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TITULO: Cambio y Orden Mundial

AUTOR: Abelardo Morales

USUARIO:

PRÉSTAMO DEVOLUCIÓN
Cambio
y orden
mundial
Abelardo Morales
Compilador

Cambio
y orden
mundial
327
Cambio y orden mundial / comp. Abelardo Morales
C22c
-- 1. ed. -- San José: FLACSO, 1 9 9 3 .
152 p.

ISBN 9 9 7 7 - 6 8 - 0 3 9 - 6

1. Política internacional. 2. Política mundial.


I. Morales, Abelardo. II. Título.

Editor:
Sebastián Vaquerano

Procesamiento del texto:


Vilma Herrera

Esta publicación se hace con la colaboración financiera


del Ministerio de la Cooperación de Noruega

© Programa Costa Rica - FLACSO

Primera edición: febrero de 1993


Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales - FLACSO
Programa Costa Rica. Apartado 5 4 2 9 . San José, Costa Rica
INTRODUCCIÓN

El núcleo de la dinámica internacional posterior


a la Guerra Fría es económico. Esa característica es
resultado del desvanecimiento de la bipolaridad en la
política mundial. La bipolaridad expresaba una dis-
tribución de recursos estratégicos entre dos superpo-
tencias, los Estados Unidos y la Unión Soviética.
Cada una de ellas proveída de esferas de influencia
y capacidades militares, económicas e ideológicas,
con las cuales ejercieron control y dominio sobre sus
aliados.
Ese balance fue roto por un nuevo reparto de
carácter triangular, cuyos vértices son Japón, los
Estados Unidos y la Comunidad Europea. Desde un
punto de vista estructural, la nueva distribución de
c a p a c i d a d e s mundiales es multipolar. En el aspecto
militar, los Estados Unidos se presentan como el
m o n a r c a de un nuevo sistema de seguridad. Su rol,
sin e m b a r g o , está supeditado a la aplicación de
acuerdos de desarme con Rusia, y a la concurrencia
de las potencias del Consejo de Seguridad de las
N a c i o n e s U n i d a s , para la aplicación de los mecanis-
m o s de seguridad colectiva, en favor de objetivos
c o n s i d e r a d o s como esenciales para la consolidación
del status mundial de la superpotencia.

7
Esa s u p r e m a c í a unipolar c o e x i s t e - n o s e sabe p o r
cuanto t i e m p o - c o n una d i s p e r s i ó n m u n d i a l del p o d e r
e c o n ó m i c o , f i n a n c i e r o , d e m o g r á f i c o y t e c n o l ó g i c o , en-
tre los aliados e s t a d o u n i d e n s e s de la G u e r r a Fría,
c o n v e r t i d o s hoy en día en i m p o r t a n t e s c o m p e t i d o r e s .
El salto hacia la g e o e c o n o m í a , entre o t r o s e f e c t o s ,
produce una t r a n s f o r m a c i ó n de las r e l a c i o n e s de de-
p e n d e n c i a e i n t e r d e p e n d e n c i a de las n a c i o n e s , redu-
ce el poder individual de los E s t a d o s y atrapa las
r e l a c i o n e s interestatales en una e c o n o m í a m u n d i a l
que limita la libertad de a c c i ó n i n d i v i d u a l de las
naciones.
En ese m u n d o se acentúa la v e r t i c a l i d a d de las
r e l a c i o n e s de poder entre las d i s t i n t a s r e g i o n e s del
g l o b o . El núcleo binario de la dominación - depen-
dencia se descubre n u e v a m e n t e al ser r e m o v i d a la
m e m b r a n a i d e o l ó g i c a de la guerra fría s o b r e el sis-
tema interestatal. De allí que uno de los d e b a t e s que
tenderá a cobrar fuerza en el futuro p r ó x i m o , será el
carácter del nuevo orden de r e l a c i o n e s entre el c e n t r o
y la periferia y su efecto sobre la e s t a b i l i d a d del
s i s t e m a mundial en su conjunto.
El carácter y la profundidad de las t r a n s f o r m a c i o -
nes g l o b a l e s , es un tema d e s t a c a d o de las a g e n d a s de
e s p e c i a l i s t a s y público p r e o c u p a d o por tales c u e s t i o -
nes. Entre las c u e s t i o n e s c e n t r a l e s , está una d i s c u -
sión sobre la d i s y u n c i ó n entre d i s p o s i t i v o s de p o d e r
t r a d i c i o n a l y p r o d u c c i ó n de r i q u e z a , c o m o r a s g o de la
n u e v a d i s t r i b u c i ó n de r e c u r s o s de p o d e r entre las
n a c i o n e s . Si bien esa t r a n s f o r m a c i ó n es r e c o n o c i d a
a m p l i a m e n t e en los estudios sobre los c a m b i o s m u n -
diales, éstos todavía se enfrentan a d i v e r s o s d i l e m a s
en la c o n c e p c i ó n de un nuevo orden.
Entre las c u e s t i o n e s sobre las que se i n t e r r o g a n
los estudios se apuntan: a. La d e c l i n a c i ó n del uso de
la fuerza entre los g r a n d e s p o d e r e s , el i n c r e m e n t o de
la carrera a r m a m e n t i s t a entre las n a c i o n e s m e n o s

8
desarrolladas, y el resurgimiento de guerras étnicas
y disputas nacionalistas donde ideologías seculares
se han desvanecido, b. El desbalance permanente
p r o d u c i d o en las naciones periféricas por las estrate-
gias proteccionistas, seguidas por las naciones avan-
zadas, en un mundo dominado por la interdepen-
dencia, c. El fortalecimiento de las instituciones libe-
rales y las responsabilidades de la sociedad interna-
cional en el mantenimiento de la paz y la protección
de los derechos h u m a n o s en todo el mundo.
En esta selección se recogen diversos trabajos,
elegidos de manera arbitraria, donde los autores ana-
lizan y discuten, dentro del intrincado debate concep-
tual y m e t o d o l ó g i c o actual, las particularidades de
los c a m b i o s mundiales tanto en las naciones del cen-
tro como en la periferia. Cada una de esas contribu-
ciones académicas fueron hechas en distintos mo-
m e n t o s y contextos, pero tienen en común la caracte-
r i z a c i ó n de los cambios estructurales del sistema
mundial.
C o m o suele suceder con todo esfuerzo de análisis
de los cambiantes fenómenos sociales, el desarrollo
de los a c o n t e c i m i e n t o s mundiales ha probado la rigu-
rosidad de los análisis, y proyección de escenarios
ofrecida por los autores.
La publicación de esos trabajos en la presente
antología, es parte del esfuerzo académico de la Fa-
cultad Latinoamericana de Ciencia Sociales para lo-
grar una puesta al día de los estudiosos centroa-
m e r i c a n o s de las relaciones internacionales y la polí-
tica mundial, sobre los debates y contribuciones que
se hacen en diversas partes del mundo sobre esos
temas.

Abelardo Morales G.
Compilador

9
LUCES Y SOMBRAS
E N L A S T E O R I A S DEL
CAMBIO INTERNACIONAL

Abelardo Morales G.

1
El c a m b i o , fundamental en la historia s o c i a l ,
integra también a las relaciones del sistema mun-
dial. Sin embargo, su estudio permite sugerir tres
o b s e r v a c i o n e s . Primero, el cambio es un fenómeno
m u l t i d i m e n s i o n a l y los rasgos que nos llegan son
o b t e n i d o s mediante procedimientos conceptuales y
m e t o d o l ó g i c o s singulares, o sea que corresponden a
intereses definidos desde la óptica particular de cada
o b s e r v a d o r . S e g u n d o , se registra una sobreproduc-
ción intelectual considerable, pero ella no correspon-
de a un incremento significativo del valor explicativo
de cada una de las respectivas proposiciones. En
tercer lugar, no existen teorías sobre el cambio que,
aparte de las diferencias en torno a su neutralidad
2
valorativa, logren todavía un amplio c o n s e n s o .

1. Sobre el método y conceptos de la historia social, véase Manuel


Tuñón de Lara, Metodología de la Historia Social de España
(Siglo X X I Editores, Madrid, 1 9 7 7 ) , pp. 3 - 2 6 .

2. Este no es un tema nuevo. Hace ya seis años que Stanley


Hoffmann escribió acerca de la ausencia de una teoría del
cambio en las relaciones internacionales. Según su argumento,
se carecía de "un conjunto de hipótesis y proposiciones, deri-
vadas o confirmadas por la investigación empírica, que identi-
fiquen los principales factores de continuidad y las causas de

11
En el estudio de la política i n t e r n a c i o n a l m u c h a s ,
v e c e s se c o n c e d e una alta a t e n c i ó n a c i e r t o s a c o n t e -
c i m i e n t o s i n d i v i d u a l e s , pero éstos sólo se e x p l i c a n
por el v í n c u l o de la a c c i ó n social con la e s t r u c t u r a
h i s t ó r i c a a la que c o r r e s p o n d e n . Esa r e l a c i ó n entre
u n i d a d e s sociales con el p r o c e s o y su e s t r u c t u r a , es
de naturaleza o r g á n i c a y no c o n t i n g e n t e . La inter-
v e n c i ó n social - c o n s i d e r a d a tanto i n d i v i d u a l c o m o
c o l e c t i v a m e n t e - e s t á d e l i m i t a d o por d i f e r e n t e s siste-
m a s de o r g a n i z a c i ó n ; y a éstos c o r r e s p o n d e n v i n c u l a -
c i o n e s específicas con el p r o c e s o de p r o d u c c i ó n m a t e -
rial y la estructura del poder. Los ó r d e n e s n a c i o n a l e
internacional en que tales p r o c e s o s o c u r r e n están
d e l i m i t a d o s por e s c a l a s j e r á r q u i c a s .
El c a m b i o , por d e f i n i c i ó n , es una a l t e r a c i ó n o
ruptura o r g á n i c a de la c o h e r e n c i a y c o n s i s t e n c i a de
la estructura, así c o m o de las i n t e r a c c i o n e s p o s i b l e s
que resultan dentro de ella. L o s p r o t a g o n i s t a s de ese
p r o c e s o se c o n s t i t u y e n así, en fuerzas s o c i a l e s . N a t u -
r a l m e n t e , hay i m p o r t a n t e s d i f e r e n c i a s de o r d e n en-
tre los f e n ó m e n o s n a c i o n a l e s y a q u e l l o s que s u c e d e n
en el m e d i o i n t e r n a c i o n a l .
Las i n t e r p r e t a c i o n e s r e c i e n t e s sobre el s i s t e m a
m u n d i a l y sus c a m b i o s , se d i s t i n g u e n por su identifi-
cación con alguna corriente de los e s t u d i o s de la
política mundial. Grosso modo podríamos distinguir
dos t e n d e n c i a s : U n a r e d u c c i o n i s t a , p o n e a t e n c i ó n
c o n s i d e r a b l e sobre los a c o n t e c i m i e n t o s i n d i v i d u a l e s
como e x p l i c a c i ó n de los f e n ó m e n o s m u n d i a l e s . Otra,
formalista, enfatiza en el f u n c i o n a m i e n t o de las es-
t r u c t u r a s del sistema m u n d i a l . No ha e x i s t i d o , por el
c o n t r a r i o , una e v o l u c i ó n c o n c e p t u a l que se base en la
i n t e r a c c i ó n c o m o e l e m e n t o e u r í s t i c o , y sobre t o d o que

la transformación". Stanley H o f f m a n n . Janus and Minerva.


Essays in the Theory and Practice of International Politics
( W e s t v i e w Press, Boulder, Colorado, 1 9 8 7 ) , p . 1 2 2 .

12
p e r m i t a un mejor conocimiento de los cambios mun-
diales que resultan de la interacción entre actores o
3
fuerzas sociales y las estructuras m u n d i a l e s .
En general las a p r o x i m a c i o n e s al estudio del cam-
bio p r o v i e n e n de algunos esbozos del sistema inter-
n a c i o n a l . Este trabajo no se propone un análisis de
cada una de ellas, sino reconocer algunas de sus
p r i n c i p a l e s c o n t r i b u c i o n e s para la interpretación de
los rasgos c a m b i o .

TEORÍAS SOBRE EL
SISTEMA INTERNACIONAL

La referencia al medio internacional tiene que


ver con el concepto usualmente utilizado de sistema,
y en s e n t i d o estricto, con la c o m b i n a c i ó n de las polí-
tica d o m é s t i c a s con la política internacional que son
influidos por, e influyen sobre, la estructura y diná-
m i c a de los E s t a d o s , las empresas transnacionales,
las o r g a n i z a c i o n e s internacionales y los diversos gru-
4
p o s s o c i a l e s . En la realidad internacional actual, los

3. Un notable esfuerzo por replantear el estudio de las relaciones


en el orden global desde tal perspectiva, ha sido elaborado por
Robert W. Cox en su trabajo publicado seis años atrás, Produc-
tion, Power, and World Order. Social Forces in Making of
History, V o l . 1., "Power and Production", (Columbia Univer-
sity Press, N u e v a Y o r k , 1 9 8 7 ) .

4. El s i s t e m a consiste de una base material, conformada por un


conjunto de unidades, una estructura y un orden, que hacen
del sistema algo distinto de otro conjunto cualquiera; una
dinámica relacional fijada por la interacción de las unidades
entre sí y de estos con el conjunto de la estructura. De acuerdo
con Rosenau, "los s i s t e m a s son unidades abstractas, construi-
das por un observador en concordancia con ciertas preocupa-
ciones analíticas que pueden ser transformadas por las
preocupaciones de los actores reales". En Turbulence in World
Politics. A Theory of Change and Continuity, (Princeton Uni-

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s i s t e m a s están c o n s t i t u i d a s por E s t a d o s , e m p r e s a s ,
o r g a n i z a c i o n e s y grupos s o c i a l e s . E s a s u n i d a d e s son
t a m b i é n diferenciables en sus partes i n t e g r a n t e s .
Las teorías s i s t é m i c a s enfatizan el e s t u d i o de las
r e l a c i o n e s i n t e r e s t a t a l e s y s u b o r d i n a n a ellas el es-
tudio del c o m p o r t a m i e n t o de otros a c t o r e s i n d i v i d u a -
5
les o c o l e c t i v o s . La influencia del r e a l i s m o estruc-
tural dio origen al e s t u d i o de las i n t e r a c c i o n e s de los
p o d e r e s centrales y a la i d e n t i f i c a c i ó n del s i s t e m a
i n t e r n a c i o n a l con ese s i s t e m a de p o d e r . Las transfor-
m a c i o n e s m u n d i a l e s son i n t e r p r e t a d a s c o m o s i m p l e s
c a m b i o s en la d i s t r i b u c i ó n del p o d e r central.
El r e a l i s m o estructural ofrece i n s t r u m e n t o s de
análisis de la o r g a n i z a c i ó n de los s i s t e m a s interna-
c i o n a l e s , su i n t e r a c c i ó n y las c o n d i c i o n e s que a m e n a -
zan o p r e s e r v a n su e q u i l i b r i o f u n c i o n a l . Su p r i n c i p a l
a r g u m e n t o , se p o d r í a r e s u m i r , señala que los Esta-
dos, considerados como actores unitarios y funcional-
mente i g u a l e s , tienen c o m o o b j e t i v o m í n i m o su su-
p e r v i v e n c i a ( p r i n c i p i o del d i l e m a de s e g u r i d a d ) e in-
t e r a c t ú a n en un s i s t e m a a n á r q u i c o , sin una autori-
dad central.
K e n n e t h W a l t z , figura i n t e l e c t u a l p r o m i n e n t e
dentro de esa v i s i ó n , y sus s e g u i d o r e s se o c u p a n de
los p r o b l e m a s de e q u i l i b r i o , o b a l a n c e s de p o d e r , en
diferentes s i s t e m a s . S e g ú n sus p o s t u l a d o s , u n siste-
ma m u l t i p o l a r , i n t e g r a d o por m á s de dos g r a n d e s
p o t e n c i a s , no ofrece suficientes g a r a n t í a s de estabi-
lidad d e b i d o a la c o m p e n t e n c i a entre p o d e r e s con
r e c u r s o s r e l a t i v a m e n t e p r o p o r c i o n a l e s . El e q u i l i b r i o

versity Press, New Jersey, 1 9 9 0 ) , p. 1 2 3 .

5. K e n n e t h N. W a l t z en Teoría de la Política Internacional, ( G r u -


po Editor L a t i n o a m e r i c a n o , B u e n o s A i r e s , 1 9 8 8 ) , explica las
distinciones entre las teorías s i s t é m i c a s , que b a s a n sus expli-
caciones en el nivel i n t e r n a c i o n a l , y las teorías r e d u c c i o n i s t a s
que basan sus explicaciones en el c o m p o r t a m i e n t o i n d i v i d u a l
de las personas y las organizaciones.

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sólo puede ser asegurado mediante las alianzas que
cada p o t e n c i a pueda organizar para el establecimien-
6
to de un balance de poder que le favorezca.
U n a posible debilidad de la anterior visión radica
en el tema de la transformación del sistema y de sus
c o n d i c i o n e s estructurales. La política mundial es
c o n s t i t u t i v a de un sistema que se entiende por sí,
d o n d e hay c a m b i o s en el nivel funcional, pero se
p e r c i b e n claramente las condiciones estructurales de
la t r a n s f o r m a c i ó n sistémica. Tales teorías, además
de concebir el poder como un medio fungible, no dan
cuenta de las diversas jerarquías y estructuras que
existen en los diversos ámbitos asociados a las es-
tructuras del poder. Eso se debe a una subvaloración
de la i m p o r t a n c i a que tienen para el conjunto del
s i s t e m a los c a m b i o s operados en esferas ajenas al
p o d e r central. Por otra parte, son teorías que recha-
zan como reduccionista el análisis de las fuerzas
7
s o c i a l e s en el m e d i o internacional.
Otras teorías sistémicas se identifican con el glo-
balismo estructural. Esta perspectiva intenta subsa-
nar las carencias del realismo estructural en relación
con las c o n d i c i o n e s estructurales de la transforma-
ción de los sistemas internacionales. En su vertiente
e l a b o r a d a por Immanuel Wallertein, son teorías so-
bre la e c o n o m í a del sistema mundial. Su aporte a una
teoría del cambio es la explicación de las transforma-
ciones del sistema capitalista mundial. Las relacio-
nes i n t e r n a c i o n a l e s responden a un dictado de con-

6. K e n n e t h N. W a l t z . op. cit. p. 2 9 9 . Una derivación pesimista de


John J. M e a r s h e i m e r advierte, a partir de la experiencia euro-
pea, que "la guerra es estadísticamente más probable en un
sistema multipolar que en uno bipolar": "Why we will soon
m i s s the Cold W a r " , en Charles W. Kegley, Jr., y Eugene R.
Wittkopf, editores, The Future of American Foreign Policy, (St.
M a r t i n ' s Press, Inc., 1 9 9 2 ) , p. 4 9 .

7. Kenneth W a l t z , idem. 1 9 8 8 . pp. 33 y ss.

15
t r a d i c c i o n e s p r e s e n t e s en el d e s e m p e ñ o de la e c o n o -
mía política m u n d i a l , y esta e x p l i c a c i ó n tiene una
d i m e n s i ó n h o r i z o n t a l , o sea la c o m p e t e n c i a entre l o s
p r i n c i p a l e s p o d e r e s e c o n ó m i c o s , y u n a v e r t i c a l , ca-
r a c t e r i z a d a por la d e p e n d e n c i a de las e c o n o m í a s pe-
riféricas r e s p e c t o de las e c o n o m í a s p u n t e r a s . A dife-
r e n c i a del r e a l i s m o e s t r u c t u r a l , la v i s i ó n g l o b a l i s t a
del s i s t e m a mundial i n c o r p o r a d e n t r o de su m a r c o de
análisis el c o m p l e j o de la e s t r u c t u r a de d o m i n a c i ó n ,
que es un f e n ó m e n o a s o c i a d o t a n t o al d e s e m p e ñ o de
las r e l a c i o n e s p r o d u c t i v a s en u n a d e t e r m i n a d a for-
m a c i ó n s o c i a l , c o m o el f e n ó m e n o p r e d o m i n a n t e en las
8
r e l a c i o n e s centro-periferia del s i s t e m a m u n d i a l .
Esa teoría asegura que la e s t r u c t u r a de la e c o n o -
mía global d e t e r m i n a las c o n d i c i o n e s en las c u a l e s
las e c o n o m í a s del centro r e a l i z a n un p r o c e s o e x t r a c -
9
tivo de los b e n e f i c i o s p r o d u c i d o s en la p e r i f e r i a .
D i c h a e s t r u c t u r a se m a n t i e n e m e d i a n t e la p r e d o m i -
nancia de un s i s t e m a de r e l a c i o n e s i n t e r e s t a t a l e s y
un m a r c o de d o m i n a c i ó n a p o y a d o p o r c i e r t a s é l i t e s
que se b e n e f i c i a n e c o n ó m i c a y p o l í t i c a m e n t e de ese
tipo de r e l a c i ó n en la periferia. No o b s t a n t e las i m -
p o r t a n t e s c o n t r i b u c i o n e s de esta t e o r í a al c o n o c i -
10
m i e n t o de las r e l a c i o n e s c e n t r o - p e r i f e r i a , se le
11
critica con p r o p i e d a d s u o r i e n t a c i ó n f u n c i o n a l i s t a .

8. I m m a n u e l W a l l e r s t e i n , The Modern World System, ( N e w Y o r k :


A c a d e m i c Press, 1 9 8 0 ) , and Geopolitics and Geoculture, ( W e s -
twiew Press, Boulder C o . ) , 1 9 9 1 .

9. I m m a n u e l W a l l e r s t e i n , The Modern World Sistem, op. cit. y


Johan G a l t u n g , "A structural theory of imperialism", Journal
of Peace Research 8 : 1 2 ( 1 9 7 1 ) , pp. 8 1 - 1 1 8 .

1 0 . V é a s e a d e m á s las i m p o r t a n t e s contribuciones d e A n d r é G u n -
der F r a n k , C a p i t a l i s m and U n d e r d e v e l o p m e n t in L a t i n A m e r i -
ca. Historical Studies of Chile and B r a z i l , N e w Y o r k , M o n t h l y
Review, 1 9 6 9 .

l l . R o b e r t W. Cox, Perspectives on Multilateralism, United Na-


tions U n i v e r s i t y , 1 9 9 1 , inédito.

16
Al igual que las otras teorías sistémicas, el globalis-
mo estructural concibe el sistema mundial como una
estructura en sí pero no logra proponer explicaciones
c o n v i n c e n t e s sobre el cambio. Si bien supera las de-
ficiencias estructurales del realismo, su propuesta
teórica y metodológica no explica las condiciones po-
líticas de la transformación de los sistemas mundia-
les que quedan subordinadas a un ingenioso exquema
analítico de vínculos transnacionales de competen-
cia, d o m i n a c i ó n y dependencia económica.
En reacción al realismo estructural y como conse-
cuencia de los desenlaces de la política mundial a
partir de 1989, resurgieron en el pensamiento liberal
institucionalista las interpretaciones centradas en la
c o o p e r a c i ó n y la estabilidad. En sus extremos, esas
teorías subrayan con optimismo el desvanecimiento
del imperio soviético, la desintegración de su bloque,
y la conversión de sus sistemas de organización do-
méstica en modelos de mercado y democracias de
corte liberal, como un nuevo rasgo de estabilidad. El
p e n s a m i e n t o liberal-institucionalista, en su vertien-
12
te más idealista, sobre la democracia y el m e r c a d o ,
se fundamenta en tres premisas: primero, el resurgi-
miento de los Estados Unidos como potencia ideoló-
gica v e n c e d o r a tras el colapso del comunismo y el
final de la confrontación ideológica; segundo, el capi-
talismo liberal, pese a sus conocidos defectos, coman-
da ahora un amplio consenso como la forma más
efectiva y deseable de política económica de que se
d i s p o n e ; tercero, han aparecido condiciones inéditas
para la implantación de mecanismos de seguridad
colectiva ante la ausencia de divisiones ideológicas y
la desaparición de la mayor rivalidad en la esfera de
poder.

1 2 . F r a n c i s F u k u y a m a , The End of History and the Last Man,


(Free Press, Nueva York), 1 9 9 2 .

17
Las a p o r t a c i o n e s del n u e v o p e n s a m i e n t o l i b e r a l ,
c o n c e d e n gran i m p o r t a n c i a al r é g i m e n p o l í t i c o y a l o s
c a m b i o s o p e r a d o s en los p r o c e s o s d o m é s t i c o s , así
como a su i m p a c t o en el c o m p o r t a m i e n t o e x t e r i o r de
los p a í s e s . B a s a d o s en el s u p u e s t o de que el r é g i m e n
p o l í t i c o redefine de m a n e r a d i s t i n t a el tipo de p o l í t i -
ca exterior que un país e s c o g e r í a , la e c u a c i ó n d e m o -
c r á t i c a p r o d u c e en las n a c i o n e s d e s a r r o l l a d a s un
r e c h a z o de la c o n f r o n t a c i ó n a r m a d a . S e g ú n este su-
p u e s t o , el c o n s e n s o d e m o c r á t i c o l i b e r a l , e x p r e s a d o en
la c o n s t i t u c i ó n de una " c o m u n i d a d de s e g u r i d a d " en-
13
tre los p r i n c i p a l e s c e n t r o s de p o d e r c a p i t a l i s t a , c o n -
d u c i r í a al c o m i e n z o de una "era de l i d e r a z g o
14
c o l e c t i v o " en la e c o n o m í a m u n d i a l .
A l g u n a s v a r i a n t e s de e s o s e n f o q u e s del c a m b i o
son p r e s e n t a d o s por J o s e p h S. N y e , q u i e n a n a l i z a las
v a r i a c i o n e s en el s i s t e m a i n t e r n a c i o n a l y h a c e una
r e c o n s i d e r a c i ó n de las fuentes del p o d e r . C o n base en
el análisis de la d i s y u n c i ó n entre p o d e r m i l i t a r y
p o d e r e c o n ó m i c o , Nye p a r t i c u l a r i z a los c a m b i o s en la
1 5
p o s i c i ó n i n t e r n a c i o n a l d e los E s t a d o s U n i d o s . Se-
gún su p r o p u e s t a , los r e c u r s o s t r a d i c i o n a l e s de p o -
der, b a s a d o s en la g e o g r a f í a , la p o b l a c i ó n , la p o s e s i ó n
de m a t e r i a l e s p e s a d o s y la fuerza m i l i t a r , e s t á n per-
d i e n d o i m p o r t a n c i a , y en su lugar, ha a u m e n t a d o el
p o t e n c i a l de otros m e d i o s de p o d e r r e l a t i v o b a s a d o s
en la e c o n o m í a , la e d u c a c i ó n y la t e c n o l o g í a .
Otras t e o r í a s s i s t é m i c a s se esfuerzan por e x p l i c a r
las c o n d i c i o n e s e c o n ó m i c a s del s u r g i m i e n t o , d e c l i n a -
ción y caída de los actores h e g e m ó n i c o s . E n t r e otras

1 3 . Barry B u z a n , "New p a t t e r n s of global security in the t w e n t y -


first century", International Affairs.Julio 1 9 9 1 . V o l . 6 7 .

1 4 . C. Fred B e r g s t e n , "La economía m u n d i a l después de la G u e r r a


Fría", en esta m i s m a antología.

1 5 . Este t e m a está desarrollado m á s a m p l i a m e n t e en Bound to


Lead: The Changing Nature of American Power, ( B a s i c Books
Nueva York, 1990).

18
importantes, encajan las excelentes exploraciones de
16
Robert Gilpin

ACTORES Y LOS
PROCESOS SOCIALES

Cercano a un teoría del cambio, el trabajo recien-


1
te de J a m e s R o s e n a u , ofrece otra aproximación des-
de la globalización política y económica. El esquema
m e t o d o l ó g i c o propuesto es el estudio del cambio como
c o n s e c u e n c i a de diversas transformaciones paramé-
tricas de la política mundial. Estos son cambios en
tres planos: uno estructural relativo a la organiza-
ción y distribución del poder global; otro orientacio-
nal, se refiere a la conducta de los actores indivi-
duales y su relación con el medio global; finalmente
el relacional incluye las diversas formas de organiza-
ción del poder en diversos sistemas y colectividades,
tanto en el nivel doméstico como en el internacional.
El cambio proviene, según él, de una interacción y
realineamiento simultáneo de cada uno de los atribu-
tos de tales parámetros.
El conflicto fundamental proviene del "choque en-
tre las tendencias hacia la centralización inherentes
en la interdependencia global y las tendencias hacia
18
la descentralización inherentes en el subgrupismo".

1 6 . War and Change in World Politics, (Nueva York, Cambridge


U n i v e r s i t y Press, 1 9 8 1 ) . Sin embargo, a este autor se le critica
la débil explicación que ofrece sobre las causas políticas de la
competencia en el sistema de poder.

1 7 . J a m e s N. Rosenau, Turbulence in World Politics. A Theory of


Change and Continuity, (Princeton University Press, Prince-
ton, New Jersey, 1 9 9 0 ) .

18. ídem, p. 4 4 3 .

19
El d i l e m a del orden futuro es c o n d u c i d o d i r e c t a m e n t e
por d i n á m i c a s i n t e g r a t i v a s y d e s i n t e g r a d o r a s de los
s i s t e m a s , por los p r o c e s o s de c e n t r a l i z a c i ó n y d e s c e n -
t r a l i z a c i ó n del p o d e r , y por el carácter de las interac-
c i o n e s en los niveles m i c r o - m a c r o a nivel g l o b a l y de
los s u b s i s t e m a s n a c i o n a l e s .
Su principal c o n t r i b u c i ó n a la teoría del c a m b i o
radica en el análisis de "los actores", d e f i n i d o s c o m o
el v í n c u l o d i n á m i c o de los n i v e l e s m i c r o y m a c r o , y la
f o r m a en que éstos i n t e r a c t ú a n . Esta c o n t r i b u c i ó n a
la teoría de las r e l a c i o n e s i n t e r n a c i o n a l e s difiere
tanto de los enfoques r e d u c c i o n i s t a s p r o p i o s del lla-
19
mado " i n d i v i d u a l i s m o m e t o d o l ó g i c o " , e n l a m e d i d a
en el enfoque no se c o n c e n t r a e x c l u s i v a m e n t e en l o s
i n d i v i d u o s sino en sus i n t e r a c c i o n e s . Para R o s e n a u ,
"los i n d i v i d u o s d e b e n servir c o m o un objeto c o n c e p -
tual por la m i s m a r a z ó n que los E s t a d o s y otras
m a c r o i n s t i t u c i o n e s t a m b i é n s i r v e n c o m o t a l e s : por-
que las i n t e r a c c i o n e s entre y dentro de ellos p u e d e
20
tener c o n s e c u e n c i a s r e l e v a n t e s " . De esa m a n e r a re-
c u p e r a a los i n d i v i d u o s c o m o a c t o r e s del p r o c e s o de
cambio.
Pero p r o b a b l e m e n t e el esfuerzo m á s s i g n i f i c a t i v o
por dotar a las r e l a c i o n e s i n t e r n a c i o n a l e s de una
teoría a u t ó n o m a del c a m b i o p r o v i e n e de R o b e r t W.
C o x , b a s a d o en un análisis desde la t e o r í a c r í t i c a .
Sus c o n c e p t o s d e r i v a n de R a l f D a h r e n d o r f , para
quien "La idea de una s o c i e d a d que p r o d u c e en su
e s t r u c t u r a los a n t a g o n i s m o s que le l l e v a r á n a su

1 9 . El i n d i v i d u a l i s m o metodológico comparte con el a t o m i s m o la


idea de que las explicaciones sociales son en ú l t i m a i n s t a n c i a
reducibles a explicaciones a nivel i n d i v i d u a l . Erick O l i n
W r i g h t et al., "Marxismo e I n d i v i d u a l i s m o Metodológico", en
Edelberto T o r r e s - R i v a s (comp.), Política. Teoría y Métodos,
(Editorial U n i v e r s i t a r i a C e n t r o a m e r i c a n a , San José, 1 9 9 0 )
pp.199-224.

2 0 . R o s e n a u . op. cit. p. 1 5 1 .

20
m o d i f i c a c i ó n resulta ser un modelo apropiado para el
21
análisis del cambio en g e n e r a l " . El propósito esbo-
zado por Cox, como señala en su trabajo, es desarro-
llar un m é t o d o para comprender el orden mundial de
m a n e r a que preste atención no sólo al poder estatal,
sino que incluya a las fuerzas sociales y los procesos,
como manera de comprender su interrelación con el
Estado y los órdenes mundiales. No vamos a señalar
más que algunos argumentos sobre el cambio en la
defensa que hace Cox de la teoría crítica.
Los intentos por desarrollar una teoría crítica de
las r e l a c i o n e s internacionales surgen como reacción
a los e n u n c i a d o s del neorrealismo de Kenneth
2 2
W a l t z . V a m o s a dejar de lado la teoría crítica arti-
culada por Max Horkheimer. En ella el cambio resul-
ta de la estructura antagónica en que se desarrollan
las r e l a c i o n e s sociales, y tanto el conocimiento como
el p r o c e s o social son dimensiones interdependientes,
d e t e r m i n a d a s históricamente.
La teoría crítica, dice Cox, es crítica en el sentido
de que pone en cuestión el orden prevaleciente; es
h i s t ó r i c a porque tiene que ver con un proceso conti-
nuo de cambio histórico; se dirige al complejo social,
m á s que a sus partes separadas; cuestiona los oríge-
nes y la l e g i t i m i d a d de las instituciones sociales y
p o l í t i c a s y sus posibilidades de transformación; se

2 1 . Citado por Cox en Perspectives on Multilateralism, op. cit. p.


34.

2 2 . U n a discusión acerca de los dilemas que enfrenta el desarrollo


inmediato de la teoría de las relaciones internacionales, ha
sido desarrollada por Andrew Linklater, bajo un punto de vista
de la "teoría crítica" modelada por la Escuela de Frankfurt.
"The Question of the N e x t Stage in International Relations
Theory: A Critical-Theorical Point of View", Millennium: Jour-
nal of International Studies, 1 9 9 2 , Vol. 2 1 , No. 1, pp. 7 7 - 9 8 .

2 3 . V é a s e de M a r k Hoffman, "Critical Theory and the Inter-Para-


digm D e b a t e , en Millennium: Journal of International Studies,
Vol. 16, N o . 2. pp. 2 3 1 - 2 4 9

21
a p r o x i m a a la práctica desde una p e r s p e c t i v a que
t r a s c i e n d e el orden e x i s t e n t e ; es u t ó p i c a en el s e n t i d o
de que busca un orden social y p o l í t i c o d i f e r e n t e , pero
limita el rango de o p c i o n e s a las t r a n f o r m a c i o n e s que
son r e a l m e n t e v i a b l e s en el m u n d o e x i s t e n t e ; es una
guía para la acción e s t r a t é g i c a , en b ú s q u e d a de un
orden alternativo.
A p a r t e de una rica p r e c i s i ó n c o n c e p t u a l , C o x tras-
lada al sistema i n t e r n a c i o n a l una crítica d i a l é c t i c a
de su estado de c o s a s y sus t r a n f o r m a c i o n e s . El aná-
lisis d i a l é c t i c o c o n d u c e a la b ú s q u e d a c o n s t a n t e del
c o n o c i m i e n t o por m e d i o de la e x p l o r a c i ó n de las c o n -
t r a d i c c i o n e s y, a su v e z , dicho análisis c o n d u c e h a c i a
la d e t e r m i n a c i ó n de f o r m a s a l t e r n a t i v a s de d e s a r r o -
llo que surjan de la c o n f r o n t a c i ó n de fuerzas s o c i a l e s
opuestas en situaciones históricas concretas.
El s e g u n d o e l e m e n t o i n t r o d u c i d o p o r C o x es la
d i m e n s i ó n vertical del p o d e r que tiene que v e r c o n el
p r o b l e m a de la d o m i n a c i ó n . En tercer l u g a r , ensan-
cha la p e r s p e c t i v a de las r e l a c i o n e s entre el E s t a d o
y la s o c i e d a d civil c o m o e n t i d a d e s c o n s t i t u y e n t e s de
un o r d e n m u n d i a l . "Una s o c i e d a d m u n d i a l , e x p l i c a
C o x , surge a l r e d e d o r del s i s t e m a i n t e r e s t a t a l , y al
i n t e r n a c i o n a l i z a r s e los E s t a d o s , sus m e c a n i s m o s y
24
p o l í t i c a s se ajustan a los r i t m o s del o r d e n m u n d i a l " .
En cuarto lugar, a p o y a d o en el m a t e r i a l i s m o h i s t ó r i -
c o , e x a m i n a a esas u n i d a d e s c o n s t i t u y e n t e s del o r d e n
m u n d i a l bajo la p e r s p e c t i v a crítica del p r o c e s o de
p r o d u c c i ó n . A n a l i z a el p o d e r en una triple d i m e n -
sión: p o d e r en la p r o d u c c i ó n , p o d e r en el E s t a d o y
p o d e r en el orden m u n d i a l .
L o s c a m b i o s i n t e r n a c i o n a l e s están v i n c u l a d o s con
t r a n s f o r m a c i o n e s de e s t r u c t u r a s h i s t ó r i c a s , y esas
son el r e s u l t a d o de una c o n f i g u r a c i ó n de f u e r z a s don-

. Production, Power, and World Order. Social Forces in Maki


History, op. cit. p. 7.

22
de existen tres categorías, capacidades materiales,
ideas e instituciones. Las estructuras históricas son
sistemas abstractos que se pueden aplicar al análisis
de tres esferas de actividad: a. la producción, b. las
formas de Estado, y c. los órdenes mundiales. Su idea
del cambio está fundada en la suposición de que son
las fuerzas sociales generadas por los cambiantes
p r o c e s o s de producción, el punto de partida de nuevos
escenarios en el orden nacional y mundial.
Otra contribución de esa teoría es la explicación
de las relaciones internacionales, desde el concepto
de h e g e m o n í a desarrollado por Gramsci, entendido
c o m o la capacidad orgánica de un grupo social para
lograr la aquiescencia de los grupos sociales subordi-
nados a su liderazgo. Así en las relaciones interna-
c i o n a l e s , las fuerzas sociales o los Estados crean una
serie de ideas e instituciones que se expresan como
si fueran el reflejo de los intereses universales, y son
en realidad la clave de una estrategia hegemónica
que refuerza los intereses particulares del grupo
hegemónico.

CAMBIOS GLOBALES
Y LA P E R I F E R I A

M u c h o s aspectos de las relaciones entre los pode-


res centrales y los estados periféricos han cambiado
o están cambiando, como resultado de los múltiples
ajustes globales. Pero los cambios en el sistema mun-
dial no se reducen a los acontecimientos asociados
con el final de la Guerra Fría. La mayor parte de los
nuevos acontecimientos tienen una historia que se
inicia con una serie de transformaciones originadas
en diferentes momentos y circunstancias. Mientras

23
t a n t o , en o t r o s t a n t o s s i g n i f i c a t i v o s a s p e c t o s se m a n -
tiene una línea de c o n t i n u i d a d con los p a t r o n e s de
r e l a c i ó n v i g e n t e s desde m u c h o t i e m p o antes e n las
r e l a c i o n e s entre los p a í s e s . Pero el p r o p ó s i t o de lo
que sigue no es el a n á l i s i s en detalle de t a l e s a c o n t e -
c i m i e n t o s y de sus i m p l i c a c i o n e s , sino un e s b o z o de
p r o b l e m a s que s e r v i r í a n a una d i s c u s i ó n de los nue-
vos p r o c e s o s y de sus a l c a n c e s .

Cambio y dependencia

A m e d i d a que la p o l í t i c a m u n d i a l r e s p o n d e a los
i m p u l s o s de la i n t e r d e p e n d e n c i a e c o n ó m i c a , se redu-
ce la a u t o n o m í a de los E s t a d o s para a l c a n z a r deter-
m i n a d o s o b j e t i v o s por m e d i o de la a c c i ó n indivi-
25
d u a l . Este h e c h o , r e i t e r a d o por la m a y o r í a de l o s
o b s e r v a d o r e s de la p o l í t i c a m u n d i a l se a p l i c a a las
r e l a c i o n e s entre g o b i e r n o s e i n s t i t u c i o n e s y e m p r e s a s
t r a n s n a c i o n a l e s tanto en los E s t a d o s que e x h i b e n l o s
mayores márgenes de independencia relativa, como
en las n a c i o n e s m e n o s d e s a r r o l l a d a s de la p e r i f e r i a
c u y a p o s i c i ó n i n t e r n a c i o n a l se m a n t i e n e bajo los es-
26
t á n d a r e s de la d e p e n d e n c i a .

2 5 . Los p r o b l e m a s conceptuales de la relación e n t r e i n t e r d e p e n -


dencia y poder, lo cual incluye el nivel de las relaciones a s i m é -
tricas entre los países industrializados y los menos
d e s a r r o l l a d o s , fueron p l a n t e a d o s por Robert O. K e o h a n e y Jo-
seph S. N y e , Poder e Interdependencia. La Política Mundial en
Transición, (Grupo Editor L a t i n o a m e r i c a n o . B u e n o s A i r e s , A r -
gentina, 1 9 8 8 ) , pp. 1 5 - 3 8 .

2 6 . La noción de dependencia se refiere a las condiciones de exist-


encia, f u n c i o n a m i e n t o y v i n c u l a c i o n e s del s i s t e m a económico
y del s i s t e m a político en el seno de cada uno de los p a í s e s , como
en el marco de la organización del s i s t e m a de poder en las
relaciones i n t e r n a c i o n a l e s . El t é r m i n o interdependencia h a b í a
sido discutido por Fernando H e n r i q u e C a r d o s o y E n z o F a l e t o ,
al convertirse, según ellos, en una forma de m i n i m i z a r los

24
L o s a c o n t e c i m i e n t o s mundiales han originado la
a b s o l e s c e n c i a del concepto Tercer Mundo; mientras
tanto el término periferia, si bien ha sido objeto de
críticas, se refiere al conjunto de naciones del Sur
que se encuentran en desigualdad de recursos y posi-
c i o n e s en el sistema mundial frente a las economías
más a u t ó n o m a s . En segundo lugar, se refiere tam-
bién a un congl omerado de Estados, naciones, pue-
blos y culturas, con desiguales niveles de participa-
ción en el desarrollo económico mundial y bajo disí-
m i l e s formas de organización política. En consecuen-
cia, los recursos del poder de que dispone cada país
son muy variables y sus posibilidades de utilización,
afectadas por disímiles problemas. También los Es-
tados y las naciones de la periferia varían en térmi-
nos de su tamaño, potencial de recursos y de su
i m p o r t a n c i a estratégica dentro del balance de poder
internacional.
En las nuevas condiciones interestatales los paí-
ses periféricos se ven empujados a una mayor vincu-
l a c i ó n con los m e r c a d o s , gobiernos y corporaciones de
los centros de poder. El mayor obstáculo que mani-
fiesta la i n t e r d e p e n d e n c i a que sucede al interior del
s i s t e m a transnacional es la concentración de los vec-
tores más g r u e s o s de la economía en los mercados
centrales y la interpenetración creciente entre los
m i s m o s , en detrimiento de las posiciones de las na-
ciones m e n o s desarrolladas en el sistema económico
J• 1 27
mundial.
aspectos espoliativos de la economía internacional pues las
interrelaciones entre las economías están determinadas por
una estructura de relaciones que predomina en el mercado
mundial. F . H . Cardoso y Enzo Faletto, Dependencia y Desarro-
llo en América Latina, (Siglo X X I , México, 1 9 7 8 ) .

2 7 . X o a q u í n F e r n á n d e z , Las transformaciones del sistema trans-


nacional en el periodo de crisis orgánica, (Hegoa: Centro de
documentación e investigaciones sobre países en desarrollo,
Bilbao, 1 9 9 1 ) , pp. 16.

25
El rasgo distintivo del paso de la b i p o l a r i d a d i d e o -
lógica a una m u l t i p o l a r i d a d e c o n ó m i c a , es la d i s e m i -
nación de las anteriores a m e n a z a s e s t r a t é g i c a s en
una mayor i n s e g u r i d a d e c o n ó m i c a de las e c o n o m í a s
periféricas. Las n a c i o n e s p o b r e s , d e p e n d i e n t e s de la
c o m p e t i t i v i d a d i n t e r n a c i o n a l de c i e r t o s b i e n e s pri-
m a r i o s , han perdido c a p a c i d a d de n e g o c i a c i ó n inter-
nacional como c o n s e c u e n c i a del i n c r e m e n t o de las
d i s p o s i c i o n e s p r o t e c c i o n i s t a s sobre la a g r i c u l t u r a en
las naciones d e s a r r o l l a d a s y de la r u p t u r a de r e g í m e -
nes para la r e g u l a c i ó n de la oferta y d e m a n d a de
algunos bienes p r i m a r i o s .
Con razón, se a r g u m e n t a que m i e n t r a s el c e n t r o
se ha c o n v e r t i d o en una e s t r u c t u r a d e m o c r á t i c o libe-
ral, la periferia sigue siendo realista. P e r o t o d a v í a
p r e v a l e c e n los rasgos de d o m i n a c i ó n i n t e r n a c i o n a l en
el manejo de ciertos a s p e c t o s de las r e l a c i o n e s inte-
restatales. En realidad, las r e l a c i o n e s c e n t r o - peri-
feria son c o n d u c i d a s m e d i a n t e una c o m b i n a c i ó n de
m e d i o s duros -fuerza militar, s a n c i o n e s e c o n ó m i c a s ,
b l o q u e o y a i s l a m i e n t o - que c o n s t i t u y e n la b a s e de lo
2 8
que Nye d e n o m i n a p o d e r de c o m a n d o a c t i v o , y el
ensayo de nuevas m o d a l i d a d e s de e s t r a t e g i a h e g e m ó -
nica que R o b e r t Cox describe c o m o el r e s u l t a d o del
atractivo de los m e r c a d o s c e n t r a l e s , del p a r a d i g m a
d e m o c r á t i c o y la s u b o r d i n a c i ó n de la periferia a una
c o m u n i d a d de i n t e r e s e s c o m a n d a d o s por las p o t e n -
cias c e n t r a l e s . No o b s t a n t e , el p a t r ó n d o m i n a n t e de
r e l a c i ó n sigue sujeto a las a s i m e t r í a s de p o d e r y
r i q u e z a entre las n a c i o n e s .
No existe una c o n v e r s i ó n b i n a r i a de e c o n o m í a y
política en el reajuste de las r e l a c i o n e s i n t e r n a c i o n a -
les y el e s t a b l e c i m i e n t o de alianzas c e n t r o - perife-
na. Ciertas estrategias de p e n e t r a c i ó n de m e r c a d o s

2 8 . Joseph S. N y e . "The C h a n g i n g N a t u r e of W o r l d Politics", Poli-


tical Science Quarterly 1 0 5 (Verano 1 9 9 0 ) .

26
y de h e g e m o n í a en las relaciones internacionales,
toleran la persistencia de algunas formas de autori-
tarismo como condición para asegurar el éxito de
ciertos p r o g r a m a s de reconversión económica basa-
dos en el desarrollo de economías plenas de merca-
u
do. Cierta evidencia empírica muestra que algunos
aliados e c o n ó m i c o s predilectos de los Estados Uni-
d o s , no han logrado ajustar tan adecuadadmente sus
s i s t e m a s políticos a pesar del rápido crecimiento eco-
n ó m i c o que aparentan.
El fin de la Guerra Fría, como se sabe, conlleva al
d e s v a n e c i m i e n t o ideológico de las estrategias de pe-
netración de los Estados punteros sobre la periferia.
Sin e m b a r g o , no hay una superación de sus aprestos
p o l í t i c o s por una agenda de seguridad basada en
p r i o r i d a d e s no militares. Esa situación se refuerza
con el m a n t e n i m i e n t o de un patrón de relaciones
v e r t i c a l e s de dominación social e interestatal. Por
otra parte, el dilema de seguridad está presente en
las amenazas constantes entre Estados vecinos, la
inestabilidad interna y la presión de nuevas e incon-
trolables amenazas, tales como el comercio interna-

2 9 . S t a n l e y Hoffmann ha explicado que tal disyunción obedece en


parte al hecho de que "persiste una distinción entre legitimi-
dad internacional y doméstica, de conformidad con las doctri-
nas del realismo basado en el balance de poder tradicional, que
prescribe que los Estados intentan interferir en el comporta-
miento externo de los demás, pero no en su conducta domésti-
cas y en las instituciones del régimen político". En "Delisions
of World Order", The New York Review of Books, Vol. XXXIX,
N u m e r o 7, Abril de 1 9 9 2 , p. 38.

3 0 . Uno de los más connotados apologistas del combinado de mer-


cado y democracia liberal argumentó que "las democratizacio-
nes recientes más exitosas han ocurrido en países que
combinaron el libre mercado con una política cerrada". Francis
F u k u y a m a . "America contronts the post-cold war world. The
beginning of foreign policy", The New Republic, 17 al 24 de
agosto 1 9 9 2 , p. 3 0 .

27
cional de d r o g a s , las e n f e r m e d a d e s e p i d é m i c a s y las
a m e n a z a s e c o l ó g i c a s en sus más v a r i a d a s f o r m a s .

Cambio y recursos de poder

La pérdida de p o s i c i o n e s de las n a c i o n e s periféri-


cas en el sistema m u n d i a l i n c r e m e n t a n los d i l e m a s
de s e g u r i d a d de las n a c i o n e s p e r e f é r i c o s . T a l e s dile-
mas no p r o v i e n e n e x c l u s i v a m e n t e de los frágiles ba-
lances de poder de cada región, sino f u n d a m e n t a l -
mente de los d e s e q u i l i b r i o s p r o v o c a d o s por la rees-
t r u c t u r a c i ó n de las alianzas y de las e s t r a t e g i a s de
v i n c u l a c i ó n de cada uno de los E s t a d o s p u n t e r o s del
sistema mundial.
Sin e m b a r g o , la c a p a c i d a d de las n a c i o n e s para
crear, utilizar y transformar sus p r o p i o s r e c u r s o s de
poder origina d i v e r s o s esfuerzos en p r o c u r a de su
r e a d a p t a c i ó n en el nuevo orden.
D i c h o s r e c u r s o s c o r r e s p o n d e n a dos t i p o s : recur-
sos p o l í t i c o s y e c o n ó m i c o s , así c o m o a s p e c t o s de es-
trategia de a c c i ó n .
El primer grupo alude p a r t i c u l a r m e n t e al régi-
m e n político y al s i s t e m a e c o n ó m i c o . El r é g i m e n po-
lítico es definido como el conjunto de i n s t i t u c i o n e s
que regulan la c o m p e t e n c i a y el ejercicio del p o d e r ,
así c o m o los v a l o r e s y prácticas que a n i m a n la v i d a
de dichas i n s t i t u c i o n e s . El r e a l i s m o y el m a r x i s m o
difieren acerca de los factores que c o n d u c e n a diver-
sos r e g í m e n e s p o l í t i c o s . En el primer c a s o , los c o n d i -
c i o n a n t e s del r é g i m e n político se refieren a la anar-
quía, la a m e n a z a constante entre los E s t a d o s y el
balance de p o d e r ; mientras que para el m a r x i s m o
a q u e l l o s c o r r e s p o n d e n a una cierta e v o l u c i ó n del mo-
do de p r o d u c i r como p r i n c i p i o r e g u l a d o r de d i v e r s a s
formas de Estado. U n a y otra v i s i ó n sin e m b a r g o

28
c o m p l e m e n t a n una interpretación del problema del
poder en la periferia.
En m u c h o s Estados pequeños predomina el prin-
cipio de la razón de Estado. En esas circunstancias,
la estructura de poder y la posición internacional de
los Estados depende más de la posesión de fuentes
m a t e r i a l e s de poder que de estrategias de acción
política eficaces. La posición internacional de ciertos
p a í s e s depende de factores tales como su ubicación
estratégica, como es el caso de muchas naciones de
A m é r i c a Central y el Caribe, o la disposición de cier-
tos r e c u r s o s de valor estratégico para el desarrollo de
la e c o n o m í a internacional como es el caso de los paí-
ses petroleros en Medio Oriente.
La estructura del régimen, es decir el modo de
o r g a n i z a c i ó n y la distribución de los medios para la
f o r m u l a c i ó n de decisiones, son recursos que cuentan
en la actuación de los Estados en el medio interna-
cional, más que el conjunto de las instituciones en sí
mismas.
Las notables transformaciones tecnológicas, la
u b i c u i d a d del sistema de mercado y el ajuste de los
s i s t e m a s p o l í t i c o s bajo la democracia liberal, han
r e a l z a d o la importancia de los recursos de poder ba-
sados en medios no militares. Como consecuencia, la
constante inversión en medios militares ha dejado de
ser fuente de poder y a la vez tiende a convertirse en
un obstáculo para el incremento potencial del poder
de Estados débiles y pequeños. En los Estados que
han aprendido de las nuevas reglas, los mayores es-
fuerzos c o m i e n z a n a ser dedicados a la reconversión
p r o d u c t i v a y tecnológica, al perfeccionamiento de es-
trategias diplomáticas, la consolidación democrática
y la b ú s q u e d a de cierto equilibrio social. En no pocos
E s t a d o s , sin embargo, la reconversión económica y
política coexiste con el mantenimiento de institucio-

29
nes m i l i t a r e s fuertes o con una lenta r e f u n c i o n a l i z a -
31
ción de las m i s m a s .
Una nación p u e d e alcanzar ciertas t r a n s f o r m a c i o -
nes e c o n ó m i c a s profundas, como el caso de M é x i c o ,
pero su nueva c o n d i c i ó n no le p e r m i t e a u m e n t a r de
manera a u t o m á t i c a su a u t o n o m í a en el s i s t e m a inter-
n a c i o n a l , es decir el a u m e n t o de su c a p a c i d a d relati-
va de a c c i ó n frente a otros E s t a d o s . E l l o ha r e q u e r i d o
a su vez un esfuerzo de m o d e r n i z a c i ó n p o l í t i c a que
somete a los países a la regla d e m o c r á t i c o l i b e r a l .

Transformación y medios
de acción internacional

Según R o b e r t K e o h a n e , la a s i m e t r í a del p o d e r
s u b y a c e n t e en las nuevas f o r m a s de i n t e r d e p e n d e n -
cia refuerza en los E s t a d o s dos a c t i t u d e s d i f e r e n t e s .
U n a r e a f i r m a c i ó n de la s o b e r a n í a estatal por m e d i o
de d e c i s i o n e s u n i l a t e r a l e s o la a d h e s i ó n a f ó r m u l a s
32
m u l t i l a t e r a l e s de a c c i ó n i n t e r n a c i o n a l . Sin e m b a r -
g o , c o m o asegura el autor, ninguna r e s p u e s t a es c o m -
p l e t a m e n t e a d e c u a d a . Por otra parte, una c o m b i n a -
ción ó p t i m a de s o b e r a n í a y m u l t i l a t e r a l i s m o d e p e n d e
de las r e l a c i o n e s de p o d e r que p r e v a l e c e n en un área
en c u e s t i ó n , de la n a t u r a l e z a de las reglas e s t a b l e c i -
das por los r e g í m e n e s i n t e r n a c i o n a l e s e x i s t e n t e s , de
su c o h e r e n c i a y de la eficacia que p u e d e ser e s p e r a d a
de dicha c o m b i n a c i ó n .

3 1 . V é a s e Carlos Sojo, Defensa y Crisis Fiscal: Gasto Militar en


Centroamérica, Ponencia p r e s e n t a d a en la R e u n i ó n del G r u p o
de Trabajo: Fuerzas A r m a d a s , Sociedad y Defensa N a c i o n a l de
C L A C S O , G u a t e m a l a , 11 al 14 de noviembre de 1 9 9 2 .

3 2 . S o b e r a n i a e s t a t a l e instituicoes m u l t i l a t e r a i s : r e s p o s t a s á in-
terdependencia assimétrica", en José A l v a r o M o i s é s , O Futuro
do Brasil. A América Latina e o fin da guerra fría, E d i t o r a Paz
& Terra, Río de Janeiro, 1 9 9 2 , p. 1 6 6 .

30
El efecto de los cambios en el sistema de poder es
b á s i c o para comprender la conexión de la interdepen-
dencia con las tradicionales formas de control y do-
minio internacional en las antiguas zonas de influen-
cia. Según Buzan, el multilateralismo ofrece mayores
puntos de contacto para las naciones del Sur; no
obstante esas posibilidades dependen de una serie de
c o n d i c i o n e s originadas tanto en los sistemas domés-
ticos como en los sistemas de relación interestatal.
Si bien la interdependencia en la periferia está
estructuralmente subordinada a la dependencia res-
pecto de los Estados centrales, dicha dependencia
solo puede ser disminuida mediante la creación de
canales de interdependencia que permitan a las na-
c i o n e s , aumentar su autonomía operacional para la
c o n s e c u s i ó n de objeticos básicos de desarrollo y bie-
nestar interno y externo.
U n a de las dimensiones que deben ser estudiadas
con m a y o r atención en nuestras sociedades es el tema
de la interdependencia democrática liberal. Esto sig-
nifica, de una parte, tratar de identificar las condi-
ciones y limitantes para la transformación de los
viejos recursos de poder, modernizar los procesos de
toma de decisión y descentralizar y dinamizar los
sistemas de autoridad, tanto en los sistemas nacio-
nales como en los sistemas de relación externa. Por
otra parte, se requiere de un análisis de las condicio-
nes mediante las cuales pueden aumentarse las me-
didas de confianza mutua en los sistemas subregio-
nales y la viabilidad de la interdependencia trans-
fronteriza y transnacional para el incremento de in-
tereses c o m u n e s y de comunidad de seguridad funda-
da en medios no militares.
Cualquier escenario del cambio en el orden glo-
bal, como en el doméstico o subregional, tiene como
fundamento a los actores sociales, y éstos intervie-
nen como tales en interacción mutuamente condicio-

31
nante con los s i s t e m a s . D e s d e la p o s i c i ó n del m a t e -
r i a l i s m o h i s t ó r i c o , los i n d i v i d u o s son sujetos h i s t ó -
ricos y como tales agentes de los p r o c e s o s de trans-
f o r m a c i ó n . Pero la e c u a c i ó n es d i a l é c t i c a . El p r o b l e -
ma del c a m b i o se c o m p r e n d e c o m o el p r o d u c t o de las
m u t u a s d e t e r m i n a c i o n e s entre sujetos s o c i a l e s y las
estructuras h i s t ó r i c a s . En esa d i n á m i c a de fuerzas
sociales se e n c u e n t r a n las p o s i b i l i d a d e s de transfor-
m a c i ó n de los s i s t e m a s i n t e r n a c i o n a l e s y no a la
inversa c o m o se d e s p r e n d e de las t e o r í a s del r e a l i s m o
estructural.

32
CENTRO Y PERIFERIA
EN LA P O S G U E R R A FRIA

James M. Goldgeier
Michael M c F a u l *

A m e d i d a que el mundo toma distancia de la fa-


miliar era bipolar de la Guerra Fría, muchos teóricos
en r e l a c i o n e s internacionales han vuelto a un anti-
guo debate sobre cuál es más estable: un mundo con
dos g r a n d e s potencias o un mundo con muchas gran-
1
des p o t e n c i a s .

* A g r a d e c e m o s a M a r e Bennett, Lynn Edén, Matthew Evangelis-


ta, E r n s t H a a s , David Holloway, Peter Katzenstein, Stephen
K r a s n e r , Sarah M e n d e l s o n , Scott Parrish, Jack Snyder, Paul
Stockton, Joe Wood y Takahiro Y a m a d a , arbitros anónimos, y
a los participantes en los seminarios realizados en el Centro
para la Seguridad Internacional y el Control de A r m a s de
Stanford (CISAC) y el Programa de Estudios sobre la Paz de
Cornell por sus comentarios sobre anteriores borradores de
este articulo. Agradecemos también a CISAC por su generoso
apoyo durante las etapas iniciales de la escritura de este
artículo.

1. Definimos a una gran potencia como un país que tiene la


voluntad y la capacidad de alterar acontecimientos en el siste-
ma internacional. Para más elementos sobre el debate sobre si
es m á s estable un mundo bipolar o uno multipolar, ver Ken-
neth N. W a l t z , Theory of International Politics (Reading,
M a s s . A d d i s o n - W e s l e y , 1 9 7 9 ) ; Richard Rosecrance, "Bipola-
rity, M u l t i p o l a r i t y and the Future", Journal of Conflict Reso-
lution 10 (setiembre 1 9 6 6 ) , pp. 3 1 4 - 2 7 ; Karl Deutsch y J. David
Singer, "Multipolar Power Systems and International Stabi-
lity", World Politics 16 (abril 1 9 6 4 ) , pp. 3 9 0 - 4 0 6 ; y John Lewis
G a d d i s , "The Long Peace: Elements of Stability in the Postwar
International System", International Security 10 (Primavera
1 9 8 6 ) , pp. 9 9 - 1 4 2 .

33
B a s a d o s en las p r i n c i p a l e s s u p o s i c i o n e s del rea-
lismo estructural -o sea que el s i s t e m a i n t e r n a c i o n a l
se c a r a c t e r i z a por la a n a r q u í a y que los E s t a d o s son
actores i n d i v i d u a l e s que p r o c u r a n s o b r e v i v i r en este
sistema anárquico- algunos analistas en seguridad
p r e d i c e n que un m u n d o de v a r i a s g r a n d e s p o t e n c i a s
r e t o r n a r á a las c a m b i a n t e s a l i a n z a s e i n e s t a b i l i d a -
des de la era m u l t i p o l a r que e x i s t i ó c o n a n t e r i o r i d a d
2
a la S e g u n d a G u e r r a M u n d i a l . Por e j e m p l o , J o h n
M e a r s h e i m e r a r g u m e n t a que "las p r e d i c c i o n e s de p a z
3
en una E u r o p a m u l t i p o l a r e s t á n a g r i e t a d a s . " T h o -
mas C h r i s t e n s e n y Jack S n y d e r s e ñ a l a n que l o s Es-
t a d o s e n u n m u n d o m u l t i p o l a r p u e d e n s e g u i r y a sea
el m o d e l o de las a l i a n z a s a n t e r i o r e s a la P r i m e r a
Guerra M u n d i a l o a la S e g u n d a G u e r r a M u n d i a l ; eso
i m p l i c a que una t e r c e r a a l t e r n a t i v a r e s u l t a i m p r o b a -
ble. Ellos afirman: "lo f u n d a m e n t a l , el r a s g o e s t r u c -
tural i n v a r i a b l e , la a n a r q u í a i n t e r n a c i o n a l , g e n e r a l -
mente s e l e c c i o n a y s o c i a l i z a E s t a d o s p a r a f o r m a r
a l i n e a m i e n t o s e q u i l i b r a d o s , c o n el fin de s o b r e v i v i r
4
frente a las a m e n a z a s de c o m p e t i d o r e s a g r e s i v o s " .
El a r g u m e n t o realista p r e d i c e que las g r a n d e s p o t e n -
cias en un s i s t e m a de a u t o a y u d a i n t e r n a c i o n a l se
e q u i l i b r a r á n una c o n otra m e d i a n t e c a r r e r a s arma-
m e n t i s t a s y f o r m a c i o n e s de a l i a n z a s .

2. V e r , por ejemplo, T h o m a s J. C h r i s t e n s e n y J a c k S n y d e r ,
"Chain G a n g s and P a s s e d B u c k s : Predicting A l l i a n c e P a t t e r n s
in Multipolarity", International Organization 44 ( P r i m a v e r a
1 9 9 0 ) , pp. 1 3 7 - 6 8 , y John J. M e a r s h e i m e r , "Back to the F u t u r e ;
I n s t a b i l i t y in Europe After the Cold W a r " , International Secu-
rity 15 ( V e r a n o 1 9 9 0 ) , pp. 5 - 5 6 . En otros artículos S n y d e r
enfoca con m á s precisión las i n s t i t u c i o n e s n a c i o n a l e s y los
factores internos y externos que influyeron sobre e l l a s . V e r ,
por ejemplo, Jack S n y d e r , "Averting A n a r c h y in the N e w E u -
rope", International Security 14 ( P r i m a v e r a 1 9 9 0 ) , pp. 5 - 4 1 .

3. M e a r s h e i m e r , "Back to the Future", p. 8.

4. C h r i s t e n s e n y Snyder, "Chain G a n g s and P a s s e d Bucks", p.

34
E s t a m o s en desacuerdo tanto con las predicciones
e s t r u c t u r a l e s realistas como con las suposiciones
f u n d a m e n t a l e s en que ellas están basadas. Creemos
que el balance de poder político no definirá los rasgos
de las i n t e r a c c i o n e s entre las grandes potencias en
las p r ó x i m a s décadas, dado que la naturaleza de los
E s t a d o s y la naturaleza del sistema internacional
difieren fundamentalmente de los descritos por los
realistas estructurales. Ya que las grandes potencias
del futuro serán actores no unitarios que enfocarán
en p r i m e r lugar la máximización de la riqueza y
actuarán, no simplemente en un sistema de Estados
sino más bien en una "sociedad de grandes poten-
5
c i a s " , ellas ya no se comprometerán en alianzas
equilibradas sino que arreglarán sus conflictos y au-
m e n t a r á n su seguridad mediante negociaciones y
acuerdos más que por medio del uso o la amenaza de
la fuerza.
En esta sociedad de grandes potencias, los princi-
pales poderes gravitarán hacia una serie de normas
compartidas, o sea el liberalismo económico y la de-
m o c r a c i a política. Esas normas incrementarán los
i n c e n t i v o s para evitar el uso de medios militares en
la s o l u c i ó n de disputas entre las grandes potencias.
En directo contraste con las predicciones de muchos
realistas sobre los efectos de la multipolaridad, nues-
tra predicción es que el colapso del comunismo conti-

5. El término "sociedad de grandes potencias" deriva de la con-


cepción de "sociedad internacional" en Hedley Bull, The Anar-
chícal Society: A Study of Order in World Politics (Londres,
M a c m i l l a n , 1 9 7 7 ) , pp. 1 2 - 1 4 . En una sociedad internacional, la
interacción entre Estados es influida por una serie de normas
compartidas sobre conducta permisible y no permisible. Esas
normas proveen un orden básico que no existe en un ámbito
anárquico. N u e s t r a modificación simplemente subraya que las
condiciones de una sociedad internacional como la diseñada
por Bull están presentes en los Estados centrales, pero no se
extienden por todo el mundo, como discutimos en detalle más
adelante en este artículo.

35
nuará llevando al m u n d o hacia un o r d e n interna-
cional g o b e r n a d o p o l í t i c a m e n t e por a c c i o n e s c o l e c t i -
vas entre las grandes p o t e n c i a s m á s que por p o l í t i c a s
de equilibrio de p o d e r . Los c o n f l i c t o s entre las gran-
des p o t e n c i a s serán c o m u n e s , pero se d e s a r r o l l a r á n
en salas de s e s i o n e s y en las c o r t e s , no en c a m p o s de
batalla o en centros de c o m a n d o y c o n t r o l .
No e s t a m o s de acuerdo con que "la h i s t o r i a h a y a
t e r m i n a d o " y que el l i b e r a l i s m o o el n e o l i b e r a l i s m o
sean la i d e o l o g í a que c o n c l u y e con t o d a s las i d e o l o -
6
g í a s . En primer lugar, la t e n d e n c i a h a c i a la h o m o g e -
n e i z a c i ó n i d e o l ó g i c a y s i s t é m i c a no es una trayec-
toria unilineal hacia un fin u t ó p i c o e s t á t i c o . M á s
bien es un f e n ó m e n o c o n t i n g e n t e y d i n á m i c o catali-
zado por el colapso del c o m u n i s m o . En s e g u n d o tér-
m i n o , la a g i t a c i ó n r e v o l u c i o n a r i a en a l g u n a s de las
m a y o r e s p o t e n c i a s podría crear otro s i s t e m a i d e o l ó -
g i c a m e n t e h e t e r o g é n e o , c o m o ocurrió d e s p u é s de las
r e v o l u c i o n e s francesa y rusa. En tercer lugar, c o m -
partir n o r m a s sobre g o b i e r n o y e c o n o m í a t o d a v í a no
es un f e n ó m e n o g l o b a l , sino que se limita al c e n t r o de
las g r a n d e s p o t e n c i a s . M i e n t r a s la c r e c i e n t e h o m o g e -
neidad de normas en el centro d i s m i n u i r á la c a p a c i -
dad del r e a l i s m o para e x p l i c a r la c o n d u c t a de las
g r a n d e s p o t e n c i a s , el r e a l i s m o t o d a v í a será útil para
e x p l i c a r la c o n d u c t a de los E s t a d o s dentro de los
s i s t e m a s r e g i o n a l e s que están fuera del c e n t r o e c o n ó -
7
mico y p o l í t i c o .

6. V e r Francis F u k u y a m a , "The E n d of History?" The National


Interest 16 (Verano 1 9 8 9 ) , pp. 3 - 1 8 , y S a m u e l H u n t i n g t o n , "No
Exit: The Errors of Endism", The National Interest 17 ( O t o ñ o
1 9 8 9 ) , pp. 3 - 1 1 . Ver t a m b i é n las r e s p u e s t a s p u b l i c a d a s en
posteriores ediciones de The National Interest.

7. Con la desaparición del "Segundo Mundo", los t é r m i n o s "Pri-


mer Mundo" y "Tercer Mundo" necesitan ser r e e l a b o r a d o s .
E n c o n t r a m o s que los t é r m i n o s "centro" y "periferia" son m á s
útiles en t é r m i n o s analíticos porque denotan y d e m a r c a n dos
diferentes clases de espacio. En primer t é r m i n o , en el terreno

36
Al elaborar este argumento, desafiamos la conclu-
sión de que la presencia o ausencia de guerra sea una
función de la cantidad de grandes potencias que exis-
tan en el sistema. M u c h o s de los elementos concer-
nientes al nuevo orden mundial surgen de la creencia
de que la bipolaridad es más estable que la multipo-
laridad. P e n s a m o s que la distribución de poder no es
tan r e l e v a n t e respecto a la estabilidad del sistema
c o m o los realistas estructurales han sugerido; las
armas n u c l e a r e s , no la bipolaridad, fueron las prin-
cipales causas de la prevención del conflicto armado
entre Estados U n i d o s y la Unión Soviética durante la
G u e r r a Fría. Los choques entre las dos superpoten-
cias en Corea o Cuba podrían fácilmente haber con-
ducido a la guerra si las armas nucleares no hubieran
existido.
N u e s t r o enfoque apunta a las diversas combina-
ciones de m e r c a d o s , democracia y tecnología que tie-
nen que ver con la probabilidad de la guerra. Cuando
las g r a n d e s p o t e n c i a s no comparten normas sobre
p o l í t i c a y e c o n o m í a , como sucedió durante la Guerra
Fría, sólo el equilibrio de terror generado por las
armas nucleares impide la guerra de superpotencias.
A m e d i d a que las grandes potencias comienzan a

económico, "centro" se refiere a los países industrializados de


Europa occidental, Norteamérica y Japón, mientras "periferia"
se refiere a los Estados basados en la agricultura, en proceso
de industrialización, del mundo en desarrollo. Ver Johan Gal-
tung, "A Structural Theory of Imperialism", Journal of Peace
Research 13 (mayo 1 9 7 1 ) , pp. 8 1 - 1 1 7 , e Immanuel Wallerstein,
"The Rise and Future Demise of the W o r l d Capitalist System:
Concepts for Comparative Analysis", Comparative Studies in
Society and History 16 (setiembre 1 9 7 4 ) , pp. 3 8 7 - 4 1 5 . En se-
gundo término, en referencia al poder, periferia denota a aque-
llos E s t a d o s que son "débiles" con relación al centro de grandes
potencias que dominan el sistema internacional. Ver Martin
W i g h t , Power Politics (Nueva York, Holmes & Meier, 1 9 7 8 ) , pp.
6 1 - 6 8 . "Potencias medianas" y "Estados semiperiféricos" tam-
bién forman una útil tercera serie para algunos análisis, pero
este agrupamiento no es importante para nuestro artículo.

37
c o m p a r t i r n o r m a s sobre m e r c a d o s y d e m o c r a c i a s , sin
e m b a r g o , el m a n t e n i m i e n t o del e q u i l i b r i o n u c l e a r
entre ellas será m e n o s n e c e s a r i o para p r e v e n i r la
guerra.
N a r r a r e m o s pues la h i s t o r i a de d o s m u n d o s de la
política i n t e r n a c i o n a l en la era de la P o s g u e r r a Fría.
En el centro, i n t e r d e p e n d e n c i a e c o n ó m i c a , d e m o c r a -
cia política y a r m a s n u c l e a r e s d i s m i n u y e n el d i l e m a
de s e g u r i d a d ; las p r i n c i p a l e s p o t e n c i a s no t i e n e n pre-
siones para e x p a n d i r s e . El r e s u l t a d o es una r e l a c i ó n
consistente con un m o d e l o liberal de p o l í t i c a interna-
8
c i o n a l . Los c o n f l i c t o s no d e s a p a r e c e n , pero no s o n
r e s u e l t o s en t é r m i n o s m i l i t a r e s . En la periferia, sin
e m b a r g o , no existen d i s u a s o r e s a b s o l u t o s que p u d i e -
ran i n d u c i r a la p r u d e n c i a . C o e x i s t e n d i v e r s o s siste-
mas p o l í t i c o s que se clasifican en u n a a m p l i a g a m a
que va de la d e m o c r a c i a a la m o n a r q u í a , y la i n t e r d e -
p e n d e n c i a entre E s t a d o s p e r i f é r i c o s se s u b o r d i n a a la
d e p e n d e n c i a de los E s t a d o s c e n t r a l e s . Las p r e s i o n e s
de e x p a n s i ó n t o d a v í a e x i s t e n ; d e r i v a n de o b j e t i v o s de
r i q u e z a , p o b l a c i ó n y p r o t e c c i ó n , así c o m o t a m b i é n de
i n e s t a b i l i d a d e s i n t e r n a s . Bajo esas c o n d i c i o n e s , pen-
s a m o s , el r e a l i s m o estructural es i n a d e c u a d o p a r a
e x p l i c a r la c o n d u c t a de los E s t a d o s c e n t r a l e s , p e r o es
r e l e v a n t e para c o m p r e n d e r los s i s t e m a s de s e g u r i d a d
r e g i o n a l en la periferia.
N u e s t r o r a z o n a m i e n t o p u e d e ser c o n s i d e r a d o e n
tres p a r t e s . P r i m e r o , d e s c r i b i m o s b r e v e m e n t e l o s
p r i n c i p i o s del r e a l i s m o e s t r u c t u r a l . S e g u n d o , e x p l o -
r a m o s por qué el r e a l i s m o ofrece una d e c i s i v a expli-

8. Para ejemplos del modelo liberal, ver I m m a n u e l K a n t , Perpe-


tual Peace ( 1 7 9 6 ; reimpresión, Los A n g e l e s , U . S . L i b r a r y A s s o -
ciation, 1 9 3 2 ) ; M i c h a e l Doyle, "Liberalism and W o r l d Politics",
American Political Science Review 80 (diciembre 1 9 8 6 ) , pp.
1 1 5 1 - 6 9 ; M i c h a e l Doyle, "Kant, L i b e r a l Legacies, a n d Foreign
Affairs" (dos partes), Philosophy and Public Affairs, vol 12
1 9 8 3 , pp. 2 0 4 - 3 5 y 3 2 4 - 5 3 ; y Richard Rosecrance, The Rise of
The Trading State ( N u e v a Y o r k , Basic Books, 1 9 8 6 ) .

38
cación de varios aspectos de la política internacional
de poder en el sistema internacional multipolar que
existió antes de la Segunda Guerra Mundial. Terce-
ro, d e m o s t r a m o s por qué la teoría no se aplica más a
las políticas en el centro y explicamos que se necesita
un nuevo m o d e l o para predecir la conducta de las
grandes potencias. Al comparar los mundos del pasa-
do y el presente, enfocamos la naturaleza de los Es-
tados y el sistema internacional, los objetivos de los
Estados y, finalmente, la conducta previsible que
surge de la naturaleza y de los objetivos de los Esta-
dos. C o n c l u i m o s con la exploración de dos escenarios
que deberían hacer retornar la política de las gran-
des potencias a una conducta de balance de poder: el
primero supone el cambio de democracia a dictadura
en uno de los actuales Estados centrales; el otro
supone el ascenso de una dictadura militar al estatus
de gran potencia.

L O S P R I N C I P I O S DEL
REALISMO ESTRUCTURAL

El atractivo del realismo estructural es que sólo


establece unos pocos supuestos críticos sobre la na-
turaleza de los Estados y el sistema internacional,
para extraer de allí predicciones sobre la conducta
9
del E s t a d o . Esos supuestos son bien conocidos por
los estudiantes de política internacional. En primer
lugar, todos los Estados son funcionalmente simila-
res; son actores individuales cuyo objetivo mínimo es

9. V e r W a l t z , Theory of International Politics. Para una discu-


sión detallada y crítica del libro de W a l t z , ver Robert O. Keo-
hane, ed., Neorealism and Its Critics (Nueva York, Columbia
University Press, 1 9 8 6 ) .

39
10
s o b r e v i v i r . En s e g u n d o t é r m i n o , el r a s g o c e n t r a l del
s i s t e m a i n t e r n a c i o n a l es la a n a r q u í a , definida c o m o
la a u s e n c i a de una a u t o r i d a d central. D a d o q u e el
s i s t e m a es a n á r q u i c o , cada E s t a d o d e b e r á p r e o c u p a r -
se por su propia s e g u r i d a d . Un E s t a d o p u e d e ayudar-
se a sí m i s m o por d o s v í a s : p u e d e i n t e n s i f i c a r su
f o r t a l e c i m i e n t o m e d i a n t e el a u m e n t o de s u s a r m a s o
su riqueza e c o n ó m i c a ( e s f u e r z o s i n t e r n o s ) y p u e d e
c o m p e n s a r su d e b i l i d a d por m e d i o de la f o r m a c i ó n de
1 1
a l i a n z a s con otros E s t a d o s ( e s f u e r z o s e x t e r n o s ) .
B a s a d o s en la s i m p l e s u p o s i c i ó n de que los Esta-
dos p r o c u r a n s o b r e v i v i r en un a m b i e n t e a n á r q u i c o ,
ya sea por e q u i l i b r i o i n t e r n o o e x t e r n o , l o s r e a l i s t a s
e s t r u c t u r a l e s a r g u m e n t a n que la d i s t r i b u c i ó n de las
c a p a c i d a d e s entre los E s t a d o s tiene p r o f u n d a s c o n s e -
c u e n c i a s en c u a n t o al g r a d o de e s t a b i l i d a d en el sis-
tema internacional. De acuerdo con Kenneth Waltz,
la e x i s t e n c i a de dos g r a n d e s s u p e r p o t e n c i a s c o n s t i t u -
ye el á m b i t o m á s e s t a b l e , pues su s u p e r i o r i d a d de
p o d e r es tan g r a n d e que las a l i a n z a s p r á c t i c a m e n t e
12
se h a c e n i r r e l e v a n t e s . En un s i s t e m a b i p o l a r , e x i s t e

1 0 . W a l t z reconoce que los E s t a d o s no son en la práctica actores


individuales, pero a r g u m e n t a que si él puede suponer eso y
crear una teoría que explique la conducta sin tener en c u e n t a
las características internas de los E s t a d o s , la suposición es
j u s t i f i c a b l e . V e r K e n n e t h N . W a l t z , "Response t o M y Critics",
en K e o h a n e , Neorealism and Its Critics, pp. 3 3 8 - 3 9 . El m i s m o
W a l t z no supone que todos los E s t a d o s a c t u a r á n r a c i o n a l m e n -
te, si bien las teorías formales sobre los E s t a d o s como actores
racionales derivan en t é r m i n o s lógicos de su enfoque r e a l i s t a .
V e r Bruce Bueno de M e s q u i t a , The War Trap ( N e w H a v e n ,
C o n n . , Y a l e U n i v e r s i t y Press, 1 9 8 1 ) , y D u n c a n S n i d a l , "The
G a m e Theory of I n t e r n a t i o n a l Politics", World Politics 38 (oc-
tubre 1 9 8 5 ) , pp. 2 5 - 5 7 .

1 1 . V e r W a l t z , Theory of International Politics, p. 1 1 8 . M á s t a r d e


S t e p h e n W a l t refino la teoría e investigó por qué el b a l a n c e de
los E s t a d o s a m e n a z a m á s que el poder; ver S t e p h e n M. W a l t ,
The Origins of Alliances ( I t h a c a , N . Y . , C o r n e l l U n i v e r s i t y
Press, 1 9 8 7 ) .

12. Waltz, Theory of International Politics.

40
p o c a i n c e r t i d u m b r e sobre cómo se relacionan las
g r a n d e s p o t e n c i a s , dado que cada superpotencia ne-
cesita sólo calcular el poder de la otra. En contraste,
en un sistema multipolar, la relativa igualdad de
m á s de dos potencias significa que algunos Estados
p u e d e n unirse contra otro. En consecuencia, los Es-
t a d o s deben procurar alianzas para preservar el "ba-
lance". En tal sistema por sí mismo inestable, los
E s t a d o s no tienen amigos o enemigos permanentes,
sólo aliados temporales. Esa fluidez del poder condu-
ce a los E s t a d o s constantemente a apuntar sus alian-
zas, mientras tratan de debilitar a las alianzas
o p u e s t a s . La dependencia (o al menos la dependencia
p e r c i b i d a ) de sus aliados conduce a los Estados a
t o m a r m e d i d a s drásticas en salvaguardia de sus so-
13
cios cuando estos parezcan d e b i l i t a r s e . Los Estados
incluso irán a la guerra para preservar las alianzas
de las cuales depende su seguridad.
La situación de anarquía y la preocupación por
s o b r e v i v i r en el sistema estatal atrapa a los actores
14
en el bien c o n o c i d o dilema de la s e g u r i d a d . Como
c o n t i n ú a n enfatizando los realistas, en un mundo
d o m i n a d o por el dilema de la seguridad, las ganan-
cias relativas son más importantes que las absolutas.
Un Estado puede incrementar su riqueza y poder,
pero sólo está seguro si otros Estados no incrementan
su riqueza y poder en una medida comparable. Esto
constriñe notablemente la capacidad de los Estados
15
para c o o p e r a r . La creencia de que las relaciones

1 3 . 1 b i d . , pp. 1 6 1 y siguientes. Para una perspectiva similar, ver


John Lewis G a d d i s , "The Long Peace", y Mearsheimer, "Back
to the Future".

1 4 . V e r John H. H e r z , "Idealist Internationalism and the Security


Dilemma", World Politics 2 (enero 1 9 5 0 ) , pp. 1 5 7 - 8 0 , y Robert
Jervis, "Cooperation Under the Security Dilemma", World Po-
litics 30 (enero 1 9 7 8 ) , pp. 1 6 7 - 2 1 4 .

1 5 . V e r Joseph M. Grieco, "Anarchy and the Limits of Cooperation:

41
entre g r a n d e s p o t e n c i a s c o n s t i t u y e n u n enfrenta-
miento de s u m a cero c o n d u c e a p o l í t i c a s al e s t i l o del
j u e g o infantil " e m p o b r e c e a tu v e c i n o " , c a r r e r a s ar-
m a m e n t i s t a s , f o r t a l e c i m i e n t o de a l i a n z a s e i n c l u s o la
guerra c o m o objetivo final para d e b i l i t a r al e n e m i g o .
Al m i s m o t i e m p o que los r e a l i s t a s h a n d e b a t i d o
entre ellos m i s m o s las v i r t u d e s de los s i s t e m a s m u l -
tipolar y b i p o l a r , t a m b i é n se h a n i n t e r e s a d o r e c i e n -
t e m e n t e en c ó m o la n a t u r a l e z a del p o d e r ( c o m o se
e x p r e s a en los a r m a m e n t o s n u c l e a r e s ) y la d i s t r i b u -
ción del p o d e r p u e d e n afectar la e s t a b i l i d a d del sis-
tema, dado los i n t e r e s e s de los E s t a d o s en s o b r e v i v i r .
Por una parte, m u c h o s r e a l i s t a s h a n v u e l t o a c o n f i a r
de m a n e r a c r e c i e n t e en los a r m a m e n t o s n u c l e a r e s (lo
cual, de a c u e r d o con W a l t z , es un r a s g o de n i v e l
16
u n i t a r i o ) , c o m o una m a n e r a d e s u p e r a r i n e s t a b i l i -
dades c a u s a d a s por el b a l a n c e de p o d e r en un n u e v o
s i s t e m a m u l t i p o l a r ; a r g u m e n t a n , e n tal s e n t i d o , que
las n u e v a s g r a n d e s p o t e n c i a s d e b e r í a n d e s a r r o l l a r
capacidades seguras de contragolpe para preservar
17
l a e s t a b i l i d a d . Por otra p a r t e , n o s o t r o s p e n s a m o s

A R e a l i s t Critique of the N e w e s t L i b e r a l I n s t i t u t i o n a l i s m ",


International Organization 42 ( V e r a n o 1 9 8 8 ) , pp. 4 8 5 - 5 0 7 . V e r
t a m b i é n el debate entre Robert K e o h a n e y J o h n M e a r s h e i m e r
en "Back to the F u t u r e , Part II: I n t e r n a t i o n a l R e l a t i o n s
Theory and P o s t - C o l d W a r Europe", International Security 15
(otoño 1 9 9 0 ) , pp. 1 9 1 - 9 9 .

1 6 . V e r W a l t z , Theory of International Politics, p. 2 0 2 . V e r t a m -


bién K e n n e t h N . W a l t z , "Nuclear M y t h s and Political R e a l i -
ties", American Political Science Review 84 ( s e t i e m b r e 1 9 9 0 ) ,
pp. 7 3 1 - 4 5 . N y e , sin e m b a r g o , distingue e n t r e e s t r u c t u r a y
proceso a nivel del s i s t e m a i n t e r n a c i o n a l y p i e n s a que los
a r m a m e n t o s nucleares pertenecen a la u l t i m a c a t e g o r í a . V e r
Joseph S. N y e , Jr., "Neorealism and N e o l i b e r a l i s m " , World
Politics 40 (enero 1 9 8 8 ) , pp. 2 3 5 - 5 1 .

1 7 . V e r , por e j e m p l o , M e a r s h e i m e r , B a c k to the Future". Para


a r g u m e n t o s en el sentido de que la proliferación de a r m a s
nucleares en A l e m a n i a puede ser un factor e s t a b i l i z a d o r , ver
S t e p h e n V a n Evera, "Primed for Peace: Europe A f t e r the C o l d
W a r " , International Security 15 ( I n v i e r n o 1 9 9 0 - 9 1 ) , pp. 7 - 5 7 ,

42
que la polaridad en sí misma no es el factor relevante
18
para comprender la guerra y la p a z y que, mientras
las armas nucleares pueden haber importado duran-
te la Guerra Fría, la democracia y la interdependecia
pueden reducir la dependencia de esas peligrosas
armas para preservar la paz. A diferencia de los
realistas, quienes examinan intereses mediante el
estudio del poder, nosotros nos centramos en los in-
tereses creados por nuevas relaciones derivadas de
c a m b i o s políticos y económicos.

EL SISTEMA INTERNACIONAL
DEL ANTIGUO M U N D O

La naturaleza del Estado


y el sistema

Al explicar la naturaleza del sistema multipolar


internacional que existió desde el siglo X V I I I hasta
c o m i e n z o s del siglo X X , muchas de las suposiciones
del realismo estructural parecen válidas. Los actores
deberían ser considerados como unitarios con el pro-
pósito de desarrollar la teoría, desde que las políticas
de Francia, Rusia, Prusia, Austria o Alemania fue-
ron, en buena medida, generadas por líderes indivi-
duales o sus ministros de relaciones exteriores, aun-
que existieran presiones para una u otra política por
parte de pequeños grupos de élites. Gran Bretaña fue
la única democracia entre las grandes potencias du-

y Christensen y Synder, "Chain Gangs and Passed Bucks," p.


168.

1 8 . Para este punto, ver Rosecrance, "Bipolarity, Multipolarity


and the Euture", y Van Evera, "Primed for Peace," pp. 3 4 - 4 0 .

43
rante ese p e r í o d o , y la p o l í t i c a de las g r a n d e s poten-
cias era ante todo el d o m i n i o de r e y e s , reinas y sus
d i p l o m á t i c o s . Incluso en la d e m o c r á t i c a G r a n B r e t a -
ña, el p ú b l i c o difícilmente estaba i n v o l u c r a d o en la
p r e p a r a c i ó n de la p o l í t i c a e x t e r i o r antes de la P r i m e -
ra Guerra M u n d i a l ; la p o l í t i c a era el r e s u l t a d o de un
19
debate de élite, no de la o p i n i ó n p ú b l i c a .
El d i l e m a de s e g u r i d a d en el s i s t e m a i n t e r n a c i o -
nal durante aquel p e r í o d o fue b a s t a n t e fuerte, en la
m e d i d a en que los E s t a d o s p o d í a n ser a t a c a d o s , de-
safiados e i n c l u s o d e s t r u i d o s por o t r o s . D e s d e que l o s
l í d e r e s p u d i e r o n d e s a r r o l l a r los m e d i o s de d e f e n d e r
su tierra al t i e m p o que d e v a s t a b a n las de o t r o s , t o d o s
20
t e m í a n a los d e m á s . Las g r a n d e s p o t e n c i a s p o d í a n
p r o c u r a r la c o n q u i s t a del m u n d o (y en d i v e r s o s m o -
m e n t o s trataron de h a c e r l o ) de tal m a n e r a que l o s
l í d e r e s e s t a b a n i n v o l u c r a d o s con la r i q u e z a y el p o d e r
21
relativos que p o s e í a n . D a d o que un E s t a d o p o d í a
t r a n s f o r m a r d i r e c t a m e n t e la r i q u e z a y la p o b l a c i ó n
e n m a y o r p o d e r militar, c u a l q u i e r g a n a n c i a r e l a t i v a
en las p r i m e r a s p o d í a n c o n d u c i r a una g a n a n c i a rela-
tiva en el s e g u n d o . Los l í d e r e s n u n c a p o d í a n disfru-
tar de las g a n a n c i a s h e c h a s por otro p a í s , i n c l u s o
aunque t o d o s p r o s p e r a r a n j u n t o s , p u e s a s e g u r a r l a
s u p e r v i v e n c i a era una p r e o c u p a c i ó n c o n s t a n t e .

1 9 . V e r Gordon A. C r a i g y A l e x a n d e r L. G e o r g e , Forcé and State-


craft: Diplomatic Problems of Our time, 2 ed. ( N u e v a Y o r k ,
Oxford U n i v e r s i t y Press, 1 9 9 0 ) , pp. 6 0 - 6 1 .

2 0 . Para excelentes discusiones sobre el dilema de s e g u r i d a d ver


H e r z , "Idealist I n t e r n a t i o n a l i s m and the Security D i l e m m a " ;
Robert Jervis, "Cooperation U n d e r the Security", y Jack
Snyder, "Perceptions of the Security D i l e m m a in 1 9 1 4 " , en
Robert Jervis, Richard N e d Lebow y Janice G r o s s S t e i n , eds.,
Psychology and Deterrence ( B a l t i m o r e , M d . , J o h n s H o p k i n s
U n i v e r s i t y Press, 1 9 8 5 ) , pp. 1 5 3 - 7 9 .

2 1 . V e r Paul K e n n e d y , The Riae and Fall of the Great Powers ( N e w


York: Random House, 1 9 8 7 ) .

44
Los objetivos y conducta
de los Estados

En los siglos anteriores, el objetivo último del


Estado - s o b r e v i v i r - se obtenía mediante el acrecen-
t a m i e n t o del poder militar. El poder militar estaba
í n t i m a m e n t e entrelazado con las riquezas, la pobla-
ción y el territorio. Los líderes debían aumentar la
riqueza e c o n ó m i c a para pagar las armas, incremen-
tar la p o b l a c i ó n para proveer tropas y una gran base
e c o n ó m i c a , e incrementar su territorio para lograr
22
m a y o r seguridad en la frontera.
Los Estados utilizaron enormes recursos para de-
sarrollar su poder militar. Las naciones-Estado que
s u r g i e r o n en los siglos posteriores al viaje de Colón
desarrollaron una autoridad centralizada, un siste-
ma de tasas estatales y una burocracia diseñada en
p r i m e r lugar para preparar la guerra. Como indica
Paul K e n n e d y , "el poder militar permitió a muchas
de las dinastías europeas mantenerse por encima de
los grandes magnates de la tierra, y asegurar unifor-
m i d a d y autoridad política (...) En los últimos cuatro
años de la Inglaterra de Isabel, o en la España de
Felipe II, hasta tres cuartas partes de todos los gas-
tos de gobierno se dirigían a la guerra o a pagar
23
s e r v i c i o s de guerras anteriores".

2 2 . Dado que la mayoría de las guerras fueron hechas en tierra


( a l g u n a s en el mar y ninguna en el aire) los Estados procura-
ban lograr m á s territorio no sólo por razones ofensivas, tales
como la gloria y el oro, sino por razones defensivas, tales como
proteger el acceso a los recursos o simplemente hacer que sus
fronteras fueran m á s seguras. La historia del siglo xv hasta el
X I X es una historia de expansión territorial de las grandes
potencias: los europeos se expandieron en Asia, África y Amé-
rica Latina; los americanos establecieron colonias y luego Es-
tados a lo largo del continente; los rusos se desplazaron hacia
Siberia y el Pacífico.

45
Para c o m p l e m e n t a r sus g a s t o s m i l i t a r e s , l o s Es-
tados p r o c u r a b a n l o g r a r m é t o d o s e x t e r n o s d e e q u i l i -
brio contra las a m e n a z a s . I n g l a t e r r a y F r a n c i a fue-
ron e n e m i g o s a m u e r t e d e s d e el t i e m p o de L u i s X I V
hasta las guerras N a p o l e ó n i c a s y ya h a c i a la d é c a d a
de 1830 eran a l i a d o s . L o s e j é r c i t o s r u s o s m a r c h a r o n
h a c i a Paris en 1814, p e r o a finales del siglo R u s i a
había f o r m a d o una a l i a n z a con F r a n c i a al m i s m o
t i e m p o que crecía el p o d e r a l e m á n . M a n t e n e r l o s
b a l a n c e s de p o d e r no era s o l a m e n t e u n a r e a l i d a d
s i s t e m á t i c a ; era una n o r m a e x p l í c i t a de p o l í t i c a ex-
terna para las g r a n d e s p o t e n c i a s , en p a r t i c u l a r des-
24
pués del C o n g r e s o de V i e n a de 1 8 1 5 .
En ese s i s t e m a m u l t i p o l a r , la a d q u i s i c i ó n de te-
r r i t o r i o s d e s e m p e ñ ó u n papel i m p o r t a n t e . E n p r i m e r
lugar, c o m o ya se s e ñ a l ó , los l í d e r e s c r e í a n que ad-
quirir m á s t e r r i t o r i o s s i g n i f i c a b a m á s s e g u r i d a d e n
las fronteras y m a y o r r i q u e z a y p o b l a c i ó n p a r a n u t r i r
el p o d e r m i l i t a r . En s e g u n d o t é r m i n o , el t e r r i t o r i o no
i n c o r p o r a d o por las g r a n d e s p o t e n c i a s p o d í a ser uti-
l i z a d o c o m o z o n a s t a p ó n . En la p r i m e r a m i t a d del
siglo X I X las g r a n d e s p o t e n c i a s a c o r d a r o n g a r a n t i z a r
la n e u t r a l i d a d de S u i z a , B é l g i c a y L u x e m b u r g o c o n
la finalidad de a m i n o r a r la c o m p e t e n c i a e n t r e las
grandes potencias en aquellos territorios situados
25
entre e l l a s . E n tercer l u g a r , los l í d e r e s p e r c i b i e r o n
que la a d q u i s i c i ó n t e r r i t o r i a l era útil p a r a p r e s e r v a r
el b a l a n c e de p o d e r , c o m o c o n v e n í a a un m u n d o de
g a n a n c i a s r e l a t i v a s . Al d e s c r i b i r la s i t u a c i ó n p o s t e -

2 3 . K e n n e d y , The Rise and Fall of the Great Powers, pp. 7 0 - 7 1 .

2 4 . V e r H e n r y A. K i s s i n g e r , A World Restored: Metternich, Castle-


reagh and the Problems of Peace, 1812-22 ( B o s t o n , H o u g h t o n
M i f f l i n , 1 9 5 7 ) y E d w a r d Vose G u l i c k , Europe's Classical Ba-
lance of Power ( N u e v a Y o r k , N o r t o n , 1 9 6 7 ) .

2 5 . Paul Gordon L a u r e n , "Crisis Prevention in N i n e t e e n t h - C e n -


tury Diplomacy", en A l e x a n d e r I. G e o r g e , Managing U.S.-So-
viet Rivalry (Boulder, Coló., W e s t v i e w P r e s s , 1 9 8 3 ) , pp. 3 1 - 6 4

46
rior a la guerra de sucesión en Polonia, en 1735,
G o r d o n Craig y Alexander George advirtieron lo
siguiente:

En los intereses del balance de poder, todos, ex-


cepto los p o l a c o s , sobre quienes la guerra se había
i n i c i a d o , recibieron alguna compensación. [Stan-
islaus] Leszczynski resignó el trono de Polonia,
pero mantuvo el título de cortesía de Rey y se le
otorgó el Ducado de Bar. Más tarde, en 1740,
cuando el Duque Francisco de Lorena, el marido
de María Teresa, se convirtió en emperador de
Austria y renunció a Lorena con el propósito de
adquirir Toscania, Leszczynski también se quedó
con Lorena. Se convino, sin embargo, que cuando
él muriera tanto Bar como Lorena pasarían a su
hija, la esposa del rey de Francia y, en consecuen-
cia, se convertirían en parte de Francia. Los
H a b s b u r g o , por medio del duque Francisco,
adquirieron no sólo Toscania en Italia sino tam-
bién Parma y Piacenza. Los españoles lograron
Napoles y el Rey de Cerdeña fue contentado con
algunas pequeñas rectificaciones de frontera. Fue
26
un gran pastel y todos lograron un p e d a z o .

Las grandes potencias también procuraron adqui-


siciones territoriales en todo el globo porque creían
que las colonias incrementaban su riqueza y poder;
en el siglo X I X , los gobiernos europeos valuaban sus
colonias en función de sus poblaciones, recursos y
27
m e r c a d o s . Como dice J. A. Hobson: había una "ilu-
sión popular de que el uso de la fuerza nacional para
asegurar nuevos mercados mediante el anexamiento

2 6 . Craig y George, Forcé and Statecraft, p. 2 4 .

2 7 . Joseph S. Nye, Jr., Bound to Lead: The Changing Nature of


American Power (Nueva York, Basic Books, 1 9 9 0 ) , pp. 178 y
189.

47
de n u e v o s f r a g m e n t o s de t e r r i t o r i o [ e r a ] u n a p o l í t i c a
n e c e s a r i a para u n p a í s i n d u s t r i a l m e n t e a v a n z a d o
28
c o m o Gran B r e t a ñ a " . Si era una i l u s i ó n o no (y los
datos e m p í r i c o s p a r e c e n a p o y a r el a r g u m e n t o de H o b -
s o n ) , las g r a n d e s p o t e n c i a s p r o c u r a r o n erigir i m p e -
rios c o m o parte de su j u e g o de b a l a n c e c o n r e s p e c t o
29
a sus c o m p e t i d o r e s .
E n e l siglo X I X , las p o t e n c i a s l í d e r e s e s t a b l e c i e r o n
el A c u e r d o de E u r o p a para m i t i g a r los e f e c t o s de la
a n a r q u í a en el s i s t e m a i n t e r n a c i o n a l . Las n o r m a s
c o m p a r t i d a s referentes a la n a t u r a l e z a de la p o l í t i c a
i n t e r n a c i o n a l a y u d a r o n a las g r a n d e s p o t e n c i a s a
manejar el s i s t e m a . Q u i z á s lo m á s i m p o r t a n t e fue
que todas las g r a n d e s p o t e n c i a s , fueran a u t o r i t a r i a s
o d e m o c r á t i c a s , se o p u s i e r o n a la a g i t a c i ó n r e v o l u c i o -
naria y trabajaron j u n t a s p a r a i n t e r v e n i r y p r e v e n i r
30
tales l e v a n t a m i e n t o s e n E s t a d o s p e r i f é r i c o s . Sin
e m b a r g o , el A c u e r d o de E u r o p a no fue tan h o m o g é n e o
c o m o el s i s t e m a que a c t u a l m e n t e e m e r g e . L o s Esta-
dos miembros no compartieron normas sobre demo-
c r a c i a y c a p i t a l i s m o . T a m p o c o h u b o frenos p a r a l o -
grar la s e g u r i d a d . En c o n s e c u e n c i a , p a r a a l c a n z a r
r i q u e z a y p o d e r y l o g r a r s e g u r i d a d , los E s t a d o s de-
p e n d í a n del uso de la fuerza. Si b i e n no h u b o n i n g u n a
g u e r r a total de las g r a n d e s p o t e n c i a s de 1815 a 1914,
las g u e r r a s l i m i t a d a s y e n c u b i e r t a s fueron c o n s i d e -
r a d a s y u t i l i z a d a s c o m o m é t o d o s l e g í t i m o s de m a n t e -
2 8 . J. A. H o b s o n , "The Economic Taproot of I m p e r i a l i s m " , en K e n -
neth E. Boulding y T a p a n M u k e r j e e , eds, Economic Imperia-
lism ( A n n A r b o r , U n i v e r s i t y of M i c h i g a n Press, 1 9 7 2 ) , pp. 1-2.

2 9 . V e r K e n n e t h E. Boulding, "Introducción", en B u i l d i n g y M u -
kerjee, Economic Imperialism, pp. ix-xviii. A l g u n a s veces la
división de territorio extranjero entre las potencias coloniales
era a m i g a b l e , como fue en África bajo el T r a t a d o de B e r l í n de
1 8 8 5 , cuando fue utilizado por p r i m e r a vez el t é r m i n o "esferas
de influencia". V e r D a v i d T h o m s o n , Europe Since Napoleón,
ed. rev. ( N u e v a Y o r k , Knopf, 1 9 8 1 ) , pp. 4 6 5 - 6 6 .

3 0 . Kissinger, A World Restored.

48
ner y aumentar objetivos del Estado. Además de las
guerras con las potencias pequeñas, las grandes po-
t e n c i a s libraron diversas guerras limitadas entre
31
ellas m i s m a s durante el siglo X I X . El creciente dile-
ma de seguridad enfrentado por las grandes poten-
cias y los c a m b i o s en las percepciones sobre la
naturaleza de la fuerza militar dieron fin a la larga
paz que había existido durante un siglo después del
C o n g r e s o de V i e n a y condujeron a la Primera Guerra
32
M u n d i a l . Es, sobre todo, la experiencia de la Prime-
ra y la Segunda Guerras Mundiales lo que conduce a
m u c h o s realistas estructurales a preocuparse por el
auge de la multipolaridad al finalizar el siglo XX. Por
r a z o n e s fundamentales, sin embargo, el futuro no nos
llevará de regreso al pasado.

EL SISTEMA I N T E R N A C I O N A L HOY:
UNA HISTORIA DE DOS MUNDOS

La naturaleza del Estado


y el sistema

A s u m i r que los Estados son actores unitarios,


resulta contraproducente para desarrollar teorías so-
bre la conducta actual de las grandes potencias; el
c r e c i m i e n t o de los intereses económicos transnacio-
nales y el c o n d i c i o n a m i e n t o impuesto por la opinión

3 1 . G r a n Bretaña, Francia y Rusia lucharon en Crimea en 1 8 5 4 -


5 5 . Bismarck fue a la guerra primero con Austria y luego con
Francia para unificar los Estados A l e m a n e s en 1 8 7 0 - 7 1 .

3 2 . Sobre el papel desempeñado por la fuerza militar en el comien-


zo de la Primera Guerra Mundial, ver Jack Snyder, The Ideo-
logy of the Offensive (Ithaca, N . Y . , Cornell University Press,
1984).

49
p ú b l i c a en m a t e r i a de p o l í t i c a e x t e r n a h a n d i s m i n u i -
do la l i b e r t a d de los l í d e r e s para c o n d u c i r la p o l í t i c a
exterior. La c a p a c i d a d de un E s t a d o para l l e v a r ade-
lante una p o l í t i c a e c o n ó m i c a "nacional", por e j e m p l o ,
es d e b i l i t a d a por la c o n d u c t a i n t e r n a c i o n a l de sus
e m p r e s a s y por la c r e c i e n t e i m p o r t a n c i a de las i n v e r -
s i o n e s de otros E s t a d o s en la e c o n o m í a "nacional". La
e x p a n s i ó n de las c o r r i e n t e s c o m e r c i a l e s y la a c e p t a d a
"racionalidad" de un m e r c a d o i n t e r n a c i o n a l a b i e r t o
c a s t i g a n las i n t e r v e n c i o n e s del E s t a d o , los s i s t e m a s
a u t á r q u i c o s o las e s t r a t e g i a s de s u s t i t u c i ó n de i m p o r -
33
t a c i o n e s . Se ha h e c h o cada v e z m á s difícil p a r a l o s
Estados, considerados individualmente, regular la
fluidez del capital y el flujo de t r a n s f e r e n c i a s t e c n o -
4
l ó g i c a s , que se han i n c r e m e n t a d o en a m b o s c a s o s .
Las v i n c u l a c i o n e s e i n s t i t u c i o n e s t r a n s n a c i o n a l e s li-
m i t a n la c a p a c i d a d de los l í d e r e s para c o n d u c i r estra-
t e g i a s m e r c a n t i l i s t a s y d e b i l i t a n el c o n t r o l del
35
E s t a d o sobre la e c o n o m í a n a c i o n a l .

3 3 . V e r Robert O. K e o h a n e , After Hegemony: Cooperation and Dis-


cord in the World Political Economy (Princeton, N . J . , Prince-
ton U n i v e r s i t y Press, 1 9 8 4 ) , p . 2 5 3 .

3 4 . V e r R a y m o n d V e r n o n , "Japan, the U n i t e d S t a t e s , a n d the


G l o b a l Economy", The Washington Quarterly 13 ( V e r a n o 1 9 9 0 ) ,
pp. 5 7 - 6 8 , y D o n a l d P u c h a l a , "The P a n g s of A t l a n t i c I n t e r d e -
pendence", en H. M. Belien, ed., The United States and the
European Community: Convergence or Conflict? (La Haya,
N i j g h & V a n D i t m a r U n i v e r s i t a i r , 1 9 8 9 ) , pp. 1 3 1 - 4 6 . Para u n
a r g u m e n t o alternativo que e x a m i n e cómo los E s t a d o s pueden
regular las inversiones e x t e r n a s y tener el poder de conducir
una e s t r a t e g i a económica nacional, ver S i m ó n Reich, "Roads to
Follow: R e g u l a t i n g Direct Foreign Investment", International
Organization 4 4 3 (Otoño 1 9 8 9 ) , pp. 5 4 3 - 8 4 .

3 5 . Para informes recientes, ver "The M y t h of Economic Sove-


reignty", The Economist, 23 j u n i o de 1 9 9 0 , p. 6 7 , y "Business
W i t h o u t Borders", U.S. News and World Report, 16 j u l i o 1 9 9 0 ,
pp. 2 9 - 3 1 . Para un análisis académico, ver H e l e n M i l n e r , "Tra-
ding Places: I n d u s t r i e s for Free Trade", World Politics 40
(abril 1 9 8 8 ) , pp. 3 5 0 - 7 6 .

50
Más aún, con el colapso del comunismo - o , más
ajustadamente el colapso de los gobiernos autocráti-
cos y e c o n o m í a s reguladas que siguieron el modelo
s o v i é t i c o - los líderes están bajo creciente presión
para adoptar normas internacionales sobre liberalis-
mo e c o n ó m i c o y democracia política. Los gobiernos
autoritarios enfrentan el espectro de su exclusión de
los r e g í m e n e s p o l í t i c o s internacionales, tales como la
C o m u n i d a d Europea, si no adoptan principios demo-
36
c r á t i c o s . A s i m i s m o , las economías centradas en el
Estado o p r o t e c c i o n i s t a s pierden acceso a los créditos
del F o n d o M o n e t a r i o Internacional, a los préstamos
del B a n c o M u n d i a l , a la asistencia del Mercado Co-
m ú n E u r o p e o y de la A g e n c i a de Estados Unidos para
el D e s a r r o l l o Internacional ( A I D ) , si no consiguen sa-
car al Estado de la órbita meramente nacional y no
abren la e c o n o m í a al mercado internacional.
D e s d e el interior, el Estado como un actor unita-
rio en la formación de la política exterior es desafiado
tanto por la d e m o c r a c i a como por los mercados libres.
Así como los decisores en política internacional de
E s t a d o s U n i d o s han tenido que enfrentarse con res-
t r i c c i o n e s públicas en política exterior desde la gue-
rra de V i e t n a m , los decisores políticos soviéticos y
rusos en los años recientes han tenido que luchar con
p ú b l i c o s nacionales que se opusieron al uso de fuerza
37
militar en el país y en el e x t e r i o r . De manera simi-
lar, a c c i o n e s del Estado que dañan los beneficios

3 6 . Los líderes occidentales han puntualizado esto muy claramen-


te con respecto a las solicitudes de los países de Europa del
E s t e para unirse a la Comunidad Europea. M á s aún, la serie
de resoluciones de las Naciones Unidas concernientes al uso de
la fuerza contra Irak sugiere que los "desertores" de las nor-
mas m u n d i a l e s no sólo enfrentarán la exclusión sino también
la invasión militar.

3 7 . V e r H a r r y G e l m a n , Gorbachev and the Future of the Soviet


Military Institution (Londres, Institute for International Stra-
tegic Studies, Primavera 1 9 9 1 ) , p. 3 4 .

51
i n d i v i d u a l e s y c o r p o r a t i v o s de un m e r c a d o l i b r e in-
t e r n a c i o n a l se a r r i e s g a n a e n c o n t r a r r e s i s t e n c i a y
r e c h a z o en el o r d e n i n t e r n o . El i n t e r é s " n a c i o n a l "
debe ahora c o m p e t i r con los i n t e r e s e s de l o s
"nacionales".
No sólo los E s t a d o s son m e n o s u n i t a r i o s , sino que
los efectos de la a n a r q u í a i n t e r n a c i o n a l son m e n o s
38
p r o n u n c i a d o s que e n p e r í o d o s a n t e r i o r e s . E n pri-
m e r lugar, la e x i s t e n c i a de a r m a s n u c l e a r e s s i g n i f i c a
que los g r a n d e s p o d e r e s no p u e d e n u t i l i z a r la g u e r r a
para r e s o l v e r los c o n f l i c t o s que se dan entre e l l o s , y
eso d i s m i n u y e l o s p o t e n c i a l e s d i l e m a s d e s e g u r i -
39
d a d . Las d i s p u t a s entre g r a n d e s p o t e n c i a s d e b e n
ser a r r e g l a d a s de m a n e r a m á s o r d e n a d a p a r a a s e g u -
rar la s u p e r v i v e n c i a del E s t a d o . En s e g u n d o t é r m i n o ,
las i n s t i t u c i o n e s m u l t i l a t e r a l e s y r e g í m e n e s i n t e r n a -
c i o n a l e s c r e a d o s d e s p u é s de la S e g u n d a G u e r r a M u n -
dial para r e g u l a r y e s t i m u l a r una e c o n o m í a m u n d i a l
c a p i t a l i s t a h a n s e r v i d o para a t e m p e r a r los e f e c t o s de
la a n a r q u í a e c o n ó m i c a i n t e r n a c i o n a l , al d i s m i n u i r
los c o s t o s de las t r a n s a c c i o n e s , p r o v e e r i n f o r m a c i ó n
40
y, de ese m o d o , r e d u c i r la i n c e r t i d u m b r e . En t e r c e r
lugar, el auge de los p r i n c i p i o s d e m o c r á t i c o s en las

3 8 . Sobre los p r o b l e m a s que genera definir la a n a r q u í a y sus


efectos, ver Robert A x e l r o d y Robert O. K e o h a n e , "Achieving
Cooperation U n d e r A n a r c h y : S t r a t e g i e s and I n s t i t u t i o n s " , en
K e n n e t h O y e , ed, Cooperation Under Anarchy (Princeton, N . J . ,
Princeton U n i v e r s i t y P r e s s , 1 9 8 6 ) , pp. 2 2 6 - 5 4 .

3 9 . Para un análisis de cómo las a r m a s n u c l e a r e s afectan la es-


t r u c t u r a del s i s t e m a i n t e r n a c i o n a l , ver Steve W e b e r , "Re-
alism, Detente, and Nuclear Weapons", International
Organization 4 4 (Invierno 1 9 9 0 ) , pp. 5 5 - 8 2 .

4 0 . V e r S t e p h e n K r a s n e r , ed., International Regimes (Ithaca,


N . Y . , Cornell U n i v e r s i t y Press, 1 9 8 3 ) ; K e o h a n e , After Hege-
mony, y las discusiones de K e o h a n e y N y e sobre "procesos" en
Robert O. K e o h a n e y Joseph S. N y e , Jr., "Power a n d I n t e r d e -
pendence Revisited", International Organization 41 (Otoño
1 9 8 7 ) , pp. 7 2 5 - 5 3 .

52
g r a n d e s potencias ha contribuido a una conducta más
41
regular y predecible entre e l l a s .
La creciente homogeneidad de normas e ideas
sobre la naturaleza nacional e internacional de la
e c o n o m í a y la política entre los más importantes
E s t a d o s de hoy, está dando auge a una gran sociedad
de poder en el sistema internacional. Sin embargo,
son crecientes las dificultades para cuantificar el
nivel de orden y la aceptación de normas sobre la
conducta internacional legitimada en las relaciones
entre los Estados del centro. Incluso cuando surgen
y son p e r c i b i d o s serios conflictos sobre intereses na-
c i o n a l e s , tales como los manifestados en la reciente
R o n d a Uruguay de negociaciones del Acuerdo Gene-
ral de Tarifas y Comercio ( G A T T ) , las grandes poten-
cias no utilizan medios militares para resolver esos
42
conflictos.
No estamos diciendo que las relaciones entre las
grandes potencias sean armoniosas; solamente argüi-
mos que el conflicto es delimitado por las normas que
43
han s u r g i d o . El liberalismo económico ha dado ma-
yor relieve al G A T T y a otros regímenes internaciona-
les que proveen un marco institucional para el arre-
glo de disputas por medio de normas, reglas y proce-
d i m i e n t o s . Mientras que las recientes dificultades en
la Ronda Uruguay y en otros campos señalan un
t e m p o r a r i o revés de la cooperación económica inter-

4 1 . V e r Doyle, "Liberalism and World Politics"; Doyle, "Kant, Li-


beral Legacies, and Foreign Affairs"; Bull, The Anarchical
Society, pp. 2 4 3 - 4 8 ; Stanley Kober, "Idealpolitik", Foreign Po-
licy 79 (Verano 1 9 9 0 ) , pp. 1 3 - 1 8 ; y Kant, Perpetual Peace.

4 2 . Sobre este tema, ver por ejemplo, Robert O. Keohane y Joseph


S. N y e , Jr., "International Interdependence and Integration",
en Fred I. Greenstein y Nelson W. Polsby, eds., International
Politics (Reading, M a s s . , Addison-Wesley, 1 9 7 5 ) , pp. 3 6 3 - 4 1 4 .

4 3 . Sobre las distinciones entre armonía, cooperación y discordia,


ver Keohane, After Hegemony, pp. 5 1 - 5 2 .

53
n a c i o n a l , una c o n s i d e r a c i ó n de las t e n d e n c i a s a l a r g o
plazo sugiere un significativo y c o n t i n u o c r e c i m i e n t o
de la i n t e g r a c i ó n e c o n ó m i c a i n t e r n a c i o n a l en las úl-
44
timas d é c a d a s . M á s aún, el c r e c i m i e n t o de la d e m o -
cracia c o n d u c e a una m a y o r a p e r t u r a de las s o c i e d a -
des, y esto a su vez r e d u c e las i n c e r t i d u m b r e s s o b r e
las m o t i v a c i o n e s que están detrás de la c o n d u c t a del
E s t a d o , al m i s m o t i e m p o que g e n e r a c o n d i c i o n a m i e n -
45
tos sobre las a c c i o n e s de los l í d e r e s .
M i e n t r a s que m u c h o s de los c a m b i o s que afectan
al Estado y al s i s t e m a en el c e n t r o t i e n e n s i m i l a r e s
efectos en la periferia, el g r a d o de t r a n s f o r m a c i ó n ha
sido m e n o s p r o n u n c i a d o por tres r a z o n e s c l a v e s . En
p r i m e r lugar, como las n a c i o n e s de la p e r i f e r i a no se
han c o m p r o m e t i d o e n g u e r r a s m a s i v a s c o n a r m a s
n u c l e a r e s , no e x i s t e n d i s u a s o r e s a b s o l u t o s p a r a la
a g r e s i ó n militar. Por el c o n t r a r i o , la fuerza m i l i t a r
es t o d a v í a un m e d i o v a l i o s o para influir en el c r e c i e n -
46
te p o d e r del E s t a d o . En s e g u n d o t é r m i n o , d a d o que
la s o b e r a n í a de m u c h o s p a í s e s de la p e r i f e r i a fue
l o g r a d a r e c i e n t e m e n t e y a m e n u d o es d e s a f i a d a tanto
d e s d e adentro como desde afuera, los l í d e r e s r e s i s t e n

4 4 . Clyde H . F a r n s w o r t h , "Business G r o u p s U r g e N e w F a r m T r a d e
Talks", The New York Times, 27 enero de 1 9 9 1 , p. 6.

4 5 . Sobre los condicionamientos internos, ver, por e j e m p l o , A l e -


x a n d e r L. G e o r g e , "Domestic C o n s t r a i n t s on R e g i m e C h a n g e in
U . S . Foreign Policy: The N e e d for Policy Legitimacy", en Ole
R. H o l s t i , Randolph M. Silverson y A l e x a n d e r L. G e o r g e , eds.,
Change in the International System ( B o u l d e r , C o l ó . , W e s t v i e w
Press, 1 9 9 0 ) , pp. 2 3 3 - 6 2 .

4 6 . Si bien las g u e r r a s entre E s t a d o s en el m u n d o en desarrollo


h a n sido s o r p r e n d e n t e m e n t e m e n o s que en E u r o p a a n t e s de
que se lograra allí el balance del terror nuclear, las g u e r r a s
entre E s t a d o s todavía ocurren en cada región, y las prepara-
ciones para g u e r r a s futuras aún crecen. Por e j e m p l o , m i e n t r a s
que el mundo en desarrollo gastó 8% en a s u n t o s m i l i t a r e s en
forma global e n 1 9 6 0 , gastó 2 0 % e n 1 9 8 5 . V e r R u t h Leger
S i v a r d , World Military and Social Expenditures, 1986 (Was-
h i n g t o n , D . C . , W o r l d Priorities, 1 9 8 6 ) , p . 2 7 .

54
activamente (si bien no necesariamente con éxito) los
desafíos a su control sobre la política, particularmen-
47
te en la esfera e c o n ó m i c a . La inversión extranjera,
la p r o p i e d a d extranjera y, finalmente, la interven-
ción extranjera son vistas por muchos en la periferia
como instrumentos de los Estados centrales para ex-
plotar los recursos de los Estados periféricos. Dife-
rentes actitudes sobre la relación del Estado con el
c a p i t a l i s m o internacional han creado numerosos y
diferentes sistemas económicos en la periferia. Con
respecto a principios y prácticas económicas, mien-
tras las diferencias entre las de Japón y Estados
U n i d o s son grandes, palidecen en comparación con
las diferencias entre las de Cuba y Singapur, o entre
las de Corea del Norte y Argentina. En tercer lugar,
la predicibilidad basada en una serie de normas com-
partidas no existe en la periferia, desde que muchos
s i s t e m a s regionales de seguridad unen a Estados con
g o b i e r n o s , e c o n o m í a s , culturas, grupos étnicos y re-
l i g i o n e s r a d i c a l m e n t e diferentes. En el Cercano
Oriente, los Estados mulsumanes fundamentalistas
c o m p a r t e n un sistema de seguridad regional con Is-
rael. En el sur de Africa, la democrática Bostwana
está r o d e a d a por Estados autoritarios, tanto capita-
listas como socialistas. En el Sureste asiático, países
c o n t r o l a d o s por los comunistas, como Vietnam y
C a m b o d i a , comparten un sistema de seguridad regio-
nal con regímenes militares de derecha. Mientras
que hay diferencias entre los modelos de democracia
de Francia y Estados Unidos, son menores compara-

4 7 . Sobre soberanía en el Tercer Mundo, ver Robert H. Jackson y


Cari G. Rosberg, "Why Africa's W e a k States Persist: The Em-
pirical and the Juridical in Statehood", World Politics 35 (oc-
tubre 1 9 8 2 ) , pp. 1-24; Stephen Krasner, Structural Conflict:
The Third World Against Global Liberalism (Berkeley, Univer-
sity of California Press, 1 9 8 5 ) y Jeffrey Herbst, "War and the
State in África", International Security 14 (Primavera 1 9 9 0 ) ,
pp. 1 1 7 - 3 9 .

55
das con las diferencias entre los s i s t e m a s p o l í t i c o s de
la periferia.

Los objetivos de los Estados

En el centro. En el n u e v o s i s t e m a i n t e r n a c i o n a l ,
p r e s e r v a r la e x i s t e n c i a t o d a v í a es el o b j e t i v o final del
48
E s t a d o . Para las g r a n d e s p o t e n c i a s , sin e m b a r g o ,
asegurar la s u p e r v i v e n c i a puede ser una tarea rela-
t i v a m e n t e fácil; los E s t a d o s del centro n e c e s i t a n no
continuar siendo " e s e n c i a l m e n t e m á q u i n a s de h a c e r
49
la g u e r r a " . Un realista p o d r í a e s p e r a r que si A l e m a -
nia y J a p ó n c r e c i e r a n c o m o g r a n d e s p o t e n c i a s y desa-
fiaran a E s t a d o s U n i d o s , a u m e n t a r í a n las incerti-
d u m b r e s sobre la a m e n a z a que cada una p l a n t e a a la
otra, y serían c o m p e l i d a s e n t o n c e s a t o m a r m e d i d a s
i n t e r n a s o e x t e r n a s para e q u i l i b r a r a la una con la
otra en el s i s t e m a i n t e r n a c i o n a l . Sin e m b a r g o , cree-
m o s que la s u p e r v i v e n c i a del E s t a d o dentro del siste-
ma de E s t a d o s del centro será r e l e g a d a a un o b j e t i v o
nacional superficial, y por lo tanto, el s i s t e m a de
s e g u r i d a d no d o m i n a r á las r e l a c i o n e s entre las gran-
des p o t e n c i a s .
M á s allá de la m e r a e x i s t e n c i a , la r i q u e z a y el
p o d e r seguirán siendo los dos o b j e t i v o s p r i m o r d i a l e s
de t o d o s los E s t a d o s , pero el orden de p r e f e r e n c i a

4 8 . Incluso este supuesto f u n d a m e n t a l es ahora t o m a d o con cuida-


do. E n t r e los E s t a d o s de la C o m u n i d a d E u r o p e a no está claro
lo que significará "existencia del Estado" en los años posterio-
res a 1 9 9 2 .

4 9 . E s t a definición se e n c u e n t r a en Robert G i l p i n , War and Chan-


ge in World Politics ( C a m b r i d g e , C a m b r i d g e U n i v e r s i t y P r e s s ,
1 9 8 1 ) , p. 1 3 1 . De m a n e r a s i m i l a r , C a r r aseguró que "cada acto
del E s t a d o , en sus aspectos de poder, es dirigido a la guerra".
V e r E . H . C a r r , The Twenty Years Crisis, 1919-1939 ( L o n d r e s ,
Macmillan, 1940), p. 139.

56
entre esos dos factores ha cambiado fundamental-
mente en la era de la Posguerra Fría. Los portaavio-
nes y las ojivas nucleares no generan oro para el
tesoro nacional. Por el contrario, las experiencias de
la U n i ó n S o v i é t i c a y, en menor medida, de Estados
U n i d o s , subrayan que el poder militar no necesaria-
mente crea riqueza económica. Los economistas en
M o s c ú y en el exterior coinciden en que lo que se
g a s t ó en la defensa soviética durante los pasados
cuarenta años hubiera significado recursos eficientes
50
para el c r e c i m i e n t o no m i l i t a r . Estados Unidos ha
e n c a u z a d o grandes fondos de investigación y desarro-
llo en la búsqueda de aplicaciones militares de tecno-
l o g í a s sofisticadas, mientras que otros países -en
especial J a p ó n - se han nutrido de las aplicaciones
c o m e r c i a l e s de logros científicos estadounidenses
para generar un tremendo crecimiento económico.
D o s grandes ganadores de la Guerra Fría fueron no
p a r t i c i p a n t e s . Japón gastó 1% de su producto nacio-
nal bruto en defensa militar y convirtió su Estado,
d e s t r o z a d o por la guerra, en el segundo país más rico
51
del m u n d o . A l e m a n i a siguió una trayectoria de pos-
guerra similar.
El j u e g o final de la Guerra Fría no debiera
c o n d u c i r a la conclusión de que el poder militar no
es importante para la construcción y preservación
del sistema económico del centro. La hegemonía
e c o n ó m i c a estadounidense después de la Segunda
Guerra Mundial sentó las bases para el internacio-

5 0 . V e r , por ejemplo, Arthur J. Alexander, Perestroika and Change


in Soviet Weapons Acquisition (Santa Monica, Calif., Rand
Corporation, junio 1 9 9 0 ) , pp. 3-8, y Anders Aslund, Gorbache-
v's Struggle for Economic Reform (Ithaca, N . Y . , Cornell Uni-
versity Press, 1 9 8 9 ) .

5 1 . Daniel I. Okimoto, "The Economics of National Defense", en


Daniel I. Okimoto, ed., Japan's Economy: Coping with Change
in the International Environment (Boulder, Coló., Westview
Press, 1 9 8 2 ) , pp. 2 3 1 - 8 3 .

57
n a l i s m o liberal entre E s t a d o s c a p i t a l i s t a s , m i e n -
tras que las p r o e z a s m i l i t a r e s e s t a d o u n i d e n s e s con-
52
tenían desafíos a n t i s i s t é m i c o s a ese o r d e n . P e r o en
el nuevo orden dentro de los E s t a d o s c e n t r a l e s , las
n o r m a s , reglas y p r o c e d i m i e n t o s , i n t r o d u c i d a s en
el s i s t e m a por la h e g e m o n í a e s t a d o u n i d e n s e h a n
sido i n s t i t u c i o n a l i z a d o s por r e g í m e n e s m u l t i l a t e -
rales, m i e n t r a s que las a m e n a z a s a n t i s i s t é m i c a s
están en r e t r o c e s o . Las g r a n d e s p o t e n c i a s con-
tinuarán sus e n f r e n t a m i e n t o s sobre s u b s i d i o s a gran-
j a s y cuotas de i m p o r t a c i ó n , pero n i n g ú n E s t a d o
central o grupo de a c t o r e s l í d e r e s en el c e n t r o tiene
interés en no c u m p l i r con el s i s t e m a c a p i t a l i s t a in-
t e r n a c i o n a l liberal. I n c l u s o si las d i s p u t a s entre
grandes potencias amenazan convertirse en conflic-
tos, la influencia del p o d e r m i l i t a r para e v i t a r esas
disputas d e c l i n a r á p i d a m e n t e .

En la periferia. En m u c h a s p a r t e s del m u n d o en
d e s a r r o l l o , el p o d e r y las r i q u e z a s t o d a v í a están vin-
c u l a d o s de m a n e r a r e c o n o c i b l e para los r e a l i s t a s , y el
d i l e m a de s e g u r i d a d es lo m á s i m p o r t a n t e . Las ame-
nazas m i l i t a r e s para los v e c i n o s y las a m e n a z a s in-
ternas de los i n s u r g e n t e s c o n t i n ú a n a m e n a z a n d o la
53
e x i s t e n c i a de los E s t a d o s . Si bien en p e r s p e c t i v a

5 2 . Con respecto a la hegemonía económica, ver K e o h a n e , After


Hegemony, pp. 1 3 5 - 8 1 ; Robert G i l p i n , The Political Economy of
International Relations (Princeton, N . J . , Princeton U n i v e r s i t y
Press, 1 9 8 7 ) y Stephen K r a s n e r , "State Power and the Struc-
ture of I n t e r n a t i o n a l Trade", World Politics 28 (abril 1 9 7 6 ) ,
pp. 3 1 7 - 4 7 . Con referencia a la h a b i l i d a d m i l i t a r , ver John
Lewis G a d d i s , Strategies of Containment: A Critical Appraisal
of Postwar American National Security Policy (Oxford, Oxford
U n i v e r s i t y Press, 1 9 8 2 ) .

5 3 . A m e n a z a s no m i l i t a r e s tales como el h a m b r e , las inundaciones


o el c a l e n t a m i e n t o global pueden t a m b i é n desafiar la exist-
encia de los E s t a d o s del Tercer M u n d o , pero h a b i t u a l m e n t e
esas v a r i a b l e s no m i l i t a r e s deben ser t r a s l a d a d a s a m o v i l i z a -
ción m i l i t a r para destruir un régimen d e t e r m i n a d o . Para una
diferente clase de a r g u m e n t o sobre el efecto de las a m e n a z a s

58
h i s t ó r i c a el conflicto de la periferia ha sido mínimo
54
en c o m p a r a c i ó n con el de E u r o p a , los conflictos
i n t e r e s t a t a l e s (tales como los planteados entre Arme-
nia y Azerbaidján, India y Pakistán, Iraq y Kuwait,
e Israel y el mundo árabe) y guerras intraestatales
(tales como las de Afganistán, Angola, Liberia, Perú
y Y u g o s l a v i a ) continuarán compeliendo a los líderes
de la periferia a buscar poder militar que asegure su
g o b i e r n o y preserve el Estado. No sólo la conquista
de nuevas tierras puede conducir a mayor seguridad
en las fronteras; también la adición de población y
r e c u r s o s puede incrementar la riqueza que apoya al
poder militar. La invasión de Kuwait por Iraq demos-
tró que S a d d a m Hussein encontró una relación direc-
ta entre poder militar y ganancia económica. Al agre-
gar los recursos de nuevos campos petroleros habría
a u m e n t a d o su riqueza, y en consecuencia su poder,
55
tanto en la región como g l o b a l m e n t e .
La c o n v e r g e n c i a de normas entre los Estados cen-
trales sobre riqueza y poder tiene un efecto en la
definición de los objetivos en la periferia. Dado que
la e c o n o m í a mundial está organizada y regulada por

internas y externas en la conducta de los Estados de la perife-


ria, ver Steven R. David, "Explaining Third World Alignment",
World Politics 43 (enero 1 9 9 1 ) , pp. 2 3 3 - 5 6 .

5 4 . V e r H e r b s t , "War and the State in África".

5 5 . La fuerza ha sido usada de otras maneras en la periferia para


proveer mayor seguridad, un Estado más fuerte o ambas cosas.
H a n l o n describe la política de Sudáfrica de desestabilizar a
sus vecinos en los primeros años ochenta como una política
diseñada para asegurar la hegemonía económica de Sudáfrica
y prevenir a sus vecinos de llevar adelante ataques contra el
sistema de apartheid. Napper argumenta que la intervención
de Somalia en 1 9 7 7 en el Ogadén fue diseñada para añadir la
población somalí allí existente al Estado de Somalia. Ver Jo-
seph H a n l o n , Beggar Your Neighbours (Londres, Catholic Ins-
titute for International Relations, 1 9 8 6 ) y Larry C. Napper,
"The Ogaden W a r " , en Alexander I. George, Managing U.S.-So-
viet Rivalry, pp. 2 2 5 - 5 3 .

59
los E s t a d o s c e n t r a l e s , los E s t a d o s p e r i f é r i c o s d e b e n
aceptar sus reglas para p a r t i c i p a r . Los E s t a d o s peri-
féricos que han p r o s p e r a d o en la e c o n o m í a m u n d i a l
a p r e n d i e r o n sobre el drenaje de capital de l o s p r e s u -
p u e s t o s m i l i t a r e s e x t e n s i v o s y las g a n a n c i a s de c a p i -
56
tal por el c r e c i m i e n t o en e x p o r t a c i o n e s . En c o n s e -
c u e n c i a , el e l e m e n t o h e g e m ó n i c o m i l i t a r de u n a re-
g i ó n no será n e c e s a r i a m e n t e el c o m p o n e n t e h e g e m ó -
nico e c o n ó m i c o de la r e g i ó n . A s í , a m e d i d a que una
p o t e n c i a militar r e g i o n a l h e g e m ó n i c a c o n t i n ú e ejer-
ciendo la fuerza en a l g u n a s o c a s i o n e s , sus v e c i n o s
e c o n ó m i c a m e n t e e x i t o s o s están c o m p e l i d o s a e x p a n -
dir sus p o t e n c i a l e s m i l i t a r e s , c o m o A r a b i a S a u d i t a
r e c i e n t e m e n t e a p r e n d i ó . En m u c h a s r e g i o n e s de la
periferia t o d a v í a existe una r e l a c i ó n , o al m e n o s la
p e r c e p c i ó n de una r e l a c i ó n , entre p o d e r m i l i t a r y
riqueza económica.

La conducta de los Estados

En el centro. Si la n a t u r a l e z a del E s t a d o y el
s i s t e m a , c o m o así t a m b i é n la d e f i n i c i ó n de los objeti-
v o s del E s t a d o , h a n c a m b i a d o , la l ó g i c a de la c o n d u c -
ta del Estado p r e d i c h a por la t e o r í a r e a l i s t a del
b a l a n c e del p o d e r ya no se p u e d e a p l i c a r . M á s que
b u s c a r e q u i l i b r i o , los E s t a d o s c e n t r a l e s p r o c u r a n
a p o y a r s e , no a l r e d e d o r de un p o l o de p o d e r sino de
una serie c o m p a r t i d a de c r e e n c i a s , i n s t i t u c i o n e s y
p r á c t i c a s l i b e r a l e s . A diferencia del ú l t i m o s i s t e m a
m u l t i p o l a r , el actual s i s t e m a ofrece p o c o s i n c e n t i v o s
a las g r a n d e s p o t e n c i a s para c o m p r o m e t e r s e en el

5 6 . A l g u n o s E s t a d o s , tales como Corea del S u r , han p r o s p e r a d o


incluso m i e n t r a s m a n t e n í a n g r a n d e s p r e s u p u e s t o s m i l i t a r e s ,
pero en la periferia esos E s t a d o s son la excepción m á s que la'
regla.

60
equilibrio interno o externo. Los realistas estructu-
rales predecirían que Alemania y Japón cuentan con
i n c e n t i v o s para construir sus propias armas nuclea-
res con el fin de responder al dilema de seguridad
creado por la posesión de esas armas por otras gran-
des p o t e n c i a s en sus regiones, aunque ningún Estado
tenga o haya demostrado tal interés. Los Estados
r e s p o n d e n a amenazas, no al poder, y ningún Estado
57
percibe crecientes a m e n a z a s . Existen precedentes
para que las grandes potencias no construyan gran-
des sistemas militares que reflejen sus capacidades
e c o n ó m i c a s . Gran Bretaña, por ejemplo, durante bue-
na parte del siglo X I X gastó sólo 2 ó 3% del producto
nacional bruto en sus servicios armados, porque el
país no estaba amenazado directamente por ninguna
58
de las otras grandes p o t e n c i a s .
Si Japón y Alemania trataban de lograr armas
nucleares para ,mejorar su estatus o balancear las
fuerzas nucleares de otros poderes en el centro o en
la periferia, los costos políticos y diplomáticos aso-
ciados con el desarrollo de esas capacidades nuclea-
res podrían ser extremadamente altos. Un programa
de armas nucleares de Alemania podría destruir la
integración europea, una integración con la cual Ale-
mania es quien más tiene que ganar. De manera
similar, la adquisición japonesa de armas nucleares
podría despertar temores en China y, eventualmente,
en Estados U n i d o s , en un momento en el cual la
tranquilidad del Pacífico asegura la prosperidad ja-
ponesa. Tanto en Alemania como en Japón una opo-
sición pública poderosa limita cualquier desarrollo
potencial de armas nucleares. Más aún, como ya se
ha dicho, la lección de la Guerra Fría es que los
gastos militares internos pueden plantear una gran

57. Walt, The Origins of Alliances.

5 8 . Kennedy, The Rise and Fall of the Great Powers, p. 153.

61
a m e n a z a a un e s t a d o de b i e n e s t a r que no p o d r í a ser
a m e n a z a d o por n i n g ú n p o d e r e x t e r n o . En v i r t u d de
su p r e e m i n e n c i a en las t e c n o l o g í a s c i v i l e s , J a p ó n y
A l e m a n i a t e n d r á n el p o t e n c i a l de los s i s t e m a s m i l i -
tares de p r i m e r a c l a s e , pero e l l o s no t i e n e n i n e v i t a -
5
b l e m e n t e que d e s a r r o l l a r g r a n d e s e j é r c i t o s .
T a m p o c o hay r a z ó n para a l i a n z a s m i l i t a r e s c a m -
b i a n t e s . Por el c o n t r a r i o , la ú n i c a gran a l i a n z a m i l i -
tar es la O r g a n i z a c i ó n del T r a t a d o del A t l á n t i c o
Norte ( O T A N ) , y Gran Bretaña, F r a n c i a , A l e m a n i a y
E s t a d o s U n i d o s ya p e r t e n e c e n a ella. El país l í d e r ,
E s t a d o s U n i d o s , ya tiene una r e l a c i ó n de s e g u r i d a d
con J a p ó n , m i e n t r a s que los a n t i g u o s a d v e r s a r i o s de
la O T A N en el Pacto de V a r s o v i a b u s c a n l a z o s m á s
p r ó x i m o s con la alianza atlántica. M i e n t r a s que a
largo plazo la O T A N puede l l e g a r a d e s c o m p o n e r s e si
n i n g u n a a m e n a z a externa a sus m i e m b r o s j u s t i f i c a
su e x i s t e n c i a , su s u c e s o r no será una serie de a m e n a -
60
zantes a l i a n z a s r e g i o n a l e s . Las a r m a s n u c l e a r e s
t o d a v í a n d e s e m p e ñ a n el papel de r e d u c i r la r e l e v a n -
cia del b a l a n c e de p o d e r entre los E s t a d o s c e n t r a l e s .
El d i l e m a de las armas n u c l e a r e s - n o se p u e d e l u c h a r
con ellas y no se p u e d e l u c h a r c o n t r a e l l a s - las h a c e
muy i r r e l e v a n t e s con r e s p e c t o a las r e l a c i o n e s entre
las g r a n d e s p o t e n c i a s , p o r q u e la c a p a c i d a d de disua-
sión de las armas n u c l e a r e s hace la g u e r r a i n c o n c e -
61
b i b l e , no i m p o r t a cuál sea la p o l a r i d a d del s i s t e m a .

5 9 . A g r a d e c e m o s a Peter K a t z e n s t e i n por recordarnos que un líder


en tecnologías civiles está en posición de convertirse en un
líder en tecnologías m i l i t a r e s .

6 0 . Para una discusión de cuál sería el r e e m p l a z o de la O T A N , ver


M a l c o l m C h a l m e r s , "Beyond the A l l i a n c e System", World Po-
licy Journal 7 ( P r i m a v e r a 1 9 9 0 ) , pp. 2 1 5 - 5 0 , Para u n a visión
escéptica, ver "Organization of E u r o p e a n Unity", The Econo-
mist, 14 de julio 1 9 9 0 , p. 1 3 .

6 1 . V e r N y e , "Neorealism and Neoliberalism", p . 2 5 0 , y F . H . H i n s -


ley, The Fall and Rise of the Modern International System
(Canberra, Australian National University, 1 9 8 1 ) .

62
El balance nuclear podría muy bien permanecer como
un asunto esencialmente ruso-estadounidense, irre-
levante y sin consecuencias para competiciones polí-
62
ticas y e c o n ó m i c a s entre los poderes c e n t r a l e s .
En fundamental oposición con nuestro argumento
se encuentra la simple observación de que la seguri-
dad de una nación es siempre soberana y que el
objetivo de crear más riqueza, por consiguiente, pasa
a segundo plano. Como argumenta Mearsheimer, "se-
g u r a m e n t e los Estados deben preocuparse por la
prosperidad, y de ese modo los cálculos económicos
rara vez son triviales para ellos. Sin embargo, los
Estados operan tanto en el ámbito de la política
internacional como de la economía internacional, y el
p r i m e r o domina al último en casos en donde los dos
s i s t e m a s entran en conflicto. La razón es clara: el
sistema político internacional es anárquico, lo cual
significa que cada Estado debe siempre preocuparse
por asegurar su propia supervivencia. Dado que un
Estado no puede tener mayor objetivo que sobrevivir,
cuando recibe una embestida las consideraciones po-
líticas internacionales deben ser fundamentales en
63
las mentes de los d e c i s o r e s " .
Sin embargo, si los asuntos económicos hoy son
asuntos de seguridad para las grandes potencias y si
no pueden utilizar la guerra para resolver los proble-
mas entre ellas, entonces el ámbito de seguridad y el
e c o n ó m i c o no son separables como la cita de Mears-
h e i m e r sugiere. Más aún, en su diferente enfoque
s i s t é m i c o utilizado para fundamentar su caso,
M e a r s h e i m e r introduce un factor subsistémico deses-
tabilizante - h i p e r n a c i o n a l i s m o - y permite, de ese

6 2 . Ver el concepto de Steve Weber sobre "custodia conjunta" en


W e b e r , "Realism, Detente, and Nuclear Weapons".

6 3 . M e a r s h e i m e r , "Back to the Future", p. 4 4 .

63
m o d o , la c o n s i d e r a c i ó n de otros factores e c o n ó m i c o s
y p o l í t i c o s que favorecen la paz y la e s t a b i l i d a d .
La s e g u r i d a d es l o g r a d a m u c h o m á s f á c i l m e n t e en
una era en la cual diversas p o t e n c i a s t i e n e n a r m a s
n u c l e a r e s que en las é p o c a s en que las g r a n d e s p o t e n -
cias p o d í a n ser c o n q u i s t a d a s . Los a s u n t o s d e r i v a d o s
de la anarquía i n t e r n a c i o n a l son, por lo t a n t o , m e n o s
s e v e r o s ahora que en el p a s a d o . U n a g u e r r a entre
g r a n d e s p o t e n c i a s s i m p l e m e n t e sería i m p o s i b l e h o y .
I n c l u s o si J a p ó n y A l e m a n i a no c o n s t r u y e n sus pro-
pios arsenales n u c l e a r e s , ellos p u e d e n c o m p a r t i r los
"beneficios" del m u n d o nuclear; no p u e d e n c o n t e m -
plar ataques sobre las cinco m a y o r e s p o t e n c i a s nu-
cleares pero la falta de utilidad de las a r m a s nuclea-
res ( e x c e p t o para la d i s u a s i ó n ) significa que las c i n c o
p o t e n c i a s n u c l e a r e s no u s a r á n sus a r m a s n u c l e a r e s
contra ellos t a m p o c o . M e a r s h e i m e r a r g u m e n t a que
"cuando los empujones l l e g a n a estrujar", la t r a d i c i o -
nal norma de la p o l í t i c a de s e g u r i d a d g o b i e r n a . P e r o ,
¿qué sucede si los empujones no l l e g a n a estrujar?
En ese c a s o , un enfoque de b a l a n c e m i l i t a r y de
f o r m a c i ó n de alianzas e x p l i c a poco sobre la naturale-
64
za de la i n t e r a c c i ó n de los E s t a d o s .
El s i s t e m a capitalista liberal c o n s t r u i d o p o r Es-
tados U n i d o s d e s p u é s de la S e g u n d a G u e r r a M u n d i a l
ha creado d i v e r s o s r e g í m e n e s i n t e r n a c i o n a l e s que
t o d a v í a n sirven al orden e c o n ó m i c o l i b e r a l interna-
65
c i o n a l . El m a n t e n i m i e n t o c o n t i n u o de la e c o n o m í a

6 4 . C i e r t a m e n t e , no todos los realistas enfocan e x c l u s i v a m e n t e las


políticas de seguridad. Para una buena discusión sobre el
interjuego de la economía y la política de s e g u r i d a d en el
p e n s a m i e n t o realista, ver Robert G i l p i n , "The R i c h n e s s of the
Tradition of Political Realism", en K e o h a n e , Neorealism and
Its Critics, pp. 3 0 1 - 2 1 .

6 5 . Los retrasos y la r e t r o a l i m e n t a c i ó n permiten a los r e g í m e n e s


g a n a r algún grado de autonomía respecto a la constelación
original de poder que los instituyó. Ver S t e p h e n K r a s n e r , "Re-
gimes and the L i m i t s of Realism: R e g i m e s as A u t o n o m o u s

64
m u n d i a l r e q u e r i r á que los Estados en auge tales
como J a p ó n y A l e m a n i a , desempeñen papeles más
a c t i v o s en la guía y redefinición de esos regímenes y
c o m p l e m e n t e n las estructuras existentes con nuevas
66
i n s t i t u c i o n e s multilaterales más f u n c i o n a l e s . Pero
esos nuevos poderes podrían no tener interés en erra-
dicar las estructuras básicas del sistema capitalista
abierto. Por el contrario, son Estados que tienen
m u c h o que ganar con el fortalecimiento (con modifi-
67
c a c i o n e s ) de esas normas, reglas y p r o c e d i m i e n t o s .
C o n t r a r i a m e n t e a las predicciones de la teoría
realista, un mundo con varias grandes potencias no
68
c o n d u c i r á a un mayor p r o t e c c i o n i s m o . A pesar del
b o m b a r d e o de los medios de comunicación sobre los
"golpes" de Japón en Estados Unidos y de los "golpes"
de E s t a d o s U n i d o s en Japón, ambos países mantie-
nen un estable y funcional, aunque regulado, sistema
i n t e r n a c i o n a l de libre comercio con vistas a un creci-
m i e n t o c o n t i n u o . Más aún, las economías entrelaza-
das de E s t a d o s U n i d o s , Japón y los países de Europa

Variables", en K r a s n e r , International Regimes, pp. 3 5 5 - 6 8 .

6 6 . U n a sugerencia es la creación de una "organización de comer-


cio internacional". Ver C. Fred Bergsten, "The World Eco-
nomy", Foreign Affairs 69 (Verano 1 9 9 0 ) , pp. 9 6 - 1 1 2 , y Gary
Hufbauer, "Beyond GATT", Foreign Policy 77 (Invierno 1 9 8 9 -
9 0 ) , pp. 6 4 - 7 6 . Otro nuevo régimen internacional podría ser
una comisión reguladora del ambiente internacional.

6 7 . De acuerdo con Raymond Vernon, "hoy sería difícil encontrar


un país con un mayor interés que Japón en fomentar el objetivo
central del Fondo Monetario Internacional (FMI), el Acuerdo
General de Tarifas y Comercio (GATT) y la Organización para la
Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE). Ese objetivo es
m a n t e n e r en el mundo un sistema de mercados abierto y esta-
ble". V e r Vernon, "Japan, the United States, and the Global
Economy", p. 5 9 .

6 8 . Para una presentación de la perspectiva tradicional sobre la


relación entre libre comercio y polaridad, ver Joanne Gowa,
"Bipolarity, Multipolarity, and Free Trade", American Politi-
cal Science Review 83 (diciembre 1 9 8 9 ) , pp. 1 2 4 5 - 5 6 .

65
occidental i n h i b e n el uso beligerante del p o d e r eco-
n ó m i c o . C o m o sucede con el efecto de i n t e r d e p e n d e n -
cia c a u s a d o por las armas n u c l e a r e s , los efectos de la
guerra e c o n ó m i c a p o d r í a n causar la d e s t r u c c i ó n tan-
69
to del agresor como de la v í c t i m a . C o n o c e d o r a s de
la p o b r e z a resultante del p r o t e c c i o n i s m o e c o n ó m i c o ,
las g r a n d e s p o t e n c i a s han c o n t i n u a d o la c o o r d i n a c i ó n
de sus futuros i n t e r d e p e n d i e n t e s , a pesar del c o l a p s o
7 0
de un e n e m i g o militar c o m ú n . El A c u e r d o del P l a z a
de 1985 y las " c o n v e r s a c i o n e s sobre i m p e d i m e n t o s
estructurales" de 1989 que a p u n t a b a n a la c o r r e c c i ó n
de los d e s b a l a n c e s c o m e r c i a l e s entre J a p ó n y E s t a d o s
U n i d o s s u g i e r e n que la c o o r d i n a c i ó n m u l t i l a t e r a l
puede i n c l u s o i n t e r v e n i r en la p o l í t i c a n a c i o n a l p a r a
7 1
m i t i g a r las disputas e c o n ó m i c a s entre E s t a d o s .
Importantes indicadores auguran un gran movi-
miento hacia el libre c o m e r c i o , no h a c i a el i n c r e m e n -
to del p r o t e c c i o n i s m o . I n c l u s o si la c o o r d i n a c i ó n mul-
tilateral entre J a p ó n , E s t a d o s U n i d o s y los p a í s e s de
E u r o p a occidental se deteriorara, los conflictos eco-
n ó m i c o s no p r e c i p i t a r í a n una guerra que e n v o l v i e r a
a las g r a n d e s p o t e n c i a s . C o m o ya se ha s e ñ a l a d o , los
conflictos entre las g r a n d e s p o t e n c i a s se d i l u c i d a r á n
en las r o n d a s del G A T T , en las c u m b r e s del G r u p o de

6 9 . Como s e ñ a l a Shafiqul I s l a m , "en un mundo cada vez m á s


interdependiente dominado por las fuerzas del m e r c a d o , una
economía abierta con flujos de capital en dos sentidos (ya sea
con déficit o superávit) es v u l n e r a b l e a la acción de inversores
extranjeros y nacionales". V e r Shafiqul I s l a m , "Capitalism in
Conflict", Foreign Affairs, vol. 6 9 , 1 9 8 9 - 9 0 , pp. 1 7 2 - 7 3 . V e r
t a m b i é n "America's M u l t i n a t i o n a l Blues", The Economist, 21
de julio 1 9 9 0 , p. 1 2 .

7 0 . Lo opuesto fue predicho en G i l p i n , War and Change en World


Politics, p. 1 2 9 .

7 1 . El desbalance ha sido corregido, en buena m e d i d a , por la de-


valuación del dólar. V e r Y o u n - S u k K i m , "Prospects for Japa-
n e s e - U . S . Trade and I n d u s t r i a l Competition", A s í a n Survey 30
(mayo 1 9 9 0 ) , pp. 4 9 3 - 5 0 4 .

66
los Siete, y en las negociaciones Super 301, no en
e n c u e n t r o s militares. La ausencia de guerra como
una manera de arreglar disputas entre las grandes
p o t e n c i a s distingue fundamentalmente esta era de
las anteriores.
Otra gran diferencia entre la conducta del Estado
en el nuevo y el viejo orden es el papel del territorio
en la política de las grandes potencias. Las grandes
p o t e n c i a s no alcanzan mayor seguridad en las fron-
teras ni i n c r e m e n t a n su riqueza consiguiendo más
territorio. A ú n durante la Guerra Fría, los líderes
c o n s i d e r a b a n al territorio como importante para la
s e g u r i d a d , pero ahora ya no son necesarias las "zonas
tapón". Mientras que Stalin, por ejemplo, procuró
controlar Europa del Este por razones de seguridad
contra el poder alemán y para la salud de su Estado,
hoy los líderes de la Unión Soviética enfrentan ame-
nazas internas, no externas a la supervivencia de su
E s t a d o . En tanto que Stalin procuró más territorio
c o m o parte de una concepción tradicional de seguri-
dad, G o r b a c h o v comprendió que la seguridad de su
Estado no estaba comprometida por la "pérdida" de
E u r o p a del Este.
Si eso no era claro para las grandes potencias al
finalizar el siglo X I X , es obvio ahora que la riqueza de
las g r a n d e s potencias hoy no es creada en la perife-
ria. En las últimas dos décadas, los flujos en inver-
siones extranjeras y los indicadores comerciales indi-
can una m a y o r integración de las economías centra-
les j u n t o a una disminución proporcional de las rela-
c i o n e s e c o n ó m i c a s centro-periferia. En los años
o c h e n t a , la inversión extranjera en Estados Unidos
72
creció siete v e c e s . En la última mitad de los años

7 2 . V e r Clyde H. Farnsworth, "Proposals on Foreign Investment",


The New York Times, 23 de julio 1990, p. C I . En precios de
1 9 8 0 , Estados Unidos recibió U S $ 2 5 2 mil millones en inversio-
nes extranjeras entre 1 9 8 0 y 1 9 8 8 . Todos los países industria-

67
o c h e n t a , J a p ó n invirtió a p r o x i m a d a m e n t e U S $ 1 6 0 mil
m i l l o n e s cada año en E s t a d o s U n i d o s , parejo c o n un
nivel similar de i n v e r s i ó n j a p o n e s a en E u r o p a duran-
73
te ese m i s m o p e r í o d o . A s i m i s m o , 8 0 % del c o m e r c i o
m u n d i a l era r e a l i z a d o entre los e s t a d o s c e n t r a l e s , no
entre el centro y los E s t a d o s p e r i f é r i c o s . C o n t r a r i a -
m e n t e a los m o d e l o s del siglo X I X del i m p e r i a l i s m o ,
los E s t a d o s del centro están r e i n v i r t i e n d o en el
centro.
Más aún, los p r o d u c t o s en los E s t a d o s c e n t r a l e s ,
e s p e c i a l m e n t e e n E s t a d o s U n i d o s , están c o n s t i t u i d o s
cada vez más por s e r v i c i o s f i n a n c i e r o s y o t r o s , en
o p o s i c i ó n a los b i e n e s m a n u f a c t u r a d o s . D u r a n t e l o s
años o c h e n t a , F o r d , u n a n t i g u o g i g a n t e i n d u s t r i a l ,
r e e s t r u c t u r ó su o r g a n i z a c i ó n p a r a c o n v e r t i r s e en u n a
de los m a y o r e s i n s t i t u c i o n e s de a h o r r o y c r é d i t o en
E s t a d o s U n i d o s , m i e n t r a s que S e a r s se r e o r g a n i z ó
para c o n v e r t i r s e en una i m p o r t a n t e e m p r e s a de ser-
74
v i c i o s f i n a n c i e r o s . El c r e c i m i e n t o de las á r e a s ma-
nufactureras en los E s t a d o s c e n t r a l e s se b a s a casi
e n t e r a m e n t e en p r o d u c t o s de alta t e c n o l o g í a : c o m p u -
tadoras, semiconductores, productos aereoespacia-
les y e q u i p o s de t e l e c o m u n i c a c i o n e s . Los p r i n c i p a l e s
m e r c a d o s , tanto para s e r v i c i o s c o m o p a r a b i e n e s de
alta t e c n o l o g í a , están en otros E s t a d o s c e n t r a l e s , no
en la periferia. Si esas t e n d e n c i a s c o n t i n ú a n , la bre-
cha e c o n ó m i c a entre centro y periferia se abrirá aún
m á s . No serán n e c e s a r i a s para las g r a n d e s p o t e n c i a s

les, incluso Japón, e x p e r i m e n t a r o n m a y o r e s niveles de inver-


sión e x t r a n j e r a directa durante los años o c h e n t a y d u r a n t e
toda la década previa. Ver "The M y t h of E c o n o m i c Sove-
reignty", The Economist, 23 junio 1 9 9 0 , p. 6 7 .

7 3 . V e r V e r n o n , "Japan, the U n i t e d S t a t e s , and the G l o b a l Eco-


nomy", p. 5 8 .

7 4 . V e r C h r i s t o p h e r J. N i g g l e , "Financial I n n o v a t i o n a n d the Dis-


tinction B e t w e e n F i n a n c i a l and I n d u s t r i a l Capital", Journal
of Economic Issues 20 (junio 1 9 8 6 ) , pp. 3 7 5 - 8 2 .

68
ni la conquista neoimperialista ni la búsqueda de
75
aliados en la p e r i f e r i a .
A l g u n o s podrían argumentar que esta interde-
p e n d e n c i a e c o n ó m i c a cada vez mayor entre los Esta-
dos centrales hace que los conflictos sean más proba-
bles que improbables. Waltz señala lo siguiente: "las
guerras civiles más duras y las más sangrientas gue-
rras internacionales han sido peleadas en campos
p o b l a d o s por gentes de características muy simila-
res, cuyas preocupaciones habían llegado a ser comu-
nes. Es difícil que se inicie una guerra a menos que
los participantes potenciales estén vinculados de al-
guna manera. Los Estados interdependientes cuyas
r e l a c i o n e s permanecen sin regulación podrían expe-
rimentar conflictos y ocasionalmente caer en la vio-
lencia. Si la regulación es difícil de lograr, como
sucede en las relaciones entre los Estados, entonces
puede decirse que una disminución de la interdepen-
76
dencia es d e s e a b l e " . Una justificación empírica de
ese argumento surge de la interdependencia que ha
existido entre las grandes potencias antes de la Pri-
mera Guerra M u n d i a l , en contraste con la inde-
p e n d e n c i a entre Estados Unidos y la Unión Soviética
durante la Guerra Fría.
La interdependencia existente entre las naciones
industriales avanzadas de hoy, sin embargo, difiere
de la existente en 1913, y los costos económicos de la
guerra entre países son ahora mucho más drásticos.
C o m o Richard Rosecrance ha señalado al comparar
las dos eras, "los Estados hasta hace poco tiempo no

7 5 . En contradicción directa con ese supuesto, Mearsheimer argu-


menta que "potencias menores en tal sistema (multipolar)
tienen considerable flexibilidad con respecto a las alianzas
militares". Ver Mearsheimer, "Back to the Future", p. 14.

7 6 . Kenneth N. W a l t z , "The M y t h of National Interdependence",


en Charles P. Kindleberger, ed., The International Corpora-
tion (Cambridge, M a s s . , M I T Press, 1 9 7 0 ) , p. 2 0 5 .

69
han tenido que d e p e n d e r uno de otro para las necesi-
dades de la e x i s t e n c i a diaria. En el p a s a d o , el c o m e r -
cio era un esfuerzo t á c t i c o , un m é t o d o u t i l i z a d o entre
guerras, y podía f á c i l m e n t e ser sacrificado c u a n d o los
77
intereses militares así lo d e t e r m i n a b a n " . Los flujos
de c o m e r c i o y las i n v e r s i o n e s eran v e r t i c a l e s en el
siglo X I X . Si el c o m e r c i o exterior de Gran B r e t a ñ a en
1913, por e j e m p l o , r e p r e s e n t a b a 4 3 . 5 % del p r o d u c t o
nacional bruto ( c o n s i d e r a n d o a Gran B r e t a ñ a y sus
c o l o n i a s como una u n i d a d ) , G r a n B r e t a ñ a era m e n o s
d e p e n d i e n t e de E u r o p a en aquel t i e m p o que c o m o
m i e m b r o de la C o m u n i d a d E u r o p e a h o y . Las i n v e r s i o -
nes británicas en 1913 l l e g a r o n en f o r m a d e s p r o p o r -
c i o n a d a a las c o l o n i a s , con 66% d i r i g i d o a E s t a d o s
U n i d o s y Australia, 28% al C e r c a n o O r i e n t e , y sólo
6% a E u r o p a . Las i n v e r s i o n e s directas en p r o p i e d a d
extranjera de e m p r e s a s es t a m b i é n m u c h o m á s alta
7 8
hoy. C o m o añade R o s e c r a n c e , "porque no era la
función del g o b i e r n o en 1914 p r e v e n i r la d i s l o c a c i ó n
y d i s r u p c i ó n e c o n ó m i c a , se h i z o p o c o esfuerzo para
m i n i m i z a r el efecto de una g u e r r a p r o l o n g a d a en la
s o c i e d a d , y ningún esfuerzo para p r e v e n i r la g u e r r a
en g e n e r a l . Entre los países i n d u s t r i a l i z a d o s o c c i d e n -
tales y el J a p ó n de h o y , la g u e r r a es v i r t u a l m e n t e
79
impensable".
F i n a l m e n t e , la historia sugiere que la g u e r r a en-
tre d e m o c r a c i a s es altamente i m p r o b a b l e . M i c h a e l
D o y l e señala que las 49 d e m o c r a c i a s que han e x i s t i d o
desde 1945 no han ido a la guerra una con otra, y que
cinco de esas d e m o c r a c i a s - G r a n B r e t a ñ a , F r a n c i a ,
Japón, Alemania Occidental y Estados U n i d o s - son
80
g r a n d e s p o t e n c i a s . B a s a d o e n Kant, D o y l e s u g i e r e
que a q u e l l a s r e p ú b l i c a s que se fundan en la autori-

7 7 . Rosecrance, The Rise of the Trading State, p. 14.

7 8 . Ibid., pp. 1 4 5 y siguientes.

7 9 . Ibid., p. 1 5 0 .

70
dad legítima del consentimiento de los gobernados
a c e p t a n que otras repúblicas también están goberna-
das por c o n s e n t i m i e n t o , y por eso estén más dispues-
81
tas a adaptarse m u t u a m e n t e . En un importante
artículo que revisa las causas de la guerra, Jack Levy
i n c l u s o postula que "esta ausencia de guerra entre
E s t a d o s d e m o c r á t i c o s se acerca mucho a una ley em-
82
pírica en las relaciones i n t e r n a c i o n a l e s " . Si todas
las g r a n d e s potencias devienen democráticas, esos
p r i n c i p i o s sugerirán que la guerra entre ellas sería
muy i m p r o b a b l e .
A l g u n o s a r g u m e n t a n que no hay una razón en sí
m i s m a por la cual las democracias no deberían luchar
unas con otras. Ciertamente, la evidencia sobre el
papel de la d e m o c r a c i a todavía está en esbozo, parti-
c u l a r m e n t e si se considera que después de la Segun-
da Guerra Mundial las grandes democracias estu-
v i e r o n todas aliadas contra la amenaza soviética y
que las circunstancias han cambiado recientemente.
Con la d i s i p a c i ó n de aquella amenaza, los escépticos
sobre la d e m o c r a c i a podrían esperar que las grandes
p o t e n c i a s d e m o c r á t i c a s se enfrenten unas con otras.
A d e m á s de los argumentos de Kant y Doyle sobre por
qué las d e m o c r a c i a s no deberían luchar unas con
otras, s u g e r i m o s también que los países democráti-
cos tienen m e n o s incertidumbres sobre los motivos de
los otros que sobre los motivos de los Estados autori-

8 0 . Doyle, "Liberalism and W o r l d Politics".

8 1 . Otros argumentos son que los ciudadanos son lentos para votar
por una guerra que ellos pagan con sus vidas y que los frecuen-
tes cambios de los líderes hacen más difíciles los enfrentamien-
tos entre los conductores. Ver Doyle, "Kant, Liberal Legacies,
and Foreign Affairs", pp. 2 1 1 - 1 2 y 2 2 5 - 3 0 .

8 2 . Jack Levy, "The Causes of W a r : A Review of Theories and


Evidence", en Philip Tetlock et al., eds., Behavior, Society, and
Nuclear War, vol. 1 (Nueva York, Oxford University Press,
1 9 8 9 ) , p. 2 7 0 .

71
83
t a r i o s . C u a n d o un grupo p e q u e ñ o o un i n d i v i d u o con
fuerte control actúa en el c a m p o i n t e r n a c i o n a l c o m o ,
por e j e m p l o , Stalin lo h i z o d e s p u é s de la S e g u n d a
Guerra M u n d i a l , las i n c e r t i d u m b r e s a u m e n t a n y el
d i l e m a de seguridad c r e c e . C u a n d o l o s a c t o r e s son
más abiertos y están c o n t r o l a d o s por una o p i n i ó n
pública más v i s i b l e , la c r e c i e n t e t r a n s p a r e n c i a dis-
84
m i n u y e el d i l e m a de s e g u r i d a d . Por eso u n a t e n d e n -
cia c o n t i n u a d a hacia la d e m o c r a c i a en el c e n t r o
c o n t r i b u y e a d i s m i n u i r la p o s i b i l i d a d de g u e r r a entre
las grandes p o t e n c i a s .

En la periferia. El a c e l e r a d o d i v o r c i o entre c e n t r o
y periferia al finalizar la r i v a l i d a d E s t a d o s U n i d o s -
U n i ó n S o v i é t i c a tiene d r a m á t i c a s i m p l i c a c i o n e s m i l i -
tares y e c o n ó m i c a s . En lo que se refiere a l o s a s u n t o s
m i l i t a r e s , las g r a n d e s p o t e n c i a s no i n t e r v e n d r á n
para p r e s e r v a r la s e g u r i d a d de los E s t a d o s periféri-
cos ni l i m i t a r á n a éstos para t o m a r a c c i o n e s b e l i g e -
rantes, a m e n o s que los i n t e r e s e s e c o n ó m i c o s del
centro sean a m e n a z a d o s . Si no hay b a l a n c e en el
c e n t r o , no habrá interés de los E s t a d o s c e n t r a l e s en
que h a y a b a l a n c e en la periferia. Con la f i n a l i z a c i ó n
de la Guerra Fría, las g u e r r a s en el m u n d o en desa-
rrollo no serán d i s u a d i d a s o p r o m o v i d a s por la p o s i -
b i l i d a d de a c c i o n e s m i l i t a r e s de l o s E s t a d o s del
85
c e n t r o . M á s bien, el c o m p r o m i s o m i l i t a r de l o s paí-
ses del centro en la periferia será d e t e r m i n a d o pri-
m a r i a m e n t e por i n t e r e s e s v i t a l e s , tales c o m o el a c c e -

8 3 . Doyle t r a t a este punto en "Kant, Liberal L e g a c i e s , and Foreign


Affairs", p. 3 2 5 .

8 4 . Otro medio de superar el dilema de seguridad es la integración


internacional. Ver, por ejemplo, Karl W. D e u t s c h , "Security
C o m m u n i t i e s " , en J a m e s R o s e n a u , ed., International Politics
and Foreign Policy ( N u e v a Y o r k , Free Press, 1 9 6 1 ) , pp. 9 8 - 1 0 5 .

8 5 . José Thiago Cintra, Regional Conflicts: Trends in a Period of


Transition ( L o n d r e s , Institute for International Strategic Stu-
dies, P r i m a v e r a 1 9 8 9 ) , pp. 9 4 - 1 0 8 .

72
so al petróleo y a la provisión de minerales estraté-
86

gicos y, en menor extensión, por intereses especia-


les de los componentes nacionales. Como sucedió con
la i n v a s i ó n de Kuwait por Iraq, la ausencia de verda-
dera polaridad en los Estados del centro ha superado
las l i m i t a c i o n e s estructurales internacionales que
p o d r í a n haber inhibido acciones militares de grandes
p o t e n c i a s en el pasado. Pero, mientras las grandes
p o t e n c i a s se mueven hacia la protección de intereses
v i t a l e s , no muestran el mismo interés cuando son
l l a m a d a s a proteger a un país africano de una inva-
sión o a un país asiático de una revolución. La ausen-
cia relativa de compromiso con las guerras civiles en
Liberia, Sudán e incluso Etiopía -la misma clase de
a c o n t e c i m i e n t o s que sólo una década atrás atraía la
i n t e r v e n c i ó n de las grandes p o t e n c i a s - , presagia una
nueva relación entre las grandes potencias y los sis-
87
t e m a s de seguridad r e g i o n a l .

Esta d e s c o n e x i ó n entre la estructura de seguri-


dad de los Estados centrales con respecto a las es-
tructuras de seguridad de la periferia sugiere que los

8 6 . La disminución de los intereses de los Estados centrales en la


periferia es seguida simultáneamente por un consenso sobre
esos intereses. Mientras la primera tendencia mitiga la inter-
vención de las grandes potencias, la segunda aumenta las
oportunidades para tal intervención. En suma, las grandes
potencias tienen menos motivos para intervenir, pero cuando
encuentran razón, actúan sin la menor hesitación, como suce-
dió en Iraq.

8 7 . U n a nueva forma potencial de compromiso continuo es la de


las fuerzas de paz internacional. Para una reseña de posibili-
dades, ver documentos de la Conferencia sobre Fuerzas de Paz
de Naciones U n i d a s , publicados en Survey, vol. 3 2 , mayo-junio
1 9 9 0 . Una forma más probable de compromiso es la creación
de cuerpos de paz diplomáticos por los Estados centrales.
G r a n d e s potencias tales como Estados Unidos podrían ser re-
queridas para proveer arbitros y negociadores para situacio-
nes de crisis. El papel de Chester Crocker en los acuerdos de
paz entre Angola y N a m i b i a podría servir como modelo para
futuros compromisos de ese tipo.

73
Estados del m u n d o en d e s a r r o l l o t e n d r á n que p r o c u -
rar m e d i o s para lograr su s e g u r i d a d dentro de sus
propias áreas n a c i o n a l e s o r e g i o n a l e s . La t e o r í a es-
tructural realista clásica del b a l a n c e de p o d e r d i s e ñ a
las o p c i o n e s e x i s t e n t e s . En p r i m e r lugar, los E s t a d o s
deben dedicar g r a n d e s r e c u r s o s tanto a la c o m p r a de
armas c o m o al desarrollo de sus c a p a c i d a d e s de pro-
88
ducción n a c i o n a l . Las g u e r r a s de a r m a m e n t o s entre
India-Pakistán, Israel-Siria y C o r e a del N o r t e - C o r e a
del Sur son claros e j e m p l o s de b a l a n c e r e g i o n a l me-
diante el logro de a r s e n a l e s n a c i o n a l e s . No t o d o s l o s
E s t a d o s , sin e m b a r g o , t i e n e n la h a b i l i d a d de s e g u i r
esta primera o p c i ó n . En c o n s e c u e n c i a , la a d q u i s i c i ó n
de poder de fuego militar no ha sido d i s t r i b u i d a ar-
mónicamente y han emergido componentes regiona-
89
les h e g e m ó n i c o s . Para asegurar la s e g u r i d a d en
esas s i t u a c i o n e s , los E s t a d o s m e n o s m i l i t a r i z a d o s del
Tercer M u n d o enfrentan la e l e c c i ó n de o p c i o n e s p o l í -
ticas ofrecidas por la teoría realista, o sea la de
balance o adscribirse a los m á s fuertes. La i n t e n c i ó n
de S a d d a m H u s s e i n de lograr la h e g e m o n í a r e g i o n a l ,
por e j e m p l o , forzó a los d e m á s E s t a d o s del C e r c a n o
Oriente a actuar; J o r d a n i a eligió a d s c r i b i r s e , y E g i p -
to, A r a b i a Saudita y Siria e l i g i e r o n el b a l a n c e c o n t r a
la a m e n a z a c r e c i e n t e .

8 8 . Para una discusión de esas capacidades, ver A n d r e w L. R o s s ,


"World Order and Third W o r l d A r m s Production", en J a m e s
E v e r e t t K a t z , ed., The Implications of Third World Military
Industrialization: Sowing the Serpents'Teeth (Lexington,
M a s s . , Lexington Books, 1 9 8 6 ) , pp. 2 7 7 - 9 2 .

8 9 . Los a n a l i s t a s han mostrado que 75% de las a r m a s a d q u i r i d a s


en el Tercer M u n d o acabaron en m a n o s de 14 países. V e r
M i c h a e l K l a r e , "Wars in the 1 9 9 0 s : G r o w i n g Firepower in the
Third World", The Bulletin of the Atomic Scientists 46 ( m a y o
1 9 9 0 ) , pp. 9 - 1 3 , y Rodney Jones y Steven H i l d r e t h , Modern
Weapons and Third World Powers (Boulder, Coló Westview
Press, 1 9 8 4 ) .

74
En lo que se refiere a asuntos económicos, las
c o r r i e n t e s de capital y comercio circularán dentro del
c e n t r o , mientras que la periferia continuará relativa-
90
mente p o b r e . Del mismo modo, la asistencia econó-
mica que llega del centro disminuirá. Estados Unidos
ya ha r e d u c i d o sus gastos de asistencia exterior,
m i e n t r a s que Japón, ahora el más grande donante de
ayuda en el m u n d o , dedica sólo 0.3% de su producto
91
nacional bruto a asistencia e x t e r i o r . La asistencia
que todavía permanece disponible se dedica cada vez
más a los ajustes estructurales de política macroeco-
nómica y "ata" la promoción de las exportaciones a
92
los E s t a d o s c e n t r a l e s . Si los Estados periféricos
d e s e a n permanecer vinculados a las economías cen-
trales, estarán compelidos a aceptar los términos de
c o m e r c i o Norte-Sur y las inversiones propuestas por
los E s t a d o s industrializados y las mayores institucio-
93
nes i n t e r n a c i o n a l e s de p r é s t a m o s .

9 0 . Sobre la declinación de la riqueza de África, por ejemplo, ver


W o r l d B a n k , Sub-Saharan África: From Crisis to Sustainable
Growth ( W a s h i n g t o n , D . C . , W o r l d Bank, noviembre 1 9 8 9 ) .

9 1 . M e r a Koichi, "Problems in the Aid Program", Japan Echo 26


(Primavera 1 9 8 9 ) , pp. 1 3 - 1 8 .

9 2 . Con respecto a los ajustes estructurales macroeconómicos, ver


Robert L. A y r e s , Banking on the Poor: The World Bank and
World Poverty (Cambridge, M a s s . , M I T Press, 1 9 8 5 ) . El presu-
puesto de ayuda externa japonés incluye una de las menores
asignaciones para préstamos de los países donantes. Más que
otorgar préstamos, Japón prefiere realizar operaciones que se
vinculan con la exportación o importación de algunos produc-
tos japoneses o con inversiones. Bajo la administración Rea-
gan, Estados Unidos también enfatizó una mayor vinculación
de sus proyectos de asistencia en el exterior con los intereses
comerciales estadounidenses. Incluso las potencias medias
que han renovado su ayuda externa basándose en el "interna-
cionalismo humanista" cada vez más vinculan su asistencia a
proyectos comerciales. Ver Olav Stokke, ed., Western Middle
Powers: The Determinants of the Aid Policies of Canadá, Den-
mark, the Netherlands, Norway and Sweden, Scandinavian
Institute of African Studies, 1 9 8 9 .

75
Advertencias: retorno
al pasado

N u e s t r o r a z o n a m i e n t o se basa f u e r t e m e n t e en la
creencia de que las g r a n d e s p o t e n c i a s t i e n d e n h a c i a
el l i b e r a l i s m o e c o n ó m i c o y la d e m o c r a c i a p o l í t i c a , y
que esos dos factores son las claves para un c a m b i o
en la política de las g r a n d e s p o t e n c i a s . Si a l g u n o de
los actuales o p o t e n c i a l e s g r a n d e s p o d e r e s r e v i e r t e
su forma d e m o c r á t i c a al a u t o r i t a r i s m o , o si a l g u n a
nación no d e m o c r á t i c a se c o n v i e r t e en una gran po-
tencia, nuestro a r g u m e n t o sería c o n s i d e r a b l e m e n t e
d e b i l i t a d o . C o n s i d e r e m o s ahora varias p o s i b i l i d a d e s .
Una p o s i b l e gran p o t e n c i a , China, ya ha r e p r i m i -
do la t e n d e n c i a hacia la d e m o c r a c i a y la libertad que
estaba d e s p e r t a n d o en los años o c h e n t a . A p e s a r de
su t a m a ñ o , China no es aún una gran p o t e n c i a y no
tiene la c a p a c i d a d de alterar la s o c i e d a d de g r a n d e s
p o t e n c i a s que h e m o s d e s c r i t o . Es un a c t o r r e g i o n a l
p o d e r o s o , pero no tiene ni la fortaleza e c o n ó m i c a ni
el poder militar para d e s e m p e ñ a r un papel g l o b a l , a
pesar de sus armas n u c l e a r e s . Su c a p a c i d a d para
alterar el e s c e n a r i o que h e m o s d e l i n e a d o reside pri-
m a r i a m e n t e en la a m e n a z a militar que s u p o n e para
J a p ó n . Si a m e n a z a r a a J a p ó n m i l i t a r m e n t e y J a p ó n
se p r o c u r a r a los m e d i o s m i l i t a r e s para r e s p o n d e r , la
espiral de h o s t i l i d a d e s r e s u l t a n t e p o d r í a presen-
tar un gran d i l e m a de s e g u r i d a d entre las g r a n d e s
potencias.
Un p r o b l e m a más serio sería el retorno al régi-
m e n c o m u n i s t a en la U n i ó n S o v i é t i c a o un r é g i m e n
fascista en Rusia, que c o n d u c i r í a a E s t a d o s U n i d o s a
c o m p r o m e t e r su balance en ese país una vez m á s . La

93. Ver Krasner, Structural Conflict, y K e o h a n e , After Hegemony,

76
t e n d e n c i a tanto hacia la democracia como hacia los
m e r c a d o s en la antigua Unión Soviética es todavía
t e n u e . Si G o r b a c h o v o sus sucesores tratan de man-
tener la unión mediante la fuerza, entonces el desa-
rrollo de las nuevas normas en la Unión Soviética se
h a r á más lento. Pero poderosas fuerzas que procuran
llevar al país más cerca de las normas occidentales y
de las p o l í t i c a s e c o n ó m i c a s de Occidente existen tan-
to en el gobierno soviético central como en la Repú-
blica Rusa, y una nueva Rusia podría desempeñar el
p a p e l de una gran potencia. La institucionalización
del g o b i e r n o democrático en Rusia será un proceso de
largo t é r m i n o , pero los líderes ya están controlados
por nuevas fuerzas políticas que han emergido tanto
en el E s t a d o como en la sociedad, y que se oponen a
la n o r m a autoritaria.
I n c l u s o el ala derecha del revanchismo ruso no
t e n d r í a que ser tan disruptiva como algunos imagi-
nan. Los reaccionarios en Rusia no favorecen la de-
m o c r a c i a y los m e r c a d o s , pero procuran también ais-
lar el país, de tal m a n e r a que no actúe más como una
94
gran p o t e n c i a en la política m u n d i a l . Rusia y la
U n i ó n S o v i é t i c a enfrentan problemas internos seve-
ros, de tal modo que una política extranjera aislacio-
nista es una p o s i b i l i d a d real para esta antigua super-
95
p o t e n c i a . M i e n t r a s la ex Unión Soviética todavía

9 4 . H a y a l g u n a s organizaciones conservadoras (tales como Edints-


vo, "unidad", y el Frente de los Trabajadores Unidos) que
procuran restablecer a la Unión Soviética como el centro del
mundo socialista, pero esas organizaciones son pequeñas y no
tienen poder real.

9 5 . Por aislacionista no entendemos autárquico. Por el contrario,


tanto Gorbachov como Y e l t s i n procuran integrar la Unión So-
viética y Rusia con el resto del sistema internacional, en la
medida de lo posible. Lo que estamos enfatizando es que ni la
Unión Soviética ni Rusia son capaces de influir en los asuntos
internacionales no vinculadas directamente con la Unión So-
vética, como se hizo evidente durante la guerra del Golfo.

77
posea las a r m a s n u c l e a r e s y las c a p a c i d a d e s c o n v e n -
c i o n a l e s que alguna vez usó para e x t e n d e r su p o d e r
en el g l o b o , las p é r d i d a s en A f g a n i s t á n y las dificul-
tades de actuar en el exterior c u a n d o surjan g u e r r a s
civiles n a c i o n a l e s se han c o m b i n a d o para h a c e r que
el retorno de la U n i ó n S o v i é t i c a c o m o una s u p e r p o -
tencia a n t a g ó n i c a con r e s p e c t o al resto del s i s t e m a
i n t e r n a c i o n a l resulte i m p r o b a b l e .
Otra causa p o t e n c i a l es la a l e g a d a fragilidad de
la d e m o c r a c i a en A l e m a n i a y J a p ó n . A l g u n o s p i e n s a n
que una cultura política i m p o r t a d a de E s t a d o s U n i -
dos no se ha i m p l a n t a d o f i r m e m e n t e en e s o s d o s
p a í s e s y que ellos p o d r í a n retornar a la é p o c a ante-
rior a la S e g u n d a Guerra M u n d i a l , con d i c t a d o r e s en
busca de e x p a n s i ó n i m p e r i a l i s t a en sus r e s p e c t i v a s
r e g i o n e s . La p o s i b i l i d a d de este e s c e n a r i o , sin e m b a r -
go, parece r e m o t a . M i e n t r a s hay e l e m e n t o s del ala
derecha en A l e m a n i a y J a p ó n ( c o m o los hay en t o d a s
las d e m o c r a c i a s l i b e r a l e s ) , los c o s t o s p o l í t i c o s de re-
tornar a un p a s a d o dictatorial serían e x t r e m a d a m e n -
te altos para c u a l e s q u i e r a de esos p a í s e s . El r e t o r n o
de los r e g í m e n e s a u t o r i t a r i o s asustaría a l o s v e c i n o s ,
a n t a g o n i z a r í a a E s t a d o s U n i d o s y c o n s t i t u i r í a un
r i e s g o de c o l a p s o para el p r e s e n t e o r d e n i n t e r n a c i o -
nal, del cual A l e m a n i a y J a p ó n se b e n e f i c i a n .
U n a a d v e r t e n c i a final es que p o d r í a e m e r g e r una
nueva gran p o t e n c i a que no fuera liberal en t é r m i n o s
e c o n ó m i c o s ni p o l í t i c o s . Un gran país en la periferia
que d e s a r r o l l a r a armas n u c l e a r e s y fuera c o n d u c i d o
por un d i c t a d o r c o m o Stalin o S a d d a m H u s s e i n p o -
dría d e s e q u i l i b r a r el b a l a n c e de p o d e r p o l í t i c o entre
las r e s t a n t e s g r a n d e s p o t e n c i a s . Sin e m b a r g o , no pa-
rece verse en el h o r i z o n t e , por el m o m e n t o , la emer-
g e n c i a de un n u e v o p o d e r que p u d i e r a desafiar al
o r d e n e x i s t e n t e de una m a n e r a f u n d a m e n t a l .

78
CONCLUSIÓN

Quienes son los pesimistas sobre un mundo futu-


ro m u l t i p o l a r se apoyan con fuerza en la noción de
que el mundo de la posguerra ha sido estable a causa
de su b i p o l a r i d a d . Un examen detenido contradice
esa o p i n i ó n . Es particularmente problemático descri-
bir las relaciones Unión Soviética-Estados Unidos
96
entre 1947 y 1962 como "estables". No había gue-
rras de superpotencia, naturalmente, pero cada ban-
do d e s e a b a destruir el sistema del otro. Con ese fin,
las s u p e r p o t e n c i a s se confrontaron una con otra alre-
dedor del g l o b o . La clarificación de intereses, tan
i m p o r t a n t e para los neorrealistas, simplemente sig-
nifica que cada superpotencia sabía que la otra era
el e n e m i g o ; no significa que cada una estuviera con-
tenta con la existencia de la otra. Los dramáticos
a c o n t e c i m i e n t o s de Berlín, la guerra de Corea y la
crisis de los misiles en Cuba supusieron amenazas
reales de guerra entre las grandes potencias. Si no
h u b i e r a habido armas nucleares, una guerra entre
E s t a d o s U n i d o s y la Unión Soviética, o al menos un
conflicto armado sobre alguno de aquellos asuntos,
97
podría fácilmente haber entrado en erupción.
Sin armas nucleares, la existencia de bipolaridad
no habría p r e v e n i d o la guerra en un mundo en el cual

9 6 . Sobre este punto, ver también Rosecrance, "Bipolarity, Multi-


polarity and the Future", pp. 3 1 5 - 1 6 .

9 7 . En "Back to the Future, Part II", pp. 1 9 1 - 9 2 , Stanley Hoffmann


señala que el mundo bipolar de Tucídides ciertamente no era
estable. En "The Essential Irrelevance of Nuclear Weapons:
S t a b i l i t y in the Postwar World", International Security 13
(Otoño 1 9 8 8 ) , pp. 5 5 - 7 9 , John Mueller no enfatiza ni en la
bipolaridad ni en las armas nucleares, pero en cambio argu-
menta que los mayores Estados aprendieron de la destrucción
causada por la Segunda Guerra Mundial que la guerra no es
una opción viable.

79
las grandes p o t e n c i a s c o m p a r t e n p o c a s n o r m a s . Es
e n g a ñ o s o que los realistas e s t r u c t u r a l e s a r g u m e n t e n
que, sin necesidad de d e p e n d e r de los a l i a d o s , las d o s
superpotencias podrían haber mantenido fácilmente
un b a l a n c e entre ellas por m e d i o s i n t e r n o s . El d i l e m a
de s e g u r i d a d todavía e x i s t e , c o m o lo han p u e s t o en
e v i d e n c i a por las t r e m e n d a s carreras a r m a m e n t i s t a s
en la cual las dos p o t e n c i a s se i n v o l u c r a r o n . C a d a
una de ellas t e m í a un salto t e c n o l ó g i c o que p e r m i t i e -
ra a la otra i m p o n e r sus n o r m a s en el m u n d o . P e r o la
naturaleza de las armas n u c l e a r e s s i g n i f i c a b a que no
existía una ruptura de tal t i p o , con lo cual se confir-
m a b a que las dos p o t e n c i a s no p o d í a n ir a la g u e r r a
una con la otra.
Esas armas t o d a v í a n e x i s t e n , y su p r e s e n c i a c o n -
tinúa h a c i e n d o i m p o s i b l e una guerra entre g r a n d e s
p o t e n c i a s , i n c l u s o en un m u n d o de v a r i a s g r a n d e s
p o t e n c i a s . A d e m á s de las a r m a s n u c l e a r e s , la clara
t e n d e n c i a en el centro de los a c t u a l e s y futuros gran-
des p o d e r e s es hacia el l i b e r a l i s m o e c o n ó m i c o y la
d e m o c r a c i a p o l í t i c a . La p r i m e r a , al v i n c u l a r el bie-
nestar de cada una de las p o t e n c i a s con las o t r a s ,
d i s m i n u y e los i n c e n t i v o s y a u m e n t a los c o s t o s del
conflicto militar; la ú l t i m a , al r e d u c i r la i n c e r t i d u m -
bre entre las g r a n d e s p o t e n c i a s , m i t i g a los p o t e n c i a -
les dilemas de s e g u r i d a d .
Los c a m b i o s e c o n ó m i c o s y p o l í t i c o s de las g r a n d e s
p o t e n c i a s han h e c h o que las armas n u c l e a r e s sean
m e n o s i m p o r t a n t e s para la p r e v e n c i ó n de la g u e r r a .
C u a n d o las g r a n d e s p o t e n c i a s c o m p a r t í a n p o c a s nor-
mas ( c o m o s u c e d i ó en la r i v a l i d a d E s t a d o s U n i d o s -
U n i ó n S o v i é t i c a ) , las armas n u c l e a r e s eran i m p o r -
tantes para inducir la p r e c a u c i ó n . C o n el c r e c i m i e n t o
de la i n t e r d e p e n d e n c i a e c o n ó m i c a y el auge de la
d e m o c r a c i a , el d i l e m a de s e g u r i d a d d i s m i n u y e y la
d i s u a s i ó n a b s o l u t a no es tan i m p o r t a n t e para p r e v e -

80
nir el estallido de la guerra entre grandes potencias
como lo era durante la época de la Guerra Fría.
Más importante es el hecho de que la interdepen-
dencia económica y la democracia política hacen que
el balance de poder político sea, menos probable. Las
armas nucleares pudieron haber inducido a la pre-
caución, pero no impidieron que Estados Unidos y la
U n i ó n Soviética se comprometieran en una clásica
política de balance de poder. Las dos superpotencias
c o n s t r u y e r o n t r e m e n d o s arsenales para oponerse
una a otra, y buscaron aliados en todo el globo. Se
equilibraron una con otra -o al menos trataron de
h a c e r l o - en lugares tales como Corea, Vietnam,
Cuba, A n g o l a y Afganistán. Cada poder temía su
derrota final a manos del otro; Estados Unidos temía
al espectro del mundo comunista, mientras que la
U n i ó n Soviética temía al cerco capitalista.
A medida que las grandes potencias establecen
normas sobre economía y política, la necesidad de
comprar armas y buscar aliados entre los Estados
más importantes se debilita, y el costo de desarrollar
esas actividades se incrementa. Mientras que el po-
der pueda ser redistribuido entre más de dos países,
las amenazas no existirán. Los actores unitarios que
procuran sobrevivir en un ambiente anárquico se
c o m p r o m e t e n en carreras armamentistas y forma-
ción de alianzas. Los actores no unitarios que procu-
ran maximizar su riqueza en una sociedad de grandes
potencias no lo hacen.
Los factores tecnológicos, políticos y económicos
no han cambiado las relaciones tradicionales de los
Estados en la periferia. El deseo de muchos de los
Estados más pobres para moverse en dirección al
centro con el propósito de lograr beneficios económi-
cos podría inducir a la cooperación más que al con-
flicto. Pero las tradicionales vinculaciones entre
riqueza y poder militar en la periferia, el deseo de

81
lograr la s o b e r a n í a estatal c o n t r a las a m e n a z a s m i l i -
tares internas y externas, y las c o n t i n u a s d i s p u t a s
sobre fronteras serán todas fuerzas de p o d e r p o l í t i c o
en el viejo estilo entre los p o d e r e s r e g i o n a l e s m e n o -
res. En la periferia, como en el c e n t r o , la p o s i b i l i d a d
de guerra será m e n o r en a q u e l l a s r e g i o n e s que g o z a n
tanto de gran i n t e r d e p e n d e n c i a e c o n ó m i c a c o m o de
mayor democracia política.
N e c e s i t a m o s a m p l i a r nuestra a g e n d a de i n v e s t i -
g a c i ó n al estudio de las v i n c u l a c i o n e s tanto al inte-
rior de los m u n d o s liberal y r e a l i s t a c o m o entre e l l o s .
N u n c a más los a c a d é m i c o s en r e l a c i o n e s i n t e r n a c i o -
nales estudiarán c o m o c a m p o s diferentes las r e l a c i o -
nes e c o n ó m i c a s entre E s t a d o s U n i d o s , J a p ó n y los
g o b i e r n o s de E u r o p a y las r e l a c i o n e s m i l i t a r e s entre
los g o b i e r n o s de E s t a d o s U n i d o s y la U n i ó n S o v i é t i c a .
Los c a m p o s de la e c o n o m í a p o l í t i c a i n t e r n a c i o n a l y
de la seguridad i n t e r n a c i o n a l no serán tan s e p a r a -
bles como lo fueron en el p a s a d o , y se n e c e s i t a r á n
n u e v o s análisis de p o l í t i c a de s e g u r i d a d para e x a m i -
nar la naturaleza de un centro liberal y de u n a peri-
feria realista que i n t e r a c t u a r á n de n u e v a s m a n e r a s .
E s o s son los p a p e l e s de las armas n u c l e a r e s , de la
i n t e r d e p e n d e n c i a e c o n ó m i c a y la d e m o c r a c i a p o l í t i c a ,
que n e c e s i t a n ser e x p l o r a d o s para c o m p r e n d e r la in-
t e r a c c i ó n entre los E s t a d o s , sin d e m a s i a d a especifi-
c a c i ó n sobre la "multi" o "bipolaridad".

82
LA ECONOMIA MUNDIAL
D E S P U E S DE LA GUERRA FRIA

C. Fred Bergsten

Tres transformaciones globales están en marcha


a m e d i d a que entramos en los años noventa. En pri-
mer lugar, si las reformas en la Unión Soviética y
E u r o p a del Este tienen éxito, finalizarán la Guerra
Fría y buena parte de la confrontación Este-Oeste, y
permitirán sustanciales reducciones en los arsenales
militares. En segundo término, la importancia de los
t e m a s de seguridad declinará abruptamente; la eco-
nomía estará mucho antes en el tope de las priorida-
des de la agenda global. La posición internacional de
los países individualmente considerados surgirá
cada vez más de su valor económico más que de su
capacidad militar. El poder relativo de Estados Uni-
dos -y aun más el de la Unión S o v i é t i c a - decaerá;
ascenderán Europa y todavía más Japón. En tercer
lugar, la e c o n o m í a mundial completará su evolución
de r é g i m e n dominado por Estados Unidos durante la
primera generación de posguerra a una situación de
"tripolaridad" Estados Unidos-Europa-Japón. Una

83
E u r o p a unida e c o n ó m i c a m e n t e será el m e r c a d o m á s
grande y el mayor c o m p r a d o r del m u n d o . J a p ó n es ya
el más grande a c r e e d o r y el líder en m u c h a s t e c n o l o -
gías clave en el m u n d o . Su p r o d u c t o nacional bruto
e x c e d e r á en tres cuartas partes al e s t a d o u n i d e n s e
hacia el año 2000 si se alcanzan el c r e c i m i e n t o y los
tipos de cambio que ahora p a r e c e n a v i z o r a r s e .
C o m o resultado de esas t r a n s f o r m a c i o n e s , las re-
laciones internacionales parecerán muy diferentes
hacia el año 2000. La j e r a r q u í a de las n a c i o n e s c a m -
biará c o n s i d e r a b l e m e n t e . Los Tres G r a n d e s de la e c o -
nomía suplantarán a los D o s G r a n d e s del enfrenta-
miento nuclear como las p o t e n c i a s que m o d e l a r á n
buena parte del siglo X X I .

II

E s t a d o s U n i d o s es la única p o t e n c i a en t é r m i n o s
tanto m i l i t a r e s como e c o n ó m i c o s . P e r m a n e c e r á solo
en el tope del ranking hasta que la n a t u r a l e z a de
los a s u n t o s m u n d i a l e s c a m b i e . En realidad, E s t a d o s
U n i d o s pronto será la única p o t e n c i a m i l i t a r . Tal
estatus, sin e m b a r g o , será cada vez de m e n o s utili-
dad a m e d i d a que las t e n s i o n e s g l o b a l e s m i l i t a r e s se
r e d u z c a n s u s t a n c i a l m e n t e y la c o m p e t e n c i a interna-
cional sea e s e n c i a l m e n t e e c o n ó m i c a .
M á s aún, E s t a d o s U n i d o s se e n c u e n t r a en una
relativa d e c l i n a c i ó n e c o n ó m i c a , en m e d i o de un m o v i -
m i e n t o de tijera entre la creciente d e p e n d e n c i a de
fuerzas e c o n ó m i c a s e x t e r n a s y una r e d u c i d a c a p a c i -
dad para influir sobre esas fuerzas. La p a r t i c i p a c i ó n
del c o m e r c i o i n t e r n a c i o n a l en la e c o n o m í a e s t a d o u n i -
dense se ha t r i p l i c a d o en las ú l t i m a s cuatro d é c a d a s

84
y es casi tan grande como la de las economías de
J a p ó n y de la Comunidad Europea sumadas. Estados
U n i d o s se ha convertido en el más grande país deudor
del m u n d o y continuará dependiendo de una afluen-
cia de capital de más de 100.000 millones de dólares
por año para financiar sus déficits externos en el
futuro predecible.
En contraste, la participación estadounidense en
el p r o d u c t o mundial se ha reducido a la mitad duran-
te el período de posguerra. La parte que corresponde
a E s t a d o s U n i d o s en el comercio mundial es menor
que la de la Comunidad Europea; sus exportaciones
no son tan grandes, sino como las de Alemania Occi-
dental s o l a m e n t e . El papel global del dólar ha caído
c o n s t a n t e m e n t e ; el marco alemán y el yen son cada
vez más utilizados en las finanzas internacionales.
Entre el corto y el mediano término, la posición
e c o n ó m i c a internacional de Estados Unidos está lla-
mada a declinar. El crecimiento económico no es aho-
ra tan rápido en Asia y Europa, y parece que conti-
nuará a un 4% anual o algo así en buena parte de la
d é c a d a que se inicia, comparado con una tasa de
c r e c i m i e n t o anual de 2 a 2.5% en Estados Unidos. Los
i n c r e m e n t o s en la productividad en Japón y muchos
otros países asiáticos son considerablemente más al-
tos que en Estados Unidos. Europa se mantiene a
flote tanto por el comienzo de la unificación económi-
ca en su parte occidental (que marcha casi "más allá
de la realización del mercado interno" a una Unión
E c o n ó m i c a y Monetaria, o U E M ) como por un renaci-
miento e c o n ó m i c o en Europa del Este. Hacia el año
2 0 0 0 , la e c o n o m í a de los Tres Grandes será más si-
milar que diferente en la mayoría de los indicadores
c l a v e : niveles de producto nacional bruto y comercio
e x t e r n o , y grado de dependencia en el comercio inter-
nacional y en los flujos financieros.

85
U n a cuestión central para el m u n d o de l o s años
noventa y más allá, es si el n u e v o c o n t e x t o interna-
cional generará conflictos sobre los a s u n t o s e c o n ó m i -
cos o surgirá una saludable c o m b i n a c i ó n de c o m p e -
tencia y c o o p e r a c i ó n . La h i s t o r i a s u g i e r e que existe
un c o n s i d e r a b l e r i e s g o de c o n f l i c t o , que p u e d e i n c l u s o
rebasar la esfera e c o n ó m i c a y crear o i n t e n s i f i c a r
r i v a l i d a d e s p o l í t i c a s . Tal m o d e l o c o n t r i b u y ó a la
quiebra del orden global antes de 1914 y n u e v a m e n t e
en el p e r í o d o entre g u e r r a s . A h o r a es el m o m e n t o de
crear un marco global que i m p i d a tales t e n s i o n e s en
el futuro.

III

El mundo debe ajustarse a este c a m b i o f u n d a m e n -


tal en las r e l a c i o n e s e c o n ó m i c a s entre sus m a y o r e s
p a í s e s , al m i s m o t i e m p o que se l o g r a n c a m b i o s en la
seguridad. I r ó n i c a m e n t e , el final de la G u e r r a Fría
debería a u m e n t a r s ú b i t a m e n t e la p e r s p e c t i v a de una
guerra c o m e r c i a l . A lo largo del p e r í o d o de p o s g u e r r a ,
los i m p e r a t i v o s e s e n c i a l e s de s e g u r i d a d p o s p u s i e r o n
las disputas e c o n ó m i c a s t r a n s a t l á n t i c a s y t r a n s p a c í -
ficas. E s t a d o s U n i d o s y sus a l i a d o s , en p a r t i c u l a r
A l e m a n i a O c c i d e n t a l , con frecuencia h i c i e r o n c o n c e -
siones e c o n ó m i c a s para evitar poner en p e l i g r o sus
e s t r u c t u r a s de s e g u r i d a d g l o b a l . Las p o l í t i c a s de la
Guerra Fría, de h e c h o , p r o t e g i e r o n las r e c u p e r a c i o -
nes e c o n ó m i c a s de E u r o p a y J a p ó n , y E s t a d o s U n i -
dos apoyó esos p r o c e s o s . E s t a d o s U n i d o s a m e n u d o
e m p l e ó sus niveles de s e g u r i d a d en a p o y o d i r e c t o de
sus o b j e t i v o s e c o n ó m i c o s ; sin duda, los t e m a s de
s e g u r i d a d y e c o n o m í a p e r m a n e c i e r o n m u c h o tiem-

86
po c o m p a r t i m e n t i z a d o s en todas las democracias
industriales.
La r e m o c i ó n de las medidas de seguridad puede
d e s g a s t a r esa separación. Sin duda, Estados Unidos
y otros podrían ser tentados a usar aspectos de segu-
ridad en la búsqueda de ventajas económicas. Tal
política podría hacer considerablemente difícil man-
tener la c o o p e r a c i ó n en las dimensiones económica y
de s e g u r i d a d . Al mismo tiempo, desde que la confron-
t a c i ó n Este-Oeste ha provisto la racionalidad para
m u c h o s de los acuerdos internacionales de Estados
U n i d o s a lo largo del período de posguerra, el final
de la Guerra Fría podría sugerir a algunos estadou-
n i d e n s e s que el país debería apartarse de tales acuer-
d o s , incluso en el dominio e c o n ó m i c o .
En síntesis, existe una íntima interacción entre
la política internacional básica y las transformacio-
nes e c o n ó m i c a s : la remoción de las medidas de segu-
ridad i n c r e m e n t a el riesgo de conflicto económico,
que puede a su vez erosionar aspectos de seguridad.
La última paradoja del siglo XX podría ser la reali-
zación de la profecía marxista de un inevitable cho-
que entre las naciones capitalistas justamente cuan-
do d i s m i n u y e el conflicto político estimulado por la
i d e o l o g í a marxista. El "fin de la historia" podría no
ser tan m o n ó t o n o después de todo.
El riesgo de conflicto económico siempre es agu-
d o . El político j a p o n é s Shintaro Ishihara ha predicho
que "el siglo X X I será un siglo de guerra económica".
Es más probable que tal conflicto se dé entre Estados
U n i d o s y Japón.
La p o s i c i ó n de Japón es claramente cambiante. El
s u p e r á v i t de su cuenta corriente global cayó de US$87
mil millones en 1987 a US$57 mil millones en 1989,
una cifra que representa menos de 2% de su producto
nacional bruto. El crecimiento de las importaciones
de Japón desde Estados Unidos durante el mismo

87
p e r í o d o fue seis v e c e s m a y o r que el c r e c i m i e n t o de
sus e x p o r t a c i o n e s a E s t a d o s U n i d o s . L o s b i e n e s ma-
nufacturados ahoran c o m p r e n d e n m á s de la m i t a d de
las i m p o r t a c i o n e s totales de los j a p o n e s e s . J a p ó n ha
d e m o s t r a d o buena v o l u n t a d para c o n t i n u a r finan-
ciando una buena parte de los déficits de E s t a d o s
U n i d o s , incluso c u a n d o el dólar cayó c o n s t a n t e m e n t e
durante 1985-87 y para c o n t r i b u i r de m a n e r a sustan-
cial a los fondos g l o b a l e s que se n e c e s i t a n en otras
partes ( d e u d o r e s del Tercer M u n d o , r e c e p t o r e s de
ayuda extranjera i n c l u i d a E u r o p a del E s t e ) . La ima-
gen de un "Japón Inc." o m n i p o t e n t e se d e s g a s t ó con-
s i d e r a b l e m e n t e al c o m i e n z o de 1990 por la b r u s c a
d e c l i n a c i ó n del m e r c a d o de v a l o r e s de T o k i o y del
yen, y la aparente i n c a p a c i d a d de las a u t o r i d a d e s
j a p o n e s a s para detenerla.
T o d a v í a la frustración e s t a d o u n i d e n s e con J a p ó n
se m a n t i e n e alta. El s u p e r á v i t de los a c u e r d o s bila-
terales de J a p ó n con E s t a d o s U n i d o s sigue s i e n d o
i m p o r t a n t e , y pronto p u e d e c o m e n z a r a c r e c e r nueva-
mente a causa del d e b i l i t a m i e n t o del yen en los últi-
mos dos años y el c r e c i m i e n t o más lento de J a p ó n . Se
g u a r d a m u c h o r e n c o r c o n t r a los m e r c a d o s j a p o n e s e s ,
que parecen i m p e n e t r a b l e s a m u c h a s i m p o r t a c i o n e s
y a la m a y o r í a de las i n v e r s i o n e s e x t r a n j e r a s direc-
tas. U n a gran p r e o c u p a c i ó n es la b ú s q u e d a de supe-
rioridad de J a p ó n en una a m p l i a g a m a de i n d u s t r i a s
e s t r a t é g i c a s de alta t e c n o l o g í a , i n c l u i d a s m u c h a s en
las cuales E s t a d o s U n i d o s m a n t i e n e u n a ventaja
competitiva sustancial.
El debate ha t o m a d o una nueva d i r e c c i ó n i n q u i e -
tante e n a m b o s p a í s e s . E n E s t a d o s U n i d o s , m u c h o s
de q u i e n e s se c o n s i d e r a n a sí m i s m o s i n t e r n a c i o n a -
listas - i n c l u i d a s v a r i a s c o r r i e n t e s d e e c o n o m i s t a s -
han c o n v e n i d o en que J a p ó n es "diferente" y d e b e r í a
ser tratado de m a n e r a diferente. Los ú l t i m o s esfuer-
zos de n e g o c i a c i ó n entre los dos p a í s e s , las I n i c i a t i -

88
vas E s t r u c t u r a l e s de Impedimentos, se refieren a
a l g u n a s de esas diferencias, pero no parece que pro-
d u c i r á n rápidos resultados. Si así fuera realmente,
se fortalecerá la convicción de que se requiere una
nueva estrategia.
T a m b i é n en Japón las actitudes están cambiando.
Un d e s a l i e n t o que bordea el desdén está dominando
las r e a c c i o n e s j a p o n e s a s ante los intentos continua-
dos de E s t a d o s U n i d o s para corregir su presupuesto
y sus déficits c o m e r c i a l e s , elevar el nivel nacional de
a h o r r o s , mejorar el sistema educativo y estimular la
c o m p e t i t i v i d a d a nivel de las compañías. Al mismo
t i e m p o , la fragilidad del sistema político de Japón y
el r e d i r e c c i o n a m i e n t o de sus políticas para mejorar
los e s t á n d a r e s de vida nacionales generan poderosas
p r e s i o n e s para un viraje "hacia adentro". Por eso
J a p ó n no aceptará otra vuelta de "golpes" de Estados
Unidos.
Con respecto a Europa, los temores más difundi-
dos son que un verdadero continente unido se vea a
sí m i s m o como tan autosuficiente, y se preocupe tan-
to por los desarrollos regionales, que tenga poco in-
terés en p r o m o v e r la cooperación económica glo-
bal. Sin duda, el propio estudio sobre unificación del
m e r c a d o e u r o p e o efectuado por la Comisión Europea
predice que las i m p o r t a c i o n e s desde fuera de la Co-
m u n i d a d declinarán en casi todos los sectores como
r e s u l t a d o de la r e m o c i ó n de las barreras comerciales
1
que aún q u e d a n . Los proyectos para la U E M sugeri-
dos por la C o m i s i ó n Europea y por el presidente del
B u n d e s b a n k , Karl Otto Póhl, se refieren al mundo
2
exterior sólo de la manera más superficial. Esas

1. V e r Comisión de las Comunidades Europeas, "The Economics


of 1 9 9 2 , " European Economy, marzo 1 9 8 8 , Cuadro A - 5 , pp.
180-81.
2. V e r Report on Economic and Monetary Union in the European
Community, preparado por el Comité para el Estudio de la

89
i n q u i e t u d e s a u m e n t a n ante la p e r s p e c t i v a de una
más amplia u n i ó n e c o n ó m i c a e u r o p e a que c u b r a Eu-
ropa del Este, la cual i n d u d a b l e m e n t e b u s c a r á a c c e s o
preferencial a los m e r c a d o s de E u r o p a o c c i d e n t a l y
a d e m á s inhibirá la l i b e r a l i z a c i ó n de la p o l í t i c a g l o b a l
de la C o m u n i d a d E u r o p e a .
Un m o t i v o para la u n i d a d e u r o p e a es la restaura-
ción de un l i d e r a z g o global para el c o n t i n e n t e , con el
fin de r e c l a m a r el p r o t a g o n i s m o que g o z a r o n virtual-
mente todos sus países m i e m b r o s durante a n t e r i o -
res épocas de la h i s t o r i a . En un m u n d o d o m i n a d o
por los asuntos e c o n ó m i c o s , la b ú s q u e d a de l i d e r a z -
go e c o n ó m i c o podría ser una fuerza c o n d u c t o r a de
importancia.
Esa b ú s q u e d a p o d r í a ser s a l u d a b l e si, a p o y a d a (o
e n c a b e z a d a ) por p o l í t i c a s c o n v e r g e n t e s en E s t a d o s
U n i d o s y Japón, i m p u l s a r a a E u r o p a h a c i a una posi-
ción de liderazgo c o o p e r a t i v o en la e s t r u c t u r a e c o n ó -
mica g l o b a l . Pero E u r o p a t a m b i é n p u e d e girar en una
dirección de confrontación, como ha s u c e d i d o con sus
actuales p o l í t i c a s en a g r i c u l t u r a y a v i a c i ó n . El m o d e -
lo de Europa O c c i d e n t a l de r e l a c i o n e s p r ó x i m a s entre
bancos e i n d u s t r i a s , m u c h a s v e c e s con a p o y o guber-
namental, es un enfoque que p o d r í a d e s p e r t a r la ira
extranjera. El m e r c a n t i l i s m o h i s t ó r i c o de F r a n c i a
t o d a v í a está c l a r a m e n t e v i v o , c o m o se d e m u e s t r a por
sus r e p e t i d o s esfuerzos para m a n t e n e r a c o r r a l a d a a
la c o m p e t e n c i a j a p o n e s a . El i n v o l u c r a m i e n t o de los
países de E u r o p a del Este podría añadir un p e n s a -
miento dirigista en la C o m u n i d a d E u r o p e a . Si G r a n
Bretaña, orientada hacia el m e r c a d o , optara por que-
dar fuera de la C o m u n i d a d E u r o p e a d u r a n t e este

Unión Económica y M o n e t a r i a , C o m i s i ó n de las C o m u n i d a d e s


E u r o p e a s , abril 1 2 , 1 9 8 9 ; ver t a m b i é n "Basic F e a t u r e s of a
European M o n e t a r y Order", trabajo presentado por K a r l Otto
Póhl, París, enero 1 6 , 1 9 9 0 .

90
p e r í o d o crítico de transición, el riesgo de confronta-
ción aumentaría.
F i n a l m e n t e , la confianza de Estados Unidos en su
p o s i c i ó n e c o n ó m i c a internacional ha sido sacudida.
Los "halcones" de los negocios han argumentado, con
algún éxito, que la reducción en las medidas de segu-
ridad abre ahora el camino a acciones unilaterales
para p r o m o v e r los intereses comerciales de Estados
U n i d o s . Y es verdad que Estados Unidos puede per-
mitirse ahora preocuparse menos de sus aliados; la
influencia de Estados Unidos ha aumentado de esa
m a n e r a porque declina la necesidad de priorizar la
c o h e s i ó n política y transformar así sus demandas
económicas.
La t e n s i ó n Estados Unidos-Japón se ha intensifi-
c a d o , y la confrontación económica Estados Unidos-
E u r o p a también puede entrar en erupción. Cualquier
d e s c e n s o significativo de la economía de Estados Uni-
dos puede disparar al comienzo del proteccionismo.
El crecimiento renovado del déficit externo puede
desacreditar esa estrategia, armada en 1985-87 por
el entonces Secretario del Tesoro James Baker y los
otros ministros financieros del Grupo de los Siete y
-empujar a las naciones industriales a responder a las
p r e s i o n e s del c o m e r c i o , en primer lugar, mediante
c a m b i o s en las divisas y en la política de cooperación
m a c r o e c o n ó m i c a , sobre todo porque tal c oopera-
ción p r á c t i c a m e n t e ha desaparecido. Una nueva cri-
sis financiera o el fracaso de las diversas negocia-
ciones c o m e r c i a l e s , bilaterales y multilaterales en
m a r c h a intensificarían la tendencia a "culpar a los
extranjeros".

91
IV

¿ C ó m o deberían e v o l u c i o n a r tales c o n f l i c t o s eco-


n ó m i c o s en los años noventa y m á s allá, en un m u n d o
d o m i n a d o por asuntos no militares y por tres g r a n d e s
p o d e r e s e c o n ó m i c o s ? U n a p o s i b i l i d a d es la e m e r g e n -
cia de b l o q u e s , cada uno de ellos c e n t r a d o en uno de
los Tres G r a n d e s . Hay p e r c e p c i o n e s m u y difundidas
de que el m u n d o se m u e v e ya en esa d i r e c c i ó n . Ya
existe un b l o q u e e c o n ó m i c o en E u r o p a y p u e d e clara-
mente a m p l i a r s e (para incluir más p a í s e s ) y profun-
dizarse (para cubrir m á s f u n c i o n e s ) en esta d é c a d a .
Por el m o m e n t o , sin e m b a r g o , el d e s a r r o l l o de
b l o q u e s en Asia o E s t a d o s U n i d o s no parece tan in-
m e d i a t o . El c o m e r c i o de A s i a se divide en tres d i r e c -
c i o n e s : dentro de la m i s m a r e g i ó n , con el h e m i s f e r i o
occidental y con E u r o p a y el C e r c a n o O r i e n t e . La
mayoría de los países a s i á t i c o s se c e n t r a n p r i m a r i a -
mente en la e x p a n s i ó n del m u l t i l a t e r a l i s m o y sus
r e l a c i o n e s g l o b a l e s . Las d i s p a r i d a d e s de la renta
anual dentro de la r e g i ó n son e n o r m e s : v a n desde
U S $ 2 0 . 0 0 0 per cápita en J a p ó n , p a s a n d o a C o r e a del
Sur y T a i w á n , con una cuarta parte de ese n i v e l , y al
sureste asiático con m u c h o m e n o s , y C h i n a con u n o s
p o c o s c e n t e n a r e s de d ó l a r e s ; de ese m o d o , una inte-
g r a c i ó n e c o n ó m i c a significativa es v i r t u a l m e n t e im-
p o s i b l e . P o l í t i c a m e n t e , ningún país en la r e g i ó n
desea entrar en un b l o q u e c o n d u c i d o por los j a p o n e -
ses, a m e n o s que otras a v e n i d a s sean c e r r a d a s efec-
tivamente.
S i m i l a r e s c o n s i d e r a c i o n e s se e x t i e n d e n a las
A m é r i c a s , e x c e p t o q u i z á s para C a n a d á y M é x i c o , por-
que d e p e n d e n fuertemente de su c o m e r c i o con Esta-
dos U n i d o s . El resto de A m é r i c a L a t i n a tiene un
c o m e r c i o d i v e r s i f i c a d o , un estándar de vida m u y di-

92
ferente y una antipatía histórica a mantener relacio-
nes con el "coloso del Norte". Sin embargo, práctica-
mente cada país en el hemisferio es un deudor y
n e c e s i t a ayuda financiera del resto del mundo. Se-
rían d e s e a b l e s arreglos y consultas entre las Améri-
c a s , pero un bloque significativo en el orden
e c o n ó m i c o no parece estar tan próximo como en Asia,
salvo que se p r o d u z c a una sustancial depresión en el
nivel global.
Sin e m b a r g o , impedir la eventual realización de
la profecía de que los bloques económicos se desarro-
llarán, será esencial para revigorizar la cooperación
e c o n ó m i c a global y sus instituciones. Esta es una
razón fundamental, tanto en el orden económico como
p o l í t i c o , para que se dé alta prioridad a concretar
dicha c o o p e r a c i ó n . Otra razón es dar tiempo a Euro-
pa para terminar sus últimas aspiraciones de unión
p o l í t i c a , lo que podría generar preocupaciones sobre
ese bloque como obsoleto en lo concerniente a un
t r a t a m i e n t o preferencial en los Estados Unidos de
América.
La segunda cuestión que alimenta el conflicto
e c o n ó m i c o potencial es cómo puede relacionarse cada
uno de los Tres Grandes con los otros. Actualmente,
las p o t e n c i a s e c o n ó m i c a s se encuentran, con fre-
c u e n c i a , alineadas con diferentes socios en diferentes
asuntos: Estados U n i d o s y Europa buscan abrir los
m e r c a d o s de Japón para los bienes manufacturados;
E s t a d o s U n i d o s y Japón empujan a Europa para que
no permita ninguna discriminación contra extranje-
ros; E u r o p a y Japón critican a Estados Unidos por su
déficit presupuestario y su unilateralismo comercial.
Esas c a m b i a n t e s coaliciones generalmente proveen
una base saludable para la estabilidad sistémica, si
ellas se d e s e n v u e l v e n dentro de un marco de acuer-
dos i n t e r n a c i o n a l e s y arreglos institucionales.

93
El h i s t o r i a d o r R o b e r t G i l p i n señala, sin e m b a r g o ,
que "casi t o d o s (los e s t u d i o s o s de las r e l a c i o n e s inter-
n a c i o n a l e s ) están de acuerdo en que un s i s t e m a tri-
polar es la c o n f i g u r a c i ó n m á s inestable". T a n t o la
historia como la teoría de los j u e g o s s u g i e r e n u n a
fuerte t e n d e n c i a en cada una de las p a r t e s de tal
arreglo a creer que las otras dos se a l i n e a r á n c o n t r a
ella p e r m a n e n t e m e n t e , l l e v a n d o a cada una a a d o p -
tar p o l í t i c a s e x c e s i v a s . D a d a la i n e v i t a b l e a u t o p e r -
c e p c i ó n de v u l n e r a b i l i d a d por parte de c a d a u n a
de las tres partes, d o s , de h e c h o , t e n d e r á n a aliar-
se contra la tercera bajo c o n d i c i o n e s de una á s p e r a
igualdad tripolar, p o s i b l e m e n t e para crear su p r o p i a
dominación "bihegemónica".
En E s t a d o s U n i d o s existe una difundida c o n v i c -
ción de que el conflicto entre los T r e s G r a n d e s l l e v a r á
a una alianza entre E s t a d o s U n i d o s y E u r o p a c o n t r a
J a p ó n . Japón puede ser v i s t o c o m o un "extraño" tanto
en temas de c o m e r c i o c o m o de i n v e r s i o n e s , y, por e s o ,
c o m o un objetivo para los otros p a í s e s i n d u s t r i a l e s y
quizás m u c h o s en d e s a r r o l l o . Las i n s i n u a c i o n e s ra-
ciales serían a m p l i a m e n t e p e r c i b i d a s a u n q u e no se
concretaran.
U n a s e g u n d a p o s i b i l i d a d es que E s t a d o s U n i d o s y
J a p ó n se j u n t e n contra una E u r o p a unida. Si E u r o p a
es el único b l o q u e v e r d a d e r o , y se c o n v i e r t e en la
m a y o r p o t e n c i a e c o n ó m i c a del m u n d o , los o t r o s acto-
res g l o b a l e s p u e d e n n e c e s i t a r aliarse c o n t r a él p o r
t r a d i c i o n a l e s r a z o n e s de b a l a n c e de p o d e r . Tal resul-
tado p u e d e darse m u c h o m á s aún si E u r o p a r e p l i e g a
sobre sí m i s m a y d i s c r i m i n a a b i e r t a m e n t e a los ex-
tranjeros.
E s t a d o s U n i d o s n e c e s i t a ser c o n s c i e n t e , sin em-
bargo, de una m u y p l a u s i b l e tercera p o s i b i l i d a d : un

War and Change in World Politics, Cambridge. Cambridge


U n i v e r s i t y Press. 1 9 8 1 , p . 2 3 5 .

94
nexo entre europeos y j a p o n e s e s . Esas regiones segu-
ramente tendrán mayores tasas de crecimiento que
Estados U n i d o s durante el próximo período crítico de
transición, quizás por un margen sustancial. Sus po-
líticas e c o n ó m i c a s , especialmente en cuanto concier-
ne al ámbito internacional, han tendido a ser más
estables y predecibles. Eso significa que ofrecerán
m e r c a d o s atractivos y contarán con socios comercia-
les para la interpenetración, tanto mediante el co-
mercio como la inversión, como se refleja en la
r e c i e n t e vinculación entre Mitsubishi y Daimler-
Benz para conducir en forma conjunta investigación
a é r e o e s p a c i a l y posiblemente cooperar en la produc-
ción de automóviles.
Quizás lo más importante es que las dudas sobre
el d i n a m i s m o futuro de Estados Unidos se difunden
en Europa y Japón (y otras partes de A s i a ) . Los
e u r o p e o s y j a p o n e s e s pueden llegar a sentir que Es-
tados Unidos reformará sus políticas internas sola-
mente si ellos se unen y proveen presión externa
para que eso suceda. Cualesquiera pasos proteccio-
nistas importantes de Estados Unidos confirmarán y
m a n t e n d r á n a aquellas potencias unidas. Helmut
S c h m i d t y Valéry Giscard d'Estaing crearon el Siste-
ma M o n e t a r i o Europeo en los últimos años del seten-
ta en parte como un tapón contra la inestabilidad
e c o n ó m i c a que emanaba de Estados Unidos. Simila-
res v í n c u l o s entre Asia y Europa son claramente
p o s i b l e s en los años noventa y más allá.
La emergencia de cualesquiera de esas posibilida-
des como configuraciones permanentes podría ser ex-
t r e m a d a m e n t e desestabilizante para las políticas
g l o b a l e s , como así también para los asuntos económi-
cos. La región objetivo de tal "alianza" podría cierta-
mente replegarse sobre sí misma, al tiempo que las
p r e s i o n e s externas fortalecieran a las fuerzas inter-
nas que ya procuraban seguir ese rumbo: proteccio-

95
nistas en A m é r i c a , r e g i o n a l i s t a s en E u r o p a , t r a d i c i o -
nalistas en J a p ó n . El área o b j e t i v o p r o b a b l e m e n t e
p r o c u r a r í a formar (o e x p a n d i r ) su b l o q u e de a p o y o
con a m i g o s c e r c a n o s , y las otras áreas se c o b r a r í a n
en e s p e c i e . T o d a s las e c o n o m í a s sufrirían, y h a b r í a
un g e n u i n o r i e s g o de guerra c o m e r c i a l .

Sin e m b a r g o , hay b u e n a s n o t i c i a s , L o s T r e s Gran-


des entran en la nueva era c o m o a l i a d o s p o l í t i c o s , c o n
fuertes v í n c u l o s de s e g u r i d a d y g o b i e r n o s d e m o c r á t i -
cos. Su c o o p e r a c i ó n en las cuatro d é c a d a p a s a d a s , si
bien a c c i d e n t a d a , ha i m p e d i d o g r a n d e s crisis y ha
p r o b a d o ser s u p e r i o r a t o d o s los a n t e c e d e n t e s h i s t ó -
r i c o s . La i n t e r p e n e t r a c i ó n de c o m p a ñ í a s y m e r c a d o s
f i n a n c i e r o s en las tres r e g i o n e s c o n t r i b u y e a i m p e d i r
una caída de la c o o p e r a c i ó n . E x i s t e e s p e r a n z a de que
una nueva era de i n t e r a c c i ó n entre e c o n o m í a s y se-
g u r i d a d p o d r í a ser muy diferente del p e r í o d o ante-
rior a 1914 y al p e r í o d o entre g u e r r a s , c u a n d o la
lucha por el l i d e r a z g o e c o n ó m i c o m u n d i a l c o i n c i d í a
con la h o s t i l i d a d p o l í t i c a .
Las m a l a s noticias son que la e c o n o m í a m u n d i a l
ha g o z a d o de p r o l o n g a d o s p e r í o d o s e s t a b l e s de p r o s -
p e r i d a d sólo cuando estuvo bajo el l i d e r a z g o h e g e m ó -
nico de un solo líder: el R e i n o U n i d o en la ú l t i m a
parte del siglo X I X y E s t a d o s U n i d o s en la p r i m e r a
4
g e n e r a c i ó n de p o s g u e r r a . N u n c a se ha e x p e r i m e n t a -
do una exitosa " a d m i n i s t r a c i ó n por c o m i t é " .

4. V e r C h a r l e s P. K i n d l e b e r g e r , The World in Depression, 1929-


1939, Berkeley. U n i v e r s i t y of California Press. 1 9 7 3 .

96
Pero no hay una nueva hegemonía que suplante a
E s t a d o s U n i d o s . Ni Japón ni incluso una Europa
t o t a l m e n t e unida podrían lograr algo así como la
d o m i n a c i ó n global, aun sólo en la esfera económica,
lo que es necesario para concretar ese rol. Una efec-
tiva c o o p e r a c i ó n económica internacional dependerá
del l o g r o de liderazgo conjunto por parte de las Tres
G r a n d e s superpotencias económicas, así como la di-
s u a s i ó n nuclear fue mantenida por las dos gran-
des s u p e r p o t e n c i a s militares. Simplemente no hay
alternativa.
L o s poderes e c o n ó m i c o s de posguerra han proba-
do ser e x c e s i v a m e n t e proclives a responder a las
crisis con suficiente experiencia para impedir efectos
e c o n ó m i c o s negativos. Pero hubo numerosas situacio-
nes críticas: el liderazgo estadounidense titubeó al
r e s p o n d e r a la crisis de la deuda de México en 1982,
fue un m o m e n t o enormemente proteccionista en Es-
tados U n i d o s antes del ajuste del dólar y se empren-
d i e r o n políticas comerciales creíbles en 1985; el rom-
p i m i e n t o financiero resultó de la caída del dólar en
1987. Sin e m b a r g o , los m o v i m i e n t o s de mercados fi-
n a n c i e r o s g l o b a l i z a d o s ahora pueden aplastar los es-
fuerzos de g o b i e r n o s individuales, o incluso de varios
p a í s e s que actúen en común. También pueden surgir
n u e v a s fuentes de conflicto entre naciones a causa de
c a m b i o s en la política global y en las capacidades
económicas.
El sistema no provee ya fuertes defensas contra
tales a m e n a z a s . En consecuencia, el desajuste de
divisas y la inestabilidad se han hecho endémicos;
persisten grandes desbalances comerciales; el protec-
c i o n i s m o y el neomercantilismo se han intensificado;
la deuda del Tercer Mundo permanece sin resolver;
la política de c o o p e r a c i ó n es débil.
Para restaurar defensas sistémicas efectivas, Es-
tados U n i d o s , Japón y Europa unida deben juntarse

97
paTa p r o v e e r un l i d e r a z g o c o l e c t i v o . L o s T r e s Gran-
des necesitan c o m e n z a r a actuar c o m o un c o m i t é de
d i r e c c i ó n informal para la e c o n o m í a m u n d i a l , revigo-
rizando las estructuras i n s t i t u c i o n a l e s e x i s t e n t e s ,
creando otras nuevas y dando pasos c o n c r e t o s para
utilizarlas de m a n e r a c o n s i s t e n t e .
Tal l i d e r a z g o debe basarse en f u n d a m e n t o s inter-
nos firmes en cada área. E s t a d o s U n i d o s tiene que
hacer difíciles ajustes para pasar de ser p o t e n c i a
h e g e m ó n i c a a s o c i o . P u e d e h a c e r l o s o l a m e n t e si res-
taura s u p o s i c i ó n e c o n ó m i c a c o m p e t i t i v a i n t e r n a c i o -
nal y, como m í n i m o , d e t i e n e el c r e c i m i e n t o de su
deuda externa. E s o s c a m b i o s r e s u l t a r í a n aún m á s
e s e n c i a l e s para E s t a d o s U n i d o s si el m a n e j o g l o b a l
c o o p e r a t i v o se v o l v i e r a i n a l c a n z a b l e . En tal c a s o ,
sería n e c e s a r i o defender a g r e s i v a m e n t e los i n t e r e s e s
del país en una e c o n o m í a m u n d i a l c a r a c t e r i z a d a por
c o n f r o n t a c i o n e s y aun por h o s t i l i d a d e s .
E s t a d o s U n i d o s d e b e r á i n c r e m e n t a r sus g a s t o s de
g o b i e r n o en a l g u n a s áreas r e l a c i o n a d a s d i r e c t a m e n -
te con la c o m p e t i t i v i d a d i n t e r n a c i o n a l del p a í s . L o s
ejemplos c o m p r e n d e n g a s t o s e n e d u c a c i ó n , i n v e s t i g a -
ción y d e s a r r o l l o , e x p o r t a c i o n e s f i n a n c i e r a s y a y u d a
directa para i n d u s t r i a s c l a v e . Es a b s o l u t a m e n t e l ó g i -
co usar parte de los " d i v i d e n d o s de la paz" que pue-
den resultar de la d i s m i n u c i ó n de los g a s t o s de defen-
sa para financiar esos d e s e m b o l s o s , ya que e l l o s pue-
den ser d i r i g i d o s a lograr m u c h o s de los m i s m o s
o b j e t i v o s n a c i o n a l e s - p r e s e r v a r el p a p e l m u n d i a l de
E s t a d o s U n i d o s y la s e g u r i d a d n a c i o n a l - que t e n í a n
los p r o g r a m a s m i l i t a r e s que serán e l i m i n a d o s .
La e l i m i n a c i ó n del déficit p r e s u p u e s t a r i o , sin em-
b a r g o , sigue s i e n d o d e c i s i v a para la p o l í t i c a e x t e r i o r
t a m b i é n por r a z o n e s e c o n ó m i c a s . El déficit del p r e s u -
p u e s t o es la p r i n c i p a l c a u s a del déficit c o m e r c i a l , que
a su vez r e q u i e r e que E s t a d o s U n i d o s s o l i c i t e en
p r é s t a m o e n o r m e s s u m a s en el e x t e r i o r y, en c o n s e -

98
cuencia, aumenta considerablemente su dependencia
externa y su inseguridad. Asi mismo, a medida que
E s t a d o s U n i d o s recoge recursos en el resto del mun-
do, no puede ser un contribuyente financiero neto
para otros países. En realidad, Estados Unidos com-
pite con otros por los escasos ahorros mundiales. La
m a y o r contribución de Estados Unidos para la recu-
p e r a c i ó n en Europa Central o el Tercer Mundo debe
ser la c o r r e c c i ó n de su propia posición fiscal.
El Presidente Bush invirtió los términos en su
mensaje inaugural cuando aseguró que "Estados Uni-
dos tiene la decisión pero no la cartera". La reali-
dad es que este país tiene mucho dinero pero le fal-
ta decisión. Estados Unidos es, al mismo tiempo, la
más rica nación en el mundo y la menos gravada
con i m p u e s t o s . Si el dividendo de la paz y otros cortes
en los gastos no financian las necesidades de los
p r ó x i m o s años, el incremento en los impuestos será
esencial.
C a m b i o s de esta naturaleza demandan alteracio-
nes fundamentales en las actitudes estadounidenses.
La tradicional manera de ser de este país, derivada
de casi un siglo de predominio global y una econo-
mía continental virtualmente autosuficiente, ha sido
asumir políticas públicas y estrategias corporativas
adaptadas al ámbito nacional. El resto del mundo fue
c o m p l e t a m e n t e ignorado en el establecimiento de la
política.
Hay n u m e r o s o s ejemplos recientes de este fenó-
meno p e r m a n e n t e . La Ley de Reforma Impositiva de
1986 ignoraba la posición internacional de Estados
U n i d o s y probablemente hacía más difícil para las
e m p r e s a s estadounidenses competir en el exterior.
La política presupuestaria, como se ha señalado, per-
manece siendo la causa de la acumulación de una
enorme deuda externa. La política intervencionista
en el c o m e r c i o internacional ignoró la reducción de

99
buena parte de la industria y de la a g r i c u l t u r a esta-
d o u n i d e n s e s , c a u s a d a por el a u m e n t o del d ó l a r en la
primera mitad de los años o c h e n t a . El E x p o r t - I m p o r t
Bank, el único i n s t r u m e n t o g u b e r n a m e n t a l e f e c t i v o
de E s t a d o s U n i d o s para p r o m o v e r las v e n t a s en el
exterior, agotó sus r e s e r v a s en 1988 c u a n d o tales
v e n t a s t u v i e r o n f i n a l m e n t e un auge.
Los e s t a d o u n i d e n s e s deberán c o m e n z a r a v e r s e
ellos m i s m o s c o m o parte de una e c o n o m í a g l o b a l in-
tegrada, y empujar a su g o b i e r n o y a sus e m p r e s a s
para actuar en c o n s e c u e n c i a , si q u i e r e n p r o s p e r a r y
5
p e r m a n e c e r en el l i d e r a z g o m u n d i a l en el siglo X X I .
J a p ó n enfrenta el p r o b l e m a o p u e s t o . C o m o s u c e d e
en E s t a d o s U n i d o s , una p e q u e ñ a m i n o r í a r e c o n o c e el
cambio b á s i c o en la p o s i c i ó n i n t e r n a c i o n a l del p a í s y
busca n u e v a s p o l í t i c a s . ( T a l e s a r g u m e n t o s inspira-
ron los i n f o r m e s de la C o m i s ó n M a e k a w a , por ejem-
p l o ) . Para J a p ó n , eso requiere a d o p t a r la forma de ser
de un país f u e r t e m e n t e a c r e e d o r , que confía en su
c a p a c i d a d para c o m p e t i r en todo el m u n d o . Eso sig-
nifica a b a n d o n a r la p e r c e p c i ó n que tiene J a p ó n de sí
m i s m o c o m o una i s l a - n a c i ó n v u l n e r a b l e que d e b e "ex-
portar o morir" y p r o t e g e r su p r o p i o m e r c a d o y sus
e m p r e s a s contra los " p o d e r o s o s extranjeros". En re-
alidad, la p a r t i c i p a c i ó n c o m o un socio i g u a l en una
a d m i n i s t r a c i ó n e f e c t i v a m e n t e t r i p o l a r de la e c o n o -
mía m u n d i a l d e b e r í a significar una n u e v a r a c i o n a l i -
dad para la p o l í t i c a e x t e r i o r j a p o n e s a y p o d r í a e j e r c e r
un c o n s i d e r a b l e atractivo para J a p ó n , c o m o si apos-
tara a la obvia ventaja c o m p a r a t i v a del p a í s .
J a p ó n ya ha c o m e n z a d o a c a m b i a r de una m a n e r a
i m p r e s i o n a n t e . Pero se n e c e s i t a m u c h o m á s y rápida-
m e n t e : m a y o r e s i n c r e m e n t o s en las i m p o r t a c i o n e s

5. Se presenta una d e t a l l a d a e s t r a t e g i a de "interdependencia


competitiva" en E s t a d o s Unidos en C. Fred B e r g s t e n , America
in the World Economy: A Strategy for the 1990s, W a s h i n g t o n .
I n s t i t u t e for I n t e r n a t i o n a l Economics, noviembre 1 9 8 8 .

100
tanto de p r o d u c t o s manufacturados (incluidos los de
alta t e c n o l o g í a ) como de la agricultura, una expan-
sión en la cantidad de inversionistas extranjeros,
a b s t e n c i ó n de protección industrial y de políticas
i n d u s t r i a l e s anticuadas, mayor reducción de sus su-
perávits c o m e r c i a l e s con el resto del mundo y en
especial con Estados Unidos. Japón ha demostrado
r e p e t i d a m e n t e una enorme aptitud para la reforma,
c o m o lo demostró en sus respuestas a las dos crisis
p e t r o l e r a s y a la duplicación del yen en 1985-87.
P u e d e claramente hacerlo otra vez si está convencido
de que tal cambio es un imperativo nacional, aunque
el c o m p o r t a m i e n t o histórico sugiere que será necesa-
ria la presión continua del exterior para galvanizar
tal e s t r a t e g i a .
E u r o p a enfrenta muy distintos prob lemas: man-
tener una orientación global hacia el exterior y
c o m e n z a r a operar como una unidad en el campo
m u n d i a l , al mismo tiempo que completa su complica-
dísima tarea de forjar una economía regional verda-
d e r a m e n t e unificada. El punto clave es probable-
mente extender y acelerar la unificación en sí misma.
El c u m p l i m i e n t o normal de ese proceso hacia media-
dos de los años noventa, por ejemplo, debería generar
e n o r m e autoconfianza en Europa y un deseo de lograr
s i m u l t á n e a m e n t e reformas globales. En contraste,
las d i v i s i o n e s internas y los fracasos podrían socavar
tanto la capacidad como la voluntad para mirar hacia
adelante.
A f o r t u n a d a m e n t e , la unificación alemana parece
acelerar el p r o c e s o . Esto intensificará el deseo de
Francia y la mayoría de los otros países, y de Alema-
nia m i s m a , para lograr lo que Thomas Mann llamaba
la "europeización de Alemania en vez de la germani-
zación de Europa", por medio de la integración eco-
n ó m i c a c o m p l e t a del continente. El inevitable com-
p r o m i s o de los europeos del Este podría crear una

101
Europa de "dos v e l o c i d a d e s " durante algún t i e m p o ,
pero debe r e c o r d a r s e que varios países m e n o s i n d u s -
trializados que p e r t e n e c e n desde hace algún t i e m p o
a la C o m u n i d a d E u r o p e a ya trabajan en a q u e l l a
dirección.
El punto clave es la U n i ó n E c o n ó m i c a y M o n e t a -
ria, U E M , que parece se c o n s o l i d a r á a m e d i a d o s de la
d é c a d a . Los países c o n t i n e n t a l e s , fuera de A l e m a n i a ,
han adoptado una d e c i s i ó n f u n d a m e n t a l para v i n c u -
lar sus divisas al marco a l e m á n , y n e c e s i t a n a la U E M
para p r o v e e r de l e g i t i m a c i ó n p o l í t i c a a una z o n a eu-
ropea de e s t a b i l i d a d m o n e t a r i a . A l e m a n i a ha p e r d i d o
la c a p a c i d a d de m o d i f i c a r su tasa de c a m b i o v i s - á - v i s
con el resto de E u r o p a , desde que los o t r o s p a í s e s
siguen v i r t u a l m e n t e t o d o s sus m o v i m i e n t o s m o n e t a -
rios y de c a m b i o s , y de ese m o d o se v e n c o m p e l i d o s a
c o m p l e t a r la t r a n s i c i ó n a una u n i ó n m o n e t a r i a inte-
gral que p r o d u z c a una " g e r m a n i z a c i ó n de la m o n e d a
e u r o p e a más que una e u r o p e i z a c i ó n de la m o n e d a
alemana". La u n i f i c a c i ó n de E u r o p a con p r o p ó s i t o s de
p o l í t i c a comercial h a c e p o s i b l e s los p a s o s de l i b e r a l i -
zación que s u p o n e n las r o n d a s K e n n e d y y de T o k i o
del A c u e r d o G e n e r a l sobre Tarifas y C o m e r c i o ( G A T T ) ;
la U E M debería tomar similares decisiones en los
asuntos m o n e t a r i o s g l o b a l e s .
A l g u n o s o b s e r v a d o r e s , i n c l u s o e u r o p e o s que de-
sean un c o n t i n e n t e o r i e n t a d o hacia el e x t e r i o r , argu-
mentan que las nuevas i n i c i a t i v a s e c o n ó m i c a s g l o b a -
les son p r e m a t u r a s hasta que E u r o p a h a y a c o m p l e t a -
do su estructura r e g i o n a l . Pero la C o m u n i d a d E u r o -
pea parece capaz de n e g o c i a r la R o n d a U r u g u a y en el
G A T T , m i e n t r a s c o m p l e t a su m e r c a d o i n t e r n o . Es im-
perativo que la U E M sea c o m p a t i b l e con los a c u e r d o s
m o n e t a r i o s g l o b a l e s e s t a b l e s . En la p r á c t i c a , sería
p e l i g r o s o esperar hasta que E u r o p a e s t u v i e r a c o m -
p l e t a m e n t e o r g a n i z a d a para r e a l i z a r las r e f o r m a s
e c o n ó m i c a s n e c e s a r i a s , tanto p o r q u e la d e m o r a en sí

102
p o d r í a producir serios conflictos como porque po-
drían ser excluidas algunas de las más deseables vías
de acceso al progreso global.
Si los e u r o p e o s fueran reacios a negociar de
acuerdo con esa agenda o si la Europa unificada se
resistiera a adherirse a las iniciativas globales aquí
s u g e r i d a s , quizás debido a la búsqueda de hegemonía
e c o n ó m i c a , Estados Unidos y Japón podrían proceder
b i l a t e r a l m e n t e durante algún tiempo. Estados Uni-
dos y J a p ó n ya han tomado esa actitud al crear las
b a n d a s de referencia de la moneda inicial con el
acuerdo Baker-Miyazawa en octubre de 1986, que
d e s p u é s se generalizó en el acuerdo del Louvre de
febrero de 1987. La Iniciativa de Impedimentos Es-
tructurales estadounidense-japonesa probablemente
sea precursora de similares conversaciones a nivel
g l o b a l , como se ha sugerido en varios comunicados
del Grupo de los Siete.
Pero un Grupo de Dos estadounidense-japonés
sería d e c i d i d a m e n t e inferior a un Grupo de Tres que
incluyera a Europa. Podría crear reacciones negati-
vas en Europa y alimentar ideas de que se estuviera
f o r m a n d o un bloque estadounidense-japonés. Por
otra parte, como sucedió con los acuerdos monetarios
en 1986-87, el bilateralismo estadounidense-japonés
podría ser un instrumento útil para incrementar la
d e c i s i ó n de los europeos a cooperar, dando a entender
que las otras superpotencias económicas podrían es-
tar decididas a proceder sin ellos.

VI

El resultado general de esos cambios internos


sería la integración de unos Tres Grandes considera-

103
b l e m e n t e diferentes: u n E s t a d o s U n i d o s n u e v a m e n t e
c o m p e t i t i v o , un J a p ó n n u e v a m e n t e i n t e r n a c i o n a l i z a -
do y una E u r o p a i n t e g r a d a e c o n ó m i c a m e n t e .
Si faltaran tales d e s a r r o l l o s i n t e r n o s . cada área
carecería de la a u t o c o n f i a n z a interna o del r e s p e t o
i n t e r n a c i o n a l necesarios para d e s e m p e ñ a r su parte
en el l i d e r a z g o g l o b a l . Pero p u e d e n ser p r o m o v i d o s
esos c a m b i o s en cada uno de los Tres G r a n d e s , q u i z á s
de m a n e r a d e c i s i v a , por la a d o p c i ó n de n u e v o s c o m -
p r o m i s o s en la política i n t e r n a c i o n a l y de los p a s o s
específicos para i m p l e m e n t a r l o s .
En primer lugar, los líderes p o l í t i c o s de los T r e s
Grandes necesitan r e c o n o c e r p ú b l i c a m e n t e los c a m -
bios d e c i s i v o s en el e s c e n a r i o global y d e c l a r a r su
i n t e n c i ó n de construir y m a n t e n e r un o r d e n e c o n ó m i -
co i n t e r n a c i o n a l estable b a s a d o en un l i d e r a z g o re-
partido y una m u t u a r e s p o n s a b i l i d a d . Tal d e c i s i ó n
debería ser e n u n c i a d a en j u l i o de 1990 en la C u m b r e
de H o u s t o n , la p r i m e r a de los años n o v e n t a , para
e s t a b l e c e r el marco p o l í t i c o e s e n c i a l y c o m e n z a r a
definir las i n i c i a t i v a s r e q u e r i d a s .
O b v i a m e n t e , tal d e c i s i ó n sería creíble sólo si fue-
ra a c o m p a ñ a d a por pasos efectivos que p u s i e r a n
los p r i n c i p i o s en p r á c t i c a . M o n e d a y c o m e r c i o serían
los c o m p o n e n t e s e s e n c i a l e s de tal p a q u e t e . L o s T r e s
G r a n d e s d e b e r í a n c o m e n z a r el p r o c e s o por el lanza-
m i e n t o de la c o n s t r u c c i ó n de un nuevo r é g i m e n m o -
netario i n t e r n a c i o n a l que r e e m p l a c e el s i s t e m a de
B r e t t o n W o o d s que c o l a p s o en 1 9 7 1 - 7 3 . N i n g ú n siste-
ma que m e r e z c a ese n o m b r e ha e x i s t i d o desde a q u e l
m o m e n t o , y eso ha significado e n o r m e s c o s t o s para la
e c o n o m í a m u n d i a l . Los a r r e g l o s m o n e t a r i o s e s t a b l e s
y efectivos son tan d e c i s i v o s para la e c o n o m í a mun-
dial c o m o la e s t a b i l i d a d m o n e t a r i a nacional es clave
para cada país.
El curso preferido es c o n s t r u i r los "rangos de
referencia", los " i n d i c a d o r e s e c o n ó m i c o s " que g u í e n

104
la c o o p e r a c i ó n política que fue aprobada en la Cum-
bre de Tokio en 1986 y el Sistema Monetario Euro-
p e o . Los países clave podrían establecer zonas para
sus divisas que, dada una razonable consistencia en
las políticas nacionales, pudieran evitar grandes des-
balances de cuentas corrientes (y, en consecuencia,
limitar tanto los riesgos financieros como las presio-
nes p r o t e c c i o n i s t a s ) . Las zonas podrían cambiar en
respuesta a las diferencias en las tasas nacionales de
inflación y a cambios de importancia en el escenario
e c o n ó m i c o mundial, tales como grandes saltos en los
p r e c i o s del petróleo, pero los países deberían adoptar
nuevas políticas para preservarlas. A su tiempo, las
zonas serían reducidas si la experiencia del sistema
sugiriera la conveniencia de hacerlo, quizás condu-
ciendo en última instancia a un régimen similar al
de Bretton W o o d s o el de EMS.
N a t u r a l m e n t e , llevaría tiempo desarrollar los de-
talles. En cualquier caso, las negociaciones globales
deberían ser paralelas al esfuerzo regional europeo.
Más aún, el nuevo régimen debería ser implementado
sólo cuando se hubieran tomado las decisiones que
p r o m e t i e r a n corregir en los desbalances comerciales
c o n t i n u o s que hoy existen.
En el plano comercial, la clave inmediata es com-
pletar exitosamente la Ronda Uruguay de tal forma
que se pudiera resumir convincentemente la liberali-
zación del mercado y restablecer la credibilidad del
G A T T . La realización de toda la agenda de la Ronda
U r u g u a y conduciría significativamente en esas direc-
c i o n e s , mediante la expansión de disciplinas interna-
cionales y de medidas de salvaguardia en agricul-
tura, ampliando las normas para perfeccionar los
d e r e c h o s de propiedad intelectual, reintegrando el
comercio textil al G A T T e implementando el proceso
de r e s o l u c i ó n de disputas. Un fuerte empujón de la
C u m b r e de Houston resultará esencial para lograr

105
esos r e s u l t a d o s , c o m o s u c e d i ó con las c u m b r e s de los
ú l t i m o s años setenta, que fueron d e c i s i v a s al galva-
nizar una c o n c l u s i ó n e x i t o s a de la R o n d a T o k i o .
M u c h o m á s se necesita, sin e m b a r g o , p a r a h a c e r
los ajustes n e c e s a r i o s en la efectividad de los acuer-
dos g l o b a l e s c o m e r c i a l e s . Los T r e s G r a n d e s d e b e -
rían empujar la i m p l e m e n t a c i ó n de cuatro n u e v a s
reformas h a c i a el año 2 . 0 0 0 : 1 . e l i m i n a c i ó n de t o d a s
las tarifas en el i n t e r c a m b i o i n d u s t r i a l ; 2. una p r o h i -
b i c i ó n total de todas las b a r r e r a s c u a n t i t a t i v a s al
c o m e r c i o , i n c l u i d o s los "acuerdos v o l u n t a r i o s de res-
t r i c c i ó n de e x p o r t a c i o n e s " ; 3. una i n t e l i g e n t e a m p l i a -
ción en la i n d e p e n d e n c i a y m a n d a t o s d a d o s al G A T T
para a d m i n i s t r a r el s i s t e m a ; 4. c r e a c i ó n de un instru-
m e n t o similar al del G A T T para todo lo r e f e r e n t e a
i n v e r s i o n e s , que p r o v e a un m a r c o e s t a b l e p a r a las
a c t i v i d a d e s c o r p o r a t i v a s i n t e r n a c i o n a l e s (y a y u d e a
resistir las p r e s i o n e s p r o t e c c i o n i s t a s en esta área,
6
n o t a b l e m e n t e e n E s t a d o s U n i d o s ) . U n enfoque toda-
vía más audaz podría ser a c o r d a d o para e s t a b l e c e r
finalmente la " o r g a n i z a c i ó n del c o m e r c i o i n t e r n a c i o -
nal" que cubriera t o d o s estos t e m a s y m u c h o s m á s , lo
que fue o r i g i n a l m e n t e i n t e n t a d o c o m o el "tercer bra-
zo" del sistema e c o n ó m i c o de p o s g u e r r a (junto c o n el
F o n d o M o n e t a r i o I n t e r n a c i o n a l y el B a n c o M u n d i a l ) .
Estas p r o p u e s t a s deberían ser c o n c r e t a d a s rápi-
d a m e n t e d e s p u é s de las c o n c l u s i o n e s de la R o n d a
U r u g u a y . La l l a m a d a "teoría de la b i c i c l e t a " p o s t u l a
que la p o l í t i c a c o m e r c i a l o bien que se m u e v a firme-
m e n t e hacia la l i b e r a l i z a c i ó n o se d e r r u m b e ante las
p r e s i o n e s p r o t e c c i o n i s t a s . El l a n z a m i e n t o de una

6. Un área de libre comercio e inversión entre los países de la


O E C D ha sido propuesta por G a r y Clyde H u f b a u e r en "Beyond
G A T T " , Foreign Policy (Invierno 1 9 8 9 - 9 0 ) . U n a e s t r u c t u r a simi-
lar a la del GATT podría ser m u y superior, sin e m b a r g o , porque
podría incluir al menos a los países en desarrollo m á s a v a n z a -
dos y fortalecer ( m á s que p a r a l i z a r ) al GATT como i n s t i t u c i ó n .

106
nueva n e g o c i a c i ó n hacia tales importantes pasos
m a n t e n d r á a la "bicicleta" moviéndose hacia adelan-
te, e v i t a n d o el malestar de las posnegociaciones que
p e r m i t i e r o n sustanciales presiones proteccionistas
s u r g i d a s después de la conclusión de las Rondas Ken-
nedy y T o k i o . T a m b i é n ayudaría a asegurar la orien-
tación h a c i a el exterior de la Comunidad Europea,
m a n t e n i e n d o los c o m p r o m i s o s asumidos en negocia-
ciones de comercio multilateral mediante la culmina-
ción de su nuevo pacto regional.

VII

Las iniciativas de los Tres Grandes para reformar


e i m p l e m e n t a r de manera significativa los regímenes
i n t e r n a c i o n a l e s monetario y comercial dentro de esas
líneas, así como también hacer cambios sustanciales
en sus estructuras e c o n ó m i c a s internas, marcarían
c l a r a m e n t e el c o m i e n z o de una nueva era de lideraz-
go c o l e c t i v o en la economía mundial. Eso indicaría
que cada área fuera consciente por completo de la
nueva situación global, tanto en términos políticos
c o m o e c o n ó m i c o s . Mostraría que cada una puede
adoptar una nueva forma de ser: para Estados Uni-
d o s , la decisión de compartir el poder con otros; para
J a p ó n la aceptación de responsabilidad internacio-
nal; para Europa, la decisión de actuar conjuntamen-
te en la política e c o n ó m i c a y monetaria global, así
como también en el comercio.
De ese m o d o , los Tres Grandes podrían afirmar el
control de los temas que inexorablemente emergerán
como centrales en los acontecimientos mundiales si
la Guerra Fría de h e c h o se disipa. Ellos asumirían el

107
riesgo de que r e m o v e r las m e d i d a s de s e g u r i d a d y la
rivalidad generara s e v e r o s c o n f l i c t o s i n t e r n a c i o n a -
les. Crearían un m a r c o o r d e n a d o para a d m i n i s t r a r
a l g u n o s de los e l e m e n t o s que d o m i n a r á n sus r e l a c i o -
nes en los años p r ó x i m o s .
La continua e r o s i ó n del p r e s e n t e r é g i m e n e c o n ó -
mico y el fracaso de r e c i e n t e s esfuerzos c o o p e r a t i v o s ,
no p r e s a g i a p a r t i c u l a r m e n t e nada b u e n o para las
a m b i c i o s a s reformas aquí p r o p u e s t a s . Sin e m b a r g o ,
la h i s t o r i a de la g e s t i ó n de la e c o n o m í a i n t e r n a c i o n a l
está llena de ciclos de r e i n c i d e n c i a que e v e n t u a l m e n -
te se h i c i e r o n tan serios que el l i d e r a z g o p o l í t i c o de
los p a í s e s clave fue f o r z a d o a t o m a r i n i c i a t i v a s a
largo plazo para r e t r o c e d e r en el c a m i n o e m p r e n d i d o .
Para E s t a d o s U n i d o s , e x i s t e n i m p o r t a n t e s r a z o -
nes e s t r a t é g i c a s para lanzar n u e v a s i n i c i a t i v a s . Es-
tados U n i d o s t o d a v í a m a n t i e n e u n e n o r m e p o d e r e c o -
n ó m i c o . Goza de un e x t e n d i d o p e r í o d o de c r e c i m i e n t o ,
c r e a c i ó n de trabajo y d e s r e g u l a c i ó n que es a m p l i a -
mente a d m i r a d o -y f i n a n c i a d o - p o r el resto del mun-
do. El p r e d o m i n i o de la s e g u r i d a d de E s t a d o s U n i d o s
s e g u i r á siendo vital durante el p e r í o d o de t r a n s i c i ó n
Este-Oeste, especialmente en Asia (incluido Japón),
donde la s i t u a c i ó n de la s e g u r i d a d no ha c a m b i a d o
tanto como en E u r o p a . E s t a d o s U n i d o s t i e n e r e l a c i o -
nes m u c h o m á s c e r c a n a s tanto con E u r o p a y J a p ó n
como nunca cada uno de ellos tuvo con el o t r o , lo cual
a u m e n t a n d a su c a p a c i d a d para p l a s m a r la e v o l u c i ó n
de un nuevo orden e c o n ó m i c o m u n d i a l .
El m o n t o de los v a l o r e s n e g o c i a d o s por E s t a d o s
U n i d o s , sin e m b a r g o , p a r e c e l l a m a d o a r e d u c i r s e en
los años p r ó x i m o s . De m o d o que c o r r e s p o n d e a Esta-
dos U n i d o s d e d i c a r s e p r o n t o a la c o n s t r u c c i ó n de un
nuevo s i s t e m a que p r o m u e v a la e s t a b i l i d a d e c o n ó m i -
ca y una p o l í t i c a g l o b a l , así c o m o t a m b i é n que c u i d e
sus p r o p i o s i n t e r e s e s n a c i o n a l e s . Las i n i c i a t i v a s e n
tal sentido i n d i c a n que E s t a d o s U n i d o s tiene t a n t o la

108
c a p a c i d a d intelectual como la decisión política para
tratar de establecer las transformaciones históricas
que ahora están en camino, y que está preparado
para continuar su liderazgo internacional en la era
de la Posguerra Fría.

109
LA ECONOMIA
DEL SISTEMA MUNDIAL

Immanuel Wallerstein

A corto plazo la economía mundial capitalista se


encuentra en algunas dificultades que pronto pueden
empeorar. Pero sin duda se recuperará en una década
a p r o x i m a d a m e n t e y es probable que bastante bien. A
largo plazo (un siglo más o menos) ese malestar está
destinado a finalizar de una u otra manera. Pero,
¿que sucederá a mediano plazo? ¿Qué es lo que pode-
m o s estimar que suceda posiblemente en el período
2 0 0 0 - 2 0 5 0 ? Obviamente, lo más que podemos hacer
es extrapolar ciertas tendencias y hacer algunas con-
j e t u r a s plausibles sobre este período. A pesar del
carácter incierto de tan plausibles conjeturas, ése es
un esfuerzo, sin duda saludable, que vale la pena
hacer. En la medida en que los intelectuales puedan
contribuir de alguna manera al campo de la política
real, depende de su capacidad (de su limitada capa-
cidad, para ser exactos) hacer algunas precisiones,
tales como las alternativas reales con respecto al
mundo real.
C o m e n z a r é con una revisión de los más importan-
tes aspectos del sistema mundial desde 1945; luego
proyectaré las perspectivas a corto plazo (digamos

111
hasta el año 2 0 0 0 ) y f i n a l m e n t e enfocaré mi a t e n c i ó n
sobre el futuro a m e d i a n o p l a z o ( 2 0 0 0 - 2 0 5 0 ) .

El SISTEMA MUNDIAL, 1945-1988

1
La e c o n o m í a del p e r í o d o 1 9 4 5 - 8 8 p u e d e f á c i l m e n -
te e x p o n e r s e en una rápida a p r o x i m a c i ó n . H u b o una
gran e x p a n s i ó n e c o n ó m i c a de la e c o n o m í a m u n d i a l
c a p i t a l i s t a l u e g o del final de la S e g u n d a G u e r r a
M u n d i a l . Esa e x p a n s i ó n finalizó q u i z á en 1967, q u i z á
en 1973. Fue la m a y o r e x p a n s i ó n i n d i v i d u a l en la
h i s t o r i a del sistema m u n d i a l si nos r e m o n t a m o s a
1500 ( m e d i d a con c u a l q u i e r a de los c r i t e r i o s u s u a l e s ,
e x c e p t o el de la e x p a n s i ó n de la tierra i n c l u i d a en la
e c o n o m í a m u n d i a l ) . E n m u c h o s a s p e c t o s , ese p e r í o d o
tuvo todas las c a r a c t e r í s t i c a s de un p e r í o d o t í p i c o
K o n d r a t i e f f A. Fue un p e r í o d o a l i m e n t a d o p o r el m o -
n o p o l i o relativo e n u n o s p o c o s p r o d u c t o s l í d e r e s p a r a
los cuales la tasa de g a n a n c i a s era alta y c u y a p l u s -
v a l í a fue d e s i g u a l m e n t e d i s t r i b u i d a tanto s o c i a l
como g e o g r á f i c a m e n t e .
Por todas las r a z o n e s e c o n ó m i c a s n o r m a l e s , esta
e x p a n s i ó n llegó a un fin y ha sido s e g u i d a p o r un
e s t a n c a m i e n t o e c o n ó m i c o . F i n a l i z ó p o r q u e los m o -
n o p o l i o s r e l a t i v o s fueron d e s g a s t a d o s p o r la e n t r a d a
en el m e r c a d o m u n d i a l de una gran c a n t i d a d de c o m -
p e t i d o r e s que p r o c u r a b a n s e g u i r la c o r r i e n t e . F i n a l i -
zó t a m b i é n a causa de la d e c l i n a c i ó n de la p r o d u c -
t i v i d a d , o r i g i n a d a por la c r e c i e n t e r e t e n c i ó n de la
p l u s v a l í a , tanto por los p r o d u c t o r e s d i r e c t o s c o m o
por el sector g e r e n c i a l . El r e s u l t a d o fue una s e v e r a

1. 1 9 8 8 no tiene significado histórico per se. F u e s o l a m e n t e el año


en que este trabajo fue escrito y p r e s e n t a d o .

112
d e c l i n a c i ó n en las tasas de beneficios. Desde 1967-
73, el e s t a n c a m i e n t o de la economía mundial tuvo
t a m b i é n las características de un típico período Kon-
dratieff B: relativamente alto desempleo en todo el
m u n d o ; una c o m p e t i c i ó n aguda y politizada entre los
países centrales por el control del mercado mundial;
i n c r e m e n t o en la depresión económica de varios sec-
tores y (al m e n o s igualmente importante) una sensa-
ción en m u c h o s sectores de que ellos están sufriendo
en c o m p a r a c i ó n con el anterior período A; una cre-
ciente c o n c e n t r a c i ó n mundial del capital (de la cual
las a d q u i s i c i o n e s de propiedades en Estados Unidos
por parte de los j a p o n e s e s y la deuda del Tercer
M u n d o son solamente dos síntomas); reubicación geo-
gráfica de los procesos de producción, y una investi-
g a c i ó n sobre i n n o v a c i o n e s en productos. Estamos en
la mitad de este período de estancamiento económico
global y así será hasta cerca del año 2000.
D e b e r í a notarse que los períodos A y los períodos
B son p o s i t i v o s y negativos en primer término en
cuanto a la tasa global de beneficios y, por lo tanto,
a la a c u m u l a c i ó n de capital en la economía mundial
como un todo. Cada período tiene ambos rasgos de
bienestar p o s i t i v o s y negativos, que varían para los
sectores e c o n ó m i c o s particulares o para los grupos
s o c i a l e s . M u c h o s sectores y grupos lo pasan bien en
el período B, mientras que otros tiene problemas en
el período A. Sin embargo, en términos generales,
tanto para el mundo capitalista como para la mayoría
de la población mundial, los períodos A son más feli-
ces que los períodos B.
La política del período 1945-88 se corresponde
muy cercanamente con su economía. El período A,
1945-67, fue el período de hegemonía de Estados
U n i d o s en el sistema mundial. Con base en su abru-
madora productividad después de 1945 en todos los
s e c t o r e s e c o n ó m i c o s importantes, Estados Unidos

113
asumió una i n c u e s t i o n a d a d o m i n a c i ó n p o l í t i c a y mi-
litar del sistema mundial e incluso logró el l i d e r a z g o
cultural. Los p e r í o d o s de h e g e m o n í a son más raros
que los p e r í o d o s Kondratieff A, pero ellos son más
proclives a ser e r o s i o n a d o s por sus t r a b a j a d o r e s in-
ternos. La r e c u p e r a c i ó n e c o n ó m i c a de los p r i n c i p a l e s
aliados de Estados U n i d o s , que se c o n v i r t i e r o n en los
últimos años sesenta en c o m p e t i d o r e s e c o n ó m i c o s ,
s o c a v a r o n el control político de E s t a d o s U n i d o s . Este
s o c a v a m i e n t o del l i d e r a z g o de E s t a d o s U n i d o s tuvo
un paralelo en el p r o c e s o de largo plazo de desestali-
nización y d e s - s a t e l i z a c i ó n de los países en el b l o q u e
socialista, que c o m e n z ó con el informe s e c r e t o de
K h r u s h c h e v al V i g é s i m o C o n g r e s o del P a r t i d o en
1956. C o m o resultado, el tácito acuerdo bilateral en
el statu quo, en el cual E s t a d o s U n i d o s y la U n i ó n
S o v i é t i c a entraron en Y a l t a , l e n t a m e n t e c o m e n z ó a
desenmarañarse.
D e s p u é s de 1945, el T e r c e r M u n d o e m e r g i ó c o m o
una fuerza política, y no e x a c t a m e n t e p r o p e n s a a ser
c o n s t r e ñ i d a por entero en el marco de una d e s c o l o n i -
zación cooptativa. Las guerras de A r g e l i a y V i e t n a m
fueron p a r t i c u l a r m e n t e p r e o c u p a n t e s p o l í t i c a m e n t e .
F i n a l m e n t e , la g e n e r a l i z a d a r e v o l u c i ó n de 1968 seña-
ló una revuelta no sólo contra la h e g e m o n í a de Esta-
dos U n i d o s sino t a m b i é n contra los c l á s i c o s m o v i -
m i e n t o s a n t i s i s t é m i c o s (tanto s o c i a l i s t a s c o m o nacio-
nalistas) que fueron v i s t o s c o m o una tácita c o l u s i ó n
con el sistema.
En síntesis, el p e r í o d o de e s t a n c a m i e n t o e c o n ó m i -
co fue, a s i m i s m o , un p e r í o d o de d e c l i n a c i ó n del p o d e r
político de Estados U n i d o s (y t a m b i é n de la U n i ó n
S o v i é t i c a ) . La i n c a p a c i d a d de E s t a d o s U n i d o s para
i m p o n e r su v o l u n t a d en A m é r i c a Central (y de la
U n i ó n S o v i é t i c a para hacer lo m i s m o en A f g a n i s t á n )
es sólo el último ejemplo de esa c a m b i a n t e r e a l i d a d
geopolítica.

114
Debe notarse que en el campo cultural se dieron
desarrollos paralelos. El período 1945-67 vio una in-
creíble expansión de la influencia cultural de Esta-
dos U n i d o s en todo el mundo, lo cual puede ser
observado en fenómenos tales como la adopción uni-
versal de la ideología del desarrollo, el liderazgo de
Estados U n i d o s en las ciencias sociales y en las artes
c o n t e m p o r á n e a s , y la exitosa imposición del inglés
como la única lingua franca del sistema mundial. En
todas esas esferas la oposición del bloque socialista
fue fuerte, pero en la práctica su conformidad fue
considerable. Sin embargo, después de 1968 hubo un
desgaste en todos esos frentes culturales. La ideolo-
gía del desarrollo (y detrás de ella tanto el progreso
de la Ilustración como la ciencia newtoniana) ha sido
puesta seriamente en cuestión. Las ciencias sociales
y las artes se están convirtiendo una vez más en
pluralistas y multicentradas. El nivel mundial de
utilización de otros idiomas que el inglés, comienza
a revivir, si bien lentamente.

EL SISTEMA MUNDIAL,
1 9 8 8 A CIRCA 2 0 0 0

Los procesos que hemos descrito sobre las trans-


formaciones posteriores a 1967 continuarán. Debiera
señalarse que la declinación hegemónica es siempre
altamente perturbante. Es resistida por el poder he-
g e m ó n i c o . Causa una lucha por la sucesión. Es la
fuente de enorme confusión intelectual, ya que aun-
que todos están claros sobre lo que es atacado, pocos
lo están sobre qué podría (o debería) reemplazar las
instituciones bajo ataque, al menos a corto plazo.

115
Esta triple d i s c o n f o r m i d a d p r o b a b l e m e n t e se
a c e n t u a r á en la s i g u i e n t e d é c a d a . La r e s i s t e n c i a de
E s t a d o s U n i d o s a d e c l i n a r en su h e g e m o n í a ya ha
t o m a d o dos s u c e s i v a s f o r m a s . La a p r o x i m a c i ó n Ni-
x o n - F o r d - C a r t e r era a d o p t a r un perfil bajo. E l l o s
trataban de ser firmes en p o l í t i c a e x t e r i o r , m i e n t r a s
reforzaron los e l e m e n t o s e s e n c i a l e s : d i s t e n s i ó n , tri-
l a t e r a l i s m o y un claro d e s c e n s o de los d e c i b e l e s i d e o -
l ó g i c o s en el T e r c e r M u n d o . En 1980 ese estilo era
considerado en Estados Unidos como un fracaso,
como lo d e m o s t r ó la alta i n f l a c i ó n en E s t a d o s U n i d o s ,
la entrada s o v i é t i c a en A f g a n i s t á n y, sobre t o d o , la
dura p r u e b a del s e c u e s t r o de r e h e n e s en la e m b a j a d a
de Irán.
E n t o n c e s E s t a d o s U n i d o s c a m b i ó s u estilo políti-
co. El enfoque de R e a g a n fue de un m a c h i s m o p a n d é -
m i c o , vis-á-vis el I m p e r i o del D e m o n i o , v i s - á - v i s l o s
"terroristas" en el T e r c e r M u n d o , v i s - á - v i s l o s b o n d a -
dosos y económicamente confabulados aliados y vis-
á-vis los h e r e d e r o s de 1968 en el p a í s . D e s p u é s de
ocho años de R e a g a n , p o d e m o s decir que los l o g r o s
del r e a g a n i s m o , en t é r m i n o s de i m p e d i r la d e c l i n a -
ción del p o d e r de E s t a d o s U n i d o s , no son m e j o r e s que
los l o g r o s N i x o n - F o r d - C a r t e r , esto es, v i r t u a l m e n t e
n i n g u n o . E s t a d o s U n i d o s está p r o b a b l e m e n t e al bor-
de de iniciar otro i n t e n t o de o c h o años para d e t e n e r
la m a r e a . El señor D u k a k i s p r o m e t i ó , en e f e c t o , no
c o m e t e r los errores ni de N i x o n - F o r d - C a r t e r ni de
R e a g a n . P e r o , ¿ r e a l m e n t e existe un t e r c e r e s t i l o p o -
lítico que tenga m á s p o s i b i l i d a d e s de i m p e d i r la de-
c l i n a c i ó n de E s t a d o s U n i d o s ?
El p a n o r a m a es un p o c o mejor en la l u c h a g l o b a l
por la s u c e s i ó n . Hay s o l a m e n t e dos p u n t o s g e o g r á f i -
cos de fortaleza e c o n ó m i c a a l t e r n a t i v a : u n o es J a p ó n ,
el otro E u r o p a o c c i d e n t a l a l r e d e d o r de su n ú c l e o ger-
m a n o - f r a n c é s . A m b o s c e n t r o s han d e d i c a d o e l p e r í o d o
1967-88 ante todo a sus p r o p i o s a s u n t o s p o l í t i c o s y

116
se han concentrado en el fortalecimiento de su com-
petitividad en la economía mundial.
Sin duda, Japón ha sido el caso más exitoso en
este aspecto. Ha mantenido su participación en la
política mundial prácticamente en cero, y ha traba-
j a d o enérgica y lealmente en la conquista de los mer-
cados m u n d i a l e s , mientras protegía celosamente su
m e r c a d o interno. Lo ha hecho notablemente bien.
E u r o p a occidental lo ha hecho menos bien; ha sido
m e n o s hábil para mantenerse apartada de un cons-
tante i n v o l u c r a m i e n t o en la política mundial, a causa
de la v i n c u l a c i ó n histórica con sus antiguas colonias,
así como también de su relación histórica con los
asuntos c o n c e r n i e n t e s a Europa Central. Además,
E s t a d o s U n i d o s ha tenido en Europa occidental, por
m e d i o de la O T A N , reclamos que no tuvo en el caso de
J a p ó n . Estados U n i d o s puede insistir en el continuo
i n v o l u c r a m i e n t o de Europa occidental, como sucedió
en el asunto del emplazamiento de misiles. Final-
m e n t e , Europa occidental no es aún una entidad
política única; la coordinación económica ha sido di-
fícil y estuvo sujeta a múltiples presiones políticas
locales.
¿ P o d e m o s proyectar más de lo mismo en la década
que c o m i e n z a ? Quizá no. Las presiones en Japón,
desde afuera y desde adentro, para convertirse en un
participante más activo en el campo político mundial
s e g u r a m e n t e crecerán. Y económicamente Japón de-
berá concretar arreglos con sus vecinos del Este asiá-
tico (tanto los l l a m a d o s países recientemente
i n d u s t r i a l i z a d o s como China), sino sufre algún revés
e c o n ó m i c o . Tales acuerdos pueden ser difíciles de
obtener. Por otra parte, Europa occidental aguarda
un cruce de caminos simbólico y real, el de 1992.
Parece estarse moviendo más suavemente que lo pre-
visto en dirección a la construcción de Europa. Esto
p u e d e significar que mientras, desde 1968 hasta hoy,

117
el eje de J a p ó n con Europa occidental estaba crecien-
do, E u r o p a o c c i d e n t a l estará en c o n d i c i o n e s de redu-
cir la brecha en la última década de este s i g l o . Es
p r o b a b l e , en c u a l q u i e r c a s o , que vis-á-vis E s t a d o s
U n i d o s , tanto J a p ó n c o m o E u r o p a o c c i d e n t a l conti-
núen m e j o r a n d o sus p o s i c i o n e s r e l a t i v a s .
F i n a l m e n t e , están las i n c e r t i d u m b r e s i n t e l e c t u a -
les. Ellas se han dado a dos n i v e l e s , el de los m o v i -
m i e n t o s s o c i a l e s y el de las c i e n c i a s s o c i a l e s . L o s
m o v i m i e n t o s s o c i a l e s no se han r e c o b r a d o aún del
shock de 1968. El p e r í o d o 1945-67 p u e d e ser visto
c o m o el m o m e n t o c u l m i n a n t e en la e s t r a t e g i a h i s t ó -
rica de los m o v i m i e n t o s a n t i s i s t é m i c o s . En el p e r í o d o
que va a p r o x i m a d a m e n t e de 1850 a 1880, e s o s m o v i -
m i e n t o s , tanto en sus v a r i e d a d e s s o c i a l i s t a s c o m o
n a c i o n a l i s t a s , como r e s u l t a d o de un gran d e b a t e in-
terno d e t e r m i n a r o n que su e s t r a t e g i a i n t e r m e d i a de-
bía ser tomar el p o d e r en los d i v e r s o s E s t a d o s . Entre
1945 y 1967, los h e r e d e r o s de los m o v i m i e n t o s del
siglo X I X t o m a r o n r e a l m e n t e el poder en una gran
cantidad de E s t a d o s : s o c i a l d e m ó c r a t a s de la S e g u n d a
I n t e r n a c i o n a l en O c c i d e n t e , los c o m u n i s t a s de la Ter-
cera I n t e r n a c i o n a l en el Este de E u r o p a y p a r t e s del
este a s i á t i c o , y m o v i m i e n t o s n a c i o n a l e s de l i b e r a c i ó n
en el T e r c e r M u n d o .
La r e v o l u c i ó n mundial de 1968 fue, en b u e n a me-
dida, la r e b e l i ó n contra las r e a l i d a d e s g e n e r a d a s por
esos éxitos h i s t ó r i c o s de los m o v i m i e n t o s c l á s i c o s
a n t i s i s t é m i c o s . La c o n s e c u e n c i a o r g a n i z a c i o n a l de
esa r e b e l i ó n fue la e m e r g e n c i a de una g r a n d e y abi-
g a r r a d a madeja de "nuevos" m o v i m i e n t o s en todo el
m u n d o , m o v i m i e n t o s de "minorías", m o v i m i e n t o s de
mujeres, e c o l ó g i c o s , etc. Esos m o v i m i e n t o s c o m e n z a -
ron a i n v e n t a r e s t r a t e g i a s a l t e r n a t i v a s de transfor-
m a c i ó n social. Digo "inventar" y no " i m p l e m e n t a r "
p o r q u e una de las más n o t a b l e s c a r a c t e r í s t i c a s de
esos n u e v o s m o v i m i e n t o s desde 1968 ha sido su in-

118
c e r t i d u m b r e en cuando a la estrategia a mediano
p l a z o . Han sido fuertes en su visión a largo plazo y a
m e n u d o en tácticas a corto plazo, pero dispersos y
d i v i d i d o s en la estrategia a mediano plazo.
¿Qué p o d e m o s esperar entre este momento y el
año 2000? De un modo esperanzador, alguna mayor
claridad por parte de los movimientos sobre los te-
mas y el comienzo de la creación de un nuevo concep-
to sobre la estrategia a mediano plazo que reemplace
la que fue atacada en 1968, pero no enteramente
desechada.
Las incertidumbres intelectuales en ciencias so-
ciales son tan grandes, quizás mayores, que la de los
m o v i m i e n t o s . Una vez más, el período 1945-67 marcó
la c u l m i n a c i ó n y el momento de triunfo de una estra-
tegia del siglo X I X . La cuestión planteada en el siglo
X I X fue cómo conocer el cambiante mundo social (en
buena parte, de manera implícita, con el proposito de
controlar ese c a m b i o ) . El consenso estratégico fue
que, dado que la realidad era tanto "objetiva" como
e n o r m e m e n t e compleja, el camino para conocerla era
medir esa realidad en pequeños trozos, uno por uno,
y mediante una observación cuidadosa. Ese punto de
vista tuvo dos versiones. La versión ideográfica nos
remitió a los archivos como repositorio de la realidad
objetiva en pequeña escala y nos pidió que sintetizá-
ramos sin patetismo y en forma narrativa lo que allí
e n c o n t r a m o s . La versión nomotética nos empujó en
la dirección de estudiar datos contemporáneos cuan-
tificados y nos señaló que debíamos ordenarlos en
forma estadística, de lo cual pudimos inferir las pre-
s u m i b l e m e n t e eternas y universales leyes de la con-
ducta humana. Ambas versiones nos alejaron del es-
tudio a largo plazo y a gran escala por la carencia de
datos verificables. Ambas versiones, por diferentes
razones, nos apartaron de realidades holísticas y sis-
témicas hacia el individuo (o su equivalente organi-

119
zacional: la firma, la familia, el E s t a d o ) c o m o la
apropiada unidad de análisis. Ha sido un ejemplo
perfecto de perder de vista los b o s q u e s , t a p a d o s p o r
los árboles.
En el p e r í o d o 1945-67, p a r t i d a r i o s tanto de las
v e r s i o n e s n o m o t é t i c a como ideográfica de la r e a l i d a d
social f l o r e c i e r o n como nunca antes. Ellos afirmaron
de m a n e r a o p t i m i s t a que su m o m e n t o intelectual fi-
n a l m e n t e h a b í a l l e g a d o , que ahora f i n a l m e n t e eran
c a p a c e s de c o n o c e r la realidad social con alguna efi-
cacia. Eso fue a s u m i d o en forma paralela por a m b a s
v a r i a n t e s i d e o l ó g i c a s p r i n c i p a l e s de esos m o d o s de
c o n o c i m i e n t o s : el liberal y el marxista.
El p r o b l e m a era que esos h i s t o r i a d o r e s y científi-
cos sociales estaban l l e g a n d o a c o n o c e r c a d a vez m e -
j o r y cada vez m e n o s del m u n d o real. La b r e c h a entre
lo que era " c o n o c i d o " por esos i n t e l e c t u a l e s y lo que
estaba ocurriendo o b v i a m e n t e en el m u n d o real cre-
cía cada vez más. U n o puede e x p l i c a r esa b r e c h a
como resultado de a n o m a l í a s y de la i n d e b i d a p e r s i s -
tencia de a r c a í s m o s , pero tal e x p l i c a c i ó n se c o n v i e r t e
e v e n t u a l m e n t e en algo poco c o n v i n c e n t e y no muy
creíble.
La r e v o l u c i ó n mundial de 1968 p r o v e y ó pues un
saludable shock, no sólo para los m o v i m i e n t o s anti-
s i s t é m i c o s t r a d i c i o n a l e s sino para el m u n d o del Es-
tablishment de las c i e n c i a s s o c i a l e s . El p a r a l e l o en-
tre los dos c a m p o s persiste en el p e r í o d o p o s t e r i o r a
1968. Los a b o g a d o s del "nuevo" c o n o c i m i e n t o , de los
"nuevos" c a m i n o s de c o n o c e r , fueron m u y c l a r o s
acerca de que eso era limitado y limitante en los
m o d o s de c o n o c i m i e n t o del siglo X I X que ellos d e b í a n
reemplazar.
Y nuestra p r o y e c c i ó n hacia el año 2 0 0 0 t a m b i é n
es paralela. Quizá d e b e r í a m o s e m p e z a r por a v a n z a r
hacia un n u e v o c o n s e n s o sobre cómo p o d e m o s c o n o c e r

120
la realidad social para reemplazar el malamente he-
rido pero aún persistente consenso del siglo X I X .

EL M E D I A N O PLAZO (2000-2050):
LOS POSIBLES VECTORES

P r o p o n g o describir cuatro posibles vectores de


a c o n t e c i m i e n t o s históricos para el período 2000-
2 0 5 0 , y plantear la cuestión de hacia dónde podrán
c o n d u c i r esos vectores al sistema mundial como un
todo.
El primer vector es el de un movimiento cíclico
hacia arriba en las posibilidades de acumulación de
la e c o n o m í a mundial capitalista. Suponiendo por el
m o m e n t o que el proceso productivo continuará ope-
rando de la manera en que ha operado por varias
centurias, p o d e m o s imaginar que la última década
del siglo XX habrá cumplido hacia el año 2000 deter-
m i n a d o número de cosas. Las innovaciones en micro-
p r o c e s a d o r e s , la ingeniería genética y las nuevas
fuentes de energía habrán sido suficientemente per-
f e c c i o n a d a s como para sostener a grandes sectores
industriales líderes en el mundo. Para lograr esto,
dos e l e m e n t o s son decisivos. Uno es que el costo de
la nueva tecnología sea suficientemente bajo, de tal
m o d o que el producto deba ser comprado a un precio
suficientemente alto como para que signifique bene-
ficios, pero suficientemente bajo como para manejar
todavía una demanda suficiente que garantice un
beneficio global neto que represente, a su vez, una
c o n t r i b u c i ó n significativa a la acumulación mundial.
En otras palabras, el beneficio por unidad no es el
e l e m e n t o más importante; más bien lo es el beneficio
total en el mundo del producto como una proporción

121
del beneficio total m u n d i a l en toda la a c t i v i d a d pro-
ductiva. El s e g u n d o e l e m e n t o d e c i s i v o es que la pro-
d u c c i ó n debe ser r e l a t i v a m e n t e m o n o p o l i z a d a , de tal
m a n e r a que ese beneficio global no sea d e m a s i a d o
r e p a r t i d o . M i e n t r a s el p r i m e r e l e m e n t o es una fun-
ción primaria de la t e c n o l o g í a , el s e g u n d o es una
función primaria de a c u e r d o s p o l í t i c o s .
Estos c a m b i o s d e b e r á n ocurrir si hay m e j o r a s .
Los países e c o n ó m i c a m e n t e fuertes n e c e s i t a n c o m -
pletar el d e s m a n t e l a m i e n t o de una g r a n parte de
sectores a n t i g u a m e n t e b e n e f i c i o s o s que ya no lo son
tanto. Esta r e l o c a l i z a c i ó n de p o r c i o n e s s i g n i f i c a t i v a s
de los sectores m u n d i a l e s del a c e r o , a u t o m ó v i l e s ,
q u í m i c o s y e l e c t r ó n i c o s desde el centro a la s e m i p e r i -
feria, que está en c a m i n o , puede muy bien darse para
el año 2 0 0 0 . Incluso s e c t o r e s o r g a n i z a d o s m á s r e c i e n -
temente y algo m á s b e n e f i c i o s o s , como la a e r o n á u t i c a
y las c o m p u t a d o r a s , p u e d e n ser p a r c i a l m e n t e r e l o c a -
l i z a d o s hacia el año 2 0 0 0 . F i n a l m e n t e , es n e c e s a -
rio que h a y a alguna expansión de la d e m a n d a
m u n d i a l efectiva para toda la p r o d u c c i ó n vía la p o s -
terior p r o l e t a r i z a c i ó n de un sector de la fuerza de
trabajo m u n d i a l . Esto ha o c u r r i d o en n u m e r o s o s paí-
ses s e m i p e r i f é r i c o s y puede darse t a m b i é n en l o s
países socialistas.
C o n estas c o n d i c i o n e s c u m p l i d a s , el m o v i m i e n t o
"hacia arriba" p u e d e c o m e n z a r . P e r m í t a s e n o s ahora
s u p o n e r que el eje t e c n o l ó g i c o esté en m a n o s de un
c o n s o r c i o de J a p ó n y E s t a d o s U n i d o s , en el cual, al
m e n o s al c o m i e n z o , el c o m p o n e n t e j a p o n é s t e n d e r á a
ofrecer las c a p a c i d a d e s de o r g a n i z a c i ó n e m p r e s a r i a l
y E s t a d o s U n i d o s ofrecerá h a b i l i d a d e s en i n v e s t i g a -
ción y d e s a r r o l l o . Esta p o d r í a ser una c o m b i n a c i ó n
muy p o d e r o s a . Si el c o n s o r c i o puede p e r m a n e c e r en
el m e r c a d o por u n o s diez años, p r o b a b l e m e n t e le lle-
v a r á t r e i n t a años m á s c a p t u r a r una parte b a s t a n t e
g r a n d e del m e r c a d o c o m o para p r e s e n t a r a l g u n a s

122
a l t e r n a t i v a s tecnológicas, incluso más eficientes,
p o c o lucrativas.
El consorcio económico japonés-estadounidense
trataría de asegurar el eje de su mercado cerrando,
por medio de acuerdos políticos, aquellas zonas en
las cuales por razones históricas los lazos comercia-
les son actualmente más fuertes. Eso significa el
Este de Asia (incluida China), América (sin olvidar
C a n a d á ) y probablemente también Australasia. Yo
daría a ese vector una fuerte posibilidad de éxito, y
creo que podría ser la base de una expansión de la
e c o n o m í a mundial más grande y más "gloriosa" que
la de los llamados treinta gloriosos años que siguie-
ron a 1945. Podría durar treinta años o más.
El perdedor obvio en tal acuerdo sería Europa
o c c i d e n t a l . R e c o r d e m o s que he sugerido que a corto
p l a z o , o sea en el período 1990-2000, Europa occiden-
tal debería mejorar su posición vis-á-vis Japón. Eso
significaría que, hacia el año 2000, Europa occidental
(para ese tiempo probablemente una entidad razona-
b l e m e n t e unificada y posiblemente expandida para
incluir los países de la A E L C o algunos de ellos) se
presentaría a sí misma como un actor muy fuerte en
la escena e c o n ó m i c a mundial. Sin embargo, si el con-
sorcio Japón-Estados Unidos concreta el eje tecnoló-
gico sugerido, que podría mantenerse al menos diez
años, Europa occidental podría encontrarse en gran-
des dificultades: incapaz de trabajar en la zona de
o p e r a c i ó n Japón-Estados Unidos, y luchando tam-
bién contra la penetración de sus mercados.
En ese caso, el segundo vector que puedo ver es
un fuerte empujón europeo hacia el proteccionismo.
La onda proteccionista que nunca realmente ha ocu-
rrido como se temía en los años ochenta ha sido
manipulada por una combinación de los países de la
T N C y la O C D E . Pero el contexto que ha hecho que esa
coordinación requerida fuera posible ha sido la con-

123
tinua i n c e r t i d u m b r e sobre quién c o n t r o l a r í a el eje
tecnológico durante la próxima expansión mayor.
C u a n d o esta i n c e r t i d u m b r e d e s a p a r e z c a , c o m o y o
p i e n s o , las p r e s i o n e s para la c o o r d i n a c i ó n p o l í t i c a
entre las fuerzas d o m i n a n t e s de la e c o n o m í a m u n d i a l
r á p i d a m e n t e t o m a r á n un s e g u n d o l u g a r en sus lu-
chas i n t r a c e n t r o . U n a m p l i o p r o t e c c i o n i s m o p u e d e
ser el obvio p r i m e r m o v i m i e n t o de i m p o r t a n c i a . D i g o
un amplio p r o t e c c i o n i s m o p o r q u e estoy p e n s a n d o en
una d i v i s i ó n en dos z o n a s : la esfera del c o n s o r c i o
J a p ó n - E s t a d o s U n i d o s y la otra zona. E s t o es, creo
que E u r o p a o c c i d e n t a l p u e d e tratar de i n c l u i r en su
zona toda las áreas que no están m u y claras en la
zona J a p ó n - E s t a d o s U n i d o s . E x i s t e n c i n c o o b v i o s
c a n d i d a t o s : E u r o p a central y del Este, U n i ó n S o v i é -
tica, el M e d i o O r i e n t e , Africa e India.
Es difícil p r e d e c i r el g r a d o de éxito que p u e d e
lograr E u r o p a o c c i d e n t a l , dado que el c o n s o r c i o Ja-
p ó n - E s t a d o s U n i d o s , sin duda, c o m p e t i r í a p o r el c o n -
trol de esos m e r c a d o s en las c i n c o z o n a s . H a y
diferentes p r o b l e m a s p o l í t i c o s e n cada zona p a r t i c u -
lar. Sin entrar en los d e t a l l e s de cada i n s t a n c i a ,
p o d r í a m o s decir que E u r o p a o c c i d e n t a l tiene un eje
p o l í t i c o sobre el c o n s o r c i o J a p ó n - E s t a d o s U n i d o s en
t o d a s esas z o n a s , pero n i n g u n o tan g r a n d e c o m o para
que el r e s u l t a d o sea i n c u e s t i o n a b l e . Sin e m b a r g o ,
aún si E u r o p a o c c i d e n t a l i n c o r p o r a r a , p r o b a b l e m e n t e
en forma tardía, esas cinco z o n a s dentro de su "esfera
de influencia" e c o n ó m i c a , ésto no sería suficiente
para s u p e r a r a una c o n d u c c i ó n de J a p ó n y E s t a d o s
U n i d o s . A lo s u m o , E u r o p a o c c i d e n t a l p o d r í a s o p o r t a r
esa fuerza i r r e s i s t i b l e en su propia b a s e .
El tercer v e c t o r es la p r o y e c c i ó n N o r t e - S u r . La
r e n o v a d a e x p a n s i ó n de la e c o n o m í a m u n d i a l n e c e s a -
r i a m e n t e debería i n v o l u c r a r una e x p a n s i ó n en las
z o n a s del T e r c e r M u n d o en c u a n t o a c a d e n a s de bie-
nes en la e c o n o m í a m u n d i a l . Y el p r e c i o de ese incre-

124
m e n t o en las relaciones podría ser, como lo ha sido
en el pasado, una explotación seriamente expandida
de la periferia. Los últimos reductos de no involucra-
miento parcial en la economía mundial podrían desa-
parecer. Y con ello podrían muy bien desaparecer las
ú l t i m a s zonas que no han sido todavía ecológicamen-
te asoladas.
Si se c o m b i n a n el deterioro ecológico con las gran-
des e incrementadas necesidades del Norte para la
u b i c a c i ó n de desechos (el precio de lo cual el Tercer
M u n d o está c o m e n z a n d o a pagar) treinta "gloriosos"
años de renovada expansión de la economía mundial
p o d r í a n muy bien representar más de lo que los Es-
tados del Tercer Mundo pudieran soportar política-
m e n t e . Los pueblos del Tercer Mundo aprendieron
bien la eficacia de la movilización política antinorte
durante la expansión de 1945-1967. No es preciso
agudizar d e m a s i a d o la imaginación para sugerir que
una nueva g e n e r a c i ó n pueda revivir esa táctica bajo
c o n d i c i o n e s aún peores después del año 2000.
Uno podría preguntarse por qué ellos no lo han
h e c h o durante la actual fase B. La respuesta es, en
parte, el hecho de que hayan amenazado menos al
N o r t e , dado el estancamiento mundial y la ausencia
de un Norte verdaderamente polarizado. En contras-
te, yo proyecto para el período después del año 2000
tanto una expansión mundial como la renovación (con
nuevas líneas) de la bifurcación intranorte.
¿A dónde conducirá esto? Habrá un malestar ma-
sivo o una variedad u otra de revolución - e n Indone-
sia o Nigeria, Paquistán o M é x i c o - ¿Quién puede
d e c i r l o ? Está muy claro, de acuerdo con la experien-
cia del sistema mundial posterior a 1945 que, una vez
que tal malestar se imponga en el Sur, resultará
v e r d a d e r a m e n t e difícil para las fuerzas del Norte
ponerlo bajo control. La guerra de Vietnam y la revo-
lución de Irán seguramente permanecerán como mo-

125
n u m e n t o s a esa v e r d a d e l e m e n t a l . Sería más difícil
i m p e d i r o c a l m a r la a g i t a c i ó n del T e r c e r M u n d o des-
pués del año 2 0 2 0 , c o m o lo fue, d i g a m o s , d e s p u é s de
1975, p r e c i s a m e n t e p o r q u e el "gran m o m e n t o " d e b e -
ría darse entre 2 0 0 0 y 2 0 3 0 .
El cuarto v e c t o r sería la r e n o v a c i ó n de la r e v o l u -
ción m u n d i a l de 1968. Y p i e n s o en esa r e n o v a c i ó n en
los dos c a m p o s que p r e v i a m e n t e se han d i s c u t i d o : los
m o v i m i e n t o s y las c i e n c i a s s o c i a l e s .
Hay dos g r a n d e s t e m a s que los m o v i m i e n t o s de- .
ben r e s o l v e r en este p e r í o d o . U n o es definir si los
"viejos" y "nuevos" m o v i m i e n t o s , en O c c i d e n t e , en los
países socialistas y en el T e r c e r M u n d o , p u e d e n lle-
gar a un nuevo c o n s e n s o sobre la e s t r a t e g i a a me-
diano plazo en la t r a n s f o r m a c i ó n social del s i s t e m a
m u n d i a l . Creo que es p o s i b l e , si bien p i e n s o que no
está del todo claro cuál debería ser la e s t r a t e g i a a
seguir. Si los m o v i m i e n t o s l l e g a n de a l g u n a m a n e r a
a ese c o n s e n s o r e n o v a d o , eso t e n d r á i m p o r t a n t e s con-
s e c u e n c i a s o r g a n i z a c i o n a l e s que, en e s c a l a m u n d i a l ,
p o d r á n ser más c e n t r í p e t a s que centrífugas.
El s e g u n d o tema de i m p o r t a n c i a es si, i n c l u s o con
un nuevo c o n s e n s o , el r e s u l t a d o neto de las activida-
des de los m o v i m i e n t o s a n t i s i s t é m i c o s será de h e c h o
a n t i s i s t é m i c o . Con r e s p e c t o a esto, mi i n c e r t i d u m b r e
me i m p i d e incluso sugerir en qué d i r e c c i ó n c o r r e r á el
v e c t o r . Creo que ésta es una de las g r a n d e s c u e s t i o -
nes del p e r í o d o 2 0 0 0 - 2 0 5 0 . En ese s e n t i d o , uno p u e d e
decir que el resultado de los p r o c e s o s de transforma-
ción m u n d i a l d e p e n d e de la lucha que se libre d e n t r o
de los m o v i m i e n t o s a n t i s i s t é m i c o s .
U n a vez m á s , la c o r r e l a c i ó n entre los m o v i m i e n -
tos y las ciencias s o c i a l e s deberá, c r e o , p r o b a r que es
fuerte. Las c i e n c i a s s o c i a l e s se enfrentan a dos gran-
des temas que son casi p a r a l e l o s a los que enfrentan
los m o v i m i e n t o s . El p r i m e r o es si los c i e n t í f i c o s so-
ciales -si u s t e d e s quieren, los "antiguos" y los "nue-

126
v o s " - pueden estar de acuerdo o no en un nuevo
c o n s e n s o para reemplazar el consenso del siglo X I X .
Si ellos pueden, y de alguna manera soy optimista
y creo que ellos pueden hacerlo, eso podría tener
claras i m p l i c a c i o n e s organizacionales, y probable-
mente suponga una reorganización integral del siste-
ma universitario.
Pero aunque eso ocurra, queda el segundo gran
tema de las ciencias sociales. ¿Será el nuevo consenso
de las ciencias sociales e históricas renovadas, de
h e c h o , una ciencia social crítica; esto es, una ciencia
social fundamentada en las realidades de su mundo
social pero que sirva como una crítica inteligente? Se
trata, como todos sabemos, de un hueso muy duro de
roer, desde que los niveles del control social de los
i n t e l e c t u a l e s a corto plazo, por parte de las estruc-
turas de poder - l o s directos y los más "sutiles"- son
e x t r e m a d a m e n t e poderosos. Y la tentación de ju-
gar al rey filósofo está siempre presente para dis-
traer a aquellos más aptos de ser abogados de la
ciencia social crítica. Una vez más, declino proyectar
el v e c t o r .
¿Qué añadirán los cuatro vectores? Suponiendo
que los cuatro vectores vuelvan a ser correctamente
e s t i m a d o s , y que veamos una nueva expansión de la
e c o n o m í a mundial basada en un consorcio Japón-Es-
tados U n i d o s , puede esperarse la creación de una
zona compensatoria conducida por Europa occiden-
tal, un Sur agudamente politizado y nuevos consen-
sos entre la familia mundial de los movimientos
antisistémicos y la de las ciencias sociales históricas.
V e o tres escenarios posibles, muy diferentes. Los
tres dependen de una suposición que haré explícita.
En la expansión de la economía mundial después del
2000, la economía mundial capitalista utilizará su
último margen de rectificación. Estará lo suficiente-
mente cerca de las asíntotas de la mercantilización

127
total y de la p o l a r i z a c i ó n total (no m e r a m e n t e cuan-
titativa sino s o c i a l ) . P e r o , ¿qué forma t o m a r á ?
El primer e s c e n a r i o es que, s i g u i e n d o el m o d e l o
clásico de los tres c i c l o s h e g e m ó n i c o s p r e v i o s , la lu-
cha por la h e g e m o n í a , con la o p o s i c i ó n de J a p ó n (alia-
do con E s t a d o s U n i d o s y C h i n a ) contra E u r o p a o c c i -
dental (aliada con la U n i ó n S o v i é t i c a ) l l e v a r á h a c i a ,
d i g a m o s 2 0 5 0 , a una "guerra mundial". H e m o s t e n i d o
tres guerras m u n d i a l e s c o m o ésa en la h i s t o r i a del
moderno sistema mundial (1618-48, 1792-1815,
1914-45) y e s t r u c t u r a l m e n t e no h a y n i n g u n a r a z ó n
para que no t e n g a m o s una cuarta. El ú n i c o p r o b l e m a ,
del cual s o m o s t o d o s c o n s c i e n t e s , es que éste p o d r í a
ser un desastre nuclear de p r o p o r c i o n e s i n c r e í b l e s .
C o m o s a b e m o s , es un e s c e n a r i o p o s i b l e .
El s e g u n d o e s c e n a r i o es que el m u n d o , e n f r e n t a d o
con el a g o t a m i e n t o del sistema m u n d i a l e x i s t e n t e y
el temor de un desastre nuclear, r e o r g a n i c e c o n s c i e n -
temente el sistema m u n d i a l en algo d i f e r e n t e . La
c u e s t i ó n en este e s c e n a r i o es quién h a r á esa r e o r g a -
n i z a c i ó n . La i m p l e m e n t a c i ó n de una suerte de v o l u n -
tad general r o u s s e a u n i a n a n u n c a ha sido m u y d e m o -
crática una vez que v a m o s a nivel de las v i l l a s , c o m o
el m i s m o R o u s s e a u r e c o n o c i ó . La r e o r g a n i z a c i ó n au-
t o c o n s c i e n t e del s i s t e m a m u n d i a l tiene la fuerte po-
sibilidad (pero no, n a t u r a l m e n t e , la c e r t e z a ) de que
pudiera ser m a n i p u l a d o por q u i e n e s h a b i t u a l m e n t e
t i e n e n la p o s i b i l i d a d de recrear una n u e v a e s t r u c t u r a
de p r i v i l e g i o desigual.
El tercer p o s i b l e e s c e n a r i o es el m e n o s p o p u l a r en
a m b o s s e n t i d o s de la p a l a b r a . Es el que con m e n o r
frecuencia se p r e d i c e , y es el que tiene el m e n o r nivel
de a p r o b a c i ó n a n t i c i p a t o r i a . El tercer e s c e n a r i o posi-
ble es el de un d e r r u m b e del s i s t e m a m u n d i a l . Tal
d e r r u m b e sería a n á r q u i c o ; g e n e r a r í a e x p e r i m e n t a -
ción m a s i v a pero t a m b i é n i n s e g u r i d a d e s m a s i v a s .
Podría ser el caos s o c i a l . P u e d e m u y bien s e ñ a l a r s e

128
que el universo global representa un proceso cons-
tante de recreación del "orden fuera del caos", para
usar el título en inglés del libro de Prigogine y
S t e n g e r s . Sin embargo, en medio del caos, la vida
puede ser muy difícil. Hablando en términos genera-
les, tenemos todos una baja tolerancia al caos social,
y g e n e r a l m e n t e trabajamos muy fuerte para hacer-
lo desaparecer con rapidez. ¡Muy rápidamente, sin
duda! Pero en escenario a mediano plazo proyecto
la posibilidad de que no fuera posible detener
i n m e d i a t a m e n t e el caos, que esta vez el caos conti-
nuara su marcha hasta que se creara nuevo orden.
D e b e r í a quedar claro que mi propio sesgo, con algu-
na inquietud, coincide con este tercer escenario
c o m o el que más posiblemente nos conduzca a un
relativo igualitarismo, a un orden mundial relativa-
mente d e m o c r á t i c o .
T e r m i n o con la pregunta: ¿qué podemos hacer? Se
habrá notado que, de mis cuatro vectores, me he
m o s t r a d o más incierto y menos seguro en la predic-
ción sobre el cuarto, que en síntesis podría llamar la
" r e n o v a c i ó n de 1968". La respuesta a las cuestiones
p o l í t i c a s y morales queda aquí. Estas son, en mi
p e r s p e c t i v a , las dos luchas internas que determina-
rán nuestro futuro: la lucha interna en la familia
mundial de los m o v i m i e n t o s antisistémicos, y la lu-
cha interna en la familia mundial de las ciencias
s o c i a l e s históricas. Las dos luchas están, natural-
m e n t e , v i n c u l a d a s una con otra, pero no son idénti-
cas. Por eso deben ser encaradas separadamente,
pero cada una mirando a la otra.

129
LA TRAYECTORIA FUTURA
DEL SISTEMA MUNDIAL:
¿LECCIONES DE LA HISTORIA?

Immanuel Wallerstein

Nos encontramos en medio de cambios económicos


y políticos en el sistema mundial que son claramente
percibidos como importantes. Mucha gente considera
el posible impacto de esos cambios como inquietante
o incierto; algunos los ven como indeseables. El ac-
tual período sigue a una etapa de hegemonía de Es-
tados Unidos que sitúo entre 1945 y 1967. Ese perío-
do, por contraste, fue de una relativa estabilidad (si
no de tranquilidad) en el sistema mundial.
La estabilidad del período de posguerra se basó
en el abrumador poder de Estados Unidos: poder
e c o n ó m i c o , poder político, poder militar, poder cultu-
ral. Ese poder fue incuestionado no sólo entre sus
aliados sino, esencialmente, incluso por la Unión So-
viética (que simplemente trató de dividir una amplia
zona autárquica cuya autonomía sería tolerada por
Estados U n i d o s ; la esencia del llamado acuerdo de
Y a l t a ) . La fuerza económica de Estados Unidos du-
rante ese período se construyó merced a sus "eficien-
cias" de producción en prácticamente todos los cam-
pos. Y esas eficiencias de Estados Unidos constituían
el motor de una expansión de la economía mundial
capitalista sin paralelo en su historia, que condujo a

131
un aumento del v o l u m e n de p r o d u c c i ó n en todo el
m u n d o . Así como sucedió con r e s p e c t o al p o d e r polí-
tico de E s t a d o s U n i d o s , hoy e s t a m o s i n c l i n a d o s a
olvidar qué grande era. Un simple tema puede m o s -
trar el contraste con los años o c h e n t a . En los c i n c u e n -
ta, E s t a d o s U n i d o s se c o m p l a c í a de h a b e r o b t e n i d o
respaldo de las N a c i o n e s U n i d a s para su a c c i ó n mili-
tar de apoyo a la R e p ú b l i c a de C o r e a , pero cayó en la
cuenta de que eso había sido posible sólo a causa de
la temporaria, y que nunca se repetiría, a u s e n c i a de
la U n i ó n S o v i é t i c a en las s e s i o n e s del C o n s e j o de
Seguridad. Por c o n s i g u i e n t e , el S e c r e t a r i o de E s t a d o
de Estados U n i d o s , John Foster D u l l e s , c o n s i g u i ó la
a p r o b a c i ó n de la r e s o l u c i ó n d e n o m i n a d a " U n i é n d o s e
para la Paz", que atribuyó cierta n u e v a a u t o r i d a d a
la A s a m b l e a General de la O N U en caso de un futuro
veto soviético en una a c c i ó n s i m i l a r . La s u p o s i c i ó n ,
n a t u r a l m e n t e , era que una futura r e s o l u c i ó n de Es-
tados U n i d o s pasaría f á c i l m e n t e por la A s a m b l e a
General. Esto fue cierto, de h e c h o , en los años cin-
cuenta. ¿Quién podría i m a g i n a r que esto fuera ver-
dad en los ochenta? C i e r t a m e n t e , no el G o b i e r n o de
Estados U n i d o s , cuya actual actitud hacia la O N U se
basa en la s u p o s i c i ó n de que E s t a d o s U n i d o s tiende
a quedar en el bando p e r d e d o r de cada debate impor-
tante de la A s a m b l e a G e n e r a l .
El poder de E s t a d o s U n i d o s d i s m i n u y ó de m a n e r a
significativa en los años setenta; E s t a d o s U n i d o s fue
forzado a retirarse de V i e t n a m ; la e c o n o m í a m u n d i a l
estaba en un serio d e s c e n s o , un ciclo K o n d r a t i e f f B.
Las industrias de E u r o p a occidental y J a p ó n fueron
en general muy c o m p e t i t i v a s con r e s p e c t o a las in-
dustrias de E s t a d o s U n i d o s en el m e r c a d o m u n d i a l y,
por c i e r t o , en m u c h o s casos las p r i m e r a s se c o n v i r t i e -
ron en más eficientes que las industrias de E s t a d o s
U n i d o s . Las r e l a c i o n e s p o l í t i c a s de las m a y o r e s po-
tencias en el m u n d o p r e s e n t a r o n un m o s a i c o m u c h o

132
más complejo que antes; las posiciones políticas de
Europa occidental y Japón ya no podían ser garanti-
zadas por Estados Unidos. Esa situación condujo a la
creación de la Comisión Trilateral. Simultáneamen-
te, el llamado bloque socialista presentaba proble-
mas. Las políticas exteriores de China y la Unión
Soviética estaban enfrentadas. Las relaciones de la
U n i ó n Soviética con sus aliados del Este europeo se
habían hecho difíciles. En términos militares, había
más paridad en las fuerzas de ataque Estados Uni-
d o s - U n i ó n Soviética que previamente, pero la capaci-
dad de ambas potencias para controlar los conflictos
militares fuera del campo europeo había disminuido
enormemente.
El reflejo ideológico de esta nueva situación pue-
de encontrarse en dos discusiones políticas continuas
que hasta ese momento habían sido poco significati-
vas. Una giraba en torno a la codificación de los
l l a m a d o s temas Este-Oeste en términos de alianzas
militares recíprocas de la Organización del Tratado
del Atlántico Norte ( O T A N ) y el Pacto de Varsovia.
M u c h o s argüían que esa confrontación estaba algo
pasada de moda; sin embargo, todos titubeaban en
cambiar significativamente esa estructura. El se-
gundo era el debate sobre las denominadas relacio-
nes Norte-Sur (en el marco de una discusión sobre
un nuevo orden económico internacional). Ese deba-
te también había sido, hasta allí, muy retórico e
incompleto.
La p r e o c u p a c i ó n difundida en torno a esos temas
es fácilmente comprensible. El objetivo básico de las
instituciones políticas y económicas mundiales ya no
existe, pero las instituciones continúan como si allí
estuviera. Esa situación no puede continuar mucho
t i e m p o , y los temores sobre alguna clase de colapso
no carecen de fundamento. Sin embargo, nadie pare-
ce decidido a tomar algunas decisiones serias en pro

133
del c a m b i o , en la m e d i d a en que estos a s u n t o s son
realmente muy d e l i c a d o s . D e h e c h o , d i v e r s o s c a m b i o s
han sido p l a n e a d o s o están r e a l i z á n d o s e y no es de-
masiado difícil prever las d i r e c c i o n e s p r i n c i p a l e s de
esos r e a l i n e a m i e n t o s p r o s p e c t i v o s e c o n ó m i c o s y polí-
ticos, con base en una lectura de la h i s t o r i a de la
e c o n o m í a m u n d i a l capitalista.
Antes de pasar al análisis del futuro p r ó x i m o a la
luz de la h i s t o r i a del sistema, p e r m í t a s e m e m e n c i o -
nar aquí tres p r e m i s a s fundamentales sobre c ó m o
trabaja la e c o n o m í a mundial capitalista. P r i m e r o , es
un sistema h i s t ó r i c o ; esto es, tiene reglas y estructu-
ras y un desarrollo histórico con un c o m i e n z o y, even-
t u a l m e n t e , un fin. Un p r o d u c t o i d e o l ó g i c o de este
sistema en el cual v i v i m o s , ha sido la d u d o s a adver-
tencia e p i s t e m o l ó g i c a de que existen tres d i f e r e n t e s
niveles i n s e p a r a b l e s e m p í r i c o s de la actividad h u m a -
na, el e c o n ó m i c o , el político y el social y/o cultural,
que son en efecto s u b s i s t e m a s con a u t o n o m í a l ó g i c a
y/o series de actores y/o m o t i v a c i o n e s . Yo no creo que
esto sea ya una verdad de la e c o n o m í a m u n d i a l capi-
talista como un sistema h i s t ó r i c o , c o m o lo fue de
c u a l q u i e r sistema h i s t ó r i c o p r e v i o . E c o n o m í a , políti-
ca y sociedad son a b s t r a c c i o n e s analíticas que qui-
zás en algunas o c a s i o n e s sirven p r o p ó s i t o s heurís-
ticos, pero que no son c o s i f i c a d o s , y m u c h o m e n o s
c o m p a r t i m e n t i z a d o s , en n i n g u n a d i s c u s i ó n c o n c r e t a .
En la práctica, la i m b r i c a c i ó n es total, c o n s t a n t e y
recíproca.
El material analizado bajo los títulos s e p a r a d o s
de lo e c o n ó m i c o , lo p o l í t i c o y lo s o c i o - c u l t u r a l con
frecuencia refleja un d i l e m a existencial real: las con-
t r a d i c c i o n e s entre la p r o s e c u c i ó n de intereses en los
m ú l t i p l e s m o m e n t o s s o c i a l e s a corto p l a z o , a m e d i a n o
plazo y a largo p l a z o . En particular, las s o l u c i o n e s a
los p r o b l e m a s m o t i v a d o s por los a s u n t o s a m e d i a n o
plazo p a r e c e n causar p r o b l e m a s a largo p l a z o . P o r

134
c o n s i g u i e n t e , las otras dos premisas en mi análisis
tienen que ver con el mediano y el largo plazo.
El mediano plazo de cualquier sistema histórico
es c í c l i c o . Lo consideramos un sistema porque contie-
ne m e c a n i s m o s de retroalimentación que lo mantie-
nen dentro de ciertos parámetros, y por eso las
d e s c r i p c i o n e s diacrónicas toman las formas de curvas
que ascienden y descienden con alguna regularidad.
La tensión cíclica que más inmediatamente nos inte-
resa en el análisis de la economía mundial es la
tensión causada por el constante empuje de posicio-
nes m o n o p o l í s t i c a s dentro de una estructura econó-
mica m e d i a t i z a d a por las transacciones de mercado y
la m e r c a n t i l i z a c i ó n . En la medida que un mercado es
totalmente c o m p e t i t i v o , la tasa de beneficios por de-
finición debe ser baja. Por otra parte, cualquiera que
p u e d a lograr incluso una ventaja parcial monopolís-
tica en cualquier mercado puede, por ese hecho, rete-
ner a u t o m á t i c a m e n t e más plusvalía que fluye en el
circuito de los bienes. Por eso todos los participantes
en todos los mercados buscan siempre promover mo-
n o p o l i o s para ellos mismos y para quebrar el mono-
polio de otros.
A corto plazo algunos participantes en el mercado
siempre tienen éxito en la creación de algunos mo-
n o p o l i o s . El logro de un monopolio económico, aun-
que sea parcial, es siempre un fenómeno político re-
forzado por m e c a n i s m o s socioculturales. Los meca-
nismos políticos disponibles son numerosos e inclu-
y e n m e d i d a s estatales directas o indirectas para li-
mitar la entrada en un mercado (o prevenir a otros
Estados de tomar medidas antimonopólicas) la trans-
ferencia directa de recursos que permite la baja de
p r e c i o s , garantías de los derechos de propietarios
(por ejemplo patentes), la socialización de algunos
costos (por ejemplo en infraestructura, investigación
y d e s a r r o l l o ) , la destrucción física de los competido-

135
res y otros. Los m e c a n i s m o s s o c i o c u l t u r a l e s para re-
forzar m o n o p o l i o s incluyen p r o c e s o s de s o c i a l i z a c i ó n
para facilitar t r a n s a c c i o n e s en ciertos c a n a l e s , m o d e -
los estratificados de r e c l u t a m i e n t o de p e r s o n a l , limi-
t a c i o n e s i d e o l ó g i c a s en la c o n d u c t a del m e r c a d o ,
persuasión secreta en el m e r c a d e o y otros.
D o n d e q u i e r a que se crean m o n o p o l i o s , hay un alto
beneficio. Esto, en sí m i s m o , crea un sector que es
asaltado por otros que p r e t e n d e n entrar. C o n el t i e m -
p o , no podrá quedar a m e d i a n o plazo n i n g ú n m o n o -
polio en la e c o n o m í a mundial capitalista, p r e c i s a -
mente p o r q u e no hay una estructura p o l í t i c a correla-
tiva y no hay t a m p o c o s i s t e m a s culturales i n d i v i d u a -
les para m a n t e n e r una c o n g e l a d a d i v i s i ó n del traba-
j o . El ciclo que n o s o t r o s o b s e r v a m o s es la c o n s e c u e n -
cia de la constante m o v i l i z a c i ó n de l o c a l i z a c i o n e s
m o n o p ó l i c a s en la e c o n o m í a m u n d i a l . Hay tres de
esos c a m b i o s c í c l i c o s . El p r i m e r o sucede en la locali-
zación de v í n c u l o s periféricos en c a d e n a s de b i e n e s .
E n t e n d e m o s por p r o c e s o s n u c l e a r e s a q u e l l o s en los
cuales existen m o n o p o l i o s p a r c i a l e s ; p r o c e s o s perifé-
ricos son aquellos en los cuales la c o m p e t e n c i a en el
m e r c a d o es m á x i m a (y los niveles de b e n e f i c i o s ba-
j o s ) . Dado que los p r o c e s o s e c o n ó m i c o s p a r t i c u l a r e s
pasan de ser nucleares a periféricos (de ser m o n o p ó -
licos a ser c o m p e t i t i v o s ) , existen con f r e c u e n c i a cam-
bios c o n c o m i t a n t e s en la l o c a l i z a c i ó n .
El s e g u n d o cambio se da entre las o n d a s largas de
las fases de K o n d r a t i e f A y B. Las fases A son m o m e n -
tos en los cuales la e c o n o m í a m u n d i a l en su conjunto
tiene un alto porcentaje de s e c t o r e s m o n o p ó l i c o s . En
c o n s e c u e n c i a , las tasas de a c u m u l a c i ó n son m á s altas
y todo empuja hacia la e x p a n s i ó n e c o n ó m i c a . Las
fases B son m o m e n t o s en los cuales los m e r c a d o s
están saturados con d e m a s i a d a c o m p e t e n c i a . En con-
s e c u e n c i a , las tasas de a c u m u l a c i ó n son más bajas y
todo empuja h a c i a la c o n t r a c c i ó n pero t a m b i é n , natu-

136
raímente, hacia la búsqueda de la creación de nuevos
sectores m o n o p ó l i c o s . El tercer cambio, que se da en
períodos mucho más largos, se ubica entre momentos
de h e g e m o n í a en el sistema interestatal y períodos
de rivalidad (el llamado balance de poder). La verda-
dera h e g e m o n í a es el logro de un fuerte estado de alta
concentración de monopolios económicos, que enton-
ces experimenta otras clases de poder. La rivalidad
máxima ocurre cuando esas concentraciones están
claramente divididas en series de estados fuertes. Mi
segunda premisa sobre el corto plazo del tiempo so-
cial se manifiesta en sí misma en estos modelos cícli-
cos de cambios en los monopolios.
La tercera premisa tiene que ver con el largo
plazo, con las tendencias seculares del sistema histó-
rico que eventualmente da cuenta de esta transmi-
sión histórica. El problema a largo plazo en la eco-
nomía mundial capitalista es, esencialmente, que so-
cava su raison d'etre por sus éxitos y genera su propia
y cada vez más eficaz oposición. Permítaseme consi-
derar primero cómo se socava a sí mismo por sus
éxitos. Si la acumulación inconclusa de capital es la
raison d'etre y las ventajas monopólicas hacen posi-
ble una alta acumulación de capital, la conclusión del
proceso de mercantilización de todo conducirá, en la
práctica, a la capacidad de crear limitaciones mono-
pólicas m a x i m i z a n d o la capacidad de los múltiples
actores que actúan en mercados múltiples. Debería
suceder entonces que los capitalistas, lejos de haber
empujado hacia la completa libertad de los factores
de producción, habrían "arrastrado sus pies" (como
sucedió históricamente). Sin embargo, las luchas de
competencia antimonopólica, al causar cíclicamente
bajas e c o n ó m i c a s , requieren incrementos parciales
repetidos de mercantilización, precisamente con el
propósito de relanzar la expansión económica des-
pués de bajas cíclicas. Después de 500 años hemos

137
c o m e n z a d o a lograr un grado r e l a t i v a m e n t e alto de
m e r c a n t i l i z a c i ó n en la e c o n o m í a mundial, un p r o c e s o
cuya configuración l ó g i c a m e n t e se acerca a una asín-
tota. A m e d i d a que el p r o c e s o se a p r o x i m a a la asín-
tota se hace cada m á s difícil r e s o l v e r los p r o b l e m a s
a m e d i a n o plazo; esta clase de p r o c e s o ha creado las
l l a m a d a s crisis estructurales a largo p l a z o , que in-
cluyen un largo p e r í o d o de transición en el cual las
o p c i o n e s h i s t ó r i c a s son muy abiertas.
D e b e m o s t o m a r nota de una segunda t e n d e n c i a
secular. En forma c o n c o m i t a n t e con los p r o c e s o s se-
culares de m e r c a n t i l i z a c i ó n - r e - s i s t i d o s o a c e p t a d o s
con reticencia por los p r i n c i p a l e s b e n e f i c i a r i o s del
s i s t e m a - está el p r o c e s o secular de la c o n t r a c t u a l i z a -
ción de los p r o c e s o s p o l í t i c o s (algunas v e c e s c o n o c i d o
como burocratización, como d e m o c r a t i z a c i ó n y c o m o
f o r t a l e c i m i e n t o de las estructuras estatales dentro
de un sistema interestatal más c o d i f i c a d o ) . Este pro-
ceso t a m b i é n ha sido resistido o aceptado con reticen-
cia por los p r i n c i p a l e s b e n e f i c i a r i o s del s i s t e m a . Pero
este p r o c e s o también ha sido i n c e s a n t e . Y este p r o c e -
so t a m b i é n alcanza una asíntota, con lo cual se h a c e
cada vez más difícil r e s o l v e r los p r o b l e m a s a m e d i a n o
plazo que, a su v e z , crean la crisis estructural a largo
plazo.
D e b e m o s revisar b r e v e m e n t e la p o l í t i c a de este
p r o c e s o de c o n t r a c t u a l i z a c i ó n en la h i s t o r i a de la
e c o n o m í a mundial capitalista. Por una parte, aque-
llos que fueron e x c l u i d o s de los beneficios de los
m o n o p o l i o s p a r c i a l e s , desde el c o m i e n z o han b u s c a d o
i n c r e m e n t a r su p o l í t i c a de c o n t r a c t u a l i z a c i ó n (codifi-
cación de d e r e c h o s ) c o m o un m e d i o i m p o r t a n t e de
asegurar una d i s m i n u c i ó n en los efectos n e g a t i v o s de
esos m o n o p o l i o s . Por lo tanto, han t e n d i d o a a p o y a r
el f o r t a l e c i m i e n t o de las estructuras formales del
E s t a d o . Si bien q u i e n e s c o n t r o l a n los s e c t o r e s m o n o -
p ó l i c o s viejos y d e c l i n a n t e s se o p o n e n , n a t u r a l m e n t e ,

138
a tal contractualización, quienes han buscado crear
n u e v o s s e c t o r e s m o n o p ó l i c o s , particularmente en
t i e m p o s de estancamiento e c o n ó m i c o , también han
tratado de utilizar estructuras estatales, que por
tanto fueron fortalecidas. Esa combinación conduce
a casi t o d o s los actores a centrar su atención en las
estructuras del Estado como las agencias políticas
claves en el mundo m o d e r n o .
En el siglo X I X se vio un importante desarrollo de
este p r o c e s o : la emergencia de movimientos antisis-
t é m i c o s formales y burocratizados, originalmente ba-
jo la forma de partidos laboristas y socialistas, por
una parte, y m o v i m i e n t o s nacionalistas por la otra.
A corto plazo, esos m o v i m i e n t o s eran antagónicos a
los p r i n c i p i o s básicos del sistema mundial y movili-
zaban energía política contra él, por cierto que con
creciente éxito en el tiempo. A corto plazo, sin embar-
g o , merced al logro de su objetivo intermedio (acceso
al poder estatal) esos movimientos se convirtieron en
parte de la renovación cíclica de la economía mundial
capitalista. A largo plazo, sin embargo, fomentando
el p r o c e s o mundial de contractualización y empuján-
dolo hacia su asíntota, contribuyeron a la crisis es-
tructural del sistema, que incluye un cuestiona-
miento por parte de los nuevos movimientos sobre el
v e r d a d e r o papel que los viejos movimientos desempe-
ñaron en la estabilización a mediano plazo del siste-
ma m u n d i a l . Este último fenómeno ha sido expresado
en el auge de los nuevos movimientos sociales en los
países de la Organización de Cooperación y Desarro-
llo E c o n ó m i c o ( O C D E ) la reiterada emergencia de mo-
v i m i e n t o s antiburocráticos en los países socialistas y
el s u r g i m i e n t o , recientemente, de movimientos pos-
nacionalistas en el Tercer Mundo.
P e r m í t a s e m e recordar aquí a qué altura estamos
en esta discusión. El presente período definido estre-
chamente (digamos de 1970 a 1995), puede ser des-

139
crito, en la t e r m i n o l o g í a de los r i t m o s c í c l i c o s a me-
diano plazo del sistema m u n d i a l , como una fase Kon-
dratief B. Esta fase B o c o n t r a c c i ó n e c o n ó m i c a de la
e c o n o m í a m u n d i a l es, s i m u l t a n e a m e n t e , la p r i m e r a
parte de la post-era h e g e m ó n i c a de E s t a d o s U n i d o s .
En t é r m i n o s de esos r i t m o s c í c l i c o s , p o d e m o s fácil-
mente prever hacia dónde nos e n c a m i n a m o s . P e r o el
presente p e r í o d o definido m e n o s estrechamente
( d i g a m o s de 1914 a 2 0 5 0 ) puede ser d e s c r i t o , en la
terminología de las t e n d e n c i a s s e c u l a r e s a largo
plazo del sistema m u n d i a l , c o m o un p e r í o d o de
crisis estructural cuyos r e s u l t a d o s no p o d e m o s pre-
ver fácilmente.
El escenario básico de los r i t m o s c í c l i c o s a m e d i a -
no plazo es familiar. La presente baja de K o n d r a t i e f
es un m o m e n t o de aguda c o m p e t e n c i a e c o n ó m i c a en-
tre empresas en las tres g r a n d e s c o n c e n t r a c i o n e s de
actividades cuasimonopólicas: Estados Unidos, Euro-
pa occidental y J a p ó n . Cada una de ellas está tratan-
do, a muy corto p l a z o , de e x p o r t a r b e n e f i c i o s p e r d i d o s
y d e s e m p l e o hacia las otras. La bola en los p a s a d o s
quince años ha sido l a n z a d a h a c i a atrás y p r o b a b l e -
mente continúe así en los p r ó x i m o s diez a ñ o s . El
j u e g o se desarrolla en t é r m i n o s de las g r a n d e s varia-
bles sobre las cuales l e e m o s en los p e r i ó d i c o s : el
z i g z a g u e o de los niveles de p r e c i o s de la e n e r g í a , las
tasas de c a m b i o de las más i m p o r t a n t e s d i v i s a s , las
tasas c o m p a r a t i v a s de inflación, la r e o r g a n i z a c i ó n
interna de las e s t r u c t u r a s de las t a s a s , los g r a d o s
relativos y las formas de p r o t e c c i o n i s m o , y o t r a s .
Esta parte de la c o m p e t e n c i a , sin e m b a r g o , es a m u y
corto plazo y fuertemente p o l í t i c a ; uno de sus objeti-
v o s clave es el m a n t e n i m i e n t o de la e s t a b i l i d a d p o l í -
tica a nivel estatal en los E s t a d o s e c o n ó m i c a m e n t e
c e n t r a l i z a d o s . El resultado es, en mi o p i n i ó n , equita-
t i v a m e n t e d i s t r i b u i d o entre los tres g r a n d e s .

140
Un j u e g o a corto plazo más importante que la
e x p o r t a c i ó n de desempleo es la competencia para con-
trolar las nuevas zonas potenciales de producción
m o n o p ó l i c a : microprocesamiento y todos sus produc-
tos p o t e n c i a l e s , biogenética y fuentes alternativas de
energía. T o d o s anticiparon que esos sectores econó-
m i c o s serían el corazón del próximo ciclo de Kondra-
tief, que comenzará en algún momento del período
1990-2000 y promete ser más espectacular que el del
período 1945-67. Aquí la lucha se dirige al control de
la tecnología clave mediante investigación y desarro-
llo, por una parte, y a la concentración organizacio-
nal por la otra. Las empresas transnacionales prosi-
guen este j u e g o mediante desarrollo interno, espio-
naje industrial, fusiones de empresas y acuerdos tipo
cártel. Los gobiernos actúan ante todo canalizando
grandes sumas públicas en esos acuerdos (la guerra
del espacio de Reagan es quizás el más ambicioso de
esos intentos) y acaparando mercados potenciales
por m e d i o , sobre todo, de la diplomacia tradicional
basada en zonas de interés.
En esta carrera, mi impresión es que Japón está
quedando muy a la cabeza, en primer lugar porque
está m e n o s agobiado que Estados Unidos (y en algu-
na medida que Europa occidental) por el enorme dre-
naje e c o n ó m i c o de capital que va a los sectores me-
dios (vía programas de bienestar social del gobierno,
infladas listas de mandos intermedios en las empre-
sas privadas y enorme consumo en el sector terciario)
y, por supuesto, menos presionado por los gastos
políticos-militares ocasionados por la defensa de pa-
sadas ventajas. Sin duda, la diferencia en estos as-
pectos entre Japón y las otras dos potencias podrá
desaparecer en los próximos treinta años, pero para
entonces nuevas ventajas se habrán consolidado. Si
bien Estados U n i d o s es todavía la más fuerte poten-
cia mundial y seguirá siéndolo sin duda durante al-

141
gún t i e m p o , el v e r d a d e r o c o m p e t i d o r de J a p ó n a largo
plazo es m e n o s E s t a d o s U n i d o s que una r e v i t a l i z a d a
Europa o c c i d e n t a l , que no debiera ser s u b e s t i m a d a a
pesar de su atmósfera de p e s i m i s m o cultural y la
p e s a d e z causada por la ausencia de una e s t r u c t u r a
estatal única.
Esta clase de r e o r g a n i z a c i ó n e c o n ó m i c a m u n d i a l
de la l o c a l i z a c i ó n de s e c t o r e s líderes debiera llevar a
la r e c o n s t r u c c i ó n de alianzas i n t e r e s t a t a l e s . H e m o s
visto cómo eso sucedió dos v e c e s con a n t e r i o r i d a d ; al
finalizar la h e g e m o n í a h o l a n d e s a , desde m e d i a d o s y
hasta finales del siglo XVII, y al c o m i e n z o de la h e g e -
m o n í a británica en la última tercera parte del siglo
XIX. En cada uno de esos casos, como s u c e d e a h o r a ,
el f o r t a l e c i m i e n t o e c o n ó m i c o del p o d e r h e g e m ó n i c o
fue s o c a v a d o por la d e c r e c i e n t e eficiencia e c o n ó m i c a
y por el i n c r e m e n t o de los drenajes s o c i a l e s , c o m o
r e s u l t a d o de i m p u e s t o s d e s t i n a d o s a s o s t e n e r los c o s -
tos p o l í t i c o - m i l i t a r e s de la h e g e m o n í a p o l í t i c a y los
niveles de c o n s u m o de los estratos m e d i o s . En cada
caso, hubo dos p r e t e n d i e n t e s a la s u c e s i ó n (para los
h o l a n d e s e s fueron los i n g l e s e s y los f r a n c e s e s ; para
los b r i t á n i c o s fueron los e s t a d o u n i d e n s e s y los ale-
m a n e s ) . En a m b o s c a s o s , el p o d e r h e g e m ó n i c o decli-
nante h a b í a sido o r i g i n a l m e n t e una p o t e n c i a naval y
e m p e z ó a invertir en fuerzas terrestres sólo c u a n d o
se convirtió en h e g e m ó n i c o . En cada caso, de los dos
s u c e s o r e s r e c l a m a n t e s uno se basaba en la tierra (los
franceses que s i g u i e r o n a la era h o l a n d e s a ; los ale-
m a n e s que s i g u i e r o n a la era b r i t á n i c a ) y uno se
basaba en el p o d e r m a r í t i m o o, más tarde, en el p o d e r
m a r í t i m o / a é r e o (los i n g l e s e s que s i g u i e r o n a la era
h o l a n d e s a ; los e s t a d o u n i d e n s e s que s i g u i e r o n a la
era b r i t á n i c a ) . Y, en cada caso, el p o d e r m a r í t i m o fue
el g a n a d o r . En cada caso el antiguo p o d e r h e g e m ó n i c o
j u n t ó fuerzas, e c o n ó m i c a y p o l í t i c a m e n t e , con la fu-
tura p o t e n c i a h e g e m ó n i c a , p r i m e r o c o m o un socio

142
m a y o r , luego como un socio menor (los holandeses
con los ingleses, y los británicos con los estadouni-
d e n s e s ) . Pasó un largo tiempo hasta que la potencia
h e g e m ó n i c a sucesora se convirtiera realmente en he-
g e m ó n i c a y, sin excepción, ésto requirió una guerra
mundial con el rival (las guerras franco-británicas de
1792-1815, las guerras germano-estadounidenses de
1914-1945).
Si e s t a b l e c e m o s una simple analogía entre esos
dos ciclos del pasado, en el sentido de que cambiaron
de una h e g e m o n í a a otra en un largo período de
rivalidad de grandes potencias, podemos ver a Japón
y E u r o p a occidental como los dos candidatos suceso-
res, J a p ó n como el candidato basado en el poder
m a r í t i m o y aéreo, y Europa occidental basada en la
tierra. P o d r í a m o s entonces anticipar una alianza
e c o n ó m i c a - p o l í t i c a Estados Unidos-Japón, con Esta-
dos U n i d o s primero como socio mayor, luego como
socio menor. (Vemos el comienzo de esto en las nue-
vas v i n c u l a c i o n e s entre transnacionales de Estados
U n i d o s y J a p ó n ) . P o d e m o s anticipar otras zonas del
m u n d o que serán empujadas hacia ese vértice. Si
China se integrara por completo a una zona económi-
ca Estados Unidos-Japón, entonces Europa occiden-
tal no tendría elección y uniría fuerzas con la Unión
S o v i é t i c a y Europa del Este. El Tercer Mundo sería
o b v i a m e n t e una zona de enfrentamiento para las dos
nuevas grandes alianzas, con la posibilidad de un
C e r c a n o Oriente vinculado a la zona Europa-Unión
S o v i é t i c a y una continuada relación entre América
Latina con la zona Estados Unidos-Japón, esta vez
con base en el Pacífico. Y en este escenario habría
una guerra mundial alrededor del 2050, no primaria-
mente entre Estados Unidos y la Unión Soviética,
sino entre Japón y Europa occidental, contienda en
la cual, por analogía, Japón debería ganar.

143
Pero ustedes dirán, y d e b e r í a n h a c e r l o , que este
escenario es a b s u r d a m e n t e simplista. Sólo se t o m a n
en cuenta los ritmos c í c l i c o s a m e d i a n o plazo y se
omiten las t e n d e n c i a s s e c u l a r e s a largo p l a z o y, de
ese m o d o , la crisis estructural de nuestro s i s t e m a
h i s t ó r i c o , que es algo que ocurre ahora. I n c l u s o para
el escenario a m e d i a n o plazo hay un p r o b l e m a i m p o r -
tante. Cada cambio previo de h e g e m o n í a , y por lo
tanto cada alianza previa de la p o t e n c i a h e g e m ó n i c a
anterior y su sucesora (los h o l a n d e s e s y los i n g l e s e s ,
los b r i t á n i c o s y los e s t a d o u n i d e n s e s ) , eran i n t r a e u r o -
p e o s . U n a alianza a largo plazo entre E s t a d o s U n i d o s
y J a p ó n plantea p r o b l e m a s culturales de otro o r d e n
y no se sabe a ciencia cierta cómo serán e n f r e n t a d o s .
Sin e m b a r g o , no c o n s i d e r o que éste sea un o b s t á c u l o
fundamental a la r e a l i z a c i ó n de las e x p e c t a t i v a s ; la
cultura tiene una m a r a v i l l o s a p l a s t i c i d a d c u a n d o es
necesario.
El c u m p l i m i e n t o de este ciclo h e g e m ó n i c o a me-
diano plazo se c o m p l i c a por la e x i s t e n c i a de la crisis
estructural. Un aspecto de la i n c r e í b l e e x p a n s i ó n del
rol de los m o v i m i e n t o s a n t i s i s t é m i c o s es el r e c h a z o
de la i d e o l o g í a u n i v e r s a l i s t a b a s a d a en E u r o p a y
p r o p a g a d a en el siglo X I X . La r e a f i r m a c i ó n de las
c i v i l i z a c i o n e s no e u r o p e a s es una r e a l i d a d p o l í t i c a
i m p o r t a n t e hoy y lo será aún más en el siglo p r ó x i m o .
El auge e c o n ó m i c o de J a p ó n c o i n c i d e s i m b ó l i c a m e n t e
con esta reafirmación; sin e m b a r g o , no puede ser la
pieza central, porque el v e r d a d e r o p u n t o de esta rea-
firmación de la c i v i l i z a c i ó n es la m u l t i p l i c i d a d . Esta
reafirmación de la c i v i l i z a c i ó n en su m u l t i p l i c i d a d ha
sido parte de r e l a c i o n e s i n t e r e s t a t a l e s desde la con-
ferencia de B a n d u n g . Su eficacia d i p l o m á t i c a ha sido
quizás limitada, pero su f o r t a l e c i m i e n t o en la i d e o l o -
gía popular es i n d u d a b l e .
A u n así, el tema d e c i s i v o no es la d e c l i n a c i ó n de
O c c i d e n t e que sigue a su auge; es la t r a n s f o r m a c i ó n

144
de nuestro actual sistema mundial en una diferente
forma (o formas) de sistema histórico. Aquí yo debo
insistir primero en algunos procesos generales de
transición antes de que podamos apreciar nues-
tros propios dilemas concretos. Deben advertirse tres
puntos en lo que respecta a las transiciones estruc-
turales. En primer lugar, cuando las transiciones
estructurales comienzan, los procesos del sistema
histórico anterior no cesan inmediatamante. De he-
cho, ocurre precisamente lo contrario: los viejos pro-
cesos c o n t i n ú a n y se intensifican, que es exacta-
mente lo que provoca e intensifica la crisis estructu-
ral. Los capitalistas no dejan de ser capitalistas, ni
los administradores estatales de ser administrado-
res estatales. En los próximos setenta y cinco años
t e n d r e m o s aún más mercantilización, incluso más
contractualización y más producción, productividad
e innovación tecnológica. Quienes deseen acentuar,
por razones i d e o l ó g i c a s , el costado rosa de la pelí-
cula tendrán muchos argumentos para utilizar. Es
muy importante comprender que una transición, el
d e s v a n e c i m i e n t o de un sistema histórico, es menos
su derrumbe que su propia realización.
Sin embargo, eventualmente hay una quiebra en
un área muy decisiva: esto se convierte en una lenta
disminución en el proceso de acumulación. Cuando se
hace aguda, lleva la competencia normal entre élites
a una lucha continua y destructiva de aniquilación
mutua. Cuando esto ocurre (y aún no ha ocurrido en
nuestro sistema histórico) abre el camino para quie-
bras más serias y menos cooptables del orden políti-
co, algo que los movimientos antisistémicos han pre-
dicho durante ciento cincuenta años. La causa de sus
p r e d i c c i o n e s incorrectas es que ellos siempre predi-
caron que eso ocurriría por las acciones de las clases
subordinadas, mientras que la verdadera causa de la

145
ruptura del orden en los s i s t e m a s h i s t ó r i c o s es el
colapso del espíritu de los g u a r d i a n e s del orden.
No obstante, c u a n d o , en una t r a n s i c i ó n , uno se
aproxima al p e r í o d o de la quiebra del orden, y se hace
obvio que se iniciará un nuevo sistema h i s t ó r i c o , o
unos nuevos s i s t e m a s , c o m i e n z a la v e r d a d e r a l u c h a ,
y sólo e n t o n c e s . C u a n d o el c a m b i o (el v e r d a d e r o cam-
bio f u n d a m e n t a l ) es i n e v i t a b l e , todos o p r á c t i c a m e n -
te todos lo siguen, y ése es el m o m e n t o p e l i g r o s o . La
quiebra del orden se c o n v i e r t e s i m u l t á n e a m e n t e en
la quiebra de la i d e o l o g í a . C u a n d o t o d o s h a b l a n el
lenguaje del c a m b i o , es difícil distinguir las ovejas de
las cabras, los d u e ñ o s del viejo p r i v i l e g i o de sus
o p o n e n t e s , los h e r a l d o s de un m a y o r i g u a l i t a r i s m o de
q u i e n e s p r o p o n e n que la s i t u a c i ó n c o n t i n ú e igual.
Esta fase ahora se e n c u e n t r a ante n o s o t r o s , y c o i n c i -
de p r e c i s a m e n t e con el p r o c e s o c í c l i c o normal de la
d e c l i n a c i ó n y r e n o v a c i ó n de la h e g e m o n í a en el siste-
ma h i s t ó r i c o e x i s t e n t e . En los p r ó x i m o s setenta y
cinco años v e r e m o s una m e z c l a t o t a l m e n t e confusa
de c o n t i n u i d a d / r e p e t i c i ó n de f o r m a s s o c i a l e s existen-
tes y, s i m u l t á n e a m e n t e , la a d o p c i ó n en t o d o s sus
a s p e c t o s del c a m b i o en f o r m a s s o c i a l e s como su prin-
cipio guía.
Las p o l í t i c a s de tal s i t u a c i ó n no son d e m a s i a d o
claras. Pero, dado que las a p u e s t a s son muy altas,
d e b e m o s tratar de verlas con la m a y o r claridad posi-
ble. Y quizás es mejor c o m e n z a r por l o c a l i z a r el cam-
po v e r d a d e r o de esta batalla. P e r m í t a s e n o s , para
c o m e n z a r , decir d ó n d e no estará l o c a l i z a d o . No se
situará en l u c h a s i n t e r e s t a t a l e s , ni entre Este y Oes-
te, Norte y Sur, ni entre la zona cultural europea y
la zona cultural no e u r o p e a . M u c h o s p u e b l o s insisti-
rán en que la lucha real está allí. Pero esos argu-
m e n t o s son sólo un velo i d e o l ó g i c o en el cual
m u c h o s están i n t e r e s a d o s , p r e c i s a m e n t e p o r q u e nos

146
impide clarificar asuntos en los verdaderos campos
de batalla.
En otras palabras, Este-Oeste y Norte-Sur son
c a m p o s de batalla de los procesos que nosotros llama-
mos los ritmos cíclicos de la economía mundial capi-
talista, pero los campos de batalla de la transfor-
m a c i ó n estructural de esta economía mundial en algo
más, como resultado de las tendencias seculares, re-
siden en otros lugares: primero, dentro de la amplia
familia de m o v i m i e n t o s , todos esos movimientos que
reclaman ser de alguna manera antisistémicos y, en
segundo término, dentro del terreno de las ideas cien-
tíficas (en el sentido amplio de todos los esfuerzos
para comprender la realidad social). Y la lucha en
ambos planos no gira alrededor del sistema histórico
existente sino en torno a su sucesor o sucesores.
Existen básicamente dos posibilidades de sucesión:
un nuevo sistema histórico (o varios de ellos) que, si
bien diferente de la economía mundial capitalista, es
igualmente no igualitario en su estructura básica, o
un nuevo sistema que es ampliamente igualitario, es
decir libertario, dado que resulta imposible distin-
guir los dos.
En términos de movimientos antisistémicos, la
dificultad para la facción igualitaria en esta lucha es
determinar si puede desarrollar alguna estrategia de
transformación diferente al enfoque de búsqueda del
poder estatal del siglo X I X , que ha fracasado porque
ha tenido éxito. El problema es que no queda claro
qué otra estrategia puede ser eficaz en términos or-
g a n i z a c i o n a l e s . En el contexto de los debates de la
ciencia, la dificultad es si uno puede verdaderamente
unir el falso debate de lo particular y lo universal, de
lo ideográfico y lo nomotético, con una metodología
que pueda efectivamente describir sistemas diacróni-
cos que tienen una "flecha de tiempo" (lo que yo he
llamado para el mundo social "sistemas históricos").

147
Una vez m á s , como en el caso de los m o v i m i e n t o s , es
fácil observar que las viejas e s t r a t e g i a s h a n fallado
p r e c i s a m e n t e porque han tenido é x i t o . Es m e n o s cier-
to, sin e m b a r g o , que otras e s t r a t e g i a s p u e d a n ser
o r g a n i z a d a s con eficacia.
Para v o l v e r a nuestro punto de partida, en la
m e d i d a en que la e c o n o m í a m u n d i a l c a p i t a l i s t a pro-
siga sus actuales r i t m o s c í c l i c o s , J a p ó n está destina-
do a d e s e m p e ñ a r un papel cada vez más d e c i s i v o en
el sistema. Sin e m b a r g o , en la m e d i d a en que la
e c o n o m í a mundial capitalista se e n c u e n t r e en la mi-
tad de una t r a n s f o r m a c i ó n e s t r u c t u r a l , ese ciclo he-
g e m ó n i c o nunca se cumplirá. En c u a l q u i e r c a s o , sólo
será r e l e v a n t e en forma m a r g i n a l con r e s p e c t o al
debate en torno a la lucha por la c o n s t r u c c i ó n de un
s i s t e m a o sistemas de r e e m p l a z o . En esta d e s c r i p c i ó n
del futuro he tratado de no ser o p t i m i s t a ni p e s i m i s -
ta. Estoy f i r m e m e n t e c o n v e n c i d o de que durante los
m o m e n t o s de t r a n s i c i ó n de un s i s t e m a h i s t ó r i c o a
otro, la voluntad h u m a n a tendrá o b j e t i v o s a m p l i o s y
por eso las o p c i o n e s h i s t ó r i c a s serán reales y no
m a n i p u l a d a s . El s u c e s o r del o los s i s t e m a s h i s t ó r i c o s
de 2 0 5 0 ó 2 1 0 0 será el que n o s o t r o s c o n s t r u y a m o s ,
pero no es seguro que ese sea el que n o s o t r o s e l i j a m o s
que v a m o s a construir.

148
SOBRE LOS AUTORES

Abelardo Morales G. Investigador del Programa


F L A C S O Costa Rica, en el Programa de Relaciones
Internacionales.

James M. Goldgeier y Michael McFaul. Investigado-


res en el Center for International Security and Arms
Control ( C I S A C ) en Stanford University. El artículo
fue traducido del original en inglés "A tale of two
worlds: core an periphery in the post-cold war era".
International Organization 46, 2, Primavera 1992.
© 1992 by the World Peace Fundation and the Mas-
sachussetts Institute of Technology. Traducción de
T o m á s Saraví.

C. Fred Bergsten. Director del Instituto for Interna-


tional Economics. Es autor del libro United States in
the World Economy: A Strategy for the 90's. El artí-
culo recopilado corresponde al original en inglés
"The World Economy After the Cold War". Copyright
© 1990. Institute for International Economics, Was-
hington, D C . Derechos reservados. Traducido por To-
más Saraví.

149
Immanuel Wallerstein. Profesor del D e p a r t a m e n t o de
S o c i o l o g í a en State U n i v e r s i t y of N e w Y o r k , Bing-
i i a m t o m , N Y . Los trabajos r e p r o d u c i d o s fueron tradu-
cidos del libro G e o p o l i t i c s and G e o c u l t u r e . © 1 9 9 1 .
Cambridge University Press. N u e v a Y o r k . T r a d u c i d o
por T o m p á s Saraví.

150
INDICE

INTRODUCCION 7

L U C E S Y S O M B R A S EN LAS TEORIAS
SOBRE EL CAMBIO INTERNACIONAL 11
Abelardo Morales G.

Teorías del sistema internacional 13


A c t o r e s y los
procesos sociales 19
Cambios globales
y la periferia 23

C E N T R O Y P E R I F E R I A EN LA P O S G U E R R A FRIA 33
James M. Goldgeier y Michael McFaul

Los principios del realismo estructural 39

El sistema internacional
del antiguo mundo 43

El sistema internacional hoy:


una historia de dos mundos 49

Conclusión 79
LA ECONOMIA MUNDIAL DESPUES
DE LA G U E R R A FRIA 83
C. Fred Bergsten

I 83

II 84

III 86

IV 92

v 96

VI 103

VII 107

LA E C O N O M I A DEL SISTEMA M U N D I A L
PERSPECTIVAS DE M E D I A N O PLAZO 111
Immanuel Wallerstein

El sistema mundial, 1945-1988 112

El sistema m u n d i a l , 1988 a CIRCA 2000 115

El mediano plazo ( 2 0 0 0 - 2 0 5 0 ) :
Los posibles vectores 121

LA TRAYECTORIA FUTURA DEL S I S T E M A


M U N D I A L : ¿ L E C C I O N E S DE LA H I S T O R I A ? 131
Immanuel Wallerstein

SOBRE LOS AUTORES 149

INDICE 151