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I

Carlos nor^.ern. conversa con rrifa-cl cadenp-s

diaz- S03.ÍS: coleridge y worclsworth


c La Casi
12 - Caracas 1

Comiié de Redacci

junta Directiva Monte Aviia: Ignacio Inharren Borgeí. GuiUerm

Sccrciaría de Redacción
Stlda Cordoliam

Dtpvdiu \t%i\p K4-0]

Portada: F. P
del libro Uma conversa no Outono de
Impresa Nacional - Casa de Moeda.

I
Coleridge'*y Wordsworth
DOS POETAS INGLESES
Traducidos y presentados por Gustavo Díaz Solís

S T . Coleridge. W. Wordsworth por B.R. Haydon (1818).

Cada generación ha de Wilde, presentados y traducidos


reencontrarse con los clásicos, por Julieta Sucre y Juan Ñuño,
descubrirlos y traducirlos para respectivamente.
dialogar con ellos en su propio Para inaugurar MEMORABILIA,
idioma. Partiendo de este principio, Gustavo Díaz Solís, el excelente
Monte Avila lanza una nueva narrador de Ophidia y otras
colección que, con el título de personas y uno de los mejores
MEMORABILIA, se destina a conocedores en nuestro medio de
divulgar grandes obras de la la literatura anglosajona, nos ofrece
literatura, el pensamiento y el arte las Baladas líricas de William
universales. Cada título es confiado Wordsworth y Samuel Tayior
a una persona, encargada de la Coleridge, libro tradicionalmente
edición, que habrá de presentarla, considerado como el "manifiesto"
seleccionarla y a veces traducirla, del romanticismo en Inglaterra y
como quien comparte un privilegio: publicado anónimamente en 1798.
el texto mismo, el placer de su En traducción del propio Díaz Solís,
lectura. Entre los primeros títulos esta edición contiene, además de
programados podemos mencionar: los poemas y el "Aviso al Lector"
La obra maestra desconocida, de de la primera edición, algunas
Balzac, a cargo de Francisco páginas de la Biographia literaria
Rivera; Poesía y gramática, de de Coleridge.
Gertrude Stein, y El alma del A continuación, algunos
hombre en el socialismo, de Oscar fragmentos del libro.

FOLIOS
3
Nota
P
OR C O N V E N C I O N casi u n á n i m e m o s o libro y e x p o n e sus propias
y bien f u n d a d a , las Baladas líri- ideas sobre la poesía y el poeta. Es-
cas (1798), libro c í ^ p o e m a s de te t e x t o se c o n s i d e r a de h e c h o el
introductoria a las W i l l i a m W o r d s w o r t h (1770-1850) y Sa-
muel Taylor Coleridge (1772-1834), se-
" m a n i f i e s t o r o m á n t i c o " de la poesía
inglesa, a pesar de q u e ni la poesía
ñala el c o m i e n z o del R o m a n t i c i s m o de W o r d s w o r t h y C o l e r i d g e ni la de

Baladas Laicas en Inglaterra. Sin e m b a r g o , a l g u n o s


a u t o r e s dan u n o s pasos atrás y lo si-
los poetas r o m á n t i c o s q u e vinieron
d e s p u é s (Byron, Shelley, Keats) se
t ú a n en los p r i m e r o s p o e m a s de a c o m o d a n o e j e m p l i f i c a n enteramen-
Burns(1786), el poeta nacional de Es- te los principios y propósitos expues-
Gustavo Díaz Solís c o c i a , y de Blake (1783). a m b o s gene- t o s en el Prefacio. Pero, en f i n , estas
r a l m e n t e c o n s i d e r a d o s c o m o pre- curiosas i n c o n g r u e n c i a s (y otras que
r o m á n t i c o s . A u n o t r o s amplían toda- o m i t i m o s ) son de la naturaleza de las
vía m á s la v i s t a e i n c l u y e n a precur- c o s a s inglesas...
sores contiguos c o m o Cowper y C o l e r i d g e , por su parte, d i o su ver-
Crabbe, y o t r o s poetas m á s a l e j a d o s sión del o r i g e n y plan de las Baladas
c o m o Chatterton y M a c p h e r s o n , Tho- líricas y m a n t u v o s u s p u n t o s de vis-
m a s Gray y G o l l i n s , Edward Y o u n g y ta, en f o r m a brillante, p r o f u n d a e in-
J a m e s Thonnpson. en t o d o s los cua- t r i n c a d a , en su libro Biographia Lite-
les son reconocitJIes a l g u n a s emo- raria (1817).
ciones, temas y formas asociados a
la v i s i ó n r o m á n t i c a de la v i d a y el ar- No es c o n c e s i ó n a las c u r i o s i d a d e s
te de la poesía. T a m b i é n c o n v e n c i o - de la literatura i n g l e s a anotar aquí
nalmente, el t é r m i n o del Romanticis- a l g o q u e se o b s e r v ó d e s d e u n
m o en Inglaterra se f i j a en 1832, fe- p r i m e r m o m e n t o : q u e no t o d o s los
ctia de la i m p o r t a n t e r e f o r m a c o n s t i - p o e m a s de las Baladas líricas son
t u c i o n a l c o n o c i d a c o m o el primer realmente " b a l a d a s " ni son " l í r i c o s " .
" R e f o r m B i l l " , c u a n d o han desapare- : Por e s o , a d e m á s de algunas partes
c i d o o e s t á n retirados los m á s nota- I f a m o s a s del Prefacio y de Biograpfiia
b l e s poetas r o m á n t i c o s y c u a n d o I Literaria, h e m o s i n t e n t a d o la traduc-
acaban de aparecer (en 1830) los pri- ! c i ó n de d o s grandes poemas del l i -
m e r o s p o e m a s de T e n n y s o n , q u e bro, q u e rebasan c o n m u c h o el t í t u -
inauguran la l l a m a d a " e r a V i c t o r l a - lo de éste: el llamado por brevedajj
na". " L a A b a d í a de T i n t e r n " ("Tintern Ab-
bey"), de W o r d s w o r t h , y "El ruiseñor"
• • • ("The Nightingale"), de Coleridge. Es-
t o s p o e m a s están e s c r i t o s en el ver-
Baladas líricas (título c o m p l e t o : Lyri-
so c o n o c i d o c o m o blank verse (pen-
caí Baílads witti a Few Other Poems,
t á m e t r o s y á m b i c o s sin rima f i n a l
Baladas líricas con algunos otros
— e n el q u e M i l t o n e s c r i b i ó Paraíso
poemas) es un libro c u y a primera edi-
Perdido—), y además de su extraor-
ción (Bristol-Londres) se publicó anó-
I d i n a r i o interés intrínseco, represen-
n i m a m e n t e en 1798. C o n t e n í a d i e c i -
¡ tan un t i p o de poemas d e s c r i p t i v o -
nueve p o e m a s de W o r d s w o r t h y cua-
m e d i t a t i v o que enriquece una impor-
tro de C o l e r i d g e . P o c o d e s p u é s o c u -
t a n t e t r a d i c i ó n en la poesía i n g l e s a .
rrieron d e s a v e n e n c i a s personales e
i n t e l e c t u a l e s e n t r e los d o s poetas y Tal vez t o d a t r a d u c c i ó n de poesía
C o l e r i d g e se d e s e n t e n d i ó del libro. d e c e p c i o n a al t r a d u c t o r y a los lec-
W o r d s w o r t h preparó e n t o n c e s y pu- tores. En los casos m e n o s d e s d i c h a -
b l i c ó e n 1800 una s e g u n d a e d i c i ó n , d o s la traducción es apenas un palia-
esta vez en d o s t o m o s , con el m i s m o tivo del interés por un o b j e t o i n s u s -
t í t u l o . El primer t o m o c o n t e n í a los i t i t u i b l e , que es el p o e m a o r i g i n a l . Es-
m i s m o s p o e m a s q u e el t o m o ú n i c o t o es aún más d e s c o n s o l a d o r cuan-
de la primera e d i c i ó n , salvo a l g u n a s < do la gracia del poema está en la con-
e x c e p c i o n e s y c a m b i o s de p o s i c i ó n I c e r t a c i ó n a f o r t u n a d a de los e l e m e n -
q u e no hace falta e s p e c i f i c a r aquí, y t o s f o r m a l e s (manera de presenta-
el s e g u n d o t o m o c o n t e n í a s ó l o poe- c i ó n , t i p o de e s t r o f a , r e c u r s o s de rit-
m a s de W o r d s w o r t h y aparecían ba- m o y rima, lenguaje s e l e c c i o n a d o ,
j o su n o m b r e . El n o m b r e de C o l e r i d - etc). Así, en las Baladas líricas los
ge no apareció en la portada de nin- poemas que mejor representan los ti-
g u n a de estas d o s e d i c i o n e s . Para la pos de p o e m a que W o r d s w o r t h y Co-
primera, W o r d s w o r t h escribió un tex- leridge se p r o p u s i e r o n escribir, son
to introductorio breve, que t i t u l ó " A d - I los más d i f í c i l e s de verter satisfacto-
v e r t i s e m e n t " , y para la s e g u n d a es- riamente: " L a balada d e l viejo mari-
cribió un largo y s i s t e m á t i c o Prefacio n e r o " , de C o l e r i d g e , porque (aparte
q u e d e s p u é s revisó y a m p l i ó en edi- de c u e s t i o n e s de m a y o r t r a s c e n d e n -
c i o n e s s u c e s i v a s . En el Prefacio, cia) s ó l o u n a v e r s i ó n q u e fuese una
W o r d s w o r t h c u e n t a la h i s t o r i a del fa- especie de " I m i t a c i ó n " en versos pu-

FOLIOS
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diera sugerir la t e x t u r a del o r i g i n a l ,
aunque s a c r i f i c a n d o s e g u r a m e n t e
m u c h o de lo que el p o e m a d i c e (des-
de luego, n o se trata de un a r t e f a c t o
de palabras); y, d e o t r o lado, l o s bre-
ves y s e n c i l l o s p o e m a s líricos d e
W o r d s w o r t h y t a m b i é n los de f o r m a
narrativa-dramática que se c o n s i d e -
ran, en s e n t i d o tato, " b a l a d a s " , por-
que la manera " i n g e n u a " de é s t o s y
la sencillez del lenguaje de t o d o s de-
ben su e n c a n t o casi e n t e r a m e n t e al
efecto en el lector de las impresiones
sensoriales q u e s u s c i t a la concor-
dancia de las f o r m a s c o l o q u i a l e s c o n
los r i t m o s , las rimas, las " r e p e t i c i o -
nes i n c r e m é n t a l e s " , las i m á g e n e s
tradicionales y el sonido y el c o l o r de
las palabras.
De m a n e r a que lo q u e d e l o s poe-
mas se ofrece en esta publicación n o
debe verse s i n o acaso c o m o u n a re-
d u c c i ó n a prosa en r e n g l o n e s de lo
que los versos s i m p l e m e n t e d i c e n o
denotan. Cualquiera de las versiones
que pueda parecer a f o r t u n a d a se de-
berá más bien al haber d a d o c o n al-
guna de esas misteriosas afinidades
o identidades que hay en t o d a s las
lenguas de u n a m i s m a f a m i l i a y en
culturas emparentadas históricamen-
te, las cuales, por c i e r t o , revelan afi-
nidades o i d e n t i d a d e s en los m o d o s
de percibir, d e sentir, imaginar y pen- Nether Stowey, donde Coleridge escribió la Balada del Viajo Marinero.
sar, de decir y representar •

W. Wordswortii VERSOS
Compuestos algunas millas más arriba de la Abadía de Tintern
cuando visité de nuevo las riberas del río Wye
durante una gira. Julio 13, 1798

¡ C i n c o a ñ o s han p a s a d o , c i n c o veranos, largos


c o m o c i n c o i n v i e r n o s ! y o t r a vez o i g o
estas aguas q u e caen d e s u s m o n t a ñ e r a s f u e n t e s
c o n un suave m u r m u l l o d e tierra a d e n t r o . Una vez m á s
contemplo estos empinados y altos riscos,
q u e sobre un agreste y a p a r t a d o s i t i o i m p r i m e n
pensamientos de más honda intimidad, y unen
el paisaje c o n la q u i e t u d det c i e l o .
H a llegado el d í a en q u e o t r a vez r e p o s o
aquí, bajo este o s c u r o s i c ó m o r o , y m i r o
estas parcelas d e c a m p e s t r e s casas, e s t o s h u e r t o s d e f r u t a l e s ,
que en este t i e m p o , c o n s u s i n m a d u r o s f r u t o s ,
se visten d e un s o l o verde y s e pierden
e n t r e s o t o s y a r b o l e d a s . U n a vez m á s veo
e s t o s s e t o s vivos, q u e apenas s o n s e t o s , p e q u e ñ a s hileras
de j u g u e t o n e s m a d e r o s d e s c u i d a d o s , estas granjas pastorales,
verdes h a s t a la p u e r t a m i s m a , y g u i r n a l d a s d e h u m o
que en s i l e n c i o s u b e n por e n t r e l o s á r b o l e s ,
c o n a l g u n a señal i n c i e r t a q u e pareciera
de errantes h a b i t a d o r e s d e los b o s q u e s s o l o s ,
o d e la cueva d e a l g ú n e r e m i t a , d o n d e al r e s c o l d o d e s u f o g a t a
el e r e m i t a s e s i e n t a s o l o . (...)

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La Balada del Viejo Marinero en siete partes

Argumento De cómo un barco, después de navegar hasta el ecuador, fue arrastrado por
las tormentas a una fría región hacia el Polo Sur; cómo el Viejo Marinero, cruel-
mente y con desprecio de las leyes de la hospitalidad, mató un Ave Marina
y cómo fue perseguido por muchos y extraños castigos: y de qué modo regre-
só a su propio país.

Parte I

Un Viejo Marinero Es u n V i e j o M a r i n e r o
encuentra a tres galanes y d e t i e n e a uno de tres.
convidados a una boda y — " P o r t u larga barba g r i s y o j o s r e l u c i e n t e s ,
detiene a uno de ellos. ¿por q u é me d e t i e n e s ?

La p u e r t a del n o v i o está a b i e r t a de par en par,


y yo soy pariente c e r c a n o ;
ya llegaron los i n v i t a d o s , la f i e s t a c o m i e n z a ,
p u e d e s oír la alegre algazara."

El M a r i n e r o lo agarra c o n su m a n o magra,
" E r a s e un b a r c o " , le d i c e .
"Apártate y suéltame, barbudo l o c o ! "
En s e g u i d a é s t e d e j a caer ta m a n o .

El Convidado es hechizado El M a r i n e r o lo f i j a c o n s u s o j o s c e n t e l l e a n t e s -
por los OJOS del Viejo Marinero El C o n v i d a d o p e r m a n e c e i n m ó v i l ,
y llene que oír su historia. y e s c u c h a c o m o un n i ñ o de tres a ñ o s :
El Marinero se ha a p o d e r a d o de su v o l u n t a d .

El C o n v i d a d o se s i e n t a en u n a piedra:
No puede hacer o t r a c o s a s i n o oír;
y así c o n t i n u ó h a b l a n d o el v i e j o ,
el V i e j o M a r i n e r o de los o j o s d e s l u m b r a n t e s .

El Marinero cuenta cómo el " E l barco f u e d e s p e d i d o a l e g r e m e n t e


barco navegó hacia el sur y salimos del puerto.
con buen viento y buen tiempo,
Alegremente nos fuimos alejando.
hasta que llegó a la linea
del ecuador.
P e r d i m o s de v i s t a la i g l e s i a y l u e g o el cerro,
y l u e g o el t o p e m i s m o d e l faro.

El sol salió pdr n u e s t r a izquierda,


levantándose del mar!
y brilló m u y d e s p e j a d o , y por n u e s t r a d e r e c h a
se h u n d i ó en el mar.

Cada día s u b í a m á s a l t o ,
h a s t a q u e a m e d i o d í a e s t a b a j u s t o sobre el m á s t i l -
En e s t o el C o n v i d a d o se g o l p e a el p e c h o ,
p o r q u e o y ó el s o n o r o f a g o t .

El Convidado oye la música Y a la novia ha e n t r a d o en la sala,


nupcial, pero el Marinero es c o m o u n a rosa roja;
continúa su relato. y delante, haciendo cortesías,
van los alegres t r o v e r o s .

El C o n v i d a d o se g o l p e a el p e c h o ,
pero no puede s i n o oír;
y así c o n t i n u ó h a b l a n d o aquel viejo,
el V i e j o M a r i n e r o d e los o j o s d e s l u m b r a n t e s .

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S.T. Coleridge

El tiuque es impulsado por una " Y ahora fue la t o r m e n t a ,


tormenta hacia el Polo Sur. tortísima y tiránica;
g o l p e ó c o n sus alas avasalladoras,
y n o s hizo huir hacia el sur.

Con m á s t i l e s i n c l i n a d o s y la proa q u e se hundía,


c o m o q u i e n p e r s e g u i d o por g r i t o s y g o l p e s
todavía p i s a en la s o m b r a de su e n e m i g o ,
y hacia adelante d o b l a la cabeza,
el barco raudo corría, rugía la t e m p e s t a d ,
y hacia el sur s i n parar h u i m o s .

Y ahora v i n i e r o n la n i e b l a y la nieve,
y se puso a s o m b r o s a m e n t e frío:
y el hielo, alto c o m o un m á s t i l , se a c e r c a b a f l o t a n d o ,
verde c o m o la e s m e r a l d a .
La región de tos hielos y Y a través de la nevasca los t é m p a n o s de h i e l o
de los temibles ruidos, donde daban un t r i s t e brillo:
no se podia ver ningún ser
No se vela f i g u r a h u m a n a ni de b e s t i a s —
viviente.
el hielo por t o d a s partes.

El h i e l o aquf, el hielo allá,


el hielo e n t o d a s partes:
¡crujía y gruñía, rugfa y aullaba,
c o m o r u i d o s en un v é r t i g o !

Hasta que una gran Ave Marina A l f i n apareció u n A l b a t r o s ,


llamada Albalros llegó a llegó por entre la n i e b l a ;
través de la niebla nevada c o m o si h u b i e s e s i d o un a l m a c r i s t i a n a ,
y fue recibido con gran
lo s a l u d a m o s e n el n o m b r e de D i o s .
contento y hospitalidad.

C o m i ó de lo q u e n u n c a h a b l a c o m i d o ,
y v o l ó y voló alrededor.
El hielo se rajó c o n e s t r u e n d o ,
¡Y vea! que el Albalros el t i m o n e l n o s f u e s a c a n d o de ahí!
resultó ser un ave de
buen agüero y siguió al Y se levantó a popa un buen v i e n t o del sur:
buque mientras éste regresaba
el A l b a t r o s nos seguía,
hacia el norte a través
y cada día para c o m e r o jugar,
de la niebla y los
témpanos de hielo. venía al l l a m a d o de los m a r i n e r o s .

En n i e b l a o n u b e , s o b r e m á s t i l o c o r d a j e ,
se paró por nueve atardeceres;
m i e n t r a s t o d a la n o c h e , a través de la niebla,
rielaba la luz b l a n c a de la l u n a "

El Viejo Marinero, en ¡"Dios te salve, viejo M a r i n e r o ,


forma inhospitalaria, mala al de los d e m o n i o s q u e así te a t o r m e n t a n ! —
ave bendita de buen agüero. ¿Por q u é me m i r a s a s í ? " — Con mi b a l l e s t a
m a t ó el A l b a t r o s .

FOLIOS
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S O V E D A D E S

EL FAUNO CAUirVO E
RA UN H O M B R E bastante alto,
de a p r o x i m a d a m e n t e un m e t r o
c o n o c t i e n t a (1,80). [A los 19
años su talla era de 1,79 y su peso de

La Biografía de un poeta
66 k i l o g r a m o s ; y esa relación entre
estatura y peso implicaba gran delga-
dez. En e f e c t o , fue muy delgado en
su a d o l e s c e n c i a , si bien en sus últi-
m o s diez a d o c e años llegó a pesar
Luis Alejandro Angulo Arvelo, inminente aparición y cuyo título, 85 k i l o g r a m o s , a lo cual quizá c o n t r i -
sobrino de Alfredo Arvelo Larriva, b u y ó el s e d e n t a r i s m o de las prisio-
El fauno cautivo, es también el de
nes.] Su apariencia era lozana y ro-
es el autor de la más seria y un poema autobiográfico, busta. Blanco y " r o s a d o c o m o un an-
ambiciosa biografía escrita hasta preparamos la publicación de un g e l i t o de c r o m o " , s e g ú n su propia ri-
ahora sobre nuestro gran poeta s u e ñ a frase en la c a r t a a Pocaterra
estudio crítico sobre la obra del
del 6 de noviembre de 1927. Nariz
modernista, cuya obra, si bien escritor (Modernismo y aguileña. Ojos c a s t a ñ o - o s c u r o s , con
corta, posee "una calidad, desde el vanguardismo en la poesía de espejuelos desde la adolescencia por
punto de vista de la expresión, tan a c e n t u a d a miopía. B o c a bien f o r m a -
Alfredo Arvelo larriva), debido a
da y labios carnosos. Espaciosa fren-
lograda, que le da un valimiento Alexis Márquez Rodríguez. te en que la linea de implantación del
especial en la lírica venezolana", A continuación un fragmento del cabello d i b u j a b a esa s i l u e t a caracte-
según la autorizada opinión de r í s t i c a q u e puede verse c l a r a m e n t e
capítulo titulado "¿Cómo era
en las f o t o s de 1905 y 1910 y que qui-
Fernando Paz Castillo. Alfredo Arvelo Larriva?". zá, j u n t o c o n el hábito de salir de no-
Además de esta biografía, de c h e d u r a n t e la época más liberal de
su primera p r i s i ó n , c o n t r i b u y ó a que
sus a m i g o s lo llamaran " e l b u h o " , a
lo cual se refiere J o s é Rafael Poca-
terra en el singular b o c e t o que le
trazara:

En la carátula ya habréis reconoci-


do al poeta. Es ese hombre alto y
VA Fauno fuerte, de lineas de buho en la faz.
con algo de sacerdotal en el gesto
y mucho de diabólico en la sonrisa,
y de ojos donde chispea con todos
los soles y las sales verde-azuladas
de las aguas profundas, a través de
Bio^ral'ía ilo los espejuelos poderosos, un alma
poderosa, violenta y violentada, que
le agita toda la armadura muscular
de la carne y toda la recia muscu-
latura espiritual y que es como esas
grandes moles que se agrupan en
una convulsión ruda y pétrea sobre
la torrentera, al borde del sendero,
o ladera abajo, para apresar la no-
che en un repliegue sombrio de pie-
dra o el sol en la arista que corta el
aire helado de las cumbres...

€s asi el poeta: como una roca de


basalto, que evoca los pavones del
acero, las pulituras del ébano, el
"reflejo negro" de las noches de es-
tío; pero sola, aislada, inquietante;
recia contra la naturaleza, contra
los hombres, contra Dios, en un pa-
raje maldito por donde pasan, graz-
nando, aterradas, las aves del cie-
lo, las malas aves, los pájaros omi-
nosos que las gentes vistieron con
fatídico ropaje para la cfiatura su-
persticiosa de sus aleros y que só-
lo conocen los pequeños misterios

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N O V E D A D E S

e ignoran esos mensajes que ia latorio seQ%,n el t e c n i c i s m o m é d i c o del llano; y en las pupilas m a l i c i o s a s
sombra envia a los hombres bajo la aplicable en su caso), c o m o para des- escondida, aun en los ratos de mayo-
pluma negra y lisa y afilada.
quitarse de la forzada i n m o v i l i d a d y res e x a l t a c i o n e s líricas, la i n t e n c i ó n
¿De dónde surgen a encarnarse
en entrañas de mujer estas almas s e d e n t a r i s m o d e años por g r i l l o s y de una agudeza s u t i l o bien de una
cuya perpetua inquietud inquieta? prisiones; y él m i s m o se refiere a e s e regocijada t r a v e s u r a " . Excelentes
¿Buenas? ¿Malas? No se sabe; no c o m p u l s i v o c a m i n a r en un p o e m a pinceladas de Paz C a s t i l l o q u e al f i -
lo sabe nadie: ni el Creador que las (Balada de los ojos inolvidables): nal, d e s p u é s del ú l t i m o p u n t o y c o -
forjó quisiera saberlo; y nosotros, ma, logran sus mejores destellos: esa
los que apenas miramos por detrás Iba por la calle, sin rumbo ni objeto: " a g u d e z a s u t i l " , e s a " r e g o c i j a d a tra-
de los cristales del binóculo mun- por andar, tan sólo. ¡Qué sumo placer v e s u r a " , m a g i s t r a l m e n t e captadas y
dano, mucho menos. Solamente el sentirse andando para quien no anduvo
en los tres mil días de su lobreguez!
recordadas, eran A l f r e d o Arvelo La-
cuando descienden en la forma de rriva! •
la expresión musical, de la alego-
ría del filósofo, del grito desgarra- Gustábale que a l g ú n a m i g o lo
dor del hombre que llora a tientas a c o m p a ñ a r a en esas c a m i n a t a s , y se
en la oscuridad, o del verso con
cuádruple ala, percibimos que hay
c o m p l a c í a e n t o n c e s en t o m a r l o por
el brazo e i m p o n e r l e v e l o c i d a d y ru-
RESONANCIAS
un ser encerrado ah(. Va hacia é! ta, pues era dominante, y m u c h o . (Es-
nuestra inteligencia, nuestro cora-
to d i o pie a la g r a c i o s a a n é c d o t a c o n Victoria De Stefano, La noche lla-
zón, nuestra vida...
Ramos Sucre, q u i e n h e c h o m á s para ma a la noche, Monte Aviia, 1985.
la a p a c i b i l i d a d del e s t u d i o , la l e c t u -
lEn otro e s t u d i o el célebre autor de Es una obra muy particular dentro
ra o la creación literaria, ya no sopor-
las MEMORIAS, al evocar grandes f i - del panorama actual de la narrati-
taba esa caminadera bajo la férula de
guras ya d e s a p a r e c i d a s , n o s deja un va hispanoamericana. Su autora es
Arvelo Larriva, al que e s c r i b i ó una
más breve y claro perfil del poeta: profesora de Estética y Teoría del
carta que c o m e n z a b a : " Y a yo no soy
Arte en la Universidad Central de
yo. Ya y o soy u s t e d . . . " . C o n t a b a d o n
Mientras tanto.., sombras, som- Venezuela. Es una novela que obli-
Pedro ¿Otilio que Arvelo Larriva y Ra- ga a leerla con detenimiento por la
bras... Lisandro Alvarado y nuestros
paseos hasta el amanecer por la Ca- m o s Sucre eran m u y a m i g o s , pero se riqueza de su contenido, por su es>
racas que no conocen los caraque- la pasaban de pleito.) tructura y por las reflexiones con-
ños; Ana Teresa Parra, bella y tré- Su vocación trashumante lo impul- tinuas sean filosóficas, artísticas,
mula, leyéndonos los primeros ca- saba a viajar c o n f r e c u e n c i a en u n a etc. Desde ya no es un relato lineal
pítulos...; Arvelo Larriva, ese perso- y, además, tenemos los puntos de
é p o c a en que los viajes suponían ma-
naje extraordinario que se le esca- vista de los distintos personajes (el
yores i n c o m o d i d a d e s . Ello se p u d o del novelista, el de Matías y el de
pó a Dostoiewsky para envolverse
en la clámide insigne de un
ver f á c i l m e n t e e n t r e 1921 y 1928, es Ramón son los más destacables).
poeta...!) decir, d e s d e s u salida del Castillo de Pero lo más trascendente lo cons-
Puerto Cabello hasta su expatriación, tituye la creación de una novela
Cabello o s c u r o , a b u n d a n t í s i m o y en que se mantuvo viajando constan- dentro de la novela misma y asi
muy crespo en su m o c e d a d , que c o n t e m e n t e entre Caracas y B a r i n i t a s . asistimos a este duro quehacer que
los años fue perdiendo estas carac- No se viajaba e n t o n c e s en a v i ó n , ca- debe resolverse con tantas trabas,
terísticas. Barba m u y poblada q u e si t o d a s las carreteras eran s ó l o de como todo acto creativo, que sur-
verano y a veces en ellas había q u e gen desde dentro y fuera del artis-
afeitaba diariamente. Bigote, s ó l o d e
alternar a u t o m ó v i l y c a b a l l o . ta. (...)
1907 a 1909, c o m o lo m u e s t r a la f o t o Por otro lado, conocedora del al-
que a c o m p a ñ a el s o n e t o Bajo el ala, Su aspecto d e s d e 1905 f u e invaria- ma humana, nos presenta a sus per-
de 1907. ble. En palabras del d o c t o r Luis Bel- sonajes en forma descamada, en si-
En su mirada y g e s t o s era suma- tran Guerrero, " ' t o d o d e negro has- tuaciones límites, buscando su ca-
mente expresivo. Su risa al m á x i m u m ta los pies v e s t i d o ' c o m o vio a Feli- mino, con todas sus angustias y do-
era de e s t r e p i t o s a alegría. Nerviosí- pe IV Manuel M a c h a d o . . . " . Tal era el lores. A ello se alia su fuerza expre-
s i m o t e m p e r a m e n t o que se revelaba e f e c t o de su habitual terno o s c u r o , siva, sin dejar de lado la poesía, el
en su i n q u i e t u d . En las t e r t u l i a s fa- c o m p l e m e n t a d o en luto con la corba- lirismo. En general, el tono del libro
miliares érale difícil permanecer sen- ta {de lazo) lavaliere, el l u s t r o s o gua- no da pie a la esperanza. La situa-
yabo y el a l u d o s o m b r e r o , en é p o c a ción del hombre es de lucha y bus-
tado, y prefería tiablar y e s c u c h a r pa-
en que era inconcebible que los hom- ca siempre las formas, el rumbo
seándose d e un lado a o t r o . Esa m o - (por la lucha armada, por el arte, por
vilidad i m p u l s á b a l o a utilizar las es- bres anduvieran d e s c u b i e r t o s . Y d o n
el amor) para lograr su felicidad y
caleras de los e d i f i c i o s , a lo cual se Fernando Paz Castillo, quien lo cono- generalmente fracasa. No todo es-
agregaba su f o b i a a los a s c e n s o r e s ció en la Plaza Bolívar de Caracas una tá resuelto y quedan muchos Inte-
— c o m o a t e s t i g u a b a d o n Fernando m a ñ a n a de 1913, por s u parte lo vio rrogantes como en la vida misma.
Paz C a s t i l l o — , variedad d e claustro- así: " S i e m p r e vestido de negro, en la Vale la pena leerla porque su
f o b i a que era l ó g i c o e x i s t i e s e en él cabeza e r g u i d a d e s p ó t i c a m e n t e el contenido es muy valioso y porque
por s u s largos años de p r i s i ó n . En s o m b r e r o a n c h o de f i e l t r o , t a m b i é n plantea temas vitales para los
Madrid, prácticamente obligaba a n e g r o ; en la m a n o d i e s t r a , s o s t e n i d o creadores.
don Fernando a subir varios pisos por c o n firmeza, un b a s t ó n : un guayabo
c o m o se decía e n t o n c e s ; el rostro (Elizabeth Mallmann, Revista bibliográ-
las escaleras. fica Señales, N" 166, Buenos Aires,
b l a n c o c o m o si n u n c a un rayo d e s o l 1985)
A m i g o de grandes c a m i n a t a s (ver- h u b i e r a q u e m a d o la piel d e e s t e hijo
daderas crisis de automatismo ambu-

FOLIOS
9
A N T I C I P O S
]
NUEVOS CUENTOS
j o las hojas). Fue así, inmóviles ambos,
como nos vimos la primera vez, porque
estoy seguro que la elección fue mu-

DE JOSE BALZA
tua. Allá, en el copito, moviendo lenta-
mente un ala o la pata izquierda o el
cuello, lo vi mirarme justo cuando la luz
de la tarde sólo nacía del caimito.
A nadie lo c o n t é ; pero desde ese
Bajo el sugerente título de uno de m o m e n t o hasta el final del verano de-
bo haber vivido para alimentar el sue-
sus cuentos, La mujer de espaldas,
ño de tenerio. Pregunté a o t r o s mu-
aparecerá el último libro de José chachos (jamás a mis hermanos: eran
Balza, en la actualidad uno de c a p a c e s de sospechar, y de m a l a r i o
rápidamente) e i n c l u s o a los pesca-
nuestros narradores más
dores. Sí, c o n f i r m a r o n . Así era un pá-
reconocidos. Con este volumen, jaro de las selvas p r o f u n d a s ; aromá-
que Balza ha subtitulado "ejercicios t i c o , d e l i c a d o , de t o n o s c a m b i a n t e s ,
cuyo canto abre c a m i n o s extraños en
holográficos" —en homenaje al
las selvas: un pájaro que — s e g ú n
trabajo de Rubén Núñez, primer e l l o s — jamás llegaria a esta zona del
artista venezolano en realizar delta, donde se establecen pequeños
p o b l a d o s . Ignora, d e s c o n o c e a los
holografías—, el autor nos propone
h o m b r e s , me d i j e r o n ; n u n c a podrá
una nueva y atractiva faceta de su ser d o m e s t i c a d o y para verio hay que
universo narrativo. La sombra de hacer terribles viajes a los c a ñ o s re-
m o t o s . Uno de los pescadores aña-
oro, precisamente, forma parte de
d i ó , riéndose, q u e quizá lo han inven-
este nuevo libro. tado a l g u n o s b o r r a c h o s o e s o s h o m -
bres que naufragan c u a n d o el río se
pone bravo. " E l pájaro del f r a c a s o "
dijo otro.
LA S O M B R A DE ORO
Guardé por m e s e s el s e c r e t o :

C
aquel t a l i s m á n s o n o r o , r e c ó n d i t o ; el
laro que yo t a m b i é n tuve o c h o ' o c u r r í a c o n m i g o , saltar y correr den
ave salvaje y casi d e s c o n o c i d a , venía
años: puedo asegurarlo ahora tro de su e x t e n s a s o m b r a , c o n el pe-
algunas tardes al c a i m i t o . Me inquie-
por la s o m b r a d o r a d a del c a i m i - ligro de tropezar una raíz y romperme
taba q u e a l g u n o de m i s h e r m a n o s
to. Desde muy lejos, desde un peque- una pata: porque esas carreras tenían
t a m b i é n pudiese d e s c u b r i r i o ; y en-
ño brillo de d i a m a n t e , c o m e n z a b a el que ser m i r a n d o hacia arriba, i m p u l -
t o n c e s perdí la e s p o n t a n e i d a d para
río a crecer: para n o s o t r o s su o r i g e n sado por el m o v i m i e n t o , pero tam-
estar c e r c a de m i á r b o l . Andaba por
saltaba c o m o una c h i s p a y lentamen- bién por un e x t r a ñ o d e s e o de ver
t o d a s partes, m e n o s por allí: excep-
te adquiría la s i n u o s i d a d de las cos- más: de e n t r e g a r m e c o n la m i r a d a al
to c u a n d o algo — u n paseo en curia-
tas: abrumadoras cargas de bam- lejano cielo feliz, de c a l c u l a r que po-
r a , la h o r a de c e n a r , otras
búes, de palmeras y c e i b a s . Al acer- dría alcanzar las ramas elevadas, de
maldades— retenía al grupo. Sólo en-
carse parecía que el agua iba a su- sentir c o n t r a el c u e r p o aquel torbe-
t o n c e s volvía yo a la f i e s t a del vera-
mergir la isla, frente a n u e s t r a casa: llino rojizo, violeta y dorado en el cual
no: el sol dilatándose en joyas delga-
pero no, el gigantesco c u e r p o del río se convertían las hojas del c a i m i t o .
d í s i m a s sobre las h o j a s , el c a i m i t o
o n d u l a b a d u l c e m e n t e y apenas mor- Ya sabía que el c a i m i t o existe para la
s o n a n d o para mí, y el pájaro en lo al-
día, con dientes de molino, fugaz, los luz del día: para inmovilizar el sol y
to, conmigo.
bordes de la isla y de n u e s t r o propio retener su resplandor en la parte in-
puerto. A pesar de su h u m e d a d , el río ferior de las hojas; yo e n c o n t r a b a en Tal vez fue el verano m á s largo en
era el verano: v i e n t o s de ó p a l o sobre el día y en el verano el reino d e l el d e l t a o en mi vida. O tal vez así me
el oleaje, s o n i d o s m o m e n t á n e o s en c a i m i t o . parece por el l e n t o a c e r c a m i e n t o en-
el ramaje. S o n i d o s del c a i m i t o : por- tre n o s o t r o s . No a b a n d o n é la escue-
que el verano t a m b i é n tenía un cuer- Nadie ignora que mis hermanos ja-
la (lejana, en el o t r o e x t r e m o del ca-
po interminable: se lanzaba d e s d e más han estado tres minutos quietos: m i n o , a la cual l l e g á b a m o s s u c i o s de
aquel cristal m í n i m o de donde surgía también ellos pasaban bajo el árbol, bejucales r o t o s y de f r u t a s , d e s p u é s
el río tras los b o s q u e s , hasta quedar aullando o listos para cazar una igua- de andar m e d i a hora bajo el c o n v e x o
atrapado en el s i l e n c i o de cobre, en na. Por eso no pudieron verlo, ya que follaje); ni dejé tos juegos o las cosas
las hojas moradas del c a i m i t o , j u n t o si bien practicaba carreras en círculo, que d e s c u b r i a c o n a m i g o s y herma-
a mi casa. a veces elegía una raíz para sentarme
! y mirar hacia arriba, hasta que el sol se n o s . Pero t o d o había c a m b i a d o .
Aquí está, casi tan cerca que c o n iba o hasta que mamá llamaba a cenar. En m i s c u a d e r n o s hacía ahora el
diez pasos t o d o s los niños podíamos (Oscurecía, y sin embargo, aún el árt>ot d i b u j o de un perfil aéreo; o la búsque-
tocar su tronco, arrebatarle las frutas destilaba un polvo dorado que flotaba da de c i e r t o s c o l o r e s para el pluma-
accesibles o, s i m p l e m e n t e , c o m o a su alrededor, las hilachas del sol ba- je. Me d o r m í a d e s p u é s de los o t r o s ;

FOLIOS
10
A N T I C I P O S

y despertaba en la n o c h e sobresalta-
d o , c o n el pájaro en las m a n o s , inde-
c i s o , q u e r i e n d o saber qué hacer c o n
él. Un punzante s e n t i m i e n t o d e j a b a
s i n r e s p u e s t a esos m o m e n t o s : m i s
brazos estaban vacíos.
Fue durante uno de esos instantes,
s u d o r o s o , e s t i g m a t i z a d o por la luna
de la ventana, cuando supe c o m o en-
loquecido que yo era un niño de o c h o
años; y q u e c u a n t o era e n t o n c e s se-
guirla s i é n d o l o para s i e m p r e . Nada
en mí c a m b i a r í a j a m á s . P o s i b l e m e n -
te no tuve palabras para pensar así.
Pero ahora i n t u y o que eso es c u a n t o
h u b i e r a pensado e n t o n c e s . S u p e
t a m b i é n que esa i n f a n c i a no t e n d r í a
sentido si yo no lograba poseer el ave
salvaje, aquel emisario único: esa go-
ta de belleza {o de fracaso, c o m o di-
jera el pescador).
Y así decidí mis gestos: con discre-
c i ó n ante los demás, c o n v i r t i e n d o en
otra c o s a la b ú s q u e d a de una f r u t a o
de una rama alta para mirar al río, ini-
cié el ascenso al c a i m i t o . Primero:
asegurarse que él estaba arriba, re-
c o n o c i é n d o m e . Luego saltaba yo al Dibu|o de Andrés E. Pazos.
t r o n c o ( ¡ m a l d i c i ó n : un raspón en la
piel del a b d o m e n y de los m u s l o s ! ) ,
v e n c i e n d o sus r u g o s i d a d e s . A c i e r t a su breve a p e t i t o . Maravillado c o m o nos y finalmente los pescadores (que
altura volvía a quedar inmóvil, bajo su n u n c a , apenas c a l c u l é q u e me bus- ya se arreglaban para trabajar de no-
mirada. Y nada más. carian o que habría s i g n o s del hogar che) vinieron, incrédulos. El pájaro de
El p r ó x i m o día, mayor altura: has- allá abajo, c o m e n c é el c u i d a d o s o la selva, d i s t i n t o , i m p o s i b l e , e s t a b a
ta el grueso ramo cargado de verdo- d e s c e n s o . Al t o c a r el s u e l o noté que l i b r e m e n t e en m a n o s del n i ñ o . Lo re-
sos r a c i m o s . Me atrevía e n t o n c e s a algo b r u m o s o filtraba el acostumbra- c o n o c i e r o n por su d i f e r e n c i a , por co-
devorar un c a i m i t o , no t a n t o por la do e s p l e n d o r det s o l : vastas, d é b i l e s sas e s c u c h a d a s , ya que n i n g u n o de
pulpa sino por su agua g e l a t i n o s a , nubes lejanas indicaban q u e tras los los p r e s e n t e s había v i s t o antes tal
c o m o si mi sed q u i s i e r a ingerir un b o s q u e s , al o t r o lado del río, p o d í a especie.
mundo concreto. estar l l o v i e n d o . — T i e n e s que cortarle la p u n t a de
En tres semanas llegué muy cerca: N u n c a supe qué ocurría por las no- u n ala, así no podrá volar.
pude precisar la s o l t u r a de sus for- c h e s c o n el pájaro; pero a la t e r c e r a — ¡Amárralo!
mas, su agilidad y el n u m e r o s o colo- tarde de o f r e c e r l e c o m i d a en mi ma- — No, m é t e l o ya en u n a jaula. Se
rido. A l g o i n d i c a b a que era necesa- no, el n i ñ o estaba s e g u r o que podría te irá en s e g u i d a .
rio tal ritual: c u m p l i r u n a c o s t u m b r e , llevarlo a casa. Sin precisar nada, avi- Mil c o n s e j o s recibió el niño: en
la repetición de mi llegada y su pro- só a la madre; a n u n c i ó a los herma- e l l o s t r a d u j o el m i s m o d e s e o suyo
x i m i d a d . E n t o n c e s yo h u b i e r a queri- nos que recibirla un animal precioso; por el ave, pero t a m b i é n algo de en-
do ser un c a m a l e ó n , para t o m a r los y preparó un nido en el alero de la ca- vidia o, quizá, de t e m o r . Era un teso-
rasgos del tronco y de las hojas, y de- sa, c e r c a de la ventana, j u s t a m e n t e ro c o l e c t i v o y la g e n t e perdería algo
saparecer. Temía que la espesura del d o n d e podría verlo al a c o s t a r s e . La i m p o r t a n t e si e s c a p a b a .
árbol no me o c u l t a r a por c o m p l e t o . verdad es que nadie d i o m u c h a im- No o b s t a n t e , el m u c h a c h i t o adver-
Nadie debía verme: nadie podía co- p o r t a n c i a a la n o t i c i a : tal vez imagi- tía que si durante tantas horas habían
nocer el vínculo que el c a i m i t o había naron que aparecería c o n u n a palo- vivido c e r c a , q u e si el pájaro por sí
e s t a b l e c i d o . Pero éste nos p r o t e g i ó m a o c o n un azulejo. m i s m o aceptó venirse, estaba exclui-
por c o m p l e t o ; en s i l e n c i o , s i n t i e n d o Pero c u a n d o a las c u a t r o de la tar- do el peligro de perderlo. Se queda-
el aire c o m o un pozo que se balan- de — l a hora p e r f e c t a del c a i m i t o : el ría allí, en el n i d o o en el c a i m i t o , pa-
ceaba, fui e s t a n d o c e r c a del ave. i n s t a n t e en que su h o j a r a s c a se ba- ra s i e m p r e . Le g u s t a b a t a n t o , lo de-
Cierta vez, d e n t r o de esa c a l m a lumi- lancea t i e r n a m e n t e , c o m o un aliento seaba t a n t o , q u e la fuerza m i s m a de
nosa, creí e s c u c h a r l o cantar: un t i m - de m a g n é t i c a p ú r p u r a — del día s i - su amor sería apta para retenerlo. De-
bre de m i e l , t r a n s p a r e n t e . g u i e n t e , llamó a t o d o s y m o s t r ó el j ó i n t a c t o al a n i m a l y no lo s o m e t i ó
Una tarde c o l o q u é el más j u g o s o ave la a d m i r a c i ó n fue u n á n i m e . No a la jaula. ¿Puedo r e c o n o c e r m e en
c a i m i t o en mi m a n o y la extendí; es- c o n t ó c ó m o lo había logrado, de d ó n - ese rasgo de los o c h o años?
tábamos tan c e r c a que él no tardó en de venia ese largo amor. En p r i n c i p i o Durante la primera n o c h e casi no
picotear. Me e n a m o r ó su elegancia y los familiares, d e s p u é s a l g u n o s veci- d u r m i ó , b u s c a n d o a través de la ven-

FOLIOS
11
tana la s i l u e t a e s p l é n d i d a en el nido. C A R L O S D ' A S C O L I Y F E D E R I C O RIU
Inmóvil, el pájaro parecía seguir su vi-
gilia, su alegría. Y todo el día siguien- El pasado 7 de diciembre el mundo
te estuvieron p r ó x i m o s : en el patio, político venezolano sufría ici pérdida de Federico Riu
c o m i e n d o , en el c a i m i t o , ante los vi- uno de los forjadores de nuestra demo-
sitantes a s o m b r a d o s ; c u i d á n d o l o cracia, Carlos D'Ascoli (n. 1899), eco-
con sus hermanos, hablando, adivi- nomista y abogado, cuya obra ya clá-
nando el d e s t i n o del ave. Por ratos sica. Del mito de El Dorado a la eco-

ma
ésta voló hacia los bosques, para vol- nomía del calé, fue publicada por Mon-
ver a su mano. Ese i n m e n s o c o m e t a te Avila en 1980.
Dos días más tarde otro lamentable
diurno, el verano, que nace más allá

rrcooy
fallecimiento habría de conmover a la
de las c o s t a s y se d e t i e n e aquí, en el cultura del pais: el del filósofo espa-
árbol violáceo, alcanzó así su radian- ñol Federico Riu (n. 1923), quien llegó
te p l e n i t u d . a Venezuela en los años 40 huyendo

Cosscr
Ahora la e m o c i ó n y la nueva noche del régimen franquista; aquí, en su
le permitieron dormir c o n f i a d o ; cuan- nueva patria, se dedicó a la docencia
to el mundo pudiera darle estaba a su en la Escuela de Filosofía de ta Univer-
sidad Central. Tres meses antes de su
lado. La felicidad de los ú l t i m o s días
desaparíción, nuestro sello publicó su
había madurado, y nada faltaba en él. último libro. Vida e historia en Ortega
Durmió c o n hondura, s o s e g a d o , ha- y Gasset. Otras obras suyas ya habían
biéndose entregado t a m b i é n por sido editadas también por Monte Avi-
completo. la: Ensayos sobre Sartre, Historia y to-
De pronto algo lo d i s t r a j o del sue- talidad, Tres fundamentaciones del
ño: un seco m o v i m i e n t o del aire, un marxismo y Usos y abusos del concep- Monte Afila Editortt

roce entre las hojas del caimito. Cam- to de alienación.


bió de p o s i c i ó n , y d e s p e r t ó realmen-
te: afuera la s i l u e t a del nido estaba
vacía. Palpitante, saltó descalzo en el
PEREZ BONALDE EN E L NIAGARA
silencio de la casa; no quería alarmar.
Se acercó al alero: nada. Avanzó ha-
Debido a sus muchos viajes y años de documentos fotográficos del poe-
cia el árbol y cada hoja lo engañaba fuera de Venezuela, la figura del ta, poco conocidos tiasta ahora.
con f o r m a s de pájaros. N o había lu- poeta Juan Antonio Pérez Bonalde Gracias a una información que nos
na pero una arena blanca hacía t o d o (1846-1892) ha mantenido hasta ahora suministra el propio Padrón Toro, ofre-
visible. ¿Serían las d o c e ? ¿Aún dor- ciertos puntos oscuros y desconoci- cemos la primicia de la colocación en
mía? No, la h u m e d a d de la hierba, dos. Para esclarecerlos era necesario las cataratas del Niágara —por parte
unas ramitas hirientes sacudían su contar con el esfuerzo de un fervoro- del gobiemo canadiense—, de una pla-
piel. C o m e n z ó a trepar el árbol y no so biógrafo que, como Antonio Padrón ca que rememora un famoso fragmen-
pudo. Aguzó los ojos: no, nada había Toro, se diera a la tarea de investigar to de Pérez Bonalde perteneciente a su
minuciosamente la vida del escritor Poema al Niágara:
en lo alto ni sobre o t r o s á r b o l e s . El
viento, el s i l e n c i o , herían. Q u i s o pe- dentro y fuera del pais. Próximamen- "Tal es la Poesía
dir ayuda: pero así c o m o había hecho te pondremos en circulación el resul- Tal es el ideal que en tus raudales
invisible s u f e l i c i d a d , así t a m b i é n se tado de este trabajo: una extensa bio- Vi reflejado, Niágara tremendo!...'
grafía a la que se Incorpora una serie
c o n d u j o c o n la pérdida. El pájaro ha-
bía huido en m e d i o de la gloria.
ROMULO BETANCOURT EN MONTE AVILA
Nunca volví a verlo. Y ahora que es-
toy otra vez cerca del c a i m i t o , reco-
nozco que esa herida banal no se ha
curado: su huella es, a v e c e s , un do- Próximamente aparecerá en la colec-
ción TIEMPO DE VENEZUELA, la cuar-
lor; a veces aquel primer i n s o m n i o
ta edición, primera en Monte Avila, del
que renace. El deseo por e s a figura conocido libro de Rómulo Betancourt,
salvaje y g r a c i o s a me a c o m p a ñ a Venezuela, política y petróleo.
siempre: o por lo m e n o s revive cuan- Esta obra del líder venezolano, ofre-
do el amor o lo inesperado me invi- ce un agudo análisis económico y po-
tan. A h o r a he regresado al p u e b l o , lítico de una época crucial de nuestra
después d e tantos años, fviuchas co- historia; época regida por el auge pe-
sas c a m b i a r o n , pero el c a i m i t o , m á s trolero y que abarca desde finales del
a m p u l o s o , exigente, n o . Nadie pue- siglo XIX hasta la década del cincuen-
de recordar aquella historia d e m i in- ta. Según palabras del propio autor:
fancia. Y yo t a m b i é n podría perderla "Cincuenta años de historia venezola-
si no estuviese ahora d e n t r o de la na quedan resumidos en estas pági-
s o m b r a dorada del c a i m i t o , q u e pa- nas. Con sus grandezas y sus miserias,
sus largas etapas sombrías y sus pa-
rece escribir, c o n el s o l , esos días d e
réntesis luminosos. Villano del drama,
los o c h o años y d e aquella aparición en ese lapso de vida nacional, es el
obsesiva. • Dios por excelencia en la mitología de
la era mecánica: el petróleo".

FOLIOS
12
NUESTRA LENGUA SE ESTA YENDO AL
DIABLO CONVERSACION CON RAFAEL CADENAS
Carlos Noguera

Rafael Cadenas (Barquisimeto, cual nos invitó la inminencia de la


1930), poeta, ensayista, maestro, entrevista señaló —entre muchos-
es autor de una rica bibliografía seis temas apasionantes, por lo
cuyos momentos más notables demás amorosamente frecuentados
incluyen títulos como Falsas por la escritura de Cadenas:
maniobras, Memorial (Monte Avila, despertar, goce, educación y
1977) y En torno al lenguaje, lenguaje, espacio, tiempo, poética y
poética y reflexiones que han pensamiento. He aquí la manera
definido un territorio literario como los contempla el poeta,
intenso y transparente al mismo Premio Nacional de Literatura
tiempo, La disfrutada revisión a la 1985.

FOLIOS
13
C A D E N A S

PREGUNTA: E n tu libro Realidad y li- b e r i n t o de las e x p l i c a c i o n e s y olvida-


teratura (p.41) afirmas que la vivencia m o s ese factor. A pesar de lo s o m -

La estupidez es
"reveladora de la realidad", a ta que brío de este c u a d r o , y ya c i ñ é n d o m e
se refiere Keats en carta a Woodhou- a tu pregunta, creo posible individuétl-
se del 27 de octubre de 1818, "está mente la vivencia a que te refieres. La
al alcance de todos los s e r e s huma-
nos". Sin embargo, en repetidas
awareness, q u e es v i g i l a n c i a , darse
c u e n t a , a c t i t u d de p e r c e p c i ó n de la una fuerza enorme
en la historia y,
oportunidades, tanto en Realidad y li- realidad c o m o es, e s t á al a l c a n c e de
teratura como en otros textos, te que- t o d o ser h u m a n o . S ó l o se requiere
jas de que el hombre actual s e en- que lo desee y esté d i s p u e s t o a ver-
cuentre en un estado de adormeci-
miento, ajeno a la realidad primordial,
se, pues esa awareness mira a lo ex-
terior y a lo interior y ya s a b e m o s que con todo, no es
tomada en cuenta
incapaz de experimentar la aivare-. esto ú l t i m o es más difícil: intervienen
ness a que s e refería Huxiey en La is- t o d o s los recursos de que d i s p o n e la
la. ¿Cómo explicas este abismo en- m e n t e para esquivar la realidad.
tre lo posible y lo dado? ¿Intuyes al-
guna vía para que la vivencia referí-
P: Tú has anotado: "...hace falta mo>
debidamente.
da por Keats llegue a ser, en verdad,
ver a los hombres en la dirección de 99
un patrímonio ejercido cotidianamen-
lo gratuito, del goce, del o c i o " ¿Es
te por el hombre?
ésta una propuesta s o c i a l ? ¿Ves al-
guna relación entre el trabajo deifica-
R E S P U E S T A : Hay algo que propicia- do y el culto al y o ?
ría esa vivencia u o t r a s s e m e j a n t e s :
que el m u n d o actual — d o n d e priva la R: La deificación del trabajo es de ori-
d e s c o m p o s i c i ó n , el lucro, la destruc- gen p r o t e s t a n t e y los países que tie-
tividad, el e g o t i s m o , en s u m a , la nen otras raíces religiosas y cultura-
estupidez— llegue a su m á x i m o ex- les la han a d o p t a d o c i e g a m e n t e . Por
tremo, ponga aún más en peligro la s u p u e s t o , las n a c i o n e s protestantes
vida y c o m i e n c e e n t o n c e s un movi- son las más d e s a r r o l l a d a s , pero ado-
miento contrario. Ya hay signos en tal lecen de un s u b d e s a r r o l l o de o t r o or-
dirección, pero m u y débiles frente al den que no e n t r a en c u a d r o s estadís- MAS L I B R O S PARAUNPUEBL
d o m i n i o de las fuerzas d e m o n í a c a s , ticos. Es allí sobre t o d o donde ha sur-
frente a los t i t a n e s que se han apo- gido el h o m b r e u n i d i m e n s i o n a l de
derado de la tierra. Aquí y allá surgen Marcuse. En Venezuela y en t o d a La-
núcleos de personas que desean un t i n o a m é r i c a se está c o m e t i e n d o el
cambio real; sin e m b a r g o , muy poco error de copiar sin m o d i f i c a c i o n e s el
pueden hacer c o n t r a esa e s p e c i e de t i p o de desarrollo de esos países,
dictadura que maneja a la s o c i e d a d que ha traído m u c h o bien pero no
moderna y que nada tiene que ver m e n o s d e s t r u c t i v i d a d al ser humano.
con la c o n c i e n c i a . Se trata más bien Nuestros políticos, economistas y
de algo muy irracional, aunque se dis- empresarios se postran ante sus ma- C O M l t NACK-JNAL Df COOPtl'
frace con t o d o s los arreos racionalis- ravillas, sin repararen la otra cara. No b o n c o cnrA
tas, aunque hable en n o m b r e de la percibo en lo que dicen el menor aso-
ciencia y de la t é c n i c a . Sería intere- mo de crítica. Para ellos, por e j e m p l o ,
sante saber cuántos científicos y téc- la e c o l o g í a no e x i s t e . A u n q u e se
nicos —seres racionales, superdota- creen muy modernos, en el f o n d o tie-
dos, geniales— están d e d i c a d o s a la nen un gran atraso, un atraso de un
tarea atroz de crear armas c a d a vez s i g l o por lo m e n o s . Las m e n t e s m á s
más mortíferas que a los p o c o s me- l ú c i d a s de hoy se e n c a m i n a n en o t r a
ses serán s u s t i t u i d a s por otras " m e - d i r e c c i ó n t o t a l m e n t e d i s t i n t a . ¿Por
j o r e s " , que a su vez serán s u s t i t u i d a s q u é no p o d e m o s d i f e r e n c i a r n o s ?
por otras que las s u p e r a n , en un en- ¿Hasta c u á n d o v a m o s a imitar a los
cadenamiento interminable, a sabien- países d e s a r r o l l a d o s en lo peor?
das de que probablemente no habrán ¿Qué i m b e c i l i d a d nos hace repetir a
de usarse. ¿Qué son esos c i e n t í f i c o s estas alturas su fracaso? A mí no m e
y t é c n i c o s y q u i é n e s les ordenan fa- alegra la industrialización de España
bricarlas y los h a b i t a n t e s del plane- y de L a t i n o a m é r i c a tal c o m o se vis-
ta que no se escandalizan? Hoy yo lumbra, es decir, s e g ú n el m o d e l o oc-
s ó l o veo una locura general. Varias cidental c o n o c i d o , c o n su s é q u i t o de
veces he d i c h o que la e s t u p i d e z es d a ñ o s a la naturaleza, al h o m b r e y a
una fuerza e n o r m e en la h i s t o r i a y, la cultura. Eso n o s va a destrozar aún
con todo, no es t o m a d a en cuenta de- más.
bidamente. Nos extraviamos en el la-
El c u l t o al yo no es prerrogativa de

FOLIOS
14
C A D E N A S

los países p r o t e s t a n t e s , s i n o algo p s i q u e ni la t o m a n en c u e n t a , no co- t i c a , s i n o c o n t r a la c r e e n c i a de que


universal. Se e n c u e n t r a en t o d a s las n o c e n el m o n s t r u o q u e el ser huma- es m e d i a n t e su e s t u d i o c o m o pode-
latitudes, pero es posible que la "re- no lleva por d e n t r o , ignoran el peligro m o s aprender nuestra lengua. Esta la
ligión del t r a b a j o " , c o m o llamaba que representa el ego. Este es un ma- a b s o r b e m o s l e y e n d o , sobre t o d o
Paul Lafargue a la " e x t r a ñ a l o c u r a " terial m u y e x p l o s i v o , e s p e c i a l m e n t e c u a n d o el m e d i o es l i n g ü í s t i c a m e n -
que se habla enseñoreado de las cla- c u a n d o no se ha v i s t o . te pobre, c o m o o c u r r e hoy en Vene-
ses trabajadoras de Francia en el si- zuela. La c r í t i c a que hice a la lingüis-
glo XIX, lo haya fomentado más, pues P: En torno al lenguaje llega a propo- t i c a t a m p o c o pretende negar su im-
el o c i o es i n d i s p e n s a b l e para propi- ner una verdadera revolución educa- p o r t a n c i a . Pienso q u e la base de la
ciar la c o n t e m p l a c i ó n , sin la cual el tiva, basada en la vivencia del gusto enseñanza del i d i o m a debe ser la
ser h u m a n o no puede darse c u e n t a por el lenguaje más que en la ense- buena literatura; ella basta y sobra.
de nada. El ocio i m p l i c a receptividad, ñanza de la gramática. ¿Podrías co- Si los n i ñ o s y los a d o l e s c e n t e s leen,
l e n t i t u d , pasividad; s i g n i f i c a aflojar, mentar algunas implicaciones con- no hay que preocuparse por lo de-
dejar ser, mirar; hace posible el es- cretas de esta propuesta? ¿Qué tal m á s . Creo t a m b i é n que los recargan
tado de c o n t e m p l a c i ó n en el q u e se las E s c u e l a s de Letras y los Talleres? m u c h o de m a t e r i a s . Casi no pueden
puede tener algún viso de realidad. con el bulto lleno de libros que llevan.
Aterra pensar que q u i e n e s d i r i g e n el R: L a p r e g u n t a me da o c a s i ó n de A un a l u m n o de primer año le hacen
m u n d o no tienen idea de lo que es la c o m p r a r y leer hasta la Ley de Edu-
aclarar q u e no estoy c o n t r a la gramá-
c a c i ó n . ¡Qué f a s t i d i o , Dios m í o ! En
c a m b i o se olvidan cosas esenciales.
La e d u c a c i ó n debe ser más sencilla,
p r e c i s a m e n t e porque el m u n d o ac-
tual es muy c o m p l e j o . Hay que ense-
ñar m e n o s para que se aprenda más,
decía W h i t e h e a d . Casi v o l v e m o s lo-
cos a los niños y m u c h a c h o s con exi-
g e n c i a s e s t ú p i d a s . El horario es ab-
surdo. Tienen que levantarse a las
c i n c o , esperar, a v e c e s sin haber de-
sayunado, un transporte que les pro-
porciona la ración m a t u t i n a de monó-
x i d o , hacer fila en el c o l e g i o , cantar
el h i m n o n a c i o n a l , que los venezola-
nos d e b e n oír, a d e m á s , lo quieran o
no, c u a t r o veces al día; algo impues-
to por un fylinistro c u y o regreso es-
pera n u e s t r a b o b a j u s t i c i a {en Vene-
zuela s i e m p r e se ha robado al c o m -
pás del h i m n o nacional). A la una o
d o s vuelven a su c a s a d e s p u é s de la
segunda dosis de m o n ó x i d o , almuer-
zan y t i e n e n q u e ponerse a estudiar
las tareas que les han f i j a d o , o ir al
kárate, al jazz, a la n a t a c i ó n , etc. Lue-
go los espera la t e l e v i s i ó n , esa o t r a
e s c u e l a , c o n su aporte c u l t u r a l : ase-
sinatos, malas noticias — b u e n a s ca-
si no hay y a veces son h o r r i b l e s — ,
telenovelas magistralmente vulgares,
todo ello rociado con el estruendo de
la propaganda. Asi t r a n s c u r r e un día
en la vida de c u a l q u i e r niño venezo-
lano. No he mencionado la histeria de
los padres, e m p e ñ a d o s , no sé c o n
qué t í t u l o s , en " e d u c a r l o " ¡Como si
pudiéramos " e d u c a r " a a l g u i e n ! Son
e l l o s los que n e c e s i t a n reeducarse y
aprender de los n i ñ o s . Creo que in-
tervienen d e m a s i a d o . No quieren hi-
jos sino réplicas. Un niño sólo requie-
re c u i d a d o a f e c t u o s o , q u e no e x c l u -
ye d i s c i p l i n a ni significa pemnitirle to-
d o ; lo d e m á s viene por añadidura.

FOLIOS
15
C A D E N A S

En cuanto al i d i o m a , ya no sé qué
pensar. Por lo v i s t o , nada se puede I u - '
a c o m p a ñ a cierto artificio. Eso de po-
nerse el v e s t i d o literario c u a n d o se

El ocio hace
tiacer con la generación del vaso con va a e s c r i b i r es lo que me r e s u l t a in-
agua, del de que del a nivel de y de sufrible. Hay allí una especie de ama-
t a n t o s , tantos disparates. Creo que n e r a m i e n t o . ¿Será esto algo inevita-
nuestra lengua se está y e n d o al dia-
blo. ¿Quién puede detener ese pro- posible el estado ble? A mí me atrae la naturalidad, una
naturalidad q u e no e x c l u y a las ten-

de contemplación
ceso? Lo ignoro y no sé de remedios. s i o n e s propias de la e x p r e s i ó n , que
Tal vez sea un d e s t i n o c o m o el de la evite caer en lo plano. Parece que es-
americanización del planeta, el desa- toy en u n a calle c i e g a , ¿verdad? Por-
rrollo t e c n o l ó g i c o con t o d o s sus des-
manes o el e m p l e o de la energía ató- en el que se puede que el arte es f o r m a y da la impresión
de que yo r e n u n c i a r a a ella, pero no,

tener algún viso


mica, n u n c a inocua, o el imperio del eso es imposible, siempre hay forma,
automóvil. no se puede p r e s c i n d i r de ella y es

de realidad.
más amplia que el poema. Este es al-
P: E s fama que "Beloved Country", go cerrado, c o n pautas, m u c h a s de
aquel lejano poema, celebra una vi- ellas no f o r m u l a d a s , pero que los
sita prolongada; sin embargo, se pue- I f f poetas c o n o c e n o i n t u y e n .
de intuir que tú amas lo sedentario. blan los m í s t i c o s de t o d a s partes. Tal vez lo que me llevó a e s c r i b i r
Alfonso Reyes llegó a escribir: "To- ¿Es posible el e s t a d o m í s t i c o sin re- las notas q u e m o t i v a n t u p r e g u n t a
do viaje es un alivio moral... una cier- n u n c i a r a la tierra? Esta es u n a pre- f u e u n a c i e r t a i n c o m o d i d a d ante la
ta liuelga biológica: viajar, por eso, e s g u n t a que me hago desde hace años, poesía m o d e r n a , a veces i n c l u s o un
ser feliz". ¿Estás de acuerdo con C a - pues no c o m p a r t o el p u r i t a n i s m o de malestar. Sin e m b a r g o , no p o d r í a d a r
vafis acerca de la inutilidad de todo la llamada espiritualidad. Debe haber razones. S i e n t o que mi relación con
cambio de paisaje? o t r a vía. En t o d o caso, t e n e m o s que ella es c o n f l i c t i v a . Tal vez le pido al-
actuar d e s d e n u e s t r o nivel, en acti- go que no puede dar, q u e no es de
R: Si, donde estoy me quedo. No ten- t u d v i g i l a n t e , eso sí. A d e m á s , el as- su c o m p e t e n c i a , lo q u e no i m p i d e
go la i n q u i e t u d que nos mueve a via- pirar a un estado ya es d e s c a m i n a n - que s i g a leyendo e i n t e n t a n d o escri-
jar. Hay poca aventura en mí. Esa ha te: p e r d e m o s el p r e s e n t e . bir poesía. En realidad, tratando de
sido una de mis fallas. En este aspec- aprender. S i e m p r e .
t o , mi vida es pobre, d e b o a d m i t i r l o . P: Tú h a s profesado una poética an-
Tal vez, en el f o n d o , crea que para tiesteticista: la "palabra humilde", la

CUVES
d e s c u b r i r lo esencial no es necesa- ausencia de figuras literarías, la " s e -
rio moverse m u c h o , vale decir: lo que quedad insobornable" (por ej.: Ano-
no d e s c u b r a aquí t a m p o c o lo d e s c u - taciones, p. 85). Alcanzas a celebrar:
briré en otra parte, pero puedo estar "ha ganado la prosa, para bien de la
equivocado. poesía" (p. 82). Al 'lujoso traje', a la
'obligación del poema', prefieres el Por c o n s i g u i e n t e , existen miles de
P: De la "experiencia límite", la viven- habla cotidiana de la prosa. El lector millones de Tierras posibles y pue-
cia poética, el satorí, la aletheia, s e intuye las razones: el acercamiento de afirmarse, c o n lo que algunos
ha dicho que son todo el espacio sin a la "mostración de las c o s a s " , ta re- llamarían "certeza matemática",
verencia por la simple realidad que que existen también millones de
tiempo: el universo parecería nacer
mundos en la m i s m a etapa de de-
en el infinitesimal filo del presente acontece. Sin embargo. Anotaciones
sarrollo, exactamente, que el nues-
¿Se anula la duración en el instante se distancia de Realidad y literatura
tro. E n e s t a c o i n c i d e n c i a de tiem-
de la revelación poética? ¿Cuál e s tu en la revaloración que hace del pen- po, también s u s habitantes estarían
experíencia? samiento: "¿por qué una flor ha de enviando s o n d a s espacíales para
poseer la dignidad de lo real, del mis- Investigar las v e c i n d a d e s de s u s
terío, pero un sueño, una fantasía o propios s i s t e m a s planetarios. Po-
R: Del satori yo no podría hablar. No
un pensamiento n o ? " Cabría enton- c o s científicos s e buriaron cuando
estoy h e c h o para a s c e s i s c o m o las
c e s reflexionar: ¿qué palabras mues- radioastrónomos rusos anunciaron
del zen. La awareness, el darse cuen-
tran mejor e s a realidad interíor "dig- en 1965 que, entre las señales co-
ta, está más a nuestro alcance. Tam- herentes que obtenían de fuentes
na": la prosa, el término " s e c o " , " c o -
bién el c o n c e p t o de aletheia, la ver- e s t e l a r e s , había una extraña fre-
tidiano", o el término desviado de s u
dad como desocultación, c o m o expe- c u e n c i a en la c u a l s e percibía una
sentido oríginal (quizás la tortuosa
riencia del ser, nos es más accesible señal repetida. L a primera s u g e s -
"figura literaría") que parecería aco-
y sí lo siento vinculado con la poesía. tión de que había "alguien" en otro
gería mejor? ¿Tendríamos que hablar
Parece que la d u r a c i ó n s ó l o se " m u n d o " de otro universo que tra-
de d o s poéticas: una para ta contem-
anula en la experiencia mística. En el taba de h a c e r s e entender fue apre-
plación de lo externo, otra para ta co- suradamente calificada c o m o una
proceso poético hay absorción, intui- rriente interna del pensamiento? "suposición". S i n embargo, e s una
c i o n e s , o l v i d o de sí m i s m o , pero no
" s u p o s i c i ó n " razonable.
s u s p e n s i ó n del t i e m p o . La poesía es
muy temporal. El cese del t i e m p o im- R: Lo que me p r e o c u p a b a y g u i ó mi Ritchie Csider, El hombre y el cosmos,
plica, ante t o d o , cese de la actividad reflexión en Anotaciones era s o b r e Monte Avila, 1970.
m e n t a l . Este es el vacío de que ha- t o d o el h e c h o de que a la poesía la

FOLIOS
16
P E S S O A

LOS PRIMEROS AÑOS

EL PARAISO S
IN LUGAR a d u d a s , la infancia
de Fernando Pessoa o c u l t a se-
ñales que permiten descifrar al-
g u n o s de los rasgos que i d e n t i f i c a n

PERDIDO DE
la d e s c o n c e r t a n t e personalidad del
poeta. Esos años ofrecen la clave de
la t u r b u l e n c i a que tiabría de ser su
a c o m p a ñ a n t e solitaria, desencade-

FERNANDO
nando un c u l t o p a t o l ó g i c o por la so-
ledad y u n a ferviente adoración por
el s i l e n c i o .
Pero esas fueron apenas dos cons-
tantes —quizá las más intensas— de

PESSOA
ese ir y venir por sus paisajes interio-
res, tratando de encontrar respuestas
que. de a n t e m a n o , sabía inexisten-
tes. Mas ese t r á n s i t o , febril y aluci-
nado, sería el o b s e q u i o a sus desve-
los: el proceso de búsqueda de la ver-
dad habría de c o n s t i t u i r — c o m o
siempre i n t u y ó — la única recompen-
Jorge Nunes sa. Porque " c a n s a ser, sentir duele,
pensar d e s t r u y e " (1).
Y quizás en ese t i e m p o residan
t a m b i é n las claves que p e r m i t a n le-
vantar s o m b r a s sobre ese espíritu
f r a g m e n t a r i o , sobre esa c o n c i e n c i a
Hace cincuenta años, en Lisboa, cuando
m ú l t i p l e q u e lo acosaría sin tregua
apenas contaba 47 de edad, falleda o b l i g á n d o l o a a s u m i r , simultánea-
Fernando Pessoa, unánimemente m e n t e , las lenguas arbitrarias e ine-
xorables que habitan su ser. Esas vo-
reconocido como uno de los
ces tendrían c u e r p o e i d e n t i d a d pro-
principales poetas de nuestro siglo. pios, aunque en el fondo hubieran si-
Su obra se destaca por la pluralidad do generadas por un acto legítimo de
d e f e n s a de un " y o " p e r s e g u i d o por
heteronómica en que se manifiesta a
la e x a l t a d a p e r c e p c i ó n de su propia
través de sus varias personas y, u b i c u i d a d . De ese m o d o , c o m o res-
especialmente, por el genio poético p u e s t a a un c a n s a n c i o , a un sentir y
a un p e n s a m i e n t o o b s e s i v o s y dife-
que nos revela cada una de eüas, no
rentes, nacen A l b e r t o Caeiro, Ricar-
obstante ser distintas entre sí. La d o Reis y Alvaro de C a m p o s , sus he-
conmemoración del cincuentenario t e r ó n i m o s ; e l l o s c o n s t i t u i r á n las vo-
c e s c o m p l e m e n t a r i a s , la prolonga-
coincide, además, con la aparición de
ción de una personalidad que sólo en
algunas obras suyas, editadas por su diversificación lo aproximará al es-
primera vez e indispensables para el pejismo de la unidad. Porque si " D i o s
no tiene u n i d a d / ¿Cómo voy a tener-
estudio del poeta, como El libro del
la y o ? " (2).
desasosiego de Bernardo Soares, cuya
compilación se demoró cuarenta años. La m u e r t e del padre, c u a n d o Pes-
soa tenía apenas c i n c o años; la ma-
En 1977 y en versión de Santiago dre embarazada e s p e r a n d o el naci-
Kovadloff, Monte Avila publicó Oda marítima, m i e n t o del s e g u n d o hijo; la mudan-
za i n t e m p e s t i v a a una c a s a más mo-
perteneciente al heterónimo Alvaro de Campos.
d e s t a , sin jardín, que lo obligará a
En esta ocasión, Jorge Nunes, conocido poeta permanecer de manera casi constan-
y narrador venezolano, nacido también a orillas te j u n t o a la imagen materna; la muer-
te del hermanito; la agudización de la
del Tajo, evoca el mundo del autor, los conflictivos
e n f e r m e d a d de la abuela, que la con-
años de su infancia, y traduce dos poemas suyos v e r t i r á c a s i en un fantasma
donde se evidencian las disparidades que había — m o n o l o g a n d o a u s e n t e por los rin-
c o n e s de la c a s a — , son a c o n t e c i -
entre "esos otros" que en él habitaban.

FOLIOS
17
P E S S O A

mientos traumatizantes que irán con-


f o n n a n d o una estructura p s i c o l ó g i c a
proclive a generar, en la a d o l e s c e n - E L GUARDADOR DE REBAÑOS
c i a del poeta, un o b s e s i v o terror a la XXXIX
locura. Pero no será un m i e d o tran-
sitorio, un t e m o r pasajero: se alojará
Alberto Caeiro
en su i n c o n s c i e n t e y se p o s e s i o n a r á
de su ser: c o n d e s i d i a , implacable- ¿El misterio de las c o s a s dónde está?
mente. Esta inseguridad desatará un ¿Dónde está que no aparece
extraño remolino de c o n t r a d i c c i o n e s Al menos para mostrarnos que e s misterio?
en su c o m p o r t a m i e n t o y lo c o n m i n a - ¿Qué sabe el río de e s o y qué satre el árbol?
rá no s ó l o a m a n t e n e r s e al margen ¿Y yo, que no soy más que ellos, qué sé de e s o ?
del m u n d o exterior, al cual percibe Siempre que miro las c o s a s y pienso en lo que
c o m o un e n e m i g o c r u e l , s i n o a apre-
los tiombres piensan de ellas,
ciar de m o d o c o n f u s o lo q u e aconte-
ce en su i n t i m i d a d .
Río como un arroyo que suena fresco entre las piedras.

Se inicia e n t o n c e s un p r o c e s o de Porque el único sentido oculto de las c o s a s


desarraigo, de desprendimiento afec-
E s que no tienen ningún sentido oculto,
tivo, cuyo estallido posterior determi-
nará la c o m p o s i c i ó n de sus m e j o r e s E s más extraño que todas las extrañezas
poemas y, al m i s m o t i e m p o , lo mar- Y que los sueños de todos los poetas
ginará definitivamente: solitario y su- Y los pensamientos de todos los filósofos.
mergido en sus v i s i o n e s , el p o e t a se Que las c o s a s sean realmente lo que parecen ser
refugia en un m u n d o c u y a e x i s t e n c i a Y no haya nada que comprender.
comienza a e d i f i c a r s e , con probabi-
lidad, c u a n d o aparece el personaje
Sí, e s lo que mis sentidos aprendieron solos:
que habría de desplazarlo del c e n t r o
del afecto m a t e r n o y que sería, a la Las c o s a s no tienen significado: tienen existencia.
vez, su f u t u r o padrastro. Su i n f a n c i a Las c o s a s son el único sentido oculto de las c o s a s .
vuelve a ser e s t r e m e c i d a y ahora la
presencia del m a r i d o de su madre
— C ó n s u l de Portugal en D u r b á n ,
A f r i c a del Sur— le asestará un gol- el cual t a m b i é n conversa y se cartea. p o d r á a b a n d o n a r n u n c a m á s la
pe d e m o l e d o r a su naturaleza intro- Estos personajes irreales, p e q u e ñ o s literatura.
vertida, t í m i d a y reservada: el 30 de c o m p a ñ e r o s i m a g i n a r i o s , pero dota- En 1905 deja para s i e m p r e A f r i c a
diciembre de 1895 ocurre el matrimo- d o s de vida p r o p i a por Pessoa, pare- del Sur. Tiene 17 a ñ o s : es un j o v e n
nio y un m e s d e s p u é s la f a m i l i a par- cen ser e n s a y o s : a l g ú n t i e m p o des- d e s g a r b a d o , de b t g o t i c o y gafas re-
te hacia tierras africanas. pués c o n d u c i r á n al p o e t a hacia los d o n d a s , f i n a s . Muy serio, t í m i d o , co-
o t r o s seres q u e c o n s t i t u i r á n la pro- m o si los rasgos m á s s i g n i f i c a t i v o s
Atrás queda Lisboa, el c u e r p o azu-
l o n g a c i ó n de su e x i s t e n c i a y le per- de su p e r s o n a l i d a d i n f a n t i l se hubie-
lísimo, c o m o i n m ó v i l , del río, las in-
m i t i r á n realizar, c o n m á s l i b e r t a d , su ran a c e n t u a d o , d e p u r á n d o s e : la tris-
terminables tardes de j u e g o s : el "pa-
o b r a . " f / origen mental de mis hete- teza, el s i l e n c i o y ¡a m e l a n c o l í a pre-
raíso i n f a n t i l " , d o n d e la vida, hasta
rónimos — d i r á m á s t a r d e — está en valecen y le c o n f i e r e n c o n t o r n o s eté-
e n t o n c e s , había t r a n s c u r r i d o c o m o
mi tendencia orgánica y constante a reos a su p r e s e n c i a .
un sueño sosegado. A los siete años
la despersonalización y a la simula- En su interior vibran d o s e x i s t e n -
(Fernando Pessoa había nacido en ju-
ción" (3). c i a s d i s t i n t a s : una, d e t e r m i n a d a por
nio de 1888) parece c o n c l u i r una in-
f a n c i a sin d u d a muy breve y c o l m a - i En 1901 se p r o d u c e un a c o n t e c i - su c o n d i c i ó n de p o r t u g u é s ; otra, de-
da de s u c e s o s d r a m á t i c o s que dejan m i e n t o relevante: viaja a Portugal, rivada de un p r o c e s o de i d e n t i f i c a -
hondas heridas donde permanecerá un año al lado de ción cultural diferente, acaecido du-
su tía-abuela preferida: una mujer do- rante el transcurso de su vida en Dur-
LA OTRA CIUDAD tada i n t e l e c t u a l m e n t e y p o s e e d o r a bán: se siente soto, aislado,
de u n a e x t r a o r d i n a r i a p e r s o n a l i d a d , incomprendido.
La permanencia en Durbán durará a f i c i o n a d a a la l i t e r a t u r a e i n c l u s o
diez años, durante los cuales la fami- poetisa ocasional. De este tiempo da- RUPTURA y RENOVACION
lia crecerá y el p o e t a t e n d r á o p o r t u - ta su p r i m e r c o n t a c t o c o n la poesía
nidad de a s i m i l a r no s ó l o el i d i o m a p o r t u g u e s a . Con este equipaje p s i c o l ó g i c o se en-
inglés, s i n o t a m b i é n u n a nueva cul- L u e g o , de nuevo en D u r b á n , s u f r e n t a a la vida literaria de Lisboa.
tura, i n f l u e n c i a d a por la p r e s e n c i a evolución intelectual se c u m p l i r á c o n Sus p r i m e r o s a r t í c u l o s , " L a Nueva
inglesa. rapidez. Sus l e c t u r a s se t o r n a n m á s Poesía P o r t u g u e s a " y " R e i n c i d i e n -
En esta é p o c a lee Pickwick Papers c o m p l e j a s : Keats, T e n n y s o n , Ben d o " (defensa reiterativa del anterior),
de Dickens y casi al m i s m o t i e m p o J o n s o n y Poe, B y r o n , M i l t o n y Pope, escandalizan. En e l l o s a n u n c i a el ad-
aparece Alexander Search, un perso- Shelley y W o r d s w o r t h . En vano inten- v e n i m i e n t o de un " s u p r a - C a m o e s " ,
naje interior s e m e j a n t e a o t r o , crea- ta escribir, pero el c a m i n o parece ha- de un p o e t a nacional ú n i c o que ha-
d o en L i s b o a {Chevalier de Pas), c o n ber s i d o d e s c u b i e r t o . D e s p u é s , no brá de e s t r e m e c e r la l i t e r a t u r a seña-

FOLIOS
18
P E S S O A
1
lando nuevas p o s i b i l i d a d e s para la p o e m a ( t u r t i y l e n t o , avasallante) evo- s i c i o n e s más r e v o l u c i o n a r i a s en
poesía p o r t u g u e s a . ca a ratos al W h i t m a n de Canto a mí c u a n t o a s u s a l c a n c e s f o r m a l e s . Por
S i m u l t á n e a m e n t e — u t i l i z a n d o co- mismo , pero de i n m e d i a t o el abani- su parte, Ricardo Reis c o n s t i t u y e el
mo pretexto la d e f e n s a del saudo- co se c o n t r a e y la r e f l e x i ó n , la m e d i - punto de e q u i l i b r i o : sus odas, plenas
sismo— c o n s t r u y e t o d o un d i s c u r s o t a c i ó n a n g u s t i o s a (en el m e j o r e s t i l o de resonancias c l á s i c a s , s i m b o l i z a n
l ó g i c o , sólido e i n c u e s t i o n a b l e , c u y o de la poesía m e t a f í s i c a inglesa) pa- el lugar donde será posible descubrir
o b j e t i v o verdadero es la e x p o s i c i ó n rece abrasar al poeta, o b l i g á n d o l o a la confluencia de las dos fuerzas con-
de sus ideas y la d e m o l i c i ó n de los detenerse, a s u m e r g i r s e en sí m i s m o trarias anteriores.
puntos de apoyo tradicionales de esa y a interrogarse sobre Dios y el sen- F i n a l m e n t e , la poesía e s c r i t a por
escuela, basada en el s e n t i m i e n t o de t i d o de la vida. El e s c e p t i c i s m o y su Fernando Pessoa, f i r m a d a c o n su
la saudade y la añoranza del pasado. espíritu c o n t r a d i c t o r i o (que lo llevan propio nombre, se presenta c o m o un
Se produce así la ruptura c o n la co- de uno a o t r o e x t r e m o s i n claudicar) d e s p l i e g u e de ese m u n d o interior en
rriente literaria de m o d a y se abre el se hacen p r e s e n t e s a lo largo de un el cual prevalecen los valores del in-
c a m i n o de la r e n o v a c i ó n . lenguaje riguroso cuyo propósito fun- t e l e c t o y de la i m a g i n a c i ó n . Su ver-
Después vendrá el e n c u e n t r o c o n d a m e n t a l parece ser u n a e s t é t i c a so será rimado, t r a d i c i o n a l y de im-
iVlario de Sé Carneiro y las t e r t u l i a s ' d o n d e la d e m o l i c i ó n de a n t i g u o s có- pecable s o n o r i d a d . Los cuatro repro-
de café que habrán de i m p u l s a r la d i g o s y la i n s e r c i ó n de la d u d a sean d u c e n la obra de Fernando Pessoa,
aparición de Orpheu. Ya para e n t o n - • los i n s t r u m e n t o s del c o n o c i m i e n t o . t a n t o su poesía c o m o su p o é t i c a , y
ces, el grupo de artistas que habría Pero habrá de ser Alvaro de Cam- la revista Athena, p u b l i c a d a por el
de c o n f o r m a r la revista estaba c o m - pos quien mejor refleje la i n q u i e t u d p o e t a en 1924, en Lisboa, se encar-
pleto: A l m a d a Negreiros (el p i n t o r y e x i s t e n c i a l de Pessoa. Su poesía, de gará de recoger casi t o d o s los poe-
poeta), Luis de fwlontalvor, Ronaid verso libre, c o m p e n d í a l o s ecos m á s mas de sus h e t e r ó n i m o s .
Can/alho, A n t o n i o Ferro y Raúl Leal. i n t i m l s t a s del poeta, que expresan Ya en 1927, para sorpresa propia,
Pessoa y Sá Carneiro (brillante escri- con s o l t u r a y a u d a c i a lo que c o n s t i - c o m i e n z a a ser c o n s i d e r a d o maestro
tor cuyo suicidio prematuro en París, tuye la e s e n c i a de su p e r s o n a l i d a d . por las g e n e r a c i o n e s más jóvenes
a la edad de 25 años, golpeará violen- C a m p o s será la cara h u m a n a , el per- agrupadas en la revista Presencia: co-
tamente al poeta) serán los ideólogos fil donde la emotividad de Pessoa es- labora con ella y organiza su obra — a
de la revista. Orpheu representará el talle y se e x p r e s e c o n mayor nitidez. instancia de los editores— con inten-
m o m e n t o más l u m i n o s o del moder- La poesía de C a m p o s resulta la m á s c i o n e s de p u b l i c a r l a . En 1930, al ter-
nismo portugués. Sus ú n i c o s d o s nú- cercana al m o d e r n i s m o . Escrita en un minar la Primera Guerra, la s i t u a c i ó n
meros, publicados en 1915, producen lenguaje brillante, lleno de r u p t u r a s e c o n ó m i c a c a m b i a radicalmente en
una t r e m e n d a s a c u d i d a en la L i s b o a de s i n t a x i s e i m á g e n e s d e s c o n c e r - Lisboa: se abren o p o r t u n i d a d e s de
de aquel t i e m p o (ciudad de c o s t u m - t a n t e s , es la que plantea las propo- trabajo y el p o e t a atraviesa una épo-
bres provincianas, preocupada por la ca de bonanza q u e no experimenta-
escasez e c o n ó m i c a a c a u s a de la Ullima fotografía de Pessoa, tomada ba d e s d e hacía m u c h o t i e m p o .
Guerra (Mundial en la que Portugal in- por A. Ferreira Gomes.
tervenía) y no era para menos: sus pá- No o b s t a n t e , su p r o c e s o de aisla-
ginas presentan ideas c o h e r e n t e s y m i e n t o p r o s i g u e . A u n c u a n d o parti-
novedosas, un s i s t e m a de pensa- c i p a en r e u n i o n e s de café, sus inter-
miento sólido y destilan humor y una v e n c i o n e s orales son escasas y, po-
acida ironía. c o a p o c o , el c o n s u m o del alcohol va
m i n a n d o su o r g a n i s m o . Por las no-
c h e s , c o m p l e t a m e n t e e b r i o y solo,
LOS HETERONIMOS d e a m b u l a por las calles de Lisboa.
El 28 de n o v i e m b r e de 1935, victi-
En 1914 comienzan a aparecer los pri- m a d o un c ó l i c o hepático, es interna-
meros poemas f i r m a d o s por s u s he- do en un h o s p i t a l , y dos días más tar-
terónimos. Estos difieren de los seu- de deja de existir, en Lisboa, muy cer-
d ó n i m o s porque "tienen una existen- ca de la c a s a de su primera infancia,
cia interior real y poseen una expre- c o m o si c o n su m u e r t e se hubiese
sión literaria concreta y definida " (4). c u m p l i d o el retorno al "paraíso per-
Alberto Caeiro, el m a e s t r o , será el dido" •
autor de El guardador de rebaños,
una larga c o m p o s i c i ó n donde el poe-
ta despliega toda su c o n c e p c i ó n mo- 1. Fernando Pessoa, Obra Poética, Edi-
dernista recurriendo a a r t i f i c i o s poé- ción bilingüe. Tomo I, Libros Río Nuevo,
t i c o s diversos, irrumpiendo con fuer- España 1981, p,71.
za y desparpajo c o n t r a el s o p o r de la 2. Op. cit., p. 101.
poesía en boga durante a q u e l l o s 3. Op. cit., p. 282.
años. El p o e m a v i o l e n t a m o l d e s for- 4. op. cit., p. 267.
males, se d e s b o r d a , fluye t o r r e n c i a l -
mente, mientras a su paso se desmo-
ronan m i t o s y se f o r m u l a u n a ó p t i c a
existencial alejada de c u a l q u i e r c o n -
c e s i ó n . En c i e r t o m o d o , el t o n o del
TTrm
APLAZAMIENTO
Alvaro de Campos

Pasado mañana, s(, sólo pasado mañana...


Me pondré mañana a pensar en pasado mañana,
Y asi será posible: pero hoy no...
No, hoy nada; hoy no puedo.
La persistencia confusa de mi subjetividad objetiva,
El sueño de mi vida real, intercalado,
El cansancio anticipado e infinito,
Un cansancio de mundos para tomar un tranvía...
Esta especie de alma...
Sólo pasado mañana...
Hoy quiero prepararme,
Quiero prepararme para pensar mañana en el día siguiente...
El es el decisivo.
Tengo ya trazado el plan; pero no, hoy no trazo planes...
Mañana es el día de los planes.
Mañana me sentaré al escritorio para conquistar el mundo;
Pero sólo conquistaré el mundo pasado mañana...
Tengo ganas de llorar.
Tengo ganas de llorar mucho de repente, de adentro...

No, no traten de saber nada más, es secreto, no lo digo.


Sólo pasado mañana...
Cuando era niño el circo del domingo me divertía toda la semana.
Hoy sólo me divierte el circo del domingo de toda la BIBLIOGRAFIA
semana de mi infancia...
CRESPO, Angel: Antología de la Poe-
sía Portuguesa Contemporánea. To-
Pasado mañana seré otro m o s I y II, C o l e c c i ó n " L o s P o e t a s " ,
mi vida será un triunfo, E d i c i o n e s Júcar, Barcelona, España,
Todas mis cualidades reales de inteligente, leído y práctico 1982.
Serán convocadas por un edicto...
Pero por un edicto de mañana... PESSOA, F e r n a n d o : Obra Poética.
Hoy quiero dormir, redactaré mañana... Organizacao, I n t r o d u c a o y N o t a s de
Por hoy ¿cuál es el espectáculo que repetirla mi infancia? María Alíete Galhoz, Río de J a n e i r o ,
Para comprar las entradas mañana, C o m p a n h i a A g u i l a r Editora, 1965.
Porque pasado mañana es cuando está bien el espectáculo...
PESSOA, F e r n a n d o ; Obra Poética.
Antes no... E d i c i ó n b i l i n g ü e . T o m o s I y II, Libros
Pasado mañana adoptaré la pose pública que mañana Rfo N u e v o , España, 1981.
estudiaré.
Pasado mañana seré finalmente lo que hoy no puedo PESSOA, Fernando: Poemas, Selec-
nunca ser c i ó n , t r a d u c c i ó n y p r ó l o g o de Rodol-
Sólo pasado mañana. fo A l o n s o , C o m p a ñ í a General Fabril
Tengo sueño como el frío de un perro vagabundo. Editora, B u e n o s Aires, 1972.
Tengo mucho sueño.
K O V A D L O F F , Santiago: Poesía Con-
Mañana te diré las palabras, o pasado mañana...
temporánea de Portugal, M o n t e Avi-
Si, tal vez sólo pasado mañana...
la E d i t o r e s , Caracas, 1980.

El porvenir... VAZQUEZ CUESTA, Pilar: Poesía Por-


Sí, el porvenir... tuguesa actual, M a d r i d , 1976.

FOLIOS
20
RESONANCIAS
Fierre Reverdy, Antología poética
Monte Avila, 1985.

Aparece la "Antología poética" de


Pierre Reverdy (Monte Avila Edito-
res) con selección y versión de Al-
fredo Silva Estrada. E l encanto o la
seducción que impele a leer e s t a
traducción e s que l o s p o e m a s del
gran Reverdy parecen e s c r i t o s e n
nuestro idioma; tal e s la flexibilidad
que Silva Estrada —flexibilidad
después de mucfto tiempo de
trabajo— tía c o l o c a d o en la difícil
tarea de verter un idioma a otro idio-
ma. Con la frase de Reverdy "escri-
bir el más bello poema del mundo"
comienza la introducción del poe-
ta venezolano. Y e s incitante e s t a
frase porque todo poeta auténtico
d e s e a crear el más bello mundo
lírico...

{Ida GTamcko, El Nacional. 1-IX-85)

CLAUDE SIMON
Federico R i u , Vida e historia en
Ortega y Gasset, Monte A v i l a ,
198S.
Premio Nobel de Literatura 1985
E s t a b a ocupado, en vísperas de
AI publicar dos novelas claves en
presentar el seminario que, sobre EL OFICIO DE NOVELISTA
Ortega y la introducción cultural en la obra de Claude Simón (La
el siglo XX, fie de dirigir a partir del
consagración de la primavera, en

T
mes de octubre e n el Centro José
Ortega y G a s s e t , c u a n d o me llegó 1969, y Gulliver, un año más E N G O la i m p r e s i ó n d e haber
c o n t e s t a d o m u y m a l , el o t r o
el pequeño libro Vida e historia en
tarde), Monte Avila se anotó la día, a s u s p r e g u n t a s . Lo cual es
Ortega y Gasset, de Federico Riu.
Hasta h a c e poco tiempo a p e n a s primicia de ofrecer a los lectores m u y l a m e n t a b l e , p u e s se referían a
había, en cuanto a la filosofía estric- de lengua española la posibilidad p u n t o s i m p o r t a n t e s d e m i t r a b a j o (...)
tamente dicha de Ortega, sino los
extremos: s u s detractores, que le de conocer a un gran narrador, U s t e d m e p r e g u n t ó : "¿Por q u é
a b a n d o n a la h i s t o r i a , la a n é c d o t a ? "
negaban el pan y la s a l filosóficos, hoy aclamado en el mundo entero. A n t e t o d o , ¿qué es lo que usted lla-
y tos, a s u modo, no m e n o s e s c o -
iásticos s e g u i d o r e s , que seguían Premio Nobel de Literatura 1985, m a una " h i s t o r i a " , u n a " a n é c d o t a " ?
afirmando la prioridad filosófica de I Simón entra así a formar parte El p e r s o n a j e d e Corps conducteurs
las Meditaciones del Quijote c o n recorre u n a c a l l e , hace un largo viaje
respecto a Heidegger. E n la oca- —junto con Karl von Frisch (Los en a v i ó n , pasa una n o c h e c o n una
sión, reciente, del centenario apa- insectos dueños del mundo), Alfred m u j e r que rompe con é l , visita un mu-
recieron libros importantes y muy seo, a s i s t e a un c o n g r e s o de e s c r i t o -
diferentes... Un poco rezagado pa- Kastier (Esta extraña materia) y
res, se m e t e en la selva m a r c h a n d o
ra la celebración, pero siempre e s P.B. Medawar (El arte de lo c o n una c o l u m n a . . .
tiempo, aparece ahora éste, más
convincente e n s u afirmación que soluble)— de los autores de Monte Me parece que e s o es bastante pa-
en s u negación (...) Avila premiados con el prestigioso ra a l g u i e n que q u i e r a e n c o n t r a r los
e l e m e n t o s de una " h i s t o r i a " , d e u n a
La tarea de Federico Riu ha con- galardón sueco. "anécdota"...
sistido en releer el texto directa-
mente, s i n cristal de color inter-
Los siguientes fragmentos, Otra c o s a m á s : c r e o que c o n la no-
puesto, y ver por de pronto lo que aparecidos en el diario Le Monde vela se e s t á p r o d u c i e n d o en el p ú b l i -
no dice, pero para en seguida ver lo
que dice, que e s , a s u juicio, tan im-
el 19 de octubre del presente año, c o un m a l e n t e n d i d o s i m i l a r al que se
p r o d u j o c o n r e s p e c t o a la p i n t u r a en
portante que permite dar, por fin, a pertenecen a una correspondencia la s e g u n d a m i t a d del s i g l o d i e c i n u e -
Ortega "el justo y tranquilo puesto
que le corresponde en ta historia de
que el propio Simón, en 1971, al ve. En e f e c t o , e n t o n c e s se c o n s i d e -
la filosofía"... publicarse Corps conducteurs, hizo raba c o m o " g r a n p i n t u r a " a la d e te-
m a s h i s t ó r i c o s o a n e c d ó t i c o s (El jui-
llegar a ese periódico francés con cio de París, Josué deteniendo el sol.
(José Luis L. Aranguren, El Pais, Madrid,
11X-85) el fin de precisar su posición ante Las tjodas de Cana, La muerte de Sar-
el oficio de novelar. danápalo, e t c . . ) o incluso intimistas

FOLIOS
21
(como por e j e m p l o la inefable Peti-
ción de mano de Greuze, ampliamen-
te d e s c r i t a por Diderot), y se t e n i a a C l a u d e Simón, n a c ^ el 10 d e octu- 1936 parte a España, llevado por s u
la " t i u m i l d e " naturaleza muerta c o m o bre de 1913 en Tananariva (Mada- simpatía hacia tos republicanos e s -
un género menor. gascar), donde s u padre era oficial pañoles. C a e preso en 1940, logra
de las tropas coloniales. S e crió en e s c a p a r s e y regresa a Perpiñán.
Perpiñán (Francia) en la c a s a de s u Después de la Liberación, s u vida
"Si quieres ser pintor..." familia y en la propiedad que sigue s e confunde c o n s u obra. E n 1940,
Poco a p o c o , sin e m b a r g o , se llegó siendo s u y a en S a l s e s (Pirineos). C l a u d e Simón, que no mezcla la li-
a entender q u e los grandes t e m a s Hizo s u s estudios c o m o interno en teratura y la política en s u s novelas,
o b l i g a t o r i o s no eran de h e c h o m á s el Colegio S t a n i s l a s de París. M á s firmó el "Manifiesto de los Ciento
que temas o, si se prefiere, pretextos; tarde s e interesó por la pintura. E n veintiuno".
que U c c e l l o , Veronés o Delacroix no
" r e p r e s e n t a b a n " la Batalla de San
Romano, Las bodas de Cana o La lle- novela puede { i p e r o s i e m p r e c o n claridad el o t r o día. D i s c ú l p e m e : no
gada de los cruzados a Constantino- cuánto sarcasmo!) presentarse c o m o poseo el d o n de la palabra (probable-
pía, s i n o que " p r e s e n t a b a n " (o de- lo que es, o sea, s e g ú n la l l a m a t i v a mente sea ésa la razón por la cual es-
cían) " r e a l i d a d e s " p r o p i a m e n t e pic- f ó r m u l a de Jean R i c a r d o u , ya no " e l c r i b o : " S i quieres ser p i n t o r — d e c í a
tóricas, tales c o m o ciertas relaciones relato de u n a aventura, s i n o la aven- M a t i s s e — , jempíeza por c o r t a r t e la
entre líneas y colores; y que eran pre- t u r a de un r e l a t o " . lengua!")... •
c i s a m e n t e esas " r e l a c i o n e s " ("Los Esto es lo que no s u p e decirle c o n
perfumes, los c o l o r e s y los s o n i d o s
se corresponden...") lo que c o n s t i t u í a
el verdadero tema de sus cuadros.
Hoy en día (no sin antes haberse
dado la escandalizada r e s i s t e n c i a De Luis Beltrán Prieto Figueroa
que c o n o c e m o s ante los impresionis-
M a e s t r o d e M a e s t r o s
tas, Cézanne, los cubistas...) se ad-
mite por fin que eso era la pintura, es
decir, esas r e l a c i o n e s , y no l a
anécdota-pretexto (creo que ahora
sólo los s o v i é t i c o s s i g u e n c r e y e n d o
que un cuadro debe " r e p r e s e n t a r " a
Lenin inaugurando un c o n g r e s o de
soviets, o la llegada de los t r a c t o r e s
al Koljós...). A nadie se le o c u r r i r í a
hoy, so pena de hacer el ridículo más
grande, pretender que las tres man-
zanas, el c o n f i t e r o y el jarro p u e s t o s
sobre la mesa de c o c i n a , de Cézan-
ne, s o n , c o n respecto por e j e m p l o al
Rapto de las Salciñas, m u e s t r a de un
género menor. Más aún: lo q u e ahí
p o d e m o s ver mejor que en c u a l q u i e r
otra parte, por hallarse d e s p e j a d a de
t o d a c o b e r t u r a a n e c d ó t i c a , es la pin-
tura m i s m a , en su estado puro, o sea
ciertas relaciones de una p e r f e c c i ó n
s u b l i m e entre los verdes, los g r i s e s ,
los azules, los blancos, las líneas rec-
tas y las curvas que se hallan en

Principios
correspondencia.

Por eso, en c i e r t o s e n t i d o , la lite-


ratura tiene en nuestros t i e m p o s
unos cien años de retraso c o n res-
generales
pecto a la p i n t u r a : hace t i e m p o q u e
ésta, para ser respetada, no necesi-
de la educación
Para t o d o s aquellos padres y • C o m p r e n d e r y aplicar mejor
ta justificarse con el pretexto de ilus-
educadores- q u e confian e n la los principios p e d a g ó g i c o s
trar un gran h e c h o (recordemos las e d u c a c i ó n c o m o instrumento
pobres y anodinas " c o m p o s i c i o n e s " • Concebir cabalmente la
para transformar la vida
de títulos bíblicos o m i t o l ó g i c o s que relación entre e d u c a c i ó n y la
h u m a n a , el Maestro Prieto
Corot e j e c u t a b a — ¡ é s a es la pala- cultura nacional.
e x p o n e sus p u n t o s de vista e n
b r a ! — para los Salones basado en materia educativa e indica el • Mantener una línea personal
sus admirables " p e q u e ñ o s " boce- c a m i n o para: de perfeccionamiento
tos), m i e n t r a s que hace aún muy po- sistemático d e s p u é s d e
co t i e m p o , gracias a los gigantes que * Ftírmar la personalidad de
abandonar las aulas.
nos precedieron (Proust, Joyce...), la cada niño

FOLIOS
22
NO V E D A D E $
1
Las Páginas Con títulos^y autores ya
reconocidos, como Julio
dad a la c u l t u r a l a t i n o a m e r i c a n a ; ha-
cer de la sabiduría u n a é t i c a de la vi-
da. Al reseñarlo, Enrique Bernardo

Escogidas Garmendia, Antonio Arráiz,


Arturo Usiar Pietri, Mario
Núñez lo c a l i f i c a b a de " p e n s a d o r " y
e l o g i a b a " s u prosa de mozo s a b i o ,
más sabio en libros que en v i d a " . Pe-
de Juan Vicente Briceño Iragorry y Juan
Vicente González, entre otros,
ro el e n s a y i s t a a d o l e s c e n t e no tenía
t e m p l e para la v a n i d a d . En el prólo-

González reactivamos "Letra Viva",


una de las colecciones más
go m i s m o de su libro reconocía su in-
madurez de e s t i l o , hasta la incorrec-
c i ó n de su s i n t a x i s ; s ó l o d e f e n d í a la
estimadas de Monte Avila h o n e s t i d a d de sus p r o p ó s i t o s .
Editores. " M á s que capital de la R e p ú b l i c a
A las Páginas Escogidas, de parecía del d e s e n g a ñ o v e n e z o l a n o " ,
subrayará cuando escriba su autobio-
Juan Vicente González,
grafía en Regreso de tres mundos
seleccionadas y prologadas por (1959). Caracas, en e f e c t o , iba a ser
Mariano Picón Salas, esta u n a de sus pruebas e s p i r i t u a l e s . El
nuevo vínculo c o n los integrantes de
nueva edición incorpora un
su propia generación, todos llenos de
epflogo de Guillermo Sucre, el g e n e r o s i d a d ; el r e e n c u e n t r o c o n Al-
cual ofrecemos como un berto A d r i a n i y vigilias c o m p a r t i d a s
t r a t a n d o de d i l u c i d a r el d e s t i n o del
adelanto de la obra.
país; las c o n f e r e n c i a s en que el Dr.
Razettí hablaba c o n claridad " c a s i
a t e r r a d o r a " de la vida sexual y los
prejuicios de la sociedad venezolana:
más allá de e s t o s e s t í m u l o s sentía
c o m o un peso m u e r t o la d e c a d e n c i a
del país, f^o era sólo el terror que im-
Retrato del ensayista adolescente ponía Juan V i c e n t e Gómez, s i n o so-
bre t o d o esa e s c i s i ó n m á s p r o f u n d a

C
entre el intelectual y la realidad. A su
uando aparece este v o l u m e n en j a d o r y Frauca pertenece a la arqueo-
espíritu c o m p l e j o e i n q u i s i d o r le írri-
1921, Mariano Picón-Salas tenía logía literaria; su i n g e n u o y hasta
tatja el s e r v i l i s m o de n u e s t r a intelíi-
veinte años y lo rodeaba c i e r t o desmesurado corresponsal de enton-
gentzia. Los había ido c o n o c i e n d o en
aire de precocidad i n t e l e c t u a l . ¿No ces s i g u e s i e n d o u n a de las voces
tertulias: h o m b r e s maduros y cultiva-
vale la pena trazar un poco su retra- m á s vivas de n u e s t r a t r a d i c i ó n . ¿No
d o s que lo c o n o c í a n t o d o y t o d o lo
to de ensayista a d o l e s c e n t e ? s u p o indagar t a m b i é n en la m o d e r n i -
j u s t i f i c a b a n , h a s t a su s u m i s i ó n o re-
A los d i e c i s é i s años había asom- dad, en el espíritu de su t i e m p o ? Bau-
s i g n a c i ó n , c o n a r g u m e n t o s senten-
brado a sus oyentes (don Lisandro Al- delaire, Queíroz, N i e t z s c h e , R o m a i n
c i o s o s . Los venezolanos eran los
varado entre ellos) al disertar en la Rolland, Barbusse y los hispanoame-
d e s c e n d i e n t e s de los héroes cansa-
Universidad de los Andes sobre " L a s ricanos Martí y Darío: en esas l e c t u -
d o s de A y a c u c h o o de las masas ru-
nuevas corrientes del a r t e " . Un año ras j u v e n i l e s se había forjado un al-
rales q u e logró d i r i g i r un Páez y lue-
d e s p u é s publicará o t r o ensayo no ma s u t i l y activa. A u n se le c o n o c í a
go levantar un Z a m o r a . Teníamos,
menos ambicioso, de "crítica s o c i a l " , en M é r i d a p o r s u p a r t i c i p a c i ó n en va-
pues, q u e o s c i l a r entre la a b u l i a y la
t i t u l a d o " E n las puertas de un nuevo rias revistas o en t e r t u l i a s q u e quizá
barbarie. Mejor era a c o m o d a r s e a lo
m u n d o " , que c o n c l u í a a n u n c i a n d o el resultaban escandalosas; y, ya un po-
e s t a b l e c i d o , e j e r c i t a n d o la cortesa-
evangelio de la revolución m o d e r n a : co c o m o c o n c i e n c i a de su grupo, ha-
nía, el i n g e n i o y el d e s d é n . " C o m o
" e l avance o b r e r o " . Al arte y a la so- bía e s c r i t o el p r ó l o g o a Breviario ga-
p r o s c r i t o s de la H i s t o r i a c o n t e m p o -
ciología añadía su c o n o c i m i e n t o de lante y rebelde, libro de p o e m a s de
ránea parecían nutrirse de un m u n d o
la literatura clásica, sobre t o d o la es- su c o m p a ñ e r o A n t o n i o S p i n e t t i Díni.
de frases y a n é c d o t a s . Cada uno de
pañola. En cartas de esa é p o c a regis- A p e n a s d o s años a n t e s había lle- e l l o s pensaba su c h i s t e o su im-
traba entre sus i n é d i t o s el libro La fi- gado a Caracas para proseguir estu- promptu ingenioso para suscitar la ri-
losofía de los clásicos, en el que de- d i o s de Leyes, que p r o n t o le aburri- sa o la a d m i r a c i ó n " . C o m e n t a b a n las
cía estudiar, c o n t o d o su mejor a m o r rían p o r q u e su verdadera v o c a c i ó n paradojas de W i l d e , las frases más
a España, " t a n interesantes persona- era la de e s c r i t o r . Y, c o m o él decía, e x c é n t r i c a s de Bernard Shaw; se ex-
jes en la h i s t o r i a de la i d e o l o g í a es- ¿no había demasiados abogados y le- t a s i a b a n c o n los p o e m a s de Baude-
pañola c o m o Gracián, Saavedra y Fa- g u l e y o s en n u e s t r o país? Hasta pen- laire. T a n t o r e f i n a m i e n t o c o m o para
jardo y el padre F e i j o o " . El m i e m b r o saría que la J u r i s p r u d e n c i a se había no tener q u e enfrentarse al d e s t i n o
de la Real A c a d e m i a de la L e n g u a a c o n v e r t i d o en c i e n c i a c ó m p l i c e del de s u p a í s . " H a b í a p a s a d o —
quien iban d i r i g i d a s esas cartas, no d e s p o t i s m o . En 1920 había publica- p r o s i g u e e n Regreso de tres
se d i g n ó en c o n t e s t a r l e : ¿le parece- d o Buscando el camino, su p r i m e r li- mundos— el t i e m p o en que un Fer-
rían petulantes y p r e t e n c i o s o s sus bro de ensayos, que prefigura una de mín Toro podía hacer frases de s u m o
p r o p ó s i t o s ? Pero hoy d o n J u l i o Ce- las c o n s t a n t e s de su o b r a : darle uni-

FOLIOS
23
coraje cívico al d i c t a d o r J o s é Tadeo leer las Mesenianas d e d i c a d a s a Be-
Ivlonagas, y Juan V i c e n t e González
denunciar los crímenes de la tiranía;
llo y a l o r o c u a n d o m u e r e n : m o d e l o s
de r e c o g i m i e n t o sin p a t e t i s m o , de
CIAVES
el t i e m p o en que se l u c h a b a por la li- s e n s i b i l i d a d sin a s p a v i e n t o s ni feti-
Blancanieves también e s una estú-
bertad y la organización civil de la c h i s m o s , capaz de c o m p r e n d e r la
pida tontica que acepta la primera
República". grandeza. Su c o n c i e n c i a de la moder- manzana que le ofrecen, aun cuan-
En esta atmósfera aparecen las Pá- nidad ¿no recuerda a Baudelaire? do s e le previno severamente de
ginas escogidas de Juan Vicente Gon- " C a d a é p o c a t i e n e su e x p r e s i ó n lite- que no s e tiara de nadie. C u a n d o
zález ¿No era un reto y una clara res- raria particular, c a m i n o s que m á s los siete enanos aceptan darle hos-
puesta al a p o c a m i e n t o intelectual ama, géneros que cultiva de preferen- pedaje, los roles s e recomponen:
que nuestro ensayista a d o l e s c e n t e cia, según el grado de perfección so- ellos Irán a trabajar, y ella les ten-
conoció al vivir en Caracas? Ya no era cial y el ardor de las i l u s i o n e s o drá la c a s a en orden, remendará, ba-
c r e e n c i a s , el j u e g o de los intereses rrerá, cocinará y esperará s u retor-
sólo el m u c h a c h o e r u d i t o o erudito-
p ú b l i c o s , la c u r i o s i d a d , el g u s t o , la no, t a m b i é n ella vive c o m o el aves-
so que creía poder hablar de todo con
• p a s i ó n , la m o d a " , d i j o en un a r t í c u l o truz, c o n la c a b e z a en la arena, la
fácil versatilidad. Se le ve ahora ilu- única cualidad que s e le r e c o n o c e
minado por una pasión más intensa, de 1865. Su busca de una e n t o n a c i ó n
e s s u belleza, pero visto que ser be-
que formaba parte de su memoria. En más anímicamente criolla en nuestro
llo e s un don de la naturaleza y no
sus años de Mérida había oído c o m o lenguaje literario, ajena al a t i l d a d o
un efecto de la voluntad del Indivi-
un c u e n t o de la t r a d i c i ó n la h i s t o r i a purismo, ¿no llega incluso a recordar duo, e s t o tampoco le hace ningún
de los años h e r o i c o s de la Repúbli- las ideas del B o r g e s juvenil? En o t r o honor. Siempre s e encuentra en s i -
ca, en la que sus p r o p i o s antepasa- a r t i c u l o de 1860 e s c r i b i ó : " Q u i s i é r a - tuaciones difíciles, y para salir de
dos fueron protagonistas ejemplares. m o s tener hoy un lenguaje i m p e t u o - e l l a s c o m o siempre, interviene un
¿No recordaba i g u a l m e n t e sus tem- so, al uso de las c i r c u n s t a n c i a s , des- hombre, el Príncipe Azul, que indu-
pranísimas lecturas de J.V. Gonzá- c u i d a d o , pero lleno de p e n s a m i e n t o s dablemente s e casará con ella.
lez? Al llegar a Caracas en 1919 ha- f u e r t e s , de g r i t o s de rabia, trivial y C e n i c i e n t a e s el prototipo de las
p r o f u n d o , capaz de herir en t o d a la virtudes domésticas, de la humil-
bía empezado a e s c r i b i r una suerte
R e p ú b l i c a hasta a las almas i n d o l e n - dad, de la paciencia, del servilismo,
de diario que t i t u l ó " L i b r o de n o t a s " : del " s u b d e s a r r o l l o de la concien-
impresiones, anécdotas, reflexiones, tes y frivolas, hasta a los corazones
c i a " , pero no e s muy diferente de
pero sobre t o d o t r a n s c r i p c i o n e s de egoístas".
los tipos femeninos d e s c r i t o s en
pasajes t o m a d o s a los escritores que los actuales libros de texto para las
Ya hoy t e n e m o s , sin d u d a , selec-
e n t o n c e s más a d m i r a b a ; entre e l l o s e s c u e l a s primarías y en la literatu-
c i o n e s y e d i c i o n e s c o m p l e t a s de
sólo figuraba un venezolano: J.V. ra Infantil.
J u a n V i c e n t e González q u e son m á s
González. En la nota que precede a
a c a d é m i c a m e n t e p u l c r a s . La q u e hi- Elena Glanini Belotll, A lavor de las ni-
las Mesenianas, en esta e d i c i ó n , se- A«s, Monte Avila, 1978
zo un e n s a y i s t a de veinte años que
rá fiel a t o d o ese pasado. " Y o las
se llamaba Mariano Picón-Salas nos
quiero m u c h o — d i c e — porque fue-
: c o n m u e v e más, aun c o n s u s defec-
ron ellas, en una vieja e d i c i ó n de la
tos y d e s c u i d o s . Quizá c u e n t a la fe-
Revista Literaria, en mi c a s o n a de
provincia, las que me revelaron a los
liz c o i n c i d e n c i a entre un gran prosis-
ta y o t r o que lo iba a ser, a u n q u e c o n
RESONANCIAS
doce, a los catorce años, aquella for-
un e s t i l o tan d i s t i n t o . Aparte de que
midable patria que dio un C o n g r e s o
esa c o i n c i d e n c i a se llama t a m b i é n
de 1830 y una C o n v e n c i ó n de 1858".
d e s t i n o , hay o t r o f a c t o r más s i g n i f i -
c a t i v o . La s e l e c c i ó n , el p r ó l o g o y las G u i l l e r m o D. M á r q u e z , La econo-
Páginas escogidas era la primera mía venezolana en la década de
notas del i n c i p i e n t e e n s a y i s t a toda-
visión y valoración global que se ha- los setenta. Monte Avila, 1985.
: vía t i e n e n algo e j e m p l a r en este t i p o
cía de la obra de J.V. González. El pró-
j de e d i c i o n e s , en q u e la e s t u l t i c i a se
logo y las notas c o n t r i b u í a n a dar C i r c u l a la s e g u n d a edición de la
, cubre de laboriosa m i n u c i a , o en que
más relieve a esa obra, ofreciendo de tAra de Guillermo D. Márquez
las p r e t e n s i o n e s t e c n i c i s t a s se vuel- — e c o n o m i s t a , investigador y pro-
ella una imagen vivaz que quería ser
ven t e d i o s o s m a z a c o t e s verbales. • fesor universitario de prestigio— ti-
tanibién ejemplar. T o d o lo realizaba
un ensayista de veinte años que no tulada " L a Economía Venezolana
sólo sabía escribir con elegancia has- en ta Década de los S e t e n t a " , c o n
el sello editorial de Monte Avila. S e
ta en sus d e s c u i d o s , c o n nitidez e
trata de una excelente actualiza-
i m a g i n a c i ó n verbal, s i n o q u e igual-
ción informativa y analítica sot>re la
mente tenía el don de i n t u i r lo esen- coyuntura económica det pais en
cial. Decía de la Biografía de José Fé- l o s últimos años, precisamente el
lix Ribas que era un equivalente " e n período de mayor Interés para com-
n u e s t r a h i s t o r i a i n t e l e c t u a l a lo q u e prender lo que p a s a en el presente
el Facundo en las letras a r g e n t i n a s " . y lo que probablemente pasará en
¿No es una a p r e c i a c i ó n certera? •I futuro próximo. R e c o m i e n d o s u
Igual p r e c i s i ó n lo asistía al c o n s i d e - toctura.
rar a J.V. González c o m o el más gran-
de " p r o s a d o r " r o m á n t i c o y la c o n - (D.F. Maza Zavala, B Nacional. 15-IX-85V
c i e n c i a más m o d e r n a en la l i t e r a t u r a
venezolana del s i g l o XIX. Bastarla

FOLIOS
24
[ A N T I C I P O S
3
Pierre Boulez
vado m u c h a s veces que los m ú s i c o s E s t r u c t u r a e s u n a d e las palabras
e s c o g e n s u s t e x t o s m á s por el t e n o r de n u e s t r a é p o c a . Creo que si debe
poético que por la calidad del poema. haber c o n e x i ó n e n t r e poesía y m ú s i -
No deja d e a t r i b u i r s e este d e s c o n o - I ca, es a esta n o c i ó n d e e s t r u c t u r a
entre la música c i m i e n t o de la c a l i d a d p o é t i c a a fal- i q u e p o d e m o s apelar c o n mayor e f l -

y la palabra
ta d e c u l t u r a , en ciertas o c a s i o n e s ; cacia; y pienso desde las estructuras
evidente; pero t a m b i é n se ha explica- ; m o r f o l ó g i c a s básicas hasta las es-
do q u e las razones d e l m ú s i c o en la I t r u c t u r a s de d e f i n i c i ó n más vasta. Si
e l e c c i ó n d e tal o cual t e x t o no c o i n - ¡ e l i j o un poema para convertirlo en al-
c i d e n n e c e s a r i a m e n t e c o n el m a y o r ! g o m á s que el p u n t o d e partida de
o m e n o r valor literario d e este t e x t o . ' u n a o r n a m e n t a c i ó n que tejerá e s t o s
Mi p r o p ó s i t o no es analizar las re- ; a r a b e s c o s alrededor d e é l , si eüjo el
A partir de la revolución musical laciones c o m p l e j a s que m a n t i e n e n : p o e m a para instaurarlo c o m o f u e n t e
de i r r i g a c i ó n de m i m ú s i c a y crear a
que propusieron a principios de los valores m u s i c a l e s y los valores
p o é t i c o s ; q u i e r o s i m p l e m e n t e recor- \r d e este h e c h o una a m a l g a m a
siglo los "tres vieneses": : tal que el p o e m a es " c e n t r o y ausen-
dar h a s t a qué p u n t o ciertas f o r m a s
Schonberg, Berg y Webern, Pierre de e x p r e s i ó n ligan i n t r í n s e c a m e n t e c i a " del cuerpo sonoro, no puedo, en-
Boulez, el conocido director de estos d o s f e n ó m e n o s : s o n i d o y pala- t o n c e s , l i m i t a r m e s o l a m e n t e a las re-
laciones afectivas que mantienen es-
orquesta y compositor, realiza un bra. ¿ S i g n i f i c a e s t o d e c i r q u e la evo-
tas d o s e n t i d a d e s . Un t e j i d o d e c o n -
l u c i ó n del lenguaje c o r r e s p o n d e a
profundo y controversial análisis de una e v o l u c i ó n s i m i l a r de la m ú s i c a ? j u n c i o n e s se impone, el cual compor-
la música contemporánea, el cual No m e parece p o s i b l e afirmar que el ta, entre o t r a s , las relaciones afecti-
vas, pero que e n g l o b a además t o d o s
pondremos próximamente en p r o b l e m a se plantea en los t é r m i n o s
I los m e c a n i s m o s del poema, desde la
de un s i m p l e paralelismo. Es casi su-
circulación. perfluo recordar que la evolución m u -
Traducido al español por Jorge sical i m p l i c a antes que nada concep-
Musto, Hacia una estética musical c i o n e s t é c n i c a s y que c o m p r e n d e
m o d i f i c a c i o n e s i m p o r t a n t e s del vo-
mantiene ese tono propio del cabulario y de la sintaxis, mutaciones
polémico compositor francés, m u c h o más radicales que las que po-
"enfant terrible" de la música de drá sufrir n u n c a el lenguaje. Pero, in-
d u d a b l e m e n t e , sobre t o d o d e s d e f i -
este siglo. nes del s i g l o ú l t i m o , las grandes co-
rrientes poéticas tienen una fuerte re-
s o n a n c i a sobre el desarrollo e s t é t i c o
de la m ú s i c a . La t é c n i c a m u s i c a l e s
de tal m o d o e s p e c í f i c a que descarta,
automáticamente, toda influenciadi-
recta. Puede observarse q u e los poe-
SONIDO Y PALABRA tas q u e han trabajado s o b r e el len-

S
guaje propiamente d i c h o son los que
e a d m i t e g e n e r a l m e n t e q u e la i m p r i m e n s o b r e el m ú s i c o la h u e l l a
e v o l u c i ó n d e la m ú s i c a ofrece más visible; evidentemente, acuden
un serio retardo c o m p a r a d a c o n i n m e d i a t a m e n t e al e s p í r i t u l o s n o m -
la de o t r o s m e d i o s d e e x p r e s i ó n ; se bres d e Mellarme m á s que R i m b a u d ,
llegan a establecer correspondencias de J o y c e más bien que Kafka. Llega-
precisas que tienden a probar que es- ríamos asi a una c l a s i f i c a c i ó n
te retardo es u b i c a b l e en un interva- — bastante f l e x i b l e , para d e c i r
lo de t i e m p o d e f i n i d o . Si c o n la pin- v e r d a d — q u e d i v i d e las i n f l u e n c i a s
tura las c o r r e s p o n d e n c i a s s o n forzo- p r e c i s a s , d i r i g i d a s y tas i n f l u e n c i a s
samente lejanas, n o s u c e d e lo m i s - d i f u s a s , por o s m o s i s . Esto no s i g n i -
m o c o n la poesía. Esta ú l t i m a t i e n e f i c a que la primera de las d o s cate-
una parte ligada con l a m ú s i c a o , por gorías s e a m á s i m p o r t a n t e u opere
lo m e n o s , un d o m i n i o d e la m ú s i c a más p r o f u n d a m e n t e que la s e g u n d a :
reposa sobre el e m p l e o del elemen- es la m a n e r a de a c t u a r lo que d i f i e -
to vocal. Sin tener en c u e n t a la per- re. En un caso, ciertas a d q u i s i c i o n e s
m a n e n c i a del fiecfio t e a t r a l , la m ú s i - pasan d e u n a f o r m a d e lenguaje a
ca siempre se ha e n f r e n t a d o a la pa- otra s u f r i e n d o u n a t r a n s f o r m a c i ó n
labra. Para no citar s i n o e j e m p l o s de necesaria; en el otro caso, ta relación
nuestra tradición o c c i d e n t a l más cer- es i n f i n i t a m e n t e m á s c o m p l e j a y n o
cana, c i t e m o s el c a n t o llano, la m ú - podría e s t a b l e c e r s e s i n o a partir d e
sica polifónica de la Edad Media o del consideraciones estructurales muy
R e n a c i m i e n t o , la m ú s i c a d e ópera y generales o en u n a m i s m a d i r e c c i ó n
la m ú s i c a de iglesia, en f i n , la litera- estética.
tura abundante del Lied. Se h a obser-
7
FOLIOS
25
RODRIGUEZ MONEGAL
sonoridad pura a su o r d e n a m i e n t o in-
t e l i g e n t e . [..-I

Según Novalis, "tiablar por hablar es


f ó r m u l a de l i b e r a c i ó n " : liberación en
la religión o liberación en el j u e g o , EL GRAN MEMORIAUSTA
los e j e m p l o s no f a l t a n . No imagine-
m o s s o r p r e n d e r n o s , por lo t a n t o , de
que los c o m p o s i t o r e s hayan recurri-
Guillermo Sucre
do a esta d i s o c i a c i ó n del s e n t i d o y
del lenguaje; sin e m b a r g o , perseguir
s o l a m e n t e este o b j e t i v o equivaldrfa
a restringirse sin n e c e s i d a d y a re-
nunciar a m u c h a s otras riquezas de
expresión que permite un t e x t o orga-
nizado para entregar un m e n s a j e
c o m p r e n s i b l e . A esta gama, que va
desde la palabra organizada con un
sentido lógico hasta el f o n e m a puro,
yo la c o m p a r a r l a de buen grado c o n
el abanico de posibilidades del cuer-
po s o n o r o , s u m i n i s t r á n d o n o s t a n t o
s o n i d o s c o m o ruidos — n o se trata,
en t o d o caso, más que de una c o m -
paración. Por el c o n j u n t o de proce-
d i m i e n t o s que t e r m i n a m o s de evo-
car, las necesidades de la m ú s i c a cu-
bren casi t o t a l m e n t e las e x i g e n c i a s
del texto, hablando morfológicamen-
te. Resta hacer c o i n c i d i r las grandes
e s t r u c t u r a s de organización y de
c o m p o s i c i ó n , pero no entra en nues-
tro propósito estudiar este p r o b l e m a
puesto que hemos q u e n d o limitarnos
al lenguaje p r o p i a m e n t e d i c h o .

El n o m b r e de Artaud viene rápida-


mente al espíritu c u a n d o se evocan
las c u e s t i o n e s de e m i s i ó n vocal o la
d i s o c i a c i ó n de las palabras y su es-
tallido; actor y poeta, n a t u r a l m e n t e

N,
fue s o l i c i t a d o por los p r o b l e m a s ma-
teriales de la i n t e r p r e t a c i ó n , por la
O S e n t e r a m o s de su m u e r t e por que t u v o su c e n t r o más l u m i n o s o y
m i s m a causa que un c o m p o s i t o r que
una n o t a en la prensa nacional c u y o p r o f e t i c e en la o b r a del gran huma-
ejecuta o dirige. No estoy c a l i f i c a d o
l a c o n i s m o , lejos del s o b r i o recogi- n i s t a v e n e z o l a n o . El a m p l i o saber y
para profundizar en el lenguaje de An-
m i e n t o , lindaba e s c a n d a l o s a m e n t e el fervor de Rodríguez M o n e g a l , sus
tonin Artaud, pero puedo reencontrar
con la m á s a s é p t i c a i n f o r m a c i ó n . Un d o n e s analíticos y c o m p a r a t i s t a s , su
en sus e s c r i t o s las p r e o c u p a c i o n e s
n u n c a igualado alarde de " o b j e t i v i - vivaz c a p a c i d a d e v o c a d o r a nos die-
f u n d a m e n t a l e s de la m ú s i c a a c t u a l ;
d a d " p e r i o d í s t i c a . Moría u n a de las ron, en verdad, otro A n d r é s Bello: el
haberlo oído leer sus propios t e x t o s ,
i n t e l i g e n c i a s c r í t i c a s m á s perspica- hombre memorable, sereno en m e d i o
a c o m p a ñ á n d o l o s de g r i t o s , ruidos,
ces del c o n t i n e n t e — c u y a s lenguas de t o d o s los d r a m a s , que supo asu-
ritmos, nos ha i n d i c a d o c ó m o operar
y literaturas c o n o c í a , t o d a s , a veces m i r su d e s t i n o universal de america-
una fusión del sonido y de la palabra,
c o n impar p e r f e c c i ó n — y esa n o t a no, y no la reliquia a c a d é m i c a a q u e
c ó m o hacer brotar el f o n e m a c u a n d o
parecía ignorarlo. ¿O quería ocultar- se nos tenía h a b i t u a d o s .
la palabra no puede, en s í n t e s i s , có-
mo organizar el d e l i r i o . j Q u é c o n t r a - lo? Ni s i q u i e r a el b o s q u e j o de su bio- En un país d o n d e hoy t a n t o se ha-
s e n t i d o y qué absurda alianza de tér- grafía, ni el m á s leve c o m e n t a r i o va- bla de identidad nacional, ¿no era ca-
minos, se dirá! ¿Y qué? ¿Creeréis so- lorativo de su obra; m u c h o m e n o s el si imprescindible destacar, al menos,
lamente en el vértigo de la improvi- afectuoso reconocimiento a u n escri- ese libro, y subrayar sus e x c e l e n -
sación? ¿Solamente en los poderes tor q u e t a n t o s v í n c u l o s tuvo c o n la c i a s ? Pero u n a c o s a es hablar de
de una sacralización " e l e m e n t a l " ? c u l t u r a venezolana. i d e n t i d a d nacional c o m o quien c u m -
Cada vez más imagino que para crear En 1969 e s t a Editorial había p u b l i - ple con la tteatería programada, y otra
de manera eficaz es necesario con- cado El otro Andrés Bello. No s ó l o es practicarla c o n la m e m o r i a y la pa-
s i d e r a r el d e l i r i o y, e n e f e c t o , una brillante b i o g r a f í a i n t e l e c t u a l sión de un i m p u l s o realmente crea-
organizado.• — l a q u e n u n c a han e s c r i t o n u e s t r o s dor. La m e m o r i a y la p a s i ó n : d o s ras-
bellistas c r i o l l o s . Este libro vale tam- gos tan notables en Rodríguez
bién por t o d a u n a h i s t o r i a de la c u l - Monegal.
t u r a h i s p a n o a m e r i c a n a d e l s i g l o xix Pero no e s c r i b o e s t a s lineas para

FOLIOS
26
expresar q u e j a alguna por una n o t a i n t i m i d a d que se i m p u s i e r o n siempre rá al cabo de los años: no simplemen-
anodina. Sospectio que c o r r e s p o n d e a cualquier diferencia intelectual. Por te un c r í t i c o , s i n o el más grande me-
al calculado s i l e n c i o con que en e j e m p l o , el t e r r e m o t o de Caracas en m o r i a l i s t a de la literatura hispanoa-
nuestro país se ha rodeado a la muer- 1967, j u s t a m e n t e c u a n d o lo acababa m e r i c a n a en las ú l t i m a s décadas.
te de Rodríguez fwlonegal. A u n e s t o de c o n o c e r . T a m b i é n el s i m p o s i o de A mí, al menos, me gusta recordar-
¿tiene i m p o r t a n c i a ? En t i e m p o s de 1972 sobre Lezama Lima en la Univer- lo así. S u p o n g o que él frunciría un
crisis —decía el viejo M o n t a i g n e — s i d a d de Yaie, q u e e s t u v o p r e c e d i d o poco el ceño; no descarto, sin embar-
cualquier santurrón y/o atorrante pre- por una llamada t e l e f ó n i c a del gran go, c i e r t a s o n r i s a de a s e n t i m i e n t o .
tende erigirse en c o n c i e n c i a m o r a l . d e s t e r r a d o en su isla. Precedido por En su obra, en lo mejor de su obra,
Así t a m b i é n en t i e m p o s de i n d i g e n - esa voz y luego p r e s i d i d o por la ele- hay m u c h o s rasgos que no hacen del
cia intelectual priva el p i n t o r e s c o y g a n c i a espiritual y la generosidad de todo arbitraria esta apreciación. Com-
a u t o s u f i c i e n t e p r o v i n c i a n i s m o . Ro- Rodríguez Monegal, de ese s i m p o s i o bina c o n igual d i g n i d a d los autores
dríguez Monegal n u n c a halagó la va- quedaron a l g u n o s t e x t o s que tal vez mayores y los m e n o r e s para d i b u j a r
nidad vernácula, m u c h o m e n o s a los no se olvidarán, entre e l l o s , y el más el e s p a c i o de n u e s t r a literatura. ¿No
d i o s e s de su O l i m p o . V i s i t ó en diver- e x c e p c i o n a l de t o d o s , el de n u e s t r o hay, además, en t o d a ella, una ampli-
sas o c a s i o n e s n u e s t r o país y s i e m - anfitrión. t u d de v i s i ó n y u n a fuerza narrativa
pre se c o m p o r t ó c o m o un intelectual, que van más allá del s i m p l e registro
S i e m p r e el t r a t o personal c o n Ro-
no c o m o un cortesano. Sus libros pu- c r i t i c o , por valorativo que éste sea?
dríguez Monegal tuvo esa hoy rara vir-
blicados por MONTE AVILA EDITORES Si la biografía i n t e l e c t u a l fue u n a de
tud de la relación s i n c e r a y abierta,
c o n s t i t u y e n un honor para Venezue- sin trastiendas ni complicidades. Cla- sus líneas de fuerza, ¿no fue para re-
la; algunos de ellos son piezas maes- ro que le g u s t a b a e x h i b i r su saber, crear é p o c a s y el d i s c u r r i r de nues-
tras en su género. No sólo el ya cita- pero lo exhibía casi con el candor del tra historia? Después de las de Ro-
do sobre Andrés Bello. También El ar- q u e p a r t i c i p a en u n a charla para ha- d ó , Bello, Q u i r o g a , Neruda, Borges,
te de narrar {1968), en d o n d e apare- ceria más vivida, risueña y hasta lige- parece que estaba escribiendo la bio-
ce una inteligente entrevista con Sal- ramente picara. En los d e b a t e s inte- grafía de Octavio Paz. A u n s o s p e c h o
vador G a r m e n d i a , a quien d e d i c a r á l e c t u a l e s podía llegar a ser un inter- que en el m o m e n t o de llegarie la
luego un ensayo interpretativo en el l o c u t o r t e m i b l e , pero no recuerdo m u e r t e e s t a b a redactando sus pro-
segundo v o l u m e n de Narradores de que f u e r a n u n c a arrogante ni desde- pias m e m o r i a s .
esta América (Buenos Aires, A l f a , ñoso, m u c h o menos cuando su supe- Los métodos críticos de Rodriguez
1974). ¿Y c ó m o olvidar su Neruda: el rioridad era de sobras evidente. Su M o n e g a l , sus g u s t o s y valoraciones,
viajero inmóvil (1977), quizá el estu- gran capacidad argumental y e s c é n i - aun la admirable coherencia con que
dio más totalizador sobre el gran poe- ca la ejercía con recato y gracia; era analizó n u e s t r a narrativa más moder-
ta chileno? ¿O su Borges porél mis- t í m i d a m e n t e i r ó n i c o . Su e r u d i c i ó n na: t o d o ello podrá ser vulnerado por
mo (1981), tan sutil en el arte de la — i n t u í a m o s — la había ido atesoran- el t i e m p o . Lo q u e será invulnerable
evocación, tan penetrante en el es- do con el desvelo y la laboriosidad de es la pasión c o n que un h o m b r e qui-
corzo de sus análisis? quien tuvo que s o b r e p o n e r s e a m u - so darie vida al t i e m p o m i s m o ; fijar-
chas adversidades. Por e s o le a c o m - lo, c o n v e r t i r l o en m e m o r i a y esplen-
La a d m i r a c i ó n , pues, que desper-
pañaba el don de la m e s u r a y la c o m - dor. Fuente de c o n s u l t a y de referen-
tó su obra entre nosotros estuvo bien
prensión. Nada m á s reñido c o n el es- cia en n u e s t r a h i s t o r i a literaria, su
fundada; no podía nacer de n i n g ú n
t i l o de su e s c r i t u r a que la p e t u l a n c i a obra revelará t a m b i é n la e x p e r i e n c i a
equívoco, de n i n g u n a c o m p l a c e n c i a .
del s a b i h o n d o , el pegote de los ideó- de un ser que vivió la vida y la litera-
Quienes no estén movidos por la ani-
l o g o s , la t e c n i q u e r i a de los seudo- tura de su é p o c a c o n i m p e c a b l e hi-
mosidad ideológica y/o personal ten-
c i e n t í f i c o s de la literatura, la a c r i t u d dalguía. G l o s a n d o un célebre t e x t o
drán que r e c o n o c e r l o así. Ya lo prue-
de los f r u s t r a d o s . borgiano, p o d r e m o s prever de él que
ban dos artículos del joven crítico Ro-
berto Lovera De-SolafE/ Nacional, 16 quien e s c r i b i ó s o b r e t a n t o s autores
En la o b r a de Rodríguez M o n e g a l
y 23 de d i c i e m b r e , 1985), que no só- y tantas obras no hizo sino dibujar su
se s i e n t e la avidez de quien lo q u i s o
lo salvan la auténtica generosidad ve- propio rostro. Y a lo mejor ese rostro
acopiar y registrar t o d o . Esa avidez,
nezolana; t a m b i é n saben trazar un se c o n f u n d i r á c o n n u e s t r a m e m o r i a
sin e m b a r g o , se c i ñ e a una s e n s i b i l i -
perfil muy j u s t o de Rodríguez colectiva.
dad e s t é t i c a muy certera; tenia sobre
Monegal. t o d o el poder avizor de un m e m o r i a -
Escribo estas líneas para evocar a lista. Y a lo m e j o r él fue e s o , o lo se- Diciembre, 1985.
un amigo y para rendir homenaje a un
maestro de la crítica literaria. No abu- FOLIOS de Monte Avila
saré de lo primero d i c i e n d o q u e éra-
m o s c o m o h e r m a n o s o que me dis- CUPON DE SUSCRIPCION
tinguía con un especial y ú n i c o afec-
Deseo registrarme como suscriptor de Folios de Monte Avila durante un año.
to. Ya e s t a m o s un poco hartos de
esas i n v o c a c i o n e s a la a m i s t a d que NOMBRE
apenas disfrazan un grosero a p e t i t o DIRECCION
de a u t o f i g u r a c i ó n . En n u e s t r a amis- CIUDAD
tad, si no tensiones serias, h u b o c o n ESTADO o PROVINCIA
f r e c u e n c i a d i s t a n c i a m i e n t o s . Pero PAIS
n u n c a p u d i m o s renunciar al m u t u o
respeto y al cariño. El haber vivido
juntos m o m e n t o s de algún m o d o dra-
AiHio; Gifo poslal por Bs. 39.00 (an al pan)
máticos e intensos, quizá había crea- ^ 4.$0 (para el leslo de Ameiica)
do entre n o s o t r o s u n a lealtad y u n a 1 b.20 (pira Europa)
TITULOS DEL CAIALOGO
DEL 251 AL 300 CONTINENTES
PRISMA
Miserable milagro / Henrí Michaux (252) L o s c i e l o s de la muerte / Alfredo Armas Alfonzo (253)
(Agolado)
(Agotado)
El m e c a n i s m o de la mente / Edward de Bono (254)
Muestras del diablo / Pedro Gómez Valderrama (255)
(Agotado)
A c t o s de miedo / Juan Carlos Gtiiano (261)
Acoplamientos j u i c i o s o s /
Poder blanco y negro / Martín Sagrara (262)
Carlos Emilio Gadda (256)
L a s formas del s i l e n c i o y otros e n s a y o s
E n s a y o s literarios / Ezra Pound (257) Andrés Holguin (264)
La técnica de sentenciar en una s o c i e d a d (Agotado)
irracional/ Nigel Waiker (258) Veinte nuevos narradores argentinos
Veintidós narradores españoles de hoy / Néstor Sánchez (comp.) (267)
Félix Grande (265) T o d o s s u m a m o s cero / Asdrúbal Salsamendi (274)
El viaje que fue / Dentón Weich (271) La ventana de papel / Ramón Escovar Salom (276)
La pérdida de E l Dorado / V.S. Naipaul (273) A través de la danza / Sonia Sanoja (288)
Vista desde un punto / Arturo Uslar Pietri (282) Historias de la calle L i n c o l n / Carlos Noguera (300)
(Agolado)
Diario de Miguel Angel I Rolando Cristofanelli (283) (Agolado)

Arcadia / Bertrand de Jouvenel (285)


DONAIRE
Introducción a la literatura hispanoamericana
Jean Franco (296) C u e n t o s al sur de la prisión / Héctor de Lima (260)
(Agotado) L o s e s t i g m a s / Francisco Riquelme (280)
Entrevistas con Jorge Luis Borges / Jean de Milleret (298) La muerte del monstruo-comepiedra / Laura Antillano (284)
América, fábula de fábulas / (Agolado)
Miguel Angel Asturias (299) Para morirnos de otro sueño / Reynaldo Pérez Só (287)
(Agolado)
Tres testigos españoles de la guerra civil
Emir Rodríguez Monegal (289)
ESTUDIOS (Agolado)
Marxismo e historia / Helmut Fleischer (251) T r a n s m u t a c i o n e s / Bayardo Ramírez Monagas (293)
I Agolado) (Agotado)
T e r e s a Carreño / Rosario Marciano (297)
El hombre ante el tiempo (Agotado)
A. Portmann.C.G. J u n g y otros (263)
(Agotado) DOCUMENTOS
Cómo prepararse para el parto sin dolor L a revolución cultural en C h i n a / Joan Robinson (277)
Felipe Carrera Damas (268)
Nacionalización petrolera en V e n e z u e l a
Imagen de la s o c i e d a d y c o n c i e n c i a de c l a s e M.P.Egaña, D.F. Maza Zavala y otros (291)
C.A. Noser. J.H. Hall y otros (269) (Agolado)
1 » filosofía de Heráclito de E f e s o Asi lo vi yo / Eduardo Robles Piquer {Ras) (292)
Angel J. Cappelletti (270)
13 Autores del nuevo teatro venezolano
La novela experimental / Grupo 63 (272) Carlos Miguel Suárez Radillo (comp.) (294)
(Agolado)
La experiencia poética / Rene Menard t (278)
Técnicas terapéuticas aplicadas a la c o n d u c t a 10 Novelas venezolanas / Oswaido Larrázabal (295)
Felicitas Kort (279)
(Agolado) (Agolado)

Sexualidad y erotismo / S . Freud, C.G. Jung y otros (281) ALTAZOR


Huéspedes nocturnos / Francisco Pérez Perdomo (259)
TEMAS VENEZOLANOS De parte de las c o s a s / Francis Ponge (266)
L o s humoristas de C a r a c a s / AquUes Nazoa (286) F e s t e j o s y s a c r i f i c i o s / Luis Camilo Guevara (275)
(Agolado) (Agotado)
Estudios críticos-literarios / Pedro Pablo Barnola S . J . (290)

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