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Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais


Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 01 – A SOBREVIVÊNCIA EM TEMPOS DE CRISE - 4º TRIMESTRE 2016
(Hc 1.1-17)
INTRODUÇÃO
Neste último trimestre de 2016 estudaremos sobre: “O Deus de toda Provisão – Esperança e sabedoria divina para a
Igreja em meio às crises”. Nesta primeira lição veremos o significado da palavra crise; pontuaremos alguns tipos de crise no
mundo e suas principais causas; analisaremos o propósito de Deus com o sofrimento; e por fim, veremos como agir nestes
momentos.
I – O QUE SIGNIFICA A PALAVRA CRISE
De acordo com o Aurélio (2004, p. 576) a palavra “crise” significa: “fase difícil, grave na evolução das coisas”.
Embora tudo o que Deus criou tenha sido perfeito (Gn 1.10,12,18,21,25,31), o pecado desestabilizou ou trouxe perturbação a
todas as coisas (Gn 3.6,7). Vemos isso claramente quando Deus pronunciou as consequências que viriam sobre o mundo após
Adão e Eva pecarem (Gn 3.17,18). A frase “espinhos e cardos” em Oseias 10.8 e em outros textos das Escrituras aparecem
como símbolos de julgamento e desolação (Jz 8.7,16; 2Sm 23.6; Sl 118.12; Is 32.13; 33.12; Jr 4.3; 12.13 e Ez 28.24).
II – ALGUNS TIPOS DE CRISE
Como vimos acima foi por causa de um ato de rebeldia do homem contra o Criador que sobreveio ao mundo as crises,
que atingiram o mundo, dentre as quais podemos citar:
2.1 Crise na política. O registro sagrado nos mostra que todas as vezes que levantava-se um governante sobre Israel que não
temia a Deus, o povo passava por uma grande crise (2Re 8.18). Infelizmente aqui no Brasil temos visto uma grande crise de
representação na política. Pessoas corruptas assumem cargos relevantes prejudicando assim a nossa nação (Pv 29.2). É
necessário entender que cabe a nós termos o devido cuidado na escolha dos nossos representantes, a fim de que não sejamos
lesados por conscientemente elegermos pessoas mal intencionadas para assumirem cargos na política (1Sm 12.13-a; Pv 13.20;
25.26).
2.2 Crise na economia. Quando há crise de gestão, a consequência é uma grande crise econômica assenhorar-se do país.
Políticos corruptos estão usurpando o dinheiro público e poucos são presos quando são descobertos. Para tirar o país dessa
situação se faz necessário aumentar os impostos e o preço daquilo que consumimos diariamente. Várias lojas estão sendo
fechadas e os empregados estão sendo despedidos em massa. Atualmente o desemprego sobe para 11,6% e Brasil soma quase 12
milhões de pessoas desocupadas. O povo de Israel também passou por diversas crises econômicas, geralmente consequentes da
apostasia da fé em Deus (1Rs 18.2; 2Re 6.24-30; Jl 1.1-20; Ag 1.6,7,10,11).
2.3 Crise na saúde. No primeiro semestre deste ano de 2016 vimos o Brasil ser invadido por um surto de Dengue, Chikungunya
e Zika transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Muitas pessoas foram lesadas e até mortas por estas doenças. Mulheres que
foram afetadas durante a gravidez, viram os seus filhos serem atingidos com Microcefalia (condição neurológica rara em que a
cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores do que os de outras da mesma idade e sexo). É necessário observar
que todas as vezes que as pestes vinham sobre Israel eram como sinal da punição de Deus sobre o povo por causa do pecado (Lv
26.25; 2Sm 24.15; 2Cr 7.13; 20.9).
III – CAUSAS DA CRISE NO MUNDO
Segundo o proverbista, o mal nunca vem sem causa “como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a
maldição sem causa não virá” (Pv 26.2). A palavra “causa” segundo o Aurélio (2004, p. 576) quer dizer: “aquilo ou aquele
que faz que uma coisa exista”. Abaixo destacaremos quais as causas que promovem as crises que vez por outra vem sobre o
mundo:
3.1 O pecado. A palavra “pecado” significa: “transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus”
(ANDRADE, 2006, p. 295). O relato histórico descreve o princípio da tentação ao homem e seu pecado, trazendo maldição para
a sua vida pessoal e a toda a humanidade (Gn 3.17; Sl 7.11; Rm 5.12; 6.23; 2Pd 2.4-7). Apesar dessa verdade bíblica, é comum
ver que o homem procura lançar sobre outro a culpa por algum mal que ele sofre (Gn 3.12; Jz 6.13). No entanto, é necessário
saber que boa parte dos males que o ser humano enfrenta são consequentes de suas decisões erradas (Dt 28.1-67; Jr 17.10; 32.19;
Lm 3.39; Gl 6.7). O ser humano arroga-se por sua liberdade, no entanto, frequentemente quer esquivar-se da responsabilidade de
suas escolhas (Dt 30.19; Pv 4.23; Ec 11.9).
3.2 Consequência das atitudes humanas. O sofrimento é fruto diretamente do pecado (Gn 3. 13-19; Rm 5.12; 3.23; 8.20); pois
Deus não é o culpado pelo sofrimento do povo. (Pv 26.2; Lm 1.8,9,14,18,20,22); mas, existe uma lei da semeadura, ou seja,
aquilo que o homem plantar ele colherá (Gn 37.20-28; 42.21-22; 2Sm 16.22; Mt 7.1-2; 2Tm 3.13; Gl 6.7-8; 2Co 9.6; Mt 6.19-20;
Tg 5.24; Ec 8.11-13; Os 5.7-8; 10.13; Pv 22.8; Jó 4.8; Et 3.6,8,9; 5.14; 10.8). A Bíblia nos mostra que a origem dos sofrimentos
reside no primeiro ato de desobediência contra Deus (Gn 3. 13-19). As dores e as angústias sobrevêm aos incrédulos como
consequência das suas transgressões (Gn 3. 13-19; Rm 5.12; 3.23; 8.20). Deus não é o culpado pelo sofrimento do homem (Pv
26.2; Lm 1.8,9,14,18,20,22) (BOYER, 2008, p. 712).
IV – O PROPÓSITO DE DEUS COM O SOFRIMENTO
Parece-nos difícil entender que Deus permite o mal com finalidades pedagógicas. Abaixo elencaremos pelo menos cinco
motivos que nos mostram esta verdade. Vejamos:
4.1 Fazer o homem se arrepender dos seus atos (Sl 107.17; Is 26.9). Esses textos afirmam que os homens serão afligidos por
causa dos seus pecados. O sofrimento que Deus permite aos ímpios têm por objetivo levá-los a aprender a viver uma vida reta
(Pv 3.11-12). Assim, Ele age permitindo o sofrimento àqueles que vivem na prática do pecado (Gn 50.20; Lm 3.39; Pv 19.3; Mq
7.9). Além do mais, é necessário compreender que esse tipo de ação permissiva de Deus (dor e sofrimento) não é sinal de que Ele
nos abandonou. Pelo contrário, é sinal de que Ele nos ama, desejando nos levar a andar no melhor caminho: o caminho da vida.
4.2 Fazer o homem entender sua limitação (1Pd 1.6-7). O sofrimento é um meio que Deus usa para fazer o homem crescer na
sua fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo, a ação do fogo é múltipla. Ele destrói, consome, aniquila; mas a
Escritura cita o fogo aqui como um elemento purificador, um elemento que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado.
O processo de confirmação de nossa vida em fé é comparado ao processo da depuração do ouro pelo fogo (2Co 12.7-9).
4.3 Fazer o homem buscá-lo. A dor é o “megafone” que Deus usa para fazer o “surdo” ouvir o que Ele tem a dizer. Jó era um
homem devoto, mas pela aflição ele “cresceu” e se tornou um servo de Deus mais forte e mais humilde. Assim como o ouro é
purificado ao passar pelo fogo, assim um cristão é purificado e fortalecido quando passa pela aflição (1Pd 1.6-9). Esse
sofrimento, então, não é porque temos errado, mas porque podemos fazer melhor (2Co 1.8-9).

4.4 Aperfeiçoar o caráter (Rm 5.3-4). Paulo afirma que o sofrimento é um meio que Deus usa para aperfeiçoar o caráter dos
homens. O verbo provar no hebraico é “tsãraph” que quer dizer: “refinar, provar, fundir” (Êx 20.20; Dt 8.2; I Cro 29.17; Sl 7.9;
Jo 6.6; At 14.22; I Pe 4.12-19). O patriarca Jó em meio a mais intensa dor de ter perdido riquezas, filhos e saúde, permaneceu
firme e glorificou ao Senhor (Jó 1.13-22), provando assim seu amor verdadeiro por Deus (Jó 19.25).
V – COMO AGIR DIANTE DO MOMENTO DA CRISE
Enquanto estivermos no mundo, estamos sujeitos a passar por momentos difíceis: “No mundo tereis aflições...”
(Jo 16.33-a). No entanto, a Bíblia nos ensina como devemos proceder. Vejamos:
4.1 Com perseverança. Muitos sofrimentos que enfrentamos aqui nesta vida, têm como finalidade a manifestação do poder da
glória de Deus. O Senhor nunca falou que “nos livraria DA fornalha, mas sim NA fornalha”. Existem alguns exemplos na
Bíblia de justos que sofreram por permissão de Deus para um propósito determinado: José (Gn 37-45); Daniel (Dn 6.1-28); os
jovens na fornalha de fogo (Dn 3.28-30); Jó (Jó 42.117); Estêvão (At 7.55-60; 1Pe 4.14; 2Co 12.9; Tg 4.6; 1Pe 2.20); Paulo
(2Co 4.8-9; 11.16-33; Fp 3.7-11); Pedro (1Pe 2.20); e o próprio Jesus (Is 53.1-12; Jo 15.18-21; Mc 15.3-5; Lc 23.9; Jo 19.9; At
8.32-33; 1Pe 2.20-24; Ap 5.6).
4.2 Com esperança. A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida
(Jo 16.33; 2Tm 3.12; Sl 34.19). Lembremo-nos do profeta messiânico: “Quando passares pelas águas estarei contigo [...]” (Is
43.2). O profeta ainda diz: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR […] dá força ao cansado, e multiplica as
forças ao que não tem nenhum vigor [...]” (Is 40. 28-31). E do salmista quando falou: “DEUS é o nosso refúgio e fortaleza,
socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1).
4.3 Com fé em Deus. O termo fé é definido pela própria Bíblia como a confiança que depositamos em todas as providências de
Deus (Gn 22.8; Hb 11.1). É a crença de que Ele está no controle de tudo, e que é capaz de manter as leis que estabeleceu (Is
43.13). Encontramos Jó perdendo seus bens e conservando a sua fé: “Porque eu sei que o meu Redentor vive [...]” (Jó 19.25).
Semelhante convicção demonstrou o apóstolo Paulo diante das mais severas provações: “[…] porque eu sei em quem tenho
crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2Tm 1.12).
4.4 Aceitando a vontade divina. O nosso Deus é Soberano, e isto significa dizer que Ele exerce autoridade absoluta e
inquestionável sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus. Portanto, como seus servos devemos aceitar seus
desígnios sem questionar (Rm 9.20). É o que nos ensina Jesus Cristo na oração modelo: “... seja feita a tua vontade, assim na
terra como no céu...” (Mt 6.10). Vemos essa submissão a vontade de Deus bem expressa nas palavras de Jó, quando disse: “[…]
SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1.21).
4.5 Permanecendo firme. Definitivamente, é praticamente impossível viver sem passar por crises, pois a vida é composta
inevitavelmente de dias maus: “Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos
dias das trevas, porque hão de ser muitos [...]” (Ec 11.8). Logo, o justo pode até vir a abalar-se diante das crises, porém, deve
permanecer firme no Senhor (Ef 6.13). Portanto, imitemos a conduta do patriarca Jó diante das perdas que sofreu: “Em tudo isto
Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (Jó 1.22).
CONCLUSÃO
O cristão não está isento de sofrer abalos também em sua vida material (Jó 1.13-19). Cientes de que os bens eternos, são
melhores, pois estão guardados em um lugar totalmente seguro, e neles é que o nosso coração deve estar” (Mt 6.20,21).
REFERÊNCIAS
 STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
 VINE, W.E et al. Dicionário Vine. CPAD
 ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. CPAD.
 COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as aflições da vida. CPAD.