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ISBN: 978-85-8320-193-9

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PSICOLOGIA ESCOLAR EDUCACIONAL DO PIAUÍ:


“VIVENCIANDO A PRÁTICA DE CAMPO”

17 e 18 de Junho de 2017
Teresina, PI
Ana Célia Sousa Cavalcante

ANAIS DO I SIMPÓSIO DE PSICOLOGIA ESCOLAR EDUCACIONAL DO PIAUÍ:


“VIVENCIANDO A PRÁTICA DE CAMPO”

1ª Edição

FUESPI
Teresina-PI
2017
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

Reitor: Coordenador do Curso de Psicologia:


Nouga Cardoso Batista Dyego de Carvalho Costa

Vice-Reitora: Comissão Científica:


Bárbara Olímpia Ramos de Melo Ana Célia Sousa Cavalcante
Camila Siqueira Cronemberger Freitas
Diretor do Centro de Ciências da Saúde Marília Santana Andrade
Jesus Antonio de Carvalho Abreu Paulo César Borges de Sousa Filho
Nadja Carolina de Sousa Pinheiro
Rafaella Coelho Sá Veloso
Patrícia Melo do Monte

Coordenação Geral do Simpósio:


Ana Célia Sousa Cavalcante
Comissão Organizadora:
André Victor Alves Portela
Déborah Éllen de Matos Ribeiro
Francisca Rute Carvalho de Oliveira
Jady Aristideane Ávila Barral
Jéssica Regina Chaves
Maria das Graças Pereira da Silva
Priscila Ferreira da Silva

Gráfica e Editora da UESPI


2017 Universidade Estadual do Piauí
É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.
Universidade Estadual do Piauí
Centro de Ciências da Saúde
Secretaria de Educação do Estado do Piauí
Rua João Cabral,2231-Pirajá
64002-150/Teresina-PI
Telefone: 86 3213-7887/3221-4741/www.uespi.br
PREFÁCIO

Caros alunos e profissionais participantes,

Pensando na melhor programação científica, convidamos profissionais que atuam na


área da Educação, e alunos da Psicologia, Pedagogia e Serviço Social para que pudessem
contribuir e dividir seus conhecimentos conosco proporcionando subsídios para novas
reflexões.
O campo da Psicologia Escolar Educacional ainda é pouco explorado no estado,
quando se trata de encontros científicos, portanto o evento teve o propósito de apresentar e
discutir novas reflexões a cerca da prática em Psicologia Escolar Educacional. Visamos sua
importância, pela necessidade de um espaço de trocas de experiências, tanto acadêmicas
quanto profissionais, divulgando assim ideias que contribuem para o desenvolvimento e
fortalecimento da Psicologia Escolar Educacional.
Em nome da Comissão Organizadora do Simpósio “Psicologia Escolar Educacional:
Vivenciando a Prática de Campo”, agradecemos a participação de todos.

Prof. Me. Ana Célia Sousa Cavalcante


Coordenadora Geral do Simpósio Psicologia Escolar Educacional: Vivenciando a
Prática de Campo
NORMAS PARA ENVIO DE TRABALHOS

1 Resumo: Os trabalhos deverão ser encaminhados sob a forma de resumo com: Título;
Autores, sendo que o nome do apresentador deve estar sublinhado e seu endereço de e-mail
deve constar no final; Introdução; Objetivo; Materiais e Métodos; Resultados e Conclusão. A
formatação do trabalho deverá ser em papel A4, com margens superior e esquerda de 3 cm e
inferior e direta de 2 cm, fonte Times New Roman, tamanho 12, no editor de texto Microsoft
Word, com espaçamento 1,0. O resumo deverá ter no máximo 500 palavras (vide Anexo I).
Título: todo em caixa alta, negrito, centralizado; Autores: nome dos autores por extenso,
separados por ponto e vírgula, centralizado. Serão permitidos até 5 autores (com orientador),
sendo que 1 a 3 autores no trabalho = obrigatoriedade de ao menos 1 inscrito no evento; 4 ou
5 autores no trabalho = obrigatoriedade de ao menos 2 inscritos no evento; Afiliação: deve
constar instituição principal de cada autor, titulação, Curso, cidade, Estado; Palavras-chave:
inserir de 3 a 5 palavras-chave no final do resumo, separadas por ponto e vírgula.
2 Submissão: Os trabalhos deverão ser submetidos exclusivamente via e-mail ao endereço:
simposioescolartrabalhos@gmail.com , no período de 10/05/2017 a 26/05/2017. Após a
submissão, a Comissão Científica enviará, no prazo de até dois dias, um e-mail de
confirmação de recebimento do trabalho. Os trabalhos deverão ser relacionados à Psicologia
Escolar Educacional. Podem ser enviados: revisões sistemáticas e de literatura, relatos de
experiência, estudos de caso, e estudos intervencionais de outras espécies. Todos os resumos
aprovados e apresentados serão publicados em anais do evento. Não será permitido a
utilização de gráficos, tabelas ou figuras no resumo. Não serão permitidas notas de rodapé no
resumo.
Observações:
· Os trabalhos que não contemplarem as normas aqui descritas serão automaticamente
desqualificados, sendo os autores informados via e-mail;
· Cada autor poderá submeter até dois trabalhos e quantos quiser como coautor;
· Os participantes da comissão organizadora do evento poderão enviar trabalhos, porém os
mesmos não concorrerão a premiação.
3 Normas para apresentação:
· O tamanho do pôster deverá ser de 120 cm de altura por 90 cm de largura, contendo Título,
Autores, Afiliação, Introdução, Objetivo, Materiais e Métodos, Resultados e Conclusão. Os
pôsteres deverão ser equipados com suporte para afixação (madeira e cordão);
· Os trabalhos deverão ser apresentados dentro de no máximo 8 minutos, e serão destinados
mais 2 minutos para arguição;
· O apresentador será responsável pela confecção, colocação e retirada o painel/pôster;
· A organização do simpósio destinará local para fixação do painel/pôster;
· A data e local de exposição dos pôsteres serão divulgados na página do evento.

Teresina, 09 de maio de 2017.

Profª Me. Ana Célia Sousa Cavalcante


Coordenadora Geral do Evento
ANEXO 01

TÍTULO DO TRABALHO: CAIXA ALTA, NEGRITO E FONTE 12.


Nome completo1, Nome completo2, Nome completo3 (Máximo 5 autores*)
1 Instituição de Ensino Superior vinculada, Cidade, Estado;
2 Instituição de Ensino Superior vinculada, Cidade, Estado;
3 Instituição de Ensino Superior, Cidade, Estado;
4 Titulação do orientador, Universidade vinculada, Cidade, Estado;
Email do apresentador

INTRODUÇÃO
Os autores deverão seguir este modelo no momento da submissão, todos resumos deverão ser
submetidos em um arquivo do Word, fonte Times New Roman (12) e espaçamento 1,0.
Coloque apenas um Email de contato. Todas as abreviações devem ser especificadas no corpo
do texto, quando utilizadas pela primeira vez.

OBJETIVOS
Apresentação das finalidades do estudo.

MATERIAIS E MÉTODOS
Divida este tópico em tipo de estudo, local da pesquisa, características dos participantes,
procedimentos, desfechos, descrição dos equipamentos/exercícios, análise estatística e (se
possuir) número de aprovação do comitê de ética local (número/ano) ou com outros tópicos
que se julgarem necessários conforme o tipo de estudo, sem utilização de subtópicos.

RESULTADOS
Atente-se a apresentar os resultados mais relevantes para compreensão do trabalho.

CONCLUSÃO
A comissão Científica se reserva no direito de não aceitar os trabalhos que não seguirem as
regras e o formato deste documento.

PALAVRAS-CHAVE
No mínimo 03 palavras, no máximo 05.
SUMÁRIO

TRABALHO PREMIADO: DUPLA NECESSIDADE EDUCACIONAL ESPECIAL E DEFICIÊNCIA


VISUAL: UMA REVISÃO SISTEMATICA DA LIETRATURA ................................................................................. 1
ATUAÇÃO EM PSICOLOGIA ESCOLAR: ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DE ADOLESCENTES EM
TERESINA-PI........................................................................................................................................................................ 2
MÉTODOS PEDAGÓGICOS UTILIZADOS PELOS PROFESSORES NA INCLUSÃO ESCOLAR DE
ALUNOS COM TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)...................... 3
TREINAMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS COM CRIANÇAS DO 3° ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL.................................................................................................................................................................. 4
VIVENCIANDO A INTOLERÂNCIA: REFLEXÕES SOBRE O BULLYING HOMOFÓBICO........................... 5
ESCOLARES VÍTIMAS DE BULLYING: DIFERENÇAS ENTRE SEXO E TIPO DE INSTITUIÇÃO ............. 6
A PSICOLOGIA NO CONTEXTO ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAErro! Indicador não
definido.
ESICOLOGIA NA FORMAÇÃO DO LICENCIADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA ESCOLA
PÚBLICA DO PIAUÍ ............................................................................................................................................................ 8
O PSICÓLOGO ESCOLAR NO TRABALHO DE INCLUSÃO DE ALUNOS COM ALTAS
HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO ................................................................................................................................ 9
PSICÓLOGO ESCOLAR NO BRASIL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS ............................................................... 10
ESCOLA COMO ESPAÇO PARA A VALORIZAÇÃO À VIDA ............................................................................... 11
ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO ESCOLAR JUNTO A ALUNOS PORTADORES DE PARALISIA CEREBRAL
NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA ......................................................................................................................................... 12
O AUTOCONHECIMENTO COMO RECURSO PARA O ENFRENTAMENTO DA ANSIEDADE PRÉ-
VESTIBULAR ..................................................................................................................................................................... 13
AUTOCONHECIMENTO PARA A ESCOLHA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA EM ORIENTAÇÃO
PROFISSIONAL ................................................................................................................................................................. 14
EXPERIENCIANDO O TESTE DAS FRASES INCOMPLETAS: UMA PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO
PROFISSIOAL .................................................................................................................................................................... 15
RELAÇÕES INTERPESSOAIS NA ESCOLA .............................................................................................................. 16
RESPEITO E SEXUALIDADE NA ESCOLA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA .............................................. 17
ANSIEDADE COM TÉCNICA DE RELAXAMENTO PROGRESSIVO NO AMBIENTE ESCOLAR ........... 18
RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DE ESTÁGIO EM PSICOLOGIA ESCOLAR EDUCACIONAL:
UM TRABALHO FOCADO NO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS .................................. 19
APLICAÇÃO DE INTERVENÇÕES PSICOLÓGICAS JUNTO A ADOLESCENTES DO ENSINO MÉDIO
EM UMA ESCOLA PRIVADA ........................................................................................................................................ 20
BLITZ COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO E PREVENÇÃO DE SAÚDE NAS ESCOLAS ................ 21
DIÁLOGO E POSSIBILIDADES NO TRABALHO COM ADOLESCENTES: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA ................................................................................................................................................................... 22
“É DE MENINO OU DE MENINA?”: PRÁTICAS E DISCURSOS PEDAGÓGICOS SOB O OLHAR DA
PSICOLOGIA ESCOLAR EDUCACIONAL CRÍTICA ............................................................................................... 23
PROMOÇÃO DE SAÚDE NA ESCOLA: O DIÁLOGO DE SABERES NO ENFRENTAMENTO AO
BULLYING .......................................................................................................................................................................... 24
ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO CONTEXTO ESCOLAR...................................................................................... 25
ANSIEDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL E AS INTERVENÇÕES DO PSICÓLOGO SOB ENFOQUE
DA TEORIA COGNITIVO - COMPORTAMENTAL................................................................................................. 26
PROJETO DE EDUCAÇÃO EMOCIONAL E APRENDIZAGEM SOCIAL NO COLÉGIO DIOCESANO EM
TERESINA-PI..................................................................................................................................................................... 27
SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM PSICOLOGIA ESCOLAR EDUCACIONAL: COMPROMISSO COM A
FORMAÇÃO PROFISSIONAL ....................................................................................................................................... 28
O TRABALHO DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR: ..................................................................................... 29
RELATO DE EXPERIÊNCIA NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO PIAUÍ...................... 29
A TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO ESCOLAR: AS PRÁTICAS DO PROFESSOR NO
DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL NA INFÂNCIA. .............................................................................. 30
NOVOS SABERES, NOVOS OLHARES: PROJETO DE INTERVENÇÃO EM ESTÁGIO
SUPERVISIONADO EM PSICOLOGIA ESCOLAR, UM RELATO DE EXPERIÊNCIA .................................. 31
RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO EM PSICOLOGIA ESCOLAR NO COLÉGIO DA POLÍCIA
MILITAR DO PIAUÍ ......................................................................................................................................................... 32
ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA ............................................................. 33
NA ESSÊNCIA SOMOS IGUAIS, NA DIFERENÇA NOS RESPEITAMOS: ESTÁGIO EM PSICOLOGIA
ESCOLAR............................................................................................................................................................................. 34
PROJETO DE INTERVENÇÃO: BULLYING NAS ESCOLAS ................................................................................ 35
BULLYING: A BRINCADEIRA COMO FERRAMENTA DE INTERVENÇÃO ................................................. 36
QUANDO A MORTE INVADE O AMBIENTE ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ..................... 37
A EXISTÊNCIA DO DÉFICIT DE HABILIDADES SOCIAIS E OS PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO
................................................................................................................................................................................................ 38
1

TRABALHO PREMIADO: DUPLA NECESSIDADE EDUCACIONAL


ESPECIAL E DEFICIÊNCIA VISUAL: UMA REVISÃO SISTEMATICA DA
LIETRATURA

Jessica Alves Vasconcelos1, Nadja Carolina de Sousa Pinheiro2


1 Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí;
2 Doutora, Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí.
anyvasconcelos015@gmail.com

INTRODUÇÃO: Segundo a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da


Educação Inclusiva (2008) a Educação Especial possui como público alvo os alunos
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e a altas
habilidades/Superdotação (AH/SD). Nos dois primeiros casos essa modalidade de
educação tem por objetivo subsidiar esses alunos afim de que eles cheguem ou se
aproximem ao máximo da média dos outros alunos, já nas AH/SD a educação vem
aprimorar as habilidades do aluno de forma que nessa modalidade de apoio, os alunos
elas acabam por se afastar da média, indo assim de forma contraria ao propósito da
educação especial, que é igualar os alunos. No entanto dentro das Altas Habilidades e
Superdotação existem os casos de dupla Necessidade Educacional Especial (DNEE),
que são os que possuem alto desempenho em alguma área de conhecimento e um déficit
em outras, seja esse por uma limitação física, intelectual ou cognitiva (VIEIRA e
SIMON, 2012). Importante salientar que muitas vezes a crianças com AH/SD podem
receber um diagnóstico errôneo, dada a grande quantidade de características distintas
que a mesma pode vir a apresentar, e segundo Rangni e Costa (2016) são menos visíveis
dentre da Educação Especial. OBJETIVOS: Verificar segundo a literatura os principais
métodos de identificação de Duplicidade de Necessidade Educacional Especiais
(DNEE) utilizados em programas de identificação de Altas Habilidades/Superdotação.
MATERIAIS E MÉTODOS: A pesquisa se caracterizou como uma pesquisa de
revisão sistemática da literatura. Foram utilizados os descritores: Altas
Habilidade/Superdotação; Duplicidade de Necessidades Educacionais Especiais;
Identificação; Dotação e Talento; Dupla Excepcionalidade. Para a pesquisa, sendo essa
feita em bancos de dados consagrados pela literatura como Scielo, Capes e BDTD,
restringindo a literatura publicada entre 2006 até 2017. RESULTADOS: Os resultados
obtidos somente um artigo acadêmico que se adequava aos requisitos da pesquisa, sendo
este do Rangni e Costa (2016) onde o mesmo traz a discussão da falta de literatura
existente sobre a temática, e a inexistência da temática em na principal base de
pesquisas do pais, o CAPES, mostrando assim a necessidade urgente se começar a
produzir pesquisas sobre o DNEE de forma geral como também associada a deficiência
visual. Na pesquisa feita por Rangni e Costa (2016) somente três artigos sobre a
temática foram encontrados, dentro de seus requisitos, sobre a temática em periódicos
nacionais e internacionais. CONCLUSÃO: A literatura na área aponta que as Altas
Habilidades/Superdotação podem se manifestar em qualquer pessoa independente de
esta possuir algum tipo de deficiência ou transtorno, no entanto são escassos os dados,
fazendo-se assim necessárias mais pesquisas para o enriquecimento da área bem como o
encaminhamento e acompanhamento adequado do alunado que por ventura possuam a
Duplicidade de Necessidades Educacionais Especiais não diagnosticada. PALAVRAS-
CHAVE: Altas Habilidade/Superdotação; Duplicidade de Necessidades Educacionais
Especiais; Identificação.
2

ATUAÇÃO EM PSICOLOGIA ESCOLAR: ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


DE ADOLESCENTES EM TERESINA-PI

Camila Siqueira Cronemberger Freitas1; Daniele Gonçalves Rodrigues2; Matheus


Asmassallan de Souza Ferreira3;
1Mestre em Educação, Professora da Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí.
2 Psicóloga graduada pela Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí.
3 Psicólogo graduado pela Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí.
danielerodrigues_25@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A Orientação Profissional e a Psicologia Escolar são caminhos que


têm sofrido diversas transformações nos seus fundamentos teórico-metodológicos, o
que tem possibilitado que tais áreas desenvolvam intervenções cada vez mais focadas na
promoção da cidadania e desenvolvimento humano. OBJETIVOS: Realizar uma
pesquisa com intervenção utilizando a abordagem sócio-histórica no processo de
escolha profissional de adolescentes no contexto escolar, a fim de auxiliar os alunos a
terem uma visão ampla sobre as áreas profissionais para facilitar o seu processo de
escolha por uma área que seja mais adequada e se aproxima mais dos seus projetos
pessoais. MATERIAIS E MÉTODOS: A pesquisa realizada foi do tipo pesquisa-ação,
que buscou coletar informações relacionadas à convergência entre a Orientação
Profissional e a Psicologia Escolar, com dois grupos de 25 educandos do terceiro ano do
ensino médio e pré-vestibular em uma escola particular na cidade de Teresina. Sendo
um encontro por semana de aproximadamente duas horas de duração, no total de quatro
encontros em um mês com cada grupo. A análise das informações foi realizada numa
abordagem qualitativa, discutindo os dados de forma descritiva e caracterizando-os em
acordo com a análise da literatura da área. RESULTADOS: No primeiro encontro, foi
trabalhado a apresentação do grupo com uma dinâmica quebra-gelo. No segundo
encontro, na dinâmica da bandeira pessoal, foi possível perceber uma dificuldade sobre
a autorreflexão, sobre como suas características podem influenciar na escolha
profissional e no seu futuro, em que houveram alguns questionamentos aos colegas
sobre eles mesmos. No terceiro encontro, na dinâmica do projeto de vida, após
realizarem as pesquisas, discussões nas intervenções e até entre eles mesmos, verificou-
se maior segurança a respeito do entendimento deles acerca de si e da perspectiva de
futuro. No quarto e último encontro, foi um dos momentos de mais interação, onde eles
falavam de características dos seus colegas e como tais características poderiam ser
relacionadas às escolhas profissionais. No fechamento, obteve-se um ótimo feedback
dos grupos, em que eles destacaram a importância de momentos diferentes de aula do
cotidiano em que foram escutados. CONCLUSÃO: Diante do exposto, conclui-se que
enfatizar a escuta dos educandos e o seu papel neste processo de escolha foi um
pressuposto básico da boa interação que se teve com os grupos de adolescentes, em que
escuta psicológica envolve o estar com o outro, atentando aos fenômenos psicológicos,
é encontrar a pessoa, o grupo ou a instituição por meio de suas histórias e de seus afetos.
É através desta postura, tanto em momentos programados intencionalmente para isso,
no caso do projeto e como na urgência do cotidiano escolar, que o psicólogo escolar
desenvolve meios de assessorar o trabalho coletivo da equipe técnico-pedagógica.
PALAVRAS-CHAVES: Psicologia Escolar; Orientação Profissional; Adolescentes.
3

MÉTODOS PEDAGÓGICOS UTILIZADOS PELOS PROFESSORES NA


INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO DÉFICIT DE
ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH)

Camila Siqueira Cronemberger Freitas1; Daniele Gonçalves Rodrigues2.Jean Carlos de


Sousa Pessoa3.
1 Mestre em Educação pela UFPI, Professora do curso de Psicologia da Universidade
Estadual do Piauí, Teresina, Piauí.
2 Psicóloga graduada pela Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí.
3 Psicólogo graduado pela Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí
danielerodrigues_25@hotmail.com

INTRODUÇÂO: O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um


transtorno neurobiológico que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e
impulsividade. Embora alguns sinais deste transtorno apareçam nos primeiros anos de
vida da criança, é no ambiente escolar que se mostram agitadas, trocam muito de
atividade, apresentam problemas na organização acadêmica, e dificuldade de manter
uma relação de amizade com as demais crianças de sua idade. Este trabalho se justifica
no sentido de poder beneficiar os professores indicando qual a maneira mais adequada
para ensinar este aluno sem que haja desgaste profissional, dos colegas de classe e do
aluno com TDAH. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo verificar os
métodos pedagógicos utilizados por professores na inclusão escolar de alunos
diagnosticados com TDAH. MATERIAIS E MÉTODOS: Participaram desta pesquisa
qualitativa6 professores do ensino fundamental que tinham mais de dois anos de prática
com alunos com TDAH. Foram observadas duas aulas de cada participante antes da
realização das entrevistas semiestruturada com o objetivo de coletar informações sobre
a metodologia utilizada pelos professores com as crianças com TDAH.
RESULTADOS: Através da pesquisa foram observadas posturas voltadas para facilitar
o processo de ensino-aprendizagem como chamar o aluno pelo nome, direcionar
perguntas para o mesmo a fim de chamar sua atenção e envolve-lo neste processo, assim
como, conhecer os gostos do aluno para uma preparação prévia dos conteúdos por
meios de elementos que sejam atrativos para o mesmo como tablet, jogos, brincadeiras.
É percebida também uma grande ansiedade na postura profissional dos professores e na
sua atuação junto a crianças com TDAH e junto dela está também o fato de não saberem
lidar com determinadas situações o que dificulta o estabelecimento de vínculo e de
confiança na relação professor/aluno assim como déficit no processo de ensino-
aprendizagem, como gritar e ter gestos agressivos com o aluno com TDAH.
CONCLUSÃO: Estes prejuízos que observamos na postura do professor não devem ser
entendidos apenas como culpa do mesmo, o déficit de ensino vem desde a sua
formação. Apesar dessas atuações é importante ressaltar o comprometimento de muitos
professores que buscam atualizações frequentes acerca de sua prática e que fazem
acontecer à inclusão nas suas salas de aula por mais que ainda tenhamos um caminho
longo a percorrer. PALAVRAS-CHAVES: Métodos pedagógicos; professor/aluno;
TDAH.
4

TREINAMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS COM CRIANÇAS DO 3° ANO


DO ENSINO FUNDAMENTAL
.
Francisco Bruno Paz Soares 1, Daniele Gonçalves Rodrigues 2, Jean Carlos de Sousa
Pessoa3, Rafaella Coelho Sá Veloso 4.
1 Universidade Estadual do Piauí Teresina-PI;
2 Universidade Estadual do Piauí, Teresina-PI;
3 Universidade Estadual do Piauí, Teresina-PI;
4 Mestre em Educação, Universidade Estadual do Piauí, Teresina-PI;
karlos.jean13@gmail.com

INTRODUÇÃO: Considera-se o psicólogo escolar o profissional responsável por


identificar e atuar em cima de demandas que são apresentadas nas relações do contexto
escolar, assim como atuar de forma preventiva. Dentre tantas demandas encontradas
nesse contexto podemos destacar as Habilidades sociais. OBJETIVOS: Geral:
Promover a formação e fortalecimento das habilidades sociais de alunos do ensino
fundamental menor, em uma escola da rede pública municipal de Teresina-PI.
Específicos: Fortalecer a comunicação aluno-aluno no ambiente escolar; Estabelecer
uma relação de maior proximidade e respeito mútuo na relação professor-aluno;
Proporcionar reflexões acerca do papel da família no contexto escolar dos alunos.
MATERIAIS E MÉTODOS: Essa pesquisa se caracteriza como uma pesquisa ação
de cunho qualitativo, a mesma foi realizada numa escola da rede pública municipal de
Teresina- PI. Participaram dela alunos do ensino fundamental menor, ao todo foram 35.
Toda a pesquisa contou com 8 encontros, 3 de observação e 5 de intervenções. Para as
atividades contaram-se com o uso de pinceis, folhas, revistas, cola e cartolina. Em
relação aos horários, os mesmo foram fixos e concedidos pela escola. RESULTADOS:
O primeiro encontro teve como foco reconhecer e nomear os sentimentos, essa atividade
demonstrou que muito dos participantes tinham dificuldades em distinguir os
sentimentos alheios. O segundo encontro trabalhou a habilidade de dar e receber
elogios, através da atividade constatou que boa parte dos alunos não conseguia
descrever de forma precisa quais qualidades admiravam nos seus colegas. A terceira
atividade trabalhou a comunicação, nela os participantes deveriam apontar as qualidades
e os defeitos do outro e como poderiam melhorar, no fim verificou-se que a partir das
atividades anteriores os participantes já começavam a compreender e identificar os
sentimentos alheios, voltando-se menos para os aspectos físicos e sim para os
comportamentais. O quarto encontro teve como objetivo trabalhar a relação família
escola, nele muitos participantes relataram entender a importância da família na escola,
entretanto destacaram que os pais só apareciam em casos de queixas escolares, pois
eram solicitados. A última intervenção trabalhou a relação professor/aluno, nela um
aluno deveria ser escolhido pela turma para executar as atividades do professor, nessa
atividade muitos alunos relataram ter percebido quão era importante ter respeito não só
com os colegas, mas também com o professor. CONCLUSÃO: Diante do exposto
concluísse que este tema precisa ser mais bem estudado, pesquisado e difundido nos
espaços educativos, com o objetivo de se tornar uma política da instituição escolar e de
todos os profissionais e setores envolvidos nesse processo visto que a mesma se faz
essencial não só na vida escolar, mas no desenvolvimento físico, cognitivo e emocional
do ser humano. PALAVRAS-CHAVES: Psicologia Escolar; Habilidades Sociais;
Educação.
5

VIVENCIANDO A INTOLERÂNCIA: REFLEXÕES SOBRE O BULLYING


HOMOFÓBICO

¹Andreia Almeida Andrade; ²Letícia Rebeca Soares Melo; ³Lóren-Lis Araújo; 4Camila
Siqueira Cronemberger Freitas
¹Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-PI;
²Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-PI;
³Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-PI;
4
Mestre, Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-PI.
psicoleticia@outlook.com

INTRODUÇÃO: A escola possui papel fundamental na formação dos indivíduos.


Contudo, mostra-se ainda despreparada para abranger todos os aspectos necessários
para uma educação efetiva como, por exemplo, promover respeito às diferenças que
influencia diretamente em questões como discriminação e bullying e discutir
sexualidade no ambiente escolar. OBJETIVO: Descrever, explorar e analisar
criticamente o fenômeno bullying dentro das escolas enfocando em aspectos
relacionados à sexualidade, como orientação sexual, identidade de gênero e suas
particularidades na contemporaneidade. MATERIAIS E MÉTODOS: Análise do
documentário “Bullying” dirigido por Lee Hirsch, enfocando situações retratadas que
envolvem a sexualidade do indivíduo; assim como uma revisão bibliográfica sobre o
tema bullying e sexualidade. RESULTADOS: A homofobia nas escolas
(compreendidas também a lesbofobia, a transfobia e a bifobia) afeta toda a dinâmica do
indivíduo e seu bem-estar, gerando sofrimento a curto e longo prazo. O bullying
homofóbico configura-se como um problema real dotado de particularidades, portanto,
há uma necessidade de estudos, pesquisas e práticas específicas voltadas para entender e
evitar reações de ódio, aversão e violência direcionadas ao público LGBT (lésbicas,
gays, bissexuais, transexuais) no ambiente escolar. O documentário Bullying (2011)
aponta em um dos relatos a questão da sexualidade e do bullying e de como é uma
questão que merece atenção por ser uma violência que assume uma proporção
inimaginável, produzindo inclusive vítimas fatais. Verifica-se a omissão por parte dos
professores e gestores aliada a uma falta de formação anterior para lidar com temas
LGBT na sala de aula. Falta de debates na escola e meio acadêmico, carência de cursos
de formação para professores sobre diversidade sexual e limitações dos conteúdos
programáticos constitui-se fatores agravantes para práticas excludentes.
CONCLUSÃO: Aponta-se a singularidade do bullying homofóbico que além de
repercutir na vida do sujeito, dificulta-se a conquista de um espaço efetivo para o
público LGBT. A instituição escolar é um espaço decisivo para contribuir na construção
de uma consciência crítica e no respeito à diversidade e aos direitos humanos.
PALAVRAS-CHAVES: Bullying; Sexualidade; Educação.
6

ESCOLARES VÍTIMAS DE BULLYING: DIFERENÇAS ENTRE SEXO E


TIPO DE INSTITUIÇÃO
Kairon Pereira de Araújo Sousa1; Paulo Gregório Nascimento da Silva2; Cleiton Uchôa
de Melo3; Francisco Bruno Paz Soares4; Emerson Diógenes de Medeiros5.
1 Mestrando em Psicologia pela Universidade Federal do Piauí, Parnaíba, Piauí;
2 Mestrando em Psicologia pela Universidade Federal do Vale do São Francisco,
Petrolina, Pernambuco;
3Graduado em Psicologia pela Universidade Federal do Piauí, Parnaíba, Piauí;
4 Mestrando em Psicologia pela Universidade Federal do Piauí, Parnaíba, Piauí
5Doutor em Psicologia Social, Universidade Federal do Piauí, Parnaíba, Piauí;
E-mail: kaironpereira@hotmail.com

INTRODUÇÃO: O bullying é o mais comum tipo de comportamento agressivo entre pares


que ocorre dentro do ambiente escolar, sendo definido como uma agressão intencional e
repetida que é direcionada a uma pessoa com dificuldades em defender-se, havendo
assimetria de forças (física ou mental). Tal comportamento pode acontecer nas formas
direta (físico e verbal) e indireta (relacional e cyber), estando associado a consequências
negativas para a saúde mental dos indivíduos que sofrem esse tipo de abuso. É considerado
um dos principais problemas sociais que afetam crianças e adolescentes em todas as partes
do mundo. As vítimas do bullying, geralmente são ansiosas, apresentam baixa autoestima,
têm poucos amigos e são tímidas, além de terem uma visão negativa de si mesmo e de sua
situação. Apesar desse fenômeno ser considerado tipicamente masculino, observa-seque é
cada vez mais frequente o envolvimento de meninas na forma indireta. Além disso, estudos
têm evidenciado a prevalência do bullying em escolas públicas. OBJETIVOS: Objetivou-
se averiguar se existem diferenças nos níveis de vitimação entre os quatro tipos de Bullying
em função do sexo e tipos de escolas (públicas e privadas), na cidade de Parnaíba.
MATERIAIS E MÉTODOS: Empregou-se um desenho correlacional ex post fator.
Contou-se com uma amostra não probabilística de 461 infantes de escolas públicas e
particulares da cidade de Parnaíba, Piauí, que tinham em média 11,30 anos (DP= 1,27;
variando de 8 a 14 anos), a maioria meninas (52,4%), de escolas particulares (49,6%).
Utilizou-se a Escala de Vitimação de Bullying, composta por 16 itens, respondidos numa
escala tipo Likert de 5 pontos, de 0 (Nenhuma vez) a 4(Quatro ou mais vezes por semana),
além de perguntas sociodemográficas. Os questionários foram respondidos individualmente,
em ambiente coletivo de sala de aula. Os dados foram analisados no programa SPSS versão
21. Realizaram-se análises descritivas (medidas de tendência central e dispersão), para
caracterizar a amostra, além de o teste T de Student para amostras independentes, visando
comparar os quatro fatores do bullying (físico, verbal, relacional e cyber); as formas diretas
e indiretas; e tipo de escola. RESULTADOS: Os resultados, obtidos por meio do test T de
Student, para amostras independentes, demonstraram que os grupos de meninos e meninas
não se diferenciam quando comparados tipos de bullying, com exceção do fator bullying
físico que mostrou que os meninos sofrem mais este tipo de bullying que as meninas (p =
0,02). Quanto ao tipo de escola (particular e pública), apenas o bullying verbal conseguiu
diferenciar-se de maneira satisfatória (p = 0,01). CONCLUSÃO: Os resultados
demonstraram maiores níveis de vitimação masculina na forma direta e feminina na forma
indireta, observando-se maiores índices de bullying em escolas públicas. Esses achados
apontam a importância de promoção de intervenções que visem a diminuição desse tipo de
agressão nas escolas. Seria importante replicar esta pesquisa em outros contextos, além de
considerar amostras maiores e mais heterogêneas, incluindo pessoas de diferentes níveis de
escolaridade, averiguando os antecedentes e consequentes da vitimação do bullying.
PALAVRAS-CHAVES: Avaliação; Bullying; Saúde; Vitimação.
7

A PSICOLOGIA NO CONTEXTO ESCOLAR: UM RELATO DE


EXPERIÊNCIA
Kairon Pereira de Araújo Sousa
Mestrando em Psicologia pela Universidade Federal do Piauí, Parnaíba, Piauí
E-mail:kaironpereira@hotmail.com

INTRODUÇÃO:A atuação do psicólogo no ambiente escolar ainda é motivo de


dúvidas e controvérsias, suscitando debates a respeito de qual seria concretamente sua
contribuição no cotidiano da instituição. Inicialmente, os trabalhos realizados nessa área
se destinavam às intervenções clínicas, com diagnóstico e tratamento de educandos com
distúrbios de aprendizagem. Contudo, no decorrer dos anos, a prática do psicólogo
escolar foi ganhando outros contornos. Na atualidade, diante dos dilemas associados à
escola, principalmente no que diz respeito a dificuldades de aprendizagem e a
necessidade de avanço nas políticas educativas no país, de modo a aumentar o nível
educacional, minimizando as repetências e melhorando a qualidade do ensino, o
psicólogo escolar é chamado a compor esse espaço a partir de uma perspectiva crítica,
articulando as diversas subjetividades que compõem a instituição escolar.
OBJETIVOS: Este trabalho tem como objetivo expor um relato de experiência no
campo da psicologia escolar, contribuindo para as discussões sobre o fazer do psicólogo
escolar. MATERIAIS E MÉTODOS :Trata-se de um relato de experiência descritivo.
As atividades foram realizadas na Escola Normal Osvaldo da Costa e Silva, situada na
Praça Dr. Sobral Neto, s/n, no Centro de Floriano-PI. Estas foram divididas em etapas.
Assim, a primeira fase desse estágio consistiu em uma análise do lugar. De acordo com
Costa e Guzzo (2006), esse procedimento é importante como forma do psicólogo
escolar ter um diagnóstico da situação da escola. Posteriormente, desenvolveu-se outras
etapas, com atividades periódicas que variavam em decorrência da programação da
escola (palestras, escuta e orientação a educadores e estudantes, participação no
planejamento pedagógico, orientação vocacional, atendimento aos estudantes, roda de
conversa com pais, etc.). As atividades e temas trabalhados foram supervisionados pela
professora da disciplina. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O estágio foi realizado no
mês de fevereiro a abril de 2013. Ao término do mesmo foi possível observar que os
estudantes, educadores e direção da escola identificaram a necessidade de um
profissional da psicologia dentro do espaço escolar capaz de oferecer um espaço de
escuta qualificada, identificar e propor intervenções para problemas escolares. Alguns
dos professores relataram ter percebido mudanças favoráveis de comportamento nos
alunos das turmas onde foram realizadas palestras e outras atividades. Também
pontuaram que eles mesmos sentiram-se menos estressados e que a relação com alunos,
de comportamento conturbador, melhorou. CONCLUSÃO: Essa experiência mostrou o
quanto a psicologia escolar pode contribuir para maximizar o processo de ensino-
aprendizagem, auxiliando na construção de um espaço educativo significativo, no qual
os atores presentes nele consigam desempenhar com qualidade suas funções e
atividades. PALAVRAS-CHAVES: Escola; Psicólogo escolar; Psicologia Escolar;
Relato de Experiência.
8

ESICOLOGIA NA FORMAÇÃO DO LICENCIADO: RELATO DE


EXPERIÊNCIA EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO PIAUÍ
1
Elivelton Cardoso Vieira;2Ana Célia Sousa Cavalcante
1
Graduando em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-PI;
2
Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade de Fortaleza - UNIFOR, Teresina-PI
eliveltoncarvi@gmail.com

INTRODUÇÃO: Segundo as leis que regem nosso país no tocante à Educação é


assegurado que a educação de qualidade é um direito de todos, sendo necessária uma
formação de qualidade àqueles que vão educar. A disciplina de Psicologia é presente em
quase todos os cursos de licenciatura em Instituições de Ensino Superior (IES). Ela
contribui de maneira eficaz para que os futuros docentes possam conhecer teorias,
técnicas e métodos que serão muito importantes para sua atuação. Dessa forma, o
presente trabalho justificou-se pela necessidade de analisar as práticas educativas, sejam
elas escolares ou não escolares, sob a perspectiva psicológica. OBJETIVOS: O
presente trabalho teve como objetivo conhecer a importância da disciplina de Psicologia
na formação de professores e identificar a utilização das crenças dos docentes em sala
de aula. MATERIAIS EMÉTODOS: Tratou-se de um relato de experiência com dois
momentos: A priori, utilizou-se do método de observação, no qual foi observada a
dinâmica na sala de aula de uma turma do Ensino fundamental numa escola pública.
Posteriormente, em outro dia, a professora desta turma foi entrevistada por meio de
perguntas semiestruturadas. A professora assinou um termo de participação, aceitando
contribuir para a pesquisa.Como bases teóricas, para a execução do presente trabalho,
foram consultados alguns autores que trataram a respeito da temática de maneira
esclarecedora e enriquecedora. Dentre estes, temos Bragrholli (2011), Guerra (2009),
Leite (2011), dentre outros. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foi percebido pela fala
da professora que a disciplina de psicologia durante a graduação é bastante importante
para futura atuação de um professor, independentemente da disciplina que ele lecionará.
Muitos professores tem utilizado sua prática de maneira conteudista, levando em
consideração que o aluno precisa absorver o que está sendo passado, sem estar atento às
questões emocionais, psíquicas e sócias deste sujeito. Essa disciplina ajuda o professor a
ter este olhar mais atento, observando os diversos fenômenos que envolvem a sala de
aula. Eles devem prezar pelo crescimento de seus alunos, incentivando-os a acima de
tudo serem bons cidadãos. Foi observado que a professora procurou motivar os alunos a
terem projetos e objetivos em suas vidas pessoais, por mais que sua disciplina fosse o
Inglês. Foram observadas também muitas crenças importantes que ela trazia para a sala
de aula, como incentivar a turma a trabalhar em equipe e a tornar os conteúdos mais
interessantes para os alunos. Dessa forma, o professor deve desenvolver durante sua
graduação e prática crenças importantes que contribuirão para o aprendizado de seus
alunos. CONCLUSÃO: Através deste trabalho foi possível perceber que o professor
pode ser um agente transformador dentro do ambiente escolar. Os objetivos da pesquisa
foram alcançados. Foi percebido o quanto a disciplina de psicologia é essencial na
formação do licenciado, propiciando uma prática cada vez mais completa. Entretanto,
notou-se o quanto é necessário que haja um aprofundamento desta disciplina, mostrando
durante a graduação como estes conteúdos podem ser vistos na prática do professor. É
também necessário que sejam feitas mais pesquisas que abordem tal temática com o
auxílio de mais participantes. PALAVRAS-CHAVE: Educação; licenciatura;
psicologia escolar; crenças.
9

O PSICÓLOGO ESCOLAR NO TRABALHO DE INCLUSÃO DE ALUNOS


COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO
1
Amanda de Oliveira Lima;2Camila Siqueira Cronemberger Freitas; 3Elivelton Cardoso
Vieira; 4Sabrina Alice Cardoso dos Santos;
1
Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-PI;
2
Mestre em Educação pela Universidade Federal do Piauí – UFPI, Teresina-
PI; Graduando em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-
3

PI;4Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-


PI; eliveltoncarvi@gmail.com
INTRODUÇÃO: Quando se fala em inclusão geralmente nos referimos a ações que
objetivam combater a exclusão provocada pelas diferenças entre as pessoas com relação
à idade, gênero e também em relação aos déficits ou dificuldades de aprendizado. Há
uma escassez de pesquisas que tratam a respeito da inclusão dos alunos que possuem
Altas Habilidades/Superdotação. A participação do psicólogo escolar no processo de
inclusão deste aluno é imprescindível, pois ele é um agente de mudanças e uma de suas
modalidades é a prática dentro da educação inclusiva. O tema proposto é, dessa forma,
de suma importância para os Psicólogos escolares – que precisam aprender mais sobre
como podem intervir dentro desta perspectiva – também para os pais e familiares destas
crianças, assim como também os colaboradores da escola, incluindo os professores,
coordenadores e diretores. OBJETIVOS: Conhecer o papel do psicólogo escolar na
inclusão de alunos com Altas Habilidades/Superdotação, além de Descrer Superdotação
e caracterizar a atuação do Psicólogo escolar. MATERIAIS E MÉTODOS: Tratou-se
de uma pesquisa de revisão bibliográfica. Para a execução do presente trabalho foram
consultados fundamentos teóricos de alguns autores que trataram a respeito da temática
de maneira esclarecedora e enriquecedora. No total, foram pesquisados sete artigos
científicos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O psicólogo escolar precisa atuar em
uma rede articulada entre o aluno, família, professores e instituição. Isso vai
proporcionar um desenvolvimento completo dos alunos com Altas
Habilidades/Superdotação, e assim uma melhor inclusão dos mesmos. Com a família, o
psicólogo pode apresentar de modo integralizado as diversas facetas que a superdotação
apresenta, minimizando assim as pressões e cobranças por sucesso sempre. Na escola,
atuar frente aos profissionais inseridos na escola, em especial o professor, mostrando a
eles as singularidades que esses alunos apresentam. Isso fará com que eles possam
utilizar de métodos necessários que potencialize seus conhecimentos e os tornem mais
motivados e ativos em sala de aula. A quebra de estereótipos, tais como os de “gênios”
ou “independentes”, também deve ser trabalhada pelo psicólogo escolar. Esses estigmas
podem contribuir para que haja isolamento desse aluno. Além disso, intervir frente ao
próprio aluno é de grande importância, fazendo-o refletir quanto suas habilidades e
como utilizá-las de modo que venha cooperar tanto em seu desenvolvimento pessoal
como em seus laços interpessoais. CONCLUSÃO: Através deste trabalho foi possível
concluir a importância e influência que o psicólogo escolar tem no processo de inclusão,
socialização e aprendizagem do aluno com Altas habilidades/superdotação, trabalhando
diretamente com seus familiares, com a escola, os colegas de classe, e o próprio aluno
superdotado. Trabalhar temáticas, como o papel da família no processo de
aprendizagem desse aluno; conversar sobre os estigmas e preconceitos que ainda
existem a cerca desse tema; preparar o corpo docente da escola a como trabalhar as
especificidades do aluno superdotado; dentre tantas outras possibilidades. Pode ser
percebido que frente à relevância desse tema, ainda há poucas pesquisas nos bancos de
dados, necessitando assim, de mais pesquisas sobre tal temática. PALAVRAS-
CHAVE: Inclusão; altas habilidades; educação; psicologia escolar.
10

PSICÓLOGO ESCOLAR NO BRASIL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Anna Karoline Gomes Dourado1, Luísa Tayná de Oliveira Leal2, Noélia Catarina
Monteiro de Lima3; Camila Siqueira Cronemberger Freitas 4
1
Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí, Teresina/Piauí;
2
Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí, Teresina/Piauí;
3
Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí, Teresina/Piauí;
4
Mestre em Educação, Universidade Estadual do Piauí, Teresina/Piauí
E-mail: douradokaroline@gmail.com

INTRODUÇÃO: Até a metade do século XX, a psicologia na escola estava baseada em


fundamentos clínicos e voltada, portanto, para a resolução de problemas de
aprendizagem e desenvolvimento, como aborda Marinho-Araújo & Neves (2007). Após
a redemocratização, por volta da década de 80, a Psicologia Escolar começou a traçar
novos caminhos e novas maneiras de pensar o sujeito, dessa vez tomando como base o
indivíduo e suas relações com os contextos nos quais estava inserido. Este trabalho
consiste em uma revisão bibliográfica, o qual realiza um resgate histórico da inserção da
psicologia no ambiente escolar, além de tecer reflexões acerca dos desafios da atuação
desse psicólogo na atualidade, de modo a fazer uma análise crítica dessas perspectivas.
OBJETIVOS: Discutir as perspectivas históricas e sociais da Psicologia Escolar e da
atuação desse Psicólogo na realidade brasileira; Analisar os aspectos que contribuíram
para a mudança de olhares na prática do psicólogo escolar ao longo do tempo e seus
desafios e perspectivas atuais. MATERIAIS E MÉTODOS: Este estudo constitui-se
de uma revisão da literatura especializada, realizada no ano de 2017. Realizou-se uma
consulta a artigos científicos nacionais selecionados através de busca nas bases de dados
pertencentes à Scientific Electronic Library Online (SCIELO), a partir dos descritores
“psicologia escolar”, “história da psicologia escolar” e “desafios da psicologia
escolar”.Foram excluídos artigos de cunho quantitativo e que fossem publicados antes
de 2006. RESULTADOS: O Psicólogo Escolar ainda é confundido com Psicólogo
Clínico e recebe cobranças para que haja como tal dentro das escolas, como discutem
Petroni e Souza (2014). Diante disso, este profissional precisa apresentar à Instituição
suas atribuições e desenvolver seu trabalho mostrando sua relevância. O Psicólogo
Escolar precisa estar sempre refletindo sua prática para que não caia no discurso clínico
ou em discursos excludentes e culpabilizantes quanto ao aluno. Carvalho (2008) ressalta
ainda a importância de um trabalho integrado com a comunidade. É interessante que o
Psicólogo Escolar esteja integrado com os demais profissionais da escola, bem como a
família e especialmente com o próprio aluno. CONCLUSÃO: O campo da Psicologia
Escolar é uma excelente possibilidade de atuação para o psicólogo agir ativamente sobre
a realidade, sendo uma área imprescindível para a promoção de saúde. No entanto,
ainda é muito confundido pela sociedade e para ser melhor demarcado e
reconhecido,sua atuação precisa envolver toda comunidade escolar de modo que
promova intervenções integradas, sempre refletindo a práxis de modo a não retornar à
práticas excludentes. PALAVRAS-CHAVE: Educação; desafios; histórico; psicologia
escolar.
11

ESCOLA COMO ESPAÇO PARA A VALORIZAÇÃO À VIDA

Fabiana Moreira da Silva1; Camila Siqueira Cronemberger Freitas2


1
Graduanda em Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina-PI
2
Mestre, Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina, Piauí.
Email: fabymsillva@outlook.com

INTRODUÇÃO: A adolescência é uma etapa de profundas alterações no corpo,


conflitos e contradições para a maioria destes sujeitos. As mudanças, não só corporais
naturais da fase, mas também àquelas que dizem respeito às cobranças impostas aos
adolescentes que muitas vezes os sobrecarregam. Na busca para a solução de conflitos,
os sujeitos podem recorrer a decisões extremas e chegam a tentar ou até mesmo
cometem o suicídio. Pode-se dizer que, em algumas situações, o ato suicida não requer
o fim da vida, mas sim, o fim do sofrimento. Alguns sinais são demonstrados e que não
são percebidos ou então são ignorados e conceituados como uma “bobagem". Algumas
frases esporádicas utilizadas pelo jovem que idealiza o suicídio são: “Preferia estar
morto”, “Não aguento mais”, “Os outros serão mais felizes sem mim”: isto significa que
é preciso investigar cuidadosamente o risco de suicídio. Como forma de prevenir o
suicídio, admitiu-se a importância de um trabalho que levaria os alunos à reflexão sobre
a vida com o olhar positivo a partir das potencialidades e valores que cada um possui.
OBJETIVOS: Resgatar estratégias de enfrentamento dos alunos diante de conflitos;
Refletir e evidenciar aspectos positivos da vida; Discutir sobre resolução de problemas.
MATERIAIS E MÉTODOS: As atividades foram divididas em duas etapas. A
primeira etapa envolveu alunos do 6º e 7º ano. Primeiramente foi realizada a
apresentação de todos, como forma de quebra gelo posteriormente foi entregue a cada
aluno papéis que deveriam ser depositados na “Caixa de afetos” após serem respondidos
às perguntas: “Como você está se sentindo hoje?” e “O que lhe proporciona prazer e
bem estar?” as quais seriam discutidas reforçando as descrições de potencialidades e
valores e trabalhando a resolução de problemas quando houvesse aspectos negativos na
resposta. A segunda etapa da intervenção envolveu, além dos alunos do 6º e 7º ano, as
séries do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio realizada no pátio da escola onde foi montado
o “Espaço de valorização a vida”. Neste espaço foi distribuída a fita com o broche
(sendo o símbolo da Prevenção ao suicídio e valorização da vida) juntamente com um
informativo com contatos das redes de apoio que trabalham em prol da prevenção do
suicídio. RESULTADO: Houve um grande envolvimento dos alunos e pode-se
perceber que houve um resgate na memória destes sobre as estratégias de enfrentamento
e as formas que estas poderiam ser utilizadas no dia a dia. Quando havia discurso de
emoções negativas eram debatidas as formas de resolução de conflitos a partir da
recapitulação de atividades prazerosas para ser válvula de escape em situações de
conflitos. CONCLUSÃO: Ainda há um tabu em falar sobre o suicídio na escola, mas
por conta disso o tema não pode ser deixado de lado tendo em vista que se pode
evidenciar a Valorização à vida como uma forma de prevenção do suicídio.
PALAVRAS-CHAVE: suicídio, escola, valorização a vida.
12

ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO ESCOLAR JUNTO A ALUNOS PORTADORES


DE PARALISIA CEREBRAL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Cleópatra Tessa Loiana Paz Araújo Loiola¹; Maria do Carmo Lira de Sousa²; Lilyane
Andressa Aguiar Morais de Moura3; Camila Siqueira Cronemberger Freitas4
1 Graduanda em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina, Piauí;
2 Graduanda em Psicologia,Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina, Piauí;
3 Graduanda em Psicologia,Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina, Piauí;
4 Mestre em Educação,Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina, Piauí;
lylyanneandressa@gmail.com

INTRODUÇÃO: O termo paralisia cerebral (PC) designa uma seqüela de caráter não
progressivo, ocasionando déficits posturais, tônicos e na execução dos movimentos.
Para tanto, a resposta da escola ao atendimento às necessidades educacionais especiais
dos alunos com deficiência só será possível mediante mudanças que possibilitem sua
organização para eliminação das barreiras. Na Educação inclusiva, o centro da atenção é
transformar a educação no acesso de cada um aos seus direitos. A reflexão constante da
ação e compromisso com a mudança no tratamento da diversidade humana se torna o
ponto central da participação da Psicologia nesse debate da inclusão. OBJETIVOS:
Revisar a literatura disponível sobre a atuação do psicólogo escolar junto ao portador de
paralisia cerebral na educação inclusiva; tendo como questão norteadora “o que pode
fazer o psicólogo escolar para auxiliar na inclusão?”. MATERIAIS E MÉTODOS:
Trata-se de uma revisão de literatura integrativa. As bases de dados eletrônicas Pepsic
(Periódicos Eletrônicos em Psicologia) e Google Acadêmico foram pesquisadas no mês
de fevereiro de 2017 utilizando como termos de busca psicólogo escolar AND paralisia
cerebral AND educação inclusiva. Foram incluídos artigos nacionais e internacionais
publicados em língua portuguesa, datados entre o período de 2000 e 2017. Artigos de
outras línguas, fora do período estabelecido, com texto completo não disponível e/ou
sem referência aos objetivos deste trabalho foram excluídos. RESULTADOS: É dada
uma importância para a dinâmica de trabalho do psicólogo escolar com a família;este
articula a participação dela e a troca de informações, que proporciona melhor
conhecimento acerca do indivíduo. Ressalta-se ainda a participação da comunidade,
tanto a comunidade pedagógica quanto a comunidade vizinha, partindo do princípio de
que as convivências e relações saudáveis vindas de casa também trariam importantes
avanços na inclusão. Dessa forma, o papel do psicólogo escolar junto ao aluno com PC
abrange uma movimentação da equipe que compõe a escola e de equipes
multiprofissionais externas, assim como a realidade de vivência do aluno. Estar junto ao
aluno não significa somente arranjar meios para sua inclusão, mas também reconhecê-lo
além de um diagnóstico e das possíveis limitações, apropriando-se assim de meios de
melhoras no convívio social deste e dos processos de ensino-aprendizagem.
CONCLUSÃO: O psicólogo possui papel como figura de escuta e mediação, dotado de
capacidades tanto do conhecimento educacional quanto da própria formação psicológica
para articular melhores meios na inclusão. PALAVRAS-CHAVE: Psicólogo escolar;
Paralisia Cerebral; Educação Inclusiva.
13

O AUTOCONHECIMENTO COMO RECURSO PARA O


ENFRENTAMENTO DA ANSIEDADE PRÉ-VESTIBULAR

¹Ana Célia Sousa Cavalcante; ²Letícia Maria Teixeira Matos


1 Universidade Estadual do Piauí, Psicóloga, Mestre em Saúde Coletiva pela UNIFOR;
Teresina, Piauí
2 Universidade Estadual do Piauí, Bacharel em Psicologia; Teresina, Piauí;
leticiamtmatos63@gmail.com

INTRODUÇÃO: A Psicologia Escolar vêm produzindo cada vez mais conhecimento,


mais aporte teórico, que fundamente uma prática mais qualificada dos profissionais da
área. Assim, o relato de experiência pode ser uma forma de contribuir para ampliar as
perspectivas dessa atuação profissional e diversificar as práticas interventivas a fim de
adaptar-se aos diversos desafios que surgem nas escolas. Pensando nisso, foi feito esse
relato da experiência de estágio Supervisionado em Psicologia Escolar da Universidade
Estadual do Piauí- UESPI, realizado em uma escola privada da cidade de Teresina,
Piauí, no segundo semestre letivo de 2015. Ao adentrar o ambiente escolar encontrou-se
como demanda emergente a ansiedade pré-vestibular dos alunos do 3º ano do Ensino
Médio e, a partir de então, foram desenvolvidas atividades a nível coletivo e focal a fim
de reduzir esse quadro ansioso generalizado. OBJETIVO: O objetivo desse trabalho foi
intervir junto a esses alunos a fim de ajudá-los a reduzir o nível de ansiedade frente ao
vestibular através da promoção do autoconhecimento e da autocrítica, discussão de
estratégias de resolução de problemas e redução de conflitos dentro dos grupos.
MATERIAIS E MÉTODOS: Para tanto, foram realizados cinco encontros temáticos
com cada grupo, manejados através de dinâmicas de grupo e rodas de conversa. Os
materiais utilizados foram: novelo de lã, papel xamex, lápis, hidrocor, balões,
chocolates e música. E os temas dos encontros foram: 1- Quem sou eu (sobre auto-
conceito e auto-crítica); 2- Brincando com os problemas (sobre enfrentamento de
conflitos e zonas de conforto); 3- Valorizando as qualidades; 4- Meu caminho até aqui
(sobre rótulos e a valorização da história pessoal); e 5- Fechando o ciclo (encerramento
e avaliação dos encontros). RESULTADOS: Foi possível observar o fortalecimento de
vínculos nos grupos, a redução dos conflitos nas turmas e a diminuição de alunos que
procuravam a psicóloga escolar para escuta clínica. Os alunos avaliaram os encontros de
forma positiva, houve muitas mensagens de agradecimentos e pedidos para que o
projeto continuasse, assim como sugestões de que o projeto deveria ser ampliado para o
ano todo. Muitos alunos afirmarem sentirem-se mais relaxados, menos pressionados e
terem melhorados suas relações interpessoais. Foi possível ver como são variadas as
demandas do ambiente escolar e como ainda há entraves para a atuação do psicólogo
escolar, mas que é possível vencer essas barreiras e desempenhar um trabalho de
qualidade. CONCLUSÃO: Os objetivos do plano de intervenção desse estágio foram
alcançados com sucesso, alcançando o reconhecimento não apenas dos alunos, mas do
corpo docente e administração do colégio. Apesar do fim do estágio, o projeto continua
em vigor quase dois anos depois e foi ampliado para durar o ano todo. PALAVRAS-
CHAVE: relato de experiência, psicologia escolar, ansiedade, autoconhecimento.
14

AUTOCONHECIMENTO PARA A ESCOLHA: UM RELATO DE


EXPERIÊNCIA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

Ariana de Oliveira Vital¹; Sofia Maira Moura do Monte².


1 Graduanda de psicologia, Faculdade Integral Diferencial- FACID Devry, Teresina-PI;
2 Graduanda de psicologia, Faculdade Integral Diferencial- FACID Devry, Teresina-PI
sofiamly@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A Psicologia Escolar é uma área da psicologia que vem se


consolidando atualmente, a mesma possibilita aos psicólogos atuarem em instituições
escolares e educativas com o objetivo de compreender o processo de ensino e
aprendizagem, bem como inclusão de pessoas com deficiências e diferentes aspectos
pautados por conhecimentos da área, de acordo com o código de ética profissional.
Segundo Carvalho e Araújo (2010) Na escola, são inúmeras as possibilidades de
intervenção do psicólogo escolar para contribuir ao desenvolvimento da carreira dos
alunos. Nesta perspectiva torna-se de grande relevância discutir a importância da
atuação de psicólogos escolares em Orientação Profissional, uma vez que, a prática
destes é pautada na promoção do desenvolvimento dos alunos. Enquanto que, a escolha
profissional pode ser considerada uma das maiores decisões da vida de uma pessoa,
exigida ainda na adolescência a começar a pensar o que pretende fazer ou qual a
profissão se identifica, podendo ocasionar o surgimento de dúvidas e incertezas no
decorrer do processo. Segundo Levenfus (2002), uma vez que o aluno esteja informado
sobre as profissões e de suas habilidades, este se encontra bem instrumentado para lidar
com escolhas. Nesse aspecto o orientador vem para ajudar o indivíduo a descobrir suas
aptidões, suas habilidades, identificações, para que este possa se conhecer e decidir de
maneira eficaz (NOROMBA; AMBIEL, 2006). Partindo desse pensamento, a
orientação profissional é vista como aquela que auxilia o sujeito a pensar e refletir sobre
as influências que podem receber das pessoas que estão a sua volta e suas próprias
escolhas, ocasionando um amadurecimento pessoal e educacional. OBJETIVOS:
Desenvolver um trabalho de orientação profissional através da promoção do
autoconhecimento de habilidades pessoais, possibilitando a criação de objetivos e
metas. Além disso, trabalhar temas que estão diretamente relacionados ao processo de
escolha profissional, como: a motivação e a ansiedade. MATERIAIS E MÉTODOS:
15 encontros foram realizados na estrutura de uma escola de rede privada na cidade de
Teresina-Pi. Em sua maioria, dentro de sala de aula, durante o horário de intervalo.
Tendo em média duração de vinte a trinta minutos para realização de dinâmicas. As
atividades foram realizadas com alunos do primeiro e segundo ano do Ensino Médio,
para tanto foram utilizadas técnicas em O.P e dinâmicas de grupos. RESULTADOS:
Cerca de 30 jovens e 25 adolescentes participaram voluntariamente das atividades e
técnicas voltadas à escolha e orientação profissional, as atividades foram organizadas
em um seguimento de modo que os jovens primeiro vivenciaram o processo de
autoconhecimento para no decurso das atividades refletirem sobre a escolha
profissional. Por meio das atividades foi possível observar que os alunos não tinham
conhecimento do serviço de orientação profissional, autoconhecimento, e até mesmo da
escolha profissional. Conclusão:Através das atividades desenvolvidas conclui-se que a
orientação profissional tem se tornado de grande relevância para o processo de
autoconhecimento e escolha profissional de alunos do ensino médio, uma vez que a
mesma contribui ao processo de formação dos indivíduos. PALAVRAS-CHAVE:
Autoconhecimento. Escolha. Decisão. Orientação.
15

EXPERIENCIANDO O TESTE DAS FRASES INCOMPLETAS: UMA


PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIOAL

Ariana de Oliveira Vital¹; Denise Negrão Leite²; Ana Célia Sousa Cavalcante³
1 Graduanda de psicologia, Faculdade Integral Diferencial- FACID Devry, Teresina-PI
2 Graduanda de psicologia, Faculdade Integral Diferencial- FACID Devry, Teresina-PI;
3Professora Me., Faculdade Integral Diferencial- FACID Devry, Teresina-PI)
denisenl20@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A oferta da Orientação Profissional aos estudantes da educação


básica e superior oportuniza uma vivência de intervenção constituinte e determinante do
processo de superação de dificuldades ligadas às dúvidas sobre a escolha profissional
(Pinto e Castanho, 2012). Essa demanda vem crescendo em escolas particulares e
públicas, possibilita aos alunos reflexão e aprendizagens relacionadas ao processo de
escolha profissional. O presente relato de experiência trata de uma intervenção realizada
por acadêmicas do sétimo período, na disciplina Orientação Profissional, do Curso de
Psicologia, DeVry Facid. OBJETIVO: A intervenção em Orientação Profissional
objetivou auxiliar estudantes de Ensino Médio no processo de escolha profissional;
orientar sobre suas necessidades em relação à escolha, promover atividades de
exploração de interesses, permitindo-lhes aprofundar o autoconhecimento. MÉTODO:
A intervenção foi realizada com estudantes do 2º ano do Ensino Médio de uma escola
da rede particular de Ensino Médio da cidade de Teresina-PI. Consistiu na aplicação
individual do teste das Frases Incompletas com o propósito de identificar as habilidades,
interesses, influencias, ansiedade em relação à escolha e expectativa de futuro.
RESULTADOS: 25 estudantes foram submetidos voluntariamente ao teste das Frases
Incompletas, as respostas foram organizadas em suas respectivas categorias e os
resultados discutidos em sala para em seguida fazer à devolutiva. Foi possível observar
que os participantes enfrentaram dificuldades ao completar as frases, demonstraram
ansiedade relacionada à escolha; os conteúdos de suas frases expressam
desconhecimento das próprias habilidades, interesses ou expectativas em relação ao
futuro. Baixo nível de autoconhecimento. Tem consciência da influência de seus pais,
medo de decepcioná-los e aspectos relacionados às mudanças vivenciadas na fase da
adolescência interferem no processo de escolha. CONCLUSÃO: Por meio da atividade
desenvolvida foi possível perceber que muitos profissionais inseridos no contexto
escolar não reconhecem o serviço da orientação profissional, fazendo com que a
orientação não seja desenvolvida com êxito na escola, gerando uma deficiência no
processo de Orientação Profissional dos alunos secundaristas. PALAVRAS-CHAVE:
Orientação Profissional. Alunos. Autoconhecimento. Escolha.
16

RELAÇÕES INTERPESSOAIS NA ESCOLA

Rebeca Crislayne Fernandes Delamarque¹; Me. Ana Célia Sousa Cavalcante²


1Faculdade Integral Diferencial, Teresina, Piauí;
, 2Faculdade Integral Diferencial e Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí;
E-mail: rebecacrislayne@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A relação interpessoal é definida como a interação entre duas ou mais


pessoas em diversos contextos sociais, incluindo a escola. Com isso, entende-se, ainda,
que existem várias formas de relações interpessoais no âmbito escolar e uma delas é de
aluno com aluno, tal relação é de extrema importância para o desenvolvimento do
sujeito em todas as fases da vida, inclusive na adolescência que se caracteriza por ser
uma fase de busca de identidade e de formação de grupos. Mediante o exposto, realizou-
se intervenções em uma instituição da rede particular de ensino, educação básica, na
cidade de Teresina, Piauí. Os alunos que dela participaram em sua maioria eram
advindos de outras instituições de ensino e cidades, residindo em Teresina com a
finalidade de estudo. Levando em consideração tal variável observou-se ser de
relevância intervenção que visasse as relações interpessoais dos alunos, com fins de
propiciar uma melhor adaptação dos mesmos ao novo contexto escolar. OBJETIVOS:
Promover as relações interpessoais entre os alunos; Facilitar o processo de adaptação ao
novo contexto escolar; Desenvolver habilidades sociais de alunos em adaptação ao novo
contexto escolar. MATERIAIS E MÉTODOS: Para promover as relações
interpessoais foram realizadas intervenções em grupo com utilização de dinâmicas.
Participaram da intervenção alunos com idade entre 14 e 15 anos da 1ª série do Ensino
Médio. Quanto ao tempo de duração das atividades ocorreram no período de 20 minutos
a 50 minutos. As intervenções foram realizadas em uma sala disponibilizada pela
escola. RESULTADOS: Os alunos demonstraram adesão as atividades realizadas, que
aconteceram em dez encontros semanais. Os grupos tinham uma composição mínima
de 12 e máxima de 34 alunos. Houve a facilitação da interação entre os alunos da turma,
contribuindo assim na adaptação destes no ambiente escolar. Tais resultados não foram
observados de forma imediata, mas ao longo do estágio, quando os participantes
assíduos tiveram oportunidade de verbalizar “queria dizer que fiquei feliz com as tarefas
realizadas ao longo do ano, isso tanto me ajudou quanto ajudou meus colegas a serem
pessoas melhores (...)”. CONCLUSÃO: Mediante o relatado, é possível afirmar que a
intervenção realizada foi de relevância, sendo que os objetivos foram alcançados, apesar
de alguns deles não poderem ser percebidos de uma forma imediata, considerando que a
facilitação das relações interpessoais implica em mudança de comportamento. Conclui-
se, portanto, que os participantes saíram da intervenção sensibilizados acerca das
relações interpessoais. PALAVRAS-CHAVE: Relações interpessoais; escola privada;
adolescentes; experiência.
17

RESPEITO E SEXUALIDADE NA ESCOLA: UM RELATO DE


EXPERIÊNCIA

Eldana Fontenele de Brito¹; Patrícia Melo do Monte²


¹ Universidade Estadual do Piauí, Teresina- PI
² Doutoranda em Educação, Universidade Estadual do Piauí, Teresina- PI
eldana-fontenele@hotmail.com

INTRODUÇÃO: Um tema importante e que surge de forma emergente no contexto


escolar é a sexualidade, onde ver-se a necessidade de ser claramente trabalhado dentro
das escolas brasileiras, assim, os Parâmetros Curriculares Nacionais inclui, desde 1998,
como um dos Temas Transversais. A escola precisa debater com os alunos a
sexualidade de forma geral ultrapassando o sentido biológico e entrando também na
ênfase social que os estudantes estão inseridos com o objetivo do educador trabalhar por
meio de discussões e conversas os preconceitos, tabus, sentimentos e questões que
permeiam o tema, sendo entendido que é totalmente equivocada a fala de que a
inocência protege pois a ignorância é geradora de sentimentos como angustia, culpa,
medo, entre outros. Além de que assuntos difíceis de serem abordados pelos pais podem
ser discutidos de maneira responsável no ambiente escolar. A psicologia escolar,
juntamente com o corpo de professores podem ajudar na prevenção e orientação de
adolescentes, favorecendo um ambiente propicio para discursão. OBJETIVOS: Este
relato de experiência busca refletir sobre as implicações de comportamentos
homofóbicos, situações de assédio e violência sexual dentro do contexto escolar e suas
consequências para o indivíduo. MATERIAIS E MÉTODOS: Para trabalhar esta
temática 35 alunos, de nono ano, foram distribuídos em 4 grupos e foram entregues a
eles 3 manchetes de jornais com o casos de homofobia, assédio moral e sexual, e
violência sexual contra a mulher. Foi pedido que os alunos refletissem sobre as
manchetes e em seguida foi entregue um boneco de cartolina com a instrução “cada
aluno deve escrever neste boneco uma palavra de apoio que ajude ele a passar por essas
notícias de jornais”. Após todos escrevessem no boneco foi pedido que abrisse a roda
para a discursões. RESULTADOS: De forma satisfatória, foi possível trabalhar o
respeito durante a discursão e a sensibilização de exemplos que iam surgindo na fala dos
alunos sobre a sociedade e a cultura machista que estamos inseridos. CONCLUSÃO:
Contudo enfatizasse a importância de trabalhar a sexualidade em uma visão ampla para
que os alunos possam ter autonomia de questionar sobre seus comportamentos e
compreender as relações culturais existentes na sociedade. PALAVRAS-CHAVE:
Violência sexual, Respeito, Escola.
18

ANSIEDADE COM TÉCNICA DE RELAXAMENTO PROGRESSIVO NO


AMBIENTE ESCOLAR

Eldana Fontenele de Brito¹; Patrícia Melo do Monte²


¹ Universidade Estadual do Piauí, Teresina- PI
² Doutoranda em Educação, Universidade Estadual do Piauí, Teresina- PI
eldana-fontenele@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A escola pode se tornar um ambiente ansiogênico para os alunos em


diversos momentos da vida escolar, principalmente durante a escolha profissional, que é
uma das tarefas a serem concretizadas na adolescência, pode ser considerada um
momento de muita ansiedade, pois exige o conhecimento da área de atuação, mercado
de trabalho, rotina, salários, autoconhecimento, pressões dos familiares, da sociedade e
muitas vezes da escola. Na busca de trabalhar a ansiedade e preparar o corpo para
eventos considerados pelos alunos “aversivos”, neste relato de experiência, foi utilizada
a Técnica de relaxamento progressivo de Jacobson que se baseia na premissa de que sob
condições de estresse o corpo responde com tensão muscular aos pensamentos e eventos
que eliciam respostas de ansiedade. OBJETIVO: Esta intervenção teve como finalidade
ensinar e treinar os alunos a praticarem a técnica de relaxamento com frequência diária
preparando o corpo para evento que geram desconforto como provas, seminários e
escolha profissional. MATERIAIS E MÉTODOS: Visto isso, este estudo buscou
trabalhar a ansiedade como parte do projeto de orientação profissional já desenvolvido
na escola com alunos do segundo ano do ensino médio, com apoio da escola, a
intervenção foi realizada em uma sala ampla e climatizada e silenciosa, foram utilizados
colchonetes para cada aluno visando maior conforto, o público total foram de 120
alunos divididos em turmas com média de 40 alunos. O tempo de duração da atividade
foi de cerca de 50 minutos em cada turma. RESULTADOS: Durante o procedimento
foi possível observar que a maioria dos alunos estavam realizando todos os comandos
que eram dados e ao final alguns chegaram a dormir (estado de relaxamento profundo) o
feedback que o serviço de psicologia recebeu dos alunos foram bastante gratificantes.
De forma mais atenta, foram acompanhado três alunos – que já eram acompanhados por
demanda de ansiedade no serviço de psicologia da escola – 20 dias após a apresentação
da técnica os alunos foram ouvidos e relataram praticar com frequência diária a técnica
de relaxamento e terem sentido menor ansiedade durante a semana de provas,
conseguindo responder as questões na própria sala de aula sem intermédio de
intervenções psicológicas, porém realizando alguns dos movimentos musculares de
Jacobson antes de entrarem em sala de aula. CONCLUSÃO: Com este estudo foi
possível validar a importância do psicólogo escolar trabalhar ansiedade e orientação
profissional concomitantemente e buscar estratégias eficazes para trabalhar a demanda
de forma grupal, abrangendo assim o maior número de estudantes. PALAVRAS-
CHAVE: Ansiedade, Técnica de Relaxamento, Psicologia Escolar.
19

RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DE ESTÁGIO EM PSICOLOGIA


ESCOLAR EDUCACIONAL: UM TRABALHO FOCADO NO
DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS

Halanna Talyta Marques Campelo1; Jessiane Alves Rodrigues Mota2.


1 Bacharel em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí, Teresina-PI.
2 Bacharel em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí, Teresina-PI.
talytamarques.c@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A Psicologia Escolar Educacional é uma especialidade da Psicologia


voltada para intervenções no âmbito escolar, a fim de qualificar processos educacionais
e de aprendizagem, incluindo nesse contexto as relações estabelecidas e abrangendo
diferentes modalidades de atuação. As habilidades sociais são classes de
comportamentos sociais que o indivíduo adquire e constrói no decorrer de seu
desenvolvimento, sendo imprescindível para a eficácia do processo educacional pelo
qual passa o sujeito, além de contribuir para o relacionamento com as demais pessoas
em seu meio. Sabe-se que em muitos casos, principalmente em escolas públicas, o
desenvolvimento de habilidades sociais dos estudantes encontra-se deficiente, em
virtude de vários fatores como políticos, sociais, econômicos, geográficos, etc.,
prejudicando a aprendizagem dos mesmos. A habilidade social é uma possibilidade de
enfoque do trabalho do psicólogo escolar educacional dentro da instituição escolar,
podendo ocorrer na própria sala de aula. Diante disso, após análise institucional da
escola, as estagiárias receberam a demanda através de encaminhamento pedagógico,
pelo qual foi possível perceber uma carência expressiva de desenvolvimento de
habilidades sociais em uma turma com cerca de 22 alunos do 3º ano do Ensino
Fundamental em uma Escola Municipal de Teresina-PI. OBJETIVO: Em virtude disso,
o presente estudo teve como objetivo principal melhorar o potencial de aprendizagem
dos alunos através de desenvolvimento de habilidades sociais na referida turma, visando
atingir a aprendizagem dos alunos. Os objetivos específicos foram os de conhecer o
cotidiano do profissional de psicologia escolar educacional, discutir a atuação do
psicólogo dentro do contexto escolar e relatar atividades realizadas durante o estágio
curricular em psicologia escolar educacional, que tiveram como temática principal o
desenvolvimento de habilidades sociais, além de enfatizar a importância da experiência
obtida, que pode auxiliar em novas produções de conhecimento. MATERIAIS E
MÉTODOS: Para essa demanda, foi construído um plano de ação voltado para
temáticas específicas de trabalho com autoestima, valores, emoções, atenção e
concentração e trabalho em grupo, utilizando-se de ferramentas de intervenção como
dinâmicas em grupos operativos focais com crianças, atividades lúdicas, atividades
livres, filmes, além de possibilitar também orientações para os professores que
trabalhavam diretamente com a turma. As intervenções foram realizadas em 10
momentos. RESULTADOS: Os resultados puderam começar a serem observados antes
de encerrarem as atividades planejadas. Os alunos da turma trabalhada melhoraram o
desempenho comportamental entre si e com os professores. Devido a duração do
estágio, não foi possível averiguar se houve diferença nas avaliações quantitativas dos
alunos. CONCLUSÃO: A partir desta experiência, concluiu-se que o trabalho com
habilidades sociais é fundamental para o processo educacional dos sujeitos,
principalmente nas escolas, onde os alunos passam a maior parte do seu dia,
considerando ainda a dificuldade que o ensino tradicional nas escolas enfrenta
atualmente. PALAVRAS-CHAVE: Psicologia Escolar Educacional; Desenvolvimento;
Habilidades Sociais; Escola; Intervenções.
20

APLICAÇÃO DE INTERVENÇÕES PSICOLÓGICAS JUNTO A


ADOLESCENTES DO ENSINO MÉDIO EM UMA ESCOLA PRIVADA

Caroliny Batista Oliveira¹; Camila Siqueira Cronemberger Freitas


1 Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí;
2 Mestre em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí;
carolinypsicologia@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A psicologia escolar e educacional tem sua importância reconhecida


recentemente e, é entendida como uma das áreas de pesquisa e de atuação profissional
em psicologia, associada ao processo de ensino e aprendizagem e às relações
estabelecidas no meio escolar. Ao adentrar nessa área de atuação, o profissional da
psicologia possui um campo extenso de possibilidades. Foi à partir da experiência de
estágio nesta área de atuação que pude verificar, na prática, todos os conceitos
perpassados na vida acadêmica e constatar como eles andam imbricados com a ação no
ramo escolar e o quanto são norteadores de uma atuação que gera resultados
significativos. OBJETIVOS: Relatar a experiência da estagiária de psicologia no que
tange um planejamento de intervenções que foram realizadas com jovens estudantes do
ensino médio de uma escola privada de Teresina-Piauí, proporcionando a eles uma
ampliação de conhecimentos e o desenvolvimento de pensamentos críticos na
elaboração, em grupo, de suas experiências no campo das emoções e conhecimentos
teórico/práticos presentes em suas rotinas. MATERIAS E MÉTODOS: As
intervenções relatadas foram realizadas por três alunas de Psicologia ao passarem pelo
estágio obrigatório em psicologia escolar/educacional. Foram realizadas atividades com
os alunos do 1ª e 2ª ano de uma instituição de ensino privado de Educação Básica de
Ensino Médio. Foi realizado um questionário de proposta de temas e atividades com o
corpo docente, discente, técnico e administrativo da referida instituição, no qual as
estagiárias fizeram uma seleção dos temas mais solicitados para serem abordados
durante todo o processo interventivo, elencados de forma decrescente por ordem de
interesse do público envolvido no processo: Sexualidade; Violência, Bullying e
Respeito; Depressão e Motivação; Ansiedade e Valorização à Vida. As atividades
tinham duração de 20 a 30 minutos por dia e eram intercaladas em momentos de jogo de
tabuleiro sobre os temas selecionados e rodas de conversa para maior discussão do
assunto abordado. RESULTADOS: Instigar os jovens a expressarem seus
pensamentos, ideologias e conhecimentos de assuntos que estão imbricados no seu
contexto, fez com que fosse demonstrado a grande importância do profissional da
psicologia dentro da ária da educação. As atividades foram encaradas pelos alunos
positivamente, podendo ser visto na forma que os alunos se comprometeram na
participação das atividades em que opinaram, questionaram, esclareceram dúvidas, se
sensibilizaram, refletiram, sugeriram ideias e contribuíram com o trabalho do serviço de
psicologia, de maneira séria e respeitosa. CONCLUSÃO: Através desse tipo de
atividade, foi possível compreender um pouco do pensamento adolescente, o que
sentem e como podem agir diante de certas situações. Pode-se perceber, também, o
quanto o jovem tem a dizer e a contribuir socialmente e como existe a necessidade
política e social da inclusão da opinião dessa parcela populacional na participação de
decisões acerca de seus direitos e deveres, respeitando o seu crescimento pessoal, físico
e cognitivo, necessitando de mais audição, confiança, respeito e inclusão. PALAVRAS-
CHAVE: Psicologia Escolar/Educacional; Jovens, Intervenções.
21

BLITZ COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO E PREVENÇÃO DE


SAÚDE NAS ESCOLAS
Fabiana Rodrigues de Abreu¹; Akysa da Silva França¹; Caroliny Batista Oliveira¹; Camila
Siqueira Cronemberger Freitas².
1Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí;
2Mestre em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí;
fabianarodrigues742@gmail.com
INTRODUÇÃO: Dentro do contexto escolar, surgem muitas necessidades de trabalhos que
visem a promoção e prevenção em relação à saúde coletiva, desta forma, pensar em educação
nas escolas, não se restringe apenas ao conteúdo das disciplinas presentes no contexto dos
estudantes, como explícito na etimologia da palavra Educar, que tem sua origem do Latim
educare, cujo significado literal corresponde a “conduzir/direcionar para fora”. Entende-se que
a educação vai além das expectativas de crescimento do sujeito com fins somente no êxito
acadêmico e profissionalizante. No campo educacional, faz-se relevante, o estabelecimento de
um processo de conscientização, no intuito de transformar pessoas para que aprendam a
interagir com o social atuando como um dispositivo criador dos conhecimentos necessários para
a transformação das diferentes realidades existentes. Para tal, utilizamo-nos de duas campanhas
que são desenvolvidas em contextos nacionais e internacionais, Outubro Rosa e Novembro Azul
para realizar essa ampliação da Educação em Saúde neste contexto escolar. OBJETIVOS:
Relatar a experiência de experiência das acadêmicas de Psicologia em atividades realizadas em
uma escola de ensino privado no município de Teresina, proporcionando aos alunos da
instituição conhecimento acerca da prevenção do Câncer de mama e Câncer de próstata, fazendo
referências aos meses comemorados como Outubro Rosa e Novembro Azul. MATERIAS E
MÉTODOS: As atividades realizadas foram provenientes do Estágio Profissionalizante em
Psicologia Escolar, sendo de caráter qualitativo, realizadas em uma instituição de ensino privado
de Educação Básica de Ensino Médio com alunos do 1ª e 2ª ano de forma voluntária, a proposta
da atividade consistiu em capacitações por meio de rodas de conversas sobre as temáticas, onde
cada aluno recebia uma afirmativa sobre o tema e iam sendo questionados sobre a veracidade e
juntos iam construindo as respostas. No dia acordado com o grupo todos preparam a
distribuição de cartazes informativos sobre o Outubro Rosa e Novembro azul, respectivamente,
e distribuíram fitas para os demais alunos da escola e iam dialogando sobre o tema.
RESULTADOS: A integração de estratégias de saúde junto ao sistema educacional é essencial
para formação e qualificação dos docentes com a expectativa que essas ações fomentem a
adoção de hábitos de vida mais saudáveis e promovam mudanças individuais e organizacionais
necessárias. Sendo assim, a escola, enquanto agência apoiadora de projetos além de cumprir
com sua função pedagógica atua na função social e política voltada para a transformação da
sociedade, relacionado ao exercício da cidadania e ao acesso as oportunidades de
desenvolvimento. Desta forma, o estímulo ao pensamento crítico e propor a construção e
disseminação o saber por meio do diálogo, surge como algo a contribuir para o processo de
ensino e aprendizagem, onde esses alunos estabelecem um contato informal com os demais, de
modo a não haver uma relação horizontal, sendo mediada pela ação da Psicologia na escola
instigando o processo de busca por conhecimento e partilha. CONCLUSÃO: O trabalho do
psicólogo dentro das instituições de ensino tem muito a contribuir com o processo de ensino e
aprendizagem, cabendo a este profissional aproveitar-se de discussões nos diversos eixos da
sociedade de forma a instigar os alunos ao pensamento crítico e a buscar novas estratégias de
relações com seus pares e de aprendizado; O empoderamento dos alunos participantes no
estabelecimento do fortalecimento da participação de uma parcela populacional em função da
busca de conhecimentos necessários à melhoria de vida dos seus pares ou da comunidade à qual
pertencem socialmente. Foi concluso que, trabalhar tais temáticas foi um campo gerador de
conhecimento para todos os que, de modo direto ou indireto participaram das atividades.
PALAVRAS-CHAVE: Educação em Saúde; Blitz educativa; Prevenção e Promoção de Saúde.
22

DIÁLOGO E POSSIBILIDADES NO TRABALHO COM ADOLESCENTES:


UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Fabiana Rodrigues de Abreu¹;Akysa Silva França²; Camila Siqueira Cronemberger


Freitas³
1 Universidade Estadual do Piauí, Discente, Teresina, Piauí;
2 Universidade Estadual do Piauí,Discente, Teresina, Piauí;
3Mestre em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí, Docente, Teresina, Piauí;
fabianarodrigues742@gmail.com

INTRODUÇÃO: A formação do profissional de Psicologia perpassa por diversos


campos de atuação, dentre estes se configura sua atuação mediando o processo de
ensino aprendizagem nas escolas. Desta forma o Estágio Supervisionado em Psicologia
Escolar tem como objetivo proporcionar aos acadêmicos a construção de um olhar
científico contribuindo na formação de projetos interventivos de acordo com a realidade
observada, bem como perceber o compromisso ético-político do psicólogo com as
instituições de ensino e com o processo educativo. OBJETIVO: Relatar a experiência
das acadêmicas no Estágio Profissionalizante em Psicologia Escolar. MATERIAS E
MÉTODOS: As atividades realizadas foram provenientes da Análise Institucional e de
um questionário aplicado com equipe administrativa, corpo docente e discente. O
projeto intitulado “Tá pensando o quê?”, objetivava promover rodas de conversas sobre
temáticas demandas com os alunos, sendo realizado no momento de intervalo,
disponibilizado pela instituição, construído em três etapas. A primeira etapa consistiu no
momento de integração. A segunda etapa consistiu no autoconhecimento objetivando
promover um espaço em que os alunos possam falar sobre si por meio de recursos
lúdicos. A terceira etapa com o enfoque de trabalhar temáticas referentes à reflexão
acerca da juventude e vida adulta foi dividida em temas como: Uso de substâncias,
Depressão, Valorização à Vida e Ansiedade. Como forma de obter feedback acerca das
atividades foram utilizadas expressões de emojis para que os alunos descrevessem o que
achavam de cada encontro e como finalização foi construído uma produção artística.
RESULTADOS: A proposta de rodas de conversa proporciona aos grupos no qual foi
trabalhado a construção coletiva de diálogo, onde os mesmos tiveram a oportunidade de
se expressar e, sobretudo, escutar os outros e a si mesmo, baseando nestes aspectos a
prática escolar perpassa por essa construção. No entanto, ao se construir o trabalho com
o grupo, faz-se necessário o estabelecimento de vínculos e aproximação, como proposto
na primeira etapa, na qual com base na proposta de atividade, o objetivo foi concluído,
uma vez que se estabeleceu vínculo entre os componentes do grupo e deles para com as
facilitadoras, de modo que pode-se a partir de então desenvolver as atividades propostas
de forma que funcionasse de uma maneira integral, pois com o vínculo estabelecido os
componentes facilito a manifestação e contribuiu com o desenrolar do processo
interventivo. CONCLUSÃO: O trajeto percorrido no campo de estágio contribuiu de
forma significativa possibilitando que visualizássemos o andar da Psicologia dentro do
ambiente escolar. Assim como, a construção dos aspectos teóricos adquiridos em todo o
contato acadêmico com as disciplinas voltadas para a área escolar, entretanto o campo
apresentou-se como uma nova experiência que nos levou além do que a leitura nos
proporcionara.
23

“É DE MENINO OU DE MENINA?”: PRÁTICAS E DISCURSOS


PEDAGÓGICOS SOB O OLHAR DA PSICOLOGIA ESCOLAR
EDUCACIONAL CRÍTICA

Maurício Morais Carvalho¹


¹Universidade Estadual do Maranhão, Caxias, Maranhão;
mauriciompsi@gmail.com

INTRODUÇÃO: A escola enquanto instituição social vem desempenhando seu papel


de reificar elementos culturais e perfomances, configurando-a, por vezes, como espaço
da reprodução de desigualdades e diferenciações, simbolizados através das permissões e
proibições cotidianas, das descrições dos perfis de masculino-feminino, do lugar dos
vitoriosos e dos com menor valor, das cores de pele, posses econômicas, e etc. É nessa
conjuntura que se inscreve o determinismo, pautado num paradigma binário e que
sustentam discursos de centralização do padrão sob a prescrição de um masculino,
branco, da expressividade heterossexual como modelo único e saudável – o “natural”;
restando a violência, opressão e exclusão para os/as desviantes, assim, as mulheres,
negros e negras, e as identidades e sexualidades fluídas. Diante de cenários que vêm se
delineado historicamente, a escola como instituição primordial no processo de
socialização secundária, é atravessada e não deve se furtar a participação ativa neste
âmbito de discussões e fomentar ações que contemplem o franco falar da diversidade,
uma vez que é instrumento impulsionador do desenvolvimento humano, da formação de
sujeitos em diferentes aspectos (social, cognitivos, afetivos, e etc.), atuando também
como agente ativo na produção de sentidos, imbuída deste objetivo social integrador a
escola tem como função tornar praticáveis discursos da inclusão e não do preconceito,
tendo em vista que tal instituição é autora de falas que influenciam veementemente, e de
maneira direta, a produção de significados e sentidos. OBJETIVOS: É pretensão deste,
problematizar a instituição escola a partir de seu papel balizador na formação de
classes-conceituais acerca de “normalidades” e diferenças, na elaboração e sustentação
de discursos sobre a constituição e desenvolvimento dos modos de ser e a representação
de papéis simbólicos (elementos constituintes); apontando então para, a
problematização de fazeres educativos cotidianos (jogos, brincadeiras, uso de cores,
modos de falar, danças, vestimentas, escolha profissional, dentre outras incontáveis
práxis de diferenciação e homogeneização). MATERIAIS E MÉTODOS: Esta
produção trata-se de um ensaio científico, fundamentando através de levantamento
bibliográfico e da promoção de diálogos teóricos com autores como: Bourdieu, Butler,
Fávero, Foucault, Louro, Martínez, dentre outros. RESULTADOS: Questiona-se o
lugar da mobilidade das identidades e atividades dos sujeitos nas elaborações
curriculares e práticas pedagógicas, entendendo-as como elementos constituintes do
âmbito escolar, como lugar de produções discursivas que vão muito além de “simplórios
conteúdos escolares” e que modelam a organização subjetiva dos aprendentes. Acentua-
se também a necessidade de formação docente enquanto ser pensante, reflexivo, que
atente em verdade ao alinhamento de um fazer constituído ético-politicamente e que
possa resgatar e alavancar práxis humanizadas, na incondicionalidade da aceitação do
outro, e do indagar-se sobre o uso de sua linguagem e do poder como implicadores no
processo educativo. CONCLUSÃO: Há uma necessidade urgente na
contemporaneidade do cotidiano escolar, abrirem-se novos espaços discursivos para o
franco debate sobre a mutabilidade das formas de ser, e do refletir sobre as ações
excludentes e cerceadoras. PALAVRAS-CHAVE: Gênero; Escola; Sexualidades;
Normativo; Diferenças; Diversidade.
24

PROMOÇÃO DE SAÚDE NA ESCOLA: O DIÁLOGO DE SABERES NO


ENFRENTAMENTO AO BULLYING

Amanda Fernanda Damasceno Saraiva de Sousa ¹;; Sara de Sousa Neves¹;Railan Bruno
Pereira da Silva¹; Alana Soares de Carvalho Bastos¹; Camila Siqueira Cronemberger²
Freitas²
1 Graduando em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí ;
2 Docente do curso de Psicologia da Universidade Estadual do Piauí
amandamascpsi@gmail.com

INTRODUÇÃO: Conhecer as demandas presentes na realidade escolar e conseguir


articular intervenções em que sejam trabalhadas para a promoção da saúde no ambiente
escolar é de suma importância para o trabalho do psicólogo escolar em uma perspectiva
multiprofissional. OBJETIVO:Este trabalho teve como objetivo a promoção de saúde
no contexto escolar, de modo fazer um levantamento das demandas escolares
emergentes entre os alunos do 6º ano do ensino fundamental de uma escola pública da
cidade de Teresina e uma intervenção breve visando a sensibilização em relação às
demandas apontadas. MÉTODOS: A pesquisa foi realizada por alunos de uma
disciplina interprofissional da Universidade Estadual do Piauí. A metodologia utilizada
para o levantamento foi o Arco de Maguerez, que é uma das estratégias de ensino-
aprendizagem utilizadas para a problematização da realidade. E, identificando o
bullying como demanda predominante em todos os grupos, propôs-se uma intervenção
breve, envolvendo as seguintes atividades: dinâmica de fortalecimento de vínculos entre
o grupo, a exibição de uma parte do documentário Bullying, disponível em uma
provedora global de filmes e séries de televisão via streaming, seguida de uma roda de
conversa sobre relatos de experiências de bullying dentro do grupo trabalho e uma
dinâmica de encerramento, buscando visibilizar o sentido da alteridade dentro da
convivência cotidiano tomando-se por base o conceito de alteridade trabalhado em
Vygotsky. RESULTADOS: Os resultados apontaram que houve sensibilização dos
alunos e da comunidade escolar ao que foi proposto pelo grupo, obtidas através do
feedback de situações vivenciadas pelos alunos e a busca de resoluções, assim como a
compreensão das dimensões das consequências que podem advir da prática do bullying.
CONCLUSÃO:Devido ao caráter pontual da ação, não se pode mensurar sua eficácia a
longo prazo, mas o objetivo de promover um espaço de problematização e
ressignificação dentro da escola acerca do bullying e visibilizar de forma prática a
importância da atuação do psicólogo escolar dentro deste contexto, como um mediador
dessas relações, criando possibilidades espaços de acolhimento, autoconhecimento e
alteridade foi atingida. PALAVRAS-CHAVE: Psicologia Escolar ;Vygotsky ;Bullying.
25

ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO CONTEXTO ESCOLAR

Danyele Faustino Martins1, Patrícia Melo do Monte 2


1 Faculdade Santo Agostinho - FSA, Teresina, Piauí;
2 Mestre, Universidade Federal do Piauí, Teresina, Piauí;
danyelefmartins@gmail.com

INTRODUÇÃO: A Psicologia escolar tem sido consolidada como possibilidade de


diálogo entre a psicologia e a educação na produção de conhecimento, bem como as
intervenções no contexto educacional. Muitos avanços ocorreram no campo da
psicologia escolar e educacional, entretanto, existem muitas dificuldades e conflitos no
que se refere à atuação desse profissional, sobretudo no Brasil. Nesse sentido, buscou-se
investigar a respeito da atuação do psicólogo escolar a partir de trabalhos publicados de
2010 a 2017. OBJETIVOS: Nesse sentido, a presente pesquisa teve como objetivo
geral analisar a atuação do psicólogo no contexto escolar. MATERIAIS E
MÉTODOS: Para isso utilizou-se como método de pesquisa uma revisão sistemática de
literatura com o intuito de identificar o que a produção científica nacional, publicada nas
bases de dados: Portal de Teses e Dissertações da CAPES, BIREME e SCIELO revelam
a respeito da temática. RESULTADOS: Identificou-se que na atuação o psicólogo
procura conhecer os alunos para ajudar a compreender seus processos e condições de
aprendizagem e desenvolvimento, com o objetivo de delinear ações educativas e
reconhecer nos estudantes a sua condição de sujeito singular. Por sua vez esse
reconhecimento implica em ações educacionais diferenciadas em função das suas
características, nível de desenvolvimento, sistemas relacionais e contextos sociais nos
quais participa. Encontrou-se nas produções um paralelo entre dois aspectos dessa
atuação que é a prevenção e a solução dos problemas. Constataram-se características
para atuar em prol de mudanças nos seus respectivos contextos, entre elas: prestigio
técnico e pessoal, sensibilidade em relações aos outros, habilidades comunicativas,
força e solidez nas argumentações, coerência, habilidade para negociar e gerenciar
conflitos. Outro ponto encontrado foi que alguns psicólogos são contratados para
trabalhar com orientador educacional e a atuação é centrada no atendimento individual a
estudantes, pais, professores e pouco se recorre ao conhecimento teórico - metodológico
da psicologia escolar e educacional. CONCLUSÃO: As produções encontradas
desmistificam a ideia de invisibilidade desse profissional e vão além enfatizando a
importância dessa área de atuação. Ressaltou-se nas produções encontradas que o
professor muitas vezes é o elemento central do trabalho a ser desenvolvidos, ator e
chave neste processo, dessa maneira o psicólogo contribui especialmente no delineando
e realização de ações que permitem a caracterização daqueles aspectos da subjetividade
individual que possam estar marcadamente vinculados, em cada caso, aos processos de
aprendizagem e desenvolvimento. PALAVRAS-CHAVE: Atuação do Psicólogo.
Psicologia escolar. Prática.
26

ANSIEDADE NO CONTEXTO EDUCACIONAL E AS INTERVENÇÕES DO


PSICÓLOGO SOB ENFOQUE DA TEORIA COGNITIVO -
COMPORTAMENTAL

Danyele Faustino Martins1, Patrícia Melo do Monte 2


1 Faculdade Santo Agostinho - FSA, Teresina, Piauí;
2 Mestre, Universidade Federal do Piauí, Teresina, Piauí;
danyelefmartins@gmail.com

INTRODUÇÃO: A ansiedade é um dos transtornos com maior incidência no público


infanto-juvenil, possibilitando prejuízos na forma de funcionar, ou seja, pode impactar
de forma significativa em diversas áreas da vida de cada pessoa e a escola é um dos
principais meios sociais no qual o sujeito está inserido, desse modo, merece especial
atenção. OBJETIVOS: Nesse trabalho, buscou-se compreender o que a literatura tem
revelado sobre a ansiedade dos educandos e de que forma o psicólogo escolar pode
intervir nessa demanda sob o enfoque da teoria cognitivo-comportamental (TCC).
MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa realizada por meio de uma
revisão sistemática da literatura nas seguintes bases de dados: Scielo, Lilacs, Portal de
Teses e Dissertações da CAPES. Foram utilizados textos em português no período
compreendido de 2004 a 2017, artigos empíricos, teses e dissertações. RESULTADOS:
Nos estudos analisados, perceberam-se alguns aspectos relevantes e são eles: a relação
entre autoeficácia e ansiedade na qual um aluno muito ansioso terá menos autoeficácia,
ou seja, não consegue perceber sua capacidade de realizar com sucesso determinadas
atividades; uma intervenção que pode ser utilizada é a psicoeducação, que pode ser
realizada com o professor, com o intuito de esclarecer os diversos fatores que levam o
aluno à ansiedade, bem como as características, o seu curso e as distorções cognitivas
que o aluno tem ao apresentar autoeficácia reduzida; bem como realizada com os
alunos, para que eles possam compreender o processo. Outro ponto em destaque em
relação à ansiedade na escola é sua interferência no processo de aprendizagem. Quando
há aversão a algumas disciplinas, surgem respostas emocionais negativas, ansiedade e
manifesta-se geralmente um desejo de fuga desse contexto. O psicólogo pode intervir
ajudando os alunos a perceberem suas estratégias de resolução de problemas.
Verificou-se também que estratégias de estudo e de aprendizagem, metodologias de
ensino e história individual são fatores que estão diretamente ligados, bem como a
forma como o aluno observa o comportamento do professor e interpreta seus critérios.
CONCLUSÃO: Conclui-se que a teoria cognitivo-comportamental possibilita um olhar
mais esclarecedor acerca da trama que envolve todos os presentes na dinâmica
educacional; entretanto percebeu-se a necessidade de mais estudos na área para que
possa dar um aparato teórico que auxilie a prática do psicólogo escolar. PALAVRAS-
CHAVE: Escola. Ansiedade. Psicologia Escolar Escolar. Teoria Cognitivo-
comportamental.
27

PROJETO DE EDUCAÇÃO EMOCIONAL E APRENDIZAGEM SOCIAL NO


COLÉGIO DIOCESANO EM TERESINA-PI

Fernanda Feitosa Lopes Rufino¹; Denise Martins da Costa e Silva²; Andréia Kíssia de
Sousa Teixeira³
¹Colégio São Francisco de Sales – Diocesano, Teresina, Piauí
²Colégio São Francisco de Sales – Diocesano, Teresina, Piauí
³Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Teresina, Piauí
nandafl84@yahoo.com.br

INTRODUÇÃO: As emoções têm uma importância vital para o desenvolvimento de


qualquer ser humano, principalmente na infância. No seu desenvolvimento emocional,
as crianças e adolescentes adquirem consciência dos seus próprios sentimentos e dos
sentimentos das outras pessoas. A Educação Emocional é entendida como o processo
educativo, contínuo e permanente, que busca desenvolver as competências emocionais,
capacitando o sujeito para a vida e aumentando o seu bem-estar pessoal e social. Incluir
a aprendizagem das habilidades socioemocionais no trabalho escolar é de grande
importância para a formação integral das crianças e adolescentes. Desta forma, o
Serviço de Orientação Educacional (SOE) do Colégio São Francisco de Sales -
Diocesano desenvolveu o Projeto de Educação Emocional com os alunos de 2º ao 6º
ano do Ensino Fundamental, considerando ser na infância e início da adolescência, as
melhores fases para desenvolver tais habilidades. OBJETIVOS: O projeto tem como
objetivo elevar o nível de competência emocional e social dos alunos, como parte do
seu aprendizado escolar, a fim de torná-los cidadãos assertivos e resilientes.
MATERIAIS E MÉTODOS: Projeto desenvolvido de forma interativa, através de
dinâmicas de grupos, vivências dos valores humanos, apresentação de filmes e entrega
de textos reflexivos aos pais e comunidade educativa. São realizadas também, rodas de
conversa com os pais, para partilha e reflexão das experiências que possibilitem o
desenvolvimento destas habilidades e fortalecimento das famílias. RESULTADOS: Os
critérios de avaliação são: envolvimento dos alunos e dos pais, a socialização, a
criatividade, o compromisso, a organização dos trabalhos e apresentação final dos
mesmos. Temos recebido um feedback positivo dos alunos, dos pais e da comunidade
escolar que reconhecem a necessidade desse momento de orientação e diálogo sobre as
habilidades socioemocionais. Percebemos uma melhora no comportamento e no
sentimento de autoconfiança e autoconceito relacionado as habilidades socioemocionais
dos alunos. CONCLUSÃO: Portanto, acredita-se que o ponto de partida para a
Educação Emocional é o autoconhecimento emocional. Daí a importância da
introspecção, da introjeção de nossa atenção em nosso mundo interior e do papel da
escola como agente potencializadora deste processo. PALAVRAS-CHAVE: Educação,
Habilidades Socioemocionais, Autoconhecimento.
28

SUPERVISÃO DE ESTÁGIO EM PSICOLOGIA ESCOLAR


EDUCACIONAL: COMPROMISSO COM A FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Denise Martins da Costa e Silva1; Cássia Maria Lopes Dias2; Fernanda Feitosa Lopes
Rufino3
¹ Colégio São Francisco de Sales – Diocesano, Teresina, Piauí
² Colégio São Francisco de Sales – Diocesano, Teresina, Piauí
3
Colégio São Francisco de Sales – Diocesano, Teresina, Piauí
denisemartins8@hotmail.com

INTRODUÇÃO: Psicologia Escolar Educacional é uma área de pesquisa e atuação que


tem se desenvolvidosignificativamente nos últimos anos. Paralelo a essa tendência, a
imersão dos alunos do curso de Psicologia nos campos de estágio é uma premissa para a
formação profissional e é prerrogativa no currículo. OBJETIVO: Partindo da
experiência de supervisão de estágios curriculares e extracurriculares, este trabalho tem
o objetivo de relatar a experiência de psicólogas que atuam na Educação Básica de uma
escola da Rede Jesuíta de Educação, situada no município de Teresina – PI.
MATERIAIS E MÉTODOS: Metodologicamente, subsidia-se na análise das práticas
dos estagiários desenvolvidas no colégio no ultimo triênio. Para tanto, considera-se os
registros avaliativos da equipe de psicólogas e de considerações articuladas à
categorização feita por Martínez (2009), a qual descreve dois grupos de atuação
profissional: as formas “tradicionais” e as formas “emergentes”. RESULTADOS:
Como principais resultados, foi possível: reconhecer o salto qualitativo no
desenvolvimento do estagiário em relação ao repertório de atuação do psicólogo escolar
educacional; estabelecer discussões sobre a prática do psicólogo escolar educacional
através do diálogo com a teoria; e, ainda, problematizar a realidade escolar e criar
estratégias de intervenção em formato colaborativo entre estagiários e supervisoras.
CONCLUSÃO: À guisa de conclusão, constata-se que a supervisão é de fundamental
importância para a formação do futuro profissional de psicologia porque favorece a
aproximação das bases teóricas promovidas na academiacom uma prática informada,
crítica e com maiores possibilidades de qualificação na formação. Além disso, o
exercício da supervisão deve ser compromisso com a formação e também pode
promover o desenvolvimento profissional dos psicólogos que já atuam na área.
PALAVRAS-CHAVE: Supervisão; estágio; psicologia escolar educacional; formação.
29

O TRABALHO DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR:


RELATO DE EXPERIÊNCIA NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE
EDUCAÇÃO DO PIAUÍ

1 Bianca Barbosa Melo Amaral, 2. Lavina Resende Magalhães, Elizângela Silva


Duarte e 4. Náldia Paula Costa dos Santos.
1 SEDUC – Secretaria Estadual de Educação, Teresina, Piauí.
2 SEDUC – Secretaria Estadual de Educação, Teresina, Piauí.
3 SEDUC – Secretaria Estadual de Educação, Teresina, Piauí.
4 SEDUC – Secretaria Estadual de Educação, Teresina, Piauí.
biancabarbosa_10@hotmail.com

INTRODUÇÃO: O presente estudo refere-se a uma apresentação das atividades


iniciais desenvolvidas por uma Equipe Multidisciplinar, junto à 20ª Gerência Regional
de Educação – 20ª GRE responsável por 29 escolas, da Zona Leste, localizada em
Teresina – PI. Esta Equipe é composta por 01 Coordenadora, 01 Assistente Social, 01
Professora e 01 Psicóloga, atuando ‘in locu’, nas Escolas desta Jurisdição. Tendo
iniciado em 2016, primeiramente foi realizado um diagnóstico, para conhecer as
principais demandas a serem trabalhadas nas escolas, e posteriormente foi elaborado um
Plano de Ação. OBJETIVOS: Conhecer a realidade das Escolas da Jurisdição da 20ª
GRE, com o propósito de mediar conflitos escolares, trabalhar através da prevenção,
visando a harmonia e uma cultura de paz; Apresentar o desenvolvimento do trabalho
realizado pela Equipe Multidisciplinar nas Escolas da Jurisdição da 20ª GRE, apontando
assim as principais atividades e ações desenvolvidas. MATERIAIS E MÉTODOS:
Para esse estudo foi realizado um Relato de Experiência, sendo o local da Pesquisa as
Escolas Jurisdicionadas pela 20ª GRE (SEDUC). Os participantes foram: Alunos,
Professores, Gestores e Familiares. Foi realizado um Projeto para fundação da Equipe
Multidisciplinar, em seguida foi realizado um diagnóstico, onde identificou-se as
principais demandas escolares e em seguida elaborado um Plano de Ação. Dentre as
atividades realizadas, destacam-se: Palestras Educativas; Acompanhamento Familiar;
Escuta e Aconselhamentos Psicológicos; Encaminhamentos para Serviços
Especializados e Mediação de Conflitos. RESULTADOS: Apesar de novo, observam-
se alguns resultados, como: busca da gestão das escolas por atividades mediadas pela
equipe; Após as atividades em sala de aula, alunos nos procuram para conversar
individualmente; A família já direciona-se para a GRE em busca de apoio pela equipe e
parceria com Faculdades e a inserção de estagiários de Psicologia nas Escolas desta
Jurisdição. CONCLUSÃO: A cada trabalho desenvolvido percebe-se a importância de
uma Equipe Multidisciplinar no espaço escolar, já que a Escola é um espaço que reflete
inúmeras demandas sociais. Na 20ª GRE são 29 (vinte e nove) escolas, e é praticamente
impossível a equipe fazer um acompanhamento total de todas essas demandas. Tendo
em vista a quantidade de problemas e questões a serem trabalhadas, o ideal é que
houvesse um profissional da área da Psicologia, um da Assistência Social, dentro outras
áreas da Educação e Saúde em cada escola. Como ainda não é lei estes profissionais na
educação básica, um em cada Gerência Regional de Educação da capital do Estado do
Piauí é pelo menos o começo de um avanço, para de alguma forma tentar amenizar
essas demandas. PALAVRAS-CHAVE: Equipe Multidisciplinar, Educação, Mediação.
30

A TERAPIA COGNITIVA NO CONTEXTO ESCOLAR: AS PRÁTICAS DO


PROFESSOR NO DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL NA
INFÂNCIA.

Laélia Valéria Mota da Silva Melo¹; Ramires Raynam da Silva Fontes¹;


MyrlaSirqueira Soares²
1 FAESPI, Teresina - PI
2 Psicóloga, Pedagoga,Esp.Terapia Familiar e Casal, FACIME, Teresina - PI
lvms.melo@gmail.com

INTRODUÇÃO: A terapia cognitivo-comportamental vem sendo uma das mais


importantes práticas em prevenção e tratamento de problemas em saúde mental, e cada
vez mais atinge o público infantil. Traços de personalidade começam a ser consolidados
desde a primeira infância, no momento em que interações com adultos e pares começam
a acontecer. Essas interações podem contribuir para padrões cognitivos e
comportamentais saudáveis ou prejudiciais, conforme o modelo de relacionamento
criança-meio vem sendo vivenciado (NEUFELD, 2015). OBJETIVOS: Geral:
Identificar as práticas do Professor para o desenvolvimento sócio emocional de crianças
no contexto escolar. Específicos: Apresentar como a Terapia Cognitiva auxilia no
desenvolvimento sócio emocional de crianças na escola; Descrever o trabalho do
psicólogo no contexto escolar para promover um melhor desenvolvimento sócio
emocional nas crianças. MATERIAIS E MÉTODOS: Para alcançar tais objetivos,
realizou-se uma revisão sistemática de periódicos publicados no banco de dados da
Scielo, que foram publicadas no intervalo de 2006 a 2016, no qual foram utilizados 6
artigos para referente trabalho. RESULTADOS: De acordo com Neufeld (2015) há
alguns anos a terapia cognitiva vem se ocupando também de tratar problemas cada vez
mais diagnosticados na infância, como os relacionados com ansiedade, depressão, e
comportamentos desadaptados. Atualmente, o campo da terapia infantil tem
experimentado algumas mudanças, dentre elas, o treinamento de profissionais que
atuam diretamente com as crianças: pais, professores e colegas. Na medida em que se
entra no ambiente natural do paciente, há mais chances de generalização das estratégias
aprendidas no tratamento. Nesse sentido, abre-se um leque para o psicólogo suprir a
demanda na área escolar e de prevenção, preparando os professores para promover
ativamente a educação sócio emocional de seus alunos. Habilidades sócio emocionais
referem-se àquelas que possibilitam que a criança estabeleça um relacionamento
saudável com seus pares e com adultos. Dessa forma, esse conjunto de habilidades
permite à criança lidar bem com o estresse e com os problemas, controlar os impulsos,
encarar emoções negativas com maior desenvoltura, bem como motivar-se para o
alcance de objetivos, reconhecer limites e apresentar identificação e reciprocidade para
com o outro. CONCLUSÃO: Dessa forma o trabalho do psicólogo na escola pode ir
muito além do encaminhamento de alunos-problema ou ainda da simples escuta das
demandas de professores, pais e instituição, no momento em que pode munir os atuantes
nas relações da infância com ferramentas que os auxiliem a ensinar a criança a
identificar os estados emocionais, resolver problemas sociais e manejar de forma mais
assertiva os comportamentos inadequados. Dado as suas características essenciais,
trabalhar dentro da abordagem cognitivo-comportamental implica em orientar e treinar
os professores para, intervir no ambiente direto da criança, promovendo o bom
desenvolvimento sócio emocional e prevenindo problemas em saúde mental.
PALAVRAS-CHAVES: Infância, práticas do psicólogo, desenvolvimento sócio
emocional, terapia cognitiva.
31

NOVOS SABERES, NOVOS OLHARES: PROJETO DE INTERVENÇÃO EM


ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM PSICOLOGIA ESCOLAR, UM RELATO
DE EXPERIÊNCIA

Claudiane Maria dos Santos Moura¹, Ítala Rivane Santos Cardoso¹, Lincoln Silva
Martins¹, Rafaella Coelho Sá Veloso²
1 Universidade Estadual do Piaui, Teresina, Piauí;
2 Mestre em Educação, Universidade Estadual do Piauí, Teresina, Piauí;
italarivanesc@gmail.com

INTRODUÇÃO: A psicologia escolar, dentre seus muitos objetivos, surge com o foco
de otimizar o processo educacional. Para isso, o psicólogo terá que lidar com várias
demandas psíquicas do aluno que interferem diretamente no processo de aprendizagem.
OBJETIVOS: Assim, este trabalho tem como objetivo apresentar um relato de
experiência referente às intervenções realizadas durante o estágio supervisionado em
Psicologia Escolar. MATERIAIS E MÉTODOS: Configura-se como um estudo
descritivo, realizado a partir de experiências em uma escola da rede particular localizada
no centro de Teresina. As intervenções foram realizadas com alunos do 1º ao 3º ano do
Ensino Médio e de pré-vestibular.Para a coleta de dados, utilizou-se como instrumentos
a observação do contexto escolar, conversas informais com funcionários da escola, e
caixinha de sugestão. Como ferramentas de intervenção, utilizou-se a discussão sobre
temáticas relevantes, intervenções pontuais em sala de aula, escutas clínicas, grupos
operativos e confecção de um manual que nortearia as ações dos futuros estagiários.
Para embasar a prática, utilizou-se, preferencialmente, como referências teóricas Bastos
(2010) e Martínez (2010). RESULTADOS: A partir das intervenções, notou-se uma
mudança de comportamento dos alunos - que refletiu positivamente no processo
educacional, principalmente no tocante à indisciplina e rendimento escolar,
relacionamento interpessoal, administração do tempo e esclarecimento de dúvidas
quanto diversas temáticas, e dos colaboradores da instituição, que perceberam a
importância do psicólogo escolar como agente integrante do processo educacional.
CONCLUSÃO: Ao longo do estágio supervisionado percebeu-se ainda o quanto é
dinâmico este campo de atuação, exigindo que o psicólogo tenha além da bagagem
teórica, o domínio e manejo em situações adversas. PALAVRAS-CHAVE: Processo
educacional; Psicologia Escolar; intervenções;
32

RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO EM PSICOLOGIA ESCOLAR


NO COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR DO PIAUÍ

Almeida Júnior de Alencar Bispo ¹; Ana Karolina do Nascimento Lopes ¹; Paulo César
Borges de Sousa Filho ²; Fabrício Brocardo Fachini³
¹ Graduando em Psicologia pela Faculdade de Ensino Superior do Piauí – FAESPI
(Teresina-PI); ² Docente em Psicologia Escolar pela Faculdade de Ensino Superior do
Piauí – FAESPI (Teresina-PI); ³ Graduando em Medicina pela Universidade Estadual do
Piauí – UESPI (Teresina-PI)
Email do apresentador: almeida_j_r@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A realização do estágio curricular obrigatório numa instituição


escolar possibilita não apenas a vivência da prática, mas um maior conhecimento de
uma das áreas de atuação da Psicologia, a Psicologia Escolar, uma área ainda nova,
onde há uma necessidade de profissionais interessados e uma demanda cada vez mais
crescente no meio escolar. Este estágio proporcionou uma maior reflexão do papel do
psicólogo escolar, que tem como função principal a promoção da saúde bio-psico-social
dos que fazem a escola, e para isto este profissional poderá trabalhar com os inúmeros
grupos existentes neste ambiente – grupos de alunos, de professores, equipe técnica,
dentre outros. Em termos de perspectivas de atuação são as mais variadas também, já
que se trata de um ambiente dinâmico, dando ao profissional a oportunidade de utilizar
sua criatividade, fazendo jus à união da Psicologia e da Educação. OBJETIVOS: Este
relato de experiência tem por finalidade mostrar as práticas do psicólogo escolar e analisar os
dados colhidos, bem como as necessidades e especificidades dos alunos da instituição,
criando uma aproximação destes com o profissional. MATERIAIS E MÉTODOS:
Este relato de experiência foi realizado com base no estágio obrigatório em psicologia
escolar no Colégio da Polícia Militar do Piauí. Foi realizado o programa de orientação
profissional em todas as turmas do ensino médio, seis turmas do 1º ano do ensino
médio, seis turmas do 2º ano e quatro turmas do 3º ano. O método utilizado para o
programa de orientação profissional é dividido em três passos: Autoconhecimento;
“Como sou visto pelo outro?”; Apresentação das profissões. Serão realizados testes de
orientação profissional após o cumprimento das três etapas, esclarecendo sempre aos
alunos que todos estes mecanismos servem apenas como um direcionamento para a
escolha da futura profissão. Outro projeto utilizado é o “Bate-papo interativo”, onde
apresenta-se temas transversais como o combate a ansiedade, combate ao bullying,
planejamento familiar e sexualidade. RESULTADOS: A partir do trabalho de
orientação profissional, os alunos puderam conhecer-se melhor, tendo um olhar
holístico sobre quem eles são, além de uma relação de empatia com o outro. Foram
apresentadas as profissões, dando assim, maior segurança na escolha do curso que
almejam. O projeto “Bate-papo interativo” trabalhou temas transversais que permeiam o
cotidiano dos alunos, com esse ciclo de palestra conseguimos levar os alunos a
identificar e prevenir possíveis prejuízos a sua saúde mental e dos que os cercam. Ao
longo do estágio os discentes e docentes perceberam a importância do serviço de
psicologia dentro do ambiente escolar. CONCLUSÃO: Devido ao serviço de
psicologia escolar ser muito recente no colégio da polícia militar do Piauí, ainda
existem funcionários e alunos que desconhecem o trabalho do psicólogo dentro do
ambiente escolar. Esses indivíduos ainda esperam que o psicólogo faça clínica dentro da
escola ou que o profissional trata “apenas de loucos”, sendo este um dos grandes
desafios, a desmistificação do trabalho de aconselhamento do psicólogo dentro da
escola. PALAVRAS-CHAVE: Psicologia escolar; Prevenção; Intervenção.
33

ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

¹ Maria Karoline Braga De Sousa


¹ Graduanda em Psicologia, Universidade Federal do Piauí - UFPI, Parnaíba,
Piauí;
mariakarolinebraga@outlook.com

INTRODUÇÃO: A educação inclusiva é uma abordagem educacional recente e que


tem ganhado forma e força nas ultimas décadas, ela defende que o aluno com
deficiência deve estar incluso nas atividades escolares e de sala de aula, a fim de
promover uma homogeneidade. A Psicologia Escolar dá ênfase aos processos de
escolarização mantendo o foco na escola e as relações que nela se estabelecem. O
psicólogo escolar transita entre o singular e o coletivo focando no desenvolvimento
saudável dos estudantes podendo intervir de forma direta ou indireta prevenindo,
tratando patologias, oferecendo suporte aos professores, investigando possíveis
demandas educacionais, propondo e desenvolvendo planos de intervenção na instituição
No atual contexto, o psicólogo deve estar ativo na dinâmica escolar, da sala de aula e
em contato com os educadores e gestores promovendo atividades que não provoquem
exclusão, a fim de satisfazer as necessidades dos educandos com deficiência.
OBJETIVOS: Analisar a importância da atuação do profissional psicólogo no espaço
escolar. MATERIAIS E MÉTODOS: Realizou-se uma revisão de literatura utilizando
artigos das plataformas Scielo e Pepsic e um artigo apresentado no VII Congresso
Encontro Da Associação Brasileira De Pesquisadores Em Educação Especial, que
consideram temas referentes à psicologia escolar e educação inclusiva. A busca foi feita
por meio das palavras chaves: Educação inclusiva; Psicologia Escolar. Ao todo foram
considerados 3 artigos do período entre 2010 e 2012. RESULTADOS: A partir da
análise de literatura verificou-se que o profissional psicólogo dentro da instituição de
ensino muitas vezes está limitado à aplicação de testes e encaminhamento de crianças
para turmas especiais. Contudo, notou-se que essa prática de aplicação de testes
favorece exclusão de alunos no ambiente escolar. A partir disso, essa perspectiva tem
mudado, e o psicólogo educacional tem ganhado mais espaço nas escolas com
atividades de suporte aos professores de educação regular e especial, levantamento de
dados e analises relacionadas às crianças que apresentam dificuldades na aprendizagem;
investigação de variáveis que interferem na educação das crianças; analise das relações
ambientais e interpessoais entre educadores, direção e educandos; desenvolvimento de
planos e propostas de intervenção na questão ensino-aprendizagem e elaboração de
programas de transição para alunos que apresentam deficiências, de forma que evite
exclusão. CONCLUSÃO: Visto que o profissional psicólogo tem atuação importante
na educação inclusiva, cabe a ele promover práticas que traduzem concepções
inclusivas dentro da escola, pensar meios de atenção e atendimento para com os alunos
com deficiência nos diferentes níveis de educação, direcionar os educadores e gestores a
cuidados e estratégias de ensino para os alunos com deficiências mentais e físicas,
desenvolver programas de orientação aos pais que tem papel fundamental no
desenvolvimento do educando. PALAVRAS-CHAVES: Psicologia Escolar; Educação
Inclusiva; Atuação.
34

NA ESSÊNCIA SOMOS IGUAIS, NA DIFERENÇA NOS RESPEITAMOS:


ESTÁGIO EM PSICOLOGIA ESCOLAR
1
Jéssica Regina Chaves - UESPI, Teresina-PI
2
Priscila Ferreira da Silva - UESPI, Teresina-PI
3
Profª. Me. Ana Célia Sousa Cavalcante - UESPI, Teresina-PI
1
Graduanda de Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí- UESPI, Teresina-PI
2
Graduanda de Psicologia pela Universidade Estadual do Piauí- UESPI, Teresina-PI
3
Docente do curso de Psicologia da Universidade Estadual do Piauí- UESPI, Teresina-
PI
fpryscylla@hotmail.com

INTRODUÇÃO: A educação infantil da forma como conhecemos é, na verdade, algo


muito recente. Por muito tempo a família e os grupos sociais foram os únicos meios de
se educar uma criança, prezando, em especial, as questões relacionadas a tradições e ao
tornar-se adulto (CRAIDY e KAERCHER, 2009).A educação infantil é a primeira etapa
da educação básica, a LDB define como a etapa que acontece o desenvolvimento
integral da criança, e é nesse período que acontece o desenvolvimento crítico das
crianças com deficiência É em meio a esse movimento novo de inclusão que a escola
tem que delimitar o seu papel nesse processo de inclusão contribuindo acerca da
educação do deficiente (CARNEIRO, 2012).A criança tem contato com novas
realidades, novos desafios, exigências, normas e regras, bem como com diversas outras
pessoas, quer sejam de sua idade, quer sejam adultas. Ao entrar em contato com essa
diversidade do humano deve-se, pois, ter o cuidado para que sintam-se acolhidas em
suas diferenças. Assim, a inclusão é uma temática que precisa ser discutida com
bastante delicadeza, já que, é na infância que o ser humano mais se apropria de
comportamentos dos adultos e adquirem repertórios a serem levados para a vida.
OBJETIVOS: O objetivo é apresentar um relato de experiência de um estágio
supervisionado em psicologia escolar educacional , contribuindo com discussões na área
da Psicologia Escolar. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um relato de
experiência. Realizado em uma escola privada de um bairro da zona norte da cidade de
Teresina. No primeiro momento foi realizado a caracterização do contexto da escola, ou
seja levantamento e análise de dados, e observação na sala de aula. Foi escolhido como
público alvo de intervenção do projeto de estágio a Educação Infantil. No segundo
momento foi realizada as atividades de intervenção (contação de histórias com
fantoches, apresentação de vídeo educativo e discussão; uma terceira atividade foi
realizada e estendida a toda comunidade escolar com a exposição de opiniões sobre o
tema em um painel), abordando as diferenças individuais e inclusão escolar como tema,
para intervenção com as turmas da modalidade de ensino. RESULTADOS: Ao término
deste trabalho foi possível observar a necessidade de abordar o tema sobre inclusão
escolar aos profissionais e a carência destes a respeito desse tema, pode-se perceber o
empoderamento do público alvo quanto as diferenças individuais e a forma como lidam
assertivamente dentro de sala de aula. CONCLUSÃO: A experiência no contexto
escolar nos fez perceber a necessidade do profissional de psicologia escolar para a
contribuição no processo de inclusão escolar de ensino-aprendizagem, como também a
satisfação em perceber que as diferenças individuais são trabalhadas na Educação
Básica de Ensino. PALAVRAS-CHAVES: Inclusão escolar. Educação infantil.
Psicologia escolar.
35

PROJETO DE INTERVENÇÃO: BULLYING NAS ESCOLAS

Ana Célia Cavalcante¹, Caroliny Batista de Oliveira², Déborah Éllen de Matos Ribeiro²,
Fabiana Rodrigues de Abreu ², Nicolle Soares Tavares ².
1 Mestre em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí, Docente, Teresina, Piauí
2 Universidade Estadual do Piauí, Discente, Teresina, Piauí.
E-mail apresentadora: carolinypsicologia@hotmail.com.

INTRODUÇÃO: O contexto educacional está imerso em uma realidade cada vez mais
conflituosa e preocupante. Um assunto que vem repercutindo e ganhando forças nos debates
educacionais nos últimos anos se refere ao bullying, considerado uma das principais formas
de violência inserida no ambiente escolar. Caracteriza-se pela prática, muitas vezes velada,
de atos agressivos que afetam diretamente os discentes, dentre eles: intimidação,
humilhação, perseguição e “brincadeiras” de caráter ofensivo (risadinhas, empurrões,
fofocas); com a intenção de prejudicar o outro, independentemente de condições sociais e
econômicas dos agressores, vítimas e testemunhas. Esta forma de violência ocorre
frequentemente entre o meio estudantil e atinge todo o ambiente educacional. Desta forma,
percebe-se a suma importância do trabalho dos profissionais de Psicologia para atuar na
prevenção e conscientização acerca das consequências do bullying. OBJETIVOS: Relatar
acerca da discussão sobre aspectos gerais do Bullying com a comunidade escolar como
estratégia de conscientização, prevenção e redução dos comportamentos deste tipo de
violência. MATERIAIS E MÉTODOS: As intervenções foram realizadas em dois
encontros pontuais com datas e horários previamente acordadas com a instituição de ensino,
com duração de, aproximadamente, 40 minutos cada. O primeiro encontro teve como
objetivo a sensibilização de três turmas de 2º ano do Ensino Médio sobre o tema
“Bullying”, com o uso de recursos dinâmicos e audiovisuais. A explanação consistiu em
quatro etapas. A primeira, os alunos foram questionados sobre o “o que era bullying” e
seguida foram mostrados vídeos para ilustrar. A segunda etapa foi apresentada imagens
intercaladas sobre diferentes tipos de bullying e os estudantes foram solicitados a fazerem
associação com conteúdo. Como terceiro momento a fim de discutir acerca dos personagens
do bullying, os alunos foram instigados, junto às facilitadoras, a identificar tais tipos, por
meio de emojis virtuais, contextualizados ao público jovem, nas ilustrações levadas. No
quarto momento foram exploradas as consequências do bullying e alternativas de
enfrentamento, na forma de apresentação de imagens e discussão com o grupo. No segundo
encontro, propomos o desenvolvimento de um espaço explicativo e interativo com a escola
e familiares dos estudantes de forma a dialogar expositivamente sobre aspectos gerais sobre
o que é o “Bullying”. Como recursos extra, utilizamos ferramentas audiovisuais e material
informativo, com a finalidade de inquietar o público sobre a proporção do fenômeno
Bullying. RESULTADOS: A escola apresenta-se como uma instituição criada para
empregar uma socialização formal, no entanto, por ser um espaço dinâmico e com
diferentes personagens, são apresentados diferentes conflitos que precisam ser mediados por
diversos profissionais. No que tange ao fazer psicológico, a este profissional cabe utilizar-se
de recursos, onde os alunos possam construir um saber e dialogar sobre, permitindo que os
mesmos reflitam sobre suas práticas e elaborem estratégias para o enfrentamento e
promoção de mudanças. CONCLUSÃO: O bullying precisa ser identificado em suas
diferentes formas e é necessário estar atento aos papeis desempenhados, como o agressor, a
vítima e as testemunhas, cada um ocupa uma posição diferente e exige uma atenção de
acordo com a especificidade do caso. A articulação para erradicação do bullying precisa ser
integrada entre os sujeitos que compõem a escola, família, profissionais e comunidade para
o fortalecimento dessa rede de apoio a esses alunos e a escola enquanto estrutura.
PALAVRAS-CHAVES: Bullying. Educação. Psicologia escolar.
36

BULLYING: A BRINCADEIRA COMO FERRAMENTA DE INTERVENÇÃO


Ana Célia Cavalcante¹, Déborah Éllen de Matos Ribeiro², Jady Aristideanne Ávila Barral².
1 Mestre em Psicologia, Universidade Estadual do Piauí, Docente, Teresina, Piauí
2 Universidade Estadual do Piauí, Discente, Teresina, Piauí.
E-mail apresentadora: deborahellenmr@hotmail.com.

INTRODUÇÃO: Temos na escola o espaço legitimado socialmente por dar atenção à


aprendizagem e ser o local da construção do saber e disseminação de valores e normas
culturais. Assim, a Psicologia é inserida nesse campo e no decorrer de seu desenvolvimento
como ciência e prática profissional, passa a buscar formas de auxiliar no processo de
ensino-aprendizagem e nas relações colocadas em torno disso. E ao se falar em crianças,
algo que é ligeiramente associado a elas são as brincadeiras infantis que ilustram essa fase
de desenvolvimento. Em muitas teorias elaboradas no que concerne o campo de
conhecimento da Psicologia, se traz o brincar como um dos fatores preponderantes ao
desenvolvimento humano. Cordazzo e Vieira (2007) abordam a brincadeira sendo indicada
como um recurso que pode estimular o desenvolvimento infantil e proporcionar meios
facilitadores para a aprendizagem e intervenção escolar, sua utilização aproveitando uma
motivação própria das crianças para fazer do processo de aprender mais atraente. Assim, a
prática aqui descrita buscou utilizar a brincadeira como ferramenta para responder à queixa
de bullying em uma turma de 4º ano do ensino fundamental ao serviço de Apoio
Psicológico Educacional – APE de escola da rede particular de ensino onde foi realizado
Estágio Supervisionado de Psicologia Escolar. OBJETIVOS: Trabalhar as emoções
mediante queixas advindas de bullying no espaço escolar. MATERIAIS E MÉTODOS: A
intervenção foi realizada em um encontro pontual com data e horário previamente acordada
com a instituição de ensino, com duração aproximada de 30 minutos. Foi levado e
apresentado pelas estagiárias de psicologia um desenho de boneco em folha de papel A4 e
proposto que a turma desse um nome a ele. Nomeado o boneco foi sugerido que um aluno
por vez na ordem das filas de carteiras fizesse um pequeno amasso na folha e o ofendesse
de alguma forma. Ao fim as estagiárias desamassaram a folha e pediram que fosse feita
relação das ofensas com as marcas deixadas no boneco desenhado de modo a discutir as
marcas deixadas por o bullying. Foi aberta então, discussão sobre as formas de bullying
conhecidas pela turma, explorando o conhecimento e vivência deles sobre a temática de
forma a sensibilizarmos sobre as consequências que essa forma de violência pode levar.
RESULTADOS: Durante a atividade todas as crianças da turma puderam manifestar
alguma ofensa verbal ao desenho como foi solicitado, sendo observado uma maior
quantidade de adjetivos por parte de alguns alunos. No espaço de discussão os mesmos
alunos que mostraram maior agressividade para com o desenho relataram ter usado apelidos
que já receberam ou ainda recebem dos colegas, um deles chegou a pedir desculpas e se
emocionar. A turma pediu desculpas entre si por episódios de bullying relatados entre eles.
Alguns alunos afirmaram não terem ideia de que suas “brincadeiras” machucavam de
alguma forma um colega. Houveram relatos ainda de alunos que justificam tais atitudes por
já terem sofrido perseguição em anos anteriores. CONCLUSÃO: A brincadeira se mostra
uma forma eficaz de abordar assuntos a ser trabalhados com o público infantil, favorecendo
uma maior compreensão e envolvimento dos pares. Trabalhar o bullying significa articular
os diferentes sujeitos do espaço escolar, a instituição proporcionando espaço de discussão e
voz a todos. Acreditamos que o espaço da sala de aula merece atenção por se apresentar
uma rica amostra social, nela podemos observar o desenvolvimento humano, extrair
modelos de comportamento e ilustrações de relacionamentos. Além de tudo isso, nela temos
potencial transformador de vidas, ela possibilita trabalhar o processo de aprendizagem se
utilizando de diversos meios, através de quadros teóricos fazer da realidade uma prática
efetiva de apropriação de conhecimentos e habilidades pró-sociais. PALAVRAS-
CHAVES: Bullying. Psicologia escolar. Brincadeira.
37

QUANDO A MORTE INVADE O AMBIENTE ESCOLAR: UM RELATO DE


EXPERIÊNCIA
Camila Cronemberger Siqueira Freitas¹, Ingride dos Santos Machado², Marisa Ferreira Rocha²
1 Professora Mestre do curso de Psicologia, UESPI- Universidade Estadual do Piauí, Teresina-
PI;
2 Acadêmica de Psicologia, UESPI- Universidade Estadual do Piauí, Teresina- PI.
marisarocha.psi@gmail.com.

INTRODUÇÃO: Este trabalho foi elaborado a partir da experiência das alunas do


curso de Psicologia da Universidade Estadual do Piauí – UESPI, no estágio
profissionalizante em Psicologia Escolar em uma escola privada da cidade de Teresina-
PI. Local dinâmico e permeado pelas mais diversas demandas e desafios, onde
situações de perdas também estão presentes, de tal forma, durante a experiência de
estágio, a morte invadiu o espaço escolar. Como Bernz (2012) afirma, situações como
esta, podem acontecer de forma inesperada, e a escola deve investir em estratégias e
planos de ação durante todo o ano, estando preparada para quando situações repentinas
de morte acontecer. Sendo o luto considerado uma reação normal e esperada diante da
perda de um vínculo de algo ou alguém, mas um processo complexo que varia de
pessoa para pessoa, faz-se necessário abrir espaço para trabalhar o luto que afeta
crianças e adolescentes. OBJETIVOS: Oferecer acolhimento e suporte aos alunos que
sofreram uma perda, permitindo que expressem suas emoções na rotina de sala de aula.
MATERIAIS E MÉTODOS: O estágio desenvolveu-se no segundo semestre do ano
de 2016, em uma escola privada na cidade de Teresina – PI, onde a temática morte e
luto foi abordada em atividade posta em prática após a morte de uma aluna do 9º ano da
instituição. As atividades ocorreram nas duas turmas de 9º ano do ensino fundamental,
A e B, as turmas eram compostas por 37 alunos e 35 alunos respectivamente. A
atividade “Ressignificando a dor” consistiu em uma roda de conversa inicial (o
momento é livre para que os mesmos possam se expressar e relatar os seus sentimentos
e angustias). Após essa vivência foi orientado para que eles fizessem um “mural de
homenagens” como forma de despedida, expressando em papel A4 os sentimentos
vividos. RESULTADOS: A atividade proposta foi direcionada a aceitação da realidade
da perda, a elaboração da dor e a ressignificação da relação perdida. Inicialmente, ao
entrar em sala, foi feito uma análise de como os alunos se sentiam e como se afetaram
com o ocorrido. O início da atividade foi conduzida para que eles fizessem homenagens
e despedidas colocando em uma folha A4 o que gostariam de ter dito ou falado, ou o
representava essa experiência de luto para eles. Ao concluírem as folhas foram
colocadas no chão e todos ficassem em círculo, em volta das homenagens, e ficou
aberto para aqueles que quisessem, pega e ler aquilo que haviam escrito, muitos alunos
e se emocionaram, mesmo aqueles que mais resistiram inicialmente à participar da
propostas. No momento final eles foram direcionados a fazer um mural de homenagens
na própria sala, porém os mesmo pediram para que os materiais fossem colocados em
frente à sala da aluna. CONCLUSÃO: Muitos adolescentes tendem a sentir vergonha
de expressar seus sentimentos, visto como sinal de fraqueza, e que muitos outros só
precisam de um espaço em que se sintam seguros para expressar-se. Kovács (2012)
enfatiza que muitos adolescentes possuem dificuldades de lidar com sentimentos de
vulnerabilidade não os reconhecendo, mesmo perdendo amigos próximos. Pode-se
constatar, com esta experiência, a importância do reconhecimento do luto, e de
compartilhar a vivência desse processo para a elaboração da perda por crianças e
adolescentes, e para um desenvolvimento sadio no ambiente escolar, lugar onde passam
boa parte do seu dia. PALAVRAS-CHAVES: Psicologia escolar; Morte e Luto; Luto
na escola; Adolescência.
38

A EXISTÊNCIA DO DÉFICIT DE HABILIDADES SOCIAIS E OS


PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO
Camila Cronemberger Siqueira Freitas¹, Ingride dos Santos Machado², Marisa Ferreira
Rocha³
1 Professora Mestre do curso de Psicologia, UESPI- Universidade Estadual do Piauí,
Teresina- PI,
2 Acadêmica de Psicologia, UESPI- Universidade Estadual do Piauí, Teresina- PI,
3 Acadêmica de Psicologia, UESPI- Universidade Estadual do Piauí, Teresina- PI,
ingride.santos@outlook.com

INTRODUÇÃO: A psicologia escolar é um campo de atuação que visa contribuir para


aperfeiçoar o processo educativo, considerando este, um processo complexo de
transmissão cultural e desenvolvimento da subjetividade. Durante o período escolar o
individuo relaciona as suas experiências de acordo com o seu contexto histórico e
cultural onde organiza as suas ações e transfere para as suas vivências sociais. A sua
adaptação e interação com os pares na escola está relacionado às relações que poderá vir
a desenvolver, neste sentido a adaptação e interação vem a proporcionar a esses
estudantes habilidades sociais, pois o modo como este se vê pode contribuir para o seu
desempenho escolar e para a sua interação com os outros, além da expressão de suas
emoções tanto negativas quanto positivas. OBJETIVOS: A presente pesquisa tem
como objetivo identificar a relação existente entre o déficit de habilidades sociais e a
ocorrência de problemas de comportamento nas interações escolares. MATERIAIS E
MÉTODOS: Este estudo caracteriza-se como revisão sistemática de literatura, onde se
realizou um levantamento nas bases de dados PsycINFO , LILACS e em literatura
impressa, entre o período de 2005 a 2017. RESULTADOS: A escola se apresenta como
um espaço essencialmente interativo e tem função de preparar futuros cidadãos críticos,
pautados pela ética, pelo respeito às normas e desempenho de habilidades interpessoais
necessárias à reivindicação e defesa de direitos e ao relacionamento saudável e
produtivo em diferentes contextos. As principais classes de comportamentos tidas como
prioritárias no desenvolvimento interpessoal da criança, de acordo com Del Prette e Del
Prette (2005), são divididas: autocontrole e expressividade emocional; civilidade;
empatia; assertividade; fazer amizades; solução de problemas interpessoais; e
habilidades sociais acadêmicas. Essas habilidades sociais dizem respeito a
comportamentos que são necessários para se tenha uma boa relação social de acordo
com cada contexto e cultura. Esses comportamentos podem ser: iniciar, manter e
finalizar conversas, pedir ajuda, responder ou fazer perguntas, fazer e recusar pedidos,
expressar sentimentos, lidar com criticas e elogios, escutar empaticamente, pedir
desculpas, além de outros (MURTA, 2005). CONCLUSÃO: Os autores fazem uma
relação quanto às dificuldades de aprendizagem (evidenciada pelo baixo rendimento
acadêmico), e sua concomitância com as dificuldades interpessoais, expressas em
termos de déficits de habilidades sociais e ocorrência de problemas de comportamento.
As diferentes classes de comportamentos sociais do indivíduo contribuem para a sua
competência social, favorecendo a um relacionamento saudável e produtivo com os
demais pares, além de ser um componente crucial para a aprendizagem e o sucesso
escolar, bem como para o desenvolvimento socioemocional e o ajustamento na escola.
PALAVRAS-CHAVES: Psicologia Escolar; Habilidades Sociais; Aprendizagem.