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Disciplina: Contabilidade de Custos – Professora: Gláucia Maria Carteri

Curso de Tecnologia de Sistema de Informações 3º Ano

Relatórios Contábeis: Obrigação e Auxílio à Gerência


Importância da Tomada de decisão
Frequentemente estamos tomando decisões: a que hora iremos levantar, que roupa
iremos vestir, qual tipo de comida iremos almoçar, a que programa iremos assistir, qual
trabalho iremos desenvolver durante o dia etc. Alguma vezes, são decisões
importantíssimas: o casamento, a carreira que escolhemos, a aquisição de casa própria,
para exemplificar.
Evidentemente que estas decisões mais importantes requerem um cuidado maior, uma
análise mais profunda sobre os elementos (dados) disponíveis, sobre os critérios racionais,
pois uma decisão importante, mal tomada, pode prejudicar toda uma vida.

Tomada de decisão no âmbito interno na empresa


Dentro de uma empresa, a situação não é diferente. Frequentemente, os responsáveis
pela administração estão tomando decisões, quase todas importantes, vitais para o sucesso
do negócio. Por isso há necessidade de dados, de informações corretas, de subsídios que
contribuam para uma boa tomada de decisão. Decisões tais como comprar ou alugar uma
máquina, preço de um produto, contrair uma dívida a longo ou curto prazos, quanto de
dívida contrairemos, que quantidade de material para estoque deveremos comprar, reduzir
custos, produzir mais.

Má gerência
Observamos com certa freqüência que várias empresas, principalmente as pequenas,
têm falido ou enfrentam sérios problemas de sobrevivência. Ouvimos empresários que
criticam a carga tributária, os encargos sociais, a falta de recursos, os juros altos etc.,
fatores que, sem dúvida, contribuem para debilitar a empresa. Entretanto, descendo a
fundos nas nossas investigações, constatamos que, muitas vezes, a “célula cancerosa” não
repousa naquelas críticas, mas na má gerência, nas decisões tomadas sem respaldo, sem
dados confiáveis. Por fim observamos, nesses casos, uma contabilidade irreal, distorcida,
em conseqüência de ter sido elaborada única e exclusivamente para atender as exigências
fiscais.
Vivemos um momento em que “aplicar os recursos disponíveis com a máxima
eficiência” tornou-se, dadas as dificuldades econômicas (concorrência, desemprego etc.),
uma tarefa nada fácil. A experiência e o feeling do administrador não são mais fatores
decisivos no quadro atual; exige-se um elenco de informações reais, que norteiem tais
decisões. E essas informações estão contidas nos relatórios elaborados pela Contabilidade.
Uma empresa sem boa contabilidade é como um barco, em alto-mar, sem bússola.

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Tomada de decisão fora dos limites da empresa
(usuários da contabilidade)
Evidentemente, o processo decisório decorrente das informações apuradas pela
Contabilidade não se restringe apenas aos limites da empresa, aos empresários,
administradores e gerentes, mas também a outros segmentos, quais sejam:

ü Investidores: é através dos relatórios contábeis que se identifica a situação


econômico-financeira da empresa; dessa forma, o investidor tem em mãos os
elementos necessários para decidir sobre as melhores alternativas de
investimentos. Os relatórios evidenciam a capacidade da empresa em gerar
lucros e outras informações.
ü Fornecedores de Bens e serviços a crédito: usam os relatórios para analisar a
capacidade de pagamento da empresa compradora.
ü Bancos: utilizam os relatórios para aprovar empréstimos, limite de crédito etc.
ü Governo: não só usa os relatórios com a finalidade de arrecadação de impostos,
como também para dados estatísticos, no sentido de melhor redimensionar a
economia.
ü Sindicatos: utilizam os relatórios para determinar a produtividade do setor, fator
preponderante para reajustes de salários.
ü Outros interessados: funcionários (quer saber se a empresa tem condições de
pagar seu salário ou não), órgãos de classes, pessoas e diversos institutos, como a
CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o CRC (Conselho Regional de
Contabilidade), concorrentes etc.

Demonstrações Financeiras e Relatórios Contábeis


Algumas definições básicas

Relatório contábil é a exposição resumida e ordenada de dados colhidos pela


Contabilidade. Ele objetiva relatar às pessoas que utilizam os dados contábeis os principais
fatos registrados por aquele setor em determinado período. Também conhecidos como
informes contábeis, distinguem-se em obrigatórios e não obrigatórios.
Os relatórios obrigatórios são aqueles exigidos por lei, sendo conhecido como
demonstrações financeiras. São exigidos na totalidade para as sociedades anônimas e,
parte deles, estendida a outros tipos societários, através do Imposto de Renda.
Os relatórios contábeis não obrigatórios, evidentemente, são aqueles não exigidos por
lei, o que não significa que sejam menos importantes. Há relatórios não obrigatórios
imprescindíveis para a administração.

Relatórios Contábeis Obrigatórios


A Lei das Sociedades por Ações estabelece que, ao fim de cada exercício social
(geralmente um ano), a diretoria fará elaborar, com base na escrituração contábil, as

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seguintes demonstrações financeiras (ou contábeis) (para as Sociedade Anônimas –
S.A.):
§ Balanço Patrimonial;
§ Demonstrações do Resultado do Exercício;
§ Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstrações das
Mutações do Patrimônio Líquido;
§ Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos.

Tais demonstrações financeiras deverão ser publicadas em dois jornais: no Diário


Oficial e num jornal de grande circulação.
As Sociedades Anônimas de Capital Aberto (que negociam suas ações na Bolsa de
Valores) e as grandes S.A. estão obrigadas à elaboração e publicação da Demonstrações
das Origens e Aplicações de Recursos. As demais estão desobrigadas em relação a esta
demonstração.
Outro aspecto relevante é que as demonstrações financeiras de cada exercício devem
ser publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do
exercício anterior.
As notas explicativas devem complementar, juntamente com outros quadros
analíticos ou demonstrações contábeis, as demonstrações financeiras, servindo para
esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.
As demonstrações financeiras das sociedades por ações de capital aberto observarão,
ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e serão
obrigatoriamente auditadas por auditores independentes, registrados na mesma comissão
(parecer da auditoria).
As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por
contabilista legalmente habilitados.
Pela legislação do Imposto de Renda, as sociedades por quotas de
responsabilidade limitada deverão seguir parte dos dispositivos da Lei das Sociedades
por Ações. Embora não seja necessária a publicação das Demonstrações Financeiras, as
“limitadas” deverão estruturar suas demonstrações nos moldes da Lei das Sociedades por
Ações, para melhor atender às exigências do Imposto de Renda. Somente a Demonstração
das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) é exigência específica para as sociedades
anônimas.
Desta forma, as empresas “limitadas” e outros tipos societários deverão apresentar
ao Imposto de Renda três demonstrações financeiras:

§ Balanço Patrimonial;
§ Demonstração de Resultados do Exercício;
§ Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.

Balanço Patrimonial: uma introdução


O Balanço Patrimonial reflete a posição financeira em determinado momento
(normalmente, no fim do ano) de uma empresa.
O Balanço Patrimonial (BP) é constituído de duas colunas: a coluna do lado direito é
denominada de Passivo e Patrimônio Líquido. A coluna do lado esquerdo é denominada

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Ativo. Atribui-se, por mera convenção, o lado esquerdo para o Ativo e o lado direito para
o Passivo e Patrimônio Líquido. Vejamos graficamente:

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
LADO ESQUERDO LADO DIREITO

Ativo
São todos os bens e direitos de propriedade da empresa, avaliáveis em dinheiro, que
representam benefícios presentes ou futuros para a empresa.

Bens e Direitos

§ Bens: Máquinas, terrenos, estoques, dinheiro (moeda), ferramentas, veículos,


instalações etc.

Os bens podem ser divididos em tangíveis (quando têm corpo, matéria) e


intangíveis – incorpóreos (marca, ponto comercial etc.). Há ainda, a divisão em móveis
(não são fixos ao solo, podendo ser transportados de um lugar para outro) e imóveis –
fixos ao solo (terrenos, prédios etc).

§ Direitos: Contas a receber, duplicatas a receber, títulos a receber, ações, depósitos


em contas bancárias, títulos de crédito etc.

Valor Objetivo

São os avaliáveis em dinheiro. Uma empresa, por exemplo, que possui uma “marca”
conhecida no mercado não poderá evidenciá-la como Ativo, embora seja um bem
(intangível) de sua propriedade, pois é difícil avaliar a marca monetariamente. Exceção
haverá quando a marca for adquirida de terceiros.
Um dos itens mais significativos que normalmente não é contabilizado como ativo,
pois não tem um valor objetivo é o que denominamos Fundo de Comércio. Inicialmente,
pode-se dizer que Fundo de Comércio é o valor a maior, um ágio, de uma empresa em
virtude de bons serviços prestados; da imagem/reputação (por exemplo, Nestlé: imagina
qual mãe teria dúvidas em comprar um alimento dessa empresa para seu filho); da
clientela conseguida ao longo dos anos ( por exemplo, City Bank: conquistando clientes
considerados especiais); do ponto comercial, localização (o Boteco do Bagaceira) Praça
dos Garimpeiros – BG; marca conhecida (por exemplo, Coca-Cola), Capital Intelectual (a
Microsoft por exemplo); etc..
Todos estes atributos positivos, e outros, no momento de se avaliar uma empresa,
podem representar montantes algumas vezes maiores do que seu Ativo Tangível. Todavia,
por ser de difícil avaliação dado ao subjetivismo, o Fundo de Comércio não é evidenciado

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no ativo, salvo em condições de negociação entre empresas ( pois aí define-se ou acorda-
se um valor).

Propriedade

Se o bem ou direito não for de propriedade da empresa, não constará do seu Ativo. Um
arrendamento mercantil (leasing) ou aluguel de uma maquina, pelo qual a empresa pagará
aluguel mensal, não se caracteriza como Ativo, embora o bem esteja dentro da empresa (é
posse e não propriedade).

Benefícios presentes ou futuros

Se a empresa tiver um “título a receber” de uma empresa falida, ele não será Ativo,
pois não há possibilidade de convertê-lo em dinheiro, não trazendo benefício algum para a
sua portadora.
Itens tais como: carro acidentado, estoque obsoleto, bens destruídos por incêndios ou
inutilizados por enchentes, bens roubados são bens que não trazem mais benefícios para a
empresa; portanto, devem ser baixados. Se houver um valor residual depois do acidente,
deve permanecer no Ativo apenas este valor, sendo a diferença baixada como uma perda.
Portanto, para ser Ativo, é necessário preencher os quatro requisitos simultaneamente:

1- bens ou direitos,
2- de propriedade da empresa,
3- mensuráveis monetariamente,
4- benefícios presentes ou futuros.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO E PL
Bens
ü Máquinas

?
ü Veículos
ü Estoque
ü Dinheiro

Direitos
ü Títulos a Receber
ü Depósitos Bancários

Passivo e Patrimônio Líquido


Passivo
Evidencia as obrigações exigíveis da empresa, ou seja, as dívidas que serão cobradas,
reclamadas a partir da data do seu vencimento. É denominado também passivo exigível,
procurando-se neste caso dar mais ênfase ao aspecto exigibilidade.

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O passivo exigível é conhecido no mercado financeiro como dívidas com terceiros, ou
recursos (dinheiro, mercadorias) de terceiros, ou capital de terceiros. A palavra terceiro
abrange o conjunto de pessoas físicas e jurídicas com quem a empresa tem dívidas:
fornecedores, funcionários, governo, bancos, encargos sociais, Previdência Social, etc.
O passivo exigível evidencia o endividamento da empresa, o seu crescimento de forma
desmedida pode levar a empresa à concordata ou até a falência.

BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO E PL
Bens Passivo Exigível
ü Máquinas ü Fornecedores
ü Veículos ü Salários a Pagar
ü Estoque ü Empréstimos Bancários
ü Dinheiro ü Impostos a Pagar

Direitos Patrimônio Líquido


ü Títulos a Receber
ü Depósitos Bancários ?
Patrimônio Líquido

Representa o total das aplicações dos proprietários na empresa.


Toda empresa necessita de uma quantia inicial de recursos (normalmente dinheiro)
para efetuar suas primeiras aquisições, seus primeiros pagamentos etc. Os proprietários,
então concedem suas poupanças com o objetivo de proporcionar à empresa os meios
necessários ao início do negócio. Essa quantia inicial concedida pelos proprietários
denomina-se, contabilmente, capital social, que poderá ser aumentado a qualquer
momento.
Dessa forma, a empresa, pessoa jurídica fica devendo (obrigações) para seus
proprietários, que, por lei, não podem exigir (para não extinguir a empresa) seu dinheiro
de volta, enquanto a empresa estiver em funcionamento (continuidade). Por isso, o
patrimônio líquido é conhecido como obrigação não exigível (que não se pode reclamar,
cobrar, exigir de volta). Se os proprietários quiserem retirar-se da sociedade, devem
vender sua participação no capital para outras pessoas, sem envolverem a empresa.
Pelo fato de os proprietários não terem direito de reclamar seu dinheiro aplicado na
empresa, enquanto esta estiver em processo de continuidade, no mundo financeiro, o
patrimônio líquido é denominado recurso próprio ou capital próprio, ou seja, os recursos
que pertencem à própria empresa até a sua extinção. No encerramento da empresa os
recursos seriam devolvidos aos proprietários.

Matematicamente, o patrimônio líquido é obtido através da equação contábil: Ativo


– Passivo Exigível

PL = Ativo (bens + direitos) – Passivo Exigível (obrigações exigíveis)

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BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO E PL
Bens Passivo Exigível
ü Máquinas ü Fornecedores
ü Veículos ü Salários a Pagar
ü Estoque ü Empréstimos Bancários
ü Dinheiro ü Impostos a Pagar

Direitos Patrimônio Líquido


ü Títulos a Receber ü Capital Social
ü Depósitos Bancários

O termo “Capital” em Contabilidade

De maneira geral o termo capital significa recursos. Capital próprio, portanto, denota
recursos (financeiros ou materiais) dos proprietários (sócios ou acionistas) aplicados na
empresa. Capital de terceiros, por seu lado, significa recursos de outras pessoas (físicas ou
jurídicas) aplicados na empresa.
A importância que os proprietários investem inicialmente na empresa, contabilmente, é
denominada capital ou capital nominal. O valor inicial do capital nominal será
modificado, normalmente aumentado com o passar do tempo.
Em caso de os sócios (ou acionistas) se comprometerem a investir na empresa certa
quantia, esse capital será denominado capital subscrito (assinado, comprometido).
Ao cumprirem o contrato firmado, fornecendo dinheiro ou outros bens à empresa, os
proprietários integralizam capital (realização do capital). Capital a integralizar é, portanto,
a parte do capital comprometido (subscrito) ainda não realizada.

Outros acréscimos ao Patrimônio Líquido

O PL não cresce apenas com os novos investimentos dos proprietários, mas também, e
isto é mais comum, com os rendimentos resultantes do capital aplicado. Este rendimento é
chamado Lucro. O lucro resultante da atividade operacional da entidade, obviamente,
pertence, em última análise, aos proprietários que investiram na empresa (remuneração ao
capital investido).
Do lucro obtido em determinado período pela atividade empresarial, normalmente, uma
parte é distribuída para os donos do capital (dividendos) e outra parte é reinvestida no
negócio, isto é, fica retida (acumulada) na empresa.
A parte do lucro acumulado (retido) é adicionada ao Patrimônio Líquido. Dessa forma,
as aplicações dos proprietários vão crescendo.

BALANÇO PATRIMONIAL

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ATIVO PASSIVO E PL
Bens Passivo Exigível
ü Máquinas ü Fornecedores
ü Veículos ü Salários a Pagar
ü Estoque ü Empréstimos Bancários
ü Dinheiro ü Impostos a Pagar
ü Dividendos (Lucro)
Direitos
ü Títulos a Receber Patrimônio Líquido
ü Depósitos Bancários ü Capital Social
ü ( - ) Prejuízos Acumulados

Origens X Aplicações
Todos os recursos que entram numa empresa passam pelo passivo e patrimônio líquido.
Os recursos (financeiros ou materiais) são originados dos proprietários (PL), fornecedores,
governo, bancos, financeiras etc. que representam origens de recursos. Através do passivo
e do patrimônio líquido, portanto identificam-se as origens de recursos.
O ativo, por sua vez, evidencia todas as aplicações de recursos: aplicação no caixa, em
estoque, em máquinas, em imóveis etc.
A empresa, na verdade, só pode aplicar (ativo) aquilo que tem origem (passivo e PL).
Evidentemente, havendo origem de R$ 2.96 milhões, a aplicação deve ser de R$ 2,96
milhões. Dessa forma, fica bastante simples entender por que o Ativo será sempre igual ao
Passivo + PL.
Origens de Recursos $$$
$$$$$$$$$$$$$$$$
BALANÇO PATRIMONIAL
Ativo (aplicações) Passivo e PL (origens)

Aplicações De terceiros e próprios

Se o total do Passivo + Patrimônio Líquido for $ 300.000, qual o total do ativo? O total
é de $300.000. Por quê? Porque havendo origem de $ 300.000, só pode aplicar a quantia
de $ 300.000, nem um centavo a mais, nem um centavo a menos.
Explicação da Expressão “Balanço Patrimonial”

A palavra balanço decorre do equilíbrio: Ativo – Passivo + PL , ou da igualdade:


Aplicações = Origens . Parte-se da idéia de uma balança de dois pratos, onde sempre
encontramos a igualdade. Mas em vez de se denominar balança (como balança comercial)
denomina-se balanço.
O termo patrimonial tem origem no patrimônio da empresa, ou seja, conjunto de bens,
direitos e obrigações. Daí o chamar-se patrimonial

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Juntando-se ambas as palavras, obtém-se o balanço patrimonial, equilíbrio do
patrimônio, igualdade patrimonial. Em sentido amplo, o balanço evidencia a situação
patrimonial da empresa em determinada data.

Requisitos do Balanço Patrimonial

Cabeçalho: O Balanço Patrimonial é composto de um cabeçalho do qual constará:


• Denominação da empresa.
• Título da demonstração (Balanço Patrimonial)
• Data de encerramento do balanço.

Corpo: O corpo do balanço é constituído por duas colunas: a da esquerda, que


chamamos Ativo e a da direita, que chamamos Passivo e Patrimônio Líquido (ou Passivo,
conforme a Lei).

Colunas Comparativas: a Lei das Sociedades por Ações dispõe que as


demonstrações de cada exercício sejam publicadas com a indicação dos valores
correspondentes do exercício anterior. Assim, o Balanço Patrimonial e todas as
Demonstrações Financeiras são apresentadas em duas colunas: Exercício Atual e Exercício
Anterior.
Essa apresentação facilita ao usuário das demonstrações no sentido de observar a
evolução de um ano para outro, ou seja, propicia a comparação de, pelo menos, dois
exercícios.

Denominação da empresa__________________________________
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO E PL
Ano atual Ano Ano atual Ano
anterior anterior
Bens -------- --------- Passivo -------- ---------
Direitos -------- --------- P. Líquido -------- ----------

Redução de dígitos: a legislação mencionada também dispõe que as demonstrações


financeiras podem ser publicadas com a eliminação de dígitos, principalmente de números
grandes.
Assim, por exemplo, quando se têm números como $936.428.621, podem-se eliminar
os três dígitos (621) e ficar com $936.428, desde que se coloque no cabeçalho das
demonstrações a expressão em milhares (ou em $ mil).
Tal fato facilita bastante as publicações, fundamentalmente porque serão necessárias
demonstrações com duas colunas.

Palavras-chave

Continuidade: refere-se a entidade que está funcionando com prazo indeterminado;


algo em andamento, não está em fase de extinção ou liquidação.

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Entidade contábil: pessoa para quem é mantida a contabilidade, podendo ser pessoa
jurídica ou física.
Demonstrações financeiras: relatórios contábeis exigidos por lei e pela legislação do
Imposto de Renda: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício e
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
Exercício Social: período a que se referem às demonstrações financeiras, geralmente de
um ano.
Leasing: arrendamento mercantil, aluguel de bens móveis; a sociedade de leasing
concede um bem à empresa, e essa lhe paga um aluguel mensal.

Fonte: Marion, José Carlos – Contabilidade Básica Ed. Atlas


Iudicíbius, Sérgio de / Marion, José Carlos – Curso de Contabilidade para não
contadores Ed. Atlas.

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