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CARTAS DE LUIS G.

U R B I N A
A ALFONSO REYES

C a s i dos generaciones s e p a r a b a n e n e d a d a L u i s G . U r b i n a y A l -
fonso Reyes. E l p r i m e r o n a c i ó en 1864 y el segundo en 1889: v e i n -
t i c i n c o a ñ o s de d i f e r e n c i a . C u r i o s a m e n t e , es el m i s m o n ú m e r o de
a ñ o s q u e t r a n s c u r r e e n t r e l a m u e r t e de L u i s G . U r b i n a (18 de
n o v i e m b r e de 1934) y l a de A l f o n s o Reyes (29 de d i c i e m b r e de
1959). A m b o s v i v i e r o n setenta a ñ o s y m a n t u v i e r o n u n a larga amis-
t a d , n u n c a p e r t u r b a d a , a u n q u e l a v i d a los l l e v ó p o r r u m b o s dis-
t i n t o s . Esta a m i s t a d , i n i c i a d a e n 1905 o 1906, se p r o l o n g a r í a has-
t a l a m u e r t e de L u i s G . U r b i n a en M a d r i d , a u n q u e p a r a e n t o n -
ces Reyes y a l l e v a b a diez a ñ o s fuera, de E s p a ñ a .
E r a n m u y d i s t i n t o s : p o r su e d a d , p o r l a c o n d i c i ó n socioeco-
n ó m i c a de sus o r í g e n e s , p o r su f o r m a c i ó n y s e n s i b i l i d a d , p o r sus
intereses intelectuales. U n o m i r a b a al pasado, el o t r o al f u t u r o .
S o b r e el t r a s f o n d o de las letras y l a p o e s í a , l a a m i s t a d de Reyes
y U r b i n a fue u n a r e l a c i ó n h u m a n a sostenida e n el afecto y el res-
p e t o a los valores f u n d a m e n t a l e s de l a existencia: l a a m i s t a d , l a
g e n e r o s i d a d , l a r e c t i t u d . A m b o s f u e r o n p o r i g u a l ajenos a los dis-
t u r b i o s de l a c o d i c i a , l a a m b i c i ó n o l a m a l e d i c e n c i a . L o q u e R e -
yes a f i r m ó de U r b i n a vale p a r a a m b o s : " S u t a l e n t o era p a r t e de
1
su b o n d a d " .
L a a m i s t a d a r r a n c a de 1906, a ñ o de f u n d a c i ó n de l a r e v i s t a
Savia moderna, si b i e n u n o y a s a b í a d e l o t r o desde m u c h o antes.
S e g ú n el t e s t i m o n i o de U r b i n a , c o n o c i ó a Reyes en 1899 o 1900,
e n u n t e a t r o de l a c i u d a d de M é x i c o . T e n í a Reyes diez a ñ o s de
e d a d e i b a de l a m a n o de su p a d r e . E n el e n t r e a c t o , el g e n e r a l
R e y e s s a l u d ó a C a r l o s D í a z D u f o o , que a c o m p a ñ a b a e n esa oca-
1
" R e c o r d a c i ó n de U r b i n a " , en Pasado inmediato, AROC, t. 12, p. 272.

NRFH, X X X V I I (1989), núm. 2, 559-601


560 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

s i ó n a U r b i n a y le p r e s e n t ó a su h i j o ( A l f o n s o Reyes h a b í a l e í d o
los Cuentos nerviosos de D u f o o ) . — L e h a gustado el l i b r o de u s t e d —
d i j o el general Reyes, y c o m e n t a U r b i n a q u e la cara i n f a n t i l de
A l f o n s o Reyes "se i l u m i n ó de p r o n t o , c o n l u z de e n t u s i a s m o . N o
era p r o p i a de su edad l a l l a m a i n t e r i o r q u e le e n c e n d í a los ojos
2
C á n d i d o s . Se a d i v i n a b a e n él a u n l e c t o r a r d i e n t e " . Es posible
q u e el n i ñ o h a y a r e t e n i d o l a i m a g e n de ese e n c u e n t r o c o n U r b i n a
(entonces c o n 36 a ñ o s de e d a d ) , figura consagrada y a c o n u n l i -
b r o de poemas y u n a a m p l i a a c t i v i d a d p e r i o d í s t i c a .
A l f o n s o Reyes r e g r e s ó a M o n t e r r e y p a r a i n i c i a r sus estudios
de b a c h i l l e r a t o e n el C o l e g i o C i v i l d e l Estado y en 1905 se trasla-
d ó a l a c i u d a d de M é x i c o p a r a c o n c l u i r l o s en l a Escuela N a c i o n a l
P r e p a r a t o r i a . E r a l a é p o c a e n q u e e m p e z a b a a gestarse el m o v i -
m i e n t o c u l t u r a l q u e c u l m i n a r í a c o n las a c t i v i d a d e s d e l A t e n e o de
l a J u v e n t u d antes d e l estallido de l a R e v o l u c i ó n . Reyes h a c o n t a -
d o q u e a su l l e g a d a a l a c i u d a d de M é x i c o , se i n t r o d u c í a a l a c á t e -
d r a de L u i s G . U r b i n a en l a Escuela N a c i o n a l P r e p a r a t o r i a , " p o r
el gusto de o í r l e leer e n v o z alta a l g u n o s pasajes del Sombrero de
3
tres picos o a l g u n a cosilla de p o e s í a " . D o s h e r m a n o s m a y o r e s re-
c o n o c i ó A l f o n s o Reyes entre los escritores que f r e c u e n t a b a n él y
los m i e m b r o s de su g e n e r a c i ó n : E n r i q u e G o n z á l e z M a r t í n e z y L u i s
G . U r b i n a . Este ú l t i m o se a c e r c ó al g r u p o del A t e n e o de l a J u -
v e n t u d ; y c u a n d o esta n u e v a g e n e r a c i ó n de escritores e m p e z ó a
r e u n i r s e , " a q u e l poeta de p r i m e r a fila, a q u e l p e r i o d i s t a c o t i z a d o ,
a q u e l maestro, i n s t i n t i v a m e n t e se a c e r c ó a nosotros, e n t r ó en nues-
tras i n q u i e t u d e s , y a u n a b r i ó de n u e v o los l i b r o s en n u e s t r a c o m -
4
p a ñ í a . Poco d e s p u é s , hasta nos t u t e á b a m o s . . . " .
E n 1913, el 9 de febrero se i n i c i a l a " D e c e n a t r á g i c a " y ese
d í a el general Reyes m u e r e a c r i b i l l a d o ante las p u e r t a s d e l Pala-
cio N a c i o n a l . U n mes y d í a s d e s p u é s de este a c o n t e c i m i e n t o , el
16 de m a r z o , U r b i n a escribe u n a s l í n e a s a A l f o n s o Reyes:

Alfonso m u y querido: / E s t a r é puntualmente donde, por encargo


de Ezequiel, me citas. Y a sabía algo de lo que me anuncias en t u
recado. Siento deveras no haber podido darte hoy el abrazo d o m i -
nical, y ver en tus ojos y sentir en tus palabras t u clara, dulce y pen-

2
L u i s G . U R B I N A , " M a d r i d se despide de Alfonso Reyes. Dibujos en un
m e n ú " , Páginas sobre Alfonso Reyes, 1911-1945, Universidad de Nuevo L e ó n ,
Monterrey, 1955, t. 1, p. 49. E l texto de U r b i n a se publicó en El Universal,
M é x i c o , D . F . , el 11 de mayo de 1924.
3
" R e c o r d a c i ó n de U r b i n a " , p. 273.
4
Ibid.
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 561

sativa juventud. C e l e b r a r é que t u m a l de garganta no te impida can-


tar m a ñ a n a u n aleluya —fíjate: no una aleluya— al advenimiento
de u n proyecto de estudios serios./Muy tuyo/ Luis.

Es l a p r i m e r a c a r t a de U r b i n a a R e y e s e n el a r c h i v o de é s t e , y
p o r su t o n o y c o n t e n i d o se deja v e r l a r e l a c i ó n de a m i s t a d q u e
y a u n í a a a m b o s escritores a pesar de l a d i f e r e n c i a de e d a d . P a r a
esa fecha, y a L u i s G . U r b i n a h a b í a sido n o m b r a d o d i r e c t o r de
l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l (26 de f e b r e r o ) y es p r o b a b l e q u e e n el re-
cado de Reyes, a q u e hace m e n c i ó n U r b i n a , a q u é l le i n f o r m a r a
de su posible d e s i g n a c i ó n c o m o segundo secretario de l a L e g a -
c i ó n de M é x i c o e n F r a n c i a . C u a t r o meses m á s t a r d e , el 16 de j u -
l i o , A l f o n s o R e y e s recibe su t í t u l o de a b o g a d o y u n d í a d e s p u é s
es d e s i g n a d o segundo secretario e n l a L e g a c i ó n m e x i c a n a e n Pa-
r í s ; se e m b a r c a el 12 de agosto p a r a E u r o p a , d o n d e p e r m a n e c e r í a
once a ñ o s , hasta 1924.
L u i s G . U r b i n a d u r ó d i e c i o c h o meses e n el c a r g o de d i r e c t o r
de l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l ( h a b í a t o m a d o p o s e s i ó n el p r i m e r o de
m a r z o ) ; t e r m i n a su f u n c i ó n el 28 de agosto de 1914, al caer V i c -
t o r i a n o H u e r t a . E n esas m i s m a s fechas y p o r l a m i s m a r a z ó n , el
p e r s o n a l de l a L e g a c i ó n de M é x i c o e n F r a n c i a q u e d a d e s p e d i d o .
A l f o n s o Reyes v i a j a a E s p a ñ a y se i n s t a l a e n M a d r i d , a d o n d e l l e -
ga el 2 de o c t u b r e de ese a ñ o de 1914, sin e m p l e o y s i n recursos.
Desde M é x i c o , U r b i n a le escribe el 20 de o c t u b r e y el t o n o i n i c i a l
de l a c a r t a se e x p l i c a p o r l a c i r c u n s t a n c i a p e r s o n a l e n q u e se e n -
contraban ambos:

Oct. 20, 1914

M i querido Alfonsito:
N o hablemos n i de t u vida n i de la m í a por no hablar de cosas
tristes. M e figuro tus inquietudes y tus penas. T e figurarás las m í a s .
A ñ a d a m o s u n cincuenta por ciento a lo que nos figuramos y nos
habremos acercado a lo cierto. Pero por fortuna, nuestros valores
efectivos conservan su integridad y eso ya es algo, como d e c í a el buen
Andersen. Y o he quedado de esta prueba u n sentimental cristalino:
frágil y sonoro al m á s ligero aire espiritual. Soy u n licenciado v i -
driera del c o r a z ó n . T e recuerdo con una suave e m o c i ó n de dolor,
u n poco a lo r o m á n t i c o , como, cuando t e n í a quince a ñ o s , me acor-
daba de mis hermanitos. Y te veo c h i q u i t í n , guapillo, con t u sonri-
sa c a r i ñ o s a y tus ojos infantiles, andar como el h é r o e del humoris-
ta, en busca de una posición; sólo que la tuya no es social —no quieres
tal cosa— sino intelectual. Buscas t u r i n c ó n escondido y claro, en
562 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

el que poder estudiar, pensar y amar. L o encontrarás. Tienes ta-


lento y fe. Y te será más grato cuanto más trabajo te cueste hallar-
lo. Todo tu ser moral, en plena asunción, va a salir vigorizado por
efecto de esta gimnasia de la voluntad que estás haciendo. Y o sé
bien lo que vales y confío ciegamente en ti. Reconozco que eres un
tranquilo consciente, un domador de ímpetus y arrebatos. Y espe¬
ro verte siempre así.
De mí te sé decir que lo que me ha salvado mi mundo interior
intacto, es la serenidad. A h o r a mismo que te escribo entre cuatro
paredes desnudas, sobre las tablas de un estante vacío, sigo tan me-
lancólicamente contento como cuando estaba yo rodeado de libros,
de amigos y de mi viejo bienestar burgués. Todo se ha perdido fue-
ra de mí, pero dentro de mí nada se ha alterado. Y peso, día por
día, m i sentencia kempisteana: A m a tu cruz. . .
Y a ves, he tenido paciencia para coleccionar mis últimos ver-
sos, y mansedumbre para darlos a la estampa. T e los mando. E l
libro resultó feo y con apariencia de pequeño —no obstante que con-
tiene igual o mayor material que otros míos. Pero es que aquí toda
adquisición [sie] editorial se dificulta mucho: el papel, la imprenta,
el cajista, todo. A pesar de ello, estoy preparando mis cuatro libros
de prosa mi selección de artículos y trabajos literarios. V a tan ade-
lantada la cosa que antes de que termine noviembre habré conclui-
do. Entonces me dedicaré a concluir una novela empezada y a co-
menzar mis memorias. Porque no quiero deiar de decir mi palabra,
la que ha de revelar cómo un hombre, más o menos corriente, vio
la vida de los demás en relación con la suya propia. Quizá tengan
algún interés para los futuros curiosos de psiquis las confidencias
de un sencillo hombre de letras que se agita en un medio reacio y
casi hostil a la cultura. ¿Qué te plrece? Todo lo haré, todo lo escri¬
biré en los intervalos aue me deia la necesaria nesca del D a n aue
está siendo para mí famosa pero que por hoy me permke ence-
rrarme l a r i s horas en mi casa T e l o ' horror T í a calle- una cnA^

f r a n q u e z r i o s ^ ^ ^ ^ ^ S ^ ^ ^ ^ ^ ^ -
^ ^ S r S d ^ S ^ e t o si ouede™Y ta^bSnTnfSmame
de U de Z aZüuchI Y dedónde andt A m a d o N w v T a a u i e n S n -

Tas 7ÁnzTz¿rZ v CarfitosLozano Y basta dTinforLado-


nes Si:2coZZ; m: d « £ m i ^ i e i o T7auiere con t o d s u
corazónTu hermano
Luis

E s t a c a r t a de L u i s G . U r b i n a a Reyes d e b i ó significar el apo-


y o m o r a l q u e é s t e necesitaba p a r a e n f r e n t a r su difícil s i t u a c i ó n
e n M a d r i d , sobre l a q u e el m i s m o Reyes d e j ó u n a m p l i o t e s t i m o -
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A REYES 563

n i o e n su Historia documental de mis libros, I V . E l l i b r o a l q u e se


refiere U r b i n a , y d e l q u e espera los c o m e n t a r i o s de su a m i g o es
Lámparas en agonía, p u b l i c a d o c o n p i e e d i t o r i a l de l a V i u d a de C h .
B o u r e t y p r ó l o g o de E n r i q u e G o n z á l e z M a r t í n e z . L a s m e m o r i a s
a q u e hace referencia n u n c a las e s c r i b i ó , c o m o se e x p l i c a al final
de este t r a b a j o . D e los c u a t r o l i b r o s c o n s e l e c c i ó n de a r t í c u l o s y
t r a b a j o s l i t e r a r i o s , se p u b l i c ó e n M é x i c o e n 1915 Cuentos vividos
y crónicas soñadas, e d i t a d o p o r E u s e b i o G ó m e z de l a P u e n t e . E n
este m i s m o l i b r o se a n u n c i a n , e n p r e n s a , Los gestos de la carátula,
p r i m e r a serie, y e n p r e p a r a c i ó n l a s e g u n d a serie, m á s Psiquis en-
ferma y Hombres y libros. Estos dos ú l t i m o s se p u b l i c a r o n e n M é x i -
co p o r E l l i b r o f r a n c é s , el a ñ o de 1923. D e l p r i m e r o , n i n g u n a de
las dos series f o r m a p a r t e de l a b i b l i o g r a f í a de U r b i n a .
L a s cosas m a r c h a n m a l p a r a U r b i n a en M é x i c o . Ese m i s m o
a ñ o de 1914 fue apresado d u r a n t e tres d í a s ; se v i v e c o n d i f i c u l t a -
des e n l a c i u d a d , h a y persecuciones, y finalmente deja l a c a p i t a l
el p r i m e r o de m a r z o de 1915 p a r a d i r i g i r s e a L a H a b a n a , e n c o m -
p a ñ í a d e l m ú s i c o y c o m p o s i t o r M a n u e l M . Ponce y el v i o l i n i s t a
P e d r o V a l d é s F r a g a . S u p e r m a n e n c i a e n l a c a p i t a l de C u b a es
de catorce meses, c o m o c o l a b o r a d o r de El Heraldo de Cuba. P e r o
r e c i é n l l e g a d o a L a H a b a n a , U r b i n a escribe a Reyes el 28 de m a -
y o de 1915 u n a l a r g a c a r t a , d o n d e e x p l i c a l a difícil s i t u a c i ó n q u e
h a v i v i d o en l a c i u d a d de M é x i c o y las razones q u e l o o r i l l a r o n
a e m i g r a r . E l d o c u m e n t o es sin duda, u n t e s t i m o n i o de p r i m e r a
i m p o r t a n c i a p a r a c o n o c e r las c i r c u n s t a n c i a s prevalecientes e n l a
c a p i t a l de l a R e p ú b l i c a e n 1914 y 1915, a ñ o s i n i c i a l e s de l a C o n -
v e n c i ó n y de l a p r e s i d e n c i a p r o v i s i o n a l d e l general E u l a l i o G u -
tiérrez:

Alfonsito m í o :
M u y retardada recibo t u tarjeta postal. Para llegar a q u í , ya te
i m a g i n a r á s q u é dificultades, q u é trabajos, q u é catástrofes. Frente
a m í la suerte me está borrando la vida, como u n chiquillo malcria-
do borra la caligrafía laboriosa de una pizarra. M i vieja plana se es-
tá desvaneciendo. Y yo lo veo con i n t e r é s , con r e s i g n a c i ó n y con
tristeza. Es cosa curiosa ésta de asistir a los propios derrumbamien-
tos. ¿Parciales? ¿Totales? Acaso nada m á s incidentales. ¡Ojalá que
el alarife que llevamos dentro se apresure a levantar lo destruido.
Materiales hay; pero m i a l b a ñ i l parece u n poco cansado. L o vigila-
ré. L o malo es que ya comienza a no entusiasmarle el j o r n a l de ver-
dad y de ilusión que le ofrezco. Los ancianos no tienen en q u é gas-
tar sus ahorros y por eso se apoltronan. Y ya m i espíritu siente fati-
ga de vejez. Veremos.
564 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

Hace ocho meses, en octubre del a ñ o pasado, te escribí una carta


de abuelo, m u y larga, m u y llena de apotegmas para uso de la n i ñ e z
incauta; con la carta, te envié m i libro Lámparas en agonía. Castro
A n t o n i o * , que fue el encargado del t r á n s i t o postal, me a s e g u r ó que
te m a n d a r í a carta y l i b r o . ¿ L o s recibiste?
T e me has escondido tanto tiempo, como duende travieso, que
nada sé sino que vives, que sufres, que trabajas. E n malas andan-
zas sigue el m u n d o , Alfonso. Malas y u n poco inútiles. T o d o que-
d a r á peor para volver todo a lo mismo.
A h o r a , te a b r e v i a r é el cuento. L a cultura en M é x i c o ha c a í d o
con tanto estrépito que he quedado poco menos que sordo: m u y tardo
de o í d o . Apenas percibo las voces de nuestros amigos y camaradas.
De cuando en cuando veía pasar, durante mis escapatorias a la ca-
lle (he estado escondido, preso, detenido, fugitivo, etc., etc.), a J u -
lio T o r r i del brazo de A n t o n i o Castro, y a M a n u e l Toussaint de
la mano de Alberto V á z q u e z del M e r c a d o . I b a n r u m b o a la L i b r e -
r í a General. Los veía pero no los o í a . Ellos e s t á n mudos como yo
sordo. Y luego. . . ¡hacen tanto ruido sables, fusiles, corceles y ca-
ñ o n e s ! ¡Desconcierta de veras este concertante militar! El pretoria-
nismo está echando mucho tejido adiposo. Y a n i le vienen los pan-
talones de D o n Venustiano n i las chaparreras de V i l l a . Aquella ba-
rriga tragona crece, crece. ¡ Q u é bien que se harta el ogro! L a cosa,
sin embargo, n o tiene ya m á s remedio que apresurarla. Cuanto an-
tes, mejor. Para ese envenenamiento no quedan ya sino los recur-
sos t e r a p é u t i c o s de los sucesos revolucionarios. Lavar la sangre en
circulación y adelante con los faroles. Por desgracia no hay hombres
químicamente puros n i pueblos completamente esterilizados. Los ton-
tos, los locos y los perversos que se metieron en la aventura de redi-
m i r sin educar y de libertar sin r e p r i m i r , pudieron hacer muchas
cosas: heroicidades, dinero, buenas y malas acciones; lo que no lle-
garon n i l l e g a r á n a hacer es Gobierno. L o h a r á la Casa Blanca y
nada m á s . L o h a r á s o j u z g á n d o n o s y h u m i l l á n d o n o s , r i é n d o s e u n
poco, para adentro, de nuestra tragedia de monos. ¡Y dizque está-
bamos salvados!
T e diré: fuera de m i país, suspirando a plenos pulmones, he creí-
do decoroso, pertinente, sano y honrado defender la revolución. E n
p r i m e r lugar, porque bajo la escoria de sangre, corre el anhelo h u -
mano de bienestar y de justicia. Y de cuando en cuando la corrien-
te s u b t e r r á n e a rompe la costra de lodo, y suelta u n chorro n í t i d o
de cristal. Se chapotea en fango, pero cuando podemos beneficiar
el fierro vemos que, por fragmentos, tiene ley de oro. Esta cosa abs-
trusa y monstruosa que se llama pueblo posee una virtualidad inte-
r e s a n t í s i m a ; su e g o í s m o muestra aspectos sublimes. Sin embargo,

* Antonio Castro L e a l .
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 565

los que juegan con él lo prostituyen. L a d e g r a d a c i ó n colectiva va


r u m b o a la caverna. ¿ T e parezco demasiado incongruente? Es que
estoy escribiendo lo que pienso en desorden, en m i cuarto de casa
de h u é s p e d e s , con u n calor que me derrite los sesos y una sofoca-
ción de cuarenta caballos.
Pues te d e c í a . Los amigos que no e s t á n escondidos e s t á n m u -
dos, y los que n i una n i otra cosa e s t á n , van para locos que vuelan.
Enrique G o n z á l e z M a r t í n e z no ha podido salir de su casa. Pobre
como J o b , se está comiendo sus u ñ a s y sus libros. M e d e s p e d í de
él cuando me propuse salir de M é x i c o en busca de pan para los m í o s
que ya ladran. E l pan en m i casa h a b í a desaparecido y la vida pasa-
ba unas congojas que no son para contarse. V a u n ejemplo, toma-
do al acaso en la memoria. U n a tarde de fríos de febrero, p a s e á b a -
mos A n t o n i o Caso y yo por la Alameda de Santa M a r í a (¿te acuer-
das?). Antonio acababa de ser aclamado, que no nombrado, Director
de la Preparatoria. H a b l á b a m o s de programas de literatura. Está-
bamos tranquilamente departiendo bajo las ramas de Academus.
De repente seis polizontes nos rodearon: con lujo de aparato y atrez-
zo nos llevaron a la c o m i s a r í a ; nos soltaron luego; nos reaprehen-
dieron a las pocas h o r a s . . . y no te c o n t a r í a yo esto si por una chiri-
pa de la Providencia (no te rías) no sale a media noche del poder,
u n generalote e n e r g ú m e n o , de esos que en todo idiota con jaquel ven
u n científico. L a cosa no es para salir a tomar chocolate. Desde en-
tonces no veo a A n t o n i o . ¡Pobrecillo! Se m e t i ó como los topos, de-
bajo de la tierra. T o d o ello tiene su explicación; se dice que se per-
seguía a los amigos de Pepe Vasconcelos. ¡ F i g ú r a t e !
Bueno; t e n t é , antes de salir de m i casa, todos los caminos; edité
libros, v e n d í chacharas, anduve la ceca y la meca. . . Nada. C o n pro-
funda pena, r e p a r t í a m i familia, muchacha por a q u í , muchacha
por allá, acullá la vieja, al otro lado la chiquilla para que no pesa-
ran grandemente sobre los que les dieron hospitalidad y salí. A q u í
me tienes. Necesito v i v i r para esas pobres criaturas, v i v i r y traba-
j a r . V i n e a L a Habana de saltimbanqui literario. M i i n s p i r a c i ó n
vive la danza del vientre, en conciertos y veladas con Ponce y con
V a l d é s Fraga. H e escrito muchos versos, muchos artículos, de crí-
tica, de política, de variedades; para darme a conocer como gente de
letras y como laborioso. N o cometo ninguna otra mala a c c i ó n . N o
doy a ninguno sablazos. M e como m i amargura. M e bebo m i su-
dor. Y a q u í estoy frente a ese monstruo de c a r t ó n que se llama la
suerte. Acabo de dar en la Sociedad de Conferencias (Academia de
letras y ciencias) una clase sobre lírica mexicana. C o m o carezco de
libros de consulta (no me traje m á s que lo puesto), hice uso de la
m e m o r i a y p r e s e n t é u n trabajo v i v i d o . L l e g u é hasta A l t a m i r a n o .
En u n a segunda conferencia h a b l a r é de D o n Justo para a c á . Pron-
to v e r á s eso. A ver q u é te parece. A n d o en busca de labor literaria
566 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

en la prensa. A q u í las literaturas son absolutamente inapreciadas, des-


preciadas mejor dicho. Si no encuentro puesto en esta prensa sui
peneris (ya te c o n t a r é ) solicitaré oficios m á s bajos: mesero, vendedor
ele periódicos, repartidor de leche, o m á s bajo a ú n : barrendero, l i m -
piabotas. . . L a existencia puede llevarme a la caricatura grotesca.
M i sonrisa interior, u n poco mojada en l á g r i m a s , no me abandona-
r á . C o n f í o en ella.
A q u í tienes, viejecito, el telón de fondo de m i v i v i r . E s t á pinta-
do con brocha gorda. Pero como lo ves de lejos q u i z á te produzca
efecto. E n s é ñ a l e esta carta a M a r t í n G u z m á n . Para él es t a m b i é n .
Dile que no olvido el c a r i ñ o de ustedes y que lo traigo colgado al
cuello como reliquia de beata. Abraza mucho, por m i cuenta, al Cha-
to Acevedo, dile que a q u í , en la misma casa de h u é s p e d e s ( " M a r t í -
nez H o u s e " , Prado 104) donde yo resido vive t a m b i é n Chema L o -
zano; saluda c a r i ñ o s a m e n t e a Rivera. H á b l a m e de todo y de todos.
E s c r í b e m e pronto T u s cartas me h a r á n u n inmenso bien. L o mis-
mo las de M a r t í n .
N o olviden a su amigo el viejecito.
Luis G . U r b i n a

D e esta c a r t a se desprende q u e A l f o n s o Reyes n o c o n t e s t ó a


U r b i n a l a a n t e r i o r , l o c u a l es e x p l i c a b l e , pues se e n c o n t r a b a e n
a q u e l p e r i o d o h e r o i c o e n el que se s o s t e n í a c o n su p l u m a " e n p o -
b r e z a y l i b e r t a d " . E l m i s m o Reyes h a c o n t a d o y a q u e los p r i m e -
ros textos de Cartones de Madrid, escritos al c o m i e n z o de l a estan-
c i a m a d r i l e ñ a , se p u b l i c a r o n casi todos a p a r t i r d e l 11 de f e b r e r o
de 1915, e n El Heraldo de Cuba, el p e r i ó d i c o de L a H a b a n a e n el
q u e e s c r i b í a U r b i n a , p e r o q u i e n i n t e r v i n o p a r a q u e se r e c i b i e r a n
las c o l a b o r a c i o n e s d e l m e x i c a n o e n M a d r i d fue P e d r o H e n r í q u e z
U r e ñ a . D e 1914 y 1915 son Cartones de Madrid y Visión deAnáhuac,
a u n q u e n o se p u b l i c a r o n hasta 1917.
E l 3 de m a y o de 1916 se e m b a r c a L u i s G . U r b i n a r u m b o a
E s p a ñ a , a d o n d e v a c o m o corresponsal de El Heraldo de Cuba, y
p r e v i a estancia de dos meses e n B a r c e l o n a l l e g a a M a d r i d e n p l e -
n o verano. L o reciben en la E s t a c i ó n del N o r t e A m a d o Ñ e r v o y
A l f r e d o G ó m e z de l a V e g a . T e n í a entonces el p o e t a 52 a ñ o s y los
18 restantes los v i v i ó e n M a d r i d , v i a j a n d o a M é x i c o e n 1917, 1921
y 1925.
Seis a ñ o s d e s p u é s de l a m u e r t e de U r b i n a , Reyes e s c r i b i ó u n
t e x t o c o n recuerdos d e l poeta — p á g i n a s l a m e n t a b l e m e n t e breves,
d e d i c a d a s a los a ñ o s p r e v i o s a l a R e v o l u c i ó n , p e r o q u e m u y p o c o
d i c e n de l a etapa de M a d r i d , apenas u n p á r r a f o . P a r a rescatar
a l g o de aquellos a ñ o s , nos q u e d a n los textos p e r i o d í s t i c o s d e l m i s -
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 567

m o U r b i n a y sus cartas d i r i g i d a s a Reyes, c u i d a d o s a m e n t e guar-


dadas p o r é s t e . L a s de Reyes a U r b i n a , p o r desgracia, e s t á n per-
d i d a s . A l final d e l t r a b a j o , c o m o y a se d i j o antes, v o l v e r e m o s so-
b r e esto. L a c o r r e s p o n d e n c i a de L u i s G . U r b i n a a A l f o n s o Reyes,
d e p o s i t a d a e n el a r c h i v o de l a C a p i l l a A l f o n s i n a , c o n t i e n e 47 p i e -
zas, algunas de ellas notas m u y breves, dos tarjetas personales y
u n t e l e g r a m a . D o s cartas de pocas l í n e a s se e s c r i b i e r o n e n M é x i -
co antes de l a salida de Reyes a E u r o p a ; u n a , t a m b i é n desde M é -
x i c o y e n v i a d a a M a d r i d ; o t r a , de L a H a b a n a a M a d r i d (estas
dos ú l t i m a s y u n a de las p r i m e r a s y a e s t á n recogidas e n este t r a -
b a j o ) ; u n a m á s desde Buenos A i r e s a M a d r i d ; u n t e l e g r a m a al
p a r t i r de M é x i c o a E s p a ñ a en 1922, al c o n c l u i r su v i s i t a al p a í s .
E l resto e s t á e n v i a d o y r e c i b i d o e n M a d r i d , o desde M a d r i d a Pa-
r í s y B u e n o s A i r e s , ciudades e n las q u e Reyes d e s e m p e ñ a b a sus
m i s i o n e s d i p l o m á t i c a s . Es d e c i r , c o n e x c e p c i ó n de las p r i m e r a s
c i n c o cartas y el t e l e g r a m a c i t a d o , 42 cartas f u e r o n escritas p o r
U r b i n a en E s p a ñ a .
L a c o r r e s p o n d e n c i a de U r b i n a presenta u n a d i f i c u l t a d , pues
la m a y o r p a r t e de las piezas l l e v a n c o m o fecha el d í a del mes, pe-
r o e n m u c h a s falta el a ñ o , e i n c l u s o el l u g a r desde el que se e n v í a
la c a r t a . Es necesario desprender, del c o n t e n i d o de estas piezas,
su p r o c e d e n c i a y su fecha exacta, l o c u a l n o e n todas es p o s i b l e .
S i n e m b a r g o , u n a vez r e a l i z a d a esta t a r e a , el m a t e r i a l p e r m i t e
u b i c a r e n el t i e m p o aspectos i m p o r t a n t e s del p e n s a m i e n t o , los p r o -
b l e m a s , estados de á n i m o y c i r c u n s t a n c i a s de l a v i d a de U r b i n a
e n los 19 a ñ o s q u e c u b r e d i c h a c o r r e s p o n d e n c i a , de 1911 a 1930,
y sobre t o d o sus i m p r e s i o n e s y j u i c i o s sobre l a v i d a y l a o b r a de
A l f o n s o Reyes. E n todas las cartas y mensajes de U r b i n a a R e -
yes, sin e x c e p c i ó n , se m a n t i e n e i n a l t e r a b l e l a e x p r e s i ó n de afecto
y a m i s t a d , r e v e s t i d a en l a m a y o r í a de los casos de ese t o n o , m e z -
cla de t e r n u r a , s e n s i b i l i d a d y d o l o r c a l l a d o de l a v i d a , c a r a c t e r í s -
t i c o d e l estilo d e l p o e t a de l a ' ' v i e j a l á g r i m a ' ' . A l paso de los a ñ o s ,
las cartas d e l h o m b r e a d u l t o q u e se d i r i g e al j o v e n se c o n v e r t i r í a n
e n las d e l h o m b r e v i e j o q u e se siente m a r g i n a d o de las nuevas co-
r r i e n t e s l i t e r a r i a s , ve las posiciones q u e v a c o n q u i s t a n d o su a m i -
go y su p r o y e c c i ó n e n el á m b i t o h i s p a n o a m e r i c a n o desde P a r í s
y B u e n o s A i r e s , y o p t a finalmente p o r su " r i n c ó n de o l v i d o " .
P e r o al l l e g a r a E s p a ñ a en 1916, c o n 52 a ñ o s de e d a d , U r b i n a
t i e n e t o d a v í a v i g o r y e n t u s i a s m o p a r a i n i c i a r nuevas empresas.
E n el mes de agosto, p o c o t i e m p o d e s p u é s de instalarse e n M a -
d r i d , aparece el p r i m e r n ú m e r o de l a r e v i s t a Cervantes, r e a l i z a d a
p o r U r b i n a e n c o l a b o r a c i ó n c o n F r a n c i s c o V i l l a e s p e s a , el p o e t a
568 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

m o d e r n i s t a . P o r esas fechas l l e g a t a m b i é n a M a d r i d I s i d r o Fabe-


la, enviado p o r d o n V e n u s t i a n o C a r r a n z a a E u r o p a en m i s i ó n d i -
p l o m á t i c a , p a r a o b t e n e r l a r e a n u d a c i ó n de relaciones c o n v a r i o s
p a í s e s , y c o n d e s t i n o final e n B u e n o s A i r e s c o m o m i n i s t r o p l e n i -
p o t e n c i a r i o de M é x i c o . F a b e l a i n v i t ó a su a m i g o U r b i n a a v i a j a r
a l a c a p i t a l a r g e n t i n a p a r a d i c t a r conferencias sobre l i t e r a t u r a m e -
x i c a n a ; U r b i n a l l e g ó e n a b r i l de 1917 a B u e n o s A i r e s , d o n d e per-
m a n e c i ó u n p o c o m á s de tres meses. Poco antes de p a r t i r , el 4
de a b r i l , U r b i n a le e n t r e g ó p e r s o n a l m e n t e a A l f o n s o Reyes esta
carta:

M u y querido Alfonsito:
C o n el pie en el estribo, gran s e ñ o r , ésta te escribo. N o pude
verte; no pudiste verme; no pudimos vernos. Los que tiramos del
carro no tenemos tiempo de nada. A q u í te dejo m i saludo m u y res-
petuoso y amable para tu mujer, para t u s i m p á t i c a c o m p a ñ e r a , u n
beso en la frente de t u hijo, el que p r o l o n g a r á tus anhelos de vida
mejor, y dos grandes abrazos para t i , uno de e s t i m a c i ó n m u y since-
ra y otro de c a r i ñ o m u y grande. A la vez, te recuerdo mis encargos,
y entre ellos, el de que entregues al Sr. R o d r í g u e z M a r í n el libro
que te llegará con esta carta. M á n d a m e t u volumen apenas salga.
¡ Q u e no me olvides!
Fraternalmente tuyo.
Luis

M i e n t r a s estaba U r b i n a en B u e n o s A i r e s , A l f o n s o Reyes re-


c i b i ó e n M a d r i d u n a c a r t a de M a n u e l J . S i e r r a , el h i j o de d o n
J u s t o , p i d i e n d o a p o y o y l a b ú s q u e d a de u n a b o g a d o p a r a i n i c i a r
u n j u i c i o c o n t r a los editores q u e e n E s p a ñ a h a b í a n p u b l i c a d o , s i n
p e r m i s o de l a v i u d a de d o n J u s t o S i e r r a , su Historia política, e i n -
f o r m a n d o a d e m á s q u e se h a b í a p e d i d o l a c o n f i s c a c i ó n de l a e d i -
c i ó n . E l 24 de m a y o escribe Reyes a B u e n o s A i r e s , i n f o r m a n d o
a U r b i n a l a p e t i c i ó n y p o s t u r a de M a n u e l J . S i e r r a e n r e l a c i ó n
c o n el l i b r o de su p a d r e e d i t a d o e n E s p a ñ a :

M i querido L u i s :
Nada ha habido en la prensa sobre nuestros libros: nada te he
enviado por eso. D e l m í o sólo recibí 50 ejs. que ya d i s t r i b u í , y co-
mo en n i n g u n a l i b r e r í a aparece, y ha pasado ya tanto tiempo, me
he dirigido a u n Sr. Yagues —a quien me remite Galo el impresor—
a ver si él me puede hacer enviar los otros 50 ejs. que p e d í . Villaes¬
pesa, con las prisas del viaje, apenas me p r e s e n t ó con cierto s e ñ o r
Llorens, o cosa parecida, d i c i é n d o m e que él quedaba encargado de
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A REYES 569

todo, pero de quien no he vuelto a saber palabra. Ayer me dijo cierto


amigo que m i libro, aunque no aparece a ú n por las l i b r e r í a s , está
ya en las tiendas de lance del H o r n o de la M a t a : cosas de Villaespe¬
sa. Esto es lo que en nuestra tierra llamamos "chotear la m e r c a n c í a ' ' .
H e recibido carta de M a n u e l Sierra en que me precisa estos tres
o
puntos: I Que le envíe u n ejemplar de cierta edición que saben
se ha hecho en M a d r i d de la Historia política de D . Justo, obra que
como todas, está registrada debidamente y es ahora propiedad de
la V i u d a (y a ñ a d e : el único patrimonio de m i madre está en las obras
de m i padre); que ya han avisado que dicha edición sea recogida.
o
2 que le dé abogado de confianza a quien enviar poder para este
o
negocio. 3 que hable contigo del asunto. Hice algunas averigua-
ciones, y tuve ocasión de preguntar a Blanco Fombona si era él quien
se p r o p o n í a hacer esta e d i c i ó n , para que en tal caso, evitando difi-
cultades, se pusiera antes de acuerdo con la familia Sierra. M e dijo
que no, pero que sí existía tal edición, y no me quiso decir d ó n d e ,
y aun creo que se interesó en el asunto. Sin embargo, yo pude ave-
riguar que tal edición formaba el tomo V I de vuestra Colección Cer-
vantes, y no he podido examinarla, aunque no se ha puesto a la venta,
y e n v i a r é a M a n u e l el ejemplar que solicita. E n cambio, no le ha-
b l a r é de abogado n i cosa parecida, porque lo que menos sospecha-
ba él es que p o d r í a s t ú estar interesado en esto, y creo que t r a t á n -
dose de ustedes, todo se a r r e g l a r á a satisfacción de ambos. Si en
algo te puedo servir a este respecto, ya sabes que cuentas conmigo.
Sé feliz, saluda a los amigos, y e s c r í b e m e algo de lo que te haga
sentir aquella tierra. ¿ Q u é de tus proyectos? ¿ V o l v e r á s a ésta? E n
tal caso, no te asocies m á s con Paco.
T e abraza m u y c a r i ñ o s a m e n t e t u fraternal
A.R.

E s t a c a r t a y dos de respuesta a M a n u e l J . S i e r r a ( 1 de j u n i o
y 3 de j u l i o de 1917) son las ú n i c a s de A l f o n s o Reyes e n el expe-
d i e n t e de l a c o r r e s p o n d e n c i a de U r b i n a , p o r q u e f u e r o n escritas
a m á q u i n a y se c o n s e r v ó l a copia. Reyes, e s p í r i t u c o n c i l i a d o r , bus-
c ó q u e el p r o b l e m a se a r r e g l a r a sin l a i n t e r v e n c i ó n j u d i c i a l . L a
respuesta de U r b i n a n o se h i z o esperar:

o
Buenos Aires, j u l i o I de 1917

M i querido Alfonsito: R e c i b í t u carta. M e dice ella lo que me


t e m í a respecto de t u libro. ¡ C ó m o sentí no dejar arreglado esto! Sé
bien lo disgustado que e s t a r á s . T a n t o como yo. Espero que para
cuando recibas esta carta el asunto esté terminado en cuanto a la
a p a r i c i ó n ; en cuanto al negocio será preciso que me esperes. N o tar-
d a r é en regresar, s e g ú n mis cálculos y mis deseos. H e apartado ca-
570 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

marote en el " R e i n a V i c t o r i a " , que si no sucede nada gordo, s a l d r á


de a q u í el 2 del p r ó x i m o agosto. Si para entonces no te han liquida-
do, e n t r a r é en c a m p a ñ a y venceremos. A dos garrochas no hay toro va-
liente. Y o he hecho ya a t m ó s f e r a argentina para la llegada de t u l i -
bro. C a e r á bien, te lo aseguro. Y yo q u e d a r é encantado de t u triunfo.
¡ Q u é l á s t i m a de retardo! ¡ M a l d i t o sea el queso!
L o de la edición de D o n Justo, y la carta de M a n u e l , es cosa
que me c o n t r a r í a horriblemente. E n efecto: para evitar la r a p i ñ a
de la obra, intentada ya por otra casa, la misma de que me hablas,
el mismo sujeto que está viviendo de cogerse los libros, hice anun-
ciar en la "Colección Cervantes" la historia del maestro. Logré parar
el golpe. Y p e r m i t í que Paco Villaespesa diera a conocer los prime-
ros capítulos. Pero nada hubiera yo hecho, n i permitido hacer, sin
d i r i g i r m e antes a la Familia Sierra. Y en el caso de que me obliga-
ran los ladrones del otro lado a la p u b l i c a c i ó n , el producto íntegro de
la e d i c i ó n , hubiera ido inmediatamente a manos de la señora. Sin em-
bargo, por cable hubiera yo solicitado el consentimiento. Y no sal-
d r í a una línea sin que yo hubiera corregido las pruebas. Estos dos
eran mis deberes imprescindibles. N o e n c o n t r é otra manera de evi-
tar u n latrocinio como el que le hicieron a la V i u d a — ¡pobrecita! —
del D u q u e Job, que parando el golpe con el anuncio. C o n v i n i m o s
Villaespesa y yo en que nada se p u b l i c a r í a de D o n Justo antes de
que yo regresara a E s p a ñ a . M e figuro lo que sucedió: el hombre,
para salir de apuros, para dejar dinero en su casa, r e c u r r i ó al " M é -
xico y su evolución social", y c o m e t i ó la falta. ¡Ahí va!, sin decir
nada, sin pensar nada, en su atolondramiento n o r m a l , acrecentado
por las necesidades del viaje.
¡ Q u é horror! N o es sólo lo del dinero; es la r e p u t a c i ó n de Él
que yo cuido como mis propios ojos. ¡ Q u é libro será ese lleno de
erratas, de disparates, de abominaciones! Esto, a pesar de m i ca-
chaza, me tiene fuera de m í . R a z ó n tiene M a n u e l , y dile que sí;
que proceda; que nombre abogados, que haga cuanto se necesite
para que este negocio quede en claro, y la s e ñ o r a no sea hurtada
en sus intereses y no sea profanada la memoria del Maestro. Segui-
ré t u consejo. No más Paco. Amigos sí, pero socios no. N o nos en-
tenderemos nunca. Él vive a la picaresca; y yo no puedo v i v i r así.
¡Si t ú lograras evitar que saliera esa malhadada edición! ¡Si fuera
tiempo t o d a v í a ! ¡Inténtalo! T e lo a g r a d e c e r é mucho. Dile o trans-
críbele todo esto a M a n u e l .
A h o r a , cinco líneas sobre t u amigo. Veladas, artículos, infor-
maciones de p e r i ó d i c o , retratos de Seminarios, comidas. . . Inge-
nioso, c o r d i a l í s i m o , es m i cicerone; me ayuda de verdad y con gran
desinterés en la m i s i ó n intelectual. Lugones, fraternal, lleno de ca-
m a r a d e r í a ; u n poco r e t r a í d o . Los muchachos de " N o s o t r o s " , u n
encanto. Muchas invitaciones a fiestas y veladas. U n curso de " L i -
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 571

teratura mexicana" en la Facultad de Filosofía y Letras de la U n i -


versidad de Buenos Aires. Esto es lo serio. Cinco conferencias se-
minarios. M e falta una solamente; que d a r é dentro de seis días. U n
trabajo m u y pesado para ordenar, para sintetizar, para doctrinar.
U n éxito enorme. El aula, que es m á s amplia, se repleta hasta aquello
del alfiler. Y a v e r á s mis apuntes; ya me h a r á s indicaciones. L a la-
bor ha sido fuerte. Creo haber cumplido. T e c o n t a r é muchas cosas
de a c á . Esta vida es i n t e r e s a n t í s i m a . Saluda a t u mujer. Besa a t u
n i ñ o . N o me olvides. N o me culpes. Dale u n abrazo de m i parte
a Pancho Icaza y recibe para t i , uno que te ahogue. M u y tuyo.
Luis
¡ H a s t a dentro de u n mes!

L a r e c o m e n d a c i ó n de A l f o n s o Reyes: " N o te asocies m á s c o n


P a c o " , y l a respuesta de U r b i n a , c o n f i r m a l a i m a g e n de desor-
d e n q u e c a r a c t e r i z ó a l poeta F r a n c i s c o V i l l a e s p e s a , fincado e n l a
p o e s í a y ajeno a los elementales aspectos p r á c t i c o s de l a v i d a . J u a n
R a m ó n J i m é n e z l o r e c u e r d a e n los i n i c i o s d e l siglo, e n t r e g a d o a
la p o e s í a , " a t r a v e s a n d o p u e r t a s , paredes y techos, c o m o si fue-
r a n a i r e , en el m i s m o estado de i n c o n c i e n c i a d i s p a r a t a d a , entrea-
b i e r t a s i e m p r e l a boca, m o l d e p a l p i t a n t e de l a p a l a b r a de su r i t o ,
5
fija la v i s t a , tras los lentes de su m i o p í a , e n su fin" . A l c o m u n i -
c a r Reyes a M a n u e l J . S i e r r a l a respuesta de U r b i n a (30 de j u l i o
de 1917), dice de V i l l a e s p e s a q u e tiene " e l t e m p e r a m e n t o a t o l o n -
d r a d o de los « v a t e s » " . Es posible q u e el p r o b l e m a h a y a sido re-
suelto e i n t e r r u m p i d a l a c o n t i n u a c i ó n del trabajo e d i t o r i a l . E n t o d o
caso, ese m i s m o a ñ o v i a j ó Villaespesa a M é x i c o y es p r o b a b l e q u e
h a y a n h a b l a d o él y M a n u e l J . S i e r r a . E n c u a n t o a l a m i g o de R e -
yes q u e c u m p l e c o n U r b i n a funciones de cicerone e n B u e n o s A i r e s ,
n o h a sido posible i d e n t i f i c a r l o .
D e los l i b r o s q u e m e n c i o n a n a m b o s , el de Reyes es El suicida,
p u b l i c a d o ese a ñ o de 1917 en M a d r i d , en l a I m p r e n t a de M . G a r c í a
y G a l o S á e z . Antes del viaje a Buenos Aires, U r b i n a e n v i ó a R e -
yes tres mensajes, dos sobre su l i b r o ; el p r i m e r o , de febrero 9,
dice: " M i q u e r i d o A l f o n s i t o : / M e u r g e verte para arreglar el asunto
de t u l i b r o . T e espero el d o m i n g o p r ó x i m o en l a m a ñ a n a antes
de las o n c e . / T e q u i e r e t u f r a t e r n a l / V i e j e c i t o . " E l segundo n o
t i e n e fecha: " M i q u e r i d o A l f o n s i t o : / T u v e que salir i m p e n s a d a
y v i o l e n t a m e n t e a B a r c e l o n a p a r a a r r e g l a r asuntos e d i t o r i a l e s . E l
m a r t e s e s t a r é de regreso. T e espero. Es u r g e n t e q u e te v e a . / ¿ M e
5
J U A N R A M Ó N J I M É N E Z , "Recuerdo al primer Villaespesa. 1899-1901",
La corriente infinita. (Críticay evocación), Aguilar, Madrid, 1961, p. 67.
572 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

p e r d o n a s l a t a r d a n z a ? / S i e m p r e t u y o / L u i s . " E l t e r c e r o , d e l 24
de m a r z o , es a ú n m á s b r e v e q u e los a n t e r i o r e s : " S r . D . A l f o n s o
R e y e s . / Presente./ V e n m a ñ a n a d o m i n g o a c o r r e g i r p r u e b a s de
d i e z a once de l a m a ñ a n a . / T u h e r m a n o / L u i s " .
E l l i b r o de U r b i n a es La literatura mexicana durante la Guerra de
Independencia, e n el q u e r e c o g i ó el t e x t o o r i g i n a l m e n t e a p a r e c i d o
c o m o I n t r o d u c c i ó n a l a Antología del Centenario y p u b l i c a d o e n l a
m i s m a casa i m p r e s o r a de El suicida. Ese m i s m o a ñ o L u i s G . U r -
6 7
b i n a p u b l i c ó u n a Antología romántica y La vida literaria de México ,
d o n d e recoge los textos de sus conferencias de B u e n o s A i r e s .
A l finalizar el a ñ o de 1917, L u i s G . U r b i n a v i a j a a M é x i c o ,
d o n d e p e r m a n e c e seis meses. Es n o m b r a d o p o r el presidente C a -
r r a n z a P r i m e r Secretario de l a L e g a c i ó n M e x i c a n a e n M a d r i d ,
o c u p a n d o el puesto q u e h a b í a dejado A m a d o Ñ e r v o , y se e m b a r -
ca el 16 de j u l i o de 1918 c o n r u m b o a E s p a ñ a . D u r a r í a e n el car-
go hasta el 10 de j u n i o de 1920 (el 21 de m a y o el presidente C a -
r r a n z a m u e r e e n T l a x c a l a n t o n g o ) ; ese m i s m o d í a , A l f o n s o R e y e s
es n o m b r a d o S e g u n d o Secretario y m e d i o a ñ o m á s t a r d e pasa a
ser P r i m e r Secretario. E n estos dos a ñ o s L u i s G . U r b i n a v i v i ó
el p e r i o d o m á s desahogado e c o n ó m i c a m e n t e en M a d r i d .
E l 8 de o c t u b r e de 1918 m u r i ó e n l a c i u d a d de M é x i c o el p i n -
t o r S a t u r n i n o H e r r á n . C o n este m o t i v o , el 27 de n o v i e m b r e de
ese a ñ o e s c r i b i ó U r b i n a a R e y e s unas sentidas l í n e a s :

M i querido hermano Alfonso:


Acabo de recibir una noticia tristísima: la muerte de Saturnino
H e r r á n . ¡Pobre muchacho! ¡ T a n bueno, tan manso de c o r a z ó n , tan
naturalmente artista, tan hinchado de entusiasmo y esperanza! Cuan-
do hace cinco meses lo dejé, ya estaba enfermo. Paliducho, largui-
rucho, cargado de hombros, con su abierta sonrisa que e n s e ñ a b a
las encías amoratadas, con sus grandes y cansinos ojos de tísico! Es-
taba m u y pobre: h a b í a cometido la locura amorosa de casarse, y
la otra locura consoladora y tristísima de tener u n hijo. Locuras las
dos porque él s a b í a que vino al m u n d o m u y m a l herido. Y o c o n o c í
a su padre- u n tuberculoso que p a s ó por la vida —una vida c o r t a -
delirante de talento y de amor. Saturnino - ¿ t e a c u e r d a s ? - d i b u -
jaba como u n exauisito- pintaba como u n maestro Deja una obra
apenas comenzada- u n despunte de aurora T e n í a muchos proyec-
tos, mucha fe en sí mismo; mucha existencia por delante. De buena
gana me lo hubiera t r a í d o a ver a V e l á z q u e z a quien tanto amaba.

6
E d . Araluce, Barcelona, 1917.
7
Imprenta Hnos. S á e z , Madrid, 1917.
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 573

V e n i r al Prado era su s u e ñ o incesante.


Y ahora. . . U n a flor que cae: nuestro j a r d í n se va despoblando.
Hasta luego, viejecito. T e escribo estas líneas a lomo de caba-
llo, aprovechando u n m i n u t o de m i m a ñ a n a d i p l o m á t i c a . T e escri-
bo para desahogarme de este m i n u t o de pena y de nostalgia. T e es-
cribo porque veo que tú t a m b i é n piensas en Saturnino H e r r á n .
¡Pobrecito! Ruega a Dios por él.
T e quiere mucho.
Luis

E l 15 de d i c i e m b r e de 1918 escribe U r b i n a a Reyes u n a b r e v e


nota:

Hermano:
M e escribe J u a n B . Delgado a n u n c i á n d o m e que has sido elegi-
do miembro correspondiente de la Academia Mexicana. Que en ello
se e m p e ñ ó mucho Pepe L ó p e z Portillo. Que Delgado te felicita.
Y o te mando u n abrazo. M u y tuyo.
Luis

A l f o n s o Reyes l e y ó e n l a A c a d e m i a su discurso c o m o m i e m -
b r o c o r r e s p o n d i e n t e , c i n c o a ñ o s y m e d i o d e s p u é s , el 20 de j u n i o
8
de 1924, e n o c a s i ó n de su viaje a M é x i c o .
C u a t r o d í a s d e s p u é s d e l a n t e r i o r mensaje, el 19 de d i c i e m b r e
de 1918, U r b i n a d i r i g i ó o t r o a Reyes:

M i querido Alfonso:
H e leído tus dos estudios. M u y curioso el de Paravicino. M u y
interesante el de G ó n g o r a . Pero como este segundo es c o n t i n u a c i ó n
de otro llamado " L o s textos de G ó n g o r a " , me han quedado las ideas
u n poco deshilvanadas e incompletas. ¿Serías tan bondadoso de bus-
carme u n ejemplar de " L o s textos. . . " y r e m i t í r m e l o con el pro-
metido libro grande sobre R u i z de A l a r c ó n ? M i r a que cuanto escri-
bes —que ya es m u y serio— nutre mis aficiones y me e n s e ñ a m u -
cho. Y a sabes que soy u n curioso infatigable./ T e quiere y te admira
tu hermano./ L u i s .

L o s dos estudios son " L a s dolencias de P a r a v i c i n o " y " R e s e -


ñ a de estudios g o n g o r i n o s , 1 9 1 3 - 1 9 1 8 " , p u b l i c a d o s a m b o s e n el
n ú m e r o 3 de l a Revista de Filología Española. E l a n t e r i o r , " L o s tex-
tos de G ó n g o r a " , se h a b í a p u b l i c a d o en l a m i s m a revista dos a ñ o s
antes.
8
Incluido en la Quinta Serie de Simpatías y diferencias, AROC, t. 4, pp.
437-440.
574 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

A l finalizar 1921 L u i s G . U r b i n a regresa a M é x i c o a i n v i t a -


c i ó n d e l g o b i e r n o , que le p r o p o r c i o n a v i á t i c o s y pasajes y le ofre-
ce t r a b a j o en l a c i u d a d de M é x i c o . A q u í p e r m a n e c e hasta el mes
de j u n i o de 1922, y regresa a E s p a ñ a c o n u n n o m b r a m i e n t o de
l a S e c r e t a r í a de E d u c a c i ó n P ú b l i c a c o m o P r i m e r Secretario de l a
C o m i s i ó n " F r a n c i s c o d e l Paso y T r o n c o s o " . E l 10 de s e p t i e m b r e
escribe a A l f o n s o Reyes ( l a c a r t a n o m e n c i o n a el a ñ o , p e r o p o r
l o q u e se dice e n l a p a r t e final se c o n c l u y e que es de 1922):

M i m u y amado Alfonso:
Estoy a q u í , como devota en ejercicios, en u n delicioso retiro es-
p i r i t u a l . ¿ Q u e c ó m o vine, preguntas? Pues casi n i lo sé; por u n pro-
digio de la suerte, combinado con u n esfuerzo de la voluntad. Y o
he de contarte todo eso, letra a letra, y latido a latido. Pero antes
necesito, por imperioso mandato de m i c a r i ñ o , decirte que siempre
soy, siempre he sido y seré siempre tu hermano mayor, atento, amo-
roso, imperturbable en los vaivenes de la pasión y del destino. Siem¬
pre fuiste y serás una alma selecta que desenvuelve ante m í sus ma¬
ravillosas facultades pensativas y sensitivas. Y yo hago que m i co¬
r a z ó n tome parte en el espectáculo.
¿ Q u i é n recuerda bajezas y escorias? Nuestra amistad vive y ve
m á s alto. C o m o que toda ella está llena de amor, de piedad, de sin-
ceridad. Dichosos nosotros que podemos querernos y estimarnos así.
T u recuerdo me ha a c o m p a ñ a d o en m i p e r e g r i n a c i ó n .
H e sabido de tus triunfos y me he enorgullecido. N o te decores
la gloria con una l á g r i m a de amargura. Para que ella resplandezca
no necesita diamantes efímeros.
Deja que rastreen los envidiosos. T u carta me dio tristeza por-
que me reveló u n aleteo azorado de t u inquietud. N o . Acabo de com-
probarlo. Tienes muchos amigos que te quieren, que te a d m i r a n
y que están contentos de t i . Y o , naturalmente, soy del coro que canta
el h i m n o .
A d i ó s , Alfonsito m í o , e s c r í b e m e ; reanudemos la confidencia.
Bueno, se me olvidaba decirte que he venido a hacerme cargo
de los papeles " D e l Paso y T r o n c o s o " , y a seguir mis investigacio-
nes archivescas. E l pretexto para una escapatoria. A d e m á s me ha
ascendido u n poco el p e r i ó d i c o . De modo que puedo d o r m i r sin so-
bresalto y yantar sin escasez, durante m i tiempo de silencio y de
olvido. ¡ Q u é fortuna!
Dale mis recuerdos a M a n u e l i t a , besa a Alfonsito. Y si ves a
M a n u e l Ponce dile que lo quiero y lo a d m i r o como siempre y que
con frecuencia pienso c a r i ñ o s a m e n t e en él y en su buena c o m p a ñ e r a .
Para t i mis abrazos estremecidos.
Luis
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 575

E l a ñ o de 1923 U r b i n a p u b l i c ó c u a t r o l i b r o s , dos en M é x i c o
{Psiquis enferma y Hombres y libros), u n o e n M a d r i d {Luces de Espa-
ña) y o t r o m á s e n P a r í s {Poemas escogidos). Luces de España se l o e n -
v i ó a Reyes c o n c a r t a d e l 1 de m a r z o ( n o se i n d i c a el a ñ o , p e r o
p u e d e i d e n t i f i c a r s e p o r l a m e n c i ó n del l i b r o ) . A l final de l a c a r t a
se refiere a su s a l u d y a su estado de á n i m o : " H e estado achacoso
y t r i s t ó n " . Q u i n c e d í a s m á s t a r d e , el 16 d e l m i s m o mes y a ñ o
( a h o r a sí s e ñ a l a d o s a m b o s ) , U r b i n a le e n v i ó otros dos, sin m e n -
c i o n a r c u á l e s son:

Entre las rancias m a n í a s que me quedan, una de las irrefrenables


es ésta de enviar a mis amigos mis libros, con dedicatoria y todo,
como en los tiempos del Gallo Pitagórico y de D o n j u á n Mateos. A h í
van esos dos ú l t i m o s v o l ú m e n e s . Los primeros ejemplares son, co-
m o siempre, para t i .

L a carta t e r m i n a con l a e x p r e s i ó n del q u e siente que se va que-


d a n d o a t r á s frente a las nuevas expresiones l i t e r a r i a s :

Sé m u y bien que, intelectualmente, no te interesan. A n i n g ú n mo-


derno interesan ya estas antiguallas m í a s . Y por eso, no te los man-
do para que los leas, sino sólo para que los pongas en cualquier r i n -
cón de t u biblioteca, como recuerdo de u n amigo viejo que te a d m i -
ra mucho y te quiere m á s .

P o r su c o n t e n i d o , dos cartas m á s p u e d e n fecharse en el a ñ o


1923; u n a , c o n l a m e n c i ó n " m a r z o 2 1 " , e n l a q u e U r b i n a acusa
r e c i b o a Reyes de u n l i b r o de versos {Huellas); l a segunda, e n l a
q u e se refiere al e s c á n d a l o suscitado p o r u n l i b r o de d o n F r a n c i s -
co A . de I c a z a , Diccionario de conquistadores y pobladores de la Nueva
España, p u b l i c a d o e n j u n i o de ese a ñ o en M a d r i d . U r b i n a escribe
a Reyes p e r o n o se p u d o i d e n t i f i c a r d ó n d e se e n c o n t r a b a é s t e , p o -
s i b l e m e n t e de vacaciones fuera de M a d r i d :

Agosto 29

Sí, m i bueno y querido Alfonsito, en M a d r i d estoy sufriendo


los rigores de u n verano implacable. T ú ya c o m p r e n d e r á s que esta
forzada penitencia, esta casa que es u n horno para las carnes, este
sol que es como u n estilete para los ojos, me tienen enfermo. Pero
¡qué le vamos a hacer! Para estos p e q u e ñ o s males se han hecho las
ayudas de paciencia que recetaba Lope.
Efectivamente: he leído ese escándalo con que recibieron en M é -
xico a Icaza. N o conozco de esta batalla m á s que el lado del ataque.
576 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

N o recibo sino Excélsior. C o m o a t i , me ha apenado mucho el inci-


dente. H a y en esta aparente investigación de la verdad u n sedimento
sucio, u n pozo de malas pasiones que van acaso desde el resquemor
hasta la envidia. M e figuro que la defensa de Icaza debe de haber
sido m u y acre y m u y despectiva, lo que h a b r á irritado la furia de
sus contrincantes. De cualquier modo que sea, el ataque, creo yo,
ha sido mezquino, enconado e injusto. N o me parece una p o l é m i c a
de Ateneo, sino u n asalto de encrucijada. Entre tanta hipótesis, con-
jetura y n e g a c i ó n de conocimientos, no veo la prueba del plagio
Siento, sin embargo, la mala voluntad. Esto mismo que te digo m u y
ampliado y m u y golpeado se lo escribí a Pepe N ú ñ e z y D o m í n g u e z
que es el ú n i c o que en carta ú l t i m a me habla del asunto Nicolás
Rangel no me ha puesto una letra desde hace dos meses. Si se co-
munica conmigo le d i r é lo m i s m o . L a i n q u i n a y la crueldad contra
u n hombre de tantos m é r i t o s y servicios como Pancho Icaza, es u n
caso de inconciencia o de perversidad. M!e hago cargo del sufrimiento
de ese espíritu tan quisquilloso tan llaeado ñ o r los alfilerazos v lan-
zadas de la suerte U n horror,' Alfonsito.
Pues has de saber que N ú ñ e z y D o m í n g u e z me dice que hubo
u n defensor de Icaza que, sin dar m i nombre, i n s i n u ó que yo, des-
de a q u í , desde M a d r i d , dirigía la c a m p a ñ a . Pudiera ser que el mis-
mo Icaza, nuestro caviloso Pancho, sugiriese la perfidia. Y o le dije
a N ú ñ e z y D o m í n g u e z , m i r e usted: los que se entretienen en obser-
var cucarachas con lupa, ven monstruosos y espantables estos i n -
sectos. A la simple vista no son sino unos bichos asquerosos. A s í ,
la calumnia. N o me importa. Sé que cuando vuelva la luz y barran,
d e s a p a r e c e r á n calumnias y cucarachas. Esperemos la hora del aseo.
Fíjate: no conozco el libro de Icaza. N o he visto en m i pambacera
vida los papeles del Sr. D e l Paso y T r o n c ó s e ¡ Q u é tontos o q u é
malignos los que me meten en estas andanzas, entre las cuales —se-
g ú n veo— andas t ú en t u noble papel de admirador y alentador de
u n elevado y tenaz esfuerzo!
Por todas estas cosas, considero probable que se venga abajo
la c o m i s i ó n . H e a q u í el verdadero y doloroso resultado de estas r i -
ñ a s de prensa. ¡ C ó m o minusculiza ( ¡ p e r d ó n por la palabra!) el al-
ma, el polvo de los archivos, el trato con la paleografía! A n t e estas
fatalidades no hay que perder la tranquilidad. ¡Dios d i r á , herma-
no! A c u é r d a t e del fatalismo de nuestros pelados: / Ya sería mi costela-
ción, patroncito!
El calor, que ha sido durante muchos días de poner a uno en
a g o n í a , me ha vuelto papilla el cerebro, me lo ha convertido en el
líquido humor de Sor Juana (y no son l á g r i m a s las m í a s sino sudo-
res). N o he podido trabajar. Estoy retrasado en mis labores. Espe-
ro con ansia días frescos, noches tranquilas. Si ves a Serrano o a
A l d u c í n , salúdalos en m i nombre.
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 577

A q u í tienes a t u amigo, a t u viejecito amigo, agotado por la tem-


peratura, abatido por la pobreza, y en espera de no sé q u é obscuro
y triste. . . Saluda afectuosamente a M a n u e l i t a , besos al n i ñ o . A b r á -
zate en m i nombre.
M u y tuyo
Luis

E s c r í b e m e si puedes. ¿ C u á n d o regresas? M e estás haciendo m u -


cha falta.
L.

U n a referencia a esta a c u s a c i ó n de p l a g i o puede verse e n el


9
estudio p r e l i m i n a r a las Obras de Francisco A . de I c a z a . L a p a r t e
final de l a c a r t a toca de n u e v o el t e m a p e r s o n a l , q u e e m p i e z a a
ser r e i t e r a t i v o , d e l d e s a l i e n t o , a ñ a d i é n d o s e a h o r a l a referencia a
l a p o b r e z a , c o n d i c i ó n q u e y a n o se s e p a r a r á de l a v i d a d e l p o e t a .
U n a m e z c l a de f a t a l i s m o y r e s i g n a c i ó n ante las circunstancias q u e
cada vez l o l i m i t a b a n m á s .
E l a ñ o de 1924 se i n i c i a c o n u n a c a r t a de quejas p o r l a i n c o m -
p r e n s i ó n de q u i e n e s e n M é x i c o d e b í a n p r o v e e r el e n v í o de fondos
a U r b i n a , c o m o secretario de l a C o m i s i ó n " D e l Paso y T r o n c o -
s o " ; t a m b i é n es de a g r a d e c i m i e n t o a Reyes y a E n r i q u e G o n z á -
lez M a r t í n e z ( q u i e n se e n c o n t r a b a e n M a d r i d c o m o M i n i s t r o ple-
n i p o t e n c i a r i o de M é x i c o en E s p a ñ a y P o r t u g a l ) p o r el a p o y o r e c i -
b i d o e n esa é p o c a difícil, y referencia a sus t r á m i t e s p a r a ser
aceptado e n El Universal c o m o c o l a b o r a d o r :

M a d r i d , enero 29

Alfonso m í o :
T u carta del 24 me llena de consuelo. M e promete sesenta días
de pan. G o n z á l e z M a r t í n e z y t ú me a y u d a r á n a que, por u n tiem-
po, pueda orientarme y calcular la solución de m i problema. N o
sé si s a b r á s que, de M é x i c o , me niegan los viáticos. N i poco n i m u -
cho: nada. M e parece algo i n m o r a l el acuerdo. Los emigrantes y
aventureros suelen conseguir la r e p a t r i a c i ó n . A m í no me suspen-
dieron por incumplimiento n i por mala conducta. Fue por econo-

9
F R A N C I S C O A . D E I C A Z A , Obras, ed. y estudio preliminar de Rafael C a s -
tillo, F C E , M é x i c o , 1980, pp. 103-106. Sobre la C o m i s i ó n "Francisco del P a -
so y Troncoso" véase S I L V I O Z A V A L A , Francisco del Paso y Troncóse Su misión en
Europa, 1892-1916, Instituto de Estudios Históricos, Biblioteca del Claustro
de Sor Juana, M é x i c o , 1980 (ed. facs. de la del Museo Nacional, M é x i c o , 1938).
578 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

m í a p a t r i ó t i c a . ¿ T e n í a yo derecho a solicitar. . . ? E n fin, ha pasa-


do. T ú sabes lo difícil que está M a d r i d para v i v i r de la p l u m a . A c á -
so " E l S o l " me ofrezca una colaboración de quince duros mensuales.
j ^-y V^X*cLS

H e escrito a M i g u e l Lanz Duret, p i d i é n d o l e una de estas dos


cosas: aumento de trabajo y situación de unas pesetas a q u í , o e n v í o
de m i l quinientos pesos para regresar a M é x i c o y trabajar en ese
p a n d e m ó n i u m de pasiones. Es decir, naufragar. ¿ Q u é voy a hacer
de serio, durable n i definitivo, en el trajín de u n periódico político?
A q u í del proloquio: nadar, nadar, y en la orilla, ahogar.
H e pensado, Alfonso, que tal vez A r t u r o P a ñ i , que es tan bue-
no, esté dispuesto a escribir a Alberto, exponerle m i situación y pe-
dirle cordialmente ayuda. N o he hecho nada malo n i bochornoso
para que me dejen así. H e procurado representar, a m i modo, la
cultura de M é x i c o . H e trabajado, con a h í n c o de mejorarla. ¿ Q u é
piensas de esto? Nada h a r é sin tu consejo y t u apoyo.
Y . . . hasta luego, m i Alfonso, que esíoy un poco quebrantado.
Gracias. Gracias. Gracias.
M i s saludos a M a n u e l i t a . M i s besos al n i ñ o .
A c u é r d a t e de t u viejecito amigo
Luis

P o c o d e s p u é s , el 12 de m a r z o de ese m i s m o a ñ o , U r b i n a i n -
f o r m a a Reyes l a respuesta de El Universal:

M i querido Alfonso: Para darte buenas noticias, las esperé de M é -


xico, y r e t r a s é unos días la contestación de t u carta y el acuse de
recibo de las quinientas de marzo. M e has hecho u n gran bien, no
sólo material, sino espiritual, porque siento que tengo en t i a u n
amigo fiel, comprensivo y generoso. T u mirada ha sabido ver el fondo
de m i vida. Y ese interés no te lo puedo pagar m á s que con m i cari-
ñ o s a confianza en t i . Y o t a m b i é n te veo y te comprendo.
Has de saber. . . ¿ T e acuerdas que propuse dos soluciones a " E l
Universal"? Pues bien: a fines de febrero recibí u n cable que decía:
Primera solución. Luego, a principios de marzo, me escribió M i g u e l
Lanz D u r e t , d i c i é n d o m e , textualmente: "Respecto del asunto de
sus viáticos, he estado tratando con M a n u e l Sierra, quien a su vez
ha estado viendo al Sr. D n . Genaro Estrada, y veo tan bien enca-
minadas las gestiones de aquello, que juzgo casi seguro que se le
remitan en b f e v e " . Hace dos días recibí otra carta de Lanz D u r e t ,
c o n f i r m á n d o m e el cable, y diciendo: "Efectivamente, en vista de
la difícil situación en que se encuentra usted, he decidido aceptarle,
a d e m á s de los cuatro artículos que mensualmente hemos conveni-
do, dos m á s para " E l Universal I l u s t r a d o " mediante un pago total
de $350 al mes, que se r e p a r t i r á n como sigue: A usted $200 en M a -
d r i d ; a su familia, en M é x i c o , $ 1 5 0 " . Y en seguida agrega: " Y a
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 579

estoy arreglando, por conducto de m i c u ñ a d o M a n u e l Sierra, que


le giren a usted sus viáticos. E n caso de que se los manden, espero
se sirva decirme inmediatamente si resuelve venir o quedarse allá,
para arreglarnos respecto de su c o l a b o r a c i ó n " .
Hasta estos momentos no recibo a ú n dinero ninguno de " E l U n i -
v e r s a l " ; nada hay de positivo t o d a v í a ; pero, como ves, la s i t u a c i ó n
está cambiando en m i favor, y parece resuelto m i problema en el
porvenir. Por de pronto, me salva el oficio. Poco g a n a r é , pero no
me m o r i r é de hambre. A q u í nos a p a ñ a r e m o s gentes y animales pa-
ra bendecir la vida h u m i l d e ; y en M é x i c o , Lucesita, aunque mer-
mada en algo su mensualidad, no q u e d a r á abandonada. ¿ T e pare-
ce bien?
A h o r a , veremos lo de los viáticos. Y o te diré lo que resulte, tan
pronto como lo sepa.
Esta carta que es de transcripciones necesita una, que es curio-
sa. M i r a : me escribió el poeta Luis Q u i n t a n i l l a , a g r a d e c i é n d o m e
la cordialidad de u n j u i c i o severo que le hice acerca de sus poemas,
y me dice (textual): " Y usted q u é hace? N o se aleje de nosotros.
El otro d í a , hablaba yo de usted con el doctor P u i g Casauranc, y
me d e c í a él que usted no q u e r í a venir a M é x i c o . ¿ P O R Q U É ? "
Así, con letras m a y ú s c u l a s me hizo la pregunta.
T ú v e r á s si sonríes. Y o sí, con u n poco de amargura. Esta tem¬
poradita me ha quebrantado la salud. E l á n i m o está como siempre.
Estas penas p e q u e ñ a s que, según el poeta, son las que hacen d a ñ o ,
se me han acumulado a ú l t i m a hora, cuando resbalando por la ram¬
pa, voy a llegar a los sesenta.
Por eso me dio triste risa leer este'viejo refrán, que me e n c o n t r é
en el ú l t i m o libro de M e n é n d e z Pidal: " A la ramera y al j u g l a r ,
a la vejez les viene el m a l " .
H o y estoy por las transcripciones. P e r d ó n a m e la lata.
¿ C ó m o está Manuelita? M e supongo que bien, como lo deseo.
Besa al n i ñ o . . . no olvides a t u hermano.
Luis

¿Y t ú ? E s c r í b e m e cuando puedas. N o rompas el h ü o con tijeras


de silencio.— Y o , cuando menos, he de escribirte cada mes.
Luis

A l final de l a c a r t a U r b i n a e s c r i b i ó q u e " r e s b a l a n d o p o r l a
r a m p a , v o y a l l e g a r a los s e s e n t a " . H a b í a n a c i d o el 8 de f e b r e r o
de 1864, o sea q u e y a h a b í a c u m p l i d o esa e d a d p e r o a f i r m ó s i e m -
p r e q u e su fecha de n a c i m i e n t o fue el 8 de febrero de 1867, y esta
c i r c u n s t a n c i a p o d r í a e x p l i c a r l a m e n c i ó n a su " p r ó x i m a " e d a d
10
s e x a g e n a r i a . L a p r i m e r a c o l a b o r a c i ó n q u e e n v í a U r b i n a a El
1 0
Q u i e n descubrió la fecha exacta del nacimiento de L u i s G . U r b i n a (fi-
580 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

Universal en ese a ñ o de 1924 se p u b l i c ó el 11 de m a y o y es l a c r ó -


n i c a de l a despedida de los a m i g o s de M a d r i d a A l f o n s o R e y e s ,
q u i e n h a b í a c o n c l u i d o su t r a b a j o d i p l o m á t i c o e n E s p a ñ a , e n el
1 1
Restaurant L h a r d y .
Reyes r e g r e s ó a M a d r i d a finales de octubre de ese a ñ o de 1924,
e n m i s i ó n especial ante el r e y A l f o n s o X I I I . P e r m a n e c e a l l í a p r o -
x i m a d a m e n t e dos semanas, t i e m p o en que s e g u r a m e n t e c o n v e r s ó
con L u i s G . U r b i n a , p e r o n o h a y n i n g u n a referencia de esto e n
el a r c h i v o .
E l c i n c o de n o v i e m b r e y a e s t á Reyes e n P a r í s , dispuesto a l
regreso; recibe i n s t r u c c i o n e s de esperar a h í su destino d i p l o m á t i -
co. Se hospeda e n el m i s m o e d i f i c i o d o n d e m u r i ó M a r c e l P r o u s t
(44, R u é H a m e l i n ) . E n d i c i e m b r e es d e s i g n a d o M i n i s t r o y q u e d a
al frente de l a L e g a c i ó n de M é x i c o e n F r a n c i a . E l p r i m e r o de enero
L u i s G . U r b i n a r e a n u d a su c o r r e s p o n d e n c i a c o n Reyes:

Sr. D n . Alfonso Reyes


París
M i querido hermano Alfonso:
A h o r a sí puedo escribirte para decirte algo. Esperaba noticias
que comunicarte y ayer me llegaron por conducto de nuestro ami-
go el Coronel P é r e z Figueroa, porque Enrique y sus secretarios an-
dan, en estos d í a s , por Sevilla. U n cable. Cesa la C o m i s i ó n del Pa-
so y Troncoso. O lo que es lo mismo me quedo, desde hoy, sin pan
y sin esperanza. L o t e m í a ; lo p r e s e n t í a . Pero, aunque m i vida, que
ha sido turbulenta, sabe ya ser u n T i b e r í a d e s por el que pasa Dios
serenamente, a q u í me tienes u n poco acongojado y d e c a í d o . L a si-
t u a c i ó n — t ú lo c o m p r e n d e r á s , Alfonsito— no es para menos. L o
material me aflige, y, te lo confieso, algo t a m b i é n lo moral. L o que
i m p o r t a es precipitar la vuelta a M é x i c o —no podra ser antes del
diez y n u e v e - porque no sé como voy a a p a ñ a r m e . . . veremos.
M u c h o estoy temiendo que me escatimen, al c é n t i m o , los viáticos;
no p o d r é entonces llevar mis libros, la mayor parte de ellos indis-
pensables para mis trabajos Para m í eso sería una catástrofe L a
j o r o b a molesta, pero hay que aguantarse, como dice la copla.

jado en 1868 en todas las historias de la literatura) fue Gerardo S á e n z , de la


Universidad de Arkansas, quien explica en su biografía del poeta que no exis-
te acta del Registro C i v i l del nacimiento de U r b i n a porque ese a ñ o no hubo
ese servicio, y pudo encontrar el acta de bautizo porque la hija de U r b i n a le
dijo que su padre afirmaba haber nacido el 8 de febrero de 1867. C f . G E R A R -
D O S Á E N Z , Luis G. Urbina. Vida y obra, Ediciones de Andrea, M é x i c o , 1961,
p. 7 y p. 15, nota 2.
11
V é a s e nota 2.
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 581

De cualquier modo, yo t e n í a dos intranquilidades: la m í a y la


tuya. Las dos, con resoluciones contrarias, han desaparecido.
T u nuevo triunfo, por encima de los resentimientos políticos,
me satisface y me alegra lo indecible. L a actitud de tu moral, la fuerza
de t u entendimiento, t u c o r a z ó n , tan fino, t u j u v e n t u d tan empren-
dedora de bien, han sido reconocidos justamente, en esta o c a s i ó n .
Esta prueba por la que pasaste, no sin dolor, a f i a n z a r á t u porvenir.
Adelante, Alfonso; a t r a b a j a r / a cantar, a v i v i r tu vida interior tan
luminosa y tan ancha de horizonte. Aprovecha t u edad, la mejor
d é c a d a , la de los treinta y cinco a los cuarenta y cinco. Y a comien-
zas a paladearla, cuando me dices que tienes muchos deseos de tra-
bajar y que empiezas a sentir m á s el goce y el dolor. Es que va su-
biendo t u sol: está cerca del cénit. Todas tus potencias c r e c e r á n ,
durante estos diez a ñ o s Dará darte la Dlenitud física v esniritual
H a comenzado para t i el verano L a p e q u e ñ a herida de t u c o r a z ó n
se r e m o v e r á ^ B n ^ t T ^ v ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ -
q u e ñ o y escondido raudal de l á g r i m a s « S c S pecho con
f f e L r a ^ ^
¿ D e Camila? ¿ D e m i perro y m i gata? C a m i l a llora a escondi-
das. M e apena verla sufrir. ¡ T a n angelical! ¡ T a n abnegada! U n a
alma pura en u n cuerpecillo insignificante; j e r e z A g u s t í n , en taza
de barro pueblerino. M i perro está echado en estos momentos, a
mis pies, y m i gata es m i pisapapeles sobre m i mesa. ¡Y tener que
dejar esta casita de silencio, de olvido, de calor í n t i m o , de labor apa-
cible! ¡ Q u é le vamos a hacer!
M i l gracias, por tus cartas a los amigos. Acaso me sirvan para
orientarme y ambientarme en M é x i c o .
V o y a escribir una impresión de lector, acerca del Calendario y la
Ingenia. L a Ingenia, sobre todo, es u n encanto. M e ha deleitado.
Y a v e r á s de q u é manera.
Apólogos mínimos:
Los ú l t i m o s p á j a r o s (volando) a los que quedan con la cabeza
fuera del nido: — ¿ Y por q u é no os atrevéis, vosotros? ¿ P a r a q u é
tenéis las alas?
Los pájaros perezosos: — ¿ P e r o q u é , no veis lo ridículo y pasa-
do de moda de vuestro vuelo, que es como el nuestro? Imposible
compararlo con el de esas grandes aves que ahora rompen el cielo.
Son de palo, de tela, de hierro; pero q u é ruidosas, q u é veloces! Y
a d e m á s " l l e v a n u n hombre dentro. N o ; decididamente nos queda¬
mos en casa. Tenemos miedo y v e r g ü e n z a de los aeroplanos. Los
aeroplanos e c h a r á n del aire a las golondrinas. Cantaremos en el alero.
El otro a p ó l o g o — e l del manantial— queda para otra o c a s i ó n .
Y a te d i la lata. A d i ó s , Alfonso m í o ; besos a t u n i ñ o ; saludos a Ma¬
nuelita. T u hermano
Luis
582 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

L a f e l i c i t a c i ó n de L u i s G . U r b i n a a A l f o n s o Reyes se debe a
su d e s i g n a c i ó n c o m o M i n i s t r o Plenipotenciario de M é x i c o en F r a n -
cia, h i t o i m p o r t a n t e en su c a r r e r a d i p l o m á t i c a p o r l a s i g n i f i c a c i ó n
de l a sede en el servicio e x t e r i o r . U r b i n a , e n c a m b i o , e n t r a b a de
n u e v o e n u n p e r i o d o de d i f i c u l t a d e s e c o n ó m i c a s , al suspenderse
los trabajos de l a C o m i s i ó n " D e l Paso y T r o n c o s o " . E n ese a ñ o
de 1925 el p o e t a v i v í a e n el n ú m e r o 7 de l a calle de F e r n á n G o n -
z á l e z , e n c o m p a ñ í a de C a m i l a R u i z P e ñ a l v e r , su a m a de llaves
desde el t i e m p o e n q u e h a b i t a b a e n l a calle de C l a u d i o C o e l l o n ú -
m e r o 70 ( 1 9 1 9 ) . M i e n t r a s , su esposa L u c e s i t a y sus h i j o s p e r m a -
n e c í a n e n M é x i c o , s o s t e n i é n d o s e c o n p a r t e de los pagos de las co-
l a b o r a c i o n e s de U r b i n a a El Universal. D a d a s las c o n d i c i o n e s de
p r e c a r i e d a d e n q u e a h o r a se v e , h a b l a de " p r e c i p i t a r l a v u e l t a a
M é x i c o . . . p o r q u e n o sé c o m o v o y a a p a ñ a r m e . . . " P o r eso que-
d a e n l a c a r t a l a figura triste de C a m i l a , q u e l l o r a a escondidas.
E l a p ó l o g o de los p á j a r o s , al final de l a c a r t a , es u n a c l a r a a l u s i ó n
a su l i b r o Los últimos pájaros, p u b l i c a d o e n M a d r i d el a ñ o ante-
r i o r , p o e s í a q u e él c o n s i d e r a a n t i c u a d a ante l a de su a m i g o , c u y a
Ifigenia cruel se h a b í a e d i t a d o t a m b i é n e n 1924.
E l 20 de e n e r o U r b i n a escribe de n u e v o a Reyes, r e i t e r a n d o
sus quejas p o r su s i t u a c i ó n t a n c o m p r o m e t i d a y d e j a n d o m e n c i ó n
d e l a p o y o d e l m i n i s t r o E n r i q u e G o n z á l e z M a r t í n e z p a r a su re-
greso a M é x i c o y su s o b r e v i v e n c i a e n M a d r i d hasta el m o m e n t o
de su p a r t i d a :

M i querido Alfonso:
C o m e n z a r é esta carta como empieza el N o c t u r n o a Rosario:
(¡Ay! Rosario, la muerta lejana. . .)
Pues bien, yo necesito recurrir a t i en esta situación tan molesta
en que me hallo y que tal vez conoces ya por el relato de G u i l l e r m o
J i m é n e z . Sí; nuestro ministro Enrique G o n z á l e z M a r t í n e z puso el
cable pidiendo m i l dólares de viáticos y pago y transporte de mis
libros. P e d í esa cantidad porque realmente tengo deudas por unos
cuatrocientos duros —esas cositas que se van acumulando con la
confianza imprevisora de que mañana se l i q u i d a r á n . N o q u e r í a i r -
me de E s p a ñ a como tantos mexicanos que personalmente c o n t r i b u -
yen a aumentar el descrédito colectivo. Bien sé que si en otros tiem-
pos fue posible que se me diera esa suma, ahora, acaso, no lo será.
Pero, en fin, p e d í para que se me ofreciera (martingala de comer-
ciante). H a n transcurrido quince días y el cable no ha sido contes-
tado. Este süencio me indica una de estas dos cosas: o que no le
han hecho caso o que la respuesta v e n d r á por correo. Esto segundo
me parece lo m á s probable. Y si la suma que para viáticos me asig-
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 583

nan ha de correr todos sus t r á m i t e s b u r o c r á t i c o s , no llegará la or-


den a M a d r i d sino hasta fines de febrero o mediados de marzo. ( F i -
g ú r a t e los factores: nuevo ministro; principio de a ñ o ; montones de
oficios y nombramientos que firmar.)
Cogido en esta trampa casi por sorpresa, no me queda m á s que
u n recurso: no v i v i r , arrastrar la vida hasta marzo. Para ello, redu-
cidos los gastos al m í n i m o , necesito seiscientas pesetas mensuales
durante febrero y marzo. A s í , pues, he imaginado u n plan diabóli-
co: que t ú me prestes trescientas pesetas en febrero y trescientas en
marzo, y que G o n z á l e z M a r t í n e z me facilite igual cantidad en las
mismas condiciones que t ú . E l presupuesto mensual está calculado
así: treinta y cinco duros para la casa y ochenta y cinco para comi-
da de mis animales, C a m i l a y yo (arroz, patatas y j u d í a s en sus m i l
y cinco combinaciones). U n vaso de cerveza en bar de barrio cuan-
do queden algunas pesetas sobrantes. Será difícil, pero. . .
Tengo, en ese caso, sesenta días para escribir, no a Genaro, a
los amigos particulares a fin de que ejerciten su buena voluntad y
su influencia para que se resuelva m i asunto, de cualquier manera
que sea. L o que gano en M é x i c o , como sabes, es para Lucesita, que
está en una larga y costosa a g o n í a . N o debo tocar eso. Es sagrado.
A y e r h a b l é a Enrique G o n z á l e z M a r t í n e z de m i proyecto. Y a
conoces lo bondadoso que es, y está dispuesto a prestarme ese ser-
vicio. (En enero me ha dado doscientas cincuenta pesestas.) Y o confío
a ciegas, Alfonsito, en t u c a r i ñ o . Confío t a m b i é n en t u e s t i m a c i ó n ,
en la fe que tienes de m i honorabilidad. ¿ P u e d e s aceptar m i pro-
yecto? Si puedes, no dudo de que me servirás.
N o me quejo: comprendo los sucesos; los nuevos hombres, los
nuevos problemas, las necesidades del ahorro y la c o n t r a c c i ó n eco-
n ó m i c a . M u y bien: así vienen los tiempos.
Si acaso me quedara yo abandonado a q u í , b u s c a r í a , en esos dos
meses, trabajo — ¡ q u é difícil!— para a p a ñ a r m e en una existencia
de pocilga y sopa de ajos. L a conciencia no se e n t u r b i a r í a por eso;
se e n t r i s t e c e r í a u n poco nada m á s .
Alfonsito m í o : e x c ú s a m e ya que conoces los esfuerzos que hay
que hacer para no entrar, definitivamente, en la miseria negra.
A g u a r d o t u respuesta con la impaciencia que supones. Saluda
a M a n u e l i t a ; besa al chico.
T e abraza t u
Luis

L a respuesta de Reyes d e b i ó ser o p o r t u n a y p o s i t i v a . L a si-


g u i e n t e c a r t a l a e n v í a U r b i n a d e s p u é s de u n p o c o m á s de dos m e -
ses, el dos de a b r i l de 1925, fijando fecha p a r a su salida a M é x i c o :

M i querido hermano: ¡Por fin! Ayer me dieron en la L e g a c i ó n


584 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

la m i t a d de mis viáticos, y me guardaron la otra m i t a d para que


no fuera yo a gastar m á s de lo conveniente, en vista de mis apuros
y compromisos. T o t a l : me enviaron de M é x i c o seiscientos d ó l a r e s ,
cantidad extraordinaria en las presentes circunstancias. Genaro, M a -
nuel Sierra y los d e m á s buenos amigos, estimulados por M i g u e l Lanz
D u r e t , deben de haber contribuido a esta buena obra. A s í pues, he
pedido pasaje en la T r a s a t l á n t i c a E s p a ñ o l a , donde me rebajan el
3 0 % , para embarcar el 19 de mayo en Santander.
Nadie m á s que t ú c o m p r e n d e r á lo que espiritualmente me cuesta
arrancarme de este pedacito de tierra donde, olvidado, b e b í a savia
de paz y c o n t e m p l a c i ó n . Nadie m á s que tú sabe el í n t i m o y callado
dolor del agua de remanso que el viento remueve y lanza otra vez
a las estériles borrascas. N o es éste u n lamento; es u n contenido so-
llozo que llega a t u c o r a z ó n , como t í m i d a y avergonzada confiden-
cia — ¿ C u á n d o , s e ñ o r , me será dado volver a descansar? A Pepe
Vasconcelos le debo cerca de tres a ñ o s de t r a n q u i l i d a d espiritual.
Ese periodo me hizo pensar en emprender una obra de arte alta y
pura. Truncos quedan mis esfuerzos y quebradas mis aspiraciones.
¡ Q u é le vamos a hacer! Es preciso mojar con el sudor de la frente
el pan de cada d í a . R e s i g n é m o n o s .
N o , m i amado Alfonso: los alfilerazos que ahora te da la vida,
y que t ú sientes como p u ñ a l a d a s , antes han de entonarte que aba-
tirte. E s t á n mojadas esas puntas en u n a gota de veneno de envidia.
Pero ya lo sabes: " d e la flecha del odio, sabe el v i e n t o " .
A h o r r a r hasta el sacrificio es, por otra parte, una vileza. Y lue-
go, es una irreflexión. —Recuerda la s ó r d i d a existencia que llevó
A m a d o Ñ e r v o , afín de Shylock— para no lograr n i siquiera la es-
peranza, n i siquiera la gratitud. Pero piensa en que es preciso pre-
ver: t u hijo puede hallarse u n d í a incompleto y solo. Entonces, no
será vileza sino alta v i r t u d poner en sus manos elementos de porve-
n i r . ¿Estás conforme?
N o temas: tienes u n gran c o r a z ó n y una gran inteligencia. Las
saetas vienen de abajo, de los que, desde las sombras, te ven subir.
L a impotencia y la mediocridad te zahieren. L a señal es buena. Son-
ríe y canta. Esos dardos p e q u e ñ o s vuelven el alma fuerte y grande.
Por lo d e m á s , parece que la vida de M é x i c o se ha enturbiado
u n poco. Por tanto correr, el río se ha ennegrecido con el fango del
lecho. Y a volverá la transparencia, y p o d r á s mirarte en las aguas,
como en u n claro espejo.
H e r m a n o m í o : m i gratitud es grande, no tanto como m i cari-
ñ o . N o me olvides. Antes de partir volveré a escribirte.
T u y o como siempre

Luis

A M a n u e l i t a mis saludos. A Alfonsito, m i beso.


NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 585

L o s consejos de L u i s G . U r b i n a a A l f o n s o R e y e s obedecen a
los ataques d i r i g i d o s a é s t e y p u b l i c a d o s en los p e r i ó d i c o s de l a
c i u d a d de M é x i c o , m i e n t r a s c u m p l í a su f u n c i ó n d i p l o m á t i c a en
1 2
París .
E f e c t i v a m e n t e , U r b i n a e s c r i b i ó a Reyes antes de p a r t i r a M é -
x i c o , c o m o l o o f r e c i ó e n su c a r t a del dos de a b r i l . Son s ó l o u n a s
l í n e a s de despedida y l a p r o m e s a de e s c r i b i r l a r g o desde M é x i c o .

M a d r i d , mayo 13
H e r m a n o Alfonso:
¿Adiós? ¿ H a s t a luego? L a despedida no es cosa m í a ; es del de-
venir. Es de Dios.
V o y al garete. Pero como la nave es vieja, conoce de estos pe-
ligros.
A h o r a se me clavan los afectos en el c o r a z ó n , como flechas. E l
tuyo desangra m i c o r a z ó n . Nada m á s , m i Alfonso.
E l diez y nueve salgo de E s p a ñ a . —Es decir; no salgo; me a r r a n -
co. T ú sabes todo lo que me cuesta, en l a v i d a í n t i m a , este desga-
rramiento.
T e escribiré de M é x i c o largamente. ¿Quieres? Saluda a Manue¬
lita; besa a t u chico. Repite a m i querido A r t u r o P a ñ i mis agradeci-
mientos. — T u y o , como siempre, hermano m í o .

Luis
D i r e c c i ó n : " E l U n i v e r s a l " , I t u r b i d e 11.

L u i s G . U r b i n a l l e g ó a l a c i u d a d de M é x i c o el c i n c o de j u n i o
de 1925. Pocos d í a s d e s p u é s , el 18 de ese mes, r e c i b i ó el n o m b r a -
m i e n t o de Profesor Especialista de A r q u e o l o g í a , d e p e n d i e n t e de
l a S e c c i ó n de P o b l a c i ó n P r e c o l o n i a l , del D e p a r t a m e n t o de A n t r o -
p o l o g í a , e x p e d i d o p o r l a S e c r e t a r í a de E d u c a c i ó n P ú b l i c a , c u y o
t i t u l a r era el d o c t o r J o s é M a n u e l P u i g C a s a u r a n c . M á s t a r d e , el
28 de j u l i o , se le c o m i s i o n ó p a r a ocuparse en E s p a ñ a de l a clasifi-
c a c i ó n de los d o c u m e n t o s de l a C o m i s i ó n " D e l Paso y T r o n c o -
s o " . U n d í a d e s p u é s , el 29 de j u l i o , fue d e s i g n a d o Secretario d e l
M u s e o N a c i o n a l de H i s t o r i a , A r q u e o l o g í a y E t n o g r a f í a , p a r a viajar
a E s p a ñ a c o n este c a r g o . U r b i n a se e m b a r c ó de n u e v o c o n r u m b o
a E s p a ñ a el 13 de agosto de ese a ñ o de 1925. L l e g a a M a d r i d e n

1 2
Escribe A L F O N S O R E Y E S en su Diario, el 1 5 de marzo de 1 9 2 5 , refirién-
dose a la recepción que le ofreció la Revue de l'Amérique Latine: "Aunque la fies-
ta fue, s e ñ a l a d a m e n t e , a mi persona, la he hecho derivar hacia M é x i c o , cuya
prensa diaria me injuria por estos d í a s " (Diario, 1911-1930, Universidad de
Guanajuato, Guanajuato, 1 9 6 9 , p. 9 5 ) .
586 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

los p r i m e r o s d í a s de s e p t i e m b r e y a finales del mes siguiente rea-


n u d a su c o r r e s p o n d e n c i a c o n R e y e s en P a r í s :

M a d r i d , octubre 22 1925
M i querido hermano Alfonso:
Aprovecho uno de mis p e q u e ñ o s ocios en comunicarme conti-
go. N o quisiera yo escribirte quejas, y ¡sin embargo! Hace dos me-
ses y casi medio m á s , que salí de M é x i c o con m i pliego de c o m i s i ó n
en el bolsillo: — l a S e c r e t a r í a de E d u c a c i ó n me dio el encargo de
recoger, coleccionar, clasificar y remitir a Veracruz, los papeles del
s e ñ o r del Paso y T r o n c ó s e A d e m á s , como lo solicité, me comisio-
n ó t a m b i é n para que continuara mis investigaciones históricas en
los archivos de E s p a ñ a . Pues bien: hasta esta fecha no he recibido
u n centavo de sueldo. ¿ N e g l i g e n c i a ? ¿Dificultad? ¿ O t r a cosa? Chi
lo sa. Ello es que la i n q u i e t u d parece ser conmigo una querida apa-
sionada. N o me abandona. Anteayer puse dos cables con sendos gri-
tos de n á u f r a g o . Mientras me contestan braceo para no ahogarme.
N o me imaginaba yo este abandono, porque, en lugar de tro-
pezar, a m i llegada a M é x i c o , malas voluntades, hallé buena acogi-
da en los altos círculos, y entre los amigos y c o m p a ñ e r o s . M u y gen-
t i l el M i n i s t r o de E d u c a c i ó n , doctor Puig; m u y afable P é r e z Tay¬
lor, el jefe de BeUas Artes. Alberto P a ñ i , m u y cariñoso y complaciente
(me invitó a comer en su casa); el M i n i s t r o de Relaciones, afectuo-
so y dispuesto a servirme (obra, seguramente, de nuestro fraternal
Genaro Estrada); y hasta una persona que yo no conocía, el L i c .
D o n Gilberto Valenzuela, lleno de s i m p a t í a y generoso. E l ambien-
te me p a r e c i ó halagador, y logré aprovecharlo. P e d í la c o m i s i ó n ,
discretamente, sin gastos para el Gobierno, sólo el traslado a M a -
d r i d , de m i sueldo como Secretario del Museo, puesto que me die-
r o n tan pronto como llegué, a modo de provisional gana-pan. M i s
gastos de viaje me los regaló u n rico y buen amigo m í o , e s p a ñ o l :
D o n Adolfo Prieto. Y así salí de la tierra, tan amada de lejos, t a n
maltratadora y á s p e r a de cerca. Si ves a M a n u e l Ponce, dile que
te e n s e ñ e el p á r r a f o de m i carta que se refiere a la a t m ó s f e r a m o r a l
de M é x i c o . A h í le digo c ó m o las pasiones que antes nos provoca-
ban a la lucha, y eran enemigos de nuestro t a m a ñ o , o m á s grandes,
ahora se achicaron, y son duendecillos inconsistentes, gnomos sub-
t e r r á n e o s , que, a nuestro paso, preparan el h u n d i m i e n t o del cami-
no para que caigamos sin conocer a q u i é n debemos la caída. E l com-
bate es silencioso, entre los que valen y no valen, entre los aptos
y los ineptos. Siempre ha sido así. Solamente que antes solían ga-
nar los útiles, los preparados, los cultos. Y ahora, no. Vencen los
otros, disfrazados con la remendada y colorida capa de mendigo de
los vocablos de moda: r e d e n c i ó n , r e i v i n d i c a c i ó n . . . Antes, el odio
y el amor eran reales. A h o r a , son falsos. Y las invocaciones suenan
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 587

a vacío. Es decir, no; suenan a e g o í s m o , a a m b i c i ó n personal, a me-


dro s ó r d i d o . L o que se quiere es v i v i r ampliamente, perezosamen-
te, sin chirimbolas de estudios n i especialidades. Encumbramiento,
dinero, lujo, desenfado. ¿Y q u i é n dijo miedo? C o n la fuerza de la
d e s p r e o c u p a c i ó n y el quemeimportismo se han aflojado los lazos del
deber. T o d o eso es m u y postguerra. E n M é x i c o lo agrava el dese-
q u i l i b r i o secular: nueve millones de indios, movidos y removidos
brutalmente por tres millones de mestizos. Los indios son el rencor
impotente, la i n a d a p t a c i ó n asombrada, el pesado fardo de la mise-
ria. Los mestizos son la audacia sin freno, la inquietud sin ideal,
el sensualismo sin refinamiento. E n las manos del cura, el indio es
superstición. E n las manos del general, es trinchera. Su carne sirve
para todo. Es aprovechable para todos los e n g a ñ o s , para el político
principalmente. E n la t r i b u n a parlamentaria no hay nada m á s de-
clamatorio que invocar al indio. ¡ Q u é m i n a tan explotable para los
seudo redentores!
¿ P e r o por q u é te hablo de estas cosas que t ú sabes y piensas me-
j o r que yo? P e r d ó n a m e . Se me fue la mano. Es que q u e r í a darte
m i ú l t i m a i m p r e s i ó n de conjunto.
A h o r a bien. H a y incrustados en esta b a r a h ú n d a núcleos m í n i -
mos de inteligencia preparada y de v i r t u d c i v i l . H a y hombres b r ú -
julas en esta d e s o r i e n t a c i ó n . H a y j ó v e n e s que se sustraen al conta-
gio. De su resistencia depende la salvación. Y o creo que resistirán.
Entre las gentes de gobierno hay pensamientos claros y caracteres
rectos. L a esperanza no se puede perder. Esta d e s c o m p o s i c i ó n co-
lectiva es, acaso, u n s í n t o m a de vigor popular. Es, q u i z á , como la
fiebre: u n deseo del organismo de eliminar toxinas, de purificarse.
E n todo caso, es vida. Es bueno observarla serenamente.
A q u í tienes, m i hermano Alfonso, u n esquema de mis impre-
siones mexicanas.
Hablemos de lo tuyo. Sí. N o t é y c o m p r o b é la enemistad que
hacia t i sienten personas que no ha mucho se d e c í a n tus amigos.
I n ú t i l decirte —porque me conoces y estás seguro de m í — cuál fue
m i papel. Defenderte, no ú n i c a m e n t e con andar ciego sino con jus-
tas y tranquilas razones. Creo que estos aborrecimientos artificiales
e s t á n engendrados por el mismo estado espiritual de todo el p a í s .
L a malevolencia y la calumnia han substituido al mauser y la ame-
tralladora, aunque las cuatro armas puedan funcionar s i m u l t á n e a -
mente. N o debes hacer caso. Estas pirotecnias sentimentales de la
ofensa y el agravio son las m á s efímeras: el m á s leve soplo de aire
las desvanece y apaga. T u e n e r g í a cordial y la elevación de t u ta-
lento s o b r e v i v i r á n , sin mengua, a esos cohetes inofensivos, si bien
molestos y malolientes.
A h o r a , te d i r é : he buscado en vano los papeles del Sr. del Paso
y Troncoso. L a repentina muerte de Pancho Icaza —noticia que
588 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

recibí al llegar a L a Habana— me da en q u é pensar acerca del pa-


radero de los dichos papeles. ¿ H a b r á n quedado en poder de la fa-
m i l i a que ahora está en M é x i c o gestionando - s e g ú n s é - una pen-
sión? Y o indago, husmeo, atisbo; pero nunca o f e n d e r é la m e m o r i a
de u n amigo a quien tendí, sinceramente, la mano. M a r í a Enriqueta
y Carlos Pereira han elevado memoriales al Gobierno de M é x i c o ,
semidenunciando irregularidades y substracciones. D i m e confiden-
cialmente, si algo sabes. G u a r d a r é clausurada reserva.
T a n pronto como anden medianamente estos títeres de erudi-
ción y d o c u m e n t a c i ó n que traigo entre manos, iré a buscarte a Pa-
rís. -¡Oh sí, yo volveré, París divirwl- y p a s a r é contigo unas sema-
nas. Encantado de t u i n v i t a c i ó n que acepto con el alma.
Y a te d i la lata. D i s c ú l p a m e el desahogo. Es una prueba de m i
c a r i ñ o . Saluda afectuosamente a M a n u e l i t a . Besa a Affonsito. Re-
cibe mis abrazos
Luis

E s t a l a r g a c a r t a , de quejas y reflexiones, a d e m á s de d e j a r tes-


t i m o n i o de las l a m e n t a b l e s c i r c u n s t a n c i a s e n q u e se desenvuelve
l a v i d a de U r b i n a , recoge su a p r e c i a c i ó n d e l m u n d o oficial de l a
c i u d a d de M é x i c o y de las c o n d i c i o n e s de m a r g i n a c i ó n e i n j u s t i -
cia de los i n d í g e n a s , e x p l o t a d o s y m a n i p u l a d o s p o r quienes son
" l a a u d a c i a s i n freno, l a i n q u i e t u d s i n i d e a l , el sensualismo s i n
r e f i n a m i e n t o ' ' . L a m e n t a b l e m e n t e e s t á p e r d i d a l a m a y o r p a r t e de
la correspondencia de U r b i n a y s e r í a interesante poder leer su carta
a M a n u e l M . Ponce sobre " l a a t m ó s f e r a m o r a l de M é x i c o " . E l
e x i l i o de L u i s G . U r b i n a d e b i ó ser m u y d o l o r o s o p a r a é l , p e r o
al m i s m o t i e m p o l o m a n t e n í a d i s t a n t e de su t i e r r a " t a n a m a d a
de lejos, t a n m a l t r a t a d o r a y á s p e r a de c e r c a " .
E l p r i m e r o de e n e r o de 1926, U r b i n a fue d e s i g n a d o D i r e c t o r
de l a C o m i s i ó n " F r a n c i s c o d e l Paso y T r o n c o s o " , y d e b i ó v i a j a r
a Sevilla p a r a t r a b a j a r d i r e c t a m e n t e e n el A r c h i v o de I n d i a s . Desde
esta c i u d a d e s c r i b i ó a Reyes e n P a r í s :

Sevilla, 28 de abril de 1926


M i querido hermano Alfonso:
M e cayeron tus tres sentidas líneas, sobre una mesa polvorien-
ta del famoso A r c h i v o de Indias. Estoy a q u í trabajando desde hace
m á s de dos meses, entre inquietudes de hoy y papeles de ayer. T ú ,
que tan completamente conoces esta clase de labores, comprende-
r á s c u á n t o me voy hundiendo en la vida de a n t a ñ o y olvidando m i
propia actualidad. Esto es u n m a r y estoy con el agua en las nari-
ces. H a y primores de hechos muertos y he de esforzarme en resuci-
tarlos y en echarlos a andar. De algo nos ha de servir la costumbre
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 589

de la visión lejana. E l calor de Sevilla me va a mandar m u y pronto


a M a d r i d . E l aire ya Comienza a quemar. Y la temperatura excesi-
va recrudece mis achaques que no me dejan a sol n i a sombra, pero
que se a t e n ú a n con la tibieza del clima. Espero que el mayo m a d r i -
l e ñ o me será propicio. De allí, en llegando, te volveré a escribir.
N o p a s a r á una semana.
Porque has de saber que no es preciso que llenes m i silencio.
Sin literatura —valga la imagen por lo exacta — m i silencio ha esta-
do siempre lleno de t u recuerdo. N o olvido —no o l v i d a r é — n i t u
c a r i ñ o n i t u bondad.
¿ Q u é me ha pasado? Entre otras cosas, cierto pudor, cierto te-
m o r de seguir c o n t á n d o t e mis dificultades m í n i m a s - p a r a m í
m á x i m a s - con el mundo positivo del dinero. U n a sola frase te bas-
t a r á para comprenderlas. Anoche - ¡ h a s t a a n o c h e ! - recibí dos no-
ticias halagadoras: que autorizan el pago de mis sueldos como en-
cargado de la " C o m i s i ó n del Paso y T r o n c ó s e " y que nuestro ex-
celente Genaro Estrada me da otra, con u n p e q u e ñ o subsidio m á s .
E n total 21 pesos mexicanos diarios. L a salvación. L a gloria. Pero
que si llega u n poco m á s tarde, me encuentra, de fijo, en a g o n í a .
C u a t r o meses de angustias, consoladas y olvidadas por el fraternal
G o n z á l e z M a r t í n e z . Varias veces p e n s é comunicarte estas ínfimas
penas, de las que me han medio salvado los artículos del Universal,
cuyo producto, como sabes, comparto con Lucesita y los auxilios
de G o n z á l e z M a r t í n e z . Varias veces p e n s é t a m b i é n que esta cons-
tante situación m í a iba a mortificarte. Y así se pasaron los d í a s . Pe-
ro acaso no ha pasado uno solo sin que m i memoria dejara de pre-
sentarme t u afable sonrisa y tus ojos'amables. Estoy escribiendo el
informe de mis investigaciones. E n m i p r ó x i m a carta te h a b l a r é de
él. Se me ha removido la enfermedad lírica: he p e r g e ñ a d o versos.
E s c r í b e m e t ú a F e r n á n G o n z á l e z 7, a donde siempre. C a m i l a , que
te recuerda a cada rato, te manda saludar.
Dile a Manuelita que le mando m u y afectuosas expresiones. Besa
a Alfonsito. Recibe u n abrazo m u y largo de t u hermano
Luis

L a v i s i t a , o visitas, de L u i s G . U r b i n a a l A r c h i v o de I n d i a s
e n S e v i l l a , las h a c í a c o n las l i m i t a c i o n e s de sus p r o p i o s recursos,
pues n o le l l e g a b a n los fondos de M é x i c o . S u l a r g o silencio de ca-
si m e d i o a ñ o (su c a r t a a n t e r i o r es d e l 22 de o c t u b r e de 1925) se
e x p l i c a p o r q u e n o q u e r í a r e p e t i r l e a Reyes su p r o b l e m a de p o b r e -
z a y l i m i t a c i o n e s , q u e c o m o se ve s e g u í a r e s o l v i e n d o l a generosi-
d a d de E n r i q u e G o n z á l e z M a r t í n e z . " S e m e h a r e m o v i d o l a e n -
f e r m e d a d l í r i c a : he p e r g e ñ a d o v e r s o s " , dice U r b i n a , p o r q u e des-
p u é s de Los últimos pájaros h a b í a d e c i d i d o n o e s c r i b i r m á s p o e s í a .
590 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

Este m a t e r i a l se p u b l i c ó e n M é x i c o e n e d i c i ó n p o s t u m a de 1 9 4 1 ,
c o n p r ó l o g o de A l f o n s o Reyes ( q u i e n h a b í a c o n c l u i d o su t r a b a j o
d i p l o m á t i c o e n 1939), doce a ñ o s d e s p u é s de que L u i s G . U r b i n a
13
i n t e g r a r a esos poemas p a r a su e d i c i ó n , el a ñ o de 1 9 2 9 .
D o s cartas m á s e n v i ó U r b i n a a Reyes ese a ñ o de 1926:

Ávila, agosto 16 de 1926


M i m u y querido Alfonso:
T e mando con estas líneas unas cuartillas, copia de m i c r ó n i c a
escrita para " E l U n i v e r s a l " de M é x i c o . Son u n fragmento nada m á s
y forman parte de una serie que he titulado: " L i b r o s de M é x i c o
bajo árboles de C a s t i l l a " . Fue a q u í , sin u n l i b r o , sin u n p e q u e ñ o
diccionario, sin bagaje alguno, donde p e n s é e i n t e n t é u n esbozo de
crítica impresionista de t u 'Pausa". T o d o faltará en m i articulillo
periodístico, menos m i a d m i r a c i ó n y m i c a r i ñ o por t i . H e deseado
que lo vieras antes de que se publique. Escribirlo no; copiarlo es
u n homenaje a t u talento. M i s felicitaciones. M i s aplausos. P e r d ó -
name en gracia de m i sana a t e n c i ó n .
M e supongo que estarás ya compartiendo t u vida espiritual con
Alfredo G ó m e z de la Vega. Este intrépido e inteligente amigo nuestro
ha hecho una ú l t i m a temporada en M a d r i d realmente gloriosa. Y
quiere mostrar sus timbres y lucir sus conquistas, en una visita a
nuestro M é x i c o . M e parece m u y bien pensado, aunque acaso. . .
la crisis social no sea propicia a sus proyectos. Y o sé bien que le
a y u d a r á s , porque a generoso y noble no te gana nadie. Este m u -
chacho merece t u p r o t e c c i ó n . M i l gracias por ella.
Y nada m á s , sino que disculpes m i osadía por haber intentado
hacer u n boceto de crítica de t u delicado libro " P a u s a " . Repito la
súplica.
Saludos a M a n u e l i t a . Besos a Alfonsito.
U n abrazo de t u hermano.
Luis

M a d r i d , septiembre 2 de 1926
M i inolvidable Alfonso:
N o sé si r e c o r d a r á s a Pablo, el hermano de Camila, a quien ve-
rías en tus visitas al Museo del Prado, de donde es uno de los porte-
ros. Se llama Pablo R u i z , es u n muchacho excelente, que, aunque
sin cultura completa, tiene u n notable a h í n c o de ver, de saber y de
educar su espíritu. Y a está bastante enterado de cosas de arte plás-
tico. A h o r a va a P a r í s , aprovechando sus vacaciones, en busca del

1 3
L u i s G . U R B I N A , El cancionero de la noche serena [Imprenta Universitaria],
M é x i c o , 1941.
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 591

L o u v r e , del L u x e m b u r g o , y de los aspectos estéticos de la gran ciu-


dad. T e lleva u n abrazo m í o , el de siempre, el fraternal y cordia-
lísimo.
T e recomiendo al chico, por si necesitare de tu ayuda. T e anti-
cipo las gracias.
R e c i b í t u efusiva carta. A l leerla, se me humedecieron los ojos,
el bueno eres t ú , hermano m í o .
H e leído " R e l o j de s o l " . Tiene p á g i n a s admirables que has he-
cho bien en recoger. A h í te va otra felicitación.
Y dime: ¿ d ó n d e anda G ó m e z de la Vega? ¿ q u é hace? ¿ c u á n d o
m a r c h a r á a M é x i c o ? H e perdido todo rastro de eso.
Saluda a t u M a n u e l i t a . Besos a t u Alfonsito. N o olvides a t u
viejecito.
Luis

E n estas dos cartas n a d a m á s q u e d a m e n c i ó n a los l i b r o s de


R e y e s . U r b i n a , a u n q u e e s c r i b í a de n u e v o p o e s í a , y a n o p u b l i c ó
n i n g ú n l i b r o d e s p u é s de 1924. A l f r e d o G ó m e z de l a V e g a , el n o -
table actor m e x i c a n o , q u i e n h i z o a m i s t a d c o n L u i s G . U r b i n a desde
su a r r i b o a E s p a ñ a e n 1916, se e n c o n t r a b a e n 1926 en l a c i m a
de su c a r r e r a , i n i c i a d a e n M a d r i d y c o n s o l i d a d a d e s p u é s en
México.
A l f o n s o Reyes t e r m i n a su t r a b a j o d i p l o m á t i c o e n P a r í s y se
e m b a r c a c o n r u m b o a M é x i c o e n m a r z o de 1927. E n a b r i l es de-
signado m i n i s t r o en la R e p ú b l i c a A r g e n t i n a , y parte a Buenos
A i r e s , v í a N u e v a Y o r k , a p r i n c i p i o s de j u n i o . E n el b a r c o recibe
n o t i c i a de su d e s i g n a c i ó n c o m o e m b a j a d o r e n A r g e n t i n a . A q u í
p e r m a n e c e r á hasta el mes de a b r i l de 1930, p a r a trasladarse co-
m o e m b a j a d o r a R í o de J a n e i r o . L a s dos ú l t i m a s cartas de U r b i -
n a a Reyes conservadas e n el a r c h i v o de é s t e e s t á n d i r i g i d a s des-
de M a d r i d a B u e n o s A i r e s :

M a d r i d , j u l i o 16 de 1928
M i inolvidable Alfonso:
Hace m á s de u n mes que nuestro amigo —ya por ser tuyo lo
es m í o — el doctor J u a n J . Bada me dio t u carta. Él acaso te escriba
d i c i é n d o t e lo que ha logrado en su empresa. Y o he puesto m i vo-
luntad que es mucha pero que puede m u y poco. Algunas veces ha
venido a verme Bada. Es s i m p á t i c o , inteligente, de vivacidad j u v e -
n i l . M e parece bueno. L o será puesto que hizo buenas migas conti-
go. H a venido a visitarme tres o cuatro veces a m i Tebaida. Porque
has de saber que ahora vivo en el extra-radio de M a d r i d , a u n lado
de la carretera de A r a g ó n , u n barrio envuelto en polvo y sol —co-
mo la gloria huguiana— y en el que viven muchos obreros y al-
592 ALFONSO RANGEL G U E R R A NRFH, XXXVII

gunos gitanos. C o m o telón de fondo, en u n desmedrado jardincito,


se ve la fachada-galería del Cementerio de la A l m u d e n a . E l hoteli-
to, hecho con cuatro ladrillos y tres palos, se llama: V i l l a C a m i l a .
De C a m i l a es. Guarda sus escrituras; cuida sus gallinas y sus flo-
res, y hasta creo que se da sus humillos de propietaria. A él ha lle-
vado a su familia —a su madre y a sus hermanos solteros— y a m í
que, aunque advenedizo, busco sombra familiar. N o sé que será ma-
ñ a n a de m í . O j a l á que la suerte me dejara en este r i n c ó n de olvido.
A q u í seguiré yo la r u m i a espiritual. Dios lo haga. T a m b i é n el pol-
vo se cansa de ser barrido.
Y a q u í como en dondequiera que esté yo, m i pensamiento va
t i [sic], y m i recuerdo te sigue c a r i ñ o s a m e n t e . Y aunque t u existen-
cia es agitada, m ú l t i p l e , brillante, estoy seguro de ocupar u n lugar-
cito en t u c o r a z ó n generoso.
Cada vez que puedas, ponme dos líneas que me hagan saber
de t i . Saluda con todo afecto a M a n u e l i t a y besa a t u n i ñ o t e .
U n abrazo de t u viejecito.
Luis

D i r e c c i ó n : Ventas del E s p í r i t u Santo. Barrio del C a r m e n . Ca-


lle de M a r t í n Freg, 18, M a d r i d .

C a s i u n a ñ o d e s p u é s de esta c a r t a , e n a b r i l de 1929, falleció


en M é x i c o d o ñ a L u z R o s e t a de U r b i n a , esposa del p o e t a , a q u i e n
é s t e v i s i t ó s ó l o e n tres ocasiones, e n 1917, 1921 y 1925, desde q u e
se t r a s l a d ó a E s p a ñ a e n 1916. T o d o ese t i e m p o , l a esposa de U r -
b i n a r e c i b i ó fondos q u e le s i t u a b a El Universal, d o n d e él p u b l i c a -
b a sus c r ó n i c a s de M a d r i d . A h o r a , en 1928 y gracias a l a desaho-
g a d a s i t u a c i ó n e c o n ó m i c a q u e le p r o p o r c i o n ó el puesto de d i r e c -
t o r de l a C o m i s i ó n " D e l Paso y T r o n c o s o " , U r b i n a a d q u i r i ó u n a
m o d e s t a y p e q u e ñ a casa e n las afueras de M a d r i d , a n o m b r e de
su c o m p a ñ e r a C a m i l a R u i z P e n a l v e r .
L a ú l t i m a c a r t a es del 5 de febrero de 1930. U r b i n a h a b í a m a n -
d a d o semanas antes su ú l t i m a c o l a b o r a c i ó n , p u b l i c a d a el d í a 9
de ese mes de f e b r e r o , a l p e r i ó d i c o El Universal de M é x i c o . D e
l a c a r t a se desprende q u e U r b i n a c o n t i n u a b a t r a b a j a n d o e n l a C o -
m i s i ó n " D e l Paso y T r o n c o s o " :

M i querido hermano Alfonso: Haces bien en pensar que la con-


fianza que tenemos en nuestro c a r i ñ o está por encima de toda ur-
bana cortesía y por debajo de todo prolongado silencio. T ú y yo sa-
bemos bien c u á n honda es la raíz de esta amistad que esmerada-
mente cultivamos desde mucho tiempo ha. L a planta, conforme
pasan los a ñ o s está m á s frondosa y m á s florecida de ternura. ¡ C o -
mo que la hemos regado m á s de una vez con l á g r i m a s í n t i m a s , en
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 593

horas de confidencias y pesares! E s t á s en m i c o r a z ó n . Vives en m i


recuerdo. Y cuando la vida clava las u ñ a s en m i suerte, evoco t u
alma suave y piadosa y no me siento tan triste n i tan solo. Pero es,
m i querido Alfonso, que estamos en distintos planos, y que t u exis-
tencia se atomiza en ráfagas apasionadas y brillantes; y yo, desde
m i r i n c ó n de sombra y olvido, temo echar soplos de m e l a n c o l í a y
perturbar, por u n instante, el polvo de oro que bulle en t u cinta de sol.
Sin embargo, te escribí, desde Sevilla, en el pasado octubre. T u
carta que acabo de recibir, me da la sospecha de que no recibiste
mis líneas, las cuales, por lo d e m á s , no eran sino simple e x p r e s i ó n
de m i viejo sentimiento.
Has adivinado. N o soy feliz; pero si la tranquila c o n t e m p l a c i ó n
del m u n d o , si el apaciguamiento del espíritu, nos acercan a una po-
sible dicha, en camino estoy de llegar al t é r m i n o . P a s ó la é p o c a de
los ciclones. De cuando en cuando, u n poco de mar de fondo, y na-
da m á s . H e logrado el milagro de sacarme fuera de m í mismo, y
verme en perspectiva. E l espectáculo me entretiene y me hace pen-
sar en las ciegas fuerzas de m i destino inexorable.
L o malo es que la edad y los achaques e s t á n deshaciendo m i
barca. M e siento con pocas ganas para seguir en la faena. M a s co-
m o hay que v i v i r no queda otro remedio que orzar para que ayude
u n poco el viento.
A h o r a mismo me levanto de u n periodo de dolencias y desa-
lientos. Espero volver dentro de unos días a mis labores del A r c h i -
vo de Indias, si es que me dejan la c o m i s i ó n de investigador. ¡Ojalá
que sí!
H e leído con e m o c i ó n t u cuento: Fuga de N a v i d a d . E s t á pre-
ciosamente hecho. Es una p á g i n a m u y vivida. ¿ Q u é m á s has he-
cho? Cuando puedas, c h á r l a m e de eso.
T e he quitado m á s tiempo del que yo pensaba. D i s p é n s a m e . Y
cree que la l á m p a r a sigue ardiendo, y no se e x t i n g u i r á sino con la
muerte.
Saluda a M a n u e l i t a . Besa a Alfonsito. Para t i m i abrazo de
hermano.
Luis

E n 1930 U r b i n a t e n í a 66 a ñ o s , estaba e n f e r m o y cansado, s i n


fuerzas p a r a c o n t i n u a r l u c h a n d o , y le q u e d a b a n casi c i n c o a ñ o s
de v i d a . Reyes, e n c a m b i o , t e n í a 41 a ñ o s y t o d a v í a f a l t a b a n n u e -
v e p o r t e r m i n a r su t r a b a j o d i p l o m á t i c o , regresar a M é x i c o , y v i -
v i r sus ú l t i m o s v e i n t e a ñ o s c o n u n a p r o d u c c i ó n m u y extensa e n
t o d o s los g é n e r o s q u e c u l t i v ó . Es posible q u e U r b i n a h a y a o p t a d o
p o r el s i l e n c i o , p a r a n o c o m u n i c a r a l a m i g o las penalidades de
su v i d a e n d e c l i v e .
A G e n a r o E s t r a d a d e b e m o s u n a i m a g e n de los ú l t i m o s a ñ o s
594 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

de L u i s G . U r b i n a , al q u e v i s i t ó e n M a d r i d en su casa de M a r t í n
F r e g , 18. " C u a n d o l l e g u é a E s p a ñ a , e n 1932, y a L u i s G . U r b i n a
o f r e c í a a s i m p l e v i s t a t o d o el aspecto de u n h o m b r e v e n c i d o p o r
1 4
los achaques y e n t r i s t e c i d o p o r l a v i d a " . T r a b a j a b a c o m o p o -
d í a p a r a c u m p l i r su l a b o r de rescate de d o c u m e n t o s en el A r c h i v o
de I n d i a s y se m a n t e n í a aislado, al g r a d o q u e m u c h a gente c r e í a
q u e h a b í a regresado a M é x i c o .
Poco antes de m o r i r , U r b i n a c o n t r a j o m a t r i m o n i o c o n C a m i -
l a R u i z , p o r i n s i n u a c i ó n y sugerencia de G e n a r o E s t r a d a , q u i e n
a d e m á s i n t e n t ó c o n v e n c e r l o de regresar a M é x i c o .

N o q u e r í a regresar, y casi siempre eludía este tema, cuando yo le


p r o p o n í a la vuelta a M é x i c o . Q u e j á b a s e de que estaba olvidado, de
que ya nadie le escribía, de sus decepciones con antiguos amigos,
de que a q u í no t e n d r í a recursos para subsistir. . . a s e g u r á n d o m e que
la ciudad de M é x i c o — ¡su vieja ciudad de M é x i c o que él tanto ama-
ba!— no cuadraba a su actual temperamento.

G e n a r o E s t r a d a m e n c i o n a el t e m a de las m e m o r i a s , n u n c a es-
c r i t a s p o r U r b i n a . V e i n t e a ñ o s antes, el p o e t a h a b í a escrito a A l -
fonso Reyes: " P o r q u e n o q u i e r o d e j a r de d e c i r mi palabra, l a q u e
h a de revelar c ó m o u n h o m b r e , m á s o menos c o r r i e n t e , v i o l a v i d a
de los d e m á s e n r e l a c i ó n c o n l a s u y a p r o p i a " ( c a r t a de o c t u b r e
20 de 1914). E n 1934, s e g ú n el t e s t i m o n i o de E s t r a d a , n o q u e r í a
e s c r i b i r p o r q u e " l a s m e m o r i a s s i r v e n p a r a conocer a los grandes
h o m b r e s o a los vanidosos que g u s t a n de e x h i b i r su e g o í s m o y sus
p e q u e ñ o s chismes". A u n q u e a ñ a d í a : " S í , sí, con mis memorias
se p o d r í a reconstruir u n M é x i c o p e c u l i a r que y o c o n o c í m u y b i e n ' ' .
L u i s G . U r b i n a m u r i ó a las tres de l a t a r d e del d í a 18 de n o -
v i e m b r e de 1934. L a s a u t o r i d a d e s m e x i c a n a s d i s p u s i e r o n el tras-
l a d o a M é x i c o d e l c a d á v e r , q u e l l e g ó a V e r a c r u z en el v a p o r " H a -
b a n a " el 11 de d i c i e m b r e . Ese d í a se r i n d i e r o n h o n o r e s al p o e t a
desaparecido y el d í a s i g u i e n t e l l e g ó el f é r e t r o a l a c i u d a d de M é -
x i c o . L o s restos se d e p o s i t a r o n e n l a R o t o n d a de los H o m b r e s I l u s -
tres el 13 de d i c i e m b r e de 1934.

II

E l 17 de d i c i e m b r e de 1934 l a v i u d a de U r b i n a e s c r i b i ó a A l -
fonso Reyes e n R í o de J a n e i r o ; d o n A l f o n s o h a b í a regresado e n
1 4
G E N A R O E S T R A D A , " L u i s G . Urbina en E s p a ñ a y sus últimos d í a s " ,
Obras. Poesía, narrativa, crítica, F C E , M é x i c o , 1983, pp. 380-385.
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 595

esos d í a s de M é x i c o , d o n d e m u r i ó su m a d r e . C a m i l a R u i z v i u d a
de U r b i n a le expresa sus s e n t i m i e n t o s p o r esa p é r d i d a y le h a b l a
del p o e t a m u e r t o : " a u s t e d era u n o de los q u e m á s q u e r í a e n el
m u n d o ( l o s é b i e n ) , supo su l l e g a d a a M é x i c o dos d í a s antes y
d i j o , t e n g o q u e e s c r i b i r a m i A l f o n s i t o . P o b r e , q u é poco d u r ó " .
L a siguiente c a r t a es d e l 19 de febrero de 1935 y e n t r e otras
cosas le dice a Reyes:

D . Alfonso, entre los papeles del pobre Viejecito hay dos sobres pa-
ra que se los entreguemos a usted, yo sé es algo de su vida í n t i m a ,
pero no he querido n i que nadie lo vea n i que nadie se entere, así
que usted d i r á c ó m o se los m a n d o . . .

Una t e r c e r a c a r t a es d e l 11 de f e b r e r o de 1939:

M i estimado y bueno D o n Alfonso: R e c i b í su carta atenta y ca-


r i ñ o s a del nueve de enero, sintiendo no haber recibido la anterior;
quedo tranquila al saber que tiene en su poder los sobres que le man-
dé de nuestro amado Viejecito ( Q . E . P . D . ) , ya sé c u á n t o cariño guar-
d a r á usted a todo lo suyo./ M i nunca bien llorado Luisito me h a b l ó
de usted en muchas ocasiones, con verdadero c a r i ñ o de padre le que-
ría mucho; yo hoy u n poco m á s tranquila y recordando las conver-
saciones tenidas con él en la i n t i m i d a d . A l g u n a vez me dijo que si
él por casualidad m o r í a sin testar, que siempre me aconsejara de
usted, y teniendo en cuenta este deseo suyo y sabiendo usted como
yo su amor a los libros, quisiera me orientara q u é sería bueno ha-
cer con ellos porque mientras vo viva todo lo suvo lo g u a r d a r é co-
mo una reliquia, pero no quisiera m o r i r sin arreglar !sto sentiría
mucho pasara a manos que no lo supieran apreciar, así que lo dejo
al buen sentido de u s t e d . . .

D e los dos sobres m e n c i o n a d o s p o r l a v i u d a de U r b i n a y q u e


d i c e y a r e c i b i ó A l f o n s o Reyes e n R í o , n o se h a p o d i d o saber su
c o n t e n i d o ; n o se t r a t a de sus m e m o r i a s , c o m o se v e r á m á s ade-
l a n t e , p e r o p o r l o q u e a f i r m a l a v i u d a , se t r a t a de textos persona-
les de U r b i n a , q u e q u i z á ella m i s m a n o c o n o c i ó , si esos sobres
15
estaban y se m a n t u v i e r o n c e r r a d o s . E n l a m i s m a c a r t a d e l 11
de f e b r e r o de 1936, c o n t i n ú a C a m i l a R u i z v i u d a de U r b i n a :

1 5
" T o d a v í a me alcanzó en Sudamérica su mensaje postumo: papeles que
no interesan a la posteridad" ( A L F O N S O R E Y E S , " R e c o r d a c i ó n de U r b i n a " ,
p. 278).
596 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

en ésta (su casa) todo está como él lo t e n í a , no se figura la pena que


me da tocar sus cosas, me parece que así lo veo, y oigo sus pasitos,
menudos y-silenciosos; pero al mismo tiempo comprendo que así
no pueden quedar sus cosas; le s o r p e n d i ó la muerte cuando se deci-
dió a escribir sus memorias, no obstante dejó unas cuartillas hechas,
ha sido una l á s t i m a que no pudiera terminar pues tiene cosas m u y
curiosas, y otras, que él contaba con su gracia propia que usted sa-
be él t e n í a , fue una l á s t i m a que no le diera tiempo hacer m á s pero
en esto se hizo, y v á l g a m e la palabra que él empleaba y que siem-
pre le p r o d u c í a risa, se hizo pendejo, no olvidó que usted en todas
sus cartas se lo rogaba y yo t a m b i é n se lo decía pero en esto no nos
e s c u c h ó . Y o quisiera si esto se publicara, que fuera usted el que se
entendiera con todo esto, pues usted es el que s a b r á dar su verdade-
ro sentido a estos escritos, no he dicho a nadie nada, por tener puesta
la confianza en usted y estar segura que me d a r á la solución de todo
esto.

F i n a l m e n t e se sabe a h o r a q u e L u i s G . U r b i n a d e j ó sus m e -
m o r i a s , a u n q u e i n c o m p l e t a s . Q u i z á e s c u c h ó el consejo de G e n a -
r o E s t r a d a , q u e r e i t e r ó el p e d i d o de A l f o n s o Reyes e n sus cartas.
Es p o s i b l e q u e estas m e m o r i a s , si c o m o parece U r b i n a e m p e z ó
a e s c r i b i r l a s p o c o antes de m o r i r , sean m u y breves, p e r o de todas
f o r m a s t i e n e n v a l o r p a r a l a h i s t o r i a de nuestras letras. A l f o n s o R e -
yes c o n t e s t ó desde R í o a l a v i u d a de U r b i n a :

R í o j a n e i r o , 3 de marzo de 1936

A n t e todo, querida C a m i l a , le agradezco el caso que hace de m i


recuerdo y la confianza que U d . pone en m i amor al Viejecito inol-
vidable. Su carta del 11 de febrero ú l t i m o ha llegado a mis manos
con l a buena nueva de que nuestro Luis dejó algunas cuartillas de
memorias, las cuales, por pocas que sean, sé yo que c o n t e n d r á n u n
valor inmenso.
M e habla usted, entre otras cosas, del destino que h a b r í a que
dar a los libros de Luis, o mejor que " d a r " , " p r e v e r " , para en que
caso de muerte de usted, ocasión que espero en Dios esté m u y leja-
na. Claro es que mientras usted viva, y sea por muchos a ñ o s , en
n i n g u n a parte e s t a r á n mejor custodiados que entre sus manos cari-
ñ o s a s . Pero, ya que usted quiere t o m a r providencias para el porve-
n i r , yo realmente creo que sería lo m á s puesto en r a z ó n el dejar ta-
les libros como legado, para cuando usted falte, a la Biblioteca N a -
cional de M é x i c o , en nombre y en m e m o r i a del poeta U r b i n a que
a l g ú n tiempo fue su Director. Y o creo que esto a él le hubiera agra-
dado. Y no le hablo de dejar tales libros a los amigos, porque nadie
sabe q u i é n e s t a r á vivo para entonces, que si no, yo me a p r e s u r a r í a
NRFH, XXXVII C A R T A S DE U R B I N A A R E Y E S 597

a ofrecerle incorporarlos a la inmensa familia de libros que tengo


yo en M é x i c o , en m i casa, bajo la custodia de m i hijo, y que ocupa
cinco grandes salas con estantes bien apretados.
Si a U d . le agrada, a m í me entusiasma la idea de recoger y
publicar cuidadosamente, por cuenta m í a y en beneficio de U d . y
en la forma y manera que a U d . m á s le plazca, esas cuartillas inédi-
tas de memorias, así como cuantos papeles inéditos de c a r á c t e r pu-
blicable hayan quedado por a h í . N o tiene m á s que m a n d á r m e l o s
en u n paquete protegido con cartones y bien certificado, que yo los
c u i d a r é y t r a t a r é como cosa santa. U d . ya sabe el e m p e ñ o que yo
t e n í a en que ese hombre de alma ejemplar nos dejara la lección de
su v i d a y sus memorias completas. Pero, en verdad, "se hizo pen-
d e j o " . . . E n fin, algo es algo, y aun mucho puesto que viene de él.
M a n u e l i t a volvió ya de M é x i c o para compartir conmigo esta so-
ledad en que nos tiene la ausencia del hijo ú n i c o . M e consuela el
haber recibido las mejores noticias de m i Alfonsito, que está estu-
diando m u y bien y tomando m u y en serio la vida. Ella me encarga
saludos y recuerdos para U d . Y yo le mando todo m i afecto, redo-
blado y multiplicado con aquel recuerdo que nos une. M u y suyo

A.R.
Laranjeiras 397

E l 31 de m a r z o de ese m i s m o a ñ o , l a v i u d a de U r b i n a e s c r i b i ó
de n u e v o a A l f o n s o Reyes y hace m e n c i ó n de los textos q u e d e j ó
el p o e t a : " D . A l f o n s o , de las c u a r t i l l a s q u e n u e s t r o a m a d o L u i s i -
t o d e j ó escritas, las r e c o g e r é y se las m a n d a r é , a s í c o m o a l g u n o s
datos de los ú l t i m o s a ñ o s , y desde q u e c o n o c í al V i e j e c i t o , y de
m i s f a m i l i a r e s " . E n esta m i s m a c a r t a l a v i u d a dice q u e tiene " e l
p r i m e r l i b r o q u e h i z o , se t i t u l a La última serenata ( p o e m a , 1887),
n o s é si usted l o c o n o c e r á , e s t á de su p u ñ o d e d i c a d o a su p a p á
c u a n d o t e n í a 14 a ñ o s . Es u n l i b r i t o c h i q u i t o " . Este p o e m a e s t á
r e c o g i d o e n Ingenuas ( 1 9 0 2 ) , c o n l a m e n c i ó n a l final " P u b l i c a d o
1 6
e n Versos, 1 8 9 0 ) " . E n l a edad q u e m e n c i o n a l a v i u d a h a y u n
e r r o r , pues e n 1887 U r b i n a t e n í a 23 a ñ o s , y si ella e s t u v i e r a e n
l a c r e e n c i a de q u e él h a b í a n a c i d o e n 1867, c o m o el p r o p i o p o e t a
d e c í a , l a e d a d s e r í a de 20 a ñ o s . D e todas f o r m a s , si é s t a es u n a
e d i c i ó n separada del p o e m a n o e s t á i n c l u i d a e n l a b i b l i o g r a f í a de
L u i s G . U r b i n a . H a y o t r a referencia c u r i o s a e n l a m i s m a c a r t a ,
c o n r e l a c i ó n a u n l i b r o de U r b i n a , d e p o s i t a d o e n l a C a s a C i a p
" h a r á c o m o c u a t r o o c i n c o a ñ o s " , p e r o q u e él m i s m o n o q u i s o

1 6
L u i s G . U R B I N A , Poesías completas, ed. y pról. Antonio Castro Leal, Po-
rrúa, M é x i c o , 1946, t. 1, pp. 60-73.
598 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

q u e se e d i t a r a . Esta e d i t o r i a l estaba c e r r a d a j u d i c i a l m e n t e y n o
se p o d í a recoger el m a t e r i a l . S i n e m b a r g o , l a v i u d a a ñ a d e q u e
este l i b r o l o i b a a p u b l i c a r l a C a s a A r a l u c e , de B a r c e l o n a . Salvo
q u e se t r a t a r a d e l Cancionero de la noche serena, p a r a el c u a l se sabe
q u e U r b i n a n o e n c o n t r ó e d i t o r , n o es p o s i b l e precisar de q u é l i -
b r o se t r a t a .
L a s i g u i e n t e c a r t a de C a m i l a R u i z v i u d a de U r b i n a a A l f o n s o
Reyes es del 10 de e n e r o de 1938, e n p l e n a g u e r r a c i v i l . E s t á de-
d i c a d a a p l a n t e a r el p r o b l e m a d e l p a g o de l a p e n s i ó n q u e le a d e u -
d a el g o b i e r n o m e x i c a n o , p e r o m e n c i o n a su i n t e n c i ó n de v i a j a r
a M é x i c o , v í a Barcelona y P a r í s , " p r o p ó s i t o que tengo formado
desde hace a l g ú n t i e m p o , p a r a e n c o n t r a r m e m á s cerca de m i v i e -
j i t o y a s í c o n s o l a r m e d e l a soledad y tristes r e c u e r d o s e n q u e estoy
s u m i d a " . T a m b i é n i n f o r m a sobre el d e s t i n o de los l i b r o s y pape-
les de U r b i n a :

. . .con fecha 20 de noviembre ú l t i m o , e n t r e g u é en nuestra emba-


j a d a la Biblioteca, para hacerla seguir en su d í a a la Biblioteca N a -
cional de M é x i c o . Y a escribí al Director d á n d o l e cuenta de esta do-
n a c i ó n . Cuantos papeles le ofrecí del viejito, se los m a n d a r é o los
llevaré personalmente a é s a , no h a b i é n d o l o hecho antes por temor
a p é r d i d a s que serían lamentables, dada la anormalidad de las cir-
cunstancias. N o olvido este ofrecimiento que c u m p l i r é exactamente.

E s t a c a r t a , que p u d o enviarse d i r e c t a m e n t e a M é x i c o , pues


l a v i u d a de U r b i n a m e n c i o n a h a b e r r e c i b i d o l a de Reyes d e l 20
de d i c i e m b r e de 1937, e n l a q u e p o s i b l e m e n t e r e c i b i ó i n f o r m e de
é s t e de su regreso a M é x i o a l c o n c l u i r su m i s i ó n d i p l o m á t i c a e n
B u e n o s A i r e s , t u v o respuesta desde l a c i u d a d de M é x i c o el 15 de
f e b r e r o de ese a ñ o de 1938:

M i buena amiga:
H e leído con todo interés y e m o c i ó n su grata carta del 10 de
enero, y ya me imagino la penosa situación que e s t a r á usted atra-
vesando entre la tragedia de E s p a ñ a y el retardo de m i Gobierno
para despachar el asunto de sus pensiones. V o y a ponerme en con-
tacto con algunos amigos del departamento respectivo para ver si
despachan su asunto lo m á s pronto posible.
Quedo en espera de los papeles del viejecito que usted me anun-
cia. T o m e todas las precauciones del caso pues tanto para usted co-
mo para m í y para incontables personas, esos papeles son verdade-
ras joyas.
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 599

Reciba los m á s cariñosos saludos de m i familia y cuente siem-


pre con su viejo amigo.
L i c . Alfonso Reyes
Córdoba n ú m . 9 5

Ese m i s m o d í a 15 de f e b r e r o A l f o n s o Reyes se c o m u n i c ó c o n
R a f a e l C a b r e r a , su a m i g o de los t i e m p o s del A t e n e o de l a J u v e n -
t u d , p a r a t r a t a r el p r o b l e m a de l a p e n s i ó n ; poco d e s p u é s sale de
M é x i c o e n m i s i ó n especial a R í o de J a n e i r o , de l a que regresa
en enero del s i g u i e n t e a ñ o . E n d i c i e m b r e de 1939 y a e s t á e n L i s -
b o a l a v i u d a de U r b i n a y desde a h í escribe a Reyes. L l e g a a M é -
x i c o y h a b i t a e n el n ú m e r o 66 de l a A v e n i d a 2, e n San P e d r o de
los P i n o s .
E l 3 de j u l i o de 1940, s e g u r a m e n t e a t e n d i e n d o l a s o l i c i t u d de
l a v i u d a de U r b i n a , A l f o n s o Reyes d i r i g i ó c a r t a al m i n i s t r o e n
M é x i c o de l a R e p ú b l i c a D o m i n i c a n a , T e ó d u l o P i n a C h e v a l i e r :

S e ñ o r M i n i s t r o y m u y distinguido amigo:
A la muerte de nuestro poeta Luis G . U r b i n a , sus ú l t i m o s pa-
peles y libros quedaron en manos de su viuda, d o ñ a C a m i l a R u i z
de U r b i n a , actualmente entre nosotros; y yo q u e d é encargado de
recogerlos para consagrarles toda m i piedad y m i c a r i ñ o y ver de
que no se nos pierdan. L a viuda me dice que depositó todo esto,
al venir la catástrofe e s p a ñ o l a , en nuestra Embajada en aquel p a í s .
T o d o se encuentra, pues, actualmente en la L e g a c i ó n D o m i n i c a n a
de M a d r i d . Escribo a usted en nombre de la s e ñ o r a de U r b i n a y
en el propio para rogarle que interponga sus buenos oficios a fin
de que recobremos tan valiosas reliquias. T a l vez a t r a v é s del Go-
bierno Dominicano sería fácil obtener que todo ello le fuera r e m i t i -
do a usted y yo lo recogería de sus manos. D í g a m e usted q u é re-
suelve sobre el caso y de antemano acepte m i profundo agradeci-
miento.
C o n mis mejores respetos para la familia, quedo su cordial amigo
y atento s.s.
Alfonso Reyes

A l parecer n o h u b o respuesta a esta p e t i c i ó n . D o s a ñ o s m á s


t a r d e , el Subsecretario de Relaciones Exteriores, J a i m e T o r r e s B o -
d e t , se d i r i g i ó a l M i n i s t r o de M é x i c o e n C i u d a d T r u j i l l o , solici-
t á n d o l e p i d i e r a al g o b i e r n o de ese p a í s r e t i r a r de los a r c h i v o s de
l a e x t i n t a E m b a j a d a de M é x i c o e n E s p a ñ a , q u e h a b í a n q u e d a d o
a c a r g o de l a r e p r e s e n t a c i ó n D i p l o m á t i c a de l a R e p ú b l i c a D o m i -
n i c a n a e n M a d r i d , tres paquetes c o n d o c u m e n t o s d e l poeta m e x i -
c a n o L u i s G . U r b i n a , p a r a e n t r e g a r l o s a su v i u d a . Este c o m u n i -
600 ALFONSO RANGEL GUERRA NRFH, XXXVII

cado se e n v i ó c o n c o p i a a l M i n i s t r o de M é x i c o e n L i s b o a , y a l a
v i u d a . Seis meses m á s t a r d e , el 22 de s e p t i e m b r e , el M i n i s t r o de
L i s b o a , J . M . Á l v a r e z d e l C a s t i l l o , e n v i ó a l Secretario de R e l a -
ciones E x t e r i o r e s los tres paquetes q u e s u p u e s t a m e n t e c o n t e n í a n
los d o c u m e n t o s de L u i s G . U r b i n a . L a v i u d a d e l p o e t a r e c i b i ó
el 21 de d i c i e m b r e de ese a ñ o de 1942, y firmó el r e c i b o corres-
p o n d i e n t e , dos l i b r o s y dos paquetes q u e p e r t e n e c i e r o n a su espo-
so, c o n l a m e n c i ó n : " d i c h o s l i b r o s c o n t i e n e n recortes de p e r i ó d i -
cos y los b u l t o s d o c u m e n t o s " . S i n e m b a r g o , esto n o era l o q u e
esperaba r e c i b i r l a v i u d a , pues al d í a s i g u i e n t e , 22 de d i c i e m b r e ,
se e n v i ó este mensaje a L i s b o a : " R e c i b i é r o n s e tres paquetes c o n
documentos U r b i n a S T O P Su V i u d a indicamos faltan manuscri-
tos p r i n c i p a l e s los que p r o b a b l e m e n t e e n c u é n t r a n s e e n tres pa-
quetes grandes S T O P R u é g o l e investigar i n f o r m a n d o esta v í a . R e -
laciones".
D o s meses d e s p u é s , el 15 de febrero de 1943, el C ó n s u l de M é -
x i c o e n C i u d a d T r u j i l l o t r a n s c r i b e u n c o m u n i c a d o d e l Secretario
de R e l a c i o n e s E x t e r i o r e s de l a R e p ú b l i c a D o m i n i c a n a , de fecha
10 de ese mes y a ñ o , r a t i f i c a n d o el e n v í o de los tres paquetes p o r
c o n d u c t o de l a L e g a c i ó n de M é x i c o e n L i s b o a . A u n q u e n o se aclara
si se t r a t a de los tres paquetes c o n " m a n u s c r i t o s p r i n c i p a l e s " , p o r
l a referencia a l a r a t i f i c a c i ó n del e n v í o debe entenderse que se t r a t a
de los tres paquetes o r i g i n a l m e n t e e n v i a d o s e n el mes de s e p t i e m -
b r e d e l a ñ o a n t e r i o r . E n c o n f i r m a c i ó n de l o a n t e r i o r el M i n i s t r o
Á l v a r e z d e l C a s t i l l o i n f o r m a el 14 de a b r i l de 1943: " D e v i v a v o z
M i n i s t r o D o m i n i c a n o M a d r i d d í c e m e no haber encontrado ma-
n u s c r i t o s r e f i r i ó s e suyo 52747 h a b i é n d o s e l e encarecido r e p i t a c u i -
dadosamente b ú s q u e d a ' * " .
D e t o d o l o a n t e r i o r se c o n c l u y e q u e l i b r o s y d o c u m e n t o s n o
p u d i e r o n rescatarse de l a E m b a j a d a D o m i n i c a n a e n M a d r i d . D e
los d o c u m e n t o s a l m e n o s se sabe q u e i n c l u í a n las m e m o r i a s i n -
conclusas de U r b i n a y otros textos personales. D e los l i b r o s que-
d a el t e s t i m o n i o de G e n a r o E s t r a d a , i n c l u i d o e n su a r t í c u l o sobre
los ú l t i m o s d í a s de U r b i n a e n M a d r i d :

L a casa de U r b i n a era u n juguete: u n saloncillo m i n ú s c u l o , u n co-


medor algo m á s amplio, las habitaciones de C a m i l a y de sus pa-
rientes, la d i m i n u t a alcoba del poeta, en donde éste d o r m í a en u n
angosto lecho con cubierta de terciopelo rojo oscuro y la biblioteca:

1 7
T o d a esta información se encuentra en el expediente de L u i s G . U r b i -
na, en la Secretaría de Relaciones Exteriores.
NRFH, XXXVII CARTAS D E URBINA A R E Y E S 601

a q u í estaban ocupando hasta la línea del techo, sus libros de siem-


1 8
pre; autores españoles, franceses, mexicanos. . .

S i n e m b a r g o , E r n e s t o M e j í a S á n c h e z , e n su t r a b a j o sobre U r ¬
b i n a c o n m o t i v o d e l c e n t e n a r i o de su n a c i m i e n t o , a f i r m a q u e " l o s
l i b r o s l l e g a r o n al fin a M é x i c o , p e r o , p o r causas q u e se i g n o r a n ,
1 9
n o a su h o g a r d e f i n i t i v o " . E n el expediente de U r b i n a en l a Se-
c r e t a r í a de Relaciones E x t e r i o r e s se e n c u e n t r a u n m e m o r á n d u m
sin fecha, firmado p o r el l i c e n c i a d o M a n u e l L ó p e z Cleres, en el
q u e se hace referencia a l a p e n s i ó n de l a v i u d a de U r b i n a y se
dice q u e l a s e ñ o r a " c e d i ó g r a t u i t a m e n t e a l a U n i v e r s i d a d N a c i o -
n a l l a b i b l i o t e c a d e l i l u s t r e desaparecido, c o n t e n i e n d o n u m e r o s o s
v o l ú m e n e s y d o c u m e n t o s de v a l o r e i n t e r é s p a r a l a N a c i ó n " .
E n e l F o n d o E s p e c i a l de l a B i b l i o t e c a N a c i o n a l n o fue posible
e n c o n t r a r l a d o c u m e n t a c i ó n y l i b r o s de L u i s G . U r b i n a .

ALFONSO RANGEL GUERRA

1 8
V é a s e nota 14.
1 9
E R N E S T O M E J Í A S Á N C H E Z , " U r b i n a y la Biblioteca Nacional", Boletín
de la Biblioteca Nacional, segunda época, t. 15, n ú m s . 1-2, 1964, 61-74.