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U4

CPAD

lições bíblicas
jovens e adultos

p a r a as escolas dominicais e cultos d o m é s t i c o s


janeiro a m a r ç o de 1976
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mmMÊÊM
I
JANEIRO - MARÇO DE 1976

Janeiro
4 - No princípio da Criação 3
11 - O homem criado e formado 9
18 - A origem do mal 14
25- 0 pecado e suas conseqüências 18

Fevereiro
1 - O pecado é condenado, mas Deus redime o homem 23
8 - A aliança enlre Deus e o homem 28
15 - Abraão - pai dos que crêem na promessa 33
22 - Uma escolha sem fé e seus resultados 38
29- 0 valor da intercessão de Abraão 42

Março
7 - Deus pede Isaque em sacrifício 47
14 - Isaque - homem pacífico 51
21 - A primogenitura - umdireito sagrado 56
28 - Jacó e seu novo nome 61

lições bíblicas JOVENS E ADULTOS


Para escolas dominicais e cultos domésticos/19 trimestre 1976
D i r e t o r de Publicações: JOÃO PEREIRA DE ANDRADE E SILVA
Coordenador: GEZIEL NUNES GOMES

COMENTADOR:
Pastor JOÃO DE OLIVEIRA

PEDIDOS A: CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS


Estrada Vicente de Carvalho, 1083 - Tels.: 391-6065 e 391-2019
Caixa Postal, 23015 - ZC-08 - 20000 - Rio de Janeiro - RJ.
LIÇÕES BÍBLICAS, edição da Casa Publicadora das Assembléias
de Deus no Brasil.
Lrção 1 4 de janeiro de 1976

Criação
VERDADE PRATICA TEXTO ÁUREO
Deus criou por Sua vontade "Porque nele foram criadas
todas as coisas. todas as coisas que há nos céus
e na terra, visíveis e invisíveis,
sejam tronos, sejam domina-
ções, sejamprincipados, sejam
potestades: "tudo foi criado por
ele e para ele." Cl 1.16.

LEITURA EM CLASSE
Gn 1.1-3,23; Jo 1.3

Gn 1.1 - No princípio criou Deus os céus e a terra.


2 - E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a
face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das
ãguas.
3 - E disse Deu§: Haja luz. E houve luz.
23 - E foi a tarde e a manhã do dia quinto.
Jo 1.3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada
do que foi feito se fez.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Estudaremos durante este trimestre o livro deGênesis, palavra
3
que vern do hebraico BERESHIT e significa o livro das origens.
Verdadeiramente o livro de Gênesis aborda a origem de todas as
coisas, tais como: a criação, o pecado, a redenção, as promessas
divinas etc. Em Gênesis temos a mais bela mensagem, que fun-
damenta a nossa fé. Sem esse livro a Bíblia estaria de fato
incompleta. Cristo referiu-se ao Gênesis e viveu em harmonia
com ele.
Tenhamos, portanto, em mente, que o I ivro de Gênesis é básico
e fundamental à nossa fé. Se perdermos a fé nos escritos de
Gênesis tudo mais estará perdido.

SEGUNDA, 29 - L E I T U R A : Cl 1.16,17
I. DEUS CRIOU NO P R I N C Í P I O OS CÉUS E A T E R R A , Gn 1.1.
Aqui esbarra toda a filosofia dos evotucionistas e materialistas
científicos. Lemos em Gn 2.1 que, "assim foram acabados os céus
e a terra e todo o seu exército..."
A. No ato divino que criou os céus e a terra, subentende-se
naturalmente todo o sistema planetário universal, conhecido por
"mundos", Hb 11.3.
B. Os três atos criativos estão consignados somente no capítulo
1, a saber: a) a criação do UNIVERSO, céus e terra, Gn 1.1;
b) a criação da VIDA ORGÂNICA, a vida animal, Gn 1.21; c) a
criação do GÊNERO HUMANO, Gn 1.25-27.
Segundo Scofield, "notamos que a palavra criar aqui não é a
mesma fazer ou formar de Gn 2.7. O verbo bará, no hebraico,
significa trazer do nada ou fazer existir aquilo que não é material,
ao passo que em 2.7 trata-se de dar forma à matéria sem forma,
SI 139.16".
Notamos que no primeiro ato criativo existe um profícuo misté-
rio, que somente pode ser entendido pela revelação da fé, ficando
à margem as eras geológicas, em um passado deveras remoto,
sem contudo contradizer a verdadeira ciência, embora a ciência
encerre quase tudo em hipóteses.
Assim escreveu Moisés, o homem de Deus: "Antes que os
montes nascessem eformasses a terra e o mundo, de eternidade em
eternidade, tu és Deus", SI 90.2. Este é um testemunho inspirado
e insuspeito de um homem que alcançou a revelação da fé a respeito
da eternidade.
1. Certo hebraísta conceituado afirmouque a palavra ELOHIM -
Deus - é o primeiro dos três nomes principais da Divindade e que
admite uma interligação, pois se trata de uma forma plural, ainda
que exista em forma singular: "Façamos", "como um de nós",
4
etc, Gn 1.26; 3.22. Aí está a nascente da revelação da Doutrina
da Trindade.
2. Em ELOHIM - Deus - está a Divindade atuando como UMA
Pessoa, mas também como três distintas pessoas. Compare
Jo 1.3; Dt 6.4; Ef 4.6, etc.

TERÇA, 30 - LEITURA: SI 104.1-8.


II. O ATO CRIATIVO ORIGINAL, Gn 1.1.
No ato primário, nota-se o mundo original, criado há milênios,
cheio de toda beleza, o Universo bem ordenado, em seus mínimos
detalhes. Podemos perceber que o capítulo 1 de Gênesis está
revestido de beleza e simplicidade, e dotado de plena perfeição.
Em Jo 1.3 lemos: "Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada do que foi
feito se fez". Sim, tudo foi feito pelo Filho de Deus e para Ele,
bênção que se estendeu ao Seu povo, afim de se tornar participante
de todas as preciosidades de Deus, Ez 28.12,13.
No texto de Ezequiel vemos um dos ministros angelicais de
maior ordem (querubim ungido), então rei do mundo, perfeito em
tudo. No entanto, em sua queda houve um juízo no mundo antigo,
ante-edênico, período que corresponde ao estado original da
criação.
Somente podemos entender estes mistérios pela revelação da
fé e então contemplaremos as riquezas da glória preparadas para
os santos, Ef 1.18, herdeiros em Cristo, Rm 8.17.
O querubim ungido de que fala a Bíblia era como "estrela
radiante", Is 14.12, lúcifer. Ao recordar isto, podemos avaliar
as condições de glória e perfeição do mundo original, Rm 1.20.
Segundo a visão espiritual do salmista em sua preciosa inspi-
ração, "os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anun-
cia a obra de Suas mãos", SI 19.1. Aqui se revela toda a grandeza
em potencial da obra do Criador. No princípio criou Deus os céus
e a terra. Porém, dentro dessa grandeza e dessa riqueza espi-
ritual, aquele ministro se rebelou contra o Criador, porque havia
um plano divino da criação referente a um novo ser chamado
Homem, Ez 28.12-15; Is 14.13,14. Tudo isso ocorreu durante o
período original da terra que era totalmente como um paraíso,
reconhecido também como o Monte Santo, Ez 28.14. Ali se deu
o primeiro caso de rebelião do governante da Terra.

Q U A R T A , 31 - L E I T U R A : J r 2 4 . 2 3 - 2 6 .
I I I . O ESTADO C A Ó T I C O DO M U N D O , Gn 1.2.
Corno já ternos estudado. Deus criou tudo em estado de perfei-
ção, giória e beleza. Vamos, portanto, assinalar algumas verda-
des fundamentais:
1. Deus não criou um mundo caótico, imperfeito e ruim. Tudo
foi criado em perfeição, Rm 1.20. EmGn 1.1 nos fala do princípio
do mundo criado, mas em Jo 1.1, do princípio da revelação da
Divindade.
2. Pela revelação profética, alcançamos o conhecimento da
revolta do querubim ungido, o governador do mundo terráqueo
primitivo. A Bíblia fala dele como de "um deus", II Co 4.4,
•um "príncipe", Jo 14.30, que veio a se tornar o "chefe das potes-
tades do ar", Ef 6.12.
3. Sendo ele o principal dos querubins ungidos, isto é, o rei
do mundo de então, houve um tremendo juízo contra ele, resultando
em funestas conseqüências sobre o mundo original. A Terra foi
levada em ruína pelo orgulho e rebelião de Lúcifer e deu-se o
período mencionado como CAÓTICO, por milhões de anos ou eras.
Jr 4.23-26; Is 24.1 e48.18 "indicam claramente que a Terra sofreu
uma mudança catastrófica como resultado do juízo divino". (Sco-
field).
Por toda a terra existem evidências desse cataclismo. Assim
sendo, nota-se que entre os versos 1 e 2 de Gn 1 decorreram
milhões de eras geológicas afirmadas pelo ato criativo da Divin-
dade. A própria ciência afirma que houve um longo período gla-
cial, pois grandes partes do globo ainda estão cobertas por gelei-
ras eternas, como evidência da era caótica passada. Por exemplo,
na Rússia e nos Estados Unidos as forças esmagadoras do gelo
comprimem pedras, florestas e animais, destruindo ocasionalmente
todo o sistema de vida, como resultado de um terrível juízo.

Q U Í N T A , 1 - L E I T U R A : Jo 1.1-5.
IV. O P R I M E I R O DIA CÓSMICO, Gn 1.3.
Gn 1.3 fala do Espírito de Deus, uma das três Pessoas da
Divina Trindade, o Grande e Poderoso Executivo. O texto afirma
que Ele Se movia sobre a face do abismo ou das águas. Muitos
imaginam que o Espírito batia por sobre as águas. É bom saber
que o mundo estava envolto em densas camadas de gases, talvez
a mais de 100 graus negativos, então o Espírito atuava com grande
poder, dando calor e dinamismo ao mundo, fazendo degelar o meio
ambiente e ativando todo o sistema de vida orgânica. Trata-se de
uma delicada obra como de "incubação", como ocorre corri a ave

6
sobre os ovos. O Espírito estava por sobre o mundo degelando-o,
ativando todo o sistema de vida, graças a Deus.

SEXTA, 2 - LEITURA: Hb 11.1-3.


V. A F E V E N C E AS D I F I C U L D A D E S , Pv 8.27.
Cremos que o sol foi criado no princípio por Deus, v.1. No
entanto, após a catástrofe no mundo original, somente entrou em
atividade depois da reconstrução ocorrida no dia 4, 1.16,17.
Quantas vezes o dia está claro para nós, no entanto o sol se
esconde sobre nuvens densas...
A maior dificuldade dos cientistas é informar se os dias refe-
ridos em Gênesis 1 foram iguais aos de hoje, dias de 24 horas.
Isso não deve constituir problema para nós. Em muitos fugares
do mundo os dias são mais curtos que em outros, como por
exempio, no Polo Norte. O que é certo é que a Palavra de Deus
repete sete vezes: "foi a tarde, a manhã e o dia primeiro", "dia
segundo", "dia terceiro", etc etc.
E possível que entre Gn 1.1 e 2 tenha havido milhões de eras
geológicas, mas logo após a reconstrução, seguiram-se os dias
com a solene restauração de todas as coisas. Para a\imentar a
nossa fé devemos crer unicamente na Palavra de Deus. A Bíblia
diz: Haja fuz - e houve luz.
Nos versos 14 a 18 explica-se que o sol e a lua apareceram
no quarto dia, embora houvessem sido criados originalmente.

SÁBADO, 3 - L E I T U R A : SI 104.24-30.
V I . A O R D E M DE NOVOS SERES V I V E N T E S , Gn 1.21-24.
Houve diferentes ordens durante os dias 4 g e 5 2 : 1. Enxames
de seres viventes (peixes); 2. Seres voadores (aves); 3. Monstros
marinhos, v.21. A Natureza, a máquina criadora de Deus conti-
nuava sua obra, segundo as ordens de Deus.
Finalmente houve uma ordem específica na terra, a da produção
de toda sorte de animais, cada um com sua espécie e ordem.
Eis aqui a biologia em seu estado primário e a ordenação da
lei da hereditariedade. Quando essa lei original é alterada, ocor-
rem as manifestações híbridas da natureza animal, completamente
estéreis. Cessa aqui toda a perniciosa influência das teorias e
doutrinas evolucionistas.
O apóstolo Paulo disse que "Deus apanha os sábios em sua
própria sabedoria", I Co 3.19.

7
Lição 2 11 de janeiro de 1976

homem
criado e
formado
VERDADE PRÁTICA TEXTO ÁUREO
O homem é uma maravilhosa "E criou Deus o homem à sua
obra de Deus. imagem; à imagem de Deus o
criou; machoefêmea os criou."
Gn 1.27.

LEITURA EM CLASSE
Gn 1.26,27; 2.7-9

Gn 1.26 - E disse Deus: Façamos o homem â nossa imagem,


conforme à nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar,
e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e
sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
27 - E criou Deus o homem àsua imagem; à imagem de Deus o
criou; macho e fêmea os criou.
2.7 - E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou
em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
8 - E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do
oriente; e pôs ali o homem que tinha formado.
9 - E o Senhor fez brotar da terra toda a árvore agradável â
vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e
a arvore da ciência do bem e do mal.
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QUESTIONÁRIO
1.Qual a diferença entre o princípio de Gn 1.1 e o de Jo 1.1?
2. Quanto tempo se passou entre Gn 1.1 e Gn 1.2?
3. Qual a obra do Espirito Santo em Gn 1.2?
4. Existe diferença entre criar e fazer? Qual?
5. O livro de Gênesis é autêntico e merece fé?

9
COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Sempre devemos dar graças a Deus por nossa própria existên-
cia. Sem dúvida a criação do homem representa um dos maiores
milagres de Deus. Cada um de nós é uma testemunha desse
mi lagre.

SEGUNDA, 5 - L E I T U R A : At 17.25-28.
I. A V O N T A D E E O PODER CRIADOR DE DEUS.
Ao estudarmos atenciosamente o livro de Gênesis, notamos
que a Divindade concluiu a obra da criação com o ser humano,
após o que descansou. Dinotos traduz assim este texto: "E comple-
tou-se o Espaço e a Terra etodaa população deles". A expressão
população deles significa todas as coisas efetivamente criadas no
Universo. E concluiu a Santidade no dia sétimo o seu trabalho
que fizera, e feriou no dia sétimo, de todo o seu trabalho que
fizera". Então entendemos que Deus terminou a obra da criação
com o homem e daí em diante acionou a máquina do Universo,
tudo fazendo produzir dentro do Plano da Sua Vontade.
Por tal razão os sábios costumam afirmar que é a Natureza
quem faz e cria todas as coisas. Entretanto, o Criador Pessoal
de tudo é Deus, At 17.26; SI 104.30. Graças a Deus porque a obra
continua. Deus continua à fabricar sangue, gordura, ossos, ferro,
água, oxigênio, hidrogênio e tudo o mais.

T E R Ç A , 6 - L E I T U R A : Zc 12.1-3.
II. A CRIAÇÃO DO SER HUMANO E S P I R I T U A L , Gn 1.26,27.
Em uma época completamente desconhecida, um passado deve-
ras remoto, a Divindade propôs a criação de um novo ser, prepa-
rado para desfrutar de comunhão com Deus e pronto para servir
como ministro seu aqui na terra, Gn 2.15.
Dinotos, na tradução do Pentateuco, descreve primeiramente
o homem espiritual: "E criou a Santidade (Deus) o homem em sua
alma. Em alma a Santidade criou-o, masculino e feminino
criou-os".
Notamos que esta criação tem um sentido perfeito, duplo e
espiritual O homem e a mulher deveriam viver unidos de um
modo singular, a fim de crescerem e se multiplicarem sobre a
terra em uma geração santa, Ml 2.15.
Uma pergunta que freqüentemente é feita indaga o seguinte: Se

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Deus sabia que o homem iria pecar e sofrer as penas eternas, por
que mesmo assim o criou?
Existem duas grandes verdades bíblicas em conexão com este
tema, a saber: 1. Em Sua maravilhosa Presciêncra; Deus dante-
mão providenciou o plano da Redenção pela morte do Cordeiro,
antes mesmo da fundação do mundo, I Pe 1.19,20.
2. Deus não lançou o homem em um destino implacável e cruel,
nem deixou-o em ignorância. O homem recebeu o conhecimento
suficiente da parte de Deus quanto ao seu futuro e sobre seu dever
de obedecer, Gn 2.7.

QUARTA, 7 - LEITURA: Jo 1.3-5.


III. IMAGEM E SEMELHANÇA.
A palavra imagem no originai hebraico é TSELÉM, a expressão
da realidade. O homem é uma expressão real, como Deus o é,
Gn 3.22. Po.ssui uma natureza triuna, pois é constituído de corpo,
alma e espírito, sendo assim um ser racional e espiritual em um
corpo físico, diferente dos animais e dos anjos, I Ts 5.23. A natu-
reza espiritual do homem se identifica por seu contato com Deus,
I Co 2.11.
Por seu espirito, o homem entra em contato com as coisas
espirituais e por sua alma, que éo homem interior o homem entra
no mundo físico e se deleita tanto nas coisas materiais como nas
coisas de Deus, Rm 7.22. Assim, devemos nos purificar de todas
as coisas, I Co 7.1.
O homem foi criado um ser perfeito, puro e maravilhoso, Ec
7.29; SI 139.14. Nenhum outro ser foi criado igual ao homem, da
própria imagem da realidade divina. Daí se originou a rebelião
de Lúcifer, em saber que o homem viria ocupar um lugar de des-
taque na Terra, por ordem divina, Is 14.. 14,17; Ez 28.13-18.
Certo cientista de renome afirmou: "Somente nos olhos do ho-
mem brilha a luz do conhecimento de Deus". Então, Satanás não
deseja que essa luz resplandeça no ser humano, II Co 4.4.

QUINTA, 8 - LEITURA: Gn 9.1-7.


IV. A BÊNÇÃO DA DIVINDADE, Gn 1.28.
Ao criar o homem, Deus teve o cuidado de não abandona-lo, pelo
contrário, estendeu-lhe a bênção que seria sua para sempre, não
fosse a influência nefasta do pecado em sua vida. Mesmo assim,
os propósitos de Deus não mudam e em Cristo podemos receber
todas as bênçãos, Ef 1.3.

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Deus ordenou expressamente ao homem que dominasse sobre
os mares, os ares e a terra. Deus pôs assim os limites do gover-
no humano. A ciência e a tecnologia hoje em dia nos provam que
em verdade o homem tem podido dominar sobre os mares, tirando
deles fabulosas riquezas para sua sobrevivência e abrindo cami-
nhos em todas as di reções do mundo. Os oceanos são atravessados
em sua superfície e em suas partes mais profundas. Deus estabe-
leceu que deveria ser assim. Ultimamente temos visto os esforços
e as conquistas do homem no campo da ciência, voltado para o
mundo siderai. Tudo isto estava previsto nas leis da criação,
SI 139. Os homens, porém, não têm dado graças a Deus por tão
grandes conquistas.
As riquezas da terra também estão sob o domínio do homem,
Is 61.11; 55.10. Adão deveria ter crescido gradativamente nesse
conhecimento divino, a fim de realizar a obra plena que Deus para
ele havia proposto, v.16. Entretanto, isso falhou na vida de Adão.
O plano de Deus, todavia, não falhou. Somos ricamente abençoados
em Cristo e o homem continua a ser alvo das atenções de Deus, que
por Cristo lhe oferece o próprio Céu, morada do Eterno, Jo 14.2.

S E X T A , 9 - L E I T U R A : SI 139.13-15.
V. A FORMAÇÃO M A T E R I A L DO H O M E M , Gn 2.7.
A palavra homem vem do grego anthropus e significa "o que
olha para ^cima". O homem, como ser espiritual, está sempre
com sua mente voltada para o ser que o criou, embora não saiba
defini-lo com precisão e assim vive entrando em caminhos tor-
tuosos, de mistificações religiosas.
A expressão DO PÓ DA TERRA, afirma um notável hebraísta,
tem várias significações no hebraico: barro, poeira, pólem, pla-
centa ou fluido. Deus plasmou as forças orgânicas extraídas da
terra, e isso foi feito às ocultas, no seio da terra, quando então
os elementos orgânicos foram justapostos e adicionados devida-
mente pelas mãos do Criador, SI 139.15. Em verdade no corpo
do homem se encontra ferro, ouro, manganês, cálcio, ácidos etc.
Como resultado dessa fusão de elementos da terra, Deus deu
forma física ao homem, esse ser que ocupa um lugar de importân-
cia no Universo de Deus.

SÁBADO, 10 - L E I T U R A : Lc 1.46-55.
V I . O H O M E M TORNOU-SE SER V I V E N T E , v.7.
Eis aqui o pomo da discórdia entre muitos estudantes da Bíblia.

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Uns entendem que o homem é igual atodos os animais. Realmente
a Bíblia apresenta o homem como verme, um insignificante bichi-
nho. O próprio Jesus veio ao mundo em corpo de fraqueza, Hb
10.35; SI 22.6.
A alma vivente, ou um ser vivente é desde uma unicelular ameba
até uma gigantesca baleia. Todos os que p-rocuram se alimentar
para sua sobrevivência. Neste sentido, portanto, o homem é um
ser vivente, todavia, com o sopro divino ele adquiriu uma alma
espiritual, o sentido da razão, espiritualidade e personalidade. O
primeiro Adão foi feito alma (ser) vivente; oúltimo Adão, espírito
vivificante, I Co 15.45, em sua vitoriosa obra de redenção, Rm
1.3. O homem é uma alma vivente que busca sua sobrevivência
por seus instintos próprios, mas nele mora um ser espiritual
identificado como alma. Os grandes tradutores da Bíblia afirmam
e reafirmam: O homem é uma obra da criação do próprio Deus e
não um produto da evolução. Gn 1.27. Jesus Cristo confirmou
essa verdade, Mt 19.4; Mc 10.6.
Nenhum animal, por afeiçoado que seja revela evidência de re-
ligiosidade. Esse tipo de consciência é privativo do homem. Exis-
te um grande abismo entre os homens e os animais. Graças a
Deus.

QUESTIONÁRIO
1. Por que o homem foi criado e não evoluído?
2. Deus em Sua presciência sabe todas as coisas?
3. O homem tinha conhecimento do pecado?
4. Quem levou o homem ao erro?
5. Deus providenciou um meio de reabilitação do homem?

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Lição 3 18 de janeiro de 1976

A
origem
do mal
VERDADE PRÁTICA TEXTO ÁUREO
O Diabo, o adversário de Deus, "Não deis lugar ao Diabo." Ef
procura destruir a obra cri- 4.27.
ada - o homem.

LEITURA EM CLASSE
Gn 2.15-17; 3.1-7

Gn 2.15 - E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim


do Éden para o lavrar e o guardar;
16 - E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a
árvore do jardim comerás livremente;
17 - Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não come-
rás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
3.1 - Ora, a serpente er? mais astuta que todas as alimárias
do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: E
assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?
2 - E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim
comeremos;
3 - Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse
Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4 - Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5 - Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se
abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o
mal.
14
I

6 - E vendo a mulher que aquela á r v o r e era boa para se comer,


e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento,
tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele
comeu com ela.
7 - Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que
estavam nus; e coseram folhas de figueiras, e f i z e r a m para si
aventais.

COMENTÁRIO

SEGUNDA, 12 - L E I T U R A : Ec 7.28,29.
I. I N T R O D U Ç Ã O
Ao estudarmos sobre a origem do mal notamos que ele teve
seu princípio no mundo espiritual, através dos anjos que se rebela-
ram contra Deus. Um dos principais ministros tomou posição
contra Deus, apesar de altos privilégios que lhe haviam sido
conferidos, Ez 28.13,14.
Ele era dos principais e era um governador. Essa verdade ele
próprio disse para Jesus, que não retrucou, Lc 4.6. De fato, em
tempos mui remotos, ele havia sido um "querubim ungido". Leia
Jo 12.31; 14.30. Ele chefiou uma rebelião contra Deus, Is 44.14,
e tornou-se imperador do reino da morte, Hb 2.14, chefe das po-
testades do ar, Ef 6 . 1 2 . ^
Em sua leviandade e orgulho sofreu um terrível juízo, de modo
que o mundo original foi conduzido aoabismode ruínas espirituais
e físicas, Jr 4.23-26, o conhecido estado caótico do mundo, Gn 1.2,
que ficou mergulhado em densas trevas, nas eras glaciais.
Alguns perguntam: Não poderia Deus destruir o mal primeira-
mente e colocar em ordem o mundo? PODIA E PODE/ No entanto
Deus preferiu aguardar o momento de obter uma vitória completa
sobre o mal através do triunfo pessoal de Cristo, Jo 16.11; Ap
10.7; 11.15-18.

T E R Ç A , 13 - L E I T U R A : Ct 6.1.
II. O H O M E M POSTO NO J A R D I M , Gn 2.15.
Devemos ler com atenção os versos 8 a 14, a fim de entender-
mos com precisão que após a formação e criação material do ser
humano, a Divindade cuidou de seu bem-estar, plantando-lhe um
jardim. Naturalmente essa linguagem é antropomórfica, isto é,
Deus fala e revela de um modo humano a fim de ser entendido
pelo homem. Então, Deus plantou um jardim.

15
Adiante lemos que naquele lugar surgiu a Árvore da Vida e a
Árvore do Conhecimento do Bem e doMal. O homem recérn-cria-
do foi posto no meio do jardim, sem saber o que era canseira,
fadiga, suor, doença e morte. Tudo era perfeito e belo, Ec 7.29.
Foi então que Satanãs lançou um desafio e o próprio Filho
entrou nesse desafio, Gn 3.15. Jesus deveria vencer Satanás na
cruz, Gl 3.13; Cl 2.14,15; Jo 19.30.
Adão caiu e falhou, mas tornou-se o primeiro pregoeiro da obra
do divino attar. Judas afirmou que Enoque foi sétimo depois de
Adão, Jd 14. Cristo, o último Adão, jamais falhou. Aleluia!

Q U A R T A , 14 - L E I T U R A : Rm 5 . 1 2 - 1 4 .
III. A ÁRVORE DO C O N H E C I M E N T O D O B E M E D O M A L , Gn 2.17.
Nessa árvore estava o teste para a felicidade do homem. Ele
deveria vencer e viver feliz com Deus para sempre.
Existem muitos mistérios que não podem jamais vir à tona
pelo conhecimento da mente natural, mas unicamente pela revela-
ção do Espírito. Gênesis é o livro da revelação do principio de
todas as coisas.
Os homens procuram de todos os modos saber que árvore era
aquela. No entanto, até hoje foi impossível conseguir tal desco-
berta, nem mesmo identificar o local exato do Jardim do Éden.
Deus encerrou tudo em sagrado mistério e isto pertence exclusi-
vamente a Deus, Dt 29.29.

Q U I N T A , 15 - L E I T U R A : Ap 2 2 . 1 - 5 .
IV. A ÁRVORE DA V I D A , v.9.
Notamos que as duas árvores foram brotadas da própria terra,
a árvore da vida e a do conhecimento do bem e do mal. Por que
Satanás não tentou o homem a comer a primeira e sim a segunda?
Aqui está o ponto central de toda a questão. Satanás desejava
levar o homem à rui na, e não à vitória. Não havia restrições quanto
à árvore da vida. Somente depois da queda é que Deus providenciou
os recursos para o homem não comer e viver eternamente no
pecado, Gn 3.22,24.
A árvore da vida é uma árvore espiritual. É uma figura do
próprio Jesus, Jo 6.40.
Embora reconheçamos ser difícil de entender e de explicar,
mas lá no Céu está a árvore da vida em toda beleza e glória. Deus
me deu o privilégio de contemplar sua maravilha. A Bíblia diz:
No meio da praça está a árvore da vida, Ap 22.2.

16
SEXTA, 16 - LEITURA: II Co 11.1-4.
V. A SERPENTE, O INSTRUMENTO PRIMÁRIO DE SATANÁS,
Gn 3.1.
Dizem muitos tradutores e comentadores das Escrituras Sa-
gradas que a serpente era diferente em seu modo de andar e tam-
bém a mais astuta de todas as al irnárias do campo, afirma a Bíblia.
Talvez até falasse... assim como os papagaios hoje. Â serpente
ainda conserva certa beleza em seus movimentos, que servem de
atração a outros animais. Certo missionário afirmou que a ser-
pente foi instrumento da primeira manifestação de espiritismo do
mundo. Satanás usou literalmente a serpente, afirma a Palavra
de Deus.

SÁBADO, 17 - LEITURA: Mt 4.3-8.


VI. UM DIÁLOGO COM SATANÁS PRODUZ RESULTADOS FUNES-
TOS, Gn 3.1-7.
Somos ensinados a nunca dialogar com espíritos maus, Mc
1.25; At 16.8.
Satanás procura de um modo sutil entrar em diálogo com o
homem, principalmente com os filhos de Deus, comofez com Eva.
Primeiramente, ele procura descobrir os desejos secretos do
coração. A expressão bíblica fala de "ser igual a Deus". Isto
significa que existe um desejo interior de sucesso na vida, ser
importante etc. Satanás conhece muitos segredos da personali-
dade humana. Ele tenta constantemente os crentes à exaftáção,
ao orgulho e à leviandade e a certos sucessos que não procedem
de Deus. Este é sem dúvida o ponto central das tentações, I Jo 2.16.
Satanás também desejou derrubar a Paulo neste ponto, At 16.17.
Após o diálogo, veio a queda e seus terríveis resultados.
Adão e Eva se esconderam. No entanto, quem pode se esconder
de Deus? SI 139.7.
Mortes, dores e dissabores são o resultado final do diálogo com
Satanás. Então veio uma ordem de morte que atingiu todos os
seres humanos, Hb 9.27. Somente em Cristo essa ordem poderá
ser suspensa, pois, nEle, "nem todos dormiremos", I Co 15.51.

QUESTIONÁRIO * S U ^
1. Por que Deus não destruiu logo Satanás? rcrtf**^ V
2. Após a criação do homem, foi este deixado âo léu da sorte por
Deus?
3. Para que servia a árvore do bem e do mal?
4. O que era a serpente, e para que servia?
5. Que sucedeu a Ádão e Eva spós o pecado? ^
Lição 4 25 de janeiro de 1976

O pecado
e suas
conseqüências
VERDADE PRÁTICA TEXTO ÁUREO
O ponto principal da oferta é "Depois, havendo a concupis-
a fé. cência concebido, dá à luz o
pecado; e o pecado, sendo con-
sumado, gera a morte." Tg
1.15.

LEITURA EM CLASSE
Gn 3.23,24; 4.4-8,15

Gn 3.23 - O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden,


para lavrar a terra de que fora tomado.
24 - E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente
do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor,
para guardar o caminho da árvore da vida.
4.4 - E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas,
e da sua gordura. E atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.
5 - Mas para Cairri e para a sua oferta nao atentou. E irou-se
Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.
6 - E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que des- 4
caiu o teu semblante?
7 - Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não
fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo,
e sobre ele dominarás.
8 - E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando
18
eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o
rriatou.
1 5 - 0 Senhor porém disse-lhe: Portanto qualquer que matar
a C a i m , sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em
C a i m , para que o não f e r i s s e qualquer que o achasse.

COMENTÁRIO

SEGUNDA, 19 - L E I T U R A : Gn 3 . 1 - 8 .
I. I N T R O D U Ç Ã O
Alguém tem classificado Gênesis o L ivro do pecado, entretanto,
ele é o livro dos começos de todas as coisas, quer do bem como
do mal. Como podemos observar, a dispensaçãoda inocência teve
um fim desastroso por causa do pecado da desobediência, Gn 3.7.
E daí, o casal fora lançado para fora do Éden para não tocar e
comer da Arvore da Vida e viver eternamente numa vida pecami-.
nosa. Gn 3.22.
Também a própria natureza inteira sofreu com mortes, podri-
dão, espinhos, desastres, etc. etc. O Jardim do Éden, o sítio
mais aprazível da terra, um bosque de riquezas insondáveis e de
prazeres sem fim, tornou-se um lugar lúgubre e por fim um
sítio ignoto; pois até hoje, não tem sido descoberto pelos melhores
cientistas o local do Éden. Tudo se tornou em mistério,1 pois os
—a» -a -~ — —~ ^
rios mudaram-se de posições, outros desapareceram. Gn2.10-14.
Tudo ficou escondido.
E possível que até nos dias deNoé,o Éden estivesse bem loca-
lizado e até desejado ser conquistado pelos rebeldes. Compare
Gn 5.16.
Observemos: Caim ao sair da presença de Deus, desobedeceu
completamente aceitar o pfano da Divindade para sua salvação,
e foi morar na terra de Node (ao Oriente do Éden). Quem sabe
as suas intenções.
O ser humano quer entrar nos céus por suas próprias mãos
e obras, sem a verdadeira conversão. Compare Mc 10.17.
Notemos as graves conseqüências do pecado em toda a natureza
física, moral e espiritual.

T E R Ç A , 20 - L E I T U R A : Hb 5.11-14.
II. AS P R O V I D E N C I A S DIVINAS, Gn 3.23,24.
Agora o homem era conhecedor do bem e do mal, a mais

19
importante ciência do mundo, porém sem saber controlá-la.
Santos Dumont, ao fazer voar o mais pesado que o "ar", ficou
apaixonado de mortal tristeza ao presenciar o primeiro bombar-
deio aéreo.
A ciência descobriu o meio favorável de transporte, mas o
"mal" o transformou em ruína de destruição...
Aí estão os laboratórios produzindo os antídotos, os tóxicos,
que tanto benefício trazem à medicina para amenizar os sofri-
mentos dos males causados de dores mortais. Entretanto, a
"ciência do mal" faz que tudo isso se torne em ruínas e deses-
pero das famílias e trabalho às autoridades, para combater os
toxicômanos.
É a ciência do bem e do mal, descontrolada e usada no sentido
inverso. Entretanto, Deus providenciou todos os recursos para o
bem da humanidade, a fim de que ela pudesse entrar pelo caminho
da revelação da fé, Hb 11.6.
O privilégio foi de Adão, um dos primeiros como pregoeiro,
a apontar o erro do pecado ao caminho de volta ao Éden, Jd 14.
Enoque foi o sétimo, por certo ouviu a mensagem de Adão e creu
e começou também o caminho para Deus. O caminho do restabele-
cimento pela fé. Graças a Deus, Jesus é esse caminho, Jo 14.6.

Q U A R T A , 21 - L E I T U R A : Gn 3 . 2 0 - 2 2 .
III. O C A M I N H O DA F É N E M TODOS A C E R T A M , Gn 4.3.
Segundo a" Bíblia, foi Caim o primeiro a trazer um sacrifício,
porém não ouviu os conselhos de Adão que por certo, lhe falara da
morte de um animal para reparar seu erro. Compare Gn 3.21.
Houve concerto no seu estado precário, pois estavam nus e o Senhor
reparou esse estado físico e moral com uma vestidura de pele e
daí, se instituiu o desejo do altar e do sacrifício.
Isso por certo fez parte dum ritual quando a ira da Divindade
caiu sobre o pecado de Adão num animal. Isso, certamente, foi
o conhecimento dS Noé em construir o altar e fazer sacrifício,
Gn 8.20.
Entretanto, Caim não atinou com a vereda da fé que necessita
de Temor e Obediência, SI 25.14. A Bíblia diz que Caim era do
maligno, isto é, ele se deixou conduzir pelo demônio, Jo 3.12.
Caim deixou um caminho fatídico aos seus seguidores, Jd 11.
a) Caminho de Violência, Gn 4.8; I Tm 1.9.
b) Caminho de Incredulidade, Jd 16.
c) Caminho de Egolatria - Religião do Ego, Cl 2.23.

20
QUINTA, 22 - LEITURA: SI 27.4,5
IV. A VEREDA DA FÉ, Gn 4.4.
Abel, trouxe também um sacrifício, mas das primícias de seu
rebanho. Nota-se o advérbio "também". Tudo indica que Caim foi
0 primeiro a idealizar o sacrifício, embora não o fazendo pela fé.
Isto é, não seguiu as normas da revelação doutrinária da fé, pre-
feriu fazer um arranjo próprio a aceitar o plano já estabele-
cido por Deus. Abel atinou com o caminho ensinado, um animai
havia sido sacrificado pelo casal e coberto a nudez.
1 ? ) A Fé de Abel pôde dar passos seguros e ver ao longe, Hb
11.13.
2 9 ) Abel é um tipo de Cristo eseu único sacrifício. Abel signi-
fica exalação ou aquilo que sobe. E uma figura do homem espiri-
tual que está voltado às coisas de cima, Cl 3.1. Abel entrou pela
Obra de Cristo no paraíso celestial pelo caminho da fé, Hb 12.23;
11.6.
3°) Por que Deus se agradou de Abel e sua oferta?
Aqui estão duas verdades reveladas: a) Abel era homem de fé,
Hb 11.4. Pois ele creu na mensagem pregada por Adão e obedeceu,
b) Para o seu sacrifício ele escolheu a mais bela e gorda ovelha
para o Senhor. Muitos trazem o pior para a Igreja, Ml 1.6-8. Abel
chegou diante de Deus, com o melhor. Aqui está toda confissão
da fé diante do Senhor, Hn 9.22; 11.4.

SEXTA, 23 - LEITURA: Ef 2.1-3.


V. O CRIME É UMA CONSEQÜÊNCIA DO PECADO, Gn 4.8.
A Bíblia não relata os pormenores, somente diz que Caim ficou
irado porque o Senhor aceitou Abel e o seu sacrifício, mas não se
agradou de Caim e de sua oferta, Gn 4.5.
Então Caim por certo discutiu com Abel e o convidou para
ir ao campo, isto com a idéia de ficar longe dos pais e, aí a sós,
matou a seu irmão Abel. O apóstolo João explica porque Caim
matou a seu irmão. É porque as obras de Caim eram más, isto
significa que os atos religiosos de Caim eram maus, desde o pro-
pósito até o seu plano final. Compare I Jo 3.12.
1 9 ) O pecado como fera esteve à porta do Coração de Caim,
Gn 4.7.
2~) Ele não teve comínio próprio, entregando-se ao maligno,
1 Jo 3.12. Tal como Iscariotes, Satanás entrou e dominou Caim.
Jo 13.27. Notemos que o pecado não para na carreira desordena-
da, depois do primeiro ato mau, vai fecundandoe multiplicando-se.
Então -Caim no seu primeiro crime, vindicou os direitos da justiça
Divina em sua defesa. "Todo aquele que me achar me matará..."
v.14. É assim com todos os criminosos, procuram sempre um
plano de defesa própria.
Estava lendo no jornal de S.Paulo, quanto custa a proteção e a
estada de um criminoso na Penitenciária mensalmente: Cr$
5.000,00 por indivíduo; isso foi .em 1973. Um pobre com cinco
filhos e esposa ganha apenas um salário mínimo e os auxílios-
-família, isso dentro de Cr$ 800,00 a Cr$ 1.200. Veja quanto
custa a vida criminosa de um pecador.

SÁBADO, 24 - L E I T U R A : II T m 2.19,20.
V I . UM T E R R Í V E L SINAL DO C R I M E DE C A I M , Gn 4.15.
Sinal ou selo, é uma marca no indivíduo, pode ser visível ou
invisível. Jacó recebeu um sinal visível de sua vitória a sós com
Deus, Gn 32.31. Saul por causa do ciúme e indignação contra Davi,
veio-lhe um espírito que causava terror a todo o instante, I Sm
18.8,10. OSenhor conhece os que Lhe pertencem, pôs-lhe um sinal.
11 Tm 2.19: Caim recebeu um sinal a fim de que, quem o encontras-
se, tivesse "dó", era um medo, inconcebível que o aterrorizava a
todo o instante. Israel na sua desobediência, seria também, um
"pasmo" - sinal de medo e terror entre os inimigos, Dt 28.37. Ca-
im, portanto, não deveria esboçar reação, ò seu estado seria de
pavor e medo constante pelo vingador do sangue.
Ainda vemos hoje os criminosos apavorados em seus esconde-
rijos, com medo das autoridades, olhando sempre de trivela. Tudo
isso são sinais aos seguidores de Caim no presente (criminosos).
Eis o terrível sinal de Caim até a beira do temeroso Tribunal
do Trono Branco, Ap 21.8; 20.12.

QUESTIONÁRIO
1.Qual a primeira dispensação?
2.Quais as providências de Deus após a queda do homem?
3. Por que nem todos atinam com o Caminho de Deus?
4. Abel era tipo de quem? / £
5.Que significa o sinal de Caim?

22
Lição 5 1 de fevereiro de 1976

O pecado
é condenado,
mas Deus
redime
o homem
VERDADE PRATICA TEXTO ÁUREO
Deus tem um plano perfeito "Porque o salário do pecado é a
para reabilitar o gênero huma- morte, mas o dom gratuito de
no. Deus é a vida eterna, por Cris-
to Jesus, nosso Senhor." Rm
6.23.

LEITURA EM CLASSE
Gn 6.8-13; 7.23

Gn 6.8 - Noé porém achou graça aos olhos do Senhor.


9 - Estas são as gerações de Noé. Noé era varão justo e reto
em suas gerações; Noé andava com Deus.
10 - E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.
11 - E a terra porém estava corrompida diante da face de
Deus; e encheu-se a terra de violência.
12 - E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque
toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.
13 - Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo

23
perante a minha face, porque a t e r r a está cheia de violência; e
eis que os desfarei com a t e r r a .
7.23 - A s s i m foi desfeita toda a substância que havia sobre a
face da t e r r a , desde o homem até ao animal, até ao r é p t i l , e
até à ave dos céus; e f o r a m extintos da t e r r a ; e ficou somente Noé,
e os que com ele estavam na arca.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
No Piano Divino, havia jã, um ponto central para redenção em
Cristo. E no plantei da salvação já a morte do Cordeiro era antes
da fundação do mundo, Ef 1.4; I Pe 1.19,20.
Quando fazemos uma casa, planejamos e desenhamos a planta
e, tudo deve ser executado segundo o desenho. Fazer tudo segundo
o desenho ou modelo, Hb 8.5.

S E G U N D A , 26 - L E I T U R A : Rm 6.23a.
I. O J U Í Z O D I V I N O SOBRE O P E C A D O , Gn 6.7.
O pecado é a negação de toda revelação de Deus e d^ Sua bonda-
de. Paulo aos Romanos, deixou bem patente que o ^pecado foi o
ser humano ter a. revelação de Deus e se enfatuarem em seus co-
rações obscurecidos.
a) Então vimos a ira de Deus se manifestar, Rm 1.8.
b) Tiveram conhecimentos pela manifestação visível (Rm 1.19)
de Deus e o rejeitaram. Neste sentido, Caim viu a manifestação
de Deus, mas não consertou sua vida pregressa diante de Deus,
"Saiu (retirou-se) Caim da presença de Deus", Gn4.16.
c) Morte, destruição é o juízo de Deus sobre a criação. V. Rm
1.18.
Aqui está o quadro desolador de um mundo ímpio e cruel,
deixou-se levar pela cobiça, traição e toda sorte de miséria apre-
sentada por Satanás. Então, receberá também, dos juízos do Diabo,
M t 25.41,46.
O texto diz: "SE ARREPENDEU O SENHOR". Tem trazido
entre as pessoas muitas dúvidas e alguns têm perdido a fé. Como
pode Deus se arrepender? Será que Deus errou? Perguntam ou-
tros. Outros até ensinam: Deus errou em criar o homem. Isso
é até blasfêmia. Há necessidade de esclarecimento...
Tanto no hebraico como no grego, essa palavra tem um sentido

24
metafórico. Deus falando em linguagem humana para ser enten-
dido pelo homem. Pois a palavra tem o sentido de mudar de idéia
ou de pensar "Metanoia".
No N.T., Fiqueiredo traduziu arrependimento por "penitência",
reconhecimento do erro e estado de contrição para alcançar a
bênção.
Entretanto, nos tempos bíblicos, Deus se arrependeu, é meta-
fórico. Deus esta mudando de parecer contra um erro da obra
por Ele criada. Deus não falha, não mente e não erra, como os
homens. Nm 23.19.
Em toda penitência há o arrependimento, mas, nem todo arre-
pendimento tem a penitência. Compare Mt 1.4. Aqui é contrição
pelo erro do pecado. Em Jn 3.10, o Senhor mudou de mente ou
parecer sobre Nínive, por eles terem feito confissão ou se peni-
tenciarem pela culpa dos erros cometidos.

T E R Ç A , 27 - L E I T U R A : T t 2 . 1 1 - 1 4 .
II. A GRAÇA R E V E L A D A NO PROPÓSITO DA S A L V A Ç Ã O , v.8.
Graça, no hebraico é CHEN. O termo aparece primeiro como
substantivo no primeiro período histórico: "Noé, porém, achou
graça (CHEN) aos olhos do Senhor". Vimos a descrição bíblica
do estado pecaminoso da raça humana e Deus declara a sua des-
truição, mas, escolheu um homem que graciosamente propôs um
plano capaz de salvar muitas gerações.
A Divindade viu em Noé, lugar para atender sua revelação.
Noé ouviu, creu e obedeceu à voz do Senhor. Deus deu 120 anos
àquela geração, entretanto Noé fez em 100 anos a vontade do
Senhor. Gn 6.3; 7.6.
A graça de Deus tem se revelado em todos os tempos, porém
nesses últimos dias se manifestou poderosamente em Cristo, Tt
2.11; Jo 1.14.

Q U A R T A , 28 - L E I T U R A : Hb 12.10-13.
III. NOÉ A N D A V A C O M DEUS, v.9.
Ansiar com Deus significa ouvir e atender o conselho da Paja-
vra^de Deus. Noé tinha os lugares certos de encontro com Deus e
sentia a Sua presença. Paulo nos exorta para andar em Cristo, isto
é, dentro do Plano Divino, Cl 2.6. O mundo já naqueles dias estava
na violência e em plena rebeldia contra a revelação divina. Paulo
num paradoxo tremendo expõe o mundo antigo e o seu estado.
19) Conhecendo não O glorificaram, Rm 1.21.

25
2 9 ) Dizendo-se sábios tornaram-se "tolos, v.22.
3 g ) Deixaram a glória de Deus para cultuar figuras de homens,
de animais e aves, v.33.
Nestas condições, Deus os entregou a toda a imundícia, v.24.
Mas no meio dessa geração corrompida, Noé brilhava como
uma estrela no firmamento, como SERVO DE DEUS. Compare
Fp 2.15.
Noé como um juiz e pregoeiro da justiça, que, fazendo a arca
pela obediência condenou o mundo de então, II Pe 2.5; ) Pe 3.20;
Hb 11.7.

Q U I N T A , 29 - L E I T U R A : SI 2 5 . 1 0 - 1 4 .
IV. O P L A N O DE DEUS É R E V E L A D O A NOÉ, Gn 6 . 1 0 - 1 3 .
A corrupção chegou ao extremo, então a divindade propôs a
extinção de toda a carne sobre a face da terra, v.13. r,Tenho
resolvido dar cabo de toda a carne", v.13.
Porém, o Senhor sempre tem alguém a revelar o seu plano.
Desta feita foi Noé. Não era fácil crer em algo tão estranho, ja-
mais alguém tinha visto "UM DILÚVIO". Mas Noé creu, v.7.
Obedeceu em construir a arca, segundo o plano divino, vv.14-
16, e ainda obedeceu pela fé ao entrar na arca, w.12-16.
Noé, porque creu, pela fé, foi separado pôr Deus e preservado
como testemunha viva dos juízos de Deus.

S E X T A , 30 - L E I T U R A : M t 2 4 . 3 3 - 3 7 .
V. O J U Í Z O DE DEUS C O N T R A O P E C A D O , v.23.
O mundo ímpio de então, ouviu os conselhos e a mensagem
de Noé, que por urrrperíodo longo de cem anos, que pregou e tra-
balhou na arca.
O povo zombava, outros curiosos por ver uma coisa nunca vista
e nem falada.- "Assim como foi no dia de Noé, será também na
vinda do Filho do Homem", Mt 24.37.
Deus concedeu uma oportunidade de salvação, pois a arca foi
fabricada de modo, a caber uma geração, era de gofer, madeira
resistente. 300 côvados de comprimento, por quinze de largura.
Era um barco do tamanho dos grandes navios modernos, A
arca figurava a salvação poderosa de Cristo que pode salvar per-
feitamente, Hb 7.25.
O povo daquela época rejeitou a palavra de convite de Noé, até

26
que ele entrou e a porta foi fechada por Deus pelo lado de fora,
Gn 7.16. Muitos vão ficar do lado de fora, pela desobediência do
pecado, Mt 25.10-13.

SÁBADO, 31 - L E I T U R A : Hb 7 . 2 2 - 2 5 .
VI. A SALVAÇÃO P L A N E J A D A POR DEUS P O D E R O S A M E N T E ,
v.23.
Diante de uma salvação oferecida gratuitamente, somente oito
pessoas salvaram-se por haver crido na mensagem de fé pregada
por Noé, Hb 11.7; I Pe 3.21.
A arca fala poderosamente da salvação em Cristo que pode sal-
var perfeitamente todos os pecadores, Hb 7.25.
A arca era suficientemente grande para salvação de muitas al-
mas.
A SALVAÇÃO EM CRISTO é* também grandiosa para salvara
todos, Hb 2.3.
As criaturas que se perderam foram culpadas pela desobediên-
cia do pecado. Não aceitando o plano revelado a Noé.

QUESTIONÁRIO ^ j
1. O que é a negação de toda a revelação? ( j jO^^G^^C?
2. Que significa arrependimento? ^
3. A graça foi oferecida só a Noé? ^^h cxjo
4. Todos poderiam ser salvos do juízo?
5. As criaturas que se perdem são culpadas?

27
Lição 6 8 de f e v e r e i r o de 1976

A aliança
entre Deus
e o homem
VERDADE PRATICA T E X T O ÁUREO
As promessas de Deus bri lham "Então me lembrarei do meu
e são mais firmes que as es- concerto, que está entre mim
trelas no firmamento. e vósr e ainda toda a alma v i -
vente de toda a carne; e as águas
não se tornarão mais em dilú-
vio, para destruir toda a car-
ne." Gn 9.15.

L E I T U R A E M CLASSE
Gn 9 . 9 - 1 2

Gn 9.9 - E eu, eis que estabeleço o meu concerto convosco e


com a vossa semente depois de vós.
10 - E com toda a a l m a vivente, que convosco está, de aves,
de r e s e s , e de todo o animal da t e r r a convosco; desde todos que
s a í r a m da arca, até todo o animal da t e r r a .
11 - E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não s e r á
mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não ha-
verá mais dilúvio, para d e s t r u i r a t e r r a .
12 - E disse Deus: Este é o sinal do concerto que ponho e n t r e
m i m e vós, e entre toda a a l m a vivente, que está convosco, por
gerações e t e r n a s .

28
COMENTÁRIO

SEGUNDA, 2 - L E I T U R A : Gn 8 . 2 0 - 2 2 .
f. I N T R O D U Ç Ã O
Notamos ao estudarmos esta lição que após o dilúvio tudo
estava em plano diferente: um novo ano, novas resoluções e Noé
era o patriarca do novo mundo com grandes esperanças.
Descrer nessas verdades que vieram pela revelação da fé, é
viver no mundo a esmo e num verdadeiro abismo de fracasso.
Tudo o que foi escrito veio pela Divina revelação a Moisés, o
homem de Deus, Dt 29.29. E tudo foi para o nosso ensino.
O ser humano vem fracassando de dispensação em dispensa-
ção, embora Deus o tenho cercado de bondade e de privilégios
desde as primeiras dispensações da Inocência, da Consciência, do
Governo Humano." Notemos que o mundo experimentou o terrível
juízo diluviano. Tem sido discutido, se o dilúvio foi parcial ou
total. Segundo o relato bíblico "tóda carne foi destruída", Gn 9.15.
É o máximo expoente da revelação e o próprio Cristo que disse:
"E veio o dilúvio e destruiu a todos", Lc 17.27.
Portanto o dilúvio fez com que o mundo nnergulhasse totalmen-
te como num batismo de imersao (I Fe 3.20"r22) para destruição.
Nos grandes picos"do Jtatiaia~~*e na Serra do Mar e outras serras
estão os indícios visíveis do dilúvio. "Segundo a Bíblia^ o dilúvio
foi "universal. ^ w ^ —
Logo que Noé saiu da arca procurou o altar a fim de agradecer
a Deus. A vida do Cristão deve ser um constante altar de sacri-
fício agradável a Deus, Rm 12.1; I Ts 4.1.

T E R Ç A , 3 - L E I T U R A : Gn 9 . 1 - 6 .
II. A L I A N Ç A DA B Ê N Ç Ã O DE DEUS, Gn 9.1.
O propósito divino continua de pé para com toda humanidade
conforme Gn 1.28, "Deus abençoou a -Noé e a seus filhos..."
A criatura necessita dessa bênção constante de Deus; e para
isso necessita uma vida de fé e adoração constante a Deus. Rm
12.1; Hb 11.6.
Como já foi dito, Noé saiu da arca no ANO NOVO, tudo era di-
ferente até o próprio ar e as condições climatéricas e físicas do
mundo.
O Jardim do Éden desapareceu da face da terra. Os rios mu-
daram-se em seus cursos, até hoje estão procurando o lugar edê-
nico e nenhum vestígio foi encontrado. Presumem os cientistas

29
que no seu lugar está situado o Mar Pérsico. Esta é a verdade,
Deus destruiu até o local da prática do primeiro pecado.
O Éden físico não é importante para o cristão, mas sim a
bênção divinal e o Novo Céu e a nova terra onde habita a justiça,
II Pe 3.12, onde em Cristo receberemos todas as bênçãos, Ef 1.3,
0 descanso espiritual, M t 11.25.

Q U A R T A , 4 - L E I T U R A : Dt 2 8 . 1 - 6 .
III. A L I A N Ç A E A O R D E M D I V I N A , Gn 9 . 1 - 3 .
Os cientistas estão perturbados com o crescimento demográ-
fico da população mundial, alarmando, que com o aumento da po-
pulação não haverá mantimento suficiente para al imentar os povos.
Entretanto, desde o início houve fome, doença, quando era resumida
a população da terra. Compare Gn 12.10; 42.2. Fome, peste e
terremoto haverá até o fim do mundo, Mt 24.7.
Entretanto, quem deu a ordem "crescei e multipl icai-vos e
enchei a terra", ainda não deu uma contra ordem... Por que tanta
preocupação? Que até entre os cristãos estão preocupados sobre
a maneira de evitar filhos? Notemos, o conselho do apóstolo Paulo,
1 Tm 2.15. Notemos o pacto com Noé e seus vários elementos.
a) A confirmação feita com Adão, Gn 1.28; 8.21; b) Sobre todos
animais e natureza, Gn 1.28; 8.22; c) Estabelecimento do Governo
Humano, Gn 9.1-6; d) A segurança que a terra não seria julgada
por outro dilúvio, Gn 8.21; 9.11; e) Profeticamente Cão seria infe-
rior e servo, Gn 9.24,25; f) E que os Semitas relacionados com
Jafé, Gn 9.26,27; g) Jafé serra engrandecido, Gn 9.27.
Portanto, o que necessitamos é a bênção de Deus sobre toda
nossa vida, Dt 28.11. Não deoaixo da Lei, mas pela graça em
Nsso Senhor, Eg 1.3. Por causa dos moradores da terra, a terra
se tornou maldita (Gn 3.17), mas o Senhor Jesus veio para tirar es-
sa maldição e ser o Advogado, Cl 3.13; I Jo 2.2.

Q U I N T A , 5 - L E I T U R A : Gn 1 2 . 1 - 3 .
IV. A L I A N Ç A Q U E A B R A N G E A T O D O S OS SERES DA T E R R A ,
Gn 9 . 9 , 1 0 .
Noé, como já foi dito, assume o patriarcado do novo mund,o e
diante de Deus ele está compromissado a revelar a vontade de
Deus, ensinando a nova geração como pregoeiro que era diante
de Deus, II Pe 2.5; Gn 6.9. Naturalmente ele deveria ensinar e
revelar todo acontecimento do Éden e as responsabilidades dos

30
homens diante de Deus e as promessas de um futuro libertador,
Gn 3.21 e 3.15.
Então todos gozariam da bênção sobre Noé e seus filhos con-
forme Gn 9.1. Sempre uma aliança traz responsabilidade de am-
bos os lados. Primeiro, da parte de Deus o devido cumprimento,
v.14. Deus vela por Sua Palavra para cumprir, Jr 1.12. Em se-
gundo lugar, do lado humano a obediência da fé é o ponto alto para
ser abençoado, Hb 11.6.

SEXTA, 6 - LEITURA: Ap 4.2,3.


V. UM SINAL COMO SEGURANÇA DESSA ALIANÇA, Gn 9.14.
Entendemos que até esse tempo não havia ainda o espectro
sobre "ARCO-ÍRIS", esse fundamento da natureza que a luz é
quebrada pelo prisma da natureza, nas gotas d'água que formam
o deslumbrante quadro das maravilhas do Céu na terra. Seria
esse um sinal de segurança aos povos da terra, mediante aliança
feita a Noé e seus filhos.
Até hoje após uma tempestade, vê-se o Arco-íris, o deslum-
brante sinal da bondade, do amor de Deus para com os homens.
Devemos notar que o "Arco-íris" é a luz de Deus com sinal de
bondade e amor para com a humanidade.
Ele é o Arco-íris da gloriosa luz, Jo 1.5; 6.12; 17.22.

SÁBADO, 7 - L E I T U R A : Lc 46.49.
V L U M P L A N O D I V I N O DE PRESERVAÇÃO, Gn 9.17.
Noé recebeu de Deus o sinal de segurança que a terra não so-
freria o juízo de outro dilúvio.
Há um plano de preservação dentro dos ditames de obediência
da fé, isto é uma sombra dos acontecimentos do reinado de Cristo,
o Milênio, ls 11.2-6.
Pois o Senhor estabeleceu com Noé um pacto com os seguintes
elementos:
1~) Deus confirma as relações sob o pacto Adâmico, Gn 8.21.
2q) O Governo Humano estabelecido dentro da justiça, Gn 9.1-6.
3 g ) A ordem é confirmada na própria natureza, Gn 8.22.
4 9 ) A segurança na terra dentro do pacto, Gn 8.21; 9.11.
Podemos notar que toda responsabilidade desse pacto é intei-
ramente assegurada na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo,
onde há toda segurança como FIADOR, Hb 7.22.
a) Aliviados de toda carga de pecado, Mt 11.28.
b) Encontramos o CAMINHO CERTO PARA DEUS, Jo 14.6.
31
c) Podemos entrar com toda confiança, Hb 10.19.
d) Somos iluminados, ( Jo 1.2.
e) Alcançamos plena segurança espiritual, Rm 8.1.
Tudo que foi prometido no passado aos patriarcas, recebemos
em Cristo pela fé, Cl 3.16,22,24.

QUESTIONÁRIO
1.Que simboliza o batismo do dilúvio?
2. A criatura necessita de bênção de Deus?
3. E importante o Éden para o cristão?
4. Que significa o Arco-íris?
5. Onde alcançamos segurança espiritual?
<, r

32
Lição 7 15 de fevereiro de 1976

Abraão -
pai dos
que crêem na
promessa
VERDADE PRÁTICA T E X T O ÁUREO
Abraão seguiu em obediênçia "Pela fé Abraão, sendochama-
à fé, a chamada divina. do, obedeceu, indo para um lu-
gar que havia de receber por
herança; e saiu, sem saber para
onde ia." Hb 11.8.

L E I T U R A E M CLASSE
Gn 12.1-4; Rm 4.18-21

Gn 12.1 - Ora o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua t e r r a , e


da tua parentela, e da casa de teu pai, para a t e r r a que eu te
mostrarei.
2 - E f a r - t e - e i uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engran-
decerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
3 - E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que
te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da t e r r a .
4 - Assim partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló
com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu
de Harã.
Rm 4.18 - O qual, em esperança, creu contra a esperança que
seria feito pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito:
Assim será a tua descendência.
33
19 - E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio
corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tão pouco
para o amortecimento do ventre de Sara.
20 - E não duvidou da promessa de Deus "por incredulidade, mas
foi fortificado na fé, dando glória a Deus;
21 - E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido
também era poderoso para o fazer.

COMENTÁRIO

SEGUNDA, 9 - LEITURA: Hb 11.8-12


I. INTRODUÇÃO
Com Abraão notamos uma nova dispensação - a 4 g - conhecida
como Patriarcal ou da Promessa. Abraão foi chamado estando
ainda na Mesopotâmia, segundo a revelação de Estêvão, pela unção
do Espírito Santo, At 7.2,3; Gn 11.32.
Então podemos notar que a saída de Abraão teve dois estágios,
como seque:
1~) Saiu^ da^Mesopotâmia, mas não da casa de seu pai TERA,
Gn 11.31 "saiu com efes de UR dos Caldeus, para ír à.terra de
Canaã", notemos aqui, o velho Terá dirigindo-se para Canaã fora
da direção de Deus.
2 9 ) Assim partiu Abraão, como o Senhor lhe tinha dito. Nesse
segundo estágio estava Abraão no plano de Deus.
Muitas criaturas, que seguem para Canaã Celestial, no mesmo
plano, por causa de simpatia, de amigos, por causa de um moço
ou vice-versa, ou por interesses materiais, abraçam-se ao Cris-
tianismo como religião, mas não entram em Cristo, Rm 12.1
Não é fácil deixar inteiramente tudo (renúncia total), família e
a comodidade para um lugar ignorado. ISSO SÓ PELA FÉ, Hb 11.8.
D$us exige não^só^sair da terra, mas também deixar tudo j- a
idolatria de "família, Js"24.2; Lc 14.33. ^

TERÇA, 10 - LEITURA: At 7.2-5.


II. A CHAMADA DIVINA, Gn 12.1.
Abraão ainda na Mesopotâmia, no meio idolãtrico, o Senhor o
chamou de um. modo singular. Ele tinha que obedecer ao Senhor
em quatro pontos específicos como segue:
1~) Sair da terra da Mesopotâmia;
2~) Da casa de seu pai;
3~) Do meio dos seus parentes;

34
4 9 ) À terra que eu te mostrarei.^/
Isso significa plena^obediência à revelação da fé. Deveria
Abraão andar passo a passo nessa caminhada de Fé, Hb 11.1.
A chamada Divina é uma das mais importantes fases para o
indivíduo, pois por ela, ele assume um lugar diante de Deus, de
ser condutor das bênçãos de Deus.
Notemos que foi fácil Abraão sair da terra dos Caldeus, mas
não foi fácil deixar a casa de seu pai.
Os historiadores e descobridores dizem que a Mesopotâmia
era um lugar de fertilidade e um dos prirjneiros berços da civili-
zação, conhecido como Fértil Crescente.
Aí foi o berço de Abraão, dentro de uma comunidade próspera.
Entretanto, ele venceu a primeira barreira, indo em demanda para
uma terra que Deus lhe iria mostrar. Tinha que viver peregri-
nando até que o Senhor lhe indicasse, Gn 12.7.

Q U A R T A , 11 - L E I T U R A : M t 16.24-26.
III. D I F I C U L D A D E S NA V I D A DE ABRAÃO, Gn 12.1.
Observe que não foi fácil Abraão seguir as determinações nos
pontos indicados por Deus, pois Terá tomou direção, fazendo Abra-
ão lhe seguir, com intenção de ir a Canaã, o que o Senhor não lhe
prometera, mas sim a ABRAAO.
Segundo o que foi revelado a Estêvão, Abraão estava ainda na
Mesopotâmia possivelmente uns 5 anos antes de partir definitiva-
mente à terra de Canaã, Gn 11.31; At 7.2,3.
Nessa primeira saída, Abraão está em dificuldades, acompa-
nhando o seu velho pai Terá e parte da família, Gn 11.31. Terá,
significa, um que fica acampado ou acampamento.
Essa dificuldade sai da vida de Abraão com a morte de seu
pai, Gn 11.32.
Muitos crentes ficam sempre acampados no mundo, I Jo 2.15.
Temos que, para fazer a vontade do Senhor, deixar morrer o
nosso velho "eu" (Cl 2.20), para podermos desacampar do mundo,
e prosseguir a jornada da Fé. Muitas vezes temos de tomar re-
soluções pela Fé em secreto, a fim de fazer a vontade de Deus.
Ló e seus descendentes sao um tropeço até hoje, para o Povo da
Promessa. Um exemplo: A Guerra no Oriente Médio.

Q U I N T A , 12 - L E I T U R A : Ef 4 . 1 - 3 .
IV. UMA C A M I N H A D A P E L A F É , Gn 12.1
Aqui está o ponto alto e sublime da Fé. Sair sem saber o local
35
certo, confiando inteiramente no Senhor.
Depois de uma longa caminhada, o Senhor mostrou a Abraão o
lugar, porém, somente seus descendentes iriam receber aTerra
ppjr herança. Abraão tinha de morar como peregring, Hb 11.8,9.
A longa caminhada-de Abraão, de Ara até o Carvalho de Moré,
uns 700 km levou meses e até anos. Dizem os historiadores que
embaixo desse Carvalho, reuniam-se os mestres para ensinar, pois
o próprio nome significa MESTRE. M. Soares traduz: Vale dos
Ilustres, situado no coração da Palestina.
Acompanhando com atenção a viagem de Abraão, pela revelação
da Fé em Hebreus, notamos o seguinte: "... e saiu não sabendo
para onde ia", Hb 11.8. E no v. 10 diz: "Porque aguarda a cidade
que tem Fundamento, cujo Arquiteto e Edificador é DEUS".
Logo, em toda a caminhada, ele não procurou se estabelecer
numa cidade, pois efe aguardava uma melhor cidade (v. 16) e tido
como Cidade (ou Pátria) Celestial. Compare Fp 3.20.
Em Moré, apareceu o Senhor e revelou, que aquela terra Ele
daria aos descendentes de Abraão, Gn 12.7. j

S E X T A , 13 - L E I T U R A : II Co 1.19-22.
V. AS PROMESSAS D I V I N A S , Gn 12.2,3.
A Promessa de fazer de Abraão uma Grande Nação, foi um
processo usado por Deus, lento mas seguro, pois Abraão necessi-
tava receber pela Fé. E isso chegou ao ponto crítico, de Sara até
ter entrado no meio entre AbraãoeDeus, com um conselho carnal,
como que desejando ajudar a Deus cumprir a promessa; e o resul-
tado foi um concubinato e um filho da escrava, que até hoje está
dando trabalho ao mundo inteiro - A Questão do Oriente Médio.
• * Vejamos as Promessas gloriosas feitas a Abraão:
' 1°) Fazer dele uma Grande Nação. Aqui se cumpre o desígnio
Eterno.
2q) Ser abençoado por Deus. Aqui se cumprem em Cristo,
todas as bênçãos, Ef 1.3.
3 g ) Nome engrandecido. Isso podemos notar no outro Patriar-
ca com um tão grande nome, Jo 8.39.
4°) Ser um transmissor da bênção divina. Entretanto Abraão
tinha que buscar ao Senhor e viver pela Fé, Rm 4.20.
Muitos depois de receber a revelação da bênção, cruzam os
braços, desprezando os métodos de buscar pela Fé aquilo que
foi prometido, Hb 11.10.

36
Jesus nos ensinou que "temos que bater, pedir e buscar aquilo
que nos foi prometido, Lc 11.9.

SÁBADO, 14 - LEITURA: At 7.2-6.


VI. ABRAÃO PARTIU COMO O SENHOR LHE ORDENARA, Gn
12.4; Rm 4.18,21.
Desde a primeira vez, saiu Abraão, mas não como o Senhor
lhe ordenara. Vimos que o velho Terá, símbolo do velho homem,
conduziu Abraão com toda a família, porém essa não era a vonta-
de do Senhor. Isso até parecia importante, o velho Terã indo para
Canaã levando consigo a Abraão. Mas o impedimento deveria sair
do caminho, para que o homem da Fé estivesse sobre as ordens
do Senhor e para poder andar nas promessas, Hb 11.9.
A vida espiritual, deve também seguir uma rotina de Fé como
o Senhor nos ordena, Mt 11.25.
Na primeira partida de Abraão, ele. estava seguindo o seu pai e
se acampou em Ara, permanecendo um período fora das determi-
nações do Senhor.
Ara segundo Davis, significa Caminho, comércio. Nessecami-
nho comercial que era um centro comercial, elevado tal como Ur
dos Caldeus, ficou Abraão até que com a morte de seu pai, então
saiu na vontade do Senhor.
Muitos na chamada Divina, ficam empatados ou encalhados no
Caminho Comercial - Arã, até que algo acontece - MORRE o 'Éu".
Que o Senhor ajude ter uma partida firmee segura da Fé como
Abraão na segunda chamada. Amém.

QUESTIONÁRIO
1. Saiu Abraão no Plano completo de Deus?
2. Quais os quatro pontos determinados por Deus?
3. Abraão herdou a terra prometida?
4. Quais as quatro promessas feitas por Deus a Abraão?
5. Por que muitos ficam empacados no Caminho?

37
Lução 8 22 de f e v e r e i r o de 1976

Uma
escolha sem
f é e seus
resultados
VERDADE PRÁTICA T E X T O ÁUREO
Ao homem Deus deu livre a r - "Amando ao Senhor teu Deus,
bítrio para escolher seufuturo. dando ouvidos à sua voz, e te
achegando a ele; pois ele é a
tua vida, e a longura dos teus
dias; para que fiques na terra
que o Senhor jurou a teus pais,
a Abraão, a Isaque, e a Jacó,
que lhes havia de dar/ 1 Dt 30.20.

L E I T U R A E M CLASSE
Gn 13.10-13

Gn 13.10 - E levantou Lõ os seus olhos, e viu toda a campina


do Jordão, que e r a toda bem regada, antes do Senhor t e r destruído
Sodoma e G o m o r r a , e era como o j a r d i m do Senhor, como a t e r r a
do Egito, quando se entra e m Z o a r .
11 - Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e p a r -
tiu Ló para o oriente, e a p a r t a r a m - s e um do outro.
12 - Habitou Abrão na t e r r a de Canaã, e Ló habitou nas cidades
da campina r e armou as suas tendas até Sodoma.
13 - O r a e r a m maus os varões de Sodoma, e grandes pecadores
contra o Senhor.

38
COMENTÁRIO

S E G U N D A / 1 6 - L E I T U R A : I Pe 4 . 1 5 - 1 8 .
L INTRODUÇÃO:
Nesta lição estudaremos os resultados da escolha na vida
espiritual de cada pessoa.
Deus dã o livre arbítrio ao homem para escolher e o fim
depende daí. Na chamada de Abraão, havia vários p-ontos defini-
dos por Deus a obedecer:
12) Sair da Terra
2 9 ) Sair do meio da parentela
3") Da casa do Pai
Abraão saiu da terra e da casa do pai, mas ficou no meio
dos parentes, seu sobrinho Ló, com toda a sua gente, Compare
Gn 12.1; 13.8.
Isso se tornou em espinhos até hoje da parte dos "sobrinhos",
os parentes de Israel. A Bíblia diz que Ló era justo (ll'Pe 2.7),
embora o justo apenas se salva, I Pe 4.18.
Abraão conviveu junto de Ló seu sobrinho aié que teve uma
decisão, levando-o a uma prova. (Gn 13.10). A da escolha.
Cada criatura tem de escolher para si mesmo o seu futuro, e.
Deus dã esse direito de livre escolha.
Em nosso lar, nossos filhos chegarão ao tempo da sua pró-
pria escolha pela Fé. Ninguém poderá andar às cegas, acompa-
nhando o pai, tio ou alguém da família para aqui e para lá. Tem
de tomar uma decisão de Fé e seguir em obediência à Palavra de
Deus. Paulo não foi desobediente, mas seguiu pela Fé. At 26.19.
Cada um tem de seguir pela fé na estrada da vida, sem a qual
ninguém pode agradar a Deus, Hb 11.6.

T E R Ç A , 17 - L E I T U R A : Rm 12.9-16
II. A L I B E R D A D E DE A B R A Ã O NA E S C O L H A , Gn 1 3 . 8 - 1 0 .
O velho Patriarca tinha o direito de escolha e selecionar
o melhor, mas não o fez, deu esse direito a Ló para escolher o
melhor. Entretanto, ele deixou isso nas mãos do,Eterno, com
respeito onde iria. "Se fores para esquerda eu irei para a direita,
e vice-versa",
..Abraão deu todo esse direito ao sobrinho, qup ao levantar os
olhos, viu a melhor terra, toda a planície do Jordão - Sodoma e
Gomorra, antes da destruição.
O Cristão deve escolher a melhor leitura para sua vida espí-

39
ritual, melhor companhia para suas viagens e os melhores negó-
cios para o seu bem estar e glória para Deus, SI 119.1; 148.1.

Q U A R T A , 18 - L E I T U R A : I Jo 2 . 1 5 - 1 7 .
III. U M A ESCOLHA C A R N A L , Gn 13.11.
A escolha é a coisa mais importante na vida do cristão, que
pode decidir o seu futuro. E se essa escolha não for pela fé e fora
do plano de Deus, o destino será incerto e desastroso.
Certa feita, um crente propôs negociar no Paraná e escolheu
o que era ilícito. Apesar dos conselhos do Pastor, ele desobedeceu
e escolheu companheiros infiéis e seguiu a viagem. Resultado: 3 vi-
uvas e vários órfãos. Tudo porque não ouviu um bom conselho e
escolheu o pior para sua própriavida. A escolha carnal traz sem-
pre dissabores, perplexidades e angústias, tais como:
a) Escolha de mulheres formosas fora da vontade de Deus, Gn 6.2.
b) Escolha do "maná" fora do plano de Deus, Êx 16.17-20.
c) Escolha do caminho da valentia e de incredulidade de Caim, Jd 11
d)Escolha de companheiros rebeldes e murmuradores, Nm 16.1,2
e) Escolha de companheiros inaptos para o trabalho e conselhei-
ros, I Rs 12.8.
São algumas das escolhas feitas para um fim terrível. Ló foi
infeliz na escolha, embora aparentemente boa, pois Sodoma estava
marcada para juízo por causa dos grandes pecados cometidos. Eles
ouviram a mensagem, mas rejeitaram. Melquisedeque, homem
justo e um bom Rei, acima de tudo. Sacerdote do Deus Altíssimo,
por certo deu-lhes conselhos como morador de Jerusalém, mas
não deram ouvidos. Compare Gn 14.18. Cremos que houve men-
sagens de Deus para eles, mas não aceitaram como diz Paulo em
Rm 1.24,26,28.

Q U I N T A , 19 - L E I T U R A : Ap 18.1-5.
IV. L Ó ESCOLHEU A C I D A D E DAS P L A N Í C I E S , Gn 13.12.
Lendo com atenção o texto bíblico, notamos que Ló "foi arman-
do sua tenda até chegar à cidade de Sodoma..."
Eis aqui um grande perigo. Eis um conselho dum velho obrei-
ro: "Não ameis o mundo e nem o que no mundo há", I Jo 2.15.
As comunidades da cidade, os passatempos, as festividades,
as praças e os clubes, são atrações tentadores.
Ló com sua família estavam em perigos também. A princípio
moravam em tendas,.depois passou a morar numa boa casa dentro
da cidade. Era um dos que assentava como juiz à porta. Gn 19.1-3.

40
Aqui está o perigo para muitos junto das autoridades, ocupan-
do lugar como "chefes" no seio da sociedade, Mt 20.25,26.
Estar na porta duma cidade era exercer juízo e conselho como
um dos anciãos da cidade. Compare Gn 19.9.
Sodoma apesar de ser um ótimo lugar e uma boa cidade com
todas as comunidades, os seus moradores eram grandes pecado-
res, Gn 13.13.
S E X T A , 20 - L E I T U R A : II Pe 3 . 8 - 1 1 .
V . LÓ E S C O L H E U U M LUGAR C O N D E N A D O , Gn 13.13.
A sorte das cidades das campinas já estava lançada, seus
crimes pecaminosos haviam chegado diante de Deus que por mi-
sericórdia estava tolerando. Pedro relata que o justo Ló era
atribulado no meio deles, II Pe 2.8.
Segundo nos parece houve pregadores que falaram da justiça
de Deus e aconselharam o povo a não cometer tais pecados, cujo
clamor subiu até os céus, Gn 18.20,21; 19.14. O Apóstolo Paulo
aos Romanos 1.24-28 declarou parte do estado em que Sodoma
estava envolvida.
O crente deve ter cuidado quando escolhe um lugar como mora-
dia, pedindo sempre a bênção e a direção do Senhor.
SÁBADO, 21 - L E I T U R A : II Pe 3 . 9 - 1 2 .
V I . A ESCOLHA P E L A F É E SEUS R E S U L T A D O S , Gn 13.14.
Agora, após a escolha de Ló, Abraão entrou no plano de Deus.
Deixou os parentes, Gn 12.1.
Abraão não escolheu um local, mas o próprio Deus. Essa é a
terceira vez que o Senhor lhe aparece e revela o seu futuro: Le-
vanta os olhos. Deus deu sem limite as bênçãos, para o Norte e
para o Sul, para o Oriente e para o Ocidente.
Porém, note bem, a sorte de Ló, ao escolher pelos olhos da
carne, o que lhe sucedera, Gn 14.12.
Isso é apenas o princípio como aviso de Deus. Mais tarde veio
um terrível juízo sobre as cidades dos pecadores.

QUESTIONÁRIO
1.Quem deve escolher seu próprio futuro?
2. Quais os resultados da escolha carnal?
3. As cidades da Planície eram de boa moral?
4. Somos rodeados por quem em nossa vida espiritual?
5. Quais os resultados de uma escolha pela fé?
6. Por que Abraão foi recompensado?
41
Lição 9 29 de f e v e r e i r o de 1976

O valor da
intercessão
de Abraão
VERDADE PRÁTICA T E X T O ÁUREO
A irvtercessão move poderosa- "Portanto, pode também salvar
mente o braço divino. perfeitamente os que por ele se
chegam a Deus, vivendo sempre
para interceder por eles." Hb
7.25.

L E I T U R A E M CLASSE
Gn 18.17-19,33

Gn 18.17 - E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraãç o que faço,


18 - Visto que Abraão certamente v i r á a ser uma grande e
poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da t e r r a ?
19 - Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus
filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do
Senhor, para o b r a r e m com justiça e juízo; para que o Senhor faça
v i r sobre Abraão o que acerca dele tem falado.
33 - E f o i - s e o Senhor, quando acabou de f a l a r a Abraão; e
Abraão tornou ao seu lugar.

COMENTÁRIO

SEGUNDA, 23 - L E I T U R A : Rm 8 . 2 6 - 2 8 .
I. I N T R O D U Ç Ã O
Nesta lição estudaremos o valor da intercessão, não de Abraão

42
mas de todos os santos.
Tenho visto muitos exemplos do poder da intercessão, espe-
cialmente quando estava para passar os umbrais do Paraíso Ce-
lestial, o irmão J.P.Kolenda, chegou ao meu leito e caindo de joe-
lhos clamou: "Senhor, quem está falando aqui é João Kolenda, e
sei que tu sempre me ouves; faz voltaro irmão João de Oliveira".
Vi. quando o Senhor levantou no trono seu braço e eu voltei a viver.
Isso é maravilhoso, louvado seja Deus.
Na lição anterior estudamos a má escolha de Ló, numa cidade
marcada para a destruição. Agora chegou o tempo do juízo sobre
Sodoma e Ló estava também para ser destruído com a cidade.
Mas quando o Senhor revelou o que iria suceder àqueles ímpios
pecadores a Abraão, ele se pôs diante do Senhor em contagem de
ordem diminutiva chegando até "10". Isso era uma estratégia
infinita. Se Abraão tivesse chegado até a mínima fração, é pos-
sível que salvasse até a própria cidade, entretanto, ele chegou
ao número dez.
Em Sodoma e nas cidades circunvizinhas, não havia justos
suficientes para sua preservação espiritual, como o sal dá supre-
mo sabor e dá poderosa preservação, Mt 5.13.

TERÇA, 24 - LEITURA: SI 25.12.


II. O SENHOR REVELOU UM SEGREDO A ABRAÃO, Gn 18.17-19.
Deus ao enviar o juízo destruidor sobre um povo ou sobre um
indivíduo, sempre se revela a alguém - um dos seus servos - en-
via uma mensagem por um dos seus servos ou até por um anjo.
Conforme SI 25.14, o segredo do Senhor é para aqueles que
temem... —-
Assim sucedeu na cidade de Nínive, Jn 1.1,2.
O Senhor antes de fazer algo, revela aos seus servos os pro-
fetas.
a) Um olhar de juízo, Gn 18.16.
Após uma conversação íntima com Abraão e Sara.
Diz o texto: "Olharão para Sodoma". Cremos que Abraão en-
tendeu o olhar terrível do juízo sobre uma cidade impenitente ou
seja, a totalidade dos sodomitas endurecidos e. impenitentes.
b) Acompanhando o Senhor e ouvindo a conversação.
È bom andar com Deus e ouvir a sua voz e saber os segredos
espirituais, Nm 12.6; I Sm 3.15.
43
Q U A R T A , 25 - L E I T U R A : SI 8 6 . 1 0 - 1 3 .
I I I . A B R A Ã O NOS SEGREDOS D O . S E N H O R , Gn 18.17,18.
A vida cristã deve sempre estar nos segredos divinos.
O Senhor Jesus revelou muita coisa que era dita em mistério
aos discípulos em particular, Mt 3.11. "A vós é dado saber os
mistérios do reino dos Céus".
Muitas vezes somos revelados sobre um acontecimento sobre
alguém, mas ao invés de interceder ao Senhor, pedindo livramento,
esperamos que aconteça o desastre, para depois dizer: "Me foi
revelado". Isso não é de Deus. Quando o Senhor nos revela algo
é para interceder e pedirmos até resolver o problema.
Jesus ensinou a Pedro esse segredo, Lc 22.31,32.
Paulo ao ser revelado dos acontecimentos sobre Timóteo, orou
até alcançar vitória, I Tm 1.1; II Tm 1.3.
Certa feita me foi revelado um mal que estava para vir sobre
uma pessoa. Eu e minha esposa intercedemos com lágrimas e a
pessoa foi salva.
Somos Atalaias para não só dar o aviso, mas também interce-
der pela pessoa a fim de ser salva do perigo iminente.
Três verdades poderosas dentro da revelação divina:
1-) Abraão seria uma Grande Nação - Israel. Dentro dessa
verdade gira toda a profecia bíblica e até a luta dos nossos dias
com respeito ao povo de Deus.
2~) Todas as nações seriam abençoadas - BENDITAS. Isto é
o cumprimento das profecias em Cristo, Gl 3.14-16. Devemos
entrar nesse poderoso ministério de intercessão, I Tm 4.1-3.
3 9 ) Ordenação dos filhos nos caminhos do Senhor, v.19. Vemos
aqui que a vida patriarcal deveria continuar na linha da família
de Abraão, Rm 9.5; 7.9.

Q U I N T A , 26 - L E I T U R A : Gn 19.12,13.
IV. O C L A M O R T E R R Í V E L DE S O D O M A , vv.20,21.
Os crimes cometidos, as vítimas indefesas clamaram por so-
corro, mas ninguém as socorreu. As autoridades de Sodoma per-
deram a força moral e nenhuma palavra de conselho de um homem
justo tinha valor entre os ímpios sodomitas, Gn 19.7; II Pe 2.7.
Notamos às vezes, dos prejudicados pelas perdas de salários
e de propriedades, o clamor dos órfãos e viúvas, que parecem
não ter efeito, mas a Palavra do Senhor afirma que tais clamores
sobem diante do Senhor como gemidos e lágrimas, Tg 5.4.

44
Todo esse "clamor subiu ao céu", chegou a hora do juízo de
Deus.
O Senhor desceu para ver e saber sobre esse clamor e os atos
praticados. Naturalmente, aqui Deus está falando ern linguagem
antropomórfica, isto é, Deus falando como fiomem, com linguagem^
humana para ser entendido pelo homem T
Porque Deus é onisciente, sabe de tudo e não necessita de
informação7 Mt 6.8~Jo 16.30. "" ~ ~ — —
Sodoma tornou-se um terrível adagio do seu próprio nome
como memória pecaminosa. Notemos, é uma operação do Anti-
Cri-sto em seus atos pecaminosos perder amor das mulheres e
os homens inflamaram entre si, Dn 11.37; Rm 1.27.

S E X T A , 27 - L E I T U R A : Is 28.21,22.
V . O J U Í Z O SOBRE SODOMA É A OBRA E S T R A N H A DE D E U S ,
Gn 18.22.
Aqui vemos que o próprio Senhor desceu para executar o juízo.
Entretanto, pela bondade do Senhor houve oportunidade para os
pecadores, como o último aviso de misericórdia, Gn 19.12-14.
Os futuros genros, suas famílias, conhecidos e servos de Ló,
enfim, cremos que a notícia passou de boca em boca: "O Senhor
vai destruir a cidade". Naturalmente era o momento de arrepen-
dimento, tal como sucedeu aos ninivitas. Mas os sodomitas não
deram importância à mensagem.
Diz-nos o texto de Gn 19.14 - DINOTOS traduz este texto assim:
"E foi uma anedota aos olhos de seus genros"-
Deus dã o aviso, se o ímpio se converte é salvo, Ez 18.21.
O juízo é obra que Deus não deseja realizar e para isso manda
avisos e usa de misericórdia, Gn 19.6,7,9.
A oportunidade de salvação foi dada através de Ló e a mensa-
gem da última hora, entretanto, rejeitaram. Compare o mesmo
com Israel, II Cr 36.16.

SÁBADO, 28 - L E I T U R A : Jd vv.7.8.
V I . U M J U Í Z O D E S T R U I D O R , Gn 18.22; 19.24.
Os anjos foram executar os juízos sobre Sodoma e as cidades
circunvizinhas, Jd 7. Mas Abraão não se conformou, pois na ci-
dade morava seu sobrinho Ló e por certo um grande número de
servos de Ló. Se Abraão fosse um homem carnal e zombador,
teria dito: "Bem feito", "Quer ir para o inferno? Que vá", como
muitos procedem em nossos dias. Mas Abraão era um homem

45
de Deus, fiel e espiritual. Chegou diante do Senhor e dialogou
com o Senhor: "Vão os justos (seus parentes) ser destruídos tam-
bém?... Isso não é possível. O Senhor lhe respondeu com firme-
za que se estivessem um grupo de 50 justos a cidade iria se pou-
par. Que alívio para Abraão. Mas veio-lhe uma dúvida. E se
não tiver os 50? Então Abraão numa contagem regressiva como
se usa no lançamento de um satélite, parou no número 10, achou
suficiente para preservar a cidade, o Amor de Deus a dez justos,
v.32.
Pois a vida do justo é como o sal da terra, Mt 5.13.
Como é importante a vida dum justo aos olhos do Senhor, até
na hora da morte, SI 116.15.
Após o final do pedido diante do Senhor, Abraão voltou ao seu
lugar, mas permaneceu em oração diante de Deus. Gn 19.29.
Podemos notar apesar de não haver os dez justos para salvação
da cidade, que Ló foi salvo da destruição. Como é importante o
ministério da intercessão. I Tm 2.1-4.

QUESTIONÁRIO
1.É importante a intercessão?
2. Quem intercedeu pela cidade?
3. Por que a cidade foi destruída?
4. Deus ama fazer juízo destruidor?
5. O que é o sal da terra?

46
Lição 10 7 de março de 1976

Deus pede
Isaque
e m sacrifício
VERDADE PRÁTICA T E X T O ÁUREO
É pela fé que somos provados "Porventura o nosso pai Abraão
na vida espiritual. 'não foi justificado pelas obras,
quando ofereceu sobre o altar
o seu filho isaque?" Tg 2.21.

L E I T U R A E M CLASSE
Gn 2 2 . 1 - 4 , 6 - 8 ; Hb 11.17

Gri 22.1 - E aconteceu depois destas coisas, que tentou Deus a


Abraão,, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: E i s - m e aqui.
2 - E disse: T o m a agora o teu filho, o teu único filho, isaque,
a quem amas, e v a i - t e à t e r r a de M o r i á , e o f e r e c e - o ali em holo-
causto sobre uma das montanhas, que eu t e . d i r e i .
3 - Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e al-
bardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque
seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao
lugar que Deus lhe dissera.
4 - Ao t e r c e i r o dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o
lugar de longe.
6 - E tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-lo sobre Isaque
seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e f o r a m ambos
7 - Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E i s -
me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas
onde está o cordeiro para o holocausto?
47
8 - E disse Abraão: Deus provera para si o cordeiro para o
holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.
Hb 11.17 - Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado;
sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
A lição sobre Gn 22, o sacrifício de Abraão, leva-nos aos pín-
caros da montanha da fé, Hb 11.JL
Notamos como um homem pode chegar ao extremo quando é
conduzido pela fé, razão pela qual, todos os problemas são resol-
vidos. Abraão creu fielmente que o Senhor podia ressurgir Isaque
mesmo depois de sacrificado e morto, Hb 11.19.
O Texto Áureo está falando sobre a obra da Fé no sacrifício
de um pai levar o único filho, sua única esperança como herdeiro,
ao altar. Tudo isso revela o amor Divino, Jo 2.16.

SEGUNDA, 1 - LEITURA: Tg 1.12-15.


I. A PROVAÇÃO DA FE, Gn 22.1,2.
A palavra "tentação" significa provar ou testar uma obra ou
uma pessoa. "Aconteceu depois destas coisas..." isto é, o nasci-
mento de Isaque e o estabelecimento das promessas de Deus.
Agora a confiança de Abraão estava em Isaque e parecia sorrir
a cada instante em Isaque. Isaque significa "SORRISO", Gn 4.6.
Abraão sorria ao deitar, ao levantar e nas refeições, olhando
Isaque. Então foi Abraão testado para saber se ele amava, Dt 6.4,5.
Temos que amar o Senhor sobre todas-as coisas para sermos
discípulos, Mc 10.29; Lc 14.26.

TERÇA, 2 - LEITURA: Hb 11.17,18.


II. A RESOLUÇÃO SECRETA DA FÉ, v.3.
Outra coisa importante na vida do Patriarca, foi uma resolu-
ção tomada socretamente pela fé, Hb 11.17.
Naturalmente ele aprendera algo de revelar sua esposa e lhe
custara mui caro, especialmente ouvir os conselhos fora do p!ano
do Senhor. Isso trouxe graves conseqüências com o nascimento
de Ismael (Gn 21.11,12), que até hoje faz sofrer Israel.
Paulo também ao ser chamado, não consultou a "carne e o san-
gue", isto é, não pediu conselhos humanes, mas seguiu a rota
Divina, Gl 1.16.

48
f u ^

Caso Abraão tivesse consultado ou revelado o pedido do Senhor,


teria sido impedido de chegar ao lugar da prova e de ganhar os
"lauréis da vitória". Hã segredos na vida do Cristão, que é
necessário serem resolvidos a sós com o Senhor.
Isso sucedeu com Jacór ganhou a vitória a sós com Deus, Gn
32.4. Também com Anar I Sm 1.11; 2.11.
O Cristão ao ter uma comunicação divina, nãodeve "apregoar"
aos quatro cantos, mas orar e aguardar as providências dos
céus. A Bíblia diz que Maria guardava os segredos no coração,
Lc 2.51.
"O lugar onde Deus lhe dissera" - Aqui está a plena obediência.

QUARTA, 3 - LEITURA: Hb 11.13-16.


III. O LUGAR VISTO DE LONGE, v.4.
Foi realmente nessa passagem que Abraão revelou uma fé po-
derosa.
Parece que até ao pé do monte Abraão estava de cabeça baixa,
pois eram três dias de caminhada até ali, era um tempo de prova.
Cremos que todos iam calados numa sombria expectativa dos
acontecimentos. Foi então que Abraão "levantou os olhos" e viu
o lugar de longe..."
Há hoje muitas explorações sobre o lugar onde Abraão levou
Isaque sobre a pedra para o sacrifício. Há muitas coisas pré-fa-
bricadas para explorar a crendice dos "peregrinos na terra
santa", mas até hoje não existe um local certo desse aconteci-
mento.

QUINTA, 4 - LEITURA: Gn 22.5.


IV. A CERTEZA INABALÁVEL DA FÉ, Gn 22.5.
Abraão agora revela aos escravos o motivo da ida ao locah,
mas não revelou o sgredo, de Deus. Disse simplesmente: "ficai-
-vos aqui com os jumentos e eu e o mancebo iremos até lá; depois
de adorarmos voltaremos a vós". Aqui está a fé inabalável de
Abraão pela qual glorificou a Deus, Rm 4.2p; Hb 11.17. Aqui
está o fundamento seguro que nos mantém" nas promessas de
Deus, Hb 11.1.
E pela fé que se oferece melhor, Hb 11.4.
É pela fé que esperamos ser trasladados, Hb 11.5.
É pela fé que sabemos que Deus é galardoador, Hb 11.6.
É pela fé que saímos nas peregrinações do trabalho evangélico,
Hb 11.8.
49
É pela fé que esperamos triunfar em todas as partes da vida
cristã.

S E X T A , 5 - L E I T U R A : M t 27.32-38.
V . A Í N G R E M E SUBIDA DA F É , Gn 22.6.
Entre os gemidos secretos de Abraão, se ouve o glorificar a
Deus, passo a passo, Rm 4.20.
Isaque estranhou a atitude de seu pai; levando o cutelo e o fogo,
mas onde estava o cordeiro?...
Perguntou a seu pai, onde está o cordeiro para o holocausto?
Abraão sem vacilar um só instante lhe respondeu com toda a
certeza: Meu filho. Deus para si, cordeiroproverá. Ou seja "Jeo-
vá J<ré" - Deus provedor de tudo.
Isaque é um tipo de Cr isto, subindo ao Cal vário, levando o lenho
do sacrifício.

S Á B A D O , 6 - L E I T U R A : Gn 2 2 . 1 0 - 1 7 .
V I . O G A L A R D Ã O D A F É , Gn 2 2 . 8 , 1 9 .
Após chegarem ao local indicado por Deus, Abraão - diz o texto,
v.9 - "Edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha,
amarrou Isaque - seu filho e o deitou sobra o altar em cima da
lenha..." Esse é um dos quadros descritivos da. Fé.
No último lance, levantou o cutelo para imolá-lo. Notemos a
comunhão e sofrimento no desempenho da função: Abraão e Isaque
sofreram juntos...
Oh! Quanta dor não sentiu o Eterno, quando nos deu Cristo,
meigo e Terno.
Um substituto foi dado em lugar de Isaque, um carneiro preso
pelos chifres. Então aí viu Abraão o dia do Senhor na Cruz como
substituto dos pecadores. Jo 8.56. "Jeová-Jiré" não pode falhar
nunca. Um hebraísta revelou sobre esta passagem o seguinte:

QUESTIONÁRIO

1. Por que o Senhor pediu à Abraão a Isaque?


2. Que significa Isaque? ^ ^ O l ^ ^ J ^ H P ^
3. Quantos dias levou para chegar no lugar do sacrifício? ^
4. O que estava exigindo Deus do sacrifício de Abraão?
5. Quais os fundamentos que nos mantêm firmes?
6. Como chamou Abraão o lugar do altar da vitória?

50
Lição 11 14 de m a r ç o de 1976

isaque -
li©rei®Cíiíü
pacífico
VERDADE PRÁTICA TEXTO ÁUREO
Os santos são possuidores da "Bem-aventurados os pacifi-
paz celestial. cadores, porque eles serão
chamados filhos de Deus." Mt
5.9.

L E I T U R A E M CLASSE
Gn 2 6 . 1 3 - 1 7 , 2 2 , 2 5

Gn 26.13 - E engrandeceu-se o varão, e i a - s e engrandecendo,


até que se tornou mui grande.
14 - E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e
muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.
15 - E todos os poços, que os servos de seu pai tinham cava-
do nos dias de seu pai Ábraão, os filisteus entulharam e encheram
de t e r r a .
16 - Disse também Abimeleque a Isaque: A p a r t a - t e de nós,
porque muito mais poderoso te tens feito do que nós.
17 - Então Isaque f o i - s e dali e fez o seu assento no vale de
G e r a r , e habitou lã.
22 - E partiu dali, e cavou outro poço, e não p o r f i a r a m sobre
ele; por isso chamou o seu nome Reobote, e disse: Porque agora
nos alargou o Senhor, e crescemos nesta t e r r a .
25 - Então edificou ali um a l t a r , e invocou o nome do Senhor, e
armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque c a v a r a m ali um poço.

51
COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Nesta lição podemos notar que os direitos patriarcais são
transferidos à Isaque, o herdeiro legal, segundo a vontade de Deus,
embora Abraão tivesse mais outros filhos, mas em Isaque é cha-
mada a sua descendência, isto é, os filhos espirituais, Rm 9.7,8;
Gn 25.5.
Hoje, vimos os filhos de Abraão, pela escrava Agar - os isma-
elitas Gl 4.22,23 e, osfilhosdeQuetura, segunda esposa de Abraão,
depois da morte de Sara, vindicarem, também, eles, os direitos
na Terra Prometida, como filhos de Abraão. E a batalha está tra-
vada. Quem a vencerá? Finalmente Israel espiritual - a linha
direta* de Isaque vencerá. Rm 9.7. Porque é em Isaque que é cha-
mado os filhos espirituais por ser ele - ISAQUE - o filho da
promessa.
Entretanto, devemos estudar esta lição sob o prisma: Isaque,
o homem pacífico. Então, vimos, também, a bênção sobre os pa-
cificadores, sobre todos os filhos de Deus, Mt 5.9.

SEGUNDA, 8 - L E I T U R A : SI 15.1-5.
I. ISAQUE A B E N Ç O A D O POR DEUS, Gn 26.12,13.
Notemos na vida patriarcal de Isaque, como ele seguiu as
diretrizes de, seu pai Abraão, vida de peregrinação. E, por isso
o Senhor lhe manifestou e revelando-Se os pormenores da vida
espiritual, como patriarca da família. Pois a palavra patriarca
significa PAI. Então um patriarca tinha o dever de proteger, cui-
dar, edificar-e dar exemplos aos sucessores, Gn 26.1-5. Entre-
tanto, o Senhor Jesus ensinou: "A ninguém chameis de Pai (patri-
arca) na terra, Mt23.9. Mas um patriarca deveria dar o verdadeiro
exemplo da pacificador.
a) Por que foi Isaque abençoado? v.12. Lendo com atenção
os contextos Gn 26.2-5, podemos dizer sem falhar - foi a obediên-
cia. Pois a obediência é o fator máximo para se receber todas as
bênçãos dos céus, Ef 1.3; Rm 1.5.
b) Pela fé em ação, v.12. Diz o texto: "E semeou Isaque aquela
terra..." Isaque não ficou parado, de braços cruzados esperando
algo, ou com temor de plantar, não, ele lançou a semente na terra -
Com paciência, Tg 5.7.
c) Isaque, um homem abençoado por Deus. O mesmo texto nos
diz que ele recolheu cem por um, istoé, cem por cento. Por certo

52
Isaque recebeu o ensino do DÍZIMO, de seu pai Abraão, Gn 14.20;
Hb 7.9; Pv 3.9.
d) Isaque, homem de paz. Abimeleque ouvindo as novas sobre
Isaque, pediu que se apartasse deles, v.16.

TERÇA, 9 - L E I T U R A : Mt 5.10-12
II. ISAQUE I N V E J A D O E PERSEGUIDO P E L O S F I L I S T E U S , Gn
26.14.
Como podemos observar nesta lição, Isaque seguiu as diretri-
zes de seu pai Abraão como um verdadeiro peregrino na terra de
Canaã e, por isso, o Senhor lhe apareceu dando as diretrizes espi-
rituais para a peregrinação, Gn 26.1-5. Pois Deus lhe ordenara
para não descer ao Egito, e ele obedeceu. A Bíblia diz que a aima
liberal é próspera, VB. Pv 15.5. Issocausou admiração nos mora-
dores da terra e por fim o invejaram e o perseguiram.

Q U A R T A , 10 - L E I T U R A : Lc 7 . 2 8 - 3 0 .
I I I . ISAQUE P R E J U D I C A D O M O R A L E F I S I C A M E N T E , Gn26.15,16.
A perseguição atingiu os pontos mais delicados da vida de
Isaque, pois além dos ciúmes suportados dos filisteus, com os
poços entulhados e ainda o rei Abimeleque pede a Isaque para de-
socupar e sair da terra.
Isaque tinha que fazer uma mudança prematura com danos e
perdas sem conta. Mas Isaque não demandou em justiça, pois ele
tinha um segredo, era o temor de Deus, SI 25.14. Isaque, apesar
de não conhecer as doutrinas do N.T. teve um verdadeiro conheci-
mento pela pratica no espírito. Pois o apóstolo Paulo ensinou:
"Não torneis maf por mal; cuidai das coisas dignas diante de
todos os homens..." Rm 12.17. Isaque viveu na fé, Hb 11.1. No
passado Abraão, morando nos mesmos lugares cavou vários poços,
Gn 21.25-31. Especialmente o famoso poço de Berseba, os filis-
teus então procuraram entuJhá-los. Houve contenda entre os pas-
tores de Isaque e os filisteus.
A nossa luta hoje não é contra a carne e o sangue, mas contra
as hostes espirituais, Ef 6.10-12.

Q U I N T A , 11 - L E I T U R A : At 13.44-47.
IV. P A R A NÃO C O N T E N D E R , ISAQUE SAIU P A R A O U T R O L U G A R ,
Gn 26.17.
Onde há contenda, há sempre prejuízo. Assim, procederam

53
os apóstolos para não contender foram para outro povo - os gentios,
Ai 13.46.
Devemos evitar todo o espírito de contenda, quer no seio da
Igreja ou até mesmo com o mundo, pois onde há briga e contenda
há operações malignas, Tg 3.1^,15.
Mas Isaque tinha um espírito" pacífico, ordei ro e trabalhador,
deixou a cidade de Gerar e foi se acampar no Vaje de Gerar. É
interessante esse passo na vida de Isaque. Muitos na hora de
descer ao vale, murmuram se queixam da sorte, mas Isaque des-
ceu ao vale e ali habitou, isso nos fala do caminho da humilhação
espiritual. E quando nos humilhamos debaixo da mão do Senhor,
Ele nos exaltará no tempo próprio, Tg 4.10.
Para vencermos na batalha da vida, temos que nos vencermos
a nós mesmos em plena obediência ao Senhor, II Co 10.4-6.

SEXTA, 12 - LEITURA: II Co 10.4-6.


V. A CAMINHADA DA FÉ, DE ISAQUE, Gn 26.22.
A luta no caminho das perseguições de Isaque é semelhante
a - vida cristã, pois a cada passo há um empeci lho espiritual,
mas é necessário ter fé com profunda paciência no Senhor.
Pois desde Gerar vimos as lutas na estrada das peregrina-
ções de Isaque com os filisteus. Agora saiu ele do vale, mas con-
tinham as perseguições, diz-nos o texto: "Partiu dali, e cavou
outro poço..." E necessário muita persistência e confiança no
Senhor e ter muita paciência para continuar cavando mais poços
e os filisteus contendendo... Porém desta feita não houve contenda,
então chamou o poço de REOBOTE, que significa larguesa. Neste
lugar houve abundância. Os servos não podem desanimar diante
das lutas, porque o Senhor está perto para abençoar, Fp 4.5.
Embora houvesse lutas e tribulações, mas Isaque deixou de
lado todos os embaraços e cavou mais um "poço" e cantou um
hino de vitória, dizendo: "Agora o Senhor nos tem prosperado e
nos deu lugar na terra..."

SÁBADO, 13 - L E I T U R A : SI 122.
V I . A SUBIDA PARA O LUGAR DA B Ê N Ç Ã O , Gn 26.23-26.
A vitória dos cristãos é subindo aos píncaros espirituais da fé,
SI 84.7; Hb 11.9.
Isaque depois de grandes lutas e vitórias contra o persistente
inimigo, os filisteus, que procuravam destruí-lo, porém ele pro-
curou os lugares onde Abraão teve um encontro com Deus, su-

54
bindo para Berseba. Lugar de CONCERTO e-de juramervto dos
sete, Gn 21.31-33.
Todo o crente deve subir onde houver o CONCERTO ETERNO
do Filho de Deus, onde há constante vitória espiritual, Gl 6.14.
Na subida de Isaque à Berseba sucederam três coisas impor-
tantes:
1 9 ) Um encontro com Deus, v.24, "Lhe apareceu o Senhor".
Quando estamos na vontade e no plano divino, temos comunhão
2 g ) Um altar edificado com a invocação do Senhor. O Cristão
deve servir ao Senhor no altar da adoração constante, Rm 12.1.
3") Um poço cavado sem contenda perto de sua tenda.
Isso é importante na vida cristã. Uma morada de paz no amor
Divino, SI 133.

QUESTIONÁRIO
1. Por que pertence a Isaque os direitos patriarcais?
2. Por que foi Isaque abençoado?
3. Por que Isaque não esmoreceu?
4. Que simboliza a luta de Isaque com a do Crente?
5. Como Isaque obteve a vitória?

55
Lição 12 21 de março de 1976

VERDADE PRÁTICA T E X T O ÁUREO


Os valores espirituais são e- "Mais é a vida do queo susten-
temos. tor e o corpo meis do que o
vestido." Lc 12.23.

L E I T U R A E M CLASSE
Gn 2 5 . 3 2 - 3 4 ; Hb 12.16,17; Lc 12.23

Gn 25.32 - E disse Esaú: Eis que estou a ponto de m o r r e r , e


para que me s e r v i r á logo a primogenitura?
33 - Então disse Jacó: J u r a - m e hoje. E j u r o u - l h e e vendeu a
sua primogenitura a Jacó.
34 - E Jacó deu pão a Esaú e o guisado das lentilhas; e este
comeu, e bebeu, e levantou-se, e f o i - s e . A s s i m desprezou Esaú
a sua p r i m o g e n i t u r a .
Hb 12.16 - E ninguém seja f o r n i c á r i o ou profano, como Esaú,
que por um m a n j a r vendeu o seu direito de p r i m o g e n i t u r a .
17 - Porque bem sabeis que, querendo ele ainda herdar a bên-
Ção, foi rejeitado, porque nao achou lugar de arrependimento, ainda
que com lágrimas o buscou.
Lc 12.23 - Mais é a vida áo que o sustento, e o corpo mais do
que o vestido.

56
í
COMENTÁRIO -

INTRODUÇÃO ^
A linha do patriarcado estava marcando passos para o seu t é r v /
mino e aquela dispensaçao deveria se findar, mas há sempre o pe£/
ríodo de transição. E esse período varia, em muitos anos, de
uma dispensação para outra. Assim sucedeu nas outras, com a
morte do último patriarca. Possivelmente José e seus irmãos ~
chegaram à transição num período longo, até a chamada de Moisés
e o estabelecimento da Lei.
Então a linha do patriarcado deveria cair sobre um dos filhos
gêmeos de Isaque - Esaú, o primogênito, Jacó, o segundo.
Entretanto Esaú era frívolo, sem religiosidade e sem fé em
Deus.
Jacó amava as coisas de Deus, era homem de fé e de altar,
Hb 11.21.

S E G U N D A / 1 5 - L E I T U R A : t Co 16.10-12.
I. G Ê M E O S COM IDEAIS D I F E R E N T E S , Gn 25.27.
Aqui cai por terra a filosofia dos astrólogos segundo a qual
o dia das pessoas nascidas sob o tal signo, tem um tal destino.
Deus não deixou os homens dirigidos pelos astros, mas pela Sua
Palavra, Is 8.20; 47.13.
Esaú e Jacó nasceram no mesmo dia, sob a mesma influência
dos astros, entretanto foram diferentes: física, moral e espiri-
ritualmentè, enfim, diferentes em tudo.
Por isso Deus condenou tais práticas, a fim de que a criatura
não seja enganada, Is 47.13; Jr 1Q..2; At 7.42,43.

T E R Ç A , 16 - L E I T U R A : I Co 1.10-12.
II. U M LAR COM D I F E R E N T E S O P I N I Õ E S , Gn 25.28.
No lar, deve haver um clima de paz e harmonia nas opiniões.
Assim deve ser um lar cristão.
Mas entre Isaque e Rebeca, havia opiniões que não se estreita-
vam, no plano de Deus; entretanto, Rebeca, conhecedora do plano
divino, se inclinava ao lado de Jacó. Observe que Isaque, conhe-
cendo o lado certo da revelação, ouviu o conselho da esposa,
Gn 28.34.
Notemos as opiniões surgidas por questões materiais:
a) Isaque amava, Esaú, porque ele era caçador e homem do
campo.

57
D) Rebeca amava Jacò, por certo ele era simples e gostava
de ficar na tenda. Embora fosse valente na guerra também, Gn
48.22..
Esaú representa o homem terreno, carnal e profano, Hb 12.21.
Jacó, homem de fé e amante das coisas espirituais, Hb 11.21,
que aproveita as oportunidades (vs. 29,30) para se apoderar, custe
quanto custar, de uma bênção divina, Gn 25.28-30.

QUARTA, 17 - LEITURA: il Co 10.1-5.


III. JACÒ FORTALECIDO EM SUA POSIÇÃO, Gn 25.30.
Aqui esta o ponto alto da lição. Não devemos olhar o lado fraco
de Jacó, mas tomar como exemplo as coisas espirituais.
Háv pessoas que são frívolas nas coisas espirituais, que não se
interessam em recebê-las, tais como Batismo com o Espirito
Santo, Dons Espirituais, Vidas Consagradas, At 1.8; 19.2,6; I Ts
4.4.
Feliz o Cristão que busca com zeloas coisas do reino de Deus,
Mt 6.33. Devemos procurar e buscar zelosamente as coisas de
Deus, I Co 12.31.
Jacó, preparando um prato saboroso do dia, tinha, porém, seu
pensamento voltado para as coisas de Deus: "Como adquiriro
direito de primogenitura..."
O cristão deve pensar nas coisas de cima, dos céus, a todo
instante, Cl 3.1. Entretanto, não deve ser egoísta. Não devemos
nos aproveitar das fraquezas de um irtnão para nos apoderarmos
de seus bens, quer materiais ou espirituais, com o interesse de
"ajudar" o irmão.
Há muitos anos, um irmão chegou a casa de um Pastor com Uma
máquina de costura da esposa a fim de arranjar um dinheiro em-
prestado. O referido Pastor arranjou o dinheiro e lhe devolveu-o
objeto, para seu uso de trabalho, pois aquilo era o "seu ganha pão",
Dt 24.11-13. Assim deve proceder um Cristão dentro da revelação
divina.
Naquele dia Esaú estava enfraquecido pelo desespero da fome,
era então o tempo oportuno para Jacó alcançar a vitória pela Fé.
Davi teve muitas oportunidades para vencer a Saul pelo poder do
braço carnal, mas não o fez; entregou-se nas mãos do Senhor e a
vitória veio em tempo certo, I Sm 26.10-12.

Q U I N T A , 18 - L E I T U R A : Jo 15.1-7.
IV. A V I D A E S P I R I T U A L E M JOGO, Gn 2 5 . 3 1 - 3 2 .

58
Chegou a hora fatal para Esaú, enfraquecido peia forne, nada
para ele valia senão um prato de comida. O Deus de Esaú era o
ventre, Fp 3.19.
Para muitas criaturas a sua religião é de gozo carnal.
Chegou o momento da prova diante de Deus; quem seria real-
mente o sucessor patriarcal? Para Isaque era Esaú, o predileto,
forte, caçador e o primeiro a nascer. Mas Esaú era profano, isto
é, sem as condições espirituais da Fé, Hb 12.16.
Jacó era simples, vivendo na tenda, tímido no seu estado físico.
Mas era homem de fé, persistente em suas decisões e esperto,
por isso o Senhor contemplou nele o herdeiro patriarca!, Gn 28.
13-15.
Alguém disse que as promessas de Deus exaradas na Bíblia
são cerca de 30 mil, e todas se recebem peia oração da Fé,
Hb 11.21; Jo 14.14; II Co 13.5; Estar firme na fé, é ter um crédito
de confiança na Palavra de Deus, Jo 15.7.
Isso Esaú não possuía, mas sim Jacó.

SEXTA, 19 - LEITURA: Hb 3.12-15.


V. UM DIREITO SAGRADO DESPREZADO, Gn 25.33,34.
Aqui está o fim de uma vida em flor, para receber a bênção
final.
A coisa pior na vida é perder, seja o que for mas, especial-
mente as coisas espirituais. Judas Iscariotes por causa de 30 moe-
das perdeu a vida eterna, Jo 17.12; At 1.17,18.
Paulo fala de alguns que naufragaram na fé e perderam o direito
espiritual da Salvação, I Tm 1.19,20.
Esaú desprezou pela frivolidade os direitos e perdeu a herança
de família espiritual, perdeu tudo, enfim.

SÁBADO, 20 - LEITURA: Hb 12.16,17.


VI. QUAIS SÃO OS RESULTADOS DA FALTA DE FÉ?
E realmente uma terrível pergunta para nossos dias.
O autor aos Hebreus, segundo o texto acima, revela os resul-
tados de uma semeadura na carnafidade.
Esaú, ao vender e desprezar os direitos espirituais de sua
primogenitura, julgou que aquilo de nada.lhe valia. "Para que me
serviria logo a primogenitura?,r Gn 25.32. Ele (Esaú) comeu e
bebeu, levantou-se e saiu, Gn 25.34.
Naturalmente saiu para fofgar com a "barriga cheia", mas a
alma vazia.
59
Eis o fim de uma carreira sem fé e indisciplinada.
Quando desejava herdar a bênção não encontrou o lugar de ar-
rependimento, foi rejeitado, porque o Espírito de Deus não pçde
operar em sua vida.
Davi orou com insistência: Não retires de mim o teu Espírito
Santo, SI 51.11. Somente o Espírito de Deus pode levar o homem
ao arrependimento espiritual, Jo 16.8.
Esaíi se perdeu por ter um coração duro e infiel, Hb3.12.

QUESTIONÁRIO
1.Que significa Primogenitura?
2. Quais são os Direitos da Primogenitura?
3. Por que Jacó herdou a Primogenitura?
4. Por que Esaú perdeu o direito da Primogenitura?
5. Quais os resultados de faltar fé?
6. Por que Esaú se perdeu?

60
Lição 13 28 de março de 1976

Jacó
e seu novo
nome
VERDADE PRÁTICA T E X T O ÁUREO
O novo nome vem com o novo "Não te maravilhes de te ter
nascimento. dito: Necessário vos é nascer
de novo." Jo 3.7.

L E I T U R A E M CLASSE
Gn 3 2 . 9 - 1 2 , 2 4 - 2 8

Gn 32.9 - Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão, e Deus de


meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: Torna à tua t e r r a , e à
tua parentela, e f a r - t e - e i bem;
10 - Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fide-
lidade que tiveste com teu servo; porque com meu cajado passei
este Jordão, e agora me tornei com dois bandos.
1! - L i v r a - m e , peço-te f da mão de meu i r m ã o , da mão de
Esaú; porque o temo, que porventura não venha, e me f i r a , e
a mãe com os filhos.
12 - E tu o disseste: Certamente te farei bem, e f a r e i a tua
semente como a areia do m a r , que pela multidão não se pode contar.
24 - Jacó porém ficou só; e lutou com ele um varão, até que a
alva subia.
25 - E vendo que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de
sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.
26 - E disse: D e i x a - m e i r , porque já a alva subiu. P o r é m ele
disse: Não te deixarei i r , se me não abençoares.

61
27 - E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
28 - Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas
Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens,
e prevaleceste.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
SEGUNDA, 22 - LEITURA: Gn 25.19-26.
I. O DIREITO DE ESCOLHER.
Notamos nesta lição, que o desígnio patriarcal está no sentido
espiritual, passando para um dos filhos de Isaque - Jacó, que
apesar dos pesares, foi um homem de Fé, adorador de Deus e
com profundo desejo das coisas espirituais. Comp. Hb 11.21;
Gn 28.15,20.
Com respeito a Jacó, Deus sabia tudo que deveria suceder,
mas foi Jacó que desejou e escolheu o caminho, segundo a vontade
de Deus, Gn 25.23.
Os predicionistas tomam esses pontos para fundamentarem
suas doutrinas de que a criatura é predestinada e não pode fugir
da desdita. Se Deus amou Jacó, foi porque ele entrou pelo caminho
> da Fé. Comp. Rm 9.13; Hb 11.21.
Deus na Sua presciência pode de fato prever o futuro, mas dei-
xa e dá ao homem o direito de escolha do bem ou do mal, Dt
30.15,17,20.

TERÇA, 23 - LEITURA: Gn 28.18-22.


II. JACÒ EM PROFUNDA ORAÇÃO AO SENHOR, Gn 32.9. ,
O ponto mais alto da vida espiritual é a oração que correspon-
de à comunhão com Deus na intimidade espiritual. Todos os
homens de Deus viveram uma vida de oração. Daniel orava três
vezes por dia. Davi tinha uma vida de profunda oração, SI 86.1,2.
O Senhor Jesus viveu em extrema vida de oração e comunhão
com o Pai, Lc 11.1.
Vimos Jacó, que agora iria assumir o lugar de patriarcado
em lugar de Isaque, seu pai, mas para isso deveria passar por
uma experiência espiritual com uma mudança total em sua vida.
Moisés teve uma experiência com Deus, a fim de ocupar o seu
ministério como profeta do Senhor, Êx 3.2. Paulo teve também
uma experiência espiritual para poder exercer o ministério, At 9.

62
Jacó tinha diante de si um problema sério e o único recurso era
o próprio Senhor que lhe aparecera, Gn 28.16.
Somos ensinados no sentido de que devemos resolver todos os
nossos problemas pela oração, Fp 4.5.

QUARTA, 24 - LEITURA: SI 86.1-7.


III. JACÓ INVOCA MISERICÓRDIA, Gn 32.10.
Aqui está realmente o momento mais solene e sublime, quando
a criatura se reconhece um infeliz e se lança nas misericórdias
do Senhor. "Sou indigno das tuas misericórdias".
Davi alcançou vitória em sua vida porque viveu nas misericór-
dias do Senhor, SI 51.1.
Invocar e clamar é pedir com insistência e com angústia de
alma.
Jacó estava em aperto e com grande pavor porque Esaú vinha
ao seu encontro com quatrocentos homens de guerra, Gn 32.8.
Toda iniqüidade e falha em nossa vida particular, voltará por
fim, para um ajuste de contas, "e sabei que o vosso pecado vos
há de achar", Nm 32.23.
Após muitos anos, agora o pecado de enganar o seu irmão, o
seu pai e também o seu sogro Labão, está se encontrando com Jacó
e era necessário assim para poder entrar no patriarcado com
nova vida, uma vida limpa, Comp. Jo 15.1-3.

QUINTA, 25 - LEITURA: SI 86.10-13.


IV. JACÓ ORA COM OBJETIVIDADE, Gn 32.11,12.
Muitas pessoas oram muito, porém sem objetividade, oram
como os fariseus, com vãs repetições e sem objetivos, Mt 6.5,7.
O Senhor Jesus ensinou a orar com expressões objetivas,
Mt 6.8,9.
Notemos a oração de Jacó:
1~) "Livra-me da mão de meu irmão Esaü..."
2 ? ) Sua confissão: " Eu o temo, para que não venha ele matar-me,
a mãe com seus filhos..."
Todo o cuidado dé Jacó estava especialménte sobre Raquel e
os seus f i lhos.
3°) Fez lembrar as promessas feitas pelo Senhor no passado,
v. 12.
Comp. 28.14. Ate o seu avô Abraão, Gn 22.17.
A oração de Jacó foi objetiva, definida e rápida. Pois ele tinha
de agir com prudência e muita humildade, v.17.

63
Temos que pedir e crer que o Senhor nos ouviu e virá em tem-
po a resposta, Jo 14.14; 15.7.

SEXTA, 26 - LEITURA: Mt 6.5,6.


V. JACÒ A SÓS LUTA COM DEUS, Gn 32.24-26.
A luta de Jacó, representa a vida de Fé daqueles que seguram
as promessas Divinas com firmeza e com propósito.
Muitos que não oram e não recebem, culpam ao Senhor, por-
que não lhes responde. É porque não eram com objetividade de
Fé e com Sabedoria.
A oração de Jacó foi objetiva, definida e rápida. Pois ele tinha
de agir com humildade e prudência, com o auxílio do Senhor.

SÁBADO, 27 - L E I T U R A : M t 6 . 1 2 - 1 5 .
V I . JACÒ D E C L A R A O SEU N O M E , SENDO E N T Ã O A B E N Ç O A D O ,
Gn 32.27,28.
Conforme podemos notar, Jacó lutou a noite inteira para rece-
ber a bênção, mas não queria revelar seu nome de origem, Gn
25.26; 27.36, que significa suplantador ou enganador. Jacó tinha
de fazer uma confissão sincera e honesta, devia reconhecer seu
M
*** * '*

passado e consertar seu estado para o futuro..


O nome aqui representa o homem velho e natural. Quando Jacó
confessou seu nome, houve um milagre espiritual; foi trocado
intimamente pelo poder de Deus.
A palavra, declara o teu nome, significa confessa o teu estado
espiritual; isso Jacó não queria mas desejava receber a bênção.
Quantos hoje que desejam receber a bênção mas não querem ficar
no plano de Deus> entretanto Jacó numa luta desesperada, quase
foi vencido, porque estava manco (v.25). Mesmo assim ele segurou
pela Fé o varão enviado por Deus. Então disse - Meu nome é
Jacó... Aqui Jacó se confessou culpável diante de Deus.
Que maravilha, quando podemos atravessar o Vale escuro e
nascer o Sol, com um novo nome, v.31.
Salvo e feliz, cantando as vitórias do Senhor prosseguiu...

QUESTIONÁRIO
1. Por que Jacó alcançou o patriarcado?
2. Por que Jacó não quis revelar o seu nome?
3. Como podemos alcançar a vitória na oração?
4. Como Jacó confessou diante do Senhor?
5. Que representa o novo nome?

64
A CRÍAÇÂO

Nestes últimos dias de Graça em que


o astuto inimigo de Deus e da Igreja
procura por todos os m ios substi-
tuir a divinamente inspirada Pala-
vra da Verdade, por insidiosas e
sutis fi losof ias; credos e idéias mal -
sãs, é uma bênção nesta oportunida-
de estudamos esta série de lições
exi, 3idas ao livro de Gênesis.
Gênesis é o manancial^ de toda a
profecia da Escritura. E nele que
tem início a auto-revelação divina
que se completa em -Cristo. Quem
deseja pois compreender a revela-
ção divina precisa começar aqui.
A inspiração divina dos fatos da C r i -
ação registrados em Gênesis, é
confirmada por Jesus e pela Histó-
ria. O Evolucionismo ateu e racio-
nal ista tem solapado a base da.fé
que inúmeras pessoas dantes depo-
sitavam nas Escrituras.
Lembremo-nos que a mensagem da
Bíblia aceita-se pela fé no seu Au-
tor - Deus, e depois pela razão.