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UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

CENTRO DE CIENCIAS HUMANAS LETRAS E ARTES


SES 310 – POLÍTICA SOCIAL

SÍNTESE DA APRESENTAÇÃO DO TEXTO

Nomes: Elisângela A. da Silva - 50581


Sarah Gomes Barbosa - 97771
Lídia de Jesus Sousa – 61530
Luciana Lopes Mafia - 97749
Gabriela Alves Gomes - 97721
Maria Isabela Gonçalves V. S. – 97765

Capítulo 4 – Categorias da Política Socioassistencial na America Latina II


Este capitulo trata da apresentação dos dados da pesquisa contextualizando com as
abordagens dos documentos apresentados pelos organismos internacionais de combate e
superação da pobreza. Os organismos internacionais de que trata sobre a temática da
pobreza são Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID), Comissão Econômica para a América Latina
(CEPAL). Estes organismos surgem no pós Guerra para atender as necessidades e
reconstrução dos países devastados pela Segunda Guerra Mundial.

4.1 – Orientação e direcionamento das políticas socioassistenciais na América


Latina: Os documentos oficiais indicam em que termos se deve realizar política
social

As políticas socioassistenciais são aquelas não contibutivas direcionadas a todos


que dela necessitam e as políticas sociais so fazem sentido quando se implementam as
políticas públicas que minimizem os efeitos perversos da desigualdade social.
Os organismos internacionais problematizam reflexões sobre temas que afetam o
mundo todo e propõe ações e estratégias de superação para os países necessitados. Estes
organismos internacionais possuem poder político para direcionar essas orientações para
serem utilizadas pelos países.
As percepções acerca da temática partem do pensamento de suas instituições e
todas as suas ações e estratégias buscam atender os seus objetivos, qual seja: pensar nos
aspectos mais amplos e operacionais dos temas mundiais na perspectiva política e
ideológica e vêem as grandes questões de nossa sociedade sendo tratadas e enfrentadas.
Para o Banco Mundial, é possível conseguir uma redução significativa na privação
humana e que as forças da integração global e do avanço tecnológico podem e devem ser
mobilizadas para servir aos interesses do pobre a partir da ampliação do conhecimento da
pobreza e suas causas.
De acordo com o Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 1990, para
melhorar a qualidade de vida dos pobres é viável a adoção de uma estratégia que seja:
criar oportunidades e capacitar o pobre para tirar proveitos dessas oportunidades.
No relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2000/2001 é preciso explorar
os diversos cenários que envolvem as populações pobres entendendo a pobreza na
perspectiva de renda, privação de acesso a serviço público, participação social,
infraestrutura, dentre outros porque é preciso medir a pobreza para reduzí-la.
O Banco Mundial traz uma questão de quanto é possível fazer, caso os governos
de países ricos e pobres se dedicassem a combater a pobreza; promovendo a oportunidade,
facilitando a participação e aumentando a segurança.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento aponta os desafios no âmbito da
pobreza dizendo que nossa falta de conhecimento sobre a situação social dos pobres é
muito grande e as práticas e políticas que se recomendam não foram testadas e no campo.
O processo de concepção, elaboração e execução dos projetos é tão importante quanto
seu resultado. É preciso priorizar a maior participação da comunidade e o diálogo efetivo
com todos os setores da sociedade.
A autora traz para a discussão a questão de crescimento e desenvolvimento
econômico. Crescimento tem haver com o PIB que são os produtos e serviços que são
produzidos internamente e sendo distribuído para as pessoas é possível falar em
desenvolvimento econômico, pois eleva os níveis de educação, renda, saúde e capacitação
de todos.
Observamos que a orientação e o direcionamento vinculado às políticas sociais é
essencialmente a busca pela superação da pobreza. Onde o Banco Mundial e o FMI
(Fundo Monetário Internacional) visam apresentar estratégias eficientes na luta contra a
miséria e na tentativa de um desenvolvimento. Veremos que na verdade se busca mais
uma amenização dessa pobreza, do que uma superação de mesma.
O documento “Equidade, desenvolvimento e cidadania da CEPAL publicado em
2000”(pág. 108) retrata em si alguns aspectos econômicos que influenciaram
conjuntamente afatos sociais. Como por exemplo:
 Redução da inflação;
 Aceleração do crescimento das exportações;
 Restabelecimento econômico, entre outros;
Entretanto, esse aumento da produtividade e do desenvolvimento econômico
provém emefeito da degradação do mercado de trabalho e aumento do desemprego em
muitos países,entre outros fatores; dando decorrência a problemas de coesão social e de
governabilidade.
A CEPAL, sendo assim, considera que em alguns casos de reforma se faz
necessário“reformar as reformas”. (nota de rodapé 65; pág. 109) “As orientações
propostas procuram harmonizar ações públicas, estatais e/ou privadas,
considerando que permitem potencializar as possibilidades do mercado”.(pág. 109)
Nessa segunda fase de reformas, as políticas estatais passam a ser reconhecidas
comocomponente das políticas públicas, já que as políticas públicas passam a ser
consideradascomo “todas as ações organizadas em torno do interesse coletivo”.
“Daí a importância da mobilização da sociedade civil, como o objetivo é corrigir
falhas de mercado e de governo, ou seja, o fomento à participação é essencial”.
(Pág.109) Ou seja, toda essa tentativa e busca por uma superação a pobreza, já vem
vinculada a umestímulo de cooperação e inclusão ao mercado.
No ano de 2001 foi publicado no documento do BID (Banco Internacional de
Desenvolvimento) “Redução da pobreza e fortalecimento do capital social e
participação: a recente ação do Banco Interamericano de
Desenvolvimento”.(Pág.109) Onde, seu objetivo é diminuir pela metade os dados de
população vivendo emextrema pobreza do ano de 1990 à 2015.O documento destaca uma
estratégia para a redução da pobreza, onde é essencial: (pág.109/110)
● Oportunidade para os pobres;
● Desenvolvimento humano;
● Qualidade de vida;
● Proteção social;
● Prevenção de males sociais;
 Inclusão Social, governabilidade e capital social;
Fatores esses que já deveriam ser garantidos como direito de todos em escala mundial.
O Capital Social, representado por meios organizativos, como parte de uma
riqueza social, têm destaque como um aspecto importante e necessário para a aplicação
da democracia, crescimento econômico e redução da pobreza. Novamente vinculada a
questão de que a participação coletiva e fundamental ao desenvolvimento e ao progresso.
(Pág.110) “Desenvolvimento produtivo em economias abertas” (pág.110) foi o
terceiro documento publicado pela CEPAL em 2004, ele renova o questionamento sobre
desenvolvimento perante os legados dos últimos anos, onde os progressos obtidos são
primordiais para estabelecer mais e melhor aproximação do continente americano ao
mundo.
“O objetivo mais estratégico do documento, portanto, é evidenciar uma
concepção mais adequada e eficiente para o funcionamento do mercado e também
do governo no início do século. Figuram aí a importância da modernização aliada à
inclusão, bem como do crescimento econômico relacionado ao investimento e ao
desenvolvimento sustentável, visto que o mais importante é ser “amigável” ao
mercado, sem referenciar qualquer preocupação como o que é importante para o
povo”. (Pág.111)
As estratégias apresentadas pelos documentos deixam evidente que a verdadeira
preocupação não é superar a pobreza mas sim suavizá-la. As estratégias tinham sua
concentração voltada para o mercado, abandonando qualquer preocupação ao que é
considerável a população, principalmente, a população pobre.
Quadro 5- Sistematização de dados dos documentos oficiais dos organismos
internacionais (pág. 111/112) onde são abordados os documentos e seus principais
objetivos para uma melhor compreensão dos mesmos.