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U N I V E R S I D A D D E NAVARRA

FACULTAD D E T E O L O G Í A

E d d y M a u r i c i o PALACIOS VÁSQUEZ

EL AÑO JUBILAR EN LA TRADICIÓN BÍBLICA

Extracto de la Tesis Doctoral presentada en la


Facultad de Teología de la Universidad de Navarra

PAMPLONA

1999
Ad normam Statutorum Facultatis Theologiae Universitatis Navarrensis,
perlegimus et adprobavimus

Pampilonae, die 7 mensis maii anni 1999

Dr. Franciscus VARO Dr. Gundisalvus ARANDA

Coram tribunali, die 24 mensis junii anni 1998, hanc


dissertationem ad Lauream Candidatus palam defendit

Secretarius Facultatis
Ioseph ENÉRIZ

Excerpta e Dissertationibus in Sacra Theologia

Voi. XXXVII, n. 3
PRESENTACIÓN

C u a n d o en la e d a d m e d i a se inicia en la Iglesia la c o s t u m b r e de ce-


lebrar los a ñ o s s a n t o s , p r o n t o se presta a t e n c i ó n a las m o t i v a c i o n e s
p r o p i a s del j u b i l e o bíblico para aportar luces sobre lo q u e deberían re-
presentar p a r a los cristianos esas c o n m e m o r a c i o n e s periódicas 1 .
L a tesis de d o c t o r a d o presentada c o n el título El Año Jubilar en la
tradición bíblica está en c o n t i n u i d a d c o n este interés, y en particular
c o n el p r i m e r o de los c o n t e n i d o s para la reflexión cristológica sugeri-
d o en la E x h o r t a c i ó n A p o s t ó l i c a Tertio Millennio Adveniente p a r a el
p r i m e r a ñ o de preparación p a r a el gran J u b i l e o del a ñ o 2 0 0 0 , es decir,
«el d e s c u b r i m i e n t o de C r i s t o Salvador y Evangelizador, c o n particular
referencia al capítulo cuarto del Evangelio de L u c a s , d o n d e el t e m a de
C r i s t o e n v i a d o a evangelizar se entrelaza c o n el del J u b i l e o » . 2

El o b j e t i v o de la tesis consistió en describir el desarrollo teológico


de la tradición sobre el a ñ o jubilar, s e g ú n se p u e d e deducir de los tex-
tos b í b l i c o s , h a s t a q u e ésta q u e d a reflejada en el N u e v o T e s t a m e n t o .
E n este extracto se presenta la parte correspondiente a la tradición so-
bre el a ñ o j u b i l a r en el A n t i g u o T e s t a m e n t o fuera d e los textos del
Pentateuco.

ANTECEDENTES

El e s t u d i o m á s a m p l i o sobre el a ñ o jubilar en la S a g r a d a Escritura


es la m o n o g r a f í a de R o b e r t N o r t h , Sociology ofthe BiblicalJubilen. En
esta o b r a se e x p o n e n los principales datos relacionados c o n la legisla-
c i ó n del a ñ o j u b i l a r d e s d e el p u n t o de vista social y e c o n ó m i c o , to-
m a n d o en c u e n t a t o d o el material relevante existente s o b r e el t e m a
hasta la fecha d e s u p u b l i c a c i ó n . C o n t i e n e u n a exposición de las fuen-
tes bíblicas, fuentes de las civilizaciones orientales antiguas, y fuentes
j u d í a s extrabíblicas q u e h a g a n a l u s i ó n al a ñ o jubilar, c o n la i d e a de
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ilustrar la eventual p u e s t a en práctica de esta i n s i t u c i ó n en diversos


m o m e n t o s de la historia de Israel. Se analizan los d a t o s relativos al
término «jubileo», se e x p o n e n las opiniones sobre la d u r a c i ó n del p e -
r í o d o jubilar (cuarenta y nueve o cincuenta a ñ o s ) , y se tratan los as-
pectos de la liberación de esclavos y restitución de la p r o p i e d a d , q u e
s o n los dos temas fundamentales de la normativa del a ñ o jubilar c o n -
tenida en L v 2 5 . D e s p u é s de esto se resumen las principales hipótesis
sobre la c o m p o s i c i ó n literaria de L v 2 5 , y finalmente se p r e s e n t a un
capítulo sobre la teología social del jubileo.
O t r o s e s t u d i o s 4 h a n intentado profundizar en las fuentes d i s p o n i -
bles sobre el a ñ o jubilar, para aclarar las relaciones de éste c o n las le-
gislaciones s o b r e la esclavitud y sobre el uso y p o s e s i ó n de la tierra
existentes en otras civilizaciones del A n t i g u o O r i e n t e P r ó x i m o , y c o n
las otras n o r m a s del Pentateuco relativas al uso de la tierra y a la escla-
v i t u d . T a m b i é n se h a n c o n t i n u a d o e x a m i n a n d o las alusiones p r o b a -
bles, dentro y fuera de la Biblia, acerca de la eventual p u e s t a en prác-
tica d e la legislación sobre el a ñ o jubilar, y al respecto ú n i c a m e n t e se
p u e d e señalar q u e n o hay n i n g ú n t e s t i m o n i o cierto s o b r e la aplica-
ción efectiva de la ley del jubileo.
A d e m á s de los trabajos sobre la legislación del a ñ o j u b i l a r en el
Pentateuco, existen a l g u n o s estudios acerca de a l g ú n m o m e n t o c o n -
creto de la tradición del el año jubilar, c o m o por e j e m p l o el d e Jefrey
A . Fager 5 q u e trata especialmente de las implicaciones del a ñ o jubilar
d e n t r o de la teología p r o p i a del libro de Ezequiel. Por s u p a r t e , R o -
b e n S l o a n 6 estudia la i m p o r t a n c i a del t e m a del a ñ o jubilar en el Evan-
gelio d e S a n L u c a s 7 .
L a principal a p o r t a c i ó n b u s c a d a c o n esta tesis d o c t o r a l c o n s i s t i ó
en presentar de m o d o o r d e n a d o los diversos m o m e n t o s del desarrollo
de la tradición del a ñ o jubilar, a t e n d i e n d o especialmente a los aspec-
tos teológicos del tema. Se entiende a q u í por tradición del a ñ o jubilar
el c o n j u n t o de las expresiones literarias concretas q u e se h a n f o r m a d o
en torno a esta institución bíblica 8 .
Para la realización de este trabajo se h a n a p r o v e c h a d o las c o n t r i -
b u c i o n e s d e los ú l t i m o s a ñ o s en el e s t u d i o del P e n t a t e u c o , especial-
m e n t e a l g u n o s acercamientos a los textos bíblicos d e s d e el p u n t o d e
vista s i n c r ó n i c o 9 . T a m b i é n se ha tenido en c u e n t a d e m o d o p a r t i c u -
lar la a t e n c i ó n prestada al t e m a del a ñ o jubilar en los e s t u d i o s de J a n
van G o u d o e v e r sobre las fiestas y calendarios b í b l i c o s 1 0 , así c o m o las
c o n s i d e r a c i o n e s d e a l g u n o s autores acerca de las c r o n o l o g í a s d e la
historia de Israel e m p l e a d a s en obras de la literatura a p o c a l í p t i c a j u -
día11.
PRESENTACIÓN 203

METODOLOGÍA Y CONTENIDO

El c o n t e n i d o de la tesis está dividido en tres partes, q u e correspon-


d e n respectivamente al estudio del a ñ o jubilar en Pentateuco (Primera
Parte), en los restantes libros del A n t i g u o T e s t a m e n t o y en la literatu-
ra j u d í a intertestamentaria ( S e g u n d a Parte), y en el N u e v o T e s t a m e n -
to (Tercera Parte).
L a Primera Parte considera el a ñ o jubilar a través de los textos del
Pentateuco q u e e x p o n e n la n o r m a t i v a de esta insitución. Las prescrip-
ciones relativas al a ñ o jubilar, al estar integradas d e n t r o del c o n j u n t o
del P e n t a t e u c o , p o n e n de manifiesto u n a serie de enseñanzas religio-
sas q u e c o n v i e n e precisar, c o m o p o r e j e m p l o la c o n v i c c i ó n d e q u e la
tierra es u n d o n de D i o s , y el principio de q u e los israelitas, rescatados
p o r el S e ñ o r d e la s e r v i d u m b r e de E g i p t o , n o d e b e n ser s o m e t i d o s a
esclavitud.
El capítulo I d e esta Primera Parte trata de la legislación general so-
bre el a ñ o jubilar c o n t e n i d a en L v 2 5 , 8 - 5 5 . E n primer lugar se realiza,
a m o d o d e a c e r c a m i e n t o al texto d e s d e el p u n t o de vista d i a c r ó n i c o ,
u n análisis c o m p a r a t i v o de estas p r e s c r i p c i o n e s c o n otras leyes del
Pentateuco q u e a b o r d a n p u n t o s c o m u n e s c o n la n o r m a t i v a jubilar: el
a ñ o del b a r b e c h o ( E x 2 3 , 1 0 - 1 1 ) , el a ñ o sabático ( L v 2 5 , 2 - 7 ) , el a ñ o
de la remisión ( D t 1 5 , 1 - 1 1 ) , y las leyes del esclavo hebreo (Ex 2 1 , 1 - 1 1
y D t 1 5 , 1 2 - 1 8 ) , c o n el p r o p ó s i t o de m o s t r a r los acentos p r o p i o s del
a ñ o jubilar en relación c o n esas otras leyes 1 2 . Posteriormente, a través
de u n a c e r c a m i e n t o sincrónico al texto de L v 2 5 , se considera el signi-
ficado de su p o s i c i ó n dentro del c o n j u n t o del Pentateuco, se explica el
c o n t e n i d o d e las prescripciones q u e en él están incluidas, y se señalan
los p r e s u p u e s t o s teológicos q u e están en la base de esa n o r m a t i v a . E n
el C a p í t u l o II se e x p o n e n los casos particulares sobre el a ñ o j u b i l a r
previstos en L v 2 7 , 1 7 - 2 5 y N m 3 6 , 4 .
E n la S e g u n d a Parte se c o n s i d e r a n las a l u s i o n e s al a ñ o j u b i l a r en
los libros bíblicos de J e r e m í a s , Ezequiel, Isaías, la O b r a del C r o n i s t a , y
D a n i e l , d e d i c a n d o u n capítulo a cada u n o . D e s p u é s se estudia el desa-
rrollo del t e m a del a ñ o j u b i l a r en la literatura j u d í a intertestamenta-
ria. N o se trata de realizar u n a exégesis exhaustiva de los textos q u e se
presentan, sino de analizar cuál es el papel y el significado del a ñ o j u -
bilar en c a d a u n o de ellos, d e m o d o q u e se p u e d a ofrecer u n a visión
d e c o n j u n t o d e los a s p e c t o s teológicos q u e v a n q u e d a n d o resaltados
en c a d a m o m e n t o y círculo literario.
L a Tercera Parte consiste en señalar c ó m o q u e d a reflejada la tradi-
ción del a ñ o jubilar en el N u e v o T e s t a m e n t o . D e l i m i t a r e m o s el estu-
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dio particularmente en el Evangelio de S a n L u c a s y el libro de los H e -


chos de los A p ó s t o l e s , d e b i d o a q u e es en la o b r a l u c a n a d o n d e el
t e m a del a ñ o jubilar presenta un desarrollo m á s estructurado.
El presente extracto de la tesis c o m p r e n d e los c a p í t u l o s de la S e -
g u n d a Parte correspondientes a Jeremías, Ezequiel, Isaías, la O b r a del
C r o n i s t a , y D a n i e l . Se ha escogido esta sección d e b i d o a q u e p e r m i t e
ver la evolución del a ñ o jubilar p o r la q u e va p e r d i e n d o p o c o a p o c o
los elementos normativos de carácter jurídico y social, y se va cargan-
d o de sentido religioso y escatològico.
NOTAS D E LA PRESENTACIÓN

1. El primer Año Santo de la Iglesia fue proclamado por el Papa Bonifacio VIII el 2 2
de febrero del 1300, mediante la Bula Antiquorum habet digna fide relatio. Aunque
este documento, relativamente corto, no emplea el término «jubileo», describe el
año santo como un tiempo propicio para la remisión de los pecados, haciendo eco
de una glosa explicativa de la Vulgata latina en el texto de Nm 25,4, que se refiere
al jubileo como quinquagesimus annus remissionis. La intención de Bonifacio VIII
era que se celebrara cada cien años, pero en 1343 Clemente VI, a través de la bula
Unigenitus Dei Filius, motivado por la continuidad y la diversidad entre el Antiguo
y el Nuevo Testamento, pone en estrecha relación el jubileo judío y el «nuevo» ju-
bileo, y establece que deberá celebrarse cada cincuenta años. En 1389 Urbano VI
dispuso su celebración para cada treinta y tres años, y en el año 1470 este período
fue transformado en veinticinco años por Pablo II, lo que determina la práctica ac-
tual del jubileo ordinario. En las últimas décadas, después del Año Santo de 1975
declarado por el Papa Pablo VI, Juan Pablo II convocó la celebración del Año de la
Redención en 1 9 8 3 y del Año Mariano en 1 9 8 7 / 8 8 . Cfr. A. G A L U Z Z I , LOS años
santos en la historia de la Iglesia, en Tertio Millennio Adveniente: Comentario teológi-
copastoral. Consejo de Presidencia del Gran Jubileo del año 2 0 0 0 , Salamanca
1997, pp. 73-108; Tertio Millennio Adveniente, nn. 2 4 y 2 5 .

2. Tertio Millenio Adveniente, n. 40.


3. R. N O R T H , Sociology of the Biblical Jubilee (AnBib 4 ) , Pontificio Istituto Biblico,
Roma 1954, XLVI + 2 4 5 pp. Como introducción al estudio del año jubilar se pue-
de consultar C H . J . H . WRIGHT, Jubilee, Year of en ABD 3, 1025-1030.
4. N . P . L E M C H E , The Manumission of Slaves-The Fallow Year-The Sabbatical Year-
TheJobel Year, en VT 2 6 (1976) 38-59; E. C Ó R T E S E , L'annogiubilare:profezL
della restaurazione?, en RivBiblt 1 8 ( 1 9 7 0 ) 3 9 5 - 4 1 0 ; C H . J . H . W R I G H T , What
happened every seven years in Israel? Old Testament Sabbatical Institutions for
Land, Debts and Slaves, en EvQ 5 6 ( 1 9 8 4 ) 1 2 9 - 1 3 8 , 1 9 3 - 2 0 1 ; M. W E I N F E L D ,
Sabbatical Year and Jubilee in the Pentateuc Laws and their Ancient Near Eastern
Background, en T. V E I J O L A , The Law in the Bible and its Environment, Helsinki
1990, pp. 3 9 - 6 2 . Se puede consultar también un estado de la cuestión en R.
GNUSE, Comunidad y propiedad en la tradición bíblica, Pamplona 1 9 8 7 , pp. 7 7 -
109.
5. J A . F A G E R , Land Tenure and the Biblical Jubilee. Uncovering Hebrew Ethics
through the Sociology of Knowledge (JSOTSup 155), Shefield 1993.
6. R. S L O A N , The Favorable Year of the Lord, Austin, 1977, obra a la cual no hemos
tenido acceso directo.
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7. Aprovechamos para mencionar otras dos publicaciones a de las que tenemos noti-
cia, pero que no hemos consultado directamente. A. TROCMÉ, en su libro Jesus and
the Nonviolent Revolution (Scottsdale 1973), propone la hipótesis de que Jesús qui-
so testaurar la ptáctica del año jubilar en tétminos socio-políticos. S H . RlNGE, Je-
sus, Liberation, and the Biblical Jubilee: Images for Ethics and Christology, Philadel-
phia 1985, trata acerca del significado del año jubilar para la Iglesia primitiva. Cfr.
M.A. POWELL, What are they saying about Luke?, New York 1989, pp. 87-89.
8. Tomamos el sentido del termino «tradiciones» como «expresiones litetarias concre-
tas —orales o escritas— que se han formado en torno a un lugar determinado, o so-
bre un episodio, o sobre una persona, o sobre la historia entera del pueblo, pero que
coexisten con ottas de contenido similar y tiene pot tanto un catácter particular»
(G. A R A N D A PÉREZ, Tradición, tradiciones y Sagrada Escritura, en TS 21 [1990] 18).
9. J. JOOSTEN, People and Land in the Holiness Code. An Exegetical Study of the Idea-
tional Framework of the Law in Leviticus 17-26 (SupVT 6 7 ) , Leiden 1996; C H . R .
SMITH, The Literary Structure of Leviticus, en JSOT 7 0 (1996) 17-32; M . DOU-
GLAS, In the Wilderness: The Doctrine of Defilement in the Book of Numbers (JSOT-
Sup 158), Sheffield 1993.
10. J. VAN GOUDOEVER, Fetes et calendriers bibliques, Paris 1967; The Indications in
Daniel that Reflect the Usage of the Ancient Theoretical so-called Zadokete Calendar,
en The Book of Daniel in the Light of New Findings (BETL 106), A.S. V A N D E R
WOUDE (ed.), Leuven 1993, pp. 57-76.
11. E. WEISENBERG, The Jubilee of Jubilees, en R Q 3 ( 1 9 6 1 ) 3-40; R.T. BECKWITH,
The Significance of the Calendar for Interpreting Essene Chronology and Escathology,
en R Q 10 (1980) 166-202; D. DlMANT, The Seventy Weeks Chronology (Dan 9,24-
27) in the Light of New Qumranic Texts, en The Book of Daniel in the Light ofNew
Findings, pp. 57-76.
12. Según Lv 25,11, el año del jubileo es también un año sabático o año de descanso
de la tierra. Sin embargo, conviene aclarar que nuestro estudio se centrará en el de-
sarrollo de la Tradición del año jubilar propiamente dicho, y únicamente se ttatará
del año sabático en la Primera Parte, con el objeto de comprender mejor la legisla-
ción general sobre el año jubilar.
ÍNDICE D E L A TESIS

ABREVIATURAS IX
INTRODUCCIÓN XIII

PRIMERA PARTE
E L AÑO JUBILAR EN EL PENTATEUCO

CAPÍTULO I
LEGISLACIÓN GENERAL SOBRE EL A Ñ O JUBILAR

A . APROXIMACIÓN AL TEXTO 7
1. Perspectiva diacrónica: El desarrollo de la legislación sobre el año
jubilar en el Pentateuco 7
a) El año sabático y el año jubilar y sus paralelos en los grandes
códigos del Pentateuco 12
i) Normas relativas al uso de la tierra 14
ii) Normas relativas a los esclavos 20
b) Levítico 25 en la Ley de Santidad y en la redacción del libro
del Levítico 26
2. Perspectiva sincrónica: Situación de la legislación general sobre
el año jubilar en el conjunto del Pentateuco 34
B. DELIMITACIÓN DE LA PERÍCOPA OBJETO DE ESTUDIO 41
C . CUESTIONES DE CRÍTICA TEXTUAL 43
D . ESTRUCTURA LITERARIA DEL TEXTO DE LV 2 5 , 1 - 2 6 , 2 45
E. C O N T E N I D O DE CADA SECCIÓN DE LV 2 5 , 1 - 2 6 , 2 49
1. Introducción: Fórmula de enunciación (25,1-2a) 49
2. Sección apodíctica 51
a) Ley del año sabático (25,2b-7) 51
b) Ley del año jubilar: contenido general (25,8-13) 53
c) M o d o de valorar la tierra (25,14-17a) 57
d) Exhortación (25,17b-19) 57
e) Bendición (25,20-22) 58
f) Inalienabilidad de la tierra (25,23-24) 60
208 EDDY MAURICIO PALACIOS VÁSQUEZ

3. Sección casuística 63
a) Situación 1: Redención de propiedades (25,25-28) 63
i) Excepción: casas en ciudades amuralladas (25,29-30) 64
ii) Casas en ciudades no amuralladas (25,31) 65
iii) Propiedades de los levitas (25,32-34) 65
b) Situación 2: Préstamos (25,35-38) 66
c) Situación 3: Un israelita al servicio de otro (25,39-43) 69
i) Excepción: Siervos tomados de los extranjeros (25,44-46) 71
d) Siruación 4: Un israelira al servicio de un extranjero (25,47-55) . 75
4. Conclusión: Exhortación (26,1-2) 77
F. SUMARIO 78

CAPÍTULO I I
CASOS PARTICULARES
A. RESCATE DE LOS CAMPOS OFRECIDOS AL SEÑOR (Lv 2 7 , 1 6 - 2 4 ) .... 83
B . HERENCIA Y MATRIMONIO DE LAS HIJAS QUE NO TIENEN HERMANOS
( N m 36,1-12) 89
1. Contexto del relato 89
2. El año jubilar en N m 36,4 93

SEGUNDA PARTE
DESARROLLO DE LA TRADICIÓN DEL AÑO JUBILAR
ANTES DEL NUEVO TESTAMENTO

CAPÍTULO I I I
JEREMÍAS
A . MANUMISIÓN DE ESCLAVOS EN TIEMPOS DE SEDECÍAS ( J R 3 4 , 8 - 2 2 ) 103
B . PROFECÍADELOSSETENTAAÑOS(JR25,11;29,10) 110

CAPÍTULO I V
EZEQUIEL
A . « E L AÑO VEINTICINCO DE NUESTRA CAUTIVIDAD» ( E z 40,1) 114
B . DISPOSICIONES SOBRE LA HERENCIA DE UN PRÍNCIPE (EZ 4 6 , 1 6 - 1 8 ) 118
C . DISTRIBUCIÓN DE LA TIERRA 120

CAPÍTULO V
ISAÍAS
A . U N AÑO DE GRACIA DEL SEÑOR (IS 61,2) 123
B . E L AYUNO AGRADABLE A DIOS: DAR LIBERTAD A LOS OPRIMIDOS (IS
58,5-6) 129
ÍNDICE DE LA TESIS 209

CAPÍTULO V I
O B R A DEL CRONISTA
A. «VOLVIERON A HABITAR EN SUS PROPIEDADES» ( 1 Cro 9 , 2 ) 133
B. L o s ISRAELITAS, EXTRANJEROS Y HUÉSPEDES DELANTE DE D I O S ( 1 Cro
29,15) 134
C . «JOAQUÍN REINÓ TRES MESES Y DIEZ DÍAS» ( 2 Cro 3 6 , 9 ) 135
D . E L EDICTO DE C I R O ( 2 C r o 3 6 , 2 2 - 2 3 ) 137
E. LIBERACIÓN DE ESCLAVOS EN TIEMPOS DE NEHEMÍAS (Ne 5 , 1 - 1 3 ) 139

CAPÍTULO V I
DANIEL

A. PROFECÍA DE LAS SETENTA SEMANAS ( D n 9 , 2 4 - 2 7 ) 143


1. Cronología de las setenta semanas 147
a) Las setenta semanas y la persecución de Antíoco Epífanes .... 1 4 8
b) Núcleo de la profecía anterior a la época macabea 150
2 . El año jubilar en la profecía de las setenta semanas 155
a) Expiación y año jubilar 156
b) Soberanía de Dios sobre los tiempos 158
B. E L AÑO JUBILAR Y LA FIESTA DE LAS SEMANAS 159
1. Características del calendario sadoquita 160
2 . La fiesta de las Semanas 162
3 . Trasfondo litúrgico de D n 1 0 , 1 - 1 2 , 1 3 164

CAPÍTULO V I I I
APÓCRIFOS DEL ANTIGUO TESTAMENTO
A. PRIMER LIBRO DE H E N O C 170
1. 1 Henoc 1 0 , 1 2 172
2 . 1 Henoc 8 9 , 5 7 - 9 0 , 4 2 173
3. 1 Henoc 9 3 , 3 - 1 0 176
B. LIBRO DE LOS JUBILEOS 180
1. El Jubileo de Jubileos 182
2 . La historia según el Libro de los Jubileos y el Apocalipsis de las
Semanas 184
3 . El año jubilar y la fiesta de las Semanas 188
C . TESTAMENTO DE L E V ! 191
D . TESTAMENTO DE M O I S É S 196
E. CUARTO LIBRO DE ESDRAS 198

CAPÍTULO I X
TEXTOS DE QUMRÁN
A. D O C U M E N T O SOBRE MELQUISEDEC 207
210 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

B. PESHER SOBRE LOS PERÍODOS Y DOCUMENTO SOBRE LAS D I E Z G E -


NERACIONES 213
C . SALMOS DE JOSUÉ 215
D . PSEUDO-MOISÉS APOCALÍPTICO 216
E. REGLA DE LA COMUNIDAD 219
E REGLA DE LA GUERRA Y D I C H O S DE MOISÉS 224

CAPÍTULO X
LITERATURA RABÍNICA

A . M I S N A H Y TALMUD 230
B. SEDER 'OLAM RABBAH 233
C . TARGUM PSEUDO-JONATAN 234

TERCERA PARTE
L A TRADICIÓN DEL A Ñ O JUBILAR EN LA OBRA LUCANA

CAPÍTULO X I
EVANGELIO DE SAN LUCAS
A. EVANGELIO DE LA INFANCIA 250
1. Cumplimiento de la profecía de las setenta semanas 250
2 . «Cada uno a su ciudad» (Le 2 , 4 ) 256
3 . «Anota, Señor, despides a tu siervo en paz» (Le 2 , 2 9 ) 257
B. JESÚS EN LA SINAGOGA DE NAZARET 258
1. «Esta Escritura se ha cumplido hoy» (Le 4 , 2 1 ) 265
2 . El Año Jubilar y el ministerio público de Jesús 267

CAPITULO XII
H E C H O S DE LOS APÓSTOLES
• A. E L DÍA DE PENTECOSTÉS (Hch 2 , 1 - 4 1 ) 275

B. « E L TIEMPO DE LA RESTAURACIÓN UNIVERSAL» (Hch 3 , 2 1 ) 280

CONCLUSIONES 285

BIBLIOGRAFÍA 293
BIBLIOGRAFÍA D E LA TESIS

A. TEXTOS

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TABLA D E ABREVIATURAS

AB The Anchor Bible (New York)


ABD The Anchor Bible Dictionary (New York)
AnBib Analecta Biblica
BETL Bibliotheca Ephemeridum Theologicarum Lovaniensium
Bib Biblica (Roma)
BZAW Beihefte zur Zeitschrift für die Altestamentliche Wissenchaft
DBS Dictionnaire de la Bible Supplément
EstB Estudios Bíblicos
EvQ Evangelical Quarterly
ICC The International Critical Comentary on the Holy
Scriptures of the Old and New Testaments (Edinburgh)
JBL Journal of Biblical Literature
JJS Jornal of Jewish Studies
JQR Jewish Quarterly Review
JSOT Journal for the Study of the Old Testament
JSOTSup Journal for the Study of the Old Testament Supplement Series
JThS Journal of Theological Studies
NIB The New Interpreters Bible (Abingdon)
NRTh Nouvelle Revue Théologique
NT N o v u m Testamentum (Leiden)
NTS N e w Testament Studies
RB Revue biblique
RevSR Revue des sciences religieuses
RivBiblt Rivista Biblica Italiana
RQ Revue de Qumran
RThPh Revue de Théologie et de Philosophie
Salm Salmanticensis
SBG La Sacra Bibbia (S. Garofalo [ed.], Roma)
Ser Scripture
ScrTh Scripta Theologica
SupV T Supplements to Vetus Testamentum
TMi Tertium Millennium (Città del Vaticano)
218 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

TS Teología del Sacerdocio (Burgos)


VS La vie spirituelle
VT Vetus Testamentum
ZAW Zeitschrift für die Altestamentliche Wissenschaft
ZNW Zeitschrift für die Neutestamentilche Wissenchaft

LIBROS BÍBLICOS

Abreviaturas tomadas de la Sagrada Biblia, 1. Pentateuco, Facultad de Teo-


logía de la Universidad de Navarra, Pamplona 1997:
Ab(días)
Ag(eo)
Am(ós)
Ap(ocalipsis)
Ba(ruc)
1-2 C o (1-2 Corintios)
Col(osenses)
1-2 Cro (1-2 Crónicas)
C t (Cantar de los Cantares)
D n (Daniel)
D t (Deuteronomio)
Eftesios)
Esd(ras)
Est(er)
Ex(odo)
Ez(equiel)
Flm (Filemón)
Flp (Filipenses)
Ga (Gálatas)
G n (Génesis)
Ha(bacuc)
H b (Hebreos)
Hch (Hechos)
Is(aías)
J b (Job)
Je (Jueces)
Jdt (Judit)
Jl (Joel)
Jn (Juan)
1-2-3 J n (1-2-3 Juan)
Jon(ás)
Jos(ué)
Jr (Jeremías)
TABLA DE ABREVIATURAS 219

Judas
Le (Lucas)
L m (Lamentaciones)
Lv (Levítico)
1-2 M (1-2 Macabeos)
Me (Marcos)
Mi(queas)
M i (Malaquías)
M t (Mateo)
Na(hum)
Ne(hemías)
N m (Números)
Os(eas)
1-2 P (1-2 Pedro)
Pr(overbios)
Qo(hélet)
1-2 R (1-2 Reyes)
R m (Romanos)
Rt (Rut)
1-2 S (1-2 Samuel)
Sal(mos)
Sb (Sabiduría)
Si(rae)
So(fonías)
St (Santiago)
T b (Tobías)
1-2 T m (1-2 Timoteo)
1-2 Ts (1-2 Tesalonicenses)
T t (Tito)
Za(carías)
EL A Ñ O JUBILAR FUERA DEL PENTATEUCO

A n t e s de considerar las alusiones a la institución del a ñ o jubilar en


el A n t i g u o T e s t a m e n t o fuera del P e n t a t e u c o , m e n c i o n a r e m o s los lu-
gares del Pentateuco en los q u e se habla de esta institución.
E n el Pentateuco se habla explícitamente del a ñ o jubilar {?nat hay-
yobet) en tres ocasiones:
a) L v 2 5 , 8 - 5 5 : contiene la legislación general sobre el a ñ o jubilar.
E s t a n o r m a t i v a se dirige a favorecer a aquellos israelitas q u e , d e b i d o a
u n a s i t u a c i ó n e c o n ó m i c a p e r s o n a l adversa, h a n d e b i d o v e n d e r sus
p r o p i e d a d e s o entrar a trabajar en servicio de o t r o . C o n la llegada del
a ñ o jubilar cada siete s e m a n a s de a ñ o s , aquellos q u e n o h u b i e r a n c o n -
s e g u i d o aliviar s u s i t u a c i ó n , ya fuera c o n sus p r o p i o s m e d i o s o bien
c o n t a n d o c o n la a y u d a de sus familiares cercanos, recobrarían sus p r o -
p i e d a d e s y q u e d a r í a n libres d e s u esclavitud p a r a volver a vivir en el
s e n o de s u p r o p i o clan. Estas prescripciones vienen precedidas p o r la
legislación sobre el a ñ o sabático (Lv 2 5 , 1 - 7 ) , q u e establece q u e c a d a
siete a ñ o s la tierra d e b e dejarse sin cultivar c o m o u n descanso en h o -
nor del Señor. S e g ú n L v 2 5 , 1 1 , está previsto q u e el a ñ o j u b i l a r sea
t a m b i é n un a ñ o sabático o de descanso d e la tierra.
b) L v 2 7 , 1 7 - 2 5 : regula la consagración al S e ñ o r del valor de tasa-
ción de u n c a m p o y su eventual rescate. E n la tasación interviene de
m o d o decisivo la p r o x i m i d a d o lejanía de un a ñ o jubilar.
c) N m 3 6 , 4 : plantea los p r o b l e m a s en q u e se encontrarían las tri-
b u s p a r a conservar s u territorio si se aplicara estrictamente la legisla-
ción del a ñ o jubilar en el caso de q u e u n israelita muriera sin dejar hi-
jos varones y debieran de heredar las hijas.
L o s d o s ú l t i m o s pasajes están situados respectivamente en los capí-
tulos finales de los libros de Levítico y N ú m e r o s 1 .
El Pentateuco presenta la institución del a ñ o jubilar bajo su aspec-
to legislativo, es decir, c o m o u n a serie de p r e s c r i p c i o n e s relativas al
u s o de la tierra y a la libertad de los esclavos, q u e d e b e n ser observadas
222 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

periódicamente. Estas leyes reflejan unas motivaciones teológicas tales


c o m o la convicción de q u e la tierra es d o n de D i o s a su p u e b l o , y q u e
los israelitas no han de ser sometidos a esclavitud ya q u e fueron resca-
tados por el Señor de la esclavitud de E g i p t o . O t r o s libros del A n t i g u o
T e s t a m e n t o , al considerar el año jubilar, p o n e n el énfasis en diversos
aspectos de esta insitución bíblica, c o m o se verá a c o n t i n u a c i ó n .

A. JEREMÍAS

E n el libro de J e r e m í a s c o n s i d e r a r e m o s d o s t e m a s . El p r i m e r o se
trata de la posible alusión a algunos aspectos de la n o r m a t i v a sobre el
a ñ o jubilar contenida en L v 2 5 en el relato d e u n a liberación de escla-
vos en t i e m p o s del Rey Sedéelas (Jr 3 4 , 8 - 2 2 ) .
Para tratar del s e g u n d o tema volveremos atrás hacia los capítulos 2 5
y 2 9 y nos referiremos a la profecía de Jeremías según la cual el destie-
rro duraría setenta años; esta profecía, si bien de m o m e n t o n o está re-
lacionada c o n el año jubilar, sí lo será m á s adelante, en particular c o m o
p u n t o de partida de la profecía sobre las setenta s e m a n a s de años del li-
bro de Daniel ( D n 9 , 1 - 2 7 ) , equivalentes a diez períodos jubilares.

1. M a n u m i s i ó n de esclavos en t i e m p o s de Sedéelas (Jr 3 4 , 8 - 2 2 )

E n J r 3 4 , 8 - 2 2 se relata un acuerdo p r o m o v i d o p o r el R e y Sedecías


entre los jefes y t o d o el pueblo de Jerusalén para dejar en libertad a to-
d o s los esclavos y esclavas hebreos. D e s p u é s de decretar esa m a n u m i -
sión, los jefes del p u e b l o se vuelven atrás sobre la d e c i s i ó n y n u e v a -
m e n t e r e d u c e n a esclavitud a sus siervos, a c t i t u d q u e m e r e c e u n
enérgico reproche del profeta Jeremías, q u e habla en n o m b r e de D i o s .
L a ocasión para la m a n u m i s i ó n de esclavos p o d r í a relacionarse c o n
el cerco a Jerusalén por parte del ejército de Babilonia en el a ñ o 5 8 8 ,
ya q u e la profecía sobre el futuro de Sedecías q u e antecede a la narra-
ción (Jr 3 4 , 1 - 7 ) se sitúa en esas fechas, y en J r 3 4 , 2 1 se alude a q u e las
fuerzas del rey de Babilonia han dejado de amenazar la c i u d a d 2 . L a si-
tuación habría sido la siguiente: ante el peligro de invasión se decreta
la libertad para los esclavos, pero d e b i d o a q u e el asedio n o tiene lu-
gar, los jefes de la c i u d a d , al ver q u e había p a s a d o el peligro, habrían
vuelto a apoderarse de sus esclavos.
Sin e m b a r g o , la alusión al asedio del año 5 8 8 en el pasaje de la m a -
n u m i s i ó n de esclavos n o es tan clara. N ó t e s e q u e en J r 3 4 , 1 - 3 5 , 1 9 se
EL A Ñ O JUBILAR E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 223

recogen tres e p i s o d i o s , pero el o r d e n en q u e se relatan los h e c h o s n o


sigue u n a secuencia cronológica:

• J r 3 4 , 1 - 7 : Profecía d e J e r e m í a s sobre el futuro del rey Sedéelas,


p r o n u n c i a d a c u a n d o las fuerzas de B a b i l o n i a asediaban a Jerusa-
lén(cfr.Jr 34,7);
• J r 3 4 , 8 - 2 2 : M a n u m i s i ó n de esclavos a la q u e n o s e s t a m o s refi-
riendo, p a r a la cual n o se d a u n a indicación cronológica clara; y
• J r 3 5 , 1 - 1 9 : Relato del e j e m p l o de fidelidad a sus j u r a m e n t o s p o r
parte d e los rekabitas; o c u r r i d o en t i e m p o s del rey Y o y a q u í m ,
q u i e n reinó antes del rey Sedecías (cfr. 2 R 2 4 , 6 . 1 7 ) , es decir,
antes del p r i m e r episodio.

D e b i d o a esta falta de o r d e n en la secuencia de los tres relatos, n o


se p u e d e c o n c l u i r q u e el a c u e r d o s o b r e la m a n u m i s i ó n de esclavos
haya o c u r r i d o c o n ocasión del asedio a Jerusalén del a ñ o 5 8 8 .
E n c a m b i o , el retiro de las t r o p a s b a b i l ó n i c a s al q u e se a l u d e en
J r 3 4 , 2 1 c o r r e s p o n d e m e j o r al q u e s i g u i ó a o t r a a m e n a z a d e inva-
s i ó n , o c u r r i d a en el a ñ o 5 9 8 , q u e fue, a diferencia d e la retirada m o -
m e n t á n e a en el a s e d i o del 5 8 8 , u n repliegue v e r d a d e r o y p r o p i o 3 . Al
narrar la m a n u m i s i ó n d e esclavos d i s p u e s t a p o r S e d e c í a s a n t e s del
e p i s o d i o d e los r e k a b i t a s se h a c e ver el c o n t r a s t e q u e h a y e n t r e el
o b r a r i n c o h e r e n t e d e los jefes d e J e r u s a l é n al q u e b r a n t a r el p a c t o
q u e h a b í a n s u s c r i t o , d e frente a la c o n d u c t a , d i g n a de imitar, de los
rekabitas.
El texto de J r 3 4 , 8 - 2 2 n o explícita los m o t i v o s p o r los cuales la
p r o x i m i d a d de u n asedio a p o r t a m o t i v o s para liberar a los esclavos he-
breos de Jerusalén. U n a de las causas p o d r í a ser la de contar c o n m a -
yores efectivos p a r a la defensa de la c i u d a d . O t r a p o d r í a ser q u e de
esta m a n e r a evitarían tener q u e alimentar a los siervos d u r a n t e el ase-
dio. Y finalmente n o se p u e d e descartar q u e lo hicieran c o m o un ges-
to para o b t e n e r el favor del Señor en ese m o m e n t o de crisis.
I n d e p e n d i e n t e m e n t e d e los factores q u e h a n p o d i d o m o t i v a r esta
iniciativa del R e y S e d e c í a s , el profeta J e r e m í a s , s e g ú n se relata en el
t e x t o , se dirige a las a u t o r i d a d e s del p u e b l o y s a n c i o n a esta d e c i s i ó n
recurriendo a la L e y o t o r g a d a p o r D i o s a Israel:

13
Así dice el Señor, el Dios de Israel: yo hice alianza con vuestros padres
el día que los saqué de Egipto, de la casa de servidumbre, diciendo:
14
«Al cabo de siete años cada uno de vosotros dejaréis libre al hermano
hebreo que se te hubiera vendido. Te servirá por seis años, y le enviarás libre
de junto a ti» (Jr 34,13-14).
224 E D D Y MAURICIO PALACIOS VÁSQUEZ

El c o m i e n z o del versículo 14 («al c a b o de siete años») está t o m a d o


d e D t 15,1:

Al cabo de siete años harás la remisión (Dt 15,1).

E s t e es el inicio de la ley del año de la remisión de d e u d a s cada sie-


te años, q u e se debe aplicar simultáneamente en t o d o el territorio.
L a frase q u e sigue en la cita de J r 3 4 , 1 4 corresponde a la ley del es-
clavo hebreo ( D t 1 5 , 1 2 ; cfr. E x 2 1 , 2 ) , pero al citar D t 1 5 , 1 2 se c a m -
bia el orden de las palabras y se o m i t e la referencia a la esclava hebrea:

Si se te vende un hermano tuyo, hebreo o hebrea, sírvate durante seis


años, pero al séptimo le enviaréis libre de junto a ti (Dt 15,12).

E s t a ley del esclavo h e b r e o p r e s c r i b e dar l i b e r t a d a c a d a esclavo


— c o n s i d e r a d o i n d i v i d u a l m e n t e — al s é p t i m o año de haber c o m e n z a -
d o s u servicio.
L a p r o c l a m a c i ó n de m a n u m i s i ó n p a r a t o d o s los esclavos p r o m o v i -
da por Sedecías no se a c o m o d a plenamente ni a lo previsto p o r D t 15,1
p a r a el a ñ o de la r e m i s i ó n , q u e n o trata de la liberación de esclavos
sino de la remisión de d e u d a s , ni a lo previsto p o r D t 1 5 , 1 2 , q u e pre-
vé el final del p e r í o d o d e servicio de c a d a esclavo en particular pero
n o de t o d o s los esclavos s i m u l t á n e a m e n t e .
C o n s i d e r e m o s si esta liberación de esclavos p u e d e relacionarse c o n
la n o r m a t i v a sobre el a ñ o del jubileo. A u n q u e n o se cita explícitamen-
te esta legislación, el pasaje del libro de Jeremías se a p r o x i m a a lo pres-
crito en L v 2 5 sobre el a ñ o jubilar en los siguientes p u n t o s :
a) Se trata d e u n a liberación simultánea p a r a t o d o s , sin t o m a r en
cuenta s u t i e m p o d e servicio.
b) El u s o del t é r m i n o técnico d'ror (Jr 3 4 , 8 . 1 5 . 1 7 [ 2 x ] ) , q u e des-
cribe en L v 2 5 , 1 0 la liberación p r o c l a m a d a para t o d o s los habitantes
en el a ñ o jubilar 4 .
c) El h e c h o de q u e en a m b a s situaciones existe u n a « p r o c l a m a -
ción» (raíz qr': J r 3 4 , 8 . 1 5 . 1 7 ; L v 2 5 , 1 0 ) , aspecto q u e es c o m ú n t a m -
bién c o n la ley del a ñ o de la remisión ( D t 1 5 , 2 ) .
d) C o n la m a n u m i s i ó n se buscaba « q u e n i n g ú n j u d í o fuera siervo
de s u h e r m a n o » (Jr 3 4 , 9 ) , d e a c u e r d o c o n lo prescrito en L v 2 5 , 3 9 -
4 0 : los israelitas n o deben ser esclavos de sus h e r m a n o s .
e) A q u í , al igual q u e en la ley del esclavo hebreo ( D t 1 5 , 1 5 ) , el
m o t i v o del é x o d o es el f u n d a m e n t o teológico para la libertad de los is-
raelitas (Jr 3 4 , 1 3 ; L v 2 5 , 4 2 . 5 5 ) .
EL AÑO JUBILAR EN LA TRADICIÓN BÍBLICA 225

Sin e m b a r g o , la situación descrita en el libro de Jeremías n o se ajus-


ta c o m p l e t a m e n t e a las características del a ñ o jubilar, ya q u e s e g ú n la
n o r m a t i v a d e L v 2 5 la liberación n o es consecuencia de u n a c u e r d o
eventual sino q u e d e b e ocurrir p e r i ó d i c a m e n t e , c a d a cincuenta a ñ o s .
Falta a d e m a s la consideración del otro aspecto del a ñ o jubilar, q u e con-
siste en q u e los beneficiarios del a ñ o jubilar recobran el territorio q u e
h a n d e b i d o vender a causa d e u n a situación e c o n ó m i c a desfavorable.
C o m o p u e d e verse, en este texto se d a u n a asociación de los c o n t e -
n i d o s d e las leyes del esclavo hebreo, del a ñ o de la remisión y del a ñ o
jubilar, q u e en el Pentateuco se presentan separadas.
A u n q u e n o p o d a m o s saber la c o n e x i ó n exacta entre esta liberación
de esclavos y los textos legales a l u d i d o s en el relato, q u e d a clara la en-
s e ñ a n z a d e q u e n o d e b e transgredirse n i n g ú n a c u e r d o {l/ritjr: 3 4 , 8 )
q u e t e n g a c o m o f u n d a m e n t o la alianza (lfrit}t 3 4 , 1 3 ) h e c h a entre el
S e ñ o r e Israel. El castigo a n u n c i a d o p o r el profeta p a r a los jefes d e la
c i u d a d p o r n o h a b e r s i d o o b s e r v a n t e s en este p u n t o es c i e r t a m e n t e
drástico, y viene expresado p o r u n triple contraste:
• p o r haber p r o c l a m a d o m a n u m i s i ó n general pero haberse vuelto
atrás sobre el a c u e r d o , D i o s p r o c l a m a c o n t r a ellos m a n u m i s i ó n
de la e s p a d a , de la peste y del h a m b r e (Jr 3 4 , 1 7 ) ;
• los q u e traspasaron el acuerdo hecho en presencia del Señor, se-
rán c o m o el becerro q u e c o r t a r o n en d o s al sellar el p a c t o (Jr
3 4 , 1 8 ) ; y,
• p o r haber h e c h o volver a la esclavitud a los siervos y esclavas (Jr
3 4 , 1 1 ) , D i o s hará volver al ejército de B a b i l o n i a sobre la c i u d a d
de Jerusalén (Jr 3 4 , 2 2 ) .
Es decir, el exilio será un castigo por n o haber respetado los derechos
de los esclavos. Esta interpretación es paralela a la justificación del destie-
rro c o m o consecuencia de n o haber observado los años sabáticos presen-
te en L v 2 6 , 4 3 , y acompañará al desarrollo de la tradición del año jubilar.
C o n v i e n e subrayar q u e en este texto de J e r e m í a s n o se a l u d e a la
n o r m a t i v a sobre la restitución de la tierra, q u e es u n o de los aspectos
de la legislación del a ñ o jubilar. E n c a m b i o , c o m o ha p o d i d o verse, sí
se presta a t e n c i ó n al otro a s p e c t o de la legislación q u e es el relativo a
la liberación de esclavos.

2 . Profecía d e los setenta a ñ o s (Jr 2 5 , 1 1 ; 2 9 , 1 0 )

Interesa m e n c i o n a r d o s citas en los cuales el profeta J e r e m í a s p r o -


nostica q u e la d u r a c i ó n del destierro será de setenta a ñ o s .
226 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

L a primera, contenida en J r 2 5 , 1 1 , se sitúa d e acuerdo c o n J r 2 5 , 1


en el a ñ o c u a r t o d e Y o y a q u i m , rey d e J u d á , o sea el a ñ o p r i m e r o d e
N a b u c o d ò n o s o r , rey de Babilonia:

Será reducida toda esta tierra a pura desolación, y servirán estas gentes al
rey de Babilonia setenta años (Jr 25,1V-

L a s e g u n d a cita f o r m a parte d e las cartas q u e envió el profeta des-


de Jerusalén a los q u e ya se e n c o n t r a b a n d e p o r t a d o s en Babilonia:

Así dice el Señor: Alfilo de cumplírsele a Babilonia setenta años, yo os vi-


sitaré y confirmaré sobre vosotros mi favorable promesa de volveros a este lu-
gar (Jr 29,10).

L o s setenta a ñ o s p o d r í a n ser la expresión d e d i e z a ñ o s a b á t i c o s ,


p e ro d e m o m e n t o estos textos n o están r e l a c i o n a d o s d i r e c t a m e n t e
c o n el a ñ o j u b i l a r 5 . S i n e m b a r g o , m á s a d e l a n t e , en la profecía d e las
setenta s e m a n a s del libro d e D a n i e l ( D n 9 ) , se interpretarán esos se-
tenta a ñ o s c o m o setenta a ñ o s sabáticos, p r o b a b l e m e n t e t o m a n d o en
cuenta las advertencias del S e ñ o r incluidas en L v 2 6 , 1 8 . 2 1 . 2 4 . 2 8 d e
multiplicar p o r siete la p e n a i m p u e s t a al p u e b l o si n o se arrepienten
de sus faltas. E n el caso de la profecía d e las setenta s e m a n a s d e D a -
niel, la a l u s i ó n al a ñ o jubilar es, s e g ú n los c o m e n t a r i s t a s , c o m p l e t a -
m e n t e verosímil, ya q u e los setenta años sabáticos equivalen a diez p e -
ríodos jubilares 6 . Este es un p u n t o i m p o r t a n t e p a r a el desarrollo d e la
tradición del a ñ o jubilar, y se ve reflejado n o ú n i c a m e n t e en la profe-
cía d e las setenta s e m a n a s d e D a n i e l sino t a m b i é n en a l g u n o s textos
de la literatura apocalíptica judía, en los cuales los n ú m e r o s 7 y 10 tie-
nen u n a gran i m p o r t a n c i a para de m e d i r y expresar p e r í o d o s d e tiem-

P°7-
Las predicciones d e Jeremías acerca d e la l i m i t a c i ó n t e m p o r a l del
destierro serán aludidas t a m b i é n en el decreto liberador d e C i r o en 2
C r o 3 6 , 2 1 - 2 3 y E s d 1,1. C o n s i d e r a r e m o s todos estos textos m á s a d e -
lante.

B. EZEQUIEL

L a ú l t i m a parte del libro d e Ezequiel, f o r m a d a p o r los c a p í t u l o s


4 0 - 4 8 , es u n a a m p l i a visión en el q u e el profeta traza un proyecto de
restauración religiosa y política de Israel después d e destierro. C o n s t a
de tres secciones principales:
EL A Ñ O J U B I L A R E N LA T R A D I C I Ó N BIBLICA 227

a) El n u e v o T e m p l o (Ez 4 0 , 1 - 4 4 , 3 )
b) El culto: ministros y s o l e m n i d a d e s ( E z 4 4 , 3 - 4 6 , 2 4 )
c) D i s t r i b u c i ó n d e la tierra (Ez 4 5 , 1 - 4 8 , 3 5 ) .
E s p o s i b l e identificar d o s alusiones al a ñ o jubilar, u n a implícita al
inicio d e la p r i m e r a sección ( E z 4 0 , 1 ) , al situar la visión del T e m p l o al
p r i n c i p i o d e u n p e r í o d o jubilar, y la otra explícita, en la s e g u n d a sec-
c i ó n , al d a r disposiciones sobre la herencia d e u n príncipe (Ez 4 6 , 1 6 -
1 8 ) . Por o t r o l a d o , el p r o g r a m a d e distribución d e la tierra descrito en
la tercera sección se inspira, al igual q u e la legislación del a ñ o jubilar,
en los principios de distribución equitativa e inalienabilidad de la tie-
rra, y en estos capítulos de Ezequiel se n o t a n p u n t o s d e coincidencia
c o n la L e y d e S a n t i d a d del Levítico.

1. «El a ñ o veinticinco de nuestra cautividad» (Ez 4 0 , 1 )

El año veinticinco de nuestra cautividad, al comienzo del año, el día


diez del mes, catorce años depués de la caída de la ciudad, el mismo día, la
mano del Señor fue sobre mí, y me llevó allá (Ez 40,1).

El ú n i c o a ñ o q u e p u e d e c o m e n z a r en el día diez del m e s es el a ñ o


jubilar, q u e s e g ú n L v 2 5 , 9 d a principio en el día d é c i m o del s é p t i m o
m e s , fecha s e ñ a l a d a p a r a el D í a de las E x p i a c i o n e s . D a d o q u e en E z
4 0 , 1 el día d é c i m o es «el c o m i e n z o del a ñ o » , la fecha d e b e referirse al
p r i m e r día d e u n a ñ o jubilar 8 .
C o m o se ilustrará a c o n t i n u a c i ó n , a partir de la p r i m e r a indicación
c r o n o l ó g i c a del libro d e Ezequiel (Ez 1,1-2) y de los a ñ o s de reinado
de los reyes de J u d á s e g ú n 2 R y 2 C r o , se p u e d e reconocer q u e el a ñ o
jubilar anterior al a ñ o d e la visión del T e m p l o c o r r e s p o n d e al a ñ o del
hallazgo del libro de la L e y en el T e m p l o p o r p a r t e del s a c e r d o t e Jil-
quías (cfr. 2 R 2 2 , 8 - 1 3 ; 2 C r o 3 4 , 1 4 - 1 9 ) 9 .
El libro de Ezequiel c o m i e n z a de la siguiente m a n e r a :

1
El año treinta, el día cinco del cuarto mes, encontrándome yo entre los
deportados, a orillas del río Kebar, se abrió el cielo y contemplé visiones divi-
nar. El día cinco del mes—era el año quinto de la deportación del rey Jo-
a q u í n — la palabra del Señor fue dirigida al sacerdote Ezequiel, hijo de
3

Buzí, en el país de los caldeos, a orillas del río Kebar, y allí fue sobre él la
mano del Señor (Ez 1,1-3).

C o m o se p u e d e ver, Ezequiel cuenta los años de cautividad a partir


de la d e p o r t a c i ó n del rey J o a q u í n (cfr. E z 1,2). El a ñ o treinta, en la
228 EDDY MAURICIO PALACIOS VÁSQUEZ

c r o n o l o g í a d e Ezequiel, está c o n t a d o a partir del a ñ o del d e s c u b r i -


m i e n t o d e la Ley. Si se s u m a n los años de los reyes de J u d á a partir de
ese a ñ o , se tiene lo siguiente: después del descubrimiento de la Ley, J o -
sías reina 13 años (2 R e 2 2 , 1 . 3 ; 2 C r o 3 4 , 1 . 8 ) , J o a c á z reina 3 meses (2
R 2 3 , 3 1 ; 2 C r o 3 6 , 2 ) , Y o y a q u i m reina 11 a ñ o s (2 R e 2 3 , 3 6 ; 2 C r o
3 6 , 5 ) , y J o a q u í n reina tres meses antes de ser enviado a la cautividad (2
R 2 4 , 8 ; 2 C r o 3 6 , 9 ) ; es decir, desde el año del descubrimiento de la ley
h a s t a la d e p o r t a c i ó n del rey J o a q u í n h a y 2 4 a ñ o s y m e d i o . E l a ñ o
q u i n t o d e la d e p o r t a c i ó n d e J o a q u í n es, p o r t a n t o , el a ñ o treinta del
descubrimiento de la Ley, y la deportación del rey J o a q u í n tiene lugar
a la m i r a d del p e r í o d o j u b i l a r 1 0 . D e otra m a n e r a , el s e n t i d o del « a ñ o
treinta» ( E z 1,1) quedaría sin explicar".
S i v o l v e m o s al r e l a t o d e la v i s i ó n del T e m p l o , se d i c e q u e ésta
tiene l u g a r e n el a ñ o v e i n t i c i n c o d e la c a u t i v i d a d ( E z 4 0 , 1 ) ; este a ñ o
es el a ñ o c i n c u e n t a d e s p u é s del hallazgo d e la Ley. Por c o n s i g u i e n t e
t a n t o el a ñ o del h a l l a z g o d e la L e y c o m o el a ñ o d e la v i s i ó n del
T e m p l o s o n , s e g ú n la c r o n o l o g í a q u e establece E z e q u i e l , a ñ o s j u b i -
lares12.
E l hallazgo del libro d e la L e y es el p u n t o de p a r t i d a de la r e f o r m a
religiosa e m p r e n d i d a p o r el R e y J o s í a s ( 2 R 2 3 , 1 - 3 ) . A l situar tanto el
a ñ o d e l hallazgo d e la L e y c o m o la visión del T e m p l o N u e v o en a ñ o s
j u b i l a r e s s u c e s i v o s , n o s e n c o n t r a m o s c o n u n e l e m e n t o n u e v o en la
t r a d i c i ó n del j u b i l e o : u n a ñ o jubilar es u n t i e m p o o p o r t u n o p a r a re-
cibir d e m o d o n u e v o la revelación de la L e y (hallazgo en el T e m p l o ,
v i s i ó n del T e m p l o N u e v o ) . A partir d e esas revelaciones, se d e b e r á
m o v e r al p u e b l o de Israel p a r a q u e s u c o n d u c t a se ajuste a los reque-
r i m i e n t o s divinos.
A l g u n o s autores p r o p o n e n u n a interpretación similar sobre la fe-
c h a de la visión del T e m p l o , c o n la variante d e q u e ésta n o se situaría
en el inicio d e u n p e r í o d o jubilar s i n o j u s t o a la m i t a d 1 3 . El final del
p e r í o d o jubilar coincidiría c o n el edicto de C i r o en el 5 3 8 a . C , y de
esta m a n e r a el destierro c o n t a d o a partir del 5 8 7 h a b r í a d u r a d o un
p e r í o d o jubilar, es decir, 4 9 a ñ o s . P e n s a m o s q u e se h a de preferir la
p r i m e r a i n t e r p r e t a c i ó n , ya q u e de esta m a n e r a se explica t a m b i é n la
fecha del p r i n c i p i o del libro ( E z 1,1), y p o r q u e E z e q u i e l n o m i d e la
d e p o r t a c i ó n a partir del 5 8 7 sino a partir d e la p r i m e r a d e p o r t a c i ó n ,
del 5 9 7 ( d e p o r t a c i ó n de J o a q u í n ) . D e cualquier m a n e r a , la idea q u e
interesa recalcar del a ñ o jubilar c o m o un a ñ o de esperanza en la res-
tauración de Israel, q u e d a t a m b i é n presente en esta s e g u n d a interpre-
tación.
EL A Ñ O JUBILAR E N LA T R A D I C I Ó N BIBLICA 229

2 . D i s p o s i c i o n e s sobre la herencia de u n p r í n c i p e ( E z 4 6 , 1 6 - 1 8 )

E n el p r o y e c t o d e restauración de Ezequiel, el lugar central de la


c i u d a d (Jerusalén) lo o c u p a el T e m p l o ( E z 4 5 , 1 - 6 ) . Al príncipe {nast),
q u e es la m á x i m a a u t o r i d a d civil, le c o r r e s p o n d e en p r o p i e d a d u n a
p o r c i ó n especial de la tierra (Ez 4 5 , 7 - 8 ) , de m a n e r a q u e el resto del te-
rritorio será p a r a las tribus de Israel (Ez 4 7 , 1 3 - 4 8 , 2 9 ) .
E n E z 4 6 , 1 6 - 1 8 se d a n disposiciones sobre la herencia del prínci-
p e , q u e regulan el u s o d e s u p r o p i e d a d :

Así dice el Señor Yahveh: Si el príncipe hace un regalo a alguno de


16

sus hijos, tomándolo de su heredad, el regalo pertenecerá a sus hijos, será su


propiedad por derecho de herencia. 17 Pero si hace de su heredad un regalo
a uno de sus siervos, pertenecerá a éste sólo hasta el año de la liberación
(s'nat hadd'ror), luego retornará al príncipe. Solamente a sus hijos podrá
pasar su heredad' 8. El príncipe no tomará nada de la heredad del pueblo
despojándole de su propiedad; sólo de su propiedad particular legará partes
a sus hijos, para que nadie de mi pueblo sea privado de su propiedad (Ez
46,16-18).

E s t a a l u s i ó n c o n s i d e r a el a ñ o j u b i l a r b a j o s u a s p e c t o legislativo,
p a r t i c u l a r m e n t e en lo q u e se refiere al u s o de la tierra, sin tratar explí-
c i t a m e n t e d e la liberación de esclavos. E n este texto, al igual q u e en la
n o r m a t i v a d e L v 2 5 , el jubileo se e n c a m i n a a salvaguardar los princi-
p i o s d e inalienabilidad y distribución equitativa d e la tierra, y se diri-
ge a garantizar t a n t o la p r o p i e d a d del p r í n c i p e , c o m o la del p u e b l o ,
en previsión de posibles a b u s o s p o r parte del príncipe.
A u n q u e ú n i c a m e n t e se h a b l a del a ñ o jubilar c o n o c a s i ó n de estas
disposiciones sobre la p r o p i e d a d del príncipe, se entiende q u e la insti-
t u c i ó n del a ñ o jubilar d e b e estar vigente en t o d o s sus aspectos. N ó t e -
se q u e se h a b l a del « a ñ o de la liberación» sin añadir m u c h a s explica-
ciones, y t a m b i é n q u e las disposiciones q u e están contenidas en estos
versículos están en a r m o n í a c o n las prescripciones de L v 2 5 ; se p u e d e
s u p o n e r , p o r t a n t o , q u e esta legislación es en este m o m e n t o bastante
conocida.
S i n e m b a r g o , a u n q u e se trate a q u í de unas disposiciones legales, se
trata d e la visión d e u n p r o y e c t o de futuro, p o r lo q u e el a ñ o j u b i l a r
aparece a q u í c o m o u n a institución q u e pervivirá en el porvenir.
O t r o p u n t o q u e merece ser resaltado es q u e estas disposiciones es-
tán e n m a r c a d a s p o r u n a serie de n o r m a s relativas a la celebración de
las fiestas litúrgicas:
230 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

Ofrendas para el culto (Ez 45,13-17)


Fiesta de la Pascua (Ez 45,18-25)
Fiesta de las Tiendas (Ez 45,25)
Celebración del sábado (Ez 46,1-10)
Ofrendas en las solemnidades (Ez 46,11-12)
Ofrendas del príncipe (Ez 46,13)
Ofrendas diarias (Ez 46,13-15)
Herencia del príncipe (Ez 46,16-18)
Lugar de los sacrificios (Ez 46,19-24)

C o m o p u e d e verse, a u n q u e n o hay u n a legislación p r o p i a sobre el


año jubilar en Ezequiel, la alusión a éste a propósito de la herencia del
príncipe o c u p a una posición análoga a la q u e o c u p a la legislación sobre
el jubileo en el C ó d i g o de Santidad del Levítico, en el á m b i t o de u n ca-
lendario festivo, según se ha discutido en la Primera Parte d e la tesis. D e
esta manera, en Ezequiel se subraya el carácter cultual del jubileo.

3. D i s t r i b u c i ó n d e la tierra

D e s p u é s d e haber dispuesto lo relativo al recinto s a g r a d o d e la tie-


rra reservado al S e ñ o r y sus sacerdotes c o m o centro de la c o m u n i d a d
de Israel (Ez 4 5 , 1 - 8 ) , y de haber descrito la parte q u e le tocará al prín-
cipe (Ez 4 5 , 7 - 8 ) , se proyecta la distribución del resto d e la tierra entre
las d o c e tribus d e Israel (Ez 4 7 , 1 3 - 4 8 , 2 9 ) .
E n el p r o y e c t o d e Ezequiel es p o s i b l e d i s t i n g u i r a l g u n o s m a t i c e s
diversos de la legislación de L v 2 5 y N m 3 6 :
a) El territorio de Israel está l i m i t a d o al este p o r el J o r d á n ( E z
4 7 , 1 8 ) , y n o se prevén, p o r t a n t o , territorios p a r a las t r i b u s en la
TransJordania. E n c a m b i o , s e g ú n N m 3 2 , 1 - 4 2 (cfr. D t 3 , 1 2 - 1 7 ) , las
tribus d e R u b é n , G a d y la m i t a d d e la tribu d e M a n a s e s r e c i b i e r o n
tierras al este del J o r d á n , y entre ellos los hijos d e G a l a a d d e la tribu
de M a n a s e s , quienes plantearon el caso d e la herencia d e las hijas d e
Selofjad ( N m 3 6 , 1 - 1 2 ) del q u e tratamos en en C a p í t u l o II d e la tesis.
b) L o s extranjeros (gerim) t e n d r á n p a r t e d e n t r o d e la h e r e d a d d e
Israel:

22
Os la repartiréis como heredad para vosotros y para los extranjeros que
residan con vosotros, porque los consideraréis como al israelita nativo. Con
vosotros participarán en la suerte de la heredad, en medio de las tribus de Is-
rael. 23 En la tribu donde resida elforastero, allí le daréis su heredad, oráculo
del Señor Yahveh. (Ez 47,22-23).
EL AÑO JUBILAR EN LA TRADICIÓN BÍBLICA 231

E n c a m b i o , e n L v 2 5 n o se considera q u e el extranjero p o s e a u n a
h e r e d a d en m e d i o d e las tribus d e Israel, antes bien, si a l g ú n israelita
h a d e b i d o vender s u p r o p i e d a d , la rescatará c o n a y u d a d e s u familiar
m á s cercano o bien la recobrará en el a ñ o jubilar (Lv 2 5 , 2 3 - 2 8 ) , pero
la tierra d e Israel p e r m a n e c e r á en m a n o s d e los israelitas.
c) Por e n c i m a d e los levitas están las prerrogativas del s a c e r d o c i o
sadoquita:

"A los sacerdotes consagrados, aquellos de entre los hijos de Sadoq que
cumplieron mi ministerio, y que no se descarriaron al descarriarse los israeli-
tas, como se descarriaron los levitas, 12 a ellos les corresponderá una parte de
la tierra reservada como ofrenda santísima, junto al territorio de los levitas
(Ez 48,11-12).

Por o t r a p a r t e , en E z 4 8 , 1 4 se p r o h i b e vender, c a m b i a r o ceder


n a d a del territorio a s i g n a d o a los levitas. E n c a m b i o en L v 2 5 n o h a y
n i n g ú n trato preferencia! a los sacerdotes hijos d e S a d o q , y sólo se alu-
d e a los levitas, al establecer d e q u é m a n e r a las p r o p i e d a d e s d e los levi-
tas, en el caso d e q u e h u b i e r a n sido vendidas, se benefician c o n la lle-
g a d a del a ñ o jubilar (Lv 2 5 , 3 2 - 2 4 ) .
C o m o se p u e d e observar, Ezequiel c o n t e m p l a u n Israel restaurado
s e g ú n d e t e r m i n a d a s características, en el q u e la p r e s e n c i a del S e ñ o r
o c u p a el lugar p r i n c i p a l . A u n q u e se e n c u e n t r a b a j o la a u t o r i d a d del
príncipe, el p u e b l o d e Israel, a g r u p a d o en tribus, se organiza en t o r n o
a los sacerdotes y levitas p a r a tener c o m o centro el servicio cultual del
Señor. H a i n t e g r a d o , a d e m á s , a los extranjeros c o m o m i e m b r o s del
p u e b l o c o n t o d o s sus derechos. Pero a ú n dentro d e la descripción ide-
al d i b u j a d a p o r el profeta, se hace necesaria la institución del a ñ o j u -
bilar ( E z 4 6 , 1 7 ) p a r a corregir c a d a cierto n ú m e r o d e a ñ o s los desajus-
tes q u e se p r o d u z c a n en la distribución d e la tierra. Ú n i c a m e n t e en el
a ñ o jubilar, c a d a p r o p i e d a d está en el sitio q u e le c o r r e s p o n d e .

C . ISAÍAS

E n el libro d e Isaías c o n s i d e r a r e m o s en p r i m e r lugar el texto en


q u e se h a b l a d e la p r o c l a m a c i ó n d e u n a ñ o d e gracia del S e ñ o r (Is
6 1 , 2 ) . E n s e g u n d o lugar, volveremos atrás en el libro p a r a citar el tex-
to d e Is 5 8 , 1 - 7 , q u e en sí m i s m o n o a l u d e al a ñ o del j u b i l e o , p e r o q u e
m u e s t r a u n a afinidad en a l g u n o s detalles c o n Is 6 1 , 2 y c o n L v 2 5 ; por
este m o t i v o m e n c i o n a r e m o s este texto después d e tratar d e Is 6 1 , 2 .
232 EDDY MAURICIO PALACIOS VÁSQUEZ

1. U n a ñ o d e gracia del S e ñ o r (Is 6 1 , 2 )

Is 6 1 , 1 - 1 1 es u n cántico d e alguien q u e h a s i d o u n g i d o y a n u n c i a
un m e n s a j e d e liberación y restauración:

' El Espíritu del Señor Yahveh está sobre mí,


por cuanto que me ha ungido Yahveh.
A evangelizar (Vbaiíer) a los pobres me ha enviado
a vendar los corazones rotos,
a proclamar (liq lro') a los cautivos la liberación (d'"ror)
y a los reclusos la libertad (¡fqah-qoah)
2
a proclamar (liqho') un año de grada (fnat-rason) de Yahveh
(LXX: évLCLvrbv Kvpíou Se/cróv)
y un día de reparación (naqam) para nuestro Dios,
para consolar a todos los que lloran,
5
para darles diadema en vez de ceniza
aceite de gozo en vez de vestido de luto,
alabanza en vez de espíritu abatido.
Se les llamará robles de justicia (s\edeq)
plantación de Yahveh para manifestar su gloria. (Is 61,1-3)

El p o r t a d o r d e este a n u n c i o suele identificarse c o n u n profeta q u e


relata s u vocación profética y se dirige a la c o m u n i d a d q u e vuelve del
destierro 1 4 . T a m b i é n evoca la m i s i ó n del siervo del S e ñ o r d e «sacar del
calabozo al preso, d e la cárcel a los q u e viven en tinieblas» (Is 4 2 , 7 ) 1 5 .
Por o t r a parte, el texto p r o p o r c i o n a e l e m e n t o s q u e a p o y a n el c o n s i d e -
rarlo c o m o u n a c o m p o s i c i ó n q u e tiene c o m o c o n t e x t o u n a c e r e m o n i a
de c o n s a g r a c i ó n del S u m o Sacerdote en la é p o c a p e r s a 1 6 :

• L a m e n c i ó n d e u n a u n c i ó n relacionada c o n u n profeta s ó l o a p a -
rece u n a vez en el A n t i g u o T e s t a m e n t o (1 R 1 9 , 1 6 ) , y e n senti-
d o m á s b i e n figurado, al l a d o d e d o s u n c i o n e s reales. E n c a m -
b i o , la u n c i ó n referida a los sacerdotes, y e s p e c i a l m e n t e al S u m o
S a c e r d o t e , está s u f i c i e n t e m e n t e a t e s t i g u a d a : Z a 4 , 1 - 1 4 ; E x
2 8 , 4 1 ; 3 0 , 3 0 ; 4 0 , 1 2 - 1 5 ; L v 7, 3 5 - 3 6 ; 1 0 , 7 ; 2 1 , 1 0 - 1 2 ; N m 3 , 3 .
• S e g ú n N m 3 5 , 2 2 - 2 9 , el a ñ o d e la m u e r t e d e u n S u m o S a c e r d o -
te y d e la investidura d e s u sucesor está m a r c a d o p o r u n a a m n i s -
tía en favor del h o m i c i d a q u e h a h e r i d o a u n h o m b r e p o r i n a d -
vertencia, y se e n c u e n t r a refugiado en u n a c i u d a d d e asilo. E n
este caso, el S u m o Sacerdote p r o c l a m a «la liberación a los cauti-
vos y a los reclusos la libertad» (Is 6 1 , 1 c ) .
• L a alusión a los o r n a m e n t o s sacerdotales: d i a d e m a (o tiara, tf'er
Is 6 1 , 3 a ; Cfr. E x 3 9 , 2 8 ) , y vestido (ma'ateb Is 6 1 , 3 b ) .
EL A Ñ O J U B I L A R E N LA T R A D I C I Ó N BIBLICA 233

• Las palabras dirigidas a los otros sacerdotes:

Y vosotros seréis llamados «sacerdotes del Señor», «ministros de nuestro


Dios» se os llamará (Is 61,6).

• E l c a n t o d e a c c i ó n de gracias del S a c e r d o t e d e s p u é s d e h a b e r
sido ungido:

Con gozo me gozaré en el Señor,


exulta mi alma en Dios,
porque me ha revestido de ropas de salvación,
en manto de justicia me ha envuelto
como el esposo se pone una diadema,
como la novia se adorna con sus aderezos (Is 61,10).

I n d e p e n d i e n t e m e n t e de la i d e n t i d a d del p o r t a d o r de este m e n s a j e
de c o n s o l a c i ó n , es c o m p l e t a m e n t e verosímil la a l u s i ó n en este texto
d e Isaías ya sea al a ñ o de la remisión (de d e u d a s ) , al a ñ o sabático (del
d e s c a n s o d e la tierra) o al a ñ o jubilar (de liberación de esclavos y re-
t o r n o a la p r o p i e d a d ) . C o n t o d o , se ha d e preferir el p u n t o de vista de
q u e el texto profético a l u d e al a ñ o jubilar, d a d a la o c u r r e n c i a de los
t é r m i n o s q'ro'd'ror (Is 6 1 , 1 - 2 ) q u e describen en L v 2 5 , 1 0 la procla-
m a c i ó n del jubileo para los israelitas.
L a expresión « a ñ o de gracia» {?nat-rason) c o r r e s p o n d e a un t i e m p o
favorable (cfr. Is 4 9 , 8 ) , y se trata d e u n a ñ o d e gracia «del S e ñ o r »
(lyhwh), es decir, un a ñ o en h o n o r del Señor, y t a m b i é n u n t i e m p o de
gracia q u e proviene del favor de D i o s . Se encuentra en paralelo c o n el
« d í a d e la reparación» d e nuestro D i o s , q u e se refiere n o t a n t o a u n a
v e n g a n z a , s i n o al r e s t a b l e c i m i e n t o del d e r e c h o 1 7 , q u e c o r r e s p o n d e
t a m b i é n al s e n t i d o q u e tiene la p a l a b r a d'ror d e indicar el r e t o r n o a
u n a s i t u a c i ó n original. U n p a r a l e l i s m o s e m e j a n t e e n c o n t r a m o s m á s
adelante en Is 6 3 , 4 :

¡Era el día de la reparación (naqam) que tenía pensada,


el año de mi redención (gf'ulay) era llegado!

C o m o se recordará p o r lo visto en el C a p í t u l o I, los d o s a s p e c t o s


principales c o n los q u e el a ñ o jubilar beneficia a los israelitas s o n los
d e r e c o b r a r la libertad p e r s o n a l y volver a h a b i t a r en la p r o p i a here-
d a d . E n Is 6 1 , 1 - 1 1 se a l u d e al a s p e c t o d e la liberación en el p r i m e r
versículo:
234 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

A evangelizar a los pobres me ha enviado


a vendar los corazones rotos,
a proclamar a los cautivos la liberación
y a los reclusos la libertad (Is 61,1).

T a m b i é n hay en el h i m n o u n a referencia al efecto del a ñ o j u b i l a r


de volver a habitar la propia tierra, a m p l i a d o c o n la posesión de la ale-
gría eterna:

Por haber sido doblada su vergüenza


y haber sido su porción la ignominia y el desprecio,
por eso poseerán el doble en su tierra,
su alegría será eterna (Is 61,7).

O t r a posible alusión a la legislación de L v 2 5 es el p u n t o q u e se re-


fiere a los extranjeros. E n L v 2 5 , 4 4 se prevé q u e los extranjeros traba-
j e n p a r a los israelitas:

44
Los esclavos y esclavas que poseas los tomarás de los países vecinos; en
ellos compraréis al esclavo y a la esclava. 45 Podréis comprarlos también de
entre los hijos de los extranjeros que habiten con vosotros, y de sus familiares
nacidos en vuestro país y que vivan con vosotros (Lv 25,44).

Por s u parte, Is 6 1 , 5 describe lo siguiente:

Vendrán extranjeros y apacentarán vuestros rebaños,


e hijos de extraños serán vuestros labradores y viñadores.

A d e m á s de hacer referencia a la posesión de la tierra y al e m p l e o d e


siervos t o m a d o s de los extranjeros en las tareas del c a m p o , el h i m n o
e m p l e a otros detalles de la temática agrícola p a r a trazar los rasgos de
la restauración q u e anuncia:

Se les llamará robles de justicia,


plantación de Yahveh para manifestar su gloria (Is 61,3).

Porque como una tierra hace germinar plantas


y como un huerto produce su simiente,
así el Señor Yahveh hace germinar la justicia
y la alabanza en presencia de todas las naciones (Is 61,11).

S i n e m b a r g o , n o se h a de buscar en el texto de Is 6 1 , 1 - 1 1 u n a c o -
rrespondencia exacta con la normativa de L v 2 5 , ya q u e esta c o m p o s i -
EL AÑO JUBILAR EN LA TRADICIÓN BÍBLICA 235

c i ó n n o se p r o p o n e legislar sobre la observancia del a ñ o jubilar, sino


emplear, entre otras i m á g e n e s , la temática de esta institución bíblica
para describir, c o n u n lenguaje poético, el esplendor de u n Israel res-
t a u r a d o . El j u b i l e o n o se c o n s i d e r a a q u í b a j o s u a s p e c t o n o r m a t i v o ,
sino q u e se sitúa en un contexto p u r a m e n t e religioso y escatológico, e
incluso mesiánico.

2 . El a y u n o agradable a D i o s : dar libertad a los o p r i m i d o s (Is 5 8 , 5 - 6 )

E n Is 5 8 , 1 - 7 , el Señor se dirige al profeta y le m a n d a a m o n e s t a r al


p u e b l o p a r a q u e n o se c o n f o r m e c o n u n culto exterior, sino q u e viva
la religión interior y la justicia social. L a o c a s i ó n q u e se ajusta m e j o r
p a r a el m e n s a j e c o n t e n i d o en estos versículos es el D í a de las E x p i a -
c i o n e s , q u e es la ú n i c a s o l e m n i d a d p a r a la cual se prescribe el a y u n o
c o m o señal de penitencia (Lv 1 6 , 2 9 ; 2 3 , 3 2 ; N m 2 9 , 7 ) ' 8 .
El D í a de las Expiaciones es la fecha en la q u e d a c o m i e n z o el año
jubilar (Lv 2 5 , 9 ) , c o n un a n u n c i o por t o d o el país hecho c o n el soni-
d o d e la t r o m p e t a o cuerno (sofar). L a voz del profeta de Is 5 8 , 1 d e b e
resonar paralela a esta p r o c l a m a c i ó n :

Clama a voz en grito, no te moderes;


levanta tu voz como cuerno {sofar}
y denuncia a mi pueblo su rebeldía
y a la casa de Jacob sus pecados.

El r e p r o c h e q u e d e b e hacer al p u e b l o es q u e se c o n t e n t a n c o n
practicar el a y u n o en el D í a de las E x p i a c i o n e s , q u e es u n a acción en
sí m i s m a b u e n a , p e r o q u e n o a g r a d a a D i o s si q u e d a d e s l i g a d a d e la
práctica de la justicia:

5
¿Acaso es éste el ayuno que yo quiero
el día en que se humilla el hombre?
¿Había que doblegar como junco la cabeza,
en sayal y ceniza estarse echado?
¿A eso llamáis ayuno y dia grato (yom ras\on) a Yahveh?
(LXX: ovS' OUTOJS- KaXéaere UTiarelau Seicnjv)
6
¿No será más bien este otro el ayuno que yo quiero:
deshacer las coyundas del yugo,
dar libertad a los oprimidos
(LXX: áTTÓareXKe TeOpava/jé^ovs" éu á<t>éaeC)
y arrancartodo yugo? (Is 58,5-6)
236 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

E n este texto n o se m e n c i o n a el a ñ o jubilar, pero presenta u n a oca-


s i ó n en la q u e se u n e la celebración penitencial del D í a de las E x p i a -
ciones c o n el t e m a de dar la libertad a los o p r i m i d o s . A d e m á s , se p u e -
de observar el u s o de a l g u n o s términos c o m u n e s c o n Is 6 1 y L v 2 5 y a
sea en el texto hebreo o en la versión griega:

• yom rosón (Is 5 8 , 5 ) paralelo a ?nat-rason (Is 6 1 , 2 ) ;


• vr\cjT€Íau 8eKTr\v (Is 5 8 , 5 L X X ) paralelo a éviavTÓv Kvpíov
fe*róí>(Is6l,2LXX);y
• áqbeuLS- ( L X X : L v 2 5 , 1 0 - 1 3 . 1 5 . 3 0 - 3 3 . 4 0 . 5 0 . 5 2 . 5 4 ; Is 5 8 , 6 ; Is
6 1 , 1 ) . C o n este t é r m i n o , la S e p t u a g i n t a t r a d u c e t a n t o el « a ñ o
del jubileo» (yobel) c o m o la «liberación» (d'ror) q u e en él se p r o -
c l a m a (cfr. versículos citados de L v 2 5 ) .

C o n v i e n e prestar atención a los t é r m i n o s utilizados en la S e p t u a -


ginta, ya q u e el Evangelio de L u c a s (Le 4 , 1 8 - 1 9 ) presenta a J e s ú s en la
s i n a g o g a de N a z a r e t d a n d o lectura al rollo d e Isaías en el pasaje d e Is
6 1 , 1 - 2 pero sustituyendo la frase «vendar los corazones rotos» c o n la
frase «dar libertad a los o p r i m i d o s » {áTTÓareXXe Tedpavafj.éwovs' éu
áqbéoeC) de Is 5 8 , 6 . C o n esto c o n s i g u e aludir t a n t o al t e m a del j u b i -
leo c o m o al a y u n o agradable a D i o s en el D í a de las E x p i a c i o n e s , q u e
es la fecha establecida para dar c o m i e n z o al a ñ o jubilar. E n esta parte
de nuestra exposición es suficiente c o n señalar esta c o m b i n a c i ó n de Is
6 1 , 1 - 2 c o n Is 5 8 , 6 presente en la cita lucana, y c o n llamar la a t e n c i ó n
sobre el hecho de q u e en estos textos, al igual q u e en la legislación de
L v 2 5 , los aspectos cultuales y la práctica de la justicia social están es-
trechamente u n i d o s .

D. O B R A DEL CRONISTA

E n los libros q u e f o r m a n la l l a m a d a o b r a del C r o n i s t a es p o s i b l e


d e s c u b r i r a l g u n a s alusiones, m á s bien discretas, a la i n s t i t u c i ó n del
a ñ o jubilar y a los principios en los cuales ésta se asienta.

1. «Volvieron a habitar en sus p r o p i e d a d e s » (1 C r o 9 , 2 ; 2 C r o 3 1 , 1 )

E n L v 2 5 , 1 3 se describe u n o de los p r o p ó s i t o s del j u b i l e o — e l de


recobrar la p r o p i e d a d — en los siguientes t é r m i n o s :

En este año deljubileo volveréis cada uno a su propiedad.


EL A Ñ O JUBILAR E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 237

El Primer libro de las C r ó n i c a s (1 C r o 9 , 2 ) , al describir el retorno


de los israelitas d e s p u é s del destierro, y antes d e dar el recuento de los
h a b i t a n t e s d e J e r u s a l é n , dice q u e c a d a u n o volvió a habitar s u s p r o -
piedades:

Los primeros que volvieron a habitar en sus propiedades y ciudades fue-


ron israelitas, sacerdotes, levitas y donados.

E s t a m i s m a idea se expresa en 2 C r o 3 1 , 1 :

Terminado todo esto, salieron todos los israelitas que se hallaban presentes
a recorrer ¿as ciudades de Judá; rompieron las estelas, abatieron los cipos y
derribaron los altos y los altares en todo Judá y Benjamín y también en Efra-
ím y Manases, hasta acabar con ellos. Después volvieron todos los hijos de Is-
rael, cada uno a su propiedad, a sus ciudades.

D e esta m a n e r a , se expresa el ideal de la p o s e s i ó n de t o d a la tierra


de Israel en t é r m i n o s de q u e cada u n o habita en su p r o p i e d a d 1 9 .

2 . L o s israelitas, extranjeros y huéspedes delante de D i o s (1 C r o 2 9 , 1 5 )

E n L v 2 5 , 2 3 se e n u n c i a el principio de q u e el S e ñ o r es el propieta-
rio de la tierra d e Israel:

La tierra no puede venderse para siempre, porque la tierra es mía, ya que


vosotros sois para mí como extranjeros y huéspedes.

E n 1 C r o 2 9 , 1 - 9 se relata q u e el rey D a v i d c o n s i g u e u n a gran can-


t i d a d d e materiales q u e serán utilizados en la c o n s t r u c c i ó n del T e m -
p l o q u e c o n s t r u i r á su h i j o S a l o m ó n . D e s p u é s de h a b e r c o n s e g u i d o
t o d o esto, D a v i d e n t o n a u n a oración d e acción de gracias en presen-
cia d e t o d a la a s a m b l e a , b e n d i c i e n d o a D i o s (1 C r o 2 9 , 1 0 - 2 0 ) . A l ala-
bar a D i o s c o m o d u e ñ o de t o d a la creación, la plegaria de D a v i d hace
eco del principio e n u n c i a d o en L v 2 5 , 1 3 :

Porque extranjeros y huéspedes somos delante de ti, como todos nuestros


padres; como sombras son nuestros días sobre la tierra y no hay esperanza.
(1 Cro 29,15)

E s t e texto r e c o n o c e , al igual q u e L v 2 5 , 1 3 , q u e los israelitas s o n


ú n i c a m e n t e a d m i n i s t r a d o r e s del d o n de la tierra, y q u e d e p e n d e n en
definitiva d e la providencia de D i o s 2 0 .
238 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

3. « J o a q u í n reinó tres meses y diez días» (2 C r o 3 6 , 9 )

D e acuerdo c o n el S e g u n d o libro de los Reyes,

Joaquín tenía dieciocho años cuando comenzó a reinar y reinó tres meses
en Jerusalem el nombre de su madre era Nejustá, hija de Elnatán, de Jerusa-
lén. Hizo el mala los ojos del Señor enteramente como había hecho su padre.
En aquel tiempo Las gentes de Nabucodònosor, rey de Babilonia, subieron
contra Jerusalény la ciudadfue asediada (2Re 24, 8-10).

El S e g u n d o libro de las C r ó n i c a s i n t r o d u c e sobre este particular


u n a curiosa modificación:

Joaquín tenía ocho años cuando comenzó a reinar y reinó tres meses y
diez días en Jerusalem hizo el mal a Los ojos del Señor. A la vuelta de un año
mandó el rey Nabucodònosor que le llevasen a Babilonia, juntamente con los
objetos más preciosos de la Casa del Señor, y puso por rey en Judáy Jerusalén
a Sedéelas, hermano de Joaquín (2 Cro 36,9-10).

P r o b a b l e m e n t e el C r o n i s t a nos está sugiriendo q u e el p u e b l o par-


tió en cautividad el d é c i m o día del s é p t i m o m e s (tres meses de J o a c a z
2 C r o 3 6 , 2 + tres meses y diez días de J o a q u í n ) , es decir, en el D í a de
las E x p i a c i o n e s 2 1 .
C o m o se ha tratado anteriormente, esta m i s m a tradición p u e d e es-
tar i m p l í c i t a en la c r o n o l o g í a del libro de Ezequiel, y está r e c o g i d a
t a m b i é n en el tratado Seder 'Olam Rabbah ( 2 5 , 8 ) . El inicio d e la re-
f o r m a religiosa de Josías coincide con el principio de un p e r í o d o j u b i -
lar ( E z 1,1); el siguiente p e r í o d o jubilar c o m i e n z a c o n la v i s i ó n del
T e m p l o n u e v o (Ez 4 0 , 1 ) , y j u s t o en el centro de este p e r í o d o d e 4 9
años se encontraría la deportación a Babilonia del rey J o a q u í n .
El m o t i v o de situar la deportación a la m i t a d de u n p e r í o d o jubilar
es comprensible si se piensa q u e el destierro es precisamente lo o p u e s -
to a los beneficios q u e trae consigo la llegada del a ñ o jubilar, q u e s o n
la liberación de los esclavos y el retorno de cada u n o a la p r o p i a tierra.

4. El edicto de C i r o (2 C r o 3 6 , 2 2 - 2 3 )

Al tratar del profeta Jeremías se c o m e n t ó q u e el destierro se consi-


deraría c o m o u n castigo p o r n o haber o b s e r v a d o las leyes relativas a
los esclavos (Jr 3 4 , 1 2 - 2 2 ) , y q u e ese castigo duraría setenta a ñ o s (Jr
2 5 , 8 - 1 3 ; 2 9 , 1 0 ) . E n el ú l t i m o capítulo del S e g u n d o libro de las C r ó -
EL AÑO JUBILAR EN LA TRADICIÓN BÍBLICA 239

nicas se presenta el destierro c o m o u n c u m p l i m i e n t o de lo a n u n c i a d o


p o r el profeta Jeremías:

Ya los que escaparon de la espada los llevó cautivos a Babilonia, donde


fueron esclavos de él y de sus hijos hasta el advenimiento del reino de los per-
sas; para que se cumpliese la palabra del Señor, por boca de Jeremías: «Hasta
que el país haya pagado sus sábados, descansará todos los días de la desola-
ción, hasta que se cumplan los setenta años» (2 Cro 36,20-21).

N o t o d o lo q u e se cita c o m o profecía de J e r e m í a s figura en el libro


q u e lleva s u n o m b r e , ya q u e el m o t i v o del destierro c o m o castigo por
n o h a b e r o b s e r v a d o los a ñ o s s a b á t i c o s d e la tierra p e r t e n e c e a L v
2 6 , 3 4 - 4 0 . D e esta m a n e r a , el texto de las C r ó n i c a s c o n s i g u e explicar
u n texto de la L e y m e d i a n t e u n a profecía, y m o s t r a r c o m o esto se
c u m p l e en el hecho histórico del destierro.
El S e g u n d o libro d e las C r ó n i c a s c o n c l u y e r e l a t a n d o el c u m p l i -
m i e n t o d e la s e g u n d a parte de la profecía de J e r e m í a s , es decir, el final
de la cautividad o b t e n i d o p o r el decreto liberador de C i r o . E n el texto
d e estos versículos — q u e son los m i s m o s c o n los q u e d a c o m i e n z o el
libro d e E s d r a s ( E s d . 1,1 - 3 ) — es posible distinguir u n a interconexión
verbal entre la p r o c l a m a c i ó n del edicto de C i r o y la p r o c l a m a c i ó n del
a ñ o jubilar en L v 2 5 2 2 :

En el año primero de Ciro, rey de Persia, en cumplimiento de la palabra


del Señor por boca de Jeremías, movió Yahveh el espíritu de Ciro, rey de Per-
sia, que envió (waya'eber) (proclamación de) palabra y por escrito en todo
(b'kol) su reino: «Así habla Ciro, rey de Persia: Yahveh, el Dios de los Cielos,
me ha dado todos los reinos de la tierra. El me ha encargado que le edifique
una Casa en Jerusalén, en Judá. Quien de entre vosotros pertenezca a su pue-
blo, ¡sea su Dios con él y suba!» (2 Cro 36,22-23).

E s t e texto recuerda la formulación de L v 2 5 , 9 b - 1 0 :

Enviaréis (ta'abyru) (sonido de) trompeta por toda (b'kol) la tierra. De-
clararéis santo el año cincuenta, y proclamaréis en la tierra liberación para
todos sus habitantes. Será para vosotros un jubileo; y volveréis, cada uno a su
propiedad, y cada uno a su clan volverá.

E s r a z o n a b l e q u e el C r o n i s t a a l u d a al a ñ o jubilar c o n o c a s i ó n del
edicto de C i r o , ya q u e f o r m a parte de la tradición q u e asocia la vuelta
del destierro c o n el a ñ o del jubileo, reflejada en la serie de textos q u e
a q u í se están p r e s e n t a n d o .
240 EDDY MAURICIO PALACIOS VÁSQUEZ

P r o b a b l e m e n t e el afán p o r fijar la c r o n o l o g í a q u e se d e s c u b r e en
los libros de las C r ó n i c a s significa q u e el jubileo tiene en estos textos
un sentido exclusivamente religioso y cultual, pues h a n d e recordar en
la liturgia los m o m e n t o s m á s señalados del encuentro de D i o s c o n su
pueblo.

5. L i b e r a c i ó n de esclavos en t i e m p o s de N e h e m í a s ( N e 5 , 1 - 1 3 )

C u a n d o N e h e m í a s llega a Jerusalén y encuentra destruidas las m u -


rallas d e la c i u d a d , insta a los j u d í o s a reconstruirlas ( N e 2 , 1 1 - 1 8 ) . Al
llevar a c a b o s u p r o p ó s i t o encuentra u n a serie de dificultades, c o m o se
aprecia en los c o m i e n z o s de los párrafos siguientes 2 3 :

Al enterarse de ello Sambal-lat, Tobías el siervo ammonitay Guésem el ára-


be... (Neh 2,19).
Cuando Sambal-lat se enteró de que estábamos reconstruyendo... (Neh 3,33).
Cuando Sambal-lat, Tobías,... (Neh 4,1).
Un gran clamor se suscitó entre la gente del pueblo... (Neh 5,1).
Cuando Sambal-lat, Tobías... (Neh 6,1).
Reconstruida la muralla... (Neh 7,1).

E n m e d i o de la o p o s i c i ó n externa, ocurre u n a dificultad i n t e r n a


p a r a la r e c o n s t r u c c i ó n de las murallas. E s t o s p r o b l e m a s sociales y la
reacción de N e h e m í a s están descritos en N e 5 , 1 - 1 3 . C o m o m u e s t r a
L. A l o n s o S c h ó k e l 2 4 , el texto de N e 5 , 1 - 1 3 m u e s t r a u n a s e m e j a n z a in-
vertida c o n el q u e h e m o s considerado sobre la m a n u m i s i ó n de escla-
vos en t i e m p o s de Sedecías (Jr 3 4 , 8 - 2 2 ) ; ésta se p u e d e n o t a r p o r va-
rias coincidencias verbales o temáticas:

Jr34 Ne5
'bd (esclavo) 9.10.11 5
'h (hermano) 9.14 1.5.7.8.10
kbs (esclavizar) 11.16 5
mkr (vender) 14 8
r'b (hambre) 17 3
yb (enemigo) 20.21 9
pacto 8.10.13.15.18 12 (juramento)
manumisión 9.10.11.14.16 10 (remisión)
príncipes 10.19.21 7 (nobles)
hebreos 9 1 (judíos)
espanto 17 9 (oprobio)
EL A Ñ O J U B I L A R E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 241

L a s d i s p o s i c i o n e s sociales de N e h e m í a s llevan a la práctica lo q u e


n o c o n s i g u i e r o n hacer las autoridades del p u e b l o en t i e m p o s de S e d e -
cías. A d e m á s , p r o b a b l e m e n t e el relato del libro de N e h e m í a s está
c o n s t r u i d o t e n i e n d o c o m o base el d e Jeremías.
El relato de N e 5 , 1 - 1 3 es el ú n i c o q u e c o n t e m p l a la situación real
d o n d e se c o m b i n a n el e m p o b r e c i m i e n t o , los p r é s t a m o s y la esclavi-
t u d . E n N e 5,1-5 se describe la enérgica protesta d e la gente p o r q u e a
causa de la p o b r e z a h a n d e b i d o pedir p r e s t a d o , vender sus p r o p i e d a -
des, e incluso entregar a sus hijos c o m o esclavos d e sus h e r m a n o s j u -
d í o s . E n el versículo 8 se a l u d e a d e m á s al rescate d e los israelitas q u e
h a n s i d o v e n d i d o s a los extranjeros. El c u a d r o c o r r e s p o n d e p l e n a m e n -
te c o n las s i t u a c i o n e s d e sucesivo e m p o b r e c i m i e n t o q u e están c o n -
t e m p l a d a s en la sección casuística de la legislación sobre el a ñ o jubilar
en L v 2 5 , 2 5 - 5 5 :
a) S i t u a c i ó n 1 ( P r o p i e d a d e s ) : « Y n o p o d e m o s hacer n a d a , ya q u e
nuestros c a m p o s y nuestras viñas pertenecen a otros» ( N e 5 , 5 ) .
b) S i t u a c i ó n 2 (Préstamos): « T e n e m o s q u e pedir prestado dinero a
c u e n t a d e n u e s t r o s c a m p o s y de nuestras viñas p a r a el i m p u e s t o del
rey» ( N e 5 , 4 ) .
c) S i t u a c i ó n 3 ( U n israelita al servicio de o t r o ) : « S i e n d o así q u e te-
n e m o s la m i s m a carne q u e n u e s t r o s h e r m a n o s , y q u e n u e s t r o s hijos
s o n c o m o sus hijos, sin e m b a r g o t e n e m o s q u e entregar c o m o esclavos
a nuestros hijos y a nuestras hijas» ( N e 5 , 5 ) .
d) S i t u a c i ó n 4 ( U n israelita al servicio de u n extranjero): « N o s o -
tros h e m o s rescatado, en la m e d i d a de nuestras posibilidades, a nues-
tros h e r m a n o s j u d í o s q u e h a b í a n s i d o v e n d i d o s a las n a c i o n e s » ( N e
5,8).
A pesar de tanta coincidencia c o n los casos previstos p o r L v 2 5 , en
esta s i t u a c i ó n n o se a l u d e a la i n s t i t u c i ó n del a ñ o jubilar. N e h e m í a s
n o avala s u s d i s p o s i c i o n e s en favor d e los p o b r e s c o n n i n g u n a ley:
sencillamente t o m ó la decisión «en su corazón» ( N e 5,7) de reprender
a los notables y consejeros, y hacer q u e restituyeran las p r o p i e d a d e s a
sus d u e ñ o s originales.
« T o d a la a s a m b l e a r e s p o n d i ó : " ¡ A m é n ! " , y alabó al Señor. Y el p u e -
b l o c u m p l i ó esta palabra» ( N e 5 , 1 3 ) . L a s i t u a c i ó n creada d e s p u é s de
las m e d i d a s a d o p t a d a s p o r N e h e m í a s se identifica c o n la s i t u a c i ó n
q u e se prevé c o n la llegada del a ñ o jubilar. N o s parece razonable, p o r
t a n t o , p r o p o n e r la hipótesis de q u e la legislación de L v 2 5 t o m ó su
f o r m a definitiva d e s p u é s de este a c o n t e c i m i e n t o , e s t a b l e c i e n d o a d e -
m á s q u e se repitiera de un m o d o periódico.
242 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

E. DANIEL

E n el libro de D a n i e l , la t r a d i c i ó n del a ñ o j u b i l a r se refleja en la


profecía d e las s e t e n t a s e m a n a s del c a p í t u l o 9, y e n el t r a s f o n d o li-
túrgico d e la visión del h o m b r e v e s t i d o de lino en los c a p í t u l o s 1 0 -
12.

1. Profecía d e las setenta s e m a n a s ( D n 9 , 2 4 - 2 7 )

S e g ú n el relato del libro d e D a n i e l , en el a ñ o p r i m e r o de D a r í o ,


hijo de A s u e r o , de la raza de los m e d o s , D a n i e l se p o n e a investigar las
escrituras sobre los setenta años q u e s e g ú n el profeta J e r e m í a s debían
pasar p a r a la restauración de Jerusalén ( D n 9 , 1 - 2 ) . L a s escrituras so-
bre las cuales reflexiona s o n las cartas q u e envió J e r e m í a s a los d e p o r -
tados en B a b i l o n i a (Jr 2 9 , 1 - 2 3 ) , en las cuales se alude a la profecía de
los setenta a ñ o s c o n t e n i d a en J r 2 5 , 1 1 - 1 2 . N o s h e m o s referido a estos
textos d e Jeremías en el capítulo correspondiente.
D a n i e l se encuentra c o n f u n d i d o d e b i d o a q u e , a pesar de haberse
c u m p l i d o ya setenta a ñ o s , la esperada restauración a ú n n o se ha reali-
z a d o p l e n a m e n t e , ya q u e la c i u d a d está a ú n en ruinas. E n esta situa-
c i ó n se dirige al S e ñ o r p a r a suplicarle q u e se a c u e r d e de s u p u e b l o
( D n 9 , 3 ) , y recita u n a oración penitencial ( D n 9 , 4 - 1 9 ) , c u m p l i e n d o
así la c o n d i c i ó n de invocar al Señor de t o d o corazón, prevista p o r J e -
remías p a r a conseguir el favor de D i o s (Jr 2 9 , 1 2 - l 4 ) 2 5 .
E n s u plegaria, similar a la o r a c i ó n de los desterrados d e B a 1,15-
3 , 8 , D a n i e l p i d e p e r d ó n a D i o s p o r sus p e c a d o s y los de s u p u e b l o : se
h a n a p a r t a d o d e los m a n d a m i e n t o s y n o r m a s d e la A l i a n z a , y p o r
esto h a n caído sobre ellos las m a l d i c i o n e s descritas en la ley d e M o i -
sés ( L v 2 6 , 1 4 - 4 3 ) . A p e l a n d o a la misericordia del Señor, suplica q u e
llegue p o r fin la r e s t a u r a c i ó n : « ¡ N o tardes m á s , p o r ti m i s m o , D i o s
m í o , p u e s t u n o m b r e se i n v o c a sobre tu c i u d a d y s o b r e t u p u e b l o ! »
(Dn9,19).
M i e n t r a s D a n i e l se encontraba recitando s u plegaria, el ángel G a -
briel v i n o v o l a n d o sobre él a la h o r a de la o b l a c i ó n de la tarde ( D n
9 , 2 0 - 2 2 a ) y le reveló la siguiente profecía 2 6 :

22b
Daniel, he salido ahora para ilustrar tu inteligencia. 23 Desde el co-
mienzo de tu súplica, una palabra se emitió y yo he venido a revelártela, por-
que tú eres el hombre de las predilecciones. Comprende la palabra, entiende
la visión:
EL A Ñ O J U B I L A R E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 243

24
Setenta semanas están fijadas
sobre tu pueblo y tu ciudad santa
para poner fin a la rebeldía,
para sellar los pecados,
para expiar la iniquidad,
para instaurar justicia eterna,
para sellar visión y profecía,
para ungir el santo de los santos.
25
Entiende y comprende:
Desde el instante en que salió la orden
de volver a construir Jerusalén,
hasta un Príncipe Mesías
siete semanas
y sesenta y dos semanas,
(Jerusalén) será reconstruida
con plaza y foso
pero en el tiempo de la angustia.
26
Y después de sesenta y dos semanas
un Mesías será suprimido
y la ciudad no será más suya
el santuario será destruido junto con el príncipe
Su fin será en un cataclismo
y, hasta elfinal, la guerra
y los desastres decretados.
27
El concertará con muchos una firme alianza por una semana; y por el
espacio de media semana, hará cesar el sacrifico y la oblación, y en el ala del
Templo estará la abominación de la desolación, hasta que la ruina decretada
se derrame sobre el desolador (Dn 9,22b-27).

C o n estas p a l a b r a s , el ángel G a b r i e l explica a D a n i e l q u e los se-


tenta a ñ o s d e la profecía de J e r e m í a s h a n de e n t e n d e r s e c o m o seten-
ta a ñ o s s a b á t i c o s , lo q u e es e q u i v a l e n t e a d i e z p e r í o d o s j u b i l a r e s .
E s t a i n t e r p r e t a c i ó n se b a s a en el lazo t r a z a d o ya p o r el c r o n i s t a (2
C r o 3 6 , 2 1 ) , q u e e n t e n d i ó la profecía d e J e r e m í a s a la luz d e las m a l -
d i c i o n e s p o r la i n f i d e l i d a d a la ley c o n t e n i d a s en L v 2 6 , 1 4 - 4 3 , q u i -
zás t o m a n d o en c u e n t a la a d v e r t e n c i a d e m u l t i p l i c a r p o r siete la
p e n a i m p u e s t a si el p u e b l o persiste en s u d e s o b e d i e n c i a al S e ñ o r ( L v
26,18.21.24.28).
L a profecía expresa el contraste entre la situación actual y el tiem-
p o q u e está p o r venir c o n el e m p l e o de tres parejas d e t é r m i n o s c o n -
trapuestos:
244 EDDY MAURICIO PALACIOS VÁSQUEZ

• rebeldía/justicia eterna,
• pecado/visión y profecía,
• i n i q u i d a d / s a n t o de los santos.

E s t o s tres pares de términos hacen referencia, respectivamente, a la


función de dispensar justicia, a la función profética y s u o b j e t o de se-
ñalar los p e c a d o s , y a la función sacerdotal de expiar la i n i q u i d a d y
servir en el T e m p l o . Probablemente se alude al m e s i a n i s m o real, p r o -
fético y sacerdotal 2 7 .
El ángel Gabriel n o solo revela q u e el t i e m p o q u e d e b e pasar p a r a
la r e s t a u r a c i ó n de J e r u s a l é n s o n s e t e n t a s e m a n a s d e a ñ o s , s i n o q u e
explica q u e esas setenta s e m a n a s se c o m p o n e n de tres p e r í o d o s desi-
guales d e t i e m p o : el p r i m e r o es de siete s e m a n a s d e a ñ o s ( 4 9 a ñ o s ) , el
s e g u n d o es de sesenta y d o s s e m a n a s ( 4 3 4 a ñ o s ) , y el tercero corres-
p o n d e a la s e m a n a de a ñ o s restante (7 a ñ o s ) , d i v i d i d a en d o s partes
de tres a ñ o s y m e d i o cada una.
C o n s i d e r a r e m o s de m o d o sintético el c o n t e x t o histórico al cual
p u e d e hacer referencia este texto, p a r a o c u p a r n o s p o s t e r i o r m e n t e , en
base a esto, del sentido q u e tiene el recurso a los años jubilares dentro
de la profecía de los setenta años.
L a c o m p o s i c i ó n del libro de D a n i e l se data en los t i e m p o s d e la
persecución de los j u d í o s p o r A n t í o c o I V Epífanes ( 1 6 8 - 1 6 4 a . C ) . El
libro sitúa a s u protagonista durante la d o m i n a c i ó n de los ú l t i m o s re-
yes del i m p e r i o neobabilónico y de los primeros reyes persas, es decir,
d u r a n t e el s. V I a . C . Para sostener la fe y la esperanza d e los j u d í o s
q u e s o n ahora perseguidos p o r A n t í o c o IV, el autor p r o p o n e la figura
de D a n i e l c o m o un m o d e l o de fidelidad en u n a é p o c a anterior llena
de adversidades, y muestra c ó m o D i o s es el s o b e r a n o c o n d u c t o r d e la
historia.
L o s estudiosos h a n p r o p u e s t o diversas hipótesis para la identifica-
ción de los acontecimientos históricos a los q u e se alude en la profecía
de las setenta s e m a n a s . M e n c i o n a r e m o s a l g u n a s de estas p r o p u e s t a s ,
d e b i d o a q u e serán d e utilidad p a r a c o m p r e n d e r m e j o r la profecía,
pero n o se d e b e perder de vista q u e los períodos de los q u e se habla en
ella están llenos de s i m b o l i s m o , y p o r lo t a n t o n o es necesario q u e
coincidan exactamente c o n períodos históricos 2 8 .
L a o p i n i ó n m á s generalizada es q u e la profecía de las setenta s e m a -
nas c o r r e s p o n d e al horizonte histórico de la p e r s e c u c i ó n de A n t í o c o
Epífanes y se refiere a la purificación del T e m p l o después de su profa-
n a c i ó n ( 1 6 4 a . C ) . O t r o s autores r e c o n o c e n u n n ú c l e o p r e - m a c a b e o
de la profecía q u e sirvió de base al texto q u e ahora c o n o c e m o s .
EL AÑO JUBILAR EN LA TRADICIÓN BIBLICA 245

C o n s i d e r e m o s e n p r i m e r lugar la profecía d e las s e t e n t a s e m a n a s


en el c o n t e x t o d e la persecución d e A n t i o c o Epífanes. L a profecía alu-
de a la instauración de la a b o m i n a c i ó n d e la desolación en el T e m p l o
( D n 9 , 2 7 ) . E s t e h e c h o se refiere a la p r o f a n a c i ó n del T e m p l o p o r A n -
tioco E p í f a n e s . E n este caso, se p u e d e n identificar c o n relativa facili-
d a d los p e r í o d o s p r i m e r o y tercero d e la profecía, pero el s e g u n d o pre-
senta m a y o r dificultad.
L a s primeras siete s e m a n a s d e años c o r r e s p o n d e n al p e r í o d o d e 4 9
a ñ o s q u e va d e s d e la destrucción d e Jerusalén hasta el regreso del exi-
lio c o n el decreto d e C i r o ( 5 8 7 - 5 3 8 a . C ) . D e s p u é s d e este p e r í o d o ,
s e g ú n la profecía, d e b e aparecer u n p r í n c i p e u n g i d o : p r o b a b l e m e n t e
se refiere a C i r o , l l a m a d o «mesías» e n Is 4 5 , 1 ; otra p o s i b i l i d a d es el sa-
cerdote J o s u é , q u e regresó del destierro c o n Z o r o b a b e l d u r a n t e el rei-
nado de Ciro (Esd 2,2; 3,2).
El tercer p e r í o d o , d e u n a s e m a n a d e a ñ o s , c o m i e n z a c o n la s u p r e -
sión del « u n g i d o » , incidente q u e tiene q u e ver t a m b i é n c o n el t e m p l o ,
p o r lo q u e se p u e d e referir al asesinato del S u m o Sacerdote O n í a s III
en la c o r t e d e los seléucidas, cerca del a ñ o 1 7 0 a . C . (2 M 4 , 3 0 - 3 8 ) .
Por t a n t o , este tercer p e r í o d o entre el 1 7 0 y el 1 6 3 a . C , c o r r e s p o n d e
a la persecución d e A n t i o c o IV.
M á s dificultad hay para asignar el p e r í o d o i n t e r m e d i o d e sesenta y
d o s s e m a n a s , y a q u e entre el 5 3 8 y el 1 7 0 h a y m e n o s d e 4 3 4 a ñ o s .
U n a p o s i b i l i d a d es considerar q u e los p e r í o d o s n o d e b e n ser necesa-
r i a m e n t e sucesivos s i n o q u e se p u e d e n traslapar. E n este c a s o , el se-
g u n d o p e r í o d o c o m p r e n d e d e s d e el p r i m e r a ñ o d e N a b u c o d ò n o s o r
( 6 0 5 / 4 a . C ) , h a s t a el 1 7 0 a . C , e n q u e c o m i e n z a el tercer p e r í o d o ;
esto d a c o m o resultado 4 3 4 a ñ o s .
Para m e j o r a r e n el cálculo d e estos p e r í o d o s , D e b o r a D i m a n t p r o -
p o n e m e d i r la c r o n o l o g í a d e las setenta s e m a n a s en t é r m i n o s de ciclos
s a b á t i c o s 2 9 . E s t e s i s t e m a d e m e d i c i ó n está a t e s t i g u a d o en otras o b r a s
c o n t e m p o r á n e a s al libro d e D a n i e l , c o m o el 1 Enoc, el Testamento de
Levi, el Libro de los Jubileos, y a l g u n o s textos d e Q u m r á n , d e los cuales
trataremos e n los p r ó x i m o s capítulos. A través d e datos históricos dis-
p o n i b l e s , se p u e d e d e t e r m i n a r q u e la destrucción del Primer T e m p l o
( 5 8 6 a . C . ) tuvo lugar en el q u i n t o a ñ o del ciclo sabático q u e estaba en
c u r s o . E n este s i s t e m a d e c ó m p u t o , el p r i m e r p e r í o d o d e las s e t e n t a
s e m a n a s se c o n t a r í a e n el p r i m e r a ñ o del ciclo siguiente a la destruc-
ción del T e m p l o , es decir, 5 8 3 / 2 a . C , y terminaría en el 5 3 5 / 3 4 , q u e
es o t r o a ñ o s a b á t i c o ; la f u n d a c i ó n del S e g u n d o T e m p l o ( 5 3 7 a . C . )
q u e d a i n c l u i d o e n el ú l t i m o ciclo sabático d e este p r i m e r p e r í o d o . L o s
s i g u i e n t e s s e s e n t a y d o s ciclos s a b á t i c o s d u r a r í a n d e s d e el 6 0 4 / 3 al
246 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

1 7 0 / 7 1 a . C . , y d e esta m a n e r a e n c a j a n c o n la i n t e r p r e t a c i ó n d e este
p e r í o d o c o m o la d u r a c i ó n d e s d e el p r i m e r a ñ o de N a b u c o d ò n o s o r a
la m u e r t e d e O n í a s III, c o n lo q u e d a c o m i e n z o el tercer p e r í o d o .
C o n s i d e r e m o s ahora la probable existencia de u n núcleo d e la p r o -
fecía anterior a la é p o c a m a c a b e a . E n el texto d e la profecía n o se ar-
m o n i z a n bien los w . 2 4 - 2 6 y el v. 2 7 . N o h a y en los w . 2 4 - 2 6 n i n g u -
n a p e r s o n a a la cual se p u e d a referir el p r o n o m b r e p e r s o n a l «el» q u e
aparece en el v. 2 7 . Por otra parte, s e g ú n el v. 2 6 , la c i u d a d s a n t a y el
T e m p l o estarán en ruinas, pero en el v. 2 7 el T e m p l o todavía existe, y
el príncipe hará cesar el sacrificio y la o b l a c i ó n e instaurará en el T e m -
p l o la a b o m i n a c i ó n d e la d e s o l a c i ó n . El v. 2 7 r o m p e , a d e m á s , la es-
tructura ternaria q u e está presente en los w . 2 4 - 2 6 .
S e g ú n u n a p r o p u e s t a d e A n t i L a a t o 3 0 , es verosímil considerar el v.
2 7 c o m o u n a adición correspondiente a la é p o c a m a c a b e a , q u e p r o b a -
b l e m e n t e h a s u s t i t u i d o el final original d e u n n ú c l e o d e la p r o f e c í a
q u e sería previo a esta época. El núcleo orginal de la profecía se basa-
ría en las espectativas c o n t e n i d a s en Z a 1 2 - 1 4 , en d o n d e se d e s c r i b e
u n a renovación de Jerusalén posterior a la herida del p a s t o r p o r la es-
p a d a ( Z a 1 3 , 7 - 9 ) . E n la época m a c a b e a este núcleo original se habría
actualizado a p r o p ó s i t o de la m u e r t e de O n í a s III.
Este autor p r o p o n e t a m b i é n cuáles s o n los p e r í o d o s históricos q u e
habrían inspirado la formulación de esta hipotética versión p r e - m a c a -
bea de la profecía de las setenta s e m a n a s . El p r i m e r p e r í o d o de las se-
tenta s e m a n a s sería el p e r í o d o del exilio. Las siguientes 6 2 s e m a n a s es-
tarían relacionadas c o n los años de reinado d e los reyes d e J u d á d e s d e
S a l o m ó n a Sedéelas, q u e según los datos de la historiografía d e u t e r o -
n o m i s t a s u m a n 4 3 4 a ñ o s 3 1 . E s t o s a ñ o s p o d r í a n interpretarse c o m o
u n a é p o c a en la cual el p u e b l o d e b e vivir en o b e d i e n c i a al S e ñ o r p a r a
igualar los a ñ o s en los cuales los reyes de J u d á reinaron sin o b e d e c e r
los m a n d a m i e n t o s . E n la ú l t i m a s e m a n a de a ñ o s t e n d r á l u g a r u n a
gran batalla, en la q u e después de u n proceso de purificación c o m o el
descrito en Z a 1 3 , 7 - 9 , vendrá u n a é p o c a de e s p l e n d o r p a r a Israel 3 2 .
L u e D e q u e k e r p r o p o n e otra interpretación, t a m b i é n b a s a d a en la
s u p o s i c i ó n d e q u e existe u n a tradición p r e - m a c a b e a en la profecía d e
las setentas s e m a n a s , q u e d e s i g n a c o m o D n * 9 3 3 . A r g u m e n t a q u e el
rey D a r í o al q u e hace alusión D n 9,1 n o es D a r í o I H y s t a s p e s ( 5 2 1 -
4 8 5 a . C . ) s i n o D a r í o II N o t h u s ( 4 2 3 - 4 0 4 a . C ) . L a r e c o n s t r u c c i ó n
del T e m p l o se h a b r í a llevado a c a b o d u r a n t e el r e i n a d o d e D a r í o I I ,
m á s tarde de lo q u e la historiografía d e la é p o c a suele considerar. L a
profecía de las setenta s e m a n a s tendría c o m o o b j e t o explicar el retraso
del p u e b l o en llevar a cabo tan i m p o r t a n t e tarea, y estaría en la m i s m a
EL A Ñ O J U B I L A R E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 247

línea q u e la visión d e Zacarías en el s e g u n d o a ñ o del rey D a r í o — I I —


( Z a 1,7), c u a n d o el profeta espera la reconstrucción del T e m p l o c o m o
signo del c u m p l i m i e n t o de los setenta años a n u n c i a d o s p o r J e r e m í a s :

12
Tomó la palabra el ángel del Señor y dijo:
«Oh Yahveh Sebaot, ¿hasta cuándo seguirás sin apiadarte de Jerusalén y
de las ciudades de Judá, contra las cuales estás irritado desde hace setenta
años?»
El Señor respondió al ángel que hablaba conmigo palabras buenas, pa-
13

labras de consuelo 14. Y el ángel que hablaba conmigo me dijo:


«Clama y di: Así dice Yahveh Sebaot: Celoso estoy por Jerusalén y por
Sión con gran celo' 5, y con gran irritación irritado contra las naciones que se
sienten seguras, y que, cuando yo estaba poco irritado, contribuyeron al
mal' 6 Por eso, así dice el Señor: A Jerusalén me vuelvo con piedad: en ella
será reedificada mi Casa —oráculo de Yahveh Sebaot—y el cordel será ten-
dido sobre Jerusalén' 7 Clama también y di: Así dice Yahveh Sebaot: Aún
han de rebosar mis ciudades de bienes, aún consolará el Señor a Sión y aún
elegirá a Jerusalén» (Za 1, 12-17).

T a m t o en esta visión de Zacarías c o m o en la versión de la profecía


de las setenta s e m a n a s anterior a la é p o c a m a c a b e a p r o p u e s t a p o r L.
D e q u e k e r , el a c o n t e c i m i e n t o q u e s u c e d e al final de los setenta a ñ o s es
la reconstrucción del T e m p l o .
L a interpretación de L. D e q u e k e r se basa en tres p u n t o s , q u e s o n :
a) el términus ad quem d e la visión; b) el s i g n i f i c a d o del t é r m i n o
sb'ym; y c) la descripción de los tres períodos en q u e se dividen las se-
tenta s e m a n a s .
a) E l términus ad quem d e la visión es el p e r m i s o p a r a reconstruir
el T e m p l o en el s e g u n d o a ñ o de D a r í o II ( 4 2 1 a . C ) .
b) El ángel G a b r i e l explica q u e los setenta a ñ o s de J e r e m í a s n o de-
b e n interpretarse c o m o a ñ o s , sino c o m o setenta sb'ym. E s t e t é r m i n o
ha d e entenderse n o c o m o setenta «sietes» (sabu'ym), q u e es u n plural
m a s c u l i n o p o c o c o m ú n (el plural n o r m a l de s e m a n a es f e m e n i n o ,
sabu'oí), s i n o c o m o « q u i n c e n a s » (fbu'ayim), q u e es u n t é r m i n o d u a l
(Lv 1 2 , 5 ) . L a d u r a c i ó n d e la profecía sería de 1 4 0 años (setenta «fort-
night jubilees», s e g ú n los l l a m a D e q u e k e r ) .
c) El p r i m e r p e r í o d o ( 1 4 años) va del a ñ o 5 6 1 a . C . , q u e es el a ñ o
posterior a la m u e r t e d e N a b u c o d ò n o s o r , al 5 4 7 . El s e g u n d o p e r í o d o
( 1 2 4 a ñ o s ) va del 5 4 7 a . C . al 4 2 3 a . C , a ñ o en el q u e tiene l u g a r el
a s e s i n a t o d e Jerjes II y la a s u n c i ó n al p o d e r d e D a r í o II. El p r í n c i p e
q u e será s u p r i m i d o sería Z o r o b a b e l , e s c o g i d o p o r D i o s p a r a recons-
248 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

truir el t e m p l o (Ag 2 , 2 0 - 2 3 ) , y el personaje o p u e s t o a Z o r o b a b e l , res-


ponsable de la abolición del sacrificio en el tercer p e r í o d o , sería T o b í a s ,
el a m m o n i t a ( N e 2 , 1 0 ) , notorio o p o n e n t e de la restauración j u d í a .
N o corresponde a q u í extenderse sobre los detalles d e estas h i p ó t e -
sis, especialmente en lo q u e se refiere al intento de identificar los perí-
o d o s d e los q u e habla de la profecía de las setenta s e m a n a s , llenos de
carácter s i m b ó l i c o , c o n a c o n t e c i m i e n t o s históricos. S i n e m b a r g o , in-
teresa notar q u e , s e g ú n parece, la profecía de las setenta s e m a n a s , tal y
c o m o está en el libro d e D a n i e l (relacionada c o n la p u r i f i c a c i ó n del
T e m p l o después de la persecución de A n t í o c o E p í f a n e s ) , p a r t e d e u n a
tradición previa, referida, p o r e j e m p l o , a la c o n s t r u c c i ó n del S e g u n d o
T e m p l o . C o m o esta profecía n o se ha c o n s i d e r a d o c u m p l i d a en pleni-
t u d , h a sido actualizada en u n contexto n u e v o , q u e , d e cualquier m a -
nera, tiene c o m o p u n t o d e llegada u n a c o n t e c i m i e n t o salvífico rela-
c i o n a d o c o n la restauración d e Israel. E n u n o y o t r o c o n t e x t o , el a ñ o
j u b i l a r h a s i d o u n a m e d i d a de t i e m p o q u e expresa la e s p e r a n z a e n la
acción de D i o s en el futuro.
U n a vez presentados los datos m á s relevantes sobre el c o n t e x t o his-
tórico de la profecía de las setenta s e m a n a s , c o n s i d e r e m o s el papel del
a ñ o jubilar dentro de esta profecía.
L a profecía de las setenta s e m a n a s d e D a n i e l actualiza la p r o f e c í a
de los setenta a ñ o s d e J e r e m í a s u t i l i z a n d o la i n s t i t u c i ó n b í b l i c a del
a ñ o jubilar. E s t a es u n a afirmación g e n e r a l m e n t e c o m p a r t i d a p o r los
estudiosos34.
E n este contexto, el a ñ o jubilar se considera c o m o u n a m e d i d a d e
t i e m p o p a r a señalar la acción de D i o s en la historia, y n o se e n t i e n d e
tanto desde el p u n t o de vista d e sus prescripciones relativas a la p o s e -
s i ó n d e la tierra y a la libertad de los israelitas. E s t o n o q u i e r e decir
q u e los aspectos relacionados c o n la tierra y c o n la liberación de la es-
c l a v i t u d h a y a n d e s a p a r e c i d o d e la t r a d i c i ó n del a ñ o jubilar, y a q u e
c o m o veremos en los p r ó x i m o s capítulos, estos p u n t o s aparecen refle-
j a d o s en a l g u n o s de los A p ó c r i f o s del A n t i g u o T e s t a m e n t o ; s i m p l e -
m e n t e significa q u e en D n 9 se enfatizan otros aspectos d e la institu-
ción del a ñ o jubilar. E s t o s aspectos s o n p r i n c i p a l m e n t e :
a) la expiación de la i n i q u i d a d ; y
b) el p o d e r de D i o s sobre los t i e m p o s y la historia.
a) Expiación y año jubilar. C o m o se h a s u b r a y a d o en el C a p í t u l o I,
en L v 2 5 se u n e n el t e m a de la expiación c o n el del a ñ o jubilar a tra-
vés d e las ceremonias del D í a de las E x p i a c i o n e s . El principal p r o p ó s i -
to del D í a de las Expiaciones es purificar el altar y el T e m p l o d e t o d a s
EL AÑO JUBILAR EN LA TRADICIÓN BIBLICA 249

aquellas i m p u r e z a s en las q u e se hubiera incurrido en el a ñ o , a d e m á s


de expiar las faltas del S u m o Sacerdote y del p u e b l o (Lv 1 6 , 1 - 3 4 ) .
E n la profecía de las setenta s e m a n a s n o se habla del D í a de las Ex-
piaciones, pero sí se trata de la expiación de la i n i q u i d a d al final d e los
diez p e r í o d o s jubilares ( D n 9 , 2 4 ) . L a profecía de las setenta s e m a n a s
m i r a hacia la purificación del T e m p l o después de la instauración de la
a b o m i n a c i ó n de la desolación. Por lo tanto, el signo del c u m p l i m i e n -
to d e las setenta s e m a n a s es la purificación del T e m p l o después de ha-
ber s i d o p r o f a n a d o . Es u n a c o n t e c i m i e n t o c o n c o n t e n i d o salvífico, ya
q u e trae c o n s i g o la presencia de D i o s en m e d i o de s u p u e b l o .
O t r o tanto se p o d r í a decir respecto del hipotético n ú c l e o anterior
de la profecía relacionado c o n la edificación del S e g u n d o T e m p l o . L a
u n c i ó n del S a n t o de los S a n t o s , del lugar m á s sagrado del T e m p l o , es
el s i g n o de la presencia del S e ñ o r entre los israelitas 3 5 .
b) Soberanía de Dios sobre los tiempos. L a profecía de las setenta se-
m a n a s m a n t i e n e abiertos los horizontes de u n a salvación cada vez m á s
c o m p l e t a , d a d o q u e la profecía de los setenta a ñ o s de J e r e m í a s sigue
sin c u m p l i r s e p l e n a m e n t e . C u a n d o el p u e b l o es perseguido p o r A n t í -
o c o Epífanes, la profecía de las setenta s e m a n a s b u s c a f o m e n t a r la es-
peranza en el R e i n o de D i o s q u e intentará instaurar la revuelta m a c a -
b e a . S i n e m b a r g o , n o es la fuerza de las a r m a s la q u e c o n s e g u i r á la
a n s i a d a r e s t a u r a c i ó n , sino q u e D i o s la d a r á a s u t i e m p o o p o r t u n o ,
c u a n d o él quiera, según h a b í a revelado a J e r e m í a s : « q u e bien m e sé los
p e n s a m i e n t o s q u e pienso sobre vosotros — o r á c u l o del S e ñ o r — p e n -
s a m i e n t o s d e p a z , y n o de desgracia, de daros un porvenir de esperan-
za» (Jr 3 4 , 1 1 ) . Por eso, D a n i e l , en su o r a c i ó n penitencial, s u p l i c a a
D i o s q u e llegue p o r fin el t i e m p o previsto p o r su Providencia: « N o
nos a p o y a m o s en nuestras obras justas para d e r r a m a r ante ti nuestras
s ú p l i c a s , s i n o en tus g r a n d e s m i s e r i c o r d i a s . ¡Señor, escucha! ¡Señor,
p e r d o n a ! ¡Señor, atiende y obra! ¡ N o tardes más!» ( D n 9 , 1 8 c - 1 9 a b ) . El
libro d e D a n i e l reconoce la soberanía de D i o s sobre los t i e m p o s y so-
bre los reinos, y p o r eso e m p l e a en la profecía d e las setenta s e m a n a s
la tradición del a ñ o jubilar, q u e es u n a m e d i d a de t i e m p o prevista en
la L e y p a r a m o s t r a r el favor de D i o s hacia los israelitas.

2 . El a ñ o j u b i l a r y la fiesta de las S e m a n a s

E l análisis d e la tradición del a ñ o jubilar en el libro de D a n i e l nos


p e r m i t e señalar la relación q u e se p u e d e establecer entre el a ñ o jubilar
y la fiesta d e las S e m a n a s , y q u e se encuentra en a l g u n o s textos bíbli-
250 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

eos y extra-bíblicos. El p u n t o q u e a h o r a se p r o p o n e está a p e n a s insi-


n u a d o en el t r a s f o n d o de las visiones relatadas en D n 1 0 , 1 - 1 2 , 1 3 ,
pero tiene t a m b i é n sus manifestaciones en a l g u n o s textos de la litera-
tura intertestamentaria judía.
R e c o g e m o s en este a p a r t a d o la p r o p u e s t a f o r m u l a d a p o r J a n van
G o u d o e v e r en los siguientes términos:

La fiesta de las semanas, como celebración anual del año jubilar, sim-
boliza bien, después del cómputo mágico de las siete semanas — u n a
expresión de esperanza mesiánica—, el tiempo del fin36.

El p u n t o será tratado en tres etapas:


a) Presentación de las características del calendario utilizado en el
L i b r o de los J u b i l e o s y en algunos d o c u m e n t o s de Q u m r á n , al q u e lla-
m a r e m o s c o n V a n G o u d o e v e r «calendario s a d o q u i t a » , a u n q u e t a m -
bién se le c o n o c e c o m o calendario del L i b r o de los J u b i l e o s y de
Qumrán.
b) L a fiesta d e las s e m a n a s c o m o c o n m e m o r a c i ó n del d o n de la
L e y y la Alianza en el Sinaí.
c) L a fiesta de las s e m a n a s y el a ñ o jubilar en D n 1 0 , 1 - 1 2 , 1 3 .

a) Características del calendario sadoquita

Por lo q u e se c o n o c e hasta el m o m e n t o , d u r a n t e la é p o c a persa se


ideó en círculos sacerdotales u n calendario p a r a u n a ñ o de 5 2 s e m a -
nas ( 3 6 4 d í a s ) . C u a n d o los m a c a b e o s i n t r o d u j e r o n el c a l e n d a r i o de
M a c e d o n i a , a l g u n o s g r u p o s dentro del j u d a i s m o preservaron este ca-
lendario y lo reflejaron en sus escritos. N o es e x a c t a m e n t e un calenda-
rio solar, sino m á s bien u n calendario b a s a d o en el n ú m e r o siete c o m o
u n a s u c e s i ó n i n i n t e r r u m p i d a de s e m a n a s , y m á s q u e estar p e n s a d o
p a r a q u e tenga u n a aplicación práctica, este calendario se p r o p o n e re-
flejar u n a serie de ideas teológicas 3 7 .
S e g ú n el Primer libro d e H e n o c ( 9 1 , 1 7 ) , este calendario tenía u n
carácter prediluviano, y de acuerdo c o n el L i b r o de los J u b i l e o s (1,1) y
el R o l l o del T e m p l o ( 1 1 Q 1 9 X L i V , 5 ; L I , 7 ) , fue revelado d i r e c t a m e n -
te a M o i s é s en el M o n t e S i n a í 3 8 .
E s t e calendario c o m i e n z a siempre en miércoles, a m i t a d d e s e m a -
n a , c o m o el c o m i e n z o del c ó m p u t o del t i e m p o en la historia d e la
C r e a c i ó n . L o s 3 6 4 días se hallan divididos en 4 estaciones d e 9 1 días
c a d a u n a ; c a d a estación tiene d o s meses de 3 0 días y el tercero d e 3 1 .
L a f o r m a d e este calendario se p u e d e resumir en el siguiente c u a d r o :
EL A Ñ O JUBILAR E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 251

Mes I, IV, VII, X II, V, VIII, XI III, VI, IX, XII

X 1 8 15 22 29 6 13 20 27 4 11 18
J 2 9 16 23 30 7 14 21 28 5 12 19
V 3 10 17 24 1 8 15 22 29 6 13 20
s 4 11 18 25 2 9 16 23 30 7 14 21
D 5 12 19 26 3 10 17 24 1 8 15 22
L 6 13 20 27 4 11 18 25 2 9 16 23
M 7 14 21 28 5 12 19 26 3 10 17 24

E s t e c a l e n d a r i o p r o b a b l e m e n t e es u n esfuerzo p a r a garantizar la
observancia del s á b a d o , ya q u e n i n g u n a fiesta cae en ese día, sino q u e
s i e m p r e cae en días fijos: la Pascua, el 14/1, u n martes, y la s e m a n a de
los Á c i m o s h a s t a el 2 1 / 1 ; la fiesta de los T a b e r n á c u l o s del 1 5 / V I I al
2 2 / V I I . Para la fiesta de las S e m a n a s se c u e n t a n cincuenta días a par-
tir del d o m i n g o siguiente a la fiesta del los Á c i m o s q u e es el 2 6 / 1 , de
m a n e r a q u e se celebra el d o m i n g o 15/111. El D í a de las E x p i a c i o n e s es
el 1 0 / V I I , y los días 1/1 y 1/VII señalan los equinoccios de p r i m a v e r a
y otoño.
El m o d o de c o n t a r p e r í o d o s es i n c l u y e n d o el ú l t i m o t é r m i n o
c o m o p r i m e r o del siguiente p e r í o d o , p o r e j e m p l o , u n j u b i l e o , el a ñ o
5 0 , es el p r i m e r a ñ o del p e r í o d o siguiente, de m a n e r a q u e entre u n j u -
bileo y o t r o hay 4 9 a ñ o s .
O t r a característica d e este c a l e n d a r i o es la práctica d e i n d i c a r la
m i t a d d e u n d e t e r m i n a d o p e r í o d o . Así, p o r e j e m p l o , el m e d i o - j u b i l e o
es el a ñ o 2 5 ° , media-semittah s o n tres a ñ o s y m e d i o , m e d i o - 'omer
(«gavilla») es la m i t a d del c ó m p u t o d e siete s e m a n a s o día 2 5 ° ( m á s
tarde l l a m a d o M e s o p e n t e c o s t é s ) , m e d i a - s e m a n a o miércoles, y, en ge-
neral, tres t i e m p o s y m e d i o .

b) L a fiesta de las S e m a n a s

E n el Pentateuco, la fiesta de las S e m a n a s (sabu'oí) es regulada p o r


las prescripciones contenidas en E x 2 3 , 1 6 (fiesta de la recolección); Lv
2 3 , 1 5 - 2 1 ; N m 2 8 , 2 6 - 3 0 (día de las primicias); y D t 1 6 , 9 - 1 2 . E s prin-
c i p a l m e n t e u n a fiesta de carácter agrícola, a u n q u e t a m b i é n se prescri-
b e n p a r a ella guardar descanso y ofrecer sacrificios expiatorios y sacrifi-
cios d e c o m u n i ó n . N o figura en el calendario litúrgico de Ezequiel (Ez
4 5 , 1 8 - 2 5 ) . S e habla de ella en 2 C r o 8 , 1 3 ; y p r o b a b l e m e n t e se p u e d e
identificar c o n la fiesta del j u r a m e n t o {sebudh) m e n c i o n a d a en 2 C r o
1 5 , 1 0 . E n el libro de Tobías se le llama Pentecostés ( T b 2 , 1 ) , y en Fia-
252 E D D Y MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

vio Josefo (Antigüedades III, 2 5 2 ) y Filón {Leyes particulares, II, 5 8 ) se


le considera c o m o la fiesta de clausura ('aseret, ácrapdá) de la Pascua.
E n el calendario s a d o q u i t a , y especialmente en el L i b r o d e los J u -
bileos, la fiesta de las S e m a n a s es la fiesta a la q u e se d a m a y o r relieve.
F u e c e l e b r a d a en el cielo p o r A d á n , y p o s t e r i o r m e n t e c o m o Festival
de Alianza p o r N o é , A b r a h a m , Isaac, J a c o b y J o s é . El detalle m á s i m -
p o r t a n t e es q u e M o i s é s recibió en el M o n t e S i n a í la revelación d e la
historia a n t i g u a y futura dividida según las s e m a n a s de años y los a ñ o s
jubilares d u r a n t e la fiesta de las S e m a n a s ( J u b 5 0 , 4 ) .
E n el p r o p i o libro del É x o d o se p u e d e d e s c u b r i r u n a a l u s i ó n a la
fiesta d e las S e m a n a s en el contexto de la llegada del p u e b l o d e Israel
al Sinaí:

Al tercer mes después de la salida de Egipto, ese mismo día, llegaron los
hijos de Israel al desierto de Sinaí (Ex 19,1)

El tercer m e s es el m e s en el q u e se celebra la fiesta de las S e m a n a s .


A u n q u e n o hay m e n c i ó n explícita del día, se p u e d e pensar q u e s e g ú n
E x 19,1 la teofanía del Sinaí y el establecimiento de la Alianza tuvie-
ron lugar en el día en q u e se celebraría posteriormente la fiesta d e las
Semanas39.
C o n estos datos en m e n t e , v e a m o s en q u é c o n t e x t o se desarrollan
las visiones relatadas en D n 1 0 , 1 - 1 2 , 1 3 .

c) T r a s f o n d o litúrgico de D n 1 0 , 1 - 1 2 , 1 3

D e s p u é s de la profecía de las setenta s e m a n a s , en el libro d e D a n i e l


se relata u n a visión q u e tuvo D a n i e l , precedida p o r u n a y u n o :

En aquel tiempo, yo, Daniel, hice penitencia durante tres semanas: 3 no


2

comí alimento sabroso; ni carne ni vino entraron en mi boca, ni me ungí,


hasta el término de estas tres semanas. 4 El día veinticuatro del primer mes,
estando a orillas del río grande, el Tigris, 5 levanté los ojos para ver. Vi esto:
Un hombre vestido de lino... (Dn 19,2-5)

D a n i e l a y u n ó tres s e m a n a s , es decir, veintiún días. Si se c u e n t a n


veitiún días a partir del primer día del p r i m e r m e s , e x c e p t u a n d o s á b a -
d o s en q u e n o se p e r m i t í a a y u n a r (cfr. J d t 8 , 6 ) , se llega al d í a 2 4 / 1 ,
viernes s e g ú n el calendario s a d o q u i t a . C o n t a n d o el s á b a d o 2 5 / 1 en
q u e n o se a y u n a , se trata de u n a preparación de 2 5 días ( m e d i o p e r í o -
d o d e siete s e m a n a s ) .
EL AÑO JUBILAR EN LA TRADICIÓN BÍBLICA 253

El día siguiente a este período de preparación es el d o m i n g o 2 6 / 1 ,


q u e es el día en el q u e c o m i e n z a el c ó m p u t o de las siete s e m a n a s pre-
v i o a la fiesta d e las S e m a n a s . D a n i e l t u v o u n a v i s i ó n e n la q u e u n
h o m b r e vestido de lino le reveló lo q u e estaba escrito en el L i b r o d e la
Verdad ( D n 10,21).
A l t e r m i n a r d e c o m u n i c a r l e la revelación, el h o m b r e v e s t i d o d e
lino advierte a D a n i e l q u e n o d e b e dar a conocer estas cosas sino has-
ta el t i e m p o del fin:

4
«Y tú, Daniel, guarda en secreto estas palabras y sella el libro hasta el
tiempo del Fin. Muchos andarán errantes acá y allá, y la iniquidad aumen-
tará».
5
Yo, Daniel miré y vi a otros dos que estaban de pie a una y otra parte
del río. 6 Uno de ellos dijo al hombre vestido de lino que estaba sobre las
aguas del río:
«¿Cuándo será el cumplimiento de estas maravillas?».
7
Y oí al hombre vestido de lino, que estaba sobre las aguas del río, jurar,
levantando al cielo la mano derecha y la izquierda, por Aquel que vive eter-
namente:
«Un tiempo, tiempos y medio tiempo...» (Dn 12,4-7).

U n t i e m p o (dos) t i e m p o s y m e d i o t i e m p o es e q u i v a l e n t e a tres
t i e m p o s y m e d i o . E s t a expresión n o intenta dar n i n g u n a i n f o r m a c i ó n
histórica, ya q u e la visión deja u n horizonte t e m p o r a l «hasta el Fin de
los días» ( D n 1 2 , 1 3 ) . P r o b a b l e m e n t e se i n d i c a d e esta m a n e r a q u e
D a n i e l se e n c u e n t r a a m i t a d del conteo litúrgico d e las siete s e m a n a s ,
y q u e el final de este p e r í o d o significa el t i e m p o del fin. L a fiesta d e
las S e m a n a s tiene entonces el carácter de fiesta de la Alianza, y en este
c a s o , será la A l i a n z a final d e D i o s c o n s u p u e b l o . D e esta m a n e r a se
e n t i e n d e m e j o r p o r q u é en esta visión se describe la gran batalla al fi-
nal de los t i e m p o s en términos de u n a guerra contra la « S a n t a A l i a n -
za» ( D n 1 1 , 3 0 ) 4 0 .
El h o m b r e vestido de lino termina sus revelaciones d a n d o d o s in-
dicaciones temporales m á s :

" Contando desde el momento en que sea abolido el sacrificio perpetuo e


instalada la abominación de la desolación: mil doscientos noventa días. 12
Dichoso aquel que sepa esperar y alcance mil trescientos treinta y cinco días
(Dn 12,11-12).

El p r i m e r p e r í o d o de 1 2 9 0 días es, según la m a y o r í a de los c o m e n -


taristas, u n p e r í o d o de 1 2 6 0 días m a s u n m e s intercalar de 3 0 días,
254 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

q u e e q u i v a l e n a tres a ñ o s y m e d i o . E s t o p u e d e ser u n a referencia al


p e r í o d o final de las setenta s e m a n a s de a ñ o s q u e h e m o s c o n s i d e r a d o
en el a p a r t a d o anterior, en el cual cesarán el sacrificio y la o b l a c i ó n , «y
en el ala del T e m p l o estará la a b o m i n a c i ó n d e la d e s o l a c i ó n » ( D n
9 , 2 7 ) . H a y , p o r lo tanto, un paralelismo entre el p e r í o d o final d e las
setenta s e m a n a s de a ñ o s o diez jubileos d e D n 9 y el c ó m p u t o d e las
siete s e m a n a s hasta la fiesta de las S e m a n a s en D n 1 0 - 1 2 .
El n ú m e r o 1 3 3 5 es u n a c o m p o s i c i ó n de 1 2 6 0 (tres a ñ o s y m e d i o )
m á s 7 5 . Si se c u e n t a n 7 5 días d e s d e el p r i m e r 1/1, el d í a 7 5 es el
15/111, q u e es el día de la fiesta de las S e m a n a s en el calendario s a d o -
quita. L o s 7 5 días incluyen, p o r t a n t o , el p e r í o d o de p r e p a r a c i ó n de
2 5 días m á s el c ó m p u t o d e 5 0 días (siete s e m a n a s ) hasta la fiesta de las
S e m a n a s : « D i c h o s o a q u e l q u e sepa esperar y a l c a n c e m i l trescientos
treinta y cinco días!» 4 1 .
Si estas suposiciones s o n correctas, se ve c ó m o se establece u n a re-
lación entre la fiesta de las S e m a n a s y el a ñ o jubilar: en a m b o s casos se
trata de períodos de cincuenta unidades (días-años) c u y o final es u n a
o c a s i ó n propicia para u n a nueva revelación, c o m o la revelación q u e se
dio c u a n d o el p u e b l o de Israel llegó al Sinaí después de siete s e m a n a s
de a n d a r p o r el desierto 4 2 .
Si bien la relación entre el a ñ o jubilar y la celebración a n u a l de la
fiesta de las S e m a n a s n o es tan explícita en estos capítulos del libro de
D a n i e l , se encontrará claramente presente en a l g u n o s textos d e la li-
teratura intertestamentaria, analizados en otra parte de la tesis, e s p e -
cialmente el L i b r o de los Jubileos y el C u a r t o L i b r o de E s d r a s .
D e cualquier m a n e r a , se p u e d e observar en D a n i e l u n a p r e o c u p a -
ción p o r el c a l e n d a r i o , y respecto al a ñ o jubilar, m á s q u e estar p e n -
diente del c o n t e n i d o n o r m a t i v o de esta institución bíblica, lo utiliza
en su sentido religioso y escatológico-litúrgico.

CONCLUSIONES

L a legislación general sobre el a ñ o jubilar f o r m a u n a u n i d a d c o n la


n o r m a t i v a del a ñ o sabático en el texto de L v 2 5 , 1 - 2 6 , 2 , en el q u e se
p u e d e n distinguir u n a sección apodíctica (Lv 2 5 , 2 b - 7 ) y u n a sección
casuística (Lv 2 5 , 2 5 - 5 5 ) , e n m a r c a d a s p o r u n a i n t r o d u c c i ó n (Lv 2 5 , 1 -
2a) y u n a conclusión exhortativa (Lv 2 6 , 1 - 2 ) .
L a s e c c i ó n a p o d í c t i c a presenta las prescripciones relativas al a ñ o
sabático y al a ñ o jubilar. Estas instituciones están relacionadas entre sí
p o r la c o n v i c c i ó n d e q u e D i o s es el p r o p i e t a r i o de la tierra, y la ha
EL A Ñ O JUBILAR E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 255

d a d o a los israelitas para q u e disfruten de ella c o m o h u é s p e d e s suyos.


L a tierra es u n d o n inalienable, y por este m o t i v o , si u n israelita llega
a perderla, d e b e r á recobrarla, ya sea c o n la a y u d a d e s u familiar m á s
c e r c a n o , o bien, en ú l t i m o c a s o , c o n la llegada del a ñ o j u b i l a r c a d a
siete s e m a n a s de años.
E n la sección casuística se consideran cuatro situaciones de sucesi-
vo e m p o b r e c i m i e n t o en las q u e un israelita se p u e d e encontrar y q u e ,
para hacer frente a ellas recurre: 1) a la venta de su p r o p i e d a d ; 2) a so-
licitar u n p r é s t a m o ; 3) a entrar a trabajar al servicio de otro israelita; y,
finalmente, 4) a entrar a trabajar al servicio de u n extranjero. E n estos
casos se prevé, c o m o p r i m e r a m e d i d a , q u e el pariente m á s cercano se
o c u p e de rescatar la p r o p i e d a d v e n d i d a (situación 1) o redimir al isra-
elita q u e está s i r v i e n d o en casa d e u n extranjero (situación 4 ) . E n el
caso d e q u e el israelita trabaje en la casa de otro c o m p a t r i o t a s u y o (si-
t u a c i ó n 3 ) , a diferencia de lo q u e se dice en las leyes del esclavo h e -
breo en E x 2 1 , 2 - 4 y D t 1 5 , 1 2 - 1 8 , n u n c a tendrá la c o n s i d e r a c i ó n de
u n esclavo, s i n o el de u n j o r n a l e r o , y servirá c o m o m u c h o h a s t a el
p r ó x i m o jubileo. C o n la llegada del a ñ o jubilar, los efectos principales
q u e se c o n s i g u e n s o n recobrar la p r o p i a libertad y volver a habitar en
la p r o p i a heredad.
El a ñ o jubilar d e b e dar c o m i e n z o c o n la celebración del D í a de las
E x p i a c i o n e s . C o n este hecho se manifiesta q u e la restauración e c o n ó -
m i c a y social p r o p i a del a ñ o j u b i l a r d e b e ir p r e c e d i d a p o r la repara-
ción d e las i m p u r e z a s y transgresiones en las q u e se haya incurrido en
el servicio del T e m p l o y en la v i d a diaria de los israelitas, a través de
los ritos del D í a d e las Expiaciones.
P r o b a b l e m e n t e L v 2 5 era la c o n t i n u a c i ó n del calendario litúrgico
descrito en L v 2 3 , y, c o m o tal, se p u e d e considerar c o m o la c u l m i n a -
ción del t e m a del s á b a d o . Sin e m b a r g o , en u n a redacción posterior se
i n t r o d u c e entre estos d o s capítulos la narración del castigo del blasfe-
m o (Lv 2 4 , 1 0 - 2 3 ) , y c o n esto se transforma la estructura literaria del
c o n j u n t o . D e esta m a n e r a , se f o r m a la sección de L v 2 5 - 2 7 en la q u e
el t e m a d o m i n a n t e es el de la «redención»: a través de la práctica de la
redención de p r o p i e d a d e s y personas y de la observancia del a ñ o j u b i -
lar, se m u e v e a los israelitas a imitar la actividad redentora del Señor.
V i s t o d e s d e u n a perspectiva m á s a m p l i a , d e n t r o del c o n j u n t o del
P e n t a t e u c o , la n o r m a t i v a general del a ñ o j u b i l a r está i n c l u i d a en la
s e c c i ó n q u e trata de la etapa del p u e b l o en el S i n a í ( E x 1 9 - N m 1 0 ) ,
de gran i m p o r t a n c i a d e b i d o a q u e se sitúa entre la liberación realizada
p o r D i o s d e la esclavitud de E g i p t o y el acceso a la tierra q u e el S e ñ o r
otorga a su pueblo.
256 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

Existen d o s situaciones particulares en las q u e d e b e tenerse en


cuenta la p r o x i m i d a d o lejanía de u n a ñ o jubilar: la n o r m a t i v a sobre
la redención d e c a m p o s consagrados al S e ñ o r (Lv 2 7 , 1 6 - 2 4 ) , y las dis-
p o s i c i o n e s relativas a la herencia de las m u j e r e s sin h e r m a n o s ( N m
3 6 , 4 ) . E n a m b o s casos la consideración del a ñ o jubilar sirve p a r a re-
forzar el principio de inalienabilidad de la tierra.
U n a vez consideradas las motivaciones teológicas q u e están i m p l í -
citas en la normativa del a ñ o jubilar en el Pentateuco, se p u e d e abor-
dar el t e m a d e s d e otro p u n t o de vista, q u e consiste en delinear el d e -
sarrollo d e la tradición sobre el a ñ o j u b i l a r q u e se p u e d e d e d u c i r a
partir de las alusiones a esta institución en los restantes libros bíblicos
y en la literatura intertestamentaria. Este análisis m u e s t r a el carácter
progresivo de la Revelación, p o r el q u e u n m i s m o t e m a a d a p t a d o en
contextos diversos es capaz de poner de relieve nuevos desarrollos teo-
lógicos.
U n a primer contexto es el q u e corresponde a situaciones anteriores
al destierro. E n ese sentido, n o se p u e d e citar n i n g ú n caso en el q u e se
aluda al a ñ o jubilar en la é p o c a pre-exílica, pero se p u e d e señalar q u e
hay a l g u n o s p u n t o s de contacto entre la legislación de L v 2 5 y el rela-
to de la iniciativa del Rey Sedecías de proclamar u n a liberación de es-
clavos (Jr 3 4 , 8 - 2 2 ) , c o n c r e t a m e n t e el u s o del t é r m i n o técnico d'ror
(Jr 3 4 , 8 . 1 5 . 1 7 ) q u e c o r r e s p o n d e a la liberación q u e se h a d e procla-
m a r en el a ñ o jubilar (Lv 2 5 , 1 0 ) , y el h e c h o de q u e se trata d e u n a
m a n u m i s i ó n simultánea de t o d o s los esclavos.
U n a nueva é p o c a de la historia d e Israel se inicia c o n la llegada del
destierro, q u e es c o n s i d e r a d o en a l g u n o s textos c o m o u n castigo p o r
n o haber o b s e r v a d o las leyes relativas a los esclavos (Jr 3 4 , 1 7 - 2 2 ) , y
p o r n o haber g u a r d a d o los años sabáticos (Lv 2 6 , 3 3 - 3 5 . 4 3 ) . E n m e -
d i o de la cautividad, al c o m i e n z o de u n a ñ o jubilar (Ez 4 0 , 1 ) , se sitúa
s e g ú n el relato bíblico la visión del T e m p l o de Ezequiel. E n esta visión
se traza un proyecto de restauración de Israel, en el q u e n o deja de in-
cluirse la institución del a ñ o jubilar (Ez 4 6 , 1 7 ) , para asegurar a través
de ella el principio de inalienabilidad de la tierra.
A l situar esta visión del T e m p l o en los c o m i e n z o s de u n j u b i l e o , se
d a inicio a un aspecto de la tradición del a ñ o jubilar q u e consiste en
q u e un a ñ o jubilar es un m o m e n t o p r o p i c i o para u n a revelación. S e -
g ú n la c r o n o l o g í a implícita en el libro de Ezequiel, el a ñ o jubilar ante-
rior al a ñ o de la visión del T e m p l o es el q u e c o r r e s p o n d e al hallazgo
del libro de la L e y p o r parte del sacerdote Jilquías (2 R 2 3 , 1 - 3 ; 2 C r o
3 4 , 1 9 - 3 3 ) , q u e es el p u n t o de partida de u n a reforma religiosa. E s t a
a s o c i a c i ó n del a ñ o jubilar c o n m o m e n t o s p a r t i c u l a r m e n t e s e ñ a l a d o s
EL A Ñ O J U B I L A R E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 257

p a r a la revelación de D i o s a s u p u e b l o está presente t a m b i é n en el Li-


bro d e los J u b i l e o s y en el C u a r t o L i b r o de E s d r a s .
El texto de Is 6 1 , 2 hace referencia a la p r o c l a m a c i ó n de un a ñ o de
gracia del Señor. E n este m e n s a j e de consolación se describe la restau-
ración de Israel después del exilio, y se utiliza p a r a esto, entre otras, la
i m a g e n del a ñ o jubilar.
L a s dificultades sociales q u e se p r o d u c e n a la vuelta del destierro
en t i e m p o s d e N e h e m í a s , relatadas en N e 5 , 1 - 1 3 , c o r r e s p o n d e n c o n
e x a c t i t u d a las situaciones previstas en la sección casuística de L v 2 5 ,
relativas a la r e g u l a c i ó n d e p r é s t a m o s , y al rescate d e p r o p i e d a d e s y
p e r s o n a s . Sin e m b a r g o , n o se alude en este contexto a n i n g u n a legisla-
c i ó n , q u i z á s p o r q u e en esa é p o c a n o e s t a b a r e d a c t a d a t o d a v í a en su
f o r m a final.
J e r e m í a s h a b í a a n u n c i a d o q u e el destierro duraría setenta a ñ o s (Jr
2 5 , 1 1 ; 2 9 , 1 0 ) , y esta predicción se considera c u m p l i d a c o n la procla-
m a c i ó n del decreto de C i r o (2 C r o 3 6 , 2 2 - 2 3 ; E s d 1,1-3). S i n e m b a r -
g o , en la perspectiva de la p e r s e c u c i ó n de A n t í o c o I V E p í f a n e s , D a -
niel n o está satisfecho p o r q u e la restauración a n u n c i a d a p o r J e r e m í a s
es a ú n i n c o m p l e t a ( D n 9 , 1 - 1 9 ) . E n t o n c e s se le revela a través del án-
gel G a b r i e l , q u e los setenta a ñ o s h a n de entenderse c o m o setenta se-
m a n a s de a ñ o s , es decir, setenta años sabáticos, lo q u e equivale a diez
p e r í o d o s jubilares ( D n 9 , 2 0 - 2 7 ) .
El t e m a de las setenta s e m a n a s es desarrollado en u n a serie d e tex-
tos de la literatura apocalíptica j u d í a , j u n t o c o n diversas especulacio-
nes sobre la historia d e Israel. E n base a esto, se elaboran algunas cro-
n o l o g í a s e x p r e s a d a s en t é r m i n o s d e s e p t e n a r i o s y j u b i l e o s , c o m o
p u e d e verse en a l g u n o s escritos a p ó c r i f o s del A n t i g u o T e s t a m e n t o y
en m a n u s c r i t o s de Q u m r á n . Estas cronologías m u e s t r a n c ó m o la Pro-
videncia d e D i o s tiene dispuestos a c o n t e c i m i e n t o s i m p o r t a n t e s d e la
historia universal y del Pueblo de Israel en los diversos p e r í o d o s a los
q u e a l u d e n estos textos apocalípticos.
E n a l g u n o s d e estos textos se resaltan d e t e r m i n a d o s a c o n t e c i -
m i e n t o s q u e o c u r r e n c o n o c a s i ó n d e c u m p l i r s e u n «jubileo d e j u b i -
leos», c o m o es el caso del é x o d o en el T a r g u m P s e u d o - J o n a t á n , y la
m u e r t e d e M o i s é s en el T e s t a m e n t o de M o i s é s . E s t a s asociaciones se
a p o y a n en u n a a d a p t a c i ó n a la v i d a n a c i o n a l d e Israel d e a s p e c t o s
particulares del a ñ o jubilar (liberación de la esclavitud y É x o d o , p o -
sesión d e la tierra y e n t r a d a en C a n a á n ) . E n el C u a r t o L i b r o d e E s -
dras, al c u m p l i r s e el s e g u n d o «jubileo d e jubileos» tiene lugar la reve-
l a c i ó n a E s d r a s , c o m o u n n u e v o M o i s é s , de n o v e n t a y c u a t r o libros
sagrados.
258 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

El Libro de los Jubileos advierte q u e , a u n q u e Israel entre en la tie-


rra de C a n a á n , d e b e r á n transcurrir m á s jubileos hasta q u e llegue un
t i e m p o en el q u e Israel se p u r i f i q u e de t o d a c u l p a ( J u b 5 0 , 5 ) . T a m -
bién el T e s t a m e n t o de Leví anuncia al final del d é c i m o jubileo el sur-
g i m i e n t o d e u n sacerdote nuevo «a q u i e n serán reveladas todas las p a -
labras del S e ñ o r » (TestLev 1 8 , 1 ) . El d o c u m e n t o 1 l Q M e l c h p o n e en
relación la p r o c l a m a c i ó n del « a ñ o de gracia del Señor» (Is 6 1 , 2 ) c o n el
d é c i m o jubileo de la historia, q u e señala el fin de la profecía d e las se-
tenta s e m a n a s . D e esta m a n e r a se abren nuevos horizontes p a r a u n a
restauración definitiva de Israel q u e v e n d r á en u n futuro i n d e t e r m i -
nado.
Estas espectativas señaladas para los ú l t i m o s t i e m p o s s o n c o n s i d e -
radas en el Evangelio de S a n L u c a s c o m o u n a realidad presente en la
p e r s o n a de J e s ú s . E n p r i m e r lugar, el Evangelio señala c o m o c u m p l i d a
la profecía de las setenta semanas de D a n i e l al encuadrar en u n perío-
d o d e setenta s e m a n a s los sucesos q u e v a n d e s d e el a n u n c i o de G a -
briel a Zacarías hasta la Presentación del N i ñ o J e s ú s en el T e m p l o . Y
en s e g u n d o lugar, presenta a Jesús iniciando s u ministerio p ú b l i c o en
la s i n a g o g a de Nazaret con la p r o c l a m a c i ó n del «año de gracia del S e -
ñor» p o r excelencia.
E s t e « a ñ o de gracia» es, en la p r e s e n t a c i ó n del E v a n g e l i o de S a n
L u c a s , el p e r í o d o del ministerio público del Señor. Para los destinata-
rios del Evangelio, este t i e m p o de gracia se repite c a d a a ñ o en la vida
de la Iglesia, para hacer c o n t i n u a m e n t e presente — « h o y » — la salva-
ción o b r a d a p o r Jesucristo, q u e consiste en la « r e m i s i ó n » (áqbecris' =
«jubileo» en L v 2 5 L X X ) de los p e c a d o s , n o la ruptura total c o n el or-
d e n existente sino el restablecimiento de lo q u e h a b í a s i d o original-
m e n t e d i s p u e s t o p o r D i o s . Por la i m p o r t a n c i a a s i g n a d a p o r L u c a s al
t e m a del a ñ o jubilar, p u e d e considerarse al tercer evangelio c o m o el
«Evangelio del a ñ o jubilar».
C o m o se ha señalado anteriormente, el a ñ o jubilar fue utilizado en
diversas cronologías de la historia de Israel expresadas en términos de
septenarios, jubileos, decenas de jubileos y jubileos d e jubileos. E n al-
g u n o s textos ( D n 1 0 , 1 - 1 2 , 1 3 , L i b r o de los J u b i l e o s , C u a r t o L i b r o de
Esdras, y p r o b a b l e m e n t e el p r o p i o Evangelio de Lucas) se m u e s t r a un
proceso inverso, p o r el cual la fiesta de las S e m a n a s se p u e d e c o n s i d e -
rar c o m o la c o n m e m o r a c i ó n anual del a ñ o jubilar. E n este s e n t i d o , si
al principio del Evangelio de Lucas e n c o n t r a m o s presente el t e m a del
a ñ o jubilar (Evangelio de la Infancia, Jesús en la s i n a g o g a de N a z a r e t ) ,
t a m b i é n el libro de los H e c h o s de los A p ó s t o l e s abre c o n este t e m a , a
través del relato de Pentecostés (fiesta d e las S e m a n a s ) , y p r o b a b l e -
EL A Ñ O JUBILAR E N LA T R A D I C I Ó N BÍBLICA 259

mente con el empleo del término áTTOKarácTTGLS' (Hch 3,21; cfr.


Hch 1,6), que es utilizado por Filón para designar la restitución de
propiedades en el año jubilar.
El interés de los textos bíblicos por presentar los años jubilares
como momentos privilegiados de la acción del Dios en la historia es
una confesión de su soberanía sobre los tiempos y una manifestación
de fe en su Providencia con los hombres.
NOTAS

1. Una alusión probable al año jubilar se encuentra en Lv 26, 10, donde se promete,
según lo dicho en Lv 25, 20-22, que la tierra será bendecida con cosechas abun-
dantes si los istaelitas cumplen las leyes del Señor. En Lv 26, 34.43 se dice que la
tierra descansará y pagará sus sábados mientras esté desolada, pero estos versículos
probablemente se refieren más al año sabático que al año jubilar. Finalmente, las
dos alusiones a «frutos abundantes» (yebul) en Lv 26, 4.20 son, al menos por
coincidencia en la raíz de la palabra, reminiscencias del «jubileo» (yobelj.
2. R. NORTH, Sociology ofthe Biblical Jubilee, p. 37; N . P . LEMCHE, The Manumission
ofSlaves-TheFallow Year-The Sabbatical Year-TheJobel Year, en VT 26 (1976) 51;
M . WEINFELD, Sabbatical Year and Jubilee in the Pentateuc Laws and their Ancient
Near Eastern Background, en The Law in the Bible and its Environment, T. VEIJOLA
(ed.), Helsinki 1990, p. 39.
3. A. SCHENKER, La liberazione degli schiavi a Gerusalemme secondo Ger 34,8-22, en
RivBibIt4l (1993) 453-458.
4. Esta palabta únicamente aparece en estos lugares y en Is 61,1 y Ez 46,17, que con-
sideraremos en los próximos capítulos. En las versiones griegas (Jr 34 TM = Jr 41
LXX), el vocablo es traducido como äqbeais (derivado de ánó «fuera de, lejos» y
£'r///í «enviar, lanzar»), término que también utiliza el traductor de la Septuaginta
como equivalente deyobeL «jubileo» (Lv 25,10-13.15.30-33.40.50.52.54).
5. Además de considerar la posibilidad de que los setenta años sean expresión de diez
años sabáticos, P. GRELOT, Soixante dix semaines d'années, en Bib 50 (1969) 173-
177 ofrece un paralelo del tema de los 70 años en la literatura asiria.
6. Cfr. por ejemplo P. GRELOT, Soixante-dix semaines d'années, en Bib 50 (1969) 184;
K. K O C H , Die mysteriösen Zahlen der judäischen Könige und die apokalyptischen
Jahrwochen, en V T 28 (1978) 439; L. DEQUEKER, King Darius and the Prophecy of
Seventy Weeks, en The Book of Daniel in the Light of New Findings (BETL 106),
AS. VAN DER WOUDE (ed.), Leuven 1993, pp. 202-203.
7. R.T. B E C K W I T H , The Significance of the Calendar for Interpreting Essene Chronology
and Eschatology, en RQ 10 (1980) 166-167.
8. Cfr. J. VAN GOUDOEVER, Fetes et calendriers bibliques, Paris 1967, p. 121.
9. Cfr. J. VAN GOUDOEVER, Fetes et calendriers bibliques, Paris 1967, pp. 121-122.
10. El tratado tabínico Seder 'Olam Rabbah (25,8) hace eco de esta misma tradición:
«Joaquín fue deportado a mitad de un período jubilar, en el año cuarto del septe-
nario» (L.F. GIRÓN B L \ N C , Seder 'Olam Rabbah, Estella 1996, p. 119).
11. Relacionar el «año treinta» con el hallazgo de la Ley •—sin mencionar el año jubi-
lar— es una intetpretación ya propuesta pot el Tatgum, por Teodoreto de Ciro, y
262 EDDY MAURICIO PALACIOS VASQUEZ

por San Jerónimo (Cfr. F. SPADAFORA, Ezekiel [SBG 28], p. 27, Roma 1960). El
Targum, por ejemplo, lee: «En el año treinta desde el tiempo en el que el Sumo Sa-
cerdote Jilquías encontró el libro de la Tora en el Templo...» (M. GREENBERG,
Ezequiel 1-20 [AB 22] New York 1986, pp. 39-40). David Kimhi {Mikra'ot Gedo-
lot) opina que se trata del año treinta del período jubilar. Para un resumen de otras
hipótesis propuestas, vid. G.A. C O O K E , The Book of Ezekiel (ICC), Edinburgh
1960, pp. 6-7.
12. J. VAN GOUDOEVER, Fêtes et calendriers bibliques, Paris 1967, pp. 121-122.
13. E. CORTESE, L'anno giubilare: profezia della restaurazione?, en RivBiblt 18 (1970)
407-408; J. FACER, Land Tenure and the Biblical Jubilee, p. 76. Se apoyan en estu-
dios de W. ZlMMERLI, respectivamente: Ezequiel Neukirchen, p. 995; y Das «gna-
denjahr des Hern«, en Archäologie und Altes Testament: Festschrifi fur Kurt Galling,
A. Kuschke-E. Kutsch (eds.), Tübingen 1970, p. 329.
14. Cfr. p. ej. A. PENNA, Isaiah [SBG], Roma 1964, pp. 589-590. Para otros autores,
vid. W.A.M. BEUKEN, Servant and Herald of Good Tidings. Isaiah 61 as an Inter-
pretation of Isaiah 40-55, en The Book ofIsaiah (BETL 81), J. VERMEYLEN (ed.),
Leuven 1989, p. 413.
15. Entre los que identifican al mensajero con el siervo del Señor está p. ej. J. VERMEY-
LEN, Du prophète Isaïe à l'Apocalyptique. Isaïe, I-XXXV, miroir d'un demi-millénaire
d'expérience religieuse en Israël, II, Paris 1978, pp. 478-483. Para otros autores, vid.
W.A.M. BEUKEN, Servant and Herald of Good Tidings, p. 413.
16. El primero en proponer esta identificiación fue H. CAZELLES, Le Messie de la Bible,
Paris 1978, p. 156; el punto ha sido desarrollado por P. GRELOT, Sur Isaïe LXI: La
première consécration d'un Grand-Prêtre, en RB 97 (1990) 414-431. Además de
fundamentar esta propuesta en la literalidad del texto, Pierre Grelot propone como
una mera hipótesis una fecha en la cual pudo componerse este himno, al menos en
sus partes principales. Se trata del año 511/510, en el cual Yoyiaquim sucede al
Sumo Sacerdote Josué, y con ocasión de un año sabático. Con esto se daría una
coincidencia entre la amnistía prevista por Nm 35,22-29 y el tema de la liberación
de esclavos con ocasión del año sabático.
En esta misma línea —como se verá en capítulos posteriores— el Testamento de
Levi entiende que «en cada jubileo habrá un sacerdocio» (TestLev 17,2), y el docu-
mento de Qumrán sobre Melquisedec, aludiendo al texto de Is 61,1-2, asocia la
proclamación del año de gracia con Melquisedec, «sacerdote del Dios Altísimo» se-
gún Gn 13,18.
17. P. GRELOT, Sur Isaïe LXI, p. 423.
18. De hecho, este texto es leído aún en la actualidad en la liturgia sinagogal del Yom
Kippur. Cfr. WALTER e . KAISER, JR., Leviticus en NIB 1, Abingdon 1994, pp.
1009-1010.
19. W. JOHNSTONE, The Use of Leviticus in Chronicles, en Reading Leviticus, A Conver-
sation with Mary Douglas (JSOTSup 227), J.F.A. SAWYER (ed.), Sheffield 1996, p.
254.
20. W. JOHNSTONE, The Use of Leviticus in Chronicles, p. 254.
21. J. VAN GOUDOEVER, Fêtes et calendriers bibliques, p. 122.
22. W. JOHNSTONE, The Use of Leviticus in Chronicles, p. 254.
23. L. A L O N S O SCHÖKEL, «Somos iguales que nuestros hermanos». Para una exegesis de
Neh 5,1-13, en Salm 23 (1976) 258.
24. L. ALONSO SCHÖKEL, «Somos iguales que nuestros hermanos», p. 261.
25. Cfr. G WILSON, The Prayer of Daniel9, Reflection on Jer 29, en JSOT 48 (1990)
91-99.
NOTAS 263

26. La estructura y la crítica textual de los versículos 24-27 es según la propuesta de A.


LAATO, The Seventy Yearweeks in the Book of Daniel, en ZAW 1 0 2 ( 1 9 9 0 ) 2 2 0 -
221.
27. D. DlMANT, The Seventy Weeks Chronology (Dan 9,24-27) in the Light of New
Qumranic Texts, en The Book of Daniel in the Light of New Findings (BETL 106),
A.S. VAN DER WOUDE (ed.), Leuven 1993, pp. 59-60.
28. Para una discusión más amplia sobre el tema, vid. los artículos citados en este apar-
tado, y comentarios al libro de Daniel, p. ej: J.A. MONTGOMERY, The Book ofDa-
niel (ICQ, Edinburgh 1 9 2 7 , pp. 3 9 0 - 4 0 1 ; y L.F. HARTMAN-A.A. DI LELLA, The
Book ofDanieKAB 2 3 ) , New York 1978, pp. 249-253.
29. Cfr. D. DlMANT, The Seventy Weeks Chronology (Dan 9,24-27) in the Light of New
Qumranic Texts, pp. 63-64.
30. Cfr. A. LAATO, The Seventy Yearweeks, p. 2 2 1 .
31. Cfr. K. KOCH, Die Mysteriösen Zahlen der judaïschen Könige und die apokalyptis-
chen Jahrwochen, en VT 2 8 (1978), 4 3 5 .
32. Cfr. A. LAATO, The Seventy Yearweeks, p. 2 2 4 .
33. L. DEQUEKER, King Darius and the Prophecy of Seventy Weeks (Daniel 9), en The
Book of Daniel in the Light of New Findings, pp. 187-210.
34. «Les 7 0 ans de Jéremie équivalent á 10 périodes sabbatiques, tandis que les 4 9 0 de
Daniel recouvrent 1 0 périodes jubilaires» (]. STEINMANN, Daniel Paris 1950, p.
133, que se apoya en A.A. BEVAN, A Short Commentary in the Book of Daniel
Cambridge 1892, p. 186); «Une allusion conjointe aux deux textes qui permettent
de passer des 7 0 ans aux 7 0 semaines d'annés, autrement dit, des 1 0 périodes sab-
batiques aux 10 périodes jubilaires, soit: Jr 25,10-11 et Lv 25-26, me paraît tout-à-
fait plausible» (P. GRELOT, Soixante-dix semaines d'années, en Bib 5 0 [1969] 184);
«Ten times seven sabbaths of years followed by the Jubilee» (A. LACOQUE, The
Book of Daniel p. 178); «490 gilt als die Summe eines "potenzierten" Jubeljahres,
wie 7 0 als diejenige enies "potenzierten" Sabbatjahres» (K. KOCH, Die mysteriösen
Zahlen der judäischen Könige und die apokalyptischen Jahrwochen, p. 4 3 9 ) ; «The
particular schema of seventy weeks of years is probably suggested by the system of
Sabbatical years in Leviticus 25, which stipulated a jubilee after seven weeks of years»
(J.J. COLLINS, Daniel, Minneapolis 1993, p. 91); «Both interpretations —the one
aiming at the second temple, the other at the Maccabean restoration of the sanc-
tuary— view the seventy years of Jeremiah's prophecy in the light of the biblical
symbolism and ideology of the Jubilee year» (L. DEQUEKER, King Darius and the
Prophecy of Seventy Weeks, pp. 202-203).
35. Como se trata en la Tercera Parte de la tesis, este aspecto de la presencia del Señor
en su Templo será retomado por el Evangelio de San Lucas, asociado con la profe-
cía de las setentas semanas, ya que en la cronología del Evangelio de la Infancia hay
setenta semanas entre el anuncio del ángel Gabriel a Zacarías y el ingreso del Niño
Jesús en el Templo (Le 1,5,-2,22).
36. «(...) the Feas of Weeks is the festival of Covennt par excellence. And as yearly ce-
lebration of the Yobel Year, it symbolizes well, after the magical counting of the se-
ven weeks —an expression of messianic hope—, the time of the end» (J. VAN
GOUDOEVER, Time indications in Daniel that Reflects the Usage of the Ancient Theo-
retical so-called Zadokite Calendar, en The Book of Daniel in the Light ofNew Fin-
dings, p. 5 3 8 ) .
37. J . VAN GOUDOEVER, Time Indications in Daniel pp. 534-535.
38. Sobre este calendario, vid. más información enj. MORGENSTERN, The Calendar of
the Book of Jubilees, its origin and its character, en VT 5 (1955) 34-76; A. JAUBERT,
264 E D D Y MAURICIO PALACIOS VÁSQUEZ

Le calendrier des Jubiles et les jours liturgiques de la semaine, en V T 7 (1957) 36-61 ;


H. CAZELLES, Sur les origines du calendrier des Jubilés, en Bib 4 3 (1962) 2 0 2 - 2 1 2 ; J.
VAN GOUDOEVER, Fêtes et calendriers bibliques, pp. 93-103; R.T. BECKWITH, The
Temple Scroll and its Calendar: Their Character and Purpose, en RQ 1 8 (1997) 3-
19.
39. Cfr. J. VAN GOUDOEVER, Fêtes et calendriers bibliques, pp. 87-88; 19-200; Time in-
dications in Daniel pp. 536-538.
40. J. VAN GOUDOEVER, Time Indications in Daniel pp. 536-538.
4 1 . J. VAN GOUDOEVER, Time Indications in Daniel p. 5 3 8 .
42. Como se trata en la Tercera Parte de la tesis, probablemente también San Lucas
hace uso de este paralelo entre el año jubilar y lafiestade las Semanas, en los rela-
tos programáticos de sus dos obras: en la predicación de Jesús en la sinagoga de
Nazaret (Le 4,16-30) y en el relato de Pentecostés (Hch 2,1-41).
ÍNDICE DEL EXCERPTUM

PRESENTACIÓN 201

N O T A S D E LA P R E S E N T A C I Ó N 205

Í N D I C E D E LA T E S I S 207

B I B L I O G R A F Í A D E LA T E S I S 211

TABLA D E ABREVIATURAS 217

EL A Ñ O J U B I L A R F U E R A D E L P E N T A T E U C O 221
A. J E R E M Í A S 222
1. Manumisión de esclavos en tiempos de Sedecías (Jr 3 4 , 8 - 2 2 ) . 222
2 . Profecía de los setenta años (Jr 2 5 , 1 1 ) 225
B. EZEQUIEL 226
1. «El año veinticinco de nuestra cautividad» (Ez 4 0 , 1 ) 227
2 . Disposiciones sobre la herencia de un príncipe (Ez 4 6 , 1 6 - 1 8 ) . 229
3 . Distribución de la tierra 230
C. ISAÍAS 231
1. Un año de gracia del Señor (Is 6 1 , 2 ) 232
2 . El ayuno agradable a Dios: dar libertad a los oprimidos (Is
58,5-6) 235

D. O B R A DEL CRONISTA 236


1. «Volvieron a habitar en sus propiedades» ( 1 Cro 9 , 2 ) 236
2 . Los israelitas, extranjeros y huéspedes delante de Dios ( 1 Cro
29,15) 237
3 . «Joaquín reinó tres meses y diez días» ( 2 Cro 3 6 , 9 ) 238
4 . El edicto de Ciro ( 2 Cro 3 6 , 2 2 - 2 3 ) 238
5 . Liberación de esclavos en tiempos de Nehemías (Ne 5 , 1 - 1 3 ) .. 240
E. DANIEL 242
1. Profecía de las setenta semanas (Dn 9 , 2 4 - 2 7 ) 242
2 . El año jubilar y la fiesta de las Semanas 249
a) Características del calendario sadoquita 250
266 EDDY MAURICIO PALACIOS VÁSQUEZ

b) La fiesta de las Semanas 251


c) Trasfondo litúrgico de D n 10,1-12,13 252
CONCLUSIONES 254

NOTAS 261

ÍNDICE DEL EXCERPTUM 265