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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - UFBA

Professora: Regina Gomes


Disciplina: Semiótica
Aluna: Adrielly Magly, Bruna Cook, Laurence Bockel, Stéfane Souto e
Tainana Andrade

Modos de leitura semiológica denotativa, conotativa e polissêmica- A. Peruzzolo

• Aprender a Ler os Signos


LER que dizer colher os sinais, isto é, captar os traços nas suas relações
significantes de tal modo que se possa ver neles o que eles pretendem estimular
em termos de significação. Na verdade é interpretá-los, ter condições de
interpretá-los, pois então, saber lê-los. Saber ler é aceder aos dignificados: na
linguagem saussureana, chagar ao estabelecimento do significado pelo
reconhecimento dos significantes e, na linguagem peirceana, realizar processos de
semiose, que são remissivas contínuas de signo, na ação de construir um
conhecimento.
Assim de construir uma mensagem e/ou organizar informações.
Lembre-se de que, na verdade, não são os dignos que constituem o objeto da
análise e, sim, o texto.

O texto traz a conceituação do que é, na prática, você fazer parte de uma mesma
comunidade comunicativa, ou seja, significa que a linguagem, que se adquire,
organiza a realidade para seus usuários. Ela está relacionada ao espaço
sociocultural , histórico e geográfico, de acordo com o qual são produzidas, pelos
indivíduos, como grupo, para eles mesmos, as concepções de realidade e os
valores de referência, segundo os quais o sistema social operacionaliza o sistema
de comunicação.

• O jogo dos signos na linguagem

Um texto, isto é qualquer conjunto tecido para a comunicação, apresenta


sinais/representame/matérias significantes de vários tipos, fundando a
materialidade dos signos.

Peruzzolo denomina texto, como sendo todo o produto empírico de comunicação,


toda ocorrência concreta que se submeta a uma análise semiótica.
E de modo simplificado, diz que linguagem é todo o conjunto de sinais que tem
regras de valos e de composição e que serve para deslanchar um processo de
comunicação.
Isso implica a existência de relações de significação e sinais que suportam um
ordenamento num conjunto significativo.
As regras devem poder fazer que aqueles – as representações- se tornem
significativas para seus usuários.
Em seguida, eles precisam ordenar-se segundo convenções de uso para permitir a
decodificação pelo signo e a compreensão pelos interpretantes.
A Teoria da Comunicação chama a linguagem de código. Barthes, nos começos
do seu trabalho, em Elementos de Semiologia, hesita em falar de linguagem
porque, aquela altura, linguagem era somente a fala humana. Por isso empregava
a expressão “ sistemas de significação” para designar as linguagens que não
fossem a fala.
Dessa forma, a linguagem assume também a idéia de sistemas, porém precisamos
tomar cuidado, pois o signo, o grande sistema-matriz de todas as diferentes
linguagens é o sistema da língua.
Já pelos tempos de Saussure, com a categoria da Fala, a linguagem não é mais um
simples instrumento de comunicação, mas é também uma atividade. Com a idéia
de Fala, a Língua passa a ser estudada “em uso”, em funcionamento, abrindo o
campo dos lingüistas para os estudiosos da comunicação.
Por conclusão, a Semiologia procura determinar o que um dado texto diz, como
diz e porque o faz.

• Leitura Semiológica Denotativa

Os significados denotativos são is que garantem a comunicação. Se digo que


“papai está dormindo”, primeiramente quero que entenda que ele está tirando o
seu sono... Por isso também alguns autores preferem dizer “sentido primeiro”
O texto fala sobre os cuidados que devem-se tomar ao trabalhar com matéria
oral/auditiva e matéria visual (imagens acústicas e imagens gráficas), sendo que
os dignos escritos da língua – e que são sinais visuais- para nós falantes e
ouvintes, funcionam em intima conexão com os auditivos-orais.

Sema: seria unidade visuais, que, na verdade, não corresponde a um signos verbal
mas a um enunciado; mais exatamente, a um sintagma.
Figuras: elementos menores que compõem um sema.

O sema é o formado por aquilo que designamos como “chifre”, isto é, um


conjunto de trações que organizam a constituição de um enunciado “aqui está a
respresentação de um chifre”.
Figuras são cada um dos traços que, postos em relação num conjunto, organizam
o sema “chifre”. São apenas elementos diferencias, desprovidos de significado
quando tomados sozinhos. Quando uma série deles se juntam e formam um
conjunto com sentido, então, nós temos um sema.

Porém um signo verbal não é equivalente a um signo visual, eles têm dimensões
diferentes. E o sema podendo corresponder, por assim dizer, ao “signo visual”, é
uma entidade tão abstrata quanto o signo. E, nesse sentido, o traço também quer
designar a marca psíquica do sinal, que é concreto.

Para exercitar a leitura dos signos: Vamos supor que se possa pegar pedaços de
um texto, como se fosse dividi-lo em conjuntos, como se formassem unidades
(US). E para facilitar a visão do pedaço mais importante e determinar aquelas
cadeias de signos ou semas que não são mais fundamentais nele, pois uma
unidade é recortada no interior de uma outra unidade. O que entendemos,
portanto, por US é um conjunto de signos de contornos definidos.
O nível denotativo da leitura de uma mensagem, de um texto, se faz pela
identificação dos constituintes (pessoas, coisas, ambientes...) e pela determinação
do modo de relacionar-se desses constituintes. Determinar como os elementos
visuais se relacionam é operar de modo a fazer um trabalho de sintaxe. Isso
permite a descrição do que as imagens representam de modo denotativo e,
portanto, permite estabelecer o seu significado primário.
Na análise semiológica denotativa, os signos são analisados mais como
apontadores dos dignificados, indicadores de objetos, de referências,
circunstâncias e aspectos, e menos como dignificantes produtores de sentido.

• Leitura Semiológica Conotativa

Barthes, em Elementos de Semiologia, procurou dizer com aquilo que denominou


“ signo conotativo”, porque um texto constituído apela para, e põe em evidência,
significados segundos que vêm agregar-se ao primeiro naquela mesma relaão
signo/objeto/referente que os dignificados denotativos articulam.
Bom é perguntar-se: que jogo significante me leva a representar tal coisa? Que
cadeia significante faz evocar isso? Em segundo lugar, compor um texto com os
sentidos conotativos produzidos, explorando as associações signicas.
Para se fazer a leitura semiológica dos signos, precisamos começar lendo os
signos-chave a fim de apreender os significados que são buscados fora da
literalidade da mensagem. Lembre-se de que em nosso estado de cultura pessoal
( de nível universitário, de experiências urbanizadas e de opções ideológicas) as
idéias conotativas se impõem às denotativas, sufocando-as.
Os significantes conotativos são a impressão subjetiva para além da literalidade,
nascida do impacto que o jogo sígnico produz no receptor, quer dizer; expressa a
relação do leitor com o texto; prende-se ao subjetivo do leitor e mesmo, do autor.

• Leitura semiológica Polissêmica (LP)


Para além dos cuidados com os signos denotativos e com os dignos conotativos,
podemos desenvolver um tipo de análise que se desprenda dos cuidados sobre os
dignos e que cuide de explicitar-lhes os significados de modo livre; que procure
explicar o que o texto diz e como diz; e, assim, examine os procedimentos de
organização do objeto de significação – o texto – nas suas ligações contextuais.

Polissêmica é a análise crítica e reflexiva do texto e, mais, o enunciado de um


juízo sobre ele. Passa-se da impressão subjetiva para significações mais
profundas do texto, realizando um detalhado inventário dele. Que tipo de juízo?
Sempre um juízo semiótico, isto é, amparado no jogo significante, conduzido por
processos semiológico.

Ele trata a respeito da polissêmica estrutural, e diz, numa análise polissêmica


(incompletamente plural), justifica-se o uso dos diferentes elementos de
linguagem (termos, jogos de palavras, combinações, planos, ângulos, cores,
estilo...). Todo núcleo gerador se apresenta ao receptor como uma estrutura, daí
que também se poderia dizer análise estrutural.
Um caminho que podemos utilizar para a leitura polissêmica é: 1- decompor o
texto em tantos conjuntos significantes quantas idéias básicas aparecem; 2-
analisar os conjuntos do todo confrontando os elementos com outros textos ou
idéias; 3- organizar as relações descobertas (jogo de diferenças) de modo a
estabelecer os diferentes sentidos de fruição da obra.
O Que é proposto é que você escreva e /ou organize e diga significados/sentidos
sob uma outra enunciação, pois, o “conteúdo”, sentido/significado de uma
narrativa será sempre um outro texto, construído como interpretante do primeiro.