Está en la página 1de 111

introducción a la

Jjc q u n Gaillard

LA M ITO L O G ÍA . LOS

Q ÍN E R O S L ITE R A ­

R IOS. LOS FUNDA­

L A REPÚBLI-

TIE M P O DE

E L A L T O IM-

UNA LITER ATU R A

Q U E R E F L E J A UN MUNDO

V IV O A T R A V É S

D E L TIEM P O .
D esd e l o s o r íg e n e s a la c a íd a d e

l o s A n t o n in o s, de E n n io a A pu ley o ,

LA LITERA TU RA LATINA TOMA IM PULSO,

SE C O N SOLID A, PRODUCE OBRAS MAES­

TRAS. T antos s ig l o s d e c r e a c ió n li­

t e r a r ia PID EN QUE SE REMONTE A

TRAVÉS DE LA H ISTO R IA EL RÍO DEL

t ie m p o . P ero t a m b ié n q u e n o s in t e ­

r r o g u e m o s ACERCA DE LA O RIGINALI­

DAD DE S U S FO RM AS, D E LA I M P O R T A N ­

CIA FUNDADORA DE SUS GÉNEROS, DE

LOS GUSTOS DE SUS LECTORES, DE LOS

DATOS DE SU CONTEXTO. La IDEA DE

E S T E LIB R O E S AYUDAR A E N T R A R EN EL

TER R ITO R IO A PASIO NA N TE DE LA LITE­

RATURA LATINA, ANIM AR A SU LECTURA

PROPO RCION AN DO SUS CLAVES FUNDA­

MENTALES, ESTRICTAM EN TE LITERARIAS

PERO TAM BIÉN H ISTÓ R IC A S, Y TRATAR

DE E X PL IC A R POR QUÉ LOS C L Á SI­

COS LO SON, POR QUÉ ESTÁN VIVO S.

F lash e s u n a c o l e c c ió n d e m o n o ­

g r a f ía s y d i c c io n a r i o s q u e p r e ­

s e n t a UN PANORAMA R IG U R O SO Y

SU FIC IE N T E DE LOS ASPECTOS FUN­

DAMENTALES DE LA C I E N C I A , LA T É C ­

N IC A , LA CULTURA Y LA H IST O R IA .
Jacq u es G a illa rd

IN T R O D U C C IO N
A LA LITERATURA LATINA
(desde los orígenes hasta A puleyo)
T ra d u c c ió n de
José Luis C h e c a C r e m a d e s

â
A C E N T O
E DI TORI AL
Primera edición: octubre 1996
Segunda edición: ju lio 1997

Diseño de cubierta: Alfonso R uano/César Escolar

Título original: Approche de la littérature latine


© 1992 by Éditions Nathan
© Acento Editorial, 1996
Joaquín Turina, 39 - 28044 Madrid

Comercializa: CESMA, SA - Aguacate, 43 - 28044 Madrid

ISBN: 84-483-0134-X
Depósito legal: M-24682-1997
Fotocomposición: Grafilia, SL
Impreso en España/Printed in Spain
Huertas Industrias Gráficas, SA
Camino Viejo de Getafe, 55 - Fuenlabrada (Madrid)

N o e s tá p e rm itid a la rep ro d u cció n to ta ) o p a rc ia l d e e s te libro, ni su t r a t a ­


m ie n to in fo rm á tic o , ni la tr a n s m is ió n de n in g u n a fo rm a o p o r c u a lq u ie r m ed io ,
va se a electró n ico , m ecánico, p o r fotocopia, p o r re g is tr o u o tro s m éto d o s, sin
el p e rm iso p rev io y p o r e sc rito de los t it u l a r e s del copyright.
IN D IC E

PRÓLOGO ....................................................................................................... 7
1. ALGUNAS N O CIO N ES PARA VER CLARO ............................. 9
1. L a s u p e rv iv e n c ia d e los te x to s : ¿ p o r q u é y cóm o? ... 9
2. ¿ Q u ié n lee en R o m a ? ................................................................ 11
3. A la s o m b ra lu m in o s a d e G re c ia ...................................... 12
4. A p ro p ó s ito d e la m ito lo g ía .................................................. 13
5. R e tó ric a , c u ltu r a y l i t e r a t u r a .............................................. 15
6. L a im ita c ió n y la c re a c ió n l i t e r a r i a ................................ 17
7. L os f u n d a m e n to s e s té tic o s d e la im ita tio ..................... 19
8. L a e m u la c ió n ( a e m u la tio ) ...... .............................................. 19
9. L a te o ría de lo s g é n e ro s lite r a r io s ................................... 21
2. LA CONQUISTA DE UNA ROMANIDAD LITERARIA ..... 24
1. L os f u n d a d o re s : L ivio A n d ró n ic o y N a e v io ................. 25
2. L os p rim e ro s p a s o s d e la p ro s a la tin a ........................... 26
3. E n n io : el a p r e n d iz a je de la g r a n d e z a ............................ 26
4. L os t r e s a ld a b o n a z o s del te a t r o r o m a n o ....................... 27
5. P la u to , o el p la c e r d e r e ír .................................................... 32
6. T e re n c io y la ev olu ció n del g u s to ro m a n o ................... 37
3. DE LOS GRACOS AL FINAL DE LA REPÚ BLICA: LA PA­
LABRA, EL PEN SA M IEN TO , LA PASIÓN ................................ 40
1. L a d o c tr in a filo só fic o -re tó rica .............................................. 40
2. L a e lo c u e n c ia d e los G ra c o s ................................................ 41
3. E lo c u e n c ia , p o lític a , e s té tic a ............................................... 42
4. M a rc o T u lio C iceró n : esbozo d e u n r e t r a t o ................ 43
5. C é s a r , te s tig o d e s í m is m o ..................................................... 53
6. S a lu s tio , h is to r ia d o r d e la s c r is is ..................................... 55
7. E l p o e m a c u lto d e L u crecio ................................................. 57
8. L a « n u ev a e sc u e la » d e la p o e sía l a tin a ........................ 61
4. EL TIE M PO DE AUGUSTO ........................................................... 65
1. V irg ilio y el a le ja n d r is m o en R o m a ................................ 65
2. H o ra c io : e p ic u re is m o y tr a d ic ió n ...................................... 71
3. L a e le g ía la tin a y los p o e ta s e le g ia c o s ......................... 75
4. T ib u lo y P ro p e rc io .................................................................... 76
5. O v idio , m a g ister atnoris ......................................................... 78
6. T ito L ivio: la h is to ria -rio .................... ................................. 81
5
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
5. EL· ALTO IM PE R IO ......................................................................... 85
1. La re tó ric a de lo im ag in ario ............................................ 85
2. U n a l ite r a tu r a c u lta ........................................................... 86
3. N a cim ie n to de la novela ................................................... 88
4. S éneca, a r tis ta y filósofo ................................................... 90
5. M o ra lista s y satírico s ......................................................... 94
6. L ucano y la s epopeyas im p eriales ................................ 96
7. T ácito, conciencia crítica del Im perio ......................... 97
8. Los testig o s de un neoclasicism o .................................. 1 0 0
9. Apogeo del Im perio..., pero d esierto en la s le tra s la ­
tin a s ............................................................................................. 1 0 2
10. ¡Apuleyo en todo caso! ....................................................... 1 03
CONCLUSIÓN .............................................................................................. 106
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................. 108
CRONOLOGIA .......................................................................................... 1 0 9

Ó
PRÓLOGO

¿P o dem os le e r hoy día a Ovidio como a L a F o n ta i n e , a


Virgilio como a C e r v a n te s , a P la u t o como a S h a k e s p e a r e ?
S e ría m u y p r e s u n tu o s o p o r n u e s t r a p a r t e a f i r m a r u n a
cosa así.
U n l a tin i s t a s a b e m u y b ien q u e a n ti q u u s sign ifica «lo
q u e h a sido y y a no es», a d ifere n cia de vetus, q u e d e n o ta
«lo q ue ex iste d e s d e tie m p o in m em o rial» . L a s l i t e r a t u r a s
de tiem p o s le ja n o s son a n tig u a s . S e a cual f u e r a la fu e r z a
del vínculo c u ltu r a l q u e e x iste e n t r e e s ta s l i t e r a t u r a s y
nosotros, no se p u e d e h a c e r ab stra c c ió n de e s ta le ja n ía .
L a a n tig ü e d a d e r a f a m i li a r p a r a los h o m b r e s del siglo x v n
y e n to n ces tod o h o m b r e c u ltiv ad o q u e se p r e c i a r a m a n e ­
ja b a con s o ltu r a la le n g u a y la l i t e r a t u r a de R o m a . N u e s ­
t r a c u l tu r a c o n te m p o r á n e a no s e r ía c a p a z de r e s u c i t a r
e s ta exigencia, y, sin em b arg o , e s tá en la obligación de
r e s e r v a r u n espacio p a r a e s ta h e re n c ia p recio sa , e s p e c ia l­
m e n te en el m a rc o de e s tu d io s q u e im p lic a n u n a reflexión
sob re la s fo rm a s de la creación li t e r a r i a y de la h is to r ia
de las id eas. N o cabe d u d a de q u e la l i t e r a t u r a la tin a , en
esto s dos cam po s, m e re c e algo m á s q u e la s r á p i d a s v isio ­
n e s de c o n ju n to q u e p ro p o rcio n a u n a h is to r i a l i te r a r i a
que, a m e n u d o , evoca m odelos, fu e n te s , a rq u e tip o s ... sin
d a rlo s a leer. P o r ello es lícito s o r p r e n d e r s e de q u e la
aprox im ació n « c o m p a ra tista » se a p liq u e t a n r a r a m e n t e y
con t a n t a s d ific u lta d e s a la s re la c io n e s e n t r e te x to s a n t i ­
guos y m o d e rn o s. ¿Se t r a t a r á de u n ta b ú ?
No cabe d u d a de q u e los g r a n d e s n o m b r e s y la s g r a n d e s
o b ra s e s tá n en la m e m o r ia d e todos. P e ro no se p u e d e
a p o s ta r e x c lu s iv a m e n te sobre la e t e r n a b e lle z a d e la s
o b ra s m a e s t r a s como m ed io p a r a r e a l z a r el in t e r é s q u e
tie n e f r e c u e n t a r la l i t e r a t u r a la tin a ; en e se caso, la lec­
t u r a de los a u t o r e s a n tig u o s se li m ita r ía a s e r u n a p r á c ­
tica confidencial si im p lic a a c titu d e s de e s p e c ia lis ta , lo
q u e tie n d e a s e r el caso; del m ism o modo, s e r ía u n e r r o r
h a c e r u n a división t a x a t i v a e n t r e «clásicos» y «modernos»
en u n cu rso u n iv e r s i ta r io de e s tu d io s lite ra r io s . S e ría , en
efecto, u n a b u s o a f i r m a r que, sin el co nocim iento del la tín ,
es im p osible a p r e c ia r v e r d a d e r a m e n t e a V irgilio, a P la u t o
y a Ovidio. E s to e q u iv a ld ría a o lv id a r q ue, h a b i t u a l m e n t e ,
accedem os a la s l i t e r a t u r a s e x t r a n j e r a s m e d i a n t e el p r o ­
c ed im ie n to in d ire c to de la s tra d u c c io n e s . Y d eb em o s d ecir
q u e los jó v e n e s l a t i n i s t a s a m e n u d o no h a n leído d e m a ­
siado a los a u t o r e s la tin o s... y que a p e n a s s ie n t e n la c u ­
rio sidad de h acerlo. U n a c o n te c im ie n to cin em ato g ráfico ,
7
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
u n a reposición t e a t r a l , u n a m o d a r e p e n t i n a p u e d e n s u s ­
c i t a r m a y o r o m e n o r in te r é s : p ero , en l í n e a s g e n e ra le s , los
g r a n d e s a u t o r e s y los g r a n d e s te x to s de la la tin i d a d son,
p a r a Ja opinión p ú b lic a , p r o d u c to s c u l t u r a l e s d ifícilm en te
c o m p re n s ib le s e n u n p r i m e r m o m e n to . M e d ia n t e e s ta o b ra
h e m o s p r e te n d id o f a c ilita r u n a c e r c a m ie n to a e sto s te x to s,
d á n d o le s u n co n te x to y p ro p o rc io n a n d o , de m a n e r a m u y
s in té tic a , la s in fo rm a c io n e s q u e p u e d e n a y u d a r a su lec­
tu ra.
U n a a p ro x im a c ió n de e s t a s c a r a c te r í s t ic a s no p u e d e
h a c e r a b s tr a c c ió n d e la h is to r ia . In clu so lim ita n d o n u e s ­
t r o e s tu d io al p erío do q u e se e x tie n d e d e s d e los o ríg e n e s
h a s t a la caíd a de los A n to n in o s , a t r a v e s a m o s c u a tro siglos
d u r a n t e los c u a le s la s in s titu c io n e s , la s id e a s y los g u s to s
e v o lu c io n a ro n c o n s id e r a b le m e n te . P e r o no b a s t a con r e ­
m o n t a r n o s en el tiem p o : c o n c r e ta n d o g r a n d e s p u n to s de
r e f e r e n c ia en la s in c ro n ía , t a m b i é n h e m o s q u e rid o a r t i ­
c u l a r la reflexión a l r e d e d o r d e m u t a c io n e s ideológicas y
e s té t ic a s q u e se p la s m a n en m o v im ie n to s lite r a r io s in n o ­
v a d o re s , p u e s la crea ció n l i t e r a r i a , q u e en la a n tig ü e d a d
s e h a l la i m p r e g n a d a p o r u n tr a d i c io n a lis m o e sen cial, e n ­
c u e n t r a en ta l e s m o v im ie n to s , época t r a s época, u n d i­
n a m is m o so b re el cu al h e m o s q u e r id o in s is tir.
S e h a in s is tid o d e l i b e r a d a m e n t e en los g r a n d e s a u t o r e s
y se h a h e c h o h in c a p ié en los te x to s tr a d u c id o s q u e e r a n
m á s accesib les en la s ed icio n es de bolsillo o q u e, e n c u a l­
q u i e r caso, e r a n m á s m a n e ja b le s . Al fin al de e s te libro,
u n a b ib lio g ra fía s u c i n t a s e ñ a l a a l g u n a s o b ra s de r e f e r e n ­
cia q u e p e r m i t i r á n el e s tu d io m á s p ro fu n d o de u n a u to r ,
de u n a m a t e r i a o de u n a ob ra..., p u e s creo q u e -—no h a c e
f a lt a decirlo— el objetivo de e s te libro es, a n t e todo, e s ­
t i m u l a r la le c tu r a de o tro s libros.

8
1
ALGUNAS N O C IO N E S
PARA VER CLARO

A com ienzos de este siglo, un siglos es b a s ta n te poco: a p e n a s


estu d io so de la an tig ü e d a d c lá ­ un 20 <7<· del catálogo g en e ral
sica (A. F. W ert) hizo u n censo de nom bres de a u to re s conoci­
m u y curioso. V eam os los re s u l­ dos. E s poco y es m ucho, p u es
tad o s: conocem os a 772 a u to re s debe a d v e rtirse que, en la a n ti­
latin o s; de ellos sólo 276 son, g ü ed ad , el libro es objeto p e­
p a ra n o sotros, n o m b res citados recedero desde c u a lq u ie r p u n to
en un lu g a r o en otro por otro de v ista que se lo m ire. M a te ­
au to r, en un co m en tario o en ria lm e n te tem e al fuego y a la
un catálogo; la obra de 352 a u ­ h u m ed ad ; su colocación, sobre
to res se resu m e, p a ra no so tro s, todo bajo la form a a n tig u a de
en unos pocos frag m en to s, se volum en (un rollo de p ap iro ) no
reduce a u n a p a la b ra com en­ es fácil; el so p o rte es m u y f r á ­
ta d a p o r un g ram ático , a u n a gil, se d e s g a rra , se m an ch a , se
expresión, a unos pocos versos, enm ohece, la tin ta se b o rra , es
incluso a un am plio corpus de p re sa fácil de las r a ta s .
citas: sólo q u ed an 144 a u to re s E n el siglo IV d esp u és de
de los que es posible le e r u n a C risto, el p aso del p ap iro al
o v a ria s o b ras que se h a n con­ p erg am in o y del volum en al co­
servado ín te g ra m e n te (a u n q u e dex (cu ad ern o de hojas e n c u a ­
ten g am o s que p a g a r el precio d ern ad o de m a n e ra p a recid a a
de a lg u n a s lag u n as). N u e stra n u e s tro s libros a c tu a le s) cons­
visión de la lite ra tu ra la tin a es titu y e u n a v e rd a d e ra re v o lu ­
trib u ta ria de esta su p e rv iv e n ­ ción: el libro se co n v ierte a p a r ­
cia m uy selectiv a a la que n e ­ t i r de en to n ces en u n objeto a
c e sa ria m e n te h ay q u e re fe rir­ la vez m ás sólido y m ás m a ­
se. Del m ism o m odo, la s con­ n ejable; ya no se n ec esitan las
diciones m a te ria le s, c u ltu ra le s dos m an o s p a ra m a n ip u la r la
y e stética s en las q ue se e la ­ obra; se p u ed e to m a r n o tas; la
borab a u n a obra lite ra r ia en la le c tu ra «silenciosa» se g e n e ra ­
a n tig ü e d a d la tin a son sen sib le ­ liza.
m e n te d iferen tes de la s que co­ A p e sa r de todo, h a s ta la lle­
nocem os hoy día: este ca p ítu lo g ad a de la im p re n ta el libro d e ­
in tro d u cto rio evoca esos rasg o s p en d e e s tre c h a m e n te de las co­
de o rig in alid ad . p ia s sucesiv as q u e se h ac en de
él y c o n se cu en tem e n te , en a m ­
plia m edida, del in te ré s que se
le disp en sa. F in a lm e n te , la
conservación en u n a biblioteca
1. La s u p e rv iv e n c ia no lo p re se rv a de los actos de
de los textos: c e n su ra de m ú ltip le s a u to rid a ­
¿ p o r q u é y cóm o? des políticas, e s p iritu a le s o in ­
te lec tu a le s; pero e s ta s d e s tru c ­
ciones d e lib e ra d a s re v iste n e s­
Doce d o cenas de a u to re s «legi­ ca sa relev an cia. L a p ro life ra ­
bles» en un período de ta n to s ción de los tex to s, la evolución
9
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
de la s id eas v la ca re stía del m ilag ro — , este m a n u sc rito se
p erg am in o h a n ca u sad o m u ­ en c o n tra b a en la B iblioteca V a ­
chos m ás dañ o s; u n a copia de­ tic a n a .
te rm in a d a que se en c o n trab a A sí p u es, podem os decir con
en m al estad o , u n a obra consi­ H . B ardon, a u to r de u n suge-
d e ra d a de escaso in te ré s se re n te e stu d io sobre L a L ite r a ­
co n v e rtían , p o r la s n ecesid ad es tu ra la tin a desconocida, que si
del m om ento, en el soporte de la lite r a tu r a fran ce sa h u b ie ra
u n p a lim p se sto q ue podía se r e x p e rim e n ta d o u n a erosión p a ­
b o rrad o p a ra p e rm itir esc rib ir re c id a se re d u c iría p a ra noso­
sobre su su p erficie un nuevo tro s a «una b ru m a de n a d a de
tex to . La A lta E d ad M edia (si­ la q u e a p e n a s e m erg erían u n a s
glos vi al v m ) copia a sí lo -c ris­ pocas cim as inciertas».
tiano» en cim a de lo -pagano». E n la R om a a n tig u a , el libro
A ñ á d a n se a esto las c a tá stro fe s es un objeto d e confección la ­
de to d a lay a: g u e rra s , pillajes, boriosa, ra ro y precioso. No
incendios... e s tá d estin a d o a u n «gran» p ú ­
Los a u to re s cu y as obras nos blico, sino, todo lo m ás, a u n a
h a n llegado en b u en estad o son clase lim ita d a de p e rso n a s que
los que h a n su scitad o en p ri­ poseen fo rtu n a y c u ltu ra , que,
m e r térm in o el in te ré s m ás fe r­ p o r lo d em ás, entonces siem p re
vien te y m ás continuo; d espués ib an ju n ta s , y que d is fru ta b a n
vien en los q ue n a d ie se a tre v ía del privilegio de ejercer, d irec­
a d e s tru ir; fin a lm e n te , los que ta o in d ire c ta m e n te , el poder.
h a n ten id o s u e rte . P o r ejem plo, Incluso cuando, en el siglo J
al h u m a n is ta B e a tu s R h e n a ­ a. C., su rg e n en la -ciudad»
n u s se le ocurrió con sultar, p a ­ (esto es, en R om a) los p rim ero s
ra e d itarlo , el m a n u sc rito o ri­ ta lle re s de co p istas lo su ficien ­
ginal del libro seg u ndo de la te m e n te o rg an izad o s y p ro d u c­
H istoria de V elleiu s P a te rc u lu s tiv o s como p a r a poder h a b la r
q ue se co n serv ab a en la a b a ­ de «librerías» y de «editores»,
d ía de M u rb ach (Alsacia). Poco es a tra v é s del m éto d o in d ire c ­
d esp u és, este único m a n u s c ri­ to de los p ré s ta m o s y de las
to d esap areció irre m e d ia b le ­ copias p riv a d a s h e c h a s p o r e s ­
m ente... clavos -e sp ecializa d o s» com o
No, la n o to ried a d no b a sta . se e n riq u e c ía n e s e n c ia lm e n te
N ad ie d u d a de q u e E n n iu s fue la s b ib lio te c a s de los p a r tic u ­
un o de los p ila re s de la c u ltu ra la re s .
en la R om a clásica. Su obra era C é sa r fundó la p rim e ra bi­
in m en sa. Los n iñ o s a p re n d ía n blioteca pública ro m a n a s i­
a leer y a p e n s a r en su s libros. guiendo el ejem plo de la que
D u ra n te siglos, los m ae stro s de ex istía en el M useo de A le ja n ­
escu ela los co m en taron. Hoy d ría . P a u la tin a m e n te , los cen ­
d ía de e s ta o b ra sólo nos q u e­ tro s in te le c tu a le s ubicados en
d an u n o s pocos frag m en to s de la provincia —llam ém oslos
seg u n d a m ano. In cluso a un u n iv e rsid a d e s— crearo n biblio­
tra ta d o ta n fam oso como el De te c a s y los m a n u sc rito s se ex ­
R ep ú b lica , de C icerón, se le fue te n d ie ro n p o r todo el Im perio.
a m p u ta n d o , con el paso del Los lib ra rii o rd e n ab an eje­
tiem po, la m ita d de sus libros; c u ta r y v en d ía n copias, pero
y so lam en te en el año 1820 se esto sólo re p o rta b a gloria al
-red escu b riero n » vestigios sig ­ a u to r. Si é s te no era u n g ra n d e
nificativos de los tre s prim eros de e s te m u n d o , su p restig io so­
libros bajo u n tex to -p alim psés- cial sólo podía consolidarse en
tico» de S an A g u stín . P or u n a el m arco de u n a escuela o g r a ­
c a su a lid a d — o q u izá por un cias a la protección de u n m e ­
1O
A L G U N A S N O C I O N E S PARA VER C L A R O
cenas. E n la m ed id a en q u e s e r dio, sin que él ja m á s se lo p ro ­
a u to r en R om a no es u n oficio, p u s ie ra , d isfru tó de la fam a de
es preciso m a tiz a r n u e s tro s ju i­ a u to r -popular» — y de hecho
cios sobre e s ta protección que se h a n e n c o n tra d o b a s ta n te s
por sí sola p e rm itía d e s a rro lla r v ersos de su A r te de a m a r p in ­
u n a vida lite ra ria y re a liz a r ta d o s sobre la s p a re d e s de
publicaciones. D esp u és de todo, P o m p ey a en g ra fito s de o rto ­
pued e d ecirse que, h a s ta fin a ­ g ra fía q ue, a m en u d o , es m uy
les del siglo XV II, la creación in ­ fo n ética— . E sto no q u ie re d e­
telectu al dependió b a s ta n te de cir, sin em b arg o , q u e los libros
e sta tu te la . de Ovidio co rriesen de boca en
boca.
L a boga de la s le c tu ra s p ú ­
b licas q uizá p erju d icó la ed i­
ción de vo lu m in a , pero, cuando
2. ¿ Q u ié n lee la m oda llegó a las provincias,
en Rom a? el acceso de u n n ú m e ro m ay o r
de «consum idores» a la obra li­
te r a r ia m e d ia n te e s te m étodo
¿Q uién s a b ía le e r en la a n ti­ in d irec to e stim u ló sin d u d a la
güedad ro m an a ? Sin d u d a casi creación lite ra ria : en el siglo 1
todos los ciu d ad a n o s y u n a d esp u é s de C risto se produce,
b u en a p a rte de los esclavos do­ d esd e la corte im p erial a los
m ésticos, alg u n o s de los cuales m unicipios p ro v in ciales, u n a
ju g a b a n u n papel n a d a d esd e­ v e rd a d e ra eferv escen cia, por
ñ ab le en la com posición de las no decir u n deseo irre fre n a b le ,
o b ras y en su consum o: esc ri­ de e sc ritu ra .
bían los tex to s al d ictado y los Y e s te m ovim iento sólo será
leían a su s señ o res. L a a u s e n ­ s u s titu id o p o r la s esc u elas, cu ­
cia de p u n tu ació n , e incluso de yos -p ro g ram as» se am p lían y
sep aración , e n tre la s p a la b ra s se a b re n a p a r ti r de en to n ces a
hacía im posible la le c tu ra -s i­ a u to re s re c ie n te s que com piten
lenciosa», p u es exigía d ejarse con los a n tig u o s griegos, con la
g u ia r p o r la so n o rid ad p a ra Ley de la s Doce T ab la s, tex to
d esc ifrar el tex to , u n poco a la fu n d a d o r de la legislación ro ­
m a n e ra de u n a p a r titu r a m u ­ m a n a donde se a p re n d ía a leer,
sical. De a h í el in d isp e n sa b le y con el legado im p ereced ero
recu rso a «lectores» profesio­ de la p rim itiv a epopeya ro m a ­
nales. n a . V irgilio y C icerón p rim ero,
D ebe a ñ a d irs e q ue la t r a n s ­ H oracio, S éneca, Ovidio m ás
m isión oral de los tex to s e sc ri­ ta rd e , vieron así cómo se in c re ­
tos pudo re v e s tir o tra s form as
re le v an tes: la s le c tu ra s p ú b li­ m e n ta b a su n ú m e ro de lectores
cas, cuya boga se h a a trib u id o y cómo su fam a se a s e n ta b a fir­
a ese m ism o C ayo A sinio Po­ m e m e n te g ra c ia s a los com en­
lion q ue re u n ía los m a n u s c rito s ta rio s cotidianos de los m a g is­
p a ra fo rm a r u n a b ib lioteca de tri...
E stad o p a ra C ésar. E s ta s lec­ A sí la s cosas, no p arece ex­
tu ra s a s e g u ra b a n , en los cír­ cesivo decir q ue, en R om a, la
culos cultos o en los salo n es de l ite r a tu r a sólo toca su p e rfic ia l­
la corte im p erial, u n a p ro p a ­ m e n te el cuerpo social. La d i­
gación de la s o b ra s lite ra r ia s , fusión de los te x to s es m uy m o­
sobre todo de los libros de poe­ d e s ta , y el acto de e sc rib ir im ­
sía y o ra to ria , que s e g u ra m e n ­ p lica, como «d estin atario » , un
te te n ía efectos a m p lia m e n te círculo re s trin g id o de am igos o
difusores. De este m odo, Ovi­ de aficionados.
11
I N T R O D U C C I O N A LA L IT E R A T U R A L A T I N A
3. A Ια s o m b ra rá p id a m e n te a su acervo m u ­
lu m in o s a d e G re c ia chos elem en to s o rig in ario s de
la c u ltu ra g riega. P o r o tra
p a rte , no debe olvidarse que,
D u ra n te m u ch o tiem p o. ]os ro­ en su s p rim ero s siglos, Rom a
m an o s no m o stra ro n in c lin a ­ m a n tie n e u n estre ch o contacto
ción ni ta le n to alg u n o p a ra la con los a se n ta m ie n to s griegos
creación lite ra ria . E ste hecho de E tru ria y C a m p a n ia , e in ­
p u ed e ex p lica rse p o r la consis­ cluso con e sta -M agna G recia»
te n c ia de u n genio nacional que, en Ita lia del su r, acoge a
m á s bien rú stic o que p re fería P la tó n , a m p a ra a A rq u ím ed es
los tra b a jo s de M a rte a los de y... h ab la griego. Así pues, p a ra
las M u sas. A los ro m an o s de la s e r un hom bre culto hace fa lta
R ep ú b lica les g u sta oponer h a b la r griego y, en e s ta socie­
e s ta vocación de -p ueblo de dad de c a sta s, la a risto c ra c ia
cam pesinos-soldados» a la fu ti­ a d q u ie re rá p id a m e n te el cono­
lid ad de los griegos, qu ien es, cim iento de e s ta len g u a, que no
p o r exceso de esp ecu laciones fi­ es so lam en te la de los p o etas,
losóficas y a rtís tic a s , d esc u id a­ sino tam b ién la de las obras
ron la co nstrucción de un im ­ científicas y técn icas, y de las
p erio. Y p a ra ellos e sta cons­ relaciones in te rn a c io n a le s.
ta ta c ió n es u n m otivo de o rg u ­ La lite r a tu r a g riega es to­
llo, e incluso lleg an a tem er, davía un legado m o n u m en tal
h a s ta u n a fecha ta n a v a n z a d a cuando, dos siglos d esp u és de
como el siglo J] a. C., que u n a su fundación (teórica). R om a se
com placencia frívola consiga e n c u e n tra a ú n en un período
a b la n d a r el p ra g m a tism o v ir­ de laborioso crecim iento. L as
tu o so q ue co n stitu y e su fuerza. g u e rra s p ú n icas, d esp u é s la
P u ed e p e n s a rs e tam b ién que, co n q u ista, a b rirá n la p u e r ta al
h istó ric a m e n te , la -conciencia h elenism o y a lu m b ra rá n , bajo
cu ltu ra l» ro m a n a se h a ido e s ta in flu en cia, u n a lite r a tu r a
ed u can d o d u ra n te m ucho tie m ­ la tin a . P ero n u n c a debe p e r­
po: el la tín es ta n sólo el d ia ­ d erse de v ista que la c u ltu ra
lecto de un estre ch o te rrito rio , ro m a n a siem p re h a sido b ilin ­
su fre la co m p eten cia de los d ia ­ güe. H a b rá que e s p e ra r a los
lecto s vecinos y sólo g a n a te ­ ú ltim o s m om entos del Im perio
rre n o con el crecim ien to del po­ en O ccidente p a r a o b se rv a r
d e r ro m an o y la estabilización u n a d ecad en cia sen sib le del
de la s in stitu c io n e s im p eriales. griego, y, a d ecir v erd ad , debe
E n u n a época ta n ta rd ía como s e ñ a la rse q u e no fue en p ro v e­
el siglo i a. C., m o m en to en el cho del la tín -puro», sino m ás
qu e escrib en C icerón, Lucrecio b ien de su s evoluciones locales
y S alu stio , se h a b la el oseo, el h a c ia las le n g u a s ro m a n a s que
lig u r y el etru sc o a las m ism as com piten con la le n g u a del po­
p u e r ta s del L a tiu m , p o r no d e­ d e r -central». Todos los a u to re s
cir a las p u e r ta s de R om a: las q ue se evocan en este libro co­
in scrip cio n es y la s d ed ica to rias nocen el griego ta n bien como
de las e s ta tu a s así lo p ru e b a n . el la tín (¡incluso si, p o r m otivos
A d em ás, la le n g u a de los n a c io n a lista s, se d efienden con­
in terc am b io s c u ltu ra le s y del tr a él!); h a n leído u n a y m il v e­
p e n sa m ie n to c o n tin ú a siendo ces a los a u to re s griegos; en
b á sic a m e n te el griego. E n el te ­ su s obras son h ered ero s, co n ti­
rre n o de las a rte s p lá stic a s y la n u a d o re s y en g ra n m ed id a
a rq u ite c tu ra , co n scien tem en te im itad o res. Así, se h a podido
0 no, a tra v é s de la c u ltu ra d ecir que la G recia c o n q u ista d a
e tru s c a , los latin o s in corporan te rm in ó p o r colonizar intelec-
12
A L G U N A S N O C I O N E S PARA VER C L A R O
tu a lm e n te a su vencedor. M ás serio p ro b lem a p a r a la lectu ra:
ex a ctam en te: el p o d er y la h a b itu a lm e n te h a c e fa lta u n a
creativ id ad c u ltu ra le s del m u n ­ g ra n a b u n d a n c ia de n o ta s p a ra
do helen ístico (p u es fue a t r a ­ e x p lica r qu ién es q u ién , a qué
vés de R odas, P érg a m o y A le­ p erip e cias h e ro ic a s o d iv in as
ja n d ría como los ro m an o s se a lu d e el p o eta, p o r qué un d e­
iniciaro n en el s a b e r y la b elle­ te rm in a d o té rm in o p u ed e d e­
za de los griegos) e ra n ta le s s ig n a r a un dios concreto, pues
que -form aron» el g u sto ro m a ­ a n a d ie se le su p o n e ín tim o de
no, lo ed u caro n , lo d e s lu m b ra ­ T itio, L eodam io o M eleagro; y,
ro n , dejando escaso lu g a r a g é­ p o r si esto fu e ra poco, en g o rro ­
n ero s «autóctonos» q ue, p o r lo s a s ho m o n im ias — C re u sa es
d em ás, n u n ca se d e sa rro lla ro n u n a s veces la h ija de E recteo,
v e rd a d e ra m e n te : Q u in tilia n o rey de A te n a s, en o tra s ocasio­
se ñ a la que ú n ic a m e n te la s á ti­ n e s la h ija de P ría m o , rey de
ra p u ed e s e r co n sid e ra d a como T ro y a...— v ien en a co m plicar
un género -nacional» fsa tu ra a ú n m ás el a su n to . E s algo
tota nostra est ) y sólo el arcaico d e sc o n c e rta n te , exótico y a fin
verso « satu m ian o » , cu y a s r e ­ de c u e n ta s d e sa le n ta d o r: si n e ­
g las se vu elv en a p a r tir de e n ­ cesitam o s u n tu b o de a s p irin a
ton ces in co m p ren sib les, p u ed e y u n diccionario de m itología
re iv in d ic a r u n o rig en itálico, p a r a le e r v e in te p á g in a s de
como su n o m b re in d ica (a I t a ­ P ropercio, es poco verosím il
lia se la lla m a b a - tie rr a de S a ­ q u e podam os d is fru ta r de su s
turno»). b ellezas lite ra ria s .
L a lite r a tu r a g rieg a h a b ía E s ta m itología (que se m u e s ­
producido p rá c tic a m e n te to d a s t r a in v aso ra ) es u n o de los le ­
su s o b ra s m a e s tra s a n te s de g ados con q u e G recia obse­
que u n a lite r a tu r a la tin a d iese quió a R om a; p a r a a p re c ia r co­
se ñ a le s de vida. P u e d e d ecirse rre c ta m e n te el papel que ju e g a
por ello que e s te legado h e lé ­ la -re fe re n c ia m itológica» en
nico d ese m p e ñ a a la vez la fu n ­ n u e s tro s tex to s, el p rim e r p ro ­
ción de fu e n te , de m odelo e s­ b le m a que se p la n te a al lecto r
tético y m etodológico, y co n sti­ es sa b e r q u é lu g a r o cu p ab a en
tu y e, p o r su frecu e n ta ció n , el u n a y o tra c u ltu ra , p u es si, r e ­
in s tru m e n to in d isp e n sa b le de cie n te m e n te , u n a u to r se h a
adq u isición c u ltu ra l q u e p ro ­ p re g u n ta d o si los griegos c re ­
porciona al c re a d o r la tin o su yero n v e rd a d e ra m e n te en su s
d o ctrin a , es decir, su conoci­ m ito s, creo que h a b ría q u e a m ­
m ien to de los g én ero s, de las p lia r la p re g u n ta de u n a vez
técn icas, de la s id e a s y de la s p o r to d as e in te rro g a rs e en qué
form as. m ed id a los ro m an o s h a n podi­
do -creer» en los m ito s de los
griegos... ¿Q ué hicieron con
ellos? ¿Cómo los u tiliz a ro n ?
¿Q uién los conocía?
4. A p ro p ó sito Los ro m an o s te n ía n u n a te n ­
d e la m ito lo g ía dencia irre p rim ib le a colocar
dioses por to d a s p a rte s: en las
e n c ru c ija d a s de los cam inos, en
U no de los ra sg o s q u e m á s los cam pos, en los lu g a re s de
so rp re n d e n al le c to r m o d ern o p aso y, por s u p u e sto , en el co­
cu an d o se aso m a a u n a o b ra l a ­ razó n m ism o de su vida cívica.
tin a , so b re todo p o ética, es la P ero esta religión p ú b lica y
a b u n d a n c ia de a lu sio n e s m ito ­ p riv a d a , q u e esc an d e la vida
lógicas. R e p re s e n ta in clu so u n co tid ian a de rito en rito y de
13
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
esc rú p u lo en escrú p u lo , no tie ­ en los ciclos m itológicos fre ­
n e m u ch o q u e v e r con la m ito ­ c u e n ta n d o a los a u to re s g rie ­
logía. De hecho, no im plica m i­ gos. a m itógrafos a n tig u o s, a
tos en el sen tid o p rofundo del a u to re s épicos o trágicos, pero
té rm in o . P o r m ucho q u e b u s ­ m ás p ro b a b le m e n te a su s s u ­
qu em os, no e n c o n tra re m o s en cesores a le ja n d rin o s, q u ien es
la a n tig u a c u ltu ra ro m a n a (e y a h a b ía n hecho de los m itos
inclu so en las fu e n te s e tru sc a s te m a s lite ra rio s. N os s e n tiría ­
de e s ta c u ltu ra ) g ra n d e s d e s a ­ m os te n ta d o s de e sc rib ir aq u í
rro llo s genealógicos, ciclos de q ue, cu an d o la m itología g riega
h a z a ñ a s d iv in as, u n a n a rra c ió n llega a R om a, y a no es o tra
com pleja y p o rm e n o riz a d a que cosa d ife re n te que p u ra lite r a ­
p ro p o n g a, a fin de c u e n ta s y de tu r a : u n a m a ra v illo sa re s e r­
m a n e ra sim bólica, u n a ex p li­ va de h e rm o sa s h is to ria s con
cación geográfica e h istó ric a p erso n a je s e n g a la n a d o s con el
del m undo. G eorges D um ézil p re stig io de la div in id ad . No
h a d em o strad o que los ro m a ­ cream os, sin em bargo, que e sta
nos abolieron m uy p ro n to la a c titu d e ra iconoclasta: de su
fro n te ra q ue s e p a ra b a el «tiem ­ función inicial — fa c ilita r, m e­
po de los dioses» del de los d ia n te la h is to ria de los héroes,
h o m b res, «historificando» su s u n a tra n sic ió n e n tre el «tiem po
m itos. La trad ició n in d o eu ­ de los dioses» y el de los h o m ­
ro p ea, de la que los latin o s b re s, in v e n ta r a n te p a s a d o s o
— como los griegos— era n d e u ­ co n fig u rar nociones— , los m i­
d o re s, acu ñ ó en la c u ltu ra to s griegos h a b ía n perd id o lo
la tin a episodios y p erso n ajes esencial desde h ac ía m ucho
«históricos» o seu d o h istó rico s tiem p o y h a b ía n re v estid o un
que e s ta b a n e n g a sta d o s (como c a rá c te r g lo b alm en te «folclóri­
se h ace con las re liq u ia s) en la co». P ero, en G recia, e ste cor­
h is to ria de los oríg en es o de los p u s m itológico ocupaba un lu ­
p rim ero s tiem p o s de R om a. g a r c e n tra l en la educación y
E sto pued e ex p licar p a rc ia l­ en la in sp iració n poética; en
m e n te alg u n o s de los rasg o s e s­ R om a, en u n p rim e r m om ento,
pecíficos de la epopeya ro m a n a , s e rá objeto de cu rio sid ad ; d e s­
que, en unos casos, se e n c u e n ­ p u és, de erudición. L as in te r ­
tr a fu e rte m e n te v in cu lad a con fe ren c ia s con la religión se li­
la h is to ria , en otros, p ro fu n d a ­ m ita n , en lín e a s g e n e ra le s, al
m e n te a r ra ig a d a en ella. R om a sin c re tism o de los a trib u to s de
a p re n d e la m itología y se d e ­ los «grandes» dioses, con p ro ­
le ita con ella en su contacto m ociones esp e ciales p a ra los
con G recia. h éro es q u e — como H é rcu les—
Los ro m an o s a c o stu m b ra b a n m ejo r se co rresp o n d ían con el
a «im portar» y a a p ro p ia rs e de te m p e ra m e n to rom ano.
las d iv in id a d es de los pueblos E v id e n te m e n te esto no ex ­
som etid o s, p ra ctican d o , cuando cluye c o m p le ta m e n te la v irtu d
e ra n ecesario , cóm odas a sim i­ esen cial de los m ito s, que es
laciones. S obre e s te p u n to cabe a lim e n ta r la im ag in ació n colec­
d ecir q ue la helen ización de la tiv a. E n e ste p u n to , los ro m a ­
religión ro m a n a corre en p a r a ­ nos se m o stra ro n esp e c ia lm e n ­
lelo con la helen ización de la te sen sib les. L a im itación de
c u ltu ra ro m a n a , am b a s in d u ­ G recia fue ra d ic a l y e s tim u la n ­
d a b le m e n te d o ta d a s de los m is­ te. E n el te rre n o lite ra rio , la
m os vecto res, que e ra n e se n ­ mitología propoixionaba u n a re ­
c ialm en te lite ra rio s. C uando se rv a cu lta de in trig a s , de p e r­
los a u to re s la tin o s a p re n d e n la so n ajes y de se n tim ie n to s. Los
epopeya en H om ero, se inician d ra m a tu rg o s la tin o s, esforzán-
14
A L G U N A S N O C I O N E S PARA VER C L A R O
dose según su propio te m p e ra ­ ab a n d o n o de A riad n a» , o la
m en to p or p o n er en escena los c ru e ld a d de u n a v e n g a n z a con
d ra m a s de la h isto ria (m ed ia n ­ «los crím enes de M edea», e in ­
te la fa b u la p ra etexta , el «tea­ cluso u n a d e te rm in a d a posición
tro en toga»), co n tin u aro n re ­ de ab razo am oroso p o r «las cos­
p re se n ta n d o , a im itación de tu m b re s de A ta la n ta y M ila­
los griegos, los d ra m a s de los nion». Del m ism o m odo, en la
g ra n d e s ciclos m itológicos (ci­ p ro sa , y sobre todo en la poesía
clos tro y an o , teb an o , argivo) en la tin a , la com paración y la m e­
la fa b u la p a llia ta , -te a tro con tá fo ra re c u rre n con g u sto a la
a tu e n d o griego». Los episodios m itología. E n c u a n to a la a le ­
m itológicos no sólo ofrecían a g oría (que es fu n d a m e n ta l­
las a r te s p lá stic a s u n a m u lti­ m e n te u n a « m etáfo ra e s t i r a ­
tu d de p erso n ajes y te m a s p a ra da» com pleja y co h eren te), cabe
re p re s e n ta r, sino q u e, ad em ás, d ecir que d ese m p e ñ a en estos
fu ero n te m a s poéticos. A veces tex to s u n a función b a s ta n te
am bos tra ta m ie n to s se com bi­ co m p arab le a la que ju e g a en
n an : la m itología, en la poesía la p in tu ra académ ica: en u n o y
ro m a n a , su p o n e m u c h a s veces otro caso, las tu rb ia s relaciones
(m ás fre c u e n te m e n te de lo que e n tre violencia y p la c e r se re ­
se su p o n e) la m ediación de u n a p re s e n ta n fácilm e n te m e d ia n te
o b ra de a rte , p in tu ra o tapiz. la unión e n tre M a rte y V enus.
Como o cu rría con la presen cia A sí pues, vem os cómo la m i­
in v aso ra de la m itología en la tología co n trib u y e al o rn a to del
p in tu ra del R en acim iento, los tex to , y e s ta función e sté tic a
te m a s m itológicos proporcio­ h a sido cu ltiv ad a p o r los a n ti­
n an a la im ag in ació n poética guos h a s ta el ex trem o de p a ­
la tin a el en c an to u n poco exó­ re c e m o s s in g u la rm e n te excesi­
tico de las aleg o rías c u lta s, va. T e rm in a b a por -su stitu ir»
g racio sas o te rrib le s. al tex to y, p a r a hacerlo, los
L a p a la b ra aleg o ría nos con­ p o e ta s no siem p re su p iero n e s­
duce a fin de c u e n ta s a lo e se n ­ q u iv a r el riesgo de la a fe c ta ­
cial, p u es form a p a r te del vo­ ción a m a n e ra d a . P u ed e decirse
ca b u la rio de la re tó ric a. E n in clu so que m u c h a s veces lle­
a m p lia m ed id a, cu an do no se g aro n a c u ltiv a rla . P ero t r a n ­
d e sa rro lla como s u s titu ta de la quilicém o n o s: los «enigm as»
ficción p u ra , la m itología i n te r ­ m itológicos (a veces m uy re fi­
v ien e en la poesía la tin a co­ n ad o s) era n ta m b ié n e s tim u ­
m o «figura». H a b la m o s de «un la n te s p a ra los an tig u o s, que
N em rod» p a r a re fe rirn o s a u n no te n ía n la eru d ició n de u n
cazad o r, de «un H ércules» p a ra O vidio y q u e, p o r ello, quizá
d e s ig n a r a u n forzudo, de «un a b ría n , como no so tro s, u n m a ­
Apolo» p a r a d e n o ta r a un ho m ­ n u a l de m itología, por ejem plo
b re bello, o, en otros casos el de P a rte n io de N icea, dedi­
— poderoso legado de n u e s tra cado al p o eta G allu s, que los
m itología de e s tirp e ese n cial­ p o e ta s co n su ltaro n m ucho...
m e n te lite ra r ia — , de «un T ar-
tarín » o de «un don Ju an » . E s
u n a a n to n o m a sia . C u an d o Tito
Livio (que no e ra p re c isa m e n te
u n h o m b re fan tasio so ) dice 5. R etórica, cu ltu ra
-M arte» p a ra d e s ig n a r «la g u e­ y lite ra tu ra
rra», e s tá h acien d o el m ism o
uso. M ás am p lia m e n te , la d e­
sesp eració n am o ro sa p u ed e d e­ N u e s tra m o d ern a fre c u e n ta ­
sig n a rse con la ex p resión «el ción de las - a rte s del lenguaje»
15
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
y de su s p ro d u cto s o m ite el t r a ­ p ro n to a m p lia ro n su cam po de
ta m ie n to de la re tó ric a e in c lu ­ e stu d io a) conjunto de las téc­
so le a trib u y e m á s vicios que n ic a s de expresión. La clasifi­
v irtu d e s . E s n ec esario d e p u r a r cación de los tipos de ra z o n a ­
el té rm in o de to d a s su s conno­ m ien to , de fig u ra s, de exigen­
ta c io n e s n e g a tiv a s y c o n sid e ra r cias co n c retas de los d iferen tes
q u e, en la a n tig ü e d a d , la re tó ­ m odos del d iscu rso y de los di­
rica no so la m e n te in te rv ie n e en v erso s gén ero s lite ra rio s q u e se
la form ación p re v ia de todo e s­ d ed u cían de ellos co n stitu y e un
c rito r, sin o q u e, ta m b ié n , es el am bicioso p ro g ra m a de e s tu ­
m arco in te le c tu a l donde se d e­ dios. E n efecto, la pedagogía de
s a rro lla n to d a s la s reflexiones los m a e stro s, m u ltip lican d o los
so b re el le n g u a je , la expresión, co m en ta rio s, los «ejercicios de
la im a g e n , la com posición, el estilo», la explicación m e tic u ­
p e n s a m ie n to a rg u m e n ta d o , la losa de cad a p a la b ra , de cada
a rm o n ía de las p a la b ra s e in ­ fra se , de cada verso de u n a u ­
cluso so b re el «placer del te x ­ to r de re fere n cia, p u ed e ser
to». D e la re tó ric a d eriv a lo que co n sid e ra d a sospechosa ju s tifi­
p o d ríam o s d e n o m in a r la «críti­ c a d a m e n te de h a b e r su scitad o
ca lite ra ria » . u n a «inercia ad m ira tiv a» cuyos
Se h a podido d ecir q u e, p a ra efectos a veces se dejan s e n tir
el h o m b re a n tig u o , a p re n d e r a en la p ro sa y en la poesía la­
e s c rib ir c o n sistía, p rim ero , en tin a s . P ero las exigencias de la
a p r e n d e r a h a b la r , esto es, a form ación re tó ric a p ro p ia m e n ­
h a b la r en público, lo q u e es la te dicha im p licab an , ad e m á s de
vocación in icial de la re tó ric a. la le c tu ra de los g ra n d e s a u to ­
E n efecto, a d iferen cia de la re s, la adquisición de u n sa b e r
d ialéctica, q u e los an tig u o s re ­ p lu rid is c ip lin a r — de derecho,
p re s e n ta b a n con la im agen de de h is to ria , de geografía, de fi­
u n p u ñ o c e rra d o , la re tó ric a, losofía, incluso de m ú sica y de
u n a m an o a b ie r ta , se in te re sa e lem e n to s de la c u ltu ra cie n tí­
p o r el d iscu rso en su c o n tin u i­ fica— concebido como i n s tr u ­
d ad , y p ro p o n e u n ex am en m e­ m en to p a ra a lim e n ta r la in v e n ­
tódico de los re c u rso s que po­ tio de los fu tu ro s o ra d o res (la
seem os p a r a co n vencer m e ­ in ven tio es el a r te de e n c o n tra r
d ia n te las p a la b r a s , o, lo que id eas, arg u m e n to s).
es lo m ism o, p a r a s u s c ita r la A sí p u es, la re tó ric a se e n ­
aten c ió n , e n c o n tr a r y o rd e n a r c u e n tra ta m b ié n en el corazón
id e a s, d e s a rro lla r a rg u m e n to s, de la « cu ltu ra global» del ho m ­
se d u c ir p o r la p a la b ra a d e c u a ­ b re latin o ; y si h a de b u sc a rse
d a o la im ag en m á s ex p resiv a, u n lu g a r dond e converjan to d as
co n m o v er si es n ecesario , d e­ la s a v e n id a s del s a b e r «enciclo­
m o s tra r in te lig e n c ia , descon­ pédico», es sin d u d a en ella
c e r ta r a veces..., todo ello sin donde se h a lla r á . P a ra conven­
c o n tra v e n ir n u n c a la s re g la s ce rse de esto , b a s ta con o b ser­
del b u e n gusto. v a r q u e in clu so los a u to re s m ás
L a s e s c u e la s de re tó ric a , «técnicos» de la lite r a tu r a la ti­
c o m p le ta m e n te «funcionales» n a — agrónom os como C olum e-
en s u s o ríg en es (en ellas se la, a rq u ite c to s como V itruvio,
ex p licab a con m in u cio sid ad el p o r no h a b la r de los h is to ria ­
a r te de a r g u m e n ta r los pros y dores o de los n a tu r a lis ta s —
los c o n tra s de todos los te m a s, son b u en o s alu m n o s de los re ­
como p ro p e d éu tica o como s i­ tóricos, sab e n c o n s tru ir u n p re ­
m u lacro de a c tiv id a d e s o ra ­ facio «filosófico» seg ú n las re ­
to ria s sociopolíticas, en el t r i ­ g las del a r te e im p ro v isa r v e r­
b u n a l o en la asa m b le a ), m u y sos p a ra la ocasión. E n efecto,
16
A L G U N A S N O C I O N E S PARA VER C 1 A R O
el esc rito r latin o , ta n p ro n to a m b a s p ro fu n d a m e n te im b u i­
como em p ieza a c re a r u n a d a s, desde la época g rieg a clá­
obra, tie n e a su disposición to­ sica. por la re tó ric a y su e n s e ­
dos los in s tru m e n to s de la re ­ ñanza.
tórica y sab e u tiliza rlo s. Así se explica que, u n siglo
A p a r tir de m ed iad o s del si­ m ás ta rd e , s u rja en R om a, un
glo i) a. C., es decir, en el m o­ am p lio m o v im ie n to lite ra r io
m en to en que la creación lite ­ -m o d e rn ista » q u e p re c o n iz a ,
ra ria conoció en R om a su m a ­ sin d e s a u to riz a r a los m odelos
y o r auge, las escu elas g rieg as griegos, la eclosión en le n g u a
d edican u n a aten ció n creciente la tin a de u n a h isto rio g ra fía y
a la e n se ñ a n z a de u n a retó rica de u n a lite r a tu r a filosófica a d e ­
••no funcional». P o d ría lla m á r­ re z a d a s con los o rn a m e n to s de
sela retó rica del te rc e r tipo, en la retó rica. Y verem os en qué
m edida la evolución de ejerci­
referen cia a los dos p rim ero s cios de re tó ric a como la «.sua­
gén ero s del discurso: el ju d icial soria» (discurso q u e tie n d e a
(a n te los trib u n a le s ) y el d eli­ s u s c ita r u n a decisión), la -eto-
b erativ o (d e la n te de u n a a s a m ­ peya» (discurso ficticio de un
blea). E n am bos casos, debe p erso n aje h istó rico o m itológi­
d e sa rro lla rse u n a co n tro v ersia, co), la -ek frasis» (descripción
h a de a lc a n z a rse u n a victoria, a rtís tic a de u n a obra de a rte )
debe o b ten erse u n a decisión fa h a n podido a lim e n ta r e in ­
vorable de u n público in s titu ­ flu e n c ia r g é n e ro s lite ra r io s
cional. El te rc e r género, lla ­ e x iste n te s, p ro v o car el n a c i­
m ado en griego «epideíctico» y m ien to de o tro s n u evos o cola­
en latín -d em o strativ o » , rea- b o ra r a la configuración de
g ru p a b a in d is tin ta m e n te a to ­ su b g én e ro s (por ejem plo, el
dos los d iscu rso s cuya única fi­ -epilión» o epopeya en m in ia ­
n a lid a d era pro v o car la a d m i­ tu ra , la c a rta ficticia, y quizá...
ración del público, ya sea , en la novela, g én ero h íb rid o al que
cu origen, en u n a cerem onia le e sp e ra un g ra n futuro).
oficial o, m ás a m p lia m e n te , en E s n ec esario s e ñ a la r fin a l­
los contextos m á s d iversos. De m e n te que la re tó ric a , c a ra c te ­
e ste modo, la re tó ric a, lib e ra d a riza n d o los to n o s y los estilos,
d esd e el «hum ilde» (h u m ilis)
de las obligaciones de la cau sa h a s ta el -sublim e», in te re s á n ­
sobre la que d eb ería litig a rse o dose por la corrección y la c la ­
de la sen ten tia (to m a de posi­ rid a d en el len g u aje , p la n te a n ­
ción política a n te u n a a s a m ­ do el p ro b lem a de la conve­
blea) que d eb ería d efen d erse, n ien cia y el g u sto , h a «infor­
pued e ex p lo ra r m ejo r el cam po m ado» la creación lite ra r ia en
de la im aginación (la ficción) y tre s cam pos que, p a r a nosotros,
e x p re s a r id eas. E n lu g a r de se r c o n stitu iría n por sí solos disci­
un m om ento técnico del d isc u r­ p lin a s au tó n o m as: la e s tilís ti­
so (el recu erd o de los hechos o ca, la lin g ü ística y la e s té ti­
u n a b rev e evocación h istó rica), ca. E n su s d esa rro llo s tard ío s,
la n arrac ió n y la descripción a u n q u e eufóricos, la «S egunda
a d q u ie re n v alo r específico. La S ofística», la re tó ric a se m u e s­
época h e le n ístic a h a b ía d es­ tr a v e rd a d e ra m e n te como u n a
tru id o la re tó ric a como escuela ciencia to tal del len g u aje.
de elocuencia p a ra c o n v e rtirla
en lab o ra to rio de lite r a tu r a , ya
q ue d esp u és de todo lo q u e no­ 6. La im ita c ió n y la
sotro s llam am o s lite r a tu r a cu ­ creació n lite ra ria
b re el cam po del género epi-
deíctico y le a ñ a d e las com po­ La com binación de los dato s
siciones d ra m á tic a y poética, de los dos p a rá g ra fo s a n te rio ­
17
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
re s — la in flu en c ia de G recia y cribe en el p e n sa m ie n to a n ti­
la p rá ctica de la re tó ric a — nos guo como u n m om ento en u n a
p e rm itirá co m p re n d er c a b al­ «creación co n tin u ad a » que no
m e n te las ra zo n es por las c u a ­ a p o rta u n a nov ed ad ra d ic a l y
les la creación lite ra r ia rev iste q u e se e n riq u e c e m e d ia n te el
en R om a u n c a rá c te r p ro fu n ­ cultivo m e d ita d o de un m odelo,
d a m e n te «im itativo». E n te n d a ­ de u n m a e stro . C icerón se d e­
m os por ello q u e la o rig in ali­ dica con d en u ed o a s e r u n De-
d ad sólo p u ed e d esp leg a rse m ó sten es latin o ; P ropercio in ­
com o u n e n riq u e c im ie n to de la voca la tu te la de C alim aco y
trad ic ió n y que u n a obra lite ­ F ile ta s de Cos; H oracio confie­
r a r i a n u n c a p o d rá s u rg ir como sa no te n e r la in sp iració n s u ­
« tran q u ilo bloque caído aq u í ficien te p a r a c o n v e rtirse en
ab ajo de un d e s a s tre oscuro» o un digno im ita d o r de P ín d a ro ,
p o r u n golpe de a z a r. No cabe p ero p ro c la m a so lem n em en ­
d u d a de q ue, p a r a el poeta te q u e «añade a la s cad en cias
a n tig u o , se ría u n d e s a s tre no itálicas» los can to s de p o etas
te n e r en la m em o ria los versos líricos eólicos, A lem án, Alceo,
de un m a e s tro al q u e a d m ira r Safo... y s u s im ita d o re s a le ja n ­
e im ita r, a u n a uctor, fu n d a d o r drinos.
de u n gén ero o v irtu o so en un E sto s ejem plos sirv en p a ra
estilo con q u ien riv a liz a r en in ­ ex p lica r la «latinización» de los
genio y ta le n to . E s n ecesario, m odelos griegos, y cad a u n o de
en efecto, a d v e rtir q ue la a n ti­ esto s p o e ta s re iv in d ica orgullo-
g ü ed ad desconfía de la in n o ­ s á m e n te (a veces a b u siv a m e n ­
vación «absoluta»: en R om a, la te) el m érito de h a b e r sido «el
ex p resió n res novare, «hacer prim ero» en h a b e r im ita d o en
algo nuevo», significa «revolu­ la tín — q u e no tra d u c id o — a
cionar» en el se n tid o peyorativo esto s m a e s tro s v en erad o s. E sta
del té rm in o e im plica tr a s to r ­ la tin iz a c ió n debe e n te n d e rs e
nos que son a la vez te m e ra rio s como u n a «rom anización»: a u n ­
y peligrosos. q u e beben en la m ism a fu e n te ,
E sto no co n d en a la idea de q u e, en d e fin itiv a, es la de las
un p ro g reso posible en todos m u sa s, P ro p ercio y H oracio se
los cam pos, sino q ue esta idea co n sid eran p r im u s o p rin cep s
de p ro g reso se p ie n sa en t é r ­ p o r h a b e r sab id o a d a p ta r las
m in o s de «perfeccionam iento». fo rm a s y los gén ero s griegos a
Si h ay q ue h a c e r u n a h isto ria la ex p resió n y a la sen sib ilid a d
de la s a rte s , su m odelo e s ta rá la tin a s . S in em bargo, con el
en la evolución de la esc u ltu ra , progreso de la lite r a tu r a n acio ­
don d e se o b serva u n progreso n a l, los la tin o s lleg aro n a im i­
de las técn ic as q ue conduce ta r s e e n tre sí: L ucrecio ya im i­
desd e la p ie d ra sim p le m e n te ta a E nnio, H oracio no ig n o ra
d e s b a s ta d a h a s ta e l . perfecto qu e su s S á tir a s son d e u d o ra s
pulid o de los m árm o les; el p ro ­ de la s de Lucilio, y V irgilio r in ­
greso de la in sp iració n y de la de h o m en aje a G allo, q u e le
e s tilís tic a se lim ita , en cam bio, p recedió con ta le n to en el a rte
a p erfeccio n ar la arm o n ía ca­ del idilio. F in a lm e n te , d esp u é s
nó n ica de la s fo rm as. A dem ás, de Ovidio, el clasicism o la tin o
el v o cab u lario de la crítica li­ se rá a su vez im itad o por los
te r a r ia en C icerón, por ejem ­ a u to re s de la la tin id a d im p e­
plo, o en Q u in tilia n o tom a m u ­ ria l y ta rd ía . Sin em bargo, los
chos de su s conceptos de las a r ­ m odelos griegos y la tin o s se
te s p lásticas. Y n a d ie duda, en m ezclan m u y p ro n to , y el «Teó-
efecto, de q u e la obra lite ra ­ crito latino» q u e im ita a V irg i­
ria , en p ro sa o en verso, se in s ­ lio a tra v é s de G allo e s ta b a
18
A L G U N A S N O C I O N E S PARA VER C L A R O
casi n acionalizado; con el paso y que, en el caso de la im ita ­
del tiem po las fu e n te s la tin a s ción, im plicaba un «reconoci­
so b re p a sa rá n c la ra m e n te las m iento». El p la c e r lite ra rio se
fu e n te s g riegas. e n c u e n tra en ese m ism o orden:
sin e n tr a r en los d e ta lle s de la
teo ría p lató n ica, d e sp u é s a r is ­
totélica, de la m im e sis (que se
aplica esp ecíficam en te a la p o é­
tica), h a y que concebir la obra
7. Los fu n d a m e n to s de a r te como u n a im itación de
estéticos d e la lo que existe o de lo que d eb e­
¡mitatio ría ex istir, y es el reconoci­
m iento, en la re p re se n ta c ió n ,
del vínculo que se crea a sí e n ­
Los ro m an o s d e sta c a ro n en el tre real e id eal lo q u e su sc ita
a rte de tr a z a r «paralelos» e n ­ el aprecio del e sp e c ta d o r o del
tre los a u to re s, u n poco como lector.
bacía P lu ta rc o en relación a la A sim ism o, cu an d o la obra li­
vida de los g ra n d e s h om bres. te ra ria im ita a u n a obra bella,
E stab leciero n incluso e x tra ñ a s p a rtic ip a ta m b ién de e s ta b e ­
je ra rq u ía s : V irgilio, nos dice el lleza inicial y p u ed e in c re m e n ­
g ra m á tic o S erv iu s, e s tá m uy t a r la m e d ia n te los m érito s de
por debajo de H om ero ( a quien u n a rte su p erio r; la im itación
im ita en la E n eid a ), m uy por de u n a im itación lleva en sí
encim a de H esíodo ( a quien m ism a la b elleza «m im ética» de
im ita en la Geórgic as), y se e n ­ su m odelo y su p ro p ia belleza
■«mimética». E n S obre lo s u b li­
c u e n tra p rá c tic a m e n te al m is­
mo nivel que T eócrito (a quien m e, tra ta d o a trib u id o a L ongi­
no, puede incluso leerse que
im ita en las B ucólicas). E ste ú n ic a m e n te la m im esis t r a n s ­
m étodo de crítica lite ra r ia — la
c e n d en te de u n m odelo bello
syncris, por u tiliz a r a q u í el t é r ­
p u ed e conducir a lo sublim e, y
m ino griego, que significa
■•comparación»— nos m u e s tra otros a u to re s so stie n en que
ú n ic a m e n te la im itación de b e ­
que el g u sto ro m an o , form ado
en las escu elas de re tó ric a m e­ llezas d ise m in a d a s en diversos
d ia n te la frecu en tació n dé los m odelos conduce v e rd a d e ra ­
g ra n d e s tex to s y de los g ra n d e s m e n te a lo bello. Se o b serv ará
que e sta s te o ría s, que e s tá n en
a u to re s, d ifiere se n sib le m e n te
del n u estro . el corazón m ism o de nociones
A n n e-M arie G u illem in , en como «clasicismo» y «academ i­
un estu d io sobre -La im itación cismo», h a n sobrevivido a m ­
p lia m e n te a la a n tig ü e d a d y
en las lite r a tu r a s an tig u as»
(Revue des É tu d e s L a tin e s, fecu n d an p rá c tic a m e n te to d a
1924, pp. 35-57), s u b ra y a ac er­ la h isto ria del a r te occidental
h a s ta el ro m an ticism o .
ta d a m e n te q ue «los an tig u o s
e n te n d ía n el p la c e r estético de
un m odo co m p le ta m e n te dife­
re n te a nosotros». P la tó n h a b ía
estab lecid o q u e lo bello e ra un
ideal tra s c e n d e n te . A ristó teles, 8. La e m u la c ió n
p re g u n tá n d o se sobre los m o ti­ (aemulatio)
vos p o r los que podía o b ten erse
p lace r re p re s e n ta n d o u n objeto
feo, h a b ía estab lecid o que la re ­ U n a m ala apreciación de la
p resen tació n e sté tic a p e rte n e ­ im itación y del papel que ju e g a
cía a la esfera de lo in te le c tu a l en la creación lite ra r ia a n tig u a
19
I N T R O D U C C I O N A LA L IT E R A T U R A L A T I N A
p u ed e co n d u cir a la idea falsa m a e stro s con la preocupación
de q u e los a u to re s la tin o s era n p o r su p e ra rlo s. E n s u s orígenes
d esp reciab les b rib o n es «que no o ra le s o te a tr a le s , la lite r a tu ­
h a c ía n o tra co sa q u e copiar». ra a n tig u a podía s e r lla m a d a
E n efecto, en g én ero s ta le s «agónica», es decir, podía ser
com o la eleg ía se p roduce u n a objeto de com peticiones, de to r­
«reescritu ra» , a m en u d o fatig o ­ neos; en ellos, los p a rtic ip a n te s
sa. de u n a u to r a otro, a veces g a n a b a n coronas y concitaban
d e n tro de la o b ra m ism a de un la ad m iració n de su s conciu­
a u to r, de u n o s m ism os te m a s d ad a n o s o (lo q u e es lo m ism o)
que se d e s a rro lla n de form a se les reconocía u n a in m o rta li­
p arecid a; los d iscu rso s de Tito d ad casi divina.
Livio tam p o co p ro d u cen p re ci­ P a r a los an tig u o s, la in sp i­
s a m e n te u n a im p resió n de in ­ ración poética no es u n a feliz
fin ita v a rie d a d , y su sp ira m o s disposición de la in telig e n cia,
al co m p ro b ar q u e, en Q u in to sino un don divino. Los genios
C urcio, A lejan d ro se dirige a fo rm an p a r te de u n a g ra n d e y
su s sold ad o s con las m ism a s m is m a ,fa m ilia m a rc a d a por la
p a la b ra s q ue, en A b Urbe C on­ benevolencia de los dioses y de
d ita , A n íb al lo h ace a su s tro ­ la s m u sa s, y alg u n o s m ilagros,
p as. Los ejem plos p o d rían m u l­ según la trad ic ió n , así lo p ro ­
tip lic a rse . P ero se o b se rv a rá b a b a n (por ejem plo, la s ab ejas
q u e en todos los p in to re s las a m en u d o ac u d en a lib a r a los
A n u n cia c io n e s tie n d e n a p a r e ­ labios de u n p o eta in sp irad o ).
cerse... P ero la p u e r ta de la in m o rta ­
D e hecho, la crítica lite ra r ia lid ad sólo se a b ría a aq u ello s
a n tig u a e ra se v e ra p a ra con las qu e h a b ía n sabido co n ciliar la
im itac io n es serv iles y esp ecial­ ad m iració n por los an tig u o s
m e n te con el plagio: el p r é s ta ­ con la o rig in a lid a d de su pro­
mo es legítim o, sea en ten d id o pio ta le n to . H oracio re iv in d ica
como h o m en aje (a la m a n e ra con in m en so orgullo, v e rd a d e ra
de u n a ire m u sical «citado» en apoteosis, se r ad m itid o e n tre
u n concierto de B á rto k o en un los g ra n d e s p o e ta s líricos, su s
coro de jazz), sea como re fe re n ­ m odelos. E n R om a, e s ta d ialéc­
cia a g ra d a b le m e n te a d a p ta d a tica e n tre re sp eto y em ulación
al contexto, sea como ínfim a p u ed e s e r re la c io n a d a con el
inflexión de p a la b ra s que po­ escrú p u lo de p ie ta s q u e v in cu la
te n c ia su en can to ; p o r el con­ a los d e sc e n d ie n te s no so la­
tra rio , los p ré sta m o s lite ra le s y m e n te con los dioses, sino ta m ­
«brutos», v erd ad ero s «hurtos» bién con los a n te p a sa d o s ; y en
(furia), e ra n d e s p ia d a d a m e n te m uchos asp ecto s, como h a se­
d en u n c ia d o s p o r los c o m en ta­ ñ a la d o H .-I. M a rro u , la im ita ­
ris ta s , q u ien es los c e n su ra b a n ción, q u e tr a b a así u n c o n s ta n ­
a u n en el caso de que a fe c ta ra n te y re sp etu o so diálogo- e n tre
a u n tex to de V irgilio. Se h a ­ g en e rac io n e s, fo rm a b a p a r te
cían lis ta s de p lag iario s. Los de la educación y m o d elab a el
e n ten d id o s no se d ejab a n e n ­ se n tim ie n to lite ra rio al m ism o
g a ñ a r. La im itació n d e b e ría d e­ tiem p o q u e co n fig u rab a el s e n ­
sem b o car no en u n b u rd o calco tim ie n to p atrió tico .
(im ita tio servilis), sino en u n a A sí p u es, los g ra n d e s a u to re s
invención su til e s tim u la d a por no p ra c tic a ro n la im itación
el m odelo. E s ta disposición de como u n «ejercicio de estilo»;
e sp íritu , la a em u la tio , no im ­ tam poco la concibieron como
plicab a u n a com petición m ez­ u n p ré sta m o que le h a c ía n los
q u in a , sino la am bición de con­ d em ás a u to re s de id e a s que
ju g a r la ad m ira ció n por los ellos no te n ía n . D esde e ste
20
A L G U N A S N O C I O N E S PARA VER C L A R O
p u n to de v ista , los ab u so s co­ im itación p u ed en ex p lica r fácil­
m etid o s p o r la crítica a le m a n a m e n te e sta e s ta b ilid a d , pero no
de fin ales de siglo (la Q uellen- reflejan el s is te m a como ta l, ni
fo rsch u n g , o b ú sq u e d a p a ra n o i­ su a p titu d p a r a e x p e rim e n ta r,
ca de las fu e n te s) h a b ría n po­ sin ru p tu ra , g ra n d e s co n v ersio ­
dido -desm enuzar» co m p leta­ nes: así. desde m ed iad o s del s i­
m en te la lite r a tu r a la tin a a glo 1 a. C.. ex iste u n m o v im ien ­
fuerza de co n fu n d ir, sobre la fe to poético q u e se o rie n ta a -r e ­
de u n parecido lite ra l, in flu e n ­ descubrir» el e n c a n to de las
cias y fu e n te s, alu sió n y copia, o b ra s co rta s y a m o d ificar en
m em o ria c u ltu ra l y plagio de e s te sen tid o el tra ta m ie n to de
los a u to re s p re ced e n te s. C u a n ­ m otivos c a ra c te rístic o s de un
do u n p oeta o u n p ro s ista im i­ g én ero -largo» como la ep o p e­
ta , es co nsciente de ello y h a- ya; o tam b ién , m á s g ra v e m e n ­
fciitualm ente ex h ib e p ú b lic a ­ te , esa a u té n tic a conversión
m e n te su modelo: so la m e n te que tra n s fo rm a los g éneros
cum pliendo ta le s condiciones, -paganos» en m odelos en los
se a d m ite el e s p íritu de a e m u ­ cu a le s se in tro d u c irá con a p a ­
latio y, si é s ta se re v e la b r i­ re n te facilidad u n a n u ev a cul­
lla n te , se le reconoce su m érito . t u r a n ueva: la del cristian ism o .
C u an d o S alu stio . p o r ejem plo, Yendo a ú n m á s lejos, p o d ría
re to m a a su m odo u n a fra se de decirse que, p a ra d e fin ir u n a
T u cídides, m a n ifie s ta su a d h e ­ epopeya, p en sa m o s en H om ero
sión al estilo y al p e n sa m ie n to o en V irgilio m ás que en la
histórico del a u to r griego (ex­ epopeya in d ia y. por co n si­
tre m o este ú ltim o q u e d e m u e s­ g u ien te, desd e n u e s tra p e rs ­
t r a to d a su obra), p ero n u n ca pectiv a a c tu a l, nos reconoce­
se le o cu rre p la g ia r la G uerra m os trib u ta rio s de este siste m a
del Peloponeso cu an d o le fa lta no por sim p le a fin id a d c u ltu ­
la insp iració n ... ra l. sino p o rq u e las -ley es de
los génei'os» e s ta b a n p rin c ip a l­
m e n te ilu s tr a d a s por las o b ras
m a e s tra s .
D ebe se ñ a la rs e por o tra p a r ­
9. La te o ría d e los te que ni s iq u ie ra los an tig u o s
g é n e ro s lite ra rio s d o m in a b a n p e rfe c ta m e n te el
siste m a de definiciones teó ric as
q u e regía e s te siste m a de los
El ú ltim o p u n to que t r a t a r e ­ géneros. N in g u n a clasificación
m os en e s ta s nociones p re lim i­ e s tric ta — ni siq u ie ra la que
n a re s p la n te a a p a re n te m e n te p ropone Q u in tilia n o en su I n s ­
m enos p ro b lem a s q u e los a n ­ titución oratoria — puede re fle ­
te rio re s. Se t r a t a de la n o tab le ja r la to ta lm e n te . La ca u sa
p e rm a n e n c ia de u n siste m a debe b u sc a rse en que los p u n ­
de g éneros lite ra rio s definidos tos de v ista difieren según se
b a s ta n te e s tric ta m e n te , en su c e n tre n sobre la form a de ex ­
contenido, en su s re g la s fo r­ p re sió n , los te m a s específicos,
m ales, en su p ro p ia e sté tic a , la -in ten c io n a lid a d » , su r e la ­
q u e sirv e p a ra d esc rib ir, salvo ción con la su b je tiv id a d del a u ­
co n tad a s excepciones (como el tor. A p a r tir de definiciones
de la c a rta ficticia y la novela), -seg ú n el contenido» como las
el con ju n to de la lite r a tu r a la ­ de A ristó teles, n a d a im p id e al
tin a a lo larg o de su e x te n sa h isto ria d o r e sc rib ir en verso en
h isto ria. vez de en p ro sa siem p re y
C om b in án d o se, los p rin cip io s cu an d o d escrib a hechos que
de la form ación lite r a r ia y la h a n sucedido re a lm e n te . P o r el
2 1
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
è e n tra rio , u n a tra g e d ia n u n ca rio r de esto s g éneros m enores
p o d ría e sc rib irse en prosa, m u ch as veces h a sido m ayor
p u e s ú n ic a m e n te la com posi­ que el de su s géneros de ori­
ción m é tric a conviene a esta gen, y el lecto r m oderno, se n ­
■imitación de u n a acción de ca­ sible a e s ta p o ste rid a d , a veces
r á c te r elevado y com pleto, de tie n e d ificu ltad es p a ra s itu a r ­
u n a c ie rta ex ten sió n , en un los en u n contexto an tig u o . Así
le n g u aje p ro v isto de elem entos es como la elegía la tin a , ta n to
esp e ciales de n a tu ra le z a esp e­ p or su form a m é trica como por
cial seg ú n su s d ife re n te s p a r ­ su s ju eg o s m etafóricos, se opo­
te s, im itació n q u e se hace m e­ n e s im u ltá n e a m e n te a la t r a ­
d ia n te p e rso n a je s en acción y gedia (rech a za la g ra v ed ad ) y
no a tra v é s de u n a narración» sobre todo a la epopeya, a la
(P o ética , 1449 b). A p a r tir de que d eg rad a lú d icam en te: p a ra
ese m o m en to , la diferencia con los rom anos, si ex am in am o s los
la epopeya, que exige tam b ién , prefacios de O vidio, e s ta opo­
a ca u sa del c a rá c te r a lta m e n te sición su b v ersiv a e ra sen sib le y
m o ral de los p erso n ajes, u n a a p reciad a ; u n «placer por la p a ­
fo rm a poética, re s id e en la n a ­ rodia» dup licab a el a tra c tiv o de
rració n y en la ex ten sió n . En u n a poesía am o ro sa, a la cual
re s u m id a s c u e n ta s , A ristó teles la p o sterid ad , desde C h én ier
p ro p o n d rá como definición pro­ h a s ta R ilke p a sa n d o por Goe­
visio n al de la epopeya -el a r ­ th e , devolvió u n a den sid ad
te de im ita r en h exám etros», em ocional y esté tic a q u e la
como si la form a m étrica esp e­ época a u g u s te a le h ab ía n eg a­
cífica fu e ra en sí m ism a un ca­ do... E s p re c isa m e n te en este
rá c te r d e te rm in a n te ... De h e ­ nivel donde la o rig in alid ad de
cho, la epopeya se d istin g u irá los a u to re s y su cre a tiv id a d es­
so b re todo, en la lite ra tu ra pecífica h an podido ju g a r un
p o sth o m érica , por in tro d u c ir papel d e te rm in a n te . A p e s a r de
u n a tipología de c a ra c te re s, de to d as la s lim itac io n e s im p e ra ­
episodios, de situ acio n es, y por tiv as de la im itación, del for­
el « en castram ien to » de n a r r a ­ m alism o retó rico y de la s «le­
ciones, a la m a n e ra de H om ero. yes del género», la am p litu d de
E n d efin itiv a, en los an tig u o s un éxito lite ra rio in n o v a, esto
el s is te m a de g én ero s reposa es. in tro d u ce u n a novitas. Así,
a n te todo sobre la h ip ó tesis de la poesía de C atu lo m u e s tra a
u n a a d e c u a d a a rm o n ía e n tre R om a el im p u lso de u n a «mo­
tono, form a y te m a , e n tre los d e rn id a d poética» que la g en e­
cu a le s debe e x is tir u n a «con­ ración de los p o etas au g u steo s
veniencia». Si “desviam os» a l­ sa b rá a p ro v ech a r: m á s a llá de
gu n o de esto s elem en to s, nos la im itación a le ja n d rin a , nace
se p a ra m o s del gén ero y caem os un nuevo tono co m p letam en te
en la p aro d ia o b ien se crea un ro m an o y a b ie rto a fa n ta sía s .
su b g én ero de difícil clasifica­ El lirism o de Horacio· y el h u ­
ción. De este m odo, a p a r tir de m o r creativ o de Ovidio se ve­
un n ú m ero re strin g id o de gé­ rá n m arc ad o s p o r o tra s ta n ta s
n ero s fu n d a m e n ta le s , los a u to ­ se p a ra c io n e s en relación al sis­
re s, p or d esliza m ien to s m ás te m a de los géneros. La p o te n ­
que p or r u p tu r a s , h an creado cia m etafó rica de S éneca d o ta ­
gén ero s m ix to s que pueden rá a la arg u m e n ta c ió n filosófi­
re v e s tir u n a o rig in alid ad m o­ ca de u n a e sté tic a q u e h a po­
m e n tá n e a ; d esp u é s, si fueran dido s e r calificada de b arroca,
im ita d o s a m en u d o , e sta origi­ y la fu e rza ex p resiv a dé T ácito
n a lid a d a d q u iriría un c a rá c te r p ro p o rcio n ará a la h isto rio g ra ­
d u ra d e ro . El d esarro llo p o ste­ fía u n a p ro fu n d id a d d ra m á tic a
22
A L G U N A S N O C I O N E S PARA VER C L A R O
sin p reced en tes: en am bos ca­ la ó rb ita del a r tis ta , de su s e n ­
sos, el tra ta d o filosófico y la sib ilid ad y su sin c e rid a d . D es­
crónica h istó rica e x p e rim e n ta n concertados a m en u d o p o r la
671 cu a n to g én ero s u n a -p e rso ­ im p o rtan cia que se h a venido
nalización» d e te rm in a n te . d an d o a lu g a re s co m u n es o a
T e n d rá n que p a s a r vario s si­ rito s «académ icos», confundidos
glos p a ra q ue el yo deje de se r p o r la erudición m itológica t a n ­
odioso y p a r a q ue la su b jetiv i­ to como p o r la exhibición té c ­
dad, como el im p resio n ism o en nica de los d iscu rso s o de la n a ­
p in tu ra , a rro lla n d o la je ra rq u ía rració n de b a ta lla s , a p re c ia re ­
e n tre los g én ero s, p e rm ita lle­ m os m ejor esto s tex to s p e n s a n ­
v a r a té rm in o u n a revolución do en el peso específico de los
co p ern ican a en la creación li­ p a tte rn s genéricos en la gestión
te ra ria , a la que a le ja rá de la de las id eas, de la in sp iració n
obra lite ra r ia p a r a s itu a rla en y de las form as.

23
2
LA C O N Q U IS T A
DE U N A R O M A N ID A D
LITERARIA

N u n c a es fácil s itu a r con p re ­ co m p lem en tario s de la s leyes


cisión en el tiem p o los o ríge­ esc rita s (leges, la expresión del
n e s de u n a lite ra tu ra : r a r a s derecho· y no e sc rita s (moi'es,
veces so breviven los tex to s m ás las exigencias d e riv a d a s de la
a n tig u o s y cu an d o nos llegan m oral), el sabio censor — a
es en form a m uy fra g m e n ta ­ qu ien la trad ició n a trib u y e
ria . A n tes del siglo m a. C., en ad e m á s u n a bella elocuencia—
Ita lia so lam en te podem os im a ­ m u e stra sobre todo que, en
g in a r m o d esto s d esa rro llo s li­ R om a, se d an a p a r tir de un
te ra rio s en o b ras a m p lia m e n te m om ento dado las b ase s y los
d ia le c ta le s y p o p u lare s. E n los in stru m e n to s de u n a c u ltu ra
te x to s p ro p ia m e n te la tin o s que propia, que h a de c o n stru irse
p o seem o s a p e n a s s u b s is te n en el fu tu ro .
re s to s in a p re c ia b le s de in sp i­ P or o tra p a rte , el verso sa-
ración o de algo q ue podam os tu rn ia n o — cuyas leyes m é tri­
lla m a r form a. cas son to d av ía m iste rio sas, a
L a dom inación política de p e s a r de las e ru d ita s h ip ó tesis
R om a so b rep asó en se g u id a las de los esp e c ia lista s— s u m in is ­
fro n te ra s del L a tiu m y no t a r ­ tr a u n a a p o y a tu ra form al su fi­
dó en a s im ila r e s ta s c u ltu ra s c ie n te m e n te e stab le p a ra que
itá lic a s; sin em b arg o, fue el el auge de la poesía la tin a , ta l
choque con la c u ltu ra g riega lo y como podem os observarlo,
q u e d eterm in ó u n giro decisivo. p u ed a se r considerado como la
E n la s ú ltim a s d éc ad as del s i­ culm inación de u n a trad ic ió n
glo IV, la len g u a y el p e n s a ­ a n tig u a y sólida, ta n to en el
m ien to la tin o s y a e sta b a n lo cam po de los ca rm in a (poesías
su ñ c ie n te m e n te m a d u ro s como su scep tib les de se r c a n ta d a s )
p a r a re a liz a r e s ta conversión como en las form as •«primiti-
lite ra ria : A ppio C lau d io Caeco, vas» (en el sen tid o como se h a ­
ce n so r en el año 312, fija la o r­ b la de • prim itivos» en p in tu ra )
to g ra fía la tin a y o rd en a re d a c ­ del te a tro latin o . Poco m ás po­
t a r y p u b lic a r la s fó rm u las j u ­ dem os decir...
ríd icas; en el m ism o sen tid o , De hecho, en el período que
e n u n c ia «preceptos de sa b id u ­ se ex am in a en este capítulo, y
ría» (S e n te n tia e , al p a re c e r re u ­ q u e se e x tien d e desde m e d ia ­
n id a s en u n a colección de la dos del siglo ni h a s ta fin ale s
q u e a p e n a s nos h an llegado del siglo il a. C., la eclosión de
u n a s pocas m u e s tra s ). E s ta s la lite r a tu r a la tin a no pu ed e
m áx im as, que o b serv an la for­ disociarse de un desafío que
m a m étrica de verso s u tu rn ia - es a la vez político, c u ltu ra l e
no, codifican lo q ue p odría lla ­ ideológico: la co n q u ista im p e­
m a rs e la m oral colectiva de ria lis ta ro m a n a y la afirm ación
la c iu d ad a n ía ro m an a . F ijan d o — en y quizá p or la lite r a tu r a —
a s í la s nociones en los cam pos- de u n a "identidad» ro m an a .
24
LA C O N Q U I S T A D E U N A R O M A N I D A D L IT E R A R IA

1. Los fu n d a d o re s : cho de c iu d a d a n ía ro m a n a . Así


Livio A n d ró n ic o p u e s, vem os que, con Livio A n­
drónico, la lite r a tu r a la tin a se
y N a e v io in a u g u ra en v ario s te rre n o s , y
q u e la tom a de T a re n to , que
El p rim e r a u to r de) que nos m a te ria liz a la ex p an sió n ro ­
h a n llegado frag m en to s (m uy m a n a en la Ita lia m erid io n al,
escasos) proporciona a la lite ­ se tra d u c e — a u n q u e sea acci­
ra tu r a la tin a u n origen que es d e n ta lm e n te —- en u n a co n si­
a la vez h istórico y a lta m e n te d e ra b le expansión c u ltu ra l.
sim bólico. E n efecto, el m ism o D e hecho — incluso si boy
nom bre de Livio A ndrónico nos re su lta cómodo evocar un
un e sig n ificativ am en te R om a y aco n tecim ien to h istórico como
G recia, y este no m b re m erece ••acto de nacim iento»— , d eb e­
u n a explicación. A n d ro n ik o s m os co n sid e ra r q u e la e m e r­
era o riundo de T a re n to , ciudad gencia de la poesía la tin a
de la Ita lia m erid io n al, región — bajo las fo rm as épica, s a tír i­
do m in ad a p or la in flu en cia ca y d ra m á tic a — se co n c reta
g rieg a y que, fre n te a las p re ­ en u n a generación de a u to re s
ten sio n es ro m a n a s, consigue la q u e conocem os m al, cuyos te x ­
protección de P irro , rey de E p i­ to s no nos h a n llegado y que
ro y ad alid del helen ism o. Los son sus fu n d a d o res. t C o n te m ­
rom an o s to m an T a re n to en el p o rá n eo s de la g u e rra c o n tra
año 272 y el se n a d o r Livio S a ­ P irro y de la P rim e ra G u e­
lin a to r lleva al joven A n d ro n i­ r r a p única, e ta p a s fu n d a c io n a ­
kos (ten ía ocho años) a la ca­ les de la co n q u ista ro m a n a , e s­
p ital. D espués, lo pone en li­ to s a u to re s re p re s e n ta n n íti­
b e rta d y co n se cu en tem e n te le d a m e n te la apropiación de la
da su no m b re g en tilicio (Livio), c u ltu ra g riega p o r p a r te de
m ie n tra s que su n o m b re a n ti­ R om a.
guo. latin iz ad o , se co n vierte en Sobre este p u n to es m uy sig ­
su cognom en. nificativo el caso de N aevio,
Livio A ndrónico, griego de co n tem p o rán eo de Livio — re ­
origen, educado en R om a, p ro ­ p re se n tó su p rim e ra obra en el
ducto vivo de u n a co n q u ista, añ o 235, sólo cinco años d e s ­
desem peñó el oficio de profesor p u é s de los com ienzos de Livio,
y no cabe d u d a de q ue, e je r­ y com puso su epopeya, titu la d a
ciendo este tra b a jo , tra d u jo al B ellu m p u n ic u m , h a c ia el año
la tín , en versos s a tu rn ia n o s , la 209, poco a n te s de que E nnio
O disea de H om ero, a la q u e dio e m p e z a ra s u s A n a le s — . Ita lia
el títu lo latin iz ad o de O dissia. su fre por en to n ces la ocupación
T rad u jo tam b ién m u c h a s co­ de las tro p a s de A níbal, y N a e ­
m ed ias y tra g e d ia s g rie g a s a n ­ vio, al e sc rib ir la n a rra c ió n é p i­
te s de co n v e rtirse en el p rim e r ca de la P rim e ra G u e rra p ú ­
a u to r d ra m á tic o latin o : en el nica, p re te n d e sin d u d a d e s­
añ o 240 a. C., coincidiendo con p e r ta r el p a trio tism o ro m an o
la in stitu ció n de los L u d í ro­ celeb ran d o las v icto rias del
m a n i, y p a ra esto s ju eg o s -a la p rim e r e n fre n ta m ie n to c o n tra
griega», Livio fue el p rim ero C artag o . L a evocación de las
que com puso u n a o b ra en la tín le y e n d a s n acio n ales, sobre
desp u és de h a b e r escrito m u ­ todo las de «filiación tro y a-
ch as sa tu ra e, especie de fa rs a s na» que, a tra v é s de E n e a s,
h a b la d a s, re p re s e n ta d a s y c a n ­ v in cu lan a Roirta con G recia,
ta d a s , cuyo origen se p ierd e en va en el m ism o sentido. P ero
la trad ició n itá lic a , y que, d e s­ la form a to d av ía es u n poco
de el año 394, ad q u ie re n d e re ­ a b ru p ta .
25
I N T R O D U C C I O N A LA L IT E R A T U R A L A T I N A

2. Los p rim e ro s pasos te m e co m p ararlo con H om ero.


d e la p ro s a la tin a P o d ría ap lic á rse le la conocidí­
sim a afirm ació n de G ide sobre
el c a rá c te r «inabarcable» de la
obra de un poeta: ¿el s u m m u s
AJ m ism o tiem p o q u e se e la ­
poeta francés?, « d esg raciad a­
b o ra n los p rim e ro s ca rm in a de m e n te V ictor Hugo...». D ebe se ­
la epopeya la tin a , cuya in fle­
xión ■•histórica» "nos m u e s tra ñ a la rs e ta m b ié n que, d u ra n te
p e rfe c ta m e n te la o b ra de N a e ­ v ario s siglos, la obra de E n n io
no sólo fue el b re v ia rio de los
vio, los p rim e ro s h isto ria d o re s
colegiales ro m an o s, sino ta m ­
ro m an o s, F ab io P ic to r, d espués
C incio A lim en to , escrib en p ri­ bién su m a n u a l de h is to ria
m ero en griego su •■historia de a n tig u a y su enciclopedia.
R om a»; d esp u é s, la tra d u c e n al E nnio nació en el añ o 239
la tín , lo q u e in d ica to d av ía la a. C. en u n a población ce rca n a
p rim a c ía del g rieg o como le n ­ a T aren to : u n a vez m ás, la re ­
g u a de c u ltu ra . E s to sublevó a gión m ás h e le n iz a d a de Ita lia
C ató n el Viejo, llam ad o «el proporciona a R om a u n p o eta
C ensor» (23-149 a. C.) cuyo De (N aevio, p o r su p a rte , e ra o ri­
a g ricu ltu ra (o De re r u s tic a ), g in a rio de C a m p a n ia , o tra re ­
tra ta d o de ag ro n o m ía fam iliar, gión de fu e rte y p e rs is te n te in ­
es el tex to m á s a n tig u o de p ro ­ fluencia g riega). H a y q u e r e ­
sa la tin a q u e no s h a llegado; co rd a r ta m b ié n q u e P itá g o ra s y
p o r o tra p a r te , al esc rib ir su s su escuela e s ta b a n im p la n ta ­
O rígenes, nos p ro p o rciona la dos en e s ta m ism a región de
p rim e ra h is to ria -nacional» T aren to , ciudad donde tam b ién
desd e la lleg ad a de E n e a s h a s ­ nació A rq u itia s, el discípulo
ta el año 149. P reo c u p ad o a n te m á s conocido del m aestro . En
todo p o r d e fe n d e r el esp íritu e s ta s condiciones, no es so r­
«vetero-rom ano». e s te vigoroso p re n d e n te q u e E n n io , a p lic a n ­
o ra d o r (C icerón, u n siglo m ás do a su p e rso n a la te o ría p ita ­
ta rd e , to d av ía p o día le e r 150 górica de la m etem psicosis, h a ­
d iscu rso s suyos) a p e n a s b u s ­ ya llegado a se r co n sid erad o
caba la eleg a n cia y d isim u la ­ como la re e n c a rn a c ió n de H o­
ba s is te m á tic a m e n te su propia m ero. De hecho, su trip le cu l­
c u ltu ra g rieg a como m edio p a ­ tu r a — h a b la b a griego, la tín y
ra c e le b ra r m ejo r la trad ició n y oseo, el d ialecto local— le p e r ­
el genio ro m an o s. m itió, si no s e r el H om ero ro ­
m ano, sí al m enos d e s e m p e ñ a r
en la c u ltu ra ro m a n a u n papel
co m p arab le al q u e H om ero b a ­
hía ju g a d o en la c u ltu ra griega.
A b a n d o n an d o el verso s a tu r-
3. Ennio: n ia n o en provecho del h e x á ­
el a p r e n d iz a je m e tro dactilico, verso de la
d e la g r a n d e z a llía d a , de la O disea y de las
epopeyas g rie g a s de la época
h e le n ístic a , E n n io d a u n a p ru e ­
P o e ta de u n a fecu n d id ad con­ ba de m o d ern id a d , e in n o v a en
sid era b le , E n n io fue, a n te s relación a la trad ic ió n itálic a.
q u e V irgilio, la ilu stra c ió n m á s P o r o tra p a r te , E n n io e s tá fu e r­
a c a b a d a de lo q u e h a dado en te m e n te influido por la d o c tri­
lla m a rs e el «genio rom ano». C i­ n a de E vém ero, que p e rm ite
cerón lo cita in c e sa n te m e n te conciliar la h isto ria de los h o m ­
con ad m ira ció n , le otorga el t í ­ b re s con el tiem p o de los dio­
tu lo de s u m m u s poeta, y no ses: hacia fin ale s del siglo IV y
26
LA C O N Q U I S T A D E U N A R O M A N I D A D L IT E R A R IA
com ienzos del m , este p e n sa d o r n o m b re de los cónsules, o se
form uló, en su H isto ria sa g ra ­ to m a como p u n to de p a rtid a la
d a , la idea b a s ta n te in n o v ad o ­ le g e n d a ria fundación de la ciu ­
ra p a ra su época de q u e los dio­ d ad (es decir, su « e n tra d a en
ses no e ra n sino se re s h u m a n o s h isto ria» como ciudad). Si la
su p erio res div in izad o s p o r su s epopeya hom érica n a r r a b a el
co n tem p o rán eo s a c a u sa de su s tiem p o de los dioses, la de E n ­
h a z a ñ a s . De e ste m odo, el p a n ­ nio (m ás ta rd e la de N aevio)
teón se h a b rá v isto eq u ip ad o co nm em ora el tiem p o de los
por ap o teo sis 1 sim bólicas, fru ­ h om bres: la g ra n d e z a ro m a n a ,
tos de se n tim ie n to s co m p leta­ q u e se afirm a en este largo
m e n te h u m an o s, el te m o r o la c an to , e n c o n tra rá a q u í su s m o­
ad m iració n , lo q ue co n cu erd a delos políticos y m o rale s. De
p erfec ta m e n te con la te n d e n c ia e s te poem a de dieciocho ca n to s
ro n ia n a a la «historificación» sólo nos h a n llegado seiscien to s
de los m itos. Al tra d u c ir al la ­ versos, que se p re s e n ta n en
tín la H istoria sa g ra d a , E n n io u n a m u ltitu d de fra g m e n to s de
se convirtió en el apóstol de ex ten sió n v aria b le. E sto e q u i­
e s ta religión c a re n te de ele­ v ale a decir que e s te p o eta, c a ­
m en to s m arav illo so s o m is te ­ p ita l en la lite r a tu r a la tin a ,
riosos, h u m a n is ta en todo caso, sólo p u ed e s e r «leído» p o r e s­
y p e rfe c ta m e n te ac e p ta b le p a ra p e c ia lista s, o a tra v é s de la s r e ­
rom an o s que te n ía n u n a con­ so n an c ia s crítica s q u e su obra
cepción e se n c ia lm e n te «cívica» s u s c ita e n tre los an tig u o s. E s ­
de la religión y en q u ie n e s el to s criticos, que a m en u d o se
ejem plo de los g ra n d e s a n te ­ m u e s tra n severos con el estilo
p asad o s {maiores) d e s e m p e ñ a ­ tosco, incluso to rp e, de e sta
b a u n papel esen cial en la e d u ­ obra (¡qué g u sto in m o d erad o
cación m o ral, política e incluso p o r la aliteració n rim b o m b a n ­
filosófica. te!), a p e n a s se a tre v e n a p o n er
P o r o tra p a rte , E n n io da a su re p a ro s a la a ltu r a de su in s ­
epopeya, los A n a le s, u n co n te­ piración y a la lu m in o sa p o te n ­
nido in d u d a b le m e n te «eveme- cia de algunos de su s versos;
rista» , p u esto q u e se t r a t a de por ello se dice que V irgilio
u n a obra en la q u e d o m in a la pudo, según p ro p ia confesión,
evocación h istó ric a , y, consi­ e n c o n tra r oro p u ro en el «es­
g u ie n te m e n te , u n h e ro ísm o tiércol de Ennio».
histórico q ue, p a r a im p o n erse,
no tie n e n ecesid ad de re c u rrir
a lo m arav illo so .
P o r lo d em ás, el títu lo m ism o
del libro, A n a les, h ac e re fe re n ­ 4. Los tres
cia a u n a te m p o ra lid a d cívica
m a rc a d a p or la im p ro n ta de la a id a b o n a z o s d el
especificidad in s titu c io n a l de te a tro ro m a n o
Rom a: la R ep ú b lica, d irá Tito
Livio como h is to ria d o r, se d e ­
finió en R om a p o r la d u ra ció n Los p o etas épicos que a c a ­
de u n añ o del cargo de los m a ­ b a m o s de m e n c io n a r fu e ro n
g istrad o s, que m odela el tie m ­ ta m b ié n a u to re s d ra m á tic o s
po h a s ta el p u n to de q u e, p a ra ta n p ro n to com o el te a tr o a d ­
in d ic a r u n a fecha, se cita el qu irió en Rom a c a rta de n a-

1 E n el s e n tid o e tim o ló g ic o d e la p a l a b r a , e s to e s , « c o n cesió n ν r e c o n o c i­


m ie n to d e la d i g n id a d d e lo s d io s e s a lo s h é r o e s e n t r e lo s p a g a n o s , y a c to d e
t r i b u t a r l e s h o n o r e s d iv in o s » íD R A E ). (N . d e l T .)

27
I N T R O D U C C I O N A l_A L I T E R A T U R A L A T I N A
tu ra le z a . D esp u és de Livio A n­ define p o r oposición a la t r a ­
drónico, q ue com puso p o r lo gedia im p o rta d a de G recia, cu ­
m en o s n u ev e tra g e d ia s , N a e ­ yos héro es son los rey es de las
vio y sobre todo E n n io ofrecie­ a n tig u a s ciu d ad e s grieg as. En
ro n a los ro m an o s u n n ú m ero e s ta s o b ras, el héroe es un
co n sid erab le de tex to s d ra m á ­ g ra n ho m b re — rey o cónsul—
ticos que si d am o s créd ito a los de la h is to ria ro m a n a que va
frag m en to s q ue a ú n se co n se r­ vestid o con la toga b o rd a d a
v an re to m a ro n ese n c ia lm e n te de p ú rp u ra , e n se ñ a del poder.
las tra g e d ia s g rie g a s y b ebie­ E ste te a tr o es político: en la
ro n en las fu e n te s de su m ito ­ m ed id a en q u e todos los p o etas
logía. q u e hem os m encionado tie n e n
D espués de ellos, Pacuvio, como p ro te c to re s a m iem bros
nacid o h ac ia el año 220 en n o tab les de la nobleza ro m a n a
B rin d isi — u n a vez m ás, en los (Livio S a lin a to r p ro teg e a A n­
confines de la Ita lia graeca— , drónico, M. F ulvio a E nnio, los
m a rc a u n a se n sib ilid a d m ás E scipiones a Pacuvio), ce le b ran
«rom ana»: s u s p re d ece so res h a ­ a n te todo los m érito s de e sta
b ía n im itad o so b re todo a E u ­ a ris to c ra c ia p o d ero sa y m uy
ríp id es; en efecto, al favorecer v in c u la d a a su «im agen de
el «ciclo troyano» en su elección m arca». T odas e s ta s g e n te s (fa­
de te m a s, co n stitu y e n u n ejem ­ m ilias, «casas») se se n tía n m uy
plo acabado de cómo to m ab a h o n ra d a s de p o d er e x h ib ir (so­
fu e rz a la ley en d a de E n e a s y b re todo d u ra n te los fu n e ra le s
de los oríg en es tro v a n o s de la de uno de los suyos) las im a ­
nació n la tin a ; p ero Pacuvio, g in es, re tra to s de cera de los
qu e se in sp iró ta m b ié n en Só­ a n te p a sa d o s q u e h a b ía n desco­
focles, en laz a con un trágico llado en la s m ás a lta s funcio­
m en o s casuístico, m enos sofís­ nes civiles y m ilita re s de la R e­
tico, m ás c e n tra d o en el pro b le­ pública. La fa b u la praetexta
m a de los d eb e res y el poder. p e rm itía re c o n s tru ir d ra m á ti­
S eg ú n los testim o n io s de los c a m e n te los hechos m ás n o ta ­
an tig u o s, podem os com probar b les de uno u otro de esto s se ­
q u e m o d era el elem e n to p a té ­ ñores. A sí, el C la stid iu m de
tico dotándolo de e sa g ra v ita s N aevio, q u e co n m em oraba la
ro m a n a q u e im p o n e a la vez la v icto ria de M arcelo, llegado el
p reocupación p o r la v irtu d y el m om ento de la m u e rte de este
s a n to h o rro r p o r los d e sb o rd a ­ g ra n cónsul, red o b lab a el efecto
m ien to s. S u s p e rso n a je s adop­ de las im a g in es y h ac ía las ve­
ta n a ire s de g ra n d e s señores, ces de la u d a tio , de elogio fú ­
no se dejan lle v a r p o r los s e n ­ n eb re. Del m ism o m odo, P a ­
tim ie n to s o rd in a rio s, y el e s ti­ cuvio celebró a P aulo-E m ilio,
lo ac u sa e s ta s c a ra c te rístic a s: vencedor de P erseo en P id n a
m á s escueto, m ás despojado, (168 a. C.) en u n a obra q u e lle­
m á s «ático», b u sca la d ignidad v ab a el significativo títu lo de
(lo q ue, p re c isa m e n te , es todo P auK ljus.
lo c o n tra rio q u e la pasión). S ería q u izá excesivo h a b la r
E s te te a tr o serio ofrecía a loé en este caso de te a tr o de p ro ­
ro m an o s el espejo que n ec esi­ p a g a n d a . Si u n a com paración
ta b a n p a ra a f irm a r su id e n ti­ es posible, s e rá quizá con esas
d ad a tra v é s de los m ito s p re s ­ p elícu las de g u e rra q u e cele­
tigiosos; pero la h is to ria ace­ b ra n la v a le n tía y la eficacia de
ch ab a e n tre b a s tid o re s y e n se ­ uno de n u e s tro s g ra n d e s ho m ­
g u id a in v ad e la esc en a con f a ­ b re s. C lem en ceau o de G aulle,
bula p ra etexta , «con el p re te x to P a tto n o C h u rch ill, en u n d e ­
de la tra g e d ia en toga», que se te rm in a d o conflicto que se con-
28
LA C O N Q U I S T A D E U N A R O M A N I D A D L IT E R A R IA
sid era a c e rta d a m e n te decisi­ de sa tu ro (tom ado del vocabu­
vo. E sta s -tra g e d ia s n a c io n a ­ lario culinario: la sa tu ra la n x
les» alcan zaro n a p a re n te m e n te e ra u n a especie de ra g ú com ­
u n g ran éxito, y m uchos a u to ­ p u e sto por e le m e n to s h e te ro ­
re s siguieron su ejem plo, e n tre géneos, u n a especie de p o p u rrí,
ellos Accío, q u ien escribió al de «m ezcolanza»), g ru p o s de ac­
m enos dos tra g e d ia s -p re te x ­ to re s o rg an izad o s to cab a n in s ­
tos» y un n ú m ero co n sid erab le tru m e n to s m u s ic a le s , h a c ía n
de tra g e d ia s -griegas» — las m im os, b a ila b a n , c a n ta b a n un
cu ales, en este caso ta m b ié n , espectáculo q u e se p a re c ía m u ­
ac en tu aro n la im itación de Só­ cho a u n a re v is ta o a u n a ope­
focles e incluso la de E squilo— . r e ta , y que se c a ra c te riz a b a por
N acido en el año 152 a. C., Ac­ c o n sta n te s cam bios de tono y
cio m arca sig n ificativ am en te la de ritm o m usical y que no se
ú ltim a generación de este au g e preo cu p ab a m ucho por el re s ­
prim o rd ial del te a tro trágico p eto de la u n id a d d ra m á tic a .
rom ano, que, d esp u és de él, co­ Se h a co m p arad o la s a tu r a
nocem os b a s ta n te m al h a s ta la con la com m cdia d e ll’arte (que,
llegada de S éneca. E s cierto sin em bargo, e ra en g ra n m e ­
que, en los m om entos de ago­ d ida im p ro v isad a) o, m ás a u ­
n ía de la R epública, el d ra m a d a z m e n te , con la s m o d e rn a s
h ab ía tom ado la d e la n te ra en te n ta c io n e s de « teatro total» de
todo caso, este te a tro serio y vocación fe stiv a (que incorpo­
político, de re p resen ta ció n en ra n u n a ideología de la fiesta
re p re s e n ta c ió n , a v iv a b a los b a s ta n te artific ia l). De hecho,
conflictos e n tre facciones riv a ­ sabem os de la sa tu ra lo q u e los
les (Cicerón co n stitu y e la p ru e ­ a n tig u o s nos dicen de ella, es
ba), y e sta s p iezas h istó ric a s decir, m uy poco, y no debem os
ya a n tig u a s d ese m p e ñ ab an un a tr ib u ir a e sta form a de a r te
poco el papel de « teatro en c la ­ p o p u la r las p re te n sio n e s de
ve» dirigido a esp e ctad o re s p ro ­ u n a estética am biciosa.
clives a po n er u n a d e te rm in a ­ In c lu so c u a n d o la fa b u la
da réplica de T iestes en labios (obra que d e sa rro lla u n a i n tr i­
de C ésar... ga elab o rad a, argum entum .) lo­
g re im p o n erse, el te a tro la tin o
siem p re se d is tin g u irá del te a ­
El teatro romano, tro griego p o rq u e se sab e y se
instrucciones de uso p re te n d e a n te todo lúdico: lo
que, en los griegos, podía a l­
E n Roma ex istía u n a t r a d i­ c a n z a r la in te n s id a d de u n a co­
ción te a tra l «autóctona». No m unión relig io sa o cívica, en
cabe d u d a de que los e s p e c tá ­ R om a se q u ed a en u n sim ple
culos coreográficos, im p o rtad o s espectáculo de e n tre te n im ie n ­
en su origen de la ce rca n a to, sazonado con em oción o r i­
E tru ria , a d m ite n , h acia fin ales sa s. P or lo d em ás, cabe p re ­
del siglo IV, p a rte s d ec la m ad as g u n ta r s e ra z o n a b le m e n te si
y p a rte s c a n ta d a s , siem p re im ­ la s form as m á s g ra v es de la li­
p ro v isadas; fin a lm e n te , la pro- t e r a tu r a te a tr a l (las tra g e d ia s
fesionalización de los ac to res de S éneca, p o r ejem plo) te n ía n
(que llev an el no m b re etru sc o cabida en un te a tr o real...
de h istrio n es) condujo a la E n Rom a no sa b ría m o s qué
generalización de esp ectácu lo s decir. Hoy decim os: «Nos v e re ­
que, a u n q u e e ra n m u sicales y m os en el te a tro e sta noche.»
coreográficos, siem p re se ap o ­ E n R om a, en cam bio, la s re p re ­
y ab a n en un tex to escrito. B a u ­ sen tac io n es tie n e n lu g a r a p le­
tizad o s con el n om bre genérico n a luz del día y em p iezan por
29
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
la m a ñ a n a , m u y p ro n to , p u es h a b ía «reposiciones» oficiales o
el e s p e c tá c u lo d u r a m u ch o p riv a d a s , p a rc ia le s al m enos, y
tiem p o : v a r ia s o b ra s se su c e ­ q u e, a fa lta de d isp o n e r de un
d e n , a m e n u d o m u y « d ilatad as» re p e rto rio en el sen tid o m o d er­
en el tiem p o , deb id o a esp ec­ no de la p a la b ra , la s co m p añ ías
ta c u la re s in te rm e d io s (un cor­ (greges) de ac to res, en su s «gi­
tejo, u n b a lle t), y u n a tra g e d ia , ras» (por ejem plo, p o r p ro v in ­
p o r ejem p lo , ja m á s se re p re ­ cias, p o r los m unicipios) p ro ­
s e n ta so la; h ac e f a lta q u e los p o n ía n , si no re e stre n o s, sí al
e sp e c ta d o re s a b a n d o n e n el lo­ m e n o s a d a p ta c io n e s. P ero la
cal con u n a c a rc a ja d a , q u e p ro ­ re g la g e n e ra l e ra q u e la obra
p o rcio n a u n ex o d iu m , fa rs a fi­ de te a tro , in g re d ie n te de u n a
n a l p a re c id a en m u ch o s p u n to s c e rem o n ia, sólo sirv e u n a vez:
a u n a esp ecie de p a y a sa d a . m a rc a el acon tecim ien to , y sólo
El público ro m a n o a d o ra b a el se disocia de él r a r a s veces por
te a tro . Los esp e c tá c u lo s t e a t r a ­ u n a conservación lite ra ria .
les, in s titu id o s en el m arco de
ju e g o s re lig io so s (como en G re ­
cia), a tr a ía n a la m u ltitu d d u ­ El lugar escénico
r a n te u n a te m p o ra d a q u e com ­
p re n d ía la p rim a v e ra y el v e­ El d isp o sitiv o te a tr a l ro m an o
ra n o y se o rg a n iz a b a sig u ien d o d ifiere b a s ta n te se n sib le m e n te
la evolución del c a le n d a rio re ­ del griego. El edificio m ism o el
ligioso. Al com ienzo, los L u d í — te a tro — se p re s e n ta como u n
ro m a n i sólo o frecían dos d ía s sem icírcu lo d ia m e tra lm e n te li­
de ju eg o s; en el siglo i a. C. m ita d o p o r un alto «m uro de
co n tam o s 77 d ía s de ju eg o s; de escena» (scaena) d e la n te del
ellos, 55 se d e d ic a b a n al te a ­ cual se m u ev en los ac to res, so­
tro . E s ta in flació n a lc a n z a su b re u n e s tra d o llam ad o p u l p i ­
apogeo bajo el Im p erio , donde tu m o p ro sca e n iu m (el e q u iv a ­
a p ro x im a d a m e n te u n o de cada le n te de n u e s tro «escenario»).
dos d ía s al añ o se d edica a los El público se in s ta la en u n h e ­
ju e g o s, y cerca de u n día de m iciclo d isp u e sto en g ra d a s in ­
ca d a tr e s al te a tr o , lo que, t e ­ c lin a d a s (cacea), m ie n tra s que
n ie n d o en c u e n ta la re la tiv a los lu g a re s d e honor, re s e rv a ­
b re v e d a d de la «tem porada», dos a los m a g istra d o s , se d is­
su p o n e u n ritm o fren ético de p o n en en el á re a c e n tra l y p la ­
re p re s e n ta c io n e s . N o h ac e fa lta n a , la orchestra, donde en el
d ecir q u e la m u ltip licac ió n de te a tr o griego e s tá el coro. E n el
e sp e ctácu lo s im plicó ta m b ié n m u ro escénico se a b re n tre s
u n a u m e n to c o rre la tiv o de los p u e r ta s q u e com unican con los
a u to re s d ra m á tic o s , p ero de b a s tid o re s ; m á s elevado q u e en
pocos de ellos podem os d ec ir G re cia, e s tá decorado con co­
q u e conocem os el n o m b re o los lu m n a s y con nichos q u e a lb e r­
tex to s. g a n e s ta tu a s y frisos. P a n e le s
E n efecto, com o o cu rría en m óviles sirv en de decorados, y
G recia, la s o b ra s se escrib en m a q u in a r ia s cad a vez m á s so­
p a r a u n a re p re s e n ta c ió n «ofi­ fis tic a d a s p e rm ite n , p o r ejem ­
cial», te ó ric a m e n te ú n ic a . E s plo, a los dioses ce le stes lle g a r
u n a cu estió n c a p ita l s a b e r en p o r los a ire s, y otros «efectos
q u é m e d id a e s ta s o b ra s volvían especiales».
a s e r r e p re s e n ta d a s desp u és. D u ra n te m u chísim o tiem p o
L a m ay o ría de la s veces los no h u b o en R om a un te a tr o
te x to s no e r a n ed ita d o s, salvo p e rm a n e n te . L as a u to rid a d e s
en el caso de los m ejo re s a u to ­ p o lítica s y m o ra le s desco n fia­
res, lo q u e p e rm ite d e d u c ir que b an de e s te lu g a r al q u e con­
30
LA C O N Q U I S T A D E U N A R O M A N I D A D L IT E R A R IA
sid e ra n posible e sc e n a rio de la R epública) e s ta b a lejos de
oposición al po d er, en todo caso s e r s iste m á tic a en R om a, p u es
de regocijos sospechosos de so­ e s ta b a v in c u la d a a o tra fo rm a
c a v a r la v irtu d de los c iu d a d a ­ te a tr a l o rig in a ria de la C a m ­
nos. Se m o n ta b a n y se d e sm o n ­ p a n ia , la « atelan a» , q u e a lc a n ­
ta b a n co n stru ccio n es de m a d e ­ zó g ra n boga en el siglo i a. C.
ra . E n el año 55 a. C., Pom peyo y q u e p ro p o n ía fa rs a s ( b a s ta n te
elud ió e s ta pro h ib ició n colocan­ g ro se ra s) en la s q u e a c tu a b a n
do u n m u ro de esc en a d e la n te p e rso n a je s típicos: el A b u elito
de la g ig an tesc a e sc a le ra que (P appus), el Id io ta (M accus), el
con d u cía al tem p lo de V en u s, y T ra g a ld a b a s (Bucco), el J o ro ­
q u e ordenó c o n s tru ir en form a b ad o (D ossenus)... H a b ía a s i­
de ca vea: g ra c ia s a e s ta h ip ó ­ m ism o o tro s ta n to s físicos con­
c rita m a n io b ra , n ació el p rim e r v en cio n ales y la s m á s c a ra s co­
te a tro de p ie d ra q u e conoció rre s p o n d ie n te s; p a r a la com e­
R om a; a co n tin u ac ió n , ta n to en dia p ro p ia m e n te d ich a se p re ­
la ciu d ad como en la s p ro v in ­ fe ría el m a q u illa je , q u e e ra
cias — a ú n q u e d a n re s to s en co m p letad o m e d ia n te u n a p e ­
A rlés, S a in te s, Lyon, M éríd a, lu ca (n e g ra p a r a los jó v en es,
S ag u n to ...— , los te a tr o s m o n u ­ b lan ca p a r a los viejos, y riz a d a
m e n ta le s se m u ltip lic a ro n y a l­ p a r a los p rin c ip ia n te s). P o r lo
can zaro n aforos s o rp re n d e n te s d em ás, ú n ic a m e n te los a c to re s
(¡h a s ta 40.000 p lazas!). P ero de la a te la n a te n ía n d erech o a
sob re e s ta s esc e n a s p re stig io ­ c o n se rv a r su s m á s c a ra s h a s ta
sa s, los g u sto s de la época p ri­ el final de la o b ra , y g ra c ia s a
vilegiaron espectáculos poco «li­ esto e sc a p a b a n a la in fa m ia
terario s» : b a lle ts, m im os, «re­ que re caía so b re los a c to re s del
v istas» m itológicas u n poco li­ ••verdadero» te a tro : se p e n sa b a
g e ra s, a veces con p u e s ta s en q u e p ro s titu ía n su p e rso n a ex ­
escen a s u n tu o s a s , p u es h a de h ib ién d o se a la s m ira d a s del
se ñ a la rs e q u e el público ro m a ­ público.
no, fam oso p o r su s ab u ch eo s y El ra sg o com ún q u e u n ía a
p o r su s a r re b a to s de e n tu s ia s ­ todos esto s e sp e ctácu lo s m á s o
mo, am a el «gran espectáculo», m enos elev ad o s e ra , no lo olvi­
los desfiles en e sc en a, los cor­ dem os n u n c a , el h echo de s e r
tejo s de a n im a le s exóticos... y m u sic a le s. L as p a r te s c a n ta d a s
la s h e rm o sa s m u c h a c h a s: d e s­ (cantica) son m á s n u m e ro sa s
de e s te p u n to de v is ta , la s m i­ en la com edia q u e en la tr a g e ­
m u la e, ac tric e s de m im os, no dia; en esto s p a s a je s , el a c to r
carecían de e n c a n to s q u e d e s­ «baila» su p a p e l, en p la y-b a c k,
v elab a n g e n e ro s a m e n te (lleg a­ m ie n tra s q u e el c a n to es i n te r ­
b a n , se dice, h a s ta el Uve-show p re ta d o p o r u n c a n to r y a p o ­
del te a tro erótico). yad o por u n ac o m p a ñ a m ie n to
E n s u s fo rm a s m á s so fisti­ de fla u ta o, en la s p a r te s m e­
c a d a s — la tra g e d ia (q u e los ac ­ nos líricas, p o r c a s ta ñ u e la s
to re s re p re s e n ta b a n so bre alto s (scabellum ) q u e e sc a n d e n el
taco n e s, los crep id a la tin a co­ «recitativo». A lg u n a s e sc e n a s
rre s p o n d ie n te s a los co tu rn o s son sim plem ente «habladas» (di­
griegos) y la co m ed ia (re p re ­ verbium ).
s e n ta d a con z a p a to s p lan o s, Todo esto se m ezclab a ta n
socci) — , el te a tr o es in te r p r e ­ b ien q u e no re s u lta fácil fo r­
ta d o ex c lu siv a m e n te p o r h o m ­ m a rs e u n a id ea ex a c ta de lo
b res. Si hem o s de co n fia r en los qu e e ra u n a re p re se n ta c ió n
te stim o n io s de los an tig u o s, la te a tr a l en R om a: podem os le e r
utilizació n de la m á s c a ra (que a dos g ra n d e s a u to re s cóm icos,
ap areció en los añ o s fin ale s de P la u to y T eren cio , p ero n ec esi­
31
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
ta re m o s g ra n d e s dosis de im a ­ r r e r a d ra m á tic a con la s fa rs a s
g in ació n p a ra fig u ra rn o s su s del exo d iu m . P ero la co m p a ra ­
tex to s c a n ta d o s , b ailad o s o to­ ción con S h a k e s p e a re (¡tan te n ­
cados con u n a s m ú sicas d e las tad o ra !) no p a s a de aquí. P la u ­
q u e n o so tro s ig n o ram o s p rá c ti­ to escribió p a ra u n público po­
c a m e n te todo, d e la n te de unos p u la r, no p a ra m a rq u e se s. S u s
d eco rad o s so b re los q u e a p e n a s o b ras, com o o c u rría en n u e stro
sab e m o s algo y con u n a p u e s ta te a tr o de b u le v a r, no son m o­
en esc e n a lo su fic ie n te m e n te ra le s ni in m o ra le s, sino am o ­
e x u b e ra n te com o p a ra d e s a n i­ ra le s, y g ra v ita n a lre d e d o r de
m a r a los aficio n ad o s de " S e ­ u n te m a d o m in an te: los em b ro ­
g u n d o grado». llos cread o s p o r las re lacio n es
am o ro sa s com plicadas y e m b a ­
ra z o sa s. E n e ste caso, jó v en es
de b u e n a fa m ilia su cu m b en al
e n c a n to de b o n ita s c o rte sa n a s,
chocan c o n tra la s exig en cias fi­
5. P lau to , n a n c ie ra s de su s a lc a h u e te s y
o el p la c e r d e re ír a lc a h u e ta s (el leño, co m ercian ­
te de m u c h a c h a s, o la lena, u n a
v e te r a n a en el oficio q u e lo
El h ech o de q u e el A n fitrió n sab e todo sobre la m a te ria ),
de M o lière sea un o de los tr e in ­ b u sca n el d in ero q u e les p e r­
ta y ocho -p alim p sesto s» q u e se m ita volver a c o m p ra r a su m e ­
conocen de la o b ra del m ism o retrix a d o ra d a , y no lo e n c u e n ­
n o m b re q ue escribió P la u to no t r a n , p u es los p a d re s , q u e to ­
nos a u to riz a a le e r a P la u to le ra n las c a la v e ra d a s de su s h i­
com o se lee a S h a k e sp e a re . S e­ jo s, e s p e ra n im p e d ir q u e h a g a n
g ú n la tra d ic ió n , P la u to a n te ­ to n te ría s y d ila p id e n su p a tr i­
p o n ía a e s ta obra (bien cons­ m onio. C o n sig u ie n te m e n te , los
tr u id a , con m u c h a s esc en as de jó v en es confían su salvación a
c a lid a d , que nos ofrece en Al- alg ú n esclavo a s tu to ; m u ta tis
cim en e s a u n p erso n aje fe­ m u ta n d is , se h a com parado es­
m en in o o rig in al) su P seu d o lu s te p u n to con el a rg u m e n to de
(fa rsa q u e in tro d u ce e je m p la r­ L a s a stu c ia s d e S ca p in o , donde
m e n te los p erso n a je s de u n e s­ el m al c a sa m ie n to re e m p la z a
clavo ab o m in a b le m e n te m e n ti­ al a m o r v en a l. A lre d ed o r de
roso y u n p ro x e n e ta con to d as e s ta m ism a situ ació n son p o si­
la de ley) o el T ru c u le n tu s, que bles, con m á s o m en o s p e rip e ­
p o n e e se n c ia lm e n te en escena cias, m il d ife re n te s v a ria n te s .
a ca ll-g irls e sc a sa m e n te e sc ru ­ E s ta in trig a -tip o y a h a b ía sido
p u lo sas. P a r a n u e s tro a u to r, c u ltiv a d a y p re p a ra d a p o r los
u n a o b ra b ien h e c h a es sim p le ­
m e n te u n a o b ra que h ace re ír, cóm icos griegos de la N e a , la
e in clu so en el A n fitrió n n in ­ N u e v a C om edia, p o r oposición
g ú n Rey Sol se o cu lta bajo el a la A n tig u a C om edia, ilu s tr a ­
J ú p ite r d e P la u to : e s ta sa b ro sa d a p o r A ristó fa n e s, te a tr o s a ­
in trig a de a d u lte rio divino es tírico y político sie m p re d is­
a n te todo u n tra ta m ie n to d e­ p u e sto a to m a r la a p a rie n c ia
se n fa d a d o de u n fam oso episo­ de u n a -re v is ta de ac tu a lid a d »
dio de la m itología griega. q u e po n ía en esc en a, d ire c ta o
P la u to (T ito M accio P la u to ), in d ire c ta m e n te , a los h o m b re s
n acid o en S a rs in a (U m bría) h a ­ políticos, los p ro b lem a s del día,
cia los añ o s 254-250 a. C., h a ­ o a los p e rso n a je s m á s re p re ­
b ía sido a c to r a n te s de conver­ s e n ta tiv o s de la in te llig e n tsia
tirs e en a u to r, y em pezó su ca ­ a te n ie n s e (por ejem plo a S ó cra­
32
LA C O N Q U I S T A D E U N A R O M A N I D A D L I T E R A R IA
te s en L a s N u b es). Con M e n a n ­ n a je p rin c ip a l, q u is ie ra n con­
dro, Alejo, F ilem ó n y Dífilo, la fe s a r q u e no les in te r e s a ta n to
com edia g rieg a evoluciona así la in trig a (que a n u n c ia g e n e ­
h a c ia un te a tr o de la v ida p ri­ ra lm e n te el n o m b re griego) co­
v ad a , p o r no d ecir de la v ida m o los «núm eros de actor»: es
b u rg u e s a , d o n d e la s p a la b ra s cierto q u e P la u to p a re c e co n s­
m a ls o n a n te s y la excesiva fa n ­ t r u i r s u s esc e n a s p a r a in tro ­
ta s ía d e sa p a re c e n en provecho d u c ir ta le s «núm eros», p ero su s
de u n a in trig a b ien llev ad a títu lo s e s tá n lejos de d e s ig n a r
que, desd e la s p e rip e c ia s de los s is te m á tic a m e n te a u n p r o ta ­
reco n o cim ien to s, conduce a un g o n ista cuyo n o m b re «llevaría»
feliz d ese n la ce (g e n e ra lm e n te , la o b ra ... U n a c rític a m á s m o ­
la joven c o rte s a n a re s u lta p e r­ d e r n a h a c o rreg id o e s t a s e s ­
te n e c e r a u n a b u e n a fam ilia y p e c u la c io n e s y h a p re fe rid o
p o r ello m ism o es su sce p tib le a te n e r s e a la s e v id e n c ia s (p e r­
de s e r d esp o sa d a ). Al p a th o s de m a n e n c ia del d e c o ra d o y de
la tra g e d ia se opone, p u es, el los a tu e n d o s g rieg o s): e s ta s co­
ethos de la com ed ia, el re a lis ­ m e d ia s son fa b u la e p a llia ta e ,
mo social y s e n tim e n ta l de los los a c to re s lle v a n el m a n to
p e rso n ajes, in clu so si, a fu e rza g rieg o f p a llu m ), los n o m b re s
de s e r in g en io sa, la solución de son g rie g o s, la s c o s tu m b re s y
la in trig a carece a veces de v e­ la s ley es q u e rig e n la in trig a
ro sim ilitu d (es b a s ta n te m i­ son ta m b ié n h e le n a s . L a ro ­
lagroso v o lv er a e n c o n tr a r en m a n iz a c ió n no ex c ed e lo m í­
los b razo s del pro p io hijo a n im o n e c e sa rio , o m á s b ien la
u n a m u ch ac h a h o n e s ta r a p t a ­ fa n ta s ía de u n a a d a p ta c ió n
da hace m u ch o tiem p o p o r los q u e d e ja al a u t o r la tin o (y
p ira ta s...). P la u to no se p riv a de h a c e rlo )
E s p re c is a m e n te en e s ta p le n a lib e rta d p a r a a p o r ta r su
fu e n te d o n d e b eb e n a b i e r t a ­ g ra n o de a r e n a .
m e n te los cóm icos ro m an o s: las De e s te m odo, el público p u e ­
d id a sc a lía s (q u e re s u m e n la de r e ír sin re s e rv a s , p u e s al ro ­
o b ra y p re s e n ta n a los p e rso ­ m an o le com place c o n s id e ra r a
n ajes) d e c la ra n de q u é obra los griegos g e n te s d iv e rtid a s ,
g rieg a h a sido « trad u cid a» la fú tile s y chu scas.
com edia que se v a a v er, o m ás E n todos los casos se t r a t a ,
bien de q u é o b ra g rie g a es la com o h a escrito a c e rta d a m e n te
ad a p ta ció n , p u e s a m e n u d o los F. D u p o n t, de u n a «G recia de
a u to re s p ra c tic a n la « co n tam i­ o p ereta» , q u e no es la de los fi­
nación» de dos o rig in a le s g rie ­ lósofos, u n a G recia de la q u e se
gos (lo q u e a u to riz a u n a in trig a excluye to d a te n sió n p o lítica y
e s tá n d a r). q u e e sc a p a to ta lm e n te a la h is ­
Los estu d io so s se h a n a fa ­ to ria : s u e n c a n ta d o ra ir r e a li­
n ad o en b u s c a r, en los m ín im o s d ad h ac e posible c u a lq u ie r in ­
d e ta lle s , « a d a p ta c io n e s» q u e trig a .
p ru e b e n , en re lació n a los m o­
delos g riegos (¡que h em o s p e r ­
dido!), u n a «rom anización» p ro ­ Variaciones sobre
fu n d a de fo rm a o de fondo. P or el amor venal
su p u e sto , la re e s c ritu ra en le n ­
g u a la tin a im p lic a b a d e sliz a ­ D esde e s te p u n to de v is ta ,
m ien to s de co n ceptos y n u e v a s P la u to , al cual se a trib u y e n
conn o tacio n es. P o r o tra p a r te cien to tr e in ta o b ra s (se h a n
p arece como si los a u to re s la ­ co n serv ad o v ein te) q u e se r e ­
tin o s, q u e d a b a n con g u sto a p re s e n ta ro n e n tre los añ o s 212
su s o b ra s el n o m b ré del p e rso ­ y 184 a. C., fecha de su m u e rte ,
33
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
su p o e n c o n tr a r el tono a d e c u a ­ Un teatro de colores
do p a r a m a n te n e r u n éxito re ­ intensos
g u la r y c o n s ta n te e n tre el p ú ­
blico ro m an o . No cabe d u d a de P la u to se p e rm ite o tra s lib e r­
q u e su p ro p ia in sp ira c ió n m e­ ta d e s d ife re n te s de e s ta s v a ­
jo r a m odelos g rieg o s que te n ­ r ia n te s a veces esc ab ro sas. Ya
d ía n a la afectació n . E x p lo ta n ­ se h a m en cio n ad o su A n fitrió n ,
do a la perfección la s p o sib ili­ o b ra a la vez m itológica y com ­
d a d e s cóm icas q u e ofrecían los p le ta m e n te h u m a n a ; en Los
p e rs o n a je s co n v en cio n ales y las c a u tivo s (C a p tiv i) a d v ie rte a
situaciones convencionales ta m ­ su público q u e, p o r u n a vez,
b ié n , m ezcla con g ra n h a b ili­ no h ay la m ín im a h is to ria de
d ad la fa rs a y la co m edia de in ­ a m o r en la in trig a . E n la C is­
trig a . tellaria (La cajita), vem os a
S u s c o rte s a n a s , g e n e ra lm e n ­ u n a c o rte s a n a v irtu o sa ; en la
te poco s e n tim e n ta le s , son a s ­ M ostellaria (El aparecido), u n
t u ta s , cín icas, m e n tiro s a s , en esclavo in tré p id o v en d e la casa
po cas p a la b ra s , c o m p e te n te s e del p a te r fa m ilia s d u ra n te su
irre s is tib le s . Sólo el S capino de a u se n c ia , y le dice q u e no e n tre
tu rn o , esclavo o p a rá s ito , p u e ­ en ella, a leg a n d o que e s tá e n ­
de s o b re p a s a rla s . S u s jó v en es c a n ta d a : el R u d e n s (El cable)
son g ra n d e s b e n d ito s in o fen si­ to m a la a p a rie n c ia de u n d r a ­
vos, que tie n e n p a d re s severos m a b u rg u é s.
y av a ro s y q u e, lleg ad o el caso, P ero en e s ta ú ltim a obra,
«rabian» p o r la g ra cio sa c o rte ­ como o c u rría en E l cartagine-
s a n a : así, en la A s in a ria (L os sillo (P oenulus), es la p in tu ra
asn o s), el p a te r fa m ilia s se a v ie ­ de un tip o lo q u e in te re s a a n te
n e a s e r in d u lg e n te a cam bio todo a P la u to : el del co m ercian ­
de p a s a r u n a noche de am o r te o rie n ta l o púnico, con su
con la b o n ita m u c h a c h a a la ac en to gracioso, e in clu so con
q u e a m a su hijo; en C asina su le n g u a in co m p re n sib le — en
(n o m b re de la h e ro ín a ), el p a ­ P o en u lu s leem os u n a m agnífica
d re y el hijo a m a n a la m ism a tira d a e s c rita en « cartag in és
b rib o n a , q u e, ad e m á s, dos e s­ p lau tian o » q u e to d av ía hoy in ­
clavos se ju e g a n a los dados; en trig a a los lin g ü is ta s , pero ¿se
B a cch id es, dos g em ela s, B ac­ t r a t a v e rd a d e ra m e n te de u n
ch is I y B acch is II, d e m u e s tra n p u ro p a stic h e ? — . P o r o tra p a r ­
ta l h a b ilid a d en su e n c a n ta d o r te, es el p e rso n a je del « p a rá si­
com ercio, q u e lo g ra n e m b a u c a r to», a m a b le bribón q u e vive a
ex p e n sa s de su señor, el q u e h a
a los p a d re s d e sp u é s de h a b e r sido e sp e c ia lm e n te cuidado: el
sed u cid o a los h ijo s (y a p a r ti r C urculio (E l gorgojo) de la obra
de en to n ce s todo se a rre g la ...). que lleva el m ism o títu lo , o el
E s ta s o b ra s no son m ás « a tre ­ sim p ático P e n ic u lu s («Recoge­
vidas» q u e el te a tr o dé b u le v a r, m igas») de los M enechm os. E n
q u e fe ste ja los p la c e re s del la A u lu la r ia (La olla), la a v a ­
a d u lte rio a n te u n público que ricia del p a d re , como se sabe,
no lo to le ra ría en su p ro p ia in s p ira rá a M olière. E n fin,
c a sa , y se ría u n g ra n e rro r ¿cómo no d is fru ta r de la m e­
a trib u irle in te n c io n e s (m oral- g a lo m an ía d e lira n te del M iles
m e n te ) su b v e rsiv a s: u n poco de g lo rio su s, ese fa n fa rró n p erd o ­
provocación n u n c a h ace daño, n a v id a s q u e re a p a re c e en la
p u e s al público, en el fondo, le co m m ed ia d el Varie e incluso en
g u s ta eso (so b re todo c u a n ­ la s p elícu las de D ino Risi?
do no llev a a su m a tro n a al S acan d o p a rtid o en todo m o­
te a tro ). m en to de la Nea. g rieg a , P la u -
34
LA C O N Q U I S T A D E U N A R O M A N I D A D L I T E R A R IA
to c ie rta m e n te so b rep asó a su s el e sp e c ta d o r) p o r la v iv acid a d
m odelos y, en la g a le ría de los y el in g en io del diálogo. P a re c e
•«papeles obligados», creó silu e ­ s e r q u e p o ten cia en su s o b ra s
ta s o rig in ales q ue sed u c ía n a la s p a r te s c a n ta d a s , lo q u e
u n e sp e c ta d o r q ue e ra com ple­ d a b a m a y o r ritm o y v a rie d a d
ta m e n te sen sib le ta n to a la b u ­ al espectáculo. S obre todo sa b e
fo n a d a tru c u le n ta de su le n ­ e n c o n tr a r en todo m o m en to ex ­
g u aje como a los ra sg o s p a ró ­ p re sio n e s sa b ro sa s , in v e n ta p a ­
dicos con los que el a u to r sab ía la b ra s si es n e c e sa rio , im p o n e
re v estirlo s: es obvio q u e el c a r­ la in sp ira c ió n cóm ica de un
ta g in é s es tra p a c e ro ; el sirio, le n g u a je re p le to de im á g e n e s
d em asia d o háb il en s u s nego­ q u e (p ro b ab le reflejo e n tre m e ­
cios; el fa n fa rró n , p e rd o n a v i­ rid io n a le s) re c u e rd a el de los
d as, necio y cobarde. In clu so a p e rs o n a je s de M arcel P ag n o l,
veces el p a rá s ito (reconocem os salvo que, c u a n d o el contexto
en él u n h a b itu a l de la sp o r­ a sí lo re q u ie re , se h ac e algo
tu la . esa «cesta bien su rtid a » m á s crudo.
q u e los ro m an o s ricos e n tre g a ­
b a n a su s «clientes» como s a ­
lario por su s «pequeños se rv i­ ¿Existe una ideología
cios», e sp e cialm en te e le c to ra ­ plautiana?
les) se co m p o rta como u n s e n ­
tim e n ta l: sab e m a n e ja r todos
los h ilo s p a ra e x to rs io n a r al U n a cosa es c ie rta : el público
p a te r fa m ilia s y sa c a rle su s d e ­ de P la u to no a c u d ía a s e n ta r s e
n ario s. en la s g ra d a s del te a tr o p a r a
E s to s p e rs o n a je s se nos a s is tir a u n a o b ra «de tesis».
m u e s tra n con todos su s ra sg o s, No o b s ta n te , se h a q u e rid o v e r
con su len g u aje lleno de r e tr u é ­ en e s ta s o b ra s u n a ideología.
can o s (a m en u d o in trad u cib ies» Se t r a ta r í a en todo caso de u n a
y de e x tra v a g a n c ia s. S u s p a la ­ ideología b a s ta n te d ifu sa , p u e s ­
b r a s son v e rd a d e ro s fuegos to que, al m ism o tie m p o q u e se
a rtific ia le s re p le to s de f r a g ­ a firm a b a q u e el a u to r «rom a­
m e n to s d o tad o s de u n a v a le n ­ n izab a» los o rig in a le s griegos,
tía im p re sio n a n te : el m onólogo se decía que, rid ic u liz a n d o a
de P e n ic u lu s, la su til «lección los griegos, P la u to d e n u n c ia b a
de am or» de la m a d re (y a lc a ­ la s fe ch o rías (o los p elig ro s) de
h u e ta ) C le e re ta al jo ven y e s ­ la h elen izació n en la sociedad
ro m a n a de su tiem p o . E s cierto
tú p id o D iaboleo (A sinaria), la
q u e to d a u n a te n d e n c ia de la
esc en a e n tre M ercu rio y S osias c rític a u n iv e r s ita r ia se h a e m ­
en A n fitr ió n , la «C anción de la p e ñ a d o en b u s c a r en los a n t i ­
m u je r bo rrach a» en el C u rc u ­ guos ro m a n o s ra sg o s «vetero-
lio , p a ro d ia de «canción de rom anos», es decir, u n código
am or» h e c h a p o r u n a v ieja ob sesio n ad o p o r los v a lo re s m o­
e b ria q ue co n su m e con creces r a le s elevados, p o r no d ec ir h e ­
su s v ein ticinco litro s al d ía, to ­ roicos, y esto lo podem os v e r en
d a s e sa s p a la b ra s p a r a provo­ to d a la o b ra de P la u to , in clu so
c a r la ca rca ja d a so n o ra, to d as si no te n ía n la vocación de e n ­
e s ta s ré p lic as gen iales... s e ñ a r la v irtu d .
E n un g én ero q u e se d ejab a No cabe d u d a de q u e el te a ­
t e n t a r g u s to s a m e n te p o r la t i ­ tro de P la u to podía te n e r un
ra d a , P la u to sab e c o n s tru ir e s­ a lcan ce sa tíric o c o m p a ra b le al
c e n as d o ta d a s de u n d in a m is ­ q u e vem os — volvam os al p a ­
m o q ue «so b rep asa el texto» (y ra le lo — en el te a tr o de b u le ­
sin d u d a p roduce su efecto en v a r, q u e nos p re s e n ta , a veces
35
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
en a c titu d e s rid ic u la s , a p e rso ­ (d e riv a de la g u e rra , q u e p ro ­
n a je s de lá b u rg u e s ía co n tem ­ p o rc io n a p ris io n e ro s ) y q u e
p o rá n e a , in c lu so a a ris tó c ra ta s . confía a esclavos ta r e a s im p o r­
P o r efecto de c o n tra s te s , e s ta s ta n te s , en la gestión de un
c la se s d o m in a n te s (q u e p r e te n ­ cam po, de u n a ac tiv id ad co­
d id a m e n te d efie n d en los v alo­ m erc ial, o en la educación de
re s del éx ito , la m o ra lid a d y su s hijos, y se confiesa e s ta r
el b u e n g u sto ) e n c o n tra ro n su e n te r a m e n te d isp u e sta a reco­
m e jo r d e fe n sa en la exhibición no cer su s m érito s y ta le n to s ,
de p ro b le m a s y defectos q u e los p u e sto q u e los em an c ip a y m a ­
a p ro x im a b a n a los -h o m b re s n u m ite . No olvidem os q u e fue
de a pie». E n C o u rteline, por so b re todo en el m u n d o ru ra l
ejem p lo , los g e n d a rm e s se con­ d o n d e Jos esclavos e ra n consi­
v ie rte n en p e rs o n a je s del p u e ­ d e ra d o s com o u n a « h e rra m ie n ­
blo, los u jie re s en gigolós, y los ta ca p az de e m itir p alab ras» ,
co rn u d o s de F e y d e a u , si son seg ú n la ex p resió n de A ris tó ­
p eq u e ñ o b u rg u e s e s , son a n te te le s; a h o ra b ien , la s com edias
todo co rn u d o s. nos p re s e n ta n a m en u d o a fa ­
S e h a esp e c u la d o m ucho so­ m ilia s ro m a n a s u rb a n a s en cu ­
b re el p a p e l q u e d e se m p e ñ a n y a s v id as el esclavo a m en u d o
los esclav o s, p e rs o n a je s m a lig ­ e s tá in te g ra d o a la m a n e ra de
nos, activ o s y a m en u d o t r i u n ­ u n criad o su sce p tib le de con­
fa n te s . E ra u n a de la s re g la s v e r tirs e en u n lacayo de u n a
de la p a llia ta , y el g ra m á tic o o b ra de M olière... y S o sias ya
D o n a to no s s e ñ a la q ue, en las no recibe m á s b asto n az o s que
fa b u la e to g a ta e (com edias de S g a n a re lle . E s te a y u d a n te por
te m a ro m an o , de la s q u e sólo a n to n o m a s ia tie n e vocación de
nos h a n lleg ad o fra g m e n to s ín ­ s e r u n e x c e le n te a y u d a n te ,
fim os), no se a c o s tu m b ra b a a p u e s e s tá p re p a ra d o p a ra re c i­
p r e s e n ta r a los esclavos como b ir las confidencias de dos g e ­
p e r s o n a je s m á s in te lig e n te s n e ra c io n e s en conflicto y e s tá
q u e s u s d u eñ o s. ¿E s p reciso al m a rg e n de los e n v ite s de la
c o n c lu ir q u e lo q u e e ra to le ra ­ vida: el bien del se ñ o r no le
ble e n tre los g riegos h u b ie ra p e rte n e c e y los am o re s del hijo
sid o su b v e rsiv o e n tre los ro ­ no le so rp re n d e n . T ien e, p u es,
m a n o s? N o sab em o s lo s u fi­ lib e rta d p a r a s e r activo (corre
c ie n te so b re la to gata como a m en u d o , como e s tip u la el p a ­
p a r a d e c id ir so b re el a su n to : pel c a ra c te rístic o del servu s c u ­
a p a re c e en el siglo π com o d e ­ rrens), y vela p o r su s propios
sa rro llo d e la a te la n a , y p a s a in te re s e s al m ism o tiem p o que
r á p id a m e n te de m oda. Q uizá sirv e a su fu tu ro señor...
D o n a to sea el ú n ico a u to r q u e Así p u e s, el te a tr o de P la u to
s e ñ a la q u e la to g a ta , com o la no p u e d e s e r co n sid erad o glo­
a te la n a , no im p lica b a el «pa­ b a lm e n te com o u n a a d v e rte n ­
pel» del esclav o a s tu to . P a re c e cia fre n te al peligro de los e s ­
c la ro q u e P la u to , y d e sp u é s de clavos in te lig e n te s , o, a la in ­
él T eren cio , no tu v ie ro n n in g ú n v e rsa , com o u n a in v ita ció n a
e sc rú p u lo en p r e s e n ta r a los reconocer su «hum anidad». P a ­
e sc la v o s no s o la m e n te com o rece s e r q u e la e sc la v itu d a n t i ­
h o m b re s , sin o a d e m á s com o g u a , q u e so rp re n d e a la m e n ­
h o m b re s eficaces. E sto no d e ­ ta lid a d m o d e rn a , no p la n te a
b ía d e s c o n c e rta r en ab so lu to a n in g ú n p ro b lem a a los esp e c­
u n a sociedad com o la ro m a n a ta d o re s de la com edia la tin a .
p a r a la q u e la e sc la v itu d es un No debem os le e r a P la u to p e n ­
h ec h o a b s o lu ta m e n te n o rm al san d o en B e a u m a rc h a is...
36
LA C O N Q U I S T A D E U N A R O M A N I D A D L IT E R A R IA

6. T e re n c io s ita r ia a n g lo sa jo n a s ie m p re le
y la e vo lu c ió n h a ad o rad o ).
E s n e c e sa rio a d v e r tir q u e, en
d e l gusto ro m a n o el lap so de u n a g en e rac ió n , el
g u sto ro m a n o ev o lu cio n a p ro ­
fu n d a m e n te . S e ñ a la re m o s t a m ­
L a c a rre ra de T erencio fue b ién q u e los dos a u to re s no se
brev e, p u e s m u rió p r e m a tu r a ­ d irig en al m ism o público, p u es,
m e n te , cu an d o to d av ía no h a ­ p o r lo q u e h a c e a los m odelos
b ía cum plido los tr e in ta años. griegos, s u s fu e n te s no son las
Se co n serv an de e s te a u to r seis m ism a s. E sto b a s ta r ía p a r a
o b ra s q ue, re p re s e n ta d a s e n tre d e m o s tra r, si fu e ra n ec esario ,
los añ o s 166 y 160 a. C., b a s ta n qu e los a u to re s la tin o s no e ra n
p o r sí solas p a r a c a ra c te riz a r sim p le s tra d u c to re s de com e­
u n estilo m u y d ife re n te al de d ia s g rieg a s, p u e s to q u e los r e ­
P la u to (que, reco rd ém oslo, p e r­ su lta d o s de s u s -re e s c ritu ra s »
ten ece a la g en eració n p re ­ p u e d e n s e r ta n d ife re n te s.
cedente). H ay q u e d e c ir en N acid o en C a rta g o — lo que
p rim e r lu g a r q u e to d a s e s ta s p ru e b a su cognom en de «Afri­
ob ras llev an u n títu lo griego, cano»— , P u b lio T eren cio A fer
m ie n tra s que P la u to -la tin iz a ­ es u n esclavo m a n u m itid o a
ba» con g u sto los suyos. E n s e ­ c a u sa de s u s c u a lid a d e s in te ­
g u n d o té rm in o , fre n te al d in a ­ le c tu a le s y q u e recibió u n a for­
m ism o rico en g a g s de la d r a ­ m ación lite r a r ia de alto nivel.
m a tu rg ia p la u tia n a , el te a tro Se re p ro d u c e el caso A n d ro n i-
de T eren cio concede u n a m ay o r kos: la aristocracia ro m an a gus­
ex ten sió n a las esc e n a s d ia ­ ta b a de fo rm a r a «sus» a r tis ta s
lo g ad as, y no su p o n e m uchos com o si fu e ra n u n a especie de
efectos g e stu a le s: en la a n t i ­ -b o tín in te le c tu a l» to m ad o por
güed ad se h a c ia u n a oposición d erech o de c o n q u ista . De este
e n tre las o b ras -e stá tic a s» (fa­ m odo, T eren cio fue d istin g u id o
bulae sta ta ria e ) y la s com edias y p ro teg id o p o r la s m á s ilu s tr e s
■an im ad as» (fa b u la e m otoriae), fa m ilia s de la a ris to c ra c ia ro ­
y en este p u n to n u e s tro s dos m a n a , q u e, m o v ién d o se en la
a u to re s se o p o n ían ra d ic a lm e n ­ ó rb ita de los C ornelii S cipiones
te por su s re sp e c tiv a s p re fe re n ­ y los A em ilii, se ja c ta b a n de
cias. E n fin, no se p a re c e n ni se r los ed u cad o res de R om a d es­
en el le n g u a je ni en el tono: p u é s de h a b e r sido los a r t í ­
P la u to es b ro m is ta , a m a la s ex ­ fices de la c o n q u ista . El -c írc u ­
p re sio n e s licen cio sas del le n ­ lo de los E scipiones» se co n v ir­
g u aje p o p u lar, no le a s u s ta in ­ tió a sí en v a le d o r de los m é ri­
tro d u c ir u n poco de v u lg a rid a d ; tos del h e le n ism o y preconizó
T erencio, en cam bio, e v ita la u n a r te de v iv ir digno de los
p esa d ez de los re tru é c a n o s, g ra n d e s se ñ o re s cultos: m ie n ­
pone en boca de s u s p e rs o n a ­ t r a s q u e u n p a tá n com o M u m ­
je s p a la b r a s e le g a n te s y d ise ­ m io h a b ía s a q u e a d o C o rin to , de
ñ a s u s c a ra c te re s con m ucho do n d e — no lo olvidem os— h a ­
m ay o r cuid ad o . M ie n tra s q u e b ía n salid o los m á s bellos b ro n ­
P la u to , ex co m ed ia n te , a u to r ces del m u n d o , los E scip io n es
p o p u lar, a n im a d o r de e s p e c tá ­ coleccionaban e s ta tu a s y o b ra s
culos, re z u m a tru c u le n c ia ra- de a r te , la s colocaban en su s
b e le sia n a . T eren cio tie n e el a s ­ h e rm o s a s v illa s o en e s p lé n d i­
pecto u n poco tím id o del h o m ­ dos ja r d in e s , y c u a n d o C ató n se
b re que e s p e ra q u e le sirv a n su e n fu re c ía p o r la seducción que
ta z a de té (se ñ alem o s p o r o tra la c u ltu ra g rie g a ejercía sobre
p a r te q u e la trad ic ió n u n iv e r­ la v irtu d ro m a n a , en re a lid a d
37
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
e s ta b a lla m a n d o a u n a m ay o r ri no te n ía n n a d a q u e ver. P or
d u lz u ra , a u n a m ay o r h u m a ­ u n a vez, T eren cio dio u n paso
n id a d y a u n m ay o r re fin a ­ en falso y fra c a só e s tre p ito s a ­
m ie n to . E n e s te contexto, el m e n te : el público, q u e h ab ía
te a tr o de T eren cio te stim o n ia , ido al te a tr o p a r a re ír, a p e n a s
si no u n a revolución c u ltu ra l, tu v o m otivos p a r a s o n re ír en
sí al m en o s u n a c ie rta -m o d e r­ e s te « d ram a b u rgués» q u e D i­
nid ad » . d e ro t calificó de e je m p la r.
N o h ay q u e s e r rig u ro so con­ D e hecho, re ím o s poco al le e r
sigo m ism o: ta l es el te m a de a T eren cio , a veces nos a b u r r i­
H e a u to n tim o ru m e n o s, títu lo in ­ m os a n te u n d e te rm in a d o d e­
te rm in a b le q u e significa «el sa rro llo «pedagógico» so b re el
v e rd u g o de sí m ism o». C rem es a r te de e d u c a r a los n iñ o s o de
y M en ed em o son dos a n c ia n o s p ra c tic a r la in d u lg e n c ia (así
q u e v iven en el cam po. M en e­ o c u rría en F o rm ió n , m á s m o ­
dem o llev a u n a v id a p a rs im o ­ toria q u e la s d e m á s obras). E n
n io sa y a u s te r a , y s u fre viendo c u a n to a A n d r ia (La h ija de
q u e su hijo q u ie re c a s a rs e con A ndros), cabe d ec ir q u e nos
u n a m u c h a c h a po b re; su p ro p ia ofrece u n a in trig a de com edia
s e v e rid a d le d a m a la concien­ s e n tim e n ta l q u e no d e s a u to ri­
cia. A C rem es esto le p reo cu p a z a ría el m ism o M a riv a u x . F i­
y a firm a : «Soy hom bre, y n a d a n a lm e n te , E l eu n u co d e sa rro lla
h u m a n o m e es ajeno», y aco n ­ u n a in trig a m á s convencional,
se ja m a y o r te m p e ra n c ia . L a pero de m a n e ra m á s policíaca
fó rm u la de C rem es (c ita d a por q u e como lo hizo P la u to .
C iceró n ) se co n v irtió en el «es­ N o cabe d u d a de q u e el t e a ­
logan» de esto s tiem p o s n u e ­ tro de T eren cio m u e s tra la evo­
vos; la co n tin u ac ió n de la i n t r i ­ lución del g u sto ro m an o , pero
ga m u e s tra , sin em b arg o , que so b re todo u n a « lite ra tu riz a -
C re m e s es u n p e rso n a je b a s ­ ción» del p e n s a m ie n to ro m an o
ta n t e h ip ó c rita ... P ero vem os a lim e n ta d o p o r u n h elen ism o
c la ra m e n te q u e si el te a tr o de q u e, a p a r ti r de en to n ce s, se
T eren cio no tie n e «tesis», sí tie ­ a c e p ta com o in g re d ie n te in d is ­
n e al m en o s u n a p reocupación p e n sa b le de la c u ltu ra la tin a .
co n fesad a: p re g u n ta rs e sobre E s te te a tro , m ejo r acogido por
la psicología de los p e rs o n a ­ los fu tu ro s p ro feso res q u e por
je s , p o n e r en cu e stió n su s p re ­ el público de la época, p o d ría
ju icio s. p re s c in d ir de u n a esc en a sin
V olvem os a e n c o n tra r la m is ­ p e r d e r su s c u a lid a d e s... n i su s
m a p reo cu p ació n en A d e lfo s defectos.
(Los dos h e rm a n o s), donde T e ­
re n c io opone u n a educación
«represiva» a o tra educación Conclusión: balance
«perm isiva». Los dos jó v en es de un crecimiento
h é ro e s, fo rm ad o s en e s ta s dos
esc u e la s, co m eten la s m ism a s E n el período q u e ac ab am o s
to rp e z a s. L a conclusión es a m ­ de e x a m in a r, R om a h a e x p e ri­
b ig u a , p ero e s tá claro q u e la m e n ta d o u n a p ro fu n d a t r a n s ­
se v e rid a d rig u ro s a se p re s e n ta form ación. L a ciu d ad se con­
a q u í to d a v ía como u n a v irtu d v ie rte en Im p erio , y la c u ltu ra
algo a rcaica . Del m ism o m odo, o rig in a] se e n riq u e c e con un
H ecira (La m a d ra s tr a ) es u n a n u ev o esp acio in te le c tu a l que,
o b ra cuyo te m a c e n tra l es la a p e s a r de la s re s is te n c ia s ,
d e sa v e n e n c ia conyugal: p ro b le­ p a ra d ó jic a m e n te p ro p o rcio n a a
m a nu ev o en u n a R om a donde los ro m a n o s el m edio de a f ir­
el m a trim o n io y el am o r a p r io ­ m a r su id e n tid a d fr e n te al
38
LA C O N Q U I S T A D E U N A R O M A N I D A D L IT E R A R IA
p re stig io p a s a d o de la G recia m ás ta r d e la p erd ic ió n , de los
co n q u ista d a . A cogiendo e in te ­ G racos. A la eu fo ria de la con­
g ra n d o e) h e le n ism o , R om a se q u is ta su c e d e rá el tiem p o de
h a dad o ep o p ey as, u n te a tr o y la s c risis p o lítica s y así lle g a ­
la p ro sa la tin a m a d u ra . Con el m os al m o m e n to cru cial del si­
d esa rro llo de la ed u cación filo­ glo II. Al fin al de e s ta e ta p a de
sófica y re tó ric a , la elocuencia ta n to s a p re n d iz a je s, R om a e la ­
g a n a en fo rm a y fondo, en fu e r­ b o ra rá , so b re u n fondo de te m ­
za ta m b ié n : s e rá el éxito, y p e s ta d e s, su propio clasicism o.

39
3
DE LOS GRACOS AL FINAL DE LA
REPÚBLICA: LA PALABRA, EL
PEN SA M IEN TO , LA PASIÓN

A fin a le s del siglo 11 a. C., la 1. La d o c trin a


R ep ú b lica ro m a n a a lc a n z a su filo s ó fic o -re tó ric a
apogeo. P olibio es el n a r ra d o r
del ac o n te cim ie n to , p u e s en su
H is to r ia , e s c rita en griego, ce­
le b ra el «m ilagro rom ano» — en L a re tó ric a es la d iscip lin a
m en o s de u n siglo, e s te pueblo q u e e s tá en el corazón m ism o
h a im p u e s to su p o d e r al m u n d o de e s ta evolución. L a g u e r ra
m e d ite rrá n e o , es decir, al m u n ­ p e d ía g e n e ra le s; la p az q u e s u ­
do civilizado..., o poco le fa lta cede a la c o n q u ista re q u ie re
p a r a co seguirlo...— . M ie n tra s o ra d o res. El u rb a n ism o ro m an o
q u e los im p e ria lism o s h e lé n i­ evoluciona h a c ia «espacios de
cos no h a b ía n p a sa d o de se r com unicación»: C atón c o n s tru ­
sucesiv o s p erío d o s de d o m in a ­ ye en el año 184 a. C. la p r i­
ción, R om a co n sig u ió e s ta b le ­ m e ra «basílica», a im ita c ió n de
c e r u n ord en e s ta b le , d u ra d e ro los edificios h elen ístico s; p ro n ­
y acep tad o . Polibio fo rm a p a r te to h a b rá v a r ia s en el F oro, a s í
de los vencidos: d ip lo m ático de com o pórticos; la s c a sa s p a t r i ­
la lig a a q u e a , fue to m ad o como cias (dom us) a b re n su s a trio s
d isp u e sto s a m odo de p a tio s a
re h é n en P id n a (en el añ o 167), los c lie n te s del d u eñ o de la
y vivió ju n to a P au lo -E m ilio , el c a sa ; la R epública deja de s e r
v en c ed o r de P erseo , en el seno u n lu g a r de a c u a rte la m ie n to
del círculo de los E scipiones; p e r m a n e n te y el S en ad o se
m ejo r a ú n : se co n v ierte en p ro ­ co n v ierte en el lu g a r p o r exce­
fe so r de E scipión E m ilia n o , el len cia de la d elib eració n p o lí­
seg u n d o african o , q u e s e rá la tic a , q u e a p a r ti r de a h o ra im ­
p e rs o n a lid a d m á s in flu y e n te en plica n e c e s a ria m e n te el e je rc i­
R o m a h a s ta el conflicto con los cio de la elocuencia.
G racos. P olibio se p re g u n ta , y E n m a te r ia de re tó ric a , los
c o n s ta ta , que R om a h a sab id o g rieg o s h a n in v e n ta d o todo: los
e n c o n tr a r los g ra n d e s e q u ili­ la tin o s s e rá n s u s a lu m n o s, t a n ­
b rio s: su «constitución» com bi­ to en se n tid o fig u ra d o com o en
n a ra sg o s m o n árq u ic o s, o lig á r­ se n tid o e stric to , p u es la e s t a n ­
quicos y d em o crático s; su p o d er cia en G recia (en A te n a s o en
m ilita r se e n c u e n tra a te m p e ­ R odas) se co n v ierte en e ta p a
ra d o p or u n a concepción p r u ­ o b lig ad a en el cu rsu s de e s t u ­
d e n te y sab ia del «derecho de dios del jo v en ro m an o de b u e ­
la g u erra» ; su p ra g m a tis m o po­ n a fa m ilia . A p re n d e n a h a b la r ,
lítico c o n tra s ta con los im p u l­ a p re n d e n a p e n sa r: la re tó ric a
sos a v e n tu re ro s de los c o n q u is­ e n se ñ a ta n to el m an ejo de las
ta d o re s griegos. Y en el círculo id e a s como la utilizació n de un
de los E scip io n es se ela b o ra bello len g u aje . E n s e ñ a sobre
u n a filosofía del po d er, del s a ­ todo el p o d e r q u e tie n e n la s p a ­
b e r y del a rte . la b ra s — q u e sin d u d a debió de
40
D E L O S G R A C O S A L F IN A L D E LA R E P Ú B L IC A
a s u s t a r a los fíeles de la t r a ­ siglo m á s ta rd e , nos dice C ice­
dición del m os m a io r u m — : en rón d e ellos...
el año 155, el a te n ie n s e C ar-
n é a d e s, su ce so r de P la tó n en la
dirección de la A cad em ia, lle ­
gad o ju n to con o tro s filósofos
en e m b a ja d a a R om a, h ac e un 2. La e lo c u e n c ia
dia el elogio de la ju s tic ia , y al d e los G ra c o s
día s ig u ie n te d e s a rro lla con
la m ism a facilid ad la p e rfe c ta
co n trad icció n de la a rg u m e n ­ E s tá claro q u e la a risto c ra c ia
tació n de la v ísp e ra . ¡E sc á n d a ­ ro m a n a e s p e ra b a c o n s e rv a r así
lo su p re m o q u e le vale s e r e x ­ la h eg e m o n ía p o lítica q u e le
p u lsa d o p o r el S enado! P ero los h a b ía conferido la co n q u ista .
ro m an o s a c a b a n de a p r e n d e r el S e e n c ie rra so b re sí m ism a ,
a r te de a r g u m e n ta r «según la s com o v e r d a d e r a o lig a rq u ía ,
leyes del p ro y del contra», in p re c o n iz a n d o el co n se n su s en
u tra m q u e p a r te m , q u e es a la u n a so ciedad ro m a n a a la q u e
vez u n a té c n ic a o ra to ria y u n la s g u e r ra s su c e siv a s h a n de-
m étodo de filosofía c rítica . se sta b iliz a d o . D u ra n te la se-
Y la s e s c u e la s d e re tó ric a , a g u n d a m ita d del siglo II, vem os
p e s a r de todo, se m u ltip lic a n crece r la s re iv in d ic a c io n e s de
en R om a; la a ris to c ra c ia acoge u n a plebe q u e se s ie n te e s q u il­
a los filósofos: E scipión E m ilia ­ m a d a p o r la s c a m p a ñ a s m ili­
no a b re al estoico P an ec io su ta r e s (el c iu d ad a n o -so ld ad o se
b ib lio teca, b o tín de g u e rra to ­ e n c u e n tra a rru in a d o ), e s t r a n ­
m ad o p o r P au lo -E m ilio a P er- g u la d a p o r la s d e u d a s, a p a r t a ­
seo; ¿se t r a t a de u n a d ev o lu ­ d a de la decisión p o lítica y j u ­
ción de co rte sía ? P an ecio s a b rá ríd ic a , q u e a flu y e a la ciu d ad
o rie n ta r el rig o r estoico h a c ia d e sp u é s de h a b e rs e visto obli­
la asp ira ció n ro m a n a de u n a g a d a a v e n d e r s u s b ien es. La
m ay o r s u a v id a d y p r a g m a tis ­ crisis e s tá a h í, y es p re c is a ­
mo. P a ra la s g e n e ra c io n e s, del m e n te en e s te co n tex to donde
fin al de la R ep ú b lica, se rá u n se d eja oír la voz de los G racos,
m a e s tro cu y a voz to d a v ía se T ib erio S em p ro n io G raco (163-
d eja oír e n el D e o fficiis de C i­ 133 a. C.) y su h e rm a n o C ayo
cerón. Los E scip io n es ta m b ié n (154-121 a. C.).
se p o n en a sí m ism o s com o N os re c o rd a re m o s a q u í el p a ­
ejem plo de e s ta re tó ric a in s p i­ pel político q u e ju g a ro n , sino
ra d a p o r la filosofía: si h em o s su elo cu en cia, q u e fue la c a u sa
de c re e r el te stim o n io de C ice­ de su asc en sió n y q u izá ta m ­
ró n (que id e a liz a q u izá esto s b ién de su ca íd a . A m a m a n ta ­
m odelos a los q u e re v e re n c ia ), dos en el a m b ie n te de la gen s
E scipión E m ilia n o y su am igo m á s no b le — son p o r lín e a m a ­
Lelio fu e ro n los p rim e ro s q u e te r n a C o rn elii— , esto s «desca­
e n c o n tra ro n en su elo cu e n cia el rria d o s» se ap o y an en su doc­
ju s to e q u ilib rio e n tre la t r a d i ­ trin a p a r a i n te n ta r u n a re v o ­
ción y la c u ltu ra , e n tre la s m o ­ lución. Se h a n form ado en la
res y la doctrina', y lo fu e ro n esc u e la de u n filósofo: el e sto i­
— so b re todo Lelio— cu ltiv a n d o co B losio de C u m as; h a n te n id o
la len ita s, la «suavidad» o ra to ­ los m ejo res m a e s tro s en r e ­
ria , q ue in te le c tu a liz a la a r g u ­ tó ric a ; P lu ta rc o nos dice que
m en tac ió n y d e s d ra m a tiz a el C ayo G raco fue el p rim e ro que
e n fre n ta m ie n to o ra to rio . P ero tom ó la p a la b ra en el c o m itu m
de su s d isc u rso s sólo n os q u e d a (e x p la n a d a s itu a d a d e la n te de
e s e n c ia lm e n te lo q u e, casi u n la C u ria ) volviéndose h a c ia el
A 1
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
foro, y no h a c ia el S en ad o , conocen dos v ías p a r a la a s c e n ­
c u a n d o se d irig ía al pueblo. Tal sión política: la g lo ria m ilita r y
es el sím bolo de e s ta elo cu en te la elocuencia. P o r u n lado, los
-trib u n a » in a u g u ra d a alg u n o s im p era to res v an a su ce d erse
añ o s a n te s p o r T ib erio, q u e se r á p id a m e n te en la je f a tu r a del
d irig e al p u eb lo y y a no al con­ e sta d o con M ario, S ila, d esp u é s
sejo d e lib e ra n te de la a ris to c r a ­ con C raso , P om peyo y C ésar;
cia (n o b ilita s) s e n a to ria l. p o r o tra p a r te , la a risto c ra c ia ,
P o r o tra p a r te , el estilo de q u e no p u ed e co n fia r ú n ic a ­
los G raco s deja u n a h u e lla in ­ m e n te en su p re stig io y en la
d eleb le en la h is to ria de la elo­ ex clu siv id ad de su s privilegios,
c u e n c ia ro m a n a . Se c a ra c te riz a debe a d m itir a «hom bres n u e ­
p o r u n a te n sió n e x tre m a , h e ­ vos» que se im p o n en por su t a ­
ch a de p a te tis m o , lirism o e in ­ lento.
te rp e la c ió n c o n s ta n te a u n a u ­ Lo q u e M ario h a obten id o
d ito rio al q u e se q u ie re con­ con su ta le n to de g e n e ra l, C i­
m o v er h a s ta lle v a rle in clu so a cerón (106-43 a. C.) lo co n se­
la su b lev ació n . C icerón, p a ra g u irá por s u s h a b ilid a d e s com o
q u ie n los G raco s e n c a rn a n el o rad o r: am bos, nacidos en A r-
m al político, no p u e d e d e ja r de p iu m , h a n salid o de la b u rg u e ­
a d m ir a r a C ayo: «En c u a n to a sía de los m u n icip io s; c a b a ­
la e x p resió n , es su b lim e; en lleros. son h o m in e s novi; p ero
c u a n to al p e n s a m ie n to , es p ro ­ m ie n tra s M ario, c re a d o r de la
fun d o ; en todo es im p onente...» facción p o lítica de los p o p u la ­
Y podem os c a lib r a r el im p acto res, co n tin ú a en cierto m odo el
de e s ta « retó rica de la rebelión» im p u lso de los G racos. C icerón,
leyendo, en T ito Livio, el d is­ q u e aboga en su s d iscu rso s a
c u rso q u e el h is to ria d o r pone fav o r de la ascen sió n p o lítica
en lab io s de los trib u n o s en su de la ord en e c u e s tre , e n tr o n ­
n a rra c ió n de los conflictos e n ­ ca rá con la tra d ic ió n de la n o ­
tre p a tric io s y plebeyos (cae b ilita s se n a to ria l en el seno del
en u n a n a c ro n ism o , p u e s esto s m o v im ien to de los o p tim a tes.
a c o n te c im ie n to s se p ro d u jero n A p a r tir de e ste m o m en to ,
en los siglos IV y i l l ) : esto s d is ­ las e sc u e la s de re tó ric a proli-
c u rso s e s tá n esc rito s sig u ien d o fe ra n en R om a e in clu so se e m ­
m u y de cerca los de los G racos, p ieza a e n s e ñ a r elo cu en cia en
de los q u e sólo conocem os u nos la tín . E n el a ñ o 92, esto s rh e ­
pocos fra g m e n to s... elo cu en tes. tores la tin i, co n sid erad o s p e li­
M u ch o s siglos d esp u é s, la grosos a p lazo fijo p a r a el o r­
R evolución fra n c e sa re s u c ita rá d en público (¿no e n s e ñ a n acaso
e sta elo cu en cia á s p e ra y te m ­ el a r te de m a n ip u la r la s a s a m ­
p e s tu o s a , y la C onvención r e ­ b leas, sobre todo p o p u lare s?),
tu m b a rá con d isc u rso s cuyo e s­ son p ro h ib id o s en la c iu d ad . D a
tilo sin d u d a h a b ría hecho las ig u al: la s e sc u e la s se re o rg a n i­
d elicias de los trib u n o s de los za n , y el esp e ctácu lo de la elo­
añ o s 333 y 123. cu en cia se co n v ierte en R om a
en algo in s e p a ra b le de la v ida
re p u b lic a n a y de la form ación
de los fu tu ro s m a g is tra d o s.
U n a g a le ría de a te n to s o y en tes
3. E lo c u e n c ia , (corona) ro d ea a los m ejo res
p o lític a , estética abogados (patroni)', los f u tu ­
ro s o ra d o re s se ed u c an en el
«ap ren d izaje del foro», tiro ci­
N o cabe d u d a de q ue, d es­ n iu m fori. S im u ltá n e a m e n te , el
p u és de los G raco s, sólo se r e ­ viaje a G recia p a r a v is ita r a los
42
D E L O S G R A C O S A L F I N A L D E LA R E P Ú B L I C A
m a e s tro s m á s fam o so s a s e g u ra m e n te . E n esto s tie m p o s los
la in ev itab le p ro fu n d izació n procesos de p re v arica ció n fu e­
cu ltu ra l en el e stu d io de la re ­ ro n ta n n u m e ro so s q u e d eb e­
tórica. Así es como C icerón se m os c o n sid e ra r q u e, p a r a C i­
d esp laz a a A te n a s, d e sp u é s a cerón, el a s u n to V e rre s fue
R odas, donde v is ita al retó rico a n te todo la o p o rtu n id a d de
M olón y fre c u e n ta a s id u a m e n ­ a firm a rs e h a b la n d o en n o m b re
te los círculos filosóficos de de los h a b ita n te s de la s p ro v in ­
académ icos y estoicos. cias y de los c a b a lle ro s ro m a ­
A p a r tir de a h o ra , los la tin o s nos y a sí a b r ir s e p a so h a c ia el
e s tá n en situ a c ió n de p ro d u c ir consulado.
o b ras teó ric as sobre la re tó ric a .
La Retórica a H e re n n iu s, a t r i ­
b u id a a un ta l C ornificio, es la
obra de u n rethor la tin u s . Y C i­
cerón in a u g u ra su o b ra de e s­
c rito r p u b lican d o u n tr a ta d o t i ­ 4. M a rc o T u lio C ic e ró n :
tu la d o De in ven tio n e («De la in ­ esb o zo
vención», es decir, del a r te de d e un re tra to
e n c o n tra r id eas, a rg u m e n to s , y
de t r a t a r las d ife re n te s c a u ­
sas). P o r o tra p a r te , en e s ta T odos los g ra n d e s p ro s is ta s
época se d e sa rro lla u n d e b a te de la lite r a tu r a la tin a tie n e n
sobre los estilo s de elocuencia: u n a e x p e rien cia p ro fu n d a de
al estilo «ático», q u e p reco n iza la re tó ric a , y a lg u n o s de ellos
la so b ried ad , la c la rid a d , la e le ­ — S én eca, P lin io el Jo v e n , T á ­
gan cia en la sim p licid a d , se cito y m á s ta rd e A puleyo— fu e ­
opone el estilo « asian ista» , que ron ab ogados y o ra d o re s m u y
bu sca la am plificació n, los o r­ b ie n dotados. H a de s e ñ a la rs e ,
n a m e n to s (fig u ras a b u n d a n te s , p o r lo d em ás, q u e a p e n a s po­
im ág en es, a rm o n ía s) y tie n d e dem os a s p ir a r a im a g in a r la
hac ia lo patético . a b u n d a n c ia y c a lid a d de h o m ­
E n c u a n to a C icerón, o p ta b re s elo cu e n tes, p u e s de e n tre
por u n estilo «m ediano» o te m ­ todos ellos sólo nos h a n llegado
perad o , q u e e v ita ta n to la se­ los d iscu rso s de C icerón (si ex ­
qu ed ad ática como la p ro fu sió n c e p tu a m o s el P anegírico de P li­
a s ia n is ta . B u en ejem plo de ello nio y o tro s P anegíricos m u ch o
es su p rim e r d isc u rso im p o r­ m á s ta rd ío s). A los d e m á s o ra ­
ta n te , C ontra Verres, donde, si d o re s sólo los conocem os por
p o r u n lado la p a r te n a r r a d a es la s c ita s de g ra m á tic o s o de los
ática, p or o tro los exordios y re tó ric o s, o p o r lo q u e de ellos
las p ero rac io n e s a d o p ta n u n a nos dice C icerón en el B ru tu s,
form a a s ia n is ta y q u e, p o r su diálogo q u e p ro p o n e u n a h is ­
cu id ad o sa dosificación de m e ­ to ria c rític a de la elo cu en cia en
dios y efectos, im p o n e la im a ­ R om a. E s to eq u iv a le a d ecir
gen de u n estilo «m oderno» p o r q ue, e n e ste cam po, la p e rso ­
su a b u n d a n c ia (copia) co n tro ­ n a lid a d de C icerón es a p la s ­
lad a: en e s ta la rg a e in ú til ta n te .
re q u isito ria (V erres se esc ap a E s te h echo p u e d e r e s u lta r
n a d a m ás e m p e z a r el p ro ced i­ m o lesto , p ero no es in ju sto .
m iento) c o n tra u n m a g is tra ­ P u e d e d ec irse p o r u n a p a r te
do de S icilia q u e « d esplum aba» q u e, debido a la ex ten sió n de
a su s a d m in is tra d o s (¿lo h a ­ su o b ra, q u e a b a rc a cam pos
cía m ás q u e otros?), d o c trin a ta n d iv erso s — a le g a to s de d e ­
(a p re n d iz a je teórico) y b u en fe n sa , d isc u rso s políticos, t r a ­
gu sto se e q u ilib ra n a rm ó n ic a ­ ta d o s o ra to rio s, diálogos y t r a ­
43
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
ta d o s filosóficos, co rresp o n d en ­ ¡Qué evolución! E n cada uno
cia, sin c o n ta r la s trad u c cio n es de los tiem p o s p o lític a m e n te
y la s o b ra s p o éticas (p e rd i­ «fuertes», es el orator el que
d as)— , C icerón es « in a b a rc a ­ d o m in a: cu an d o C icerón se r e ­
ble». A lg u ien h a podido p re s e n ­ tir a de la ac tiv id ad política, su
ta r le como el « ed u cad or del gé­ incapacidad p a r a a c tu a r (otium )
n e ro h u m an o » , lo q u e sin d u d a le a u to riz a a c o n v e rtirse en e s­
es excesivo, p ero e s ta califica­ crito r, incluso en filósofo. P ero,
ción d a u n a id ea cabal de su al final de su vida, en el to r­
in flu e n c ia y de la calid ad de su m e n to del conflicto e n tre A n ­
p e n s a m ie n to . P o r o tra p á rte , tonio y O ctavio, la acción y el
in clu so si se h a q u erid o m in i­ p e n sa m ie n to se e q u ilib ra n en
m iz a r su p ap el considerándolo la v id a de C icerón: al m ism o
com o u n « in telectu al perdido m o m en to en q u e la n z a s u s d is ­
e n la política», h a de reconocer^ cu rso s «de g u erra» c o n tra A n ­
se q u e su p re s e n c ia en la es­ tonio, escribe su s ú ltim a s o b ra s
c e n a p o lítica ro m a n a , donde filosóficas...
n u n c a llegó a o c u p a r los p u e s­ El h o m b re h a d esco n certad o
to s d irig e n te s , le co n v ierte no a la crítica. ¿ C o n tra sta n su s
so la m e n te en u n testig o , sino fra c a so s políticos con la a lta
ta m b ié n en u n p ro ta g o n ista consideración q u e te n ía C ice­
a p a s io n a d o de e s te larg o p erío ­ ró n de su propio v alo r y ta le n ­
do de su c e siv a s c risis que ja lo ­ to? D e hecho, a m en u d o , la to r­
n a n la ag o n ía de la R epública. peza c ice ro n ian a refleja d u d a s
P o r o tra p a r te , sería in ú til leg ítim a s, titu b e o s de b u e n a
e s tu d ia r s u c e s iv a m e n te al o ra ­ ley; m al in trig a n te , sie m p re
d o r, al teó rico de la elocuencia, preo cu p ad o por coincidir con
al filósofo y al político: todo se la s id e a s de la clase p o lítica do­
im b ric a en su c a rre ra , y cad a m in a n te , c o n se rv a d o r conscien­
u n a de e s ta s d ife re n te s fa cetas te de q u e el orden a n tig u o de
de s u ta le n to tie n e su s propios la R epública no s e rá su sa lv a ­
«tiem pos fu e rtes» , p u es los li­ ción, h o m b re ético, d iría m o s
b ro s de C icerón se in s e rta n en hoy en día, m á s q u e p r á c ti­
la a c tu a lid a d p o lítica e ideoló­ co... C icerón n u n c a h a ten id o
gica de su tiem p o ta n to como la fu e rz a q u e re q u e ría n esto s
s u s d iscu rso s. A e s te resp ecto tiem p o s. Le fa lta b a n ejército s y
su le c tu ra r e s u lta a veces difí­ la s g a n a s de h a c e r la g u e rra ,
cil si no se tie n e en la m em o ria p ero ta m b ié n el p o d er m a te ria l
la h is to ria de la s c risis y de la s de u n «partido» o rg an izad o .
id e a s. D e hech o , se p o d ría decir C o n d en ad o a a d o p ta r u n a po­
g ro s e ra m e n te q u e C icerón ocu­ sición po lítica asim ila b le a lo
p a u n a posición p o lítica fu e rte q u e hoy lla m a ría m o s u n «cen-
(su co nsulado), d esp u é s la p ie r­ tris m o blando», tuvo ta n ta s
de (el exilio), se e sfu erza por o p o rtu n id a d e s de m o s tra r s u s
re c u p e r a rla (v u e lta del exilio), lim ita c io n e s como su v a le n tía ...
v e g e ta a la so m b ra del p ri­ A lo larg o de n u e s tro e s tu ­
m e r triu n v ira to , elige el cam po dio, in sistire m o s sobre las
equ iv o cad o en la g u e rra civil, o b ra s m a e s tra s de e s te a u to r
d eja s e n tir su peso m o ral e n el prolífico.
perío d o c e s a ris ta , cree volver a
e n la z a r con su d e stin o d esp u é s
de los Id u s de m arz o del año Cicerón cónsul: el asunto
44, se co m p ro m ete r e s u e lta ­ Catilina (63 a. C.)
m e n te c o n tra A n to n io y apoya
al jo v en O ctavio, q u e se con­ C u an d o M arco T ulio C icerón
v e r tirá en A u g u sto . h a alc a n z a d o la edad re q u e rid a
44
DE L O S G R A C O S AL F IN A L D E LA R E P Ú B L IC A
p a r a s e r cónsul, y a h a s u p e r a ­ a p u e s ta por la s a r m a s de la
do la s e ta p a s del cu rsu s h o n o ­ elocuencia. S e p a ra d o dos veces
ru m . Se h a dado a conocer con del co n su lad o , L. S erg io C a ti­
el d iscu rso C ontra Verres, que lin a , de a lta c u n a p ero a r r u i ­
p ub lica, a fa lta d e h a b e r p ro ­ n a d o como ta n to s o tro s, u rd ió
n un ciad o . S u c a r r e r a de ab o ­ u n a co njuración. S e p ropone
gado ya le h a p e rm itid o u tili­ su b le v a r a los d e sp reciad o s, a
z a r in te lig e n te m e n te el tr ib u ­ los a m a rg a d o s, y a los que,
n al como tra m p o lín político: com o él, h a n p e rd id o su p a t r i ­
im plicado en v a r ia s c o n tro v e r­ m onio. S u s «consignas» tie n e n
sia s del m o m en to , como la del re so n a n c ia s re v o lu c io n a ria s ; en
p re to r V e rres, la clase p o lítica e lla s podem os d is tin g u ir el eco
de su tiem p o le p e rm itió «po- de los G racos, y es po sib le que
sicionarse» no so la m e n te a fa ­ C é s a r, q u ien se h a ap o d e ra d o
vor de la liq u id ació n de los v e s­ del p a rtid o p o p u la r, a lie n te
tigios del e x tre m ism o «dere­ b ajo cu e rd a e s ta « d e se sta b i­
chista» de S ila, sin o ta m b ié n lización». S ea com o fu e re , lo
como el h o m b re de la a p e r tu r a cierto es q u e el có n su l, b ien in ­
m o d era d a q u e p u e d e p e r m itir form ado, c o n tro la la situ ació n .
a la n o b ilita s e x p a n s io n a rs e D e n u n c ia a C a tilin a —-es el
sin c o rre r peligro. Su to m a de fam oso Q u o u sq u e ta n d e m , C a ­
posición a fav o r de los po d e­ tilin a ... (¿ H a s ta cu á n d o , C a tili­
re s esp eciales concedidos a n a , a b u s a rá s de n u e s tr a p a ­
P om peyo IPro lege M a n ilia . 66 ciencia?»)— , e s tig m a tiz a a s u s
a. C.) es háb il y c o n s titu y e u n a cóm plices en u n s o rp re n d e n te
p ru e b a de su a p titu d p a r a m a ­ catálogo de la s « irre g u la rid a ­
n e ja r la le n g u a y las tá c tic a s des» de la época (S e g u n d a C a­
de la política. tilin a ria ); se alza com o p ro te c ­
E s el h o m o n o vu s, y esto es to r de la C iu d a d en el c re p ú s ­
im p o rta n te : d eján d o le acced er culo d ra m á tic o de la Tercera
al consulado, los a r is tó c r a ta s C a tilin a ria ; pide la co n d e n a a
d e m o s tra rá n q u e los tiem p o s m u e rte de los cóm plices de C a ­
h a n cam biado. P o r o tra p a r te , tilin a (q u ien m o rirá a s e sin a d o
a p e n a s re v e stid o de la m a g is ­ ju n to con su s tro p a s en P isto ia )
t r a t u r a su p re m a , C icerón a f ir­ y su p lica a los ro m a n o s q u e
m a, en esto s d isc u rso s c o n tra co n serv en en la m e m o ria esto s
u n proyecto de ley a g r a ria d e ­ d ía s en los q u e u n o ra to r supo
fendido p o r el trib u n o R u llu s, e v ita r u n a g ra n v io len cia opo­
su in ten ció n de s e r u n «cónsul n ie n d o a los d e s e sp e ra d o s la
popular», que a ú n e en su p e r ­ concordia de u n p u eb lo re u n id o
sona el e s p íritu « sen ato rial» de en to rn o a su voz. C o n sig u ie n ­
los o p tim a te s con la p re o c u p a ­ te m e n te , C icerón h a sa lv a d o a
ción re fo rm ista de los p o p u la ­ la R epública en c u a tro d is c u r­
res (siem p re y c u a n d o e s ta s r e ­ sos. E n todo caso, in q u ie to y
form as no re v o lu cio n en n a d a ). m á s ta rd e tra n q u iliz a d o , h a
R eiv in d ican d o so b re todo el t a ­ m o stra d o el p elig ro q u e se h a
len to q u e co n fiere la c u ltu ra , se corrido (p e ric u lu m ) y fin a lm e n ­
propone g o b e rn a r p o r la p a la ­ te h a ce le b rad o con g ra v e d a d
b ra y el p e n s a m ie n to com o co n ­ la concordia o rd in u m , la in d is ­
su l to g a tu s (en R om a, la toga p e n sa b le u n ió n de la s cla se s d i­
es el signo q u e d is tin g u e al «ci­ rig e n te s.
vil» fre n te al m ilita r). D e hecho, las O rationes in
L as c irc u n s ta n c ia s le v a n a C a tilin a m , ta l y com o la s le e ­
p ro p o rcio n ar la o p o rtu n id a d de m os hoy d ía, fu ero n p u b lic a d a s
co m p ro b ar el co rrec to f u n d a ­ tr e s años d e sp u é s del a s u n to , y
m en to — y los lím ite s — de e s ta la elocuencia del cónsul, con el
45
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
corazó n en la m a n o , fue sin — sin éxito— a u n co n sen su s y
d u d a m á s im p ro v is a d a de lo e x p lic a r que, en e s ta s condicio­
q u e se cree. D eb e c o m p re n d e r­ n e s, es leg ítim o a s p ir a r a «un
se q u e esto s d isc u rso s «revi­ d esc an so digno» (otiurn cum
sad o s y corregidos» c o n s titu ­ d ig n ita te): a fa lta de u n a ac ­
y e n , en el añ o 60, u n m edio de ción posible, C icerón se vuelve
d e fe n sa p a r a el ex có n su l, a h a c ia la m ed itació n .
q u ie n , a p a r t i r de a h o ra , se re ­ S ig u ie n d o e s ta o rien ta ció n ,
p ro c h a h a b e r o rd e n a d o ejec u ­ se im p o n e el d e b e r de p ro p o r­
t a r s u m a ria m e n te a los co n ­ c io n a r a R om a u n a lite r a tu r a
ju ra d o s , p ero ta m b ié n s e rá n , filosófica, no p o rq u e los a u to re s
p a r a su p o rv e n ir político, u n a no h a y a n tra d u c id o o a d a p ta ­
re fe re n c ia q u e re c o rd a rá in ­ do en le n g u a la tin a u n d e te r ­
c e s a n te m e n te . E s te d ra m a en m in a d o tr a ta d o o rig in a rio de
c u a tro ac to s n o s o la m e n te ilu s ­ fu e n te s g rie g a s, sino p o rq u e
t r a u n e stilo o ra to rio , sino ta m ­ — dice C icerón— lo h a n hecho
bién u n estilo político. C ice­ sin a r te , sin p re o c u p a rse p o r
ró n d efien d e a r d ie n te m e n te a p o r ta r a la ex p resió n de las
u n a ética de la d ed icación a la id e a s filosóficas las b e lle z a s de
salv ació n p ú b lica, fiel a los v a ­ la elo cu en cia, q u e p e rm ite h a ­
lo res ro m a n o s y m a rc a d a p o r b la r — p ero ta m b ié n e sc rib ir—
e sa g r a v ita s q u e es, ta n to en el con a b u n d a n c ia (copiose) y o r­
d isc u rso como en la acción, el n a to (ornate).
v e rd a d e ro ín d ice de la a u c to ri­ ¿C óm o e s c rib ir la filosofía?
ta s (a u to rid a d m o ra l, y co n si­ E s u n a g ra n p re g u n ta y u n a
g u ie n te m e n te política). p r e g u n ta en sí m ism a filosófi­
ca: los p re so crático s, P la tó n ,
A ris tó te le s , los estoicos y los
El orador se convierte e p ic ú re o s h a b ía n resp o n d id o a
en filósofo e s ta p re g u n ta d e fo rm a s d iv e r­
s a s , y h a b ía n elegido m o d a li­
L a s c o n s e c u e n c ia s del a s u n ­ d a d e s de e s c ritu r a q u e ib an
to C a tilin a fu e ro n c a ta stró fic a s d e sd e la m á x im a poética al t r a ­
p a r a C icerón: b lan co de los a t a ­ ta d o d id áctico p a sa n d o p o r el
q u es de los p o p u la re s, en los p o em a, la c a r ta y el diálogo
c u a le s se ap o y a b a n C é s a r y el m á s o m en o s h istó rico . E s p re ­
riq u ísim o L icinio C ra sso , no c is a m e n te e s ta ú ltim a fó rm u la
p u ed e h a c e rle s fre n te ; no o b tie­ la q u e sed u ce e n to n c e s a C ice­
n e de P om peyo el apoyo p ro ­ ró n : no es el je fe de u n a e s ­
m etid o y d eb e e x ilia rs e d u r a n ­ c u e la , y, c o n sig u ie n te m e n te , la
te u n año, en el 58 a. C. E s ta d iscu sió n le in te re s a m á s q u e
coalición o b jetiv a de fu e rz a s de la exposición d o g m ática. S u s
la tra d ic ió n s e n a to ria l, el d i­ p re fe re n c ia s le llev an al p la to ­
n e ro y la s a rm a s , p u e s ta al s e r ­ n ism o , o, m á s p re c isa m e n te , a
vicio de la am bición p erso n a l e sa le c tu r a « p robabilista» del
de los « h om bres fu e rtes» del p la to n ism o q u e hizo la N u e v a
m o m e n to , m u e s tr a p e r fe c ta ­ A c a d e m ia de C a rn é a d e s y q u e
m e n te a C icerón la s lim ita c io ­ fav o recía la discu sió n de los
n e s de u n id eal político fu n d a ­ p ro s y los c o n tra s (in u tr a m q u e
do so b re la elo cu en cia, la m o­ p a r te m ). S e co m p re n d e e n s e ­
r a l, la s in s titu c io n e s y la s le­ g u id a q u e e s te m étodo p e rm ite
yes. A la v u e lta de su exilio, el c o n c iliar — o re c o n c ilia r— r e ­
a le g a to Pro S estio , d e sp u é s de tó rica y filosofía; en fin, en e s te
u n a in ú til se rie de d iscu rso s p royecto de in sc rib ir, m e d ia n te
apologéticos, p ro p o rcio n a a C i­ la lite r a tu r a , la filosofía en la
cerón la o p o rtu n id a d de a p e la r c u ltu r a ro m a n a , el diálogo no
46
D E L O S G R A C O S A L F I N A L D E LA R E P Ú B L I C A
se lim ita a p ro p o rcio n ar u n d e­ ració n a n te r io r a C icerón: d u ­
corado y u n artificio: h ac ie n d o r a n te los L u d i romani, del año
d ialo g ar a los ro m an o s, C icerón 91, que p ro p o rcio n an el ocio
d a cu erp o a u n co n ju n to de n ec esario p a r a e s ta c o n v e rsa ­
p ro b le m á tic a s q u e se h a n h e ­ ción, L. C ra sso recib e en su v i­
cho co n c retas, q u e e s tá n r e la ­ lla de T u scu lu m a su su eg ro , el
cio n ad as con la vida y con los j u r i s t a Q. M ucio Scévola, y a
v alo res de la R ep ú b lica y h a n su am igo, el o ra d o r M. A ntonio.
sido tr a ta d a s p o r p e rso n a je s A ellos se j u n ta r á n p e rso n a s
e je m p la re s d o tad o s de la a u c ­ m ás jó v en es (S ulpicio, C o tta y
to rita s q ue, en todo d eb a te , C. J u lio C é s a r V ospico, fa m i­
confiere u n peso esp ecial a su s l ia r del fu tu ro d ictad o r), así
opiniones. com o u n re fin ad o o ra d o r de for­
E n tre los añ o s 55-54 y 52-51, m ación g rieg a , C. L u ta c io C a ­
C icerón com pone tr e s o b ra s tulo. Los dos p ro ta g o n is ta s ,
q u e debem os aso ciar, p u e s , al C ra sso y A ntonio, d irig e n el
p ro ced er de u n a m ism a in s p i­ d e b a te ; los o tro s p e rs o n a je s le
ración, se re v e la n co m p lem en ­ ilu m in a n in te le c tu a lm e n te (re ­
ta ria s : De oratore (Del orador), p re s e n ta n el d erecho, la c u ltu ­
De república (De la R ep ú b lica ), r a g rieg a , el a p re n d iz a je re fle ­
D e leg ib u s (De la s leyes). T re s xivo de la elocuencia en el m a r ­
ap ro x im acio n es su cesiv as, pero co de u n a tra d ic ió n ro m a n a se­
co n v erg en tes, p a r a u n a visión g u id a de g en e rac ió n en g e n e ­
global de la s re la cio n es e n tre ración). E l co n tex to h istó rico
c u ltu ra , acción y p o lítica, en el del diálogo c o n trib u y e a ilu m i­
m arco de u n a ciu d ad donde las n a rlo p o lítica m en te: C ra sso se
in stitu c io n e s y la s c o stu m b res opone al dem agogo F ilipo, y d e­
h a n e n tra d o en crisis. sa p a re c e rá d ra m á tic a m e n te a l­
gu n o s d ías m á s ta rd e . E s ta
te n sió n la te n te m u e s tra c la r a ­
m e n te q u e lo q u e e s tá en ju eg o
El o r a t o r ideal es, en d efin itiv a, el p ap el del
o ra d o r en la ciu d ad , y su c a ­
El De oratore no es u n tra ta d o p ac id a d de acción m e d ia n te la
de re tó ric a ; es in clu so todo lo u tiliza ció n ex clu siv a de su elo­
co n tra rio : C icerón n o se in te ­ cu en cia. P ro b le m a típ ic a m e n te
re s a e n e s ta o b ra p o r la elo­ ciceroniano...
cu en cia com o técn ica, sino por No es fácil re s u m ir en po­
el o ra d o r com o p e rso n a . En cas lín e a s la e x tre m a riq u e z a
este caso, ya no se t r a t a de d e­ del De oratore. C icerón q u ie re
fin ir los m edios de u n a p erfec ta m o s tr a r q u e el te m ib le p o d er
elocuencia, sin o las exigencias de la elocuencia c o n stitu y e en
m etó d icas, c u ltu ra le s y m o ra ­ ú ltim a in s ta n c ia la e x tre m a
les q u e co n stitu y e n la im ag en d ificu ltad del a r te o ra to rio y
del o ra d o r ideal. E s te o ra d o r e n u m e ra , p a r a el o ra d o r, lo
ideal es e x a m in a d o no como q u e P la tó n lla m a ría exigencias
u n a r te s a n o del le n g u a je , sino ese n ciales: u n a c u ltu ra p ro fu n ­
como el d e te n ta d o r de u n p o d er d a y m e d ita d a , el conocim iento
sobre la s co nciencias y, consi­ del corazón h u m a n o , el dom i­
g u ie n te m e n te , sobre la ciudad. nio de u n a te o ría del d iscu rso
P o r o tra p a rte , el De oratore se q u e d e m a n d a del o ra d o r el t r i ­
p re g u n ta sobre los fu n d a m e n ­ ple d e b e r de d e m o s tra r, g u s ta r
tos filosóficos del a r te de p e r­ y conm over (docere, delectare,
su a d ir, y co n stitu y e p o r ello m overe), fin a lm e n te la p re o cu ­
m ism o u n diálogo filosófico. pación de co n v en cer m e d ia n te
Los p e rso n a je s de e s te t r a ­ la b ellez a, el g u sto y la e le v a ­
ta d o son o ra d o re s de la g en e­ ción m oral.
47
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
T odo esJ.o p o d ría s e r b a s ta n ­ id eal q u e conviene a u n E s ta ­
te a b u rrid o a p e s a r del in te ré s do. E s tá a llí ta m b ié n el fiel
del te m a . N o im p o rta : las la r ­ Lelio y o tro s am igos próxim os
g a s p a r ra fa d a s d e A n to n io y a p a sio n a d o s d efen so res de la
C ra s s o sob re la inv en ción o ra ­ d o ctrin a graeca; d esp u é s, como
to ria , el e stilo (elocutio), la ac­ o c u rría en el De oratore, u n
ción o ra to ria se c o n tra b a la n ­ g ru p o de jó v e n e s ávidos ta m ­
ce an y m a tiz a n m e d ia n te d iá ­ bién de c u ltu ra . No cabe d u d a
logos de e n lac e y n u m e ro sa s d e q u e el diálogo e n tr e g en e­
d ig re sio n e s ilu m in a d o ra s , en ra c io n e s es in d is p e n s a b le p a ra
d o n d e in te rv ie n e n los d em ás la id ea q u e p o stu la C icerón de
in te rlo c u to re s . S in d e ja r n u n ­ la m ed itació n filosófica. T a m ­
ca d e reco n o cer tra n q u ila m e n te bién a h o ra se im p o n e la id ea
su d e u d a con P la tó n — la som ­ de u n -te s ta m e n to e sp iritu a l» ,
b ra fresca de u n p lá ta n o re ­ o político, p u e s E scipión d e­
c u e rd a el F edro, d o n d e se c h a r­ s a p a re c e rá (en c irc u n sta n c ia s
la a o rilla s del arro y o Illis- m is te rio s a s ) alg u n o s d ía s d e s­
sos...— , C icerón se g u a rd a m u ­ pu és.
cho de in s tr u ir u n a « conversa­ E s u n poco el te s ta m e n to de
ción e n tre filósofos»; su s p e r ­ la E d a d d e O ro ro m a n a , el fi­
so n a je s, en situ ació n u n poco n a l de u n a época, el m o m en ­
a rtific ia l, a c tú a n con n a tu r a li­ to de u n a n o sta lg ia . E scipión,
d a d , y d esc u b rim o s a sí un t a ­ p a r a a lim e n ta r su m ed itació n
le n to de e s c rito r en el o ra d o r sobre la R ep ú b lica id eal, se
C iceró n ; sab e d e s c rib ir a d m i­ v u elv e h a c ia la h is to ria de
ra b le m e n te b ien la v ero sim ili­ R om a, a n a liz a las ra z o n e s de
tu d in te le c tu a l, in clu so psico­ la g ra n d e z a y de los logros de
lógica, de u n a co n v ersación b r i­ u n E s ta d o cuyos g ra n d e s e q u i­
lla n te e n tre p e rs o n a s de c a li­ lib rio s a p a r ti r de a h o ra se e n ­
d a d , d ig n o s r e p re s e n ta n te s h is ­ c u e n tr a n a m e n a z a d o s. A p e s a r
tó rico s de u n a g en e rac ió n q u e de la c la ra ev id en cia de lle v a r
él m ism o h a co n trib u id o deci­ u n m ism o títu lo , e s ta m o s lejos
s iv a m e n te a e d u c a r. de la R e p ú b lic a de P la tó n , r e ­
flexión e s p e c u la tiv a y teó ric a
q u e e n g lo b ab a to d a u n a in v e s ­
L a República tig ació n so b re el o rd e n , la s m o­
según Escipión dos del s a b e r y la ju s tic ia . So­
b re e s te ú ltim o p u n to , sin e m ­
El D e rep ública se to m a su s b arg o , a p e s a r de s u s m eto d o ­
d is ta n c ia s . E s ta vez esta m o s logías d iv e rg e n te s, am b o s d iá ­
en el añ o 129, en ca sa de E s­ logos coinciden: d e sp u é s d e h a ­
cip ió n E m ilia n o , el s e g u n d o b e r co m p arad o , m e d ia n te a n á ­
afric a n o , d u r a n te la s F ie s ta s lisis fo rm a l, los -tipos» de r e ­
la tin a s . D e n u ev o , u n m om ento g ím e n e s (m o n árq u ico , o lig á r­
efím ero de ocio situ a d o en el quico, d e m o c rá tic o ), E sc ip ió n
corazó n de u n a a c tu a lid a d te m ­ concluye q u e n in g u n o de ellos,
p e stu o sa : T ib erio G raco h a con­ en e s ta d o p u ro , p u ed e a s e g u ra r
m ovido el edificio m ism o de la al E s ta d o u n eq u ilib rio d u r a ­
R ep ú b lica, su u n id a d y su s in s ­ dero; el perío d o de dom inación
titu c io n e s. C o m p ro m etid o en la ro m an o , c o m p le ta m e n te re a l,
oposición a la p o lítica del t r i ­ p u e d e s e r v ir p e rfe c ta m e n te de
b u n o rev o lu cio n ario , E scipión m odelo p a r a u n go b iern o id eal
q u ie re to m a rs e s u s d ista n c ia s, —-tal es el m otivo de e s ta - a r ­
y se p re g u n ta con su s am igos queología» q u e ocupa el s e g u n ­
so b re el o p tim u s s ta tu s rei do libro— ; e n c o n tra m o s a q u í
p u b lica e, el m odo de gobierno u n a id ea m u y a p re c ia d a por
48
D E L O S G R A C O S A L F IN A L D E LA R E P Ú B L IC A
Polibio: pero alg u ien objeta a rre sp o n d e o c u p a r la p rim e ra
E scipión q ue no re sp o n d e a la m a g is tr a tu r a de la c iu d ad , lo
p re g u n ta inicial: la perfección q u e d en o ta s e ñ a la d a m e n te el
del E sta d o debe b u s c a rs e en té rm in o prin cep s, q u e re iv in d i­
la s v irtu d e s e se n c ia le s del go­ c a rá d e sp u é s p a r a sí O ctavio
b e rn a n te . E sto a b re un d e b a ­ A u g u sto .
te co n tra d icto rio (d isp u ta tio in ¿H a p e n sa d o so b re todo C i­
u tra m q u e p a rte m ) so b re la j u s ­ cerón en su p ro p ia vocación
tic ia g u iad a p o r el in te ré s que, p a r a s u s c ita r la de A u g u sto ?
seg ú n L. F u rio F ilo (es la te sis E sto no es cierto . L a idea clave
de C arn é ad es), es u n a v irtu d es q u e la d ia lé c tic a e n tr e lo
c a rd in al y, seg ú n Lelio, el v e r­ re a l y lo ,ideal su g ie re la n ec e­
d a d e ro fu n d a m e n to de la s ciu ­ sid ad de un '-P rin cip ad o m oral»
dad es. p a r a a s e g u ra r la g ra n d e z a y la
E s ta d iscusión ocu p a todo el p e rd u ra b ilid a d de la R e p ú b li­
libro III. De los lib ro s IV y V ca. E scipión es el e x em p lu m de
a p e n a s nos h a llegado algo. P o r esto , o, en todo caso, lo q u e la
el co n trario , g ra c ia s a M acro­ h is to ria p ro p o n e com o m odelo
bio, hem os co n serv ad o lo e s e n ­ p a r a la m ed itació n del político.
cial del lib ro VI, ese fam oso El m ism o C iceró n , com o b u en
-S u eñ o de E scipión» q u e d e­ platónico, no cree e n la p erfec­
sem p eñ a en el diálogo cicero­ ción, sin o en la p erfe c tib ilid a d ,
n ia n o un p ap el c o m p arab le al y se e sfu e rz a p o r m o d e la r su
m ito de E r en el diálogo p la ­ co n d u c ta sig u ien d o esto s ejem ­
tónico. El h o m b re de E sta d o plos. Y, al m ism o tiem p o , e ste
se co n v ierte en v isio n ario p a ra h ero ísm o cívico ju s tific a , m e ­
d escrib ir, b ajo el artific io de un d ia n te la in m o rta lid a d de la
su eñ o cósm ico y escatológico, la g lo ria, la s v ic is itu d e s — a veces
arm o n ía del m u n d o y a firm a r trá g ic a s — del com prom iso po­
la in m o rta lid a d de la s a lm a s lítico...
de los g ra n d e s h o m b res. E ste
te x to a d m ira b le a firm a como
v e rd ad la n e c e s a ria tr a n s c e n ­ ¿Una «constitución»
d en cia del g ra n h o m b re de E s ­ para Roma?
tad o , q u e se re a liz a m e d ia n te
la gloria y le p e rm ite a lc a n z a r El D e le g ib u s nos lle v a al
u n a v e rd a d e ra ap o teo sis. corazón m ism o de la a c tu a li­
El alcan ce del D e república d ad . E s ta vez el diálogo pone
es co n sid erab le. P rim e ro , a d a p ­ en escen a al m ism o C icerón
ta las ex ig en c ias te ó ric a s de q u e co n v ersa con su h e rm a n o
P la tó n al re a lism o ro m an o . E s ­ Q u in to , cuyo cu rsu s h o n o ru m
cipión E m ilia n o es p a r a C ice­ es laborioso, y con A ttico, su
ró n — así lo a firm a en C ontra a m ig o ín tim o . V em os, p u e s,
Verres— u n m a e s tro e s p iritu a l q u e el a u to r se a sig n a a sí m is ­
y político, u n m odelo al que m o el p ap el de «oráculo», se in ­
debe a d m ira rs e e im ita r: este v iste de la a u c to rita s qu e h a b ía
ra sg o m u e s tra q u e, fre n te a la reconocido a C ra ss o y a A n to ­
pa id eia g rieg a (de u n elitism o nio y d e sp u é s a E scip ió n y L e­
m á s id e a lis ta ), se a firm a u n a lio... ¿ F a tu id a d ? , ¿in g e n u id a d ?
ap ro x im a ció n c o m p le ta m e n te D e n in g ú n m odo: fre n te a los
ro m a n a al a p re n d iz a je de la s d e só rd e n e s de la crisis, C icerón
v irtu d e s a lim e n ta d a p or ex em ­ q u ie re a p o r ta r u n a c o n trib u ­
p la historica. E n fin, E scipión, ción co n c reta a u n p ro b lem a
si no es el g o b e rn a n te id e a l, es q u e es a la vez c o n tem p o rán eo
sin d u d a lo q u e m á s se le p a ­ y u rg e n te . R eacciona com o in ­
rece: a u n h o m b re com o él co­ te le c tu a l, pero com o in te le c tu a l
49
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
p ra g m á tic o d o tad o de u n a g ra n nos a r ro g a n te s y p ro piciando
e x p e rie n c ia p o lítica p e rso n a l. to d a s u e r te de d istu rb io s: se
F o rm u la n d o u n a te o ría de la ap o y a e n los p o p u la re s, no p o r
Ley («razón so b e ra n a im p lícita e s p íritu re v o lu cio n ario , sino
en la n a tu ra le z a » ) q u e debe p o r ra d ic alism o : su convenci­
m u ch o a los estoicos, C icerón m ie n to de p o d e r m o d e rn iz a r
p ro p o n e u n «código» de leyes R om a p o r la fu e rz a de su a u ­
re lig io s a s , d e sp u é s de leyes po­ to rid a d g u ía s u s decisiones y
lític a s e in s titu c io n a le s , q u e d e­ s u s actos. L a c a m p a ñ a de las
m u e s tra en todo m o m en to u n a G a lia s le p ro p o rc io n a rá lo que
in sp ira c ió n m u y co n se rv a d o ra le fa lta to d av ía: u n ejército,
— es el m ism o estilo a rc a iz a n te p u es n a d ie d u d a de q u e se va
de la s «leyes org án icas» in s p i­ a p aso s a g ig a n ta d o s h a c ia la
ra d o d ire c ta m e n te en la s Doce g u e rra civil, sé sab e , se re s p ir a
T a b la s, esa a n tig u a y s u m a ria en el a m b ie n te .
leg islació n ro m a n a — y q u e ex­ E n e ste contexto, C icerón,
h ib e u n a d ep e n d en cia a b so lu ta q u e q u e ría d e s e m p e ñ a r el p a ­
re sp e c to de la tra d ic ió n del pel de m o d era d o r, no d em o stró
m o s m a io ru m . P e rju d ic a al De ex cesiva h a b ilid a d . Clodio, u n
leg ib u s, tr a ta d o filosófico pero trib u n o a su eld o de C é sa r, le
ta m b ié n n o stálg ico , la p esad ez p e rsig u e ta n to a él como a su s
q u e le co n fiere s u a p a rie n c ia am igos; g ru p o s de v iolentos
de e n tre v is ta u n poco p e d a n te se e n s e ñ o re a n de la ciu d ad , y
q u e los in te rlo c u to re s p arece n C lodio te rm in a por s e r a s e s i­
h a c e r a C icerón. n ad o . T. A n n io M ilón, a q u ien
el o ra d o r te n ía en g ra n d e e s ti­
m a, es a c u sa d o del crim en: C i­
La escalada de los peligros cerón escrib ió p a r a su d efen sa
y la dictadura de César el m á s h e rm o so a le g a to q u e j a ­
m á s h a y a podido p ro n u n c ia rse ,
E n el m o m en to en q u e C ice­ p ero el día del proceso, en un
rón esc rib ía el De leg ib u s (sin a m b ie n te de te rro r, el o ra d o r
d u d a h a c ia el a ñ o 52, a p e s a r cedió al p án ico , h ab ló a tro p e ­
de la h ip ó te s is d e u n a fecha lla d a m e n te , echó a p e rd e r su
m á s ta rd ía ), la te n s ió n p o líti­ a rg u m e n ta c ió n ... y M ilón fue
ca se avivó to d a v ía m ás. L a lu ­ d e ste rra d o . C on todo, nos h a
ch a e n tre C é s a r y P om peyo, lleg ad o el te x to reto cad o del
m o m e n tá n e a m e n te e s ta b iliz a ­ P ro M ilo n e (52 a. C.), q u e p u e ­
da p o r el p rim e r triu n v ira to de s e r co n sid erad o com o u n
(61 a. C.), se re a v iv a desp u és ejem plo p erfec to de u n a leg a to
de la m u e rte de C rasso , el «ter­ d e d efen sa, q u e re p o sa sobre
ce r hom bre». A fa lta de a c u e r­ u n a a r q u ite c tu ra irre p ro c h a b le
do de go b iern o , los dos h o m ­ y u tiliz a to d o s los re c u rso s de
b re s sella ro n m e d ia n te m a tr i­ la elocuencia. E n e s te se n tid o
m o n io s u n «pacto de no a g re ­ — h ay q u e decirlo— , el tex to de
sión» q u e a p e n a s o cu lta su s d i­ e s ta d e fe n sa debe le e rse no
v e rg e n c ia s fu n d a m e n ta le s de com o u n fra c a so la m e n ta b le ,
in te re s e s e ideología: Pom peyo sin o com o u n a e sp lé n d id a o b ra
p re te n d e ap o y a rse en la ig u a l­ de a rte .
dad in s titu c io n a l, es decir, se ­ L as re la c io n e s e n tre C é s a r y
n a to ria l y c o n se rv ad o ra ; C é sa r C icerón son e x tra ñ a s . P o lític a ­
no tie n e m ira m ie n to s con un m e n te o p u esto s, los dos h o m ­
ré g im e n q u e co n sid era caduco, b re s se e s tim a n in t e l e c t u a l ­
y q u e él m ism o co n trib u y e a m e n te , y en la C o rresponden­
d e b ilita r a g ita n d o , m e d ia n te cia de C iceró n la s c a rta s con­
a g e n te s in te rp u e sto s , a tr ib u ­ te m p o rá n e a s a la g u e rra civil
50
D E L O S G R A C O S A L F I N A L D E LA R E P Ú B L I C A
m u e s tra n u n a dolorosa confu­ papel en la v id a p ú b lic a (el dic­
sión: P om peyo d efien d e la le­ ta d o r se m o s tra b a clem e n te )
g itim id a d del derech o s e n a to ­ y... su satisfac ció n p o r v e r c a e r
ria l. p ero carece to ta lm e n te de a u n tir a n o en los Id u s de m a r ­
d isc e rn im ie n to político e in c lu ­ zo del a ñ o 44.
so estra té g ico . F re n te a su d e ­
cisión de a b a n d o n a r Ita lia , C i­
cerón e s tá d e sa m p a ra d o . E n Un arte de pensar,
e s te c o n tex to , s u s e sfu e rz o s un arte de vivir
p e rso n a le s p a r a r e s is tir al p r o ­
n u n c ia m ie n to de C é s a r no tie ­ E n e s te p e río d o tu r b u le n to ,
n en el m ín im o sen tid o . C u an d o C icerón p ro fu n d iz a el pro y ecto
la p o ste rid a d h a leído la Co­ filosófico q u e y a a n u n c ia b a n
rresp ondencia. se h a m o stra d o los tre s g ra n d e s diálogos a n t e ­
sev era con la s c a rta s políticas, rio rm e n te citad o s. P a r a C ice­
m a rc a d a s a m en u d o p o r la in ­ ró n , y a no se t r a t a s o la m e n te
decisión: de hecho, c u a n d o C i­ de tr a n s c r ib ir la filosofía g rie ­
cerón escrib e a Á ttico o a su s ga, sino de v o lv er a p e n s a rla a
am igos m ás p ró x im o s, no ocul­ la luz de la s re a lid a d e s ro m a ­
ta su s d ig resio n es m á s ín tim a s . n a s . P o r o tra p a r te , en los te x ­
E sto es algo poco h a b itu a l en to s cice ro n ian o s la s c o n v e rsa ­
un político. Lo m ism o sucede ciones filosóficas tie n e n lu g a r
con ese v a sto corpus de ciento e n tre ro m a n o s, y los exem pla
tr e in ta y n u e v e c a rta s re a g ru - h isto ric a , q u e ilu s tr a n a r g u ­
p a d a s b ajo el títu lo de C artas m e n to s y d e b a te s , p ro v ie n e n de
a Á ttic o y C a rta s a s u s a m ig o s la tra d ic ió n ro m a n a . P ero a h o ­
p ró x im o s (A d fa m ilia re s), m u ­ ra la in te n c ió n es d ife re n te : a
ch as de la s cu a le s son te s t i ­ las esp e cu lacio n e s te ó ric a s C i­
m onios de la afectiv id ad de C i­ cerón p re fie re u n a m e d ita c ió n
cerón, de s u s tra b a jo s lite ra rio s q u e im p lica c o n d u c ta s, d ecisio­
o de la v id a in te le c tu a l, m u n ­ n e s y v alo re s: su filosofía es
d a n a y p o lítica de la época. E n ­ «concreta» (y p o r lo ta n to es
c o n tra m o s ta m b ié n en este m u y posible q u e h a y a podido
corpus v a ria s c a rta s d irig id a s d e c e p c io n a r a los filósofos...).
a C icerón p o r a lg u n o s de su s E l D e n a tu ra d e o ru m y el De
co n tem p o rán eo s, lo q u e d a m á s d iv in a tio n e (45-44 a. C.) t r a t a n
v a lo r to d a v ía al d o cu m ento. E s te m a s relig io so s sin c a e r en la
p ro b a b le q u e C icerón proyec­ m e ta físic a ; sin e m b arg o , tie n e n
ta r a p u b lic a r, re v is a d a s y co­ en c u e n ta el p ap e l q u e d e se m ­
rre g id a s , a lg u n a s de e s ta s m i­ p e ñ a n la re lig ió n y la a d iv in a ­
siv a s, p ero no tu v o el ocio ni el ción e n la so ciedad y la s i n s ti­
tiem p o su fic ie n te p a r a h acerlo , tu c io n e s ro m a n a s . D el m ism o
y c o n s ig u ie n te m e n te es u n poco m odo, c u a n d o en el D e fin ib u s
«en bruto» com o n o s h a llegado b o n o ru m et m a lo r u m se ocupa
e s ta co rresp o n d en c ia, q u e cons­ del a s u n to a p r io r i m u y teórico
titu y e u n v e rd a d e ro d ia rio de del «bien so berano», C icerón
los tiem p o s difíciles a sí como p re fie re a la p o lém ica e n tre
u n precioso te s tim o n io so b re la la s e sc u e la s filosóficas — sobre
sen sib ilid a d del pro p io C icerón. todo e n tr e escép tico s y e p ic ú ­
E s ta s c a r ta s re fle ja n , e n tre re o s — u n a «crítica re a lista »
o tra s cosas, la a m a r g u ra con la q u e tie n d e a b o r r a r los excesos
que C icerón vivió el d e sliz a ­ de rig o r do g m ático de los e s to i­
m ien to de la R ep ú b lica h a c ia la cos, y c o n d e n a , en n o m b re de
d ic ta d u ra c e s a ria n a . T am bién los m ores, la filosofía del p la ­
nos p e rm ite n c o m p re n d e r su cer. A d ec ir v e rd a d , C icerón
preo cu p ació n p o r m a n te n e r u n b u s c a eq u ilib rio s, y los e n c u e n ­
5 1
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
tr a en la h u m a n ita s , noción po­ del o ra d o r coinciden aq u í con
sitiv a que im p lica —P isó n , en los del «conferenciante» de T u s ­
el q u in to libro de D e fin ib u s , lo culum .
d e m u e s tra c la ra m e n te — no so­ E n el a ñ o 44, C icerón vuelve
la m e n te u n ex a m e n crítico de a u tiliz a r la fo rm a del diálogo
la s d o c trin a s, sino, a d e m á s , un en dos o b ra s m a e s tra s : C atón
le n g u a je q u e se p re o cu p a por el Viejo o D e la vejez y h elio o
la j u s t a m ed id a. D e la a m is ta d . ¿N o stalg ia? E s ­
A sí p u es, el eclecticism o fi­ ta m o s de n u ev o en el siglo II
losófico de C icerón es u n a vi­ a. C.: e s ta vez C icerón u tiliz a
sió n crítica de la h is to ria de la la au cto rita s de dos g ra n d e s
filosofía: la s A c a d é m ic a s cons­ h o m b re s p a r a p re d ic a r la s a b i­
titu y e n u n te stim o n io del m é­ d u ría so b re dos te m a s im p o r­
todo cicero n ian o , la s T u s c u la ­ ta n te s re la cio n ad o s con el a r te
n a s de su m ed itació n . E s c rita s de vivir: sa b e r en v e je cer y s a ­
en el año 45, e s ta s -c o n fe re n ­ b e r c u ltiv a r la a m is ta d . T ales
cias de T u scu lu m » c rean la fic­ son los oráculos, pero la s p re ­
ción — a p e n a s esb o z ad a— de g u n ta s p ro v ien e n , en e ste caso
v a rio s e n c u e n tro s e n tre am igos ta m b ié n , de la m ed itació n ci­
en la villa q u e C icerón poseía c e ro n ia n a , y en e s te p u n to se
en T u scu lu m . D e hecho, e s ta s p a re c e n a la s q u e el m ism o C i­
d isp u ta tio n e s — el té rm in o s u ­ cerón se p la n te a , en el corazón
p o n d ría u n diálogo en el q u e se m ism o de u n a a c tu a lid a d p a l­
a n a liz a ría n los p ro s y los con­ p ita n te , en el De o ffic iis , que
t r a s — se -e stilizan » p a r a a c a ­ t r a t a de los deberes. E s ta vez
b a r co n v irtién d o se en u n d is­ C icerón se co n v ierte en p o rta ­
curso: el orator C icerón d efie n ­ voz so lita rio de u n a filosofía de
de -c a u s a s filosóficas». ¿D ebe la v ida social q u e debe m ucho
c o n sid e ra rse la m u e rte como a P anecio. E s ta filosofía hace
u n m al? ¿E s el dolor el m ay o r h in c a p ié en la c a rita s , el afecto
de los m ales? ¿D ebe el sabio q u e c o n stitu y e el fu n d a m e n ­
s e r accesible a la tris te z a ? to del vínculo social e n tre los
¿D ebe se rlo a la s p a sio n e s? h o m b re s y b u sca no el id eal de
¿B a sta la p rá c tic a de la v irtu d u n a perfección, sino la re sp o n ­
p a r a a lc a n z a r la felicidad? T a ­ sab ilid a d del político fre n te a
les son los te m a s de e s ta s cinco la ciu d ad . C icerón d ed ica este
«conferencias», q u e se s e p a ra n tr a ta d o a su hijo M arco, lo que
rá p id a m e n te de la ficción del q u ie re d ec ir q u e podem os v er
diálogo p a r a a b r ir p aso a u n en él u n te s ta m e n to no sólo po­
m ero «dialoguism o», fig u ra m ás lítico, sino ético...
re tó ric a , y q u e im p lica la fig u ­
ra de u n in te rlo c u to r q u e hace
la s objeciones sin e n c a rn a rs e Las F il í p ic a s
v e rd a d e ra m e n te en u n p e rso ­
n aje. T en em o s aq u í de este P u e s C icerón se h a com pro­
m odo el reflejo de la m e d ita ­ m etid o en u n ú ltim o y g ra n
ción cice ro n ian a — la filosofía com bate. D esde el 2 de se p ­
es u n a exercitatio, u n ejercicio tie m b re del añ o 44 h a s ta el 21
m etódico de reflex ió n p e rso ­ de a b ril del año 43, sin d e se m ­
n a l— q u e d esem b o ca en u n a p e ñ a r n in g u n a fu n ció n in s titu ­
ex h o rtació n ética , u n a a d m o ­ cional com o no sea su cargo de
nitio . E n su fo rm a, e s ta s p á ­ s e n a d o r y su p re stig io co n su ­
g in a s h a c e n su y a s la s a rm a s la r, C icerón vuelve a e n c o n tra r
de la re tó ric a en n o m b re de la in sp ira c ió n de la s C a tilin a ­
la p e rsu a sió n filosófica: docere, rias. L a m u e rte de C é s a r h a
delectare, m overe, los d eb e res a b ie rto u n a crisis su ce so ria. El
52
D E L O S G R A C O S A L F I N A L D E LA R E P Ú B L I C A
a n tig u o cónsul del año 62 q u ie ­ 5. C é s a r, te s tig o
re c o n v e rtirse en la conciencia d e sí m is m o ...
de la R ep ú b lica, y o rg a n iz a la
re s is te n c ia c o n tra A n to n io u t i ­
lizan d o como ú n ic a a r m a la C icerón no no s h a dejad o obra
elocuencia. M ejor a ú n : el s e ­
h istó ric a . T u v o la te n ta c ió n
g u n d o de su s d iscu rso s, esa fa ­ d e e sc rib ir la h is to ria de su
m o sa S e g u n d a F ilíp ica q u e J u ­
c o n su la d o — y de h e c h o lo
v en a l. an tig u o retó rico , co n si­ hizo, bajo fo rm a de u n poem a
d eró -divina», fue d e lib e ra d a ­ al m enos, el D e co n su la tu suo,
m e n te co n ceb id a com o u n a
q u e se conoce d e m a s ia d o poco
■■carta ab ierta» , com o u n m a ­ com o p a ra s a b e r si debem os
n ifiesto que d e b e ría s e r a m ­ p e n s a r m al de él— . P e ro e ste
p lia m e n te difu n d id o . D e e ste e sc rito apologético tie n e poco
m odo, acción, p e n s a m ie n to y q u e v e r con la reflexión que
elocuencia e s tá n in d iso lu b le ­ h a c e C icerón so b re la h is to rio ­
m e n te v in cu lad o s, y en la p a ­ g ra fía y su im p o rta n c ia . E n el
sión de las ora tio n es A n to n ia ­ D e oratore, com o en el D e leg i­
nae e n c o n tra m o s la u n id a d de b u s, in s iste so b re la im p o rta n ­
la p e rso n a lid a d de C icerón. La cia del conocim iento h istó rico ,
p o ste rid a d , re to m a n d o u n a a lu ­ y sobre la p re fe re n c ia q u e se
sión del m ism o C icerón en u n a d a a los a c o n te c im ie n to s p ró ­
c a rta d irig id a a Á ttico, la s b a u ­ xim os en re lació n a la s - n a r r a ­
tiz a rá con el n o m b re de F ilíp i­ ciones de tie m p o s lejanos», por
cas p o r a n a lo g ía con los d is c u r­ u tiliz a r la te rm in o lo g ía de la
sos q ue p ro n u n ció D e m ó sten e s E sc u e la de A n a le s: p ero lo
c o n tra la a m e n a z a de F ilip o de e sen cial p a r a C icerón es la r e i­
M aced o n ia. E s u n elogio n o ta ­ v indicación de u n a h isto ria o r­
ble: de este m odo, los dos m e ­ n a ta , ex p resió n q u e h a d esc o n ­
jo re s o ra d o res políticos de la c e rta d o a la crítica .
a n tig ü e d a d coinciden en u n El re p ro ch e q u e C icerón d i­
m ism o títu lo y se fu n d e n en rig e a los h is to ria d o re s de le n ­
u n a m ism a g loria. g u a la tin a de su g en e rac ió n , y
M ejor sin d u d a q u e en s u s a los de la s g e n e ra c io n e s p r e ­
tr a ta d o s re tó ric o s — el orator, c e d e n te s, es el m ism o q u e hace
la s P a rtes d el a rte o ra to ria y al m odo como, se g ú n él, se ex ­
o tro s— , C icerón h a m o s tra d o p o n en la s d o c trin a s filosóficas:
p o r el co n ju n to de su o b ra y de a m b a s d isc ip lin a s — h is to ria y
su acción el lu g a r q u e a s ig n a b a filosofía— a p e n a s e s tá n en su s
a la re tó ric a com o fu n d a m e n to b alb u ce o s, p u e s no se h a n b e ­
de u n a c u ltu ra y com o a u x ilia r n eficiad o de u n tr a ta m ie n to
de la m ed itació n filosófica. Su estilístic o q u e e s té a la a ltu r a
b ú s q u e d a de la b e lle z a en la de su d ig n id a d . D e se an d o q u e
a rm o n ía , su ex ig en cia de u n la h isto ria , com o la filosofía,
p e n s a m ie n to rico e ilu m in a d o , se a o rn a ta , C icerón no p reco ­
s u p reo cu p ació n p o r e v ita r la n iz a u n a h is to ria «em belleci­
v io lencia d efen d ien d o p o r la da», sino u n a h is to rio g ra fía 'q u e
p a la b r a los v a lo re s d e la R e­ obedezca a la s re g la s de c a li­
p ú b lica, todo esto t r a t a y p r e ­ d ad e sté tic a p ro p ia s d e u n
s e n ta u n ita ria m e n te . A fa lta de g é n e ro lite ra rio c a p ita l. E sto
h a b e r podido s a lv a r la R e p ú ­ im p lica — nos dice— u n estilo
b lica, C icerón a p o r ta r á a R om a rico, p ero sin b ru s q u e d a d e s , s e ­
en casi todos los cam p o s del m e ja n te al cu rso de u n río q u e
p e n s a m ie n to y de la creación flu y e m a je s tu o s a m e n te ; p ero
lite r a r ia los p u n to s de re fe re n ­ ta m b ié n u n tra ta m ie n to de la
cia e se n c ia le s de u n clasicism o. m a te r ia h istó ric a q u e po n g a de
53
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
re lie v e, m e d ia n te u n a am p lifi­ la g u erra de la s G alias (siete
cación re tó ric a , la s b ellezas de libros) y los de la G uerra civil
la h is to ria , p u e s la b elleza de (tre s libros), se com p ren d e p e r­
la e x p re sió n , com o o cu rre en fe c ta m e n te el p a rtid o que C é­
el d isc u rso , p e rm ite r e a lz a r el s a r supo s a c a r de u n a p re s e n ­
se n tid o p ro fu n d o de los acon­ tació n de e s ta n a tu ra le z a . A p a ­
te c im ie n to s , su c a rá c te r ejem ­ re n te m e n te ofrece a la opinión
p la r, la p a r te id eal q u e co n tie­ u n e stric to in fo rm e de su s c a m ­
n e n . E s ta h is to ria , que debe in ­ p a ñ a s en las G a lia s, y de los
flu ir so b re la s m e n te s , no p u e ­ hech o s y g e s ta s acaecidos d u ­
de e m b o ta rs e en la seq u e d ad r a n te la g u e r ra c o n tra P om pe-
de u n e stilo p lan o , ni v erse s a ­ yo. Lo h ac e u tiliz a n d o u n estilo
c u d id a , com o les o cu rre a a l­ sobrio, e le g a n te , de e x tre m a co­
g u n o s h is to ria d o re s h e le n ís ti­ rrección — C icerón elogió esta
cos, p o r la s tu rb u le n c ia s de u n c la rid a d de le n g u a , p o r o tra
p a th o s siste m á tic o : la exigencia p a r te n a d a e x tra ñ a en u n g e ­
de u n a fid e s h istó rica , es decir, n era] q u e, en su s ra to s de ocio,
de u n a fid e lid a d p ro fu n d a a la te o riz a b a sobre la g ra m á tic a en
sign ificació n de los h echos, d e­ su tr a ta d o De analogia (que
te r m in a los d e b e re s del h is to ­ hem o s p erd id o )— . C ésar, p u es,
ria d o r, del m ism o m odo que el fin g e a te n e rs e a u n a narración
g u s to le im p o n e u n a p re o c u p a ­ «objetiva», a u n a n a rra tio sin
ción p o r u n a e s c ritu r a v e rd a ­ am p lificacio n es ni o rn a m e n to s
d e r a m e n te lite ra r ia . retóricos.
P o r todo ello C icerón n u n c a A p a r tir de la a n tig ü e d a d , el
reconoció a los C o m entarios de v a lo r h istó rico de e s ta s n a r r a ­
C é s a r la ca te g o ría de o b ra «his- ciones fue p u e sto en d u d a , y no
to rio g ráfica» . El n o m b re m ism o p o rq u e el h o m b re a n tig u o se
de “co m en tario » lim ita de e n ­ p ie rd a en la s e lu cu b racio n e s
t r a d a su alcan ce: u n co m m en ­ m o d e rn a s sobre la «objetivi­
ta r iu s es u n a 'm em o ria» , o m ás dad»: p a r a n u e s tro s a n te p a s a ­
b ie n u n « re su m e n ab rev iad o dos, e s tá fu e ra de toda d u d a
q u e sirv e p a r a reco rd ar» , u n a q u e u n a c o n te cim ie n to sólo tie ­
esp ecie de « n o tas de cam paña» n e el se n tid o (e incluso la a u ­
q u e se lim ita n a c o n s ta ta r los te n tic id a d ) q u e se le q u ie re r e ­
h ec h o s m á s im p o rta n te s ... sin conocer, y e s te se n tid o «acep­
co m e n ta rlo s. E s te té rm in o t r a ­ tado» se re fu e rz a m e d ia n te la
d u ce a le n g u a la tin a la p a la b ra a u to rid a d d e los a u to re s y su
g rie g a h y p o m n e m a , que d en o ­ ac u erd o m á s o m en o s u n á n im e .
ta b a , en los re in o s h elen ístico s, E n e s te caso, C é s a r es el único
el re p e rto rio de n o ta s de a rc h i­ testig o . T estig o sin d u d a excep­
vo y a p u n te s q u e los m o n a rc a s cional: ¿quién p o d ría m ejo r que
o rd e n a b a n r e d a c ta r p a r a que él c o n ta r la g u e rra d e la s G a ­
los a c o n te c im ie n to s de su re i­ lias? Sí, p ero ta m b ié n cabe p r e ­
n a d o no e sc a p a se n a la a te n ­ g u n ta rs e : ¿q u ién sino él e s ta b a
ción de los h is to ria d o re s del fu ­ e n situ a c ió n de d e fo rm a r lig e­
tu ro . P r e s e n ta r , como h ace C é­ ra m e n te los hech o s en b en e fi­
s a r , s u s n o ta s bajo el títu lo de cio de su acción p e rso n a l? E s
C o m en ta rio s no es o tra cosa n e c e sa rio , p u es, volver a s itu a r
q u e p re te n d e r no t r a s p a s a r el la o b ra en su contexto y en
u m b ra l d e la h is to ria (historia, s u s v e r d a d e r a s in ten cio n es. La
res gesta e) y de la in te r p r e ta ­ g u e rra de la s G a lia s, p o r glo­
ción de los hech o s, y, consi­ rio sa (y la b o rio sa ) q u e fu e ra ,
g u ie n te m e n te , fin g ir la d e s n u ­ m a n tu v o a C é s a r alejad o de
dez de la in fo rm ació n b ru ta . R om a e n tre los añ o s 58 y 50, y
L ey en d o los C o m entarios de e sto fue u n h a n d ic a p político
54
D E L O S G R A C O S A L F I N A L D E LA R E P Ú B L I C A
n a d a d esd eñ ab le: d u ra n te este h ab ilid a d , p u e s, seg ú n las p a ­
tiem p o , P om peyo ocupa el cen­ la b ra s de u n in v e s tig a d o r m o­
tro de la escen a p o lítica, y debe d ern o , en C é s a r la d eform ación
re c o rd a rse q u e la g u e r ra civil h istó ric a tie n e m u ch o q u e v e r
e s ta lla rá com o co n secuencia de con u n v e rd a d e ro a r te . P a ra
la n e g a tiv a a co n ced er a C é sa r d e sv e la r el artific io , h em o s de
el consulado d u ra n te su a u s e n ­ o b se rv a r los d e ta lle s , d e se n ­
cia, p u esto q ue, p a ra e n t r a r en m a s c a ra r la s in te n c io n e s en la
R om a, le h a c ía fa lta d e sh a c e rse m a n e ra de d e c ir y c o n ta r, p u e s
de su s ejército s... E s to s C om en­ se nos o c u lta n b ajo el b a rn iz
tarios —b ien h a y a n sido p u b li­ im p ecab le de u n e stilo frío e
cados año t r a s añ o p a r a -in fo r­ im p asib le . B u s c a ría m o s in ú til­
m ar» a la o pinión, b ien de u n a m e n te en esto s lib ro s el m í­
sola vez, a fin ale s del año 51 o nim o fra g m e n to p a r tid is ta , la
com ienzos del 50, p a r a p re p a ­ m en o r d iso n a n c ia , la m á s p e ­
r a r u n a c a n d id a tu ra al co n su ­ q u eñ a profesión de fe: C é s a r se
lado— se in sc rib e n c la ra m e n te fa b rica u n a le g itim id a d p e rso ­
en u n proyecto político: com ple­ n a l fu n d a d a so b re la tra n q u ila
ta n la « e stra te g ia del triu n fo a u to rid a d q u e p ro p o rcio n a se r
m ilitar» q ue p e rm itía a C é sa r el «hom bre de la situación» que
riv a liz a r con P om peyo en po­ m ide h a s ta q u é p u n to u n libro
p u la rid a d (P om peyo h a b ía a d ­ b ien esc rito p u e d e im p o n e r u n a
qu irid o u n a g lo ria in m e n s a en im ag en de m a rc a c o rre c ta m e n ­
su s ca m p a ñ a s c o n tra los p ir a ­ te p en sa d a.
ta s y c o n tra M itríd a te s ) y en Los C o m e n ta r io s sobre la
m edios (la fid elid ad de la s g u erra civil (D e bello civili).
legiones a su im p era to r le q u e te rm in a n en F a rs a lia , fu e ­
confería u n peso tem ible). Sea ron co m p letad o s p o r los fieles
como fu e ra, C é sa r, con su h a ­ lu g a rte n ie n te s de C é sa r. É sto s
b itu a l ra d ic alism o , se disponía c o n tin u a ro n los tra b a jo s de in ­
a e m p re n d e r u n a g u e rra civil; form ación de C é s a r, p ero c a re ­
y n a d a m ás g a n a rla publicó cen de su h a b ilid a d ex p resiv a.
su s C o m en ta rio s sobre la g u e ­ T en ie n d o p re s e n te e s te hecho,
rra civil p a ra d e ja r b ie n claro es posible c a lib r a r el ta le n to li­
que, en e s ta c a m p a ñ a de u n a te ra rio del d ic ta d o r, y d eb e r e ­
n a tu ra le z a en cierto m odo u n conocérsele el hecho de h a b e r
poco esp ecial, in te n tó re p e tid a s seducido a la posteridad de m a ­
veces firm a r la p az, tom ó b u e ­ n e ra u n poco p a ra d ó jic a : los n i­
n a s decisiones e s tra té g ic a s , ob­ ños de F ra n c ia , d e sc e n d ie n te s
servó e s c ru p u lo s a m e n te la le ­ de los galos, h a n p alid ecid o d u ­
g alid ad y se m o stró c lem e n te r a n te m ucho tie m p o al le e r los
p a r a con los vencidos. A hora C o m en ta rio s sobre la g u e rra de
b ien , no fu e c a su a l q u e el libro la s G alias y al a p r e n d e r la le n ­
se p u b lic a ra p re c is a m e n te en g u a (m uy m ilita r) de los te m a s
el año 45, en el m o m en to m is­ la tin o s ju n to a la s leg io n es ro ­
m o en q u e el d ic ta d o r debe m a n a s...
m a rc h a rs e de R om a...
Así p u es, el títu lo de C om en­
tarios no es to ta lm e n te u s u r ­
pado, en la m e d id a en q u e los
dos tex to s q u ie re n re c o rd a r ac­ 6. S a lu s tio , h is to ria d o r
ciones b u e n a s de C é s a r a la d e las crisis
opinión p ú b lica ro m a n a . E sto
es, e v id e n te m e n te , u n acto de
p ro p a g a n d a , p ero de p ro p a g a n ­ P a re c e s e r q u e el h is to ria d o r
d a re a liz a d a con u n a tem ib le p rin cip a ] de e s ta época p e rte -
55
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
nece a lo q u e p o d ría m o s lla m a r e s ta s dos m onografías: las H is ­
«feudo al servicio» de C ésar. torias e m p e z a b a n con la m u e r­
D iciendo esto , in clu so nos q u e ­ te de S ila, y, dado el estad o
d am o s co rto s si te n e m o s p re ­ m uy fra g m e n ta rio del texto, se
s e n te q u e S a lu s tio (C. S a llu s ­ d e tie n e n ( p a ra n o so tro s al m e­
tiu s C ris p u s , 86-35 a. C.), d e s ­ nos) en el año 67. Los d iscu r­
p u é s de p ro ta g o n iz a r u n a c a ­ sos q u e nos h a n llegado son a d ­
r r e r a p o lítica p e rso n a l m a rc a ­ m ira b le s, p ero el in te ré s del
d a p o r e sc á n d a lo s (que, no obs­ C a tilin a o del Y u g u rta eclip­
t a n te , le p e rm itió r e u n ir u n a sa ju s tific a d a m e n te esto s frag ­
co n sid e ra b le fo rtu n a y a d q u i­ m en to s.
r i r los ja r d in e s m á s bellos de Se a trib u y e n ig u a lm e n te a
R om a), d ese m p e ñ ó , en el p a r ­ S a lu s tio dos «cartas» d irig id as
tid o de C é sa r, el p ap e l de a g e n ­ a C é s a r en la s q u e — si son a u ­
te de in flu e n c ia . ¿ P e rm itió al té n tic a s — se tra s lu c e el papel
h is to ria d o r e s ta situ ació n p r i­ d e con sejero político q u e des­
v ile g ia d a c o m p ro b a r m ejo r que em p eñ ó el h is to ria d o r ju n to al
a c u a lq u ie r o tro h a s ta q u é p u n ­ d ic ta d o r e n tre los añ o s 49 a 64.
to la s s itu a c io n e s de c risis s a ­ P o r el c o n tra rio , se le atrib u y ó
can a re lu c ir la s co n tra d iccio ­ sin d u d a e q u iv o ca d am en te u n a
n e s de los h o m b re s y los E s ta ­ D ia tr ib a contra C iceró n , de
dos?). S ea com o fu e re, no cabe co n ten id o p re te n d id a m e n te po­
d u d a de q u e S a lu stio , qu ien lítico, p ero b a s ta n te g ro se ra .
e m p ie z a a e s c rib ir t r a s la S a lu stio opone la m o ralid ad
m u e rte de C é s a r, q u ie re s e r el de los p e rso n a je s a la s c a re n ­
h is to ria d o r de la s crisis. cias de los tiem p o s, p u e s la R e­
A sí lo exp lica el a u to r en su pú b lica ro m a n a h a p erd id o las
in tro d u cc ió n a la C onjuración v irtu d e s colectivas q u e co n sti­
de C a tilin a , o b ra p u b lic a d a en tu ía n su fu e rza . C a tilin a es la
el año 43 o 42 a. C... L a elec­ e n c a rn a c ió n de e s ta d ec ad en ­
ción del te m a se ju s tific a p o r la cia, cuyos efectos p erv erso s ex­
g ra v e d a d del p elig ro q u e corrió p lo ta; sólo la d eb ilid ad política
la R ep ú b lica e n este a ñ o 63, y m o ra l de R om a en e s ta época
q u e m arc ó ta n p ro fu n d a m e n te explica q u e el «asunto» tom e
la c a rre ra de C icerón. P ero el tin te s ta n g ra v es. La c o n ju ra ­
h é ro e , p a r a S a lu stio , no es el ción sirv e, p u es, como re v e la ­
có n su l — en q u ie n el h is to ria ­ dor, o com o c a ta liz a d o r. A n tes
d o r se n ie g a a v e r u n h o m b re — y esto explica la « retro sp ec­
p ro v id e n c ia l— . El h éro e, n e g a ­ ción» d e S a lu s tio — la asc en ­
tivo, s e rá m á s bien C a tilin a , o sión al p o d e r de M ario tr a s la
s u s co n tra d iccio n es: S a lu stio ve c risis de los G racos h a b ía sido
en e s te h o m b re u n a e n e rg ía se ­ ig u a lm e n te u n re v e la d o r y un
ñ a la d a (v irtu s), p ero se t r a t a c a ta liz a d o r q u e in a u g u ró , d e n ­
d e u n a e n e rg ía p u e s ta al s e r­ tro de la R epública, u n e n fre n ­
vicio del m al. In v e rs a m e n te , la ta m ie n to e n tre p a rtid o s.
s e g u n d a o b ra de S a lu stio , la E n la a n tig ü e d a d , to d a s las
G u erra co n tra Y u g u r ia , in s iste e m p re sa s historiográficas recu­
so b re la v ir tu s p ro g re sista que rre n a m p lia m e n te a conceptos
desp leg ó M ario en los ú ltim o s m o rale s, del m ism o m odo que
a ñ o s del siglo li p a ra re s ta b le ­ la filosofía de la h is to ria re c u ­
ce r la a u to rid a d ro m a n a y, en rr e a la s luces de la filosofía en
c ie rta m e d id a , d e rro c a r u n a g e n e ra l, q u e, en estos casos, se
o lig a rq u ía s e n a to ria l q u e ya vuelve e se n c ia lm e n te h a c ia la
h a b ía caído en d esg racia. S a ­ ética. No o b sta n te , S a lu stio s u ­
lu s tio co n tin u ó su o b ra h isto - p e ra e s te tópico del bien y del
rio g rá fica e n la z a n d o e n tre sí m al y se in te re s a p o r el enca-
56
D E L O S G R A C O S A L F I N A L D E LA R E P Ú B L I C A
d e n a m ie n to dialéctico de los u n v o ca b u la rio caído en desu so ,
aco n tecim ien to s. P o r o tra p a r ­ h a sido c o n s id e ra d a p o r A ulo
te, la n a rra c ió n d e h ech o s p ro ­ G elio, crítico se n s ib le y e ru d ito ,
p ia m e n te d ich a sólo ocupa en como un m odo esp ecial de in ­
e ste h is to ria d o r u n lu g a r m uy novación.
re strin g id o . La te m p o ra lid a d F re n te a S a lu s tio , la s o b ra s
h istó rica, q u e b ra d a c o n tin u a ­ de P o m p o n iu s A ttic u s, q u e es
m e n te p or fla s h -backs, d ig re ­ a u to r de u n a cronología (p e r­
sion es y an á lisis, es re c o n s tru i­ d id a) de la h is to ria ro m a n a , y
da, e stiliz a d a , d ra m a tiz a d a , de de C ornelio N e p o te , a u to r de
modo q u e la m o n o g rafía tom a u n a colección de v id a s ilu s tre s ,
la a p a rie n c ia de u n c u a d ro ex ­ m u e s tra n u n a ap ro x im ació n a
presiv o cuya m ism a com posi­ la h isto ria m á s c u rio sa q u e m e ­
ción d isp o n e, en situ a c ió n con­ d ita d a . P o r el c o n tra rio , la p é r­
flictiva, la s re la cio n es de fu e r­ d id a de lo e se n c ia l de la o b ra
za q ue ex p lican la crisis, y de V a rró n nos p riv a c ie r ta m e n ­
p rin c ip a lm e n te la d ialéc tica de te de u n a fu e n te de conoci­
ord en y d eso rd en ; es u n a lec­ m ie n to in e s tim a b le so b re la
ción de p o lítica, como a firm a a n tig ü e d a d ro m a n a . No cabe
S a lu stio en su s p refacio s, y en d u d a de q u e V a rró n — que,
e s te p u n to n u e s tro a u to r reco­ com o los dos a u to re s p re c e d e n ­
ge la h e ren cia de su m a e stro te s , fo rm a b a p a r te del e n to rn o
T ucíd id es. ciceroniano— fue el m a y o r s a ­
E ste espíritu -tucididiano» in­ bio de su época, y se cree q u e
fluyó sin d u d a en la s elecciones escrib ió s e te n ta y c u a tro o b ra s
e s tilís tic a s de S a lu stio . R e c h a ­ q u e v e rs a b a n so b re todos los
zand o los p rin cip io s c ic e ro n ia ­ cam pos del s a b e r, d esd e la
nos de u n a h isto rio g ra fía lo­ ag ro n o m ía h a s ta la g ra m á tic a
cuaz, S a lu stio b u sc a la fu erza (nos h a n lleg ad o su s tr a ta d o s
de ex p resió n en la b re v ed ad De lin g u a la tin a y R es r u s ti­
(brevitas), y p re fie re las fó r­ cae), desde la c rític a lite r a r ia a
m u la s b ien a c u ñ a d a s (se n te n ­ la filosofía, d esd e la teo lo g ía a
tiae) a la s am p lificacio n es o ra ­ la arq u eo lo g ía, p a s a n d o p o r
to ria s. Su estilo ro m p e u n a á g ile s —y a m en u d o m o ra le s—
la n z a a fav o r de la d en sid a d : s á tira s , lla m a d a s «m enipeas»,
esto lo v u elv e difícil, y a veces q u e m ezclan p ro sa y poesía. Su
oscuro; la ríg id a a r q u ite c tu ra in flu en c ia fue m u y g ra n d e : ¡un
de las fra s e s se q u ie b ra re p e n ­ v e rd a d e ro enciclo p ed ista!
tin a m e n te con efectos de r u p ­
t u r a esp e c ia lm e n te a b ru p to s.
L a tra n sc rip c ió n al la tín de gi­
ros griegos a c e n tú a e s ta d e s­
c o n c e rta n te d e n sid a d , p ero la 7. El p o e m a culto
inclinación del a u to r h a c ia el d e Lucrecio
arcaísm o del v o ca b u la rio y de
las fo rm a s p e rm ite e n tre v e r,
ju n to a u n a im itac ió n form al E s p re c is a m e n te en e s te co n ­
de T u cíd id es, u n a b ú s q u e d a de te x to ilu s tra d o do n d e h ay que
g r a v ita s q u e tie n e u n a im p ro n ­ s i t u a r la idea de L ucrecio (T.
ta típ ic a m e n te ro m a n a . L a le n ­ L ucrecio C aro , nacid o a co­
g u a de S a lu s tio se p re te n d e m ienzos del siglo I, m u e rto en
n o stálg ica, a im ag en de la n o s­ el año 75) de r e s u m ir en un
ta lg ia q u e el propio a u to r s e n ­ sólo poem a la filosofía de E p i­
tía p o r la s a n tig u a s v irtu d e s curo.
ro m a n a s; y, p a ra d ó jic a m e n te , H em os v isto en C icerón q u e
e s ta e s c ritu ra , q u e re v ita liz a la ex p resió n en le n g u a la tin a
57
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
de la filosofía g rieg a e ra u n los h o m b re s tie n e algo de ép i­
p ro b le m a de a c tu a lid a d . R om a co, y L ucrecio escogió p re c is a ­
n e c e s ita in s tru m e n to s c u ltu r a ­ m e n te el m e tro y la fo rm a de
les q u e se acom oden a su p e n ­ la epopeya: el h e x á m e tro d a c ­
sa m ie n to y a s u s g u sto s. R e­ tilico y la división en ca n to s.
c u r r ir a la p o esía p a r a e x p re ­ Todo esto no im p id e co n si­
s a r la filosofía e ra , en p rin c i­ d e r a r el poem a de L ucrecio
pio, m en o s in c o n g ru e n te de lo a n te todo como u n a in m e n sa
q u e p o d ría p e n s a rs e : d u ra n te o b ra m a e s tra filosófica. S in n e ­
m u ch o tiem p o , los filósofos h a n g a r, a q u í o a llá , ch isp azo s de
sido p o e ta s (es el caso sobre in sp ira c ió n p o ética (sobre todo
todo de los p re so crático s). P o r cu a n d o se t r a t a d e los elogios
o tra p a rte , la ficción del d iá lo ­ a E p icu ro ), a d m ira m o s sobre
go no tie n e m en o s "filosofía» todo el vigor con el que L u c re ­
p a r a los a n tig u o s q u e el t r a t a ­ cio su p o r im a r en verso u n a
do d ogm ático, y la p o esía d i­ d o c trin a filosófica e x tre m a d a ­
d á c tic a h ace e s tra g o s en todos m e n te rig u ro s a y p ro fu n d a ­
los cam pos: C icerón tra d u jo en m e n te a le ja d a de la «ideología
v erso el larg o poem a a s tro n ó ­ dom inante·· de la trad ic ió n ro ­
m ico (y a b u rrid o ) de A ra to de m a n a y de los conceptos fa m i­
Sición. P o r ello no le s o rp re n ­ lia re s a s u s co n tem p o rán eo s.
dió n a d a la elección de L u c re ­ N o p o rq u e el ep icu reism o sea
cio — en u n a c a rta d irig id a a su e n to n c e s u n a novedad: bien
h e rm a n o Q u in to dice q u e e ste im p la n ta d o en Ita lia , sobre
p o em a e s tá «lleno de ta le n to y todo en la C a m p a n ia , el p e n ­
de arte» , y se dice in clu so q u e s a m ie n to de E p icu ro se e n ­
ay u d ó a su edición t r a s la c u e n tra in clu so en el corazón
m u e rte de L ucrecio, lo q u e d e­ m ism o de u n d e b a te esen cial
m o strab a b u en a disposición, so­ q u e los diálogos cicero n ian o s
b re todo si ten e m o s en c u e n ta p o n en en esc en a, y que h a b ía
q u e e ra u n a c é rrim o a d v e rs a rio a d q u irid o u n a d im en sió n p o lé­
de la m o ral ep icú rea. m ica. in clu so p olítica. P re c o n i­
E s m ás b ien la re lació n q u e z a n d o u n a filosofía del p la c e r,
m a n tie n e L u crecio con e s ta E p icu ro se to p a de fre n te con
d o c trin a lo q u e p u ed e s o rp re n ­ la filosofía del d e b e r q u e a n i­
d er, p u e s E p icu ro h a b ía consi­ m a b a el rnos maioi~um, q u e im ­
d e ra d o la p o esía com o u n o de p lic a b a so b re todo el d e b e r del
los p lace res ilu so rio s q u e nos com prom iso cívico. Así com o el
a le ja n de la lucidez. L ucrecio esto icism o a la b a b a la r e s is te n ­
se explica: sa b e d o r de q u e el cia al m al, la im p a sib ilid a d del
p e n s a m ie n to de E p icu ro es d i­ sabio, el dom inio de sí m ism o,
fícil, por no d e c ir a u s te ro , t r a t a el e s p íritu de sacrificio — y con­
de dulcificarlo m e d ia n te la for­ s ig u ie n te m e n te co n co rd ab a con
m a p o ética, como c u a n d o se la s s u p u e s ta s v irtu d e s de los
u n ta con m iel el b o rd e de u n «viejos rom anos»—-, del m ism o
vaso q ue c o n tien e u n a a m a rg a m odo el ep icu reism o , d e n u n ­
poción de ajenjo. P ero h a de c ian d o la v a n id a d q u e e n c e rr a ­
a d v e rtirs e ta m b ié n q u e el De b a e s te h ero ísm o , podía p a r e ­
n a tu ra reru m es u n h o m en aje c e r a n te todo a los ro m a n o s
a E p icu ro , al q u e se co n sid era com o u n a c rític a ra d ic a l de su s
lib e ra d o r de la h u m a n id a d , y v alo res.
esto co n fiere al te m a u n a dig ­ A co nsejando la b ú sq u e d a de
n id ad q ue la fo rm a po ética con­ la tra n q u ilid a d Cotium) y a le ­
trib u ía a p o n e r de reliev e. M e­ já n d o s e de la v id a p ú b lica, los
jo r to d av ía: el co m b ate que li­ e p icú reo s se a d e la n ta b a n en
bró E p icu ro p a r a a p o r ta r luz a cierto m odo a su tiem p o (la
58
D E L O S G R A C O S A L F IN A L D E LA R E P Ú B L IC A
tra n q u ilid a d s e rá u n a de la s ca n to s se expone la ortodoxia
v e n ta ja s p ro c la m a d a s de la p a x ep icú rea, es decir, los m étodos
a u g u stea ). E n la m ita d del s i­ e s tric to s del conocim iento, y se
glo i, p u ed e n p a re c e r d e se rto ­ ap lica n al d e sc ifra m ie n to del
re s, in clu so sa b o te a d o re s. De u n iv e rso , e sta b le c ie n d o la n e ­
hecho, incóm odos en u n a R e­ cesidad de u n m odelo atóm ico,
pú b lica que p ro h íb e (te ó ric a ­ y d ed u cien d o to d a s la s conse­
m e n te ) c u a lq u ie r a b s te n c io n is ­ c u e n cias de esto s p rin cip io s; los
mo político, e ra n p roclives a ca n to s 111 y IV e s tu d ia n , en
a c u d ir en ay u d a de u n m o n a r­ e s te contexto, la n a tu ra le z a del
ca ilu s tra d o q u e p e r m itie ra a h o m b re y ex p lican la evolución
todo el m u n d o v iv ir su vida. de la h u m a n id a d ; los ca n to s V
U n a vez con seg u id o esto , el y VI a m p lía n to d a v ía m á s e s ta
co m b ate de L ucrecio deja de visión del m u n d o , e s tu d ia n d o
s e r político p a r a c o n v e rtirs e en los g ra n d e s fenóm enos de la
u n a e m p re sa filosófica: su a p a ­ n a tu ra le z a ; te rm in a la o b ra (se
sio n a d a c ru z a d a es la c ru z a ­ p u ed e p e n s a r q u e el libro q u e ­
d a del sab e r, su reb elió n es la dó in a c a b a d o ) con la evocación
reb elió n de la lib ertad· exis- de la p e s te de A te n a s, p a ra d ig - -
te n c ia l, ú n ic a m e n te co m b ate la m a de conflicto e n tre el orden
alien ació n y el e rro r. de la n a tu r a le z a — q u e incluye
la s e p id e m ia s— y el orden so­
cial. Todo el m o v im ien to del
Las verdades de Epicuro poem a es, p u e s, u n a "reco n s­
trucción» del m u n d o a p a r tir de
D u r a n te m u ch o tie m p o , en los p rin cip io s, en u n a p e rsp e c ­
efecto, el ep icu reism o h a sido tiv a q u e. ex clu y en d o todo fina-
m al leído y m al e n te n d id o . L a lism o, concibe a la n a tu ra le z a
tra d ic ió n c ris tia n a h a sido t a m ­ no como s e r co n stitu id o sino
b ién sev e ra re sp ecto de la -doc­ como proceso. No se h a p re s ­
t r in a del placer», en la q u e se ta d o la su fic ie n te aten c ió n al
coalig aro n s u s m á s a n tig u o s hecho de q u e la p a la b ra la tin a
a d v e rsa rio s: el ep icu reism o e ra n a tu r a , com o el vocablo p h y s is
la ú n ic a esc u ela q u e no d e ri­ en le n g u a g rie g a , p u e d e den o ­
v a b a de la com ún fu e n te so c rá ­ t a r e s ta acepción «dinám ica», y
tic a , y q ue, a d e m á s , p o n ía en no s o la m e n te lo q u e los filóso­
cu estió n g ra n p a r te de s u s pos­ fos lla m a n u n a n a tu ra n a tu -
tu la d o s. C o n sc u e n te m e n te , la ra n s. P o r o tra p a r te , p a r a evi­
filosofía u n iv e rs ita r ia s u s titu y ó t a r c u a lq u ie r equívoco, quizá
d u r a n te m u ch o tiem p o a e s ta sea m á s ap ro p ia d o tr a d u c ir De
crític a «moral». E n c u a n to a la n a tu ra reru m p o r «Sobre la g é­
filosofía e p ic ú re a , cabe d ecir n e sis de los seres» a n te s que
q u e se la h a m a ltra ta d o , d e s­ p o r «De la n a tu r a le z a de las
n a tu ra liz a n d o la noción de á to ­ cosas», q u e p a re c e in tro d u c ir
m o, y el m a te ria lis m o m a rx is ta u n a descripción a la m a n e r a de
no h a e sta d o m ejo r in sp ira d o a A ristó teles.
la h o ra de a n a liz a r el m a te r ia ­ E n efecto, p a r a los ep icú reo s,
lism o teórico de los ep icú reo s. el S e r se hace. S o b rev ien e. Y en
De hecho, se h a e s ta d o cegado esto re sid e todo el pro b lem a.
p o r la s co n secu en cias de e ste U n poco a la m a n e ra de L eib ­
p e n s a m ie n to y se h a olvidado n iz — q u e s o s te n ía la ex isten c ia
e x a m in a r su s p rin cip io s y su n e c e s a ria de sim p le s, p u esto
m étodo. q u e ex iste n co m p u esto s— , los
La com posición del De n a ­ ep icú reo s d e m u e s tra n la n ece­
tu ra reru m es, sin em b arg o , sid ad de « p e n sa r lo im posible
elo cu en te: en los dos p rim e ro s de fra g m e n ta r» , el átom o, lite-
59
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
ra ím e n te «lo q u e no p u ed e s e r a c u a lq u ie r clase de tr a n s c e n ­
dividido» (u n poco como, en d en c ia , sobre todo divina. V ista
m a te m á tic a s , se im a g in a u n lí­ de e s te p u n to de v ista , la doc­
m ite). E s ta id e n tid a d m ín im a tr in a e p ic ú re a p re s e n ta u n a
sólo e s tá p ro v is ta de c u a lid a d e s ap arien cia indudablem ente «mo­
m ín im a s , c a ra c te re s g e n e ra le s derna».
de los cu erp o s n a tu r a le s : fo r­
m a , peso, ta m a ñ o , y no tie n e
n in g u n a o tra d eterm in a ció n . El humanismo epicúreo
Los áto m o s, p re c ip ita d o s en el
vacío, caen con u n m ovim iento De e n tra d a , el ep icu reism o se
u n ifo rm e , p a ra le la m e n te , se ­ topó con la v io len ta c rític a de
g ú n la ley o b serv ab le de los la s filosofías id e a lis ta s , fin a ­
cu erp o s. E s n e c e sa rio , no obs­ lis ta s , y d e to d a s la s e s c u e ­
t a n te , q u e se e n c u e n tre n , p a r a la s q u e recon ocían u n a t r a n s ­
ju n t a r s e y fo rm a r co m puestos. cen d en cia. E s ta crítica llega
L a e x iste n c ia o b serv ab le de e s­ h a s ta la c a ric a tu ra : in clu so si
to s co m p u esto s im p lica, en es cierto q u e la m oral e p icú rea
efecto, la r u p tu r a del p a r a le lis ­ v a lo ra p o sitiv a m e n te el p lace r,
m o c a ra c te rís tic o de la ca íd a de no se p u ed e d ecir en n in g ú n
los áto m o s en el vacío, y obliga caso q u e sea u n a in citació n al
a p e n s a r en u n a -desviación», d ese n fren o . S iendo to d as las fi­
ac c id e n te m ín im o q u e com pro­ losofías de la a n tig ü e d a d en
m e te a los áto m o s en u n a s u ­ s u s co n se cu en c ia s, a u n q u e no
cesión de ch o ques, y co n se cu en ­ lo fu e ra n en su in ten ció n , te o ­
te m e n te de e n c u e n tro s. E s el ría s de la felicidad, no p u ed e
c lin a m e n , q u e podem os re p re ­ d ec irse q u e la d o c trin a e p icú ­
s e n ta r n o s como u n «‘d e s c a rri­ re a d ifiera m u ch o de las d em ás
lam ien to » n ec esario , con la m e ­ cu a n d o p re co n iza la evitación
n o r sep a rac ió n p osible, en un de las tu rb a c io n e s y p asio n es
m o m en to in d e te rm in a d o fnec com o condición n e c e sa ria p a ra
tem p o re certo) y en u n lu g a r in ­ a lc a n z a r la a ta r a x ia . E n e s te
d e te rm in a d o (nec regione loci caso, E p ic u ro d efin ía el p la ­
incerta ). El p a tro n de e ste ce r com o la a u se n c ia de do­
-m á s p eq u eñ o posible», como lor, como u n e sta d o conform e a
o c u rría c u a n d o se t r a ta b a de n u e s tro s in s tin to s n a tu r a le s y
fo rm a r la noción de átom o, no fa v o rab le al feliz d esa rro llo de
es físico (p u e sto q u e el átom o, la c o rta d u ra c ió n de e x iste n c ia
p o r definición, esc a p a a la ob­ q u e se nos h a concedido.
serv ació n ), sin o in te le c tu a l: es E s ta «gestión de los p la c e ­
u n m ín im o «pensable», noético, res» im p lic a b a la a u s te r id a d
q u e, como el áto m o m ism o, no (p u es m u ch o s p la c e re s ilu so rio s
e s tá al alcan ce de n u e s tr a ca ­ son, a fin de c u e n ta s , p o rta d o ­
p a c id a d de p ercepción. A sí, el re s de tu rb a c io n e s) y co n se­
proceso q u e d e s e n c a d e n a la g é­ c u e n te m e n te u n a g ra n dosis
n e s is de los s e re s y de los c u e r­ d e d isc e rn im ie n to . C icerón, a
pos es u n ac c id e n te sin c a u sa , q u ien in d ig n a e s ta m o ra l, re ­
u n in d e te rm in a d o q u e el p e n ­ conoce q u e la v ida d e E p icu ro
s a m ie n to «m odela», y el m u n ­ fu e to ta lm e n te so b ria y q u e e s­
do, como co n ju n to de se re s, e s ­ tu v o d ed ica d a al estu d io . No
ca p a a to d a fin alid ad . o b sta n te , e s ta fo rm u lació n de
E l m u n d o sin fin a lid a d de los la felicidad, u n id a a la in d ife ­
ep icú reo s in s ta u r a u n a in fin ita re n c ia re sp e c to de los dioses
lib e rta d del su jeto , y — es el (E p icu ro no n ie g a su e x is te n ­
proyecto confesado de E p ic u ­ cia, sin o q u e los re le g a a «in-
ro— lo lib e ra de to d a sum isión te rm u n d o s» , do n d e no se preo-
60
D E L O S G R A C O S A L F I N A L D E LA R E P Ú B L I C A
c u p a n de n o so tro s), c o n v e rtían tr in a s , y a se h a b ía se p a ra d o
la d o c trin a e p ic ú re a en u n a fi­ lo su fic ie n te del m o s m a io ru m
losofía in so p o rta b le p a ra las com o p a ra q u e p u e d a v e rse
e sc u e la s rig o ris ta s . De hecho, en e s ta o a q u e lla form ulación
el ep icu reism o im p lica u n h u ­ u n d e rru m b a m ie n to de v a lo re s
m a n ism o fu n d a d o so b re la li­ q u e d eb a im p u ta rs e to ta lm e n te
b e rta d del sujeto, p o stulado in ­ al p ro g reso de la s id e a s ep icú ­
a c e p ta b le p a r a id eologías que re a s . Y se h a e x a g e ra d o sin
d efie n d en la e x iste n c ia de v a ­ d u d a la o rig in a lid a d de L u c re ­
lo res tra n s c e n d e n te s . Y, como cio p o r el hech o de a b r ir su
o cu rrió con el e x isten c ia lism o p o em a con un h im n o alegórico
s a r tr ia n o de la in m e d ia ta p o s t­ d edicado a V e n u s (p a ra e x a lta r
g u e rra , e s ta filosofía se acuñó, la vida a tra v é s de los in s tin to s
en R om a, m erc ed a u n c o n ju n ­ am o ro so s de la p rocreación), o
to de co m p o rta m ie n to s y - e s ti­ c u a n d o d e n u n c ia los crím e n es
los de vida» q u e p ro v e n ía n no m o n stru o so s q u e p ro v ien e n de
ta n to de la te o ría como de u n a la su m isió n a los d io ses re c o r­
m oda. N o nos eq u iv o ca ríam o s d a n d o el sacrificio de Ifigenia:
m u ch o im a g in a n d o a los e p i­ e s ta crític a a la m itología y
cú reo s ro m a n o s del siglo i a. C. e s ta triv ia liz a c ió n sim bólica de
com o u n a esp ecie de jó v e n e s lo divino, c u a n d o se fo rm u la ­
ex cén trico s, com o los q u e p u ­ ro n , c irc u la b a n d esd e h a c ía v a ­
lu la b a n d u r a n te la II G u e rra rio s siglos y y a no p o d ían so r­
M u n d ia l p o r S a in t-G e r m a in - p re n d e r a n a d ie . La o rig in a li­
d e s-P ré s, q u e, en la g en e rac ió n d ad y la g ra n d e z a de L ucrecio
sig u ie n te , d ilu y ero n s u s c re e n ­ re sid e n so b re todo en la fu erza
cias en u n a ideología n u e v a a p a s io n a d a q u e d e s tila su poe­
con s u s sím bolos y su s p o etas... m a , q u e es u n acto de fe en la
No cab e d u d a de q u e L u c re ­ in te lig e n c ia y en la lib e rta d h u ­
cio c o n trib u y ó con su o b ra m a n a , y q u e p ro c la m a, en d e ­
m a e s tr a a d ifu n d ir e s ta d o c tri­ fin itiv a . q u e el ep icu reism o es
n a q u e, de hecho, y a e x istía un h u m a n ism o .
d esd e h a c ía algo m á s dos siglos
(E p icu ro vivió e n tre los añ o s
314 y 270 a. C.): los d e b a te s de
fondo de los tr a ta d o s c ic e ro n ia ­
nos no d eb en o c u lta r q u e d iv e r­ 8. La « n u e v a es c u e la »
sos te m a s ep icú reo s se fu n d ie ­ d e la p o e s ía la tin a
ro n en la -v u lg a ta filosófica»
q u e ilu m in a los e s p íritu s c r e a ­
d o res del siglo, sin q u e sea po­ L u c re c io , p ro m o to r d e u n
sib le o n e c e sa rio colocar u n a p e n s a m ie n to n e ta m e n te m o­
e tiq u e ta filosófica d ecisiva so­ d ern o , sig u e, sin em b arg o , u n a
b re u n d e te rm in a d o te m a o a r ­ e s té tic a re a c c io n a ria : en su
g u m en to . «epopeya filosófica» se in s p ira
L a evolución de u n a c u ltu ra en E n n io , y llega in clu so a d e ­
e s tá m a rc a d a p o r h ito s en ri- fe n d e r u n a rcaísm o , en el vo­
q u ec ed o re s q u e m a tiz a n d iv e r­ c a b u la rio y en la s fo rm as, con
s a m e n te la s id e a s y te rm in a n u n a o b stin ació n e m p ec in ad a.
p o r m o d ificar la dirección de P a r a c o n ju ra r la p o b reza del
ja s p re fe re n c ia s q u e, p o r ra z o ­ v o ca b u la rio filosófico la tin o , no
n e s q u e n a d a tie n e n q u e v e r se a tre v e a a v e n tu r a r s e en el
con la esp ecu lació n filosófica, te rr e n o re sb a la d iz o de los n eo ­
e s tá n en el a m b ie n te de la é p o ­ logism os — p re fie re , por e je m ­
ca. E l p e n s a m ie n to colectivo, plo, e v ita r el vocablo griego
s itu a d o al m a rg e n de la s doc­ a to m o s y u tiliz a r en su lu g a r el
61
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
p esa d o in seca b ile—·. P a r a po­ do e sta n c a d o s en la trad ició n
te n c ia r la s e rie d a d de su doc­ de los «géneros altos». E ste
t r in a , to m a de la trad ic ió n ro ­ n u ev o in te ré s crea, p o r su p a r ­
m a n a la p e sa d e z q u e g a r a n tiz a te , «nuevos poetas», los poetae
la g r a v ita s , u n poco al m odo de n ovi (en griego, neoteroi), que
S a lu s tio , p ero sin p re o c u p a rse no se c o n te n ta n con in n o v a r
p o r s e r incisivo. T am b ién es fo rm a lm e n te (de hecho, p re fie ­
v e rd a d q u e, p a r a c o rreg ir la ren u tiliz a r e sq u e m a s m étricos
im ag en d is tin tiv a de u n a filo­ y estróficos griegos), sino que
sofía que se co n sid e ra b a in ú til, se e s fu e rz a n a d e m á s por d e s­
q u iz á e x c e siv a m e n te g rieg a, in ­ c u b rir u n a s e n s ib ilid a d que
clu so ico n o clasta, podía p a re c e r h a s ta en to n ce s la ideología h e ­
p ru d e n te a d o p ta r los ra sg o s e s­ roica h a b ía ahogado.
tético s de u n va tes a la a n tig u a D e fo rm a b a s ta n te novedosa,
u sa n z a . C ab e p re g u n ta rs e de y sin q u e p u e d a d ed u c irse de
todos m odos si la po esía didác­ ello u n a re g la g e n e ra l, los poe­
tica, que req u iere solidez, alien­ ta s q u e c u ltiv a ro n e s te «nuevo
to y... p ac ie n cia, e ra el te rre n o estilo» v ien en de la Ita lia s e p ­
lite ra rio ab o n a d o p a r a s e m b ra r te n tr io n a l (h a s ta en to n ce s, los
n o v ed a d es d elica d as. focos c u ltu ra le s p rin c ip a le s h a ­
D e hecho, d esd e fin ale s del b ían e sta d o localizados en el
siglo 11, u n a ire n u ev o re fresc a su r); son galo s cisalp in o s, ro ­
la in sp iració n de los p o e ta s la ­ m a n iz a d o s d esd e h ace m ucho
tin o s. La le c tu ra de los p o etas tiem p o , q u e «van a la ciudad».
griegos de la época h e le n ístic a T al es el caso, por ejem plo,
h a b ía m o stra d o los e n c a n to s de de C a tu lo (C. V alerio C atu llo ,
la b re v ed ad v la lig ereza. E sto (¿87?-¿54?), q u e h a b ía nacido
inclu so p o día lle g a r a conm over en V e ro n a en el seno de u n a fa ­
a u n g ra n g e n e ra l, y de hecho, m ilia de la a lta b u rg u e sía de
a lre d e d o r de Q. L u tacio C atu lo , p ro v in cia s. C atu lo en c o n tró en
ven ced o r de los cim brios, se R om a la u rb a n ita s, ese «espí­
form ó un círculo de aficionados r itu ciu d ad an o » d eriv a d o de la
y p o etas q u e com ponía p o esías evolución de la s co stu m b re s en
en la tín sig u ien d o los ritm o s la c a p ita l, u n a eleg a n cia m u n ­
y los te m a s de los e p ig ra m a s d a n a y c u lta q ue, en e s ta e ta p a
griegos (¡se dice q u e el joven de tu rb u le n c ia s , p e rm ite a las
C icerón fre c u e n ta b a e s te g ru ­ clase s d irig e n te s d is ta n c ia rs e
po!). A u n q u e e sta m o s m al in ­ de la c risis y e n c o n tra r b u e n a
form ad o s — y carecem os de te x ­ acogida e n tre u n d i l e t a n t i s ­
to s— so b re e s te asp ecto de la m o re fin ad o . V in cu lad o a C é­
v id a lite ra r ia ro m a n a , es fácil s a r, d e sp u é s e n e m ista d o con él
(en v a rio s e p ig ra m a s se m o stró
v e r los efectos: la le c tu ra de los feroz con el d ictad o r), C atu lo
a n tig u o s líricos griegos (Safo, h a c e la ú n ic a concesión a la
A lem án, Alceo), de los h im n o s v id a p ú b lica de a c o m p a ñ a r a
y las o d as triu n fa le s de P in d a ­ B itin ia al p re to r M em m io, a
ro, B aq u ílid e s, S im ó n id es de q u ie n L ucrecio h a b ía dedicado
Ceos, del sab io C alim aco y de su D e n a tu ra r e r u m : la socie­
T eócrito, p o r no h a b la r del in ­ d ad ro m a n a h a d e stilad o en e s­
m en so stock de can cio nes y e p i­ to s tiem p o s u n «microcosmos»
g ra m a s m á s o m enos an ó n im o s de le tra d o s, p o r no d ecir u n
de la época a le ja n d rin a , p ro ­ club...
porcio n aro n sin d u d a u n m a ­
te ria l riq u ísim o p a ra revolucio­ ¿Un poeta enamorado?
n a r el g u sto y la in sp iració n
p oética de los ro m an o s que, C lodia, h e r m a n a del trib u n o
d esd e E n n io , se h a b ía n q u e d a ­ Clodio q u e p ersig u ió a C icerón,
62
D E L O S G R A C O S A L F I N A L D E LA R E P Ú B L I C A
e ra u n a m u je r s e d u c to ra y vo­ v ida s e n tim e n ta l, m ie n tr a s q u e
luble. El -n u ev o estilo» propicia n a d ie se p re o cu p a p o r c a ta lo ­
el n ac im ien to de u n a n u e v a jo ­ g a r, por ejem plo, los a m o re s de
ven de la a lta socied ad que. Safo, M im n erm o o M eleag ro ?
a h o ra , n eg án d o se a a s u m ir el Y es q u iz á o lv id a r lo e s e n ­
p ap el de las m a tro n a s tra d ic io ­ cial o b s tin a rs e en b u s c a r - s e n ­
n a le s q ue h ila n la la n a en el tim ie n to s vividos» en lu g a r de
fondo de la d o m u s, h a c e n a la r ­ c o n s id e ra r q u e la e x p re sió n de
de de u n a te m ib le lib e rta d de los s e n tim ie n to s am o ro so s, en
c o stu m b res. C lodia fre c u e n ta a to d a su d iv e rsid a d , se co n v ierte
los a ris tó c ra ta s y a los p o etas, en R om a en m a te r ia « lite ra tu -
y tie n e m u chos a m a n te s . C a­ rizable». P o r o tro lado, h a s ta
tu lo es uno de ellos, p a r a su ese m o m en to ú n ic a m e n te c ie r­
d esg racia. B ajo el n o m b re de to s am o re s épicos, a lg u n o s con­
L esb ia, el p o eta c e le b ra los flictos trá g ic o s y los ju e g o s m a ­
e n c a n to s y la c ru e ld a d e s de liciosos de la com edia h a b ía n
C lodia. in s p ira d o a los a u to re s la tin o s
E s ta le c tu ra se fu n d a m e n ta en e s ta m a te r ia . C a tu lo im ita a
en el hecho de q u e, p o r vez p ri­ su s m odelos griegos: esto se ve
m e ra en la lite r a tu r a , u n d e ­ c la ra m e n te si leem os su p o em a
te rm in a d o n ú m ero de poem as 51, donde tra d u c e — a d m ira b le ­
de C atu lo d ejan c o n sta n c ia de m e n te , p o r cierto — a S afo y
s e n tim ie n to s am orosos ex a c e r­ a ñ a d e , sig u ien d o la re g la de la
bad o s, que p e rm ite n su p o n e r a em u la tio , u n a e stro fa de su
u n a ex p e rien cia p erso n a l de la p ro p ia cosecha. L a p ieza d e s ­
q u e s e rá n , en cierto m odo, la crib e la fascin ació n p a r a liz a n te
confesión p o ética. L a p r e m a tu ­ q u e provoca en el p o e ta la v i­
r a d esa p arició n del p o eta ha sión del (la) a m a d o (a). ¿D ebe
in du cid o a m u ch o s a c re e r que su p o n e rse u n so p o rte b io g rá ­
m u rió loco de am or. El a su n to fico a e s te te m a ? Del m ism o
n e c e s ita ría co n firm ación, p u es, m odo, C a tu lo im ita en o tro s
si e x a m in a m o s la s le c tu ra s de p o em as los ep ilia (epopeyas
n u e s tro h o m b re — a m ed iad o s c o rta s) a le ja n d rin o s , o, de m a ­
d e siglo, M eleag ro de G a d a ra , n e r a m á s g e n e ra l, los e p ig ra ­
p o eta g a la n te p o r a n to n o m a s ia , m a s q u e p ro life ra b a n en la s
h a b ía p u blicado u n a an to lo g ía an to lo g ías. Lo h a c e con m u ch o
de la poesía eró tic a a le ja n d ri­ ta le n to , y, a n a liz a n d o los te x ­
n a — , podem os im a g in a r q u e su to s q u e nos h a n llegado, n a d ie
in sp iració n p o ética estu v o ta n debe d is c u tirle la o rig in a lid a d
d e te rm in a d a p o r la a e m u la tio de h a b e r sido el p rim e ro en h a ­
com o p o r la s e x p e rie n c ia s vivi­ cerlo y de h a b e r sab id o a d a p ta r
d as. A d em ás, es q u izá u n a n a ­ al le n g u a je la tin o los m e tro s y
cron ism o g ra v e a tr ib u ir a los la s e s tro fa s de los líricos g rie ­
p o etas a n tig u o s t a n t a co m p la­ gos. E n concreto, nos ofrece los
cencia en la ex p resió n de su s p rim e ro s ejem plos de dísticos
s e n tim ie n to s ín tim o s: cu an d o elegiacos co m p u esto s con u n
en la trad ic ió n de la s erotica h e x á m e tro d actilico y con u n
g rie g a s se h a b la de am o r, se p e n tá m e tro (verso de cinco
h a c e , ca m b ian d o el to n o , p a r a p ies), fó rm u la m é tric a q u e a l­
e x p re s a r, lo m ejo r, m á s b ella y c a n z a en R om a u n éxito m uy
s u tilm e n te posible, to d a s las esp ecial. S in em b arg o , n in g u n a
v a ria c io n e s p o sib les del te m a . re g la de co n c o rd an c ia e n tre el
¿P o r qué en to n ce s o b s tin a rs e fondo y la fo rm a p a re c e p re s i­
en e sp e c u la r so b re la p asió n de d ir e s ta s d ife re n te s elecciones
los p o e ta s la tin o s h a s ta el p u n ­ m é tric a s . El p rin cip a] m é rito
to de in v e n ta r la n o v ela de su de C a tu lo co n sistió sin d u d a en
63
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
h a b e r exp lo rad o u n cam p o de am b ig ü ed a d que esto su pone,
la ex p resió n p o ética q u e to d a ­ en el lu g a r poético de u n a ex­
v ía e ra nuevo en R om a cu an d o p re sió n m á s su b jetiv a. P ero
él lo cu ltiv ó y en h a b e rlo hecho n u e s tro a u to r se m u e s tra ta n
con g ra n acierto . a c e rta d o p a r a e x p re s a r la s q u e ­
E s to no es in co m p atib le con j a s de A ria d n a como la s del
el h ech o de q u e u n a pasió n ••desdichado C atulo» (tniser C a­
h a y a a tra v e s a d o su vida. M u­ tulle), y s u s p o esías lo g ran
c h a s p o esías no s s u e n a n a ex­ los m ism os a c ie rto s expresivos
p e rie n c ia s v iv id as, sobre todo evocando la ca b e lle ra de B e re ­
cu a n d o son d o lo ro sas (el ro­ nice que re co rd a n d o los besos
m a n tic is m o nos h a e n se ñ a d o a de L esbia. El a r tis ta e s tá p re ­
v e r en e s ta s e x p resio n es signos se n te en cad a u n o de los ciento
de sin cerid a d ). P e ro los po em as d ieciséis p o em as q u e com ponen
s a tíric o s co n v iv en e s tr e c h a ­ su obra; el a m a n te , sólo en a l­
m e n te en su o b ra con la s q u e ­ g u n o s quizá. E n todos los ca ­
ja s a m a rg a s y, en e p ig ra m a s sos, u n a lie n to nuevo a tra v ie s a
e s p e c ia lm e n te ex p resiv o s, in ­ e s ta obra, u n a pasión poética
cluso con la m a ld a d . C u an d o q u e no d esm erece en n a d a a la
t r a t a el te m a am o ro so , tie n e la del corazón.
h a b ilid a d de e x p re s a rlo m uy
b ie n , y esto in d u ce a c re e r ir r e ­
p rim ib le m e n te q u e el poeta Conclusión
dice la v erd ad : p o r lo q u e s a ­
bem o s de él, es posible conje­ El a m o r p o r la acción, el
tu ra)· q u e, si no estu v o loca­ am o r por la p a la b ra , el am o r
m e n te e n a m o rad o , sí al m enos por la s a b id u ría ... y el a m o r
e ra ca p az de e s ta rlo ; q u e. en p o r el am o r p arece n ilu m in a r
todo caso, estu v o poseído por la u n seg u n d o n a c im ie n to de la li­
lo cu ra de a m a r, cu y a s a le g ría s te r a tu r a la tin a . P ro fu n d a m e n ­
y a n g u s tia s e x p re sa con la m a ­ te e litis ta en su s fu n d a m e n to s,
y o r sen sib ilid a d . L ogra así u n a e s ta ••m odernidad» d e sb a stó la
v e rd a d ex p resiv a en la cual el trad ic ió n n ac io n a l y le ap o rtó
le c to r se reconoce con g u sto , y, la b rilla n te z q u e, h a s ta ese m o­
a fa lta de ser, como se dice a m en to , le h a b ía faltad o . L as
m en u d o , un p o eta en a m o rad o , crisis — todo el m u n d o lo s a ­
C a tu lo es u n p o e ta p a r a e n a ­ b e— ag u d iz a n el e s p íritu de e s ­
m o rad o s... peculación y la c u rio sid ad e s­
P e ro ta m b ién podem os a m a r té tic a . L a “revolución ro m an a »
a C a tu lo p o r o tra s ra z o n e s. E s (por u tiliz a r el títu lo del libro
in n e g a b le q u e su p o in tro d u c ir del h is to ria d o r R onald S ym el
u n ac en to m uy p e rso n a l en el no fue ú n ic a m e n te u n a crisis
a r te b a s ta n te im p e rso n a l de los in stitu c io n a l, sino q u e, ad e m á s,
p o e ta s griegos. Con C atu lo , el a lte ró p ro fu n d a m e n te la s m e n ­
lirism o evoluciona: a r te de la ta lid a d e s y renovó la creación
canción en s u s com ienzos, tie n ­ lite ra r ia : ¿p o d ría h a b la r s e de
de a c o n v e rtirse, con to d a la revolución c u ltu ra l?

64
4
EL TIEMPO DE A U G U S T O

Los e sc rito re s de la época de 1. V ir g ilio y el


A u g u sto p a re c e n te n e r com o a ie ja n d r is m o
c a ra c te rís tic a com ún no s e r
«rom anos de Rom a». H a n n a ­
en Rom a
cido en la s p ro v in cia s y, salvo
el caso de H oracio, v ien en de
I ta lia del n o rte . O b serv am o s, V irgilio (70-19 a. C.) n ació en
p u e s , u n a m odificación del e s­ M a n tu a , en u n a reg ió n q u e
pacio latin o , q u e p a re c e a le ja r ­ a c a b a b a de s e r ro m a n iz a d a . El
se del polo de a tra cció n q u e cam po de M a n tu a a p e n a s te n ía
co n stitu ía la Ita lia Graeca p a ra n a d a q u e v e r con la S icilia de
e x te n d e rs e so b re la to ta lid a d T eócrito, y, sin e m b a rg o , el p ri­
de u n a Ita lia a p a r ti r de a h o ­ m e r im p u lso del p o e ta fue im i­
r a u n ifica d a. Dos g en e rac io n e s t a r al sicilia n o T eócrito, q u e, a
de p o e ta s v a n a su ce d erse: u n a , fin a le s del siglo ill a. C., p u b li­
la de V irgilio y H oracio, ya có u n a colección de Id ilio s, p ie ­
h a b ía n alc a n z a d o la m a d u re z za s p o é tic a s b a s ta n te b re v e s en
c u a n d o e s ta lla n la s g u e rra s ci­ form a de -sa in e te » , de ske tc h s
v iles. T ibulo, P ro p ercio y sobre p ro ta g o n iz a d o s p o r v a rio s p e r ­
todo O vidio, en cam bio, e s tá n so n a je s, g e n e ra lm e n te o rig in a ­
-d esfasad o s» en relación a e sta rio s del m edio p o p u la r. Salvo
ex p e rien cia tra u m á tic a . Ellos a lg u n o s p o em as «ciudadanos» o
p u ed e n d is fru ta r de la p a z im ­ m itológicos, se t r a t a casi sie m ­
p e ria l, del o tiu m , q u e su s h e r ­ p re de p a s to re s q u e ded ican
m a n o s m ay o re s ta n to h a b ía d e ­ m u ch o m á s tiem p o a to c a r la
seado. F re n te a esto s p o e ta s, el fla u ta q u e a la s d u ra s fa e n a s
h is to ria d o r T ito Livio p ro p o r­ del laboreo. No son, en todo
ciona q u iz á u n a p ru e b a de q u e caso, los g ra n d e s de e s te m u n ­
la n o s ta lg ia de la g ra n d e z a r e ­ do, a los q u e la tra d ic ió n g rieg a
p u b lic a n a es u n o de los ra sg o s re s e rv a b a g e n e ra lm e n te el p r i­
in te le c tu a le s c a ra c te rís tic o s de vilegio de p e n s a r y e x p r e s a r­
u n a época q u e p re te n d ía volver se p o é tic a m e n te . E s te ra sg o es
a fu n d a r de R om a, p ero q ue, en b a s ta n te c a ra c te rís tic o de la
re a lid a d , no p a s a de s e r u n a p o esía a le ja n d rin a , q u e en v a ­
difícil tra n sic ió n . E l a r te ofi­ rio s p u n to s — la lo n g itu d de las
cial, b a s ta n te p esa d o e ideoló­ o b ra s, la evocación de te m a s,
gico, p u ed e r e s u lta r s o rp re n ­ la d ig n id a d de los p e rs o n a je s —
d e n te en relació n a « lite ra tu ra re c h a z a la g ra n d ie lo c u e n c ia li­
a u g u ste a » , que es a la vez c u lta te r a r ia . Se t r a t a de u n a ev o lu ­
y b rilla n te , g ra v e y lig e ra , rica ción e s té tic a c o n sid e ra b le en la
en im á g e n e s y r a r a s veces p e ­ qu e p u e d e n p e rc ib irse los efec­
d a n te . E s aq u í p re c isa m e n te to s de u n a ideología n u e v a : en
do n d e d eb en b u s c a rs e los m á s u n m u n d o c a m b ia n te , el c a rá c ­
bellos m o n u m e n to s lite ra rio s t e r lúdico de la ex p resió n poé­
de la e ra a u g u s te a , p u e s a lg u ­ tica — el a r te p o r el a r te , d iría ­
nos de ellos e n c a rn a n , seg ú n m os hoy— y a no es d e s p re c ia ­
n u e s tro p u n to de v is ta m o d e r­ do. Se esc rib e n u n o s pocos v e r­
no, el genio ro m an o ... sos so b re u n te m a in sig n ific an -
65
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
te; son v e rso s d e c irc u n s ta n ­ q u e en el p a s a d o u n a sujeción
c ias; b a s ta u n p a la b r a in g e n io ­ de la creación p o ética a las
sa: el e p ig ra m a a lc a n z a g ra n id e a s y p rin c ip io s d e la a ris to ­
fo rtu n a . S e d e sc rib e n o b ra s de cra c ia , p u e s la in d e p e n d e n c ia
a r te , los a u to re s se e n tre g a n a de los p o e ta s tie n d e a s e r con­
• ejercicios de estilo», se b ro ­ s id e ra d a com o p a r te de su e n ­
m e a , se c u ltiv a el ju e g o de p a ­ c a n to . El m ism o M ecen as, p e r ­
la b r a s , in c lu so el v irtu o sism o . so n aje m u y im p o rta n te en la
L as p rim e ra s a n to lo g ía s p e r­ época -—p u e d e s e r co n sid erad o
m itie ro n q u e e s ta p o esía fu e ra no so la m e n te com o h o m b re de
m ejo r conocida en R o m a. El vo­ c o n fia n za de A u g u sto , sino,
cero del n u e v o g u s to , al q u e ya a d e m á s , com o u n «m inistro»
se re fie re C a tu lo , e ra el p o eta suyo— , e ra am igo p erso n a l de
C o rn elio G allo, al cu al V irgilio «sus» p o e ta s, V irgilio, H oracio
rin d e h o m e n a je en la D écim a y, com o ta l, r e s p e ta b a su lib e r­
B u c ó lic a . E s p re c is a m e n te en ta d de in sp ira c ió n . C o m p arte
e ste co n tex to d o n d e ve la luz con ellos so b re todo el in te ré s
to d a u n a p a r te d esconocida de com ún p o r u n a b e lla em p re sa:
la o b ra de V irg ilio , q u e se re u ­ im ita r a los p o e ta s a le ja n d ri­
nió bajo el títu lo g en érico de nos «rom anizándolos».
A p p e n d ix V ir g ilia n a : en c o n ­ F u e p re c is a m e n te en e s te
tra m o s aq u í, u n poco m e z c la ­ a m b ie n te c u ltu ra l donde V irg i­
dos, e le m e n to s h e te ro g é n e o s lio co m puso u n d e te rm in a d o
q u e p ro v ien e n de la in sp iració n n ú m e ro de s u s B ucólicas, poe­
a le ja n d rin a , e p ig ra m a s lig ero s m a s en fo rm a de sk e tc h s que
(re u n id o s b ajo el títu lo de Ca- po n en en esc e n a p a sto re s. La
ta lep to n ), u n a g r a d a b le epilion colección q u e p o seem os lleva
(epo p ey a en m in ia tu r a , en e ste el títu lo de É g lo g a s, es decir,
caso paródica, titu la d a E l m os­ • o b ra s escogidas» p o r el m ism o
q u ito , C ulex), u n a n a rra c ió n V irgilio e n tr e u n a producción
le g e n d a ria de a p a rie n c ia e r u ­ c ie rta m e n te m á s e x te n sa . A las
d ita y e stilo a m a n e ra d o (C iris, b ucólicas así re u n id a s , n u e v a s
la co g u jad a). Se t r a t a de t r a ­ al p rin cip io , se ag reg ó u n a d é ­
bajo s poéticos d iv e rso s de V ir­ cim a p ieza, q u e h em o s evocado.
gilio q u e fu e ro n p e rg e ñ a d o s en
e ste « lab o ra to rio poético» d o n ­
de los g é n e ro s m e n o re s su s c i­ La Arcadia según Virgilio
ta b a n el m a y o r in te ré s . E s fácil
im a g in a r q u e e s to s círculos de V irgilio to m a de T eócrito la
p o e ta s p ra c tic a b a n ta m b ié n fo rm a — diálogos en h e x á m e ­
con g u s to el p a s tic h e , y no es tro s d ac tilico s— y el escen ario :
cierto q u e to d a s la s o b ra s del u n cam p o b a s t a n t e convencio­
A p p e n d ix s e a n v irg ilia n a s ... n a l q u e se c o rre sp o n d a b a s ta n ­
S on, en todo caso, te stim o n io s te b ien con la id ea q u e de él se
del n u ev o e s ta tu to q u e a d q u ie ­ fo rm a el h a b ita n te de la ciu ­
re la creació n p o ética , q u e se dad . P e ro ta m b ié n to m a del
« m u n d an iza » , a p o r ta el esp e c­ p o eta de S ira c u s a los n o m b res
tácu lo de su b rilla n te z a la a lta de los p a s to re s , y su fo rm a de
b u rg u e s ía ro m a n a , q u e a p a r ti r vivir. L a A rc a d ia es tr a n s p o r ­
de a h o ra d is fru ta del in g en io ta d a in d e m n e al cam po i t a ­
de p o e ta y le ofrece a cam bio lian o , p u e s , en los v erso s de
u n a p ro tecció n social co n sid e­ los p o e ta s a le ja n d rin o s , h a b ía
ra b le . d ejad o de s e r d e fin itiv a m e n te
P e ro a q u í ta m b ié n los tie m ­ u n a ru d a co m arca s itu a d a en
pos h a n cam b iad o : e s te «m ece­ el corazón del P elo p o n eso p a ra
nazgo» im p lica m u ch o m enos c o n v e rtirse en u n p a is a je im a-
66
EL T I E M P O D E A U G U S T O
gin ario : el de la p a s to ra l. S e­ ta b a con su fla u tín p a r a su
gún u n a a n tig u a tra d ic ió n , los a m a d a . E l m ism o V irgilio sólo
p a s to re s de la A rc ad ia fre c u e n ­ p u d o c o n se rv a r su p ro p ie d a d
ta b a n al dios P a n y a A rte m i­ fa m ilia r g ra c ia s a la in te rv e n ­
sa , y se e n tre g a b a n con fervor ción de su s am ig o s de la s c la ­
a la m ú sica. L as c irc u n s ta n ­ ses a lta s ... Com o si el p o eta de
cias h istó ric a s c o n trib u y e ro n M a n tu a q u is ie ra e n m a r c a r el
no poco a p o n e r de m o d a, en la su eñ o en la re a lid a d , la ex p ro ­
R om a de fin a le s del siglo J, piación de los c a m p e sin o s v u e l­
e s ta estilizació n del p a ra ís o te ­ ve en la N o ven a B u có lica — la
rre n a l: d e m a s ia d a s g u e rra s ν ú ltim a de la se rie in ic ia l— con
e n fre n ta m ie n to s políticos, ex­ el p erso n aje de M oeris, viejo
cesiv as te n s io n e s ta m b ié n en criado de u n ta l M e n a lc a s que
la vida u rb a n a , a lim e n ta ro n el h a b ía podido c o n se rv a r su s tie ­
a p e tito de u n p a ís m ara v illo so r r a s -g ra c ia s a su s versos»...
en el q u e la s ú n ic a s riv a lid a d e s E n cierto m odo, V irgilio im ­
que e n fre n ta b a n a s u s h a b ita n ­ p rim e, p u e s, a la bucólica, g é­
te s e ra n p o éticas y m u sicales. n ero b a s ta n te a rtific ia l, la m a r ­
La clase d irig e n te ro m a n a ca de los tiem p o s, y le t r a n s ­
en c o n tra b a el o tiu m en el re ­ m ite su s p re o cu p ac io n e s p e r ­
fugio de s u s ja rd in e s , donde in ­ sonales. A lg u n a s p ie z a s son d i­
geniosos p a is a jis ta s recom po­ fíciles de in te r p r e ta r , y q u i­
n ía n a rtific ia lm e n te u n a n a ­ zá p re s e n ta b a n d e lib e ra d a m e n ­
tu ra le z a cóm oda, a rm ó n ic a y te u n sen tid o esotérico: ta l es el
su av e. No s e ría , p u es, com ple­ caso sobre todo de la C uarta,
ta m e n te exacto d e s c u b rir en Q u in ta y S ex ta B u có lica , esto
la poesía v irg ilia n a u n ••senti­ es, el corazón m ism o de la
m ien to de la n a tu ra le z a » , por obra. L a C uarta en co n creto h a
cu a n to este p a isa je no es m ás hecho c o rre r ríos de tin ta : ex­
que un o de los co m p o n en tes de p re sá n d o se en n o m b re propio,
u n a rte de v iv ir ••arcádico» ca­ V irgilio v a tic in a y p re d ic e el
ra c te riz a d o p o r la eleg a n cia, el n a c im ie n to de u n n iñ o divino,
culto del a r te y lo bello y la in ­ q u e s e ñ a la rá la lle g a d a de u n a
clinación h ac ia los to rm e n to s n u ev a E d ad de O ro. E sta m o s
del am o r. P ero los re cu erd o s m u y lejos del to n o h a b itu a l de
p e rso n a le s de V irgilio aflo ran la p a s to ra l, y e s te -h e rm e tism o
p o r to d a s p a rte s y colorean e s­ virgiliano» (q u e no es incom ­
ta s p a s to ra le s con p in cela d as p a tib le con el g u sto m a n ie r is ta
re a lis ta s . Si p o r u n lado los p o r la o scu rid a d y con los e n ig ­
p a s to re s c o n tin ú a n sien d o ar- m a s q u e g u s ta b a n c u ltiv a r
cádicos, p o r o tro los c a m p e si­ alg u n o s a le ja n d rin o s) m u e s tra
nos v ien en a tu r b a r e s te m u n ­ p e rfe c ta m e n te en el p o eta la
do id eal evocando p ro b lem a s am bición de e le v a r su voz h a s ­
c o m p le ta m e n te a c tu a le s , en ta los re g istro s m á s alto s.
concreto la confiscación de su s
tie rra s , q u e e r a n e n tre g a d a s a
los v e te ra n o s de los ejército s de El gran poema
O ctavio, q u ie n e s les ex p u lsa n de la vida agrícola
de s u s cam pos.
V em os a s í q u e el M elibeo de L a s G eó rg ica s, c o m p u e s ta s
la P rim era B ucólica e s tá bajo e n tr e el 39 y el 29 a. C., se
la a m e n a z a de u n a e x p ro p ia ­ a b re n con u n a invocación a Oc­
ción y confía su a m a rg u ra al tav io A u g u sto , y p a re c e n así,
p a s to r T itiro , q u ien se ocupa de e n tra d a , te n e r u n a vocación
tra n q u ila m e n te en la com posi­ c la ra m e n te ideológica. L a a lu ­
ción de m elo d ías q u e in te r p r e ­ sión que se h ace, en el can-
67
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
to III, a u n «orden» de M ecen as so de poesía, a s í la s Geórgicas
d eb e in te r p r e ta r s e en el m ism o p u e d e n s e r p e rfe c ta m e n te con­
sen tid o . H em o s v isto q u e la s id e ra d a s como u n tr a ta d o de
a g r ic u ltu r a ita lia n a e s ta b a en ag ro n o m ía m uy preciso y bien
crisis y q u e V irg ilio conocía in fo rm ad o , q u e bebe en las
p e r s o n a lm e n te el p ro b le m a . m ism a s fu e n te s c u lta s (sobre
¿C u ál e ra la a c titu d del p o d er todo en los esc rito s del c a r ta ­
a n te el a s u n to ? U n a g ra n im ­ g in és M agón).
p o te n c ia , sin d u d a . A u g u sto en S in e m b a rg o , el p o em a de
todo caso no llevó a té rm in o V irgilio, m á s a llá de su conte­
u n a p o lítica de « v u elta a la tie ­ n id o y de su s am b icio n es di­
rra » , com o se h a p odido p e n s a r d á c tic a s, e n c u e n tra u n a re so ­
d u r a n te m u ch o tie m p o , lo que n a n c ia co n c reta en p a sa je s j u s ­
ju s tif ic a ría el p ap e l del poem a ta m e n te céleb res, que p u ed e n
com o in s tru m e n to de p ro p a ­ s e r co n sid erad o s com o v e rd a ­
g a n d a . P ero re c u e rd a los viejos dero s «m om entos de in s p ira ­
v a lo re s ro m a n o s, y ésto s e s tá n ción»: la evocación de la E d ad
in s c rito s en la v id a r u r a l y en de O ro, los p re sa g io s q u e si­
la s la b o re s re la c io n a d a s con las g u iero n a la m u e rte de C ésar,
p ro p ie d a d e s ag ríco las. D esde el in v ie rn o e sc ita , la s ley en d a s
e s te p u n to de v is ta , la c e le b ra ­ de A risteo y el episodio de Or-
ción no s o la m e n te de la a g ri­ feo q u e v a a la b ú s q u e d a de
c u ltu ra , sin o d e la g a n a d e ría e E u ríd ic e a los in fiern o s... son
in clu so — p u n to sig n ificativ o — o tra s ta n ta s im p la n ta cio n es no­
de la a p ic u ltu ra d esem boca ta b le s de poesía d e n sa y pode­
en u n elogio v ib ra n te de u n a ro sa en u n co n tex to que p u ed e
v id a social q u e la s g u e r ra s h a n p a re c e r pesad o . E sto s e s ta lli­
p u e s to en p elig ro , y q u e e s ta b a dos — p o em as d e n tro del poe­
en el fu n d a m e n to m ism o de la m a — p u ed e n ta m b ié n in s c ri­
civilización ro m a n a . ¿D a V irg i­ b irse , donde a p a re c e n , en la es­
lio u n g rito de a la r m a en el que té tic a a le ja n d rin a , que a m a b a
se e x p re s a su n o s ta lg ia ? A n te ta le s « e n c astram ien to s» , v e r­
todo, esc rib e u n p o em a al que d a d e ro s «ornam entos» con los
con fiere la s d im e n sio n e s de q u e nos d e le ita b a el ta le n to
u n a epopeya. poético del a u to r.
H esíodo, en su época, h a b ía
esc rito L o s tra b a jo s y los d ía s
sob re el m ism o te m a . P a r a los L a celebración épica
a le ja n d rin o s , H esíodo e ra u n de la leyenda de Eneas
in m e n so genio; a v eces se le
c o n sid e ra b a com o u n e s c rito r E n la s G eórgicas, V irgilio h a ­
in clu so s u p e rio r al m ism o H o­ b ía fo rm u la d o u n a m o ral del
m ero , y sólo a n u e s tro g u sto tra b a jo y de la acción d ecid i­
m o d ern o p u e d e s o rp re n d e r que d a m e n te o p tim is ta : la E d a d de
la fo rm a p o ética se p u s ie ra al O ro, decía, e s tá a n te no so tro s.
serv icio de u n a in te n c ió n d i­ El m ito de los o ríg en e s h a b ía
d áctica. P o r el c o n tra rio , el r e ­ e m b o tad o la e n e rg ía h u m a n a
cu rso a u n a r te p a r a c e le b ra r en u n a felicidad p a siv a , e ra u n
o tro a r te e ra algo a p re c ia d o en señ u elo ; es p re c is a m e n te en la
la a n tig ü e d a d , q ue, p o r lo d e ­ p ru e b a y en la acción do n d e la
m ás, no c o n sid e ra b a en ab so ­ h u m a n id a d e n c u e n tra su d e s ­
lu to «prosaicas» té c n ic a s como tino. U n a le c tu r a com o e s ta del
las de la a g ric u ltu ra . Del m is ­ m ito, re s u e lta m e n te «m oderna»,
mo m odo q u e los tr a ta d o s de puede p e r m itir co m p re n d e r
m u c h o s ag ró n o m o s in c lu y e n m ejo r el p royecto de e sc rib ir
fra g m e n to s de filosofía, in c lu ­ u n a o b ra com o la E n e id a , que
68
EL T I E M P O D E A U G U S T O
V irgilio em pezó in m e d ia ta m e n ­ go, conduce al h é ro e a la tie rra
te d esp u és de la te rm in a c ió n e sp e ra d a ) se g u id a d e u n a llía -
de las Geórgicas, y cuya e sc ri­ d a (los seis ú ltim o s c a n to s e s ­
tu r a le o cu p a rá h a s ta su m u e r­ tá n dedicados a la s g u e rra s
te, acaecida en el año 19, sin q u e debe e m p re n d e r E n e a s
qu e fin a lm e n te p u d ie ra re m a ­ p a r a a s e n ta r a su pueblo. Así
t a r la com posición de su s doce como el poem a h om érico s ig n i­
canto s. ficaba, en c ie rta m ed id a, el fin
L as p ru e b a s y los co m b ates de u n m u n d o , del m ism o m o ­
de E n e a s, d esp u é s de la ca íd a do el de V irgilio r e p r e s e n ta la
de T rova, tie n e n como p u n to de construcción de u n nuevo m u n ­
m ira no so la m e n te la consoli­ do, y su epopeya c e le b ra ig u a l­
dación de Ita lia , y d esp u é s, le ­ m e n te , en la le ja n ía de los o rí­
ja n a m e n te , la fu n d ación de g en e s, e s ta tra n sic ió n de G re ­
R om a, sino ta m b ié n la e x p a n ­ cia a R om a, q u e e ra fu n d a m e n ­
sión de su Im p erio , especie de ta l en la elab o ració n de la c u l­
E d ad de O ro p a ra u n im p e ria ­ t u r a y el p o d e r de los ro m an o s.
lism o que J ú p ite r a firm a , en el S itu á n d o s e al m a rg e n de la
c a n to I, no lim ita r en el e s p a ­ h is to ria , V irgilio s u b lim a e s ta
cio ni en el tiem po: im p e riu m h e re n c ia , como s u b lim a la r e a ­
sin e fin e d ed i, -h e dado a los lid ad h istó ric a del e n f r e n ta ­
ro m an o s u n im p erio sin fin». m ien to e n tre R om a y C a rta g o
E s ta epopeya q u ie re s e r la p o r la s u p re m a c ía en el m u n d o
celebración de la g ra n d e z a ro ­ m e d ite rrá n e o , d isp o n ien d o la
m a n a , y e n c u e n tra en la le y e n ­ esc ala c a rta g in e s a e n tre las
d a de E n e a s la s re s o n a n c ia s, a -p ru eb as» a las q u e debe e n ­
la vez épicas y re lig io sas, de u n f r e n ta rs e E n e a s en su odisea.
c a n to de e sp e ra n z a . P u ed e d e ­ Los am o re s de D ido y E n e a s no
cirse que V irgilio con forta la son so la m e n te u n ele m e n to n o ­
política a u g u s te a , q u e q u e ría velesco en la ep o p ey a (tam b ién
s e r u n a re s ta u ra c ió n de los v a ­ a los a le ja n d rin o s les g u s ta b a
lo res fu n d a m e n ta le s de R om a, e ste g én ero de in te rfe re n c ia s , y
u n a refu n d ació n de u n a ciu d ad V irgilio, como b u e n im ita d o r de
q u e h a b ía sido d u ra m e n te c a s­ A polonio de R odas, no fue in ­
tig a d a p or la s g u e r ra s civiles, y se n sib le a ello.): D ido se d e s tr u ­
u n rég im en -m oderno» a d a p ta ­ ye a sí m ism a com o C a rta g o
do a los in m en so s espacios del s e rá d e s tru id a , v en c id a p o r el
Im p erio . P ero A u g u sto , m á s s a ­ d e s tin o de R om a, y V e n u s, p ro ­
bio q ue J ú p ite r, q u e ría lim ita r te c to ra de E n e a s, vence a J u n o ,
e ste Im p erio a su s fr o n te ra s ac ­ q u e ap o y a b a a Dido. El s im ­
tu a le s : ta l s e rá su te s ta m e n to bolism o del episodio, lejos de
político... V irgilio e ra m á s op­ ec lip sa r su lado p a té tic o , re d u ­
tim is ta q u e su p rín cip e. ce su alcan ce. El d e stin o de
A sí p u es, p a r a c e le b ra r al E n e a s coincide con el de R om a,
nuev o R óm ulo, h ac e fa lta evo­ y el tiem p o del m ito ilu m in a el
c a r a su a n te p a s a d o , al tro y a n o de la h isto ria .
E n e a s , de q u ien , o ficialm en te,
d escen d ía la g e n s J u lia . El p o e­
m a resp o n d e s im é tric a m e n te a La E n e id a
la epopeya h o m érica, a rq u e tip o y el destino de Roma
del género: a la Ilía d a su ce d ía
la O disea, y la E n e id a se p r e ­ El tiem p o d e se m p e ñ a , p u es,
s e n ta como u n a O disea (los en m u ch o s asp e cto s u n papel
seis p rim e ro s ca n to s r e la ta n el m u y im p o rta n te en la e s tr u c ­
p erip lo q ue, d esd e T ro y a h a s ta t u r a de la E n e id a . El tiem p o de
el L a tiu m , p a s a n d o p o r C a rta - las v id as h u m a n a s , m a rc ad o
69
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
p o r la c a d e n a de la s g e n e ra c io ­ del n o m ad ism o . E s to s e le m e n ­
nes: E n e a s tr a n s p o r ta n d o a su to s e x istía n sin d u d a en el fon­
p a d re A n q u ises so b re s u s h o m ­ do leg en d a rio , pero el poem a
b ro s y llev an d o a su hijo A s­ de V irgilio, g ra c ia s a u n a no­
can io de la m a n o p u e d e consi­ ta b le in tu ic ió n del sim bolism o
d e r a rs e casi com o su aleg o ría, de los p e rso n a je s, h a sab id o d e ­
y e s ta v irtu d de fid elid ad lle ­ s a rro lla rlo s con in te lig e n c ia .
v a b a en R om a el n o m b re de Todos esto s ra sg o s confieren
p ie ta s , p o r lo q u e, en la obra, a la epopeya v irg ilia n a u n a
se a trib u y e al h éro e el a trib u to co m p lejid ad y u n a p ro fu n d id a d
específico de p iu s A e n e a s, m á s q u e to d a v ía so rp re n d e n a la
allá in clu so de su re s p e to por crítica. L a re lig io sid ad de V ir­
la v o lu n ta d d iv in a; es ta m b ié n gilio, su se n sib ilid a d , su in te ­
el tiem p o del m ito , d iv id id o pol­ ré s por los sím bolos, los n ú ­
las p ru e b a s y la s h a z a ñ a s h e ­ m ero s, los signos, h a n s u s c ita ­
roicas, y q u e a q u í se p re s e n ta do n u m e ro so s e stu d io s a p a s io ­
c la ra m e n te com o el "tiem p o de n a n te s . El lecto r, q u e tie n e a
a n te s de la h isto ria » q u e lle­ su disposición v a r ia s b e lla s t r a ­
va en sí los fu n d a m e n to s del ducciones, se v e rá d e slu m b ra d o
d e v e n ir p ro p ia m e n te h istórico; p o r m o m en to s de g ra n in te n s i­
es, fin a lm e n te , el tie m p o de la s d a d poética. Se h a venido d is­
fu n d a cio n es, cuyos ritm o s o r­ p e n s a n d o h a b itu a lm e n te e sp e ­
d e n a d o s y arm ó n ic o s c o n s titu ­ cial aten c ió n a la p rim e ra p a r ­
y en el te stim o n io de u n p la n te del p oem a, con esos g ra n d e s
div in o q u e se re v e la fu e ra del m o m en to s q u e son los am o re s
tiem p o h u m a n o ; b a ja n d o a los c a rta g in e s e s y la b a ja d a a los
In fie rn o s — es d ecir, situ a d o In fie rn o s. E n efecto, la p asió n
fu e ra del tiem p o — , E n e a s d e s­ d e D ido p o r E n e a s es u n e p i­
cu b re no so la m e n te a los h é ­ sodio q u e in s p ira rá m u c h a s re-
ro es m u e rto s , sin o ta m b ié n la e s c ritu r a s (m á s c e n tr a d a s so­
m a je s tu o s a p e rs p e c tiv a de la b re el p e rs o n a je de D ido que
g ra n d e z a ro m a n a , q u e J ú p i ­ so b re el m a lv a d o E n e a s...), y la
te r h a b ía re v elad o , d esd e el co­ o b ra de D a n te p ro lo n g a p a r a
m ienzo del p o em a, c u a n d o el la p o ste rid a d c r is tia n a el viaje
h éro e d ebe e n f re n ta r s e con u n a in iciático de E n e a s . P ero ta m ­
te rrib le te m p e s ta d : E n e a s re i­ b ién en los seis ú ltim o s c a n ­
n a r á so b re su c iu d a d t r e s años; to s e n c o n tra m o s v a ria s p á g in a s
A scan io , t r e i n t a , y f u n d a rá h e rm o sa s, y el p u n to c u lm in a n ­
A lba, donde los d e s c e n d ie n te s te del p o em a debe s itu a r s e en
de los tro y a n o s re in a r á n t r e s ­ el c a n to V II, c u a n d o el h éro e,
cien to s años. D e sp u é s v e n d rá al re c ib ir la s a r m a s q u e le o fre­
R óm ulo, y e m p e z a rá la h is ­ ce su m a d re V e n u s, sa b e que,
to ria ... a p a r tir de a h o ra , e s tá e n la
E s cierto , p o r o tra p a r te , que tie r r a y ve, so b re s u escudo, la
en el p e rs o n a je de E n e a s se re p re s e n ta c ió n de los g ra n d e s
a c u m u la n la s "funciones» que m o m en to s del fu tu ro de la h is ­
G eorges D u m ézil d e sig n a como to ria ro m a n a .
e s tr u c tu r a s fu n d a m e n ta le s de D ebem os d e te n e rn o s en e s ta
la civilización in d o eu ro p e a: es im a g e n , a fa lta de p o d er re fe ­
g u e rre ro , es sa c e rd o te , es el rirn o s en a lg u n a s lín e a s a u n a
artífic e d e u n edificio social, obra ta n g ra n d e y bella. E n el
q u e co n sig u e a la vez la d u r a ­ c a n to III de la s G eórgicas, V ir­
ción y la se g u rid a d de la vida gilio h a b ía p ro m etid o q u e co n s­
en ciu d ad a u n pu eb lo al que tru ir ía u n tem p lo en cuyo ce n ­
la caíd a de T ro y a h a p re cip i­ tro e s ta r ía O ctavio A u g u sto .
ta d o a la p re c a rie d a d asocia! E s te tem p lo — no lo d u d em o s—
70
EL T I E M P O D E A U G U S T O
es la E n e id a . Y en el corazón glo il a. C., en el círculo de los
de e s te tem p lo e n c o n tra m o s E scip io n es, L ucilio, a r is tó c r a ta
u n a v e rtig in o sa visión de la y h áb il v e rsific ad o r, h a b ía dad o
h isto ria : como sobre el escudo u n a fo rm a lite r a r ia o rig in a l a
d e E n e a s, se lee en su to ta li­ esto s «popurrís» com poniendo
d a d , y tra n s c ie n d e , el tiem po. en m e tro ún ico (el h e x á m e tro )
E s ta m o s aq u í, seg ú n la fó rm u ­ u n n ú m e ro c o n sid e ra b le de p ie ­
la de J . P e rr e t, a n te «un espejo za s q u e a n a liz a b a n , no sin c ie r­
del d e stin o rom ano». to h u m o r y fero cid ad , a lg u n a s
co stu m b re s de la época, a la s
qu e fu s tig a b a con a p a r e n te e s ­
p o n ta n e id a d . Com o la s cos­
tu m b re s q u e se d e sc rib ía n po­
2. H o ra c io : d ía n o b se rv a se u n poco p o r to ­
e p ic u re is m o d a s p a r te s , la s s á tir a s de L u ­
y tra d ic ió n cilio a d o p ta ro n fo rm a s d iv e rs a s
(sk e tc h s , con p a r te s d ia lo g a d a s,
•■disertaciones», n a rra c io n e s de
F u e V irgilio q u ien , en el añ o c a rá c te r anecdótico...), p ero to ­
38 a. C., p re s e n tó a H oracio d a s e lla s te n ía n u n a c a ra c te ­
(Q. H oracio F lacco, 65-8 a. C.j rís tic a com ún: p re s e n ta b a n u n
a M ecen as. D e n u ev o u n h o m ­ te m a serio q ue, d e sp u é s, e ra
b re de la p ro v in cia, p ero e s ta tr a ta d o con h u m o r vivo y m o r­
vez o rig in ario del s u r, en con­ daz.
creto de V e n u sa , p e q u e ñ a c iu ­ E n esto , la s S á tir a s de L uci­
d ad s itu a d a en los co n fin es de lio se in s c rib ía n en u n a t r a d i ­
A p u lia. E sto s o ríg en e s son m u y ción p arafilo só fica in a u g u ra d a ,
im p o rta n te s p a r a el p o e ta , a al p a re c e r, p o r los filósofos cí­
q u ien le g u s ta re c o rd a r su in ­ nicos: la d ia trib a , q u e co n sistía
fa n cia, evo car los b u e n o s con­ en d e n u n c ia r los vicios y am o ­
sejos q ue le d a b a su p a d re y la s n e s t a r al le c to r (es d ecir, p a ra
lecciones q u e recib ía d e su h a b la r claro , «reg añ arle» u n
m a e stro . A d m itid o en el círculo poco). E n G recia, B ión de Bo-
de M ecen as, se e m p a p a del e p i­ ris te n e s y M enipo de G a d a ra
cu reism o q u e flo ta e n el a m ­ h a b ía n descollado en e s te a rte ,
b ie n te , p ero el se n tid o de la y volvem os a e n c o n tr a r e s ta
m ed id a e s tá ta n a rra ig a d o en m ism a in sp ira c ió n d ia tríb ic a
su c a rá c te r q u e n u n c a — a p e ­ en R om a ta n to en las S á tir a s
s a r de la fa m a q ue le h a dad o de Lucilio, H o racio y V a rró n
el fam oso C arpe d ie m — se le com o en la a rg u m e n ta c ió n vi­
p u e d e s o rp re n d e r en fla g r a n te g o ro sa q u e S én ec a d e s a rro lla
delito de escán d alo . p a r a re p ro b a r los excesos en la
L as S á tir a s son u n co m p ro ­ m e s a o la co b a rd ía de su s con­
m iso e n tre e p icu reism o y t r a ­ te m p o rá n e o s. D esd e u n p u n to
dición. B ajo el títu lo g e n e ra l de de v is ta fo rm al, la s d is e rta c io ­
S e rm o n e s (C o n v e rsa c io n e s), n e s v e rsific a d a s de L ucilio p re ­
e s ta s o b ras, de ex ten sió n v a r ia ­ s e n ta b a n u n c a rá c te r to r r e n ­
ble, fo rm an dos lib ro s in d e p e n ­ cial q u e H o racio y o tro s críticos
d ie n te s q u e fu ero n p u b licad o s lite ra rio s de la a n tig ü e d a d le
re s p e c tiv a m e n te en los añ o s 35 re p ro c h a rá n : d e m a s ia d a lib e r­
y 29, y, como d e n o ta el s ig n i­ ta d en el to n o y en el estilo , d i­
ficado de la p a la b ra la tin a s a ­ cen, y m u y poco cu id ad o en la
tu ra , tr a t a n u n poco de todo. com posición po ética. P o d ía dic­
Ya h em os e n c o n tra d o el t é r ­ t a r — dice H o racio — d oscientos
m ino a p ro p ó sito del te a tr o la ­ v erso s en u n a h o ra a la p a ta
tin o p rim itiv o ; a fin a le s del s i­ coja (sta n s p ed e in uno), lo que
71
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
s e g u ra m e n te e ra u n a e x a g e ra ­ El lirismo horaciano
ción. D e e s ta o b ra in m e n sa (¡se
h a b la de t r e in ta libros!) nos V olvem os a e n c o n tra r e s ta fi­
h a n lleg ad o d e m a s ia d a s pocas losofía en la s O das — o en m u ­
m ig a ja s com o p a r a que p o d a­ c h a s de e lla s al m en o s, pues,
m os a p re c ia rla ; p ero alg u n o s u n a vez m ás, H oracio sólo se
fra g m e n to s m u e s tra n q u e L u ­ m u e s tra m o ra lista p o r m o m en ­
cilio e ra m u y sev ero en la crí­ to s— . Su am bición p rim o rd ia l
tic a y g u s ta b a u tiliz a r fó rm u las es « re u n ir el c a n to de E o lia con
p in to re sc a s. la s c a d en cias ita lia n a s» , es d e­
Así p u e s, la d ia trib a que H o­ cir, a p lic a r a la le n g u a la tin a
racio to m a com o p u n to de r e ­ los ritm o s y los e sq u e m a s m é­
fe re n c ia c u a n d o com pone su s trico s de los p o e ta s líricos g rie ­
s á tir a s fue u n a fo rm a lite ra r ia gos. La cu estió n d is ta m ucho
m u y ro m a n iz a d a , a la q u e el de s e r sen cilla, p u e s la m u si­
a u to r p re te n d e d a r u n acab ad o c a lid ad fu n d a m e n ta l de la poe­
m á s p erfecto . Lo p aradójico sin sía lírica g rie g a se h a b ía cons­
d u d a es q u e, en H oracio, la in s ­ tru id o no so la m e n te sobre es­
p irac ió n e p ic ú re a s u s titu y e a la tr u c tu r a s específicas de la le n ­
tra d ic ió n cínico-estoica, a p r io ­ g u a g rieg a , sino ta m b ié n sobre
ri d ia m e tra lm e n te o p u esta. En la p o sib ilid ad , a m p lia m e n te ex­
la s S á tir a s , H o racio c ritic a los p lo ta d a p o r los p o e ta s h e le n ís ­
vicios de la época, p ero sin ticos, de r e c u rrir a fo rm a s d ia ­
in d ig n a rs e ni fin g ir m o n ta r le c ta le s q u e se a d a p ta b a n m e­
en cólera: el c o m p o rta m ien to jo r a e s te tipo de versos. El la ­
de s u s co n tem p o rán eo s le hace tín es o tra le n g u a : es m á s r í ­
s o n re ír, y si p re d ic a u n filosó­ g ida, su v o ca b u la rio es m á s po­
fico d is ta n c ia m ie n to p a ra lib e­ b re y sobre todo es m á s p e sa d a
r a r s e de la s p asio n es, lo hace de m a n e ja r. Lo q u e in te n ta , y
su g irie n d o en todo m om ento consigue, H oracio tie n e la a p a ­
q u e el eq u ilib rio siem p re es rie n c ia de u n im posible, y el
m á s cóm odo p a r a v iv ir q u e la p o eta p u e d e v a n a g lo ria rs e con
d e s m e s u ra . El p ro b lem a p rin ­ ju s tic ia de h a b e r in n o v ad o (in­
cip al, q u e se p la n te a en la p ri­ cluso si, stric tu sen su , dos poe­
m e ra o b ra, es se n c illa m e n te la m a s de C a tu lo p u e d e n s e r lla ­
in satisfac ció n q u e todo el m u n ­ m ad o s, a n te s q u e los suyos, lí­
do s ie n te fre n te a lo q u e le ricos).
ofrece la v id a; e s te se n tim ie n - El a s u n to de la m u sic a lid a d
tio se s u p e ra a te m p e ra n d o los lírica es m u y difícil d e tr a ta r ,
p ro p io s d eseo s, e v itan d o las p u e s no sab e m o s p rá c tic a m e n ­
a s u n to s m o lesto s, a p ro v e c h a n ­ te n a d a acerca de la m ú sica
do, sin a g ita r s e en vano, la s co­ a n tig u a . A h o ra b ien , la s p ie ­
s a s b u e n a s y los b u en o s m o­ za s líric a s e ra n c a n ta d a s con
m en to s. Todo el m u n d o sabe a c o m p a ñ a m ie n to de c íta r a o de
q u e el e p icu reism o p reco n izab a la ú d , y, si no e ra n c a n ta d a s ,
e s te d e sp re n d im ie n to ; el a m ­ h a c ía fa lta q u e al m en o s fu e­
b ie n te de la época ta m b ié n , so­ se n c a n ta b le s . L a com posición
b re todo d e sp u é s de los s in s a ­ en e s tro fa s m u e s tra p e rfe c ta ­
b o re s y la s ex p e rien cia s t r a u ­ m e n te e s ta a p a rie n c ia de «can­
m á tic a s de la s g u e rra s civiles; ción», q u e a veces in c lu ía u n
creem o s q u e a lie n ta en la obra e strib illo ; p o r o tro lado, el liris ­
de H o racio de m a n e ra m á s fe­ m o hím nico (coral o m onódico)
c u n d a q u e la o rtodoxia ep icú ­ se ap o y a b a en G recia en u n a
re a , de la q ue, p o r o tra p a rte , tra d ic ió n de celeb ració n a m e­
el p o e ta n u n c a se erig e en p o r­ n u d o so lem n e q u e p a re c e h a b e r
tav o z siste m átic o . sido c o m p le ta m e n te desconoci­
72
EL T I E M P O D E A U G U S T O
d a en R om a: im p lic a b a , p o r h a ­ de la in fa n c ia y de e s p íritu
b la r en té rm in o s h u g o tia n o s, «italiano». P a re c e so b re todo
o tra «función del po eta», p o r q u e g u s ta — la s O d a s a s í lo
ejem plo la q u e ilu s tró P ín d a ro p ru e b a n — de la d iv e rs id a d del
en su s «epinicios» (c an to s de lirism o «m enor» d o n d e, v a r ia n ­
celebración de los v en c ed o re s do el tono, se p u e d e b ro m e a r
en los g ra n d e s Ju e g o s). E ste s í- so b re el a m o r, ev o c ar los p la ­
coro en s u s h im n o s religiosos y ce res de la v id a, c a n ta r la p r i­
S im ó n id es de C eos en s u s t r e ­ m a v e ra , o, sin a p e n a s le v a n ta r
nos, o ca n to s fú n e b re s. la voz, m e d ita r so b re la v id a , la
La am b ició n de H o ra cio m u e rte , la felicid ad , e in clu so
— que e x p re sa con g ra n fe rv o r ta m b ié n , en to n o u n poco m á s
al com ienzo y al fin al de los elev ad o , c e le b ra r los triu n fo s
tre s p rim e ro s lib ro s de su s de su tiem p o y la g ra n d e z a de
O das, p u b lic a d a s com o colec­ R om a, lo q u e s itú a a su poe­
ción en el a ñ o 23 (a ñ a d ió u n sía e n la fro n te ra del lirism o
c u a rto libro diez a ñ o s m á s t a r ­ «m ayor».
de)— es q u e se le co n sid ere
uno de los vates lyrici, «líricos
in sp irad o s» , es d ec ir, s e r a la L a gracia de las O d a s
vez u n va tes, té rm in o q ue, en
la trad ic ió n la tin a , d e sig n a al P o r o tra p a r te , el m é rito de
«poeta sagrado» de in sp ira c ió n la s O d a s re sid e en h a b e r sido,
e lev a d a, y u n ly ricu s, té rm in o se g ú n lo ex ig ían la s c irc u n s ­
tra n s c rito de la le n g u a g rieg a , ta n c ia s , e n c a n ta d o ra s y g ra v e s,
q u e im p lica u n a p o esía m u s i­ lig e ra s y p ro fu n d a s , e n so ñ a d o ­
cal. E s to no q u ie re d e c ir n ec e­ r a s y m o ra liz a n te s . J a m á s lee­
s a r ia m e n te q u e se co n sa g re al re m o s en ellas u n serm ó n p o n ­
•gran» lirism o , el de las o d as tific a n te , in clu so si, bajo la in ­
de P ín d a ro , p o r ejem plo: m á s flu en c ia d ire c ta de la s S á tir a s.
se n c illa m e n te , su lib ro lleva el el p o e ta m e d ita a m e n u d o so­
títu lo d e c a rm in a , «poem as», b re la in sa tisfa c c ió n de los
té rm in o q u e se u tiliz a b a a p ro ­ h o m b re s, la p re c a rie d a d de su
x im a d a m e n te p a r a d e n o ta r v id a y la in s e n s a te z de s u s con­
to d a fo rm a de ex p resió n e s c a n ­ d u c ta s. U n a filosofía d u lce p ro ­
dida y rim a d a (se a p lic a b a , p o r p o rc io n a co n sejo s p ru d e n te s :
ejem plo, a la s o ra cio n es l a t i­ q u e h a y q u e « a tr a p a r el in s t a n ­
n a s, p ero ta m b ié n a la s fó r­ te q u e pasa» sin a n g u s tia rs e
m u la s m ág icas, y p u e d e t r a ­ p o r el p o rv e n ir; q u e debem os
d u c ir a sim ism o la s c a te g o ría s a m a r la p az, la tra n q u ilid a d y
g rie g a s de «him no» y e p ig ra ­ el a m o r; q u e no debe c e d erse a
ma»). la ilu sió n del p o d e r y de la s r i ­
C o m p re n d e m o s e n s e g u id a q u e z a s, fu e n te s de to rm e n to ;
q u e la in m o rta lid a d q u e i n te ­ q u e, lejos de todo exceso, «el
re s a a H o racio no se o b tien e ju s to m edio v ale su peso en
m e d ia n te u n a «tran sposición» oro» (tal es el se n tid o de la
p la n a de los g rieg o s, sin o a t r a ­ fó rm u la a u rea m e d io c rita s, de
vés de u n a a u té n tic a a e m u la ­ in sp ira c ió n m á s a risto té lic a
tio, u n a im itac ió n q u e no s a c ri­ q u e ep ic ú re a ). D e hecho, c u a n ­
fica s u propio te m p e ra m e n to , do la s O d a s to m a n u n c a rá c ­
ni su c u ltu ra p ro fu n d a m e n te t e r e d ific a n te , H o racio preco ­
a rra ig a d a en la ro m a n id a d . No n iz a so b re todo u n a consciencia
tie n e — nos dice— el a lie n to de de sí m ism o q u e p ro p o rcio n a, si
P ín d a ro , y no t r a t a de te n e rlo . no la sa b id u ría , sí al m enos u n
S u se n sib ilid a d se a lim e n ta de a r te de vivir.
p a is a je s la tin o s , dé re c u e rd o s A H o racio no le g u s ta s a c a r
73
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
con clu sio n es: p re fie re d e ja r su s d a s en el añ o 21-20 a. C., com ­
od as -a b ie rta s » so b re u n a im a ­ p le ta d a s d e sp u é s p o r dos la r ­
gen, u n a m e d ita c ió n o u n a s e n ­ g a s c a rta s q u e com ponen el li­
sació n . P o r lo d e m á s , su «m a­ bro II, h a n sido a so c ia d a s a
n era» p o ética p u e d e s e r c a ra c ­ m en u d o con la s S á tir a s p o r los
te riz a d a com o u n triu n fo con­ e d ito re s an tig u o s, q u ie n e s d e­
tin u o de la g ra c ia so b re la r i ­ cidieron p u b lic a rla s bajo el t í ­
gidez y de la ele g a n c ia sobre la tu lo com ún de S erm o n e s. De
p esa d ez. L a m é tric a e s tric ta de hecho, se t r a t a to d av ía de m e­
los v erso s y ám b ico s eolios, la d ita c io n e s d iv e rsa s m á s o m e ­
fo rm a fija de la s e stro fa s, no n o s filosóficas que, u tiliz a n d o
son, p a ra H o racio , ríg id o s cor­ el artificio de la fo rm a e p isto ­
sés e s te r iliz a n te s ; p o r el con­ la r, tie n e n u n tono s e n sib le ­
tra r io , el p o e ta c a b a lg a con m e n te d ife re n te al de la s O d a s:
fluid ez, s a lta , se d esliza de u n la fo rm a d e la c a rta (que h a po­
v erso o de u n a e s tro fa a o tra , dido e x is tir en las s á tir a s de
d isp o n e e q u lib ra d a m e n te efec­ L ucilio) a te m p e ra la vivacidad
to s in e s p e ra d o s , v u elv e so n o ra de la s p a la b ra s , y la d ia trib a ,
u n a p a la b ra sim p le o h a c e b r i­ sie m p re m e d id a en H o racio , ya
lla r u n a im a g e n s u til. E s te a r te no es a d m isib le . H oracio se h a
es algo m á s q u e u n in d u d a b le hecho viejo — en la E p ísto la 1,
v irtu o sism o — el de un rítm ico d ed ica d a a M ecen as, el p o eta
su p e rd o ta d o q u e p ro d u ce la se co m p ara con u n caballo e n ­
im p re sió n , en p le n a acro b acia vejecido—-; re n u n c ia , p u e s, a la
m é tric a , de la m a y o r fa c ili­ fa n ta s ía de la s O das, y, r e ti­
d a d —-; es ta m b ié n el re to s u ­ ra d o casi sie m p re en e s a q u e ­
p e ra d o de a u n a r el d eleite y la rid a p ro p ied a d de S a b in a que
p ro fu n d id a d , en u n a fo rm a d i­ A u g u sto le h a re g alad o , se con­
fícil, al precio del tra b a jo in ­ sa g ra con ah ín co a u n a re fle ­
m e d ia to del m ín im o d etalle. xión filosófica q u e no tie n e
L as O d as, fáciles de le e r en el n a d a d e d o g m á tic a . N o cabe
tex to la tin o , son m u y difíci­ d u d a de q u e su in clinación h a ­
les de tra d u c ir... C o m p a ra tiv a ­ cia el ep icu reism o se h a em b o ­
m e n te , los É p o d o s, o b ra s de tad o ; a h o ra , el poeta se in c lin a
c a rá c te r e p ig ra m á tic o e sc rita s h a c ia u n a s a b id u ría to d a v ía
a n te s q u e la s O d a s, sólo a lc a n ­ m á s tra n q u ila , s e n tim e n ta l, in ­
zan r a r a s veces la eleg a n cia de d u lg e n te y c o n te m p la tiv a . De
e ste «lirism o de la m adurez». to d a s fo rm a s, a ú n le q u e d a un
S in e m b arg o , en el in te rio r poco de am o r: el sabio — dice—
m ism o de la s O d a s, el C arinen es u n s e r p e rfe c ta m e n te s a ­
sa ec u la re , « C an to se c u la r» , no, salvo c u a n d o tie n e u n r e s ­
p a r a s e r u n a o b ra «oficial» friado...
(c a n ta d a d u r a n te los J u e g o s s e ­ E s poco verosím il q u e e s ta s
c u la re s ce le b rad o s en el año 17 c a rta s h a y a n te n id o « d e stin a ­
p o r A u g u sto ), d e m u e s tra q u e el tario s» re a le s; en todo caso,
a r te de H o racio p u ed e en co n ­ casi sie m p re llev an u n a «dedi­
t r a r u n a lie n to y u n a em oción catoria» visible, y en cierto
a d m ira b le s c u a n d o se t r a t a de m odo en ella H oracio re c u e rd a
h o n r a r a R om a... u n o a u n o a todos s u s am igos,
y se e m p e ñ a , con m a y o r o m e ­
n o r m alicia, en fin g ir la a u te n ­
L a s E p ís to la s ticid ad e p isto la r. P ero d irig e
y el A r te p o é tic a ta m b ié n u n a ep ísto la a su a d ­
m in is tr a d o r — ocasión p a r a
L a s E p ís to la s , colección de ev o car su p ro p ied a d , q u e d e s ­
v e in te c a rta s en verso p u b lic a ­ cribe a m o ro sa m e n te p o r o tra
74
EL T I E M P O D E A U G U S T O
p a rte — . Y, p a r a c e r r a r la co­ ap a sio n a d o p o r la b rilla n te z y
lección, te r m in a e sc rib ie n d o p o r los ju e g o s lite ra rio s , q u e en
u n a « carta a su libro». E ste d e fin itiv a la p e rs o n a lid a d de
p ro ced im ien to u n poco a r tif i­ O vidio ilu s tr a a la perfección.
cial p e rm ite no o b s ta n te a H o­ P e ro a n te s de q u e fen ezca e ste
racio d e ja r e n t r a r al le c to r en clasicism o, H oracio q u e r rá e s ­
su in tim id a d y lle v a rle a su li­ c rib ir su te o ría en su A r te p o é ­
b re alb ed río p o r los v eric u eto s tic a , o b ra g e n e ra lm e n te a so c ia ­
de s u s p reo cu p acio n es. F ilo ­ d a a la s E p ísto la s y q u e se p u ­
sofando en s u s p ro p ied a d es, blicó con el títu lo de E p ísto la a
cuan d o no en su ja r d ín , el poe­ los P isones. E n 476 v erso s, H o­
ta no e s tá lejos de p e n s a r — a s í racio com pone de hech o lo q u e
em p ieza la e p ísto la 16— q u e el n o so tro s hoy lla m a ría m o s u n
secreto de la felicidad ra d ic a en en say o , en el q u e expone los
no s o rp re n d e rs e de n a d a (N il p rin cip io s de u n a esté tic a : r i ­
a d m ira ri). E l cam in o h a c ia la gor, tra b a jo , b ú s q u e d a d e la a r ­
v irtu d , q u e n u n c a d eja de p re ­ m o n ía y del g u sto , p a sa n d o p o r
conizar, e v id e n te m e n te es m ás u n a te o ría del a r te d ra m á tic o
fácil cu an d o la ed ad h a em bo­ q u e se sa b e q u e r ju n to con la
ta d o de e s te m odo la s p a sio ­ o b ra de A ristó te le s, se co n v er­
nes... Y si H o racio tie n e a h o ra tir á , p rá c tic a m e n te h a s ta el ro ­
in clin acio n es h a c ia el e sto icis­ m an tic ism o , en la re fe re n c ia
mo, es u n poco, da a e n te n d e r, obligada en la m a te r ia . T exto
u n a m a n e ra de h a c e r de n ec e­ im p o rta n te , p u es, p a r a la h is ­
sid ad v irtu d . to ria de la l ite r a tu r a , p ero q u e,
Se h a a la b a d o el h u m a n is ­ s itu a d o en s u co n tex to , se nos
mo que e n c ie rra e s ta s a b id u ría m u e s tra como u n a especie de
ta rd ía , q ue no d eja de re c o rd a r te s ta m e n to poético.
los b u en o s consejos del D e se­
nectute de C icerón. H o racio, sin
c a er en la p e d a n te ría , se a p ro ­
xim a a p a r tir de a h o ra a lo que
se lla m a rá la « lite ra tu ra ed ifi­ 3. La e le g ía la tin a y
cante», y sólo esc ap a a la ca­ los p o e ta s e le g ia c o s
tá s tro fe g ra c ia s a su a d m ira b le
dom inio del verso y la e x p re ­
sión. U n a n u e v a fo rm a p o é tic a g a ­
El libro seg u n d o se a b re con n a , en efecto, los fa v o res de
u n a ep ísto la d ed ica d a a A u g u s­ los p o e ta s y sin d u d a ta m b ié n
to, q u e d e s a rro lla u n a la rg a r e ­ los del público ro m a n o en los
flexión so b re el lu g a r y el p ap e l ú ltim o s años: la elegía. ¿P u ed e
del p o eta en la v id a y la cu l­ h a b la r s e de u n g é n e ro poético?
tu r a de e s ta e ta p a . H a podido L a cu estió n es d elica d a si con­
d ecirse q u e e s te tex to e ra , en sid e ra m o s q u e, bajo su fo rm a
cierto m odo, u n «inform e sobre la tin a , la eleg ía a c e n tú a , en
el esta d o de la creació n po ética P ro p ercio , T ibulo y O vidio, r a s ­
bajo A ugusto». P a re c e , en todo gos específicos m u y acu sad o s:
caso, u n a oración fú n e b re : la se co n v ierte p a u la tin a m e n te en
de los p o e ta s de u n a g e n e ra ­ el so p o rte de la p o esía a m o ­
ción a la cu al H o racio, como ro sa.
V irgilio, G allo, V ario , h a ten id o D e hecho, a p a r ti r de u n m o ­
el h o n o r de p e rte n e c e r. P o d e­ delo m étrico griego, q u e vem os
m os p e rc ib ir a q u í to d a la n o s­ q u e se ap lica a te m a s, a s u n to s
ta lg ia de u n «clasicism o» que y m o d a lid a d e s m u y div erso s,
e s tá a p u n to de m a rc h ita rs e en en R om a se llev a a cabo p ro ­
beneficio de u n estilo nuevo, g re s iv a m e n te la « especializa­
75
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
ción»; y lo m ism o su ced e en el x á m e tro y del p e n tá m e tro v u e l­
o tro sen tid o : la id ea no es que v en a la eleg ía «coja» en re la ­
la eleg ía d eb a s e r a m o ro sa p o r ción a las co lu m n as m acizas de
definición, sin o q u e el dístico los h e x á m e tro s dactilicos; en
elegiaco es la fo rm a m é tric a e sto re sid e su e n c an to , nos dice
q u e m ejo r co n v ien e a la poesía O vidio, q u ien a la b a e s te paso
am o ro sa . L a eleg ía, en c u a n to de b a ile cim breado. D el m ism o
ta l, se d efin e p rim e ro p o r su m odo, el dístico b o rd e a la es­
re la tiv a b re v e d a d : es el poem a tro fa , y c o n se c u e n te m e n te el
de u n m o m en to , q u e p u e d e r e ­ a sp e cto ra d ic a lm e n te lírico:
v e s tir fo rm a s d iv e rs a s (d is fra ­ c a n ta n te , p ero no c a n ta d a , la
z a rs e de c a rta , p o r ejem plo, e leg ía g a n a así en lib ertad .
c o n ta r u n episodio am oroso, E s ta form a m é tric a a la vez
d e s a r r o lla r co n sejo s a los sim p le y lig e ra se m u e s tra sim ­
a m a n te s , e in clu so — a sí o cu rre p le m e n te com o la ex p resió n de
en los A m o re s de Ovidio— po­ u n a e sté tic a de la g ra c ia , de lo
n e r a g r a d a b le m e n te en escena «bonito» en relació n a la e s té ­
u n d e b a te d e c rític a lite ra r ia tic a de la B elleza m o n u m e n ta l
do n d e la T ra g e d ia se opone (la q u e c u ltiv a n , por ejem plo,
p re c is a m e n te ... a la E legía). E n la a r q u ite c tu ra de E sta d o au-
c u a n to a la h ip ó te sis de q u e la g u s te a y la E n eid a ), y lo e se n ­
p a la b ra «elegía» d eriv e del v e r­ cial del « esp íritu elegiaco» r e ­
bo griego eilein , q u e significa sid e sin d u d a en este d ista n c ia -
«quejarse», cabe d ec ir q u e este m ie n to v o lu n ta rio . P o r ello di­
ú ltim o vocablo no es cap az de ría m o s con g u sto que, fre n te a
re fle ja r todos los asp e cto s que la s con n o tacio n es de los g é n e ­
h a b ía m o s evocado, ta n to en ro s «antiguos», lo específico de
G recia com o en R om a. Ovidio la eleg ía es s e r u n «género d e ­
se re fie re a ello cu an d o h a b la notado».
de u n «canto de lloros» (E legía
fleb ile ca rm en , en la H eroida
XIV, 8), p ero no se s ie n te obli­
gad o p or e s ta «ley del género»;
p o r o tra p a r te , la califica de 4. T ib u lo y P ro p ercio
«m im osa» (b la n d a elegia, en los
R e m e d io s del a m o r, vv. 373 y
ss.), lo q u e se c o rresp o n d e m ás E n c o n tra m o s en los tr e s poe­
a m p lia m e n te con la to n a lid a d ta s de la «generación elegiaca»
de e s ta p o esía, q u e es a m e ­ u n a se rie de rech azo s: re ch az o
n u d o s e n s u a l, a lg u n a s veces de la v ida p ú b lica, re ch az o de
p ro v o c ativ a y q u e im p lica no los h o n o re s, rech azo de las
ta n to un re g is tro te m á tic o con­ riq u e z a s , te m a s de a p a rie n c ia
creto como u n estilo poético. e p ic ú re a q u e y a e s ta b a n p re ­
L a clave q u iz á d eb a b u sc a rs e s e n te s en H oracio; p ero , e n ­
en el lu g a r q u e ocupa el «gé­ fre n te , u n id e a l de v id a q u e no
n e ro elegiaco» en re la ció n al esp e c u la con la s a b id u ría p a ra
s is te m a d e g én e ro s poéticos y a a s e g u ra r la felicidad, lo q u e ya
su je ra rq u ía : fu n d a m e n ta lm e n ­ es algo nuevo; p u e s si, en H o­
te , la eleg ía se opone a la epo­ racio, los p la c e re s del am o r
p ey a y a to d a s la s fo rm a s poé­ ap a re c e n com o su a v e s d iv ersio ­
tic a s «heroicas». E n c ie rta m e ­ n e s, en los elegiacos la «vida
d id a, es u n a p a ro d ia su y a: b o r­ am orosa» to m a el asp e cto de
d ea la g ra v e d a d y escoge la li­ u n com prom iso p erso n al. V ivir
g ereza , o en todo caso u n a p o r y p a ra el a m o r es u n a re i­
e sté tic a d e lib e ra d a m e n te «m e­ vindicación q u e p u ed e p a re c e r
nor». La d e sig u a ld a d del h e ­ e sc a n d a lo sa , y sin d u d a los ele-
76
EL T I E M P O D E A U G U S T O
gíacos c u ltiv a ro n con c ie rta in ­ te su p e q u e ñ a p ro p ie d a d , y ex­
solen cia e s ta p o s tu ra . A n te p o ­ h ib e de e s te m odo u n a especie
n e n V e n u s a M a rte , y lo p ro ­ de h e re n c ia bucólica q u e h a r e ­
cla m a n u tiliz a n d o s is te m á tic a ­ cibido de H o ra cio y de V irg i­
m e n te el v o ca b u la rio de la s h a ­ lio. P ro p ercio , p o r su p a r te , es
z a ñ a s b élicas p a r a d e s c rib ir la s d e c id id a m e n te u rb a n o (a u n q u e
p ro e z a s am o ro sa s: la a m a d a es h a y a n ac id o en A sís) e incluso
u n a fo rta le za q u e h a y q u e to ­ m u n d a n o : s e n tim o s en él al ' li­
m a r; a n te s h a y q u e a s e d ia r ­ te ra to » b r illa n te y u n poco snob
la, u tiliz a r e s tra te g ia s su tile s , (se c o m p a ra a sí m ism o con C a ­
m o n ta r g u a rd ia d e la n te de su lim aco). P e ro am b o s exponen
p u e rta , fo rz a r a lg u n a s r e s is ­ a m o re s , c o n tra ria d o s: T ibulo,
te n c ia s , c o n q u is ta r el b a stió n , u tiliz a n d o el n o m b re de D elia,
a p o d e ra rse de él v o lu p tu o s a ­ d e sp u é s el de N é m e sis (-la h ija
m e n te m e d ia n te u n a lu c h a de Délos» y -la v engadora»),
cuerp o a cu erp o , no s e r e n to n ­ nos h a b la de b u sc o n a s q u e no
ces tra ic io n a d o p o r la s p ro p ia s h a n q u e rid o irs e con él al ca m ­
a rm a s , conocer fin a lm e n te el po, p ero ta m b ié n de u n m u c h a ­
triu n fo y, a p a r ti r de ese m o ­ cho b a s ta n te fa n ta s io so lla m a ­
m en to , a c e p ta r s e r p risio n e ro do M a r a th u s . M uchos se h a n
de u n a puellct co n v e rtid a en a fa n a d o p o r re c o n s tru ir el -d ia ­
d o m in a , de u n a b o n ita m u c h a ­ rio de a bordo» de esto s d e v a ­
ch a tra n s fo rm a d a en -am an te» , n eo s e sp e c u la n d o sobre el o r­
a c e p ta r e s te "Servicio··, q u e es d en de la s p o e m a s en u n libro
u n a s e rv id u m b re (los v encidos q u e, p o r o tro lado, h a sido b a s ­
en las g u e rra s se co n v e rtía n en ta n te m a ltr a ta d o p o r la t r a d i ­
esclavos). De hecho, la p u e lla ción.
es casi sie m p re , si sa b e m o s P ro p ercio , p o r su p a rte , b a u ­
le e r e n tre lín e a s , u n a -m u je r tiz a con el n o m b re de C in tia a
g alan te » , o u n a m u je r n u p ta la d a m a de su s p e n s a m ie n to s y
(m u je r c a sa d a ) b a s ta n te a v is ­ su s d esvelos. Se h a a p u n ta d o ,
p a d a , lo q u e m u ltip lic a los obs­ p a r a id e n tific a r a C in tia , el
n o m b re de u n a ta l H o stia , jo ­
tácu lo s. P ero , en todos los c a ­ ven de b u e n a fa m ilia , c u lta ,
sos, n u e s tro s p o e ta s no tie n e n p ero de v id a licen cio sa. Lo m is ­
q u e v é rs e la s con án g e le s. P a ­ m o p u e d e d e c irse de C elim e n a
ra d ó jic a m e n te , la eleg ía e ró tic a (cuyo e s ta d o civil n u n c a se h a
ro m a n a v a lo ra a u n p e rs o n a je in te n ta d o conocer). D e hecho,
q u e sólo s a lía de la so m b ra la o rig in a lid a d d e P ro p ercio r a ­
p a r a s e r re in a o ra m e ra : la m u ­ dica en d e d ic a r u n libro e n te ro
je r, cóm plice del p lace r, y h áb il de s u s E leg ía s, el p rim e ro , a
en la m a n io b ra am o ro sa . S u co­ p o em as de a m o r cuyo -p e rs o ­
ra zó n y su cu erp o se co n v ie rte n naje» fe m e n in o es C in tia . D es­
e n m a te r ia « lite ra tu riz a b le » , y p u é s e s te se u d ó n im o v u elv e e s ­
de m a n e ra d ecisiv a. p o rá d ic a m e n te en los dos libros
T ibulo (Albio T ib u llo , ¿54?-19 sig u ie n te s , a los c u a le s se h a n
a. C.) y P ro p ercio (S exto P ro- q u e rid o in c o rp o ra r a to d a costa
percio, ¿47?-¿16? a. C.) son los tr e s eleg ía s del lib ro c u a rto (en
dos -h e rm a n o s m ay ores» de él vem os a C in tia m o rir; d e s ­
e s te g én ero , y com ponen su s p u é s, en la eleg ía sig u ie n te , co­
o b ra s e n tre los añ o s 30-20 a. C. rr e r s e u n a ju e rg a en L an u v io
Se p arece n y se oponen s im u l­ m ie n tr a s P ro p ercio «se d iv ie r­
tá n e a m e n te . te» en R om a p a r a consolarse).
T ibulo a m a el cam po y su E s te lib ro c u a rto , al m a rg e n de
tra n q u ilid a d rú s tic a , a la b a su esto s p o em as, tie n e u n re g istro
choza como n id o de am o r, se m á s elev ad o , y a q u e evoca cu l­
ded ica a c u ltiv a r re lig io s a m e n ­ to s y d iv in id a d e s ro m a n a s.
77
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
La h ip ó tesis de u n a -n o v ela h a c ía profesión de h a b la r de
de a m o r n a r ra d a en elegías» no am or.
re s is te el a n á lis is del ord en de
los p o em as (que h a y q u e ca m ­
b ia r in c e sa n te m e n te ) ni la m ás
e le m e n ta l reflexión sobre lo
q u e es u n a eleg ía, p u es la s p e­ 5. O v id io ,
rip e c ia s así «contadas» — é x ta ­ magister amoris
sis. d esg a rro s, celos, in q u ie tu ­
des^— son el tópico m ism o de
u n a «poesía de am or», y S atis­ O vidio viene, por lo dem ás, a
facen p le n a m e n te la vocación co n firm a r q u e la co stu m b re de
de la elegía eró tica de s e r un «personalizar» la elegía e ró ti­
catálogo de situ a c io n e s am o ro ­ ca u tiliz a n d o siste m á tic a m e n te
sa s, in cluyendo aq u í la m u e rte u n m ism o n o m b re de m u jer
de la a m a n te , sim bólica o p re ­ (con fu e rte s connotaciones cul­
s e n ta d a como re a l, que es u n tu ra le s ) e s ta b a en el corazón
te m a m uy trilla d o ; p o r lo d e ­ m ism o de la m oda elegiaca;
m ás, los p o etas elegiacos g u s ­ p u es, en relación a este au to r,
ta n evocar su p ro p ia m u e rte , n u n c a se h a creído que su Co-
sin p o r ello m o rir re a lm e n te ... rin a e x is tie ra re a lm e n te . E s la
Si se h a re n u n c ia d o d e m a s ia ­ v e n ta ja q u e tie n e u n poeta
do fácilm en te a e s c r u ta r los p a ra qu ien el am o r es sobre
d e stin o s de D elia y N é m e sis h a todo un ju eg o , y la elegía, u n
sido porque, a fin de c u e n ta s , ju eg o lite ra rio .
la poesía u n poco a m a n e ra d a N acido el año 43 a. C.. O vi­
de T ibulo a p e n a s Ies d ab a con­ dio (P. O vidio N asón) m urió el
siste n cia. P ro p ercio . p o r el con­ 17 o 18 d. C. tr a s h a b e r vivido
tra rio , sig u ien d o la e ste la de in te n s a m e n te , si puede decirse
C atu lo , tie n e com o te m a p re ­ así, bajo A u g u sto . Es el poeta
dilecto la pasió n am o ro sa , y p o r excelencia de los tiem pos
u n a le c tu ra «rom ántica» de las nuevos y de su s contradiccio­
eleg ía s e n c u e n tra a q u í m a te r ia n es, p u es si p o r un lado fue el
a b u n d a n te sobre la que re fle ­ h o m b re de los salo n es, el poeta
x io n ar. P ropercio, p o eta de la m u n d a n o , el a r tis ta ad m ira d o
in te n s id a d de los deseos, de los p o r su v irtu o sism o e ingenio,
p la c e re s y los d o lores, no d e s ­ p o r o tro tu v o serio s problem as
d e ñ a los o rn a m e n to s b rilla n te s , con la m oral oficial (por ra z o ­
los m otivos m itológicos, y sab e n e s o scu ras, sin d u d a a cau sa
c u ltiv a r la em oción. S u s e n si­ de u n escán d alo ), y el P rín cip e
b ilid a d y su s e n s u a lid a d , ta n le exilió a o rilla s del M ar N e ­
v io le n ta s como la s de C atu lo , gro, a Tom o, en el año 8 d. C.,
c ris ta liz a n en u n a im ag en a la de donde no re g re só ja m á s. De
vez v o lu p tu o sa y cruel de la e ste m odo, el p o eta de los ju e ­
m u je r, q ue a d q u ie re tin te s casi gos am orosos se tra n sfo rm ó en
b a u d e le ria n o s. Todo esto h a el lírico de los la m e n to s del exi­
v u elto «creíble» a u n a C in tia lado, y es curioso c o n s ta ta r que
q u e, q u izá, ex istió re a lm e n te la crítica tra d ic io n a l, que le re ­
en la vida de P ro p ercio, pero prochó su fu tilid a d , vio en e s ta
q u e sin d u d a no es la h e ro ín a m u tació n u n a especie de re d e n ­
de su poesía. H a y que d ec id ir­ ción: si h a y q u e s u frir p a ra se r
se: los am o re s de los p o etas p o eta, O vidio h a ten id o la s u e r­
p u ed e n s e r a la vez vividos te de conocer e sta desgracia.
e im ag in ario s, y fu n d irse en O vidio se form ó en la escuela
el crisol com ún de un g é n e ­ de los m ejo res «talleres de r e ­
ro lite ra rio q u e, p re c isa m e n te , tórica» de la época, donde se
78
EL T I E M P O D E A U G U S T O
p ra c tic a b a n — m ed ian te ejerci­ de r e p a r a r los d añ o s causados.
cios, p u es la elocuencia «funcio­ No e n c o n tra re m o s a q u í u n Ká-
nal» ya no era de recibo— con­ m a sú tra ni u n a lis ta de re m e ­
cursos de expresión sobre te ­ dios, sino, a fin de c u e n ta s , lo
m a s de ficción (las d ecla m a tio ­ q u e los A m o re s decían de ele­
nes). Ovidio descolló en estos gía en elegía, esto es, de s itu a ­
to rn eo s, y su perfecto dom inio ción am o ro sa en situ ació n am o ­
de la retó rica, po ten ciada por rosa. P or lo d em ás, todos estos
u n a in telig en cia p e n e tra n te y tex to s se re fie re n a a lg u n a de
u n a g ra n sen sib ilid ad a rtís tic a , e sta s situ a c io n e s, a veces lite ­
le p erm itió a p a re c e r no so la­ ra lm e n te .
m en te como u n p o eta hábil V em os, pues, que, con O vi­
sino tam b ién como u n culto dio, te rm in a n por co m p letarse
versificad o r. Conoció el éxito los in g re d ie n te s de la elegía
con u n a tra g e d ia (hoy p erd id a) eró tica ro m a n a : poesía cuyo
que fue conocida en u n a lec­ te m a es el am o r, y q u e p re fiere
tu r a pública: M edea. D espués, al heroísm o épico el del a m a n ­
se volvió con decisión h a c ia la te valeroso, d e sa rro lla a g r a d a ­
elegía y, h a c ia el año 15 o 14 b le m e n te u n «discurso sobre el
a. C., com puso u n libro de poe­ am or» q u e ilu s tr a m e d ia n te e s­
m a s titu la d o 'lo s A m o res (A m o­ ce n as c a ra c te rís tic a s, d is e ñ a n ­
res). La reducción de la obra de do u n a r te de vivir del cual el
cinco libros a tre s es el sello t í ­ p o eta es, en cierto m odo, p ro ­
pico de u n «trabajo editorial» fesor; y p a ra serlo p le n a m e n te
m uy a te n to al «producto» li­ se a trib u y e — es el «yo» de la
te ra rio . A rtis ta e x tre m a m e n te eleg ía— el papel de a m a n te .
consciente, Ovidio no ofrece al E s ta convención le p e rm ite
público escen as de la vida real m ezc lar s u tilm e n te u n tono
rim a d a s, sino v erd ad ero s obje­ p erso n al con co n sid eracio n es
tos de a rte . im p erso n ale s, fin g ir la confe­
P a ra convencerse de ello b a s ­ sión, s u g e rir fa n ta s m a s , d iv e r­
ta con leer las H eroidas, colec­ tir, conm over, b u rla rs e de sí
ción de c a rta s ficticias e sc rita s m ism o y m o farse del lector.
en versos elegiacos, en la s c u a ­ No cabe d u d a de que e n te n ­
les las « am ad as a b a n d o n a ­ derem os m ejor a T ibulo y Pro-
das» de la trad ició n m itológica percio d espués de h a b e r leído a
(P enélope, A ria d n a, M edea, Ovidio. Lo q u e sólo e ra u n a
D ido...) exponen su aflicción a so sp ech a — su m a n e ra de a fir­
los h éro es q ue co b ard em en te m a rs e «conocedores del corazón
las h a n ... p lan tad o . E sto se p a ­ enam orado»— se d esv ela a h o ra
rece b a s ta n te a un ejercicio de en el m odo q u e tie n e O vidio de
re tó ric a, la etopeya, o discurso a u to p ro c la m a rse «profesor de
ficticio de u n h éroe de la h is ­ am or». El h o m en aje que estos
to ria o de la lite ra tu ra , pero p o e ta s rin d e n s im u ltá n e a m e n ­
tam b ién es b a s ta n te expresivo te a los a tra c tiv o s y p erfid ia s
de lo que es la elegía p a ra O vi­ de la m u je r a d q u ie re su m ás
dio: un ju eg o cuya fin alid ad b ella expresión en el A rte de
es ex p lo ra r (m ás am p lia m e n te a m a r, u n o de cuyos lib ro s está
que en las H eroidas) el d isc u r­ dedicado a las técn icas fem e­
so am oroso. P o r o tra p a rte , la n in a s de seducción, y donde
p rá c tic a (los A m o r e s ) cede paso el a u to r se preo cu p a — lo que
a la te o ría en el A rte de a m a r es algo nuevo en la lite r a tu r a
y los R em ed io s de. am or, que, a n tig u a — por te m a s ta le s co­
p a ro d ia n d o « trata d o s técnicos», m o la reciprocidad del p la c e r
exponen con h u m o r y no poca en las re lacio n es de p areja...
su tile z a la m a n e ra de se d u c ir y De Ovidio v iene la idea de que
79
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
la pasión sólo se da en casos versos, an im ales, ríos, árboles,
ex tre m o s, de que la brom a es Ovidio en contró sin d u d a in s­
la r^egla, y de que, d espués de piración en su p ro p ia m e d ita ­
todo, H é rcu les no se a b u rría ción sobre el a rte , cuya especi­
ta n to cu an d o e s ta b a a los pies ficidad ra d ic a p re c isa m e n te en
de O n falia; q u e si la a m a n te h a c e r s u rg ir lo q u e no ex iste en
es m e n tiro s a , es p o rque a su la n a tu ra le z a , y co n sig u ien te­
p a re ja le g u s ta n las m u jeres m e n te o p e ra r u n a «m etam or­
m e n tiro s a s ; q u e en a m o r se fosis» m arav illo sa.
puede m a n d a r u obedecer siem ­ P o r o tra p a rte , en la época
p re q ue d ecid am o s que se va a a le ja n d rin a , los a r tis ta s h ab ían
m a n d a r o a obedecer; que la se ­ concedido la m áx im a im p o rta n ­
ducción m á s d elicad a es u n a cia al tra ta m ie n to de ta le s epi­
fu e n te de p lacer; que las p en a s sodios m itológicos, que p la n ­
de a m o r son a veces deliciosas; te a b a n p ro b lem as estético s fas­
y q u e R om a no es u n a ciudad c in a n te s, p u es la m etam o rfo sis
su fic ie n te m e n te fértil en av e n ­ es u n m ovim iento (podría de­
tu r a s como p a r a d e sd e ñ a r los cirse que es la «vida» m ism a)
e n c a n to s del «ligue» y del cam ­ que se produce por m edios de
bio de p a re ja . re p re se n ta c ió n , pictóricos, p lá s­
U n m a e s tro consum ado, no ticos o lingüísticos que e stá n
cabe d u d a . Todo esto h a podido en sí m ism os d esp ro v isto s de
so rp re n d e r cu an d o se escribió, d in ám ica. E sto podía e n la z a r
p ero se in sc rib e en u n a lógica fá cilm e n te con consideraciones
del g én ero q ue. en este caso, se filosóficas o sim bólicas, sobre
h a llev ad o b a s ta su s ú ltim a s todo con la c o n sta n te m u tació n
co n secu en cias. M ás vale. pues, de to d as las cosas en este m u n ­
v e r en O vidio al fu n d a d o r de do. El te m a es, p u es, no so la­
to d a u n a « lite ra tu ra galante» m e n te u n a exploración de la
qu e se d e s a rro lla rá p le n a m e n te m itología como stock de lo im a ­
no so la m e n te en la poesía de la g in ario , sino tam b ién u n a es­
E u ro p a occid en tal, sino ta m ­ peculación estética : es a la vez
bién en la n o v ela de am o r con­ de u n a riq u ez a d e slu m b ra n te y
sid e ra d a como ficción concre­ de u n a g ra n p ro fu n d id ad .
ta d a en h ech o s de u n a de las P a ra co n seg u ir u n a obra a c a ­
situ a c io n e s am o ro sas que p re ­ b a d a , Ovidio cam bia el m etro:
s e n ta b a la elegía. u tiliz a los h e x á m e tro s d a c tili­
cos p a r a esc rib ir e s ta v e rd a d e ­
ra epopeya que d e sa rro lla u n a
Las M e t a m o r fo s is h is to ria m ara v illo sa del m u n ­
do. Lo que re a lm e n te re s u lta
El te m p e ra m e n to a rtístico de so rp re n d e n te es cómo el poeta
O vidio le in d u jo a t r a t a r un o rg a n iz a los quince ca n to s que
g ra n tem a. E n su ju v e n tu d h a ­ com ponen la obra p a r a lo g rar
bía esbozado u n a G igantom a- un e n c a d e n a m ie n to de episo­
q u ia q ue, con to d a seg u rid a d , dios y otros ta n to s «motivos»
im p licab a u n tra ta m ie n to lite ­ q u e fo rm an u n edificio en o r­
ra rio de u n te m a q ue h a b ía m e y lu ju rio so ad o rn ad o con
sido a b u n d a n te m e n te ilu stra d o m ed allo n es de v a sto s frescos,
p o r las a r te s p lásticas. C uando, delicados frisos, n a rra c io n e s
en el año 1 d. C., em prendió la e n c a s tra d a s , fa n ta s ía s, cuadros
ta r e a de e s c rib ir la s M eta m o r­ e d ific an tes, alg u n o s o tro s gro­
fo sis, in m en so poem a d ed ica­ tescos..., todo ello ta n b ien d is­
do a las tra n sfo rm a c io n e s de p u e sto que no podem os re s is tir
dioses en se re s h u m an o s o de la ten tac ió n de c o m p a ra r e s ta
h o m b res en seres u objetos di­ obra con u n palacio de la s Mil
80
EL T I E M P O D E A U G U S T O
y u n a M etam orfosis, que u n a s a Ovidio y corrió el p eligro de
veces es riguroso, o tra s lab e­ m o ra liz a rlo p a ra h ac erlo e n ­
rín tico , a m en u d o nos p e rd e ­ t r a r en el convento. El R e n a ­
m os en su s v ericu eto s o nos cim ien to y n u e s tro s siglos c lá ­
can sam o s aq u í o a llá , re p e n ti­ sicos se a lim e n ta ro n de su lec­
n a m e n te su rg e u n a obra de tu r a . A p a r tir del R o m a n tic is­
a r te so rp re n d e n te y cu an d o lo mo, h a sido de b u e n tono d ecir
frecu e n ta m o s ten em o s la im ­ qu e era u n p o eta ligero y s u ­
presión de v is ita r u n m useo perficial; le fa lta ría , se dice,
poético de lo im a g in a rio a n ­ dig n id ad lite ra r ia , c a re c e ría de
tiguo. esa «sinceridad» q u e tra n s f ig u ­
No tie n e n a d a de so rp re n ­ ra el a rte . E s u n a fa lta de g u s­
d e n te q ue este tex to se h ay a to im p erd o n a b le , y u n a g ra n
m e ta m o rfo se a d o , e n n u e s tr a estu p id ez , sobre todo si te n e ­
h isto ria , en ta n ta s o b ra s de m os en c u e n ta la p rodigiosa in ­
a rte , desd e T izian o a P icasso, y flu en cia que h a ejercido el poe­
hay a alim e n ta d o d u ra n te siglos ta . H a s ta el propio a m a n e r a ­
la in sp iración de los a r tis ta s m ien to de O vidio, su m a n ie r is ­
plásticos. U n a ta l s u p e ra b u n ­ mo, d en o tan en él u n a euforia
dan cia siem p re conlleva exce­ p o ética que m erece ad m iració n .
sos o «bajadas de tono», pero, Incluso en la s eleg ía s del exilio,
con todo, la le c tu ra de las M e­ las T ristes y la s P ónticas, de
tam o rfo sis de O vidio es sin in sp iració n e v id e n te m e n te p e r­
du d a u n a de las ap ro x im acio ­ sona] y so m b ría, O vidio e n ­
n e s m ás fa s c in a n te s que se c u e n tra el m odo de d is ta n c ia r­
pued e h a c e r a la a n tig ü e d a d a se y de s a lv a r así su a rte . Le
tra v é s de u n a m itología que, de h u b ie ra g u sta d o ser, dice en los
re p e n te , cobra v id a a n te n u e s ­ R em ed io s de a m o r, el «Virgilio
tro s ojos y se m u e s tra , según de la elegía»: la afirm ació n no
los casos, g racio sa, am a b le o debe e c h a rse en saco roto, p u es
poética. re v ela la am bición m u y cons­
E n co m p aració n con e s ta cien te de a lc a n z a r, en o tra e s­
obra, los F astos, poem a de p re ­ té tic a , la d ig n id ad de h a b e r
ten sio n es d id áctica s y m u n d a ­ sabido m o s tra r todos su s e n ­
n a s a la vez —u n a revisión del cantos.
ca le n d ario religioso ro m an o —
sólo b rilla g ra c ia s a alg u n o s
destello s de h u m o r sa b ia m e n te
d estilad o s p o r Ovidio, que se
cansó del proyecto al sexto m es 6. Tito Livio:
de h ab e rlo em pezado, es decir, la h is to ria -rio
en el sexto canto. B ien in fo r­
m ado — en el p o eta sie m p re e n ­
co n tram o s el m ism o am o r por Q u izá T ito Livio sí que fue el
el tra b a jo bien hecho— , Ovidio «Virgilio de la h isto ria» , y d e­
no se ap asio n ó p o r el te m a , y bam o s s itu a r su A b Urbe co n ­
esto se n o ta. d ita a l m ism o nivel q u e la
A r s s im ilis casu, dice Ovidio E n eid a . E n ciento c u a re n ta
en el A rte d e am ar: el a r te se y dos libros, e s te h isto ria d o r,
parece al az ar. Lo q u e es v e r­ p a rtie n d o de la fundación de
dad p a ra el a r te de se d u c ir lo R om a y te rm in a n d o en la ac­
es tam b ién p a r a el a r te de O vi­ tu a lid a d a u g u s te a , d escien d e el
dio: e s te « azar la rg a m e n te m e­ curso to rre n c ia l del río de la
ditado» sup o n e m ucho m ás h is to ria ro m a n a . A su m odo,
qu e un a m ab le v irtu o sism o . La e s te m o n u m en to lite ra rio es
E d ad M edia adoró lite ra lm e n te u n a celebración c o m p arab le a
81
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
la de la epo p ey a v irg ilia n a : la yos (libros II al X). A c o n tin u a ­
E n e id a , y a lo h em o s visto, n u n ­ ción, los libros XXI a XL n a ­
ca p ie rd e de v is ta la H isto ria , r r a n el d esa rro llo de) im p e ria ­
la cual co m ienza allí donde se lism o ro m an o , p rim e ro con la
d e tie n e el tiem p o del m ito. De se g u n d a g u e rra p ú n ica contra
la ley en d a em erg e u n a ciudad, A n íb al, d esp u é s con la conquis­
y T ito Livio, en el p rim e r libro ta de la heg em o n ía sobre G re­
de su o b ra, q u e e s tá e n te r a ­ cia. F in a lm e n te , los libros XLI
m e n te d ed icad o a este tiem po a XLV te rm in a n con el som e­
de los o ríg en e s, d e sp re n d e p a u ­ tim ie n to de M acedonia a pro­
la tin a m e n te a R om a de su le­ vincia ro m a n a (167 a. C.). Se
y e n d a : a la g e s ta de R óm ulo o b se rv a rá q u e la división en
su ced e la e ra de los rey es, que gru p o s de diez libros (décadas),
co n tin ú a n la fu n d ació n y p ro ­ qu e es a n tig u a , p asa p o r alto
p o rcio n an a la c iu d ad ro m a n a v a ria s u n id a d e s, de la s que
su m a d u ra c ió n p o lítica. no p u ed e a s e g u ra rs e a ciencia
L ey e n d a e h is to ria se m ez­ c ie rta q u e fu e ra n e s c rita s por
clan; la h is to ria p ro lo nga la le­ el m ism o T ito Livio: el asu n to
y e n d a . S eg ú n el a n á lisis de to d av ía no h a sido re su e lto por
G. D um ézil, no en c o n tra re m o s los h isto ria d o re s m odernos.
n in g u n a o b ra q u e refleje m ejor Lo esen cial es sin d u d a cons­
la m a n e ra com o el genio ro ­ t a t a r q u e, c a ra a u n a m a te ria
m an o h a sab id o «historificar» in g e n te , la progresión de Tito
los m itos, o h a a p re h e n d id o un Livio es p ac ie n te, sin duda,
sim b o lism o c o m p arab le al de pero sobre todo ra z o n a d a . Así
los m ito s en el e n m a r a ñ a m ie n ­ lo explica el m ism o a u to r en el
to de n a rra c io n e s in s p ira d a s en P refacio, donde d e sta c a cu atro
la trad ic ió n q u e com ponen este a su n to s fu n d a m e n ta le s , p ilare s
-tiem p o de los reyes-·: e n tre R ó­ tópicos sobre los que re p o sa el
m u lo y T a rq u in io el Soberbio.' edificio de la investigación his-
Rom a adquiere los modelos ins­ to rio g ráfica: al c o n s ta ta r los lo­
titu c io n a le s e ideológicos sobre gros de R om a, su p erd u ració n
los cu ales se c o n s tru irá su en el tiem po, su g ra n d e z a , hace
tiem p o h istó rico . Con la ex p u l­ fa lta p re g u n ta rs e qué género
sión de los re y es em p ieza la de vida, q u é co stu m b res, qué
época de la libera civita s, de la g ra n d e s h o m b res y fin a lm e n te
«república» fu n d a d a sobre la q u é h a b ilid a d e s h a n p erm itid o
so b e ra n ía del pueb lo , el ejerci­ e s ta ascen sió n , p u es si, a p a r tir
cio a n u a l de la s m a g is tra tu ra s de a h o ra , R om a parece h a b e r
y la lim itació n del poder. R om a e n tra d o en la c u e sta abajo de
h a e n c o n tra d o su id e n tid a d po­ su d ecad en cia, la h is to ria , si­
lítica. g u ien d o e s ta ex p erien cia, p u e ­
A p a r tir de ese m o m ento, la de m o s tra r y e n s e ñ a r los ejem ­
H isto ria de T ito Livio coge su plos que deben se g u irse y los
ritm o , seg ú n la term in o lo g ía de q u e, p o r el co n tra rio , conviene
la E scu ela de los A nales: ve­ ev ita r.
m os así d e sfila r, en los tre in ta E sto se in scrib e en la s preo ­
y cinco lib ro s q u e nos h a n lle ­ cu p aciones co n tem p o rán ea s: en
gado de e s ta o b ra, la evocación el m o m en to de u n a n u ev a fu n ­
de los tiem p o s heroicos, d u r a n ­ dación, h a y que p re g u n ta rs e
te los cu a le s R om a co n q u ista sobre las lecciones del pasad o
su espacio de p o d e r so m etien d o p a ra e n c o n tra r los ju s to s e q u i­
a los p u eblos q u e la ro d ean en librios. No cabe d u d a de que
Ita lia , y a lc a n z a su eq u ilib rio T ito Livio se in clin a a re a lz a r
político tr a s los v iolentos con­ los m érito s, por otro lado in ­
flictos e n tre p a tric io s y p leb e­ n eg a b le s, de la R epública; en el
82
EL T I E M P O D E A U G U S T O
fondo, esta n o stalg ia p o r u n a t r a r la p le n a d im en sió n de su
época no e sta b a en c o n tra d ic­ a rte : e s ta decisión, q u e p ro v ie­
ción con la ideología a u g u ste a , n e de la ficción, nos rev ela,
que fingía co n tin u a r, a p e sa r ad e m á s, cu ál es p re c isa m e n te
de su re a lid a d m o n árq u ic a, las el p ap el q u e ju e g a la creación
a p a rien cia s del ord en antiguo; ficticia en el tra ta m ie n to de
y sólo los libros perd id os sobre u n a m a te ria a m en u d o confusa
la época de las g u e rra s civi­ y fre c u e n te m e n te pobre. El d is­
les h u b ie ra n podido d ecirnos si curso sirv e como re tr a to , a m ­
Tito Livio se h ab ía com prom e­ plía u n m o m en to d ram ático ,
tido re s u e lta m e n te en el d eb a­ tra n s fo rm a en a rg u m e n ta c ió n
te y h a b ía tom ado u n a posición viva lo que, de otro m odo, se ría
clara a favor de la R epública. un a n á lisis a b stra c to , y p ro p o r­
Siendo esto así, c a n ta n d o las ciona al lecto r u n p la c e r e s té ­
glorias del pueblo ro m an o y su tico co n sid erab le. Ig u a lm e n te ,
destino, no debe e x tra ñ a rn o s si reflexionam os sobre el modo
que Tito Livio elo g iara tam b ién como T ito Livio re c o n stru y e los
las v irtu d e s re p u b lic an as. aco n tecim ien to s dislocados por
La m a n e ra como lo hace es, el olvido y q u e y a h a n sido «es­
en todo caso, e x tra o rd in a ria . tilizados» p o r la m em o ria colec­
O poniéndose a S a lu stio y si­ tiv a , q u ed a rem o s m u y s o rp re n ­
guiendo los p asos de C icerón, didos al e n c o n tra r un m étodo
Tito Livio p ien sa q u e la h isto ­ que alia e s tre c h a m e n te la p re o ­
ria es «obra o rato ria». E sto cupación p o r a n a liz a r la h is to ­
q u iere decir que la p ro sa de un ria con el em peño de re p re s e n ­
h isto ria d o r debe e s ta r re a lz a d a ta rla .
m ed ian te los o rn a m e n to s de la A sí p u es, T ito Livio no es so­
retó rica, y no fin g ir la sobrie­ la m e n te , como decía D iderot,
dad de u n a n a rra c ió n fría y un e sc rito r e leg a n te; es ta m ­
seca. Es n ec esaria la a m p lifi­ bién u n p e n s a d o r p ro fundo q u e
catio ; hace fa lta el a rte ; hay e s tá obsesionado por p re s e n ta r
que volver sen sib les los d ra m a s u n a im ag en de R om a que re fle­
y las aleg rías; en u n a p a la b ra , je la fo rm id ab le dialéctica e n ­
es preciso que el h isto ria d o r tr e el poder y la m u ltitu d , y si
sepa inform ar, com placer y con­ a veces se com plació en cele­
m over. G racias a ello, la in ­ b r a r los fa ta le s duces, esto s
m en sa d ocum entación recogi­ g ra n d e s «jefes» m arc ad o s p o r
da, sobre todo g ra c ia s al ex a­ el destin o , lo hizo devolviendo
m en crítico de la s trad ic io n e s y esos d estin o s in d iv id u a le s al
de los h isto ria d o re s p re ced e n ­ d e stin o h istórico de u n pueblo
tes, deja de se r u n a colección com pleto. El esp ectácu lo de las
de «fichas». El estilo de Tito v irtu d e s en la h is to ria no es so­
Livio, b a s ta n te re p re se n ta tiv o la m e n te u n a m u e s tra e je m p la r
del m e d iu m g en u s d icen d i o de lo que co n stitu y e la fu erza
«estilo atem p erad o » q ue preco­ de la s c o stu m b res ro m a n a s,
nizab a C icerón, p e rm ite o rg a­ sino ta m b ié n u n a g u ía p a ra las
n iz a r la n arració n y a lte r a rla conductas colectivas. E sta preo­
intro d u cien d o in c e sa n te s excur­ cupación ética , q u e es u n rasg o
su s en relación a lo q u e es la com ún que co m p a rte n los h is ­
n arrac ió n e stricta . to ria d o re s a n tig u o s, tie n d e a
E n concreto, la com posición d e lim ita r los contornos de u n a
de d iscursos que se p onen en ro m a n id a d id eal, cuyas h a z a ­
boca de p erso n ajes históricos ñ a s son, sin em bargo, com ple­
(lo que se p arece a u n ejercicio ta m e n te re a le s , p u esto q u e el
de retó rica) p roporciona a Tito orden político del m u n d o lleva
Livio la o p o rtu n id ad de m os­ su m arc a. P o r o tra p a rte , el h e ­
83
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
cho de q u e e n tre la m a ra ñ a to profundo: el siglo I h ab ía m e­
h istó ric a e m e rja n v a ria s g e s ta s d itad o sobre el p en sam ien to ;
ép icas (la de C am ila , la de A n í­ e ste «siglo de A ugusto» m ed ita,
bal y de E scip ió n el A fricano, en cam bio, sobre el a rte ; q u iere
p o r ejem plo) no im p ide q u e la s e r curioso, culto, se ap a sio n a
H isto ria de T ito Livio sea el p o r la u n iv e rsa lid a d y se p re o ­
p ro d u cto de u n a reflexión glo­ cu p a por re s e rv a r un lu g a r p ro ­
bal so b re la c a u sa lid a d h istó ­ pio a las ex p resio n es p e rs o n a ­
rica y la co n stru cció n de u n im ­ les, y q uizá la ro m a n id a d ac­
perio. cede así a u n a n u e v a riq u eza.
E s s o rp re n d e n te , en efecto,
c o n s ta ta r q u e e s ta m o d ern id ad
se a lim e n ta de trad ic ió n y que
Conclusión los p e n sa m ie n to s nuevos a m a n
la s fu e rz a s n u e v a s sin por ello
Con T ito Livio la h is to rio g ra ­ re n u n c ia r a la h e re n c ia de u n a
fía m a d u ra como g én ero lite ­ c u ltu ra e sté tic a a sí re v ita liza -
ra rio in d e p e n d ie n te ; sin em ­ da. Siglo fé rtil y, en defin itiv a,
b arg o , la p ro sa se m u e s tra en eufórico, la época de A ugusto
re la tiv a recesió n re sp ecto del propició en todo caso la e m e r­
«tiem po de los poetas», q u e es gencia de esp lén d id o s m o n u ­
la época a u g u s te a . E s cierto m en to s lite ra rio s q u e co n ti­
que e s ta s dos re a lid a d e s , a p a ­ n ú a n fig u ra n d o e n tre los m ás
re n te m e n te co n trad icto rias, pro­ a d m ira b le s de la lite r a tu r a la ­
ceden de u n m ism o m o v im ien ­ tin a .

84
5
EL ALTO IMPERIO

Si. en el ca p ítu lo p reced en te, tó ric a se h a b ía d e sp re n d id o de


disponíam os del «punto de ap o ­ su s a d h e re n c ia s «funcionales»
yo» de la lite r a tu r a la tin a como como a rte de p e rs u a d ir. La r a ­
facto r explicativo de u n período zón de- ello re sid e en el hecho
histórico re la tiv a m e n te breve de que el cam po ju d ic ia l, como
—-la era de A u g u sto — , en el el de la elocuencia d e lib e ra tiv a ,
p re s e n te ep íg rafe deberem os ya no se a b re n a los o ra d o res
to m a r en co n sid eración u n a como h ab ía o cu rrid o bajo la R e­
g ra n d iv ersid ad de o b ra s y a u ­ pública: en esto s dos te rre n o s,
to res que d e sa rro lla ro n su ac­ la s m o d a lid a d e s de decisión
tiv id ad en el am plio período que el nuevo ré g im e n h a ra d i­
que los h isto ria d o re s ac o stu m ­ calizado. A fa lta de s e r abogado
b ra n a lla m a r el A lto Im perio, o político, el o ra d o r s e rá de
y q ue se ex tien d e desde el re i­ a h o ra en a d e la n te co n fere n ­
nad o de T iberio h a s ta la m u e r­ cia n te o esc rito r; esto no sig n i­
te de Cómodo (192 d. C.). T res fica que la im p o rta n c ia p e d a ­
«dinastías» se su ced en en el po­ gógica, c u ltu ra ] y e sté tic a de la
der: la ju lio -clau d ia con N erón;
d esp u é s los F lav io s con V e sp a ­ re tó ric a d ism in u y a , p u es este
siano, T ito y D om iciano; fin a l­ sa b e r, al d e ja r de e s ta r o rie n ­
m en te los A n to n in o s, con N e r­ ta d o hacia u n a p rá c tic a «social»
va y Cómodo. El Im p erio se ve re a l, en laza en cierto m odo con
a lte ra d o p or g ra v es convulsio­ am biciones e sp e c u la tiv a s, cuya
nes; desp u és, bajo los A n to n i­ le ja n a im p o rta n c ia ya h ab ía
nos, se estab iliza p a ra evolucio­ q u ed ad o s u b ra y a d a por la po­
n a r poco d esp u és h a c ia u n r é ­ lém ica que e n fre n tó a P la tó n
gim en m arcad o p or u n a a p a ­ con los so fistas.
re n te m oderación y u n a tu te la S ería fácil c a ric a tu riz a r la
a d m in is tra tiv a b a s ta n te p e s a ­ re tó ric a «irreal» de las esc u elas
da; el espacio ro m an o tie n d e a q u e su rg e n tr a s la m u e rte de
h o m o g en eizarse m u ltip lican d o A u g u sto y d u ra n te todo lo que
sim u ltá n e a m e n te div ersos po­ siguió del Im p erio . Los a u to re s
los económ icos y c u ltu ra le s latin o s no se p riv a ro n de h a ­
m uy b rilla n te s en la s p ro v in ­ cerlo, q u eján d o se de la «corrup­
cias, de donde v ien en los em ­ ción» de la elocuencia, y d e n u n ­
p erad o res... E s ta p ro fu n d a m u ­ ciando a cual m ás a los jó v en es
tación q u ed a re fle ja d a en el o ra d o res que lleg ab a n al e s tr a ­
su rg im ie n to de u n a m u ltip lic i­ do como si v in iesen de otro p la ­
dad de c o rrien tes lite ra r ia s que n e ta . E sto se lee en P etro n io ;
no es fácil in d iv id u a liz a r, ni si­ ta m b ién en T ácito (D iálogo de
q u ie ra posible re d u c ir a filia ­ los oradores), y en té rm in o s
ciones sim ples. m u y p arecid o s (como si el d e ­
b a te sobre la d ecad en cia de la
elocuencia se h u b ie ra c o n v e rti­
1. La re tó ric a do en sí m ism o en u n «ejercicio
d e lo im a g in a r io de escuela»). E sto s ejercicios,
a fa lta de im ita r situ a c io n e s
Como hem os visto, y a bajo re a le s, las im a g in a n . U n a s v e­
A u g u sto la e n s e ñ a n z a de la r e ­ ces tra n sfie re n sobre héroes del
85
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
im a g in a rio colectivo, histórico m ás p e rtin e n te h a c e rse la p re ­
o m itológico la ju stificació n del g u n ta sobre lo q u e p u ed e el
d iscu rso q ue debe com ponerse: le n g u aje q u e in te rro g a rs e so­
es la «etopeya», d iscu rso ficti­ b re lo q u e debe h a c e r ese m is­
cio, y no o b s ta n te som etido a mo len g u aje; a c titu d eufórica y
re g la s fo rm ales b a s ta n te e stric ­ esp e c u la tiv a q u e no e n g e n d ra
ta s como p a ra q u e sea posible fo rzo sam en te el m al gusto, sino
o b se rv a r su s c o n sta n te s en los un g u sto nuevo.
d iv erso s h isto ria d o re s. O tra s
veces p la n te a n como "tem a» la
exposición de u n a sententia po­
lític a , o de u n a ex h o rtació n
— es la « su aso ria» (suasoria). 2. U n a lite ra tu ra culta
que p u ed e to m a r un tono p a ­
sio n al (a lg u n a s elegías de O vi­
dio tie n e n la a p a rien cia de R om a a h o ra d om ina su s p ro ­
« su aso ria am orosa»), lúdico o p ia s re fe re n c ia s cu ltu ra le s: tie ­
filosófico (el m ejo r ejem plo lo n e su s propios genios, tie n e su s
p ro p o rcio n a el estilo de S éne­ m odelos latin o s. L a im itación y
ca)— . E n o tra s ocasiones, e s ti­ la a em u la tio p u ed en ejercerse
m u la n un d e b a te ju ríd ico con­ a h o ra no so la m e n te a p a r tir de
tra d ic to rio q u e to m a la form a fu e n te s g rieg a s, sino tam b ién
de u n a co n tro v ersia (controver­ sig u ien d o el m odelo de a u to re s
sia ) y q u e su p o n e leyes, crí­ latin o s, y debe in c lu irse e sta
m en es y c irc u n sta n c ia s a m e­ evolución en el cam po del s a ­
n u d o m uy com plejas; el conjun­ b er, pues, en vida o casi en
to co n stitu y e lite ra lm e n te lo v id a, los g ra n d e s p o etas augus-
q u e noso tro s llam aríam o s u n a teos h a n sido estu d ia d o s en las
«intriga», y re c ie n te m e n te P. esc u elas la tin a s ... Así, un poe­
Q u ig n ard h a podido calificar m a didáctico como el E tn a , es­
a c e rta d a m e n te , en su libro Al- tu d io científico sobre el fam oso
buciu s, a u n retórico de «nove­ volcán siciliano, tie n e u n a for­
lista» y lla m a r «novelas» a es­ m a «tan» v irg ilia n a que la t r a ­
ta s com posiciones cuyo «tem a dición, que h a in te n ta d o e s ta ­
de ejercicio» es la in trig a . b lece r su a u to ría , h a llegado a
E n efecto, no debem os lim i­ a trib u irlo al p o eta de la E n e i­
ta rn o s a c o n sid e ra r la fu tilid ad da. Del m ism o m odo, cuando
p rá c tic a de las «declam aciones» C olum ela, agrónom o m uy e s­
q u e sólo b u sca n los aplausos. crupuloso, escribió en h e x á m e ­
M ás que n u n c a , la elocuencia tro s dactilicos la p a r te de su
es lo q u e siem p re h a sido en la volum inoso tr a ta d o (De re r u s ­
c u ltu ra a n tig u a : un espectáculo tica, en doce libros) q u e t r a t a
q ue d e sa rro lla h a s ta la e x tre ­ sobre el a r te de los ja rd in e s ,
m a sofisticación u n a m a e stría p a re c e como si com p letase las
in v e n tiv a de id eas y expresión. G eórgicas en u n p u n to q u e el
El «bien decir» es un objeto en poem a v irg ilia n o sólo h a b ía
sí m ism o, su p o n e la a b u n d a n ­ tra ta d o de p a s a d a . E n fin, las
cia del discu rso , im plica deci­ B ucólicas, de C alp u rn io S ic u ­
sio n es e stilístic a s, a p e la ta n to lo, e n la z a d ire c ta m e n te con la
a la sen sib ilid a d como a la r a ­ obra h o m ó n im a d e V irgilio, y
zón. C u ltiv an d o , en estos dife­ la im itación o no de la E n eid a
re n te s cam pos, la d esm esu ra s e rá u n o de los re to s que t e n ­
que a u to riz a la g ra tu id a d de d rá n siem p re a la v ista las epo­
u n a exhibición, la «retórica de pey as im p eriales.
lo im aginario» a n im a la vida P o r o tra p a rte , podem os p e n ­
lite ra r ia y form a a rtis ta s . Es s a r q u e la dom inación ta n com ­
86
EL A L T O I M P E R I O
pro b ad a de R om a so b re u n e s­ rid ad u n a m u ltitu d de in fo r­
pacio civilizado ta n am plio s u s ­ m aciones c o n c retas. P ero , en
c ita un se n tim ie n to casi gozoso otros casos, ta m b ié n podem os
q ue im p u lsa a m u chos escrito ­ verle, ca m b ia n d o to ta lm e n te de
re s h acia la s a b ia com pila­ tono, in ic ia r u n a reflexión so­
ción de las a rte s y las técnicas, b re estos d ato s, sobre los m é ­
en todos los cam pos. El siglo 1 todos del s a b e r o sobre el m u n ­
d. C. se c a ra c te riz a , en efecto, do; en to n ces, su enciclopedia se
po r la preocupación de d o ta r a a d o rn a con los colores de la fi­
Rom a de enciclo p ed ias en le n ­ losofía y la re tó ric a , q u e e s tá
g u a la tin a ; os como si los a u ­ lejos de ig n o rar.
to re s q u isie ra n to ta liz a r, en un E n otros cam pos e n c o n tra ­
nuevo espacio c u ltu ra l u n ifica­ m os las m ism a s te n d e n c ia s: la
do por el s a b e r im p e ria l, el con­ com pilación hace e stra g o s en la
ju n to m o n u m en tal de los s a b e ­ h isto rio g rafía . Como c o n tin u a ­
re s que re ú n e el Im perio. Así, ción de la s b io g rafía s de C or­
bajo Tiberio, C elso (A. C ornelio nelio N epote, y con la m ism a
Celso) escribe u n a enciclopedia m e n ta lid a d -sin tética» , V alerio
en v ein te libros, de los cuales M áxim o colaciona los -hechos y
sólo nos h an llegado los ocho dichos m em orables», p r e s ta n ­
últim o s — q ue tr a ta n sobre m e­ do u n a aten ció n específica, p o r
dicina e h ig ien e—-. S u s fu e n te s ejem plo, a los m u e rto s ilu stre s.
son H ip ó crates y A sclepiades. Se com prende e n se g u id a que
C elso d e sa rro lla en e s ta obra u n a colección de exem pla como
un tra b a jo in g e n te de n o m en ­ é sta re sp o n d e a la s n e c e sid a ­
c la tu ra técn ica en len g u a la ti­ des de la re tó ric a , q u e los u t i ­
n a (lo q ue es u n a m a n e ra de lizab a b a s ta n te a m enudo. En
ex p lo ra r y e n riq u e c e r e s ta le n ­ ju s ta co rresp o n d en cia, la re tó ­
gu a, al m ism o tiem p o que u n a rica ilu m in a la obra de Q uinto
ap ro p iació n de la tra d ic ió n C urcio, cuya V ida d e A le ja n ­
científica g rieg a;. M ás ta rd e , dro... se lee como u n a novela.
P linio el Viejo (C. P linio S e­ E s ta obra sie m p re h a sido m uy
gundo) com pone u n a obra e ru ­ b ien acogida (incluso p o r n u e s ­
d ita de u n a a m p litu d prodigio­ tro s siglos clásicos) a n te s de
sa, que se p u ed e e v a lu a r en se r d esd e ñ a d a b a s ta n te in ju s ­
ciento s e s e n ta lib ro s, de los ta m e n te . P ero la vocación de la
cuales sólo nos h a n llegado h isto rio g ra fía bajo la d in a s tía
tre in ta bajo el títu lo de H isto ­ ju lio -c la u d ia p are c e h a b e r sido
ria N a tu ra l. D ebem os e n te n d e r d a r voz a la s n o sta lg ia s p o líti­
-H isto ria» en su se n tid o origi­ cas: como el ord en a n tig u o e s tá
n a l, griego, de in v estigación. en la s m em o rias, su s o ponen­
P linio, como si fu e ra u n h isto ­ te s m u ltip lic a n la s h is to ria s de
ria d o r (Tito Livio, p o r ejem plo), la R epública y de la s g u e rra s
tr a b a ja a p o y á n d o se en u n a civiles. In c lu so el fu tu ro em ­
m u ltitu d de a u to re s (¡la -biblio­ p e ra d o r C laudio (siguiendo el
grafía» que nos ofrece en su li­ consejo de T ito Livio) com etió
b ro p rim ero su g ie re que h a el pecado de ju v e n tu d de la n ­
co n su ltad o m ás de dos m il t í ­ z a rse a u n a a v e n tu ra ta n d eli­
tulos!) y re ú n e in fo rm aciones cada. C rem ucio C ordo fue con­
m e d ia n te un s is te m a de -fi­ m in ad o a su ic id a rse p o r h a b e r
chas». C asi sie m p re se c o n ten ­ a la b a d o a B ru to y C asio, a s e ­
ta con o rd e n a r e s ta s fichas y sinos de C é sa r (su o b ra se h a
re p ro d u c irla s sin te n e r g ra n d es perdido). P ero, in v e rsa m e n te , y
preocupaciones a rtís tic a s ; e n ­ con escaso ta le n to , V elleyo P a-
tonces, la ú n ica am bición del térc u lo d esp a ch a a toda p risa
a u to r es p ro p o rcio n ar con cla­ la h isto ria de la R epública ro ­
87
I N T R O D U C C I O N A LA L IT E R A T U R A L A T I N A
m a n a p a ra c e n tra rs e en se g u i­ le ra n te y preocupado p o r la fe­
da en la celeb ració n de C ésar, licidad.
A ugusto, T iberio y S eyano. La
a m a rg u ra p o r u n lado; la servil
ad u lació n p o r otro: e n tre estos
dos ex trem o s, q ue d e riv a n de
u n a situ ació n p o lítica todavía 3. N a c im ie n to
m al d ig erid a, no tie n e n a d a de d e la n o v e la
e x tra ñ o q u e u n a lite r a tu r a h is ­
tó ric a m ás in o cen te, que cele­
b ra a A lejandro, se h ace eco de El S a tiric o n de P etro n io es,
la s u ltim a verba de los g ra n d e s por lo q u e p u ed e o b serv arse, el
ho m b res y p rim a lo p intoresco p rim e r tex to al cual se puede
y lo exótico, h a y a podido te n ta r d a r el no m b re de «novela» en la
a m uchos au to re s. h is to ria de la lite ra tu ra . Los
E s te exotism o, que es com ­ teóricos del género — L ukács,
p le m e n ta rio de u n g u sto com ­ por ejem plo— no lo tu v iero n en
probado p or la s -cosas s o rp re n ­ c u e n ta , como tam poco a las n o ­
dentes» (m ir a b ilia ), refleja cla­ v elas g rieg a s (sin du d a pos­
ra m e n te u n a de la s n u e v a s fa­ terio re s), lo que es un grav e
c e ta s de la cu rio sid ad ro m an a : erro r, p u esto que toda u n a te n ­
a h o ra que el espacio m ed i­ dencia de la novela del siglo
te rrá n e o ya e s tá ro m anizado, XV]], p o r ejem plo, se in sp ira
la m irad a se vuelve h a c ia los a b ie rta m e n te en estos textos
te rrito rio s g erm án ico s, pero an tig u o s. D irem os p a ra re co r­
tam b ién y sobre todo h acia d a r que la «picaresca» im p li­
O rien te. ca, por definición, h isto ria s de
De un lado, los b á rb a ro s so r­ ban d id o s, y las novelas a n ti­
p re n d en ; de otro, el h elen ism o gu as, la tin a s o grieg as, hacen
e n c u e n tra u n nuevo aspecto de e s ta violencia uno de los
«orientalizándose». H ay en esto m otores de la in trig a ; del m is­
u n a especie de vértigo, cuyos mo m odo, confieren a las m u ­
efectos se d ejan s e n tir no so la­ je re s (y a la relación, am o ro sa
m e n te en la evolución religiosa u hostil, e n tre h o m b res y m u ­
(cultos de C ibeles, A ttis, M i­ je re s ) u n papel que no ex istía
th r a , lsis), sino tam b ién en la en la h isto rio g rafía , pero que
sen sib ilid ad de los g o b e rn a n te s a lc a n z a rá g ra n fo rtu n a en
— C aligula, d esp u é s sobre todo la novela del fu tu ro . M uchos
N erón, a c e n tú a n los ra sg o s so­ otros indicios p o d rían c ita rse
la re s y cosm ocráticos del poder aquí.
im p erial, cu ltiv an d o g u sto s (o La form a del Satiricon h a
fa n ta s m a s ) que p u ed e n s e r podido d esc o n certa r, p u es la
co n sid erad o s patológicos si se obra (b a s ta n te m u tila d a ) es
los d esp ren d e de su s in flu e n ­ u n a m ezcla — m u y d e sp ro p o r­
cias o rie n ta le s— . Lo Divino cionada— de p rosa y verso. Si
cam bia de sen tid o . Lo Bello situ a m o s la o b ra en u n co n tex ­
tam b ién : m á s com plejo, a m e­ to (su d atació n como «novela de
nu d o sofisticado, se «barroqui- los tiem p o s neronianos» c a u sa
za». El Im p erio se en riq u ece m enos p ro b lem a s que su a t r i ­
g ra cias al cosm opolitism o; la bución a C. P etro n io A rb ite r,
sociedad ro m a n a e s ta lla , las am igo del P rín cip e, d esp u é s
ra z a s se m ezclan (con g ra n es­ obligado a su ic id a rse p o r h a ­
cándalo p a ra co n serv ad o res b e r co n sp irad o co n tra él), esta
como J u v e n a l) y se ab re paso m ezcla d e so rd e n a d a de ele­
a un nuevo h u m a n ism o m e­ m en to s div erso s ju stific a p le­
nos riguroso, m á s sen sib le, to ­ n a m e n te el títu lo —de nuevo
88
EL A L T O I M P E R I O
e s ta fam osa sa tu ra , o m á s bien, tid ia n o , el proyecto épico; p a ra
a fin de c u e n ta s, u n a sa tu ra d e n o ta r el cu erp o y su s p ru e ­
que, a p u ra n d o h a s ta el fin al el b a s de am o r, roba su s fra se s (y
p rin cip io de la m ix tió n, ofrece a veces su iro n ía) a la poesía
en u n a m ism a obra tonos, te ­ eró tic a; p a r a d is trib u ir la ac­
m as, p erso n ajes y estilo s m uy ción y la p a la b ra , se ap ro p ia
d iferen tes— . P ero se o b se rv a rá del diálogo, q u e viene de la
que la poesía (que se p re s e n ta p o esía d ra m á tic a , pero ta m b ié n
bajo la form a del e p ig ra m a y del diálogo filosófico, cu y a s re ­
de dos frag m en to s épicos) no g la s de g u sto y le n g u aje e stá n
u s u rp a en n in g ú n m o m en to a a q u í ta n «degradadas» como en
la p ro sa su función n a r r a tiv a la epopeya. F in a lm e n te y sobre
específica: e s tá d is p u e s ta e n ­ todo, es en la técn ica n a r ra tiv a
fre n te de la p ro sa, como v a r ia ­ h isto rio g ráfic a, co rreg id a y re ­
ción su y a, como o rn a m e n to , o v isa d a p a ra lo g ra r u n a m ay o r
como objeto de a r te digno de lig ere za, y en la m agnífica li­
e stim a , p u es la crítica lite ra r ia beración del le n g u aje q u e p ro ­
es u no de los te m a s re c u rre n ­ porciona la «retórica de lo im a ­
te s de este tex to s u p e r a b u n ­ ginario», donde P etro n io debe
d a n te . P o r o tra p a rte , no se u r d ir su n a rra c ió n con u n a d i­
sab e a ciencia c ie rta si el p a ­ n á m ic a s o rp re n d e n te : la s no­
saje de c a rá c te r épico (en h e ­ v elas g rieg as, a m en u d o afec­
x ám etro s dactilicos) q u e su rg e ta d a s , so fisticad a s y locuaces,
en un recodo de la n arrac ió ii, no tie n e n e sta v irtu d ni este
es u n a p ág in a en la q u e el a u ­ ritm o .
to r h a q u erid o m o s tra r s u s h a ­ E n el fondo, co n tán d o n o s la s
b ilid ad es o se tr a t a m á s bien a v e n tu r a s y d e s v e n tu ra s de
de un p astich e , si h a y q u e a d ­ dos «desclasados», Encolpo y
m irarlo o b u rla rs e de él. A scilto, en u n m u n d o fr a u d u ­
F re n te a u n a u tilizació n n u e ­ lento, tru c u le n to y cosm opolita,
va de la p ro sa — la n a rra c ió n P e tro n io re sp o n d e a las c u a tro
de u n a h isto ria de p e rso n a s p re g u n ta s que se h acía T ito L i­
h istó ric a m e n te irre le v a n te s — , vio p a ra o rie n ta r su in v e s tig a ­
el a u to r d ispone los in s tr u m e n ­ ción h istó rica: la vida de las
tos trad ic io n a le s que le s u m i­ g e n te s , su s c o stu m b res, el d e s­
n is tra b a la e s c ritu ra poética: el tin o de los h éro es, las a r te s en
e p ig ra m a p a r a «esbozar» un fin, en el se n tid o am plio del
m o m en to , d ístic o s eleg ia co s té rm in o . S o b re e s te ú ltim o
p a ra h a b la r de am o r, o la epo­ p u n to , no cabe d u d a de q u e la
peya como modo de n a rra c ió n n o v ela se in te re s a s u m a m e n te
heroica. Q ue h ay a en la novela, en la s v irtu d e s de la ilusión y
como afirm a L u k ács, « d eg ra­ la m etam o rfo sis, q u e proceden
dación» de la epopeya en b e­ del a rte . E n el m ás larg o y fa ­
neficio de un « realism o p ro b le­ m oso episodio que se conserva
m ático» p la n te a u n p ro b lem a de la obra, la Coena T rim alcio-
de fondo, que se tra d u c e por n is, que d escrib e u n b a n q u e te
u n a oposición de fo rm a, y q u e n o ctu rn o en c a sa de u n lib erto ,
se re su elv e m e d ia n te u n a m a g ­ T rim alció n , de m o d ales b a s ta n ­
nífica v ic to ria de la p ro s a . te d e sc o n c e rta n te s, el a r te del
G a n a te rre n o , e in clu so — e s ­ cocinero c o n siste en o frecer
ta ría m o s te n ta d o s de d ecir— e n ig m a s g astro nóm icos, d is fra ­
g a n a en todos los te rre n o s : z a r, m e d ia n te la ilusión, lo d e­
p a ra e n u n c ia r la a v e n tu r a y la licioso a sq u e an d o , y v iceversa.
h a z a ñ a , el p erip lo y la s t e n t a ­ P a re c e s e r ta m b ié n q u e la m is ­
ciones, in co rp o ra a su h a b e r, m a cena es e n te ra m e n te u n a
ad o rn án d o lo con el re a lism o co­ « p u esta en escena» a r tís tic a ­
89
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
m e n te o rg a n iz a d a p or T rim al- m orfosis de A puleyo. O ta m ­
cíón. Y los h é ro e s de la novela bién, u n a novela eró tica b a s ­
se d ejan a t r a p a r p o r ella, como ta n te to rtu o s a (los am o res h o ­
el le c to r se deja coger p o r la m o sex u ale s de los jó v en es h é ­
no v ela com o ficción o rg a n iz a d a . ro es se ven p e rtu rb a d o s por
P ero son la s o tra s p re g u n ta s m u c h a s in te rfe re n c ia s, a m e­
las q u e c o n trib u y e n a d a r fu e r­ n u d o sád icas o m aso q u ista s.
za y s a b o r al libro. El espacio c a s tra d o ra s en todo caso). O
en el que se m u ev en Encolpo ta m b ié n , u n a novela de a v e n ­
y A scilto e s tá d esp ro v isto de t u r a s q u e to m a a veces la
c u a lq u ie r id ealizació n : en él ve­ a p a rie n c ia de u n a novela de
m os s im p le m e n te cómo se d e­ a p re n d iz a je — a la m a n e ra de
s a rro lla la v id a de la s p e rso ­ u n a b a ja d a a los in fiern o s— . O
n a s , y, p o r lo d em ás, los p e r­ ta m b ié n , u n a «sátira» en el
so n ajes m u e s tra n no s o la m e n ­ se n tid o clásico del térm in o , que
te los ra sg o s co n creto s de e s ta d e n u n c ia c ru e lm e n te los vicios
v id a sino ta m b ié n su s fu n d a ­ de la época. O ta m b ién ..., no
m e n to s éticos ( s u s c o stu m b res, a c a b a ría m o s n u n c a de e n u m e ­
q u e no son en ab so lu to las de r a r la s h ip ó tesis, y q uizá los
los tr a ta d o s filosóficos) y la h is ­ an a cro n ism o s de le c tu ra , pues
to ria in d iv id u a l q u e im plica: no sab em o s en ab so lu to , d e s­
los p e rs o n a je s no d esp e rd ician p u és de todo, cómo los co n tem ­
u n a sola ocasión p a r a «contar p o rán eo s «leían» e ste libro. El
su vida». E sto p e rm ite com pro­ a isla m ie n to m ism o de la obra
b a r q u e la in e s ta b ilid a d , la m o­ en su tiem po, y su estad o de
vilid ad , el cam bio de e sta d o y m u tilac ió n (que no im pide la
de fo rtu n a es la re g la en e ste le c tu ra , pero que. p o r ejem plo,
m u n d o de a sc e n sio n e s p ro d i­ e n m a s c a ra la in trig a g en e ral )
gio sas (la de los lib erto s) o de a lim e n ta n el m iste rio y e s ti­
d ec ad en c ia s rid ic u la s (Encolpo m u la n la cu rio sid ad . La len g u a
y A scilto son c a b allero s venidos y el estilo de P etro n io nos s u ­
a m enos). L a re a lid a d social y m e rg e n de lleno en u n re alism o
c u ltu ra l del Im p erio y de los triv ia l que la lite r a tu r a la tin a
tiem p o s de N eró n es a q u í algo h a b ía ignorado h a s ta en to n ces
m á s que u n decorado, es... el li­ o re se rv a b a a las p e q u e ñ a s p in ­
b ro m ism o. U n a m ezcla cons­ c e la d a s del e p ig ra m a . El in g e ­
t a n te de dolce vita y de te n sio ­ nio, la tru c u le n c ia , la e s p o n ta ­
n es a g re siv a s, de p e rv e rsio n e s n e id a d sólo d ecep cio n arán a q u í
y de am b icio n es, de im a g in a ­ a los p a rtid a rio s de u n a lite ra ­
ción c re a tiv a y de fru s tra c io ­ tu r a dem asiado afectada como
n es. No es s o rp re n d e n te que p a r a s e r h o n e s ta . H ay que le e r
F ellin i h a y a h echo suyo este el Sa tiric o n p a r a d is fru ta r (¡si
tex to e x u b e ra n te en u n a p elí­ la trad u c ció n es bu en a!) y...
c u la q u e, sin «contar», el S a ­ so rp re n d e rs e con él.
tiricon, p u ed e d ec irse q u e no
tra ic io n a su esté tic a .
De hecho, es m uy difícil decir
e x a c ta m e n te lo q u e «quiere d e­
cir» el S a tiric o n . Se h a podido 4. S é n eca, a rtis ta
v er en e s ta o b ra u n a novela y filó so fo
in iciática, en la cu al la s a v e n ­
t u r a s de los h é ro e s les h acen
s a lir de u n m iste rio p a r a e n ­ L a o tra g ra n fig u ra de los tie m ­
t r a r en otro. La h ip ó te sis es pos n e ro n ia n o s es sin d u d a
a q u í to d av ía m en o s convincen­ el filósofo S éneca (L. A nneo S é­
te q u e en el caso de la s M e ta ­ n eca, ¿4 a. C.?-65 d. C.), nacido
90
EL A L T O I M P E R I O
en C órdoba en el seno de u n a C órcega m erced a los b u enos
poderosa fam ilia de e s ta ciudad oficios de M e sa lin a , y ocho
a n d a lu z a , d ec id id a m e n te d e s­ años m ás ta r d e A g rip in a le vol­
tin a d a a co n v e rtirse en u n a de vió a lla m a r p a ra confiarle la
las en c ru cijad a s c u ltu ra le s de educación de su hijo, el fu tu ro
O ccidente. S én eca tam b ién e ra N erón, que en to n ce s te n ía t r e ­
m uy joven cu an d o viajó a ce años. A la m u e rte de C la u ­
R om a, y su o b ra sólo recib irá dio 'q u e salu d ó con u n a s á tira
esta in flu en cia «española» a m u y feroz, la A p o ko lo k yin to sis
tra v é s de su p a d re , S éneca el del D ivino C laudio, donde v e­
Retórico, así llam ad o por las m os al d ifu n to e m p e ra d o r m e-
dos colecciones de «fragm entos tam o rfo sead o en ca la b a z a d e s­
escogidos» q ue nos h a dejado, p u és de su m u e rte ...). S éneca
donde se con sig n an y com en tan se convierte, ju n to con B u rro ,
te m a s de S u a so ria s y de C on­ en el p rin cip a l consejero p o lí­
troversias, con, a m odo de «co­ tico del n u ev o e m p e ra d o r,
rregido», los felices h allazgos qu ien le encom endó la a d m i­
de los m ejores retó rico s de la n istració n de u n a especie de
época. E ste d a to d en o ta por sí m in isterio ; desd e e s te cargo,
solo que, en las pro v incias ro ­ a v a la rá el a s e s in a to de A g rip i­
m a n a s, la v id a c u ltu ra l e ra n a. D esp u és, poco a n te s de
m uy p u ja n te (M arcial y Q u in ­ ca e r en d esg racia, se re tiró
tilian o , otros «españoles», p ru e ­ p a ra d ed ica rse e n te ra m e n te a
ban esta v italid a d ), y que u n a s u s o b ras filosóficas, y fin a l­
g ra n fam ilia como los A nnaei m en te tuvo q u e a b rirs e la s v e­
e ra un v erd ad ero vivero de o ra ­ n a s por h a b e r p a rtic ip a d o en la
dores y escrito res. Dio a R om a, conjura de P isón (65 a. C.).
al m arg e n del filósofo y de su En la sociedad im p e ria l, y
p ad re, al geógrafo Pom ponio sobre todo en los a m b ie n te s de
M ela, y sobre todo al poeta L u ­ la «clase política», filosofar es
cano. u n a ta r e a difícil, y q u e re r s e r
T ácito, q ue no siem p re se filósofo se p arece m u ch o a te ­
m u estra condescendiente con Sé­ n e r vocación de h éroe. El e sto i­
neca, le describe como u n ho m ­ cism o e ra la m oral bajo la cual
b re co m p letam en te de acuerdo se o cu ltab an con g u sto los opo­
con los g u sto s de su s co n tem ­ sito res al rég im en im p e ria l, ob­
porán eo s y, p o r lo ta n to — si sesionados p o r el re cu erd o de
p en sam o s d e te n id a m e n te en C atón de Ú tica, de B ru to y de
ello— , e n te ra m e n te re p re s e n ­ los héroes de la R om a re p u b li­
tativ o de u n a c ie rta m o d ern i­ can a. Así, el S en ad o veía a lz a r­
dad cu ltu ra) y e stética . El filó­ se la a rro g a n te fig u ra de un
sofo bebe en la s fu e n te s del e s­ P aeto T h ra s e a , cuyo silencio
toicism o, y a m en u d o se re m o n ­ sobre la política de N e ró n m e ­
ta a los rasg o s o rig in ales de la recía condena. E s s o rp re n d e n te
a n tig u a d o ctrin a ; p ero el esc ri­ que u n a exigencia de v irtu d
to r es a n te todo u n a r tis ta d e­ ta n rig u ro sa como la p reco n i­
c id id am en te v u elto h ac ia el zad a p o r la filosofía estoica p u ­
nuevo estilo que e n s e ñ a la r e ­ d iera te n t a r a u n h o m b re como
tó rica . E s u n h o m b re a la S éneca que, a fin de c u e n ta s,
m oda, que fre c u e n ta la corte a n te s y d esp u é s de su exilio, se
im p erial, donde vive el día a h ab ía am o ld ad o sin p ro b lem a s
día de las v icisitu d es de la vida a la co n d u cta de los buenos
co rte san a: próxim o a C aligula servidores del Im perio. ¿Acaso
(y q u izá ex c esiv am en te cercano el espectáculo de los vicios e s ­
a J u lia L ivilla, h e rm a n a del tim u la la v irtu d ? E sta m o s obli­
em p erad o r), C lau d io le exilió a gados a p e n s a r así t r a s ex a m i­
91
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
n a r la o b ra filosófica de S é n e ­ so ria filosófica» que d esa rro llan
ca. E n ella se lim ita a d e n u n ­ sólo se in te rru m p e p a ra d ejar
c ia r la s d esg ra c ia s de los tie m ­ p aso a las objeciones de un in ­
pos (a la s cu a le s a veces él te rlo c u to r im ag in ario , según la
ta m b ié n h a co n trib u id o ) y los fig u ra re tó ric a del «dialoguis-
excesos de los q u e h a sido te s ­ mo». A S éneca le g u sta propo­
tigo. E s ta e x tra ñ a te n sió n se n e r s u s m e d ita c io n e s: D e la
co m p ren d e m ejo r si sabem os co n sta n cia del sabio. De la
e n te n d e r, a tra v é s de la obra tr a n q u ilid a d d el a lm a . D el
del filósofo, la s in q u ie tu d e s de ocio, De la brevedad de la vida,
u n p e n s a m ie n to u n poco e r r a n ­ De la ira, De la felicid a d (De
te , fa scin ad o p o r el espectáculo vita beata). De la clem encia. De
del m al, p ero ta m b ié n p o r el la s b u e n a s acciones. E s ta s
su eñ o febril de la sa b id u ría . o b ra s h a n sido e sc rita s en el
contexto de la educación de un
joven p rín cip e y, a u n q u e e stán
U na catequesis estoica d ed ica d as a p e rso n a s próxim as
o a am igos, p u ed e d ecirse de
L as p rim e ra s o b ras filosóficas e llas que fueron co m p u estas a d
de S én eca — s u s C onsolaciones u su m D elphini. E s posible que
a M arcia, P olibio y H elv ia— S éneca tu v ie ra la e sp e ra n z a de
llev an el sello de la retó rica: co n v e rtir a su alu m n o en un
d iscu rso s ficticios dirigidos a m o n arc a ilu stra d o , y desde lu e ­
c o n tem p o rán eo s suyos c a s tig a ­ go la in te lig e n c ia del joven N e ­
dos p o r la fo rtu n a , re c u p e ra n rón podía p e rm itir e s p e ra r los
u n a form a en la cual el ac ad é­ m ejores a u g u rio s en e sta em ­
m ico C ra n to r p a s a b a p o r m a e s ­ p re sa . E sta c a te q u e sis exigente
tro , y q u e C icerón u tilizó por c o n tra s ta e s trid e n te m e n te con
c u e n ta p ro p ia «autoconsolán- el re su lta d o histó rico del re i­
dose» cu an d o p erd ió a su hija. nado. P ero, desde u n p u n to de
E s u n poco lo q u e h ace S éneca, v ista form al, vem os a firm a rse
p o r lo d em ás, cu an d o , d irig ié n ­ en S éneca un estilo propio, a
do se al lib erto Polibio (próxim o veces p e d a n te , a m en u d o b ri­
a C lau d io ) y a su p ro p ia m a d re lla n te , siem p re com bativo.
H elv ia, se la m e n ta ese n cial­ E n su s p a la b ra s , S éneca d e­
m e n te so b re su exilio y escribe, fiende con a rd o r la cau sa de la
de e ste m odo, u n a sú plica p a ra v irtu d , u tiliz a la d ia trib a p a ra
o b te n e r su a m n istía . P ero la fu s tig a r los vicios, y no d u d a
elección de a rg u m e n to s e s to i­ n u n c a en p re fe rir la im agen
cos te s tim o n ia ta m b ié n c la r a ­ v io len ta a las m an ife sta cio n es
m e n te u n a elección de p e n s a ­ c u lta s. El a rm a fa v o rita del fi­
m ien to : d e sp u é s de c o n s ta ta r lósofo, en su esfuerzo de «pa­
la s s e rv id u m b re s de la condi­ rénesis» (exhortación m oral), es
ción h u m a n a , S én eca predica la m etáfo ra, que a m en u d o tie ­
u n a re s is te n c ia m oral que e stá n e su origen en la co n tem p la­
h e c h a de v a le n tía , in d iferen cia ción de los esp ectáculos con­
co n scien te y rig o r. La función cretos que d e riv a n del dolor,
de la filosofía es sim p lem en te la s e n ferm ed a d es, la s violen­
« p re p a ra r p a ra las d esg racias cias, las to rtu ra s ... E n e sta s
del fu turo», y la im p asib ilid ad condiciones, la in sen sib ilid ad
ideal del sab io estoico e stim u la del sabio to m a a p a rie n c ia s h i­
e ste a p re n d iz a je de u n a v irtu d perbólicas...
u n poco fo rzad a. E s ta «catequesis del choque»
S u s o tro s tr a ta d o s llev an se m o d era se n sib le m e n te en el
e q u iv o ca d am en te el n o m b re de v asto conjunto de la s C artas a
«diálogos», p u e sto q ue la «sua­ L u cilio o C a rta s m o ra les, com ­
92
EL A L T O I M P E R I O
p u e s ta s por S én eca e n tre los L u cilio son lo m ejo r de S éneca
añ o s 62 y 65, d esp u é s de su re ­ y m erecen se r leíd as.
tira d a de la escen a política. ¿Se
tr a t a de u n a v e rd a d e ra co rres­
p o n d en cia, o de u n a ficción Extrañas tragedias
ep isto lar? La crítica no h a po­
dido d e te rm in a rlo con ex a cti­ No es d e n ig r a r el p e n s a m ie n ­
tu d , pero es lícito p e n s a r que.
to de S éneca a d v e rtir que la
en todo caso, e s ta s ciento v e in ­ m ay o ría de los te m a s filosó­
tic u a tro c a rta s d e sa rro lla n un ficos que h a tr a ta d o fo rm a b an
proyecto de «dirección e sp iri­ p a r te de los lu g a re s com unes
tual» que excede a m p lia m e n te «éticos» ex p lo tad o s p o r la re tó ­
las p o sib ilid ad es de u n a e n s e ­ rica de su tiem po. Él hecho de
ñ a n z a por corresp o n d encia... El que los retó rico s no tu v ie ra n
re to es in s tr u ir a Lucilio, lle­ ca u sa s de e n v e rg a d u ra que t r a ­
v a rle h acia la s a b id u ría , y, t a r en la v ida re al d e te rm in ó el
p a r a h acerlo, S én eca dirige a la d esa rro llo de su c u ltu ra filosó­
vez u n a form ación teó rica (m e­ fica; de a h í u n a p ro p en sió n a lo
d ia n te la doxografía a lim e n ta q u e podría lla m a rs e la «diser­
el exam en de p re g u n ta s e v a ­ tación de m oral g eneral», do­
lu an d o las re s p u e s ta s de la t r a ­ ta d a de u n a coloración estoica
dición filosófica) y p rá c tic a (e n ­ q ue, en el contexto político que
señ a a Lucilio el a r te de m e ­ hem os evocado, se m o stra b a
d ita r sobre los hechos, la s r e ­ como g a r a n tía de p a rre s ia , esto
flexiones que ésto s su g iere n , es, del «libre h ab lar» , y se a li­
la s elecciones ética s que im p li­ m e n ta b a de exem pla historica
can). P o r m om en to s, la Caí-tas to m ad o s de los tiem p o s re p u ­
a L u cilio to m an así el aspecto blicanos... E n efecto, la c u ltu ra
de un d iario filosófico en el que filosófica d e S én eca le p e rm i­
se evoca la m u e rte v a lie n te de te a lc a n z a r, sobre todo en las
u n am igo, el te m b lo r de tie rra C artas a L u cilio , u n a m ay o r-
que d estru y ó Lyon o los exce­ p ro fu n d id a d ; pero el corpus de
sos de las S a tu rn a le s . La filo­ n u ev e tra g e d ia s q u e nos h a le­
sofía se a s ie n ta a s í en la vida gado p u ed e s e r un testim o n io ,
m ism a, sin p o r ello n e g a rse a en am p lia m ed id a, de e s ta «fi­
s e r cu lta: los p rin cip io s llev an losofía del am biente»; ta n to es
a los p recep to s, y la te o ría a y u ­ así, que se h a p re te n d id o con­
d a a la p ráctica. E lo cu en te (la v e rtirla s en los elem e n to s de
re tó ric a le h a en se ñ ad o el a r te u n «teatro filosófico» d ec id id a­
de la im ag en fu lg u ra n te , de m e n te estoico. E n la F edra de
la sen ten tia la p id a ria ), siem p re S éneca, p o r ejem plo, H ipólito
háb il p a ra d e s a rro lla r m etáfo ­ s e rá el em b lem a de u n a vida
ra s y aleg o rías, lib erad o de la p u ra «de acu erd o a la n a t u r a ­
a p a rien cia u n poco m ágica de leza» por oposición a su m a ­
u n tra ta d o y p e rm itién d o se di­ d r a s tr a in fam e e n tre g a d a a las
gresio n es g ra cio sas o p a té tic a s, p asio n es. E s ta le c tu ra no re s is ­
S éneca e n c u e n tra aq u í u n a for­ te u n e x a m e n serio: re to m a n d o
m a sed u c to ra g u ia d a por u n a te m a s clásicos (M edea, A g a m e ­
sen sib ilid a d que casi siem p re nón, E dipo, Fedra, dos episo­
da en el clavo. S én eca nos ofre­ dios del ciclo de H é rcu les, las
ce la po sib ilid ad de s e n tir la Troyanas). S éneca propone a n te
a n g u s tia oculta de su época y todo « reescritu ras» de E u ríp i­
la g ra n d ificu ltad que tie n e él des, o de Sófocles, siguiendo
m ism o p a ra e n c o n tra r los ca­ u n a e sté tic a que fu erza los "ras­
m inos de la s e re n id a d . P ro fu n ­ gos del te a tro h elen ístico —y
d as y h u m a n a s , las C artas a sobre todo u n a te n d e n c ia ya
93
I N T R O D U C C I Ó N A LA L IT E R A T U R A L A T I N A
p re s e n te en la predicación fi­ p rim e ra m u jer, la h e rm a n a de
losófica— . H ay u n a ad ap tació n B ritán n ico . E s ta obra es, en
al g u sto del m om ento: el é n fa ­ todo caso, la única fa b u la p r a e ­
sis q u e se pone en la -locura texta que nos h a llegado. F u e
trágica», el fu r o r , q u e convierte co m p u esta sin d u d a m ás ta rd e
al h éro e en un s e r capaz del (como m uy pronto, bajo Dom i-
p eo r de los crím en es (el scelus ciano».
nefa s que le pone al m arg en de
la h u m a n id a d ); com placencia
en la cru eld ad que se pone en
escen a sin re tic en cias; violen­
cia ex a g e ra d a de la s p a la b ra s y 5. M o ra lis ta s y satíricos
de los p erso n ajes; pero, sobre
todo, ad ap tació n «a la rom ana»
de co stu m b res g rieg a s, con, P ed ro , lib e rto de A u g u sto que
esp e cialm en te, u n a in teg ració n vivió sin d u d a h a s ta el re in a d o
m ás e s tric ta de los coros en la de N erón, se contentó, en su s
escen a. Es m uy verosím il que cinco libros de F ábulas, con
e s ta s tra g e d ia s h a y a n dado lu ­ p la g ia r a E sopo sin g ra n genio
g a r sobre todo a le c tu ra s p ú b li­ a p a re n te (las re c ie n te s te n t a t i­
cas (recitationes), al m arg e n de v a s de la crítica p a ra d e sc u b rir
q ue tam b ién fu e ra n re p re s e n ­ en él c ie rta p ro fu n d id a d son
ta d a s (si bien al m arg e n de los b a s ta n te d esc o n certa n te s): el
ju eg o s escénicos, en -privado»), m o ralism o de los apólogos no
pero no ten em o s co n stan c ia de sie n ta bien al e sp íritu rom ano,
esto. Como indicios, podem os ni a e ste siglo ap a sio n a d o de
ev o car la e s tru c tu r a de e sta s los p lato s fu e rtes. De nuevo es
o b ras, e m in e n te m e n te -d ra m á ­ el estoicism o la d o ctrin a que
ticas» en el sen tid o de que se s u m in is tra el fondo ideológico
o rg a n iz an en el contexto de u n a las s á tira s de P erso y J u v e ­
esp ectáculo, pero ta m b ié n el n a l, en u n a form a que llam a la
ferv o r de los tiem p o s n e ro n ia ­ aten ció n p o r su ag resiv id ad .
nos p o r el te a tro : el m ism o N e ­ P erso, q u e vivió bajo N erón,
rón co n trib u y ó con su p e rso ­ sólo nos h a dejado seis s á tira s ,
n a su b ien d o a u n escenario, y p ero esto b a s ta p a ra v er en él
pudo e s tim u la r c ie rta s re p re ­ a u n v erd ad ero m ilita n te del
sen tac io n es trá g ic a s al m arg e n estoicism o. P a ra fu s tig a r los vi­
de su s c la ra s p re fe re n c ia s por cios y las p asio n es de la época,
la p a n to m in a y otro s espec­ em p lea la violencia de u n t e ­
tácu lo s m u sicales. R esu lta en r ro ris ta , y esto s a rre b a to s po­
todo caso m uy in te re sa n te d ría n a c h a c a rse a los im p u lso s
c o m p a ra r — p u e sto q u e es p o ­ de u n a pasión ju v e n il (m urió
sible— la in te n s id a d cruel del p re m a tu ra m e n te a la ed ad de
te a tro de S éneca con la, fu erza veintiocho años), p u es no cabe
trá g ic a de su s m odelos griegos; d u d a de que es el p o eta m ás
pero tam b ién , av a n zan d o en la oscuro de la poesía la tin a ...
h isto ria , d e s ta c a r en e s ta s - t r a ­ J u v e n a l es q u izá el m á s vio­
g ed ias n ero n ia n as» u n estilo lento. E sta m o s lejos de los ser­
que in flu irá m á s sobre el t e a ­ m ones de H oracio, llenos de
tro de S h a k e s p e a re q ue sobre ca m p ech an ía: con él, la s á tira
n u e s tro s clásicos n acio n ales. se convierte en u n a re q u is ito ­
Se a trib u y e ig u a lm e n te a S é­ ria , y su p ro g ra m a poético se
neca (sin d u d a eq u iv o ca d am en ­ re su m e en u n a p a la b ra — es la
te) u n a tra g e d ia h istó rica. O c­ indignación, afirm a , lo que for­
tavio, que t r a t a sobre el a s e s i­ m a al p o eta— . H e aquí, p u es,
n a to por p a r te de N erón de su a un ho m b re p e rm a n e n te m e n ­
94
EL A L T O I M P E R I O
te a ira d o que, en su s dos libros des de su p e n sa m ie n to , que
de S á tir a s (en to ta l, dieciséis tra n s f ig u r a e ste vigor de e x p re ­
piezas), se im pone el d eb e r de sión. B a s ta n te to rp e cu an d o se
no d e ja r títe re con cabeza. E sta p ro p o n e d e s a rro lla r vagos lu ­
obra, em p ez ad a en el año 100 g a re s co m u n es sobre la v irtu d ,
d. C. (esto es, bajo T rajan o ), se J u v e n a l d is p a ra d a rd o s t e r r i­
re s ie n te sin d u d a del fracaso b les cu an d o se t r a t a de d e n u n ­
p erso n al de J u v e n a l en la e s­ c ia r el vicio y a los viciosos. El
cena pública, donde su s h a b i­ lecto r se d eja a t r a p a r p o r e s­
lid ad es o ra to ria s no fueron s u ­ te estilo y sa b o re a v erd ad ero s
ficie n te m e n te ap re c ia d a s. Así fuegos a rtific ia le s v e rb a le s, lle ­
pues, pone su conocim iento pro­ nos de p in to re sq u ism o , dotados
fundo de la re tó ric a al se rv i­ de u n a riq u e z a de le n g u a e
cio de su ¡dignación, y se la n ­ im ag in ació n que, to d a v ía hoy,
za a u n a cru zad a c o n tra los vi­ nos d ejan a tó n ito s. E s u n a ca­
cios de R om a, ciu d ad d e p ra v a ­ ric a tu r is ta g en ial, el m ás «sa­
da. P rim ero , d en u n c ia las in ­ tírico» de los satíric o s — pero,
fam ias del d in ero , lo que es u n sin d u d a ta m b ié n , el m á s re a c ­
lu g a r com ún rep etid o m a c h a ­ cionario y el m á s obtuso— . E n
co n am en te, sobre todo en la efecto, como se ñ a la J. B ayet,
d ia trib a cín ico-estoica. D e s­ u n poco de «nacionalism o d e ­
p u és, a ta c a la s e x u a lid a d d e­ clam atorio» no e sta b a de m ás
sen fre n a d a que, según él, h a bajo T ra ja n o , y J u v e n a l corre
con vertido a la C iu d ad E te rn a pocos riesgos; p ero su com pla­
en un in m en so lu p a n a r. Como cencia ra d ic al en la e x a g e ra ­
cree que las m u jere s tie n e n ción nos im p id e v er en su obra
u n a g ra n re sp o n sa b ilid a d en u n a im ag en fiel de la R om a de
e s ta obsesión colectiva, les d e ­ la época.
dica su m ás la rg a sátir«a (¡la E s m ás b ien en los E p ig r a ­
sex ta, que no tie n e m enos de m a s de M arcial donde en co n ­
seiscien to s s e s e n ta y u n v e r­ tra re m o s e s ta im ag en , q u e este
sos!) y no les p erd o n a n ad a ... a u to r nos ofrece en c o rta s p ie­
F in a lm e n te , fu stig a con a c ritu d za s r ig u ro s a m e n te a m o ra le s ,
a los e x tra n je ro s, a los griegos, p ero c h isp e a n te s de h u m o r... a
a los o rie n ta le s, a los galos que veces m uy m o rd az. No e stam o s
«colonizan» R om a, la co n ta m i­ lejos del S a tiric o n , e incluso,
n a n , d e stru y e n su id e n tid a d y a m en u d o , e x a c ta m e n te en la
su m oral y m in a n e s ta c u ltu ra m ism a onda: allí donde P e tro ­
con m ay o r eficacia q ue la a m e ­ nio co n stru y e u n a in trig a , M a r­
n a z a de los pueblos b á rb a ro s. cial p ropone u n c u a d e rn o de
E n re su m id a s c u e n ta s, a n ti­ esbozos. A m bos a u to re s coinci­
p lu tó c ra ta , a n tife m in is ta y v i­ d en sin em b arg o en p r e s e n ta r ­
g o ro sa m e n te xenófobo, J u v e ­ nos u n m ism o m undo, con su s
n al ac o rra la el «sida m en tal» y defectos y su s rid icu leces, h o r­
hace re tu m b a r su s ray o s v e r­ m ig u e a n te de v id a, en todo
b ales. Lo h ace con p ru d e n c ia , caso, y c a p ta d o con g ra n vive­
pu es, cu an d o a ta c a a u n in d i­ za. No es el m en o r ta le n to de
viduo, escoge a u n d ifu n to , y lo M arcial h a b e r esc rito a s í c a to r­
hace de m odo que no se lo p u e ­ ce lib ro s de e p ig ra m a s (¡qui­
da id e n tific a r con ce rte z a (sólo n ie n ta s piezas!) en los que nos
cita uno de su s tria nom ina); h a b la de todo un poco sin p re ­
pero ta m b ién con talen to : tie n e te n d e r ja m á s p a s a r por m o ra ­
la fu e rza de los g ra n d e s p anfle- lista . Se le asocia a m enudo
ta rio s, y V ictor H ugo lo pone con u n a u to r licencioso (h a b rá
p o r las n u b es sin p re g u n ta rs e de p ro b a rse q u e es m ás obsce­
d em asiad o sobre la s d eb ilid a ­ no q u e C atu lo en el e p ig ra m a
95
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
erótico): dig am o s sim p le m e n ­ tric id a de E téocles y Polinice,
te q u e no es tris te leerlo y que hijos de E dipo (R acine fue u n
re c h a z a o b s tin a d a m e n te toda fe rv ie n te a d m ira d o r de e s ta
idealización. Q u izá se a é s ta su obra). E n o tra epopeya a p e n a s
m a n e ra de re c h a z a r t a ja n te ­ com en zad a — la A q u i/e ia , de la
m e n te — y a q u í de n u evo e n la ­ qu e sólo se escribió u n canto— ,
za con P etro n io — la g ra n pom ­ E stacio reconducía a le g re m e n ­
p a de la s ep o p ey as q u e. si por te e s te -e stilo mitológico» h ac ia
un lado c a u s a n fu ro r e n tre las lo novelesco, in tro d u cien d o «in­
c a m a rilla s lite ra r ia s p ró x im as fa n c ia s de A quiles» q u e re c u e r­
a la corte, p o r o tra p a r te a b u ­ d a n ... el D a fn is y Cloe.
rr e n a todo el m undo... — La epopeya h istó ric a fin a l­
m e n te reco b ra su a n tig u a p u ­
ja n z a g ra c ia s al poem a de L u ­
cano. E n efecto, e s ta te n d e n c ia
p ro fu n d a m e n te ro m a n a de la
6. Lucano y las epopeya n u n c a h a b ía d e s a p a ­
e p o p e y a s im p e ria le s recido p o r com pleto, y es in te ­
r e s a n te c o n s ta ta r q u e el «frag­
m en to épico» del S a tiricon
E n el siglo I d. C. se conso­ re la ta p re c is a m e n te el m ism o
lid a firm e m e n te la epopeya episodio histórico: la g u e rra ci­
como gén ero de g ra n p re stig io vil. A d iferen cia de Silio, L u ­
(a fin de c u e n ta s , se a d a p ta cano no tr a t a de in tro d u c ir
m u y bien a la p rá ctica c u ltu ra l n u n c a lo m ara v illo so en su ce­
de la s recitationes). P odem os lebración épica de la Guerra
d is tin g u ir tre s ten d en c ias: civil e n tre C é sa r y Pom peyo
— L a im itació n de V irgilio, (m ás conocida con el títu lo de
ilu s tr a d a p o r los P u n ica de S i­ F a r sa /ia , p o r el no m b re de la
liu s Itálico (¡diecisiete can to s, g ra n b a ta lla lib ra d a , y g a n a d a ,
doce mil versos!). E s ta com pli­ p o r C é sa r en T esalia). B ien in ­
cad a n a rra c ió n de las g u e rra s form ado sobre esto s aco n teci­
p ú n ic a s m ezcla h is to ria y m i­ m ie n to s re la tiv a m e n te re cien ­
tología en u n a s p roporciones te s y e m in e n te m e n te d ra m á ti­
q u e el p o eta de la E n eid a evitó cos (aquí se decide el final de
c u id ad o sa m en te. P o r ello, in ­ la R epública), L ucano propo­
cluso los co n tem p o rán eo s de n e u n a visión m uy reflexiva
S ilio (escribió bajo D om iciano) de este «choque e n tre titan es» .
v iero n en este a u to r a un D ebe le e rse , al com ienzo del
-m ono de im itació n de Virgilio» poem a, el a d m ira b le re tra to
m á s que a u n d iscípulo in s p i­ alegórico de P om peyo —viejo
rado... roble q u e vive a la so m b ra de
— La epopeya fra n c a m e n te su g lo ria— y el de C é s a r — a m ­
m itológica, q u e re to m a la t r a ­ bicioso, eficaz, vivo como el
dición de la s ep o p ey as a le ja n ­ ray o — . L a re tó ric a es, p a r a L u ­
d rin a s , como te s tim o n ia p erfec­ cano, el m edio de tra n s c e n d e r
ta m e n te V alerio Flacco: su s A r- el ac o n te cim ie n to h istó rico p a ­
g o n á u tica s to m a n como m o d e­ ra co n v ertirlo en celebración
lo el poem a del m ism o títu lo épica. L u can o am p lía, colorea,
com p u esto en el siglo il] a. C. d ra m a tiz a y tra n s f ig u r a sin
p o r Apolonio de R odas. E stacio d e s n a tu r a liz a r un conflicto in ­
(P ublio P ap in io E stacio) re to ­ te n so e h istó rico cuyo v e rd a ­
m a ig u a lm e n te en su Tebaida d ero h éro e es, a fin de cu e n ta s,
(doce can to s) u n te m a tra ta d o el h o n esto C ató n de Ü tica. Los
a n te rio rm e n te p o r A n tím aco de dioses, su s prodigios y su s sig­
Colofón, a sa b e r, la lucha fr a ­ nos se v in c u la n al m u n d o de
96
EL A L T O IM P E R I O
los h u m an o s m e d ia n te a r tifi­ su m em oria: los libros de los
cios (sueños, prosopopeyas, vi­ A n a le s que tr a t a n sobre el rei­
siones...) que pro v ien en de fi­ nad o de este em p erad o r han
g u ra s re tó ric a s. El h ero ísm o , m a rc a d o in d ele b le m e n te la
en cam bio, c o n tin ú a sien d o im ag en q u e la posteridad tiene
«laico». de él. E sto eq u iv ale a reconocer
Jo v e n , a u d a z y p e rsp ic a z , la fu erza con la que este in­
L ucan o q u ería p ro vocar el e s­ m enso e sc rito r im puso su vi­
tre m e c im ie n to en su s lectores, sión de u n siglo en definitiva
h a c e r p ercep tib le el h o rro r de difícil de defin ir.
e sta g u e rra , q u e sab em os que El m ás b rilla n te de los his­
fue un v e rd ad ero tra u m a p a ra to ria d o re s ro m an o s nació pro­
la ro m a n id a d . C o n se c u e n te ­ b a b le m e n te en la G alia narbo-
m e n te , cediendo al g u sto de la n e n se h a c ia los años 55-57
época, se com place en la d e s ­ d. C. O rig in ario de la burgue­
cripción s a n g rie n ta y v io len ta, sía de p ro v in cias, form ado en
p o r no decir m orbosa y m a c a ­ las esc u elas de retó rica, en tra
b ra . E n todo m o m en to se en el sen a d o bajo Vespasiano,
m u e s tra digno fa m ilia r de S é­ d esp u é s de su m atrim onio con
neca: deja v e r p a ra d a r que la h ija del cónsul C. Junio
p e n sa r. E ste ex p resio nism o fu ­ A grícola. E jerce después un
rioso — se h a llegado a h a b la r m an d o m ilita r en G erm ania,
im p ro p ia m e n te de estilo «ba­ q u e le m a n tie n e alejado de
rroco»— p u ed e lle g a r incluso R om a h a s ta los últim os años
h a s ta el m al gusto. P ero el m o­ del re in a d o de Domiciano. En
m en to va no es propicio p a ra la el año 97 se le nom bra cónsul
sub lim ación v irg ilia n a. L ucano su fe te 2: sin h a b e rse visto afec­
no tie n e n ecesid ad de h a c e r b a ­ ta d o por la tir a n ía del em pe­
j a r a su lecto r a los Infiernos: ra d o r m ás psicótico del siglo,
el in fiern o e s tá aq u í, en la tie ­ a b o rd a los tiem pos nuevos
rr a , en el corazón de la g u e rra in a u g u ra d o s por N erva en una
civil, y quizá en la n u e v a r e la ­ posición en v id iab le. Se recono­
ción de p o d eres q ue s a ld rá de cen u n á n im e m e n te su s habili­
ella... E s ta visión p e sim ista del d ad e s como abogado y orador,
ré g im e n im p erial explica sin su p re sen cia en la escena lite­
d u d a que L ucano m u rie ra p re ­ r a r ia y su ex p erien cia como
m a tu ra m e n te , sin h a b e r t e r ­ «gran fu n cio n ario del Estado»;
m in ad o su m agnífico poem a, ad e m á s, es u n o de los fieles co­
obligado a su ic id a rse por h a b e r la b o ra d o re s de T rajan o ; Plinio
p a rtic ip a d o en un conspiración es am igo com ún de am bos. H a ­
c o n tra N erón. cia el año 104 em pieza a escri­
b ir las H isto ria s, que te rm in a ­
r á en el 109. A lgunos años m ás
ta rd e , n o m b rad o procónsul de
A sia, em p ieza a escrib ir los
7. Tácito, co n ciencia A n a les. L a fecha de su m u erte
crítica d e l Im p e rio es in c ie rta (sin d u d a debió de
p ro d u c irse h a c ia los años 117-
118 d. C.).
T ácito (P. C ornelio T ácito) es E s ta c a rre ra es ejem plo de la
c ie r ta m e n te el h o m b re q u e re a lid a d im p e ria l desde m u ­
conspiró m ás eficazm en te con­ chos p u n to s de v ista. Tácito en ­
t r a N erón, en todo caso c o n tra c a rn a p a r a d ig m á tic a m e n te la

- S u p r e m o m a g i s t r a d o d e C a r ta g o . (TV. d e l T .)

97
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
asc en sió n de la b u rg u e s ía de ra , da a e n te n d e r Tácito, qu ien
p ro v in c ia s a las m á s a lta s fu n ­ opone la « an tig u a se rv id u m ­
cio n es p o líticas, a los m á s altos bre» a la «felicidad presente».
n iv eles de la v id a a rtís tic a y li­ De hecho, la V ida de A grícola
t e r a r ia . L a v e rd a d del Im p erio le p e rm ite p la n te a rs e todos los
e s tá , q u izá, m á s en su a d m i­ p ro b lem a s del Im perio: ¿cómo
n istra c ió n que en el m icrocos­ a d m in is tr a r su espacio?, ¿hace
m os de la corte: esto explica fa lta m a n te n e r la paz y r e n u n ­
q u e se p u e d a s e r un buen s e r­ c ia r a las co n q u istas?, ¿qué lu ­
v id o r del E sta d o a c tu a n d o bajo g a r q u e d a p a ra la g lo ria, el m é ­
las ó rd e n es de u n m al p rín c i­ rito o el ta le n to ? , ¿qué política
pe. F in a lm e n te , la caída de los p u ed e a s e g u ra r d u ra d e ra m e n te
F la v io s ju s tific a la e s p e ra n z a la «rom anización» de las p ro ­
de u n a v u e lta a la lib e rta s: el v in cias, cuyos pueblos — como
p o d e r e s tá a h o ra en m an o s los caledonios, a quien T ácito
m á s d ig n a s, y p u ed e e s p e ra rs e concede la p a la b ra a tra v é s de
q u e el Im p erio salg a de su con­ su je fe G algaco— tien en toda
trad ic ció n fu n d a m e n ta l, que es, la razón p a ra o p onerse y re s is ­
p a r a T ácito, irs e h u n d ie n d o t i r a u n im p erialism o b ru ta l y
de d in a s tía en d in a s tía . N erv a, codicioso?; fin a lm e n te , ¿deben
d e sp u é s T ra ja n o , q u ie re n el o r­ de s u b e s tim a rs e las v irtu d e s
d en , y sab e n o rg a n iz arlo . Se de esto s b á rb a ro s q u e no se
v u elv e al e s p íritu de A ugusto. h a n visto d eb ilita d o s por u n a
D ed icán d o se a e sc rib ir la h is ­ le n ta d ecad en cia de las cos­
to ria del im p erio ju lio -claudio, tu m b re s y los v alo res? N o cabe
T ácito m e d ita so b re él d esp u é s d u d a de que, en este caso, la
de su d esa p arició n y lo hace b iografía im p lica ta m b ién u n a
a n a liz a n d o los hech os desde lección de política...
u n a p ersp e c tiv a d ra m á tic a .
E s ta inflexión a n im a su p ri­
m e ra o b ra, la Vicia de A grícola. H is to r ia s y A n a le s
T ácito ab o rd a la h isto rio g ra fía
a tra v é s de la b io g rafía no de E n c o n tra m o s, p u es, en T ácito
u n p rín cip e , sin o de un leal algo de la in sp iració n de S a lu s ­
se rv id o r del E sta d o , y lo hace tio, sólo q u e, en su caso, con
no sin c ie rta p ie ta s , p u es A grí­ u n a m ay o r a m p litu d de m iras:
cola es su su eg ro , y q u izá el si la h isto rio g ra fía e s tá al s e r­
a u to r e s tiliz a u n poco fa v o ra­ vicio de la política, no es p re ­
b le m e n te los ac to s y los p rin ­ c is a m e n te en el ex am en con­
cipios de su héi'oe. Lo cierto es creto de las crisis donde e n ­
q u e A grícola h a pacificado B re­ c u e n tra su s e n se ñ a n z a s, sino
t a ñ a (la G ra n B re ta ñ a ac tu a l), en la crítica sev e ra de las
so m etien d o a los p u eblos a u tó c­ «disfunciones» de un régim en.
ton o s y arrico n án d o lo s h a s ta E n u n a am p lia p ersp ectiv a, las
C aled o n ia (Escocia), y lo h a h e ­ H isto ria s (que em p iezan en la
cho... p o r n a d a . Y D om iciano, m u e rte de N erón), d esp u é s los
q u ien siem p re vio con m alos A n a le s (que a b a rc a n el período
ojos los éxitos de su s g en e rales, q u e v a desde la in u e rte de A u ­
h a ag rad ecid o al procónsul los g u sto h a s ta la caíd a de N erón),
serv icio s p re s ta d o s lla m á n d o ­ t r a t a n de e sta b le c e r los lím i­
lo p a ra h a c e rle c a e r en u n a tes, según la feliz expresión de
d e sg ra c ia d e fin itiv a, y poco le A. M ichel, del «destino del Im ­
p reo cu p a c o n se rv a r u n a con­ perio».
q u is ta ta n d u ra m e n te d is p u ta ­ P a r a nosotros, las H isto ria s
da d u ra n te ta n to s años. E sto son la n a rra c ió n de u n a g u e­
s e rá im posible a p a r tir de a h o ­ r r a civil. L a sucesión de N erón
98
EL A L T O I M P E R I O
ab re la co n tien d a e n tre G alba, n ificar, a tra v é s de la conquis­
O tón y V itellio, que se en fre n ­ ta , a los g ra n d e s h o m b res y las
ta n y se su ced en , y el Im perio g ra n d e s h a z a ñ a s . Com o c o n tra ­
se d esm em b ra . E s te e sp e ctá­ p a rtid a , ¡qué de crím enes!,
culo fascin a a T ácito, y los cu a­ ¡c u án tas violencias! A p a r tir
tro p rim ero s libros (y el co­ del re in a d o de T iberio, la a n ti­
m ienzo del q u in to ) q u e hem os g u a R epública, cuyo fa n ta s m a
conservado son la crónica de a g ita b a A ugusto, no es m ás
los años 69 y 70, q ue se con­ q ue u n a ilu sió n , y el nuevo o r­
ta ro n sin d u d a e n tre los m ás d en del poder g ra v ita a lre d e d o r
desg raciad o s de R om a. T erm i­ de la corte im p e ria l. S om bría
n a n con la to m a de la ciudad crónica de los procesos, c a p ri­
por los ejércitos flavios, en ple­ chos, m a q u in a c io n e s y ab u so s
n a celebración de la s S a tu r n a ­ de Seyano, p e rs o n a lid a d m a lé ­
les. y con la lleg ad a al poder de fica que, de hecho, g o b iern a
V esp asian o . como un tira n o . T iberio, r e ti­
R em o n tán d o se en el tiem po, rá n d o se de la escen a, re v ela la
T ácito se m arc a un nuevo p u n ­ d u re za h ip ó crita de su p e rso ­
to de p a rtid a , y se asig n a como n aje, y la a tm ó sfe ra se hace
m eta, en los A n a le s , e x a m in a r cad a vez m ás d ra m á tic a . Sin
la d ecad en cia del im p erio julio- d u d a la n a rra c ió n del re in a d o
claudio. A la h is to ria de u n a de C alig u la d ab a a T ácito la
g u e rra civil sucede la h isto ria o p o rtu n id a d de m u ltip lic a r los
de u n a corte. Los seis p rim ero s cu a d ro s ab o m in ab les. Con el fi­
libros (que nos h a n llegado; el n al del re in a d o de C laudio, y
libro V de form a m uy incom ­ sobre todo con el de N erón, la
p leta) tr a ta n sobre el re in a d o m o n stru o sid a d se pone al o r­
de T iberio. H em os p erdido los den del día. El crim en se con­
libros VII al X (el re in a d o de v ie rte en u n m odo de re in a r, y
C alig u la y los com ienzos del de la s p erv ersio n es im p e ria le s se
C laudio). La n arrac ió n a rra n c a a c e n tú a n . Se a v a n z a a p aso s
p a ra no so tro s en el libro XI y a g ig a n ta d o s h a c ia la ap o ca­
te rm in a en la m ita d del libro lipsis...
XVI: a sistim o s a los últim os E l g ra n ta le n to de T ácito
m om en to s del re in a d o de C lau ­ c o n sistiría e n h a b e r sabido to ­
dio y a la p rim e ra m ita d del de m a r el p u lso a este m icrocos­
N erón. No cabe d u d a de que la m os in q u ie ta n te . Le in te re s a
obra se com ponía de dieciocho m u ch ísim o el papel q u e d e se m ­
libros y q ue e n la z a b a con las p e ñ a n los poderosos, esa m a ­
H isto ria s. D u ra n te todo el pe­ n e ra de s e r q u e c u ltiv a n , por
ríodo así cu b ierto , la política lo cu ra o p o r m iedo, y q u e les
in te rio r g a n a la p a r tid a a m ­ lleva a h u n d irs e in e x o ra b le ­
p lia m e n te a la política exterior, m e n te de d e sm e s u ra en d e s­
y n a d a m ás e m p e z a r T ácito se­ m e su ra . ¿S erán los ju lio -clau -
ñ a la este rasgo: pocas g u e rra s dios como los A trid a s? Así
g loriosas, u n a p az re la tiv a m e n ­ p o d ría creerse . N e ró n te rm in ó
te tra n q u ila — es la co nsecuen­ a se sin a n d o a A g rip in a, su p ro ­
cia del -te s ta m e n to político» de pia m ad re ... D e hecho, T ácito
A u gusto, que d esea u n a lim i­ se to m a su s d ista n c ia s resp ecto
tación v o lu n ta ria del im p e ria ­ de este a p a re n te d e stin o tr á g i­
lism o ro m an o a su espacio ac­ co, p u es lo trág ic o su p o n d ría la
tu a l— . Así pu es, el a u to r p re s ­ g ra n d e z a , y en lo que n a r r a no
cinde de esa v e rtie n te de la vem os m á s q u e b ajezas: e m p e ­
h isto rio g rafía trad ic io n a l que zando por la s de la clase polí­
p e rm itía e n c o n tra r u n alien to tica; por ejem plo, esa a d u la tio
épico y consig u ien tem ente m ag­ del S enado q u e a p la u d ió to d a s
99
I N T R O D U C C I Ó N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
las vilezas q u e com etieron los b irá en su tra ta d o . El len g u aje
p rín cip e s y las legitim ó. A ve­ p e rm ite a lc a n z a r u n a b elleza
ces se re p re s e n ta n d ra m a s in ­ d is tin ta de la de la arm o n ía ,
te n so s o grotescos; de episodio en cierto m odo, u n a belleza
a episodio, sin ced er a la te n ­ «m onsti'uosa». D esde este p u n ­
tació n de la an é cd o ta g ra tu ita , to de v ista , T ácito es u n escri­
T ácito d e sa rro lla , bajo la h is ­ to r que re v iste la m áx im a im ­
to ria de e s ta d in a s tía , la in tr i­ p o rta n c ia p a ra la h isto ria de
ga in ex o rab le de u n a novela los estilos, y no h ay n in g ú n
n e g ra q u e leem os con pasión. otro a u to r de la an tig ü e d a d
q u e en esto p u e d a c o m p a rá r­
sele.
Tácito y lo sublime

A m en u d o se h a asociado en
b ro m a el estilo de T ácito con su
propio n o m b re (o m ás b ien con 8. Los testigos
e se cognom en con el que se le d e un neo clasicism o
conoce h a b itu a lm e n te ). T a ci­
tu s q u ie re d ecir «quien h a b la
poco», y, efectiv am en te, el es­ P o r ello es c o m p le ta m e n te so r­
tilo del h is to ria d o r d e sta c a por p re n d e n te v e r a T ácito p ra c ­
s u s fra se s elíp tic as, donde los tic a r, en su D iálogo de los ora­
s u s ta n tiv o s g a n a n a m p lia m e n ­ dores (escrito q u izá h a c ia el
te la b a ta lla a los verbos. E sto año 102), u n estilo co m p leta­
confiere u n a fu erza ex p resiv a m e n te «ciceroniano», salvo en
m u y especial a un tex to a m e­ la s ú ltim a s p ág in a s, im p re g ­
n u d o difícil de tra d u c ir, p u es n a d a s p o r u n a te rrib le ironía.
es m uy com pacto, m uy d enso y E ste diálogo esc rito a la m a ­
m u y dinám ico a la vez. E s cier­ n e ra de C icerón re ú n e a o ra ­
to q u e los tra d u c to re s siem p re dores de un tiem p o poco p ro ­
h a n ex p e rim en tad o a lg u n a m o­ picio p a ra la elocuencia, p u esto
le stia en s e g u ir a T ácito allí q u e e stam o s bajo D om iciano, y
donde el h is to ria d o r q u iere lle­ esto s o ra d o res h a b la n de las
v a r a su lector, es decir, c u a n ­ po sib ilid ad es lite ra r ia s q u e se
do la in te n s id a d de la n a r r a ­ ofrecen a su elección: ¿ im ita r a
ción lo re q u ie re , a los lím ite s los an tig u o s?, ¿h a c e r de nece­
m ism os de la len g u a. Incluso sid ad v irtu d ? El d e b a te no es
p a r a los la tin o s , T ácito h a b ría ú n ic a m e n te estético sino que,
sido u n a u to r difícil. P ero esto ad e m á s, pone en ju eg o el e s ta ­
no q u iere d ecir q ue fu e ra h e r ­ tu to m ism o de la elocuencia, y
m ético: nos in q u ie ta p o r su ex­ c o n sig u ie n te m e n te , por a ñ a d i­
ceso de ex p resiv id ad . d u ra , el de la e sc ritu ra .
E nem igo de la in sip id ez t a n ­ E s te p ro b le m a se p la n te a
to como de la am p u lo sid ad , T á ­ c ie rta m e n te al m ism o T ácito
cito a c e n tú a , en la s H isto ria s y — y a o tro s esc rito re s— en e s­
los A n a les, su in clinación h ac ia to s tiem p o s tu rb u le n to s : e n la
u n estilo q u e en c au za la s e n ­ m ism a época, el retórico Q u in ­
sib ilid ad del lecto r m ás a llá de tilian o , en su In stitu c ió n ora­
la s p a la b ra s , e im p o n e la t u r ­ toria, p roporciona u n a «sum m a
bación de la b elleza m á s allá pedagógica» sobre la e n se ñ a n z a
del h o rro r de los actos y los de la re tó ric a y la form ación
hechos. E s ta ten sió n h ac ia un del orador. O b ra preciosa, q u e
«rebasam iento» proviene de u n a nos m u e s tra cómo se ed u c ab a
esté tic a co n creta — la de lo «su­ u n joven ro m an o , desde su m ás
blime»— , q u e Longino d esc ri­ tie rn a in fan c ia h a s ta los «cur­
1OO
EL A L T O I M P E R I O
sos» de los retóricos; co n stitu y e co. Todos conocen las co n n o ta­
ad e m á s un testim o n io por p a r ­ ciones d esp e c tiv a s que tien e
te del a u to r de la viva preo cu ­ hoy este té rm in o al s e r u tili­
pación q ue se n tía p o r a rm o n i­ zado en la le n g u a com ún p a ra
z a r los m étodos con los te m p e ­ d e s ig n a r u n elogio excesivo en
ra m e n to s, y -codificar» así u n a su form a y fondo. D e hecho,
en se ñ a n z a eficaz. E s ta re fle­ e s te gén ero de d iscu rso conoció
xión se prolonga m e d ia n te u n u n g ra n éxito u n poco m ás t a r ­
v erd ad ero curso de crítica lite ­ de, en los siglos III y IV , h a s ta
ra ria , a m en u d o m uy rico y el p u n to de lle g a r p rá c tic a m e n ­
m atizad o , en los libros V III a te a c o n v e rtirse en un género
X, y cu lm in a con un a n á lis is de lite ra rio autó n o m o , a lg u n a s de
las cu a lid a d es m o rale s y cul­ cu y as m á s h e rm o s a s p á g in a s
tu ra le s que debe po seer el o ra ­ conocem os g ra c ia s a u n a reco­
dor. C om probam os, p u es, en pilación de o b ra s s u e lta s . El
este final del siglo I, qu e el e s­ P anegírico de T ra ja n o cae en
p íritu del De oratore a le n ta b a a lg u n o s excesos: d e m a s ia d o s
tod av ía, ¡al m enos en las e s ­ elogios al e m p e ra d o r, excesivo
cuelas! odio, aplicado a d estiem p o , h a ­
P lin io el J o v e n (C. P lin io cia la fig u ra de D om iciano, un
C aecilio S egundo, so b rin o del s in g u la r a b u so de la s fig u ra s
enciclopedista P lin io el Viejo) re tó ric a s y u n a lo n g itu d un
e ra p re c isa m e n te u n alu m n o poco d e s a le n ta d o ra . P lin io ,
de Q u in tilian o , y co n stitu y e un siem p re cicero n ian o , se m u e s ­
ejem plo p a rad ig m átic o de e sta tr a aq u í u n poco m á s a s ia n is ta
orien tació n h a c ia el neo clasi­ q u e su m a e stro , e, incluso, si la
cism o al m arg e n del cual se si­ situ ació n lo p e rm ite , se m u e s­
tú a T ácito, como hem os visto, tr a dem asiad o ...
d elib e ra d a m e n te . Los h o m b re s P o r el c o n tra rio , su s diez li­
e ra n , sin em b arg o , am igos y r i ­ b ros de C a rta s no carecen de
v alizaro n en los esc en ario s p ú ­ gracia «ática». B uscaríam os in ú ­
blicos y p riv ad o s de la elo cu e n ­ tilm e n te en e s ta s m isiv a s a l­
cia... P lin io es de to d a s fo rm a s g u n a p ro fu n d id a d , y los críticos
m ás m u n d an o , p o d ría d ec irse h a n podido p re g u n ta rs e le g íti­
incluso q ue b a s ta n te snob (p e r­ m a m e n te sobre su v e rd a d e ra
ten ece a u n a fam ilia riq u ísim a , n a tu ra le z a . ¿Se t r a t a de a u té n ­
y se le p u ed e c o n s id e ra r el v e r­ tic a s c a rta s ? ¿E s u n a c o rre s ­
d ad ero h e re d e ro de u n a tr a d i­ pon d en cia ficticia? L a h ip ó tesis
ción de eleg an cia a ris to c r á ti­ de S ir R onald S ym e seg ú n la
ca y de c u ltu ra re fin ad a). P li­ cual P linio h a b ría re u n id o bajo
nio se p re s e n ta sin re tic e n c ia s e s ta fo rm a u n a «antología» de
como un «hom bre de le tra s» las m ejores p á g in a s de su s m e ­
— lo sab em o s sobre todo p o r su jo re s c a rta s , es la m ás sed u c­
co rresp o n d en cia— q u e p re p a ra to ra , p o rq u e «casa» b ien con la
m in u cio sam en te su s a le g a to s p e rso n a lid a d de u n ho m b re
de d efen sa (q u e hem os perdido) siem p re p reo cu p ad o p o r com ­
y fre c u e n ta a s id u a m e n te las p la c e r a u n público h ip o tético
le c tu ra s p ú b licas, es aficionado que va m ás a llá del m ero co­
al a rte y g u s ta de c u ltiv a r las rre sp o n sa l. P ero el n arcisism o
bellezas del len g u aje. de P linio refleja fie lm e n te la
P róxim o a T ra ja n o , elegido au to co m p lac en cia de e s ta so­
cónsul en el añ o 100 d. C., com ­ ciedad de h o m b re s cultos y e le ­
pone y p ro n u n c ia u n d iscu rso g a n te s a la cual p e rte n e c e n su s
de a g ra d e c im ie n to al e m p e ra ­ am igos, d e s tin a ta rio s d e c la ra ­
dor, que fue ed itad o y co n se r­ dos de su s c a rta s . A sí p u es,
vado con el títu lo de P a n e g íri­ todo el m u n d o e s ta b a co n ten to
1OI
I N T R O D U C C I O N A LA L I T E R A T U R A L A T I N A
con ellas, y, como todos sa b e ­ m u e s tra de m a n e ra cada vez
m os, no es el m en o r en c an to de m ás c la ra e n tre un O ccidente
las c o rresp o n d en c ias que se p u ­ m u y -ro m an izad o » y u n O rie n ­
blican p ro c u ra r a ciertos lecto­ te en el que el h elenism o cons­
res el p la c e r de v erse evocados titu y e u n d e slu m b ra d o r polo de
en el libro q ue leen... a tracció n . Se sab e qué fa scin a­
C ad a c a rta <son de extensión ción lírica ejerció esta cu ltu ra
m uy d iv ersa , p ero n u n c a m uy sobre A d rian o , y vem os a M a r­
la rg a s ) sólo tr a t a de un tem a, co A urelio e sc rib ir su s P ensa­
g e n e ra lm e n te de u n modo s u ­ m ien to s en len g u a griega. En
perficial. El d estin o del m undo e s ta s condiciones, m ie n tra s que
no se decide en e s ta s p ág in as con P lu ta rc o . E pictecto, L ucia­
siem p re b rilla n te s , m eticu lo sa­ no de S a m o s a ta y los h is to ria ­
m en te e s c rita s , h áb iles p a ra dores A piano y Dión C'assio las
d e sc rib ir con a r te y. llegado el le tra s g rie g a s vuelven a a lc a n ­
caso, a d o rn a d a s con p in celad as z a r un so rp re n d e n te vigor, la
de h u m o r. P lin io nos h a b la de lite r a tu r a la tin a flaquea y tie n ­
su s p e q u e ñ a s p reo cupaciones de a em pobrecerse.
con ta n ta n a tu ra lid a d como L as V id a s de /os doce C ésa­
G ide, en las p eores p ág in as de res, de S uetonio, m arca, en
su D ia rio, se com place en m os­ todo caso, la v o lu n tad de t e r ­
tr a r s e como un g e n tlem a n fa r ­ m in a r con la p esad illa de u n a
m er. como am igo acu ciado a di­ d in a s tía m a ld ita . E s ta s b io g ra­
rig ir c a rta s de recom endación, fías — q u e em p iezan con C é sa r
como m arid o a te n to , esclav ista y te rm in a n con D om iciano— no
lib era l, glotón de lite ra tu ra . d ejan en la so m b ra nin g ú n vi­
g o u rm et h a s ta el tu é ta n o . C on­ cio público u oculto de los hom ­
sig u ie n te m e n te , su C orrespon­ b re s que gob iern an Rom a. De
dencia se d e g u sta como u n a hecho. S u eto n ió (nacido hacia
(g ran ) b an d e ja de p a sta s... y, el año 75, m u e rto h ac ia el año
sin em bargo, nos e n se ñ a u n a 160) no es un historiado]·. Es
in fin id ad de cosas sobre la vida u n a r a ta de biblioteca que eje r­
lite ra r ia de la época y la evo­ ció u n a activ id ad recopiladora
lución -liberal» de u n a a lta con escaso sen tid o crítico escri­
b u rg u e sía cuyo e n c a n to no con­ biendo u n a m u ltitu d de t r a t a ­
tin u a r á siendo d u ra n te m ucho dos de los que heñios perdido lo
tiem p o p re c is a m e n te discreto esen cial. Llegó incluso a escri­
re c u p e ra d a la paz, m a rc a rá con b ir — lo que es el colmo del e n ­
su in flu en c ia el siglo de los An- ciclopedism o— un libro lla m a ­
toninos. do De rebus va riis, títu lo so r­
p re n d e n te que podría tra d u c ir­
se como -A cerca de to d as las
cosas». E sto d e m u e stra u n a
g ra n cu rio sid ad , pero no im p li­
9. A p o g e o d el ca n e c e sa ria m e n te un g ra n t a ­
Im p e r io ..., p e ro len to lite ra rio . A p e s a r de todo.
d e s ie rto en las S u eto n io no es u n m al escritor.
letras la tin a s E n la re v is ta q u e p asa a los
e m p e ra d o re s, no carece de p e­
n e tra c ió n psicológica y decide
D esp u és de T ra ja n o , la d is p a ­ u tiliz a r u n estilo sobrio p a ra
rid ad c u ltu ra l del Im p erio se p in ta r s u s re tr a to s sin ningún

A lu sió n al t í t u l o d e la p e líc u la d e B u ñ u e l E l d is c r e to e n c a n to d e la b u r ­
g u e s ía . (N . d e l. T .)

^02
EL A L T O I M P E R I O
tipo de com placencia. Coleccio­ larg o s años, que pasó en A te­
na los dichos b rilla n te s, las n a s y G recia) realizó m ú ltip le s
citas, las an écd o tas (a lg u n a s viajes, vivió en R om a y m ás
m uy sab rosas), h a b itu a lm e n te ta rd e volvió p a r a e stab le cerse
clasifica bien los re s u lta d o s de en su provincia n a ta l, donde
su investigación (to d as las bio­ d estacó por h a b e r sido e n c a u ­
g rafías siguen ex a c ta m e n te el sado en u n proceso re so n a n te
m ism o p lan) y no t r a t a en a b ­ (se le acusó de m ag ia, y se d e ­
soluto de in te rp re ta r filosófica­ fendió con u n su til aleg ato , la
m en te la conducta o la política A pología, que hem os co n se rv a­
de los personajes. L as conside­ do) y por su ta le n to como b ri­
raciones éticas, a veces excesi­ lla n te conferenciante.
v as en la lite ra tu ra la tin a , son De A puleyo se p o d ría decir
aq u í d ejad as de lado. D e alg ú n qu e lo h a leído todo, v isto todo,
modo, S uetonio hace la «feno­ vivido todo, y ad e m á s q u e sabe
menología» b ru ta de u n siglo esc rib ir sobre to d as las cosas.
de poder im p erial, y se le lee Se au to p ro clam a «platónico», y
sin desagrado. sin duda lo es a la m a n e ra
P o r el co n trario , su co n tem ­ de su época, que h a em pezado
poráneo Floro su p e ra con éxito a «desracionalizar» a P lató n
la pru eb a de re s u m ir la h isto ­ ab rie n d o su p e n sa m ie n to a to ­
ria ro m an a en... dos libros, u ti­ d as las especulaciones m ística s
lizando u n a p ro sa ta n preocu­ del neoplatonism o, que florece­
p ad a por los o rn a m e n to s re tó ­ rá d u ra n te el siglo sig u ien te.
ricos que exhibe m ás fig u ras Se inició en todos los cultos
que dato s históricos. E s p e s a ­ m istéricos que enco n tró a lo
do, a p e sa r de un p lan original largo de su s viajes, im p re g n á n ­
que rep ro d u ce u n a visión m uy dose m ejor que c u a lq u ie r otro
sin tétic a del p asad o rom ano si­ de sus co n tem p o rán eo s de u n a
guiendo un m odelo in sp irad o n u e v a religiosidad c e n tra d a en
en las «edades- de u n a vida; el problem a de la salvación in ­
sin em bargo, el siglo que le vio div id u al, y no y a en el del o r­
n ac er no era d e fin itiv a m e n te el den del m und o o de la ciudad.
de la h isto rio g rafía profunda. No se so spechaba eq u iv o cad a­
S acrificando su obra a la m oda m e n te que a m a b a la m ag ia. En
in cip ien te de los «com pendios verso o en p ro sa, en la tín o en
resum idos», Floro m arc a bien griego, A puleyo h a escrito t r a ­
la p au ta... tad o s (nos h a llegado su De
P latone y su De deo S ocratis,
p ero se le a trib u y e n ig u a lm e n ­
te u n a m u ltitu d de o b rita s que
tr a ta n todos los tem as), confe­
10. ¡A p u leyo re n cias b rilla n te s (así es como
en to d o caso! p u ed e d esc rib irse la antología
que nos h a llegado bajo el t í ­
tu lo de F lo rid e s) y sobre todo
El ú ltim o g ra n a u to r al que u n a so rp re n d e n te novela, L a s
nos referirem o s e n c a rn a todo lo m etam orfosis, conocida ig u a l­
que de m ejor nos h a legado m e n te con el títu lo del A sn o de
este siglo. Se t r a ta del africano oro, traducción del títu lo latin o
A puleyo, nacido en M a d a u ra A s in u s aureus.
(en la A rgelia a c tu a l) h acia E s te títu lo se p re s ta a e n g a ­
el año 125 d. C., p erso n alid ad ño. P o r su p u esto , h ay u n asno
a tra c tiv a como n in g u n a o tra. en la novela de A puleyo, pero
F orm ado en la «universidad» no es de oro. El h éro e del libro,
de C artag o , d esp u és (d u ra n te llam ado Lucio, h a sido t r a n s ­
103
I N T R O D U C C I O N A LA L IT E R A T U R A L A T I N A
form ado efectiv am en te en asno circu lab an p o r G recia. En
como consecuencia de u n a «fal­ c u a n to al títu lo , deb ería m ás
sa m aniobra» en u n a ex p e rien ­ bien tra d u c irse como E l asno
cia de m ag ia que su curiosidad rojizo, lo que refleja b a s ta n te
in sacia b le le h a llevado a in ­ bien el vocablo latin o aureus,
t e n t a r d u ra n te u n viaje a T e­ p u es e ste color y este an im al
sa lia (región de m agos p o r a n ­ e stá n asociados a u n a m e ta ­
to n o m asia). P a ra re co b ra r la m orfosis del dios S et, h erm a n o
form a h u m a n a , le b a s ta r á con de O siris y que, en e s ta m ito­
m a s tic a r ro sas. P ero esto no es logía. desem peña el papel de
sencillo: de a v e n tu ra en av e n ­ diablo. De este modo, el libro
tu ra , som etido a p ru e b a s ago­ de A puleyo e n c o n tra ría su co­
b ia n te s , s u frie n d o todos los h e ren cia en el m ito de Isis: cas­
m alo s tra to s im ag in ables, gol­ tig ad o por su fútil curiosidad,
pead o , robado p o r b andidos, so­ Lucio conoce u n a v erd ad era
m etid o a los fa n ta s m a s de unos «travesía por los infiernos» a n ­
y otros, Lucio lleg ará al fondo te s de re n a c e r en la fe de Isis.
de la d esesp eració n , y sólo de­ E n cu a n to al C uento de A m o r
b e rá su salvación a la benevo­ y P siq u e, ilu m in a rá e s ta in icia­
le n te in terv en ció n de la diosa ción con un poco de platonism o
Isis. R ecu p e rad a su a p a rien cia novelado, con un sin cretism o
h u m a n a y salvado, Lucio se filosófico-m ístico que ni la épo­
co n v ierte en sacerd o te de la ca ni los gu sto s de A puleyo po­
diosa Isis, cuyo culto, que se di­ d rá n d esm en tir. ¿S erá, pues.
fundió en R om a a p a r tir del si­ L a s m etam orfosis u n a novela
glo i a. C., conoció un éxito cre­ in iciática? M uchos indicios así
cien te en todo el Im perio. p arece n a te stig u a rlo , y algunos
De hecho, e s ta in trig a no h a episodios (tam bién los n om bres
sido im a g in a d a en su s lín eas de los perso n ajes) no d e s a n i­
m a e s tra s p o r Apuleyo. El es­ m an Ja hipótesis. P ero no d e­
c rito r griego L uciano la d e sa ­ bem os fiarn o s d em asiad o de
rro lló en u n a especie de «no­ las ap a rie n c ia s: uno de los e n ­
vela corta» m ucho m ás breve y can to s de A puleyo es sa b e r e n ­
que se titu la b a sim p lem en te E l g a ñ a r ex c elen tem en te a su
asno. T am b ién enco n tram os en m undo, y a z u z a r el in te ré s del
la obra de A puleyo h u ellas de lecto r m u ltip lican d o las p is­
u n a novela g rieg a esc rita por ta s... que a veces son falsas. E n
u n ta l L ukios de P a tra s , difí­ u n a p rim e ra aproxim ación, los
cil de fe c h a r y cuyo contenido te m a s de la novela coinciden
exacto tam b ién es com pleta­ con los de u n a novela de av e n ­
m e n te desconocido. Lo p ro p ia ­ tu ra s , «picaresca», como lo era,
m e n te específico de la novela en cierta m edida, el Satirico n .
de A puleyo es, p o r u n a p a rte , A rra s tra d o por su m etam o rfo ­
q ue te rm in a , en el libro XI, con sis a u n a cascada de c a tá s tro ­
la in terv en ció n de Isis, y, por fes, Lucio se su m erg e en u n
o tra , que, en el centro del libro, m undo m arg in a l cargado de
en co n tram o s u n a «narración violencia y de fa n ta s m a s e ró ti­
en g a sta d a» , el C uento de A m o r cos (de los cu ales a veces es
y P sique, n a rra c ió n d en tro de el in stru m e n to ). Lo fa n tástico ,
la n arrac ió n rica en significa­ que es el m otor de la in trig a ,
dos sim bólicos. E stam o s, pues, no e s tá to ta lm e n te a u s e n te en
a n te u n a novela b a s ta n te sofis­ la obra, sino que v iene a colo­
tic a d a , que re cu p era sin duda re a r u n a especie de novela n e ­
el a m b ie n te de «las fáb u las g ra que tien e, sobre todo por
m ilesias» (cuentos fan tástico s el e n g a sta m ie n to de m ú ltip les
m ás o m enos m ara\'illosos) que n a rra c io n e s, un en c an to que
104
EL A L T O I M P E R I O
siem p re es un poco ex traño. A d e b e rá a c tu a r lib re m e n te la
fu erza de q u e re r re d u c ir a u n i­ apreciación del lector. E n todo
d ad el sen tid o del libro, se co­ caso, u n a o b ra m a e s tra cuya
rr e el riesgo de p riv a rlo de este le c tu ra d e p a ra u n a u té n tic o
encanto... placer, pues A puleyo es un ex­
tra o r d in a rio c u e n tis ta , cap az
M ás vale c o n sid e ra r e s ta se­ de v a r ia r los re g is tro s de su
g u n d a novela de la la tin id a d o b ra h a s ta el in fin ito — desde
como u n a obra m a e s tra de in ­ la brom a m aliciosa a lo p a té ti­
g eniosa am b ig ü ed ad : es lo que co. desde el re a lism o m ás crudo
U m b erto Eco llam a u n a «obra a los im p u lso s poéticos de la
a b ierta» , u n libro sobre el que m ás p u ra «prosa de arte».

10 5
C O N C L U S IO N

Con A puleyo a lc a n z a m o s po r fín esa p ro s a qu e a m a r á


t a n t o el D es E s s e in t e s de J . K. H u y s m a n s . ¿ E s ta m o s en
la d e c a d e n c ia ? L a p a l a b r a no ti e n e m u c h o sentido. E s b a s ­
t a n t e e v id e n te , sin e m b arg o , q u e e s ta m o s a n t e u n giro
decisivo.
N u e s tr o reco rrid o nos h a b r á llev ado d esd e los p rim e ro s
b alb u ceo s de la l i t e r a t u r a l a t i n a h a s t a e s ta ob ra e n ig ­
m á tic a y s o r p r e n d e n te m e n te m o d e rn a q u e es el A sn o de
oro de A puleyo de M a d a u r a . H e m o s v isto e la b o ra rs e , d e s ­
p u é s co n so lid arse , u n a « p e rso n alid ad lite ra ria » la tin a q u e
es a m p lia m e n t e t r i b u t a r i a del pleno d e s a rro llo y au g e del
p o d e r im p e r ia l is ta de R om a. E s t e espacio político no h a
e n g e n d r a d o , sin e m b arg o , u n m o n o litism o c u ltu r a l del I m ­
p erio y, en e s te final del siglo u , vem os c l a r a m e n t e qu e
el edificio se m u e s t r a a d m ir a b le m e n te p e r m e a b le a d iv e r­
s id a d e s e in flu e n c ia s n u e v a s o rev iv id as. N o cabe d u d a de
que, a p a r t i r de a h o ra , el espacio ro m a n o co m p o rta varios
polos c u l tu r a le s q u e no t a r d a r á n m u c h o en e n t r a r en com ­
p e te n c ia . La la tin i d a d li te r a r i a no s o la m e n te va a p e r ­
d u r a r d u r a n t e siglos, sino q u e, a d e m á s , se t r a n s f o r m a r á
e s p e c t a c u la r m e n te c u a n d o p ro d u z c a a l g u n a s de su s o b ra s
m o n u m e n ta le s . Y a no e s tá p ro h ib id o p e n s a r que, en la
fo rm a y en el fondo, la o b ra de A p u ley o se «posiciona» m á s
en relació n a la e x t r e m a co m p lejid ad de u n a c u ltu r a q u e
h a e s ta lla d o q u e re sp e c to a m o delo s h e r e d a d o s de la a n t i ­
g ü e d a d clásica, g rie g a o la tin a . E s cierto q u e h a su rg id o
el alic ie n te de u n m o v im ie n to de conversión, y el c r is t ia ­
nism o, cuyos d e s a rro llo s son e s p e c ta c u la r e s en e s te siglo
il, no es m á s q u e u n a de la s posibles co n v ersio n es del
m u n d o a n tig u o — sin d u d a la m á s rica en co n secu encias
conflictivas y esp iritu ales-—, p ero q u e s e ría n ece sa rio , po r
ejem plo, c o n fr o n ta r ta m b ié n con la disociación c u ltu r a l y
política que se p ro d u ce e n t re O r ie n te y O ccidente.
M ie n t r a s A p uley o convirtió s u p ro s a a los e n c a n to s n o ­
velescos de Isis, T e r tu lia n o — q u e p u d o c r u z a r s e con él en
C a r t a g o — l u s t r a b a c o n v e n ie n te m e n te s u re tó ric a p a r a a r ­
m a r la apologética c ris tia n a . U n m ism o a r s e n a l de s a b e ­
r e s lite ra rio s , y a m e n u d o de c o m u n e s a d m iracio n es: a u ­
to re s p a g a n o s y c ris tia n o s son ig u a lm e n t e h e re d e ro s de
la s o b ra s m a e s t r a s q u e h e m o s evocado; pero u n o s y otros
tie n e n , a p a r t i r de a h o r a , «visiones del m u ndo» d ife re n te s
q u e e x p r e s a r, v a lo re s que, o pon iéndo se, v u elv en a b r o t a r
en la creación lite r a r ia .
E s t a m u ta c ió n nos p arec e f u n d a m e n ta ] , y no h em o s
10 6
EL A L T O I M P E R I O
q u e rid o m e te r n o s en el te r r e n o de u n m o v im ie n to n a c ie n ­
te , ya sen sib le, y cuya p o s te rid a d , a fin de c u e n ta s , s e rá
el im p u ls o c u ltu r a l que, a tr a v é s de la la tin id a d , m á s allá
del conflicto, conduce al r e n a c im ie n to carolingio, a la
E d a d M e d ia y al R en a c im ie n to . E x iste to d a u n a l i t e r a t u r a
l a tin a q u e d eb em os conocer m ejor, y cuyos f u n d a m e n to s
filosóficos, estético s y c u ltu ra le s se c o m p re n d e r á n m ejo r
e m p e z a n d o su e s tu d io allí donde no sotro s h e m o s d e te n id o
el n u e s tro .
Así p u es, lo q u e se c ie rra aq u í no es u n a p u e r ta . M a r ­
cam os u n a e ta p a . El cam in o m e re ce s e r co n tin u a d o .

107
B IB LIO G R A FÍA

E s tu d io s g e n e ra le s

R i q u e r , M a r t í n DE, y V a l v e r d e , J o s é M .a, H istoria de la L ite ­


ra tu ra u /iiversa l (con textos antológicos y re sú m e n e s a rg u m é n ­
tales): vol. I, L a litera tu ra a n tig u a en griego y la tín , P la n e ta ,
B arcelo n a, 1984.
B a y e t , J e a n , La L ite ra tu ra la tin a , E diciones A riel. B arcelona.
1970.
L a a t h s . E r w i n , H isto ria de la L ite ra tu ra U niversal, E d ito rial L a ­
bor, B arcelo n a, 1971 (pp. 81-101).
B ic k e l , E ., H isto ria de la L ite ra tu ra ro m a n a . 6 6 0 p á g in a s . E d i­
to ria l G redos, M ad rid, 1993.
BlELER, L., H isto ria de la L ite ra tu ra rom ana, 334 p ág in as, E di­
to rial G redos, M adrid, 1992.
R e y n o l d s , L. D., y W i l s o n . N. G., C opistas y filólogos (L as vías
de tra n sm isió n de las lite ra tu ra s griega y la tin a ), 406 p ág in as,
E d ito rial G redos, M adrid.
F e i f f e r , R., H isto ria de la Filología clá sica , 364 p á g in a s, E ditorial
G redos, M ad rid .
C u e n c a y P r a d o , L u i s A l b e r t o . A ntología de la poesía la tin a , 168
p ág in as, A lian za E d ito rial, M ad rid , 1995.
H e r r e r o , V. J ., In troducción al estu d io de la F ilología la tin a , 424
p á g in a s, E d ito ria l G redos, M adrid, 1994.
HERRERO, V. J ., L a L ite ra tu ra la tin a en su s textos, 208 p á g in a s ,
E d ito r ia l G re d o s, M a d rid .
V a l c A r c e l , V i t a l i n o , D idáctica del L a tín , 280 p ág in as, C lásicas,
M ad rid , 1995.
U s A b e l H . , M a r í a P i l a r , y A r r i b a s H e r n á n d e z , M . “ L u i s a , Curso
a va n za d o de lengua y lite ra tu ra la tin a s: antología de textos la ­
tinos an o ta d o s, 388 p á g i n a s , 1JNED, M a d r i d , 1995.
VAANANEN, V ., Introducción al la tín vulgar, 4 5 0 p ág in as, E ditorial
G redos, M ad rid .

10 8
C R O N O L O G ÍA

Acontecimientos notables de la historia romana

- 7 5 3 : F undación leg en d aria de R om a por Róm ulo.


- 5 0 9 : Paso de )a m o n arq u ía a la R epública.
—270: Rom a, d u eñ a de Ita lia : los ro m an o s en contacto con la ci­
vilización griega.
—264-241: P rim e ra g u e rra púnica.
—219-202: S eg u n d a g u e rra púnica.
—220-168: C o n q u istas ro m an a s en G recia y en M edio O rien te.
—149-146: T ercera g u e rra púnica.
—125-120: C o n q u ista de la G alia m eridional.
—112-106: G u e rra co n tra Y u g u rta en Á frica del N orte.
-1 0 0 -8 2 : D istu rb io s diversos y p rim e ra g u erra civil (M ario co n tra
Sila).
-7 3 -7 1 : R ebelión de E spartaco.
- 7 0 : A su n to V erres.
—63: C icerón, cónsul; conjuración de C atilin a .
—58-50: C o n q u ista de las G alias por Ju lio C ésar.
-4 8 -4 5 : S eg u n d a g u e rra civil (C ésa r contra Pom peyo).
- 4 4 : A sesin ato de C é sa r (Idus de m arzo).
-3 5 -3 0 : T ercera g u e rra civil (O ctavio contra A ntonio).
—30: Fin del período republicano; com ienzo del rég im en im perial
o P rincipado.
Rom a se ap o d era de E gipto (victoria de O ctavio sobre A ntonio
y C leo p atra en Actium ).
—0/1: Com ienzo convencional de la era c ristia n a (Je su c risto nace
de hecho 4 o 5 añ o s an tes).
—6-17: C o n q u ista de J u d e a , de u n a p a rte de E u ro p a c e n tral y de
u n a p a rte de G erm ania.
- 4 3 : C o n q u ista de la (G ran) B re ta ñ a .
—54: A dvenim iento de N erón.
- 6 8 : Suicidio de N erón.
—70: D estrucción de J e ru sa lé n por Tito.
- 7 9 : E rupción del V esubio, que d e stru y e P om peva y H erculano.
—80: C onstrucción del Coliseo.
—101-114: Ú ltim a s co n q u istas ro m a n a s (D acía = R u m an ia, y A r­
m enia).
10 9
I N T R O D U C C I O N A LA L IT E R A T U R A L A T I N A
Principales escritores latinos
—280 (fecha de m u e rte desconocida): Livio A ndrónico.
- 2 5 4 : (-1 8 4 ): P lau to.
- 2 5 0 (-2 0 0 ): F abio Pictor.
—24 0 (-1 6 9 ): Ennio.
- 2 3 4 (-1 4 9 ): C ató n el Viejo.
- 2 2 0 ( —132): P acuvio.
—209: Novio, Bel/urn p u n ic u m .
- 1 0 9 ( —159): Terencio.
—186: P lau to , ú ltim a s com edias.
- 1 6 8 : C atón, De a g ricultura.
—160: Terencio: A d elp h i.
—116 ( —27): V arró n .
—160 ( —43): C icerón.
—100 (- 4 4 ): C ésar.
—98 ( —55): Lucrecio.
—87 ( —54 i: C atulo; ( —35): S alu stio .
- 7 0 (-1 9 ): V irgilio.
—65 ( —8): H oracio.
—59 (17): Tito Livio.
—55: P rim e r te a tro de p ied ra, co n stru id o por Pom peyo.
—54 (- 1 9 ): Tibulo.
—50: C ésar. La guerra de las G alias.
—47 ( —15): Propercio.
—43: S alu stio . C onjuración de C atilina.
—43 (17): Ovidio.
—39: Virgilio: Bucólicas.
—23: H oracio, O das (libros I a III).
—19: Virgilio, E n eid a (postum a).
—4: Ovidio, com ienzo de la redacción de las M etam orfosis.
—23 (79): P linio el Viejo.
—35 (100): Q u intiliano.
—39 (65): Lucano.
40 (102): M arcial.
50 (?): Q uinto C urcio y F edro.
55 (120): Tácito.
60 (140): Ju v e n a l; (113) P linio el Jo v en ; C olum ela, De re rustica.
60/80: P etronio. Satiricon.
62/65: S éneca. C artas a Lucilio.
75 (155): Suetonio.
77: Plinio el Viejo. H istoria N a tu ra l.
104/109: T ácito, H istorias.
124 (?): Apuleyo.
1 1O
C O L E C C IO N F L A SH
1 / Diccionario d e term inos científicos, 37 / El flamenco, Alicia M ederos
Jear.-Ncei ver· ciei W eid 38 / Los tem plarios, Fernando D iez Celaya
2 / La mitología clásica. Marge: A rnaud 39 / Los juegos olímpicos, Ildefonso García
3 / La a stro n o m ia . J ea n -N o e l von d e r 40 / El autismo, h'arrcrní B P. Janetzke
I l e . ’" 41 ! La inteligencia, Bail Horn
4 / El islam. E r e Santoni 42 Historia d e la literatura latina, Jacques
5 / Los filosofos. r.'anccis A ubra1 Gaillard
6 / Los test psicológicos, Cécile C esan 43 ' El oficio d e escribir, Bamón N ieto
7 / El budismo, E u e Santoni 44 / Historia d e la literatura inglesa, Josette
8 / La depresión. Pauline M o;and d e liérou
Jcuùrey 45 / La crisis del ejército. M aurice Bertrand
9/ Diccionario de term inos econom icos. 46 / Las relaciones publicas en la em presa.
Mathilde M enai à Juan A Cabrera
10 : Iniciación a la econom ía. Beber! 47 ! El tango, Blas Matamore
ii/¡s a Isa ία 48 / Diccionario d e publicidad, Ignacio
11 / La Union Europea hoy .Jcsè M iguel d e Cchoa
Azac.n 49 / La zarzuela. M anuel García Franco y
12 / El sueno y los sueños, Jean-N oël von Bamon B egidor Arribas
d e ! '.Vac 50 / La a rq u ite c tu ra en E uropa, G ilbert
13 ' El judaismo. E u e Santon; Luigi
14 / La gestion em presarial. A lice Hube! 5 1 1 El estrés, M anuel Valeos
15/ Diccionario de térm inos filosoficos. 52 Economía mundial y desarrollo, Juan
Etanccis B eb e n Claudio B odriguez-rerrera Massoros
16 ■La Bolsa. A drien r e Jsbla n e z y 53/ El m arketing..losé Bamón Sánchez
17 La ONU. M am .ce B eto ano Guzman
18 ' Las m onarquías europeas, re m a n d o 54 / La energía. Antonio A íorenc González
D ie: C'triâYâ 55 / Clasificación del reino animal,
19 El psicoanálisis. Chaveta Azouri Géraldine Véron
20 / La ópera, Fem ando Braga y Bias 56 / La lidia,Jorge Lavetón
Ma lám ete 57 / Las religiones africanas, A nne
21 / Historia del cine español, Jean- Claude Slamrn
Seo.ur 58/ El cine d e Hollywood.^Jacqueline
22 / Historia de la biología, Denis Buican N acache
23 / Diccionario de térm inos juridicos, 59 / El teatro, Bamón Nieto
Pierre Colonna d lstn a 60 / La música sinfónica, A n g eles d e Juan
24 / La relajación. C écile C esan Bobledo y Enrique P érez Adrián
2 S /America Latina,Jacqueline Cove 61 / El antiguo Egipto. Antonio P érez
26 / Diccionario d e informática. Equipo Dos Lagacha
27 / Los papas, José Luis González-Balado 62 / El niño d e 0 a 6 años, Petra María P érez
28 / La astrologia, F em ando D iez Celaya Aicnso-Geta
29 / El colesterol, M anuel Tohana 63 / El golf, A lfredo Da villa y A m é rico
30 / El sistema m onetario internacional, L ópez d e Ftutos
M ichel Leiart 64 / Los virus, Ciaudia E berhard-M etzger y
31 / La vejez, Alicia M ederos y Antonio B enate Bies
Puente 65 / Historia del cine francés, Jean-Pierre
32 / Los vascos, Bamón Nieto Jeancolas
33/ Historia del toreo. Jorge Lavetón 66 / Las guerras olvidadas, José María
34 1Las alergias, Se n a te Vo’k González Ochoa y Ana Isabel M ontes
35 ; El ciclismo, Ildefonso García Pascual
36 Diccionario de ecología. José Luis 67 / Los derechos humanos. Hernando
lutado Centurion Valencia

Intereses relacionados