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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CENTRO ACADÊMICO DE ENGENHARIA CIVIL

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

LUCAS FLOIS FERREIRA

APS 2 – ESTUDO ESTATÍSTICO DE DADOS HIDROLÓGICOS

HIDROLOGIA APLICADA

TOLEDO
2016
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CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Sumário
1. Introdução ...................................................................................................................................... 3
2. Objetivos ........................................................................................................................................ 3
3. Metodologia ................................................................................................................................... 3
4. Resultados e Discussões ............................................................................................................ 4
4.1 Parte A ......................................................................................................................................... 4
4.2 Parte B ....................................................................................................................................... 10
5. Conclusões .................................................................................................................................. 15
6. Referências ................................................................................................................................. 15

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1. Introdução

A hidrologia é a ciência que estuda a água, sua ocorrência, circulação,


distribuição, propriedades e sua relação com o meio ambiente. Segundo Tucci, é uma
ciência que se baseia na observação de processos físicos que ocorrem na bacia
hidrográfica.

A observação, coleta e análise de informações são de responsabilidades do


engenheiro, ao qual também é de sua incumbência responder questões que se
atenham as informações e que são de grande importância nas obras de engenharia.

2. Objetivos

Este trabalho tem como objetivo a aplicação dos conhecimentos da disciplina


adquiridos em sala de aula de uma forma mais efetiva, buscando estatísticas de uma
determinada estação pluviométrica e da equação de chuvas intensas para uma
determinada série de máximos. Utilizando para isso dados fornecidos pelo sistema
HIDROWEB na internet e pelo professor via MOODLE, além de softwares como Excel
e R.

3. Metodologia

Para a parte inicial da atividade, foi necessário a escolha de uma estação


pluviométrica, com mais de 20 anos de registros, no sistema HIDROWEB, no site da
ANA (Agência Nacional de Águas).

Com os registros da estação escolhida, foram obtidos os totais anuais, estes


foram estudados estatisticamente e analisados com os conhecimentos adquiridos na
matéria.

Para a parte final da atividade, através de uma série de máximos disponibilizados


pelo professor, calculou-se os parâmetros da equação de chuvas intensas.

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4. Resultados e Discussões

4.1 Parte A

A estação pluviométrica escolhida foi a Fazenda São Domingos (código


02048004), localizada no município de Guaíra, estado de São Paulo. A mesma possui
registros desde o ano de 1967. Suas coordenadas geográficas são:

 Latitude: - 20:12:38;
 Longitude:- 48:17:26;

Ela está localizada a uma altitude de 520 m, na bacia do Rio Paraná, na sub-
bacia do Rio Grande, sendo de responsabilidade da ANA (Agência Nacional de
Águas) e operada pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais).

A estação registrou os seguintes totais anuais:

N° 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Ano 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975
Total Anual 1339 1125 998 1290 1381 1813 1537 1391 1201

N° 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Ano 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984
Total Anual 1801 1089 1411 1318 1475 1180 1598 1985 1375

N° 19 20 21 22 23 24 25 26 27
Ano 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993
Total Anual 1413 1123 1388 1418 1470 1175 1915 1491 1893

N° 28 29 30 31 32 33 34
Ano 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000
Total Anual 1225 1546 1567 1665 1457 1005 1337

Tendo a seguinte distribuição:

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Totais Anuais
2500

2000

1500

1000

500

0
1965 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005

Contabilizando 34 anos de registro até o ano 2000, os dados desta estação


pluviométrica foram analisados sobre os seguintes parâmetros estatísticos:

 Média;
 Máximo e Mínimo
 Desvio Padrão;
 Variância;
 Mediana;
 Assimetria;
 Curtose;
 Coeficiente de variação;

Obtendo os seguintes resultados:

Média 1423,36
Máximo 1985
Mínimo 998
RESUMO

Variância 64467,61
Desvio Padrão 253,90
Mediana 1401,25
Assimetria 0,4801
Curtose -0,1519
CV 0,1784

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O máximo valor obtido foi de 1985 mm e o mínimo de 998 mm. Em média, a


precipitação anual na estação é de 1423,36 mm por ano. Registrou um desvio padrão
de 253,90 mm, variância de 64467,61 mm e mediana de 1401,25 mm.

A assimetria foi de 0,4801, informando que a cauda do lado direito na função


densidade de probabilidade é maior, dando a informação de que a maior parte dos
dados são menores que a média.

A curtose, que representa o grau de “achatamento da curva” foi de -0,1519, isso


quer dizer que a função de distribuição dos totais anuais é mais “achatada” que a
distribuição normal.

A variabilidade anual de totais é representada pelo coeficiente de variação, no


caso 0,1784 ou 17,84%.

Fazendo o boxplot dos dados, temos os seguintes resultados e gráfico:

Máximo 1985
Mínimo 998
Média 1423,36
BOXPLOT

Q1 1241,325
Q2 1401,25
Q3 1544,075
L.S. 1998,2
L.I. 787,2

Com estes resultados, podemos ver que todos os dados estão dentro dos limites,
não havendo nenhum fora. Percebe-se ainda que a média é muito próxima da
mediana (segundo quartil), havendo uma boa distribuição dos dados.

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Construindo o gráfico temos:

Pode-se perceber que a mediana é levemente mais próxima do Q3 do que de


Q2, havendo maior quantidade de dados entre estes valores.

Os dados podem também ser apresentados na forma de histograma. Para a


construção do gráfico, foi utilizada a Regra de Sturges para a determinação da
quantidade de classes, que é a seguinte:

𝑘 = 1 + 3,3 𝐿𝑜𝑔(𝑛)

Onde n é o número de dados.

A fórmula resultou em um k de 6, resultando em 6 classes do histograma.

A diferença entre o máximo e o mínimo dividido pelo número de classes, resultou


no intervalo de classes, que em questão foi de 164,5.

O histograma ficou da seguinte forma:

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Podendo ser demonstrado em frequência relativa:

Analisando os histogramas, é possível dizer que a maior parte dos dados,


38,24% aproximadamente, está entre 1327 mm e 1491,5 mm, enquanto os outros
dados estão, de certa forma, bem distribuídos.

Através da distribuição Gumbel, pode-se calcular:

 As chuvas máximas e mínimas com período de retorno de 100 anos

Como o período de retorno é de 100 anos, a probabilidade de ocorrência da


mínima é de 99% e a de máxima de 1%. A distribuição normal resulta em uma chuva
máxima de 2014,03 mm e a mínima de 832,69 mm.

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 Os períodos de retornos para o valor máximo e mínimo observado

Para o máximo de 1985 mm teve um período de retorno de 74,17 anos e para o


mínimo um período de retorno de 21,30 anos.

 A probabilidade de um ano qualquer ocorrer déficit e de em outro ano


qualquer ocorrer excedente hídrico supondo a evapotranspiração de 800
mm e o desvio padrão de 250 mm.

Para ambos os cálculos, juntou-se as variáveis aleatórias e gerou-se uma função


de distribuição normal para representar o balanço hídrico anual, através dos dados
obtidos anteriormente e dos dados fornecidos. Utilizando estas considerações para o
cálculo do déficit hídrico (D=0), obteve-se:

DÉFICIT HÍDRICO (D=0)


Média 623,359
Desvio Padrão 503,905
Probabilidade de
10,80%
Ocorrência

Para o cálculo da probabilidade do excedente hídrico, considerou-se que o


balanço hídrico seria igual a 1000 mm, obteve-se:

EXCEDENTE HÍDRICO (D=1000)


Média 623,359
Desvio Padrão 503,905
Probabilidade
77,26%
Complementar
Probabilidade de
22,74%
Ocorrência

Tais resultados são de extrema importância para a previsão e o planejamento


hídrico em períodos de seca, no caso de déficit, e para reservatórios, aquíferos e
sistemas de drenagens no caso de excedente hídrico.

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4.2 Parte B

A equação de chuvas intensas deve ser obtida da seguinte série de máximos:


Ano Máximos Ano Máximos Ano Máximos
1 163,3 12 114,5 23 123,8
2 116,3 13 96,6 24 114,3
3 110 14 147,8 25 126,7
4 101,4 15 122,7 26 121,1
5 87,7 16 118,6 27 107,7
6 181,9 17 111,5 28 102,5
7 141,5 18 105,8 29 117,2
8 143,4 19 126,5 30 126,8
9 123,7 20 157,5 31 139,4
10 111,4 21 169,4 32 123,6
11 170,5 22 146,7 33 116,3

Através do método de Ven Te Chow estudado em sala de aula, estimou-se a


precipitação com um tempo de retorno de 5, 10, 20, 50 e 100 anos para a série de
máximos dada. O resultado foi o seguinte:

Tempo (anos) Yt Kt Xt (mm)


5 1,4999 0,7195 143,2619
10 2,2504 1,3046 156,5577
20 2,9702 1,8659 169,3113
50 3,9019 2,5923 185,8197
100 4,6001 3,1367 198,1903

Com estes resultados, serão obtidos os parâmetros da equação de chuvas


intensas para a série de máximos, que tem a seguinte forma:

𝑎 ∗ 𝑇𝑟 𝑏
𝑖= (𝑚𝑚/ℎ)
(𝑑 + 𝑡 )𝐶

Onde:

 𝐴, 𝑏, 𝑐 e 𝑑 são os coeficientes a serem encontrados;


 𝑇𝑟 é o tempo de retorno em anos;
 𝑡 é o tempo de chuva em minutos;
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A equação pode ser linearizada e obtida da seguinte forma:

𝑎 ∗ 𝑇𝑟 𝑏 𝑘
𝑖= 𝐶
→ 𝑘 = 𝑎 ∗ 𝑇𝑟 𝑏 → 𝑖 = → ln(𝑖) = ln(𝑘) − 𝑐 ∗ ln(𝑑 + 𝑡)
(𝑑 + 𝑡 ) (𝑑 + 𝑡 )𝐶

Através das precipitações estimadas e os coeficientes de desagregação de


chuvas, encontrou-se a precipitação e a intensidade da chuva a certas quantidades
de tempo, para cada tempo de retorno.

Coeficientes de Desagregação de Chuvas


24 h / 1 dia 1,14
12 h / 24 h 0,85
10 h / 24 h 0,82
8 h / 24 h 0,78
6 h / 24 h 0,72
1 h / 24 h 0,42
30 m / 1 h 0,74
25 m / 30 m 0,91
20 m / 30 m 0,81
15 m / 30 m 0,7
10 m /30 m 0,54
5 m / 30 m 0,34

Através desta intensidade, utilizou-se de um coeficiente d e fez-se a regressão


linear considerando:

ln(𝑖) = (−𝑐) ∗ ln(𝑡 + 𝑑) + ln(𝑘)

𝑦 =𝑎∗𝑥+𝑏

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Utilizou-se o coeficiente d que retornasse o valor de R² mais próximo de 1, no


caso 𝑑 = 11,827:

5 anos
Coeficientes de
Regressão Linear - y = ax + b
Desagregação de
P (mm) I (mm/h) ln (I) ln (t+d) -C ln (k)
Chuvas d R²
y x a b
24 h / 1 dia 1,14 163,3185 6,8049 1,917649 7,280578
12 h / 24 h 0,85 138,8208 11,5684 2,448277 6,595544
10 h / 24 h 0,82 133,9212 13,3921 2,594667 6,41645
8 h / 24 h 0,78 127,3885 15,9236 2,767800 6,198127
6 h / 24 h 0,72 117,5894 19,5982 2,975439 5,918429
1 h / 24 h 0,42 68,5938 68,5938 4,228202 4,27426
11,827 -0,75795 7,45234 0,99989460333
30 m / 1 h 0,74 50,7594 101,5188 4,620244 3,733542
25 m / 30 m 0,91 46,1911 110,8585 4,708255 3,606231
20 m / 30 m 0,81 41,1151 123,3453 4,814988 3,460315
15 m / 30 m 0,7 35,5316 142,1263 4,956716 3,289409
10 m /30 m 0,54 27,4101 164,4605 5,102670 3,083148
5 m / 30 m 0,34 17,2582 207,0984 5,333194 2,822985

10 anos
Coeficientes de
Regressão Linear - y = ax + b
Desagregação de
P (mm) I (mm/h) ln (I) ln (t+d) -C ln (k)
Chuvas d R²
y x a b
24 h / 1 dia 1,14 178,4758 7,43649 2,006399 7,28058
12 h / 24 h 0,85 151,7044 12,64203 2,537027 6,59554
10 h / 24 h 0,82 146,3501 14,63501 2,683417 6,41645
8 h / 24 h 0,78 139,2111 17,40139 2,856550 6,19813
6 h / 24 h 0,72 128,5026 21,41709 3,064189 5,91843
1 h / 24 h 0,42 74,9598 74,95982 4,316952 4,27426
11,827 -0,75795 7,54109 0,99989460333
30 m / 1 h 0,74 55,4703 110,9405 4,708994 3,73354
25 m / 30 m 0,91 50,4779 121,1471 4,797005 3,60623
20 m / 30 m 0,81 44,9309 134,7928 4,903738 3,46031
15 m / 30 m 0,7 38,8292 155,3167 5,045467 3,28941
10 m /30 m 0,54 29,9539 179,7237 5,191420 3,08315
5 m / 30 m 0,34 18,8599 226,3187 5,421944 2,82298

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CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

20 anos
Coeficientes de
Regressão Linear - y = ax + b
Desagregação de
P (mm) I (mm/h) ln (I) ln (t+d) -C ln (k)
Chuvas d R²
y x a b
24 h / 1 dia 1,14 193,0149 8,042289 2,084714 7,28058
12 h / 24 h 0,85 164,0627 13,67189 2,615342 6,59554
10 h / 24 h 0,82 158,2722 15,82722 2,761732 6,41645
8 h / 24 h 0,78 150,5517 18,81896 2,934865 6,19813
6 h / 24 h 0,72 138,9708 23,16179 3,142504 5,91843
1 h / 24 h 0,42 81,0663 81,06627 4,395267 4,27426
11,827 -0,75795 7,619405 0,99989460333
30 m / 1 h 0,74 59,9890 119,9781 4,787309 3,73354
25 m / 30 m 0,91 54,5900 131,0161 4,875320 3,60623
20 m / 30 m 0,81 48,5911 145,7734 4,982053 3,46031
15 m / 30 m 0,7 41,9923 167,9693 5,123781 3,28941
10 m /30 m 0,54 32,3941 194,3645 5,269735 3,08315
5 m / 30 m 0,34 20,3963 244,7553 5,500259 2,82298

50 anos
Coeficientes de
Regressão Linear - y = ax + b
Desagregação de
P (mm) I (mm/h) ln (I) ln (t+d) -C ln (k)
Chuvas d R²
y x a b
24 h / 1 dia 1,14 211,8344 8,826433 2,177751 7,28058
12 h / 24 h 0,85 180,0592 15,00494 2,708379 6,59554
10 h / 24 h 0,82 173,7042 17,37042 2,854769 6,41645
8 h / 24 h 0,78 165,2308 20,65385 3,027902 6,19813
6 h / 24 h 0,72 152,5208 25,42013 3,235541 5,91843
1 h / 24 h 0,42 88,9704 88,97045 4,488304 4,27426
11,827 -0,75795 7,712442 0,99989460333
30 m / 1 h 0,74 65,8381 131,6763 4,880346 3,73354
25 m / 30 m 0,91 59,9127 143,7905 4,968357 3,60623
20 m / 30 m 0,81 53,3289 159,9867 5,075090 3,46031
15 m / 30 m 0,7 46,0867 184,3468 5,216819 3,28941
10 m /30 m 0,54 35,5526 213,3155 5,362773 3,08315
5 m / 30 m 0,34 22,3850 268,6196 5,593296 2,82298

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100 anos
Coeficientes de
Regressão Linear - y = ax + b
Desagregação de
P (mm) I (mm/h) ln (I) ln (t+d) -C ln (k)
Chuvas d R²
y x a b
24 h / 1 dia 1,14 225,9369 9,414039 2,242202 7,28058
12 h / 24 h 0,85 192,0464 16,00387 2,772830 6,59554
10 h / 24 h 0,82 185,2683 18,52683 2,919220 6,41645
8 h / 24 h 0,78 176,2308 22,02885 3,092353 6,19813
6 h / 24 h 0,72 162,6746 27,11243 3,299992 5,91843
1 h / 24 h 0,42 94,8935 94,89352 4,552755 4,27426
11,827 -0,75795 7,776893 0,99989460333
30 m / 1 h 0,74 70,2212 140,4424 4,944797 3,73354
25 m / 30 m 0,91 63,9013 153,3631 5,032808 3,60623
20 m / 30 m 0,81 56,8792 170,6375 5,139542 3,46031
15 m / 30 m 0,7 49,1548 196,6194 5,281270 3,28941
10 m /30 m 0,54 37,9194 227,5167 5,427224 3,08315
5 m / 30 m 0,34 23,8752 286,5025 5,657747 2,82298

Em todas as regressões lineares, verificou-se que o coeficiente angular resultou


o mesmo valor, sendo este o valor negativo do coeficiente 𝑐.

𝑐 = 0,75795

Encontrados os coeficientes d e c, continua-se o cálculo para obtenção dos


restantes, considerando:

ln(𝑘) = 𝐵 ∗ ln(𝑇𝑟) + ln(𝐴)

O coeficiente angular desta regressão é o coeficiente b e o coeficiente linear é o


ln (a), aplicando a exponencial, o obtemos:

Regressão Linear - y = ax + b
A
Tr (anos) ln (Tr) ln (k) B ln (A)
x y a b EXP(b)
5 1,6094 7,4523
10 2,3026 7,5411
20 2,9957 7,6194 0,107754 7,288015 1462,664771
50 3,9120 7,7124
100 4,6052 7,7769

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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CENTRO ACADÊMICO DE ENGENHARIA CIVIL

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Com todos os coeficientes encontrados, a equação de chuvas intensas fica da


seguinte forma:

1462,664771 ∗ 𝑇𝑟 0,107754
𝑖= (𝑚𝑚/ℎ)
(11,827 + 𝑡 )0,75795

5. Conclusões

Através dos conteúdos aprendidos na disciplina, foi possível uma análise de uma
série de dados históricos de uma estação pluviométrica e a descoberta da equação
de chuvas intensas de uma série de máximos.

Dada a importância e a necessidade de prever dados pluviométricos nas obras


de engenharia, o presente trabalho objetivou o estudo e análise de uma determinada
estação pluviométrica e da obtenção de uma equação de chuvas intensas, sendo
possível, através dos mesmos estimar probabilidades de ocorrência, precipitações,
intensidades e tempos de retorno. Estes dados possibilitam o correto
dimensionamento e planejamento em obras urbanas, barragens, planejamento
hídrico, etc.

Desta forma, a aplicação de conhecimentos estudados em sala de aula de uma


maneira mais prática consegue resultados mais eficazes na preparação dos futuros
profissionais.

6. Referências

ASSUMPÇÃO, Rosângela A. B., Probabilidade e Estatística. Toledo. 2014

HIDROWEB. Disponível em:< http://hidroweb.ana.gov.br/default.asp>. Data de


Acesso: 22/10/2016.

TUCCI, C. E. M. Hidrologia: ciência e aplicação. Org. 2 ed. Porto Alegre: Ed.


Universidade/UFRGS: ABRH, 2001.

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