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NÃO, OBRIGADO ACEITO


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Christopher Garman: “A lua de


mel vai ser curta”
O cientista político, diretor da consultoria política internacional Eurasia, antecipa muitas
dificuldades para o governo Bolsonaro

O cientista político Christopher Garman, diretor da consultoria política internacional Eurasia Foto: John Burwel /
Divulgação

Guliherme Evelin
29/10/2018 - 14:10 / 29/10/2018 - 20:03

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Há alguns meses, a consultoria


política internacional Eurasia
passou a prever que o candidato do
PSL, Jair Bolsonaro, disputaria o
segundo turno da eleição
presidencial contra o candidato do
PT indicado pelo ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva – e que o
capitão reformado do Exército seria
o favorito para vencer a eleição. O cientista político Christopher Garman,
diretor de Américas da consultoria, bancou essa aposta ao verificar o
crescimento da raiva contra o establishment político em todo o mundo –
inclusive na América Latina.

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inRead invented by Teads


No caso dos países latino-americanos, a revolta da nova classe média com
A Época gostaria de enviar notificações das
a corrupção e má qualidade dos
principais serviços
notícias parapúblicos
você. é a força motriz dessa
onda, diz Garman. Para a Eurasia, as demandas dessa nova classe média
explicam a eleição de Bolsonaro,NÃO,
masOBRIGADO
também podem tornar
ACEITO
conturbado
o governo do capitão da reserva do Exército. Elas são difíceis de serem
contempladas – ainda mais num ambiente de baixo crescimento
econômico como o do Brasil.

Garman vê outras dificuldades para Bolsonaro como um ambiente


político polarizado, baixa taxa de aprovação na largada do governo e a
necessidade de aprovar, ainda no primeiro semestre de 2019, uma
reforma impopular – a da Previdência – num Congresso pouco disposto a
tais medidas e sem recorrer ao expediente do toma lá, dá cá que o
presidente eleito prometeu abolir da política. O cientista político não vê
maiores riscos para a democracia com um governo Bolsonaro porque ele
será fraco. “Se houver uma crise institucional, o mandato dele, mais do
que as instituições democráticas, estará em risco”, disse Garman em
entrevista a ÉPOCA.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual será o grande desafio do governo Jair Bolsonaro?

O principal desafio do governo será o da governabilidade, de conseguir


trabalhar com o Congresso Nacional. Esse será um governo que foi eleito
com a promessa de mudar a maneira de fazer política. Parte dessa
promessa é não distribuir postos ministeriais, cargos e verbas para tentar
construir uma coalizão no Congresso. A marca das coalizões no Congresso
brasileiro é a distribuição pelo presidente de cargos e verbas. Esse é o
instrumento usado pelos governos para exigir lealdades em momentos
difíceis. O parlamentar pode até votar uma matéria impopular com suas
bases, mas ele recebe algo em troca. Então, o grande desafio desse
governo será construir uma coalizão sem dar ao parlamentar o que ele
está acostumado a receber em troca. O problema é que o Brasil está
perante um desafio fiscal profundo, que requer reformas constitucionais
difíceis. A marca desse governo vai depender em parte do êxito de atacar
esse desafio.

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É possível fazer uma coalizão que garanta a aprovação de


reformas constitucionais sem recorrer aos expedientes
clássicos, num Congresso superfragmentado, com 30
partidos com representantes?

Possível é, mas é muito difícil. Esse govemo, mais do que qualquer outro,
vai depender da comunicação política das reformas necessárias. Esse será
não apenas um governo que não está disposto a usar os expedientes
tradicionais, mas também será um Congresso pouco reformista. Os
parlamentares que não conseguiram a reeleição, quase metade na Câmara
dos Deputados, votaram em maior peso a favor das reformas propostas
pelo governo Michel Temer do que os parlamentares que foram reeleitos.
Além disso, os que estão entrando agora no Congresso são mais sensíveis
às mídias sociais, estão ligados às corporações e, portanto, talvez não
tenham uma pré-disposição tão favorável a essas reformas. Portanto, a
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capacidade do Bolsonaro de encaminhar
principais notícias para reformas
você. difíceis vai depender
de como ele vai vender as reformas perante a opinião pública, porque o
Congresso será mais sensível aoNÃO,
debate nas redes sociais
OBRIGADO
e às pesquisas de
ACEITO
opinião.

Acho que o êxito do governo depende um pouco disso, além, é claro, da


capacidade dele de tentar costurar uma rede de alianças. Talvez não
dando cargos de primeiro escalão para os parlamentares. Talvez possa
contemplá-los com alguns cargos de segundo escalão e emendas
parlamentares. Então existe algum grau de manobra para poder dar algo
aos partidos, apesar de não ser o mesmo dos governos anteriores. A
combinação dessas duas coisas é o caminho para o governo fazer essas
reformas.

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Qual seria uma forma de comunicação eficaz de vender as


reformas?

A boa notícia é que o script já está pronto. Foi preparado pelo governo
Temer. No início, o argumento era econômico: é necessário apertar o
cinto hoje para poder ter um benefício previdenciário na frente; se não
fizer a reforma, caminha para a situação do Estado do Rio de Janeiro.
Depois do caso JBS, o argumento passou a ser de justiça social, do
combate aos privilégios: não é justo que um funcionário público possa se
aposentar aos 52 anos de idade, com uma aposentadoria plena, e o
trabalhador comum tenha que trabalhar muito mais anos e receber
pouco. O Bolsonaro vai ter que usar um pouco desse caminho e fazer uma
comunicação muito eficaz para convencer os parlamentares de que
aprovar a proposta dele não é politicamente tão custoso assim. Isso vai
ser muito importante para o governo dele, exatamente porque ele não
conta com o mesmo grau de lealdade dos parlamentares, já que não vai
distribuir cargos da mesma maneira que os governos anteriores. Essa é
uma variável chave.

A reforma previdenciária será a pauta legislativa prioritária no


início do governo?

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Acho que a pauta econômica não vai ser a principal pauta no início do
governo. Ele vai fazer uma pauta baseada em temas de segurança, em
paralelo com essa pauta fiscal. Ele tem que fazer isso, porque só ter uma
pauta para a Previdência é uma receita para ele perder apoio popular. Ele
precisa ser visto como minimamente popular para, de forma eficaz, fazer
essa estratégia de comunicação política. Existem três grandes variáveis: a
estratégia de comunicação política das reformas, o que ele vai fazer para
manter os índices de aprovação razoáveis no início do mandato e como
ele vai criar uma rede de articuladores no Congresso, que hoje ele não
tem. Ele conta com o Onyx Lorenzoni (deputado do DEM do Rio Grande
do Sul, indicado para ser o chefe da Casa Civil), o filho Eduardo
Bolsonaro, mas não tem uma linha de frente no Congresso. Ele vai ter que
construir isso nesses próximos meses.
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Como funciona a WhatsApp causa A segurança que


máquina de desconforto em garante o sigilo das
WhatsApp que pode reunião do TSE redes de
eleger Bolsonaro com checadores desinformação no
WhatsApp

A bancada do partido de Bolsonaro, PSL, é formada por


políticos sem experiência. O próprio Onyx Lorenzoni, que vai
assumir essa função de coordenador político, sempre foi visto
como um deputado de baixo clero. Isso não vai representar um
problema?

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Acho que o Bolsonaro precisa de outras lideranças para poder angariar


apoio no Congresso. O Onyx não tem o trânsito, a liderança e os
relacionamentos no Congresso necessários para que ele faça sozinho esse
trabalho. Isso tende a ser um problema. Então,vai ser muito importante
saber quem serão as lideranças que ele vai acolher. Oportunidades não
faltarão para ele poder costurar essa aliança, ou pelo menos essa rede.
Nos próximos meses, vai ser a fase em que todos vão querer beijar a mão
do novo rei. Lideranças no Congresso vão fazer gestos de boa vontade
para trabalhar com o novo presidente, vão querer costurar pontes com o
Palácio do Planalto. Então o que é importante ficar de olho é em quem o
Bolsonaro vai acolher com esses gestos, para poder criar pelo menos uma
rede informal de lideranças no Congresso.

O Centrão pode assumir esse papel de coordenação política ?

Ele vai precisar do passe do Centrão. É muito difícil conseguir coordenar


o voto no Congresso sem parte da liderança do Centrão. A intenção da
equipe do Bolsonaro é usar frentes parlamentares como coordenadores de
voto: a bancada ruralista, a bancada evangélica, a bancada da bala. Mas
eu acho isso muito difícil. Essas bancadas são eficazes para coordenar
votações sobre temas específicos de suas áreas, mas não são mecanismos
eficientes para outros temas. As lideranças dessas frentes não têm
mecanismos de disciplina. É muito difícil entregar algo para a bancada
ruralista e esperar que ela vote na reforma da Previdência. Quando você
faz isso com lideranças partidárias, é mais fácil, porque essas lideranças
têm mecanismos de disciplina.

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Se um integrante de um partido não vota de acordo com uma


determinação da liderança, você pode cortar o acesso dele a uma
comissão, ao fundo partidário, ao fundo eleitoral. As lideranças têm esses
mecanismos de controle que as frentes parlamentares não têm. Essa
substituição das lideranças partidárias é uma estratégia muito arriscada e
provavelmente não será exitosa. O governo Bolsonaro terá que negociar
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com as lideranças partidárias, o que inclui
principais notícias parte do Centrão.
para você.

Acredita que o governo Bolsonaro vai de fato abraçar


NÃO, OBRIGADO ACEITO
uma
proposta de reforma da Previdência? Ele não deixou clara sua
proposta, e os sinais são contraditórios.

Acredito que ele vai abraçar uma proposta, sim. A pergunta é qual será a
reforma. Esse é o grande debate dentro da equipe dele. Você tem três
caminhos. Um é começar do zero e encampar uma reforma mais
ambiciosa do que a do presidente Michel Temer, como a que o Paulo
Guedes tem defendido, de transição de regime de repartição para de
capitalização. O problema é que partir do zero é politicamente mais
difícil, demora tempo e significa talvez colocar o projeto para votação no
segundo semestre do ano que vem, quando potencialmente o capital
político do presidente será menor. Acho essa estratégia muito arriscada. A
segunda estratégia é pegar a proposta do presidente Michel Temer, tentar
colocá-la para votação rapidamente, aceitando alterações que
enfraquecem a reforma, e ganhar tempo para uma segunda rodada de
reformas, lá na frente. A terceira opção é começar do zero com uma
reforma mínima.

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O problema com a proposta do Temer é que ela sofre resistências na


Câmara e é associada ao governo anterior. Representa um ganho em
termos de comunicação política começar com a sua própria proposta.
Pode ser que o presidente encampe uma proposta ambiciosa e tenha
êxito, mas eu não acredito. Eu aposto numa reforma modesta. Ele terá
uma lua de mel curta, uma relação difícil com o Congresso, sem distribuir
cargos e verbas, e o Congresso será menos reformista. Ou ele aproveita a
proposta do Temer e tenta aprová-la de forma rápida. Ou ele faz uma
proposta nova e enxuta. Se ele começar com uma reforma ambiciosa, eu
acho que ela vai ser bem diluída. Não acredito numa reforma fiscal
profunda – o cenário mais provável é uma reforma parcial, que exija mais
reformas no futuro.

Por que acha que a lua de mel de Bolsonaro será curta? Quanto
tempo ela vai durar?

Não acho que ele vá começar com patamares de apoio muito elevados.
Nós estamos num ambiente altamente polarizado. O ponto de partida
dele é menor do que o de governos anteriores. Os primeiros governos de
Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma começaram com taxa de
avaliação de bom e ótimo próxima a 50% e de aprovação próxima a 60%.
Ele vai começar com uma avaliação em torno de 40% e de aprovação
próxima a 50%. A rejeição dele na campanha eleitoral girou em torno de
40%. Parte dos eleitores estão votando contra o PT, não particularmente a
favor dele.Além disso, o eleitor está muito insatisfeito com a qualidade
dos serviços públicos, como segurança, saúde, educação. Quem está na
linha de frente dessas demandas são os governos estaduais. E esses
serviços não vão melhorar tão rápido.

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Prevê choques entre a área
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SAIBA MAIS
econômica,
principais notícias para você. liderada pelo
Em que medida a Paulo Guedes, um economista
retórica bolsonarista liberal que defende
pode ser considerada NÃO, OBRIGADO ACEITO
fascista? privatizações em massa, e o
grupo dos generais, sensíveis
O que Bolsonaro deve à questão da soberania
conseguir mudar ou
não na segurança nacional?
pública

"A justiça farda, mas A caricatura de uma equipe


não talha" econômica liberal e uma ala militar
mais nacionalista é um pouco
Análise: Bolsonaro exagerada. Os militares mudaram
rasga a fantasia da
moderação desde a transição para a
democracia. O que temos escutado
é que a equipe do Paulo Guedes
tem tido reuniões com a ala militar liderada pelo general Augusto Heleno
e a relação tem sido construtiva. Os militares estão mais abertos a uma
participação mais elevada do setor privado em setores regulados da
economia. Pode haver alguma divergência, sim, mas acho que a agenda
não é tão conflituosa. Creio que a divergência será maior em relação às
indicações para liderar as estatais. Poderemos ter divergências em relação
ao perfil – entre pessoas do setor privado ou saídas do corpo militar. Isso
deve se traduzir, por exemplo, em quem vai assumir o comando da
Petrobras. Mas eu diria que a relação entre os dois grupos é mais
cooperativa do que aparenta ser, à primeira vista. O desafio maior será
com o presidente eleito. Quanto Bolsonaro está disposto a assumir de
desgaste político para tomar medidas difíceis, do lado fiscal? Qual é o seu
grau de ambição para privatizar certas estatais? A resistência à
privatização do setor elétrico provém do presidente – não tanto dos
militares. Ele tem um viés anti-China forte.

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Acha que Bolsonaro vai adotar um programa amplo de


privatizações?

Acho que ele vai encampar, sim, parte dessa agenda. A resistência à
privatização da Eletrobras pode ser demovida. Vai ter de ser encontrado
um desenho de privatização da empresa que contemple as ressalvas e as
preocupações estratégicas que o presidente eleito tem com relação ao
papel dos chineses no setor. Pode-se fazer isso através da implementação
de uma “golden share” ou fomentando um ambiente de competição. O
Brasil tem um desafio fiscal tremendo, e se você encampar um projeto de
reforma de Previdência modesto, a necessidade de encontrar receitas
adicionais será premente. O problema também é que privatizar empresas
é difícil. Não é fácil. A meta da equipe econômica do Bolsonaro de
privatizar um terço das estatais não me parece realista. Isso é um
processo difícil, que demora. Há questões a serem resolvidas com o
Tribunal de Contas da União (TCU), entre outras.

Vê um risco à democracia ou às instituições com um governo


Bolsonaro?
Acho esse tipo de preocupação exagerado. Há um risco bem pequeno. Há
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algumas razões para isso. Reconhecemos
principais que existem países que
notícias para você.
caminham nessa direção. Vimos isso na Turquia, com Recep Erdogan; na
Rússia, com Vladimir Putin; na NÃO,
Venezuela, com Hugo Chávez.
OBRIGADO ACEITO
Para que
isso aconteça, o script é o seguinte: um presidente eleito, com taxas
altíssimas de aprovação e com capital político para demover obstáculos
institucionais, centraliza poderes no Executivo, por meio de uma
Constituinte ou um referendo. Em primeiro lugar, não encontramos no
Brasil condições políticas para um ambiente como esse. Há um ambiente
de opinião pública muito difícil no Brasil. Não acho que vamos ter um
presidente tão popular que tenha condições políticas para fazer isso,
mesmo que queira.

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Em segundo lugar, o Brasil, em termos comparativos, tem instituições


razoavelmente robustas. Tem um Judiciário independente, um Ministério
Público constitucionalmente independente, um Congresso que derrubou
uma presidente apenas dois anos atrás, um sistema federativo
descentralizado. É um sistema muito difícil de reformar e é um sistema
político em que o Executivo sofre mais restrições. Isso não significa que o
Brasil não possa ter uma crise institucional grave. Pode haver crises
econômica e institucional graves com esse governo. Esse é um governo,
com certeza, em que esse tipo de risco será maior do que em governos
anteriores, a despeito de acharmos que esse é um governo que tende a
fazer uma reforma fiscal e tem uma agenda relativamente construtiva do
ponto de vista econômico. Mas se houver uma crise institucional, o
mandato dele, mais do que as instituições democráticas, estará em risco.

Se houver crise institucional, há mais riscos de um


impeachment do que um golpe militar, como muitos
alardearam?

É preciso ver como vão andar as investigações do Tribunal Superior


Eleitoral. Não acredito que essas denúncias de financiamento ilícito vão
ter prosseguimento até porque a barra para o TSE fazer qualquer coisa é
muito alta. O Brasil acabou de sair de uma crise institucional grave e os
tribunais estão com muito receio de gerar outra crise institucional.O TSE
não cassou a chapa Dilma/Temer mesmo com financiamento da
Odebrecht. Não acho que eles vão cassar a chapa do Bolsonaro com essas
denúncias. Mas, se houver uma crise institucional muito grave, essa pode
ser uma válvula de escape ou uma solução institucional.

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SAIBA MAIS

Artigo: Como Trump, Qual é a história desta


Bolsonaro deve apostar
em governo populista e eleição?
polarizador

David Runciman: A história dessa


"Estamos presos a eleição,paradoxalmente, não é
instituições
ultrapassadas e não atípica, se olharmos o que está
sabemos como alterá- acontecendo no resto do mundo.
las"
Nós estamos com um eleitorado
'A cartilha de com profundo desencanto com os
desinformação é partidos, as lideranças. Esse é um
apolítica', explica A Época gostaria de enviar notificações das
jornalista que cobriu fenômeno
principais notícias para você. que vimos nos Estados
impacto das fake news
em eleições no mundo Unidos e na Europa. Nós estamos
vendo esse mesmo
NÃO, OBRIGADO
desencanto na
ACEITO
América Latina. Parte da nossa
aposta de que Bolsonaro não era fogo de palha e seria favorito num
segundo turno é fruto desse processo maior que estamos enxergando. No
Brasil e na América Latina, esse fenônemo está ligado aos desafios de
uma nova classe média, que ascendeu depois do boom das commodities.
As preocupações dos eleitores mudaram. Famílias saíram da pobreza e
querem serviços públicos melhores. As preocupações migraram para
temas de segurança, saúde e educação para os filhos. E essas demandas
são difíceis de serem atendidas- principalmente num ambiente de
crescimento econômico baixo, como o do Brasil. O tema de corrupção vira
muito mais relevante. Pela primeira vez, os eleitores estão associando
corrupção à má entrega do serviço público. Estamos vendo isso no Brasil,
no México, na Colômbia, no Peru. É um ambiente muito difícil que gera
essa raiva contra o establishment político. Também é um ambiente difícil
de governar depois das eleições. Nós estamos num ciclo de governos
fracos.

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Diante desse quadro difícil, quais são as chances de êxito de um


governo Bolsonaro?

O que conspira a favor é que se ele conseguir fazer uma reforma da


Previdência, mesmo que enxuta, isso talvez seja suficiente para dar
confiança para uma recuperação econômica. Há investimentos
represados. Estamos na baixa de um ciclo econômico. O momento de
recuperação da economia trabalha a favor do novo governo. Mas ele
precisa fazer esse mínimo.Se ele não fizer o mínimo, podemos entrar
numa crise de confiança grave, com todos os problemas políticos e
institucionais que podem ocorrer. Nossa aposta é que ele consegue fazer
esse mínimo. Talvez abaixo do esperado, mas o suficiente para garantir
uma recuperação econômica e uma agenda microeconômica de mais
investimentos em setores regulados, com êxitos parciais nas
privatizações. Isso não é um cenário de todo ruim. Mas é um cenário em
que os riscos de dar errado são maiores. Se ele não entregar um reforma
da Previdência mínima, com um Congresso difícil, mais refratário a
reformas e sem distribuir cargos e verbas, então teremos um ambiente
político bem conturbado.

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por Eduardo Cunha
(pseudônimo)

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