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EL C O N Q U I S T A D O R A N O N I M O

Federico GÓMEZ D E OROZCO

E N T R E L O S D O C U M E N T O S que se c o n s i d e r a n fuentes p a r a e l estu-


d i o d e ! M é x i c o p r e h i s p á n i c o hay u n o que, p o r ignorarse q u i é n
fué s u autor y p o r suponerse de u n c o n q u i s t a d o r , h a r e c i b i d o
e l n o m b r e de Relación dxí Conquistador Anónimo. Sü posi-
ble r e d a c c i ó n castellana o r i g i n a l n o h a llegado a encontrarse;
aparece p o r p r i m e r a vez e n i t a l i a n o , en 1556, en la colección
de N a v e g a c i o n e s y v i a j e s de R a m u s i o , 1
d o n d e se p u b l i c a con
el t í t u l o de Relazione d i alcune cose della N u o v a Spagna, &
della gran città di Temistitan Messico, fatta per u n Gentil-
huomo del Signor Ferdinando Cortese.

Pasa desapercibida l a r g o t i e m p o , hasta que el P . Francis-


co J a v i e r C l a v i g e r o , residente e n I t a l i a , l a cita en el p r ó l o g o
de "su S t o r i a antica del Messico (Cesena, 1780-1781) como
una de sus fuentes:

E l C o n q u i s t a d o r Anónimo: L l a m o así al autor de una breve, pero


harto curiosa y apacible relación que se baila en la colección R a m u s i o con
este título: R e l a z i o n e d ' u n G e n t i t h u o m o d i F e r d i n a n d o C o r t e s e . N o he
p o d i d o adivinar quién sea ese g e n t i l h u o m o , porque ningún autor mexicano
lo menciona; pero, sea quien fuere, es autor verídico, exacto y curioso. Sin
hacer mención de los sucesos de la Conquista, cuenta lo que vió en
México de templos, casas, sepulcros, armas, vestidos, comidas, bebidas,
etc. de los mexicanos, y nos manifiesta l a forma de sus templos. Si su
obra no fuera tan sucinta, no habría otra que pudiera comparársele en
¡o que toca a antigüedades mexicanas.

En 1838, T e r n a u x - C o m p a n s p u b l i c ó e n París u n a versión


francesa de la Relación a n ó n i m a , * de l a c u a l dice: " E l autor,
c u y o n o m b r e i g n o r o , era s i n d u d a u n o de los capitanes d e l
e j é r c i t o de C o r t é s " ; y a ñ a d e : " E s fácil conocer, p o r m u c h a s
c i r c u n s t a n c i a s , que esta Relación fué escrita m u y poco des-
p u é s de l a C o n q u i s t a . "
Así, pues, quienes c i t a b a n esta o b r a o quienes l a i n c l u í a n
en colecciones históricas confesaban i g n o r a r su p a t e r n i d a d .
P e r o e n 1840, d o n C a r l o s M a r í a de B u s t a m a n t e afirmó c o n
g r a n a p l o m o que e l C o n q u i s t a d o r A n ó n i m o " e r a el m a y o r d o -
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m o m a y o r de Cortés, l l a m a d o F r a n c i s c o de Terrazas, e l c u a l
escribió e n octavas l a C o n q u i s t a de México, q u e n o llegó a
ver l a l u z p o r l a i m p r e n t a " . P a r a semejante aserto declaraba
3

apoyarse e n l a o p i n i ó n d e l Sr. V e y t i a y e n e l t e s t i m o n i o de
d o n A l o n s o de Z o r i t a , cuyos m a n u s c r i t o s poseía.
L a a f i r m a c i ó n de B u s t a m a n t e p a r e c í a resolver e l p r o b l e -
m a . P e r o e l hecho es q u e n i d o n M a r i a n o F e r n á n d e z de Eche-
v e r r í a V e y t i a y L i n a j e e n su H i s t o r i a a n t i g u a de México, ni
e l d o c t o r " Z o r i t a " e n el m a n u s c r i t o q u e B u s t a m a n t e s u p o n í a
— o b r a suya (y q u e resultó ser l a H i s t o r i a d e T l a x c a l a de D i e g o
M u ñ o z C a m a r g o ) , hacen l a m e n o r alusión a l a Relación anó-
n i m a , p o r q u e sencillamente n o l a c o n o c i e r o n . T a l c o m p r o -
b a c i ó n h u b o de hacer G a r c í a Icazbalceta a l p u b l i c a r l a Reía-
ción d e l C o n q u i s t a d o r A n ó n i m o ( t r a d u c i d a p o r él d e l o r i g i n a l
i t a l i a n o ) e n e l p r i m e r t o m o de l a Colección d e documentos
para l a historia de México. En la H i s t o r i a de V e y t i a sólo
e n c o n t r ó esta n o t a (puesta p o r e l e d i t o r , F r a n c i s c o Ortega):
" L l a m a C l a v i j e r o C o n q u i s t a d o r A n ó n i m o a l autor de u n a
r e l a c i ó n q u e se supone escrita p o r u n g e n t i l h o m b r e de H e r n á n
Cortés, c u y o nombre no se ha podido averiguar porque nin-
g ú n otro autor lo menciona." Y e n c u a n t o a l falso manus-
4

c r i t o de " Z o r i t a " , sólo estas p a l a b r a s e n c o n t r ó e n él G a r c í a


Icazbalceta:

H a b i e n d o pasado m u y grandes trabajos y sucesos inauditos él [Cortés]


y sus compañeros en esta grande y atrevida jornada que hizo a las H i -
bueras, según que más largamente lo tratan los cronistas y l o r e f i e r e en
p a r t i c u l a r F r a n c i s c o de T e r r a z a s en u n t r a t a d o que escribió del aire y
tierra...

Pasaje q u e B u s t a m a n t e a n o t ó s i n n i n g ú n t i t u b e o : " E s t e
" F r a n c i s c o de Terrazas fué g e n t i l h o m b r e y m a y o r d o m o de C o r -
tés, q u e llevó u n d i a r i o de l a c o n q u i s t a ; llámase e l E s c r i t o r
Anónimo."
S i n e m b a r g o , G a r c í a Icazbalceta n o rechaza tajantemente
l a p a t e r n i d a d de Terrazas, sino q u e , c o n g r a n cautela, escribe:

De allí concluyo que no existe prueba alguna para afirmar que T e -


rrazas sea el autor, p e r o t a m p o c o l a h a y p a r a n e g a r l o . Antes bien, tiene
en su favor la circunstancia de saberse, p o r [Muñoz] Camargo, que
había escrito de sucesos de la conquista, lo cual prueba que era hombre
de p i u m a , y, p o r lo mismo, no sería extraño que escribiera también de
las costumbres de los indios.5
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A N T E S D E A N A L I Z A R LAS " R A Z O N E S " q u e impulsaron a Busta-


m a n t e a a t r i b u i r a T e r r a z a s l a Relación, conviene investigar
c u á n d o y d ó n d e fué escrita ésta. H a y p a r a e l l o varias pistas.
E n e l c a p í t u l o i v ( " D e sus armas ofensivas y defensivas") se
lee: " I p o r q u e acá en España se h a n visto algunas de estas ro-
delas. . . " ; y e n e l c a p í t u l o 11 ( " D e los a n i m a l e s " ) : " M u c h a s de
aquellas ciudades están m e j o r ordenadas q u e l a s d e acá". Es-
tos pasajes p o d r í a n m u l t i p l i c a r s e fácilmente. E n c u a n t o a l a
fecha, tenemos u n d a t o valioso. D e s c r i b i e n d o e n e l c a p í t u l o
XXII ( " D e las h a b i t a c i o n e s " ) l a c i u d a d de M é x i c o , dice l o si-
guiente:

H a y convento de San Francisco, que es edificio bastante hermoso, y


otro de Santo D o m i n g o , u n a de las más grandes, sólidas y buenas fábri-
cas que puede haber en España. E n estos monasterios viven frailes de
ajustada v i d a , grandes letrados y predicadores; hay u n buen hospital y
otras ermitas.

Sabido es q u e e n 1533 l l e g a r o n los frailes agustinos a l a


N u e v a E s p a ñ a , y q u e f u n d a r o n desde luego iglesia y c o n v e n t o .
L a omisión de l a tercera o r d e n religiosa basta p a r a fechar l a
Relación a n ó n i m a . Ésta, p o r consiguiente, se escribió e n Es-
p a ñ a o en u n país europeo e n fecha a n t e r i o r a 1533.
V o l v a m o s a B u s t a m a n t e y a sus ligeras y erróneas deduc-
ciones. C u a n d o a l u d e a T e r r a z a s , dice q u e escribió u n p o e m a
en octavas sobre L a c o n q u i s t a d e México, y apoyado e n eso l o
hace autor de l a Relación. Y G a r c í a Icazbalceta, v i e n d o q u e
T e r r a z a s h a b í a sido u n h o m b r e de p l u m a , d i j o q u e b i e n
p u d o haber sido e l a u t o r de l a descripción en prosa de M é -
x i c o . Pero l o q u e n o v i ó n i n g u n o de ellos fué q u e h u b o d o s
personajes c o n e l n o m b r e de Francisco de T e r r a z a s : u n o , e l
p a d r e , q u e fué m a y o r d o m o de Cortés; y o t r o , e l h i j o , q u e fué
el poeta de L a c o n q u i s t a d e México. C u a n d o nació Francisco
de Terrazas e l m o z o , y a se h a b í a escrito s i n d u d a l a R e l a -
ción d e l g e n t i l h o m b r e .
Francisco de T e r r a z a s el v i e j o fué conterráneo de Cortés.
N a c i ó h a c i a 1489 en l a v i l l a de F r e j e n a l , e n E x t r e m a d u r a , y
fué h i j o d e l b a c h i l l e r D i e g o de Terrazas. Desde las A n t i l l a s ,
v i n o a la f u t u r a N u e v a E s p a ñ a e n 1519, en el m i s m o n a v i o
q u e Cortés. P a r t i c i p ó e n todos los lances de l a C o n q u i s t a y e n
l a t o m a de l a c i u d a d de M é x i c o . C a p i t á n e n l a c o n q u i s t a de
4°4 F E D E R I C O GÓMEZ D E O R O Z C O

P a n u c o , capitán, p o r o t r a parte, de l a g u a r d i a p e r s o n a l
de Cortés y su m a y o r d o m o , fué c o n él a l a desdichada e x p e d i -
ción de las H i b u e r a s y tomó parte e n las revueltas de H o n -
duras. D e regreso e n M é x i c o , fué r e g i d o r d e l A y u n t a m i e n t o
de l a c i u d a d , y a q u í falleció c o n fecha a n t e r i o r a 1547.« E n

pago de sus servicios se le concedió l a e n c o m i e n d a d e l p u e b l o


de T u l a n c i n g o , y c u a n d o m á s tarde le q u i t a r o n l a m i t a d , e l
g o b i e r n o se l o c o m p e n s ó o t o r g á n d o l e l a m i t a d d e l p u e b l o de
Igualtepec. P o r la i n f o r m a c i ó n de sus méritos y servicios? sa-
bemos q u e tuvo siete h i j o s , cuatro legítimos y tres naturales;
casó dos veces; l a p r i m e r a m u j e r , A n a de Castro (con q u i e n
c o n t r a j o m a t r i m o n i o e n 1532), fué l a m a d r e de los hijos; l a
segunda era evidentemente v i u d a e n e l m o m e n t o de casarse,
pues tenía cinco h i j o s , a todos los cuales sustentaba Terrazas.
N i n g ú n autor a n t e r i o r a B u s t a m a n t e dice que Terrazas e l
c o n q u i s t a d o r haya escrito algo. Q u e e l p o e m a sobre l a C o n -
q u i s t a de M é x i c o se debe a T e r r a z a s e l m o z o se desprende cla-
r a m e n t e de l o q u e e n 1604 escribía Baltasar Dorantes de
Carranza en la S u m a r i a relación de las cosas de la N u e v a
España; refiriéndose a F r a n c i s c o de T e r r a z a s el viejo, d i c e :
" V e c i n o y c o n q u i s t a d o r . V i n o c o n C o r t é s " ; y al e n u m e r a r a los
nietos legítimos a ñ a d e : " E l padre de éstos, que fué e l h i j o
m a y o r d e l c o n q u i s t a d o r y de su n o m b r e , fué u n excelentísimo
p o e t a toscano, l a t i n o y castellano, a u n q u e desdichado, pues
n o a c a b ó su N u e v o M u n d o y C o n q u i s t a " : « quizá éste e r a e l
j título d e l p o e m a , d e l c u a l inserta algunos fragmentos e l p r o -
/ p i ó D o r a n t e s ; e n esa época ya h a b í a m u e r t o Terrazas e l
/ m o z o . S i el p r i m e r T e r r a z a s hubiese escrito algo, n o h a b r í a
| d e j a d o de m e n c i o n a r l o e l a u t o r de l a S u m a r i a relación.»

¿ C Ó M O EXPLICAR, E N T O N C E S , Q U E E N 1556 se p u b l i q u e l a Re-


lación c o m o o b r a de " u n g e n t i l h o m b r e de H e r n á n C o r t é s " ?
N u e s t r a m e i o r g u í a p a r a e n c o n t r a r u n a respuesta debe ser l a
Relación m i s m a . " S u a u t o r escribe e n E s p a ñ a , o e n a l g ú n
país europeo, pero ciertamente n o e n M é x i c o . Su o b r a n o es
de carácter histórico, sino m á s b i e n etnográfico: describe usos,
r e l i g i ó n , i n d u m e n t a r i a , ritos, etc. N o se ciñe a l a gente m e x i -
cana, sino q u e toca t a m b i é n lugares distantes, como P á n u c o ,
l o c u a l demuestra l a a m p l i t u d de sus c o n o c i m i e n t o s (o de sus
fuentes informativas). E n g e n e r a l , sus afirmaciones son co-
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rrectas y n o d i s c r e p a n de l o q u e d i c e n autores c o n t e m p o r á n e o s ,
a u n q u e t a m p o c o rebasan sus datos. P e r o su relato deja l a
sensación de q u e n o v i ó l o q u e describe, a pesar de s u e m p e ñ o
e n hacerse pasar p o r testigo presencial de l o q u e c u e n t a ( p o r
e j e m p l o , e n e l c a p í t u l o x x i v , " D e los e n t i e r r o s " , a f i r m a q u e
él m i s m o a y u d ó a cavar u n sepulcro a n t i g u o p a r a sacar el
tesoro f u n e r a r i o ) . ' «
M u c h o s textos de l a Relación p o d r í a m o s c i t a r p a r a demos-
trar q u e s u a u t o r h a b l a de oídas. Basten l o siguientes. S i
h u b i e r a conocido bien l a N u e v a España, n o diría que en ella
h a y " m i n a s de a c e r o y h i e r r o " (p. 18) ; n i q u e los templos
de los ídolos t i e n e n t o r r e s c o n n u m e r o s a s v e n t a n a s e n l a parte
s u p e r i o r (p. 33); n i q u e e l tigre a m e r i c a n o " t i e n e todo e l
c u e r p o l l e n o de p i n t a s b l a n c a s " (p. 19), n i q u e los i n d i o s
" h a c e n o t r o g é n e r o de b e b i d a d e l grano q u e c o m e n [maíz], l a
c u a l se l l a m a c h i c h a y es de diversas clases, b l a n c a y encar-
n a d a " (p. 3 0 ) , n i q u e l a tierra de T l a x c a l a e r a " m u y a b u n -
1 1

d a n t e e n árboles frutales, p r i n c i p a l m e n t e c e r e z o s y m a n z a n o s "


(p. 3 6 ) , árboles q u e , como es b i e n sabido, t r a j e r o n a l a N u e v a
E s p a ñ a los españoles; n i q u e e n e l ejército i n d í g e n a " c a d a
c o m p a ñ í a tiene s u alférez, q u i e n l l e v a l a b a n d e r a e n s u a s t a "
(p. 20): los m e x i c a n o s n o tenían banderas, a u n q u e usaban
insignias. D i c e q u e los i n d i o s " c u b r e n sus vergüenzas así p o r
d e l a n t e c o m o p o r detrás c o n unas toallas m u i vistosas q u e
son como p a ñ u e l o s g r a n d e s . . . adornados de diferentes m a -
neras, c o n sus b o r l a s q u e a l ponérselas viene a caer u n a delante
y l a o t r a a t r á s " (p. 25) : estas " t o a l l a s " (se refiere a l m a z t l a t l )
n o tenían borlas. P e r o d o n d e m e j o r se ve l a s u p e r c h e r í a es en
su descripción de u n m e r c a d o i n d í g e n a , d o n d e se v e n d í a n ,
dice, "aderezos p a r a l a cabeza hechos de cabello, q u e usan
todas las i n d i a s " (p. 40); t a m b i é n dice q u e las mujeres
u s a n " l o s cabellos largos y sueltos, q u e les c u b r e n las espal-
d a s " (p. 26) : p o r las representaciones de los códices sabemos
q u e las i n d i a s se p e i n a b a n i n v a r i a b l e m e n t e e l c a b e l l o e n for-
m a de dos trenzas q u e , e n r o l l a d a s e n t o r n o a l a cabeza, rema¬
t a b a n e n l a frente a m a n e r a de cuernecillos.

P E R O T I E M P O ES Y A D E P R E S E N T A R nuestra hipótesis. L a Rela-


ción es a m e n a , p e r o su a u t o r n o l l e g ó á v e r las cosas q u e des-
cribe. N o h a y rastros de! p o s i b l e texto castellano o r i g i n a l . L a
4 oó F E D E R I C O GÓMEZ D E O R O Z C O

o b r a se p u b l i c ó e n V e n e c i a e n 1556. Estos i n d i c i o s m e h a n
h e c h o pensar e n u n n o m b r e : A l o n s o de U l l o a , ^ e s p a ñ o l r a -
d i c a d o desde su j u v e n t u d e n V e n e c i a , d o n d e se d e d i c a b a a
compilar, editar, p u b l i c a r y t r a d u c i r obras, especialmente
de carácter histórico. A u n q u e fué m u c h o l o q u e escribió, tan-
to en castellano c o m o e n i t a l i a n o , s u v i d a nos resulta u n t a n t o
borrosa.
La crítica histórica le h a s e ñ a l a d o c o m o s i m u l a d o r de l a
famosa V i d a del A l m i r a n t e Cristóbal Colón q u e se dice escrita
p o r su h i j o d o n H e r n a n d o , i m p r e s a p o r p r i m e r a vez e n tra-
d u c c i ó n i t a l i a n a de U l l o a (Venecia, i570-13 Aunque alguna
vez editó y p l a g i ó textos l i t e r a r i o s » su inclinación preferente
es l a de l a h i s t o r i a . T r a d y j o j ü ^ ^ 3 d ^ d c J a V i d a de
C o l i j a H i s t o r i a del d e s c u b r i m i e n t o y l aconquista del Perú
"de A g u s t í n de Z a r a t e , l a H i s t o r i a del d e s c u b r i m i e n t o y con-
quista de l a I n d i a p o r los p o r t u g u e s e s , de F e r n á n L o p e s d e
C a s t a n h e d a , y l a H i s t o r i a de los p o r t u g u e s e s en l a I n d i a (o
Décadas de A s i a ) de J u a n de B a r r o s . E s c r i b i ó , además, las si-
guientes obras: la V i d a del gran capitán Ferrante Gonzaga
(Venecia, 1563), e l Suceso de l a j o r n a d a que comenzó para
Trípoli año de /55 o y se acabó en los Gelbes año de i 6o
3

( V e n e c i a , 1562), l a V i d a del poderosísimo y cristianísimo em-


perador Fernando I ( V e n e c i a , 1565) y l a V i d a del invictísi-
m o y sacratísimo emperador C a r l o s V (Venecia, 1566); siguie-
r o n después e l C o m e n t a r i o de l a g u e r r a de F l a n d e s (Venecia,
1568), e l C o m e n t a r i o de l a g u e r r a que el D u q u e de A l b a hizo
en Flandes contra Guillermo de N a s s a u príncipe de Orange
y contra el conde Ludovico su h e r m a n o ( V e n e c i a , 1567), l a
H i s t o r i a de E u r o p a desde el año de i 6 5 4 a l de z o 57 (Venecia,
1570), y l a H i s t o r i a de l a empresa de Trípoli de Berbería.
Expedición del emperador M a x i m i l i a n o I Icontra Solimán
el sultán de los turcos, y expugnación de Tighet p o r Soli-
mán ( V e n e c i a , 1570).

U i l o a , q u e t a n a f i c i o n a d o se nos m u e s t r a a l a h i s t o r i a his-
p á n i c a , d e b i ó conocer a los autores q u e e s c r i b i e r o n d e l N u e v o
M u n d o : P e d r o M á r t i r de A n g l e r í a , F e r n á n d e z de O v i e d o , L ó -
pez de G o m a r a , H e r n á n Cortés, V e s p u c i o y otros; además,
t r a d u j o l a crónica de Z á r a t e . P e r o h a y algo más: en su traduc-
ción d e l Diálogo de las empresas militares y Ü?TÍ ovosas de
E L C O N Q U I S T A D O R ANÓNIMO 407

P a u l o J o v i o (Venecia, 1 5 5 8 ) 1 3
encontramos este sorprendente
párrafo:
. . . l a empresa que traxo el Illustríssimo Príncipe don H e r n a n d o Cor-
tés Marqués de Valle [ s i c ] , el q u a l , hauiendo con su propia v i r t u d con-
quistado aquella prouincia del nueuo M u n d o que agora se llama la Nueua
Spaña y conuertido a la fe de jesu Christo todas aquellas Indias idóla-
tras, queriendo mostrar que Dios hauía mostrado su Iusticia para con
ellos con su prosperidad, puso sobre el escudo de sus armas el presente
mote de la Sagrada Scriptura, que dize: l u d i c i u m D o m i n i apprehendit
eos, e t f o r t i t u d o e i u s c o r r o b o r a u i t b r a c h i u m m e u n i . E l qual mote, aun¬
q u e hrengo, fué m u y ai propósito d e - U r q u e - h a i i t a hecho. Pero -porque
era ánima sin cuerpo, Alonso de V l l o a , su a n t i g u o s e r v i d o r , de quien
presto hablaré, le inventó una empresa que le acompañase.

Este texto, i n t e r p o l a d o p o r U l l o a (pues n o se e n c u e n t r a


n a d a p a r e c i d o e n el o r i g i n a l de J o v i o ) , " p l a n t e a u n p r o b l e m a .
¿ D ó n d e y c u á n d o fué U l l o a " s e r v i d o r " de Cortés? Pensé de
p r o n t o que h a b r í a sido c u a n d o d o n H e r n a n d o despachó a
I t a l i a a J u a n de R a d a (el que años más tarde asesinaría en
el P e r ú a F r a n c i s c o Pizarro) para l l e v a r a l p a p a C l e m e n t e V I I
u n presente y negociar el p a t r o n a t o d e l H o s p i t a l de l a L i m -
pia C o n c e p c i ó n y l a legitimación de sus hijos naturales; pero
tuve que desechar esa suposición en vista de que el p r o p i o
U l l o a dice e n el p r ó l o g o d e l c i t a d o Diálogo: " H e seguido
s i e m p r e la v í a de l a v i r t u d . . . hasta l'adolescente edad e n que
agora me h a l l o " . S i en 1558 era adolescente, n o p o d í a tener
m á s de v e i n t i c i n c o años de edad, lo c u a l nos l l e v a al a ñ o 1533
c o m o fecha de su n a c i m i e n t o ; p o r tanto, n o p u d o p a r t i c i p a r
en l a e m b a j a d a de R a d a (1529) n i conocer a Cortés d u r a n t e
su estancia e n E s p a ñ a después de l a C o n q u i s t a : esta estancia
t e r m i n ó e n 1530,'fecha en que U l l o a n o h a b í a n a c i d o a ú n .
Si sirvió a Cortés, sería de paje, c u a n d o el M a r q u é s d e l V a l l e
l l e g ó en 1540 a E s p a ñ a , d o n d e p e r m a n e c i ó hasta su m u e r t e
« 1 1 5 4 7 : en esta ú l t i m a fecha U l l o a tendría catorce años. Esto
n o es i m p o s i b l e ; pero más p r o b a b l e es que se trate de o t r a
s u p e r c h e r í a de las suyas. "
A t a n d o cabos, podemos p l a n t e a r b i e n l a hipótesis: U l l o a
es u n s i m u l a d o r c o n o c i d o , según se ve en el caso de l a V i d a
d e l A l m i r a n t e , que se dice escrita p o r su h i j o d o n H e r n a n d o ;
es a d e m á s u n i n t e r p o l a d o r . S i l a Relación n o es suya, b i e n
•pudo traducirla e i n t e r p o l a r l a , c o m o se ve c u a n d o , a l calcular
el v a l o r d e l cacao e m p l e a d o como m o n e d a , dice que e q u i v a l e
4 o8 F E D E R I C O GÓMEZ D E O R O Z C O

a " u n m e d i o marcheto de los nuestros", es d e c i r , a u n a mone-


d a i t a l i a n a , cosa q u e n o h u b i e r a d i c h o c i e r t a m e n t e u n a u t o r
e s p a ñ o l . P o r l o d e m á s , creo s u f i c i e n t e m e n t e probado que el
q u e e s c r i b i ó l a Relación n o conoce de v i s t a l o q u e describe.

ENTRE L A S POSIBLES FUENTES de l a Relación he señalado las


Carias de C o r t é s . U n cotejo de textos c o m p r u e b a esto p l e n a -
m e n t e . L a m a y o r p a r t e de los datos d e l " g e n t i l h o m b r e " p r o -
v i e n e n de l a c a r t a q u e C o r t é s e s c r i b i ó a C a r l o s V , desde Se-
g u r a de ¡ a S i e r r a , e l 30 de o c t u b r e de 1520:

CORTÉS GENTILHOMBRE

Hay en esta ciudad muchas mez- Tenían m u y grandes y hermosos


quitas o casas de sus ídolos de m u y edificios para sus ídolos.
hermosos edificios.
T i e n e esta ciudad muchas plazas, Hay en l a ciudad de Temistitán
donde hay continuos mercados y México m u y grandes y hermosas
trato de comprar y vender. T i e n e plazas donde se venden todas las
otra plaza tan grande como dos ve- tosas que aquellos naturales usan, y
ces la de la ciudad de Salamanca, especialmente l a plaza mayor, que
toda cercada de portales alrededor, ellos l l a m a n el T l a t e l u l a [Tlalte-
donde hay cotidianamente arriba lolco], que puede ser como tres ve-
de sesenta m i l ánimas comprando ces l a plaza de Salamanca. T o d o
y vendiendo. alrededor tiene portales, y en ella
se reúnen todos los días veinte o
veinticinco m i l personas a comprar
y vender.
Los bultos y cuerpos de los ído- Los ídolos que adoraban eran
los en quien estas gentes creen, son tinas figuras del tamaño de u n
de muy mayores estaturas que el hombre y aún más, hechos de u n a
cuerpo de u n hombre; son hechos pasta de todas las semillas que cue-
de masa de todas semillas y l e g u m - cen v comen, amasadas con sangre
bres que ellos comen, molidas y de corazones humanos.
amasadas con sangre de corazones
de cuerpo h u m a n o .
Por u n a calzada que a esta c i u - La otra [calzada] corre como u n
dad entra, vienen dos caños de ar- cuarto de legua de l a tierra firme
gamasa, tan anchos como dos p a - a l a ciudad, y por ella viene de tres
sos cada u n o , y tan altos casi como cuartos de legua de distancia u n
un estado; y p o r u n o de ellos viene caño o arroyo de agua dulce y m u y
un golpe de agua dulce m u y bue- buena. E l golpe de agua es más:
na, del gordor de u n cuerpo de grueso que el cuerpo de u n hom-
hombre, que v a a dar a l cuerpo bre, v llega hasta el centro de l a
de l a ciudad, de que sirven y beben población;' de ella beben todos los
todos. vecinos.
E L C O N Q U I S T A D O R ANÓNIMO 409

Podrían presentarse más c o m p a r a c i o n e s . C o m o se puede


ver, el " g e n t i l h o m b r e " n o c o p i a a l a l e t r a , n i era posible,
puesto que va traduciendo y adaptando a l i t a l i a n o ; pero los,
datos son idénticos: e l grueso de l a c a ñ e r í a , l a h e c h u r a de
los í d o l o s , l a c o m p a r a c i ó n de l a p l a z a de M é x i c o c o n l a de Sa-
lamanca. . .
No sabemos de d ó n d e t o m ó R a m u s i o los textos de histo-
ria americana i n c l u i d o s e n su c o l e c c i ó n de Navegaciones y
viajes. P e r o consta q u e él se e n c o n t r a b a en Venecia, donde
v i v í a t a m b i é n A l o n s o de U l l o a , c o m o este m i s m o dice e n el y a
c i t a d o p r ó l o g o a los Diálogos de Jovio:

Empleándome en el exercicio de las buenas letras mientras que re-


sidía en esta ilustríssima y felicíssima ciudad de Venetia, he traducido y
compilado los libros que ha visto y sabe el m u n d o , en diversas sciencias,
assí en l a lengua italiana (de la qual, por su dulzura y lindeza, he sido y
soy m u y aficionado) como en l a mía castellana materna, que son m u -
chos; como sea cierto que de doze años a esta parle [J 558] no hago otra
cosa que escribir y componer, aunque nunca me han faltado émulos
en ello.

H e m o s visto que U l l o a b i e n p u d o haber sido paje de C o r -


tés h a c i a los catorce años. E n t o d o caso, tiene l a p r e t e n s i ó n
de h a b e r l o sido. N o es, pues, e x t r a ñ o q u e se le h a y a o c u r r i d o
s i m u l a r u n r e l a t o , basado e n autores f i d e d i g n o s , y q u e , para
d a r l e m a y o r v e r o s i m i l i t u d , l o h a y a i n t i t u l a d o Relazione d'un
C e n t i l h u o m o d i Ferdinando Córtese. N o creo q u e m i h i p ó -
tesis sea d e s c a b e l l a d a . Q u e d a , s i n e m b a r g o , e n espera de q u i e n
c o n m a y o r c o n o c i m i e n t o d e l a s u n t o , o e n p r e s e n c i a de mejores
p r u e b a s , la c o n f i r m e o la a n u l e .

NOTAS

1 Navigation» e t v i a g g i , raccolto da M . Giofvanni] 15att[ista] R a m u -


sio. In Venetia, M D L - M M . I X . E l primer volumen (1550) contiene rela-
tos de viajes antiguos, dos relaciones de Américo Vcspucio y dos del viaje
de Magallanes; en 1556 se publicó el tercer v o l u m e n , consagrado espe-
cialmente a las Indias Occidentales (aquí aparece nuestra Relación); f i -
nalmente se publicó el segundo v o l u m e n en 1 5 5 9 (después de la muerte
de Ramusio), en el cual se vió precisado el editor Tomás de j u n t a a aña-
dir (para lograr u n tamaño idéntico a los otros tomos) u n relato de los
viajes de M a r c o Polo.
2 V o y a g e s , r e l a t i o n s e t mémoires o r i g i n a u x p o u r s e r v i r à l ' h i s t o i r e de
t a découverte de l'Amérique. Publiés p o u r la première fois en français
4io F E D E R I C O GÓMEZ D E 0 R 0 Z C 0

par H . T e r n a u x - C o m p a n s , París, 1838. E n el v o l . X , p p . 4 9 - 1 0 5 , se en-


cuentra la R e l a i i o n abrégée s u r l a N o u v e l l e E s p a g n e e t s u r l a g r a n d e v i l l e
de Temixtitan México, écrite p a r u n G e n t i l h o m m e de l a m i i e de Fernand
Cortés.
3 Anotación de Bustaraante en el libro X I I de la H i s t o r i a de l a s c o s a s
de l a N u e v a España de fray Bernardino de Sahagún, publicada por él con
estrafalario título ( L a aparición de N u e s t r a Señora de G u a d a l u p e de Mé-
x i c o , c o m p r o b a d a c o n l a refutación d e l a r g u m e n t o n e g a t i v o q u e pré-
s e n l a D . J u a n B a u t i s t a Muñoz fundándose en el t e s t i m o n i o d e l P. F r .
B e r n a r d i n o de Sahagún, o sea H i s t o r i a o r i g i n a l de e s t e e s c r i t o r , q u e a l t e r a
Ja p u b l i c a d a en 1820 en el e q u i v o c a d o c o n c e p t o de ser l a única y o r i g i n a l
de d i c h o a u t o r . . . , México, 1840). Bustamanle ya había escrito sobre T e -
rrazas en sus anotaciones a los T r e s s i g l o s de México del P . Andrés Cavo,
México, 1836, t. I, p . i g , nota, y en las Mañanas de l a A l a m e d a , México,
5

1836, t. II, p. 2 2 2 , nota. Volvió a hablar del asunto en los F a s t o s m i l i t a r e s


de i n i q u i d a d , b a r b a r i e y d e s p o t i s m o d e l g o b i e r n o español, México, 1843,
p. v, nota.
4 García Icazbalceta añade que vió también el otro l i b r o de Veytia,
B a l u a r t e s de México, que trata de los santuarios dedicados a diversas advo-
caciones de l a Virgen en los alrededores de la ciudad de México.
5 J . G A R C Í A I C A Z B A L C E T A , O b r a s , Imp. de V . Agüeros, t. X , México,
1899, p. 29.
e C u a n d o su familia rinde relación de sus servicios en 1547, se dice que
ya es fallecido.
7 A p u d FRANCISCO A . DE I C A Z A , C o n q u i s t a d o r e s y p o b l a d o r e s de N u e v a
España, D i c c i o n a r i o autobiográfico s a c a d o de l o s t e x t o s o r i g i n a l e s , M a -
d r i d , 1 9 2 3 . L a información no tiene fecha, pero se dice que Terrazas
vino con Cortés "veynte e ocho años h a " , lo cual nos lleva a 1547. Allí
mismo se dice que "avrá quinze años que casó con A n a de Castro", dato
q u e nos hace fijar la fecha del matrimonio en 1532.
8 D O R A N T E S D E C A R R A N Z A , S u m a r i a relación..., ed. del Museo N a -
cional de México, México, 1 9 0 2 , p p . 178-179.
o Para el estudio completo de Terrazas el mozo véase el tomo de sus
Poesías, edición, prólogo y notas de Antonio Castro L e a l , México, 1941.
10 P a r a nuestras citas del Anónimo nos remitimos a la edición de
E d m u n d o O ' G o r m a n y Justino Fernández, Relación de a l g u n a s c o s a s de
l a N u e v a España y de l a g r a n c i u d a d de Temislitán México, e s c r i t a p o r
•un compañero de Cortés, ed. "Alcancía", México, 1938. Este pequeño vo-
l u m e n tiene dos láminas: una representa u n imaginario templo indíge-
na, y la otra u n m a p a de la ciudad de México, inspirado en el que apa-
reció p o r vez p r i m e r a en la edición latina de las C a r t a s de Cortés. Ambas
provienen de l a colección de R a m u s i o .
11 C o m o se sabe, la chicha es propia de Sudamérica; quizá el autor l a
confunda con la chía, que sí es propia de México.
12 Alonso (o Alfonso) de U l l o a nació en Zamora, según dice Cesá-
reo Fernández D u r o . Fué h i j o de Francisco de U l l o a (la mayoría de los
autores lo l l a m a n Alonso, pero el propio hijo dice que su padre se llama-
E L C O N Q U I S T A D O R ANÓNIMO 411
ba Francisco), m i l i t a r que peleó en la expedición africana de Carlos V .
A l o n s o , que al p r i n c i p i o abrazó también la carrera de las armas (sirvió
en Italia a las órdenes de Fernando Gonzaga), se estableció después en
Venecia y se dedicó a las letras; allí mismo falleció, hacia 1580. Parece ha-
ber desempeñado comisiones diplomáticas del emperador M a x i m i l i a n o
de A u s t r i a y de Felipe II.
13 H i s t o r i e d e l S. D . F e m a n d o C o l o m b o , n e l l e q u a l i s ' h a p a r t i c o l a r e
e vere relationi della vita e de' fatti d e l l ' A m m i r a g l i o D . Cristoforo C o -
l o m b o , s u o p a d r e , e t d e l l o s c o p r i m e n t o c h ' e g l i fece d e l l ' I n d i e O c c i d e n t a l i ,
d e t t e M o n d o N u o v o , h o r a p o s s e d u t o d a l Sereness. Re Católico: n u o v a m e n -
t e d i l i n g u a S p a g n u o l a t r a d o t t e n e l l ' I t a l i a n a d a l S. A l f o n s o V l l o a . C o n
p r i v i l e g i o . In Venetia, M D L X X I . Appresso Fracesi Sanece.-Una prueba
de m u c h o peso en contra de la atribución de este l i b r o a don Hernando
es el hecho de que el autor ignora el lugar de nacimiento del A l m i r a n t e ,
y de que, para deducirlo, acude a fuentes de segunda mano.
14 Perpetró, por ejemplo, una edición de Boscán, completada con
muchas páginas de Cristóbal de Castillejo, autor bien conocido de U l l o a .
Sus pocos escrúpulos en remendar, alterar e interpolar textos hacen decir
a T i c k n o r en su H i s t o r y of S p a n i s h L i t e r a t u r e : " U l l o a was somewhat free
in h a n d l i n g the Spanish books he r e p r i n t e d . "
15 Diálogo de l a s e m p r e s a s m i l i t a r e s y a m o r o s a s , c o m p u e s t o en l e n -
g u a i t a l i a n a p o r el i l u s t r e y reverendísimo señor P a u l o ¡ovio, o b i s p o de
M i c e n a . E n el q u a l se t r a t a de l a s d e v i s a s , m o t e s o b l a s o n e s de l i n a j e s .
N u e u a m e n t e t r a d u c i d a en r o m a n c e c a s t e l l a n o p o r A l o n s o de V l l o a . Vene-
cia, por G a b r i e l G i o l i t o de Ferraris, M D L V 1 I I .
10 R a g i o n a m e n t o d i m o n s i g n o r P a o l o G i o v i o s o p r a i m o t t i , e'l designi
d ' a r m e e'l a m o r e . . . , Venetia, 2? ed., M D L X .