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ENTRO TÉCNICO E ACADÊMICO DO


PARÁ
Mantedora: Centro de Educação
Teológica e Filosófica Professor
Gamaliel LTDA ME
CNPJ:
09.666.887/0001-26
Parecer 0063/2004 CNE – MEC
Amparo Constitucional pelo parecer
Licenciatura em Pedagogia
BENONIAS MANOEL DA SILVA
ESTER FROTA DA SILVA
FERNANDA ANGELA DE ANDRADE
ROSA MARIA RODRIGUES VIEIRA

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NAS SÉRIES


INICIAIS NA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL
ZILDA PEREIRA SOARES

CUMARU DO NORTE – PA

ANO 2018
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RESUMO

Atualmente, no Brasil encontramos uma questão de extrema importância


ao se tratar da precariedade da alfabetização, pois nota-se que muitas
pessoas já escolarizadas são consideradas analfabetas funcionais, ou
seja, não são capazes de compreenderem o que leem. Portanto, através
da realidade presente nas escolas é fundamental que os professores
compreendam o que é alfabetização e o que é letramento para poderem
desenvolver melhor a sua prática pedagógica, visando uma alfabetização
significativa. Logo, o presente texto é resultado de uma pesquisa
bibliográfica sobre alfabetização e que teve por objetivo expressar os
significados do processo de alfabetização e do processo de letramento,
mostrando a especificidade de cada um e a importância da conciliação
entre ambos, além de propor uma reflexão entre teoria e prática
educacional de se alfabetizar letrando. Ao abordar questões relacionadas
ao processo de alfabetização e letramento, entende-se que são
processos indissociáveis que devem caminhar juntos. É importante que
ocorra práticas de letramento o qual designa a ação educativa do uso de
práticas sociais de leitura e escrita, permitindo compreender a importância
e a necessidade em desenvolvê-las nas séries iniciais.

Palavras chave: Alfabetização, leitura e escrita.


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ABSTRACT
This is because Brazil does not have the same import value as it is when it comes to
information, but it does not work because it is important to use the functions, the accounts,
the data and the data. Portanto, através da realidade nas escolas é fundamental que os
professores compreendamente e alfabetização e que la para para para para para para
pecememorro a la sua práctica pedagógica, visando uma alfabetização significant. Logo,
present text or search results for alphanumeric text for expressions expressing the process
of the alphabetical process of the letramento, most specifics and specifics of the import
and export of mail, in the case of the reflexo entry teoria e prática educacional the
alphabetical letrando. The process of processing the alphabetical data is a process that
allows the process to process the caminhar juntos. The import and export documents are
made available through the educational and educational programs, which are used for the
search, escrita, permit and import documents and the necessities for the fulfillment of the
requirements of the company.

Keywords. Literacy, reading and writing


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1 INTRODUÇÃO

A alfabetização e o letramento são processos inseparáveis e


complementares, nos quais se evidencia a necessidade do
desenvolvimento de metodologias que contemplem a alfabetização e o
letramento simultaneamente, metodologias essas as quais possibilitem o
domínio do sistema convencional da escrita e o domínio de habilidades
para a utilização desse sistema nas práticas sociais. Verifica-se, portanto,
o grande desafio a que o professor se submete ao utilizar metodologias
nas quais seja concretizado o ato de alfabetizar letrando.
Alfabetização e Letramento são dois eixos que contemplam a
função do pedagogo, perpassando sobre os anos iniciais do Ensino
Fundamental. Assim são duas vertentes de conhecimentos
indispensáveis ao processo de ensino e aprendizagem.
Faz-se necessário um conhecimento aprofundado de ambos no
que diz respeito a toda a trajetória desses dois conceitos, pois, ao longo
dos tempos a alfabetização, passou por várias mudanças, no que se
referem às práticas, concepções e suas qualificações em meio à
sociedade.
No contexto das mudanças ocorridas em relação à definição de
alfabetização e sua qualificação em meio à sociedade, Rojo (2010) afirma
que na primeira metade do século para ser considerado alfabetizado
bastava saber assinar o próprio nome.
Com a complexidade do mundo do trabalho industrial e o aumento
das práticas letradas, apenas assinar o próprio nome passou a ser
insuficiente. “Em 1958, a Unesco constata que conhecer o alfabeto e
saber codificar e decodificar palavras escritas já é insuficiente para as
lides urbanas modernas”. (ROJO, 2010, p. 24).
Em se tratando da definição de alfabetização, Albuquerque (2007)
afirma que a alfabetização pode ser corriqueiramente reconhecida como
ato de ensinar a ler e escrever, e que com o passar dos tempos,
denominou-se em um termo mais complexo e ampliado dessas ações, no
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qual a partir da década de 1990, culminou-se um novo termo à


alfabetização, o letramento. A autora afirma ainda que a partir de então, a
alfabetização passou a ser vinculada ao letramento.
Com o passar do tempo muito se desenvolveu no campo da
alfabetização, surgiram conceitos, teorias, metodologias etc. Porém, com
toda evolução, o Brasil e outros países subdesenvolvidos, ainda
enfrentam um problema de muita relevância: a qualidade da educação
básica, especialmente, nos anos iniciais do ensino fundamental. São
evidências dessa baixa qualidade exemplo: índices de reprovação e
evasão escolar.
Ligadas à perda da especificidade da alfabetização, devido à
compreensão equivocada de novas perspectivas teóricas e suas
metodologias, que foram surgindo em contraposição ao tradicional, e a
grande abrangência que
As práticas de leitura e produção de textos desenvolvidas na escola, relacionadas
a um “letramento escolar”, não se adequaria, conforme certas expectativas, ao
desenvolvimento socioeconômico-cultural de nossa sociedade, em que os
indivíduos convivem em contextos em que a escrita se faz presente de forma mais
complexa. O ensino tradicional de alfabetização em que primeiro se aprende a
“decifrar um código” a partir de uma sequência de passos/etapas, para só depois
se ler efetivamente, não garante a formação de leitores/escritores.
(ALBUQUERQUE, 2007, p. 18).

O autor define também que apenas o contato exaustivo com textos


disponíveis em meio à sociedade, não propicia aos alunos a aquisição da
escrita alfabética. A mesma requer reflexão sobre as características do
sistema da escrita. Para se chegar ao desenvolvimento de leitores e
escritores competentes é essencial a interação com diferentes textos e
com contextos diversificados.
Para tanto é papel da escola promover essa interação com as
atividades que propiciem o ato de ler e escrever diferentes textos e refletir
sobre a representação dessa leitura. Além de, estimular o
desenvolvimento da autonomia, para que os alunos consigam escolher
suas próprias leituras e pensar criticamente sobre elas.
Não seria discurso ultrapassado dizer que a alfabetização ainda
constitui como um dos problemas que persiste na educação brasileira. Há
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um intenso debate no interior das escolas sobre o processo de


alfabetização, principalmente no que diz respeito aos seus resultados.
No Brasil, nas últimas décadas do século passado e nestas que se
iniciam, tem sido constante a busca tanto de educadores quanto do
Estado em encontrar uma solução para os problemas decorrentes das
dificuldades em alfabetizar os alunos nas séries iniciais do ensino
fundamental. Ao analisar historicamente a situação da alfabetização no
Brasil constata-se uma trajetória de sucessivas mudanças conceituais e,
consequentemente, metodológicas.
De modo geral, a leitura e a escrita são práticas em que se utiliza
de signos linguísticos. Tanto a leitura quanto a escrita não pode ser
compreendida fora de seu contexto social onde foi produzida. Nestas
circunstâncias deve ser levada em conta a intenção do autor sobre o que
ele quis representar através do que escreveu ou registrou. Uma palavra
sem significado é um som vazio; portanto, o significado é um critério da
palavra e um seu componente indispensável.
2 CONCEITOS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
A alfabetização e o Letramento são dois eixos que contemplam a
função do pedagogo, perpassando sobre os anos iniciais do Ensino
Fundamental. Assim são duas vertentes de conhecimentos
indispensáveis ao processo de ensino e aprendizagem. Faz-se
necessário um conhecimento aprofundado de ambos no que diz respeito
a toda a trajetória desses dois conceitos, pois, ao longo dos tempos a
alfabetização, passou por várias mudanças, no que se referem às
práticas, concepções e suas qualificações em meio à sociedade.
Em se tratando da definição de alfabetização, Albuquerque (2007)
afirma que a alfabetização pode ser corriqueiramente reconhecida como
ato de ensinar a ler e escrever, e que com o passar dos tempos,
denominou-se em um termo mais complexo e ampliado dessas ações, no
qual a partir da década de 1990, culminou-se um novo termo à
alfabetização, o letramento. A autora afirma ainda que a partir de então, a
alfabetização passou a ser vinculada ao letramento.
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Os processos de letramento, com suas diversas práticas,


sempre existiram nas sociedades letradas. O que passou a existir
recentemente foi o conceito teórico que nomeou e definiu tais processos.
Desse modo, sabe-se que o letramento não é um termo novo, mas sim
um termo que passou a ser redefinido de forma diferenciada de acordo
com o contexto social em que o indivíduo vive.
Em se tratando do letramento como um conceito pautado na
participação social, uma das finalidades do letramento, quase concentra
na aquisição da escrita, vinculada às práticas sociais, pois, ninguém lê
e/ou escreve simplesmente, as pessoas escrevem, leem e interagem
através da escrita, em situações de comunicação, utilizando diversos
gêneros.
A escola deve, portanto, proporcionar aos alunos o contato com
uma grande diversidade de gêneros orais e escritos, abrangendo várias
esferas de circulação: a familiar ou pessoal, cartas pessoais, bilhetes,
diários, e-mails pessoais, listas de compras, etc. literária, fábulas, contos,
lendas da tradição oral, peças teatrais, poemas, romances, crônicas,
contos de fadas, poemas de cordel, etc. midiática, notícias, reportagens,
anúncios publicitários, charges, cartas do leitor, artigos de opinião, etc.,
veiculados por distintos meios (rádio, TV, jornal, revista, internet, etc.), a
do entretenimento, piadas, histórias em quadrinhos, trava-línguas, a
jurídica ou de regulação da convivência, estatutos, leis, regimentos,
normas, etc.
Nesse contexto a autora argumenta que os princípios de se
alfabetizar letrando consistem no contato com inúmeros textos sem
necessariamente que criança seja alfabetizada.
2.1Alfabetização
O termo Alfabetização, etimologicamente, significa: levar à
aquisição do alfabeto, ou seja, ensinar a ler e a escrever. Assim, a
especificidade da Alfabetização é a aquisição do código alfabético e
ortográfico través do desenvolvimento das habilidades de leitura e de
escrita.
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Na história do Brasil, a alfabetização ganha força, principalmente,


após a Proclamação da República, com a institucionalização da escola e
com o intuito de tornar as novas gerações aptas à nova ordem política e
social.
Com o passar do tempo um maior desenvolvimento no campo da
alfabetização, surgiram conceitos, teorias, metodologias etc. Porém com
toda evolução, o Brasil e outros países sub desenvolvidos, ainda
enfrentam um problema de muita relevância: como qualidade da
educação básica, especialmente, nos iniciais do ensino fundamental.
Com a teoria da curvatura da vara, ele mostra que produção ter
para a mais qualidade, a “vara” deve permanecer reta. E ainda argumenta
que uma pedagogia comprometida com a qualidade educacional voltada
para a transformação social, de modo que o ponto de partida seja a
prática social e educacional o de chegada uma prática social
transformada.
Na transformação e faz necessário resgatar a significação
verdadeira da alfabetização e delineando corretamente o conceito de
letramento. sempre fazendo relação entre conteúdo e prática e que,
fundamentalmente, tenha por objetivo a melhor formação do aluno.
2.2 Letramento
Na perspectiva de que o letramento não é um termo novo, mas sim
uma concepção definida recentemente.
O que passou a existir recentemente foi o conceito teórico que
nomeou e definiu tais processos. Desse modo, sabe-se que o letramento
não é um termo novo, mas sim um termo que passou a ser redefinido de
forma diferenciada de acordo com o contexto social em que o indivíduo
vive.
O letramento não é uma palavra dicionarizada, portanto é um
conceito definido por vários autores, cada um com uma perspectiva, o
entanto se assemelham no que diz respeito aos aspectos essenciais. A
seguinte definição para o letramento: “Conjunto de atividades envolvendo
a língua escrita para alcançar um determinado objetivo numa determinada
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situação, associadas aos saberes, às tecnologias e as competências


necessárias para a sua realização.”
A palavra letramento é de uso recente e significa o processo de
relação das pessoas com a cultura escrita. Assim, não é correto dizer que
uma pessoa é iletrada, pois todas as pessoas estão em contato com o
mundo escrito. Mas, se reconhece que existem diferentes níveis de
letramento, por variar conforme a realidade cultural.
Este termo ganha espaço a partir da constatação de uma
problemática na educação, por meio de pesquisas, avaliações e análises
realizadas chegou- se à conclusão de que nem sempre o ato de ler e
escrever garante que o indivíduo compreenda o que lê e o que escreve.
Entretanto, se reconhece que muito mais que isso, é realizar uma leitura
crítica da realidade, respondendo satisfatoriamente as demandas sociais.
Nesse sentido estacamos o papel do professor dentro desse
processo. Este profissional deve acreditar e promover a construção de
pensamento crítico em si próprio e em seus alunos.
3. PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: PERSPECTIVAS E DESAFIOS
DE SE ALFABETIZAR LETRANDO NO AMBIENTE ESCOLAR NA ESCOLA ZILDA
PEREIRA SOARES EM CUMARU DO NORTE-PA.

Visto que a alfabetização e o letramento ocorrerem


simultaneamente, embora por processos diferentes, se faz necessário
voltar-se as práticas e metodologias atuais de alfabetização. Que
contemplam a alfabetização e o letrar, de modo que se identifiquem as
especificidades de cada um.
Neste contexto a autora argumenta que os princípios de se
alfabetizar letrando consiste no contato com inúmeros textos sem
necessariamente que criança seja alfabetizada.
Na Escola Zilda Pereira Soares as práticas de alfabetização e
letramento se dão com projetos incluídos no PPP DA ESCOLA E NO
PROJETO Pacto pela educação onde as crianças têm um espaço para
trabalhar a leitura e a escrita.
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Nessa perspectiva a metodologia utilizada neste estudo teve como


base a pesquisa bibliográfica, sendo realizado em uma escola municipal,
nas séries do Ensino Fundamental, bem como, a realização de uma
conversa informal com a Coordenadora pedagógica da referida escola.
Objetivando refletir sobre as metodologias de alfabetização e
letramento, a pesquisa buscou sanar os seguintes questionamentos
norteadores deste trabalho: Como estão sendo desenvolvidas as
metodologias de alfabetização e letramento no Ensino Fundamental na
escola Zilda Pereira Soares? Essas metodologias possuem uma relação
intrínseca entre si? Quais as concepções que as professoras possuem
em relação à Alfabetização e ao Letramento? Possuem uma prática
voltada para o alfabetizar letrando?
A escolha pela observação das práticas de alfabetização justifica-
se por serem as práticas adotadas na alfabetização o principal alvo das
críticas sobre as dificuldades impostas na aprendizagem da leitura e
escrita por parte dos alfabetizandos.
Constata-se que as práticas de alfabetização e letramento nas
séries iniciais não acontecem como se espera, ou seja, que os alunos ao
chegarem ao final do ensino fundamental estejam alfabetizados. Pelo
contrário, há consideráveis discrepâncias entre o nível de aprendizagem
dos alunos ao final do ciclo. É necessário repensar as atividades
desenvolvidas pelos professores alfabetizadores se quiserem
implementar práticas de alfabetização motivadoras no interior da escola.
Não seria discurso ultrapassado dizer que a alfabetização ainda
constitui como um dos problemas que persiste na educação brasileira. Há
um intenso debate no interior das escolas sobre o processo de
alfabetização, principalmente no que diz respeito aos seus resultados. No
Brasil, nas últimas décadas do século passado e nestas que se iniciam,
tem sido constante a busca tanto de educadores quanto do Estado em
encontrar uma solução para os problemas decorrentes das dificuldades
em alfabetizar os alunos nas séries iniciais do ensino fundamental.
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Na escola Zilda Pereira Soares não é diferente as mesmo com


projetos e a implementação do Pacto Pela educação os alunos não
conseguem sair das séries iniciais sabendo ler e escrever. Os métodos
continuam ultrapassados e os professores seguem um modelo de
educação imposto pelo governo que não se pode furar essa barreira e
inovar na sala de aula.
Ao professor alfabetizador cabe compreender que ler e escrever
faz parte de um universo cultural não hegemônico. O respeito à diferença
de saberes, principalmente dos alunos que chegam as escolas sem o
domínio da língua escrita, são cruciais no ensino de uma nova cultura
como é a cultura letrada.
O professor alfabetizador deve buscar sempre aprimorar a sua
prática, planejar atividades que envolva os alunos e refletir sempre sobre
o que desenvolve. Acredita-se que um professor comprometido e
engajado com a formação do aluno se lança sempre em busca de estar
continuamente se aperfeiçoando e melhorando sua prática.
Ao abordar questões relacionadas ao processo de alfabetização e
letramento, entende-se que são processos indissociáveis que devem
caminhar juntos. É importante que ocorra práticas de letramento o qual
designa a ação educativa do uso de práticas sociais de leitura e escrita,
permitindo compreender a importância e a necessidade em desenvolvê-
las nas séries iniciais. A construção da linguagem escrita na criança se dá
como um trabalho contínuo ao considerar a significação que a escrita tem
na sociedade.
Atualmente, estamos vivendo em uma sociedade, em que as
crianças chegam à Unidade Escolar com diversos tipos de conhecimentos
em relação à cultura letrada.
Ao trabalhar o tema relacionado com práticas de leitura e
escrita, é possível entender a necessidade em ocorrer eventuais
atividades que dizem respeito ao trabalho realizado com crianças que
estão inseridas nas séries iniciais. É um momento de extrema importância
para que o educador desenvolva as práticas de leitura e escrita no
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convívio escolar, o contato com diversos portadores de textos, o


entendimento dos textos pelas crianças irá incentivar a desenvolverem a
prática de adentrar no mundo letrado com mais facilidade.
As crianças iniciam o ano letivo com diferentes conhecimentos
e aprendizagens, é papel do professor diagnosticar o que as
crianças sabem ou não sabem sobre o que ele pretende
ensinar. Mesmo quando chegam ao final do ano sem dominar
os conhecimentos que o professor buscou ensinar, as crianças
tem agregado saberes, é preciso identificar não apenas o que
elas não aprenderam, mas também o que elas aprenderam, e
valorizar suas conquistas; o diagnóstico sobre o que as
crianças sabem ou não sabem deve servir para o planejamento
das estratégias didáticas e não para a exclusão das mesmas.
Albuquerque e Cruz (2009, p.11).

É de fundamental importância, que no início da vida escolar do


aluno ao ingressar nas séries Iniciais do Ensino Fundamental, o professor
alfabetizador registre como o mesmo agia e o que era capaz de fazer no
início do ano, e também o “agora” no final desta etapa. Como citam
Albuquerque e Cruz (2009, p.11) em uma pesquisa sobre prática docente
na área da alfabetização.
4 REALIDADE IDEALIZADA E REALIDADE VIVIDA
A alfabetização se concretiza no transcorrer das séries iniciais
num processo de superação da codificação e decodificação, resultando
no processo de alfabetizar letrado, isto é, que a criança tenha a
compreensão de ler e interpretar, onde se desenvolve e se identifica com
diferentes tipos de símbolos escritos que acontecem em nossa sociedade,
“leitura de mundo”.
Mas é importante destacar que cada professor de acordo com
sua realidade, tem um “olhar” próprio sobre o processo de alfabetização e
sua forma de abordagem de atividades propostas aos alunos no decorrer
de suas ações na sala de aula.
Diante das dificuldades que enfrenta, procura perceber os
principais sintomas das crianças, solicita o comparecimento dos pais,
sendo que a partir da conversa, das providências e acompanhamento dos
mesmos, vai analisando os resultados em sala de aula. Dependendo do
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caso é solicitado o auxílio do apoio pedagógico da escola e realizado


novos encaminhamentos.
É importante salientar que nesses casos o profissional também
deve ter um olhar diferenciado, e que é possível perceber que cada
indivíduo aprende de forma diferente e única, não sendo possível
generalizar os ensinamentos, mas sim, é necessário que se faça a
tentativa e que seja criado um método diferente.
Alfabetizar uma criança não é nada fácil, precisa-se de todo um
método especial, que contribua o aprendizado de modo gradativo e
sólido, sabendo respeitar o processo do mesma no seu desenvolvimento,
integrar a criança de forma que se sinta à vontade, confiante no que está
sendo proposto e desenvolvido.
Diante das ideias destacadas nos capítulos anteriores, percebo que
o caminho de um ensino gratificante vem através dos recursos didáticos
ofertados pela instituição e das formações continuadas para os
profissionais de ensino, pois todo o professor precisa se especializar,
buscar cada vez mais conhecimentos, para que a partir de então seu
ensino se torne prazeroso, e proveitoso.
A afirmação evidencia a defesa de uma alfabetização ampliada,
apontando para o letramento, pois na verdade, segundo a autora,
alfabetização e letramento se complementam, e apenas com a articulação
entre ambos os conhecimentos, é que o sujeito poderá inserir-se na
sociedade que é comandada pela linguagem.
A criança que constrói a escrita e que a escrita, como toda
representação, baseia-se em uma construção mental que cria suas
próprias regras, enfatizando a necessidade de conhecimentos para
aqueles que pretendem organizar e sistematizar um trabalho pedagógico
que leve em consideração o desenvolvimento cognitivo do aluno e a
língua escrita.
Para que o aluno aprenda escrever, precisa primeiro de tudo ser
alfabetizado, entretanto, destaco mais uma vez, que alfabetização e
letramento se articulam, pois necessitamos sim criar o método de
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alfabetizar letrando, ou letrar alfabetizando, fazendo com que a criança no


momento da leitura, ao começar conhecer, identificar as letras, formando
a palavras, consiga de seu jeito já ir buscando o sentido do método de
alfabetização que a professora está propondo, pois muitas vezes, só o
fato de estar vendo as imagens de um livro, a criança já está criando a
sua própria leitura de mundo, sendo alfabetizada, se identificando em
uma cultura letrada em diferentes contextos sociais.
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CONCLUSÃO
A pesquisa apresentada contribuiu de forma significativa para a
compreensão do papel do profissional que atua nos anos iniciais do
Ensino Fundamental, como alfabetizador ante a necessidade de buscar
práticas pedagógicas de modo a respeitar a fase de desenvolvimento em
que a criança se encontra, bem como a utilização de práticas que
integrem a alfabetização e o letramento simultaneamente.
Portanto, reconhecendo que a educação brasileira passa por uma
problemática, a falta de qualidade da alfabetização, necessita-se que
surjam novos olhares e práticas transformadoras. Logo, a educação das
séries iniciais, que coincide com o período de início da alfabetização, é o
alicerce de toda estrutura da educação que se desenvolverá depois,
necessita de uma atenção especial.
Os professores alfabetizadores precisam estar habilitados, serem
competentes, criativos e cientes de sua responsabilidade de formação
dos sujeitos como intelectuais e cidadãos comprometidos com a
transformação social.
É essencial, também, que haja discussões sobre o tema
alfabetização e letramento nos cursos de formação de docentes e nos
cursos ou reuniões de formação continuada, de modo que gerem
reflexões sobre o tema e a prática docente, buscando soluções para
problemas específicos da alfabetização e procurando desenvolver os
profissionais e as instituições de ensino para que a educação tenha cada
vez mais qualidade.
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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Silva. Brasil: Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio á Gestão
Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa:
alfabetização para todos: diferentes percursos, direitos iguais: ano 1:
unidade 7/ Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica,
Diretoria de Apoio á Gestão Educacional. Brasília: MEC, SEB, 2012.

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organizado por Carmi Ferraz Santos e Márcia Mendonça. 1ed., 1reimp. –
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ROJO. R. Alfabetização e Letramentos Múltiplos: como alfabetizar


letrando. Língua Portuguesa : ensino fundamental / Coord. Egon de
Oliveira Rangel e Roxane Helena Rodrigues Rojo . - Brasília : Ministério
da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010.200 p. il. (Coleção
Explorando o Ensino ; v. 19).

http://www.academia.edu/1387803/Alfabetizacao_e_letramentos_multiplo
s_como_alf abetizar_letrando>. Acesso em: 26 OUT. 2018.