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Seminário Teológico Carisma

Disciplina: Homilética I
Professor: Rhudson Gomes
Turmas: 3° Período Manhã e Noite

A PREGAÇÃO CRISTÃ

1 – A natureza da pregação cristã

O que é pregação cristã?

No NT pregar é proclamar as boas novas. É o ato de compartilhar com outras pessoas a


mensagem recebida de Deus.

Henry Ward Beecher: “a arte de conduzir homens de uma vida mais baixa a outra mais
elevada”.

David Smith: O espírito de um homem é estimulado pelo sopro celestial, e ele sopra sobre
outros, e assim o espírito destes também é estimulado.

Talvez a definição clássica de pregação venha de Phillips Brooks: “Pregar é a comunicação da


verdade por um homem a outros homens”. “ Pregar é trazer a verdade por meio da
personalidade”.

A pregação tem sido definida como a comunicação da verdade por meio da personalidade.

A. W. Blackwood: A pregação é a verdade divina proclamada por uma personalidade escolhida


para satisfazer a necessidade humana.

2 – O lugar central da pregação

No ministério de Jesus pregar era algo de enorme importância.

Ao proclamar as boas novas do Reino de Deus, ele foi adiante e mostrou sua relação com a
Escritura e a história, com o propósito moral e a conduta social, e com o destino da
humanidade.
Em um discurso ele proclamava, evangelizava e ensinava.

Muitos dizem que Jesus não pregava, mas ensinava. A distinção adequada não é entre pregar e
ensinar, mas entre a ênfase evangelística e didática.

Jesus incluía todos os elementos calculados para estimular a mente em todas as suas funções e
levar pessoas a ver, sentir, avaliar e tomar decisões morais.

A pregação era um proposito declarado para os discípulos quando foram escolhidos e no final
do seu ministério ele proclamou a Grande Comissão de acordo com Marcos.
P. T. Forsyth disse: Com a pregação o cristianismo permanece de pé ou cai, porque ela é a
declaração do evangelho.

3 – A concorrência com a pregação

O lugar central da pregação como meio indicado por Deus para a divulgação da boa nova da
salvação é constantemente desafiado.
Um exemplo disso é que muitos outros métodos de comunicação da verdade se multiplicaram
e refinaram grandemente.
O grande aumento e a disponibilidade de livros, revistas, jornais, apelo dos filmes, televisão
parecem, a muitos, depreciar a pregação. Eles devem ser utilizados para a finalidade da
pregação, mas não podem substitui-la.

A voz viva jamais será suplantada enquanto for voz e não um eco.

Além disso, as outras obrigações do ministro podem interferir com a primazia da pregação. O
ministro cristão não é apenas pregador, é também pastor, médico, administrador, entre
outros. Essa multiplicidade de funções pode levar a uma séria negligência da pregação. Essas
tarefas são importantes, mas devem ter papel secundário.

Os apóstolos perceberam essa tensão:

Atos 6:2: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir mesas.
Atos 6:4: E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.

Porque os apóstolos deram prioridade a proclamação, crescia a palavra de Deus e, em


Jerusalém, se multiplicava o número de discípulos. Atos 6:7.

A fé na pregação será recompensada, pois o evangelho ainda é o poder de Deus para salvação.

4 – A necessidade de uma pregação efetiva.

Efetiva: produzir efeito.

A pregação da palavra é uma necessidade, pois ela está totalmente ligada a vida da igreja. Foi a
proclamação das boas novas que deu origem a igreja, e somente a mesma proclamação pode
manter a igreja viva.

A força de uma igreja está diretamente ligada à força do púlpito.


Sempre que a mensagem do púlpito foi incerta e vacilante, a igreja ficou fraca; e sempre que o
púlpito apresentou uma mensagem positiva e declarativa, a igreja ficou forte.

A necessidade de uma pregação efetiva nunca foi tão grande.


A essência do cristianismo é a pregação. O cristianismo começou pela proclamação de um
evento.
A pregação efetiva também é necessária hoje por causa dos outros evangelhos que pregam
por aí. Milhares de vozes gritam para serem ouvidas. Essas vozes têm suas próprias mensagens
e promessas. E em meio a essa confusão o verdadeiro evangelho deve ser comunicado de
maneira clara e atraente.

A pregação merece o mais alto destaque porque continua sendo o principal instrumento de
Deus para alcançar o mundo perdido.

Romanos 10:17: a fé vem pela pregação e a pregação da palavra de Cristo.

HOMILÉTICA

É a aplicação dos princípios gerais de retórica para o ministério específico da pregação. O


praticante de homilética homiliasta, ou, mais coloquialmente de pregador.

Ela pode ser definida como o estudo da análise, classificação, preparação, composição e
entrega de sermões.

Arte ou ciência, desenvolveu-se para auxiliar na publicação da mensagem cristã. Essa ciência
veio a se chamar homilética.

Ciência + arte (Regras e princípios + criatividade)

Ciência porque tem suas bases históricas nos esforços dos filósofos clássicos para estudar e
analisar os padrões ideais de um discurso.

Arte porque um discurso bem elaborado era considerado uma obra de arte.

A homilética pode ser definida como a ciência da preparação e a entrega de um discurso


baseado nas escrituras.

1 – O desenvolvimento da Homilética.

A pregação cristã começou em um contexto judaico. Era natural que a maneira de pregar
seguisse o padrão do profeta do Antigo Testamento e do rabino mestre.

Além disso a RETÓRICA (a arte da eloquência, a arte de bem argumentar; arte da


palavra), ganhou má reputação nas mãos de inescrupulosos advogados e falsos mestres,
porque era associada ao LOGRO (lucro, proveito, ganho material) e ao SOFISMA
(argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da
verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na
realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente
enganosa.) e era considerada um instrumento sutil para que o pior raciocínio parecesse o
melhor.

O Sermão no contexto judaico era chamado como de fato era, uma homilia (pregação em
estilo familiar que busca explicar um tema ou texto evangélico
Retórica grega era um instrumento pronto para a proclamação do evangelho no mundo
gentio.

Ciência e arte (Regras e princípios + criatividade)

Ciência porque tem suas bases históricas nos esforços dos filósofos clássicos para estudar e
analisar os padrões ideais de um discurso

Arte porque, desde aquela época, um discurso bem elaborado era considerado uma obra de
arte

Essa arte/ciência, da forma como nós ocidentais a entendemos, começou a ser estudada na
Grécia.

A democracia direta incentivava discussões públicas e, aos poucos, quem falava melhor tinha
melhores posições. O ideal do ser humano passou a ser quem falava bem

Nascia, assim, a retórica.

O primeiro a traçar normas para o discurso foi Córax (500 a.C.), mas o ápice da retórica se deu
com Aristóteles (384-322 a.C.)

A retórica grega vai se transformar na oratória romana (com nomes de destaque como Cícero).

OS PRINCIPIOS DO DISCURSO ERAM FORMAS COMPROVADAS DE CONVENCIMENTO E


PSERSUASÃO DAS PESSOAS E, NAS MÃOS DE HOMENS DEVOTOS COMO BASÍLIO, GREGÓRIO,
CRISÓSTOMO, AMBRÓSIO E AGOSTINHO, TORNARAM-SE EM UM GRAU NUNCA ALCANÇADO
PELOS GREGOS MAIS ANTIGOS.

Heresias : todo e qualquer desvio da sã doutrina, ou seja, são os falsos ensinos.

Sofismas : são aparentes verdades, são raciocínios capciosos, são argumentos falsos, ex:
“Deus é rico”, pois ele é “dono do ouro e da prata”,

“Deus tem tudo”, sendo assim, os seus filhos também “devem ser ricos”, isto realmente tem
cara de verdade, tem tudo para ser verdade, mas é uma bruta de uma mentira.

Sabemos que o nosso Deus é dono de ouro e prata, pois assim a bíblia nos diz, ( ag 2:8 ) , mas
usar isto para uma pregação leviana dizendo que seus filhos também devem ter, é um
verdadeiro sofisma, é pura teol. Da prosperidade.

Usam-se bíblias apresentando meias verdades como por exemplo o texto joanino diz assim ;
“se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.”( I jo 5:14 ).os sofistas porém,
jogam no lixo a expressão “segundo a sua vontade “, dizendo que se nós não
Temos , é porque nos falta fé, esta é apenas uma das centenas de argumentações falsas diante
da palavra de Deus.

Outras distorções sofismáticas.


Um texto muito usado pelos sofistas, é isaías 53 , quando fala do servo sofredor “Jesus”; estes
versos falam que Jesus levou sobre si, todas as nossas enfermidades, pois pelas suas pisaduras,
fomos sarados.
A reflexão que eles manifestam no auditório sobre este texto, é esta : “você está doente ? ,
Você está débil? É porque você não tomou posse da palavra, isto é falta de fé irmãos !!!…
Nós queremos dizer que ele realmente levou todas as nossas enfermidades sobre si, mas é no
sentido “potencial” ; ex: vamos supor que temos uma mulher que não seja estéril, e seja
casada, “potencialmente”, ela pode ser mãe ! ; Portanto quando um indivíduo aceita o
evangelho não é obrigatório que este ou aquele homem de Deus seja curado, pois ele tem o
perdão dos seus pecados, ganha de graça a salvação e consequentemente a segunda morte
não tem mais poder sobre ele, mas se no entanto , aprouver ao Senhor livrá-lo de sua
enfermidade, a eficácia de Jesus atinge este indivíduo.

A palavra nos mostra que alguns de seus personagens, sofriam de enfermidades, e em outros
casos, alguns morrerão com suas enfermidades , não foram curados, e no entanto eram
homens de Deus, salvos pelo Senhor Jesus ;eis alguns deles :

Timóteo sofria de uma enfermidade estomacal –( I tm 5:23 ).


Paulo tinha uma enfermidade nos olhos –( gl 4:15 ).
Eliseu morreu com uma enfermidade – ( II reis 13:14, 20 e 21 ).
Dorcas adoeceu e morreu – ( at 9: 36-42 ).
Lázaro achava-se enfermo e morreu ( JO cap. 11 ).

Pregação Vs Sermão

Todos devem pregar, pois todos foram chamados para isso, mas talvez nem todos estarão em
púlpitos

A pregação é a proclamação do Evangelho e inclui todas as formas possíveis de fazê-lo

O sermão, contudo, é a versão "especializada" da pregação

É o resultado da aplicação dos princípios da retórica e da oratória à pregação do Evangelho

"Peça oratória pronunciada no contexto celebrativo do culto" (Luiz Carlos Ramos)

O sermão é, portanto, o objeto de estudo da homilética

O que significa que, sim, alguns dos pontos estudados em homilética são de exclusiva
aplicação ao púlpito

Porém não todos

O sermão é uma forma extremamente organizada de pregar

O conteúdo é essencial, mas a forma é importante

A importância da forma: as pessoas recebem melhor a mensagem e entendem melhor

Homilética = ferramenta de organização de pensamento

Organização = desenvolve melhor e transmite melhor

Desordem gera distração.


A organização te ajuda a superar a "frustração da comunicaçaõ"

O sentimento que surge quando nos vemos incapazes de transmitir o que pensamos e
sentimos

Aliás, se o conteúdo é a Palavra de Deus, nós PRECISAMOS ser excelentes

Excelência na pregação demonstra amor a Deus e amor ao próximo

Três elementos principais da comunicação


Emissor
Mensagem
Receptor

(Tem o código e o canal também, mas sobre esses, a priori, não trataremos, porque eles serão
discutidos melhor na aula de arte da expressão)

Portanto, para nós: Pregador, pregação e público

Pregador
- Cuide de sua vida espiritual
- Mantenha suas prioridades em ordem (Pv 4.23)
- Corremos o risco de nos tornarmos "profissionais do púlpito": Priorize seu relacionamento
com Deus e sua família
- Não ore ou leia a Bíblia só para pregar
- Não trabalhe tanto que você não tem tempo para sua família ou para o descanso, lazer,
cuidado com o corpo, etc.
- Você tem certeza que deveria fazer tudo que está fazendo?
- Priorize o preparo, priorize a excelência
- Ativismo ministerial é umas das principais causas [se não A principal] de "bons pregadores"
pregarem maus sermões
- A quantidade de trabalho tende a sufocar a qualidade, quando esta não é priorizada
- Pregação é um trabalho sério (e árduo) que requer tempo e dedicação
-Não existe na verdade um ideal de tempo a ser dedicado a uma única pregação
(Minha média pessoal é entre 5-7 horas, fora o tempo de oração, mas às vezes eu levo mais
[quando preciso pesquisar um assunto novo, por exemplo], às vezes eu levo bem menos
[quando vou pregar sobre um assunto que já domino, já preguei outras vezes])
- Como o seu tempo disponível vai variar (por imprevistos e mudanças de planejamento, o
melhor conselho é permanecer preparado (2Tm 4.2)
- "A pessoa se tornou profissional da fé quando diz: 'O que vou pregar hoje?' Ao invés de
perguntar o que tem pra falar nessa noite. (Pr. Lucinho)
- Não tente submeter Deus à ferramenta, submeta a ferramenta à Deus
- Preparar não é limitar
- Deus pode mudar o que Ele quiser, a hora que Ele quiser
(Jogue com as regras dEle, dance conforme a música dEle)
- Conheça a Bíblia e medite nela sempre
- Quanto mais profundo for o seu relacionamento com a Palavra, mais profunda será a sua
pregação
- A proclamação deve vir após a profundidade, não antes
- A proclamação deve vir após a experiência, não antes
- "Os sermões que tem a maior probabilidade de quebrantar o coração dos ouvintes são
aqueles que antes quebrantaram o coração do pregador"
- Cegos não podem guiar cegos (Lc 6.39-40*[Mt 15.7-14])
- Só posso iluminar outros quando eu mesmo vi a luz (Cl 1.9-10*)
- Sem a meditação e o estudo constante, você pode ter uma forma excelente mas não terá
conteúdo. (Isso é especialmente verdade após você sair do Carisma. O estoque não dura para
sempre...)
- Repetição não é problema (Fp 3.1, Rm 15.14-15), mas enrolação é
(Porém, busque, quando possível, repetir a informação de maneiras diferentes)
- Estude a Bíblia em primeiro lugar, mas não tenha medo de estudar outras coisas
- Você é um pregador da Palavra, mas conhecimento vindo de outras áreas pode
complementar e enriquecer a sua pregação
- Tenha/seja um depósito de sermões
- Você medita e estuda, em primeiro lugar, para ser cheio com a Palavra
- Se inspire em outros. (Ouça bons pregadores. Ouça pessoas que sirvam de exemplo para
você)
- Mas não os imite (Js 1.2)
(Não use sermões de outros [inspiração é diferente de plágio], não lute com a armadura de
Saul)
Desenvolva o seu dom, não use outros como "alvo"
- Seja autêntico
- Mas não se compare
- O que importa não é a quantidade de talentos, é o que você faz com eles (Mt 25)
- Cuidado para não se tornar demasiadamente crítico (At 17, 1Ts 5.20-22)
- Você é um pregador não um comentarista de pregadores
- Cuide da sua motivação (Pv 4.23/1Co 10.31/1Co 13)
- Sua pergunta ao final não deve ser: Como eu fui? Como foi a minha mensagem?
- Deve ser: Falei o que Deus quis? As pessoas receberam/entenderam?
- Pregadores orgulhosos avaliam seus sucessos à luz dos resultados
- Pregadores humildes avaliam seu sucesso através da obediência ao Senhor
- Pregadores orgulhosos usam o seu dom como espelho, para mostrar a si mesmos
- Pregadores humildes usam seu dom como ferramenta para ajudar às pessoas

Público

- Conheça o seu público alvo


- Necessidades
- Jesus pregava em cima das necessidades das pessoas.
Karl Barth dizia: “É preciso segurar numa mão a Bíblia e na outra o jornal”.
- Linguagem
- Não fale demasiadamente/desnecessariamente difícil
"As girafas que se abaixem" (Pra. Sílvia)
- Não fique se exibindo (1Co 8.1-2)
- Desça ao nível de conhecimento do seu público
- O que inclui, obviamente, conhecimento bíblico
- Adapte o seu discurso à realidade do contexto onde você ministrará
- Cuidado com palavras/expressões obscenas (parece óbvio, mas pode mudar de lugar para
lugar...) e brincadeiras inadequadas
- (Humor pode ser usado, mas tem limites [pregação não é Stand-Up gospel])
- Respeito
- Não manipule "o mover"
- Não julgue sua mensagem pelas manifestações externas
- Respeite a liderança local
- Respeite o tempo disponível
(Não fique se desculpando pela falta de tempo...)
- Não coloque a culpa no ES pq você passou do horário
- (Cuidado com polêmicas doutrinárias)
- (Fique amigo do sonoplasta e não reclame da estrutura da igreja)
- (Observe o ambiente [repare onde você poderá andar, para que lado deverá olhar, etc.])

Pregação

- O sermão deve ser elaborado de uma maneira que os ouvintes possam compreender com
facilidade o ponto principal da mensagem e suas divisões.
- Se a mensagem não for compreendida, ela fica comprometida.
- A estrutura do sermão produz clareza aos ouvintes.
- O pregador precisa ter domínio da estrutura básica de um sermão.
ESTRUTURA DO ESBOÇO:
Título / Tema

Texto Base

Propósito Básico (P.B.)

Objetivo / Propósito Específico (P.E.)

Palavra Chave

Introdução

1.

I. Primeira Divisão Principal

1. Primeira Subdivisão

Discussão

2. Segunda Subdivisão

Discussão

Transição

II. Segunda Divisão Principal

1. Primeira Subdivisão

Discussão

2. Segunda Subdivisão

Discussão

Transição

Conclusão

1.

2.

Os cinco primeiros são o fundamento, os três últimos são o prédio

Título e Texto Base dizem O QUE você vai falar

Propósito Basico e Propósito Específico dizem PARA QUE você vai falar

(Ou o que você espera atingir com sua mensagem)

Palavra Chave delineia COMO você vai falar


Esboço

"conjunto dos traços iniciais, ger. provisórios, de um desenho, de uma obra de arte."

"rudimento ou noção inicial de alguma coisa."

É na elaboração do esboço que você começa a traçar o seu sermão, a estabelecer as linhas
principais pelas quais ele vai seguir (o que vai te impedir de ficar perdido)

"aquilo que representa uma síntese; resumo."

O esboço deve ser elaborado de forma resumida

Muitas páginas de esboço vão te fazer se perder

O esboço também é uma ferramenta de referência (para que você se manteha nos trilhos)

Muitas páginas de esboço vão te deixar tentado a ler

Não se apóie demais no seu esboço

(o processo criativo varia de pessoa para pessoa, mas certifique-se de resumir tudo depois)

TÍTULO / TEMA

(Título é a versão final, trabalhada. Tema é a versão “bruta” do Título)

Geralmente, uma das últimas definições do sermão.

A escolha do Tema é uma definição clara do que se trata o sermão.

O título é o anuncio adequado do sermão.

O título precisa obedecer a 2 critérios básicos.

1º Critério: O título precisa ter ligação com a mensagem.

O tema precisa conversar com toda a pregação.

Exemplos:

Sermão é sobre cuidado de Deus pelos seus e o tema: Ele se importa, ou O Deus Atencioso ou
Provedor;

Sermão é sobre os desafios da vida conjugal e o tema: Eu e Ela ou A vida a dois;

Sermão é sobre lutas internas, conflitos mentais, luta contra o eu e o tema: Conflitos Internos
ou Eu X Eu ou A luta de todo ser humano.

Cuidado para não deixar o tema desconexo.

Exemplos:

Sermão é sobre a Vida eterna e o tema: Dons espirituais;


Sermão é sobre relacionamentos interpessoais e o tema: A Graça.

Qdo vc tem muita dificuldade de ligar o tema com o sermão, então o título escolhido não é
bom.

2º Critério: O título deve ser interessante.

O título que vai determinar a atenção das pessoas a sua pregação.

Seja criativo na escolha do tema.

Ele deve despertar a atenção dos ouvintes.

(O 1º critério tem precedência sobre o segundo)

Títulos criativos sem conexão trazem distração e decepção

O título pode ser:

Enfático: Reduzido, breves, extremamente central.

Vivemos em uma geração que recebe descarga de informação, às vezes o “menos é mais”, isto
é, títulos menores são de mais fácil memorização.

Exemplos: Amor; Fruto do Espírito; Alvos; Hipocrisia; Disciplinas Espirituais; Reciprocidade;


Graça; Escolhas (Recalculando a Rota).

(Exs: Série do Sermão do Monte[Recompensas Celestiais, Sal e Luz {Brilhantes e Picantes}, As


bem-avemturanças {Felicidade}])

Interrogativo: Quando é uma pergunta.

Exemplos: Como manter à santidade?; O que te domina?; O que Deus quer de nós?; Como
viver a plenitude do E.S.?; Quem é vc?; Vítima ou Vitorioso?;

(Em Crise ou em Cristo?, Você é feliz? O que é Felicidade? Felicidade?)

Afirmativo: Quando expressa uma certeza.

Exemplos: A importância de perseverar na oração; Cicatrizes sim, feridas não; Mate seu
passado para salvar seu futuro;

(Toda a ação gera uma reação)

Cuidado com o tamanho do título

Exemplos:

O que fazer para receber do Senhor vitória sobre as lutas mais difíceis e desafiadoras da vida
de todo cristão evangélico;

Discernindo os sinais extraordinários, miraculosos e enigmáticos da volta de nosso Senhor


Jesus Cristo de Nazaré;

Reavivando as áreas apagadas de nossa vida devota e de entrega que condiz com a conduta e
o comportamento de todo servo do Senhor.

Cuidado para não ser bizarro na escolha do tema, não ser estranho.
Exemplos:

Mata-me por favor!

Abraça-me muito forte

Como arrumar um varão em 10 dias?

A laranja podre do inferno

Os dez diademas da besta

Chupa essa manga

Varoando com as irmãs

(Exercício: Cinco títulos [ou dez?] em Sl 91 [ou Sl 23?/Rm 1?])

TEXTO BASE

O texto Base é o versículo ou passagem Bíblica que você deve escolher como base principal de
toda sua mensagem.

O texto base vai facilitar os ouvintes a entenderem o assunto exposto.

A escolha do texto Bíblico será o epicentro de toda sua mensagem.

Dependendo do Tipo de Sermão escolhido (Temático, Textual, Expositivo, assunto será visto
posteriormente), o Texto Base não será lido, mas deve estar no seu esboço.

Critérios de escolha do TB:

1º Critério: Evite textos longos.

Exemplos: Salmos 119.

2º Critério: Prefira textos claros.

Evite textos difíceis que os ouvintes não entenderão.

Às vezes nem você mesmo é capaz de explicar o texto.

Exemplos:

Ap 17.5 “Mistério: Babilônia, a grande; a mãe das prostitutas e das práticas repugnantes da
terra”.

Sl 137.9 “Feliz aquele que pegar os seus filhos e os despedaçar contra a rocha”.

Sl 109.8,9 “Seja a sua vida curta, outro ocupe o seu lugar. Fiquem órfãos os seus filhos vagando
como mendigos”.

3º Critério: Escolha textos relevantes.

Prefira textos que encham o seu coração

Procure textos que atinjam a necessidade da igreja


4º Critério: Concentre-se em um só texto.

Uma mensagem pode (e deve) ter várias citações bíblicas ao longo do sermão, mas um texto
só deve ser a base

Não leia uma coletânea de textos na abertura da mensagem

5º Critério: Explore a variedade de textos bíblicos.

Não é só 1Co 13 que fala de amor, nem só Jo 3.16 que fala de salvação

Não é só Ml 3.10 que fala de dízimo

Mt 5.20 (Túdimo)

1Sm 15.22 (É melhor obedecer do que sacrificar)

Mas não exagere por favor (2Sm 23:20 - Benaia)

(Exercício: 5 temas a partir de um texto Vs 5 textos para falar de um tema)

PROPÓSITO BÁSICO (P.B.)

Aponta para o caráter do sermão que será esboçado.

Classificação dos temas do sermão

1. Didático: O objetivo do pregador é ensinar. O alvo é que os ouvintes saiam daquela


pregação entendendo melhor o assunto que foi tratado.

1.1. Doutrinário: O ensino é focado nas doutrinas bíblicas. Dízimo, justificação,


arrependimento, fé, regeneração, obra do Espírito Santo, graça, santificação, outros.

1.2. Histórico: Quando se constrói um sermão a partir das histórias bíblicas. Quando o sermão
é bem elaborado, ele atrai o povo como também oferece excelentes lições da vida humana nas
suas relações com Deus e com a sociedade.

1.2.1 Temas Biográficos ou Narrativos: Como por exemplo sobre a vida de Abraão, Isaque,
Jacó, José e outros.

1.2.2 Tópicos oriundos da experiência: suas fontes são as experiências dos antigos crentes do
VT e do NT.

2. Evangelístico: Mensagem de salvação, voltado absolutamente para o não convertido,


apontando para a salvação por meio da cruz de Jesus.

3. Pastoral: Mensagem de cuidado, conforto, confronto, ânimo, alerta, alento, vigilância,

3.1. Devocional: Mensagem motivacional ao aprofundamento no relacionamento com Deus.

3.2. Moral: estão relacionados com a conduta, virtudes e a vida cristã. Também está ligado
com os valores éticos do evangelho e os princípios da denominação da Igreja. O objetivo é
convencer o povo a praticar os ensinos do NT.

4. Apologético: Tem a finalidade de fazer defesa Bíblica. Com intuito de atacar erros e heresias
e falsas doutrinas.
5. Ocasionais: é um grupo de discursos que pela multiformidade, varia com as circunstâncias.

5.1. Sermões fúnebres: quando pregamos em cerimônia de enterro. Se for cristão, exalte a
vida do falecido. Aproveite sempre esta oportunidade para fazer o apelo.

5.2. Sermões nupciais: também devem ser curtos. Aproveite a oportunidade para levar ao
incrédulo os princípios, valores do casamento cristão e também fazer um apelo.

5.3. Sermão de ações de graças (aniversários)

5.4. Sermões de consagração: consagrando pastores, diáconos e crianças.

5.5. Sermões acadêmicos: pregando a estudantes de escolas secundárias e superiores. Deve


ser sempre curto e ilustrado, abordando assuntos de interesse vital para a mocidade tanto do
ponto religioso quanto moral.

5.6. Sermões para crianças: estes devem ser ministrados em vocabulário e estilo que não
estejam acima da compreensão da mente infantil. A atenção da criança é espontânea e não
voluntária. O elemento fundamental que desperta o interesse são as histórias, fábulas e
ilustrações. Para que o seu sermão alcance êxito ele deve ter 3 elementos indispensáveis:
vocabulário simples, à altura da mente infantil; muita ilustração; brevidade.

5.7. Sermões dedicatórios: dedicação de templos, colégios, seminários e etc.

5.8. Sermões pastorais: dirigidos especialmente a pastores.

OBJETIVO / PROPÓSITO ESPECÍFICO (P.E.)

É o objetivo direto da mensagem.

Qual o resultado esperado após as pessoas ouvirem sua mensagem.

Sempre estará em linha com o P.B.

O Objetivo geralmente é uma frase (pode ser até um parágrafo).

Todo objetivo começa com um verbo. Ex.: Constatar, diferenciar, compreender, reconhecer,
identificar…

Exemplo 1:

Tema: Amor

P.B.: Pastoral.

P.E.: Incentivar os cristãos a amarem uns aos outros (Jo 13.34-35 [Razão-Forma-
Consequência]).

P.E.: Confortar os ouvintes com a certeza do amor de Deus (Deus não desistiu de você [Jo 8.1-
11]).

P.E.: Despertar o amor por Jesus [Criação-Encarnação-Cruz].

Exemplo 2:

Tema: Amor
P.B.: Evangelístico.

P.E.: Proclamar o amor de Deus revelado em Jesus [Jo 3.16 ou Criação-Encarnação-Cruz].

Exemplo 3:

Tema: Amor

P.B.: Didático.

P.E.: Compreender/Explicar as características do amor [1Co 13.4-7].

Exemplo 4:

Tema: Amor

P.B.: Apologético.

P.E.: Diferenciar amor de permissividade [Hb 12.5-11].

Exemplo 5:

Tema: Amor

P.B.: Ocasional.

P.E.: Inspirar o casal a conservar o amor.

PALAVRA CHAVE

Palavra que se iniciará nas divisões principais do Sermão.

A palavra chave te livra de usar a expressão “COISA”. NÃO USE ESSA PALAVRA.

A palavra chave te ajuda a permanecer no “trilho” da mensagem e trás muito clareza a sua
pregação.

Livro: Como preparar mensagens Bíblicas – James Braga - pag.: 128, tem exemplos de palavra
chaves.

Exemplo 1:

Tema: Como manter pura sua conduta?

Texto Base: Salmos 119.9

P.B.: Pastoral.

P.E.: Incentivar a santidade.

Palavra Chave: Formas.

(1- Fugindo da aparência do mal, 2- Andando no Espírito...)

Palavra Chave: Motivos.

(1- Gratidão, 2- Conhecer mais a Deus, 3- Já fomos libertos do pecado...)

Exemplo 2:

Tema: Conquistando uma vida abundante


Texto Base: João 10.10

P.B.: Didático.

P.E.: Apontar um caminho de excelência.

Palavra Chave: Passos.

Exemplo 3:

Tema: Quem quer ser um abençoado?

Texto Base: Mateus 5.1-12

P.B.: Didático.

P.E.: Identificar as características daqueles que são verdadeiramente abençoados.

Palavra Chave: Qualidades.

Exercício:

Um Tema e Um Texto

(Fé/Js 1)

Dois esboços de cada

(Idênticos até o PE, mas com palavras-chave diferentes)

INTRODUÇÃO

Juntamente com o título, é uma das últimas partes do sermão a serem preparadas.

A introdução prepara os ouvintes e prende o interesse pela mensagem que será pregada.

1º Critério:

A introdução deve ter coerência com o sermão. (Ser relacionado ao título ou tema [explicar a
relevância do tema, explorar a pergunta feita no título...], ao texto base [contexto imediato e
amplo, contexto histórico e cultural...], à palavra-chave [ex: lugares celestiais], ao primeiro
tópico [ex: Exemplos de fé {recomendo com ressalvas}]...)

2º Critério:

A introdução deve ser interessante (curiosidade, criatividade [variedade])

Exemplos: Histórias (cotidianas, testemunhos, fatos históricos, “parábolas”, piadas [Joel


Osteen]...), Citação (Escritor ou pregador famoso, filme, música [Felicidade]...), Perguntas
(“Como você escolhe um livro?”), Vídeo, Outros ([Rapel], Encenação, uso de objetos [ex:
garagem, sal]...)

3º Critério:

A introdução é curta, sendo que ela deve ser apenas 10% do tempo disponível, até menos.

Exercício:
Elaborar duas introduções (para esboços que já começamos a montar em aula)

DESENVOLVIMENTO

As divisões principais iniciadas pela PALAVRA CHAVE e suas subdivisões estarão dentro do
Desenvolvimento, juntamente com toda ideia apresentada na introdução.

DIVISÕES PRINCIPAIS

As divisões são as seções explicativas de seu sermão.

As divisões principais promovem a clareza de sua pregação.

Deixam o sermão lógico, linear, organizado

Um sermão cujas ideias são bem divididas é mais fácil de desenvolver e compreender

Um sermão com unidade de pensamento

As Divisões principais se tornam memorizáveis ao pregador e aos ouvintes.

Critérios para elaboração das divisões principais:

1º Critério: Evite divisões numerosas.

Você pode usar quantas divisões forem necessárias, no entanto, o ideal é ter até 3 divisões,
caso contrário não ultrapasse de 5 divisões.

Tente agrupar os assuntos (ex: dons espirituais [3 divisões, cada uma com 3 subdivisões Vs 9
divisões]

Muitas divisões deixam a pregação exaustiva.

Muitas divisões não te deixam com tempo adequado para expor, ilustrar, aplicar, motivar...

(Pode funcionar [ex: PE-Covencer a PC-Motivos], mas ainda assim deixa pouco tempo para a
argumentação)

Em caso de divisões mais extensas, procure ser extremamente breve em casa divisão.

2º Critério: Tente ser o mais simétrico possível

Não fique 90% do tempo em um ponto e corra nos demais

Calcule o tempo que vai ser destinado ao desenvolvimento (diminua o tempo de


leitura/introdução e conclusão/apelo/ministração) e divida igualmente entre as divisões
(especialmente durante o período de preparação)

(Mas não fique demasiadamente preocupado com o tempo durante a mensagem)

(Se você perceber que vai gastar tempo demais em único tópico, considere reformular a
divisão)

Exs: [Fé, esperança e amor], [Pai e Senhor]

3º Critéio: Devem ser distintas umas das outras.

Não seja repetitivo nas divisões principais.

Exemplo:
Tema: Vida com prpósitos (ou abundante).

Palavra chave: Atitude.

(Desenvolvimento)

I. Atitude: Entregar a vida à Jesus.

II. Atitude: Se render ao Senhorio de Cristo.

4º Critério: Precisam ser progressivas.

É preciso haver progressão nos pensamentos, assim haverá coerência na sua pregação.

Ordem lógica ou cronológica

(Ex: Criação-Queda-Redenção, Encarnação-Morte-Ressurreição)

Ordem de importância;

(Ex: Fé, Esperança e Amor)

Causa-Efeito;

(Ex: Fp 4 [Oração-Causa, Paz-Consequencia, Pensamentos])

As divisões podem ser subdivididas

As subdivisões derivam de suas divisões principais.

As subdivisões são explicações mais detalhadas de sua divisão principal.

Podem ser usadas quantas subdivisões forem necessárias, desde que não exagere.

Dentro das subdivisões (caso existam) vem a discussão

A Discussão é o desdobramento das ideias levantada pela divisão principal e principalmente


por suas subdivisões.

A discussão é desfragmentar ainda mais as subdivisões, sem escapar da divisão principal.

Simplificando: Subdivisão “comenta” a divisão principal e a Discussão “comenta” a subdivisão.

De onde procedem as divisões e subdivisões que há em vosso meio?

Depende do tipo de sermão

Temático
As divisões principais derivam do tema

Textual
As divisões pricipais derivam do texto (mas o conteúdo delas [subdivisões e discussão] não)

Expositivo
As divisões principais e a maior parte do conteúdo (subdivisões e discussão) derivam do texto
Exemplos:
Salmos 1 - Temático

Tema: Fruto
Título: O que fazer para ser um cristão frutífero?
TB: Sl 1.3
PB: Didático
PE: Ensinar os cristãos a viverem uma vida frutífera
PC: Fontes (ou sementes)
I- Palavra (Mt 13)
II- Espírito (Gl 5)

Salmos 1 – Textual

Título: Diga-me com quem andas


TB: Sl 1.1
PB: Pastoral/Moral
PE: Advertir os cristãos a tomar cuidado com as influências negativas
PC: Conselhos (ou princípios)
I- Não ande segundo o conselho dos ímpios
1- Bom exemplo (José - Gn 39)
2- Mau exemplo (Homem de Deus - 1Rs 13)
II- Não se detém no caminho dos pecadores
Pv 4.14-19
1- O caminho dos ímpios
1.1 Sempre conduz à impiedade vs 16-17
1.2 É como a escuridão v.19
2- O caminho dos justos v.18
III- Não se assente na roda dos zombadores
Porque existem atitudes que são contagiosas
Lc 12.1/1Co 5.9-11

Salmos 1 - Expositivo

Título: Recalculando a rota


TB: Sl 1.1-6
PB: Pastoral
PE: Instruir os cristãos a escolherem viver a vida de um justo
PC: Caminhos
I- Bem-aventurado (vs. 1-3)
1 - Do que preciso abrir mão? v.1
2 - Do que não posso abrir mão? v.2
3 - Como será a minha vida? v.3
II- Ímpio (vs. 4-5)
1 - Como será a minha vida? v.4
2 - Do que terei que abrir mão? v.5
Conclusão (v.6)
O mais importante na hora de escolher um caminho é saber onde você quer chegar...

SERMÃO TEMÁTICO

As principais divisões derivam de um tema.

É um tipo de sermão com muitas possibilidades.

O mais eficaz para juntar textos de porções diferentes da Escritura (pode ser mais abrangente
do que os demais tipos)

Para extrair as divisões principais do tema escolhido, você pode fazer perguntas para o tema
(O que? Quem? Como? Por que?).

Pode buscar exemplos bíblicos de uma verdade (virtude, dom, etc.) [Ex: Fé (Abraão, Raabe),
Oferecidos (Isaías, Pedro)].

Pode buscar contrastes (Ex: Fé de Abraão Vs Fé de Tomé)

Pode buscar analogias (Ex: Mão, vara e manto)

Pode fragmentar temas complexos (Ex: Atributos de Deus)

Pode mostrar provas de um tema (Ex: Por que Jesus é Deus? Por que viver em santidade?)

Mas também com muitos perigos.

Precauções a serem tomadas no sermão temático:

1- Tenha ao menos um texto-base para cada ponto ou argumento

O Sermão temático suas divisões principais são extraídas do TEMA, independente do texto
base escolhido, ou seja, o Tema é quem vai definir o desenvolvimento da mensagem.

Dessa maneira, cada DIVISÃO PRINCIPAL terá um Texto Base, uma referência Bíblica. No
entanto, o sermão temático poderá ter um texto base também.

No sermão temático, a Divisão Principal poderá ter vários Textos Bíblicos Basilares, com a
finalidade de consolidar seu tema escolhido.

2- Certifique-se de que o texto-base é um apoio idôneo ao seu ponto

Eu preciso fazer a exegese de CADA texto base EM SEU PRÓPRIO CONTEXTO

3- Coloque os pontos em uma ordem lógica ou cronológica

Como você é quem vai decidir em que ordem colocá-los, nesse tipo de sermão corre-se mais o
risco de viajar na hora de compor o sermão
4- Durante a preleção, em cada momento que falar da Divisão principal você irá repetir o tema
do sermão, dessa maneira você liga o desenvolvimento com o tema.

Exemplo 1:

Tema: Características da Nova criatura


Texto Base: 2Coríntios 5.17.
P.B.: Doutrinário.
Objetivo: Conscientizar sobre a nova vida em Cristo Jesus.
Palavra Chave: Características.
Introdução ...
I. Características: Livres do Pecado.
1. 2Coríntios 5.17 – Jesus se fez pecado por nós.
2. Romanos 6.14 – o pecado não nos domina mais.
3. 1Coríntios 2.13-14 – a liberdade nos torna espirituais.

II. Características: Justificado por Deus.


1. 2Coríntios 5.21 – Somos justiça de Deus.
2. Romanos 5.17 – Recebemos a dádiva da justiça.

III. Características: Herdeiro e Co-herdeiros.


1. Romanos 8.17 – somos herdeiro de Deus e co-herdeiros com Cristo.
2. Gálatas 4.7 – os filhos se tronam herdeiros.
3. Tito 3.7 – Deus nos tornou herdeiros.

Exemplo 2:

Título: Sola Gratia


TB: Ef 2.1-5
PB: Didático
PE: Ensinar a igreja sobre como a graça opera em nós (para que possamos cooperar com ela)
PC: Efeitos
Introdução:
Reforma
"Ecclesia reformata semper reformanda" Karl Barth (derivada de Agustinho)
I- Salvação (Ef 2.1-10):
v.1 Estávamos mortos
v.2-3 Vivíamos de acordo com o mundo, com o diabo e segundo as vontades da nossa carne
v.3 Erámos (por natureza) merecedores da ira de Deus
A ira do Deus Eteno é eterna (inferno)
vs.4-5 Todavia, Deus é rico em misericórdia, e, pelo seu grande amor, nos deu vida com Cristo
(quando ainda estávamos mortos em nossas transgressões)
v.8 Pela graça sois salvos, e isso é dom (presente) de Deus
Mesmo o presente tem que ser pago (só que não foi pago por você)
v.9 Não de obras, para que ninguém se glorie
Não posso trabalhar para pagar aquilo que já foi pago
v.10 Somos criados em Cristo para boas obras
Porém, uma vez que fui salvo eu vou praticar boas obras (não como pré-requisito, mas como
resultado da operação da graça. Afinal, a graça também produz:)
II- Transformação (1Co 15.9-11):
v.9 Nem sequer mereço ser chamado de apóstolo
Por perseguir a igreja, não merecia nem ser crente, quem dirá apóstolo!
v.10 Mas, pela graça de Deus, sou o que sou
A graça transformou o perseguidor em apóstolo
(o ladrão em doador [Zaqueu - Lc 19], a adúltera em santa [Jo 8.1-11])
v.10 E a sua graça não foi inútil
(2Co 6.1)
A graça que não nos transforma é como um presente que nunca foi usado, nunca teve
utilidade
(Judas, Esaú...)
v.10 Antes trabalhei mais que todos eles
O trabalho (as boas obras) são evidência de que a graça está operando
Em nós e através de nós
v.10 Contudo não eu, mas a graça de Deus comigo
No fim das contas até o meu "esforço" não tem mérito, porque eu só posso trabalhar porque a
graça está trabalhando
A graça me capacita a andar em boas obras
(Debaixo da graça é que o pecado não tem mais domínio sobre nós [Rm 6.14])
Não precisamos mais viver pecando. O que precisa mudar é nossa mentalidade.
III- Compreensão (Tt 2.11-14):
v.12 Nos ensina a renunciar e viver
Equilíbrio
Nos ensina ao que devemos dizer não, mas também ao que devemos dizer sim
Qual o padrão?
v.13 Enquanto aguardamos a volta de Cristo
O padrão não é apenas o presente, mas também a eternidade
v.14 A fim de purificar para si mesmo um povo particularmente seu
O padrão é a vontade dEle
Fomos comprados por um alto preço, agora pertencemos a Ele
Conclusão:
A graça não pode ser merecida (assim como eu não pago por um presente), porém ela pode
ser recebida ou rejeitada
Eu a recebo humildemente (Tg 4.6/1Pe 5.5)
(O orgulhuoso tende a rejeitar a graça)
Eu a recebo pela fé (Rm 5.1-2)
(Posso rejeitar se eu não acreditar que o presente existe...)
Exercício:
Sl 23
Extrair um tema
Elaborar um esboço
Trocar e "melhorar" o esboço

SERMÃO TEXTUAL

O Sermão textual suas divisões principais são extraídas do TEXTO BASE, ou seja, o Texto bíblico
é quem vai definir o desenvolvimento da mensagem.

O texto base que vai ditar os pontos em discussão nas divisões principais.

O texto base escolhido pode ser um versículo até três no máximo, no entanto, não existe um
limite de tamanho, mas cuidado com a extensão do texto.

Como o texto bíblico é quem aponta para todo desenvolvimento, as vezes a versão utilizada
precisa ser avisada na igreja. Casos assim você pode usar o recurso do telão para que todos
leiam a mesma versão.

Dentro de cada Divisão principal, você pode usar outros textos bíblicos consolidando a tese
levantada, no entanto, no final de cada divisão (Discussão) será a maneira de retornar para o
texto base.

Exemplo:
TB: Sl 23
Tema Relacionamento com Deus
PC: Características
I - Presente ("é")
II - Pessoal ("meu")
III - Pastoral ("pastor")
IV - Provedor ("nada me faltará")

Exemplo:
TB: Rm 12.11-12
Tema: Zelo
PC: Inimigos
I - A carne ("sejam fervorosos no espírito")
Rm 8.5-8
II - As pessoas a quem servimos ("sirvam ao Senhor")
Jo 13
Cl 3.22-25, 1Co 10.31
III - A situação atual ("alegrem-se na esperança")
Mt 6.1-20
1Co 15.58
IV - As tribulações ("sejam pacientes na tribulação")
Sl 30.5
Tg 1.2-4
2Co 4.17
V - A independência ("perseverem na oração")
1Ts 5
Fp 2.13

Exemplo:
Tema: Verdade e Consequência?
Texto Base: 2Crônicas 7.14 “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar,
buscar a minha face e se afastar de seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu
pecado e curarei a sua terra”.
P.B.: Devocional.
Objetivo: Despertar a igreja ao arrependimento.
Palavra Chave: Verdade, Consequência.
Introdução
1. Quem já brincou de Verdade ou Consequência?
2. (Ilustração) Explicar o jogo e montar grupos de 10 a 12 pessoas para interagir.
3. Toda Verdade traz uma Consequência, por mais dolorosa que seja.
4. Vejamos hoje algumas Verdades que nos geram Consequências de boas ou ruins.
5. Ler 2Crônicas 7.14.
I. Verdade: Se o meu povo.
1. A igreja precisa se levantar e assumir seu papel.
2. 1Pedro 2.9 – somos povo escolhido.
3. Como povo precisamos assumir nossas verdades.
II. Verdade: Se humilhar e orar.
1. A oração gera quebrantamento e humilhação diante do Senhor.
III. Verdade: Se afastar de seus maus caminhos
1. A verdade da oração e da humilhação gera mudança de comportamentos e atitudes.
2. Quando nos deparamos com Verdades como essas de que: Somos povo, devemos se
humilhar e orar e se afastar de nossos maus caminhos, logo sofremos suas Consequências.
I. Consequência: O Senhor nos ouvirá.
1. O Senhor escuta coração quebrantado.
2. Provérbios 15.8b – nossa oração os agrada.
II. Consequência: O Senhor nos perdoará.
1. 1João 1.9 - Ele nos limpa de toda injustiça.
2. Precisamos apenas nos arrepender.
III. Consequência: O Senhor curará nossa terra.
1. Ele prometeu e não falhará.
2. 2Coríntios 1.20 – Suas promessas têm sim e o Amém.

Exemplo:
Tema: E agora?
Texto Base: Daniel 6.10 “Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para
casa, para seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém e ali fez o que
costumava fazer: 3 vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus”.
P.B.: Devocional.
Objetivo: Incentivar a pratica na oração.
Palavra Chave: Hábito.
Introdução
1. Você já passou por situações na vida que se perguntou: E agora? O que faço?
2. Vamos aprender alguns Hábitos para saber o que fazer nesses momentos.
3. Ler Daniel 6.10.
I. Hábito: Entrou no seu quarto.
1. Daniel buscou no secreto.
2. Mateus 6.6 – entra no seu quarto.
3. Quem busca no secreto alcança recompensa pública.
II. Hábito: Ajoelhou e Orou.
1. Daniel se humilhou diante do Senhor.
2. Tiago 4.6 – humilhar.
3. Quem se ajoelha diante do Senhor, fica em pé diante da crise.
4. A oração libera poder se Deus sobre as situações.
III. Hábito: Deu Graças
1. 1 Tes 5.18 – dar graças em todas as situações.
2. Gratidão é uma disposição de coração.

SERMÃO EXPOSITIVO:

O Sermão Expositivo suas divisões principais são extraídas do conteúdo do texto em exposição,
assim como as suas subdivisões, sendo que o esboço possui uma série de ideias que giram em
torno de uma ideia principal.

Contínuo Textual-Expositivo

Textual prototípico: TB=estrutra TC[textos complementares]=argumentação

Expositivo prototípico: TB=estrutura+argumentação (não usa TC)

(o ideal é o equilíbrio)

Considerado pela homilética o sermão mais eficaz de pregação devido a intensidade de


conteúdo e ensino que o acompanha, trabalhando eficientemente nos fundamentos Bíblicos.
O “Grupo de Versículos” selecionado no sermão expositivo é chamado de UNIDADE
EXPOSISTIVA, que deriva da ideia central do sermão.

Ou seja, o que vai definir os limites da unidade expositiva (meu texto base) é o tema (quando
eu identifico que um determinado grupo de versículos trata de um mesmo assunto)

Pode-se usar as palavras do próprio texto nas divisões principais (ou não)

Princípios

1- Devemos estudar cuidadosamente o texto base

Examine o contexto da passagem

Examine o contexto histórico e cultural

2- Os detalhes devem ser tratados de forma correta, mas não exaustiva

Pregação não é aula de seminário

Nem tudo que é interessante necessariamente deve ser falado

Detalhes demais podem distrair (tirar o foco do tema que está sendo tratado)

3- A ordem do esboço pode ser diferente da ordem do texto base

Ex: 2Ts 2.17-3.9 (Razões-Objetivos-Consequências)

4- As verdades do texto precisam relacionar-se com o presente

Provavelmente um dos maiores "problemas" (ou pergios) do sermão expositivo

Aplique o texto à vida dos seus ouvintes (mais sobre isso na próxima aula)

Exercício

Sl 23 (Expositivo)

ILUSTRAÇÃO

Ilustrar: Esclarecer, tornar claro, trazer luz

Ilustrações enriquecem o conteúdo e tornam o sermão mais claro (como janelas).

Se a estrutura que viemos estudamos é como o esqueleto do sermão, os elementos que vão
preencher essa estrutura (formando "a carne" do sermão) são:

Ilustração

Esclarece, elucida e explica os argumentos

Visa a compreensão dos argumentos

Argumentação

A maior parte do semrão

A exposição dos seus argumentos, de sua linha de raciocínio

A interpretação e explanação do texto bíblico


Visa o convencer os ouvintes

Aqui que entra o Ethos, Pathos e Logos (que vocês já ouviram, por isso não há necessidade de
nos deter nele)

Aplicação

Contextualiza os argumentos, aplicando-os de forma prática à vida dos ouvintes

Visa a prática do que foi exposto

Falaremos mais da aplicação depois do desenvolvimento

A introdução é um excelente momento para ilustrar, mas todos os principais tópicos podem (e,
via de regra, devem) ser ilustrados. Uma ilustração adequada pode ser, inclusive, uma ótima
forma de concluir o sermão.

A principal função, como já foi dito, é esclarecer, mas as ilustrações servem também para
tornar o sermão mais interessante (enriquece, embeleza, traz vivacidade) e, por serem mais
fáceis de lembrar, podem servir para resumir muito do que foi dito

Ilustração: Utilizada para acompanhar, explicar, interpretar, acrescentar informação, sintetizar


ou mesmo decorar

Clareza, interesse, vivacidade, ênfase

Exemplos: Histórias (cotidianas, testemunhos [Subirá no seminário de dons], fatos históricos,


“parábolas”, piadas...), Citação (Escritor ou pregador famoso, filme [ex: Pr. Léo e Matrix],
música...), Vídeo [comerciais da pepsi/contextualização cultural], Outros (Encenação, uso de
objetos [ex: cadeiras, luz e espelho...]...)

Cuidados:

Que sejam apropriadas

Que não tenham detalhes grotescos

Relevantes para o tópico em questão e para o público alvo

Use histórias que não são suas com cautela

Com autorização prévia ou, pelo menos, que não sejam negativas (não vá denegrir a imagem
das pessoas)

Quando for usar um "mau exemplo" não utilize nomes e tente fazer o máximo para que seus
ouvintes não consigam saber de quem você fala (nem que associem com a pessoa errada)

Até as suas, use com cautela

Evite detalhes demasiadamente íntimos

Evite ficar falando da sua vida o tempo todo no púlpito

(use histórias relevantes e que te aproximem do público)

Tente ser preciso

Conte os fatos como realmente aconteceram (no caso de histórias ou fatos verídicos)
Pesquise antes de falar

Se for uma ficção que ela seja crível (e tenha sentido)

Seja breve

Não use ilustrações que tomem metade da sua mensagem (o foco ainda é a Bíblia)

Também não use tantas ilustrações que não sobra tempo para a sua mensagem (a
argumentação e a exposição bíblica precisam ser o centro)

Acúmulo de ilustrações

Vale a pena acumular ilustrações ao longo da vida

(Catalogue histórias e citações)

Exemplos de Ilustrações:

Testemunhos: testemunhos pequenos.

Histórias passadas: fatos marcantes da história.

Dinâmicas ou Vivências: são estímulos e simulações que trazem lições paralelas a seu sermão.
Até mesmo teatro, encenação.

Vídeos: testemunhos, desenhos, clipes, curtas metragens, etc.

Exemplo 1:

Tema: A arma secreta de Deus

Texto Base: Gn 18.17-19

P.B.: Devocional

Objetivo: Reconhecer o poder de Deus em cada cristão

Palavra Chave: Efeito

Introdução:

(Ilustração) Descoberta do átomo. Poder destruidor.

O segredo que Deus deu a seus filhos tem um poder maior que qualquer bomba atômica.

Deus nos deu o poder da oração que causa efeitos surpreendentes.

Exemplo 2:

Tema: Hipocrisia

Texto Base: Mt 23.1-5

P.B.: Apologético

Objetivo: Combater os falsos ensinos sobre santidade.

Palavra Chave: Hipocrisia

Introdução:
1. O que é hipocrisia?

2. Fingir ser o que não é; usar uma máscara.

3. (Ilustração) Louvor com Projeto Convictus - Máscaras.

APLICAÇÃO

Aplicar é mostrar como essas verdades explicadas se relacionam com a vida dos ouvintes e
convencê-los a colocar em prática o que aprenderam

A falta da aplicação nos sermões, é um dos erros mais frequentes nos pregadores atuais, pois o
ouvinte pensa: “Mensagem poderosa, mas não sei o que fazer com isso”.

A aplicação é o momento que o ouvinte pensa: “Agora sei o que eu preciso fazer”.

A aplicação deve persuadir os ouvintes não apenas entenderem as verdades apresentadas,


mas principalmente coloca-las em prática.

Um dos elementos essenciais da aplicação é a persuasão, convencer as pessoas a praticar

(Cuidado, porém, para não despertar os seus ouvintes com motivações erradas. Ex:
Prosperidade e ganância)

A aplicação pode ser usada:

No final de cada Divisão Principal;

À medida que surgirem pensamentos práticos a respeito da vida cristã;

Ou na CONCLUSÃO, ser apresentada como fechamento da mensagem.

4 Critérios para a Aplicação:

1º Critério: Tenha em mente o público ouvinte.

Caso contrário, vc dará aplicações para a vida de casado, falando para adolescentes; sobre
masturbação para as crianças.

2º Critério: Relacione o sermão aos problemas e necessidades diárias e humanos.

Esse é o critério mais básico.

Observe em seu sermão, quais características de comportamento e conduta humana que


podem ser exemplificadas em sua aplicação.

Extraia do texto princípios universais, aplicáveis a todas as épocas

Relacione a verdade com a época atual

Pense nas dificuldades diárias que as pessoas enfrentam, senão sua mensagem será uma
utopia.

Se coloque no lugar das pessoas e pense.

Exemplos:

Família, pais brigando ore, conjuges procure dialogar.


Fruto do Espírito, paciência na escola com amigos, no trânsito com pessoas mal-educadas
(respire fundo...), paz (antes da prova: ore, em um momento tenso no emprego, lembre-se
que Deus é o seu provedor)

3º Critério: Seja claro e prático

O seu ouvinte precisa entender: Então eu preciso fazer isso!

A aplicação deve ser específica ou definida

A aplicação ideal é:

Pessoal, Prática, Possível e Provável

Ex: Disciplinas espirituais, calcule seu dia, qual horário vc tem mais disponibilidade.

Para auxiliar nisso, use perguntas reflexivas

O que você vai fazer em relação a isso?

Como você pretende resolver essa questão?

Quando foi a última vez que você fez isso?

Até quando você vai protelar essa decisão?

Quais atitudes você vai assumir a partir de hoje?

4º Critério: Seja bíblico em suas aplicações

Você pode ligar passagens Bíblicas dentro da aplicação.

(Ex: Fp 4)

CONCLUSÃO

Conclusão é o resumo de seu sermão, é o gran finale, onde tudo o que foi dito se concentrará
de forma intensa e enérgica afim de provocar um impacto penetrante nos ouvintes.

Por isso deve ser:

1 - Simples

Não é a hora de florear ou ser rebuscado, é a hora de ser direto e impactante

2 - Breve

Não deve tomar mais do que 10% do tempo

Deve ir direto ao ponto

Não é o momento de implantar novas ideias e tópicos (cuidado para não empolgar e sair
acrescentando novas informações)

Conclusões longas deixam o público impaciente (Ex: Para terminar... E fica mais 30min
pregando)

Para isso, a conclusão pode conter:

1 - Recapitulação
Uma breve revisão da mensagem (das divisões principais ou dos tópicos mais relevantes)

2 - Motivação

Depois de explicar tudo com clareza durante a mensagem, a conclusão pode ser simplesmente
um momento de encorajamento

3 - Aplicação

Se durante todo o sermão as verdades não foram sendo progressivamente aplicadas, a


aplicação DEVE ser feita na conclusão

(Ou seja: o que eu faço com isso?) (Ex: Pregação escatológica)

4 - Apelo

Um período de oração e reflexão faz com que os seus ouvintes relacionem as verdades
aprendidas com a sua vida diária

Torna a aplicação da mensagem um processo interativo e pessoal, tornando-a mais eficaz

Faça perguntas para auxiliá-los no processo de reflexão

Ore por eles e, o mais importante, junto com eles (mas não os atrapalhe de orar)

(Se for usar uma música, que ela tenha relação com o que foi dito...)

O convite ao altar não é requerido para o apelo, mas pode ser um excelente recurso (ex:
pregação evangelística ou sobre o batismo com o ES)

Desafios ou convites à compromissos devem ser feitos de forma clara

5 - Ilustração

Uma ilustração adequada pode ajudar a fixar o conteúdo da mensagem, bem como motivar os
ouvintes ou mostrar um caminho de aplicar as verdades expostas

Cuidado porém para não se empolgar demais e começar acrescentar novos pontos...

(Ex: [León Tolsói,] John Piper citando Lutero, Video "Save Maryam", [O prisioneiro chinês])

Você poder usar mais de um desses elementos em uma mesma conclusão (todos até...)

Exemplo:

1. Hoje aprendemos um pouco mais sobre os frutos do Espírito que são: Amor; Alegria; paz;
paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio.

2. O fruto é natural e todos eles já estão dentro de nós, agora nossa responsabilidade é
permitir o Espírito Santo amadurece-lo em nossa vida.

3. Qual desses frutos, você mais precisa que seja amadurecido em sua vida?

4. Oração final para o Espírito Santo começar esse amadurecimento.