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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

FUNDO NACIONAL DE D ESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO


DIRETORIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS
F UNDESCOLA

Guia de Consulta

Karla Motta Kiffer de Moraes


(Coordenadora)

Brasília
2006
2006 Fundescola/DIPRO/FNDE/MEC
1a impressão: 2002

Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida desde que citada a fonte

Coordenação técnica
Maria Luiza Faraone Silveira

Elaboração
Kira Naida Kozaczuk, Maria Beatriz Afflalo Brandão, Maria Claudia do Nascimento,
Maria Luiza Faraone Silveira, Nilva Prado Fridman

Colaboradores
Angela Maria Guimarães de Azevedo, Armênio Gomes Pinto, Denise Medeiros Accioly,
Flavia Tavares Homem de Carvalho, Ibiraci Vieira Pinto, José Maria de Araújo Souza,
Maria Marluce Farias de Oliveira, Ricardo Grisólia Esteves

P127 Padrões mínimos de funcionamento da escola do ensino fundamental


– ambiente físico escolar: guia de consulta. 2a impressão. //
Karla Motta Kiffer de Moraes (Coordenadora) – Brasília :
Fundescola/DIPRO/FNDE/MEC, 2006.
1 v.
Conteúdo: O trabalho é apresentado em quatro partes.
Pt. 1. Padrões mínimos de funcionamento... – Pt. 2. Espaço
educativo... – Pt. 3. Mobiliário e equipamento escolar... –
Pt. 4. Material Didático.
1. Ensino Fundamental – Brasil I. Moraes, Karla Motta Kiffer
de II. Silveira, Maria Luiza Faraone III. Kozaczuk, Kira Naida
IV. Brandão, Maria Beatriz Afflalo V. Fridman, Nilva Prado
VI. Título VII. Fundescola/FNDE/DIPRO/MEC.

CDD 372.230981
CDU 373.3/.4(81)

Fundescola
Via N1 Leste – Pavilhão das Metas – Brasília (DF) – 70150-900;
Fone: (61)3212 5908; Fax (61) 3212 5910;
www.fnde.gov.br

Esta obra foi editada para atender aos objetivos do Programa Fundescola/DIPRO/FNDE, em conformidade
com o Acordo de Empréstimo n. 7122/BR com o Banco Mundial, no âmbito do Projeto BRA/00/27 do
PNUD e do Projeto BRA 914/1111 da Unesco.
APRESENTAÇÃO

Balizado pelas disposições legais nacionais A Parte 2, Espaço Educativo, tem como
e pelos compromissos assumidos pelo Programa objetivo fornecer critérios para avaliação do es-
FUNDESCOLA , o presente trabalho focaliza os pa- paço escolar existente, bem como recomenda-
drões mínimos de funcionamento da escola de en- ções a serem observadas de modo a garantir pa-
sino fundamental, no que diz respeito ao am- drão mínimo de qualidade aos serviços executa-
biente físico escolar, e os padrões mínimos de dos e materiais empregados.
qualidade dos elementos componentes desse
A Parte 3, Mobiliário e Equipamento Es-
ambiente: espaço educativo, mobiliário e equi-
colar, objetiva fornecer critérios para avalia-
pamento escolar, além de material didático.
ção dos recursos existentes nas escolas, assim
Ao dedicar-se a essa dimensão do tema, como recomendações a serem observadas, ga-
oferece uma contribuição às ações voltadas à rantindo padrão mínimo de qualidade aos bens
melhoria da qualidade da escola, movimento que, adquiridos.
de acordo com o consenso atual, está associado
A Parte 4, Material Didático, tem como
à melhoria da qualidade do ensino e, finalmente,
objetivo fornecer aos sistemas de ensino infor-
à melhoria da qualidade geral da educação, aten-
mações para subsidiar a seleção e a utilização de
dendo aos dispositivos e intenções expressos na
material, para garantir padrão mínimo de quali-
Constituição Federal, na Emenda Constitucional
dade aos materiais adquiridos e enriquecer o am-
no 14, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
biente escolar.
Nacional, no Plano Decenal de Educação para
Todos e no Plano Nacional de Educação. As informações e recomendações constan-
tes nas partes do trabalho que tratam dos temas
Atende, também, aos objetivos e compro-
específicos podem, pois, tanto ser utilizadas no
missos do Programa FUNDESCOLA, especialmente
âmbito das ações voltadas à elevação das escolas
no que se refere à criação de capacidade local, ao
aos padrões mínimos de funcionamento, como
oferecer, aos gestores educacionais, subsídios
em qualquer circunstância de realização de in-
para a elevação de suas escolas ao padrão míni-
tervenções no espaço educativo (manutenções,
mo de funcionamento, consistindo não em pro-
reformas, ampliações) ou de aquisição de bens
duto acabado, mas em orientação permanente
(móveis, equipamentos e materiais didáticos).
para a gestão.
Ressalte-se, assim, a relativa independên-
O trabalho é apresentado em quatro par-
cia entre a Parte 1 do documento e as demais. Os
tes.
sistemas poderão desenvolver ações nos dois ní-
A Parte 1 é dedicada à proposta propria- veis: os que têm como objetivo o alcance dos pa-
mente dita de alcance dos padrões mínimos de drões mínimos de funcionamento das escolas e os
funcionamento pelas escolas de ensino fundamen- destinados a garantir padrão mínimo de quali-
tal, com base na busca de soluções para a oferta dade aos recursos materiais empregados. Outros
dos serviços educativos essenciais. sistemas, já operando em nível compatível com
os padrões mínimos ou em nível superior, dedi-
carão sua atenção à qualidade dos recursos dis-
poníveis.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INTRODUÇÃO
A Constituição Federal de 1988 incluiu, Especialmente durante a segunda metade
entre os princípios orientadores da oferta de en- da década de 90, iniciativas do governo federal,
sino no país, a “igualdade de condições para o aces- consubstanciadas na legislação em planos, proje-
so e a permanência na escola e a garantia de pa- tos e ações do Ministério da Educação, focaliza-
drão de qualidade” (art. 206, I e VII). ram diferentes dimensões associadas aos padrões
Tais dispositivos constitucionais, reafirma- mínimos de funcionamento das escolas. Ações
dos e detalhados em instrumentos de política relacionadas à distribuição de recursos financei-
educacional, como leis e planos, expressam a ros, à criação de referenciais curriculares nacio-
consciência de que, malgrado a expansão experi- nais, à capacitação e valorização dos profissio-
mentada em décadas anteriores, o sistema edu- nais da educação e à gestão da escola pautaram-se
cacional brasileiro vinha mostrando incapacida- pelos objetivos comuns de promoção da qualida-
de de associar ao acesso, a permanência bem-su- de do ensino e de redução das desigualdades no
cedida dos alunos na escola. que diz respeito ao usufruto dos serviços escola-
Essa constatação conduziu a uma visão res. O Programa F UNDESCOLA teve e vem tendo
mais ampla da universalização do ensino funda- papel decisivo em algumas dessas linhas de ação.
mental: não se tratava apenas de garantir oportu- Por meio do presente trabalho, o
nidades de escolarização, era necessário trabalhar FUNDESCOLA oferece aos gestores dos sistemas de
para garantir oportunidades de aprendizagem, o ensino sua contribuição ao tratamento de mais
que implicava atuar sobre as condições da oferta uma das dimensões dos padrões mínimos de fun-
do ensino, com base no binômio qualidade e eqüi- cionamento da escola, a que diz respeito ao am-
dade. biente físico escolar, composto pelo espaço
É nesse cenário que toma corpo a necessi- educativo, pelo mobiliário e equipamento escolar,
dade imperiosa de promover o alcance de padrões e pelo material didático.
mínimos de funcionamento por todas as escolas Consoante com o princípio de promoção da
públicas de ensino fundamental, com o objetivo eqüidade que tem orientado as decisões de polí-
de assegurar oportunidades de aprendizagem a tica educacional, a abordagem de padrões míni-
todas as crianças brasileiras. mos contida no trabalho apóia-se no pressupos-
Padrões mínimos de funcionamento das es- to fundamental de que:
colas expressam a presença de um conjunto de • todo e qualquer aluno das escolas pú-
insumos e condições necessários para a realiza- blicas brasileiras tem direito aos mes-
ção das atividades escolares – instalações físi- mos serviços, com padrão equivalente,
cas, equipamentos, recursos pedagógicos, recur- independentemente da localização ou
sos humanos, currículo, gerenciamento 1 . Apa- do tamanho da escola que freqüente.
rentemente simples, o conceito envolve, na ver- Em decorrência desse pressuposto, este
dade, um amplo conjunto de condições huma- documento trata, inicialmente, de identificar os
nas, materiais e organizacionais ou de insumos serviços aos quais todo aluno do ensino fundamen-
e processos. tal tem direito, que são aqueles essenciais ao de-
senvolvimento do processo educativo escolar e, en-
quanto essenciais, são, portanto, mínimos.
É a partir da identificação dos serviços es-
senciais, de suas funções e atividades componen-
1 Ministério da Educação/Projeto Nordeste. Banco Mundial. UNICEF.
tes, que se busca, então, estabelecer as condições
Chamada à ação: combatendo o fracasso escolar no Nordeste. do ambiente físico escolar necessárias a sua ofer-
Programa de Pesquisa e Operacionalização de Políticas Edu-
ta, por toda e qualquer escola.
cacionais. Brasília, 1997.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INTRODUÇÃO

Do ponto de vista do ambiente físico, os Em consonância com o outro princípio


padrões mínimos de funcionamento das escolas norteador da política para o ensino fundamental,
expressam, portanto, a presença de condições o da promoção da qualidade, o trabalho volta,
que viabilizam a oferta dos serviços essenciais em seguida, sua atenção para os elementos com-
ao desenvolvimento do processo educativo ponentes do ambiente físico escolar – o espaço
escolar. educativo, o mobiliário, os equipamentos e o
Identificados os serviços educativos essen- material didático – fornecendo informações, re-
ciais e estabelecidas as condições ambientais ne- comendações e critérios que possam garantir
cessárias a sua oferta, o trabalho passa a focali- qualidade aceitável aos recursos materiais em-
zar as alternativas passíveis de adoção pelos sis- pregados na escola, de modo que atendam aos
temas de ensino e pelas escolas, para viabilizar fins a que se destinam e apresentem durabilida-
sua existência, levando em conta: de compatível com o uso responsável dos recur-
a enorme diversidade de condições de sos públicos.
operação das escolas brasileiras; Em resumo, focalizando o ambiente físico
a necessidade de encontrar formas para escolar, este documento trata:
que também as pequenas escolas ofe- • dos padrões mínimos de funcionamen-
reçam as facilidades e oportunidades to da escola;
educacionais que se associam positiva- • dos padrões mínimos de qualidade dos
mente ao desempenho dos alunos, in- recursos materiais nela empregados.
dependentemente de sua localização e Na forma como se desenvolve, contém três
de sua dependência administrativa; aspectos inovadores:
a necessidade de encarar o problema a ênfase nos fins, e não nos meios;
representado pelas escolas construídas destaque à organização de ambientes
sem atenção aos requisitos construti- escolares multifuncionais;
vos mínimos e não adequadamente direcionamento aos gestores educa-
equipadas, tanto como forma de pro- cionais.
mover a eqüidade, como de salvaguar- Em primeiro lugar, ao adotar como ponto
dar o investimento já realizado. de partida para a definição dos padrões mínimos
A consideração desses condicionantes leva de funcionamento da escola os serviços que ela
à proposição de três alternativas, como condição deve oferecer, atribui-se ao prédio e aos recursos
para que a universalização da oferta dos serviços materiais sua efetiva dimensão de meios para a
educativos essenciais possa ser alcançada: realização da missão da escola, modificando as
a flexibilização do uso dos espaços etapas usuais de tratamento do tema. Desloca-se,
educativos, mediante organização de pois, o eixo da discussão dos meios para os fins
ambientes escolares multifuncionais; ou, em outras palavras, deixa-se de tentar definir
a possibilidade de recurso a facilida- o que a escola precisa ter, como mínimo, para fo-
des oferecidas pela comunidade, preser- calizar o que a escola precisa fazer, como mínimo.
vados os critérios de adequação aos Em segundo lugar, ao dar destaque à
processos de ensino e de aprendiza- flexibilização do uso dos espaços educativos, me-
gem; diante organização de ambientes escolares
a imprescindível intervenção dos siste- multifuncionais, a proposta busca ampliar as
mas de ensino, para que as condições possibilidades de que os padrões mínimos de fun-
requeridas possam ser atingidas pelo cionamento sejam alcançados por um maior nú-
universo de escolas sob sua jurisdição. mero de escolas, em menor tempo.
Em meio à enorme diversidade de carac- cia, para citar uns poucos exemplos. Assim, re-
terísticas de operação das escolas brasileiras, duzidas em seu tamanho, as moradias precisam
se existem gestores que limitam as possibili- dar conta das novas atividades, estimulando o
dades educacionais de seus alunos, sob o argu- surgimento de inúmeras publicações que suge-
mento da falta de recursos e de condições, tam- rem o uso múltiplo dos espaços, mostram solu-
bém é inegável a existência de um grande con- ções para áreas reduzidas, ensinam “como apro-
tingente que, no dia a dia, busca soluções para veitar aquele cantinho”.
contornar limitações, carências e obstáculos. Quando se trata da escola, porém, essa não
Inventam, improvisam, “quebram o galho”. Na é, ainda, uma visão que receba o beneplácito de
maior parte das vezes, o fazem puramente apoi- técnicos e autoridades. É comum a resistência
ados no bom senso, já que a produção técnica, ao que alguns chamam de “banalização” da abor-
pouco acolhendo a realidade, quase não lhes dagem do ambiente físico escolar. Ver a escola
fornece subsídios. como algo “sagrado”, deslocada das transforma-
O que o presente trabalho se propõe é ofe- ções sociais, econômicas e culturais não tem sido,
recer estímulo, informações e orientações para porém, uma postura útil, principalmente para a
transformar a improvisação e o “quebra galho” redução das desigualdades no que diz respeito ao
em otimização ou flexibilização da utilização dos usufruto dos serviços escolares.
espaços e recursos materiais escolares, organi- A terceira característica inovadora deste
zando ambientes multifuncionais, com base em guia reside no público ao qual se orienta: os
critérios técnicos e responsáveis. gestores educacionais. Especialmente no cam-
Essa abordagem dá à escola um tratamen- po do espaço educativo, o Brasil tem produzi-
to que, já há algum tempo, vem sendo praticado do vários e bons documentos, destinados, po-
para os espaços habitacionais. À redução das di- rém, em geral, a técnicos e especialistas. Ao
mensões dos imóveis residenciais, determinada, voltar-se aos clientes desses técnicos e especia-
basicamente, por questões de custos, tem listas, o trabalho busca ajudá-los a identificar
correspondido uma ampliação das funções da suas necessidades, definir suas prioridades, es-
moradia, decorrente tanto da disponibilidade de pecificar suas “encomendas”, dialogar com pro-
novas tecnologias, como de dificuldades cotidia- fissionais e fornecedores, bem como acompa-
nas, especialmente nas grandes cidades: recebe- nhar e fiscalizar a qualidade dos bens e servi-
se mais os amigos, trabalha-se em casa, o com- ços fornecidos às escolas, zelando pela provei-
putador pessoal é meio de acesso à informação e tosa utilização dos recursos públicos destina-
ao lazer, traz-se o cinema para dentro da residên- dos à educação.
SUMÁRIO

PARTE 1 – AMBIENTE FÍSICO ESCOLAR – FUNDAMENTAÇÃO ............................................... 13


CAPÍTULO 1 – PADRÕES MÍNIMOS NO ENSINO FUNDAMENTAL BRASILEIRO ................ 15
1.1 PADRÕES MÍNIMOS NA POLÍTICA EDUCACIONAL ..................................................................................... 15
1.2 A PROPÓSITO DE QUALIDADE E EQÜIDADE EM EDUCAÇÃO ....................................................................... 21
1.3 COMPROMISSOS DO PROGRAMA FUNDESCOLA ....................................................................................... 22
CAPÍTULO 2 – COMO E ONDE A ESCOLA FAZ DIFERENÇA ..................................................... 24
2.1 RESULTADOS DE ESTUDOS BRASILEIROS .................................................................................................. 24
2.2 A QUESTÃO DO TAMANHO DA ESCOLA ................................................................................................... 26
2.3 PRÉDIOS ESCOLARES: NECESSIDADES ATUAIS .......................................................................................... 27
CAPÍTULO 3 – SERVIÇOS, FUNÇÕES E ATIVIDADES DA ESCOLA .......................................... 29
3.1 C ONCEITOS .......................................................................................................................................... 29
3.2 SELEÇÃO DE SERVIÇOS E IDENTIFICAÇÃO DE FUNÇÕES E ATIVIDADES ...................................................... 30
3.3 ASSOCIAÇÃO ENTRE SERVIÇOS, FUNÇÕES, ATIVIDADES E AMBIENTES ESCOLARES ...................................... 38
CAPÍTULO 4 – RECOMENDAÇÕES PARA ORGANIZAÇÃO DE
AMBIENTES ESCOLARES MULTIFUNCIONAIS .............................................................................. 45
4.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O MATERIAL DIDÁTICO ...................................................................................... 45
4.2 ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA ORGANIZAÇÃO DE AMBIENTES ESCOLARES MULTIFUNCIONAIS .................... 46
PARTE 2 – ESPAÇO EDUCATIVO .......................................................................................................... 65
CAPÍTULO 1 – ESPAÇO EDUCATIVO NO BRASIL .......................................................................... 67
CAPÍTULO 2 – AVALIAÇÃO DO ESPAÇO EDUCATIVO EXISTENTE ........................................ 70
2.1 POSTURAS PARA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE .................................................................................. 70
2.2 TERRENO .............................................................................................................................................. 71
2.3 EDIFICAÇÃO : ASPECTOS FUNCIONAIS .................................................................................................... 72
2.4 EDIFICAÇÃO: ASPECTOS CONSTRUTIVOS ................................................................................................ 72
2.5 EDIFICAÇÃO: ASPECTOS DE CONFORTO .................................................................................................. 79
2.6 EDIFICAÇÃO: SEGURANÇA .................................................................................................................... 87
CAPÍTULO 3 – MANUTENÇÃO: CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO ............................................ 90
CAPÍTULO 4 – ESPAÇOS EDUCATIVOS: RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS ........................ 92
SALA DE AULA/SALA-AMBIENTE ........................................................................................................................... 93
SALA DE LEITURA/BIBLIOTECA ............................................................................................................................. 94
SALA DE VÍDEO .................................................................................................................................................. 96
SALA DE INFORMÁTICA ....................................................................................................................................... 97
SALAS DE ADMINISTRAÇÃO/APOIO PEDAGÓGICO ................................................................................................. 98
SANITÁRIOS E VESTIÁRIOS .................................................................................................................................. 99
PÁTIO/RECREIO COBERTO ................................................................................................................................. 101
COZINHA/ÁREA DE SERVIÇO .............................................................................................................................. 102
D EPÓSITOS ...................................................................................................................................................... 103
PARTE 3 – MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR ................................................................. 105
CAPÍTULO 1 – RAZÕES E NECESSIDADES ..................................................................................... 107
CAPÍTULO 2 – PARÂMETROS PARA AQUISIÇÃO E UTILIZAÇÃO DE MOBILIÁRIO
E EQUIPAMENTO ESCOLAR ................................................................................................................ 109
2.1 PARÂMETROS REFERENTES AO USO: PEDAGOGIA E NECESSIDADES DA UNIDADE ESCOLAR ........................ 109
2.2 PARÂMETROS REFERENTES AO USUÁRIO: ERGONOMIA ............................................................................. 110
2.3 PARÂMETROS REFERENTES A ASPECTOS CONSTRUTIVOS: TECNOLOGIA ................................................... 110
2.4 PARÂMETROS REFERENTES A ASPECTOS ECONÔMICOS: GARANTIA DE QUALIDADE E RACIONALIZAÇÃO .... 111
2.5 PARÂMETROS REFERENTES A ASPECTOS ECOLÓGICOS: IMPACTO AMBIENTAL ......................................... 112
CAPÍTULO 3 – CRITÉRIOS BÁSICOS PARA SELEÇÃO DE MOBILIÁRIO E
EQUIPAMENTO ESCOLAR ................................................................................................................... 113
3.1 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA O MOBILIÁRIO ............................................................................................. 113
3.2 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA EQUIPAMENTOS DE REPROGRAFIA .................................................................. 115
3.3 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA ................................................................. 115
3.4 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS .................................................. 116
3.5 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA EQUIPAMENTOS A GÁS ................................................................................. 116
CAPÍTULO 4 – CONTROLE DE QUALIDADE E GARANTIA DO MOBILIÁRIO E
EQUIPAMENTO ESCOLAR ................................................................................................................... 117
4.1 FORMAS DE COMPRAS DE MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR .......................................................... 117
4.2 PROCEDIMENTOS NAS COMPRAS DE MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR ........................................... 118
4.3 PROCEDIMENTOS NO RECEBIMENTO DE MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR ..................................... 118
4.4 PROCEDIMENTOS PARA GERENCIAMENTO DA GARANTIA DE MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR ......... 120
CAPÍTULO 5 – MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR: RECOMENDAÇÕES
ESPECÍFICAS ............................................................................................................................................. 121
MESA E CADEIRA DO ALUNO ............................................................................................................................. 121
MESA E CADEIRA DO PROFESSOR ....................................................................................................................... 123
MESAS DE USO GERAL E BANCADAS ................................................................................................................... 123
MESAS PARA EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA ................................................................................................... 124
CADEIRAS E BANQUETAS ................................................................................................................................... 125
CADEIRA COM PRANCHETA ................................................................................................................................ 125
MÓVEIS PARA GUARDAR E EXPOR MATERIAL DIDÁTICO E ESCOLAR ....................................................................... 126
CONJUNTO MÓVEL COM LIVROS ........................................................................................................................ 128
SUPORTES DE COMUNICAÇÃO ........................................................................................................................... 129
SUPORTE MÓVEL PARA TELEVISÃO E VÍDEO ......................................................................................................... 130
K IT TECNOLÓGICO .......................................................................................................................................... 130
APARELHO DE SOM ........................................................................................................................................... 131
COMPUTADOR .................................................................................................................................................. 132
IMPRESSORA ...................................................................................................................................................... 133
EQUIPAMENTOS DE REPROGRAFIA ....................................................................................................................... 134
RETROPROJETOR ............................................................................................................................................... 135
MÁQUINA DE ESCREVER .................................................................................................................................... 136
TELEFONE ........................................................................................................................................................ 137
VENTILADOR .................................................................................................................................................... 137
CONDICIONADOR DE AR ................................................................................................................................... 138
F OGÃO ............................................................................................................................................................ 139
REFRIGERADOR ................................................................................................................................................. 141
CONGELADOR (FREEZER ) ................................................................................................................................. 142
L IQÜIDIFICADOR .............................................................................................................................................. 143
PARTE 4 – MATERIAL DIDÁTICO ....................................................................................................... 145
CAPÍTULO 1 – SOZINHA, A TECNOLOGIA NÃO FAZ MILAGRES ......................................... 147
CAPÍTULO 2 – RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA SELEÇÃO E AQUISIÇÃO
DE MATERIAIS DIDÁTICOS ................................................................................................................. 149
CAPÍTULO 3 – MATERIAIS DIDÁTICOS: SUGESTÕES DE USO .............................................. 151
CAPÍTULO 4 – MATERIAIS DIDÁTICOS: INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS ............................. 163
ÁBACO - ALUNO .............................................................................................................................................. 163
ÁBACO- PROFESSOR .......................................................................................................................................... 164
ALFABETO DE PLÁSTICO ................................................................................................................................... 164
AQUÁRIO E TERRÁRIO ....................................................................................................................................... 165
ARCOS PARA GINÁSTICA ................................................................................................................................... 165
BALANÇA MECÂNICA DE PRECISÃO .................................................................................................................... 166
BANCO SUECO ................................................................................................................................................. 166
BASTÕES DE MADEIRA ....................................................................................................................................... 166
BINGO DE LETRAS ............................................................................................................................................ 167
B LOCOS LÓGICOS ............................................................................................................................................ 167
BOLA DE BORRACHA NO 08 ............................................................................................................................................................ 168
BOLA DE BORRACHA NO 10 ............................................................................................................................................................ 168
BOLA DE FUTEBOL DE SALÃO ............................................................................................................................. 169
BOLA DE HANDEBOL ......................................................................................................................................... 169
BOLA DE VOLEIBOL ........................................................................................................................................... 169
CAVALETE PARA PINTURA ................................................................................................................................... 170
COLCHÃO PARA GINÁSTICA .............................................................................................................................. 170
CONJUNTO BÁSICO PARA LABORATÓRIO .............................................................................................................. 170
CONJUNTO DE CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS – ALUNO ...................................................................................... 171
CONJUNTO DE CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS – PROFESSOR ................................................................................ 171
CONJUNTO DE CORDAS COLETIVAS ................................................................................................................... 172
C ONJUNTO DE DADOS ...................................................................................................................................... 172
CONJUNTO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS .......................................................................................................... 173
CONJUNTO DE INSTRUMENTOS PARA INDICAÇÃO DE TEMPO E ESPAÇO ................................................................. 174
CONJUNTO DE INSTRUMENTOS PARA MEDIÇÃO DE COMPRIMENTO,
PESO E VOLUME ............................................................................................................................................... 175
CONJUNTO DE MAPAS CIENTÍFICOS DO CORPO HUMANO .................................................................................... 175
CONJUNTO DE MAPAS GEOGRÁFICOS I .............................................................................................................. 177
CONJUNTO DE MAPAS GEOGRÁFICOS II ............................................................................................................. 178
CONJUNTO DE MAPAS HISTÓRICOS .................................................................................................................... 178
CONJUNTO DE MATERIAIS CIENTÍFICOS ............................................................................................................. 180
CONJUNTO DE MATERIAIS DE ELETRICIDADE E MAGNETISMO .............................................................................. 181
CONJUNTO DE MATERIAIS PARA MICROSCOPIA E ÓPTICA ..................................................................................... 182
CONJUNTO DE MODELOS ANATÔMICOS .............................................................................................................. 182
CONJUNTO DE PINCÉIS REDONDOS .................................................................................................................... 183
CONJUNTO DE REDES ....................................................................................................................................... 184
CONJUNTO DE SINAIS DE TRÂNSITO .................................................................................................................. 184
CONJUNTO DE TERMÔMETROS ........................................................................................................................... 184
CONJUNTO DE TESOURAS ................................................................................................................................. 185
CONJUNTO DE TRINCHAS ................................................................................................................................. 185
CONJUNTO DE VIDRARIA PARA LABORATÓRIO ...................................................................................................... 185
CONJUNTO PARA CONSTRUIR MAQUETES ............................................................................................................ 186
CORDA ELÁSTICA ............................................................................................................................................. 187
CORDA INDIVIDUAL PARA PULAR ........................................................................................................................ 187
DISCOS DE FRAÇÕES ........................................................................................................................................ 187
ESCALA CUISINAIRE ......................................................................................................................................... 188
ESPELHO DE PAREDE ......................................................................................................................................... 189
FANTASIAS DE ANIMAIS .................................................................................................................................... 190
FANTOCHES DE DEDO ...................................................................................................................................... 190
FANTOCHES DE MÃO ........................................................................................................................................ 190
FANTOCHES DE PALCO ..................................................................................................................................... 191
GLOBO TERRESTRE ........................................................................................................................................... 191
JOGOS DE MEMÓRIA ......................................................................................................................................... 192
JOGOS DE SALÃO ............................................................................................................................................. 192
MATERIAL DOURADO ........................................................................................................................................ 193
MESA DE TÊNIS ............................................................................................................................................... 193
MATERIAL DIDÁTICO: MICROSCÓPIO BÁSICO PARA ESTUDANTE .......................................................................... 194
MICROSCÓPIO ESTEROSCÓPIO .......................................................................................................................... 194
MOLDES PARA SÓLIDOS GEOMÉTRICOS .............................................................................................................. 195
MOSAICO GEOMÉTRICO ................................................................................................................................... 195
MATERIAL DIDÁTICO: NÚMEROS DE PLÁSTICO .................................................................................................. 196
PALAVRAS CRUZADAS ........................................................................................................................................ 196
PALCO PARA FANTOCHES ................................................................................................................................... 197
P LINTO 2 2 2 ..................................................................................................................................................................................... 197
REPRODUÇÕES DE OBRAS DE ARTE ..................................................................................................................... 198
SÓLIDOS GEOMÉTRICOS ................................................................................................................................... 198
TINTA GUACHE ................................................................................................................................................ 199

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................................... 200


Parte 1
Ambiente Físico Escolar
Fundamentação
15

C APÍTULO 1 – P ADRÕES MÍNIMOS NO ENSINO FUNDAMENTAL Elevadas taxas de repetência2 resultam em


conseqüências nefastas, tanto para os alunos,
BRASILEIRO
como para os sistemas de ensino. Para os estu-
dantes, a percepção de que não avançam na tra-
Criar condições para garantir oportunida-
jetória escolar gera a desmotivação e a
des de aprendizagem aos alunos do ensino funda-
inadaptação que acabam por conduzir ao aban-
mental tem sido o objetivo de uma série de me-
dono da escola. Para os sistemas de ensino, man-
didas de política educacional, postas em prática
tém-se a pressão sobre a oferta de vagas e cres-
especialmente a partir da segunda metade da dé-
cem os custos de manutenção do ensino, já que o
cada de 90. Provavelmente, poucas vezes se as-
fluxo escolar não se processa normalmente.
sistiu ao desencadear de um conjunto concerta-
Os fatos acabaram por revelar, em síntese,
do de iniciativas em torno de finalidades comuns.
que:
Consubstanciadas na legislação em planos, pro-
já não se tratava apenas de abrir mais
gramas e projetos, essas medidas focalizaram di-
vagas na escola, mas de criar as condi-
ferentes dimensões dos padrões mínimos de fun-
ções de permanência e de sucesso esco-
cionamento das escolas.
lar para os matriculados;

1.1 PADRÕES MÍNIMOS NA POLÍTICA EDUCACIONAL os baixos níveis de desempenho com-


prometiam os próprios avanços obtidos
nos níveis de atendimento educativo da
Durante as décadas de 70 e 80, empreen-
população;
deu-se, no país, um grande esforço para garantir
a inadequação dos currículos, a utili-
o acesso de crianças e jovens ao ensino funda-
zação de práticas de avaliação incapa-
mental público, principalmente por meio da am-
zes de subsidiar corretas e oportunas
pliação da oferta de vagas escolares.
revisões dos planos de ensino, a defici-
A notável expansão quantitativa, contudo,
ência na formação inicial e continuada
não se mostrou suficiente para atender ao objeti-
dos professores, a precariedade de con-
vo de universalizar o ensino fundamental. Sem
dições materiais, associadas a práticas
dúvida, muitas portas se abriram para acolher a
pouco efetivas de gerenciamento eram,
população em idade escolar e, em 1996, a taxa
em boa medida, responsáveis pelos
de atendimento da população de 7 a 14 anos já
insatisfatórios resultados obtidos.
chegava a 96% 1 . O fato de que as crianças pu-
Os estudos e análises realizados com o ob-
dessem entrar na escola não significou, porém,
jetivo de obter maior compreensão das causas
que pudessem concluir, com bom aproveitamen-
do baixo desempenho do sistema educacional
to, a etapa inicial da escolarização. Modestos ní-
revelavam, ainda, que, embora os problemas
veis de desempenho e altas taxas de reprovação
identificados afetassem de forma generalizada o
mostravam que os alunos não estavam evoluin-
sistema escolar brasileiro, evidenciava-se grande
do em sua aprendizagem.
heterogeneidade nas condições de oferta de ensi-
no entre regiões, municípios, redes escolares e
áreas. Em conseqüência, as deficiências torna-
vam-se ainda mais agudas exatamente naquelas
situações nas quais a escola precisaria atuar como
1
A taxa de atendimento refere-se ao percentual de crianças e
jovens na faixa etária, matriculadas em qualquer nível de
ensino, em relação ao total da população na mesma faixa de
2
idade. Alunos que, reprovados, voltam a cursar a mesma série.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
16
PARTE 1

contraponto a condições socioeconômicas adver- Fazendo um diagnóstico lúcido do desem-


sas que, por si só, predispõem ao insucesso esco- penho do sistema, o plano destacava os obstácu-
lar. los e desafios a serem, ainda, vencidos no esfor-
Essas constatações fizeram com que se ço de oferta de educação básica para todos, enu-
ampliasse a visão acerca da universalização do merando, entre os vários pontos críticos detec-
ensino fundamental, modificando-se a finalidade tados, “a desigualdade e heterogeneidade da oferta
das ações, da garantia de oportunidades de de ensino entre redes, regiões, localidades e es-
escolarização, para a garantia de oportunidades colas, configurando um quadro de iniqüidades nas
de aprendizagem. Isso significava atuar sobre as oportunidades de aprendizagem” 5 .
condições da oferta do ensino, com base no Medidas em gestação, que procuravam res-
binômio qualidade e eqüidade. ponder aos desafios identificados, tornaram-se
A Constituição Federal de 1988 instituiu o efetivas principalmente a partir da segunda me-
marco jurídico de uma série de medidas de polí- tade da década de 90. Em todas aquelas de maior
tica educacional que tomariam corpo, efetiva- impacto aparecem, explicitamente, as preocupa-
mente, durante a segunda metade da profícua ções com a melhoria da qualidade, a redução das
década de 90, cenário de importantes modifica- desigualdades e a garantia de padrões mínimos,
ções na educação brasileira. Entre os princípios em alguma das dimensões abrangidas pelo con-
regentes da educação no país, a Constituição de ceito.
1988 (art. 206) incluiu a igualdade de condições
para o acesso e a permanência na escola, a garan- RECURSOS FINANCEIROS
tia de padrão de qualidade, a gestão democrática A Emenda Constitucional n o 14, promul-
do ensino público e a valorização dos profissio- gada em setembro de 1996, dando nova redação
nais da educação. ao art. 211 da Constituição Federal, estabeleceu
No início de 1990, o Brasil participou da que “a União ... exercerá, em matéria educacio-
Conferência de Educação para Todos 3 , da qual nal, função redistributiva e supletiva, de forma a
resultaram posições consensuais, sintetizadas na garantir equalização de oportunidades educacio-
Declaração Mundial de Educação para Todos. A nais e padrão mínimo de qualidade do ensino,
incorporação dos compromissos assumidos in- mediante assistência técnica e financeira aos Es-
ternacionalmente à política para a educação, já tados, ao Distrito Federal e aos Municípios”.
então delineada na carta constitucional, resultou Com o objetivo de garantir eqüidade na
na elaboração do Plano Decenal de Educação para distribuição dos recursos vinculados à educação
Todos 1993 – 2003, “concebido como um con- pelo texto constitucional de 1988, a Emenda ins-
junto de diretrizes políticas em contínuo proces- tituiu o princípio redistributivo, ordenando a cri-
so de negociação, voltado para a recuperação da ação, no âmbito de cada estado e do Distrito Fe-
escola fundamental, a partir do compromisso com deral, de um Fundo de Manutenção e Desenvol-
a eqüidade e com o incremento da qualidade”4 . vimento do Ensino Fundamental e de Valoriza-
ção do Magistério, o FUNDEF, e determinando sua
complementação, pela União, sempre que o va-
3
Conferência realizada em Jomtien, na Tailândia, convocada lor por aluno não alcançasse um mínimo defini-
pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a do nacionalmente.
Ciência e a Cultura – UNESCO, o Fundo das Nações Unidas para
a Infância – UNICEF , o Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento – PNUD e o Banco Mundial.
4 5
Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Ministério da Educação e do Desporto. Plano Decenal de
Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Introdução Educação para Todos. Brasília, 1993. II - Obstáculos a
aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, 1997. enfrentar.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


17

Em consonância com a política de CURRÍCULO E ENSINO


descentralização da administração da educação Publicada no final de 1996, a nova Lei de
e de estímulo à autonomia da escola, o Ministé- Diretrizes e Bases da Educação Nacional8 desen-
rio da Educação – MEC – lançara, já em 1995, pro- cadeou importantes inovações normativas,
grama de transferência de recursos financeiros
organizativas e pedagógicas.
em favor das escolas públicas do ensino funda-
A nova LDB determinou que os currículos
mental e escolas de educação especial, mantidas
do ensino fundamental e médio tenham uma base
por organizações não-governamentais, sem fins
nacional comum, a ser complementada, em cada
lucrativos, visando garantir, supletivamente, sua
sistema de ensino e estabelecimento escolar, por
manutenção e contribuir para a melhoria do aten-
uma parte diversificada, exigida pelas caracterís-
dimento de suas necessidades básicas.
ticas regionais e locais da sociedade, da cultura,
Implantado com o nome de Programa de
da economia e da clientela (art. 26). Em termos
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fun-
da organização do ensino, admitiu grande flexi-
damental – PMDE, o programa sofreu, ao final de
bilidade, “sempre que o interesse do processo de
1998 6 , modificações destinadas a favorecer o al-
aprendizagem assim o recomendar” (art. 23). Foi
cance de seus objetivos, passando a chamar-se
específica com relação à oferta de educação bá-
Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE.
sica para a população rural, dispondo que os sis-
Resolução do Conselho Deliberativo do
temas de ensino promovam as adaptações neces-
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa-
ção – FNDE , responsável pela execução do Pro- sárias a sua adequação às peculiaridades da vida
grama, deixou clara a adoção do princípio rural e de cada região (art. 28). No que diz res-
redistributivo dos recursos disponíveis, para ga- peito ao rendimento escolar, tornou obrigatórias
rantir padrão mínimo de qualidade do ensino e as atividades de recuperação para os casos de
contribuir para a redução das desigualdades insuficiência e abriu a possibilidade de acelera-
socioeducacionais entre as regiões do país7 . ção de estudos, de forma a propiciar a regulari-
Assim, os recursos transferidos à conta do zação do fluxo escolar e de superar, progressi-
Programa destinam-se à cobertura de despesas vamente, as altas taxas de distorção idade/série
que concorram para a garantia de funcionamen- que resultam, principalmente, da repetência (art.
to e de pequenos investimentos das escolas 24, V).
beneficiárias, tais como: A necessidade de construir uma referência
aquisição de material permanente; curricular nacional para a educação básica, ex-
manutenção, conservação e pequenos pressa originalmente na Constituição Federal e
reparos da unidade escolar; reafirmada na LDB, levou o MEC a desenvolver, no
aquisição de material de consumo ne- período de 1995 a 1999, os Parâmetros
cessário ao funcionamento da escola; Curriculares Nacionais – PCN , a serem discuti-
capacitação e aperfeiçoamento de pro- dos e traduzidos em propostas regionais nos di-
fissionais da educação; ferentes estados e municípios, de modo a “ga-
avaliação de aprendizagem; rantir a todo aluno, de qualquer região do país,
implementação de projeto pedagógico; do interior ou do litoral, de uma grande cidade ou
desenvolvimento de atividades educa- da zona rural, que freqüentam cursos nos perío-
cionais. dos diurno ou noturno, que sejam portadores de
necessidades especiais, o direito de ter acesso aos

6
Medida Provisória n o 1.784, de 14 de dezembro de 1998.
7
Resolução n o 003, de 21 de janeiro de 1999. 8
Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
18
PARTE 1

conhecimentos indispensáveis para a construção to, inspeção, supervisão e orientação


de sua cidadania”9 . educacional para a educação básica se
Com o propósito de intensificar a implan- faça em cursos de graduação de peda-
tação dos referenciais curriculares contidos nos gogia ou em nível de pós-graduação
PCN, o MEC , por intermédio da Secretaria de Ensi- (art. 64);
no Fundamental – SEF, produziu e tornou dispo- os sistemas de ensino promovam a va-
nível, para os sistemas estaduais e municipais de lorização dos profissionais da educa-
ensino, o material Parâmetros em Ação, propon- ção, assegurando-lhes ingresso exclu-
do atividades a serem realizadas no âmbito dos sivamente por concurso público; aper-
programas de formação continuada de profissio- feiçoamento profissional continuado;
nais da educação. piso salarial; progressão funcional ba-
seada na titulação/habilitação e em ava-
RECURSOS HUMANOS liação de desempenho; tempo para es-
Dimensão fundamental e indissociável de tudos, planejamento e avaliação, inclu-
qualquer processo de melhoria da qualidade do ído na carga horária de trabalho; e con-
ensino, os profissionais da educação, em especi- dições adequadas de trabalho (art. 67);
al aqueles em exercício no ensino fundamental, cada município e, supletivamente, o
foram objeto de grande atenção, tanto na Lei de estado e a União realizem programas
Diretrizes e Bases de 1996, como na lei que re- de capacitação para todos os profes-
gulamentou o FUNDEF 10, publicada simultanea- sores em exercício (art. 87, parágrafo
mente. Ambos os instrumentos estabeleceram 3o, III);
bases no que se refere à formação e à valorização até o final da Década da Educação11
desses profissionais, respeitando a autonomia dos somente sejam admitidos professores
entes federados que, em suas legislações própri- habilitados em nível superior ou for-
as, tratam de atribuições, alocação e quantida- mados por treinamento em serviço
des. (art. 87, parágrafo 4 o).
Como normas a serem observadas nacio- A lei que regulamentou o FUNDEF , por sua
nalmente, a LDB determinou que: vez:
a formação dos docentes para atuar na assegurou a utilização de, pelo menos,
educação básica se faça em nível supe- 60% dos recursos do Fundo para a re-
rior, em curso de licenciatura plena, muneração dos profissionais do magis-
admitida como formação mínima para tério em efetivo exercício de suas ati-
o exercício do magistério na educação vidades no ensino fundamental públi-
infantil e nas quatro primeiras séries co (art. 7 o).
do ensino fundamental, a oferecida em determinou a elaboração, pelos esta-
nível médio, na modalidade normal dos, pelo Distrito Federal e pelos mu-
(art. 62); nicípios, de novo Plano de Carreira e
a formação de profissionais de educa- Remuneração do Magistério, de modo
ção para administração, planejamen- a assegurar remuneração condigna dos
professores do ensino fundamental, o
estímulo ao trabalho em sala de aula e
9
Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental.
Parâmetros Curriculares Nacionais. Terceiro e quarto ciclos
11
do ensino fundamental. Brasília, 1998. Apresentação. A Década da Educação foi instituída pela própria Lei no 9.394,
10
Lei no 9.424, de 24 de dezembro de 1996. a iniciar-se um ano a partir de sua publicação.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


19

a melhoria da qualidade do ensino (art. GESTÃO ESCOLAR


9o, I, II e III). Mais uma vez, a Lei de Diretrizes e Bases
garantiu aos professores leigos o pra- inovou, em termos normativos, ao ampliar as
zo de cinco anos para a obtenção da responsabilidades das escolas (art. 12), incum-
habilitação necessária ao exercício das bindo-as, entre outras responsabilidades, de:
atividades docentes (art. 9 o, parágrafo
elaborar e executar sua proposta peda-
2 o), definindo essa habilitação como gógica;
condição para ingresso no quadro per-
administrar seu pessoal e seus recursos
manente da carreira (art. 9o, parágra-
materiais e financeiros;
fo 3o).
articular-se com as famílias e a comu-
As exigências legais levaram o MEC, por in-
nidade, criando processos de
termédio da Secretaria de Educação a Distância
integração da sociedade com a escola.
– SED – e do FUNDESCOLA, em parceria com a União
De forma a prover as condições para o
Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
exercício das responsabilidades atribuídas, deter-
– UNDIME – e com o Conselho Nacional dos Se-
minou que os sistemas de ensino:
cretários de Educação – CONSED , a instituir, em
definissem as normas da gestão demo-
1999, o Programa de Formação de Professores em
crática da educação básica, garantin-
Exercício – Proformação, com os objetivos de:
do participação dos profissionais da
habilitar os professores das redes pú-
educação na elaboração do projeto
blicas de educação, de acordo com a
pedagógico da escola, bem como a
legislação vigente;
participação das comunidades escolar
elevar o nível de conhecimento e com- e local em conselhos escolares ou equi-
petência profissional dos docentes em
valentes (art. 14);
exercício;
assegurassem às unidades escolares
contribuir para a melhoria do desem- que os integram progressivos graus de
penho escolar dos alunos das séries
autonomia pedagógica, administrativa
iniciais da educação fundamental das
e de gestão financeira (art. 15).
redes públicas dos estados das regiões
Ao promover a autonomia da escola e am-
Norte, Nordeste e Centro-Oeste 12 ;
pliar suas responsabilidades, a lei fortaleceu ten-
valorizar a profissionalização docente, dência, recente no País, de atribuir à escola lugar
aprimorando, dessa forma, a qualida- de destaque nas medidas destinadas a promover
de do ensino. a qualidade do ensino, em contraposição à idéia
O FUNDESCOLA desenvolveu, ainda, trabalho de que os problemas da educação podiam ser
destinado a assessorar os municípios na tarefa resolvidos por meio de reformas amplas e cen-
de construção das novas carreiras do magistério tralizadas que, na maioria das vezes, incidiam
público municipal, de acordo com as diretrizes apenas sobre um dos aspectos do complexo sis-
emanadas da legislação 13 . tema educacional 14 .
A elaboração de regimentos e propostas
pedagógicas colocaram as escolas diante de no-

12
Áreas de atuação do FUNDESCOLA.
13 14
Ministério da Educação. Programa F UN DES C OL A . Plano de Gestão educacional. Tendências e perspectivas. São Paulo,
carreira e remuneração do magistério público. Brasília, sem CENPEC , 1999. Série Seminários CONSED . Principais tendências
data. regionais e internacionais. Por Juan Carlos Tedesco.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
20
PARTE 1

vas exigências, demandando capacitação, refle- AMBIENTE FÍSICO ESCOLAR


xão, discussão e tomada de decisão. A constitui- No título Do direito à educação e do dever
ção de conselhos escolares estreitou as relações de educar (Título III), a Lei de Diretrizes e Bases
com a comunidade, estimulando a consciência incluiu entre os deveres do Estado para com a
das responsabilidades mútuas: da escola para com educação escolar pública, com destaque igual ao
a sociedade e da sociedade para com a escola. da garantia de ensino fundamental obrigatório e
Mais ainda, a nova visão da escola incenti- gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
vou ações destinadas a apoiá-la na busca de no- acesso na idade própria (art. 4o, I), a garantia de
vas formas de trabalhar, de modo a não ser padrões mínimos de qualidade do ensino (art. 4o,
construída de fora para dentro, mas sim a partir IX), definindo-os como “a variedade e quantida-
de uma ação coletiva, mediante processos criati- de mínimas, por aluno, de insumos indispensá-
vos, gerados e gerenciados no interior da própria veis ao desenvolvimento do processo de ensino-
escola 15 . aprendizagem”.
Entre essas ações, merece destaque o Pla- Lembrando que os padrões mínimos de
no de Desenvolvimento da Escola – PDE, iniciativa funcionamento das escolas envolvem condições
do FUNDESCOLA em suas áreas de atuação, nas re- de diferentes naturezas ou, de forma resumida,
giões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. insumos e processos, a lei tratou o assunto de
O Plano de Desenvolvimento da Escola 16 modo mais específico, em relação ao texto cons-
é um processo gerencial de planejamento estra- titucional original e à sua Emenda no 14, ao refe-
tégico que a escola desenvolve para a melhoria rir-se a insumos. Focalizou-os, porém, de um jei-
da qualidade do ensino, elaborado de modo to ainda abrangente, na medida em que como
participativo com a comunidade escolar (equipe insumos do processo educativo escolar contam o
escolar e pais de alunos). É um processo coor- próprio currículo, os recursos humanos, os recur-
denado pela liderança da escola para o alcance sos materiais, bem como aquela classe de recur-
de uma situação desejada, de maneira mais efici- sos que favorece ou dificulta a presença de ou-
ente e eficaz, com a melhor concentração de es- tros, os financeiros. Parte dessas dimensões fo-
forços e recursos. No PDE , a escola analisa seu ram objeto de atenção, conforme mencionado,
desempenho passado, seus processos, suas rela- da própria legislação e de planos e programas go-
ções internas e externas, seus valores, sua mis- vernamentais.
são, suas condições de funcionamento e seus re- O Plano Nacional de Educação 17 , perma-
sultados. A partir dessa análise, projeta seu futu- necendo no campo dos insumos, atribuiu maior
ro, define onde quer chegar, que estratégia ado- especificidade ao tema, ao falar em padrões mí-
tará para alcançar seus objetivos, que processos nimos nacionais de infra-estrutura, tratando-os
desenvolverá, quem estará envolvido em cada entre os objetivos e metas estabelecidos para o
processo e qual o perfil de saída que deseja para ensino fundamental, e detalhando como aspec-
seus alunos. tos a serem considerados:
espaço, iluminação, insolação, ventila-
ção, água potável, rede elétrica, segu-
rança e temperatura ambiente;
instalações sanitárias e para higiene;

15
Ministério da Educação. Programa FUNDESCOLA. Como elaborar
o Plano de Desenvolvimento da Escola. Brasília, 1999. Por A C
R Xavier e J Amaral Sobrinho. Apresentação.
16 17
Idem. O que é o PDE. Lei n o 10.172, de 09 de janeiro de 2001.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


21

espa ç o s p a r a e s p o r t e , r e c r e a ç ã o , prio conceito de qualidade. A qualidade, em qual-


biblioteca e serviço de merenda esco- quer campo ou objeto, varia de acordo com as
lar; necessidades, os interesses, o grau de desenvol-
adaptação dos edifícios escolares para vimento e as características culturais das pes-
o atendimento dos alunos portadores soas e grupos.
de necessidades especiais; Mesmo no âmbito da administração em-
presarial, o conceito de qualidade tem sofrido
atualização e ampliação do acervo das
bibliotecas; transformações que levam, por sua vez, a modos
muito distintos de ação, com vistas a garanti-la.
mobiliário, equipamentos e materiais
Aceita-se, nos dias atuais, que ela é medida pela
pedagógicos;
contínua melhoria nos processos e produtos e pela
telefone e serviço de reprodução de
satisfação dos clientes. Admite-se, em decorrên-
textos;
cia, que o gerenciamento da qualidade combina
informática e equipamento multimídia
técnicas fundamentais de administração, esfor-
para o ensino.
ços de melhoria conhecidos ou inovadores e técni-
É a essa dimensão que o trabalho contri-
cas especiais para aperfeiçoar continuamente os
bui, focalizando os padrões mínimos de funcio-
processos, o que demanda disciplina, compromis-
namento da escola de ensino fundamental relati-
so e um esforço crescente18 .
vamente ao ambiente físico escolar – espaço
No que se refere à aplicação do conceito
educativo, mobiliário e equipamento escolar, e
de qualidade à educação, ao ensino ou à escola, à
material didático –, bem como os padrões míni-
parte quaisquer polêmicas entre profissionais
mos de qualidade de cada um desses elementos.
detentores de competências em diferentes cam-
pos do conhecimento, pode-se afirmar que ele
1.2 A PROPÓSITO DE QUALIDADE E EQÜIDADE EM
está associado às idéias de eficiência e de eficá-
EDUCAÇÃO
cia, de ampliação da escolaridade a maior núme-
ro de pessoas, de aumento das taxas de aprova-
Conforme registrado anteriormente, a pre- ção e, particularmente, de efetividade dos proces-
ocupação em dotar as escolas públicas de ensino sos de ensino e de aprendizagem, origem dos de-
fundamental de padrões mínimos de funciona- mais resultados almejados.
mento fundamenta-se na necessidade de garan- O foco na efetividade dos processos de ensi-
tir aos alunos oportunidades de aprendizagem, no e de aprendizagem fornece um caminho para
atuando sobre as condições de oferta do ensino, reduzir a ambigüidade própria dos termos quali-
com base no binômio qualidade e eqüidade. dade da educação, do ensino ou da escola, qual
Ambos os termos são, na verdade, passí- seja, o de tratar, analiticamente, os elementos
veis de discussões de cunho conceitual e, por ve- constitutivos desses processos: de modo simples,
zes, geradores de dúvidas de caráter operacional, o que se ensina, como se ensina e em que meio se
justificando algumas considerações. ensina.
Embora apareçam constantemente na lite-
ratura educacional, nos textos oficiais ou no de-
bate político, os conceitos de qualidade da edu-
cação, qualidade do ensino ou qualidade da esco-
la raramente são acompanhados de critérios de
18
O trabalho de Brocka, B e Brocka M S, Gerenciamento da
observação e avaliação precisos e universais. qualidade, São Paulo, Makron Books, 1994, traz um bom
Na realidade, essa situação é decorrente da histórico das sucessivas abordagens da qualidade, no âmbito
da administração empresarial.
imprecisão e da falta de universalidade do pró-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
22
PARTE 1

Tais elementos podem ser classificados em Igualdade de oportunidades, continuam os


insumos (currículo, recursos humanos, recursos autores, por sua vez, é geralmente considerada
materiais) e processos (liderança escolar, desen- como significando igualdade de acesso, ou seja,
volvimento do currículo, relações interpessoais) ninguém que deseje e seja capaz de se beneficiar
que atuam entre si e com outros insumos e pro- de um dado curso deve ser “impedido” de fazê-
cessos. Como e por que ocorrem certas interações, lo, em virtude de critérios discriminatórios, como
depende da cultura específica das escolas e co- renda, sexo, raça ou crença.
munidades. Por esse motivo, as escolas podem Todavia, ainda que o objetivo de igualdade
ser muito diferentes entre si, no que diz respeito de acesso seja altamente desejável, freqüentemen-
à qualidade, apesar de possuírem insumos e pro- te não é possível atingi-lo, devido à escassez de
cessos similares19 . Dito de outra forma, insumos recursos. A admissão dessa restrição conduz os
e processos similares não garantem, necessaria- autores a uma definição de eqüidade menos abran-
mente, o mesmo nível de qualidade. gente, e, ao mesmo tempo, mais realista e inego-
As questões relativas a insumos, a proces- ciável, a de que deve haver acesso a uma quanti-
sos e a diferentes formas de interação entre eles dade e qualidade mínimas de educação: “alguns
está na raiz de muitos estudos sobre a escola e de podem obter mais educação que outros, mas a
abordagens de seu funcionamento. Várias pes- ninguém deve ser negado o acesso a uma quanti-
quisas têm buscado identificar como e onde a es- dade e qualidade mínimas, consideradas social-
cola faz diferença. Ao mesmo tempo, tem se mente necessárias”.
ampliado, nos últimos anos, o debate sobre a Essa definição corresponde à postura as-
sumida pelo Plano Decenal de Educação para
importância de cada escola em particular na
Todos quando afirma que o objetivo da atuação
melhoria da qualidade do ensino e tem se refor-
sobre a oferta de ensino fundamental, tendo
çado a crença de que seu êxito é a chave para
como eixo norteador o binômio qualidade e eqüi-
elevar a qualidade geral da educação20 .
dade, é atingir novos padrões, compatíveis com
Diretamente associada à questão da quali-
o direito social de satisfação das necessidades
dade está a discussão sobre a eqüidade em face
básicas de aprendizagem22 .
da educação.
Xavier, Plank e Amaral Sobrinho 21 admi-
1.3 COMPROMISSOS DO PROGRAMA F UNDESCOLA
tem que “não é fácil definir o que seria uma dis-
tribuição eqüitativa da educação, embora essa
Alicerçado nos resultados de estudos que
idéia esteja, geralmente, associada ao objetivo de
inspiraram a própria legislação educacional a es-
igualdade de oportunidades”.
timular o “protagonismo da escola”, e orientado
pelos mesmos princípios de promoção da quali-
dade e da eqüidade, o Programa FUNDESCOLA par-
te da premissa de que o desempenho dos alunos é
grandemente determinado pela qualidade da es-
19
Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo. cola que freqüentam, e que essa qualidade é con-
Educación. La agenda del Siglo XXI. Colômbia, Tercer Mundo
Editores, 1998. Qué hace que una escuela sea eficaz. Por Helen
dicionada por três conjuntos de fatores:
j. Craig.
20
Gestão educacional. Tendências e perspectivas. São Paulo,
CENPEC , 1999. Série Seminários CONSED . Principais tendências

regionais e internacionais. Por Juan Carlos Tedesco.


21 22
Xavier, A C da R, Plank, D e Amaral Sobrinho, J. Padrões Ministério da Educação e do Desporto. Plano Decenal de
mínimos de funcionamento das escolas: uma estratégia para a Educação para Todos. Brasília, 1993. III - Estratégias para
eqüidade no ensino fundamental brasileiro. Brasília, maio de universalização do ensino fundamental e erradicação do
1997. analfabetismo. C - Linhas de ação estratégica.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


23

o conhecimento, as práticas e o com- Proformação, apoiando a elaboração do Plano de


promisso do gestor escolar e de sua Carreira do Magistério Público, implantando a
equipe; Escola Ativa 24 , desenvolvendo o Programa de
as condições de aprendizagem na es- Adequação de Prédios Escolares, dotando escolas
cola; de mobiliário e equipamentos e implantando o
Plano de Desenvolvimento da Escola – , o
o apoio dos pais à escolarização e à
aprendizagem de seus próprios filhos. FUNDESCOLA estabeleceu, como um dos passos de
Uma segunda proposição que fundamenta sua estratégia, contribuir para que as escolas al-
o Programa é a de que esses fatores são dinâmi- cancem padrões mínimos de funcionamento, vis-
cos e podem ser afetados por políticas e progra- tos como um instrumento para aumentar a eqüi-
mas governamentais 23 . dade educacional, e justificados pelas enormes
Em decorrência dessas premissas, para disparidades entre escolas, nas microrregiões de
melhorar o desempenho dos alunos do ensino fun- atuação: “embora em todas as microrregiões exis-
damental público das regiões Norte, Nordeste e tam escolas com qualidade adequada, um gran-
Centro-Oeste, o F UNDESCOLA se propôs a atuar de número de crianças freqüenta aulas em prédi-
fortemente para o desenvolvimento da escola, tra- os que simplesmente não poderiam ser assim
tando, numa segunda etapa, de trabalhar de for- chamados, dado que não oferecem as condições
ma solidária com as secretarias estaduais e mu- mínimas para o ensino e a aprendizagem. Uma
nicipais de educação, com vistas a auxiliá-las no escola que opera dentro de um padrão mínimo
cumprimento de seu papel de promotoras e ga- é, pois, aquela considerada minimamente capaz
rantidoras desse desenvolvimento. de prover condições satisfatórias para a aprendi-
Além de atuar em várias frentes sobre as zagem dos alunos”25 .
condições da oferta de ensino – participando do

24
A Escola Ativa é um sistema que integra estratégias
curriculares, comunitárias, de capacitação de professores e de
administração escolar, visando oferecer o ensino fundamental
completo e introduzir melhorias qualitativas em escolas de
poucos recursos, especialmente aquelas unidocentes e com
classes multisseriadas, localizadas em áreas rurais. Ver:
Ministério da Educação. Banco Mundial. Programa FUNDESCOLA.
Escola Ativa. Capacitação de professores. Brasília, 1999.
25
The World Bank. Project Appraisal Document. School
Improvement Project – FUNDESCOLA II. Annex 2: F UNDESCOLA II
23
The World Bank. Project Appraisal Document. School components. Component 1: Raising schools to minimum
Improvement Project – F UNDESCOLA II. Março de 1999. III. operational standards.
Project Description Summary.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
24
PARTE 1

C APÍTULO 2 C OMO E ONDE A ESCOLA FAZ DIFERENÇA “em desenvolvimento” a variabilida-


de entre as escolas é muito grande, o
Durante bastante tempo, pesquisas reali- que permite observar influências dife-
zadas nos países altamente industrializados apon- rentes sobre o rendimento dos alunos.
tavam para o fato de que a escola teria pouca Estabelecia-se, assim, o entendimento de
influência sobre o desempenho dos alunos, de- que, apesar da inegável contribuição do contexto
terminado, fundamentalmente, por seu nível familiar para o sucesso escolar do aluno, os re-
socioeconômico e outras características do meio cursos e serviços disponíveis na escola (instala-
familiar e cultural 26 . ções, materiais, professores, liderança escolar)
Transposta para os países chamados em exerciam importante influência, tanto maior
desenvolvimento, essa idéia tendia a isentar os quanto mais precárias as condições socioeconô-
sistemas educacionais da responsabilidade pelos micas da comunidade atendida.
precários níveis de aprendizagem dos alunos: a
pobreza, a subnutrição, o baixo nível educacio- 2.1 RESULTADOS DE ESTUDOS BRASILEIROS

nal das famílias, em resumo, as condições socio-


econômicas eram fatores externos, não contro- Em 1996, parceria entre o Ministério da
lados pelas escolas, determinantes dos resulta- Educação, por intermédio do Projeto Nordeste,
dos obtidos pelos estudantes. o Banco Mundial e o Fundo das Nações Unidas
Nos anos 80, novos rumos seriam aponta- para a Infância – UNICEF , viabilizou o Programa
dos pela investigação educacional. A partir de de Pesquisa e Operacionalização de Políticas Edu-
meados da década, foi se difundindo a visão de cacionais – PPO27 , conjunto de 13 estudos realiza-
que, se nos países industrializados, os recursos e dos com o objetivo de identificar barreiras à
serviços escolares tinham pouca incidência so- melhoria do desempenho das escolas e dos alu-
bre os resultados do ensino, o mesmo não acon- nos no Nordeste brasileiro e de formular reco-
tecia nos países em desenvolvimento. Duas ra- mendações para orientar ou reforçar políticas
zões principais foram propostas para explicar educacionais.
esses resultados: Esses estudos evidenciaram a importância,
pelo lado familiar, se nos países “ricos”, para os resultados da aprendizagem, de vários
a maioria dos pais tem estudos corres- aspectos diretamente relacionados à escola, tais
pondentes ao nível médio ou superior, como sua forma de gerenciamento, a qualifica-
nos países “em desenvolvimento” uma ção e a atitude dos professores, a qualidade e a
grande porcentagem possui graus mui- adequação das estratégias didáticas utilizadas, a
to escassos de escolaridade, o que li- disponibilidade e a qualidade das condições ma-
mita a influência da educação da famí- teriais, o apoio à aprendizagem por parte das fa-
lia sobre o progresso escolar do aluno; mílias e da comunidade.
Trabalhando com preocupações semelhan-
pelo lado da escola, enquanto nos paí-
ses industrializados a homogeneidade tes, um outro estudo, que examinou as relações
existente nas condições da oferta tor- entre tamanho da escola, ambientes escolares e
na difíceis as comparações, nos países

27
Ministério da Educação/Projeto Nordeste. Banco Mundial.
26
Síntese extraída de Ministério da Educação. Programa UNICEF . Chamada à ação: combatendo o fracasso escolar no

F UNDESCOLA . Recursos escolares fazem diferença? Por Jacobo Nordeste. Programa de Pesquisa e Operacionalização de
Waiselfisz. Brasília, 2000. Políticas Educacionais. Brasília, 1997.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


25

qualidade do ensino (vista a partir do desempe- sanitários para alunos: enquanto 98%
nho dos alunos), nas microrregiões das capitais das escolas urbanas o possuíam, em
dos estados das regiões Norte, Nordeste e Cen- somente 47% das rurais eram encon-
tro-Oeste 28 , produziu conclusões particularmente trados.
importantes para o presente trabalho. constatou, também, forte associação
O estudo utilizou dados obtidos no Levan- entre disponibilidade do ambiente e
tamento da Situação Escolar – LSE, realizado pelo tamanho da escola, medido (convém
FUNDESCOLA nos anos de 1997 e 1998, restringin- lembrar) pelo número de salas de aula:
do-se aos prédios de propriedade da esfera pú- “Salvo alguns casos de elevada
blica mantenedora da escola. Os dados de desem- universalização” (especialmente, des-
penho dos alunos foram extraídos do Sistema pensa, cozinha e sanitário de alunos)
Nacional de Avaliação da Educação Básica – SAEB, “ou de virtual inexistência” (casos de
aplicação relativa ao ano de 1997. depósito para bujões de gás e depósito
Inicialmente, o pesquisador examinou a para lixo), “a presença dos ambientes
presença de 27 diferentes tipos de ambientes 29 , acompanha, de forma estreita, o núme-
de acordo com a dependência administrativa da ro de salas de aula da unidade esco-
escola (estadual ou municipal), sua localização lar”.
(urbana ou rural) e seu tamanho (medido pelo O segundo passo da pesquisa foi verificar
número de salas de aula permanentes). “em que medida a probabilidade de melhores ser-
Ao fazê-lo, viços educacionais e de oportunidades de apren-
identificou a existência de marcadas dizagem transformam-se em estímulo ou fator
diferenças entre as redes de ensino: na de melhoria da qualidade do ensino e, conseqüen-
totalidade dos ambientes pesquisados, temente, do aproveitamento curricular do alu-
a rede estadual apresentou índices sis- no”.
tematicamente superiores aos da rede Considerando a estreita relação observada
municipal. Enquanto, por exemplo, entre a disponibilidade dos diversos ambientes
38% das escolas estaduais possuíam escolares focalizados e o tamanho da unidade
biblioteca e 31% contavam com sala escolar, bem como o fato de que “a maior parte
de vídeo, entre as municipais as por- desses ambientes representa serviços técnico-
centagens eram, respectivamente, 11% pedagógicos que a escola presta a seus alunos”, o
e 4%. pesquisador admitiu como lógica a suposição de
constatou enormes diferenças de oferta incremento da eficácia pedagógica da escola, as-
de ambientes entre as escolas rurais e sociado a seu porte30 .
as urbanas, destacando o exemplo dos De fato, em todas as séries e componentes
curriculares do ensino fundamental considera-
dos, observaram-se ganhos sistemáticos no desem-
28
Ministério da Educação. Programa F UNDESCOLA . Tamanho da penho dos alunos, à medida que aumentava o ta-
escola, ambientes escolares e qualidade do ensino. Por Jacobo manho da escola.
Waiselfisz. Brasília, 2000.
29
Os tipos de ambientes pesquisados foram: direção, secretaria,
arquivo, almoxarifado, supervisão pedagógica, professor,
reunião, recursos didáticos, biblioteca, leitura, vídeo,
30
informática, cozinha, despensa, refeitório, sanitário Embora o tema não faça parte nem do estudo, cujas conclusões
administrativos, sanitário funcionários, sanitário alunos, recreio estão sendo resumidas, nem do presente trabalho, ambos
coberto, campo esportivo, quadra poliesportiva, depósito, dedicados ao ambiente físico escolar, cabe lembrar que, em
depósito de bujões de gás, depósito de lixo, auditório, sala de geral, também os recursos humanos mais qualificados são
uso múltiplo, sala de pré-escola. atraídos para as escolas mais bem estruturadas.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
26
PARTE 1

Como terceiro passo, o estudo examinou Em primeiro lugar, ao demonstrar que fa-
a relação entre o nível educacional familiar dos mílias mais educadas matriculam seus filhos em
alunos e o desempenho demonstrado nos testes escolas de maior porte, com melhores serviços
do SAEB, identificando forte associação entre am- educacionais, o estudo revela como, ao invés de
bos, o que evidencia a grande influência da ori- trabalhar pela promoção da eqüidade, a organi-
gem social dos estudantes sobre seu desempenho zação física da escola pode reforçar a desigualda-
escolar. de. Se, portanto, a educação da família influen-
Com base nesses resultados, o pesquisador cia os resultados escolares das crianças e jovens,
estabeleceu uma nova hipótese: não seriam os independentemente das escolas que freqüentem,
“melhores serviços” (presentes nas escolas de também influencia na escolha da escola, fazendo
maior porte, em decorrência da disponibilidade com que aumentem as chances de sucesso dos
de ambientes) a fonte explicativa do “melhor” alunos com origem familiar favorável.
desempenho dos alunos. Seriam, sim, os setores O segundo aspecto, que se associa ao pri-
da população com melhores condições sociais e meiro, traz fortes implicações para a política de
educacionais que enviariam seus filhos às “me- construção de escolas. O estudo identificou cla-
lhores escolas”. ra relação entre o tamanho da escola (medido
Ao analisar os dados sob a orientação des- pelo número de salas de aula) e o desempenho
sa hipótese, constatou, realmente, forte associa- dos alunos (cabe lembrar, escolas maiores = alu-
ção entre o nível educacional familiar e o tama- nos melhores). Essa relação, contudo, no caso
nho da escola freqüentada pelos alunos, indican- da pesquisa comentada, não foi resultante de pro-
do que famílias com melhores condições realmen- cessos de trabalho ou de relações sociais diferen-
te matriculam seus filhos em escolas de maior tes, segundo o tamanho da escola, mas da presen-
porte, com melhores serviços educacionais. ça de ambientes, que o pesquisador traduziu como
Finalmente, controlando (mantendo cons- oferta de “serviços e oportunidades educacionais”.
tante, estatisticamente) o nível educacional fa- Ora, nenhuma surpresa deriva desse fato,
miliar dos alunos, o pesquisador continuou a en- já que, via de regra, os projetos de construção de
contrar relação entre o porte da escola e os re- escolas efetivamente condicionam a disponibilida-
sultados obtidos pelos alunos, concluindo que, se de de ambientes com funções específicas ao nú-
o nível educacional familiar apresenta forte in- mero de salas de aula da unidade escolar. Desse
fluência no desempenho, a oferta de melhores modo, a própria forma de conceber o espaço
oportunidades de aprendizagem, associada ao ta- educativo acaba por reforçar, fortemente, a pro-
manho da escola, também tem sua dose de influ- babilidade de que crianças e jovens menos favore-
ência nos resultados escolares dos alunos. cidos, social e economicamente, freqüentem es-
A conclusão geral do estudo foi a de que colas que, por sua vez, contam com menores con-
facilidades e oportunidades educacionais ... ain- dições de contribuir para o adequado desenvolvi-
da fazem diferença quanto à qualidade do ensino mento dos processos de ensino e de aprendizagem.
ministrado, influenciando, portanto, a possibili- A questão do tamanho da escola está de tal
dade de sucesso escolar. modo consolidada que, temendo enveredar por
propostas inviáveis, os próprios planos e progra-
2.2 A QUESTÃO DO TAMANHO DA ESCOLA mas educacionais o tomam como condicionante
das ações a serem desenvolvidas. Assim é que o
Dois aspectos, ambos de grande importân- Plano Nacional de Educação prevê a elaboração
cia, podem ser destacados, com base no estudo de padrões mínimos nacionais de infra-estrutura
comentado. para o ensino fundamental, compatíveis com o

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


27

tamanho dos estabelecimentos. Também o Os resultados dos diagnósticos para plane-


FUNDESCOLA, em seu desenho original, ao descre- jamento de rede escolar pública urbana para o
ver as atividades previstas para a elevação das ensino fundamental, realizados nas microrregiões
escolas aos padrões mínimos de funcionamento, das capitais dos estados das regiões Norte, Nor-
admitiu que eles variam de acordo com o tama- deste e Centro-Oeste, que comparam e analisam
nho da escola: “por exemplo, uma escola muito estimativas de oferta e demanda de vagas escola-
pequena pode operar sem uma sala de direção res para o ano de 2003, documentam esse fato,
ou uma biblioteca escolar, enquanto uma escola que já é de conhecimento de estudiosos e admi-
grande precisará dessas facilidades para funcio- nistradores educacionais. Nos casos em que a
nar adequadamente”. expansão da rede escolar ainda se mostra neces-
A reflexão sobre essa questão foi de fun- sária, ela se localiza, predominantemente, em
damental importância para a proposta expressa áreas periféricas, para atendimento a clientelas
neste trabalho. Buscar formas de anular os efei- de dimensões reduzidas, o que implica, também,
tos do tamanho da escola enquanto fonte de desi- pequeno porte da edificação.
gualdade de oportunidades de aprendizagem é um Tomando como exemplo os resultados ob-
de seus objetivos. tidos em nove estados da área de atuação do
F UNDESCOLA, os dados são os seguintes: dos 75
2.3 PRÉDIOS ESCOLARES: NECESSIDADES ATUAIS municípios componentes das microrregiões das
capitais, 62 deverão apresentar ociosidade na rede
As políticas públicas concentradas em di- escolar pública de ensino fundamental, com as
minuir o déficit educacional mediante ampliação escolas funcionando em dois períodos e após
da oferta de vagas escolares tiveram dupla con- matrícula tanto de alunos na faixa etária dos 7
seqüência, com relação às construções escolares. aos 14 anos como daqueles que terão “ultrapas-
Primeiramente, é necessário reconhecer sado a idade própria”, conforme prevê a própria
que acabaram fornecendo justificativa à execu- Constituição. Os 13 municípios que se espera
ção de obras de baixo custo e sem a imprescindí- deficitários estariam assim distribuídos, quanto
vel fiscalização. Um incontável número de pré- ao porte das escolas necessárias: 1 a 2 salas de
dios não atendeu aos requisitos construtivos mí- aula = 3 municípios; 3 a 4 salas de aula = 2 mu-
nimos exigidos para as edificações escolares – nicípios; 5 a 6 salas de aula = 2 municípios; 7 a 8
muitas vezes, na verdade, a requisitos mínimos salas de aula = 1 município; mais de 12 salas de
de habitabilidade, como é caso de salas sem aber- aula = 5 municípios.
turas para iluminação e ventilação –, contrarian- Considerando que esses são resultados
do, por um lado, a própria razão de ser da expan- agregados, obtidos para o conjunto da área urba-
são e, por outro, o objetivo primordial de redu- na do município, pode-se aprofundar o exem-
ção dos custos de manutenção predial, fonte de plo, por meio do exame dos dados relativos às
desperdícios, no uso dos recursos públicos. capitais, subdivididas em áreas de abrangência31 ,
Como segunda conseqüência das políticas para a comparação entre oferta e demanda de
de expansão da oferta, os sistemas de ensino vagas no ensino fundamental. Das 101 áreas
acabaram por ampliar sua capacidade de atendi-
mento além do que seria necessário para fazer
frente à demanda por vagas no ensino fundamen- 31
Áreas delimitadas por obstáculos de difícil transposição,
tal, o que torna muito reduzida a necessidade de particularmente por alunos do ensino fundamental,
construção de novas escolas nos dias atuais. representados por acidentes naturais (como rios ou morros) ou
por obras viárias, como grandes avenidas, viadutos, vias
férreas.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
28
PARTE 1

delimitadas nas nove capitais dos estados estu- das capitais dos nove estados considerados, a
dados, 66 não necessitarão de novas escolas para matrícula rural, em 1999, superava a urbana,
atendimento à clientela do ensino fundamental denotando a existência e a importância da de-
prevista para 2003. Em muitos casos, pelo con- manda por escolarização, nessas áreas.
trário, a ociosidade deverá corresponder a par- O que se constatou tem implicações, tanto
celas consideráveis da capacidade de matrícula para os sistemas de ensino, como para os órgãos
existente em 1999, especialmente nos bairros e programas que se propõem a apoiá-los tecnica-
mais centrais. As 35 áreas potencialmente defi- mente.
citárias (muitas das quais poderão ter a clientela Em primeiro lugar, é preciso ir além das
residente atendida por escolas de áreas contíguas, orientações para projetos novos, encarando o
dependendo de medidas adotadas pelo poder problema representado pelas muitas escolas
público local) estariam assim distribuídas, quan- construídas sem atenção aos requisitos constru-
to ao porte das escolas necessárias: 1 a 2 salas de tivos mínimos e não adequadamente equipa-
aula = 7 áreas; 3 a 4 salas de aula = 9 áreas; 5 a das 32 , tanto como forma de promover a eqüi-
6 salas = 5 áreas; 9 a 10 salas = 1 área; 11 a 12 dade, como de salvaguardar o investimento já
salas = 4 áreas; mais de 12 salas de aula = 9 realizado.
áreas. Em segundo, é preciso encontrar formas
Se essa é a situação vigente em áreas urba- para que também as pequenas escolas ofereçam
nas, às quais se restringe o diagnóstico, ela não as facilidades e oportunidades educacionais que
será diferente nas zonas rurais, onde, se associam positivamente ao desempenho dos
sabidamente, pequenas escolas são necessárias, alunos, independentemente de sua localização e
dada a dispersão espacial da população. E a im- de sua dependência administrativa.
portância do ensino fundamental na zona rural Ambas as questões constituem justificati-
não pode ser minimizada, especialmente em cer- vas poderosas para a abordagem dos padrões
tas regiões do país: em 21 dos 75 municípios an- mínimos de funcionamento da escola adotada no
tes mencionados, componentes das microrregiões trabalho.

32
Os Levantamentos da Situação Escolar - LSE realizados pelo
F UNDESCOLA nas áreas-alvo do Programa documentam o fato.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


29

C APÍTULO 3 S ERVIÇOS, FUNÇÕES E ATIVIDADES DA ESCOLA o tratamento do ambiente físico esco-


lar (espaço educativo, mobiliário, equi-
A reflexão sobre o conjunto de informa- pamentos e material didático) com
ções resumidas nos capítulos anteriores – exigên- base na idéia de prestação de serviços
cias legais, intenções e compromissos do educativos privilegia os fins e não os
F UNDESCOLA, resultados de estudos – forneceu o meios, ou seja, enfatiza o que a escola
caminho para a abordagem dos padrões mínimos deve fazer, antes do que ela deve ter.
de funcionamento da escola de ensino fundamen- o ponto focal da qualidade é a melhoria
tal e dos padrões mínimos de qualidade dos recur- contínua e, nesse sentido, ela é um
sos materiais, contida no presente documento. constante “vir a ser”. O padrão míni-
reconhecendo a diversidade de condi- mo é, pois, um ponto de partida para o
ções das escolas existentes; processo de melhoria contínua do am-
biente físico escolar.
admitindo que, no país, já quase não
se trata de construir novas escolas, mas
de reorganizar as redes escolares e A proposta considera, ainda, que:
otimizar a utilização da capacidade a flexibilização do uso dos espaços,
instalada; mobiliário e equipamentos é condição
para alcançar a universalização da ofer-
admitindo, também, que o próprio es-
forço de redução dos déficits de ta dos serviços.
escolarização por meio da ênfase na o uso de recursos da comunidade, me-
ampliação da oferta de vagas foi res- diante soluções institucionais que res-
ponsável, em boa medida, pela degene- peitem as exigências dos processos de
ração da qualidade de prédios, móveis ensino e de aprendizagem é, também,
e equipamentos escolares, essa aborda- alternativa a ser considerada.
gem se propõe a modificar alguns
paradigmas no que se refere ao trata- 3.1 C ONCEITOS
mento do ambiente físico escolar, o que
envolve boa dose de dificuldade, já que No desenvolvimento da proposta de pa-
os “modelos mentais” costumam difi- drões mínimos de funcionamento da escola de
cultar a compreensão e a adesão a no- ensino fundamental, são adotados os conceitos
vas propostas 33 . apresentados a seguir.
O trabalho assenta-se nos seguintes pres- Serviços são os produtos oferecidos
supostos: pela escola a alunos, pais, professores,
todo e qualquer aluno do ensino fun- funcionários e comunidade local.
damental brasileiro tem direito aos Funções são etapas do processo de ofer-
mesmos serviços escolares, no mesmo ta do serviço, ou seja, é preciso que elas
padrão de qualidade, independente- sejam executadas para viabilizar a ofer-
mente da localização ou do tamanho ta do serviço. Por exemplo, planejar
da escola que freqüente. aulas e desenvolver aulas são duas fun-
ções essenciais para a oferta do servi-
ço de docência.
33
Sobre os “modelos mentais” e suas conseqüências, é interessante Atividades são as partes específicas nas
ler Senge, P M. A quinta disciplina. São Paulo, Editora Best quais cada função pode ser dividida, ou
Seller. seja, são as ações necessárias para dar

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
30
PARTE 1

sentido a cada uma das funções. Por A seleção dos serviços e a identificação de
exemplo, desembalar, higienizar e pre- funções e atividades foram pautadas pelos pró-
parar os alimentos são atividades que prios instrumentos norteadores da política edu-
fazem parte da função de preparo da cacional para o ensino fundamental, bem como
merenda escolar, uma das que por iniciativas do governo central destinadas a
viabilizam o serviço de alimentação. favorecer a melhoria das condições de oferta
Ambiente é o espaço físico criado e or- do ensino. Assim, foram considerados como
ganizado para abrigar as mais diversas balizadores da seleção de serviços essenciais ou
atividades de indivíduos e grupos. Os mínimos e da identificação de funções e ativi-
ambientes escolares são, pois, os espa- dades:
ços educativos organizados, com mó- a Lei de Diretrizes e Bases da Educa-
veis e equipamentos, para permitir a ção Nacional, especialmente seus arti-
realização das atividades que dão con- gos 12 e 13, que definem, respectiva-
teúdo às funções que, por sua vez, mente, as responsabilidades dos esta-
viabilizam a oferta dos serviços. belecimentos de ensino e dos docen-
Atividades afins, no âmbito do traba- tes;
lho, são aquelas que exigem caracterís- os Parâmetros Curriculares Nacionais
ticas semelhantes do ambiente onde são para o Ensino Fundamental;
desenvolvidas. programas mantidos ou apoiados pelo
MEC, por intermédio do FNDE, tais como
3.2 SELEÇÃO DE SERVIÇOS E IDENTIFICAÇÃO DE o Programa Nacional do Livro Didáti-
FUNÇÕES E ATIVIDADES co – PNLD, o Programa Nacional Biblio-
teca da Escola – PNBE, o Programa Na-
O foco preferencial nos serviços e não nos cional de Alimentação Escolar –
ambientes escolares – ou seja, nos fins ou na mis- PNAE , o Programa Nacional de Saúde

são da escola e não no prédio escolar ou nos re- Escolar – PNSE , o Programa Nacional
cursos materiais – exigiu que fossem identifica- de Informática na Educação – PROINFO,
dos aqueles serviços aos quais todo e qualquer a TV Escola, o Programa de Apoio Tec-
aluno tem direito, independentemente dos mei- nológico.
os adotados pelas escolas e pelos sistemas de en- Considerou-se que, analiticamente, os ser-
sino para ofertá-los. Passou-se, então, a buscar a viços desenvolvidos em uma escola podem ser
seleção dos serviços essenciais ao desenvolvimen- classificados em duas grandes categorias:
to do processo educativo escolar que, enquanto os serviços com foco direto no aluno,
essenciais, são, portanto, mínimos. nos quais ele participa como protago-
Selecionados os serviços, o próximo passo nista e, ao mesmo tempo, beneficiário
consistiu na identificação das funções necessárias principal. Nessa categoria, incluem-se:
para viabilizar sua oferta e, em seguida, das ati- • a docência (desenvolvimento das au-
vidades nas quais cada uma dessas funções pode las e atividades curriculares regulares,
ser detalhada. de reforço e recuperação ou voltadas
Cabe ressaltar que, sempre focalizando a à regularização da trajetória escolar);
ação da escola, buscou-se relacionar todas as fun- • as atividades que favorecem o conví-
ções necessárias à oferta de cada serviço, bem como vio escolar extraclasse;
todas as atividades requeridas para o completo • os serviços suplementares de alimen-
exercício de cada função. tação, higiene e assistência à saúde.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


31

os serviços com foco indireto no alu- contudo, se modifique, de modo substantivo, seu
no, que propiciam as condições para significado. A organização apresentada no docu-
um adequado desenvolvimento dos mento é fruto do consenso do grupo responsável
serviços diretos. Nessa categoria, in- pelo desenvolvimento do trabalho, levando em
cluem-se: consideração opiniões de diversos profissionais,
• o apoio à ação docente (por meio de atuantes em diferentes áreas da educação.
atividades de educação continuada ou O quadro 1, a seguir, relaciona os serviços
disponibilização de recursos didáticos); considerados mínimos ou essenciais, a serem
• a manutenção e conservação do am- prestados, portanto, por qualquer escola pública
biente físico escolar; brasileira de ensino fundamental, e as funções
• as atividades administrativas; necessárias para viabilizar sua oferta.
• a segurança. No quadro 2, estão detalhadas as ativida-
A titulação dos serviços, funções e ativida- des que foram consideradas como necessárias para
des pode suscitar opiniões diferentes, sem que, dar sentido a cada uma das funções.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
32
PARTE 1

Quadro 1 – Serviços e funções da escola de ensino fundamental


Lembrar que:
Serviços são os produtos oferecidos pela escola a alunos, pais, professores, funcionários e comunidade
local.
Funções são etapas do processo de oferta do serviço, ou seja, é preciso que elas sejam executadas
para viabilizar a oferta do serviço.

Docência

Promoção do acesso à
informação
Serviços com foco direto no aluno

Apoio educacional

Alimentação

Saúde e higiene

Promoção da convivência

Suporte pedagógico à
docência
Serviços com foco indireto no aluno

Administração

Manutenção, conservação e
segurança

Integração com a
comunidade

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


33

Quadro 2 – Serviços, funções e atividades na escola de ensino fundamental


Lembrar que:
Serviços são os produtos oferecidos pela escola a alunos, pais, professores, funcionários e
comunidade local.
Funções são etapas do processo de oferta do serviço, ou seja, é preciso que elas sejam executadas
para viabilizar a oferta do serviço.
Atividades são as partes específicas nas quais cada função pode ser dividida, ou seja, são as ações
necessárias para dar sentido a cada uma das funções.

Serviço: Docência

Serviço: Promoção do acesso à informação

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
34
PARTE 1

Serviço: Apoio educacional

Serviço: Alimentação

Serviço: Saúde e higiene

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


35

Serviço: Promoção da convivência

Serviço: Suporte pedagógico à docência

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
36
PARTE 1

Serviço: Administração

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37

Serviço: Manutenção, conservação e segurança

Limpeza

Manutenção de mobiliário e
equipamentos

Manutenção predial e da área


descoberta

Vigilância

Serviço: Integração com a comunidade

Manutenção de colegiados e
instituições escolares

Realização de eventos

Cessão de ambientes

Divulgação de informações Distribuição de comunicados (cartazes) a pais de alunos e pessoas da


comunidade em geral.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
38
PARTE 1

3.3 ASSOCIAÇÃO ENTRE SERVIÇOS , FUNÇÕES , Entre as atividades que podem ou devem
ATIVIDADES E AMBIENTES ESCOLARES ocorrer em vários ambientes, sem exigir deles
nenhuma adequação, estão aquelas que se refe-
Examinando-se as atividades que dão rem à colocação de cartazes e avisos, bem como
conteúdo a cada uma das funções necessárias à observação de alunos e da movimentação de
para viabilizar a oferta de um serviço, e refle- pessoas.
tindo-se sobre os ambientes escolares que se- Finalmente, as atividades que têm como
riam necessários para que todas elas possam objeto os próprios ambientes são, tipicamente, as
ser realizadas, constata-se que existem ativi- de limpeza e manutenção predial ou da área des-
dades que: coberta.
embora façam parte de funções dife- Considerando a ocorrência dessas quatro
rentes podem, por suas características, situações, foram identificados seis tipos básicos
compartilhar o mesmo ambiente; de ambientes escolares que podem dar conta da
realização de todas as atividades requeridas, para
podem valer-se de um mobiliário ade-
quado, como substitutivo de um am- que a escola de ensino fundamental preste a alu-
biente; nos, professores, funcionários, pais e comunida-
de local todos os serviços essenciais ou mínimos.
podem ou devem ocorrer em vários
Para tanto, faz-se necessária sua utilização
ambientes, sem exigir deles nenhuma
de forma flexível, otimizada ou múltipla, o que
característica especial;
permite que a escola alcance os padrões mínimos
têm como objeto os próprios ambien-
de funcionamento, em relação ao ambiente físico
tes, sem relacionar-se a um deles em
escolar.
particular.
A idéia de uso flexível do ambiente se
As atividades que podem compartilhar o
contrapõe à idéia de uso especializado. Por
mesmo ambiente foram consideradas atividades
exemplo, o ambiente específico para alimen-
afins. O critério de afinidade é, nesse caso, o tipo
tação dos alunos seria um refeitório. É possí-
de característica exigida do ambiente, para que a
vel, no entanto, que a merenda seja
atividade possa ser realizada. Por exemplo, entre
consumida, em condições perfeitamente ade-
as atividades relacionadas como componentes das
quadas, em um recreio coberto, desde que esse
diferentes funções, em cada um dos serviços,
uso do ambiente tenha sido pensado e os ajus-
encontram-se diversas que envolvem várias tur-
tes pertinentes, no espaço e no mobiliário,
mas de alunos e/ou a comunidade. Todas essas
tenham sido realizados. Um outro exemplo
atividades podem, portanto, fazer uso de um
são reuniões de vários tipos entre professores
mesmo ambiente, a partir de adequações viáveis
ou de todos com a direção da escola. Uma sala
e levando-se em conta a alternância de horários
de reuniões pode ser ideal. Mas é possível
de uso.
viabilizar esses encontros em um ambiente onde
As atividades que podem ter o ambiente
mesas de uso geral possam ser convenientemen-
substituído por mobiliário adequado são, de modo
te agrupadas, formando uma mesa de reuni-
geral, as que dizem respeito à guarda de materi-
ões. Os exemplos são inúmeros e é exatamente
ais. É possível, por exemplo, guardar materiais
a ocorrência dessas situações que permite afir-
de limpeza e manutenção, utensílios e ferramen-
mar que, em seis tipos básicos de ambientes,
tas em um móvel fechado e colocado em local
todos os serviços essenciais podem ser ofereci-
conveniente, sem que seja necessário dispor de
dos pela escola.
um depósito.

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39

É oportuno destacar que o trabalho com rando a associação mais adequada, em


os tipos básicos de ambientes escolares orienta o cada caso;
gestor para o “novo olhar” sobre o ambiente físi- permite o repasse de recomendações téc-
co escolar, para uma visão inovadora e criativa nicas, cujo objetivo é orientar o uso
de sua utilização, e não se confunde com uso ina- flexível do ambiente de forma adequa-
dequado das instalações (ou disfunção). da, sem perda de funcionalidade ou
O quadro 3 apresenta associações entre conforto;
atividades e tipos básicos de ambientes. serve como parâmetro para a análise
Cabe notar que: que o sistema de ensino deverá reali-
os tipos básicos de ambientes não re- zar das solicitações das escolas, relati-
cebem, no quadro, nenhuma das de- vas a intervenções e aquisições neces-
nominações usuais de ambientes esco- sárias para o alcance dos padrões mí-
lares (diretoria, secretaria, sala de aula, nimos de funcionamento.
sala de vídeo, sala de reuniões), sendo Os seis tipos básicos de ambientes que su-
identificados por letras. Esse procedi- portam a execução de todas as atividades que
mento é conseqüência da própria dão conteúdo às funções exigidas para a oferta
flexibilização do uso. Se uma mesma dos serviços escolares essenciais são os que se-
sala for preparada para acomodar pro- guem.
fessores em reunião e para exibir pro- A Ambiente para atividades coletivas
gramas em vídeo, ela já não será nem com, no máximo, uma turma de alu-
uma sala de reuniões nem uma sala de nos, com professores e funcionários ou
vídeo, passando a constituir um novo com pais.
ambiente; B Ambiente para atividades coletivas,
certas atividades estão associadas a com várias turmas de alunos, com ou
mais de um tipo básico de ambiente, sem participação da comunidade local.
indicando a possibilidade de que sejam C Ambiente para promoção do acesso à
realizadas em qualquer um deles, le- informação.
vando-se em conta sua adequação para D Ambiente para atividades administra-
suportar a atividade e a disponibilida- tivas.
de de horário para uso. Isso quer dizer E Ambiente para atividades de preparo
que a escola pode prever o uso de mais de alimentos/ambiente para atividades
de um tipo de ambiente para realiza- de limpeza.
ção de algumas atividades. F Ambiente para atividades de higiene
A sugestão de associação entre atividades pessoal.
e ambientes, feita no quadro 3, serve a dois pro- A disponibilidade desses ambientes, orga-
pósitos: nizados de acordo com as recomendações técni-
constitui um ponto de partida ou uma cas apresentadas a seguir, expressa, pois, o pa-
“inspiração”, para que o gestor escolar drão mínimo de funcionamento da escola pública
e sua equipe analisem suas próprias de ensino fundamental, em relação ao ambiente
necessidades e possibilidades, elabo- físico escolar.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
40
PARTE 1

Quadro 3 – Serviços, funções, atividades e tipos básicos de ambientes, na escola de ensino fundamental
Lembrar que:
Serviços são os produtos oferecidos pela escola a alunos, pais, professores, funcionários e
comunidade local.
Funções são etapas do processo de oferta do serviço, ou seja, é preciso que elas sejam executadas
para viabilizar a oferta do serviço.
Atividades são as partes específicas nas quais cada função pode ser dividida, ou seja, são as ações
necessárias para dar sentido a cada uma das funções.
Atividades afins são aquelas que exigem características semelhantes do ambiente escolar onde
são executadas.
Tipo básico de ambiente escolar é o espaço organizado, com móveis, equipamentos e materiais
didáticos, de modo a ser usado de forma flexível, múltipla ou otimizada, para abrigar atividades
afins.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


41

Quadro 3 – continuação

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
42
PARTE 1

Quadro 3 – continuação

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


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Quadro 3 – continuação

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
44
PARTE 1

Quadro 3 – continuação

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


45

C APÍTULO 4 R E C O M E N D A Ç Õ E S PARA ORGANIZAÇÃO DE sor em sua função educativa34 . Funcionam, por-


tanto, como recursos auxiliares no desenvolvi-
A M BIENTES ESCOLARES MULTIFUNCIONAIS
mento dos processos de ensino e de aprendiza-
gem, não podendo ser desvinculados do método
As decisões relativas ao uso flexível de um
de trabalho do professor.
ambiente devem ser orientadas por cuidados e
A principal importância dos materiais di-
medidas que permitam que a agregação de ativi-
dáticos na escola reside no enriquecimento que
dades afins, em um mesmo local, se faça sem per-
podem trazer ao ambiente escolar, desde que es-
da de funcionalidade e de conforto.
tejam bem claros as possibilidades e os limites
Na composição de cada um dos ambientes
de cada um deles e como podem ser utilizados
escolares ou de qualquer outro tipo de ambiente
na proposta pedagógica da escola.
multifuncional, pode-se dizer que “o todo não é
Isso quer dizer que os meios e materiais de
igual à soma das partes”. Isso quer dizer que, na
ensino não têm vida independente dos objetivos
escola, não bastar deslocar, para um único espa-
e conteúdos programáticos, dos métodos e es-
ço educativo, todos os elementos (mobiliário,
tratégias de ensino e da avaliação da aprendiza-
equipamentos, materiais didáticos) que seriam
gem. Quer dizer, também, que o educador preci-
usados para compor ambientes especializados. É
sa dominar o recurso que se propõe utilizar, a
preciso organizá-los de forma que a funcionali-
fim de produzir os resultados desejados. Na au-
dade esteja garantida.
sência dessas condições, mesmo os melhores re-
Deve-se, também, atentar para o fato de
cursos pouco interferirão na prática educativa.
que o uso flexível dos ambientes escolares exigi-
Materiais didáticos constituem, de modo
rá disciplina e cooperação de toda a escola, para
geral, recursos tecnológicos, se forem considera-
que seja feito de forma proveitosa, conforme es-
dos como tal quaisquer objetos criados para fa-
perado.
cilitar o trabalho humano35 . Com base nessa con-
As recomendações que seguem têm
cepção, o giz e o quadro, o livro didático, os jo-
como objetivo orientar a composição de cada
gos e os mapas, a televisão e o computador são,
um dos seis tipos básicos de ambientes esco-
todos, materiais didáticos como também recur-
lares. Focalizam, predominantemente, o espa-
sos tecnológicos, embora tenha se disseminado a
ço educativo (a sala ou área construída) e o
prática de chamar tecnológicos aos recursos de
mobiliário responsável pela ambientação pro-
base eletrônica que permitem o trânsito de in-
priamente dita. Sempre que necessário, fazem
formações (como a televisão, o videocassete, o
referência aos equipamentos instalados como
aparelho de som e o computador), distinguindo-
parte dessa ambientação. No que se refere ao
os dos demais materiais utilizados com o objeti-
material didático, tratam de sua guarda orga-
vo de favorecer as aprendizagens.
nizada e segura, sem, contudo, estabelecer
quais são esses materiais, o que se justifica
pelo fato de que o material didático deve ser
selecionado pela escola, com base em sua pro-
posta pedagógica.
34
Duarte, S G. Dicionário Brasileiro de Educação. São Paulo,
4.1 CO N S I D E R A Ç Õ E S S O B R E O M AT E R I AL Antares/Nobel, 1986.
35
DIDÁTICO A propósito, é interessante rever Ministério da Educação. Se-
cretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
Nacionais. Terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental.
Materiais didáticos podem ser conceitua- Brasília, 1998. Importância dos recursos tecnológicos na soci-
dos como todos os objetos que ajudam o profes- edade contemporânea.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
46
PARTE 1

É necessário estar atento, porém, para o tar ao máximo a linguagem que o material ofere-
fato de que não somente a tecnologia “moderna” ce, fazendo dele uma extensão de seu poder de
ou “de ponta” oferece interessante auxílio aos comunicação.
professores. Existem materiais que vêm atraves- Assim, a escolha do material didático deve
sando anos sem perder sua eficiência. O giz e o estar, necessariamente, vinculada à definição da
quadro, se bem utilizados, podem, muitas vezes, ação pedagógica, fazendo parte, portanto, da pro-
trazer resultados mais positivos, do que um ma- posta pedagógica da escola.
terial de alta tecnologia mal utilizado. O cerne
da questão não está, portanto, no tipo de mate- 4.2 ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA ORGANIZAÇÃO
rial, mas em sua utilização adequada. DE AMBIENTES ESCOLARES MULTIFUNCIONAIS
Neste trabalho, a distinção entre os diver-
sos tipos de materiais ou recursos didáticos de- Tomando como base as atividades passíveis
corre, exclusivamente, de razões práticas e é fei- de realização em cada um dos seis tipos de ambi-
ta com base em sua natureza física e não em sua entes escolares propostos, as recomendações que
função. Dada sua forma de construção, quadros seguem têm como objetivo orientar a organiza-
– de giz, branco, mural – são incluídos na catego- ção de cada um deles.
ria de mobiliário e aparelhos – de som, televisão,
vídeo, computador – são tratados na categoria A – Ambiente para atividades coleti-
de equipamentos. Note-se, ainda, que ambos os
vas com, no máximo, uma turma de alunos, com
tipos de recursos precisam ser instalados, exi-
professores e funcionários ou com pais.
gindo que o espaço educativo apresente caracte-
Para a composição do ambiente, devem ser
rísticas que permitam essa instalação. Por sua vez,
consideradas todas as atividades que podem ser
os meios que “carregam” a informação propria-
nele desenvolvidas, como:
mente dita – as fitas de vídeo e áudio, os CDs, os
• Preparação do ambiente de aula.
disquetes com programas de computador – são
• Desenvolvimento de aulas regulares
considerados entre os materiais didáticos que já
dos componentes curriculares do en-
fazem parte das tecnologias informacionais utili-
sino fundamental.
zadas pela escola há muito mais tempo, como os
livros, os dicionários, os mapas, os materiais para • Desenvolvimento de aulas de reforço
experimentos, o material dourado, os sólidos e recuperação, com a finalidade de re-
geométricos ou os fantoches. solver dificuldades específicas de alu-
No tocante a qualquer dos tipos de mate- nos ou grupos de alunos e/ou de ate-
rial, o trabalho prevê a utilização e trata da insta- nuar as defasagens de aprendizagem.
lação e da guarda ordenada e, sempre que viável, • Desenvolvimento de aulas de acelera-
do eventual transporte para os locais de desen- ção da aprendizagem, destinadas à cor-
volvimento das aulas. Não se propõe, porém, reção da trajetória escolar de alunos
valorizar um tipo em detrimento de outro, nem com defasagem idade/série.
definir quantos e quais. • Disponibilização de meios e condições
É a partir da discussão dos conteúdos, dos para uso de material impresso (leitu-
métodos e estratégias de ensino a serem adota- ra).
dos que a equipe escolar deve selecionar o mate- • Disponibilização de meios e condições
rial didático a ser utilizado. Tão importante quan- para uso de material sonoro.
to o domínio desses conteúdos, métodos e estra- • Disponibilização de meios e condições
tégias, é a capacidade do professor para aprovei- para uso de material visual e TV.

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47

• Guarda de materiais didáticos própri- • Realização de eleições e de reuniões


os dos diferentes componentes curri- consultivas e deliberativas (de colegia-
culares (mapas, globos, jogos, instru- dos escolares).
mentos, materiais de educação física • Distribuição de cartazes relativos a
etc). campanhas sobre temas diversos.
• Registro do rendimento escolar, pon- • Distribuição de cartazes de estímulo à
tualidade, assiduidade e ocorrências participação de professores, funcioná-
disciplinares dos alunos. rios, alunos e pais no tratamento de
• Observação de aulas. problemas, necessidades e possibilida-
• Identificação de sintomas que aconse- des da escola.
lham o encaminhamento do aluno à
consulta médica. Uso
• Aconselhamento de alunos, individu- Aulas e diferentes tipos de reuniões são,
almente ou em pequenos grupos. em resumo, as atividades previstas para realiza-
• Realização de palestras e debates so- ção neste ambiente.
bre temas diversos (campanhas educa- O desenvolvimento de aulas regulares dos
tivas). componentes curriculares do ensino fundamen-
• Promoção ou realização de palestras tal deve determinar as necessidades principais de
recursos físicos e materiais, uma vez que consti-
sobre temas diversos e de oficinas pe-
tui a atividade preponderante.
dagógicas (coordenação pedagógica).
Considerando a possibilidade de realiza-
• Realização de reuniões de vários tipos,
ção de diferentes atividades, em horários alter-
com professores (planejamento, ses-
nados, o uso da sala deverá ser planejado. Um
sões de estudo etc).
pequeno quadro de avisos deve ser mantido na
• Educação continuada de professores e
parede externa, próximo à porta, com a agenda
de funcionários administrativos e de
de utilização.
apoio operacional.
• Realização de reuniões com a equipe
Adequação ao uso
escolar, para tratamento de problemas,
Para avaliar o ambiente do ponto de vista
necessidades e possibilidades da esco-
de adequação ao uso, deve-se considerar o nú-
la.
mero máximo de alunos que o ambiente pode
• Realização de reuniões com pais de alu- comportar por turno, ou seja, de uma só vez, le-
nos, para comunicação sobre rendi- vando em conta que a área por aluno deve ser, no
mento escolar, assiduidade e pontuali- mínimo, igual a 1,20 m2.
dade, ocorrências disciplinares. É necessário notar, também, que o com-
• Intercâmbio de experiências entre pais primento do ambiente não pode ser superior ao
e entre pais e professores. dobro de sua largura.
• Realização de reuniões com pais ou
membros da comunidade, para trata- Recomendações básicas para o espa-
mento de problemas, necessidades e ço educativo
possibilidades da escola. • É obrigatório o uso de forro ou laje de
• Realização de reuniões com fornece- forro. O pé direito (menor distância
dores para abertura de propostas, em entre o piso e o teto) final não pode
processos de licitação. ser inferior a 2,60 m.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
48
PARTE 1

• Ventilação cruzada é obrigatória. Recomendações básicas para o mobi-


• As portas devem ter vão livre de liário
0,90 m. • A escolha do mobiliário é essencial
• O piso deve ser de material lavável, im- para dotar a sala de flexibilidade, per-
permeável e resistente a tráfego inten- mitindo diferentes arranjos, conforme
so e à abrasão. Nas escolas onde exis- a necessidade de uso.
tir piso de madeira, em bom estado, • O material didático a ser utilizado em
recomenda-se seu aproveitamento. cada componente curricular, definido
• As paredes devem possuir barra lavá- de acordo com a proposta pedagógica
vel, impermeável, até a altura do pei- da escola, influencia a organização do
toril, no mínimo. ambiente. Cabe observar que ele po-
• As cores utilizadas devem ser claras. derá ser guardado neste ambiente ou
• Conforto térmico, acústico e lumino- no ambiente para promoção do acesso
técnico é imprescindível. à informação (ambiente C), modifi-
• As aberturas para iluminação natural cando a necessidade de mobiliário.
devem corresponder a 1/5 da área do • Diferenças poderão existir no que se
piso, no mínimo. refere ao mobiliário, dependendo da
• As aberturas para ventilação natural forma como a escola organiza o de-
devem corresponder a 1/10 da área do senvolvimento das aulas: utilização da
piso, no mínimo. sala para aulas de todos ou da maior
• As tomadas de energia elétrica devem parte dos componentes curriculares
ser aterradas e protegidas e instaladas (sala comum) ou organização de sa-
na metade do comprimento de cada las para cada componente curricular
uma das paredes. ou grupos de componentes, como, por
• Em uma das paredes, deve ser instala- exemplo: sala de ciências, de matemá-
tica, de geografia e história etc (sala-
da tomada para antena de televisão,
ambiente).
próxima à tomada de energia elétrica,
permitindo que o aparelho de TV seja • Mesas e cadeiras
utilizado. • As mesas e cadeiras dos alunos (con-
• As luminárias devem ter duas lâmpa- junto do aluno) devem ser adequa-
das fluorescentes, no mínimo. das a suas faixas de estatura.
• Caso existam ventiladores de teto, suas • O modelo utilizado deve permitir o
pás devem estar em nível superior ao agrupamento para trabalhos com
das lâmpadas das luminárias. todos os alunos ou em grupos, e fa-
cilitar a reorganização do ambiente
Nota importante: devem ser observa- para as necessidades didáticas de
das todas as recomendações que cons-
cada componente curricular. Tam-
tam na Parte 2 – Espaço educativo,
pos inclinados dificultam o agrupa-
capítulo 2 – Avaliação do espaço edu-
mento para trabalhos em grupo.
cativo existente e capítulo 4 – Espaços
• Para aulas de reforço e recupera-
educativos: recomendações específicas,
ção ou de aceleração da aprendi-
item – sala de aula/sala-ambiente.
zagem, a possibilidade de arranjo
da sala para trabalhos em grupo

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49

permitirá que alunos envolvidos estantes, ao invés de quadros mu-


em diferentes atividades sejam rais.
atendidos simultaneamente. • Móveis para guardar (armários e es-
• A cadeira universitária é inadequa- tantes)
da, tanto por não permitir a acomo- • Estantes abertas devem ser usadas
dação dos diversos materiais que o para acomodar o material didático
aluno deve usar, como por ser pre- em uso, trabalhos tridimensionais
judicial à saúde física das crianças dos alunos, em exposição, bem
em desenvolvimento. como o material escolar dos alunos,
• Para o professor, podem ser utiliza- que normalmente é colocado no
das mesa e cadeira de uso geral. chão, ao lado das mesas. O uso de
• Suportes de comunicação (quadro de estantes para esse fim desobstruirá
giz, quadro branco, quadro mural) as áreas de circulação. As estantes
• São indispensáveis o quadro de giz poderão, ainda, ter a função de di-
e o quadro mural. Pode ser prevista vidir o ambiente para realização de
a utilização de um quadro branco, duas atividades simultâneas, com
que também poderá servir como diferentes grupos de alunos.
quadro de projeção. • Na sala comum, a colocação de ou-
• A modulação dos suportes de co- tros móveis para guardar depende-
municação facilita a divisão dos ele- rá do ambiente escolhido pela es-
mentos em mais de uma parede, cola para guarda do material didá-
possibilitando diferentes arranjos da tico, quando não em uso: a própria
sala. Em uma parede, dois módulos sala ou o ambiente para promoção
de quadro de giz podem ser instala- do acesso à informação (ambiente
dos juntamente com um módulo de C). Caso o material seja guardado
quadro mural. Em outra, um mó- na própria sala, recomenda-se o uso
dulo de quadro branco pode estar de armários com portas e fechadu-
junto a um módulo de quadro mu- ras, que permitam o fechamento
ral e a um de quadro de giz, permi- nos períodos de ociosidade da
tindo dividir os alunos, com arran- sala. A quantidade de armários
jo das mesas e cadeiras em duas di- deve ser definida considerando-se
reções, para trabalho simultâneo os materiais utilizados com uma
em atividades diferentes. turma de alunos.
• Nas salas-ambiente, o uso dos su- • Se a escola utilizar salas-ambiente,
portes de comunicação também o material será guardado na própria
deve ser adequado às exigências de sala. Deve-se, então, atentar para as
cada componente curricular. A sala- características específicas do mate-
ambiente de ciências, por exemplo, rial didático próprio de cada com-
com vários cartazes sobre o corpo ponente curricular, existente ou a
humano, terá necessidade maior de ser adquirido (ver Parte 3 – Mobili-
quadros murais. Na sala-ambiente ário e equipamento escolar, capítu-
de matemática, com materiais ge- lo 5 – Mobiliário e equipamento es-
ométricos tridimensionais, as ne- colar: recomendações específicas,
cessidades de exposição exigirão item: Móveis para guardar e expor

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
50
PARTE 1

material didático e escolar). Obser- utilizarão o mobiliário disponível,


var que o material de educação físi- beneficiando-se da existência dos
ca pode ser guardado em armários suportes de comunicação e da possi-
fechados, instalados na área de cir- bilidade de uso de televisão e vídeo.
culação da escola. • As atividades que decorrem da pre-
• O uso da sala para leitura poderá sença de alunos na sala (observação
ser feito de várias formas: a) Os de aulas, registro de rendimento e
materiais impressos poderão estar assiduidade, identificação de sinto-
acomodados em estantes, na própria mas que aconselham encaminha-
sala. b) Os materiais impressos po- mento para consulta médica e outras
derão ser guardados no ambiente correlatas, antes listadas) não de-
de promoção do acesso à informa- mandam recursos materiais especí-
ção (ambiente C), sendo transpor- ficos.
tados para a sala no momento do
uso. Um simples “carrinho de fei- B – Ambiente para atividades coleti-
ra” poderá auxiliar o transporte. vas com várias turmas de alunos, com ou sem par-
c) A escola poderá dispor do con- ticipação da comunidade escolar
junto móvel com livros, fornecido Para a composição do ambiente, devem ser
pelo MEC (ver Parte 3 – Mobiliário consideradas todas as atividades que podem ser
e equipamento escolar, capítulo 5 nele desenvolvidas, tais como:
– Mobiliário e equipamento esco- • Preparação do ambiente de aula.
lar: recomendações específicas,
• Desenvolvimento de aulas regulares
item: Conjunto móvel com livros).
dos componentes curriculares do en-
• O uso, na sala, de material visual,
sino fundamental.
exigirá que os aparelhos de televi-
• Desenvolvimento de aulas de refor-
são e videocassete sejam transpor-
ço e recuperação, com a finalidade
tados em um suporte móvel (ver
de resolver dificuldades específicas
Parte 3 – Mobiliário e equipamento
de alunos ou grupos de alunos e/ou
escolar, capítulo 5 – Mobiliário e
de atenuar as defasagens de aprendi-
equipamento escolar: recomenda-
zagem.
ções específicas, item: Suporte mó-
• Desenvolvimento de aulas de acelera-
vel para televisão e vídeo).
ção da aprendizagem, destinadas à cor-
• Caso sejam utilizados materiais di-
reção da trajetória escolar de alunos
dáticos específicos para aulas de
com defasagem idade/série.
reforço e recuperação ou para au-
• Disponibilização de meios e condições
las de aceleração da aprendizagem,
para uso de material impresso (leitura).
poderá ser necessário prever local
• Disponibilização de meios e condições
para sua guarda.
para uso de material sonoro.
Observações finais • Disponibilização de meios e condições
• As reuniões de vários tipos previs-
para uso de material visual e TV.
tas para serem realizadas na sala
• Registro do rendimento escolar, pon-
(com professores, funcionários, pais,
tualidade, assiduidade e ocorrências
membros do Conselho da Escola, pes-
disciplinares dos alunos.
soas da comunidade, fornecedores),

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51

• Observação de aulas. • Realização de apresentações musicais,


• Identificação de sintomas que aconse- de dança ou teatro; mostras de traba-
lham o encaminhamento do aluno a lhos; comemorações; festas temáticas;
consulta médica. com participação da comunidade.
• Aconselhamento de alunos, individu- • Apresentação de filmes; realização de
almente ou em pequenos grupos. brincadeiras, bailes etc.
• Consumo da merenda escolar. • Disponibilização de condições para a re-
• Lavagem das mãos e escovação dos alização de eleições, encontros, reuni-
dentes. ões e atividades do grêmio estudantil.
• Descanso e recreação nos intervalos • Realização de eleições e de reuniões
entre aulas. consultivas e deliberativas (de colegia-
• Observação de alunos em atividades de dos escolares).
descanso e lazer e em circulação pelas • Desenvolvimento de aulas de artesa-
instalações; prestação de informações nato, culinária e outras, para membros
e auxílio; providências em casos de da comunidade local.
conduta inadequada (aconselhamento, • Cessão de ambientes para a realização
advertência, encaminhamento). de eventos próprios da comunidade lo-
• Realização de palestras e debates sobre cal (reuniões de associações de bairro e
temas diversos (campanhas educativas). agremiações comunitárias; campeona-
• Realização de palestras, debates e pro- tos esportivos de clubes locais etc).
gramas de orientação da comunidade • Execução da manutenção de mobiliá-
local, sobre temas diversos. rio e equipamentos.
• Realização de reuniões com pais de alu- • Distribuição de cartazes relativos a
nos, para comunicação sobre rendi- eventos organizados pelos estudantes.
mento escolar, assiduidade e pontuali- • Distribuição de comunicados (carta-
dade, ocorrências disciplinares. zes) a pais de alunos e pessoas da co-
• Intercâmbio de experiências entre pais munidade em geral.
e entre pais e professores. • Distribuição de cartazes relativos a
• Realização de reuniões com pais ou campanhas sobre temas diversos.
membros da comunidade, para trata- • Distribuição de cartazes de estímulo à
mento de problemas, necessidades e participação de professores, funcioná-
possibilidades da escola. rios, alunos e pais no tratamento de
• Realização de jogos e campeonatos de problemas, necessidades e possibilida-
modalidades esportivas. des da escola.
• Realização de jogos e campeonatos de
modalidades esportivas, com a parti- Uso
cipação da comunidade. A característica principal deste ambiente é
• Realização de atividades diversas que sua condição para reunião de grupos ampliados
favorecem o convívio escolar extra- de alunos, membros da comunidade escolar e
classe (apresentações musicais, de dan- pessoas da comunidade local, para desenvolvi-
ça ou teatro; mostras de trabalhos de mento de atividades esportivas, de lazer e recre-
alunos; comemorações de datas espe- ação, de festividades, eventos culturais, campa-
cíficas; festas temáticas). nhas educativas etc.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
52
PARTE 1

Aulas regulares dos componentes curricu- • Nas paredes existentes, devem ser co-
lares do ensino fundamental também poderão ser locadas tomadas de energia elétrica
desenvolvidas, de acordo com as estratégias di- aterradas e protegidas, para permitir
dáticas definidas pelos professores, em seus pla- o uso de aparelho de som.
nos de trabalho, já que se trata de um ambiente • Em uma das paredes, deve existir to-
propício para dramatizações e jogos pedagógicos. mada para antena de televisão, próxi-
Aulas de educação física também poderão ser aí ma a de energia elétrica, para permitir
desenvolvidas. o uso de aparelhos de TV e vídeo.
O período de ociosidade, durante as au- • Lavatórios deverão ser instalados, em
las, torna o ambiente adequado para reunião quantidade compatível com o número
de pequenos grupos de alunos, desenvolvendo de usuários, para lavagem das mãos e
atividades de reforço e recuperação, ou envol- escovação dos dentes. Se possível,
vidos em aulas de aceleração da aprendizagem. aproveitar para a instalação os pontos
O ambiente também deverá estar prepara- de água do ambiente contíguo, de pre-
do para o consumo da merenda escolar. paro de alimentos (ambiente E).
• A cigarra, para determinar o início e o
término do período de aulas, deve es-
Adequação ao uso
Para avaliar o ambiente do ponto de vista tar instalada neste ambiente.
de adequação ao uso, deve-se considerar a capa- Nota importante: devem ser obser-
cidade máxima da escola por turno, levando em vadas todas as recomendações que
conta que a área por usuário deve ser, no míni- constam na Parte 2 – Espaço edu-
mo, igual a 0,50 m2. cativo, capítulo 2 – Avaliação do
O ambiente deve estar localizado próximo espaço educativo existente e capítu-
aos acessos e às circulações, e articular-se com lo 4 – Espaços educativos: recomen-
os ambientes para preparo de alimentos (ambi- dações específicas, item: pátio/re-
ente E) e para atividades de higiene pessoal (am- creio coberto.
biente F).
Na parede voltada para o ambiente de pre- Recomendações básicas para o mobi-
paro de alimentos, deve haver abertura com bal- liário
cão para distribuição da merenda e devolução dos • As necessidades de mobiliário, para
utensílios. permitir que o ambiente abrigue todas
as funções previstas, são de três tipos:
a) mobiliário para atividades cotidia-
Recomendações básicas para o espa-
ço educativo nas e reuniões; b) mobiliário para con-
sumo da merenda; c) mobiliário para
• O pé direito não pode ser inferior a
eventos.
3,00 m.
• A manutenção, no ambiente, de alguns
• O piso deve ser de material lavável,
bancos coletivos, para deixar boa par-
antiderrapante e resistente a tráfego
te do espaço livre, atenderá às necessi-
intenso e à abrasão.
dades de acomodação dos alunos em
• As paredes devem possuir barra la-
descanso/recreação nos intervalos de
vável, impermeável, até a altura de
aulas. Esses mesmos bancos poderão
1,80 m, no mínimo.
ser dispostos de forma conveniente,
• As cores utilizadas devem ser claras.
nos casos de realização de palestras e

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


53

debates, de reuniões com pais de alu- ainda, de mesas e cadeiras (festas te-
nos e de atividades do grêmio estudan- máticas, algumas atividades esporti-
til. vas, bailes). De qualquer forma, o uso
• Para o consumo da merenda escolar, é de mesas e cadeiras de outros ambi-
necessária a utilização de mesas e ca- entes da escola será necessário, na
deiras. É conveniente que as mesas se- maior parte das vezes. É importante,
jam dobráveis e as cadeiras, empilhá- pois, observar algumas características
veis, para que ocupem espaço reduzi- do mobiliário que poderão facilitar seu
do nos períodos em que não estejam uso nos casos de eventos.
sendo utilizadas, garantindo a disponi- • Se as mesas de uso geral da escola (usa-
bilidade do ambiente para as outras das no ambiente destinado às ativida-
inúmeras atividades. Para diminuir a des administrativas, no ambiente de
quantidade de mobiliário necessário, a promoção do acesso à informação pe-
distribuição da merenda pode ser rea- los professores) forem todas iguais,
lizada em turnos. será possível fazer diversos arranjos,
• As mesas e cadeiras usadas para a utilizando-as separadas ou agrupadas,
merenda serão úteis, também, à reali- conforme a necessidade (ver Parte 3
zação de várias outras atividades pre- – Mobiliário e equipamento escolar,
vistas que necessitam de local para capítulo 5 – Mobiliário e equipamen-
apoiar materiais e para escrever. Po- to escolar: recomendações específi-
derão, assim, ser utilizadas nas aulas cas, item: Mesas de uso geral e ban-
de reforço e recuperação ou de acele- cadas). Da mesma forma, se todas as
ração da aprendizagem; para eleições cadeiras de uso geral forem empilhá-
do grêmio estudantil ou de colegiados veis e de fácil transporte, o trabalho
escolares; para o aconselhamento de de montar e desmontar os eventos fica
alunos; para desenvolvimento de aulas facilitado.
de artesanato, para pessoas da comu- • Alguns tipos de eventos necessitarão
nidade local. de material esportivo; para outros,
• Os eventos (festas, comemorações, será necessário utilizar o aparelho de
apresentações artísticas, atividades es- som; outros precisarão dos aparelhos
portivas, mostras de trabalhos, apre- de TV e vídeo. Nenhum material, po-
sentações de filmes), conforme o tipo, rém, deve ser guardado neste ambien-
terão necessidades específicas que de- te, por se tratar de área semi-aberta.
vem ser solucionadas com o mobiliá- O material esportivo pode ser guarda-
rio que já existe em outros ambientes do em armários fechados, instalados
da escola, além das mesas e cadeiras na área de circulação da escola. Os
usadas para consumo da merenda e aparelhos de som, de TV e de vídeo de-
dos bancos existentes. Alguns even- vem ser sempre guardados no ambi-
tos precisarão somente de mesas para ente para promoção do acesso à infor-
formar bancadas (mostras de traba- mação (ambiente C).
lhos, por exemplo); outros necessita- • As atividades que decorrem da pre-
rão apenas de cadeiras (apresentações sença de alunos no ambiente (obser-
de filmes, apresentações artísticas, al- vação de aulas, registro de rendimen-
gumas atividades esportivas); outros, to e assiduidade, identificação de

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
54
PARTE 1

sintomas que aconselham encami- • Desenvolvimento de aulas regulares


nhamento para consulta médica e ou- dos componentes curriculares do en-
tras correlatas, antes listadas) não sino fundamental.
demandam recursos materiais espe- • Desenvolvimento de aulas de reforço
cíficos. e recuperação, com a finalidade de re-
solver dificuldades específicas de alu-
C – Ambiente para promoção do aces- nos ou grupos de alunos e/ou de ate-
nuar as defasagens de aprendizagem.
so à informação
Para a composição do ambiente, devem ser
• Desenvolvimento de aulas de acelera-
ção da aprendizagem, destinadas à cor-
consideradas todas as atividades que podem ser
reção da trajetória escolar de alunos
nele desenvolvidas, como:
com defasagem idade/série.
• Organização, registro e guarda de ma-
• Registro do rendimento escolar, pon-
terial impresso (livros, revistas, jor-
tualidade, assiduidade e ocorrências
nais). disciplinares dos alunos.
• Organização, registro e guarda de ma- • Observação de aulas.
terial sonoro (fitas cassete e CDs). • Identificação de sintomas que aconse-
• Organização, registro e guarda de ma- lham o encaminhamento do aluno à
terial visual (fitas de vídeo). consulta médica.
• Organização, registro e guarda de pro- • Realização de reuniões de vários tipos,
gramas de computador (disquetes e com professores (planejamento, ses-
CDs). sões de estudo etc).
• Disponibilização de meios e condições • Apresentação de materiais didáticos e
de informação.
para uso de material impresso (leitu-
• Promoção ou realização de pales-
ra).
tras sobre temas diversos e de ofi-
• Disponibilização de meios e condições
cinas pedagógicas (coordenação pe-
para uso de material sonoro. dagógica).
• Disponibilização de meios e condições • Educação continuada de professores e
para uso de material visual e TV. de funcionários administrativos e de
• Disponibilização de meios e condições apoio operacional.
para uso de programas de computador • Elaboração, acompanhamento e avali-
e acesso à internet. ação de planos de trabalho.
• Guarda de materiais didáticos própri- • Realização de reuniões com a equipe es-
os dos diferentes componentes curricu- colar, para tratamento de problemas,
necessidades e possibilidades da escola.
lares (mapas, globos, jogos, instrumen-
• Aconselhamento de alunos, indivi-
tos, materiais de educação física etc).
dualmente ou em pequenos grupos.
• Guarda de equipamentos didáticos (re-
• Atendimento individual a pais de alunos.
troprojetor, projetor de slides, dupli-
• Disponibilização de condições para
cador).
permanência, convivência e guarda
• Elaboração de planos de aulas.
de pertences de professores e fun-
• Seleção de recursos didáticos e identi-
cionários.
ficação da disponibilidade.
• Distribuição de comunicados (carta-
• Preparação do ambiente de aula.
zes) a professores e funcionários.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


55

• Distribuição de cartazes relativos a chamento da sala são aspectos que favore-


campanhas sobre temas diversos. cem a segurança, evitando que os recursos
• Distribuição de cartazes de estímulo à permaneçam trancados em área administra-
participação de professores, funcioná- tiva, dificultando sua utilização, ou que sejam
rios, alunos e pais no tratamento de “engaiolados”, alternativa que, além de pre-
problemas, necessidades e possibilida- judicar a utilização, não estimula o compor-
des da escola. tamento responsável dos alunos.

Uso Recomendações básicas para o espa-


A característica básica desse ambiente deve ço educativo
ser a possibilidade de concentrar os recursos de • É obrigatório o uso de forro ou laje de
multimeios para apoio ao processo didático. Deve, forro. O pé direito (menor distância
também, possibilitar a guarda ordenada e segura entre o piso e o teto) final não pode
e a movimentação controlada de equipamentos ser inferior a 2,60 m.
e materiais didáticos. • Ventilação cruzada é obrigatória.
As atividades a serem prioritariamente de-
• As portas devem ter vão livre de
senvolvidas neste ambiente são as que se refe-
0,90 m e fechadura de segurança ou
rem ao uso de material impresso (leitura); de
trava com cadeado. O ambiente deve
material sonoro; de material visual e TV; de pro-
permanecer fechado nos períodos de
gramas de computador e acesso à internet. Con-
ociosidade.
seqüentemente, ele deve se prestar, também, à
• As aberturas para ventilação e ilumi-
organização, registro e guarda de material impres-
so (livros, revistas, jornais); de material sonoro nação devem ser guarnecidas de per-
(fitas cassete e CDs); de material visual (fitas de sianas, para possibilitar o controle da
vídeo); e de programas de computador (disque- incidência solar sobre os equipamen-
tes e CDs). tos. Devem, também, ser protegidas
O ambiente também será muito útil para a por meio de grades, garantindo a se-
realização de diversos tipos de reunião com a gurança do ambiente.
equipe escolar e, em particular, para as ativida- • As aberturas para iluminação natural
des da coordenação pedagógica, tendo em vista devem corresponder a 1/5 da área do
que concentrará a totalidade dos recursos didáti- piso, no mínimo.
cos da escola. • As aberturas para ventilação natural
Considerando que a demanda de uso do devem corresponder a 1/10 da área do
ambiente deverá ser intensa, sua utilização deve- piso, no mínimo.
rá ser planejada. Um quadro de avisos deve ser • O piso deve ser de material lavável,
mantido na parede externa, próximo à porta, com antiderrapante e resistente a tráfego
a agenda de utilização. intenso e à abrasão. Nas escolas onde
existir piso de madeira, em bom es-
Adequação ao uso tado, recomenda-se seu aproveita-
Em razão da diversidade de uso, o ambien- mento.
te deve ter dimensões que permitam que vári- • As paredes devem possuir barra lavá-
as atividades possam ser realizadas ao mesmo vel, impermeável, até a altura do pei-
tempo. toril, no mínimo.
A reunião de equipamentos em um só • As cores utilizadas devem ser claras.
local, o uso contínuo e as condições de fe-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
56
PARTE 1

• Conforto térmico, acústico e lumino- • Se houver necessidade de separar fi-


técnico é imprescindível. sicamente esses dois ambientes, os
• A temperatura máxima recomendada móveis para guardar (armários e es-
é de 24o C. tantes) podem ser utilizados com
• As tomadas de energia elétrica devem essa função. Cabe notar, porém, que
ser aterradas e protegidas e colocadas essa decisão poderá impedir que,
no meio do comprimento de cada uma eventualmente, a sala seja usada por
das paredes. um número maior de pessoas, medi-
• Em pelo menos duas das paredes de- ante integração dos dois “cantos” or-
vem ser instaladas tomadas para ante- ganizados.
na de televisão, próximas a tomadas • Canto de informática
de energia elétrica. • O número de computadores a se-
• Para cada conjunto microcomputador/ rem instalados dependerá das
periféricos deve ser instalada uma to- possibilidades da escola, mas es-
mada de energia elétrica de três pinos, tará limitado pelo tamanho do am-
aterrada, em circuito próprio. Essas biente.
tomadas devem ser instaladas ao lon- • Serão necessárias mesas para
go das paredes. equipamentos de informática, cuja
• Deve ser instalada tomada de telefone dim e n s ã o m í n i m a é d e 0 , 6 0 m
externo, próxima às tomadas de ener- x 1,20 m. A altura ideal da mesa,
gia elétrica, para permitir acesso à considerando o conforto no uso do
internet. teclado, é de 0,68 m. (Ver Parte 3 –
• As luminárias devem ter duas lâmpa- Mobiliário e equipamento escolar,
das fluorescentes, no mínimo. capítulo 5 – Mobiliário e equipa-
• Caso existam ventiladores de teto, mento escolar: recomendações es-
pecíficas, item – Mesas para equi-
suas pás devem estar em nível su-
pamentos de informática).
perior ao das lâmpadas das luminá-
rias. • Serão, também, necessárias mesas
para impressora, scanner e outros
Nota importante: devem ser observa- periféricos, que podem ser projeta-
das todas as recomendações que cons-
das no mesmo sistema construtivo,
tam na Parte 2 – Espaço educativo, ca-
mas com dimensões reduzidas (por
pítulo 2 – Avaliação do espaço educa-
exemplo, metade do comprimento
tivo existente e capítulo 4 – Espaços
da mesa maior).
educativos: recomendações específicas,
• É conveniente que as mesas sejam ali-
itens: sala de leitura/ biblioteca, sala
nhadas ao longo da parede, para eco-
de vídeo e sala de informática.
nomizar espaço, proteger os cabos e
facilitar a conexão nas tomadas.
Recomendações básicas para o mobi-
liário • Canto de leitura e vídeo
• A sala deve permitir a composição de, • Na outra parte da sala, onde esta-
pelo menos, dois ambientes: o canto rão instalados a TV e o videocassete
de informática e o canto de leitura e e guardados os livros, o mobiliário
vídeo. ideal são as mesas de uso geral, cal-
culadas para garantir que uma tur-

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


57

ma completa se acomode, dividida de fácil acesso, livros e outros ma-


em grupos de quatro alunos por teriais impressos; fitas cassete e
mesa. Mas, para isso, é preciso que CDs sonoros; fitas de vídeo; disque-
a sala tenha grandes dimensões, mai- tes e CDs contendo programas de
ores que o padrão das escolas, o que computador; materiais didáticos
poderá ocorrer em poucos casos. próprios dos diferentes componen-
• Sendo assim, como se trata de uso tes curriculares (que ficarão guar-
temporário, podem ser admitidas as dados nesta sala, caso a escola não
cadeiras universitárias para acomo- componha salas-ambiente); outros
dar o aluno que assiste a um vídeo equipamentos didáticos, como re-
ou lê um livro. A colocação das ca- troprojetor, projetor de slides, du-
deiras deve considerar uma distân- plicador.
cia confortável, em relação à televi- • A utilização de móveis (armários e
são. estantes) modulares dará flexibili-
• O uso de um suporte móvel para ins- dade ao uso, possibilitando diferen-
talação dos aparelhos de TV e video- tes arranjos do ambiente. Dada, ain-
cassete é indispensável. Como se da, a absoluta necessidade de apro-
trata de um ambiente de múltiplo veitamento do espaço, as partes al-
uso, o suporte permitirá o desloca- tas poderão ser destinadas à guarda
mento desses aparelhos para uma de materiais normalmente manu-
sala de aula, caso haja superposição seados pelos professores, reservan-
de atividades. Poderá permitir, tam- do-se as partes baixas para os ma-
bém, alguma movimentação dos teriais aos quais o aluno deve ter
aparelhos, dentro do próprio ambi- acesso direto.
ente. A estabilidade da estrutura do • Estantes abertas devem ser usadas
suporte e a qualidade das rodas são para acomodar os livros, com iden-
fatores fundamentais e os aparelhos tificação em cada prateleira, para
devem estar fixados firmemente fácil localização. Uma alternativa de
(ver Parte 3 – Mobiliário e equipa- organização é, por exemplo, a clas-
mento escolar, capítulo 5 – Mobili- sificação do material de acordo com
ário e equipamento escolar: reco- os componentes curriculares e sua
mendações específicas, item: Supor- arrumação nas estantes, em caixas
te móvel para televisão e vídeo). com identificação.
• Para melhor visualização da tela pe- • Caixas com identificação também
los alunos, o aparelho de televisão se prestam à guarda de fitas cassete
deve estar instalado no suporte de e fitas de vídeo. Para os CDs, mo-
forma que sua base esteja a 1,40 m delos simples, de plástico, ampla-
de altura. mente encontrados no mercado,
• Móveis para guardar podem ser utilizados. Tanto as
• Os móveis para guardar (armários, caixas de fitas, como os escaninhos
estantes, escaninhos) são muito im- para CDs podem ser acomodados
portantes neste ambiente, conside- nas estantes ou em armários fecha-
rando que deverão acomodar, de dos.
forma organizada e identificada, e

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
58
PARTE 1

• Prateleiras colocadas nas paredes, previstas para serem aí realizadas,


em nível mais alto que o dos equi- estejam envolvidos os alunos ou os
pamentos de informática, podem ser adultos da escola.
usadas para acomodar, em caixas • Várias das atividades previstas nes-
identificadas, disquetes e CDs de te ambiente podem necessitar do
programas, bem como manuais ou apoio de um suporte de comunica-
outros materiais diretamente relaci- ção. A fim de contar com maior fle-
onados com a operação do compu- xibilidade, não necessitando das
tador, otimizando o uso do espaço. paredes, já bastante ocupadas com
• Para guarda do material didático mobiliário, a escola poderá dispor
próprio dos diferentes componen- de quadro montado sobre tripé.
tes curriculares, devem ser levadas Existem, no mercado, modelos que
em conta as características especí- funcionam, simultaneamente,
ficas de cada material. Por exem- como quadro branco e “flip-chart”.
plo, se o armário vai ser usado para A disponibilidade desse tipo de
guardar material de ciências, o re- quadro poderá permitir seu deslo-
vestimento interno deve ser adequa- camento para o ambiente para ati-
do a esses materiais (ver Parte 3 – vidades coletivas (ambiente B),
Mobiliário e equipamento escolar, quando necessário,com o objetivo de
capítulo 5 – Mobiliário e equipa- apoiar atividades que ali se reali-
mento escolar: recomendações es- zem.
pecíficas, item: Móveis para guar-
dar e expor material didático e es- D – Ambiente para atividades admi-
colar). Sempre que as característi- nistrativas
cas e dimensões do material a ser Para a composição do ambiente, devem ser
guardado permitirem o uso de cai- consideradas todas as atividades que podem ser
xas identificadas, isso ajudará na lo- nele desenvolvidas, como, por exemplo:
calização e no próprio transporte do
• Elaboração, acompanhamento e ava-
material para outros ambientes,
liação de planos de trabalho.
além de contribuir para sua conser-
• Realização de reuniões com a equipe es-
vação.
colar, para tratamento de problemas,
• Para guarda dos equipamentos di-
necessidades e possibilidades da escola.
dáticos (retroprojetor, projetor de
• Realização de reuniões de vários tipos,
slides, duplicador), os armários de-
com professores (planejamento, ses-
vem possuir fechamento de segu-
sões de estudo etc).
rança.
• Contatos com órgãos da administração
• Para permitir a guarda de perten-
do sistema de ensino.
ces de professores e funcionários,
será necessário prever espaço em
• Atendimento a professores, funcioná-
um dos armários ou, mais uma vez, rios, alunos, pais, membros da comu-
utilizar caixas identificadas, acomo- nidade local.
dadas em estantes. • Análise de documentos, elaboração de
Observações finais registros, manutenção de controles fi-
• A composição sugerida para o am- nanceiros (colegiados escolares).
biente atende a todas as atividades

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59

• Manutenção de registros referentes à • Assistência de emergência, em caso de


vida escolar dos alunos. acidente ou manifestação patológica.
• Expedição de diplomas e certificados. • Guarda de materiais e medicamentos
• Manutenção de registros referentes de primeiros socorros.
à vida funcional de professores e • Disponibilização de condições para per-
funcionários; controle de freqüên- manência, convivência e guarda de per-
tences de professores e funcionários.
cia; preparação de dados para pa-
gamento.
• Distribuição de comunicados (carta-
zes) a professores e funcionários.
• Controle de receitas e despesas.
• Distribuição de comunicados (carta-
• Manutenção de controles bancários.
zes) a pais de alunos e pessoas da co-
• Compra de materiais em geral (de es- munidade, em geral.
critório, didático, escolar, de limpeza, • Distribuição de cartazes relativos a
de manutenção) e de gêneros alimen- campanhas sobre temas diversos.
tícios. • Distribuição de cartazes de estímulo à
• Realização de reuniões com fornece- participação de professores, funcioná-
dores para abertura de propostas, em rios, alunos e pais no tratamento de
processos de licitação. problemas, necessidades e possibilida-
• Armazenamento e controle de estoque des da escola.
de material de escritório e escolar.
• Manutenção de arquivos correntes (so- Uso
bre vida funcional, vida escolar, nor- Este ambiente é destinado, prioritaria-
mas e resoluções do sistema de ensi- mente, à realização de atividades de gerencia-
no, legislação, processos de compras, mento, bem como à execução de serviços de
controles financeiros). apoio administrativo (compras, pagamentos,
• Manutenção de arquivo morto. registros), de manutenção e controle de in-
• Atendimento inicial a visitantes, forne- formações.
Alguns tipos de reuniões, especialmente
cedores e prestadores de serviço (con-
relacionadas à gestão participativa da escola, tam-
trole de acesso).
bém poderão ser aí realizadas. Observar que as
• Atendimento ao público interno (alu-
reuniões previstas normalmente envolvem peque-
nos, professores e funcionários) e ex-
no número de participantes.
terno (ex-alunos, pais de alunos, soli-
Trata-se, além disso, de ambiente adequa-
citantes de informação).
do a atividades que requerem privacidade, dado
• Prestação de informações a órgãos da
seu caráter mais reservado e a pequena circula-
administração do sistema de ensino ção de alunos.
(atendimento ou preparação de dados).
• Aconselhamento de alunos, individu- Adequação ao uso
almente ou em pequenos grupos. Em razão da diversidade de uso, o ambien-
• Atendimento individual a pais de alu- te deve ter dimensões que permitam que as
nos. várias atividades possam ser realizadas ao mes-
• Aconselhamento ao aluno, comunica- mo tempo.
ção aos pais ou transporte para con- É conveniente que o ambiente esteja loca-
sulta médica ou atendimento de emer- lizado próximo à porta de entrada da escola, para
gência. permitir o controle de acesso.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
60
PARTE 1

Recomendações básicas para o espaço • Considerando-se que o ambiente de-


educativo verá abrigar atividades gerenciais e ad-
• É obrigatório o uso de forro ou laje de ministrativas, será conveniente dividi-
forro. O pé direito final não pode ser lo com o próprio mobiliário, como nos
inferior a 2,60 m. escritórios mais modernos. Os móveis
• Ventilação cruzada é obrigatória. para guardar podem fazer o papel de
• As portas devem ter vão livre de 0,90 m. divisórias.
• O piso deve ser de material antiderra- • Mesas e cadeiras
pante. Nas escolas onde existir piso de • As mesas a serem colocadas no am-
madeira, em bom estado, recomenda- biente devem ser escolhidas dentre
se seu aproveitamento. as mesas de uso geral, complemen-
• As cores utilizadas devem ser claras. tadas por partes volantes, como ga-
• Conforto térmico, acústico e lumino- veteiros ou gavetões com suportes
técnico é imprescindível. para pastas suspensas, nos casos em
• As tomadas de energia elétrica devem que se fizerem necessários. Ao op-
ser aterradas e protegidas, como tam- tar por essas mesas, a organização
bém instaladas na metade do compri- da e s c o l a g a n h a f l e x i b i l i d ade.
mento de cada parede. O agrupamento de duas mesas pode
• Tomadas de telefone externo devem ser útil para as reuniões que se reali-
ser colocadas próximas às tomadas de zem no ambiente.
energia elétrica. • Caso a escola já possua mesas dife-
• As luminárias devem ter duas lâmpa- rentes entre si, é importante orga-
das fluorescentes, no mínimo. nizá-las de acordo com os tipos e
• Caso existam ventiladores de teto, suas tentar usá-las no melhor arranjo
pás devem estar em nível superior ao possível, no espaço disponível.
das lâmpadas da luminária. • Nos espaços administrativos, as
• A cigarra para determinar o início e cadeiras com rodízios são as ide-
término do período de aulas deve ser ais. Cadeiras de uso geral, empi-
acionada a partir deste ambiente. lháveis, contudo, permitem mai-
or flexibilidade, pois podem ser
Nota importante: devem ser observa-
das todas as recomendações que cons- deslocadas para qualquer ambien-
tam na Parte 2 – Espaço educativo, ca- te onde se façam necessárias.
pítulo 2 – Avaliação do espaço educati- • Móveis para guardar (armários)
vo existente e capítulo 4 – Espaços edu- • As atividades administrativas reali-
cativos: recomendações específicas, zadas no ambiente caracterizam-se
itens: salas de administração/apoio pe- pela guarda de materiais e papéis.
dagógico. Para otimizar o uso do espaço, uma
das alternativas possíveis é a utili-
Recomendações básicas para o mobi- zação de armários do piso ao teto,
liário modulares ou construídos na pró-
• A organização deste ambiente asseme- pria arquitetura. Os espaços supe-
lha-se à de qualquer escritório, dadas riores deverão ser ocupados pelo
as atividades que, prioritariamente, se- arquivo morto.
rão aí desenvolvidas.

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61

• Os armários da área administrativa mento a alunos, atendimento indi-


vão necessitar de ferragens internas vidual a pais, atendimento a profes-
para pastas suspensas e prateleiras sores e funcionários, contatos com
para os outros materiais. Devem ser representantes do sistema de ensino).
providos de fechaduras eficientes e Sua realização deve ser prevista no
resistentes, com chaves sobressalen- espaço da gerência, sem necessidade
tes, qualquer que seja seu modo de de mobiliário específico, a não ser a
produção, na construção do prédio, disponibilidade de cadeiras.
elementos modulares ou unidades
específicas (ver Parte 3 – Mobiliá- E - Ambiente para atividades de pre-
rio e equipamento escolar, capítulo paro de alimentos/ambiente para atividades de
5 – Mobiliário e equipamento esco- limpeza
lar: recomendações específicas, Para a composição do ambiente, devem ser
item – Móveis para guardar e expor consideradas todas as atividades que podem ser
material didático e escolar). nele desenvolvidas, tais como:
• Suportes de comunicação • Controle de qualidade e quantidade dos
• Os quadros murais são importan- gêneros alimentícios recebidos de for-
tes no ambiente, para a colocação necedores ou de órgãos da administra-
de avisos e lembretes administrati- ção do sistema de ensino.
vos. Devem ser colocados tanto in- • Armazenamento e controle qualitati-
ternamente como ao lado da porta vo e quantitativo do estoque de gêne-
de atendimento, onde devem ser afi- ros alimentícios; planejamento de com-
xados avisos que podem diminuir a pras.
necessidade de fornecimento de in- • Guarda de utensílios de preparo e aten-
formações. dimento (merenda escolar).
Observações finais • Desembalagem, higienização e cocção
• Várias das atividades previstas para dos alimentos ou recebimento de re-
serem realizadas no ambiente de- feições prontas.
mandam contato freqüente com o • Atendimento (distribuição da meren-
público interno ou externo (alunos, da escolar).
pais de alunos, professores, funcio- • Limpeza ou lavagem de equipamentos
nários, pessoas da comunidade, for- e utensílios de preparo e atendimento.
necedores). Para isso, é necessário • Armazenamento de materiais de lim-
um espaço de atendimento na entra- peza e controle de estoque.
da da sala. Uma das alternativas é • Guarda de utensílios de limpeza.
a colocação de um balcão, que pode • Higienização de utensílios de limpeza
ser conseguido mediante adaptação (panos, vassouras, rodos, escovas).
da própria porta, cortada no meio • Separação e descarte do lixo.
da altura. Outra, é a colocação de • Guarda de materiais e ferramentas
uma mesa que deverá ser ocupada para manutenção do mobiliário e equi-
pela pessoa responsável pelo atendi- pamentos.
mento. • Guarda de materiais e ferramentas
• Algumas atividades requerem priva- para manutenção predial e da área des-
cidade (aconselhamento ou atendi- coberta.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
62
PARTE 1

• Desenvolvimento de aulas de artesa- • As aberturas para ventilação natural


nato, culinária e outras, para membros devem corresponder a 1/10 da área do
da comunidade local. piso, no mínimo.
• Distribuição de cartazes relativos a • Em todas as aberturas de ventilação
campanhas sobre temas diversos. devem ser colocadas telas, como bar-
• Distribuição de cartazes de estímulo à reira à entrada de insetos.
participação de professores, funcioná- • As portas devem ter vão livre de 0,90 m.
rios, alunos e pais no tratamento de • O piso deve ser de material lavável,
problemas, necessidades e possibilida- antiderrapante, resistente a tráfego in-
des da escola. tenso e abrasão. Deve ter caimento
para escoamento de águas direciona-
Uso do para ralo ou canaleta.
No que diz respeito ao preparo de alimen- • Os ralos devem ser sifonados.
tos e guarda de gêneros, o ambiente corresponde • Deve ser instalada pelo menos uma pia
a uma cozinha. Mesmo que a merenda não seja (cuba) com torneira.
preparada na escola (em casos de cozinhas cen- • Os ramais de esgoto das pias devem
tralizadas ou comunitárias), será necessário es- ser separados dos que servem aos sa-
paço para desembalar as refeições e organizar a nitários.
distribuição. Em várias ocasiões, será necessário, • As paredes devem possuir barra la-
vável, impermeável, até a altura de
também, providenciar o aquecimento.
1,80 m.
Junto à área de preparo de alimentos, deve
• As cores utilizadas devem ser claras.
existir uma área com tanque e local para guarda
• Conforto térmico, acústico e lumino-
de material de limpeza e manutenção, dos res-
técnico é imprescindível.
pectivos utensílios ou ferramentas, dos botijões
• As tomadas de energia elétrica devem
de gás e do lixo protegido.
ser aterradas e protegidas, distribuídas
ao longo das paredes e em número su-
Adequação ao uso
ficiente para uso dos diversos equipa-
O ambiente deve articular-se com o am-
mentos disponíveis.
biente para atividades coletivas (ambiente B),
• As luminárias devem ter duas lâmpa-
onde se dará o consumo da merenda escolar. Na
das fluorescentes, no mínimo.
parede voltada para esse ambiente, deve haver
• Caso existam ventiladores de teto, suas
abertura com balcão para distribuição da meren-
pás devem estar em nível superior ao
da e devolução dos utensílios.
das lâmpadas das luminárias.
• Na área de serviço, junto ao ambiente
Recomendações básicas para o espaço de preparo de alimentos, deve ser ins-
educativo talado pelo menos um tanque com tor-
• É obrigatório o uso de forro ou laje de neira.
forro. O pé direito final não pode ser • O depósito de gás deverá ser indepen-
inferior a 2,40 m. dente.
• Ventilação cruzada é obrigatória. • Próximo à área de serviço, devem ser
• As aberturas para iluminação natural colocados tambores para coleta do lixo,
devem corresponder a 1/5 da área do protegidos da chuva e de animais/in-
piso, no mínimo. setos. Os recipientes para lixo reciclá-
vel devem ser adequados para permi-

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


63

tir a separação de papel e papelão, vi- • Na área de serviço existente junto ao


dros, latas e plásticos. ambiente de preparo de alimentos,
Nota importante: devem ser observa- deve haver móvel para guardar os ma-
das todas as recomendações que cons- teriais de limpeza e manutenção e os
tam na Parte 2 – Espaço educativo, ca- respectivos utensílios e ferramentas.
pítulo 2 – Avaliação do espaço educati- Nesse armário, é fundamental o uso de
vo existente e capítulo 4 – Espaços edu- fechamento de segurança (chave ou
cativos: recomendações específicas, cadeado).
itens: cozinha/depósitos.
F – Ambiente para atividades de
Recomendações básicas para o mobi- higiene pessoal
liário Para a composição do ambiente, devem ser
• Neste ambiente, devem ser observadas consideradas todas as atividades que podem ser
regras específicas de higiene e limpe- nele desenvolvidas, quais sejam:
za, para a correta estocagem e prepa- • Lavagem das mãos e escovação dos
ro de comida. dentes.
• Bancadas de trabalho e armários são, • Eliminação de dejetos.
muitas vezes, resolvidos na própria ar- • Disponibilização de condições para hi-
quitetura. Caso não existam armários giene pessoal de professores e funcio-
ou sejam necessários armários adicio- nários.
nais, é importante que possuam aca- • Observação de alunos em atividades
bamento interno que facilite a limpe- de descanso e lazer e em circulação
za, bem como fechamento com chave. pelas instalações; prestação de infor-
• É fundamental a observância das re- mações e auxílio; providências em
comendações técnicas para aquisição casos de conduta inadequada (acon-
dos equipamentos de cozinha (ver Par- selhamento, advertência, encaminha-
te 3 – Mobiliário e equipamento esco- mento).
lar, capítulo 5 – Mobiliário e equipa- • Identificação de sintomas que aconse-
mento escolar: recomendações especí- lham o encaminhamento do aluno à
ficas, itens: Fogão/refrigerador/conge-
consulta médica.
lador/liqüidificador).
• Distribuição de cartazes relativos a
• Os requisitos de uso são as mais im-
campanhas sobre temas diversos.
portantes considerações a serem fei-
• Distribuição de cartazes de estímulo à
tas para organizar o ambiente. Assim,
participação de professores, funcio-
o importante em relação ao mobiliá-
nários, alunos e pais no tratamento de
rio e aos equipamentos é sua coloca-
problemas, necessidades e possibilida-
ção no espaço, de forma a encurtar as
des da escola.
distâncias entre as atividades de reti-
rada dos alimentos dos locais onde es-
Uso
tão acondicionados (armários, geladei-
ra, congelador), sua desembalagem, hi- O ambiente destina-se, estritamente, à hi-
gienização e preparação, e seu cozi- giene pessoal de professores, funcionários e alu-
mento. A opinião de quem trabalha no nos, podendo ser utilizado por pais de alunos e
ambiente pode ajudar na melhor ins- pessoas da comunidade, quando da realização de
talação das peças. reuniões ou de eventos.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
64
PARTE 1

Adequação ao uso • É obrigatória a existência de, pelo me-


nos, uma bacia sanitária e um lavató-
O ambiente deve articular-se com o ambi-
rio adaptados para atender aos porta-
ente para atividades coletivas (ambiente B).
dores de necessidades especiais.
• As luminárias devem ter duas lâmpa-
Recomendações básicas para o espa- das fluorescentes, no mínimo.
ço educativo
• O pé direito não pode ser inferior a Nota importante: devem ser observa-
das todas as recomendações que cons-
2,40 m.
tam na Parte 2 – Espaço educativo,
• Ventilação cruzada é obrigatória.
capítulo 2 – Avaliação do espaço edu-
• As portas devem ter vão livre de
cativo existente e capítulo 4 – Espaços
0,90 m.
educativos: recomendações específicas,
• O piso deve ser de material lavável, item: sanitários/vestiários.
impermeável, antiderrapante, resis-
tente a tráfego intenso e abrasão. Recomendações básicas para o mobi-
Deve possuir caimento para escoa- liário
mento de águas direcionado para ralo • Esse ambiente é, em geral, resolvido
ou canaleta. quase totalmente na arquitetura do
• Os ralos devem ser sifonados. prédio escolar.
• Os ramais de esgoto sanitários devem • Uma vez que o ambiente será compar-
ser separados, para cada três bacias. tilhado por alunos, professores e fun-
• A tubulação de esgoto dos sanitários cionários, deve ser colocado móvel
deve possuir tubo de ventilação. para guardar as roupas dos funcioná-
• As paredes devem possuir barra la- rios, bem como objetos de uso pessoal
vável, impermeável, até a altura de dos professores. Nesse armário, é fun-
1,80 m, no mínimo. damental o uso de fechamento de se-
• O número de bacias sanitárias deve ser gurança (chave ou cadeado).
suficiente para atender a alunos, pro-
• Um quadro de avisos pode ser útil
para a colocação de informações so-
fessores e funcionários em cada turno.
Em relação aos alunos, deve haver uma bre higiene pessoal. O material a ser
bacia sanitária para cada 40 alunos/ afixado pode ser produzido pelos
turno. próprios estudantes, em rodízio de te-
• O número de lavatórios deve ser sufi- mas e turmas.
ciente para atender a estudantes, pro-
fessores e funcionários em cada turno.
Em relação aos alunos, deve existir um
lavatório para cada 40 alunos/turno.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


Parte 2
Espaço Educativo
67

C APÍTULO 1 E SPAÇO EDUCATIVO NO B RASIL República, com o poder público passando a ser
mais intensamente solicitado para a ampliação
A arquitetura nasce com o objetivo de abri- da oferta de educação, principalmente como de-
gar o homem das intempéries e de agentes hos- corrência do estabelecimento de novos centros
tis, visando permitir-lhe uma convivência pacífi- urbanos, um complexo sistema educacional co-
ca com o ambiente. No processo de aumento da meça a ser formado, conduzindo a uma grande
complexidade da vida social, o espaço, criado e diversidade na tipologia das instituições de en-
organizado pelo próprio homem, transforma-se sino.
em palco de suas relações com o meio, abrigan- Para fazer frente à demanda da época, sur-
do as mais diversas atividades do indivíduo e dos gem os chamados “projetos-tipo”. Os prédios
grupos. O espaço, meramente físico, passa, en- escolares, apesar do esmero na forma, eram sin-
tão, a constituir um ambiente. gelos em sua configuração física, sendo compos-
Do amplo leque de atividades humanas, tos por espaços administrativos (uma secretaria
esta parte do trabalho destaca aquelas que se re- e a sala do diretor), acrescidos de salas de aulas
sumem nos conceitos de aprender e ensinar, ge- (organizadas na tradicional configuração de qua-
rando um espaço específico: o espaço educativo. dro de giz, mesa do professor e carteiras de alu-
A arquitetura escolar, que se ocupa de es- nos), tendo o apoio de banheiros feminino e mas-
tudar e propor alternativas para acolher os servi- culino. A preocupação com a separação de gêne-
ços oferecidos pelos sistemas de ensino, respon- ros determinava a existência de salas de aula se-
dendo às atualizações que se fazem necessárias paradas para alunas e para alunos.
como resultado de novas visões surgidas no pro- Imponentes na forma e extremamente su-
cesso dinâmico que é a educação, tem evidencia- mários na tipologia dos espaços, os prédios esco-
do diferentes configurações e propostas para o lares da época possuíam inegável qualidade cons-
espaço educativo, ao longo do tempo. As perió- trutiva, proporcionando, por exemplo, um signi-
dicas reformas de ensino, ao incidir sobre a or- ficativo conforto ambiental, no tocante a isola-
ganização curricular, geram demandas de novas mento térmico e acústico. Até os dias de hoje,
tipologias para os espaços da escola, resultando destacam-se, por sua imponência, alguns prédi-
em especificações de ambientes com configura- os escolares públicos, principalmente aqueles
ções variadas, que procuram corresponder às originalmente destinados à formação de profes-
necessidades emanadas das propostas pedagógi- sores, as Escolas Normais, depois transformados
cas vigentes. em Institutos de Educação.
As instituições que têm a responsabilidade No final da década de 60 e início da década
de criar e manter os espaços educativos têm en- de 70, a equipe do Ministério da Educação que
frentado grandes desafios para acompanhar o rit- vinha apoiando o desenvolvimento das secretari-
mo das mudanças, incorporando as diferentes as estaduais de Educação, nas atividades de for-
dimensões que decorrem de novos enfoques dos mulação de planos, programas e projetos, tinha
processos de ensino e de aprendizagem. Manter amadurecido a proposta pedagógica do “Ginásio
a atualização, diante de novos requisitos sociais, Orientado para o Trabalho” ou “Escola Poliva-
culturais e políticos, entre outros, tem sido o ob- lente” e, como decorrência, as características es-
jetivo perseguido ao longo da história da arquite- paciais dos prédios escolares.
tura escolar, em particular pelas instituições que Atendendo o nível de ensino à época deno-
se ocupam da escola pública. minado “ginásio” – 5a a 8a série do ensino funda-
Uma retrospectiva da história da arquite- mental – a escola polivalente pretendia, por meio
tura escolar no Brasil mostra que, a partir da de um currículo mais amplo, evitar a evasão.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
68
PARTE 2

Grande importância foi dada à orientação edu- metodologias de planejamento e execução. Em


cacional e vocacional, o que orientou a criação vários pontos do Brasil, surgiram equipes de es-
de espaços específicos para essa finalidade. A pecialistas envolvidos com a arquitetura e a en-
capacidade das salas de aula de disciplinas aca- genharia escolares. Inúmeros documentos para
dêmicas não devia ultrapassar 40 alunos e a dos estudo e reflexão, bem como manuais de reco-
laboratórios de ciências e das oficinas de artes mendações técnicas, foram publicados em diver-
práticas, 20 alunos. Sem prejuízo de suas fun- sos estados brasileiros.
ções precípuas, a escola polivalente propunha-se A reforma do ensino introduzida pela Lei
a atrair a comunidade, resultando em utilização n o 5.692/71 reforçou a necessidade de inclusão
do prédio durante os 12 meses do ano, o que im- no prédio escolar de espaços específicos para
punha a necessidade de encontrar soluções para desenvolvimento da parte diversificada do currí-
o conforto ambiental nos meses mais quentes, culo. A introdução desses espaços nas escolas
reforçando a ventilação. A biblioteca devia ser, existentes subtraiu área das salas de aula desti-
também, utilizada pela comunidade, exigindo que nadas às chamadas disciplinas acadêmicas, dimi-
sua localização fosse pensada levando em conta nuindo a capacidade nominal por área construí-
a facilidade de acesso pelo público externo. da, o que gerou necessidade de mais recursos fi-
O Programa de Expansão e Melhoria do nanceiros para os planos de obras.
Ensino – PREMEN, resultante de acordo de financi- Estimulado pelas novas exigências da refe-
amento entre o governo Brasileiro, por intermé- rida reforma, o permanente intercâmbio de es-
dio do MEC, e a Agência dos Estados Unidos para pecialistas brasileiros com instituições tais como
o Desenvolvimento Internacional – USAID , con- o Centro de Construções Escolares para a Amé-
templou quatro estados (Bahia, Minas Gerais, rica Latina e o Caribe – CONESCAL, criado e man-
Espírito Santo e Rio Grande do Sul) com um tido pela Organização dos Estados Americanos –
numero significativo de escolas polivalentes. Em OEA , possibilitou que, ainda na década de 70, te-
cada um dos demais estados, foi construída uma mas como planejamento de rede, projetos de
escola polivalente, com base em programa arqui- unidades escolares, técnicas de manutenção,
tetônico padrão, com projetos desenvolvidos por mobiliário escolar, entre outros, fossem conti-
escritórios de arquitetura contratados para tal nuamente pesquisados, gerando um processo de
fim. Este fato estimulou a revisão das tipologias constante atualização. Resultaram desse proces-
das escolas locais. Em conseqüência, muitos de- so novos padrões de qualidade para o espaço edu-
les, em suas ações de expansão da rede física com cativo, promovidos pelo próprio MEC .
recursos próprios, adotaram projetos com carac- Em 1973, foi criado, sob inspiração do CO-
terísticas espaciais similares às das escolas poli- NESCAL , o Centro Brasileiro de Construções e
valentes, com modificações determinadas, fun- Equipamentos Escolares – CEBRACE, cuja atuação
damentalmente, pelas restrições financeiras de provocou uma reação positiva por parte dos es-
cada estado. A experiência da escola polivalente, tados e municípios, com as secretarias de educa-
contudo, representou um divisor de águas na ar- ção locais aprimorando seu desempenho, a par-
quitetura escolar. tir da utilização de informações técnicas provi-
Além de contribuir para o surgimento de das pelo Centro, para respaldo de suas ações de
novos modelos de escolas, o desenvolvimento do planejamento, construção e equipamento esco-
PREMEN criou oportunidade para que as institui- lares. A ação do CEBRACE teve continuidade no
ções envolvidas com pesquisa e planejamento da Centro de Desenvolvimento e Apoio Técnico à
rede pública escolar, participantes do programa, Educação – CEDATE , órgão que o sucedeu, em
introduzissem em seus procedimentos novas 1981.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


69

Durante a década de 80, estados e muni- As políticas públicas praticadas não ape-
cípios intensificaram a oferta de serviços edu- nas no Brasil, mas na maior parte dos países lati-
cacionais e, em alguns casos, buscou-se ampliar no-americanos, concentradas, basicamente, em
o tempo de permanência da criança na escola. diminuir o déficit educacional mediante amplia-
Por essa época, surgem os Centros Integrados de ção da oferta de vagas escolares, acabou por ser-
Educação Pública – CIEPS, nos quais novos espa- vir de justificativa à execução de obras de baixo
ços foram criados, tais como centro médico, co- custo e sem a imprescindível fiscalização. Um
zinha industrial, refeitório, salão polivalente (que incontável número de obras não atendeu aos re-
abrigava a quadra coberta, com arquibancada), e quisitos construtivos mínimos exigidos para as
residência de alunos. edificações escolares, contrariando, por um lado,
No mesmo período, para solucionar situa- a própria razão de ser da expansão – o de favore-
ções de adequação construtiva em áreas de baixa cer o acesso à boa educação – e, por outro, o
renda da periferia de grandes centros urbanos e objetivo primordial de redução dos custos de
em áreas rurais, o MEC viabilizou estudos, pesqui- manutenção de prédios, como forma de elimina-
sas e projetos que fugiam da ortodoxia técnica ção de desperdícios, no uso dos recursos públi-
consagrada. Surgiram, então, os sistemas pré-fa- cos.
bricados, utilizando materiais diversos, como a Do lado institucional, com a extinção do
argamassa armada, a madeira, o concreto leve, o CEDATE, em 1989, uma rede nacional que mal co-
aço. A flexibilidade, os aspectos positivos no que meçava a se estruturar, também se desfez. Os
diz respeito ao conforto ambiental, a resistência, técnicos já treinados dispersaram-se por vários
o baixo custo, a utilização mais intensa de mão- órgãos e a cultura relativa ao espaço educativo
de-obra não qualificada (a população do entorno que se buscava instaurar no país perdeu seus pon-
das áreas envolvidas) foram aspectos extrema- tos de apoio e irradiação, contribuindo para o
mente inovadores das alternativas mencionadas. rebaixamento do padrão construtivo das escolas
É forçoso reconhecer, no entanto, que a públicas no país.
partir de um dado momento, as construções es-
colares sofreram sério rebaixamento em seu pa-
drão.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
70
PARTE 2

C APÍTULO 2 A VALIAÇÃO DO ESPAÇO EDUCATIVO EXISTENTE exemplo, instalações elétricas mal executadas ou
sobrecarregadas ou pisos escorregadios em áre-
Neste capítulo, advoga-se que a avaliação as molhadas) ou as de estabilidade (problemas
do espaço educativo existente se inicie com uma de estrutura do prédio) ou mesmo as que dizem
revisão de conceitos, privilegiando-se os fins em respeito à satisfação de necessidades indiscutí-
relação aos meios, e sempre procurando adotar veis de higiene (como a construção de sanitários,
uma postura isenta de vícios de utilização e fun- onde não existam). Não se tratando de tais ca-
cionamento. O estudo dos espaços disponíveis sos, as necessidades dos processos de ensino e de
deve ser feito com sensibilidade, serenidade e bom aprendizagem ditarão o estabelecimento das pri-
senso, fundamentais para a detecção e resolução oridades.
dos eventuais problemas encontrados. A avaliação das alternativas de intervenção,
Para avaliação do espaço educativo, deve- em busca das soluções mais viáveis, deve levar
rão ser considerados o terreno (quanto a sua to- em conta primordialmente o objetivo a ser atin-
pografia, infra-estrutura e entorno) e as edifica- gido, mas também deve preocupar-se com os
ções (nos seus aspectos funcionais, construtivos, custos a serem incorridos, observando-se, aten-
de conforto e de segurança). Para tanto, é impor- tamente, os prós e contras de cada uma delas.
tante dispor do levantamento cadastral e topo- Durante a realização das intervenções, o
gráfico do imóvel, bem como dos projetos de acompanhamento cuidadoso das atividades, des-
arquitetura e complementares, que permitam de a aquisição dos materiais, até a execução dos
identificar os ambientes, suas interligações e as trabalhos, ajudará a garantir a utilização criterio-
instalações existentes. sa dos recursos e a qualidade final dos serviços.
Esse conjunto de informações possivelmen-
te poderá ser obtido junto aos órgãos técnicos da 2.1 P OSTURAS PARA PRESERVAÇÃO DO MEIO

administração do sistema de ensino ou mediante AMBIENTE

consulta aos órgãos legais. Se as informações es-


tiverem disponíveis, é importante verificar se es- É parte do processo educativo a adoção de
tão atualizadas ou se houve alguma modificação, procedimentos com o objetivo permanente de
decorrente de ampliação, reforma ou demolição manter o equilíbrio do meio ambiente e assumir
não registrada. Caso não seja encontrada a do- a responsabilidade pela defesa e preservação dos
cumentação mencionada ou caso ela esteja desa- recursos naturais, para a atual e futuras gerações.
tualizada, será conveniente contratar um técnico Assim, os envolvidos com construção, pla-
para sua execução ou atualização. nejamento e gestão de escolas devem desenvol-
É de posse da documentação acima que se ver uma cultura de desenvolvimento sustentado,
inicia a compreensão global do espaço físico e buscando soluções alternativas, principalmente
funcional da escola. Ao exame da documenta- para questões ligadas à água e à energia.
ção, junta-se a vistoria do terreno e das edifica- As sugestões e recomendações presentes
ções, com o objetivo de identificar as interven- neste documento orientam-se para essa finalida-
ções necessárias ou desejáveis e, entre elas, as de. Dada, porém, a importância do tema e a dis-
prioritárias. persão de tais sugestões e recomendações em di-
Os critérios para determinação de priori- ferentes tópicos do texto, são aqui resumidos al-
dades variarão de escola a escola, de situação a guns aspectos aos quais escolas e sistemas de
situação. Sem dúvida, sempre serão prioritárias ensino deverão estar permanentemente atentos.
intervenções destinadas a resolver problemas que Toda e qualquer escola, independentemente
afetam a segurança dos usuários (como, por de sua localização, deve dispor de infra-estrutura

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


71

básica. Na falta de tal infra-estrutura, alternati- Manter sempre apagadas as lâmpadas


vas para geração de energia, captação de água e que não estiverem sendo utilizadas,
tratamento dos efluentes deverão ser pesquisa- salvo aquelas que contribuem para a
das e ter sua execução priorizada, de modo a do- segurança.
tar o espaço educativo dos requisitos básicos para Em caso de uso de condicionador de
a obtenção de padrão mínimo de qualidade e pro- ar, manter as portas e janelas fecha-
porcionar habitabilidade à edificação. das, regulando o termostato, para
Além dos aspectos diretamente ligados à manter a temperatura desejada no am-
infra-estrutura, é importante observar que outros biente.
procedimentos podem ser implantados, no sen- Instalar biodigestores, objetivando
tido de promover e estimular a preservação do substituir o gás liquefeito de petróleo.
meio ambiente. São bons exemplos: O biogás combustível pode ser obtido
Promover a captação de águas pluviais, a partir do reaproveitamento dos resí-
para abastecimento de bacias sanitári- duos orgânicos, como substrato para
as e de pontos de água para manuten- a fermentação anaeróbica. As águas
ção de calçadas e regas de áreas verdes. residuais desempenham um papel im-
Limitar a descarga de água das bacias portante no sistema de produção de
sanitárias. biogás.
Implantar sistemas de tratamento de Promover alternativas para prevenir a
esgotos, compostos por fossa e filtros poluição e reduzir, reaproveitar, reci-
ou outras alternativas viáveis, sugeri- clar e destinar corretamente os resí-
das por profissional, com base na lo- duos gerados, como, por exemplo, im-
calização da escola, características da plantar coleta seletiva de lixo.
região, e recursos disponíveis. Promover a conscientização para a
Em casos de reformas ou ampliações, necessidade do uso de materiais bio-
prever a instalação de equipamentos degradáveis.
hidráulicos antivandalismo (projetados
para suportar, com melhor desempe- 2.2 TERRENO
nho, o mau uso ou o uso demasiado,
preservando suas características de O terreno onde está instalada uma escola é
funcionalidade) e que racionalizem o muito importante para a determinação do padrão
consumo. de qualidade do espaço educativo. É necessário,
Utilizar a luz solar e os ventos (energia pois, dispor de informações que permitam veri-
solar e energia eólica) como alternati- ficar se a área em questão permite ampliações
vas à obtenção de energia elétrica. ou adequações economicamente viáveis. Algumas
Adotar exaustores eólicos, para obten- dessas informações devem constar dos levanta-
ção de conforto térmico para os ambi- mentos cadastral e topográfico. Outras, comple-
entes. mentares, identificam as “qualidades” ou os “de-
Utilizar cataventos, como força motriz feitos” do terreno analisado, bem como as po-
na captação de águas de poços e cis- tencialidades do local onde está situada a escola.
ternas. O levantamento cadastral do imóvel deve
conter:
Evitar acender lâmpadas durante o dia,
procurando aproveitar ao máximo a luz demarcação do perímetro do terreno
natural. e das edificações existentes;

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
72
PARTE 2

localização de postes, árvores e bocas- 2.3 EDIFICAÇÃO: ASPECTOS FUNCIONAIS


de-lobo existentes em frente ao imóvel;
indicação da largura do logradouro (lei- A funcionalidade de uma escola, como de
to carroçável mais calçadas, dos dois qualquer edificação, depende que os espaços es-
lados). tejam organizados de modo a possibilitar o bom
O levantamento topográfico deve incluir: desempenho dos serviços para os quais se desti-
informações referentes às dimensões nam.
de cada segmento do perímetro do ter- São exemplos de problemas comumente
reno e de seus ângulos; encontrados:
demarcação e medidas dos perímetros longos percursos internos;
das edificações existentes no terreno, cozinha ou área de serviço sem acesso
com as distâncias cotadas, para sua externo ou sem ligação com a área de
perfeita localização dentro da área; distribuição das merendas;
representação do terreno por meio de acessos desprotegidos de intempéries;
curvas de nível, devidamente cotadas, sanitários distantes da área pedagógica;
e/ou por planos cotados; sanitários insuficientes ou mal dimen-
indicação das cotas de nível nas guias sionados.
e extremidades do terreno; Em geral, esses problemas ocorrem em ra-
orientação magnética norte/sul; zão de falta ou deficiência do projeto arquitetô-
localização das árvores existentes. nico ou à realização de reformas ou ampliações
sem a devida atenção às questões de funcionali-
Como informações complementares, de- dade. Parte deles poderá ser resolvida por meio
vem ser obtidas as que permitam identificar qua- de intervenções adequadas, observando-se suges-
lidades ou limitações do terreno da escola, bem tões e recomendações contidas neste próprio
como potencialidades da área. São elas: documento ou recorrendo-se à ajuda de um pro-
direção dos ventos dominantes, visan- fissional. Outros, porém, representam restrições
do favorecer a ventilação e a aeração reais, com os quais a escola terá que conviver.
dos espaços educativos;
ocorrência de enchentes, identifican- 2.4 EDIFICAÇÃO: ASPECTOS CONSTRUTIVOS

do a cota de nível de mais alto alcance,


quando da ocorrência de cheias, para O exame das condições, possibilidades e
determinar os níveis para a implanta- limitações do prédio escolar deve envolver a aná-
ção dos pisos da edificação, evitando lise dos aspectos construtivos, funcionais, de con-
que a escola fique à mercê da invasão forto e segurança, que interferem diretamente no
de águas nos períodos de grandes pre- desempenho da unidade escolar.
cipitações pluviométricas; Este tópico é dedicado aos aspectos cons-
se o terreno serviu de aterro sanitário; trutivos, detalhados em estrutura, cobertura, com-
existência de infra-estrutura básica, ponentes construtivos, elementos construtivos e
representada por disponibilidade de instalações em geral.
água, esgoto e escoamento de águas
pluviais, energia e telefone; 2.4.1 ESTRUTURA
caracterização do entorno, com as fa- A estrutura projetada para a escola muitas
cilidades que poderão ser utilizadas vezes se torna um real impedimento para que se
como complementação e/ou suple- possa reorganizá-la, por meio de pequenas adap-
mentação do ambiente escolar. tações e adequações. É fundamental que a defi-

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73

nição da estrutura contemple os princípios de fle- Nas estruturas de madeira, é necessário


xibilidade e racionalização que o espaço educati- verificar, também, a existência de cupins, que
vo necessita, possibilitando espaços livres de bar- podem criar problemas graves.
reiras e obstáculos, para que as atividades pos- Toda ampliação deverá ser executada com
sam ser desenvolvidas com maior liberdade, con- estrutura independente da existente, prevendo-
forto e segurança. Se esse princípio não tiver sido se juntas de dilatação no encontro das estrutu-
observado no projeto inicial, a escola poderá en- ras, evitando trincas ou outras interferências.
contrar restrições à reorganização, com as quais Para os elementos estruturais, devem ser
terá que conviver. É importante, porém, que não utilizados, com prevalência, materiais regionais
sejam cometidos erros semelhantes, em uma e de baixo impacto ambiental.
eventual ampliação ou adequação.
Estrutura é o que sustenta a edificação sen- 2.4.2 COBERTURA
do, geralmente, composta por fundações, baldra- A cobertura tem a função básica de pro-
mes, pilares, vigas e lajes, que podem ser de con- teger a edificação das ações da natureza, sendo
creto, madeira, alvenaria de tijolos, alvenaria es- a superfície mais exposta à ação direta do sol e
trutural, metálica ou mista. da chuva. Os telhados recebem três vezes mais
Ao se analisar uma estrutura, deve-se veri- radiação solar que as paredes. Uma cobertura
ficar a existência de trincas, fissuras, umidade e deve ser impermeável, permitir o escoamento
infiltrações, armações expostas, indícios de de- das águas pluviais e servir como proteção às
terioração etc. Os eventuais problemas encon- paredes e aberturas. Deve, também, ser isolan-
trados deverão ser analisados por um técnico es- te e ventilada, garantindo que a temperatura
pecialista na área. Alguns dos sintomas mais co- ambiente seja mais agradável que a temperatu-
muns e facilmente identificáveis de problemas ra externa.
estruturais são os descritos a seguir. A cobertura é composta pelos seguintes
Trincas horizontais e verticais nas pa- elementos principais: estrutura, telhamento e
redes: em geral, são conseqüência de forro ou laje. No Brasil, é sempre aconselhá-
problemas de destacamento, por mu- vel o uso do conjunto telhado/forro, evitan-
danças de materiais, sem o cuidado de do-se o uso de lajes impermeabilizadas, de
cunhar ou de frisar, para separá-los. modo a obter melhor desempenho térmico da
Trincas inclinadas a 45o nas paredes: cobertura.
se ultrapassarem a massa de revesti- Outros elementos que podem compor a
mento, podem ser sintoma de recalque cobertura são calhas, condutores, platibandas,
na fundação, o que é bastante grave. beirais, clarabóias, lanternins e rincões1 .
Destacamento de pisos: pode revelar Quanto à forma, as coberturas podem ter
solo mal compactado, em terreno for- um só declive (meia água), dois declives (duas
mado por aterro, ou crateras origina- águas), quatro declives (quatro águas) ou formas
das por infiltração de água. especiais. O declive ou inclinação do telhado de-
Umidade nas bases das paredes, com pende do tipo de telha a ser utilizado.
destacamento dos rodapés: indica falta O projeto de uma cobertura deve levar em
de impermeabilização no contrapiso e conta que a simplicidade de seu planejamento
nas primeiras três fiadas da alvenaria. facilita a manutenção e promove maior durabili-
Fissuras nos pilares ou nas vigas: podem
ser resultado de deslizamento ou de pro-
blemas de execução das estruturas. 1
Ver descrição adiante.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
74
PARTE 2

dade de seus componentes. O uso de menor nú- 2.4.2.2 OUTROS COMPONENTES DA COBERTURA
mero de sentidos de caimento de águas, a ausên- De acordo com seu tipo, a cobertura po-
cia de rincões, o uso racional de calhas e seu di- derá contar com outros componentes, tais como
mensionamento conferem maior durabilidade à os descritos e comentados a seguir.
cobertura. Calhas e condutores: servem para im-
pedir que o caimento direto das águas
2.4.2.1 ESTRUTURA E TELHAMENTO pluviais sobre o solo provoque ero-
A estrutura da cobertura poderá ser de são ou desgaste nos pisos e paredes
madeira, metálica, de concreto ou de alvenaria. próximas, além de evitar respingos
O uso de cada uma dessas alternativas depende que provocam umidade. Podem ser
do tipo de telha escolhido. metálicos, de PVC, fibra de vidro, cha-
A seleção do material empregado, tanto pa galvanizada ou concreto. Seu di-
na estrutura, como no telhamento, deve estar mensionamento é sempre muito im-
atrelada à facilidade de aquisição, transporte, portante e deve ser calculado em fun-
simplicidade de execução, manutenção e, prin- ção dos índices pluviométricos de cada
cipalmente, da região onde estiver localizada a localidade.
escola. Platibandas: são fechamentos, em al-
Os tipos de telhas mais comumente utili- venaria ou concreto, que servem para
zados são: arrematar o telhado, quando não se
Telhas de alumínio ou metálicas: em- quer que telhas e calhas fiquem à vis-
bora, sozinhas, possuam péssimo de- ta.
sempenho termo-acústico, quando usa- Beirais: são prolongamentos da cober-
das com isolamento, tipo sanduíche ou tura que têm a finalidade de proteger
painel, são bastante eficientes. São le- o espaço externo da edificação da chuva
ves e duráveis, exigem estrutura sim- e do sol. Os beirais colaboram para o
ples e pequeno caimento. São mais conforto térmico do edifício, devendo-
caras, mas a facilidade de manutenção se, no entanto, evitar seu uso exagera-
e a durabilidade compensam o custo do que pode acarretar diminuição da
inicial. iluminação natural dos espaços e in-
Telhas de barro cozido: são fáceis de en- terferir na circulação de ar.
contrar, em todo o país, nos mais di- Lanternins e clarabóias: são aberturas
versos modelos e dimensões, e são de protegidas nas coberturas, que propor-
fácil colocação. Necessitam de estru- cionam aeração das telhas, funcionam
tura mais trabalhosa, porém seu uso e como chaminés e ajudam a diminuir o
método de colocação são amplamente calor, com a saída do ar quente. Seu
conhecidos, mesmo nas regiões mais uso é de grande valia nas regiões onde
afastadas das grandes cidades. A incon- as temperaturas são elevadas.
veniência de seu uso reside na alta taxa Rincões: são canais formados por dois
de manutenção, pois são frágeis, ra- panos convergentes de telhado, por
cham ou quebram com relativa facili- onde corre a água pluvial. Constitu-
dade, o que pode provocar goteiras e em sempre áreas responsáveis por in-
infiltrações. Devem ser usadas com a filtrações. Sua utilização só deve ser
inclinação correta, de acordo com o admitida quando não houver outra
tipo selecionado. solução.

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2.4.2.3 FORROS Esquadrias: componentes que contro-


Os forros podem ser executados em ma- lam a passagem das pessoas (portas,
deira, laje de concreto armado, laje pré-moldada portões, portinholas, gradis, corri-
ou módulos industrializados de gesso acartona- mãos) e que possibilitam o controle da
do, fibras de rocha etc. passagem do ar e da luz natural e do
Alguns materiais são mais eficientes que sol (janelas, vitrôs, brises ou pára-sóis,
outros, apresentando índices termo-acústicos venezianas).
mais favoráveis. Quando o espaço está prejudi- Louças: bacias sanitárias, mictórios,
cado pela utilização de materiais inadequados, é lavatórios, pias, tanques.
possível lançar mão de outros componentes da
Metais: torneiras em geral, chuveiros,
cobertura ou peças de ventilação, para sanar as duchas, registros.
dificuldades.
Ferragens: dobradiças, fechaduras, trin-
A utilização de forro térmico ou forro acús- cos, maçanetas.
tico pode ser de grande efeito para o conforto
ambiental. Os isolantes térmicos para telhados 2.4.3.1 ESQUADRIAS
interceptam parte do calor, diminuindo a tempe- Compreendem portas, portões, gradis, cor-
ratura e atuando como barreira contra a umida- rimãos e janelas, em geral.
de, protegendo a estrutura da cobertura contra As portas podem ser de madeira, ferro, alu-
possíveis goteiras e entrada de poeira e fuligem.
mínio, PVC , vidro ou combinar mais de um des-
Em resumo, na análise de uma cobertura
ses materiais. O conjunto é formado por baten-
existente é importante, em primeiro lugar, veri-
te, guarnição e folha(s), podendo ser de abrir, de
ficar se ela está cumprindo a função de proteger
correr ou pivotante.
e dar conforto. Em seguida, além de levar em
As portas mais comumente utilizadas são
conta as características gerais comentadas, é ne-
as de abrir. Nas salas de aula, além de abrirem
cessário observar os seguintes pontos específicos:
para fora, deverão ter visor de vidro, que permi-
estrutura de madeira: presença de cu-
ta a visualização dos dois lados. As folhas das
pins, abaulamento das ripas, empena-
portas, quando únicas, deverão ter, no mínimo,
mento da madeira, desalinhamento das
0,80 m.
telhas;
As portas de correr devem ser evitadas,
estrutura metálica: indícios de corro-
pois, além de difícil manutenção, podem provo-
são/ferrugem;
car acidentes. As portas pivotantes, apesar de
telhamento: deslocamento de telhas,
muito usadas na arquitetura colonial e de não
telhas quebradas ou trincadas, telhas
de má qualidade ou de materiais/mo- necessitarem dobradiças, perderam a tradição de
delos diferentes, que não se encaixam uso e a facilidade de encontrar ferragem para sua
perfeitamente. instalação.
Quanto ao material, a madeira é o mais
2.4.3 COMPONENTES CONSTRUTIVOS recomendado. Ferro, alumínio e PVC são mate-
Dá-se o nome de componentes construtivos riais de custo elevado. O vidro não é recomenda-
aos materiais que chegam na obra prontos para do, por razões de segurança.
serem instalados: portas, janelas, torneiras, lava- Quando externas, as portas de madeira
tórios etc. devem ser maciças. Em geral, são utilizadas as
Os componentes construtivos podem ser tipo “mexicanas”, pintadas com esmalte sintéti-
reunidos em grandes categorias, como indicado co ou verniz de barco. Quando internas, devem
a seguir. ser pintadas com esmalte sintético, envernizadas

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PARTE 2

ou revestidas com lâminas de material melamí- Em resumo, ao se analisar as esquadrias


nico (fórmica), material caro, mas de grande re- de uma escola é necessário levar em conta se:
sistência e durabilidade. Nas áreas úmidas (ba- o material de que são feitas é o mais
nheiros, cozinha, depósitos etc), o revestimento indicado para utilização na região. Nas
com material melamínico é bastante recomen- regiões sujeitas à maresia ou úmidas,
dável, pela proteção que oferece contra focos de recomenda-se o uso de esquadrias em
umidade. madeira, alumínio ou PVC;
Sobre os portões, a recomendação é de que suas dimensões atendem ao código de
tenham sempre cobertura generosa, para sua obras local;
melhor conservação e proteção das pessoas. fecham e abrem com facilidade;
Os gradis e corrimãos deverão atender às oferecem segurança;
normas de acessibilidade universal. apresentam vidros quebrados, ferra-
Tal como as portas, as janelas também po- gens estragadas ou frágeis;
dem ser de madeira, alumínio, ferro, PVC ou vi- estão empenadas ou fora de prumo;
dro. São formadas por uma peça fixa (requadro) estão suficientemente protegidas por
e outra móvel (folha ou fechamento), em geral beirais.
em vidro, com requadramento.
As janelas podem ser de abrir, de correr 2.4.3.2 LOUÇAS
(horizontais ou verticais, tipo guilhotina ou por Compreendem as pias, lavatórios, mictó-
contrapeso), basculantes, pivotantes ou maximar. rios, tanques e complementos como sabonetei-
As mais utilizadas são as basculantes, tipo ras, cabides, alças etc. Todos esses componentes
maximar e pivotantes. As duas primeiras giram podem, na realidade, ser encontrados em outros
em torno de um eixo horizontal e a última, em materiais, como aço inox, alvenaria revestida com
torno de um eixo vertical. Os três tipos podem azulejos (caso de tanques e mictórios), metal es-
ser subdivididos para que as janelas fiquem segu- maltado, materiais plásticos, resinas etc. O mais
ras, dispensando o uso de grades de proteção. No recomendável, porém, é que sejam de louça, de
uso de janelas do tipo maximar, se colocadas abai- primeira qualidade, preferencialmente de cor
xo de 2,00 m, deve-se cuidar para que abram so- branca ou cor clara, por questões de higiene e
bre áreas de jardim e nunca sobre as áreas de saúde. A escolha da linha de produtos deve sem-
circulação, para evitar acidentes. As pivotantes, pre observar a possibilidade de reposição das
quando aplicadas, necessitam beirais grandes, peças, devendo-se, portanto, optar por modelos
para proteção das chuvas. mais simples e que se apresentem há bastante
As janelas de abrir, embora permitam tempo no mercado.
área total de ventilação, necessitam de grades
de segurança, impedem a colocação de brises 2.4.3.3 METAIS
para regular a entrada do sol, obstruem a pas- Compreendem torneiras, chuveiros, du-
sagem e dificultam o uso de cortinas. Foram chas, registros, válvulas e acessórios para suas
muito usadas nas primeiras escolas construí- instalações. O material utilizado na fabricação
das no país, porém, atualmente, caíram em pode ser aço inox, latão, PVC, ABS, alumínio, ferro
desuso. etc. Os acabamentos deverão ser cromados ou
As janelas de correr precisam de muita esmaltados. Geralmente, o acabamento croma-
manutenção para seu bom desempenho, grades do é o mais utilizado, em função de sua durabili-
de proteção e, também, grandes beirais contra in- dade. Atualmente, existem torneiras especifica-
tempéries. Apesar disso, ainda são muito usadas. das como antivandalismo, bastante recomenda-

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das por sua resistência, baixa manutenção e qua- 2.4.4.3 PISOS


lidade de promoverem o uso racional de água. Pisos são revestimentos aplicados sobre
Seu custo inicial é compensado por seus benefí- contrapisos de concreto, executados sobre o solo
cios. ou laje. Trata-se, normalmente, do item mais
danificado pelo uso intenso.
2.4.3.4 FERRAGENS Nas áreas laváveis, o contrapiso deve ser
São dobradiças, fechaduras, trincos, puxa- impermeabilizado, para evitar problemas poste-
dores, cremonas. Geralmente são de latão, com riores de umidade.
diversos tipos de acabamentos, embora também Os pisos internos podem ser de cerâmica
possam ser de alumínio, ABS, nylon, aço inox ou de alto tráfego (PI 4 ou 5 ); monolíticos de alta
ferro. Na aquisição de ferragens, recomenda-se resistência, com juntas de dilatação; vinílicos ou
que sejam escolhidos produtos de boa procedên- de borracha, aplicados em placas ou mantas. Em
cia, fabricados por firma idônea no mercado e algumas escolas, ainda são encontrados pisos de
apropriadas ao uso intensivo verificado nas esco- madeira, muitas vezes sem nenhum tratamento.
las. Nesses casos, se a madeira ainda estiver em bom
estado, poderá ser lixada para tratamento com
2.4.4 ELEMENTOS CONSTRUTIVOS verniz a base de epóxi. É necessário observar,
Dá-se o nome de elementos construtivos aos entretanto, que esse piso tem manutenção mais
materiais que precisam ser aglutinados ou rejun- dispendiosa e difícil nas áreas de alto tráfego.
tados, para formarem paredes, revestimentos, pi- Para os pisos externos, os mais indicados
sos etc. são os materiais e tipos que permitem drenagem
das águas, sem uso de contrapiso, assentados so-
2.4.4.1 PAREDES bre areia de rio (por exemplo, pisos articulados
As paredes podem ser de fechamento, in- de concreto ou “blocret”). Quando forem feitos
ternas ou externas, muros, muros de arrimo (pa- de concreto, recomenda-se aumentar as áreas
redes de contenção). Podem ser alvenarias de ti- gramadas ou permeáveis, principalmente se a re-
jolos de barro, solo-cimento, cerâmica, vidro, gião possuir alto índice pluviométrico. Cuidar
blocos de concreto, elementos vazados de cerâ- para que o solo externo às edificações também
mica ou de concreto. Quando muito extensas, seja bem apiloado e possua caimentos que per-
precisam ser estruturadas, devendo-se, nesse mitam o escoamento de águas, evitando, assim,
caso, contar com os serviços de um técnico da a formação de poças.
área.
2.4.5 INSTALAÇÕES EM GERAL
2.4.4.2 REVESTIMENTOS Este tópico é dedicado às instalações em
Revestimentos são usados para proteção geral, compreendendo instalações elétricas, lógi-
das paredes e melhoram sua função termo-acús- cas e telefônicas e hidráulicas.
tica 2 . Nas áreas laváveis (banheiros, cozinhas,
áreas de serviço, laboratórios), as alvenarias de- 2.4.5.1 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELEFÔNICAS
vem ser azulejadas até a altura de 1,80 m, no As instalações elétricas existentes no espa-
mínimo. ço educativo devem ser objeto de manutenção
constante e revisões periódicas, para a segurança
da edificação e de seus usuários, tendo em vista
que uma das maiores causas de incêndio são os
2
curtos-circuitos.
Ver item 2.5 – Edificação: aspectos de conforto.

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PARTE 2

Qualquer modificação ou manutenção no Muitos aparelhos ligados na mesma to-


sistema elétrico deve ser executada por profissio- mada podem causar sobrecarga e cur-
nal qualificado. Adicionalmente, todo e qualquer to-circuito na fiação.
projeto de ampliação ou adequação de instalações Além da obrigatoriedade de circuitos in-
elétricas deve estar de acordo com as normas e dependentes de luz e força, é recomen-
exigências da companhia concessionária local, além dável o uso de circuitos de luz indepen-
de atender às Normas Técnicas da ABNT – Asso- dentes para cada espaço educativo.
ciação Brasileira de Normas Técnicas.
As instalações de lógica (redes de com-
Em caso de reforma ou ampliação da edi- putação) e telefônicas devem observar
ficação, deve-se, primeiramente, verificar se as recomendações das concessionári-
a capacidade de energia instalada é suficiente as locais, além de atender as normas
para atender ao aumento previsto, evitando da ABNT.
problemas de sobrecarga elétrica. Deve-se,
também, verificar a conveniência ou não de 2.4.5.2 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS
se criar uma nova rede ou interligá-la à exis- Especial atenção deve ser dada às instala-
tente. No projeto das novas instalações, é al- ções hidráulicas, fundamentais para o funciona-
tamente recomendável promover o uso de dis- mento do espaço escolar e fator de extrema im-
positivos que permitam racionalizar o uso de portância para a saúde de seus usuários. Boa
energia. manutenção e conservação diminuem os riscos à
Os aspectos a seguir são importantes, para saúde e também o custo de uma reforma geral
a funcionalidade e segurança das instalações elé- das instalações.
tricas. Entre os vários problemas encontrados na
As lâmpadas devem ser de voltagem rede hidráulica, podem ser destacados os vaza-
compatível com a rede local da con- mentos, entupimentos em condutores, canos e
cessionária. Sempre que possível, de- peças sanitárias, desgaste de materiais, proble-
vem ser utilizadas lâmpadas fluores- mas surgidos em virtude da utilização de mão-
centes, que duram mais e gastam de-obra não especializada, de vandalismo etc.
menos energia. Quando a rede local Em locais onde seja necessária a perfura-
for de 110V, é aconselhável a previ- ção de poços, comuns ou artesianos, deve ser
são de pontos de 220V, para o caso realizada análise prévia da qualidade da água. A
de instalação de equipamentos que localização do poço deve observar um afastamen-
solicitem essa voltagem ou sejam de to mínimo de 50 m da localização da fossa sépti-
alto consumo. ca. Periodicamente, deverá ser feita nova análise
Verificar o correto balanceamento dos da água, com a finalidade de verificar sua potabi-
circuitos. lidade. Águas servidas de lavatórios e bebedou-
As paredes internas dos espaços edu- ros não devem ser encaminhadas para a fossa
cativos não devem ser pintadas com séptica e sim para o sumidouro.
cores escuras, pois elas exigem lâm- O armazenamento da água é outro fator
padas mais potentes. igualmente importante, devendo estar dimensio-
Fios mal isolados na instalação podem nado de acordo com o tamanho da escola, com
provocar incêndios, além de desperdí- reserva para eventuais faltas de abastecimento.
cio de energia elétrica. As caixas d’água devem ser periodicamente revi-
Evitar o uso de benjamins ou exten- sadas e limpas. Não é recomendado o uso de cai-
sões. xas de amianto.

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Em caso de ampliação das edificações es- segurança, que o conforto ambiental dos espa-
colares existentes, deverá ser verificada a capa- ços educativos é fator determinante para a saúde
cidade da rede hidráulica e sua conexão com a de seus usuários e decisivo para o desenvolvimen-
área de acréscimo. Nesses casos, bem como em to dos processos de ensino-aprendizagem.
eventuais reformas, a oportunidade deve ser apro- Cada elemento físico existente no espaço
veitada para instalação de equipamentos hidráu- ou em seu entorno deve ser tratado com a finali-
licos de alta resistência e que racionalizem o con- dade de contribuir para o conforto ambiental do
sumo de água. espaço educativo e, portanto, para a melhoria de
Os aspectos a seguir são importantes para sua qualidade. A radiação do calor, a reflexão da
a funcionalidade das instalações hidráulicas. luz, os ventos, a poeira, os resíduos poluentes, os
Os ramais de esgoto dos sanitários de- ruídos, a vegetação, entre outros, interferem no
vem ser independentes para bacia ou nível de conforto que pode ser obtido e é preciso
conjunto de bacias, de modo a assegu- estar atento para otimizar seus efeitos positivos
rar sempre seu funcionamento, mes- e minimizar os efeitos negativos.
mo que parcial, em caso de entupimen- As normas da Associação Brasileira de
to ou indisponibilidade. Normas Técnicas, os códigos de posturas e os
códigos sanitários servem de referencial para o
As caixas de inspeção e de gordura de-
estabelecimento do padrão exigido para cada
vem ser situadas em áreas demarcadas
espaço educativo, fazendo-se necessário, porém,
e identificadas, permitindo a manuten-
identificar os meios mais adequados para o al-
ção periódica, sem prejuízo da rotina
cance desses padrões, levando em conta as ca-
escolar e sem necessidade de obras em
racterísticas locais e regionais.
áreas com grande fluxo de pessoas.
Para garantir o conforto ambiental de um
As bacias sanitárias devem ser alimen- espaço é sempre necessário considerar que algu-
tadas com limitação de descarga de
mas soluções para o conforto térmico são incom-
água, visando à racionalização do con-
patíveis com o conforto acústico ou mesmo lu-
sumo e à proteção de recursos natu-
minotécnico. Melhorar a ventilação cruzada, por
rais.
exemplo, contribui para o conforto térmico, mas
Todos os ralos devem ser sifonados. pode diminuir o conforto acústico, ao deixar o
Deve ser assegurado destino ordena- ruído externo entrar pelas mesmas aberturas que
do das águas pluviais e sua infiltração permitem a necessária passagem do ar. Diminuir
no solo. a entrada da luz solar pode melhorar o nível de
Sempre que possível, captar as águas calor interno, mas o ambiente, provavelmente,
pluviais para uso seletivo das instala- ficará mais escuro. Dessa forma, a escolha das
ções hidrossanitárias, com o devido su- soluções deve levar em conta suas vantagens e
porte de tratamento e normas de ope- desvantagens. Sempre será uma questão de bom
ração. senso, saber dosar até que ponto ir em cada caso.

2.5 EDIFICAÇÃO: ASPECTOS DE CONFORTO 2.5.1 CONFORTO TÉRMICO


A sensação de quente ou frio depende não
A escola deve oferecer espaços com ade- apenas da temperatura, mas também da umi-
quado nível de conforto ambiental, pois o desem- dade, da radiação solar e da movimentação do
penho dos alunos – bem como o dos professores ar, sendo que o desequilíbrio entre esses fato-
e demais usuários – é altamente dependente da res prejudica o conforto térmico dos espaços
qualidade desse fator. É possível afirmar, com educativos.

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PARTE 2

A ventilação é uma aliada eficaz para a re- consideradas obstáculos. Internamente, paredes
novação do ar e o estabelecimento de conforto ou móveis que impeçam o ar de cruzar o espaço
térmico. É necessário que existam entradas e sa- educativo podem prejudicar sua boa ventilação.
ídas eficientes para o ar, assegurando a necessá- Cortinas não são recomendáveis, pois, embora
ria movimentação e exaustão. Deve-se buscar o possam proteger da radiação solar, constituem
equilíbrio nas aberturas das paredes (janelas e obstáculos à ventilação e exigem constante ma-
portas), considerando a tipologia do clima regio- nutenção.
nal e impedindo, sempre, a radiação solar direta É fundamental lembrar a importância da
sobre o aluno. vegetação 3 para o sombreamento, a absorção da
Os materiais construtivos possuem propri- radiação solar e a proteção do ofuscamento do
edades seletivas e inerciais, isto é, controlam a sol. As árvores, a vegetação de forração e os ar-
radiação, o vento, a temperatura e podem arma- bustos proporcionam um efeito moderador so-
zenar calor, redistribuindo-o no tempo e no es- bre o clima local, no tocante à temperatura, à
paço. Esses aspectos devem ser levados em con- umidade e à movimentação do ar. Deve-se pro-
ta na seleção do material a ser utilizado nos com- curar manter uma vegetação que proteja as fa-
ponentes construtivos. Para paredes de vedação, chadas de maior insolação, no verão, e que, no
por exemplo, deve ser selecionado material que inverno, possibilitem uma boa insolação, nas
possibilite um bom isolamento térmico (como, mesmas fachadas. A escolha das espécies vege-
por exemplo, tijolo de barro), pois ele desem- tais a serem plantadas deve, portanto, priorizar o
penhará o papel de filtro de temperatura, ao mes- uso daquelas que possuem folhas caducas no in-
mo tempo em que retardará a troca de tempe- verno, para possibilitar essa insolação. Uma su-
ratura. Além disso, uma parede mais larga será perfície gramada, junto às áreas construídas, po-
mais adequada que uma parede extremamente derá absorver significativamente a radiação so-
delgada. lar e manter a umidade da área. Jardins com pér-
Em espaços de longa permanência, será gulas, fontes, espelhos e jatos de água também
preciso contar com componentes de forro abai- podem oferecer benefícios, funcionando como
xo da cobertura, para que haja isolamento do col- dissipadores de calor intenso em determinadas
chão de ar quente que se forma entre ela e o regiões.
ambiente. Algumas vezes, é necessário, confor- Um problema que não é incomum é o fato
me o material utilizado na cobertura, que se per- de a escola ter sido construída com a orientação
mita uma exaustão da camada de ar quente que incorreta em relação à posição do sol, resultan-
se acumula entre a cobertura e o forro. Essa do em situação desconfortável para os alunos, que
exaustão deve funcionar como uma chaminé, recebem toda a radiação solar direta. Nesses ca-
puxando o ar quente para fora. Poderão ser ins- sos, é necessária a criação de algum tipo de som-
talados lanternins para ventilação, chaminés para breamento, sempre, porém, resguardando a ven-
tiragem do ar quente, exaustores mecânicos na tilação. Toldos, persianas/venezianas para áreas
cobertura, entre outras soluções. externas, elementos vazados ou árvores situadas
No que se refere à ventilação, é necessário estrategicamente e com características para ser-
considerar, ainda, não somente os materiais e virem de sombra constituem alguns dos recur-
componentes construtivos, mas também os obs- sos a serem empregados. Especialistas poderão
táculos que se interpõem na direção dos ventos, indicar o detalhamento para as soluções, como a
prejudicando ou minimizando o efeito da movi- angulação das peças do quebra-sol a ser usada
mentação do ar. Esses obstáculos podem ser in-
ternos ao espaço ou externos. Externamente,
barreiras de vegetação ou edificações podem ser
3
Ver item 2.5.7 – Paisagismo.

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para o não comprometimento da ventilação e da e confortavelmente, sem dificuldades, nem ex-


reflexão da luz natural ou a vegetação que possui cessos.
os atributos para servir de sombra, sem prejudi- A intensidade do som é, pois, fator deter-
car a ação e a direção dos ventos. É importante, minante para o conforto acústico: se baixo de-
porém, ter em mente que o calor excessivo é pre- mais, o som torna-se inaudível e dificulta a per-
judicial ao desempenho dos alunos e que exis- cepção; se, ao contrário, alto demais, é desagradá-
tem soluções visando à adequação de condições vel e perturbador. Além do desconforto imediata-
impróprias a um padrão mínimo de conforto tér- mente percebido, os efeitos fisiológicos e psicoló-
mico. gicos dos ruídos muito fortes, a médio e longo
Em resumo, para a obtenção de índices prazos, são extremamente danosos ao ser huma-
aceitáveis de qualidade no ambiente, no que se no.
refere ao conforto térmico, é preciso que: O entorno das edificações, especialmente
os espaços possuam boa ventilação, o em regiões densamente povoadas, é usualmente
que significa facilitar a ação do vento fonte de ruídos desconfortáveis e contínuos. Os
pela movimentação do ar. A solução efeitos sonoros do tráfego intenso ou de certas
mais adequada é a ventilação cruzada, atividades industriais são agravados pelo revesti-
pois permite que o ar entre, circule e mento dos pisos e pelas próprias edificações, que
saia, ocorrendo a tão necessária reno- atuam como superfícies refletoras.
vação de ar no espaço educativo. Pelos múltiplos serviços que oferece e fun-
os componentes construtivos, tais como ções que abriga, a própria escola é uma impor-
as paredes, a cobertura, as janelas, con- tante produtora de ruídos. Ao mesmo tempo,
tribuam para o isolamento térmico, requer, na maior parte de seus espaços educati-
evitando mudanças bruscas de tempe- vos, condições propícias para a atenção e a con-
ratura no ambiente. Brises e fachadas centração exigidas para a realização de tarefas
ventiladas são alguns dos recursos que intelectuais e não prescinde de espaços com ex-
podem ser utilizados para minimizar a celente audibilidade. Ruídos intensos são tolera-
carga térmica no interior das edifica- dos, na escola, em momentos de lazer ao ar livre,
ções. porém permanecem sendo fator de perturbação
e desconforto nas atividades escolares, a ponto
sejam utilizados elementos naturais,
como arbustos, árvores, gramados, de inviabilizá-las, em alguns casos.
forrações, entre outros tipos de vege- Ao contrário da luz, porém, não é possível
tação para sombreamento, assim como deter o som, com facilidade, por meio de obstá-
a água, para resultar em superfícies culos ou excluí-lo do campo de percepção. Não
que auxiliam a criação de um espaço se pode, por exemplo, simplesmente virar a ca-
saudável, com temperaturas estáveis, beça para isolar ou desviar o som, como se faz
absorvendo as radiações solares e as com um foco luminoso. Via de regra, janelas e
mudanças na direção dos ventos. portas são maus isolantes acústicos e, além disso,
não é possível mantê-las fechadas, sem prejudicar
2.5.2 CONFORTO ACÚSTICO a ventilação do espaço. A vegetação, embora pos-
Por meio do som, o homem estabelece co- sa contribuir como barreira contra o som, neces-
municação com o mundo. Em termos auditivos, sita ter um grande volume, com densidade sufi-
essa comunicação é agradável quando os sons, ciente para constituir anteparo efetivo.
provenientes de uma conversa, de uma exposi- O conforto acústico no espaço educativo
ção ou de uma música, podem ser ouvidos clara é, entretanto, essencial para o desenvolvimento

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
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PARTE 2

das atividades escolares e depende do controle perfícies refletoras (texturas lisas e cores claras
de ruídos tanto externos como internos. Espaços para ambos).
situados precariamente, tal como salas de aula Na utilização de luz artificial, é necessário
voltadas para avenidas movimentadas e barulhen- considerar que, em termos gerais, os aspectos que
tas ou contíguas a pátios ou quadras, necessitam incidem para o perfeito conforto visual são:
de cuidadosa análise e adoção de soluções para a intensidade da luz;
controle dos ruídos causadores de desconforto. ausência de ofuscamento;
Não obstante as dificuldades que se apresentam,
nível de brilho das superfícies;
existem soluções aplicáveis, tais como:
a cor da luz;
tratamento apropriado do espaço onde
distribuição das luminárias no forro,
o som tem origem, reduzindo-se sua in-
de modo a não deixar zonas escuras
tensidade mediante utilização de super-
nos planos de trabalho das salas.
fícies absorventes;
A intensidade da luz (ou nível de ilumi-
execução de barreiras arquitetônicas namento) é fator fundamental para a visão,
ou paisagísticas entre a fonte sonora e pois possibilita a percepção de detalhes. Sua
as áreas onde sejam necessários ambi- distribuição nos espaços educativos, especial-
entes sossegados e menos ruidosos. mente sobre os planos de trabalho, deve ser
Paredes, muros ou painéis podem ser homogênea, não devendo produzir sombra
utilizados como elementos de isolamen- projetada. Um outro aspecto a ser considera-
to acústico, com alturas compatíveis do é o brilho de certas superfícies, que emi-
para desvio do som; tem ou refletem a luz, obrigando o olho a
planejamento do uso dos espaços, sepa- grande esforço para adaptação ao espaço.
rando os ruidosos dos tranqüilos por Quando o brilho é muito acentuado, pode cau-
ambientes de médio ruído e distanci- sar ofuscamento ou deslumbramento, ambos
ando das fontes sonoras, ao máximo, prejudiciais à visão.
os mais sensíveis aos ruídos; Com relação à cor, a luz por excelência para
eliminação, sempre que possível, de o olho humano é a luz branca do sol. Sob essa
aberturas (como janelas e portas) para luz, a exata cor dos objetos é percebida. Luzes
as fontes sonoras; artificiais com composição diferente da luz branca
revestimento das superfícies com ma- do sol alteram o padrão natural da cor, acarre-
terial isolante acústico. tando sensações, por vezes, bastante desagradá-
veis.
2.5.3 CONFORTO LUMINOTÉCNICO A sensação de conforto visual depende,
A visão é um dos meios mais importantes contudo, do tipo de atividade exercida. A leitura,
de comunicação das pessoas com seu entorno. É a escrita, os jogos, entre outras atividades esco-
através dela que se estabelecem contatos com lares, têm solicitações diferentes quanto à inten-
pessoas e se identificam objetos, sendo necessá- sidade da luz. Para cada atividade existe um nível
rios cuidados para que seja criado um nível ade- adequado e graus maiores ou menores são preju-
quado de conforto visual. A funcionalidade das diciais a seu desempenho. Quanto maior preci-
edificações e de seus espaços está relacionada di- são uma tarefa necessitar, maior a densidade ne-
retamente ao fator iluminação. cessária: uma atividade de jogo, por exemplo,
A fonte natural de luz diurna é o sol, de- exigirá um nível menor que uma de leitura.
vendo-se potencializar seus efeitos para o con- O nível de iluminamento é um índice que
forto visual nos prédios escolares, mediante uti- se traduz por “lux”. Exemplos do uso da medida
lização adequada das paredes e tetos como su- são dados a seguir, em diferentes espaços educa-

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tivos. Os três níveis mencionados são aceitos: o Cada espaço educativo deverá obedecer ao
nível baixo constitui o mínimo admissível, o nível de iluminamento determinado em normas
médio é o usualmente solicitado e o nível alto técnicas, códigos de posturas e códigos sanitári-
traduz o máximo de iluminamento necessário. os. Custos de manutenção e consumo devem ser
Sala de aula genérica levados em conta, para escolha do tipo de lâm-
Nível baixo = 200 lux pada a ser utilizada. A preferência deve ser dada
Nível médio = 300 lux a luminárias e lâmpadas com maior desempenho
Nível alto = 500 lux e custo de manutenção menor quanto à reposi-
Por exemplo, para se conseguir o nível de ção. Via de regra, as lâmpadas mais eficientes
iluminamento médio de 300 lux em uma sala de são de investimento inicial mais caro, porém os
aula com 48 m² (6 m x 8 m) ou 49 m² (7 m x 7 m) custos de consumo e de reposição (em função de
são necessárias 6 luminárias com 2 lâmpadas flu- sua durabilidade) são menores, fazendo com que
orescentes de 40 watts cada. Para atingir 500 haja equilíbrio ou até vantagem no custo final.
lux seriam necessárias 9 luminárias com 2 lâm- Também não se pode deixar de considerar
padas fluorescentes de 40 watts cada; no caso de a crise energética que o país e o mundo vêm en-
lâmpadas incandescentes, 16 lâmpadas de 100 frentando. É essa uma razão adicional para que a
watts para atingir o nível médio de 300 lux. utilização de fontes naturais de iluminação seja
Ginásio de esportes ou quadra de otimizada e que a cor do piso, teto e paredes seja
tênis definida de maneira a proporcionar adequada
Nível baixo = 300 lux reflexão de luz.
Nível médio = 500 lux
Nível alto = 750 lux 2.5.4 COMUNICAÇÃO VISUAL
A programação visual de orientação e iden-
Biblioteca ou sala de leitura
Nível baixo = 300 lux tificação do espaço educativo tem a função de
Nível médio = 500 lux informar, organizar os espaços, sinalizar e orien-
Nível alto = 750 lux tar os fluxos de circulação, permitindo aos usuá-
Uma idéia da magnitude dos níveis de ilu- rios e visitantes uma rápida e precisa compreen-
minamento mencionados pode ser dada por sua são da escola. Torna, também, o espaço mais
comparação com o fornecido por fontes natu- bonito e agradável ao aluno, favorecendo, enfim,
rais: a integração e a interação do usuário com o meio
físico.
Luar = 0,2 lux
A identificação dos espaços e das instala-
Luz do dia, interior = 500 a 2.000 lux
ções pode ser solucionada por meio da utilização
Luz do dia, exterior, nas sombras =
de diversos recursos, sempre, porém, procuran-
1.000 a 10.000 lux
do manter uma unidade visual. No caso de ele-
Luz do dia, exterior, luz do sol direta mentos de identificação externos, é importante,
= 50.000 a 100.000 lux
ainda, verificar a exigência de padronização, jun-
Em resumo, os elementos que influenciam
to aos órgãos públicos responsáveis pela unidade
diretamente na qualidade da iluminação artifici-
escolar.
al – e, portanto, no conforto visual – são intensi-
Os principais elementos da identidade vi-
dade, luminosidade e distribuição da luz. É pre-
sual da escola são:
ciso que haja a correta intensidade, com o grau
externos: têm a finalidade de marcar a
de luminosidade em equilíbrio, distribuído ade-
presença da escola. Podem ser consi-
quadamente no espaço.
deradas as seguintes possibilidades:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
84
PARTE 2

• reservatório: quando a unidade esco- Elemento que influencia o conforto físico,


lar possuir reservatório de água eleva- a cor possui dimensão psicológica de grande va-
do, que se destaque visualmente, no lia para o ambiente escolar ao sugerir força, re-
conjunto da edificação ou na paisagem pouso, alegria, tristeza, tranqüilidade, entre ou-
local, poderá receber tratamento de tros sentimentos, tendo o poder de agir positiva-
cor ou signo identificativo da escola. mente sobre o comportamento e as atividades
• pórtico de identificação da unidade: intelectuais e psicomotoras dos alunos. As cores
elemento de identificação da unidade frias, verdes, azuis e violetas, repassam sensações
escolar, com o nome da escola. de quietude e frescor; usadas com intensidade
acentuada, porém, geram depressão. As cores
internos: devem permitir a identifica-
ção e caracterização dos espaços ou quentes, amarelos, laranjas e vermelhos, eviden-
conjuntos de espaços afins, diferenci- ciam vivacidade, calor e alegria; mas geram um
ando suas atividades diversas. As su- clima exagerado de excitação, se usadas em gran-
gestões a seguir podem ser adotadas: de escala.
• utilização das portas como suportes de Pode-se dizer, em resumo, que cor é dimen-
são, pois aumenta ou diminui aparentemente os
comunicação, com base na utilização
espaços; é iluminação, porque absorve uma par-
de cores distintas para cada conjunto
te da luz recebida e reflete outra; é temperatura,
de ambientes afins, placas e elemen-
à medida que imprime, subjetivamente, a idéia
tos gráficos de identificação;
de quente ou frio e que, objetivamente, possui
• sinalização e tratamento do piso, iden-
importante função térmica, podendo aumentar
tificando e orientando fluxos;
ou reduzir a absorção do calor; é sentimento,
• uso de placas informativas, murais e
dadas as sensações que transmite.
quadros de avisos;
No espaço educativo, as cores devem ser
• uso de cores distintas em cada ambien-
aplicadas e combinadas de modo a auxiliar a re-
te, setor ou elemento da edificação.
flexão e a concentração, mas, ao mesmo tempo,
A sinalização de segurança deve ser implan-
estimular a alegria e a criatividade.
tada de acordo com as normas de segurança lo-
A opção por cores claras nas fachadas re-
cais.
duz sensivelmente o calor no interior da constru-
Nas intervenções em escolas já em funcio-
ção. Em pisos de varandas e terraços, não é indi-
namento, é importante expor a proposta de im-
cado o uso da cor branca ou de cores muito cla-
plantação de programação visual a professores,
ras, pois seu alto nível de reflexão direciona a
funcionários e alunos, para que elas sejam feitas
radiação solar para as paredes, acarretando au-
de maneira clara, com a participação da comuni-
mento da temperatura interna.
dade escolar, diminuindo assim, os riscos de van-
dalismo.
2.5.6 ACESSIBILIDADE UNIVERSAL : FATOR DE
CONFORTO E EQÜIDADE
2.5.5 UTILIZAÇÃO DAS CORES
A acessibilidade ao meio físico é um con-
A cor é um dos fatores que mais incide no
ceito intimamente ligado à qualidade. A integra-
campo perceptivo pelo poder de exprimir signi-
ção social é uma das principais necessidades do in-
ficados e provocar emoções, valorizando ou mas-
divíduo e a acessibilidade é um fator decisivo que
carando objetos, criando pontos focais, reforçan-
viabiliza as relações com o meio que o envolve.
do ou atenuado contrastes e identidades, aproxi-
É imprescindível que o espaço educativo
mando ou afastando superfícies.
assuma o papel de integrador e facilitador, uma

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85

vez que abriga atividades que promovem e esti- ção. No início e final da rampa, deve
mulam as relações entre pessoas. haver prolongamento horizontal de, no
Uma das possibilidades de que essa inte- mínimo, 1,20 m. A declividade máxi-
gração realmente ocorra, está alicerçada na eli- ma admitida é de 8,33%.
minação das barreiras e bloqueios físicos para Corrimão: deve ser colocado em, pelo
acesso e permanência do indivíduo na convivên- menos, um dos lados da rampa e dos
cia com seus semelhantes. É com base no pres- patamares, não devendo ser interrom-
suposto de que a acessibilidade aos bens e servi- pido. Deve ter altura de 0,80 m, com
ços deva ser um bem comum a todos os cida- prolongamento de 0,45 m nas extre-
dãos e, nunca, um fator de exclusão, que esse midades da rampa, tomando-se o cui-
aspecto deve ser considerado essencial para a dado para que tal prolongamento não
qualidade do espaço educativo, promovendo a interfira na circulação. O corrimão
eqüidade de oportunidades. deve ter perfil circular, diâmetro apro-
É necessário, portanto, promover as mo- ximado de 0,04 m, guardar separação
dificações requeridas para adaptação do espaço mínima de 0,04 m da parede e super-
educativo, garantindo a acessibilidade universal. fície lisa, para permitir boa empunha-
Alguns aspectos de caráter genérico, a serem dura e fácil deslizamento.
observados para a garantia da acessibilidade, na Portas: devem possuir largura útil mí-
escola, são relacionados a seguir. nima de 0,90 m, maçanetas do tipo
“alavanca” e pegador auxiliar para fa-
Perfil: a entrada, ao nível da calçada,
deverá ter perfil adequado, facilitando cilitar o fechamento por pessoas em
cadeira de rodas.
o trânsito de portadores de necessida-
Circulação interna: o piso da área de
des especiais.
circulação deve ser contínuo, unifor-
Travessias: deverão ser sinalizadas, com
me e antiderrapante. Quando houver
faixas, tendo o meio-fio rebaixado. No
ressalto, sua altura não deve ultrapas-
caso de haver desnível nos acessos e
sar 0,03 m e suas quinas devem ser ar-
circulações externos, prever rampas
redondadas ou chanfradas.
com declividade máxima de 8,33%.
Sanitários: devem ter porta com lar-
Estacionamento: em todo estaciona- gura mínima de 0,90 m, piso antider-
mento, devem existir vagas preferen- rapante, plano e uniforme, espaço in-
ciais, reservadas para veículos utiliza- terno livre que permita a circulação e
dos por pessoa portadora de deficiên- o giro completo da cadeira de rodas.
cia. Essas vagas devem ser as mais pró- O compartimento do vaso sanitário
ximas do acesso à entrada do estabe- tem de ter, no mínimo, 1,50 m de lar-
lecimento, ter piso nivelado e serem gura por 1,70 m de comprimento.
adequadamente sinalizadas. O lavatório deve ser fixado na parede,
Entradas: pelo menos uma das entra- com a borda superior localizada a uma
das do estabelecimento deve permitir altura de 0,80 m do piso. Sifão e tubos
o acesso ao portador de necessidades de instalação devem estar situados a
especiais e estar sinalizada. 0,25 m da borda da frente, para per-
Rampas: devem ter largura mínima útil mitir o acesso de pessoa em cadeira
de 1,20 m, piso antiderrapante e pata- de rodas. As torneiras devem ser do
mar intermediário de repouso a cada tipo a l a v a n c a , o p e r á v e i s c o m u m
9 m ou em caso de mudança de dire- único movimento.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
86
PARTE 2

Normas ABNT: a norma NBR-9050, de com aspectos técnicos de conforto, mas também
setembro de 1994, é o documento mais com aspectos subjetivos de bem-estar.
importante sobre a acessibilidade uni- Para elaboração de uma proposta paisagís-
versal, devendo ser consultada antes de tica para a escola, em primeiro lugar, é preciso
toda e qualquer adaptação ou implan- identificar a área disponível que determinará as
tação realizada com o objetivo de ga- possibilidades de criação de um ou mais espa-
ranti-la. ços, influenciará a seleção das espécies a serem
É importante observar que, quando a es- plantadas e definirá, entre as já existentes, as que
cola não possuir acessos externos universais, sua serão preservadas. O entorno também deve ser
execução é obrigatória. O acesso à sala de aula analisado, com o objetivo de se obter integração
e a circulação, dentro dela, são aspectos que po- ambiental. Deve ser pensado um paisagismo bá-
dem ser resolvidos, criteriosamente, em algu- sico, onde se garanta o máximo aproveitamento
mas salas, escolhendo-se para adequação as que funcional e estético da vegetação utilizada, pre-
apresentem maior facilidade, preservando-se os vendo a complementação pelos próprios usuári-
direitos do portador de necessidades especiais, os. A fluidez entre os espaços abertos tratados
sem prejuízo da capacidade de atendimento da deve garantir a máxima mobilidade do aluno.
escola. Identificada a área disponível e definido o
ambiente desejado – um jardim ornamental, uma
2.5.7 PAISAGISMO horta, um pomar, um viveiro, um jardim de ci-
Além de contribuir para o conforto térmi- ências, sozinhos ou combinados –, três aspectos
co, acústico e visual, o tratamento paisagístico básicos devem ser levados em consideração.
dos espaços externos ao prédio escolar propor- A forma define o aspecto final da área
ciona oportunidades de aprendizagem e vantajo- a ser tratada. No caso de um jardim,
sos resultados utilitários. Jardins, hortas e poma- por exemplo, ela é dada pela posição
res devem ser encarados como locais privilegia- das plantas mais altas, das áreas de for-
dos para perceber o habitat de seres vivos e suas ração para pisoteio, das bordaduras
relações, favorecendo o exercício da aprendiza- para delimitar espaços. No caso de uma
gem. Bordaduras executadas com plantas herbá- horta, as dimensões dos canteiros, sua
ceas ou arbustivas podem delimitar áreas de cir- contenção e limites definem a forma.
culação ou espaços destinados a atividades espe- No caso do pomar, a definição da lo-
cíficas. Cercas-vivas proporcionam vedações, sem cação do plantio das diversas espécies
a frieza de um alambrado ou um muro e assim e seu agrupamento darão a configura-
por diante. ção da forma final.
A topografia determina o movimento
2.5.7.1 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO PAISAGISMO da área, bem como os elementos de
NA ESCOLA proteção necessários, tais como mu-
Ao criar, reformular ou adaptar uma área ros de arrimo, escadas, rampas, cana-
de jardim, horta ou pomar na escola, é necessá- letas de escoamento de águas pluviais.
rio ter a clareza de que se está estruturando um A divisão, realizada por meio de vege-
ambiente e que essa intervenção irá alterar a pai- tação (forração, arbustos, árvores), de
sagem local, positiva ou negativamente. Para de- elementos construtivos (pérgulas, pas-
senvolver um ambiente que tenha resultados seios, muretas, meio-fio) ou mobiliá-
positivos, é preciso fazer uma análise da paisa- rio (bancos, mesas, vasos, bancadas),
gem, entendendo que se está lidando não apenas corresponde ao zoneamento da área,

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87

permitindo a geração de ambientes di- Em se tratando de árvores, é necessário


versos, como praça de convivência, jar- respeitar um espaçamento que possibilite o ple-
dim, horta, pomar, viveiro, jardim de no desenvolvimento da copa e, se for o caso, dos
ciências. frutos.
As árvores de grande porte deverão estar
2.5.7.2 SELEÇÃO E USO DAS ESPÉCIES afastadas de qualquer construção, no mínimo,
A vegetação a ser adotada deverá valorizar 8 m (medida tomada a partir do eixo do tronco);
o uso das áreas externas e também contribuir para as de médio porte, 5 m e as de pequeno porte,
a aclimatação dos espaços construídos, observan- 2 m. Deve ser evitada a colocação de árvores pró-
do-se, na escolha das espécies a serem plantadas, ximas a construções com calhas e condutores de
o uso preferencial de vegetação típica regional, águas pluviais, mesmo obedecendo ao afastamen-
inclusive espécies frutíferas. to mínimo, para evitar entupimentos e danos
É conveniente privilegiar a simplicidade e decorrentes. Galhos pendentes abaixo de 2 m de
o uso criterioso de cada espécie, evitando um altura, em circulações ou áreas de permanência,
número excessivo de plantas, o que significaria não devem ser permitidos e as passagens não de-
custos elevados de implantação e dificuldades vem ser obstruídas.
posteriores para a manutenção e a consolidação Cabe lembrar, finalmente, que toda área
do tratamento paisagístico pretendido. verde tem um tempo de formação e crescimento
As características naturais da área a ser e que não existe jardim, horta ou pomar que não
utilizada (tipo de solo, topografia, drenagem), a necessite de manutenção. As atividades mínimas
necessidade de proteção de ventos, de insolação que deverão ser consideradas para a elaboração
ou de bloqueio da radiação solar, a facilidade de de uma agenda de manutenção das áreas verdes
manejo e a preservação dos componentes cons- são regas, adubação e correção do solo; poda,
trutivos da escola são fatores a serem considera- corte e limpeza de gramados; controle de pragas
dos para seleção das plantas mais apropriadas, e ervas daninhas; acompanhamento no cresci-
de modo que sejam obtidos os resultados educa- mento e medidas de apoio.
tivos, estéticos e de conforto ambiental preten-
didos. Existem plantas que se adaptam aos mais
2.6 EDIFICAÇÃO: SEGURANÇA
variados tipos de clima e de solo, necessitando
diferentes graus de luminosidade. Deve ser dada
A segurança dentro do espaço educativo
preferência a plantas, especialmente árvores, com
varia conforme o tamanho da escola e envolve
raízes profundas, que não prejudiquem as calça-
vários aspectos: prevenção e combate a incêndios,
das e construções, bem como àquelas com fo-
proteção contra descargas atmosféricas, proteção
lhagem caduca, para que protejam no verão e
contra pragas e epidemias, segurança patrimo-
possibilitem insolação no inverno.
nial, segurança física e psicológica dos usuários.
Sob qualquer circunstância, devem ser des-
consideradas plantas tóxicas ou com espinhos que
2.6.1 PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS
podem oferecer riscos.
É fundamental que os principais materiais
A vegetação não deve ser colocada de for-
utilizados na edificação sejam resistentes ao fogo.
ma aleatória, mas com cada espécie tendo uma
É obrigatório, além disso, que o prédio es-
função específica, garantindo insolação no in-
colar seja dotado de sistema de segurança contra
verno e sombras no verão, criando barreiras vi-
incêndios, contando com equipamentos adequa-
suais, dos ventos ou de transposição, e áreas di-
dos (hidrantes, dependendo do tamanho do pré-
versas, como pátios, áreas de contemplação e
dio escolar, e extintores, sempre), em quantida-
áreas abertas.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
88
PARTE 2

de e localização corretas; com iluminação de até a base do telhado. A área de proteção é equi-
emergência; com sinalização de emergência, in- valente a um círculo de raio 2h (h = altura) até
clusive com rotas de fuga, além de brigadas con- o chão, a partir da extremidade do pára-raios.
tra incêndio, compostas por funcionários treina- Nas proximidades do solo, deve haver proteção
dos periodicamente. A existência de reservató- isolante no cabo, evitando o contato de pessoas.
rio de água para atender às instalações de pre- O aterramento deve ser localizado, no mínimo, a
venção e combate a incêndio é fundamental, 10 m da edificação e deverá procurar atingir o
quando houver rede de hidrantes. lençol freático ou, ao menos, a zona úmida do
terreno. A manutenção do pára-raios deve ser
2.6.2 PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉ- exec u t a d a a n u a l m e n t e o u s e m p r e q u e seja
RICAS observada alguma parte chamuscada.
O raio é um fenômeno atmosférico de con- A proteção total só ocorre quando toda a
seqüências danosas, resultante do acúmulo de estrutura é envolvida por uma rede de pára-rai-
cargas elétricas em uma nuvem, seguido de uma os. É importante observar que ele protege tão
descarga sobre o solo ou qualquer estrutura que somente a construção. A segurança de aparelhos
ofereça condições favoráveis para tanto. A ação elétricos e eletrônicos necessita de estabilizado-
destruidora dos raios se deve a sua elevada cor- res de tensão.
rente de tensão (voltagem), causando aquecimen-
to (ação explosiva e incendiária). 2.6.3 PROTEÇÃO CONTRA PRAGAS E EPIDEMIAS
O primeiro passo na prevenção desse tipo É necessário manter o espaço educativo lim-
de acidente é determinar os locais de maior pro- po, com alto índice de higiene e salubridade, sem
babilidade de ocorrência de descargas. Diferen- pontos de alagamento e poças de água. Também
temente do que se imagina, o raio prefere terre- é necessário que existam locais adequados ao
nos maus condutores, como os graníticos e xis- acondicionamento e descarte de lixo. Periodica-
tosos. Outros alvos freqüentes são as cercas, ár- mente, devem ser feitas limpeza dos reservatóri-
vores, edificações e, principalmente, fins de li- os de água e dedetização dos ambientes.
nhas elétricas, onde grandes quantidades de car-
2.6.4 SEGURANÇA PATRIMONIAL
gas acabam por criar uma zona ionizada, extre-
A segurança patrimonial ideal é aquela que
mamente propícia à descarga elétrica. Como es-
já é prevista no projeto original. Como nem sem-
sas linhas estão freqüentemente próximas a cons-
pre isso ocorre, alguns paliativos podem minimi-
truções, os danos são sempre consideráveis.
zar o problema de vandalismo e invasões, a co-
Existem vários tipos de pára-raios. Os mais
meçar com o fechamento do terreno, que pode
recomendados para escolas, porém, são os tipos
ser feito de várias formas.
“Franklin” e “gaiola de Faraday”, sendo este últi-
mo o mais recomendado para projetos novos. O Cerca de arame liso: recomendada,
pára-raios tipo “Franklin”, de mais fácil coloca- principalmente, para áreas rurais, com
ção em prédios já construídos, é composto por altura mínima de 2 m, com os fios es-
um captor, ligado a uma haste isolada da estrutu- paçados, no máximo, 0,25 m entre si
ra sobre a qual está instalado. Um cabo metáli- e fixados em mourões, com distância
co, também isolado, faz a ligação entre a ponta e máxima de 3 m entre um e outro.
o solo, que receberá a descarga. A haste deverá Alambrado com mourões de concreto:
ficar no ponto mais alto possível, localizado aci- deverá ter altura mínima de 2 m e ser
ma de árvores e antenas de comunicação. A pro- afixado em mourões de concreto,
teção desse tipo de pára-raios é restrita ao ângu- com espaçamento máximo de 8 m
lo de 45 o, formado a partir da ponta do captor entre si. A parte inferior da tela de-

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89

verá ser “costurada” com fio de ara- É recomendável que os espaços que guar-
me, para evitar esgarçamento. A par- dam equipamentos, material didático, gêneros ali-
te superior do alambrado deverá ser mentícios e outros materiais sejam dotados de
costurada, preferencialmente, com laje de forro, com o intuito de dificultar o acesso
uma fiada de arame farpado. Alter- através da cobertura. As janelas devem ser segu-
nativamente, a parte superior do ras. Caso não o sejam, é possível equipá-las com
mourão de concreto poderá ser em grades metálicas de proteção.
ângulo voltado para o lado externo, Portões com acesso controlado e uma es-
servindo para fixação de três fios de tratégica localização da portaria colaboram para
arame farpado, com espaçamento a segurança.
máximo de 0,10 m.
Muro de alvenaria: construído em ti- 2.6.5 SEGURANÇA FÍSICA E PSICOLÓGICA DOS

jolos de barro ou blocos de concreto, USUÁRIOS

com altura mínima de 2 m a partir do O espaço deve ser seguro e parecer seguro.
piso acabado e dotado, na parte supe- A segurança física dos usuários é promovi-
rior, de estacas de ferro em ângulo, da por meio da utilização de pisos antiderrapan-
destinadas a servir de apoio a três ou tes, de escadas com alturas e larguras dentro dos
quatro fios de arame farpado. padrões recomendados, pela existência de corri-
Fechamento misto: a confecção de par- mãos e guarda-corpos.
tes do muro em alvenaria e partes em Um aspecto associado tanto à seguran-
grades de ferro, apesar de resultar em ça física quanto à psicológica é a correta ilu-
custo mais elevado, além de proporci- minação, pois a visibilidade é ponto de im-
onar segurança, também permite a vi- portância capital para o sentimento de segu-
são interna/externa, possibilitando rança. O sentimento que um espaço seguro
maior controle visual. produz reforça a aceitação da escola por seus
Aliada ao fechamento, a instalação de sis- usuários.
tema de iluminação em todo o perímetro do ter-
reno permite que, mesmo durante a noite, a vi-
sibilidade esteja garantida.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
90
PARTE 2

C APÍTULO 3 M ANUTENÇÃO : CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO Aspectos gerais


• Iniciar destacando que o bom uso
O exercício da autonomia por parte da es- do imóvel, aliado à manutenção pre-
cola implica que ela esteja preparada para assu- ventiva, promove a redução do cus-
mir a função de administradora de seu patrimô- to de conservação geral e a longevi-
nio, o que envolve dois aspectos básicos: dade da edificação.
Conservação: significa manter a esco- • Anexar ao manual memoriais, plan-
la limpa, visando à higiene, à salubri- tas, cortes e elevações da edificação
dade, ao bom aspecto e à durabilidade escolar contendo especificações, le-
de seus componentes, materiais e ins- gendas e localização de pontos e
talações. equipamentos, para facilitar seu uso
Prevenção: implica assumir cuidados no e a manutenção do edifício escolar.
uso, evitando danos e deteriorações, • Abordar os cuidados necessários
bem como executar pequenos reparos. para a utilização e conservação das
A criação de uma agenda, assim como de paredes, pintura, forros, pisos, azu-
um manual de uso e manutenção, são ações re- lejos e cerâmicas, vidros e caixilhos,
comendadas que devem ser incentivadas, pois ofe- portas etc.
recem orientações indispensáveis aos usuários • Indicar os produtos e procedimen-
das edificações escolares quanto à utilização, con- tos de limpeza da edificação.
servação e funcionamento dos componentes exis- • Indicar os procedimentos de manu-
tentes. A durabilidade do imóvel e seus compo- tenção e conservação das áreas ajar-
nentes poderá ser aumentada, dependendo do uso dinadas.
correto e da boa conservação a ele dedicada. • Recomendar a observância dos pro-
A agenda tem a função primordial de ga- cedimentos de manutenção indica-
rantir a execução periódica de certos procedi- dos pelos fabricantes dos produtos
mentos, bem como de conscientizar professores, ou equipamentos do espaço educa-
funcionários e, conseqüentemente, alunos e pais, tivo.
sobre a necessidade de maiores cuidados com o
Instalações elétricas
uso e a manutenção do bem público. Sua elabo- • Especificar os cuidados a serem ado-
ração anual, determinando a época de realização,
tados com a parte elétrica da uni-
o prazo de execução e os responsáveis pelas tare-
dade escolar, principalmente com li-
fas, deve ser responsabilidade do gestor escolar,
gações ou adaptações não autoriza-
em trabalho cooperativo com seus professores e
das, passíveis de trazerem riscos à
funcionários.
segurança.
Já o manual de uso e manutenção visa pro-
• Alertar para o fato de que uma das
mover os conhecimentos necessários ao uso ade-
maiores causas de incêndio são os
quado e à preservação da edificação e seus com-
curtos-circuitos, sendo obrigatória
ponentes. Sua elaboração, que deve levar em con-
a interferência de um profissional
ta as recomendações apresentadas a seguir, e sua
qualificado, quando for necessária
disseminação junto às escolas, deve ser uma pre-
alguma modificação no sistema elé-
ocupação dos órgãos de administração do siste-
trico.
ma de ensino.
• Especificar a localização do contro-
Os principais itens a serem considerados,
le da energia elétrica da edificação
são os seguintes:

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91

escolar e os cuidados com sua ma- pamentos, aparelhos e acessórios


nutenção, a importância e função sanitários.
dos disjuntores e os problemas de • Indicar a necessidade de revisão pe-
sobrecarga elétrica. riódica do sistema hidráulico, visan-
• Orientar quanto à voltagem da rede do à prevenção de problemas.
geral e também observar que todos • Enfatizar a necessidade de especial
os aparelhos e lâmpadas tenham vol- atenção a vazamentos ou a tornei-
tagem correspondente, visando ga- ras mal vedadas, bem como ao com-
rantir uma vida maior aos produ- bate de infiltrações e manchas de
tos. umidade, geralmente resultantes de
• Fazer observações relativas à utili- vazamentos.
zação das tomadas e pontos de luz, • Recomendar a limpeza periódica
de forma a evitar, sempre que pos- dos reservatórios de água, buscan-
sível, o uso de benjamins e exten- do, inclusive, preservar a saúde dos
sões. usuários.
• Observar que o funcionamento de Equipamentos de segurança
um sistema de iluminação com alto • Indicar a necessidade de manuten-
rendimento e baixo consumo de ção preventiva dos equipamentos de
energia necessita, além de um pro- segurança, verificando, periodica-
jeto e instalação bem feitos, a ma- mente, os extintores e hidrantes.
nutenção periódica e eficiente. • Indicar a necessidade de verificação
• As luminárias deverão ser periodi- periódica da cordoalha e lâmpada
camente limpas, principalmente o de sinalização dos pára-raios.
seu refletor, para manter seu rendi- • Orientar sobre a necessidade de for-
mento. mação de uma brigada contra incên-
• As lâmpadas e os reatores, ao fin- dio, com treinamento constante,
darem seu tempo de vida útil, deve- bem como do estabelecimento e di-
rão ser substituídos de modo a man- vulgação de normas e procedimen-
terem o nível de iluminamento mí- tos em caso de emergência.
nimo estabelecido.
Relação dos principais fornecedores
Instalações hidráulicas de materiais, equipamentos e mão-de-
• Especificar os cuidados a serem ado- obra
tados com a parte hidráulica da uni- • Relacionar os principais fornecedo-
dade escolar, abordando todas as res de materiais, equipamentos e
áreas que tenham pontos hidráuli- mão-de-obra para eventual manu-
cos, sua correta manutenção e uti- tenção.
lização, caixas d’água, caixas de ins- • Promover a constante atualização
peção, pontos para ligação de equi- da relação.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
92
PARTE 2

C APÍTULO 4 E SPAÇOS EDUCATIVOS : RECOMENDAÇÕES O cotidiano escolar envolve atividades fre-


qüentes que definem as células base para dimen-
ESPECÍFICAS
sionamento dos espaços educativos mais comu-
mente utilizados: o aluno sentado em conjunto
Cada tipo de espaço educativo possui ca-
individual de mesa e cadeira; o aluno em pé, em
racterísticas peculiares em função de seu uso a
atividade de escrita no quadro de giz; o aluno em
serem consideradas na obtenção de um padrão
bancada, realizando atividades típicas das aulas
mínimo de qualidade. As recomendações que
de ciências e artes; alunos ou professores pesqui-
seguem complementam, de forma específica, as
sando em estantes de livros; alunos ou professo-
observações apresentadas em capítulo anterior,
res assistindo à televisão; professores de um tur-
relativas a aspectos construtivos, de conforto e
no reunidos em atividades de planejamento ou
de segurança.
oficinas pedagógicas; funcionário da secretaria da
Cabe observar que não constam entre es-
escola atendendo a solicitantes de informação;
sas recomendações definições relativas a dimen-
funcionário da secretaria da escola retirando ou
sões de espaços educativos ou, visto de outra for-
guardando materiais em arquivo e tantas outras.
ma, referentes à quantidade de usuários que um
A adequação do espaço aos portadores de
espaço de determinadas dimensões pode acomo-
certos tipos de necessidades especiais envolve a
dar. Isso porque se considera que a análise deva
consideração de outros componentes na deter-
ser feita caso a caso, nas condições específicas
minação das várias células base. De modo geral,
de cada escola, utilizando-se como critério as re-
os alunos usuários de cadeiras de rodas, apare-
lações do usuário com os componentes utilizados
lhos ortopédicos ou próteses precisam de espa-
para a execução de determinada tarefa. Cada um
ços diferenciados dos demais, assunto especifi-
dos tipos de relações possíveis define uma situa-
camente focalizado no tópico relativo à acessibi-
ção de uso do espaço à qual se pode denominar
lidade universal4 .
célula base.
Uma outra questão que pode ser generali-
Para determinar o tamanho de uma célula
zada, na medida em que afeta vários espaços edu-
base é necessário levar em consideração:
cativos, é o aumento da demanda de energia elé-
as características antropométricas dos trica, em função da ampliação dos tipos de equi-
usuários do espaço (criança, jovem,
pamentos utilizados, requerendo, em geral, re-
adulto);
forço nas instalações elétricas, particularmente
a postura do indivíduo para realização em construções mais antigas. Assim sendo, é ne-
da atividade (em pé, sentado, deitado, cessária a verificação da energia fornecida para a
agachado); escola, pois, em geral, ela deverá ser aumentada
o mobiliário ou equipamento utiliza- para viabilizar a instalação de novos pontos de
do; força, provocando alterações no quadro de luz.
o movimento realizado; e
a área necessária de entorno e segu-
rança.
O dimensionamento de um espaço ou, por
outro lado, a estimativa da quantidade de usuá-
rios que podem ser acomodados em um espaço
4
A publicação citada inicialmente, Subsídios para elaboração
educativo dado depende, pois, inicialmente, da de projetos e adequação de edificações escolares, em seu Volu-
identificação e dimensionamento das células base me I, Parte 2, capítulos 2 e 3, desenvolve as idéias aqui menci-
onadas, utilizando elementos gráficos, razão pela qual aconse-
resultantes da situação de uso do espaço.
lha-se sua consulta.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


93

SALA DE AULA/SALA-AMBIENTE vidades próprias do componente ao


qual a sala se destina.

Espaço principal de desenvolvimento


das aulas regulares dos componentes RECOMENDAÇÕES
curriculares do ensino fundamental, de • É obrigatório o uso de forro ou laje
aulas ou atividades de reforço e recu- de forro. A colocação deve levar em
peração e de aulas de aceleração da conta que o pé direito final não pode
aprendizagem. ser inferior a 2,60 m. Caso essa con-
dição não exista, recomenda-se con-
Para adequar-se à adoção de estratégi-
sulta a um profissional que possa su-
as didáticas diversificadas, a sala de
gerir uma solução específica para
aula deve permitir arranjos diferentes
o ambiente.
do tradicional, que posiciona os alunos
voltados para uma das paredes, onde • Ventilação cruzada é obrigatória.
se encontra o quadro de giz e está lo- • As portas devem ter vão livre de
calizada a mesa do professor. Organi- 0,90 m. Quando mais estreitas, devem
zação em pequenos grupos, em círcu- ser substituídas. Nesse caso, deve-se
lo ou semicírculo, sempre com desem- dar preferência a portas com visores,
baraçada movimentação dos alunos, é que proporcionam maior segurança
uma necessidade que deve ser consi- para a circulação.
derada. • O piso deve ser de material lavável,
Também é necessário considerar a pos- impermeável e resistente a tráfego in-
sível utilização de equipamentos, tais tenso e à abrasão. Nas escolas onde
como retroprojetor, aparelho de som, existir piso de madeira, em bom esta-
televisão e videocassete, o que pode re- do, recomenda-se seu aproveitamen-
querer reforço nas instalações elétri- to. O piso deverá ser lixado e tratado
cas. com verniz a base de epóxi ou mate-
rial similar utilizado na região.
A utilização de salas de aula comuns
para o desenvolvimento dos conteú- • As paredes devem possuir barra lavá-
dos curriculares de ciências e de artes vel, impermeável, até a altura do pei-
pode pedir disponibilidade de pontos de toril, no mínimo. Pode-se utilizar re-
água e de esgoto. Uma alternativa pou- vestimento cerâmico, quando possível,
co usual, mas funcional e educativa, é a ou pintura com tinta esmalte sintéti-
instalação desses pontos do lado de fora co, solução rápida e mais barata, mas
das salas, na circulação, atendendo a de menor durabilidade.
mais de uma turma e estimulando o • Utilizar sempre cores claras, de
uso responsável e correto da água. acordo com as recomendações no
Para a organização de salas-ambiente item 2.5.5 – Utilização das cores.
(que, usualmente, reúnem os recursos Cores fortes alegram os espaços,
didáticos próprios de um componente mas, com o tempo, tornam-se can-
curricular ou de um conjunto de com- sativas. Assim sendo, é permitida sua
ponentes afins), devem ser adiciona- utilização em pequenos detalhes,
das às necessidades de uma sala de aula como molduras, rodapés, arremates,
comum aquelas que derivam da guar- cuja pintura pode, com facilidade,
da de materiais e da execução das ati- ser modificada.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
94
PARTE 2

• Conforto térmico, acústico e lumino- • Caso existam ventiladores de teto, suas


técnico é imprescindível, conforme re- pás devem estar em nível superior ao
comendações no item 2.5 – Edifica- das lâmpadas da luminária, para não
ção: aspectos de conforto. causar efeito estroboscópico, quando
• As aberturas para iluminação natural em movimento.
devem corresponder a 1/5 da área do Notas importantes:
piso, no mínimo. • Além das recomendações anteriores, de-
• As aberturas para ventilação natural vem ser consideradas todas as que cons-
devem corresponder a 1/10 da área do tam no Capítulo 2 – Avaliação do es-
piso, no mínimo. paço educativo existente, fundamentais
• As tomadas de energia elétrica devem para a obtenção de um padrão mínimo
ser aterradas e protegidas. Para facili- de qualidade no espaço educativo sala
tar os diferentes arranjos da sala e evi- de aula/sala-ambiente.
tar os riscos representados pelo uso de • Para aprofundamento em questões de
extensões e benjamins ou por cabos e natureza técnica, consultar o documen-
fios elétricos estendidos, cada parede to Subsídios para elaboração de proje-
deve possuir uma tomada, colocada na tos e adequação de edificações escola-
metade de seu comprimento. Em uma res, citado inicialmente.
das paredes, a tomada deve ser colo-
cada a uma altura de 1,10 m do piso, SALA DE LEITURA/BIBLIOTECA
para facilitar o uso de determinados
A sala de leitura é uma versão simpli-
equipamentos. Nas demais paredes,
ficada da biblioteca escolar.
podem ser colocadas tomadas baixas,
com altura mínima de 0,30 m. Ambos os espaços educativos desti-
nam-se à guarda ordenada de acervo
• Em uma das paredes, deve ser coloca-
bibliográfico (livros, revistas, jornais)
da tomada para antena de televisão,
e à realização de atividades de leitura,
próxima a uma tomada de energia elé-
pesquisa e produção de trabalhos, por
trica, de modo a permitir o desloca-
alunos e professores, individualmente
mento desse equipamento para a sala
ou em pequenos grupos.
de aula.
Pode também, eventualmente, servir
• Caso a escola pretenda utilizar micro-
para a utilização de outros meios de
computadores na sala de aula (obser-
veiculação de informações, como TV e
var que não é recomendável o deslo-
vídeo ou computador e, nesse caso,
camento desse equipamento entre sa-
para a guarda ordenada do acervo de
las), deve instalar, para cada um deles,
fitas de vídeo e/ou disquetes e CDs de
tomada com três pinos, aterrada, em
programas.
circuito próprio, pois as tomadas co-
muns, para uso geral, não podem ser
compartilhadas com a rede elétrica dos RECOMENDAÇÕES
• É obrigatório o uso de forro ou laje
equipamentos de informática.
de forro. A colocação deve levar em
• Utilizar luminárias com duas lâmpa-
conta que o pé direito final não pode
das fluorescentes, no mínimo, para
ser inferior a 2,60 m. Caso essa con-
cortar o efeito estroboscópico (“pisca-
dição não exista, recomenda-se con-
pisca”).

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


95

sulta a um profissional que possa su- fios elétricos estendidos, cada parede
gerir uma solução específica para o deve possuir uma tomada, colocada na
ambiente. metade de seu comprimento.
• Ventilação cruzada é obrigatória. • Em uma das paredes deve ser coloca-
• As portas devem ter vão livre de da tomada para antena de televisão,
0,90 m. Quando mais estreitas, devem próxima a uma tomada de energia elé-
ser substituídas. Nesse caso, deve-se trica, permitindo o uso desse aparelho.
dar preferência a portas com visores, • Caso a escola pretenda utilizar micro-
que proporcionam maior segurança computadores na sala de leitura (ob-
para a circulação. servar que não é recomendável o des-
• O piso deve ser de material lavável, locamento desse equipamento entre
antiderrapante e resistente a tráfego salas), deve instalar, para cada um de-
intenso e à abrasão. les, tomada com três pinos, aterrada,
• As paredes devem possuir barra lavá- em circuito próprio, pois as tomadas co-
vel, impermeável, até a altura aproxi- muns, para uso geral, não podem ser
mada de 1 m. Pode-se utilizar revesti- compartilhadas com a rede elétrica dos
mento cerâmico, quando possível, ou equipamentos de informática. A esco-
pintura com tinta esmalte sintético, lha das paredes para sua instalação deve
solução rápida e mais barata, mas de levar em conta que a iluminação natu-
ral não deve refletir na tela dos compu-
menor durabilidade.
tadores ou nos olhos dos usuários.
• Utilizar sempre cores claras, de acor-
• Deve estar disponível tomada de tele-
do com as recomendações no item
fone externo, próxima a uma tomada
2.5.5 – Utilização das cores. Cores for-
de energia elétrica, para permitir aces-
tes alegram os espaços, mas, com o
so à internet.
tempo, tornam-se cansativas. Dessa
• Quando necessário, as aberturas para
maneira, é permitida sua utilização em
ventilação e iluminação devem ser
pequenos detalhes, como molduras, ro-
guarnecidas de persianas, para possi-
dapés, arremates, cuja pintura pode,
bilitar o controle da incidência solar
com facilidade, ser modificada.
sobre os equipamentos.
• Conforto térmico, acústico e lumino-
• Utilizar luminárias com duas lâmpa-
técnico é imprescindível, conforme re-
das fluorescentes, no mínimo, de modo
comendações no item 2.5 – Edifica-
a cortar o efeito estroboscópico (“pis-
ção: aspectos de conforto. ca-pisca”).
• As aberturas para iluminação natural • Caso existam ventiladores de teto, suas
devem corresponder a 1/5 da área do pás devem estar em nível superior ao
piso, no mínimo. das lâmpadas da luminária, para não
• As aberturas para ventilação natural causar efeito estroboscópico, quando
devem corresponder a 1/10 da área do em movimento.
piso, no mínimo.
• As tomadas de energia elétrica devem Notas importantes:
ser aterradas e protegidas. Para facili- • Além das recomendações acima, devem
tar os diferentes arranjos da sala e evi- ser consideradas todas as que constam
tar os riscos representados pelo uso de no Capítulo 2 – Avaliação do espaço
extensões e benjamins ou por cabos e educativo existente, fundamentais para

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
96
PARTE 2

a obtenção de um padrão mínimo de pintura com tinta esmalte sintético,


qualidade no espaço educativo sala de solução rápida e mais barata, mas de
leitura/biblioteca. menor durabilidade.
• Para aprofundamento em questões de • Utilizar sempre cores claras, de acor-
natureza técnica, consultar o documen- do com as recomendações citadas no
to Subsídios para elaboração de proje- item 2.5.5. Cores fortes alegram os es-
tos e adequação de edificações escola- paços, mas, com o tempo, tornam-se
res, citado inicialmente. cansativas. Assim sendo, é permitida
sua utilização em pequenos detalhes,
SALA DE VÍDEO como molduras, rodapés, arremates,
cuja pintura pode, com facilidade, ser
Espaço reservado ao uso didático dos
modificada.
aparelhos de televisão e videocassete,
bem como à guarda ordenada do acer- • Conforto térmico, acústico e lumino-
técnico é imprescindível, conforme re-
vo de fitas.
comendações no item 2.5 – Edifica-
Pode também, eventualmente, servir
ção: aspectos de conforto.
para a utilização de microcomputado-
res e, nesse caso, para a guarda orde-
• As aberturas para ventilação e ilumi-
nação devem ser guarnecidas de persi-
nada do acervo de disquetes e CDs de
anas, para possibilitar o escurecimen-
programas.
to do ambiente durante o dia.
RECOMENDAÇÕES • As aberturas para iluminação natural
devem corresponder a 1/5 da área do
• É obrigatório o uso de forro ou laje de
forro. A colocação deve levar em con- piso, no mínimo.
ta que o pé direito final não pode ser • As aberturas para ventilação natural
inferior a 2,60 m. Caso essa condição devem corresponder a 1/10 da área do
não exista, recomenda-se consulta a um piso, no mínimo.
profissional que possa sugerir uma so- • As tomadas de energia elétrica devem
lução específica para o ambiente. ser aterradas e protegidas. Para facili-
• Ventilação cruzada obrigatória. tar os diferentes arranjos da sala e evi-
• As portas devem ter vão livre de tar os riscos representados pelo uso de
extensões e benjamins ou por cabos e
0,90 m. Quando mais estreitas, devem
fios elétricos estendidos, cada parede
ser substituídas. Nesse caso, deve-se
dar preferência a portas com visores, deve possuir uma tomada, colocada na
metade de seu comprimento.
que proporcionam maior segurança
para a circulação. Recomenda-se o uso • Tomadas para antena de televisão de-
de fechadura de segurança ou trava vem ser colocadas próximas às de ener-
com cadeado. gia elétrica. A escolha das paredes para
isso deve levar em conta a garantia da
• O piso deve ser de material lavável,
melhor visibilidade e o conforto dos
antiderrapante e resistente a tráfego
usuários.
intenso e à abrasão.
• As paredes devem possuir barra lavá-
• Caso a escola pretenda utilizar micro-
computadores na sala de vídeo (obser-
vel, impermeável, até a altura aproxi-
mada de 1 m. Pode-se utilizar revesti- var que não é recomendável o deslo-
camento desse equipamento entre sa-
mento cerâmico, quando possível, ou

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97

las), deve instalar, para cada um deles, RECOMENDAÇÕES


tomada com três pinos, aterrada, em • É obrigatório o uso de forro ou laje de
circuito próprio, pois as tomadas co- forro. A colocação deve levar em con-
muns, para uso geral, não podem ser ta que o pé direito final não pode ser
compartilhadas com a rede elétrica dos inferior a 2,60 m. Caso essa condição
equipamentos de informática. A esco- não exista, recomenda-se consulta a um
lha das paredes para sua colocação profissional que possa sugerir uma so-
deve levar em conta que a iluminação lução específica para o ambiente.
natural não deve refletir na tela dos • Ventilação cruzada obrigatória.
computadores ou nos olhos dos usuá- • Conforto térmico, acústico e lumino-
rios. técnico é imprescindível, conforme re-
• Utilizar luminárias com duas lâmpa- comendações no item 2.5 – Edifica-
das fluorescentes, no mínimo, de modo ção: aspectos de conforto.
a cortar o efeito estroboscópico “pis- • A temperatura máxima recomenda-
ca-pisca” ou estroboscópico. da é de 24 o C. Esgotados os recur-
• Caso existam ventiladores de teto, suas sos de melhoria térmica descritos no
pás devem estar em nível superior ao capítulo citado no item acima, su-
das lâmpadas da luminária, para não gere-se a utilização de condiciona-
causar efeito estroboscópico, quando dor de ar.
em movimento. • Quando necessário, as aberturas para
Notas importantes: ventilação e iluminação devem ser
• Além das recomendações apresentadas, guarnecidas de persianas, para possi-
devem ser consideradas todas as que bilitar o controle da incidência solar
constam no Capítulo 2 – Avaliação do sobre os equipamentos.
espaço educativo existente, fundamen- • As aberturas para iluminação natural
tais para a obtenção de um padrão mí- devem corresponder a 1/5 da área do
nimo de qualidade no espaço educativo piso, no mínimo.
sala de vídeo. • As aberturas para ventilação natural
• Para aprofundamento em questões de devem corresponder a 1/10 da área do
natureza técnica, consultar o documen- piso, no mínimo.
to Subsídios para elaboração de proje- • As portas devem ter vão livre de
tos e adequação de edificações escola- 0,90 m. Quando mais estreitas, devem
res, citado inicialmente. ser substituídas. Nesse caso, deve-se
dar preferência a portas com visores,
SALA DE INFORMÁTICA que proporcionam maior segurança
Espaço reservado ao uso didático de para a circulação. Recomenda-se o uso
microcomputadores e seus periféricos, de fechadura de segurança ou trava
bem como à guarda ordenada do acer- com cadeado.
vo de disquetes e CDs de programas. • O piso deve ser de material lavável,
Pode também, eventualmente, servir antiderrapante e resistente a tráfego
para a utilização de aparelhos de tele- intenso e à abrasão. Tapetes e forra-
visão e videocassete e, nesse caso, para ções não devem ser utilizados.
a guarda ordenada do acervo de fitas • As paredes devem possuir barra lavá-
de vídeo. vel, impermeável, até a altura aproxi-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
98
PARTE 2

mada de 1 m. Pode-se utilizar revesti- • Caso existam ventiladores de teto, suas


mento cerâmico, quando possível, ou pás devem estar em nível superior ao
pintura com tinta esmalte sintético, das lâmpadas da luminária, para não
solução rápida e mais barata, mas de causar efeito estroboscópico, quando
menor durabilidade. em movimento.
• Utilizar sempre cores claras, de acor-
Notas importantes:
do com as recomendações no item
• Além das recomendações dadas, devem
2.5.5 – Utilização das cores. Cores for-
ser consideradas todas as que constam
tes alegram os espaços, mas, com o
no Capítulo 2 – Avaliação do espaço
tempo, tornam-se cansativas. Assim
educativo existente, fundamentais para
sendo, é permitida sua utilização em
a obtenção de um padrão mínimo de
pequenos detalhes, como molduras,
qualidade no espaço educativo sala de
rodapés, arremates, cuja pintura pode,
informática.
com facilidade, ser modificada.
• Para aprofundamento em questões de
• As tomadas de energia elétrica devem
natureza técnica, consultar o documen-
ser de três pinos, aterradas, em cir-
to Subsídios para elaboração de proje-
cuito próprio, pois as tomadas co- tos e adequação de edificações escola-
muns, para uso geral, não podem ser res, citado inicialmente.
compartilhadas com a rede elétrica
dos equipamentos de informática. SALAS DE ADMINISTRAÇÃO/APOIO PEDAGÓGICO
Deve existir uma tomada para cada As salas de administração, na escola,
conjunto microcomputador/periféri- compreendem, em geral, diretoria, se-
cos, localizada ao longo das paredes, cretaria/arquivos, sala de professores
em caixas modulares, com fiação e sala de reuniões.
embutida em canaletas. A escolha Alguns desses espaços educativos,
das paredes para instalação das toma- como a sala de professores e a sala de
das deve levar em conta que a ilumi- reuniões, também podem ser catego-
nação natural não deve refletir nas te- rizados como salas de apoio pedagógi-
las dos computadores ou nos olhos co, juntamente com o espaço destina-
dos usuários. do à coordenação pedagógica da esco-
• Devem estar disponíveis tomadas de la e, em certos casos, à orientação edu-
telefone externo, próximas às de ener- cacional.
gia elétrica, para permitir acesso à De acordo com o número de alunos e
internet. as dimensões do prédio escolar, alguns
• Caso a escola pretenda utilizar os apa- dos ambientes mencionados podem
relhos de TV e videocassete na sala de compartilhar o mesmo espaço físico.
informática, deverá instalar tomada
RECOMENDAÇÕES
comum, para uso geral, aterrada e
• É obrigatório o uso de forro ou laje de
protegida, bem como tomada para an-
forro. A colocação deve levar em con-
tena, próxima à de energia elétrica.
ta que o pé direito final não pode ser
• Utilizar luminárias com duas lâmpa-
inferior a 2,60 m. Caso essa condição
das fluorescentes, no mínimo, para
não exista, recomenda-se consulta a um
cortar o efeito estroboscópico.
profissional que possa sugerir uma
solução específica para o ambiente.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


99

• Ventilação cruzada é obrigatória. a cortar o efeito estroboscópico (“pis-


• As portas devem ter vão livre de ca-pisca”).
0,90 m. Quando mais estreitas, devem • Caso existam ventiladores de teto, suas
ser substituídas. Nesse caso, deve-se pás devem estar em nível superior ao
dar preferência a portas com visores, das lâmpadas da luminária, para não
que proporcionam maior segurança causar efeito estroboscópico, quando
para a circulação e o atendimento ao em movimento.
público.
Notas importantes:
• O piso deve ser de material antiderra-
• Além dessas recomendações, devem ser
pante.
consideradas todas as que constam no
• Conforto térmico, acústico e lumino-
Capítulo 2 – Avaliação do espaço edu-
técnico é imprescindível, conforme re-
cativo existente, fundamentais para a
comendações no item 2.5 – Edifica-
obtenção de um padrão mínimo de qua-
ção: aspectos de conforto.
lidade nos espaços educativos salas de
• As tomadas de energia elétrica devem
administração/apoio pedagógico.
ser aterradas e protegidas. Para facili-
• Para aprofundamento em questões de
tar os diferentes arranjos da sala e evi- natureza técnica, consultar o documen-
tar os riscos representados pelo uso de to Subsídios para elaboração de proje-
extensões e benjamins ou por cabos e tos e adequação de edificações escola-
fios elétricos estendidos, cada parede res, citado inicialmente.
deve possuir uma tomada, colocada na
metade de seu comprimento. SANITÁRIOS E VESTIÁRIOS
• Tomadas de telefone externo devem
Espaços destinados ao uso por alunos,
ser colocadas próximas às de energia
professores e funcionários, durante os
elétrica.
períodos de aulas, e pela comunidade,
• Na sala de reuniões e na sala da coor-
por ocasião de reuniões e atividades
denação pedagógica, é necessário que
festivas.
seja levada em conta a possível utiliza-
Esses espaços, geralmente, requerem
ção de equipamentos, tais como retro-
manutenção corretiva freqüente ou
projetor, aparelho de som, TV e video-
resolução de aspectos mal resolvidos
cassete, o que pode requerer reforço na construção. Os problemas mais co-
nas instalações elétricas e instalação de mumente encontrados em sanitários
tomada para antena de televisão. ou vestiários são:
• Caso a escola utilize ou pretenda utili-
• peças sanitárias quebradas ou entupi-
zar microcomputadores nas salas de
das;
administração/apoio pedagógico, deve
• válvulas de descargas avariadas;
instalar, para cada um deles, tomada
• tampos de vasos sanitários inexisten-
com três pinos, aterrada, em circuito
tes ou em mau estado de conservação;
próprio, pois as tomadas comuns, para
uso geral, não podem ser compartilha- • chuveiros e torneiras danificados;
das com a rede elétrica dos equipamen- • vazamentos;
tos de informática. • piso irregular ou sem o caimento ade-
• Utilizar luminárias com duas lâmpa- quado, permitindo a formação de po-
das fluorescentes, no mínimo, de modo ças;

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
100
PARTE 2

• falta de água, em decorrência de caixa • O piso deve ser de material lavável,


d’água mal dimensionada ou de tubu- impermeável, antiderrapante e resis-
lação obstruída; tente a tráfego intenso e à abrasão.
• inexistência de bacia e lavatório adap- Deve possuir caimento para escoamen-
tados para uso por portadores de ne- to de águas, com direcionamento para
cessidades especiais; o ralo ou canaleta. Caso não existam,
• falta de espaço para a troca de roupa, deve ser consultado um profissional
preferencialmente localizado junto aos para dimensionar a quantidade neces-
chuveiros. sária e a melhor solução (ralo, canale-
Antes de proceder a intervenções de ta, redistribuição do direcionamento de
monta em sanitários ou vestiários, é queda).
necessário verificar se estão bem loca- • Todos os ralos devem ser sifonados.
lizados e se seu dimensionamento é • Instalar ramais de esgotos sanitários
suficiente para atender a todos os alu- separados para cada três bacias. A tu-
nos, professores e funcionários. Depen- bulação de esgoto dos sanitários deve,
dendo da magnitude da intervenção exi- sempre, possuir tubo de ventilação.
gida, pode ser preferível a construção • As paredes devem possuir barra lavá-
de espaços novos, com melhor locali- vel, impermeável, até a altura mínima
zação e que atendam de forma mais de 1,80 m ou conforme Norma Sani-
satisfatória às necessidades presentes tária em vigor na região. Pode-se utili-
e futuras. zar revestimento cerâmico, quando
Quando for necessária a instalação de possível, ou pintura com tinta esmalte
bacia e lavatório adaptados para aten- sintético, solução rápida e mais bara-
der a portadores de necessidades es- ta, mas de menor durabilidade.
peciais, analisar a viabilidade de pro- • As tomadas de energia elétrica devem
ceder às adequações nos sanitários exis- ser aterradas e protegidas.
tentes, para que as instalações aten- • Utilizar luminárias com duas lâmpa-
dam, efetivamente, às necessidades de das fluorescentes, no mínimo, de modo
seus usuários e não representem, sim- a cortar o efeito estroboscópico (“pis-
plesmente, resposta a uma exigência ca-pisca”).
legal. Em alguns casos, poderá ser ne- • Colocar espelhos junto aos lavatórios.
cessária a ampliação de um dos sani- • É obrigatória a instalação de, pelo me-
tários ou construção de um novo, com nos, uma bacia e um lavatório adapta-
as características requeridas. dos para atender aos portadores de
necessidades especiais.
RECOMENDAÇÕES
Notas importantes:
• Recomenda-se o uso de forro ou laje
• Além das recomendações anteriores, de-
de forro. A colocação deve levar em
vem ser consideradas todas as que cons-
conta que o pé direito final não deve
tam no Capítulo 2 – Avaliação do es-
ser inferior a 2,40 m.
paço educativo existente, fundamentais
• Ventilação cruzada é obrigatória.
para a obtenção de um padrão mínimo
• As portas externas devem ter vão livre
de qualidade nos espaços educativos sa-
de 0,90 m. Quando mais estreitas, pre-
nitários e vestiários.
cisam ser substituídas.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


101

• Para aprofundamento em questões de • Caso não existam ralos sifonados, deve


natureza técnica, consultar o documen- ser consultado um profissional para
to Subsídios para elaboração de proje- dimensionar a quantidade necessária
tos e adequação de edificações escola- e a melhor solução (ralo, canaleta, re-
res, citado inicialmente. distribuição do direcionamento de
queda).
PÁTIO/RECREIO COBERTO • As paredes existentes devem possuir
barra lavável, impermeável, até a altu-
Local destinado a abrigar os alunos
ra mínima de 1,80 m. Pode-se utilizar
antes, depois ou nos intervalos das au-
revestimento cerâmico, quando possí-
las. Local de encontro, lazer e ativida-
vel, ou pintura com tinta esmalte sin-
des comunitárias.
tético, solução rápida e mais barata,
Deve possibilitar abrigar, no mínimo,
mas de menor durabilidade.
todos os alunos de um turno.
• Utilizar sempre cores claras, de
Deve ser localizado próximo aos aces- acordo com as recomendações no
sos e circulações e articular-se com sa-
item 2.5.5 – Utilização das cores.
nitários e vestiários.
Cores fortes alegram os espaços,
Na inexistência de refeitório, poderá mas, com o tempo, tornam-se can-
ser usado para distribuição e consu- sativas. Assim sendo, é permitida sua
mo da merenda, o que recomenda utilização em pequenos detalhes,
sua localização próxima, também, à como molduras, rodapés, arremates,
cozinha. cuja pintura pode, com facilidade,
É recomendável que o acesso da co- ser modificada.
munidade ao espaço não exija trânsito • Nas paredes existentes, colocar toma-
pelos ambientes internos da escola. das aterradas e protegidas, para uso
eventual de equipamentos necessários
RECOMENDAÇÕES às atividades que aí serão desenvolvidas.
• A ventilação deve ser adequada ao cli- • Se o espaço for utilizado rotineiramen-
ma da região. Se necessário melhorá- te como refeitório, torna-se obrigató-
la, intervir na cobertura, consideran- ria a instalação de lavatórios.
do as sugestões contidas no item 2.4.2 • Instalar cigarra para determinar o iní-
– Cobertura. cio e término do período de aulas, aci-
• O pé direito deve ter, no mínimo, 3 m. onada a partir da secretaria.
Em geral, esse tipo de ambiente per-
Notas importantes:
mite as modificações necessárias para
• Além das recomendações citadas, devem
que a altura recomendada seja atingi-
ser consideradas todas as que constam
da.
no Capítulo 2 – Avaliação do espaço
• O piso deve ser de material lavável,
educativo existente, fundamentais para
antiderrapante, resistente a tráfego in-
a obtenção de um padrão mínimo de
tenso e à abrasão. Deve possuir cai-
qualidade no espaço educativo pátio/re-
mento para escoamento de águas, com
creio coberto.
direcionamento para grelha de capta-
• Para aprofundamento em questões de
ção de águas pluviais.
natureza técnica, consultar o documen-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
102
PARTE 2

to Subsídios para elaboração de proje- • Os ramais de esgoto das pias devem


tos e adequação de edificações escola- ser separados dos que servem aos sa-
res, citado inicialmente. nitários. Verificar a existência de cai-
xa de gordura com possibilidade de
COZINHA/ÁREA DE SERVIÇO inspeção, para receber o esgoto das
pias.
Espaço destinado à conservação, higi-
• As paredes devem possuir barra lavá-
enização, preparo e distribuição de ali-
vel, impermeável, até a altura mínima
mentos, bem como à guarda de gêne-
de 1,80 m ou conforme Norma Sani-
ros e utensílios.
tária em vigor na região. Pode-se utili-
zar revestimento cerâmico, quando
RECOMENDAÇÕES
possível, ou pintura com tinta esmalte
• É obrigatório o uso de forro ou laje de
sintético, solução rápida e mais bara-
forro. A colocação deve levar em con-
ta, mas de menor durabilidade.
ta que o pé direito final (menor dis-
• Na parede voltada para a área de con-
tância entre o piso e o teto) não pode
sumo de refeições (refeitório ou pátio
ser inferior a 2,40 m.
coberto), instalar balcão para distribui-
• Ventilação cruzada obrigatória.
ção da merenda e devolução dos uten-
• As aberturas para iluminação natural
sílios.
devem corresponder a 1/5 da área do
• Conforto térmico, acústico e lumino-
piso, no mínimo.
técnico é imprescindível, conforme re-
• As aberturas para ventilação natural
comendações no item 2.5 – Edifica-
devem corresponder a 1/10 da área do
ção: aspectos de conforto.
piso, no mínimo.
• As tomadas de energia elétrica devem
• As p o r t a s d e v e m t e r v ã o l i v r e de
ser aterradas e protegidas. Para evitar
0,90 m. Quando mais estreitas, devem
os riscos representados pelo uso de
ser substituídas. Nesse caso, deve-se
extensões e benjamins, deve-se prever
dar preferência a portas com visores,
quantidade suficiente de tomadas para
que proporcionam maior segurança
uso dos diversos equipamentos, distri-
para a circulação.
buídas ao longo das paredes.
• O piso deve ser de material lavável,
• Sobre o fogão, instalar coifa e exaus-
antiderrapante, resistente a tráfego in-
tor com chaminé ou preparar para pos-
tenso e à abrasão. Deve possuir cai-
terior instalação.
mento para escoamento de águas, com
• As instalações de gás devem ser feitas
direcionamento para ralo ou canaleta.
com tubulação de cobre. Os botijões
Caso não existam ralos ou canaletas,
devem ser colocados em local ventila-
deve ser consultado um profissional
do e protegido da chuva, em área ex-
para dimensionar a quantidade neces-
terna.
sária e a melhor solução (ralo, canale-
• Utilizar luminárias com duas lâmpa-
ta, redistribuição do direcionamento de
das fluorescentes, no mínimo, de modo
queda).
a cortar o efeito estroboscópico (“pis-
• Todos os ralos devem ser sifonados.
ca-pisca”).
• Deve ser instalada pelo menos uma pia
• Caso existam ventiladores de teto, suas
(cuba) com torneira.
pás devem estar em nível superior ao

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


103

das lâmpadas da luminária, para não • arquivo morto e almoxarifado (área


causar efeito estroboscópico, quando administrativa);
em movimento. • depósito de material didático;
• Deve existir espaço para guarda de ali- • depósito de material de educação físi-
mentos não preparados (despensa ou ca;
armários). • despensa (área da cozinha);
• Devem ser colocados estrados sobre o
• depósito de material de limpeza (área
piso, no local onde a sacaria ficará aco-
de serviço);
modada.
• depósito geral.
• É conveniente que exista uma área de
serviço, junto à área de preparo de ali- Em escolas pequenas, alguns desses
depósitos podem ser integrados à área
mentos, com tanques e local para guar-
da qual fazem parte, sendo substituí-
da de material de limpeza. Um dos tan-
dos por armários.
ques deverá ser apropriado para lava-
gem de panelões e grandes caldeirões
usualmente utilizados no preparo da RECOMENDAÇÕES
merenda. Essa área é o local recomen-
• É obrigatório o uso de forro ou laje de
forro. A colocação deve levar em con-
dado para os depósitos de gás.
ta que o pé direito final não pode ser
• Prever local externo, próximo à área
inferior a 2,40 m.
de serviço, com tambores subdivididos
para coleta de lixo reciclável, protegi-
• Ventilação obrigatória. Em todas as
aberturas de ventilação devem ser co-
dos de chuva e animais/insetos.
locadas telas, como barreira à entrada
Notas importantes: de insetos.
• Além das recomendações acima, devem • As portas devem ter vão livre de
ser consideradas todas as que constam 0,80 m. Quando mais estreitas, devem
no Capítulo 2 – Avaliação do espaço ser substituídas.
educativo existente, fundamentais para • O piso deve ser de material lavável,
a obtenção de um padrão mínimo de antiderrapante.
qualidade, no espaço educativo cozinha/ • As paredes devem possuir barra lavá-
área de serviço. vel, impermeável, até a altura mínima
• Para aprofundamento em questões de de 1,80 m ou conforme Norma Sani-
natureza técnica, consultar o documen- tária em vigor na região. Pode-se utili-
to Subsídios para elaboração de proje- zar revestimento cerâmico, quando
tos e adequação de edificações escola- possível, ou pintura com tinta esmalte
res, citado inicialmente. sintético, solução rápida e mais bara-
ta, mas de menor durabilidade.
D EPÓSITOS • Utilizar luminárias com duas lâmpa-
das fluorescentes, no mínimo, de modo
Depósitos são pequenos espaços des-
a cortar o efeito estroboscópico (“pis-
tinados à guarda de materiais diversos.
ca-pisca”).
Conforme a dimensão do prédio esco-
lar e/ou a complexidade da escola,
podem ser necessários os seguintes
espaços:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
104
PARTE 2

Notas importantes:
• Além dessas recomendações, devem ser
consideradas todas as que constam no
Capítulo 2 – Avaliação do espaço edu-
cativo existente, fundamentais para a
obtenção de um padrão mínimo de qua-
lidade nos espaços de depósitos.
• Para aprofundamento em questões de
natureza técnica, consultar o documen-
to Subsídios para elaboração de proje-
tos e adequação de edificações escola-
res, citado inicialmente.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


Parte 3
Mobiliário e
equipamento escolar
107

C APÍTULO 1 R AZÕES E NECESSIDADES riais. Os alunos rapidamente ficam desprovidos


de bens cuja necessidade é incontestável e espe-
A aquisição de equipamentos e mobiliári- ram por um longo tempo, até que novos recur-
os, que envolve consideráveis somas de recursos sos estejam disponíveis para o suprimento das
públicos, tem sido, ao longo do tempo, objeto de necessidades criadas pela deterioração precoce
análise de vários setores governamentais, estan- dos itens adquiridos. Os professores, por sua vez,
do presente em estudos e publicações dos anti- ficam também prejudicados, pois sem o confor-
gos Centro Brasileiro de Construções e Equipa- to adequado, as aulas ficam mais difíceis de ma-
mentos Escolares – CEBRACE e Centro de Apoio nejar. As administrações escolares, finalmente,
Técnico à Educação – CEDATE, ambos órgãos vin- passam a ter que estocar durante muito tempo o
culados ao Ministério da Educação, de outras ins- material danificado – patrimônio público –, mui-
tâncias federais e estaduais e de programas que tas vezes no próprio pátio da escola, ocupando
se desenvolvem com base em financiamento ex- espaço destinado aos alunos e transmitindo a
terno, como é o caso do Programa FUNDESCOLA1 . imagem de desleixo e desperdício, já que o custo
Especificações inadequadas, contudo, jun- do transporte inviabiliza a remoção para depósi-
tamente com a falta de um controle de qualidade tos das secretarias ou prefeituras ou para recu-
definido em licitação e de avaliação na entrega peração.
do material têm resultado em aquisições de ma- Além dos aspectos relativos aos cuidados
terial de baixa qualidade e pouca durabilidade. na aquisição, uma outra questão que merece des-
Baseadas no menor preço, as compras governa- taque é a relativa ao uso do equipamento e do
mentais vêm onerando estados e municípios, em mobiliário escolar. É forçoso admitir que o van-
curto prazo. Um levantamento das compras de dalismo, muitas vezes, é também responsável pela
mobiliário escolar por estados e municípios, nos baixa durabilidade dos bens adquiridos. Um
últimos cinco anos, comparada ao número de exemplo pode ilustrar a questão. Em pesquisa
salas de aula, com certeza pode comprovar o des- realizada na cidade de Santos/SP (Conesp,
perdício. Pesquisa realizada pelo FUNDESCOLA, em 1986), observou-se, em duas escolas, a situação
2000, detectou, entre os professores das escolas dos conjuntos de mesas e cadeiras para alunos,
atendidas pelo Programa, uma expectativa de fabricados por um mesmo fornecedor e entre-
durabilidade da mesa e da cadeira do aluno de gues no mesmo dia, seis meses antes. Em uma
um a dois anos, contra sete a nove anos detecta- das escolas, o material apresentava um percentual
dos pela Fundação para o Desenvolvimento da alto de depredação: cadeiras e mesas
Educação – FDE, em São Paulo. desniveladas, folhas de madeira de acabamento
E a perda não se resume aos recursos fi- do assento e chapas de melamina da superfície
nanceiros despendidos. Perde-se o tempo dos da mesa arrancadas e a maioria dos
funcionários dos sistemas de ensino, que preci- encabeçamentos da mesa retirados. Na outra es-
sam organizar processos de licitação com maior cola, nenhuma mesa ou cadeira havia sido
assiduidade do que seria necessário; tempo esse, danificada. Na primeira, na verdade, até mes-
aliás, que poderia ser utilizado no aperfeiçoamen- mo as paredes divisórias dos sanitários,
to da pesquisa para aquisição de melhores mate- construídas em concreto, estavam quebradas.
Na segunda, havia um programa de responsabi-
lidade pelo patrimônio público em que os alu-
nos tinham, cada um, sua mesa e cadeira
1
Os principais documentos produzidos por esses órgãos e progra- identificadas, responsabilizando-se pela sua in-
mas estão citados em bibliografia complementar, ao final deste
tegridade a cada turno.
trabalho.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
108
PARTE 3

Existem alguns exemplos de programas pelo equipamento e mobiliário escolar: os


desenvolvidos para combater o vandalismo nas que especificam, os que compram, os que
escolas. Um deles é dado por um projeto que usam e aqueles que os mantêm. A postura
envolvia várias escolas, realizado pela Secretaria de quem compra deve ser mais exigente, se
de Educação da Bahia, em parceria com o Liceu comparada à aquisição de um objeto de uso
de Artes e Ofícios. Uma peça de teatro sobre o pessoal. Quando compramos algo de uso
tema da conservação da escola – “Cuida bem de pessoal, é normal nos preocuparmos com o
mim” – estrelada por adolescentes, ficou em car- binômio preço-qualidade. Em relação ao ob-
taz por dois anos, transformando-se depois num jeto de uso público, a questão deve ser tra-
vídeo, acompanhado de exercícios e discussões tada da mesma forma, acrescentando-se exi-
sobre o tema. Os efeitos desse processo pedagó- gência ainda maior quanto ao nível de qua-
gico foram dos mais eficientes, tanto em relação lidade técnica, pois seu uso é intenso e im-
ao vandalismo, como em propostas de recupera- pessoal.
ção do material danificado, vindas dos próprios Chega-se, assim, à necessidade de um pro-
alunos, segundo informações da Secretaria de cesso contínuo de busca da qualidade nos equi-
Educação. pamentos e no mobiliário escolar, que se inicia
Todas as pessoas ligadas ao ensino, de com a exigência de um padrão mínimo.
uma forma ou de outra, são responsáveis

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


109

C APÍTULO 2 P ARÂMETROS PARA AQUISIÇÃO E UTILIZAÇÃO DE • Os equipamentos de informática são


MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR representados pelo microcomputador
e seus periféricos, como impressoras
São diversos os aspectos que interferem na e scanners.
qualidade do mobiliário e do equipamento esco- • Os equipamentos de comunicação com-
lar. Por ser a parte mais concreta e visual, a qua- preendem telefone, TV e vídeo,
lidade dos materiais e dos acabamentos é quase retroprojetor e aparelho de som.
sempre a primeira a ser lembrada. Mas, na reali- • Ventiladores e condicionadores de ar
dade, os parâmetros de qualidade são de cinco representam os equipamentos para
naturezas, a saber: conforto térmico.
• referentes ao uso; • Refrigeradores, congeladores, fogões e
• referentes ao usuário; liqüidificadores fazem parte dos equi-
• referentes a aspectos construtivos; pamentos para conservação e prepara-
• referentes aos aspectos econômicos; e ção de alimentos.
• referentes aos aspectos ecológicos.
Antes de continuar a discorrer sobre mo- 2.1 PARÂMETROS REFERENTES AO USO: PEDAGO-
biliário e equipamento escolar, tratando dos GIA E NECESSIDADES DA UNIDADE ESCOLAR
parâmetros que definem sua qualidade, convém
registrar algumas definições. O mobiliário escolar deve ser flexível para
O mobiliário escolar compreende o con- se adequar às exigências pedagógicas, a cada dia
junto do aluno (mesa e cadeira), o conjunto do mais dinâmicas. Essas exigências são prioritárias,
professor (mesa e cadeira), mesas de uso geral e tendo em vista que o mobiliário e os equipamen-
bancadas, mesas para equipamentos de tos das escolas são, em sua maioria, instrumen-
informática, cadeiras e banquetas, móveis para tos de apoio ao processo educativo.
guardar e expor material didático e escolar, su- As dimensões dos móveis escolares devem
portes de comunicação e suporte móvel para TV ser adequadas ao tipo de trabalho executado pelo
e vídeo. aluno. Os objetos e utensílios utilizados no pro-
• Os suportes de comunicação são todos cesso educacional também influem na definição
os quadros necessários à comunicação, dos modelos de mobiliário. É impossível exigir
no âmbito da escola: quadros de giz, um trabalho ordenado de um aluno que não dis-
quadros brancos, quadros para expor põe de um espaço adequado para apoiar seu ma-
trabalhos, quadros de aviso. terial.
• Os móveis para guardar ou expor ma- Em razão do custo e da economia de espa-
terial didático e escolar compreendem ço, muitas escolas estão optando pela cadeira com
armários e estantes. prancheta (universitária), inclusive para séries
De acordo com sua finalidade, os equipa- iniciais (até a 4 a série do ensino fundamental).
mentos utilizados na escola são, geralmente, equi- Esse tipo de cadeira, porém, além de ser impró-
pamentos de reprografia, de informática, de co- prio para crianças em desenvolvimento e nocivo
municação, equipamentos para conforto térmico à sua saúde, não apresenta espaço compatível com
e para conservação e preparo de alimentos. o material escolar utilizado.
• Os equipamentos de reprografia com- Um outro item importante é a limpeza. O
preendem desde os mimeógrafos até mobiliário deve permitir limpeza fácil e rápida,
as copiadoras eletrostáticas. tanto do móvel, como do espaço onde se encon-
tra. Para isso, a possibilidade de empilhamento,

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
110
PARTE 3

em alguns casos, é vantajosa. Essa qualidade rentes ao mobiliário escolar já levam em conta
também contribui para a mobilidade e, portan- essas variações. Dessa forma, a cadeira para uso
to, para diferentes arranjos em sala de aula, re- do aluno de menor estatura não pode ser propor-
quisito cada vez mais exigido nas novas estraté- cionalmente menor do que aquela destinada aos
gias de ensino. alunos de maior estatura.
Outra questão relativa ao uso do mobiliá- Por essa razão, as dimensões dos móveis
rio escolar refere-se à socialização do indivíduo e devem ser definidas por critérios antropométri-
a idade escolar é a fase inicial desse processo. O cos, ou seja, as diferentes dimensões do corpo
ambiente à volta do aluno deve favorecer o agru- humano, correspondentes às diferentes estaturas
pamento, contribuindo tanto para o processo de das faixas de crescimento, são determinantes para
aprendizado, como para a socialização. O móvel as variações de dimensão do móvel escolar.
escolar adequado é o que permite tanto o traba- Hábitos dos usuários e influências sociais,
lho individual como em grupo. culturais e psicológicas também devem ser leva-
dos em conta, já que o uso do próprio corpo e
2.2 P ARÂMETROS REFERENTES AO USUÁRIO : dos objetos sofre o reflexo dessas condições. A
ERGONOMIA
regionalidade é igualmente um fator a ser obser-
vado: ambientes e objetos estranhos à cultura
A ergonomia estuda as relações do homem regional costumam ser rejeitados se sua utiliza-
com os objetos. Para se pensar o projeto de qual- ção não for precedida de um processo de
quer objeto, seja um móvel ou uma máquina, aculturação.
devem ser observadas essas relações. O advento do computador, tanto como fer-
Para cumprir o exigido na Lei de Diretrizes ramenta de trabalho dos setores administrativos
escolares como para o aprendizado, introduz no-
e Bases da Educação Nacional, o aluno passa na
vas preocupações relativas à adequada escolha e
escola, obrigatoriamente, 200 dias letivos de, no
dimensionamento dos móveis suportes destas ati-
mínimo, quatro horas, durante aproximadamen-
vidades. Por sua postura estática, relacionada à
te 11 anos de educação básica. A maior parte des-
posição dos periféricos como mouse, teclado e
se tempo, sentado. Se o móvel for inadequado,
monitor, o usuário de computador encontra-se
inevitavelmente ocorrerão danos físicos, principal-
sujeito a riscos de inadequação ergonômica e de
mente aqueles relativos às deformações da colu-
esforços repetitivos que deverão, na medida do
na, que irão se manifestar na idade adulta.
possível, ser minimizados pela escolha do mobi-
É fundamental observar que o aluno não
liário.
tem um ritmo de crescimento constante, ao lon-
go da infância e da adolescência. O crescimento
2.3 P A R Â M E T R O S R E F E R E N T E S A ASPECTOS
do corpo é desproporcional. Cabeça, tronco e
CONSTRUTIVOS: TECNOLOGIA
membros desenvolvem-se gradualmente, varian-
do suas proporções em relação às estaturas. As-
Resistência e robustez são características
sim, o móvel também não pode manter as mes- fundamentais no móvel escolar, deixando o alu-
mas proporções nos diversos tamanhos. Um no seguro no momento de sua utilização. Não
exemplo é a relação entre a profundidade do as- deve ser admitido o uso de estruturas instáveis.
sento e a altura do encosto na cadeira do aluno: O móvel escolar não pode apresentar ele-
como as proporções entre membros e tronco não mentos facilmente removíveis. Os acabamentos
têm a mesma progressão nas diversas fases de e a conformação dos produtos não podem apre-
crescimento, essas dimensões não podem variar sentar elementos passíveis de causar injúrias físi-
na mesma proporção. As normas técnicas refe- cas aos usuários ou ao ambiente escolar.

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111

Madeiras sujeitas a empeno – principal- A garantia de qualidade, além de ser


mente madeiras verdes, que não passaram por exigida, precisa ser verificada. O controle de qua-
um processo adequado de secagem – não podem lidade no recebimento do material é indispensá-
ser aceitas. vel para a economia dos recursos públicos. Esse
É adequado o uso de materiais maus con- controle pode ser feito, de uma forma simples,
dutores de calor, tais como madeira ou plásticos, pelos próprios funcionários do sistema de ensi-
para todas as superfícies dos móveis que têm no, a partir do estabelecimento de procedimen-
contato com o corpo. tos básicos para cada tipo de mobiliário ou equi-
Superfícies com brilho afetam a capacida- pamento e do treinamento das pessoas envolvi-
de visual, dificultando o aprendizado. das, ou por meio da contratação de instituições
A qualidade dos materiais é um critério técnicas, aparelhadas para a execução dos testes
muito importante, assim como a adequação de específicos determinados pelas normas brasilei-
sua utilização em cada tipo de mobiliário. ras. Uma forma, já utilizada por alguns estados,
A observação de sistemáticas de controle é a parceria com instituições como o SENAI, esco-
de qualidade dos materiais de que são fabricados las que mantêm cursos técnicos ou instituições
os móveis, bem como dos processos de fabrica- de nível superior. O Piauí, por exemplo, utilizou-
ção, deve obedecer aos padrões mínimos estabe- a na adoção do modelo de móvel escolar para a
lecidos neste documento. zona rural, contratado pelo Banco Mundial em
As possibilidades de manutenção, prin- 1981. O importante é que se criem mecanismos
cipalmente aquelas relativas ao fácil reparo do de verificação da qualidade, no recebimento do
mobiliário na região, são observações a serem material.
feitas tanto no projeto do mobiliário, quanto A racionalização da produção, por sua vez,
nas especificações ou no ato da compra. É ina- envolve dois aspectos importantes: a racionaliza-
dequada, por exemplo, a compra de mobiliá- ção do uso dos materiais e a racionalização dos
rio fabricado com processos e materiais indus- modelos.
triais para regiões que não dispõem de oficinas O primeiro aspecto refere-se a projetos que
de reparos equipadas para o trabalho com tais adotam materiais e componentes intercambiá-
produtos. Desde a licitação, devem ser previs- veis, ou seja, passíveis de serem aproveitados em
tos os termos de garantia e a possibilidade de processos de manutenção. Isto significa, por
reparo nas regiões próximas às escolas desti- exemplo, que de uma cadeira muito quebrada,
natárias do material. Uma forma de solucio- pode-se aproveitar peças para consertar outras
nar esta questão é um levantamento das possi- cadeiras, menos avariadas.
bilidades existentes em cada região e a delega- Já a racionalização de modelos está relaci-
ção, às escolas, da responsabilidade de contra- onada ao múltiplo uso. Um exemplo disso pode
tar a manutenção. ser a compra de mesas para a administração, o
refeitório e a biblioteca. O mesmo modelo pode
2.4 PARÂMETROS REFERENTES A ASPECTOS ECONÔ- ser usado nos três casos, complementado, quan-
MICOS: GARANTIA DE QUALIDADE E RACIONA- do destinado à administração, por um gaveteiro
LIZAÇÃO volante. Esta forma de compra facilita, também,
qualquer modificação necessária no ambiente
A garantia de qualidade do fornecedor e a escolar.
racionalização de produção geram economia de Qualquer produto industrial, na verdade,
recursos, se observadas na compra dos móveis e deveria ser pensado de forma racionalizada, mas
equipamentos escolares. os produtos de mercado nem sempre apresen-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
112
PARTE 3

tam essa característica. Observar a integração dos Uma alternativa já bastante difundida é a utiliza-
equipamentos e móveis entre si pode ser um fa- ção de madeiras provenientes de plantio, como o
tor de economia, visto que, em certos casos, essa pinus (pinus eliotis) e o eucalipto (eucaliptus
observação pode resultar na diminuição de itens grandis). Outra alternativa, cujo impacto
a serem comprados. Para isso, é necessário um ambiental pode ser controlado, é a utilização de
levantamento das necessidades de uso do mobi- madeiras provenientes de exploração sustenta-
liário, por atividade e por período de tempo. A da, certificada por instituições oficiais.
partir dessa análise, pode-se, por exemplo, veri- O aço possui particularidades que o apon-
ficar que as cadeiras utilizadas para a biblioteca tam como um ótimo material para estruturas de
podem também ser usadas nas salas de arte, se mobiliário. Seu potencial de reciclagem e alta
não houver coincidência de horários de uso. durabilidade fazem a relação custo x benefício
das estruturas de aço bastante favorável. Sua uti-
2.5 PARÂMETROS REFERENTES A ASPECTOS ECOLÓ- lização pode ser considerada de baixo impacto
GICOS: IMPACTO AMBIENTAL ambiental, considerando-se a longa vida das es-
truturas, a degradação natural isenta de
Um quinto parâmetro a ser observado na subprodutos contaminantes e a indústria da
escolha do produto a ser adquirido refere-se ao reciclagem, bastante disseminada.
impacto ambiental provocado pelos materiais e Os plásticos, por sua versatilidade, intro-
processos de produção adotados. Algumas ma- duziram novas possibilidades de formas e dese-
térias-primas causam mais danos que outras ao nhos, permitindo, com custo relativamente bai-
ambiente, seja no processo de extração, no de xo, a obtenção de formas e cores que, possivel-
transformação, no de fabricação do produto ou mente, nenhum outro material oferece. Sua uti-
em sua degradação, após a inutilização do bem. lização deve ser preferencial em elementos como
A madeira é tradicionalmente um materi- ponteiras, sapatas e fitas para revestimento de
al utilizado na fabricação de móveis e, por suas bordos. O mercado já oferece assentos, encos-
qualidades de manuseio, isolamento térmico e tos, tampos e até estruturas de diversos tipos de
aparência, é, muitas vezes, insubstituível em de- plásticos que, dependendo da qualidade do pro-
terminadas aplicações. Deve-se ter em conta na jeto e do tipo de uso que se faça, podem ser alter-
especificação de produtos ou componentes de nativas econômicas e duráveis para componen-
madeira, porém, que algumas espécies já se en- tes de móveis escolares. Deve-se, no entanto, aten-
contram ameaçadas de extinção ou protegidas tar para o fato de que a maioria dos plásticos
por lei, como, por exemplo, o mogno e a imbuia demora séculos para se decompor naturalmen-
(tradicionalmente utilizada em mobiliário esco- te, não devendo ser descartados no ambiente. A
lar). Pode-se, no entanto, continuar a usufruir das reciclagem, embora muito discutida, ainda é, em
qualidades da madeira, se a escolha das espécies muitos casos, antieconômica e incipiente. A po-
for criteriosa, visando minimizar o impacto cau- luição ambiental por plásticos e polímeros deri-
sado pela demanda de grandes lotes de produtos. vados de petróleo já é, hoje, um fato preocupante.

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113

C APÍTULO 3 C RITÉRIOS BÁSICOS PARA SELEÇÃO DE MOBILIÁ - equipamento – equipamentos de


reprografia e equipamentos de
RIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR
informática – e, em outros dois, pelo
tipo de força motriz utilizada – equi-
O objetivo deste capítulo é chamar a aten-
pamentos elétricos e eletrônicos e equi-
ção para critérios básicos que, necessariamente,
pamentos a gás.
devem ser observados no processo de seleção de
mobiliário e equipamento escolar.
3.1 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA O MOBILIÁRIO
Antes, porém, de passar ao detalhamento
de aspectos específicos, relativos ao conjunto do
Conforme se mencionou anteriormente, o
mobiliário e a grupos de equipamentos, convém
mobiliário compreende o conjunto do aluno
ressaltar que a aquisição de tais bens pelo poder
(mesa e cadeira), o conjunto do professor (mesa
público deve ser norteada pelos seguintes critéri-
e cadeira), mesas de uso geral e bancadas, mesas
os, gerais e fundamentais:
para equipamentos de informática, cadeiras e
Os materiais devem ser selecionados banquetas, móveis para guardar e expor materi-
de acordo com as necessidades de al didático e escolar, suportes de comunicação e
cada unidade escolar. Um levanta- suporte móvel para TV e vídeo. A esses itens apli-
mento anual dessas necessidades, ba- cam-se os critérios básicos, técnicos e econômi-
seadas no projeto pedagógico e nos cos, comentados a seguir.
serviços oferecidos pela escola, pode
contribuir para a definição das prio-
ESTRUTURA, MATERIAIS E ACABAMENTO
ridades.
Em princípio, é preciso observar a adequa-
Projetos de mobiliário para adequação
ção desses aspectos às especificações do projeto:
ao uso escolar devem ser desenvolvi-
cada modelo vai ter sua estrutura elaborada com
dos levando-se em conta a opinião dos
materiais especificados de acordo com as carac-
professores.
terísticas necessárias à forma do produto. O tubo
As especificações técnicas de cada utilizado para um modelo, por exemplo, pode não
equipamento ou item de mobiliário
servir para outro. Assim, é necessário verificar a
devem ser definidas de acordo com as
estrutura, os materiais e acabamentos, de acor-
necessidades específicas de cada tipo
do com as especificações de cada projeto testado
de escola.
e aprovado.
No que diz respeito à determinação dos
Na escolha do mobiliário a ser adquirido,
critérios básicos aplicáveis ao mobiliário e a equi-
devem ser observados os seguintes pontos espe-
pamentos, a seguinte organização foi adotada.
cíficos:
Para o conjunto do mobiliário, são re-
os pés dos móveis devem ser perfeita-
lacionados critérios comuns, relativos
mente apoiados no piso;
a aspectos técnicos construtivos (es-
as partes devem ser fixadas firmemen-
trutura, materiais e acabamentos) e a
te na estrutura;
aspectos econômicos.
as estruturas devem ser estáveis e re-
No caso dos equipamentos, grupos fo-
sistir aos esforços e/ou ao peso do usu-
ram formados, de acordo com a pos-
ário sem ceder; além disso, devem ofe-
sibilidade de aplicação de critérios bá-
recer rigidez, ou seja, se pressionadas
sicos comuns. Em dois casos, esses gru-
para os lados ou para trás, não devem
pos são definidos pela finalidade do
fletir;

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
114
PARTE 3

soldas, rebites e parafusos não podem de sala de aula: dois módulos de quadro de giz
apresentar saliências capazes de cau- podem ser instalados juntamente com um de
sar ferimentos; quadro mural em uma parede; na outra, um
todos os parafusos existentes devem ser módulo do quadro branco pode estar junto a dois
bem atarraxados; de quadro mural, possibilitando usos específicos
e arranjos dos conjuntos de aluno divididos em
os acabamentos devem se apresentar
em perfeitas condições e devidamente duas direções.
fixados ou executados; Ao lado da modulação, a padronização dos
itens – ou racionalização dos modelos – é, tam-
os móveis cuja estrutura for feita de
bém, fator que favorece a flexibilidade de uso.
tubos de aço devem possuir ponteiras
Ao adotar uma mesma mesa, com superfície de
em todas as terminações de tubos e
trabalho de 60 x 120 cm, para o conjunto do pro-
sapatas plásticas nos pontos de conta-
fessor, para a mesa da secretaria ou para o refei-
to com o piso.
tório, facilita-se o uso, com adequações simples,
Alguns tipos de mobiliário apresentam a
como a adição de um gaveteiro volante, no caso
alternativa de serem resolvidos na arquitetura do
do atendimento à área administrativa.
prédio, tais como os suportes de comunicação e
Em resumo, a modulação e a padroniza-
os móveis para guardar. Essa alternativa, no en-
ção conferem flexibilidade, favorecendo modi-
tanto, deve ser bem avaliada, já que sua adoção
ficações nos ambientes ou mesmo usos múlti-
dificulta a mobilidade dos elementos, diminuin-
plos e diferenciados, em várias ocasiões. A ado-
do o número de possibilidades de arranjo. O pro-
ção de diversos tipos de produtos, com
blema será bem solucionado se o projeto do in-
especificações e dimensões diferentes, ao con-
terior da sala incluir previsões de arranjos de
trário, impede a flexibilidade de uso, restringin-
mesas e cadeiras, considerando a imobilidade dos
do as opções de instalação.
elementos criados na construção.
A produção dos suportes de comunicação
e dos móveis para guardar, quando obedece ao ASPECTOS ECONÔMICOS

critério de modulação, facilita a utilização nos Normalmente, estados e municípios adqui-


diversos ambientes escolares e permite flexibili- rem os diversos itens de mobiliário escolar em
dade de uso, acompanhando a variação de neces- licitações separadas. É preciso considerar, no
sidades na unidade escolar. Se a escola adota di- entanto, que o uso do mesmo tipo de material
versos tipos de móveis para guardar e, num de- (como perfis e acabamentos) em vários tipos de
terminado período, necessita mais de um tipo do móveis pode reduzir os custos de produção (em
que de outro, fica sem outra solução que a de função da escala) e os custos da manutenção (em
adquirir todos os tipos em quantidades que satis- função do aproveitamento de peças e da facilida-
façam as necessidades, ainda que elas sejam sa- de de recuperação).
zonais. A adoção de um sistema modular, no en- Isso quer dizer que, além das vantagens já
tanto, faz com que qualquer móvel possa ser útil mencionadas, a adoção de modelos de mobiliá-
em qualquer situação. Em armários, esse siste- rio de múltiplo uso, permitindo compras maio-
ma se expressa, por exemplo, na adaptação de res para atender a diversas finalidades, resulta em
alguns elementos móveis, como contenedores economia da escala de produção, na medida em
plásticos ou suportes para pastas suspensas. A que racionaliza a compra de materiais (com pos-
modulação dos suportes de comunicação, por sua sibilidade de menor custo, pela maior quantida-
vez, facilita a divisão dos elementos em mais de de a ser adquirida) e seu uso (um mesmo ele-
uma parede, de acordo com diferentes arranjos mento serve a diversas necessidades).

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


115

Assim, sob o ponto de vista econômico, do copiadoras para cada tipo de consumidor. A
destacam-se os seguintes critérios para a aquisi- questão se limita aos custos do equipamento e
ção do móvel escolar: da manutenção, em locais próximos à escola.
os móveis devem ser desenvolvidos a
partir de um projeto que racionalize os 3.3 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA EQUIPAMENTOS DE

elementos construtivos, facilitando a INFORMÁTICA

produção e a manutenção. A ênfase


nesse aspecto certamente contribuirá O Ministério da Educação vem desenvol-
para que o mobiliário apresentado pelo vendo o Programa Nacional de Informática na
mercado passe a apresentar caracterís- Educação – PROINFO, concebido para ter sua exe-
ticas de racionalização de materiais e cução de forma descentralizada, em parceria com
modularidade. estados e municípios, sendo o Conselho Nacio-
os materiais e o processo de produção nal de Secretários de Educação – CONSED o
empregados devem estar adequados às articulador das ações. Nos documentos relativos
condições de manutenção específicas ao Programa, são especificadas as característi-
da região, permitindo reparos nas pro- cas técnicas das instalações dos equipamentos de
ximidades. informática. Cada sistema de ensino deve estu-
dar suas possibilidades e estabelecer suas própri-
elementos de múltiplo uso, nos casos
de mesas e móveis para guardar, devem as definições, de acordo com as condições locais.
receber preferência, observando-se, Quanto aos equipamentos – computado-
para isso, critérios de projeto que res e periféricos – qualquer documento que pre-
viabilizem todos os empregos desejados. tender fixar características específicas estará des-
tinado a tornar-se obsoleto em pouco tempo, dada
3.2 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA EQUIPAMENTOS DE
a velocidade das transformações tecnológicas
REPROGRAFIA
nessa área. Alguns parâmetros básicos, contudo,
podem ser enumerados:
A reprografia tem como função principal o uso do computador deve ser planeja-
reproduzir o material elaborado ou selecionado do, ou seja, definido de acordo com as
pelo professor. Essa função pode ser resolvida por expectativas e necessidades de cada
meio de vários tipos de equipamentos, dos mais escola, no que se refere ao armazena-
simples e baratos (duplicadores a álcool) aos mais mento e ao tratamento de informa-
sofisticados e caros (copiadora eletrostática). ções;
As características de uso definirão o tipo os computadores adquiridos devem ter
de equipamento adequado e uma delas, impor- espaço no disco rígido capaz de com-
tante, é o quantitativo de alunos. Escolas que re- portar o atendimento a essas expecta-
produzem, por matriz, até 20 cópias, devem uti- tivas e necessidades;
lizar o mimeógrafo (a álcool). Se, no entanto, a um esquema de arquivamento em
necessidade de cópias ultrapassar 50 por matriz, disquetes, com a guarda desse materi-
haverá necessidade de um equipamento mais so- al de forma adequada – ou seja, em
fisticado (duplicador elétrico). local livre de umidade e calor – deve
A copiadora eletrostática supera a função ser pensado, tanto para que não se so-
executada pelos duplicadores. Poderá estar dis- brecarregue o disco rígido como para
ponível em qualquer escola, independentemente que se mantenham as fundamentais có-
do número de alunos, já que existem no merca- pias de segurança dos arquivos;

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
116
PARTE 3

um programa de manutenção preven- usuários. O acabamento deve ser liso e unifor-


tiva periódica é importante para o per- me, para permitir fácil limpeza.
feito funcionamento dos equipamentos; As partes metálicas devem ser tratadas com
os equipamentos devem ser protegidos produtos anticorrosivos e revestidas com tinta
da poeira e de eventual umidade por resistente à umidade e a produtos de limpeza, tais
uma capa de material plástico imper- como água, álcool, detergentes etc.
meável; As partes em plástico devem possuir rigi-
dez suficiente para resistir a deformações, bem
no caso do uso didático, é importante
atentar para as recomendações do como resistência química a água, álcool, deter-
PROINFO , que estabelece as condições
gentes e outros produtos utilizados na limpeza.
básicas no uso pedagógico, em sala As partes mecânicas precisam ser resisten-
com instalações especiais para supor- tes e fabricadas com materiais que apresentem a
tar essa atividade; rigidez necessária para evitar deformações.
Os aparelhos devem ser seguros quanto ao
no caso do uso administrativo, como
manuseio e obedecer às normas técnicas da As-
os equipamentos devem ser utilizados
sociação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
por todos os funcionários da secreta-
Alguns dos aparelhos elétricos podem
ria da escola, o conjunto deve ser ins-
ser substituídos por equipamentos mecânicos,
talado em local definitivo e de fácil
caso típico da máquina de escrever que, na
acesso a todos.
escola, deve, preferencialmente, ser manual.
Nesses casos, com exceção daquelas que di-
3.4 CRITÉRIOS BÁSICOS PARA EQUIPAMENTOS ELÉ-
zem respeito ao uso da eletricidade, todas as
TRICOS E ELETRÔNICOS
demais recomendações anteriores devem ser
O principal critério a ser estabelecido, neste observadas.
caso, é a tensão (voltagem) dos equipamentos,
que deve ser compatível com a tensão da rede 3.5 C RITÉRIOS BÁSICOS PARA EQUIPAMENTOS A
elétrica da região (127 ou 220 volts). GÁS
Os equipamentos elétricos e eletrônicos
devem ser robustos e fabricados com materiais Os equipamentos a gás devem ser robus-
resistentes e duráveis. Sempre que possível, de- tos e fabricados com materiais resistentes e du-
vem ser de produção seriada, pois isso diminui ráveis. Sempre que possível, da mesma forma que
os custos, em função da escala de produção, além os aparelhos elétricos, devem ser de produção
de representar garantia de assistência técnica. seriada, pois isso diminui os custos, em função
É possível encontrar, algumas vezes, a oferta da escala de produção e das possibilidades de
de equipamentos montados a partir de peças de manutenção. Os itens referentes aos acabamen-
mercado que, à primeira vista, podem parecer tos, partes metálicas, partes mecânicas e manu-
mais econômicos. Contudo, a ausência de garan- tenção seguem os mesmos critérios aplicáveis aos
tia e de manutenção técnica especializada e inde- equipamentos elétricos e eletrônicos.
pendente do fabricante desaconselham o uso des- Neste caso, o mais importante é que de-
sa opção. vem contar com assistência técnica na região para
Em todos os equipamentos deve ser manutenção preventiva e eventuais consertos, já
verificada a inexistência de quinas vivas ou bor- que seu funcionamento imperfeito é de alta
das cortantes que possam causar ferimentos aos periculosidade.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


117

C APÍTULO 4 C ON T R O L E D E Q U A L I D A D E E G A R A NTIA DO Procedimentos de controle de qualida-


de devem ser previamente estabeleci-
MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR
dos e informados aos fornecedores no
processo de compra.
O presente capítulo chama a atenção para
dois aspectos essenciais dos processos de aquisi- Sistemática de gerenciamento da vali-
dade da garantia dos materiais adqui-
ção e de utilização de mobiliário e equipamento
ridos deve ser definida e posta em prá-
escolar: o controle de qualidade do material ad-
tica.
quirido e o uso efetivo da garantia oferecida pelo
fornecedor, sempre que necessário. A manutenção dos móveis e equipa-
É importante lembrar que apenas a ado- mentos deve realizar-se o mais próxi-
ção de critérios adequados de seleção, projetos mo possível das unidades escolares, de
ou especificações, embora fundamentais, não preferência sob sua responsabilidade,
garante a qualidade do material. É essencial um de modo a agilizar o processo e a re-
controle de qualidade que permita a averiguação duzir seus custos.
da real observância das especificações definidas A manutenção deve ser executada de
e o recurso ao fornecedor, sempre que alguma acordo com as instruções do fabrican-
desconformidade for verificada, seja imediata- te e os procedimentos corretos de uti-
mente, quando da entrega do material, seja após lização devem ser observados, com vis-
o início de sua utilização. Cabe notar que nem tas a prolongar a vida útil dos bens ad-
sempre todos os aspectos da construção de um quiridos.
móvel ou equipamento podem ser verificados no Junto com os Conselhos Escolares, As-
momento do recebimento e algumas desconfor- sociações de Pais e Mestres e Grêmi-
midades só se revelam com o uso. O acionamen- os Estudantis, devem ser criados pro-
to da garantia, nesses casos, constitui, também, gramas de responsabilidade no uso do
um procedimento de controle de qualidade. material público para os alunos.
Os cuidados e preocupações não se esgo-
tam, portanto, na escolha do material a ser 4.1 FORMAS DE COMPRAS DE MOBILIÁRIO E EQUI-

comprado, mas se estendem para o momento PAMENTO ESCOLAR

de seu recebimento e para o tempo de sua uti-


lização. Mobiliário e equipamento escolar podem,
A consolidação de procedimentos de con- atualmente, ser adquiridos de duas maneiras.
trole de qualidade do mobiliário e do equipamen- Especialmente no caso do mobiliário, é
to escolar representará não apenas uma atitude comum a compra centralizada pelos órgãos de
de respeito aos recursos públicos. A ênfase nesse administração do sistema de ensino, realizada em
aspecto certamente contribuirá para que o mer- grandes lotes e diretamente junto ao fabricante.
cado fornecedor de bens às escolas passe, cada Outros materiais vêm sendo distribuídos pelo
vez mais, a preocupar-se com a qualidade dos Ministério da Educação às escolas, geralmente
produtos oferecidos e com a conformidade às com a mediação dos sistemas de ensino locais,
especificações. estaduais ou municipais.
Desse modo, entre os critérios gerais e fun- Finalmente, a aquisição de unidades pelas
damentais que norteiam a aquisição de mobiliá- próprias escolas, junto a fornecedores não fabri-
rio e equipamento escolar pelo poder público, cantes, vem se intensificando, como parte do
devem ser incluídos os seguintes: movimento de descentralização e de ampliação
da autonomia da escola. Seja no âmbito de pro-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
118
PARTE 3

jetos ou programas nos quais verbas são repassa- Essa identificação é importante para
das para compras específicas, como alternativa acionamento da garantia, quando e se necessá-
ao envio do próprio bem, seja mediante uso de rio. Deve ser impressa por pirogravura, serigrafia
recursos postos a sua disposição por diferentes ou flexografia, conforme o material adquirido.
fontes, cada vez mais as escolas estão assumindo Etiquetas coladas não são aconselháveis, pois se
a responsabilidade de escolher materiais e forne- desprendem com facilidade. Os dados a serem
cedores, efetuar compras e garantir a manuten- impressos são: identificação do fabricante, data
ção dos bens adquiridos. de fabricação e identificação do sistema de ensi-
Seja qual for o modo de aquisição, os pro- no comprador (nome do órgão estadual ou mu-
cedimentos de controle de qualidade e nicipal de administração da educação). É preciso
gerenciamento de garantia a seguir recomenda- que a exigência seja apresentada na licitação, uma
dos podem e devem ser adotados. Pequenas ade- vez que a identificação do material deve ser feita
quações, de caráter operacional, serão necessá- no processo de produção.
rias, conforme a compra se realize pelo MEC, pelo Apresentação de certificado ou docu-
órgão local de administração da educação ou pela mentação comprobatória da adoção de
própria escola, mas o fundamental é que sejam processo de controle de qualidade, na
mantidos e incorporados por todos os envolvi- produção.
dos. O fabricante pode adotar diferentes méto-
Antes de passar ao registro dos procedi- dos de controle, baseados no preceito de garan-
mentos recomendados, convém dizer uma pala- tia de qualidade durante o processo produtivo.
vra a respeito de doações de mobiliário e equipa- A exigência vem sendo feita, cada mais
mento às escolas. À primeira vista, o recebi- freqüentemente, por empresas que adquirem
mento de toda e qualquer doação pode pare- insumos (como peças e acessórios) de outras
cer vantajoso. Cabe, no entanto, aplicar a es- empresas.
ses casos rigor semelhante ao adotado nas aqui-
sições, tendo em vista não apenas a garantia da 4.3 PROCEDIMENTOS NO RECEBIMENTO DE MOBI-
funcionalidade do material recebido, como LIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR
para que eventuais custos de manutenção não
acabem por anular as vantagens iniciais do re- Por ocasião do recebimento do material
cebimento sem ônus. adquirido, sejam itens de mobiliário ou equipa-
mentos, é indispensável a observância de proce-
4.2 PROCEDIMENTOS NAS COMPRAS DE MOBILIÁ- dimentos de controle de qualidade. É, também,
RIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR nesse momento, que o fornecedor deve cumprir
certas exigências, para possibilitar a vigência da
Nos casos em que as compras de mobiliá- garantia, bem como orientar sobre a correta ins-
rio e equipamento escolar são realizadas por lo- talação ou montagem, uso e manutenção do ma-
tes, geralmente de forma centralizada, no pro- terial.
cesso de licitação, juntamente com a completa Cabe observar que os procedimentos reco-
especificação do material a ser adquirido e de- mendados aplicam-se igualmente a compras de lo-
mais informações pertinentes, o órgão responsá- tes de materiais, feitas de forma centralizada, e a
vel deve apresentar ao fornecedor as seguintes compras unitárias, realizadas pela própria escola.
exigências: Em primeiro lugar, juntamente com o
Identificação individual do material for- material adquirido, o fornecedor deve
necido em cada lote. entregar na escola destinatária:

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


119

• Para itens de mobiliário, Conforme já se observou anteriormente,


• folheto explicativo, com os cuidados parcerias com instituições como o SENAI , esco-
a serem observados na montagem las que mantêm cursos técnicos ou instituições
(quando for o caso), utilização e ma- de nível superior, que possuem pessoal capaci-
nutenção, com os procedimentos a tado e instrumentos adequados para aferições,
serem seguidos para acionamento podem auxiliar os sistemas de ensino na garan-
da garantia, quando necessário; tia de qualidade de mobiliário e equipamento
• documento de garantia, especifican- escolar.
do os itens para os quais é ofereci- • A segunda alternativa, aplicável tanto
da cobertura; a compras por lotes, como a aquisições
• cópia da nota fiscal. individuais, e passível de adoção em
qualquer localidade, é o estabelecimen-
• Para equipamentos, to de procedimentos próprios e o trei-
• manual de instruções, com orienta- namento de pessoal para sua utilização.
ções para a instalação e correta uti- Neste caso, é essencial que uma relação de
lização, bem como para acionamen- características definidas na especificação do ma-
to da assistência técnica e da garan- terial, por ocasião da compra, seja elaborada.
tia, quando necessário. Uma rela- Essa relação deve conter aspectos que possam
ção de oficinas credenciadas deve ser observados com facilidade, não dependen-
estar incluída; do do uso de instrumentos especiais ou da reali-
• Certificado de Garantia, de acordo zação de ensaios, em laboratórios. Os itens des-
com a legislação em vigor, preen- tacados como essenciais para serem observados,
chido com a data e o número da no capítulo deste trabalho que trata dos critéri-
nota fiscal, especificando os itens os básicos para a seleção de mobiliário e equi-
para os quais é oferecida cobertu- pamento escolar, constituem um bom ponto de
ra; partida.
• cópia da nota fiscal. Um funcionário de cada escola deve ser en-
Observar que, em caso de compra pelo MEC, carregado de verificar o material recebido, reali-
o documento/certificado de garantia e a cópia da zar as anotações pertinentes na relação correspon-
nota fiscal devem acompanhar o mobiliário ou dente, datá-la e assiná-la, atestando a aferição.
equipamento encaminhado à escola. A relação com as observações deve ser re-
Com relação ao controle de qualidade passada, com a maior brevidade possível, ao ór-
no recebimento, os sistemas de ensino gão responsável pela compra (seja um órgão da
poderão lançar mão de duas alterna- administração do sistema de ensino, seja um se-
tivas. Antes de comentá-las, cabe ob- tor da própria escola).
servar que, nos casos de aquisição de Em caso de divergência com as especifi-
equipamentos, o recebimento só é cações ou de qualquer tipo de dano no mate-
dado como efetivado após sua insta- rial verificado, o fornecedor deve ser aciona-
lação e colocação em perfeito fun- do imediatamente, com base na garantia ofe-
cionamento. recida.
• A primeira alternativa para realizar o Em qualquer caso, a relação de verificação
controle de qualidade no recebimento deve ser arquivada. Ela fornecerá informações
é recorrer a instituições técnicas capa- úteis, em futuros processos de compra.
zes de assumir essa tarefa.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
120
PARTE 3

4.4 PROCEDIMENTOS PARA GERENCIAMENTO DA Deve, também, providenciar a obser-


GARANTIA DE MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ES- vância das condições de validade da
COLAR garantia, cuidando para que sejam se-
guidas as orientações de instalação ou
É fundamental que os sistemas de ensino e montagem, uso e manutenção contidas
suas escolas definam e coloquem em prática pro- no folheto explicativo ou manual de
cedimentos para gerenciar a validade da garantia instruções recebido juntamente com o
do material adquirido e para sua efetiva utiliza- material.
ção, se e quando necessário. Mesmo nos casos É necessário ressaltar que, mesmo após o
de compras centralizadas, a delegação dessa res- término da garantia, as orientações para correta
ponsabilidade às escolas certamente contribuirá utilização e manutenção devem continuar a ser
para a agilidade do processo. seguidas, para preservar o material e prolongar
A escola deve proceder ao adequado sua vida útil. Desse modo, responsáveis pela con-
arquivamento dos documentos servação e manutenção e usuários em geral de-
comprobatórios: certificado ou do- vem ser informados sobre os procedimentos a
cumento de garantia e cópia da nota serem adotados e os folhetos explicativos ou
fiscal. manuais devem ser mantidos em local determi-
nado, de fácil acesso, para consulta, quando ne-
cessário.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


121

C APÍTULO 5 M OBILIÁRIO E EQUIPAMENTO ESCOLAR : RECOMEN - • facilidade de empilhamento, princi-


palmente em relação à cadeira;
DAÇÕES ESPECÍFICAS
• peso da cadeira e da mesa compa-
tíveis com a força do aluno, para
Cada tipo de mobiliário ou equipamento
possibilitar sua remoção, nas ne-
possui características peculiares a serem conside-
cessidades de modificação dos ar-
radas na obtenção de um padrão mínimo de qua-
ranjos em sala de aula;
lidade. As recomendações que seguem
complementam, de forma específica, os critérios • a borda frontal do assento da
básicos, anteriormente definidos para o conjunto cadeira deve ser arredondada,
do mobiliário e para grupos de equipamentos. para evitar pressão sob a coxa do
aluno;
MESA E CADEIRA DO ALUNO • o assento deve ser, preferencialmen-
te, horizontal, ou inclinado até um
ângulo de 4º.
RECOMENDAÇÕES
• O conjunto deve atender às neces- • Para atender às diferentes estaturas dos
sidades pedagógicas, quanto a: alunos do ensino fundamental, os con-
• superfície de trabalho suficiente juntos de mesa e cadeira devem ser ad-
quiridos em três diferentes tamanhos.
para o uso de livro e caderno;
As dimensões correspondentes a cada
• distribuição em sala de aula, ou seja,
um desses tamanhos foram
colocação de 36 a 40 alunos em
estabelecidas a partir de estudo reali-
cada sala de aula de 48 m2 ou mais;
zado pelo CEBRACE , órgão do MEC, em
• mobilidade, para que possam ser
1977, e são as mostradas na tabela e
formados grupos de trabalho.
figuras a seguir.
• Tanto o projeto do mobiliário como o
produto apresentado pelo fornecedor
devem apresentar as seguintes carac-
terísticas:

Padrões CEBRACE – medidas em mm

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
122
PARTE 3

• Ainda no que se refere às dimensões • a altura do plano da mesa deve es-


de mesas e cadeiras para alunos, os tar ligeiramente acima da altura do
seguintes pontos devem ser considera- cotovelo do aluno.
dos:
Nota importante: Além das recomenda-
• cada tamanho de conjunto atende- ções acima, devem ser observados os
rá a uma faixa de estatura, estando critérios gerais relativos ao conjunto do
adequado à maioria dos alunos des- mobiliário, fundamentais para a obten-
sa faixa, não à sua totalidade; ção de um padrão mínimo de qualida-
• o planejamento relativo à quantida- de.
de de conjuntos de cada tamanho a
serem adquiridos deve sempre pri- GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
vilegiar o atendimento às crianças • O fornecedor deve oferecer garantia
menores, cuja estrutura óssea, ain- pelo prazo mínimo de dois anos.
da em formação, será prejudicada • Observar os procedimentos recomen-
pela inadequação das dimensões do dados no capítulo deste documento
mobiliário; relativo a controle de qualidade e ga-
• os alunos devem poder colocar as rantia de mobiliário e equipamento
plantas dos pés apoiadas no chão, escolar.
quando encostados;

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


123

MESA E CADEIRA DO PROFESSOR ção, dada a possibilidade de redução


do custo pela compra de maiores
RECOMENDAÇÕES quantidades.
• O conjunto deve atender às necessida- • A adequação às diferentes necessida-
des de uso do professor em sala de aula, des pode ser feita mediante utilização
observados os seguintes pontos: de partes acopláveis, volantes, como
• a superfície de trabalho deve apre- gaveteiros ou gavetões com suportes
sentar uma área de 0,72 m2 para aco- para pastas suspensas.
modar o material do professor em • Mesas de reunião podem ser formadas
aula. Essa dimensão pode estar to- pelo agrupamento de duas ou mais
talmente no tampo da mesa ou di- mesas de uso geral, de acordo com o
vidida entre o tampo e a prateleira espaço e com o número de pessoas que
abaixo do tampo. normalmente se reúnem no ambiente.
• o modelo deve ser de fácil remoção,
RECOMENDAÇÕES
permitindo a mobilidade em sala de
aula, para facilitar diferentes arran-
• Para que estejam adequadas às diferen-
tes atividades realizadas na escola, as
jos.
mesas de uso geral, utilizadas por adul-
Nota importante: Além das recomenda- tos, devem ter a superfície de trabalho
ções acima, devem ser observados os com dimensões mínimas de 0,60 m x
critérios gerais relativos ao conjunto do 1,20 m.
mobiliário, fundamentais para a obten- • No caso das bancadas para salas-am-
ção de um padrão mínimo de qualida- biente de arte ou de ciências, refeitó-
de. rio e biblioteca, utilizadas por alunos,
dois padrões dimensionais devem ser
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE adotados. A possibilidade de redução
da quantidade de tamanhos (em rela-
• O fornecedor deve oferecer garantia
ção às mesas e cadeiras de salas de
pelo prazo mínimo de dois anos.
aula) deve-se ao fato de que a perma-
• Observar os procedimentos recomen- nência dos alunos nos ambientes men-
dados no capítulo deste documento cionados tende a ser de menor dura-
relativo a controle de qualidade e ga- ção, ocorrendo, ainda, variação nas po-
rantia de mobiliário e equipamento sições (sentados e em pé).
escolar. • O acabamento das superfícies das me-
sas deve ser especificado de acordo
MESAS DE USO GERAL E BANCADAS com as atividades a que se destinam.
• A adoção de modelos padronizados de No caso das mesas de uso geral, po-
mesas, para as diferentes atividades da dem ser utilizadas folhas de madeira,
escola ou para a composição de ban- acabamento em resina melamínica ou
cadas, confere flexibilidade ao uso, plástico reforçado com fibra de vidro.
facilitando trocas entre ambientes. Já as bancadas para as salas-ambiente
É, portanto, a alternativa mais raci- (sala de arte, laboratório ou sala de
onal e econômica, tanto no que se ciências), para o refeitório ou para a
refere à utilização, quanto à aquisi- biblioteca, devem possuir superfícies
mais resistentes, sendo o laminado

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
124
PARTE 3

melamínico o acabamento mais reco- estática, aos movimentos repetitivos,


mendável. à exposição prolongada à radiação ele-
tromagnética e à concentração da vi-
Nota importante: Além dessas recomen- são.
dações, devem ser observados os critéri-
• Devem ser especificadas mesas e ca-
os gerais relativos ao conjunto do mobi-
deiras que se complementem em ter-
liário, fundamentais para a obtenção de
mos dimensionais, de forma a permi-
um padrão mínimo de qualidade.
tir a boa postura para usuários de dife-
rentes estaturas, ou seja, é preciso ob-
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
• O fornecedor deve oferecer garantia servar as relações de dimensões entre
pelo prazo mínimo de dois anos. a mesa e a cadeira.
• Observar os procedimentos recomen- • As mesas devem apresentar espaço
dados no capítulo deste documento suficiente para acomodar o monitor, a
CPU, teclado e mouse, além de material
relativo a controle de qualidade e ga-
rantia de mobiliário e equipamento de apoio, como livro e caderno.
escolar. • A altura que pode ser adotada como
referência para esse tipo de mesa é de
M ESAS PARA EQUIPAMENTOS DE
0,68 m, adequada para digitação e
visualização do monitor, que deve es-
INFORMÁTICA
tar em um plano um pouco acima do
• Para acomodação dos equipamentos
plano da mesa. Observe-se, no entan-
de informática (ver recomendações
to, que esta é a altura considerada ade-
específicas para computador e para
quada para adultos e que as escolas
impressora), poderão ser adotadas
deverão observar as estaturas da mai-
mesas de múltiplo uso ou modelos es-
oria dos usuários para definir adequa-
pecíficos, embora o primeiro tipo seja
damente esta dimensão. Os computa-
sempre mais racional e econômico,
dores com CPU horizontal servem como
observadas as variações de dimensão
base para elevar o vídeo. No caso dos
necessárias.
gabinetes com torre vertical, o monitor
deve ser colocado sobre um suporte
RECOMENDAÇÕES simples, para atingir a altura correta.
• A rapidez com que a tecnologia de pro- Essa altura pode ser definida pela fai-
dução dos computadores introduz mo- xa formada pelo ângulo de visão de
dificações exige que as mesas previstas 60o, relativa à maioria dos usuários sen-
para seu suporte sejam versáteis, para tados e encostados.
possibilitar as constantes adaptações
• Há necessidade de cadeiras para com-
necessárias. Sua principal característi-
pletar os ambientes. Cada mesa deve
ca deve ser a possibilidade de arranjos
prever o uso por duas pessoas, que
variados para os espaços disponíveis,
poderão compartilhar um único equi-
com montagens junto às paredes ou
pamento, alternando-se em suas tare-
frente a frente, com painel divisório.
fas.
• O móvel para informática deve ser
• A cadeira poderá ser giratória ou fixa.
concebido levando-se em conta os ris-
No caso da cadeira giratória, a especi-
cos ergonômicos inerentes à postura
ficação deve contemplar rodízios, bem

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


125

como assento e encosto regulável. RECOMENDAÇÕES


No caso da cadeira fixa, a escola deve • O projeto do mobiliário ou o produto
observar adequadamente as faixas di- apresentado pelo fornecedor deve
mensionais, além de tornar disponíveis apresentar as seguintes características:
elementos complementares, como • estabilidade;
apoios para os pés e almofadas para • facilidade de empilhamento;
encosto, para os usuários de menor es- • peso compatível com a força do alu-
tatura.
no, para possibilitar a remoção nas
• Há necessidade, ainda, de mesas para necessidades de reagrupamentos.
impressora, scanner e outros periféri- • Nos casos das atividades de refeitório
cos, que podem ser projetadas no mes-
e biblioteca e nos espaços de convivên-
mo sistema construtivo, utilizando-se
cia, dois diferentes tamanhos de cadei-
dimensões reduzidas, de preferência
ra e banqueta.
modulares, como, por exemplo, me-
tade da dimensão da mesa maior. Nota importante: Além dessas recomen-
dações, devem ser observados os crité-
Nota importante: Além das recomenda-
rios gerais relativos ao conjunto do
ções acima, devem ser observados os
mobiliário, fundamentais para a obten-
critérios gerais relativos ao conjunto do
ção de um padrão mínimo de qualida-
mobiliário, fundamentais para a obten-
de.
ção de um padrão mínimo de qualida-
de.
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
• O fornecedor deve oferecer garantia
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
pelo prazo mínimo de dois anos.
• O fornecedor deve oferecer garantia
• Observar os procedimentos recomen-
pelo prazo mínimo de dois anos.
dados no capítulo deste documento
• Observar os procedimentos recomen-
relativo a controle de qualidade e ga-
dados no capítulo deste documento
rantia de mobiliário e equipamento
relativo a controle de qualidade e ga-
escolar.
rantia de mobiliário e equipamento
escolar.
CADEIRA COM PRANCHETA

CADEIRAS E BANQUETAS • A cadeira com prancheta, mobiliário


previsto para adultos, pode ser adota-
• O uso de mesas e bancadas prevê a
da nas salas de TV e vídeo (ver reco-
complementação por cadeiras ou
mendações para o kit tecnológico), da-
banquetas.
das as características do trabalho rea-
• A escolha entre cadeiras ou banquetas
lizado nesse ambiente, que prevê so-
dependerá da atividade a ser desenvol-
mente a realização de anotações e tem-
vida. De modo geral, as cadeiras são
po de permanência reduzido.
mais utilizadas. No caso do refeitório
• A cadeira com prancheta não deve ser
e de assentos para os espaços de con-
utilizada nas salas de aula, sob nenhum
vivência, é possível o uso de bancos ou
argumento.
banquetas.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
126
PARTE 3

RECOMENDAÇÕES • Os móveis para guardar e expor po-


• Devido ao curto período de tempo de dem ser resolvidos na construção do
utilização, a cadeira com prancheta prédio escolar ou por meio de elemen-
pode ser adotada em uma só dimen- tos modulares, produzidos especifica-
são, dependendo dos ciclos do ensino mente para esse fim, ou, ainda, de uni-
fundamental oferecidos pela escola. dades específicas encontradas no mer-
• Deve-se prever um percentual mínimo cado.
de 10% do total de cadeiras de uma sala • A adoção de diversos tipos de produ-
para indivíduos canhotos, com as pran- tos, com especificações e dimensões
chetas posicionadas do lado esquerdo. diferentes, dificultará a flexibilidade de
• O uso deste tipo de móvel deverá ob- uso, restringindo as opções de instala-
servar a organização em semicírculos ção e manutenção de cada um. Ao con-
no ambiente para melhor visibilidade trário, a adoção de armários forma-
por parte de todos os alunos. Se o es- dos por módulos iguais, aos quais se
paço disponível no ambiente requerer adaptem elementos como contenedo-
mais de uma fileira de cadeiras, é ne- res plásticos ou suportes para pastas
cessária a colocação das fileiras com suspensas, tornará seu uso flexível,
alinhamento alternado, para que um atendendo a variações nas necessida-
aluno não fique exatamente atrás do des da escola.
outro. • Em resumo, para otimizar o uso dos
móveis para guardar e expor, é impor-
Nota importante: Além das recomenda- tante que haja coordenação modular
ções acima, devem ser observados os
entre eles, ou seja, que sejam produzi-
critérios gerais relativos ao conjunto do
dos em dimensões que permitam dife-
mobiliário, fundamentais para a obten-
rentes agrupamentos ou arranjos, de
ção de um padrão mínimo de qualida-
acordo com as necessidades que se
de.
apresentam na escola.
• Caso, porém, a escola já possua diver-
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE sos tipos de móveis para guardar, é im-
• O fornecedor deve oferecer garantia
portante uma análise dos tipos existen-
pelo prazo mínimo de dois anos.
tes, para melhor adequação às diferen-
• Observar os procedimentos recomen- tes necessidades. De forma geral, ar-
dados no capítulo deste documento mários altos de aço, com duas portas,
relativo a controle de qualidade e ga- podem ser usados nas áreas adminis-
rantia de mobiliário e equipamento trativas, de apoio pedagógico ou em
escolar. salas de aula ocupadas por turmas de
séries mais adiantadas. Armários bai-
M ÓVEIS PARA GUARDAR E EXPOR MATE- xos, de madeira, são adequados a sa-
RIAL DIDÁTICO E ESCOLAR las ocupadas por turmas de séries ini-
• Os móveis para guardar e expor mate- ciais. Armários forrados com superfí-
rial didático e escolar compreendem cie melamínica devem ser destinados,
armários, estantes, escaninhos e arqui- preferencialmente, para guarda de ali-
vos. mentos, de material de limpeza, de ar-
tes ou de ciências.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


127

RECOMENDAÇÕES as atividades de educação física sejam


• Em salas de aula, recomenda-se o uso realizadas em local externo à escola, o
de armários fechados, com portas e material deve ser guardado no prédio
fechaduras, somente para a guarda do escolar.
material didático que não esteja em uso • Nos ambientes onde sejam desenvol-
e que deva ser trancado nos períodos vidas aulas de ciências, os móveis para
de ociosidade da sala. Estantes abertas guardar devem possuir complementos
devem acomodar livros, material em que permitam acomodar os instrumen-
exposição – como trabalhos tridimen- tos utilizados. O acabamento interno
sionais dos alunos – e o material esco- deve ser especificado considerando-se
lar, que, normalmente, é colocado ao a possibilidade de corrosão, provocada
lado das carteiras, contribuindo para pelos materiais a serem estocados.
desobstruir as áreas de circulação. • Nos ambientes onde sejam desenvol-
• Nas áreas de apoio pedagógico e ad- vidas aulas de artes, os móveis para
ministrativas, tanto os armários quan- guardar devem possuir acabamento
to os arquivos devem ser providos de interno que facilite a limpeza e evite o
fechaduras eficientes e resistentes, com desgaste provocado por tintas ou ins-
chaves sobressalentes, qualquer que trumentos, como o laminado
seja seu modo de produção (na cons- melamínico.
trução do prédio, elementos modula- • Para guarda do material dos professo-
res ou unidades específicas). res, o uso de escaninhos é o mais ade-
• As prateleiras, tanto dos armários quado, por permitir a acomodação se-
como das estantes, devem ser regulá- parada de pequenas quantidades de
veis, para flexibilidade de uso. material.
• Para que estejam adequados aos diver- • Nos ambientes administrativos e de
sos usos da escola, os móveis para guar- coordenação pedagógica, além de ar-
dar e expor devem ter suas dimensões mários e estantes, há a necessidade de
definidas de acordo com os limites de arquivos de pastas suspensas. Esses
alcance do menor e do maior usuário. arquivos podem ser gavetões volantes,
Nos casos de uso pelos alunos, a me- com suportes para pastas suspensas, ou
lhor opção é por armários baixos, ou podem ser solucionados por meio de
seja, compostos por somente um ferragens apropriadas, instaladas nos
módulo vertical de 0,80 m. Nos casos armários.
de uso por adultos, a combinação de • Nos ambientes de alimentação, caso
d o i s m ó d u l o s v e r t i c a i s , somando sejam necessários móveis adicionais
1,60 m, resulta em melhor aproveita- aos armários definidos no projeto
mento do espaço. A profundidade das arquitetônico (ou caso tais armários
prateleiras deve variar entre 0,30 m e não existam), é importante que pos-
0,45 m, de acordo com o tipo de uso. suam acabamento interno em materi-
• Se o mobiliário for utilizado para os al que facilite a limpeza, bem como fe-
materiais de educação física, é impor- chamento com chave.
tante levar em conta as dimensões do • Em caso de existência de ambiente es-
material esportivo a ser guardado. pecífico para leitura (sala de leitura ou
Observar que, mesmo em casos em que biblioteca), devem ser usadas estantes

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
128
PARTE 3

especiais para livros e estantes exposi- ampliar o número de unidades ou de


toras para periódicos, além de armári- compor conjuntos semelhantes, porém
os para guarda de suprimentos como com títulos diferentes.
fichas, papéis, softwares e disquetes.
Dependendo do sistema de registro e RECOMENDAÇÕES
localização dos livros, são necessários • A caixa do livro ou caixa-estante deve
arquivos com gavetas para fichas permitir a acomodação de cada conjun-
catalográficas, cujas dimensões são pa- to de obras, possibilitando utilização
dronizadas. imediata. O conjunto móvel deve ser
• Para a composição de cantos de leitu- montado sobre um suporte com rodas
ra, devem ser utilizadas estantes ou e prever fechamento com chave.
armários fechados, com aparadores de • O conjunto pode ser fabricado em aço
livros e de revistas, além de caixas para carbono, em madeira maciça ou em
a guarda das fichas catalográficas. O placas de compensado.
uso dessas fichas é indispensável, para • Em caso de uso do aço, o material deve
que o aluno aprenda os mecanismos de receber tratamento anticorrosivo
consulta a qualquer biblioteca. (fosfato de zinco) e acabamento em
pintura pó (epóxi ou poliester) ou pin-
Nota importante: Além das recomen-
tura líquida (esmalte sintético
dações acima, devem ser observados os
alquídico).
critérios gerais relativos ao conjunto
do mobiliário, fundamentais para a • No caso de fabricação em madeira, o
obtenção de um padrão mínimo de qua- material deve receber tratamento apro-
lidade. priado para evitar que fungos ou
xilófagos (brocas, cupins etc) ataquem
os livros. Quando em madeira maci-
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
ça, o acabamento deve ser em verniz.
• O fornecedor deve oferecer garantia
Placas de compensado devem ser
pelo prazo mínimo de cinco anos.
revestidas de laminado.
• Observar os procedimentos recomen-
• A colocação de pegadores, ao alcance
dados no capítulo deste documento
do usuário, é importante para facilitar
relativo a controle de qualidade e ga-
a movimentação/deslocamento cons-
rantia de mobiliário e equipamento
tante da caixa.
escolar.

Nota importante: Além das recomenda-


CONJUNTO MÓVEL COM LIVROS ções acima, devem ser observados os
• O conjunto móvel com livros a que se critérios gerais relativos ao conjunto do
referem estas recomendações é forne- mobiliário, fundamentais para a obten-
cido pelo Ministério da Educação às ção de um padrão mínimo de qualida-
escolas com mais de 100 alunos. As de.
observações aqui registradas devem ser
levadas em conta em caso de compra GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
direta pela escola, seja mediante repas- • O fornecedor deve oferecer garantia
se de recursos específicos para essa fi- pelo prazo mínimo de cinco anos.
nalidade, seja pelo interesse local de

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


129

• Observar os procedimentos recomen- módulos permitirão diversos arran-


dados no capítulo deste documento jos dos diferentes tipos de suportes
relativo a controle de qualidade e ga- de comunicação (quadro de giz,
rantia de mobiliário e equipamento quadro branco e quadro mural),
escolar. devendo a quantidade de cada tipo
ser definida de acordo com as ne-
SUPORTES DE COMUNICAÇÃO cessidades, representando um ou
mais módulos.
• Os suportes de comunicação com-
• além das dimensões do ambiente
preendem quadro de giz, quadro mu-
onde serão instalados, os módulos
ral, quadro branco e quadro de pro-
devem ter sua dimensão definida
jeção.
levando-se em conta, também, as
• Os suportes de comunicação podem
dimensões dos materiais de fabri-
ser resolvidos na construção do pré-
cação, para evitar perdas na produ-
dio escolar ou por meio de elementos
ção e encarecimento do produto.
modulares, produzidos especificamen-
• Quando produzidos no sistema modu-
te para esse fim.
lar, os quadros não devem apresentar
• A adoção de diversos tipos de produ-
molduras, para permitir a justaposição.
tos, com especificações e dimensões di-
O acabamento das laterais deve ser
ferentes, dificultará a flexibilidade de
feito com fitas próprias para esse fim.
uso, restringindo as opções de instala-
• A altura de colocação dos quadros deve
ção e manutenção de cada um.
obedecer a dois critérios: os limites de
• Para que o uso dos suportes de comu-
alcance do menor e do maior usuário
nicação seja otimizado, permitindo in-
e a visibilidade alcançada pelos alunos
tercâmbio na posição dos quadros, de
sentados, nos casos em que se aplique.
acordo com a necessidade de uso, é
As dimensões normalmente utilizadas
importante que haja coordenação mo-
são: base a 0,80 m do piso e limite su-
dular entre eles.
perior a 2 m do piso.
• Os murais de salas ou áreas nas quais
RECOMENDAÇÕES
a leitura/observação se faz com os usu-
• Os módulos devem ser definidos a par-
ários em pé devem ser instalados de
tir dos seguintes critérios:
forma que a linha mediana horizontal
• a altura dos quadros, considerada da
esteja a 1,40 m do piso. Essa é a altura
base, onde é colocado o suporte de
considerada apropriada para visibilida-
giz e apagador, ao topo, deve ser
de dos indivíduos, desde a mais baixa
constante. Um altura de 1,20 m
estatura até a mais alta. É, normalmen-
pode ser considerada adequada.
te, a dimensão utilizada nos museus
• a largura dos módulos dependerá
para exposição dos quadros.
dos ambientes onde devem ser ins-
talados. Para as salas de 7,20 m x Nota importante: Além das recomenda-
7,20 m, por exemplo, a unidade de ções acima, devem ser observados os cri-
modulação pode ser 0,90 m, que per- térios gerais relativos ao conjunto do
mite três dimensões de módulos: mobiliário, fundamentais para a obten-
0,90 m, 1,80 m e 2,70 m. Esses ção de um padrão mínimo de qualidade.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
130
PARTE 3

GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE além da aparência desagradável,


• O fornecedor deve oferecer garantia transmitem insegurança, desconfi-
pelo prazo mínimo de cinco anos. ança e medo aos alunos, o que não
• Observar os procedimentos recomen- pode ser considerado como uma
dados no capítulo deste documento atitude educativa.
relativo a controle de qualidade e ga- • O suporte móvel deverá prever espa-
rantia de mobiliário e equipamento ço para os aparelhos de televisão e de
escolar. videocassete, bem como para as fitas
em uso.
SUPORTE MÓVEL PARA TELEVISÃO E VÍDEO • Para melhor visualização da tela pe-
• No caso da não disponibilidade de uma los alunos, o aparelho de televisão
sala específica para televisão e vídeo (ver deve estar instalado no suporte de for-
recomendações específicas para o kit ma que sua base esteja a 1,40 m de
tecnológico), pode-se viabilizar a utili- altura.
zação dos equipamentos, nos ambien- • Como qualquer suporte móvel, que
tes onde se fizerem necessários, medi- deve ser deslocado constantemente, a
ante adoção de um suporte móvel. estabilidade da estrutura e a qualidade
das rodas são dois fatores fundamen-
tais. É essencial que as rodas possuam
RECOMENDAÇÕES
• Os suportes deverão apresentar as se- freios.
guintes características: • Os aparelhos de televisão e vídeo de-
• Mobilidade: os suportes móveis, vem estar fixados firmemente na es-
como o próprio nome indica, devem trutura do suporte.
permitir o uso dos aparelhos de te-
levisão e vídeo nos diversos ambi- Nota importante: Além das recomenda-
ções acima, devem ser observados os
entes de uma escola. A movimenta-
critérios gerais relativos ao conjunto do
ção, contudo, deve ficar restrita a
mobiliário, fundamentais para a obten-
um andar do prédio escolar, em fun-
ção de um padrão mínimo de qualida-
ção do peso dos equipamentos a se-
de.
rem transportados. Assim, caso o
prédio tenha mais de um andar, será
necessário dispor de um suporte GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
• O fornecedor deve oferecer garantia
móvel por andar, já que não é pos-
pelo prazo mínimo de dois anos.
sível deslocar os equipamentos por
escadas, repetidamente, sem provo- • Observar os procedimentos recomen-
car-lhes danos. dados no capítulo deste documento
• Segurança: o suporte móvel deve relativo a controle de qualidade e ga-
apresentar mecanismos de rantia de mobiliário e equipamento
travamento dos aparelhos ou mes- escolar.
mo fechaduras de segurança. Mui-
tas escolas têm procurado garantir KIT TECNOLÓGICO

a segurança dos aparelhos de tele- • O Ministério da Educação distribui às


visão e vídeo, por meio de sua colo- escolas com mais de 100 alunos, o kit
cação em engradados de ferro que, tecnológico, composto por um apare-

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


131

lho de televisão, um aparelho de • voltagem compatível com a rede lo-


videocassete, uma antena parabólica e cal;
um receptor. Os mesmos padrões • sistema de recepção compatível
adotados pelo MEC devem ser observa- com o sistema nacional de transmis-
dos, em caso de aquisição, pela escola, são.
de conjuntos adicionais, ou de recebi- • A base de apoio da TV deve ficar a apro-
mento desses equipamentos em doa- ximadamente 1,40 m do piso, para
ção. permitir boa visibilidade, sem que o
• A escola poderá instalar, também, uma aluno necessite forçar o corpo em po-
antena convencional de VHS e UHF, para sições desconfortáveis.
acesso aos programas veiculados na re- • A TV deve estar colocada de forma a
gião. ser vista sem dificuldade por todos os
• Os aparelhos de televisão e videocas- alunos. A tela não deve refletir a luz de
sete podem ser instalados em suporte lâmpadas ou a claridade das janelas.
móvel, que facilite a utilização em di- Observar que tanto os equipamentos,
ferentes ambientes (ver recomendações como as fitas não podem estar expos-
específicas para o suporte móvel de te- tos ao sol.
levisão e vídeo). • A instalação poderá seguir as orienta-
• A escola pode optar em manter uma
ções encontradas no manual do MEC ou
sala específica para utilização desses
ser desenvolvida a partir dos critérios
equipamentos – a telessala. Para a ins-
ali estabelecidos.
talação de uma telessala, será necessá-
rio mobiliário específico. As cadeiras Nota importante: Além das recomenda-
com prancheta são as ideais, nesse caso, ções acima, devem ser observados os
pois permitem anotações e vários ti- critérios gerais relativos aos equipa-
pos de arranjos, para melhorar a visi- mentos elétricos e eletrônicos, funda-
bilidade da tela de TV, de qualquer ponto mentais para a obtenção de um padrão
da sala. Deve-se incluir, ainda, mesa de mínimo de qualidade.
múltiplo uso para apoio do material do
professor, móvel para guardar fitas, GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
suportes para comunicação e suporte • O fornecedor deve oferecer garantia
para os aparelhos de TV e vídeo. pelo prazo mínimo de um ano.
• Observar os procedimentos recomen-
RECOMENDAÇÕES dados no capítulo deste documento
• De acordo com os padrões adotados relativo a controle de qualidade e ga-
pelo MEC, as características básicas dos rantia de mobiliário e equipamento
equipamentos componentes do con- escolar.
junto tecnológico são as seguintes:
• aparelho de TV de 29”, de preferên- APARELHO DE SOM
cia, ou, no mínimo, de 20”, colori-
• Os aparelhos de som têm a função de
do, com controle remoto;
apoio às atividades escolares relacio-
• aparelho de videocassete compatí-
nadas à música, teatro, entrevistas,
vel com a TV, com condições de gra-
tanto como recurso didático nas au-
vação e emissão de programas;
las dos componentes curriculares,

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
132
PARTE 3

como nos eventos sociais, culturais e • A audição pode ser irremediavelmen-


esportivos. te prejudicada pelo uso inadequado de
• O minisystem é o equipamento mais equipamentos de áudio. Para que isso
adequado para uso na escola. A dimen- não aconteça, audições prolongadas,
são do prédio escolar, em particular das com volume muito elevado, devem ser
áreas onde o aparelho deverá ser mais evitadas.
comumente utilizado, é aspecto impor-
tante a ser considerado, para a defini- Nota importante: Além dessas recomen-
dações, devem ser observados os crité-
ção do tipo específico de equipamento
rios gerais relativos aos equipamentos
a ser adquirido. Alguns aparelhos per-
elétricos e eletrônicos, fundamentais
mitem o uso de somente duas caixas
para a obtenção de um padrão mínimo
acústicas; outros possibilitam a utili-
de qualidade.
zação de três.

GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE


RECOMENDAÇÕES
• O fornecedor deve oferecer garantia
• O equipamento deve permitir repro-
pelo prazo mínimo de um ano.
dução sonora inteligível em qualquer
ponto do ambiente. • Observar os procedimentos recomen-
dados no capítulo deste documento
• O equipamento deve conter, no míni-
relativo a controle de qualidade e ga-
mo, capacidade para um CD, um toca-
rantia do mobiliário e equipamentos
fitas, rádio AM e FM , microfone e duas
escolares.
caixas acústicas. Observar que, na mai-
oria das vezes, o microfone não acom-
panha os equipamentos de som, deven- C OMPUTADOR
do ser especificado como acessório. • Em parceria com estados e municípi-
• O nível de potência deve adequar-se os, o Ministério da Educação mantém
às dimensões dos ambientes onde o Programa Nacional de Informática
será instalado e ao nível de volume na Educação – PROINFO , destinando
que se espera atingir, podendo vari- computadores a estruturas descentra-
ar entre 30 W e 210 W RMS de potên- lizadas de apoio técnico-pedagógico ao
cia. Quanto menor o ambiente, me- processo de informatização das esco-
nor deverá ser a potência escolhida. las, aos Núcleos de Tecnologia Educa-
• O posicionamento correto das caixas cional – NTES, e às escolas que dispo-
acústicas é à frente da posição de au- nham de condições físicas adequadas
dição, mantendo-se as caixas na mes- à instalação e recursos humanos capa-
ma altura. Os melhores resultados se- citados para a utilização. Os mesmos
rão obtidos quando as caixas estão co- padrões adotados pelo MEC nesse pro-
locadas de forma eqüidistante do apa- grama devem ser observados, em caso
relho. de aquisição de equipamentos pela es-
cola ou de recebimento em doação.
• Os aparelhos devem ser seguros quan-
to ao manuseio e obedecer às normas • Também as áreas administrativas das
da Associação Brasileira de Normas escolas vêm, de maneira crescente, se
Técnicas – ABNT. beneficiando do uso dos recursos da
informática.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


133

RECOMENDAÇÕES jato de tinta ou a laser; softwares bási-


• O computador para a escola deverá cos e aplicativos de uso geral (sistema
contar com todos os recursos hoje dis- operacional, antivírus, processador de
poníveis nos modernos equipamentos. texto, planilha eletrônica etc).
O desenvolvimento tecnológico acele- • A posição correta do teclado, do
rado, que leva à rápida obsolescência monitor e do mouse são de fundamen-
dos modelos, deverá ser levado em tal importância para evitar as chama-
conta, sem, contudo, conduzir ao das “lesões por esforços repetitivos”
superdimensionamento do equipamen- (LER), provocadas por má postura du-
to a ser comprado. Dessa forma, não rante longos períodos de utilização dos
será necessário adquirir o último mo- equipamentos. A altura do teclado e
delo, nem o que apresente a maior ve- do mouse em relação aos braços e mãos
locidade. O que é necessário é identi- e a altura do monitor em relação aos
ficar se o equipamento possui capaci- olhos do usuário devem ser cuidado-
dade e recursos suficientes para per- samente ajustadas, para que haja um
mitir o uso dos programas adotados na posicionamento correto.
escola. • O computador deverá ser protegido da
• O computador escolar deve contar poeira e eventual umidade por uma
com recursos de multimídia, comuni- capa de material plástico impermeá-
cação eletrônica (internet), memória vel.
suficiente para o processamento dos
programas utilizados, sistemas de Nota importante: Além das recomenda-
ções acima, devem ser observados os
armazenamento de dados com capaci-
critérios gerais relativos aos equipa-
dade para armazenar todos os arqui-
mentos de informática, fundamentais
vos de programas e de dados e dispo-
para a obtenção de um padrão mínimo
sitivos de transferência de arquivos
de qualidade.
(drives de disquete e CD-ROM).
• O computador, normalmente, é com-
posto de quatro unidades separadas: GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
• O fornecedor deve oferecer garantia
CPU (unidade central de processamen-
pelo prazo mínimo de um ano.
to), monitor, teclado e mouse. A im-
pressora é um periférico de saída do • Observar os procedimentos recomen-
material elaborado no computador dados no capítulo deste documento
(Ver ficha). relativo a controle de qualidade e ga-
rantia de mobiliário e equipamento
• A configuração básica a ser instalada
escolar.
inclui CPU com capacidade e recursos
suficientes para operação dos progra-
mas utilizados (velocidade de proces- IMPRESSORA
samento, memória, capacidade de ar- • A escolha do equipamento a ser adqui-
mazenamento em disco rígido, drives rido deve levar em conta os diversos
de disquete e CD-ROM); teclado ergonô- tipos de uso possíveis, tanto nas ativi-
mico; monitor de 14 polegadas; mou- dades pedagógicas, como nas adminis-
se; fax/modem; conjunto multimídia trativas.
(placa e caixas de som); impressora a

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
134
PARTE 3

RECOMENDAÇÕES GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE


• A impressora para a escola deverá ser • O fornecedor deve oferecer garantia
do tipo a jato de tinta ou a laser. A op- pelo prazo mínimo de um ano.
ção por um tipo ou outro deverá levar • Observar os procedimentos reco-
em conta, entre outros, os seguintes mendados no capítulo deste docu-
fatores: investimento inicial, custo de mento relativo a controle de quali-
impressão (especialmente custo dos dade e garantia de mobiliário e equi-
cartuchos de tinta ou de toner), quali- pamento escolar.
dade de impressão, velocidade de im-
pressão, custo e facilidade de manu- EQUIPAMENTOS DE REPROGRAFIA
tenção.
• A reprografia tem como função prin-
• A impressora deverá ser compatível cipal reproduzir o material elaborado
com os sistemas operacionais do com- pelo professor. Essa função pode ser
putador e contar com recursos para atendida por meio de vários tipos de
impressão a cores. equipamentos, dos mais simples e ba-
• Se houver mais de um computador no ratos (duplicadores a álcool) aos mais
mesmo setor, na escola, a impressora caros (copiadora eletrostática). A de-
poderá ser compartilhada entre eles, finição do tipo adequado dependerá
uma vez que sua utilização é bem me- das características de uso.
nos freqüente que a do computador. • Um dos critérios a serem utilizados
• Seja dedicada (uma impressora para para escolha do tipo de equipamento é
um computador) ou seja compartilha- a quantidade de alunos da escola. Es-
da (uma impressora para mais de um colas que reproduzem até 20 cópias
computador), a impressora deverá ser por matriz podem utilizar o mimeógra-
instalada próxima ao(s) compu- fo (álcool). Se a necessidade de cópias
tador(es), para facilidade de manuseio. ultrapassar 50 por matriz, será neces-
• A impressora poderá ser instalada na sário um equipamento mais sofistica-
mesma mesa do computador, se as di- do (duplicador elétrico).
mensões dessa mesa o permitirem. • A copiadora eletrostática supera a fun-
Caso contrário, deverá ser instalada ção executada pelos duplicadores. Po-
em uma mesa de tamanho reduzido, derá ser adotada em qualquer escola,
com espaço para armazenamento tem- independentemente do número de alu-
porário dos impressos e folhas de pa- nos. A questão se limita aos custos do
pel para impressão. equipamento e de sua manutenção.
• A impressora deve ser protegida da po- Existem no mercado copiadoras para
eira e eventual umidade por uma capa cada tipo de consumidor.
de material plástico impermeável. • A escolha do equipamento também
deve considerar as facilidades de ma-
Nota importante: Além das recomenda-
nutenção na localidade, bem como a
ções acima, devem ser observados os
disponibilidade de materiais de consu-
critérios gerais relativos aos equipa-
mo, especialmente o toner para copia-
mentos de informática, fundamentais
doras.
para a obtenção de um padrão mínimo
de qualidade.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


135

RECOMENDAÇÕES • Alimentadores de papel automáti-


• O mimeógrafo a álcool deve apresen- co e manual.
tar as seguintes características: • Possibilidade de variação da
• bandejas de alimentação e recepção gramatura do papel.
com guias dobráveis; • Painéis de mostradores.
• sistema injetor de álcool com re- • O uso de qualquer tipo de equipamen-
servatório removível, com alimen- to de reprografia exige bancada ou
tação manual ou automática, com mesa de múltiplo uso para a função de
distribuição uniforme; suporte, que deverá permitir atividade
• cilindro em aço inoxidável, dotado tanto de usuários destros, quanto ca-
de sistema prendedor da matriz e nhotos, principalmente quando se tra-
regulador de pressão; tar de equipamento manual.
• manivela dobrável;
• corpo e mecanismos em metal; Nota importante: Além das recomenda-
• sistema contador de cópias de três ções acima, devem ser observados os
dígitos. critérios gerais relativos aos equipa-
mentos de reprografia, fundamentais
• O duplicador elétrico deve apresentar para a obtenção de um padrão mínimo
as seguintes características: de qualidade.
• bandeja alimentadora para um mí-
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
nimo de 150 folhas;
• O fornecedor deve oferecer garantia
• colocação do stencil controlada por
pelo prazo mínimo de um ano.
botão ou trave;
• Observar os procedimentos recomen-
• alimentação por tinta pastosa;
dados no capítulo deste documento re-
• ajustes verticais e horizontais de im-
lativo a controle de qualidade e garan-
pressão;
tia de mobiliário e equipamento esco-
• capacidade de cópias até o formato
lar.
ofício;
• sistema regulador de pressão;
RETROPROJETOR
• sistema contador de cópias de três
• O retroprojetor é utilizado como fer-
dígitos;
ramenta de apoio para aulas, reuniões
• corpo e mecanismos em metal.
ou para apresentações realizadas na
• Em caso de opção por copiadora
escola.
eletrostática, os pontos relacionados
a seguir devem ser avaliados nos equi-
RECOMENDAÇÕES
pamentos disponíveis no mercado, de
• O retroprojetor deve possuir as seguin-
acordo com as necessidades da esco-
tes características:
la. A escolha deve recair sobre aque-
• Haste móvel em metal ou plástico,
le que atenda às necessidades no
com sistema de regulagem de altu-
maior número de itens. Aspectos a
ra para focalização.
avaliar:
• Cabeçote de projeção em metal ou
• Velocidade de reprodução.
plástico, com sistema de lentes e es-
• Sistema de ampliação e redução.
pelho, regulável, para possibilitar o
• Seletor de cópias múltiplas.
ajuste e a orientação da projeção.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
136
PARTE 3

• A cabeça de projeção deve possuir MÁQUINA DE ESCREVER


proteção para o espelho. • A máquina de escrever é um equipa-
• Lente de projeção com três elemen- mento ainda utilizado em muitas es-
tos (triplet). colas, principalmente em regiões onde
• Lâmpada de 400 a 450 W. o acesso a recursos de informática é
• Iluminação de 4.000 lumens. restrito ou inexistente. Até mesmo em
• Moldura de exposição removível. escolas que já utilizam o computador,
• Espelho e refletor com revestimen- a máquina de escrever é usada para
to de alta refletância. execução de tarefas específicas, como
• Área útil de exposição mínima de o preenchimento de formulários e fi-
chas.
267 x 267 mm.
• Motor do exaustor de baixo ruído.
• Pouco aquecimento no vidro de ex- RECOMENDAÇÕES
• A máquina de escrever para uso na
posição.
escola deve possuir as seguintes carac-
• O aparelho deve ser dotado de
terísticas:
termostato de segurança e de alças
• ser mecânica, com teclas firmes,
de segurança resistentes para trans-
mas que não exijam esforço do usu-
porte.
ário para datilografar;
• O cabo de ligação elétrica (rabicho) • carro de 127 a 150 espaços (paica);
deve ter comprimento mínimo de
• guia de papel corrediça;
1,50 m e conter etiqueta com a in-
• recurso para ½ espaço;
dicação bem visível da tensão de ali-
• barra espaçadora;
mentação (“voltagem”) (110 ou 220
• tecla de retrocesso;
V) e freqüência (60 Hz) do apare-
• tecla fixadora para letras maiúscu-
lho.
las;
Nota importante: Além das recomenda- • tabulador simples;
ções acima, devem ser observados os • controle de entrelinhas com, no mí-
critérios gerais relativos aos equipa- nimo, 4 posições;
mentos elétricos e eletrônicos, funda- • escalas graduadas.
mentais para a obtenção de um padrão
• A máquina de escrever deve ser insta-
mínimo de qualidade.
lada em local de fácil acesso a todos os
usuários, evitando ser transportada de
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE um lugar para outro.
• O fornecedor deve oferecer garantia
• Para acomodação da máquina de es-
pelo prazo mínimo de um ano.
crever, poderá ser adotada mesa de
• Observar os procedimentos recomen- múltiplo uso ou modelo específico,
dados no capítulo deste documento embora o primeiro tipo seja sempre
relativo a controle de qualidade e ga- mais racional e econômico, observa-
rantia de mobiliário e equipamento das as variações de dimensão necessá-
escolar. rias para a boa postura durante sua uti-
lização. A mesa adotada pode ter as
mesmas características ergonômicas
das utilizadas para equipamentos de

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


137

informática, ou seja, a altura do plano • As partes mecânicas devem ser resis-


de trabalho deve ser de 0,68 m. tentes e fabricadas com materiais que
• A máquina deve ser protegida da poei- apresentem rigidez suficiente para evi-
ra e eventual umidade por uma capa tar deformações.
de material plástico impermeável. • O telefone deve ficar ao fácil alcance
dos funcionários e estar situado em
Nota importante: Além das recomenda- mesa ou balcão de uso coletivo.
ções anteriores, devem ser observados
• Deve ser evitado o uso de telefone sem
os critérios gerais relativos aos equi-
fio, que implica consumo de energia
pamentos elétricos e eletrônicos (obser-
elétrica.
vação referente ao uso de equipamen-
tos mecânicos), fundamentais para a
obtenção de um padrão mínimo de qua- GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
lidade. • O fornecedor deve oferecer garantia
pelo prazo mínimo de um ano.
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE • Observar os procedimentos recomen-
• O fornecedor deve oferecer garantia dados no capítulo deste documento
pelo prazo mínimo de um ano. relativo a controle de qualidade e ga-
• Observar os procedimentos recomen- rantia de mobiliário e equipamento
dados no capítulo deste documento escolar.
relativo a controle de qualidade e ga-
rantia de mobiliário e equipamento VENTILADOR
escolar. • A principal função dos ventiladores é
a circulação de ar dentro da sala de
TELEFONE aula, de forma a fornecer conforto tér-
mico aos alunos e professores.
RECOMENDAÇÕES • A escolha do tipo de ventilador a ser
• O aparelho telefônico utilizado na es- adquirido e instalado (de teto ou de
cola deve ser do tipo fixo, simples, de parede) depende, principalmente, do
teclas, com bloqueios para interurba- sistema construtivo da escola, do pé
no e para ligações com prefixo 0900 direito das salas e da existência de pon-
ou outros prefixos alheios à atividade. tos de fixação firme e segura.
• O aparelho de teclas é o mais adequa-
do, devido à facilidade de discagem; os
RECOMENDAÇÕES
números das teclas devem ser grandes • O ventilador de parede pode ser fixo
e bem legíveis.
ou oscilante, enquanto o de teto é sem-
• Atualmente, todos os aparelhos são
pre fixo. Tanto um tipo, quanto o ou-
fabricados em material plástico rígido
tro, deve possuir dispositivos de con-
de alta resistência e leveza.
trole de velocidade de rotação das pás.
• As partes em plástico devem possuir
• Os aparelhos devem ser instalados de
rigidez suficiente para resistir a de-
forma a evitar fluxos contínuos de ar
formações e apresentar resistência
dirigidos e possuir baixo nível de ruí-
química à água, álcool, detergentes
do.
e outros produtos utilizados na lim-
peza.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
138
PARTE 3

• Em cada sala de aula de cerca de 50 m2, critérios gerais relativos aos equipa-
ocupada por 35 a 40 alunos, devem ser mentos elétricos e eletrônicos, funda-
instalados, pelo menos, quatro venti- mentais para a obtenção de um padrão
ladores com 1 m de diâmetro de pás, mínimo de qualidade.
se de teto, ou com 0,60 m de diâmetro
de pás, se de parede. No caso de venti- GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
lador de parede, quando se tratar de • O fornecedor deve oferecer garantia
aparelho oscilante, o mínimo pode ser pelo prazo mínimo de um ano.
dois, instalados em um dos eixos da • Observar os procedimentos recomen-
sala, em posição contraposta. dados no capítulo deste documento
• Os ventiladores devem ser instalados relativo a controle de qualidade e ga-
de tal forma que a altura mínima das rantia de mobiliário e equipamento
pás fique a 2,30 m do piso. No caso escolar.
dos ventiladores de teto, suas pás de-
vem estar em nível superior ao das lâm- CONDICIONADOR DE AR
padas das luminárias. No caso dos ven- • Os aparelhos de condicionamento de
tiladores oscilantes, respeitar a altura
ar têm a função principal de renovar o
mínima e direcionar os deslocamentos
ar e mantê-lo nas condições ambientais
para a parte superior da sala, evitando
adequadas de temperatura e umidade
o vento sobre os alunos.
relativa, para conforto dos alunos e
• Todas as partes devem ser bem fixa- professores.
das por meio de parafusos ou rebites e • As escolas e os sistemas de ensino de-
a instalação deve ser feita por pessoal
vem avaliar a real necessidade de aqui-
habilitado, de forma a evitar despren-
sição de condicionadores de ar tendo
dimento de pás ou do próprio apare-
em vista as verdadeiras condições cli-
lho.
máticas locais. Em prédios escolares
• A estrutura dos gabinetes dos moto- onde essas condições, associadas aos
res deve ser de chapa metálica estam- recursos de ventilação, possibilitem
pada, com proteção anticorrosiva e temperaturas abaixo de 30oC, o uso do
pintura em tinta híbrida de poliester condicionador de ar não é indicado.
ou epoxídica. • Evidenciada a necessidade de condici-
• As pás podem ser metálicas ou em onamento de ar, devem ser avaliadas
madeira. Caso sejam de aço carbono, as alternativas possíveis: instalação de
devem sofrer tratamento anticorrosão aparelhos individuais ou a instalação de
à base de fosfato de zinco ou outro sis- um sistema central de condensação e
tema eficiente e acabamento em tinta de aparelhos do tipo multisplit em cada
híbrida, de poliester ou epoxídica. sala de aula.
• A tecnologia de fabricação deve privi- • A solução mais econômica para cada
legiar baixo consumo de energia e pe- escola dependerá de estudos caso a
quena liberação de calor pelo funcio- caso. Provavelmente, para escolas pe-
namento do motor. quenas, com até quatro salas de aula,
Nota importante: Além das recomenda- seja mais econômico adquirir um apa-
ções acima, devem ser observados os relho autônomo para cada sala. Para

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


139

escolas maiores, a instalação de um cessária. A não observância desse item


sistema central de condensação pode leva à formação de fungos no ambien-
ser a alternativa de menor custo. Deve te, prejudiciais à saúde dos usuários.
ser levado em conta, no momento da • A instalação dos aparelhos deve ser
decisão, não apenas o custo dos equi- feita na parte externa do edifício, para
pamentos e de sua instalação, mas tam- reduzir o ruído, e sua fixação na es-
bém o consumo de energia, o custo de trutura do edifício deve ser firme e se-
manutenção e a flexibilidade de ope- gura.
ração. Nos sistemas com condensação • Os interruptores e botões de controle
central, a ocorrência de uma pane pro- devem ser fixados nas paredes inter-
vocará a falta de climatização em to- nas, na altura recomendada pelas nor-
das as salas. mas.

RECOMENDAÇÕES Nota importante: Além dessas recomen-


• O equipamento deve permitir bom dações, devem ser observados os crité-
controle de temperatura e umidade, rios gerais relativos aos equipamentos
boa distribuição, circulação e renova- elétricos e eletrônicos, fundamentais
ção do ar. para a obtenção de um padrão mínimo
de qualidade.
• O baixo consumo de energia e o uso
de fluidos refrigerantes não agressivos
à camada de ozônio devem prevalecer GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
na escolha dos equipamentos. • O fornecedor deve oferecer garantia
• O aparelho deve ser especificado com pelo prazo mínimo de um ano.
capacidade suficiente (BTUS) para o vo- • Observar os procedimentos recomen-
lume (comprimento x largura x altu- dados no capítulo deste documento
ra) da sala de aula, levando em conta o relativo a controle de qualidade e ga-
número de alunos, os materiais de aca- rantia de mobiliário e equipamento
bamento e a proteção das janelas con- escolar.
tra o sol. Estima-se, para cada sala de
aula de 50 m2 e 35 a 40 alunos, a ne- F OGÃO
cessidade de, no mínimo, 18.000 BTUS • Em função da variedade de tipos de
de capacidade térmica. escola e das alternativas de atendimen-
• Os difusores de ar devem ter desenho to à merenda escolar, diferentes tipos
apropriado para que o ar frio não seja de fogões poderão ser utilizados.
dirigido a um ponto específico, mas • Nas escolas da zona rural, por suas
distribuído de maneira uniforme por características (reduzido número
todo o ambiente. de alunos, distância da cidade, pou-
• Os aparelhos devem ser seguros quan- cos recursos técnicos disponíveis
to ao manuseio e obedecer às normas para manutenção), devem ser utili-
da Associação Brasileira de Normas zados fogões domésticos. Nas esco-
Técnicas. las urbanas, devem predominar os
• É de fundamental importância prever fogões industriais, de maior capa-
a manutenção e limpeza dos filtros dos cidade.
aparelhos e dutos com a freqüência ne-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
140
PARTE 3

RECOMENDAÇÕES adequado de panelas e demais uten-


• Os itens mais importantes a serem sílios.
observados na escolha do modelo de • As válvulas de controle de gás devem
fogão a ser adquirido dizem respeito à ser do tipo industrial, dotadas de indi-
segurança (válvulas, tubos, manguei- cação de intensidade da chama (“fecha-
ras, bicos, conexões), à estabilidade e do”, “máximo” e “mínimo”) e com
à robustez e durabilidade. identificação da posição do respectivo
• As características técnicas dos fogões queimador. Devem ser do tipo
industriais normalmente utilizados são: autolubrificado para permitir seu ma-
• Fogão de 4 bocas nuseio sem esforço.
• duas bocas com queimador com • Os queimadores devem ser em ferro
capacidade de 300 g/h (gramas fundido, tipo cachimbo, revestidos com
por hora) e duas bocas conjuga- tinta termorresistente.
das, com queimador de 300 g/h • O tubo de distribuição deve ser de aço,
e queimador de 600 g/h; sem costura, com rosca nas extremi-
• válvulas (torneiras) independen- dades, uma das quais deve vir com tam-
tes, na parte frontal; pão metálico acoplado e, a outra, com
• grelhas de ferro fundido removí- tampão de plástico, a ser retirado no
veis de 400 x 400 mm; momento da instalação. O terminal de
• forno com dimensões internas acoplamento deve ser de tubo metáli-
de 500 mm de largura, 350 mm co flexível.
de altura e 650 mm de profun- • Os bujões ou cilindros de gás devem
didade; ficar armazenados distantes do fogão
• pressão do gás de 2,8 kPa e em lugar ventilado e protegido das
(quilopascal = unidade de pres- intempéries.
são = 2.800 mm de coluna de • No caso do fogão industrial, é conve-
água). niente que a ligação entre os cilindros
• Fogão de 6 bocas e o fogão seja feita com tubos metáli-
cos. No caso do fogão doméstico, a li-
• três bocas com queimador com
gação pode ser feita por mangueira
capacidade de 300 g/h e três
adequada e normalizada.
bocas conjugadas, com queima-
• É conveniente a instalação de uma coifa
dor de 300 g/h e queimador de
dotada de exaustor elétrico sobre o
600 g/h;
fogão, para evitar o acúmulo de gor-
• válvulas (torneiras) independen-
duras, gases e vapores oriundos dos
tes, na parte frontal;
alimentos, durante o seu preparo.
• grelhas de ferro fundido removí-
• É também recomendável que o fogão
veis de 400 x 400 mm;
seja instalado no centro da cozinha
• forno com dimensões internas
para facilitar a circulação do pessoal e
de 500 mm de largura, 350 mm
racionalizar o preparo dos alimentos.
de altura e 650 mm de profun-
• O fogão só pode ser utilizado pelos fun-
didade;
cionários responsáveis pela alimenta-
• pressão do gás de 2,8 kPa.
ção escolar ou, na sua ausência, por
• Os fogões devem ter altura máxima
pessoal devidamente habilitado, para
de 0,75 m para permitir o manuseio

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


141

evitar acidentes, principalmente quan- peito ao consumo de energia, uso de


do se tratar de fogões industriais. gases refrigerantes que não sejam
agressivos à camada de ozônio, contro-
Nota importante: Além das recomenda- le de temperatura, ruído, robustez e
ções acima, devem ser observados os
durabilidade.
critérios gerais relativos aos equipa-
• Os refrigeradores devem possuir as
mentos a gás, fundamentais para a
seguintes características técnicas:
obtenção de um padrão mínimo de qua-
• Refrigerador de duas portas
lidade.
• moto-compressor com potência
de 1/3 Hp, com sistema de re-
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
frigeração do tipo “parede fria”,
• O fornecedor deve oferecer garantia
dotado de 6 prateleiras ajustáveis,
pelo prazo mínimo de três anos.
com capacidade mínima de 400
• Observar os procedimentos recomen-
litros.
dados no capítulo deste documento
relativo a controle de qualidade e ga- • Refrigerador de quatro portas
rantia de mobiliário e equipamento • moto-compressor com potência
escolar. de 1/3 Hp, com sistema de re-
frigeração do tipo “parede fria”,
dotado de 8 prateleiras ajustáveis,
REFRIGERADOR
com capacidade mínima de 750
• Os refrigeradores para a cozinha esco-
litros.
lar devem ser do tipo industrial ou do-
• A altura máxima dos refrigeradores
méstico, com duas ou quatro portas,
deve ser inferior a 1,90 m e uma das
dependendo do tipo e do tamanho da
dimensões planas, largura ou profun-
escola.
didade, deve ser inferior a 0,70 m, para
• Na escolha do tamanho do refrigerador
que possam passar pelas portas sem
a ser adquirido, deverá ser levada em
dificuldade.
conta, também, a intensidade do uso,
• Recomenda-se que a altura útil inter-
determinada pelo cardápio, juntamen-
na seja de, no máximo, 1,75 m, para
te com a periodicidade das compras.
que os usuários possam manusear os
• Nas escolas da zona rural, por suas
alimentos de forma segura.
características (reduzido número de
alunos, distância da cidade, poucos • As portas devem ser dotadas de
recursos técnicos disponíveis para gaxetas para vedação hermética e pos-
manutenção), podem ser utilizados suir trincos e dobradiças reforçadas.
refrigeradores domésticos, elétricos • Os pés devem ser dotados de disposi-
ou a gás. Nas escolas urbanas, de- tivo para nivelamento em aço galvani-
vem predominar os refrigeradores zado, com base em borracha.
industriais, de maior capacidade. • Os refrigeradores devem contar com
os seguintes acessórios:
RECOMENDAÇÕES • termostato para regulagem da tem-
• Os itens mais importantes a serem peratura, com dispositivo automá-
observados na escolha do modelo de tico de acionamento/desligamento
refrigerador a ser adquirido dizem res- em local de fácil acesso;

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
142
PARTE 3

• batentes dotados de sistema ladores comerciais, horizontais, de


anticondensação; maior capacidade.
• dreno na base inferior da parte in-
terna, para escoamento dos líquidos RECOMENDAÇÕES
condensados. • Os itens mais importantes a serem
• Apenas alimentos devem ser colocados observados na escolha do modelo de
no interior do refrigerador. É impor- congelador a ser adquirido dizem res-
tante que ele não seja sobrecarregado, peito ao consumo de energia, uso de
para não comprometer sua funciona- gases refrigerantes que não sejam
lidade. Quando a capacidade de agressivos à camada de ozônio, contro-
armazenamento for inferior à neces- le de temperatura, ruído, robustez e
sária, é recomendada a aquisição de durabilidade.
outro refrigerador. • Os congeladores devem possuir as se-
guintes características técnicas:
Nota importante: Além dessas recomen-
• Congelador de duas portas
dações, devem ser observados os crité-
• moto-compressor com potência
rios gerais relativos aos equipamentos
de 1/2 Hp, com sistema de re-
elétricos ou a gás, conforme o caso, fun-
frigeração do tipo “parede fria”,
damentais para a obtenção de um pa-
dotado de cestos, com capacida-
drão mínimo de qualidade.
de mínima de 400 litros.
• Congelador de quatro portas
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
• O fornecedor deve oferecer garantia
• moto-compressor com potência
de 1/2 Hp, com sistema de re-
pelo prazo mínimo de um ano.
frigeração do tipo “parede fria”,
• Observar os procedimentos recomen-
dotado de cestos, com capacida-
dados no capítulo deste documento
de mínima de 750 litros.
relativo a controle de qualidade e ga-
• A altura máxima dos congeladores
rantia de mobiliário e equipamento
horizontais deve ser de 0,80 m, para
escolar.
que os usuários possam manusear os
alimentos de forma segura. Uma das
CONGELADOR (FREEZER)
dimensões planas, largura ou profun-
• Os congeladores para a cozinha esco- didade, deve ser inferior a 0,70 m, para
lar devem ser do tipo doméstico ou que possam passar pelas portas sem
comercial, com duas ou quatro portas, dificuldade.
dependendo do tipo e do tamanho da • Os congeladores devem contar com os
escola. seguintes acessórios:
• Nas escolas da zona rural, por suas • termostato para regulagem da tem-
características (reduzido número de peratura, com dispositivo automá-
alunos, distância da cidade, poucos re- tico de acionamento/desligamento;
cursos técnicos disponíveis para manu- • batentes dotados de sistema
tenção), podem ser utilizados conge- anticondensação;
ladores domésticos, horizontais ou ver- • dreno na base inferior da parte in-
ticais, elétricos ou a gás. Nas escolas terna para escoamento dos líquidos
urbanas, devem predominar os conge- condensados.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


143

• Apenas alimentos devem ser colocados peito à potência, consumo de energia,


em seu interior. É importante que ele eficiência, robustez e durabilidade.
não seja sobrecarregado, pois isto pode • Os liqüidificadores devem possuir as
comprometer sua funcionalidade. seguintes características técnicas:
Quando a capacidade de armazenamen- • copo removível em aço inoxidável,
to for inferior à necessária, é recomen- com capacidade de 8 ou de 15 litros;
dada a aquisição de outro congelador. • corpo e base em aço inoxidável ou
em alumínio fundido;
Nota importante: Além das recomenda- • o sistema de fixação do copo no cor-
ções anteriores, devem ser observados
po deve ser firme, porém de fácil
os critérios gerais relativos aos equi-
extração;
pamentos elétricos ou a gás, conforme
• os dispositivos de comutação devem
o caso, fundamentais para a obtenção
obedecer aos requisitos técnicos
de um padrão mínimo de qualidade.
para evitar danos ao usuário, como
choques elétricos.
GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
• O liqüidificador deve ser instalado em
• O fornecedor deve oferecer garantia
mesa de múltiplo uso ou em bancada.
pelo prazo mínimo de um ano.
A altura da mesa ou bancada deve ser
• Observar os procedimentos recomen-
adequada para que o manuseio do equi-
dados no capítulo deste documento re-
pamento seja executado sem esforço
lativo a controle de qualidade e ga-
por parte do usuário.
rantia de mobiliário e equipamento
• É importante que o liqüidificador não
escolar.
seja sobrecarregado, pois isso pode com-
LIQÜIDIFICADOR prometer sua funcionalidade. Seu ma-
• Os liqüidificadores para a cozinha es- nuseio deve ser cuidadoso para evitar a
colar podem ser do tipo doméstico, ocorrência de acidentes, como, por
comercial ou industrial, com capaci- exemplo, a introdução de utensílios no
dade de 8 ou 15 litros, dependendo do copo durante seu funcionamento.
tipo e do tamanho da escola.
Nota importante: Além das recomenda-
• Nas escolas da zona rural, por suas ções acima, devem ser observados os
características (reduzido número de critérios gerais relativos aos equipa-
alunos, distância da cidade, poucos re- mentos elétricos e eletrônicos, funda-
cursos técnicos disponíveis para ma- mentais para a obtenção de um padrão
nutenção), e quando houver disponi- mínimo de qualidade.
bilidade de energia elétrica, podem ser
utilizados liqüidificadores domésticos. GARANTIA E CONTROLE DE QUALIDADE
Nas escolas urbanas, devem ser usa- • O fornecedor deve oferecer garantia
dos os liqüidificadores comerciais, de pelo prazo mínimo de um ano.
maior capacidade. • Observar os procedimentos recomen-
dados no capítulo deste documento
RECOMENDAÇÕES relativo a controle de qualidade e ga-
• Os itens mais importantes a serem ob-
rantia de mobiliário e equipamento
servados na escolha do modelo de li-
escolar.
qüidificador a ser adquirido dizem res-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Parte 4
Material Didático
147

C APÍTULO 1 S OZINHA , A TECNOLOGIA NÃO FAZ MILAGRES sito de informações (como a televisão, o video-
cassete, o aparelho de som e o computador), dis-
Materiais didáticos podem ser conceitua- tinguindo-os dos demais materiais utilizados com
dos como todos os objetos que ajudam o profes- o objetivo de favorecer as aprendizagens.
sor em sua função educativa 1 . Funcionam, por- É inquestionável a importância, na escola,
tanto, como recursos auxiliares no desenvolvi- das modernas tecnologias de informação e co-
mento dos processos de ensino e de aprendiza- municação, não apenas pelo imenso leque de
gem, não podendo ser desvinculados do método possibilidades que abrem no que se refere ao pa-
de trabalho do professor. pel dos recursos didáticos como auxiliares dos
A principal importância dos materiais di- processos de ensino e de aprendizagem, mas pela
dáticos na escola reside no enriquecimento que necessidade de criação de um ambiente que fa-
podem trazer ao ambiente escolar, desde que es- voreça a incorporação de novos hábitos, compor-
tejam bem claros as possibilidades e os limites tamentos e percepções, exigidos pelas transfor-
de cada um deles e como podem ser utilizados mações sociais e econômicas.
na proposta pedagógica da escola. Como destacado na introdução aos Parâ-
Isso quer dizer que os meios e materiais de metros Curriculares Nacionais, embora o perfil
ensino não têm vida independente dos objetivos do país ainda esteja distante do de uma “socieda-
e conteúdos programáticos, dos métodos e es- de tecnológica”, é inegável o fato de que se vive
tratégias de ensino e da avaliação da aprendiza- um processo irreversível de acelerado desenvol-
gem. Quer dizer, também, que o educador preci- vimento tecnológico, que traz consigo mudanças
sa dominar o recurso que deseja utilizar, a fim de substanciais para a vida em sociedade e nas for-
produzir os resultados desejados. Na ausência mas de trabalho humano 4 . Essa é uma conside-
dessas condições, mesmo os melhores recursos ração obrigatória, quando se parte do pressupos-
pouco interferirão na prática educativa. to de que todo e qualquer aluno das escolas pú-
Materiais didáticos constituem, de modo blicas brasileiras tem direito aos mesmos servi-
geral, recursos tecnológicos, se forem considera- ços, no mesmo padrão de qualidade, independen-
dos como tal quaisquer objetos criados para fa-
temente da localização ou do tamanho da escola
cilitar o trabalho humano2 . Com base nessa con-
que freqüente.
cepção, o giz e o quadro, o livro didático, os jo-
Não basta, porém, a escola integrar-se às
gos e os mapas, a televisão e o computador são,
novas tecnologias: é necessário que professores
todos, materiais didáticos como também recur-
e alunos saibam utilizá-las de maneira a dominar
sos tecnológicos, embora tenha se disseminado a
seu imenso potencial. A questão que se coloca,
prática de chamar tecnológicos aos modernos re-
pois, é a de que professores e alunos, diante da
cursos de base eletrônica 3 que permitem o trân-
abundância de informações que esses meios ofe-
recem, sejam capazes de aprender a localizar, a
1
selecionar, a verificar a pertinência e a utilidade,
Duarte, S G. Dicionário Brasileiro de Educação. São Paulo,
Antares/Nobel, 1986. sempre de maneira crítica.
2
Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental.
Parâmetros Curriculares Nacionais. Terceiro e quarto ciclos do
ensino fundamental. Brasília, 1998. Importância dos recursos
tecnológicos na sociedade contemporânea.
3
Os meios eletrônicos incluem desde as tecnologias mais tradicio-
nais, como o rádio, às mais modernas, como os sistemas multimí-
4
dias. A utilização de meios audiovisuais com finalidade educati- Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamen-
va desenvolveu-se, principalmente, nos Estados Unidos, a partir tal. Parâmetros Curriculares Nacionais. Terceiro e quarto ci-
da década de 40, com os cursos projetados para especialistas clos do ensino fundamental. Brasília, 1998. Importância dos
militares. recursos tecnológicos na sociedade contemporânea.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
148
PARTE 4

Assim, embora reafirmando sua inquesti- democrática, que favorece o empenho da equipe
onável importância na escola, é necessário des- em construir seu plano de ação pedagógica, dan-
tacar o fato de que não apenas a tecnologia “mo- do à escola uma identidade própria, e a conside-
derna” ou de “ponta” fornece interessante auxí- ração das características culturais e psicológicas
lio aos educadores. Existem materiais que vêm da clientela, dado que o universo de conhecimen-
atravessando os anos, sem perder sua eficiência. tos, os códigos de comunicação, os valores, a ida-
O giz e o quadro, se bem utilizados, muitas vezes de e as dificuldades dos alunos são variáveis fun-
trazem resultados mais eficientes do que um damentais para obtenção do êxito na utilização
material de alta tecnologia mal utilizado. O cer- dos materiais. É importante lembrar, ainda, a
ne da questão, portanto, não está no tipo de ma- atenção aos portadores de necessidades especi-
terial, mas em sua utilização adequada. É essen- ais, de modo a adaptar o material didático de
cial que o professor saiba explorá-los corretamen- acordo com seu potencial.
te, tirando deles o maior proveito, em benefício Em resumo, a equipe escolar deve analisar
dos objetivos de aprendizagem a serem alcança- as possibilidades cognitivas que diferentes ma-
dos. Sozinha, a tecnologia não faz milagres. teriais proporcionam, adequá-los ao projeto
A aquisição, a seleção e a utilização de desenvolvido e aos receptores. Permanente-
materiais didáticos implicam, portanto, uma ação mente, deve estar atenta para a análise de seus
planejada, desenvolvida com base em princípios efeitos no desenvolvimento das aprendizagens.
constantes na filosofia educacional, nas teorias Esse processo, desenvolvido de modo constan-
de aprendizagem e de comunicação, na orienta- te, representa, na verdade, evidente oportuni-
ção pedagógica presente na legislação vigente, nas dade de educação continuada da equipe, con-
propostas curriculares e normas oficiais dos sis- tribuindo, significativamente, para a capaci-
temas de ensino e, fundamentalmente, na práti- tação docente.
ca pedagógica da escola. Finalmente, cada escola deve considerar
É a partir da discussão dos conteúdos, dos que os materiais didáticos constituem proprie-
métodos e das estratégias de ensino a serem ado- dade pública e de uso coletivo, requerendo con-
tados que a equipe escolar deve selecionar o ma- dições adequadas para sua guarda e manutenção,
terial didático a ser adquirido. Nesse processo, com vistas a sua preservação e ao fácil acesso
dois aspectos adquirem importância: a gestão para todos.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


149

C APÍTULO 2 R E C O M E N D A Ç Õ E S G E R A I S P A R A S E L E ÇÃO E Público-alvo: o material deve estar ade-


quado à faixa etária, bem como às ca-
AQUISIÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS
racterísticas psicológicas e culturais do
público ao qual se destina.
Para que o material didático atenda às ne-
cessidades expressas na proposta pedagógica da Aspectos técnico-estéticos: o material
deve ser atraente, resistente e de fácil
escola e no plano de trabalho dos professores, é
manuseio. O tamanho, a combinação
importante que sua seleção seja feita com base
dos componentes e das cores, a ausên-
em critérios, aplicados de forma sistemática.
cia de toxidade são características que
Com o objetivo de auxiliar a equipe esco-
devem ser avaliadas. Na aquisição, é
lar nessa tarefa, são apresentados, a seguir, al-
preciso, ainda, verificar se o material
guns critérios básicos a serem adotados para ga-
possui certificado de garantia e se conta
rantir qualidade e adequação dos materiais5 . A
com serviço de assistência técnica.
alguns tipos de materiais, podem ser aplicados
todos os critérios. A outros, apenas parte deles. Ergonomia: o material deve ser fácil e
São, porém, aspectos importantes que, adequa- confortável de usar, por indivíduos des-
dos a cada situação em particular, deverão presi- tros e canhotos. Deve ser, ainda, de
dir as decisões de compra e de utilização. fácil transporte e guarda.

Eficiência educacional: o material di- Custo econômico: deve ser avaliada se


dático deverá estar vinculado aos ob- a relação custo/qualidade é adequada
jetivos, ao conteúdo a ser desenvolvi- e se a relação custo/durabilidade cien-
do e ao método adotado, funcionando tífica e física do material é razoável.
como um facilitador da aprendizagem Nos processos de aquisição de material di-
e um catalisador de interesses. dático, existem alguns pontos dos quais a equipe
escolar não deve abrir mão. São questões relati-
Conteúdo: especial atenção deverá ser
vas à segurança, preocupações ambientais, garan-
dada à analise da qualidade científica
tia do produto, cuidados com a embalagem etc.
dos conteúdos abordados, seu nível de
A seguir, são relacionados alguns aspectos a se-
atualização, os conhecimentos ou pré-
rem assegurados, uma vez identificados e seleci-
requisitos exigidos dos alunos.
onados os materiais desejáveis para o desenvol-
Organização interna da informação:
vimento da proposta pedagógica da escola e do
deverá ser examinada a seqüência e a
plano de trabalho dos professores. Quando ne-
estruturação dos conteúdos, sua forma
cessário, para garantir as características do ma-
de apresentação, a existência de exem-
terial e de sua apresentação, catálogos e amos-
plos e de sínteses de aspectos signifi-
tras devem ser pesquisados, junto aos fornece-
cativos. O ritmo da apresentação deve
dores, observando-se que6 :
ser adequado às características dos re-
ceptores. os objetos excessivamente pequenos
oferecem perigo às crianças.

5
Esses critérios foram adaptados das propostas apresentadas
6
por Almenara para a avaliação dos meios de ensino. Ver Juana Os itens a seguir, aplicáveis a materiais didáticos, foram ex-
M. Sancho, org. Para uma tecnologia educacional. Porto Ale- traídos de trabalho sobre segurança do brinquedo, elaborado
gre, Artes Médicas, 1998. Avaliar para melhorar: meios e ma- pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABTN: Pro-
teriais de ensino. Por Julio Cabero Almenara. jeto de Emenda NBR/11786/1994.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
150
PARTE 4

os materiais não devem contribuir para dor, cuidados no manuseio e na arma-


a poluição sonora e ambiental. zenagem.
podem ser fabricados com matéria-pri- todo aparelho adquirido deve vir acom-
ma nova ou reprocessada, desde que panhado de:
livre de resíduos prejudiciais à saúde. • manual de instruções;
Nos casos de materiais elaborados em • orientações para instalação e forma
madeira, deve-se dar preferência à de correta de uso;
reflorestamento, em defesa do meio • orientações para regulagem, conser-
ambiente. Em muitos casos, pode ocor- vação e limpeza;
rer a substituição da madeira por plás- • procedimentos para acionamento da
tico, desde que seja utilizado material garantia e/ou assistência técnica;
rígido, resistente, injetado em cores • relação das oficinas de assistência
com pigmentos atóxicos e inodoros. Os técnica autorizadas, na localidade;
materiais não devem apresentar bor- • certificado de garantia preenchido,
das cortantes. contendo o número da nota fiscal,
poderão ser aprovadas, a critério da o número do aparelho e a data de
equipe escolar, variações nas caracte- emissão.
rísticas do material, para adequação Uma vez disponível o material na escola,
aos padrões de cada fabricante, desde dois aspectos principais devem merecer atenção:
que se configure melhoria de qualida- seu uso efetivo e sua conservação. Desse modo,
de em relação às recomendações ori- deverá a equipe escolar desenvolver procedimen-
ginais. tos para:
as embalagens devem conter advertên- estimular o uso do material, manten-
cias sobre substâncias químicas e nor- do-o em lugar de fácil acesso;
mas de segurança para uso; não devem que as instruções de uso e normas de
possuir revestimentos ou acabamentos segurança sejam lidas e conhecidas an-
tóxicos; não devem conter grampos, tes da utilização;
ferpas e outros elementos que repre- zelar pela segurança do material, colo-
sentem riscos. cando-o em lugar seguro;
as caixas de acondicionamento devem evitar o desperdício do material, ensi-
receber rotulagem de identificação do nando o aluno a economizá-lo e/ou a
lado externo, contendo nome do fabri- conservá-lo.
cante, endereço do fabricante/fornece-

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151

C APÍTULO 3 M ATERIAIS DIDÁTICOS : S SGESTÕES DE USO Embora se faça a apresentação dos mate-
riais por componente curricular e grupos de sé-
O propósito da apresentação de sugestões ries, não há rigidez quanto à correspondência
de materiais didáticos para desenvolvimento entre eles, pois um mesmo material poderá ser
dos conteúdos de cada um dos componentes utilizado em vários componentes e em diferen-
curriculares do ensino fundamental, com indi- tes estágios de desenvolvimento dos alunos, de-
cação das finalidades de sua utilização, é auxi- pendendo da metodologia empregada pelo pro-
liar a equipe escolar e os órgãos técnicos dos fessor. Um professor que trabalha os conteúdos
sistemas de ensino, na tarefa de seleção de re- de forma integrada fará uma utilização dinâmica
cursos auxiliares aos processos de ensino e de e flexível dos materiais.
aprendizagem. Em cada componente curricular estão, ain-
As sugestões, evidentemente, são concebi- da, anotados os blocos de conteúdos – ou eixos
das como um subsídio ao trabalho das escolas e temáticos – sugeridos nos Parâmetros Curricu-
dos sistemas, esperando-se que, em cada caso, lares Nacionais para o ensino fundamental. O
sejam buscados outros materiais, diferentes dos objetivo de sua apresentação é facilitar e organi-
sugeridos, respeitadas as recomendações gerais zar as discussões da equipe escolar e a tomada de
e tendo sempre em vista a proposta pedagógica decisão sobre a seleção e a aquisição de material
da escola. didático.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
152
PARTE 4

Língua Portuguesa
Blocos de
Material didático sugerido Aplicação Finalidade
conteúdos

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Língua Portuguesa – continuação

Blocos de
Material didático sugerido Aplicação Finalidade
conteúdos

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
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PARTE 4

Matemática

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155

Matemática – continuação

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
156
PARTE 4

Ciências Naturais

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História e Geografia

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
158
PARTE 4

História e Geografia – continuação

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159

História e Geografia – continuação

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
160
PARTE 4

Arte
Blocos de
Material didático sugerido Aplicação Finalidade
conteúdos

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Educação Física

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
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PARTE 4

Língua Estrangeira

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C APÍTULO 4 M ATERIAIS DIDÁTICOS : INFORMAÇÕES ESPECÍFICAS cer às escolas de sua rede subsídios para a toma-
da de decisões, no que respeita ao uso de recur-
A maior parte dos materiais sugeridos no sos disponíveis para o desenvolvimento e a me-
capítulo anterior é objeto de descrição e de reco- lhoria do ensino7 .
mendações específicas neste capítulo.
Os materiais não incluídos são aqueles dis- ÁBACO – ALUNO
poníveis, com grande diversidade, no mercado COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA
de cultura e entretenimento (casos de fitas de
áudio e vídeo); podem ou devem ser elaborados Descrição
na própria escola (vestuário e adereços, blocos Quadro em madeira, com quatro fileiras
de construção com temas históricos, alguns ti- de contas com dez contas em cada uma, repre-
pos de jogos, cartazes e cartões); devem ser obti- sentando o sistema decimal, para aprendizado das
dos junto a órgãos públicos ou à comunidade operações. Contas esféricas, torneadas em ma-
(planta da escola, do bairro e da cidade; fotos e deira, perfuradas e transpassadas por arame gal-
postais que caracterizam épocas, locais, povos, vanizado.
fatos e situações).
À descrição do material, seguem-se reco- Recomendações
mendações específicas relativas a sua fabricação • Quadro em madeira aparelhada, li-
e apresentação, aos cuidados com a embalagem xada, montado por meio de encai-
e à garantia a ser oferecida pelo fornecedor. Es- xe macho/fêmea, com cola.
sas observações específicas devem somar-se às • Acabamento com seladora para ma-
recomendações gerais, antes apresentadas, e que deira, seguido de aplicação de ver-
devem ser objeto de atenção na compra de todo niz.
e qualquer material. • As seguintes cores são sugeridas
Os materiais descritos estão, de modo ge- para as filas de contas:
ral, disponíveis no mercado. Dessa forma, a com- fila de unidades – cor amarela;
posição de conjuntos ou coleções, as cores e os fila de dezenas – cor azul;
tamanhos mencionados são aqueles usualmente fila de centenas – cor vermelha;
apresentados pelas empresas fabricantes. fila de unidades de milhar – cor la-
Com relação às quantidades sugeridas em ranja.
alguns casos (particularmente, quanto aos ele-
• As contas devem ser pintadas em
mentos de conjuntos ou coleções), a referência é
esmalte sintético atóxico.
uma turma de 35 a 40 alunos. Todos os materiais
• Impressão na borda do quadro, em
podem e devem ser utilizados, em momentos di-
serigrafia, indicando a característica
ferentes, por várias turmas de alunos, não ape-
decimal da fila, da seguinte forma:
nas otimizando os recursos disponíveis para aqui-
“ 1” na fila de unidade;
sição, como também estimulando a cultura da
“ 10” na fila de dezena;
cooperação e da solidariedade, do trabalho em
equipe, tanto entre alunos, como entre professo-
res.
7
Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Descentrali-
A elaboração das informações específicas zação administrativa. Apostando na autonomia da escola. Do-
beneficiou-se, grandemente, da existência de cumentos 2 e 3: Critérios de seleção e orientações para uso dos
materiais pedagógicos. São Paulo, 1998. Documento 5: Rela-
material produzido pela Secretaria de Estado da
ção de materiais. Laboratórios de ciências. Documento 6: Aqui-
Educação de São Paulo, com o objetivo de forne- sição de materiais pedagógicos e contratação de serviços.

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164
PARTE 4

“ 100” na fila de centena; “ 1” na fila de unidade;


“1000” na fila de unidade de milhar. “ 10” na fila de dezena;
“ 100” na fila de centena;
Embalagem “1000” na fila de unidade de milhar.
• Caixa de papelão ondulado ou simi-
lar. Embalagem
• Caixa de papelão ondulado ou simi-
Garantia lar.
• Um ano, contra defeitos de fabri-
cação ou desconformidade às espe- Garantia
cificações. • Um ano, contra defeitos de fabri-
cação ou desconformidade às espe-
ÁBACO – PROFESSOR cificações.
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA
ALFABETO DE PLÁSTICO
Descrição COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA
Quadro em madeira, dotado de cavalete ou
pés giratórios, com quatro fileiras de contas com
Descrição
dez contas em cada uma, representando o siste- Conjunto de letras maiúsculas do alfabeto,
ma decimal, para aprendizado das operações. confeccionadas em plástico resistente, semi-rígi-
Contas esféricas, torneadas em madeira, com do, nas cores (sugeridas) azul, amarelo, verme-
diâmetro mínimo de 30 mm, perfuradas e trans- lho e verde, com aproximadamente 30 mm de
passadas por barra de aço galvanizado, com es- altura, 20 mm de largura, 6 mm de profundida-
pessura mínima de 6 mm. de e 0,75 mm de espessura de parede. Quantida-
de mínima de letras em cada conjunto: três vezes
Recomendações cada vogal e duas vezes cada consoante de B a Z,
• Quadro em madeira aparelhada, li- incluindo K, W e Y.
xada, montado por meio de encai-
xe macho/fêmea, com cola.
Recomendações
• Acabamento com seladora para ma- • As letras devem ter acabamento liso
deira, seguido de aplicação de ver- e brilhante, sem rebarbas. O mate-
niz. rial plástico deve ser atóxico, ino-
• As seguintes cores são sugeridas doro, livre de impurezas e de apa-
para as filas de contas: rência translúcida.
fila de unidades – cor amarela;
fila de dezenas – cor azul; Embalagem
fila de centenas – cor vermelha; • Cada conjunto deve ser embalado
fila de unidades de milhar – cor la- individualmente, em saco plástico
ranja. transparente resistente, com siste-
• As contas devem ser pintadas em ma de fecho. Os conjuntos devem
esmalte sintético atóxico. ser acomodados em caixa de pape-
• Impressão na borda do quadro, em lão ondulado ou similar.
serigrafia, indicando a característica
decimal da fila, da seguinte forma:

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165

Garantia tampa encaixada, dotada de puxa-


• Um ano, contra defeitos de fabri- dor.
cação ou desconformidade às es- • Base/reservatório no formato de
pecificações. bandeja, em plástico, em dimensões
que acomodem a caixa de vidro.
AQUÁRIO E TERRÁRIO • Elementos de drenagem junto à
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS base, nas duas laterais.

Descrição Recomendação
Conjunto composto por aquário e terrário, • Todas as bordas das chapas de vi-
com as seguintes características: dro devem possuir cantos lapidados,
• Aquário com tampa, em vidro de modo a evitar ângulos cortantes.
transparente de 6 mm de espes-
sura, dotado de base em borracha Embalagem
e acessórios de aeração, ilumina- • Os itens devem ser embalados indi-
ção e temperatura. vidualmente e acondicionados em
• Caixa de vidro com 50 cm de com- caixa de papelão ondulado ou ma-
primento, 25 cm de largura e 30 cm deira, devidamente estruturada, de
de altura, juntas coladas com bor- modo a evitar danos ocasionados
racha de silicone transparente, com por vibrações, no transporte.
tampa encaixada, dotada de puxa-
dor. Garantia
• Base de borracha de 10 mm de es- • Um ano, contra defeitos de fabri-
pessura, com comprimento e largu- cação ou desconformidade às espe-
ra iguais aos da caixa de vidro. cificações.
• Calha com reator e lâmpada fluo-
rescente de 15w, específica para ARCOS PARA GINÁSTICA
aquários (110v). COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA

• Compressor de ar elétrico (110v),


compatível com o volume, com Descrição
Arcos para ginástica, com diâmetro de
mangueiras, filtro biológico e cone-
xões. 70 cm, coloridos, em material plástico.
• Termostato para aquário com esca-
Recomendações
la e dispositivo de aquecimento • Aro em material plástico resisten-
(110v).
te, estruturado, inquebrável e rígi-
• Terrário com tampa, em vidro trans- do; acabamento liso ou frisado, sem
parente de 6 mm de espessura, dota- rebarbas; emendas soldadas; espes-
do de base/reservatório em plástico, sura de parede mínima de 2 a 3 mm,
com elementos de drenagem. nas seguintes cores (sugeridas): ver-
• Caixa de vidro com 50 cm de com- de, amarela, azul e vermelha.
primento, 25 cm de largura e 30 cm • O material plástico deverá ser ino-
de altura, juntas coladas com bor- doro, livre de impurezas e colorido
racha de silicone transparente, com com pigmentos atóxicos.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
166
PARTE 4

Embalagem Recomendações
• Caixa de papelão ondulado reforça- • Peças lixadas e envernizadas, deven-
do ou similar. do apresentar cor natural, acaba-
mento liso, sem rebarbas, brilhante
Garantia e homogêneo. Verniz atóxico.
• Contra defeitos de fabricação ou • Bordas arredondadas no assento.
desconformidade às especificações. • Reforços por meio de cantoneiras
em madeira.
BALANÇA MECÂNICA DE PRECISÃO
• Fixação por meio de parafusos
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS
auto-atarrachantes, pregos e cola.

Descrição
Balança mecânica de precisão com três es- Embalagem
calas (0 a 10 g, com divisão de 0,1 g; 0 a 500 g, • Colocar sobre o assento uma lâmi-
com divisão de 100 g e 0 a 100 g, com divisão de na de papelão ondulado de 600 x
10 g) e um prato, de diâmetro aproximado de 4200 mm, dobrada na parte exce-
135 mm. Capacidade de carga máxima: 1610 g. dente e presa à estrutura por fita
Sensibilidade: 0,1 g. adesiva.

Recomendações Garantia
• Base de alumínio injetado, pintada • Um ano, contra defeitos de fabri-
em epóxi em pó. cação ou desconformidade às espe-
• Travessão confeccionado em aço cificações.
inoxidável, tipo 304; cutela em aço
1070, temperado, montada em BASTÕES DE MADEIRA
mancais de ágata. COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA

Embalagem
Descrição
• Deve ser envolta em saco plástico Conjunto com, no mínimo, 40 bastões em
transparente e acondicionada em madeira maciça torneada, com 80 cm de com-
caixa de papelão ondulado, com primento e 3,2 cm de diâmetro.
peças de proteção.

Recomendações
Garantia
• Os bastões devem ser na cor natu-
• É obrigatória a assistência técnica
ral, com acabamento liso, em ver-
gratuita pelo período de um ano
niz atóxico, brilho uniforme, sem
contra defeitos de fabricação.
rebarbas.
BANCO SUECO • Devem ser padronizados quanto às
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
dimensões e possuir extremidades
arredondadas.

Descrição
• Banco sueco para ginástica, em ma- Embalagem
deira maciça, com, no mínimo, 100
• Caixa de papelão ondulado ou em-
x 150 cm. balagem plástica resistente.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


167

Garantia forçadas e sistema de fecho com


• Um ano, contra defeitos de fabri- cordão de algodão.
cação ou desconformidade às espe- • Seiscentas fichas plásticas esféricas
cificações. para marcação, com diâmetro de
1,2 cm e espessura de 0,2 cm.
BINGO DE LETRAS
COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA Recomendações
• As peças de madeira devem ser, to-
das, incluindo a caixa, devidamente
Descrição
Conjunto composto de cartelas impressas, lixadas, seladas, pintadas ou enver-
letras impressas sobre blocos, saco de tecido e nizadas, devendo apresentar acaba-
fichas plásticas, acondicionado em caixa de ma- mento liso, sem rebarbas e brilhan-
deira maciça, clara, na cor natural, com tampa e te. As fixações da caixa devem ser
fundo em compensado laminado de 4 mm, en- por encaixe, coladas.
vernizado, ou lâmina de fibra de madeira (tipo • O verniz utilizado deverá ser atóxi-
eucatex), esmaltada em vermelho. Cada conjun- co, inodoro, livre de impurezas, com
to deve conter: aparência cristalina.
• 40 cartelas confeccionadas em pa- • O esmalte deverá ser em cores pu-
pelão cartonado plastificado, com ras, sintético, brilhante, atóxico e
aproximadamente 12 cm de altura, inodoro.
28 cm de largura e 3 mm de espessu- • As peças plásticas devem ser con-
ra; trama quadriculada de 4 x 4 cm; feccionadas em material rígido, in-
fundo branco; impressão gráfica da quebrável, injetado, em cores com
trama e das palavras nas cores (su- pigmentos atóxicos, inodoro, livre
geridas) vermelho, verde, laranja e de impurezas, com acabamento liso,
azul, acompanhadas de figuras de sem rebarbas, brilhante. Devem ser
referência coloridas, de fácil reco- padronizadas quanto às dimensões.
nhecimento. Cada cartela deve con-
ter três palavras, agrupadas de acor- Embalagem
do com o tema, nas seguintes cores • Caixas de papelão ondulado ou si-
(sugeridas) e quantidades: milar, contendo quatro conjuntos.
• animais: vermelho, 8 cartelas
• utensílios: verde, 16 cartelas Garantia
• alimentos: laranja, 4 cartelas • Um ano, contra defeitos de fabri-
• diversos: azul, 12 cartelas cação ou desconformidade às espe-
• Letras impressas sobre blocos redon- cificações.
dos coloridos de madeira ou plástico,
com 2,5 cm de diâmetro e 1,2 cm B LOCOS L ÓGICOS
de altura, nas cores e quantidades COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA

correspondentes às das cartelas.


• Saco em tecido de algodão resisten- Descrição
te, com 20 cm de diâmetro e 35 cm Conjunto constituído de 48 peças de for-
de profundidade, com costuras re- mato geométrico, cujos atributos são forma, cor,

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
168
PARTE 4

tamanho e espessura, confeccionadas em madei- sura mínima de 8 mm; a tampa e o


ra esmaltada. As formas das figuras geométricas fundo, 4 mm. As fixações devem ser
são prismas quadrangulares, paralelepípedos, por encaixe, coladas.
prismas triangulares equiláteros e cilindros.
• Cada figura geométrica é represen- Embalagem
tada por um conjunto de 3 peças, • Caixa de papelão ondulado.
em 3 tamanhos diferentes, sendo
cada peça de uma cor: uma peça Garantia
azul, uma peça vermelha e uma peça • Um ano, contra defeitos de fabri-
amarela. cação ou desconformidade às espe-
• Prismas quadrangulares: 3 peças de cificações
80 x 80 x 18 mm; 3 peças de 80 x
80 x 6 mm; 3 peças de 40 x 40 x BOLA DE BORRACHA NO 08
18 mm e 3 peças de 40 x 40 x COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
6 mm, num total de 12 prismas.
• Paralelepípedos: 3 peças de 80 x Descrição
40 x 18 mm; 3 peças de 80 x 40 x Bola de borracha número 08 (diâmetro de,
6 mm; 3 peças de 40 x 20 x 18 mm aproximadamente, 135 mm), para ginástica, do-
e 3 peças de 40 x 20 x 6 mm, num tada de válvula para bico de inflar.
total de 12 paralelepípedos.
• Cilindros: 3 peças de 80 mm de di- Recomendações
âmetro e 18 mm de altura; 3 peças • Acabamento liso; espessura de pa-
de 80 x 6 mm; 3 peças de 40 x rede de 3 mm.
18 mm e 3 peças de 40 x 6 mm, • Cores vivas e uniformes (sugeridas:
num total de 12 cilindros. verde, amarela, azul e vermelha).
• Prismas triangulares equiláteros: • Peso médio de aproximadamente
três peças de 80 mm de base e 280 gramas.
18 mm de altura; 3 peças de 80 x
6 mm; 3 peças de 40 x 18 mm e
Embalagem
3 peças de 40 x 6 mm, num total de • Caixa de papelão ondulado ou saco
12 prismas triangulares equiláteros.
plástico resistente.

Recomendações
Garantia
• As peças devem ser em madeira ma- • Contra defeitos de fabricação ou
ciça, devidamente lixadas e pinta-
desconformidade às especificações.
das com tinta atóxica, com acaba-
mento liso, sem rebarbas e brilhan-
BOLA DE BORRACHA NO 10
te, e padronizadas quanto às dimen-
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
sões.
• As peças devem ser acondicionadas
em caixa de madeira maciça, clara, Descrição
Bola de borracha número 10 (diâmetro de,
com divisões que acomodem ade-
aproximadamente, 160 mm), para ginástica, do-
quadamente os componentes. As
tada de válvula para bico de inflar.
laterais da caixa devem ter espes-

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169

Recomendações BOLA DE HANDEBOL


• Acabamento liso; espessura de pa- COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
rede de 3 mm.
• Cores vivas e uniformes (sugeridas: Descrição
verde, amarela, azul e vermelha). Bola de handebol, categoria mirim (perí-
• Peso médio de aproximadamente metro da circunferência de 46 cm, aproximada-
390 gramas. mente), confeccionada em gomos de couro ma-
cio e lona resistente, sem costura; dotada de câ-
Embalagem mara e válvula para bico de inflar.
• Caixa de papelão ondulado ou saco
plástico resistente. Recomendações
• Acabamento texturizado e imper-
Garantia meável.
• Contra defeitos de fabricação ou • Peso médio de aproximadamente
desconformidade às especificações. 250 gramas.
• Pressão de trabalho igual a 60 libras.
BOLA DE FUTEBOL DE SALÃO • Pique de 0,60 a 1,00 m.
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA • Cor predominante branca.

Descrição Embalagem
Bola de futebol de salão, categoria mirim • Caixa de papelão ondulado ou saco
(perímetro da circunferência de 42 cm, aproxi- plástico resistente.
madamente), confeccionada em gomos de cou-
ro macio e lona resistente, sem costura; dotada Garantia
de câmara e válvula para bico de inflar. • Contra defeitos de fabricação ou
desconformidade às especificações.

Recomendações
• Acabamento liso e impermeável. BOLA DE VOLEIBOL
• Peso médio de aproximadamente COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA

315 gramas.
Descrição
• Pressão de trabalho igual a 8 libras. Bola de voleibol, categoria mirim (períme-
• Pique de 10 a 30 cm. tro da circunferência de 62 cm, aproximadamen-
• Cor predominante branca, com al- te), confeccionada em gomos de couro macio e
guns gomos em preto. lona resistente, sem costura; dotada de câmara e
válvula para bico de inflar.
Embalagem
• Caixa de papelão ondulado ou saco Recomendações
plástico resistente.
• Acabamento liso e impermeável.
• Peso médio de aproximadamente
250 gramas.
Garantia
• Contra defeitos de fabricação ou • Pressão de trabalho igual a 60 libras.
desconformidade às especificações. • Pique de 0,60 a 1,00 m.
• Cor predominante branca.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
170
PARTE 4

Embalagem Embalagem
• Caixa de papelão ondulado ou saco • Plástico transparente resistente, fi-
plástico resistente. xado com fita adesiva.

Garantia Garantia
• Contra defeitos de fabricação ou • Dois anos, contra defeitos de fabri-
desconformidade às especificações. cação ou desconformidade às espe-
cificações.
CAVALETE PARA PINTURA
COMPONENTE CURRICULAR: ARTE CONJUNTO BÁSICO PARA LABORATÓRIO
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS

Descrição
Cavalete para pintura, em madeira, com Descrição
sistema de ajuste para inclinação e suporte ajus- Conjunto composto de materiais básicos
tável para tela. para uso em laboratório, contendo os seguintes
elementos, nas quantidades sugeridas:
Recomendações • Suporte universal para laboratório,
• Todas as peças devidamente lixadas composto de base retangular, em
e envernizadas, devendo apresentar chapa de aço, pintura “martelada”
acabamento liso e sem rebarbas. e haste rosqueada, em aço zincado;
• Verniz atóxico, inodoro e com apa- peso mínimo de 1 kg (7 unidades).
rência cristalina. • Pinça metálica para tubo de ensaio
• Fixação por encaixe, colada. com pontas em borracha, sem mufa
(7 unidades).
Embalagem • Mufa para fixação de hastes de até
• Caixa de papelão ondulado. ½ polegada (7 unidades).
• Tripé para aquecimento com 10
Garantia mm de diâmetro e 180 mm de altu-
• Um ano, contra defeitos de fabri- ra, em arame de diâmetro mínimo
cação ou desconformidade às espe- de 5 mm, galvanizado (7 unidades).
cificações. • Tela de amianto de 160 mm x 160
mm (7 unidades).
COLCHÃO PARA GINÁSTICA • Lamparina a álcool confeccionada
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
em vidro, com capacidade de 60 ml
e tampa corta-chama (7 unidades).

Descrição
Colchão de espuma para ginástica, densi- Recomendação
dade 26, medindo 2,00 x 1,20 x 0,07 m, revesti- • Observar as recomendações gerais.
do de vinilona com trama de nylon.
Embalagem
Recomendações
• Os itens devem ser embalados indi-
• Costuras reforçadas em fio de nylon vidualmente e acondicionados em
e ilhoses para respiro nas laterais. caixa de papelão ondulado ou ma-

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


171

deira, devidamente estruturada, de Recomendações


modo a evitar danos ocasionados • O material plástico utilizado deve-
por vibrações no transporte. rá ser atóxico, inodoro e apresen-
tar aparência cristalina.
Garantia • As peças devem apresentar acaba-
• 180 dias, contra defeitos de fabri- mento liso e sem rebarbas.
cação ou desconformidade às espe-
cificações. Embalagem
• Caixa de papelão ondulado ou em-
CONJUNTO DE C ONSTRUÇÕES G EOMÉTRICAS balagem plástica resistente.
– ALUNO
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA Garantia
• Contra defeitos de fabricação ou
Descrição desconformidade às especificações.
Conjunto de instrumentos para desenho
geométrico formado por: C ONJUNTO DE CONSTRUÇÕES G EOMÉTRICAS
• 40 réguas em material plástico – PROFESSOR
transparente, com graduação em COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA
centímetros e milímetros, com com-
primento mínimo de 30 cm; Descrição
• 40 esquadros em material plástico Conjunto de instrumentos para desenho
transparente, ângulo 45 o, com gra- geométrico formado por:
duação em centímetros e milíme- • 1 régua em material plástico ou ma-
tros, com comprimento mínimo de deira com graduação em centíme-
21 cm; tros, comprimento de 100 cm, es-
• 40 esquadros em material plástico pecial para quadro negro, dotada de
transparente, ângulo 60 o, com gra- suporte pegador;
duação em centímetros e milíme- • 1 esquadro em material plástico ou
tros, com comprimento mínimo de madeira, ângulo 45 o, com gradua-
21 cm; ção em centímetros, comprimento
• 40 transferidores em material plás- mínimo de 50 cm, especial para
tico transparente, 360 com gradua- quadro negro, dotado de suporte pe-
ção; gador;
• 40 compassos confeccionados em • 1 esquadro em material plástico ou
metal com acabamento polido, li- madeira, ângulo 60 o, com gradua-
nha escolar, agulha fixa para grafite ção em centímetros, comprimento
com 2 mm de diâmetro, sem tira- mínimo de 50 cm, especial para
linhas, acompanhado de estojo plás- quadro-negro, dotado de suporte pe-
tico individual; gador;
• 20 caixas de grafite, contendo seis • 1 compasso confeccionado em ma-
minas de grafite, diâmetro 2 mm terial plástico ou madeira, agulha
HB. fixa, pernas com altura mínima de
30 cm, dotadas de sistema de tra-

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
172
PARTE 4

vamento através de rosca e porca Embalagem


tipo borboleta, ponteira para aco- • Caixa de papelão ondulado ou saco
plamento de giz, especial para qua- plástico resistente.
dro-negro;
• 1 transferidor confeccionado em Garantia
material plástico ou madeira, 180o, • Contra defeitos de fabricação ou
com graduação, raio de 30 cm, es- desconformidade às especificações.
pecial para quadro negro, dotado de
suporte pegador. C ONJUNTO DE D ADOS
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA
Recomendações
• Se utilizado, o material plástico de-
Descrição
verá ser atóxico, inodoro, com apa-
Conjunto formado por 40 dados (quanti-
rência cristalina.
dade sugerida) confeccionados em material plás-
• As peças devem apresentar acaba- tico ou madeira, aresta maior ou igual a 1,5 cm,
mento liso e sem rebarbas. numerados de 1 a 6.

Embalagem Recomendações
• Caixa de papelão ondulado ou em- • Em madeira, as peças deverão apre-
balagem plástica resistente. sentar acabamento liso, sem rebar-
bas e brilhante.
Garantia • Em plástico, as peças deverão ser
• Contra defeitos de fabricação ou de material rígido, maciço, atóxico
desconformidade às especificações. e inodoro.
• As peças devem ser padronizadas,
CONJUNTO DE CORDAS COLETIVAS
quanto às dimensões e ao acabamen-
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA to.

Descrição Embalagem
Conjunto constituído de quatro cordas co- • Caixa de papel cartonado ou emba-
letivas para atividades de formação motora, sen- lagem plástica resistente.
do uma com 10 m de comprimento e 25 mm de
diâmetro e três com 10 m de comprimento e
Garantia
12,5 mm de diâmetro. • Contra defeitos de fabricação ou
desconformidade às especificações.
Recomendação
• Cordas de sisal, com acabamento
nas extremidades em couro fixado
com costura reforçada.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


173

CONJUNTO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS


COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Descrição
Conjunto básico de instrumentos musicais de percussão, acondicionados em caixa de madeira,
composto dos instrumentos a seguir relacionados, nas quantidades sugeridas.

1. INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO, METÁLICOS


Quant. Instrumento
2 Triângulo de 15 cm, em aço cromado, dotado de suporte de cordão trançado em algodão e
batedor metálico.
2 Triângulo de 20 cm, em aço cromado, dotado de suporte de cordão trançado em algodão e
batedor metálico.
2 Par de pratos com 15 cm de diâmetro, em material metálico não ferroso, com acabamento
polido.
2 Par de pratos com 20 cm de diâmetro, em material metálico não ferroso, com acabamento
polido.
3 Guizo com 9 sinetas, tipo golfinho, em metal cromado, fixado a manopla de madeira
torneada com formato anatômico.
1 Agogô duplo, em metal, dotado de manopla suporte, com baqueta em metal.
2 Platinelas de metal não ferroso, presas por fio metálico em suporte de madeira,
com cabo em madeira com 12 cm de comprimento.
1 Conjunto de 5 sinos, em metal não ferroso, com tons variados, dotados de cabo
em madeira.
2. INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO, DE MADEIRA
Quant. Instrumento
2 Par de clavos em madeira maciça, de secção circular, com 3 cm de diâmetro e 20 cm de
comprimento.
1 Cubo de madeira com 20 cm de lado, oco e com uma face vazada, acompanhado e baqueta
de madeira.
2 Par de maracas confeccionadas de cabaças secas, dotadas de manoplas em madeira
maciça torneada, com formato anatômico.
2 Reco-reco com 5 cm de diâmetro e 30 cm de comprimento, em madeira, dotado de
raspador.
1 Afoxé de tamanho médio, formato esférico, confeccionado em madeira, colar com bolinhas
de madeira, dotado de manopla suporte de madeira torneada, em formato anatômico.
1 Par de castanholas confeccionadas em madeira, com cabo em formato anatômico, com
20 cm de comprimento.
3. INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO, COM MEMBRANA
Quant. Instrumento
2 Pandeiro com 25 cm de diâmetro, com pele tensa, fuste em madeira ou plástico
injetado, guarnecido de soalhos.
2 Pandeiro com 25 cm de diâmetro, sem pele, fuste em madeira ou plástico injetado,
guarnecido de soalhos.
1 Tambor tipo surdo mor, com 25 cm de diâmetro, com fuste de 20 cm de altura, em madeira,
bases revestidas de pele tensa com sistema de afinação, acompanhado de 2 baquetas de
madeira.
1 Tambor tipo surdo gigante, com 45 cm de altura, em madeira, bases revestidas de pele tensa
com sistema de afinação, acompanhado de 2 baquetas de madeira.
1 Tamborim com 15 cm de diâmetro, fuste em madeira ou metal, com pele tensa com sistema
de afinação, acompanhado de baqueta de madeira.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
174
PARTE 4

Recomendações • Relógio analógico educativo em


• O conjunto deverá ser acondicionado madeira ou plástico, com cerca de
em caixa de madeira maciça clara, tipo 25 cm de diâmetro, sem mecanis-
baú, com divisões internas que acomo- mo, dotado de base para mantê-lo
dem adequadamente os instrumentos. na posição vertical; ponteiros de
Espessura das laterais, tampo e fundo horas e minutos para deslocamento
de, no mínimo, 1 cm. Fixações por manual, com sistema de eixo dota-
encaixe, coladas; acabamento enverni- do de rosca e porca borboleta; nu-
zado. Dobradiças, fecho, trava da tam- meração em algarismos arábicos de
pa e alças em material metálico cro- 1 a 12 horas e divisões de 60 minu-
mado ou niquelado, com fixação por tos (7 unidades).
meio de parafusos. • Relógio despertador analógico, com
aproximadamente 10 cm de diâme-
Embalagem tro, funcionamento mecânico à cor-
• Caixa de papelão ondulado. da, caixa metálica cromada dotada
de campainhas externas, mostrador
Garantia com fundo branco e algarismos ará-
• Um ano, contra defeitos de fabri-
bicos de 1 a 12 horas, ponteiros
cação ou desconformidade às
marcador de segundos e marcador
especificações.
despertador (1 unidade).

CONJUNTO DE INSTRUMENTOS PARA INDICAÇÃO


Recomendação
DE TEMPO E ESPAÇO • As partes em madeira devem ser
COMPONENTES CURRICULARES : HISTÓRIA E
devidamente lixadas e pintadas com
GEOGRAFIA
pintura atóxica, apresentando aca-
bamento liso, sem rebarbas e bri-
Descrição lhante.
Conjunto de instrumentos para indicação
de tempo e espaço, contendo os seguintes ele-
Embalagem
mentos, nas quantidades sugeridas. • Os componentes do conjunto de-
• Ampulheta para marcação de tem- vem ser acondicionados em caixas
po, com bulbo de vidro ou plástico, individuais de madeira maciça, com
incolor e transparente, base em dimensões adequadas para
madeira ou plástico, areia em cores acomodá-los convenientemente.
variadas para as diferentes escalas • Cada conjunto deve ser acondicio-
de tempo e estrutura com colunas nado em caixa de papelão ondulado
em madeira ou redoma plástica ou similar.
transparente (para 1 minuto: 1 uni-
dade; para 5 minutos: 2 unidades;
Garantia
para 15 minutos: 2 unidades).
• Um ano, contra defeitos de fabri-
• Bússola com base e tampa em me- cação ou desconformidade às espe-
tal, trava, visor plástico e rosa dos cificações.
v e n t o s , c o m a p r o x i m a d a m ente
5 cm de diâmetro (7 unidades).

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


175

CONJUNTO DE INSTRUMENTOS PARA MEDIÇÃO Recomendação


DE COMPRIMENTO, PESO E VOLUME • Os componentes do conjunto deve-
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS rão conter certificado de “verifica-
ção inicial” do INMETRO.
Descrição
Conjunto de instrumentos para medição de Embalagem
comprimento, peso e volume, composto de tre- • Os instrumentos deverão ser emba-
na métrica, balança mecânica e recipientes gra- lados individualmente, de forma
duados, com as seguintes características. apropriada às suas características,
• Trena de vinil maleável, com 2 cm e acondicionados em caixa de pa-
de largura e 10 m de comprimento; pelão ou similar.
escala métrica; numeração a cada
centímetro e divisões a cada 0,5 cm. Garantia
Corpo em material plástico • Um ano, contra defeitos de fabri-
inquebrável, dotado de manivela cação ou desconformidade às
para rebobinamento. especificações.
• Balança mecânica “tipo Roberval”,
com base metálica, pintura a pó, tra- C ONJU N T O DE M A PA S C I E N T Í F I COS DO

vessão, cutelo e navalha em aço C ORPO H UMANO


1020, dotada de dois pratos de COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS
alumínio com 13 cm de diâmetro,
removíveis, com capacidade de Descrição
2000 g, sensibilidade de 1 g, acom- Conjunto contendo 10 mapas científicos do
panhada de conjunto de massas corpo humano, representativos dos vários siste-
aferidas em latão, acondicionadas mas.
em cepo em madeira envernizada, • Sistema digestivo: o desenho locali-
dotado de cavidades apropriadas, za os órgãos do sistema digestivo no
conforme quantidades abaixo: corpo humano e descreve suas ca-
racterísticas (formato, tamanho,
Massa Quant. Massa Quant.
função, enzimas etc) e principais
Unidade de 1 g 1 Unidade de 50 g 1
doenças; mostra o processo de di-
Unidade de 2 g 2 Unidade de 100 g 2
Unidade de 5 g 1 Unidade de 200 g 1 gestão dentro de cada órgão e a pas-
Unidade de 10 g 2 Unidade de 500 g 1 sagem do alimento, desde a boca até
Unidade de 20 g 1 Unidade de 1000 g 1 a formação do quilo; mostra os ór-
gãos separadamente, detalhando
• Copo “Bequer”, forma baixa, com suas estruturas e respectivos nomes.
volume graduado até 1000 ml, fa- Os órgãos são: boca, pâncreas, fí-
bricado em polipropileno inquebrá- gado, estômago e intestino grosso.
vel, com graduação de 10 em 10 ml.
• Sistema respiratório: o desenho lo-
• Proveta com volume graduado até caliza os órgãos do sistema respira-
1000 ml, fabricada em polipropileno tório no corpo humano, descreven-
inquebrável, com graduação de 10 do as características principais, fun-
em 10 ml. ção e nome de cada um e cita as

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
176
PARTE 4

principais doenças; destaca o traje- frente e de costas, destacando a no-


to do ar durante a inspiração e a menclatura dos ossos, os tipos de
expiração, detalhando cada movi- costelas, os tipos de vértebras, a
mento; mostra todos os órgãos do subdivisão do esqueleto etc. Descre-
sistema respiratório com detalhes vem as funções e as características
de suas estruturas. Os órgãos deta- dos ossos, articulação e ligamentos,
lhados são: vias respiratórias, pul- citando as principais doenças neles
mões, árvore respiratória e verificadas.
bronquíolos. • Sistema esquelético II: os desenhos
• Sistema circulatório: os desenhos apresentam a estrutura lateral do
mostram o coração e toda a rede de esqueleto humano, diferenciando o
vias circulatórias no corpo humano, esqueleto axial do esqueleto
ressaltando as características e prin- apendicular e mostrando os diferen-
cipais doenças do coração, veias, tes tipos de articulações e agrupa-
artérias e sangue. mentos ósseos. Os seguintes agru-
• Sistema reprodutor masculino: os de- pamentos ósseos possuem desenhos
senhos localizam os órgãos do sis- individualizados: tronco, membros
tema reprodutor no corpo masculi- superiores e inferiores, cabeça ós-
no, denominando e descrevendo sea, cintura apendicular e cintura
suas características, funções e prin- pélvica.
cipais doenças; mostram os detalhes • Sistema muscular: os desenhos
da espermatogênese (processo de apresentam a estrutura anterior e
formação do espermatozóide) e os posterior do sistema muscular hu-
principais órgãos ligados à reprodu- mano; detalham a estrutura dos di-
ção, com detalhes de suas estrutu- ferentes tipos de músculo e
ras (genitália interna, próstata, pê- esquematizam as reações que ocor-
nis, testículo e espermatozóide). rem na contração muscular.
• Sistema reprodutor feminino: os de- • Sistema urinário: os desenhos apre-
senhos localizam os órgãos do sis- sentam todos os órgãos que com-
tema reprodutor no corpo femini- põem o sistema, descrevendo sua
no, denominando e descrevendo estrutura geral e detalhando a estru-
suas características, funções e prin- tura interna do rim e das vias
cipais doenças; detalham o proces- urinárias no homem e na mulher.
so da ovogênese (processo de for- Esquemas indicam as diferentes
mação do óvulo), o óvulo e suas es- excreções e detalham o processo de
truturas, o ciclo ovariano e o ciclo produção de urina.
menstrual e demonstram, com de- • Sistema nervoso: os desenhos apre-
talhes, as estruturas dos órgãos en- sentam a estrutura do sistema ner-
volvidos na reprodução (genitália fe- voso humano, com detalhamento
minina, vulva, útero, tuba interina do sistema nervoso central e peri-
e mamas). férico, incluindo informações sobre
• Sistema esquelético I: os desenhos as principais doenças que podem
apresentam o esqueleto humano de afetá-los.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


177

Recomendações • O mapa do Brasil deve conter divi-


• Todos os mapas devem apresentar são atualizada por estados, com as
título, legendas e nomenclatura em respectivas capitais; redes rodovi-
língua portuguesa, devendo também ária e ferroviária; tabela lateral
trazer desenhos em detalhes, descri- com informações sobre superfície,
ção das características e funções dos população, densidade demográfica
órgãos de forma didática. e principais atividades econô-
• Os mapas devem ser impressos em micas. A dimensão mínima deve
cores, sobre papel especial ser de 2m 2 e a escala mínima de
plastificado e entretelado, com alta 1:3.800.000.
definição de traços, em formato • O mapa múndi deve conter a divi-
aproximado de 125 x 90 cm. são atualizada dos países, com as res-
• Todos os mapas devem receber mol- pectivas capitais e cidades princi-
duras em madeira envernizada nas pais, bem como a divisão dos fusos-
bordas superior e inferior, fixadas horários mundiais. A dimensão
com grampos, cola e fitas de refor- mínima deve ser de 1m2 e a escala
ço; cadarço ou velcro para amarra- mínima de 1:30.000.000.
ção e orifícios com ilhoses para fi-
xação na parede. Recomendações
• Todos os mapas devem apresentar
Embalagem título, escala, legendas e nomencla-
• Os mapas devem ser acondiciona- tura em língua portuguesa, deven-
dos individualmente em tubos de do, também, serem indicadas as li-
papelão ou similar, com reforço nas nhas de latitude e longitude, em
extremidades. espaçamento adequado à escala uti-
lizada.
Garantia • Os mapas devem ser impressos em
• Um ano, contra defeitos de fabri- cores, sobre papel especial
cação ou desconformidade às plastificado e entretelado, com alta
especificações. definição de traços.
• Todos os mapas devem receber mol-
CONJUNTO DE MAPAS GEOGRÁFICOS I duras em madeira envernizada nas
bordas superior e inferior, fixadas
COMPONENTES CURRICULARES : HISTÓRIA E
com grampos, cola e fitas de refor-
GEOGRAFIA
ço; cadarço ou velcro para amarra-
ção e orifícios com ilhoses para fi-
Descrição
xação na parede.
Conjunto contendo mapas geopolíticos do
estado, do Brasil e mapa múndi.
• O mapa do estado deve conter divi- Embalagem
• Os mapas devem ser acondiciona-
são atualizada por municípios, re-
dos individualmente em tubos de
des rodoviária e ferroviária. A di-
papelão ou similar, com reforço nas
mensão mínima deve ser de 0,85 m2
extremidades.
e a escala mínima de 1:750.000.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
178
PARTE 4

Garantia Recomendações
• Um ano, contra defeitos de fabri- • Todos os mapas devem apresentar
cação ou desconformidade às título, escala, legendas e nomencla-
especificações. turas em português, com indicação
das linhas de latitude e longitude em
CONJUNTO DE MAPAS GEOGRÁFICOS II espaçamento adequado à escala uti-
COMPONENTES CURRICULARES : HISTÓRIA E
lizada.
GEOGRAFIA • Os mapas devem ser impressos em
cores, sobre papel especial
plastificado e entretelado, com alta
Descrição
Conjunto contendo um mapa “Planeta Ter- definição de traços, em formato
ra”, um mapa “Brasil Nossa Terra”, um mapa aproximado de 124 cm x 92 cm.
“Múndi Físico”, um mapa “Brasil Físico”. • Todos os mapas devem receber mol-
• Mapa Planeta Terra: mapa múndi duras em madeira envernizada nas
atualizado, com cada continente bordas superior e inferior, fixadas
mostrado em uma cor e cada país com grampos, cola e fitas de refor-
em uma tonalidade. Pequenos tex- ço; cadarço ou velcro para amarra-
tos sobre economia, clima, história, ção e orifícios com ilhoses para fi-
demografia e geopolítica. Escala xação na parede.
1:30.000.000.
• Mapa Múndi Físico: mapa múndi Embalagem
atualizado, contendo relevos, planí- • Os mapas devem ser acondiciona-
cies, desertos, serras, cordilheiras, dos individualmente em tubos de
destacando bacias hidrográficas, papelão ou similar, com reforço nas
golfos, cabos, baías, rios, mares, extremidades.
ilhas e grandes lagos, relevo subma-
rino e correntes marítimas. Escala Garantia
1:30.000.000. • Um ano, contra defeitos de fabri-
• Mapa Brasil Nossa Terra: mapa do cação ou desconformidade às
Brasil, atualizado, contendo divisão especificações.
regional em cores e estados em to-
nalidades individualizadas; capitais, CONJUNTO DE MAPAS HISTÓRICOS
cidades, rios, rodovias, ferrovias, C OMPONENTES CURRICULARES : HISTÓRIA E
portos, aeroportos, distâncias etc. GEOGRAFIA

Escala 1:50.000.000.
• Mapa Brasil Físico: mapa do Brasil, Descrição
atualizado, destaque de relevo, pla- Conjunto de mapas de História Moderna,
nícies, serras, cordilheiras, bacias Contemporânea e do Brasil, composto da forma
hidrográficas, golfos, cabos, baías, descrita a seguir.
rios, mares, ilhas, lago, relevo sub-
marino e correntes marinhas. Esca- História Moderna
la 1:50.000.000. • Mapa da Expansão Comercial Eu-
ropéia: mapa múndi, abrangendo o

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


179

processo das grandes navegações China e a África Equatorial, desta-


nos séculos XV e XVI. Escala cando a expansão territorial, os con-
1:30.000.000. Formato aproxima- flitos e regiões anexadas. Escala
do: 120 cm x 90 cm. 1:10.000.000. Formato aproxima-
• Mapa do Renascimento e da Refor- do: 120 cm x 90 cm.
ma: abrangendo todo o continente
europeu, o extremo ocidente da Século XX
China e a África Equatorial, com • Mapa da Primeira e Segunda Guer-
informações sobre as transforma- ras Mundiais: mapa múndi, abran-
ções sociais, culturais, religiosas e gendo blocos militares, expansão do
econômicas. Escala 1:10.000.000. Eixo, formas de governo, nações
Formato aproximado: 120 cm x 90 surgidas após o conflito, batalhas
cm. etc. Escala 1:30.000.000. Formato
• Mapa da América Colonial: mapa aproximado: 120 cm x 90 cm.
das Américas, abrangendo os siste- • Mapa “Uma Era de Conflitos”: mapa
mas coloniais. Escala 1:20.000.000. múndi, abrangendo os movimentos
Formato aproximado: 80 cm x 110 políticos e sociais anteriores e pos-
cm. teriores às guerras mundiais. Esca-
• Mapa da América Pré-Colombiana: la 1:30.000.000. Formato aproxima-
mapa das Américas, destacando os do: 120 cm x 90 cm.
povos ameríndios e as principais ci- • Mapa Político da Europa: mapa po-
vilizações americanas: maias, lítico, atualizado, com divisão dos
astecas e incas. Escala 1:20.000.000. países em cores, contendo limites
Formato aproximado: 80 cm x 110 nacionais, capitais, principais cida-
cm. des, rios, lagos, ilhas e demais aci-
dentes geográficos, incluindo a nova
História Contemporânea divisão formada pela desestrutura-
• Mapa da Europa Napoleônica: en- ção do Leste Europeu. Escala
globa o continente europeu, o ex- 1:50.000.000. Formato aproxima-
tremo ocidente da China e a África do: 126 cm x 92 cm.
Equatorial, com as conquistas fran-
cesas até 1812, os estados aliados, História do Brasil
neutros e beligerantes e o bloqueio • Mapa do Brasil Colônia I: destaca
continental. Escala 1:10.000.000. as capitanias hereditárias, a divi-
Formato aproximado: 120 cm x são do Brasil, os tratados e limi-
90 cm. tes, as missões, as fortificações e
• Mapa do Neocolonialismo: mapa as invasões estrangeiras. Escala
múndi, destacando o domínio euro- 1:5.200.000. Formato aproximado:
peu sobre a África e a Ásia. Escala 90 cm x 110 cm.
1:30.000.000. Formato aproximado: • Mapa do Brasil Colônia II: destaca
120 cm x 90 cm. as revoltas, as atividades econômi-
• Mapa da Formação da Alemanha, cas, o povoamento e a Família Real.
Itália e Rússia: engloba o continen- Escala 1:5.200.000. Formato apro-
te europeu, o extremo ocidente da ximado: 90 cm x 110 cm.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
180
PARTE 4

• Mapa do Brasil Império: destaca a Garantia


Independência, as revoltas, regên- • Um ano contra defeitos de fabrica-
cias e liberais, conflitos externos e ção ou desconformidade às
atividades econômicas. Escala especificações.
1:5.200.000. Formato aproximado:
90 cm x 110 cm. CONJUNTO DE MATERIAIS CIENTÍFICOS
• Mapa do Brasil República I: des- COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS
taca a Proclamação da República,
a questão de limites, o movimen-
Descrição
to tenentista. Escala 1:5.200.000. Conjunto de materiais científicos diversos
Formato aproximado: 90 cm x para uso em laboratório, contendo os seguintes
110 cm. elementos, nas quantidades sugeridas.
• Mapa do Brasil República II: re- • Escova para limpeza de vidros, com
trata os aspectos políticos e cultu- diâmetro de 20 mm (3 unidades).
rais da Era Vargas à Nova Repú- • Esfera de isopor, com diâmetro de
blica (1930 – 90), destacando as
50 mm e de 150 mm (8 unidades
Assembléias Constituintes e os
de cada).
Movimentos de Massa e Milita-
• Espátula de polipropileno, com duas
res do período estudado. Escala
lâminas de 100 mm (7 unidades).
1:5.200.000. Formato aproximado:
• Estante de madeira para 12 tubos
90 cm x 110 cm.
de ensaio, com furos de 18 mm e
Recomendações de 21 mm (10 unidades).
• Todos os mapas devem apresentar • Funil plástico, com diâmetro de
título, legendas e nomenclaturas 80 mm (8 unidades).
atualizadas, sempre em língua por- • Furador para rolha com diversos
tuguesa. extratores, tendo cada extrator um
• Os mapas devem ser impressos em diâmetro diferente (1 unidade).
cores, sobre papel especial • Papel de filtro, com diâmetro de
plastificado e entretelado, com alta 110 mm (2 caixas com 100 unida-
definição de traços. des cada).
• Todos os mapas devem receber mol- • Pinça de madeira para tubo de en-
duras em madeira envernizada nas saio, com 180 mm de comprimen-
bordas superior e inferior, fixadas to (14 unidades).
com grampos, cola e fitas de refor- • Rolha de borracha natural, resis-
ço; cadarço ou velcro para amarra- tente a ácidos, com diâmetro de
ção e orifícios com ilhoses para fi- 22,5 mm, comprimento de 28 mm,
xação na parede. com furo para termômetro.
• Rolhas de cortiça para Erlenmeyer de
Embalagem
250 ml e tubos de ensaio de 16 mm e
• Os mapas devem ser acondiciona-
de 30 mm de diâmetro (0,5 Kg).
dos individualmente em tubos de
papelão ou similar, com reforço nas • Tubo de ensaio plástico, com diâ-
extremidades. metro de 15 mm e comprimento de
100 mm (40 unidades).

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


181

• Tubo de plástico transparente e fle- • Ímã de barra em alnico, com 30 mm


xível com diâmetro de 5 mm (20 m), de comprimento e secção de 5 x
com diâmetro de 10 mm (10 m) e 6 mm (14 unidades).
com diâmetro de 15 mm (10 m). • Ímã ferradura em alnico, com diâ-
metro médio de 30 mm (7 unida-
Recomendação des).
• Observar as recomendações gerais. • Lâmpada de 1,5 v e 220 m A(**),
com soquete (20 unidades).
Embalagem • Lâmpada de 6,0 v e 220 m A, com
• As peças devem ser embaladas in- soquete (20 unidades).
dividualmente e acondicionadas em • Limalha de ferro em frascos com
caixa de papelão ou madeira, devi- tampa, contendo 100 g (7 frascos).
damente estruturada, de modo a • Placa de cobre de 100 x 20 x 1 mm
evitar danos ocasionados por vibra- (14 unidades).
ções no transporte. • Placa de zinco de 100 x 20 x 1 mm
(14 unidades).
Garantia • Porta pilha para uma pilha grande
• 180 dias, contra defeitos de fabri- (21 unidades).
cação ou desconformidade às
especificações.
Recomendação
• Observar as recomendações gerais.
CONJUNTO DE MATERIAIS DE ELETRICIDADE E

MAGNETISMO
Embalagem
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS • As peças devem ser embaladas in-
dividualmente e acondicionadas em
Descrição caixa de papelão ou madeira, devi-
Conjunto de materiais de eletricidade e damente estruturada, de modo a
magnetismo para uso em laboratório, contendo evitar danos ocasionados por vibra-
os seguintes elementos, nas quantidades ções no transporte.
sugeridas:
• Bússola com 5 cm de diâmetro, base
Garantia
em metal e rosa dos ventos (7 uni- • 180 dias, contra defeitos de fabri-
dades). cação ou desconformidade às
• Cabo de ligação com terminais “ja- especificações.
caré”, com 25 cm de comprimento
(20 unidades).
• Fi o d e c o b r e e s m a l t a d o n o 22
(100 m).
• Fio de cobre esmaltado no 26 (50 m).
• Fio de cobre esmaltado no 40 (20 m).
• Ímã cilíndrico em alnico(*), com
50 mm de comprimento e 5 mm de (*) Alnico: liga contendo alumínio, níquel e cobalto; ímã sintéti-
co, não proveniente do minério magnetita.
diâmetro (28 unidades). ( * * ) m A (miliampere): milésima parte de um ampere.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
182
PARTE 4

CONJUNTO DE MATERIAIS PARA MICROSCOPIA Recomendação


E ÓPTICA • Todos os elementos do conjunto de-
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS vem possuir capa protetora.

Descrição Embalagem
Conjunto de materiais para microscopia e • As peças devem ser embaladas in-
óptica, contendo os seguintes elementos, nas dividualmente e acondicionadas em
quantidades sugeridas: caixa de papelão ou madeira, devi-
• Lâmina de vidro não lapidada, com damente estruturada, de modo a
26 mm x 76 mm, espessura de evitar danos ocasionados por vibra-
1 mm a 1,3 mm (2 caixas com ções no transporte.
50 unidades cada).
• Lamínula de vidro, com 20 mm x Garantia
20 mm (1 caixa com 100 unidades). • 180 dias, contra defeitos de fabri-
• Estojo laminário (1 unidade). cação ou desconformidade às
• Pinça anatômica de ponta fina, em especificações.
aço inox, com 160 mm de compri-
mento (7 unidades). CONJUNTO DE MODELOS ANATÔMICOS
• Espelho convexo, em vidro óptico, COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS

foco de 5 0 m m e d i â m e t r o d e
5 0 mm (7 unidades). Descrição
• Espelho côncavo, em vidro óptico, Conjunto composto de um torso humano
foco d e 5 0 m m e d i â m e t r o d e bissexual com cabeça e dois modelos de arcada
5 0 mm (7 unidades). dentária humana, com escovas apropriadas para
• Espelho plano, com 80 x 80 mm demonstração de higiene dental.
(7 unidades). • Torso humano em tamanho natural,
• Lente divergente de vidro óptico, confeccionado em resina plástica rí-
foco de 5 0 m m e d i â m e t r o d e gida e inquebrável, dotado de órgãos
5 0 m m (7 unidades). genitais masculinos e femininos
• Lente convergente de vidro óptico, intercambiáveis e demais órgãos
desmontáveis, totalizando, no míni-
foc o d e 5 0 m m e d i â m e t r o d e
mo, 24 partes, com as seguintes ca-
50 mm (7 unidades).
racterísticas:
• Lente convergente de vidro óptico,
• cabeça desmontável e removível,
foco de 100 mm e diâmetro de
seccionada para possibilitar a
50 mm (7 unidades).
visualização da parte óssea e da
• Prisma óptico, padrão “ FUNBEC ”,
massa encefálica;
com 30 x 30 x 40 mm (7 unidades).
• pulmões com lóbulos;
• Suporte plástico individual para len-
• coração dividido em duas partes,
tes, para demonstração em experi-
de modo a possibilitar a
ências de óptica (7 unidades).
visualização das quatro cavida-
• Lanterna para 2 pilhas, com pilhas.
des;
• fígado com vesícula biliar;

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


183

• intestino grosso, com abertura • As gengivas e os dentes devem ter


do apêndice vermiforme; acabamento polido em cores natu-
• intestino delgado; rais.
• rins;
• peito feminino com detalhamen- Embalagem
to, em um dos seios, da muscu- • Caixa de papel ondulado individual
latura e da glândula mamária; para cada item, estruturada para
• órgãos genitais femininos, proteger contra danos que possam
ser causados no transporte e na ar-
seccionadas de modo a possibili-
mazenagem.
tar a visualização interna do úte-
ro, com embrião removível de
três meses de gestação; Garantia
• órgãos genitais masculinos, sec- • Um ano, contra defeitos de fabri-
cação ou desconformidade às
cionados para possibilitar a visu-
especificações.
alização interna;
• tronco com visualização da par-
te interna, sobre base de 40 x CONJUNTO DE PINCÉIS REDONDOS
25 cm. COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

• Conjunto composto por duas arca-


das dentárias de adulto completas e Descrição
duas escovas de dentes, todas as Dois conjuntos de pincéis redondos de pê-
peças de tamanho ampliado na es- los de camelo, com pontas finas e naturais, virola
cala de aproximadamente 3:1, com plástica ou de alumínio polido, cabo curto em
as seguintes características: material plástico ou madeira envernizada ou la-
• arcadas e dentes em resina plás- queada em cores, sendo:
tica rígida, com articulações que • um conjunto de pincéis no 24 (com
permitam simulação de 12 unidades)
escovação; • um conjunto de pincéis no 12 (com
• escova em plástico injetado em 12 unidades).
cores vivas e cerdas de nylon in-
color. Recomendações
• O cabo de plástico ou madeira deve
Recomendações ser rígido, maciço, confeccionado
• O torso deve ter acabamento em com material atóxico, inodoro e li-
cores naturais, em todas as faces vi- vre de impurezas. Deve apresentar
síveis. Os órgãos destacáveis devem formato anatômico, acabamento
ter ajuste preciso no encaixe e aca- liso, sem rebarbas e brilhante.
bamento em cores naturais, em to-
das as faces visíveis. Embalagem
• Todas as peças devem ser numera- • Caixa de papel cartonado ou simi-
das e acompanhadas de manual no- lar.
meando as estruturas anatômicas e
detalhes, em língua portuguesa.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
184
PARTE 4

Garantia Recomendações
• Contra defeitos de fabricação ou • Placas em chapa de madeira com-
desconformidade às especificações. pensada ou em fibra de madeira
prensada (tipo eucatex), de 6 mm
CONJUNTO DE REDES de espessura, com bordas arredon-
dadas. Haste em madeira maciça ou
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
em metal, com diâmetro mínimo de
2 cm e altura de 90 cm, do piso ao
Descrição
topo da placa. Placa e haste fixadas
Conjunto constituído de redes para volei-
uma a outra por meio de parafusos
bol (uma rede), futebol de salão (um par) e bas-
auto-atarrachantes. Base suporte
quetebol (um par).
em madeira maciça ou em metal,
com dimensões que garantam esta-
Recomendações
bilidade ao conjunto e dispositivo
• As redes deverão ser confecciona-
para encaixe da haste.
das com náilon “2”, em tamanhos
• Sinais de trânsito pintados com es-
oficiais.
malte sintético, brilhante, atóxico e
• Deverão apresentar lonas de refor-
inodoro, em cores vivas, na face
ço nas bordas superior e inferior e
frontal das placas; selador e verniz
cordão de fixação.
para madeira, atóxico, inodoro e li-
vre de impurezas, na face posterior
Embalagem e nos topos.
• Caixa de papelão ondulado ou em-
balagem plástica resistente.
Embalagem
• Caixa de papelão ondulado ou simi-
Garantia lar.
• Contra defeitos de fabricação ou
desconformidade às especificações.
Garantia
• Um ano, contra defeitos de fabri-
CONJUNTO DE SINAIS DE TRÂNSITO cação ou desconformidade às
COMPONENTES CURRICULARES : HISTÓRIA E especificações.
GEOGRAFIA

CONJUNTO DE TERMÔMETROS
Descrição COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS
Conjunto de sete placas com sinais de trân-
sito, confeccionadas em chapa de madeira, com
Descrição
25 cm de lado e 1 cm de espessura, dotadas de
Conjunto composto de termômetros quí-
haste e base suporte. Cada conjunto deve cons-
micos e de temperatura ambiente, contendo os
tar das seguintes placas: estacionamento proibi-
seguintes elementos, nas quantidades sugeridas:
do, estacionamento permitido, parada obrigató-
• termômetro químico de mercúrio,
ria, velocidade máxima permitida, indicação de
com escala inteira de -10 o C a +
lombada, indicação de travessia de pedestres e
110 oC e comprimento de 260 mm
semáforo (dotado de dispositivo indicador de fa-
(10 unidades);
ses: vermelho, amarelo e verde).

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


185

• termômetro para temperatura am- Embalagem


biente, a líquido vermelho, com es- • Caixa de papel cartonado ou simi-
cala de -10 oC a + 50 oC, com base lar.
de madeira de 210 mm x 25 mm e
dispositivo para pendurar em pare- Garantia
de (2 unidades). • Contra defeitos de fabricação ou
desconformidade às especificações.
Recomendação
• As peças devem possuir capa pro- CONJUNTO DE TRINCHAS
tetora.
COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Embalagem
Descrição
• as peças devem ser acondicionadas
Conjunto de 12 trinchas de uma polegada,
em caixas de papelão ou madeira,
confeccionadas com pêlos de orelha de boi mis-
com acomodação individual, de
tos com cerdas porcinas, pontas retas naturais,
modo a oferecer proteção contra
virola de alumínio polido e cabo curto em mate-
quaisquer danos ocasionados por
rial plástico ou madeira envernizada ou laqueada
vibrações no transporte.
em cores.

Garantia
Recomendação
• Um ano, contra defeitos de fabri-
• O cabo de plástico ou madeira deve
cação ou desconformidade às
ser rígido, maciço, confeccionado
especificações.
com material atóxico, inodoro e li-
vre de impurezas. Deve apresentar
CONJUNTO DE TESOURAS
formato anatômico, acabamento
COMPONENTE CURRICULAR: ARTE
liso, sem rebarbas e brilhante.

Descrição
Conjunto de tesouras tipo escolar, sem Embalagem
• Caixa de papel cartonado ou simi-
ponta, em aço inoxidável, com cabo anatômico
lar.
de material plástico, acondicionadas em estojo
individual em plástico transparente, com siste-
ma de fecho. Quantidade sugerida por conjunto: Garantia
• Contra defeitos de fabricação ou
30 unidades.
desconformidade às especificações.
Recomendações
• As tesouras devem ser afiadas, apre- CONJUNTO DE VIDRARIA PARA LABORATÓRIO
sentar corte preciso e articulação COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS

sem folga na junta.


• Os cabos devem ser de plástico de Descrição
alta resistência, com acabamento Conjunto de vidraria para laboratório, con-
liso e brilhante, sem rebarbas. tendo os seguintes elementos, nas quantidades
• Todos os componentes devem ser sugeridas:
atóxicos e inodoros.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
186
PARTE 4

• Béquer graduado, 250 ml (10 uni- CONJUNTO PARA CONSTRUIR MAQUETES


dades); COMPONENTES CURRICULARES : HISTÓRIA E
• Béquer graduado, 500 ml (10 uni- GEOGRAFIA
dades);
• Erlenmeyer graduado, 250 ml (2 Descrição
unidades); Conjunto de blocos de construção em ma-
• proveta graduada, 100 ml (7 unida- deira, com representação das paisagens urbana e
des); rural, para montar maquetes. Cada conjunto pode
• pipeta graduada de vidro, 10 ml (7 ser formado pelos seguintes componentes, nas
unidades); quantidades indicadas (sugestão):
• tubo de ensaio, com 16 mm de diâ-
• casas térreas (5), casas assobradadas
(2), prédios residenciais com qua-
metro e 150 mm de comprimento
(50 unidades); tro andares (2), prédios comerciais
diversos (mercado, loja, banco) (5),
• tubo de ensaio, com 20 mm de diâ-
padaria (1), hospital (1), escola (1),
metro e 200 mm de comprimento
igreja com torre (1), fábrica (1),
(20 unidades);
posto de combustível (1), estação
• conta-gotas com chupeta de borra-
ferroviária ou rodoviária (1), se-
cha, com 150 mm de comprimento
máforos (6), ponte (1), cercas (4), veí-
(20 unidades);
culos (6), árvores (7), animais (10),
• placa de Petri, com 100 mm de diâ-
pessoas (adultos e crianças) (10).
metro e 15 mm de altura (20 uni-
Os blocos representativos de edifícios de-
dades);
verão apresentar as três dimensões nas seguintes
• bastão, com 6 mm de diâmetro e proporções: comprimento maior ou igual a
250 mm de comprimento (10 uni- 10 cm, largura maior ou igual a 6 cm, altura maior
dades). ou igual a 3 cm. As peças deverão obedecer rela-
ção em escala.
Recomendação
• Todas as peças devem possuir capa
Recomendações
protetora. • Peças lixadas, com acabamento liso,
sem rebarbas, pintadas com esmal-
Embalagem te sintético, brilhante, atóxico e
• As peças devem ser embaladas in- inodoro e/ou com verniz atóxico,
dividualmente e acondicionadas em inodoro e livre de impurezas. As
caixa de papelão ou madeira, devi- peças representativas de edifícios
damente estruturada, de modo a devem apresentar pintura ou apli-
evitar danos ocasionados por vibra- cação serigráfica de elementos
ções no transporte. arquitetônicos (portas, janelas, vi-
trines, placas de identificação e ou-
Garantia tros).
• 180 dias, contra defeitos de fabri- • Os blocos devem ser acondiciona-
cação ou desconformidade às dos em caixa de madeira maciça,
especificações. clara, com divisões que acomodem
um jogo de 54 peças. As laterais da

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


187

caixa devem ter espessura mínima Recomendação


de 10 mm; a tampa e o fundo, 4 mm. • Corda de sisal, com acabamento nas
As fixações devem ser por encaixe, extremidades em couro fixado com
coladas. costura reforçada ou manopla em
madeira com formato anatômico.
Embalagem
• Caixa de papelão ondulado ou simi- Embalagem
lar. • Caixa de papelão ondulado ou saco
plástico resistente.
Garantia
• Um ano, contra defeitos de fabri- Garantia
cação ou desconformidade às • Contra defeitos de fabricação ou
especificações. desconformidade às especificações.

CORDA ELÁSTICA DISCOS DE FRAÇÕES


COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA

Descrição
Descrição
Corda elástica para atividades de forma- Conjunto composto de seis diferentes cír-
ção motora, com 6 m de comprimento e 7 mm culos coloridos para estudo de frações, cada um
de diâmetro, com interior em borracha e acaba- deles com 150 mm de diâmetro, dividido de for-
mento externo em trama de fio sintético. ma a representar o inteiro, com as seguintes ca-
racterísticas:
Recomendação
• Empunhadura desenvolvida na pró- Representação Cores Número
pria corda, nas duas extremidades, sugeridas impresso
fixada por meio de braçadeiras de
metal. Inteiro branca 1
2/2 laranja 1/2
3/3 azul 1/3
Embalagem
4/4 amarela 1/4
• Caixa de papelão ondulado ou saco 5/5 verde 1/5
plástico resistente. 6/6 vermelha 1/6

Garantia Recomendações
• Contra defeitos de fabricação ou • Os círculos devem ser confecciona-
desconformidade às especificações.
dos em material plástico ou, opcio-
nalmente, em fibra de madeira pren-
CORDA INDIVIDUAL PARA PULAR
sada (tipo eucatex), com 6 mm de
COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
espessura.
• Se o material utilizado for plástico,
Descrição
deve ser maciço, rígido, inquebrável,
Corda individual para atividades de forma-
injetado, inodoro, livre de impure-
ção motora, com 2,20 m de comprimento e
zas, em cores com pigmentos
10 mm de diâmetro.
atóxicos.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
188
PARTE 4

• Se o material utilizado for madeira, Garantia


as peças devem ser lixadas e o aca- • Contra defeitos de fabricação ou
bamento feito em esmalte sintético d e s c o n f o r m i d a d e às especifica-
brilhante, na superfície superior e ções.
nos topos, e em seladora para ma-
deira, na superfície inferior. ESCALA CUISINAIRE
• Os discos devem ser acondiciona- COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA
dos em caixa de madeira maciça,
clara, com divisões que acomodem Descrição
15 conjuntos. As laterais da caixa Conjunto de peças para estudo de propor-
devem ter espessura mínima de ções, composto de barras coloridas em madeira
10 mm; a tampa e o fundo, 4 mm. maciça ou em fibra de madeira prensada (tipo
As fixações devem ser por encaixe, eucatex), com acabamento em verniz e/ou es-
coladas. malte,
Quando em madeira maciça, o conjunto
Embalagem contém os seguintes elementos:
• Caixa de papelão ondulado ou em-
balagem plástica resistente.

Quant. Elemento Dimensões (*) Cores sugeridas


100 cubos de unidade 10 x 10 x 10 mm Natural
50 barras de 2 unidades 10 x 10 x 20 mm Vermelho
36 barras de 3 unidades 10 x 10 x 30 mm Verde-claro
28 barras de 4 unidades 10 x 10 x 40 mm Lilás
20 barras de 5 unidades 10 x 10 x 50 mm Amarelo
14 barras de 6 unidades 10 x 10 x 60 mm Verde-escuro
12 barras de 7 unidades 10 x 10 x 70 mm Preto
12 barras de 8 unidades 10 x 10 x 80 mm Marrom
12 barras de 9 unidades 10 x 10 x 90 mm Azul
10 barras de 10 unidades 10 x 10 x 100 mm Laranja
(*) Espessura, largura e comprimento.

Quando em fibra de madeira prensada, o conjunto contém os seguintes elementos:


Quant. Elemento Dimensões (*) Cores sugeridas

96 peças de unidade 6 x 20 x 20 mm Branco


48 peças de 2 unidades 6 x 20 x 40 mm Vermelho
32 peças de 3 unidades 6 x 20 x 60 mm Verde-claro
24 peças de 4 unidades 6 x 20 x 80 mm Rosa
18 peças de 5 unidades 6 x 20 x 100 mm Amarelo
14 peças de 6 unidades 6 x 20 x 120 mm Verde-escuro
14 peças de 7 unidades 6 x 20 x 140 mm Preto
12 peças de 8 unidades 6 x 20 x 160 mm Marrom
12 peças de 9 unidades 6 x 20 x 180 mm Azul
9 peças de 10 unidades 6 x 20 x 200 mm Laranja

(*) Espessura, largura e comprimento.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


189

Recomendações Garantia
• Cada conjunto deve ser acondicio- • Um ano, contra defeitos de fabri-
nado em caixa de madeira, com di- cação ou desconformidade às
visões que acomodem os grupos de especificações.
componentes.
• Todas as peças, incluindo as caixas, ESPELHO DE PAREDE
devem ser lixadas, com acabamen- COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
to liso e sem rebarbas.
• Quando em madeira maciça, as pe-
Descrição
ças devem ser seladas, envernizadas
Espelho de parede em cristal plano, com
quando em cor natural, e
espessura mínima de 4 mm, nas dimensões de
esmaltadas quando coloridas, com
0,50 m x 1,10 m, dotado de moldura em alumí-
acabamento brilhante. As peças de-
nio e conjunto de fixação.
vem ser padronizadas quanto às di-
mensões.
Recomendações
• Quando em fibra de madeira pren- • Moldura em sistema de encaixe, do-
sada, as peças devem receber aca-
tada de reforços em “L” nos cantos
bamento em esmalte sintético, bri-
e dispositivo para fixação. Acaba-
lhante, na superfície superior e nos
mento anodisado ou pintura a pó
topos, e selador para madeira, na su-
(em preto).
perfície inferior.
• Fundo em fibra de madeira prensa-
• O verniz utilizado deve ser atóxico, da (tipo eucatex), com espessura de
inodoro, livre de impurezas e com
3 mm, colado ao espelho com cola
aparência cristalina. O esmalte deve
de contato.
ser em cores puras, brilhante,
• Conjunto para fixação na parede
atóxico e inodoro.
composto de 2 parafusos de aço gal-
• A caixa para acondicionamento vanizado, tipo escápulas, e buchas
deve ser em madeira clara, com es-
de nylon.
pessura mínima de 10 mm nas late-
rais, com fixações por encaixe, co-
Embalagem
ladas. A tampa e o fundo devem ser
• O espelho deve ser embalado indi-
em compensado laminado de 4 mm
vidualmente, com papelão ondula-
de espessura, envernizado, ou em lâ-
do ou plástico “bolha”. O conjunto
mina de fibra de madeira prensada,
para fixação deve ser embalado in-
esmaltado em vermelho. As dobra-
dividualmente, em saco plástico.
diças devem ser fixadas por meio
Acondicionar não mais que dois es-
de parafusos e a tampa, possuir fe-
pelhos e dois conjuntos de fixação
cho com trava.
em caixa de papelão ondulado.

Embalagem
Garantia
• Caixa de papelão ondulado ou simi- • Um ano, contra defeitos de fabri-
lar.
cação ou desconformidade às
especificações.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
190
PARTE 4

FANTASIAS DE ANIMAIS e personagens variados, em dimensões adequa-


COMPONENTE CURRICULAR: ARTE
das aos dedos da mão.

Descrição Recomendações
Conjunto composto de dez ou mais fanta- • As peças devem ter acabamento em
sias de animais confeccionadas em tecido, em for- costura zig-zag e cabeças com en-
ma de saco de vestir, com altura mínima de 1 m. chimento.
• A caracterização dos personagens e
dos animais deve ser de fácil reco-
Recomendações
• As fantasias devem ser confeccio- nhecimento.
nadas em mescla de algodão/ • As dimensões devem permitir a uti-
poliester, em cores vivas, com apli- lização por crianças e adultos.
ques em feltro e arremates em to-
das as bordas, em linha de algodão Embalagem
resistente. • Caixa de papel cartonado ou emba-
• A caracterização dos animais deve lagem plástica resistente.
ser de fácil reconhecimento.
• As dimensões deverão ser adequa- Garantia
das à estatura de crianças de 7 a 9 • Contra defeitos de fabricação ou
anos. desconformidade às especificações.

Embalagem FANTOCHES DE MÃO


• Cada fantasia deve ser acondiciona- COMPONENTES CURRICULARES: ARTE, HISTÓRIA

da em saco plástico transparente ou E GEOGRAFIA , LÍNGUA ESTRANGEIRA E LÍNGUA


em saco de tecido, em ambos os PORTUGUESA
casos, com sistema de fecho.
• O conjunto de fantasias deve ser Descrição
acondicionado em caixa de papelão Conjunto de fantoches confeccionados em
ondulado ou embalagem plástica re- feltro, com altura aproximada de 35 cm e dimen-
sistente. sões adequadas às mãos, contendo dois grupos
de peças: grupo de animais variados e grupo de
Garantia personagens.
• Um ano, contra defeitos de fabri-
cação ou desconformidade às Recomendações
especificações. • As peças devem ter acabamento em
costura zig-zag e elementos articu-
FANTOCHES DE DEDO lados (boca, orelha...).
COMPONENTES CURRICULARES: ARTE, HISTÓRIA • A caracterização dos personagens e
E GEOGRAFIA, LÍNGUA ESTRANGEIRA E LÍNGUA dos animais deve ser de fácil reco-
PORTUGUESA nhecimento.
• As dimensões devem permitir a uti-
lização por crianças e adultos.
Descrição
Conjunto de fantoches confeccionados em
feltro e tecido coloridos, representando animais

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


191

Embalagem
• Cada fantoche deve ser acondicio- Garantia
nado em saco plástico transparen- • Contra defeitos de fabricação ou
te, com sistema de fecho. desconformidade às especificações.
• O conjunto de fantoches deve ser
acondicionado em caixa de papelão GLOBO TERRESTRE
ondulado ou embalagem plástica re- COMPONENTES CURRICULARES : HISTÓRIA E
sistente. GEOGRAFIA

Garantia Descrição
• Um ano, contra defeitos de fabri- Globo terrestre giratório, dotado de base,
cação ou desconformidade às
com a configuração política mundial em escala
especificações.
própria, contendo a divisão atualizada dos paí-
ses, com suas respectivas capitais e cidades prin-
FANTOCHES DE PALCO cipais; indicação das linhas dos paralelos e
COMPONENTES CURRICULARES: ARTE, HISTÓRIA meridianos e dos fusos horários.
E GEOGRAFIA, LÍNGUA ESTRANGEIRA E LÍNGUA

PORTUGUESA
Recomendações
• O globo deve apresentar legendas e
Descrição nomenclatura em língua portugue-
Conjunto de fantoches confeccionados em sa e indicação da escala.
feltro e tecido coloridos, com altura aproximada • A esfera deve ser confeccionada em
de 50 cm, contendo três grupos de peças: grupo material plástico rígido e resistente
de animais e aves, grupo de personagens repre- a impactos, revestida em papel es-
sentando a família (adultos e crianças) e grupo pecial plastificado. Impressão com
de personagens representando as diferentes pro- alta definição de traços e contornos.
fissões. Arco ou anel de fixação em materi-
al plástico ou metálico, com escala
Recomendações angular dos paralelos. Base de sus-
• As peças devem ter acabamento em tentação em material plástico ou
costura zig-zag e elementos articu- metálico.
lados (boca, orelha...). • O globo deve ser dotado de sistema
• A caracterização dos personagens e giratório em relação ao seu eixo e
dos animais deve ser de fácil reco- em relação à base de sustentação.
nhecimento. As buchas e pinos de rotação devem
ser em material plástico ou metáli-
Embalagem co.
• Cada fantoche deve ser acondicio-
nado em saco plástico transparen- Embalagem
te, com sistema de fecho. • Caixa de papelão ondulado ou simi-
• O conjunto de fantoches deve ser lar.
acondicionado em caixa de papelão
ondulado ou embalagem plástica re-
sistente.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
192
PARTE 4

Garantia Garantia
• Um ano, contra defeitos de fabri- • Contra defeitos de fabricação ou
cação ou desconformidade às desconformidade às especificações.
especificações.
JOGOS DE SALÃO
JOGOS DE MEMÓRIA COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA

Descrição
Descrição Conjunto constituído pelos seguintes jogos
Conjunto de três jogos de memória com de salão:
54 peças ou 27 pares em cada jogo, confecciona- • Jogo de damas/trilha com tabuleiro
dos em blocos de madeira prensada (tipo confeccionado em madeira, em for-
eucatex), com 5 cm de lado e espessura de 4 mm. mato de estojo, com aproximada-
Cada jogo representa um grupo temático, sendo: mente 30 x 30 cm, com tampa e
um grupo combinando letras do alfabeto; um fundo em fibra de madeira prensa-
grupo combinando números e quantidades, e um da (tipo eucatex), com espessura de
grupo combinando figuras de estórias infantis. 4 mm, com aplicação de impressão
serigráfica, seguida de verniz. Pedras
Recomendações confeccionadas em madeira ou plás-
• Ilustrações pintadas com esmalte tico, em formato circular, com apro-
sintético, brilhante, atóxico e ximadamente 2,5 cm de diâmetro e
inodoro, em cores vivas, na parte espessura 8 mm, nas quantidades e
superior. Acabamento em verniz cores padronizadas.
para madeira, atóxico e inodoro, na • Jogo de loto com, no mínimo, 48
superfície inferior e nos topos. Aca- cartelas confeccionadas em papelão
bamento liso, sem rebarbas. cartonado plastificado, contendo 15
• As figuras devem ser de fácil reco- números de 01 a 99 na forma de aná-
nhecimento. lise combinatória, sem repetição. Blo-
• Os blocos devem ser acondiciona- cos de madeira ou plástico, com nú-
dos em caixa de madeira maciça, meros impressos de 01 a 99. Saco
clara, com divisões que acomodem plástico ou tecido e cartela para con-
um jogo de 54 peças. As laterais da ferência.
caixa devem ter espessura mínima • Jogo de dominó com 28 peças de
de 8 mm; a tampa e o fundo, 4 mm. apro x i m a d a m e n t e 2 , 5 x 5 , 0 x
As fixações devem ser por encaixe, 0,8 cm, confeccionadas em materi-
coladas. al plástico na cor pérola, com nu-
meração em preto.
Embalagem • Jogo de xadrez com tabuleiro con-
• Caixa de papelão ondulado ou em- feccionado em madeira, em forma-
balagem plástica resistente, com to de estojo, com aproximadamen-
três jogos. te 30 x 30 cm, bordos encabeçados
em madeira maciça, tampo em fi-
bra de madeira prensada (tipo
eucatex), com espessura de 4 mm,

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


193

com aplicação de impressão simulando a união de 10 cubos pe-


serigráfica, seguida de verniz. Pedras quenos.
confeccionadas em madeira maci- • 500 cubos maciços, de 10 x 10 x
ça ou material plástico injetado, nas 10 mm.
cores e quantidades padronizadas.
• Jogo de ludo real, com tabuleiro em Recomendações
papelão cartonado reforçado. • Todas as peças, incluindo a caixa,
devem ser lixadas e envernizadas,
Recomendações com acabamento liso, sem rebarbas,
• Todos os elementos devem apresen- brilhante. O verniz utilizado deve ser
tar acabamento liso e sem rebarbas. atóxico, inodoro, livre de impure-
• Nas peças em madeira envernizada zas e com aparência cristalina. Po-
ou pintada, devem ser utilizados derá ser aceito acabamento com
materiais atóxicos e inodoros. cera líquida, exclusivamente nos
Embalagem cubos pequenos e nas barras.
• Caixa de papelão cartonado, estojo • A caixa deve ter tampa e fundo em
plástico, de madeira ou similar. compensado laminado. As dobradi-
Garantia ças devem ser fixadas por meio de
• Um ano, contra defeitos de fabri- parafusos. A tampa deve ter fecho
cação ou desconformidade às com trava. A caixa deve possuir re-
especificações. cortes nas laterais, para facilitar a
retirada do material.
MATERIAL DOURADO
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA Embalagem
• Caixa de papelão ondulado ou simi-
lar.
Descrição
Conjunto de peças em madeira enverniza-
da, composto de cubo, placas, barras e cubinhos, Garantia
acondicionado em caixa de madeira maciça, com • Um ano, contra defeitos de fabri-
divisões apropriadas para acomodar os quatro cação ou desconformidade às
grupos de componentes. Cada conjunto deve con- especificações.
ter os componentes a seguir relacionados, nas
medidas e quantidades indicadas. MESA DE TÊNIS
• 1 cubo maciço, de 100 x 100 x COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA
100 mm, com dimensões
ortogonais, simulando um bloco Descrição
com 1000 cubos pequenos de 10 Mesa em madeira, tamanho oficial
x 10 x 10 mm. (2,74 m de comprimento, 1,52 m de largura e
• placas maciças, de 100 x 100 x 0,76 m de altura), esmaltada na cor verde ou azul,
100 mm, com divisões ortogonais, com faixas demarcatórias em branco, dotada de
simulando a união de 100 cubos pe- rodízios e dos seguintes acessórios: uma rede com
quenos. suporte, dois pares de raquetes em madeira com
• 100 barras maciças, de 10 x 10 x revestimento de borracha e seis bolinhas.
10 mm, com dimensões ortogonais,

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
194
PARTE 4

Recomendações Recomendação
• A mesa deve ser confeccionada em • O aparelho deve vir acompanhado
madeira aglomerada ou compensa- de capa protetora e de “Manual de
do naval com 18 mm de espessura. Instruções” para utilização.
• Os pés devem ser em madeira ou
tubo metálico, dobráveis, dotados Embalagem
de rodízios reforçados. • O aparelho deve ser acondicionado
• Todas as peças devem estar devida- em caixa de papelão ondulado, com
mente lixadas e pintadas, com aca- moldes de proteção conformados de
bamento liso, sem rebarbas. acordo com o modelo.

Embalagem Garantia
• Papelão ondulado ou plástico bolha. • É obrigatória a assistência técnica
gratuita pelo período de um ano,
Garantia contra defeitos de fabricação.
• Um ano, contra defeitos de fabri-
cação ou desconformidade às MICROSCÓPIO ESTEROSCÓPIO
especificações.
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS

MATERIAL DIDÁTICO: MICROSCÓPIO BÁSICO


Descrição
PARA ESTUDANTE Microscópio esteroscópio binocular, incli-
COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS NATURAIS
nado a 45o, com as seguintes características:
• ocular com aumento de 10 vezes;
Descrição • objetivas com aumento de 2 vezes e
Microscópio construído internamente em de 4 vezes;
metal, composto de três objetivas e uma ocular, • sistema de focalização macromé-
com dispositivo de iluminação com sistema de trica;
regulagem da intensidade da luz e com as seguin- • iluminação com lâmpadas de 12
tes características: volts e 20 watts, no mínimo; com
• ocular com aumento de 10 vezes; chave comutável, 110/120 volts;
• objetivas acromáticas de cristal, • ajuste interpupilar.
com aumento de 4 vezes, 10 vezes
e 40 vezes;
Recomendação
• iluminação com lâmpadas de, no • O aparelho deve vir acompanhado
mínimo, 20 watts, com transforma- de capa protetora e de “Manual de
dor de tensão e sistema de Instruções” para utilização.
regulagem da intensidade da luz,
por meio de potenciômetro; volta-
Embalagem
gem com chave comutável 110/220 • O aparelho deve ser acondicionado
volts; em caixa de papelão ondulado, com
• focalização macrométrica e moldes de proteção de acordo com
micrométrica; o modelo.
• platina móvel com pinças;
• fixação das lâminas por presilhas.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


195

Garantia Garantia
• É obrigatória a assistência técnica • Um ano, contra defeitos de fabri-
gratuita pelo período de um ano,
cação ou desconformidade às
contra defeitos de fabricação.
especificações.

MOLDES PARA SÓLIDOS GEOMÉTRICOS


MOSAICO GEOMÉTRICO
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA

Descrição Descrição
Conjunto formado por seis pranchas con-
Coleção de 100 peças geométricas planas, em
feccionadas em papel cartão duplex colorido, con-
madeira maciça, com medidas (ângulos e lados)
tendo 20 moldes para montagem de sólidos geo-
adequadas para encaixe, acondicionadas em caixa
métricos. As pranchas são constituídas da seguin-
de madeira maciça, com dimensões que acomo-
te maneira:
dem adequadamente os componentes. Cada cole-
Prancha 1 – moldes para cone, cilindro, pa-
ção deve conter (quantidades e cores sugeridas):
ralelepípedo e octaedro.
Prancha 2 – moldes para cubo, tetraedro, pi-
• 10 hexágonos na cor amarela;
râmide de base triangular e pirâmide de base
• 10 quadrados na cor laranja;
quadrada.
• 20 triângulos na cor verde;
Prancha 3 – moldes para pirâmide de base
• 20 trapézios na cor vermelha;
hexagonal, pirâmide de base retangular; pris-
• 20 paralelogramos na cor azul;
ma de base trapezoidal e prisma de base
• 20 losangos na cor branco
losangular.
Prancha 4 – moldes para prisma oblíquo, Recomendação
prisma de base hexagonal, dodecaedro e
• A caixa deve ser em madeira clara,
na cor natural, lixada e envernizada.
icosaedro.
A espessura mínima das laterais
Prancha 5 – moldes para dois prismas de base
deve ser de 8 mm. As fixações de-
triangular; prisma de base pentagonal e pirâ-
vem ser por encaixe, coladas. A tam-
mide de base pentagonal
pa e o fundo devem ser em com-
Prancha 6 – orientações para montagem e
pensado laminado de 4 mm de es-
identificação dos sólidos planificados.
pessura, envernizado, ou em lâmi-
na de fibra de madeira prensada
Recomendação
(tipo eucatex), esmaltada.
• As pranchas devem ser em papel car-
tão duplex de 0,4 mm de espessura,
• As peças devem ter, aproximada-
mente, 2,5 cm de lado e 0,8 cm de
em cores variadas, com sólidos pla-
espessura.
nificados (4 por prancha) pré-im-
pressos, pré-cortados e vincados,
• Todas as peças devem ser lixadas e
pintadas com material atóxico,
dotados de abas para montagem.
apresentando acabamento liso, sem
rebarbas e brilhante.
Embalagem
• Cada conjunto deverá ser empaco- • As peças poderão ser, alternativa-
mente, em material plástico rígido,
tado com papel craft espesso ou
inquebrável, maciço, em cores com
plástico resistente.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
196
PARTE 4

pigmentos atóxicos, inodoro e livre PALAVRAS CRUZADAS


de impurezas. COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

Embalagem Descrição
• Caixa de papelão ondulado. Conjunto de 67 letras de forma, maiúscu-
las, impressas sobre blocos quadrados de madei-
Garantia ra maciça, acondicionado em caixa de madeira
• Um ano, contra defeitos de fabri- maciça, em cor clara, em dimensões adequadas
cação ou desconformidade às para acomodar o conjunto de componentes
especificações. (aproximadamente 22 cm x 22 cm x 3 cm), com
tampa tipo gaveta no formato de tabuleiro, com
MATERIAL DIDÁTICO: NÚMEROS DE PLÁSTICO impressão serigráfica de 64 casas de aproxima-
COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA damente 2,7 x 2,7 cm, para montagem das pala-
vras cruzadas. As 67 letras devem ser distribuí-
Descrição das nas seguintes quantidades:
Conjunto de algarismos arábicos, conten-
do símbolos de zero a nove, confeccionados em A = 7 Ã = 1 B=2 C = 3 Ç = 1
plástico semi-rígido, com aproximadamente D = 3 E = 6 F = 1 G = 1 H = 1
30 mm de altura, 20 mm de largura, 6 mm de I = 5 J = 1 K=1 L = 2 M = 3
profundidade e 0,75 mm de espessura de pare- N = 2 O = 5 P = 2 Q = 1 R = 3
de, nas seguintes cores (sugeridas): S = 4 T = 3 U = 3 V = 2 X = 1
• 5 conjuntos na cor azul; Y=1 W = 1 Z = 1
• 5 conjuntos na cor vermelha;
• 5 conjuntos na cor amarela. Recomendações
• As laterais da caixa devem ter es-
Recomendações pessura mínima de 8 mm. As fixa-
• Os números devem ter acabamen- ções devem ser por encaixe, cola-
to liso e brilhante, sem rebarbas. O das. A tampa – tabuleiro deve ser
material plástico deve ser atóxico, pintada em vermelho, com impres-
inodoro, livre de impurezas e de apa- são serigráfica da trama em bran-
rência translúcida. co.
• O conjunto deve ser embalado in- • As letras devem ser impressas em
dividualmente, em saco plástico serigrafia, na cor preta, sobre blo-
transparente resistente, com sis- cos de madeira clara, de 2,6 cm x
tema de fecho. 2,6 cm x 1,0 cm, com acabamento
envernizado.
Embalagem • Todas as peças, incluindo a caixa,
• Caixa de papelão ondulado ou simi- devem ser devidamente lixadas e
lar. apresentar acabamento liso, sem
rebarbas e brilhante. O verniz utili-
Garantia zado deve ser atóxico, inodoro, li-
• Um ano, contra defeitos de fabri- vre de impurezas e de aparência cris-
cação ou desconformidade às talina.
especificações.

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


197

Embalagem de rayon ou similar, de 3 mm de


• Caixa de papelão ondulado ou simi- espessura.
lar.
Recomendação
Garantia • Peças com acabamento liso, sem
• Um ano, contra defeitos de fabri- rebarbas, envernizadas ou pintadas
cação ou desconformidade às com produto atóxico e inodoro.
especificações.
Embalagem
PALCO PARA FANTOCHES • Os componentes devem ser emba-
COMPONENTES CURRICULARES: ARTE, HISTÓRIA E
lados individualmente em caixas de
GEOGRAFIA , LÍNGUA ESTRANGEIRA E LÍNGUA
papelão ondulado ou similar.
PORTUGUESA
Garantia
• Um ano, contra defeitos de fabri-
Descrição
cação ou desconformidade às
Palco dobrável, composto de três partes
especificações.
(tríptico) articuladas, confeccionado em quadro
de madeira maciça, com um painel central com
janela para apresentações e dois painéis laterais PLINTO
de fechamento em fibra de madeira prensada COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA

(tipo eucatex), dotado de cortina e pano de fun-


do, com as seguintes características: Descrição
Plinto para ginástica em madeira, dotado
• Estrutura dos painéis em sarrafos de
de tampo almofado. Base com 64 cm x 140 cm;
madeira maciça de 50 mm x 20 mm.
graduação piramidal, com seis gavetas de 20 cm
Fixação dos painéis por meio de do-
de altura, cada uma. Tampo de 30 cm x 140 cm,
bradiças de chapa galvanizada, fixa-
revestido com espuma de densidade 28, coberta
das por meio de parafusos.
com vinilona resistente, sem emenda.
• Painel central com 90 cm de largu-
ra e 140 cm de altura. Janela com
86 cm de largura e 56 cm de altura. Recomendações
• Todas as peças devem ser lixadas e
Quadros estruturados no peitoril da
envernizadas, apresentando acaba-
janela.
mento liso, sem rebarbas.
• Painéis laterais com 40 cm de lar-
• As gavetas devem ter puxadores em-
gura e 140 cm de altura. Revesti-
butidos e apresentar guias para en-
mento em laminado melamínico, na
caixe nas arestas internas, forman-
cor areia.
do um conjunto rígido e estável.
• Cortina, confeccionada em tecido
de algodão estampado, dotada de
sanefa (banda superior de acaba- Embalagem
• Papelão ondulado ou plástico bolha.
mento) e mecanismo de abertura
por cordoália de nylon.
• Pano de fundo em alpaca preta, fi- Garantia
• Um ano, contra defeitos de fabri-
xado às extremidades dos painéis
cação ou desconformidade às
laterais por meio de cordão flexível
especificações.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
198
PARTE 4

REPRODUÇÕES DE OBRAS DE ARTE Garantia


COMPONENTES CURRICULARES: ARTE, HISTÓRIA
• Um ano, contra defeitos de fabri-
E GEOGRAFIA
cação ou desconformidade às
especificações.

Descrição
Conjunto de reproduções de obras da pin- SÓLIDOS GEOMÉTRICOS
tura mundial, apresentadas em pranchas rígidas, COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA

identificadas individualmente no verso por meio


de etiqueta aplicada sob a camada impermeabili- Descrição
zante, com as seguintes informações: nome do Coleção de 11 sólidos geométricos, con-
autor, país de origem da obra, dimensões e técni- feccionados em madeira maciça e acondiciona-
ca do original e ano de criação. Cada conjunto dos em caixa de madeira maciça, com divisões
deve conter pelo menos 10 reproduções, suge- que acomodem adequadamente os componentes.
rindo-se a seguinte composição: Cada coleção deve conter:
• seis obras de autores internacionais, • 1 esfera com 5 cm de diâmetro.
cada uma delas representativa de • 1 cubo regular com 5 cm de lado.
uma fase diferente da história da arte • 1 cone com base de 5 cm de diâme-
no mundo; tro e 8 cm de altura.
• quatro obras de autores brasileiros, • 1 cilindro com 5 cm de diâmetro e
cada uma delas representativa de 8 cm de altura.
uma fase diferente da história da arte • 1 prisma de base triangular, com
no Brasil. 5 cm de lado e 8 cm de altura.
• 1 prisma de base hexagonal, com
2,5 cm de lado e 8 cm de altura.
Recomendações
• Reproduções em cores, em proces- • 1 prisma de base pentagonal, com
so “offset”, em papel “couché” ou si- 3 cm de lado e 8 cm de altura.
milar, com gramatura mínima de • 1 paralelepípedo de base retangular,
150 g/m2. com lados de 3 cm x 5 cm e altura
• Dimensões mínimas da prancha de de 8 cm. .
40 cm x 60 cm (área da imagem). • 1 pirâmide de base quadrada, com
• Montagem em chapa de fibra de 5 cm de lado e 8 cm de altura.
madeira (tipo eucatex), com espes- • 1 pirâmide de base retangular, com
sura de 3 mm, com adesivo apro- lados de 3 cm x 5 cm e altura de
priado, de modo a não apresentar 8 cm.
bolhas ou enrugamento na superfí- • 1 tetraedro com quatro faces trian-
cie do papel. Verso impermeabili- gulares iguais, com 5 cm de lado.
zado com selador para madeira ou
similar. Recomendações
• A caixa deve ser em madeira clara,
na cor natural. As laterais devem ter
Embalagem
• Caixa de papelão ondulado ou simi- espessura mínima de 8 mm. As fi-
lar. xações devem ser por encaixe, co-
ladas. A tampa e o fundo devem ser
em compensado laminado de 4 mm

FUNDO DE FORTALECIMENTO DA ESCOLA


199

de espessura, envernizado, ou em Recomendações


fibra de madeira prensada (tipo • Cada pote deverá trazer as seguin-
eucatex), esmaltada em azul. tes informações: prazo de validade,
• Todas as peças devem ser lixadas e cuidados para manuseio e cor.
pintadas com pintura atóxica, em • O produto deverá ser atóxico, de se-
uma única cor primária, devendo cagem rápida, solúvel em água e to-
apresentar acabamento liso, sem nalidades primárias.
rebarbas e brilhante.
Embalagem
Embalagem • Caixas de papel cartonado ou simi-
• Caixa de papelão ondulado ou simi- lar.
lar.
Garantia
Garantia • Contra defeitos de fabricação ou
• Um ano, contra defeitos de fabri- desconformidade às especificações.
cação ou desconformidade às
especificações.

TINTA GUACHE
COMPONENTE CURRICULAR: ARTE

Descrição
Conjunto com cinco potes plásticos trans-
parentes, de 500 ml, de tinta guache escolar, nas
seguintes cores: azul, vermelho, amarelo, preto e
branco.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
200

_____
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . Lei no 9424, de 1996. Dispõe sobre o Fundo de
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da Constituição Federal e dá nova redação ao
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