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Contabilidade Geral

Prof José Williams Machado de Souza

Introdução

Contabilidade é uma ciência social que permite, através de suas técnicas, manter
um controle permanente do Patrimônio da empresa.

A Contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis


para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. É um conjunto de
conhecimentos sistematizados, com princípios e normas próprias.
Todas as movimentações possíveis de mensuração monetária são
registradas pela contabilidade, que as resume e os registra em forma de relatórios
e os entrega aos interessados em conhecer a situação da empresa. Esses
interessados, através de relatórios contábeis, recordam os fatos acontecidos,
analisam os resultados obtidos, as causas que levaram àqueles resultados e
tomam decisões em relação ao futuro.

Campo de aplicação

CONTABILIDADE

EMPRESAS INSTITUIÇÕES

Pública: Visa lucro, Social: Bem - estar social da


coletividade, não visa lucro.
formadas pelo capital
do governo.

Sócio - econômica: Visa lucro,


Privada: Visa lucro, que é revertido ao bem – estar
formada pelo capital da coletividade.
privado (particular).

Mista: Visa lucro,


formada por capital do
governo em maior
proporção do que o
de particulares.

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Conceitualmente a contabilidade é aplicável a pessoas físicas ou jurídicas,


independente da finalidade ou da atividade destas. Mas é claro que, na prática,
sua aplicação é muito mais voltada para empresas, sobretudo por exigências da
legislação comercial e fiscal.
- Comerciais == Contabilidade Comercial;
- Industriais == Contabilidade Industrial;
- Públicas == Contabilidade Pública;
- Bancárias == Contabilidade Bancária;
- Hospitalares == Contabilidade Hospitalar;
- De seguros == Contabilidade Securitária
- etc.

Usuários da Contabilidade
Os usuários da contabilidade tanto podem ser internos (pessoas que fazem
parte da empresa) como externos (pessoas e ou empresas que fazem parte do
universo empresarial) que de alguma maneira vão utilizar as informações que a
contabilidade traz. Eles podem ter interesses diversificados, razão pela qual as
informações contábeis devem ser amplas e sempre confiáveis, no mínimo
suficientes para a avaliação da situação patrimonial da empresa e das mutações
(acréscimos/decréscimos) sofridas pelo seu patrimônio.
Como usuários internos das informações produzidas pela contabilidade
poderemos citar:
 Os sócios e os acionistas das sociedades; (segurança e retorno
de seu investimento).
 Os diretores; (estudo pra tomada de decisões).
 Os administradores de todos os níveis, e os funcionários;
(acompanhamento do desenvolvimento da empresa).

Como usuários externos, que concentram suas atenções em aspectos mais


genéricos expressos nas demonstrações contábeis poderemos citar:
 Bancos (como emprestador de recursos verificar a capacidade de
solvência da empresa);
 Fornecedores (garantir o retorno de fornecimento de
mercadorias, materiais, bens, etc.);
 Governo (fiscalização, arrecadação de impostos, análise global e
setorial da economia, etc.).
 Investidores do mercado de capitais (análise da situação
econômica das sociedades);
 Sindicatos (determinação da produtividade dos diversos setores
onde possa atuar, para determinação de uma política salarial).

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Áreas de atuação
A contabilidade não sofre modificações, não importando a área que esteja
atuando.

Comercial: Compra e venda de bens que não


Impliquem em transformação

Industrial: Produção de bens

Bancária: Instituições financeiras

Agrícola e
Pecuária: Solo e criações


CONTABILIDADE
 Pública: Administrar o dinheiro
público

Doméstica: Controla os bens de pessoas


físicas, voltada à declaração
de imposto de renda ou
inventários

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PATRIMÔNIO: CONCEITO E COMPONENTES

Entende-se por PATRIMÔNIO o conjunto de bens, direitos e obrigações


de uma pessoa física ou jurídica. Devemos saber que pessoas físicas são as
pessoas naturais, os seres humanos, e pessoas jurídicas são as entidades
(Empresas Individuais, Sociedades Empresárias, Sociedades Simples,
Sociedades Anônimas, etc). As pessoas jurídicas são formadas por pessoas
físicas que tem o reconhecimento de sua existência por força de lei, mediante
registro em órgão público competente tais como: Junta Comercial, Cartório de
Registro de Pessoas Jurídicas.

As pessoas jurídicas podem ser de Direito Público ou Direito Privado. São


pessoas de Direito Público as entidades que representam o próprio Estado (União
– Estado – Municípios). São pessoas de Direito Privado as entidades formadas
pela iniciativa particular e pertencente aos particulares.

Em nosso estudo focalizaremos a Contabilidade tendo como objetivo o


Patrimônio das Pessoas Jurídicas de Direito Privado.

O Patrimônio é um conjunto de Bens, Direitos e Obrigações de uma


pessoa, avaliado em moeda.
Sendo assim, podemos imaginar o Patrimônio da seguinte maneira:

Bens
Patrimônio = Direitos
Obrigações

Vamos estudar cada um desses elementos que compõe o Patrimônio.

BENS
No sentido contábil são todas as coisas, com expressão monetária, que
pertencem à empresa e estejam na sua posse direta ou indireta.
A posse é direta quando o bem está em poder do proprietário; é indireta
quando o bem, embora seja de propriedade, está nas mãos de terceiros, por conta
de locação, consignação, depósito, etc., mas que continua sob o domínio do
legítimo dono.
Juridicamente os Bens têm várias classificações. Entretanto, daremos
apenas a classificação que tem relevância contábil.

Bens móveis: São os que podem ser removidos de um lugar para outro
sem que suas características sofram alterações. Exemplos: mesas, veículos,
máquinas, dinheiro, mercadorias etc.

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Bens imóveis: Coisas materiais, que não podem ser mudadas de


lugar, sem a sua destruição. Alguns nem sequer podem ser deslocados,
como os terrenos.

Bens Tangíveis: essa denominação engloba todos os bens


materiais.

Bens Intangíveis são aqueles que embora considerados Bens, não


possuem corpo, não tem matéria. São determinados gastos que a empresa
faz, os quais, por sua natureza, devem fazer parte do seu Patrimônio. Não
existe muita variedade, o mais comum são as patentes. Patentes: Se, por
ventura uma empresa inventa um produto, deve registrar a patente desse
invento.

DIREITOS
É comum que empresas efetuem vendas a prazo. Quando isso ocorre, a
empresa não recebe no ato o valor correspondente à venda, ela receberá
futuramente. Sendo assim, a empresa fica com o direito de receber a
venda num prazo determinado.

Constituem Direitos para a empresa todos os valores que ela tem a


receber de terceiros.

OBRIGAÇÕES
É comum também a empresa efetuar compras a prazo. Quando isso ocorre,
a empresa não paga a compra no ato; deverá pagar futuramente. Nesse
caso, a empresa fica com a obrigação de pagar o valor da compra num
determinado prazo.

Constituem Obrigações para a empresa todos os valores que ela tiver


a pagar para terceiros.

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMÔNIO

Visando atender ao aspecto didático, e para tornar mais fácil a


compreensão do patrimônio, a partir de agora vamos representá-lo em um
gráfico simplificado, em forma de T:

O T, como vemos, tem dois lados. No lado esquerdo, colocamos os Bens


e Direitos:

Bens
Direitos

No lado direito, colocamos as Obrigações:

Obrigações

Então, a representação gráfica do Patrimônio fica assim representada:

Patrimônio

Bens
Direitos Obrigações

Na representação gráfica apresentada temos, de um lado, os Bens e os


Direitos, que formam o grupo de elementos positivos; e, do outro lado as
Obrigações, que formam o grupo de elementos negativos. Portanto, eis os
primeiros nomes que surgem: Elementos positivos e Elementos negativos.
Assim, temos:
Patrimônio
ELEMENTOS POSITIVOS ELEMENTOS NEGATIVOS
Bens Obrigações
Móveis e Utensílios Salários a pagar
Estoque de Mercadorias Duplicatas a pagar
Caixa (dinheiro) Impostos a pagar
Direitos
Duplicatas a receber
Promissórias a receber

O lado esquerdo do gráfico é chamado lado positivo, pois os Bens e


os Direitos representam, para a empresa a sua parte positiva (é o que ela

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tem efetivamente, que são os seus Bens, e o que ela tem a receber que
são os seus Direitos).

O lado direito, por sua vez, é chamado lado negativo, pois as


Obrigações representam a parte negativa da empresa (é o que ela tem a
pagar).

Os elementos positivos são denominados, ainda, componentes


ativos e seu conjunto forma o ATIVO.

Os elementos negativos são denominados, ainda, componentes


negativos e seu conjunto forma o PASSIVO.

Então, na verdade, o gráfico deve ficar assim representado:


Patrimônio
ATIVO PASSIVO
Bens Obrigações
Móveis e Utensílios Salários a pagar
Estoque de Mercadorias Duplicatas a pagar
Caixa (dinheiro) Impostos a pagar
Direitos
Duplicatas a receber
Promissórias a receber

Exercícios A1 a A14

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SITUAÇÕES LÍQUIDAS PATRIMONIAIS


Até agora, aprendemos que o Patrimônio é formado pelos: Bens,
Direitos e Obrigações. Aprendemos também que Os Bens e Direitos ficam
do lado esquerdo formando o lado positivo que chamamos de ATIVO. Por
outro lado, as Obrigações formam o lado negativo que chamamos de
PASSIVO. Deixamos de lado, porém, o aspecto quantitativo, isto é, o valor
de cada um desses elementos.
Para que a representação gráfica do Patrimônio esteja completa, é
preciso representar os elementos que os compõe com os respectivos
valores.

Até agora, aprendemos que o Patrimônio é formado por Bens +


Direitos (que ficam do lado esquerdo do gráfico, o qual denominamos
de ATIVO) e Obrigações (que ficam do lado direito do gráfico, o qual
denominamos de PASSIVO).

O que não dissemos até agora, é que a somatória dos valores do


lado esquerdo do gráfico (ATIVO) precisa ser igual à somatória dos valores
do lado direito do gráfico (PASSIVO), ou seja, o valor total do Ativo é igual o
valor total do Passivo. Para atender a esse objetivo (ATIVO = PASSIVO),
necessitamos de mais um grupo dentro do gráfico.
Esse novo grupo, que vamos chamar de PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(não mencionado até agora), juntamente com os Bens, Direitos e
Obrigações, completará a representação gráfica do Patrimônio, permitindo
assim que o valor do lado esquerdo do gráfico sempre seja igual ao valor do
lado direito do mesmo, dando-lhe forma de equação.
Para que possamos compreender melhor o novo grupo de elemento
(Patrimônio Líquido), vamos estudar antes as Situações Líquidas
Patrimoniais possíveis.
Considerando cada um dos elementos que representam os Bens e os
Direitos (Ativo) e as Obrigações com seus respectivos valores, temos a seguinte
situação num determinado exemplo:

Bens Caixa............................................................. R$ 30
Móveis........................................................... R$ 50
Estoque de mercadorias............................... R$ 20__
Somatória dos Bens=============== R$ 100

Direitos Duplicatas a receber..................................... R$ 40


Promissórias a receber................................. R$ 10
Somatória dos Direitos============ R$ 50
Soma total do Ativo ============== R$150

Obrigações Duplicatas a pagar....................................... R$ 35


Salários a pagar........................................... R$ 15
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Impostos a pagar......................................... R$ 30-


Somatória total das Obrigações R$ 80

O total dos Bens + Direitos (-) Obrigações, é o que denominamos


Situação Líquida Patrimonial. Logo:

Ativo...............................R$150
Obrigações (-).................R$ 80
R$ 70 == SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL

Portanto:

BENS + DIREITOS - OBRIGAÇÕES = SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL

No gráfico que estamos utilizando para representar o Patrimônio, a


Situação Líquida Patrimonial é colocada do lado direito. Ela deve ser
somada (ou subtraída) das Obrigações, de modo a igualar o lado do
Passivo com o lado do Ativo, dando assim a forma da equação patrimonial:

Patrimônio
ATIVO PASSIVO
Bens Obrigações
Caixa ..... 30 Duplicatas a pagar ..... 35
Móveis .... .50 Salários a pagar............. .15
Estoque de mercadorias..20 Impostos a pagar........___30
Direitos Total das Obrigações 80
Duplicatas a receber........40 SITUAÇÃO LÍQUIDA = 70
Promissórias a receber....10

Total...................................150 Total...................................150

A partir de agora, com a inclusão do novo grupo Patrimônio


Líquido “, passará a chamar o gráfico de” Balanço Patrimonial
“e não mais de apenas” Patrimônio.

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Situações Líquidas Patrimoniais possíveis

1a Situação: Ativo é maior que Passivo.


Exemplo:
Bens..........................................................................R$ 200
Direitos......................................................................R$ 100
Obrigações...............................................................R$ 180

Graficamente teríamos:

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Bens...............................200 Obrigações............................180
Direitos..........................100

Total...................................300 Total............................................180

Observe que os dois lados não têm o mesmo total. Logo, precisamos
igualá-los:

Lado do Ativo (positivo)...................................(+) R$ 300


Lado do Passivo (negativo).............................(-) R$ 180
Diferença.........................................................(+) R$ 120

A diferença de R$ 120 é chamada Situação Líquida e será colocada


do lado do Passivo e adicionada ao valor das Obrigações, já que a situação
líquida é positiva.

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Bens...............................200 Obrigações............................180
Direitos..........................100 (+) Situação Líquida...............120

Total...................................300 Total............................................300

Nesse caso, a Situação Liquida pode chamar-se:


a) Situação Liquida Positiva,
b) Situação Liquida Ativa,
c) Situação Líquida Superavitária.

Veja por que:

Situação Liquida Positiva: Por que o total dos elementos positivos (Bens e
Direitos) supera o total dos elementos negativos (Obrigações) em R$ 120.
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Situação Liquida Ativa: Por que o total do Ativo (Bens + Direitos) supera o
total do Passivo (Obrigações) em R$ 120.
Situação Líquida Superavitária: Por que é uma situação positiva.
Suponha que haja a intenção de liquidar a empresa nesse momento.
Vendendo os Bens ao preço que custaram e recebendo todos os Direitos,
teremos em mão R$ 300. Pagando todas as Obrigações no valor de R$
180, sobrariam para o proprietário da empresa R$ 120. Por isso é que
dizemos que a quantia de R$ 120 é uma Situação Superavitária.

2a Situação: Ativo é menor que Passivo.


Exemplo:
Bens..........................................................................R$ 200
Direitos......................................................................R$ 100
Obrigações...............................................................R$ 340

Graficamente teríamos:

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Bens...............................200 Obrigações............................340
Direitos..........................100

Total...................................300 Total............................................340

Observe que os dois lados não têm o mesmo total. Logo, precisamos
igualá-los:

Lado do Ativo (positivo)...................................(+) R$ 300


Lado do Passivo (negativo).............................(-) R$ 340
Diferença.........................................................(-) R$ 40

Sendo a diferença negativa, a representação gráfica ficaria assim


representada:

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Bens...............................200 Obrigações............................340
Direitos..........................100 (-) Situação Líquida................(40)

Total...................................300 Total............................................300

Nesse caso, a Situação Liquida pode chamar-se:


a) Situação Liquida Negativa,
b) Situação Liquida Passiva,
c) Situação Líquida Deficitária,
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d) Passivo a Descoberto.

Veja por que:

Situação Liquida Negativa: Por que o total dos elementos negativos


(Obrigações) supera o total dos elementos positivos (Bens e Direitos) em
R$ 40.
Situação Liquida Passiva: Por que o total do Passivo (Obrigações) supera
o total do Ativo (Bens e Direitos) em R$ 40
Situação Líquida Deficitária: Por que é uma situação negativa. Suponha
que haja a intenção de liquidar a empresa nesse momento. Vendendo os
Bens ao preço que custaram e recebendo todos os Direitos, teremos em
mão R$ 300. Para saldarmos nossos compromissos (Obrigações) faltariam
R$ 40. Por isso a Situação Líquida é Deficitária, pois o total dos elementos
positivos é insuficiente para saldar os compromissos.
Passivo Descoberto: é assim chamado porque o Total do Ativo não é
suficiente para cobrir o Total do Passivo.

3a Situação: Ativo igual ao Passivo.


Exemplo:
Bens..........................................................................R$ 200
Direitos......................................................................R$ 100
Obrigações...............................................................R$ 300

Graficamente teremos:

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Bens...............................200 Obrigações............................300
Direitos..........................100

Total...................................300 Total............................................300

Observe que os dois lados têm o mesmo total.

Lado do Ativo (positivo)...................................(+) R$ 300


Lado do Passivo (negativo).............................(-) R$ 300
Diferença................................................................ –0-

Neste caso, o Ativo é Totalmente absorvido pelas Obrigações, e a


Situação Líquida é Nula, inexistente.

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Bens...............................200 Situação Líquida.....................300
Direitos..........................100

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Total...................................300 Total............................................300

Exercício de B1 a B6

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PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Patrimônio Líquido é o quarto grupo de elementos patrimoniais que,


juntamente com os Bens, os Direitos e as Obrigações, completará a
Demonstração Contábil denominada Balanço Patrimonial.
O total do grupo Patrimônio Líquido é igual ao valor da Situação Liquida da
empresa. Assim, se a Situação Líquida for positiva, o total do grupo Patrimônio
Líquido será igualmente positivo. Se a Situação Líquida for negativa, o total do
Grupo Patrimônio Liquido será igualmente negativo; e, ainda, se a Situação
Líquida for nula, o grupo do Patrimônio Líquido também refletirá essa situação.

Esse grupo, no Balanço Patrimonial de uma empresa, aparece sempre do


lado direito, juntamente com as obrigações:

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Bens Obrigações
Direitos Patrimônio Líquido

O Patrimônio Líquido é composto dos seguintes elementos:


- Capital
- Reservas
- Lucros ou Prejuízos Acumulados.

CAPITAL:
É a principal fonte do grupo do Patrimônio Líquido, pois representa a soma
dos valores que o proprietário investiu na empresa. Ele é definido em primeira
mão, quando constituímos a empresa.

LUCRO ou PREZUÍZOS ACUMULADOS:


Lucro é o principal objetivo da empresa. No final do exercício, a empresa
poderá obter Lucro ou Prejuízo. No caso de Lucro, ele terá vários destinos, como:
Imposto de Renda, distribuição aos Sócios, formação de reservas, etc. A parte não
distribuída ficará retida para futuras aplicações com o título de Lucros
Acumulados. Havendo prejuízo, este fica no Patrimônio Líquido com o título de
Prejuízos Acumulados.

RESERVAS:
Reservas correspondem a partes dos lucros que são retiradas (reservadas)
para determinados fins, como, Por exemplo, a Reserva Legal que pode ser
utilizada para aumentar o Capital da empresa.

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FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO
(Constituição da Empresa)

Para se constituir uma empresa é preciso que se tenha inicialmente, um


Capital. Quando uma empresa esta sendo constituída, a palavra Capital é usada
para representar o conjunto de elementos que o proprietário da empresa possui
para iniciar suas atividades.
O Capital Inicial pode ser composto por: Dinheiro em espécie, Bens ou
Direitos a receber de Terceiros.

Esse Capital pode ser chamado de:


• Capital
• Capital Inicial
• Capital Nominal
• Capital Subscrito.
Exemplo de formação do Patrimônio e suas variações
Vamos acompanhar a formação do Patrimônio de uma empresa comercial e
alguns exemplos de sua movimentação, representando, a cada acontecimento, a
Situação Patrimonial Líquida:

1. Sr. Collor constitui uma empresa para explorar o comércio de tintas, com um Capital
Inicial, em dinheiro de R$ 50.000.

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Caixa........................................50.000 Capital..............................................50.000

2. Em seguida, surgem as aplicações desse Capital na compra de bens:


A – Compra de Móveis e Utensílios, à vista no valor de: R$ 5.000;
B – Compra de um automóvel, à vista no valor de: R$ 30.000.

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Caixa........................................15.000 Capital..............................................50.000
Móveis e utensílios.................. 5.000
Veículos...................................30.000
Total.......................................50.000 Total................................................50.000

Com essas compras, veja o que aconteceu com o Patrimônio: O Caixa, que
tinha R$ 50.000 ficou reduzido a R$ 15.000, pois R$ 35.000 foram gastos com as
aquisições. Em compensação, apareceram no Ativo mais dois elementos (Bens):
• Móveis e Utensílios = R$ 5.000
• Veículos = R$ 30.000

Obs: Verifique que não houve alteração no total do Ativo e Passivo.


3. Para dar continuidade nas operações da empresa, foi adquirido a prazo mercadorias
(tintas) para estoque no valor de R$ 20.000.
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4.

Obs. Quando a empresa compra a prazo, ela passa a trabalhar com Capital
de outras pessoas, criando assim, Obrigações para pagamentos futuros. Nesse
caso, tanto o valor do Ativo, quanto o valor do Passivo será aumentado.

ATIVO PASSIVO
Caixa........................................15.000 Duplicatas a Pagar..........................20.000
Móveis e utensílios.................. 5.000 Capital..............................................50.000
Veículos...................................30.000
Estoque de Mercadorias..........20.000
Total.......................................70.000 Total................................................70.000

5. Suponhamos que agora, a empresa resolva pagar R$ 5.000 referente a parte da


compra efetuada a prazo.

ATIVO PASSIVO
Caixa........................................10.000 Duplicatas a Pagar..........................15.000
Móveis e utensílios.................. 5.000 Capital..............................................50.000
Veículos...................................30.000
Estoque de Mercadorias..........20.000
Total.......................................65.000 Total................................................65.000
Exercício C1 a C2

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ORIGEM E APLICAÇÃO DE RECURSOS

No Lado do Passivo, tanto o Capital de Terceiros (Obrigações), como o


Patrimônio Líquido, representa toda a “fonte” de recursos, ou podemos dizer, toda
a “Origem de Recursos”.
O lado do Ativo é caracterizado pela “Aplicação de Recursos” originados no
Passivo e Patrimônio Líquido.
Assim, se uma empresa toma recursos de uma instituição financeira
(bancos, por exemplo), terá uma origem de recursos (Passivo). Todavia, os
recursos serão aplicados em algum lugar do Ativo (estoques, máquinas, caixa,
etc.).
Dessa forma, fica bastante simples entender por que o Ativo será sempre
igual ao Passivo + Patrimônio Líquido, pois a empresa somente poderá aplicar
aquilo que tem origem.

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CONCEITO DE CAPITAL NA CONTABILIDADE

Existem quatro conceitos de Capital na contabilidade:

1 – CAPITAL NOMINAL: É o investimento inicial feito pelos proprietários da


empresa que transferem à sociedade Bens e/ou Direitos em troca de ações ou
quotas que lhes garantem participações proporcionais nos lucros obtidos.
1.1 – Capital a Realizar (a integralizar): É aquele ainda não
colocado à disposição da empresa. (Redutora do Passivo)
1.2 – Capital Realizado (integralizado): É aquele já colocado à
disposição da empresa.

2 – CAPITAL PRÓPRIO: Correspondem ao Patrimônio Líquido e abrange o


Capital Inicial (Nominal) e suas variações (Capital + Lucros – Obrigações). São
Obrigações não-exigíveis, isto é, sem data marcada para pagamento.

3 – CAPITAL DE TERCEIROS: São investimentos na empresa com


recursos provenientes de terceiros. São as obrigações exigíveis, isto é, existe uma
data marcada para pagamento.

4 - CAPITAL TOTAL (Capital a disposição da empresa): Corresponde aos


valores gerenciados pela empresa (Capital Próprio + Capital de Terceiros).

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CONCEITO DE CONTAS

Conta é o nome técnico dado aos componentes Patrimoniais (Bens,


Direitos, Obrigações e Patrimônio Líquido) e os elementos de
resultados (Despesas e Receitas).

Para que servem as contas?


É através das contas que a Contabilidade consegue desempenhar o seu
papel. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa, responsáveis pela sua
gestão, como as compras, as vendas, os pagamentos, os recebimentos, são
registrados em livros próprios através das contas.

Classificação das Contas


As contas podem ser classificadas de acordo com vários critérios.
Entretanto, aquele que nos interessa é o que as classifica em dois grupos:
a) Contas Patrimoniais;
b) Contas de Resultado.

Contas Patrimoniais
São aquelas que representam os Bens, os Direitos, as Obrigações e o
Patrimônio Líquido. As contas Patrimoniais dividem-se em Ativas e Passivas e são
elas que representam, através do Balanço Patrimonial, o Patrimônio da empresa
num dado momento.
Vejamos:
Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Bens Obrigações
Caixa Fornecedores
Veículos Salários a Pagar
Estoque de Mercadorias Patrimônio Líquido
Direitos Capital
Duplicatas a Receber Reservas
Impostos a Recuperar Lucros Acumulados

Contas de Resultado
São aquelas que aparecem durante o exercício social e encerram-se dentro
do mesmo período. Não fazem parte do Balanço Patrimonial, mas permitem
apurar o resultado do exercício. Divide-se em Contas de Despesas e Contas de
Receitas.

Despesas: decorrem do consumo de Bens e da utilização de serviços. Por


exemplo: a energia elétrica consumida, o aluguel pago, os materiais de expediente
consumidos, a utilização dos serviços telefônicos, etc.

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Receitas: decorrem da venda de Bens e da prestação de serviços. Por exemplo:


Vendas de mercadorias, Aluguéis Ativos, Descontos Obtidos, Juros Ativos,
Receitas decorrentes da prestação de serviços.

Existem contas que podem aparecer tanto no grupo de Despesas como no


grupo de Receitas. É o caso dos Aluguéis, dos Juros e dos Descontos, neste
caso, precisamos apenas saber se estamos recebendo o pagando. Caso
estejamos recebendo, será uma conta de Receita, caso estejamos pagando ou
cedendo, será uma conta de Despesas.
Exercícios de D1 a D5.

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GRUPO DE CONTAS

O Balanço Patrimonial divide-se em grupos de contas de mesmas


características facilitando, dessa forma, sua leitura, interpretação e análise.

Os grupos de contas, bem como as contas, serão apresentados em ordem


de liquidez decrescente (liquidez = conversão em dinheiro).

Dessa forma, os grandes grupos do Balanço Patrimonial ficam assim:

Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
São as contas que estão São obrigações exigíveis que serão liquidadas
constantemente em giro – em movimento – com até um ano de vencimento.
sendo que a conversão em dinheiro será, no Não Circulante
máximo no próprio exercício. Exigível à Longo Prazo
Não Circulante São as obrigações exigíveis que serão
Realizável á Longo Prazo liquidadas no período superior a um ano.
São Bens e Direitos que se Patrimônio Líquido
transformarão em dinheiro após o São os recursos dos proprietários aplicados
fechamento do balanço. na empresa. Os recursos significam o Capital mais
Permanente o seu rendimento Lucros e Reservas.
São Bens e Direitos que não se
destinam a vendas e tem vida útil longa (no
caso de Bens).
• Investimento
São os investimentos financeiros de
caráter permanentes que geram rendimentos
que não são necessários à manutenção da
atividade principal da empresa.
• Imobilizado
São itens de natureza permanente que
serão utilizados para a manutenção básica
da empresa.
• Intangível
São os bens que não possuem natureza
corpórea. Ex: patentes, marcas, etc
• Diferido
São aplicações que beneficiarão
resultados de exercícios futuros.**Esse
grupo de contas será extinto Lei 11638/09.

A- GRUPOS DE CONTAS DO ATIVO


O Ativo está disposto em grupos de contas homogêneas ou de mesmas
características. Os itens do Ativo são agrupados de acordo com a ordem
decrescente de sua liquidez, isto é, de acordo com a rapidez com que podem ser
convertidos em dinheiro.

A1- Ativo Circulante

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O dinheiro (Caixa ou Bancos), que é o item que tem mais liquidez, é


agrupado com outros itens que serão transformados em dinheiro, consumidos ou
vendidos à curto prazo, ou seja, dentro de um ano, tais como, Contas a Receber,
Investimentos Temporários, Estoques.

Dentro do Ativo Circulante, temos os Grupos:

• Disponível: Caixa e Bancos.


• Contas a Receber: São os valores ainda não recebidos decorrentes
de vendas de mercadorias de prestação de serviços à prazo. São
valores a receber de clientes, também denominados de duplicatas a
receber.
• Estoques: São mercadorias a serem revendidas. No caso de
indústria, são os produtos acabados, bem como matéria-prima e outros
materiais secundários que compõe o produto em fabricação.
• Investimento Temporário: São aplicações realizadas normalmente
no mercado financeiro com excedente de Caixa. São Investimentos
por um curto período, pois, tão logo a empresa necessite do dinheiro,
ela se desfaz da aplicação.

Deduções do Ativo Circulante:

Contas a Receber: A parcela estimada pela empresa que não será recebida
em decorrência de maus pagadores deve ser subtraída de Contas a Receber,
com o título de Provisão para Devedores Duvidosos.

Algumas duplicatas são negociadas com instituições financeiras com objetivo


de antecipar o recebimento das mesmas. Nesse caso, os títulos descontados
devem ser subtraídos de Contas a Receber com o título de Duplicatas
Descontadas.

A2 – Ativo Não Circulante


Representando os itens com menor grau de liquidez, que estão divididos em:

- Realizável à Longo Prazo


São ativos de menor liquidez, ou seja, transforma-se em dinheiro mais
lentamente que o Circulante (acima de um ano).
Neste item, são ainda classificados os empréstimos ou adiantamentos
concedidos às sociedades coligadas ou controladas, a diretores, acionistas,
etc. Além dos títulos a Receber no Longo Prazo.

- PERMANENTE
São aqueles ativos que dificilmente são vendidos, pois sua característica
básica é não se destinarem a venda. Portanto, pode-se dizer que são itens
sem nenhuma liquidez para a empresa.
Outra característica do Ativo Permanente é que são itens usados por vários
anos (vida útil longa) e sua reposição, ao contrário do Circulante, é lenta.
Seus valores não variam constantemente, daí a denominação de Ativo Fixo.
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Como conta redutora, temos a Depreciação Acumulada, que é a perda de


capacidade pelo desgaste ou deterioração daqueles ativos de produzirem
eficientemente.

O Permanente subdivide-se em três grupos:

• Investimentos: São as participações em outras sociedades


(investimentos em Coligadas e Controladas) e outras aplicações de
característica permanente que não se destinam à manutenção da
atividade operacional da empresa, como, por exemplo, obras de arte,
imóveis alugados para terceiros, etc.
• Imobilizado: São as aplicações que tenham por objetivo os Bens
destinados à manutenção da atividade operacional da empresa, tais
como: Imóvel (onde está sediada a empresa), Instalações, Móveis e
Utensílios, Veículos, Máquinas e Equipamentos (no caso de
indústrias), Marcas e Patentes etc.
• Intangível: Representam os itens não corpóreos, intangíveis, porém
com valor econômico.
• Diferido: São as aplicações de recursos em Despesas, ou Gastos,
que contribuem para obtenção de Receitas, ou para formação de
resultados de vários exercícios social, tais como: gastos pré-
operacionais, pesquisa e desenvolvimento de produtos. Essa conta
será extinta conforme preceitua a Lei 11638 que alterou a Lei
6404/76 (Lei das Sociedades Anônimas).

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B- GRUPOS DE CONTAS DO PASSIVO


O Passivo agrupará as contas de acordo com o seu vencimento, isto é,
aquelas contas que serão liquidadas mais rapidamente integrarão um
primeiro grupo. Aquelas que serão pagas num prazo mais longo formarão
um outro grupo.
Há uma analogia com o Ativo em termos de liquidez decrescente, só que
no caso do Ativo, aparecerão primeiro as contas que se converterão mais
rapidamente em dinheiro e, por outro lado, no Passivo serão destacadas,
prioritariamente, as contas que deverão ser pagas mais rapidamente.

B1- Passivo Circulante.


São as obrigações que normalmente são pagas dentro de um ano (curto
prazo), tais como: contas a pagar, dívidas com fornecedores de
mercadorias, impostos a recolher para p governo, empréstimos bancários
com vencimento dentro de um ano, salários a pagar, etc.

B2 - Passivo Não Circulante.


Representam as obrigações cujo vencimento se dará num período
superior a um exercício social.

Exigível à Longo Prazo.


São as dívidas da empresa que serão liquidadas com prazo maior que um
ano.

Patrimônio Líquido.
O PL representa os investimentos dos proprietários (Capital) mais o Lucro
Acumulado no decorrer dos anos, que são retidos pela empresa, ou seja,
não distribuídos e ainda não incorporado ao Capital, além das Reservas.
EXERCÍCIOS DE E1 A E6

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NOÇÕES DE DÉBITO E CRÉDITO

ATENÇÃO!!!
Antes de iniciarmos o conceito de DÉBITO, precisamos fazer um exercício
mental, para não relacionarmos a palavra DÉBITO em contabilidade com
coisas negativas, como exemplo: dívidas, situação negativa, estar em débito
com alguém, estar devendo para alguém, etc. Também não devemos
relacionar a palavra CREDITO com coisas positivas como, por exemplo, ter
crédito com alguém, situação positiva, ou poder de comprar a prazo.

Caso isso aconteça, o aprendizado será extremamente prejudicado.

Neste tópico, o mais importante é memorizar o seguinte:

DÉBITO
a) Na representação gráfica em forma de “T” que estamos usando para
representar as contas que compõe o Balanço Patrimonial, o lado esquerdo
é o lado do Débito, com exceção feita às contas retificadoras.

b) Na representação gráfica, também em forma de “T” que vamos usar para


representar as Contas de Resultados, o lado esquerdo também será o lado
do Débito.
CRÉDITO
c) No gráfico das Contas Patrimoniais, o lado direito é o lado do Crédito, com
exceção feita às contas retificadoras.
d) No gráfico das Contas de Resultado, o lado direito também será o lado do
Crédito.
Então os gráficos ficam assim:
Balanço Patrimonial
ATIVO = DÉBITO PASSIVO = CRÉDITO
Bens (+) Obrigações (-)

Direitos (+) Patrimônio Líquido (-)

Contas de Resultado
DÉBITO CRÉDITO
Despesas (-) Receitas (+)

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ESCRITURAÇÃO

É a técnica que consiste em registrar nos livros próprios (Diário, Razão,


Caixa etc.) todos os fatos administrativos que ocorrem na empresa.

O controle contábil das empresas começa com a escrituração dos


eventos no livro Diário, completando-se, depois, nos demais livros da
escrituração.
Vamos, inicialmente, estudar onde escriturar esses acontecimentos, para
depois aprender como efetuar tais registros.

LIVROS UTILIZADOS NA ESCRITURAÇÃO


Dos vários livros usados pelas empresas, vamos mencionar apenas os
utilizados pela contabilização dos atos e fatos administrativos.
Os principais livros utilizados pela Contabilidade são:

• Livro Diário
• Livro Razão
• Livro Caixa
• Livro Contas-Correntes
Livro Diário
O Diário é um livro obrigatório pela legislação, e por ser obrigatório está sujeito às
formalidades legais, que são:
 Deve ser encadernado com folhas numeradas tipograficamente em
seqüência,
 Deve conter termos de abertura e encerramento, e ser submetido a
autenticação do órgão competente do Registro do Comércio,
 Deve ser feito em linguagem clara e completa, em idioma e moeda
nacional, com individualização e clareza, por ordem cronológica de dia, mês
e ano,
 Não deve conter intervalos em branco e nem entrelinhas, borrões, rasuras,
emendas e transporte para as margens,
Essas formalidades devem ser observadas para que o livro diário mereça fé em
favor do comerciante, pois como a vida da empresa é registrada no livro Diário,
toda e qualquer situação Patrimonial deve ser comprovada através desse livro.

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Modelo do Livro Diário:


Nome da empresa ***Diário Geral *** mês/ano*** Data da emissão*** folha nº.

Descrição (nome e Valor do Valor do


Data do Nº do número) da Conta Histórico Débito Crédito
lançto. lançto. Debitada/Creditada

(1) (2) (3) (4) (5) (6)

Total dos débito/crédito (7) (7)


(1)data que ocorreu o fato; (2) número do lançamento; (3)Conta


debitada/creditada, nome e código no plano de contas; (4) Histórico, breve
relato do fato ocorrido, tanto a débito quanto a crédito; (5) valor debitado; (6) valor
creditado; (7) totais de lançamentos a débito e a crédito, por folha e por período.

Livro Razão

É um livro de grande utilidade para a contabilidade, porque registra o movimento


de todas as contas. A escrituração do livro Razão passou a ser obrigatória a partir
de 1991 (artigo 14 da Lei nº. 8.218 de 29/08/91). Na contabilidade moderna, o
razão é escriturado em formulário continuo uma ficha para cada conta.

Sua estrutura é definida assim:

Conta:
Data Histórico Débito Crédito Saldo D/C

Na realidade, se houve um lançamento, haveria a necessidade da ficha de


razão analítico das duas contas envolvidas. Esta situação acontece, porém essa
tarefa é facilitada devido o advento da informática. Esta realidade será vista mais
adiante em nossa disciplina.
Para haver um estudo mais rápido e ágil, quando não há o computador
como auxiliar, se utiliza o razonete, que é o razão analítico simplificado, onde se
usa apenas as colunas de débito e crédito do razão analítico.

Débito Crédito

Então a representação gráfica do razão não deixa de ser o razonete, e


ficará assim:
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Nome da Conta

Exemplificando:
Compra a prazo de mercadoria para estoque no valor de R$ 15.000,00
Estoque de mercadoria
Duplicatas a Pagar

15.000 15.000

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BALANCETE DE VERIFICAÇÃO

É a relação de contas extraídas do livro Razão ou Razão Analítico, com seus


saldos devedores e credores já apurados, tem por finalidade apresentar a posição
financeira e patrimonial da empresa em determinada data, mas representa uma
situação financeira móvel, pode ser alterado a qualquer momento. É um
demonstrativo feito para uso interno da empresa, é a ferramenta de trabalho que
auxilia na tomada de decisão dos administradores.

Existem vários tipos de Balancetes de Verificação utilizados


1. Balancete de duas colunas
Constam apenas as colunas de saldo atual de débito e crédito:
Contas S A L D O
Débito Crédito

2. Balancete de quatro colunas


Constam as colunas de Movimento Atual (Débito e Crédito), e as de Saldo Atual
(Débito e Crédito)
Movimento Atual Saldo Atual
Contas Débito Crédito Débito Crédito

3. Balancete de seis colunas


Constam as colunas de saldo anterior, movimento atual, as de saldo atual, de
débito e crédito:

Movimento Anterior Movimento Atual Saldo Atual


Contas Débito Crédito Débito Crédito Débito Crédito

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PLANO DE CONTAS
O Plano de Contas é um elenco de todas as contas previstas pelo setor
contábil da empresa como necessárias aos seus registros contábeis. Sua consulta
faz-se necessária sempre que houver dúvida quanto à correta classificação de um
evento contábil.
Cada empresa deve elaborar o seu Plano de Contas sempre
obedecendo aos seus interesses e, principalmente, à legislação pertinente.
Atualmente, o Plano de Contas deve obedecer às disposições contidas na Lei
No. 6.404, de 15 de Dezembro de 1976 (Lei das Sociedades por Ações).
Evidentemente, para atender ao estágio de aprendizagem em que nos
encontramos, elaboramos um Plano de Contas simplificado.
PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO
CONTAS PATRIMONIAIS
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
Caixa Fornecedores
Bancos Conta Movimento Duplicatas a Pagar
Aplicações Financeiras Promissórias a Pagar
Clientes COFINS a Recolher
Duplicatas a Receber ICMS a Recolher
(-) Provisão p/ Devedores Duvidosos PIS s/ Faturamento a Recolher
Promissórias a Receber FGTS a Recolher
ICMS a Recuperar Salários a Pagar
Estoque de Mercadorias Dividendos a Pagar
Estoque de Material de Expediente Impostos e Taxas a Recolher
Juros Passivos a Vencer Provisão p/ Contribuição Social
Prêmios de Seguros a Vencer Provisão p/ Imposto de Renda
NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PASSIVO EXIGÍVEL LONGO PRAZO
PRAZO Duplicatas a Pagar
Duplicatas a Receber Promissórias a Pagar
Promissórias a Receber
ATIVO PERMANENTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Participações em Outras Empresas Capital Social
Imóveis de Renda (-) Capital a Integralizar
Imóveis Reserva Capital
Instalações Reserva Legal
Móveis e Utensílios Lucros ou Prejuízos Acumulados
Veículos
(-) Depreciação Acumulada
Marcas e Patentes
Despesas de Organização
(-) Amortização Acumulada
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CONTAS DE RESULTADO CONTAS DE RESULTADO


DESPESAS RECEITAS
Água e Esgoto RECEITAS OPERACIONAIS
Aluguéis Passivos Aluguéis Ativos
Amortização Descontos Obtidos
Café e Lanches Juros Ativos
Combustíveis Receitas Eventuais
Contribuições de Previdência Vendas/Serviços
Depreciação RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
Descontos Concedidos Ganhos em Transações do Ativo
Despesas Bancárias Permanente
Despesas com Créditos de Liquidação
Duvidosa
Encargos Sociais
FGTS
Fretes e Carretos
Impostos e Taxas
Juros Passivos
Luz e Telefone
Material de Expediente
Prêmios de Seguro
Salários
Despesas Eventuais
DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS
Perdas em Transações do Ativo
Permanente

Elaboração
A elaboração do plano de contas deve obedecer ao critério da utilidade, da
identificação e da movimentação das contas que serão cadastradas, procurando-
se sempre transformá-lo em uma fonte de informações para a contabilidade, para
os administradores e para o fisco. Em função disso, o plano de contas deve ser
elaborado observando-se os seguintes aspectos:

• Padronização: deve haver uniformidade das contas cadastradas, em função


da necessidade de elaboração e publicação das demonstrações contábeis,
com o objetivo de atender aos interesses do público que necessita de
informações da empresa;
• Legislação fiscal: o plano de contas deve ajudar a identificar as contas que a
empresa movimenta, para facilitar o atendimento de informações fiscais;
• Lançamentos contábeis: o plano deve facilitar a classificação contábil e,
conseqüentemente, os lançamentos, permitindo uma interpretação correta dos
eventos ou transações praticadas pela empresa;
• Nomenclatura das contas: deve haver clareza, a fim de possibilitar uma
pesquisa de lançamento.
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A estrutura de um plano de contas varia de empresa para empresa, em função


do ramo de atividade de cada uma delas e da movimentação ou número de
transações praticadas. Não existe um plano de contas padrão que possa servir
para todas as empresas.

FUNÇÃO E FUNCIONAMENTO DE CONTAS DE ATIVO:

As contas de ativo registram as operações da empresa que representam


valores positivos ou direitos, tais como: disponibilidades, créditos a receber,
adiantamentos concedidos, investimentos, imobilizações etc.
Essas contas devem receber o lançamento inicial a débito (exceção para as
retificadoras como provisões, depreciações etc.) e não se encerram com a
apuração do resultado do exercício.
Principais características.

• Função: registrar a movimentação a débito e crédito das transações realizadas


pela empresa referentes aos recebimentos e pagamentos em cheque ou
espécie, aquisições de mercadorias, materiais de uso e consumo,
imobilizações, antecipações ou adiantamentos a fornecedores e empregados,
créditos da empresa etc.
• Funcionamento: são debitadas pelas entradas ou recebimentos e creditadas
pelas saídas ou pagamentos;
• Natureza do saldo: devedor, quando se tratar de conta normal. As contas de
bancos podem eventualmente apresentar saldo credor, quando a empresa
operar com limites de crédito e fizer uso desse limite. Também as contas
retificadoras de ativo apresentam saldo credor (provisões e depreciações);
• Lançamento inicial: deve ser sempre a débito, no caso de contas que não
sejam retificadoras;
• Análise e conciliação: devem ser analisadas e conciliadas a cada mês,
independente do saldo existente, comparando-se os registros da contabilidade
com os existentes nos controles auxiliares;
• Encerramento: não se encerram com a apuração do resultado do exercício.
FUNÇÃO E FUNCIONAMENTO DE CONTAS DE PASSIVO:
As contas de passivo registram as operações da empresa que representam
valores negativos ou obrigações, tais como: débitos com os fornecedores,
obrigações sociais, tributárias e trabalhistas, adiantamentos recebidos de
clientes, retenções de impostos e consignações efetuadas pela empresa,
empréstimos recebidos etc.
Essas contas devem receber o lançamento inicial a crédito e não se encerram
com a apuração do resultado do exercício.

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Principais características:

• Função: registrar a movimentação a débito e a crédito das transações


realizadas pela empresa referentes às operações que se caracterizem como
obrigação ou dívida;
• Funcionamento: são creditadas pelas entradas e debitadas pelas saídas ou
pagamentos;
• Natureza do saldo: credor;
• Lançamento inicial: deve ser a crédito;
• Análise e conciliação: devem ser analisadas e conciliadas a cada mês,
independente do saldo existente, comparando-se os registros da contabilidade
com os existentes nos controles auxiliares;
• Encerramento: não se encerram com a apuração do resultado do exercício.
FUNÇÃO E FUNCIONAMENTO DE CONTAS DE DESPESAS:
As contas de despesas devem registrar as operações da empresa que
representam os gastos ou custos, tais como: ordenados, vantagens, previdência
social patronal, despesas administrativas gerais, despesas financeiras e
bancárias, despesas com vendas, com produção, com depreciações etc. Devem
ser destacadas as operacionais e as não operacionais, assim como os grupos
(administrativas, financeiras, comerciais, de produção etc.), sempre em função da
atividade da empresa.
Principais Características:

• Função: registrar a movimentação a débito e a crédito das transações


realizadas pela empresa referentes a pagamentos ou provisionamentos de
despesas gerais.
• Funcionamento: são debitadas pelo reconhecimento ou efetivo pagamento
das despesas ou custos, e creditadas pela apuração do resultado do exercício
e por eventual ajuste ou estorno de lançamento;
• Natureza do saldo: devedor;
• Lançamento inicial: deve ser a débito;
• Análise e conciliação: devem ser analisadas e conciliadas a partir do mês em
que receber o primeiro lançamento;
• Encerramento: encerram-se com a apuração do resultado do exercício,
sendo creditadas pelo valor do saldo existente na data da apuração do balanço.
FUNÇÃO E FUNCIONAMENTO DE CONTAS DE RECEITAS:
As contas de receitas devem registrar as operações da empresa que
representem o faturamento ou ingressos de recursos tais como:
1. Vendas de mercadorias, produtos ou serviços;
2. Aplicações financeiras;
3. Ganhos de capital;
4. Eventuais.
Principais Características:

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• Função: registrar a movimentação a crédito ou débito das transações


realizadas pela empresa referentes a receitas de faturamento, aplicações
financeiras, eventuais etc.
• Funcionamento: são creditadas pelas vendas ou realização das receitas e
debitadas por eventuais ajustes ou estornos de lançamentos;
• Natureza do saldo: credor;
• Lançamento inicial: deve ser a crédito;
• Análise e conciliação: devem ser analisadas e conciliadas mês a mês, a
partir do lançamento inicial.
• Encerramento: encerram-se com a apuração do resultado do exercício.

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Elenco de contas
O elenco de contas é a descrição dos títulos, códigos e níveis das contas
cadastradas no plano de contas da empresa.
Veja a seguir modelo de elenco de contas de contas de uma empresa:
CÓDIGO / DESCRIÇÃO DO TÍTULO / NÍVEL

1. ATIVO TOTAL 1

1.1 Ativo circulante 2

1.1.1 Disponível 3
1.1.1.1 Caixa 4
1.1.1.1.1 Caixa na matriz 5
1.1.1.1.2 Caixa na filial 5
1.1.1.2 Bancos Conta Movimento 4
1.1.1.2.1 Banco do Brasil 5
1.1.1.2.2 Banco Itaú 5

1.1.2 Á Receber 3
1.1.2.1 Clientes 4
1.1.2.1.1 Duplicatas á Receber 4
1.1.2. 1.2 (-) Desconto de Duplicata 5
1.1.2. 1.3 (-) Provisão p/ Devedores Duvidosos 5
1.1.2.2 Impostos 4
1.1.2.2.1 Icms a Recuperar 5
1.1.2. 1.2 Ipi a Recuperar 5

1.1.3 Estoques 3
1.1.3.1 Produtos Acabados 4
1.1.3.1.1 Produtos Acabados 5
1.1.3.2 Matérias-primas 4
1.1.3.2.1 Matérias-primas 5

Ativo Não Circulante


1.2 Ativo realizável á longo prazo 2

1.2.2 Aplicações De Longo Prazo 3


1.2.2.1 Aplicações de longo prazo da matriz 4
1.2.2.2 Banco do Brasil 5
1.2.2.3 Banco Itaú 5

1.3 Ativo permanente 2

1.3.1 Investimentos 3
1.3.1.1 Participações societárias 4
1.3.1.1.1 Participações em outras Empresas 5

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1.3.2 Imobilizado Líquido 3


1.3.2.1 Imobilizado corrigido 4
1.3.2.1.1 Veículos 5
1.3.2.1.2 Móveis e Utensílios 5
1.3.2.1.3 Máquinas e Equipamentos 5
1.3.2.2 Depreciações acumuladas 4
1.3.2.2.1 Veículos 5
1.3.2.2.2 Móveis e Utensílios 5
1.3.2.2.3 Máquinas e Equipamentos 5

1.3.3 Intangível 3
1.3.3.1 Patentes 4

1.3.4 Diferido 3
1.3.4.1 Implantações pré-operacionais 4
1.3.4.1.1 Gastos c/ implementação da fábrica 5

2. PASSIVO TOTAL 1

2.1 Passivo circulante 2


2.1.1 Fornecedores 3
2.1.1.1 Fornecedores Nacionais 4
2.1.1.1.1 Fornecedores de matérias primas 5
2.1.1.2 Fornecedores do Exterior 4
2.1.1.2.1 Fornecedores de matérias primas 5
2.1.2 Obrigações sociais e trabalhistas a pagar 3
2.1.2.1 Salários 4
2.1.2.1.1 Salários a pagar - Matriz 5
2.1.2.1.2 Salários a pagar - Filial 5
2.1.2.2 Encargos Sociais 4
2.1.2.2.1 Provisão de férias 5
2.1.2.2.2 Provisão p/ 13 Salário 5
2.1.3 Obrigações tributárias 3
2.1.3.1 Impostos municipais a pagar 4
2.1.3.1.1 Iss a pagar 5
2.1.3.2 Impostos estaduais a pagar 4
2.1.3.2.1 Icms a pagar 5
2.1.3.3 Impostos federais a pagar 4
2.1.3.3.1 Ipi á pagar 5

Passivo Não Circulante


2.2 Passivo exigível á longo prazo 2
2.2.1 Financiamentos 3
2.2.1.1 Financiamentos internos 4
2.2.1.1.1 Bradesco 5

2.3 Patrimônio Líquido 2

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2.3.1 Capital social 3


2.3.1.1 Capital Social 4
2.3.1.1.1 Capital social realizado 5
2.3.1.1.2 (-)Capital social a realizar 5
2.3.2 Reservas de capital 3
2.3.2.1 Reservas legais 4
2.3.2.1.1 Reservas legais 5
2.3.2.1 Outras reservas 4
2.3.2.1.1 Outras reservas 5
2.3.3 Lucros ou prejuízos acumulados 3
2.3.3.1 Lucros acumulados 4
2.3.3.1.1 Lucros acumulados 5
2.3.3.1.2 Prejuízos acumulados 5

3. DESPESAS TOTAIS 1
3.1 Despesas operacionais 2
3.1.1 Despesas administrativas 3
3.1.1 Despesas com pessoal 4
3.1.1.1.1 Salários e benefícios - Matriz 5
3.1.1.1.2 Salários e benefícios - Filial 5
3.1.2 Despesas Gerais 4
3.1.2.1.1 Conservação e limpeza 5
3.1.2.1.2 Manutenção de máquinas e equipamentos 5
3.1.2.1.3 Despesas de expediente 5
3.1.3 Despesas financeiras 3
3.1.3.1 Despesas financeiras 4
3.1.3.1.1 Despesas Bancárias 5
3.1.3. 1.2 Variações monetárias passivas 5
3.1.4 Despesas comerciais 3
3.1.4.1 Despesas com vendas 4
3.1.4.1.1 Comissões sobre as vendas 5
3.1.4.1.2 Propagandas e promoções 5

3.2 Despesas não operacionais 2


3.2.1 Resultados não operacionais 3

4. RECEITAS TOTAIS 1

4.1 Receitas operacionais 2


4.1.1 Receita operacional á vista 3
4.1.1.1 Vendas a vista de mercadorias próprias 4
4.1.1.1.1 Vendas a vista de mercadorias próprias 5
4.1.2 Receitas operacionais a prazo 3
4.1.2.1 Vendas a vista de mercadorias próprias 4
4.1.2.1.1 Vendas a prazo de mercadorias próprias 5

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CONTAS DE RESULTADO
De maneira geral as contas de resultado são aquelas utilizadas para
apuração do resultado do exercício social (lucro ou prejuízo).

Basicamente são as contas de RECEITA e DESPESAS que periodicamente


(anualmente) são confrontadas para apurar o LUCRO (caso as receitas sejam
maiores que as despesas), ou PREJUÍZO (caso as despesas sejam maiores que
as receitas).

As regras definidas para o confronto RECEITAS x DESPESAS são


originadas do REGIME DE COMPETÊNCIA. Esse princípio considera como
RECEITA, aquela ganha ou gerada no período (não importando quando será
recebida). E como DESPESAS, aquela ocorrida também no período (não
importando quando será paga).

Receitas:

Corresponde, em geral, a venda de mercadorias ou prestação de serviços.


Ela é refletida no Balanço Patrimonial através da entrada de dinheiro no caixa (no
caso de venda à vista), ou, entrada em forma de direitos a receber (Duplicatas à
Receber no caso da venda ser a prazo).
São contas cujos saldos são de NATUREZA CREDORA.

Despesas:

Trata-se de todo sacrifício despendido pela empresa para obter a receita. É


refletida no Balanço Patrimonial através de reduções de Caixa (quando o
pagamento é feito á vista) ou aumento do Passivo (quando o pagamento é feito á
prazo).
A despesa pode ainda originar-se através de outras reduções do Ativo
(além do Caixa), como é o caso da Depreciação (desgastes de Bens do
Imobilizado).
São contas cujos saldos são de NATUREZA DEVEDORA.

Regras de contabilização das Contas de Resultado:

É fácil compreender que toda RECEITA AUMENTA O LUCRO: quanto


maior a receita, maior o lucro. Todo lucro não distribuído aumenta o Patrimônio
Líquido.
Inverso da receita, toda DESPESA REDUZ O LUCRO e conseqüentemente
reduz o Patrimônio Líquido.

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Exemplo de contabilização das contas Resultado e Balanço Patrimonial:

Suponha-se que a empresa Tridimensional tenha tido as seguintes


operações no exercício:
1. Integralização de Capital no valor de R$ 20.000 em dinheiro o qual
foram depositados na conta Bancos Conta Movimento.
2. A empresa obteve no período uma receita de R$ 45.000, sendo que R$
15.000 foram a vista e o restante a prazo.
3. A empresa pagou salários no valor de R$ 16.000.
4. Foram gastos R$ 4.000 com despesas de material de escritório
Bancos Conta Movimento Capital Integralizado Receita

1) 20.000 3) 16.000 1) 20.000 2) 15.000


2) 15.000 4) 4.000 2) 30.000
SD 45.000
SD 15.000

Duplicatas a Receber Despesas c/ Salários Desp. c/ Mat. Escritorio

2) 30.000 3) 16.000 4) 4.000

Balancete de Verificação
Contas Débito Crédito
Bancos Conta Movimento 15.000
Duplicatas a Receber 30.000
Capital 20.000
Receitas 45.000
Despesas com Salários 16.000
Despesas c/ Material de Escritório 4.000
Total 65.000 65.000

Encerramento das Contas de Resultado:


Conforme exigência legal, pelo menos uma vez por ano as empresas estão
obrigadas a ENCERRAR TODAS AS CONTAS DE RESULTADO. Esse
encerramento ocorre no momento do confronto das Despesas com as Receitas
para apurar o resultado do período.

Com o encerramento das contas de Receita e Despesas, todas as contas


de Resultado ficam com seus saldos zerados para o início do próximo período
contábil. Assim, começa-se a acumular Receitas e Despesas para o próximo
período para apurar novamente o Lucro ou Prejuízo, e assim sucessivamente.

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Lançamento de encerramento das Contas de Resultado.

A técnica é bastante simples:


a) Abre-se uma Conta Transitória com o título APURAÇÃO DO RESULTADO DO
EXERCÍCIO (ARE) em que se realiza o confronto RECEITA x DESPESA.

b) Transfere-se o saldo das contas de RECEITAS e DESPESAS para a conta de


apuração de resultado ARE. Nesse momento de transferência é que todas as
contas de RECEITAS e DESPESAS são encerradas.

Vamos voltar ao exemplo acima para efetuar o encerramento das contas de


Resultado:
Despesas c/ Salários Desp. c/ Mat. Escritorio Receita

3) 16.000 A) 16.000 4) 4.000 B) 4.000 C) 45.000 2) 15.000


2) 30.000
SD 45.000

ARE

A) 16.000 C) 45.000
B) 4.000

25.000 (Lucro)

Contabilização do Resultado

Sendo a conta APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (ARE),


também uma conta de RESULTADO, a mesma também deverá ter seu saldo
zerado. È nesse momento que encerramos a conta ARE contra a conta LUCROS
OU PREJUIZOS ACUMULADOS no PATRIMÔNIO LÍQUIDO, aumentando ou
diminuindo o mesmo conforme o resultado apurado.

Vejamos então como fica o lançamento:


Lucro/Prej. Acumulado ARE

A) 16.000 C) 45.000
25.000 D) C) 4.000

D) 25.000 SD 25.000

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Balanço Patrimonial
Ativo Passivo
Bancos conta movimento R$ 15.000 Capital integralizado R$ 20.000
Duplicatas a receber R$ 30.000 Lucros/Prej. Acumulado R$ 25.000
Total do Ativo R$ 45.000 Total do Passivo R$ 45.000

Resumo do roteiro para apuração do resultado:

1o – Transferência das contas de Despesas para a conta de Apuração de


Resultado do Exercício – ARE (Credita as contas despesas pelo saldo e Debita a
conta ARE).

2o - Transferência das contas de Receitas para a conta de Apuração de Resultado


do Exercício – ARE (Debita a contas de receitas pelo saldo e Credita a conta
ARE).

3o – Confronto na conta de Apuração de Resultado do Exercício – ARE entre as


contas de Receitas x Despesas (apuração do saldo).

4o – O saldo da conta Apuração de Resultado do Exercício – ARE será transferido


para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados que pertence ao Balanço
Patrimonial.

EXERCÍCIO DE F1 a F29

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DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO

A Demonstração de Resultado do Exercício, elaborada simultaneamente


com o Balanço Patrimonial, constitui-se no relatório sucinto das operações
realizadas pela empresa durante determinado período de tempo. Nele sobressai
um dos valores mais importantes para às pessoas interessadas na empresa que é
o resultado líquido do período, ou seja, Lucro ou Prejuízo.

A contabilidade, com os dois relatórios, o Balanço Patrimonial e a


Demonstração do Resultado do Exercício, um completando o outro, atinge a
finalidade de mostrar a situação patrimonial e econômico-financeira da empresa.

Com os dois relatórios, qualquer pessoa interessada nos negócios da


empresa tem condições de obter informações, fazer análise, estimar variações e
tirar conclusões de ordem patrimonial e econômico-financeira para traçar os rumos
da empresa.

Companhia ABC
CGC no 00.000.000/000-00
Demonstração do Resultado dos Exercícios Findo em 31 de Dezembro
19X2 19X1
Receita Bruta de Vendas
Mercadorias 19.050 18.601
Serviços 2.155 1.210
21.205 19.811
Impostos s/ Vendas (3.130) (2.901)
Receita Líquida de Vendas 18.075 16.610
Custo das Mercadorias Vendidas e Serviços (14.087) (13.105)
Lucro Bruto 3.988 3.805
Despesas Operacionais
Despesas com Vendas (606) (619)
Despesas Administrativas (993) (969)
Despesas Financeiras Líquidas (525) (347)
(2.124) (1.935)
Resultado Operacional 1.894 1.870
Resultado não Operacional
Ganhos não-operacionais 48 10
Perdas não-operacionais (10) (85)
38 (75)
Resultado Antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social 1.923 1.795
Provisão p/ o Imposto de Renda e Contribuição Social (586) (538)
Resultado Depois do Imposto de Renda e da Contribuição Social 1.337 1.257
Participações nos Resultado (178) (163)
Lucro do Exercício 1.159 1.094
Qtde de Ações = 1.000
Lucro por Ação 1,16 1,09

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Grupos da Demonstração de Resultado

Receita Bruta das Vendas e Serviços: è formada pelas receitas e serviços


principais da empresa incluindo os impostos incidentes sobre a nota fiscal.

Impostos sobre as Vendas: São os impostos que incidem sobre a Receita Bruta
(Icms – Pis – Cofins e Iss). Nesse item não consta o IPI, pois de acordo com a
legislação do Imposto de Renda, o mesmo não deve fazer parte da Receita Bruta.

Receita Líquida das Vendas e Serviços: É a diferença entre a Receita Bruta os


Impostos sobre as Vendas e Serviços.

Custo das Mercadorias Vendidas e Serviços: Representa o quanto a empresa


gastou para produzir um produto (no caso de uma indústria), adquirir uma
mercadoria (no caso de um comércio), ou prestação de serviço (no caso de uma
empresa prestadora de serviço). Dessa forma, existe um confronto entre o valor
da venda e quanto custou para obter a venda.

Lucro (ou Prejuízo) Bruto: Representa a diferença entre a Receita Líquida e o


Custo das Mercadorias Vendidas e Serviços.

Despesas Operacionais: São aquelas decorrentes do desenvolvimento


operacional da empresa. Para efeito de análise, podemos segmentá-las em três
grupos:
a) Vendas: São as despesas inerentes à atividade de venda da
mercadoria, produtos ou serviços. Mais especificamente, referem-se aos
gastos com: promoção – comercialização e distribuição dos produtos da
empresa. Exemplo: Comissões, viagens de vendedores, propaganda e
publicidade, fretes de distribuição, etc.
b) Administrativas: São as despesas atreladas à atividade administrativa
da empresa. Exemplo: Aluguel, consumo de energia, honorários da
diretoria, salário do pessoal administrativo, etc.
c) Despesas/Receitas Financeiras Líquidas: Representa a diferença
entre a despesa financeira e a receita financeira. As Despesas
Financeiras são oriundas principalmente da utilização de Capital de
Terceiros, como por exemplo: Juros de empréstimos, variação cambial
passiva. Por outro lado, as Receitas Financeiras são provenientes quase
que na totalidade em decorrências de juros sobre aplicações em
instituições financeiras, juros cobrados de clientes e variação cambial
ativa.

Lucro (ou prejuízo) Operacional: É a diferença entre o Lucro Bruto e as


Despesas Operacionais. Portanto, representa o resultado obtido com a atividade
operacional principal da empresa.

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Resultado Não-operacional: São constituídos Ganhos ou Perdas consideradas


não-operacionais, ou seja, são provenientes de transações que não estão ligadas
as atividades principais da empresa. Exemplo: Venda de um Bem do Imobilizado,
recebimento de doações etc.

Provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social: Esse valor será


recolhido aos cofres públicos, de acordo com o prazo estipulado pelo governo
federal e sempre respeitando a legislação do período.

Participação no Resultado: Refere-se a participações de empregados e diretores


nos resultados da empresa.

Lucro (ou Prejuízo) Líquido do Exercício: É a última linha da Demonstração de


Resultado do Exercício – DRE. Portanto representa a confrontação entre todas as
Receitas e Despesas incorridas no mesmo período. Esse resultado é transferido
para o Balanço Patrimonial, no grupo do Patrimônio Líquido em uma conta
intitulada de LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS.

EXERCÍCIO: G1

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RECUPERAÇÃO DE IMPOSTOS

De uma forma geral, sobre a compra de matéria-prima para transformação


de produtos numa empresa do ramo industrial, incide ICMS (imposto sobre
circulação de mercadorias e serviços) e IPI (imposto sobre produtos
industrializados). Esses impostos representam uma antecipação, já que a
empresa recolherá aos cofres públicos apenas a diferença a maior entre o imposto
devido pelas vendas dos produtos acabados e os impostos incorridos por ocasião
das aquisições das matérias-primas.

Assim sendo, o ICMS e o IPI são recuperáveis quando das vendas dos
produtos acabados, portanto, eles não representam custo das matérias-primas
compradas.

O ICMS e o IPI referente a compras de materiais são debitados em uma


conta do ativo circulante (no grupo de contas a receber), denominada de impostos
recuperáveis. O ICMS e o IPI incidentes sobre as vendas de produtos são
creditados em uma conta do passivo circulante denominada de impostos a pagar.

No final do mês, a conta que apresentar menor valor de débito ou crédito


terão seu saldo transferido para a outra conta. Assim, o saldo líquido, se devedor,
irá compor o ativo circulante e se compensará com os impostos relacionados a
futuras vendas. Caso o saldo seja credor, ficará classificado no passivo circulante
e terá que ser recolhido de acordo com os prazos estabelecidos pelas autoridades
fiscais.

EXERCÍCIO: H1 a H2

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CONTROLE E AVALIAÇÃO DE ESTOQUES


APURAÇÃO DO CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS

Os estoques representam aplicações de recursos, na maioria das vezes


aplicações de recursos relevantes, e por isso, devem ser controlados e avaliados
pela entidade de maneira que possamos verificar o resultado advindo de sua
comercialização.

O tipo de estoque que uma empresa possui depende grandemente da sua


atividade principal; portanto, se ela for uma entidade que compra e vende
mercadorias, seu estoque será basicamente formado por mercadorias para
revenda; já uma entidade que fabrica seus produtos para venda, seu estoque será
formado por: matérias-primas, produtos em elaboração, produtos acabados.

Os estoques são classificados no ativo circulante e poderão ser adquiridos


tanto com pagamento à vista quanto a prazo. As mercadorias são adquiridas com
intuito de venda e, nesse sentido, a venda dever ocorrer por um preço maior que o
valor pago na compra de mercadoria. O lucro na venda de mercadorias, no caso
de uma empresa comercial, é de relevância substancial para a continuidade de
suas operações (Princípio da Continuidade).

A entidade poderá acompanhar o saldo dos itens de estoque, em


quantidade e valor. Para o controle monetário dos estoques, temos dois sistemas
de controle básicos: o periódico e o permanente.

Sistemas de Controle de Estoque Periódico.


Neste caso, a empresa não mantém controle e avaliação constante de seus
estoques. O Custo das Mercadorias Vendidas (CMV), é apurado periodicamente
apenas no final de cada período através da seguinte fórmula:
CMV = EI + C - EF

Onde:
CMV = Custo da Mercadoria Vendida.
EI = Estoque Inicial.
C = Compras efetuadas no período.
EF = Estoque Final.

Sistemas de Controle de Estoque Permanente.


Neste caso, a empresa mantém controles constantes dos seus estoques e
possibilita uma posição em termos físicos e monetários dos itens. Basicamente
quando trabalhamos com controle permanente, temos três critérios de controle
dos estoques:

a) PEPS (Primeiro a Entrar Primeiro a Sair) ou FIFO (First In First Out): Com
base nesse critério, as saídas dos estoques, por ocasião das vendas, são
efetuadas utilizando-se o preço de compra dos estoques mais antigos.

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b) UEPS (Último a Entrar Primeiro a Sair) ou LIFO (Last In First Out): Com base
nesse critério, as saídas dos estoques, por ocasião das vendas, são efetuadas
utilizando-se o preço de compra dos estoques mais recentes.

c) MÉDIA PONDERADA MÓVEL: Com base nesse critério, as saídas dos


estoques, por ocasião das vendas, são efetuadas utilizando-se o preço de
médio das aquisições.

O controle de estoque pelo sistema permanente é feito através de fichas de


controles, nas quais cada tipo diferente de item terá uma ficha
correspondente.

Ficha de Estoque (Modelo)


ENTRADAS SAÍDAS SALDO
Unitário
Data Docto. Qtde. Unitário Total Qtde. Unitário Total Qtde. Total Médio

Obs. A entrada das mercadorias em estoque se dá pelo valor líquido de impostos


recuperáveis, ou seja, devemos retirar do custo da mercadoria os impostos
recuperáveis, como por exemplo: O ICMS e o IPI. (ICMS e IPI caso a entidade
seja do ramo industrial. Somente o ICMS, caso a entidade seja do ramo de
revenda de mercadorias).

Exemplo: Mostrar as movimentações de estoque com base nos métodos: PEPS –


UEPS – MEDIA PONDERADA.
Data Docto. Qtde Total
02/01 NF 001 Compra 35 R$ 150,50
06/01 NF 050 Compra 25 R$ 122,20
15/01 NF 010 Venda 40
25/01 NF 025 Compra 50 R$ 259,00
31/01 NF 015 Venda 60

Ficha de Estoque (MÉDIA PONDERADA)


ENTRADAS SAÍDAS SALDO
Unitário
Data Docto. Qtde. Unitário Total Qtde. Unitário Total Qtde. Total Médio
02/01 NF 001 35 4,30 150,50 35 150,50 4,30
06/01 NF 050 25 4,90 122,50 60 273,00 4,55
15/01 NF 010 40 4,55 182,00 20 91,00 4,55
25/01 NF 025 50 5,18 259,00 70 350,00 5,00
31/01 NF 015 60 5,00 300,00 10 50,00 5,00
TOTAL 110 532,00 100 482,00 10 50,00 5,00

Ficha de Estoque (PEPS)


ENTRADAS SAÍDAS SALDO

Data Docto. Qtde. Unitário Total Qtde. Unitário Total Qtde. Total
02/01 NF 001 35 4,30 150,50 35 150,50
06/01 NF 050 25 4,90 122,50 60 273,00

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15/01 NF 010 35 4,30 150,50 25 122,50


5 4,90 24,50 20 98,00
25/01 NF 025 50 5,18 259,00 70 357,00
31/01 NF 015 20 4,90 98,00 50 259,00
40 5,18 207,20 10 51,80
TOTAL 110 532,00 100 480,20 10 51,80

Ficha de Estoque (UEPS)


ENTRADAS SAÍDAS SALDO

Data Docto. Qtde. Unitário Total Qtde. Unitário Total Qtde. Total
02/01 NF 001 35 4,30 150,50 35 150,50
06/01 NF 050 25 4,90 122,50 60 273,00
15/01 NF 010 25 4,90 122,50 35 150,50
15 4,30 64,50 20 86,00
25/01 NF 025 50 5,18 259,00 70 345,00
31/01 NF 015 50 5,18 259,00 20 86,00
10 4,30 43,00 10 43,00
TOTAL 110 532,00 100 489,00 10 43,00

Alternativamente, a legislação permite a valorização dos estoques pela partida


mensal, ou seja, as saídas podem ser valorizadas de uma única vez no final do
mês, pela média das entradas mais o estoque inicial. Utilizando o exemplo anterior
temos:

Ficha de Estoque (MÉDIA PONDERADA - MENSAL)


ENTRADAS SAÍDAS SALDO
Unitário
Data Docto. Qtde. Unitário Total Qtde. Unitário Total Qtde. Total Médio
02/01 NF 001 35 4,30 150,50 35 150,50 4,30
06/01 NF 050 25 4,90 122,50 60 273,00 4,55
25/01 NF 025 50 5,18 259,00 110 532,00 4,836
31/01 NF 010 100 4,836 483,60 10 48,40 4,836
TOTAL 110 532,00 100 483,60 10 48,40 4,836

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Ficha de Estoque (PEPS - MENSAL)


ENTRADAS SAÍDAS SALDO

Data Docto. Qtde. Unitário Total Qtde. Unitário Total Qtde. Total
02/01 NF 001 35 4,30 150,50 35 150,50
06/01 NF 050 25 4,90 122,50 60 273,00
25/01 NF 025 50 5,18 259,00 110 532,00
31/01 DVS NF 35 4,30 150,50 75 381,50
25 4,90 122,50 50 259,00
40 5,18 207,20 10 51,80
TOTAL 110 532,00 100 480,20 10 51,80

Ficha de Estoque (UEPS - MENSAL)


ENTRADAS SAÍDAS SALDO

Data Docto. Qtde. Unitário Total Qtde. Unitário Total Qtde. Total
02/01 NF 001 35 4,30 150,50 35 150,50
06/01 NF 050 25 4,90 122,50 60 273,00
25/01 NF 025 50 5,18 259,00 110 532,00
31/01 DVS NF 50 5,18 259,00 75 273,00
25 4,90 122,50 50 150,50
25 4,30 107,50 10 43,00
TOTAL 110 532,00 100 489,00 10 43,00

EXERCICIO I 1 a I 3

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