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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

CAMPUS EXPERIMENTAL DE ITAPEVA


ENGENHARIA INDUSTRIAL MADEIREIRA

BIODEGRADAÇÃO DA MADEIRA (Notas de aula)

Prof. Ricardo Marques Barreiros

MEDIDAS PARA IMPEDIR A DETERIORAÇÃO DE MADEIRAS

1. Características Gerais

Existe na natureza espécies de madeira naturalmente mais resistentes a


deterioração do que outras. Estas espécies mais resistentes, normalmente
apresentam mecanismos de autodefesa, como por exemplo: a presença de
extrativos, os quais são tóxicos aos organismos xilófagos. Contudo a grande
maioria destas espécies naturalmente mais resistentes a deterioração, além de
serem mais raras, geralmente necessitam de algumas dezenas de anos para
poderem tornar-se economicamente aproveitáveis.

Desta forma alguns mecanismos de proteção foram desenvolvidos com a


intenção de tornar as espécies de madeiras menos resistentes às deteriorações
mais úteis, pois na maioria das vezes estas são os que se encontram em maior
abundância na natureza, como também, aquelas de mais fácil obtenção através de
reflorestamentos.

2. Principais medidas para impedir a deterioração de madeiras

2.1 Remoção ou alteração de substâncias presentes na madeira

Remoção: Algumas substâncias como a Tiamina (Ti + amina) apesar de


encontrar-se em pequenas quantidades na madeira é um elemento essencial para
o desenvolvimento dos fungos apodrecedores. Sua remoção da madeira impede o
ataque destes organismos, sendo esta feita através do aquecimento da madeira a
100ºC por 1 ou 2 horas.

Alteração: As enzimas dos fungos são as responsáveis pela degradação das


moléculas de celulose, hemiceluloses ou lignina. Pode-se impedir esta degradação
através da adição de substâncias que alteram o substrato, desta forma as enzimas
não conseguem reagir com as moléculas de celulose ou lignina por estas estarem
estruturalmente modificadas.

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2.2. Preservação Natural

Adoção de técnicas voltadas aos detalhes construtivos de uma edificação ou


qualquer outro tipo de aplicação, onde a madeira é utilizada em condições que não
favorecem a ação dos agentes deterioradores.

Em termos de umidade da madeira, a quantidade mínima necessária para


que ocorra o desenvolvimento de fungos apodrecedores é de 20% em relação ao
seu peso seco. Já a quantidade máxima varia de acordo com a espécie, massa
específica e tamanho da amostra, contudo esta nunca deverá ultrapassar a
umidade de saturação. Sendo assim, um método prático para impedir o
desenvolvimento de fungos apodrecedores em madeiras é o de manter sua
umidade abaixo de 20% em relação ao seu peso seco ou então manter as
amostras imersas na água onde a taxa de oxigênio é praticamente nula. Esta
prática é muito utilizada nos EUA e na Europa onde as madeiras são armazenadas
em lagos, principalmente as destinadas a produção de papel.

2.3. Preservação Indireta

Consiste na aplicação de produtos químicos, em geral concentrados


emulsionáveis, no solo, onde uma peça de madeira será engastada ou ao redor de
uma edificação que contenha componentes de madeira. É o chamado “tratamento
de solo”, que em resumo consiste na elaboração de uma barreira química ao redor
de uma estrutura ou edificação, que impedirá o acesso de cupins de solo às peças
que se quer preservar.

2.4. Preservação Biológica

São técnicas de controle biológico, onde através da inoculação de fungos


não xilófagos em uma peça de madeira que já está ou poderá estar atacada por
fungos xilófagos, os não xilófagos prevalecerá sobre os xilófagos, controlando o
processo de deterioração.

Apesar de comprovada eficiência, tal técnica é de uso muito restrito, devido


ao alto grau de especialização necessário à sua aplicação, assim como ao longo
tempo que o processo requer para o completo controle.

No controle biológico, a utilização de microrganismos pode inibir o


desenvolvimento de fungos apodrecedores na madeira através de alguns
mecanismos quais sejam:
• Devido ao desenvolvimento mais rápido e a competição pelo espaço disponível;

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• Devido à competição com os fungos apodrecedores pelo alimento (substâncias


presentes no lume das células) e;
• Devido à produção de antibióticos que inibem o desenvolvimento dos fungos
apodrecedores.

Destes três mecanismos apenas o terceiro tem mostrado resultados


satisfatórios quando aplicado em ensaios de campo. Fungos como Scytalidium sp
e Trichoderma sp ao serem inoculados em postes com apodrecimento incipiente
produzem antibióticos que inibem o desenvolvimento dos fungos apodrecedores.
Este experimento foi desenvolvido na Suécia por J.L. Richard.

2.5. Preservação Química

Do ponto de vista comercial, os métodos anteriormente citados têm sido


pouco utilizados, principalmente devido aos altos custos operacionais. Desta
forma, o método mais amplamente utilizado, para prevenir o ataque de organismos
xilófagos, consiste em introduzir, através de processos adequados, substâncias
químicas dentro da madeira, visando torná-la tóxica aos organismos que a utilizam
como fonte de alimento.

Essas substâncias químicas tóxicas ou biocidas são conhecidos como


preservantes para madeira e para a aplicação destes produtos químicos existem
vários métodos tradicionalmente conhecidos e amplamente divulgados, sendo que
a escolha do melhor método depende sempre de fatores tais como: preservativo a
ser utilizado, quantidade a ser introduzida na madeira, tipo de madeira e uso final
do material a ser tratado.

As técnicas de preservação química são as mais conhecidas e adotadas


universalmente dentro do campo da tecnologia da madeira.

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