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Autism Friendly Designing : Aplicação móvel para

designers conhecerem e projetarem para usuários


autistas.
Ana Paula Nazaré de Freitas
Universidade de Lisboa
anapaulafreitas@gmail.com

RESUMO ambientes muito estimulantes, comportamentos considerados


Este artigo documenta a resolução de um problema a partir da inadequados ou rigidez extrema. Uma vez que estes indivíduos
aplicação das metodologias de design. A pesquisa se enquadra na podem ser extremamente reativos a ambientes ou estímulos vindos
categoria de Research Through Design . O problema proposto foi o de produtos, o design deve voltar sua atenção para a resolução
desconhecimento do autismo por parte dos designers e a destes problemas e atender esses usuários nas diretrizes de projeto
consequente falta de produtos que incluam esses usuários. Para o como forma de incluí-los como sujeitos de direito em uma
desenvolvimento da solução, foi aplicada a metodologia projetual sociedade mais inclusiva.
de Munari [1], combinada com os métodos de Revisão Uma das dificuldades no desenvolvimento de projetos para estes
Bibliográfica, Análise de Discurso, Mapa Mental, Brainstorm, usuários decorre do desconhecimento do impacto dessa
Wireframe e Mood Board. Como ferramentas foram utilizados os desintegração sensorial, assim como do desconhecimento da
softwares Adobe Illustrator, Adobe Photoshop e Adobe XD. A condição do autismo. Os pré-conceitos que envolvem a condição
solução para o problema foi o desenvolvimento de uma aplicação são igualmente prejudiciais.
direcionada aos designers, autistas e cuidadores de autistas. A Muitos deste pré-conceitos envolvem crenças enraizadas que estão
aplicação tem como publico principal os designers e traz conteúdo geralmente localizadas em pólos opostos tais como de que os
que visa explicar o autismo e divulgar as diretrizes de projeto para autistas são gênios em alguma área de conhecimento ou de que tem
criação de produtos inclusivos a estes. A função para autistas e déficits cognitivos; de que os autistas não tem empatia, não
cuidadores tem o objetivo de aproximar os usuários aos designers mentem, não olham nos olhos, não namoram, ou ainda de que
como forma de uma maior participação e compartilhamento de vivem em um mundo à parte. Tais crenças disseminadas impedem
informações para o desenvolvimento de produtos. que esses indivíduos tenham ambientes e produtos desenvolvidos
com base em suas reais necessidades o que ocasiona segregação e
Palavras-chave sofrimento.
Autismo; Design Inclusivo; Aplicativo; Research Through Design.. Já há um volume de pesquisa considerável no que se refere ao
desenvolvimento de produtos para os usuários autistas. [4, 5, 6 , 7 ,
8 , 9 , 10, 11, 12]. No entanto a maioria das pesquisas estão ainda
focadas em crianças e em desenvolvimento de produtos
1. INTRODUÇÃO terapêuticos e educacionais. Tais pesquisas tem grande importância
e impacto para os usuários mas demonstra um gap de atuação do
O autismo1 é uma condição neurológica diversa e complexa, que design no que se refere ao desenvolvimentos de produtos, serviços
dura a vida toda e afeta a maneira como a pessoa interage e vivencia e ambiente a autistas adultos em seus usos cotidianos.
o mundo ao seu redor [2] . Atualmente, o número de prevalência da O trabalho de Gaines, Bourne Perason & Kleibrink [13] traz
condição é de 1% da população mundial ou 1 em cada 59 considerações importantes para o desenvolvimento de ambientes
nascimentos. [3] A caracterização do autismo não é única, sendo para usuários autistas, com o diferencial do enfoque nos déficits
considerado uma condição espectral, ou seja, há uma variação de sensoriais, trabalhando os níveis de reações sensoriais e o controle
características considerável entre os indivíduos que estão no dos mesmos em diretrizes de projeto. Este trabalho discute a
espectro. Cada individuo apresenta sintomas em graus diferentes, necessidade do designer em criar empatia com o usuário e tentar ao
alguns de maneira leve e outros mais graves. O diagnóstico é máximo compreender seu universo de experiências. No caso dos
clínico - não existem exames e nem marcadores biomédicos que autistas há de se entender de que maneira os déficit sensoriais os
diagnostiquem a condição- baseado em uma tríade de déficits que afetam. Segundo a literatura cientifica os indivíduos autistas podem
envolvem dificuldades em três dimensões: Comunicação, ser hiper ou hipo-sensiveis. Em indivíduos neurotípicos2 a
Imaginação e Interação social. [2] .Uma das principais dificuldades interpretação de um ambiente se da pela informação proveniente da
dos indivíduos autistas é decorrente de um dos sintomas da integração dos sentidos de maneira unificada (visão, olfato,
condição que é a desintegração sensorial, esta desintegração paladar, audição, tato, sistema vestibular e sistema de
decorre devido a déficits no processamento sensorial. O resultado propriocepção). Essa capacidade é importante para compreender o
dessa desintegração são baixo funcionamento desses indivíduos em ambiente e tomar decisões sobre ações. No autismo há um

1 doença e sim condição neurodiversa. Este entendimento vai ao encontro


No Brasil é utilizado o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA), em
Portugal Perturbação do Espectro Autista (PEA), nos EUA Desordem do do modelo social e dos direitos humanos da deficiência e, por esse motivo
Espectro Autista (Autism Spectrum Disorder - ASD). Muitos aqui será utilizado o termo autismo e pessoa autista pelo fato da autora
movimentos formados por pessoas autistas e familiares tem defendido a operar em consonância com este paradigma .
2
ideia da utilização da palavra autismo ou pessoa autista, devido ao fato Neurotípico é um termo que designa aquele que não apresenta nenhuma
dos termos transtorno, perturbação ou desordem carregarem em si a ideia condição neurológica diversa.
de sujeito doente. Estes movimentos defendem que o autismo não é
desequilíbrio na interpretação desses sinais que podem ser muito dificuldade em leitura de códigos corporais e leitura facial das
sensíveis, ou reativos ou pouco sensíveis. O quadro a seguir emoções ou entonações de voz).
demonstra algumas reações comportamentais decorrentes da hiper Com base nestas informações pretendeu-se desenvolver solução de
e hipo sensibilidade de acordo com o sentido. design para a resolução do problema da falta de informação e
conhecimento sobre o autismo e os autistas na comunidade de
Quadro 1: Comportamentos resultantes de hipo ou hiper sensibilidade designers e divulgação de algumas diretrizes de projeto que já
de acordo com o sentido afetado. Fonte:[13], p. 16 . Tradução livre. existem, resultantes de trabalhos de pesquisa anteriormente
realizados.
Sentido Hipo-sensitivo Hiper-sensitivo
Audição Não responde quando seu Extremamente sensível
nome é chamado; Gosta
de ruídos estranhos;
a ruídos altos; Parece
ouvir ruídos antes dos
2. Materiais e Métodos
Gosta de fazer barulho outros; Não é possível
altos e excessivos, fala funcionar bem com A pesquisa se enquadra na categoria de Research Through Design
alto. ruído de fundo. (pesquisa através da abordagem do Design), ou seja: a criação de
Tato Toca pessoas e objetos Recusa vestir alguns conhecimento através do ato de fazer design e da aplicação do
desnecessariamente; Tem tecidos; Não gosta de processo do Design para a resolução de problemas. [17]
resistência anormal a dor; ficar molhado e andar A metodologia projetual utilizada foi a proposta por Munari [1],
Parece não sentir descalço; Reage a que é composto pelas fases:
temperaturas extremas. texturas; Reage
negativamente ao ser Quadro 2: Fases da Metodologia Projetual. Fonte: [1] (adaptado pela
tocado. autora)
Visual Desconsidera pessoas ou Incomodado com luzes Fases da Metodologia Projetual Indicado
objetos no ambiente; brilhantes (cobre os pela letra
Pode ver apenas olhos ou os olhos); Problema P
contornos de certos Facilmente distraído
objetos; Gosta de cores pelo movimento; Definição do Problema DP
brilhantes e luz solar Olha fixamente para Componentes do Problema CP
intensa certas pessoas ou
objetos Recolha de Dados RD
Vestibular Movimenta-se Parece desequilibrado;
Análise de Dados AD
desnecessariamente; Torna-se angustiado
Gosta de girar em quando de cabeça para Criatividade C
círculos; baixo ou quando os pés
Materiais MT
Fica entusiasmado com deixam o chão
qualquer tarefa que Experimentação E
envolva movimento
Verificação V
Paladar Gostam de comidas Comedor exigente;
picantes, sabores fortes Geralmente só comem Desenho Desenho
ou comer substâncias certas texturas, com construtivo
não alimentares; “Sente” sabores particulares e Solução S
objetos com a boca; com determinadas
Procura cheiros fortes; temperaturas.
Alheio a alguns aromas. Na fase do problema (P) e definição do problema (DP) foi
Propriocepção Inconsciente da posição Postura corporal realizado brainstorm com base em estudos anteriores sobre o
do corpo no espaço e a estranha; assunto e orientações presenciais com os professores da disciplina
sensações corporais como Desconfortável na de Projeto de Design do curso de Phd em Design da Universidade
a fome; maioria das posições; de Lisboa para chegar à definição do que seria tratado como
Muitas vezes encostar-se Dificuldade em problema. Os componentes do problema (CD) igualmente foram
a pessoas ou objetos. manipular pequenos
objetos.
definidos em orientações presenciais e discussões sobre o problema
com os professores.
Para adentrarmos no universo destes usuários há que se considerar Para as fases de recolha (RD) e análise de dados (AD) foram
características para além dos déficits sensoriais. Os autistas realizados os procedimentos técnicos de revisão bibliográfica e
também apresentam características positivas[14], essas escolha de trabalhos que traziam diretrizes de projeto para usuários
características são “forças escondidas”[15].Radziwill [14] autistas. Neste levantamento foram escolhidos 4 estudos que se
sintetizou algumas dessas capacidades: pensamento sistemático; enquadravam neste critério. A saber [18, 13, 14 e 5]. Após leitura e
atenção ao detalhe e hiperfoco e grande capacidade para o análise dos estudos, foram aplicados neste projeto diretrizes de dos
pensamento associativo. Há que se considerar também a estudos [18] e [13].
dificuldade com que alguns indivíduos no espectro tem em relação Foi também realizada pesquisa exploratória sobre o universo do
ao desenvolvimento das funções executivas. Que são processos de usuário autista. Esta pesquisa se deu através de análise de discurso
controle cognitivo que envolvem varias dimensões e que se de textos e vídeos publicados por usuários em redes sociais e blogs.
caracterizam por serem voluntários e exigirem um alto esforço, Essa pesquisa buscava um maior aprofundamento no universo do
nesta função incluem-se a capacidade de avaliar, organizar e usuário para a criação da empatia e entendimento do lugar de fala.
alcançar metas, assim como de adaptar o comportamento com A análise do discurso é um conceito das ciências sociais que analisa
flexibilidade ao ser confrontado com ocasiões ou problemas não os discursos com base em seu contexto, seu emissor, sua estética,
esperados.[16]. É comum a este indivíduos ter dificuldade em fazer neste sentido buscamos entender os textos dos usuários a partir do
atribuições sobre o estado mental de outras pessoas (isso inclui entendimento de seu contexto e vivências.
Para a fase da Criatividade (C) foram utilizados técnicas como uma representação básica de todos os componentes da página e
esboços e mind maps. Na pesquisa sobre materiais (M) como eles se inserem.[19]
investigamos os softwares que poderíamos utilizar para o
desenvolvimento da aplicação. Na fase de experimentação (E)
pusemos alguns designers para experimentar o protótipo e
finalmente adaptamos algumas melhorias para chegarmos no
Desenho Construtivo (DC)e na Solução (S) que resultou em uma
aplicação para telemóvel direcionada a designers, autistas e
cuidadores .

3. Processo de Design e resultados


Figura 1: Wireframe do Aplicativo. Fonte: Autora.
Após os estudos iniciais sobre o o problema, foi definido como
solução uma aplicação móvel que trouxesse informações precisas e
Na fase de delimitação de padrões visuais foi desenvolvido
sucintas sobre diretrizes de projeto para a criação de produtos
inicialmente um mood board (figura 2) ou painel semântico do
inclusivos aos autistas. Essa aplicação tem como objetivo principal
a sintetização de trabalhos científicos para diretrizes mais simples projeto. O mood board é uma técnica que visa definir a estética e
semântica (significados) visual do produto, deixando clara a
e práticas. Como objetivos paralelos da aplicação, determinou-se
direção visual e estética que deverá se tomar. [20]
o conhecimento sobre a condição do autismo e a criação de formas
de conexão entre os usuários e os designers.
Foi desenvolvido o mapa do aplicativo (Apênice A) que buscou a
estruturação e organização das diversas funções da aplicação, assim
como delimitar a quantidade de telas e funcionalidade.
Delimitou-se como sessões iniciais os locais de login e registro que
precisam ser utilizados quando ocorre o primeiro acesso.
Posteriormente surge a tela de definição do utilizador. Como o
objetivo é promover o entendimento do designer sobre o universo
dos usuários, previmos como uma das funções da aplicação, a
possibilidade de promover o encontro entre os mesmo e, assim,
fomentar a realização de pesquisas com a participação dos autistas.
Com base na informação que obteve-se, quando da realização do
estado da arte desta pesquisa, de que muitos produtos são criados
para crianças e, também, com o dado de que muitos usuários
precisam de suporte de cuidadores para realizar algumas tarefas
também inserimos a possibilidade dos cuidadores participarem
como sujeitos ativos e como público alvo da aplicação. Assim
definimos três tipos de usuários para a aplicação: Designers,
autistas, cuidadores. Sendo os designers o público-alvo principal.
As seções direcionadas aos designers seriam três: Uma seção que
explicaria o autismo, uma seção que traria as Diretrizes de projeto
e outra intitulada Fórum de Discussão. A seção sobre diretrizes de
projeto foi subdividida de acordo com os sentidos que determinado
produto pode prescindir para sua utilização. Dessa maneira, Figura 2: Mood Board do Produto. Fonte:Free Icon, Google Fonts e
acreditamos que pode ser mais interessante aos designers entender Imagens de banco de fotos. Adaptação da Autora.
as necessidades dos usuários tendo em vista os déficits já abordados
na introdução deste trabalho. O fórum de discussão visa estabelecer Uma das inspirações que estão presentes no quadro é o símbolo do
um ambiente virtual de troca de informações entre designers e entre movimento pela neurodiversidade - conceito surgido nos últimos
os usuários e cuidadores. 10 anos, cunhado por Judy Singer e que objetiva transmitir a defesa
As seções destinadas aos autistas e aos cuidadores apresentam as da diversidade biológicas de cérebros e busca despatologizar
funcionalidades de registro do Diário de Bordo, onde podem tirar condições neurológicas diversas, tais como o autismo, o déficit de
fotos, gravar vídeos e registrar texto que queiram compartilhar atenção e a dislexia.[15] . As cores foram inspiradas no arco-íris
sobre o seu dia-a-dia na interação com ambientes, objetos e que faz referência ao fato do autismo ser considerado espectral e à
serviços. Na funcionalidade intitulada Colabore com Designers o diversidade dos indivíduos que apresentam a condição.
usuário pode se cadastrar para participar de pesquisas, responder Foi escolhida a fonte gratuita Montserrat de Julieta Ulanovsky.
questionários e testar produtos. Trata-se de fonte sem serifa, de leitura adequada para telas está
A fase posterior foi o desenvolvimento do Wireframe (Figura 1) da disponível na plataforma Google Fonts. Foram escolhidos ícones
aplicação que buscou identificar em forma de esboço os botões e que representassem ações dentro do aplicativo (os ícones são
itens que iriam compor o aplicativo O wireframe é uma técnica gratuitos disponíveis no free icon). A imagem que compõe o painel
muito utilizada no desenvolvimento de produtos para web [19], são semântico demonstra o trabalho do designer que simboliza a função
utilizados no inicio do processo para estabelecer a estrutura básica principal da aplicação.
da pagina, serve como método para diminuir a abstração do mapa A paleta de cores apresenta 6 cores : azul, magenta, verde, amarelo,
mental e passar a uma representação mais visual. O wireframe é vermelho e cinza com saturações diferentes. Inicialmente foi
utilizada a paleta menos saturada, no entanto nos testes de
leiturabilidade verificou-se que a paleta mais saturada traria o adequam às diretrizes de acessibilidade. Assim, o logotipo final
contrates adequado para seguir as diretrizes de acessibilidade web. prioritário esta demonstrado na Figura 5.
Na fase seguinte foi desenvolvido o nome e o logotipo da aplicação.
O nome escolhido foi Autism Friendly Designing (projetando
amigavelmente para o autismo) que busca identificar a função
principal do produto. Em busca de similares não foi encontrado
nenhum aplicativo ou site com o mesmo nome ou que ofereça a
mesma função.
Para o desenvolvimento do logotipo foi escolhido trabalhar o
desenho de um cérebro como forma de identificação com a teoria
da neurodiversidade, que busca a importância da diversidade
biológica de funcionamentos cerebrais3. Após os esboços iniciais
(Figura 3) em papel foi desenvolvido em software especifico o Figura 5: Logotipo prioritário do aplicativo. Fonte: autora.
desenho do logotipo. Foi também desenvolvida versão de assinatura horizontal e apenas
com o símbolo ( figura 6) .

Figura 6: Logotipo com versão horizontal e aplicação apenas do


símbolo, respectivamente. . Fonte: Autora.
Ao ter definido a identidade visual foram então criadas as telas da
aplicação. As telas foram desenvolvidas com o software Adobe
XD.
A seguir ( Figuras 7) estão demonstradas as telas de registro e login
Figura 3: Esboço do Logotipo. Fonte: Autora. e, posteriormente a tela de definição do utilizador.

O resultado traz o desenho de um cérebro visivelmente assimétrico,


com o objetivo de comunicar a diversidade de cérebros, com
formas geométricas representando diversos tipos de indivíduos que
estão dentro do espectro. O cérebro tem três traços na parte superior
que sugerem a ideia de iluminação, tal qual quando se representa
graficamente a luz de uma lâmpada que remete ao conceito de
ideias.
A seguir o logotipo inicialmente criado com a paleta de cores
menos saturada.

Figura 4: Logotipo criado com a paleta menos saturada. Fonte: Autora.

O logotipo com a paleta menos saturada foi descartado devido aos


testes realizados em relação às diretrizes de cores do Web Content
Accessibility Guidelines (WCAG) 2.0 que aconselha uma taxa
mínima de 4,5: 1 na sua relação e contraste figura fundo. (Caldwell,
Cooper, Guarino Reid, & Vanderheiden, 2008). Por este motivo
optou-se por trabalhar a paleta com cores mais saturadas que se

3 devido ao fato da comunidade ativista composta por autistas rechaçar o


O símbolo do quebra-cabeça azul ou colorido comumente divulgado e
relacionado ao autismo foi descartado como elemento de significação símbolo.
Figuras 7: Telas de registro, login e identificação do usuário,
respectivamente. Fonte: Autora.

Na figura 9 aparecem as telas direcionadas aos designers.

Figura 10: Telas direcionadas aos autistas. Fonte: Autora.

4. Considerações finais:
O objetivo deste trabalho – desenvolvido na disciplina de projeto
de Design do Phd em Design da Universidade de Lisboa – foi o de
propor a resolução de um problema a partir das metodologias
próprias do campo de conhecimento do design. Neste sentido,
propôs-se como problema o desconhecimento do autismo por parte
dos designers e a consequente falta de produtos inclusivos a estes.
Para a resolução do problemas aplicou-se a metodologia projetual
de Munari, 1998 combinada com diversos métodos para cada etapa
do desenvolvimento. O resultado chegou à forma de protótipo, o
qual foi analisado informalmente por alguns designers que o
consideraram adequado. No entanto, caso o produto realmente
fosse ser implementado deveria ser mais amplamente testado,
Figura 9: Telas direcionadas aos designers Fonte: Autora. assim como o desenvolvimento do seu conteúdo (relativo às
diretrizes de projeto) devesse ser criado e aprofundado. Para uma
Na figura 10 as telas direcionadas aos cuidadores e autistas. maior amplitude da resolução do problema e promoção da
divulgação do autismo e suas características, assim como para
garantir que os autistas possam participar da criação de produtos
para si, a plataforma do aplicativo deveria der ampliada para um
site que pudesse ampliar a utilização e o acesso a tais informações.

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Apêndices:

Apêndice A- Mapa do aplicativo