidratos = principais substratos para
fermentação e produção de AGVs
 CHO diferentes  velocidades e/ou proporções de
AGV diferentes

15

Fermentação Ruminal
Pectina

16

8
17/08/2010

Fermentação Ruminal
Pectina

Ácidos
urônicos

Xilulose Ciclo das GLICOSE


pentoses

17

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose

Ácidos
urônicos

Xilulose Ciclo das GLICOSE


pentoses

18

9
17/08/2010

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose

Ácidos Xilobiose
urônicos

Pentoses Hexoses

Xilulose Ciclo das GLICOSE


pentoses

19

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose Celulose

Ácidos Xilobiose
urônicos

Pentoses Hexoses

Xilulose Ciclo das GLICOSE


pentoses

20

10
17/08/2010

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose Celulose

Ácidos Xilobiose Celobiose


urônicos

Pentoses Hexoses

Xilulose Ciclo das GLICOSE


pentoses

21

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose Celulose Amido

Ácidos Xilobiose Celobiose


urônicos

Pentoses Hexoses

Xilulose Ciclo das GLICOSE


pentoses

22

11
17/08/2010

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose Celulose Amido

Ácidos Xilobiose Celobiose Dextrinas


urônicos

Pentoses Hexoses Maltose

Xilulose Ciclo das GLICOSE


pentoses

23

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose Celulose Amido Oligossacarídeos Sacarose
(Frutosanas)

Ácidos Xilobiose Celobiose Dextrinas


urônicos

Pentoses Hexoses Maltose

Xilulose Ciclo das GLICOSE


pentoses

24

12
17/08/2010

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose Celulose Amido Oligossacarídeos Sacarose
(Frutosanas)

Ácidos Xilobiose Celobiose Dextrinas Frutose


urônicos

Pentoses Hexoses Maltose Amilose +


amilopectina
Xilulose Ciclo das GLICOSE microbiana
pentoses

25

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose Celulose Amido Oligossacarídeos Sacarose
(Frutosanas)

Ácidos Xilobiose Celobiose Dextrinas Frutose


urônicos

Pentoses Hexoses Maltose Amilose +


amilopectina
Xilulose Ciclo das GLICOSE microbiana
pentoses

Piruvato

26

13
17/08/2010

Fermentação Ruminal
Pectina Hemicelulose Celulose Amido Oligossacarídeos Sacarose
(Frutosanas)

Ácidos Xilobiose Celobiose Dextrinas Frutose


urônicos

Pentoses Hexoses Maltose Amilose +


amilopectina
Xilulose Ciclo das GLICOSE microbiana
pentoses

Piruvato Lactato

Oxaloacetato Acrilato
Formato Acetil-CoA

Propionato
CO2 + H2
Acetato Etanol Butirato

CH4

27

Fermentação Ruminal

6.1. Substratos e rotas na produção de


AGV
Efeito do carboidrato ou substrato ácido sobre o total e
distribuição de ácidos graxos voláteis produzidos
SUBSTRATO MOL DE ÁCIDOS GRAXOS VOLÁTEIS
(155 moles) TOTAL ACÉTICO PROPIÔNICO BUTÍRICO
Celobiose 180 110 40 30
Maltose 243 87 99 57
Glicose 148 86 39 23
Xilose 114 45 34 35
Piruvato 116 - - 15
Lactado - - - -
Oxaloacetato 24 - - -
Succinato 177 21 141 15
Fumarato 24 24 0 0
Malato 125 68 48 9
Formato 15 15 0 0
28

14
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6.1. Substratos e rotas na produção de


AGV
Destinação dos carbonos de oligossacarídeos em função da
ação fermentativa no rúmen-retículo
PRODUTO FINAL FORMADO % DE DISTRIBUIÇÃO DOS CARBONOS
MALTOSE ARABINOSE ILOSE
Ácidos graxos voláteis 34,7 41,3 48,4
Ácido lático 8,0 0,7 0
Dióxido de carbono 8,0 4,0 4,8
Metano 3,1 1,3 2,1
Proteína bacteriana 11,8 16,7 16,1
Polissacarídeos de bactéria 28,1 18,7 16,5
Carbono indeterminado 6,3 17,3 12,1
TOTAL 100,0 100,0 100,0

29

Fermentação Ruminal

6.2. Fatores interferentes na produção de


AGVS
 'Padrão' da dieta:
dieta:
 Proporção de fontes de carboidratos diferentes
 Tempo após alimentação
 Frequência de alimentação

30

15
17/08/2010

Fermentação Ruminal

31

Fermentação Ruminal

6.2. Fatores interferentes na produção de


AGVS

Dieta Dieta
Faixa
volumosa concentrada
Acetato, % 54 – 74 70 50
Propionato, % 16 – 27 20 40
Butirato, % 6 – 15 10 10
AGV total (mM) 90 150
Fonte: Lana, 2005.

32

16
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6.2. Fatores interferentes na produção de AGVS


FENO DE ALFAFA FENO DE TRIGO (GRANADO)
TEMPO APÓS A
ALIMEN TAÇÃO TOTAL %MOLAR TOTAL % MOLAR
(horas) AGV AGV
mol/mL Acético Propiônico Butírico mol/mL Acético Propiônico Butírico

0 93 70 15 15 87 Aumento
 68 da 14
18
0,5 125 71 17 12 94 65 20 15
1 158 71 18 12 112
concentração
62 22
de16
2 210 70 19 11 141 AGV59 com 25
o 16
3 252 69 19 11 144 passar
59 do26tempo15
4 255 69 19 12 182 58 26 16
6 216 70 19 11 205 59 27 14
8 223 71 19 10  Sem60 alteração
136 26 14
12 228 73 17 10 152
das proporções 13
64 23
16 183 73 16 11 132 67 21 12
20 135 71 16 13 114 entre
68 os 19 13
24 100 69 17 14 90 diferentes
70 17AGVs13

70 19 11 33

Fermentação Ruminal

6.2. Fatores interferentes na produção de AGVS


FENO DE ALFAFA FENO DE TRIGO (GRANADO)
TEMPO APÓS A
ALIMEN TAÇÃO TOTAL %MOLAR TOTAL % MOLAR
(horas) AGV AGV
mol/mL Acético Propiônico Butírico mol/mL Acético Propiônico Butírico

0 93 70 15 15 87 68 18 14
0,5 125 71 17 12 94 65 20 15
1 158 71 18 12 112 62 22 16
2 210 70 19 11 141 59 25 16
3 252 69 19 11 144 59 26 15
4 255 69 19 12 182 58 26 16
6 216 70 19 11 205 59 27 14
8 223 71 19 10 136 60 26 14
12 228 73 17 10 152 64 23 13
16 183 73 16 11 132 67 21 12
20 135 71 16 13 114 68 19 13
24 100 69 17 14 90 70 17 13

70 19 11 60 25 15 34

17
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6.3. Produção de AGV e geração de ATP

? ? ? ?
? Como se dá a produção ?
de AGVs e a geração de
? microrganismos ? ?
ATP pelos

? ?
? 35

Fermentação Ruminal

 Formação de ATP do tipo FOSFORILAÇÃO AO NÍVEL DE SUBSTRATO


 Geração de 2 NADH+H+ que podem ou não gerar 3 ATP por mol de
NADH+H+  rendimento final possível de 8 ATP (animais superiores)
 1 mol de HEXOSE  2 PIRUVATO + 2 a 5 moles ATP
A produção de piruvato produz um desequilíbrio
do potencial REDOX, em razão da presença
excessiva de poder redutor (NADH + H+) 36

18
17/08/2010

Fermentação Ruminal

Na produção de ATP, o piruvato é


composto comum a muitas rotas!
PIRUVATE

37

Fermentação Ruminal

Na produção de ATP, o piruvato é


composto comum a muitas rotas!
Lactato PIRUVATO Acetyl-CoA Acetato

Propionato Butirato

38

19
17/08/2010

Fermentação Ruminal

SÍNTESE DO ACETATO
(E FORMATO)
(reações fosforoclásticas
fosforoclásticas))

 Rendimento de 1 ATP (Piruvato a Acetato)


39

Fermentação Ruminal

SÍNTESE DO ACETATO
(reações fosforoclásticas
fosforoclásticas))

 Rendimento de 1 ATP (Piruvato a Acetato)

40

20
17/08/2010

Fermentação Ruminal

SÍNTESE DO BUTIRATO

 Rendimento de 1 ATP ((Acetil


Acetil--Coa a Butirato)
41

Fermentação Ruminal

SÍNTESE DO PROPIONATO

 Pode ser em duas vias:


vias: ACRILATO ou ALEATÓRIA
 A via do Acrilato é mais tolerante à condições ácidas,
típicas de dietas ricas em CONCENTRADO
 Dieta
Dieta::
 forragens  VIA ALEATÓRIA (90 a 95
95%% do Propionato)
Propionato)
 forragens  VIA ACRILATO (70 a 90
90%% do Propionato)
Dietas mistas (50
50--50
50))  VIA ALEATÓRIA (60 a 90
90%% do
Propionato)

42

21
17/08/2010

Fermentação Ruminal

SÍNTESE DO PROPIONATO – Via Acrilato

 Rendimento de NENHUM ATP (Piruvato a Propionato)


43

Fermentação Ruminal

SÍNTESE DO PROPIONATO – Via Aleatória

 Rendimento de NENHUM ATP (Piruvato a Propionato)


44

22
17/08/2010

Fermentação Ruminal

SÍNTESE DO PROPIONATO – Via Aleatória (PEP)

 Rendimento de 01 GTP (PEP a Propionato)


45

Fermentação Ruminal

RESUMO DA SÍNTESE DE AGVs

ATP

2 ATP
ATP

2 ATP

 A síntese de AGV permite um rendimento extra


aos microrganismos de aproximadamente 2 ATP

46

23
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6.4. Destino dos principais AGVs

 Acetato
Acetato::
 Principal AGV circulante (90
90--100%
100%)
 Utilizado diretamente pelas células do
hospedeiro ( convertido em acetil
acetil--CoA)
CoA)
 Grandemente utilizado no tecido adiposo
(muito pouco utilizado no fígado na síntese
de gordura)

47

Fermentação Ruminal

6.4. Destino dos principais AGVs

 Butirato
Butirato::
 Grandemente consumido pelas paredes do
rúmen (principal fonte de energia das células
do tecido dos pré-
pré-estômagos)
 Metabolização é de caráter lipogênico
 Intensa inter-
inter-conversão com acetato
acetato:: cerca de
60
60--80
80%
% do butirato pode ser convertido em
acetato!

48

24
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6.4. Destino dos principais AGVs

% DO TOTAL C14 EM CADA ÁCIDO


ÁCIDO INFUNDIDO
ACÉTICO PROPIÔNICO BUTÍRICO
Acético 84 8 8
Propiônico 7 89 4
Butírico 21 3 76

 Índice de metabolização nas paredes do rúmen:


rúmen:
 acetato = 45
45%
%
 propionato = 65
65%
%
 butirato = 85
85%
%
49

Fermentação Ruminal

6.4. Destino dos principais AGVs

 Propionato
Propionato::
 Também utilizado pelas células das paredes
dos pré-
pré-estômagos
 Grandemente captado pelo fígado (principal
precursor de glicose no metabolismo de
ruminantes)
Gliconeogênese

Propionato Succinil-CoA Oxaloacetato


Ciclo de Krebs

50

25
17/08/2010

Fermentação Ruminal

6. Gases produzidos

 Grandes volumes!
 Pico de alimentação:
alimentação: até 15
15--30 L/
L/min
min
 Média diária é de 50 L/dia (ovinos) ou 400-
400-
600 L/dia (bovinos)
 Proporção entre os gases emitidos é variável, em
função da dieta (proporções de CHO,
processamentos, uso de aditivos, etc)
etc)

51

Fermentação Ruminal

6. Gases produzidos

COMPOSIÇÃO PERCENTUAL DO VOLUME


ANIMAL DIETA
CO2 CH4 O2 N H2 N2S
Vaca leiteira 47 - 52 26 - 34 2,2 - 4,1 13 - 16,7 1,1 – 3,4 ---
Caprinos 40 40 1,4 13,9 4,3 ---
Vaca/feno alfafa 60 --- 0,5 --- --- 0,16
Vaca/sem feno 67 22 0,4 10,4 --- 0,09 – 0,15
Ovinos 64 28 1 6,7 --- ---

 Predominância é de gás carbônico, seguido pelo


metano

52

26
17/08/2010

Fermentação Ruminal

CONTRIBUIÇÃO RELATIVA DE GASES PARA O EFEITO


ESTUFA DE ORIGEM ANTRÓPICA
Ozônio
8%
CFCs
12%

Óxido nitroso
5%

CO2
Metano 60%
15%

IPCC, 1996
53

Fermentação Ruminal

MONITORAMENTO DA EMISSÃO DE METANO

54

27
17/08/2010

Fermentação Ruminal

55

28