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La Cruz del Redentor

o
El triunfo de la fe
J. CONDE DE SALAZAR

Tomo II
LA ORÜZ DEL REDENTOR
Ó

EL TRIUNFO DE LA FÉ
JUAN MUÑOZ SANCHEZ, EDITOR

L A

CRUZ DEL REDENTOR ó

EL TRUFO DE LA Ffl
RAYELAMICO-RELIGIOSA

K>K

J. CONDE DE SALA ZAR Y SOULERET

Tom o I I

ADMINISTRACION
OALLE DEL FÜ O AK , NÚM. 0

MADRID
INDICE
DE 108 CAPÍTCbOS CONTENIDOS EN E S TE !TOMC,

Capítulos, Püfiliuus.

i.......... L a v o lu n tad cíe D io s ....................... ;í


I I .....L o a o b stácu lo s I r o m u n o s .................................... 27
II I , . E l bufón en e je rc ic io ..................♦ . . ♦, ............... 51
I V - •* _____ __E l beso de la tr a ic ió n ............................................. 63
V . ♦ ................ .... E n nom bre de Je s u c r is t o ............................... 81
T I ........................ L a secta a x r ia u a ............................................... 97
VI I .... L a con ju r a c ió n .......................... .................................. 112
V II I .... L a v en g an za soñ ad a..,,.................................... , . . 134
I ........................ X ................... E l c a s tig o ...............„ ............. ...... * . 353
X * . . .................. E l e s c o l lo .« . .............................................................. 1 76
X I .... E l lobo y la h ie n a ................................. ..................... 196
X I I ....E l perdón de A r r io . . . 223
X II I ....E n lucha con la c o n c ie n c ia .................................. 2W
X I V ....L o s v e r da deroa co b a rd e a ....................................... 252
XV. E n p oreg rin ación sí J e m s a l é n ... , , . 279
XV I ....U n triu n fo del av ern o ............................................... 297
XVI I ....jTndna co n tra A ta n a sio í. ....................................... 317
X V II I .... L a b ija d el v io lo . . - .......................................... 345
X I .................... X ................... E l tem plo de V e n u s , ........ 360
X X ....L a C o k del R e d e n to r ............................. « ............. S7&
X X I .... E l fa llo de C o n sta n tin o .......................................... :m
XXI I ...... L a s o las e n c re sp a d a s ................................................ 407
X X II I ....E l pnro.1 del a s e s in o ........................................... 425
X X I V S e d i e n t a de v e n g a n z a - ^ . 442
XXV . .... E l im p e rio ...................................................................... 455
X X V I . ►►* . L a d «cad encia de C o n stan tin o ....................... 47 a
X X V I I . „, * E l com ienzo do la e x p ia c ió n ............................... 483
X X V III. V is iu i in e sp e ra d a ..................................................... 408
X X I X . ►. * . L a m uerte m oral........................................ ............... 532
X X X .............. ....L a e x p ia c ió n ....................................................... 538
J3 4 2 ÍNDICE

(.fepítu.iota.

X X X I v • . . « E n p le n a b a r b a r i a ...................................................
¿¡na
X X X I I . . r - C a d e r a s d e . o i ’ O ............................... * ....................... 5^2
X X X I I I . * „ L a c o r t o d e L u z b e l ................................... en
X X X I V . . . . L : i r e a c c ió n d a l p a g a n is m o ................. Cd3
X X X V . . . . L a v id a d e la s s a n t a s . . . * .......................
flái?
X X X V I . m fa l^ o a m i g o , ..................................... .......................
077
X X X V I I . ♦ , L a d ü c a u c n c ia d o . R o m a .......................... .
702
X X X V H L , S e n d a d e a b r o j o s ...................................
7J 4
X X X I X . „« D e s d e la L ic r r a a l c i e l o .................................. 75 5
X L ............................. ....... L a fé q n e s a l v a ........................................................... 7 fí ;>
X L I . P e c a d o r a * a r r e p e n t i d a . ? .............................. TSü
X L I L . * . . . E l c o n s ta n te p e l i g r o ................................... 807
X L I U . . . , . J I tí h ir : b a e m i e l d ia b lo * . . • ...................
¿34
X L l T .................. .......L n r a y o d o l u z ............................................................
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X L V .............................L a u lt im a p r u e b a . , . , , ...............................
874
X L V I . . . . . L 1 iñ ü iilü d e la f e ................. .... - . * , . < $<>ü
X L Y 1 I , . . . . U n ¿ u g o l .......................................................
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X L y m _______ ____L a iie L u z b e l ...........................
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X L I X .........................L a p e ] i i : . i m c í . a ................................................... pao
L ..........................................E l n u e v o o b is p o c ío R o m a ....................... V>7<3
L I . E - r o ^ f i ’C f í o d e E l d i r o ....................................... vi‘18
L .Í I . ..................... ....... E l in f ie r n o . - ...................................................................
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L U I .................................L a c a m p a n a d e l d ia b lo ,
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L V . L a d e a o - a p e n - m i o i : ....................................... „ , , tOílfi
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L V I I Í .................. ...... L a t u m b a d e C o n s t a n t i n o .......................... .! \50
L I X . E l r a y o e n lo n t a n a n z a , , ....................... ... 1170
T - X . . . . . s , . E l p r ii] f : ¿ | > io d e la to r m e n t a . , . , <
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L X I .......................... .......L a t e m p e r a d .................................................................
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L X T L ♦ . , . . M o n a r q u ía d e C o n M a n o lo . ]:216
L X I I I .............. < L a e ó p a d a d e l f i l ó s o f o ................................. ... ]Ü3.7
T iX T V .................. .......J u M a n o e¡ a p ó s t a t a . ...........................................
1550
L X V . . . , . L o « m i l a g r o s ...................................
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L X V I .................. ....... L a m u e r to c le l a p o s t a t a . 1 ¿7 7
APENDICE. ...................................... ... .............................................................
13 í 2
CAPITULO PRIMERO

La voluntad de Dios.

las determicaciones del Concilio, parecíais


cJÉllC terminadas las luchas filosóficas, y puesto
^ término á los conflictos religiosos por haber
recibido un golpe terrible todas las herejías y to­
das las dudas, respecto al punto llamado la consus-
taneiaciQ'fi del Padre y del Hijo.
Así al mónos lo creyeron muchos, en vista de
que las sectas comenzaron á disminuir de número
y de prosélitos, y hasta los mismos amaniatas se
ocultaban para sostener sus ideas.
7 los Obispos se dedicaron á limpiar los campos
católicos de la mala semilla, y al efecto prohibie­
ron ciertas lecturas, imponiendo penitencias á los
contraventores.
Esto dio origen á lo que los gentiles llamaban
persecución religiosa, y k que se hiciese un arma de­
aquellas determinaciones en contra de los Obispos
y diáconos.
6 L A CRUZ S E L HHDENrOfl.

Pero la guerra era sorda, y debía tardar en ha­


cerse pública algnn tiempo.
No macho, pues sólo duró la calma aparente cua­
tro años, ó sea hasta la vuelta de Arrio del destier­
ro, de lo cual nos ocuparemos tan luego como lle­
gue aquel período histórico.
Baste saber, por ahora, que el fuego no se había
extinguido: que se conservaba latente, y que como
los volcanes, daba señales de vida cuando ménos
se pensaba.
Prueba de ello «la protesta de Lutero,» que tan­
tos prosélitos alcanzó, y que hoy en el dia forma
el credo de la nación inglesa, teniendo al frente al
jefe del Estado, que es Rey y Pontífice al mismo
tiempo.
Terminado el acto mil ves santo del Concilio, los
Obispos, y con ellos cuantas personas h&bi&n asisti­
do á ias deliberaciones, tornaron á sus hogares, y
el Emperador, que hasta entonces había estado de­
dicado en absoluto á las cosas santas, tuvo que ocu­
parse de su persona y de Jo que respectaba á la po­
blación que habia de ser la capital del Imperio.
Temeroso de incurrir en error y deseando el
mejor acierto en su3 determinaciones, consultó con
su madre, con Silvestre y con Simaco.
¥ éste de palabra, y aquéllos por escrito, coinci­
dieron en sus respuestas, que despaes de iodo, era
la más grande satisfacción del Emperador, por opi­
nar aquellos tres séres del mismo modo y manera
que él discurría y pensaba.
L A CRUZ DEL R E D E N M E .

Y Constantino abandonó á Nicea de Bythynia,


-dejándose conducir nuevamente por la mano de
Dios.
Y la voluntad divina le condujo á la ciudad der­
ruida.
Las dudas estaban terminadas: Byzantium era el
lugar en el cual Constantino debía levantar la ciu­
dad emporio de las artes, de las armas y de las le­
tras, si bien no de la Beligion católica, que parecia
absorberla la inmortal ciudad de los Papas.
Los terrenos estaban completamente limpios áe
escombros.
Un llano hermoso, que tenia término en el mar,
y siete altivas colinas, debían servir para trazar el
plano, bajo la dirección del Emperador.
Mas cuando todo estaba dispuesto, Constantino
«dijo:
— Había olvidado que yo debo ser el artíñee.
Y pidió su caballo de batalla, montó en él, y em­
pañando una lanza por la contera, apoyó el duro
Merro contra el suelo.
Y en los ijares dei bruto se clavaron los talones
de Constantino, y el animal partió al galope.
La lanza iba abriendo la tierra, ó sea marcando
el perímetro de la nueva ciudad.
Cuatro colinas había atravesado el Emperador
en línea recta, cuando udo de los que acompaña-
lian dijo:
— ¿Hasta dónde piensas llegar?
A lo que Constantino respondió:
8 LA CRUZ DHL REDENTOR.

— Hasta donde lo disponga el ángel que camina


delante de mí.
L a respuesta era tan terminante, que nadie osó
molestar mis al Emperador con nuevas observa­
ciones.
Cuando el caballo que montaba Constantino hizo
alto sin que el ginete se lo mandara, todos se ha­
llaron en el punto de partida.
La ciudad estaba trazada: su circuito terminado.
La ligara geométrica á que correspondía el perí­
metro, era la triangular.
Entonces, y sólo entonces, vino al mundo de la
vida práctica el Emperador, y reflexionó sobre la
posicion del reeinto que había de guardar su pode­
río y el esplendor de su córte.
Y desde luego conoció que ofrecía todas las ven­
tajas el designado, y que superaba con mncho al
elegido por Augusto, que faé los campos de Troya,
que guardaban la entrada del Helespouto.
Byzantium, ó Bizancio, ‘como ahora se le llama,
era punto más sano, de clima más apacible, que
ofrecía más fáciles comunicaciones, y desde donde
se podian vigilar las hordas salvajes del septentrión,
como al arrogante y poderoso persa.
La pequeña colonia griega que habitaba aque­
llos contornos, en poco tiempo llegó á formar una
república independiente y rica, siendo la domina­
dora del mar Egeo (Mármara), y del Ponto Enxi-
cus (mar Negro).
Si por tierra satisfacía todas las necesidades, lo
LA CHUZ DEL EEDEI'XOE. 9

propio sucedía por mar, pues el Estrecho por ira


lado, y el canal por et otro, erau defensas podero­
sas contra las correrías de los Crodos y los Sárma-
tss, aí par que dos poderosos absorbentes ó caminos
para recibir los tesoros de Oriente y Occidente.
El primer nombre que tuvo la poblacion levan­
tada allí, faé el de Lijos' despues los griegos la.
llamaron Bizancio; y por más que Constantino ha­
bía decidido llamarla Constantinopla, por espacio
de algún tiempo faé conocida por ATea Roma.
Los soldados turcos la denominaron Estambul,
y más Urde Islam-lml (ciudad de la fé).
El Emperador, que comenzó por sentirse satis­
fecho en un principio, hubo de terminar por mos­
trarse orgulloso.
Era hombre, y la debilidad de la carne le domi­
naba tan luego como por espacio de algunos dias
no escachaba los consejos de sus leales amigos.
— ¡Qué hermoso es esto!—exclamaba contem­
plando aquel mar, aquella tierra y aquel azulada
y diáfano cielo.
— Como escogido por Dios,—le respondia Si-
maco. 4

— Tengo por base á Europa;— continuaba di­


ciendo Constantino,— piso en el Ásia, me rodea el
Egeo por el mediodía, y por el septentrión caudal
de oro y pedrería; .el rio Lico baña y limpia la ciu­
dad; el puerto que poseo es el más grande y de
seguro abrigo que se conoce, pues puede contener
trecientas naves...
to m o ir, 2
10 LA CRUZ DEL REDENTOR.

— Y eres dueño del canal que une al Egco con el


.Huxicus, y de Qrisopolis, y de Calcedonia... y con só
¿o tender la vista alcanzas haafca N¿comedia, antigua
residencia de Dioeleciano; y á Oizico, y á cuanto
puede ambicionar el hombre cuando ios ángeles
guian sus pasos sobre la tierra.
— ¡Qué dichoso me siento!
— ¡Y qué desgraciado te contemplo!
— ¿A mí? ¿Por qué, mi buen 8 imaco?
— ¿Es posible que lo hayas olvidado?
— Todo lo tengo presente, y por eao me siento
íeliz y satisfecho. ¿Qué puede ambicionar el hom­
bre que, como yo, ha reunido bajo su diadema el
Imperio más grande del mundo? ¿Qué, el que logró
la paz más duradera y el poderío del comercio, las
artes y iaa industrias? ¿Qué, el que la paz la hizo
extensiva á la Iglesia de Jesucristo, realizó el pri­
mer Concilio Ecuménico, dotó á la Iglesia verdade­
ra, y hoy asieuta su majestad y su grandeza en es­
te paraíso? No olvido nada.
— ¿No? Pues díme; ¿cuántas veces has dado gra­
cias á Dios por haberte elegido entre todos los
hombres para presidir tan grandes hechos? ¿Qué
manifestación extrema.realizaste que te diera á co­
nocer como sumiso y obediente al poder Creador?
¿Has recibido el agua del Jordán, que purifica?
Oonvénoete de que hiciste todo lo méu.os que po­
días, bajo el punto de vista del buen católico.
— ¡Ah!... ¡Me recriminas!
— No; te hablo, como siempre, el lenguaje de la
LA CRUZ DEL BEDESTOR- 11
verdad; de esa verdad que tarde ó nunca llega á ios
odios de los Emperadores, perqué todos temen in -
curir en su desagrado. Yo no tengo ese temor; y
no sólo porque fio en tu cariño, sino porqne confio
en la Providencia, y tus enojos y los castigos que
pudieras imponerme me harían más digno da la
misericordia infinita.
Constantino se sintió dominado por las palabras
del bufón.
Que tal fuerza tiene la lógica de la verdad, y tal
persuasión lo que se dice con el alma.
Y en aquel momento se sintió arrepentido; mas
no tardó mucho en reconcentrar su entusiasmo en
la nueva ciudad, á la que llamó «sustituta de la vie­
ja decrépita matrona, y una joven de floiida be-
lleza.»
De este modo, y quizás sin darse cuenta de eilo,
lanzaba un insulto sobre la ciudad orlada por coro­
nas de ángeles y luces celestiales.
Para los muros y pórticos se destinaron setenta
mil libras de oro.
Como la ciudad en su construcción obedecía á
un soio pensamiento, y á un solo plano, los resul­
tados ofrecían al observador la gran novedad de ca ­
recer de ios defectos é irregularidades de las otras
ciudades que, construidas en muchos siglos, par­
ticipaban de ios caprichos ó antojos de vario3 artí­
fices.
Grecia, con sus prodigios artísticos, y Boma, con
«u poderío, comenzaron y dieron fin á las obraa con
12 LA CRUZ S E L H,BDBN1X)R.

pasmosa é increíble rapidez; pues aóio en un año,


Constantinopla faé hecha.
El lujo en mármoles y en maderas superaba á
toda ponderación; la ciudad era un encanto; los al­
rededores un solo jar dio,., un paraíso construido
por la mano del hombro.
La fiebre devoraba á Constantino, y como le era
imposible conseguir que los artistas trabajaran con
la rapidez de su calentura, incurrió, para lograr sus
de3eos, en las injusticias de la antigua liorna.
É hizo que el Imperio en masa acudiera á Oods-
tantinopla con cuantos prodigios encerraba...
Y las ciudades ae vieron desposeídas de las jo ­
yas de arta más preciadas.
Estatuas de númenes y de héroes, bajo-relieves,
obeliscos, el Apolo de Pitio y el Esminteo, los
fatídicos trípodes de Delfos, las musas del Helicón,
ia diosa Rea, arrebatada del monte Ditas, y otras
mil y mil bellezas artísticas pertenecientes á Ita­
lia, Grecia, España, Bética y Bretaña, adornaron
el Poro, el Hipódromo y el Palacio imperial en
Constantinopla.
Y allí permanecieron hasta el siglo presente, en
que todo faé quemado por los genizaros, que des-
pues sucumbieron para dar paso á las reformas de
la civilización moderna, ó sea á la completa ruina
del poder otomano.
Tan ciego estaba Constantino, que no veía la
realidad.
Tan obcecado estaba, que uo comprendía cómo
L A CRUZ S E L RESEK TO R. 13

de un solo golpe cataba borrando una de sos más


nobles aspiraciones: la de que Constantinopla fae
ra hermana de Roma y no sn rival.
Los asuntos de Estado estaban por sn parte en
el más completo abandono desde que salió de
Roma.
Los religiosos, desde que terminó el Concilio.
Su vida se reconcentraba en hermosear á Cons-
tantinopla, en hacer que las obras se realizaran
con nna rapidez incomprensible por llegar á los
límites de lo absurdo...
Ni ann de sa propia persona se anidaba.
El manejo del Imperio corría á cargo del Se-
<
nado.
Lo relativo á ía religión, á la custodia de San
Silvestre.
Y aa palacio, en manos de Lami y de Simaco.
El era un arquitecto director: á veces un maes­
tro de obras: en algunas ocasiones, hasta un bra­
cero.
El bufón pensó varias veces en llamarle la aten­
ción sobre tan extraña conducta; mas Lami se lo
impidió.
— No eres tú el llamado hoy en día á inmiscuir­
te en ciertas cosas, Simaco,— le habia dicho Lami.
— Tu situación es bien diferente de la que fue, y
no debes olvidarlo. Tú pudiste, y así lo realizaste,
hablarle de las cosas del mundo sin que te consul­
tara, porque en ello no podía ver miras egoístas, y
fácil te hubiera sido desvanecer sus sospechas en
14 L A CRUZ Ti EL RED ENTOR.

caso contrario: Telaste noche y dia por sn existen­


cia: en algana ocasion inviste motivo para dirigir­
te ásu alma... Pero créeme, esa misión correspon­
de al obispo de Boma y á sn madre... Si ambos lo
abandonaran, yo seria la piimera en decirte, que
por deber de conciencia debias hasta arrostrar sus
iras.
— Tienes razón, Lamí; pero créeme: no me sé
resignar á verlo pisando en el mal camino, y no
hacer un esfuerzo para detenerlo.
— La mujer cristiana supedita su voluntad á la
de su marido: lo sé, y dispuesta estoy á cumplir
con todos mis deberes. Pero como ano de ellos es
advertir, yo te doy un aviso.
— Que no olvidaré.
— Sólo en un caso creo que podrás intentar ex­
ponerle tn parecer.
— Sí: cuando Elena y Silvestre...
— A más de en tal ocasion.
— Díme en cuál.
— Si él provocara la conversación. Porque tú es­
tás obligado á decirle siempre la verdacl, no sólo
como cristiano, amo también como ciudadano ro­
mano.
— Esa ocasion llegará tan pronto como yo quie^
ra: bastaría nna palabra para...
. — No la pronnncies... Es decir: yo creo que no
debes pronunciarla.
Diálogos como éste se habían repetido con fre­
cuencia, y Simuco callaba, ai bien pensando y ace-
UA CRUZ DBr. RBDEÜÍTOR.. 15

chanclo el momento para descargar la conciencia,


de la abrumadora carga,
¥ el tiempo corría, y la ocasion no llegaba.
El Imperio estaba tranquilo en apariencias: las-
disposiciones dictadas en el Concilio se ponían, en,
práctica sin sérias diñeultades.
Pero en el fondo existían los gérmenes de la tor­
menta.
Los Obispos en sus Iglesias explicaban la doctri­
na, tal y como encerraba la verdad que nanea, va­
ría: la única verdad.
Y se revisaban ios libros profanos ó correspon­
dientes á Bectas, y se amonestaba á los fieles para,
que huyeran de la ocasion de pecar, infiltrando en
sus almas el espíritu y la letra del Concilio, y hu­
yendo de los malos consejos esparcidos en lecturas*
4 e varias clases.
Como al poco-tiempo las sectas comenzaron á des­
aparecer, todos vivían llenos de confianza y de sa­
tisfacciones.
Pero los arríanos no cedían de su empeño, y aun­
que en las sombras, su trabajo era incesante.
Acudían de continuo á las pláticas; tomaban no­
tas de cuanto oían... y acto continuo, todos y cada:
uno comunicaban á Arrio lo más principal de las
averignaciones hechas.
Y aquel hombre pasaba los di^s y Jas noches es­
tudiando, y confiado en obtener una reparación de
lo que con éi se había hecho, y que miraba como»
una injusticia.
16 LA CRUZ DEL REDENTOR.

— ¡No hay más que un Dios! —exclamaba.— Esto


dicea ellos, y esto sostengo y he sostenido yo. ¿Por
qué, entonces, me castigan? Porque 110 ad­
mito nada igual al Padre, y que, por lo tanto, pue­
da ni deba confundirse con Él. Si la inspiración
divina auxiliaba á los asistentes al Concilio; si las
lenguas de faego, si la sabiduría estaba reconcen­
trada allí, á todos nos tuvo que alcanzar... ¿Cómo,
■eutonees, ellos son los justos y los buenos, y yo el
malo y el pecaminoso?
Y lleno de fé en sus errores, con entusiasmo
proseguía:
— Se admite que yo me equivoque, y se rechaza
que ellos se equivocarán. Hombres somos los unos
y ios otros,., ¿por qué no han podido ser ellos los
ciegos? Si tan seguros están de que sus afirmacio­
nes son la única doctrina, ¿cómo al que miran co­
mo el mayor de los peligros, sólo lo condenan á
destierro? Si yo soy el perverso, ¿por qué queman
mis libros, y no me queman á mí? ¿Por qué arro­
jan fuera de la Iglesia católica al que siga mis pa­
sos, y el anatema del Concilio no me alcanzó? ¿Es
que esperan que me arrepienta, que pida perdón de
faltas que no he cometido?
Y arrogante cruzaba la estancia á grandes pa •
sos, y con enérgico ademan decía:
— Mientras me quede un momento de vida, lo
emplearé en defensa de un solo Dios en una sola
persona y en una sola esencia... Yo no admito nada
que pugne contra la razón.
LA CBUZ DEL REDENTOR. 17

[Como si la razón humana faera suficiente para


comprender la divinidad!
A todo esto, detrás de las estatuas y bajo-relie­
ves, iban llegando á Conatantinopla la nobleza de]
dinero, y en particular la que residía en la Ciudad
Eterna.
Boma perdía los atractivos mundanos, y Cons-
tantinopla los iba encerrando todos.
Los hábitos gentílicos no se habian perdido del
todo, y cuanto satisfacía los deseos de la materia,
hallaba buena acogida en muchos, y excelente en
las clases acomodadas.
Pero Boma en cambio iba ganando en mejor
sentido.
Del edén mundano, se trocaba en el paraíso di*
vino, celestial.
Su emblema era la Cruz del Bedentor: su ideal
bien practicado, la religión católica: su guía, el
triángulo equilátero... Tres ángulos, tres lados y
tres fuerzas iguales, que se confunden en nna sola„
como el Padre, el Hijo y el Espíritu-Santo, en un
solo Dios verdadero.
Machos palacios se habian cerrado, y esto llevó
en un principio algunas contrariedades al ánimo
d,e Silvestre, porque el bracero podia llegar á care­
cer de alimento y do trabajo.
Mas pronto se convenció de que no era aaí: al
par que los potentados, se ausentaron de la ciudad
los gentiles; y esto trajo la compensación.
A que ios temores del obispo de Boma desapare-
TOKO II. 3
18 L A CHUZ D E L REDENTOR,

oieran del todo, vino un incidente esperado com­


pletamente para él.
Y faé la llegada $0 Elena.
[Con cnánto regocijo la acogió Silvestre!
¡Con cuánta sumisión y respeto se postró Elena
«.ate ios pies del sucesor de Pedro!
— El cielo te envia en mi socorro, como acudió
en el de sn santa Iglesia en Nieea de Bythynia,— ie
dijo Silvestre:— Y no porqae decaiga mi espirita,
como desgraciadamente sncede á tn hijo, sino por­
que las fuerzas físicas me abandonan, y necesito
de tu apoyo material para servir fielmente la santa
causa de Nuestro Señor Jesucristo.
— Sn humilde esclava soy... Hágase en mí su
santa voluntad. ¿Qaé quieres? ¿En qaé puedo ser­
virte? Paes segara estoy de que al cumplir tus ór­
denes, obedezco las de Dio3... Ya sé que mi hijo
no cumple cual corresponde á un cristiano; á su
lado iré muy en breve... Y como su madre que soy,
y como su hermana en Jesucristo, procuraré atraer­
lo al sendero que jamás debió abandonar.
— Lo que tú no consigas, en vano intentarán
otros alcanzarlo.
— Confío en ello, pues en su conducta no veo
los instintos que proceden del ángel malo... sino
tan sólo los que se desprenden del hombre h a ­
lagado por la fortuna, y que atribuyo á méritos
propios lo que es un don especial de la Providen­
cia en beneficio suyo.
— ¡Está despoblando á Boma!
IiA CRUZ DBIi REDENTOR. 19

— Se lleva la mala semilla... Limpia el trigo de


las hierbas que le robaban su lozanía. Convencida
de ello, dejé espacio á su conducta sin procurar
•atajarla... Pero si tú opinas de otro moclo...
— Opinaba basta que te escuché lo que acabas
de decirme... Pero ya estoy convencido. Nada ten­
go que oponer á tus palabras... Sigue la línea de
conducta que creas mejor, como siempre lo hi­
ciste, y cuenta con mi aprobación. Mas díme: si tu
venida, sin prévio aviso, no fue convenir conmigo
el modo ó la manera de que tu hijo restituyese á
Boma lo que á Boma quitaba, ¿qué objeto te
trajo?
— Dirigirte una consulta; mejor dicho, acusar­
me de un rasgo de soberbia y de vanidad', y pedirte
la absolución de mi falta.
— ¿Tú influida por la soberbia?
— ¿De qué te admiras? ¿No soy barro?
— Pero endurecido y purificado por el fuego que
te inspira el amor á Jesucristo.
— Así y todo, al chocar contra la dura roca...
— Resistirás. Yo, en cambio...
— ¿Tú te acusas también?
— Ahora debo preguntarte á mi vez: ¿No soy
barro? Sí; me acuso de haber tenido un pensa­
miento tan altivo, como indigno soy de realizarlo.
— ¿Tú indigno?
— ¿Qué significa, si no, esta carencia de fuerzas
físicas que me impidieron asistir al Concilio, para
desde Nicea... |Ah, no soy yo el escogido para tan
20 LA CHUZ DEL nEDEUTOJl.

grande empresa! Es más: no me juzgo autorizado'


para decir mi pensamiento... Cuando llegue el dia¿.
lo que yo pensé, brotará en otra imaginación por
mandato de Dios.
— Yo, en cambio, no tengo reparos ni obstáculos
para hablar contigo; para referirte lo que hace
tiempo apareció en mí como una idea vaga, y poco-
á poco, tomando cuerpo, ha llegado á ser mi cons­
tante pensamiento. Y tanto es así, que no tengo
reparos ni obstáculos que me obliguen á callar; que
vine decidida á referírtelo.
— Habla, Elena; aanque estoy persuadido de que
en tus pensamientos no existe ni sombra de peca­
do, como no la hubo jamás en tus actos.
— Cuando creí que el lleno de mis deberes esta­
ba encerrado en la contemplación del Divino Je*
sus, y me retiré dei mando para habitar en medio
de los campos, tuvo un sueño que no supe expli­
carme, pero que poco á poco voy comprendiendo,,
y hasta tocando:
— Sigue, sigue.
— Mi hijo dispuso que abandonara aquellos si­
tios... Mi misión en la tierra no estaba circunscri­
ta á orar... Esto es lo primero que he visto y he
tocado, persuadiéndome de que aquel que rehuye-
luchar contra los vicios y los errores, es un egoís­
ta, y se aparta de Dios tanto más, ouanto más
piensa que se acerca á Él.
Cruzó las manos y prosiguió diciendo:
— En mis éxtasis, vi á un hermoso león que
LA CRUZ DEL REDENTOR. 21
lamia mis pies; tina gran Ciudad; la cruz coronán­
dolo todo... y por último, anas ruinas.
— ¿Y dioes que has comprendido y tocado todo eso?
— Lo del león, sí; lo de la gran ciudad, también;
el poderío de la Cruz no hay quien lo ponga en
duda ni aun entre loa gentiles... pero me faltaba
•lo referente á las ruinas.
— ¿Y hoy lo sabes?.
— Esa es mi soberbia... que creo saberlo.
— Explícate.
— A los pocos dias de mi sueño, Constantino, tan
grande y poderoso, llegó hasta mí, y me besó los
pies... Mi hijo era el hermoso león: en cuanto á la
maravillosa cindad, ahí tienes á Constantinopla,
bajo cuyos muros se encierra el arte griego y ro­
mano; la espada invencible del Emperador... y
descollando sobre sus altivas torres, el santo signo
de redención... Faltan las ruinas, y en vano las ha­
bía buscado hasta ahora.
— ¿Dónde se enea entran?
— Materialmente, en ninguna parte: bajo el pnn-
vLo de vista religioso, en Jerusalén.
— ¿Qué estás diciendo?
— ¿Te asombra escucharme?
— No... presiento una alegría... Quizás la mayor
de toda mí vida. Prosigue, Elena; prosigue, en
nombre del cielo.
— Nada he de ocultarte... escúchame. Al partir
Constantino vencido de la fuerza de la verdad, él.
que jamás lo fuá por la de las armas, mi deber do
22 1A CRUZ DEL XKDKKTOR.

hija de Jesucristo me detuvo impidiéndome que lo


siguiera como me ordenaba el deseo. Antea que
acompañarle en un viaje qae más próximo ó más
lejano tendría término, juzgué una obligación in­
eludible atajar los progresos qae hacían los arría­
nos. En qae mi hijo partiera sin mí, no existia pe­
ligro: en que loa amaniatas desviaran de su sitio et
centro ó punto de la circunferencia, había mucho.
Y decidí quedarme para luchar.
— Tu conducta se ajustó á los deberes de con­
ciencia, á las obligaciones del buen cristiano, para
quien nada ni nadie debe ocupar su atención ni su
inteligencia, ni sus fuerzas, con preferencia á
Nuestro Señor Jesucristo.
— La batalla que he sostenido fuá más ruda, má&
despiadada que cuanto puedes imaginar. Porque
esta pobre majer tuvo que batirse en campo abierto
con hombres tenidos por sábioa... que indudable­
mente lo son en las ciencias d.el mal; y nada más-
penoso, ¡oh, Silvestre! que la discusión que toma,
los caracteres de disputa, en donde el contrario-
busca un arma de defensa hablando al pueblo de lo
que no entiende, y en un lenguaje filosófico, que
también es desconocido para mí. ¡Ah! los hombres
sábioa suelen perjudicar tanto ó más que favorecer,
puesto que depende del uso que hagan de las facul­
tades de su inteligencia.
— Tienes razón, Elena.
— Para dicha y consuelo mió, comprendiendo lo» ■
arríanos que muchas de sus palabras caían en el
LA 0B.0Z DEL REDENTOR. 23

vacío por no ser comprendidas del modo que desea­


ban, comenzaron á poner ejemplos vulgares, que
cimentaban en lo llamado criterio común, luz na­
tural, dominio de la razón. Cuando de tal modo
procedían, poco tenia que lachar para vencerlos...
Porque la luz natural, el dominio de la razón y
el criterio común, venían siempre en mi apoyo...
Que no hay nada que tanto se adapte, tanto ni tan
pronto á la pureza del alma, como la sencilla y her­
mosa verdad que ha resplandecido en el Concilio.
— Y que hoy es la laz de la tierra que pisamos.
— Pero el trabajo era largo, y mi ausencia del
Jado de Constantino se prolongaba. Detrás de cada
victoria mia, el enemigo me presentaba más fuerte
línea de combate... mejor dicho, de artificios apa­
ratosos, que á la simple vista aparecian como bar­
reras inexpugnables. Dios no me abandonó ni un
solo momento.
— Como no abandona jamás á los buenos.
— Pero hé aquí, que cuando creían que era la
hora de volar al lado de Constantino, las ruinas vi­
nieron á presentarse ante mis aturdidos ojos de un
modo más claro y más comprensible para mi pobre
inteligencia.
— ¿Y viste?...
— Vi un edificio suntuoso, un templo pagano, y
un ídolo gentil, asentados sobre la cumbre de un
monte mas artificial que debido á la naturaleza.
— ¿Pero dónde?
— En un país para mí desconocido por comple-
24 LA CRUZ DEL REDENTOR.

to, y en el cual, sin embargo, ereia encontrarme co­


mo en la misma presencia de Dios.
— ¿Pero despues...
— Despues he venido en consecuencia del sitio
que veia, porque eBtá fuera de toda duda... La se­
guridad con que hablo, es la mejor prueba tal vez
del pecado de soberbia que me anima.
— O del inmenso poder de Dios. ¿A quién estaba
•ó está dedicado ese templo?
— A Venus.
— Hoy sólo existe un templo, semejante al que
has visto, y está en Jerusalén.
— De ahí que yo haya supuesto que en Jerusalén
'están las ruinas que todos juzgan edificio.
— ¿Piensas destruir lo que hasta ahora se ha con -
servado como recuerdo del génio artístico del pa­
ganismo9
— ¿No lo crees conveniente?
— Contéstame en vez de preguntarme, Elena.
— Pues bien; si merece tu aprobación, quiero so­
licitar permiso de mi hijo para convertir en ruinas
materiales lo que ya lo es bajo el aspecto religioso.
— Y ... ¿qué te propones? Porque vislumbro hace»
rato la realización de un hecho que constituye la
más noble» la más grande de las aspiraciones. Por­
que supongo que tú no ignoras que ese templo es­
tá fundado sobre el Monte Calvario; que allí le al­
zaron los gentiles para desfigurar el terreno y ha»
aeraos perder las huellas del sitio en que espiró el
Hedentoz del Mundo.
LA CRUZ DEL REDENTOR. 25

— ¡Dios eterno ó inmortal!—exclamó, Elena.—


¿Qué pode hacer para que así favorezcas á tu hu­
milde sierva? Yo sabia, ¡oh, Silvestre! que el arro­
gante templo de Venus estaba ea los alrededores
de Jerusalén; pero ignoraba el sitio. De ahí partían
mis dudas y mis temores... ¡Ah!... sí: debajo de
aquellos escombros debe existir el Madero Santo
en que Jesús Alé crucificado.
Silvestre cayó de rodillas, y en silencio oró un
breve rato.
Despues dijo á Elena:
— Vé á Constantinopla: solicita de to hijo facul­
tades para destruir ese soberbio edificio, admiración
de cuantos lo contemplan, y que por sus bellezas
artísticas profanas se ha librado hasta ahora de la
destrucción. Revuelve la tierra hasta encontrar el
terreno firme; y busca, busca por todas partes.
— ¿Luego crees que mis sueños...
— Fueron avisos del cielo; ai, Elena: la llamada
á descubrir el Signo de Redención eres tú. Ya no
tengo para qué ni por qué ocultártelo... Yo quería
ir á Nicea, no deploraba tanto como no combatir
en el Concilio contra la herejía, no poder ir en per­
sona á Jerusalén para investigar el sitio en que la
Cruz del Salvador se encontrara. Pero hoy no titu­
beo en asegurar que se encuentra bajo los cimien­
tos del templo de Venus... ¡Ah! yo no me hubiera
atrevido á pedir, yo no hubiera alcanzado permiso
de tu hijo para derribar esa joya del arte idólatra
sólo para hacer investigaciones... Pero tú lo logra-
TOMO I I . 4
26 LA CRUZ DEL REDENTOR.

rás... Dios .te ha escogido para realizar tan grande


empresa.
— ¿Luego no pequé al creerme dueña del gran
secreto que oculta la Cruz del Redentor?
— No; porque sólo te guiaba la gloria y esplen­
dor de la religión del Crucificado. Cuatro siglos
lleva bajo tierra tan preciosa reliquia... Vé por ella,
que la humanidad la contemple... La voluntad de
Dios así te lo ordena.
C A P I T U L O II

Los obstáculos humanos.

os resaltados que Luzbel creyó conseguir coa


la celebración del Concilio, no pudieron ser
más contraproducentes para sus intentos,
poder del Emperador unió el suyo para faci­
litar la propaganda y hacer más rápidos b s viajes.
El triunfo de Arrio hubiera sido para el infierno
un paso gigantesco en loa primeros matantes; pe­
ro ni aun de ese modo una victoria en breve plazo.
Los amaniatas creían en Jeaaoristo y adoraban
la cruz, contra la que no prevalece la furia del
averno.
Eato no hubo de verlo Luzbel en an principio;
su odio hacia las doctrinas del Nazareno lo cegaban
hasta el punto de con?ertírlo en su propagandista.
Aaí estaba sucediendo: así tenia que suceder: así
sucede y sucederá.
28 LA CHOZ DEL REDENTOR..

Pero la rebelión es tan constante como los dea-


encantos que sufre; y de aquS, que tan pronto co­
mo llega el desengaño, comience un cuero ataque
en la esperansa de conseguir una victoria.
Tiburcio no había estado ocioso todo aquel tiem­
po, ni Fausta tampoco.
Ésta trabajaba cerca de su hijo Edmundo, del
supuesto Licinio.
Aquél dirigía sus maquinaciones hacia Crispo,
•en coy o coraron trataba de infiLtrar el deseo de apo­
derarse de la corona del Imperio.
No es empresa ardua ni difícil para nadie hala­
gar las pasiones mundanas, despertar la ambición.
Porqae decidle á cualquiera: «Yo sé que habéis
tenido ana herencia que os ocultan;» y sin necesi­
dad de más, estará dispuesto á creeros.
Y si á las palabras con que se ha producido el
afecto, se agregan algunos datos intencionados que
arranquen de lejanos tiempos, y en los cuales se
mezcle algún nombre ó apellido, aquel á quien se
trata de alucinar habrá caido en vuestras redes.
Así sucedió á Crispo.
Tiburcio tomó la forma y el aspecto de un noble
romano para presentarse al joven, cayo dolor por
la pérdida de su esposa Helena no se mitigaba, si­
no que acrecía.
Y con acento conmovido le dijo:
—rYo, que soy tan desgraciado «amo tú, vengo á
que, uniendo nuestras penas, basquemos el leniti­
vo del dolor. Atesoro riquezas sin cuenta: soy tan.
LA CHUZ DEL REDENTOR. 29

rico, qae nadie, dentro ni fuera deí Imperio, com ­


pite en oro conmigo... Pero mis angustias superan
á mi caudal. Todo cuanto poseo lo entregara gusto­
so por aquellas horas de plácida alegría y de tran­
quilidad y sosiego...
— A mi lado sólo encontrarás penas.
— ¿Te crees incapaz para el amor?
— Sí: en mi pecho no cabe otra pasión.
— ¿Amorosa? convengo en ello; pero...
— ¿Pero qué?
— No todo se reduce en la vida á la dicha con
que nos brindan los halagos de la mujer querida y
que para siempre perdimos. Bi yo tuviera tus dere­
chos, y yo pudiese aspirar con legítimos títulos á lo
que tú... ¡Ah! entonces, persiguiendo un ideal nue­
vo en su forma y distinto en su esencia al dolor
que abate, al ménoa procuraría distraerme.
— No sé á qué derechos te reñerea.
— A los que tratan de robarte.
— ¿A mí?
— Por medio de una infame intriga, de la que
estás siendo víctima, y sospecho que tu padre tam­
bién.
— No te entiendo.
— ¿Por qué vives alejado de la córte? ¿Por qué,,
siendo tú el heredero legítimo de la diadiema del
Imperio, vives como un particular? ¿Por qué te
has presentado como un enemigo terrible al que
quizás pediera servirte mejor que nadie? ¿Por qu&
te abandonan á tu dolor? No puedo creer que Cons­
30 LA CRUZ S E L B E S E N T O K .

tantino sea cómplice (le esta infame intriga... por


eso te he dicho que lo conceptúo ana víctima co­
mo tú.
— ¡Terrible confusion la que traes á mi mente
con tas enigmáticas palabras! ¿Que se conspira
contra raí? ¿Que en las redes que se me tienden
está envuelto mi padre? ¿Que me separan de un
buen amigo? ¿Que me abandonan á mi dolor?
—Y todo para que el golpe sea más certero.
— ¡Víctima el Emperador de un engaño!
— De no ser así, su conducta merecería nn nom­
bre en extremo duro.
— ¿Tienes pruebas de lo que estás diciendo?
— Si tú lo quieres, te diré cuanto ha llegado á
mis noticias.
— Sí lo quiero.
— Pero antes debo hacerte una salvedad; la de
que ninguna mira interesada me guía; pues como
autes te he dicho, los tesoros del Imperio no pue­
den competir conmigo, ni en nobleza me dejo ven­
cer por nadie. Si tú llegaras hasta mí en este últi­
mo punto, tus enemigos carecerían de base en que
apoyarse.
— ¿Que eres más noble que yo?
— Y más que tu padre también. Mis antecesores
para ser Césares Augustos, no hubieran necesitado
repudiar á sus esposas. Y Fl&vio repudió á Elena, y
Constantino hubiera tenido que repudiar á Miner-
vina para suceder á su padre.
Crispo bajó la cabeza: el origen humilde de las
31 LA CaUZ SEL REDENTOR.

primeras esposas de Fia,vio y Constantino no podía,


bajo ningnn concepto, ser negado por Crispo.
— Y ahora continuaré diciéndote: tu padre, por
s tq valor indomable y por los favores que le otorgó

la fortuna» así como por la predilección que le te~


nía Diocleciano y el odio qae le profesaba Galeno,
llegó á ser un hombre á quien unos temían, otros
admiraban, y que á todos llegó á inspirar grande
respeto. Tú no estás en igualdad de circunstancias,
pues la paz de qae disfrutamos te evitó vivir como
soldado.
— Es verdad.
— Pero aún hay algo peor para tí, y este algo es,
que de Teodora, Flavio sólo tuvo sucesión femeni­
na; y á más, que la segunda mujer de Constancio,
lejos de estar orgullos» con. ser la consorte del Em
perador, se sentía mortificada ante las desgracias
y la humildad de Elena... y tú...
— Acaba.
— Tú tienes tres hermanos varones.
v — ¡Ah!...
— Y Fausta codicia para sus hijos el esplendor
de la corona imperial.
— Y mi padre...
— Los hijos de Fausta tienen indudablemente,
con arreglo á las costumbres, más derechos que
tú... Descienden de Maximiano... Llevan dos ve­
ces la sangre de Emperador.
— Yo lucharé contra esos pretendidos derechos
de la sangre; yo veré á mi padre; yo...
32 IiA CRUZ DEIi REDENTOR.

— Note dejes arrebatar del justo enojo. Quien


como tú ha pasado tanto tiempo en la ociosidad,
no debe preocuparse por dias más ó dias menos.
— Sí, pero...
— Pero lo que más te conviene es escucharme
hasta el final, para luego meditar sobre lo que te
diga y convenir en lo que será mejor que hagas. E l
hombre no debe atropellar los sucesos; pero en
cambio, adoptada una resolución, su más exacto
cumplimiento es una obligación ineludible contraí­
da para consigo mismo, que de rehuirla, lo expone
á males difíciles de evitar en sus desastrosos efectos.
— ¡Ah! no; bastante te he escuchado. ¿Qué más
necesito saber si conozco á mis amigos? Fausta y
sus hijos conspiran contra mí. Con averiguar si mi
padre opina como ellos, me sobra para conocer lo
que me espera y el camino que tengo que seguir.
— No quiero contrariarte: no es mi deseo que
puedas llegar á suponer que trato de detenerte;
pero así y todo, me conduciría mal si callase. Mi
narración será breve: ínterin dispones tu viaje,
tendré espacio suficiente para decírtelo, si es que
al ir á la presencia de tu padre no deseas llegar
sin medios paca responderle á sus observaciones, y
sin elementos para dirigirle tus preguntas y hacer­
le cargos.
— ¿Todo eso crees que pudiera suceder?
— Preferible es que te pongas en ló peor, para
evitarte desengaños.
Con acento de mal humor contestó Crispo:
I A . CHUZ D EL E B D E IíIO H . á»

— Bien, habla; pero sé breve.


— Procuraré complacerte: aunque sospecho que
tu hará» que sea un poco más prolijo en mi narra­
ción de lo que ahora me aconsejas.
Y adoptando un tono y un ademán familiar, co­
menzó de esta manera:
— Tienes, en efecto, por enemigos á Fausta y á
los hijos de ésta, que al par lo son de tu padre; pero
también tienes un amigo... No me refiero á mí.
— Mucho dudo de que así sea. Díme cómo ae lla­
ma ese amigo.
— Ahora no: primero es necesario que conozcas
bien á loa que trabajan en contra tuya.
— ¿No los has nombrado ya?
— Sí; pero de seguro tú no le das importancia á
Fausta, y yo debo decirte que tiene mucha.
— ¿A pesar de encontrarse en el destierro?
— En primer lugar, Fausta está libre; en segun­
do, dispone de grandes elementos.
— ¿Que está libre?
— Burlando la vigilancia de que era objeto, salió
del poder de los monges, y hoy es reina en el pue­
blo Bárbaro... esto es, la favorita de Torcuátito.
—¿Y mi padre lo aabe?
— Debe saberlo, aunque aparenta ignorarlo.
— No lo olvidaré.
— En cuanto á los tres hermanos de padre que
tienes, cuenta con el apoyo directo de Silvestre y
de Elena, aunque dicho el nombre del primero, so
braba el de la segunda... Ambos piensan siempre
TOMO II . • 5
34 LA CRUZ SSL B.ESENTOR.

de un mismo modo, y ambos se equivocan con la­


mentable frecuencia.
— ¿Lamentable?
— Para ellos. Te buscaron un enemigo que juz­
garon poderoso, y en un principio las cosas mar­
chaban á medida de sus deseos. Pero mal urdida
la trama, resoltó mal para tí, y para nadie beneii
ció. Hoy es otra cosa: tu enemigo de entonces ha
comprendido á lo qne aspiraban... Ha visto que foi
el juguete de esas gentes y hoy daría su sangre y
su vida por tí, y por sostener tus derechos de hijo
mayor del emperador Constantino.
— ¿A quién te refieres?
— A Edmundo, el hijo de Licinio.
— ¿Y ese dice que es mi amigo?
— Y repetiré que se halla dispuesto á dar por tí
su sangre y su vida.
— ¡Vil impostor!
— Desgraciada víctima como tú. Porque lo aluci
naron ofreciéndole lo que no habian de cumplirle,
en la esperanza de que te matara.
— ¿Y qué hubieran conseguido con eso?
— Que los hijos de Fausta reinasen á la muerte
de Constantino sin dificultad alguna. Edmundo es
hoy tan desgraciado como tú: ni siquiera se habia
¿jado en la belleza de Helena... lo más lejos que
habia de su mente, era requerirla de amores,
— ¿Y lo indujeron á ello?
— De modos indignos, pues al mismo tiempo le
hacían creer qne tú sentías celos de él, porque te
LA CRUZ D £ L R S D E K T O R . 35

aventajaba en todos los estadios qae hacíais: qae


lo velas con desprecio, y que llamabas á su padre
«usurpador.» Ya ves, que cualquiera en su caso
hubiera procedido del mismo ó de peor modo que
Edmundo.
— ¡Cnánta infamia!
— Además, él no sopo nanea qae era tu rival; por
el contrario, creyó que tú lo eras suyo. Que Hele­
na no te quería, que sólo pensaba en él... Mas uo
calcularon qae pudiera ir acto continuo á pedir la
mano de tu prometida el Empérador; y como esto
sucedió así, y tu padre no estaba en el secreto de
la trama, cuanto hablan hecho cayó por tierra en
un momento.
— ¿Y hoy sabe Edmundo?...
— Toda la verdad.
— ¿Por boca de quién?
— De quien ménos puedes figurarte... de la pro­
pia Fausta, qae más altanera y más llena de vicios
que en toda su vida, al verse desairada por Edmun­
do, como arma de venganza le dijo cuanto se ha­
bía hecho en contra tuya, y tomándolo á él por
pretexto.
— ¿Y qué hizo entonces Licinio?
— Irritarse, maldecir, jurar, sentir odio inextin­
guible y deseos de derramar sangre. Pero pasado
el primer arrebato, reflexionó; y aconsejado por la
prudencia, hubo de cambiar do parecer. Deseaba
verte y hablarte, y al efecto solicitó una licencia
de tu padre. La respuesta tardaba, é hizo una su­
36 LA CRUZ D E i REDENTOR.

plica: tampoco obtuvo respuesta, y decidió abando­


nar sn destierro.
— ¿Y dónde está?
— Bien sujeto por ahora.
— ¿No logró evadirse?
— Lo qne en un principio hubiera sido cosa fácil
y sencilla, se convirtió en un imposible despues de
las dos solicitudes. Lo vigilaban muy de cerca, te­
miendo, sin duda, lo que en efecto pasó, y faé de­
tenido y preso. De estar fronterizo á los Persasr
seguramente hoy pisara aquellos dominios, y dea-
de allí hubiera hecho por entenderse contigo; pero
siendo los Bárbaros los que están rayanos con él,
ha preferido permanecer quieto. Las costumbres
de aquellas gentes son terribles... jBeben sangre
humana caliente!... Edmundo no lo hubiera he­
cho, y Torcuátito le hubiera quitado la vida. No
todos son capaces de llegar hasta los extremos que
Fausta.
— Yo iré á verlo.
—-No me había prometido alcanzar tanto, sobre
todo desde que me indicaste el deseo de partir en
busca de tu padre.
—Antes hablaré con él: mañana mismo...
— Vuelvo á aconsejarte que no te precipites.
— ¿Qué inconveniente hay?
— Uno, y grande.
— ¿Cuál es?
— Las sospechas que tu presencia en aquellos lu­
gares pudiera despertar.
LA CRUZ DEL REDENTOR, 37

— Pnes no veo otro medio.


— A ver qué te parece lo que yo opino.
— Habla.
— Tan malo es tratar con alevosía al amigo ver •
d&dero, como ser deferente con el enemigo. La ley
israelita dice: «diente por diente y ojo por ojo.»
— Bien, pero eso...
— Quiere decir, que tú puedes engañar al que te
engaña, estando en tu perfecto derecho.
— Explícate de modo más terminante.
— Que debes fingir un odio á muerte hacia Ed­
mundo, y en su consecuencia pedir á tu padre que
lo ponga bajo tus órdenes.
— Lo negará.
— En ese caso, si llega á saber qne f ais te en su
busca, fácil es explicarlo por el deseo que te anima
de vengarte de tu enemigo, y no hay temor de que
puedan descubrir la verdad.
Crispo guardó silencio un breve espacio, y des-
jmea preguntó á Tiburcio:
— ¿Tú has hablado con Edmundo?
—Bí; y por complacerlo, como por ocuparme en
tu obsequio, acepté la comision de venir. Yo cono­
cí mucho á su padre; habia visto á Edmundo cuan­
do era muy pequeño; supe que estaba desterrado...
y como hombre que todas sus ocupaciones consis­
ten en gastar dinero, sentí deseos de verlo, y fui en
su busca, bien ajeno de que aquella entrevista die­
ra origen á esta... Y más ajeno aún, de haber lo­
grado que me escucharas con benevolencia.
38 LA CKUZ DEL REDEHTOR.

— Yo me felicito de haberte conocido: jo eatoy


satisfecho de haberte escachado: yo acepto tus con­
sejos y los seguiré sin vacilar.
— Medita antes: no te fies tan en absoluto de
mí... pudiera catar equivocado, y...
— Mientras no lo estes en un punto...
— ¿En cuál?
— En el que se relaciona con Edmundo: en lo
referente á que fue victima cual yo, y en que desea
ser mi amigo.
— De eso estoy seguro: te respondería con mi
propia vida de ello.
— No es necesario. Voy á pedir que Edmundo
pase á formar parte del ejército que está á mi
cargo.
— Tengo que advertirte que tu padre suele ser
el segundo que sabe las cosas.
— ¿Pues quién es el primero?
— E l bufón.
— ¿También conspira contra mí?
— Ese no hace nada con la cara descubierta:
ejerce su oficio; y como para todos tiene palabras
de burla, es difícil penetrar en sus intenciones.
— Siempre me demostró afecto.
— Yo creo que entre aquellas deformidades de su
pecho y su espalda, no cabe más que el odio. Yo no
conozco ninguna afección suya digna de elogio; pero
eu cambio.,. Mejor que yo podría responder faus ­
ta, que fue siempre el blanco de sus ataques.
— En eso obraba con justicia.
LA C1ÜL?& 1>L L ü ü i i XO i í . 39

— No tanto.
— ¿Vas á defenderla?
Tibnrcio hizo movimiento de cabeza y dijo:
— Voy á exponer la verdad, Fausta eg una mujer
perversa, de indomable condicion, de instintos pa­
recidos á los de sn padre... pero sin el torcedor
constante de Simaco, tal vez se hubiera corregido...
Al ménos así lo intentó varias veces; pero siempre
el bnfon le cerró el paso. ¿Qaé querías qae hiciera
una mujer que se miraba abandonada de su marido
por sugestiones de un extraño, de un miserable
como Simaco? ¿De un contrahecho qae la arrojó
del tálamo nupcial, bajo el pretexto qae él tenia
que dormir como un perro á los piés del Empera
dor? ¿Cómo domar aquella fiereza por semejantes
medios?
— Aun siendo así,..
— Porque miras las cosas bajo ei punto de vista
de los perjuicios que qoiere causarte, que te causa­
ría si tu padre falleciera antea de que tú tengas ar­
regladas las cosas, es por lo que hablas de ese modo.
Por lo demás, casi merece disculpa.
— Le concederé lo qae quieras con respecto á lo
pasado; pero...
— Le niegas todo, y haces bien, por lo que
se relaciona con el presente. Estoy de acuerdo
contigo.
— Y dime: ¿qué perjuicios son esos que segura­
mente me causaría al fallecer mi padre, si antes
no lea he puesto remedio?
40 LA CRUZ DEL REDENTOR.

— Apoyada por Torcuátito, y por Iob amigos con


qne cuenta aguí, lanzarse á la rebelión armada.
— ¿Loa Bárbaros invadirían el Imperio?
— ¡Qaién lo duda! Y lo devastarían de Oriente
á Occidente.
— ¡Otra vez ensangrentado el saelo de la pa­
tria!...
— Y algo peor.
— ¿Qué?
— España, el suelo mas florido y el sol más cla­
ro; los ríos mas cristalinos y las mujeres mas her­
mosas, irían á poder dei Bárbaro Torcuátifco.
— ¿Cómo sabes todo eso?
— Como Edmundo supo la intriga de que apare­
ció como actor siendo víctima.
— ¿Fausta te lo lia dicho?
— Se lo refirió á Edmundo, para desesperar­
lo más.
Crispo rugía como el león que al volver de la ca­
lentura se encuentra preso entre hierros que do­
man su fiereza.
— Cálmate, Crispo: la desesperación no ha de
producirte ventajas»
— ¡Maldita mujer!
— Hablemos de lo que más nos interesa. ¿Cuán­
do escribirás á tu padre?
— Ahora.
— ¿Y cuándo saldrá de aquí la misiva?
— Tan luego como la termine.
— ¿Estás resuelto á jugar el todo por el todo?
T,A C SÜ Z DEL. REDENTOR. 41

— Hasta contra mi padre, si preciso fuera.


— Pues no pierdas ni un momento: escribe, y
dispon qne el portador de la misiva la entregue á
tu mismo padre, y te traiga la respuesta. Ya ves,
ahora soy yo el qne piensa que no debes perder ni
un solo momento.
Y Crispo, ai par qne se disponía á escribir, dijo
como hablando consigo mismo:
— No debo consentir la desmembración del Im­
perio que mi padre reunió bajo su púrpura.
— De eso también habría que hablar; porque es
cierto que tn padre venció á todos los Emperado­
res por la fuerza de las armas; pero también lo es,
que acaba de ser derrotado por la astucia de quien
jamás fue guerrero.
— ¿Derrotado?
-S í.
— ¿Por quién?
— Por Silvestre.
— ¿De qué modo?
— Habiéndole hecho romper Ha unidad del Im­
perio/ ¿Ignoras que Roma es propiedad del Obispo?
¿Que tu padre le hizo donacion de la capital del
Imperio, y que allí no hay más soberano que Sil
vestre?
— Sí, lo ignoraba.
— Pues ya lo sabes.
— No puedo, no debo creerlo.
— Guárdate muy mucho de mostrar la menor
oposicion...
*
correría peligro tu vida... Los cristia-
to m o n. 6
42 X.A CE1IZ S S L REGENTO».

nos te asesinarían seguramente; y por hoy no sa


carias honra ni provecho con correr un peligro. Lo
que un Emperador da, otro Emperador puede qui­
tarlo: ciñe tú la diadema, que tas hombros sientan
el peso de la púrpura, y bastará tu voluntad para
que el obispo de Boma sea tu súbdito,
— ¡En bnena hora llegaste hasta mí!
— Mucho me satisface oírte. ¿Cuándo quieres qoe
nos volvamos á ver?
— Si en ello no tienes reparo, quédate á vivir
conmigo, al ménos hasta que llegue la respuesta.
— Me honras demasiado; pero no puedo aceptar
tu ofrecimiento. Hombre Ubre, gusto de gozar de
mi libertad, tanto como de ocuparme en la defensa
de las causas justas como lo son la tuya y la de Ed-
mundo. Vendré á verte con frecuencia... y si al­
guna vez necesitas de mí, llámame; que por afecto
y por deber de obediencia al futuro Emperador, no
faltaré al cumplimiento de tas órdenes.
— Ante aquella manifestación, Crispo lo dejó
marchar.
Dos horas más tarde partía un soldado llevando
un escrito de Crispo para su padre.
Tiburcio, que lo vió marchar, sonrió coa satis -
facción.
Y en su interior decía:
— Lo que no pude conseguir de Fausta ni de Ed­
mundo, lo harás tú... P obos días serás Emperador,
pero en ellos arrojarás la cruz al suelo, y pondrás
tu planta sobre ella. Boma tornará á ser lo que
LA QKUZ 1>ÜL ftBD EalO B. 43

fné... Luego, lo que yo quiera... Yo, cuyo Imperio


absorberá el universo,
El plan estaba perfectamente combinado; cnanto
Tibnrsio habia dicho á Crispo, era el resultado de
la combinación premeditada y estudiada entre él y
Fausta, y á la cual no era ajeno Edmundo, qne lle­
gó á sentir el fuego de las .ambiciones, influido por
los dos, y por los instintos de perversidad qne en
sn pecho se iban despertando.
Torcuátito sabia lo qne se relacionaba con él tan
solamente, y lo que le halagaba: que España seria
el premio de su auxilio.
Y estaba satisfecho, y creia que no le engañaban,
pues Fausta se encargó de mantenerlo en el error
diciéndoie un día:
— Coaviene que todo lo tengamos hablado, para
cnando llegue el momento de la resolución no ha­
ya dificultades de ningún género.
— ¿Y qué es lo qne hay qne tener acordado?
— Un punto muy principal para tí, y muy secun­
dario para todos los demás, como fácilmente vas á
comprender, puesto que, poco ó mucho, algo cono
cea á España.
— ¡Ah! te refieres...
— A ese delicioso verjel que ya puedes contar
como tuyo con toda seguridad.
— Te escacho con ansia.
— Pues bien: debo decirte, que es argente que
te fijes cóu grau detenimiento en ¿as diferencias de
costambres que existen entre tu pueblo y ei que
u LA CRUZ I)Kr. R E G E N IO K .

codicias; allí, la mujer no es esclava, ni consiente


qae el hombre tenga varias esposas.
— Lo sé.
— Allí no se bebe sangre humana.
— También lo sé.
— Pero tal vez ignorarás que las españolas son
cristianas en sn inmensa mayoría, qae adoran en
la madre de Jesucristo tanto como en el que llaman
Hijo de Dios y Dios mismo... Y que, por lo tanto,
cada práctica de tus usos y costumbres, cada acto
de tu pueblo, ser» una protesta... una protesta ar
niada é invencible.
— ¡Eso nol
— Por mal camino irás entonces: veo qae esta
conversación será para tí más provechosa aún de
lo qae yo suponía.
— ¿Por qué? Siendo yo el dominador...
— No podrás imponer la ley al vencido, ni aun
derramando torrentes de sangre.
— Yo juro...
— Es inútil, Torcuático: la mujer española, más
encantadora qne las ñores que brotan por doquie -
ra; más. agradable á los sentidos que el aroma de
los naranjales; más tierna y cariñosa como madre
y como consorte que todo lo que el cálculo puede
imaginar; cuya voz es más dulce y melodiosa que
el arrallo de la tórtola y que el murmullo de los
céfiros que mecen las ondas del caudaloso Guadal­
quivir; que es esbelta y flexible como el tallo del
junco; que parece criada más qae para compañera
L A CRUZ DHL B.HDENTOH., 45

dei hombre, para ángel sujo qne trueque la tierra


en el Edén prometido á loa cristianos...
— ¿Quieres enloquecerme?
— Qniero decirte la verdad: pues bien; esa mu­
jer, qne parece el símbolo de la paz y de la armo­
nía, es á veces la leona enfurecida que mata y des­
truye; que acomete y no ceja; que siembra el luto
y el espanto por todas partes sin sentir la compa­
sión ni el miedo. Es el sér indomable que empuja
á sus hijos al combate, y que los ve sucumbir llena
de amarguras, pero sin derramar ni una sola lá­
grima.
— Más me gusta aún así, que. dulce y cariñosa.
— Como que la hermosura mayor en la tierra es
la qne presta el heroísmo..; y cada mujer española
es una heroína si mata, y otra heroína si muere.
— ¡España!... ¡España mia!...
— Yo la pondré en tus manos; pero cuida de que
no Be te escape; de que tal vez tenga yo que acudir
para quitártela.
— ¡Tu! ¿Qué estás diciendo?
— Lo que pudiera suceder, y lo que debo adver­
tirte para que no alegues ignorancia en ninguna
ocasion.
— ¿Faltarás á tus promesas?
— Buena prueba de que íaa cumpliré todas, es
que trato de ponerte en antecedentes. Mis deseas
son que goces tranquilo y sosegado de las venturas
que España puede proporcionarte, y de los deleites
qne sn clima y los encantos de aquellas mujeres te
46 LA CRUZ DEL REDENTOR.

pueden ofreeer. Con mi protección, en jnsta re­


compensa á la que tú me prestes, pasarás los Piri­
neos; mas si tú y tu pueblo ensangrentáis aquellas
fértiles campiñas; si convertís á cada ciudadano es
pañol en uá enemigo; si lleváis la perturbación ai
suelo tan favorecido por la naturaleza, para evitar
tu completa ruina tendré que intervenir, y cuando
menos hacerte mi feudatario.
— jAntea morir!
—Morirás, seguramente, si yo te abandono. En
cambio, si alteras tus costumbres en algo, y al par
dejas que ei pueblo siga tus costumbres, serás el
hombre más dichoso de la tierra. La faz de los
pueblos no se cambia en una hora. Tres siglos lie -
van los cristianos luchando con salvaje ferocidad,
y aún están al principio de la jornada. Estudia en
ellos, que hay mucho que aprender: medita sobre
los ejemplos que ofrecen, que ellos te darán la
norma.
— Se entregan cruzados de brazos en manos del
verdugo... ¡Son unos cobardes!
— De ese modo han comenzado á dominar... Aún
está reciente uno de sus más grandes triunfos...
Mi esposo, el gran Constantino, inclina la frente
ante el obispo de Roma... Supongo que no duda­
rás del valor y la energía del Emperador.
— No; me he batido con él, y...
— Y siempre te ha veacido... Pero ahora lo ven­
cerás tú á él; yo te lo prometo. Pero sigamos nues­
tro aamxto, que es lo principal para tí.
LA CRUZ D EL RED EN TO R. 47

— ¿Para qué? Que yo pise á España, que pueda


atravesarla desde el Mediterráneo al Atlántico...
— Será como tú quieres; pero ya te t e adverti­
do... que todo dependerá de tu conducta.
Torcaátito estaba cada vez más preso en las re­
des que Fausta le habia tendido.
Al lado del pro le presentaba el contra; inme­
diato á la promesa de entregarle á España, la ame­
naza de intervenir en las discordias que pudieran
sobrevenir.
De este modo conseguía qne Torcnátito no du­
dara del cumplimiento de la primera promesa.
Fausta no habia vuelto á ver á Licinie; á Tibur-
cio no le acomodaba que madre é hijo se pusieran
de acuerdo, pues en un momento podian desbara
tar sus planes.
Teniéndolos separados, él era el intermediario,
y las cosas marcharían bajo sn consejo y direc­
ción.
Las poderosas alas del caballo negro hacían
tan cortas las distancias para Tibnrcio, como el
rayo, hoy enfrenado y dirigido por la mano de la
ciencia.
Y mientras el emisario de Crispo partió llevan­
do la misiva, él, cruzando los aires, fuése al lado
de Edmundo y le dijo:
— Crispo acepta ia amistad que le he ofrecido en
tu nombre; acaba de reclamarte para que pases al
ejército qne manda; 1a respuesta no se hará espe­
rar; vuestra entrevista tampoco... ¡Me prometió
LA CKTIZ D*L REDENTOR.

destruir ei poder de Silvestre... Arrojar la cruz de


los altares... Todo lo que ambiciono; todo lo que
tú no supiste hacer!
— En ese caso, tú, y no yo, eres el amigo de-
Crispo.
— Mientras me sirva; destruido el poder de Boma
y la autoridad de Silvestre... ¡Ah!... ¡entonces!...
Es preciso que cumplas fielmente lo ofrecido; que
persuadas á Crispo de que deseas unirte á él para,
destruir cuantos obstáculos le presenten los planea
de Fausta... Tatito es su enojo, que segnro estoy de
qne hasta se ofrecerá á compartir contigo el Impe­
rio. ¡Será Emperador!... pero mi esclavo, y rota la
cruz, lo entregaré á tí, para que á tu sabor lo
mates.
— Sí; pero los otros hijos de Constantino...
— Tú harás de ellos lo que quieras. Te otorgaré
parte de mi poler para qae ta voluntad no tropie­
ce con obstáculos.
— ¿Y Torcuátito será dueño de España?
— Bajo mi Imperio quedarán borrados todos los
limites de mar y tierra. Derribada la cruz, no ha­
brá más que una divinidad, Luzbel; y un solo Em­
perador, yo. Haye de Fausta; su voz seduce; su
palabra fascina su belleza arrebata... si hubiera
sabido ser cristiana... ¡ah!... entonces yo no triun­
faría jam ás.
— Y ahora, ¿estás seguro del triunfo?
— Per lo qae hables con Crispo, podrás formar
usa idea es&da.
L A CRUZ D EL RED EN TO R. •49

— No abrigo tañía confianza como tú.


— Pronto la tendrás... Ei empuje, la arremetida
va á ser tan espantosa, y cogerá tan de improviso
á Constantino y á los cristianos, qne mi triunfo es
seguro. Están perdiendo el tiempo.
— ¿ Q u ié n e s?
— Todos; el Emperador sólo se ocupa de embe ■
Mecer á Constan linopía; los cristianos, en destruir
hasta la memoria de Arrio, á serles posible... Y el
mismo Arrio, que podría ser nn enemigo temible,
no se ocupa de otra cosa que de probar que él no
es un reprobo, y ver ios medios de ser rehabilitado
por medio de otro Concilio general como aquel de
que salió la orden de su destierro.
— Bien; pero y Simaco, ¿también duerme?
— ¡Ah!... Ese y Lami están siendo mi eterna pe­
sadilla. Día y noche, como un Argos, velan amboa.
— Destruyelos.
— No puedo: no hay posibilidad ni aun de acer-
earse á ello. De sus bocas no falta nn nombre que
me horroriza recordar... De sus pechos jamás se
separa lo qne más aborrezco. Lami y Simaco son
mis peores enemigos.
- Veo que te olvidas de Elena.
— A esa la tengo preparado nn inerte escarmien
to. Ella misma v a á entregarse en mis manos...
Pretende destruir el templo de Venus levantado
sobre el monte Calvario.,. Yo le prometo qne ei
Imperio en masa se opondrá, y que si llega á in
tentar algo contra el edificio, perecerá entre sus
TOM» IX. 7
50 LA ÜKUIS 1 » 3 L KEKESTOR.

ruinas qae en monton irán á aplastarla. Contra sus


planea opondré todo» los obstáculos juntos qae ofre •
cen las obras humanas... Ella levantó templos cris­
tianos y derribó ídolos... Veremos ahora lo qne
consigne.
— ¿Y tardaré maeho en ver á Crispo?
—'No; la respuesta no puede hacerse esperar.
— ¿Por qaé no influyes para qae le concedan le
qae pide?
— Porque de todos modos consigo mi objeto; por­
que á decir verdad, no sé qué es lo qne más me
conviene; si qae se lo concedan c le envien ana
negativa. Yo parto; macha precaución; Fausta pu­
diera llamarte ó llegar hasta tí, que poder la he
concedido para ello. Mide tus palabras; qae no sos­
peche... Que no te alucine... Que no te engañe...
Y desapareció, dejando mal impresionado á E d ­
mundo.
Las sospechas que procuraba no despertasen en
Fausta, habían brotado en el supuesto Licinio.
CAPÍTULO III

El bufón en ejercicio.

emisario de Crispo tenia órdenes de no eco-


m üomizar medios para acortar el viaje.
— Revienta caballos; haz los imposibles
por ir y volver, como si el viento te prestara sn ve­
locidad.
Así le había dicho Crispo, y así lo ponia en prác­
tica el leal servidor.
Dia y noche corría y corría: sa descanso no lle­
gaba á tres horas en cada veinticuatro; para tomar
alimento, ni siquiera se apeaba.
De aquel modo no habia distancia larga, los años
eran meses; los meses semanas; las semanas días,
Un viaje qae de ordinario costaba de doce á ca
toree soles, fue redaeido á la mitad.
Mientras tanto, la madre de Constantino atrave­
saba la Italia y penetraba en Francia» pisando los
mismos lagares en que su hijo habia derrotado al
52 LA CRUZ DEL REDENIOE.

ejército de hierro que Majeneio le opuso como pri-


mer obstáculo, y ponía sn planta en aquellos luga­
res en que la Cruz del Redentor, espléndida en lu­
ces, en colorea y majestad, rodeada de ángeles y con
la inscripción latina Lignim crucis, se apareció al
Emperador invencible, al héroe de cien combates,
al uniñeador y pacificador del Imperio.
Pero su marcha era lenta; como en todos sus
viajes, veíase obligada á pernoctar en los pueblos
y ciudades por donde pasaba.
Las comunidades religiosas y las comisiones c i­
viles se disputaban la dicha de oiría, de aprender
en sus palabras, de enviarle socorros para que los
distribuyera con la equidad y el acierto qne todos
la reconocían.
Cuando Elena recibía una cantidad, ya fuese en
dinero, ya en semillas, decía:
— Lo acepto para los pobres, en el santo y ben­
dito nombre del Padre, del Hijo y del Espíritu
Santo, tres personas distintas y un solo Dios ver­
dadero,
Y cuando repartía los donativos, exclamaba:
— Toma lo que ei Padre, y el Hijo, y el Espíri­
tu Santo, tres personas distintas y nn solo Dios
verdadero, te envía por conducto de su humilde
sierva.
Aconteció con alguna frecuencia, que los socor­
ridos le contestaran:
— Yo no soy cristiano.
Y Elena le respondía:
LA CR.0 Z ORÍ, EEÜEM TOR.

— Todos somos hijos de Dios: unos lo acatamos,


y otros se rebelan contra El... Pero Dios, como es­
pirito puro é inmortal, no está sujeto á las debili­
dades humanas, y acude á las necesidades de todos
sus hijos; si bien justiciero, mas no cruel, castiga
á los que, teniendo idea exacta de la verdad, por
necio orgullo ó soberbia arrancan almas del buen
camino.
Al llegar Elena al punto en el cual pensaba em­
barcarse, el emisario de Crispo hacia saber al Em­
perador qne iba de parte de Crispo.
Simaco fue el encargado de esta comision.
— Entérate de lo qne qniere mí hijo, y contesta
con arreglo á justicia;— le dijo Constantino.
— Trae encargo expreso de no entregar la misi­
va más que á tí; y muy urgente debe ser, pues el
emisario que te envía ha venido volando.
Contrariado en cierto modo, respondió:
— Díle que pase.
Al presentarse, le preguntó Constantino:
— ¿Qué quiere mi hijo?
— Lo ignoro: aquí lo escribió, y sellado y lacra­
do te lo entrego.
— Simaco, rompe esos sellos, y dame cuenta del
contenido.
Obedeció el bufón, y una vez penetrado de la»
súplicas de Crispo, súplicas que tenían el carácter
de una imposición, dijo:
— Crispo reclama á Licinio: pretende que pase á
formar parte del ejército que él manda.
54 LA CHUZ DEL' ftEDJSNTOH.

— ¿Con qué fin?


— Con el de satisfacer en él sns deseos de ven­
ganza.
— ¿Eso solicita?
— Y en escrito de sn puüo y letra; y á más, pide
una respnesta inmediata.
E l Emperador, fijando sns ojos en el trazado de
unos planos, dijo:
— Contesta tú en mi nombre, y que no vuelva á
molestarme nadie,
Simaco saludó, y haciendo indicaciones al emi­
sario para qne lo siguiera, fué á dar cumplimiento
á las órdenes recibidas.
— Yo pretendía oir la respuesta de labios del Em­
perador, pues así lo desea Crispo,— dijo el emi­
sario.
— Como la contestación será por escrito, y con
el sello del Imperio, es igual á que si la hubieras
oído de lábios del mismo Emperador.
— Para ti, indudablemente será igual: para mí
debe serlo... pero para Crispo...
— Es un súbdito como otro cualquiera,
— Pudiera darse el «aso de que no pensara del
mismo modo.

—Esas palabras me indican que algo sabes que
conviene Uegae á noticias del Emperador.
— Son suposiciones miaa: me coloco en su lugar,
y pienso que procedería como yo. ¿Has olvidado
que es el hijo mayor del Emperador?
— Sé que es el hijo mayor de Constantino, y co­
LA CRTTZ D EL RED ENTOR, 55

ano ana hermanos, anjeto á la doble autoridad que


sobre él ejerce su padre y su soberano.
— Está bien: así ae lo haré presente.
— T aconséjale qne no intente coaa alguna qne
pueda hacerle caer en el desagrado del Empe­
rador.
— ¿Aunque tenga sobrados motivos?
— No los tendrá.
Y Simaco trazó la respuesta á la petición de
Crispo.
— Toma,— dijo cuando al pié del escrito puso el
sello del Imperio y repitió la misma operacion en
el cierre del documento.—Esa es la voluntad del
Emperador.
— No: la tuya.
— La del Emperador.
— ¿Cómo» si ni siquiera la conoces? Mala comi­
sión he traido, y cara me costará... Quizás la vida.
— Gran peligro correría ai el Emperador te es­
tuviese oyendo.
— ¿Pues no lo eres tú?
— Interin escribiera á Crispo, estaba identifica­
do con su persona... Ahora soy el último de sus
vasallos... el que aaí y todo no te tolerará otra fal­
ta como la que acabaa de cometer. Pero ella me ha
servido de mucho: por tus palabras puedo juzgar
del espíritu qne anima á Crispo, en qnien los dolo
res que experimenta, unidoa á malos consejos, le
han hecho sin duda variar mucho.
Y el emisario se marchó.
56 L A CRUZ S E L REDENTOR.

— Ya ea imposible callar. Lamí comprenderá


que faltaría yo á mía deberes si no hiciera com­
prender á Constantino la actitud en qae se coloca
sn hijo... ¡Ah! aqní está seguramente la maao de
Fausta: de esa mujer de quien todos nos hemos ol­
vidado, cuando nnnca debió apartarse de nuestra
imaginación ni de nuestra vigilancia.
Cruzó las manos, y con amargara continuó di­
ciendo:
La conducta de Constantino desde que tuvo tér­
mino el Concilio, no es la que su alta posieion y
los deberes de cristiano le exigen y le demandan.
¿Qué de extrañar fuera que recibiese un castigo
por el pecado en que incurre? ¡Y qué doloroso va á
serle que el designado por la Providencia sea su
propio hijo!
Y dos lágrimas corrieron por sus mejillas.
— Mañana es dia de descanso: como de costum­
bre, haremos nna pequeña excursión por los alre­
dedores de Constantinopla... Nadie podrá interrum­
pirnos: nadie nos escuchará... Cumpliré con mis
deberes... Yo no puedo creer que Constantino haya
cerrado su corazon á mis consejos.
A alentarlo vino la conformidad qne Lami dió á
sus deseos.
Y lleno de esperanzas, al dia siguiente, cnando
el Emperador y él recorrían las afueras de la ma­
ravillosa ciudad, el bufón preguntó:
— ¿Me permites que te hable de un asunto que
tal vez te sea enojoso?
LA CHUZ DEL REDENTOR. 57

— Nunca me hiciste pregunta semejante, ni aun


para tratar de los asuntos más graves; y esto me
hace suponer que el presente envuelve algo ex­
traordinario.
— Así es, en efecto; y ya qne has demostrado tu
extrañeza, eéame lícito decirte á qné ha obedecido
mi conducta en esta ocasion.
— Jamás te negué permiso para qne dijeras lo
qne juzgases más conveniente.
— Es verdad, es verdad, Constantino: gocé de
ámplios poderes.
— Y gozas.
— Pero no uso de las facultades que me otorga
tu liberalidad, porque tú tienes la culpa.
— ¿Me recriminas, Simaco?
— Sí; por haberme sacado de mi humilde condi-
ejpn. Hoy no me permites que duerma é tus piés
como ante3... Hov no me miras como al bufón, si-
no como al amigo, y mi lengua está atada, y mi
garganta muda.
— Jamás esperé queja semejante.
— Porque no comprendías ni comprendes el da­
ño que te estás haciendo.
— ¿Pero quién te ha impedido hablar?
— La posicion en que me has colocado. Como
bnfon, sin desprestigio para tu autoridad, interve­
nía en todos tus actos; como el hombre de tu con­
fianza privada, ni puedo entre burlas decir la ver­
dad en público, pues mis sátiras caerían sobre tí,
ni cuando estamos solos es justo que te diga eier-
TOMO I I . 8
68 L A C liliZ L'EL RliBKW TOh.

tas cosas, porque parecerían consejos, y yo no pne •


do dártelos
— Y eso, ¿qué quiere decir? ¿Que te cansa la vi
da que haces y que deseas volver á la antigua?
Imposible; lo que el Emperador hace, hecho se
queda. Mas por eso no entiendas que trato de vio­
lentar tu voluntad; si la vida de la córte te aburre
y deseas alejarte de mi lado...
— ¡Qué estás diciendo! ¿Qaé motivoB te di para
que de ese modo me maltrates? ¿Yo separarme de
tu lado?... Cuando la muerte me obligue á ello, te
abandonaré.
Con tai excitación y amargura habia pronuncia­
do Simaco aquellas palabras, qne Constantino, con­
movido, hubo de decirle:
— Tranquilízate, aleja de tí las penas que hayan
podido producirte mis palabras, y ya que lo quie­
res así, cuando estemos solos como ahora, continúa
siendo el bufón. Quizás fuera eso lo que echaba de
menos y no acertaba á explicármelo. Porque sábe­
lo: en medio de tanto poderío y grandeza, noto un
gran vacío.
— Porque tú has alejado lo qne únicamente po­
día y debia llenarlo.
— ¿Yo?
— Sí, tú; y voy á demostrártelo, puesto que he
recuperado mi papel de bufón.
— Habla; deseo escucharte.
— Tú has dado un paso de suma importancia; de
tanta y tan grande, que pagarán los siglos y los si­
L A C R trz DEIi R B BE N T O R . 5»

glos siendo una cuestión latente y qne agitará ai


mundo entero... al mundo, qne sólo al desaparecer
el hombre de la tierra...
— Tú exageras. Yo no he hecho nada que pueda
tener tanta importancia.
— Porque no se la das, notas ese vacío de que
aeabae de hablarme; porque al dar el paso á que me
refiero, tu corazon estaba más fijo en la tierra que
en las eternas y bienaventuradas regiones.
— Acaba de explicarte: has logrado despertar mi
curiosidad. ¿Qué he hecho yo?
— Dar Boma al sucesor de Pedro... Y en vez
de sentirte ennoblecido por tu acto digno de todas
las alabanzas, experimentar, si no arrepentimiento,
al ménos cierto disgusto.
— Quizás tengas razón.
— Y no queriendo,—continuó Simaco,— hacer
pública manifestación de tus sentimientos, ni cre­
yendo justo, cómo has dicho antes, deshacer lo he
cho desde el momento en qne emprendiste las obras
de Constantinopla, borraste de tu memoria aque­
llas palabras «hermana, pero no rival.»
— Prosigue.
— Y tanto fné así,que el primer nombre que pen­
saste poner á esta ciudad, fué el de «Nueva Boma,»
como queriendo dar á entender que, al hacer en­
trega de la ciudad imperial de Silvestre, lo hadas
porque era un harapo que no guardaba relación con
tu historia y con tu grandeza. Pero aquel instin
to tuyo salió fallido: el pueblo comenzó á decir
60 LA OROZ D E L KEDJBKTOK.

«Constantinopla;» y contra tu voluntad éste ea so.


nombre.
— ¿Luego el pueblo me ha vencido?
—Halagando tu vanidad; pues aunque quisieras
negarlo, yo sé que estás orgulloso.
— ¿A qué negarlo? Lo estoy; los gentiles no pu­
dieron idear para sus dioses lo que yo encierro den­
tro de esos muros.
— Pero en cambio encerraban en sus pechos lo
qne falta en el tuyo.
— ¿En el mió?
— Sí, Constantino: ellos tenían fé en una fábula
grosera... Tú no la tienes en la verdad eterna... Y
esto ha de traerte muchos males.
— En eso creo qne te equivocas. Yo hice cuanto
podía por la religión cristiana.
— Mas no con absoluta conformidad entre tu
pensamiento y tus actos... Y lo que es aún peor;
desde que desterraste á Arrio, has abandonado los
asuntos religiosos para dedicarte á los mundanos...
He dicho mal, para dedicarte por completo á los
qne satisfacen tu soberbia. Soy el bufón, y puedo
y debo hablarte le este modo.
— Continúa, pues te escucho, no sólo como al
bufón, sino también como al amigo que hace llegar
la verdad hasta mí.
— ;Ah, Constantino! Poco vale mi vida... quizás
por eso mismo la expuse tantas veces en los cam­
pos de batalla; tal vez por lo mismo ninguna lan­
za me atravesó, ni espada ni maza cayó sobre mi
LA CP.UZ SSL BBDJENTüh. 61

cabeza.,. Pero ciéeme: ai valiera lo que la tuya,


gastoso la daría por tener la íntima convicción de
que lias dicho lo que sientes.
— Te juro haber dicho la verdad, sobre ei santo
signo de la Cruz.
— {Dios sea loado y bendito!—exclamó Simaco
cayendo de rodillas.
— Y más te diré: si de algo estoy arrepentido, es
de haberte sacado, como tú has dicho, «de tu hu­
milde condicion...» Porqne... óyelo: desde que me
estás hablando como en otros tiempos, siento que
desaparece eí vacío que antes notaba. Díme todo
lo que creas oportuno: quizás en tas palabras esté
el castigo que me anunciaste.
— El castigo, no; pero sí una advertencia que pue­
des utilitar para que, apiadado el cielo de tí, ya que
no te sea posible evitarlo, al menos lo puedas ami ­
norar.
Y acto seguido le dió cuenta de su conversación
con el emisario de Crispo.
Constantino, que le escuchó sin interrumpirlo, al
ver que Simaco habia terminado, le preguntó:
— ¿Y qué has respondido á mi hijo?
— Una negativa.
— Hiciste bien.
— Pero temo que esto dé origen á una desobe­
diencia; y en tal caso...
— Nunca será eso tan malo, como que tomases
una ruin venganza. Si desatiende mis mandatos,
yo le castigaré como merece.
ÍjA CU.VS DHL KÍÍDEÍÍTOR.

— Mejor es prevenir qae castigar.


— Si adopto medidas de precaución, y estuviéra­
mos equivocados, seria injusto... Crispo ee el he­
redero de la púrpura, y su prestigio se amenguaría
si yo demostrare recelos de él... iín cambio, casti­
gándolo, si delinque, mi conducta seria ajustada á
la más estricta justicia.
—fttia observaciones terminan donde se mani­
fiesta tu voluntad.
— Confio en Dios.
—Siempre que lo hiciste de corazon, guió tus
pasos por la tierra.
Constantino quería proceder de modo distinto al
que practicaba.
Siempre que Simaco sostenía con él una larga
conversación, su espíritu se alejaba de 3a tierra para
remontarse al cielo; y siempre que era su madre
quien le hacia ver ia verdad, ol alojamiento de ias
cosas mundanas ae convertía en olvido.
Mas tan luego como pasaba algún tiempo sin que
aquellos dos esos llegasen á sus oídos, su condi­
ción de Emperador adquiría tal desarrollo, que ha­
cia de él un cristiano tibio.
CAPÍTULO IV

El beso de la traición.

Tibureio habia sospechado, sucedieío»


cosas.
Fausta, que gozaba de todas las liberta­
des en el país de los Bárbaros, seguida de la espe­
cie de córte y guardia qne se habia creado, deci­
dió ir en basca de Edmundo.
Torcuátiio quiso saber la causa de aquel deseo,
y Fausta le respondió:
—Tengo poca confianza en Tiburcio, y temo que
con Licinio haya tramado alguna conjuración.
—Si tal fuera, tan pronto como penetre en mis
dominios...
—No te hagas ilusiones: todo tu poder, con ser
tan grande, no conseguiría nada. Tiburcio está de­
fendido por los espíritus invencibles: sólo yo, dis­
pongo del arma qne lo vence.
—¿Sólo tú? ¿Qué arma es esa?
64 L A CHUZ BEL BBl»Ej¡ÍH)K.

—La que menos puedes figurarte: ana que ai


hiere ni mata... pero que en Tibnrcio produce ios
efectos más desastrosos. ¿Recuerdas aquel lucido
ejército de brillantes y deslumbradoras corazas de
fuego que derrotó á los tuyos?
—Nunca puedo olvidar el valor y la disciplina
de aquellos soldados.
—Pues bien; con el arma de que te hablo hu­
biera huido en apiñado peloton. Hubiera habido
bastante con ponerla delante de aquellos ojos que
lanzaban chispas, para apagar la hoguera en uq
solo instante.
—Muéstrame ese arma.
—Te reirás, seguramente, de ella. Mírala.
Y sacando la cruz qae escondió eutre sus vesti­
duras al salir del monasterio en que practicaba las
doctrinas cristianas por faerza, la entregó á Tor-
cuátito.
—¿Y esto ea todo?—le preguntó.
—¿Sabes lo que es y lo que significa?
—Lo que significa, no: lo que os, un pedazo de
madera.
—Sí, paro que por sa forma representadla cruz
en que fué crucificado Jesucristo.
—jAh!... si: Jesucristo, aquel pobre Nazareno
que, sobrado de valor para predicar, careció de
energía para defender sa vida, y siendo inoceata
mataron... jCobarde!
—No hubieras tá tenido tanto valor como El, ni
tanta abnegación.
LA CRU2 DEX. REDENTOR.

—¿Lo defiendes? ¿Eres cristiana?


—No: odio á ios criatianos... A los cristianos qne
ningún daño material me hicieron; á los cristia­
nos, qne sólo tuvieron para mí dulces palabras, y
deseos de servirme.
—Entonces, ¿por qué los odias?
—Porque yo nací para los placeres, que es la úni­
ca felicidad en la tierra, y los qne signen á Jesu­
cristo bascan la dicha despues de la muerte... Es­
to es, en lo desconocido, y que ellos se explican de
un modo halagador, pero qne á mí no me satisfa­
ce. Bi al lado de Constantino hubiera disfrutado
de lo que tú en parte me ofreces, yo no pensara en
alejarme de Boma: si no me hubieran obligado á
practicar lo que ellos llaman «Obras de Misericor­
dia,» aún permaneciera entre los monges... Y eso
que Constantino mató á mi padre y á mi hermano.
—Pero díme: ¿tanto poder atribuyes ó reconoces
en esa cruz?
—En ésta y en todas: los cristianos adoran en
ella: se postran ante lo que denominan «el signo
de redención:» sus ojos brillan como estrellas con­
templando el Madero Santo... Los que no somos
cristianos, vemos esto como un objeto cualquie­
ra... Pero Tihurcio, ante sn presencia, tiembla, ru­
ge, maldice^ y espantado tapa sns ojos, y con pre­
cipitación huye.
—¿Estás segura?
—Lo estoy: de lo que dudo, es de que en mis
manos tenga las virtudes que en los temp.os de los
tomo n. a
ÜÜ L A CHUZ S E L KEBBHTGH.

cristianos. Por eso quiero, antes Se poner en prác­


tica lo qne intento, adquirir por otros medios la
certeza de si Tibursio nos engaña ó procede con
lealtad; y nadie mejor para el caso, qne Licinio,
el joven qne ya conoces.
—Pero... ¿no es tu hijo?
—¿Quién te lo ha dicho? ¡Ahi Tibnrcio es nn
traidor.
—No temas nada: entre Tiburcio y tú, tú eres
la preferida.
—Puede engañarte.
—Eso es bueno para vosotras: para tí, sobre
quien tiene grandes influencias ese hombre... pero
no para Torcnátito, que sólo tiene nna divinidad
invisible, impalpable, génio del bien qne todo lo
ve y que todo lo realiza.
—Poco más ó menos, Lo mismo sostienen los
cristianos.
—-Entonces están muy cerca de la verdad: pero
no; ellos admiten á-nn hombre como emanación
divina.
—Pero increada, persistente, inmortal.
—Con forma de hombre.
—Mas con esencia divina.
—Que murió.
—Para resucitar al tercero dia...
—Para los cristianos, cuanto existe, sólo muere
en apariencias nada más. Lo que hoy es carne, ma ­
ñana es tierra; al otro planta, y por último vuelve
á ser carne.
LA CHOZ DEL REDENTOR. 67

—¿Quién te ha dicho todo eso?


—¿No recuerdas que he vivido entre loa cristia­
nos, bajo los Imperios de Licinio y Maximino?
¿Te olvidaste de que estuve en España, y que en
mi pecho brotó la más ardiente de las pasiones?
¿Quién crees qne hubo de inspirármela?
—Una mujer, á la cual me parezco mucho.
—En el rostro solamente, y eso por artes de Ti-
burcio, que podria en un momento arrancarte la
semejanza.
—¡Qué más prueba necesito de la traición de ese
hombre ambicioso!... ¡Ah!... yn lo destruiré.
—Poco debe importarte lo que haga: te cumpli­
ré lo ofrecido, si tú por tu parte te mantienes en
lo dicho. Deja que Tibureio trate de engañarte y
de engañarme: ¿qué podrá contra nosotros mien­
tras ambos estemos de acuerdo, y tú tengas en tu
poder el arma invencible que me acabas de ense­
ñar? Por bu conveniencia nos sirvió hasta hoy, de­
ja que continúe del mismo modo algún tiempo.
-—Sí; pero yo necesito prevenir á Edmundo.
—Yé en buen hora.
Todas las iras se habian desatado en el corazon
de Fausta; sus lábios se veian cubiertos por una sa­
liva pastosa; las lágrimas que el coraje arrancaba
á sus ojos, más que nada, parecían gotas do hiel.
—Presiento mi ruina, mi muerte... muerte es­
pantosa, porque privándome de los deleites de la
tierra, no me trae la esperanza de las venturas con
que sueñan los cristianos, ¡Haber luchado tanto,
68 1A CRUZ DEL REDENTOR.

haber rehuido la esclavitud de Elena» y al llegar al


término tan deseado, perder la vida!... Yo quiero
vivir y viviré... Edmundo es mi hijo... Obedecerá
á sn madre.
Convertida en nn energúmeno, en una furia del
averno, llegó á las fronteras del Imperio.
Los que la acompañaban quedaron escondidos
entre las malezas de los bosques cercanos; yjFausta,
convenientemente disfrazada, penetró en el campo
neutral, y puso el pié en el Imperio.
Como ningún signo externo ia delataba como
enemiga, sin tropiezos pudo salvar la distancia que
lo separaba de su hijo. *
—Ya suponía que vendrías á verme,—le dijo Ed­
mundo.—Tibureio me lo habia indicado.
—Tibureio es un traidor, un miserable, que tra •
ta de medrar á costa nuestra... Que nos vende, y
del cual tenemos que guardarnos mucho.
—También me habia prevenido contra todo lo
que me estás diciendo. Aquí, si hay alguien que
sea capaz de una traición inicua é infame, ¡eres tú!
— ¡Yo!
—Tú, que guiada por la ambición...
—Te engañas; guiada por el deseo de que llegue»
á Emperador, al lado de tu madre. Ven conmigo»,
oye á Torcuátito, que él te diga cuanto tenemos
pensado... cuanto está dispuesto... Y si te engaño,
si en algo he faltado á la verdad, mátame.
—Esa era la voluntad de mi padre.
—Cúmplela, pues, si en mí descubres falsía.
LA CRCZ DEL REDENTOR. 69

Tiburcio ha hecho contigo lo qae con Torcuátífco,


pero lo qne no consiguió con el ano, lo ha logrado
con el otro.
—Véte, y cumple cuanto has ofrecido.
—Pero en cambio, no cumplas tú lo que prome­
tiste á Tiburcio.
—Ya eatoy faltando á ello; le prometí disimu­
lar, y te he dicho lo que siento; convinimos en
que te mirase con agrado, y te rechazo con energía.
—¡No hiciste otro tanto alguna vez!
—Porque entonces te vi bajo el aspecto de la
mujer codiciada, y corría hacia tí atraído por el
vicio que aún no se ha borrado de mi alma.
—¿Y ahora?
—Ahora eres la mujer repugnante de qae me
hablaban los padres de Tiburcio.
—¿Nada te inspiro?
—Sí: odio y asco.
— ¡Tú, en cambio, dadas de mis pasiones! Ten»
Ten á mi lado; recuerda á Helena; busca en mis
miradas la dulzura de aquellos ojos adormecidos
por el candor de la inocencia; en mis labios*..
—¡Aparta!... Te aborrezco. Soy tu cómplice, te
ayudaré á la destrucción y ruina del Imperio,
porque así me conviene... porque no debo consen­
tir que Crispo se cubra con la diadema y la púr-
para; porque no es mi voluntad qae tus hijos sean
Emperadores.
—Te rebelas contra tí mismo. Porque tú eres
mi hijo, mal que te pese.
70 L A CRUZ DEL REDHKTOB.

—Yo reniego de tí.


—Poco importa... Como poco me supone Tibur-
ció desde el punto y hora en que le miro como lo­
que es: como un infame.
—Que te hizo muchos favores.
—Por la cuenta que le tenían; porque me miró
siempre como su única esperanza. Yo procedí con
lealtad, él con falsía... ¿Quiere guerra ó muerte?
pues sea; veremos quién vence á quién.
—¿Te declaras nuestra enemiga?
—No; vosotros sois los que...
—Por nuestra parte, cumpliremos cuanto eatá
ofrecido: hasta la destrucción completa...
—Es que para ese dia Tibureio me tiene hechos
grandes ofrecimientos.
—Todos te los cumplirá, si tú...
—Por medio de las amenazas no lograreis nada,
y yo os soy necesaria.
—Te equivocas: tenemqs quien se compromete á
algo más que tú... A lo único que nos dará el triun­
fo definitivo. ¿Qué nos importa que el Imperio arda
en guerra, que las ciudades caigan una por una, si
el enemigo terrible continúa orgulloso enseñoreán­
dose sobre las ruinas?
— ¡Ah!... Tibureio ha conseguido de tí lo que no
pudo alcanzar de tu madre. Ahora me explico tu
conducta: ahora comprendo los lazos que te unen
á Tibureio... Nada me resta que esperar de tí. Pero
los compromisos contraídos se cumplirán; y si no...
¡pobres de nosotros!
liA CRUZ DEL REDENTOR. 71

—Atora eres tú la que amenazas: tií, que debías


humillarte ante nosotros.
—¿Por qué? La humildad es buena para los cris*
tianos. ¿No recuerdas lo que Elena te enseñaba?
¿Te olvidaste de que Crispo te crozó el rostro, y
de que tú fuiste á solicitar sa perdón? Hace pocos
di as que al arrojarte en mis brazos con placer, lo
hiciste porque en mi rostro veias el de Helena, la
esposa de Crispo... ¿Perdonaste también al que te
rcbó la posesion de aquella hermosura?
—Cada día le odio más; pero hoy tengo que fin*
girme su amigo... porque, sábelo... Crispo ha pro­
metido destruir á Boma.
Aquella manifestación faé nn mando de esperan­
zas para Faasta.
Mas aparentando la mayor indiferencia, acon-
testó:
—Tal vez su padre se lo impida.
—En tal caso, perecerá sa padre.
Aquella infame mujer no poáia ocultar su in­
mensa satisfacción, y acercándose á Edmundo, y
adoptando el acento más dulce de que pudo dispo­
ner, le dijo:
—Me declaro vencida, hijo mío; reconozco qae
yo paedo ser sólo un auxiliar... pero no el término
de las aspiraciones de todos. Héme aquí arrepen­
tida de mi soberbia... Si contusa con Crispo, la
obra so consumará... Se consumará,.. pero de modo
distinto á mis deseos.
—Ya sé que ambicionabas ei Imperio, no para
72 LA CRUZ SEL HEDESTOR.

mí como has dicho antes, sino para tus tres hijos


Constancio, Constante y Constantino.
—A qué negártelo,—dijo Fausta admitiendo
aquella mentira como verdad palmaria.—Soñé coa
que el Imperio fuese heredado por mi sangre, y
como tú me rechazabas... ¡Qué horrible martirio
me hiciate sufrir el día de tu presentación al Em­
perador! Si aquel dia hubieras tenido palabras de
amor para mí, todo mi anhelo, todas mis ambicio­
nes se hubieran reconcentrado en el único hijo del
amor... en tí.
—¿Confiesas tu infamia?
—Confieso que procedí como merecía tu conduc­
ta; pero hoy las cosas son distintas... Y yo, tu ma­
dre, la orgollosa Fausta, la descendiente de Em­
peradores, me postro ante tí, y te proclamo Empe­
rador. ¿Qné más quieres?
—Qae siempre seas lo mismo.
—Lo seré.
—Y que prosigas haciendo creer á Torcuátito
que la España será suya...
—Cuida tú, en cambio, de que Tibureio no He -
gue á dudar de que éi será el único Emperador del
mundo. Déjalo en su creencia... Tibureio correrá
el mayor de los peligros el dia en que se juzgue en
el apogeo de la fortuna. Ese hombre es enemigo de
todos, sólo busca su provecho... Te ha engañado
ofreciéadote lo que no te ha cumplido... lo que
bien pudo cumplirte. Estás siendo su juguete des­
de aqueila noche en que fuiste vencido por Sima-
LA CBUZ DEL BEDENTOR. 73

co. ¿Por qué no te entregó á Helena viva y amo­


rosa?
—¿T dicea qae pado hacerlo?
—Otraa cosaa más difíciles ha realizado... Yo lo
conozco bien, y por eso me negué á firmar los pac
tos qae me propaso.
—Yo, en cambio...
—Eres sa esclavo; te abandono... Si te manda
matarme, me matarás... No ceñirá ta frente la dia­
dema de los Emperadores... Todo lo has perdido
para siempre.
—-Pruebas de lo qae me dices.
—Ahora no es posible; trata con Crispo; acuer­
da con él lo qne Tiburcio te mande... Yo velaré
por tí... y anteponiéndote á todo en el mando, aun
á costa de los mayores peligros, procurará salvarte
del abismo en qne has caido.
Gomo Edmundo era materia dispuesta para todo,
pues rennia al valor de su padre los malos instin
tos de Fausta; y como al par los primeros, latidos
de sa corazon palpitaron entre una mezcla del
gentilismo que moria y el cristianismo que se des­
arrolla, nada ofrece de extraño que, voluble y tor­
nadizo, ambicioso y soberbio, al mismo tiempo se
dejara engañar con facilidad por cualquiera qne así
se lo propusiese.
Y como por su desgracia estaba en manos de sé-
res tan astutos como Fausta y Tiburcio, lógico era
qae diese crédito siempre al último que le hablaba.
De aquí que comenzase á dudar de las promesas
TOMO II. 10
74 t A 0BÜ7, DKL REDEMTOll.

de Tibureio, y á creer en las de sn madre, como


antes le habla sucedido lo contrario.
Pero entre lo dicho por ambos habia una par
te igual... la conveniencia de fingirse amigo de
Crispo.
Y decidió engañarle á todo riesgo.
En esto invirtió algunos instantes que Fausta
sapa aprovechar para ponerse de acuerdo consigo
misma, coaa no tan fácil como paresia.
Y adoptado un procedimiento, dijo:
—Tibureio pudiera venir, y no es conveniente
que nos encontremoa. Tú quedas eu libertad abso-
ta para decirle que he venido ú ocultárselo; para
manifestarle lo que te he dicho, ó disimular. Para
mí todo es lo mismo, coa tal de que Torcuátito vi­
va ignorante, y por lo tanto, secunde nuestros pla­
nes... eato es, los tuyos; los que te han de llevar al
trono del Imperio.
—¿Y qué juzgas mejor: que hable ó que calle?
—Como ni Tibureio ni tú habéis de volver á ver­
me hasta que me presente para coronarte, te repi­
to que me es igual. Mientras yo tenga su anillo,,
amigo ó enemigo, ni lo quiero ni lo temo.
—Pero de saber lo que hemos hablado, tal vez
determinara buscar á Torcuátito...
—Delante de mí no sa atreverá á decide nada;
ni aun á hacer la más ligera indicación.
—¿Por qué, entonces, no esperas á que venga?
¿Por qué rehuyes encontrarte con él?
-—Porque no conviene que rompamos hoy las
LA CRUZ DÍXr REDENTOR. 75
hostilidades, pues todo redundaría en perjuicio tu­
yo. Confía en engañar á Crispo; cuenta con dispo­
ner de tn voluntad... pero sabe que á mí no me do­
mina. Cuantas veces trató de hacerme sn esclava,
resultó vencido.
—Yo le venceré también.
—Por ahora no lo intentes siquiera; deja correr
el tiempo.
Y cambiando de conversación, añadió:
—Lo único que deseo, es saber lo que decides
respecto á mi presencia aquí.
—¿Dispone de medies para saber si hablaste con­
migo?
—Lo leerá en tus ojos; y de lo contrario, lo adi­
vinará en tas palabras, como yo qae tu condacta
obedecía á sus instigaciones.
—En ese caso...
—Lo mejor es que se lo digas; y hasta qne le
manifieste, que si bien persevero en ayndarle, e»
cambio lo aborrezco. De ese modo es más fácil que
te crea.
—¿Cuándo volveremos á vernos?
—No te ocupes de eso: yo vendré siempre qae
fuera necesario... El plazo es largo aún, por más
qne mucho nos pese.
Edmundo quedó solo: las ideas se atropellaban
en sa mente.
—¡Cuánto tarda Tiburcio!—exclamaba.
No andaba ocioso el delegado de Luzbel, ni éste
tampoco.
76 LA ÍSRÜZ BEL BEDBJíTOK.

El uno se encontraba al lado áe Crispo: el otro


iba tras la nave qne conducía á Elena, en la espe­
ranza de hacerla zozobrar.
Pero cuantas veces intentó posar sn mano en el
bajel, otras tantas tuvo qne retirarla lleno de es­
panto.., Qne siempre la espada del Angel de la
Guarda fhé á clavársele en ei pecho.
Más afortunado Tibureio, escuchaba la lectura
del documento-con testación á la demanda.
Aquel escrito iba encabezado con una cruz, y
comenzaba con estas palabras:
«En el nombre del Padre, del Hijo y ttel Espí­
ritu Santo;
»Yo, Constantino» Emperador Romano, para es*
plendor y gloria de la Iglesia de Jesucristo y del
Imperio;
>Te hago saber.»
A duras penas pudo Tibureio escuchar aquel co­
mienzo del escrito; y temiendo que todo fuera
igual, dijo á Crispo:
—I)íme en síntesis qué es lo que te manda tu
padre.
—No es mi padre el qne me manda.
—¿Quién, entonces?;
—Simaco, el bufón, elevado á la más alta digni­
dad con menosprecio de mi persona. Él habla y fir­
ma, él dispone y estampa el sello imperial... él es
el Emperador.
—Eso debe tenerte sin cuidado: lo que en nom
bre de tu padre se haga, es igual á que si él lo hi-
LA CRUZ DEL REDENTOR. 7?

cíera. Vamos á lo principal, que es el sí, ó el no


qae te envía.
—No accede á mis deseos, y me amenaza con
castigarme si algo intento contra Licinio.
—Bien: en ese caso; lo qae tu hagas está justifi­
cado. Aunque todo paede arreglarse sin qae nadie
se entere. Pocos minutos bastan para qae firméis
el convenio... Hecho esto, cada cual en sa paesto
esperareis el instante oportuno para la acometida.
—Pero si él no paede venir ni yo llegar hasta él,
no comprendo...
—Qne tú vayas es cosa fácil: aquí no hay más
autoridad qae la taya: da las órdenes convenientes
para qae conste, ó aparezca constar, qae traías de
ana excursión á los pantos fortificados, y por ca­
minos que tú no conoces, y qne acortan mucho la
distancia, yo te llevaré al lado de Edmundo.
Y así se efectuó.
Crispo simuló ana visita militar qae sólo cono­
cían los más inmediatos á sus órdenes, y partió con
Tiburcio.
Detrás de ellos ihau algunos soldados; mas no
sóbditos del Imperio, sino de Tiburcio
Los senderos por donde caminaban eran com­
pletamente desconocidos para Crispo; pero tanto
porque así se lo habían anunciado, como por la
tranquilidad que le ofrecía ir segaido de tropas,
ni siqaiera tuvo la más leve sospecha, ni receló
nna traición.
Por otra parte, eran tantas sus preocupaciones y
78 L A CRUZ DEL REDENTOR.

su enojo, qne ni espacio le quedaba para meditar


ni fijarse en el terreno.
Cuando creía encontrarse á la tercera parte del
camino, le dijo Tibureio:
—Ya hemos llegado.
—¿Tan pronto?
—Como te dormiste, se te hizo el camino muy *
corto, Crispo. Qé aquí el encierro de Edmundo:
el sitio en que lo tienen castigado. Entra: el paso
está franco para todos: sólo para él se cierran las
pueztas.
Crispo penetró sin reparos.
Licinio, con la cabeza apoyada en ambas manos
y los codos sobre una mesa, parecía entregarse á
profundas meditaciones.
Al ruido de los pagos ge incorporó...
Bus ojos tropezaron con los de Crispo.
—¡Nunca esperé tanta dicha!—exclamó.—Yo te
ofendí, y tú, generoso, vienes á ofrecerme tu per-
don... Lo acepto reconocido, por más qne mi falta
fué involuntaria.
—Tú lo dices y debo creerte.
—Yo lo afirmo; y no tengo reparo en hacerlo de­
lante de tí, por lo mismo que no lo has exigido;
pues en tal caso...
—Me place tu ardimiento: reconoces tus faltas;
pero no te humillas... Mucho puedo esperar de tí.
Olvidemos el pasado: ocupémonos del presente, y
dispongámonos para lo porvenir.
—Lo porvenir está reducido á posas palabras.
LA CRUZ DEL RED 2H T0R,

La unidad del Imperio, rota por tn padre, y la dia­


dema, para tus sienes. Ignoro ai nuestro amigo ten­
drá alguna exigencia qne hacerte; yo, por mi parte,
acataré tn voluntad. Bastante harás con vengar­
me de mis enemigos, qne á la par lo fueron tuyos.
—Tu madre...
—Aquí estuvo: vino á engañarme una vez más...
pero ahora ella ha sido la engañada: nos ayudará:
por sn mediación, Torcnátito vendrá en nuestro
apoyo, creyendo que trabaja por cuenta de tus
hermanos... ¡Oh!... ¡Qué grande va á ser su des­
encanto!
—Firmemos nuestro pacto.
—Unidos para siempre contra el enemigo de
los dos.
—Por siempre.
—Hé aquí el convenio,—dijo Tiburcio presen­
tando nn pergamino escrito.—Firmad.
Y ambos firmaron con pulso intranquilo, ner­
vioso.
—¡Guerra sin descanso á nuestros opresores!—
gritó Licinio.
— ¡Guerra y exterminio contra los traidores!—
contestó Crispo.
Y Edmundo se acercó al hijo de Constantino, y
cogiéndole con ambas manos la cabeza, le besó en
la frente.
Aquel beso era el de Judas: si con él hubiera po­
dido matar á Crispo, allí cayera redondo al suelo.
Tan breve entrevista ‘encerraba el principio de
80 LA CPXZ DEL REDENTOR.

una serie de escenas altamente dramáticas, de Las


cuales nos ocuparemos más adelante.
Altamente dramáticas, sí; puesto que tuvieron
un desenlace funesto para los inocentes, y satisfac­
torio para los infames...
Que la tierra no es siempre el lugar de las gran­
des justicias, y en cambio con frecuencia yernos el
predominio de la traición.
CAPÍTULO V

En nombre de Jesucristo.

la madre de Constantino, defendida


los ángeles, llegó al término de sn via-
je 8]ín qae Luzbel consiguiera qne las man­
sas olas, convertidas en destractor elemento, pusie­
ran en peligro la nave, ni lograran enderezarla
hacia los mil escollos qae ofrecía la entrada del
Egeo.
El Emperador no tenia noticias del viaje em ­
prendido por sa santa madre, ni le era posible cal -
calar la pretensión qne llevaba.
Grande faé sa sorpresa, pues, ai sabe^^e ha*
bia entrado en agnas de BitMnia cm bajel, á cayo
bordo estaba sa madre.
Y corrió á sa encuentro, rodeado de tal lujo y
esplendor, qae Elena le preguntó:
—¿Conocías mi llegada? ¿Quién te advirtió de
ella?
TOMO « . U
82 LA ClíC'Á 1 ;E L íiü li)¿ M O R

—Aoabo de recibir la noticia. ¿Por qué me lo


pregantes?
—Lo supuse en vista del recibimiento que me
haces, y que si bien tú puedes usar como Empe­
rador, yo no puedo admitir en mi obsequio. Aquí
no veo más qne pompa mundana... ¿Te has olvi­
dado de Jesucristo? Responde, Constantino.
—Tú me enseñaste á llevarlo en la memoria: tú
lo grabaste en mi corazon, y no lo olvido; pero ne­
cesito conservar mi prestigio en lo terreno, ya que
sólo tengo este poder.
—Pena me causan tas palabras.
—Pena experimento yo también al recordar que
dentro del Imperio hay quien lleva dos coronas»
mientras yo sólo ciño una.
—¿Estás arrepentido de lo que has hecho?
—Si lo estuviera, Boma seria la capital del Im ~
perio.
—Hoy vale más.
—¿Más?
—Sí; porque es la del Orbe cristiano, ¿Te crees
superior á los representantes de Cristo?
—En lo terreno, sí; en la tierra la razón de la fuer­
za e s r '^ r cima de la fuerza de la razón, y la fuer -
za es mia.
—Y la razón de Silvestre, qae apoyado por el
cielo, puede abrirte ó corrarte la mansión de los
ángeles.
.—Ya te he manifestado que no estoy arrepentido
de lo hecho, y ahora añadiré, que si preciso fuera
L A CRUZ DEL REDENTOR, 83

ratificarme en ello, lo baria; pero me acabas de cen­


surar, y he tenido que defenderme contra mi deseo.
—No censuré al Emperador... hice una observa­
ción al hijo querido... Xc sólo gusto de la humildad
y de la mansedumbre,
—Y yo necesito de la pompa y del esplendor del
Oriente para tener á raya á los enemigos del Im­
perio. ¿Qué harían los persas si me juzgaran en de­
cadencia? ¿Qué, los Bárbaros? Tengo que deslum­
brar á cuantos miren hácia mi trono con fines si­
niestros.
—Y sin embargo, te falta el brillante más her­
moso, el más deslumbrador.
—¿Cuál?
—El agua del bautismo.
—Hoy, como ayer, existen razones de Estado que
me lo impiden.
—¿Qué razones son esas?
—Que así como antea no quería, aparecer como
un tirano ante los gentiles» hoy tampoco quiero
aparecer como esclavo de los cristianos.
—¡Orgullo y vanidad!
—Que hacen temible y respetado mi poder; que
me colocan en actitud de aparecer como justo, aun
en aquellos momentos en que antepongo el bien de
unos ciudadanos al de los otros. Salvé la vida de
Arrio, y conseguí que una parte del pueblo no se
amotinara... Aprobé las decisiones del Concilio, y
logré apaciguar los ánimos de los otros.
—¿Y estás satisfecho de tí?
84 LA 0RTTZ DICL REDBNTOS..

—Lo estoy, pues sin derramar sangre, los cris -


ti anos aumentan, y los gentiles y los arríanos, éstos
más temibles qne aquéllos, tanta fuerza han per­
dido, que casi no existen. Como hijo de Jesucristo,
comprendo que á tus ojos algo dejo que desear...
pero mírame como á Emperador, y verás cómo su­
pe colocarme en el justo medio... Porque, ¡oh, ma­
dre! el qne paso término á las persecuciones con­
tra los cristianos, no es el llamado á comenzar la
persecución de los arríanos ni de los gentiles. To
no derribé ni un solo templo pagano... pero edifi­
qué lugares consagrados á Jesucristo... Yo, sin de­
fender esta idea ó la otra como verdadera, acepté
la consnbstanciaeion del Padre y el Hijo... ¿Qué
más pretendes de mí?
—Mucho pretendería, si tu ánimo se hallara me­
jor dispuesto.
—Luego me crees...
—Un cristiano tímido é irresoluto... Un valero­
so soldado que, disponiendo de grandes faerzas, no
sabe dominar su voluntad... Un hijo que va á.ne­
garle á su madre la gracia que viene á pedirle en
nombre de Jesucristo.
—¿Tienes seguridad de ello?
—Sí, la tengo.
—¿Y en qué te fundas?
—En lo que acabo de oírte decir.
—Pues, ¿qué he dicho?
—Que no derribaste ningún templo pagano*
—¿Y tú pretendes?...
LA CRUZ DE7. REDEUTOK. 85

—Qne caiga por el saeio el más arrogante, el


más suntuoso de todos.
—Razón tenias al decir que te negaría la gracia
qne solicitas.
— ¡Constantino!
¥ éste reposo:
—Si el pueblo amotinado me pidiera que fuese
otra vez sobre Roma, ¿debería escacharlo'? ¿Apro ♦
barias que lo complaciera?
—No; pero...
—Pero despuea de haber satisfecho tas deseos,
Vendrían las exigencias de los gentiles... No te
canses, ¡oh, madre! yo no puedo atentar contra
la paz deí Imperio. Quizás mañana varíen las cir­
cunstancias... Quizás dentro de poco sea posible al
Emperador demostrarte con cuánto placer atiende
tos peticiones el hijo.
—Será tarde para tí.
—Tal vez no. Ahora entremos en la ciudad im­
perial.
La única persona qae habia escachado aquella
conversación, era Simaco, qae, como de costumbre,
había permanecido cerca de Constantino, si bien
guardando alguna distancia.
Elena caminaba llena de admiración: habia oido
hablar del lujo y despilfarro que constituían la
ciudad edificada por sa hijo; pero ni aun imaginó
qae Iob humanos pudieran realizar tantas mara­
villas,
—¿Destruirías esta ciudad si los gentiles, ó los
86 LA CRUZ SEL IUíPBHIOR.

cristianos, ó todos juntos te lo pidieran?—pregun­


tó Elena á Constantino.
—No: porque es la inmortalidad de mi nombre
en la historia.
—¿T qué vale tu nombre comparado con el de
Jesucristo?
—No te comprendo.
— He querido demostrarte el error en que incur­
riste hace poco negándote á derribar la obra de
los gentiles, temeroso de que éstos te pidieran en
compensación que destruyeses la de Dios, y que
representa Silvestre.
—¿Luego insistes en ocuparte del mismo asunto,
no obstante lo que te he dicho?
—¿Qué pierdes en oirme? ¿En saber lo que deseo,
lo que pretendo, lo que llego á demandarte, y que
será la página más brillante, el hecho que mejor
inmortalizará tu nombre en la historia del pueblo
romano?
En esto habian llegado á palacio, y las ceremo­
nias palatinas introducidas por Constantino tuvie­
ron efecto en honor á su madre, y cortaron la con­
versación.
Toda la nobleza acudió a saludar á Elena; toda
la nobleza pudo contemplar cómo los años no ha­
bian amenguado las fuerzas vitales de aquella mu­
jer extraordinaria, y cómo su lengua se desataba
en máximas inspiradas en la voluntad divina.
Elena, al dirigir la palabra á su auditorio, com­
paró las grandezas de la tierra con sus miserias...
L A CHUZ SEL REDBNiTOR. 87

Miserias que, ocultas por el oropel, llegan á ser sa


sepultara.
—El rico traje bordado de oro, y cubierto de
piedras preciosas, no deja ver la llaga qae corroe
la carao...—dijo.—Mas por eso, ¿dejará de existir
la llaga? ¿Sus efe3tos habrán desaparecido? El
enfermo, ¿no la sentirá? Sas raíces, extendiéndose
por el caerpo, ¿no tendrán término en la tumba?
Habéis renido á rendir homenaje á la madre del
Emperador, y habéis pretendido oir la voz de la
hija de Jesucristo... Para lo primero, cubristeis
vuestros cuerpos con el adorno y el artificio... ¿Ha­
béis purificado para lo segundo vuestras almas?
Nadie respondió.
—¡Desgraciados!—exclamó Elena.—Ya habéis
•cumplido el primero de vuestros deseos.;, saludar
á la que contra sus aspiraciones es Emperatriz...
Si deseáis yer satisfecho el segundo, tornar á vues­
tros hogares, y trocando las joyas por el traje hu­
milde, acudid al templo, donde os hablará en nom­
bre de Jesucristo, sa más indigna sierva... la cató­
lica Elena.
Y aquella fastuosa córte se retiró de palacio, para
una hora despees acudir á la casa de Dios & escu­
char con el mayor recogimiento las alabanzas de
Jesucristo, y oir cómo la santa definía las dichas
de aquellos qne logran alcanzar la presencia de
Dios Trino y Uno.
No sólo los cristianos habían acudido á escuchar
á Elena; en el templo habia algunos gentiles y
88 LA OÜCZ DEL REDENTOR.

machos cristianos que no acataban máa que en


apariencias las decisiones del Ooncilio.
En los alrededores del edificio, la multitud era
imponente.
Allí estaban congregados los que de un modo ve-
suelto negaban fuerza y valor á lo hecho por ios
Obispos, bajo la garantía del Emperador: los que á
voz en grito decían que el Concilio sólo represen-
taba un acto de fuerza simulado, y demandaban la
celebración de otra nueva reunión de Obispos, in­
dependiente del poder imperial ó civil.
Los que así procedían eran los arríanos, que,
obedientes á la voz de su jefe, buscaban rehabili­
tarlo, ó promover un conflicto en desprestigio de
los católicos.
¡Terrible ftié el desengaño que sufrieron!
Ellos confiaban en que de boca de Elena brota­
rían los anatemas y las amenazas: que las penas
que el infierno guarda y reserva para los repro­
bos, seria el tema obligado de su peroración ó plá­
tica...
Y Elena sólo habló de la gloria del Señor; y en
sus labios sólo brotaron palabras de consuelo y ex­
citaciones al olvido y al perdón. .
Cada vez que repetía: «Perdonad á vuestros ene­
migos.» «Seguid el ejemplo de Jesucristo, y no
respondáis con la ofensa al ofensor,» «El que no
perdone, no podrá ser perdonado.» «El que derrame
sangre, con ella se cerrará el camino que conduce
al reino de los cielos...» ¡Qué dolor experimentaban
I.A ÜRC¿ •i>EL REDEN r o a . 89

los enemigoB de Elena! ¡Cómo se revolvían contra


sí mismos acusándose de cobardes por no resolver
sn situación por un golpe de fuerza.
Cuando Elena terminó, las lágrimas corrían en
abundancia...
Los católicos fervientes elevaban plegarias á
Jesucristo....
Los tibios pedían perdón, arrepentidos de sns
errores, y confesaban su pecado...
Y los de corazon empedernido, con la cabeza
sobre el pecho se alejaban, para en la soledad dar
rienda suelta á su enojo.
El Emperador habia escuchado á sn madre.
Por consejo de Simaco, momentos despues quo
Elena abandonó el palacio sin ostentación alguna»
y oculto pudo oiría.
Qué efecto produjeron en él las palabras de la
santa, pronto lo veremos.
Despues que ella habia salido: antes qne ella
llegó á la snntaoaa morada.
El pueblo condujo en triunfo á la madre del Em­
perador hasta el alcázar imperial.
Elena, arrebatada por el éxtasis, no se dió cuenta
de aquella manifestación espontánea, qne más que
en honra suya redundaba en beneñcio de la huma­
nidad y gloria del Señor de todo lo creado... Del
único Juez, que por su propia virtud no puede en­
gañarse ni engañarnos.
Elena fuá conducida por la mano de sn hijo á la
cámara que al efecto se le habia dispuesto.
TOMO II, 12
90 LA CRUZ BEL REDENTOR.

En aquella estancia todo era severo y sencillo: no


habia adornos en las paredes ni estatuas en los án­
gulos.
Todo el moviliario era negro; todas las ropas
oscuras.
El único paño blanco que se reía era el que, co -
mo representación del sudario, pendia de los abier­
tos brazos de una cruz de ébano, que en oro, incrus -
tado en marfil, dejaba ver el INRI que, como es­
carnio y sarcasmo colocaron los verdugos del Na
zareno sobre el santo símbolo del martirio, despues
emblema da redención y escudo contra las perver­
sidades del averno.
Aquella estancia fué más del agrado de Elena
que todo cuanto hasta entonces habia visto.
Constantino penetró con ella, en el qne desde
entonces era sagrado recinto: templo de la verdad
eterna: lugar destinado sólo á la oracion y á la pe­
nitencia.
Simaco quedó á la puerta.
—Te he escuchado, ¡oh, madre!—dijo el Empe­
rador.—Fui al templo para oírte, siguiendo las in­
dicaciones de mi buen Simaco, y deploro cuanto
antes te he dicho, y siento que tu voz no haya re­
sonado en el Concilio de Nicea.
—No tenia allí puesto.
—Yo te lo hubiera dado.
—¿Imponiéndote, como si fueras nn tirano, cuan­
do tú deseas aparecer justo y equitativo, aun no
siéndolo?
LA GRÜZ T)Rr. RRSESTTOR. 91

—Imponiéndome, presentándome como tirano y


dictador en caso necesario, persuadido de qne pro­
cedía con arreglo á la voluntad de Dios.
— ¡Y quien me hubiera techo lo más, me ha ne­
gado lo menos! ¡El que ve hacedero lo grande, se
queda parado ante lo pequeño!...
—Olvida mis palabras y díme: ¿Qué templo quie
res derribar? ¿En qué razones te fundas? Y si como
creo son atendibles; si en mí ejercen tanta fuerza
tus palabras como espero; si llego á convencerme
de que es útil y provechoso lo que solicitas, como
lo hubiera sido tu presencia entre los padres de la
Iglesia cristiana, por mi propia mano, si tú lo de­
seas. arrancaré la primera piedra del edificio paga­
no. Habla, pues; habla á tu hijo: te escucho con
ansiedad.
—Procederé por partes, y siguiendo el mismo or­
den que tú has llevado.
—Mi primera pregunta ha sido, qué templo quie­
res derribar. Dílo, pues.
—El de Venus, que se levanta sobre el monte
Calvario, y en el mismo sitio donde fué redimido
el mundo por Nuestro Señor Jesucristo.
—iQué has dicho! ¿Sabes la sangre que va á cos­
tar lo que pretendes?
—Sé que debajo de esos cimientos se encuentra
la Cruz del Bedentor... Y sirva esto de respuesta &
tu seganda pregunta.
—¿Tan segura estás de ello?
Elena refirió á Constantino su entrevista con
92 LA CRUZ T>EL REDENTOR.

Silvestre, y el sueño que tnvo el dia en que éi faé


k besarle los piés.
—Déjame meditar, ¡oh, madre! El paso es arries -
gado, quizás de funestas consecuencias para el Im -
peric... Sobre todo, no creo qne sea obra del mo­
mento, que mañana mismo se deba principiar el
derribo... Medita, reflexiona tú también... Invoca
ese espíritu puro que ilumina la senda de tu vi­
da... Y no olvides que tengo que amoldar mi con­
ducta, si bien en provecho del cristianismo, sin
mengua ni desdoro para el Imperio.
—¿Mengua y desdoro has dicho?
—Sí, y lo repito.
—¿En que puede empañar el brillo de tu corona
satisfacer mis pretensiones?
—En tanto, como esplendor le han dado siempre.
—Esplícate, Constantino.
—Yo no pnedo dudar de tns palabras, y menos
de tus intenciones... Fero como todo lo humano,
estás sujeta al error. Hasta ahora, jamás te equi
vocaste... ¿Quién me responde de que en el caso
presente no padeces nna alucinación? ¿Qué datos
hay para asegurar que los cimientos de ese soberbio
edificio, orgullo del arte pagano, esconden el San­
to Madero en que fué crucificado el Hijo de Dioi.
hecho Hombre?
—Lo que acabo de referirte que ha tenido Jugar
en Boma entre Silvestre y yo.
—Perdóname; pero no lo creo suficiente.
—¡Qué Dios te ilumine entonces!
LA CRUZ S E L REDENTOR. 93

—[Con cnanto placer vería que guiaba ut¡ ángel


mía pasos hacia Jernsalén, como loa encaminó so­
bre Boma! Pero oon cnanto dolor y angustia con
templaría qne, perdido el tiempo y el trabajo, esta­
ban en el suelo el templo de Venus, y nosotros ex
puestos á las burlas de los enemigos de la reñgion
cristiana! Te invito de nuevo á que reflexiones y
medites, ¡oh, madre! El paso que quieres dar es
tan gigantesco, que asombrará al mundo, de resul­
tar dado sobre firme, y nos cubrirá de ignominia
de darse en falso. ¿Qué desprestigio no alcanzará
á todos si procedemos con error? ¿Cuántos cristia­
nos no dejarán de serlo ante el descalabro de nues­
tra soberbia? ¿Sobre qué base descansará el catoli ­
cismo, si en sus primeras manifestaciones, por cul­
pa nuestra ofrecemos un desengaño? Ya ves que no
me niego; que dispuesto me hallo á secundarte...
pero no en el momento.
—Yo tengo la fé que á tí te falta; pero no trato
de ningún modo de imponerme. Confío en que Dios
te iluminará pronto... sabré esperar... Pero no
ttquí, hijo mió.
—¿Deseas marcharte?
—Quiero que mi presencia no sea una constante
presión para tí: deseo al mismo tiempo no estar
-ociosa y huir de este lujo con que vives, y que si
bien da esplendor al Emperador, amortigua las
creencias del cristiano, haciéndole olvidar, aunque
sólo sea por momentos, que es tierra y podredum
tare, que vive y alienta por el soplo eterno que lo
94 LA CHUZ DEL MiDEKTOR.

mantiene, por el espíritu que anida en el cuerpo,


y que al abandonarlo lo reduce al d o ser.
—Aquí puedes vivir como mejor te acomode y
quieras: dispon: en el palacio de Constantinopla
mandas y ordenas como en el de Boma.
—Mejor vivo en los campos que en las ciuda­
des: el majestuoso destello de los inventos del
hombre, me satisfacen ménos que la armonía qne
resulta del detalle antitético que por doquiera ofre­
ce la naturaleza. Analiza, y verás cómo siendo todo
diferente, al abarcarlo de una sola mirada te pare­
ce que representa la unidad. Sobre el fondo de nn
lienzo, los colores pueden aparecer coa durezas...
Eu el fondo del horizonte, todo es dalzura que cau­
tiva el alma... qne da una idea, aunque imperfecta,
del poderío incomprensible del Creador.
—Si tn voluntad es abandonarme...
—Es mi deber dejarte, no sólo para acudir en
auxilio de los qne puedan, necesitarme, sino para
que, como tengo dicho, mi presencia no influya en
tus determinaciones. Hoy no te hago falta: tie­
nes á tn lado á Simaco y á Lami... En breve
vendrá á hacerte compañía una de tus hermanas...
En los dos primeros encontrarás sanos consejos,
atinadas observaciones... en la hija de Flavio y de
Teodora, quien no se deslumbre con e) aparatoso
lujo detu córte.
—Pudiera caer enfermo...
- -Tu madre volvería á tu lado entonces...
—No tengo autoridad sobre ti.
LA CHUZ DEL REDENTOR. 95

—¡Hace poco pretendías tenerla sobre lo eterno


é inmutable! ¡Gnántos errores padece el hombre
cuando no quiere prescindir de lo mundano y de­
leznable) ¿Que no tienes poder sobre mí? ¿Quién te
lo ha dicho? Como romana, soy la esclava de tu vo­
luntad... Tú eres mi Emperador... Cuanto me or­
denaste fué obedecido.
—¿Cuándo te ordené cosa alguna?
—Siempre que lo juzgaste oportuno. ¿De quién
partió el mandato de mi vuelta á Roma?
—Tu vida corría peligro.
—Y para salvarla, mandaste, y yo obedecí: aho­
ra puedes hacer lo mismo: manda que permanezca
en Constantinopla, y aquí me quedaré todo el tiem­
po que tú desees.
—Pero contrariada.
—Creyendo que así lo ha dispuesto quien ésta
por cima de tí, y de tí se vale para hacerme com­
prender su voluntad.
—Haz lo qne quieras.
Y sintiendo que las lágrimas acudían á sus ojos,
estrechó á Elena contra su corazon y salió.
Al dia siguiente partía aquella santa mujer con
rumbo á Jerusalén... Quería orar en los lugares en
que vivió y murió Jesucristo; visitar el pobre es­
tablo en que recibió adoracion de los reyes Magos,
y alzando plegarías al Todopoderoso, esperar la re­
solución de su hijo.
Grande faé el disgusto de Constantino al ver
partir á su madre; y si bien no lo ocultó ante ella,
96 L ¿ C R l'Z DiiJu RUSENTOtt.

la córte no pudo apercibirse del dolor que experi


m*;ntaba en sn corazon aquel hombre cuyo temple
de espirita corría pareja con la fortaleza de so
cuerpo.
La despedida no revistió los caractéres de la lle­
gada: hasta el ponto de partida, Elena sólo fué
acompañada, de su hijo, Lami y Simaco,
Con la madre del Emperador, iban Claricia y
María.
Guando fueron perdidos de vista, Constantino
suspiró, y preocupado, encaminóse al palacio.
CAPÍTULO VI

La secta amana.

^|p§2^0D0 sucedía como Elena habia dicho.


|||¡^ Simaco y Lami guiaban á Constantino por
el bnen sendero, teniendo para ello que sos­
tener una lucha terrible, pues faltos de autoridad
para ciertas cosas, mal de su grado, en varias oca­
siones se veian obligados á guardar silencio.
A dificultar más y más las aspiraciones del. bufón
y de su esposa contribuyó mucho la llegada de
Contanza, en quien las doctrinas arrianas tenian
una defensora y una panegirista.
Para colmo de males, los negocios de la secreta­
ría de Estado del Emperador ocupaban á Simaco
gran parte del espacio que hubiera querido inver ­
tir en convencer al Emperador de que debia dar
las órdenes para que el templo de Venus faera der­
ribado y removidos sus cimientos.
Desdo que Contanza puso el pié en Coasíanti-
TOMO II. 19
98 LA ORÜZ DEL REDENTOR.

üopla, comenzó á trabajar en favor de Arrío y en


contra de Atanasió, qne acababa de ser nombrado
obispo de Alejandría, y seguía siendo el más deci­
dido paladín en contra de los arríanos.
La resistencia de Constantino fué grande; pero
sn hermana era la gota de agua qne horada la pe­
ña; el Emperador escribió á Atanasio para qne le­
vantara el interdicto á Arrio, y él pudiera, sin apa­
recer en contraposición con loa católicos, levantar
á su vez la orden de destierro que habia dictado
contra el herético.
La respuesta de Atanasio fue respetuosa, pero
negativa, puesto que demandaba, para complacer
al Emperador, que Arrio hiciera pública abjura­
ción de sus errores.
—Tú, como Emperador,—decía Atanasio,—pue­
des perdonarlo y abrirle las puertas de la patria:
yo, como Obispo, sólo lo puedo perdonar, des-
pues del arrepentimiento y de cumplida la peni­
tencia.
Y como Arrio perseveraba cada vea más en sus
ideales, las pretensiones del obispa do Alejandría
hacían imposible de todo punto qpe> Contan55a fue­
ra complacida.
—Ganaron una batalla,—decía aquella mujer
que vivía en el error,—y temen librar la segun­
da,...Si tú hubieras hecho lo mismo, aún Majencio
seria el dueño de Boma. Los hombres que, como
Atanasio, tienen tanta fé en la causa que defienden»
no deben esquivar la lucha.
LA CRUZ D SL 'REDENTOR. 99

Aquel lenguaje llevaba el convencimiento al


ánimo del Emperador.
El no habia negado al enemigo el rostro; lejos
de eso, siempre que habia sido provocado, se anti­
cipó á complacer al adversario... Y juzgando que
el obispo de Alejandría estaba en el mismo caso
en que él se encontrara durante la época de la re­
constitución del Imperio, comenzó á experimentar
simpatías por Arrio, á quien juzgaba atado de piés
y manos para defenderse.
Y un dia llegó á exclamar:
— ¡La conducta de Atanasio no es la más conve­
niente; al empeñarse en tener al enemigo en pri­
siones, demuestra que le teme!
Contanza triunfaba... Sin la intervención de
Simaco en el asunto, aquel mismo dia hubiera dic­
tado las órdenes levantando el destierro á Arrio.
A más de esto, hubo otra razón poderosísima
para que Constantino distrajera su mente de aque­
llos asuntos.
Fué una carta de Fausta, qne sin saber cómo ni
de qué manera encontró un dia en su propio dor­
mitorio.
La infiel esposa ae iba cansando de esperar; para
ella los años eran siglos, y la tardanza en ver des­
arrollarse los sucesos la contrariaba de un modo
que la impulsó á proceder como quien era... Como
quien no podia dejar de ser.
Toda esperanza habia desaparecido para ella, en
'Cuanto se relacionaba con Tiburcio, su hyo y Cris.
100 Jiá CRtra DEL REDENTOR.

po... Si algo la alentaba y la sostenía, era el pre­


dominio que ejercía sobre Torcuático.
Pero el pueblo Bárbaro por sí sólo nada podía
hacer contra el coloso de sn siglo... 7 Fausta se
desesperaba y adoptó una resolución desesperada...
la de acudir á su esposo en súplica, al par que dán­
dole á entender que era la dueña de nn gran se­
creto de Estado, de ana conjuración que contra el
Emperador tramaban aquellos que más obligación
tenían en respetar sn persona, y aun á costa, hasta
de su vida, mantener la paz dei Imperio.
Y poniendo por obra el plan que había medita­
do, escribió á su esposo, y un dia, en el cual fnó á
ver á sa hijo, á fuerza de dinero consiguió que el
escrito tomara dirección favorable.
Y el pliego llegó á Constantinopla, y como do-
enmanto directo para el Emperador, no fné á ma­
nos de Simaco.
Contanza hubo de verlo antes que Constantino,
y temiendo que fuera algana epístola en contra de
Arrio, se apoderó de él y lo leyó.
—Esta mujer favorece nuestra causarse dijo,
—yo la protegeré á ella.
Y para rodear el asunto de cierto misterio, colo­
có el escrito dónde y como qaeda consignado ante­
riormente.
Hacia muchos años que Constantino ni siquiera
recordaba el nombre de Fausta: la creia en el mo­
nasterio, al cnal la envió desterrada, y como ni por
incidencia nadie le hubo de hablar de ella, la ha-
LA ORÜZ DEL REDENTOR. 101

feia borrado de sn imaginación» y por lo tanto de


de sn memoria.
De aquí qne, lleno de sorpresa por el modo ex­
traño con qne la carta llegaba á su poder, rompie­
ra el sello qne la sujetaba, y que cuidadosamente
habia sido compuesta por Contanza.
Fijó sas ojos en el escrito, y con enojo reconoció
la letra de su mnjer.
¥ la hubiera arrojado, al no comenzar la epísto­
la del modo extraño que lo hacia, j que desperta­
ba la curiosidad.
—«Tu cabeza está en inminente peligro...»
Esta era la primera frase.
La sonrisa del desprecio apareció en los labios ,
del Emperador... pero así y todo, siguió leyendo: :
«Crispo y Licinio conspiran contra tí: lo sé de i
un modo evidente, pues sus planes eBtán combina­
dos por Torcuátito, rey de los Bárbaros, y en cuyos
territorios me encuentro desde que, burlando la
buena fé de los monges con documentos falsos, pu­
de abandonar mi terrible destierro.»
—¿Que Crispo y Licinio conspiran contra mí?
¿Que dos enemigos tan irreconciliables se han uni­
do en contra mia? ¡Ah! yo sabré lo que haya de
cierto, y juro por Cristo que los infames pagarán
con su cabeza tan horrible traición.
Y sin pérdida de momento llamó á Simaco.
—¿Sabias tú que Fausta habia huido del monas­
terio?
—Lo ignoraba.
102 I<A CRUZ BBIi REDENTOR.

—¿Y que habia buscado un refugio en territorio


Bárbaro?
—También lo ignoraba.
—Pues bien; nada más cierto: nos ha burlado
con documentos falsos: los monges los admitieron
como legítimos, y hoy no es romana.
—¿Pero quién te ha dicho eso?
—Quien lo sabe mejor que nadie. No obstante,
investiga lo qne haya de cierto ó de falso, y al pro­
pio tiempo manda espiar á mi hijo y á Licinio...
También tengo noticias de que conspiran con­
tra mí.
—De Crispo, no lo creo; podrán hacer que apa­
rezca complicado, pero...
—Cumple lo que he dispuesto.
Simaco inclinó la cabeza y salió lleno de amar­
gura: aquella era la primera vez que Constantino
ie habia hablado como Emperador.
Dominó el dolor que experimentaba, y con gran
sigilo, como el caso requería, despachó emisarios
que espiasen los pasos de Crispo y de Edmundo.
Al mismo tiempo escribió á los monges pregun­
tándoles cómo y cuándo habia tenido lugar el en­
gaño de que habian sido víctimas.
También escribía Constantino, al par que el bu-
fon...
Mas pronto rasgó el escrito diciendo:
—No debo dar crédito tan pronto al dicho de una,
mujer tan infame como Fausta... Además, ¿cómo
hacer que mi carta llegue á su poder sin que lo se­
LA CRUZ B iK REDENTOR. 103

pa Torcuátito? ¿Bebo romper la paz, faltar á los


convenios establecidos, cuando nada ostensible se
ha hecho contra el Imperio ni contra mí? ¿Debo
provocar sin la segaridad de qae impongo an justo
castigo? ¡Yo he negado en parte á mi madre que
destruya unediñcio... y en cambio hay quienes
pretenden destruir el Imperio! ¿Qué mal hice á
Crispo? ¿Qaé daño á Licinio?... Tampoco ofendí
jamás á Fausta, y siempre anduvo bascando mi per­
dición... Antes qae de nadie, debo desconfiar de
ella.
Contanza habia visto salir á Simaco de la cáma­
ra de Constantino, y comprendió por la actitud del
bufón, que su hermano había leido el escrito de
Fausta.
Dejó qae pasara un rato, y luego, aparentando
gran naturalidad, llegó hasta él.
Constantino estaba, demudado, triste.
—¿Qué te pasa?—le preguntó Contanza.—¿Qué
altera el rostro del esforzado caudillo, del génio in­
mortal, estrella refulgente para el amigo y rayo
exterminador para el adversario?
—Ante las penas del alma, todo sacumbe y todo
se empequeñece.
—¿Qaé tormento te aflige?
—El más grande: la duda del cariño del ser más
querido.
—Tn madre...
—¡Ah!... no: mi hijo.
— ¡Crispo!
104 LA ORtrz DKL RKDENTOR.

* —Sí: desde que recibí la funesta noticia de la


triste muerte qne habia sufrido mi adorada Miner-
vina, jamás sentí emocion tan violenta como la que
ahora me abate. Yo no tengo secretos para tí...
toma y lee.
Y puso en manos de Contanza el escrito de
Fausta.
Fingiendo gran sorpresa pasó la vista por lo que
ya conocía, y devolviendo el escrito á Constantino
preguntó:
—¿Y qué piensas hacer?
—Si esto es exacto, nn ejemplar castigo... Si
Crispo es mi hijo, también es mi súbdito: si como
padre me inclino al perdón, como Emperador me
decido por el cumplimiento de la ley... El que cons*
pira contra el Imperio y contra el Emperador...
—No termineis.
—Bebe morir.
—¿Y serás capaz de dictar la sentencia de Cris­
po? ¿De cortar el hilo de sn existencia?
Constantino se estremeció.
•—•Escribe á Fausta.
—Con todo mi poder no veo el modo de que mi
respuesta vaya á sus manos con el necesario sigi­
lo... Hasta ella, sólo puedo llegar al frente de un
ejército.
—No tienes un amigo leal.,.
—Seria asesinado.
—Busca un pretexto, y envia embajadores.
—El pueblo Bárbaro vive en la indisciplina más
LA CRUZ SEL REDENTOR. 105

completa... Los embajadores correrían gran peli­


gro y me veria en el caso de penetrar como con­
quistador, donde tal vez nadie me haya ofendido.
—Hay un remedio qne evita todo eso.
—Díme cuál.
—Qae mis amigos se encarguen oficiosamente
de la comiaion. Si safren la muerte, tú no tendrás
qae reclamar nada, toda vez qae pasaron las fron­
teras sin autorización para ello.
—¿7 cuentas con quienes expongan asi sns vi­
das por servirme?
—Sí; y con más de los que tú piensas. Los de­
cididos partidarios de tu persona; los que más em­
peño tienen en demostrarte sa afecto, no son Iob
católicos, sino los arríanos.
—Yo creí que me odiaban.
—¿Por qué?
—Por el destierro de su jefe.
—Reconocen y comprenden que, dado el caso en
que te encontrabas, no pudiste demostrar más cle­
mencia. Sobre esto hay que aüadir que conocen
lo que has hecho por lograr qae Atanasio transija,
y que por tu gasto hoy pisaría Arrio de nuevo el
suelo de la patria... Y saben también qne no puedes
hacer excepciones en favor de los unos ni de los
otros... que permaneciendo neutral es como cum­
ples mejor. Tú no has impuesto á singan ciudada­
no romano la obligación de abandonar sus creen­
cias; desde el edicto de Galerio, dejaste ¿ todos la
libertad de adorar en aquello en que creyeran.
TOMO II. 14
106 LA CRUZ SEL REDÍNTOX,

—Sí, pero hoy...


—Hoy los católicos briscan el medio de imponer
sus doctrinas,y no en todos los casos ajustan sn con­
ducta á la tuya... Se llaman á sí propios los únicos
poseedores de la verdad, y van llegando á la intran­
sigencia... Es decir: se van pareciendo á los gen­
tiles... Lo gne Atanasio ha hecho, lo demuestra
claramente... Y si quieres una prueba más palpa­
ble, sabe, por si lo ignoras, qne de continuo se
aplican penas aflictivas á aquellos que tienen libros
de Arrio.
—¿Qné penas son esas?
—Hasta ahora, desposeerlos de lo qne es sn pro­
piedad y qnemar los escritos; negar la entrada en
los templos á los qne no se declaren públicamente
católicos, y anatematizarlos... Pero por algo se
empieza; y ios qne hoy hacen esto, ¿qné no harán
mañana?
Contanza iba poco á poco in&ltrando en el co-
razon de sn hermano cierta ojeriza contra los ca­
tólicos, á caya sombra y bajo cuyo nombre se
ocultaban sectarios que cometían abusos, cuya res­
ponsabilidad caia sobre los inocentes con fre­
cuencia.
Varias bibliotecas habian sido quemadas; algu­
nos domicilios fueron allanados... de todo se cul­
paba á los católicos... mas no se pretendía exigir­
les responsabilidad, pues en tal caso la verdad hu­
biera sido descubierta.
Pero por lo bajo, de casa en casa, las noticias
JüA CRUZ n u il REDENTOR. 107

corrian y circulaban, y los ánimos, siempre pre­


dispuestos á pensar mal, admitían como induda­
bles cuantas versiones contrarias á los católico»
llegaban hasta ellos.
Y con frecuencia se oía decir:
—Estos hombres no son cristianos; Cristo no
dejó dispuesto qae sus doctrinas se impusieran...
Por el contrario, y los cristianos pretenden que
por La fuerza los sigamos... Entre los que tales
cosas hacen y Arrio, Arrio es preferible, pues tra­
ta sólo de persuadir.
Pero la Providencia velaba por la verdad, y no
obstante aquellas maquinaciones, la Iglesia Cató­
lica, bajo la dirección espiritual y temporal de Sil­
vestre, cada minuto contaba con un adicto más.
Entre los propaladores de noticias inexactas,
figuraba en primera línea Contanza.
De aquí que prosiguiera diciendo:
—Comprendo y me explico que por complacer á
tu madre, que, llena de un entusiasmo envidiable,
no ve la verdad de los hechos, cedieras algo de tu
poder y la ciudad imperial al obispo Silvestre,
Comprendo que por ser harto bondadoso tu cora-
zon, no hayas vuelto sobre tus pasos,.. Pero ni
comprendo ni me explico que seas el súbdito del
obispo de Alejandría.
—¿Yo, Contanza?
—Tá, Constantino. Y de seguir de tai modo, ¿á
qué vas á dejar reducido tu poder? ¿Qué papel re­
presentarás ante el Imperio? Duro es decírtelo; pe­
108 LA CRUZ SEL REDENTOR.

ro óyelo: el do un sér real, que, enal fantasma ó iln -


sion, se sienta en el trono, y qae sólo sirve de
pantalla para ocultar las ambiciones bastardas de
los demás.
—¡Antes la muerte I
—Ellos cuidarán de tn existencia por la cuenta
qne les tiene. ¿Dónde pudieran encontrar nn hom­
bre qne mejor les sirviera? ¿Qae tolerara lo que tú
ó Atanasio? Tanto Crispo como cualquiera de los
hijos de Fausta, ¿ estas horas hubieran sujetado al
Obispo á su poder... y, ó habría accedido á tus in­
dicaciones, ó estaría depuesto.
—Eso equivaldría á romper con los católicos.
—No lo creas: les enseñarías á saber que ta au­
toridad es la suprema.
—Yo soy cristiano.
—Pero también eres Emperador... ¿Qaé harías
con Crispo si lo que Fausta denuneia es cierto?
La pregunta surtió todo el efecto apetecido:
Constantino recordó lo que acababa de decir con
respecto á su hijo... que habia marcado la diferen­
cia que existía entre el Emperador y el padre.
Pero la voz de Elena resonaba en sus oidos al
mismo tiempo, y un frío espantoso corrió por sus
venas.
—Me siento mal, —dijo, y ocultó el rostro entre
las manos.
—Padeces, porque no te resuelves en nn sentido
ó en otro, y la incertidumbre te agobia. Mas no
creas que yo trato de inclinar tu ánimo en este ó
LA CRUz DHL REDENTOR. 109

el otro sentido: tu voluntad es la mía; lo que orde­


nes, lo qne dispongas, será acatado, respetado y
cumplido por mí... Pero no olvides que cuento con
quienes por servirte saben exponer sus vidas y
cuanto poseen.
—¡Valerme de los arríanos!...
—Valerte de los amigos.
—¡Amigos!,.. Arrio niega,..
«—No niega nada: discute, impugna lo que cree
un error... y como verdadero cristiano de los tiem­
pos de las persecuciones, sufre el martirio con el
heroísmo y la abnegación de aquellos hijos de Je­
sucristo. ¿Qué es lo que no cree? ¿De qué no pue­
den convencerlo? Sigue la senda que marcó Origi­
nes, y admite una sola divinidad, y como sola y
una, indivisible.
— ¡Y llama á los católicos politeístas!
—¿Qué otro nombre merecen los que admiten
tres Dioses, por más que laego los refundan en
uno? ¿Pretendes tu, como el católico Sabelio, defi­
nir la Trinidad, diciendo: «si crea, es Padre; si en­
carna, es Hijo; si obra sobre las almas, es Espíritu.
Santo?»
—Sí, opino como Sabelio.
—Pues eres politeísta, pues que otorgas ¿ cada
uno un poder independiente del otro, negando á
cada uno las facultades de los demás.
Oonatantino era un gran guerrero y un eminen •
te político... Pero un mal teólogo.
Dedicado al manejo de las armas y á la adminis-
110 ÜA CRTIZ DEL REDENTOR.

tracion del Imperio, habia leído poco y estudiado


ménos los asuntos religiosos.
Esto dió lugar á que no supiera qaé responder,
y á qae mientras, como queda dicho, por sas yen as
corría nieve, sn cabeza se asemejara á un volcan
en actividad.
Aquella noche durmió agitado: la ñebre lo do­
minaba.
Y mientras él sufría en el lecho, Contanza se
reunía con sns amigos y les daba cuenta de su
entrevista con el Emperador.
—Espero, por lo tanto, conseguir el perdón de
Arrio: abrirle las puertas de la patria.
Así dijo, y la respondieron:
—No hay sacrificio que no estemos dispuestos á
realizar. Tú manda y ordena, y nosotros obedece­
remos.
—Pues lo primero que os encargo, es calma..,
hay que saber esperar; pero trabajando sin descan­
so ni sosiego.
—¿No estás satisfecha de nosotros?
—Lo estoy.
—¿Qué más quieres? Confíanos tus pensamien­
tos y los veráB traducidos en actos.
—Escuchadme: es preciso espiar á Edmundo,
vivir con él, á poder conseguirlo.;. Espiar á Cris­
po... granjearse su amistad y tenerme al corriente
de cuantos pasos dé. Yo conozco á Fausta: la creo
capaz hasta de conspirar contra su propio hijo...
—Esta misma noche saldrán de la ciudad omisa-
LA CHUZ DJSL JiBDEUTOH.. 111

ríos de confianza. Dínos; ¿crees oportuno que tam­


bién x\rrio sepa lo que oeurre?
—Creo más; que hay que aconsejarle que por
ahora no publique más libros... Cuando obtenga
el perdón que he solicitado, y casi tengo concedi­
do, le sobra espacio para todo.
—Escuchará tu consejo.
Besde la presencia de Contanza fueron los arría­
nos á su centro de reuniones.
Allí deliberaron acerca de las personas que de­
bían ir al lado de Crispo y de Lisinio, así como á
poner en conocimiento de Arrio lo favorable que
para él se presentaban las cosas.
Sólo, pues, con horas de diferencia, salieron para
los mismos puntos los enviados de Simaco y de
Contanza.
De Contanza, qne estaba siendo el retrato de
Fausta en el palacio de Constantino.
C A P I T U L O VII

La oonjuraoion.

salud de Constantino se habia resentido


J ll| mucho, y los médicos aconsejaron al pacien-
te reposo y distracciones, lo cual equivalía á
la prohibición, de que se ocupara por algún tiempo
de los graves asuntos de Estado.
Estos preceptos ofendieron al enfermo.
—Me prohíben que me oeupe de la Administra­
ción pública y de las relaciones con ei exterior...
pero nada consignan on lo referente á lo religioso,
sin duda porque, como ha dicho mi hermana, mi
autoridad no creen que llega basta el punto en que
empieza la de los Obispos...
Así decia á ans solas ei Emperador; así pensa­
ba... Has de sus labios no salió una queja ni una
amenaza, aguardando á demostrar los errores en
que estaban los que así discurrían, para tan pronto
como recobrara la salud y la energía que, afortuna-
LA CRUZ DEL RSDENIOR. 113
damente ain poner en peligro an vida» dejaba bas­
tante que desear.
Simaco no ae separaba de au lado; en la habita­
ción inmediata á la en que sufría el Emperador,
más qne el hombre, despachaba los asantes más ur­
gentes, dando largas á aquellos qne por sn earáeter
especial era necesario consultar con el enfermo.
Y en aqael estado iban paaando los dias y las se­
manas, viendo Simaco con profunda pena, no sólo
que Constantino no mejoraba con la rapidez que
él quisiera, sino que eu breve llegarían noticias de
Crispo y de Licinio, en cuyo caso no habia medio
de permauecer en la iuaocion.
Porqne para Simaco era indudable que Licinio
conspiraba contra el Imperio, y por lo tanto, no
existía ni aun la posibilidad de que todas las no­
ticias fueran satisfactorias.
Y como temia sucedió; pues al poco tiempo con­
testaron los monges, remitiendo los documentos
que les fueron presentados, y haciendo una rela­
ción exacta de los hechos.
Aquel primer dato desconcertó al bufón; los se­
llos, aunque rotos, resultaban al anir los pedazos,
tan iguales á los verdaderos, que el mismo Simaco
quedó admirado de lo que veía.
Cotejó la letra con la del Emperador, y resalta*
ba también exacta.
—Yo voy á perder el juicio,—esclamó,—pues
seguro estoy de que ni el Emperador ha escrito
esto, ni yo lo he sellado.
TOMO II. 15
114 L A CHUZ S E L REDENTOR.

Y leyendo y releyendo lo qne tal pesadilla le


cansaba, en la esperanza de encontrar la explica­
ción del enigma tropezó con la clave.
—¡En el santo nombre de Dios!—dijo, é hizo
sobre au rostro y pecho lo que faltaba en el co­
mienzo de la orden dada á los monges... la santa
señal de la divina cruz.
Y añadió;
•— (Fausta tiene pactó con Luzbel!
Ya en el caso de contravenir las disposiciones de
los Bpieuros y Galenos, para tranquilidad de sn
conciencia quiso consultar con Contanza.
Y al efecto fué en su busca.
Algunas dudas tenia Simaco respecto de Con­
tarías; pero a3Í y todo, como estaba convencido de
que ío qae pudiera faltarla en armonía de pen­
samiento con la Iglesia católica le sobraba de afec ­
to hacia la persona del Emperador, y en aquello no
veia nada que se pudiera rozar con los asuntos re
ligiosoa, sin reparo alguno, tan luego como estuvo
en su presencia, la dijo:
—Vengo á que me aconsejes.
—¿Tú, Simaco? ¿Tú, que eres, y con sobra de
justicia, la persona de más confianza del Empera­
dor su leal consejero y amigo?
—Sí, yo; que aun admitiendo que el Emperador
al depositar en mí su confianza sólo haga un acto
de jnsticia y qne yo sea su consejero y su amigo,
me hallo en tal situación, que no sé el partido que
debo tomar.
LA CRUZ SSL RESISTOR. 135

—¿Qué ocurre?
—Que no es contra los hombres, sino contra
Fausta...
—¡Ah! ¡Fausta! ¡La terrible enemiga de Cons­
tantino!
—Hoy más que nunca.., tiene pacto con Luzbel;
el enemigo es más formidable de lo que suponía­
mos. Hé aquí los documentos que he recibido, y
qne comprueban mis palabras; hé aquí sobre lo qne
quiero que me aconsejes.
—Habla
—Tus aficiones arxianistas no son obstáculo para
lo qne voy á decirte, pues tengo convicción de que
contra tu hermano ni aun á Arrio defenderías.
—Así es, en efecto; yo, al defender al jefe de esa
escuela, defiendo al propagandista cristiano, al
amigo, pero no al enemigo del Imperio.
En esto habia algo de cierto; colocada Contan­
za en la disyuntiva de elegir entre Arrio y Cons­
tantino, éste hubiera sido el que contara con su.
deoidida cooperacion; pero al mismo tiempo, y en
un modo inconsciente, trabajaba por arrancar de la
historia del gran Emperador el timbre más glorio­
so de su vida... ía eterna memoria del triunfo al«m3
canzado en el Concilio de Nicea.
Y Simaco continuó diciendo:
—Persuadido de cuanto me dices vine aquí» y
sin reparos ningunos te pregunto: despues de esto
que acabas de ver, ¿qué supones ó presumes con
respecto á Crispo y á Licinio?
116 LA CRUZ DEL RTODENTOR.

—Qne la denuncia hecha por Fausta es cierta.


—Eso mismo voy temiendo yo, y por lo mismo-
dudo en presentarme con las nuevas recibidas á tu
hermano y decirle: «Tu hijo es traidor á la patria.»
¡Ah! seguro estoy áe que tal manifestación acorta­
ría su existencia.
—¿Y cómo ocultarle la verdad?
—Hé aquí el caso difícil en que me encuentro:
lo qne es inevitable, pretendo que no suceda, y re­
curro á ti, para que me libres del compromiso en
que me encuentro.
--¿Qué quieres que haga?
—Que seas la portadora de la noticia: á tí, como-
su hermana que eres, te es dable modificar ó ate­
nuar con ¡a frase lo que yo tendría que exponer
de un modo duro y despiadado. Mis respuestas a
sus preguntas serian lacónicas, terminantes y
concluyentes, como la que tú me diste hace poco ..
y la prudencia acouseja no hablarle al hombre en­
fermo, como se le habla al que goza de completa
salud... Porque si el Emperador es siempre el
mismo, el hombre varía con arreglo á las circuns­
tancias... Tú pueden hablarle al hombre... yo, sólo
al Emperador romano.
Hubo ua momento de silencio, y Contanza dijo:
—¿Para cuándo esperas noticias de Crispo y de
Licinio?
—Aún tardarán.
—Tenemos tiempo para todo: no nos precipite­
mos: lo que hoy resulta tan difícil, mañana tal vez
LA CRÜZ DEL, REDENTOR. 117

•sea sumamente fácil. No quiero darte á entender


•con esto qae me niegue á complacerte: «uaado lle­
gue el dia en el cual nos aea imposible seguir ca­
llando , yo te prometo hablarle del asunto á mi
hermano, de acuerdo contigo. Por ahora, es con­
veniente que no sepa ]o que ocurre: que ignore la
respuesta que han dado los meriges.
Así quedaron las cosas; y á darle la razón á Con­
tanza, de que era prudente esperar, vinieron dos
coincidencias.
Primera: uo retroceso notable en la salud del
Emperador.
Segunda: noticias recibidas de los emisarios de
Simaco, participando que nada alarmante se nota­
ba, si bien era exacto que ambos jóvenes se habían
visto y hablado en secreto.
Los enviados clel bufón sólo sabían esto: los de
‘Contanza estaban más enterados de cuanto su­
cedía.
Veamos lo que pasaba.
Crispo, engañado por la astucia y la perversión
■de Tiburcio y Licinio, poco á poco iba disponien­
do las cosas y creando atmósfera respecto á una
horrible traición que se disponía contra la anidad
•del Imperio.
Ocultaba el nombre del traidor... es decir, el de
sa padre; y encendió los ánimos, proclamando la
unidad del Imperio.
Todos recordaban con horror aquellos tiempos
■en que, mal inspirado Dioeieciano, compartió sa pó-
né I>A CRTJZ D EL KEBENTOS.

der, dando origen ál desarrollo de las ambiciones


personales que trajeron el tríate resaltado de que
llegasen á contarse cinco Emperadores dentro del
territorio romano.
En aquella época, la fuerza bruta era la que
mandaba» laque disponía: despues, la razón pre
dominó... Ya no eran escombros y miserias el pa-
trimono del vasto territorio; sino por el contrario,
la magnificencia y la abundancia.
Los nobles gastaban sus pingües rentas, y el oro,
al circular en tropel, llegaba con frecuencia á las
manos del pueblo, que, aunque jamás satisfecho, no
podía en justicia querellarse de su suerte.
Si el pueblo estaba contento con la paz, no tan
satisfecho se encontraba el ejército, en quien por
horas y por momentos iban desapareciendo los há­
bitos belicosos... Pero dispuesto se hallaba, no
obstante, á combatir con energía y vigor contra
todo aquel que intentara alterar el estado y la mar
cha de las cosas.
El mismo plan que Crispo, y con las mismas
ocultaciones, desarrollaba Edmnndo.
En un principio encontró grande resistencia pa­
ra ser escuchado, y mayor aún para que se diera
crédito á sus palabras.
Mas tan luego como hizo ver su reconciliación
con Crispo, y que marchaban de acuerdo, comenzó
á inspirar confianza y a conseguir lo que se pro ­
ponía.
Adelantados se encontraban los trabajos prepa­
I íA CRUZ D H L R K D JS H T O S . 1X9

ratorios de lo que era ana conspiración, y de lo que


creían ser los adeptos ana defensa de ios sagrados
intereses de la patria.
Como todo se hacia en nombre de la salud y la
anidad del Imperio, los emisarios de Simaco nada
oian ni veían que pndíera inspirarles temores...
por el contrario; cnanto presenciaban y tocaban lo
juzgaron digno de aplauso.
La entrevista áe los dos jóvenes inspiró recelos
en un principio; mas como no se habia repetido,
poco á poco faé desapareciendo la desconfianza y
el temor.
Pero' los amigos de Contanza habían ingresado
en las filas de los partidarios de Crispo y de Lici­
nio, y conocían toda la verdad,
El golpe no estaba próximo aún; qae se realiza­
ra, dependía de las circunstancias; era preeiso jus­
tificar los hechos.
Fausta solía ir á ver á Edmundo, y se desespe
raba de no obtener respuesta de Constantino, pues
en aquella ocasion, como en todas, no reparaba en
los obstáculos naturales que habían de presentarse
al Emperador para complacerla, cuando ménos
acusándola recibo de la carta en la que le daba
cuenta de la intriga en que tanta parte y tan gran­
de tenia ella.
De aquí qae la hermana del Emperador conocie­
ra todo lo que Simaco ignoraba, y que al ser pre­
cepto facultativo que el Emperador podía abando-
el Lecho, Oontanza se le presentara y le dijese:
120 TiA CBÜZ DEL REDENTOR.

—Mucho vale el Imperio... pero dentro de él


hay alguien que vale tanto como él*
—¿A quién te refieres?
—A Simaco.
—Es mi mejor amigo.
—Bien puedes decirlo. Sólo él, con su prudencia
y buen tacto, como con su natural desconfianza de
sus actos, por lo mismo que se conduce con tanta
lealtad, pudiera haberte librado de tantos y tan
serios disgustos como te estaban reservados por
quienes más gratitud te deben.
—¿Pues qué pasa?
—Oyelo de mis labios... Simaco teme expresarse
con demasiada franqueza.
Y Contanza le dió cuenta detallada de todo lo
referente á Fausta.
—¿De modo que es cierto que está en el país de
loa Barbaros?
—Si; pero siendo objeto de consideraciones de
que hasta ahora no gozó extranjero alguno en la
córte de Torcuátito.
— ¿Y respecto á mi hijo?
—Eu vista de tu negativa, buscó ¿ Licinio y ha­
bió con él... Desde aquel dia, las cosas no han va­
riado, al menos en apariencias.
—Y en. el fondo, ¿qué sospechas que hay? ¿Qué
opina, qué vislumbra mi buen Simaco?
—Ambos creemos que existe algo de verdad en
la denuncia de Eausta.
—¿Y l*.o podría oaarrir que por rehabilitarse an-
LA CRI72 SSL REDENTOR. 121

le mis ojoa, tratara no sólo de perjudicar á Crispo,


sino también al mismo Edmundo?
—Por eso convenía qne respondieras á su escri­
to. Ya te he dicho qne mis amigos, qne á la par
lo son tajos, se encargarán de hacer qae llegue á
sa poder tu contestación.
Y el Emperador, sigaiendo los consejos de sn
hermana, escribió á Fausta ofreciéndole su perdón,
siempre qae, por haber dicho verdad y seguirla di­
ciendo, lograra desbaratar los planes de loa cons­
piradores.
Al saberlo Simaco exclamó:
—En justicia, jamás aera perdonada esa mujer:
en sns labios no halla forma más que la falsedad y
la mentira.
Y selló loa pliegos del Emperador, entregándo­
melos á Contanza para qae los enviara.
Y mirando con fijeza á la arriana, exclamó:
—¡Por qué esta cristiana no será católica!
Desconfiaban .Contantino y Simaco de que el
escrito llegara á poder de Faasta: ninguno de los
dos sabían que aquella mujer iba de vez en cnando
á visitar á su hijo, aunque no tomaba parte en los
acuerdos y deliberaciones de los conjurados contra
el Emperador.
Convencida la infame esposa y madre de que
Constantino no le respondía, trató de escribirle
nuevamente, por si acaso la primera epístola no
habia llegado á sus manos.
Cnando á ello se disponía, y con tal objeto pasó
tom o n, 16
122 LA CRUZ DHL U B D E tJ T O K .

las fronteras, su sorpresa faé grande al encontrarse


con que ano de los eonjarados depositaba en sus
manos el pliego ambicionado.
Si mucho le satisfizo aquella agradable sorpresa,
más aún la llenó de alegría el contenido.
La permanencia en la córte de Torcuátito iba
siendo insostenible: el rey Bárbaro comenzaba á
impacientarse: Tibureio le miraba con gran recelo
desde el dia en que no quiso devolverle el anillo:
Edmundo la rechazaba, y Crispo, al enterarse de
que intervenía en aquellos asuntos, si antes la odia­
ba como diez, la odiaría como ciento.
Por todas partes estaba en serio compromiso: su
vida en inminente peligro: el epíteto de traido­
ra caía sobre ella lanzado por los unos y por los
otros... El único medio que la quedaba, era realizar
aquello de que la acusaban no siendo exaeto... Un
medio de que la corona fuese á ceñirse sobre las
sienes de algunos de sus trea hijos.
Pero para llegar á tai, era necesario que muriera
Crispo primero y despaes Constantino.
A conseguir ambas cosas encaminaba sus pasos:
la respuesta del Emperador le dio nuevos alientos y
esperanzas.
La segunda carta de Fausta á Constantino fuá
por el mismo conducto que llegara la del Empe­
rador...
En ella daba cuenta de cuanto sabia, ofreciendo
señalar la hora y el lagar en que debiera tener co­
mienzo la insurrección, y marcando mucho que
LA CRtrz DKÍ. REDENTOR. 123

el pretexto principal era haber cedido en favor de


Silvestre parte del territorio, y al par algo de au­
toridad terrena.
—Hé aquí lo qne te proporcionan los católicos,
Constantino,—le dijo Contanza al conocer laa pala­
bras de Fausta.—Pero en cambio no esperes qne
te defiendan á tí con el ardimiento qne muestran
por ei poder temporal, por esas atribucioues qne
has concedido á nn hombre sobre todos los otros.
Pero aquí estamos loa arríanos para librarte de tus
enemigos. Defenderemos á Silvestre, por ser esa
tn voluntad: pero le dejaremos sucumbir mil veces
antes qne abandonarte. Si para los católicos, el qne
llaman sucesor de Pedro es antes que tú y qne ei
Imperio, para nosotros ocupa el primer lugar el
Imperio, despues tú, qne lo representas.,, y, por úl­
timo, ei obispo de Boma, qne jamás será para nos­
otros más que nn súbdito romano.
Aquellas noticias comunicadas por Fausta en­
tristecieron á Simaco, hasta el punto de que su
rostro primero, despues todo el cuerpo, se tiñera de
un tinte amarillento, que pronto tomó el color pa­
jizo de la ictericia.
Y su ánimo fué decayendo, hasta impedirle ocu­
parse dei elevado cargo que desempeñaba al lado
del Emperador.
Contanza le sustituyó interinamente.
Esto favorecía tanto á la hermana de Constanti­
no, como iba en perjuicio del Emperador.
Parecía que el cíelo le abandonaba por su tibieza
124 LA CRUZ DEL REDENTOR.

en la fé católica; que dejaba libres ios aconteci­


mientos para qne sufriera un terrible y ejemplar
castigo.
Contanza tenia noticias frecuentes de ios planee
tramados; y segura de desbaratarlos tan luego como
fueran á ser puestos en práctica, sin decir nada á
Constantino se disponía para ei caso decisivo, caso
de que se hiciera necesario.
En esto llegó la tercera earta de Fausta.
¡Con cuánto regocijo se presentó Contanza di­
ciendo!
—Hé aquí demostrado basta dónde llegan mis
buenos amigos, Oontantino.
Con no poca aorpresa tomó el escrito y lo abrió,
viendo en él que efectivamente era ampliación al
pliego que antes habia enviado.
Cnando hubo terminado de leer aquella larga
epístola, exclamó:
—¡Luego todo era verdadl
—¿Conspira Crispo contra tí?—-preguntó fingien­
do alarma.
—Sí; y el momento debe tardar poco.
—¿Y qué piensas hacer?
—Apercibirme á la defensa... No tomaré la ofen -
aiva; pero yo Ies jnro que tan pronto como den el
pri mer paso caeré sobre ellos como la montaña que
se desploma. Yo les juro que no tendré eompaaion
para ninguno... Los traidores á la patria deben
ser exterminados.
Contanza deseaba saber hasta qué punto las no­
LA CRUZ S E L REDENTOR. 125

ticias de Fausta estaban conformes con las qne elia


habia recibido, y preguntó:
—¿Te indica el sitio en que debe tener efecto el
acto de insubordinación?
—Me dice los sitios.
—¿Cuántos son?
—Tres... pero antes se han de reunir los jefes
en determinado lugar.
— ¡Tantas raíces tiene el mal!
—Torcuátito penetrará por la frontera el dia ae-
ñalado; Edmundo caerá sobre Roma el mismo dia,
y Crispo... ¡Ah! Crispo sobre Constantinopla... El
punto de reunión es Pola.
—¿Y asistirá Torcuátito?
—Oreo que no, por más que Fausta lo empuja
para qne mi castigo alcance por ignal á todos.
Lo dicho por el Emperador estaba de acuerdo
en un todo con las noticias recibidas por Contanza.
De aquí que ésta le dijera.
—Puedea fiarte de Fausta.
—¿En qué te fondas?
—En que me consta que cuanto te dice es ver­
dad; y en prueba de ello, ahí tienes las noticias
que me comunicaron mis amigos. Ya ves que yo
tampoco me he dormido.
—¿Y cómo no me habías dicho?
—No lo juzgué necesario por el momento... Ade­
más, lo que contienen estos documentos pudiera
haber sido dictado por un exceso de celo, por un
error, ó por un deseo de aparecer dignos de recom-
126 LA CRUZ BUL SJED1NT0R.

pensaa. De todos modos, y con tiempo suficiente,


lo hubieras sabido para que pudieras adoptar las
medidas que creyeras más convenientes.
— ¡Todos han de morir!.,. A tal delito, tal pena.
—Todos no.
—¿Qué dices?
—Qne mis amigos no merecen la muerte; qne
irán espiando los pasos de los conjurados, y qne
no es justo que los confundas con ellos ni por un
solo momento.
—Tú dictarás las recompensas que quieras para
tus amigos... Yo firmaré io que tú dispongas.
—No lo harás sino en parte.
—¿Por qué?
— Porque At&nasio te impide que accedas á mis
deseos, que serian la más completa recompensa.
—¿Te refieres á Arrio?
—¿A qué otra cosa pudiera hacerlo?
Constantino no respondió á aquella pregunta;
pero en sus ojos pudo leer Contanza algo que la
satisfizo.
El Emperador trazó por su propia mano algu­
nas órdenes, que en breve .fueron llevadas á su
destino.
—Ya puedo esperar con tranquilidad los su­
cesos.
Así dijo, y como si se encontrara satisfecho, se
retiró en busca de descanso.
Mientras tanto, Tiburcio iba y venia de un lado
para otro disponiendo las cosas.
LA CHUZ DLL REDEHTOB. 12 7

Estaba seguro de triunfar: ya se veia ciñendo la


diadema, y con el nombre de Emperador de la
tierra.
Tanto Licinio como Crispo anhelaban que lle ­
gara el momento de la lucha...
Torcuátito, soñando con España, todo lo tenia
en el mayor abandono.
Fausta acechaba una ocasion en que vengarse de
Tibureio antes de partir para siempre del territo­
rio de los Bárbaros.
Hacia tiempo que no lo veia, y recordando que
uno de los poderes de la sortija que le había dado
era el de obligarlo á presentarse, la sacó del sitio
en donde la habia escondido, y colocándola entre
los labios la mordió.
Momentos despues le preguntaba Tibureio:
—¿Qué quieres? ¿A qué me llamas con tal prisa
y en tan críticos momentos?
—¿Y tú me preguntas qué quiero?
—Sí, yo; ¿qué te hace falta?
—Pedirte estrecha cuenta de tu conducta: decir­
te que tú has roto nuestro pacto, y que yo no estoy
en el caso de respetarlo y cumplirlo.
—Tarde acuerdas á recriminarme.
—Tarde ó temprano, dispuesta estoy á que Tor­
cuátito sepa la verdad v se niegue á ayudaros.
— Peor para tí.
—Te equivocas: porque capaz soy también de
comunicar á Licinio...
— No volverás á verlo...
12 8 t.A CB.ua BBL RSDEKTOR.

—Y á Crispo, ¿tampoco lo veré?


—Tampoco.
—Antes de lo que tú crees; y le diré la trama
que has urdido y lo que te propones.
— No tienes poder para llegar ni por un momen­
to hasta Crispo.
—¿Quién te lo ha dicho?
—Por sorpresa me arrancaste un talismán que
me obliga á presentarme y á escachar tus imítües
amenazas; pero, ¿de qué medios te valdrás para que
Crispo ni Licinio te obedezcan?
—Contra Edmundo, no puedo nada: es tu escla­
vo; pero contra CHspo tengo otro talisman tan po­
deroso ó más que el anillo.
— ¿Cuál?
— É ste.
Y sacando la cruz, se la enseñó.
Fausta pensaba qne Tiburcio escondería el ros­
tro entre las manos lleno de terror; pero, ¡cuál no
seda su asombro al escuchar una sonora carca­
jada!
—Una vez más te engañaste, Fausta: una vez
más te has hecho acreedora de mi enojo, y á mi ven­
ganza. Has pretendido dominarme por medio del
engaño y del fingimiento... Ahora me explico cier­
tas complacencias tayas para conmigo... Creiste
que el dia en que se te antojara me dominarías,
convirtiéndome en ua juguete tuyo... Contabas con
el auillo para hacerme venir, y con la craz para
alejarme... ¡La cruz! En tas manos, sólo es un pe­
1 A CRUZ DEL REDENTOR. 120

dazo de madera sin importancia alguna, ni divina


ni humana.
Fausta ae mordió los labios hasta hacer que bro ­
tase la sangre.
—Te desprecio, y me alejo,—continuó diciendo
Tibureio,—pero ten cuidado en no volverme á lia
mar más... porque aquel dia será seguramente el
último de tu vida.
Fansta estaba vencida una vez más; pero como
siempre, revolviéndose hasta contra sí misma, res­
pondió con arrogancia:
—Jamás te necesité para nada: si tú me despre­
cias, yo te maldigo,.. ¡Bandera negra, Tibureio!
— ¡Me cansas lástima!... Sólo puedes competir
conmigo en una cosa... en soberbia... Pero yo lo­
graré que te humilles. Anda al lado de Torcuátito;
indúcelo á que no nos preste auxilio... Torcuátito
sueña con España, y no eres tú quién, para disua­
dirlo de su empeño.
—Pronto verás lo contrario: tengo grande domi-.
nio sobre él.
—Lo tenias, porque yo te lo di... vé, vé ahora á
ofrecerle tus halagos y tus sonrisas; preséntate &
é l ; diciendole: «yo soy la hermosa española, la de
loa ojos de faego, la del cabello de ébano, la de la
tez nacarada, la del talle de palmera, la de labios
finos y Irojoa que incitan y provocan, la de dientes
blancos y pequeños, la formada por el amor, y para
el amor,» Anda, arrójate en sus brazos brindándole
con deleites sin fin... Que yo me encargo de que
TOMO U . )7
.130 LA CRÜZ DHL REDENTOR.

mire en tus ojos la ferocidad de la hiena, enfastia?*'


bellos nn enjambre de víboras, en tus labios.el frío
cuchillo de la muerte, en tas dientes los acerado»
colmillos de la pantera... Anda, anda... Ahora co
mienza mi venganza.
Fausta echó mano del puñal que Torcuátito »e
habia dado, y con el qae podía herir y matar im­
punemente... Y lo alzó airada para hundirlo en el
pecho de Tiburcio.
Mas éste habia desaparecido.
Y Fausta pretendió ver á Torcuátito y llegó has­
ta él... pero el rey Bárbaro la rechazó con dnreza.
—¡Ah!—exclamó Fausta,—Tiburcio me perdió
para siempre.
Y sintió deseos de llorar sus penas...
Pero en los corazones de hierro, las lágrimas
no brotan.
Y quiso meditar sobre su triste situación... y
ni una idea, ni un pensamiento acudía á su cerebro.
Con el puñal en la mano se lanzó en los bosques
como la ñera hambrienta...
Sólo le quedaba nn recurso: penetrar en territo­
rio romano...
En él creía que sn vida no correría peligro al­
guno, en vista de las promesas de Constantino, y
de que la conjuración era cierta...
Y se encaminó ¿ punto distinto á aquel en el
cual se encontraba Edmundo.
No quería encontrarse con su hijo; la bandera
negra con que amenazó á Tiburcio estaba desple­
LA CRVZ DEL REDENTOR. 131

gada á los cuatros vientos cardinales... Ondeaba


sobre la cabeza de todos.
Y por an momeio experimentó placer.
Ráfaga que, corno luz del relámpago, pasó para
dejar sólo detrás de sí ios negros nubarrones de
)a tormenta impía que destrozaba su alma.
Tibureio no tenia por qué temer á Fausta, y sin
embargo tomaba preoaaiíioaes contra ella, á cuyo
efecto habió á Edmundo, previniéndole contra las
asechanzas de su madre.
Pero el joven le contestó:
—Me enseñaron á odiarla, y tan bien hube de
aprenderlo, que mi mayor dicha seria derramar su
sangre.
Tibureio suspiró, y dijo:
—No lo hagas, Edmundo.
—Tú lo hiciste.
—Y un lago de sangre forma mi maldita exis­
tencia de3de entonces,
—¿Estás arrepentido?
— No; pero tampoco te aconsejo que sigas mis
huellas en ese punto. Tú no sabes lo que es ver y
oír todos los dias una misma cosa... estar eterna­
mente con Jas manos levaaíadas para sostener la
peña que amenaza desplomarse y envolvernos bajo
tierra y fango.,. Tu. imaginación no comprende
aún io que son penas.
—¡Que tal cosa digas, cuando conoces io mismo
que yo mi triste historia!
—¿Qné has perdido en el mundo? jUna ilusión!...
LA CRUZ DE1. lUiUJSNTOft.

Lo que el viento traé, y el viento se vuelve á lle­


var en un solo momento.
Y sacudiendo con faerza loa brazos como para
librarl os de un adormecí miento ó alejar algo que
le molestara muy de cerca, continuó diciendo á
Edmundo:
—Disponte á partir; mañana debemos estar en
Pola. Esta noche veré á Torcual-ito... Dentro de
tres días, cada cual estaremos en loa puntos desig­
nados.
—No te olvides de qne yo uo puedo marchar so­
bre Rema,
—Ya lo aé; pero Grispo ambiciona la pdrpnra,
y como la lleva su padre, manifestó deseos de po­
seerla cuanto antes, Pero yo le persuadiré de que
lo primero de todo es despojar á Silvestre... ¡Qae
caiga la odiosa cruz; que yo ponga mi planta so ­
bre ella; que acabe de una vez la tiranía de! cielo,
y abiertas las puertas d?l avernoj la tierra se mo­
difique por completo. Veremos ahora de qué sirve
la flamígera espada de Miguel, y su altanería y au
soberbia... Se asienta sobre Roma para defender­
la... Se titula ¡su (fus¿odio!,., ¡Yo abatiré su arro­
gancia!
Rugió, y entre llamar adae de fnegó la-jzóae en
los aires dando estridentes y terribles carcajadas,
que á Edmundo llegaron como gemidos lastimeros.
Y Edmundo quedó aturdido, Heno de espanto y
terror,», como dominada por e.í miedo.
Qne en nn alma quedaba na resto, an recuerdo,
r.A fiJLllZ DE!, RETí RKTOH 133

aunque débil, de aquellos sanos consejos, de aque­


llas saludables doctrinas que infiltraron en su aíma
tanto sa padre como loa de Tibureio.
Y de vez en cuando sentía en el pecho algo que
se rebelaba contra lo que bacía; que anatematizaba
su conducta y la de Tibureio,
Pero era tarde para retroseder.
Vivia esclavo de Tibureio, y todos sus esfuerzos
para romper la cadena que lo sujetaba, eran in>
útiles.
CAPITULO Vi l ¡

La venganza soñada,

__ * _ i . ______n . m ? _ f n ........................■t

. ^ A. * ■■'
vulnerable y ménoa defeHdido; y Crispo y Edmun­
do se encaminaron á Pela seguidos de los enviados
de Simaco y de Contanza.
Fausta mientras tanto, llena de temores y de so­
bresaltos, había penetrado en territorio romano, si
bien disfrazada, como hacia al ir en bneca de Ed­
mundo, por si acaso órdenes de Constantino dadas
á las autoridades la reduelan á prisión al ser reco­
nocida.
Mas así y todo, no se juzgaba segura.
La distancia que tenia que recorrer era larga, el
camino lleno do dificultades, y sobre esto habia Ja
falta de recursos pecuniarios.
¿Cómo salvar este obstáculo?
L A CJtüZ S E L &EDEIÍTOS. 135

Sabia que en ningún Monasterio Le negarían ali­


mento y lecho en el cual descansar.
¿Pero se avenía aquello á las condiciones de sn
carácter orgulloso?
Vivir de limosna, de la caridad de los cristianos,
¡ah!... semejante idea la mortificaba mncho sn ne­
cia vanidad.
A más de esto, acndia á sn memoria como re
cnerdo triste el nombre de Elena... y como im­
presión horripilante qne la llenaba de enojo y de
ira, ios tormentos por qne la hizo pasar el bufón
Simaco.
¿Cómo obviar tantos inconvenientes?
Despues de largas horas de discutir consigo mis­
ma, se decidió á ir al panto donde estaban sas tres
hijos perfeccionándose en los estadios religiosos y
profanos.
Por el Imperio se podia caminar con entera con­
fianza.
Fácil le faé investigar la residencia de éstos; y
venciendo sns repugnancias, al llegar la noche, so­
licitó hospitalidad en nn Monasterio.
Allí llegaron á sus oidos tras largo tiempo los
dalces ecos de los cánticos religiosos, que al herir
sos oidos conmovían su alma.
Mas no oró ni un solo momento: las plegarias
aprendidas al lado de Elena se hablan borrado por
completo de sa memoria.
Al dia siguiente emprendió de nuevo sa camino
provista de los pobres manjares qae la pobreza de
136 LA CRUZ DEL REDENTOR.

los monges pudo ofrecerla para durante el tiempo


qne tardara en encontrar otro albergue.
No era esto tan difícil: el Imperio se iba poblan­
do de tal manera; la prosperidad en que todo vi­
vía era tan grande, qne los campos ja no eran in ­
mensos desiertos ni lugares inhospitalarios, ni
centros de bandidos qne, con sus maldades, aterro­
rizaran comarcas enteras.
Por el Imperio se podia caminar con entera con­
fianza.
E l rico, sin temores de verse asaltado; el pobre,
sin miedo de morirse de hambre ó de frío.
■Casi del mismo modo, en la apariencia al me­
nos, caminaban Crispo y Licinio.
Ninguno de los dos carecía de recursos; pero am­
bos necesitaban ocultarse.
A uno y á otro les hacían compañía, como que­
da dicho, los amigos de Contanza; j los seguían de
lejos los emisarios de Simaco, que ya eran sabedo­
res de que padecieron un error al juzgar que la
conjuración no era cierta.
Tibureio acudía á todos partes.
Lo primero que hizo fué ponerse de acuerdo con
Torcuátito, como habia dicho á Edmundo al sepa­
rarse de él; mas tnvo muy buen cuidado de no
nombrar siquiera á Fausta.
Los ojos del rey Bárbaro lanzaban chispas de
fuego, al pensar que España iba á ser suya,
Mas tan pronto como quedó solo, recordó lo que
la esposa de Constantino le habia dicho, y quiso
T.A CRUZ DHL BBDBNÍOR. 137

■escoger entre ana tropas aquellas en las cuales pu­


diera tener más confianza, ó lo qne es lo mismo;
las que por afecto á sa persona aparecieran como
más disciplmadas.
T recordó también el órden y concierto en qne
entraban en batalla los ejércitos romanos, y aun­
que coa poco espacio para tanto, pretendió norma­
lizar sns tropas.
Torcaátito no veia que él era rey para matar;
pero no para qae sa voluntad fuera respetada y
cumplida.
Desde los primeros momentos tropezó con los
escollos naturales: un pueblo que nunca sapo lo
qae era obediencia, mal podía de pronto snjetarse
á reglas de condacta.
Hasta entre aquellos qae vivían más en contacto
con él, halló de nn modo claro y patente el gérmen
de la rebelión.
—Hacemos la guerra por el botín: pero no por ta
engrandecimiento.
Así le contestaron, y el pañal de Torcaátito se
handió en la garganta del que con tanta rudeza se
habia expresado.
El imperio del terror, amortiguado por algan
tiempo, por haberlo sustituido Fausta con el de los
placeres voluptuosos, comenzó á dominar nueva­
mente.
En nn corto espacio, en tres dias no más, cente­
nares de soldados perecieron, cuyas cabezas, en
vez de servir de vasos, fueron colocadas en picas y
TOMO II. 18
138 LA CRUZ S E L REDENTOR.

puestas á la vista del ejército para qne sirvieran de


escarmiento.
Mas ni esto era suficiente á encauzar el rio qne
venia desbordado.
Entonces Torcuátito ideó valerse de la majer
para lograr sns deseos.
Y la concedió algunas libertades, á aquellas qne
mermaban las de los hombres.
El resultado en un principio fué satisfactorio
en extremo.
Las que vivían en la pocilga como piara de cer­
dos, sin derechos, sin voluntad, sujetas al capri­
cho, al antojo del primero que llegaba, mientras
no vieron ni entendieron otra cosa, sufrían el yugo
por costumbre; pero desde la llegada de Fausta,
sus ánimos se iban rebelando contra aquella ti­
ranía.
Teniendo esto presente, fácil es comprender La*
satisfacción, el contento, el indescriptible júbilo
con qne serian recibidas las órdenes de Torcuátito
por todas las mujeres.
El primer derecho que se les habia concedido»
era el de rechazar al hombre, siempre que así lo
quisieran.
Be este modo pretendía Torcuátito encadenar
á los varones á la voluntad de las hembras, en lo
referente á los apetitos libidinosos.
Llegado caso de violencia, la mujer podia matar
impunemente.
Las trágicas escenas á que tales disposiciones
LA CHUZ DEL ftEDENTOJl. 1 Bí> .

dieron lugar, faeron tantas c^bí, como séres 'po­


blaban aquellas regiones.
Porque la mujer amplió por sí sola aquellos de -
reckos... Y las qae empezaron por rechazar al qae
no merecía su afecto, terminaron por pretender
qae, ante sas antojos, todos los hombres cedieran
por obligación.
Y «1 mismo Torcaátito se vió acosado por aqae
lias farias qae, sin ei freno de la religión, ni la
moral de las costumbres, como ei lobo hambriento
se lanza sobre ei rebaño, se lanzaban sobre el
hombre hacía quien su codicia las impulsaba.
Otorgar un derecho, es cosa fácil: quitarlo ó
aminorarlo, es en extremo difícil.
Torcaátito, comprendiendo qae al pretender qae
desapareciera un mal, habia creado otro mayor,
deseó volver sobre su acuerdo...
Las mujeres llegaron hasta amenazarle con la
pérdida de la corona.
Ante tal amenaza se sintió cobarde, y no dispo*
niendo de medios para acallar el tumulto, ai mulo
conformarse.
Pero al mismo tiempo, y por las faltas más le­
yes, así como por otras supuestas, todos los días
arrancaba la existencia á muchas mujeres.
En tal estado se encontraba ei reino Bárbaro,
cuando Crispo y Edmando se reunían en Pola,
para desde allí encaminarse bajo la dirección de
Tiburcio á los puntos en los que se habia de le­
vantar la bandera rebelde.
. 1 4 0 , r-, L A CRUZ DEL REDENTOR.

Ei plan quedó definitivamente convenido, ha­


ciendo qne Crispo se dirigiera sobre Boma, por
serle fácil, en nombre de sn padre, penetrar en la
ciudad, y de este modo verse libre de sostener un
asedio contra los cristianos, que seguramente de­
fendería á Silvestre con las armas, no ya contra
Crispo, sino también contra el mismo Emperador
que intentara apoderarse de nuevo de lo que públi­
camente habia donado.
— Allí resignó tn padre el poder; —dijo á Crispo
Tibureio,—allí es donde debes recuperarlo. Si al
Bárbaro se le ha ofrecido España, á Silvestre se le
entregó Roma... Lo primero, se puede evitar; lo
segundo, hay que destruirlo, porque es un hecho
consumado.
—Iré sobre Boma.
—En tn empresa te acompañarán, á más de tus
soldados, los gentiles y varias sectas cristianas...
Te sobran elementos para lachar y vencer. Yo, en
cambio, tengo que ayudar á Edmundo; mis fieles
servidores le acompañarán... No cuenta con solda­
dos del Imperio como tú.
En tanto que así disponian las cosas los conju­
rados, sigilosamente se reforzaban las guarniciones
de las fronteras Bárbaras, se daba aviso á Silvestre
de lo que constituia un verdadero complot contra
todo y contra todos, y se le mandaban elementos
de defensa para en el caso de que el mal no pudie­
ra cortarse en sa origen.
Grande fuá la aflicción del obispo de Boma; por
L A CHUZ DEL REDENTOR. 141
primera vez se hallaba en el caso de hacer frente
al enemigo, no ofreciéndole sa sangre y su vida,
sino todo por el contrario, empañando las armas
para repeler la fuerza con la fuerza.
Porque habían pasado aquellos dias en los que
victoria consistía ea morir, y habían comenzado loa
en que el triunfo era derrotar al enemigo»
Do todos modos, Silvestre estaba dispaesto á em­
plear, antes que nada, la persuasión; y en último
extremo, á cumplir los mandatos del Emperador y
á sostener sus derechos.
¿De qaé disfrutaba Silvestre?
De los bienes que Constantino podía disponer li­
bremente, y de una ciudad que hasta entonces te­
nia más caractéres de préstamo que de donacion
absoluta.
¿Tenia Crispo facultades para deshacer lo que sa
padre hacia?
Indudablemente no.
El santo obispo de Boma escribió contristado
á Constantino; las lágrimas cayeron más de una
vez sobre el documento en el cual resplandecía la
humildad evangélica, el amor al prójimo y el me­
nosprecio de las cosas mundanas... que Silvestre
no se babia maleficiado.
Ni ana sola palabra conocía Simaco de todo lo
que estaba sucediendo.
A la cabecera del lecho del Emperador habia
pedido á Dios que le enviara á él los sufrimientos
que aquejaban á Constantino, y cayó enfermo, co­
142 LA. CR1?2 DEL, &EDJ2NT0R.

mo sabemos, al par que el Emperador se restable­


cía por completo.
De no haber sido de este modo, quizás las cir­
cunstancias hubieran variado; pero la Providencia
había dispuesto castigar á Constantino con arreglo
á sos faltas, y todo concurría de modo directo á
que así sucediera.
La respuesta de Silvestre llegó en buena ocasion;
la misma Contanza, al conocerla, dijo á su her­
mano;
—¿Por qué no haces lo que intenta Silvestre?
¿Por qué no llamas á Crispo, y oyes sus quejas?
¿No eres su padre y su emperador? ¿Quién nos dice
que no parte de un falso supuesto, de un error...
que no es víctima de una intriga?
—Aun siendo así, no puedo perdonarlo.
— ¡Grandes serian tus remordimientos, si al cabo
de un espacio mayor ó menor te persuadieras de
que lo mataste injustamente!
—Injustamente r<o seria, ni aun poniendo las
cosas eu el caso qne indicas. Crispo ha cometido
ya deiitos por ios cuales mereció morir... pero yo
los ignoraba.
—No sé á lo que te refieres.
—Ni pretendas que mis labios te lo digan.
Todos estaban resueltos; ios unos á matar, ios
otros a perecer en la demanda... Sólo Silvestie ha­
blaba de perdón con lágrima» en los ojos»
Crispo y Lioinio se separaron, dejando conveni­
do el áia en que el movimiento debía estallar.
L A ORÜZ DBT, REDENTOR. 143

Ya no debían volver á verse hasta despues dei


triunfo.
Al pensarlo así Crispo, procedía con lealtad; al
demostrarlo de tal modo, Edmundo se comportaba
con doblez.
Y Crispo, con los amigos de Contanza y los en
viados de Simaco, tomó el camino de Boma con
las mismas precauciones que habia ido á Pola, para
tener la entrevista con Edmundo.
Paraba como simple particular en loa mesones u
hospederías de los caminos, y rara vez penetraba
en las poblaciones.
Ija distancia que tenia que recorrer era más cor •
ta qne la de Edmundo... le sobraba tiempo para
llegar.
Y como la ociosidad es madre de todos los vicios,
y la holgura y la ocaaion los favorecen, Crispo se
entregó, durante el viaje, á los placeres y á ]as
aventuras,
Y siempre que le era posible verificaba pequeñas
Orgías, que terminaban, como las de los gentiles,
por la embriaguez.
A las mesas de los hombres qne pueden derro­
char nn puñado de oro, jamás dejan de asistir ra ­
meras, como no sea por prohibición del que preside
la fiesta,
Y como allí Crispo, en vez de rechazar á las me­
retrices, las llamaba, sus cenas tenían algo del as­
pecto de las bacanales.
Por el mismo camino, y sujeta á las privasiaite.*¡,
144 L A ORTO D E t RRDBKTOE.

caminaba Fausta, bien ajena de qne le fuera posi­


ble encontrarse son Crispo.
Pero dispuesto estaba que así sucediera, y suce­
dió en efecto.
Una noche tempestuosa, en la que contrastaban
con el aspecto imponente de la naturaleza los gri­
tos destemplados del festín, llegó la esposa de Cons ­
tantino á aquel Mesón en demanda de alimento y
cena.
—Bien llegas, mujer;—le dijo el mesonero,—
precisamente Ibamos á salir en busca de una que
quisiera cenar bien, y en buena y escogida compa­
ñía. Entra, y si á falta de otra mujer les pareces
bien, te quedará memoria de esta noche mientras
vivas,
Sin reparos de ningún género penetró Fausta en
la estancia, donde al chocar de las copas se ento­
naban cauciones obscenas.
Y se sintió rejuvenecer.
Su llegada fué bien acogida: las cabezas regían
mal, y las pasiones alcanzaban todo su asqueroso
desarrollo.
Crispo ni siquiera reparó en .la que habia venido
á completar el número de mujeres deseado; pero
Fausta, al mirar uno por uno los rostros de aque­
llos hombres, con satánica sonrisa reconoció á
Crispo.
—Tibureio no quería que le viese, y no sólo le
tengo delante de mis ojos, sino que también le ha­
blaré. ¡Ah. que ingrata soy con la fortuna que cons­
LA CKUZ DEL HEDESTOR. 145

tantemente me favoreceI ¡Con cuánta falta de ra-


zon me quejo de ellal
Y radiante de alegría se entregó á los placeres.
Tan luego como el momento le pareeió oportu­
no, acercóse á Crispo, qae, ebrio, casi no podía sos­
tenerse.
—Crispo: ¿no me conoces?—!e preguntó con voz
dulce y artificiosa.
—No sé dónde ó cómo te he visto.
—Yo lo recuerdo perfectamente... Eran dias
más felices para los dos... Para mí, porque nada­
ba en la abundancia y no me veia víctima aun de
infames calumnias... Para tí, porque no habías lle­
gado á tener que desconfiar de la rectitud de ta
padre.
—¿Quién te ha dicho?...
—Para mí no es un secreto nada de lo que ocur •
re... como que soy en parte víctima de la intriga
fraguada contra los unos y contra loa otros por un
falso amigo.
—¿A quién te refieres?
—A Tiburcio, que te engaña... que te engaña
con la verdad que en parte te ha contado.
—¿Me engaña él, ó vienes á engañarme tú?
—En mí puedes y debes confiar, porque estoy
decidida, ya que contra los deseos de Tiburcio te
he encontrado, á decirte lo que hay de cierto. Un
deber me obliga á seguir esta línea de conducta, qae
seguramente ha de parecer te extraña, cuando fiján­
dote bien en mí comprendas qae hasta tengo alga
TOMO I I . 19
146 h ¿. OKU Z X>£Lf fiB D B H rO ».

na autoridad sobre el hijo del Emperador... sobre


el qne va á ser víctima de los amaños, de las astu­
cias de los infames.
—Explícate mejor; pero... déjame ahora... luego,
al terminar la fiesta, ven en mi busca... pero cuida
de qu8 no se te escape mi nombre; pues en caso
contrario, mi puñal sellará tu boca.
Fausta habia conseguido lo que deseaba, lo que
no se habia atrevido á proponer.,. Pasar el resto
de la noche al lado de Crispo, y poniendo en prác­
tica todas sus malas artes, apoderarse de su volun­
tad sin reparar en los medios.
Estaba contenta: creía desbaratar los planes de
Tibureio que la habia menospreciado, y los de Ed­
mundo, qne la rechazó cuantas veces quiso cam­
biar en los impúdicos halagos de la meretriz, los
puros y nobles destellos del amor maternal.
También creia estar arrojando, haber arrojado
sobre Constantino el más grosero de los ultrajes,
el que más podia ofenderle...
Y radiante de alegría exclamó:
—Me apoderaré primero de su voluntad... y al
hacerlo dueño de mis halagos, ie robaré el alma.
Y suyo será el trono de Constantino, que compar­
tirá conmigo... Despues... despues él sucumbirá
también... el Imperio romano será regido por mí.
Y la orgía continuó en medio del mayor desen­
freno y de las más groseras manifestaciones de los
deleites.
Los únicos que algo se contenían eran los ami-
LA CRUZ DEL BEDEHTGS. 147

gosde Contanza, qno por egoísmo deseaban oonse?*


var él dominio de sas facultades, para servir mojo?
la cansa qae defendían.
Vieron á aquella mujer acercarse á Crispo y ha»
blarle largo rato, y procuraron saber quién era y
qué pretendía.
Y tan luego como se les presentó ocasion propi­
cia, ano de ellos se le acercó y la dijo;
— ¡Buena estrella te ha guiado á este sitio! ¿Crees
^ue seguirá alambrando nuestro camino hasta lle­
gar al termino de nuestro viaje?
—Sí; pues desde ahora ya no me separaré de
vosotros ni nn instante.
—¿Lo has convenido así coa nuestro jefe? Nos­
otros nos felicitaremos de ello... Que exes hermosa
como la misma Diana.
Fausta creyó eu aquella adulación... El orgullo,
cegándola una vez más, la hizo olvidarse de qne
las continuas libaciones y los años la iban convir­
tiendo en la purpuri na y fragante rosa cuyas hojas
comienzan á sentirse faltas de la lozanía y el es­
plendor que ostentó al romper el verde capallo que
durante sa desarrollo tuvo por cárcel.
Que ya no era la fúlgida alborada de Mayo... si­
no la hermosa tarde de otoño, precursora de las
heladas noches... del sueño de la naturaleza. Qae
estaba próxima á sa ocaso... que era más nna ilu­
sión que nna realidad.
—No te conocemos;—continuó el qne la estaba
hablando,—pero seas quien fueres, qne poco nos
148 LA O EüZ' D EL BEDEKTOR.

importa, nos declaramos tns esclavos... manda y


te obedeceremos.
—Ya os mandará quien para ello tiene más dere­
chos que yo... Mas hoy no: mañana quizás... des­
pues... Pero ocupémonos sólo del presente; estamos
en los momentos del placer... Decís que sois her­
mosa... Dejadme gozar,
Y el líquido espumoso era absorbido como la
tierra absorbe las primeras lluvias despues del ri­
gor de los calores caniculares.
Y los amigos de Contanza pensaron que, embria­
gándola, conseguirían mejor su objeto.
Y á las frases halagadoras siguieron los brin­
dis.».
Fausta resistía más que ellos:só!o Tibureio pudo
conseguir que sucumbiera bajo los efectos del al­
cohol.
La noche avanzaba con esa rapidez con que pa­
san las horas de la sensualidad... Y el festín llegó
á su término.
Fausta buscó entonces á Crispo llena de ansie­
dad, y le dijo:
— ¿Estás dispuesto á oírme?
—Sí; ven conmigo.
Y ambos se retiraron á un aposento bien distan -
to, bien distante por cierto de los templos del
amor ¿ que fausta estaba acostumbrada.
Porque allí faltaban los perfumes embriagadores
que adormecen los sentidos y despiertan las pasio­
nes brutales de la carne.
XiA CRUZ BEL REDENTOR. 149

Crispo no era dueño de sns acciones, y con desfa­


llecimiento se dejó caer sobre unos almohadones.
— Siéntate aquí, á mi lado,—la dijo.— Cuén­
tame las traiciones de Tibnroio y las tuyas. Todo
quiero saberlo.
T aquella mujer, con el mayor abandono se sen­
tó en aquella especie de lecho, y tomando la diestra
del hijo de su esposo, le habló así:
—Mis traiciones resultan lealtades para el fataro
Emperador romano. Para el que llegará á ceñir la
corona y á cubrirse con la púrpura, pero no por los
medios propuestos por Tiburcio.
—¿Según eso, los conoces?
—No ignoro ni un detalle siquiera; y por lo tanto
sé que mientras vences á Silvestre, labras tu pro­
pia ruina. Te han hecho creer en la amistad de
Edmundo... en su arrepentimiento: te han dicho
que Fausta desea el trono para sus hijos, y que ha
prometido á Torcnátíto toda la España... y te han
hecho juzgar exacto que de las ambiciones de los
unos y de los otros resultará tu poder.
—Veo que lo sabes todo.
—Pues bien: aquí sólo hay un tejido de infamias
y de maldades, de las qne Tiburcio es el inventor...
pues lo mismo que te ha ofrecido á tí, le prometió á
Iiicinio y á Torcuático, y aun &mí.
—¿A tí también?
—Tu estrañeza es natural: cuando sepas quién
soy, no te pasará lo mismo. En el ínterin, sabe que
cuanto te han dicho de fausta no es exacto; y para
160 LA CKÜZ DEL REDENTOR.

que no lo dudes, te bastará saber que, alejada de


sus hijos, ni aun carino puede tenerles; además»
esos niños son cristianos... católicos ya... Fausta
continúa gentil. ¿Quieres que favorezca los planes
de sus enemigos? En ei poder cualquiera de los
tres, ó los tres reunidos, el Emperador seria Sil­
vestre.
—Para que así no suceda, voy sobre Boma.
—Y yo te ayudaré á que destruyas ese poder que
tu padre ha creado dentro del Imperio, y que ame*
naza sobreponerse al suyo. Pero al mismo tiempo»
deseo librarte de los peligros que te amenazan.
—¿Cuáles son?
—El primero, la pérdida de la vida, que á todo
trance es preciso que conserves; el segundo, la pér­
dida del Imperio... Tibureio pretende arrebatár­
telo.
—¿Tanto te interesa por mí?
-«-Tanto ó más de lo que tú puedes figurarte. No
me fue dable evitar que Edmundo, favorecido por
Tibureio, intentara robarte la posesion de Helena. .„
Yo no quería verte unido á aquella hermosa joven,
pero tampoco deseaba tu martirio.
—¿Por qué no querías que Helena fuese mi es­
posa?
Fausta bajo la cabeza, y fingiendo un pudor que
jamás habia sentido, exclamó:
—Porque era más hermosa que yo» y me inspira­
ba celos.
—¿Más hermosa que tú?—preguntó Crispo al
Lil dM.MalffU,Barquillo, 6
LA CRUZ DHL SSD E H T O R . 15 1

mismo tiempo qne rodeaba con sa brazo la cintura


de su madrastra atrayéndola hacia sí.
—Sí; Crispo... la fatalidad lo quiso de aquel mo­
do... yo te amaba... te amaba tanto como te amo...
No podía ver con ojos serenos que otra mujer me
robara la dicha qae era mi ensueño de felicidad.
—¿Qne tú me amabas? ¿Qae me amas?
—Crispo, dame tn amor y te daré un tesoro.
Y se dejó caer en brazos del joven.
Pero éste la rechazó, y como presintiendo algo
que no comprendía, ni en su estado se explicaba
bien, la dijo:
—¿Qaién eres? ¿Cómo te llamas? Yo recuerdo
las líneas de tu rostro... pero nó quiero unirlas con
el nombre de la mujer á quien creo que correspon­
den. ¡Habla, habla, ó mi puñal penetrará en tus
entrañas?
Fausta retrocedió algunos pasos; mas Crispo, lan­
zándose sobre ella, repitió al mismo tiempo que la
sujetaba:
— (Habla! ¡Habla!
Fausta no respondía.
Y Crispo, empuñando la acerada hoja, la puao
sobre el seno de la infame mil veces adúltera, y con
voz cavernosa le preguntó:
—¿Eres FauBta?
La lengaa de la que estaba próxima á ser vícti­
ma del enojo del hijo de Constantino estaba mu­
da... Pero al sentir que el puñal rasgaba su túni­
ca, y que hería sus carnes, haciendo nn esfuerzo
152 LA CRUZ DEL REDENTOR.

sobrenatural se desprendió de Crispo, al par que


contestaba;
—Sí, yo soy Fausta, que quiere salvarte.
Crispo quedó inmóvil de espantó.
Habia supuesto que aquella mujer era la esposa
infiel de su padre; pero al tener la seguridad, la
sangre se heló en sus venas.
Un momento de reflexión bastó para que su ca­
beza se despejara; para que comprendiendo lo que
debía hacer, la dijese:
—No soy yo quien debe matarte.,, las mujeres
de tn índole y tu condicion, mueren á manos del
verdugo. Estás presa.
Y abriendo las puertas de la estancia, llamó á
grandes voces á sus amigos.
Los primeros en acudir fueron los arrias os, que
guardaban las salidas para saber sin necesidad de
preguntar.
—Hé aquí—Ies dijo,—la que sin duda por orden
de nuestros enemigos ha intentado apoderarse de
mi voluntad y perdernos. Miradla bien todos... es
Fausta, la impúdica ramera, deshonra de mi fami­
lia... la que acaba de pretender que sobre el Im ­
perio lance ei más feo de los delitos... la que ha
solicitado ser mi meretriz... A vosotros, la entre­
go... Si trata ¿e escaparse, que muera; si trata de
habla?, arrancadle la lengua.
—Óyeme Crispo,—dijo Fausta.—Aún estás en
camino de salvarte... Tu padre conoce todo cuanto
iramais contra él... te prenderán... te matarán...
LA CEUZ DEL BSDSKTOR. 153

Abandona tu proyecto, signe mis consejos, y yo


colocaré sobre ta frente la diadema, y sobre tas
hombros la púrpura.
—Hé aqní lo qne yo coloco aobre las meretrices
como tú.
Y alzando la mano la cruzó el rostro.
Fausta se irguió como la pantera herida, y con
acento iracundo contestó á la ofensa:
— ¡Maldito seas!
La venganza soñada por Fausta habia desapare­
cido: una vez más, b u s proyectos habian caido por
tierra...
Y á cada golpe que recibía, su situación empeo­
raba en grado máximo.
Pero no se daba por vencida...Nació para lachar,
y sólo la muerte la rendiría.
En poder de los arríanos, intentó varias veces
ver el modo de escapar... pero todo era en vano.
Más afortunada con los enviados de Simaco, lo­
gró de éstos que escribieran diciendo, que por ha­
ber intentado disuadir á Crispo, sn vida corría in­
minente peligro.
Llegada la hora de proseguir la marcha, Fausta
formó parte de la comitiva... Pero en concepto de
prisionera... sin tomar parteen los festines... sien­
do por fuerza la esclava de los acompañantes de
CriBpo.
Ya estaban cerca del término del viaje: ya se
aproximaba el dia señalado para dar el golpe: ya
estaba todo dispuesto para que Crispo penetrara en
TOMO I I . 20
154 L A CRUZ DEL REDENTOR.

Boma, cuando de improviso Be vieron rodeados por


soldados qne de orden dei Emperador los volverían
á conducir á Pola,
Toda resistencia era inútil: además, ni los emi­
sarios de Simaco, ni los arríanos, tenían por qué
defenderse.
—Ya ves cómo no te engañaba,—le dijo Fausta.
—Atora morirás, y morirás inocente: yo no diré la
verdad al Emperador.
Pero los arríanos la contaron entera á Contanza
en los escritos qne despues le enviaran.
En el mismo dia, y á la misma hora, Licinio
era también preso.
Tiburcio hizo cuanto pudo por defenderlo: llamó
en su auxilio á las legiones infernales... Pero Ed­
mundo quedó solo y abandonado á los que lo per­
seguían, ante las cruces que en sus pechos osten*
taban los soldados del Emperador.
Y voló en demanda de Torcuátito, sediento de
venganza, lleno de enojo, rugiente de ira.
Pero más que al rey de los Bárbaros, deseaba
encontrarse con Fausta, á quien ambicionaba dar­
la muerte por su propia mano, pues no tenia duda
de qne ella era la que en parte, al menos, había
descubierto los plaues de los conjurados.
Allí esperaba á Tiburcio un nuevo y más terrible
desencanto.
Por todas partes vió las fronteras llenas de sol­
dados del Imperio, que se apercibían á la defensa
de los ataques de los Bárbaros.
I.A CRUZ DEL REDENTOR. 155

Mas esto no era. bastante, y contempló el aspee*


to de aquel pueblo, dominado por las mujeres, y al
mismo rey víctima de sus propias determinaciones,
supeditado por completo & aquellas que de una
condicion semejante, y aun en caso peor que la de
las mismas bestias, habíanse colocado á más altura
que el mismo Torcuátito.
La ruina de aquel pueblo, tan temido hasta en»
tonces, era cierta y segura.
Las comarcas, manejadas por los caprichos de
una mujer, tardan poco en hundirse en el cieno y
en el caos.
— [Hé aquí la obra de Fausta,—exclamó Tibur-
cio con desaliento.
Y dirigiéndose al abatido monarca, añadió:
—¿Dónde están tus bríos? ¿Qué faé de tu coraje?
Tú, el indomable, el ñero, el terror de los más po­
derosos Emperadores, el sanguinario, el cruel...
¿Quién te ha convertido en manso y tímido corde-
rillo?
—Mi ambición por ser el dueño de España... Ha»
ber oído los consejos de Fausta.
—¿Y no la has matado?
—¿Dónde está? ¿Lo sabes tú? Llévame al punto
donde se encuentre... quiero beber su sangre al
brotar de su cuerpo. Quiero absorber el líquido ro­
jo y humeante en la misma herida... ¡Quiero que
sus entrañas sean el primer plato de mi mesa!!
— ¡Ah!... ¡Conque no la tienes en tu poder!...
¡Imbécil!... Justo es tu castigo... pero más justo
156 LA CRUZ DEL REDENTOR.

seria si no me alcanzara á mí. Confiaste en ella, y


olla te ha perdido para siempre... Te ha robado á
España, y te ha hecho perderla corona... Dirige la
vista Mcia las fronteras, y verás los acidados del
Imperio coronando las montañas y apercibidos á
la incha tan lnego como se mueva uno solo de tas
hombres de guerra. ¡Y has dejado escapar á Faus
tal... ¡A Fausta, cuya entrega hubiese sido tn única
Salvación!
—Ya la encontraré, ai tú me ayudas.
—Harto tengo con ver el modo de salvarme del
apuro en qne los unos y los otros me habéis pues­
to: harto tengo con ver de remediar los males que
me habéis cansado. Si tú has perdido á España pa­
ra siempre, yo no me resigno á perder á Roma ni
un solo dia más... Crispo marcha sobre la que lla­
man capital del orbe cristiano..; Yo le daré todo
mi apoyo... es preciso que no quede piedra sobre
piedra, ni en sus murallas ni en sus edificios. Que
bajo los escombros quede sepultado ei poder de
Silvestre... que sobre sus ruinas edifique yo mi
ciudad imperial, como los gentiles levantaron el
templo de Yénus sobre los brazos del Madero en
que murió mi enemigo Jesús.
Y lanzando horribles imprecaciones, se lanzó de
nuevo en los aires.
Y cortando los vientos salvó las distancias sobre
el ardiente lomo de su alado caballo negro, hasta
llegar á Boma, para sufrir el más terrible de los
dolores.
LA CRUZ DEL REDBNTOR. 15 7

Porque iba soñando «on ver y oír el fragor del


combate y el mouumento qne se desplomaba, y vió
la calma y la tranquilidad por todas partes, y oyó
cánticos de alabanza á Jesucristo y á sn Santa
Madre.
Y sus miembros se retorcieron de dolor; y sns
huesos crujían... y sns articulaciones saltaban cual
la varilla de acero que logra escapar de la forma de
arco, y adquiere su natural dirección.
—Y cayó al suelo dando terribles aullidos; y ar­
rastrándose como el venenoso reptil, anduvo largo
espacio hasta quedar como muerto.
CAPITULO IX

El castigo.

L tener conocimiento Silvestre de qne casi

f á las puertas de Boma habia sido preso el


hijo del Emperador, 7 con él gran núme­
ro de conjurados, escribió á Constantino impetr
do el perdón de los delincuentes, y enviándoles la
absolución al pecado cometido, por si Henos de ar~
repentimiento podia serles provechoso.
— «Dios, que vela por su Iglesia,— le decía Sil­
vestre,—no ha permitido que las calles de Boma
vuelvan á mirarse bañadas en sangre como en los
tiempos de tus antecesores... Esto es indicio bien
claro, de que no ea su santa voluntad que tú la der­
rames tampoco.
»Sé que constituye un delito de alta traición,
que las leyes castigan con la pena de muerte, y que
tú, como supremo magistrado, cumplirás con esa
ley, sin reparar en los vínculos que te anen, con
L A CRTJZ BEL REDENTOR. 159

uno al ménos de loa qne deben padecer y morir.


»Pero así y todo, debo decirte qne, en mi opinion,
la pérdida de la vida no es pena, sino crueldad: no
es castigo, sino ensañamiento con el vencido. Por­
que se explica y se comprende qne en el fragor del
combate se arranque la existencia á aquel que vie­
ne á arrancárnosla: pero no lo qne deseo evitar que
suceda.
>¿Qac hiciste tú cuando terminadas la batallas te
presentaban los prisioneros? Recuérdalo, Constan­
tino. Aquella espada que durante el combate era
rajo exterminador, concluida la pelea era la antor­
cha de la paz, el símbolo de la clemencia. Crispo y
Edmundo han delinquido, quizás por eircr, tal vez
engañados... son jóvenes, casi unos niños: están se­
dientos de nombre y gloria: los educaste para guer­
reros, y sus corazones se rebelan contra la inacción
en qne viven... A más, no llegaron á consumar sn
intento: su delito entra en la categoría de los que
se llaman frustrados; y como no peca igualmente el
que intenta faltar como el que falta, el castigo tam­
poco puede ser el mismo.
»Tú, que tantas veces perdonaste á Maximiano,
á Licinio el padre, á tu misma esposa... ¿negarás
tu perdón una sola vez á tn hijo?
»Por si en algo pueden influir en tus determina­
ciones las miag, te diré que yo los perdono en el
santo nombre de Dios, como obispo de Boma y
como hombre; y que en concepto de representante
legítimo de Pedro, les envió mi bendición, por si,
t 60 L A 0R1BZ DHL REDDNTOR-

arrepentidos del atentado que pretendieron come­


ter, aspiran á la gracia de Nuestro Señor Jesu­
cristo.»
Esta epístola, que en extracto queda anotada,
llegó á manos del Emperador, produciendo en él
gran sensación.
Si al lado del Emperador hubieran estado su ma­
dre ó Simaco, seguramente no llegaran las cosas á
los extremos que vamos á ver.
Porgue Constantino leyó varias veces la epístola
de Silvestre, reflexionó mucho sobre ella, y se en­
contraba como dominado por los instintos de
perdón.
Mas contra aquellos rayos de piedad snrgió en
su cerebro la idea de que alguien pudiera sospe­
char que no aplicaba la jasti&ia por igaal.
Y decía:
—¿Con qué derecho castigaré mañana á un ciu­
dadano cualquiera si hoy perdono á los que atentaron
contra el Imperio, y desconocieron mi autoridad?
¿Cómo perdono á Crispo y sentencio á los otros?
Mi clemencia en estos momentos, ¿no sigcíñcaria la
impunidad para casos semejantes? Si Crispo es mi
hijo, el heredero do la corona y la púrpnra, y sufre
el rigor de las leyes, el castigo será ejemplar... El
que intente perturbar el Imperio, no tendrá dere*
cho ¿ lástima ni compasion.
Estas razones, que él mismo se daba para justifi­
car lo que su corazon rechazaba, iban unidas á estas
otras, hijas del engaño y de la perfidia.
r,A CRUZ 1>EI, REDENTOR. 161

Pues Constantino decía:


—Hasta la infiel y desgraciada Fausta ha acu­
dido, sin reparar en riesgo, para evitar qne se aten­
te contra Roma. Y ¿qué consiguió? Que Crispo la
prendiera, que atentase contra su vida.,. Vida in ­
fame y despreciable, pero que en esta oea&ion e&cá
muy por cima de la de ios conjurados... Fausta
acaba de demostrar qae, si bien influida por su pa­
dre y por sn hermano pudo odiarme, ama al Im»
perio y lo defiende... y el Imperio es antes que yo...
Fausta ha sido, podrá seguir siendo una esposa in ­
fiel, pero está siendo una noble ciudadana.
¡Cuántos errores!
Pero no había quien se los rebatiera; pues Con -
tanza, que era sabedora de la verdad por los detalles
que le enviaron los arríanos, no ere yendo llegado
el caso de hablar, pues no calculaba la severidad
con que iban á ser castigados los delincuentes,,
guardaba aquellos documentos, desean do explotar­
los en beneficio de Arrio.
Constantino por sa parte guardó el más comple -
to silencio sobre lo que pensaba hacer, y esto con -
tribuía á que el error no se desvaneciera.
Nadie ignoraba que Crispo y Limáis estacar.;
presos y cargados de cadenas; que loa que iban en
su compañía, presos estaban también, pero sin qne
el hierro los sujetara.
¥ cada cual formaba sus cálculos según, em ­
punto de vista desde ei cual miraba los aconteci­
mientos.
tmmo ii. 21
162 LA a& rz DE L R E D E N T O R .

Resnelto estaba el Emperador á todo,y bascando


nn pretexto contra ei grito de la conciencia, que le
decía «perdona,» escribió al Senado haciéndole es­
tas preguntas:
«¿Qaé castigo merecen ios qne conspiran contra
la seguridad del Imperio, la vida del Emperador y
la Iglesia Banta de Jesucristo?»
«¿Cuál, aquéllos qae, bajo las órdenes de los ene­
migos de la paz pública, subordinados, los acom­
pañan?»
«¿A qué eB acreedor aquel que intenta evitar
el vergonzoso acto de indisciplina y falta de res­
peto á las leyes divinas y humanas?»
La respuesta no se hizo esperar.
Y faé la siguiente:
«A tu primera pregunta respondemos: La pér­
dida de la vida y de los bienes.
»A la segunda: El perdón, pues obedecieron á
amos qae no podian desatender, sin incurrir en
desobediencia, que también merecerla la misma
pena que los anteriores.
»Y á la tercera: El premio que equivalga al ser­
vicio prestado al Imperio y á la religión.
»Tú, sin embargo, puedes dulcificar el texto de
las leyes.»
Ai terminar Constantino la lectura, exclamó:
—Yo soy y he sido esclavo de la ley, y la cum­
pliré ahora como siempre. Creo que la ley es justa;
pero si pensara lo contrario, ínterin no fuese mo­
dificada, la aplicaría tal y como estuviera.
LA CRUZ DEL REDENTOS. 163
X de bu paño y letra dictó las órdenes para que
la ley faera cumplida.
¡T su. mano tembló al estampar sa firma al pié
-de la sentencia; y el corazon quería escapársele del
pecho, y nna lágrima acudió á sus ojosl
Al entregar el pliego á su hermana para que Lo
-cerrase, le dijo:
—En breve estarán á tu lado tos amigos. De una
manera ostensible, no puedo premiarlo... Pero lo
que le está vedado al Emperador, por la forma en
qae han tenido lugar les sucesos, lo hará tu her­
mano, que sabrá agradecer y recompensar los bue­
nos servicios,
Y en presencia del Emperador, Contanza puso
los sellos al documento.
Soñando con la reoompensa que habian de soli­
citar sos amigos, apoyados por ella, se olvidó en
absoluto de todo lo demás.
Y el pliego salió para su destino.
Algunos dias despaes, el torcedor de la concien­
cia mortificaba de tai modo 4 Constantino, qne
hubo de quitarle la tranquilidad del sueño.
A la hora del crepúsculo vespertino sus inquie­
tudes aumentaban, y al llegar la noche, ahogados
suspiros salían de sn boca por los entreabiertos y
blancos labios.
La tarde anterior al dia en que debiera llegar el
pliego á su destino, hallábase el Emperador sumi­
do en grande melancolía y tristeza, y con los ojos
fijos en el horizonte, cuando se le presentó Simaco,
164 LA C R rz BEL RKDÜXIÜIi.

cuyo estado era tan débil, qne para poder and^r


iba apoyado en unas muletas, toscamente construi­
das, y qne sin gran trabajo dejaban comprender la.
precipitación con que habian sido hechas.
Hasta ia puerta de la eatancáa lo habia acompa
nado Lami; en el aposento se presentó solo.
Al verlo el Emperador, acudió en su auxilio, y
le dijo:
—¿Por qué has abandonado el lecho cuando aún
eafcás enfermo?
— Porque tú irás antea que yo; porque las enfer­
medades del alma, son primero que las del cuer­
po... Porque creo que estáü al borde del precipi­
cio... Porque temo que hayas eaido en él.
—Ei que cumple con sus deberes, aunque para
ello destroce sn coraron; el qne es esclavo de ia
ley, máxime si le parte el alma, en vez do estar en
el fondo del precipicio, ha remontado sus vuelos á
las cumbres del Himalaya.
— Y tú crees ser el águila que mira fija al sol sin
deslumbrarse, y yo veo que ese sol te ha dejada
ciego.
—¿Ciego?
— Sí; pero con la memoria viva de lo que son as
te, por lo cual juzgas que las tinieblas qne te ro •
deán son rayos de luz.
—No estoy ciego,
— Tanto dilataste tus pupilas, tal cantidad de
luz absorbieron, que aún ¡inran sns efectos, y
eso te engaña. Cuando pasea,., tan sólo algunas
LA CHUZ DEL P.'SDEXTÜR. 165

.horas, quizás extierdas las manos para subir, en


vez de mover tos piés para bajar.
—¿Quieres atormentarme?
—¿Cuándo quise ni pretendí más que tu dicha
y tu tranquilidad? ¡Ah, Constantino! ¿Es cierto lo
que en vano pretendo arrancar de mi. mente desde
que supe el término de la terrible conjuración tra­
mada?
—¿Qoó ie hac dicho? ¿Qué has supuesto?
—Por boca de Contanza, tn hermana, llegó hasta
mí que Crispo y Edmundo estaban presos... y
qne... y que con Crispo se encontró á fausta.
—Es exacto.
— ¡Qué horrible torcedor!... ¡Qué martirio tan
espantoso te espera! Fansta te ha engañado una
vez más.
—Tengo pruebas inequívocas de que no filé así.
Cuanto me ha dicho resultó exacto.
—Como que estaría dispuesto por ella para per­
der á Crispo... á Crispo, á quien temo que hayas
sentenciado á muerte...
Constantino, como justificación, contestó:
—Despues de consultar al Senado.
—(Luego mis sospechas eran ciertas! Temia que
el cielo te castigara; te lo habia dicho... pero no
creí que te impusiera tan terrible expiación por
tos pecados. ¿Qué vas á responder á la vez á Mi-
nervina cuando te pregante por su hijo» víctima
inocente de las maldades de Fausta?
—Crispo es culpable.
166 L A CRUZ DEL REDENTOR.

— El tiempo aclarará si eres tú ó soy yo el que


está en lo justo.
Constantino no sabia qué responder, y buscando
un medio de rehuir aquella conversación» ó poner­
la término, le dijo:
—Nunca me hablaste con tanta dureza... No me
obligues á recordarte lo que has olvidado... que
hablas con el Emperador.
Inclinando la cabeza, contestó Simaco:
—Es cierto: me olvidé de que hablaba al gran
Constantino; pero tú tienes la culpa, olvidándote
con harta frecuencia de que te dirige la palabra el
bufón Simaco.,. El hombre que tiene derecho, el
derecho que le otorga sus deformidades, para decir
la verdad al grande y al pequeño... Que no vas á
valer tú ménos que Diocleciano; que no vas á ser
más desatento que el padre de Fausta, ni más ira­
cundo qne ésta... Los grandes déspotas me escu­
charon... Tú me escucharás también. Pero no creas
que el uso que voy á hacer del privilegio de que
gozo tendrá el mismo fin ahora que entonces...
pues si bien no puedes quitarme la vida sin desdo­
ro tuyo, en cambio yo sabré arrancármela al in­
currir en tu desagrado.
Y haciendo una violenta inflexión de voz,
añadió:
— ¡Oh, tú... espejo de la patria!... Oye á la ago­
rera corneja que abandona su nido al aparecer la®
tinieblas, y se posa junto á ti, y con sos graznidos
te dice...
L A CHUZ DEL REDENTOR. 167

Constantino, tembloroso, inmutado, se llegó á él


y le dijo:
—Calla, calla, Simaco: sobrada tormenta ruge
en mi corazon... No hagas qne surja el rayo y nos
abrase.
—De esa tormenta partió hace dias el rayo qne
te hiere en el alma... en el alma, sí, porque ya no
tiene remedio lo hecho... porque no existe la posi­
bilidad de detener el brazo que tú has levantado,
y que al herir derramará tu sangre...
Y volviendo á cambiar el tono serio por el ade­
cuado al bufón, añadió:
—Pero no temas: sobre tu brillante historia de
guerrero, que oscurecía las manchas que sobre tí
pretendió arrojar tn mujer, creyendo que te alcan­
zarían las suyas...
— ¡Calla, calla, Simaco,—repitió el Emperador
llevándose ambas manos á la cabeza.—Dispon lo
que quieras; haz lo que mejor te parezca; destruye
todo lo dispuesto... ¡Dichoso tú, que no sabes lo que
es el peso de una corona! ,
Y con paso precipitado é inseguro se alejó de
allí.
—Y Simaco quedó diciendo:
—En mal hora llegó á tí el arrepentimiento.
¿Qué puedo hacer yo? ¿Cómo detener el brazo que
Í estas horas estará segando la garganta de tu hi­
jo y la de Edmundo?
Y con más dificultades aún que hubo de Ilegal
hasta allí, se encaminó en busca de Contanza.
168 L A CRUZ DEL REDENTOR.

Poco tardó en encontrarla y en hacerle saber que


sobre Crispo pesaba la pena de muerte.
— jQué horrorl—exclamó la hermana de Cons­
tantino al escuchar k Simaco.
—Y más horror aún, porque sospecho, porque
creo firmemente que Crispo no ha procedido, sa
hiendo y conociendo la verdad, sino engañado por
Fausta y por Tiburcio.
Con tanza sabia que así era en efecto; los docu­
mentes que obraban en su poder lo atestiguaban.
Mae. ¿cómo presentarlos entonces sin aparecer
lt; verdadera causante de ja muerte de Crispo?
Si ella hubiera manifestado al Emperador cuan­
to sabia y cuanto trataba de utilizar en provecho
de Arrio, Constantino no dictara la sentencia de
muerte contra su hijo, sin antes esclarecer bien los
hechos.
Y Simaco tenia razón; era tarde para salvar la
vida del inocente, del que procedía, no en contra
del Imperio, sino creyendo que de aquel modo lo
salvaba; del que al levantarse en armas contra so
paire, era para continuar la grande obra de uni­
dad tan gloriosamente comenzada, con tanto valor
sostenida, con tanta prosperidad desarrollada, y que
parecía haber comenzado á destruirse con el poder
otorgado á Silvestre.
La perñdia y el engaño lo llevaron al camino de
perdición,., en un momento de arrebato sacó la
espada contra su padre,., y su padre, víctima de las
apariencias, se trocaba en su verdugo.
LA CftUZ DEL EBDEHTOH. 169

Si; en sa verdugo, poique aquel mismo dia de­


jaría de existir.
Las órdenes estaban en su destino; los ejecuto
res de la justicia que el Emperador mandaba ha­
cer, dispuestos á cumplirla.
Pronto corrió por el pueblo la triste noticia que
llenaba de placer á los gentiles, ai par que de mie­
do y de angustia y de dolor á los cristianos, que
corrieron á suplicar á las autoridades que aplaza -
ran con un pretexto cualquiera la ejecución, ofre
ciendo, en cambio, sus cabezas, si preciso era.
—Un plazo te pedimos ¡oh, representante de la
ley y del Emperador!—decían.—Un plazo, el su­
ficiente para que nuestras súplicas lleguen hasta
Constantino,.. No temas que su enojo pueda cas­
tigarte... porque él oyó siempre al pueblo, y el pue­
blo quiere llegar hasta é l .. Si falta puede haber
en tu conducta, estará atenuada con 1 a presión que
sobre tí egercimos... si nuestra voluntad fuese im ­
ponernos por cima de tí, la sentencia no se cum­
pliría... pero no... te rogamos, te suplicamos en el
santo nombre de Jesucristo.
¡Todo fue en vano!
Las tropas se formaron, y los presos oyeron la
sentencia que pesaba sobré sus cabezas.
Y Edmundo invocó á Tibureio para que lo li­
brara; y llamó al fogoso caballo que en más de una
ocasión lo habia arrebatado por los vientos... Mas
ni Tibureio apareció, ni el caballo se presentaba...
que en aquel recinto habian penetrado los mongea
TOMO II 22
170 LA 0B.ÜZ DEL HEDENIOR.

para cumplir con los preceptos de la santa reli­


gión.
Y la lengua de Crispo se desató en terribles im­
precaciones y espantosas blasfemias, con las cua­
les mezclaba los nombres de Tiburcio y de Fausta»
—Fausta me dijo la verdad; jo no quise creerla;
70 rechacé sus halagos al par que sus razones...
No supe distinguir entre lo cierto y lo falso... Para
mí todo era miserias do su condieion maldita.
— ¡Tú crees,—respondió Edmundo,—que te ha
dicho la verdad! Tanta verdad te dijo ella como yo;
del mismo modo ambicionaba Fausta ta perdición
que yo mismo. Porque todos conspirábamos contra
tu persona y la de ta padre... Que nuestro odio á toda
tu raza es inextinguible. Pero Fausta conspiró lue­
go contra mi... Ella es la causa de todo... de todo...
y mientras queda libre y perdonada por ei Empera­
dor, nosotros sufriremos la muerte. ¡La muerte!...
(Ah!... ¡maldita la hora en que me arrojó al mun­
do; maldito el dia en que conoció á mi padre... mal­
dita mil veces ella!... ¡Ella, que morirá ahogada en
su propia sangre!
Los verdugos penetraron en las prisiones, y am­
bos jóvenes fueron conducidos al lagar de la eje­
cución.
Crispo se creía un mártir de la patria, y su ac­
titud era arrogante.
Edmundo, por el contrario, iba abatido... veia
el infierno abierto para recibirlo; y temblaba hasta,
el punto de necesitar apoyo.
LA CRUZ S E L REDENTOR. 17 1

Un gentío inmenso acudió á presenciar la eje­


cución.
Entre aquella muchedumbre se encontraba Faus­
ta, que deseaba ver cómo rodaban las cabezas de
ambos jóvenes.
Y á un mismo tiempo se alzaron los brazos de
los verdagos.
Y á un mismo tiempo azotaron el aire...
Y á un miBmo tiempo dos cabezas rodaron por
el suelo.
. Y Fausta llevó las manos al rostro... Creía que
la sangre derramada mojaba sus mejillas.
El terrible acto estaba consumado.
Los monges se apoderaron de los restos morta­
les de loa ajusticiados, y los llevaron á recinto
sagrado para darles sepultura.
Mas sólo consiguieron enterrar el cuerpo de
Crispo... El de Edmundo desapareció al contacto
de la cruz que fueron á poner sobre sus mutilados
despojos.
Be estar cumplidas las disposiciones imperiales*
fueron portadores los arríanos y los emisarios de
Simaco.
Un dia despues partió Fausta en dirección al
sitio en donde se encontraba su esposo, con todos
los honores que correspondían á sn rango de espo­
sa del Emperador.
Fausta estaba otra vez en el envidiable puesto
que tantas veces había pisoteado. '
Era nuevamente admitida en la córte, pues esta
172 LA CBtIZ DEC B.EDENTOTI.

crevó Constantino que era la menor manera de


premiar los servicios qae le habia prestado, dán
•dolé parte de ia conjuración tramada.
¡Con cuánto orgullo caminaba rodeada de sol­
dados y con gran pompa la que pocos dias antes
iba mendigando un pedazo de pan que llevar á sus
labios, y un monton de paja sobre el cual des­
cansara su cuerpo!
Tan engreida estaba, tan llena de satisfaccio­
nes, que hasta se habia olvidado de aquellas gotas
de sangre que creyó sentir que calan en su rostro
.al cercenar ei arma homicida la cabeza de su hijo.
Los arríanos caminaban de prisa: Fausta, des­
pacio.
Aquéllos deseaban dar cuenta de lo que habían
presenciado... ésta, recibir homenajes en todos
los pueblos por donde pasaba.
Pero no tuvo el buen acuerdo de practicar una
obra de misericordia, ni de dirigir sus pasos á un
templo católico, si bien en cambio exigió que las
autoridades y la nobleza acudieran á felicitarla y
darle la bienvenida.
Por este motivo, aunque sólo habia salido de Pola
un dia despues que los arríanos, éstos llegaron á
la presencia del Emperador, sacándole una gran
ventaja de tiempo.
Constantino, desencajado, cadavérico, recibió á
los arríanos, portadores de la terrible nueva.
Le acompañaban Contanza y Simaco.
El relato de los hechos hizo derramar muchas
LA CRUZ ftBfa REDENTOR 173

lágrimas al bufón; produjo malestar en la hermana?


de Constantino, y fué acerada ñecha qne se clavó
en el pecho del Emperador.
Cuando la narración estuvo terminada, dijo el
agobiado padre:
— ¡Por qné conspiró contra ei Imperio!
Ya iban á responderle «engañado por Fau ¡>ta j
Tibureio, > cuando Contanza, por medio de una
seña, lo evitó.
Y en cambio respondieron:
—Por el valor, era digno hijo tuyo: escachó tran
quilo sn sentencia; sereno se poso en marcha para,
el lugar del suplicio.,, impávido aguardó el golpe
fatal. Aquel corazon tenia ei temple de tn raiza...
De haber vivido, seguramente hubiera sido nn hé
roe como su padre.
Aquellos elogios iban tejiendo el círculo de es­
pinas que oprimía ei corazon de Constantino.
Aunque en las palabras de los arríanos no habí»
habido una sola que pudiera perjudicar á fausta,
Simaco creyó vislumbrar algo, que deseó conocer
lo autes posible.
Mas no en presencia del Emperador.
Y esperó la ocasion, y acechó el momento.
Yu solos los tres, dijo Simaco:
—En medio de tantas desdichas, puedes tener ia
satisfacción de que tu hijo supo morir como quien
era... Que el cielo te otorgue la gracia de que tn lie
redero actual sepa gobernar como tú gobernaste
hasta el dia en que tuvo lagar el Concilio de Nicea-
174 L A CRUZ DHL REDENTOR.

deBitinia... Como espero qne gobiernes de hoy


en adelante, para gloria de Dios, del Imperio y
tuya.
También Contanza le dijo:
—Si como padre sientes dolor en el pecho por el
írijo, como Emperador debes tranquilizarte, pues
no fuiste tú, faé la ley quien arrancó la vida al de-
licúente.
De buen grado hubiera replicado Simaco; pero
«e contuvo al oir que decía Constantino:
—Tn eres la única que trata de llevar algnn con -
suelo á mi afligido corazon.
El bufón comprendió el reproche que encerraban
aquellas palabras, y sintiendo pena, quedóse ca­
llado.
Desde entonces, Contanza pasaba al lado de su
hermano largas horas, y el bnfon sólo algnnos mi­
nutos, pues le servían de pretexto las graves ocu­
paciones emanadas del despacho de los asuntos que
le estaban encomendados.
7 pasaron algunos dias sin que ningún inciden­
te viniera á turbar los ya contristados espíritus.
Mientras tanto, Fausta continuaba bu viaje hácia
la residencia de su esposo, habiéndose olvidado por
completo de lo ocurrido y hasta de Tiburcio.
Pero como los malvados jamás gozan de tranqui­
lidad, aquella mujer sufría mucho, viendo el me­
nosprecio con que era tratada en todas partes.
Por lo demás, los temores habían terminado, si
bien en las fronteras de los Bárbaros la vigilancia
LA CRT7J! DE L KRDEKFTOR. 175

no cesaba, por notarse gran trastorno y movimien­


to, y hasta señales inequívocas de algún suceso de
macha importancia.
Asi era, en efecto: á los acontecimientos anterior­
mente consignados habían seguido otros, de los
cnales daremos ana ligera idea en el capítnlo si­
guiente.
CAPITULO X

El e s c ol i o.

As de tres mortales horas habia pasado Ti~


bnrcio sufriendo ios efectos de sn ira y sus
enojos, y arrastrándose convulsivo por los
suelos, cuando nn tanco repuesto su ánimo pudo
incorporarse y darse cuenta de su espantosa si­
to ación.
— ¡Todo perdido!—exclamó.—El castillo cuyos
oimientos parecían eternos, vinieron al suelo <-n
un instante y con terrible estrépito. Crispo y Li
einio presos: el Imperio tranquilo: Silvestre gozan­
do de ios privilegios que le otorgó el Emperador ,,
Y yo... yo más desgraciado que nunca... Teniendo
que volver á empezar lo que debiera estar concluí ■
do... ¡Ah! no, Iré en busca de Torcuátito; que su
reino, aunque desquiciado; que sus tropas, aunqne
insubordinadas, eon el auxilio de las mias pene­
tren en el Imperio y arrasen y quemeu cuanto 3a
ocasion traiga á las m«nos.
LA c a r iz DEL REDENTOR, 177

7 sacudiendo con arrogancia la crispada mele -


na, llamó al potro negro de los ojos da esmeraldas,
j veloz como el pensamiento ae encaminó al lado
de Torcaátito.
El rey Bárbaro estaba escondido: el pueblo se
había rebelado contra él... Las mujeres eran las
dueñas y dominadoras del país, y los hombres las
obedecían.
Todas ellas disponían y mandaban á sa antojo y
á sa capricho: cada ana era ana reina absoluta.
Al menor acto de desobediencia mataban por sa
propia mano... Torcuátito se vio amenazado iaa de
cerca, que para saírar sa vida tuvo que huir co­
bardemente.
Tiburcio llegó hasta ei escondite del amedranta­
do rey, y con acento duro le dijo:
—Erea indigno de compasion: no mereces el
apoyo qae vengo á ofrecerte.
—No tengo ni un solo amigo... ¿Qaé quieres qae
haga en semejante situación?...
—Lo que debiste hacer: esterminar á tu pueblo
antes que huir: haber muerto antes que tolerar el
predominio de la mujer.
—Guando quise acudir al remedio, era tarde.
Corrió un torrente de sangre, y...
—Y empeoraste tu causa, porque te pareció tor­
rente lo que no lo era. Pero á tu lado me tieo.es, y
aunque un poco tarde, todo se puede remediar, si
tú accedes á mis deseos.
—'¿Cuáles son?
TOMO II. 23
178 LA CRUZ SEL REDENTOR.

—Qao tan luego como castigues á tu pueblo me


ayudes contra Constantino.
—Haré cuanto me ordenes, con tal de que las
mujeres sean vencidas.
—Serán muertas; vencidas, no. La mojer sucum­
be, pero no se rinde jamás ante la fuerza. Sólo así
pudo el cristianismo llegar á lo que ha llegado, con
el auxilio de la mujer: elías fueron al martirio con
más valor que los hombres... ni una sola apostató
de la religión de Cristo ante la noguera ni las afi­
ladas garras ¿e las fieras: ellas condujeron, con la
sonrisa en.les labios, al anfiteatro, ú ios séres más
queridos: ellas se desposeyeron de sus bienes en
favor de los Obispfls. La mujer... la mujer es in­
vencible mientras no se aabe herirla en la fibra
del amor.
—¿Y piensas poner ese remedio?
— Aquí es ioútil; pues sena obra de mueho
tiempo, y no disponemos de él... Los cristianos co-
meazaron so» trabajos desde Moisés... La primera
piedra del edificio, fné María... la madre del Na­
zareno. Desde entonces, la mujer fue la esperanza
y el consuelo: libre comó el hombre, pero sujeta
por los lazos de'la religión, era el ángel del hogar...
laque se ennoblecía al ser madre: la que tenia de­
recho para aconsejar al hombre: la que no estaba
expuesta al c&prióho de! poderoso. Moisés prohibió
ol adulterio... la mujer casada era un objeto sa­
grado... ¿Tenemos nosotros espacio para hacer
todo eso?
LA CROZ DEL REDRNIOR. 179

— [Ah! no.
—Entonces no queda otro recurso qne el exter •
minio: el dia en que no baya ni una sola mujer
en tu reino, tendrás que buscarlas en otros... y en­
tonces, sólo entonces, una á uua podrás sajelarlas
á tu voluntad.
«—¿Pero cómo quieres que realicemos tu plan,
ciando los hombres están hoy siendo los esclavos
uo esas furias desenfrenadas? ¿Quién llevará el ex­
terminio á cabo?
— Yo, yo que vengo en tu ayuda.
—¿Con quién cuentas?
—Con aquellos poderosos soldados que supieron
derrotar á los tnyos.
— ¡Rcmauos!
«—No: sube! i tos míos: ejércitos de otras regiones
que ni quieren ni ambicionan para nada tu reino,
que es un átomo sobre la tierra. Yo aspiro á ser
Emperador... pero Emperador de todo el mundo...
<le cuanto abarca eí pensamiento guiado por ía am­
bición. 8 é mi auxiliar, como yo vengo á serlo tuyo,
y nada temas.
—Dispon lo que quieras.
—Ven conmigo.
Y ambos salieron de la cueva en que Torcuátifco
se encontraba; y al desceuder ai llano quedó asom­
brado vierido en correcta formacion á aquellos
aguerridos escuadrones que parecían de fuego.
— ¡Los invencibles!—exclamó Torcuátito.
—Si, los invencibles, — respondió Tiburcio.—
180 LA CHUZ S E L HKDÍÍKÍOií.

Los que, sin embargo, acaban de ser derrotados


sin haber entrado en acción, por la maldad de
Fausta,
—¿De Fausta?
—Ya sabrás lo que ha hecho; por ahora, lo pri
mero es qae ie pongas al frente de esas tropas y
acometas á tus enemigos; jo te acompañaré; pero
es preciso qne tú los dirijas para qne taja sea la
victoria.
—¿Me obedecerán?
— Como á mí.
Y Torcaátito se paso al frente de las legiones in­
fernales, j se encaminó Lacia su palacio, albergue
de aquellos qae habían querido elegirlo para sa
morada.
Ante la vista de los soldados de faego, las mu­
chedumbres huian espantadas.
—Ya lo vea, —le dijo Tiburcio.—Los qae ayer
te despreciaban, hoy te temen. Foca resistencia
encontrarás en los hombres... pero no sucederá
igual con las mujeres... esas, te presentarán la ba­
talla.
En triunfo fué marchando Torcaátito largo es­
pacio, consiguiendo qae aquellos que en un princi­
pio huian ante él, poco á poco se le unieran.
Mas llegó ei momento anunciado por Tiburcio,
j ana lluvia de piedras cayó sobre los soldados.
Estaban en la garganta de dos grandes monta­
ñas, y las piedras eaian desde las cumbres.
Torcuátito no sabia qué partido tomar.
LA c a u a DEL KJEDBSTOR. 18 1

Betroceder al llano era confesarse vencido; pro­


seguir el sendero, una temeridad sin resultados;
intentar subir á las montañas, un imposible.
En su perplejidad, nada disponía.
Y Tibureio se le aproximó y le dijo:
—¿Ea qné te detienes? ¿Cuáles son. los obstácu­
los qne te alejan?
— ¡Son tantos!...
—No veo ninguno: dispon qne se queden aquí'
algunos soldados, y que los otros, divididos en doa
grupos, retrocedan y ataquen por ia espalda á los
qne están en las altaras.
— ¿Qué conseguiremos con eso?
—Que mientras tratan de bajar para apoderarse
de tí, sean sorprendidos y mueran,
Torcuátito, aunque poco convencido, dispuso le
que le habia indicado Tibureio.
Y una hora despues, las mujeres, en bandada,
Be hallaban en 3a terrible garganta, donde los sol­
dados que habian quedado con Torcuátito las acó
metiao dándoles la muerte.
Alguna pudo escapar, y á todo correr comunicó
el desastre á las qne en un inmenso bosque vivían
como fieras.
La noticia produjo grande alarma; pero mayor
fue aún á la presencia de los soldados.
Atacarlas allí, era exponerse á que muchas se es­
caparan, y como el proyecto era qne ni una sola
quedara con vida, Torcuátito volvió á vacilar.
— jNo sirves para nada!—le dijo Tibureio.
182 LA CRUZ DEL REDENTOR.

— Yo acato tn voluntad; manda: cuanto dispon­


gas será aceptado y aprobado por mí.
Poco tardó Tiburcio en hacer uso de aquella au­
torización.
Y menos aún en rodear de nn círculo de fuego
la inmensidad de aquel bosque.
—¿Qaé te parece, Torcuátito?
—Tan grande y tan sorprendente, como no pudo
Imaginarlo el deseo.
Los gritos de enojo en un principio, las: impre­
caciones ¿espues, y por último los ayes de dolor,
llegaron hasta el rey Bárbaro, que satisfec ho abra­
zó á Tibnrcio, y le dijo:
—No me explico cómo no venciste mil veces á
Constantino,
— ¡Dispone de nn arma invencible! ¿Ves el mie­
do y el terror que produce entre los que habitan en
el bosque el círculo de fuego que cada vez los va
estrechando más, y que terminará por convertirlos
en cenizas? Pnes bien: mayor miedo y terror expe­
rimentan mis sóida los y yo ante el arma terrible
que posee Constantino.
—¿Tan mortífera es?
—Por el contrario... da la vida eterna.
—¿Cómo?
—Tú no estás impuesto en la religión de los
cristianos, y por lo tanto no habías de compren-
derme; tú has oido hablar de esa nueva ley que ha.
destruido los ídolos, y que proclama un solo y ver­
dadero Dios... qne puso término ai politeísmo...
LA ORUZ DEL REDENTOR. 183

que destruyelos templos y los anfiteatros... qne


coloca las estatuas de los dioses en sus museos
para recuerdo de la barbarie de loa siglos pasados.
—Y esa religión, ¿es la verdadera? ¿Puede serlo?
—Desgraciadamente, si. De no serlo, ¿podría
más qne yo? ¿Me produciría espanto? ¿Temblaría
ante el signo que le sirve de lema y de essudo?
— No puedo creerte.
—¿Por qué?
—Porque yo no comprendo eso que llamas Dios;
para mí sólo existe uua divinidad, que ni vemos ni
comprendemos.
—Es que los cristianos llaman Dios á lo que tú
llamas divinidad... á ese algo, que ni ven ni eom
prenden... pero que sienten dentro de sus almas,
con el fuego que presta la fé.
—¿Pues no adoran en un hombre que llaman
Jesucristo?
— Sí; á Jesucristo, hijo de Dios y Dios mismo.
—Eso es absurdo.
—Así lo creen los arríanos; así al ménos lo sos­
tienen; pero están en un error. Dios, ó sea la divi­
nidad, quiso tomar forma humana para redimir á
los hombres de mi poder, esto es, para que nunca
pueda yo sobreponerme á los designios del cielo.
Y enseñó á los hombres cuán fácil era cumplir
los preceptos que dictó á Moisés en el monte Si*
naí, cuando ae saben dominar las pasiones de la
carne.
—-Entonces, ¿Jesucristo fue un maestro?
184 I»A CRUZ S E L REDENTOR.

— Sí; un maestro que predicó con el ejemplo al


par que coa la palabra.
—¿Dónde puedo estudiar sus libros?
—No escribió libro alguno,
Torcuátito hizo un movimiento de desprecio, y
despues dijo:
—Mal pueden entonces discutirse con precisión
sus doctrinas.
—Sólo escribió una vez.,, y sol»re arena.
— Cuéntame eso.
—Te lo diré en pocas palabras.
—Te escucho.
—El pueblo judío castigaba el adulterio con la
muerte; la mujer que olvidando sas deberes aban
donaba á su marido, moría, por regla general, á pe­
dradas. Una de esas mujeres llegó huyendo de los
que intentaban matarla, hasta los piés de Jesús,
que sin moverse preguntó al pueblo por qué la per­
seguían de muerte.
—¿Y qué le contestaron?
—La verdad: que era adúltera, y que con arre­
glo á la ley debía morir.
—¿Y qoé respondió Jesús?
—Con la varita que tenía en la mano trazó unos
signos sobre la arena... y el pueblo huyó dejando
á la mujer con vida.
—¿Qué decían aquellos signos?
—Pues decían: «El que de vosotros esté sin man­
cha, que la arroje la primera piedra.» Desde aquel
dia, la ley que autorizaba á cualquiera para matar,
L A ORTJZ DEL REDENTOR. Í85

quedó modificada... El pueblo no podia tomarsela


justicia por su mano.
— ¡Ah!
—La aplicación de las leyes correspondía á las
autoridades.
—¿Y qué delitos cometió para que le sentencia­
ran á muerte?
—Delito, ninguno: pero los Emperadores temie­
ron que el pueblo le proclamara, que ciñera á su
frente la corona de oro y pusiera en sus manos el
cetro y en sus hombros la púrpura, y decretaron
su. muerte.
—¿Estás seguro de lo que dices?
— Lo estoy: ¿qué otra cosa significa, si no, la co­
rona de espinas que colocaron sobre su cabeza, la
caña que pusieron en 3us manos y el pedazo de tela
roja que echaron sobre sus hombros? ¿A qué venia
la inscripción que fijaron sobre el tos i o madero en
que le arrancaron la vida como hombre? Aquellas
cuatro iniciales querían decir: Jesús Nazareno, Rey
de los Judios.,. Ya vea el sarcasmo eon que le lla­
maban rey.
—¿Pero murió?
—Padeció y murió.., pero sólo para enseñar al
hombre; pues al tercero dia, mostrando las señales
de los clavos en las manos y en los piés, y la lan­
zada que le dió en ei eostado Longinos el ciego,
entre resplandores de gloria, remontándose en los
aires, se perdió entre las nubes.
—¿Y nadie le ha vuelto á ver?
TOMO II. 24
186 r,A CRUZ DEL REDENTOR.

—Sí; varias personas le vieron daapnea, para qne


el testimonio de sa resurrección quedara consigna­
do como indudable, ¡Cuánto ha variado desde en­
tonces el pueblo judío! ¡Cuántos imitadores ha t
nido Jesús! Pero ninguno pudo llegar hasta EL '
— Será cierto cnanto me estás diciendo... pero
sin una prueba palpable, no lo creo.
— ¿Cuál te bastarla?
— No puedo decírtelo.
— Y ¡sin embargo, algo está concibiendo tu ima­
ginación en estos momentos.
— E b verdad: algo.:, pero no acabo de darle
forma.
—No lo intentes siquiera.
— ¿Por qué?
—Porque te retiraría mi amistad. Porque en un
momento el incendio quedaría extinguido, y tú en
poder de tas enemigos. Olvida por completo lo que
te he dicho, ó teme mis enojos. ¿Quieres pagarme
con una negra ingratitud, como otros muchos? In ­
téntalo y perderás la vida... La vida, y. las dichas
que yo te prometo... Dichas que ves y que tocas;
placeres que satisfacen tus deseos... Los cristianos
confían en lo que será después... Para conseguir,
necesitan merecerlo.. Yo, en cambio, comienzo por
dar. Ningún cristiano te hubiera librado del furor
de tu pueblo; y yo... yo te he devuelto la corona. Toa
enemigos perecen todos juntos por mi propia vo­
luntad y en obsequio tuyo... ¿Quién puede ofrecer­
te más de lo que yo te doy?
LA CRUZ DKL BSDENTOtt. 187

Torcuátito habia inclinado la cabeza sobre el pe­


cho, y no respondió.
Aquel silencio produjo la ira en Tiburcio, que
encolerizado gritó:
— ¡Apagad el incendio, y qne Torcuátito muera]
Y los soldados se lanzaron hacia ¡a hoguera, pe­
ro retrocedían espantados.
El rey Bárbaro dirigió la vista en dirección del
monte qne ardía, y levantando el caballo qne mon­
taba al galope, se encaminó al incendio. .
Tibureio lo siguió, y ya cerca de las llamas, tra-
lando de detenerlo, le dijo:
—¿Qné intentas?
—Ir donde me llama la prueba palpable que pre­
tendía. Mira: en el cendro de la hoguera hay una
cruz de fuego...
Y obligando al caballo á apresurar la marcha,
añadió:
— ¡Yo ereo en Jesucristo!
Tibureio blasfemó; quiso detener á Torcuátito...
pero era tarde;, había penetrado entre las llamas, y
las cruzaba ai escape tendido del caballo sin expe­
rimentar lesión alguna.
Momentos despues la cruz se destacó con toda sn
severa y rígida magnificencia.
Torcuátito titubeó en abrazarse á ella, y cayó en
tierra.
Repuesto un tanto, buscó por todas partes la
«rnz, y nada distinguieron sus ojos.
Fijó sn atención en ei sitio donde se encontraba,
188 LA ORtZ DEL REDENTOR.

y por más qne hnbo de pretenderlo, nada distin­


guía que le hiciera recordar aquel paraje.
Y estaba solo» completamente aolo.
Ni voz humana respondía á la suya, ni cántico
de ave heria su tímpano, ni rugido de ñera llegaba
hasta él.
Le habia faltado la fé en el momento de salir de
las tinieblas al mando de la verdad, y tenia qae
expiar su pecado.
Habia pedido una prueba palpable, inducido por
las palabras de Tiborcio...
Tuvo ia prueba... pero débil de eorazon no cum­
plió como debía; su pecado no era el de la igno­
rancia.
Pero habia dado el primer paso en la senda de la
gloria, y con perseverancia fácil le era llegar al fin.
Así debió comprenderlo; pues con acento firme
pero no orgulloso, dijo:
—Yo encontraré la cruz.,,
Y añadió despues:
— Aunque en buscarla invierta toda mi vida.
Y sin darse razón del camino que emprendía,
cóm erizó á andar,
Entre toioa los desengaños que habia sufrido T i­
burcio, ninguno le produjo tanto efecto ni tan
grande como aquél; pues trabándose de un hombre
de las condiciones de Torcuátito, jamás pudo ni
aun remotamente soñar on su converaion.
No ae fijaba en que él mismo habia sido oon sus
palabras la causa de aquella metamorfosi a...
LA OJRÜZ SEL REDENTOR. 189

Había olvidado que una de las penas a que está


condenado el ángel malo, es á ser eterno panegi­
rista de las verdades celestes y del cumplimiento
exacto de las promesas de Jesucristo.
Al aparecer la cruz de un modo claro 7 distinto
en el centro de las llamas, huyó, lanzando terri­
bles imprecaciones, y golpeándose la frente y el
pecho.
Pero tanta era su soberbia, que ni siquiera hubo
de pensar en Luzbel, cuando apareciéndosele le
dijo:
—A pocos de I03 míos otorgué tantos favores
como á tí, ni les hube de conceder tan grandes pri­
vilegios; pero esos pocos, si bien fueron tan torpes
y menguados como tú, al ménos reconocieron su
falta de ciencia del mal, para secundar mis propó­
sitos.
— ¿Estás descontento de mí?
—¿Qué hiciste en mi provecho? El único amigo
que tuviste, fué tan torpe como tú... Yo pude apo-
derarme de su cuerpo... pero no de su alma... Al
recibir el golpe de muerte, se acordó de lo que tus
padres le enseñaron, y repetia una oracion cristia­
na... En cuanto á Crispo, si bien se alzó contra su
padre, ha muerto arrepentido, y no sólo cristiano,
sino católico... Ye lo que acabas de hacer con Tor-
cnátito; y si todo esto no te es bastante, corre al
lado de Constantino y podrás contemplar cómo tu
amiga Fausta llega triunfante al lado de su esposo,
y aunque tropezando como siempre en el escollo de
190 LA CRUZ DEL REDENTOR.

Simaco, prepara el terreno para el logro de sus


fines.
—Es cierto que anduve torpe; pero» ¿qué has he­
cho tú en el tiempo que ha trascurrido? ¿Voleaste
la nave en que iba Elena? ¿Qué provecho hemos
sacado de ta apoyo á Jos arríanos? ¿Para qué sirvió
el Concilio de Nicea, cuya celebración favorecimos
por cuantos medios estuvieron á nuestros alcances?
Lo que tú no consigas, ¿debes pretender que lo al
cauce yo? Tus faltas son mayores que las mías...
los perjuicios que nos has causado á todos no pue­
den compararse con mi desgracia.
—¿Te rebelas contra mí?
—No; pero me defiendo. Déjame espacio,., que
yo te juro que sabré ganar más tarde ó más tem­
prano lo que me prometiste.
—Pues bien; véte al lado de Constantino: allí
tienes ahora poderosos elementos para Juchar; jun­
to á Fausta está Contanza.., Incliua ei ánimo de
Constantino en favor de Arrío; en eso te servirá tu
antigua amiga con gran placer; perdónala en apa­
riencias, y con astucia y maña indúcela á que ma­
te al Emperador.
—¿Y qué conseguiré con eso?
—Que ó bien ella se haga dueña de la corona, y
entonces Silvestre está derrotado, ó que proeJame»
Emperador á cualquiera de sus hijos, en cuyo caso
la madre gobernará también, y las persecuciones
acabarán con los cristianos. Ya ves que hasta te
maico el plan y te doy los elementos.
LA CR U Z DEL 112DENT0R. 191

—¿Y por qué no me ayudas? Entre los dos, todo


seria más fácil.
—Tengo que ir á otro lado. Tú no te acuerdas de
uno de los más poderosos enemigos que tenemos,
para entretenerte en echarme en cara que nada
conseguí hasta ahora, y recriminarme.
—¡Ah!... Te refieres á Elena.
— Sí, á Elena, que está en Jerosalén esperando
las órdenes de su hijo para comenzar la demolición
del templo de Vénns... Si esa orden llega; si contra
todos nuestros esfuerzos reunidos consigue remo
ver los cimientos, abrir ia tierra y encontrar lo que
busca... ¡ah!... entonces todo mi poder, absoluta­
mente todo, perecerá.
—¿Y te darás por vencido?
—Eso jamás; mientras mayores sean los triunfos
de los cristianos, mayor será mi conato por des­
truirlos, por aniquilarlos.
—Veo qne los odias tanto como yo.
— ¡Qué sabes tú lo que es óaio! Lo que sientes
h&cia nuestros enemigos, comparado con lo que yo
experimento contra ellos, por grande que sea, no
puede llegar á la mitad,
— ¡Qaién ¡sabe!
--L o sé yo; ¿gozaste tú de las dichas del cielo y
de las alegrías de la gloria? ¿YisLe, ni puedes ima­
ginarte las ventaras etern&IeaV ¿Qné has perdido tá
que pueda afligirte con su recuerdo?,,. Yo, en cam­
bio, ¡cuánto no he perdido!
— ¡Te quejas, y ciñes ana corona!
192 LA CRUZ DEL &BDEMTGR,

—Sí; pero de hierro candente: que quema y opri­


me mis sienes... que como la que tú pusiste á Faus­
ta, me obliga á inclinar la cabeza al suelo... me
impide alzar la cabeza y dirigir las miradas á esa
mansión que para siempre perdí. Piensa lo que
quieras, opina como te acomode... pero ten la se­
guridad de que, comparado conmigo, siempre serás
un hombre dichoso.
Y llorando de despecho, se alejó.
Mal impresionado quedó Tiburcio con las pala­
bras pronunciadas por Luzbel, y cabizbajo y pen­
sativo emprendió el camino, dispuesto á cumplir
los encargos que se le habían encomendado.
Mas no con aquella precipitación que hasta en­
tonces caminó siempre; sino con paso lento y an­
dar inseguro.
La desconfianza comenzaba á entrar en su pe­
cho; lo que hasta entonces le pareció fácil, lo ha­
llaba difícil, por má3 que sin perder del todo la
esperanza y la ilusión del triunfo.
Triunfo lejano, no próximo, como hasta enton­
ces habia sonado... pero de todos modos, triunfo
sobre la Cruz del Redentor.
Durante su marcha, en la cual mil veces se le
presentó el cadáver de su madre y la amenazadora
figura de su padre lanzándole su terrible maldi­
ción, entraba Fausta en la residencia de su espo­
so, sonriente y satisfecha, como si tomara ai lado
del esposo amante, despues de un corto viaje, más
hijo del capricho que del mandato imperial.
LA CRCZ SSL RKDSHTOR.

Fausta no encontró excesivo el aparato ni el lujo


ostentado para recibirla.
En sn satánico orgullo se juzgaba digna de ma­
cho más.
A su llegada no vió al Emperador; pero tampoco
&Simaco, cuyas terribles barias y amargas verda­
des la hacían enfurecer con pasmosa rapidez.
El Emperador podia perdonar á Fausta, pero
Constantino no era posible que olvidase las ofen­
sas recibidas de la esposa.
Como jefe del Estado romano, premiaba á la qne
descubrió la conjuración... como hombre, rechaza­
ba á la adúltera.
Contanza faé la encargada de recibirla y de He*
m ía á la presencia del Emperador.
Fausta, al entrar, dirigiéndose á él le dijo:
—Te doy gracias, ¡oh, esposo mió! por haberme
vuelto á tu gracia, de la cual espero hacerme digna
con todo mi corazon.
Y arrojándose á sas pies intentó besárselos.
El Emperador la contuvo, mandándola levantar,
y dándola esta contestación:
—Yo no soy tu esposo más que en el nombre: si
no te repudio pública y solemnemente, es porque
eres la madre de aquellos que algún dia ceñirán la
corona del Imperio. Ta lealtad como romana, que­
dó demostrada: el Senado creyó de justicia pre­
miarte, y echó un velo sobre tu pasado... pero no
tan tupido que oculte do un modo absoluto tu his­
toria ante mis ojos. Perdonada estás: libre eres...
TOMO IZ. 25
194 IíA c k v z mer. s e d b n t o r .

por tus creencias religiosas, no serás molestad*...,


Pero cuida mucho de no provocar mi enojo, pues
el qae contra los Latidos de sa corazon dictó la sen*
tencia de sn hijo, no titubearía en dictar la taya-
Y estendió la mano en señal de qae el acto es­
taba terminado.
Risueña y complacida habia entrado, como queda-
dicho; pero seria, y demostrando contrariedad y
enojo, salió de la presencia del Emperador.
Como al llegar, Contanza hubo de acompañarla,
y ya faera del recinto, le dijo:
—No sientas pena por lo qae ha pasado, qne ye­
te prometo trabajar en favor tuyo, si tú por tu
parte me apoyas en mis pretensiones. Confia en
mí, y cree qae pronto serás la esposa del Empe­
rador.
—Te engañas, Contanza.
—¿Por qué?
—Porque en las palabras pronunciadas por Cons­
tantino he notado ana cosa qae de seguro pasó in­
advertida para tí.
—¿Cuál?
—Que repetía ana lección estudiada.
— ¿Cómo puede ser eso?
—Siendo el eco fiel cuanto me ha dicho, de los
consejos de Simaco.
—No lo creas; hoy tengo yo más predominio so­
bre él que el bufón. Durante ta ausencia, han cam­
biado macho las cosas... Simaco, más que el bu­
fón, es en la actualidad su secretario y amigo.
LA CHUZ D I REDENTOR.

—De todos modos, puede hacerme macho daño:


Simaco me odia.
—¿Qué te importa, si en cambio cuentas coa mi
amistad?
—Poderoso auxiliar eres... mas...
—Confia en mí: anidas, lograremos más de lo que
fcú puedas imaginarte. Yo tengo muchos y bueno»
amigos, que...
—No te fies de los cristianos.
—¿Ignoras que soy arriana?
Esta pregunta fué un rayo de esperanza para
Fausta, que por respuesta abrazó y besó á la her­
mana de su marido.
CAPITULO XI

El lobo y la hiena.

o se había equivocado Fausta al decir qne

t Constantino habia expuesto lo que Simaco


le aconsejó de antemano; paes dos dias an­
tes de su llegada, ei bufón abordó de frente con
Emperador el gravísimo suceso que iba á tener
lugar.
—Entre tu esposa y tú media un abismo,—le
habia dicho.—El abismo estaba lleno de lodo y de
podredumbre... ahora lo creo rebosando sangre
inocente... Tiempo tienes de olvidar... por ahora
basta con que perdones.
A esto habia contestado el Emperador.
—Oreo infundadas tus sospechas en la ocasion
presente: todas las pruebas están en sn favor.
Y Simaco le replicó:
—To madre marchó tranquila, porque Lami y
L A CRUZ BEL RE&ENTOR. 19 7

j o quedábamos á tn lado... ¿Qaé le responderemos


cuando nos pregunte cómo hemos correspondido á
sn confianza? Bien quisiera qae en mí brotase la
idea de qne Faaata se habia regenerado... Cree
qae lo deseo con toda el alma... qae diera mi vida
porque fuese cierto su arrepentimiento... ¡Oh,
Constantino!... No me niegues la última gracia qae
he de pedirte en el mundo... Concédeme espacio, el
qne creas prudencial, para que yo investigue...
pues te jaro por el cariño que te profeso, qae de ser
Fausta la mujer arrepentida, como parece, yo la
serviré de rodillas.
Ante tales palabras, Constantino cedió, dando
el plazo de un año, y entre ambos convinieron las
palabras que llegaron hasta la orgalloaa é infiel
consorte en el acto de la entrevista.
Dorante los primeros dias, Fausta, ya bien por
estadio propio, ya bajo las inspiraciones de Ccn-
tanza, nada hacia ni nada hablaba qae al menos
en apariencias fuese digno de reproche.
Y el Emperador comenzó á temer que el plazo
señalado era demasiado largo.
Así se lo manifestó á Simaco, qae con tono gra­
ve habo de responderle:
—Tengo ta palabra empeñada: el Emperador
tiene el deber de no equivocarse,
—Y sin embargo, tú crees que equivocado andu­
ve al dictar ja sentencia de Crispo.
—No: én caso de haber error, no será tuyo, sino
del Senado.
198 LA CRUZ DEL REDENTOR.

Aqueila respuesta biza exclamar á Constantino:


— No debo fiarme de tí,
—¿Por qué?
— Porque la adulación ha brotado en tus labios.
—Mi afan constante fuá siempre complacerte:
cuando la verdad te agradaba, la verdad te decía...
ahora que te halaga la mentira, obligado estoy á
ser mentiroso.
— lAh!... ¿Lnego crees?...
—Lo mismo que tú, Pon la mano sobre el cora-
zon y d í m e : ¿estás satisfecho como Emperador?
¿Tranquilo como padre?
Constantino quedó callado.
—¿Qué es eso? ¿Vacilas en responderme, tú...
tú el gran Constantino ante cuyo valor y decisión
parece pequeño recinto toda la tierra? ¿Consiste
«so en que quieres mentir y no sabes ni puedes?
Despréndete por un momento del esplendor de la
púrpura, sé hombre, y como hombre habla. ¿Quién
te escucha? Nadie, pues nadie soy: mis palabras no
tienen fuerza ni valor ante los jueces... ¿qué te­
mes? Besponde á mi pregunta.
Y Constantino, haciendo un esfuerzo, respondió:
—No, no estoy satisfecho como Emperador... no
estoy tranquilo como padre.
—Y sin embargo deseas acortar el plazo señala­
do... Despues de lo que me acabas de manifestar,
te devuelvo tu palabra empeñada,.. Señala término
nuevo á mis investigaciones.
— Déjame reflexionar.
L A CEDZ DEL REDENTOR. 199

Simaco salió; mas en breve estuvo al lado de


Constantino, siendo portador da nn pliego.
—Toma,—le dijo,—es de tn madre.
Constantino rompió los sellos, y aún no había
tenido tiempo de leer algunos renglones, cuando
dejando caer la mano en la caal sostenía el escrito,
llevóse la otra á los ojos.
Alarmado Simaco le preguntó:
—¿Qué funesta nueva contiene ese pliego?
—Aún no lo sé, y tiemblo.
— ¡Tú!... ¡Tú temblar!
—Y ni faerzas tengo para leer lo que mi madre
me dice. Me pronosticaste un faerte castigo... No
di crédito á tus palabras... jAhora voy temiendo
qne las penas que me aguardan serán aún mayores
que lo que tú mismo pudiste imaginar y creer.
—¿Pero qué te dice tu madre?
—Tú vas á leerlo: yo no tengo valor para con­
tinuar fijando mis ojos en esas letras.
Y Simaco, tomando de manos del Emperador el
pliego, leyó de este modo:
«Te escribo con lágrimas que nacen del corazon,
que inundan los ojos, y que hieren el alma.
»Como aquel dia en que el fiero león trocado en
manso cordero lamia mis pies, la duda ha surgido
en mi.
«Entonces no pude esplisarme lo que aquello
significaba... ahora tampoco me explico lo que han
visto mis ojos... lo que tú tal vea podrás darme re­
suelto.
200 L A CRVZ DJSÍ, KEDJBHTOB.

«óyeme con atención. Estaba contemplando lo


qne te oí llamar grandezas del arte gentílico: esta­
ba fija mirando las moles de piedra que arrogantes
desafian al tiempo y á sns inclemencias, pero qne
nada valen ni significan ante el poder de Dios,
estando quedé éxtasi ada, y el soberbio edifisio dedi­
cado á la falsa deidad, á la impúdica Yénus, desapa­
reció por completo ante mis ojos.
¡►Trataba de investigar el significado de aquella
maravilla,., pero no tuve espacio para conseguirlo
como era mi deseo.
* ¿Sabes por qué? Porque Roma apareció como si
brotara del centro de la tierra, y vi á un guerrer©
que apresurado marchaba contra ella blandiendo
airado el brillante acero.
»Y vi luego, que no iba... que lo llevaban; qae
una mujer hermosa pretendía enloquecerlo... que
él se rebelaba contra la seducción...
»Y una espesa capa de tinieblas lo envolvió todo
de repente.
»L& lúa surgió de nuevo, y llena de horror y d©-
espanto vi levantarse el cadalso... la terrible es­
pada de la justicia, herir sin piedad... una cabeza
que rodaba, y una voz que decía: Mijo condenado in­
justamente. »
Al llegar aquí, Simaco dejó de leer para fijar sus
ojos en el Emperador.
Y con marcado tinte de melancolía y tristeza, le=
dijo:
—Tu santa madre ha visto la verdad que tú car-
LA CRUZ DEL REDJSBIOft. 201

raste loa ojos para uo ver. Ya no necesito plazo


alguno... Ya tengo el convencimiento íntimo de
que Crispo ha muerto inocente. De que él era el
guerrero que marchaba sobre Roma; que Fausta
era asimismo el genio del mal que le empujaba, y
que tú, al blandir la espada de la justicia, has con­
denado injustamente á tu hijo.
—Sí... eao debe ser... y si lo es... ¡Ah!... el ra­
yo exterminador no podrá igualarme.
—Templa tu enojo y tu dolor. Sin pruebas ple­
nas, sin demostraciones palpables, jamás se debe
proceder... Jamás, ni aun existiendo el íntimo con­
vencimiento moral.
—¿Pretendes defender ahora?... %
—Nada más lejos de mí; lo que quiero es evitaras &
te que, habiendo aparecido justiciero al no serlo,'V 1
no te llamen verdugo y tirano al hacer justicia. Ss
Aguarda sin plaao fijo; pues así como para ejercer
el bien jamás es tarde, para aplicar el castigo á los
culpables tampoco lo es nunca.
— ¡Crispo inocente!... ¡Fausta la que!... ¡Ah, Si-
maco, y cuánto me queda que sufrir!
—Piensa ahora en lo que vas á contestar á tu
madre; pues esta carta pide respuesta,
—Ni puedo, ni debo engañarla.
—Pero necesitas ver el modo mejor, el más ade­
cuado de decida la verdad: pudiera suceder qae
así como fuiste demasiado crédulo para con tus
enemigos, resultases ahora duro y cruel para con­
tigo mismo.
I0M0 II. 26
202 LA CIUIZ DEL REDENTOR.

—Tú llamabas falta á lo qne sin duda fné nn


«tímen espantoso.
—Yo no ereia que las cosas pudieran llegar á
semejantes extremos; pero la voluntad divina, en
ana altos designios lo dispuso de otro modo. La
enfermedad pedida por mí á Jesucristo en aliño de
la que padecías, me retuvo alejado de tu presencia
durante el plazo en que más neceaario hubiera sido
que no me separara ni un instante de tn lado.
— ¡Es verdad!
—De haber sucedido las coaas de otro modo; de
haber estado junto á tí... Yo te juro que, hasta en
contra de la opinion del Senado, no dictaras la
sentencia de mnerte de tn hijo sin antes haberme
arrancado á mí la vida. Porque te hubiera dicho
lo mismo que ahora: que no basta el convencimien­
to moral para privar á nn sér de 3a existeneia, así
«orno tampoco habiendo prueba plena, es lícito cas­
tigar, si la conciencia rechaza lo que aparece ante
la vísta. Keunidas las dos coaas y admitidas las le­
yes crueles y contrarias á las doctrinas de Cristo,
es tan sólo cuando con pulso tembloroso y corazon
oprimido se puede... aunque no se debe, matar á
un semejante.
—Según eso... ¿tú modificarías las leyes?
—Sí; poniéndolas en consonancia con los pre­
ceptos consignados en las Tablas de la Ley, única
co3a que llegó haata nosotros del pueblo judío, san­
cionado por Jesucristo.
—No es posible, dada la condición humana.
L A CRUZ DEL REDENTOR. 203

—Lo qne no es posible y sin embargo se hace,


«3 usurpar atribuciones á la divinidad. Díme, Cons­
tantino, ¿juzgas acertado y plausible que lo que tú
des de buena voluntad, lo quites al dia siguiente
por capricho?
—De ningún modo. v
— Y entonces, ¿cómo te crees dueño de quitar lo
que con todo tu poder no está en tus manos conce­
der? ¿Eres tú quién para otorgar la vida? Pues,
¿cómo has de ser árbitro para dar la muerte? Crée­
me, Constantino; la obra es de muchas generacio­
nes, de muchos siglos... pero cuando llegue el mo­
mento dichoso en que todos los hombres se amen
como hermanos, si hay uno que piense en matar,
como él mismo ao se convierta en verdugo, no ha­
llará quien dé cumplimiento á sas deseos. Pero nos
hemos separado del objeto que me hizo venir á tu.
presencia.
— ¡Ahí... sí; ¡la carta de mi madre!
—A la cual tienes que responder en justicia; sin
atenuar tu delito... tu falta,.. Pero sin recargar
con vivos colores el acto que has cometido. Crispo
iba engañado... engañado procediste tú también...
Ambos procedisteis con ligereza...
-Pero él pagó con exceso la saya, y yo... mien*
tres que yo...
—Tú recibes mayor castigo que él, Tu hijo mu-
rió como cristiano, como católico; su alma gozará
de la mansión de los justos y bienaventurados...
Tú conservas la vida,., pero amargada por el re­
204 LA CHX¡a DEL KEDENTOK.

mordimiento... El suplicio de Crispo fue corto...


el tajo... ei tuyo dorará toda tu ?ida.
—Dices bien... ¡Cómo arrancar el remordimien­
to de mi conciencia!
—Escribe á tu madre: quizás de ese modo ali­
vies en parte el peso qne te abruma.
Abrigando la esperanza de conseguir escribien­
do el lenitivo de que Simaco le habia hablado, el
Emperador se retiró sintiendo que el corazon se le
desgarraba en el pecho.
—He sido cruel é injusto,—decía.—¿Por qué
Dios me ha dejado de su mano?
Como acontece siempre, aquel hombre, al persua­
dirse de sas errores, buscaba sobre qnién echar el
peso de sus faltas; j nada más fácil, pero tampoco
más improcedente, que hacer responsable á quien,
colocado en el justo medio, deja ai hombre en li­
bertad de qne tome el camino qne mejor le parez­
ca, para que en su dia pueda ser responsable de sus
actos.
Desde el cielo, y por mediación del grito de la
conciencia, llegan constantes avisos y advertencias
á los seres humanos.
Estos avisos jamás inducen ai mal.
Ei hombre más corrompido, el sér más deprava­
do, en toda ocasion pecaminosa encuentra algo qne
lo detiene, que trata de alejarlo del peligro, de la
ocasion de faltar á los preceptos del Decálogo...
Contra sn. propio instinto y feroz pensamiento bro­
ta en su mente aquel precepto que dice:
LA OBUZ DKL BEDK3STOR. 205

<A tn prójimo como á tí mismo.»


Mas como no existe mandato ni imposición; co­
mo ia voluntad divina no ejerce presión en el mal­
vado, el precepto desaparece pronto de sn cerebro,
y el hombre se trueca en fiera y sólo piensa en des­
truir, en aniquilar.
Bepasad vuestra vida; traed á la memoria hasta
los actos más insignificantes de eila, y decidme:
¿Hubo nna sola ocasion en la cnal no os advir­
tiera la conciencia si procedías bien ó mal?
¿Pero hubo tampoco nna sola, en ia cnal no cul­
paseis á Dios de vuestras desgracias, cnando sólo
vosotros fuisteis la cansa y el efecto?
P oes en el míamo «aso se encontraba Constanti­
no, porque ei hombre de todos loa tiempos, como
barro animado por el espirita, ha sostenido y sos­
tendrá las mismas lachas.
Los días trascurridos desde la llegada de Paus-
ta fueron los suficientes para qae entre ella y Con­
tanza hubiera algunas explicaciones, y hasta se
entendieran en gran numero de los pantos en qae
en un principio disintieron.
Y. completa hubiera sido la armonía sin nn inci­
dente que despertó grandes sospechas en la esposa
del Emperador.
Y faé éste, haberse ocupado de 1a muerte de
Crispo, y haber dicho Contanza qae poseía las
pruebas de cnanto habia pasado en el Mesón, don­
de lo que tuvo comienzo por ana fiesta lasciva, ter*»
minó por quedar Fausta prisionera.
206 LA ORUZ DEL KEDBKTOR.

—Yo necesito los documentos qne Contanza tie­


ne en su poder,—se dijo,—y desde entonces, disi­
mulando su Intención, todo su conato se encaminó
á ser la dueña de lo único que podia perderla.
Pensando en el mejor medio de lograr que Cons­
tantino, contra lo expnesto por Atanasio, levanta­
se el destierro á Arrio, paseaban ambas mujeres
por el jardín, y se internaron entre las apiñadas y
altas arboledas qne formaban ana especie de bos­
que, ya cerca de los límites del palacio.
No era extraño encontrar por aquellos sitios á.
algún católico que buscara en la soledad el sosie­
go y la calma necesaria á la meditación y á la»
oraciones.
Debido á esto, no vieron con sorpresa que nn
apuesto caballero vagaba por aquellos sitios con la
cabeza inclinada sobre el pecho, y las manos á la
espalda.
En el primer momento, para ambas resoltó des­
conocido; pero á poco, Fausta reconoció en él á au
antiguo cómplice Tibureio.
Mal reprimió su enojo; y deseando evitar su en­
cuentro y la conversación, trató de cambiar de
rumbo.
Pero Tibureio las cerró el paso, y con tono adu­
lador y sonrisa satánica las dijo:
— ¡Oh, bellas matronas! Permitidme qne os salu­
de y os felicite como ambas sois dignas de ello, y yo
siento de todas veras. A tí, hermosa Fausta, por
haberte rehabilitado á los ojos de tu querido esposo,
LA CEÜZ SEL REDENTOR. 207

y que éste te haya vuelto á bu lado; y á tí, Contanza,,


no sólo por el bien qne estás haciendo en favor de
Arrio, sino también por haber encontrado en Faus­
ta nna buena y leal amiga, con cuyo apoyo, fácil as-
será convertir el monte en llano, y las tumultuosas
aguas del mar en lago pacífico y trasparente... En
perfumado baño de hadas, de diosas inmortales.
Halagada se encontró Contarla con las palabras
de Tibnrcio, y nn tanto más tranquila Fausta.
Aquel modo de presentarse, claramente decía que
no era sn intención provocar nn conflicto, al ménos
por el momento.
Y adoptando Fausta el mismo disimulo, res­
pondió:
— Ambas te agradecemos tan lisonjeras y aten­
tas palabras, y nos congratulamos de haberte en­
contrado, por estar segaras de qae serás nn buen
amigo que has de favorecernos en la difícil empre­
sa que estamos acometiendo.
—Mi mayor dicha será ocuparme en obsequio
de tan discretas y nobles matronas.
— ¡Es tan difícil hacer la felicidad de los pue­
blos! ¡Es tan ímprobo trabajo el de llevar la calías,
á los espíritus perturbados!
—¿Y todo eso quereis hacer ambas?
—Esa es toda nuestra ambición; y ya estaría-
realizada, á haber contado con buenos auxiliares.
—Dichoso yo, si consigo que me miréis como
aquello que las circunstancias exigen.
—Creo que sí, pues de feas palabras se despren­
208 LA CHUZ DEL REDGXTOR.

de que no eres católico... que no formas parte de


«sa secta hipócrita que, bajo capa de humildad, va
apoderándose de todo lo humano» a&rmando qne
posee todo 3o divino.
—Seguramente vamos á entendernos; pues no
sólo no soy católico, sino que los odio.
—Arrio es más lógico, por más que en mi con­
cepto padece algunos errores de forma más que de
fondo. Por lo pronto niega la suprema autoridad
de Silvestre, que es lo principal... Ningún buen
romano que sea dueño de su razón, puedo consen­
tir que ia capital que sirve de nombre al pueblo
esté fuera del demonio del Emperador y en ma­
nos de uu ambicioso egoísta que supo alucinarlo
con artes dignas de reprobación y de castigo. Mi
esposo procedió, no por convencimiento, sí por
sugestiones de su madre, á quien ciegamente ama
y humildemente respeta... Hay, pues, que hacerle
ver la verdad en toda su extensión, y si esto no
bastara á convencerlo, apelar á otros medios.
—Lo primero creo que debe ser la vuelta de
Arrio.
— Sí, si,—dijo Contanza,—eao es lo primero;
qtse Arrio vuelva al suelo patrio.
—Veo con gusto que pronto nos entenderemos
en todo, y que entre los tres devolveremos al Im­
perio el briKo y esplendor que Silvestre le ha usur­
pado. Difícil misión nos imponemos, pues ya no
admite duda cómo castiga Constantino á los que
intentan asaltar la antigua capital dei Imperio.
L A CHUZ DEL REDENTOR, 209

— Porque comprendía á lo que Crispo se iba i


ver expuesto, traté de disuadirlo.
—Sí; ya tengo noticias de cuanto has hecho; va
■se de todo lo que eres capaz... Y no ignoro que tie
nes buena estrella que presida tus actos y que guíe
tus pasos... qae de otro modo, seguramente tu
suerte hubiera corrido parejas ^on la de Crispo.
Y Contanza dijo para sí:
—Si yo me enciendo con este hombre, para na •
da necesito de Fausta; y ni hoy ni nanea podrán
confundirme con ella.
¥ Fausta contestó á Tiburcio:
—En ese caso, lo mejor será que nos veamos
con frecuencia, para no perder las ocasiones qvc
pudieran presentarse.
—Opino del mismo modo, por más que yo sólo
tengo la misión de obedecer.
—Por lo mismo es preciso qae nos veamos.
—¿Pero no despertará sospechas vernos reunidos
con frecuencia?
—IndnClemente; por eso es forzoso que alguna
que otra vea hables solo con Coatanaa, y otras solo
conmigo.
—Contigo las menos posibles.
—¿Por qué?
—Porque Simaco no daerme. ¿Te habías olvida -
do de él? Paes ten la seguridad de qae el bufón te
tiene siempre en la memoria.
. —No será por mucho tiempo.
—De todos modos...
TGJÍO II. 2?
210 LA. CRVZ DEL REDENTOR.

—Yo arreglaré esos asuntos. Espero que la ca­


beza de ese vil contrahecho caerá á mis piés como
estas ñores.
Y se paso ¿ deshojar las más hermosas qne tuvo
al alcaoce de sa maso.
Contanza, aprovechando ana distracción de
Fausta, dijo á Tibureio:
—Te espero; tenemos qne hablar en secreto.
— Eso iba á proponerte.
Y como disimulando, se separó de Contanza, y
acercándose á Fausta la dijo:
—Estás haciendo lo qne siempre hiciste; no has
sabido crear... pero destruir... Si hubieras sido
cristiana como Elena, sin obtener el permiso del
Emperador hubieras derribado el templo de Venas.
Fausta lo miró con indiferencia.
—¡Cuántas flores,—continuó diciendo Tibureio,
—has deshojado en esta vida!... Y sin embargo, aún
le quedan algunas á tu hermosura.
—Nunca te oí hablarme de ese modo.
—Es qae, como hombre, sujeto estoy á cambiar
de opiniones.
—¿Tratas de engañarme?
—¿Para qué, ni por qué? De lo que trato es áe
que seamos una vez más buenos amigos: de que
nos veamos con frecuencia... Pero sin que lo sepa
Contanza... Los arríanos son mis enemigos,., si
loa favorezco, es porque trabajan coutra los católi­
cos, que son la fuente de todos mis males y de
todas mis agonías.
LÁ OJÍL/j i-KIi RJBÜBSXOil. 211.

—No puedo creer que tu amistad sea tal y como


me la ofreces.
— Ya hablaremos de eso.
— ¿Cuándo?
—Yo bascaré la ocasion; á tu aposento puedo ir
sin reparos... En él no hay nada qne estorbe mi
entrada.
—¿Y en el de Contanza?
—Allí no paedo entrar; es cristiana, aunque no
católica, y sobre su reclinatorio se levanta orgullo-
sa con su humildad, esa enseña que tengo que des­
truir á viva fuerza.
En esto distinguieron á lo lejos la simpática
ñgura de Lamí, que con las manos cruzadas y el
rostro inclinado al pecho se dirigía hacia aquellos
sitios.
Y Tiburcio desapareció, y Fausta y Contanza*
evitando el encuentro, cambiaron de dirección.
—¿Qaé opinas de lo que hemos hablado con ese
hombre, Coa tanza?
—Qae tendremos en él un poderoso auxiliar para
todo,
—No tanto como tú supones; quizás mayor.de lo
que has imaginado.
—No te comprendo.
—T ú uo lo conoces.
--.Es la primera vez que 1© veo.
—Yo, en cambio, le conozco haee maaho tiem­
po, pero...
—¿Qoé? •
LA CRUZ DEL ftEDIiSTOR.

—Para hablarte de él, sólo estaremos librea de


que nos sorprenda en tas habitaciones. En ellas no
entrará jamás.
—¿Por qué?
—-Esta noche pasaremos la velada juntas, y te lo
diré.
Entraron en el palacio, y mientras Conlanza se
encaminó á las habitaciones de Constantino, Faus
ta se retiró á las suyas, creyendo, como así suce
dió, que Tibureio ia escaria aguardando.
—No te esperaba tao pronto,—le dijo al verlo.
—Creí que no era tan urgente lo que tenias que
hablarme, ó que mentirme.
—Pero anticipándote en lo de mentir, has co
meneado á hablarme.
—Te equivocas.
—Prueba de que no es así, que esta es la hora en
ia cual acostumbras á tomar ei baño, y en vez de
dirigirte á él, has venido á este lugar. Convéncete
de una vez, Fausta: te conviene ser mi amiga, y no
hacerme traición.
— ¿Y á tí?
—-Me conviene también.
-Celebro la franqueza.
—Pues aún voy á ser más franco.
— Habla.
—¿Crees que sólo por tn bien hubiera venido?
— Ya sé que me odias.
- Te equivocas. De odiarte, ten por seguro que
j a no existirías.
LA CRUZ »BE, RBJDBSIOXl.

Fausta sonrió.
—No incurras en tos constantes defectos.
—¿Pero cómo quieres que te crea? ¿Qué razones
hay para que yo admita como bueno qne sientes
afecto hacia mí?
—Pero en cambio no negarás qne hasta ahora no
te hice daño alguno, y debes snponer que mi con­
ducta no es hija del odio.
—Si no te has vengado, es porque no pudiste»
Tibnrcio.
—Otro error: ¿quieres que te demaestre que aho­
ra mismo puedo entregarte en manos del verdugo?
—¿Tú?
—Yo... yo, Fausta.
—Ya io hubieras hecho.
—Tu soberbia es hasta incomprensible de par©
grande. ¿Tú ignoras que están en poder de Contan­
za las praebas de tn criminalidad?
—¿Las praebas?
—Sí: las que le han mandado sus amigos los
arríanos: los qne acompañaban á Crispo.
—Yo se las arrancaré.
—Tú empeorarás tu causa nuevamente, y eso que
es difícil empeorarla.
—Sin esas praebas, nada tengo que temer.
—¿Ni aun á Elena?
—¿Qué dices?
—¿Ni aun á Simaco? Prepárate para las noticias
que va á traerte Contanza. Despues hablaremos
despacio. No tienes más qae un modo de resolver
la ca tre u b i. ü e m n í o e .

tn situación... El que tantas veces intentaste, y ja­


más conseguiste.
“ No sé á qué te refieres.
—Con. tiempo lo sabrás; despees qne hables con
la hermana de Constantino, y bí eres lo bastante
prudente para no indicarle siquiera que te entre
gúe esos documentos, que, despues de todo, poco
consigues con que desaparezcan, puesto que están
vivos leis que pueden atestiguar de tu conducta, yo
te daré el remedio para que al fin legres ser Empe
raitriz^
^¿Cuándo volverás?
—Esta noche: Con tanza no debe tardar; el único
modo de que nos ayude, es que la hagas creer que
tú y yo lograremos la vuelta de Arrio.
^-Como resulte cierto lo que me estás diciendo,
seré tú verdadera amiga.
—¿Por cuánto tiempo?
—Mientras exista.
' —¿Y firmarás pacto conmigo?
—Lo firmaré, por más que ya he visto cómo
abandonaste á Edmundo.
—Como me abandonó él; cuando alguien á quien
no conoces se disponía á salvarlo, Edmundo lo hizo
imposible.
—¿Cómo?
—Recordando lo que le enseñaron mis padres..,
habiéndose cristiano.
—No corres ese peligro conmigo.
- i^Qüiétt sabe.
L A CF.UZ S E L REDENTUR.

— Yo no cedo ante las magias,


—Magia es, en efecto, la de loa cristianos... pero
la magia de la verdad.
—Tú estás loco, sin duda,
—Quisiera estarlo; pero no, Faasta: ai el cris­
tianismo no fuera una gran verdad, ¿cómo te ex­
plicas qne yo no haya podido vencerlo?
—¿Declaras, como Etena, que es eterno y de
origen divino?
—Aspiro á qne no lo sea.
—Qé ahí el origen de todos tas males; eres el
enfermo qae se empeña en dar imaginativas pro­
porciones á sn mal, y qne logra el anmentó de
aquello qne le aqueja. ¡Valgo máa que tú!
— 8 i fuera como tú dices, á estas horas habría
desistido de lachar. Veo ei mal y lo considero muy
grande, iumenso como los espacios... Y á cada paso
que doy adquiero el íntimo convencimiento de qae
siempre aa íuve corto en mis cálcalos y pensamien­
tos. Ei dia en que ñrmes ei pacto conmigo, te con­
vencerás de la verdad, como yo me pode conven­
cer... como se convenció Edmundo, ta hijo.
—Estaba convencido de antemano por Oomesio
y por tas padres.
—Puede que en algo tengas razón... á eso, sin
duda, obedeció sa arrepentimiento á la hora de la
muerte... La espada de la jastieia del Emperador
le alcanzó murmurando una oracion.
—Yo las he olvidado todas para no recordarlas
jamás.
216 LA CRUZ OTtt, RJEMStiTOR.

Tiburcio se dirigió á la puerta y tornando al la­


do de Fausta, le dijo:
—Ahí viene Contanza. <. veremos si por ana vez.
cumples tus promesas.
Y cnal ligero penacho de hamo qne arrebata el
viento, desapareció.
Contanza entraba b la par.
En su rostro se advertía algo qne la preocupaba.
Tan luego como estavo dentro cerró la puerta, y
¿ornando á Fausta por una mano, la dijo:
— ¡Estás perdida!
A peaar de estar preparada de antemano por Ti­
burcio, no pudo evitar un ligero estremecimiento,
Y con cierta ansiedad preguntó:
—¿Qaé pasa?
-<-Toma y lee la carta que Elena lia escrito á
Constantino.
Q
Todo podía imaginarlo aquella mujer, ménos el
contenido de la carta.
Conforme la iba leyendo palidecía, sas manos
temblaban j los ojos entreabiertos, casi eo la deja­
ban percibir la-luz.
—Ya ves el peligro en que te encuentras, Faus­
ta; esta carta es ana gravísima acusación contra tí.
—Que Simaco se encargará de convertir ea rea­
lidad. Pero esto, ¿qué prueba? En costra del sue­
ño ó la visión de Elena, hay machos testigos...
Fausta se detuvo, pues de segair hablando hu­
biera faltado á lo que habia convenido con Tibar-
cio mementos antes, diciendo:
YjA OR.ÜZ DET, REDENTOR, 217

—Por más que entre ellos están los arríanos, qae


declararán en contra mia, y tú, que tienes las prue­
bas de mi culpabilidad.
—Todos los qae acampanaban á Crispo,—dijo
Oontanza;—están en tn favor.
Fausta no pndo contenerse, y preguntó:
—¿Todos?
—Si, todos; yo te respondo de ello, si tú me res­
pondes de trabajar en provecho de Arrio.
—¿Tanto te interesa ese hombre*?
— Tanto.
—¿Quieres decirme por qué?
—Porque le amo... Y este es un obstáculo más.
para qne pueda ingresar entre los católicos qne han
prohibido el matrimonio entre los sacerdotes, Anas­
tasio es la rémora, ei obstáculo qne me quiere
quitar mis ilusiones.... Pero yo lo venceré más tar­
de ó más temprano. Tengo inclinado el ánimo de
Constantino en mi favor: le he hecho ver que los
católicos rehuyen y temen la discusión... que son
unos cobardes, mientras que Arrio es un héroe, que
tratan de convertir en víctima... Pero aún me que­
da otro resorte que tocar, y e3pero obtener grandes
resultados.
— Cuenta conmigo para todo y con Tibureio.
—¿Pues no me dijiste?...
—Ten confianza en él: ahora te respondo de que
será nuestro mejor amigo. Pero no olvides que pesa
sobre mí una gravísima sospecha, y que es preciso,
ya que no podamos desvanecerla, ai ménos lograr
TOMO II. 28
&A CRTJZ DEL REDENTOR.

qae no se trueque en acusación, en cargo aevero


qae ponga mi cabeza en manos del verdugo.
—Te lo juro.
—Y como prueba de sincera amistad, dxme: ¿qué
necesita Arrio en sa destierro.
—Carece de todo, absolutamente de todo... Ni
aun le consiente qae habíe con persona alguna.
—Dentro de algunas horas sabrás de él, y él do
tí; antes de lo qae piensas, de lo que puedas calón-
lar, sus circunstancias habrán cambiado por com­
pleto,
—Quiero creerte, y...
—Créeme» hermana mia; Arrio vivirá desde hoy
como en sus mejores tiempos pudo estar en el Im­
perio.
—Tan pronto como cumplas tus promesas, te
ofrezco devolverte la tranquilidad que te ha qaita-
do la caria de Elena.
Y aquellas dos mujeres se abrazaron estrecha
mente por unos momentos.
Fausta estaba ya tranquila por completo: con lo
que acababa de oir tenia bastante.
Sin pedir los documentos que tanto la perjudi­
caban, iba á obtenerlos.
Tan luego como quedó sola, volvió á presentár­
sele Tiburcio.
— Ya veo que estás contenta.
—He hablado con Contanza, y...
—Todo lo he escuchado; y suponiendo que el
líniüo medio que tenias para favorecer á Arrio era
LA C&U9S BEL REDENTOR. 219

jo , y que así habrías de decírmelo, anticipándome


á ios deseos, he dispuesto qae se cumpla cnanto
ofreciste á Contanza.
— ¡Ah!
— Yo siempre favoreciéndote, esmerándome en
agradarte... y tú... tú, veremos cómo te conduces
ahora.
—Dentro de unos dias firmaré el pacto que me
propusiste.
—Entonces y sólo entonces te creeré.
— ¿Y me libras de Constantino?
—Tu esposo morirá.
—¿Y la corona det Imperio?...
—Será para tus hijos.
—¿Y tú?
—Cuando despues derrotemos á Silvestre...
—¿Atentarás contra mí?
—¿Para qué me estorbas, mientras no defiendas
á tus hijos?
— ¡Qné me importan! Pero jo ...
—Tú serás Emperatriz de tcdcs modos... peroá
mi lado... Las cabezas de tus hijos servirán de es­
calones á nuestro trono.
—Con cuánto placer pondré el pié sobre ellas...
son hijos de Constantino: del vencedor de mi her­
mano, del asesino de mi padre...
—Déjate de inútiles declamaciones': no son pa­
labras, sino hechos los que j o ambiciono, y lo que
pretendo y aspiro.
—Debieran molestarme tus palabras; pero com­
220 LA CRttZ DEL REDEUTOn.

prendiendo que tienes razones sobradas para des­


confiar de mí, aplazo contestarte para mejor oca­
sión... para aquella, y que las pruebas no dejen lu
gar á dudas. Pero séame permitido á mí no dar en­
tero crédito á tus palabras; pues si bien las juzgo
sinceras en su principio, desconfío macho de la úl­
tima parte de ellas. Esto es: creo que me favore­
cerás para que mis hijos ocupen el trono; que mien­
tras por sí solos no puedan manejarse, yo seré Em­
peratriz-regente,.. Pero también creo que tan lue­
go como sea dada la cédula por la cual Silvestre
quede privado del poder y los bienes que hoy for­
man lo que ya recibe el nombre de «patrimonio de
San Pedro,» tú te volverás airado contra mí, y por
cuantos medios estén á tu alcance procurarás mi
ruina,
—Para salvar tus dudas en lo referente á ese
particular, lo estipularemos en nuestro convenio:
allí constarán nuestros mutuos y recíprocos com­
promisos, y las penas en que incurrirá aquel que
falte en lo más mínimo á lo estipulado.
—¿Cuándo me traerás las bases de nuestro pacto
para qne yo pueda estudiarlas?
—Tan luego como las quieras.
—Gomo tanto interés tienes tú como yo en esto,
lo dejo á tn cuidado, segura de qne en breve las
traerás para que las firme.
—De mi cuenta corre.
—Y díme: ¿No crees conveniente que mis hijos
vengan á vivir junto á su madre?
LA OKU?. DEL «BO EN TO B. 221

—Sí; pero.,, yo me encargo también de eso:


pronto los tendrás aquí.
—¿Pero sin orden de Constantino?
—¿Para qué nos bace falta? Los tres están en
Tarín al cuidado de la viuda de Licinio, el padre...
Yo haré de mcdo qne se pongan en camino sin pre­
via con salta ni autorización.
— Y en cnanto á Contanza, ¿qaé debo decirla?
—Que reventando caballos salieron ya emisarios
qae llevan á Arrio cnanto pnede serle preciso bajo
todos conceptos, y que volverán del mismo modo
trayendo noticias sayas.
—¿No me engañas?
—Por no despertar sospechas no te traeré la
confirmación de mis palabras hoy mismo; pero
dentro de tres días la tendrás.
Y haciendo una inclinación de cabeza, añadió:
—Salado á la Emperatriz.
—Salado al futuro Emperador.
— ¡Guerra de exterminio!
—Sí; despiadada, horrible... Digna de los dos.
—Sucumbirán Constantino y Silvestre...
—Primero el Emperador; luego Silvestre; des
puea mis hijos...
Y en sa interior terminó diciendo:
—Si despues de Constantino no maeres tú á mis
propias manos.
También Tiburcio hablaba mentalmente y decía:
—Ponrae en posesion de Boma, y tu cabeza hará
juego con las de tas hijos.
222 ÜA CRÜZ DEL REDEHTOR.

La batalla entre Tiburcio y Fausta estaba en­


tablada de nuevo.
Entre aquellos dos seres» no podia reinar la
amistad ni ia buena fé.
Pero de aquella lacha brotaria el germen de las
discordias qae habiaa de llevar la angustia al pe­
cho de Atanasio, y el dolor al de Silvestre.
Ea cambio, Arrio y Confcauza experimentarían
el placer de la victoria... qae sus manos tocarían
los favorables resaltados, pero sin poder asirlos.
CAPITULO XII

Bí perdón de Arrio.

onstastono habia contestado á la carta de sn


madre en ios términos que Simaco hubo de
indicarle.
Esto es, refiriéndole la verdad de los hechos, sin
inclinarlos en favor ni en contra suya.
La carta terminaba de est¿ modo:
«¿Por qué no vives siempre á mi lado como sa­
bes es mi constante deseo? ¡Ah! ¡de cuántas penas
y dolores me veria libre como padre!
¿•Pero antepones los deberes que te impone la re­
ligión al cariño de madre, y me abandonas.
*No es esto que yo te dirija un cargo... Es tan
sólo, qae hago llegar hasta tu oido el lastimero
¡ay! del que sufre,
•Perdóname, madre, y ruega á Dios para que
también me perdone.»
Cualquiera, al tener conocimiento de estas líneas,
224 tA CRtTZ I'EI. REDENTOR.

hubiera crcido ¡¿ue Constantino era un perfecto


católico.
Nada do eso: <:í ¡imperador continuaba siendo lo
que siempre: nm hábil político, exento, por lo tanto,
de esas afecciones inertes que se imponen, y que
obligan al hombre á adoptar un extremo ú otros,
y á perseverar en él.
La religión cristiana le parecía la mejor... pero
en realidad no profesaba ninguna, porque antepo­
nía al nombro de «católico.» el título de «Empe­
rador. »
Creia en un solo Dios, pero de un modo tímido;
siéndole indiferente ei mí mero y los atributos de la
divinidad.
L o ‘único que defendía con algún calor, era la
existencia real deMesucristo.
*1

Tan tibio era en la Té católica, que en ninguno


de sus decretos hizo constar jamás nada que lo
acredite en la historia como tal, por más que como
sabemos ostentaba 1h cruz en su diadema, y habia
donado sus bienes particulares á Silvestre.
En el Concilio ecuménico se significó un tanto
•en favor de la verdadera fé, porque Simaco estaba
á su lado... Despues volvió á incurrir en el indife­
rentismo-... y sólo en los momentos solemnes de sa
vida, y principalmente cuando el dolor amargaba
su existencia, procedía del modo que hemos visto
en los renglones de su carta.
Sólo así se comprende qne la Iglesia católica no
baya podido colocar entre el número de loe santos
I A CHUZ SEL KBDEKTOH. 225

á aquella gran figura; á aquel grande hombre, tan


bravo y experto guerrero como político eminente,
que terminó sus dias como hijo sumiso de Jesucris­
to, y que fué el primer Emperador cristiano.
Simaco veia y comprendía perfectamente el ca­
rácter y los actos del Emperador, y A sus solas llo­
raba y pedia á Dios por él.
En nn principio bubo de abrigar la esperanza de
que el. golpe terrible que acababa de sufrir le hicie­
ra pensar, más detenidamente que hasta entonces lo
habia hecho, en las miserias de la vida terrenal, y
las grandezas de la eterna.
Mas su desengaño fué grande, cuando vió que
Constantino sólo pensaba en distraerse, en olvidar
sus penas y sus dolores.
Que una vez escrita la contestación que daba á
su madre, como si se hubiera librado de un gran
peso, disponía la celebración de fiestas y regocijos
públicos, y que no sólo asisf.ia á las representacio­
nes teatrales, sino que también hacia venir á pala­
cio de continuo gentes que, con sus habilidades, le
hicieran más corto el tiempo, y más agradables
las primeras horas de la noche.
Y así pasaban los días apareciendo todo tran­
quilo.
Los nobles que asistieron al templo para escu­
char la inspirada palabra de Elena, imitando al
Emperador, pronto se olvidaron también del buen
ejemplo, y se lanzaron en el torbellino de las pa­
siones y del lujo.
iom o i i . 29
226 LA CRUZ DEL REDENTOR.

A todo esto, Fausta había firmado el pacto con


Tibureio; mas no como Edmundo, sino en el firme
propósito de no cumplirlo más que en aquello que
le conviniera.
En cuanto á Tibureio, cumplia lo estipulado con
toda exactitud; de donde resultó, que se presentara
á Fausta y le dijese:
—Llama á Contanza; tengo que darla una buena
noticia... Mejor dicho, tienes tú que dársela.
—¿Cuál es?
— Ese escrito de Arrio.
—¿Auténtico?
—Tu duda me ofende: si no lo Juera, ¿por qué
habia de afirmarlo? Además, no me conviene enga­
ñarla.
—Pero ¿qué has hecho?
—Facilitar á Arrio, en nombre de Contanza, lo
que jamás pudo ni aun pensar en ello; y asegurar­
le que pronto regresará al Imperio, quiera ó no
Atanasio... se oponga ó deje de oponerse Sil­
vestre.
—¿Viste tú á Arrio?
—Le vi y le hablé; es una energía de hierro, un
corazon indomable, un carácter inflexible... Dulce
para persuadir, severo en la discusión, valiente
•como todo aquel que se cree poseedor de la verdad
y asistido de la justicia.
—Pero cristiano.
. —Sí; pero no católico. Para él, las decisiones del
Concilio son la negación absoluta del cristianismo.
LA CHUZ DEL EEDENTOIt. 227

y pasó hácia la senda por donde marchan los poli­


teístas... niega la Trinidad, tomando por base 1.a fi­
losofía.
—Y en tu concepto, ¿tiene razón?
—No.
— ¿Existe la Trinidad?
— Sí.
—¿Y cómo siendo tres los Dioses, se explica qne
¡sean uno solo?
—Para que puedas comprenderme, te pondré un
ejemplo palpable. Si los hombres hubieran huido
de las filosofías, no incurrí eran, en tantos errores.
Para una vez que se parta de una base sólida, en
ciento el origen es falso, y las consecuencias que se
deduzcan tienen que serlo también.
Y cogiéndola de la mano la aproximó á una ven­
tana que caia al jardín.
—Mira ese árbol; ¿lo ves? es uno solo... Pero
formado por el tronco, las ramas y las hojas. Una
misma sávia alimenta las tres partes principales:
todas ellas constituyen el árbol... y, sin embargo,
son bien distintas en la forma, pero iguales en la
sustanfeia. Me dirás, como Ari*io, que a-un así y todo,
el tronco ftté primero que las ramas y las hojas...
Y yo te contestaré, que en la semilla que dió ori­
gen al árbol, estaban las tres cosas, si bien los
hombres las vieron en diferentes épocas.
Y con acento de ira reconcentrada, exclamó:
— iTodo fué á un mismo tiempo!
Y apoderándose de uno de los brazaletes que lie-
228 7.A c a t r z DEL REDENTOR,

vaba Fausta, la preguntó, como si tratara de con­


vencerla más:
—¿Es esto oro?
—¿Quién puede dudarlo?
Y rompiendo en tres pedazos la joya, continué
preguntando:
—Estos pedazos, ¿han dejado de ser oro?
—No.
—Pues ya ves, cómo tres pedazos de oro de di­
ferente tamaño y peso, forman un solo brazalete,,
de oro también.
Fausta sintió un efecto raro en ella, y que no-
sabia explicarse.
Mas aquella impresión pasó con harta rapidez.
Tibureio, por .el contrario, agitado y balbuciente,
atravesaba la estancia á grandes pasos.
Despues de unos momentos de silencio, dijo la.
esposa.de Constantino:
—¿Quiéres que llame á Contanza?
— iAh!... sí; la habia olvidado.
A poco, la hermana del Emperador estaba 011 la
estancia de Fausta.
¡Cuán grande fué su alegría!
Por primera vez. desde que Arrio habia sido
desterrado, tenia noticias directas suyas .. Por pri­
mera vez veía su letra, y adquiría el convenci­
miento de que la situación del hombre amado habia
dejado de ser la precaria á que lo condenó el Em­
perador, y á que lo sujetaban su desobediencia y
su contumacia.
LA OBCZ DEL REDENTOR. 229

Colocadas las cosas en este terreno; siendo todos


los trabajos realizados en el más profundo miste­
rio, no era fácil que persona alguna sospechara
que se estaba forjando el rayo qne de nn solo gol­
pe destruiría, en cuanto corresponde á lo humano,
el Imperio y la religión de Jesucristo.
A lo humano, sí; pues no era un imposible arro­
jar á Silvestre de Boma, ni hacer que Constantino
bajase al sepulcro.
Todos vivían tranquilos: nada los mortificaba.
Llenos de tranquilidad se entregaban los gran­
des y los pequeños á los placeres, y después al des­
canso que los fatigados cuerpos exigían...
Tan sólo habia una excepción.
Simaco, que se alejaba de las fiestas, y que ve­
laba de continuo vigilando al enemigo.
Acechaba; mas sus ojos, no pudiendo penetrar
los espesos muros, no distinguían la verdad que con
todos sus horribles colores se retrataba en su cere­
bro y presentía su corazon,
Un suceso inesperado, hasta el punto de produ­
cir gran sorpresa, vino á confirmar más y más al
bufón en lo que para él era indudable.
Y fué la llegada de los tres hijos del Emperador
•en unión de la viuda de Licinio.
¿Cómo explicar aquel suceso? ¿A qué obedecía
.aquella determinación de la cual no se tenia noti­
cias en la córte de Constantino?
Nada más fácil de explicar.
Tiburcio, valiéndose de sns diabólicas artes, hizo
230 LA CRUZ DEL REDENTOR.

que aquella afligida matrona, que con tanto camero


educaba y criaba á los tres hijos de Constantino y
de Fausta, se sintiese repentinamente enferma; é
hizo de modo que llegara á infundirse en su cora­
zon el temor de morir dejando lejos de Constantino
á los que debian ser en justicia los herederos de la
corona.
Y como Tibureio disponía, la enferma se puso en.
camino con toda precipitación.
— Vengo á entregarte,—dijo al Emperador,—el
tesoro que rae confiaste, y que tan recomendado-
me dejó tu madre. Mi última hora se acerca... Que
Dios tenga piedad de mi alma... de mi alma pe­
cadora.
—Yo te agradezco lo que acabas de hacer; es­
toy satisfecho de tu conducta... Atiende al resta­
blecimiento de tu salud... Ya sólo me falta mi
madre para tener á toda mi familia bajo un mismo'
techo.
—Supongo,—dijo Simaco,—que no pensarás en
confiar tus hijos á la dirección de Fausta. f
—Nadie con mejor dereeho para asistirlos.
—Ni nadie con más elementos y mayores deseos
para perderlos. ¿Has olvidado que no es cristiana?
¿Se borró de tu imaginación la carta de tu madre?
—Todo lo tengo presente.
—Nada tengo entonces que añadir: dispon lo que
sea tu voluntad, que ahora como siempre la aca­
taré y la cumpliré.
Y Constantino, con acento imperativo, di.jq:
LA CRUZ DEL SBOKÍTfOR. 231

•—Dispóngase lo necesario para que se encargue


de mis hijos...
Tanta ansiedad se pintó en el rostro del bufonr
que el Emperador vaciló en terminar la órden; has­
ta que al fin dijo:
—Tu esposa, mi fiel Simaco.
— Gracias, ¡oh, Constantino! Y no tanto por la
honra que me dispensas, como por el peligro de que
acabas de librar á tus hijos.
Fausta sintió el desaire que se le hacia; pero tan­
to porque Contanza la animaba, como porque ella
no sentía apego ninguno hácia aquellos séres que
había llevado en sns entrañas, y confiaba en poder
inculcarles sus ideas, aunque estuvieran un tanto
alojados de ellas, no pronunció ni una queja cu pre­
sencia del Emperador. En tanto la córte la guarda­
ba todo género de consideraciones, si bien nada
existia entre ambos esposos privadamente que hi­
ciera sospechar las simpatías ó el afecto.
Nada más á propósito para los planes de Fausta.
Contanza y Tiburcio, que la constante agitación
con que las fiestas tenían distraídos los ánimos de
todos aquellos que cifraban su mayor ventura en
diversiones, que si bien se diferenciaban en mucho
de las sangrientas y brutales de los gentiles, no
por eso dejaban de apartarlos del sendero de la
gloria de un modo tan cierto y tan positivo, como
Ja barbarie de los gladiadores y los espectáculo»
repugnantes de los martirios.
Porque si aquéllos endurecían los corazones y
232 CiA CRUZ DEL HEDENTOIl-

-embotában los sentimientos, éstos llevaban á las


almas el veneno del deleite... del deleite, á quien
los árabes llaman eon gran propiedad «la fuente
del dolor.>
No poco tiempo había trascurrido desde los suce­
sos que quedan narrados, cuando maduro el plan
que trazaran los tres conspiradores principales,- se
decidieron á comenzar la ejecución.
Lo primero que debia intentarse era el retorno
de Arrio: así estaba acordado, y al efecto los arría­
nos se mostraban cada dia los más entusiastas del
Emperador, y los más decididos panegiristas su­
yos y de todos sus actos.
En las fiestas, ellos eran los que más se distin­
guían bajo todos conceptos.
Los premios que alcanzaban, tanto en los juegos
públicos como en literatura, se los ofrecían al Em­
perador. imitando en esto á los gentiles.
Constantino no estaba deificado como Dioelecia-
no; pero recibíalos mismos homenajes, y su amor
propio de hombre y su orgullo de soberano se en­
contraban satisfechos.
De este modo, la confianza que inspiraban era
grande... pero no tanto como hacia falta para im­
ponerse.
Tibureio dispuso las cosas de modo que los resul­
tados correspondieran á los deseos.
Y tuvo efecto una comedia, para la cual no hizo
alta preparar un escenario, ni ofrecer al público
un título más ó ménos pomposo.
LA CRUZ DKL llEbaM TOK . 233

•Celebrábase la fiesta de la unidad del Imperio;


la fecha memorable de aquel dia en el cual un solo
cetro y una sola corona fueron el timón y la estre­
lla polar.
El júbilo era inmenso: por todas partes se escu­
chaban vítores y aclamaciones; y las calles que
.habían de recorrer los cortesanos, precedidos del
Emperador, que seria portador del ¿Maro, estaban
de tal modo llenas de gente, que el paso era poco
ménos que imposible.
Si confusion y desórden existía antes de la hora
de la salida del Emperador, barullo y desconcierto
absoluto vino despues.
Ni ocasion ni momento mejor para realizar el
plan preconcebido, pues como queda dicho, era una
somedia preparada al efecto por Tiburcio en favor
de los arríanos.
/

Estos habían escogido para la realización el cen-


•tro de la gran vía denominada de Constantino por
unos; de N-uuva-Rama por otros.
La comitiva llegó al punto señalado, y un grupo,
imponente por el número, avanzó por el lado
opuesto á aquel en que llegaba Constantino, dando
gritos que en un principio no se tuvieron por alar­
mantes, puesto que eran demostraciones de afecto
hácia Silvestre, entre los cuales no se mezclaban
para nada ni el nombre del Emperador ni el del
Imperio.
Pero la alarma comenzó á cundir tan luego co­
mo pudo notarse que cerraban el paso á la comiti-
to m o ii. 30
234 tiA. CRUZ DEL REDENTOR.

va imperial, y que comenzaron á sonar voces que


decían:
«Mueran los falsos católicos.» «Mueran los Em­
peradores tiranos.»
- Y llegó al colmo la confusion tan luego como las
espadas brillaron en los aires, y los amotinados se
lanzaron contra, los manifestantes de las glorias del
Imperio.
Constantino se apercibió á la defensa; mas antes
de que tuviera tiempo material para proceder en
persona contra aquellos que lo atacaban, otro pelo-
ton de gentes armadas, y al parecer entusiastas
defensores del Emperador, se interpuso .entre am­
bos, y tomando la ofensiva eontra aquellos que
gritaban: «¡Muera!» dando voces destempladas, los
acometió con tal empuje y denuedo, que los obligó
á retroceder, poniéndolos muy pronto en precipita­
da fuga.
Mientras tanto, la comitiva imperial habia que­
dado en actitud espectante y casi sola, pues el pue­
blo habia huido en todas direcciones, temeroso de
lo que pudiera suceder.
Cuando los soldados del Imperio acudieron, el
caso carecía de proporciones.
Los enemigos del Emperador estaban derrotados,
y en poder de sus perseguidores bastante número
de prisioneros.
Éstos fueron llevados á presencia del Empera­
dor, donde espontáneamente declararon que eran
•todos católicos.
LA CRÜZ DEL REDBírTO». 235

En cambio, los que los presentaban al rigor de


las leyes expusieron que eran arríanos.
Y Constantino dijo:
—En defensa del Dios único, habéis atacado al
Emperador... Que Dios os perdone, como yo os per­
dono.
Y quedaron en libertad.
Los arríanos rodearon al Emperador, y pro-
i'titupieron en demostraciones de alabanza y de
júbilo.
Terminada la ccrcmonia, tuvo lugar en palacio
un banquete; despues, Constantino recibió á aque­
llos que aparecían como sus libertadores, y les
dijo:
—He perdonado á los que trataron de imponér­
seme; ahora deseo premiar á los que en mi defensa
expusieron sus vidas. ¿Qué quereis?
—Nosotros, nada; que tu hermana Contanza te
inspire, para que al otorgarnos alguna gracia, re­
sulte un acto de justicia.
Comprendió el Emperador lo que aquellas pala­
bras significaban, y respondió:
—Id tranquilos: mi hermana me inspirará; os
haré justicia.
Bien sabia Constantino el consejo que Contanza
habia de darle; pero así y todo, la llamó y él
dijo:
—¿Qué gracia puedo yo otorgar á mis defensores
que resulte un acto de justicia?
Y Contanza sin vacilar respondió:'
2 ¡} ¡j LA CKCZ DEL REDENTOR,

— L a vuelta de Arrio, y su libertad ó indepen­


dencia.
— ¿Y estás segura de que eso constituye un ver­
dadero acto de justicia?
— Sí, ¡oh, hermano mió! Porque no es justo ni
equitativo que el gran Emperador que puso tér­
mino dichoso á la persecución contra los cris­
tianos, autorice que éstos, bajo el nombre de ca­
tólicos, se conviertan en perseguidores y en ver­
dugos.
— Sea, pues, como quieres: vuelva Arrio al Im ­
perio cuando quiera, y sea libre como lo son todos
los ciudadanos.
E l primer paso estaba dado; Constantino se habia
sobrepuesto á las decisiones de Atanasio sin con­
sultar con Silvestre; procedía, en punto á religión,
como un déspota. ^
A l dia siguiente comenzaron á llegar protestas
de todos los católicos, no contra el perdón de Arrio,
sino contra el nombre que habian usurpado aque­
llos que, llamándose católicos, habian promovido
el escándalo y atentado contra el Emperador.
— No eran católicos aquellos hombres; sino gen­
tes pagadas para conseguir fines particulares.
Así decían, y así era la verdad; pex*o á los torpes
ojos del embaucado Emperador resultaba de cual­
quier modo que los arríanos lo habian defendido;
que fueron los primeros en tomar la ofensiva contra
aquellos cuyas intenciones á todas luces aparecían
contrarias á la vida de Constantino.
LA CRUZ DEL REDENTOR. 23?

Simaco oía y callaba; no era preguntado, y como


iba perdiendo los hábitos del bufón, no se mezcló
en el asunto, por más que en su fuero interno esta­
ba persuadido de que todo aquello habia sido nna
farsa, cuyas consecuencias era difícil comprender.
Pues decia:
— Sólo para conseguir la vuelta de Arrio, no se
combina un plan como éste; no se mueven dos gran­
des masas de hombres que simulen una batalla en
presencia del Emperador; no se hacen tantos-pri­
sioneros, que lo mismo pudieron ser perdonados,
como senten ciados á muerte.
• No era, por lo tanto, el perdón de Arrio lo qqe
preocupaba al bufón. Aquel hombre sólo significa­
ba para él un enemigo que habia dado un paso há-
cia sus ideales, pero no un peligro ni una compli­
cación.
Como sólo le era dable ocuparse de estas cosas
con Lami, con ella consultó detenidamente, acor­
dando escribir á Elena para que, á serle posible,
regresara al lado de su hijo.
Mas, ¿cómo hacerlo á espaldas del Emperador?
¿No era tal conducta digna de reproche?
La idea que les inspiraba era buena: el fin que
se proponian, m ejor... Pero el medio, reprobado
para quienes tantos favores y distinciones habian
alcanzado, y estaban siendo de continuo objeto de
deferencias y recibiendo inequívocas pruebas de
absoluta confianza.
Pero al mismo tiempo Simaco no quería desistir
LA CRUZ DDL REDENTOR.

de su empeño: para él era un cargo de conciencia


abandonar al Emperador en manos de loa enemi­
gos de la religión.
Y decidió darle cuenta de lo que deseaba hacer,
■confiado en alcanzar su beneplácito.
Lógico era que así sucediese, pues Constantino
profesaba un amor entrañable á Elena.
De aquí que la respuesta á la pretensión de Si-
maco fuera ésta:
— Veremos si oreyéndome envuelto en los peli­
gros que forja tu imaginación por efecto del cariño
que me profesas, se logra lo que ambiciono tanto:
qpc mi madrerpiense más en su hijo. Escríbela, des­
críbela todos esos fantasmas que te acometen aira­
dos, tanto despierto como dormidos, dále cuenta de
las dudas y de los temores que te asaltan á todas
horas... Y si logras que abandone á Jerusalén y
tome á mi lado para siempre, benditos los males
que tanto bien me proporcionen.
CAPITULO XIII

En lucha con la conciencia.

a llegada d e Arrio fue saludada con una ex­


plosión de entusiasmo cutre sus adeptos, y
pi cón un grito de. inmenso dolor por parte de
los católicos.
Atanasio deploró la determinación de Constanti­
no, mas no hizo observación alguna.
Pero en cambio redobló la defensa del catolicis­
mo, y por cuantos medios hubo de sugerirle su
deber, su fó inquebrantable, y las hermosas do­
tes oratorias con las que el cielo le hubo de dotar,
comenzó una campaña aún más activa, aún más
enérgica qne la que hasta entonces habla prac­
ticado.
Todo esto y más hacia falca.
Los arríanos, que desde el destierro de su jefe no
habían hecho nada digno de meneion, reanimados
se lanzaron á la lucha do las ideas, y desafiaban
240 LA C R T 7. D E L REDBNTOR.

orgullosos á los católicos, mirándolos como á sus


más encarnizados enemigos.
Silvestre, por su parte, envió emisarios á Cons­
tantino, no para reprenderlo de un modo duro, sino
para llamarlo al buen camino... á la obediencia y
sumisión á la Iglesia de qne él era sólo un hijo, y
á la cual estaba en el deber de respetar.
Y los emisarios le dijeron:
— Silvestre no te'censura porque hayas perdona­
do cuanto á tí se refiera; deber en el hombre es per­
donar y olvidar las ofensas... deber que, bien prac­
ticado, se convierte en virtud; pero cree que no
llega tu autoridad hasta hacerte árbitro de los des­
tinos de aquellos que pecan contra Dios y la santa
religión católica, y en tal sentido ve con amargura
que des origen á las perturbaciones que Arrio ha
de traemos, pues ha comenzado por reconocer sólo
tu autoridad en lo corporal y espiritual. H oy cuen­
ta con tu apoyo, con el amor de tu hermana...
Amor condenado por el Concilio que decretó el ce­
libato "eclesiástico. Con tales elementos, el cisma
pudiera venir; y aun cuando la Iglesia, de Jesucris­
to es eterna y el infierno no prevalecerá contra ella,
bueno hubiera sido que, así como diste di as de glo­
ria y de paz al Imperio teniendo á raya á tus ene­
migos, hicieras lo propio con la Iglesia, en vez de
incitar á la lucha, eomo por desgracia para todos lo
estás haciendo.
Y Constantino respondió:
— Nada tan lejos de mí como perjudicar á perso­
LA OKCZ DEL XKDBKTOtt. 24L

na alguna; y fundado en esto, be creído, lleno del


mejor deseo, que no es digno de mi consentir den­
tro del Imperio á los gentiles, y arrojar á los arría­
nos. Todos son ciudadanos: á todos tengo que me­
dirlos por igual... No he usurpado á Silvestre las
atribuciones que, recibidas del cielo, tuvieron en
mí un defensor tan incondicional, y que hube de
reconocer y acatar. Para mí, A jtío c s sólo el hom­
bre, y como á tal, lo trato y lo trataré... Si Sil­
vestre lo mira como sectario y enemigo peligroso y
que le imponga la penitencia... mas no convertida
en castigo corporal, porque esa potestad sólo resi­
de en mí. J usto me denominásteis el dia en que au­
toricé el culto cristiano, sin prohibir el gentil... No
me llaméis tirano, ahora que procedo del mismo
modo que entonces... Yo no puedo autorizar nuevas,
persecuciones.
— Nadie te pide eso; pero sí que no inclines la,
balanza que da la fuerza, en favor de los enemigos
de Jesucristo.
— Para proceder como lo hago, tengo una ra­
zón que tal vez en vuestra conciencia no lo sea...
pero que pesa mucho en la mia. Y es la siguiente,,
que espero trasmitas á Silvestre sin omitir nada.
Hizo una pausa, y continuó:
— Sé que se quejan en Roma de que las artes, las.
ciencias y las letras están en decadencia: de que
la ciudad ha perdido la mayor parte de su esplen­
dor material, si bien ha ganado en resplandores y
aureola divina; y sé también, que se me eulpa
tomo n. SI
242 LA OllUH 1>EL RflümiíTOil.

del decaimiento material de la ciudad, diciendo


que yo me he traido todos los elementos. Pues bien:
miremos, examinemos qué elementos han sido esos,
y veremos qne ni nn solo artista habia dejado de
ser gentil: que los hombres de gran posición, que
me siguieron, en gran número eran politeístas...
Decidme ahora, si yo, como Emperador, puedo ni
debo sujetar el Imperio á la suerte material por
que está pasando Bom a... Si debo proclamar única
4.

religión 1a católica, cuando, desgraciadamente has­


ta ahora, sólo estamos en el principio do la regene­
ración religiosa. No me puse frente á frente, de los
cristianos, ni rompí en absoluto con las antiguas
creencias... Sin embargo, presté mi apoyo y mi
protección á los hijos de Jesucristo, del modo que
mejor me fué posible... Hasta asistí á sus templos
cuando dejaba por completo de rendir culto á las
falsas divinidades... Pedidme cuanto queráis, mé~
nos que arruine al Imperio con mis intransigencias,
y rompa su unidad, que es la más preciada joya de
mi corona de Emperador.
— ¿Más que la cruz que ostentas en olla?
— Como emblema divino, aunque va sobre los
atributos del poder terrenal, tiene su asiento en
el alma.
— De modo que para tí es igual la verdad que la
mentira; las falsas sectas, que la única y genuina
emanación de la divinidad.
— Como Emperador, respeto á todo aquel que
no ataca las leyes del Imperio. A ellas faltó en la
Í A 0TÍTJ7. DEL RED ESTOS. 243

apariencia, engañado, malamente influido mi hijo


Crispo, que era mi esperanza... Sobre Boma iba:
contra Silvestre marchaba, y estorbé su paso, pri­
vándolo de la existencia... Contra mí se levantaron
los católicos... falsos, como unos dicen, verdaderos
•como otros afirman, y los perdoné... Como hombre,
habré merecido censuras; como Emperador, mi
-conducta está por cima de todos los reproches.
Desconsolados salieron de aquella entrevista los
emisarios de Silvestre.
La neutralidad en que el Emperador creia en­
contrarse colocado, era un arma poderosísima para
los perturbadores del espíritu.
Ya solo el Emperador con Simaco, le dijo:
— Temo que los católicos quieran mandar más
que yo ... Temiendo estoy que lleguen á violar las
leyes del Imperio, y me obliguen á imponerles un
severo correctivo.
— Yo temo, por el contrario, que tü cometas la
falta, y que Dios te mande otra pena como la que
acabas de sufrir... Los arríanos...
Constantino lo interrumpió diciéndole:
— Sólo han hecho uso de las armas en defensa
de mi persona.
— Sí, pero...
— iQué bien juzga y resuelve aquel á quien no
afectan los cosas! Tú mismo me recriminaste por
un acto que favorecía á Silvestre, pronosticándo­
me males terribles... Tú mismo me recriminas aho­
ra porque hice lo contrario... Y sin embargo, abo-
LA CHUZ DÜL H KDEI.'W k ,

ra y antes no di nn solo paso qne no resultara en


fa ''or de los católicos.
—Me parece que estoy oyendo hablar á Contan­
za que es dueña absoluta de sus acciones y de sus
p.; labras... No al Emperador, esclavo de la más.
r ;cta justicia. Porque Silvestre no te ha pedido
q ue persigas á nadie; lo que desea es, que no favo-
ezcas á los enemigos más ó ménos encubiertos de
.a religión católica.
— ¿Dónde está esa protección?
— Demostrada queda con el perdón de Arrio, que-
está bajo el anatema del Concilio.
—-No; bajo el mandato m ió... yo lo desterré.
— Pero presidiendo el Coneilio; en calidad de
cristiano, pues no debes olvidar que te desposeiste
de tu autoridad quitando de las sienes la corona.
No fué, pues, el Emperador el que impuso una pe­
na á Arrio... no es, pues, el Emperador, quien pue­
de perdonar al sentenciado. ¡A h !... ¡Constantino!...
Huyendo de que se te impongan los católicos que
jamás pensaron en ello, te estás entregando atado
de piós y manos á los amigos de tu hermana.. Y
te lo digo yo; yo, que no puedo seguirte en tus-
eirores como cristiano, pero que siempre daré mi
vida por tí. Yo, que jamás me separaré de tu lado...
Y o, que no podré sobrevivirte un solo dia... Yo, pa­
ra quien despues de Dios, lo primero eres tú. Be-
concentra tu pensamiento, y á solas con tu con­
ciencia medita sobre tú conducta... y si resultare
que la mía la encuentras interesada ó poco favora-
LA CRUZ DEL REDENTOR. 245

Me hácia tí, dímelo... manda que el verdugo cer


-cene mi cabeza, que yo sabré morir alabando
Dios y pidiéndole que te ilumine.
Y con los ojos arrasados en lágrimas se alejó.
Constantino iba á entrar en lucha con su propia
conciencia.
En esa lucha en que siempre predomina la idea
de lo bello y de lo bueno, pero que no en todas
•ocasiones consigue la victoria material.
Por eso encontramos tanta diferencia en todas
ocasiones entre las teorías y las prácticas; las pri­
meras, son hijas déla rectitud de la conciencia; las
segundas, de las conveniencias sociales... y no siem­
pre el hombre tiene el valor que se necesita para
saltar con decisión y arrojo la erizada barrera de
las exigencias de la sociedad, y cobarde para el
bien, resulta un héroe para el mal.
Constantino no se libró do esta regla general,
que tuvo la excepción en los mártires de la idea
cristiana, y que despues la ha tenido en el terre­
no de las ciencias; y el que jamás supo contar el
número de .enemigos que le cerraban el paso; el
que, cual águila, atravesó los Pirineos y los Alpes,
temblaba como un azogado al colocarse frente á
frente con su conciencia.
Medroso comenzó, y en fuga precipitada tenia
que terminar..
Que no hay peor consejero que el miedo, la duda
y la vacilación.
Fijas tenia en su mente las palabras que en nom­
246 LA CHUZ BEL RBDEHTOK.

bre de Silvestre le habian sido comunicadas; fijas-


tambien las de Simaco... Hecordaba una por una
las de au hermana; las del mismo Arrio... Y al co­
locarlas en la balanza se rendía ante la evidencia.
Sin ser tirano, sin desquiciar el Imperio... por
el contrario, dándole mayor esplendor y lozanía,,
habia realizado verdaderos prodigios, cuales eran
armonizar los intereses de todos¡ para que sin me­
nosprecio para ningún ciudadano, los católicos
llegaran á ser el más firme baluarte de su trono,
puesto que al protegerlos, igualándolos á los.de­
más, servia á la verdadera causa.
Sin trastornos también encontró medio hábil y
expedito para dar independencia á la Iglesia de
D ios...
Habia hecho lo más, y no tenia fuerzas para ha­
cer lo ménos, y coronar dignamente su glorioso
reinado de Emperador.
Y todo, ¿por qué?
Porque la astucia habia colocado las cosas en tal
terreno, que hacia indispensable usar de los medios,
directos.
Porque el enemigo no era franco ni noble... por­
que no presentaba cara á cara la batalla... porque
no usaba armas de buena ley.
Los gentiles odiaban á los cristianos, y sin ocul­
taciones ni emboscadas los perseguían y les daban
la muerte...
Pero los arríanos decían:
«Partimos de la misma base, que es un solo Dios;
LA C R fZ DEL REDENTOR. 247

reconocemos la divinidad de Jesucristo, eomo oma-


uada del Padre... esto es, como consecuencia, mien­
tras que vosotros como origen... ¿Qué nos separa?
Como principio en lo divino, poco ó nada: como,fin
en lo humano, todo... Porque nosotros no acatamos
lo que vosotros como hombres habéis sancionado en
el Concilio.»
Y añadian:
«Convocad nuevamente á los Obispos, discuta­
mos lo que á lo humano se refiere, ó sean las leyes
á las cuales debe atemperar el hombro cristiano su
vida y sus costumbres... Pero con calma, con mesu­
ra, con ámplia libertad para decir todo lo que se
crea conveniente... que las discusiones sean públi­
cas; que los acuerdos, fundados en razones admiti­
das como buenas, públicas sean también... Que el
pueblo pueda aprobar ó desaprobar nuestraconduc­
ta ó la vuestra... Y no temáis, si la victoria nos cor­
responde, que os imitemos cerrando las puertas
de la patria á los vencidos.»
Con estas palabras engañaban á la multitud y la
incitaban á la rebelión.
Con estos argumentos seducían al Emperador y
se aprestaban á una lucha en la cual nada podían
perder, y por lo tanto tan sólo podían ganar.
Porque el mal no estaba donde ellos lo señala­
ban... sino en aquello á que fingían darle poca im­
portancia, como ló era lo referente á la divinidad
de Jesús.
Porque si esta divinidad era emanada, el Padre y
248 LA CH1351 UiSJi REDENTOR.

el Hijo tenían que ser dos Dioses, en cuyo caso los


cristianos eran politeístas; y si era origen, el Padre
y el Hijo, aunque bajo distinta forma, representa­
ban la unidad.
Este habia sido el tema principal del Concilio; de
aquí partió el anatema contra Arrio y sus doctri­
nas... y este punto era el que no querían discutir
los que constantemente provocaban á la discusión,
y hacían creer á Constantino que los católicos te­
nían muchos puntos de contacto con Licinio; que,
por regla general atacaba por la espalda, el dia en
que mayor amistad ofreciera al enemigo que con no­
bleza lo creía, y con afecto estrechaba su mano y
1c abría sus brazos.
Y ya sabemos que el alma de aquellas intrigas
•era Contanza... la hermana del Emperador, que
sin que fuera revocada la disposioion roferente al
celibato, no podía aspirar á unir su suerte con la de
Arrío.
En la mente de Constantino bullían las ideas,
como en el inmenso horno de las entrañas de la
tierra el fango y la lava que, rompiendo la corteza
terrestre, en majestuosa y terrorífica columna de
fuego se elevan por los aires amenazando al cielo,
para en breve descender á la tierra, y más tarde,
despues de arrasar cuanto tropiezan, cumplir con la
ley natural, y convertirse en sustancias inanimadas,
en materia muerta.
Porque los sofismas arríanos ponían en conmo-
-cion la sangre en las venas de Constantino, que hir-
LA CHOZ PKL KKDE2TTOR.

viente llegaba hasta b u cabeza... mas verificada la


irrupción, venia el aplanamiento...
Y de aquel fango y de aquella lava surgían las
.abundantes y salutíferas cosechas que daban la sa­
lud al alma, convirtiendo el daño en beneficio.
Y Constantino acababa por dar la razón á los
•emisarios de Silvestre y á los consejos de su fiel
Simaco.
Porque, á falta de otro argumento, venían á su
imaginación estas palabras:
«Todo es posible para el poder de Dios.»
Y decidido se levantaba, y su mano pretendía
trazar una nueva órden de destierro contra Arrio.
Mas en aquel mismo momento exclamaba:
— ¿Y qué contestaré al pueblo cuando me pre­
gunte por mi firmeza de carácter? ¿Qué, si un dia
se levanta airado en demanda del destierro de Sil­
vestre? Mi determinación, ¿no puede traer la lucha
armada? ¿Cómo juzgará la historia mi conducta si
la de hoy no corresponde á la de ayer?
Y anteponiendo lo humano á lo divino, termina­
ba por decir:
—Todo antes que una complicación en el Impe­
rio... para no consentir la perturbación, arranqué
la existencia á mi hijo... Si la provocara yo, obli­
gado estaría á quitarme la vida,.
En esta terrible lucha, tejiendo para destejer;
inclinándose hácia el bien y cayendo del lado
opuesto, pasó muchos dias Constantino, hasta que,
impulsado por su hermana, volvió á escribir á Ata-
TOMO II. 32
2ÍÍ0 L A CKUZ DEL REDENTOR,

nasio, diciéndole que vería con gusto á Arrio for­


mando parto do los sacerdotes que constituían su
Iglesia.
La respuesta fué negativa, y en ella aparenta­
ron ver los arríanos algo que ofendía la dignidad
del Emperador.
Así se lo hicieron presente, y así lo creyó Cons­
tantino, que, irritado, trazó algunas líneas, ún tan­
to duras, para el obispo de Alejandría.
Mas aquella carta quedó sin respuesta por parte
de Atanasio, pero en cambio se le presentaron de
nuevo los emisarios de Silvestre para rogarle que
ya que tanto ambicionaba la paz del Imperio, no
fuese él el perturbador, pretendiendo mandar en lo
que, por ser del fuero de la conciencia, estaba bajo
la autoridad de los Obispos.
— Como Emperador, mandas en la persona, de
Atanasio,— le dijeron los católicos,— como mandas
en la de Silvestre: puedes desterrarlo, disponer que
ruede su cabeza... pero de ningún modo obligarlo á
que proceda de modo contrario á la fé católica. Que
Arrio acate el Concilio de Nicca, que cumpla sus
acuerdos, y verás cómo el obispo de Alejandría ó
cualquier otro abre sus brazos para recibirlo como
á un nuevo hijo pródigo.
Y la lucha Biguió con más encarnizamiento en el
cerebro de Constantino; pues para no castigar la
desobediencia de Atanasio, tenia las mismas razo­
nes que para no desterrar nuevamente á Arrio.
Tanto Fausta como Tibureio estaban ¡satisfe-
LA c a v a DEL REUENTOK. 2¡)l

el) os; aún no hablan logrado nada positivo... pero


la manzana de la discordia comenzaba á dar sus
fruí,os, y la iYinesta serpiente iba levantando su re­
pugnante cabeza en dirección al árbol, desde cuyo
tronco ejercía su mortífera influencia.
CAPITULO XIV

Los verdaderos cobardes.

’ ON cuánto dolor leyó Elena la epístola en que


Constantino declaraba que tenia la íntima
convicción de que su hijo habia sucumbido
víctima de las apariencias y de los malos consejos!
¡Cuántas lágrimas derramó por la memoria de
Crispo, y cuántas implorando al cielo que perdo­
nara á Constantino, que poco prudente habia dic­
tado la órden fatal!
Pero mavoro angustia
O v
v tormento le causó aún
las letras que de Simaco llegaron á su poder.
E l bufón declaraba que todos sus buenos deseos
no eran suficientes á llenar el vacío que existia al
lado del Emperador, que por horas y por momen­
tos se entregaba á un género do vida y á un ór­
den de ideas que irremisiblemente lo llevarían al
abismo.
— Tengo que abandonar estos lugares,— dijo al
LA CRUZ S E L IUSDENTOH. 253

obispo de Jerusalén.— Estoy obligada á marchar


al lado de mi hijo, cuya salvación se halla en pe­
ligro inminente.
— ¿Y abandonas el pensamiento que te trajo?
— Él será mi ideal en tanto aliente... quizás con­
siga ahora lo que tanto tiempo llevo aquí esperan­
do, y lo que seguramente ha de ser el término de las.
terribles discordias. Pero Dios no ha dispuesto aún
que cese la lucha... En sus altos disignios, no nos.
juzga dignos de la paz que tanto apetecemos.
— ¿Y cuándo marcharás?
— Tan pronto como se haga á la mar el primor
barco que lleve la. dirección que deseo.
- ¿ Y vas á confiar tu vida, no sólo á la incle­
mencia do las olas, sino también al capricho de un
hombre extraño, que bien pudiera ser tu enemigo?
— Confío mi suerte á la voluntad divina: pongo
mi vida en manos de Dios.
— Lleva soldados del Imperio que te guarden y
que te defiendan.
— Me basta con María y con Clarieia. ¿Crees que
los soldados rae guardarán mejor que la Provi­
dencia?
— No.
— Pues entonces, ¿qué temes? ¿No ves que la más .
pequeña dilación en ir al lado de mi hijo pudiera
traer males sin cuento? ¿Quieres que grave mi con­
ciencia con el inmenso peso de un remordimiento
eterno? Mil veces vi mi vida en grandes peligros:
mil veces creí llegada mi última hora... Pero Dios
254 TiA CROZ DEL REDENTOR.

310 me dejó de su santa y poderosa mano, y sin es­


fuerzo alguno, por mi parte, conservé la vida que
con tanta alegría hubiera perdido por Nuestro Se­
ñor Jesucristo.
— Admiro tu valor, tu abnegación, tu entusias­
mo y tu fé.
— El que cree como yo creo, jamás mira decaer
su valor ni su entusiasmo: la que, como yo, jamás
pide para sí. todo lo encuentra y todo lo consigue.
— ¿Dichosa tíi! ¡Tú, que siempre esüás asistida
por Dios Trino y Uno! ¡Qué consuelo tan grande
experimento al escucharte'... ¡Qué alegría tan in­
mensa traen tus palabras á mi corazon!... Sí, vol­
verás para realizar lo que por inspiración divina te
hizo dirigirte á este extremo del Imperio... Yo ten­
go fé... Tii la acrecientas... orando por tí permane­
ceré largas horas todos los dias hasta tu feliz re­
greso.
— No tan rápido como yo quisiera. El pueblo
romano es amante de las artes, y desea conservar
como joyas artísticas ciertos edificios. De esto ha­
cen un arma poderosa los gentiles, y ocultando
sus intenciones y sus miras egoístas, defienden los
templos y log*ran encontrar quienes les ayuden,
hasta entre los mismos católicos. Este arma está
siendo esgrimida con más energía en defensa del
templo de Vénus, que lo fué hasta ahora para
otro cualquier albergue de la idolatría... Mi mis­
mo hijo está infestado deesa fiebre artística... y
como yo no uso otros procedimientos que la persua-
LA CRUZ SBC. REDENTOR 2S5

sion, la lucha es desigual, y tardaré en conseguir


la victoria.
—Pero la alcanzarás.
— Confio, como en todo, en la protección del cielo.
En un principio tuve temores y dudas: no me juz­
gaba digna de ser la elegida para tan grande obra...
Por eso calló: de convertir en ruinas ese monumento
destinado á la impúdica deidad y no encontrar la
santa Cruz en que sufrió la muerte el Hijo de Dios
hecho Hombre, el desprestigio que hubiera caido
sobre la religión y sobre mi hijo no tuviera límites.
¿Cómo en un acceso de delirio, de orgullo, compro­
meter lo divino y lo humano?
— Pero ahora...
—Ahora tengo la seguridad de que nada com­
prometo. Para confesarme del pecado de soberbia
en que creía estar, visité á Silvestre... ;Y cuánta
fué mi alegría al escucharlo! ¡Ah! no hay duda: en
los cimientos de esa mole de piedra labrada se es­
conde la Cruz del Redentor... Por grande que sea
el mérito artístico del edificio: por mucho que re­
presente á los ojos do los artistas, ¿podrá comparar­
se ni por un solo momento con el tesoro que yo ven­
go buscando? ¿Qué significa lo que el hombre hizo
y puede derribar y construir otra vez, con lo que
es eterno, inmutable, y nadie puede reproducir?
¡O h!... ¡Qué dias tan hermosos esperan á la cris­
tiandad! ¡Cómo van á tener término todas las du­
das, todos los temores, todas las intrigas! ¿Quién
osará negar lo que vea y lo que toque? ¿Quién
2 5 '? L a Í!M !7. S E L KiSDBKTOK.

mentirá ante la Cruz sin sufrir en aquel momento


el más justo de los castigos, la más justa de las
expiaciones?
Y haciendo una transición, exclamó:
— Ahora, al lado de mi hijo; á salvarlo de los
peligros que lo rodean, y de los euales no tiene
fuerzas para alejarse por sí sólo... Luego... luego,
otra vez á Jerusalén en busca de la Cruz del Re­
dentor.
Al dia siguiente salia un pobre bajel, mandado
por más pobre gente.
Era un barco destinado al entonces poco produc­
tivo trasporte de víveres.
Experto en los accidentes del mar era el capitan.
que lo mandaba... pero la embarcación tan débil,
que imposible parecía que pudiera llegar al térmi­
no de su viaje.
Elena se presentó ocultando su nombre y su ca­
lidad.
E l capitan se negó á recibirla... El barco no te­
nia condiciones para llevar pasaje.
— Eres vieja,— le dijo;-—te acompañan dos her­
mosas mujeres... no tengo dónde colocaros. Si fué-
seis tres hombres, del mal e) ménos. Además; yo
hago este viaje á riesgo y ventura, la travesía será
larga y pesada... En nave de tan malas condicio­
nes, no debes arrostrar los peligros de alta mar...
Mejor cuenta te tiene esperar otro bajel que te con­
duzca... Saliendo despues que el mió, llegarás
antes.
L A CRUZ S E L REDENTOR. 357

— Tu franqueza me inspira gran confianza, y me


decide, en vez de disuadirme. .En tu bajel iremos
las tres, y confío en que el viaje será rápido y
feliz.
— Yo he cumplido con mi deber advirtiéndote lo
que pudiera ocurrir... Ahora puedes hacer lo que
quieras, segura de que mi vida guarda las vuestras.
Aquí va toda mi fortuna: la de mis hijos: de llegar
felizmente, me espera una vejez tranquila al lado
de los séres amados... Ya ves cuánto empeño debo
tener en llegar.
— ¿Cuándo marcharás?
— Esta misma tarde.
— Dentro de una hora estaremos aquí.
El capitan procuró enterarse de quién eran las
que tanto empeño tenían en hacerse á la vela, te­
meroso de que fueran gentes que por sérias razones
tuvieran que huir, y esto le trajera algún com­
promiso.
Fácil le fuá saber quiénes eran los navegantes,
y decidió de nuevo no asumir tan grande responsa­
bilidad. )
— ¿Qué será de mis hijos si ei mar nos traga?
¿Qué venganza no tomará en ellos el Emperador,
sospechando que yo maté á su madre? ¿Cómo asis­
tirla con las comodidades que exige persona de tan­
ta categoría y dignidad?... ¡Una Emperatriz á bor­
do de mi mísero bajel! No, imposible.
Pero cuando el capitan llegó al barco, dispuesto
á marcharse sin aguardar á las viajeras, éstas csta-
roíto ii. 33
258 LA CRUZ DJSL HiDENXOK

btm ya acomodadas entre los bultos del carga­


mento.
Precipitadamente dió la órden de partida: ei
viento era favorable, y en poco espacio el bajol se
alejó de las costas.
Nunca habia navegado en tan buenas condiciones
marineras el Apolo: el mismo capitan estaba asom­
brado.
Satisfecho, pensó en descansar, y al ir en busca
del pobre camastro, sobre ei cual dejaba caer su
cuerpo durante las horas del sueño, distinguió á las
tres viajeras que de hinojos y con las manos cru­
zadas estaban orando.
Su admiración no tuvo límites: creyó que soña­
ba: pero pronto pudo convencerse de que era rea­
lidad lo que sus ojos veian.
Inmóvil como la roca quedó por algunos mo­
mentos.
En sus oidos iban resonando dulces armonías y
melodiosos ecos, que llegaban á su alma, anegán­
dola en plácida alegría.
Y aquellos ecos iban creciendo y creciendo, has­
ta que llegaron á troearse en hermoso y sublime
cántico religioso... en sublimes estrofas emanadas
del cielo.
Sólo cuatro hombres y el capitan tripulaban el
barco...
A todos ellos llegaron los sones de aquellas ple­
garias cristianas; y todos ellos, como impulsados
por un mismo sentimiento, abandonaron el gobier­
LA CRUZ S E L REDENTOR. 5J59

no de la embarcación, y extasiados, se pusieron, á


escuchar.
Con buen tiempo y vientos favorables, la trave­
sía. desde Jerusalén á Oyprees (Chipre), era de vein­
te dias cuando ménos.
Los tripulantes pasaron la noche oyendo á las
tres viajeras, *

Los dorados rayos del sol los hubo de sacar de


aquel éxtasis en que habían estado toda la noche...
Acudieron al manejo del bajel, y entonces so ad­
miración no tuvo límites...
Estaban á la vista de la hermosa isla, hácia la
cual habían puesto la proa.
El milagro era tan patente, que no había medio
de ponerlo en duda.
—¿Qué mano misteriosa impulsa esta pobre j
desquiciada embarcación, que la hace volar más
que el viento, y que la iguala con el rayo despren­
dido de las nubes?— preguntó el capitan.
Y Elena le dijo:
— La mano de la fé en Nuestro Señor Jesucristo.
Porque aquel que sin dudas, sin vacilaciones, confía
en Él, siempre llega á buen puerto, y ni el frió hie­
la b u s miembros, ni el calor lo abrasa, n i el hambre
lo mortifica. El que sufre y ofrece sus dolores en
descargo de sus pecados, en medio de sus padeci­
mientos experimenta un gran consuelo.
— ¿Quieres instruirme en esa religión?
— Tal vez la torpeza de mi lengua no alcance á
persuadirte... Pero si me escuchas con buena vo­
260 LA CRUZ DEL REDENTOR.

luntad, segura estoy de que tu inteligencia suplirá


mi falta de claros y persuasivos razonamientos.
— Dispuesto me tienes á oirfce como á un oráculo.
— No: préstame atención como lo que soy: como
humilde hija de Jesucristo.
— Como madre del Emperador: como soberana
Emperatriz te escucharé.
— Entonces no conseguirás nada de provecho
para tu alma. Porque esos dictados te hacen formar
de mí una idea mundana, y para llegar al cielo es
preciso desprenderse por completo de los resplan­
dores de la tierra. Humilde fué Jesús: tan humilde,
que no hallando albergue que satisfaciera su humil­
dad, tuvo por cuna un pesebre... Y allí fueron á
rendirle tributo y adoración los reyes de la tier­
ra... Y aquella humildad fué su inseparable com­
pañera hasta la Cruz.
— Sí, pero tú...
— Yo llevo la púrpura con que mi hijo quiso cu­
brir mis hombros, cuando débil en la fé creia que
los atributos do la majestad imperial eran la más
segura, la única salvaguardia de mí vida; y yo re"
sistí aceptar aquel galardón, pero Jesucristo quiso
que lo aceptara, y, esclava de sus mandatos, obede­
cí. Pero ya lo ves; de esos oropoles, sólo uso en los
casos en que es indispensable para el brillo del Im­
perio.
— Puedes desposeerte de la púrpura; pero ¿cómo
de ser la madre de Constantino?
— Tampoco lo pretendo: Dios quiso que de mi
LA CRUZ SSL REDENTOR. 261
«eno naciera el primer Emperador cristiano... si
alguna vez he sentido el orgullo, fué al verlo pro­
tegido por la Providencia, realizando en parte las
grandes profecías. Porque Jesucristo habia dicho,
que la religión que El predicaba era compatible
con todas las formas de gobierno; con todos los
modos materiales de vivir de los pueblos; con el
trabajador y con el Cé3ar; con la csclava y con la
matrona. Y esto que muchos negaron, ha tocado en
suerte á mi hijo comprobarlo. Vé á los templos
cristianos, y allí verás formando la Iglesia de Jesu­
cristo al prdeer, al magnate, al guerrero y al hom­
bre de pobre condición: allí se confunden los ricoa
y los indigentes, los sábios y los ignorantes... todos
son hermanos y todos se aman.
— ¿Entonces viviréis en una constante paz?
— No; eso seria igualarnos con las venturas de
los que gozan de la presencia de Jesucristo; do los
que están puros y limpios de pecado. La tierra no
es el lugar de la perfección, sino el punto interme­
dio entre la nado, y el todo; el lugar donde tiene co­
mienzo la regeneración del espíritu que nos anima;
donde adquiere el brillo que necesita para alcanzar
el cielo prometido por Jesucristo; la gloria de que
nos hablaron los profetas de la antigüedad, primea
ro, y los apóstoles despues- Venimos aquí para lu­
char... la victoria es fácil... se alcanza con sólo te­
ner fé en las promesas del verdadero Dios»., Para
ser derrotado, es preeiso endurecer el corazon, y
complacerse en ello.
262 LA CRUZ DEL REDENTOR.

— ¿Todo se alcanza con tener fé?


— Sí, todo, por más que algunas veces nos enga­
ñan las apariencias, haciéndonos ver un mal donde
sólo existe un bien: haciéndonos derramar lágri-
más, donde debieran brotar las más hermosas son­
risas. Todo lo contrario sucede al empedernido...
rie dónde y cuando debiera llorar; contempla la
ventura en aquellos que deberían inspirarle horror.
Tú eres una prueba palpable de lo que estoy di­
ciendo.
— ¿Yo? ¿Por qué?
— Porque crees encontrar nna vejez tranquila en
las riquezas, y sonríes; piensas en la pérdida délos
bienes terrenales,7 v
u tiemblas.
— Tengo séres que dependen do mí, y por los
cuales debo velar.
— Y crees haber cumplido tus deberes llevándoles
oro para que vivan sin trabajar... ¡Cuán grande es
tu error! Esas riquezas son humo, ilusión; fantas­
ma que nos presenta como séres reales el ángel del
“'mal. Llevas oro á tus hijos; oro que una ola puede
arrebatarte en un momento; 'que una mano peca­
minosa te puede quitaren un segundo; qne sólo
proporciona placeres efímeros; que en la mayoría
•do los casos conduce al vicio y acelera el dia de la
'^muerte. *
— ¿Es posible?
— Contémplate y contempla á los que bajo tus
órdenes cruzan contigo el mar, y verás que son más
felices que tú, pues viven sin los temores qué á tí
í,A CHUZ S E L KEDENTOH. 263

te acosan por todas partes. Fíjate bien en ellos, y


dime si no notas una grandé diferencia entre los
que viven de su constante trabajo, y los que pasan
la vida en completa holganza. Aquellos están sanos
y robustos: su tez es morena como curtida por el
sol, el frió, el agua y los vientos... éstos sufren mil
enfermedades: sus rostros están amarillentos, sus
fuerzas enervadas, su inteligencia embrutecida.
Pues no olvides qne lo qne acontece en lo material
y terreno, sucede en igual forma en lo espiritual y
divino... Que el alma alejada de la meditación en
Nuestro Sefior Jesucristo, enferma pronto, decae do
su energía, se abate y sucumbe. Y ten muy presen­
te , que las riquezas nada significan ante la divini­
dad, porque la gloría no se compra con dinero sino
con buenas acciones.
—Be modo que las riquezas, según eso, ¿no sir­
ven para nada?
— Son buenas cuando se emplean en acercarse á
Dios, y malas, cuando sirven para alejarse de EL
La limosna que hagas en secreto; la caridad que
ejerzas on el misterio; el pedazo de pan que des
al hambriento sin pensar en la recompensa, aprove­
chará á tu alma, tanto como pei'judica á tu cuerpo
el dinero invertido en la orgía 6 gastado con orgullo
para que lo vean las gentes y sientan 1a- envidia. La
base en que descansa el cristianismo as el amor al
prójimo: el que no ame, no espere ser amado: el
que no sepa sufrir por su hermano, no confíe en
que su hermano padezca por él.
2 «4 LA CRUZ DEL HEDENTOE.

Aquí llegaba Elena, cuando el bajel entró en el


puerto con toda felicidad.
Como la travesía habia sido tan corta, aquella
escala en la navegación pareció inútil al capitan,
y dispuso poner nuevamente la proa al mar.
Pero Elena le dijo:
— ¿Quieres practicar una buena obra que en rea­
lidad nada te cuesta?
— Sí; ¿qué tengo que hacer?
— Saltar en tierra y repartir entre los pobres que
haya en la playa el dinero que habría» de haber
invertido en comprar víveres, puesto que conser­
vas todos aquellos con que emprendiste el viaje.
Piensa que la travesía duró el tiempo que tú ha­
bías calculado, y siempre saldrás ganando la bre­
vedad con que llegaste á este puerto. Con tal acto
te harás agradable á Dios, y no habrás mermado
tus intereses. Ajusta bien la cuenta; no escatimes
una sola moneda... siembra bien, y recogerás el
fruto en buen tiempo y madurez.
Y el capitan obedeció lo dispuesto por Elena; y
los pobres prommpieron en alabanzas que lleva­
ron al corazon de aquel hombre un bienestar que
jamás habia experimentado.
Algunas horas despues el barco volvía á empren­
der su camino, impulsado por las brisas, y como si
navegara por el más hermoso y tranquilo de los
lagos.
Y con más rapidez aún que habian llegado á
Chipre desde Jerusalén, cruzaron el largo trayecto
L A CfUiZ SEL REDENTOR 265

que los separaba de Gandía, y penetraron en el la­


berinto de islas que forma el archipiélago griego.
Mientras arriban á Tracia, veamos qué ocurría
en Constantinopia.
La entereza de Atanasio llegó á mirarla Cons­
tantino como una falta, como un desprecio á su
autoridad, y buscaba el modo de castigar su atre­
vimiento.
Pero no quería hacerlo de un modo ostensible ni
que tuviera los caractéres de la venganza.
— Como Emperador puedo imponerle un correc­
tivo por desatender mis ruegos; pero eso equival­
dría á imponerme á los Obispos, y los católicos, cre­
yéndose perseguidos de nuevo por mí, me llamarían
tirano. ¿Qué haré?
En la duda, mandó llamar á Arrio y le dijo:
— ¿Tienes seguridad de vencer á Atanasio en
otro Concilio?
— Te respondo de ello, si se verifica en las con­
diciones que conoces... Esto es: si la discusión es
pública; si los acuerdos se someten á la mayoría
de los congregados; si todos juran acatar y cum­
plir las decisiones. Pero seguro estoy también de
que no acudirán á tu llamamiento como la otra veas:
tienen miedo,>v «' se esconden... La secta católica
pretende, como los gentiles, dominar por el terror
y el espanto. Nosotros, los verdaderos cristianos,
los que vemos en Jesucristo al gran ejemplo, al sér
humano creado por el Padre, destello de la Divini­
dad, pero no la Divinidad misma, aceptamos la dxs-
t o íio ii. 34
LA CRUK 1>UL RKD ENTOK.

•cusion en el terreno que nos la presenten... pero la


ambicionamos ante testigos imparciales, para qne
no suceda lo que en Nicea.
— Allí estuvo representado el pueblo.
— Sí: mientras duró la discusión, dogmática; pero
tan luego como llegaron al planteamiento de lo dis­
ciplinario, alejaron al pueblo para que ignorase los
fundamentos en que descansaban las determinacio­
nes... Para que no so conocieran á qué obedecian
las contradicciones que más do una vez tengo seña­
ladas, y entre las cuales ocupa el primer lugar el
absurdo que existe entre prescribir el eelibato y
arrojar del. seno de la Iglesia, llamada católica, á
los sacerdotes que se mutilan.
Este era el punto principal para Arrio; y no por
encontrar absurdo, como habia dicho, la determi­
nación del Concilio, sino porque con tal acuerdo él
no podia unirse con Contanza, ni aspirar á que su
parentesco con el Emperador le llevara un dia á
ocupar la Sede de Boma, que era su más dorado
sueño.
— ¿Por qué prohíben la mutilación?— proseguía
Arrio.—Por contraria al precepto «creced y mul­
tiplicaos.» ¿Pues cómo entonces obligan al celiba­
to? ¿Cómo compaginar lo uno con lo otro? ¿Es que
autorizan el incesto, que ordenan el pecado? Por­
que deben saber por oxperiencia propia, que la na­
turaleza nos sujeta á leyes que es forzo cumplir
y que todos cumplen. El celibato es contrario á la
naturaleza y á los preceptos de Dios.
* W LA CRUZ DBL REDENTOR. 267

Vistas las cosas por el lado que las presentaba


Arrio, todos le daban la razón.
Prohibir lo dispuesto por Dios, no era guardar
su ley, sino faltar á ella,
¥ como al lado de Constantino y en contraposi­
ción á Simaco habia mucha gente, el Emperador
llegó á caer en las redes que se le tendían, y trató
de convocar á otro nuevo Concilio, bajo las bases
que deseaban con ansiedad los arrianos.
Pero los Obispos no dependían como tales de la
autoridad temporal de Constantino, sino de la espi­
ritual de Silvestre, jefe supremo de la iglesia, y así
se lo hicieron comprender dicíéndole:
— Como ciudadanos, iremos donde quieras en de*
fensa de tu autoridad, que reconocemos, acatamos
y sostendremos; mas como Obispos, nuestra volun­
tad es la de Silvestre.
— Ya lo ves,—le dijo Arrio al tener conocimien­
to de lo expuesto.—'Todos te acatan, todos te de­
fienden... pero ninguno (.e obedece. Eres el amo de
una casa en la cual no puedes imponer tu voluntad.
Y lo peor es que, en mi concepto, no estás en el
caso de imponerte, porque destruirías la grande
obra que ha de inmortalizarte.
— ¿Y qué 'hacer?
— Decir que, como hijo obediente de la Iglesia
católica, sólo propones á loe Obispos lo que juzgas
más acertado para salvar tu responsabilidad, y se­
guir la neutralidad que hace tanto tiempo te tra­
zaste... que ocasiones tendrás de realizar como Ení-
268 I ¡4 CRUZ DEL, REDENTOR.

pcrador, lo que no te es dable llevar á la práctica


como católico. Tú has tejido las redes en que te en­
cuentras preso, y los Obispos se escudan en las atri­
buciones que otorgaste á Silvestre para ocultar e l
miedo que la discusión les produce.
— Voy creyendo que, en realidad, son unos co­
bardes.
— Y debes creer que por lo mismo son cien veces
más temibles que aquellos que con valor y arrojo
presentan la batalla.
En esto llegó Elena, sorprendiendo á todos su
inesperada presentación.
En breve se bizo cargo del estado en que estaban
los asuntos religiosos, y decidió corregir lo que pa­
saba, por medios indirectos.
Pues ¿cómo colocarse frente á frente de su hijo
en lo relacionado con la religión? ¿Cómo perturbar
ella la paz del Imperio? ¿Cómo aparecer superior á
Constantino?
Y al mismo tiempo, ¿cómo consentir, cómo auto­
rizar con su silencio la herejía de Arrio ni las debi­
lidades de su hijo? ¿A qué entonces su viaje? ¿Para
qué habia abandonado precipitadamente los Santos
Lugares?
Arrio babia demostrado á Contanza los temores
que le inspiraba la presencia de Elena, y la con­
sultó con respecto al partido que debia tomar.
La •hermana de Constantino no supo qué respon­
derle: la situación en que todos se encontraban con
la llegada de Elena, era. dificilísima.
La c a c z DBU RBDBNTOR. 289

Pero Fausta consultó á su vez con Tibureio, y


éste la dijo:
— Nada más fácil que alejar de estos lugares á
Elena , ni nada más sencillo que librarse de sus in­
fluencias.
— ¿Fácil y sencillo has dicho?
— Para vosotros, sí.
— ¿De qué manera?
— Siendo todos vosotros elementos contrarios
á mí.
— No te entiendo, Tibureio.
— Los arríanos, ¿no adoran la cruz? ¿No recono­
cen la divinidad de Jesucristo lo mismo que Elena?
— Sí; pero en otros puntos...
— Aquí el principal es éste. Todo consiste en que
ayudéis las pretensiones de esa católica, vosotros,
que sólo sois cristianos.
— Y a soy gentil. Tibureio.
— Tú no eres nada: esto es, tú eres lo peor de
todo cuanto se puede ser.
— ¿Así me juzgas?
— La que como tú vive alejada de toda creencia,
más que otra cosa, es una de tantas bestias eomo
pueblan la tierra, y de la cual nada bueno puede
esperarse, y todo lo malo se debe temer. Dices que
adoras á Yénus... y no es verdad. Adoras los place­
res que en su nombre se te ofreeen, los deleites que
sus fiestas te proporcionan. Si en nombre de Jesu­
cristo te dieran orgías y concupiscencias, fueras
cristiana: si en el Concilio de Nicea se hubiera
270 LA CKIIZ DEL KKliENTÜk.

acordado la libertad del vicio, fueras católica. Es


más: te creo capaz de adorarme; espero y confío en
que me adores, si, fiel por algún tiempo á lo que me
tienes ofrecido, te haces digna de que.yo te conce­
da lo que tanto te agrada del gentilismo, y lo que
hoy no encuentras medios de conseguir.
— En t.ns palabras mezclas el insulto y el halago.
¿Por qué?
— ¿Que yo te insulto? ¿Que yo te halago? Para
que cualquiera de las dos eosas fueran ciertas, seria
preciso que yo te amara ó que yo te temiera: que
yo te viese superior á mí ó que esperase que llegad-
ras á serlo. Pero no hay nada de eso. Sobre mi,
sólo tienes nn poder... el que yo te he concedido:
el de llamarme cuando sea tu voluntad, y hacerme
comparecer. Te he comparado con las bestias, no
para insultarte ni para ofenderte, sino porque nada
existe que mejor te retrate y te caracterice,
— No veo la semejanza.
— ¿No? pues díme: ¿qué misión es la de esas fieras
que pueblan los bosques? ¿En qué emplean su exis­
tencia.? ¿A qué dedican sus fuerzas? *
. — No he vivido entre ellas,— respondió fausta
con desden.
— Pués voy á decírtelo. Las fieras, como todos
los animales de la naturaleza, ménos el hombre, só­
lo cuidan de satisfacer las necesidades materiales
do la existencia y los placeres del vicio. Sólo en
determinadas épocas riñen y aun se matan; esa épo­
ca es la llamada del celo.
LA CBSJií DHL RISD ü.N TuR. 271

— Y eso... ¿qué tiene que ver conmigo?


— Mucho; pues dominada por el vicio, tú eres la
bestia que jamás te miras satisfecha de los goces
material es de la carne. La fiesta continuada, la que
parezca que no ha de tener fin, esa es la que más
te complace. El sitio, el lugar ú ocasion, para tí
nada significan; de igual manera celebrarías una
orgía sobre el Ara de los católicos que sobre la tum­
ba de tus hijos, ó el fango del lupanar. La leona de­
fiende á sus cachorros y ama á su compañero; re­
siste las sugestiones del macho y cede á la ley de
la naturaleza... ley imperiosa, ineludible; pero tú
ni supiste amar al fiero león, ni cuidaste de tus hi­
jos; la naturaleza no te dicté leyes; tú. en cambio,
las hollaste todas y las eonvertiste en vicio. ¿Cuán­
do mostraste resistencia? ¿Cuándo apareció en tu
rostro eso que llaman pudor? ¡A h!... Ven conmigo.
Y tomándola de una mano, la atrajo hasta él di-
ciéndola:
— Ahora vas á ver todo lo que te tengo reser­
vado.
Hirió con la planta el suelo, y ambos se perdie­
ron en las entrañas de la tierra,
Y como Luzbel hizo en otros momentos con Ti-
burcio, éste condujo á Fausta al lugar donde esta­
ban los condenados, ^
— Ahí los tienes,— les dijo.—-Míralos bien uno
por uno: cada cual está empleado en aquello que
más le agradó durante su vida. El avaro, amonto­
na riquezas; el nigromántico, ejerce sus hechicerías;
272 LA CRUZ DEL REDENTOR.

el bebedor, cuenta por millares las cántaras de


mosto; los gladiadores, están en constante lucha; los
hipócritas, oculta,u el rostro bajo la máscara de la
mentira; el lujurioso, dispone á su placer de séres
que le complazcan... Tú gozarás de todo esto jun­
to, porque en tí residen todos los vicios... M ira...
mira lo que to tengo reservado.
Y abriendo una puerta, le mostró en vicios cuan­
to el infierno encierra.
Fausta se soltó de la mano de Tiburcio.
— Déjame aquí,— le dijo:
Y frenética se lanzó en medio de aquella asque­
rosa podredumbre, que para ella representaba la
felicidad.
— No puedo complacerte: aún no has hecho mé­
ritos bastantes para llegar hasta aquí: aún tienes
que ayudar á Contanza y á Arrio.
Un momento despues, todo habia desaparecido,
y ambos se encontraban en el aposento de Fausta.
— Prosigamos nuestra interrumpida conversa­
ción. No muestres desagrado. Cuanto has visto, será
tuyo... pero no ahora. Busca ó llama á Contanza,
y díle que es urgente que, tanto ella como Arrio, in­
fluyan con el Emperador para que otorgue á Elena
lo que solicita... para que marche de nuevo á Jeru­
salén, y destruya el templo de Yénus.
— ¿Tú crees?...
— Que de ese modo Elena se alejará en seguida;
y al propio tiempo, que Arrio ponga en conoci­
miento de Constantino que tiene que ausentarse
LA CJUJZ DEL REDENTOR. 273

para evitar discusiones con su madre en públi­


co, pues seguro de vencerla, tendría que dejarse
derrotar, y ninguna de estas cosas desea; que él
ambiciona discutir en un nuevo Concilio, con los
Obispos... pero que necesita, al par que defender la
verdad que siente y cree, respetar como se mere­
ce á la, Emperatriz, que al propio tiempo es la ma­
dre del hombro á quien tanto debe. Anda y cumplo
mi encargo; díles que ejecuten bien lo dispuesto,
pues de lo contrario, Arrio tomará al destierro,
Contanza será encerrada, y el catolicismo, triun­
fante, será el Señor del universo.
Fausta hizo un movimiento de desdén.
— ¡Qué necia eres! ¿Supones de poca importancia
que en la lucha entablada triunfe Silvestre?
— De ninguna.
— ¿Pero te supondría tornar al monasterio?
— ¡A h !... Antes la muerte.
— Pues esa es la suerte que te está reservada, si
continúas mirando con tanta indiferencia lo que
más te interesa. Consigamos hoy ua triunfo sobre
Elena arrojándola de estos lugares; que marche en
busca de la Cruz del Redentor... Halaguemos á
todos para que vivan llenos de confianza... des­
pues... despues... yo me encargo de vencer á los
arríanos.
— Pero, ¿y si Elena encuentra la Cruz?
— No la encontrará: Luzbel cuidará de ello.
Fausta cumplid su cometido, y Contanza y Ar­
rio, el encargo que recibieron de Fausta.
TOMO II. 35
274 I A CRUZ D tli HEDEN10B..

Constantino creyó sinceramente cuanto se le de­


cía respecto á la inconveniencia de que Arrio dis­
cutiera con su madre, y se mostró inclinado á otor­
garla permiso para que destruyese el templo de
Vénus.
Lo primero, no pareció muy bien á Simaco; pero
lo segundo era tan de su agrado, que no pudo ocul­
tar-la satisfacción que sentía.
Enterada Elena de cuanto pasaba, dijo á Cons­
tantino:
— Sospecho que d o son deferencias hácia t í , lo
que impulsa á Arrio á adoptar la determinación
de que acabas de darme cuenta; pero como tengo
poca confianza en la elocuencia de mi palabra, y
pudiera ser que me envolviera en las redes de su
filosofía, con perjuicio de la religión verdadera, y
de sus verdaderas interpretaciones, nada tengo que
oponer, ni empeño.alguno he de demostrar en una
polémica que, despues de todo, no soy yo la lla­
mada á mantener. Pero, sobre todo esto, está que
considero más útil y beneficioso ir á Jerusalén en
busca del Santo Signo de Redención, que todo lo
del mundo; pues si lo encuentro, como espero, Arrio
y todos los que le siguen tendrán que rendirse ante
los prodigios que han de realizarse, siendo el pri­
mero que haya estado reservado á esta humilde
mujer, la dicha de descubrir la Cruz del Redertor.
Por un exceso de modestia, tan natural en los
qué, entregados en cuerpo y alma al verdadero
Dios, se hallan en posesion de la humilde actitud
LA ORVZ DHL REDSKTOR. 275

del Cordero Santo, la madre de Constantino duda­


ba de su elocuencia.
¡Cuán engañada estaba!
Las lenguas de fuego hubieran descendido sobre
ella para iluminarla, para imbuirle la sabiduría y
la elocuencia divina, como acontece siempre que,
lleno de fé en las verdades eternas, habla el sér hu­
mano en nombre y defensa del Supremo Hacedor
de todas las cosas.
Como hablaron los Apóstoles: aquellos rudos pe­
cadores, sin ilustración literaria; que jamás pisa­
ron los templos del saber humano; que no visitaron,
en toda su vida los centros en los cuales se defen­
dían las ciencias profanas, produciendo hombres que
con sus talentos inmortalizaron la Grecia y engran­
decieron su nombre.
Pero Elena estaba siendo víctima de la maldad
de los arríanos, que, inspirados por Luzbel, supie­
ron" dominar a,l Emperador y engañarla á ella, al
par que se engañaban.
Y dispusieron fiestas á la Santa Cruz: é hicieron
propagandaen contra del templo de Vónus y en fa­
vor de Elena.
X la madre de Constantino, al ver á su hijo tan
bien dispuesto, y á Simaco un tanto más tranquilo,
•despues de predicar sin que nadie opusiera ni aun
sofismas á.sus palabras, dispuso su regreso á Jeru-
salen, pero haciendo el viaje por tierra, á fin do ir
ganando almas para el cielo.
' De buen grado partiera Simaco con la madre de
276 LA CHUZ DEL REDENTOR.

Constantino; pero le detenia recordar que Fausta


estaba allí.
Los arríanos inquietaban poco al bufón; eran, ó
se llamaban, hijos de Jesucristo, y aunque cambia­
ban las doctrinas eu muchos puntos principalísi­
mos, como partían del mismo origen, y en defensa
del Emperador se dejaban matar, no. los juzgaba,
tan temibles como á Faasta.
— ¿Qué puede suceder?— se preguntaba.
Y él mismo se respondía:
— Que los arríanos provoquen un nuevo Concilio;
que acudan á todas las sutilezas de ingénió que su
herejía les facilite... Serán vencidos, derrotados.,
como lo fueron la vez anterior. Contra cada, arria-
no, se levantará un católico. Contra Fausta¡ ¿quién
se levantará?
Y suspirando añadía:
— iAh! contra Fausta estoy solo... solo para
combatir; mi buena Lami no puede desbaratar sus
planes, y á más, no es lógico qae yo la separe de
mi lado por mi gusto y mi voluntad.
Y arrancó de su mente la idea de partir.
Elena dispuso su regreso á Jerusalén, pero antes
deseó la bendición del Obispo, y al efecto, fué con
su hijo en busca del ministro del Señor.
Por unos momentos, Constantino, olvidándose de
sa jerarquía para, ser digno hijo de Elena, hubo de
mostrarse ferviente católico, y no hábil político ni.
tibio cristiano.
Y así como á Silvestre le habia dado poder temr
LA CRT’ Z D E L RRD BSTO H . 277

-poral, hubo de reconocerle grandes derechos espi­


rituales al Obispo de Constantinopla, llegando has­
ta á inclinarse en su presencia y rendirle acata­
miento.
Y el Obispo, alzando los ojos al cielo para im­
plorar la divina clemencia, despues de orar men­
talmente, dirigiéndose á Constantino que, como
Elena, estaba de hinojos á sus piós, 1c echó su san­
ta bendición, diciéndole:
— En el nombre de Dios, yo te bendigo.
Y despues, fijándose en Elena, añadió:
— Que la santa gracia llegue también hasta tí.,.
íOh, mujer incomparable!... ¡Oh, hija, predilecta
de Jesucristo Crucificado.
Y los arríanos, los verdaderos cobardes, los que
por miedo no habian querido discutir con Elena,
no obstante no haber estudiado ia filosofía de nin­
guna secta, experimentaron grande regocijo, que
supieron traducir enfiesta en honor á Constantino,
y que sirvieron para despedir á Elena, á Clarieia y
á María.
Pero antes de partir, quiso Elena visitar á la
viuda de Maximino y á los hijos de Fausta.
A ésta uo la vió, y no por falta de buena vo­
luntad.
Deseaba intentar nuevamente atra.erla a.l cami­
no del bien; mas ella se opuso, y como la pruden­
cia la aconsejaba no insistir, desistió de su empeño.
La esposa de Maximino, por el contrario, desea­
ba verla por la última voz.
278 LA C lt lZ SEL REDENTOR.

Su salud habia decaído mucho; Dios la llamaba,


y ella obedecía con placer.
La entrevista fué tiernísima, conmovedora...
Cuando Elena, se alejó del lecho de la enferma,
allí estaba su cuerpo... mas su alma habia volado
al cielo.
Al cielo, donde los buenos hallan el justo premio.
Al cielo, donde las dichas son eternas.
Al cielo, donde se goza de la presencia de Dios.
C A P Í T UL O X V

La peregnaacion á Jerasaléa,

^ ¿ V f ÚNen aquellos tiempos, en los emúes el cris-


jBgjfc tianismo era la religión dominante en el
^ Imperio, y el catolicismo comenzaba á im­
ponerse por la virtualidad de sus doctrinas, exis­
tían pueblos en los cuales la sana moral estaba com­
pletamente desatendí ida.
A ellos encaminó sus pasos Elena, dando públi­
cas conferencias, encaminadas al bien de los que
vivían lejos del camino de salvación.
Y recordando á Clemente de Alejandría, excla­
maba:
— Oídme, catecúmenos, y no olvidéis lo que de­
beríais llevar grabado en vuestros corazones. Aban­
donad esos trajes y vestid sólo de blanco, para que
en vuestras ropas aparezcan, como en vuestros co­
razones, más determinadas y visibles Ins manchas;
porque el vestido debe 3er en lo externo, lo que en
280 LA CRUZ DEL REDENTOR.

el espíritu la conciencia. Los colores disimulan la


suciedades... y el hombre no debe ocultar las man­
chas, sino cuidar de que no caigan, ó limpiarlas, si
por impremeditación cayeron. No perfúmete vues­
tros cuerpos ni vuestras ropas... que basta con ser
limpios de materia y de espíritu, para resultar
agradables á los ojos divinos y humanos. No uséis
piedras preciosas; lo que habéis de gastar en man­
tener anímales, invertidlo en socorrer á los pobres:
no tengáis esclavos; huid de esos baños pxíblicos, en
que desaparece la honestidad al despojaros de vues­
tras ropas los unos delante de los otros.
Estos consejos no siempre eran atendidos.
El vicio dominaba; pero poco á poco Elena iba
haciendo que la sana doctrina prevaleciera.
Y de las turbas que la escuchaban salió una voz
cierto dia, que le preguntó:
— ¿Conoces tú á nuestros dioses?
— Sí,— contestó Elena,— los conozco, y voy i
descorrer el velo que los oculta.
Y luego prosiguió:
— Antes de que vuestros falsos dioses os domina­
ran, las sombras, de la noche servían para ocultar
los placeres del hombre; pero desde que esas ima­
ginadas deidades subsisten en vuestros cerebros,
las antorchas iluminan los vicios de la prostitución.
Homero cantó los amores lascivos de Júpiter y de
Vénus, y os enseñó el adulterio. Vuestros dioses, ó
se encenagan en los vicios más repugnantes, ó se
batían en sangre. Aristómenes de Mesina, sacrifica
L A ORUT. DHL KEDENTOH.. 281

millares de hombres á Júpiter de Itome: los habi­


tantes de Táurico, sacrifican á Diana lo® náufragos
que llegan á sus playas, llegando al extremo de que
tanta crueldad haya dado origen <5representaciones
en los teatros: en Pela de Tesalia, se sacrificó á
Peleo y á Queron: los Lesbios se inmolan ante Ba-
co; los Tosenses, ante Diana; Ereteo y Mario, en­
tregan sus hijos al verdugo en honor de Proserpi-
na y los dioses Averruncos (divinidades que sana­
ban á los enfermos).
— ¿Y qué quieres damos á entender con eso?
— Que estafe en el error; que pensáis ofrecer ho­
locaustos, y estáis cometiendo homicidios... porque
lo mismo es matar á un hombre en el ara de vues­
tras debilidades, que en medio de una plaza. In­
moláis en nombre de Júpiter ó de Diana, y eso
equivale á inmolar en aras de la ira, de la vengan-
ganza ó de la cólera.
— Tú, en cambio, trastornas nuestros usos y cos­
tumbres, y la religión de nuestros padres.
— Para mejorar, siempre es lícito el cambio...
¡Ay do aquel que niegue la ley del progreso! Si
tanto apego teneis al paganismo y á lo antiguo,
¿por qué no volvéis á la lactancia, á la cual os acos­
tumbraron vuestras nodrizas? ¿Por qué aumentais
ó disminuís los bienes que heredásteis? ¿Por qué os
parecen ridiculas las coaas que hacíais durante la
niñez? Sin necesidad de maestros aprendemos, por­
que la naturaleza nos enseña. «Envejeceis en el
cuito de los falsos dioses... venid á rejuveneceros
to m o r i. 36
282 L A CRUZ D E L ÍÜSDKN’ TOR.

en el del verdadero Dios... Hermoso es el himno


que eleva el hombre al Dios inmortal obrando jus­
tamente, y en él canta todas las voces de la ver­
dad. Siga el Ateniense los preceptos de Solon, el
Argivo los de Toroueo, el Espartano los de Licur­
go ... pero si”tú eres cristiano, tienes por patria el
cielo, y á Dios por legislador... Salve, ¡oh, luz ba­
jada del cielo, más pura que la del sol, más agra­
dable que cuanto es dulee en la vida!... El que la
sigue, llega á penetrarse de los errores, ama á su
Dios y al prójimo, cumple sus leyes y obtiene la
recompensa... El Evangelio es la trompeta do Cris­
to; El le da el sonido, y nosotros, al oírlo, tomando
¡a coraza de la justicia y el escudo de la fé, nos
disponemos á combatir la culpa.»
La voz de aquel hombre no tuvo sonidos para res­
ponder á Elena, y ésta prosiguió diciendo:
— ¿En qué consisten v uestros méritos? En el ci­
nismo con que lleváis los hombros descubiertos,
desordenados los cabellos, las uñas largas... En que
decís: «yo no necesito nada,» y recibís mercedes y
dinero de quien os lo da... ¿Y pretendoís que nos­
otros los cristianos sigamos vuestras costumbres?
¿Quereís que adoremos á las mujeres prostituidas?
¿Quereis que transijamos con esos espectáculos en
que descubrís y ponéis de relieve las culpas que
oculta el manto de la noche? ¿Que volvamos á los
sangrientos dramas de los gladiadores? Y no me di­
rijo sólo á vosotros, sino que también he de hablar­
le á los ricos, cuya salvación es dificilísima, pues
L A CP.ÜZ B E L B.EDEMTÜ1U 283

deben tener entendido que las riquezas sólo apro­


vechan cuando se emplean en obras buenas. E l di­
nero, ni debe maldecirse, ni codiciarse, en legítima
razón: todo depende del uso que se hace de él; no

debemos, por lo tanto, imputarle todos los malas;
que no es el oro, sino los vicios, el amor á los pla­
ceres, los que desnaturalizan los dones del Creador.
Empleen los ricos de buena manera sus fortunas, y
las convertirán en méritos para ellos y para los
demás.
En otra ocasion, y combatiendo la idolatría de
los gentiles, recordando las palabras de IjAtenágo-
ras, dijo:
— Ya sea Júpiter, el fuego; Juno, la tierra, Pin­
tón, el aire; Tétis, el agua, tendremos varios ali­
mentos, nombres distintos á los usuales.., pero de
ninguna manera dioses. La Divinidad manda, los
elementos obedecen; y atribuir iguales virtudes al
Sér que ordena, que á aquel que obedece, es asimi­
lar la materia mutable, perecedera y corruptible,
á un Dios increado, eterno, y siempre semejante á
sí mismo.
Elena no era poseedora de los secretos y resortes-
de la filosofía; pero fundándose siempre en las bue­
nas doctrinas que llegaron hasta ella, resultaban
sus palabras las más persuasivas de todas las que
se dejaban oir por el Imperio en defensa de la sa­
crosanta religión del Crucificado.
Los pueblos en los cuales pisaba Elena, adole­
cían de todos los defectos del paganismo, y por lo
284 LA CH UZ DEL REDENTOR.

tanto, eran dados á las exageraciones que alejó de


la perfección al arte griego.
Aquellas comarcas sólo comprendían lo extraor­
dinario dentro de la vil materia; esto es, lo que
realizaba en ódio á la naturaleza, á la que acusa­
ban de pequeña y mezquina.
. Y de aquí lo gigantesco y colosal de sus monu­
mentos, de que son buena prueba el puente de Ca-
lígula, los veinte caballos amarrados al carro de
Nerón, los palacios tan grandes que parecían ciu­
dades, las estátuas de seis y ocho veces el tamaño
natural del hombre, el anfiteatro de Vespasiano,
las termas de Caracalla, el sepidcro de Adriano, y
tantas y tantas obras como aún podemos admirar,
y que nos dan una idea, aunque imperfecta, de la
soberbia de aquellos hombres que creían que todo
acababa en la tierra, y que el sér humano era muy
superior á los prodigios naturales.
Las ciencias fisio-químicas, apenas existían, y
esto era causa de que no comprendieran, que los
que hacían palacios como el Vaticano, no eran quié­
nes para formar una humilde violeta.
Aquellas gentes habían llegado al extremo de
despreciar la luz del dia, porque no costaba dinero, y
pagaban á precios fabulosos las rosas en el invier­
no, y la nieve en el verano, «porque el mérito del
vino consiste en el escándalo que produce.»
Entre los apuntes que se conservan y que mar­
can los despilfarres de aquella época, se encuentran
estos tres casos:
IA CRUZ ÜEI. HEíJlíXTUH. 285

Cétego, dió por una mesa de cedro, primorosa­


mente tallada, v/ti millón cuatrocientos mil sestercios
(277.200 pesetas); un cónsul, cuyo nombre no se
consigna, seiscientos mil (120.200 pesetas), por dos
copas de un vidrio nuevo, cuyo mérito consistía en
lo extremado de su fragilidad... y Agripina abonó
seis mil sestercios por un ruiseñor.
Desgraciadamente, en los tiempos en que vivi­
mos hay algo de esto.
Bajo el pretexto de rendir culto á las artes del
ingénio humano, olvidamos lo divino y derrocha­
mos fortunas en mesas, vasos y pájaros... en lujos
insinuantes y en espectáculos indecorosos.
El gentilismo ha muerto en su esencia; pero en
la forma conservamos mucho de aquellos idólatras.
Pero en honor á la verdad, hoy no llegamos á
los excesos de Nerón; pues no hay rey en la tier­
ra, ni pueblo que lo consienta, que se gasten en los
funerales de una mona ocho millones de sestercios,
y en los de Popea, todos los perfumes que produ­
jera la Arabia en un año.
De todo esto sacaba, Elena saludables lecciones
que explicar á las gentes, y sanos consejos que lle­
gasen hasta los corazones más empedernidos.
Y les decia:
— Los sábios de aquellos tiempos no se atrevían
á predicar moral: Horacio sólo se atrevió á decir:
Vamos á habitar las islas afortunadas, Juvenal tam­
poco dijo más que esto: JSetiraosal monte Sacro... y
Séncca y los Estóicos, dijeron: «Suicidaos.»
■280 !jA CRfTZ DUIí tLEDESTOR.

¿Dónde estaba el sentido moral? ¿De dónde de­


bía esperarse que partiera? ¿De los reyes? No. ¿Del
Senado envilecido? Tampoco. ¿De la religión des­
acreditada? Ménos. ¿De la plebe ignorante, de los
ricos corrompidos, de los filósofos en eterna y puni­
ble, cuando perjudicial vacilación?... ¡Ah, impo­
sible! El medio tenia que venir del cielo, fundado
en las doctrinas cristianas que mandan amar á Dios
y al prójimo.
Pero si grande^era la ignorancia en que vivian
los pueblos lejanos de aquel en que tuvo lugar el
sangriento drama del Gólgota, terrible era la per­
versidad de aquel que fué testigo del grandioso
espectáculo que á la muei'te del Redentor del mun­
do hubo de verificarse, al cual contribuyó podero-
sísimamente el cielo oscureciendo la luz del sol, y
la tierra temblando en terribles convulsiones.
Los pueblos, ciudades y aldeas próximas á Jeru­
salén; el Egipto entero, testigo presencial del furor
despiadado de los tiranos contra el inocente, sabian
la verdad... pero aparentaban ignorarla, ó á sa­
biendas y con malicia la desvirtuaban.
Y Elena, propagandista incansable, haciendo
caso omiso de las dificultades que por todas partes
se le presentaban, seguía su glorioso camino, ofre­
ciendo aquellos trabajos en. compensación de la di­
cha que experimentó al saber que Constantino la
autorizaba para destruir el templo de Yénus,
Cerca estaba del término de su viaje, cuando se
le presentaron algunas gentes, entre las cuales las
LA OKtfZ DEL REDENTOR. 287

habia de. todos los órdenes sociales, y la dijeron en


son de burla:
— ¿Quieres explicarnos cómo nació, creció y mu­
rió ese á quien llamais los cristianos el Hijo de
Dios?
— Pues qué,— les respondió Elena,— ¿vuestros
padres no os trasmitieron la verdad?
— Nosotros sólo sabemos que lo mataron, porque
atentaba á la vida del Emperador; porque siendo
un mendigo, se titulaba rey; porque... porque es­
taba loco... Que sólo un loco es capaz de preten­
siones como las suyas.
— ¿Y creeis un delito la locura?
— Cuando como la suya es contagiosa¡ sí; pues
por su causa han muerto millares de hombres que
va,lian más que el... hijo al fin de un leproso.
— José no fué leproso.
— ¿Y quién te ha dicho que fuera José el padre
de aquel hombre?
— Muchos años antes de que tuviera efecto la
venida en carne mortal de Jesús al mundo, los pro­
fetas lo habian predieho. ¿Ignoráis que el Mesías
verdadero, debia y tenia que nacer dé la estirpe de
David?
—Despues de todo, lo que ménos nos interesa es
quiénes fueran sus padres: cuéntanos su vida; me­
jor dicho, explícanos qué diferencias hay entre
sus doctrinas y las de Moisés; qué Nuevo Testamen­
to es ese que opone al que sirvió de norma al pue­
blo judío.
288 LA CRUZ DEL REDENTuk.

— Puesto que lo quereis y lo pedís, sea.


Todos prestaron atención,
Elena imploró la divina gracia mentalmente, y
la sabiduría divina llegó hasta ella, que dijo:
— La ley prohibía que los hombres pudieran dis­
cutir sobre ciertos asuntos hasta la edad de treinta
afios. Entre estos asuntos figuraban como primor­
diales. los primeros capítulos del Génesis y de Exe­
quial. .. Y Jesús, que en su niñez habia discutido
con los doctores, obediente á los mandatos, aguar­
dó á tener la edad legal, para inmiscuirse en los
asuntos antedichos.
— ¿Cuándo sucedió eso?
— Tan bien como yo lo sabéis: en el año 25 de la
Era quinta: en el 777 déla fundación de Boma, en
el 4738 del período Juliano.
— ¿Y qué fué lo primero que hizo al entrar en la.
mayor edad?
— Ir en busca de Juan, para que el agua del
Jordán sustituyera al bautismo del pueblo judío, y
terminaran las circuncisiones. Juan se había reti­
rado á Betabara, donde predicaba la más sana mo­
ral, lleno de la pureza de los Esenios y el fervor de
los Fariseos. Y todo lo depuraba, y por quilates iba
pesando... Juan era el precursor.
— Deja á Juan, y háblanos de Jesús.
— Sea: Jesús recibió el agua del bautismo deB-
pues de oir las bienaventuranzas, y se retiró al de­
sierto para purificarse en el frió de la soledad y el
fuego de la fé. Luego, se presentó y dijo:
LA CRUZ DEL RBDEKTOR. 289

«Aprended de mí, que soy manso y humilde de


corazon, y hallareis descanso para vuestras almas.»
«Quien se enoje contra su hermano, quedará
sujeto á juicio.»
«Si presentas ofrenda en el altar, y allí te acor­
dares ele que tu hermano tiene alguna, cosa contra
tí. deja allí tu ofrenda delante del altar, y vé pri­
meramente á reconciliarte con tu hermano.»
«Misericordia quiero, y no sacrificios. Habéis oí­
do que fué dicho:»
«Ojo por ojo y diente por diente; mas yo os digo:
que si alguno os hiriere en la mejilla derecha, le
presenteis también la otra.»
«También fué dicho:»
«Cualquiera qioe repudiare á su -mujer, dé la caHct>
de repudio; mas yo os digo: que el que repudiare á
su mujer, á no ser por causa de infidelidad, la hace
ser adúltera, y el que tomare la repudiada, come­
terá adulterio.»
«Habéis oido que fué dicho:»
«Amarás á tu prójimo, y aborrecerás á tu ene­
migo; y yo os digo: que perdoneis al que os ofen­
da, no sólo hasta siete veces, sino hasta setenta ve­
ces siete veces.»
«Amad á vuestros enemigos: haced bien álos que
os aborrecen, y rogad por los que os persiguen y
calumnian, para que seáis hijos de vuestro Pa­
dre, que hacc salir el sol lo mismo para los buenos
que para los malos.»
*Mirad que no hagais vuestra justicia delante
soao n . 37
290 LA CEtfZ DEf, RRTíSÍÍTOB.

de los hombres, para ser vistos de ellos; mas tú


cuando hagas limosna, no sepa ta izquierda lo que
haga tu derecha.»
«No juréis: vuestras palabras sean únicamente
Si y no.»
«Cuando vayais á orar, retiraos á vuestro aposen­
tos, y no habléis mucho como los gentiles, que
creen que de este modo serán oidos.»
«Buscad, pues, ante todo, el reino de Dios, y se
os añadirá todo lo demás.»
«No todo el que dice Señor, entrará en el reino
de los cielos; sino el que haga la voluntad de mi
Padre.»
«Con ei juicio con que juzgareis, sereis juzgados.
¿Por qué, pues, ves la pajita en el ojo de tú her­
mano y uo ves la viga en el tuyo?»
«Todo lo que queráis que los hombres hagan con
vosotros, hacedlo también vosotros con ellos.»
«Porque esta es la.ley y los Profetas.»
(S a n M a t e o .)

«El que tenga dos vestidos, dé uno al que no le


tenga.»
(S a n L u c a s .)

«Todo el que diera de beber á uno de aquellos


pequefiitos un vaso de agua, sólo por amor mío; en
verdad os digo que no perderá su galardón.»

(S a n M a t e o .)
LA CRUZ DEL TtEDEMTOR. 29 1

«Haced bien y dad prestado, sin esperar por eso


nada, y vuestro premio será grande.»
(S a n L ú c a s .)

«El sábado fué hecho para el hombre, y no el


hombre para el sábado.»
«No hay cosa fuera del hombre que, entrando en
él, le pueda ensuciar; mas las que salen de él, esas
son las que ensucian al hombre.»
(S a n M a r c o s .)

«Yo os doy un precepto nuevo: que os améis los


unos á los otros, así como yo os he amado.»
«Sereis discípulos mios, si os amais mútna-
mente.»
«Yo soy la vid, vosotros los sarmientos.»
«No os llamaré ya siervos, porque el siervo no
sabe lo que hace su señor; mas á vosotros os he lla­
mado amigos, j)urque os he hecho conocer todas las
cosas que be oirlo de mi Padre.»
«Yo vine al mundo para dar ¿¡testimonio de la
verdad.»
(S a n J u a n .)

«Al fin de los siglos, vendrá el hijo del hombre á


juagar, y dirá á los que estarán á su derecha:»
«Tuve hambre, y me diskis de comer. Tuve sed, y me
disteis de beber. Era peregrino, y me hospedasteis. E s­
taba desnudo, y me cubristeis. Enfermo, y me visitas -
i vis. En la cárcel, y me vinisteis á ver.'»
•292 LA CRUZ DEX) Ity.DüSTOR.

«Venid, benditos de mi Padre; poseed el romo


qne os está preparado.»
(S a n M attío .)

L a multitud que escuchaba á Elena permaneció-


muda por largo espacio de tiempo.
Aquel tiempo lo invirtió Elena en orar.
Y despues prosiguió:
— Y Chistó comenzó su peregrinación; y vi ó la
cátedra llena de gentes hipócritas, supersticiosas y
vanas; y censura á los ministros, pero no ai ciüto.
Frecuenta el Templo; reconoce la Sinagoga... y no
queriendo destruir, sino conservarla ley, dice:
«Oid mis preceptos: no imitéis la conducta de
aquellos que multiplican las prácticas exteriores, y
desean el primer sitio, reverencia y título de maes­
tro; que pagan el diezmo del envido y do la
y descuidan lo más importante: la justicia y la mi­
sericordia.»
(S a n M a t e o .)

«¡Ay de vosotros, doctores de la ley, que cargais


á los hombres de cargas que no pueden llevar, y
vosotros ni aun con uno de vuestros dedos tocáis
las cargas!»
«¡Ay de vosotros, doctores de la ley, que os al*
zásteis con las llaves de la ciencia, y no entrasteis >
é impedís álos demás la entrada!»

(S a n L u c a s .)
LA CBX'2 SEL REDENTOR. 293

— Estas predicaciones,— prosiguió Elena, sepa­


rándose de los textos sagrados,— valieron al divi­
no Jesús lo» ódios de los poderosos, pues los hom­
bres, por regla general, sólo oyen eon gusto lo que
les halaga. Prueba de ello que Herodes mandara
degollar á, Juan, por el delito de haberle liecho ver
la injusticia que cometía repudiando á su esposa
para unirse con su cuñada Herodías... Y que el
tirano otorgara la cabeza del Bautista á Salomó,
en premio á lo bien que habia bailado. Pero muer­
to Juan, quedaba Cristo, que pudiera preguntar:
«¿Quién de vosotros me reprenderá de haber pecado?»
Y esto irritaba á Herodes hasta ponerlo hecho una
furia.
— Y dinos, Elena, ¿por qué entró en Jerusalén
montado en un asno?
— Porque quería demostrar, entrando como los
jueces, que su misión no era la de conquistas terre­
nas. sino la de paz, alianza, justicia y buenas cos­
tumbres. Y el pueblo lo recibió con palmas y oli­
vas, y gritando: «Hosanna, hijo de David; bendito e l '
que viene en nombre del Señor.» Mas los Escribas y
Fariseos se unieron á Herodes para vengarse de
quien ningún daño les habia hecho, pues los per­
juicios que pudieran producirles las predicaciones
de Jesús, tenían origen en la maldad de los hom­
bres, opuesta á la moral cristiana. Y por eso aquel
mismo pueblo gritaba algunos dias despues: /Cru­
cifícalo! ¡Crucifícalo, Pilalo /»
— iY siendo Dios inmortal, lo mataron los hom- '
294 LA CRUZ DHL REDENTOR.

bres!— exclamó uno de los oyentes con sarcásticas


risotadas.
— Como tú te ríes y te burlas de lo que no en­
tiendes, con lo cual cometes menor pecado que
Poncio Pilato, que lo veia y lo comprendía todo.
No to hubieras hecho tü seguramente, pues siendo
el poder la fuerza, y presentándose y siendo (an
humilde Jesús, no le hubieras temido. ¿Qué impor­
taba á aquellos hombres un reino que no era de
este mundo, y qne buscaba prosélitos en nombre
de la verdad, y sólo con sanas predicaciones? Murió
como hombre en la cruz, pero no como Dios, y al
tercero dia resucitó, y ángeles levantaron la -osa
de su sepulcro, y todos lo vieron elevarse á las re­
giones celestiales... Murió en la cruz... en la cruz
que yo voy á buscar entre los cimientos del templo
de Vénus, y que con la ayuda de Dios espero des­
cubrir
Como Elena no ocultaba el objeto que de nuevo
la conducía á Jerusalén, eran muchas las gentes que
la seguían, descosas de sor testigos de la demoli­
ción del templo, y al par de la ruina de la nueva
religión; pues de no encontrarse la Cruz del Reden­
tor, los gentiles tendrían un arma poderosísima
contra los cristianos, y sus acusaciones contra
Constantino por los privilegios que otorgaba á los
católicos, descansarían en un poderosísimo razona­
miento.
Y éste era: que el Emperador habia proclamado
la libertad de todas las creencias, y atacaba, ó de­
LA CRUZ. DEL REDENTOR. 5Í95

jaba atacar y basta destruir la más antigua de


todas.
No por esto juzgaban los gentiles que era lícito
derribar el templo de Vénus, ni aun despues de ad­
mitir que la joya cristiana buscada apareciera de­
bajo de los escombros; pero de suceder así, com­
prendían que sus argumentos perderian mucha
fuerza y valor.
En tanto, Elena, poseída de un raudal de inque­
brantable íé, no media los obstáculos, y continua­
ba predicando, sin dejar su camino háeia la ciudad
testigo del crimen llevado á cabo en el Calvario.
Y ni los años la agobiaban con su peso, ni sn al­
ma desfalleció un instante.
Dios velaba por ella: su poderosa mano la sos­
tenía.
Y al cabo de mucho tiempo de viaje, más de un
año, logró contemplar las arrogantes líneas del
templo dedicado á la falsa deidad, y cuyos maci­
zos muros comenzaban á agrietarse, haciendo creer
á todos, que el soberbio edificio amenazaba ruina.
— ¡Esa es la obra de los católicos!— decían los
gentiles.— Con sus artes y sus hechicerías han lo­
grado producir en las paredes lo que el tiempo
respetó.
No eran obra de los cristianos aquellas’grietas...
era la voluntad divina la que las había ¡producido,
para,librar al Imperio de una sangrienta lucha re­
ligiosa, y castigar las maldades de Luzbel.
Que la mano de Dios pesaba sobre el lugar de la
296 LA CRUZ DEL RK?>KNTOR.

idolatría de un modo seguro, si bien paulatino, pora


dar tiempo á Elena á que realizara la alta misión
que habia traído á la tierra.
Aquel soberbio edificio estaba próximo á desapa­
recer.
La mano del hombre, mejor diebo, su soberbia,
lo habia levantado,,.
L a ruano de Dios, esto es, la justicia e t e r n a , lo
derribaba,
Y Luzbel rugía; y el infierno bramaba.,.
Y en los altos cielos resonaban cánticos de ala­
banzas al Señor.
C A P Í T U L O X Yf

Un triunfo del averno.

eamos lo que ocurría, al lado del E mperador,

W mientras Elena realizaba su vi aje, y dar


unidad á los acontecí nii entos.
Con poco trabajo lograron. Cont anza, Fausta y
Arrio apoderarse de nuevo del ánimo de Cons­
tantino.
A poco (le La. marcha, de Elena, Atanasio volvió
á recibir indicáronos del Emperadoi• respecto á
Arrío, advirtiendo. que de no ser atendido, co tiro ca­
ria nn nuevo Concilio que aclarase las dudas que Le
asaltaban.
Y de nuevo contestó Atanasio en el mismo sen­
tido de siempre.
Y el Emperador consultó con el Obispo de Cons­
tan! inopia, el cual dio la ruzun á Ata,ñasi.o, por lo
cnal fuó desterrado por un corto espacio de tiempo,
Y el Obispo le dijo:
TOMO SI. Í58
298 LA CRUZ DEt, REDENTOR.

— Pronto has cambiado de modo de pensar: hace


poco fuiste á hincar la rodilla ante mí como hijo
amoroso de Jesucristo; y hoy me destierras como
eneimgx) de la fé católica... ¡Que Dios te dé tiempo
para arrepentirte y alcanzar su perdón.
— Ful ante el ministro de Dios como cristiano:
ahora vienes tú como súbdito romano ante el Em­
perador. Sumiso á Jesucristo, acepté tu bendi­
ción... rebelde á mi autoridad, te opones á un acto
de justicia que quiero llevar á cabo... Si tú erees
tener potestad sobre mi alma, yo estoy seguro de
tenerla sobre tu cuerpo.
E l ángel de las tinieblas batia sus negras alas
3obre el corazon de Constantino, y lo privaba de la
luz de la verdad.
Mas aquello no satisfacía á los arríanos ni á Ti-
burdo; era sólo un paso que no llegaba al fin ape­
tecido, si bien iba acortando la distancia.
— Tenemos que caminar más de prisa,— dijo una
noche Fausta á Tibureio.— ¿Qué hemos logrado
con el destierro del Obispo?
— Poca cosa, es verdad. Tu esposo sólo nos sirve
á medias.
— Yo croo que nos estorba..,
—Si tus hijos fueran mayores...
— ¿Qué conseguirías eon eso?
— Qae pudieran heredar á su padre,
— De todos modos le heredarán: yo gobernaré el
Imperio durante sn menor edad, y...
— Te equivocas.
LA CRUZ DEL REDENTOR. 299

— Otras veces has dicho...


— Porque no habia reflexionado lo bastante so­
bre el particular. Antes que tú, está la hermana de
Constantino; y esa no arrojará á Silvestre de Bo­
ma... ni tú tampoco... ni yo... ¡Tenemos que
aguardar!
— No opino como tú... Pero en último caso, ¿qué
perdemos con desquiciar el Imperio? ¿Crees que
Torcuátito nos abandonará si ve en lontananza su
dominio sobre la hermosa España?
— Tú ignoras lo que ha pasado... No cuentes con.
Torcuátito para nada.
Y le refirió lo. que ya conocen nuestros lectoresr
culpando á Fausta de todo ello,
— No te negaré que, en parte, fuera la culpa mia;
pero comprende que, en el resto, tú has sido el cul­
pable. Trabajaste en perjuicio mío,.y las cuentas te
salieron equivocadas... Tú eres tan ingrato para
conmigo, como yo lo soy para con Vénus, cuyos-
favores no ceso de recibir. Déjame proceder, y...
— Hablas de favores, y te olvidas de los que yo
te he dispensado.
— Porque todos fueron egoistas: ninguno se en-
caminó á mi bien, y en cambio todos se dirigieron
al tuyo. Niégalo, si te atreves.
— Trabajé para los dos.
— Para tí solo.
— Estamos disputando y no es esto lo que nos
conviene.
— Lo que no te conviene, es oir la verdad.
300 LA CRUZ »B I, REDENTOR.

— Di lo que quieras: hoy estamos ligados el uno


al otro, y...
— Pero no soy tu esclava.
— Ni vo tu siervo.
— Nada te mandé que hicieras; en cambio tú dis­
pones. .. reclamo mi libertad de acción.
— Dispones de ella; pero ten presente, que de los
males que caigan sobre tí por efectos de esa liber­
tad que demandas, yo no te libraró, como lo baria
si los daños procedieran del cumplimiento de mis
mandatos ó de mis consejos.
— Pocas veces recurrí á tí.
— Muchas <5pocas, á tu lado me tuviste en el mo-
menl.o.
Y con ademan de enojo se alejó.
Y Fausta pensó en llamar á Contanza para
acordar con olla, lo que más importaba al asunto:
poro recordando que allí Tibureio podía enterarse
de lo que hablaran, decidió ir al aposento de la her­
mana de Constantino, en cuyo lugar, por haber una
cruz, no habia temor de que su cómplice las oyera.
Fausta necesitaba del auxilio ajeno para realizar
su plan. Creia difícil convencer á Contanza... pero
«i lo lograba, en su concepto, los resaltados eran
seguros.
Por el camino recto, lo difícil se convertía en im­
posible...
Era preciso dar un gran rodeo para llegar al tér­
mino ambicionado.
Y Fausta, que como mujer entregada á los vi-
LA C ftt'7 , BEL REDENTOR. 30 L

r.ios conocía perfectamente el poderoso auxiliar que


es en todas ocasiones halagar los instintos de la
pasión bruta, comenzó de este modo á hablar con
Contanza:
— Tal vez venga en mala ocasion: quizás be lle­
gado á distraer ¡tu pensamiento del objeto de tu
amor; pero no hay remedio: es preciso que resol­
vamos una situación que por horas y por momen­
tos se hace insostenible.
— ¿A qué te refieres?
— A asuntos tuyos... tuyos, pues siendo de
Arrio... Ya lias visto qué poco hemos adelantado.
El Obispo sale de la ciudad... él. que para nada nos
estorbaba... Y en cambio, Atanasio prosigue en su
Sede, y el hombro que amas, arrojado del seno de
la Iglesia en que ambos comulgáis.
— E s v erd a d .
— Y lo peor es, que 110 debes tener esperanzas de
que Constantino te autorice para, que te cases con
él: tu lierma.no no consentirá nada contra las deci­
siones del Concilio. Semejante tiranía, es insufri­
ble... resulto peor que la que se ejerce sobre mí, y
que, sin embargo, estoy dispuesta á romper.
— ¿De qué modo?
— De aquel que 111c dé la libertad y á tí la dicha
que ambicionas. Pero como por mí sola nada puedo
hacer, vengo en tu busca, para que me prestes au­
xilios.
— Cuenta conmigo para todo.
—Despacio.
302 £A CRDZ BBL BBDBKXOR.

— ¿Dudas de mis palabras?


— No: temo que te arrepientas, porque hay que
usar de medios violentos.
— Yo...
— Ni tú, ni nadie de los que habitan en palaeio,
realizará lo que intento... Sobre nosotros no recae­
rán sospechas.
— ¿Pero de qué tratas?
— De quitar los obstáculos, de allanar las mon­
tañas de que antes te he hablado.
— Constantino...
— De él trato.
— ¡Ah!
— Dfme: ¿qué escoges? ¿La tiranía de mi esposo,
<5 el amor de Arrio? Si lo primero, hemos termina­
do de hablar: si lo segundo, aún no hemos empe­
zado.
— Habla.
— Eso quiere decir...
— Que antepongo á Arrio á todo cuanto existe:
habla.
— Asi creí siempre que responderlas: escúchame,
pues.
Y bajando la voz, y acercándose á Gontanza,
prosiguió:
— Sólo te he hablado de la felicidad que aspiras
á conseguir al lado del hombre que amas. Yo sé lo
que siente la mujer enamorada... sé el hastío que
suele producimos el amor encerrado en los estre­
chos límites del matrimonio... pero tú lo deseas así,
ͻA CRUZ S E L REDENTOR. 3Q 3

y yo debo coadyuvar á tus deseos. Pero ahora debo


decirte, que tienes más anchos horizontesá la vista.
— ¿Cuáles?
— Los que da el esplendor de la púrpura.
— ¡Yo Emperatriz!
— Tú gobernando en nombre de mis hijos.
— ¿Luego pretendes?...
— Convertir las rocas de granito en granos de
menuda arena.
— ¿Y para ello es preciso?...
— Que muera el Emperador.
— ¡Ah!... No me atrevo.
— Entonces no amas á Arrio.
— ¡Con loeura!
— ¡Y te detiene la vida de un hombre!
— Es mi hermano.
— Es tu tirano; es el obstáculo; es la barrera que
se levanta entre vosotros. Es el verdugo de vues­
tras conciencias; el hombre supeditado á los Obis­
pos hasta el punto de sufrir sus amonestaciones sin
castigarlas de un modo enérgico y ejemplar. Cons­
tantino ha llegado al estremo de matar á su hijo,
al heredero de la diadema imperial... ¡Qué esperas
de él! Que el dia en que ménos lo supongas, os en­
tregue á Arrio y á tí en manos del verdugo, como
entregó á mi padre, á Licinio y á tantos otros...
Para él, sólo merece respeto Elena, despues Sima­
co... esto es, los Obispos.
— Sí; pero...
— Consulta con Arrio. Esta noche te espero en el
304 la CRTJ7, mur, rebsintor.

jardín: allí, inspiradas por Diana, discutiremos los


tres este asunto... Yo no gano ni pierdo en ello: tú
puedes perder ó ganar mucho.
Al salir Fausta del aposento de Contanza se en­
contró con Simaco.
— Que tu Dios te guarde de mi, cancerbero del
Emperador,— le dijo Fausta.
— Que á tí te inspire, desventurada mujer,— la
respondió el bufón.
Y ambos siguieron su camino.
Pero Simaco iba diciendo:
—-No me engañas, mujer infame; tu visita á Con­
tanza debe encerrar un peligro para el Emperador,
Lo he leiclo en tus ojos.
Simaco llegó hasta el Emperador, mas sin inten­
ciones de darle cuenta de sus sospechas, al menos
por el momento.
Mas si ól había leido en los ojos de Fausta, Cons­
tantino leyó también en los suyos.
— ¿Qué te preocupa?— le preguntó.
— Algo que te interesa, pero que aún no conozco.
— Esperé que fuera en interés mió; pero no creí
que ignorases... ¿Cómo se explica eso? Dímelo.
— Pensé callar, mas no por mucho tiempo; pero
tú deseas que hable y debo obedecerte en esta oca-
si on como en todas. Oyeme.
— Te escucho.
— Venia á. darte cuenta, como de costumbre, de
la salud de tus tres hijos, cuando me encontré con
tu esposa cara á cara al pasar por delante de la es­
LA CBTTSS DEL REDENTOR. 305

tancia de tu hermana. ¿A qué obedeció la visita?


Lo ignoro; pero como bien contra mi voluntad no
puedo pensar favorablemente de los pasos que dé
tu esposa, temo que algo trama contra fcí.
— ¿Con mi hermana?
— Líbreme Dios de ofenderla ni aun con el pen-
¿amiento.
— Entonces...
Debo decírtelo; tú no conoces aún á tu esposa,
ni sabes de todo lo que es capaz.
—Pero Contanza...
—Contanza puede ser engañada. Tu hermana
profesa el error de los arríanos, y ama á un hom­
bre...
¿Y temes?...
— Todo.
— Los arríanos no trabajan contra raí.
— Te adulan, porque te necesitan para sus fines
particulares, que es introducir un cisma en la igle­
sia. católica. Y desgraciadamente van consiguiendo
su objeto.
— ¿En qué te fundas para afirmar do ese modo
que adelantan en su camino?
— En la facilidad con que desbaratan mis traba­
jos de mucho tiempo.
— ¿Tus trabajos?
— Los que han de abrirte las puertas del cielo, li­
las cuales te empeñas en no llegar.
— Te equivocas.
— Así lo deseo; pero yo logró que tu madi'c vola-
Tomo u . 39
308 ¿A CR.TJ2! DEL &SWEITTCR.

ra á tu lado, y ellos han conseguido que nueva­


mente se marche.
— ¿Te opones ahora á que caiga al suelo el tem­
plo de V énus?
— No; pero tampoco quiero contemplar tu ruina
y tu perdición.
— Los cielos me favorecen y me guardan.
-Pero no te inspiran... Has castigado al Obis­
po de Constantinopla.
— Como castigaré á todo aquel que desconozca
mi autoridad.
— En cuanto se relaciona con lo terreno, estamos
conformes: pero no en lo que respecta á lo divino.
Tu autoridad llega hasta donde principia la de
Silvestre; la de Silvestre acaba donde comienza la
tuya. Libre eres para otorgar á Arrio cuantos ho­
nores sea tu voluntad; nadie opone obstáculos á
que lo dejes predicar y esparcir por el pueblo su
ponzoñosa doctrina... Pero de esto á que lo im­
pongas á los Obispos, liay una gran diferencia.
¿Serias justo disponiendo que ei mercader adulte­
rara los objetos de su comercio? Pues ¿cómo has
de serlo ordenando que los Obispos mezclen la ver­
dad con el error y asi la ofrezcan á los católi­
cos? No adulterarás, dice el sexto precepto divino
consignado en las Tablas de la Ley.
Constantino no hallaba medio de rebatir las pa­
labras de Simaco, y como otras veces, para sa­
lir del paso dió nuevo giro á la conversación di­
ciendo:
JLA C R tii r»KU KliDESÍOR. 307

— Nos hemos alejado del objeto principal: dime


lo que sospechas.
— No deseo ofender á nadie, y por la tanto te
ruego que no pretendas saberlo por ahora. Yo velo
coche y dia... tan pronto como tenga indicios cier­
tos, te los comunicaré... Si es que antes no me
obligan las circunstancias á adoptar alguna deter­
minación.
— ¿Y es eso todo lo que tienes que decirme?
— Algo callaba; pero ya que me preguntas, voy
á responderte, dictándote que tengo que pedirte
una gracia.
— Si es para tí ó pura Lami, dála por concedida.
— Lami y yo la pedimos.
— ¿Qné es ello?
— El perdón del Obispo: que levantes la órden de
destierro que pesa sobre él.
— Sé el portador del perdón.
— ¡Qué grande aparece el hombre cuando rinde
tributo á la justicia!
Y Simaco besó la diestra de Constantino, y corrió
á impedir qne el Obispo emprendiera su viaje.
Grande fué la satisfacción de los católicos, y
grande también el enojo de los arríanos.
Cuando Fausta lo supo, llena de satánica alegría
exclamó:
— ¡Vénus favorece mis planes! ¡Hasta Simaco
trabaja en mi favor sin saberlo!
Acariciando dulces esperanzas vió pasar las ho-
raB, hasta que el sol, llegando á su ocaso, dejó de
LA CRUZ DEL RBJJSSTOR.

Amortiguar con sus rayos los plácidos y melancóli­


cos de la luna.
Ya de noche, Fausta abandonó su aposento, y se
encaminó al jardin.
Allí estaban Contanza y Arrio, vagando por en­
tre las frondosas arboledas.
Detrás de la enamorada pareja, espiando iba T i­
burcio.
Detrás de Fausta marchaba Simaco.
Tan luego como la infiel esposa estuvo cerca de
Contanza y Arrio, preguntó á aquélla:
-¿Qué has contado á Arrio?
— Todo lo que hemos hablado.
— ¿Y qué opina?
— Lo mismo que tú.
— Me felicito de ello, pues eso te enseñará que
uo hube de aconsejarte ninguna infamia; que cuan­
to te he expuesto es la verdad.
— Y por si alguna duda podia quedarnos,— dijo
Arrio,— el Obispo ya no saldrá de Constantinopia.
— Lo sabia.
— No juzgue tan débil á Constantino.
— Lo que no pudiste juzgar, fué tan poderoso al
bufón Simaco: á ese maldito, contra cuyas burlas
ni aun es lícito levantar la mano: á cae monstruo,
que por ser tan despreciable, ni aun el verdugo
querría arrancarle la cabeza de los hombros.
— ¿Tan terrible es?
Aún más que Tiburcio. Ambos uie cerraron el
paso constantemente: el uno, con mentidas prome­
LA CKU'i I>1£L itKDEKTOR. 300

sas; el otro, con sus carcajadas y rus ridiculas pi­


ruetas.
— Te creía muy amigo de Tibureio.
— Finjo serlo: seguiré fingiéndolo. Pero vaimos
á lo importante. Di me, Arrio, ¿tienes alguien que
por ódio al Emperador, ó por una Crecida suma,
esté dispuesto á matar á Constantino?
— Sí.
— ¿Cuándo puedes verlo?
— Mañana mismo.
—En ese caso, separémonos: ven mañana, y dí-
nos lo que hayas adelantado.
— ¿A qué hora podré verte?
— A mí... á ninguna: á Contanza, creo que á cual­
quiera.
— ¿Y por qué á tí no?
— Porque yo vivo bajo la vigilancia de Simaco,
y casi bajo la esclavitud de Tibureio.
— Y oré á Contanza.
— ¡Dichosos los que se aman como vosotros, y
pueden verse!
Arrio miró á Fausta, no comprendiendo bien lo
que habia querido decir.
Una sonrisa provocativa y una mirada impú­
dica fueron la respuesta de Fausta.
Tanto cinismo molestó á Contanza, que hubo de
sentir que nacían los celos en su corazon.
La entrevista habia terminado.
Arrio se encaminó en busca del hombre que le
hacia falta.
310 LA CBUSl XílSL RBOJSN'tOK.

' Contanza, llena de enojo, se retiró á sn departa­


mento.
Palista quedó en el jardín, y Simaco también.
En cuanto á Tiburcio, corrió al alcance de la
hermana del Emperador, y ante» de que penetrase
en palacio, le dijo:
— Óyeme un momento.
— ¡Ah!... ¿Eres tú, Tiburcio?
— Si, yo soy.
— Te desconocía con esc traje.
. — Para ocultarse en las sombras, es el mejor: la
túnica negra absorbe los rayos de luz, como la
blanca los refracta.
— ¿Qué me quieres? Fausta, queda en el jardín....
— Espiada por Simaco.
—¿Por Simaco?
— Que, ha oido, como yo, cuanto habéis hablado
y convenido.
— ¡Ah!
— No temas.
— Constantino nos mandará matar.
— Para evitarlo, estoy yo aquí.
— ¿Y cómo?
. — De una manera muy sencilla.
— Dímela.
—Ahora mismo vas á ver á Lamí; le preguntas
por Simaco, y como te dirá que aún no ha vuelto,
tú 1c respondes, que lo esperas en tu camarín para
hablarle de un asnnto que interesa mucho al Em­
perador.
LA CRÜZ DEL flEDEMIOU. 311

— ¿Y de ese modo?...
— De ese modo Simaco irá á verte antes que á
Constanlino.
— ¿Y qué le digo?
— La verdad de cuanto habéis hablado; y añades
que tú te finges cómplice para salvar la vida del
imperador.
— ¿Y prenderán á Arrio?
—No: pues también le dirás, que Arrio finge co­
mo tú.
— Sí, pero...
— Nada temas: yo apercibiré á Arrio.
— Simaco no me creerá.
— Sí, porque tú puedes jurar por Jesucristo; y si
esto no bastara, dále á entenderlo que, despues de
todo, es exacto.
— ¿El qué?
—Que tienes celos de Fausta.
— ¡Tibureio!
— Y te sobra razón para ello. Esa mujer codicia
•cuantos hombres ve. No creo que Arrio acceda á
•sus incestuosas manifestaciones; pero así y todo,
debes estar prevenida. Si tus celos son como dos,
aparenta ante Simaco que llegan á veinte. De ese
modo te creerá, pues no hay ejemplo de que la mu­
jer celosa ayude á la que provoca sus celos. Anda:
haz !o que te he dicho: yo en cambio marcho en
busca de Arrio.
—¿Y cuándo nos veremos?
—Siempre que tú quieras; sobre todo, si ocultas
I»A CRUZ SEL REDENTOR.

ía cruz que tienes colocada á la cabecera de tía


lecho.
—¿Tú odias á Fausta?
— Más que ella á mí.
— ¿Y la sirves?
—La he salvado de grandes peligros; pero aho­
ra,... ¡ah! yo la prometo que, más tarde ó más tem­
prano, el verdugo se ensañará en ella,
— ¡Y en mí!
— Tú te casarás con Arrio.
—¿Cuándo?
— Cuando Atanasio caiga en desgracia.
— Eso no sucederá nunca.
— Antes de lo que tú crees; tengo formado nrr
plan, y espero realizarlo en breve.
— Me engañas.
— Si persistes en no dar crédito á mis palabras,
te dejo en libertad de proceder... Pero no me cul­
pes luego ni me llames cuando veas la cuchilla so­
bre tu cabeza, ó á Arrio en brazos de Fausta.
— ¡A h!... quiero creerte.
—Debes hacerlo. ¿Qué pierdes en ello? Por mal
que te vaya creyéndome, nunca llegarán tus males
á los que te esperan.
— Haré lo que quieras.
— Harás entonces lo que te conviene.
Y Contanza fué donde estaba Lamí, y cumplid
lo acordado con Tiburcio.
— Si tan urgente es, iré á buscarlo,— respondió-
Lcuni al saber que se trataba del Emperador.
LA ORTjZ BEL ftKDBHTOR.

— Mucho: convendría qne lo viera cuanto antes.


Lami salid en busca de Simaco, al que no tardó
en encontrar.
— Que Contanza fué á verme. Que desea hablar­
me de un asunto de grande interés para el Empe­
rador. ¿Qué significa esto?
Y sin pérdida de momento se presentó ante Con­
tanza»
— ¿Qué me quieres? -Ic dijo. ¿Para qué me
llamas?
—Para darte cuenta del horrible complot que se
fragua contra la vida del Emperador.
— ¿Por quién, ó por quiénes?
— Por Fausto.
Habla con franqueza, y ten entendido que qui­
zás sepa tanto como tú.
Contanza cuidó mucho de no faltar á la verdad»
pues que le constaba que Simaco habia oido la con­
versación.
Cuando terminó el bufón, le dijo:
— ¿Quién te ha inspirado?
—Mi conciencia, y el amor que siento por mi
hermano.
—-¿Y por Arrio?
— ¿A qué ocultártelo? También; todo se ha re­
unido... Hoy no tiene peor enemigo Fausta, que
yo... la mujer ofendida!
— Creo en tras celos más que en tu cariño á Cons­
tantino.
- -De todos modos, salvaré su vida... Mejor dicho,
TOlíO IJ. 40
314 LA CRTTZ D E L XEDJÍKTO.R.

la he salvado, pues sabiendo tú lo que se dispone,


segura estoy de que lo evitarás.
— ¿Qué recompensa ambicionas?
— Ninguna, pues lo único que deseo, es un impo­
sible por ahora... Mi unión con Arrio.
— En efecto; es imposible.
— Y sabiéndolo, renuncio gustosa á la piirpimi
que Fausta me ofrece, como tutora de sus hijos.
— jLa púrpura!
— Sí; en cuyo caso, nadie podria oponerse á mí
voluntad, y el mismo Silvestre bendeciría mi unión
con Arrio.
— Te engañas.
—De grado ó por fuerza. Quien hace una cosa,
puede deshacerla: los Obispos que aprobaron el
celibato de los presbíteros, volverían sobre si¡
acuerdo.
— Mal empezarías tu reinado con un golpe de
fuerza.
— Mal vivo, y peor viviré de este modo... Pero
lo prefiero, á ser cómplice de la muerte de mi her­
mano.
— Pero si Jesucristo lo llamara á Sí...
— Si la muerte lo alcanza, y yo soy su herede­
ra... me casaré con Arrio. Ya ves que no os posi­
ble hablar con más franqueza.
— Quisiera poder ayudarte: encontrar un medio
por ei que, sin cometer pecado, vieras cumplidos
i.us deseos. Comprendo loque debes sufrir, sien
realidad amas á Arrio.
X.A CB.TI7, DEL REDEKTOli 315

— Lo amo, hasta el punto de ver comprometida


á cada paso mi honra.
— La honra vale más que la vida.
— Así pensé hasta ahora... Pero no respondo de
pensar lo mismo mañana. Tengo que entablar lu­
dia abierta con Fausta, y no he de consentir en
ser vencida. Yo ofrezco á Arrio nn corazon ena­
morado: ella sus brazos y sus caricias..* las armas
no son iguales... pero como está en mí igualarlas...
— Desecha tales pensamientos.
—Dependerá de las circunstancias... que 110 me
resigno á contemplar á Fausta triunfante en esta
lucha entre el amor y el vicio.
—Reflexiona...
— Está reflexionado. Mis armas serán superio­
res á las suyas: si ella le ofrece la lujuria de un eo-
razon agostado, yo le ofreceré el fuego de un alma
virgen y enamorada... Y al lado de Fausta senti­
rá hastío, y junto á mí...
—Poco más 6 ménos, lo mismo; que los apetitos
carnales, una vez satisfechos, cuando 110 llevan la
sanción del cielo y se realizan con pureza, jamás
dieron otro resultado que ese hastío de que habla­
bas, refiriéndote á Fausta.'
—Es muy fácil aconsejar.
— Y muy difícil seguir la buena senda, ya lo sé:
pero todo es poco comparado con la vida eterna,
donde sólo existe el espíritu desligado de la corte­
za que lo envuelve en la tierra. Si no temiera mo­
lestarte, solicitaría de tí permiso para que nos
5 (6 b¿ CRU Z DKL H E D E N T A R

ocupáramos con despacio de esta materia, bien solos,


bien en presencia de Arrio. Y no porque yo pre­
tenda rebatir á un filósofo qne, siguiendo las hue­
llas de Orígenes, se desvió quizás sin notarlo de la
b'nea recta; sino porque procuro el bien por el bien,
y os creo capaces de entrar en el buen camino.
— Por ahora, lo'principal es impedir que Fausta
asesine al Emperador; que alce su brazo; que
hunda el puñal ó suministre el veneno á Cons­
tantino.
Sí, eso es lo primero; pero lo que respecta á
Arrio y á tí, no es lo segundo.
La conversación habia tomado giros que en na­
da favorecían los planes de Tibureio, que por cuan­
tos medios estaban á su alcance procuraba la per­
dición completa de aquel hombre y aquella mujer,
que no estando en la iglesia católica, aún no habia
pisado las puertas del infierno.
Sin embargo, de las palabras pronunciadas por
Contanza podian deducirse consecuencias favora­
bles á Tibureio; pues si la hermana del Emperador
desoía los consejos de Simaco, y entraba en lucha
abierta con Fausta, llevando á la práctica, lo qne
acababa de indicar, el infierno habría conseguido el
triunfo con que soñaba la arriana.
C A P I T U L O XYII

Todos coaíra Atanasio,

en vano había invertido su vida en el estu­


dio el herético Arrio: no en balde medité
mucho sobre las cosas humanas, pues si bien
de ellas quiso deducir las divinas, incurriendo en
errores groseros, en cambio conocía algo á los hom­
bres, y no era fácil sorprenderlo.
Para él sólo habia dos puntos, de los cuales par­
tí]’: la negación absoluta, y la afirmación absoluta
también: el genio déla verdad, y el génio de la men­
tira: la afirmación y la verdad, el Padre; la nega­
ción y la mentira, Luzbel.
Jesucristo era un punto intermedio, emanación
r

del Padre, y posterior á El.


Be aquí, que no cayera en las astutas mallas te­
jidas por Tiburcio, como Contanza, que ménos ilus­
trada y pensadora, tan luego como sintió el aguijón
de los celos, ciega y frenética corria al abismo sin
fondo.
818 LA CRÜZ D E L REDENTOR.

Para Arrío, on todo lo dicho por Tiburcio sólo


habia una cosa digna de tomarse en cuenta: que Si-
maco estaba enterado de la conversación tenida en
el jardin, pues si bien dudaba que la hubiera oído,
creia que Ooncanza habría ido á referírsela.
No escapó á la penetración de Tiburcio lo que
pensaba y discurría Arrío, y buscando un medio
más eficaz para llegar al fin apetecido, le dijo:
— Ahora voy á proponerte algo que tal vez te
convenga.
Y sin andarse en rodeos, añadió:
— La caida de Atanasio.
— Contra ese no puedes. Habrías de ser el mismo
génio maléfico, y te estrellarías.
— Pues yo te prometo que pronto lo verás en
Constantinopla.
— Si tal logras, 1,e demostraré mi gratitud: te es­
taré obligado.
— No olvides esas palabras.
— Ijas tendré muy presentes, aunque en la segu­
ridad de qué si llega á venir, será para aniqui­
larme.
— O para que tú le aniquiles. ¿Tienes miedo de
discutir con él en presencia de Constantino?
— No: lo deseo en vez de temerlo... Pero los tres
solos.
— ¡Ah!... quien te inspira recelos es Simaco.
— Sí; ese hombre, cuya lógica natural destruye
todas las filosofías: cuyos argumentos, expuestos
con sencillez, como lo hace Elena, llevan el con­
LA CHUZ mh H E D E IÍT O R . 319

vencimiento al espíritu y la luz al alma, que hace


cerrar los ojos y verlo todo por medio de la le...
De esa fé que yo no comprendo, porque pugna con
la razón humana.
— Como todo lo divino.
— ¿Tú también apoyas á los católicos? ¿Crees que
pisan en el terreno de la verdad?
— Porque lo creo, porque lo sé, soy enemigo de
ellos.
— Si yo dijera como tú, que creia y sabia que los
Obispos eran los verdaderos intérpretes de la reli­
gión de Cristo, en vez de odiarlos, loa amaría.
— Eso consiste en que son muchos los llamados
y pocos los escogidos; tú estás entre los primeros.
Aquellas palabras de Tibureio causaron más efec­
to en Arrio, que las dulces amonestaciones y los
severos castigos.
O
— Haces bien, por lo tanto,—prosiguió diciendo
Tibureio,— en hablar, en discutir con Atanasio
sin la presencia de Simaco. El Emperador es poco
filósofo; lo llegareis á confundir entre el uno y el
otro y tú saldrás beneficiado, pues en tus discursos
encontrará algo que halague su vanidad de hom­
bre y Emperador, mientras que en los de Atanasio
soto' ha de hallar anatemas* contra la tiranía de las
potestades de la tierra. El seguirá el camino de los
mártires, tú el de los hombres... Y como con un
hombre vas á tratar, todas las ventajas están de tu
parte. Hablemos ahora respecto á Fausta, y con­
vengamos en lo que conviene que le hables.
320 LA CEÜZ DEL EEDKtTTOR.

— La diré que no encuentro quien quiera asesi­


nar al Emperador.
— Conformes; pero díle que en cambio dispones
de un veneno que mata instantáneamente, y que se
lo remitirás.
— Ella no quiere aparecer como la asesino del
Emperador.
— Ya lo sé; pero debes aconsejarle que lo guar­
de cuidadosamente, y hasta indicarle que Contan­
za. convencida por tí, se lo dará. Lo que me inte­
resa os que el veneno llegue á sus manos.
— ¿Y he de llevárselo yo?
— De ningún modo; un hombre de tu confianza
lo entregará...
— ¿A quién? ¿A Contanza?
— No; á Simaco, que advertido de antemano y
creyendo servir al Emperador, nos servirá á nos­
otros. Hay que buscar la perdición do esa mujer...
Hay que entregarla en manos del verdugo... Ella
es el obstáculo para tu felicidad... pues dudo que
tengas fuerzas para dominarte ante sus halagos.
-—La desprecio.
— Ahora, porque estás lejos de ella; pero créeme,
posee la ciencia do Vénus y de Cápua, y sucumbi­
rás como ella lo pretenda. Su hermosura no se mar­
chita en apariencias; su eorazon hace tiempo que
murió... Sólo Crispo, solo él, no sucumbió á sus en­
cantos.
— Yo sabré resistir.

— Lo veremos; á mi vuelta me lo dirás.
LA CRUZ DEL REDENTOR. 321

—¿Partes?
— Hoy mismo; voy á disponer las cosas de modo
que Atanasio se mire en peligro.
Arrio sonrió.
— Pronto acabarán tus dudas.
Aquel mismo dia, quedó acordado que Fausta
conservaría el veneno, y que, aprovechando una
ocasion, Contanza se lo daría á Constantino.
Simaco fué advertido por la hermana del Empe­
rador, y desde aquel momento no tuvo punto de
reposo ni tranquilidad.
Habia llegado á desconfiar hasta de Contanza»
Mas sus temores fueron vanos.
Al dia siguiente se presentó un emisario de Ar­
rio, pretendiendo ver á Fausta.
El bufón habló con él, quedando en cumplir la
comision encargada al portador.
Sin dilación de ninguna especie, Simaco se diri­
gió al aposento de Fausta, y desde la puerta de en­
trada dijo:
— ¡Oh, tú, la esposa del Emperador! otorga per­
miso al despreciable contrahecho para que llegue
hasta tí, y cumpla con un deber.
— ¿Quién te envía?
— Lo ignoro.
—¿Qué deber es entonces el que tienes de cum­
plir?
— El que recibí de un hombre del pueblo.
—¿Y desde cuándo mandan en tu altiva persona,
los hombres del pueblo?
TOMO II. 41
322 LA CRÜZ DHL BBBJÜJITftR.

—Desde que me hablaron en tu nombre, á quien


estoy obligado.
—Mal cuadran tus palabras de hoy con tus? actos
de ayer... vóte.
—¿Y á quién entrego entonces lo que para tí tra­
jeron? ¿Qué debo responder cuando me pregunten
cómo cumplí mi encargo? Depon tu enojo por un
solo momento; permíteme que llegue hasta tí; que te
haga depositario de este rico presente, digno sólo
de la esposa de un Emperador tan grande como tu
esposo Constantino.
Nada más lejos del ánimo de Fausta, que lo que
contenía el presente de que Simaco le hablaba, y
llena de curiosidad le respondió:
—Llega hasta mí.
Simaco avanzó llevando entre las manos un lujo­
so y rico estuche.
—Hó aquí el objeto que te regalan.
Y al decir esto, abrió el estuche, dejando ver en
su fondo un magnífico perfumero, en el cual era
compensada la pequeflcz de la joya, con la riqueza
del valor intrínseco y artístico.
Fausto, lo miró con marcada extraüeza, pues no
se acordaba, en aquel momento de Arrio, y pre­
guntó:
—¿Dices que ignoras, que no sabes de parte de
quién viene?
- Y lo repito.
—¿Quién pudo confiar objeto de tanto valor á un
hombre del pueblo?
LA CRUZ DEL REDENTOR. 3 2 ft

Y pretendió sacar la alhaja del estuche que le


•encerraba.
Mas Simaco la detuvo diciéndola:
—No creo prudente que tus manos lo toquen,
ínterin no conozcas su procedencia.
—¿Por qué?
Simaco, afectando naturalidad, respondió á la
pregunta diciendo:
—Porque pudiera contener un veneno.
Fausta se inmutó.
En aquel instante vino á su memoria lo conve­
nido entre Arrio, Contanza y ella.
Y el bufón continuó:
—Sí. un veneno: porque hay séres miserables y
cobardes que se ocultan en las sombras para herir
á mansalva; enemigos encubiertos, mil veces peo­
res que los enemigos declarados, y cualquiera de
•esos viles y repugnantes séres, pudiera muy bien
•atentar contra tu vida.
—A mí, sólo me odias tú: sólo tú eres mi ene­
migo.
—Ni lo uno ni lo otro.
Fausta sonrió.
—No te odio,—prosiguió diciendo Simaco:—por­
que obediente á los mandatos de la Iglesia católica,
arranco de mi pensamiento todo aquello que perju­
dique á mi alma; y no soy tu enemigo ni te deseo
mal alguno, puesto que te aparto de todo lo que
creo que pueda constituir un peligro para tí.
—En ese caso, eres uno de mis mejores amigos.
324 LA CRÜZ DHL REDENTOR.

—Soy el mejor do todos. Sí, el mejor, puesto que


soy el único que te dice la verdad. ¡Ah! ¿Por qué-
tienes formada de mí tan mala idea? Porque traté
siempre, lo mismo que ahora, de contenerte, de evi­
tar que cayeras en el hondo precipicio... Porque
contuve tu lengua que heria, tu brazo que se alzaba
para matar, tus instintos que te encenagaban en
los vicios marchitando tu hermosura y desgarrando
tu alma.
—¡Todo eso hiciste por mi!... ¡Ah!... y yo, ¡in­
grata! que no lo conocía...
—Deja el sarcasmo, Fausta, y considera que hoy
no ha llegado hasta tí el bufón de Constantino...
sino el sér, que por despreciable que te parezca, te
dirige la palabra en nombre del cielo.
—Si ridículo me parecías antes como bufón, al
mostrarte hombre serio, tan grotesco apareces ante
mí, que me produces asco,
—¿Y qué importa eso, si llega un momento en
que tengas que confesarte á tí misma, que este
aborto de la naturaleza es la barrera que impide
tu completa perdición?
—Eso no lo confesaré jamás.
—Lo harás contra tu propia voluntad, como mil
veces te habrás dicho: «Tiburcio es un infame.»
Pero del mismo modo que á sabiendas de que pro­
cede mal contigo aparentas confiar en él, creyendo'
que procedo con nobleza, jamás faltará el desprecio
en tus lábios para mí. -
—Ya estoy cansada de tus impertinencias: véte-
LA CEUZ DEL HEDENTOR. 325

— Quisiera no haber tenido que venir.


—¿Quién te ha impulsado? ¿Te llamé yo?
—Seguramente nada habría más lejos de tí, que
mi demanda para entrar...
—Entonces...
—Entonces tú fuiste la causa; quien, contra mi
deseo y el tuyo, me trajo á este sitio.
—¿Yo la causa? Mientes.
—Con ese «mientes,» me obligas á que te diga
clara y terminantemente, lo que te di á comprender
y tú no quisiste entenderlo.
—Te he mandado que salgas.
—Y yo me quedo, abusando de mis derechos de
bufón, ya que á ello me obligas. Porque tengo un
deber como cristiano que cumplir á tu lado, y lo
■cumpliré.
—¡Mal reprimo mi enojo!
—Mal ó bien, lo vas reprimiendo.
— ¡Por Yénus!...
—No jures: ten paciencia un breve rato: seré lo
más breve posible.
Fausta estaba fuera de sí.
Y Simaco continuó:
—Si no tuviera otras pruebas de que tratas de
cometer una infamia, bastaría para comprenderlo,
lo demudado de tu rostro...
—¡La ira me ahoga!
—No me refiero á este momento; sino á aquel
=en que te dije que este pomo podia contener un
veneno.
326 L A CRUZ DEL BEBKNTOR.

Una sacudida nerviosa hizo temblar á la infame-


Fausta.
—Un veneno... sí; pero no preparado por un ene­
migo tuyo para matarte... sino por tí y tus cómpli­
ces, para matar á Constantino.
—¡Me han vendido!
—Tú acabas de venderte ahora mismo. Yo no
quería dar oidos á lo que salió de tu boca en cierta
ocasion... Mas ¿cómo dudarlo ahora? Pues bien,
Fausta; en obsequio tuyo, pensando en tu bien, vi­
ne aquí para decirte: seque tratas de matar á tn
esposo: sé que no lo conseguirás, y que tu vida
corre peligro... retrocede... el abismo se abre bajo
tus piés... un paso más, y caerás despeñada. ¿Ves
cómo no te odio? ¿Ves.cómo no soy tu único enemi­
go? Si te odiara, lejos de contenerte, te empujaría:
si fuese tu enemigo, este pomo iria á manos de!
Emperador para que te hiciera apurar su conteni­
do... Y en cambio, telo arrebato de las manos, y
la tierra lo tragará... Niega aiin que te salvo de un
peligro... Repíteme que te causo asco.
Fausta se cubrió el rostro con ambas manos, no
sabiendo qué responder.
Mas viendo que el silencio se prolongaba dema­
siado, pretendió justificarse, y al efecto, cambiando
de actitud quiso hablar.
Pero estaba sola: Simaco había desaparecido.
Entonces se irguió, y rugiendo como la pante­
ra herida, dijo:
—¡Todos contra mí!... Pues bien: yo sola contra
LA carz diíl rbubntok. 327

todos. Arrio y Contanza rae vendieron... Ellos 6


Tiburcio han dado á Simaco la clave de nuestro
plan... De Contanza y de Arrio, yo sé cómo ven­
garme. .. De Tiburcio... ¡ah!... maldito sea una y
mil veces. ¿Y Simaco? ¿Cómo engañarlo? ¿Cómo
evitar que cliente á Constantino?... ¿Pero qué prue­
bas tiene? ¿Basta con que diga que una persona ex­
traña me ha traído un veneno, para que se deduzca
que estaba destinado al Emperador?
Y despues de un suspiro, dijo:
—Calma: yo no corro peligro alguno: mi culpa­
bilidad no es fácil demostrarla... En mayor peli­
gro estuve al ser prisionera de Crispo, y en vez de
castigo, obtuve una recompensa,.
Para mejor esperar los acontecimientos, se fingió
enferma, prohibiendo que persona, alguna, llegara
á su lado, fuera de aquellas encargadas de cui­
darla.
Y pasaron los dias sin qne ocurriera incidente
alguno que la hiciera sospechar que Simaco habia
dado cuenta á Constantino de lo ocurrido.
Así era, en efecto: el bufón no puso en conoci­
miento del Emperador su entrevista oon ella..
Pero si bien en aquellos di as todo estaba en apa­
rente calma en Constantinopía, en cambio en Ale­
jandría se agitaban las pasiones, hasta, el punto de
que salieran comisionados en demanda de la justi­
cia del Emperador, justicia que reclamaban contra
Atanasio.
. ¿A qué obedecía esto? ¿Qué motivaba aquel al­
328 LA CRUZ DEL &JSDEUTOR.

za,miento contra el Obispo, en el cual andaban mez­


clados los cristianos y los gentiles, los amaniatas
y otras sectas?
Todo dependía de haber circulado el rumor de
que por órdemSs emanadas do Atanasio, las naves
que con rumbo á Alejandría salieron de varios puer­
tos llevando provisiones y objetos de comercio,
habian recibido un mandato expreso de dirigirse á
otros puntos.
En un principio el rumor tuvo poco eco; mas al
ver que pasaban dias y dias sin que los barcos de­
seados arribasen, las gentes comenzaron á dar cré­
dito á las noticias esparcidas.
No pudo por ménos que llegar hasta el Obispo
lo que de boca en boca circulaba por todas partes,
y determinó dirigir su palabra al pueblo para sa­
carlo del error.
Y Atanasio hizo constar que él no tenia partici­
pación alguna en aquel retraso, y exhortó á los
cristianos de todas las sectas, y muy en particular
á los católicos, á que se ejercitasen en la paciencia
y confiaran en Dios, que mandaba los males como
los bienes para probar las almas en la próspera y
en la adversa fortuna.
En su celo por el pueblo, hubo de hablarle de las
penas y los castigos á que se exponía no acatando
lo que emanaba de la divinidad, quizás como pena
aflictiva á los pecados cometidos contra las verda­
des del catolicismo.
—Los unos y los otros,—les dijo,—estáis en pe­
LA CBÜZ DEL REDENTOR. 329

cado; los primeros, por no croer en la Trinidad;


los otros, por negar á Jesucristo, y todos por olvi­
daros de Dios.
Estas sencillas palabras fueron traducidas por
un reto, por una provocacion, por el gérmen de la
discordia lanzado entre el pueblo para que se de­
vorase.
Y bajo la iniciativa de Tiburcio comenzó la lu­
cha sorda que en breve debia tomar proporciones
terribles.
Porque el hambre comenzó á dejarse sentir en
toda la Sede de Atanasio, y los bajeles no lle­
gaban.
Y el pueblo nombró comisionados que partieran
en dirección á Constantinopla para que el Empe­
rador acudiera en favor «de aquellos que morian
de hambre por culpa de Atanasio.»
Las protestas del buen Obispo no eran oidas; su
vida ejemplar, la largueza con que repartía hasta
su pobre alimento entre los más necesitados, daba
origen á críticas severas...
Y en más de una ocasion, Atanasio vió amena­
zada su existencia.
Amargada su vida por la calumnia, cayó en un
gran abatimiento, y arrasados los ojos en lágrimas
amarguísimas, deeia de continuo:
—Mi vida es de Jesucristo; no espereis que yo
la defienda de otro modo que con la palabra... Si
quedáis satisfechos arrancándomela, aquí la te­
néis... pero libradme del peso de la calumnia que
TOMO II. 42
LA CRUZ S E L REDENTOR.

estáis arrojando sobre el que ningún mal os ha


causado.
Esto contenía en parte el furor del engañado
pueblo.
Mas llegó un dia en el eual el enojo no tuvo lí­
mites.
Y fué aquel en el que entraron tres naves en el
puerto, que no contenian nada que pudiera aliviar
la situación de los moradores de la ciudad.
—¿Cómo es.—preguntaron á los capitanes,—que
venís de vacío?
—Porque recibimos órdenes de cambiar de rum­
bo ,—-respondieron.
—¿De quién?
—De Atanasio, que nos envió emisarios dicién-
donos que la ciudad estaba apestada, y que en
otros pantos sanos éramos aguardados para la des­
carga de las mercancías.
¿Faltaban aquellos hombres á la verdad?
No: en alta mar, las gentes de Tibureio habian
llegado hasta los barcos mercantes en bajeles de
guerra, y participado á los que iban con rumbo á
Alejandría, cuanto habían dicho los capitanes.
Para el pueblo estaba fuera de toda duda que
los rumores circulados respecto á Atanasio eran
ciertos...
Y'estalló el conflicto.
Algunos católicos aconsejaron al Obispo que
recurriera al Emperador en demanda de rehabi-
1ilación, y suplicarle que averiguara las causas
LA CRUZ »¡cr, RÜÍíENTOH. 331

verdaderas de lo ocurrido, y lo castigara como ciu­


dadano, si cu algo, poco ó mucho, pudo delinquir.
—Sufriré con resignación las penas que me
afligen.
Así dijo, y al dia siguiente partió.
Aquel mismo dia terminaron las aflictivas cir­
cunstancias de la ciudad, pues fueron descubiertos
varios depósitos de comestibles, y en particular de
trigo.
Uno de éstos, tan grande que no podia vérsele-
el fin, en el palacio que ocupaba Atanasio.
Tiburcio habia triunfado; su palabra empeñada,
estaba cumplida...
La situación del Obispo no podia ser peor.
¿Qué pruebas humanas podían existir contra lo­
que, por sugestiones del averno, resultaba probado
y comprobado de tantos y tan diversos modos?
Pero el triunfo no tenia el alcance que Tiburcio
le dió en un principio: los delitos falsos imputados
á Atanasio no alcanzaban á la religión católica ni
á su dogma.
Porque, ¿qué puede probar la maldad ele un
liombre, ni aun siendo cierta, clara y manifiesta
como la luz dei dia, contra el núcleo que forma la
Iglesia? Menos que un grano de arena en los inson­
dables abismos de los mares... Ménos que el átomo
de perfume que el viento arrancara del vergel in­
menso del Paraíso.
De aquí qcf&las furias desatadas contra el hom­
bre que aparecía como criminal, no dañara en nada
332 LA CHUZ 1)1:L KKDBHTOJR.

á la fé en Jesucristo, ni á las creencias en sus pro­


mesas.
Y de aquí, que la Sede do Atanasio continuara
regida por el catolicismo, y que las ceremonias del
culto no se suspendieran, ni se entibiara la fé de
los buenos cristianos.
Que así son todos los triunfos del Ang’ei caido.
arrojado del cielo por sus maldades.
Pocos di as despues que los emisarios enviados
por el pueblo, llegó Atanasio á Constantinopia.
Tal suceso y los caractóres de que estaba reves­
tido, distrajeron la atención pública hasta el punto
de que todas los conversaciones versaban sobre lo
ocurrido en Alejandría, y el modo que el Empera­
dor tuviera de resolver el conflicto, pues no relacio­
nándose en nada lo acaecido con los preceptos reli­
giosos, Constantino, y sólo Constantino, era el lla­
mado á resolver la cuestión.
Y Atanasio se presentó a-1 Emperador y le dijo:
—Vengo para que bagas la justicia de los hom­
bres, única que reside en tí: esa justicia que se fun­
da en las apariencias; que no penetra en el fondo de
las cosas; que todo lo sujeta á lo humano, á lo mu­
table, á lo perecedero, y que por lo tanto rara vez
deja de ser injusta. Pero yo, como ciudadano roma­
no, obediente á las leyes del Imperio, como tú debie­
ras serlo á las divinas, llego á tí... no para implo­
rar clemencia, pues de nada tengo que acusarme
ante Dios, y por lo tanto ménos ante el Empera­
dor, sino para que se cumpla, la voluntad del cielo,
LA CBUZ SEL REDENTOR. 333

y padeciendo como criminal» me haga digno de La,


gloria eterna. «Bienaventurado,—dijo el Bautista,
—el que padece persecución por la justicia, siendo
inocente...» Yo aspiro á la bienaventuranza pro­
metida, y en vez de resistir á tu autoridad, vengo
á entregarme á ella, como acusado del grave delito
da haber procurado el hambre del pueblo, compro­
metiendo la paz del Imperio.
—¿Según eso, te proclamas inocente?
—Por más que las apariencias y las sugestiones
de Luzbel me presenten como criminal, declaro
que mi conciencia está tranquila..
—Todo te acusa.
—Todo lo terreno: todo lo humano... ya lo sé.
Miles de testigos declararán contra mí; tal vez no-
falten hombres que manifiesten haber recibido en­
cargo mió para realizarlo que se me atribuye...
Yo, en eambio, no presentaré á nadie que abone
mi persona... Donde no llega la palabra de un
Obispo que, puesta la mente en Dios, refiere la ver­
dad, no alcanza la de personas buscadas por él.
—Los hombres no disponemos do otros medios
para investigar lo cierto.
—Ya te dije antes, que la justicia en la tierra,,
hecha por ios jueces, es con frecuencia errónea,
porque no hay medio de que lleguen con sus mira­
das al fondo del coraron. Sólo una cosa pido á Dios
en este juicio, del cual saldré condenado... Que
aparte de tu alma el recuerdo de Arrio, y de tus
oidos sus consejos... pues de ese modo no pecarás
334 tA CRUZ DEL REDENTOR.

al sentenciarme, por más que en realidad seas in­


justo dando crédito á las apariencias.
—Arrio es tu pesadilla.
—Todos los dias pido á Dios que lo ilumine: que
arrepentido de su herejía venga al seno de la
Iglesia católica, ya que tantos años fué lumbrera
del cristianismo.
—¿Reconoces que prestó grandes servicios á la
causa santa de Jesucristo?
—La verdad no debe negarse nunca. A. Dios lf
plugo darle un talento superior: una facilidad de
palabra pasmosa... Pero tan brillantes dones lo
han conducido á la soberbia.
—¿Y por qué no la convicción íntima?
—Porque estoy seguro, y no pretendo ofenderlo
con lo que voy á decir, de que Arrio seria católico
si se le ofreciera la Sede de Roma. Arrio peca, por­
que defiende el error á sabiendas... Aún me atrevo
á decir más: pide á Silvestre que revoque el acuer­
do del celibato, y si te lo concede, dile despues á
Arrio: «Toma á mi hermana por esposa... pero ab­
jura de tus errores en público; quema tus escritos:
reniega de ellos; predica la consubstanciacion.,.»
Y Arrio será católico algunas horas despues.
—Mala idea tienes formada de tu enemigo.
—No los tengo: Arrio es enemigo de la verdad
que represento; pero no del humilde Atanasio.
Arrio partiría conmigo su pan, tan luego como no
mirara en mí al Obispo de Alejandría.
—Mezclas los favores con los disfavores.
LA CRUZ DEL REZVENTOU. 335

—Es que hago justicia. Arrio tiene sano el eo-


razon y podrida la cabeza- Por eso predica el mal
y practica el bien... Arremete contra el católico
que le priva de sus placeres y abre los brazos al
hombre, lo sienta á su mesa, lo llama hermano y
lo ama. Jamás su diestra se levantará amenazando
una existencia... pero jamás l,;*mp<ico callará su
lengua, eterna sostenedora del error.
—¿Pero lo crees ambicioso?
—Sí: ambicioso, enorgullecido, enfatuado con
su saber y con su elocuencia... Se mira, y se ve
superior á los hombres que le rodean... Por eso aca­
ta al Padre y rechaza al Hijo... porque el Hijo
tomó la forma humana, y no concede que fuera su­
perior á él... quizás ni aun siquiera su igual. ¿Có­
mo quieres, pues, que aquel que tan arrogante re­
monta el vuelo, admita en mí á un superior?
—En ese caso también se creerá superior á mí.
—En.poder material, no; en ciencia, sí... Y en
inspiración divina, á todos. En su concepto, bajan
hasta ál las lenguas de fuego... que tanta es su ce­
guedad. que ve lo que no existe, y deja de ver lo que
•emana del Supremo Hacedor. Antepone la razón
■á la fé, como la antepuso Tomás... pero Arrio no
ha tocado aún las llagas de Cristo... quizás no las
toque... porque Tomás era un descreído, y Arrio
un hereje.
¿Está en peores condiciones?
—Sí; porque aquél sólo negaba una cosa, y és­
te sólo afirma una... la existencia carnal de Jesu­
336 LA CRUZ S S L REDENTOR.

cristo, como destello ó emanación de la Divinidad.


Arrio niega el infierno como el lugar de las penas
eternas... para ello echa mano de distingos, sienta
premisas, y saca deducciones q u e duuan el corazon
de los que ni aun viendo las cosas las comprendeu.
Niega también los Evangelios, pues asegura que si
alguno de los setenta y dos presentados al Concilio
podía tenerse como auténtico, era el de Nicodcmo.
—Jamás me habló de esas cosas: ¿tienes incon­
veniente en tratar con él de estos asuntos?
—-En público, sí; porque los suyos interrumpirían
con sus ademanes mis refutaciones, y Arrio que­
daría triunfante.
—¿Y ambos en mi presencia?
—Desdo luego accedo á ello... es más: lo deseo.
—Pues pronto van á verse satisfechas tus aspira­
ciones. Pero ten presente, que dispuesto me hallo
á premiar al vencedor, si bien no castigaré al ven­
cido, para evitar funestas interpretaciones.
—No hablaré esperanzado en la recompensa
que tú puedas darme, sino en la que Jesucristo me
conceda, i
Para Constantino, aquella humildad de Atana­
sio equivalía á un menosprecio de su autoridad.
Como Arrio, se juzgaba superior á todos..
Y mandó llamar al jefe de aquella secta tan com­
batida y tan batalladora, para que discutiera con
el hombre que hasta entonces fué la constante ré-
mora, el obstáculo insuperable, puesto que su for­
taleza estribaba en la resistencia pasiva.
L A CRUZ S E L REDENTOR. .3 3 ?

Gozoso supo Arrio que Atanasio lo esperaba pa­


ra discutir en presencia de Constanciño... que tal
confianza tenia en la magia de au palabra y en
los argumentos que de antemano hubo de pre­
parar.
Al presentarse el llamado, lo hizo con la frente
levantada y la mirada de fuego.
Atanasio, al verlo, bajó humildemente la cabeza
y
—Que Jesucristo, Dios y hombre verdadero, sea
contigo, y á todos nos acompañe.
—Que el Padre te guarde, y á los demás no nos
abandone.
Aquel saludo era ya un rompimiento de hostili­
dades: las dos tendencias estaban perfectamente
marcadas.
Inadvertido pasó esto para el Emperador, que,
t
deseoso de oir la discusión, dijo:
—Arrio: asegnra Atanasio. que niegas la exis­
tencia del infierno, y declaras apócrifos los Evan­
gelios. ¿Es cierto?
—Sí, lo es. Y niego más: la existencia de esc
diablo, ángel rebelde á Dios. Confieso la existen­
cia del génio del mal; pei'O no admito la forma ba­
jo la cual se le representa, porque de hacerlo,, ne­
garía los atributos de la di vinidad, y según la filo­
sofía, quien niega uno de esos atributos, niega á
Dios. A Dios, que siendo infinitamente bmno, no pu­
do criar lo malo... y siendo m;finitamente sabio, tam­
poco pudo crear lo que á sabiendas habia de ser el
íom o ii. 43
338 LA CRUZ BEL REDENTOR.

gérmen de la discordia eterna. Luego no hay án­


gel rebelado contra Dios.
—Y sin embargo, existe lo que tú llamas genio
del mal.
—Oomo existe la planta ponzoñosa... que el ins­
tinto del hombre lo arrastra hasta igualarlo con las
fieras... con las fieras, á las cuales llega á superar
en ocasiones dadas. Vuestro diablo es un pobre ton­
to, que se entretiene en perder el tiempo, como ase­
guran Mateo, MárcoB y Lúeas en los Evangelios
que vosotros habéis declarado verdades incontesta­
bles, y que pongo en duda. Porque allí se dice «que
Satanás fué á tentar á Jesús...» es decir, que se
atrevió con Dios, cuando le constaba que con su in­
menso poder lo habia arrojado del cielo.
—No tentó á Dios, sino al Hijo de Dios en figu­
ra de hombre, en carne mortal.
— ¡Peregrinos distingos los vuestros! Si Jesucris­
to era Dios verdadero, porque á vosotros os acomo­
de, no dejó de serlo aunque estuviera revestido de
forma humana. De modo que para que vuestro dia­
blo, ó ángel rebelado contra Dios, pudiera tentar
á Jesús, Jesús dejó de ser Dios... y si continuó
siéndolo, no pudo ser tentado por el diablo. Es­
coge, si s» que á tanto llega vuestro orgullo y ce­
guedad,
—Me quedo con la santa doctrina de la Iglesia
Católica, que me manda creer en la rebelación. Ni
tú ni yo, podemos penetrar en los insondables mis­
terios... la capacidad del hombre es harto limitada
LA CRUZ DEL REDENTOR. 339

para tanto, y de aquí que tenga el deber de acudir


á la fé, contra la soberbia de la razón: contra la
torpeza de los sentidos.
—He ahí la diferencia que existe entre nosotros
dos: los católicos cierran los ojos, y,creen: los arria-
nos los abrimos, y estudiamos.
—Con los ojos, cuyos destellos no parten del alma
en estado de gracia.
—¿Y cuáles el estado de gracia? Según el Dios de
Israel, el exacto cumplimiento de los preceptos del
Decálogo: porque dice el Zevítico: «Si cumplís mis
Mandamientos, tendréis buenas cosechas, reuniréis
muchos ganados, aumentará vuestra familia, vues­
tros hijos serán cariñosos, obedientes y respetuo­
sos; tendreis buena salud, viviréis muchos años,
seréis, en fin, felices.* Y ateniéndome á esto, pre­
gunto ahora: ¿cómo soy hereje, si eumplo lo precep­
tuado en el Decálogo? ¿Dónde habló el Dios de Is­
rael á su pueblo del Infierno? Cuando moría un
hombre que se atemperaba á la ley de Moisés,
se decia: « Y fm reunido á su pueblo en el sem de,
ÁbraJiam. « De aquí se deduce un solo lugar destina­
do á los muertos... es decir, al espíritu que los ani­
mó en vida, y que llamamos alma.
—¡Desgraciado Arrio! Blasonas de cristiano y
eres gentil. Falto de fé, al par que niegas á Júpi­
ter, Diana y Yénus, rindes culto á la diosa Razón.
Con los que discurren como tú, todo el tiempo es
perdido; porque, como dijo Jesucristo, «tienen ojos
y no ven, oidos y no oyen.»
340 LA CRUZ DEL REDENTOR.

—Eso equivale á declarar que no quieres seguir


discutiendo conmigo.
—Sí quiero; pero apartándonos de lo deleznable
y mundano y prescindiendo del Antiguo Testamen­
to en todo aquello que no recibió la sanción de
Nuestro Señor -Jesucristo. Tú no eres católico, ni
lo serás, porque, obcecado, en pleno dia cierras los
ojos para asegurar que las sombras te rodean...
No, Arrio: sólo tus ojos están en la oscuridad; tu
cuerpo lo bañan los ardientes rayos del sol... Pero
cú no los ves porque no quieres... y como no dis­
pongo de medios para obligarte á abrirlos, pues
Dios prohíbe el empleo de la fuerza, no tengo otro
remedio que dejarte, aunque diciéndofce ahora lo
que tantas otras veces: «mis brazos estarán siem­
pre abiertos para recibir en ellos la oveja descar­
riada.»
—No quiero insistir, puesto que te pronuncias
on retirada. Pero antes de que concluyamos, quie­
ro hacerte una pregunta:
— ¿Cuál?
—Esta: si tan ciertos estáis do que existe el in­
fierno, ¿por qué declarásteis apócrifo el único Evan­
gelio que entre los cincuenta y dos presentados
describió ese paraje? ¿Por qué rechazasteis las pa­
labras del testigo presencial de la Pasión y Muer­
te de Jesús? Porque entre los cincuenta y dos aspi­
rantes á evangelistas, sólo Nicodemo presenció los
sucesos. '
—¿Y quién garantiza, que aquel escrito era de
LA CHUZ BJ3L REDENTOR.

Nicodemo? Ni por su estructura, ni por unidad en


el relato, estaba conforme con la fé y con la rebe­
lación... Además, hay motivos sobrados para afir­
mar que Nicodemo no sabia escribir. Entre los
Evangelios presentados, fueron escogidos aquello»
que más en armonía se encontraban con los porme­
nores conocidos de la vida del Hijo de Dios y con
sus santas doctrinas predicadas por el ejemplo. Ni­
codemo describe el infierno en términos tales, que
su pretendido Evangelio, más parece obra tuya, he­
cha para burlarse de la verdad, que dictado por eL
convencimiento y por la fé.
—¡Siempre la fé!... ¡Nunca la razón!...
—No; nunca la razón, que limitada, no alcanza
más allá de donde llegan los ojos.
Arrio rechinó los dientes con rabia.
Aparecía como vencedor, y estaba vencido, y
Atanasio era el mártir que, sucumbiendo, ganaba
la batalla.
—Tú, sin duda, no recuerdas, ¡oh, Arrio!—pro­
siguió Atanasio diciendo,—cómo describe Nicode-
mo, ó el que por tal quiso pasar, el sitio al que des­
cendió Jesús para sacar á los santos padres... Yo
creo que hasta recuerdo fielmente algunos de sus
principales párrafos... éstos, por ejemplo:
Y tras una pequeña pausa, prosiguió:
—El escrito á que nos referimos, deeia así:
«Y mientras Satanás y la Furia así hablaban, se
oyó una voz como un trueno que decia:— Abrid
vuestras puertas, vosotros, Príncipes; abrios, puer
342 La cruz del redentor.

tas cerradas, que el Rey de la Gloria, Jesús, quie­


re entrar.
i>Y la Furia, oyendo la voz, dice á Satán:—An­
da, sal, y pelea contra él...—Y Satán obedeció.
»Entonces la Furia dice á sus demonios:—Cer­
rad las grandes puertas de bronce, corred los gran­
des cerrojos de hierro, cerrad con llave las grandes
•cerraduras, y poDeos todos de centinela, que si ese
hombre (Jesús) entra, todos estamos perdidos.
»Y oyendo estas voces los Santos Antiguos,
exclamaron:—Devoradora ó insaciable Furia, abre
•al Rey de la Gloria, al hijo de David, al profetiza­
do por Moisés y por Isaías.
»Y otra vez se oyó la voz de trueno que decia:
—Abrid vuestras eternas puertas, que el Rey de
la Gloria quiere entrar.
»Y la Furia gritó rabiosa:—¿Quién es el Rey de
la Gloria?—Y los ángeles del Seflor respondieron:
—El Señor poderoso, el Señor vencedor.
»Y en el acto las grandes puertas de bronce vo­
laron en mil pedazos, y los que la muerte habia te­
nido encadenados, se levantaron.
»Y el Rey de la Gloria entró en figura de hom­
bre, y todas las cuevas de la Furia quedaron ilu­
minadas .■»
Y cambiando de entonación prosiguió:
—Arrio; si tú hubieras sido de los llamados á
componer la Asamblea deliberante del Concilio
Ecuménico, ¿hubieras tenido por cierto y verídico
lo que bajo la apariencia de relato cierto, deja tras­
LA CEÜZ SEL REDENTOR, 343

lucir un cuento, hijo de un demente ó de un mal­


vado?
—Tú mismo te contradices al hacerme esa pre­
gunta, porque niegas que haya infierno.
—Lo que salego es, el aspecto gentílico con que
se presenta en ese escrito el lugar de las penas eter­
nas. Niego ese infierno, cuyas cuevas tienen puer­
tas de bronce, como tú niegas los palacios de
zafiro y oro en que, según los gentiles, moraban sus
falsos dioses... Pero no niego ni negaré jamás, que
así como existe un lugar destinado á los buenos,
exista otro lugar destinado á los malos. Porque si
negamos el castigo, tendremos que negar el pre­
mio; porque si negamos la virtud, habrá que negar
el vicio... y el vicio y el castigo existen... luego
también el premio y la virtud.
Constentino, en su volubilidad, no sabia hácia
qué lado inclinar la balanza, y como por otra par­
te aquella discusión le iba cansando, puso término
■Aella diciendo:
—O los dos teneis razón, <5 ambos careccis de
ella. Vuestros argumentos se destruyen continua­
mente.
—En cuanto he dicho,—contestó Atanasio, hay
uno indestructible: la fé.
Y Arrio contestó:
—Sí; la negación de la inteligencia del hymbre:
la venda que cubre sus ojos, y que obliga á buscar
quien lo lleve de la mano... Yo prefiero guiar, á,
ser guiado por quien sepa ménos que yo.
344 LA CRUZ DEL REDENTOR.

—Y caerás en el abismo.
—Caeré; pero no empujado por la ignorancia,
sino como hubiera caido Constantino al frente de
b u s soldados.

Estas palabras decidieron la victoria, y Arrio


quedó como el caudillo vencedor.
Constantino rindió culto á la lisonja salida de
los lábios de Arrio.
Y él, que momentos antes no sabia á qué lado
inclinarse, y que encontraba en ambos ó falta do
razón ó razón compleca, cayó del lado del herético.
A empeorar la situación de Atanasio, vinieron
noticias de Alejandría, referentes á los grandes de­
pósitos de trigo encontrados en el palacio de Ata­
nasio.
¡Todo se volvía contra él!
Y por órden imperial fué desterrado.
Y Atanasio, al conocer la sentencia, respondió:
—En todas partes se'puede servir á Dios; donde
quiera que vaya, bendeciré su nombre y practicaré
sus santas doctrinas.
CA P I T UL O XV [II

La hija áel vicio,

onstaxttno había dicho que castigaría al


vencido, mas sin premiar al vencedor.
Y como consecuencia, y uniendo lo
él llamó derrota á las falsedades llegadas de Ale­
jandría, desterró á Atanasio de su lado, como que­
da expuesto en el capítulo anterior.
Hasta aquí, y yendo de error en error, si fué
injusto, merecía ó podía aspirar á que se le dis­
culpara.
Porque ninguno puede ser responsable de una
equivocación, cuando ésta no fuere hecha con ma­
licia, por más que deber de todos es conocerse y no
pretender juzgar sobre aquello que no entiende.
Y Constantino estaba seguro de no ser teólogo
ni filósofo, y el aburrimiento que experimentó du­
rante la discusión, y su perplejidad en decidirse,
debieron indicarle la ignorancia en que estaba res-
tomo n . 44
346 DA OR.CZ DBL REDENTÜft.

peoto á los asuntos religiosos, y mucho más á loa


misterios, que para todo aquel que carcce de fé.
sólo resultan hipótesis ó absurdos.
Pero la historia lo disculpa de aquel acto ó juicio
por el cual desterró al Obispo, fundándose en que,
si bien Atanasio era inocente, no hubo una sola
prueba en su favor, hasta pasados muchos aftos,
época en la cual, y por disposición del Emperador,
tornó el Obispo de Alejandría á ocupar su Sede, en
la cual murió querido, respetado y merecedor de
que despues la Iglesia católica lo contara entre el
número de los santos.
Pero si con respeto á Atanasio puede encontrar­
se algo que atenúe y disminuya el pecado de Cons­
tantino, no pasa lo mismo respecto á la conducta
que siguió con Arrio.
Éste habia tomado gran preponderancia en pa­
lacio; Constantino lo consultaba en todos los asun­
tos, y si bien en algunos no siguió sus consejos por
oponerse Simaco, en otros todo se dispuso á medi­
da del deseo del consejero.
La habilidad de Arrio habia llegado hasta el
punto de apoderarse en parte de la voluntad del
bufón.
Para conseguir esto, le bastó no discutir con él
de materias religiosas, y cuando la conversación
recaia forzadamete sobre tales asuntos, rehuía
los puntos concretos para encauzar la discusión há-
cia Jesucristo, de quien Arrio era defensor incon­
dicional, como creación del Padre.
LA ÜRUZ S E L REDENTOR. 347

Unido esto al gran cariño que demostraba sentir


por el Emperador, y á que jamás habia podido sor­
prender Simaeo en Arrio acto alguno digno de ge­
neral reproche, fácil es comprender que comenzan-
zando por sentir afecto hácia 61, concluyera por ex­
perimentar simpatías hácia aquel hombre, que era
la piedra fundamental del cisma.
Como consecuencia del afecto de Arrio háeia
Constantino, el bufón contaba con una persona más
que impidiera los atentados de Fausta; y como
Fausta era la eterna pesadilla de Simaco, experi­
mentó alegría y hasta gratitud.
Su permanencia constante al lado del Empera­
dor, no era necesaria: sin que él velara por Cons­
tantino, estaba bien guardado.
En cuanto á Fausta, habia recobrado por com­
pleto la tranquilidad: la nube habia pasado: Simaco
guardaba silencio: su vida no corría peligro.
Si algo le preocupaba, era el aislamiento en que
la tenían.
Ni Contanza ni Arrio la acompañaban como an­
tes; pero esto se lo explicaba, pensando que eran
manejos del bufón.
Lo que de ningún modo comprendía, era el re­
traimiento de Tiburcio: sobre él, Simaco no tenia
influencias... ¿Por qué, pues, no habia vuelto á
verla?
En su mano estaba llevarlo á su presencia: con­
servaba el anillo: con llamarlo, al punto aparecería.
Pero Fausta sentía miedo de Tiburcio.
348 LA CRUZ BEL REDENTOR

Por otra parte, sus ideales la preocupaban más


que aquella conducta de sus cómplices: ideales que
consistían, como ya hemos indicado, en apoderarse,
ya que no del corazon y de la voluntad de Arrio, al
ménos de su persona, aunque sólo fuera momentá­
neamente.
—Necesito herir en el corazon á Confanza, y
amargar la existencia de su amante.
Así habia dicho, y así estaba dispuesta á hacerlo.
Mas le faltaba ocasion.
Las circunstancias en que se encontraba, la im­
pedían poner en práctica sus deseos.
Pero no desesperaba, si bien el tiempo era para
ella en extremo largo.
. Debido á la actitud en que todos estaban res­
pecto de ella, vivía ignorante de los trabajos
que iban realizando Contanza y Arrio, y que más
pronto ó más tarde vendrían á matar sus ilu­
siones.
Y estos trabajos eran los encaminados á que
Constantino concediera á Arrio permiso para casar­
se con su hermana.
Al pronto opuso resistencia el Emperador, y has­
ta se negó rotundamente.
—Yo no puedo contravenir lo acordado en el
Concilio,—les dijo,—porque está sancionado por
mí, y merecería duros calificativos.
—Pero Arrío le contestó:
—En tu poder está evitar que se te critique, y
complacernos á tu hermana y á mí.
LA CRTJZ, B E L REDENTOR. 349

—No sé cómo.
---¿Recuerdas bien los términos en que está re­
dactado lo referente al eelibato eclesiático? ¿Olvi­
daste que á algunas iglesias se les consiente que
sigan sus antiguas costumbres, aunque con sujeción
á ciertas reglas? Pues bien: destíname á mí á una
de esas Iglesias en las cuales los sacerdotes pueden
ser casados, y sin faltar á los acuerdos del Conci­
lio, todo se babrá resuelto satisfactoriamente.
Y Constantino cayó en el lazo que le habian ten­
dido, y la unión de aquellos dos séres fué aproba­
da por él..
La noticia circuló por todas partes, y hubo de lle­
gar hasta Fausta, produciéndole grande irritación.
También hubo de llegar hasta Atanasio, que es­
cribió al Emperador desde Tréveris, su residencia:
—«Prometiste castigar al vencido, y no premiar
al vencedor... Pero á mí me has desterrado, v en
f V

cambio entregas tu hermana á un presbítero con­


tra lo dispuesto en el Concilio, valiéndote de un
subterfugio diabólico.
»Tú puedes realizar como Emperador esa unión...
pero no esperes que Dios la bendiga, pues por más
que pretendáis darla todos los visos de legalidad,
siempre resultará un matrimonio sacrilego; una
dicha mundanal é instantánea, y un gran pecado
que recibirá un ejemplar y público castigo.»
Esto escrito, sorprendido por Arrio, no llegó
á. manos del Emperador, ni Simaco tuvo noticias
de él.
350 LA CRTJZ SEL REDENTOR.

Lo natural hubiera sido, que, para cubrir las for­


mas siquiera, Arrio hubiera partido para el lugar
de su destino, que lo era Escocia: mas entre todos
acordaron que el Obispo de Constantinopla lo ad­
mitiera en su iglesia provisionalmente, y en nombre
de aquella á la cual debería partir despues de
casado.
Graves, gravísimas disidencias partieron de aque­
lla determinación, y que prolongaron por algún
tiempo el deseado momento.
Los resultados se esperaban con impaciencia;
Constantino no quería que constase una imposición
suya, y de aquí, que cuando Contanza se le presen­
taba llorando, le dijera:
—Es preciso dar tiempo al tiempo: confío en que
los obstáculos que se han presentado se allana­
rán... Si así no fuera, contra lo que me habia pro­
puesto, mandaré y seré obedecido.
Para contarse sus penas y repetirse mil juramen­
tos de amor, Contanza y Arrio tenían frecuentes
entrevistas nocturnas en el jardín.
Desde las ventanas del aposento de Fausta pudo
ésta verlos muchas veces en amante coloquio pa­
scar por entre aquel delicioso verjel, en donde la
mano del hombre habia puesto cuanto hermoso y
grato á los sentidos era posible imaginar.
Pero siempre aparecían y desaparecían juntos,
y esto desesperaba á Fausta.
De haber tenido persona de confianza, hubiera
mandado llamar á Arrio; pero sabia que ni entre
LA CB.C2 DEL REDJ6MT0R. 351

la servidumbre habia uno de quien pudiera fiarse.


Y una noche tras otra espió los paseos de los
amantes.
Su desgracia quiso que al fin encontrara la oca­
sion apetecida; pues una noehe, Arrio quedó solo
en el jardin, sentado sobre la verde alfombra, y
en actitud pensativa.
—El momento ha llegado;—exclamó Fausta, y
rápidamente bajó al jardin, encaminándose desde
luego al lugar en que se encontraba Arrio.
Con tanto sigilo caminaba, y tal era la preocu­
pación del herético, que no hubo de apercibirse de
que llegaba la esposa, mil veces infiel de Constan­
tino, hasta que estuvo completamente á su lado.
Y hasta entonces, confundiéndola con Contanza
en el primer momento, la dijo:
—¿Tú aquí otra vez? ¿Estás arrepentida de lo
que me has dicho?
Y Fausta le respondió:
—La mujer que está en tu presencia, no se ar­
repiente jamás de los pasos que llega á dar.
—¡Ah... tú... tú, Fausta!
—Sí, yo; yo, á quien habéis abandonado injusta­
mente. ..
—¿Yo?...
—No he venido á recriminarte: además, creo
que no es tuya la culpa de la conducta que con­
migo se sigue... sino de Simaco, y de Contanza,
que me odia.
—¿Odiarte? ¿Por qué?
352 r,A CRUZ DEL REDENTOR.

—Porque soy más hermosa que ella, y esto ha


despertado sus celos.
—¿Quién te ha dicho?...
—Bus ojos me lo dijeron; vuestra conducta lo
ratifica. Sí, tiene celos de mí... porque sabe que
yo puedo ofrecerte un amor que satisfaga más el
fuego de tu corazon; porque sabe qne Vénus me
otorgé sus gracias, Diana su hermosura y Oápua
sus pasiones; porque le consta que me ha bastado
querer, para que el hombre haya sucumbido ante
mí. Ella puede ofrecerte esos placeres, esos goces
que, según decís vosotros los cristianos, no satisfa­
cen el espíritu... deleites que á fuerza de ser dura­
deros llegan á cansar. Yo, en cambio, te ofrezco esa
dicha momentánea que nunca hastía ni aun con su
recuerdo, pues tan rápida pasa, que ni aun rastro
deja en el corazon.
Arrio se sentía subyugado... Comenzaba á olvi­
darse de Contanza.
Esta á su vez, pesarosa de haber sido la causa
-del enojo de Arrio; comprendiendo que las dilacio­
nes que sufría su enlace no eran provocadas por
el hombre que la amaba, no bien salid del jardin,
sintiendo que los ojos se le arrasaban en lágrimas,
retrocedió para enmendar sus faltas y pedir á Ar­
rio que la perdonara.
Ya cerca del lugar en el cual creia encontrarlo,
se le figuró escuchar voces humanas que llegaban
basta ella por entre las tupidas mallas entx’etejidas
por las flores.
LA CHUZ S E L IlEDENTOH. H5B

Y cautelosamente se acercó,
Pronto pudo distinguir y reconocer la voz de
Fausta; de Fausta.., que requería de amores im­
puros á un hombre.
Y su corazon latió con gran violencia, pues le
decía claramente que aquel hombre á quien Faus­
ta hablaba de modo tan insolente é impúdico, era
Arrio.
Tanto fué su enojo y su sorpresa, que sus piés
quedaron clavados en el suelo.
Renunciamos á referir lo que Contanza escuchó
de lábios de aquella mujer, y pasándolo por alto,
narraremos el desenlace.
La pérfida é incestuosa mujer, cansada de ver
cómo Arrio vacilaba en arrojarse en sus brazos, cí--
nica y lividinosa, mientras pronunciaba palabras
obscenas, extendió sus manos, y cogiendo la cabeza
de Arrio, atrajo hácia sus lábios la frente apri­
sionada.
Pero los deseos de Fausta no pudieron lograrse;
pues Contanza cayó sobre ella como desprendida
de las nubes, y de tan fuerte repulsa la hizo objeto,
que despues de alguna vacilación rodó por el suelo.
La escena que siguió á ésta fué muda.
Contanza puso el pié sobre Fausta, hiriéndola en
el rostro... é indicando á Arrio que la siguiera, am­
bos desaparecieron.
La humillada mujer intentó tomar venganza en
el acto de las ofensas recibidas... pero Tiburcio se
le presentó diciéndohi:
io m o 21. 45
354 IA CJMJ25 Í>SL BSWBfTTOR.

—¿Qué me quieres? ¿Para qué me llamas?


— ¡Maldito seas!
—Maldito estoy: maldecido seré por la eternidad
de los siglos... Tus palabras no me ofenden.
—¿A qué has venido?
—¿A qné me llamaste? Bien satisfecho estaba le­
jos de tí.
—¿Que yo te he llamado?
— iQuién lo duda! ¿Qué dijiste al caer al suelo?
¿No pronunciaste mi nombre?
—Pero no para llamarte.
—Deploro haberte entendido mal.
—¡Tú has conducido á Contanza á estos sitios!
—Puedes pensar lo que gustes.
— ¡Tú enteraste á Simaco de nuestro plan!
—Todo lo que digas roe e,s indiferente. Tus re-
pi'oches ,como tus alabanzas, me tienen sin cuidado
alguno. Ya te dije que acudiría á tus llamamien­
tos, porque estoy obligado á ello; pero que no de­
bes contar conmigo para nada que te sea favo­
rable.
— ¡Pero en cambio siempre estarás dispuesto á
perjudicarme!
--T ú lo |has querido. ¿Quién te ofrecio ni pudo
darte lo que de mi mano obtuviste? ¿Cuál sería hoy
tu suerte si yo no te hubiera protegido de modo
tan claro y evidente? O hubieras muerto en los
cláustros del edificio que te designaron como resi­
dencia, é el verdugo habria cortado tu cabeza. ¿Y
cómo me pagaste?... Pero más vale no recordar
LA CRUZ DEL, REDENTOR. 355

tiempos pasados... tiempos que no han de volver.


—;Oh!... ¡Qué vida tan amarga!
—Si; has comenzado á entrar en la pendiente.
—Y té ¡me empujas.
—¿Para qué?
—Para qne caiga más pronto.
—No es necesario: lo único que hago, es no con­
tenerte en tu caída... Marchas por tí sola al fondo
del abismo con la rapidez que el huracan cruza,
por el desierto: con el vertiginoso arrebato de las
pasiones.
—¡Y te gozas, en ello!
—Como tú en todo aquello que perjudica á los
demás, en cuanto mortifica á tus semejantes... en
todo aquello que constituye tus tormentos en vida.
Antes todas las cosas te sonreían... aun aque­
llas que se presentaban con más fúnebres colo­
res... Ahora... ¡qué diferencia! Al primer golpe
de vista*;' la fortuna te sonríe... pero luego... ¡ah!
luego, los papeles se truecan... Tú llegarás á ver*
ter lágrimas... pero no de ira, como algunas veces
te sucedió, sino de angustia, de amargura... J;á-
grimas que queman, que abrasan el trayecto que
recorren por las mejillas; que su hiel amarga los
lábios al tocarlos; que sobre tus vestidos serán
manchas de sangre que al poco, trocando en negro
su color rojizo, te representarán el fondo del an­
tro que te aguarda para servirte de eterna man­
sión, y desde el cual estarás contemplando todo
aquello que más pueda mortificarte.
356 LA CRUZ DEL REDR5?T0H.

—¿Has acabado?
—No, Fausta, no. Porque debo decirte el porve­
nir que te aguarda; porque debes sabor, que con
tu vida has logrado los anatemas del cielo y los
del infierno; que tus dolores sólo han de poderse
comparar con los que sufre Judas, con los que pa­
dece tu hermano Magencio, y tantos otros como
despreciaron á Dios y aborrecieron á Luzbel; los
que no supieron amar la virtud, ni temer al vicio;
los que todo lo fundaron y lo destruyeron en las
tierras, olvidándose de la vida eterna... Hija de
Dios, en los altos cielos habrías encontrado la re­
compensa; hija del diablo, en los infiernos se te re­
servara un lugar escogido, para que, como yo, al
menos gozaras de libertad... Pero fcii has querido
ser superior á todo, y cual réprobo eres mirada en
todas partes, pues contra todos te rebelaste.
—Yo podría amar á Luzbel.
—Es tarde para el arrepentimiento que ofreces,
respecto al infierno. Las puertas de oro afiligranado
que guardan y defienden la mansión de los justos,
se abren para recibir al que verdaderamente se
declara culpable y pide perdón... pero las negras
y férreas murallas del infierno no giran sobre sus
goznes de granito ante aquellos que llegan como
tú cediendo á la desesperación y al enojo. Tú no
entrarás en los infiernos, caerás en ellos con estré­
pito, abrasándote en su fuego; oprimida por el pe­
so de las enormes cadenas que ceñirán tu lasci­
via... Y amarrada al potro del tormento, llegará*
LA CE.CZ S E L REDENTOR. 357

hasta tí rayos de luz- que te permitirán ver los


■coros de ángeles... la dicha de Helena y Cris­
po, la verdadera fraternidad en que viven con tu
hijo... tu hijo, que en sus últimos momentos escapó
de mi poder invocando á Jesucristo de todo cora-
zon, y qne fué perdonado, porque su espíritu no
llegó á mancharse como su cuerpo... porque sus
actos, más que nacidos de su voluntad, tuvieron
por origen tus maldades y tus crímenes... ¡Ah...
y cómo vas á sufrir! ¡Ah.... y cómo voy á gozarme
en tu martirio eterno!
—¿Aún no lias concluido?
—No acabaría nunca si fuera á decirte todo lo
que el abismo te reserva... todo lo que pronto ex­
perimentarás.
—¿Pronto?
—Sí, Fausta; muy pronto.
—¿Luego el término de mi vida se acerca?
—Más de prisa de lo que tú te figuras... Tú lo
has querido.
—¿Yo?
—No tienes á quién quejarte... no; pues hasta
Simaco, á quien crees tu mayor enemigo, ha procu­
rado salvarte la vida amenazada, y llegando hasta
tí como cristiano, no cosa de procurar tu arrepenti­
miento y tu salvación. Todos, hasta tu esposo, que
es el más ofendido, te perdonó mil veces... pero en
cambio, tú no tuviste para nadie ni un pensamiento
ni una obra buena. Contanza te abrió sus brazos,
y tú, impúdica mujer, te arrojaste en los de Arrio...
358 T.A CB.71Z DEL BEDBHTOB.

Lo que no pudo el enojo del esposo ultrajado, lo


podrán los ceíos de la mujer ofendida. Pisoteaste
la honra de Constantino, y no te mandó matar: ho­
llaste las grandezas del Imperio, y conservaste la
vida: necia y altanera escupiste al cielo, y, benigno,
no te aniquiló; embrutecida en el vicio, te reiste del
infierno, y sus rayos no llegaron hasta üí... Pero
has pretendido arrojar una mancha sobre Contanza,
y todo terminó. La tierra va á verse libre de un
mónstruo, de un mónstruo sólo comparable con
aquella bestia bermeja de que habla Juan el Teó­
logo... de aquella bestia, síntesis de todos los vicios
carnales y de todas las abominaciones.
Fausta desgarraba sus vestiduras, y mesando sus
abundantes cabellos, rugía desesperadamente.
X en su enojo, retorciéndose como la serpiente,
lanzaba gritos guturales, que se perdían en el espa­
cio sin producir oco.
Y en uno de aquellos movimientos bruscos que
hacían crujir sus articulaciones, cual si fueran cañas
que cedian bajo la presión de un cuerpo, el anillo
que Tiburcio le habia dado se escapó de sus dedos,
y fué rodando hasta los piés del que ya era su más-
formidable enemigo,
Tiburcio lo cogió con presteza, y dijo:
—Acabas de desprenderte del único poder que te
quedaba. Desde hoy, ni aun llamarme podrás...
No volverás á verme hasta el momento en que el
verdugo te arranque la vida... Tu espíritu, enca-
.denado por mí, irá al lugar que le espera... Lo re­
LA CKUZ íiteli REIJ-RKTOH. 350

montaré hasta el cielo... y desde allí, despeñado


caerá cual piedra abandonada en el espacio... Faus­
ta... en la gloria lloran por tí... en el infierno se
rien de tu tormento... las carcajadas que tanto te
embriagaban en las orgías, para tu martirio no ce­
sarán de resonar en tas oidos por toda una eter­
nidad,
Y Tibureio se alejó.
Fausta, como obedeciendo á- una ¡hei za superior,
se arrastró por los suelos hasta llegar á su apo­
sento.
Intentó buscar el reposo del cuerpo en el lecho,
y al efecto hubo de acostarse.
Pero aquel mullido lecho de plumas le parecía
punzante manojo de espinas.
La noche fué terrible: el sueño agitado y convul­
sivo... pero el despertar fué aún más terrible.
Pues sus párpados se abrieron al oír la voz de Si-
maco, quo le decía:
—En nombre del Emperador, levántate y ven
á comparecer en juicio.
CAPÍTULO XIX

El tsmplo de Véntis.

•"^^Klena vivía ajena á los sucesos que estallan


J l¡| ¡¡; teniendo efecto en Constantinopla.
Reconcentrado su espíritu en las inspira­
ciones del cielo, estaba muy lejos de la tierra, por
más que su planta pisaba sobre ella, y entre los hu­
manos habitaba.
Las grietas que desde lá llegada de Elena se
notaron en el templo do Vénus, aumentando de dia
en dia, llegaron á constituir un verdadero peligro
para los que asistían á él con objeto de rendir cul­
to á la diosa, ofreciéndole sacrificios.
Y las autoridades se vieron en el caso de prohi­
bir terminantemente, no sólo la entrada en el rui­
noso edificio, sino que persona alguna se aproxi­
mara á él.
Aquella determinación, encaminada á evitar des'
gracias personales, sirvió de pretexto para que los
LA ORÜZ DKL BKDBNTOB. 361

gentiles se levantaran en asonada contra los que,


faltando á las promesas hechas por el Emperador,
pretendían por tales medios evitar que restauraran
el templo.
El mofcin tomó proporciones alarmantes, y la
sangre corriera por las calles á no intervenir Ele­
na, que dijo á las autoridades:
—Yo estoy autorizada para derribar esc edificio:
pero la voluntad divina ha dispuesto que se caiga...
y como contra lo dispuesto por Jesucristo toda re­
sistencia es inútil, y nuestro deber como cristianos
católicos es evitar las luchas entre hermanos, no
encuentro inconveniente en qne se les otorgue per­
miso para que restauren... quizás de esa manera,
al ver la inutilidad de sus esfuerzos, lleguen á> com­
prender lo falso y efímero de la deidad que adoran
y lo fuerte é inmutable de la verdad de Dios Nues­
tro Señor.
Con gran júbilo recibieron los gentiles la noticia
de que podían emprender las obras que ellos juzga­
ban suficientes para que el templo no se hundiera,
y acto seguido comenzaron á disponer los trabajos.
Y cuantos elementos eran indispensables fueron
reunidos en cortísimo espacio.
Maderas de grandes dimensiones, troncos de ár­
boles de tamaño colosal, instrumentos y materia­
les, llegaron en breve junto á los desquiciados mu­
ros del edificio.
Y trabajando noclie y dia, en ménos de una se­
mana, millares de puntales aseguraban en la apa-
TOMO n. 46
362 LA CHUZ I'KL RSDENTOK.

rienda aquellas paredes y aquellos arrogantes te­


chos, emporio del arte pagano.
Los gentiles cantaban sus triunfos, y con el mis­
mo ardor con que habian apuntalado, emprendie­
ron las obras de reparación.
En esto encontraron más dificultades que en
aquéllos; pues al registrar las grietas, notaron que
penetraban en los cimientos... que lo que estaba
en peor estado era lo que servia de base.
Y como si el templo que se hundía, con arreglo á
las leyes dictadas por el Emperador, no era legal
reedificarlo, los directores de las obras sintieron
gran pena.
Pero así y todo, no desmayaron en absoluto, co­
menzando por afirmar un trozo, para sobre aquella
fuerte y robusta entibación seguir una obra, mil
veces
_
más costosa que hacerlo todo de nuevo.m
Y derribaban durante la noche mucho más de lo
que era posible levantar durante el dia, ni aun tra­
bajando desesperadamente.
Y lo nuevo empujaba á lo viejo; y lejos de soste­
nerlo. lo destruia.
Por disposición y ruego de Elena, ningún cris­
tiano se aproximaba al lugar en que trabajaban
los gentiles.
De este modo no era posible que los efectos que
forzosamente habian de tener lugar, fueran atri­
buidos á las hechicerías de los hijos de Jesús, frase
predilecta de los gentiles.
No obstante esta acertada determinación de Ele­
LA c a ü 2 BEL HEDBMTOa. 363

na, los cristianos se veian acusados de con sus ar­


tes contribuir á lo que estaba sucediendo.
Pues aquellas gentes no comprendían c<5mo pu­
diera ser, que mientras más trabajaban, más tra­
bajo quedase por ejecutar.
Y el desaliento comenzó á cundir entre aque­
llos á cuyas expensas se hacían las obras, y la, mur­
muración entre los operarios.
Los directores de la restauración del templo, no
pudiendo reanimar á los unos, ni hacer que calla­
sen los otros, y encontrándose además incapaces pa­
ra poner término á su cometido, buscaron el único
medio admisible en aquel caso, y que pudiera ser­
virles de disculpa, ó mejor de justificación com­
pleta.
Y este medio fué acercarse á los ricos, y decirles
que entre los trabajadores debía haber cristianos.
Como buena fué admitida la versión, y se acor­
dó despedir á los trabajadores.
Mas éstos, que, como queda dicho, murmuraban
ya, al saber la determinación adoptada por aquellos
que costeaban los trabajos, exigieron que se Ies
dijera el por qué se les despedía, cuando habían
trabajado sin descanso ni sosiego, y por la mitad
del jornal acostumbrado.
Entonces, como ahora, existía la tirantez entre
el capital y la mano de obra; el dualismo entre el
rico y el pobre; entre el que cobra y el que paga...
Y á las exigencias de los obreros se contestó con
desdén.
364 LA CEÜZ DEL HHDBHTOR.

Esto irritó á los trabajadores, haBta el punto de


■que de las palabras pasaran á las amenazas.
—Son cristianos,—dijo uno,— y por eso quieren
que nos falte el pan, y que el templo se hunda. Ma­
témoslos, y con su sangre amasaremos mezcla más
dura y resistente que todas las conocidas.
Ya en este caso, y con objeto de evitar una ter­
rible catástrofe, se les respondió:
—Si hay cristianos, estarán entre vosotros...
nuestro oro fué siempre de buena ley: vuestro tra­
bajo no: si pensáis que haciendo mezclas con san­
gre de cristianos las obras se harán pronto y bien,
buscad entre vosotros á aquellos cuya sangre deba
derramarse.
Por de pronto, aquella afirmación contuvo el ím­
petu de los trabajadores, que decidieron investigar
lo que hubiera de cierto en la acusación hecha por
los ricos.
Mas resultó que entre los trabajadores no habia
ninguno que mereciera el nombre de cristiano, ni
aun siquiera uno solo en cuya familia existiese un
hijo de Jesucristo.
Y así como de las palabras se llegó á las amena­
zas, de igual manera de las amenazas se pasó tam­
bién á la vía de hechos.
Y los ricos corrieron á esconderse en sus casas
siendo perseguidos por los trabajadores, que desea­
ban matarlos.
Llegadas las cosas á tales extremos, las autori­
dades no pudieron permanecer indiferentes.
LA CRUZ 1>IÍL HKLJSJtTOB. 365

Contra los que alteraban el órden público, era


preciso adoptar prontas y enérgicas medidas,
Y como el medio más oportuno para templar los
enojos del pueblo y conseguir que no cometieran,
atropellos, se dictó la prisión de los ricos.
De este modo quedaba en parte satisfecha la as­
piración de los trabajadores, y á cubierto de un
golpe de mano airada aquellos que satisfacían el
importe de las obras.
Y por el pueblo corrió la voz de que el templo
estaba maldito, y todos los gentiles acudieron á
demolerlo.
Aquella empresa fué facilísima de realizar: en
breve desapareció la techumbre, las columnas en
gran número cayeron con estrépito, y sólo trozos
de muros quedaron en pié, para testimonio de lo
que son y á lo que llegan las grandezas humanas.
Los gentiles habian evitado un gran trabajo á
los cristianos, salvando de paso un conflicto para
el Emperador, que á suceder las cosas de otro mo­
do, seguramente se habría visto en la precisión de
hacer uso de la fuerza para conseguir que su madre
derribara el esplendoroso templo.
A los pocos dias de haber sucedido lo que queda
narrado, Elena comenzó sus trabajos por disponer
que ei recinto quedara libre de escombros.
Hecho esto sin, tropezar con dificultad algu­
na, ordenó cavar hasta que quedaran al descubier­
to los cimientos de los muros de aquel soberbio
edificio.
366 LA CR.U2 !'.::D;í XIC1I..

Tampoco fué empresa difícil aquella... más la


preciosa joya buscada por Elena no parecía por
ningún, lado,.. ni aun siquiera rastro ni señal de su
existencia.
Los gentiles, en gran número acudían diaria­
mente á presenciar las escavaciones, prorumpien-
do en gritos y en burlas, cuando llegada la hora
del descanso, se daba término al trabajo sin haber­
se conseguido el objeto.
Pero así como el ánimo de los gentiles habia
decaído al tropezar con contrariedades, el entu­
siasmo y la decisión de Elena se redoblaba con la
contrariedad.
—Jesucristo no me abandonará,—decia cada
vez que las sombras de la noche la envolvían, y
se encontraba en la misma situación que el dia an­
terior.
Confiada en el auxilio divino, pero sin dejar
por eso de poner en práctica todo aquello que en
lo humano fuera lícito, sin parar los trabajos, se
puso á buscar antecedentes del drama inmortal
del Calvario, para busear en ellos algo que facili­
tara su empresa.
Pero, ¿dónde estaban los documentos del proce­
so? ¿Dónde, lo que se'referia á los detalles de la
ejecución?
Y no quedó manuscrito que no fuera registrado,
ni historia de aquellos tiempos que no se leyera
por la santa.
Mas todas las versiones estaban escritas por ju-
LA CfBOZ DEL SEDBXTOB, S 67

dios... las narraciones de los cristianos fueron ar­


rojadas al fuego por aquellos que tanto empeño
tuvieron en ocultar la verdad.
Y entre aquellos documentos, infames libelos
cuajados de calumnias, nada pudo encontrar Ele­
na que le fuera de provecho...
Pero sí en cambio mucho que le hiciera derra­
mar abundantes lágrimas.
Uno de los escritos que más amargaron su cora-
•zon, fué el siguiente, que conservan los hebreos
como narraeion verídica.
El escrito comienza hablando de la madre de
Jesús, y dice:
— «En Jerusalén se la conoció, y se llamaba
María; y era peinadora de mujeres, y estaba des­
posada con un leproso.»
Pero aún más allá fueron los judíos en su histo­
ria titulada Sepker toh-hth Jeschu (libro de la gene­
ración de Jesús), pues allí se encuentra lo siguien­
te, que fué una espada de fuego que destrozó el
corazon de Elena:
«José Pander de Belén se enamoró de una jó-
ven peluquera llamada Miñan, mujer de Jocanan,
y habiéndola sorprendido, y fingiéndose su mari­
do, abusó de ella, á consecuencia de lo cual dié
á luz un niño llamado Jeoscua.
»Educado éste por Elcanan, hace progresos en
las letras.
»TJn dia, estando sentados á la puerta del tem­
plo varios ancianos, pasaron delante de ellos dos
368 LA GRTT7 DHL ItüPENTuK.

niños, lino de los cuales se descubrió, mientras que


el otro se cubrió la cabeza.
»Y Eliazar elijo de aquel, que de mala manera y
contra la buena crianza se habia cubierto la cabe­
za, que era bastardo.
»Fué, pues, á buscar á la madre de aquel niño,
á la cual encontró en la plaza vendiendo lechugas,,
y resultó que no solamente era espúreo, sino hijo
de una mujer inmunda.
»Los ancianos hicieron predicar al son de tres­
cientas trompetas, cuán impuro era su nacimiento.
»Huyó, pues, á Galilea, pero volviendo luego á
Jerusalén, se introdujo en el templo, aprendió, y
sustrajo el nombre de Dios.
»Y lo escribió en un pergamino.
»Despues, se abrió sin dolor un muslo, y ocultó
aquel pergamino en la herida.
»Con el inefable nombre de flchesmhamep&oras,
hizo innumerables prodigios.
«Condenado á muerte por el Sanhedrin, fué coro­
nado de espinas, azotado y apedreado.
* Quisieron ahorcarlo de un madero; pero todos
las maderos se rompían, porque él los habia en­
cantado.
»Los sabios fueron á buscar una gran col, que
no es madera, sino yerba, y en ella lo colgaron.»

Cuando Elena terminó de leer lo que queda an­


tedicho, exclamó:
—¡Cuán grande sois, Dios mió! Hasta vuestros
LA CRUZ S E L REBBKTOE. 369

más encarnizados enemigos, al pretender ridiculi­


zar vuestra vida y mancharla, confirman vuestro
saber y vuestras virtudes... confiesan vuestra sabi­
duría y vuestros milagros.
Otro libro encontró la santa mujer» que llevaba
por título:
Muerte, de María Virgen.

En este libro, que hasta que fué declarado apó­


crifo por el Papa Gelasio estuvo fcn gran predica­
mento, leyó santa Elena:
«Desde el Calvario, María se retiró sola á casa
de sus padres al pié del Monte de las Olivas, y
orando y meditando pasó los largos dias que le fal­
taban para reunirse á su divino hijo.
5 Era el año 22, despues de la muerte de Cristo,
cuando esLando María orando en lo más recóndito
de su casa, se le apareció un ángol vestido de una
túnica de luz, y poniéndosele delante de ella le
dijo:
—«Salve, ¡oh, Virgen bendita del Cielo!
»Recibe el saludo del que ha venido á traer la
salud á los patriarcas y profetas.
»Ved que os traigo del Cielo una palma, que ha­
réis llevar delante de vuestro féretro, cuando vues­
tra alma, dentro de tres dias, haya abandonado es­
te mundo.
»Porque vuestro hijo os espera con los tronos,
con los ángeles, y eon las virtudes del Cielo.
*Y María respondió:
TOMO II. 47
370 I t k CRUZ DBIt REDBNTOjR.

— »Yo os ruego que todos los apóstoles puedan


reunirse conmigo en tal momento.
»Y dijo el ángeí:
—»Hoy mismo, por poder del Señor, todos los
apóstoles vendrán á vos sobre las nubes.
» Y María repuso:
— »Bendecidme, á fin de que las potencias del
infierno no se me opongan cuando mi alma salga
del cuerpo, y que yo no vea al príncipe de las ti­
nieblas. *
»Y replicó el ángel:
— »Las potencias del infierno no os causarán mal.
»Y diciendo así, desapareció en medio de un
gran esplendor.
»Y la palma que habia traído derramaba gran luz.
«Entonces María, habiendo abandonado los ves­
tidos que llevaba, se puso otros más hermosos.
» 8 alió despues llevando en la mano la palma que
el ángel le habia traído; se trasladó al Monte de
las Olivas,*y allí se puso en oracion.
»Y dijo:
—^Dios mió, nunca hubiese sido digna de reci­
biros en rai seno, si no hubiérais tenido piedad
de mí.^
! ‘jv»Sin embargo, yo velé fielmente sobre el tesoro
que me habíais confiado.
»Por eso os ruego, ¡oh, Dios de la gloria! que me
protejáis contra las potencias de las tinieblas.
»Si los cielos y los ángeles tiemblan en vuestra
presencia, ¿cuánto más débil es esta criatura, que
L A CEÜZ DEL REDEKTOR. 371

no tiene de bueno más que lo que habéis puesto


en ella?
»Terminada esta oracion, se levantó María y se
volvió á su casa.
»Era cerca de la hora de tercia, y predicando
en aquel instante San Juan en Efeso, se sintió de
pronto un gran terremoto.
«Una nube ocultó al Apóstol de todas las mira­
das, y le trasportó á la casa de María.
»Al verle, llena de alegría la madre del Salva­
dor, exclamó:
— »Hijo mió, acuérdate de las palabras
» r
que te
fueron dichas desde la Cruz, cuando El me reco­
mendó á tí.
»Pronto moriré, y he oido decir á los he­
breos:
»Esperemos el dia en que muera la madre del seduc­
to r t y quemaremos su cuerpo en las llamas.-»

La leyenda ó libro de la muerte <le la Virgen


María hace constar, despues de lo dicho, la forma
en que la Madre de Jesús dictó sus últimas dispo­
siciones al Apóstol, y cómo llegaron despues los
llamados por el ángel, así como todos los cristianos
de Jerusalén, y gran número de vírgenes.
Y añade:
Que pasaron tres dias orando y consolándose
los unos á loa otros, hasta que, llegada la hora del
tránsito de la vida á la muerte, todos, ménos la
V irgen y los Apóstoles, quedaron sumidos en un
372 LA CRUZ DEL 1LEDENTQK.

profundo sueño, y que entonces se apareció Jesús


rodeado de ángeles y dijo, dirigiéndose á su aman-
tísima madre:
«Yen, amada mia, mi perla preciosa: entra en el
Tabernáculo de la vida eterna.»
Y que al oir estas palabras, María se arrojó al
suelo, oró y dijo:
«Bendito sea vuestro nombre, ¡oh, Dios de la glo­
ria! ¡Oh, Dios m ió!... porque os dignásteis elegir
vuestra sierva entre todas las mujeres, para verifi­
car la redención del género humano.
»Yo, Cierra y sangre, no era digna de e-ste honor,
pero vos habéis llegado á mí, y yo digo:
■»Ráyase vuestra voluntad. »
Y María, (según el libro dice), despues de hablar
de tal manera, se levantó para echarse en la cama
y entregar el alma á su divino hijo, murmurando
acciones de gracia.
• Y que en tanto los apóstoles oían las frases de Je­
sús y de María, pero sin ver más que un resplandor
tan intenso, «que superaba en blancura á la nieve,
y en brillo á los más relucientes metales.»
Para terminar con la copia, que como documen­
tos curiosos venimos haciendo, referiremos la ge­
nealogía que la leyenda atribuye á la santa madre
de Jesús.
«Mil años despues del pecado original,— dice el
libro,- trasladó Dios al jardín de Abraham el ár­
bol de la vida, y le dijo que de su flor saldría un
guerrero que sin concurso de mujer daría al mun­
LA CRL’ 7 DEL RSDEMTOS. 373

do la madre de una virgen, á la cual elegiría Dios


para madre.
»Y en efecto; respirándolos perfumes de aquel ár­
bol, una hija de Abvahara quedó fecundada.
»Para afirmar su inocencia, se arrojó en ana ho­
guera encendida: y los tizones se convirtieron en
lirios y en rosas.
»De ella nació un hijo que llegó á ser rey y em­
perador, y que poseyó el árbol de la vida, sin co­
nocer sus propiedades.
» Sabia, no obstante, cuál útil era á los enfermos,
por lo cual cortó un fruto en varios pedazos, y des­
pués secó el cuchillo en el muslo.
»Y el muslo del imperador Panel engruesó; y ni
médicos ni prácticos supieron adivinare! mal. hasta
que salió de él una graciosa doncella.
»Inmediatamente comisionó á un hombre de su
confianza para que, llevándola al bosque, la ma­
tara.
»Pero en el acto de obedecer el expreso manda­
to. se le presentó una paloma que disuadió al caba­
llero, prodición dolé que aquella jóven precedería á
la Madre de Dios.
»Y colocó á la niña en un nido de cisnes: Dios
cuidó de ella, y un ciervo la crió; de modo que á
los diez anos era una doncella formada.
»Cazando un dia Panel, vió al ciervo, lo persi­
guió é hirió, y descubrió el nido de la joven, la cual
le significó que olla ora la hija de su muslo.
»Admirado y contento se la llevó consigo, y la
374 ZiA CRUZ DEL BJBDBXTOU.

casó con «Joaquín, caballero de su Imperio, del cual


matrimonio nació María.»

Despnes de conocidos por Elena estos documen­


tos y otros muchos que no consignamos por no
creerlo necesario, puesta la mente en Dios, fuése
hácia las ruinas del Templo.
Pero llamándole la atención el corto número de
trabajadores, hubo de preguntar:
— ¿Dónde están los que trabajaban?
— Han bajado á las entrañas de la tierra,— le
respondieron.
— ¿Por dónde?
— Por aquel pozo que han descubierto allí.
Elena llegó basta el pozo, y con asombro de to­
dos se hundió en él.
Claricia y María, que jamás la abandonaban,
corrieron en la misma dirección, y como ella y los
trabajadores, se arrojaron al pozo.
Los que faltos de fé permanecieron á respetuosa
distancia de aquella sima, lloraron mucho por
Elena...
Mas creyendo que habia caído al ir en socorro
de los trabajadores, se dieron por satisfechos con
el llanto.
Tres dias iban pasados, y ya estaban disponién­
dose emisarios que llevaran á Constantino la triste
nueva de la muerte de su madre, cnando ésta apa­
reció por una abertura de la tierra mucho más ba­
ja que los profundos cimientos del templo.
L,A CSCJZ DK)j ftRDBNIOH. 375

Si grande habia sido el llanto y la tristeza, ma­


yor fué aún la alegría y el regocijo.
Y Elena dijo:
— Desde aquí, hay que allanar el monte.
Y el trabajo comenzó con grande ardimiento y
con. mayores elementos que hasta entonces, pues
todos los cristianos, ricos y pobres, jóvenes y vie­
jos, hombres y mujeres, acudieron á remover la
tierra.
Y los gentiles seguían burlándose de los que tra­
bajaban.
Y Elena, impasible, tan luego como los' dora­
dos rayos del sol llegaban hasta ella, cogiendo un
instrumento, daba la señal del trabajo, siendoreí
suyo el primer golpe que recibía la tierra.
CA PÍ T UL O X X

La Orna del Redentor.

ruinas del templo habían sido abandona­


das: los trabajos iban dirigidos hácia el
Oriente y encaminados hácia lo que servia
de base á histórico edificio.
Las risas y las burlas de los gentiles comenzaban
á disminuir, pues sus hombres de ciencia les di­
jeron:
— Según los datos que se conservan, á la altura
que han comenzado los trabajos ahora los cristia­
nos, van al nivel de lo que se llamó Monte Calva­
rio, ó sea el lugar en que estuvo el árbol de la cien­
cia, del bien y del mal, llamado, según las tradicio­
nes, «de la vida,» árbol de cuya madera fué hecha
la cruz en que nuestro pueblo crucificó al Naza­
reno.
Y otro sabio gentil, que leia el porvenir en las
estrellas, añadió:
LA CRUZ BEL REDEXTOIl 377

— Yo sé que la cruz en que espiró el Hijo de Jo-


íé, el carpí útero, y de María, la peinadora, se enter­
ró á muchos codos de profundidad, junto con otros
dos: que luego se le echó encima mucha tierra, y
que despues, para borrar hasta las huellas, - se le­
vantó el templo de Vénus en el mismo lugar.
— ¿Te lo han dicho las estrellas?— le pregun­
taron.
— No,— respondió;— lo he leido en un manuscri­
to de aquel tiempo, hecho por un testigo presen­
cial; por uno de los que formaron el Tribunal del
pueblo que ejecutó la sentencia de Poncio Pilato;
pero que no tomó parte en las deliberaciones ni en
la ejecución; por «José de Amirótea (Arimotea), que
reducido por el falso Mesías, abrazó su fó y fué
uno de los que lo desclavaron, ya muerto, y le con­
dujeron al sepulcro.
— ¿De modo que ,según tú, siguiendo la dirección
que llevan, encontrarán la cruz que buscan?
— Sus despojos: al cabo de tantos atlos, la made­
ra debe haberse podrido y mezclado con los restos
de las otras... pero el hierro de los clavos y la ta­
blilla colocada sobre el tosco madero para sarcas­
mo, es fácil que sean encontrados... El metal resis­
te mucho más que la leña.
— ¿Y esperas que se repitan las hechicerías de
otros tiempos?
— De estas gentes hay que temerlo todo: los que
Supieron arrojarse á un pozo y salir luego por sitio
diferente, sin haber sufrido lesión alguna, capaces
TOMO xi. 48
378 LA CRUZ DHL REDENTOR.

son de atribuirle maravillas y prodigios. A nosotros


no podrán engañamos; pero á los ausentes, sí, y
sobre todo al Emperador... y si esto llega, no de­
jarán los cristianos ni rastro ni señal de nuestros
dioses.
Apenados los gentiles ante tales pronósticos, in­
tentaron detener el curso de los trabajos.
Mas de todas partes habían acudido cristianos,
avisados por los ángeles del Señor, así como gran
número de soldados del Imperio.
Toda tentativa era inútil.
Y se resignaron á esperar, ofreciendo víctimas á
los dioses.
Luzbel se agitaba entre las muchedumbres, in­
citándolas á la rebelión: durante las sombras de
la negra noche, posaba su cuerpo sobre las ruinas;
graznaba como la corneja para asustar á las gen­
tes; hacia que apareciesen luces y resplandores,
brujas y fantasmas... y con voz de trueno predecía
la ruina de los dioses y lloraba amargamente la
derrota de su soberbia humillada.
— Si el ángel de las tinieblas llora,— decia Ele­
na,— nosotros debemos reír; lo que para él sean
males, para nosotros serán bienes.
Y llegaba la luz del nuevo dia; y Luzbel, pre­
cipitado, huía de la claridad para hundirse en los
infiernos y atormentar á Judas Iscariote, que, se­
gún la versión de los primeros cristianos, estaba en
los infiernos, aunque no sufría constantemente los
martirios del averno, pues por misericordia divina
LA CRUZ DEL REDENTOR. 379

era consolado de sus pena9 todos los domingos, y


desde la Navidad á la Epifanía, y desde la Pás-
cua á Pentecostés.
Y así llegó el dia que nosotros conocemos eon el
nombre vulgar de E l dia de la Qmz.
La noche antes tuvieron efecto grandes sacudi­
das de tierra, y la oscuridad fué tanta, que Luzbel
sintió miedo, no obstante ser aquel su reino y sus
dominios.
Y ni se oyeron los graznidos, ni los ay es.
Pero en cambio, las nubes apiñadas atronaron
los espacios con tres grandes truenos y siete relám­
pagos.
Y no hubo crepúsculo: de la noche pavorosa, se
pasó al dia esplendoroso.
Las nubes se rompieron, y raudales de luz lo
iluminaron todo con brillantes ráfagas de bellísi­
mos iris.
Todo resplandecía como el nácar; todo brillaba
como el oro pulimentado; todo era trasparente co­
mo las aguas limpias y serenas de los lagos...
Y millares de pintados pajarillos daban armonía
á los céfiros; y millares de flores perfumaban el
ambiente.
La naturaleza habia desplegado sus galas; y to­
das juntas las ofrecía al pueblo cristiano en expre­
sión de la gloria de Jesucristo.
Elena dispuso como de costumbre ei principio do
los trabajos, y dio el primer golpe en la tierra.
Pero el instrumento tropezó con un cuerpo du­
380 LA CRUZ OKL REDENTOR.

ro; pero no tan resistente que rechazara al hierro,


ni qne produjera chispas á sn contacto.
Y cayó de rodillas, y hundió au frente en la tier­
ra, permaneciendo así algunos minutos.
Y arrojó el instrumento, y sus manos comenza­
ron á apartar la tierra.
Todos eran mudos espectadores de aquella esce­
na: ninguno osaba ayudarla en su trabajo.
Y á poco, pudo contemplarse cómo apareóla un
tosco pedazo de madera, y algunos minutos des­
pues una cruz,
.Pero cruzada con ella habia otra cruz, y casi to­
cando eon ambas, otra.
Y las tres eran iguales, al parecer.
Los cristianos trasportaron aquellos trea signos
del martirio ante los restos del pórtico del templo.
Y las colocaron en el suelo..
Faltaba saber si aquellas tres cruces» eran ver­
daderamente las que sirvieron para ejecutar el ter­
rible drama del Grólgota, y sabido esto, cuál de las
trea era aquella on la cual espiró el Redentor del
Mundo.
Elena, confiada como siempre en la sabiduría y
omnipotencia divina, esperó que por medio de al­
gún milagro la verdad quedara patente.
Y al efecto, hizo que un enfermo tocara las tres
cruces.
Al contacto de la primera, no experimentó sen­
sación alguna favorable: al acercarse á la segunda,
#u rostro se animó, y dos lágrimas de placer roda*
i. a croz 5>e l a si»B N tu a . 381

ron por sus mejillas... Al colocar su mano sobre la


torcera, lanzó un grito... y despues, dando grandes
voces, salió corriendo y exclamando:
- - ¡Estoy curado! ¡Estoy curado!
La noticia circuló por la ciudad, y las gentes
acudieron en tropel.
Entre los que llegaron, habia un grupo que con­
ducía el cadáver de una jó ven, y que presentándo­
se á Elena le dijeron:
— Hé aquí una herniosa, mujer que ha fallecido
orando ante el signo de la cruz, y que ha llenado
de angustia á su familia, pues siendo sus padres
viejos, ella los cuidaba y los mantenía.
—¿Y qué quex'eis que yo haga?
— Qne la vuelvas_á la vida y á la salud... Si no,
creeremos que cuanto está pasando es uua farsa,
un engaño, que merece ejemplar castigo.
— Yo no tengo el poder de Dios: humilde sierva
suya, acato su voluntad, y la respeto y la cumplo.
Por mi parte, nada puedo hacer en su provecho.
— 8i tü no puedes, podrá esa cruz, que dicen ser
aquella en que mudó el Nazareno, y que está cons­
truida con la madera del árbol de la vida.
Inspirada por el cielo, contestó Elena:
— Traedla: colocadla sobre ese madero: extended
sus brazos sobre las ramas que forman la cruz, y
oremos todos los cristianos.
Así fué hecho, notándolos circunstantes desde
que aquel cuerpo descansó en la cruz, que experi­
mentaba algunas contracciones.
382 LA CRU Z DT?L

Elena mandó retirar las otras dos cruces, y alian­


do éstas eran retiradas, la jó ven abrió los ojos, y
despues de un prolongado suspiro exclamó:
— [Bendito y alabado sea el santo nombre de Je­
sucristo, Señor y Dios nuestro!
Y Elena, Clarieia y María, extendieron sus bra­
zos hasta ella, mientras el obispo de Jerusalén ele­
vaba sus manos y sus ojos al cielo, en acción de
gracias por semejante prodigio.
La demostración de cuál de las tres cruces era
aquella en la cual murió Jesucristo, no podia ser
más patente.
Pero los gentiles, repuestos de la primera impre­
sión, llamaron artificioso amaño, dispuesto de ante-
mam ., á lo que acababan de presenciar.
No porque así lo creyeran, sino porque así les
convenia decirlo.
Y firmes en su refinada maldad, discurrieron un
medio de destruir la. cruz.
Y al efecto se llegaron á .Elena para deeirle:
— Si quieres que creamos en Jesucristo y que lo
adoremos, arroja esas tres cruces á una hoguera
que será preparada por nosotros... Que sí alguna
de ellas está construida con la madera del árbol de
la vida, resistirá al fuego, pues no puede perecer.
Elena pidió un plazo para decidirse.
— No:— le respondieron.— Para que creamos, es
preciso que nos complazcas en el acto.
Nuevamente el cielo inspiró á Elena, que res­
pondió:
LA CRTTZ S S L HEDENTOU. 383

— Preparad la hoguera.
JNo bien íué dicho, cuando aquellos hombres co­
menzaron á hacinar maderas de las mismas que ha­
bían caldo de la techumbre del templo.
La extensión que ocupaban los haces, era el
doble del tamaño de las cruces,
Levantada aquella pirámide truncada, la rocia­
ron con aceite y resinas, despues de lo cual dije­
ron á Elena:
— H é aquí que todo se halla dispuesto.
— Cúmplase la voluntad de Jesucristo,— respon­
dió la santa, y se dirigió con María y Olaricia al lu­
gar en donde estaba la C ru z milagrosa,
— No, no la toquéis:— les dijeron,— nosotros las
colocaremos donde deben estar,
En esto, habian traído ya una de las otras dos
cruces, y la colocaron sobi'e los maderos de la que
en breve seria hoguera.
Mientras llegaba la otra, se acercaron á la que
Elena tenia por la verdadera Cruz del Bedentor, é
intentaron levantarla del suelo.
- -Pesa como el hierro,— dijo uno.
Y acudí eron más hombres para ayudar á la con­
ducción.
— Tan débiles sois de espíritu como de cuerpo,
—dijo Elena.
Y le respondieron:
— Si no tuvieses el poder del Emperador, te obli­
garíamos á que la llevases tú sola.
— Yo me despojo do esc poder.
384 LA CRUZ DEL R.BIMBKTOS.

Y quitándose el anillo, lo entregó á Clarieia.


—Para llevar la que para vosotros es pesada
carga,—siguió diciendo la santa,—no hacen falta
las fuerzas materiales; basta con las que proceden
de la fé en Jesucristo.
—Veámoslo.
Y Elena se aproximó á la cruz, y colocándola
sobre su hombro derecho, en la misma forma que
la hubo de llevar Cristo, exclamó:
—Ve mi corazon, Dios santo; que no eaTLa sober­
bia la que me guía... sino el triunfo de tu justa
causa.
Y con paso firme, no obstante sus ochenta años
de edad, condujo el Madero hasta la rampa qne
habian construido para llegar á la planicie en ía
cual estaba ya la primera cruz traida.
Al poner el pié en la pendiente, dijo:
—Sea esta mi calle de la Amargura.
Y subió, depositando la cruz sobre la otra, como
deseaban los gentiles.
La tercera cruz fué puesta sobre las dos ante­
riores,
—Veremos ahora el poder de Jesucristo; de ese
Dios que os habéis fabricado para engañar á los
niños, á las mujeres y á los tontos,
Y el fuego brotó por los cuatro costados de aque­
lla inmensa pila de leña.
En breve quedó todo envuelto en humo y en
fuego.
Las maderas chisporroteaban, y las sustancias
La CRVZ DHL ÍU3DENT0H. ó 85

grasas derramadas sobre ellas, esparcían un olor


acre y repugnante.
Alrededor del fuego, los gentiles comenzaron á
danzar, haciendo una ridicula parodia de los usos
introducidos por David.
Y al pasar junto á Elena le decian:
—Hé aquí al pueblo escogido celebrando la
Alianza en honor al Tabernáculo.
Un dia entero estuvo ardiendo la hoguera; un
dia entero duró lo danza de los gentiles... y un
dia entero permaneció en oracion la madre de Cons­
tantino.
Cuando el fuego se hubo extinguido, apareció un
gran monton de cenizas.
Tan grande, que abultaba más que las leñas co­
locadas para la hoguera.
Y aquellos hombres dijeron al verlo:
—Ahí teneis patentizado el poder de Y énus: su­
yas eran las lefias, suyas son las cenizas... Pero
éstas abultan más que aquéllas... lo cual demues­
tra que cuanto hagais contra ella, sólo contribuirá
á cambiar la forma y á darle más grandeza.

—Esas cenizas,—respondió Elena,—basta con
una ráfaga de viento para haeerlas desaparecer.
—Tu cruz es la que ha desaparecido... No os
acerqueis á esas cenizas, porque son sagradas.
—Sagrado es lo que encierran.
—Si así lo crees, refiriéndote á la cruz, cuando
has dicho que bastq, con una ráfaga de viento para
haeerlas desaparecer, reunios todos los cristianos,
TOMO II. 49
S8Í5 LA CRUZ DHL REDENTOR.

haced que se desate el huracán, y vereis cuánto es


vuestro error.
—Dije una ráfaga de viento, y dije mal... Basta
con un soplo.
Y entre carcajadas le respondieron:
—Pues soplad, embaucadores.
Elena alzó los ojos al cielo, y dijo:
—¡Señor!... Envíame tu aliento.
Y ese ruido, ese rumor sordo qne precede á los
grandes cataclismos se dejó oir; y una manga de
aire, formando remolinos, llegó hasta ellos, y en
nn instante arrebató el monton de cenizas.
Y el cielo apareció cubierto ele una nube negruz­
ca. al par que rojiza.
Y todos miraron al lugar ocupado por la hogue­
ra, y no vieron nada.
Mas de pronto los rayos del sol disiparon la pe­
sada capa que enrarecía el aire, y la santa Cruz del
Redentor apareció rodeada de resplandores y de
ángeles.
Y los que al dudar lo habian hecho influidos por
las palabras do los gentiles, creyeron en Jesucristo
y pidieron ser bautizados...
Mas aquellos cuyos corazones habia endurecido
la perversión y el egoísmo, huyeron, asegurando
que por artes .de hechicerías, la Cruz habia sido
sustituida.
Pero tan poco eco encontró esta versión, que no
hallaron quien los creyera, y.temerosos de recibir
la muerte, desaparecieron de Jerusalén.
LA CRUZ DEL RBUBUrOR. 387

Elena estaba satisfecha, mas no orgullos a del


triunfo alcanzado.
Sus actos no reconocían el egoísmo ni el deseo
de que su nombre pasara á la historia como el de
una de las más preciadas joyas del cristianismo.
De todo se acordaba ménos de ella, y lo que con
•ella se relacionaba.
Y de aquí que, en vez de buscar reposo para el
abatido cuerpo, se dispusiera á continuar la obra
emprendida...
A la cruz le faltaban dos cosas: los clavos y la
sarcástica tablilla en que se leia el INRI, ó sea
Jesús Nazareno, Rey <>e los Judíos.
La pequeñez de tamaño de los objetos que se
deseaba encontrar entre aquel monton inmenso de
rninas y de tierra removida, ofrecía una dificultad
material, insuperable para quien no contara con la
prpteccion y el auxilio directo délos cielos.
Pues un clavo podia ir envuelto en un golpe de
¡azadón, <5 en la tierra que cogiese una pala,
A esta observación que hubieron de hacer á Ele­
na, contestó:
—Si fuera preciso, cerneré toda la tierra que tie­
ne el monte.
Ante tales palabras no habia réplica posible, y
los trabajos continuaron.
Al dia siguiente fué encontrada la inscripción,
próxima al lugar donde estaba la Cruz.
Dos dias más tarde, los tres clavos estaban en
f
poder de Elena.
388 LA CRUZ DEL REDENTOR.

Y aquellos sagrados objetos fueron unidos á la


Cruz, y entonces, sólo entonces se dispuso la cere­
monia de la entrada en Jerusalén del signo de la
redención del género humano.
El acto fué tan conmovedor é imponente, que no
hubo persona que al ver la Cruz no cayera de rodi­
llas, sintiendo que los ojos se le arrasaban en lá­
grimas.
El dia era espléndido: el sol brillaba en todo su
majestuoso poderío: los cánticos de alabanzas se
oian por doquiera: cuantos enfermos adoraban al
Madero Santo, quedaron curados: cuantas súplicas
se dirigieron á Dios en aquel solemne dia, exentas
de sombra de pecado, quedaron satisfechas.
El cristianismo habia triunfado por su propia
virtualidad: todas las sectas cristianas inclinaron
la cabeza ante el hecho evidente, y abrazaron el
catolicismo...
Todas no: quedaba la arriana, que, impertérrita
en sus erroi'es, seguia sosteniendo que Cristo no-
era Dios.
Y, sin embargo, admitían su divinidad; y confe­
saban que todas las profecías estaban cumplidas.
Terminadas las solemnes ceremonias, Elena dis­
puso su viaje en dirección á Constantinopía, desde
donde pensaba pasar á Boma.
Mas no quería partir sin llevar un testimonio de
la verdad, si bien no sabia cómo conseguirlo.
De aquella perplejidad en que se encontraba, la
sacó la voz de un ángel qne la dijo:
LA CRUZ DEL REDENTOR. 389

—Lleva, un brazo de la Cruz á tu hijo; conduce


el otro á Boma, y entregúelo á Silvestre... y haz
lo que fuera tu voluntad de los tres clavo3.
Y así lo hizo, en efecto, emprendiendo el viaje á
los pocos dias.
Los ángeles trasmitieron la noticia por todos los
ámbitos de la tierra, como lo prueba, que al llegar
los emisarios no hallasen á un solo Obispo que no
tuviese conocimiento exacto de los hechos.
Y zarpó el bajel en que iba Elena con rumbo á
Constantinopla, donde la infame Fausta estaba pen­
diente del fallo de su marido, á quien Contanza
habia dado cuenta del adulterio que estuvo á punto
de cometer... que no consumó, pero para el cual
habia sobrado voluntad.
Constantino titubeaba en firmar la sentencia de
muerte, por dos razones-:
Primera, porque Simaco le recordó sus palabras,
según las cuales habia jurado no acudir á medios
violentos para alcanzar la viudez,
Y segunda: porque acababa de premiarla en re­
compensa á los servicios quo habia prestado al Im­
perio y á la religión, delatando á los que amena­
zaban la paz de la sede de Silvestre.
Constantino estaba ignorante de la verdad de lo
ocurrido en este último punto, pues Contanza, que
poseía los documentos, influida por los celos, sólo
pensó en el ultraje que Fausta le habia inferido.
Para la hermana del Emperador, lo que habia
ocurrido en el jardín era de mucha más importan­
390 LA CRÜ2 DEL lEDENTOB..

cia que cnanto se relacionara con el Imperio y


-con la religión católica, pues Arrio y el amor sa­
crilego que sentía por él, la alejaban á pasos agi­
gantados del camino de la gloria.
¡Terrible lucha la entablada entre todos!
Y no era posible que aquella situación durase
mucho tiempo.
De aquí, que Constantino, despues de una noche
de terrible insomnio, exclama;
—El Emperador sabrá hacer justicia.
CAPITULO XXI

El fallo de Constantino.

* ejamos á Fausta en el momento en qne Si*


maco, por órden del Emperador, la condu­
cía á su presencia.
Veamos ahora cómo tuvo efecto aquella entre­
vista.
Cuando la delincuente se presentó ante su Juez,
temía que éste tuviera noticias de la trama urdida
para asesinarlo.
Todo lo temia del bufón, y sólo algo de Contan­
za, no obstante lo que Tiburcio le habia dicho en
el jardin.
En esta creencia perdió parte de su serenidad;
y de su aplomo, y bí bien la humildad no encontró-
forma en su corazon, el temor la obligaba á mar­
char con la cabeza inclinada sobre el pecho.
Y hubo unos momentos de silencio que fueron.
392 LA GRUZ SEL REDENTOR.

interrumpidos por el Emperador, que con acento


severo le habló así:
—Una vez más pesa sobre tí una gravísima
acusación; una vez más me has colocado en el
«aso de ser severo al par que justo contigo; sólo
una vez apareciste como mujer digna, y tiempo
me faltó para premiarte. 4
Y aquella cínica mujer respondió:
—Sí, para premiarme con un castigo: para ocul­
tar bajo la capa de la justicia una crueldad.
—¿Tienes valor para acusarme?
—¿Y por qué he de ocultar la verdad? ¿Qué pre­
mio, qué recompensa me otorgaste? ¿Traerme á tu
palacio para que en él no ocupe el puesto á que
tengo derecho? ¿Es así como un cristiano cumple
con su ley? Cubrir las apariencias, ¿es hacer justi­
cia? Como cristiano no has podido repudia,rme v
tomar otra mujer... pero repudiada estoy de he­
cho, y preterida en todos conceptos. ¿Quién te
acompaña á los actos en que figuras como Empe­
rador? Tu hermana. ¿Quién ocupa un puesto á tu
lado en la mesa? Tu hermana... Yo soy una mujer
que ni aun derecho tiene para escoger su servi­
dumbre; que vive en el mayor olvido y abandono:
espiada de continuo; sujeta á las falsas acusacio­
nes de quien por odios hácia mí sueña de noche
lo que te cuenta de dia. ¿Y es esto el premio de que
me acabas do hablar? ¡Ah!... ¡cuánto mejor me tra­
taba Torcuátito!... Déjame en libertad;* yo quie­
ro abandonar tu córte; huir de los infames que te
LA CRÜZ DEL REDENTOR. 393

rodean y constantemente me amenazan... En la


•córte del rey Bárbaro, soy tratada como mujer...
•en la del esposo cristiano, como vil mercancía.
—Como harapo asqueroso é inmundo te tratas y
te conduces tú donde quiera que estás; por donde
pasa tu planta maldita... miserable engendro del
vicio.
Fausta respxx'ó con más libertad al oir la última
palabra pronunciada por Constantino.
Y con sarcástica sonrisa preguntó:
—¿De qué se me acusa ahora? Acabemos de
una vez.
—Se te acusa por mi hermana...
—No continúes: ya lo sé... los celos la matan...
teme que Arrio...
—No, teme que tú...
—Díla que puede vivir tranquilamente... y rué­
gala que no me obligue á decirte de lo que trataba
con Arrío cuando nos sorprendió en el jardin.
—¿Tratas de ofender á Contanaa despertando en
mi sospechas injustas?
—Si estuviéramos solos, te respondería.
— Solos estamos.
—Solo estás tú cuando te acompaña Simaco; pe­
ro yo, no.
—¿Temes hablar delante de él?
—Jamás conocí el miedo.
—Entonces...
—Entonces, no puedo hablar; porque me odia:
porque tiene gran ascendiente sobre tí... porque.. -
TOMO II. 50
OÍ34 LA CRUZ DHL «KDSliTOR.

segura estoy de ello... él, y no tú, será mi juez en


esta ocasion. El pobre contrahecho es el que lleva,
la corona y la púrpura... tú usas ambas cosas, por­
que él te lo permite.
—¿Tan humillado me crees?
—Tan encumbrado lo veo, que á su lado apenas,
se te percibe. Espero mi sentencia tranquila.
Y se volvió para retirarse.
—Espera: te lo mando.
—Así hablaba yo á mis esclavos. Para nada me
necesitas: que el bufón te aconseje... y si no en­
cuentras bastante culpabilidad en lo que Contanza
te ha referido y yo niego, para librarte de mí co­
mo lo hiciste de mí padre á quien asesinaste cobar­
demente, díle al bufón que te refiera la historia del
pomo que ayer me mandaron... pero que te la
cuente entera, si es que ya te ha referido lo que ú
mí se refiere.
Constantino miré á Simaco.
Y Fausta dijo:
—¡Ah!... la comedia no llegó hasta tí, por mie­
do á que llegara más tarde la verdad... pues yo
voy á referirte la parte falsa, reservándome la ver­
dadera, para el momento en que me obliguen á
ello. Yo soy una infame... pero sólo en propia de­
fensa acusaré á los verdaderos criminales.
—¡Admiro tu valor... tu cinismo!—dijo en el col­
mo del asombro Simaco.
—Pues aún me falta mucho para ser un remedo
tuyo.
LA tmtrz DEL REDEFTOB. 395

Y dirigiéndose á Constantino, lo preguntó:


—¿No te han dicho que yo, Fausta, la adúltera,
he pretendido envenenarte?
—No.
—Pues Simaco, tu fiel Simaco, tu querido bu­
fón, posee el hilo y la trama de este espantoso cri­
men que otros pensaron cometer, y del cual se ha
pretendido hacerme responsable. Sí: tu leal amigo
Simaco tiene en su poder el cuerpo del delito: es
una joya régia.dign a de la persona á quien se
destinaba, y seguramente en consonancia con aque­
lla que debia suministrarte el veneno.
—¡Digna de tí!
—Yo no valgo nada. Si algo merezco, es que me
castiguen por mis delitos... delitos á los que debes
por un lado la paz del Imperio, y por el otro la
existencia. Delitos terribles... y, ¿cómo no, si en­
tre el legítimo esposo y el hijo bastardo preferí al
primero? Porque Licinio el jóven, sábelo...
—¿Era tu hijo?
—Sí; hijo mió... mió... de la mujer en el es­
plendor de su juventud y de su belleza abandonada
ante los peligros de la vida: mió, de esta infame,
que sin el auxilio de Comesio hubiera muerto de
hambre cien veces... Todos me acusan... todos...
pero ninguno quiere ver la parte que tuvo en mis
faltas. Fui criada entre deleites, y el vicio era mi
torcedor... A él caminaba ciega... tú, el primero de
todos, debiste acudir en mi socorro; con tu poderosa
diestra, atajarme el paso... y, ¿qué hiciste? Empu­
396 LA CKtTZ DEL REDENTOR.

jarme al precipicio... No trato de justificarme, pero


110 consentiré que paséis por inocentes.
Constantino se sentía contrariado: en euaní.o
Fausta decía, pensaba que pudiera existir algo de
verdad.
Comprendiendo aquella mujer el efecto que pro­
ducía, añadió:
—Tú no comprendes, tú no puedes comprender
el influjo avasallador que se desarrolla en la mujer
jóven y liermosa que, halagada por la fortuna des­
de que nació, y halagada por los hombres desde
su niñez, llega á verse arrojada del tálamo nupcial,
acusada de haber prestado á su padre apoyo en con­
tra de su marido. Si lo comprendieras, no me ha­
brías rechazado... Si lo pudieses comprender, ó
acudirías en mi socorro y en defensa de tu honra,
ó te acusaras de ser la causa de los errores de mi
vida entera. Pero me estoy justificando sin querer:
te repito que espero tu sentencia... tu sentencia,
aunque sólo llevara tuyá... la firma.
Constantino y Simaco estaban absortos.
La arrogancia con que Fausta se convertía de
acusada en acusadora los sorprendió de tal modo,
que ni aun á pensar se atrevían.
Y Fausta, aprovechando, aquel momento, con
paso arrogante se alejó, revolviendo en su imagi­
nación aquella diabólica inteligencia á fin de em­
prender un camino cualquiera que la librara del
castigo del Emperador, pues ya lo creia inevitable,
en atención á los pronósticos de Tibureio.
LA CRUZ SEL RESJENTOR. 397

Y tendió la vista por todos lados, y no vi ó una.


sola persona de quien, poderse fiar.
Quiso intentar una reconciliación con Tiburcio. y
lo llamó.
Mas como éste ya no estaba sujeto á-su mandato,,
permaneció indiferente ante las súplicas y los man­
datos de Fausta.
—Yo necesito esconderme siete estados bajo tier­
ra,—decia.—Yo necesito huir del poder de Cons­
tantino. .. ¡Ah!... ¿Por qué, necia y obcecada, aban­
doné á Torcuátito? ¿Dónde encontraron más liber­
tad mis acciones, ni más completa satisfacción mis.
vicios? ¡Si yo pudiera volver á las fronteras de Ios-
Bárbaros!
Y pensando sobre esto y viendo la imposibilidad,
en que se encontraba para realizarlo, pensó en los
Persas, que de continuo estaban amenazando al
Imperio.
Cuando más impresionada se encontraba y con
ménos esperanzas de salvación, llegó hasta ella Si-
maco y le dijo:
—El Emperador, esto es, yo, he dictado tu sen­
tencia, y la he escrito de mi puño y letra; aún más:,
tu esposo, que no ha querido mancharse las manos *

poniéndolas en un documento dirigido á tí, ha dis­


puesto que yo lo firmara también... Constantino
ignora el castigo que te he impuesto... Pero está-
extendido en su nombre y con todos los requisitos-
legales, teniendo, por lo tanto, fuerza la ley.
—¿Y á qué hora debe venir el verdugo?
398 LA CRUZ DEL REDENTOR.

—Si tus deseos son que venga, basta con que


indiques el lugar en que quieras entablar relacio­
nes directas con él.
•—¿Que yo lo llame?
—Tú, Fausta.
—Entonces hade tardar... si pudiera yo senten­
ciarte, al hacerlo, el verdugo hubiera venido con­
migo.
—Por primera vez de tu vida has hablado con
ingenuidad: i:e creo, Fausta; te creo. Tú gozarías
viéndome espirar entre los más atroces martirios...
me condenarías á morir.',. Yo soy más cruel que
tú... yo te he sentenciado á que te mueras. Porque
Jesucristo nos enseñó á odiar el delito y compade­
cer al delincuente... A no arrancar la vida al pró­
jimo... sino á darle tiempo para que se arrepienta.
—¿Qué quieres darme á entender con eso?
—Que siendo, ó habiendo sido yo tu juez, te con­
cedí la libertad. En el Imperio, ó fuera del Impe­
rio, puedes vivir como mejor te plazca.
— ¡Me arrojas de aquí: quieres que perezca de
hambre y de frío!
— ¡Siempre injusta! ¿No llorabas por tu libertad
perdida? ¿No deplorabas la esclavitud en que tu es­
poso te tiene? Pues ya eres libre. ¿Qué más deseas?
¡Ah! el esplendor de la púrpura; el predominio de
la hermosura... la ocasion constante para alcanzar
la viudez por medio del asesinato... Fausta, eso no
lo conseguirás mientras yo viva.
—Está bien; pero dírne: ¿volvereis á acusarme
LA CHUZ !>J£L| KEfiiSiNIUlt.

de mi conducta futura como lo habéis hecho de la


pasada, cuando tanto ésta como aquélla es obra
vuestra? ¿Me recriminareis por los medios de que
me valga para no morirme de hambre?
—La clemencia del Emperador llega á puntos
más lejanos de los que tu pobre imaginación alcan­
za, y de aquí...
—¿Qué? •
—Que te haya señalado una renta con la cual te
sea fácil atender á las necesidades déla vida...
Con la cual, otra mujer que no fuera la orgullosa
Fausta, podría conseguir una vida sosegada, fuera
de los tormentos que le proporcionaría su concien­
cia. ..
—¡Me otorga una limosna!
—Te otorga... ¡Dios rae tenga de su santa ma­
no y no permita que me olvide de que soy ca­
tólico.
—¿A qué vienen esos temores?
—A que no debo abusar de la posicion que ocu­
po por mandato imperial.
—Harto lo hiciste ya.
—Sea como gustes... Dejemos esta enojosa con­
versación, y disponte á partir para el punto que
mejor-te parezca. Viajarás como viajan las muje­
res ricas y libres... pero 110 como esposa del Em­
perador Constantino. Y debo advertirte, que debes
atemperar tu conducta á aquello que no manche el
nombre de tu esposo... pues si como cristiano no
puede repudiarte, como Emperador pudiera pedir
400 L A CRUZ DHL BEDBNTOS.

á Silvestre la anulación del matrimonio, y que ter­


minara su indulgencia para eontig®.
—¿Y cómo salgo de palacio?
—Como le mujer enferma que busca en un cam­
bio de aires y de clima el restablecimiento de la
salud del cuerpo, y que, siguiendo mis consejos,,
aprovecharía la ocasion para encontrar la del alma..
—Está bien.
—Oyeme, Fausta: te habla el cristiano, el que
jamás hizo nada directamente contra tí, el que
en toda su vida no procuró perjudicarte... el que,
esto no obstante, te hizo mucho dafio al hacerte
mucho bien; el que un dia tras otro se interpuso en
tu camino para, á pesar tuyo, librarte de la pérdi­
da de la vida, que en tí lleva envuelta la condena­
ción del alma.
— ¡Yas á adularme, miserable!
—Voy á, decirte lo que creo un deber, por más.
que tú lo llames adulación. Porque se adula á
aquel del cual pueden esperarse recompensas ó fa­
vores. .. pero ¿qué puedo ni debo y© esperar de
Fausta? Baja y. humilde es mi condicion, ridículo
mi cuerpo, horrible mi rostro... pero así y todo,
no envidio tu origen, ni tus formas esculturales, ni
la belleza que en tu rostro parece eterna, como
la maldad en tu corazon. Porque tú eres hija de
un Emperador... pero yo lo soy de Jesucristo; por
que tú posees un tesoro de amor voluptuoso, y
yo tengo un raudal inagotable de amor purísimo
que, cual sagrada emanaeion divina, guarda en
LA CRUZ BEL REDENTOR. 401

.su pecho mi buena Lamí, rail veces más hermosa


que tú.
Fausta sonrió.
—¿Dudas de lo que te digo?
—Niego que Lamí, la esclava de Galerio. pueda
igualarme siquiera en hermosura.
—Eso consiste en que tú sólo ves su rostro, mien­
tras que yo veo tu corazon,.. Tu corazon tan de­
formo, tan horrible como mi cuerpo. No dirás que
ahora te adulo también.
—Pero sí diré que me insultas.
—Y faltarás á sabiendas á la verdad; pues te
consta que, antes como ahora, sólo te dije lo que
siento, lo que creo... lo que ruego áDios que cam­
bie, que varíe en provecho tuyo... tuyo única y
«xolusi vamente.
—¡Eres muy bueno!
—Aspiro á serlo, y por eso voy á permitirme
aconsejarte.
—No te molestes.
—Quizás sea la última vez que nos hablemos...
me siento viejo, cansado; falto de fuerzas para so­
portar el peso de la vida... No te niegues á escu­
charme... yo te lo suplico.
—¡Qué ridículo resulta un bufón hablando en
aério!
—Mejor, mejor para tí; de ese modo pasarás un
rato distraída... y cuando el hastío te acometa, re­
cordándome, la sonrisa acudirá á tus lábios en vez
de las lágrimas á tus ojos. Mejor, mejor para tí,
TOMO II. 51
402 LA CRUZ DEL REDENTOR.

pues a] acordarte del bufón Simaco, en vez de ofen­


der al Criador maldiciendo lo que, deforme y todo,
es obra de su mano, sólo habrá en tu boca sarcasmo
y despx'ecio, cosas que, de ofender á alguien, seria
ai hombre que de antemano te perdona con todo su
corazon.
—¿Dónde aprendiste ese lenguaje?
—En libros santos; levendo la vida del divino
* V

Jesús... No como la trazaron los judíos, sino como


la describen los que, inspirados por las lenguas de
fuego, nos trasmitieron la verdad: en la vida de
María, esposa de José, Madre de Jesucristo, y
Virgen Inmaculada; en Los Salmos de David; en
E l Cardar de los cantares de Salomon; en Las B a s­
tólas de Pablo; en Los Santos Evangelios... en una
palabra, donde el que tiene fé y carece de soberbia,
bebe el agua clara de la fuente que purifica, que
da la vida, que presta la luz... que penetrando en el
alma la dignifica y la hace acreedora de la vida
eterna.
—Si yo tuviera el poder de Constantino, te hu­
biera hecho Obispo.
—Para ello habrías tropezado con dificultados
insuperables. Da primera, la deformidad de mi
cuerpo: ninguno que sufra el peso de una imper­
fección corporal, puede ejercer las funciones de
ministro del Señor. ¿Y sabes por qué? Porque la ex­
periencia ha demostrado que á los auditorios no los
puede impresionar ni conmover, aquel que cons­
tantemente provoca á la risa... A la risa, que en la
LA CRTJZ SEL REDENTOR, 403
pobre condicion humana produce con harta fre­
cuencia la desgracia del prójimo.
—Pero díme, católico Simaco: ¿no es vuestro
Dios la perfección?
—Sí lo es.
—¿Y cómo entonces hace cosas imperfectas?
—Ninguna lo es.
—¿Ni tus jorobas?
—Míralas bien, Fausta: fíjate en laa curvas y án­
gulos que forman mi pecho y mi espalda., y díme
luego si jamás viste deformidad humana más per­
fecta. ¿Qué seria la tierra si todas las mujeres fue­
ran iguales, y todos los hombres idénticos? ¿Si to­
das las flores exhalarán el mismo perfume? ¿Si to­
dos los terrenos produjeran los mismos frutos? ¡Ah!
entonces sí que comprendería, que se negara la di­
vinidad. Tú misma no te atreves á negarla ahora,
ni te atreviste nunca; por eso bajas la cabeza y ca­
llas. Eres gentil, y reconoces muchas divinidades...
Seguramente dejáras de serlo, si te hubieran di­
cho: «No hay más dios que Júpiter.» Y acto conti­
nuó añadieran: «Y á Júpiter, sólo se le pueden pe­
dir rayos.» Tú no eres cristiana, porque á Jesu­
cristo no se demandan auxilios para malas empre­
sas y groseras acciones libidinosas... Porque el
buen cristiano¡ sólo pide misericordia á su Dios, y
que no lo deje de su santa mano.
—Basta de cátedra cristiana; expon el consejo
que querías darme, y sin pérdida de momento
dispon mi viaje. .i
404 LA CRUZ DEL REDESEOS.

—Óyeme, pues.
Y con acento reposado añadió:
—No admito que las faltas cometidas por el ma­
rido justifiquen las de la mujer; pero aun admi­
tiéndolo, seria con relación al esposo... pero jamás
ramificado á los hijos. Y de aquí deduzco, que si
disculpa puede haber en tí, respecto á tu relajada
conducta, no hay medio de justificarte de lo que
has hecho y estás haciendo con tus hijos. Cuatro
has tenido... te quedan tres... el otro murió á ma­
nos del verdugo por causa tuya, delatado por tí...
por tí, que debiste defenderlo aun á costa de tu
existencia.
— ¡Estúpida teoría!
—Que, sin embargo, ia ponen en práctica todos
los animales de la creación... Tú... ni aun siquie­
ra tienes el instinto de la maternidad.
—¡Soy peor que las fieras!
—Tan mala, que ni aun el diablo te quiere...
Sólo Jesucristo te acogería en su santo seno, si ar­
repentida y llena de contrición acudieras á Él con
lágrimas de amargura y dolor en los ojos.
—La hija de Maximiano no se humilla.
—Podria demostrarte que mil veces fuiste humi­
llada; pero entonces no acabaría nunca, y tengo
que ir á cuidar de tus hijos.
— ¡Ah!
—Sí, de tus hijos; de esos tres hermosos jóvenes
á los cuales creo que jamás les diste un beso. A esos
tres inocentes séres que, á falta de las caricias de
LA C&ÜZ DEL REDENTOR. 405

su madre, se ven obligados á darse por satisfechos


con los halagos de los extraños. ¡Ah, Fausta!... jSTo
por Constantino, no por el Imperio, no por la reli­
gión... pero sí por tus hijos, de quienes no puedes
dudar que los llevaste en tus entrañas, te ruego, te
imploro, te mando que pienses en tí; que endereces
tus pasos hácia el camino de la gloria... No des lu­
gar á que esos niños, al llegar á hombres, tengan
que avergonzarse de su madre... Dáles siquiera el
consuelo de que puedan decir: «Fué pecadora...
pero se arrepintió; Dios la ha perdonado... nosotros
no podemos maldecirla ni rechazar su origen...
Demos gradas á Dios por su infinita misericordia.»
Simaco guardó silencio, y Fausta, con la más re­
finada ironía dijo:
—¡Lástima de santa semilla, arrojada en tierra
estéril!... Has perdido el tiempo.
—Te engañas.
—¿Crees haberme convencido?
—No; pero creo haber cumplido con un deber.
—Si no fueras cristiano, te ofrecería el premio
que mereces... pero como lo eres, debo decirte: «que
tu Dios te lo paguen
—Está bien, Fausta: con harto dolor de mi al­
ma veo que te empeñas en seguir el camino de
perdición que te trazaron tu padre y tu hermano,
y que olvidas por completo el ejemplo de tu her­
mana Teodora.
—Y yo veo que te olvidas de que en el más bre­
ve plazo posible tengo que partir.
406 l,A CRV.7. DEL REDENTOR.

—De todo me olvido: hasta de 1;ns maldades,


para pensar tan sólo en lo quo tanto me interesa
como hijo de Jesucristo... esto es, en la salvación
de tn alma... de tu alma, de la cual tú no te
acuerdas.
—Te repito «que Dios te lo pague.»
—Y que á tí no te haga sentir el peso de su po­
der infinito.
—Dispon mi marcha.
Profundamente conmovido salió el bufón de la
estancia.
Y Fausta dijo:
—Me ausento sin tomar venganza... pero tem­
blad: entre los Bárbaros aprendí á beber sangre...
¡Con cuánto placer beberé la vuestra!
CAPITULO X X I I

Les olas encrespadas.

acabamos de ver, Fausta podia residir


ra ó dentro del Imperio.
¡T como sabemos, sus miradas estaban
.puestas en la Pérsia.
Y á sus fronteras se encaminó, dispuesta á em­
prender un nuevo ataque contra sus enemigos.
Mas los persas no hubieron de mirarla con el
agrado que ella esperaba, pues la creyeron un es­
pía, ó un pretexto de que Constantino se valiera pa­
ra declararles la guerra, y lejos de ofrecerla franca
hospitalidad, la rechazaron con energía.
Entonces se dirigió al país de los Sármatas, que
unidos con los Godos trataban de acometer á los
Vándalos.
Más afortunada en esta ocasion, pudo comenzar
segura de la retirada, el nuevo plan que se habia
propuesto seguir.
408 LA CRUZ DEL REDENTOR.

Mientras Fausta realizaba estos viajes, Elena


surcaba nuevamente los procelosos mares, llevan­
do en sagrada custodia los dos brazos de la Santa
Cruz y los tres clavos que hirieron sus pies y sus
manos, al par que traspasaban el corazon de su
amantísima madre.
Aquel viaje no se realizaba bajo los auspicios del
anterior.
El barco que conducía á Elena llevaba las insig­
nias del Imperio: iba bien provisto y en perfectas
condiciones marineras.
ISTo era el viejo bajel que hacia su último viaje
con más probabilidades de perecer que de llegar á
puerto: no era el buque mercante que se lanza al
furor de las olas llevando en su fondo el porvenir
de una familia...
Era el barco nuevo que, orgulloso, desplega al
viento sus blancas alas de gaviota, y que, despre­
ciando los peligros, pone la proa al puerto, mecién­
dose al vaivén de las inquietas y agitadas aguas.
Era el mónstruo de los mares, que por cuenta del
Imperio trasportaba desde Jerusalén hasta Cons-
tantinopla el presente y el porvenir de la huma­
nidad.
Y el barco viejo llegó pronto y bien al punto
codiciado, merced á la intervención divina; que
aquellos navegantes se olvidaron del mar y sus
peligros, del buque y su cargamento, para, oir la
palabra de Dios, que brotaba en los lábios de
Elena.
LA CHUZ BTEt, RÍBRUTOS. 409

Y el bajel nuevo, que atento á lo material se


olvidó de Dios, sufrió el castigo ajustado á su
falta.
Porque entre las gentes que lo gobernaban, no
habia ni uno que no despreciase el eco del brami­
do horrísono de la tempestad, ni el brillo deslum­
brador del relámpago.
Oon aquel barco se creiau á cubierto del torbe­
llino de las olas, de la violencia del huracan y de
cuanto la Providencia ha dispuesto para patente
manifestación del poder y omnipotencia de Dios.
—Rezad,—lea habia dicho Elena.
Y ellos la respondieron:
—Antes es gobernar la nave.
—¿Y en qué se opone lo uno á lo otro? ¿No po­
déis hacer vuestros trabajos pensando en Dios?
—Nos distraería; y si el barco chocase contra
una roca, ó se clavara en un banco de arena, no
nos serviría de disculpa haber estado orando. Pide
tú por tí y por nosotros... que tiempo tienes para
ello, y á nosotros nos falta.
—Lo único que os falta es buena voluntad:
aquello de que careceis es de fé.
—Será como tú quieras; pero te han confiado á
nosotros; eres la madre del Emperador, y sana y
salva te hemos de conducir.
—Si Dios quiere.
—Teme por seguro que querrá.
-■—jHas blasfemado!
—Pues pídele á Dios que me perdone y me sal-
t c jio ii. 52
4 !CL la cr w ¿ ¡ v¿ l redentor.

ve, mientras yo te salvo á tí, salvando los escollos


que nos rodean.
— ¡Teme el castigo de tu soberbia!
—Cuando tenga espacio para ello... Y fce ruego
que no nos distraigas de nuestras ocupaciones.
Elena elevó los ojos al cielo y exclamó:
— ¡Dios santo, Dios bueno, Dios misericordio­
so!... Tened piedad de los pecadores.
Y se alejó para implorar de nuevo, en compañía
de Claricia y María, la piedad de Jesucristo.
Y pasaron algunos dias sin motivos de sobre­
saltos á bordo.
El barco navegaba con poco andar, pero majes­
tuosamente.
Mas llegó el anochecer de un dia en el cual par­
das nubecillas fueron bordadas por los rayos del
sol, próximo á ocultarse tras el azul elemento.
Y al verlas dijo el piloto:
—Veremos si podéis con mi barco.
Y dispuso varias maniobras, como el general or­
dena sus tropas al apercibirse de la llegada del
enemigo.
Casi con satisfacción vió la marinería que se eje­
cutaban aquella* evoluciones: tenian verdadero de­
seo de conocer la fuerza resistente de aquel L&uia-
tan de sus tiempos, á quien el vulgo denominó Nm-
va Arcay y el cual llevaba en su costado derecho ei
nombre del Emperador.
El piloto, cumpliendo su consigna y las formalí*
dades de su cargo, fuése junto á Elena y la dijo:
LA CHUZ PEL REDENTOR, 411

— E l Oonsteuntim marcha sin novedad: las aguas


permanecen tranquilas; poro en breve comenzare­
mos á sufrir fuertes balances; antes de dos horas,
el estampido del trueno llegará hasta nosotros, y
la rojiza luz de los relámpagos iluminará nuestro
camino. Como esto pudiera sorprenderte un tanto,
te lo advierto: como el bramar del viento y el mu­
gir de las olas al estrellarse contra los costados del
barco habrán de quitarte el sueño, te lo prevengo.
Por lo demás, vive tranquila... mientras no se hun­
da el cielo, no nos hundiremos nosotros.
— Conozco la dureza de los temporales en alta
mar, como conozco los de la tierra... Lo que no
quería ver ni oir, pues me asusta más que todo en
el mundo, es la palabra vanidosa del hombre que
confía más en su ciencia y en su poder que en la
infinita misericordia de Dios. Apercíbete á luebar
contra los elementos desencadenados que te ame­
nazan; pero, te lo repito, no te olvides del Sér Su­
premo. El hombre, no sólo tiene un derecho á la
vida, sino que está en la obligación de guardarla
y de defenderla. No te aconsejaré yo jamás que
permanezcas con los brazos cruzados ante el peli­
gro esperando á que Dios lo haga todo; perp tam­
poco te diré que te olvides de la divinidad en ab­
soluto para acordarte de los medios de qne dispo­
ne para luchar.
—Lo tendré presente, toda vez que lo mandas.
—De ese modo no te será de utilidad y prove­
cho. No es mi mandato el que debes obedecer; es
412 LA CRUZ DEL ÍUSDEMTOR.

lo que te dicte tu conciencia al fijarte bien en mis


palabras. Que á Dios se sirve y se complace con
pequeñas obras cuando éstas van unidas á la fé, y
se le ofende con las grandes, siempre que el cora-
zon no lleva esculpido su santo nombre. ¿Leiste á
Platón?
— No tuve tiempo.
— Tanto tiempo te va faltando en la tierra, que
bien pudiera succderte que al ser llamado á la eter­
nidad, también llega ras tarde.
— Cuéntame tú lo que dijo ese hombre.
— ¿Y el gobierno del barco?
— Por ahora no bago falta.
— Ten cuidado, no sea que luego me culpes de
haberte entretenido.
— Habla sin reparo.
Y Elena dijo:
—El sábio, el filósofo Platón, no se encontraba sa­
tisfecho con las experiencias externas, y por de­
signios de la Providencia elevó sus vuelos á las re­
giones de lo inmortal y eterno; aunque del modo
imperfecto que le era humanamente posible. Bus­
caba soluciones que no hallaba, vagando al azar
por la tierra; veia, las flores, las deshojaba, y ya
marchitas pretendía volverlas á la vida que tuvie­
ron... ¡Necio empeño! Y á fuerza de estudiar sobre
lo terreno, tuvo que convencerse de que el hombre
es un elemento que sirve para destruir, para hacer
que las cosas cambien de forma, pero no para
•crear.
L ¿ CHUZ S E L REDENTOR. 413

— Pues dime, ¿no es una creación este barco?


¿No lo ha hecho el hombre?
--N o ; el hombre ha reunido la madera y el hier­
ro, y amoldándolos á distintas formas de las natu­
rales, ha construido, pero no ha creado; amalgamó
los productos que llegaron hasta él.
— Pero la idea de la construcción...
— Tampoco es suya; antes, mucho antes que los
hombres, cruzaron los mares pequeñas avecillas de
corto y duro vuelo. ¿Cómo? navegando. Tú habrás
estado en España.
— Sí; varias veces.
— Y pasarías por la estrechura llamada Feérurn
Gfadüanum; por aquel turbulento brazo de mar que
separa la Iberia del Africa.
— S í.
—¿Y no viste nunca cómo alados anxmalejos ter­
restres flotaban sobre las aguas, y alzando, ya la
una, ya la otra alita, hacían de ella una vela?
—Sí; lo he visto.
— Pues entonces, ¿qué tengo que explicarte yo?
—Es verdad.
— De aquellas pardas avecillas tomó el hom­
bre las velas para utilizarse del viento en su
favor.
— Prosigue: ¿qué dijo Platón?
— Cuando llegó al convencimiento de que habia
algo superior á la inteligencia del hombre, pensó
en el Creador, y comenzó por denominarlo Fun­
damento de la ley,» porque tuvo presente la antigua
414 LA CRUZ DKL RB!>KNT(*!i.

tradición, que dice: que Dios es principio, nv/Uo ■>/


Jm de todas las cúsas... y deeia:
«Siendo Dios conforme á la tradición, obra cons­
tantemente el bien; según la naturaleza, siempre
le acompaña la justicia que castiga á los trasgre-
sores de la ley divina, y el que quiere asegurarse
una vida feliz, se conforma con esta justicia y la
obedece con humilde docilidad.»
Y marcando más las palabras que hasta enton­
ces lo habia hecho, prosiguió:
«Pero quien se envanece con sus riquezas, hono­
res y hermosura; quien inflama su juventud de in­
solente presunción, como si no tuviera necesidad de
señor y dueño, y pudiese conducir á los demás, es
abandonado por Dios, se arruina á sí mismo y
trastorna la casa y la ciudad.»
— Y siendo así,— preguntó el patrón,— ¿á qué
molde debe- el hombre'sujetarse?
— Óyelo, pues también lo dice Platón del modo
que vas á escuchar.
Y Elena prosiguió de este modo:
— «¿Qué debe, pues, hacer el sábio? Procurar los
medios de colocarse entre los siervos de Dios...
¿Qué cosa es agradable á Dios y conforme con su
voluntad? Una sola, según el antiguo é invariable
adagio, que nos enseña que no hay amistad sino
entre séres semejantes. La medida suprema de
todo, debe, pues, ser Dios, más bien que un hom­
bre cualquiera. ¿Quieres ser amigo de Dios? Trata
de asemejarte á Él con todo tu poder.»
i. A D íli KBBJESTím. 41»

Y pasados unos instantes de silencio, prosiguió


diciendo Elena al piloto:
— Ya ves cómo hubo de expresarse el discípulo
de Sócrates: sus palabras abrazan, un saludable
consejo que pueden utilizar todos los hombres, y
que tú debes tener muy presente. Porque estás en­
vanecido del buque que gobiernas, y del honor que
al confiártelo te han dispensado, y te rebelas con­
tra la .•justicia divina, en vez de acatarlas con hu­
milde docilidad. Por ese camino no llegarás á ser
dichoso... tus palabras y tus actos perturbarán la
casa y la ciudad. Por ese camino no conseguirás
ser amigo de Dios, porque te alejas voluntariamen­
te de su semejanza.
El eco de un lejano trueno sacó al piloto de la
abstracción en que se encontraba; y parodiando su
boca las palabras que acababa de decirle Elena,
exclamó:
— Yo seré semejante á Dios; yo buscaré su amis­
tad... pero no siendo humilde y dócil, sino soberbio-
y arrogante como la nube que encresta las monta­
ñas de agua, y que altaneras ponen en peligro
nuestras vidas.
Y con precipitación dictó nuevas órdenes enca­
minadas á la defensiva.
— ¡Proa al mar!— gritó.
Y el barco, cambiando de rumbo, comenzó á ale­
jarse de los escollos por entre los que tenia que pa­
sar para ir á Constantinopla.
Experto navegante, sabia que hay ménos peli
416 LA CRTfZ DEL REDENTOR.

groa en alta mar que en la proximidad de las cos­


tas; que la experiencia enseñó desde los tiempos
más remotos, que el gran peligro está á la entrada
del puerto.
Pues las embravecidas olas rara vez envuelven
en su mugíentes espumas al buque que navega...
por el contrario: lo alzan hasta las nubes, lo bajan
hasta el abismo... pero para tornar álevantarlo, y
hundirlo de nuevo, como significando la agitación
constante de la vida.
Jín alta mar, el peligro es la presencia de un re­
molino... en las costas, los millares de rocas que
oponen resistencia ála invasión de las aguas.
Y la nube plomiza avanzaba, llevando en su cen­
tro una mancha más oscura, que de vez en cuando
se veia iluminada de fatídicos resplandores.
Y navegando el Qonstmtim con toda la rapidez
posible, se colocó en lo más ancho del Mediterrá­
neo: entre Candía y Malta, con la proa mirando al
mar Yonienne, embocadura del Adriático, y la po­
pa á Trípoli.
Y sereno y confiado, aguardó la llegada de 1.a
tormenta, que no se haría esperar.
La nube se extendía; su fúnebre ropaje iba
cubriendo el espacio: ni una estrella se divi­
saba...
Y las aguas tomaron el mismo tétrico color que
el firmamento, y por instantes crecían en rápidos
movimientos que, pasado un rato, fueron violentas
sacudidas.
L A CHUZ S S L REDENTOR. 417
*
Asido el piloto á un grueso cable, contemplaba
con placer el temporal.
Si algo le apenaba, era que la humanidad no fue­
se testigo de su valor y de su ciencia náutica, así
como de la resistencia que su barco oponía al em­
bravecido y rugiente mar.
Aquel hervir de las olas, aquella incesante cons­
tancia con que venían unas tras otras, primero
para acariciar la obra muerta del barco, luego pa­
ra mecer su quilla y su velámen; más tarde para
azotar los costados, y por último para eombatir
contra la soberbia de la •obra de los hombres, le
producía tal satisfacción,» tanto contento, que, en­
vanecido basta la ceguedad, el piloto desafiaba al
cielo al contemplarse elevado á la región de las
nubes, y provocaba al infierno, al ver al barco
hundido entre dos montañas de agua que amena­
zaban tragárselo.
Y con voz arrogante y ademan imperativo dic­
taba á la marinería las más apremiantes órdenes.
¿A qué tanto vocear? ¿A qué haber huido de la
costa y disponer el buque de modo que las olas no
lo cogieran de costado?
Si tanto era el poder de aquellas maderas uni­
das por hierros con fuerte trabazón; si tanta era la
resistencia del bajel y tanta la ciencia del que lo
mandaba; si sólo desprecio merecía el arrogante
mar embravecido y las nubes cargadas de .electri­
cidad, ¿á qué tantos preparativos, tantas disposicio­
nes, adoptar tales medidas de precaución?
tomo u. 53
418 LA C&UZ DEL BBDENTGR.

Si tan seguro estaba el piloto de la victoria, ¿por


qué no dormía tranquilo en vez de pasar las horas
enteras sin moverse de un lugar, observando hasta
el más pequeño ó insignificante detalle de la tor­
menta, y el más pequeño y sutil crujido de las ma­
deras del buque?
Si contra el barco que gobernaba creia impoten­
tes los ataques de las formidables montañas de agua
y sólo temia los escollos, y en muchos millares de
brazas no habia rocas ni arrecifes, ¿á qué tantos
desvelos?
E l viento era huracanado; pero no en las regio­
nes de la tormenta, puestQ que ésta no se movía...
puesto que, como clavada sobre el barco, los res­
plandores de los relámpagos caian siempre perpen­
diculares á loa tripulantes.
Y al brillo de la fosfórica laz que por momentos
iluminaba al Emperador de los mares, al barco lla­
mado Constantino, veia el piloto agitarse en torno
suyo todos los mónstruos de las aguas que, ro­
deando el casco del bajel, esperaban á que se
hundiera para saciar en los navegantes sns casg
nívoros instintos... su apetito insaciable de carne
humana.
Los repugnantes tiburones, con sus colosales ca­
bezas y sus dflüadas y blancas filas de aguzados y
cortantes dientes, cual mónstruos de E l Apocalip­
sis , se distinguían por todas partes, y en más cío
una ocasion batieron con sus duras aletas y su en­
durecida cola los costados del barco, como quericn-
LA CRUZ SEL REDENTOR. 419

•do contribuir al titánico esfuerzo de la ira desen­


cadenada del Mediterráneo.
Y el piloto al verlos exclamaba:
— ¡Malditos! por hoy no conseguiréis vuestro ob­
jeto.
Llegada la media noche, el piloto empezó á
sentir el cansancio; llevaba cinco horas agarrado al
cable, y la mano y el brazo comenzaban á perder
la sensibilidad.
Algunas horas despues, sentía los efectos de la
¡humedad; sus ropas estaban empapadas, no sólo
por las lluvias, sino también por el constante sal­
picar de las olas.
Pero veíase en el puesto que le designaba su or­
gullo, al par que su deber, y haciendo esfuerzos so­
brenaturales, no pensó siquiera en retirarse.
Y llegó la luz del dia... luz débil, opaca, triste,
-como el eco que espira en la garganta del ago­
nizante.
¡Y la tormenta no cesaba!...
Por el contrario, cada vez aparecía más imponen­
te: cada un momento era más terrible el estam­
pido del trueno, que, repercutiendo sobre la líqui­
da superficie, asemejaba á mil tablas que chocasen
•de plano y con violencia las unas contra las otras.
Y entonces el espectáculo aterrador del hervide­
ro era constante, y la presencia de los mónstruos
permanente.
Y ni un punto en el hoi%onte que marcara el co­
mienzo del término de aquella terrible situación.
420 la cruz del redentor.

Ni una pequeña nubecilla de blanco ó amarillen­


to color que sirviera de faro de esperanza.
La inmensa y fúnebre aglomeración de las fatí­
dicas nubes, sólo era interrumpida para dejar paso
al fuego que, desprendido, iba de continuo á termi­
nar su carrera precipitándose en el abismo.
El piloto tuvo que afianzar su cuerpo al palo
mayor, pasándose una cuerda por la cintura.
Las manos se negaban á sostenerlo.
Llevaba veinte horas sin tomar alimento¡ y esto
contribuia también á la pérdida de las fuerzas
físicas.
¡Y en todo pensaba ménos en Dios!
Arrogante, seguía desafiando el peligro... casi
provocándolo con su ira reconcentrada.
Y el armazón del barco crujía, como si gimiera
bajo los efectos de una presión superior á sus
fuerzas.
Los marineros no podian manejarse andando:
para ir de un lado á otro, les era preciso verificarlo
arrastrándose.
A la caída de la tarde, ninguno de los tripulan­
tes se encontraba en disposición de obedecer las ór­
denes del piloto...
Este, apenas disponía de fuerzas para mandar.
Pero el barco resistía, y aunque sin gobierno, lu­
chaba contra la tempestad.
De nuevo la luz débil y opaca del dia comenzó á
desaparecer: las sombras intensas de la espantosa
noche tornaban á cubrirlo todo.
tA CRUZ DE L RED E N TO R. 421
Y el temporal arreciaba.
—¿Dónde estamos?—preguntaba el piloto.
Pero, ¿á quién dirigía la pregunta? ¿Quién mejor
que él debiera saberlo?
¡Él!.. . ¡ah!... habia perdido por completo la idea
de la situación del barco. i
Llevaba dos dias de no ver una estrella... ¿Cómo
formar los cálculos?
Y pidió algún líquido, alguna bebida que le re­
animara... que levantase su espíritu abatido.
Y el licor le dió por algunos momentos el ánimo
que le iba faltando.
Pero en breve sintió el terror.
El barco acababa de dar una vuelta en re­
dondo.
Y el piloto exclamó:
—¡El remolino!...
Y con desesperación se cubrió el rostro con am­
bas manos.
Cuando sus ojos quisieron contemplar lo que pa­
saba, sólo vieron el rápido acometer de las olas.
Las aguas y los vientos luchaban encontrados,
y pirámides de espuma, levantándose basta las nu­
bes, caian de repente como persuadidas de su impo­
tencia para escalar los altos cielos.
La tromba estaba en todo el apogeo de su horri­
ble magnificencia: en todo el esplendor de su despó­
tica tiranía.
Y aquella situación, que parecía imposible de
empeorar, sufrió otro rudo golpe... Pues á una im­
422 LA CRUZ DEL RE&KNTO*.

ponente sacudida, el palo mayor crujió, y hecho


mil astillas fué á caer sobre la obra muerta, des­
trozándola en parte, y hundiéndose despues con
estrépito en el agua.
— ¡Todo se conjura contra mí!... ¡Maldita sea.
mi estrella!
Así dijo aquel hombre, y cumpliendo con su úl­
timo deber, dió la voz de alarma.
La tripulación tenia ya pocos ánimos; pero al
oir gritar al piloto: «¡barco perdido!» se entregó '
á la desesperación.
¿Qué hacian mientras tanto Elena, María y Cla-
ricia?
Oraban ante el santo Madero, y á cada sacudi­
da del barco, y á cada estampido del trueno, ex­
clamaban:
— ¡Jesucristo nos asista!
El piloto llegó hasta ellas; pero con la láz tan
demudada, que Elena le preguntó:
—¿En tanto peligro estamos?
—No queda esperanza alguna... antes de una
hora, el negro abismo nos habrá tragado.
—Si tdhas perdido la esperanza, yo no.
—No hay fuerzas humanas que nos salven.
—Pero las hay divinas.
—Pereceremos.
—Y entonces el término del viaje será la gloria.
— ¡Tragándonos el infierno!
—No á aquellos que fijen sus miradas en Dios,
y que tranquilos esperen abandonar la tierra.
LA CHUZ DEL RKbÜNTfiR. 423

—El hombre es el juguete de todas las divini­


dades.
—Nunca lo fué de ninguna. De las falsas, por­
que no tienen ni tuvieron poder para ello; de la.
única verdadera, porque la justicia es uno de sus
atributos.
—¿Y es justicia lo que está pasando?
—Justicia es castigar á los réprobos... y tú
lo eres.
—Y tú una santa... Anda, llega á la borda y
dile al mar: «¡Cesa de rugir.» Anda, sube al apa­
rejo destrozado, y díle al viento: «¡Encadena tu
furia destructora!» Y verás cómo el mar te res­
ponde con sus bramidos, y las nubes con sus true­
nos, y el viento con su torbellino.
—Yo no tengo el poder de Dios; soy su más hu­
milde sierva... en mí sólo está rogarle, dirigirle
súplicas, y acatar su voluntad sin miedo y sin ar­
rogancias.
—Pues bien; pídele, pídele... verás cómo no te
escucha.
—De todos modos, bendeciré su nombre.
A todo esto, los gritos de dolor y de desespera­
ción se oian por todas partes.
Las olas pasaban y cubrían el buque.
Y el piloto, al ver la impasibilidad de aquellas
tres mujeres, enojado gritó:
—Vosotras teneis la culpa de lo que está pasan­
do; todos vamos á morir; pero antes os arrojare­
mos al agua.
4M ¿A CHUZ DEL REDENTOR.

—He vivido implorando el martirio... aquí nos


teneis dispuestas á sufrirlo. ¿Cuál es tu voluntad?
—Veros perecer entre las olas.
—No tendreis que echarnos á ellas. Tus órde­
nes son las únicas que hay que obedecer dentro
del barco. Aquí, tú eres el Emperador... manda,
y serás obedecido. Pero déjanos que al morir, sea
abrazadas á los sagrados objetos que venimos cus­
todiando.
—Sí; y que ellos os salven á las tres.
—Nos salvarán, mientras vosotros perecereis.
Porque al separarse el espíritu del cuerpo en nos­
otras, nuestras almas subirán al cielo... y las
vuestras...
—Basta de amenazas ridiculas; vamos.
Y Elena comenzó á andar, llevando entre sus
manos los clavos que sujetaron al Divino Re­
dentor.
Y María y Claricia caminaban estrechando con­
tra sus pechos los trozos del Madero Santo.
Y las tres llegaron hasta el lugar del suplicio,
sin que vacilara ni su fé ni su planta.
En cambio, el piloto no daba nn paso sin caer al
suelo.
Y Elena exclamó:
—Santo Dios eterno é inmortal; divino Hijo del
eterno Padre; humilde Nazareno; Rey de la glo­
ria... Abre tus brazos para recibir en ellos á tus
hijas... A tus hijas, que bendicen tu nombre: que
confiesan la Santísima Trinidad; que se arrepien­
LA CRCZ JUBi. REDENTOR. 425

ten de sus pecados; que imploran tu perdón; que


confian en alcanzar misericordia.
Y abrazando uno de los clavos, afiadió:
—Siempre fuiste ni! gnía... sélo ahora también.
Y lanzó el sagrado objeto al agua.
Un espantoso trueno, un bramido horrible, un
estrépito indescriptible aturdieron los sentidos.
El agua envolvió por completo el barco...
¡Todo hahia desaparecido!
CAPITULO XXIII

El puñal del asesino.

os días despues de los sucesos de que queda


hecha mención, el famoso barco llamado
Constantino estaba sano y salvo á la vista
de Bitinia.
Cómo habia llegado hasta allí; cómo so encontra­
ba sin desperfectos de ninguna clase, era tanto lo
que preocupaba a.1 piloto, que bajo ningún concep­
to podía explicárselo.
Y preguntó á la tripulación, y ninguno supo res­
ponderle.
Y acudió á Elena, y tampoco le pudo contestar.
—¿Habré soñado?—se preguntaba el piloto.
Y reuniendo á la gente del barco, los hizo nna
descripción de lo ocurrido.
Y aquellos hombres lo escucharon con creciente
asombro, y hasta llegaron á temer que hubiera per­
dido la razón.
LA 0RW2 DHL REDENTOR. 427

Porque ellos 110 recordaban nada de cuanto


les contó ol piloto.
—¿Que hornos corrido un temporal?—le dijeron.
—-¿Cuándo? ¿cómo? ¿Que el barco ha estado en pe­
ligro? ¿Que su arboladura al caer rompió la obra
muerta? Tú luis delirado. Constante buen tiempo-
nos condujo hasta estos lugares: plácidas brisas
mecieron como en lecho de plumas el arrogante
bajel.
— ¡Ah!... Pues yo he visto cuanto acabo de refe­
rir... es más; estoy viendo ahora mismo á Elena
implorando á Jesucristo...
—Elena no sabe nada de eso tampoco.
—Así me lo acaba de decir... ¡Quizás trata de
ocultármelo para librarme del casti go á que me hice
acreedor por haberla violentado; por pretender ar­
rojarla al mar!
Ya estaba cerca del puerto, cuando Elena, acer­
cándose al piloto, Je dijo:
—Hace poco te negué que hubiera habido tor­
menta... estaba obcecada... Sí; hubo tormenta: es­
tuvimos á punto de perecer... ahora lo recuerdo
todo: yo estaba junto á la borda dispuesta á caer
al agua, y pura santificar el. camino quise que me
precediera uno de los clavos de la Santa Cruz...-Y
ol intierno ruinó
r? vencido... vv Dios nos libró de la
muerte... ¡Q11ó g tandees su poder!
—¡Ah!... sí: ¡Tan grande como mi ceguedad!
La vista del barco puso en coiimocion á toda la
ciudad.
428 LA CRUZ DEL REDENTOR.

Constantino fué el primero en acudir á la playa


para presenciar el desembarco.
Mas 110 con aquella córte de mercenarios que la
vez anterior, sino rodeado de los monjes, que en
fiesta religiosa, querían pasear por la ciudad los
sagrados objetos.
Y multitud de lanchas rodearon E l Constantim,
que, gallardo, ostentaba las insignias imperiales.
Y Elena llegó á tierra conduciendo los clavos, y
María y Claricia, los dos trozos de Cruz.
Y las calles por donde pasaron, según la piado­
sa tradición, estaban cubiertas de flores, y dulces
cánticos se oian por todas partes; y los ciegos re­
cobraron la vista, y admiraron tanta grandeza, tan­
to esplendor como lanzaban aquellos toscos pedazos
de madera; y el tullido pudo andar... y todo era
dicha y contento... Contento y dicha, que en nada
se parecían á los placeres mundanos.
El piloto iba detrás de la comitiva con la cabe­
za hundida en el pecho y los brazos cruzados.
Ya en el templo, donde habian de recibir culto
y adoracion aquellas preciadas joyas del cristianis­
mo, edificantes pláticas salieron de lábios del Obis­
po y de Elena...
Constantino también quiso hablar... pero su al­
ma no estaba en estado de pureza, y las palabras
no brotaron en sus lábios.
También pretendió dirigir la palabra al público
el herético Arrio, que, conmovido ante el signo de
Redención, sintió que el alma se le partia.
LA CRUZ DEL REDENTOR. 429

Mas tampoco hubo un eco en su garganta...


Aquella era la fiesta de los católicos: los que po­
nían en duda las verdades eternas; los que soste­
nían que la divinidad no habia descendido sobre
los Obispos al celebrar el Concilio Ecuménico, eran
plantas estériles y hasta dañosas en aquellos lu­
gares.
El acto iba á terminarse, cuando el piloto, ade­
lantando algunos pasos, se colocó delante del Em­
perador y le dijo:
—Vengo á pedirte que me castigues.
—¿Qué daño hiciste?
—El más grande; el que no merece perdón.
Yo ofendí á Dios; yo dudé de su misericordia y
de su justicia... Yo no escuché á tu madre; yo dis­
puse su muerte.
-¿T ú ?
—Sí; yo, Constantino, óyeme, que todos me es­
cuchan... quiero castigar mi soberbia... quiero que
tú castigues despues mi necia vanidad y orgullo...
pretendo sólo que Dios me perdone.
Y con acento reposado y voz firmo refirió lo
que habia acontecido á bordo, durante toda la tra­
vesía*
Elena lloraba; de buen grado faltara á la ver­
dad en beneficio de aquel hombre en cuya alma
habia penetrado el arrepentimiento; pero se lo im­
pedia ver que en sus manos sólo estaban dos
clavos, demostrando que aquella narración era
«xacta.
430 LA CRCZ SEL REDENTOR.

Cuando el piloto hubo concluido, Constantino


le dijo:
—Para que Dios te perdone, mi poder nada al­
canza; las ofensas á la divinidad, sólo las castigan
y las perdonan los ministros de Jesucristo... So­
licita, pues, el perdón que deseas... Despues, yo,
•como Emperador, castigaré lo que no puedo perdo­
nar... los agravios inferidos á mi madre.
Y el piloto se presentó ante Elena pidiéndola
perdón.
—Borra, de tu mente, ¡oh, Elena! el mal que te
hube de causar: llámame «hermano.»
• Y Elena le contestó:
—¡Hermano mió, hijo de Jesucristo! no soy yo
quien tiene que olvidar nada... tu humildad supe­
ra con mucho á mis merecimientos... Acude al
Obispo... él tiene los altos poderes: él está revesti­
do de la autoridad ante la cual los tronos desapa­
recen.
Y tomándolo de la diestra, lo condujo ante el
Obispo, que alzando ambas manos al cielo le dijo
de este modo:
• —En el nombre de Dios Todopoderoso, puesto
que estás arrepentido de tus pecados, yo te perdo­
no y te doy mi bendición.
—¿Y mi castigo?
• —JSl Dios de paz y caridad; el que no supo ni
quiso derramar más3sangre que la suya, no adole­
ce de los defectos de los hombres. Qae la justicia
terrena te aplique la corrección con arreglo á tu
LA CHUZ DEL KEDBHTOE. 431

falta... la del cielo está satisfecha con tu pública


-confesion y sincero arrepentimiento.
Y Elena lo condujo ante Constantino.
Y éste le dijo al piloto:
—Disponte á morir.
—Dispuesto vine ya al verdugo.
Y Elena dijo:
—El templo católico no es el lugar de los sa
■orificios humanos, ni el de las pasiones de los
hombres... El piloto no debe oir en este lugar tu
sentencia, porque aquí ha sacrificado ya sn orgullo
y su soberbia. Yo te ruego, pues, ¡oh., Constantino,
que perdones en el santo nombre de Dios al que
ya ha perdonado el Obispo y al que yo perdoné de
todo corazon. Tus palabras de justicia terrena no
tienen eco en este lugar sagrado... pero sí las de
perdón. Ya que la Iglesia católica celebra en este
dia el Triunfo de la Fé, y que por los siglos queda
santificado, conmemóralo tú con un acto de cle­
mencia... no trueques en un raudal de sangre el
que corre de lágrimas de piedad. No enturbies
el limpio cristal de mi conciencia con una mancha
roja, que ni el tiempo ni las penitencias alcanzarán
á borrar... No hagas que la sombra del piloto me
persiga por todas partes... que sns hijos escuchen
mi nombre con horror. El castigo que á él le im­
pongas, será el mió... ¡Y cuán injusto no fueras
castigándome!
Constantino avanzó hasta su madre, y despo­
jándose de la diadema dijo:
432 LA CRUZ DEL REDENTOR.

—El Emperador no puede revocar una sentencia


dictada...
Y colocando la diadema sobre la cabeza de su
madre, añadió:
—El Imperio ha cambiado de jefe... La nueva
testa coronada, que perdone si lo cree justo y ar­
reglado á conciencia. Yo declino en tí todo mi
poder.
Y Elena, con los ojos arrasados en lágrimas, di­
jo al piloto:
—Hermano mió, hijo de Jesucristo... bendice el
santo nombre de Dios que ha tocado en el corazon
del Emperador, en cuyo nombre, yo Elena, 1a que
á fuerza de no ambicionar nada lo ha conseguido
todo, te declaro libre y exento de responsabilidad.
Terminadas estas palabras, se despojó de la dia­
dema, é hincando la rodilla izquierda en tierra an­
te su hijo, prosiguió:
—Tá pudiste llegar hasta mi cabeza... yo doy
gracias á Dios de poder llegar hasta tus piés.
Constantino la hizo levantar del suelo, y estre­
chándola contra su pecho, dijo:
—¿Qué fuera de mí, qué hubiera sido sin tus
consejos y sin tu amor?
A la salida del templo, el pueblo prorumpió en
vítores al Emperador, cuyo nombre iba unido con
frecuencia al de su madre.
Como los pocos gentiles que tenian residencia en
la ciudad se habian ausentado, y los arríanos ado­
raban y rendían culto á 3a Santa Cruz, resultó que
\jft CítUZ Í>KL- JíKMKiV'iUK 4B 3

el día no pudo aparecer más bello y más encanta­


dor para la nueva residencia imperial.
Be haber estado Pausta en la córte, ya hubiera
amargado la existencia de Constantino.
Pero poco tiempo debía pasar sin que aquella
fatal mujer dejara sentir su poderoso influjo.
Aún no habian terminado las fiestas religiosas;
aún permanecía Elena en Gonstantinopla, si bien
disponiéndose para encaminarse á Roma, cuando
llegó una misiva firmada por Fausta.
Contanza la abrió, como lo hacia con toda la cor­
respondencia de su hermano, y quedóse absorta al
ver el contenido.
Y fué en busca de Simaeo y le dijo:
I — Lee eso, y díme si debo darle cuenta á mi her-
I mano.
I Perplejo quedóse el bufón al leer el escrito, y sin
saber qué contestar.
— ¿Qué determinas, Simaco?
—Deja que medite un breve espacio, aunque de
todos modos no creo que correspondas bien á la
confianza que en tí se ha depositado, ocultando es­
ta misiva.
— Peor sospeeho que haría en dársela.
—¿Te acusa tu conciencia?
—Y o...
— Tranquilízate: si un mal pensamiento cruzó
por tu mente, á tiempo te arrepentiste y le pusiste
remedio... Yo te defenderé, en caso necesario, de
las acusaciones que puedan recaer sobre tí y sobre
to h o ii. 55
434 LA CRUZ DHL REDENTOR.

A m o ... Porque os creo á entrambos engañados...


pero no puedo ni quiero creer qae seáis anos in­
fames.
— Yo te jaro...
— No jures, Contanza: pecar por error no es co­
meter un crimen, como lo es pecar á sabiendas: la
luz de la verdad no ha penetrado en vuestros cora­
zones; en el de Arrio, porque á fuerza de estudios
y de vigilias constantes ha llegado á enfermar, y
delira al suponer que él es el solo fiel intérprete do
la santa religión del Crucificado... y en el tuyo,
porque el amor te ciega, y las ilusiones que hubis­
te de concebir cuando tu matrimonio no constituía
un sacrilegio, son tupida venda que anubla la pers­
picacia de tu claro ingénio.
— No sé qué contestarte.
— Ni yo pretendo que me des una respuesta ca­
tegórica: lo que acabo de oirte me satisface más,
macho más que la afirmaoion ó la negación abso­
luta de mis palabras. Pero no olvides una cosa: y
esta es, que si ambos procedeis con falsía, no será
yo quien os pida cuentas... ol castigo vendrá del
cielo. Entrega, pues, esa carta á Constantino.
— ¿Y qué le digo si me pregunta?...
— A tí no te preguntará nada: el llamado á res­
ponderle seré yo.
— ¿Y cuándo le doy cuenta?...
— Lo antes posible; Elena debe marcharse cu
breve, y seria conveniente que se enterara de estas
asuntos. Ella tiene más ascendiente sobre su hijo
LA CKTJZ DEL KKDKSTOR. 435

que yo sobre el Emperador... Recuerda lo que ha


pasado en el templo... ¡A h !... ¡Si Elena viviera
siempre al lado de su hijo!... Pero Dios no lo quiere
así, seguramente, porque Constantino es uno, y Ele­
na salva las almas por millares... porque esa santa
mujer es un ángel de bendición que va esparcien­
do por el mundo los resplandores de la gloria.
No era la carta lo más temible en aquella oca­
sion, sino los emisarios que habían partido por
acuerdo de Fausta, unos á la isla de Malta y otros
á ConstaDtinopla.
Como todos los pueblos que rodeaban el Impe­
rio romano sólo vivian de las rapiñas realizadas
despues (le los sangrientos combates, y Constanti­
no habia asegurado la paz no sólo en el interior,
sino también en el exterior, ninguno de ellos lo
miraba con afecto, y el que más y el que ménos
deseaba una ocasion en que romper los tratados
de paz.
Mas ninguno se atrevía á ser el primero, en aten­
ción á que Constantino se lanzaría contra el provo­
cador en defensa del provocado, y la derrota del
primero era inevitable y segura.
Esta disposición de ánimos favorecieron los nue­
vos y diabólicos planes do aquella mujer, y de
aquí que los emisarios que fueron á Malta lleva­
sen la misión de sublevar la isla en un dia dado,
y los que partieron para Constantinopla, bajo el
falso pretexto de que los Godos trataban de atacar
á los Vándalos, llevasen la misión de asesinar á
436 LA CRUZ D SL REiÁEKTOR.

Constantino en el mismo dia en que la insurrec­


ción estallase en Malta.
Bien sabia ella que semejante coincidencia ofre­
cía grandes dificultades; pero también estaba segu­
ra de que lo uno ó lo otro se realizaría, con lo cual
sobraba para su intento.
Para esperar los resultados procuró alejarse todo
lo posible del lugar en que su presencia despertara
sospechas, y quiso acercarse hácia el reino de Tor­
cuátito, al cual pretendía volver á engañar.
Algunos dias despues que la epístola se presen­
taron los semi-embajadores cerca de Constantino,
Éste se encontraba hondamente contrariado como
consecuencia de la carta de Fausta, y de su entre­
vista con Simaco.
Elena, como el bufón habia previsto, evitó un
cataclismo; pues el Emperador, al dejarse llevar
del primer impulso, seguramente hubiera entrega­
do á su hermana y á Arrio en manos del verdugo,
y dispuesto que Fausta fuese muerta en el sitio en
que se la encontrara.
Pero gracias á Elena, Constantino se dió por
satisfecho con retirar su confianza á Contanza,
aunque Bin dar pábulo á la determinación, desvián­
dose al propio tiempo de los consejos de Arrio.
*
Este veia malparadas sus intrigas contra Ata­
nasio, y por cuantos medios le era posible trata­
ba de granjearse de nuevo la amistad del Empe­
rador.
A favorecerle vino la llegada de los emisarios,
LA o a u z DE L BEDENTOE- 43?

que en nombre de los Vándalos pedían socorro


contra los (rodos.
Elena habia partido ya on dirección á Soma,
despues de hacer á su hijo nn magnífico presente,
pues le habia donado los dos clavos de la Cruz del
Redentor.
Tja santa mujer volvió á embarcarse en el mismo
barco que la habia conducido á Constantinopla,
y que iba gobernado por el mismo piloto, por ha­
berlo así pedido la madre del Emperador.
Todo esto favorecía á los enemigos de la paz pú­
blica.
Apercibidos contra Arrio llegaron los delega­
dos de los Vándalos, y así lo hubieron de maní-
testar en sus conversaciones particulares, por lo
cual no fué difícil que lo supiera el interesado.
Y acto continuo fué3e en busca de Simaco y le
dijo:
— Sospecho de esos hombres que acaban de lle­
gar, y que se hospedan en palacio.
— ¿En qué te fundas.
— En que vienen prevenidos contra mi, lo cual
me indica que lian visto á Fausta.
— Puede que así sea.
—Vigila, Simaco; pues de ser ciertas mis sospe­
chas, la vida del Emperador peligra, y la paz
está amenazada. Apercibe á Constantino... yo no
puedo ni debo hacerlo... mis palabras no serian
atendidas, como seguramente lo serán las tuyas.
— Y tü; ¿qué piensas hacer?
438 DA CRUZ DEL REDENTOB.

Espiarlos de continuo: hacer que Contanza no


los pierda de vista: buscar amigos fieles que finjan
serlo de los enemigos del Imperio, y que averigüen
cuanto puedan.
— Y darme cuenta de cuanto sepas.
— Sin pérdida de un momento.
Aquel mismo dia, por la tarde, Arrio volvió al
lado de Simaco y le dijo:
— Tengo la evidencia de lo que antes te dije ó
te indiqué como sospecha. Estoy persuadido de
que esos hombres traen la misión de asesinar al
Emperador, como también la convicción de que en
breve será insurreccionada la isla de Malta.
— ¿Quién te lo ha dicho?
— Ese es mi secreto; pero conste que respondo
con rni cabeza de cuanto te he dicho. Fausta es el
alma de esta intriga. Vé al Emperador; díle lo que
te he referido... un dia, una hora de retraso pu­
diera traer la ruina del Imperio.
Arrio no habia mentido: estaba enterado de todo
por quien era la sombra de Fausta, y su más en­
carnizado enemigo.
Por Tibureio, que, deseoso de que Constantino
matara á su mujer, no perdonaba medio de atraer
sobre ella el enojo del esposo mancillado y del Em­
perador ofendido.
Convalso se presentó Simaco á Constantino.
— ¿Qué nueva infamia me anuncia tu semblante,
Simaco?— le preguntó el Emperador, mal reprimi­
do el enojo.
L a CKU'Z DKL KEDBNtOR. 43»

— Una, para la cual ninguno estábamos preveni­


do... ioh. Constantino! Revístete de calma y de
prudencia: escúchame con atención, y meditemos
sobre el remedio,
— Habla.
Y Simaco le hizo saber cuanto Arrio le habia
referido.
Temblaba de ira Constantino.
Y exclamó:
— ¿Quieren que el Imperio se bañe en sangre co­
mo en los primeros años de mi reinado? Pues yo les
juro complacerlos.
— Acudamos ahora á lo principal, que es evi tai*
el golpe, y al mismo tiempo ver de adquirir prue­
bas irrecusables de la verdad.
Por hoy nada puedes hacer en justicia contra
esos hombres... pero nada te impide que secreta­
mente envies refuerzos á Malta que ahoguen la
insurrección en un principio. Aquí debemos damos
por satisfechos con estar prevenidos... y eso corre
de mi cuenta.
No se hicieron esperar los acontecimientos; pues
temerosos los comisionados de ser descubiertos ó
de hacerse sospechosos en vista de que perma­
necían en Constantinopla más tiempo del nece­
sario, determinaron anticipar el dia de la muerte
del Emperador.
Constantino les habia prometido acudir en su au­
xilio, de acuerdo con lo estipulado anteriormente;
y organizó algunas tropas que salieran en dirección
440 TjlA cruz del eed esto r ,

del país de los Vándalos, pero que en realidad se


dirigían hácia la isla de Maita.
Hecbo esto, los delegados del rey Vándalo na­
da tcnian que hacer en la córte imperial del gran
Constantino.
Y anunciaron su marcha.
Así los cosas, cerro sns puertas el palacio una
noche, y todo quedó sumido en el silencio y la os­
curidad
Al parecer, todos dormian: la calma era abso­
luta.
Pero los asesinos se agitaban en la sombra, y
armados de puñales se dirigieron al aposento de
Constantino.
En el recinto ardía una lámpara, cuya débil luz
casi no permitía distinguir bien los objetos.
La puerta do la estancia estaba entornada, y uno
de los asesinos la abrió sigilosamente deslizándose
hácia el lecho como las culebras.
Y ganó el terreno que pretendia, logrando co­
locarse á espaldas del que dormía tranquilo y con­
fiado.
Simaco velaba; pero por uno de esos incidentes
inesperados se reí.rasó algunos minutos.
Y como con un segundo basta para que un brazo
se levante, caiga y siembre la muerte, llegó tarde
para evitar que el lecho se mirara cubierto de
sangre.
¿Por qué llegaba tarde Simaco?
Porque al abrir una puerta secreta que conmni-
LA CBÜZ O B I RE»KHT0B.. 441

caba con. las habitaciones del Emperador, tuvo que


verificarlo ton gran prudencia para evitar que el
roce con un mueble diera aviso á los criminales
de que alguien acudia por aquel lado en socorro
del amenazado.
Las grandes catástrofea, casi siempre reconocen
por origen motivos fútiles y pequeños.
Sólo distaba algunos pasos del sitio deseado el
buen bufón, cuando llegó á su oido un grito des­
garrador al par que lúgubre.
Y aquel grito obcdccia á que el comisionado, le­
vantando airado el brazo criminal, lo descargaba
sobre su víctima.
E l vil asesinaba á un inocente.
Y con el grito coincidió un toque de trompa
guerrera, y con el eco del bélico instrumento, que
el palacio apareciera iluminado, y todas las entra­
das y salidas guardadas por los soldados.
Los asesinos querian huir, y poseídos del miedo
que produce el delito, no se movian.
Tres fueron presos en la galería inmediata á la
cámara imperial... Uno, dentro de la misma cá­
mara.
Sobre el lecho yacía un eadáver ensangrentado.
Ai verse sorprendido el que acababa de realizar
el crimen, pretendió hacer armas contra ol bufón;
mas éste, de un tajo mutiló el brazo armado, y el
puñal cayó rodando á sus piés.
.Ya no ¡labia lucha posible entre aquellos dos
hombres...
•roaso u. 56
442 LA CRC2 DEL REDENTOR.

La victoi'ia estaba decidida por Simaeo.


Fuertemente atados, los cuatro fueron conduci­
dos á un encierro, donde debían esperar el fallo de
la justicia humana.
Este no ofrecía dudas de ningún género: el delito
era de aquellos que sólo tienen un castigo, una ex­
piación...
La pérdida de la vida.
CAPI TULO X X I V

Sedienta de venganza.

omo el delito estaba probado, poco debía tar­


dar el castigo.
A ! día siguiente, los presos fueron condu­
cidos al salón de justicia.
Todos llevaban la vista fija en el suelo.
Así avanzaron hasta ci lugar que los estaba de­
signado.
.En el centro del testero principal habia un
trono.
Este trono pensaron encontrarlo vacío los crimi­
nales... pero no; estaba ocupado.
Miraron hácia la persona que se sentaba en el
sillón imperial, y con asombro contemplaron á
Constantino.
Creyendo que aquello era un milagro, aberrados
cayeron al suelo.
Y uno de ellos dijo:
444 LA CRT7Z DJ5L REDENTOR.

— ¡Nos va á juzgar un muerto!


Y llenos de espanto ante lo que creían sobrena­
tural, refirieron la misma historia que ya conoce :i
nuestros lectores.
Las acusaciones contra Fausta no podían ser
más graves ni más terminantes.
Tanto la perjudicaban á ella como favorecían á
Arrio.
Sí; á Arrio, porque Simaco manifestó que todo
lo habia sabido por él... que sin su aviso, el Empe­
rador hubiera muerto á mano de aquellos hombres.
Esto volvía al herético á la confianza <Jel Empe­
rador.
Terminado el acto, los criminales fueron condu­
cidos al lugar en que se encontraba el cadáver...
Por órden del Emperador, aquel que le había
asesinado le besaría en la frente antes de morir.
Y el cadáver era el de un pobre eunuco á quien
Simaco hizo acostar aquella noche en el lecho del
Emperador, en la confianza de que podría evitar
el derramamiento de sangre... pero ya sabemos que
no 1c fué posible conseguirlo.
La ejecución de los cuatro reos fué pública, como
pública también la determinación imperial referen­
te á Fausta, por la cual quedaba privada de todas
las preeminencias que antes le fueran concedidas.
Quedaba, pues, en las peores condiciones po­
sibles.
Tan terrible nueva llegó á ella con los cadáve­
res de los asesinos, que fueron enviados á los Ván­
LA CR1T2 RBDflNTÓR. 445

dalos para escarmiento y justificación de que los


tratados quedaban rotos.
A l mismo tiempo llegó la noticia de la derrota
de Caloaro en Chipre... de modo que todo se habia
perdido para Fausta y para los Vándalos, y todo
favorecía á los Sármatas y los Godos, por más. que
Constantino miraba con cierta envidia el poderío
que iba adquiriendo este último pueblo tan guerrero
y tan valiente, gobernado en aquel entonces por
Ararico.
En tal estado las cosas, Fausta no podia perma­
necer ociosa, y recurrió á cuantos creyó que po­
dían servirla para sus fines.
En la comarca ocupada por el pueblo de Tor-
euátito, nada podia hacer.
Aquel rey habia muerto corriendo por los bos­
ques en busca de la cruz que hubo de ver entre las
llamas, y la cual encontró y abrazó en el último
instante de su vida.
Tal hecho, no desconocido para. las gentes de
aquel pueblo, produjo tal terror y tales preocupa­
ciones en las mujeres, que fácil les fué á los hom­
bres apoderarse de nuevo del gobierno, y someter '
i la obediencia á las que por espacio de algún tiem­
po fueron reinas absolutas, y cometieron todo gé­
nero de desmanes.
De aquí que desistiera intentar nada por aquel
lado, y que buscase entre los otros pueblos Bárba­
ros los auxilios que pretendía y que cada vez eran
más difíciles.
446 LA. CRUZ DEL REDENTOR,

A los Y ándalos tampoco podia recurrir: de los


Persas, ya sabemos que nada debia esperar: de los
Godos, mucho ménos; y aprovechando la ocasion
de que Constantino se habia ensañado un tanto con
los Sármatas, tuése á ellos, logrando algo en parte,
pues no le negaron hospitalidad.
Establecida allí, y sin poner trabas á su vida li­
cenciosa y depravada, concertó con uno de sus
amantes la muerte de Arrio, á quien, según las no­
ticias que pudo adquir, debia que el plan se hubie­
ra descubierto, y Constantino no cayera bajo el
puñal dol asesino.
Y aquel hombre, ciego por la pasión que le ins­
piraba Fausta, emprendió el camino de Constanti-
nopla, dispuesto á satisfacer los deseos de la vil ra­
mera.
Un grande acontecimiento tenia lugar en aque­
llos dias.
L a ciudad estaba en conmoeion: el Emperador
habia obligado al Obispo á que admitiera á Arrio
en su Sede.
Y el Obispo, prévia consulta con Silvestre, y en
vista de las falsas protestas del herético, decidió
admitirlo sub condüiom.
Y al efecto, se preparaban para el acto fiestas
religiosas.
El. plan de Arrio ya lo conocemos: era pasar des­
de Constantinopla á la Sede que Constantino habia
dispuesto, en la cual los presbíteros eran casados,
y él, por lo tanto, podia unirse con Contanza y as­
LA CRtX 3>EL REDENTOR. 44?

pirar á reunir en su persona los dos poderes: el de


la tierra, y el del cielo.
E l primero, por donaoí onde Constantino, en ca­
lidad do César y gobernador de algunas provincias;
y el segundo, por su ca lidad do cristiano y de pres­
bítero.
Arrio pretendía ser Papa y Emperador... ó, me­
jor dicho. Emperador antes que Papa, en contra­
posición á Silvestre, que anteponía lo divino á lo
humano; quo admitió la autoridad terrena como
un medio por el cual llevar su poder hasta las gen­
tes i<>nornatos v los enemigos de las doctrinas de!
Divino líedentor.
Su protesta iba á ser anulada por él mismo: en
público Iba á admitir la Trinidad, y declararse
hijo sumiso y obediente de la Iglesia católica...
Pero tenia bien estudiada su retractación, y en
ella dejaba algunos cabos sueltos, á los cuales pu­
diera. asirse despues para provocar el cisma. •
Uno de éstos, quizás el principal, era su tooría
sobre el infierno, y ía no existencia del ángel caido.
La religión v sus misterios insondables le ofre-
•77? W*

eian ancho campo para perturbar la Iglesia.


¿Qué perdía, pues, en aceptar urio de los puntos,
si en cambio negaba los otros?
Y pensando así, modificó su intransigencia en lo
referente á la consubslanciacion del Padre y del
Hijo, y se dispuso á colocarse en mejor terreno pa­
ra sus finos pa rticulares.
Todo estaba dispuesto.
443 LA CEUZ DEL REDENTOR.

E l templo ofrecía un aspecto encantador, por lo


mismo que la sencillez era extremada.
En el centro principal, y rodeado de flores y de
luces, veíase el trozo de cruz dejado por Elena.
A la ceremonia asistiría el Emperador y toda la
córte.
Otra novedad ofrecía aquella ceremonia: la de
que Constantino hubiera añadido á su diadema
uno de los clavos de la Cruz del Redentor, mien­
tras el otro, forjado á martillo, so trocó en freno de
su caballo.
Pues el Emperador habia dicho:
— Nada sujeta tanto como la religión, porque
es el freno de las pasiones humanas.
Y dispuso que aquel santo objeto pasase, cam­
biando de forma, á la boca de su corcel.
Alambicado, cuando ménos, fué el pensamiento
de Constantino; pero lo cierto y verdad es que las
cosas sucedieron como quedan consignadas.
Y la hora del sacrilegio llegó, y ol templo se
veía lleno de gente de todas las clases sociales.
Arrio esperaba en su casa el momento que tanto
codiciaba, pero no con la tranquilidad de espíri­
tu del que tiene conciencia de sus actos, sino tem­
bloroso, agitado... como aquel que á sabiendas y
á sangre fría va á cometer un terrible delito.
Y llegó el instante deseado y temido: y entre
arríanos y católicos emprendió el camino diri­
giéndose al templo.
Pero ya cerca de las gradas del pórtico lanzó
LA CRUZ DSL EBDENTIIH. 449

un quejido lastimero; alzó las manos y los ojos al


cielo, y su cuerpo dió en tierra.
Recogido y examinado, resultó que habia falle­
cido á consecuencia de una profunda herida en el
costado izquierdo, y que la punta del puüal llegó
basta el corazon.
El hecho dió lugar á las investigaciones natura­
les; y mientras la justicia trabajaba bajo la pre­
sión del Emperador y las lágrimas de Contanza,
los católicos creían que era milagro, los gentiles
que era hijo de la casualidad, y los arríanos que
se había consumado un asesinato.
Esta idea cundió pronto también entre los cató­
licos, que protestaron del hecho, y se dispusieron
á trabajar en averiguación del autor del delito.
— Yo le conozco,— dijo Simaco á Constantino.
— ¿Quién es?
— Fausta,— respondió. — ¡Esa mujer no se ve
harta de causar daño!
Aquel mismo dia se encontró el arma homicida
detrás de uno de los chapiteles de las columnas del
pórtico.
Examinada el arma, pronto pudo comprenderse
que no era igual á la usada por los romanos...
Y por una órden del Emperador se cerraron las
puertas de la ciudad, y todos los extranjeros que­
daron presos.
Tras algunos dias de investigaciones se encon­
tró al delincuente, que con marcada arrogancia
hizo gala de su crimen, y con cinismo inusitado
t o m o ir. 57
450 Í¡A CRTJZ DEL &SDESTOR.

manifestó que, obedeciendo á las sugestiones amo­


rosas de Fausta, habia cometido lo que todos lla­
maban delito, y él calificaba de justa venganza,
y a que no de justicia de los dioses.
Aquella declaración mortificó mucho el amor
propio de Constantino; pero hubo de herir en el
alma á Contanza, que, irritada, fué á sn aposento,
y puso en manos de su hermano cuantos documen­
tos tenia relacionados con los sueesos de Pola.
Y Constantino lloró amargamente al tener la evi­
dencia de que Crispo habia muerto debido á las
intrigas, así como que supo hacerse superior á la
seducción, y en vez de aceptar las caricias de su
impúdica madrastra, la hizo prisionera.
Y pensó en rehabilitar el nombre de Crispo, y
en el castigo de Fausta.
Y al efecto mandó construir una estátua con ia
cabeza de plata, que fuera el retrato de su hijo, y
que se colocase en la principal plaza de Roma con
esta inscripción:

«HUO INJUSTAMENTE CASTIGADO.»

Y al mismo l-iempo mandó que se buscara á Faus­


ta. se la prendiera, y fuese conducida á su pre­
sencia.
Con lo primero se mostraba como padre; con lo
segundo, (jomo Emperador ofendido.
Humilde, hasta confesar su delito públicamente,
al tratarse del hijo.,. Enérgico y terrible, al ocu­
parse de su esposa.
L A CHUZ S S L REDENTOR. 451

Con la muerte de Arrio ¡ lejos de apagarse el en­


tusiasmo de sus adeptos, creció como la espuma con
expreso consentimiento de Constantino, que no ha­
lló otro medio de dar una satisfacción á su herma­
na, ni consolarla de su dolor.
Y aquellos hombres se desataron en dicterios
contra los cristianos católicos, propalando todo gé­
nero de infamias, y publicando símbolos (especie de
Evangelios), que primero fueron rechazados por
los Obispos, y despues, y en vista de la reinciden­
cia, los condenaron los Concilios, y dieron lugar á
la persecución de loa arríanos.
Pero esto fué algunos años más tarde de lo que
corresponde al momento histórico en que nos en­
contramos.
Constantino fué amonestado por Silvestre, al sa­
ber la conducta que observaba para con los heréti­
cos, diciéndole:
«He podido callar al ver cómo faltabas á lo pro­
metido, mientras el daño fué contra los Obispos;
pero no puedo hacerlo al contemplar cómo perjudi­
cas la causa de Dios.
»Seguramente te has olvidado de que, en respues­
ta á los memoriales que te fueron presentados al
comenzar el Concilio Ecuménico, dijiste:
» Vosotros no debeis ser juzgados por los hombres]
vosotros, á quienes Dios dió la facultad de, juzgar á io­
dos. A Dios, pues, debeis sujetar vuestra diferencia, y
uniros para deliberar sobre ¡os punios de fé.
»¿Qué fué de estas hermosas palabras que te
452 LA CUIJIS I'iiL K K D B «T üÍl.

abrían las puertas del ciclo? ¿Cómo cumples lo


que en ollas consignaste sin presión alguna? ¿Dón­
de está la superioridad qne reconociste en les
Obispos?
»Como Kmperador, los has desteirado IIamánde­
los «ciudadanos,» y por lo tanto sujetos, más* <;¡ivj
á tí, á las leyes del Imperio.
»¿Procediste con cordura haciendo distinciones:
»Que tu conciencia te responda.
» Yo croo que no; pero por si incurría en error,
busqué en el silencio y en la experiencia la con­
vicción absoluta.
»P cí: o hov han cambiado las cosas: va no son
v > Ij

los «ciudadanos» los perseguidos... los errores que


hicieron nacer en tu imaginación, te lian llevado ¡i
lanzarte contra la verdad eterna, y á convertirte,
para los católicos, en lo que fué Diocleciano para
los fieles hijos de Jesucristo.
»Y lo que es mucho peor para tí, en el verdugo
de las leves divinas.
»Aba T¡dona el caraino qu o desgra ei a<1am ente ha-
emprendido, y que nos llena de dolor á todos los
católicos,• vv coloca á tu alma al alcance de las Oa ai-
ras de Luzbel.
»Cesa en tu protección á los am años... No te pi­
do que des fuerza y valor á aquella sentencia que
pensaste dictar, y que consignada está de tu puño
y letra, por la cual imponías pena de muerte a
que leyera los escritos de Arrio... No: yo sólo te
pido que no .los protejas... que no seas uno de tan­
IiA CRIJS 3 EL KEOBNTOR. 453

tos como adorando á Jesús y creyendo en él, qui­


sieran crucificarlo de nuevo... Sólo le pido que no
procedas como Pilatos, y , conociendo la verdad
como aquél la inocencia de Cristo, te laves las ma­
nos y consientas el sacrificio.
»Porque ten entendido que así como Cristo re­
sucitó, la Iglesia Católica resucitará tantas veces
como la tiranía del Infierno intente matarla, ó
proclame que lo lia conseguido... Y que asi como
el Divino Jesús subió á los cielos rodeado de án­
geles y serafines, su Iglesia se levantará siempre
asistida por la ¡Santísima Trinidad.
»Medita y determina: por tu bien te aconsejo;
yo, que al sufrir los rigores y vejaciones de los
heréticos, iré ganando para con Dios, tanto como
tú perderás.»
Y Constantino le respondió lacónicamente:
"Como liijo sumiso de la Iglesia católica he leí­
do tu carta, y nada tengo que objetar á ella; pero
como lianperador debo decirte que no falto á nin­
guna de mis palabras ni promesas, concediendo á
los arríanos lo que, como acto de justicia, me exi­
gisteis para vosotros y yo 03 concedí.
»N eutrai presi di el Concilio E c-umónico... Si allí
ao impuse mi voluntad á nadie, no esperes que lo
haga ahora. '
Mucho apenó esta respuesta á Silvestre, y aón
más á. Elena, á la cual dijo el Obispo:
—Escríbele tú: lo que no hizo por mí, lo liará
por su madre.
454 LA CRUZ BEL, REDENTOR..

— Si tu lo crees conveniente, dispuesta estoy á


firmar lo que tu mano trace; pero...
— Tienes razón, Elena: Constantino no debe ce­
der á las exhortaciones de su madre; pues al obe­
decerte, lo haría como hijo y no como católieo con­
vencido... Tengamos confianza en Dios, y fé en el
triunfo completo de Su santa causa.
En aquellos dias, el Obispo que con más exacti­
tud pintó el estado religioso dentro del Imperio,
fué San Ililario, que ocupaba la Sede de Poitiers.
pues dijo:
«Es tan deplorable como peligroso que haya
tantos símbolos eomo opiniones de hombres; tañías
doctrinas como inclinaciones; tantos manantiales
de blasfemia como defectos en nosotros... porque
hacemos símbolos por capricho, y por capricho los
explicamos. Varios Sínodos han rechazado, admi­
tido é interpretado sucesivamente la voz omonsion:
discútese en todas partes sobre la total ó parcial
igualdad del Padre y del Hijo; y cada año, cada
mes, aparecen fórmulas nuevas para explicar mis­
terios invisibles: nos arrepentimos de lo hecho, y
defendemos al que se arrepiente: condenamos lo
que defendimos primero, y condenamos la doctrina
de los demás en nosotros, y la nuestra en los de­
más... é hiriéndonos unos á otros, hemos sido cau­
sa de recíproca ruina.»
Antes de que Fausta pudiera ser encontrada, lle­
gó á ella la noticia de la muerte de Arrio y de la
ejecución del asesino.
LA CKtíZ I)£L KKDISKTuü. 455

Y temió que hubiera ocurrido lo que después de


todo era lógico: esto es, que su amante hubiera he­
cho gala del acto que realizaba, y que al mismo
tiempo se hubiera jactado de ser su amante.
Y comprendiendo que de haber pasado así la
cosa, Constantino, siguiendo los consejos de Con­
tanza, la sentenciaría á muerte, se internó más
entre los Sármatas para eludir el castigo.
CAPITULO XXV

El Imperio.

f^c se8’u‘r curso de los sucesos, es


conveniente y basta. necesario que ecibe-
J^j}‘ ^ mos una ojeada , «iquiera, sea rápida, sobre
las costumbres del Imperio, sus leyes, su adminis­
tración y sus usos.
Y al efecto, aprovechamos para ello el parénte­
sis que hubo de más de un año, pues llegó á un pla­
zo de catorce meses, en los cuales ningún incidente
notable ocurrió que perturbara los ánimos de los
principales personajes de esta novela historie o-re­
ligiosa.
E l Senado, que basta los tiempos de Dioclecia.no
habia sido llamado «Consejo eterno do la república,
de los pueblos, de las naciones y de los reyes, » ha­
bia caido á los constantes golpes que fué recibien­
do de los Emperadores, hasta llegar al extremo de
uo tener autoridad ni en la política, ni en la adiui-
LA carz BEL REDENTOR. 457

nistracion, y ocupar sus usos en hablar mal de los


Emperadores muertos y elogiar cou sobradas mues­
tras de servilismo al Emperador reinante.
¡Si su autoridad habia sido mermada, 'mientras
las de los Emperadores habia subido desde «co­
mandante del ejército* á «rey absoluto,» en cam­
bio podían usar en todos los actos los senadores
el traje del magistrado, consistente en latida ve,
y calzado negro con media luna de plata.
Tampoco se les negé un puesto distinguido en
los espectáculos públicos.
En realidad, el senador no ejercía autoridad al­
guna, ni tenia facultades de ninguna clase... pero
las apariencias estaban cubiertas de tal modo, que
al devolverle Constantino su importancia, sólo los
interesados comprendieron y tocaron los resul­
tados.
Para el pueblo, todo seguía igual: los senadores,
eran los magistrados.
No distinguían entre una estátua y un hombre,
porque en la apariencia no ofrecían marcadas prue­
bas que lo diferenciasen.
Si las atribuciones del Senado fueron mermadas
hasta Constantino, las del pueblo lo habian sido
desde. Diocleciano; pues se le quitó hasta el dere­
cho de elegir Cónsules; pero se conservó la costum­
bre de dar á las ciudades los nombres de las efigies
de los Cónsules, en tablillas de marfil cubiertas por
un baño de oro.
Para abolir de un modo suave estas costumbres,
TOMO ix. 5#
458 hÁ. CRUZ DEL REDENTOR.

Constantino otorgó el nombre de «patricios» á va­


rios ciudadanos, asemejando esta denominación á
la de Cónsules.
También los llamó «Padres adoptivos del Empe­
rador y de la república.»
Porque el Imperio conservó el nombre de «Re­
pública» por mucho tiempo.
Pronto desaparecieron los patricios bajo nuevas,
denominaciones, pues Constantino creyó que el
apoyo más firme del trono eran las aristocracias,
y al efecto hubo de fundar cuatro categorías, que
denominó: los ilustres, los respetables, los -preclaros
y los perfeotísimos.
Como aditamento creó otra clase de aristocracia,
sola y exclusiva para los individuos de la familia
real, á la que di ó el dictado de r¡iobilisima.
E l título de preclaro se reservaba á los senado­
res, ya ocupasen su puesto en la Cámara, ya salie­
ran á gobernar una provincia.
E l de respetable, al que sobresalía de los demás
por jerarquía ó empleo.
E l de ilustres, á los antes denominados cónsules
y patricios; á los Prefectos de los Pretores de
Roma y Constantinopla: á los generales y siete
oficiales de palacio (especie de Estado Mayor de
nuestros dias.)
Y por último, se denominaba perfeotísimos, á
aquellos que por haber prestado grandes servicios
á la patria, desde humilde cuna supieron ele­
varse.
L A CRUZ DEL REDENTOR.

L a dignidad de Prefecto del Pretorio llegó en


tiempos de Severo y Dioeleeiano á ser la supre­
ma; pues fueron ministros del Imperio, y á su car­
go estaba lo civil y lo militar; pero tal importan­
cia llegaron á tomar, tanto pesaban sobro el Em ­
perador, que hubo que suprimir el ejército llama­
do preloriano, y dejar á los Prefectos sólo autori­
dad civil.
Constantino conservó cuati’O de éstos, bajo los-
nombres de «Prefecto del Pretorio de Oriente,» que
gobernaba desde el Egipto al rio Fasis, y desde-
Hemo hasta Pérsia, ó sea la Traeia. dividida en
cinco provincias: «Prefecto de la Iliria,» que tenia
bajo su autoridad la Polonia, la Grecia, la Da-
cia y la Macedonia; «Prefecto de las Galias,» que
abrazaba la .Bretaña y la España, que se dividía en.
diez y seis provincias; y de Italia, que regia la
península, y la Betia, hasta el Danubio, las islas,
del Mediterráneo y las provincias de Africa.
Boma y Oonstantinopla tenian Prefectos espe­
ciales, que no dependían de los que gobernaban
las cuatro partes en que estaba dividido civilmen­
te el Imperio.
Bajo el punto de vista eclesiástico, el Imperio-
se dividió en trece diócesis.
La primera dependía del conde de Oriente, que
llegó á tener seiscientos aperitores, (secretarios), y
aun así no daba término en plazo breve á los asun­
tos. Que tal era el cúmulo de trabajo que sobre él
pesaba.
4tO LA C&TJü » B L REDENTOR.

La segunda comprendía el Egipto, bajo la auto­


ridad de un «Prefecto augusto.» que por lo regu­
lar no era caballero romano, pero ejercía funcio­
nes extraordinarias, según las necesidades y exi­
gencias del país'.
Las otras once estaban dirigidas por vicarios,
ó vieeprefeetos.
Estas diócesis se dividían en ciento diez y seis
provincias eclesiásticas, de las cuales tres estaban
bajo la dirección de tres procónsules, treinta y
siete por cónsules, cinco por corregidores, y seten­
ta y una por presidentes.
Todas estas jerarquías, aunque distintas en los
nombres, estaban autorizadas para administrar,
bajo la dirección de los Prefectos, las rentas públi­
cas, y eran los ejecutores de las órdenes impe­
riales.
En algunos casos, hasta imponían la pena de
muerte, pero el Prefecto aprobaba ó desaprobaba
la sentencia, ó la disminuía á su capricho.
Uno de los principales cuidados que se tenían al
nombrar una de estas autoridades, era que los agra­
ciados no fuesen naturales del país que habían de
gobernar, ni en él tuvieran familia, ni ganados, ni
ti erras.
Por este medio se procuraba evitar las influen­
cias del parentesco, ó el egoísmo del bien propio
en contra del ajeno.
Pero el remedio no debió ser muy eficaz, pues
en documentos qne se conservan de Constantino y
LA CKUZ VElá RSDBNTOa. 461

sus sucesores, consta que «la justicia se vendia por


todas las autoridades. »
Y hé aquí un dato curiosísimo: los sueldos que
disfrutaban las autoridades en aquellos tiempos.
Un gobernador de provincias disfrutaba veinte
libras de plata, cien monedas de oro (unas cuatro
mil pesetas), seis ánforas de vino, dos muías, dos
caballos, dos forenses (vestidos para los actos pú­
blicos), uno para diario, una pila para baño, un co­
cinero, un mulero; y si no estaba casado, una con­
cubina, que se juzgaba indispensable.
Terminadas sus funciones, dcvolvian las muías,
loa caballos, el cocinero y el mulero, quedándose
con todo lo demás.
Esto, si el príncipe estaba satisfecho; pues en ca­
so contrario, tenian que entregarlo todo cuadru­
plicado.
Constantino quitó esta costumbre, dando las pa­
gas sólo en metálico.
Poco despues limitó el servicio militar á quince
años, ó impuso una contribueion, que se pagaba
también cada quince años, y que servia de recom­
pensa á los licenciados.
De aquí tomaron origen el ciclo de las f-adi­
ciones.
También separó Constantino la jurisdicción ci­
vil de la militar.
Y confió la dirección del ejército á dos genera­
les, denominados «maestros,» estando al cargo de
uno la infantería, y al del otro la caballería.
462 1 A CRUZ DEL REDENTOR.

Poco despues hubo cuatro generales maestros, á


•causa de la división dol Imperio en cuatro distri­
tos militares.
Ultimamente llegaron á ocho.
Los hábitos militares iban desapareciendo del
pueblo romano con tantos años de paz como pasa­
ron; y esto dificultaba la reposición de las bajas
naturales, y de los licénciamientos que anualmen-
se verificaban como consecuencia de la limitación
del servicio á quince años.
Esto dió margen á que las milicias se convirtie­
ran en un tributo, pues los senadores, los dignata­
rios, los sacerdotes gentiles y los decuriones, fue­
ron obligados á presentar un cierto número de sol­
dados, ó en su defecto, treinta y seis sueldos de oro
por cada hombre.
Para delarar á uno soldado, se le exigian varias
condiciones, entre ellas robustez y buena estatura
y configuración.
Los defectuosos estaban exentos dél servicio.
Mas todo esto fué modificado en vista de que
la aversión á la milicia habia llegado á tal punto,
que muchos se cortaban una mano para conseguir
que se les comprendiera en la excepción; y se reba­
jó la talla, y se dieron tierras en propiedad á los
licenciados, con obligación deque sus hijos se pre­
sentaran voluntarios, al cumplir diez y ocho años,
para ingresar en el ejército.
También se dieron tieiTas en propiedad á los ca­
pitanes y soldados que guardaban las fronteras...
LA CRUZ 1)ÜL ESDENTOR. 463

mas ni aun de este modo se consiguió el objeto ape­


tecido.
¿Por qué?
Vamos á saberlo.
Por érden de Constantino, Simaco habia acudi­
do á los límites del Imperio, en vista de que los
Bárbaros habian realizado una pequefia, correría
en territorio romano, á ciencia y paciencia de las
tropas imperiales.
Simaco se presentaba con la destitución de los
jefes, el nombramiento de los nuevos, y autoriza­
ción suficiente hasta para disponer que á los traido­
res los sentenciara á muerte.
Y Simaco llamó á su presencia á nn general
maestro, y le dijo:
— De orden del Emperador quedas preso, y serás
castigado con arreglo á tu delito. Pero antes quie­
ro oir tus descartes. ¿Qué ha motivado tu apatía 6
tu traición?
— La ingratitud del Emperador.
— ¿De qué ingratitud le acusas?
— De anteponer á los palatinos, que nada hacen
en provecho de la patria y sí mucho en sn benefi­
cio propio, á los que venimos siendo el sostén del
Imperio.
— Explícame eso.
— Díme: ¿qué sueldos disfrutan los que nunca sa­
len de palacio y relajan la disciplina? El doble
qne nosotros los limítrofes. Ellos gozan de paz y
tranquilidad, tienen grandes rentas sin trabajar...
LA CHUZ » 8 t REDENTOR.

y nosotros, sueldos mezquinos, y donaciones de tier­


ras incultas, que más bien nos perjudican que nos
favorecen. ¿Quieres saber dónde estaba cuando los
Bárbaros pisaron el territorio romano? Oyelo: la­
brando la tierra para .recoger semilla que no puedo
adquirir con dinero, porque carezco de él. Si Cons­
tantino cree que esto es hacer justicia, yo creo...
— Mejor será que no termines la frase: el que
se cree ofendido, no debe ofender para exigir repa­
ración. Destituido estás: podría imponerte castigo
más severo... quizás falto á mi deber no imponién­
dotelo; mas como no gusto de proceder sólo por la
primera impresión, antes de decidir lo que debes
hacer, deseo enterarme por mis, propios ojos de lo
que me estás diciendo. Llévame á las tierras que
labras.
Pronto adquirió Simaco el convencimiento de
que, en efecto, los limítrofes estaban mal pagados,
y que la insubordinaoion iba cundiendo entre ellos.
Porque los jefes mandaban á los soldados que
prestasen sus servicios á la República, y ellos res­
pondían:
— Pues dános de comer.
— Ya lo oyes, Simaco: el soldado, como los jefes,
depende más de su trabajo que de los servicios que
prestan al Imperio... Díme qué se debe hacer ea
este caso.
Y el bufón no respondió: pues de hacerlo, hu­
biera tenido que recriminar la conducta de Cons­
tantino.
LA CRUZ DEL REDENTOR. 465

Simaco tornó al lado del Emperador, dándole


cuenta de su viaje.
Y el Emperador, por primera vez en su vida, se
irritó contra él.
Pero comprendiendo en su interior que los limi­
to fes tenian razón, buscó un medio de satisfacer­
los, mas sin que apareciera que c-edia á la evi­
dencia.
Guiado tan sólo por su capricho, disminuyó las
legiones á fin de dar más sueldos á los limítrofesmr
pero los palatinos gozaron de igual beneficio, y el
malestar continuó lo mismo que antes.
En vista de esto, y de que hasta se daban casos
de que muchos romanos cambiaran de nacionali­
dad, dispuso admitir en las filas del ejército á los
extranjeros,
Y muchos godos y alemanes ingresaron en las
legiones, llegando en poco tiempo*á los más altos
puestos.
El encumbramiento de los extranjeros irritó-
más los ánimos, y esto dió lugar á que Constanti­
no, á quien faltaban los buenos consejos de Simaco
y de su madre, buscara asesores, y al efecto fueran
elegidos siete ilustres y un gran Gharabelan, eunu­
co, que hacia los servicios más humillantes.
También nombró un ministro de Estado que en­
tendía en los negocios del exterior, y bajo cuyas
órdenes estaban ciento cuarenta y ocho secretarios,
t> j

todos jurisconsultos, y cuatro maestros respetables*


«no dedicado á la lengua griega, y los otros tres á.
Tom o rr. f>9
466 LA CRITz i)®!. KBDESTOR.

servir de intérpretes á los embajadores extran­


jeros.
Como á todo esto las rentas del Tesoro fueran dis­
minuyendo, hubo de nombrar un nuevo empleado
que recibió el apodo de «conde de las sagradas li­
beralidades. S
Y el estado financiero empeoraba, á medida que
los empleados iban en aumento.
Sin embargo, un incidente vino á dar algún des­
ahogo al Erario; pues Constantino cerró el magní­
fico y rico templo de Oomam, cuyo gran sacerdote
era príncipe de Capadocia, y aplicó el fisco á todos
aquellos bienes, ó sea al tesoro privado, los terre­
nos sagrados en que habitaban más de seis mil es­
clavos y todos los ministros de la diosa, así como
una soberbia raza de caballos, que sólo usaba el
Emperador, ó los que tomaban parte en los juegos
imperiales.
En cuanto á la guardia, de los quince invencibles,
se habia elevado al número de mil y quinientos
hombres, divididos en siete escudas mandadas por
dos condes.
Dos de éstas se distinguían por lo valioso de sus-
trajes y sus armas, pues tanto los unos como las
otras eran de oro y plata, y por dar el servicio en
las habitaciones interiores del palacio.
¡Tanta gente para guardar la vida de un hom­
bre! ¡De un hombre que nada tuvo que temer mien­
tras Simaco solo lo custodiaba!
Y las envidias crecían, y la ambición llegó á
LA 0RI7Z DEL REHENTOK, 467

dominar basta el punto de qne los más altos per­


sonajes y más nobles romanos se disputasen ser
los criados del Emperador.
Aquellos tiempos se diferenciaban poco de los
presentes; cambiando los nombres de los cargos,
tendremos que los palacios estaban constituidos
como ahora... Con guardias q n e se asemejan mu­
cho á nuestros alabarderos', con nobles, qne son un
retrato de nuestros grandes da España y gentiles
hombres.
La curia, como el ejército, estaba corrompida...
E l Imperio no podia caminar peor.
Y Constantino, viendo cómo se ag'Otaban las
fuentes de la riqueza, no cesaba de buscar nuevos
veneros, y al efecto hizo extensivo á todo el Im­
perio el impuesto de consumos, que sólo existia
en Italia.
Y quedaron sujetos al impuesto, según los his­
toriadores de aquella época, veintidós especies de
aromas, cuatro de piedras finas, siete de telas, cua­
tro de fieras, tres de colores, con más las pieles
babilónicas, los gorros de la India, los eunucos y
otras cosas que todas ellas pesaban sobre las gen­
tes bien acomodadas; esto es, sobre los artículos
de lujo.,, pero 110 como hoy, sobre los de primera
necesidad.
Los romanos, pues, desde los primeros Empe­
radores, no obstante la barbarie de la época, ja­
más pensaron en esquilmar al pobre trabajador;
•buscaban el dinero donde lo habia,,. pero no tu»
LA CJS.UZ 1 )R ], f t S H K í i'jr i lK .

vieron la desdichada ocurrencia de gravar el tri­


go, ni ningún articulo de primera necesidad.
Pero si la medida adoptada era justa y equita­
tiva en el fondo, en la forma revistió ios peores
caracteres; pues llenas las ciudades de guardias é
investigadores, pronto entró en ellas la corrupción,
por más que las leyes castigaban de un modo se­
vero á los que, faltando ásus deberes, contribuían
á las ocultaciones, ó abusando de su autoridad,
exigian lo que no era debido.
Para que se forme una idea de lo que era en
aquellos tiempos lo que hoy se llama cobranza
de contribuciones, oigamos 4 un escritor del tiem­
po de Constantino, que dice:
«Apenas llega el exactor á la temerosa provin­
cia, rodeado do forjadores de calumnias, se enor­
gullece con los continuos obsequios, y busca el
apoyo (io las autoridades provinciales; á veces se
atrae también á las escuelas (Ateneos), á fin de
que, multiplicándose el número de las personas y
de los cargos, arranque el terror cuanto le plazca á
la avidez. Empieza por sacar y desenvolver terri­
bles órdenes sobre diversos y numerosos decretos;
presenta borradores de oscuros repartimientos,
eonfusos, con inexplicable oscuridad, que en las
gentes ignorantes de estos enredos hacen tanto
más efecto cuanto ménos se entienden. Piden los
recibos destruidos por el tiempo, no conservados
por la sencillez ó la confianza del pagador; si se
han perdido, toman ocasion para robar; si se coa*
L A C iu rz Ü £ L RjíHENTüR 469

servan, hay que pagar para que valgan... Be


modo que, para aquel malvado árbitro, el recibo
qne no parece perjudica, y el que se conserva no
vale. Be aquí, los innumerables lamentos, las du­
ras prisiones, los malos tratamientos y cuantos
martirios puede inventar el exactor obstinado en la
crueldad. El palatino, cómplice de los hurtos, ex­
horta; siguen despues los turbulentos guardas; si­
gue luego la ejecución militar... y tanta maldad
para con los ciudadanos tratados como enemigos,
110 termina por procedimientos judiciales, sino por
compasion.»
¿No es verdad que estas palabras podrían, con
algunas modificaciones, aplicarse á los tiempos
presentes?
¡Cuán poco han adelantado los hombres en ei
camino del bien!
En tiempos de Ntima existían nueve industrias
en el Imperio: todas ellas más de lujo, que hijas de
la necesidad.
En tiempos de Constantino llegaron á treinta y
tres.
Estos gremios tenían sobre sí cargas pesadas;
pues por ejemplo, los herreros de Boma estaban
obligados á apagar los incendios; los de Alejan­
dría, á limpiar el cáuce del Nilo, etc, etc.
Para librarse de los deberes que imponían las
industrias, no existia otro medio que formar parte-
de las legiones guerreras, ó vestir el traje de los.
clérigos.
470 LA CRUZ DEL EKDEXTOB..

La situación de las industrias vino á empeorarla


la costumbre introducida por los Emperadores de
hacerse industriales.
Y Constantino tuvo telares de seda, lana y lino;
y vendía los vestidos y las pieles, que eran debidos
en su mayor parte al fisco.
De aquí, que en los Imperios sucesivos se llegara
á la mayor do las tiranías, como por ejemplo: á
que Valentiniano I prohibiese á los particulares
que tejieran; y Glaciano y Teodoro condenaran á
confiscación y muerte al que tiñera ó vendiese púr­
puras, ó comprara sedas á los Bárbaros, por haber
convertido aquellas industrias en una especulación
del Emperador, á quien los soldados tenían qne
comprar los vestidos.
Y ya que de estos asuntos tratamos, séanos lícito
exponer una ligerísima reseña de lo que fué el di­
nero desde los Antonios hasta Constantino.
Los Antonios comenzaron á sentir la escasez de
numerario, y el primero de los de este nombre se
vi ó obligado á enajenar hasta las vestiduras impe­
riales.
Marco Aurelio no siguió el mismo camino, sino
que vendió por dos veces los vasos sagrados y las
preciosidades de los templos.
Didio Juliano, fué más allá aún: falsificó la
moneda, pues habiendo sido hasta entonces casi de
•oro nativo, las adulteró en más de una tercera-
parte.
Con las de plata hizo lo mismo.
LA CRUZ DEL REDENTOR. 471

Caracalla, llegó hasta á fabricar monedas de oro,


•en las cuales la mitad era cobre.
Alejandro Severo, las redujo á una parte de oro
y tres de cobre.
Pero ni aun esto bastaba, y Máximo fundió no
:Sólo los ornamentos de los templos, sino también
las imágenes de los dioses y de loa héroes.
En tiempos de Fílipo la miseria era tanta, que
desapareció la moneda de oro, y sólo se conservaba
alguna de plata, y para eso de la época de los An­
tonios.
Bajo la dominación de Galieno y Diocleciano, la
moneda de plata consistía en una plancha de plomo
bañada en estaño.
En el reinado de Diocleciano reapareció la plata,
debido al saqueo de Palmira.
Constantino mejoró aquella situación; el oro y
la plata volvieron á circular, y el equilibrio quedó
casi restablecido, aunque sujeto á las vacilaciones
que estamos viendo en los últimos años de domina­
ción del primer Emperador cristiano.
Con respecto al valor de la moneda, esto es. al
precio ó interés, ofreceremos los siguientes curiosí­
simos datos:
Augusto fijó la usura en el cuatro por ciento; T i­
berio. en el seis: Severo, en el doce. .. Despues, de un
solo golpe -lo rebajó al cuatro, medida que provocó
la usura en. secreto.
Constantino volvió á elevar el interés del dinero
al '‘oce.
472 LA ORllZ, DEL REDENTOR.

Desde Teodosio, los sueldos se pagaban en oro á


los soldados de la Iliria.
Despues, y como ya hemos visto, se pagaba en
sustancias alimenticias, y se llegó á dar los cargos
públicos á los Bárbaros.
Éstos se contentaban con pan, tocino gordo, vino,
y alguna que otra moneda.
O A P 1T U L O X X Y 1

L‘i ¿i3c:¿deac¿a de Gonstantiii!).

decaía: todo se iba perdiendo en el cami-


no del bien, y por lo tanto, iba ganando en
•* '•
el sendero del mal.
El ciclo abandonaba al que por voluntad propia
se iba alejando de las verdades eternas, y buscaba
la dieba en ol monopolio de las industrias y en los
crecidos impuestos al oro, como si el dinero por sí
solo fuese la felicidad de los pueblos.
Por voluntad y designio divino, tanto Elena
como Simaco, aunque preocupados con lo que su*
eodia, no tomaban una participación directa en los
acontecimientos.
En cuanto á Con tanza, si algo le indicaba, no
era aquello que más pudiera favorecerlo.
En el pecho de aquella mujer ardía un odio ter­
rible contra Fausta, y su conato estaba puesto en
destruirla y en la propaganda del arrianismo.
TJMO 11. 00
474 LA CRUZ DEL REDENTOR.

Éste hada progresos: negaba la revelación y ca­


recía de’fé; para los que, como dice el libro santo,
«tienen ojos y no ven, oidos y no oyen,» las’ doctri­
nas amaniatas eran más lógicas que las de los ca­
tólicos.
Y como no tenían trabas de ninguna especie, ha­
lagando á los ricos con promesas de unir bajo una
testa coronada el poder temporal y el espiritual, y
á los pobres predicándoles eontra los castigos eter­
nos, al par quo socorriéndolos con pequeñas limos­
nas, la propaganda resultaba fecunda, y el asiduo
trabajo de los católicos, cada dia más difícil de lle­
var á término.
Más difícil, sí, pero no infructuoso; que la verdad
eterna se impone, y los que eran fieles intérpretes
do las doctrinas de Jesucristo, si bien tardaban en
inculcar en los espíritus la sana moral, en cambio
no había disensiones en sus filas.
E l que una vez se persuadía de la bondad de los
Evangelios; el que daba cabida en su alma á la
fé; el que admitía la revelación, firme baluarte del
catolicismo, sueumbia antes de abjurar de sus
creencias.
En la córte de Constantino no se conocía de un
modo ostensible la miseria que iba minando los ci­
mientos del Imperio.
Cada dia era mayor el lujo que se desarrollaba;
cada dia más espléndidas las fiestas en los palacios
de los magnates; eada dia más relajadas las cos­
tumbres sociales.
LA C&l’ Z BEL REDENTOR. 475

Fuera de que el eireo y los gladiadores no exis­


tían, todo lo demás recordaba la antigua Roma,
gentil.
Loa espectáculos públicos llegaron á convertirse
en escenas inmorales... Las representaciones supe­
raban en cinismo y en frases obscenas á las más
asquerosas proditeoioríes de nuestros tiempos.
El adulterio era por regla general el tema predi­
lecto de los autores y el preferido por el público...
El marido burlado, lo quo más provocaba á la risa
y á los aplausos de las muchedumbres.
¡Cuánto no hubiera gozado Fausta presenciando
aquellos repugnantes episodios!...
¡Y cuánto no sufrió Constantino al tener noticia
de que en una de aquellas ridiculas farsas aparecía
él como el marido engañado!
Su nombre no sonaba en la escena; pero la alu­
sión era tan grande, los episodios de una verdad
tan grande, que desde el primer momento todos
•comprendieron de quién se trataba.
La tragedia tenia fin. por la muerte de la esposa
adúltera.
Y Constantino, que deseé presenciar la ejecución
de la obra, dijo al terminar:
— Sí, morirá.
Y aquella misma noche dispuso que su esposa
fuera reclamada á los Sármatas, bajo amenaza de
romper los tratados de paz y tomar ia ofensiva.
Bien ajena estaba Fausta de qne su esposo adop­
tara aquella nueva determinación.
476 LA CRUZ DEL REDENTOR.

Sabia y comprendía que de caer en poder de


Constantino, su vida peligraba... pero también te­
nia la seguridad de que mientras no pisara el ter­
ritorio romano, no eorria ningún peligro.
Y serena y tranquila continuaba su vida de disi­
pación y de locuras, satisfecha de verse libre de
todos, incluso de Tiburcio, de quien ni aun siquie­
ra hubo de tener la menor noticia.
Tanta como era su confiauza, tenia que ser sn
sorpresa al ser sabedora de que por su causa iba
á perturbarse la paz del Imperio, dado caso de que
el rey Sármata se negara á entregarla, fundándose
en las bases de los tratados.
Y para conocer á fondo la verdad, acudió á él y
le preguntó:
— ¿Qué piensas hacer en vista de la actitud de
mi marido?
— ¿Qué pretendes con esa pregunta?
— Saber el camino que debo tomar.
— Tomarás el que yo te señale.
— Tomaré el que me acomode.
— ¿Te rebelas contra mí?
— Dispon lo que debes, y yo acataré tu voluntad
por ser ley... Acuerda lo que pugna con los trata­
dos, y autorizada quedaré para levantarme con­
tra tí.
— No vales tú la sangre que puede derramarse,
y los perjuicios que naturalmente me habia de pro­
porcionar el empuje de los soldados de Constanti­
no. Además: los tratados se refieren á los que por
J.A C K lZ DKL R E D E N TO R . 477

delitos dignos de castigo. (5 cumpliendo penas aflic­


tivas. hubieran traspasado las fronteras del Impe­
rio; á los criminales, á los acusados do robo, vio­
lación ó asesinato... pero no á las mujeres adúl­
teras.
— Eso quiere decir, que te humillarás ante el po­
der de Constantino.
— No: antes morir que humillarme: en mi raza,
la vida os lo do menos.
— Yo veo que es lo do más, pues obedeces al
Emperador como ol esclavo al amo.
— Te equivocas, y voy á demostrártelo.
— Veamos cómo.
— De este modo: yo responderé a.1 mensaje de i
Emperador, que con arreglo á lo convenido no
puedo acceder ni á sus deseos, ni á sus amenazas.
—Entonces...
—Pero añadiré, que reconociendo los derechos
del esposo, tal y como están consignados en las
leyes, atenderé al hombro ofendido en su honra
por tí.
—Está bien.
—De modo, que si retira sus amenazas y te re­
clama con la autoridad quo sobre tí tiene, cal y
cómo disponga serás conducida á su presencia.
— Voy á proponerte- una cosa.
—¿El qué?
— ¿Keconoces que como Emperador no tiene de­
recho á reclamar á un subdito romano, que se halla
acogido á otra nacionalidad?
478 LA CRUZ DEL REDENTOR.

— Sí; lo reconozco.
— Y comprenderás entonces, que los Suevos,
como los Vándalos y los Godos, los Persas y cuan­
tos pueblos rodean el Imperio, al ver la infracción
de las leyes cometida por Constantino, se unirán
á tí,
— ¡Quién sabe!... ¡Ah!... íái yo tuviera el con­
vencimiento de que así habia de suceder...
— Yo te lo garantizo: todo escriba en ganar un
poco de tiempo.
— ¿De qué modo podria ganarse?
— Respondiendo al mensaje, que no me encuen­
tro en tus dominios, ó que por lo niénos ignoras
cuál es mi residencia.
— ¿Y qué lograré con eso?
— Que vuelvan á tí nuevos mensajes; que tú
puedas dar otra evasiva... y que mientras tanto,
se ponga en conocimiento de todos los enemigos
del Imperio lo que pasa,; esto es, cómo Constanti­
no viola los tratados, y si llega á lanzar sus tropas
sobre tí, todos se arrojen sobre él.
— Tú sueñas.
— ¿Dudas de la victoria?
— Si á mi esfuerzo se reuniera el de los demás...
“ ¿Y por qué no?
— Porque nos odiamos los unos á loa otros; por­
que sólo pensamos en destruirnos.
— En peor caso se encuentra Constantino.
— No lo creas.
— Lo sé, por haberlo visto. Su ejército ha per*
LA CRUZ DEL REDENTOR. 47»

dido ol hábito del combate; hace muchos aftos que-


no tuvo que hacer uso de las armas; los soldados-
no son, pues, aquellos aguerridos atletas que todo
lo avasallaban. Y si niegas esto, que es evidente,
te diré que el ejército se forma, no de voluntarios,
sino de mercenarios mal retribuidos, que más se-
dedican al cultivo de las tierras que les dieron bajo
condiciones depresivas, que de guardar las fron­
teras.
— Eso último lo escamos viendo.
— Todo lo que te he dicho' os tan cierto como lo­
que tú ves. Déjame intentar la realización de mi
plan. ¿Qué pierdes en ello?
— Por lo pronto, dejar sin respuesta ima amena­
za y una provocacion: quedar humillado, como tú
decias antes.
Otra mujer que no hubiera sido Fausta, de se­
guro no encontrara respuesta que dar; pero la es­
posa de Constantino, en cambio, dijo con gran ra­
pidez:
— Todo queda arreglado con que á la respuesta
que me indicaste querias darle, aumentes que no
sabes de mí. Que hasta hace poco viví entre los
tuyos... pero que hoy sospechas que he abandona­
do tus dominios.
— ¿Y tú, qué piensas hacer?
— Trabajar en provecho de la alianza.
. — No me fío de üí.
— ¿Por qué?
- — Porque eres inoapaz de hacer bien por nadie*
4H0 H i CRUZ »E £ . REDENTOR.

— Pero en cambio soy capaz de destruir el Im*


parió romano. Desde mi boda con Constantino, ja­
más pensé en oti'a cosa: todo cuanto mal pude, se
lo hice... y como el daño de los unos redunda siern
pre en beneficio de los otros... L a desgracia me
persiguió hasta ahora... Sí, la desgracia... pues
queriendo hundir, edifiqué.
— Ahora pudiera pasarte lo mismo.
— Ahora, no: porque tú no serás un cobarde co­
mo lo fueron mi padre, mi hermano, Galerio, Ma­
ximino y Licinio; porque no sufrirás los efectos de
los consejos del traidor Tibureio, ni, influido por
necio orgullo como Crispo, me despreciarás. He
dicho que deseando derribar fui levantando, por­
que no encontré quien supiera arrostrar los peli­
gros... Ahora bien: si tú eres otro cobarde, como
aquellos que fueron á matar al Emperador, su­
cumbirás.
El valor salvaje de aquel hombre se rebeló con­
tra la depresiva palabra «cobarde,» y con arrogan­
cia dijo:
— Aunque tengo la evidencia de no contar con
los Godos, toda vez que admiten cargos públicos
en el Imperio romano, y puestos en el ejército,
acepto lo que me propones... yo te demostraré que
no soy cobarde.
Y contestó al Emperador en los términos que
habia indicado, y con el aditamento que Fausta
propuso.
Al mismo tiempo salieron emisarios en distin­
L A CBUZ DEL SJ3DSST0R.

tas direcciones, con objeto de explorar el ánimo de


los vecinos.
Pero pronto dieron la vuelta, trayendo la noti­
cia de que los Vándalos habían sido derrotados
por ios Godos, y que pedian la alianza con los Sár-
matas.
Asi era, en efecto; de derrota en derrota, los Ván­
dalos llegaron é invadieron el territorio, y el rey
Sármata firmó con ellos alianza.
En esto llegaron noticias de Constantino en res­
puesta al mensaje; pero no provocativas como la
ve?. anterior, sino gratas á los Sármatas y Vánda­
los, toda vez que les ofrecía su apoyo contra los
Godos, á trueque de que Ic entregasen á Fausta.
La respuesta no se hizo esperar, y la infiel espo­
sa fué aprisionada, cuando se disponía á refugiarse
en los montes.
En dura prisión permaneció algunos dias, pues
la faz de aquel pueblo sufrió un cambio radical.
Los Vándalos lograron imponerse á sus aliados,
y proclamaron por rey á un esforzado guerrero de
la estirpe de los Astingios.
Pero los Godos avanzaban, y acometieron á los
aliados, derrotándolos en las orillas del Tibisco.
Entonces Constantino acudió en socorro de los
vencidos.
Mas pronto tuvo que abandonarlos ; pues los Go­
dos, atendiendo más á su conveniencia que al ex­
terminio de las otras razas, dispusieron un nuevo
ejército que pasara el Danubio.
TOMO IX. 01
482 LA CRUZ DEL EJBDRNTOR.

' Y el Emperadoi’ Constantino, cuya espada triun­


fadora jamás sufrió un revés, vió á su ejército hu­
millado y en precipitada fuga ante el empuje ines­
perado de los Godos.
La pena de Constantino fué grande, y sintiendo
renacer en su pecho el ardor juvenil, auxiliado pol­
los habitantes de la Crimea, con tal denuedo se
arrojó al combate, que en poco tiempo obligó á ios
Godos á retroceder, recuperando el terreno per­
dido.
No contento con esto, los siguió persiguiendo
hasta obligarlos á refugiarse en las montañas, don­
de por efectos del hambre y del frió, dicen los his­
toriadores que perecieron más de cimt >»,il hombres.
CAPÍTULO XX VII

El Bomieazo de la expiación.

*ɧlrA interrupción que habia sufrido la paz deí


Imperio; el deseo de Constantino de castigar
á los Godos, y los mil negocios de Estado que
absorbían por completo su imaginación, fueron
causa de que olvidara á Fausta.
Mas vueltas las cosas al estado ordinario, exigid
de los Sármatas que le entregaran á su esposa.
Más que difícil, era imposible satisfacer las, jus­
tas peticiones del Emperador; pues á los pocos dias
de estar reducida á prisión, logró evadirse del en­
cierro, valiéndose del soborno de sus carceleros.
No disponía de dinero para conseguirlo; mas sí
de su hermosura, tan codiciada por todos.
Y como Fausta 110 reparaba en Jos medios con
tal de llegar al íin que se proponía, admitió los
groseros galanteos del custodio, que, bajo las pe­
484 LA CRUZ DEL R B ftE N T O R .

ñas más severas, respondía de la persona presa con.


su propia vida.
Y aqnel hombre, ciego por efectos de la pasión
bruta, sin pararse ni meditar sobre las consecuen­
cias del paso que daba, aceptó desde luego las con­
diciones bajo las cuales Fausta lo haria dueño de
sus favores.
El estado anormal en que estaba el país favore­
cieron la evasión; y una noche, cuando las sombras
lo envolvían todo en su negro manto de muerte,
los nuevos amantes se deslizaron por los muros de
la prisión.
Salvado el primer fuerte, la fuga contaba coa
grandes probabilidades de éxito.
El segundo muro era de poca altura, y á más,
casi lindaba con un bosque, donde todos los ejér­
citos del mundo no tropezaran con el que hubiera
buscado un refugio entre sus accidentes.
Pero debido á esto, por aquel lado se colocaban
centinelas.
Con tal obstáculo habian contado ambos, y al
efecto, iban bien provistos y dispuestos á matar.
La vista de Fausta hubiera provocado un grito-
de alarma; pero la del hombre que la acompañaba
no, pues bien conocido era de los soldados, por la
frecuencia con que recorría las murallas para ver
si cada cual estaba en su puesto.
En atención á esto, habian convenido en que el
carcelero hablara al centinela, y en que Fausta,
aprovechando el momento, lo hiriera por la espalda,.
LA CP.IJZ DEL RBBBNTOK 4-85

— Mátalo de un solo golpe,— le habla dicho el


guardian.
Y ella le habia contestado:
— El rayo no lo destruiría más pronto que mi
mano.
Y así fué: el centinela escuchó atento lo que el
recien llegado le comunicaba, y en el instante pre­
ciso, el puñal de Fausta lo hirió con tanta rapidez
y certeza, que sólo un ahogado ¡ay! salió de los
lábios de la víctima.
Acto seguido lo despojaron de sus armas, y se
descolgaron al campo, internándose en el bosque.
— lie cumplido mi palabra, Fausta,— la dijo el
codicioso amante.
Fausta no respondió; siguió andando... y sólo
cuando hubo de creer qae estaba segura, le dijo:
— ¿Tienes ambición? Pues si sabes justificarla,
tendrás cuanto pudieras soñar.
—Yo sólo pienso en tí, Fausta.
— Yo soy lo de mónos; represento el presente, y
tú debes pensar en lo porvenir.
— ¿Buscas un pretexto para faltar á lo estipu­
lado?
— Pronto te convencerás del error en que estás;
yo puedo faltar á todo, ménos á las promesas del
amor... Pero comprende que si el vicio se impone,
la vida está llena de exigencias imperiosas, que en
vano pretendemos desatender... Y que una de ellas
es el diario alimento.
— Lo tendrás.
486 1.4 CRUZ DEL hEJXKNTÜit.

— Necesito tenerlo.
— Ya te lie dicho...
— Al romper mi prisión, lo hiciste inspirado por
sueños de placer, y de mida te cuidaste; al huir
contigo lo hiee más que por vicio, por el deseo de
evitar el castigo, y de ganar espacio para vengar­
me de mis enemigos... Pero como til, olvidándo­
me por completo do lo demás. Satisfechos nuestros
mutuos deseos, llegarán las apremiantes exigencias
de que te he hablado; tanto más grandes, cuanto
que ignoramos el tiempo que debemos permanecer
aqui Me acabas de decir que alimento no me fal­
tará... ¿Qué alimento es ese? ¿Raíces de árboles,
frutos de sus ramas, algún anímale jo que poda,nios
sorprender dormido, ó dando calor á sus hijos,
y buscando en el reposo la compensación al tra­
bajo invertido durante el dia, en proporcionarse
algún deleite, ó en rodear á su amada de las co­
modidades de que yo voy á carecer.
— No me hablabas de ese modo en la prisión.
— Porque lo primero para mí, como ya te he
dicho, era huir.
— Y ahora...
-—Veo los inconvenientes que nos rodean. Haz­
me un lecho de flores, como el pájaro lo hace de
plumas; busca las frutas^dulces y jugosas que más
gTatae sean al paladar... ya que no disfrute de los
esplendores del báquico festín, al ménos dáme las
venturas de las inocentes avecillas, 6 la guarida
de la fiera.
LA C K tü Í»BL HSÜKSTCK.

— ¡La ñera!
— ¿Qué significa esa exclamación?
— Qne acabo de oír el lejano rugido de nn chacal.
Fausta palideció.
En los circos habia contemplado con placer,
cómo las garras y los colmillos de las fieras des­
trozaban á los cristianos; vió con deleite cómo se
enardecían al humeante calor de la sangre que
á borbotones salia por las heridas... pero en aquel
momento, cuando ella estaba á punto de ser devo­
rada, comprendió todo el valor de los cristianos;
toda la fortaleza que presta la fé.
Y como ella carecía de ambas cosas, pues sólo
era materia dispuesta para herir por la espalda, en
vez de volver los ojos á Dios implorando misericor­
dia y aceptar resignada la voluntad divina, juró y
blasfemó... pero sin adoptar resolución alguna.
— Prepárate al combate. Fausta,— le dijo su
acompañante.— Somos dos, y venceremos al cha­
cal. Yo admitiré el reto del feroz y carnívoro ani­
mal... Colócate á mi espalda... y cuando sus mús­
culos de acero se dilaten y con las garras desnudas
y los colmillos entreabiertos se lancen sobre mi, al
par que le recibo con la hoja de mi puñal, aséstale
uno de esos golpes que con tanta firmeza sabes dar.
— ¡Y moriremos los dos!
— Yo... es casi seguro. Del primer zarpazo des­
trozará mi cabeza ó mi pecho... Pero tú... tú debes
sobrevivir.
— Alejémonos de estos sitios.
■488 LA CRUZ DEL ÍIEDENTOR.

— ¿Para qué? Seguramente nos ha olfateado, y


cuanto hagamos resultará inútil.
La fiera tornó á rugir.
— Ya lo oyes, Fausta: ese rugido ha sonado más
cerca de nosotros que el anterior... No queda más
recurso que el que té tengo indicado.
— ¡Ay de mí!
— Nunca sospeché que tu ánimo decayera de ese
modo: te juzgaba más fuerte que hermosa, y veo
que careces de valor para arrostrar cara á cara los
peligros.
— ¡Ahora me insultas!
— No puede insultarte el hombre que todo te lo
hu sacrificado... que, como acaba de decir, dispues­
to está á perecer en defensa de tu vida... De tu
vida, que tengo la seguridad de salvar.
— Huyendo de un peligro, del cual pudo salvar­
me la astucia como otras veces, he venido á caer
en el precipicio... ¡Ya no tengo esperanza!
Los rugidos de la fiera resonaron más cerca aún.
— Ha llegado el momento, Fausta: el enemigo m
acerca... dentro de algunos minutos le tendremos
delante de nosotros...
— ¡Y caerá sobre los dos sin que le veamos si­
quiera, envuelto en las sombras de la noche!
— No; que fácil nos será distinguirlo... míralo:
allí está.
— ¿Dónde?
— ¿No ves dos ascuas que con brillo siniestro se
aproximan? ¿Que oscilan como las estrellas del
la cruz b el jk e o e k t o e . 4ü3

•cielo? ¿Que en tanto aparecen de color encendido


en. rojo, como blanquean ó toman el tinte azulado?
— ¡Ah!... sí, lo veo.
— Pues esas dos fuentes de fuego, son los ojos
del chacal... tanto más brillantes, cuanto mayor es
la oscuridad de la noche.
— ¡Las fuerzas me abandonan!
— Y á mí me sobra el valor. Yen: resguarda la
espalda contra esas rocas... Ten preparado el
puñal...
Fausta obedeció maquinalmcnte.
Y aquel hombre, lleno de enojo, dijo:
— ¡Hemos perdido un tiempo precioso en dis­
cutir!
— Tarde lo comprendes.
— ¡Ah!... Pero el chacal d&sea concedernos es­
pacio para la defensa... Está inmóvil... ¡Saborean­
do la sangre que piensa beber!
— Por causa tuya.
— Por causa de tu maldita lengua.
Y con acento irritado añadió:
— Galla, ó te la arranco para arrojársela.
Ante aquellas palabras, sintió Fausta deseos de
hundirle el puñal en el pecho.
Pero necesitaba del esfuerzo de aquel hombre
para salvar su existencia, ó intentarlo al ménos, y
enmudeció.
— Dáme tu túnica, Fausta.
Y al mismo tiempo que así decia, se la arranca­
ba del cuerpo con fuerza hercúlea.
TOMO I t . • 62
490 (.A CRU Z ’ d SL R E M C N T O k.

Despojada de sn traje, si bien no experimentó


los efectos del pudor, sintió los del enojo.
Y el hombre arrolló á su brazo izquierdo el ves­
tido, y colocándolo á la altura de la cabeza, dijo á
Fausta:
— Bodea mi cintura con tu brazo, y cuando yo
lance nn grito, hiere.
El chacal ae aproximaba cautelosamente: habia
dejado de rugir: el brillo de sus ojos se apagaba ú
veces,., pero pronto reaparecía más cerca.
Fausta miraba... pero el miedo no la permitía
distinguir.
Como dos estátuas estaban aquel hombre y aque­
lla mujer.
Como una estatua se quedó también la fiera ante
el grupo.
— jAh!... ¡No tiene hambre! ¡Su acometida
será ciega... sino fria y calculada!
Así dijo aquel hombre, y se estremeció involun­
tariamente.
Terrible es luchar con las fieras en todas ocasio­
nes: difícil vencerlas cu todo tiempo... pero así co­
mo para los sangrientos espectáculos del circo el
más temido adversario era el más hambriento, pa­
ra la lucha en las selvas, el peor de todos es el
hastiado por la abundante alimentación.
Porque el primero ruge y destroza: su apetito lo
induce á matar sin fijarse en el sitio donde da la
garfada: ve la sangre, y la bebe en la herida de
que brota.
LA CRUZ DEL RBD ÍSTO K, 491

Mas el segundo no procede do ese modo.


Persuadido de su gran superioridad sobre ol
hombre, no tiene prisa por acometer, y parece co­
mo que se goza en el dolor y el espanto que su vis­
ta produce, y que escoge el sitio en el cual prefie­
re que vayan á clavarse sus acoradas garras.
El nuevo amante de Fausta conocía y sabia, esto
por experiencia, y de aquí que deplorase que el
chacal no tuviera hambre.
Y la fiera estaba á pocos pasos de ellos, apoyan­
do en el suelo su cuarto trasero, y con el pescuezo
alargado para olfatear mejor.
Presentía el más deleitoso de loa festines: á su fi­
na nariz habia llegado algo que no distinguían
bien sus penetrantes miradas... algo que le era
halagador en extremo.
Y queria cerciorarse de la verdad.
Por eso no acometió de repente como su adver­
sario deseaba, al par que por la razón antedicha:
. porque no tenia hambre.
El algo que olfateaba y que tanto le satisfacía
era Fausta.
Las delicadas formas de la mujer; sus graciosas
curvaturas; su sangre ménos insípida que la del
hombre; el natural olor que desprende su cuerpo,
olor que nosotros no percibimos por lo regular y
que en cambio hiere con fuerza las anchas narices
de las fieras, producen en éstas una. impresión que
en vano ha tratado de explicarse por los hombres
avezados á las ciencias naturalistas.
•492 hA CRUZ DEL REDEN TO R.

Toda fiera prefiere la mujer al hombre: toda fie­


ra prefiere el niño á la mujer.
Y el chacal comprendió desde luego que detrás
de aquel hombre habia una mujer.
Y procuraba que su primera acometida fuese so­
bre ella.
La escena se prolongaba, produciendo el cansan­
cio en aquel hombre que 110 se atrevía á cambiar
de pos icio n.
En aquel hombre, impotente para acometer; ca­
si impotente para resistir el salto del chacal que
tenia delante, y del que poco á poco iban distin­
guiendo el contorno sus ojos habituados á la oscu­
ridad.
Fausta tampoco se movía.
Casi desnuda; aterida por el frió que produce el
miedo, era la estátua de sai de que nos habla la
Biblia.
Y mientras que aquellos que aguardaban la agre­
sión veian cómo se agotaban sus fuerzas, la fiera
descansaba tranquila, hacinando, digámoslo así, to­
da su potente bravura, toda su energía, todos sus
terribles v sanguinarios instintos.
A un movimiento involuntario del hombre, res­
pondió un pequeño rugido del chacal.
Y á aquella manifestación de la fiereza, un agu­
do silbido.
El chacal dirigió sus ojos de fuego hácia el lugar
de donde habia partido aquel penetrante eco.
La fiera acababa de experimentar algo parecido
LA CHUZ DEL E B D E 'íX O E . 493

á lo que aquellos que tenia en su presencia, cuan­


do se apercibieron de su llegada.
Para el mónstruo de las selvas, no cabía duda en
quién se acercaba, y sintió terror... porque el sil­
bido partia de su más terrible enemigo: de una ser­
piente boa.
Fausta ignoraba esto, y quedó sorprendida’ al
ver que su amante, respirando con más libertad,
cambiaba de actitud.
— ¿Qué pasa?— le preguntó en voz muy baja.
— Que tenemos una esperanza de salvación: ¿oís­
te el silbido?

— Pues bien: el reptil que lo ha lanzado viene


en nuestro auxilio: contra las serpientes, no pre­
valece ni el león, ni el tigre, ni ningún rey de los
bosques y las selvas.
— ¡Ah!
—De todas las luchas que be presenciado en los
circos y anfiteatros, ninguna tan grandiosa y tan
imponente como la de esos mónstruos de la tierra.
— Poro nosotros...
— Nosotros seguiremos corriendo un gran pe­
ligro.
—Huyamos.
— Seria inútil por ahora.
— ¿Cuándo, pues?
— Cuando el anillado cuerpo del reptil se enros­
que al chacal... entonces podremos huir.
— ¿A dónde?
494 LA CJtUZ DEL Üfcl'BNTOB.

— ¿Ves aquel punto blanco que se distingue á


pesar de las sombras?
— Sí, ]o veo.
. — Ese punto blanco, que es una inmensa monta­
ña, será nuestra guarida... allí no llegan las ñeras:
allí existe una planta cuyo olor las hace huir: allí
se crian unas yerbas que ouran las mordeduras de
todos los animales... Allí estaremos seguros, si la
serpiente vence á su rival.
— ¿Y si venciera el chacal?
. — Todo se habría perdido: orgulloso con su vic­
toria, se lanzaría sobre nosotros para templar en
nuestra sangre caliente el frió producido en sus
colmillos por la helada de su adversario.
— Y entonces, ¿no habría remedio?
— La leve esperanza que antes alimentábamos,
si bien yo podría escapar.
— ¿Cómo?
— Arrojándole tu cuerpo para que saciase en él
sus apetitos.
Fausta no respondió: pero sus dientes rechinaron
con fuerza.
Las sombras iban desapareciendo.
Esa dudosa claridad que sirve de intermedio en­
tre la noche y el dia, comenzaba á dibujarse en el
horizonte.
El musculoso cuerpo del chacal era ya percep­
tible: sus ojos habían perdido el brillo, y sus mi­
radas la intensidad... pero en cambio su arrogante
figura imponía espanto.
LA CK.Ü7, DEL REDENTOU, 495

Entre el monte se escuchaba un ruido extraño.'


Era el que producían los anillos del repugnante
■ofidio al aplastar con su peso las hojas desprendidas
de los árboles, y romper á so paso las raíces que
entrelazadas formaban una tupida malla sobre
la tierra.
El chacal no separaba sus ojos del sitio de donde
procedía el ruido; para él, aquello era lo prin­
cipal.
No huia, porque el miedo no existe en ciertos
séres de la naturaleza, por más que suela predomi­
nar el espíritu de conservación.
Pero los chacales, como los tigres, panteras y
leones, aceptan siempre el reto del mortal enemigo.
Mortal, sí; porque contra las serpientes no hay
más remedio que matar ó morir.
Si la potente cola hace presa cu el cuerpo de
cualquier animal, pronto, ó éste aplasta la cabeza
del reptil, ó sus huesos crujen cual débil caña que
aplasta el pié del hombre.
Los momentos eran solemnes: de vencer la boa,
los dos amantes podían dar por conjurado el peli­
gro; de vencer el chacal, la situación de ambos ha­
bia nuevamente empeorado.
¡Con cuánta ansiedad esperaban el momento do
la lucha!
El chacal, persuadido del punto por el que llega­
ba el enemigo, contrajo su cuerpo de tal modo, que
más parecía una masa informe, que la esbelta fiera
de las montañas.
496 t A CKÍTZ 1>KL «.KDENTOa.

Quería sin duda oeultar sus patas, á fin de no


ofrecer espacio á la boa para que, al lanzar su ex­
tremidad posterior al aire, ésta hiciera presa.
La serpiente apareció alzando su repulsiva cabe­
za en forma de arco, y moviendo sin cesar su larga
y filamentosa lengua.
Bien al descubierto estaban sus dientes; dientes
inofensivos, pues ninguno de ellos es hueco, ni por
lo tanto’' contienen el veneno de las llamadas de-
CC.'SCñb^l.

Pero en cambio, las hercúleas fuerzas de sus ani­


llos no tienen rival en el mundo.
¡Habia llegado la hora del combate!
El reptil inclinó la cabeza, la clavó en la tierra,
y dando elasticidad á sus cartílagos, lanzó la cola
al aire.
Y crujió en los espacios como diez chasquidos
juntos del látigo de un mayoral de diligencias.
El feroz digitigrado rugió con fuerza... pero no
cambió de postura...
La cola del reptil había pasado por cima de él
sin tocarle.
Mas pronto la boa repitió su acción, dirigiendo
el tiro más bajo.
Entonces el chacal dió un terrible salto, y el
chasquido sonó bajo su cuerpo.
Con aquel salto, la fiera habia acortado la distan­
cia que á entrambos separaba, que era la de la
longitud de la boa.., esto es, á treinta y cuatro pié*.
Ya no habia instante que perder: un segundo
a c u c a i>£L i ; sj>x;n t o ii , 497

bastaba para qne Aquella escena, tuviese término.


Y la boa. enroscó sus músculos ocultando la ca­
beza, y el chacal repitió su salto, cayendo sobro
aquel cuerpo verdoso y nogrnxco, al par quo frió
nomo la nievo.
Y con la rapidez <! oI rayo buscó I» escondida ca­
beza del reptil, y de una zarpada la destrozó.
La boa se agitaba, pero con las ansias de la
muerte: sus crujidos no eran otra cosa (pie el ester­
tor de la agonfa.
— Lo misino hará con nosotros,— dijo el hombre,
palideciendo de un modo horrible.
—Lo mismo hará contigo,- -respondió Fausta
hundiendo su puñal en el costado de su amante,
que lanzó un grito, dió algunos pasos, y cayó al
suelo.
El chacu! so volvió al sentir el estrépito del cuer­
po que se desplomaba, y abandonando al reptil, so
lanzó sobro él.
Fausta habia desaparecido entre la maleza, y á
rodo correr se dirigió al sitio indicado, tomo aquel
al cual no llegaban las fieras.
CAPÍTULO x x v m

Visita inesperada.

chacal se ensaüó en el cuerpo palpitanco


aun de aquel ho m b ro , que h a b i a ve n i d o 4
aumentar el número de víctimas sacrifica­
das por Fausta.
Mas pronto la fiera, harta de beber de aquella
sangre, recordó con su poderoso instinto que algo
más apetitoso se le escapaba, y se dispuso á seguir
ia codiciada presa»
Y comenzó á rastrear, para ir en persecución de
Fausta.
Mas sus sentidos estaban embotados, su estó­
mago ahito, y sus fuerzas gastadas por efectos de
l a Iueha sosten i da.
Y esto í'uó causa de que la persecución no revis­
tiera los caractéres ordinarios.
Mientras tanto, Fausta salvaba los"1'obstáculos
LA CM7* DEL KK0EÍÍTOR* 490

como la, corza perseguida por la jauría, en direc­


ción al monte.
Ya los potentes rayos del sol doraban las cum- '
bres de laa montañas, y el reposo llamaba á las lie-
ras á.sus guaridas.
lísto hizo que aquella mujer no tropezase con
otro peligro como el que acababa de correr, y que,
jadeante y extenuada, pudiera lograr lo que ape­
tecía.
Ya salvados los límites que separaban al monte
del llano, respiró con tuerza y se dejó caer en el
suelo.
- ¡He salvado la vida!— exclamó.
Y levanta mío arrogante la trente, añadió:
— Ahora puedo meditar «obre mi venganza.
Y quiso formar nuevos planes: mas pronto la ira
llegó casi á ahogarla.
¿Por que?
Porque ai tender la vista en derredor, compren­
dió la imposibilidad en que estaba de realizar cosa
alguna,
Kl lugar que ocupaba era fértil y hermoso....
pero constituía una prisión, y las prisiones jamás
resultan agradables.
A unís, ignoraba por dónde tendría que dirigirse,
llegarlo el momento de partir.
Y ella no se resignaba á permanecer mucho tiem­
po en la inacción*
Tampoco sabia el desenlace de las escenas que
debiau haber tenido lugar,.. Pero estaba segura
500 LA CIU1Z JD1ÍL 1U2DBKTOR.

de que caer en roanos de Constantino, equivalía a


haberse dejado destrozar por el chacal.
— Conscanti no,— docia,— no puede perdonarn¡c
una vez más: aunque así lo quisiera y Simaco .se lo
aconsejara, Contanza lo induciría al castigo... Con­
tarla cifraba su dicha en Arrio, y Arrio cayo bajo
el brazo que yo armé contra él... ¡Ah! Con tanza es
la réraora: si no fuera por ella, yo buscaría á Ele­
na, la engallaria una vez más... ¿Mas cómo hacer
que la hermana de Constantino muera? ¿De que
elementos dispongo para ello? ¡Estoy sola en ei
inundo!
— Te equivocas— dijo una voz detrás de ella.
Fausta so volvió rápidamente, y conmovida de
asombro, de temor y de alegría, exclamó:
— ¡Tibureio!
— Si; soy Tibureio: tu antiguo cómplice y ami­
go que no te ha olvidado, porque las malas accio­
nes se graban de tal modo en el corazon, como rá­
pidas pasan la» buenas. Sí; Tibureio soy: Tibureio.
que no te ha perdido pié ni pisada: Tibureio, que
desea, saborear tus dolores y tus tormentos, y que
para que padezcas más, so l.e ofrece por compañero
en este retiro al cual tú viniste creyendo resolver
un problema... el de conservar la vida y con ella,
la libertad.
— Y lo he logrado.
¿De modo que crees que vives y que go^as de
libertad?
— Lo creo, porque lo toco.
I/A ORU£ Dü L REDENTOR.. 501

— Veo que sigues siendo la misma do siempre,


-que lio hay nada que te haga variar. Si algún dia
me decido á conceder un premio á la constancia, lo
reservaré para tí. Pero no: lo que dices dista mu­
cho de ser lo que sientes: tú sabes que la libertad
es la vida: sabes que estás prisionera en medio de
los bosques, y que por lo tanto, tu vida es un sar­
casmo terrible de la muerte.
— Pronto abandonaré estos lugares.
— Te desafio á que lo hagas.
-¿Lo impedirás u'¡?
— ¿Para que? ¿Qué interés puedo tener en ello?
Pero sé que no saldrás, por la cuenta que te tiene.
• -¿Pretendes saber mejor que yo lo que me in­
teresa?
—No lo pretendo: es que estoy persuadido de que
conozco toda la verdad. Tu cabeza está pregonada
por tu marido: cualquier romano cieñe derecho de
matarte, ó de hacerte prisionera. En el primer caso,
percibirá seis mil sestercios: en el segundo, el do­
ble... Constantino desea verte viva, para que el
verdugo te arranque la existencia.
—¿Y Elena lo consentirá?
— ¡Ahora te acuerdas de Elena! De esa mujer
aborrecible para mí, que anda predicando la reli­
gión católica y arrebatando almas al infierno... De
esa mujer, á quien no rinden ni los afios ni el tra­
bajo. De esa mujer, que realiza tantos y tan grandes
prodigios... Ya es tarde. Fausta: hoy Constantino
no es el hombre de antes, y ni Simaco ni Elena
502 LA CRIiZ DEL SEDE NI OII.

ejercen influencias sobre, ól más qne por momentos;


ínterin le están hablando.
—Con un momento me sobraría, á mí para lograr
mi objeto.
— X o lo encontrarás.
— Buscan'; el apoyo do mis hijos, que desprecia­
dos por sn padre...
— ¡Cuántos errores! Constantino, lejos do mirar
en tus hijos los frutos podridos quo arrojaste, al
roundo, contempla en ellos á los sóres que engen­
dró. y como talos los trata.
-Quieres engañarme.
— Quiero que sepas la verdad, pava que tus tor­
mentos sean mayores. ¿De qué modo mejor podría
vengarme de tí? Tií gozas en el mal del prójimo;
tu mayor delicia es ver cómo el dolor arranca lá­
grimas ñ los ojos que partan del corazori... y su­
fres con saber qne el bien rodea á malquiera que
la suerte le sonrio.
— Está bien: cuéntame la larsa que traigas pre­
parada: refiéreme las liberalidades de Const.auti no*
para con mis hijos.
— Torpe fuera en perder el tiempo refiriéndote­
lo que puedes ver por tus propios ojos.
— ¿Cómo?
— Conduciéndote yo á la presencia de tus hijos,
— P ara eso tienes qne sacarme de aquí.
— Y !o liaré; pero para traerte de nuevo; porque
en estoa logares has de habitar hasta que tú mis
ma. pidas ser conducida á la presencia de tu esposo.
LA CROE OJ3L EEDENIOB. 503

O lo que es lo mismo, hasta que llamos á la muer­


te, y la llames de todo corazon.
Ya hablaremos de eso.
— Si; tiempo ha de sobrarnos: hablemos de tus
hijos; de esos tres séres que ya ciñen diademas y
púrpuras.
— ¡Viviendo su padre!
— Constantino ha seguido en parte las huellas de
Diocleciano; pues si bien no ha compartido el poder
con un colega, en cambio ha dividido el Imperio
en tres partes, dando á cada uno de sus hijos una
ile ellas... No son Augustos; pero son Césares.
— Mientes.
—Digo la verdad.
— ¿Mis hijos Césares? ¡Ah!... si tal fuera, no con­
sentirían que matasen á su madre.
—¿Pero crees que tienes derecho á invocar ese
nombre?
—Sí, lo creo; y en prueba de ello, dispuesta es­
toy á pisar el territorio romano; á entregarme en
manos de mi esposo.
— Pronto concibes los planes.
— ¿Qué planes?
— Yo leo en tus ojos lo que siente ó medita tu
cerebro; y para que veas que no es vana jactancia,
éyeme.
— Ya te escucho.
— Tan luego como has sabido que Constancio,
Constante y Constantino son Césares, se forjé en
tu imaginación, el pensamiento de por medio de
504 t>A c a n z obx . k e p b n 'i o r .

ellos destruir el poder de tu esposo. Y acto con­


tinuo te dijiste: «Si conservo la vida, los lanzaré
en lucha abierta contra su padre; si pierdo la vida,
ellos pedirán cuentas al Emperador del borron que
echa sobre sus nombres.» ¿No ha sido así como
pensaste? ¿Pero qué dirás cuando te veas despre­
ciada por los tres? ¿Cuando te persuadas de que
cualquiera de ellos se siente con ánimo bastante
para quitarte la vida por su propia mano?
— Sélo. viéndolo lo creería, y segura estoy de que
tú no harás qne lo vea.
— Lo estás creyendo; *pero tratas de engañarme,
porque piensas que al salir de estoa lugares, no
volverás jamás á ellos.
— Si mis hijos me desprecian, firmaré nn pacto
contigo.
— ¿Para qué. si eres mi esclava?
-¿ Y o ?
— Sí, tú.
— Yo no me humillo: me rebelo.
— Eso es lo que hace el esclavo: rebelarse de con­
tinuo... pero ahogando el grito del enojo ante el
chasquido del látigo del señor. El que se humilla ,
cJ que acepta con resignación la cadena que lo
sujeta, como sucede á los cristianos con las trabas
que su religión pone á los placeres, vive feliz y di­
choso... y cuando el látigo cae sobre sus espaldas
y los hiere, ni aun experimentan dolor... por el
contrario, sonríen, ni un ¡ay! se escapa de sus lá-
hi:os... ofrecen sus dolores en compensación de sus
LA CR'üZ DEL REDENTOR. 505

taitas, y el bálsamo del consuelo llega al par del


crujido del instrumento del castigo.
— Si no hubieras comenzado por decirme que ve­
nias dispuesto á gozarte en mi martirio, te juro que
habrias conseguido tu objeto; pero empezaste por
advertirme...
— Y cada palabra mia, es un dardo que se te cla­
va en el corazon.
— No te juzgaba tan presuntuoso.
— Ya ves que lo soy... que sin duda aprendí de
Lí... Conque vamos, díme: ¿á cuál de tus hijos quie­
res ver primero?
— Al mayor.
— Sea: empieza á caminar.
— ¿En qué dirección?
— En esta.
Y Tibureio salid andando.
Fausta le siguió con decisión.
Y guardando el más profundo silencio, camina­
ron algunas horas.
Y Fausta comenzó á sentir el cansancio.
— Déjame descansar un rato, Tibureio;— dijo
Fausta.
— Tú no diste reposo á nadie en la vida... Anda:
—le contestó Tibureio.
— ¿Y si me negara?
— V olverias al monte donde te encontré: habrías
perdido tiempo y terreno.
Pasado un rato, dijo aquella mujer:
— Tengo hambre y sed.
tom o n. 64
50Ü LA C&TJZ U15L RKC«VíTOR.

— Pero no de justicia, que es la que en tí se está


haciendo... Anda.
— Ofréceme, al ménos, alguna garantía de que
no me llevas engañada.
— Harto te ofrecí, y harto te he cumplido: no tie­
nes derecho á hacer demanda de ninguna clase...
Ha'comenzado tu expiación.
— ¿Pero quién me castiga?
— R!l cielo.
— ¿Por tu conducto?
— Sí, Fausta.
— ¡Cuán bellaco naciste!
— Si pudieras penetrar en los insondables raiste-
£

ríos del poder creador, no dirías eso. Yo tengo un


amo, del cual soy esclavo: este amo tiene un seflor
que lo encadena á sus piés...
— ¿Quién es tn amo? •
— Luzbel.
— ¿Y quién manda en Luzbel, en el ángel arro­
jado del cielo, según los cristianos?
— Jesucristo.
— ¡Os compadezco! 1 i
— ¿Por qué?
— Porque yo no tengo amo ni señor: rendí culto
á los dioses, ínterin me favorecieron... pero jamás
los admití como dueños de mi voluntad.
— T é has tenido bastante con la cadena del vi­
cio: sujeta á sus eslabones has vivido sin conocer­
lo... besabas la mano que te hundía en el cieno sin
que tú lo notaras.
LA CRUZ DEL KEDBNTOfi. < 507

— Así habla Simaco.


— Y así hablo yo, cuando la voluntad suprema
me lo ordena.
-—Eres un necio.
— Ya ves el poco aprecio que hago de tros insul­
tos: eso te probará •el desden con que los oigo, y
la compasion con que te miro.
— ¡Desden y compasion!
— Para que te persuadas de ello y el camino te
parezca más corto, oye.
— Alguna otra fábula.
—XJna historia verdadera, que tiene cierto pare­
cido con una de esas maravillosas narraciones que
forman la trama de la existencia de los dioses.
— ¡Tú sí que me inspiras compasion y desden!
— Sea en buen hora: escúchame.
Y colocándose á su izquierda, añadió:
— Luzbel fué creado para el bien, como todo lo
edificado por el Padre: pero libre, como lo es la
criatura para seguir sns instintos, dejó quo la am­
bición penetrara en su alma, y ahogado por la so­
berbia, se rebeló.
— Mil vcccs le oí lo mismo á Elena.
'— Pues vas á oírlo otras mil veces.
I

Y prosiguió su interrumpida conversación di­


ciendo:
— Castigado por su terrible falta, la expía y la
expiará por los siglos de los siglos, siendo la pena
impuesta, la de ir enseñando al hombre el camino
del cielo.
508 , LA OBOZ DHL HBDENTOR. ■
'

— También oreo haber oído eso.


— Yo vi el sendero de la gloria, y como Luzbel,
•preferí el del infierno, y en él fui arrojado. Sólo
recibí una misión: la de destruir la cruz...-per­
siguiendo mi ideal, hube de encontrarte... pero mi
trabajo resultó inútil, pues no pude conseguir de
tí hasta ahora sacarte del indiferentismo religioso
en que vives. Pues bien: así como Luzbel cumple
la pena impuesta á su desobediencia, así yo expío
á mí vez ei delito de torpeza que hube de cometer.
Por eso estoy á tu lado.
— ¡Ah!... ¿luego es un castigo?...
— Sí, un castigo lo que te hice entender que era,
una venganza... ¿Para qué necesito yo ocuparme
de tí? ¿Qué falta me haces para realizar cosa algu­
na? Aquí estoy para tu mortificación, al par que
para la mía. Y tú te rebelas contra mí. y yo con­
tra Luzbel, y Luzbel contra Jesucristo. Y mien­
tras tanto, tus hijos no guardan en su pecho amor
para aquella que los llevó en sn seno, y respetan
á Constantino y veneran á Elena, y miran á La-
ioí y á Simaco como á ángeles custodios. .
— Y ¿por qué no rompes la esclavitud de Luzbel?
— Porque no puedo; porque una voz aceptado
el mal bajo las condiciones que yo lo hice, no exis­
te posibilidad de retroceder.
— Mala memoria tienes.
— ¿Por qué?
— Porque me dijiste que Edmundo se salvó...
— Como aún podrías salvarte tú... pero yo...
LA CRUZ D E L ilE D E JíTO R .

¡ay! yo... yo, no. Edmundo firmó un pacto conmi­


go... es cierto: pero yo lo firmé eon Luzbel, empa­
pando la pluma en la sangre de mi madre, y sobre-
mi cabeza cayó la maldición paterna. Edmundo
firmó engañado, seducido...' yo con pleno conoci­
miento de causa... A.un así pude calvarme: aun.
así pude esperar mi perdón.,, pero en cuantas
ocasiones tuve propicias para el arrepentimiento,
reincidí en mi perversidad... y hoy... hoy ya no
intento nada en provecho de mi,alma... se la en­
tregué á Luzbel... sufre en los. abismos de los hor­
rores y de la muerte.... y yo, yo conservo la for­
ma externa del hombre, y todos los malos instintos,
y ninguno bueno... ni uno sólo, puesto que vendí
mi voluntad.
— ¿Y orees que si me arrepintiera aón podría
salvarme?
— Estoy seguro de ello; pero tú, espíritu domina­
do por el demonio del vicio, eres incapaz del arre­
pentimiento. Fodrias retirarte al desierto, hacer
la vida cenobítica; ponerte en penitencia; macerar­
la carne, puesto que la carne fué tu mayor peca­
do... pero seguro estoy de que en medio de los tor­
mentos que voluntariamente te proporcionaras, tu
indómita condiciou te llevaría al deleite... y no sa­
brías. ni querrías dominarte... Tú- no estás maldi­
ta por tu padre como yo... pero pesa .sobre tí la
maldición que tú misma te has echado.
— Estás procediendo como los cristianos: te acu­
sas, y me aconsejas. .
5 iO }J ? LA CRUZ UKL KGBENIOft.

— ¡Y- no consigo nada., cuando ftllos lo íogran


todo!...
— ¡Qué funesta ceguedad fuó la mi a!
— ¿Y cómo, estando persuadido de ello, no aban­
donas el tono patético, y como en otras ocasiones
me ofreces aquellos festines, aquellas orgías en las
que e) amor anegaba al cuerpo?
— Porque tas dichas han pasado para tí; porque
ya no has de tener ni un momento de reposo ni de
tranquilidad; poique el fin de tu vida está próxi­
mo, y desde hoy no, han de faltarte ocasiones para
arrepentirte.
—Si de algo me arrepiento, es de no haber go­
zado más.
• -¿A.ún no estás satisfecha?
— El placer tiene mucho3 encantos: para los que
huyen de ellos, aparecen como semejantes, como
idénticos, todos ios deleites... Para mí, jamás hubo
punto de contacto entre unos y otros. Siempre vi­
nos y licores; siempre hombres y mujer; siempre
canciones provocativas y el desvanecimiento que
produce el néctar delicioso... poro cada bebida tie­
ne un sabor distinto; cada hombre un metal de voz
y un modo de expresarse que en nada se parece al
de los demás... cada placer toca una fibra distinta
del corazon.
— Y una por una las vas rompiendo, siendo la úl-
. tima la del hastío... L a del hastío, que se formó de
los pedazos de las otras; la del hastío, que es el tor­
cedor más amargo de la existencia.
I,A CRUZ DEL REDENTOR. 511

-N o conozco eso que tú llamas hastío.


— Ya lo conocerás. Por ahora bastante castigo
vas á tener con las respuestas de tus hijos.
— ¿Cuándo llegamos?
—Mira la ciudad en donde reside Constante.
— Poco nos falta.
— No tan poco como tú te figuras.
— Claramente distingo sus murallas.
— Como distinguiste los placeres; los ojos nos
engañan con harta frecuencia, porque están ilumi­
nados por lailusion y la esperanza. Si quieres qne
el camino que falta te parezca más corto, cierra
loa ojos y anda, ó elévalos á los cielos y pídeles sa ’
auxilio.
— Fuerzas es lo quo tengo que pedir á mi cuer­
po, para poder llegar.
—Haz lo que quieras: yo no he de obligarte á
nada; mi misión estriba en aconsejarte.
Y siguieron caminando.
Y la distancia parecía cada vez más larga, como
si la ciudad se alejara.
— ¡No vamos á llegar nunca!
— Es que mides la distancia por el cansancio
que te abruma.'
— ¡Esto es horrible! »
— Horrible, dices, y estás al principio de la ex­
piación! ¡Qué pronto te cansas de sufrir!
— ¡Al fin llegamos!
— Sí; porque todo llega en el mundo.
. Y penetraron en la ciudad.
512 Í.A CKUZ D E L R B IiE U T O a .

Guiada, por Tiburcio, pisó las puertas de un pa*


lacio,.encontrándose al poco rato en la presencia
de sn hijo.
— ¿Quién eres?— le preguntó éste.
— ¿No me conoces?
— Creo haberte visto alguna vez; pero no- re­
cuerdo dónde.
— Yo soy...
Tiburcio la interrumpió diciendo:
— Es una noble matrona romana, que viene de
lejanas tierras en demanda de una gracia. Es una
antigua amiga de tu madre, que solicita tu apoyo
* en favor de la que te dió el sér.
— Debería daros á ambos la muerte por implo­
rar el perdón de la infame que deshonra nuestro
nombre. Esa á quien acabas de llamar «mi ma­
dre,» es’á quien yo sólo llamaré «Fausta la espú­
rea y la adúltera,» indigna de compasion y de
lástima. Harto benévolo fué mi padre con ella;
harto indulgente el Emperador... idos, ó de lo
contrario vuestras cabezas rodarán á mis piés, como
rodaría la de esa miserable que sólo con su nom­
bre nos mancha. Salid de mi presencia ahora mis­
mo; dentro de media hora saldréis también de la
ciudad.
— ¿Sin dejarnos tiempo para descansar de tan
largo viaje?
— Si trascurrida la media hora señalada estáis
aquí, descansareis de una vez para siempre en la
tumba.
LA CKÜ2 DEL REDENTOR.

Y ambos salieron del palacio y de la ciudad.


— Ya has visto cómo te ha tratado tu hijo el
mayor. ¿Sigues aún teniendo esperanzas?
— De vengarme, jamás las perdí.
— Vamos entonces á ver á Constanzo. y luego
á Constante.
— Poro déjame reponer las fuerzas perdidas.
— Y a te he dicho que para tí ha tenido término
<í] sosiego; anda, ó á viva fuerza te llevaré.
— ¿Dónde están entonces los placeres que han
de producirme hastio?
— Ya llegarán.
— ¿Despues que muera agobiada por las pena­
lidades del camino y el hambre?
— No: antes; el cuerpo humano resiste muchof
tanto, que tú, que has pasado la vida en una eter­
na batalla coa la naturaleza, aún vives.,. Y eso-
que los vicios destruyen más y más pronto que el
género de vida que ahora haces.
Y llegaron á la presencia de Constanzo, que lo»
recibió con mayor despego y dureza aún que él
anterior, pues enterado de que eran nobles roma­
nos que venían en nombre de Fausta, hubo de
decirlos:
— Nací de esa mujer, como pudiera haber naci­
do de una fiera. ¿Qué afecto puedo sentir por la
que ninguno experimentó por mí? ¿Cómo antepo^
ner una meretriz, una ramera despreciable, á la-
grandeza y el cariño de mi padre? Espacio tuvo
para arrepentirse: medios le sobraron para purxfi-
TOMO xi. 6&
514 LA (¡HUÍ. !»*!> UEiiKNTUH,

carse... no quiso hacerlo... Hoy os tan sólo el rep­


til asqueroso que todo hombre tiene derecho á
aplastar con sus piés.'No he de buscarla para sa
tisfacei* en ella la justicia de mi padre... pero que
110 se ponga ante mis ojos, pues cumpliendo con lo
dispuesto por el Emperador, bien aprisionada la
enviara á Constantinopla para que el verdugo pu­
siera término á una vida de prostitución... Ya que
mancha mi origen con su nombre, yo no quiero
mancharme las manos con sn sangre.
— ¡Tanto la odias!— se aventuró á decir Fausta.
*—Soy cristiano, y como tal la perdono, para
que Dios la perdone: pero tengo el poder que im
padre ha delegado en raí, y cumpliré con los debe­
res que me impone el puesto que ocupo.
— Mal cuadran esas palabras con las de rencor
que untes has pronunciado.
— Eso consiste en qne á veces se revelan en ju:
los malos instintos de esa desventurada mujer á
quien ni en los infiernos recibirán con agrado.
Idos, pues: alejaos lo antes posible de mis domi­
nios... no me expongáis á eúmplir en vosotros la
justicia del Emperador, mi magnánimo y justo
padre.
— ¡Lo llamas justo y sentenció á Crispo!
— Porque Fausta lo engañó en aquella ocasion
como en otras muchas... Mas ya hizo cuanto esta­
ba en su mano, puesto que ha confesado su falta
y dado público testimonio de- su arrepentimiento,
•con la estátua que le ha levantado en liorna. Ha?
LA CKUZ DJÍL EEDENTOB. 515

•efcendido recriminar á mi padre... bien se cono-


: qne eres amiga de esa vil serpiente que, cual la
ú Paraíso terrenal, ha sembrado la desolación y
llanto en el seno de mi familia. Véte, yéte, y
le á Fausta, que si no fuera cristiano, la maído-
ria.
Por tercera vez emprendían el viaje Fausta y
iburcio.
Iban en busca de Constante.
— ¡Tampoco me conoció mi segundo hijo!
— Ni te conocerá el tercero.
— ¿Tan desfigurada estoy?
— Perdiste toda la lozanía de la juventud, todo
brillo de tus ojos, toda, la esbeltez de tu cuerpo,
'res una mujer vieja y fea; casi repulsiva y as-
uerosa.
Con estas palabras, Tibureio habia molestado
:ás que nunca á Fausta.
La misma muerte, no era para ella un tornien-
) tan grande como la sola suposición de que ba-
ia envejecido, perdiendo el brillo y la lozanía de
i juventud.
Y contestó á Tibureio con una mirada de ira y
e desprecio, de la cual su enemigo dedujo que sus
alabras no mcreeian completo crédito.
En vista de ló cual, la dijo:
— Siento haber puesto el dedo en la llaga; pero
Jmo más tarde ó más temprano habia de ser, no
le arrepiento de lo hecho. Y mé felicito de que no
ic hayas dado crédito, pues así vivirás más 'taran-
516 LA CKGZ SEL RBDBHIOft.

quila... Que es condicion propia de la mujer pre­


suntuosa, no conceder ni aun al tiempo sus efectos
destructores. Pero ya que he dado el primer paso,,
debo seguir por el camino emprendido: aquí tienes
puras y cristalinas aguas en las cuales aplacar la
sed, y de paso contemplar tu rostro... Bebe, y mi­
ra... pero no mires antes de beber, pues pudiera
ocurrir que maldijeras el líquido que te mostrará la
realidad.
Entre dudas y temores, Fausta incliDÓ su fren­
te sobre las aguas.
Y miró antes de beber...
Y lanzando un agudo y penetrante grito, dijo:
- No reniego de las aguas, que me retratan...
pero en cambio, te maldigo á, tí.
— ¡Inocente! ¿Qué consigues con eso? ¿Qué efec­
tos pueden producir tus maldiciones en quien está
maldito por su padre? ¿Qué, en quién se cerró las
puertas del cielo? Siempre hiciste lo mismo... ensa­
ñarte contra aquel á quien no podías hacer daño
alguno.
Fausta estaba abatida: al' contemplarse en el
tranquilo cristal de la charca que le ofrecía el be­
néfico líquido que habia de templar el ardor de su-
garganta, vió con dolor que Tibureio habia dicho
la verdad.
Sobre su rosti'o distinguió el tinte del cutis
marchito, hondas arrugas en su frente, y algo que.
cual hebras de plata, se destacaba entre sus ca­
bellos.
LA CR0Z DEl^H00«KTOR. 517

Tiburcio la contempló en silencio algunos mi-


nufcos, y despues la dijo:
— Ahora comprenderás que tus dos hijos mayo­
res no te hayan reconocido.
— Lo que comprendo, e3 el poder de tus artes.
— No seas injusta. Sólo hice uso de mi poder
para darte hermosura... Lo que hice ahora, filé
tan sólo dejarte tal y como corresponde á tu edad,
y como tenia que suceder á la que tantos años
vivió en brazos del vicio. ¿Tú crees que los pla­
ceres de la carne, que el período en que el sér hu­
mano se convierte en bestia no destruye? Todo ex­
tremo es vicioso, y tú tocaste en el peor de los ex­
tremos.
— Está bien: llévame á ver á Constante.
— No mandes; suplica, ruega, implora, si es que
algo deseas conseguir.
— ¡Bien te estás vengando!
— Tuya fué la culpa; si hubieras procedido al*
gana vez con lealtad, no sufrirías tantos desen­
gaños. Al lado de Elena hubieras perdido la belle­
za del rostro, pero conservado la del alma: á mí
lado, habrías perdido la pureza del alma, pero
.conservarías la hermosura que los gentiles soña­
ron en Diana y Vénus reunidas. Pero tú recha­
zaste á la madre de Constantino, y pretendiste
P

burlarte de mí... ¿A quién puedes quejarte de ha­


ber perdido los encantos del alma y del cuerpo?
— ¿Cuándo vas á cansarte de zaherirme?
' — Cuando tú tengas paciencia para escucharme.
L A CRUZ DEL REDENTOR.

— ¡Ah!.,, entonees, nunca.


— Tú lo has dicho.
— ¡Por qué te conocí!
— No fui en tu busca. Necesitabas algo, y pre­
tendiste que yo te sirviera. Por tí realicé el acto
por el cual llegué á la eterna condenación... Si
alguno de los dos tiene motivos para estar pesaro­
so de habernos conocido, soy yo, que pudiendo
ganar, lo he perdido todo. Yo era un torpe y un
menguado, un perverso y un infame... pero otros,
en peores condiciones que yo., lograron entrar en
el templo cristiano, elevar su voz á los cielos don­
de habita Jesucristo, y ser escuchados... Pero tú
me convertiste en el réprobo... y para los répro-
bos no hay perdón...
—‘-Eso me satisface un tanto.
— Pero un tanto tan pequeño... tan insignifican­
te, que seguro estoy de que desharías lo hecho
con tal de no estarme escuchando. Pero hé aquí
que hemos llegado. Tu hijo concede audiencia pú­
blica; ponte al final de los visitantes, y de este
modo lograremos hablarle sin testigos.
Fausta hizo un movimiento "de sorpresa.
— ¿Qué te sucede?— le preguntó Tiburcio.
— ¿Es aquel mi hijo Constante?
— Sí; aquel es tu hijo. ¿Te sorprende su pareci­
do con Edmundo?
— Sí.
' — Eso demuestra que tus instintos son peores
que los de las fieras; porque los animales, tan pron­
LA CRUZ DEL RED EttíO R. 5 i9

to llegan á ser padres, lo primero que hacen es


mirar á sus hijos y besarlos... y tú arrojaste ese sér
al mundo, como la mano del orgulloso la moneda
entre los harapos del mendigo.
Fausta no respondió.
Llegado el momento, dijo Tibureio á Constante:
— Hénos aquí en tu presencia, y no para rogar­
te que hagas nada en nuestro favor, ni para re­
clamarte justicia que nos sea necesaria. Somos
embajadores que llegan á tu grandeza, para ha­
certe presente que hay una mujer que sufre bajo
el peso de acusaciones y de sentencias, y que desea
saber si tú guardas en tu corazon algo para ella,
— No prosigas,— contestó el hijo menor de Faus­
ta.— No pronuncies el nombre do esa mujer, pues
ya sé de quién quereis hablarme. No la conozco;
no quiero conocerla. Jamás sus lábios impuros to­
caron á mi rostro... Que ni mis labios se man­
chen al pronunciar su nombre, ni mis oidos a.l es­
cucharlo.
— ¿Fué eso lo que te ensenaron los cristianos?—
preguntó Fausta.
— ¿Quién eres tú para hacerme esa pregunta?
¿Quién te dió derecho para interrogarme de ese
modo?
— Quien conoce largas historias de agravios cau­
sados por Constantino, tu padre.
— En ese caso, debes conocer también historias
terribles de adulterios y crímenes que, cual negro
y asqueroso borron, ensucian la limpia estirpe de mi
520 LA CRCZ DE L REDENTOR.

padre. Pesa en tu conciencia la conducta maldita


de esa mujer, y lo que llamas agravios y son jus­
ticias, y di si mil vidas faeran bastante á lograr
que desaparezca un pasado que me abochorna.
Tiburcio, procurando poner término á una con­
versación eny os resultados eran fáciles de prever,
terciando en el asunto dijo:
— Nuestra misión no era la que estamos tratan­
do: ¿á qué provocar tus enojos? Ya hemos cumpli­
do lo que prometimos... Ahora, nuestro deber está
redueido á trasmitir tu respuesta.
Y cogiendo á Fausta de la mano, salió con ella.
— ¿Por qué no me dejaste responderle?— pregun­
tó Fausta á Tiburcio cuando estuvieron solos.—
¿Sentiste miedo á que te prendieran?
— ¿Qué cadenas de las fabricadas por el hombre
pueden sujetarme? No seas necia; si algún interés
rae movió, fué otro bien distinto.
— ¿Be relaciona conmigo?
— Sí: de darte á conocer,t de delatarte como Vva
estabas á punto de hacerlo, tu muerte era segura,
y yo deseo que vivas aún.
— ¿Para qué?
— Para ser el ejecutor del castigo que el ciclo te
ha impuesto.
— ¡Ah!
— Ya has visto lo que puedes esperar de tus tres
hijos... Falta que te persuadas de lo que el mundo
te ofrece. Pero ahora que recuerdo: tenias hambre
y sed: d cansancio te agobiaba... Entra aquí, des­
LA CBI.IZ DEL REDENTOR. S>21

cansa, y satisface todas tus necesidades. Esto no


es un Mesón como aquel en el cual se celebraron
fiestas en tu obsequio: aquí no domina el calor de
las pasiones... pero en cambio, el silencio que rei­
na convida al sueño y al reposo reparador del áni­
mo abatido.
Y Fausta, arrojándose sobre un lecho, dijo:
— Déjame dormir.
— Ten cuidado con el momento de despertar.
Por respuesta, Fausta cerrólos ojos... no pa­
ra dormir, sino para fingir que dormia, y ver si le
era posible burlar la. vigilancia de Tibureio.
CAPITULO XXIX

La muerte moral.

al de su grado, Fausta no pudo dominar el


cansancio del cuerpo y el agobiamiento dol
espíritu, y al pasar pocos minutos, más
parecía un cuerpo falto de vida, que una mujer que
reposaba de las fatigas de una larga y desastrosa
expedición.
A su lado, no ménos abatido que ella, se encon­
traba Tiburcio, que, como siempre, veiael cadáver
de su madre, y oia el anatema que sobre él lanzan
ra el bocubre á quien debia el sér.
Y como si mil pequeñas víboras rodearan sus
músculos, para que los dolores del magullamiento
fueran tantos como el número de reptiles que lo
aprisionaban, su cuerpo no hallaba un punto de re­
poso ni de tranquilidad; y desde la más pequeña
á. la más grande de sus articulaciones crujían, pro-
L A ÜRUZ XíüL KJBOENIOfl. »2 3

duoiendo un ruido tan extraño como desagradable


ó imponente.,
Y en medio de aquella situación desesperada y
de aquellos terribles dolores, retorciéndose como
la rama verde al contacto del fuego, exclamaba:
— ¡Cuándo tendrán término mis sufrimientos!
¿Cuándo terminaré de padecer!... ¡Ah!... nunca.
Y no puedo... no tengo derecho á quejarme. Estoy
colocado en el camino que preferí: no ignoraba na­
da de lo que debia sucederme... La voz de la ver­
dad llegó hasta mí, como yo la hice llegar hasta
Fausta y su hijo Edmundo... Y cerré los ojos-
para no ver, y los oidos para no escuchar... y mi
mano, ingrata para con mi madre, y cruel para mi
padre, se levantó impasible y los hirió... ¡Allí es­
tán! ¿Qué dice la anciana? ¡Ah! pide perdón para
mí... es tarde, muy tarde: tiempo tuve para arre-
pentirmc: ocasion para trocar el daño en benefi­
cio... pero el orgullo me cegó, y, desatinado, corro
tras una púrpura que no acabo de conseguir... que
para mi martirio veo á todas horas... que para re­
cuerdo eterno está teñida del rojo líquido que
brotó de las heridas que produje. Y ese pedazo de
tela tan codiciado, antes do mancharse en 1.a san­
gre de mis padres era blanco... blanco, como las
túnicas de los cristianos, como las vestiduras de las
vírgenes... como las conciencias tranquilas.
Y sus dientes rechinaban eomo el engranaje do
una grúa expuesta á los rigores caniculares; y su
garganta gemia'como el maderaje de la vieja car­
& 24 LA CRÜZ DEL RBPKNTOR.

reta que, cargada de mieses, se balancea por laa


empinadas cuestas de laa áridas campiñas.
Sí; porque Tiburcio estaba bajo el peso agobia­
do r que producen las buenas acciones, cuando so
ven, se comprenden., y no se pueden practicar.
Que no hay nada en el mundo que aflija tanto,
•como ix por el camino del mal forzosamente y en
constante lucha con él, cuanto se hace y se intenta
verlo coadyuvando á la pérdida del alma .. empeo­
rar por momentos... y como término, asirse á la de­
sesperación, maldecir y jurar como único recurso.
Y en tal estado exclamaba:
— ¿Dónde, dónde está ese poder supremo que
todo lo puede, que todo lo realiza sólo con decir:
«sea?» ¿Dónde, dónde esa voluntad inflexible, rec­
ta, equitativa, contra la cual es inútil rebelarse?...
I Ahí ¡sueños de los cristianos! De esos ilusos que
viven de la esperanza; que sueñan con la gloria,
con la pass eterna, con la justicia infinita. Que mor­
tifican sus cuerpos de mil maneras; que creen en­
contrar en la- otra vida la recompensa de lo que
han sufrido en la tierra.
Y como su imaginación era un torrente desbor­
dado, sin barreras ni obstáculos, que salta por don­
de quiere, y que lo mismo fertiliza los campos co­
mo destruye las heredades, siguió diciendo de este
modo:
— ¡Torpes! Practican el bien, mortifican el cuer­
po en provecho del alma... pero ¿cómo? Con la mi­
rada fija en la recompensa: impulsados por el
LA CHUZ I>EL REDENTOR. 525

egoísmo... ¡Ah! ellos correrán tras el bien codicia­


do sin conseguirlo... que Miguel no alza la flamí­
gera espada de la justicia, y deja paso franco al
que no es humilde de corazon. El que piensa en lo
que puede reportarle el bien que hace, no hallará
jamás la recompensa... El bien debe practicarse
por el bien mismo, para, no convertirlo en la mo-
aeda con que el avaro alivia por el momento el
hambre del pobre.;. Porque no es favor el que se
otorga dando dinero que se presta con usura. La
pieza de oro ó plata que se entrega para que en
plazo más largo <5 más corto sea devuelta con cre­
ces, no es la dádiva generosa que brotó del alma...

es el acto producto del cálculo combinado y conve­


nido entre la cabeza y el corazon... Y deja de ser
acto meritorio, y sana, moral, y espléndida virtud,,
para trocarse en vicio repugnante, especulación
grosera, y acción digna de'castigo.
Y despues de esto, como si hubiera logrado con­
vencerse á sí mismo con aquellas verdades, añadió:
— ¡En qué error vive la mayoría de losi cristia­
nos! Creen que con ir al templo, macerar sus car­
nes en público y adorar en Jesucristo, lo han he­
cho todo... Y al terminar las prácticas religio­
sas, exclaman, equivocados... «Gané la gloria de
Dios.» ¡Necios! no hay más que un sendero que
conduzca á la eternidad... y ese no es aquel que
seguís ó que pretendeis encontrar preguntando por
él en alta voz, dando grandes voces, y soñando
con el bien que no supisteis practicar.
526 LA CKtíZ BEL REDENTOR.

Y erguido, arrogante, continuaba:


— ¿Quereis un modelo al cual debeis atemperar
vuestros actos para, sin buscarla, hallar la senda de
la vida eterna prometida á los buenos? ¿Sí? Bien
poco teneis que hacer: íi.jad vuestros ojos en Ele­
na... en ella encontrareis el ejemplo más digno de
imitación. ¿Qué alarde habéis visto en ella? ¿Cuán­
do la contemplaron las gentes engreída con sus
constantes triunfos? ¿Cuándo la oísteis decir que
estaba satisfecha de sí misma? ¿Cuándo, convenci­
da de que no pudo llegar más allá? ¿En qué oca­
sion, persuadida de que suya era la gloria del Se­
ñor? Contempladla desde aquel terrible momento
en que la repudió su esposo Plavio Constancio
Cloro, hasta el instante en que tuvo la dicha de
descubrir la santa Cruz en que espiró el Hijo del
Eterno, y decidme: ¿La abatieron las contrarieda­
des de la vida? ¿Produjeron en ella la soberbia sus
grandes victorias? ¿Temió la proximidad á la
muerte? ¿Tuvo apego ni desprecio á la vida?...
¡Ah!... no. Extasiada en la contemplación de Je­
sucristo, procuró imitarle cuanto humanamente le
fué posible... Dió de comer al hambriento, sin cui­
darse más que de aplacar los dolores que produce el
hambre en el organismo; dió de beber al sediento,
sin ver si era amigo ó enemigo, cristiano ó gentil,
pobre ó rico, romano ó extranjero... Y siempre...
■siempre daba gracias á Dios, que le habia permi­
tido realizar un bien... Y siempre, siempre roga­
ba á Jesucristo que le diera fuerzas para perseve­
LA CRUZ DEL REDENTOR. 527

rar en su santa gracia... pero jamás creyó llegado


el momento de decir:
«Yo soy digna de la, presencia del Padre.»
De pronto hizo una brusca, transición y dijo:
— ¡Elena!... mujer odiosa; muralla que se levan­
ta entre el bien y el mal... que franquea el'paso al
que siembra y lo cierra ai que pretende cosechar
el trabajo de otro. ¡Mujer detestable, que á fuerza
de no querer nada, como ella diec, llegó á tenerlo
todo! En vestir la púrpura, y ceñir el anillo, ve una
mortificación... y en cambio, yo... .
Fausta suspiró:
— ¡Ah!... me habia olvidado de tí; de tí, en
quien voy á descargar todo mi enojo... Si Elena
manda en los corazones, yo mando en tu cuerpo...
soy tu dueño y señor... Pero también lo fui de
Torcuátito, y hoy reside su espíritu entro los án­
geles. Mas no: de tí no tengo por qué temer; la
que viviendo entra la verdad, como he vivido yo,
cerró sus sentidos, no hay miedo de que, teniéndo­
me á su lado, abra los brazos para extenderlos so­
bre los de la cruz. Tú morirás en mi presencia... tu
alma me pertenece... junto á tu padre y tu her­
mano tienes ya designado el puesto que te corres­
ponde. .. Desde él verás los festines sin tomar par­
te en ellos; desde allí contemplarás la.s voluptuosas
orgías del vicio, y ni tus lábios gustarán loa néc­
tares embriaga,dores, ni tn cuerpo ¡os placeres de
Oápua y de Vénus.
Fausta habia despertado.
528 LA CJHJZ ftBL RBDENTOR.

— ¿Qué lugar es este?— preguntó.— ¿Alcanza


hasta aquí el poder de Constantino?
— No: tranquilízate.
— Jamás descansé en lecho más duro.
— ¿Duro, y es de plumas, como el que pediste á
tu libertador? El cansancio con que caíste en él,
te hizo hallarlo molesto.
— Más entumecimiento siente mi cuerpo ahora
que antes.
— Aprensión tuya.
-r-¡Triste realidad!
— Todo es ilusión en el mundo.
— ¡Ay!... no.
— ¿Es posible que aún lo dudes tú, que mejor
que nadie pudo contemplar en mil ocasiones cómo
los placeres producen el dolor? ¿Cómo lo que apa­
recía como una montaña era un grano de arena
casi imperceptible por su pequeñez, y cómo el áto­
mo desprendido del cáliz de las flores puede llegar
á oscurecer el sol?
— Pero si es cierto que los placeres producen do­
lores, no lo es, en cambio, que los dolores causen
placeres.
— Dices eso, porque todavía no has experimen­
tado el dolor.
— ¿Qué sabes tú?
— Más de lo que te figuras; y sé que llamas do­
lor á lo que te contraría... al golpe que reciben tus
miembros al chocar contra otro cuerpo más duro
y resistente... y sin embargo, díme: ¿que haces en
LA CBÜZ DEL REDBNTOB. fi2 9

el momento do recibir un golpe? ¿No aplicas sobre


el lugar macerado la mano y lo oprimes? ¿Para
qué? Para buscar el consuelo que te produce otro
dolor que tú causas por tu propia voluntad, y que
en apariencias disminuye el primero.
— ¿A qué dolores te refieres entonces?
— A los que no comprendes; á los que yo expe­
rimento... á los que tú tienes que venir á parar en
un plazo más breve que largo, comparado con la
existencia de la criatura,
— ¿Y para proporcionarme esos dolores, es para
lo que has venido?
— Tengo que vengarme de tí,
— ¡Infame!
— He dicho mal: tengo que cumplir con la ter­
rible y triste misión que ejerzo sobre la tierra.
Créeme, Fausta: yo experimento todas las debilida­
des del hombre; y sobre ellas pesa un mandato que
me obliga á producir el mal que es fuente del bien:
4 causar el dolor que da origen al consuelo... y á
promover la guerra, eomo origen de la paz.
— ¡Tú sí que estás alucinado! ¡Tú sí que ves lo
que no existe más que en tu imaginación enfer­
ma... hastiada de todas las dichas de la tierra.
— Si eso fuera como tú dices. Torcuátito seria
mi esclavo; Edmundo, el último de mis vasallos..,
Y ni Constantino hubiera vencido en cien combates,
ni Silvestre gozaría del poder temporal, ni Elena
pasearía triunfante los trozos de la Cruz del Reden­
tor... Más aiín... no existiría el catolicismo.
tomo xx. 67
' r.HO LA CflUZ DEL HBDflHTOR.

— ¿FJs obra tuya?


— No: porque soy incapaz de producir por mí lo
bueno y lo justo; poro trabajando en favor de Arrio,
dí la victoria á Silvestre.
— ¿Y ahora? f
— Ahora sigo la ley de la monotonía, que me
obliga á hacerte daño para que te sirva de utili­
dad... ¡Ah!... tú uo sabes loque es estar sujeto
años y siglos á caminar entre dos puntos invaria­
bles, y sin tregua ni descanso. Tú no comprendes
el martirio de repetir sin cesar una misma cosa...
la que más daño hace.
— Ten fuerza de voluntad,
— No basta. Hubiera preferido cualquier eosa,
á tener que buscarte para servirte de tabla de sal­
vación.
— ¡Qué digas tal eosa!... ¿Tú, tú mi tabla de sal­
vación, Tiburcio?
— ¿Lo dudas? ¿Pues qué hice al mostrarte la ac­
titud en que están colocados tus hijos con respecto
á tí? Pues qué, ¿no has visto que ninguno de ellos
so encuentra bien predispuesto en tu favor?
— Sí, pero...
— Pero ¿quó? ¿Cuentas, ó crees contar con al­
guien más en el mundo? ¿Pues no consideras que
■todo se vuelve contra tí? ¿No acabas de quejarte
de la dureza de un lecho que compite en blandura
y en comodidad con el del cisne? ¿No te encuen­
tras más íaiágada despues del. descanso?...
— Es verdad, mas...
LA CRUZ BEL REDENTOR. 531

—Mas quieres negarlo... ¡Ah! Fausta; para no


ver la luz del sol, basta con cerrar los ojos; pero
para no distinguir la de la verdad, no basta ni aun
con cubrir el corazon con la mancha del pecado. Te
empeñas en negar como yo, y como yo tendrás que
inclinar la cabeza ante los repetidos golpes de la
evidencia. Anda; tenemos que tomar al punto de.
donde te saqué; al sitio donde buscaste un refu­
gio... y del cual-saldrás para entregarte tú misma
en manos del verdugo.
— iYo! ¡yo entregarme por mi voluntad en ma­
nos del verdugo!
— Sí, Fausta; tú.
— Entonces, seré eterna.
—En tu mano está prolongar los días de tu exis­
tencia... pero no tanto como crees. La vida tiene
sus límites... no fatal como algunos dicen... y tú,
tú... seguro estoy de ello, habrás de acortarla
cuando más te preocupe alargar el plazo.
— Entonces, quiere decir que estoy sujeta á una
ley fatal.
—A la ley eterna, á la que lleva á la tumba, á
la que dispone que todo lo que nazca perezca <5 se
traaforme... sí... pero no á otra alguna que dis­
ponga del número de latidos que ha de dar tn co­
razon.
— Mal se aviene lo uno con lo otro.
— Para los que como tú desean encontrar en to­
da» partes algo ó alguien á quien hacer responsa­
ble de sus actos cuando no se amoldan á sus deseos,
LA CRUZ DEL REDENTOR.

indudablemente existe contradicción en mis pala­


bras. .. Pero para todos aquellos que, bien por su
desgracia ó bien por su fortuna, llegaron á ver lo
bueno y lo malo, lo justo y lo injusto... esto es, la
verdad sin sombras que la oscurecieran, tales con­
tradicciones no existen. No hay más que una ley
que se cumple fatalmente: aquella que separa el
espíritu de la materia; que deja en la tierra lo que
tierra es, y que eleva á las regiones eternales le*
que en Dios tuvo su origen... lo que fué hecho á
su imagen y semejanza.
— Yo me rebelo contra esa ley... contra esa lev,,
á la cual llamo tiránica.
— Lo mismo hacen todos los que temen el casti­
go y no tienen ni la más remota esperanza riel
premio ofrecido.
— ¡Te estás gozando en martirizarme!
— Estoy martirizándote en tu provecho.
— Pues cesa en tu eterna predicación.
— No puedo.
A este «no puedo,» Fausta blasfemó horrible­
mente diciendo:
— Tan torpe y tan menguado eres tú, como el
Dios en cuyo nombre me hablas; como aquel que
te obliga á invertir inútilmente el tiempo.
— ¿Por qué dices eso?
— Porque si el que te envia es tan sábio que todo
lo ve, y todo lo sabe, y todo lo comprende, persua­
dido debería estar á estas horas de que soy la que
fui, y seré la que soy.
LA CHUS D EL REDENTOK 533

—Ahí cienes la prueba más palpable de que la


voluntad efe completamente libre.
— ¡Libre!... libre... ¿y á lo mejor, cuando más se
desea, desaparece?
— A lo mejor ó á lo peor... esto es: en aquel mo­
mento en que ha cumplido su misión bajo un as­
pecto, y adquiere otro para contribuir al equilibrio
del universo.
— Será lo que quieras; pero me cansa discutir.
— Partamos entonces.
Sí; partamos.
Fausta no se dio cuenta del camino que llevaba,
ni pensó en la dirección en que iban.
Y el cansancio volvió á molestarla... y el ham­
bre y la sed se impusieron como necesidad impe­
riosa.
— Si no me condenan á morir de hambre, dame
de comer.
Tibureio le contestó:
— Pide lo que quieras.
— ¿Otra burla?
— Pide, que yo me encargo de que seas servida.
Fausta alzó la’cabeza, y viendo hermosas frutas
que pendían de un árbol, dijo:
— Esas aplacarán á un mismo tiempo el hambre
y la sed: alcánzame algunas.
— Las tomarás por tus propias manos.
— ¡Ah!... ¿he de subir por ellas?
^ — No: ellas bajarán hasta tí.
Y en efecto: las ramas se inclinaron hasta tocar
534 LA GRTT2 SEL REDBHTOR,

al suelo, y.Fausta escogió las más hermosas por


color y tamaño.
Y sus lábios las gustaron, encontrándolas insí­
pidas en extremo.
— ¡Me engañaron!
— Si en todas ocasiones hubieras sujetado al exá-
mcn de la conciencia tus actos, como ahora al pa­
ladear las frutas, posible es que todo aquello que
más hermoso te pareció, te hubiese resultado tan
insípido como ese manjar.
— Y ya que tanto puedes, ¿por qué no endulzas
estas frutas?
— ¿Lo deseas?
. — Sí, Tiburcio.
— Pues arroja la que tienes en la mano.
— Y a está.
.— Torna á cogerla ahora... la miel no podría
competir con ella en estos momentos.
— Está llena de tierra... de tierra que, al mez­
clarse con su jugo, se ha convertido en algo repug­
nante que se parece lodo.
-—Ese es el dulce que siempre preferiste; ese el
almíbar que toda la vida constituyó el más bello
de todos los ideales para tí.
•— ¿Quién te lo ha dicho?
— Harto estoy de verlo.
— ¿En dónde, cuándo?
— En todos los festines que celebraste; en las
personas de todos los hombres que te conocieron.
¿Qué término tuvieron los festines? Comenzaron
LA CRUZ D X h KELEKTüE. 595
t

por la orgía; degeneraron en la bacanal, y en su


última etapa frieron el lupanar. ¿Quieres más lo­
do? Y tú lo gustaste sin escrúpulos ni asco... y aho­
ra te paras en unos cuantos granos de tierra..
— He repugnan.
— Y, sin embargo, no te repugna la nauseabun­
da baba del borracho... Muy delicada te has vuelto.
Gusta, aunque sea con repulsión, esa fruta... que
yo te respondo de que la encontrarás de tu agrado,
como las caricias de Comesio en las voluptuosas no­
ches de vuestros amore&
Dominada en parte, Fausta cerró los ojos y lle­
vó á sus lábios el fruto lleno de tierra.
Mas pronto los abrió para decir:
— Ahora no me engañaste.
Y con ánsia trató de seguir comiendo...
Mas llena de asombro, pudo ver cómo lo que ella
juzgó mieles, era sólo un puñado de asquerosos
gusanos.
Y lanzó una horrible imprecación, y por segun­
da vez arrojó lo que comía.
— No te quejes de padecer ha tabre, puesto que
desprecias los manjares que más te gustan. ¿Por
qué no proseguiste comiendo eon los ojos cerrados?
¿Por qué no hiciste lo que otras veces? ¿De qué mo­
do te arrojaste en los brazos del vicio? ¿No cubrís*
te entonces eon una tupida venda el grito de la
conciencia y la voz del pudor? ¡Ah... Fausta!... tú
lo has querido.
— ¿Y esto es vivir?
5;í í ¡ l,a c a r a d k l a e o b u t o e .

— No; esto es estar muerta moralmente... como


siempre has vivido... No hay más que una dife­
rencia.,, la de que antes no lo quisiste comprender,
y ahora lo toeas contra tu voluntad.
— ¿Y durará mucho tiempo esto?
— El tiempo que tú quieras.
— ¿Entonces?...
— Ye I@que vas 4 decir.
— Si depende de mi voluntad...
— Recuerda mis palabras... No olvides, ni por
un momento, que te tengo- dicho que bien pudiera
sucederte que cuando más empeño tuvieses- en vi­
vir, te entregaras en manos del verdugo.
— ¿Qué quieres decirme con eso?
— Que está en tu mano poner término á tus su­
frimientos... pero que sólo dispones de un medio.
— ¿Cuál?
— Por última vez te lo digo: volver á los domi­
nios de tu esposo... convertir en material la muer­
te que por hoy tan sólo moralmente te alcanza.
— Pero esto es intolerable.
— Tú lo dices.
— Yo no quiero morir.
— Amóldate á las circunstancias.
— íOh... qué terrible lucha!
— La misma en la cual viviste siempre sin que­
jarte.
— Mientes.
— Do mil modos te he probado que digo la ver­
dad ; y puesto que veo cuántas molestias te causo,
LA CRUZ DEL EEDESTTOÍl. Ó37

te dejo. Aquí estás en lugar seguro: nada tienes


que temer de tu esposo... Cuando te decirlas á mo­
rí i' como mereces >te bastará caminar hácia el sitio
por donde veas ponerse el. sol.
— Sí, vete... al ménos no tendré, sobre todas mis
desdichas, la de escucharte y tener que tolerar tus
imprudencias.
— Sea como tú quieres.
Y Tibureio desapareció.
Fausta, que hasta entonces habia estado sacando
fuerzas de flaqueza, rendida y extenuada maldijo
de ios dioses, apostrofó á Jesucristo, y como muer­
ta cayó sn cuerpo sobre ia, dura tierra.
CAPITULO XXX

La expiación.

despertar de Fausta fué terrible.


Habia soñado: soñado el absurdo.
En su imaginación vio y creyó estar cu
aquellos tiempos en que, casi predominante la bar­
barie gentílica, ella era dueña de esclavas que be­
saban sus piés, y de esclavos que ciegamente la
obedecían.
Y vió reunidos á todos aquel los hombres que la
brindaron los placeres del vicio: y escuchó los bá­
quicos cantares, y que era proclamada la reina
primero, y luego la diosa...
Estaba en el apogeo de lo que ella llamaba. la
vida y la felicidad.
Mas tantas alegrías juntas produjeron en su or­
ganismo perturbaciones tan violentas, que, á una
fuerte sacudida nerviosa, hubo de despertar.
Y en vez de los dorados salones, las ricas pieles,
LA CRUZ DEL REDENTOR. 539

los embriagadores perfumea, los ecos de las mil


rameras, y el amor de los hombres, vio la triste
realidad... Campos áridos, piedras- desnudas, olor
á tierra mojada, el silencio de una naturaleza que
parecía muerta, la soledad espantosa que la ro­
deaba.
Y tornó á maldecir: y en el colmo déla desespe­
ración, llamó á la muerte.
Y la muerte se le presentó mal cubierta con su
fúnebre ropaje, y la dijo:
— ¿Qué me quieres?
— Que tu guadaña siegue mi cabeza de un solo
y terrible golpe.
— No basta con que tú lo quieras, ai lo pides de
este modo.
— ¿Pues cómo he de pedirlo?
— A. los piés de tu esposo.
— ¿Luego Tibureio?...
— El ángel del mal te dijo la verdad. Si quieres
morir, camina en línea recta hácia el sitio por don­
de desaparece el sol.
— Yo no piso el imperio romano.
— Entonces vivirás.
— ¡Para martirio!...
— Esa es tu voluntad. Y si procurases por tí, ya
Hubieras emprendido el camino... Ya hace tiempo
que tu cuerpo reposaria en mi seno, y que tu espí­
ritu hubiera volado.
— ¿A dónde?
— Á donde tu voluntad disponga.
540 • L a flHl'7. B 8 L REGENTO íl,

— Todo depende de mi voluntad; y , sin embargo,


isada de lo que quiero liego á conseguirlo.
— Cúlpate á tí misma.
— No: culpo á los que me condujeron á tales ex­
tremos.
— Si aquellos se portaron mal, no hizo falta quie­
nes se interesaran por tí. Y yo, que soy una de ias
más grandes realidades que existen, ya que lle­
gué á tu presencia llamada por ti, voy á deeirte
quién soy.
- ‘-¿No eres la muerte?
— Sí; pero tú, como otros muchos, sólo conocéis
ini nombre y los efectos que produzco al presentar­
me en cualquier Bitio ó lugar: porque tú, como otros
muchos, me creeis el tirano de la humanidad... el
déspota mayor del mundo... quien allana los pala­
cios y las chozas, y por capricho, por instinto, se
ensaña en el jóven y en el viejo, en el mendigo y
en el opulento, en la santa y en la meretriz... ¡Qué
engañados estáis viviendo!
— ¿Que nos equivocamos, dices?
— Sí, Fausta; porque yo, ley eterna en la tierra,
110 procedo por saciar venganzas ni odios, por más
que de continuo... diez veees por minuto, escucho
las más terribles injusticias. Yo separo una vida de
un cuerpo... y derramo lágrimas en la mayoría de
los casos.
— Díme en cuáles.
— En todos aquellos en que el alma está empon­
zoñada, y tengo que procurar purificarla en el su-
LA ORUZ BEL REDENTOR. 541

frímiento. De aquí que haya agonías tan larga», y


que me denominen «cruel.»
— ¿Sólo las almas impuras producen largas ago­
nías al cuerpo que le sirvió de cárcel?
— No: hay veces en las cuales un malvado es­
pira en un solo momento, Pero ¡ay del que sucum­
be de tal modo!
— ¿Por qué?
— Porque no sólo hubo de sufrir las amargura»
de un mal crónico incurable, sino que su alma esta­
ba corrompida.
— Y, ¿cuándo gozas al cortar ei hilo de una
existencia?
— Siempre y cuando se trate de un alma en esta­
do de pureza, ó próximo á el. Tú, tú me proporcio­
narás muchas lágrimas.
— ¿Cómo moriré?
— De un modo lento: sin que tu cuerpo sufra nin­
guna enfermedad: cuando te mires más llena de
vida. Tu muerte será violenta... no la descomposi­
ción del engranaje del organismo... sí el golpe
airado, pero no decisivo... ¡Qué horribles convul­
siones te esperan!
— Y yo té maldeciré.
— ¡Qué me importa! Hasta la ley no llega nada
que la halague ni que la apesadumbre. Porque yo
no soy el verdugo de la tierfa... sino la justicia del
eterno. Al hombre qne mata por mandato de una
ley hecha por el hombre, se le mira con desprecio,
con horror... pero yo no soy un sér tangible á quien.
542 L& c a r iz DEL ESDBHTOK.

afecta ni el favor ni' la maldición.... porque repre­


sento la eternidad de los siglos, y estoy por cima
de toda la naturaleza.
— Eres tan orgullosa como yo.
— Soy tan humilde, como aquel á quien repre­
sento.
— Mal lo demuestras.
— ¿Por qué, entonces, nacen las flores sobre las
tumbas de los buenos, sin necesidad de que las plan­
te la mano del hombre? ¿Por qué no nacen las vio­
letas ni prosperan, trasplantadas sobre la fosa de
los perversos? ¿Por qué no adulo á los ricos? ¿Por
qué no me ensaño con los pobres? ¿Por qué, en fin,
los mi (io á todos y los peso en una misma balanza?
Si mi origen no fuera la humildad, vestiría las púr­
puras de tantos emperadores como rendí á mis
plantas: el férreo traje de los guerreros que, se
ñores del mundo, fueron mis esclavos: las blan­
cas tocas de las vírgenes... y mírame: un negro
manto cubre mi esqueleto, y lo cubrirá eterna­
mente.
— Sí; vas envuelto en el manto de la hipocresía:
eres el avaro que implora una limosna para ocul­
tar mejor sus riquezas á la avidez de propios y ex­
traños.
— Aún peor que tú me trataron los poetas... pues
llegaron á representarme en los campos de batalla
hollando con mis piés montones de cadáveres y
cantando mis victorias. ¿Quieres mayor sarcasmo?
Pero ya te lo he dicho: represento la justicia eter­
L A CRUZ DEL 3.EDEHTC&. 543

na: soy la ley inflexible de la humanidad, y estoy


por cima de vuestras apreciaciones.
— Yo reconoceré en tí cuanto dices, si accediendo
á mis deseos me recoges en tu seno,
— No puedo complacerte.
— Pues bien; yo me arrancaré la existencia.
— No podrás.
- '¿Quién ha de impedírmelo?
— Yo.
-¿ T ú ?
— Sí; porque sólo hay un arma que mata... mi
guadaña.
— Y este puñal,— contestó Fausta, enseñando el
que le habia servido para dar muerte al centinela
y á su cómplice,
Y lo alzó airada para hundirlo en su pecho.
Mas el arma, al llegar al seno de Fausta, resba­
ló sobre los huesos, produciendo una grande herida
por la cual manaba la sangre... pero que ñola cau­
só la muerte apetecida.
— ¿Lo ves, Fausta? ¿Qué has logrado? A amentar
tus padecimientos;, pero no poner término á ellos.
Inútil, por lo tanto, es que pretendas apelar al sui­
cidio: el aceró no te matará.
— Pero el hambre, sí.
— Tampoco; padecerás los tormentos más horri­
bles, más despiadados: tus miembros ae retorcerán
hasta el punto de que ios huesos se separen los
tinos de los otros... pero laa entrañas irán devorán­
dose poco á poco... y veráa cómo llega la extenúa-
344 LA CRUZ DEL RBDEKTOE.

cion para mortificarte más... y cómo los manjares


que te pinte la fantasía te son agradabilísimos; y
cómo las frutas qne te ofrezcan los árboles se te
presentan como otras tantas tentaciones; y cómo,
las fuerzas digestivas y el espíritu de conservación,
se imponen, y comes... comes para no morir; para
alargar tu agonía.
— Te engañas.
- -¿Cuántos millones de séres crees que he visto
morir desde Abel?
— ¡Qué me importa!
— Pero calcularás que fueron muchos, ¿no es
cierto?
— Sí.
— Pues bien: hasta que el Divino Redentor del
mundo bajó en forma de hombre á la tierra, no bu­
he de ver á uno solo de los humanos que, teniendo
hambre y manjares al alcance de la mano, consin­
tiera morir sin probarlos.
— Pero despues de Jesucristo, sí.
— En realidad, tampoco; pues en todos los casos
hubo una fuerza predominante y ajena á la volun*
tad de que sucumbía.
— Yo seré el primer caso entonces.
— ¡Qué equivocada estás! Para que pudieras
serlo, seria preciso que dentro de ta pecho estuvie­
ra la féde Jesucristo... pues sólo entre los cristia­
nos observé lo que te tengo indicado, y que, te re­
pito, siempre obedeció á fuerzas extrañas, unidas
al convencimiento de las verdades eternas. Porque
L ¿ CEÜZ DEL HBCBNTOE. 545

en los tiempos de tu padre, por ejemplo, se vió el


caso de una cristiana que resistía, como todas ellas,
las sugestiones de la pasión pecaminosa y brutal, y
que fué sometida al martirio del hambre. Y tu pa,-
dre pudo ver, cómo aquella virgen cristiana pre­
tirió la muerte á inmolar su virtud. Y ¿quieres sa­
ber por qué resistió? Porque á eada vianda que la
presentaban, invocaba á Jesucristo y le ofrecía su
martirio en descargo de sus pecados.
— ¡Necia era!
— Esa frase, esas dos palabras que acabas de pro­
nunciar en tono despreciativo, dicen bien clara­
mente que tú no has de morir de hambre, al mónos
mientras tengas posibilidad de comer. Te dejo:
acudí á tu llamamiento para cumplir con mis
deberes.
— Tus deberes consisten en matar,
— Pero antes, cuando alguno me invoca, obliga­
da estoy á presentarme por una sola vez, y hacer­
le ver los errores en que vive... Del mismo modo
que me presento también algunas horas antes de
eso que han dado en llamar los impíos «trance fa­
tal, trance fiero,» y que ■mejor harían denominan­
do como los santos, «feliz tránsito de una vida im­
perfecta á otra pcrfectísima...» ó bien: «salida de
un valle de lágrimas á un cielo de venturas.»
—¿Y cuándo volveré á verte?
— El dia antes á tu tránsito.
—¿Luego iré á lo que acabas de llamar «un cie­
lo de venturas?»
TOMO II. 69
O4 6 LA CHUZ DEL &BDEUTGH.

— A tiempo estás de intentarlo; mas si perseve­


ras en tn anterior vida y modo de pensar... ¡Ah!...
entonces, pobre de tí.
— Aquí tengo forzosamente qne ser lo que los
cristianos llaman «buena.»
— Materialmente, sí; pero moralmente, no. Por­
que estás imposibilitada de satisfacer tus apetitos
camales, pero no de pensar en ellos, ni de delei­
tarte contemplando los restos de hermosura que te
quedan... Y ten entendido, que todo aquel que no
peca por falta, de ocasion, podrá aparecer á los ojos
humanos como virtuoso; pero que incurre en grave
falta ante el Padre, para el cual, ni el pensamiento
es un secreto, ni la careta de la hipocresía puedo
engañarlo un solo instante.
Fausta suspiró.
— Adiós,— siguió diciéndole la Muerte.—-Hasta
dentro de pocos dias, que te visitaré por segunda y
última vez.
— Escucha.
— He terminado mi misión respecto de tí.
— Pero es quo quiero, que deseo...
— Para todo te bastas sola; yo no te hago falta
alguna; el bien ó el mal, en tu mano lo tienes, y
el camino que ha de conducirte á Oonstantino-
pla, abierto y esperándote.
Y la Segur, hendiendo los aires, dejó flotar su
negro manto, que, á manera de nube tempestuosa,
oscureció la luz del sol.
De modo más claro y más patente no podía pre­
LA C W ¿ D E L flJÍDüNTOJU 647

sentarse ante Fausta, que era de las llamadas al


arrepentimiento que da origen al perdón.
Pero tampoco de modo más claro y más patente
podia demostrar ella, que no estaba dispuesta á
hacer méritos para ser de las escogidas.
Porque al ver cómo la Muerte se alejaba, blas­
femó con más resolución que nunea.
Y vino á su memoria la escena del chacal y la
aparición de la boa.
Y ciega se lanzó en el bosque en demanda de
perecer entre las garras de los carnívoros ó los for­
midables anillos de los ofidios.
Y recorrió largo espacio sin percibir el menor
indicio.
— Esperaré á que llegue la noche,—se dijo;—las
fieras reposan durante el dia.
Y se dejó caer entre las raíces entrelazadas de
aquellos árboles seculares, que hasta entonces no
habian visto ni sentido la planta del hombre.
Mas la noche llegó, y el silencio no fué inter­
rumpido por la más ligera brisa que al raeeer las
hojas de los árboles las hiciera producir ese vago
rumor, sólo perceptible cuando lo producen á un
mismo tiempo miles de millones de peciolos y otros
tantos miles de millones do limbos.
Aquel silencio era superior al de las tumbas.
Porque en aquellos parajes, ni el roedor gusano
ayudaba la descomposición de la materia.
Pero Fausta sintió algo: los latidos de la sangre
en las arterias; las punzadas agudas que de vez en
548 LA CRUZ DEL REDENTOR,

cuando experimentaba en las sienes, como para sa­


carle de su aturdimiento y decirle: «Aún vives.
Arrepiéntete.»
Tan rápido fné el crepúsculo matutino, que has­
ta que los-rayos del sol llegaron hasta ella, no pu­
do darse cuenta de que la noche habia pasado.
Y vió con espanto que estaba colocada de espal­
das al astro del dia.
Y entre enojada y medrosa, dijo:
— No quiero ir á Constantinopla.
Y girando sobre sus piés, dió el rostro á la luz.
Pero debia eaminar á su destino, y los esfuerzos
que hacia eran inútiles.
Caminaba un poco; su mente, influida por la duda
y la esperanza, la distraía con harta frecuencia; y
cuando el presente aparecía tal y como era de es­
pantoso y triste, al tender la vista jamás veia a!
astro-rey... siempre lo tenia á la espalda.
Y tornaba á girar diciendo:
— Veremos quién puede más,
¡Neeio empeño el de querer oponerse á la ley
eterna!
En aquella lucha permaneció hasta el medio dia,
en que, perpleja, quedóse parada, dudando qué di*
reccion tomar.
Y como debia ir á Constantinopla para expiar
sus faltas y escoger entre su condenación y la glo­
ria del Señor, tan luego como el sol comenzó á de­
clinar hácia el ocaso, Fausta dijo con entereza:
— Veremos ahora si te pierdo de vista.
LA 0RXJ7. DEL, REDENTOR. 549

Y caminó con apresuramiento, sin darse cuenta


de que caminaba á su fin.
Sólo cuando llegó el crepúsculo vespertino, y el
plácido Fabonio acarició su. enredada cabellera,
pudo darse cuenta de que se habia aproximado á
Gonstantinopla.
Y una vez más, renegó y maldijo con toda la
energía de su corrompido corazon.
Rugiendo como la leona aprisionada, buscó lá­
grimas en sus ojos, y no hallándolas,, mesó con fu­
ria sus cabellos, que, en apiñadas madejas, queda­
ron entre sus dedos.
Y ya se disponía á lanzarse en carrera abierta
para desandar lo andado durante aquel dia, cuando
escuchó una voz que le dijo con tono arrogante:
,— Eres mi prisionera.
— ¿Yo? y ¿quién eres tú?
— Quien guarda el campo neutral; quien por de­
ber te prende como espía de los enemigos del Im­
perio.
— ¿De qué Imperio?
— Del de Constantino el Grande. A
Fausta quedó petrificada; mas vuelta en sí de la
sorpresa, preguntó;
— ¿Sabes quién soy?
— No; ni me importa.
—Mírame bien.
— ¿Para quó?
— Para que contemples mi hermosura, y pongas
precio á mi libertad.
550 Z.A CKÜZ BEL R E D E N lo a .

— ¡Necia eres! ¡Te llamas hermosa! ¡Hermosa, y


jamás vi rostro más repulsivo que el tuyo, ni ca­
bellos más áridos y descompuestos, ni vestidos más
viejos ni manchados! Anda, anda, hermosa fealdad.
Y cogiéndola por un brazo, con tal fuerza hubo
de impelerla, que en poco estuvo que no rodase por
el suelo.
— ¡Villano! ¿Sabes á quién osaste?
— Ya te he dicho que no me importa.
— Teme el castigo del Emperador.
— Espero la recompensa.
— óyeme, y tiembla: yo soy la hija de Maximia-
no... yo soy Fausta... Fausta, la esposa de Cons­
tantino.
— ¿Dices la verdad?
— Mírame bien.
— Espera.
— ¿Qué vas á hacer?
— Lo que debo con la esposa de Constantino.
Y arrojándose sobre ella la derribó en tierra, y
desprendiéndose de su cinturón la ató fuertemente
los brazos á las espaldas.
Las palabras groseras, las frases aduladoras, las
promesas, las amenazas, las súplicas... todo'fué
inútil para ablandar el corazón de aquel hombre.
.Pues á todo respondía:
— Habla, habla cuanto quieras, mientras yo ase­
guro mi porvenir al afianzar tu persona.

—¿Tu porvenir?
— ¿Ignoras que estás pregonada? ¿Que tu cadá­
L A CHUZ DEL IIEDISMTOK.. 551

ver tiene señalado un precio y que tu presencia


ante el Emperador, viva, será recompensada con
mucho oro y con muchos honores? ¡Ah!... ¡qué bue­
na fortuna la mía! Yo, yo mismo te llevaré á Cons-
tantinopla.
— Mátame antes.
— No; que viva vales mucho más.
Y dándola golpes en las espaldas, la hizo que
caminara.
Y Fausta llegó al lugar en que sé alojaban las
tropas, y escuchó las mil felicitaciones de que hubo
de ser objeto el que la habia sorprendido y atado.
Y fué testigo también de las expansiones de ale­
gría de aquellas gentes, que entonaron canciones
y consumieron gran cantidad de vino en obsequio
al afortunado que la prendió.
— Si llegan á embriagarse, aún tengo alguna es­
peranza,— dijo Fausta para si.
Y como su arma era la seducción, tan luego como
hubo de creer llegado el momento oportuno, hizo
señas á uno para que se le acercara.
— ¿Qué me quieres, mujer?
— Hacerte una pregunta.
— ¿Cuál es?
— Esta: ¿soy hermosa?
— Eres horrible y vieja.
— Mientes.
— Dice la verdad,— añadió un hombre en quien
Fausta no habia reparado, pero cuya voz creyó re­
conocer.
ffñ 2 LA CRUZ DEL KEDBKTOR.

Y miró con rapidez; y al ver quién era el que


tomaba parte en su conversación, exclamó:
— Ahora creo que soy vieja y fea... Ahora sí que
pierdo toda esperanza... Porque sólo tú podrías
salvarme, y sólo tú me das la muerte, impulsado
por el enojo que te produce no haberme hecho tu
esclava. ¡Ah!... ¡miserable Tiburcio!... Ni aun des­
pues de muerta has de ver logrados tas deseos...
Capaz me siento, fuerzas me sobran para librarme
de tí, haciéndome cristiana.
— No se gana con despecho el reino de los cie­
los: no es odiando como se hacen dignos de Jesu­
cristo los cristianos. Puedes decir en alto voz, «yo
soy cristiana;» puedes hacer que te crean las gen­
tes, lograr que tu cuerpo sea enterrado en tierra
santa... pero tu alma... tu alma es mia, y bajará
conmigo á los infiernos. Cansado estoy de repetír­
telo; pero por lo que voy viendo, así como no te
cansaban los placeres, no te hartas tampoco de su­
frir y padecer.
— ¿Y si yo, lealmente, me ofreciera á servirte?
— Es tarde; además, no daria crédito á tus pa­
labras.
— ¿De modo que renuncias á la púrpura?
— ¡Ah! eso nunca; pero no necesito de tí para
conseguirla. Dispongo de mejores elementos: son
mis aliados los arríanos, y Contanza la mujer que
yo necesito.
— Te estorba Simaco... y de Simaco yo me.en­
cargarla.
f.A OKU Z DEL REDENTOR. 553

-Poco ha de estorbarme.
—-¿Por qué?
— Porque sucumbe al peso de los añoa y á la
constante batalla en que ha vivido.
— ¡Ah!
— Comprendo lo que quieres decir con esa admi­
ración; pues te engañas, Fausta; Simaco vivirá
más que tú: no presenciará tu ejecución; pero an­
tes de que el verdugo te extermine, irá á darte un
buen consejo que... seguro estoy de ello, tú no sa­
brás apreciar.
- -Dflc que se evite ese trabajo.
— Seria inútil: el bufón es hombre que eumple
como pocos sus deberes de católico.
— Y yo cumpliré también los mios.
— Ahora sí que cuadra decirte que puedes ahor­
rarte ese trabajo. Pasaron los tiempos aquellos en
que más ó ménos influías en el curso de los asun­
tos. No supiste ó no quisiste ser nú amiga, mi alia­
da, y estás sufriendo las consecuencias.
Y cambiando de tono añadió:
—Disponte á marchar:
— Tú dirás cómo.
—:Como estás.
.— ¿Quieres que la córte me contemple harapien­
ta. desfigurada, y con los brazos amarrados?
• — Yo no soy quien lo quiere, por más que me
agrada todo aquello que te mortifique. Pero las
Circunstancias en que has sido aprehendida exigen
qué marches como lo que eres.
iobío u, ' 70
554 LA «CHUZ DEL REDENTOR.

— Yo soy...
— Una criminal, cuya cabeza está pregonada;
que ba perdido todos aus honores y toda la digni­
dad que le dió ser la esposa de Constantino.
Y á pié, entre soldados, y bien sujeta: siendo ob­
jeto de burlas sangrientas y de humillantes y de­
presivas palabras, emprendió el camino.
Delante de ella salieron emisarios, llevando á
Constantino la noticia, y que hubieron de llega r
con muchos dias de anticipación.
Y acto continuo se dieron las órdenes más apre­
miantes para que salieran en busca de Fausta, y
aceleraran su marcha.

A los diez dias de camino llegó la comitiva á las


puertas de la ciudad.
Un gentío inmenso esperaba, ansioso de contem­
plar á 1a, prisionera,
Al ver á. Fausta, resonaron fuertes murmullos
producidos por la admiración que causó la mudan­
za que se advertía en aquel rostro, y lo despérge-
ñado del traje.
Fausta esperaba ser conducida á la presencia de
su esposo; pero ni á éste, ni á Simaco, ni á Con­
tunda pudo ver.
En derechura fué conducida á una oscura y ló­
brega prisión, donde nna fuerte cadena rodeó su
cuerpo, estando el otro extremo empotrado en la
pared.
LA C & ü a D E L REDBNTOR. 555

Allí permaneció algunas horas no más, pues fué


sacada para que Simaco la hablase.
El pobre bufón, no obstante el trabajo que le
coataba hablar, hizo esfuerzos sobrehumanos para
mostrar á Fausta lo que la convenia hacer en el
terrible trance del que muere en pecado por su vo­
luntad expresa.
— Y a me anunció tu amigo Tibureio,— dijo Faus­
ta,— que vendrías á dedicarme una plática cristia­
na... pero ya le dije también, que tus palabras
caerían en el vacío.
— No soy amigo de Tibureio: jamás lo fui; y en
cuanto á tu respuesta á la afirmación que ese ene­
migo de Jesucristo te hizo, debo decirte, que el
buen labrador, á fuerza de trabajo y de constan­
cia suele convertir en fértil la tierra árida é in­
grata... y que uno de los medios que debe emplearr
es sembrarla, para enterrar la sementera, y que le
sirva de abono para años sucesivos. Por eso yo,
que aspiro á ser el buen labrador, esparzo sobre la
roca de tu corazon las palabras del Divino Hijo de
María; si pierdo el tiempo, me resignaré con mi
desgracia... si logro lo que deseo, tendré un moti­
vo más de agradecimiento á la . misericordia de
Dios.
— Tengo que repetirte, por toda contestación, lo
que en momentos en que también peligraba mi
existencia.
— No recuerdo...
— Pues fué esto: «vete y llama al verdugo.»
55(3 I.A CRUZ O B i RfCDEHTOR.

— ¡Ah!... en aquella ocasion te contestólo que


ahora no puedo; porque entonces fui árbitro de tu
destino, y ahora cumplo con lo dispuesto por el
Emperador.
—Quiero verlo.
—Y no lo verás.
—¿Por qué?
—Porque ya estás juzgada y sentenciada, y el
Emperador no recibe las visitas de los reos conde­
nados á muerte.
—¿Y cuándo debo sufrir el martirio?
—Dentro de algunas horas expiarás las faltas
que cometiste como, esposa y madre.
—Apresura la ejecución.
—Ni anticiparla ni retrasarla puedo.- Y voy á
poner término á mi entrevista, haciéndote una pre-
gnnta.
—Hazla.
—¿Cómo quieres morir, como cristiana ó como
gentil?
—Permíteme que á mi vez te dirija otra pre­
gunta.
—Tú dirás,
—¿Puede influir en algo mi respuesta para el
género de muerte que han de darme?
—No: la única diferencia que habrá entre am­
bos casos, será el de 1a. calidad de las personas que
te acompañen en el momento de la expiación.
—Pues en ta,l caso, quiero morir como quien fui,
y como quien soy.
LA CRUZ DHL J&5DENT0H. 557

—¿Invocando á los dioses? ¡Desgraciada!


—Maldiciéndolos.
—¡Ah!... entonces, ¿deseas la presencia de nn
ministro de Jesucristo?
—Tampoco.
—¡Fausta!
—¡Simaco!
—¿No crees en nada?
—¡Necio del que admite divinidades! Aquí tiene
principio la vida, y aquí tiene término. Yo he crei-
do en todo aquello que me halagaba... Hoy sólo
veo contrariedades, v creo en el fatalismo.
7 u

—Pero tú, como cuanto vive, recibiste la exis­


tencia. ..
—De los deleites que emanan del amor que se
tienen el macho y la hembra.
—¡Te escucho horrorizado!
—¿A qué ley obedecen los animales y las plan­
tas?
—¿Y crees que las plantas que carecen de facul­
tades para ir de un lado á otro, y los animales que
obran por instinto, son iguales á tí, que dispones
' de la razón, del juicio, del discernimiento y de
libertad?
—No los creo iguales á raí; los creo superiores.
—¡Estás loca!
—¿Loca porque digo la verdad? Pues díme: ¿qué
leyes necesitan los habitantes de las selvas para
regularizar su vida? ¿A qué molde los sujeta nadie?
¿Quién les exige responsabilidad por los actos que
558 LA CRUZ DEL REDENTOR.

ejecutan? ¿Dónde está la religión que los aprisiona


y que los obliga á hincar la rodilla, á inclinar la
frente ante deidad alguna? Riñon, y vence el más
fuerte ó el más astuto... pero el vencido no queda
sujeto á la esclavitud. Sus luchas son cuerpo á
cuerpo, parciales... pero jamás en grupos ó ejérci­
tos como los hombres. El macho es igual á la hem­
bra; los hijos iguales á los padres.
—iCalla, calla!
—Nacen y crecen; viven y mueren sin conocer
tiranos... sin que baste la voluntad de uno de ellos
para que otro perezca... si acaso alguien los sen­
tencia y los ejecuta, es el hombre, el hombre, mil
veces peor que las fieras... No repliques; sé lo que
vas á decirme; sé que en tus lábios están á punto
de brotar las palabras del Nuevo Testamento... qn«
intentas preguntarme: que si.no marca una grande
•diferencia entre el león y el hombre, que ésto ton­
ga alma y aquél no... porque te contestaré, que no
hallando diferencias ni en el modo de ser ni en el
de existir, sostengo qne, ó todo cuanto vive tiene
alma, ó no hay nada que la tenga. Y d,emos por.
terminada esta conversación y nuestra última en­
trevista. .. pues creo que no intentarás molestarme
de nuevo.
Simaco quiso replicar: pero las palabras se alio-
gabau cu su garganta, mientras las lágrimas iban
empañando su rostro.
Al entrar Fausta en su prisión, exclamó:
—¡Ya nadie vendrá á molestarme! La primera
LA CRUZ S E L REDENTOR. 559

visita que reciba, será la del verdugo.., ¡La pri­


mera y la última!... ¡ ¡Cuánto tarda!!
—¿Te has olvidado de mí? ¿No recuerdas que
siempre me presento al que tiene que caer bajo el
afilado corte de mi guadaña?
—¡Ah!... ¡sí! me habia olvidado...
Y sonriendo con desden, añadió:
—De la jParca fiera.
—Veo que también me desprecias á mí: que
quieres que los cavernosos huecos de mis ojos der­
ramen lágrimas... Que tu agonía sea larga...
—¡Quiero morir! tornar al no ser anterior al dia
en que vi la luz de la tierra.
—Tarde te arxepentirás de tu error. No crees en
la otra vida, y sin embargo, hubo de enseñártela
Tibureio.
— ¡Tibureio!
—Sí, quo te llevó al lugar que ocupan personas
que te fueron bien conocidas... que te mostró el lu­
gar que te reservaba; las penas que sufrirías de
morir en pecado...
—Muéstrame tú la gloria, y si fuera más de mi
•agrado, te prometo...
—No termines. Empleaste tu vida en ganar el.
infierno, y ni una hora quieres dedicar á merecer la
gloria... ¡La gloria, que harto tela mostraron Ele­
na y Simaco... que cumplidamente te la explicó el
mismo Tibureio!
—Una gloria que exige que la vida sea un infier­
no, no la quiero. Un placer que antea ha de costar-
560 LA OIIUB DJSIi MUSEH3ÜH.

me dolores, lo rechazo... Alza la guadaña... tran­


quila espero tu golpe.
La puerta de la prisión se abri<5¡ y aparecieron
en ella varios hombrea.
Y Fausta se vid libre de la cadena que la apri­
sionaba, y fuera del calabozo.
Poco despues, penetraba en una habitación en
que habia un baño.
Y uno de aquellos hombres, desenvolviendo nn
rollo de pergamino, ínterin dos soldados sujetaban
á Fausta por los brazos, leyó cou tono solemne:
«En nombre del Emperador Constantino; de la
religión eatóliea, y de aeuerdo con lo que disponen
las leyes del Imperio, te hago saber:
»Que tú, la hija del Emperador Maximiano, mil
veces traidora á los deberes de esposa de Constan­
tino el Grande y de la paz del Imperio; causante
de la muerte de Crispo, y meretriz por hábito é in­
clinación, quedas desde este momento despojada
de t>u calidad, y eres sentenciada á ñauarle:
»También te hago saber: que siendo ley del Im­
perio qué toda aquella que alcanzó alguna distin­
ción, no sea tocada por la mano del verdugo, á mé-
, nos que expresara Ber esta su voluntad, puedes es­
coger entre darte la muerte, ó que el verdugo se
encargue de la ejecución... Pero antes de que res­
pondas, tengo que decirte la clase de muerte que
te espera.»
El lector hizo un pausa y añadió:
— «El Emperador te condena, á que por...
_ r__
LA CRUZ DEL REDENTOR. Ó 6t

— Acaba.
—Fausta, por...
—¿Qué?
—»... por i11(amo, uiorirás ahogada.»
—No necesito del verdugo.
Y con paso resuelto se acercó al baño y dijo:
—Hundiré en el agua mi fealdad, mi vejez y
mis harapos.
Pero las aguas retrataron su rostro y sus vesti­
duras, y se contempló con la blanca túnica de los
crísmanos y la belleza deslumbradora en c-1 rostro.
Ir»

Y en vez de avanzar v v caer,7 retrocedió.


Mas no por miedo á 1a- muerte, ni por estar arro­
peniid a de su vida pasada... sino porque encon­
trándose hermosa como en el apogeo de sn juven­
tud. queria hacer oí último alarde de impureza.
Y al efecto, con rapidez suma rompió la túnica,
y dejándola caer, mostróse como en los festines
cuando representaba á Cápua.
Un. grito de indignación y de vergüenza res­
pondió á tanta osadía y tanto cinismo.
Fausta dió por contestación una sarcástica car­
cajada.
—¡Muere!—exclamó el que la habia leido la
sentencia.
—¿No te da lástima de mi belleza?
—No; me produces repugnancia...
Y cogiéndola por el cuello, la obligó á penetrar
en el baño.
Allí sostuvieron lucha á brazo partido, basta que
TOM O II. 71
fjó L ' LA. CUCV. URL tlKDKNTOK,

la. muerto, tendiendo su guada (la. la colocó sobro


la. cabeza de la reo, haciéndola caer.
Mucha» vece* intentó Fausta rehacerse, y oirás

tauras se miró sumergida.


Su agonía i‘ué cruel, larga y terrible...
Pero al fin sucumbió.
Y su cuerpo quedó cubierto por las agitas, y el
baño por el manto de la muerte.
Pero el espíritu, como imagen y semejanza de
Dios, no podía m orir...
Tibureio lo aguardaba; era suyo, le pertenecía.
Y apoderándose de él, lo aprisionó.
— ¿A dónde me llevas?— le preguntó.
—Al sitio que te tenia designado; creiste mu;
ficción lo que te mostré... ahora sufrirás el desen­
gaño. Tn padre, tu hermano, Judas... cuantos ¡ne­
rón tus amigos te esperan para celebrar tu llegii • •
da... Huiste do Ia esclavitud del esposo; te negaste
á ser mi amiga... sufre los tormentos que cor res­
ponden á tus maldades, como yo sufro y padezco
por las mías.
CAPITULO X X I I

En plena barbarie.

ESDE que tuvo efecto la trágica muerte de

f . Fausta, la salud de Constantino comenzó á


decaer de un modo visible, si bien procura­
ba buscar un pretexto para ocultar au estado, or­
denando constantes fiestas, que por regla general
presidia él.
La diversión predilecta de la nobleza romana en
aquella época consistía en correr cintas. El acto se
verificaba como en nuestros dias, por lo cual renun­
ciamos á referir el órden del juego caballeresco.
Habia una razón para que tal fiesta tuviera el.
privilegio de la primacía; y esta era la constante
exposición en que se veian los ginetes, pues tenien­
do que atender al punto del cual pendían los ani­
llos, y llevando fijos en la mente el rostro de la
dama á quien servían ó pretendían servir, el potro
escapaba á carrera abierta y rienda tendida, en
564 LA CRUZ DBL REDENTOR.

completa libertad y exponiendo á cada instante la


vida del ginete.
Pero más peligro habia aún en cagar ramos.
Este arriesgado ejercicio en nuestros dias, raya­
ba casi en lo imposible en aquellos tiempos, á cau­
sa de la falta de estribos... y rara era la ocasion
en que caballero y ramo no rodaban juntos por la
tierra del circo.
A aumentar el peligro so unia el carácter ardien­
te é impetuoso de los romanos; lo amigos que hu­
bieron de ser de galanteos, y los resabios gentílicos
que aún conservaban.
De los romanos y de sus fiestas se derivaron, an­
dando el tiempo, las justas; los duelos sangrientos,
que recibieron en la Edad Media el pomposo dic­
tado de Juicio de, Dios... que los árabes trocaron on
lancear toros, y que nosotros denominamos fiesta
nacional, sin duda para no negar las mezclas de
nuestra sangre, que nos empuja involuntariamente
á todo aquello que sea arriesgado y varonil, y á
comprobar quo, sin saberlo, somos un vivo reflejo,
en gran número de ocasiones, de la barbarie de los
antiguos pueblos que poblaron la hoy culta Europa.
Pero sigamos el hilo de la novela histórico-reli-
giosa.
La enfermedad que abatía á Constantino era la
pasión de ánimo, que hubo de llegar al extremo de
hacerle repulsiva la mujer como compañera del
bombi’e.
De aquí que prefiriera las fiestas en que sólo el
LA CB17Z S E L REDENTÜK. 565

sexo masculino tomaba parte, y se apartara de los


teatros, pues según se le atribuye, solia decir:
—Una comedia sin amores, es nna série de pala­
bras que me desespera... y una intriga amorosa,
por hábilmente que esté urdida, no llega jamás á
la realidad... pero trae á mi memoria los tiempos
de mi ardiente juventud, y exalta mi espíritu y me
siento eapaz de la destrucción de la mujer.
A las testas coronadas jamás les faltaron adula­
dores, ó sean cortesanos, y éstos, tomando por base
que Constantino era d mejor ginde del Imperio,
aconsejaron al Emperador que tomara parte en los
juegos de cintas y de ramos.
—No tengo dama á quien ofrecer los galardones
que alcance,—respondió.
—Puesto que has cerrado tu corazon á las pa­
siones que inspira la mujer,—le contestaron,—jus­
to resulta lo que dices; pero no olvides que tienes
madre y hermanas; y ten presente que sobre nin-
guu pecho estarán mejor las cintas que sobre el
tuyo. Además, puedes ofrecerlas como galardón al
ca ballero más arrojado.
Tal arte se dieron aquellos aduladores, que Cons­
tantino se decidid á presidir una fiesta hípica sobre
un soberbio alazan, corredor como el viento, pero
iuddmito é inquieto por raza, por pureza de san­
gre, por sobra de descanso, y por eslar en la ple­
nitud de su vigorosa y ardiente vida.
La noticia circuló en muchas leguas en contor­
no, y diez circos hubieran sido estrecho recinto
566 LA CRUZ DEL KBDENTOB.

para contener la muchedumbre que se agolpó á


Constantinopla.
El dia de la fiesta revistió grandes caractéres.
Damas y caballeros, luciendo sus más ricas joyas
y sus más atildados vestidos, acudieron, á ocupar
sus puestos con muchas horas de anticipación.
Das trompas anunciaron la llegada de la imperial
comitiva, y el pueblo en masa vitoreó al Empera­
dor con los dictados más halagüeños, tales como
«el padre del Imperio,» «la gloria de la patria.»
«el héroe del mundo,» «y el dios de la guerra y de-
la paz.»
Junto á Constantino caminaba Simaco, que á
duras penas podía sostenerse sobre su cabalgadura,
y que no era dueño de contener la alegría al con ­
templar cómo el pueblo demostraba su amor a.1Em­
perador, ni su pena por los peligros que Constanti­
no iba á correr, sin razón que lo justificara.
Hecha la señal, Simaco se adelantó, y en nom­
bre del Emperador dispuso el comienzo.
El primer potro que se puso sobre la pista, fué
el montado por Constantino, que, deseoso de lanzar­
se al escape, piafaba y se revolvia como ia hoja
juguete de los vientos.
Pero tascaba el freno sin conseguir la libertad
que pretendía, y al sentirse aprisionado se apoya­
ba en el cuarto trasero, y alzando el delantero,
azotaba el aire eon los duros cascos.
X la muchedumbre aplaudía el vigor del potro y
la destreza del ginete.
LA CHUZ Uí :L AJí 1»I»ST<JH 567

Un toque de trompa, una sola nota prolongada


resonó en los aires...
Y el noble bruto dió una vuelta en redondo, apo­
yado sobre los corbejones, y se lanzó al escape.
En aquel momento, ni los corazones latían.
Y Constantino pasó por debajo del aparato en
que estaban las cintas; y la punta de hierro de su
lanza produjo el ruido propio del choque de los me­
tales. y acto seguido, casi simultáneamente, el res­
balar de la seda contra la seda misma...
Y ondeó por los aires una hermosa cinta de co­
lor verde-esmeralda.
El entusiasmo rayó en el frenesí.
Y Constantino obligó al impetuoso alazán ¿con­
tener su carrera; y volviendo sobre sus pasos, llegó
hasta Simaco y le dijo:
—Nadie más digno de mi gratitud y de mi afec­
to que aquel que tantas veces salvó mi vida, y que
ni un solo instante dejó de velar por ella. Si mi po­
der llegara hasta tener autoridad para devolverte
la juventud, la primavera de tu existencia seria
eterna; mas ya que esto no sea posible, recibe en
público, y como recompensa á las faltas que co­
metí contigo, la primera cinta que he conquistado.
Aquellas palabras llegaron hasta muy pocos
oidos; pero en cambio todos pudieron contemplar
cómo el Emperador ceñía al pecho del bufón lo
qae, careciendo de valor intrínseco, era una joya
de inestimable valor.
Simaco no despertaba ya envidias en el pueblo
5G8 LA CRUZ DBL REDENTOR.

romano: ya no se le miraba como el único - conse­


jero y dueño de la voluntad del Emperador... por
el contrario, en opinion de muchos, era preferible
el predominio del bufón á las influencias de los
jnagnafces.
Esto dió origen á que nadie escatimara sus
aplausos al acto del Emperador... los hombres,
porque en él no veian un enemigo: las mujeres,
porque la liberalidad de Constantino no era el
triunfo de una rival afortunada.
Ya iban á reanudarse las carreras, cuando un
noble caballero se adelantó háeia Constantino y le
dijo:
—Üna noble y apuesta matrona solicita la mer­
cad de tomar parte en la fiesta.
—Tan extraña pareció la petición al Emperador;
tan nuevo era el caso, que en el primer momento
no supo, qué responder.
Pero la parte del público masculino comenzó á
dar voces de aprobación á lo solicitado, y Cons­
tantino, cediendo á la voluntad popular, extendió
la mano derecha hácia el punto de entrada.
Y la puerta se abrió, apareciendo en ella una
mujer .de escultural figura, que sobre gallardo ca­
ballo negro avanzó sin alardes de altivez.
Si Constantino hubiera estado en disposición de
ánimo juvenil, seguramente que se hubiera impre­
sionado. sólo con la aparición de la matrona.
Que figura más bella é interesante, ni aun. el de­
seo pudo fingirla.
LA CRUZ DEL EBDEKTOK. 569

Pero Constantino exclamó:


—¡Que tanta hermosura exterior, envuelva tan­
to cieno!
—¿La conoces?—le preguntó Simaco.
-r~No; pero...
—Yo creo haberla visto alguna vez;' mas no re­
cuerdo cuándo ni cómo... Guárdate de ella, Cons­
tantino.
—No tengo que temer.
—¡Quién sabe!
La recien llegada se acercó al Emperador, y
haciendo que el caballo hincase ambas rodillas en
tierra, esperó en silencio.
Un ademan la hizo comprender que podia co­
locarse sobre la pista.
Obedeció.
Y el negro corcel, veloz como el pensamiento,
hubo de partir de tal modo, que más parecía águi­
la que extendía sus alas en el espacio azul, que
bestia de la tierra que hería con sus cascos el are­
nado suelo del circo.
La destreza de la que lo montaba, puede decirse
que era aún superior á la ligereza de la cabal­
gadura.
Y los aplausos ensordecieron los aires...
Y todos los caballeros se disputaban con sus
miradas y gesticulaciones, el honor de conseguir
aquella cinta.
Pero la matrona se colocó en fila, para aguardar
de nuevo su turno. ‘ ..
z o ilo II. 72
570 r>A CRUZ T)BL REDENTOR,

Al ver esto, el que hubo de anunciarla se le


acercó y le dijo:
—Es preciso que otorgues el premio; que elijas
caballero.
—Designo desde ahora, al que consiga obtener
tres cintas consecutivas.
El Emperador uo podia estar comprendido, y en
su consecuencia, no tomó parte en la lucha.
Pero terminada ésta, resultó que ninguno había
cumplido con la condícion impuesta, y que la ma­
trona no adjudicaba el premio.
Y pidieron una nueva condicion para poder al­
canzarlo.
—Sea,—dijo.—Será la cinta, del que coja uu
ramo del suelo como yo.
Y levantando el caballo al galope, para mejor
soltarlo al escape tendido, dió una vertiginosa
vuelta, al circo, y al pasar por junto al ramo alar­
gó el brazo, y tras él todo el cuerpo, quedando
dueña de las flores.
Y cuantos ginetcs intentaron imitarla, cayeron
al suelo...
. El premio quedaba sin adjudicar.
Entonces avanzó la matrona basta el Emparador,
y le dijo:
—No tienes en tu córte caballero digno ni mere­
cedor de la victoria; sólo tú lo eres... pero en de­
masía... pues en; vez de honrarte el premio, él seria
el honrado. Te lo ofrezco, pues, para que te digne»
dejármelo colocar entre las crines de tu caballo.
LA CRl‘ 2 PEÍ, B EJ J EK TO H . 571

Tan humilde pareció al Emperador la petición,


que no supo negarse á acceder.
—Esa cinta,—dijo Simaco á Constantino,—pu­
diera ser la cadena con la cual tratara el infierno
de aprisionarte,
, —En tal caso, el ángel caído sé llevará mi ca­
ballo.
Desde aquel dia¡ la hermosa dama figuró en to­
das las fiestas, siendo la principal iniciadora de
muchas.
Yivia con Lauto lujo como ei mismo Empe­
rador.
Constantemente se veía rodeada de admirado­
res... pero ella tenia ñjos sus ojos en Constantino?
y guardaba sus más ricas joyas y sus más seducto­
ras palabras para cuando estaba al lado del Em­
perador.
Pero poco ó nada conseguía: que ei espíritu aba­
tido y el cuerpo enfermo, no son elementos predis­
puestos á la sedúccion.
Otro obstáculo se presentaba... pero este pronto
cesaría.
Era Simaco; Simaco, que no cesaba de aconse­
jar al Emperador que se apartase de aquella mujer
cuanto le fuera posible; que huyera hasta las oca­
siones de hablar con ella...
¡Pobre Simaco! Su leal corazon le hacia ver un
peligro en la que se presentaba tan deslumbradora
de riquezas y hermosura; en la que se titulaba es­
pañola y de la estirpe de los Antonios,
572 LA CEUX DEL REDENTOR.

Sí; para el bufón, aquella mujerera otra serpien­


te que¡ como Fausta, pi-etendia enroscarse al cuer­
po del Emperador.
Pero él sólo veía aquello... Y sólo Lamí dió en­
tero crédito á sus sospechas.
Y mientras tanto, la que era conocida con el nom­
bre de Estrella, iba g'anando teñen o, aunque de
un modo paulatino.
Que no en vano buscó y obtuvo la amistad de
Contanza, para lo cual tuvo suficiente y hasta so­
brado con mostrarse arriana, y ofrecerla todo su
apoyo para el triunfo de las ideas de aquella secta.
—Yo conocí á Arrio,—le dijo;—supe que ama­
ba á una mujer... y ¿por qué ocultártelo? Siu co­
nocerte, tuve celos de tí... Q.ue no era fácil empre­
sa contemplar su hermosa y apuesta figura, oir
su dulce y elocuente palabra, penetrarse de su cla­
ro y divino talento, y permanecer indiferente
cuando dentro del pecho late un corazon achicado
en lo grande y en lo sublime, como el mió.
Y para destruir el mal efecto que aquellas pala­
bras pudieran haberla producido, añadió:
—Pero Arrio te amaba con ciega idolatría, y mi
belleza no fué lo bastante para conmover los firmes
cimientos de su pasión... Tan luego como hube de
comprenderlo así, procuré apartar mi pensamiento
de él... Ruda batalla sostuve... pero Arrio se au­
sentó, y esto vino á darme la victoria de un modo
decisivo.
¿Qué extraño era que Contanza admitiese de un
LA CRUZ DEL REDENTOR. 573

modo deoidido y franco la amistad de aquella mujer?


Sin ningún incidente notable pasaron algunos
dias, si bien se preparó en aquel espacio de tiem­
po algo que habia de traer terribles consecuencias.
Y el primer suceso que se verificó tuvo por ca­
racteres los del luto y el llanto... Pues Lami llegó
hasta Constantino, y le dijo:
—Un moribundo te llama.
—¿Quién es?
—Mi buen Simaco: su vida se extingue; el espí­
ritu abandona su cuerpo... y ¡oh, Emperador! quie­
re verte antes de espirar.
Mucho contristó á Constantino aquella noticia:
Simaco representaba para él un vivo recuerdo de
toda su vida.
Y filé á ver al bufón, en cuyo demacrado rostro
se dibujó la alegría.
—Temí,—le dijo,—y por ello te pido perdón,
que te negaras á venir á verme.
—¿Qué motivos ten