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Os Orixás

Primeiramente é bom lembrar que essa nomenclatura é para terreiros da nação Ketu.
Para as diferenças, ver tabela.

EXU
Nenhum outro orixá causa tanta polêmica quanto Exú. Existe muita desinformação e falta de conhecimento a
seu respeito, inclusive por parte de muitos babalorixás do Candomblé. O sincretismo entre os orixás e santos
católicos é impossível, pois essa associação ocorreu numa época em que as pessoas foram impossibilitadas de
cultuar seus orixás, devido à proibição da classe dominante. Os escravos escondiam os assentamentos
embaixo das imagens católicas, numa tentativa de preservar as suas tradições. Por isso, a associação de Exú
com o diabo, que existe em outros cultos, é uma forma ridícula de tentar denegrir a imagem desse orixá.

Exu é o mensageiro dos orixás, elemento de ligação entre as divindades e os homens. Por ser resultado da
interação de um par, é o portador mítico do sêmen e do útero ancestral e como princípio de vida
individualizada ele sintetiza os dois. É por isso que, frequentemente, é representado pela forma de um par,
uma figura masculina e uma feminina, unidos por fileiras de búzios. Exú está profundamente ligado à
atividade sexual. Representados por um falo (pênis), ou suas representações simbólicas como: os penteados
de forma fálica, sua arma, o ogó - bastão em forma de pênis -, sua lança; já as cabacinhas representam seus
testículos.

OGUN
Deus da guerra, imagem arquetípica do soldado. Ogún é também o deus do ferro, da metalurgia. Rege os que
utilizam instrumentos de ferro (e o aço por conseqüência) em seu trabalho. Orixá de personalidade violenta,
obstinada, constante, viril, disciplinada, quando não rígida. Seus símbolos são a bigorna, a faca e todas as
outras ferramentas.

OXÓSSI
Deus da caça, ligado às matas. Seus símbolos são o Ofá (arco), a damatá (flecha) e o Oge (chifre de touro).

OSSAIM
É a divindade das folhas medicinais e litúrgicas. A sua importância é fundamental, pois nenhuma cerimônia
pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do axé - o poder - imprescindível até mesmo aos
próprios deuses. Seu símbolo é o Igbá Òsányin (haste ladeada por sete lanças com um pássaro no topo) que
representa uma árvore.

OBALUAIÊ / OMULU
Deus da varíola e das doenças contagiosas é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos. Seu símbolo é o
Xaxará (espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em
que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males
sobrenaturais), uma lança de madeira e o Ligdibá (contas pretas feitas da casca da noz de palmeira).

NANÃ
Orixá da lama, elemento primordial da criação e dos pântanos. Ela recebe em seu seio os mortos que
permitem o renascimento. É um dos orixás mais velhos. Seu símbolo é o Ibiri (objeto em forma de clava na
ponta superior, como um báculo de bispo).

OXUMARÉ
Sua tradução, quer dizer: arco íris. É a mobilidade e a atividade. Uma de suas obrigações, em suas múltiplas
funções, é a de dirigir o movimento, é o senhor de tudo que é alongado. O cordão umbilical está sob o seu
controle, e também representa a coluna vertebral; é o símbolo da continuidade e permanência e, algumas
vezes é representado por uma serpente que se enrosca e morde a própria cauda. Seus símbolos são a serpente
(Oroborus), o círculo e o arco-íris.
OXUM
Deusa das águas doces, reina sobre os rios, também divindade do ouro e dos metais amarelos. Deusa da
beleza e da vaidade. Seu símbolo é o abèbè com um espelho.

LOGUN-EDÉ
Tem por particularidade viver seis meses do ano sobre a terra, comendo caça, e os outros seis meses, sob as
águas de rio, comendo peixe. Filho de Oxum com Oxóssi. Seus símbolos são o abèbè e o Ofá (arco).

IANSÃ / OIÁ
Está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais
(eguns). Seus símbolos são a espada e o irukerê ou iruexim (chicote feita de pelos de rabo de touro ou cavalo).

OBÀ
Obá é a deusa das águas revoltas, dá seu nome a um rio africano de águas violentas. De acordo com a
mitologia, leva um escudo escondendo sua orelha esquerda, decepada como prova de amor. Seus símbolos
são o escudo, a espada e o ofé de cobre (arco).

EWÁ
Deusa dos mistérios, da virgindade e senhora do céu estrelado. Está relacionada à mata virgem. Seus símbolos
são o arpão e a cabaça enfeitada que contêm seus mistérios.

IEMANJÁ
Orixá mais conhecido. Dona das cabeças e das doenças psicológicas. É a deusa do mar e da água salgada.
Rege a maternidade e as mães. Seu símbolo é o abèbè prateado.

XANGÔ
Xangô é viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores, razão do que
de sobra, para ser denominado, deus da justiça. Seu símbolo é o Oxé (machado duplo) e o xerê (chocalho de
Xangô).

IROKO
Em geral na frente das grandes casas de Candomblé, principalmente em Salvador, existe uma grande árvore
com raízes que saem do chão, e são envoltas com um grande Alá (pano branco), este é um Iroko, que é de
fundamental necessidade a sua existência numa casa de Candomblé. Ele é o tempo. Seus símbolos são o pé de
iroko (árvore) e a gameleira.

IBEJI (Não é orixá, é entidade)


São os Orixás crianças. São representados por dois irmãos gêmeos de ambos os sexos.

IFÁ
Orixá que rege o jogo dos búzios, tendo-o como símbolo.

OXALÁ
Mais importante e elevado deus iorubá, o primeiro criado por Olodumaré (O Deus supremo), é um orixá
funfún (do branco). No Brasil encontramos sendo cultuado como Orixá Novo (Oxaguiã, o oxalá das lutas
diárias, das guerras, representado pelo pilão e pela espada) e como Orixá Velho (Oxalufã, o que rege o
princípio e o fim de tudo, representado pelo Opaxorô – atributo composto por uma haste que apresenta nove
pratos, que representam os nove mundos, e pendantifs com motivos).
REFERÊNCIAS:

REIS, Alcides Manoel dos. Candomblé: a panela do segredo. São Paulo: Mandarim. 2000. Pg. 77-273.

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